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                    <text>IMPLANTAÇAO DA BIBLIOTECA NA COMUNIDADE DO BREJARU –
PALHOÇA/SC: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Ivete Marisa Blatt∗

RESUMO
Relata a experiência de implantação e organização da biblioteca na comunidade
do Brejaru no município de Palhoça, estado de Santa Catarina. O programa de
Meio Aberto Brejaru proporciona atendimento de proteção e atenção a crianças e
adolescentes em situação de risco pessoal e social. Descreve também as
atividades desenvolvidas no projeto de extensão universitária da Faculdade
Estácio de Sá de Santa Catarina.
PALAVRAS CHAVES: Informação social. Cidadania. Extensão universitária.
Responsabilidade social.

1 INTRODUÇÃO

São inúmeros os problemas que enfrentam as crianças e adolescentes,
oriundos de populações carentes, com baixos níveis de escolaridade, a mercê das
atividades ilícitas ligados à venda e consumo de drogas. A pobreza é o principal
problema que afeta a sociedade nos dias de hoje. Sabemos que a educação, ou
seja, a falta dela é a principal causa da violência que assistimos no dia-a-dia.
A partir da consciência por parte da equipe de bibliotecários da Faculdade
Estácio de Sá de Santa Catarina – FESSC, da importância dos projetos sociais,
surge à inquietação. Por que não aliar a Biblioteca universitária a um trabalho
social? A biblioteca da FESSC juntamente com a coordenação do PTP - Programa
de Treinamento Profissional - apostaram neste projeto, inicialmente tímido, mas
com maneiras eficientes de influenciar na qualidade de vida destas crianças. São
pequenas ações que juntos modelam um perfil de programa social.

�Com esta iniciativa a Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina está
ampliando a sua missão social, facilitando a oportunidade de acesso e uso da
informação, aos cidadãos catarinenses, contribuindo assim para minimizar as
desigualdades sociais.

2 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

A Extensão Universitária é um processo educativo, de conotação cultural,
artística e científica, que promove a integração da universidade com a sociedade,
através de atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas no âmbito da academia.
A integração possibilita a reciprocidade das relações universidade e
sociedade, reconhecendo em ambas, possibilidades de aprendizagem e
desenvolvimento do saber popular e científico. Juntamente com o ensino e a
pesquisa, constituem-se nos pilares da Universidade brasileira, cujas atividades
são consideradas indissociáveis, segundo a Lei das Diretrizes e Bases da
Educação – LDB.
Tem-se hoje como princípio que, para a formação do Profissional Cidadão é
imprescindível sua efetiva interação com a Sociedade, seja para se situar
historicamente, para se identificar culturalmente ou para referenciar sua formação
com os problemas que um dia terá de enfrentar.
Segundo o Ministério da Educação, no seu Plano Nacional de Extensão
1999-2001 a EXTENSÃO, é entendida como:
prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades
de ensino e de pesquisa, com as demandas da maioria da
população, possibilita a formação do profissional cidadão e se
credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço
privilegiado de produção do conhecimento significativo para a
superação das desigualdades sociais existentes. É importante
consolidar a prática da EXTENSÃO, possibilitando a constante

�busca do equilíbrio entre as demandas socialmente exigidas e as
inovações
que
surgem
do
trabalho
acadêmico.
http://www.mec.gov.br/Sesu/planonaex.shtm

Uma atuação de impacto e transformadora da universidade demanda que a
abordagem dos problemas, da comunidade seja feita segundo uma visão
abrangente

da

realidade

social

na

qual

está

inserida,

relacionando

a

particularidade desses problemas à complexidade das relações socioeconômicas
e políticas. Não deve ser substitutiva à responsabilidade de ação dos gestores de
políticas públicas e das organizações sociais, mas parceira e contratual. Deve
atuar de forma deliberada e planejada, segundo linhas programáticas estratégicas,
representadas por programas de extensão que nucleiem projetos e outras ações
(cursos, eventos, prestação de serviços, elaboração e difusão de produtos), de
forma

interdisciplinar,

interprofissional

e

interinstitucional,

integrados

aos

programas de formação e de pesquisa (CORREA, 2003).
Inserida no seu tempo e espaço, a extensão universitária, em sua
indissociabilidade com o ensino e a pesquisa, poderá contribuir e participar
significativamente em processos de desenvolvimento regional e nacional, de
construção das políticas públicas, do sistema social, dos direitos humanos, da
democracia, da vida e da paz. Para Duarte (2004, p.2) a “extensão universitária é
uma forma de exercício do ensino e da pesquisa e não outra função da
Universidade”.

3 COMUNIDADE DO BREJARU

O “Programa de apoio sócio-educativo em meio aberto Brejaru”, vinculado a
associação “AÇÃO SOCIAL PAROQUIAL PONTE DO IMAROIM” criado em
fevereiro de 2000, tem por objetivo atender estas crianças em caráter sócioeducativo, oferecendo atividades de acompanhamento pedagógico, reforço
escolar, oficinas de arte e capoeira, como também alguns cursos de iniciação

�profissional tais como: introdução à informática, iniciação musical, pintura,
cerâmica, e outros.
A implantação da Biblioteca em 2002 resultou da iniciativa de professores e
bibliotecários da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina e da coordenadora
do projeto na comunidade, que solicitou a implantação da referida biblioteca.
Contamos também com o trabalho voluntário de quatro estagiários do curso
de graduação em Biblioteconomia da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC, como parte do programa de estagio curricular supervisionado
apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso, ampliado como um projeto
de extensão universitária da universidade Estácio de Sá de Santa Catarina.
Foi neste sentido que a Ação Social do Meio Aberto Brejaru em conjunto
com a Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, firmaram um convênio, como
objetivo principal de proporcionar às crianças da comunidade do Brejaru, o acesso
à informação, ao saber, a cultura e ao lazer.

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Neste projeto foram desenvolvidas inúmeras atividades envolvendo desde a
aquisição de material e seu tratamento técnico até as atividades específicas
visando o incentivo da leitura e o apoio como reforço escolar.

4.1 CAMPANHA DE DOAÇÕES
Neste período foi realizado uma campanha de doação de livros e outros
materiais de interesse, mobilizando professores, funcionários e alunos da
Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.

�Foram arrecadados em torno de 2000 livros, inúmeros GIBIS, fitas de vídeo,
fitas K-7 e uma infinidade de brinquedos tais como: quebra-cabeça, lego, jogos,
brinquedos educativos, fantoches e brinquedos em geral.

4.2 POLÍTICA DE SELEÇÃO

Sabe-se que em uma campanha de doações de livros, se por um lado
apresenta benefícios, permitindo a formação de um acervo bibliográfico sem
custos, por outro lado acarreta riscos de receber inúmeros materiais que não
poderão ser incorporados ao acervo devido às condições físicas do material,
assuntos sem interesse, ou ainda por razões de atualidade do material. Neste
etapa, o material foi selecionado a partir da definição de uma Política, estabelecida
pela equipe responsável pelo projeto, em conjunto com os estagiários do
programa.

4.3 GIBITECA

Recebemos uma grande quantidade de GIBIS e percebemos que este tipo
de material desperta um grande interesse por parte das crianças, o que justificou a
criação de setor denominado GIBITECA. As histórias em quadrinhos são
consideradas atraentes, pois os desenhos, tornam uma leitura mais amena e
descontraída.

�Figura 1 – Foto da Gibiteca

4.4 BRINQUEDOTECA
Foram arrecadados inúmeros brinquedos educativos, jogos e brinquedos
em geral o que levou a criação da Brinquedoteca. Disponibilizamos almofadas,
tapetes, mesas adequadas com o objetivo de criar um ambiente aconchegante,
um espaço alegre, colorido, diferente, e assim, proporcionar às crianças, um
espaço para brincar livremente, soltar sua imaginação, sem medo de ser punida
ou cobrada. Neste local a criança tem a oportunidade de experimentar e conhecer,
explorar e manipular objetos, vivendo assim experiências diferentes e que planeja
a forma para convidar a criança a brincar e a interagir com os brinquedos e o
grupo.
Além de contribuir no conhecimento, autonomia, e iniciativa da criança, a
brinquedoteca vem resgatar o direito à infância. Ajuda a fazer com que a criança

�desenvolva a criatividade tão ameaçada pela tecnologia educacional de massa. A
livre manipulação dos mais variados objetos e materiais dá a criança à
possibilidade de ir passando aos poucos, de uma fase de conhecimento motor e
sensorial à outra mais abstrata, além de começar a perceber relações, causas e
conseqüências. Ajuda a criança a desvincular o brinquedo do seu aspecto de
posse e consumo, despertando o sentido de responsabilidade e o respeito à
propriedade coletiva, preparando para a vida em sociedade.

Figura 2 – Foto da Brinquedoteca

5 TRATAMENTO TÉCNICO
Na implantação de uma biblioteca como esta, precisamos buscar sempre a
simplificação e a clareza, para deixar visível a todos os usuários como ela
funciona e como está organizada.

�5.1 REGISTRO
Após a seleção do material recebido por doação, procedeu-se o registro do
acervo em uma ficha. Nesta ficha foram anotados os dados tais como: número de
registro, autor, título, local, editora, edição, ano de publicação e número de
páginas.

5.2 CLASSIFICAÇÃO
Foi adotado o sistema de cores, onde cada classe e/ou assunto recebeu
uma cor específica. A cor correspondente foi colocada em forma de tarja acima da
etiqueta do número de chamada. Nas laterais e na parte frontal das estantes
foram colocadas placas sinalizadoras indicando cores/assuntos dos livros ali
organizados, tornando-se funcional e convidativa.

Figura 3 – Esquema de classificação do acervo utilizando cores

5.3 PREPARO PARA CIRCULAÇÃO
A preparação do material para empréstimo consistiu na colagem do bolso,
colocação do cartão da assinatura, a papeleta da devolução e confecção da
etiqueta de lombada, e o cartão de identificação de usuário.

�6 MÓVEIS
Foram arrecadados juntos às instituições públicas e privadas e pessoas
físicas, algumas mesas, estantes, cadeiras, enfim, o material necessário para
organizar o acervo.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O maior desafio de um trabalho social e promover a melhoria de qualidade
de vida dos beneficiados. Independente de sua abrangência, do volume de
recursos envolvidos e da forma como são conduzidas as iniciativas, percebemos
que um programa social é um processo permanente, de longo prazo, que não faz
diferença entre grandes, médias ou pequenas empresas.
Responsabilidade social não é exclusivamente do governo, também é da
sociedade, do empresário, e do cidadão em geral. E por que não das Bibliotecas e
dos Bibliotecários?
Nossa missão como Bibliotecários é facilitar aos indivíduos o acesso à
informação e possibilitar, desta forma o desejo de aprender e discutir, a formação
do conhecimento. Desta forma nossa missão como agentes de transformação
social é plenamente realizada.
Para nós bibliotecários por meio da implantação deste projeto, ficou
confirmada a importância do acesso à informação, ao saber, a cultura e ao lazer.
O benefício para as crianças e adolescentes que freqüentam este
programa, pode ser atribuído à facilidade de disporem de instrumentos que
auxiliam nas atividades escolares, na inicialização profissional e na sua inclusão
na sociedade, e principalmente, pela oportunidade de despertar e incentivar o
interesse pela Leitura, por meio dos livros, revistas e outras fontes de informação,
disponíveis naquele espaço.

�Além da implantação da Biblioteca, outras atividades estão sendo
planejadas para que aumente a atuação do projeto.

REFERÊNCIAS

CORRÊA Edison José. Extensão universitária, política institucional e inclusão
social. Disponível em: &lt;http:www.uniso.br/extensão/download/ArtigoExtens%E3o.doc.&gt; Acesso em 12 de julho de 2004.
DUARTE, Júlio César. Extensão Universitária: função própria ou filosofia de
ação da Universidade? Flash UCG, 11 jul. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.ucg.br/flash/artigos/ExtensaoUniversitaria.htm&gt; Acesso em 11 de
julho de 2004.
MELO NETO, Francisco Paulo de;FROES, César. Responsabilidade social &amp;
cidadania empresarial: administração do terceiro setor. Rio de Janeiro:
Qualitymark,1999.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SITE. http://www.mec.gov.br/Sesu/planonaex.shtm

∗

Bibliotecária. Faculdade Estácio de Sá – São José – Santa Catarina. e-mail: ivete@sc.estacio.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                    <text>REDEFININDO O TRATAMENTO TÉCNICO DOS ACERVOS DE LIVROS DAS
COLEÇÕES ESPECIAIS DO AEL/UNICAMP

Maria Helena Segnorelli∗

RESUMO
Neste trabalho, descrevemos um breve histórico sobre a formação de Coleções
Especiais no Arquivo Edgard Leuenroth Centro de Pesquisa e Documentação Social
(AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP), desde a sua fundação. Relatamos ainda
profundas mudanças na organização técnica do acervo de livros, especificamente, as
tarefas já realizadas, incluindo a identificação de obras raras, as atividades em
desenvolvimento, como a inclusão de parte do acervo em base de dados
possibilitando amplo acesso às obras, e as ações futuras pretendidas para que essas
coleções de rico valor informacional possam ser disponibilizadas, assessorando,
assim, na preservação da memória, realização de pesquisas e produção de
conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Coleções especiais – processamento técnico. Obras raras.

HISTÓRICO
O Arquivo Edgard Leuenroth – Centro de Pesquisa e Documentação Social
(AEL)1 – foi criado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)2, em 1974,
quando a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)3 adquiriu da família do
militante anarquista Edgard Leuenroth o conjunto documental acumulado ao longo de
sua vida política, composto de periódicos (jornais e revistas), panfletos, cartões
postais, manuscritos, livros, folhetos e recortes de jornais relativos à história operária.

1

www.ael.ifch.unicamp.br
www.unicamp.br/ifch/
3
www.unicamp.br
2

�Ainda nos anos 70, os fundadores do AEL buscaram preservar e captar a
documentação existente no Brasil sobre a história do movimento operário e
procuraram tornar mais acessível aos pesquisadores brasileiros a documentação
sobre o tema, que se encontrava no exterior.
Isto ocorreu tanto através de compra, doação, permuta ou recursos de
projetos que possibilitaram a obtenção de cópias de materiais estrangeiros.
Nos anos 80, houve uma considerável ampliação temática e de vários gêneros
documentais na composição do acervo do AEL. A institucionalização do AEL, em
1986, finalmente permitiu sua divulgação, o que facilitou consideravelmente a difusão
do trabalho desenvolvido e a obtenção de novos acervos.

ACERVO DE LIVROS

O acervo de livros do AEL constituiu-se a partir das compras ou doações de
fundos ou coleções provenientes de pessoas, grupos ou instituições (ANEXO 1).
Inicialmente, os livros tinham suas informações principais (autor, titulo,
imprenta) cadastrados localmente e recebiam número em ordem crescente, tido
como número de tombo, o qual também era utilizado para sua disposição física nas
estantes.
Com as informações principais anotadas, eram confeccionadas fichas
catalográficas, e disponibilizadas para pesquisa dos livros. A recuperação somente
era possível pelas entradas de autores e títulos.
O fato dos livros não serem recuperados por assunto ou disponibilizados em
nenhuma base de dados on-line, restringindo muito sua pesquisa, levou o Conselho
Diretivo do AEL, no final de 1997, incluir o acervo de livros no Sistema de Bibliotecas

�da Unicamp (SBU)4, dada a necessidade e importância de divulgá-lo junto à
comunidade acadêmica da Universidade e fora dela.
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp integra a rede Bibliodata/Calco5,
desenvolvida e gerenciada pela Fundação Getúlio Vargas, e as bibliotecas
participantes

do

Sistema

cooperam

no

registro

de

seus

acervos,

e

consequentemente, aproveitam os registros já catalogados existentes nesta base de
dados.
O AEL, integrando o Sistema, aproveitou-se deste método de catalogação
cooperada e, ao final de 1998, teve seu acervo divulgado e consultado on-line,
através do Acervus, um banco de dados bibliográficos, composto por livros e teses,
do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.
Após isso, o Plano de Automação do Sistema de Bibliotecas resolveu
implementar o Virtua, um software integrado de funções com presença mundial no
mercado da gestão da informação.
Com isso o AEL contratou quatro bibliotecários catalogadores temporários,
através de projeto Fapesp, para agilizar a integração do acervo com a catalogação
de 4.000 livros.
Ainda com a intenção de agilizar o processo de catalogação do acervo, no
início de 2001, o AEL recebeu uma bibliotecária, através de concurso, com a função
de catalogar todo acervo de livros.
Em 2003 o SBU adotou a ferramenta Bookwhere 6, utilizada para a realização
de catalogação copiada de livros estrangeiros, agilizando ainda mais o processo de
catalogação.
Atualmente pouco mais de 10.000 livros estão catalogados e disponíveis na
base Chameleon7, restando perto de 30.000 livros a serem catalogados.
4

www.unicamp.br/bc/
http://www2.fgv.br/bibliodata/
6
www.bookwhere.com
5

�Com estas ações, o AEL passou a participar integralmente do sistema como
alimentador de dados, e não mais de catalogador de exemplares/itens.

CARACTERÍSTICAS DO ACERVO DE LIVROS

Com o início do trabalho no acervo, a bibliotecária observou que algumas
obras tinham características peculiares e diferentes do conjunto de livros, passando
então a anotar estas obras numa listagem à parte, com objetivo de estudar a forma
de catalogação de suas especificidades, julgando-as obras raras.
Diante da recorrente ocorrência deste fato na rotina de catalogação do acervo,
explicitou-se a necessidade de treinamento quanto à elaboração de critérios locais,
identificação e catalogação de obras raras.
Após treinamento dado por profissionais bibliotecários da Biblioteca Nacional,
a Seção de Processamento Técnico do AEL estudou algumas ações que se fizeram
necessárias para tratamento de obras raras, tais como:

Ações desenvolvidas:

- elaborar critérios locais para identificação de obras raras;
- gerar documento normativo quanto ao tratamento físico das obras raras (ANEXO
2);
- pesquisar em catálogos impressos e on-line de obras raras;
- estabelecer contato com profissionais especializados na área.

Atividades em desenvolvimento:

7

http://libweb.unicamp.br/cgi-bin/gw_40_3/chameleon

�-

realizar varredura nas coleções de livros já trabalhadas, visando resgatar obras
raras dentre as obras catalogadas. Cabe explicar que anteriormente os
bibliotecários catalogadores temporários não dispunham de treinamento e
critérios para identificação de obras raras;

- criação de uma página específica sobre as obras raras dentro do website do AEL.

Ações futuras:

-

elaborar catálogo de obras raras com o objetivo de divulgar o relevante
patrimônio bibliográfico do AEL, e assim contribuir para o acesso do
conhecimento humano produzido nas pesquisas da comunidade acadêmica
nacional e internacional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o processo de inclusão do acervo de livros do AEL em base de dados de
visibilidade internacional cumprimos nosso objetivo institucional de disponibilizar tais
coleções de rico valor informacional, assessorando, assim, na preservação da
memória, realização de pesquisas e produção do conhecimento.

REFERÊNCIAS
BATTLES, Matthew. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do
Brasil, 2003.
BECK, Ingrid (Coord.). Caderno técnico: armazenagem e manuseio. 2.ed. Rio de
Janeiro: Projeto de conservação preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo
Nacional, 2001

�BELLOTTO, Heloisa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. São
Paulo: T. A. Queiroz, 1991. 198p.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador: conversações com
Jean Lebrun. São Paulo: UNESP : Imprensa Oficial do Estado, 1999.
LIBRARY OF CONGRESS (EUA). Descriptive cataloging of rare books. 2.ed.
Washington, D.C., 1991. Disponível em: HThttp://www.itsmarc.com/crs/rare0170.htm.
Acesso em 12/07/2004.
MORAIS, Rubens Borba de. O bibliófilo aprendiz. 2.ed. São Paulo: Cia. Ed.
Nacional, 1975.
PINHEIRO, Ana Virgínia. Que é livro raro?: uma metodologia para o
estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença;
Brasília: INL, 1989.

�ANEXO 1:

Coleções Especiais catalogadas:

- Centro de Pesquisa e Documentação Social
- Elizabeth Souza Lobo
- Heitor Ferreira Lima
- Heinz Ostrower
- Hermínio Sacchetta
- Hílio de Lacerda Manna
- Libório Justo
- Luiz Carlos Prestes
- Mário Carvalho de Jesus
- Octávio Brandão
- Paulo Ottoni

�ANEXO 2

ARQUIVO “EDGARD LEUENROTH” CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO
SOCIAL
ROTINAS PARA TRATAMENTO FÍSICO DE OBRAS RARAS

Considerando que

1) o AEL trata seu acervo bibliográfico por coleções, mantendo inclusive a guarda
das obras de acordo com esse critério;
2) o item raro é a extensão da memória, produto da acumulação ou subtração de
experiências e idéias de seu dono, possuindo características próprias e únicas,
fazendo maior sentido e sendo melhor compreendido dentro “daquela”
coleção/fundo;
3) o ambiente do acervo é climatizado e o AEL já possui rotinas de conservação,
sendo que se o item fosse armazenado em qualquer outro local do acervo, o mesmo
teria as mesmas condições climáticas e de segurança que as outras obras;

as publicações detectadas como raras devem ser guardadas junto aos outros livros
pertencentes as suas respectivas coleções.

Sobre o acondicionamento
Para sua conservação deverá ser confeccionada caixa apropriada, no tamanho do
item, utilizando-se materiais já adotados e aprovados pela Seção de Preservação do
AEL.

Quanto à identificação

�o item deve ter anotado os números de chamada, tombamento e a sigla OR (para
informar que o item trata-se de uma obra rara), com lápis 6 B, em espaço em branco,
sem qualquer texto ou imagem, no verso da página de rosto.
Para a identificação externa, deverá ser fixada etiqueta na “lombada” da caixa que
acondiciona o item, com as informações anotadas no verso da página de rosto –
inclusive com a sigla OR.

Maria Helena Segnorelli
Seção de Processamento Técnico

∗

Bacharel em biblioteconomia pela PUC-Campinas, bibliotecária da Seção de Processamento
Técnico do AEL/IFCH/UNICAMP–helsigno@unicamp.br UNICAMP – IFCH Arquivo Edgard Leuenroth
Caixa Postal 6110, 13083-970 Campinas SP

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Redefinindo o tratamento técnico dos acervos de livros das coleções especiais do AEL/UNICAMP. (Pôster)</text>
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                <text>Neste trabalho, descrevemos um breve histórico sobre a formação de Coleções Especiais no Arquivo Edgard Leuenroth Centro de Pesquisa e Documentação Social (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), desde a sua fundação. Relatamos ainda profundas mudanças na organização técnica do acervo de livros, especificamente, as tarefas já realizadas, incluindo a identificação de obras raras, as atividades em desenvolvimento, como a inclusão de parte do acervo em base de dados possibilitando amplo acesso às obras, e as ações futuras pretendidas para que essas coleções de rico valor informacional possam ser disponibilizadas, assessorando, assim, na preservação da memória, realização de pesquisas e produção de conhecimento.</text>
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                    <text>BUSCA DE PARCERIAS: O DESAFIO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Adriana de Almeida Barreiros∗
Edna Tiemi Yokoti Watanabe
Élyde Maurício de Campos
Fátima Aparecida Colombo Paletta

RESUMO
Parcerias com empresas começam a ocorrer de forma efetiva nas bibliotecas
universitárias e sistemas de informação, ressaltando a realidade sócio-econômica
destas instituições, onde recursos escassos forçam essas organizações a
mudarem seu modelo administrativo. A tendência é focar a prestação de serviço,
uma vez que a informação tem alto valor para as organizações, no
desenvolvimento científico e tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e
nas atividades operacionais. Assim sendo, o interesse deste trabalho é contribuir
com a experiência da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das
Químicas da Universidade de São Paulo - USP para obtenção de recursos
através de parcerias.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Parcerias. Decisões estratégicas.
Recursos financeiros.

1 INTRODUÇÃO
O mundo encontra-se em processo de globalização e a sociedade vive a
transformação deste momento de maneira apreensiva, com tantas mudanças
rápidas e imprevisíveis, que tornam quase impossível estabelecer padrões de
comportamento.
As universidades, por vários motivos, estão no centro do processo de
mudanças. Dentre eles, um fato singular: por circunstâncias históricas, a
comunidade acadêmica teve a oportunidade de ser o ator principal no
desenvolvimento

das

novas

tecnologias,

influindo

decisivamente

no

estabelecimento dos novos hábitos da sua utilização. Isto porque os meios
acadêmicos serviram tanto como autores quanto como "cobaias" na criação e no
estabelecimento da nova realidade que surgiu com o advento das redes de
computadores.

�As universidades são e serão profundamente afetadas pelo fenômeno em
questão, devido a um fato muito simples: a informação é, talvez, o insumo mais
importante e mais palpável em torno do qual se situa o próprio conceito da
universidade. De fato, de uma forma um pouco simplificada, mas ainda assim
bastante precisa, a razão de ser da universidade é a criação e a descoberta da
informação (através da pesquisa), a sua transmissão (através do ensino e das
atividades de extensão) e o seu registro (através da produção de publicações que
são coletadas em bibliotecas).
Camadas cada vez mais amplas da comunidade universitária sentem a
influência crescente das novas tecnologias nos seus afazeres diários. Sentem
também que, com o passar do tempo, uma porção cada vez maior das suas
atividades profissionais são afetadas pela influência transformadora dos
computadores e das redes computacionais (SIMON, 1997).
Esta inovação trouxe um custo adicional às universidades, sejam elas
públicas ou privadas. Como todo sistema de tecnologia de informação necessita
de equipamentos informacionais adequados e atualizados, houve uma sobrecarga
nos orçamentos.
As

universidades,

enquanto

grandes

produtoras

de

informações,

necessitam de recursos para geri-las.
Como se adaptar à nova forma de trabalho, que traz um consumidor de
informação mais exigente em relação às suas necessidades e direitos, sendo que
os sistemas de informação estão com seus recursos financeiros escassos para
atender tal demanda de serviço? Neste momento as bibliotecas aproximaram sua
forma de gestão ao modelo empresarial.
Estamos num mundo coorporativo, de interatividade e formação de redes
de comunicação que nos leva a miscigenar conceitos e ações. Assim, surge a
opção por parcerias com empresas, uma solução na obtenção de recursos.

�A parceria vai além da troca e da satisfação de interesses mútuos. É
buscar no outro os recursos e capacidades de que não se dispõe, mas que são
necessários para atingir seus propósitos. Os objetivos da parceria tendem a ser
relativos ao impacto mais profundo da realidade na qual as organizações
envolvidas atuam. Por isso, ela não apenas supre necessidades, mas converte-se
tanto em uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho quanto em um
modo de sensibilizar; mobilizar e co-responsabilizar outros sujeitos em torno de
ações voltadas para a ampliação da cidadania e do enfrentamento dos problemas
sociais (VALARELLI, 2004).
O Programa Parceiros das Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(USP), foi instituído através da Portaria GR n° 3314, em 26 de dezembro de 2001,
visando a necessidade de buscar apoio entre o Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIBi) e as organizações externas.
O apoio estabelecido pelo Programa consiste na reformulação de
ambientes, doação de equipamentos, mobiliário e material bibliográfico de acordo
com o perfil da Biblioteca; promoção de ações para conservação e preservação
dos ambientes e das coleções e outras formas de aparelhamento para
modernização.
Neste contexto, a Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das
Químicas, integrada pelo acervo de duas Unidades da Universidade de São
Paulo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Instituto de Química, buscou junto
a iniciativa privada, a obtenção de apoio financeiro complementar, visando a
melhoria e a modernização da infra-estrutura de seu Parque Computacional.
O objetivo é adequar a Biblioteca às novas tendências de recuperação das
informações de forma mais ágil e segura, procurando atender a um número cada
vez maior de usuários.
Hoje, está se tornando comum para as instituições trabalharem em
parcerias com outras empresas já estabelecidas no ramo. O aumento das

�parcerias entre organizações é uma das marcas registradas das próximas
décadas (FERNANDES, 2000).
Por meio de uma boa parceria, pode-se conseguir algumas melhorias:
- imagem da instituição;
- acesso às novas tecnologias;
- disponibilização de novos serviços;
- conquista de novos usuários, uma vez que podem ser oferecidos novos
serviços.
Os avanços tecnológicos e a globalização trazem novos desafios para o
cumprimento da missão da biblioteca, exigindo uma nova cultura organizacional e
mudanças de paradigmas dos profissionais que trabalham com a informação.
A melhoria destes serviços, conseguida por meio de parcerias com outras
empresas, traz benefícios às duas partes e, quando se trata de parceria com
biblioteca, a comunidade envolvida será beneficiada, uma vez que os serviços de
uma instituição de informação são direcionados diretamente a ela.
As parcerias surgem em diferentes tipos de organizações, que passaram a
ver na cooperação um importante caminho para se alcançar crescimento com
maior rapidez, talento e credibilidade.

2 HISTÓRICO
A Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas
(DBDCQ) da Universidade de São Paulo (USP), constitui um centro de excelência
bibliográfica na área de química, bioquímica e ciências farmacêuticas. Tem como
missão coordenar as atividades de informação documentária, atender ao corpo
docente, discente, administrativo, institutos e centros de pesquisa, pesquisadores
de áreas afins podendo ainda ser utilizada pela comunidade geral. Seguindo às
exigências do regulamento interno da DBDCQ, serve de apoio ao ensino,

�pesquisa e extensão, fornece informações aos usuários através da coleta,
armazenamento, recuperação e disseminação dos documentos na área de
química, bioquímica e ciências farmacêuticas.
O movimento de circulação, empréstimo e consulta é da ordem de 515.603
itens/ano, sendo 126.885 consultas no acervo impresso, 359.040 consultas em
bases de dados (CD-ROM e Internet) e 29.678 empréstimos de obras do acervo.
O acervo existente é constituído de 98.873 volumes tombados, incluindo
livros, teses e volumes de periódicos encadernados. Conta, ainda, com cerca de
122.100 fascículos de periódicos desencadernados. Existem 736 títulos de
periódicos correntes, sendo 476 assinados, 127 permutados e 133 doados, além
de 55.105 patentes estrangeiras em forma de microfichas e 291 fitas de vídeo.
Devido a importância documental desta instituição e amplo uso de seu
acervo, fez-se necessário otimizar os serviços de tratamento e recuperação da
informação. Para dar continuidade ao atendimento com qualidade, é fundamental
a atualização de equipamentos informacionais e ferramentas básicas nos serviços
de informação.

3 OBJETIVO
Buscar parcerias com empresas químicas e farmacêuticas, com intuito de
obter recursos financeiros para aquisição de equipamentos e acessórios de
informática (microcomputadores, monitores, impressoras, pacotes de software),
para adequar a biblioteca às novas tendências de recuperação da informação de
forma mais ágil, segura e com tecnologia avançada; procurando atender e
satisfazer as expectativas de um número cada vez maior de usuários internos e
externos.

�4 JUSTIFICATIVA
O crescimento da competitividade global, o aumento da demanda por
inovações em produtos e processos e a redução dos recursos do governo para
financiamento das universidades são os principais fatores que incentivaram as
parcerias

entre

as

universidades

e

as

empresas.

Elas

aumentaram

consideravelmente nos últimos anos.
Na busca por novas fontes de financiamento, sem abrir mão do que é
dever do estado, universidades públicas brasileiras estão estabelecendo cada vez
mais parcerias com o setor privado.
As novas tecnologias de informação disponíveis e a falta de recursos
humanos e materiais destinados às bibliotecas universitárias públicas brasileiras,
exigem dos profissionais da informação uma mudança de comportamento, não
sendo admissível que permaneçam passivos e alheios a esta nova realidade.
Insatisfação e indignação, diante dos recursos financeiros destinados às
bibliotecas universitárias, fizeram com que profissionais decidissem reagir,
elaborando e executando projetos para obtenção de recursos materiais, que
viabilizassem a aquisição e a implantação de novas tecnologias, capazes de criar
infra-estrutura necessária requerida pelos pesquisadores e usuários.
Em momento de globalização e escassez de recursos, sabemos como é
importante a criação de parcerias focadas na prestação de serviços, uma vez que
a informação tem alto valor para as organizações no desenvolvimento científico e
tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e nas atividades operacionais.

5 PROCEDIMENTOS REALIZADOS
As seleções das empresas foram feitas, mediante alguns critérios, tais
como: a utilização dos serviços oferecidos pela DBDCQ, serem do ramo químico
ou farmacêutico ou indicados por especialistas da área.

�A estas, foram enviadas documentações expondo objetivos da solicitação
de parcerias; folder explicativo; portaria do Programa de Parceria; Termo de
Doação, histórico e missão da DBDCQ e, ainda, dados do acervo e dos serviços
prestados pela Biblioteca.
É fundamental apresentar o projeto as empresas no momento que
antecede o planejamento financeiro do ano fiscal, para que os recursos possam
ser garantidos ao patrocínio da parceria.
Como parte do Programa Parceiros das Bibliotecas da Universidade de
São Paulo, oferecemos em local pré-definido, no prédio da Biblioteca, uma placa
de agradecimento com a logomarca da empresa doadora, medindo 35 cm de
altura por 50 cm de comprimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como resultado, obtivemos alguns parceiros que nos proporcionaram
novos equipamentos, renovando os servidores desta Biblioteca.
Houve melhora nas condições funcionais e estruturais dos serviços
oferecidos, dinamizando o acesso aos sistemas de informações, beneficiando o
usuário

interno

e

externo

à

Universidade

de

São

Paulo

(empresas,

pesquisadores, graduandos, pós-graduandos, bibliotecas de todo Brasil, etc.) que
necessitam dos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca.
A falta de recursos financeiros é uma barreira para a qualidade dos
serviços prestados, pois compromete todo o sistema. Deve-se evitar apatia e
estagnação frente a esta situação. É necessário ser atuante, ter visão
empreendedora e buscar alternativas.
A iniciativa mostrou que o caminho a ser seguido é buscar recursos das
mais diferentes formas, onde a parceria seria uma opção e uma solução de
sucesso.

�ABSTRACTS
Partnerships with companies start occurring in an effective way in university
libraries and information systems, showing the social-economic reality of these
institutions, where scarce resources force these organizations to change their
management model. The tendency is to focus on the service, since the information
has a high value to organizations in science and technology development,
strategic decision making and operational activities. Therefore, the goal of this
study is to contribute with the experience of the Library Division and
Documentation of Chemistry Assembly – University State of São Paulo, in order to
obtain the resources through partnerships.
KEYWORDS: University Libraries. Partnerships. Strategic decision. Financy
resources.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, V.M.A.P. BSCSH/CDS: uma experiência de projetos e parcerias que
deu certo. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.7, n.1,
1997. Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/719709.pdf&gt;.
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Disponível em:
&lt;http://www.rits.org.br/gestao_teste/ge_testes/ge_mat01_parc_parctxtpag00.
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CAVALCANTE, L. E.; ARARIPE, F.M.A. Alianças estratégicas em bibliotecas
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11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD-ROM.
Disponível em &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster003.doc&gt;.
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FERNANDES, D.M.S.; AGUIAR, I.M. Projetos em parcerias: busca de recursos
visando a qualidade de produtos e serviços em bibliotecas universitárias: relato de
experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD-ROM.
Disponível em &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster020.doc&gt;.
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�SANTOS, G.C.; PASSOS, R. A parceria empresa e biblioteca no empenho da
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&lt;http://www.rits.org.br/gestao_teste/ge_testes/ge_mat01_parc_parctxtpag0.
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∗

adribar@bcq.usp.br
ednatyw@bcq.usp.br
elyde@bcq.usp.br
fatima@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP. DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS – DBDCQ, Av. Prof. Lineu Prestes, 950 – Cidade Universitária 05315-970 - São Paulo – SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e 3091-3669 – Fax: (0xx11) 38128194 http://www.usp.br bibcq@bcq.usp.br

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Parcerias com empresas começam a ocorrer de forma efetiva nas bibliotecas universitárias e sistemas de informação, ressaltando a realidade sócio-econômica destas instituições, onde recursos escassos forçam essas organizações a mudarem seu modelo administrativo. A tendência é focar a prestação de serviço, uma vez que a informação tem alto valor para as organizações, no desenvolvimento científico e tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e nas atividades operacionais. Assim sendo, o interesse deste trabalho é contribuir com a experiência da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas da Universidade de São Paulo - USP para obtenção de recursos através de parcerias.</text>
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                    <text>QUALIS ODONTOLOGIA: AGREGANDO VALOR À INFORMAÇÃO

Valéria Cristina Trindade Ferraz∗
Maria Helena Souza Ronchesel∗∗

RESUMO
O aumento do conhecimento nos dias atuais não é mais apenas quantitativo. Os
docentes/pesquisadores estão empenhados em gerar conhecimento qualitativo,
considerando as políticas de avaliação da produção científica. Órgãos de fomento
de pesquisa como a CAPES classifica os veículos de divulgação, atribuindo
conceitos. Com a finalidade de agilizar e otimizar o acesso à informação os
profissionais da informação do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr.
Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de
São Paulo, agregaram valor a esta ferramenta de tomada de decisão para a
escolha do melhor veículo de divulgação científica na área de Odontologia. A
metodologia obedeceu às seguintes etapas: 1- estudo e definição do instrumento
de divulgação dessa informação dentro da comunidade científica odontológica; 2baseado na Lista QUALIS fez-se a coleta e compilação das instruções para os
autores dos periódicos existentes na Internet 3- definiu-se o layout da página a
ser divulgada no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br/); 4- elaborou-se a
página com hyperlinks para as instruções para os autores em seus respectivos
sites; 5 – publicou-se a página no site da FOB-USP; 6 – divulgou-se a página aos
docentes/pesquisadores da comunidade científica fobiana. A página QUALIS
Odontologia foi disponibilizada em março de 2003 e pode ser acessada através
do endereço: http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm. O resultado deste
trabalho demonstrou que os mecanismos de organização da informação através
da Internet possibilitam maior agilidade e facilidade no acesso às informações
necessárias, sem que para isso os docentes/pesquisadores tenham que ter os
periódicos em seu formato impresso.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos científicos. Odontologia.

INTRODUÇÃO
O desenvolvimento científico e tecnológico é extremamente dependente da
capacidade de divulgação dos resultados obtidos. É notável que apesar das
crises financeiras a produção científica nacional vem crescendo substancialmente
e veículos capazes de auxiliar na disseminação desse conhecimento são
necessários.

�A avaliação desta produção científica gerada pela comunidade científica
não se faz mais em termos quantitativos, mas sim, dá-se pelo prestígio do
periódico onde ela foi publicada.1
Os docentes/pesquisadores considerando as novas políticas de avaliação
da produção científica estão empenhados em gerar conhecimento qualitativo e
necessitam forma de instrumentos que facilitem a tomada de decisão que permeia
no questionamento: onde publicar?
Órgãos de fomento de pesquisa como a CAPES - Fundação Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior classifica os veículos de
divulgação científica utilizados pelos programas de pós-graduação através das
Comissões de áreas, compostas por especialistas da comunidade, para
qualificação da produção científica, atribuindo conceitos A, B ou C aos periódicos
que atendam critérios previamente definidos por esta Comissão.2, 3
Os critérios estabelecidos para a grande área da saúde que contempla as
áreas de Educação física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e
Saúde Coletiva são:
Qualis Nacional: os periódicos, brasileiros ou não, que atendam os critérios
de composição de corpo editorial e de consultores, regularidade e periodicidade,
definidos pelas áreas, serão classificados como A ou B sendo:

a) Qualis Nacional A: periódicos indexados no SCIELO
b) Qualis Nacional B: os periódicos, brasileiros ou não, indexados no
LILACS, EMBASE, EXCERPTA MÉDICA, PSYCLIT ou que sejam editados por
sociedades científicas nacionais representativas da área.
c) Qualis Nacional C: os demais periódicos que não atendam os critérios
acima.
Verificando-se a necessidade crescente dos usuários em agilizar o otimizar
o acesso á informação, ou mais precisamente às normas de publicação dos
trabalhos classificados pela CAPES desenvolveu-se o projeto de agregar valor
informacional a um instrumento de tomada de decisão já existente que é a própria
Lista QUALIS.

�DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

Os profissionais da informação do Serviço de Biblioteca e Documentação
“Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru da
Universidade de São Paulo – SBD/FOB-USP, preocupados com a informação que
opera em um contexto global, podendo ser processada, selecionada e recuperada
para satisfazer as mais diversas necessidades, agregaram valor a uma
ferramenta de tomada de decisão para a escolha do melhor veículo de divulgação
científica na área de Odontologia, tendo como referência à base QUALIS.
Uma atividade agrega valor quando ela é importante para o processo e
conseqüentemente para o resultado do processo que é um produto/serviço que
irá satisfazer o cliente 4 , neste sentido estudou-se qual a melhor metodologia a ser
empregada para a elaboração deste trabalho.
A metodologia obedeceu as seguintes etapas:
1 - Estudo e definição do instrumento de divulgação:

Foi estudada a melhor forma e mais rápida de divulgação dessa
informação dentro da comunidade científica odontológica, considerando que a
tendência atual é a disponibilidade de serviços e produtos na web, optou-se pela
elaboração de uma página na Internet:

A ferramenta de construção da página foi o software FrontPage 2000 que
é um programa de criação de web sites com uma interface gráfica que segue o
estilo dos aplicativos do Microsoft Office.

2 - Coleta de dados:

Baseado na QUALIS, publicada pela CAPES, fez-se a coleta e compilação
das instruções para os autores dos periódicos existentes na Internet procedendose a busca em diversos sites e portais onde poderiam ser conseguidas as normas
de publicações das revistas. Assim, foram consultados o Portal CAPES de

�Periódicos (http://www.periodicos.capes.gov.br/), a Lista de Revistas Eletrônicas
da

USP

(http://www.usp.br/sibi/);

o

site

de

instruções

para

autores

(http://www.mco.edu/lib/instr/libinsta.html); bem como uma busca no Google
(www.google.com.br) para pesquisar portais ou páginas específicas dos
periódicos.

3 - Layout da página:

O layout da página foi estabelecido tomando-se como referência à própria
Lista QUALIS, onde as revistas são apresentadas em ordem alfabética dentro de
uma tabela. Devido à extensão da lista dividiu-se a tabela em grupos de letras
que foram também distribuídas em páginas distintas dentro do FrontPage, com a
finalidade de minimizar o tempo despendido quando do carregamento da página
fosse otimizado.
Foi criada uma página de abertura com a explicação dos critérios de
classificação das revistas com link de acesso para a lista de periódicos (Figura 1).

Figura 1 – Layout de abertura da página do QUALIS em Odontologia

O acesso aos títulos de periódicos é otimizado utilizando-se as letras do
alfabeto que dão acesso ao início da lista de periódicos que começam com a letra

�escolhida. Assim é possível navegar pela página de uma maneira mais rápida e
eficiente (Figura 2).

Figura 2 – Layout das páginas de conteúdo

4 - Hyperlinks para as instruções:
Após feita a coleta de todas as normas existentes na Internet e da definição
do layout da página procedeu-se a “lincagem” do títulos dos periódicos para as
instruções para os autores em seus respectivos sites, como também a
conferência de todos os endereços ao final do processo (Figura 3).

�Figura 3 – Imagem de abertura das instruções para os autores de um periódico escolhido

5 - Publicação da página no site:

Publicou-se

a

página

no

site

da

FOB-USP

(http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm) com o auxílio de um técnico de
informática da Instituição responsável pelo acesso ao servidor da FOB onde a
página fica hospedada.
As atualizações de informações são feitas periodicamente, conforme novas
instruções para autores são disponibilizadas nos sites e portais já mencionados
anteriormente.

6 - Divulgação do produto:

A página foi divulgada aos docentes/pesquisadores da comunidade
científica fobiana através de e-mail e correspondências internas encaminhadas
aos departamentos indicando o endereço da página para acesso. Através do

�contador de acesso pôde-se ter uma idéia da repercussão da página entre os
usuários.

CONCLUSÃO

Hoje em dia podemos dizer que as organizações bem sucedidas serão
aquelas que melhor escolher e utilizar a tecnologia de forma apropriada para
atingir seus objetivos.
À medida em que a tecnologia se confunde com os produtos e serviços
gerados por uma instituição, permitindo inovação, melhoria de qualidade na
prestação de serviços e novas abordagens de relacionamento com seu usuário
deve se tornar foco central de sua estratégia administrativa.
Desta forma, o resultado especificamente desse trabalho demonstrou que
os mecanismos de organização da informação através da Internet possibilitam
maior agilidade e facilidade no acesso às informações necessárias, sem que para
isso os docentes/pesquisadores tenham que ter os periódicos em seu formato
impresso. A compilação de dados agilizou sobremaneira a busca por parte do
pesquisador e como conseqüência o processo de divulgação científica.

QUALIS DENTISTRY: ADDING VALUE TO THE INFORMATION

ABSTRACT
The current increase in knowledge is not only quantitative anymore. Professors
and investigators are committed to produce qualitative knowledge, considering the
policies for evaluation of the scientific production. Agencies for research funding
such as CAPES score the communication vehicles by assigning concepts. With a
view to speed and optimize the access to information, the professionals of
information of the Service of Library and Documentation "Prof. Dr. Antonio Gabriel
Atta" at Bauru Dental School - University of São Paulo have added value to this
tool of decision-making for selection of the best scientific communication vehicle in
the area of Dentistry. The methodology comprised the following stages: 1- study
and definition of the instrument for communication of this information within the
dental scientific community; 2- on the basis of the QUALIS list, the instructions for
authors of the journals available in the Internet were collected and compiled; 3- the

�layout of the page to be published in the website of FOB-USP
(http://www.fob.usp.br/) was defined; 4- a page with hyperlinks to the instructions
for authors in their respective websites was designed; 5 - the page was published
on the website of FOB-USP; 6 – the page was diffused to the professors and
investigators of the scientific community of FOB. The page QUALIS Dentistry was
made available in March 2003 and can be accessed at the following address:
http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm. The result of this work
demonstrated that the mechanisms of organization of information by the Internet
allowed more promptitude and facility in the access to the information required,
with no need of printed journals for professors and investigators.
KEYWORDS: Journals. Dentistry.

REFERÊNCIAS

STREHL, L.; SANTOS, C. A. dos. Indicadores de qualidade da atividade
científica. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v. 31, n. 186, p. 34-39, set. 2002.
QUALIS: classificação de periódicos, anais, jornais e revistas – versão 1.0.
Disponível em: &lt;http://qualis.capes.gov.br/Qualis/&gt;. Acesso em 10 jul. 2004.
SOUZA, E. P. de; PAULA, M. C. de S. QUALIS: a base de qualificação dos
periódicos científicos utilizada na avaliação CAPES. INFOCAPES, Brasília, v. 10,
n. 2, p. 6-24, abr./jun. 2002.
RADOS, G. J. V.; VALERIM, P.; BLATTMANN, U. Valor agregado a serviços e
produtos de informação. Disponível em:
&lt;http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/valor.html&gt;. Acesso em 6 jul. 2004.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75
Caixa Postal 73 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
valeria@fob.usp.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75
Caixa Postal 73 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
mahelena@fob.usp.br

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                    <text>COLEÇÕES ESPECIAIS DA BIBLIOTECA CENTRAL/UNICAMP:
PRESERVANDO A MEMÓRIA, RELATO DE EXPERIÊNCIA

Tereza Cristina Oliveira Nonatto de Carvalho∗
Marta Regina da Silveira Ribeiro do Val∗∗

RESUMO
O trabalho relata as ações desenvolvidas na Área de Coleções Especiais da
Biblioteca Central da UNICAMP referente à organização, processamento técnico,
divulgação, preservação e acesso às bibliotecas particulares que pertenceram a
historiadores e literatos de renome, como: Sérgio Buarque de Holanda, Alexandre
Eulálio, Paulo Duarte, entre outros. Ações que tem como objetivo facilitar o
acesso à informação através do uso adequado destas coleções e prover suporte
informacional às atividades de ensino. Relata também a importância da aquisição
destas bibliotecas particulares para o enriquecimento dos acervos das bibliotecas
das universidades brasileiras e para a reconstituição da memória historiográfica e
literária brasileira. Coleções estas de grande valor histórico e documental que tem
oferecido subsídio às pesquisas e resultado em livros, teses e artigos de revistas.
PALAVRAS-CHAVE: Preservação de livros. Coleções especiais.

1 INTRODUÇÃO

A UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) tem se destacado entre
as universidades brasileiras pela aquisição de significativas bibliotecas e arquivos
particulares. A Biblioteca Central possui um acervo valioso de obras raras e
especiais de 40.000 volumes formada com coleções de historiadores e literatos
como Sérgio Buarque de Holanda, Aristides Cândido De Mello e Souza (Antonio
Cândido), Paulo Duarte, Alexandre Eulálio, Peter Eisenberg, José Albertino
Rodrigues. Somam-se ainda a estas coleções, outras não menos importantes
como: Coleção Latino-Americana, Iconográfica, Novo Mundo, História em
Quadrinhos.

�No início da década de 70, foram recebidos os acervos de: Paulo Duarte,
Eugenio Toledo Artigas, Oliveira Vianna entre outros. Contudo, somente em 1984,
com a compra da Coleção Sergio Buarque de Holanda é que houve o interesse
da Universidade por uma política de aquisição e manutenção dessas bibliotecas.
Definiu-se então que as futuras coleções que fossem adquiridas através de
compra ou doação ficassem reunidas num mesmo espaço físico, porém seus
acervos não seriam incorporados uns aos outros, mas teriam preservado as
características de cada conjunto e suas diferenças, quer sejam: anotações feitas
pelos antigos proprietários, grifos, dedicatórias de autores ilustres, etc.
Foi precisamente com a compra de 10.000 volumes da biblioteca particular
do renomado intelectual brasileiro, historiador Sérgio Buarque de Holanda, que
em 1984 foi criada a Área de Coleções Especiais e definido o seu projeto de
acervos.
A Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda foi adquirida com o intuito de
contribuir para a reconstituição da memória historiográfica e literária brasileira e
com a finalidade de colocar à disposição de toda comunidade acadêmica esse
valioso acervo.
Em 1989 a coleção foi transferida para um prédio com uma área de 12.000
m2, com cinco andares, projetado especialmente para abrigar o acervo da
Biblioteca Central, ficando o 3º piso destinado às Coleções Especiais.
Em seguida a área passou a abrigar outras bibliotecas, que seguiram os
mesmos padrões estabelecidos com a Coleção SBH, ou seja, mantiveram-se
reunidas no mesmo espaço físico, porém seus acervos permaneceram
separados, não foram agrupados uns aos outros.

2 CARACTERÍSTICAS DAS COLEÇÕES ESPECIAIS E OBRAS RARAS

Coleção Aristides Cândido de Mello e Souza (1885-1942)

�Coleção doada pelo professor aposentado da USP, ensaísta e crítico
literário (Antonio Cândido de Mello e Souza em memória de seu pai). São 3.500
volumes em literatura brasileira, portuguesa e francesa, acervo rico em
dedicatórias, grifos e anotações marginais.
Coleção Peter Eisenberg (1940 – 1988)
Coleção comprada pela Universidade. Historiador norte-americano e
brasilianista foi professor da Universidade desde 1975. Acervo de 5500 volumes
especializado principalmente em História e Ciências Sociais das Américas, com
concentração para os estudos sobre a cana-de-açúcar no Caribe e no Nordeste e
a questão de escravidão e o trabalho livre. Livros com grifos, anotações
marginais.
Coleção Alexandre Eulálio Pimenta da Cunha (1932 -1988)
Coleção comprada pela Universidade. Alexandre Eulálio foi professor de
teoria Literária desta Universidade. Seu acervo é constituído de 12.000 volumes
em Literatura e Artes. Acervo rico em dedicatórias, grifos e anotações marginais.
Coleção José Albertino Rodrigues (1928 – 1991)
Coleção doada à Universidade pelos filhos do sociólogo, professor da
UFSCAR (Universidade federal de São Carlos). São 3500 volumes sobre
Sociologia Rural, Trabalho e sindicatos.
Coleção de Obras Raras (século XV ao XX)
Abriga cerca de 2.500 obras, dos séculos XV ao XX, que dificilmente são
encontradas em outras bibliotecas ou arquivos. O tema principal dessa coleção é
a brasiliana, livros sobre o Brasil, escritos por viajantes dos séculos XVI ao XIX, e
livros escritos nos períodos colonial e imperial, obras de grande interesse para a
pesquisa histórica, econômica, política, de costumes, de história natural.
Coleções especiais em universidades é uma tendência que tem se firmado
nas últimas décadas. Como a missão das universidades é, além do ensino, a
pesquisa, reunir fontes primárias de informação (documentos históricos) e obras

�escassas, i.e processar obras, muito procuradas e difíceis de serem encontradas
vêm de encontro aos objetivos das instituições de ensino superior.
A missão das Coleções Especiais é distintas das demais bibliotecas devido
à natureza dos materiais dessas coleções: documentos únicos, escassos e raros,
com valor no mercado livreiro ou valor como artefato e significado histórico.
Fatores que afetam tanto a aquisição como a administração desses materiais. A
aquisição envolve compras especiais, ou negociações com proprietários do
acervo, que formaram a coleção ou a herdaram. As coleções geralmente são
formadas num longo período de tempo e devem ser preservadas para as futuras
gerações, pois seu valor intelectual e/ou artesanal é permanente.

3

ORGANIZAÇÃO,

TRATAMENTO

DA

INFORMAÇÃO,

DIVULGAÇÃO,

PRESERVAÇÃO E ACESSO.

3.1 ORGANIZAÇÃO

Os acervos da área de coleções especiais foram caracterizados em dois
níveis, com tratamento diferenciado quanto à seleção, processamento técnico,
acesso e preservação:
1) Obras raras
2) Coleções Especiais
A análise de raridade segue os critérios adotados pela Biblioteca Nacional
e busca citações em repertórios de obras raras. Após investigação da existência
de obras raras, define-se coleção especial de uma biblioteca particular:
-

Instrumentos de trabalho do intelectual: livros citados, anotados ou

grifados e fontes de pesquisas originadas de projetos científicos.
-

Autógrafos (dedicatórias) de notáveis.

Para acervos temáticos ou itens avulsos:
-

Encadernações luxuosas;

�-

Obras iconográficas (ilustradas, volumes ou porta-fólios) contendo

gravuras;
-

Obras contendo mapas valiosos;

-

Livros, folhetos, periódicos e mapas com significado comprovado;

-

Livros de autores locais de particular interesse;

-

Material que exige segurança (livros em formatos não comuns).

-

Obras literárias, publicadas antes de 1930, no Brasil; que não foram

reeditadas, no Brasil.
Os acervos reunidos são preservados, processados e disponibilizados para
consultas e pesquisas.
A política de organização de Acervos Raros e Especiais da Área de
Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central da UNICAMP tem como
prática, na avaliação de raridade, a pesquisa de citações em repertórios de livros
raros, nacionais e internacionais. Essa pesquisa consta em notas de catalogação
e é também praticada por catalogadores e livreiros de obras raras,
internacionalmente.

3.2TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

Os livros são catalogados segundo o Código de Catalogação AngloAmericano, 2. ed., como todo o acervo do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Cabe ao bibliotecário de coleções especiais determinar o “status não circula”,
segundo regras de seleção para preservação e estabelecer notas descritivas, de
características de uma edição, série, exemplar, etc., notas de estado de
preservação e reformatação, se necessário.

3.3 DIVULGAÇÃO

A divulgação das coleções através de exposições é um meio eficaz e
coloca o público a par dos recursos da biblioteca. As exposições são planejadas
com o objetivo de reduzir os danos físicos dos itens expostos. Durante a
montagem das exposições fatores relacionados às condições ambientais

�adequadas a conservação do papel são considerados para assegurar a
preservação dos itens frágeis da coleção. As vitrines são examinadas e os
materiais não recomendados são removidos para não prejudicar os livros.
Suportes ou bases especiais são confeccionados e servem de apoio para que os
livros e documentos não sofram nenhum tipo de pressão enquanto expostos. As
exposições são divulgadas através de jornais, do site das Coleções Especiais e
disponível on-line via portal da UNICAMP/ Biblioteca Central.

3.4 ACESSO E PRESERVAÇÃO

Para os usuários terem acesso a materiais valiosos, muitas vezes é preciso
copiar esses materiais em outros formatos. Isso requer o uso de equipamentos
especiais para preservação, porque a fragilidade e o valor desses materiais
requer especial atenção quanto ao manuseio e segurança.
As condições de consulta e pesquisa são informadas através do
Regulamento para uso das Coleções Especiais. A Coleção de Obras Raras pode
ser utilizada por todos os membros da comunidade universitária, pesquisadores
de outras instituições e cidadãos em geral. Como muitos itens são únicos, raros,
valiosos e frágeis, é requerida assistência do bibliotecário para uso da coleção e a
consulta é feita na sala de leitura. O leitor deve ser registrado na sua primeira
visita e concordar com o regulamento de manuseio e citação do material da
coleção.
O programa de preservação das Coleções Especiais na aquisição inclui um
processo de identificação e investigação de um item para preservação, segundo
as normas de Aquisição de Coleções Especiais, ora em vigência na área de
Coleções Especiais da Biblioteca Central e com proposta de adoção pelo Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP. Essa política de acesso, ora em trâmite para
aprovação vai amparar as decisões tomadas sobre opções de preservação dentro
da universidade.
Como a missão da biblioteca sempre foi baseada na preservação do
conhecimento, independente do formato e como as Coleções Especiais possui

�uma variedade de materiais frágeis que exigem tratamento especial de
conservação estes foram transferidos para um depósito climatizado para
assegurar a preservação dos originais.
A preservação através de um ambiente climatizado preserva o formato
original e reduz o grau de deteriorização, mas não impede a degradação de um
item com a estrutura comprometida. Essa opção exige equipamentos adequados
para manter a temperatura baixa e a umidade relativa do ar controlada. Foi
pensando nessa opção que a Biblioteca Central adquiriu através do projeto
FAPESP, em 1977, um sistema de climatização que controla vinte e quatro horas,
ininterruptamente, a temperatura e a umidade. Recebeu, em 2002, da Fundação
Vitae estantes deslizantes para melhorar o aproveitamento da área climatizada,
que economizam 70% do espaço, com segurança contra fogo, com chave única,
que oferece segurança e permite capacidade de expansão futura. Recebeu
também recursos para a montagem de um mini laboratório de restauração para
tratamento de todo estes acervos valiosos.
Através do programa de preservação da área de Coleções Especiais são
desenvolvidas rotinas com opções de tratamentos adequados aos diversos tipos
de materiais, presentes nas coleções, bem como a relação entre o seu custo e
benefício.
O conservador da área oferece assistência técnica aos profissionais
bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP sobre custo e possibilidade
de tratamento, métodos e materiais que permitem a conservação de um item
valioso em seu formato original.
O profissional responsável pela encadernação dos materiais das coleções
especiais, somente após estudar a estrutura de cada item, inicia o trabalho de
recuperação do material deteriorado. A data de impressão e a originalidade das
encadernações são critérios utilizados para determinar se a encadernação deverá
ser ou não substituída. O encadernador da área é extremamente cuidadoso e não
faz nenhum tipo de intervenção que poderia afetar a marca deixada pelo
impressor. Não utiliza processos químicos, como o branqueamento, que poderia
alterar o suporte do material.

�4 CONCLUSÃO

Podemos observar que se a biblioteca é um instrumento importante para o
ensino em geral, no ensino superior, seu papel torna-se fundamental em virtude
do grau de especialização da própria universidade. Dada a natureza destas
coleções e tendo em vista que as bibliotecas particulares refletem os interesses
de um indivíduo em relação a sua atuação profissional e pessoal, os acervos da
UNICAMP oferecem uma consulta diferenciada assim como diferenciados
também são os seus usuários e as questões que trazem. Levando-se então em
conta a especificidade do acervo, também os usuários que deles se utilizam,
pessoas bastante especializadas em seus campos de estudo, notadamente nas
Ciências Sociais, História e Literatura, conseqüentemente o tratamento requerido
e dispensado a esses usuários torna-se mais prolongado e minucioso. Em
particular, no caso da Universidade Estadual de Campinas, o fato de ter adquirido
estes acervos especiais, que pertenceram a intelectuais que tanto contribuíram
para a formação do pensamento brasileiro, só confirma esta assertiva.
Precisamos torná-los públicos, para que os esforços empreendidos nestas
aquisições sejam de fato recompensados. Buscar parcerias, elaborar estratégias
que visem a integração de esforços no compartilhamento de serviços com a
finalidade de automatizar, preservar estes acervos raros e especiais e coloca-los
acessíveis a toda comunidade universitária.

ABSTRACT
This work reports the actions developed in the Special Library Collections
Department at the University of Campinas Central Library that holds the private
libraries collection of some Brazilian intellectuals such as Sergio Buarque de
Holanda, Alexandre Eulálio, Paulo Duarte and others. This work approaches the
collection organization, the technical processing, the publicity, and the
preservation and access to the collections. It describes the bibliographic
information available to researches and how these collections provide support to
university academic programs. It also reports the significance of private book
collections acquisitions by Brazilians universities, and it highlight their importance
to preserve the Brazilian historical and intellectual memories. Theses book
collections are of great historical values and provide academic knowledge for
researchers to write thesis, papers and to publish monographs.

�KEYWORDS: Preservation of books. Special collection.

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DE BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIAS, 9, Curitiba, 1996. Anais..., Curitiba: 2000.

∗

Diretora Técnica do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca Central da UNICAMP,
colespte@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária da Coleção de Obras Raras do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca
Central da UNICAMP, val@unicamp.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>O trabalho relata as ações desenvolvidas na Área de Coleções Especiais da Biblioteca Central da UNICAMP referente à organização, processamento técnico, divulgação, preservação e acesso às bibliotecas particulares que pertenceram a historiadores e literatos de renome, como: Sérgio Buarque de Holanda, Alexandre Eulálio, Paulo Duarte, entre outros. Ações que tem como objetivo facilitar o acesso à informação através do uso adequado destas coleções e prover suporte informacional às atividades de ensino. Relata também a importância da aquisição destas bibliotecas particulares para o enriquecimento dos acervos das bibliotecas das universidades brasileiras e para a reconstituição da memória historiográfica e literária brasileira. Coleções estas de grande valor histórico e documental que tem oferecido subsídio às pesquisas e resultado em livros, teses e artigos de revistas.</text>
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                    <text>MEMÓRIA E IMAGEM: A FOTOGRAFIA COMO FONTE PARA ESTUDANTES E
PESQUISADORES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS

Rosi Cristina da Silva∗

RESUMO
Relata a experiência do trabalho realizado como bibliotecária/documentalista na
coordenação de iconografia e documentos textuais–CODIT, do Centro de
Documentação e de Estudos da História Brasileira–CEHIBRA da Fundação
Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, coordenando o Projeto Memória
Iconográfica e realizando o atendimento a pesquisadores e estudantes de
universidades brasileiras e estrangeiras. Enfatiza a importância da fotografia para
o resgate histórico quando devidamente identificada, organizada, acondicionada e
associada a outros dados de pesquisas. Destaca alguns produtos resultantes de
pesquisas realizadas no acervo.
PALAVRAS-CHAVE: Arquivo fotográfico.
Tratamento de fontes. Fonte histórica.

Perfil

institucional.

Fotografia.

INTRODUÇÃO
Ao longo dos anos, a revolução documental, proveniente das novas
tecnologias de expressão e armazenagem de informação, tem despertado
pesquisadores, na busca de informações não somente em documentos de
arquivos, textos, mas também em outras fontes.
Instituições e organismos a serviço da informação como museus, arquivos,
bibliotecas, escolas, municípios, órgãos estatais e empresas privadas acumulam
e mantêm grandes coleções de fotografias, que são usadas para descrever os
locais, as transformações e os eventos; explicar fenômenos científicos; usar como
suporte pedagógico nas salas de aulas; testemunhar acontecimentos; auxiliar
pesquisadores, enfim testemunhar a evolução histórica.
Devido à crescente utilização dos documentos fotográficos por estudantes
e pesquisadores de universidade brasileiras e estrangeiras, que buscam

�diariamente, no acervo da Coordenação de Iconografia e Documentos Textuais –
Codit, imagens que possam reconstruir fatos, lugares e pessoas que representem
a historicidade e o cotidiano da cidade, considerou-se extremamente oportuno a
elaboração desse trabalho no âmbito da fotografia, para o relato da experiência
como bibliotecária/documentalista coordenando o projeto memória iconográfica e
realizando o atendimento a esse público.

OBJETIVO
Mostrar o resultado do trabalho com atendimento ao público universitário, e
a importância do tratamento arquivístico das coleções de fotografias; divulgar o
acervo iconográfico da Coordenação de Iconografia e Documentos Textuais da
Fundação Joaquim Nabuco, bem como descrever sobre a sua especificidade e
relevância para a história e memória da fotografia.

FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO: PERFIL INSTITUCIONAL
O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais foi criado em 21 de julho
de 1949, por um projeto de lei do sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre e
transformado depois em Fundação Joaquim Nabuco–Fundaj, vinculada ao
Ministério da Educação e do Desporto–MEC, fazendo parte hoje do grupo das
instituições nacionais de Ciência e Tecnologia. Sua especificidade é científica e
cultural, devido ao seu acervo e às múltiplas atividades que desenvolve, o que a
leva a ser considerada um dos maiores centros latino-americanos de pesquisas
sociais e documentação histórico-cultural brasileira, em especial, sobre as regiões
Norte e Nordeste. A origem do nome é uma homenagem prestada pelo sociólogo
a outro grande pernambucano, Joaquim Nabuco, um dos maiores abolicionistas
do País. O decreto n.o 4.639, de 21 de março de 2003, dispõe sobre o novo
estatuto e sua nova estrutura.
São 55 anos de atividades permanentes, que se destacam na área de
Estudos e Pesquisas, Preservação, Editoração, Capacitação, Promoção e Difusão

�Científica e Cultural, distribuídas entre os seus institutos de Pesquisas Sociais,
Cultura, Documentação, Formação e Desenvolvimento Profissional.
O Instituto de Documentação–Indoc, uma das unidades da Fundaj, busca
preservar fontes de pesquisa para a história e a cultura do Norte e Nordeste
brasileiro, mediante aquisição, identificação, estudo, guarda, restauração,
conservação e difusão de bens culturais das duas regiões. Sua estrutura está
composta da seguinte forma: Centro de Documentação e de Estudos da História
Brasileira–Cehibra, Biblioteca Central Blanche Knopf–Bibli, Museu do Homem do
Nordeste–Muhne, Laboratório de Pesquisas, Conservação e Restauração de
Documentos e Obras de Artes–Laborarte.
O Cehibra, vinculado ao Instituto de Documentação, é responsável pela
guarda e preservação da memória histórica, cultural, social e política das regiões
Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolve três linhas principais de atividades que
compreendem a organização de arquivos textuais, iconográficos, fonográficos,
musicográficos e cinematográficos, a elaboração e coordenação de projetos e
pesquisas e o atendimento ao público, pesquisadores em geral, divulgando o seu
acervo através da publicação de manuais, catálogos, guias e do acesso às bases
de dados. Sua estrutura é formada por duas coordenações: Coordenação de
Iconografia e Documentos Textuais(Codit) e a Coordenação de Som, Imagem e
Microfilmes(Cosim).

PROJETO MEMÓRIA ICONOGRÁFICA
Dentre os projetos desenvolvidos pela coordenação de iconografia e
documentos textuais destaca-se o Projeto Memória Iconográfica, que tem por
objetivo, reunir, analisar, mapear, catalogar e indexar o acervo de imagens,
composto nos diversos formatos, e mediante a utilização de métodos arquivísticos
e do sistema automatizado de recuperação da informação, que contribui para
preservar e tornar acessível ao público o acervo histórico, científico e cultural da
instituição.

�O sistema automatizado de recuperação da informação, hoje, é o Micro
CDS/Winisis – desenvolvido pela UNESCO e distribuído no Brasil pelo IBICT –
projetado especificamente para a construção e administração automatizada de
base de dados estruturadas não-numéricas. Este software permite a recuperação
de informações através do acesso à base de dados FOTO, base referencial,
contendo informações cadastrais sobre cada documento fotográfico, tais como:
autor, motivo fotográfico, técnica, local, data, estado de conservação.
Encontra-se em fase de implantação, um centro de digitalização, que prevê
a conexão da base de dados referencial a um banco de imagens. A
disponibilização das imagens eletronicamente diminuirá a necessidade de
manuseio dos originais, e ampliará a capacidade de fornecer dados precisos de
uma fotografia.

MEMÓRIA E IMAGEM: A FOTOGRAFIA COMO FONTE
A fotografia, quando identificada e com suas informações tratadas, tem o
poder de eternizar os fatos, ampliando a sua tarefa de construir, interpretar,
recriar o passado. É importante colocar que a leitura da imagem pode
desencandear

estudos

variados

e

produzir

novas

reflexões.

O

perfil

transdisciplinar da fotografia abre canais capazes de vislumbrar conhecimentos
que são simultaneamente históricos, geográficos, educacionais, humanos, por
isso a busca constante dos estudiosos.
A fotografia tem o poder de resgatar a história. O fotógrafo e pesquisador
Pavão (1997, p. 23 ) afirma:
[…] cada vez mais se recorre a fotografias históricas para
fundamentar teses sociais, projectos científicos, grandes obras,
planos de intervenção urbanísticos; os grande meios de
comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se
socorrem de imagens históricas e de arquivo.

Diante do exposto, podemos afirmar que tem ocorrido uma grande
demanda pela documentação do acervo da Codit, para os mais diversos tipos de
atividades. Acredita-se que o motivo da procura seja a vasta abrangência de

�imagens distribuídas entre fotografias, cartões-postais, pintura sobre tela, papel e
madeira, tapeçarias, desenhos, gravuras, artes gráficas – rótulos comerciais de
vinho, cachaça e cigarro, embalagens de fogos de artifício – selos postais e
estampas, mapas e gravuras que retratam a evolução da cidade do Recife e dos
estados do Nordeste, desde o período holandês até os dias atuais. Além de outra
tipologia de documentos, sobre arquivos pessoais privados e administrativos.
Hoje, o acervo fotográfico compõe-se de aproximadamente duzentos mil
documentos distribuídos em seus diversos formatos, confeccionados com
técnicas utilizadas pela fotografia a partir da segunda metade do século XIX, com
originais em papel, vidro e metal (provas em albumina, papel salgado, calótipos,
estojos de daguerreótipos, ambrótipos, ferrótipos), dentre outros, negativos de
vidro, nitrato de celulose, acetato e poliéster; álbuns de fotografias; reportagens e
cartões-postais, além de várias reproduções e ampliações.
As fotos estão reunidas por coleções, respeitando a proveniência – fundo
arquivístico – e a organização original dada pelo autor, além de codificadas e
dispostas em arranjo numérico, o que permite a correta ordenação arquivística. O
procedimento técnico engloba as atividades de catalogação e indexação,
tratamentos que transferem para a foto a característica de documento.
A catalogação é unitária, permite reunir informações específicas sobre
cada documento fotográfico. Nem sempre, a imagem vem identificada, mas a
pesquisa em fontes bibliográficas ajuda a atribuir uma legenda.
O manuseio constante destas coleções requer alguns cuidados para a
utilização a que estão sujeitas, portanto, associado ao tratamento arquivístico, são
realizadas intervenções de preservação que permitem manter o bom estado das
coleções e simultaneamente a utilização e divulgação das imagens.
As coleções que mais se destacam: Francisco Rodrigues, Benício Dias,
Wilson Carneiro da Cunha, José de Paiva Crespo, Manoel Tondella, Joaquim
Nabuco, Gilberto Freyre, Mauro Mota, Waldemar de Oliveira, Katarina Real,
Nelson Ferreira, Engenhos de Açúcar, Arnaldo Guedes Pereira, Artur Orlando,
Lula Cardoso Ayres, Alexandre Berzin e Juventino Gomes.

�A diversidade das temáticas que trazem as imagens contidas nas coleções,
abrange retratos de famílias e personagens ligadas ao ciclo açucareiro na região;
fotos urbanas que retratam o cotidiano da cidade do Recife e de outras cidades
nordestinas; paisagens que retratam o habitat rural; engenhos, usinas, vales
açucareiros; manifestações folclóricas e culturais norte-nordestinas; coleções
biográficas formadas a partir de arquivos pessoais. E reportagens sobre eventos
científico-culturais realizados pela Fundação Joaquim Nabuco, perfazendo um
total de cento e trinta coleções fotográficas registradas até o momento.
A

coleção

Francisco

Rodrigues,

revela

especial

interesse,

pelos

historiadores e estudiosos da história da fotografia. São inúmeros os trabalhos
históricos realizados e fundamentados através desta coleção, que hoje, abrange
aproximadamente dezessete mil documentos fotográficos. Nela podemos
acompanhar o desenvolvimento dos processos de fixação da imagem, entre as
peças de valor inestimável, como daguerreótipos (1839 – ca.1865), ambrótipos
(1854 – ca.1870), ferrótipos (1856 – ca.1890) encontrados emoldurados em
caixas do tipo estojo. Nas fotografias sobre o papel, temos vários tipos de cartão,
classificados por suas diferentes dimensões: carte de visite(cartão de visita),
cabinet (gabinete), Salon, e também álbuns, todos com estilos decorativos
(acabamento, relevo, frisos, vinhetas, tipografia).
Outra categoria de busca vem sendo realizada na coleção Francisco
Rodrigues, trata-se da pesquisa genealógica. O registro dos dados em fichas
genealógicas, ordenadas alfabeticamente, permite ao pesquisador a localização
dos retratos de seus antepassados.
Como podemos verificar, essas coleções de fotografias são importantes
fontes de pesquisa e atraem todo tipo de público. Existe, até o momento, dois mil
e cem usuários inscritos, perfazendo um total de aproximadamente cinqüenta
pesquisas mensalmente. Inúmeros são os produtos resultantes das pesquisas
realizadas no acervo. Destacamos, a seguir,algumas publicações, editadas a
partir do ano de 2000.

�•

AGULAR, Nelson (org.) Mostra do redescobrimento: arte popular. São Paulo:
Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

•

ARRAIS, Isabel Concessa. Teatro de Santa Isabel. Recife: Fundação de
Cultura Cidade do Recife, 2000.

•

BRAGA, João. Trilhas do Recife: guia turístico, histórico e cultural. Recife:
[s.n.], 2000.

•

CHESF. Relatório anual 1999. Recife, 2000. Publicação bilingüe: portuguêsinglês.

•

EMBRAPA. Animais do descobrimento: raça doméstica da história do Brasil,
2000.panorama dos 500 anos de agricultura no Brasil, 2000

•

REZENDE, Antônio Paulo. The british presence in Pernambuco, Brasil (18081950). Recife [s.n.], 2000. Publicação bilingüe: português-inglês.

•

SOARES, Goretti. O leite ao sabor do tempo: a história de um restaurante.
Recife: Melhoramentos, 2000.

•

SENAC. Departamento Nacional. Culinária nordestina: encontrada no sertão.
Arthur Bosisio (coord.). Rio de Janeiro: Ed. Senado Nacional, 2001.

•

LAGO, Bia Corrêa do. Augusto Stahl: obra completa em Pernambuco e Rio de
Janeiro. Apresentação Sérgio Burgi. Rio de Janeiro: Contra Capa Lima/Editora
Capivara, 2001.

•

INSTITUTO CULTURAL BANDEPE. Açúcar: a civilização que a cana criou.
Recife, 2002. Catálogo da exposição realizada no Espaço Cultural Bandepe.
Publicação bilingüe: português-inglês.

•

PARAÍSO, Rostand. Charme e magia dos antigos hotéis e pensões
Recifenses. Recife: Bagaço, 2003.
Os usuários desse acervo são, em sua maioria, estudantes de graduação,

mestrandos, doutorandos e pesquisadores de universidades brasileiras e
estrangeiras, que procuram as fotografias com o objetivo de ilustrar trabalhos
acadêmicos (monografias, teses, dissertações); ou trabalham com a fotografia
como fonte de pesquisa, nesse perfil podemos citar os historiadores especialistas
em estudos e análise da fotografia.

�Após levantamento, utilizando os dados contidos nas fichas de inscrição
dos usuários, conseguimos reunir o nome das principais universidades e cursos
dos pesquisadores que utilizaram o acervo para elaboração de monografias,
teses e dissertações, desde agosto de 1988, como mostra as tabelas 1 e 2.

�TABELA 1

Universidades Brasileiras
Escola Superior de Relações Públicas, Recife
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, Olinda
Faculdade de Ciências Humanas, Recife
Faculdade de Filosofia do Recife
Faculdade Integrada de Pernambuco, Recife
Faculdade Integrada de Vitória de Santo Antão, Pernambuco
Fundação de Ensino Superior de Olinda, Pernambuco
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro
Pontífica Universidade Católica, São Paulo
Universidade de Campinas, São Paulo
Universidade de Brasília
Univerisdade Católica de Pernambuco, Recife
Universidade Estadual da Bahia
Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza
Universidade Estadual Paulista, São Paulo
Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal do Ceará, Fotaleza
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife
Universidade de São Paulo
Universidade de Sergipe

Curso (s)
Relações Públicas
Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura e Urbanismo
Turismo, Psicologia
Turismo
Pós-graduação
História
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Jornalismo, Publicidade e Propaganda,Turismo, Engenharia
Civil
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Arquitetura, Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Arquitetura e Urbanismo, Geografia, Design, Educação Física,
Programação Visual, Turismo, Pedagogia, Comunicação Social,
Pós-graduação
Pós-graduação
Licenciatura em História
Pós-graduação
Pós-graduação

�TABELA 2
Universidades Estrangeiras

Pósgraduação
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
mestrado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado

Austin University, Texas
École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris
Univesidade do Porto, Portugal
Universidade de Liverpool, Inglaterra
Universidade de Auburn, Alabama
Universidade de Essex, Inglaterra
Universidade Complutense de Madrid, Espanha
Universidade de Londres – King’s College, Inglaterra
Universidade Politécnica da Catalonia, Barcelona
Universidade de Salamanca, Espanha
Universidade de Viena, Aústria
Université de Paris I – Sorbonne, França
Université de Paris VII – Jussie, França
Université de Paris X – Nanterre, França
University Iowa, Estados Unidos

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos afirmar, que o tratamento dado a cada documento fotográfico
através da descrição e indexação, fornecem elementos que agregados à
interpretação de pesquisadores, permitem o uso da fotografia como material de
apoio à documentação textual e, numa visão mais abrangente, o seu uso como
fonte de informação e de estudo da história.
É importante ressaltar, que, como qualquer fonte de informação histórica, a
correta organização arquivística proporciona uma pesquisa produtiva. Nesse
contexto, a necessidade cada vez mais de conscientização quanto a importância
do tratamento técnico dos documentos fotográficos, como etapa que precede a
informatização

e

digitalização,

contribuindo,

dessa

forma,

para

o

bom

aproveitamento das facilidades trazidas pela tecnologia da informação.
Em linhas gerais, este trabalho além de contribuir de forma significativa à
divulgação do acervo da coordenação de iconografia e documentos textuais –
Codit da Fundação Joaquim Nabuco, permitiu a oportunidade de repassar um
breve relato do conhecimento acumulado com o trabalho em coleções de
fotografias, e o atendimento ao público, em especial, estudantes e pesquisadores
de universidades brasileiras e estrangeiras.

�REFERÊNCIAS

KOSSOY, Boris. A fotografia como fonte histórica: introdução à pesquisa e
interpretação das imagens do passado. 2. ed. São Paulo: Secretaria da Indústria,
Comércio, Ciência e Tecnologia, 1985. 59 p.
PAVÃO, Luis. Conservação de colecções de fotografia. Lisboa: Dinalivro, 1997.
355 p.
ROUSSEAU, Jean-Yves; Couture, Carol. Fundamentos da disciplina
arquivística. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998. 356 p.
SILVA, Rosi Cristina da. As instituições provedores de informação no
contexto do novo mercado informacional. Recife,1998. Monografia
(especialização em informação tecnológica) – Universidade Federal de
Pernambuco, Departamento de Ciência da Informação.

∗

rosi@fundaj.gov.br Bibliotecária/Documentalista Coordenação de Iconografia e Documentos
Textuais Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="58009">
                <text>Memória e imagem: a fotografia como fonte para estudantes e pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras. (Pôster)</text>
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          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="58010">
                <text>Silva, Rosi Cristina da</text>
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          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="58016">
                <text>Relata a experiência do trabalho realizado como bibliotecária/documentalista na coordenação de iconografia e documentos textuais–CODIT, do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira–CEHIBRA da Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, coordenando o Projeto Memória Iconográfica e realizando o atendimento a pesquisadores e estudantes de universidades brasileiras e estrangeiras. Enfatiza a importância da fotografia para o resgate histórico quando devidamente identificada, organizada, acondicionada e associada a outros dados de pesquisas. Destaca alguns produtos resultantes de pesquisas realizadas no acervo.</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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  </item>
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        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5344/SNBU2004_237.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>PROJETO AQUILIV: PROPOSTA DE UMA BASE DE DADOS PARA O
GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DE LIVROS NO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Rita de Cássia Santos Ferreira∗
Adriana Bueno Moretti
Célia Maria Vassello
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad
Maria Tereza Magalhaes Santos
Nelci Ramos Águila
Sonia Garcia Gomes Eleutério
Suely Cafazzi Prati

RESUMO
O trabalho, apresenta uma proposta de implantação de base de dados para o
gerenciamento do processo de aquisição de livros, para uso nas unidades do
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Descreve todos
os campos desta base que foi construída em WinISIS (linguagem MicroISIS para
Windows) e desenvolvida a partir de padrões utilizados pelos bibliotecários de
aquisição de livros, contemplando todas as etapas das rotinas necessárias para a
execução deste serviço. Este programa possibilitará otimizar, recuperar e
disponibilizar a informação aos clientes, oferecendo ainda subprodutos, o que
resultará no compartilhamento e racionalização da informação entre os
profissionais das Bibliotecas do SIBi/USP.
PALAVRAS-CHAVE: Aquisição de livros. Automação
Gerenciamento de processo. Base de dados. WinISIS.

em

bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
No

mundo

atual,

os

diversos

tipos

de

bibliotecas,

têm

sofrido

transformações nas últimas décadas com a incorporação das novas tecnologias
de informação, que permitem a análise, o armazenamento e a disponibilização
dos novos conhecimentos no meio virtual.
Com a utilização crescente da Web para divulgação de serviços prestados
e produtos oferecidos pelas bibliotecas brasileiras, torna-se prioridade atender a

�nova necessidade dos clientes que é a consulta através da rede, de acordo com
Resmer e Costa (1997).
Assim como afirma Cunha (1999), apesar das dificuldades financeiras que
as bibliotecas enfrentam, a rapidez do avanço tecnológico provoca novas
mudanças em suas atividades tais como a automação dos serviços de aquisição.
De acordo com a política vigente de acesso à fontes informacionais e
automação o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP) - que é constituído por 01 Conselho Supervisor, 01 Departamento
Técnico e um conjunto de 39 Bibliotecas distribuídas nos diversos “Campi”, em
locais e cidades diferentes - tem como missão promover o acesso a informação
através

de

programas

cooperativos

e

de

racionalização

de

acervos,

compartilhamento de recursos, assim como a normalização de procedimentos
com

abrangência

sistêmica,

oferecendo

desta

maneira

suporte

ao

desenvolvimento do ensino e pesquisa junto à comunidade da Universidade de
São Paulo (USP), segundo SIBinet, 2004.
Para as atividades de aquisição de livros nas Bibliotecas do SIBi/USP, a
tecnologia tem sido aplicada isoladamente para soluções locais e até o momento
tem atendido de forma paliativa as necessidades de cada Unidade, não
explorando todas as tecnologias disponíveis. Em uma experiência anterior
realizada no SIBi/USP conforme Eleutério (1994), foi desenvolvida uma base para
auxílio nas atividades de aquisição de livros, em linguagem de programação
CLIPPER, denominada USIBI e distribuída para as bibliotecas; essa base foi
utilizada durante algum tempo como facilitador das tarefas, e foi ponto de partida
para outras iniciativas de cunho isolado. O grande mérito da base USIBI foi a
introdução dos profissionais de aquisição no mundo de possibilidades que a
tecnologia da informação oferece para a área da Ciência da Informação.
Ora exposto, pretende-se neste trabalho desenvolver e propor um
programa para o gerenciamento do processo de aquisição de livros para uso nas
Bibliotecas do SIBi/USP. Essa ferramenta possibilitará a otimização das rotinas de
trabalho desde a sugestão da compra até a patrimoniação do bem. O acesso e a
recuperação de dados, precisa e rápida, beneficiará tanto aos profissionais da

�informação quanto aos clientes. Outra possibilidade dessa base será a emissão
de vários tipos de relatórios, minimizando os esforços das tarefas pertinentes ao
serviço.

2 HISTÓRICO

A necessidade de uma ferramenta para o gerenciamento das atividades de
aquisição de livros de forma automatizada, transformou o trabalho “Proposta de
padronização eletrônica para o controle dos processos de aquisição de livros”
(Vasselo et al., 2002), apresentado no curso Programa de Administração da
Inovação Científica e Tecnológica dos Serviços de Informação (PROTAP,2002),
oferecido pelo Departamento Técnico do SIBi/USP, em um tópico do
Planejamento Estratégico do SIBi/USP-2003. Foi constatado neste estudo o
interesse de todas as bibliotecas consultadas em utilizarem uma ferramenta
eletrônica padronizada para a aquisição de livros, conforme mostra a figura 1
em Anexo. A utilização deste levantamento de dados coletado junto as
Bibliotecas do SIBi/USP alavancou o início deste projeto, que foi delegado a uma
equipe de bibliotecários com experiência na área de aquisição, e que teria como
escopo propor e desenvolver um modelo de base de dados para o serviço de
aquisição de livros. Esse grupo se auto denominou “Projeto AQUILIV”.
De acordo com a Gestão de Projetos adotada pelo SIBi/USP e após a
revisão de literatura, foram seguidas as seguintes etapas:
•

Contatou-se as 9 bibliotecas que haviam informado anteriormente já possuir
sistema automatizado e solicitou-se o envio das estruturas de suas bases.

•

Analisou-se os dados em comum e necessários para padronização das
estruturas recebidas.

•

Elaborou-se dois modelos básicos de planilhas, para desenvolvimento nos
suportes: Access e MicroISIS.

•

Optou-se pela adoção da ferramenta MicroISIS, após a demonstração das
bases de dados utilizadas em 2 Bibliotecas do SIBi/USP: Escola Superior

�de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) e Faculdade de Saúde
Pública (FSP), cujo uso contínuo de aproximadamente 5 anos estava
consolidado e também por ser uma plataforma recomendada pela United
Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) e
adotada pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME).
•

Em seguida a equipe convidou um analista do SIBi/USP, especialista em
MicroISIS, para desenvolver o programa AQUILIV (nome originado do grupo
de trabalho).
No momento a base de dados AQUILIV está sendo testada por esta equipe

para o seu aprimoramento antes da distribuição para uso sistêmico. As etapas
seguintes consistem de elaboração de manual para uso da base e capacitação
desta equipe para o treinamento dos profissionais de todas as Bibliotecas do
SIBi/USP.

3 METODOLOGIA

3.1 BASE DE DADOS AQUILIV

A base de dados AQUILIV foi construída na linguagem de programação
WinISIS, da UNESCO, que é um software de gerenciamento de bases de dados
textuais. Optou-se pelo MicroISIS em ambiente Web por permitir o acesso e a
inserção de dados simultaneamente. Este

software é distribuído no

Brasil

pela BIREME (&lt;http://www.bireme.br&gt;). Um critério relevante empregado para
escolha do suporte de criação da base foi a possibilidade de imigração dos dados
de sistemas antigos para os atuais, planilhas de cálculos, assim como,

para

sistemas futuros para que seja feita uma manutenção permanente, conforme
afirma Kryzanowski (1996).
Na padronização desta base foram utilizadas em alguns campos, diversas
tabelas auxiliares já utilizadas pelo SIBi/USP e tabelas pré-definidas e

�normalizadas pelo grupo, visando maior consistência dos dados e evitando assim
ruídos na recuperação da informação.
Os campos que foram considerados comuns e necessários nas estruturas
analisadas e que compõem a base AQUILIV são os seguintes:
•

Controle - Número do item solicitado;

•

Autor - Autores individuais, editores, coordenadores, organizadores ou
Instituição como responsável pela autoria.

•

Título - Título da obra, título traduzido ou original quando existir

•

Edição - Número de edição da obra;

•

Editora - Comercial ou institucional, responsável pela publicação;

•

Cidade - Local da editora ou da Instituição publicadora, no idioma original

•

País - Localidade original da obra (tabela pré-definida e normalizada
internacionalmente para o formato MARC);

•

Ano - Ano de publicação, conhecido ou aproximado;

•

Paginação - Número total de páginas da obra;

•

Série - Título da série;

•

Volume - Número do volume quando a obra for publicada em vários volumes;

•

ISBN/ISSN - Número Internacional Padronizado de identificação da obra
(International Standard Book Number / International Standard Serial Number);

•

Idioma - Língua original da obra (tabela pré-definida e normalizada
internacionalmente para o formato MARC);

•

Procedência - Nacional ou Internacional (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Tipo de publicação - Tipo de documento (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Preço estimado - Valor em moeda nacional, quando conhecido;

•

Exs. Pedidos - Quantidade de exemplares solicitados para aquisição;

•

Exs. Existentes - Quantidade de exemplares já existentes na biblioteca;

•

Solicitante - Nome do usuário da biblioteca (tabela de usuários do SIBi/USP);

•

Prioridade - Ordem de prioridade (tabela pré-definida e normalizada pela
equipe);

�•

Data do pedido - Data da solicitação da obra;

•

Situação/Status – Situação da obra no processo de aquisição (tabela
pré-definida e normalizada pela equipe);

•

Data/Status - Data da situação atual da obra no processo de aquisição;

•

Tipo de Aquisição - Forma de aquisição da obra (tabela pré-definida e
normalizada pela equipe);

•

Exs. Adquiridos - Quantidade de exemplares já existentes na biblioteca;

•

Financiador - Órgão financiador da verba (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Projeto - Título do projeto do órgão financiador da verba (tabela pré-definida e
normalizada pela equipe);

•

Fornecedor - Nome da livraria, editora, instituição ou pessoa física (tabela
pré-definida dos fornecedores da biblioteca);

•

Orçamento/Nota Fiscal - Nome e número do documento que contém o preço
estimado e/ou Número do documento fiscal comprovante da aquisição;

•

Preço final - Valor real/final pago pela obra;

•

Req. Mercúrio - Número da requisição de entrada do pedido no Sistema
Mercúrio (sistema de solicitação de qualquer material ou serviço para a seção
de compras de cada unidade da Universidade de São Paulo);

•

Convite - Número do convite aberto para aquisição da obra;

•

Nº Proc. - Número do processo administrativo aberto na unidade para iniciar a
aquisição;

•

Data/Proc. - Data de abertura do processo na unidade;

•

Nº Empenho - Número de empenho para cada fornecedor;

•

Data/Empenho - Data da abertura do empenho;

•

Nº de tombo - Número de patrimônio que a obra recebe na unidade (número
de tombo);

•

Data Tombamento - Data de patrimoniação a obra;

•

Localização - Localização da obra na coleção (número de classificação);

•

Unidade/Biblioteca - Siglas das Bibliotecas do SIBi/USP (tabela pré-definida);

•

Período de exposição - Intervalo em que a obra fica exposta para divulgação;

�•

Disponibilidade - Em qual coleção a obra está inserida (referência, reserva,
documentação, coleção especial, etc.);

•

Documentalista – Nome do operador da base de cada biblioteca (tabela
pré-definida);

•

Data do Cadastro - Data em que o registro/informação foi inserido na base;

•

Notas adicionais - Informações necessárias, de qualquer tipo, que
complementem o registro.

3.2 EXEMPLO DE UM REGISTRO DA BASE COM TODOS OS CAMPOS
PREENCHIDOS:

[01] Controle: 001
[02] Autor: Lancaster, F.W.
[03] Título: Avaliação de serviços de bibliotecas
[04] Edição: 1
[05] Editora: Briquet de Lemos Livros
[06] Cidade: Brasília
[07] Pais: Brasil
[08] Ano: 1996
[09] Paginação: 356
[10] Série: Não Tem
[11] Volume: Não tem
[12] ISBN/ISSN: 85-85637-07-2
[13] Idioma: Português
[14] Procedência: Nacional
[15] Tipo de publicação: Monografia
[16] Preço estimado: 60,00
[17] Exs. pedidos: 3
[18] Exs. existentes: 1
[19] Solicitante: Nelci Ramos Águila
[20] Prioridade: Um
[21] Data do pedido: 06.05.2004
[22] Situação/Status: Recebido

�[23] Data/Status: 07.05.2004
[24] Tipo de Aquisição: Compra
[25] Exs. adquiridos: 1
[26] Financiador: USP
[27] Projeto: Projeto de Aquisição de Livros Didáticos para a Graduação-2004
[28] Fornecedor: Livraria EDUSP
[29] Orçamento/Nota Fiscal: Nota Fiscal 34567
[30] Preço final: 54,00
[31] Req. Mercúrio: 098765
[32] Convite: 123
[33] Nº Proc.: 04.21.987.097.98.63
[34] Data/Proc.: 29.05.2004
[35] Nº Empenho: 56790
[36] Data/Empenho: 30.05.2004
[37] Nº de tombo: 95098
[38] Data Tombamento: 28.06.04
[39] Localização: 025.1^L244a
[40] Unidade/Biblioteca: IO
[41] Período de exposição: 10.07.04 a 17.07.04
[42] Disponibilidade: Consulta e Empréstimo
[43] Documentalista: Ricardo
[44] Data do Cadastro: 12.05.04
[45] Notas adicionais: Tradução da 2.ed., publicada em 1993 por The Graduate
School of Library and Inforamtion Science, University of Illinois.

4 CONCLUSÃO

A aplicação da tecnologia nos vários seguimentos do mundo atual é fato e
tem sido absorvida diariamente sem muitas restrições pelos bibliotecários, pois
essa plataforma incorporada às atividades das bibliotecas, tem provocado
mudanças no atendimento aos clientes, uma vez que permite disponibilizar os
serviços e produtos num espaço de tempo cada vez menor. Contudo, é

�importante ressaltar que a informação é a essência das bibliotecas e ao ser
tratada, requer o máximo de exatidão possível para ser fornecida ao usuário final.
Dentro deste contexto a compra de material bibliográfico para o seu acervo
é uma das atividades tradicionais desenvolvidas em uma Biblioteca Universitária,
e como tal requer precisão nas informações e rapidez nos processos para não
desvalorizar

os

recursos

financeiros

liberados;

havendo

assim

maior

comprometimento por parte dos profissionais responsáveis por este serviço com o
orçamento anual destinado a este fim. A aquisição de livros é um processo
constituído de etapas envolvendo vários setores tais como: biblioteca, seção de
compras, fornecedores e clientes.
A união dos esforços

dos profissionais responsáveis por este serviço

resultou na criação da proposta de um modelo de base de dados para o
gerenciamento de aquisição de livros, que contribuirá para a modernização desta
tarefa nas Bibliotecas do SIBi/USP.
Embora a base proposta seja para uso local das Bibliotecas do SIBi/USP,
recomenda-se a posteriori a disponibilização desta, via WEB, possibilitando a
visibilidade dos processos de aquisição de livros aos usuários em geral.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Analista do SIBi/USP Ricardo Amaral de Faria pela
contribuição no desenvolvimento do Base de Dados AQUILIV.

AQUILIV: A PROPOSAL OF A DATABASE FOR THE MANAGEMENT OF THE
PROCESS OF ACQUISITION OF BOOKS IN THE LIBRARY SYSTEM OF THE
UNIVERSITY OF SÃO PAULO

ABSTRACT
This work presents a proposal of a data base implantation for the management of
the process of acquisition of books, to be used in the units of the Library System of
the University of São Paulo (SIBi/USP). It describes all the fields of this data base

�that has been created in WinISIS and developed of standardized form containing
all the stages of the routines of this service. This program will make it possible to
optimize, to recover and to put in disposal the information to the users, offering
even by-products, that will result in sharing and rationalization of the information
between the professionals of the SIBi/USP libraries.
KEYWORDS: Acquisition of books. Automation of Library. Process management.
Data base. WinISIS.

REFERÊNCIAS
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf., Brasília,
v. 28, n. 3. p. 257-268, set./dez. 1999.
ELEUTÉRIO, S. G. G.; CARVALHO, A. O. Livros - controle e aquisição
automatizada: uma experiência com MicroISIS. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas:
Biblioteca Central/UNICAMP, 1994. p. 285. (Resumo)
KRZYZANOWSKI, R. F. Subsídios para análise, seleção e aquisição de
software para gerenciamento de biblioteca: experiência do Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP). São Paulo: SIBi/USP, 1996. 56p.
RESMER, M. J ; COSTA, O M. S. da. Conversão de bases de dados MicroISIS
para Internet. Ci. Inf. , Brasília, v. 26, n. 2, p. 159-164, maio/ago. 1997.
SIBinet. Disponível em : &lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.
UNESCO. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org/&gt;. Acesso em: 07 jul. 2004.
VASSELO, C. M., et al. Proposta de padronização eletrônica para o controle
dos processos de aquisição de livros. São Paulo: SIBi, 2002. (Trabalho
apresentado ao PROTAP II).

�ANEXO

Bibliotecas do SIBi/USP

40
35
30
25
20
15
10
5
0
SIM

NÃO
SIM

NÃO

Figura 1 - Bibliotecas do SIBi/USP interessadas na automação do Serviço de Aquisição
de Livros

∗

Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo - Rua do Matão, 303 Caixa Postal 11.461 CEP 05422-970 - São Paulo, SP - Brasil - E-mail: kassias@usp.br
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo Av. Pádua Dias,
11 - Caixa Postal 9 - CEP 13418-900 - Piracicaba, SP - Brasil E-mail: abmorett@esalq.usp.br
Instituto de Física da Universidade de São Paulo - Rua do Matão, trav. R, 187 CEP 05508-000
São Paulo - SP Brasil - E-mail: cvasselo@sbi.if.usp.br
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo Av. Pádua Dias,
11 - Caixa Postal 9 - CEP 13418-900 - Piracicaba, SP - Brasil E-mail isabel@esalq.usp.br
Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Av. Prof. Lineu Prestes, 950 CEP 05508-000
São Paulo - SP - Brasil - E-mail: tile@bcq.usp.br
Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo - Praça do Oceanográfico, 191 - CEP
05508-000 São Paulo, SP - Brasil - E-mail: nraguila@usp.br
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - Av. Dr. Arnaldo, 715 CEP 01246-904
- São Paulo, SP - Brasil - E-mail: sogarcia@usp.br
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - Av. Prof. Lineu Prestes, 2227 - CEP
05508-000 São Paulo - SP Brasil - E-mail: prati@usp.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Projeto AQUILIV: proposta de uma base de dados para o gerenciamento do processo de aquisição de livros no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. (Pôster)</text>
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                <text>O trabalho, apresenta uma proposta de implantação de base de dados para o gerenciamento do processo de aquisição de livros, para uso nas unidades do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Descreve todos os campos desta base que foi construída em WinISIS (linguagem MicroISIS para Windows) e desenvolvida a partir de padrões utilizados pelos bibliotecários de aquisição de livros, contemplando todas as etapas das rotinas necessárias para a execução deste serviço. Este programa possibilitará otimizar, recuperar e disponibilizar a informação aos clientes, oferecendo ainda subprodutos, o que resultará no compartilhamento e racionalização da informação entre os profissionais das Bibliotecas do SIBi/USP.</text>
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                    <text>BASE AQUILI : GERENCIAMENTO DOS PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DE
LIVROS PERMITINDO A EXPORTAÇÃO PARA A BASE DO ACERVO
Natalina O. R. Ziemath∗
Maria Helena Di Francisco
Célia M.D. Martins
Luciana A. B. Martinez
Marilza A. R. Tognetti

RESUMO
A base de dados AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS, é utilizada na biblioteca do
IFSC-USP para o gerenciamento dos processos de aquisição de livros e outros
materiais. As planilhas são compatíveis com as utilizadas para a automação das
informações do acervo. Contém dados bibliográficos (autor, título, edição, ISBN,
data etc), as informações referentes ao solicitante (nome, categoria, grupo de
pesquisa, departamento, etc), dados de pré-aquisição (procedência, preço
estimado, interesse, situação/status, etc), e os dados de aquisição (data, tombo,
verba, fornecedor, NF/invoice, preço, etc). Permite a emissão de vários tipos de
relatórios e diversos cruzamentos: solicitante X status; grupo de pesquisa X status
X interesse; verba X status entre outros. A base é alimentada de acordo com a
demanda e está em rede local, sendo possível para o bibliotecário de aquisição e
outros funcionários acompanhar a situação/andamento da compra e informar o
usuário interessado. Desta forma temos o gerenciamento do processo de
aquisição e uma pré-catalogação. Assim que o material é recebido, é efetuada
uma estratégia de busca visando a exportação para a base de dados do acervo.
São acrescidas as informações de número de chamada e assunto, finalizando a
tarefa e possibilitando o acesso rápido às novas aquisições.
PALAVRAS-CHAVE: Base de dados. Aquisição de materiais bibliográficos.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade desenvolve ações pedagógicas voltadas à pesquisa,
ensino e uma dinâmica de descoberta e de criação. Nesse sentido, a biblioteca é
concebida como parte integrante do processo educativo. É o suporte de
informações que o ensino e a pesquisa necessitam para alcançar resultados
satisfatórios. Representa também o respaldo teórico às pesquisas científicas e à
extensão universitária, constituindo-se numa coluna de apoio da Universidade
como um todo.

�Assim, a formação e atualização do acervo são constantes e se faz
mediante identificação de novas publicações, sugestões dos usuários e consultas
periódicas a professores do Instituto. Para o gerenciamento eficaz destas
aquisições, foi necessária a definição de uma base de dados que automatizasse
todas as rotinas do processo de aquisição, desde a sugestão até a
disponibilização do material.
A base AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS pela FSP – Faculdade de
Saúde Pública da USP, atendia em grande parte as nossas necessidades, e após
algumas compatibilizações com o BBI - Banco Bibliográfico do IFSC, foi adotada
para a automação do processo de aquisição do Serviço de Biblioteca e
Informação do IFSC – Instituto de Física de São Carlos da USP.

2 LEVANTAMENTO/OBTENÇÃO DE SUGESTÕES

O IFSC é uma unidade da USP bastante dinâmica e progressiva tanto no
ensino de graduação e pós-graduação, como na geração de pesquisas de ponta
com alto índice de publicações em periódicos de impacto internacional.
Para atender as demandas bibliográficas de alunos, docentes e
pesquisadores, o acervo da Biblioteca precisa estar completo e atualizado. Diante
desta necessidade, elaborar pedidos de auxílios junto às agências de fomento
como FINEP, FAPESP, CNPq e outras, em busca de recursos para acompanhar
o crescimento da oferta do mercado editorial de interesse das áreas de física e
correlata, tem sido rotina da equipe da Biblioteca que conta com o apoio e
colaboração dos docentes que fazem parte da Comissão de Biblioteca.
O apoio da USP, através do SIBi - Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP, também tem sido valioso na liberação de verbas anuais, principalmente
destinadas a aquisição de obras para o apoio aos cursos de graduação.
As sugestões para novas aquisições chegam diariamente e são feitas por:

�- professores/pesquisadores, funcionários, alunos de graduação e de
pós-graduação, através de caixa de sugestões, correio eletrônico e
formulário online de solicitações;
- conversas informais no balcão de empréstimo;
- sugestões formais diretamente na Seção de Aquisição;
- estatística de títulos com demanda em listas de espera;
- sugestões de funcionários do setor de referência;
- levantamentos de novos lançamentos das áreas de interesse do IFSC,
realizadas pela equipe da Seção de Aquisição em sites de Editoras e
Sociedades Científicas.

Essa demanda gerada pelas sugestões dos usuários são continuamente
cadastradas na Base AQUILI, objetivando mantê-la sempre atualizada para que a
Biblioteca possa sempre agir com rapidez e eficácia no uso dos recursos obtidos
e/ou na obtenção de novas verbas.

3 BASE AQUILI
3.1 ESTRUTURA
A base AQUILI possui um formulário de entrada de dados onde são
registradas as informações para os diferentes metadados:
- Informações bibliográficas: autor, título, edição, ISBN, data, editora e
local de publicação;
- Informações referentes ao solicitante da obra: nome, categoria, grupo
de pesquisa e departamento;
- Informações do processo de pré-aquisição: procedência, preço
estimado, interesse e situação/status;
- Informações sobre a aquisição: data, tombo, verba, fornecedor,
NF/invoice e preço.

�Estas informações são atualizadas a cada mudança de status conforme
vão ocorrendo, o que permite um controle efetivo durante todo o processo de
aquisição.
Através da linguagem de busca do CDS/ISIS e dos recursos da álgebra
booleana, é possível a recuperação das informações e o controle efetivo de todas
as etapas do processo através de estratégias contendo cruzamentos dos
seguintes tipos:
- solicitante x status;
- grupo de pesquisa x status x interesse;
- verba x status;
- autor x verba;
- solicitante x verba;

A partir dos resultados destas buscas é possível a emissão dos diferentes
tipos de relatórios:
- Ordem Alfabética Única de Autor;
- Ordem Alfabética de Título;
- Ordem Alfabética de Nome de Grupo de Pesquisa e Ordem Alfabética
de Autor;
- Ordem Prioridade Geral;
- Ordem Alfabética de Nome do Solicitante e Alfabética de Autor;
- Ordem Alfabética de Nome do Grupo de Pesquisa – Ordem de
Prioridade e Alfabética de Autor;
- Revisão – Ordem de MFN;
- Ordem Alfabética de Nome do Solicitante e Prioridade de Grupo.

Os relatórios acima são pré-definidos, permitindo a utilização de diversos
formatos de exibição e impressão, a exemplo dos relacionados abaixo, e visando
facilitar a operacionalização na obtenção de resultados.

�- Formato AQUILI, contendo os campos: MFN, Autor, Título, Evento, Nº
da edição, Imprenta, Volume(s) e Série
MFN: 000018
Autor: Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A
Título: Mudpies to magnets: a preschool science curriculum
Gryphon House, c1987
- Formato REVISA, contendo todos os campos, sendo que cada
ocorrência é precedida pelo número do campo
MFN= 000018
07 ^a81080102
16 ^aWilliams, Robert A
16 ^Rockwell, Robert E
16 ^aSherwood, Elizabeth A
18 ^aMudpies to magnets: a preschool science curriculum
20 157p
40 Eng
62 Gryphon House
64 c1987
66 Beltsville
67 US
69 0876591128
830 13
831 I
832 US$11.96
833 P
834 40
835 R
839 C
844 19940509
844 19980316
845 20030812
845 20030812
94 CMDM
94 BBI
892 FAPESP 99/08593-1
893 Crofthouse (Polytecnica)
894 Inv. BR124
895 US$20.88
896 Profa. Yvonne
897 C
898 D
899 FFI
91 11.92

�- Formato MERCUR, contendo os campos: Referência, ISBN, Preço
estimado e Número de exemplares.
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. Beltsville-US,
Gryphon House, c1987. 157p.
ISBN: 0876591128
Preco estimado: US$11.96
- Formato FAPESP, contendo os campos: Autor, Título, Paginação e/ou
Volumes e Números de Tombos
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. - 157p. 81080102
- Formato REFER, contendo os campos: MFN, ISBN e Solicitante
MFN: 000018
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. Beltsville-US,
Gryphon House, c1987. 157p.
ISBN: 0876591128
Solicitante: Profa. Yvonne
3.2 PROCESSAMENTO DA AQUISIÇÃO
De posse dessas ferramentas, torna-se muito fácil processar a aquisição
de material bibliográfico quando existe a disponibilização de recursos, sendo que
os Recursos USP são direcionados à aquisição de obras para a graduação.e os
Recursos FAPESP, CNPq e outros são específicos para a compra de material
para a pesquisa e pós-graduação.
Sempre quando há recursos, são emitidos relatórios e enviados aos chefes
de grupo de pesquisa e Comissão de Graduação, para selecionarem e
priorizarem o material a ser adquirido. Estabelecida a prioridade, a Comissão de
Biblioteca faz o indicativo final do que deverá ser comprado.
A compra com recursos USP é efetuada pelo setor de compras do IFSC
através de rotinas e critérios estabelecidos pela Reitoria. A Biblioteca envia
àquele setor o arquivo com a relação dos materiais a serem adquiridos oriundos

�da base AQUILI no formato MERCUR. Estes dados são copiados para o
MERCURIO, sistema utilizado pela USP para efetuar todas as compras com
recursos orçamentários.
As compras com recursos FAPESP, CNPq e outros são efetuadas através
de importação direta pelo setor de Importação da Unidade. Cabe à Biblioteca
fornecer os arquivos com os materiais a serem adquiridos, obtidos da base
AQUILI, em formatos específicos, o que facilita as atividades daquele setor.
Quando finalizada a aquisição propriamente dita e recebido o material com
as respectivas invoices ou notas fiscais, o AQUILI é atualizado com as
informações da aquisição (data, tombo, verba, fornecedor, NF/invoice e preço) e o
status é alterado de pago para recebido.
Com esses procedimentos, finaliza-se o processo de aquisição, e o registro
pode ser exportado para o BBI para que o tratamento da informação seja
processado.

4 EXPORTAÇÃO AQUILI/BBI

A Tabela de Definição de Campos – FDT (ANEXO A), foi totalmente
compatibilizada com o Banco Bibliográfico do IFSC - BBI, que registra todo o
acervo da Biblioteca e está disponibilizado através da home page do SBI/IFSC
(http://sbi_web.ifsc.sc.usp.br/).
Essa compatibilização foi feita justamente para que se pudesse evitar o
recadastramento no BBI de todas as informações bibliográficas dos materiais
adquiridos e já cadastrados na base AQUILI, tornando-se necessário apenas a
inclusão do número de chamada e descritores.
Para que fosse possível o aproveitamento das informações cadastradas no
AQUILI, foi desenvolvida uma rotina de exportação utilizando arquivos em formato
ISO 2709 dos registros desejados.

�A rotina consta das seguintes etapas:
- elaborar uma estratégia de busca pela última data de alteração na base
de dados AQUILI para selecionar os dados referentes ao lote de
registros que serão exportados para o BBI.
- o resultado da busca é salvo e posteriormente é gerado um arquivo ISO
2709 dos registros a serem exportados para o BBI, utilizando uma
Tabela de Seleção de Campos – FST (ANEXO B) que possibilita a
compatibilização da base AQUILI com o referido banco de dados;
- os registros do arquivo ISO são então incorporados ao BBI mediante
procedimentos pré-estabelecidos de importação de dados;
- No BBI são acrescidas as informações do número de chamada e os
descritores da obra.

5 CONCLUSÃO

O SBI/IFSC desempenha um papel essencial na Universidade e na
sociedade, por isso sua equipe preocupa-se em buscar e implementar ações e
utilizar as novas tecnologias da informação que contribuem para a rapidez e
eficiência no controle e disseminação das informações bibliográficas de seu
acervo.
A base AQUILI é uma ferramenta robusta, pois suporta as diversas tarefas
e a grande quantidade de informações manuseadas no processo de seleção e
aquisição de material bibliográfico. Ela permite obter rapidamente informações
sobre o status do material que se encontra em processo de aquisição, e
possibilita ainda, através da exportação dos seus dados para o BBI, que as obras
recém adquiridas sejam rapidamente disponibilizadas para circulação, evitando
assim o re-trabalho.

REFERÊNCIAS

�GUIMARÃES, R C M; BECALLI, A M; CARVALHO, I C L. Seleção e aquisição:
uma proposta de automação e a experiência do SIB/UFES. IN: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9, 1997, Curitiba. Anais...
Curitiba: UFPR, PUCPR, 1997. (Arquivo 5.9) (Disquete).
FIGUEREDO, Nice Menezes. Metodologia para promoção do uso da
informação. São Paulo, Nobel, 1990. 144 p.
DI FRANCISCO, M H; TOGNETTI, M A R; ZIEMATH, N R; DZIABAS, M C C. BBI
– Banco Bibliográfico do Instituto de Física de São Carlos. IN: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO,
5, 1994, São José dos Campos. Anais... São José dos Campos, UNIVAP, 1994.
p.114-123.
Base de dados em Microisis para gerenciamento dos processos de
aquisição de livros. Disponível em: &lt;http://www.sibi.usp.br/sibi/Crescer/
competencias/fsp9_base_dados_microisis.htm&gt;. Acesso em: 28 abr. 2004.

�ANEXO A - Tabela de Definição de Campos – FDT
Tombo
[ 7]
Quant. de exempl.[ 8]
Autor
[16]
Autor Inst.
[17]
[18]
T¡tulo
[20]
P ginas
[21]
Volume
[22]
S‚rie
Idioma do Texto [40]
[52]
Institui‡„o
[53]
Nome Evento
[54]
Data
[56]
Cidade
[57]
Pa¡s
Tipo Publica‡„o [570]
[61]
Notas
[62]
Editora
Edi‡„o
[63]
[64]
Data
Cidade
[66]
[67]
Pa¡s
[69]
ISBN
[90]
Disponibilidade
Document. Cadast. [92]
Document. Alt.
[94]
[830]
Prioridade Geral
[831]
Procedência
Pre‡o Estimado [832]
[833]
Interesse
Prioridade Grupo [834]
Situa‡„o/Status [835]
[836]
Data/Status
[837]
No. Of¡cio
[838]
Observa‡„o
Tipo de Aquisi‡„o [839]
Verba Dispon¡vel [840]
Org„o financiador [841]
[842]
Fornecedor
Or‡amento/Proform[843]
Data de Cadastro [844]
Data de Altera‡„o [845]
Data de Aquisi‡„o [891]
[892]
Verba
[893]
Livraria
NotaFiscal/Invoice[894]
[895]
Pre‡o
[896]
Solicitante
Grupo Solicitante[897]
[898]
Categoria
Depart. Solicit. [899]
Solicit. FAPLIV [900]
Data de sugest„o [91]

ag
aefctuiv
ae
ab

7801
8901
16 240 0 1
17 200 0 1
18 250 0 1
20 20 0 1
21 20 0 1
22 150 0 1
40 20 0 1
52 200 0 1
53 250 0 1
54 50 0 1
56 30 0 1
57 20 0 1
570 20 0 1
61 300 0 1
62 200 0 1
63 25 0 1
64 50 0 1
66 60 0 1
67 20 0 1
69 13 0 1
90 10 0 0
92 50 0 1
94 50 0 1
830 80 0 1
831 80 0 1
832 80 0 1
833 80 0 1
834 80 2 1
835 80 0 1
836 8 0 1
837 80 0 1
838 300 0 1
839 80 0 1
840 80 0 1
841 80 0 1
842 80 0 1
843 80 0 1
844 8 0 1
845 100 0 1
891 8 0 1
892 10 0 1
893 50 0 1
894 15 0 1
895 20 0 1
96 100 0 1
897 50 0 1
898 30 0 1
899 30 0 1
900 100 0 1
91 50 0 1

�ANEXO B - Tabela de Seleção de Campos – FST
7 0 (v7^a/),(v7^g/)
16 4 (v16^a/),(v16^e/)
17 4 (v17^a/),(v17^e/)
18 4 (v18^a/)
22 4 (v22/)
20 0 (v20/)
40 0 (v40/)
50 0 (v50/),(v51/)
53 4 (v53/),(v52/)
54 0 (v54/),(v55/)
56 0 (v56/),(v57/)
570 4 (v570/)
62 0 (v62/)
62 4 (v62/)
64 0 (v64/),(v65/)
831 0 (v831/)
833 0 (v833/)
834 0 (v834/)
835 0 (v835/)
839 0 (v839/)
841 0 (v841/)
842 0 (v842/)
843 0 (v843/)
844 0 (|cad=|v844/)
844 0 (v844/)
845 0 (v845/)
891 0 (v893/)
892 0 (v892/)
893 0 (v893/)
894 0 (v894/)
896 4 (v896/)
897 0 (v897/)
898 0 (v898/)
899 0 (v899/)
91 0 (|cad=|v91/)
92 0 (v92/)
94 0 (v94/)

∗

nziemath@if.sc.usp.br
mhelena@if.sc.usp.br
cmartins@if.sc.usp.br
labm@if.sc.usp.br
marilza@if.sc.usp.br
Serviço de Biblioteca e Informação - Instituto de Física de São Carlos- USP Av. Trabalhador
SãoCarlense, 400 (16) 3373-9779 13560-970 São Carlos – SP - Brasil

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Base AQUILI : gerenciamento dos processos de aquisição de livros permitindo a exportação para a base do acervo. (Pôster)</text>
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                <text>A base de dados AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS, é utilizada na biblioteca do IFSC-USP para o gerenciamento dos processos de aquisição de livros e outros materiais. As planilhas são compatíveis com as utilizadas para a automação das informações do acervo. Contém dados bibliográficos (autor, título, edição, ISBN, data etc), as informações referentes ao solicitante (nome, categoria, grupo de pesquisa, departamento, etc), dados de pré-aquisição (procedência, preço estimado, interesse, situação/status, etc), e os dados de aquisição (data, tombo, verba, fornecedor, NF/invoice, preço, etc). Permite a emissão de vários tipos de relatórios e diversos cruzamentos: solicitante X status; grupo de pesquisa X status X interesse; verba X status entre outros. A base é alimentada de acordo com a demanda e está em rede local, sendo possível para o bibliotecário de aquisição e outros funcionários acompanhar a situação/andamento da compra e informar o usuário interessado. Desta forma temos o gerenciamento do processo de aquisição e uma pré-catalogação. Assim que o material é recebido, é efetuada uma estratégia de busca visando a exportação para a base de dados do acervo. São acrescidas as informações de número de chamada e assunto, finalizando a tarefa e possibilitando o acesso rápido às novas aquisições.</text>
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                    <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA: COMPATIBILIZAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS
DEDALUS E BBI
Marilza A. R. Tognetti∗
Maria Helena Di Francisco∗∗
Sibely D P O. Ordonho∗∗∗

RESUMO
: A produção científica dos docentes e pesquisadores do Instituto de Física de
São Carlos - IFSC vem sendo cadastrada no Banco Bibliográfico do IFSC - BBI
desde 1986. Desenvolvido em CDS/ISIS, o banco é composto por metadados que
favorecem a recuperação das informações ali cadastradas em diferentes
formatos, possibilitando o levantamento de dados para elaboração de estatísticas,
tabelas e gráficos sobre a produção. A duplicidade com o DEDALUS - Módulo
Produção, banco de dados bibliográfico oficial da USP, deve-se à algumas
restrições de flexibilidade na extração de produtos que o DEDALUS possui se
comparado com o BBI, que até o momento supre satisfatoriamente as
necessidades de gerenciamento e disseminação de informações referentes à
produção científica. O presente trabalho apresenta um estudo para a
compatibilização dos bancos acima, objetivando evitar o retrabalho que é feito
atualmente com a manutenção dos dois bancos.
PALAVRAS-CHAVE: Produção Científica. Banco de Dados. DEDALUS. BBI.

1 INTRODUÇÃO
A produção científica é um vetor importante para consolidação do
conhecimento nas áreas do saber. A universidade é, portanto, o
locus por excelência onde essa produção é gerada, advinda das
pesquisas e estudos desenvolvidos no meio acadêmico, nos vários
campos do conhecimento. (MOURA, 2002).

Considerada um dos indicadores de competência da instituição no
panorama nacional e internacional, a produção científica tem sido estimulada
pelas universidades brasileiras e órgãos de política, coordenação e fomento,
através de benefícios diretos aos pesquisadores e propiciando infra-estrutura para
o desenvolvimento de pesquisas, visando ampliar a sua contribuição para a
sociedade e estimulando a disseminação. Esses fatores, aliados com a
recompensa acadêmica e com o reconhecimento de pares, são determinantes

�para a validação das pesquisas empreendidas, do

aumento quantitativo de

trabalhos acadêmicos, de idéias de competição e de busca da qualidade.
Assim, a comunicação da produção científica é efetivada através
de canais formais, convencionais, como periódicos, livros e outros
publicados e veiculados por editoras comerciais; e por canais
informais, não convencionais, conhecidos como literatura
cinzenta. (MOURA, 2002)

Segundo Hills (1983), em um modelo analisado, o processo de
comunicação está dividido em seis partes interconectadas: produtor, sociedades
profissionais, editor, produto, bibliotecário e novas tecnologias.
O Serviço de Biblioteca e Informação - SBI preocupado com a organização
e divulgação da produção científica gerada no âmbito do Instituto de Física de
São Carlos - IFSC por seus docentes, pesquisadores, funcionários e alunos de
graduação e pós-graduação, mantém atualizado o Banco Bibliográfico do IFSC –
BBI e o Banco Bibliográfico da USP - DEDALUS. Através do emprego das novas
tecnologias, busca o aprimoramento do processamento, do armazenamento em
meios impressos e eletrônicos e da disseminação dessas publicações científicas.

2 LEVANTAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
As bibliotecas das unidades de ensino e pesquisa da USP são depositárias
de toda a produção científica e cultural da Universidade, em conformidade com a
Resolução nº 4.221, de 17.11.1995 Artigo 5º e, segundo a Portaria G.R. 2922, de
16.11.1994, são responsáveis pela “disponibilidade dos documentos relativos à
produção bibliográfica gerada na Universidade”.
Para que as informações sobre a produção científica do IFSC tenham um
grau satisfatório de completeza e atualização, o SBI/IFSC utiliza os seguintes
mecanismos:
Semanalmente são processadas estratégias de buscas no Web of
Science com informações dos docentes, pesquisadores e funcionários do IFSC.
Para recuperar os documentos indexados referentes a alunos e pesquisadores

�visitantes, é efetuada uma busca contendo todas as formas de indicação do nome
e endereço do IFSC, possibilitando assim, a recuperação de documentos que
eventualmente não são obtidos nas demais estratégias, em virtude de novas
formas de indicação de nomes de autores.
Para recuperação de trabalhos não indexados no Web of Science,
são feitos levantamentos diretamente nos periódicos assinados pelo SBI/IFSC,
buscas na Scientific Electronic Library Online – SciELO e em sites de periódicos
online e de associações e sociedades científicas, a exemplo da SBF – Sociedade
Brasileira de Física;
Toda solicitação de afastamento dos docentes e pesquisadores,
para participação em eventos nacionais e internacionais, são enviadas ao
SBI/IFSC para que seja feito um controle das possíveis publicações oficiais dos
trabalhos que serão apresentados;
Visando a recuperação de trabalhos em eventos não indexados no
Web of Science, é feito ainda um levantamento na Internet, no início de cada ano,
dos eventos de maior relevância na área de física e correlatas;
Periodicamente os arquivos com a produção cientifica do ano
corrente são enviados para os docentes e pesquisadores, para que eles
executem a conferência e informem ao SBI/IFSC os trabalhos que não constam
dos relatórios.
Todas

as

publicações

recuperadas

são

cadastradas

no

Banco

Bibliográfico do IFSC - BBI e no Banco Bibliográfico da USP – DEDALUS e os
documentos impressos ou os arquivos eletrônicos são tratados e armazenados,
compondo assim o acervo da produção científica do IFSC.

3 DEDALUS E BBI
3.1 BANCO BIBLIOGRÁFICO DA USP - DEDALUS

�O Banco de Dados Bibliográficos da USP, inicialmente denominado
Mouseion e a partir de 1990 DEDALUS, começou a ser desenvolvido em 1985
com a finalidade de registrar as informações bibliográficas dos acervos das então
38 bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBi da USP, sendo a
Produção Científica um dos módulos previstos. O aplicativo foi desenvolvido por
profissionais do Centro de Computação Eletrônica – CCE da USP (sistema inhouse) e implantado em um sistema computacional Unisys A15 e apoiado em
banco de dados DMS II, da mesma empresa Unisys (antiga empresa Burroughs).
Em 1997, o DEDALUS foi implementado com o software Aleph (Automated
Library Expandable Program), desenvolvido na The Hebrew University, em
Jerusalém, Israel e comercializado pela empresa Ex Libris, em plataforma
computacional UNIX e com computadores da empresa DIGITAL (hoje COMPAQ).
Nesse mesmo ano foi inaugurada a SIBiNet – Rede de Serviços do SIBi/USP,
viabilizando a disponibilização do Banco à toda comunidade, através da interface
World Wide Web - WWW.
Paralelamente, foram desenvolvidas as seguintes providências:
a) ajuste do formato bibliográfico dos registros armazenados,
para formato internacional de intercâmbio (MARC); b)
customização do novo sistema e migração dos registros do
Banco DEDALUS, utilizando normas técnicas internacionais de
intercâmbio de dados bibliográficos; c) instalação do sistema
operacional UNIX e preparo da infra-estrutura de redes, com
modernos sistemas de comunicação (protocolos TCP/IP, Z39.50
etc.). (KRZYZANOWSKI, 1997, p. 172)

O DEDALUS, por ser o banco oficial da USP necessitava ser alimentado
embora apresentasse as seguintes restrições:
não permitia importação e nem exportação de dados pelas unidades;
não permitia o controle dos serviços de empréstimo;
não dispunha dos recursos que o SBI/IFSC necessitava para o
processamento da produção científica, por não possibilitar buscas e geração de
relatórios específicos, necessários para o tratamento, análise, disseminação e
estatísticas da produção.

�No ano de 2000 o Departamento Técnico do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP - DT/SIBi, responsável pelo gerenciamento do DEDALUS,
desenvolveu um aplicativo que possibilita às Bibliotecas gerar arquivos no formato
ISO 2709 dos seus registros, possibilitando a importação dos dados.

3.2 BANCO DE DADOS BIBLIOGRÁFICO DO IFSC – BBI
O processamento da produção científica dos docentes e pesquisadores do
IFSC de 1972 a 1986 era feito manualmente. Com a criação do PROCIENT,
desenvolvido em Clipper, a automação das rotinas permitiu buscas e emissão de
relatórios.
Os problemas de rede de comunicação de dados aliados às restrições do
próprio DEDALUS e somados à obsolescência do programa PROCIENT, foram
fatores determinantes para que as diretorias do IFSC e do SBI optassem por
desenvolver em 1992 o BBI e migrar os dados do PROCIENT. A manutenção dos
dois bancos de dados justifica-se pelos produtos obtidos no BBI e não
disponíveis, ainda, no DEDALUS.
Optou-se pela utilização do software CDS/ISIS e pelo desenvolvimento da
Metodologia IFSC, baseada na Metodologia LILACS do Centro Latino Americano
e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - BIREME. Para atender às
necessidades

de

processamento

técnico

do

SBI/IFSC

e

visando

a

compatibilização de dados com o Banco Bibliográfico da USP - DEDALUS, foram
feitas algumas alterações que exigiram a redefinição da estrutura de dados,
índices, formatos de exibição, definição de relatórios, planilhas e padrão de
entrada de dados.
Inicialmente o BBI foi criado e implementado em microcomputadores,
visando à alimentação no VAX 6420 para possibilitar o acesso via Telnet através
das redes RENPAC, Internet, Bitnet, Hepnet/SPAN e USPNET.

�Com a desativação do computador VAX 6420, e com a criação de uma
rede interna do SBI/IFSC e, sobretudo, pensando em dotar o referido banco de
interface

gráfica

amigável,

decidiu-se

disponibilizar

o

BBI

através

do

serviço/protocolo WWW - World Wide Web. Para tanto, utilizou-se a interface iAH
que é uma aplicação desenvolvida em WWWisis e que possibilita a publicação de
bases de dados Microisis em ambiente WWW Cliente / Servidor (Internet ou
Intranet).
O SBI/IFSC desenvolveu um procedimento para a importação dos dados
cadastrados no DEDALUS, utilizando o aplicativo desenvolvido pelo DT/SIBi para
a obtenção dos registros desejados em arquivo ISO, importando-os para o BBI e
complementando

os

campos

existentes

somente

nesse

banco.

Esse

procedimento já permitiu minimizar o índice de retrabalho que vinha sendo feito,
mas nosso objetivo é, com esse estudo de compatibilização dos dados do BBI
com o DEDALUS, eliminar o módulo de produção do BBI.

O DT/SIBi já se

posicionou favorável à compatibilização dos bancos e à implementação de
relatórios que atendam as necessidades das Unidades.

4 PROPOSTA DE COMPATIBILIZAÇÃO
Quando da criação do BBI, foi efetuada a compatibilização da
Metodologia IFSC com o DEDALUS visando o intercâmbio das informações
bibliográficas e a minimização dos esforços de alimentação dos referidos bancos
em face da necessidade de se manter um banco de dados local.
Em virtude do emprego das novas tecnologias da informação e do
compromisso de atender as necessidades informacionais da Unidade, o SBI/IFSC
tem adotado novos procedimentos e implementado novos recursos no BBI
visando seu aprimoramento. No que se refere ao processamento da produção
científica, podemos citar:
o levantamento semanal no Web of Science utilizando estratégias de
buscas pré-definidas, cobrindo todos os docentes, discentes, pesquisadores e
funcionários do IFSC;

�inclusão de novos tipos de publicações, em conformidade com a
Tabela de Tipos de Documentos USP;
alteração de formatos de exibição em conformidade com as novas
Normas da ABNT;
criação de novos campos, podendo citar a indicação de periódicos
indexados no Web of Science e do fator de impacto, indicador publicado no ISI
Journal Citation Reports e internacionalmente reconhecido pela comunidade
científica;
a elaboração de novas estatísticas, visando fornecer parâmetros e
indicadores para o Instituto e seus departamentos, grupos de pesquisa e
docentes/pesquisadores definirem suas políticas de pesquisa.

4.1 ANÁLISE COMPARATIVA DOS DADOS
A Tabela 1 foi elaborada utilizando o Manual da Metodologia IFSC e o
Manual de Procedimento SIBi, nº 13, com o objetivo de facilitar a análise
comparativa entre os bancos de dados BBI e DEDALUS, considerando-se apenas
os campos referentes ao módulo produção científica.
Tabela 1: BBI X DEDALUS
Metodologia IFSC
100 Número SYSNO
110 LDR-lider DEDALUS
03 Localização
Subcampos:
a - Classificação de assunto
d - Classificação de autor
e - Número da edição
f - Identificação de volume
h - Ano de publicação
04 Base de Dados
07 Tombo
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
09 Unid./Dep./NG/CG
Subcampos:
a - Sigla da Unidade
b - Sigla do Departamento

MARC 21 DEDALUS
001 Número de Controle - SYSNO
LÍDER
948 Campo local para registro da coleção
$d - Localização (número de chamada ou outro) (O/NR)

BASE
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos

�c - Nome do Grupo
g - Código do Grupo

10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
a - Nome abreviado e invertido
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
e – Responsabilidade
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
i - (*) autores externos a USP (=$5)
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da
USP

10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos;
f - Número funcional
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
c - Nome Completo
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
t - Categoria
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
u - Número USP
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
v - et al
11 Autor (coletivo) (Nível analítico)
17 Autor (coletivo) (Nível
monográfico)
Subcampos:
a - Nome da instituição
11 Autor (coletivo) (Nível analítico)
17 Autor (coletivo) (Nível
monográfico)
Subcampos:
e – Responsabilidade

(**) técnicos especializados da USP
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
946 Campo local para informações USP
$e - Sigla da Unidade-USP (O/NR)
$g - Sigla do Departamento-USP (O/NR)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$a – Nome pessoal (completo e invertido)(O/NR)
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$a – Nome pessoal (completo e invertido)(O/NR)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$4 – Código da função do autor (OP/R)
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$4 – Código da função do autor (OP/R)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP; (*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
946 Campo local para informações USP
$d – Número funcional do autor USP (O/NR)

946 Campo local para informações USP
$z – Nome completo do autor USP

946 Campo local para informações USP
$k – Categoría alfa-numérica do autor USP (O/NR)

946 Campo local para informações USP
$b – Código pessoal do autor USP (Número USP)
(O/NR)
245 Título
$c Indicação de responsabilidade, etc. (A/NR)

110 Entrada principal – Nome corporativo
$a – Nome corporativo ou nome da jurisdição(O/NR)
710 Entrada secundária – Nome corporativo
$a – Nome corporativo ou nome da jurisdição(O/NR)
110 Entrada principal – Nome corporativo
$4 – Código da função do nome corporativo (OP/R)
710 Entrada secundária – Nome corporativo
$4 – Código da função do nome corporativo (OP/R)

�12 Título (Nível analítico)
Subcampos:
a – Título
b – Título do volume da série
monográfica
14 Páginas (Nível analítico)
18 Título (Nível monográfico)

20 Páginas (Nível monográfico)

21 Volume (Nível monográfico)

22 Série

30 Título (Nível série)
31 Volumes (Nível série)
32 Fascículo (Nível série)
33 Mês (Nível série)
34 Fator de Impacto (Nível série)
35 ISSN (Nível série)

37 Tipo Doc. USP
Subcampos:
a – Tipo do documento por extenso
USP
c – Código do tipo do documento
USP
l – Nacionalidade do documento
40 Idioma do Texto

41 Idioma do Resumo

45 Tipo Publ. Oficial SIBi
Prenchido para:
Apostila, etc (tabela SBI/IFSC)
53 Nome Evento

245 Título
$a – Título (O/NR)
$b – Subtítulo e outras informações sobre o título (A/NR)

300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
245 Título
$a – Título (O/NR)
$b – Subtítulo (A/NR)
300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
$b Outros detalhes físicos (A/NR)
300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
$b Outros detalhes físicos (A/NR)
440 Informação de Série/Entrada secundária - Título
$a Título (O/R)
$b Número da parte/seção da obra (A/R)
490 Informação de série
$a Informação de série (O/R)
$v Número de volume/indicação de sequência (A/R)
590 Nota local (Produção Científica)
$a Nota local (O/NR)
773 Entrada analítica
$t – Titulo (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
022 ISSN – International Standard Serial Number
$a - ISSN – International Standard Serial Number (NR)
510 Nota de citação/referência
$x - ISSN – International Standard Serial Number (A/NR)
945 Campo local para informações complementares
$b – Tipo de material – por extenso (O/NR)
$c – Tipo de material – código (O/NR)
$l – Identificação de publicação nacional ou internacional
(Produção Científica e Seriadas) (OP/NR)

41 Código de idioma
$a – Código do idioma do texto/trilha sonora ou título
diferente (NR)
41 Código do idioma
$b – Código do idioma do sumário ou resumo/outro título
ou subtítulo (NR)
945 Campo local para informações complementares
$b - Tipo de material - por extenso (O/NR)
$c - Tipo de material – código (O/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento

�54 Data
(data de realização do evento)

56 Cidade
(cidade onde se realizou o evento)

570 Tipo Publicação

61 Notas

62 Editora

63 Edição
64 Data
(de publicação)
66 Cidade
(local de publicação)
67 País
(país da publicação)
69 ISBN
83 Resumo

84 Notas/Resenhas
(usada para tipo=07)
202 Ex. desaparecidos
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
203 Ex. col. ref.
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
204 Ex. conserto
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar

$a Nome do evento ou jurisdição (O/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$a Nome do evento ou jurisdição (O/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento
$d – data do evento (A/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$d – data do evento (A/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento
$c – Local do evento (A/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$c – Local do evento (A/NR)
773 Entrada Analítica
$t - Título

500 Nota Geral
$a Nota Geral (O/NR)
590 Nota Local
$a Nota Local (O/NR)
260 Imprenta
$b – Nome do editor, distribuidor, etc. (A/R,para Seriados
O/R)
250 Edição
$a – Edição (O/NR)
260 Imprenta
$c – Data da publicação, distribuição, etc. (A/R, para
Seriados O/R)
260 Imprenta
$a – Local de publicação, distribuição, etc. (A/R, para
Seriados O/R)
44 Código do País da Empresa de Publicação/Produção
$a – Código do país da empresa publicadora/produtora
(R)
20 ISBN – International Standard Book Number
$a ISBN - International Standard Book Number (NR)
940 – Campo local para citação de resumo em inglês
$a – Resumo (O/NR)
520 – Nota de resumo
$a – Nota de resumo (O/NR)
580 Nota de Ligação Complexa de Entrada
$a - Nota de ligação complexa de entrada (O/NR)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)

�205 Ex. da consulta
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
890 Descr. Unidade

948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
650 Assunto – Termo Tópico
$a – Termo tópico (O/NR)

Convenções tipográficas
A - Letra usada para indicar campo/subcampo requerido, se aplicável
O – Letra usada para indicar campo/subcampo obrigatório
OP – Letras usadas para indicar campo/subcampo opcional
NR - Letras usadas para indicar campo/subcampo não repetitivo
R - Letras usadas para indicar campo/subcampo repetitivo

4.2 RECURSOS DISPONÍVEIS NO BBI
4.2.1 Busca
Além das opções de busca por autor, título, assunto, fonte e todos os
campos, o BBI dispõe de prefixos que permitem refinar os resultados obtidos.

Tabela 2 - Prefixos para busca
Prefixo

Campo

Exemplo

Ação

bd=

base de dados

bd=mono

recupera os documentos da base de
Livros/Monografias

ca=

categoria do autor
(docente)

ca=ms-3

recupera os registros referentes à Produção
Científica de docentes que pertencem à
categoria MS-3

ce=

cidade do evento

ce=sao paulo

recupera todos os registros de eventos
realizados em São Paulo

cp=

cidade de publicação

cp=rio de janeiro recupera todos os registros referentes a
documentos publicados no Rio de Janeiro

de=

data do evento

de=1998

recupera todos os documentos de eventos
realizados em 1998

dp=

data de publicação

dp=1998

recupera todos os documentos existentes na
base de dados selecionada, publicados em
1998

dt=

departamento

dt=fcm

recupera todos os registros referentes à
Teses e à Produção Científica do
Departamento

gr=

grupo de pesquisa

gr=polimeros

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do Grupo de Pesquisa
cujo nome inclui a palavra Polímeros

na=

nacionalidade

na=internacional recupera todos os registros referentes à
Produção Científica Internacional (Títulos
indexados no Web of Science)

�na=nacional

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica Nacional

nf=

número funcional

nf=026751

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do docente ou
funcionário cujo número funcional é 026751

nu=

número USPl

nu=16814

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do docente ou
funcionário cujo número USP é

or=

orientador

or=mascarenhas recupera todos os registros de dissertações
and or=yvonne
e/ou teses que possui Mascarenhas e
Yvonne no campo de orientador

un=

unidade

un=IFSC

recupera todos os documentos publicados
e/ou produzidos pelo IFSC

td=

tipo de documento

td=04

recupera todos os registros com o código do
tipo de publicação igual a 04 (artigo de
jornal).

4.2.2 Formatos de exibição e de impressão
O BBI prevê vários formatos de exibição e impressão, sendo que os
abaixo relacionados são os usados com mais freqüência:
REVISA: todos os campos, incluindo suas etiquetas
SBIREF: referência, tipo do documento, número do registro, número de
chamada
IFSC: formato literal contendo os dados bibliográficos, tipo do
documento, número do registro, número de chamada e assunto
PROSIM: referência e fator de impacto
PROEST: referência, tipo de documento, número do registro, número
de chamada, fator de impacto e, para cada autor, a indicação se o autor é
externo, aposentado ou funcionário; sigla do departamento; código do grupo e
categoria.

�4.2.3 Relatórios previstos
Em função dos índices previstos no BBI e dos recursos de busca do
CDS/ISIS é possível a elaboração de estratégias de busca que permitem a
recuperação das informações referentes à:
Produção do IFSC
Produção por Departamento
Produção por Grupo de Pesquisa
Produção Individual
Produção dos docentes/funcionários aposentados
Produção dos alunos e pesquisadores visitantes (externos)
Produção indexada no Web of Science
Produção por categoria de docente
Produção com fator de impacto do periódico onde o artigo é
publicado
A partir dos resultados dessas buscas, é possível a emissão dos
diferentes tipos de relatórios, em diversos formatos de exibição:
Ordem Alfabética Única de Autor;
Ordem Alfabética de Nome de Grupo de Pesquisa e Ordem Alfabética
de Autor;
Ordem de Tipo de Publicação, Nacionalidade e Alfabética de Autor;
Ordem cronológica de cadastramento (crescente de número de registro)
Além dos relatórios acima citados é possível a elaboração de qualquer
outro devido à flexibilidade do referido banco.

4.2.4 Estatísticas
O BBI através de seus recursos de busca, formatos de exibição e
relatórios específicos, viabiliza a elaboração de estatísticas que permitem
quantificar a produção científica referente ao IFSC e seus Departamentos, grupos
de pesquisas, individuais por autor. São considerados os tipos de documentos,
nacionalidade, documentos indexados no Web of Science e os
impacto.

com fator de

�4.3 SUGESTÕES DE COMPATIBILIZAÇÃO
a)

incluir novos campos
Nome do Grupo de Pesquisa a que o pesquisador é vinculado
Fator de Impacto

b)

criar novos formatos de exibição:

O DEDALUS, através do Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex Libris,
disponibiliza, no momento, apenas os seguintes formatos:
Formatos de impressão: Resumido, Referência, MARC – número de
campo e Completo com Acervo:
Formatos de exibição: são os mesmos dos de impressão, acrescido
do MARC – nome de campo
O SBI/IFSC sugere que os formatos acima possam ser customizados
pelas bibliotecas ou que o DEDALUS disponibilize formatos similares aos
relacionados em 4.2.2.
c)

permitir emissão e elaboração

de novos tipos de relatórios

pelas Unidades;
O DEDALUS possibilita, através do Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex
Libris, a elaboração de relatórios com ordenação crescente ou decrescente, em
até três níveis pelos campos de autor, título e ano.
Sugerimos que sejam implementadas as possibilidades de ordenação por
tipo de documento, nome do grupo de pesquisa e nacionalidade.
d)

incluir novos campos nos índices OPAC;

Os índices previstos na DEDALUS – Produção científica, através do
Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex Libris, são:
Find (busca por palavras): Todos os campos, Título, Autor,
Assunto, Editora, Local, Tipo de Material, Nome da unidade, Nome do
Departamento, Controle duplicidade, Ano.

�Scan (busca por índices): Título, Assunto, Autor, Local, Editora,
Gênero/Forma.
Além dos índices previstos é necessário que sejam incluídos: Nome do
Grupo de Pesquisa a que o pesquisador é vinculado; Número funcional do autor
USP; Código pessoal do autor USP (Número USP); Código do tipo de documento;
Sigla do Departamento; Categoria do docente; Cidade de realização do evento;
Data de realização do evento; Número SYSNO; Número de tombo e ISSN.
e)

Estatística

Caso a compatibilização ocorra como sugerido acima, as elaborações de
estatísticas serão também viabilizadas uma vez que utilizam os recursos de
buscas e de relatórios.
f)

incluir produção científica de alunos e pesquisadores visitantes

publicadas sem a participação de docentes e/ou funcionários da USP;

5 CONCLUSÃO
O papel da Biblioteca é muito importante no processo de geração e
transferência de conhecimento e para isso precisa estar sempre atendendo à
demanda das necessidades de informação de seus usuários utilizando-se dos
recursos das novas tecnologias da Informação.
Esperamos que as análises e sugestões aqui apresentadas sirvam de
subsídio e estímulo para que o DT/SIBi implemente no DEDALUS os recursos
que o SBI/IFSC necessita para o efetivo controle da produção científica, sem a
necessidade de manutenção de uma base local, evitando o retrabalho que existe
atualmente, e agregando mais recursos e qualidade ao Banco Bibliográfico da
USP.

�REFERÊNCIAS

HILLS, P. J. The scholary communication process. In: WILLIAMS, M. E. (Ed.).
Annual reviews of information science and technology. Wahington: ASIS,
1983. v.18, p. 99-125.

KRZYZANOWSKI, R. F., IMPERATRIZ, I. M. M., ROSETTO, M. et al.
Implementação do Banco de Dados DEDALUS, do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Ci. Inf., May/Aug. 1997, vol.26,
no.2, p. 172.
MOURA, A. M. S. Acesso e recuperação da produção científica pela biblioteca
universitária: os anais de eventos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS - SNBU 2002, 12., 2002, Recife. Anais... Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/16.a.pdf&gt;. Acesso em: 5 jul. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas.
Departamento Técnico. MARC 21: manual para uso no DEDALUS (versão
preliminar). São Paulo, SIBi/USP, 2003.

∗

marilza@if.sc.usp.br
mhelena@if.sc.usp.br
∗∗∗
sibely@if.sc.usp.br
Serviço de Biblioteca e Informação - Instituto de Física de São Carlos – USP, Av. Trabalhador
SãoCarlense, 400 (16)3373-9779. 13560-970 São Carlos – SP – Brasil
∗∗

�</text>
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                </elementTextContainer>
              </element>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Produção científica: compatibilização dos Bancos de Dados Dedalus e BBI. (Pôster)</text>
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                <text>Tognetti, Marilza A. R.; Di Francisco, Maria Helena; Ordonho, Sibely D. P. O. </text>
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                <text>A produção científica dos docentes e pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos - IFSC vem sendo cadastrada no Banco Bibliográfico do IFSC - BBI desde 1986. Desenvolvido em CDS/ISIS, o banco é composto por metadados que favorecem a recuperação das informações ali cadastradas em diferentes formatos, possibilitando o levantamento de dados para elaboração de estatísticas, tabelas e gráficos sobre a produção. A duplicidade com o DEDALUS - Módulo Produção, banco de dados bibliográfico oficial da USP, deve-se à algumas restrições de flexibilidade na extração de produtos que o DEDALUS possui se comparado com o BBI, que até o momento supre satisfatoriamente as necessidades de gerenciamento e disseminação de informações referentes à produção científica. O presente trabalho apresenta um estudo para a compatibilização dos bancos acima, objetivando evitar o retrabalho que é feito atualmente com a manutenção dos dois bancos.</text>
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                    <text>ORGANIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS
DOCENTES E PESQUISADORES DA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E
CIÊNCIAS HUMANAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Eliana Mara Martins Ramalh
Maria Imaculada da Conceição
Sonia Marisa Luchetti

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um
serviço de coleta, tratamento e divulgação da produção científica gerada pelos
docentes, pesquisadores e técnicos de nível superior da Faculdade. A FFLCH é a
maior unidade da USP, formada por aproximadamente 694 docentes (ativos e
aposentados) e 50 técnicos de nível superior. A coleta da produção é realizada
em livros, periódicos, anais de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e
páginas da web. As informações são processadas e registradas no Dedalus –
Banco de Dados Bibliográficos da USP. A divulgação é feita na página da
Biblioteca e no Informativo editado pela FFLCH. Os documentos são
armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas organizadas por ordem
alfabética do sobrenome do autor. O acesso aos documentos apresentou
melhoria na qualidade da pesquisa e do atendimento aos usuários internos e
externos, dando visibilidade à produção intelectual gerada na FFLCH.

1 INTRODUÇÃO
A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de
São Paulo (FFLCH/USP) foi fundada em 1934.

Atualmente, integram a

Faculdade 11 Departamentos: Antropologia, Ciência Política, Filosofia, Geografia,
História, Letras Clássicas e Vernáculas, Letras Modernas, Línguas Orientais,
Lingüística, Sociologia, Teoria Literária e Literatura Comparada. Trata-se da maior
unidade da USP, com 10.235 alunos de graduação, 2.117 alunos de pós–
graduação e 2.677 alunos especiais.

�Ao lado das atividades de ensino, a FFLCH/USP destaca-se pela
expressiva produção científica de seus 694 docentes (ativos e aposentados) e 50
técnicos de nível superior.
O controle da produção científica, técnica e artística da Universidade de
São Paulo, compreendido pela coleta, registro no Banco de Dados Bibliográficos
da USP (Dedalus) e armazenagem, constitui responsabilidade das Bibliotecas do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP),
conforme estabelecido, inicialmente, pela Resolução 2858, de 01.02.1985 e
atualizada pela Resolução 4221, de 17.11.1995.
Desde

então,

sistematicamente

a

produção

coletada

e

científica

registrada

da

pelo

Faculdade
Serviço

de

vem

sendo

Biblioteca

e

Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP).
O SBD/FFLCH/USP foi criado em 1987, a partir da reunião dos diversos
acervos e setores existentes na instituição desde a fundação, em 1934.
Atualmente, a Biblioteca conta com um acervo de 296.815 livros, 12.035 teses /
dissertações, 157.586 fascículos de periódicos e aproximadamente 15.000
multimeios. O quadro de 47 funcionários e onze estagiários é responsável pelo
processamento técnico anual de 6600 livros, 600 teses, 2.700 fascículos de
periódicos, 2.200 mapas, além do atendimento de 625.000 usuários e provimento
de 436.000 empréstimos, em média.
Para maximizar os recursos e obter melhores resultados, a Biblioteca vem
desenvolvendo alguns projetos, a partir de demandas específicas e definidas
como prioritárias. Dessa forma, foi possível atingir algumas metas, criar novos
produtos e serviços, captar recursos externos, estabelecer e adotar novos
procedimentos e métodos de trabalho, sempre com vistas ao atendimento das
necessidades e expectativas dos clientes / usuários e cumprimento da missão da
Biblioteca, que é a promoção do acesso, disseminação e utilização da informação
como apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão à comunidade na área
de Humanidades e Ciências Sociais.

�Nesse sentido, a partir de um diagnóstico inicial, elaborou-se um projeto
para aprimoramento das atividades de coleta, tratamento, armazenagem e
divulgação da produção científica, técnica e artística gerada na FFLCH/USP.

2 CONTROLE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
2.1 A IMPORTÂNCIA DA COLETA

A coleta e o cadastramento

desta produção no banco de dados

bibliográfico da USP atende aos princípios da bibliometria, que de acordo com
Rostaing (1996) apud Santos (2003), é uma técnica estatística que busca
quantificar os processos de comunicação escrita. Esta quantificação é realizada,
principalmente, para a distribuição de recursos financeiros dentro da Universidade
de São Paulo. De acordo com Guimarães (1992) apud Silva; Menezes e Pinheiro
(2003), esta é uma tendência observada em todo o Brasil, ou seja, a avaliação da
comunicação científica nos moldes quantitativos é usada como instrumento de
tomada de decisão e justificativa racional e objetiva na administração de recursos
destinados à pesquisa.

2.2 A IMPORTÂNCIA DO MÓDULO PRODUÇÃO NO DEDALUS

No Brasil há uma falta de bases de dados que permitam perceber a
produção científica num contexto amplo, demostrando a qualidade da produção e
o impacto de sua circulação (MENEGHINI, 1998). A base de dados nacional –
SicELO (Scientific Electronic Library Online) que objetiva atender todas as áreas
do conhecimento está em fase de formação, incluindo 125 títulos de periódicos.
A base de dados internacional mais conhecida – o ISI (Institute for
Scientific Information) indexa apenas cerca de 20% da produção nacional,
mantendo-a pouco visível local e internacionalmente (MENEGHINI, 1998).

�O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico),
por sua vez, mantém a Plataforma Lattes, que inclui dados e currículos de
pesquisadores brasileiros.
Na Universidade de São Paulo, a indexação da produção científica está
contemplada num módulo do banco de dados bibliográficos da USP – o Dedalus.
Neste banco de dados são cadastrados os mais diversos tipos de trabalhos
produzidos, tornando-se, assim, a base de dados que inventaria a produção
dentro da Universidade.

2.3 MECANISMOS DE DIVULGAÇÃO

A divulgação da produção permite que o pesquisador comunique a seus
pares e torne público o seu trabalho, além de validar suas idéias através do
reconhecimento de sua competência (ARAUJO, 1979).
De acordo com Oliveira (1996), a publicação dos resultados da pesquisa
constitui não somente uma característica da ciência e um direito do pesquisador,
mas um dever, sendo que este comportamento é esperado pelos seus pares e
empregadores.

3 OBJETIVO GERAL
•

Aprimoramento

dos

mecanismos

de

coleta,

registro,

preservação

e

disseminação da produção científica (PCD) da FFLCH/USP.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Inventariar e complementar os arquivos da PCD existentes no Serviço de

Atendimento ao Usuário do SBD/FFLCH/USP, a partir de listagens do material
inserido na Base 4 (Produção) do Dedalus;
•

Organizar um Arquivo Memória, com a duplicação do material que também

está disponível para o público;

�•

Racionalizar os procedimentos de coleta e registro da PCD.

4 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

Ainda que as atividades de coleta, processamento e organização física da
produção científica da FFLCH/USP datassem de 1985, alguns problemas
continuavam a ocorrer, gerando ruídos no atendimento ao público e na
confiabilidade dos dados gerados. O diagnóstico inicial apontava para as
seguintes áreas que demandavam interferências:
•

Coleta – Assim como atualmente, a coleta era realizada a partir do

rastreamento do material recebido pela Biblioteca. Avisos e pedidos eram
enviados periodicamente aos docentes solicitando o depósito de um exemplar ou
cópia do material publicado, mas o índice de retorno era insatisfatório, gerando
lacunas no acervo;
•

Processamento – As limitações existentes em relação aos instrumentos para

indexação do material geravam registros inconsistentes, onde a representação
temática apresentava-se genérica. Em paralelo, o módulo de produção não
oferecia a possibilidade de indicação da localização no acervo;
•

Divulgação – O único canal de divulgação do material era por meio do

Dedalus, implicando pouca visibilidade, uma vez que os registros estavam
inseridos dentro de uma massa volumosa de informação;
•

Armazenagem – Partes ou capítulos de livros, artigos de periódicos, trabalhos

apresentados em eventos eram armazenados no acervo geral, ficando em pastas
suspensas, organizadas pelo nome do docente, apenas o material publicado em
veículos de divulgação ou apresentados em eventos, cujas cópias eram
fornecidas pelo autor;
•

Acesso – O acesso ao material apresentava várias limitações derivadas da

coleta, processamento e forma de armazenagem. A falta de indicação, no
Dedalus, da localização no acervo dificultava o acesso aos documentos, sem
contar o agravante da dispersão dos mesmos dentro dos diferentes espaços da
Biblioteca. Somava-se ao exposto a inexistência de procedimentos e mecanismos

�eficazes para monitoramento do acesso e consulta, resultando em extravio
constante do material.

4.1 OPERACIONALIZAÇÃO DO PROJETO

Para operacionalização do projeto, montou-se uma equipe formada por
integrantes dos Serviços de Processamento Técnico e Atendimento ao Usuário. A
formação de equipes multidisciplinares, que ultrapassam os limites impostos pelas
estruturas funcionais e hierárquicas vigentes tem possibilitado a implementação
de novos produtos e serviços ao lado da execução das atividades rotineiras de
cada Seção ou Serviço da Biblioteca.
O projeto contou com a contratação de dois monitores, por 10 horas
semanais cada um, reforçando assim a equipe responsável pela execução das
atividades previstas.

4.2 FLUXO DAS ATIVIDADES

O projeto foi estruturado de acordo com as seguintes etapas:
•

Inventário dos registros e documentos já existentes, a partir de listagens dos

itens inseridos na Base Produção do Dedalus;
•

Localização dos itens não presentes para complementação das pastas

individuais;
•

Elaboração e fixação de etiquetas de identificação nos documentos já

existentes e nos itens incorporados;
•

Duplicação do material para formação do Arquivo Memória;

•

Complementação e inclusão no Dedalus da localização do documento no

acervo;
•

Inserção dos registros na Base Produção do Dedalus;

•

Adoção dos novos procedimentos em fluxo contínuo.

�As etapas foram previstas, inicialmente, para o tratamento da produção
científica retrospectiva, e, em seguida incorporadas ao fluxo já existente relativo
às atividades correntes.

5

RESULTADOS

Atualmente, a coleta da produção é realizada em livros, periódicos, anais
de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e páginas da web. As
informações são processadas e registradas no Dedalus – Banco de Dados
Bibliográficos da USP.
Os documentos, como partes ou capítulos de livros, artigos de periódicos,
matérias de jornais e revistas de divulgação, trabalhos apresentados em eventos,
textos na Web são armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas
organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor, sendo atribuída a cada
documento uma etiqueta de localização com códigos seqüenciais. A localização
de livros remete para o acervo geral da Biblioteca.
A divulgação da produção científica é realizada através da página do
Serviço de Biblioteca e Documentação na Internet (http://www.sbd.fflch.usp.br) e,
através do Informe: Informativo da FFLCH/USP, que publica mensalmente um
encarte com os registros cadastrados pela Biblioteca. Este serviço é
acompanhado por grande parte dos docentes que vêem no mesmo uma forma de
tornar conhecidos os seus trabalhos à comunidade acadêmica.
No decorrer do tempo, o projeto sofreu algumas interrupções, motivadas
por problemas de naturezas diversas: mudança de prédio, desligamento de
funcionários e designação de novos profissionais para execução das atividades
previstas, entre outras. Além disso, a inclusão constante de novos tipos de
documentos ao Dedalus, ao lado da possibilidade de incorporação de
documentos anteriores ao ano de 1985, data anteriormente fixada para a Base
Produção, ampliou a demanda da coleta e processamento, ocasionando atrasos
na execução do projeto.

�Entretanto, podemos considerar que os resultados são extremamente
positivos, ainda que não conclusivos, conforme demonstrado abaixo:

•

Número de pastas / autores já verificados – 448

•

Número de registros complementados com dados de localização no acervo –

15.120
•

Média anual de novos registros inseridos nos últimos 04 (quatro anos) – 1.900

•

Número total de registros na Base Produção – 20.858

•

Preparação de 52 listas para publicação no “Informe” da Faculdade a partir do

ano de 2000

Em termos qualitativos, podemos verificar os seguintes aspectos:
•

Sistematização

mais

apurada

da

coleta, com a adoção de novos

procedimentos
•

Melhoria da qualidade do processamento, possibilitada pela adoção de

instrumentos mais eficazes, como o Vocabulário Controlado da USP
•

Aprimoramento das formas de recuperação e acesso

•

Aprimoramento dos mecanismos de divulgação

6

CONCLUSÕES

O acesso aos documentos apresentou melhoria na qualidade da pesquisa
e do atendimento aos usuários internos e externos, sendo que isso foi possível
graças ao projeto ter complementado 72% do total de registros cadastrados no
Dedalus com os dados de localização dos trabalhos no acervo. Paralelamente,
vem ocorrendo uma coleta mais exaustiva do material, além da ampliação do
universo (tipos e período) de itens que podem ser inseridos no Dedalus.
As

formas

adotadas

para

divulgação

dos

trabalhos

cadastrados

contribuíram para aumentar a visibilidade dos mesmos junto à comunidade
interna (docentes, pesquisadores e alunos) e externa. Notou-se que, em relação à

�Biblioteca, houve um reconhecimento do trabalho desenvolvido, fazendo com que
aumentasse o número de doações e sugestões de aquisição relacionadas às
publicações dos trabalhos dos docentes.
A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de delineamento e
aprimoramento contínuo dos produtos e serviços com foco nas necessidades e
expectativas dos usuários de uma biblioteca universitária.

REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Marlene de. Canais formais de comunicação do conhecimento
antropológico produzido no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n, 3, p.
368-374, set./dez. 1996.
SANTOS, Raimundo N. M. Produção científica: por que medir? O que medir?
Rev. Dig. Bibliotecon. &amp; Ci. Inf., v. 1, n.1, p. 22-38, jul./dez. 2003.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat; PINHEIRO, Liliane Vieira.
Avaliação da produtividade científica dos pesquisadores nas áreas de ciências
humanas e sociais aplicadas. Informação e Sociedade, v. 13, n. 2, jul./dez. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br&gt;. Acesso em: 2 jul.
2004.

∗

megrandi@usp.br
emmr@usp.br
imak@usp.br
luchetti@usp.br.
Serviço de Biblioteca e Documentação. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350 - 05508-900 – São Paulo, SP
Brasil

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Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um serviço de coleta, tratamento e divulgação da produção científica gerada pelos docentes, pesquisadores e técnicos de nível superior da Faculdade. A FFLCH é a maior unidade da USP, formada por aproximadamente 694 docentes (ativos e aposentados) e 50 técnicos de nível superior. A coleta da produção é realizada em livros, periódicos, anais de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e páginas da web. As informações são processadas e registradas no Dedalus – Banco de Dados Bibliográficos da USP. A divulgação é feita na página da Biblioteca e no Informativo editado pela FFLCH. Os documentos são armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor. O acesso aos documentos apresentou melhoria na qualidade da pesquisa e do atendimento aos usuários internos e externos, dando visibilidade à produção intelectual gerada na FFLCH.</text>
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                    <text>ORGANIZAÇÃO DA MAPOTECA DO SERVIÇO DE BIBLIOTECA E
DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS
HUMANAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Maria Célia Amaral
Maria Imaculada da Conceição
Sonia Marisa Luchetti

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um
acervo de, aproximadamente, 14.000 mapas em sua Seção de Geografia/História.
Elaborou-se um projeto para tratamento do material, compreendendo a
organização física e inserção em bases de dados. A partir da literatura
especializada e experiências verificadas em outras instituições, foram
estabelecidos parâmetros e definidos instrumentos para catalogação, indexação e
armazenamento dos mapas. A base de dados desenvolvida está disponível para
consulta on-line, contando atualmente com 9067 registros. Os mapas estão
armazenados em arquivos deslizantes projetados especificamente para este tipo
de material. O acesso à base de dados e a nova disposição física dos
documentos tiveram reflexos imediatos na qualidade da pesquisa e do
atendimento aos pesquisadores em geral. A presente iniciativa inscreve-se dentro
da política de aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos de acordo com
as necessidades dos usuários de uma biblioteca universitária.

1 INTRODUÇÃO

O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) foi criado
em 1987, a partir da reunião dos diversos acervos e setores existentes na
instituição. Atualmente, o acervo é composto de 296.815 livros, 12.035 teses /
dissertações, 157.586 fascículos de periódicos e aproximadamente 15.000
multimeios.

�No acervo do SBD está incluída uma coleção de, aproximadamente,
14.000 mapas,

formada a partir das necessidades do curso de Geografia,

oferecido pelo Departamento de Geografia. O Departamento de Geografia teve
sua origem em 1934, na antiga sub-secção de Geografia e História da Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras. A partir de 1972 o Departamento oferece dois
cursos de Pós-Graduação com mestrado e doutorado, um de Geografia Humana
e outro de Geografia Física. Ao final do ano de 2003, contava com 44
professores, 1001 alunos de graduação e 487 alunos de Pós-Graduação.
Com o desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa do
Departamento, o acervo de mapas teve um crescimento acentuado, mas, devido
à especificidade do material, permaneceu armazenado, sem o devido tratamento
técnico. No ano de 2000, a partir de um diagnóstico inicial, foi delineado um
projeto para processamento do acervo de mapas, compreendendo a organização
física e inserção em bases de dados.

2 REVISÃO DA LITERATURA

A necessidade de atender melhor e com maior precisão os usuários que
utilizam mapas em suas pesquisas e trabalhos, levou ao estudo das
características

do

material

cartográfico

que

compõem

o

acervo

do

SBD/FFLCH/USP. O resultado desse estudo foi o aperfeiçoamento da descrição
bibliográfica, possibilitando a disseminação e recuperação da informação em
bases de dados.
Cartas e mapas são documentos que exigem procedimentos de
armazenamento, catalogação e manipulação diferenciados da maioria das obras
usuais de uma biblioteca.
O tratamento técnico de um mapa é peculiar, pois reúne características de
livros e imagens, o que torna sua descrição bibliográfica um pouco mais complexa
(TENNER; WEIMER, 1998). Enquanto que em um livro, os dados para sua
descrição serão obtidos essencialmente da página de rosto, o “mapa, todo ele é

�uma página de rosto, pois os dados estão impressos fora da área ocupada pelo
desenho, distribuídos pelos espaços vazios” (BASTOS, 1978, p.48).
A natureza física, frágil e, usualmente, em formato grande, torna
necessário que a descrição bibliográfica seja mais completa possível (TENNER;
WEIMER, 1998). Um registro detalhado, por acréscimo de notas, permitirá uma
seleção de material no próprio catálogo, manual ou on-line (BASTOS, 1978).
Dessa forma o catálogo torna-se vitalmente importante, atuando como substituto
para o próprio mapa, minimizando seu manuseio (TENNER; WEIMER, 1998).
Informações como escala, projeção, coordenadas geográficas, datas e
notas bibliográficas são tão importantes quanto o autor e o título.
A escala é uma fração que representa a relação entre uma distância no
mapa (em geral, 1cm) e a distância equivalente no terreno (x cm) (LE SANN,
1984). A escala é extremamente importante porque revela o nível de detalhe e a
área de cobertura de um mapa específico (TENNER; WEIMER, 1998).
A projeção refere-se ao sistema usado para representar informações sobre
a superfície esférica da terra em uma superfície plana, existindo vários tipos de
projeção (MOORE, 2001).
Coordenadas são grades de linhas geográficas usadas para determinar
com precisão localizações na Terra. Linhas de longitude, ou meridianos, correm
norte/sul entre os Pólos. Linhas de latitude, ou paralelos, correm leste/oeste
paralelas ao Equador (MOORE, 2001).
As notas bibliográficas são essenciais, pois servem para o duplo propósito
de esclarecer elementos do registro bibliográfico e fornecer informações sobre o
conteúdo do mapa (TENNER; WEIMER, 1998).
A questão das datas é outro ponto que merece destaque, pois existe a
data de publicação e a de reambulação. A data de reambulação geralmente é a
mais importante, pois refere-se ao período de pesquisa e coleta de dados.
Quanto à autoria, mapas antigos eram desenhados por cartógrafos que,
muitas vezes, faziam o levantamento, desenhavam o mapa e o gravavam. Já os
mapas modernos são produtos de uma série de operações, executadas por uma

�equipe de profissionais, pertencentes a uma instituição oficial ou empresa
especializada, aparecendo o cartógrafo-chefe, como responsável pelos trabalhos
em seu setor.
A determinação da autoria deve recair sobre o nome em maior
proeminência na sua feitura: pessoa ou entidade (BASTOS, 1978).
A classificação de mapas é aparentemente um processo simples. Em
contraste com livros, os quais são classificados por assunto e então por lugar, os
mapas são classificados primeiro pelo lugar e então pelo assunto (TENNER;
WEIMER, 1998).
A maioria dos códigos de classificação, como CDD e CDU, podem ser
utilizados ou adaptados para o uso em bibliotecas que possuam um acervo
pequeno de mapas. No entanto, para bibliotecas com grandes coleções esses
códigos mostram-se insuficientes ou inadequados, exigindo a adoção ou criação
de instrumentos auxiliares.

3 OBJETIVO GERAL
•

Realizar o processamento técnico do acervo de mapas do SBD/FFLCH/USP.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Proceder a catalogação do material, de acordo com a especificidade exigida;

•

Criar uma base de dados local para acesso on-line;

•

Aprimorar as condições de armazenamento dos mapas.

4 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

A preparação do projeto envolveu a realização de um diagnóstico inicial
das condições de armazenamento, organização e recuperação do material
disponível na Mapoteca do SBD/FFLCH/USP.

�Os mapas estavam armazenados em mapotecas horizontais, havendo sido
adquirido um arquivo deslizante que permitiu a disposição vertical de parte do
material. As mapotecas apresentavam uma divisão mista por grandes áreas
geográficas e tipos de mapas, seguidas pela ordem alfabética das localidades.
Alguns mapas já haviam sido tombados em uma base de dados interna de
patrimoniação, que contemplava apenas alguns elementos de identificação do
material.
A maior parte do acervo é composta por mapas referentes ao Estado de
São Paulo e, em menor número, outras localidades brasileiras e de outros países.

4.1 METODOLOGIA
•

Análise da literatura especializada na área de tratamento de material
cartográfico;

•

Levantamento de experiências conduzidas em instituições similares;

•

Consulta a especialistas.

4.2 CRITÉRIOS PARA DESCRIÇÃO DO MATERIAL

O SBD/FFLCH/USP não mantém bases locais ou arquivos manuais
referentes à catalogação do acervo bibliográfico. Os registros relativos a livros,
teses/ dissertações, periódicos e produção científica são inseridos no Dedalus –
Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo, implementado com
o sistema Aleph 300. O acervo de multimeios, por outro lado, é registrado na base
interna de Tombo / Patrimoniação, a partir da qual são emitidas etiquetas de
identificação para armazenagem.
Nas fases de planejamento e início do projeto, o cadastramento de mapas
ainda não estava previsto no Dedalus, motivo pelo qual optou-se pelo
desenvolvimento de uma base local para registro e recuperação do material.
Os parâmetros para catalogação foram estabelecidos a partir da
combinação das regras para a descrição bibliográfica de material cartográfico do
AACR2 – Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition (Cap. 3) e os

�procedimentos para cadastramento de registros bibliográficos com o uso do
formato de intercâmbio de dados bibliográficos MARC – Machine Readable
Cataloging, adotado para o Banco Dedalus.
O formato bibliográfico MARC é constituído por campos e subcampos. Os
campos, áreas onde se cadastram sempre o mesmo tipo de informação
bibliográfica, podem ser fixos ou variáveis.
Para o AACR2, o material cartográfico compreende mapas, globos, atlas e
todo e qualquer ítem que, de alguma forma, ilustre uma representação gráfica de
qualquer parte da Terra, do Universo e até de lugares imaginários (FALDINI,
1987). Tendo em vista que: a escolha do ponto principal de acesso é um dos
grandes problemas na descrição do material cartográfico; a fonte principal de
informação para a descrição é qualquer parte do próprio mapa e que o usuário
geralmente procura o mapa pela área representada ou pelo assunto, definiram-se
os seguintes campos:

a) Campo de Autoria ou responsabilidade principal: entrada pela pessoa ou
entidade responsável pelo conteúdo geográfico
b) Campo do Título: o título pode ser retirado de qualquer parte da face do mapa.
Quando houver dois títulos, escolher o mais adequado e registrar o outro em
nota.
c) Campo da Designação Geral do Material: logo após o título principal, indica-se
a designação geral do material, na lista 2, da regra 1.1C1, do AACR2
d) Campo da Edição: transcrição da indicação de edição como aparece no ítem,
com o uso de abreviaturas normalizadas pelo Apêndice B, do AACR2
e) Campo de Dados matemáticos: é uma área típica do material cartográfico, dá
ênfase a informações importantes, como escala e projeção, latitude/ longitude
f) Campo de Publicação: indicar o local de publicação, o nome do editor e data
de publicação
g) Campo da Descrição física: onde se registra o número de unidades físicas (por
ex. 1 mapa), a cor, o material de que é feito o mapa, o formato
h) Campo da Série: quando o mapa faz parte de uma série

�i) Campo de Notas: onde pode constar notas gerais, notas de conteúdo, notas
de acervo, resumo, nota de idioma, notas locais, tais como, dados históricos
sobre o mapa, público a que se destina, se trata de cópia, etc
j) Campo de Assunto: o vocabulário controlado adotado para indexar os mapas
é o mesmo utilizado para os livros, teses e dissertações da FFLCH/USP
k) Campo

de

Informações

Complementares:

nesta

área

deve

constar

identificação da base; tipo de material; código do material
l) Campo local: usado para apresentação das informações de acervo. Deve
constar código da biblioteca, número de chamada, número de tombo, etc

Outros dados considerados importantes foram acrescentados, tais como:
tipo de mapa, data de reambulação, nomenclatura e código simplificado.
A tipologia dos mapas foi estabelecida conforme definições do Dicionário
Cartográfico, de Cêurio de Oliveira (1993), considerando a Cartografia dividida em
dois grandes campos: Cartografia topográfica e a Cartografia temática. “Esta
dualidade é amplamente aceite embora se reconheça ser artificial” (DIAS;
FEIJÃO, 1995, p.22).
Devido ao predomínio de mapas referentes ao Estado de São Paulo,
adotou-se a Tabela de Notação de Nomes de Municípios do Estado de São
Paulo, estabelecida pela Lei no. 8092, de 28.02.1964 (BASTOS, 1978). Para
entrada das demais regiões geográficas, utiliza-se a tabela Cutter.
Dessa forma, a notação referente a cada mapa é constituída pelos
seguintes elementos: notação para o Tipo de Material (MP=Mapa); Tipo de Mapa;
Região Geográfica; Subdivisão Geográfica; Escala; Indicação de Série ou
Exemplar. Ex:

MP (TOP) ⇒ Mapa Topográfico
F55

⇒ Franco da Rocha

Abreus

⇒ Região de Abreus

1:50.000

⇒ Escala

e.2

⇒ Exemplar 2

�A base de dados foi inicialmente desenvolvida em Access e para acesso
on-line foi implementada na linguagem PHP (Hypertext Preprocessor), adotando o
sistema Firebird para constituição das bases de dados relacionais. Prevê-se a
imigração futura da base para o Dedalus.

4.3 OPERACIONALIZAÇÃO DO PROJETO

Estabeleceu-se uma equipe para implementação do projeto formada por: 1
(um) bibliotecário do Processamento Técnico e 1 (um) bibliotecário da Seção de
Atendimento onde os mapas estão armazenados, 1 (um) técnico envolvido com o
atendimento e guarda do material e um estagiário da área de Geografia.
Inicialmente, foram estabelecidas duas frentes de trabalho, uma em cada setor.
Os mapas eram planilhados no local de armazenamento e registrados no setor
interno, responsável pela emissão das etiquetas, que eram fixadas nos mapas
pela Seção de Atendimento. No caso de mapas ainda não incorporados ao
acervo, as atividades relativas ao planilhamento, inserção na base de dados,
emissão de etiquetas e preparo físico eram executadas pelo setor de
Processamento Técnico.
No decorrer do trabalho, algumas alterações foram efetuadas, mantendose atualmente o seguinte fluxo:

QUADRO 1 - FLUXO DO PROCESSAMENTO DE MAPAS

Seleção do grupo de mapas para processamento

Emissão e colagem de etiqueta de tombo

Planilhamento do mapa

Cadastramento na Base Interna de Mapa

Emissão de etiquetas com o número de chamada

�Preparo físico (colagem de etiquetas e de tarjas de cristal

Armazenamento do mapa

5 ARMAZENAMENTO E CONSERVAÇÃO

A maioria dos mapas estão armazenados em arquivos deslizantes
verticais, enquanto que outros permanecem nas mapotecas horizontais, por
apresentarem condições físicas mais precárias.
Os mapas não podem ser retirados por empréstimo domiciliar, estando o
acesso restrito à consulta local. A medida foi adotada tendo em vista a fragilidade
do material e a dificuldade de reposição do mesmo.
O SBD/FFLCH/USP mantém uma Oficina de Reparos do Material
Bibliográfico, para onde são encaminhados os mapas danificados que demandam
intervenções, as quais são realizadas dentro de padrões que minimizem a perda
de precisão geográfica.

6

CONCLUSÕES

Devido

ao

número

significativo

do

acervo

de

mapas

(14.000,

aproximadamente), o projeto ainda não está finalizado. Entretanto, a base de
dados já conta com mais de 9000 registros, um panorama considerado
extremamente positivo, tendo em vista a totalidade do trabalho de processamento
técnico da Biblioteca, que compreende, em média, a inserção anual de 6.600
livros, 600 teses e 1.900 itens da produção científica.
A implementação da base de dados com possibilidade de consulta on-line
e a nova disposição física dos documentos tiveram reflexos imediatos na
qualidade da pesquisa e do atendimento aos pesquisadores em geral.

�A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de aprimoramento dos
produtos e serviços oferecidos de acordo com as necessidades dos usuários de
uma biblioteca universitária.

REFERÊNCIAS
BASTOS, Z.P.S.M. Organização de mapotecas. Rio de Janeiro : BNG/Brasilart,
1978.
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2.ed. São Paulo : FEBAB, 1985. 2v.
DIAS, M.H.; FEIJÃO, M.J. Glossário para indexação de documentos
cartográficos. Lisboa : IBL, 1995.
FALDINI, G.(Org.) Manual de catalogação: exemplos ilustrativos do AACR2. São
Paulo : Nobel/ EDUSP, 1987.
LE SANN, J.G. A noção de escala em cartografia. Revista Geografia e Ensino,
v.2, n.1, p.56-66, 1984.
MOORE, S.M.; HALL, L.M. Map cataloging: learning the basics. San Francisco,
California, 2001. Disponível em: &lt;http://www.sunysb.edu/libmap/basics.pdf&gt;.
Acesso em: 2 jul. 2004.
OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. 2.ed. Rio de Janeiro : IBGE, 1993.
OLIVEIRA, C. Dicionário cartográfico. 4.ed. Rio de Janeiro : IBGE, 1993.
PEROTA, M.L.L.R. (Org.) Multimeios: seleção, aquisição, processamento,
armazenagem, empréstimo. 4. ed. Vitória : EDUFES, 1997.
TENNER, E.; WEIMER, K.H. Reference service for maps: access and the catalog
record. Reference &amp; User Services Quarterly, v.38, n.2, p.181-6, 1998.
∗

megrandi@usp.br
mcamaral@usp.br
imak@usp.br
luchetti@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP), Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350, 05508-900
– São Paulo, SP Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Organização da mapoteca do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. (Pôster)</text>
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                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de; Amaral, Maria Célia; Conceição, Maria Imaculada da, Luchetti, Sonia Marisa</text>
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                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um acervo de, aproximadamente, 14.000 mapas em sua Seção de Geografia/História. Elaborou-se um projeto para tratamento do material, compreendendo a organização física e inserção em bases de dados. A partir da literatura especializada e experiências verificadas em outras instituições, foram estabelecidos parâmetros e definidos instrumentos para catalogação, indexação e armazenamento dos mapas. A base de dados desenvolvida está disponível para consulta on-line, contando atualmente com 9067 registros. Os mapas estão armazenados em arquivos deslizantes projetados especificamente para este tipo de material. O acesso à base de dados e a nova disposição física dos documentos tiveram reflexos imediatos na qualidade da pesquisa e do atendimento aos pesquisadores em geral. A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos de acordo com as necessidades dos usuários de uma biblioteca universitária.</text>
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                    <text>IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE ALERTA NA ERA DIGITAL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DE UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA ESPECIALIZADA

Maria Helena Souza Ronchesel∗
Valéria Cristina Trindade Ferraz∗∗

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da
Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOBUSP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar
aos seus profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação
de Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP. Entre os diversos veículos de capacitação
de profissionais, destaca-se neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um
programa de criação de web sites. O planejamento estratégico do SBD/FOB-USP
para o ano de 2003 continha como uma de suas ações a elaboração de suportes
e registros de informações digitais, através da implementação da página
Recentes Aquisições no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br). A implantação
e implementação do serviço de alerta eletrônico Recentes Aquisições envolveram
a equipe de trabalho do Serviço de Aquisição e Processos Técnicos e as etapas
da metodologia desenvolvida são: definição do material a ser divulgado; layout da
página, utilizando o software FrontPage 2000; processamento técnico do material
bibliográfico; indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP
(DEDALUS); digitalização das capas das publicações; elaboração da página que
utiliza imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a identificação de
localização no acervo do SBD/FOB-USP; publicação da página no site da FOBUSP;
divulgação
da
página.
A
página
Recentes
Aquisições
(http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de
2003, possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, gerando uma
comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o ambiente Internet.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca universitária. Produtos e serviços de informação.
Serviço de alerta eletrônico. Era digital.

INTRODUÇÃO
O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da
Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOBUSP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar

�aos profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação de
Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP, sendo este integrante do Programa Gestão
de Qualidade e Produtividade da USP, em consonância com o Programa
Permanente de Qualidade e Produtividade no Serviço Público Paulista.1
Salienta-se neste momento, o papel fundamental do SIBi/USP que desde a
sua criação se preocupou com a capacitação das equipes bibliotecárias e em
desenvolver atividades para estabelecer procedimentos sistêmicos padronizados
na área de informatização dos acervos, aquisição e acesso à informação, vindo
ao encontro da sua missão: “promover o acesso à informação, por meio de
programas cooperativos e de racionalização, com o estabelecimento de políticas,
compartilhamento de recursos e normalização de procedimentos, no âmbito das
bibliotecas da USP” e de seu objetivo: “criar condições para o funcionamento
sistêmico das Bibliotecas da USP, a fim de oferecer suporte ao desenvolvimento
do ensino e da pesquisa.”2
Entre os diversos veículos de capacitação de profissionais, destaca-se
neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um programa de criação de
web sites com uma interface gráfica que segue o estilo dos aplicativos do
Microsoft Office, realizado por duas bibliotecárias no ano de 2002.
Considerando que as bibliotecas universitárias precisam criar, definir e/ou
reestruturar as práticas de trabalhos e métodos gerenciais que passem a
responder de maneira rápida e eficiente às demandas da sociedade na qual estão
inseridas, bem como às características e necessidades específicas de seus
usuários3, o planejamento estratégico do SBD/FOB-USP para o ano de 2003
estabelecia como uma de suas ações a elaboração de suportes e registros de
informações digitais, através da implementação da página Recentes Aquisições
no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br).
A página Recentes Aquisições foi idealizada com a premissa de divulgar a
informação recentemente incorporada ao acervo do SBD/FOB-USP em ambiente
web, mediando o processo de acesso e uso da informação para a aquisição e
produção do conhecimento, uma vez que este serviço era e continua sendo

�oferecido de forma tradicional, ou seja, através do painel de “Recentes
Aquisições”, onde são expostos os materiais.

PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DO SERVIÇO DIGITAL

Uma equipe de profissionais da informação do SBD/FOB-USP, composta
por bibliotecárias e técnico da informação se reuniu para elaborar a estruturação e
modelagem da organização do serviço digital, tendo como ponto de partida as
questões:
• Quem será responsável pelo serviço?
• Quais as atividades a serem desenvolvidas para a implantação do
serviço?
•

Qual a infra-estrutura necessária?

Com base nestas questões e principalmente com o objetivo de
disponibilizar as informações aos usuários na forma e no momento certo,
desenvolveu-se a implantação e implementação do serviço de alerta eletrônico
Recentes Aquisições.
A equipe responsável pelo desenvolvimento do trabalho foi formada por
duas bibliotecárias e três técnicos de informação do Serviço de Aquisição e
Processos Técnicos do SBD/FOB-USP, com a colaboração de um técnico de
informática da FOB-USP.
A metodologia desenvolvida compreendeu as seguintes etapas:

1 Definição do material a ser divulgado:
Através do estudo das necessidades informacionais da comunidade
assistida pelo SBD/FOB-USP e levando-se em consideração as características de

�seu acervo estabeleceu-se que o material a ser divulgado seria: livros,
monografias, dissertações e teses defendidas na Unidade ou não.
No que se refere à atualização da página, essa está diretamente ligada à
incorporação de novos materiais bibliográficos ao acervo do SBD/FOB-USP.

2 Layout da página:
Considerando a participação das bibliotecárias no curso de FrontPage
2000 e verificando-se que este é um programa que integra diversas tecnologias
relativas à criação de home pages e tem a capacidade de administrar web sites
através da sua interface gráfica, optou-se pela aplicabilidade do mesmo para a
administração do serviço digital.
As “Considerações de Concepção de Web Site” contidas no documento
Proposta de Conteúdo Mínimo para as Home Pages das Bibliotecas da USP4,
desenvolvido por um grupo de bibliotecárias participantes do Programa de
Administração da Inovação Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação –
PROTAP, em 2002, foi fundamental para o desenvolvimento de padrões de estilo
locais e para o estabelecimento da interface.

3 Processamento técnico do material bibliográfico:

A etapa de processamento técnico engloba a conferência, tombamento e o
preparo físico do material (carimbagem, etiquetagem e magnetização).

4 Indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP
(DEDALUS):

Com base no documento: DEDALUS - Banco de Dados Bibliográficos da
USP: descrição de dados para cadastramento das informações bibliográficas com
uso do formato MARC - MAchine Readable Cataloging, procedeu-se a indexação
do material bibliográfico no DEDALUS (http://www.usp.br/sibi).

�5 Digitalização das capas das publicações:

O processo de digitalização das capas envolveu estudos que permitiram a
definição de configurações que atendessem o usuário no que se refere a melhor
visualização das capas em web, a saber:

Características
Dimensões em pixel

Tamanho do documento

Largura

200 pixels

2,54 cm

Altura

292 pixels

3,51 cm

Posições

Resolução: 200 dpi

6 Elaboração da página:

Inserção das imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a
identificação de localização do material bibliográfico no acervo do SBD/FOB-USP.

7 Publicação da página no site da FOB-USP:

Para a realização desta etapa foi necessário a orientação e o auxílio de um
técnico de informática da FOB-USP para se ter acesso ao servidor onde a página
seria publicada (Figura 1).

�Figura 1 – Layout final da página publicada

8 Divulgação da página:

Após análise, estabeleceu-se como estratégia de divulgação da página o
envio de e-mail’s à equipe do SBD/FOB-USP e aos docentes/pesquisadores da
comunidade científica fobiana já contendo o link da página para acesso.

9 Avaliação da página:

A avaliação da página é realizada constantemente pela equipe responsável
e pelas bibliotecárias do SBD/FOB-USP junto aos usuários, procurando garantir o
aperfeiçoamento na prestação deste serviço.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A

página

Recentes

Aquisições

(http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de

�2003, possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, bem como
gerando uma comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o
ambiente Internet, além da forma tradicional de gerenciamento de sistemas de
informação.
Este relato de experiência visa estimular a criação de novos produtos na
área de informação, vislumbrando novos caminhos e desafios para os
profissionais da informação, através da melhoria contínua no atendimento,
caracterizada pela consonância da implantação e implementação de serviços de
informação às necessidades e expectativas dos usuários.

ESTABLISHMENT OF AN ALERT SERVICE IN THE DIGITAL AGE: REPORT
OF THE EXPERIENCE OF A SPECIALIZED UNIVERSITY LIBRARY

ABSTRACT
The Service of Library and Documentation "Prof. Dr. Antonio Gabriel Atta" of
Bauru Dental School, University of São Paulo (SBD/FOB-USP), member of the
base set of the 39 libraries that constitute the Integrated System of Libraries of
USP (SIBi/USP), could offer its professionals of information the opportunity to
participate in the Program of Qualification of Library Teams of SIBi/USP. Among
the several options for qualification of professionals, the course for utilization of
FrontPage 2000 is highlighted, since it is a software for creation of websites. The
strategic planning of SBD/FOB-USP for the year 2003 comprised the preparation
of supports and records of digital information, by means of establishment of the
page Recent Acquisitions in the website of FOB-USP (http://www.fob.usp.br). The
establishment and implementation of the electronic alert service related to the
Recent Acquisitions involved the staff of the Service of Acquisition and Technical
Processes, and the stages of the methodology developed are: definition of the
material to be diffused; layout of the page using the software FrontPage 2000;
technical processing of the bibliographic material; inclusion of the material in the
Bibliographic Database of USP (DEDALUS); digitization of the covers of
publications; preparation of the page that makes use of images with hyperlinks to
DEDALUS, with identification for location in the files of SBD/FOB-USP; publication
of the page on the website of FOB-USP; diffusion of the page. The page Recent
Acquisitions (http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) was made available
in April 2003, allowing the generation and absorption of new knowledge, leading to
a more dynamic interorganizational communication with utilization of the Internet.
KEYWORDS: University library. Products and services of information. Electronic
alert service. Digital age.

�REFERÊNCIAS

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Projeto
CRESCER: institucionalizar procedimentos para capacitação contínua de equipes.
São Paulo, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.usp.br/gestao/Proj15/crescer_cad_proj_v05.doc&gt;. Acesso em: 9
jun. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
SIBiNet: sobre o SIBi/USP. São Paulo, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2004.
VERGUEIRO, W. C. S.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias brasileiras. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto Alegre. Anais...
Porto Alegre: Associação RioGrandense de Bibliotecários, 2000. 1 CD-ROM.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Proposta
de conteúdo mínimo para home pages das Bibliotecas da USP. São Paulo,
2002. 1 disquete.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo, Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75,
Caixa Postal 73. 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
mahelena@fob.usp.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo, Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75.
Caixa Postal 73. 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
valeria@fob.usp.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOB- USP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar aos seus profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação de Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP. Entre os diversos veículos de capacitação de profissionais, destaca-se neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um programa de criação de web sites. O planejamento estratégico do SBD/FOB-USP para o ano de 2003 continha como uma de suas ações a elaboração de suportes e registros de informações digitais, através da implementação da página Recentes Aquisições no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br). A implantação e implementação do serviço de alerta eletrônico Recentes Aquisições envolveram a equipe de trabalho do Serviço de Aquisição e Processos Técnicos e as etapas da metodologia desenvolvida são: definição do material a ser divulgado; layout da página, utilizando o software FrontPage 2000; processamento técnico do material bibliográfico; indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP (DEDALUS); digitalização das capas das publicações; elaboração da página que utiliza imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a identificação de localização no acervo do SBD/FOB-USP; publicação da página no site da FOB-USP; divulgação da página. A página Recentes Aquisições  http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de 2003 possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, gerando uma comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o ambiente Internet.</text>
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                    <text>OS DESAFIOS DA PESQUISA EM GERIATRIA E GERONTOLOGIA:
ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Iris Maria Carvalho Braga dos Santos∗

RESUMO
Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e Gerontologia estão
representadas nos sistemas classificatórios, na produção científica da área e no
currículo do curso de especialização da UnATI/UERJ. Traz algumas definições de
conhecimento e de organização. Apresenta a evolução do conhecimento com
seus vários enfoques através da história. Analisa representação da a Geriatria e
Gerontologia em dois instrumentos utilizados na classificação bibliográfica: DecS
e CDU. Aborda o Programa do Curso de Especialização a UnATI/UERJ. Conclui
que os temas se relacionam e que os recursos de recuperação da informação
precisam ser mais abrangentes para cumprimento de sua função.
PALAVRAS-CHAVE: Organização
Informação. Geriatria. Gerontologia.

do

Conhecimento.

Recuperação

da

1 INTRODUÇÃO

A organização do conhecimento tem sido objeto de estudos há longo
tempo, ocupando vários segmentos na tentativa de buscar uma sistematização do
conhecimento produzido pelo homem. Pode-se dizer que a Organização do
Conhecimento é sempre cercada de vários enfoques e com marcante presença
da ação humana.

Organizar é estabelecer as bases para arrumar de um

determinado modo, colocar em certa ordem. Organização como um método é
amplamente utilizada em variadas situações na natureza. Organizar é um ato que
o ser humano sempre praticou e possui diferentes aplicações. Conhecimento é o
fruto da criação humana e em permanente mudança, transformação, é quando o
homem

se

conscientiza

do

mundo

que o envolve, formalizando esta

conscientização. Podem-se buscar, num estudo retrospectivo, várias etapas e
enfoques da visão do conhecimento pelo homem. A visão de seu conceito ou a
forma como o homem vem apresentando o conhecimento é reflexo da própria
trajetória humana nas suas diferentes fases. Segundo González de Gomez (1996,

�v.2, n.2, p.58-66) “organização do conhecimento é o modo pelo qual os
conhecimentos se relacionam e se diferenciam nas práticas de sua produção e
uso”.
Entendemos que a organização do conhecimento também pode ser
definida como a ordenação da representação do conhecimento objetivando
determinadas metas buscando uma organização que reflita o momento que a
humanidade vive apontando para as suas necessidades informacionais.
Encontramos em Langridge que
organização do conhecimento é a expressão mais abrangente
para designar a função da biblioteca desempenhada pela
classificação. Indica a habilidade não apenas para identificar
ítens de informação específicos e definidos de forma precisa,
mas também para demonstrar a completa gama de assuntos
disponíveis na biblioteca e suas relações entre si [...] É
significativo o fato de que enquanto os escritores da pré-guerra
usavam a expressão Organização do Conhecimento, os
escritores modernos a têm substituído, freqüentemente, por
expressões como RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ou
ARMAZENAGEM E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO. (1977,
p. 19)

Considerando que durante algum tempo o homem conseguiu utilizar de
forma

satisfatória

os

instrumentos

disponíveis

para

a

organização

do

conhecimento e que o aumento exponencial da produção da informação, incluindo
a explosão da informação em meio digital, tornou-se necessário uma revisão
destes instrumentos.
Este trabalho pretende analisar a Organização do Conhecimento na
Geriatria e na Gerontologia. Com o aumento da produção científica na área do
envelhecimento humano várias disciplinas enfocam o tema. Como se apresenta a
representação do conhecimento na Geriatria e na Gerontologia em alguns
sistemas de organização do conhecimento utilizados pelos profissionais da
informação em sua tarefa de representar/recuperar a informação contida nos
diversos tipos de documentos?
Para a organização do conhecimento em qualquer campo do saber
investigam-se os conceitos e as relações entre eles. O advento das novas
tecnologias agregando-se à questão de organizar e recuperar informação também

�envolve questões dos conceitos e suas relações. Os sistemas de organização do
conhecimento têm por finalidade principal a identificação do conteúdo temático
dos documentos oferecendo a possibilidade de atender às questões sobre
assuntos de interesse do pesquisador.
Para efeito desta pesquisa serão utilizados os seguintes sistemas de
organização do conhecimento: Classificação Decimal Universal, Descritores em
Ciências da Saúde, o programa do Curso de Especialização em Geriatria e
Gerontologia da UnATI/UERJ e a observação da literatura produzida por
especialistas da área. Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e
Gerontologia estão representadas nos sistemas classificatórios e também na
produção científica da área e no currículo do curso de pós-graduação acima
citado. Serão apresentadas as diversas considerações de teóricos sobre a
Organização do Conhecimento.

2 O CONHECIMENTO E SUA REPRESENTAÇÃO
A capacidade do ser humano, utilizando a conquista de sua racionalidade,
possibilitando a maior compreensão do mundo que o envolve, adaptando-o e
adaptando-se às transformações, promovendo sua existência, o diferencia dos
outros seres e é a utilização do que se chama de informação transformada em
conhecimento. Inicialmente de cunho mítico, de conteúdo sobrenatural, onde as
respostas aos questionamentos do homem eram dadas pelas divindades. Nesta
fase o conhecimento não era representado. Mais tarde os gregos encontraram
através da Filosofia um tipo de conhecimento fundamentado na razão. Depois
disto na Idade Média foi encontrada a verdade no monoteísmo, na voz de um
único Deus. Com a era das grandes descobertas, das invenções e da noção de
infinito o conhecimento é explicado através do ato de experimentar e observar,
pela Matemática. Com a chegada do século XX o conhecimento se torna múltiplo,
vem a multidisciplinaridade. Na verdade a representação do conhecimento nada
mais é do que o reflexo da evolução do homem que ao representá-lo se
apresenta. Considerando que o conhecimento está em permanente movimento,
em mudança, podemos entender as dificuldades dos profissionais da informação

�na prática da organização do conhecimento. Temos na história exemplos de
várias tentativas de sistematização do conhecimento.
Kemp apud Miranda (1999, v. 5, n. 2, p. 64-77) apresenta distinção básica
entre dois diferentes tipos de conhecimento: o pessoal e o social. O pessoal ou
privado aquele que está na mente do indivíduo e que é para seu uso respondendo
suas questões. O social ou público é o coletivo, disponível para todos os
membros de uma sociedade através de seus registros. Pode-se afirmar aqui,
ainda segundo Miranda (1999), que a diferença entre dois tipos aqui
apresentados está na sua disponibilidade. Comumente se observa de que modo o
conhecimento ao nível pré-científico, técnico ou no científico puro se enriquece
com a capacidade intuitiva, que se manifesta desde uma simples captação de
fatos e fenômenos, indicando-os ou atuando, ou como se diz, participando
intuitivamente num fato; de tal modo se intervém com uma inter-relação dos
processos intuitivos, pré-lógicos do conhecimento, de descoberta, de investigação
ou de reabilitação. Em geral, as pessoas utilizam sua intuição para entender,
compreender, conhecer e ajudar ao ser humano a pensar, sentir e agir. O
conhecimento é fundamentalmente do indivíduo, é dele na coletividade a que
pertence e fora da qual nem ao menos seria aquele ser humano e não passaria
de uma abstração. O conhecimento não se faz e refaz de novo a cada indivíduo.
Representa uma acumulação progressiva, no tempo e no espaço, que se
acrescenta permanentemente com a contribuição de cada um e de todos em
maior ou menor proporção. E o ponto de partida para cada acréscimo é sempre o
realizado e acumulado anteriormente: é na base do patrimônio cultural transmitido
do passado e enriquecido no presente, que cada indivíduo traz sua contribuição
própria. E para isto não conta apenas com sua atividade e experiência nela
adquirida, e sim também com a de seus semelhantes, presentes e passados, cujo
exemplo e informação tem à sua disposição através da interligação íntima que
caracteriza a vida comunitária do homem. O conhecimento deve ser considerado
como um processo permanente. É nesse seu dinamismo que o ciclo do
conhecimento pode ser compreendido, isto é, como um todo inseparável nas suas
partes, fases ou momentos, e retornado sobre si mesmo. Todas as suas fases se
completam mutuamente e é no seu conjunto que o fato do conhecimento se

�caracteriza na sua integridade.Esta forma de construção do conhecimento como o
modo do ser humano de absorção do que o circunda se apresenta ao longo de
sua história de forma diferente. A comunicação era de forma oral e sem poder
explicar os fenômenos que o circundavam o homem criou os mitos. Este
conhecimento ainda não representado atendia ao homem primitivo que
desprovido de informação conseguia satisfazer suas inquietações diante do
mundo.
Um outro modo de conceber o mundo se iniciou no lado ocidental com os
gregos que despregando o lado mítico que conduzia a explicação sobre a origem
e a natureza do mundo e trazendo um princípio que se preocupava em explicar a
razão de todas as coisas. Surgiu então a Filosofia que significa amor à sabedoria
como único caminho de reflexão racional e sistemática sobre o mundo que nos
cerca. Dois nomes se destacam como condutores do pensamento ocidental:
Platão, considerado o propulsor do pensamento racional grego e que dividiu o
mundo em dois: em mundo sensível e mundo das idéias; e Aristóteles, discípulo
de Platão, que cria seu sistema filosófico no qual o mundo não estava separado
como era afirmado. Com estes dois pensadores iniciou-se o pensar a verdade
através da razão. Durante a Idade Média a filosofia foi vista sob um olhar cristão
unindo fé e razão. As idéias filosóficas gregas eram utilizadas para a divulgação
do cristianismo. Com a Idade Moderna vieram grandes mudanças políticas,
sociais e econômicas transformando o mundo com as novas invenções trazendo
questionamentos sobre a verdade deste infinito Universo. O heliocentrismo tirava
a Terra como centro do Universo e, Deus deixava de ser o foco do conhecimento.
Com as novas perguntas, conseqüência da evolução e transformação do mundo
emergia um novo conhecimento, desconstruindo os conceitos até então aceitos,
baseado na observação e experimentação da própria Terra. A Filosofia moderna
apresenta vários novos pensadores que com suas teorias reformularam o
conceito de conhecimento. Descartes busca na Matemática uma nova verdade na
tentativa de conferir a validade do novo conhecimento cujo método favorece mais
à invenção do que a descoberta. Locke, com sua doutrina denominada
empirismo, apresentava o conhecimento humano como resultado da experiência
obtida através dos sentidos, opondo-se à doutrina de Descartes das idéias inatas.

�Para Kant era impossível conhecer a essência das coisas limitando-se o
conhecimento humano à experiência do fenômeno. Comte, já no século XIX,
elabora a filosofia positivista que desenvolve a idéia que o homem e a natureza
são regidos pelas mesmas leis, as leis da natureza, cuja verdade é obtida através
da observação e experimentação. A grande questão entre todos os pensadores
de cada época foi a verdade. No mundo contemporâneo o surgimento da filosofia
analítica ou filosofia da linguagem propõe uma investigação desta mesma
verdade, mas de uma forma que privilegia como explicitar o que foi investigado.
Seu objeto é o significado e o modo como são usadas as palavras que
representam a questão da investigação das outras correntes filosóficas.
Wittgenstein representa a expressão da filosofia analítica e a construiu
demonstrando a possibilidade de representar e compreender o mundo através da
linguagem.
Quando Gutemberg criou a possibilidade da impressão de documentos,
através da invenção da imprensa, a sua máquina não só abriu ao homem o
mundo da palavra impressa mas possibilitou com a maior difusão da informação
facilitando a propagação do conhecimento. As inovações tecnológicas que
possibilitaram ao homem estar em comunicação em tempo real com o mundo
trazem mudanças que ainda não estão totalmente absorvidas por todos. No
caminho percorrido pelo uso da argila, do papiro ao silício há uma intensa
transformação na vida dos seus usuários da informação. A civilização eletrônica
propicia ao homem moderno uma interconectividade facilitando a difusão de suas
idéias. Os periódicos eletrônicos em linha e em cdrom estão bastante conhecidos.
Na prática coexistem os diferentes suportes informacionais.

3 A ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
A crescente produção bibliográfica seja em suporte papel ou em meio
digital faz da organização do conhecimento na sociedade uma tarefa sem fim. A
explosão documental é um fenômeno que se modificou com o advento do meio
digital de difusão da informação não substituindo os meios tradicionais, apenas
acelerando a produção de informação e de conhecimento. Desta forma é possível

�verificar que a organização do conhecimento, sob o seu enfoque temático, é uma
tarefa que os sistemas de organização do conhecimento tradicionais não atendem
na sua complexidade e amplitude. Durante muito tempo a ordenação de livros
numa biblioteca era orientada pelo princípio de preservar para a posteridade
priorizando a forma física do material. Com a democratização do acesso às fontes
de informação, transformando as bibliotecas como difusoras do saber, veio a
necessidade de uma ordenação sistemática reunindo os livros pelos seus
assuntos, surgindo então os grandes sistemas de classificação. Alguns destes
sistemas, criados no século XIX, ainda são utilizados até hoje. As classificações
bibliográficas estão baseadas na classificação do conhecimento humano que
desde a antigüidade já vinha sendo preocupação dos grandes filósofos. Podem
ser destacados alguns estudos que, atualmente, embasam o exercício da
organização do conhecimento. São teorias desenvolvidas, separadamente, em
épocas diferentes, que trazem em seu escopo uma linha comum que as une,
conforme pesquisa realizada por Campos (2001).

3.1 TEORIA DA CLASSIFICAÇÃO FACETADA

Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) considerando que os
esquemas de classificação bibliográfica disponíveis e utilizados para organização
de material bibliográfico não atendiam à complexidade de assuntos inseridos nos
documentos, desenvolveu na década de 30 o sistema facetado para construir a
Classificação dos Dois Pontos. Passa a considerar Classificação Bibliográfica
como Classificação de Assuntos observando que a primeira está contida na
segunda. Até Ranganathan a classificação bibliográfica era organizada enfocando
o assunto que se apresentava em destaque. Seus estudos que estabeleceram
leis objetivavam primordialmente permitir um fácil acesso ao conhecimento, à
informação contida nos documentos. Observou que o universo de assunto era
composto de partes e seguindo um raciocínio lógico criou uma terminologia
própria resultando princípios normativos que propiciam uma base científica no
desenvolvimento do campo da Classificação Bibliográfica. Sua significativa
contribuição “aos estudos teóricos da classificação... [pode ser atribuída

�principalmente] à idéia de dividir os assuntos em categorias e facetas, isto é em
grupos de classes reunidas por um mesmo princípio de divisão”. (BARBOSA v.1,
n. 2, p. 73-81, 1972). Sua técnica veio permitir um sistema mais flexível que
solucionou a questão dos documentos que incluem uma complexidade maior de
conceitos. Determina que um assunto, mesmo o de maior complexidade, possa
ser representado pela síntese de mais de uma faceta, permitindo que cada uma
tenha conceitos diferentes.

3.2 TEORIA GERAL DA TERMINOLOGIA

Contemporâneo de Ranganathan o engenheiro austríaco E. Wüster
desenvolveu a Teoria Geral da Terminologia (TGT). Esta terminologia foi definida
por seu criador como disciplina científica que propicia princípios metodológicos
para a elaboração de terminologias melhor estruturadas para as diversas áreas
do conhecimento, é o estudo científico de termos de um determinado idioma em
uma área especializada. Sua atenção estava centrada nas relações comerciais
que, segundo ele, precisavam de uma terminologia padronizada. Wüster
determina em um dos postulados da sua teoria que os termos de uma área de
assunto se relacionam como um sistema. Isto também acontece num sistema de
Classificação. Segundo Campos (1995, v. 25, n. 2), a sua obra contém uma
detalhada investigação da terminologia como ferramenta da comunicação, de
acordo com a natureza, a relação e a descrição dos conceitos, a formação dos
termos, a normalização e a internacionalização de conceitos e termos. O enfoque
principal da TGT são os conceitos e sua sistematização. Este aspecto se
aproxima da teoria do Tesauro com bases em conceito.

3. 3 TEORIA DO CONCEITO

A teoria desenvolvida, no campo da terminologia, por Ingetraut Dahlberg,
nos anos 70, trouxe novas possibilidades para o campo do sistema de
organização do conhecimento aplicando-se na elaboração dos Tesauros. Seus
princípios são utilizados porque fundamentam a determinação do que se

�denomina termo. Segundo Campos (1995, p. 100) a Teoria do Conceito trouxe um
método para a fixação do conceito e para seu posicionamento em um sistema de
conceitos, propondo a definição para conceito como uma “unidade de
pensamento” e mais tarde numa evolução como “unidade de conhecimento”.
Dahlberg ( 1978, v. 7, n. 2, p. 101-107)

afirma que “a linguagem constitui a

capacidade do homem de designar objetos que o circundam assim como de
comunicar-se com os seus semelhantes”, e as linguagens da vida diária são as
linguagens naturais. Com o desenvolvimento do conhecimento o homem criou as
linguagens especiais ou artificiais. As linguagens naturais possibilitam a
formulação de enunciados de conceitos individuais e conceitos gerais. Os
conceitos individuais são as expressões da capacidade do homem de relacionarse com os vários objetos, com a presença das formas tempo e espaço, que estão
à sua volta. Dahlberg (1978) denomina conceitos gerais aqueles que se referem à
objetos gerais fora do tempo e do espaço. Sua teoria desenvolve um processo de
análise do conceito obtida através do método analítico-sintético, partindo do
objeto individual distingue-se as características simples das características
complexas. Para Dahlberg (1978)a determinação do conceito se dá quando se
seleciona um item de referencia, o referente que é analisado dentro de um
Universo. São atribuídos predicados ao referente que evidenciam suas
características relevantes que devem designar apropriadamente levando ao
conceito. Este é o resultado da reunião de todos os elementos implícitos nele. O
conceito é formado por elementos interligados numa unidade estruturada.

4 SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

Durante muito tempo a organização de uma biblioteca obedecia ao
princípio de preservação para a posteridade. A disseminação das Universidades
no século XIX, com o aumento do número de Bibliotecas Universitárias, trouxe o
moderno conceito de Bibliotecas como um organismo vivo, que é a 5a lei de
Ranganathan. A organização das coleções que até então utilizava sistemas
filosóficos ou práticos, com a adoção do livre acesso surgiu a necessidade de
uma arrumação sistemática surgindo então os sistemas de organização do

�conhecimento. Surgiram os sistemas que reuniam o conhecimento humano numa
ordem lógica com o estabelecimento de grandes agrupamentos cuja ordem
variável era determinada por seu criador. Podem ser classificados de vários
modos (PIEDADE,1977, p. 52-69) de acordo com a característica tomada por
base da divisão: naturais, quando da aplicação de característica natural intrínseca
ao objeto, ou artificiais resultantes da aplicação de características mutáveis. De
acordo com a finalidade a que se destinam podem ser: filosóficos, criados pelos
filósofos voltados para a definição, esquematização e hierarquização do
conhecimento ou bibliográficos destinados à organização de documentos nas
estantes. De acordo com o campo do conhecimento que abrangem podem ser
gerais que podem ser também filosóficas e abrangem todo o conhecimento
humano, ou especializadas que podem ser científicas contemplando uma área do
conhecimento. A representação dos assuntos dos documentos tanto de forma
notacional como de forma verbal são denominadas linguagens documentárias,
mais modernamente Sistemas de Organização do Conhecimento. Os tesauros e
as tabelas de classificação são os principais instrumentos desta representação de
assuntos. A Informática introduzida no tratamento da informação trouxe o aspecto
lingüístico evidenciando o aspecto da terminologia.

4.2 DECS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA SAÚDE

É um vocabulário estruturado dinâmico que registra o processo constante
de crescimento e mutação permitindo a pesquisa em três idiomas (português,
inglês e espanhol). É utilizado na indexação de artigos de revistas científicas,
livros, anais de congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais.
Utilizando-se das tecnologias da informação disponíveis e em permanente
desenvolvimento de novos mecanismos de sistematização da pesquisa e
recuperação da informação em Saúde busca centralizar as diversas fontes de
informação da área.
O DeCS – Descritores em Ciências da Saúde é uma base de
dados multilíngüeque reúne a terminologia da área de saúde,
uma linguagem comum utilizada na Biblioteca Virtual em Saúde,
desenvolvida pelo Centro Latino- Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (BIREME) para a descrição, a

�indexação e a recuperação de fontes de informação
descentralizadas, e funciona como uma ponte para a navegação
baseada em conteúdos temáticos. (CENTRO LATINOAMERICANO DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE, s.d. 4p)

.
4.3

CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

A Classificação Decimal Universal (CDU) é baseada no sistema de Dewey.
Paul Otlet e Henri La Fontaine, responsáveis pela compilação de uma bibliografia
universal a partir da criação do Instituto Internacional de Bibliografia, sentiram a
necessidade de um sistema mais flexível que a Classificação Decimal de Dewey,
que vinha sendo utilizado para a tarefa a eles destinada. Com a autorização de
Dewey acrescentaram sinais e símbolos conseguindo assim notações que
atendessem aos detalhes dos assuntos compostos do repertório bibliográfico que
vinham elaborando. Publicado pela primeira vez em 1905, em francês com o título
“Manuel du Répertoire de Bibliogaphie Universelle” teve seu atual nome adotado
“Classificação Decimal Universal” em 1931, e é publicado sob a responsabilidade
da Federação Internacional de Documentação até 1991. A partir de janeiro de
1992, toda a responsabilidade editorial foi transferida para o Consórcio CDU.
Planejada inicialmente como um sistema de classificação que indexasse e
organizasse além de livros outros tipos de documentos a CDU tem se mostrado
adequada no tratamento de grandes coleções nas áreas de ciência e tecnologia,
pois apresenta expansão que acompanha o desenvolvimento do conhecimento.
Utilizando as primeiras dez classes principais de Dewey sua notação utiliza
números, letras e sinais. Sua flexibilidade é conseguida através da combinação
dos sinais ou símbolos. O sistema adota o emprego do ponto a cada três
algarismos que possui apenas valor simbólico e não influi no aspecto
classificatório.

4.4

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GERIATRIA E GERONTOLOGIA

�Curso destinado “à profissionais da área de saúde que objetiva prporcionar
a qualificação profissional nesta área” (Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
2004). Apresenta suas disciplinas que abordam: Conceitos Básicos de
Gerontologia, Biologia do Envelhecimento, Epidemiologia, Políticas de Atenção ao
Idoso, Avaliação Geriátrica Funcional, Distúrbios Neuropsiquiátricos em Idosos
dentre outras com enfoque clínico.

5

A GERIATRIA E A GERONTOLOGIA

O fenômeno do envelhecimento da população que caracterizou o século
XX trouxe profundas e marcantes transformações no âmbito da saúde pública
mundial. Veras, Caldas (2004, v.9, n. 2, p.423-432) destacam que
no final da década de 1980, quando se intensifica o movimento
de valorização do idoso em decorrência das análises
demográficas acerca do envelhecimento populacional muitos
profissionais de áreas de saúde e das ciências humanas e sociais
tomaram como ponto de partida ... autores que discutem a perda
do valor social do idoso... (2004)

Na literatura que com a crescente demanda pelo estudo sobre
envelhecimento saudável e todas as suas implicações médico – sociais
encontramos trabalhos que abordam um amplo aspecto do tema em questão. O
envelhecimento não interessa tão somente pelo seu aspecto clínico biomédico,
abrange também de forma ampla a sociedade, as políticas públicas, a família, a
educação, enfim vários aspectos nos quais o idoso possa estar inserido.
Podemos encontrar em Veras (2002, p. 12) “que o Brasil hoje desponta como um
país cuja população encontra-se em rápido e inexorável processo de
envelhecimento”. Este interesse de vários campos do saber sobre o processo de
envelhecimento e olhar sobre o idoso em seus vários aspectos vem trazendo um
crescimento

de

produção

bibliográfica

multidisciplinar,

interdisciplinar

e

multifacetado, lembrando aqui Ranganathan.
Em Ferreira (c1986, p.848) obtém-se as seguintes definições para
Geriatria: “S. f. Med. Parte da Medicina que se ocupa das doenças dos velhos“; e

�para Gerontologia: “S. f. Ciência que estuda os problemas do velho sob todos os
seus aspectos: biológico, clínico, histórico, econômico e social.“
Neri (2001, p.54-55) descreve Gerontologia “...campo multi e interdisciplinar
que visa à descrição e à explicação das mudanças típicas do processo do
envelhecimento e de seus determinantes genético-biológicos, psicológicos e
socioculturais “ e a Geriatria “compreende a prevenção e o manejo das doenças
do envelhecimento“. Apresenta uma evolução nos campos da Geriatria e
Gerontologia desde os primórdios em 1561 como vários estudiosos foram
abordando a questão do envelhecimento humano e sua evolução com várias
teorias. Algumas destas teorias apresentam o envelhecimento como algo
patológico e cercado de estudos sobre doenças. Com as conquistas tecnológicas
da Medicina moderna podem ser prevenidas e curadas muitas doenças
recentemente consideradas fatais. Em decorrência desta situação e também com
a diminuição do índice de natalidade pode-se observar o aumento significativo da
população idosa e a preocupação das várias disciplinas do conhecimento humano
sobre o tema.

6 ORGANIZAÇÃO

DO

CONHECIMENTO

NA

GERIATRIA

E

NA

GERONTOLOGIA: instrumentos utilizados

6.1

DECS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA SAÚDE

No DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) apresenta a definição de
Geriatria “ramo da medicina voltado para os aspectos fisiológicos e patológicos
dos idosos, inclusive os problemas clínicos do envelhecimento e da senilidade”.
Inclui como sinônimo Gerontologia. Isto nos mostra que no DeCS Geriatria e
Gerontologia têm o mesmo significado.

6.2 CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

�Sua apresentação na CDU – Classificação Decimal Universal (1997, p.
461, 477) Gerontologia e Geriatria estão na classe 6 – Ciências Aplicadas.
Medicina. Tecnologia. Gerontologia está localizada em 613 Higiene em Geral.
Saúde e higiene pessoal, 613.98 Saúde e higiene da velhice. Gerontologia que a
remete para 616-053.9 Geriatria. Doenças da velhice, pré-senilidade, senilidade,
terceira idade, sendo 616 Patologia, Medicina Clínica. Há a possibilidade de
relacionar um assunto que aborde o idoso, por exemplo, utilizar o número -053.9
da tabela auxiliar contemplando assim este aspecto.

7

CONCLUSÃO
Verifica-se que existe uma estreita relação entre os termos. Ambos têm o

idoso como seu enfoque central. Pela análise aqui apresentada alguns
instrumentos de recuperação da informação consideram o campo da Geriatria
igual ao da Gerontologia. Ao buscar sua definição nota-se que suas abrangências
se completam, mas são diferentes. A utilização de uma ferramenta que contemple
de modo atual a organização do conhecimento nas duas áreas em questão ainda
não é possível. A produção bibliográfica da Gerontologia entre nós é recente mas
o crescimento da literatura nesta área já necessita de um instrumento de
recuperação mais abrangente.

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bibliográfica. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação,
1969. 441p.
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CAMPOS, Maria Luiza Almeida. Perspectivas para o estudo da área de
representação da informação. Ci. Inf. Brasília, v. 25, n. 2, 1995.
____. Linguagem documentária: teorias que fundamentam sua elaboração.
Niterói: EdUFF, 2001. 133 p. p. 100

�CENTRO LATINO-AMERICANO DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS
DA SAÚDE. Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo: BIREME, s.d. 4p., il.
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL: edição – padrão internacional em
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Tecnologia, 1997. p. 125-129
DAHLBERG, Ingetraut. Teoria do conceito. Tradução Astério Tavares de Campos.
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VERAS, Renato Peixoto et al. Novos paradigmas no modelo assistencial no setor
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Terceira idade : gestão contemporânea em saúde. Rio de Janeiro: RelumeDumará, UnATI/UERJ, 2002. p. 11-79.

�VERAS, Renato Peixoto, CALDAS, Celia Pereira. Promovendo a saúde e a
cidadania do idoso: o movimento das universidades da terceira idade.
Ciência&amp;Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.9, n.2, p.423-432, abr./jun. 2004.

∗

Bibliotecária do Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento (CRDE) da
Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ).Rua São Francisco Xavier 524 10andBl F sala 10135 Rio de Janeiro RJ crde@uerj.br.
Especializada em Indexação da Informação (USU). Especializada em Organização do
Conhecimento para Recuperação da Informação (UNIRio). Pós-graduada em Docência do Ensino
Superior (UNIRio).

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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Os desafios da pesquisa em Geriatria e Gerontologia: organização do conhecimento. (Pôster)</text>
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                <text>Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e Gerontologia estão representadas nos sistemas classificatórios, na produção científica da área e no currículo do curso de especialização da UnATI/UERJ. Traz algumas definições de conhecimento e de organização. Apresenta a evolução do conhecimento com seus vários enfoques através da história. Analisa representação da a Geriatria e Gerontologia em dois instrumentos utilizados na classificação bibliográfica: DecS e CDU. Aborda o Programa do Curso de Especialização a UnATI/UERJ. Conclui que os temas se relacionam e que os recursos de recuperação da informação precisam ser mais abrangentes para cumprimento de sua função.</text>
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                    <text>TEMPO DE CORDEL

Gisele Helena dos Santos Silva∗
Izabel Maria de Aguiar
Laudicena de Fátima Ribeiro
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Raimunda de Brito Batista
Sueli Bortolin

RESUMO
Literatura de Cordel, é um tipo de poesia narrativa e popular, escrita em versos
rimados e metrificados, geralmente impressos em papel jornal. Seus versos contam
histórias do reino encantado, do boi misterioso, sobre personalidades políticas, de
valentia e fatos reais. A Biblioteca Central da UEL possui uma coleção de folhetos
de cordel, disponível aos usuários, composta de 3.500 títulos organizados
inicialmente por processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para
recuperação por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da
tecnologia os dados foram organizados em uma base de dados em MicroIsis,
podendo hoje ser conhecida por meio de dois catálogos impressos e um CD-Rom
(capas e referências). A estrutura física do cordel é altamente propicia à
deterioração, devido a qualidade inferior do material utilizado na confecção dos
folhetos. A Biblioteca instituiu em 1997 uma comissão para estudar uma metodologia
para conservação preventiva dos folhetos. Em 2003, criou-se o Grupo de Pesquisa –
“Literatura de Cordel: pesquisa, organização e divulgação do acervo”, formado por
uma equipe multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores e
estagiários de várias áreas do conhecimento. A Biblioteca também está articulando a
implantação do Grupo de Amigos do Cordel, composto por pesquisadores, poetas
populares e outros profissionais interessados. No momento, equipe visa ampliar a
coleção, realizar tratamento técnico especializado garantindo sua conservação,
melhorar as condições de acondicionamento e armazenamento. A meta para 2005 é
a digitalização das capas dos folhetos com resumos e a representação descritiva,
disponibilizando assim a coleção na internet.

1 INTRODUÇÃO

�O presente trabalho é oriundo do Grupo de Pesquisa – “Literatura de Cordel:
pesquisa, organização e divulgação do
coordenado pela Prof

a

acervo da Biblioteca Central da UEL”,

Dra Raimunda de Brito Batista, tendo como objetivo:

organizar, preservar e divulgar o acervo de folhetos populares, ditos de cordel, a fim
de tornar acessível, nacionalmente e internacionalmente, o acervo da BC/UEL. Sua
sede e centro de apoio é a referida Biblioteca.
A denominada Literatura de Cordel ou Folheto de Cordel é um tipo de poesia
narrativa e popular, escrita em versos rimados e metrificados, geralmente impressos
em papel jornal, no tamanho usual de 11cmX16cm. Possui número variado de
páginas, sempre múltiplas de 4, com 8, 16, 32, 48 ou 64 páginas. Seus versos
contam histórias do reino do encantado, do boi misterioso, sobre personalidades,
política, de valentia, retratando fatos reais. Este modelo de literatura expandiu-se, e
hoje tem público garantido, fiel às formas fixas da poesia que se apresenta em um
formato editorial singular. Muito consagrado no Nordeste brasileiro, os Folhetos são
respeitados em todo o mundo por ser uma espécie de elo vivo entre a história
contemporânea e a medievalidade européia dos trovadores.
As fontes de inspiração dos folhetos remonta a Antigüidade Clássica, e são
inúmeras as instituições brasileiras que contém em suas bibliotecas acervo da
literatura popular. Entre elas estamos em contato com as seguintes instituições:
Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Paraíba (UFPB),
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação Casa Rui Barbosa (RJ),
Museu do Folclore (RJ), Universidade de São Paulo (USP), Biblioteca Nacional (RJ),
Universidade de Poitiers (França), Universidade de Tóquio (Japão) e Universidade
da Holanda.

2 ESTRUTURA DO GRUPO DE PESQUISA

�A BC/UEL possui uma coleção de literatura de cordel, contendo 3500 títulos,
sendo um dos primeiros acervos públicos organizados e disponibilizado em CD-Rom,
portanto de fundamental importância como suporte de investigação para a
comunidade universitária.
A coleção de literatura de cordel da BC/UEL foi organizada inicialmente por
processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para recuperação dos dados
por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da tecnologia, os
dados foram catalogados em uma Base de Dados em MicroIsis, podendo hoje, ser
conhecida por meio de 2 catálogos impressos e 1 CD-Rom (capa sem conteúdo).
A inexistência de pesquisas sobre a catalogação dos folhetos de literatura
popular demonstra que há ainda muito a ser investigado, e que nossas bibliotecas
necessitam de diretrizes para manter seus acervos especiais em condições mínimas
de organização e conservação, bem como maximizar o seu uso para pesquisa ou
lazer pela população em geral.
Os folhetos de cordel, normalmente feitos de papel jornal, são frágeis para o
manuseio contínuo, e de fácil extravio, exigindo-se cuidados especiais antes de
colocá-los à disposição para consulta. A BC/UEL preocupada com a preservação de
seus documentos, instituiu em 1997 uma comissão para estudar a implantação de
uma metodologia para conservação preventiva de seu acervo. É fundamental que a
biblioteca universitária volte sua atenção para as questões relativas à preservação de
sua coleção, procurando conhecer os problemas que afetam as condições de
conservação e planejando ações eficientes e eficazes para solucionar os problemas
detectados, tanto de forma preventiva como curativa ou corretiva.
Além da comissão acima citada, em 2003 criou um grupo de pesquisa
multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores do Departamento de
Ciências Sociais, Artes, Ciência da Informação e alunos dos cursos de: Educação,
História, Ciências Sociais, Letras, Medicina, Música, Arquivologia, Biblioteconomia e
Ciências Biológicas. O mesmo foi contemplado com uma bolsa modalidade

�PIBIC/CNPq

e utiliza o acervo de cordel da BC/UEL , como principal fonte de

pesquisa.
Por essas iniciativas, o acervo desperta interesse de pesquisadores
internacionais como do antropólogo suiço Jean Christinat, que esteve na Biblioteca
da UEL em 1996, com o objetivo de conhecer o acervo e manter um intercâmbio com
a instituição. Ele é conhecido pelos poetas de cordel brasileiros como “embaixador
do cordel” pelo seu trabalho de divulgação e tradução de cordéis brasileiros na
Suiça” (CARVALHO, 1996, p.3).

2.1 METODOLOGIA DE TRABALHO DO GRUPO DE PESQUISA

A efetivação do Grupo, tem ocorrido por ininterruptas reuniões semanais dos
pesquisadores envolvidos visando à discussão de estratégias de estudo de
organização e preservação, formas de divulgação e de uso da linguagem do Cordel.
Parte da equipe do Projeto está investigando métodos de organização e de
preservação existentes e em uso no Brasil e no exterior por meio de contatos com as
instituições citadas anteriormente. Tais pesquisas estão norteando a Política de
Organização e de Preservação do Acervo de Literatura de Cordel, que está sendo
implementada paulatinamente. Em seqüência, ocorrerá o armazenamento correto do
acervo e o planejamento de estratégias de divulgação.
Para a execução desse serviço, foram identificadas ações que devem ser
implantadas em menor espaço de tempo possível devido as características físicas do
folheto de cordel, sendo: o tratamento técnico especializado para garantir a
conservação dos folhetos, a reconstituição da integridade física do material, o
acondicionamento adequado, a digitalização dos folhetos (capas e resumos) visando
sua preservação e divulgação, e a utilização como canal de comunicação entre a
UEL e demais instituições do país e exterior. Entre elas:

�2.1.1 Higienização do material

•

limpeza mecânica com trincha e pó de borracha, de todos os folhetos, página por
página, para retirar a sujidade depositada no papel;

•

retirada dos grampos metálicos.

2.1.2 Desacidificação

•

realização do teste de pH do papel para verificar o grau de acidez de cada
documento;

•

desacidificação dos documentos, com produto químico específico para neutralizar
o pH do papel.

2.1.3 Reconstituição do suporte

•

execução de

consertos de rasgos e aplicação de velaturas no suporte,

propiciando reforço adequado à estrutura dos folhetos danificados;
•

costura dos folhetos.

2.1.4 Acondicionamento

•

confecção de invólucros apropriados, em papel alcalino, para acondicionar cada
um dos folhetos, garantindo a sua conservação;

•

acondicionamento dos invólucros em caixas arquivo de polipropileno.

�2.1.5 Digitalização
•

publicar em formato eletrônico as capas e os resumos, dos folhetos da coleção
de Literatura de cordel constante no acervo da BC/UEL, disponibilizando-a via
World Wide Web (www.uel.br/bc).

Para a realização dessas ações, são necessários os seguintes itens de
despesas:
•

material de consumo (borracha TKPlast, hidróxido de cálcio, fita indicadora de pH,
cola CMC, cola PVA, papel japonês, papel Filifold documenta e caixa
polipropileno.;

•

Equipamentos (espátula térmica 4 pontas, borracha elétrica, secadora de papéis
e mesa de higienização);

•

Serviços de Terceiros (tratamento técnico e acondicionamento dos folhetos e
digitalização dos mesmos).

3 DISSEMINAÇÃO E INICIATIVAS FUTURAS

O Projeto está sendo disseminado por meio de publicações de artigos sobre a
Literatura de Cordel em periódicos científicos. O Grupo de Pesquisa facultará o
intercâmbio

junto

à

outros

pesquisadores,

que

poderão

participar

como

colaboradores, mesmo à distância, por meio de uma rede de contatos.
Em uma seqüência natural a BC/UEL está articulando a implantação do Grupo
de Amigos do Cordel, a ser composto por pesquisadores, poetas populares e outros
pessoas interessadas.
A constituição deste grupo bem como os demais objetivos propostos serão
consolidados com a disponibilização do acervo no site da nossa Biblioteca na
Internet, democratizando a informação.

�A intenção após a digitalização dos cordéis existentes no acervo da Biblioteca
Central é o estabelecimento de uma rotina para que a cada doação, os mesmos
sejam digitalizados, evitando o acúmulo.
Os pesquisadores e bolsista do projeto de pesquisa, estão realizando
periodicamente seminários temáticos a fim de propiciar maior integração acadêmicocultural entre seus componentes.
A participação em eventos em diferentes áreas, tem sido priorizada pelo
grupo. Pretende-se ainda, realizar eventos para divulgar a poesia popular oral e
escrita, por meio de palestras, oficinas, exposições e publicações de folhetos de
cordel.
Encontra-se em planejamento um Programa na Rádio FM da Universidade,
com edição diária que será coordenado pelo bolsista do Grupo de Pesquisa, tendo
como denominação – “Tempo de Cordel”.
Finalizando,

este

projeto

pretende

contribuir

efetivamente

para

a

democratização da informação, criando mecanismos que facilite e divulgue a coleção
de cordel como um instrumento de pesquisa, tornando possível assim, a divulgação
desta literatura a instituições e/ou pesquisadores do país e do exterior.

REFERÊNCIAS
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Recife, v.1, n.6,p.20-39,jan. 2003.
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BATISTA, A. Literatura de cordel: antologia. São Paulo: Global, [19--]. v.2
BATISTA, S. N. Antologia da literatura de cordel. [S.l.]: Fundação José Augusto,
1977.

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Nacional, 1985.
CARVALHO, A.V. de. Introdução. In.: SILVA, G.H.S.; AGUIAR, I.M.; SANCEVERO,
F. Literatura de Cordel: catálogo do acervo da Biblioteca Central da UEL. Londrina,
1997. v.1.
CASA NOVA, V. L. Cordel e biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, v.11, n.1, p.7-13, mar. 1982.
DUARTE, M. F. et al. Literatura de cordel: antologia. São Paulo: Global, [19--]. v.1
LIMA, E. O. L. Folhetos de cordel. João Pessoa: Ed. Universitária, 1978.
LOPES, R. Literatura de cordel: antologia. 2.ed. Fortaleza : BNB, 1983.
MAXADO, F. Cordel, xilogravura e ilustrações. Rio de Janeiro : Codecri, 1982.
______. O que é literatura de cordel. Rio de Janeiro : Codecri, 1980.
NASSIF, M.E. Subsídios para a formulação de políticas de preservação de
acervos de bibliotecas: um estudo de caso. 1992. Dissertação (Mestrado) –
Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte.
PEREIRA, A. P. Literatura de cordel. Lins: Faculdade Auxilium de Filosofia,
Ciências e letras de Lins, 1975.
PROFESSOR da Suíça fez palestra na UEL. Notícia, Londrina, 21 ago. 1996. p.3
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Literatura de Cordel: catálogo do
acervo da Biblioteca Central da UEL. Londrina, 1994. 2v.
______. Literatura de Cordel: catálogo do acervo do Sistema de Bibliotecas da
UEL. Londrina, 2001. 1 CD-Rom.

�∗

Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Docentes do Departamento de Ciências Sociais e Departamento de Ciência da Informação
Docentes do Departamento de Ciências Sociais e Departamento de Ciência da Informação
Universidade Estadual de Londrina (UEL) Campus Universitário – Rodovia Celso Garcia Cid 445 Km
380 - Paraná – Brasil literaturadecordel@uel.br

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
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                <text>Literatura de Cordel, é um tipo de poesia narrativa e popular, escrita em versos rimados e metrificados, geralmente impressos em papel jornal. Seus versos contam histórias do reino encantado, do boi misterioso, sobre personalidades políticas, de valentia e fatos reais. A Biblioteca Central da UEL possui uma coleção de folhetos de cordel, disponível aos usuários, composta de 3.500 títulos organizados inicialmente por processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para recuperação por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da tecnologia os dados foram organizados em uma base de dados em MicroIsis, podendo hoje ser conhecida por meio de dois catálogos impressos e um CD-Rom (capas e referências). A estrutura física do cordel é altamente propicia à deterioração, devido a qualidade inferior do material utilizado na confecção dos folhetos. A Biblioteca instituiu em 1997 uma comissão para estudar uma metodologia para conservação preventiva dos folhetos. Em 2003, criou-se o Grupo de Pesquisa – “Literatura de Cordel: pesquisa, organização e divulgação do acervo”, formado por uma equipe multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores e estagiários de várias áreas do conhecimento. A Biblioteca também está articulando a implantação do Grupo de Amigos do Cordel, composto por pesquisadores, poetas populares e outros profissionais interessados. No momento, equipe visa ampliar a coleção, realizar tratamento técnico especializado garantindo sua conservação, a digitalização das capas dos folhetos com resumos e a representação descritiva, disponibilizando assim a coleção na internet.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>CATALOGAÇÃO DE RECURSOS ELETRÔNICOS DE INTERNET PELO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP
Elisabete da Cruz Neves∗
Maria Celisa de Mattos Zapparoli
Dorotéa Fill
Márcia Rosetto
Edna M. Gonçalves Knörich

RESUMO
O presente trabalho descreve os procedimentos, adotados pelo Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP - SIBi/USP, para a catalogação de recursos eletrônicos
disponíveis na Internet, na base “Resource Catalog” do “Online Computer Library
Center” (OCLC), utilizando a interface gráfica “Connexion”, e a exportação desses
recursos para o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS. Define
conceitos de recursos eletrônicos, websites interativos e textuais; enfoca critérios
de seleção, análise e a descrição bibliográfica de websites com uso do AACR2 e
MARC21. Oferece, como resultados práticos, a complementação dos acervos das
bibliotecas da USP, oferecendo aos usuários mais uma opção de fonte de
informação. Contribui, ainda, para ampliar as discussões sobre a catalogação de
recursos eletrônicos de Internet e serviços de cooperação entre bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVE: Catalogação. Recursos eletrônicos. Websites.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, o grande desafio dos profissionais bibliotecários é prover a
seus usuários a entrega ágil das informações, independentemente dos diversos
formatos e meios em que as mesmas se apresentam, assim como, acompanhar a
rápida evolução das tecnologias de informação, a partir do advento da Internet.
A primeira tentativa de compartilhamento de recursos em rede foi a
Arpanet, criada em 1969 com a finalidade de dar apoio à pesquisa militar. No
Brasil os primeiros sinais da rede começaram em 1988 e 1989, quando o
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apoiou a implantação da Rede Nacional
de Pesquisa (RNP) para, enfim, implantar a Internet (NASCIMENTO, 1996).

�Em decorrência da amplitude dessa rede, são disponibilizados vários
recursos de informação. Entretanto, para que o uso dessas informações seja
otimizado, devem ser adotados critérios para a avaliação do conteúdo, sua
apresentação e o tipo de responsabilidade sobre o mesmo.
A literatura nacional e internacional vem demonstrando vários estudos
sobre o tratamento dos recursos eletrônicos, como a abordagem sobre os
metadados. Segundo Senso e Pinero (2003), os metadados estão adquirindo uma
posição preponderante no que se refere à descrição dos recursos, auxiliando
cada vez mais na sua representação, localização e recuperação.
Dentre outras atividades, o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi/USP) procurou tratar os recursos eletrônicos
disponíveis na Internet e incluí-los no Banco de Dados Bibliográficos da USP DEDALUS1. Desta forma, o objetivo principal deste trabalho é demonstrar o
processo de implementação da catalogação de recursos eletrônicos disponíveis
na Internet, pelas bibliotecas do SIBi/USP, aqui denominados Recursos de
Informação On-line.
Foi criado então um grupo, formado por bibliotecários do Departamento
Técnico do SIBi/USP (DT/SIBi), para conduzir a implementação da catalogação
de recursos eletrônicos nas bibliotecas da USP, que teve seus trabalhos iniciados
no final de 2002.
Para tanto, com base na literatura da área, esboçaremos os procedimentos
adotados pela equipe responsável pela implementação do serviço, tais como:
definições de critérios de análise e seleção de recursos eletrônicos, catalogação
dos recursos utilizando as normas Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition
(AACR2) e o formato Machine Readable Cataloging Format (MARC 21), inclusão
desses recursos na Base Resource Catalog do Online Computer Library Center
(OCLC) e Banco DEDALUS e, finalmente, permitindo o acesso pelo usuário.

1

http://www.usp.br/sibi

�2 RECURSOS ELETRÔNICOS

O volume de recursos eletrônicos disponíveis, principalmente na Internet,
vem crescendo muito nos últimos tempos, devido à rapidez e facilidade para o
acesso em rede, diferente de outros recursos de informação.
De acordo com o OCLC, o recurso eletrônico é uma manifestação de
trabalho codificado para manipulação pelo computador; o acesso pode ser direto:
disquete, cd-rom, cd laser, dvd, ou remoto (on-line): bases de dados, catálogos
on-line, websites2, arquivo para FTP (File Transfer Protocol), entre outros (OCLC,
2002).
Conforme o AACR2, “consiste em dados (informação representando
números, texto, gráficos, imagens, mapas, imagens em movimento, música, som
etc.), programas (instruções etc, que processam dados para uso), ou
combinações de dados e programas” (ANGLO, 2002).
Levando em conta estas definições e as características do Banco
DEDALUS, o SIBi/USP estabeleceu para a catalogação os seguintes tipos de
recursos eletrônicos: livros produzidos em formato eletrônico, publicações
seriadas produzidas em formato eletrônico, website textual e website interativo.
Websites interativos apresentam características de interatividade com o
usuário, tais como: softwares de computador (programas, jogos); dados
numéricos; multimídia orientada por computador; sistemas e serviços on-line
(CATALOGING, 2004). O website para pesquisa e cadastramento de currículos
de pesquisadores, a Plataforma Lattes3 do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico) é um exemplo de serviço on-line.
Os websites textuais são mais comuns de serem encontrados e como já
implícito no nome o seu conteúdo é predominantemente textual. Podemos citar,

2

O significado de website remete para a palavra site: coleção de páginas da web referentes a um
assunto, instituição, empresa, pessoa etc (SOCIEDADE da informação, 2000).
3
http://lattes.cnpq.br/

�como exemplo, o website da Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da
USP4.
Com relação as coleções de periódicos em papel das bibliotecas do
SIBi/USP, que já se encontram cadastradas no DEDALUS, no momento em que o
conteúdo dessas coleções foi disponibilizado em formato eletrônico foram
incluídos links nos registros do DEDALUS, para possibilitar o acesso ao texto
completo. Já para os periódicos produzidos originalmente em formato eletrônico,
torna-se necessário a sua catalogação como recurso eletrônico, através do
Resource Catalog no Banco DEDALUS, permitindo também, o acesso ao texto
completo.

3 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E ANÁLISE DE SITES

Para nortear a seleção e inclusão de referências (links) nas páginas
eletrônicas da Internet da Universidade de São Paulo, seguiu-se a Portaria GR n.
3336 de 10 de abril de 2002, que apresenta a regulamentação sobre o uso de
links externos nos sites das Unidades da Universidade de São Paulo.
A equipe responsável pela implantação da catalogação de recursos
eletrônicos do SIBi/USP adaptou o formulário para avaliação de página Web,
elaborado pela American Library Association (ALA)5, com o objetivo de padronizar
e facilitar a seleção de recursos eletrônicos.
Foram realizados também, estudos na literatura (TOMÉL, 2001), visando
estabelecer alguns critérios que auxiliem na seleção e análise de fontes de
informação.

3.1 CRITÉRIOS QUANTO AO CONTEÚDO

4
5

http://www.obrasraras.usp.br/
http://www.ala.org

�Identificação da fonte: dados que identifiquem a responsabilidade da fonte
(individual ou institucional), credenciais da autoria e reconhecimento na área,
presença da autoria na URL, correio eletrônico da autoria.

Consistência das informações: pertinência das informações com o tema a ser
selecionado, título da fonte apresentado de forma clara e precisa, objetivos da
fonte e definição do público a que se destina, linguagem coerente, cobertura da
fonte, clareza do assunto, validez e coerência na apresentação do conteúdo,
oferta de informações filtradas e atualizadas, indexação e recuperação da
informação, identificação da freqüência com que as informações são revisadas e
atualizadas (indicação da periodicidade, data do copyright, data da última
atualização).

Confiabilidade

das

informações:

consiste

em

pesquisar

a

autoria,

a

responsabilidade, a instituição, comparar conteúdo informacional e área de
atuação da autoria, existência de referências bibliográficas, utilização de
referencial teórico sustentável, presença de grupo editorial (indica que os
trabalhos foram revistos), disponibilidade das informações em outros idiomas.

3.2 CRITÉRIOS QUANTO À FORMA

Apresentação da fonte: velocidade para carregamento e largura da página
(necessidade mínima de rolagem horizontal) sem excesso de animações,
propagandas e URLs complexas.

Locomoção entre os links: existência de links internos para complementar as
informações da fonte (anexos, tabelas); links externos com apontadores para
acesso a outras fontes complementares.

�Usabilidade: facilidade para a navegação e exploração da fonte, fácil mobilidade
entre as páginas, disponibilidade de recursos de busca na fonte, outros recursos
de busca auxiliares (tesauros, glossários, índices), estrutura simples de menus,
sons e vídeo para contribuir na apresentação das informações.

Design da fonte: lay out coerente com o tema da página e da instituição
(sigla/marca conhecidas que identificam a instituição), recursos utilizados e bom
senso no uso desses recursos (som, imagem, cores, entre outros), informações
organizadas e agradáveis aos olhos.

Restrições percebidas: mensagens de erros constantes, custo/benefício de
utilização (tempo, energia, acesso para uso).

3.3 CRITÉRIOS QUANTO À VOLATILIDADE DA FONTE

Integridade da fonte: manutenção estável, acessível e de fácil identificação.

Suporte ao usuário: possibilidade de contato com o responsável pela fonte;
contato por meio virtual (e-mail, chats) e físico (endereço para correspondência,
telefone).

4

PROCEDIMENTOS

PARA

A

CATALOGAÇÃO

DE

RECURSOS

ELETRÔNICOS

Entende-se catalogação como o processo de representação dos itens de
informação, permitindo o acesso do público aos registros do conhecimento. (MEY,
1995).

�No SIBi/USP, assim como na maioria das bibliotecas, utiliza-se o código
AACR2 e o formato MARC 21 para o processo de catalogação de recursos
informacionais e, agora também, para os recursos eletrônicos.
Como parte das atividades de cooperação internacional entre bibliotecas, o
OCLC, através da interface Connexion, permite a catalogação de recursos
eletrônicos, utilizando procedimentos já estabelecidos pelo OCLC na Base
Resource Catalog, permitindo o compartilhamento dos recursos eletrônicos
existentes nesta base e a inclusão de novos registros.
Foram estudados esses procedimentos para a catalogação de recursos
eletrônicos procurando, desta forma, manter a padronização internacional dos
registros e a catalogação cooperativa. Elaborou-se documentação constando de
manual de procedimentos, planilhas para catalogação de cada tipo de material,
roteiro para catalogação copiada e de registros originais no Resource Catalog e
Banco DEDALUS.
A seguir, são descritas as etapas para a catalogação dos recursos
eletrônicos pelas bibliotecas da USP.

4.1 ETAPAS DA CATALOGAÇÃO DOS RECURSOS ELETRÔNICOS

Identificar, analisar e selecionar websites: conforme descrito anteriormente, os
websites devem passar por um processo de seleção e avaliação, obedecendo
alguns critérios de qualidade, para depois serem processados.

Consultar o Banco DEDALUS: a consulta ao DEDALUS é necessária, para evitar
a duplicação de registros. Caso já exista o recurso eletrônico que se deseja
cadastrar no Banco, a Biblioteca apenas insere este registro no seu catálogo online local.

�Consultar a Base Resource Catalog: caso exista o registro cadastrado por outra
instituição, realiza-se a catalogação copiada (apenas a exportação do registro)
para o Banco DEDALUS.
Catalogar o recurso eletrônico original: seleciona-se na Base Resource Catalog o
formulário adequado para a catalogação, ou seja, serials para periódicos, books
para websites textuais e livros eletrônicos, computer file para websites interativos.
A catalogação deve ser feita conforme as normas do AACR2 e MARC21. A
Base Resource Catalog oferece um sistema de ajuda para catalogação
disponibilizando o MARC21 on-line. Se necessário, há a possibilidade de utilizar a
Base de Autoridades da Library of Congress (LC) durante o processo de
catalogação, para os campos controláveis (autoria pessoal, entidades, títulos
uniformes).
Na catalogação de recursos eletrônicos, os principais campos utilizados do
MARC 21 que podemos destacar são: 006 (características adicionais do item),
007 (características físicas), 256 (características de arquivo de computador), 500
(nota para a fonte do título), 516 (nota sobre o tipo de arquivo de computador),
538 (nota sobre detalhes do sistema) e 856 (URL do recurso eletrônico).

Validar o registro: após a realização da catalogação, ao validar o registro, o
sistema informa mensagens de erro com relação à pontuação, falta de subcampos necessários, sinais errados, entre outros. Neste momento, o catalogador
poderá salvar o registro no Save File para complementá-lo posteriormente, caso
necessite de algum acréscimo.

Acrescentar o registro ao sistema: inclui-se o registro eletrônico à Base Resource
Catalog e ao WorldCat, simultaneamente.

Exportar para o Banco DEDALUS: finalizando os procedimentos no Resource
Catalog, copia-se o registro em arquivo específico para transferi-lo ao DEDALUS.

�Incluir campos locais: após a exportação do registro para o Banco DEDALUS,
torna-se necessário incluir alguns campos locais para a finalização da
catalogação.

Acesso pelo usuário: o registro pode ser utilizado pelo usuário no Catálogo Online das bibliotecas da USP.

5 CONCLUSÃO
O trabalho inicial de catalogação de recursos eletrônicos existentes na
Internet pelo SIBi/USP apresenta inúmeras vantagens e enriquece o Banco
DEDALUS, na medida em que complementa de forma criteriosa, os acervos das
bibliotecas, ampliando a oferta de fontes de informação no DEDALUS,
favorecendo a pesquisa da comunidade interna e externa da USP.
Possibilita o acesso a periódicos gerados originalmente em formato
eletrônico, juntamente com periódicos já constantes nos acervos das bibliotecas
da USP.
O acesso a websites revela uma fonte de pesquisa imprescindível nos dias
atuais, devido à atualização constante que permite, entre outras coisas, que o
pesquisador encontre outros links relacionados ao mesmo assunto.
Percebeu-se também, que a catalogação de recursos eletrônicos já era
esperada pelas bibliotecas do SIBi/USP, pois estas demonstraram interesse em
cadastrar esses recursos tão logo foram realizados os treinamentos, pelo DT/SIBi.
No momento, algumas bibliotecas estão em fase de testes, em área própria
do Banco DEDALUS e outras já estão incluindo os recursos eletrônicos,
pertinentes à sua comunidade de usuários, no Banco DEDALUS. Tão logo os
registros estejam no DEDALUS, os mesmos poderão ser utilizados pelas
bibliotecas a partir do Unibibli- Web (http://bibliotecas-cruesp.usp.br/) , assim
como vem sendo procurado outros registros bibliográficos.

�É com este e outros serviços que o SIBi/USP vem demonstrando a sua
preocupação tornar disponíveis novos recursos informacionais de pesquisa
através das bibliotecas, procurando sempre seguir padrões internacionais de
normalização e dando seqüência à catalogação cooperativa entre Sistemas de
Bibliotecas, além de contribuir para as discussões sobre o tema.

CATALOGUING OF ELECTRONIC RESOURCES OF INTERNET BY THE
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP

ABSTRACT
The present work describes the procedures, adopted by the Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP-SIBi/USP, for the cataloguing of electronic resources available
in the Internet, the base "Resource Catalog" of the "Online Computer Library
Center" (OCLC), using the graphical interface "Connexion", and the exportation of
these resources to DEDALUS – USP Bibliographic Database. It defines concepts
of electronic resources, interactive and literal websites; it focuses criteria of
election, analysis and the bibliographical description of websites with use of
AACR2 and MARC21. It offers, as resulted practical, the complementation of the
collection of the libraries of the USP, offering to the users one more option of
information source. It contributes, still, to extend the studies about the cataloguing
of electronic resources of Internet and services of cooperation between libraries.
KEYWORDS: Cataloguing. Electronic resources. Websites.

REFERÊNCIAS

ANGLO-American Cataloging Rules. Chicago: American Library Assiciation,
2002. 1 v.
CATALOGING INTERNET RESOURCES USING AACR2 &amp; MARC21. Dublin:
OCLC, 2004. Curso On-line de 16 horas.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca da Web. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 39-49, jan./abr. 2001.

�MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet Lemos/Livros, 1995.
NASCIMENTO, Maria Marta. Rede eletrônica de comunicação Internet em
unidades de informação. 1996. 50 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) - Faculdade de Filosofia e Ciências. Marília: UNESP, 1990.
OCLC. Cataloging electronic resources: OCLC – MARC guidelines. Disponível
em: &lt;wysiwyg://http://oclc.org/connexion/documentation/type.htm&gt;. Acesso em:
04 nov. 2002.
SENSO, José A.; PINERO, Antonio de la Rosa. El concepto de metadato. Algo
más que descripción de recursos electrónicos. Ciência da Informação, v. 32, n. 2,
p. 95-106, maio/ago. 2003.
TOMAÉL, Maria Inês et al. Evaluación de fuentes de información em Internet:
critérios de calidad. Ciências de la información, v. 32, n. 2, p. 35-45, ago. 2001.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR n. 3336, de 10 de abril de 2002.
(D.O.E. – 12.04.2002). Disponível em:
&lt;http://leginf.uspnet.usp.br/normas/port/pgr3336.html&gt;. Acesso em: 29 nov. 2002.

∗

beteneves@sibi.usp.br
celisa@sibi.usp.br
fill@usp.br
dtsibi@org.usp.br
eknorich@sibi.usp.br
Bibliotecárias do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Av. Prof.
Luciano Gualberto, Travessa J, 374, 1 andar. Cidade Universitária. CEP 05508-010. País: Brasil.

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Catalogação de recursos eletrônicos de Internet pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. (Pôster)</text>
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                <text>Neves, Elisabete da Cruz, Zapparoli, Maria Celisa de Mattos; Fill, Dorotéa; Rosetto, Márcia; Knörich, Edna M. Gonçalves </text>
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                <text>O presente trabalho descreve os procedimentos, adotados pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBi/USP, para a catalogação de recursos eletrônicos disponíveis na Internet, na base “Resource Catalog” do “Online Computer Library Center” (OCLC), utilizando a interface gráfica “Connexion”, e a exportação desses recursos para o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS. Define conceitos de recursos eletrônicos, websites interativos e textuais; enfoca critérios de seleção, análise e a descrição bibliográfica de websites com uso do AACR2 e MARC21. Oferece, como resultados práticos, a complementação dos acervos das bibliotecas da USP, oferecendo aos usuários mais uma opção de fonte de informação. Contribui, ainda, para ampliar as discussões sobre a catalogação de recursos eletrônicos de Internet e serviços de cooperação entre bibliotecas.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS EM FONOAUDIOLOGIA: QUALIS
E FATOR DE IMPACTO
Cybelle de Assumpção Fontes∗
Maria Helena Souza Ronchesel
Valéria Cristina Trindade Ferraz
Rita de Cássia Paglione
Denise Aparecida Giacheti

RESUMO
Em tempos de globalização e competitividade, a produção científica se constitui
em um dos aspectos mais relevantes no processo de avaliação de
profissionais/pesquisadores. Não obstante, a qualificação dessa produção encerra
uma considerável dose de complexidade devida, sobretudo, a variedade de
veículos de divulgação nos quais ela é expressa. A análise dos títulos de
periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins disponíveis no acervo do Serviço de
Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - SBD/FOB-USP, com base
nos parâmetros de avaliação da produção científica em âmbito nacional e
internacional, teve como objetivo auxiliar os profissionais/pesquisadores da
referida área. A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho,
contemplou as seguintes etapas: a identificação dos títulos de periódicos foi
realizada com base no acervo do SBD/FOB-USP que conta atualmente com 865
títulos de periódicos correntes, sendo 58 em Fonoaudiologia e áreas afins; a
análise foi submetida à base QUALIS (Fundação Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e ao Journal Citation Reports
(Institute for Scientific Information); divulgação dos resultados da análise à
comunidade acadêmica da FOB-USP. Assim sendo, este trabalho buscou
oferecer uma visão dos conceitos e fatores de impactos dos títulos de periódicos
em Fonoaudiologia disponíveis no acervo do SBD/FOB-USP, apresentando uma
ferramenta de tomada de decisão aos profissionais/pesquisadores no que se
refere à escolha de títulos relevantes para publicação em sua área de pesquisa e
para os profissionais da informação avaliarem o acervo de periódicos.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos científicos – Avaliação. Fonoaudiologia.

INTRODUÇÃO
O ambiente acadêmico, em todos os níveis, sempre teve em seu contexto
as avaliações de suas atividades, sejam elas de ensino, pesquisa ou de extensão.

�No Brasil, nos últimos anos, foram criadas provas para avaliação do ensino
médio – Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e universitário – Exame
Nacional de Cursos. Os cursos de pós-graduação, por sua vez são avaliados pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Como a pós-graduação pressupõe o desenvolvimento de pesquisas que,
por sua vez, deveriam resultar em publicações para a disseminação dos
resultados, a análise da produção científica dos docentes e alunos desempenha
papel central nesta tarefa de avaliação.
Para auxiliar a análise qualitativa da pesquisa e da produção resultante nos
cursos de pós-graduação, desenvolveu-se, a partir de 1998, a base QUALIS.
Ainda que para as comissões de área estabeleçam pontuação para os diferentes
veículos de divulgação - tais como livros, capítulos de livros, anais de eventos e
patentes etc. - a base QUALIS destaca-se por estabelecer indicadores
fundamentados na qualidade das revistas científicas (SOUZA; PAULA, 2002, p.
6).
Os títulos de periódicos, que compõem a produção científica dos
pesquisadores e alunos dos cursos de pós-graduação avaliados pela CAPES, são
analisados

pelas

comissões

de

área,

que

os

classificam

quanto

ao

reconhecimento científico e importância na área e a abrangência de sua
circulação – internacional, regional ou local.
A base QUALIS fundamenta-se no preceito de os conceitos atribuídos aos
títulos representam a importância do periódico utilizado, inferindo-se, então o
valor do trabalho divulgado. Ao mesmo tempo, todo este processo é realizado
pela própria comunidade científica, isto é, por pares, e revisto anualmente
(SOUZA; PAULA, 2002, p. 9).
A partir de maio de 2004, as listagens e critérios de classificação passaram
a estar disponíveis no site da CAPES - http://qualis.capes.gov.br/Qualis/,
facilitando o acesso e a consulta por todos os profissionais interessados.

�Para grande área de Saúde – que reúne a Educação Física (incluindo
Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia), Enfermagem, Farmácia,
Medicina, Odontologia, Saúde Coletiva, os critérios adotados basearam-se na
indexação dos periódicos em bases de dados.
Tendo como base estes parâmetros, o fator determinante de classificação
de um periódico como nível A, internacional, é a sua inclusão no Journal Citation
Reports – JCR.
Desde a sua criação, na década de 70, pelo Institute for Scientific
Information (ISI), o JCR é utilizado para avaliação da importância de um periódico,
determinando-se seu fator de impacto. O fator de impacto é determinado
matematicamente a partir do número de vezes que os artigos das revistas são
citados nos dois últimos anos, divididos pelo número total de artigos publicados
por este título no mesmo período das citações (VILHENA; CRESTANA, 2002, p.
20; BARSOTTI, 2003).

OBJETIVOS

Os objetivos deste trabalho foram:
•

analisar os títulos de periódicos da área de Fonoaudiologia disponíveis no
acervo do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel
Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo
– SBD/FOB-USP, com base nos parâmetros de avaliação da produção
científica em âmbito nacional e internacional – lista QUALIS e Journal
Citation Reports.

•

auxiliar os profissionais / pesquisadores da área de Fonoaudiologia nas
demandas de informação nesta área.

METODOLOGIA

�A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho, contemplou
as seguintes etapas:

1.

Identificação dos títulos de periódicos em Fonoaudiologia e áreas

afins
Tendo como fonte a base de dados de periódicos do Serviço de Aquisição
e Processos Técnicos do SBD/FOB-USP, foram identificados

865 títulos

correntes na coleção como um todo.

A partir do título e dos pedidos de assinatura, foram identificados os
periódicos utilizados pela área de Fonoaudiologia, contando-se também com a
indicação da equipe de bibliotecários.

2.

Análise dos títulos de periódicos correntes em Fonoaudiologia e

áreas afins à base QUALIS e ao Journal Citation Reports – JCR

Os títulos identificados foram inicialmente pesquisados na base Journal
Citation Reports – JCR, edição 2001/2003, versão 3.0, atualizada em 11 de maio
de 2004, disponível para consulta, via Internet, a partir do portal do Institute for
Scientific Information – ISI (http://www.isinet.com/).
Posteriormente, consultou-se a base QUALIS 2002 para a área de
Educação Física, onde a Fonoaudiologia está inserida. No entanto, observou-se
que alguns títulos não localizados inicialmente estavam disponíveis em outras
áreas, que também foram consultadas: Ciências Biológicas I, II e III, Enfermagem,
Farmácia, Letras/Lingüística, Medicina I, II e III, Odontologia, Psicologia e Saúde
Coletiva.
Estes títulos foram considerados como títulos QUALIS, independentemente
das listas em que foram localizados. Em caso se conceitos diferentes, prevaleceu
o de valor maior.
3.

Tabulação e apresentação gráfica dos resultados

�A partir dos títulos selecionados e das informações coletadas foram
elaborados gráficos e tabela, que serão apresentados a seguir.

4.

Divulgação dos resultados à comunidade acadêmica da FOB-USP

Os resultados foram apresentados em forma de pôster e folder no
SBD/FOB-USP, aproveitando-se a realização de um Encontro Internacional de
Audiologia na FOB-USP, o que trouxe grande afluxo de profissionais da área
naquele período.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dentre os 865 títulos identificados como correntes no SBD/FOB-USP foram
identificados 58 títulos em Fonoaudiologia e áreas afins (7%), sendo 36
internacionais (62%) e 22 nacionais (38%).

7%
58

807

93%
Fonoaudiolgia e áreas afins

Outras áreas

FIGURA 1 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins no acervo do SBD/FOB-USP

�38%

36

22

62%

Internacionais

Nacionais

FIGURA 2 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins no acervo do SBD/FOB-USP, por
origem

Consultando-se a base QUALIS e o JCR, foram identificados os títulos
constantes na Tabela 1:
TABELA 1 - Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins localizados na base QUALIS e JCR

TÍTULO (ISSN)

ISSN

Acta AWHO

0103-555X

Acta Oto-Laryngologica
Annals of Otology, Rhinology
and Laringology
Archives of Otolaryngology,
Head and Neck Surgery
Arquivos da Fundação
Otorrinolaringologia
Arquivos de
Otorrinolaringologia
Audiology &amp; Neuro-Otology

0001-6489
0003-4894
0886-4470

FATOR DE
CONCEITO NA
IMPACTO
CIRCULAÇÃO BASE QUALIS
BASE QUALIS
NO JCR

B

N

Medicina III

0.729

B

I

Ed. Física

0.919

A

I

Medicina III

1.159

A

I

Medicina III

B

N

Ed. Física

C

N

Medicina III

A

I

Medicina III

1516-1528
1677-7530
1420-3030
0093-934X

Brain and Language
1517-459X
Brazilian Journal of
Dysmorphology and SpeechHearing Disorders
0102-762X
Distúrbios da Comunicação
0196-0202
Ear and Hearing
Ear, Nose and Throat Journal 0145-5613

2.130
1.036

1.281

I
C

N

C. Biológ. II

B

N

Ed. Física

A

I

Medicina II

B

I

Medicina III

B

I

Ed. Física

Folia Phoniatrica et
Logopaedica
Fono Atual

1021-7762
1517-0632

B

N

Ed. Física

Fonoaudiologia Brasil

1516-8131

C

N

Ed. Física

0.379

�International Journal of
Audiology
Jornal Brasileiro de
Fonoaudiologia
Journal of Child Psychology,
Psychiatry and Allied
Disciplines
Journal of Voice

1499-2027

0892-1997

Laryngoscope
Noise &amp; Health: An InterDisciplinary International
Journal
Otolaryngologic Clinics of
North America

0023-852X
1463-1741

Otolaryngology, Head and
Neck Surgery

0194-5998

Phonetica
Pró-Fono: Revista de
Atualização Científica
Revista Brasileira de
Otorrinolaringologia
Revista CEFAC: Atualização
Científica em Fonoaudiologia
Temas sobre
Desenvolvimento

0031-8388

C

I

Ed. Física

C

N

Ed. Física

A

I

Medicina II

0.438

B

I

Ed. Física

1.384

A

I

Ed. Física

C

I

Ed. Física

0.717

A

I

Medicina III

1.038

A

I

Ed. Física

1517-5308
0021-9630

0030-6665

0.656

0104-5687
0034-7299
1516-1846
0103-7749

I
B

N

Ed. Física

A

N

Ed. Física

C

N

Ed. Física

B

N

Ed. Física

A distribuição dos conceitos da base QUALIS entre os títulos internacionais
e nacionais encontra-se na Tabela 2:
TABELA 2 – Conceitos de títulos de periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins na base
QUALIS
Conceito

Internacionais

Nacionais

Qualis A
Qualis B
Qualis C
Sem indexação
Total

8
4
2
22
36

1
6
5
10
22

A distribuição dos conceitos da base QUALIS entre os títulos internacionais
e nacionais estão representados graficamente:

�22%
61%

22

8
2

4

11%

6%
Qualis A

Qualis B

Qualis C

Sem indexação

FIGURA 3 – Conceitos de títulos internacionais de Fonoaudiologia e áreas afins na base
QUALIS

5%
45%

1
10
6
5

27%

23%
Qualis A

Qualis B

Qualis C

Sem indexação

FIGURA 4 – Conceitos de títulos nacionais de Fonoaudiologia e áreas afins na
base QUALIS

Com relação ao Journal Citation Reports – JCR, observou-se que apenas
12 (21%) dos 58 títulos de Fonoaudiologia e áreas afins foram localizados, todos
de âmbito internacional.

�60
40

21%

58

12
20

0

0
Internacionais

Nacionais

Total

FIGURA 5 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins com fator de impacto no JCR

Observa-se, diante dos resultados, que os instrumentos – base QUALIS e
JCR – são válidos para auxiliarem na análise da coleção de periódicos.
No entanto, durante a pesquisa, observou-se à necessidade de
aprimoramento da base QUALIS para tornar-se mais ainda um instrumento
facilitador e confiável. Neste sentido, destacam-se:
•

falta de padronização na descrição dos títulos, que ora aparecem
por extenso, ora abreviados, o que dificulta a identificação,
especialmente na área de Otorrinolaringologia, onde os títulos são
semelhantes.

•

a diversificação dos conceitos entre os títulos. A CAPES menciona
na base QUALIS on-line que estes valores não representam
discrepância, mas o valor do veículo em cada área. No entanto, é
interessante notar que o Jornal Brasileiro de Fonoaudiologia (15175308) seja avaliado como C na área de Educação Física
(Fonoaudiologia), mas receba o conceito B na área de Medicina II.
Da mesma forma a Acta Oto-Laryngologica (0001-6489) receba
conceito B em Educação Física (Fonoaudiologia) e em Medicina I,
mas seja A em Medicina III.

�•

a falta de consistência da lista. Ainda que ocorra em menor grau,
observa-se que a Revista Brasileira de Otorrinolaringologia (00347299) recebendo simultaneamente os conceitos A e B na base de
Educação Física.

Acredita-se que com o acesso da base QUALIS no site da CAPES estas
questões serão mais facilmente visualizadas e corrigidas. Quanto ao QUALIS na
área de Fonoaudiologia, alguns setores desta área já detectaram e propuseram
estudos e análises periódicas, procurando a atualização e pertinência do
conteúdo da referida base (ANDRADE, 2003, p. 210).
Quanto ao Journal Citation Reports, considera-se representativo que dentre
os 22 títulos internacionais identificados em Fonoaudiologia e áreas afins, 12
(55%) estejam identificados nesta base.
A divulgação deste trabalho despertou a atenção e interesse dos
profissionais e alunos de Fonoaudiologia da FOB-USP, pela facilidade de acesso
a estas informações, apresentando-se como uma ferramenta de tomada de
decisão aos profissionais/pesquisadores no que se refere à escolha de títulos
relevantes para publicação em sua área de pesquisa.
Acrescentando valor a esta informação, encontra-se em fase de finalização
a inserção desta listagem na homepage do SBD/FOB-USP, com links às normas
de instrução dos periódicos, à semelhança da listagem já disponível sobre do
Qualis de Odontologia (http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/).

EVALUATION OF SCIENTIFIC JOURNALS IN SPEECH-LANGUAGE AND
HEARING SCIENCE: QUALIS AND IMPACT FACTOR

ABSTRACT
In a period of globalization and competitiveness, scientific production is one of the
most relevant aspects in the process of evaluation of professionals and
investigators. Moreover, the qualification of this production is considerably
complex, mainly due to the variety of communication vehicles on which it is
expressed. Analysis of the journals of speech-language and hearing science and

�related areas available in the files of the Service of Library and Documentation
“Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” of Bauru Dental School, University of São Paulo –
SBD/FOB-USP, based on the parameters of evaluation of the scientific production
in national and international levels, aimed at helping the professionals and
investigators of this area. The methodology adopted for the development of this
study comprised the following steps: identification of the titles of journals was
conducted on the basis of the files of SBD/FOB-USP, which currently has 865
current journals, being 58 on speech-language and hearing science and related
areas; the analysis was submitted to the QUALIS base (Coordination for the
Improvement of Higher Education Professionals) and to the Journal Citation
Reports (Institute for Scientific Information); diffusion of the results of the analysis
to the academic community of FOB-USP. Thus, this study aimed at offering an
overview on the concepts and impact factors of the speech-language and hearing
science journals available in the files of SBD/FOB-USP, presenting a tool for
decision-making to the professionals and investigators as regards the selection of
relevant journals for publication in their area of research, and also for the
professionals of information, for evaluation of the file of journals.
KEYWORDS: Journals – Evaluation. Speech-language and hearing science.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, C. R. F. Critérios Qualis e de conceitos relacionados à publicação
para a Fonaudiologia. Pró Fono Revista de Atualização Científica, Barueri, v.
15, n. 2, p. 207-210, 2003.
BARSOTTI, R. Journal Citation Reports – JCR. São Paulo, [2003]. Disponível
em: &lt;http://www.sbd.hpg.ig.com.br/manuais/Manual_JCR.pps&gt;. Acesso em 1 jul.
2004.
SOUZA, E. P. de; PAULA, M. C. de S. QUALIS : a base de qualificação dos
periódicos científicos utilizada na avaliação CAPES. INFOCAPES, Brasília, v. 10,
n. 2, p. 6-24, abr./jun. 2002.
VILHENA, V.; CRESTANA, M. F. Produção científica: critérios de avaliação de
impacto. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 1, p.
20-21, 2002.

�∗

caf@fob.usp.br
mahelena@fob.usp.br
valeria@fob.usp.br
paglione@fob.usp.br
giacheti@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75,
Caixa Postal 73 - 17012-901 - Bauru - SP - Brasil

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Em tempos de globalização e competitividade, a produção científica se constitui em um dos aspectos mais relevantes no processo de avaliação de profissionais/pesquisadores. Não obstante, a qualificação dessa produção encerra uma considerável dose de complexidade devida, sobretudo, a variedade de veículos de divulgação nos quais ela é expressa. A análise dos títulos de periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins disponíveis no acervo do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - SBD/FOB-USP, com base nos parâmetros de avaliação da produção científica em âmbito nacional e internacional, teve como objetivo auxiliar os profissionais/pesquisadores da referida área. A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho, contemplou as seguintes etapas: a identificação dos títulos de periódicos foi realizada com base no acervo do SBD/FOB-USP que conta atualmente com 865 títulos de periódicos correntes, sendo 58 em Fonoaudiologia e áreas afins; a análise foi submetida à base QUALIS (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e ao Journal Citation Reports (Institute for Scientific Information); divulgação dos resultados da análise à comunidade acadêmica da FOB-USP. Assim sendo, este trabalho buscou oferecer uma visão dos conceitos e fatores de impactos dos títulos de periódicos em Fonoaudiologia disponíveis no acervo do SBD/FOB-USP, apresentando uma ferramenta de tomada de decisão aos profissionais/pesquisadores no que se refere à escolha de títulos relevantes para publicação em sua área de pesquisa e para os profissionais da informação avaliarem o acervo de periódicos.</text>
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                    <text>PRESERVAÇÃO DA CULTURA NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO ATRAVÉS DO
ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA SETORIAL MONSENHOR GALVÃO

Ana Martha Machado Sampaio∗

RESUMO
Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do
desenvolvimento econômico e cultural das instituições. As Bibliotecas e/ou Centros
de Informação têm o papel principal difundir conhecimento. A Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, faz parte do Sistema de Bibliotecas
da UEFS assume papel de centro de referência para pesquisadores que buscam
conhecer a cultura e história dos municípios que pertencem ao semi-árido baiano.
Sua finalidade reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural
sobre Feira de Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir
desse precioso e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular;
abrangendo livros, documentos impressos e manuscritos, periódicos que objetiva
preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem
nordestino. O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre
a existência de um acervo precioso para o desenvolvimento de pesquisas
relacionadas ao semi-árido e mostrar a sua importância cultural. A BSMG tem entre
seus usuários reais o Centro de Estudos Feirenses, professores e estudantes
pesquisadores. A BSMG ocupa um importante papel regional disponibilizando seu
acervo para a produção de conhecimento que proporciona um melhor
desenvolvimento social. Através de realizações de trabalhos desenvolvidos neste
acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural da região. A BSMG
desempenha seu papel social incentivando a produção do saber procurando, á
medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais.
PALAVRAS-CHAVE: Semi-árido baiano. Acervo semi-árido. Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão. Cultura semi-árido.

O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre a
existência de um acervo precioso e raro que se encontram ao cuidados desta
instituição, visando a preservação desta diversificada documentação que é muito
importante para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao semi-árido e

�mostrar a sua importância cultural existentes com informações concretas do passado
e do presente, procurando com isso evitar uma eliminação da memória do semi-árido
nordestino.
A região semi-árida é caracterizada pela escassa quantidade de chuvas que
resulta em solos salinos com falta de nutrientes que impedem o plantio de se
desenvolverem, por isso, a muito tempo atrás era denominada “ Poligono das
Secas”. Mas hoje com o desenvolvimento de novas tecnologias esse quadro está
mudando e nota-se que o solo é viável, principalmente através de irrigação e do
aproveitamento dos seus recursos naturais, como também, a busca constante de
alternativas sócio culturais como forma de sobrevivência de um povo sofrido ao longo
dos anos.
As Bibliotecas e/ou Centros de Informação têm como papel principal difundir o
conhecimento e a guarda da memória coletiva de um País. A Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, situada no Museu Casa do Sertão,
faz parte do Sistema de Bibliotecas da UEFS – Universidade Estadual de Feira de
Santana, possui um centro de documentação e memória, e assume papel de centro
de referência para pesquisadores que buscam conhecer a cultura e história dos
municípios que pertencem ao semi-árido baiano e desenvolver pesquisas de caráter
histórico e sócio econômico sobre o município e região. A finalidade da Biblioteca é
reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural sobre Feira de
Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir desse precioso
e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular; abrangendo livros
em sua maioria raros, documentos impressos e manuscritos, folhetos religiosos,
fotografias, revistas, pastas de referências temáticas, periódicos em especial jornais
feirenses que datam da década de 60 do século XX, existentes na BSMG que
objetiva preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem
nordestino.
Lês temps dês lieux, cést ce moment précis ou um immense capital
que nous vivions dans l´intimité d´une mémoire disparaít pour ne plus

�vivre que sous lê regard dúne histoire reconstituée – Les lieux de
mémoire, ce sont d´abord dês restes. La forme extreme ou subsiste
une conscience commémorative dans une histoire qui l´appelle,
parce qu’ elle l’ignore. C´est la déritualisation de notre monde qui fait
apparaítre la nation – Musées, archives, cimetiéres et collections,
fêtes, anniversaries, traités, procés verbaux, monuments,
sanctuaries, associations, ce sont les buttes témoins d´un autre âge,
des illusions d’étermité. D’oú l´aspect nostalgique de ces entreprises
de piété, pathétiques et glaciales. Ce sont les rituels d´une société
sans rituel... dês signes de reconnaissance et d´appartenance de
goupe dans une société qui tend à ne reconnaitre que dês in dividus
égaux et identiques.1 (1984, p.XXIII, XXIV)

A BSMG tem entre seus usuários reais o CENEF - Centro de Estudos
Feirenses que é o centro de pesquisa que realiza produção de caráter histórico e
cultural sobre Feira de Santana e região, esse trabalho de pesquisa é normalmente
produzido e publicado com o desenvolvimento de projetos culturais que promovem a
disseminação da cultura de várias regiões do município enfocando a importância e
valorização do semi-árido nordestino, cujo produto final resulta em livros didáticos,
inventários, guias, folder, artigos, entre outras publicações. Também fazem parte do
quadro freqüente de usuários professores e estudantes pesquisadores em sua
maioria em nível de pós-graduação que desenvolvem suas linhas de pesquisa e
fazem estudos que enfocam o semi-árido nordestino e através destes elaboram
teses, dissertações, artigos, além de contar com a presença marcante de
pesquisadores da comunidade em geral que publicam livros, artigos, trabalhos
acadêmicos, dentre outros e também estudantes de ensino médio que realizam seu
trabalhos escolares utilizando a cultura local.

1

“ Os tempos dos lugares são esse momento preciso em que um imenso capital que vivíamos na intimidade de
uma memória desapareceu para viver apenas sob o olhar de uma história reconstruída... Os lugares de memória
são, antes de mais nada, restos. A forma extrema em que subsiste uma consciência comemorativa numa história
que a convoca, pois a ignora. É a desritualização de nosso mundo que faz aparecer a noção. ... Museus, arquivos,
cemitérios e coleções, festas, aniversários, tratados, averbações, monumentos, santuários, associações, são os
remanescentes testemunhos de uma outra era, ilusões de eternidade. Daí o aspecto nostálgico desses
empreendimentos de piedade, patéticos e glaciais. São rituais de uma sociedade sem ritual – signos de
reconhecimento e de presença de grupo numa sociedade que tende a reconhecer tão-somente indivíduos iguais e
idênticos.”

�FIGURA 1 – LIVRO CONHECENDO SERRA PRETA

FONTE: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

FIGURA 2 – MONOGRAFIA: TERRA DE SÃ NATUREZA

Fonte: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

�FIGURA 3 – LIVRETO DE CORDEL

Fonte: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do
desenvolvimento econômico e cultural das instituições, com isso, a BSMG ocupa um
importante papel regional disponibilizando seu acervo para a produção de
conhecimento que proporciona um melhor desenvolvimento social. Entende-se que
somente a partir de uma base de conhecimento cultural poderá ser avaliada a
importância do semi-árido para nossa sociedade. Através de realizações de
trabalhos desenvolvidos neste acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural
da região do semi-árido nordestino relatando a história de um povo sofrido que com
uma terra seca conseguiram sobreviver ao longo do tempo criando outras formas
alternativas de sobrevivência utilizando como base uma cultura diversificada, rica e
criativa.
A BSMG desempenha seu papel social incentivando a produção do saber
procurando, á medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais, pois O
valor histórico de um documento é imensurável, onde a partir do registro de

�acontecimentos contemporâneos à sua época ou de outras épocas, o pesquisador,
pode encontrar tesouros escondidos em depósitos de documentos que são deixados
ao descaso total e que com o passar do tempo serão descartados. As Bibliotecas e
Centros de Documentação deveriam preocupar-se cada vez mais para que seus
acervos e serviços atendessem melhores as necessidades dos seus usuários, elas
deveriam tentar estabelecer uma cultura sempre voltada para os usuários, pois a
informação é um dos melhores meio de enriquecimento cultural de um povo.

ABSTRACT
In the society contemporary the information acts as propeller spring of the economic
and cultural development of the institutions. The Libraries and/or Centers of
Information have the main paper to spread out knowledge. The Sectorial Library
Monsignor Renato de Andrade Galvão - BSMG, is part of the System of Libraries of
the UEFS assumes role of center of reference for researchers that they search to
know the culture and history of the cities that belong to the half-barren Bahian. Its
purpose to congregate, to organize, to preserve a quantity of historical and cultural
value on Fair of Santana and region. The development of the research is carried
through to break of this precious and rare quantity, specialized in regional history and
popular culture; enclosing books, documents printed matters and manuscripts,
periodic that objective to preserve the culture sertaneja protecting aspects of daily of
the man the northeastern. The objective of this work is to provide to the using
information on the existence of a precious quantity for the development of related
research the half-barren one and to show its cultural importance. The BSMG has
enters its real users the Center of Feirenses Studies, searching professors and
students. The BSMG occupies an important regional paper disponibilizando its
quantity for the knowledge production that provides one better social development.
Through accomplishments of works developed in this quantity that are divulged the
development cultural of the region. The BSMG plays its social role stimulating the
production of knowing looking for, á measured of the possible one, preserving and to
value its local resources.
Keywords: Half-barren Bahian. Half-barren quantity. Sectorial Library Monsignor
Renato de Andrade Galvão. Half-barren culture.

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UNIVERSIDADE Estadual de Feira de Santana. Museu Casa do Sertão. Folheto.
Feira de Santana. 2000.

∗

Bibliotecária responsável pela Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão – Museu
Casa do Sertão e Centro de Estudos Feirenses – UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana
amms@uefs.br. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA Campus Universitário Km
03 da BR 116 Norte – CEP. 44031-460, Feira de Santana, Bahia, Brasil. mcsertão@ig.com.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Preservação da cultura no semi-árido nordestino através do acervo documental da Biblioteca Setorial Monsenhor Galvão. (Pôster)</text>
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                <text>Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do desenvolvimento econômico e cultural das instituições. As Bibliotecas e/ou Centros de Informação têm o papel principal difundir conhecimento. A Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, faz parte do Sistema de Bibliotecas da UEFS assume papel de centro de referência para pesquisadores que buscam conhecer a cultura e história dos municípios que pertencem ao semi-árido baiano. Sua finalidade reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural sobre Feira de Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir desse precioso e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular; abrangendo livros, documentos impressos e manuscritos, periódicos que objetiva preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem nordestino. O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre a existência de um acervo precioso para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao semi-árido e mostrar a sua importância cultural. A BSMG tem entre seus usuários reais o Centro de Estudos Feirenses, professores e estudantes pesquisadores. A BSMG ocupa um importante papel regional disponibilizando seu acervo para a produção de conhecimento que proporciona um melhor desenvolvimento social. Através de realizações de trabalhos desenvolvidos neste acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural da região. A BSMG desempenha seu papel social incentivando a produção do saber procurando, á medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais.</text>
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                    <text>PROPOSTA PARA MELHORIA DA ACESSIBILIDADE AOS PORTADORES DE
DEFICIÊNCIAS NA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS –
UNESP - CAMPUS DE MARÍLIA

Vanda Maria Silveira Reis Fantin∗
Maria Luzinete Euclides∗∗

RESUMO
Este trabalho apresenta um estudo que está sendo desenvolvido na Biblioteca da
Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, visando a
eliminação de barreiras aos usuários portadores de necessidades especiais, com
enfoque em propostas de melhorias para o ambiente, proporcionando dessa forma
a democratização do acesso à informação.
PALAVRAS-CHAVE: Acessibilidade. Pessoas portadoras de deficiências. Biblioteca
Universitária.

INTRODUÇÃO
A literatura registra que as dificuldades e barreiras enfrentadas pelas pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência é de longa data. Porém, nos últimos anos,
movimentos nacionais e mesmo internacionais como a Conferência Mundial de
Educação Especial, realizada em Salamanca, em 1994 (MACIEL, 2000) refletem a
preocupação da sociedade sobre a questão da acessibilidade e buscam através da
discussão e do debate formas de inserção dessas pessoas a todas as instâncias a
que têm direito como educação, saúde, trabalho, etc.
Nesse trabalho, ainda não concluído, procurou-se

através de um breve

diagnóstico relatar as condições em que se encontra a Biblioteca da UNESP –
Campus de Marília no que se refere a estrutura física, ambiente, sinalização, fatores

�que dificultam a acessibilidade e apresentar propostas de melhoria, proporcionando
dessa forma a democratização da informação.

OBJETIVOS
- Propiciar infra estrutura física e instrumentalizar a Biblioteca por meio de
equipamentos específicos, beneficiando diretamente os usuários portadores de
deficiências, garantindo o acesso e a disponibilização de seu acervo.
- Apresentar uma proposta de melhoria do ambiente visando sanar as dificuldades
que as pessoas portadoras de deficiências têm em poder recuperar a informação
necessária.

PROBLEMA E JUSTIFICATIVA
A UNESP, Universidade Estadual Paulista “ Júlio de Mesquita Filho”, foi criada
pela Lei Estadual nº 952, de 30/01/76. A ela incorporaram – se os antigos Institutos
Isolados de Ensino Superior mantidos pelo Governo do estado, que se
transformaram em Unidades Universitárias com propostas e objetivos comuns: a
preservação e o desenvolvimento do saber em todos os seus aspectos. Desde
então, vem atuando no desenvolvimento e promoção da ciência e da cultura por
meio do ensino e da pesquisa, formando recursos humanos para o exercício das
atividades profissionais, além de promover a extensão de serviços à comunidade.
Em função de sua distribuição geográfica, a UNESP é a única Instituição de
ensino superior com presença e atuação em todo o Estado de São Paulo, sendo a
Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília (FFC) um de seus campus. A FFC
possui nove cursos de Graduação: Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Sociais,
Filosofia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Pedagogia, Relações Internacionais e Terapia

�Ocupacional e quatro cursos de Pós – Graduação: Educação, Filosofia, Ciências
Sociais e Ciência da Informação.
Dentre os cursos citados, o curso de Pedagogia traz uma particularidade: é o
único no país a possuir Habilitação em Educação Especial, que contempla quatro
áreas: deficiência física, mental, auditiva e visual (MANZINI et al, 2000a. Essa
particularidade do Curso de Pedagogia tem influenciado a procura, por parte de
candidatos universitários, pela Habilitação em Educação Especial, incluindo jovens
portadores de deficiência.
Outra particularidade da FFC é o elevado número de grupos de pesquisa que
se dedicam ao estudo das deficiências e de pessoas excluídas da sociedade, dentre
os quais é possível citar os seguintes grupos de pesquisa: Prevenção, Avaliação e
Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação, Processos Políticos Sociais e
Exclusão, Prevenção, Detecção e Intervenção Precoce na Deficiência Auditiva em
Crianças de 0 a 6 anos de idade; Diferença, Desvio e Estigma; Deficiências Físicas e
Sensoriais.
Como suporte ao ensino e à pesquisa, a Faculdade de Filosofia e Ciências
possui uma ampla Biblioteca que conta atualmente com um acervo de 70.550
volumes de publicações monográficas e aproximadamente 2.000 títulos de
publicações periódicas nacionais e estrangeiras, além de dissertações, teses,
trabalhos acadêmicos, bases de dados e materiais especiais. Sendo parte integrante
da rede de Bibliotecas da Unesp, tem como objetivo gerar um sistema de informação
direcionado para a gestão qualitativa de seus serviços e produtos, de forma a
possibilitar aos usuários o acesso às informações relevantes em nível local, nacional
e internacional.
A Biblioteca oferece vários serviços de atendimento aos usuários, mas não
aos especiais. Encontra-se atualmente com 80% de seu acervo informatizado, mas é
preciso que esta informação esteja disponível e possa ser acessada por todos os
usuários inclusive aos que possuam alguma deficiência. Construída há 25 anos, o

�prédio da Biblioteca apresenta uma estrutura em três níveis diferenciados e
alternados, unidos por um saguão, onde se localiza as escadas de acesso. A
Biblioteca não apresenta rampa e nem elevador dificultando aos deficientes o acesso
ao acervo. Além disso, também não disponibiliza equipamentos ou qualquer
tecnologia que possa favorecer o atendimento aos usuários especiais.
Esse diagnóstico e reflexão sobre o assunto levou-nos a buscar na literatura
subsídios teóricos e relatos de experiências de outras Instituições que pudessem nos
auxiliar na busca de alternativas visando a melhoria do ambiente e proporcionando
dessa forma a democratização do acesso à informação.
Nesse estudo constatou-se que a falta de acessibilidade ao deficiente na
universidade é um fato, tanto que levou o governo federal a expedir a Portaria nº
1.679 de 02/12/1999, que “dispõe sobre os requisitos de acessibilidade de pessoas
portadoras de deficiência física para instruir os processos de autorização e
reconhecimento de curso e de credenciamento de instituições” Essa Portaria tenta
assegurar aos alunos com deficiência, que freqüentam a Universidade, condições
tais como: mobilidade, utilização de equipamentos específicos e instalações
adequadas.
Manzini et al. (2000a) constataram que os alunos com deficiências física,
visual e auditiva correspondem a quase 1% dos alunos matriculados na graduação.
Esse número, por se tratar de ensino universitário, é elevado, pois estima-se que na
população geral cerca de 10% de

pessoas possuam algum tipo de deficiência,

sendo que desses, por volta de 6% corresponde à deficiência mental.
Atualmente a tecnologia advinda da pesquisa sobre acessibilidade do
deficiente tem abordado e fornecido resultados satisfatórios para que nossos alunos
cegos possam acessar a internet, fazer leitura de textos digitados, usar o computador
para digitar suas monografias, dissertações e teses. A tecnologia disponível hoje
para que as pessoas com deficiência física, que não possuam fala ou para a pessoa
surda que não possua oralização, contempla uma área de comunicação alternativa,

�cujo objetivo é propiciar comunicação com seus pares, por meio de comunicação
alternativa, ou seja, para que comunicação possa circular e atingir o seu objetivo:
comunicação.
Embora esse estudo esteja ainda em andamento, já é possível propor
algumas ações que possam contribuir para a melhoria da acessibilidade aos
portadores de deficiências, conforme descrevemos abaixo.

PROPOSTAS DE MELHORIA
A Biblioteca da FFC oferece vários serviços de atendimento ao usuário,
entretanto tem uma grande preocupação em atender a todos indistintamente. Nesse
sentido, tem como objetivo avaliar as condições de acessibilidade e apresentar
propostas que possam contribuir para a eliminação de barreiras tanto físicas quanto
informacionais. Para tanto, destaca alguns pontos relevantes que necessitam de
melhorias quanto a acessibilidade:
- O primeiro passo é conseguir um trabalho junto a comunidade da FFC
principalmente na capacitação dos profissionais para o atendimento das pessoas
com algum tipo de deficiência.
- Sinalizar as informações de forma que todos saibam o que está disponível e em
quais espaços.
- Eliminar obstáculos mantendo as áreas de circulação desobstruídas e aumentar os
espaços entre as estante pelas quais uma cadeira de rodas possa circular.
- Adquirir um elevador de forma que o usuário tenha acesso aos dois pavimentos da
Biblioteca onde estão alocados os acervos bibliográficos. A arquitetura da Biblioteca
não oferece condições para a construção de rampas.

�- Reformar o balcão de empréstimo do material de forma que as pessoas sejam
atendidas sentadas, principalmente os deficientes físicos.
- Reformar os banheiros no pavimento superior, aumentando a largura das portas e
incluindo barras e pias adequadas.
- Instrumentalizar a Biblioteca com computadores com recursos de multimídia,
impressora Braille, sistemas Braille portal de leitura, scanner leitor de imagens e com
reconhecimento de caracteres, gravadores.
- Softwares para leitura e impressão automática,

permitindo o acesso para

impressão Braille, leitura por sintetizador ou ampliação de imagens, sistema de
interface de texto em áudio com o usuário “Dosvox/Winvox” .
- Incluir obras em Braille no acervo material que atualemte inexiste na Biblioteca.
- Disponibilizar profissionais para que auxiliem na localização do material
bibliográfico tanto no acervo como em Bases de Dados.
A Biblioteca já vem tentando algumas adaptações há algum tempo. A primeira
iniciativa foi propiciar em conjunto com o Departamento de Educação Especial, um
treinamento aos funcionários com a finalidade de orientá-los na melhor forma de
atendimento às pessoas portadoras de deficiências. Posteriormente encaminhou
através da Fapesp um projeto com o objetivo de tentar instrumentalizar a Biblioteca
por meio de equipamentos específicos, mas infelizmente o mesmo não foi aprovado.
A Biblioteca tem feito um trabalho exaustivo na tentativa de melhor poder atender e
oferecer condições ideais de acesso a essa parcela da sociedade para que a mesma
possa utilizar os serviços e produtos disponíveis.
Todas essas questões sobre a acessibilidade do deficiente na universidade,
mais precisamente na utilização da Biblioteca pelo aluno-pesquisador nos levou a
lutar

a favor da inclusão que é responsabilidade

coletivamente.

de cada um e de todos

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando buscamos saber o que vem a ser o “deficiente” o que encontramos é
uma imensa discussão em torno da questão, mas o que podemos absorver dentro
desta questão é que se faz necessário uma mudança de postura da sociedade no
trato do deficiente, ou seja passar a enxergá-lo como uma pessoa que pode
desenvolver várias atividades embora apresente dificuldades. Necessário se faz tirar
as barreiras de todas as dimensões, para que os direitos das pessoas deficientes
sejam idênticos aos das pessoas consideradas normais.
Neste trabalho consideramos que

a estrutura (equipamentos, acesso a

informação) e as barreiras arquitetônicas poderão ser os impedimentos de
acessibilidade natural, mas o não reconhecimento deste fato é a primeira barreira a
remover. Nesse sentido, a Biblioteca da FFC já encontra-se empenhada em buscar
soluções que possam contribuir para o atendimento aos usuários deficientes que
também faz parte de nossa comunidade e com os quais esta Universidade tem
compromissos de ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços.

REFERÊNCIAS

MACIEL, Maria Regina Cassaniga. Portadores de deficiência: a questão da inclusão
social. São Paulo em Perspectiva, v. 14, n. 2, p. 51-56, 2000.
MANZINI et al. Acessibilidade do portador de deficiência na Biblioteca:
disponibilização de acervos. Marília, 2000a. Projeto apresentado a FAPESP
(Fundação de Amparo ao Ensino do Estado de São Paulo) do Programa Emergencial
de Apoio à Recuperação e Modernização da Infra- Estrutura de Pesquisa do Sistema
Estadual de Ciência e Tecnologia – FAPESP – FASE 5.
______. Um estudo sobre acesso de pessoas com deficiências e sobre
barreiras arquitetônicas no Campus da FFC - Unesp Marília. Marília, 2000b.

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BRACANTI, Paulo Roberto. Um estudo sobre barreiras arquitetônicas na Faculdade
de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente. Revista Brasileira de Educação
Especial. Marília, v. 7, n. 1, p. 91-100, 2001.
FERREIRA, Marcos Ribeiro; BOTOMÉ, Silvio Paulo. Deficiência física e inserção
social: a formação dos recursos humanos. Caxias do Sul:EDUCS, 1984.
MASINI, Elcie Salzano. O perceber e o relacionar-se do deficiente visual:
orientando professores especializados. Brasília: CORDE, 1994.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 30,
n. 2, p. 29-34, 2001.
NOVI, Rosa Maria. Orientação e mobilidade para deficientes visuais. Londrina:
Cotação da Construção,1996.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco. A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das
bibliotecas virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: UNIFOR, 1998.
Disquete
RABELLO, Odílio Clark Peres. O deficiente visual e a Biblioteca Pública estadual
“Luis de Bessa”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UfMG, Belo Horizonte,
v.18, n.1, p. 39-60, 1989.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva?: repensando sobre barreiras
de acesso aos deficientes físicos e visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. [Belo Horizonte, 2000].
Disponível em: http://www.bu.ufmg.br/t081.pdf. Acesso em: maio 2004.
TORRES, Elizabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; ALVES, João Bosco da Mota.
A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da Informação, Brasília, v.
31, n. 3, p. 83-91, 2002.

�∗

Vanda Maria Silveira Reis FANTIN UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C.
P. 420 - 17525-900 – Marília – SP – Brasil – vania@marilia.unesp.br
∗∗
UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 – 17525-900 – Marília – SP
– Brasil – luzibib@marilia.unesp.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Proposta para melhoria da acessibilidade aos portadores de deficiências na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP - Campus de Marília. (Pôster)</text>
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                <text>Este trabalho apresenta um estudo que está sendo desenvolvido na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, visando a eliminação de barreiras aos usuários portadores de necessidades especiais, com enfoque em propostas de melhorias para o ambiente, proporcionando dessa forma a democratização do acesso à informação.</text>
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                    <text>SETOR BRAILE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA:
INCLUSÃO SOCIAL?
Marivalda Araújo da Silva∗
∗∗

Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira

RESUMO
O trabalho apresenta uma visão da real condição do Setor Braile da Biblioteca
Pública do Estado da Bahia, tendo como base de estudo o Projeto de Lei
13.575/2003, verificando os serviços oferecidos aos cidadãos com deficiências
visuais. Se o setor está adequado as novas tecnologias da informação, com
acervos especiais e computadores equipados com o sistema DOSVOX, e de que
forma vem contribuindo para inclusão social desses deficientes. Observando quais
as dificuldades para se adequar ao Projeto de Lei, se já fazem uso das novas
tecnologias e dos recursos oferecidos pelo Centro de Apoio Pedagógico – CAP,
que imprime textos digitados no word, no formato braile, e como funciona as salas
de ledores. Aborda também a questão da qualificação do profissional que presta
serviços a esta clientela especial, enfatizando a importância de se ter profissionais
capacitados e habilitados para que os serviços oferecidos sejam adequados e
bem
utilizados
pela
clientela
a
que
se
destina.
PALAVRAS-CHAVE: Deficiente visual. Biblioteca Pública. Inclusão social.

HISTÓRICO

A Biblioteca Pública do Estado da Bahia – BPEB, foi criada em 13 de maio
de 1811, com o nome de Livraria Pública da Bahia, é a primeira Biblioteca Pública
do Brasil e da América Latina, a data de criação foi escolhida por ser o aniversário
do Príncipe Regente D. João VI, seu idealizador foi Pedro Gomes Ferrão Castelo
Branco. Em 04 de agosto na Sala do Dossel do Palácio do Governo, foi
inaugurada e aberta ao público.
Em 187 anos de existência, a

Biblioteca Pública do Estado da Bahia

passou por mudanças, inovações e criação de serviços para atender a demanda

�da sua clientela. Em 05 de novembro de 1970, o governador Luis Viana Filho,
inaugura o prédio atual, com o nome de Biblioteca Central do Estado da Bahia,
que por força do Decreto 22.103 de 04 de novembro de 1970, cria o Sistema de
Bibliotecas do Estado da Bahia e o Setor Braille da Biblioteca Central da Bahia,
hoje conhecida como Biblioteca Pública do Estado da Bahia, na gestão da
bibliotecária Adalgisa Moniz de Aragão, no dia 12 de agosto de 1971, o Setor foi
aberto ao público.

O SETOR BRAILLE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA

É considerado usuário deficiente ou portador de necessidades especiais
que freqüentam bibliotecas aqueles

com limitação visual, auditiva, física ou

mental, aqueles que necessitam de serviços e produtos especiais de acordo com
as suas limitações.
Liberdade, prosperidade e desenvolvimento da sociedade e dos
indivíduos são valores humanos fundamentais. Eles serão
alcançados somente através da capacidade de cidadãos, bem
informados para exercerem seus direitos democráticos e terem
papel ativo na sociedade. (...) A biblioteca pública, pasta de
entrada para o conhecimento, proporciona condições básicas para
a aprendizagem permanente, autonomia de decisão e
desenvolvimento cultural dos indivíduos e grupos sociais.
(FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2000).

O Setor Braille da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, visando atender
as necessidades destes usuários, vem procurando se adequar as novas
tecnologias e dotar o setor de equipamentos que venham atender as carências
dos deficientes visuais.
Os equipamentos de informática, scanner, impressora braille, computador
com o programa Winvox, virtual vision o sistema Dosvox e o jaws, veio facilitar e
agilizar os serviços

de transcrição de texto para braille e oferecer

suporte

fundamental às necessidades educacionais dos freqüentadores do setor, que

�possui outros equipamentos como impressora a tinta, máquinas perkins braille,
gravadores, aparelhos de som, de TV, vídeo cassete, regletes, sorobans,
punções, assinadores e materiais em relevo (escrita branca).

O DEFICIENTE NA SOCIEDADE
O processo de inclusão social da pessoa com deficiência não deve
excluir serviços especializados de atendimento a esta pessoa,
enquanto forem necessários. Pelo contrário, os Serviços devem
ser melhorados, para prestar atendimento cada vez melhor,
funcionando como facilitadores de um processo saudável de
inclusão.
(SILVA,
2004)

O mundo vem passando por transformações, econômicas, sociais,
tecnológicas e etc,

e neste momento vemos o quanto é difícil equiparar as

pessoas, pois existem diferenças,

sociais, econômicas, raciais e estruturais.

Somos uma sociedade formada por pessoas “normais”

e portadores de

deficiências, ou pessoas especiais, pois estas necessitam de cuidados e atenção
especial seja no âmbito da fala, audição, locomoção ou visão, pois fala-se muito
em direitos humanos e inclusão social da pessoa portadora de

deficiências,

medidas neste sentido tem sido tomadas para que a médio prazo este problema
seja amenizado, temos na Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes as
seguintes afirmações:
1 - O termo "pessoas deficientes" refere-se a qualquer
pessoa
incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, as
necessidades de uma vida individual ou social normal, em
decorrência de uma deficiência, congênita ou não, em suas
capacidades físicas ou mentais.
2 - As pessoas deficientes gozarão de todos os diretos
estabelecidos a seguir nesta Declaração. Estes direitos serão
garantidos a todas as pessoas deficientes sem nenhuma exceção
e sem qualquer distinção ou discriminação com base em raça, cor,
sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou
nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação
que diga respeito ao próprio deficiente ou a sua família.
4 - As pessoas deficientes têm os mesmo direitos civis e políticos
que os outros seres humanos: (...)
5 - As pessoas deficientes têm o mesmo direito a medidas que
visem capacitá-las a tomarem-se tão autoconfiantes quanto
possível;

�6 - As pessoas deficientes têm direito a (...)e outros serviços que
lhe possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e
habilidades que acelerem o processo de sua integração social;
7 - As pessoas deficientes têm o mesmo direito à segurança
econômica e social de vida decente e de acordo com suas
capacidades, a obter e manter um emprego ou desenvolver
atividades úteis, produtivas e remuneradas e a participar de
sindicatos;
8 - As pessoas deficientes têm direito de ter suas necessidades
especiais levadas em consideração em todos os estágios de
planejamento econômico e social; ( Organização das Nações
Unidas, 2004)

A nível municipal para dar condições e oportunidades de forma igualitária a
todos foi criado o Projeto de Lei nº 13.575/2003, (ANEXO), que “institui a
adaptação

de

Bibliotecas

Estaduais,

ou

a

adaptação

das

existentes,

especializadas em braille em municípios com mais de cem mil habitantes” (D.O.E.,
09/10/2003). Este projeto de lei avança em direção das necessidades do
deficiente visual que através do tato pode perceber a obra escrita em braille,
inserindo-se num mundo onde o conhecimento é cada vez mais dinâmico e a
inclusão social torna-se cada vez mais difícil.
Os municípios de todo o território nacional, devem criar, quanto
antes, suas assessorias para Assuntos da Pessoa Com
Deficiência. Constituídas de um assessor nos municípios menores
e dois assessores nos municípios maiores. Estas Assessorias não
acrescentam, por si só, grandes despesas aos municípios e
podem realizar com facilidade o trabalho de base que está
faltando.
Funcionarão como Instrumento de Orientação e Elo entre a
prefeitura e as pessoas com deficiência, suas famílias e os
serviços da comunidade, inclusive Ministério Público e meios
intelectuais, visando a promoção social destas pessoas. (SILVA,
2004).

CONTEXTUALIZANDO O PROJETO DE LEI Nº 13.575/2003

O artigo1 - autoriza a criação de setores nas Bibliotecas Estaduais, especializados
em braille. A Biblioteca Pública do Estado da Bahia a mais de trinta anos possui o
setor braille, criado por Henriqueta Catarino, visando a atender a clientela de

�deficientes visuais que não possuíam opção de leitura seja de lazer ou para
enriquecer seus conhecimentos.
O parágrafo único, trata da adaptação ou criação de um setor
especializado, o setor braille da Biblioteca Pública do Estado da Bahia vem se
adequando às exigências de modernização

e as Normas de Acessibilidade

NBR9050. O setor esta localizado no andar térreo da Biblioteca com uma área de
440m2, ar condicionado central, com acesso por portas laterais exclusivas para os
deficientes visuais, piso emborrachado, está mobiliada com cabines para audição
de fitas, mesas e cadeiras de acordo com as necessidades dos usuários,
trazendo conforto e bem estar a todos, o acesso a Biblioteca é através de rampa,
pista tátil, e sinaleira sonora.

Artigo 2 - refere-se ao acervo de livros em braille, o Setor Braille é composto de
mais de 5200 unidades de livros, contemplando todas as áreas do conhecimento
humano, sendo que a área de literatura tem maior predominância. Faz parte
também do acervo a fitoteca, composta de livros gravados, CDs técnicos,
didáticos e de lazer. Todo o acervo é disponibilizado para empréstimo a usuários
cadastrados na biblioteca.
Para melhor atender aos usuários, as informações solicitadas que não são
encontradas no setor, são procuradas em outros setores da Biblioteca Pública do
Estado da Bahia e repassadas. Os livros, periódicos, apostilas, folhetos e todos os
materiais impressos em tinta podem ser transcrito para o braille (escrita branca),
gravadas ou lidas pelo grupo de ledores que desenvolve atividades no setor.

Artigo 3 – Estas Bibliotecas deverão

proporcionar mensalmente curso de

manuseio e leitura do material disponível no acervo, assim como

reciclagem

profissional aos portadores de deficiência visual. Em parceria com outras
instituições como o Centro Educacional de Tecnologia em Administração –
CETEAD, são desenvolvidos projetos que visam a inclusão social do deficiente
visual, através de cursos, palestras, oficinas e atividades culturais, estes projetos

�tem programação anual, contempla também pessoas não

deficientes e os

funcionários, é uma forma de integrar todos num evento, conta com o apoio do
centro de Apoio Pedagógico – CAP, que complementa as atividades dos alunos
na orientação a mobilidade e na escrita cursiva. Na atualização profissional é
freqüente a participação em cursos, congressos, seminários, simpósio voltado
para os deficientes visuais.

Artigo 4 – Os instrutores treinadores e atendentes devem ser devidamente
capacitados direta ou indiretamente pelo instituto de cegos. A Biblioteca Pública
do Estado da Bahia, tem como responsável pelo Setor Braille, a professora Jerusa
Maria Ferreira de Souza e como auxiliar o Sr. Alberto Galvão, ambos deficientes
visuais e trabalham diretamente no atendimento e orientação dos usuários. O
setor conta com o apoio do Grupo de Voluntárias Copistas e Ledores para Cegos
– GVCLC, fundado desde 1937, que tem como diretora a professora Jerusa Maria
e desde 1974, passou a funcionar no Setor Braille da Biblioteca Pública do Estado
da Bahia, desenvolvendo um trabalho de fundamental importância no apoio e
atendimento dos deficientes visuais. Tanto os funcionários como os voluntários
que desenvolve atividades no setor são treinados na escrita e leitura em braille,
por dois profissionais especializados na educação de deficiente visual além de
contar com o apoio de uma bibliotecária, a profissional Jacy Santos da Silva que é
responsável pela organização do acervo e processamento técnico de todo o
material do acervo e do Centro de Apoio Pedagógico –CAP.

Artigo5 – A biblioteca

deverá realizar semestralmente cursos sobre defesa e

promoção dos direitos humanos, promovendo a inclusão do deficiente visual na
sociedade por meio de uma educação global integrada e de sua capacitação. Os
profissionais especializados na educação de deficientes visuais, desenvolve
atividades e treinamentos com os funcionários e voluntários buscando sempre a
excelência nos serviços oferecidos e no atendimento dos usuários.
Estes profissionais e funcionários participam de cursos, congressos e
seminários, buscando uma melhor qualificação profissional.

�Artigo 6 - Compete a Secretária de Educação e Cultura (Estadual e Municipal)
zelar pela aplicação dessas normas. A responsável pelo setor informou que até
julho de 2004, nenhum órgão tinha entrado em contato para saber como estão
sendo atendidas as deliberações do Projeto de Lei.

Artigo 9 – As despesas decorrentes desta lei ocorrerão por conta de dotações
orçamentárias próprias do estado, suplementadas se necessário, bem como os
estudos orçamentários, contábeis legais e necessários ao efetivo cumprimento da
presente norma.

CONCLUSÃO

O setor braille vem passando por dificuldades em virtude da falta de
recursos financeiros, para aquisição de equipamentos que servirá de suporte para
um melhor atendimento aos usuários, como mais uma impressora braille, pois a
que o setor possui esta quebrada desde outubro de 2003, recursos para
implementar a programação de eventos e desenvolvimento de atividades que
possam contribuir para o desenvolvimento político, social e a inclusão do
deficiente na sociedade.
Sociedade inclusiva para todos, pôr em prática esta
conceptualização, beneficiará não só as pessoas com deficiência,
mas também a sociedade no seu conjunto. Uma sociedade que
exclui vários dos seus membros ou grupos é uma sociedade
empobrecida. As ações para melhorar as condições das pessoas
com deficiência culminará no desenho de um mundo flexível para
todos. “O que hoje se realizar em nome das pessoas com
deficiência, terá significado para todos no mundo de amanhã”.
(DECLARAÇÃO ..., 2004)

REFERÊNCIAS

�ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade
a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos: apresentação. Rio de
Janeiro, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: Informação e
documentação – artigo em públicação periódica ciéntifica impressa: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e
documentação: referências - elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumo. Rio
de Janeiro, 2002
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e
documentação: citações em documentos - apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
BAHIA, Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da. Biblioteca Pública do
Estado da Bahia. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 1998.
BAHIA. Projeto de Lei nº 13.575, de 06 de outubro de 2003. Diário Oficial [do]
Estado da Bahia. Poder Legislativo, Salvador, BA, 09 out. 2003.
DECLARAÇÃO de Madri sobre o ano europeu das pessoas com deficiênciaT: não
discriminação mais ação positiva igual a inclusão social Disponível em: &lt;
http://www.lerparaver.com/madrid.html&gt; Acesso em: 10 jul. 2004.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca pública: princípios e diretrizes.
Rio de Janeiro, 2000. 160p. (Documentos técnicos, 6).
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração dos direitos das pessoas
deficientes: resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das
Nações
Unidas
em
09,
dez.1975.
Disponível
em:
&lt;
http://www.ibcnet.org.br/Texto/PORDENTROTXT
/Direitos_dos_
Deficientes.htm#direitos&gt;. Acesso em: 07 jul. 2004.
SILVA, Gildo Soares da. Inclusão social do deficiente visual: que há de mito e
de realidade. Disponível em: &lt;http://www.lerparaver.com/inclusão_social.html&gt;.
Acesso em: 08 jul. 2004.

�∗

CRB5/1128. Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana, Ba. Especialista em
Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação – UNEB – BA
∗∗
CRB5/1130. Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana, Ba. Especialista em
Literatura Infantil e Educação – UNEB – BA.
Universidade Estadual de Feira de Santana Km 03, Br 116 – Campus – Feira de Santana, Ba –
Brasil CEP: 44.031-460 http://www.uefs.br E-mail: mari@uefs.br , carmo@uefs.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O trabalho apresenta uma visão da real condição do Setor Braile da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, tendo como base de estudo o Projeto de Lei 13.575/2003, verificando os serviços oferecidos aos cidadãos com deficiências visuais. Se o setor está adequado as novas tecnologias da informação, com acervos especiais e computadores equipados com o sistema DOSVOX, e de que forma vem contribuindo para inclusão social desses deficientes. Observando quais as dificuldades para se adequar ao Projeto de Lei, se já fazem uso das novas tecnologias e dos recursos oferecidos pelo Centro de Apoio Pedagógico – CAP, que imprime textos digitados no word, no formato braile, e como funciona as salas de ledores. Aborda também a questão da qualificação do profissional que presta serviços a esta clientela especial, enfatizando a importância de se ter profissionais capacitados e habilitados para que os serviços oferecidos sejam adequados e bem utilizados pela clientela a que se destina.</text>
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                    <text>ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PARA GESTÃO DA QUALIDADE NOS SERVIÇOS
INFORMACIONAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE
ESTADAL DE FEIRA DE SANTANA: UM ESTUDO DE CASO

Vera Vilene Ferreira Nunes∗
Gisélia Ferreira da Silva∗∗

RESUMO
Este artigo aborda aspectos relacionados com a gestão da qualidade em
bibliotecas Universitárias diante do novo perfil exigidos pelas novas tecnologias da
informação. Apresenta uma proposta de estudo de caso baseado em observação,
experiências vividas, revisão da literatura e diagnóstico que irá apontar novas
estratégias para implantação do programa de qualidade no Sistema de Bibliotecas
da Universidade Estadual de Feira de Santana. O trabalho fortalece os princípios
de que os responsáveis pela implantação, manutenção e aperfeiçoamento das
unidades de informação, devem estar atentos em avaliar os pontos fortes e fracos,
que influenciam os ambientes internos e externos, buscando exercer maior
controle na identificação das questões estratégicas para melhoria da qualidade.
PALAVRAS-CHAVE:
Universitárias

Qualidade.

Serviço

de

atendimento.

Bibliotecas

INTRODUÇÃO
A busca pela qualidade é indiscutivelmente a tendência mais importante
dos anos 80 e 90, voltada principalmente para o cliente/usuário, onde cada vez
mais exige qualidade nos seus produtos/serviços. O ganho de qualidade em
produtos e serviços tem se tornado uma preocupação importante neste final de
século. A qualidade em produtos tangíveis tem sido descrita e medida , e a
qualidade em serviços intensamente pesquisada e desejada.
É indiscutível portanto, a necessidade de maior compreensão a cerca dos
princípios da gestão da qualidade e sua aplicação aos serviços de informação

�para os profissionais da área principalmente gerente de bibliotecas e
pesquisadores nessa linha de interesse.
Conforme Almeida (1995), o diferencial competitivo baseado na tecnologia
e na qualidade de produtos, prevaleceu na década de 80, enquanto que na
década de 90

o foco passa a ser os serviços onde muitos fatores vêm

contribuindo para o crescente despertar do cliente/usuário.
Autores clássicos como Deming (1990) e Juran (1990) são considerados os
gurus da qualidade . Enquanto Juran fundamenta seus princípios na trilogia:
planejamento, controle e melhoria de qualidade para identificar e solucionar
problemas da organização, Deming centraliza as filosofia nos recursos humanos
da empresa e enfatiza que o homem é o componente mais importante na definição
do destino da organização. Adepto da melhoria contínua, afirma que
a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora. Há
menos trabalho e não há tanto desperdício [...] a melhora da
qualidade transfere o desperdício de homem-hora e tempomáquina para a fabricação de um bom produto e uma melhor
prestação de serviços. (DEMING,199, p.1)

No Brasil, o

assunto

começa a ser mencionado a partir de 1992, em

relatório final do II Congresso de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação, cujo tema central foi, Qualidade, Produtividade, Competitividade em
Sistemas de Informação. Esse documento indica que o fator qualidade na área
biblioteconômica

pode recair em pelo menos duas situações: em relação

elaboração de produto, considerando-se a informação como objeto de consumo,
ou seja, a utilização de procedimentos técnicos e metodológicos, transformando
dados em informação disponível; gestão em serviços envolvendo o conceito de
que a informação se transforma em serviço quando ocorre de fato o processo de
utilização da informação processada (TÁLAMO, 1992).
Outro evento na área de biblioteconomia, cuja temática central foi a
qualidade, ocorreu em Recife (Pe), que 1992, o I Seminário Nacional de
Informação e Qualidade. Na Oportunidade, são apresentadas palestras sobre o
assunto, procurando despertar o interesse e a reflexão dos bibliotecários a cerca

�da necessidade da implantação da gestão da qualidade em unidades de
informação (MARRI; MOURA, 1992).
Em Belo horizonte (MG), realiza-se o 2º Congresso Latino Americano de
Biblioteconomia e Documentação – BIBLOS 2000, quando são apresentados dois
trabalhos voltados especificamente à implantação da gestão da qualidade em
serviços de informação, ligado a empresa nacional. (Congresso Latino Americano
de Biblioteconomia e Documentação, 1994).
Vimos publicado também por Valls e Vergueiro (1998), um trabalho no qual
apresenta revisão de literatura nacional sobre a gestão da qualidade em serviços
de informação, visando a uma sistematização do tema, observando-se ao final do
trabalho que não há uma base teórica sedimentada em literatura nacional, sobre
esse assunto.
Antes de qualquer coisa, é necessário compreender que as unidades de
informação são institucionais e, como tal, constituídas por um conjunto de funções
responsáveis, que vem desde a implantação até a recuperação da informação.
Sabemos que a sua estrutura organizacional está formada por departamentos
denominados de seções que, em muitos casos são designados com outros
nomes. A cada departamento cabe responsabilidade pelo desenvolvimento de
alguns produtos e/ou serviços, formando uma cadeia até a sua execução final.
Neste contexto existe uma interdependência muito grande entre as partes que se
uma falhar, afetará ao sistema como um todo, ficando a qualidade finalística
comprometida.
Por conseguinte a proposta de qualidade deve atingir a todos no centro,
desde a administração superior até os serviços gerais. Entretanto para que isso
ocorra, torna-se imperativo que o ciclo de comunicação interna funcione de tal
modo, que os ruídos não interfiram na decodificação das mensagens por parte dos
usuário fornecedores internos , e conseqüentemente contribuam para o bom
atendimento às demandas dos usuários e fornecedores externos.

�A implantação de um sistema de qualidade em unidades de
informação é uma questão de promover a sensibilização da
equipe, treiná-la para bem executar suas atividades técnicas
rotineiras, para coleta e utilização adequada dos dados
estatísticos, bem como na interação com os usuários, de modo a
perceber suas expectativas. ( ROCHA e GOMES , 1993, p.151).

Portanto, não basta que as unidades de informação possuam apenas
qualidade aparente, ou seja, que sua coleção esteja organizada tecnicamente
conforme Pinheiro (1990, p. 111). É preciso acima de tudo, que seus serviços e
produtos tenham uma qualidade real, ou seja, que apresentem um valor agregado,
como por exemplo, fornecer informações específicas, analisadas e reelaboradas
de acordo com o nível de compreensão e necessidade do usuário e no menor
tempo possível.
Temos consciência de que, se quisermos trabalhar a informação como o
requisito chave para a qualidade, precisamos acima de tudo, compreender que os
recursos mais importantes nesse processo são os recursos humanos. A satisfação
da clientela interna estará em grande parte garantida pela qualidade do
desempenho do quadro funcional da organização.
Um desenvolvimento gerencial eficaz e eficiente, pressupõe em qualquer
organização a existência de infra-estrutura informacional para apoio à tomada de
decisão de forma ágil e segura. Em Bibliotecas, não é diferente , pois para
conseguir qualidade, eficácia e efetividade em seus serviços e produtos, os
sistemas informacionais devem reduzir a incerteza e aumentar a informação sobre
a ambiência que os envolve, particularmente os insumos que recebem, sejam de
natureza financeira material ou de demanda, devem ser conhecidos, calculados e
antecipados (TARAPANOFF,1995,p.14)
O empirismo é marcante na administração das bibliotecas universitárias
brasileiras, devido a falta de conscientização sobre a necessidade da existência
de formas de gestão voltadas à sua clientela, que permitam o alcance de maior
interação de necessidades e expectativas dessas organizações com seus
usuários.

�Portanto, investir em qualidade significa definir claramente os objetivos a
atingir, as normas a serem utilizadas, como serão as características do produto,
serviço final desejado. E isso depende acima de tudo, do nível de conhecimento e
envolvimento da equipe de organização.
Uma organização é basicamente composta por pessoas, estrutura e
tecnologia. As pessoas representam o sistema social interno da organização e
consistem de indivíduos e grupos de todos os tamanhos. Inerentes aos indivíduos
estão suas necessidades, valores, competências, conhecimentos, energia mental
e física tornando o ambiente de trabalho dinâmico e único.
Analogia feita por Taylor e Wilson, (1990) com referencia aos serviços
biblioteconômicos e os serviços de venda a varejo em uma

loja, em que a

qualidade é reconhecida pelo cliente em termos de facilidade de locomoção,
sinalização clara, estoque atualizado e de fácil acesso, além de pessoal
competente. Consideram ser necessários, a qualidade do administrador. Assim
difundem a idéia de que um serviço de informação depende da imaginação,
desempenho e habilidades administrativas do profissional de informação. Somente
o bibliotecário-gerente pode motivar outros a promover a qualidade do serviço,
como também insistir na qualidade de desempenho de seus subordinados, e
acionar efetivamente a organização, para que os recursos necessários à garantia
de qualidade do trabalho sejam disponibilizados.

PANORAMA DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS DESENVOLVIDAS

A Universidade Estadual de Feira de Santana, é uma das mais relevantes
Instituição de Ensino Superior dentre as 4 (quatro) existentes no Estado, está
localizada em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado da Bahia, com
posição geográfica privilegiada em relação aos demais municípios baianos. O
quadro docente é constituído de 725 professores, os quais são responsáveis pela
formação de centenas de profissionais, distribuídos em 36 cursos de graduação e

�pós-graduação nas mais diversas áreas do conhecimento e pela produção de
grande quantidade de informação em Ciência&amp;Tecnologia.
Neste contexto situa-se a Biblioteca Central Julieta Carteado, que teve
seu início a partir do acervo da Faculdade de Educação incorporada a então
Fundação Universidade de Feira de Santana. Sua implantação deu-se a partir de
outubro de 1975 e sua inauguração aconteceu concomitante ao funcionamento da
universidade, em 31 de maio de 1976.
Em 1986, o novo prédio da Biblioteca Central foi concluído, e grandes
avanços foram implementados, o acervo teve um crescimento na ordem de 40% ,
novas seções e serviços implantados e acomodações e mobiliário adequado para
maior funcionalidade e dinamicidade no atendimento aos usuários.
A partir de 1988, com o avanço tecnológico a exigir novas atitudes com
relação ao acesso a informação, ingerências foram empreendidas na busca da
qualidade, na prestação de serviços à comunidade universitária como: criação de
coordenações no intuito de distribuição de funções e atribuições na execução dos
serviços; capacitação de

profissionais; Criação de espaço cultural no hall da

biblioteca; reestruturação de normas e rotinas de funcionamento; implantação do
Programa de Educação do Usuário, através do treinamento de todos os alunos
novos e veteranos; serviço de alerta; campanhas de silêncio e preservação do
acervo; reativação do projeto Biblios; Feira de livros; qualificação nas coleções de
periódicos; reativação do COMUT, mudanças no lay-out e implantação do acesso
livre; adesão ao programa Bibliodata e criação dos Postos de serviços da rede
Antares.
No período de 1995, a biblioteca passa por momentos marcantes de
transição, os quais resultaram em mudanças, exigindo uma adequação
organizacional e agilização no processo de tomada de decisão. Foi o período em
que assume uma nova estrutura, coerente com as atividades e processo de
desenvolvimento alcançado. Incorpora-se à Biblioteca Central outras bibliotecas
existentes em unidades isoladas da UEFS, dando origem ao Sistema Integrado de

�Bibliotecas, ligado diretamente à Reitoria, a nível de pró-reitoria, constituída pela
Biblioteca Central Julieta Carteada

e mais 7 (sete) Setoriais, num modelo de

centralização parcial o mais indicado para a realidade da Universidade Estadual
de Feira de Santana.
A cada semestre pode-se observar uma crescente demanda com relação
aos serviços oferecidos, bem como a exigência quanto a melhoria e especificidade
dos serviços. Numa universidade onde todas as questões são emergentes e sua
biblioteca atua como cérebro desta universidade, pressupõe-se o cumprimento da
sua missão que é

oferecer suporte informacional condizente com a nova

realidade, exigindo a ação de mão- de- obra especializada e ações gerenciais de
impacto, sejam nos serviços de atendimento referencial,

na disseminação da

informação, no planejamento e execução de projetos, na implantação e
acompanhamento no processo de informatização, nos programas de motivação
dos recursos humanos e educação do usuário e no tempo de disponibilização da
informação processada, além do controle e manutenção dos ciclos de serviços.
Neste contexto o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de
Feira de Santana,

impulsionado pelas profundas mudanças tecnológicas de

acesso à informação e sua importância na melhoria da qualidade dos serviços,
foram desenvolvidas ações estratégicas para incrementar o acesso aos serviços
e produtos oferecidos, buscando cumprir a sua missão de socializar a informação.
A biblioteca universitária como um organismo social deve oferecer, maior
facilidade e aptidões na busca e uso da informação aos seus usuários,
estimulando-os na prática de um trabalho científico e mudanças de postura
condizentes com a formação dos futuros profissionais e pesquisadores que serão
absorvidos pelo mercado de trabalho, atualmente tão qualificado e competitivo.

ESTUDO DE CASO COMO UMA PROPOSTA AVALIATIVA

�A proposta de aplicar um estudo de caso para detectar os problemas
existentes no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de
Santana – UEFS, deve-se principalmente por ser um método mais apropriado para
a complexidade deste processo organizacional.
Podemos observar que atualmente no campo da Ciência da Informação, a
pesquisa tem se desenvolvido através de estudo de casos e que os resultados
tem se apresentado bastante proveitosos. Algumas pesquisas servem como
referência para ilustrar essas afirmações como: Fujino (1993 apud VERGUEIRO
[200- ]) sobre os serviços de informação tecnológica para empresas indústriais;
por Machado (1998 apud VERGUEIRO [200-]), sobre o planejamento e
implementação de projetos em algumas bibliotecas de São Paulo; e Valls (1998
apud VERGUEIRO [200-]), sobre o papel do profissional da informação no sistema
da qualidade em empresas, são citadas como exemplo dessa tendência atual da
pesquisa no país.
Os estudos de casos podem oferecer maior facilidade para a avaliação da
qualidade dos serviços prestados em bibliotecas devido as características que a
literatura apresenta: durante o processo a percepção é aguçada para novos
elementos de estudos; através da avaliação do sistema chega-se à compreensão
do problema, e observa-se as relações e envolvimento das pessoas em contato
com a situação; têm-se a completa compreensão da realidade em suas
propriedades e na extensão própria do problema; permite a utilização de vários
dados através de fontes diversas e aspectos de tempo e situações diferenciadas;
apresentam as vivências permitindo a formação de conceitos; permite ao
observador variados casos numa mesma situação; a linguagem utilizada é mais
simples e esclarecedora , pois utiliza-se a informalidade de expressão, através de
fatos descritivos.
Dentre as características apresentadas, a que mais se aplica ao nosso
objetivo é aquela que permite o estudo dos diversos pontos de vista numa mesma
situação, com a participação do leitor nas conclusões, pois o foco na definição do
estudo de caso proposto é o Cliente, que define produtos e serviços, assim como

�o instrumento apropriado para a solução de problemas e integração de grupos,
conforme Marchiori, (1995,p.133)
Com a aplicação do método “estudo de caso” pretende-se adotar ações
que antecedam e excedam as expectativas apropriadas a um PROGRAMA DE
GESTÃO DA QUALIDADE EM SERVIÇOS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL

DE FEIRA DE SANTANA – UEFS,

com bases

sólidas na avaliação dos serviços e produtos procurando visualizar o futuro e criar
mecanismo para alcançar os objetivos.
(1990) traduzidos

Observando os princípios de Deming,

para nosso contexto organizacional, conforme a seguinte

interpretação: formalização do Programa de Gestão da Qualidade reunido a um
exercício coletivo de repensar e reorganizar o sistema de Bibliotecas da UEFS,
enfatizando o olhar do cliente/usuário; o tempo de resposta para serviços e
produtos; a medição e avaliação de desempenho; conhecer os produtos e serviços
oferecidos; reduzir a viabilidade, eliminando esforços inúteis; gerar uma estrutura
flexível e adotar uma administração participativa; criar espírito de cooperação;
possibilitar

mudança

de

comportamento;

estimular

a

atualização

e

o

aperfeiçoamento ; instituir liderança; promover mudanças através de melhorias
contínuas com uma organização integrada e o uso adequado da tecnologia.

CONCLUSÃO
As Bibliotecas universitárias são responsáveis por grande parte da infraestrutura de formação intelectual de sua comunidade científica. Portanto não pode
se abster de ampliar o âmbito de atuação e abrangência de novos hábitos e perfis
competitivos adequados à nova realidade, tendo portanto que investir em
princípios científicos voltados para a filosofia da qualidade por meio de
diagnóstico; estudo de caso; da identificação de indicadores; participação do seu
gerente; tendo como foco o aumento do grau de satisfação do usuário em relação
a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

�Para atingir o objetivo da gestão da qualidade, o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Feira de Santana, precisa imprimir uma cultura que vise
mudanças de atitudes dos profissionais através do estabelecimento de uma
filosofia de qualidade onde os esforços devem ser congregados para se alcançar
o máximo de aproveitamento, com reduzido custo, observando-se os métodos,
técnicas e procedimentos que dispensem menos esforços e estejam voltados
principalmente para as necessidades e expectativas dos usuários.
Assim, neste sentido o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de
Feira de Santana, após o estudo de caso, deverá definir medidas e indicadores
que direcione as medidas a serem tomadas pelo Sistema com relação ao
planejamento, desempenho e produtividade. É importante ressaltar que os
profissionais da informação, devem assumir uma responsabilidade inerente a sua
formação profissional no momento da aplicação das ferramentas que serão
utilizadas na implantação do Programa de Gestão da Qualidade, tendo como
instrumento orientador a conscientização, o treinamento da equipe e avaliação dos
produtos e serviços.
É relevante ressaltar que para buscar excelência em bibliotecas
universitárias, é necessário ousar e criar,

adotando as mudanças na sua

realidade, estabelecendo a sua missão, definindo suas metas, objetivos, padrões
e medidas de desempenho, indicadores de treinamento contínuo, assim como a
adoção das novas tecnologias sem perder de vista o olhar do cliente.

REFERENCIAS
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documentação técnica da Refinaria Gabriel Passos. In: CONGRESSO LATINOAMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCMENTAÇÃO, 2., Belo Horizonte,
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saber sobre qualidade de serviços e cliente. Salvador: Casa da Qualidade, 1995.
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DEMING, W. E. Qualidade: a revolução da administração. Rio de
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&lt;studantes.hpg. Ig.com.Br/texto&gt;.Acesso em: 13 jul. 2004.

∗

Bibliotecária, Diretora do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de SantanaBahia, Brasil, Especialista em IES e mestrando em Gestão pela European University
vvilene@uefs.br
∗∗
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana-Bahia,
Brasil, Especialista em IES e mestranda em Gestão pela European University. giselia@uefs.br
Universidade Estadual de Feira de Santana. Biblioteca Central Julieta Carteado, K 03, Br 116 –
Campus Universitário, Feira de Santana-BA – Brasil. CEP: 44031-460 www.uefs.br

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                <text>Este artigo aborda aspectos relacionados com a gestão da qualidade em bibliotecas Universitárias diante do novo perfil exigidos pelas novas tecnologias da informação. Apresenta uma proposta de estudo de caso baseado em observação, experiências vividas, revisão da literatura e diagnóstico que irá apontar novas estratégias para implantação do programa de qualidade no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana. O trabalho fortalece os princípios de que os responsáveis pela implantação, manutenção e aperfeiçoamento das unidades de informação, devem estar atentos em avaliar os pontos fortes e fracos, que influenciam os ambientes internos e externos, buscando exercer maior controle na identificação das questões estratégicas para melhoria da qualidade.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES: ANÁLISE EM INSTITUIÇÃO PRIVADA
Francisca Mércia Lucas Pegado∗
Maria do Socorro de Azevedo Borba∗∗
Mônica Marques Carvalho∗∗∗

RESUMO
Analisa o processo de desenvolvimento de coleções dentro de suas atividades
mais importantes que é a seleção e aquisição de materiais bibliográficos,
identificando-se os pontos fundamentais que podem influenciar na criação e
aplicação da política de seleção tais como: estudo da comunidade, identificando o
perfil do usuário, finalidade do acervo, conservação e avaliação de coleções,
dentre outros. A Informação é vista como uma força poderosa capaz de
transformar o homem e aliada as novas tecnologias proporciona poderes a quem
a detém. Diante do lugar de destaque ocupado pela informação e pelo seu
volume perante a nova realidade, surge a necessidade de selecionar informações.
Apresenta uma política de desenvolvimento de coleções em uma biblioteca de
instituição privada, cuja importância se dar pelo fato de não existir praticamente
pesquisas especificamente neste tipo de Instituição.
PALAVRAS-CHAVE: Informação. Tecnologia. Desenvolvimento de Coleções.
Aquisição. Seleção. Acervo. Materiais Informacionais.

1 INTRODUÇÃO
O tema abordado trata da questão da importância de formar, desenvolver e
organizar coleções, através das atividades de seleção e aquisição de materiais
bibliográficos, com a finalidade de disseminação da informação. Mediante uma
sociedade

onde

o

volume

de

informações

para

diversos

fins

cresce

constantemente em uma velocidade incalculável, torna-se necessário “desenhar
políticas de informação em todos os níveis de gerência das empresas,no setor
público e no setor privado. É uma nova política (SCHWARTZ, 1997, p.2)
A informação torna-se cada vez mais uma ferramenta valiosa e útil para os
seres humanos, sendo considerada para alguns autores como um processo
dinâmico necessitando de ajustes no momento de selecioná-las ou rejeitá-las,
pois muitos fatores devem ser levados em consideração. Mediante o volume de

�informações obtidas com o aumento das produções científicas, o que causou
muitas mudanças na nova Sociedade da informação. Algo tinha que ser feito para
filtrar as informações mais importantes para uma comunidade, . Foi com esta
finalidade que se pensou em selecionar materiais informacionais para formar e
desenvolver coleções. Muitos autores trabalham com esta questão, porém, não
se identificou publicação que trate sobre este processo nas instituições privadas.
Após a identificação do universo da comunidade a ser servida, é
indispensável que a informação seja selecionada e organizada de forma a
direcionar cada usuário ou instituição na busca da informação necessária para
cada fim. A tarefa de selecionar materiais bibliográficos para um acervo requer
dos responsáveis uma carga de conhecimento amplo e critérios estabelecidos
dentro de uma política institucional para a tomada de decisão em relação a
seleção de livros, periódicos,discos, filmes, etc., que irão fazer parte do acervo.
A etapa que sucede a seleção é a aquisição, que segundo Maciel

(2000,

p.21), pode ser considerada como o “processo que implementa as decisões da
seleção, esta função inclui todas as atividades inerentes aos processos de
compra, doação e permuta de documentos. O controle patrimonial do acervoregistro das coleções

também é de sua alçada”. Entende-se que o

Desenvolvimento de Coleções em uma unidade de Informação é um processo
relevante para formação do acervo.
Esta pesquisa tem o intuito de contribuir com as instituições privadas de
ensino na prática deste procedimento, haja vista na literatura existente, haver
lacuna de conhecimento a respeito do Desenvolvimento de Coleções em
instituições privadas.

Foram delineados os seguintes objetivos: analisar o

desenvolvimento de coleções em uma instituição privada, enfatizando o
procedimento da Universidade Potiguar, com o propósito de firmar uma política
de desenvolvimento de coleções, que atenda as solicitações das direções dos
cursos dentro das exigências do MEC; objetivos específicos; - especificar as
modalidades de seleção e aquisição para o acervo das

bibliotecas da UNP;

Verificar através dos conceitos de avaliação do MEC, o êxito das aquisições dos
acervos da UNP; contribuir com as instituições privadas com uma pesquisa que

�sirva de referência para formação de uma política de desenvolvimento de
coleções.

2

A

INFORMAÇÃO

E

SUA

IMPORTÂNCIA

FRENTE

ÀS

NOVAS

TECNOLOGIAS
Entende-se que a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem. Sendo componente essencial no processo de tomada de decisão
econômica e política (ARAÚJO, 1995, p.3). O poder da informação, aliado aos
modernos meios de comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de
transformar culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como
um todo, tornando cada vez mais útil, sendo considerada como “[...] processo
dinâmico [...] utilizados para selecionar ou rejeitar informações [...], são fortemente
relacionados com hábitos pessoais do indivíduo e com as necessidades que
precisam ser satisfeitas” (OHIRA, 1997 apud CHIST, 1995, p.197).
Reforçando os conceitos mencionados, LE Coadic (1996, p. 5) ressalta que
Informação “é o conhecimento inscrito(gravado) sob a forma escrita(impressa ou
numérica), oral ou audiovisual”. A partir do século vinte, a informação começa a
ocupar um papel de grande importância dentro do contexto do desenvolvimento
científico e tecnológico das nações. Esta importância está centrada na
organização difusão e uso do conhecimento como fonte para o surgimento de
novos conhecimentos. Porém, Lastres (1999, p. 7), dentro desta visão, associa o
conceito de Informação e conhecimento. “Informação e conhecimento são
recursos intangíveis, não-materiais e, portanto, não esgotáveis. Seu consumo não
os destrói, assim como seu descarte geralmente não deixa vestígios físicos”.
Esta conotação passa a ser vista por Lastres a partir do momento em que a
informação e o conhecimento passam a assumir um papel de muito valor dentro
do contexto da produção e consumo em massa, em virtude de ser reconhecida
como um produto, passando a participar de uma nova configuração econômica, e
com a vantagem de ser um produto que quanto mais for usado maior chance de
permanecer em evidência, além de estar estocado em local intangível, pois o

�conhecimento é próprio de um ser, podendo ser apenas repassado, porém, nunca
ser retirado de quem o detém.
Com o advento conhecido como “explosão documental”, que é o
crescimento exponencial das publicações, a biblioteconomia tenta buscar uma
maneira eficiente de controlar a informação escrita e a forma mais lucrativa de
explorá-la. Surge então, a preocupação em organizar, classificar e recuperar as
informações importantes para algumas áreas do conhecimento científico e
tecnológico, dando início nesse momento a era da informatização com a produção
de computadores capazes de armazenar e recuperar milhões de informações.
Para Araújo (1991, p.38) “A ciência e tecnologia emergiram durante o
período do desenvolvimento do capitalismo europeu, e no decorrer do processo
de acumulação e formação capitalista”, a dinâmica da produção científica e
tecnológica sentiu a necessidade de implantação de um sistema que pudesse se
comunicar em nível internacional para proporcionar a circulação e a troca de
conhecimentos como forma de gerar novos conhecimentos. Essas inovações
tecnológicas proporcionaram mudanças nos padrões tradicionais de bibliotecas
e conseqüentemente para os profissionais da informação, tornando necessário
adotar medidas e critérios de qualidade de serviços oferecidos pelas bibliotecas
para que possam se habilitar para enfrentar essas mudanças.
Esta

nova

“sociedade

da

informação”

que

agora

se

apresenta,

desencadearam de maneira vertiginosa a produção e circulação do conhecimento
neste final de século, dificultando o seu armazenamento e estoque causando uma
crise informacional compreendida como mudanças nos paradigmas do fazer
científico.
A partir daí, surge a necessidade de determinar critérios para saber o que é
importante armazenar, tornando possível de ser colocado em prática os
procedimentos desenvolvidos no processo de formação e desenvolvimento de
coleções que é a peça fundamental do presente estudo.

�3 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES COMO UM PROCESSO FORMADOR
DO CONTEÚDO INFORMACIONAL DE UMA UNIDADE

O processo de desenvolvimento de coleções – PDC,

certamente é o

primeiro passo para se formar uma biblioteca e as atividades que constituem esse
processo, a seleção e aquisição de materiais informacionais, exigem critérios que
irão ser determinados de acordo com o tipo de acervo que deverá ser formado. O
Procedimento de selecionar o que é necessário para suprir os anseios de uma
determinada comunidade acadêmica, começa a ter maior importância a partir do
momento em que o

volume de informações existente nas diversas áreas do

conhecimento passa a ter um crescimento desenfreado e por isso, não ser
interessante ter um acervo de obras que não estejam voltadas para o interesse de
um determinado público e que faltem outras que sejam de extrema necessidade
para este. O processo de seleção é dentro do desenvolvimento de coleções, a
etapa que precede a aquisição, pois, não é possível adquirir materiais
informacionais sem saber primeiramente para que comunidade será direcionado o
acervo e o que será compatível com as necessidades e interesses deste público.
Mas, é com a aquisição que se concretiza o interesse em formar ou desenvolver
uma coleção. Andrade (1996, p.5) destaca que: “[...] Com a aquisição é que
começa de fato a
conhecimento

existir

[...] instituição destinada a preservar e divulgar [...]

humano [....]”.

A identificação e localização dos materiais informacionais para formação de
acervos é uma tarefa muito mais difícil do que parece, é muito complexa, pois
existe dentro deste processo fatores diversos que influenciam os interesses
próprios da aquisição tais como: fatores políticos, econômicos, culturais e sociais.
Na maioria das vezes esses fatores exercem influências tão forte ao ponto dos
materiais informacionais tornarem-se inacessíveis para aqueles fins aos quais se
destinavam, comprometendo o trabalho dos profissionais da informação, cujo
interesse era desenvolver ou formar um acervo com fins informacionais que
viesse atender a um público alvo.
Diante da complexidade de selecionar materiais informacionais, o ideal é
que seja feito obedecendo a critérios estipulados por escrito para que o

�bibliotecário ou responsável pela aquisição tenha documentos suficientes para
comprovar sua neutralidade nas tomadas de decisões quanto a suspeita de
interesse particular em relação à escolha de determinado título ou fornecedor.
Para evitar tais problemas se faz necessário à existência de uma Política de
Desenvolvimento do Acervo preestabelecida, formada a partir de uma comissão
de bibliotecários, equipe administrativa, financeira, representante da comunidade
e quem mais for de interesse da instituição fazer parte desta equipe que irá definir
os procedimentos para seleção e aquisição do material bibliográfico com o
objetivo de manter na opinião de Borba (2000, p. 2) “a coerência do acervo no
transcorrer do tempo, para que todo material adquirido obedeça a razões
objetivas predeterminadas”. De acordo com Vergueiro (1995, p. 9):

“[...]

objetividade no processo de seleção é uma meta a ser constantemente almejada.
[...] existe o sério risco de favoritismo ou de ineficácia da parte de cada usuário
que porventura não se sinta satisfeito com a escolha efetuada [...]”.
O processo de adquirir materiais em uma organização é, no mínimo,
submetido a uma série de procedimentos formais. Como foi visto anteriormente, o
termo aquisição é amplo. Pode estar inserido na compra de móveis ou imóveis,
materiais permanentes ou de consumo. Diante dessa variedade, buscamos neste
trabalho verificar o processo de aquisição, não em âmbito geral, mas limitando-se
a compra de materiais bibliográficos por unidades de informação, analisando
ainda os problemas encontrados quanto a sua execução, ou seja, as divergências
existentes entrem a teoria e a prática. O termo aquisição requer um
direcionamento mais específico, tendo em vista a sua generalidade Contudo, é
conveniente, de início, entender o significado desta palavra. Será adotada a
princípio a afirmação de Figueiredo (1993, p.65). No seu ponto de vista, aquisição
seria: “[...] o processo de agregar itens a uma coleção [...] compra, doação ou
permuta. [...] implementa as decisões da seleção ao incorporar à coleção os itens
selecionados”. Porém, para que se efetue a aquisição, uma atividade muito
importante a antecede, a Seleção.
Seria inviável o processo de aquisição, caso não houvesse anteriormente
um planejamento para este fim. As escolhas dos materiais a serem adquiridos,
constituem um procedimento de suma importância que deve ser adotado antes da

�aquisição, para que o acervo seja formado por materiais que satisfaça a carência
de informação do usuário. Trata-se da seleção dos materiais para compra. Neste
momento, faz-se uma análise sobre o que realmente é conveniente para uso na
unidade de informação, a fim de manter um padrão no nível das informações,
concentrando-se, sobretudo, nos interesses dos usuários. A seleção consiste em
um momento de decisão que muitas vezes o bibliotecário, fará interferência na
vida da comunidade por definir o universo de informações a que terão acesso. No
entanto, para este propósito deve-se observar alguns aspectos relevantes, de
acordo com Figueiredo (1999, p. 59): “A atividade de seleção requer
conhecimento e tempo, [...] papel da biblioteca

[...] selecionar materiais [...]

atraiam [...]dirigidos ao atendimento dos interesses e as necessidades
informacionais mutáveis de usuários diferenciados”
Os aspectos a serem observados nesta seleção são: Imparcialidade crítica
do bibliotecário; Qualidade do acervo e Impessoalidade. No entanto, nem sempre
estes aspectos são seguidos. Na prática, o profissional da informação, em muitos
casos, ignora estes procedimentos básicos, adotando uma postura pessoal sobre
as atividades descritas, contrariando assim o que em teoria deveria ser seguido.
Deixa, portanto, de ser um agente participativo, para enquadrar-se em uma
atitude individual, o que não é recomendável. Segundo Vergueiro (1997, p.9): “O
bibliotecário deverá sempre participar com seu conhecimento da coleção,
propondo uma direção coerente para o acervo e garantindo, assim que os
objetivos para ela estabelecidos não se percam com o passar do tempo”
A biblioteca precisa ter e seguir sempre sua Política de Desenvolvimento
de Coleções, e quando necessário, ampliá-la ou modificá-la, se isso for beneficiar
a comunidade acadêmica, para isto é preciso que o bibliotecário procure
gradativamente conhecer melhor o acervo e as necessidades dos seus usuários,
além de estar inteirada com o crescimento da produção científica, embora esta
aconteça

de

forma

acelerada.

Vale

salientar

que

a

política

de

DDC(Desenvolvimento de Coleções) deve ser flexível suficiente para se adaptar
às constantes mudanças.
É importante que haja política de aquisição nas organizações, tendo em
vista que trata-se de um instrumento indispensável pelo qual possibilita a uma

�padronização das ações. Neste caso, as aquisições não são feitas ao acaso, mas
de acordo com escolhas sucessivas. São realizadas em função de alguns
elementos: do orçamento e dos recursos disponíveis; da especialização da
unidade; dos objetivos correntes e das prioridades da unidade, pois não se pode
nem se deve adquirir tudo; da natureza da unidade; da natureza dos serviços e do
público visado; das relações com outras unidades de informação. Infelizmente,
esta política de aquisição está limitada apenas a unidades de informações de
médio e grande porte. Levando-se em consideração que, uma pequena Biblioteca
logo tornar-se-á uma grande fonte de informação, haja vista que é um “organismo
em crescimento”, é indispensável a criação deste mecanismo de compra ainda na
sua formação. Para se organizar o serviço de aquisição, foi levado em
consideração a afirmação de Maciel (2000, p. 21): [...]aquisição naturalmente
varia conforme as características das instituições [...]. Diferentes estruturas
administrativas, [...], exigirão procedimentos também diferenciados” .Em outras
palavras, significa dizer que cada instituição forma sua própria política dentro de
sua realidade administrativa e de acordo com as necessidades e exigências do
seu público alvo.
Em unidades de informação, principalmente em se tratando de centros
educacionais, o levantamento bibliográfico é da responsabilidade de diretores e
professores dos cursos, porém deve haver o auxílio de profissionais bibliotecários.
Esta relação busca suprir as necessidades das diversas disciplinas oferecidas,
assim como o ementário de cada curso. Para isso, porém, há uma necessidade
da existência de alguns requisitos básicos para estes profissionais, como:
conhecer bem a comunidade; saber julgar o valor de cada publicação; Estar a par
do orçamento disponível; Uma boa bagagem cultural; conhecimento de outras
línguas. Além destes profissionais envolvidos no processo de aquisição, é válido
ressaltar a importância de técnicos do setor de aquisição. São, geralmente,
conhecedores de todo o processo burocrático a que estarão inseridos. É
importante ainda acrescentar que, geralmente, o trabalho destes profissionais é
baseado em dois critérios básicos de seleção: o qualitativo e o quantitativo.
As modalidades de aquisição constituem-se em três categorias: a doação,
a permuta e a compra, sendo esta última considerada como o mais extenso e

�complexo mecanismo de aquisição de materiais bibliográficos. A aplicação dos
recursos financeiros para execução das compras, isto é, como o dinheiro pode ser
gasto, difere bastante nas organizações particulares e nas da administração
pública. As compras efetuadas por licitação constituem-se em três modalidades:
o convite, a tomada de preços e a concorrência são as que dizem respeito
diretamente à aquisição de material informacional.
O responsável pela aquisição deverá identificar quais são as
modalidades de compra mais adequadas para o tipo de material de informação de
cada aquisição específica, visando a obter os menores custos financeiros e
operacionais possíveis, bem como garantindo a qualidade e presteza dos serviços
de aquisição.

4 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM INSTITUIÇÕES PRIVADAS –
ANÁLISE DO PROCEDIMENTO DA UNIVERSIDADE POTIGUAR/ RN

A UnP congrega 24 cursos de graduação e mais de 55 cursos de Pósgraduação no campi de Natal e 02 no campi Mossoró, além dos cursos de
Formação de docentes e Formação tecnológica.

Este é o objetivo maior da

Universidade, a sua preocupação com a formação de profissionais, dentro dos
princípios de cidadania, valores éticos, sociais, culturais e profissionais,
acreditando na força transformadora da ciência e das mais avançadas tecnologias
para a realização das potencialidades humanas. Esses fatores contribuem para o
crescimento

quantitativo

e

qualitativo

da

instituição

que

se

moderniza

constantemente.
A estrutura organizacional da UnP tem a seguinte forma: Administração
Superior - Administração Acadêmica de Cursos e Programas .

É composta

por 06(seis) campi, cinco deles estão distribuídos na grande Natal e 01(hum) em
Mossoró/ RN, porém, a estrutura a ser descrita será a Biblioteca do campus
Salgado Filho, considerada a central. Os serviços encontram-se automatizados e
estão interligadas por um sistema integrado de bibliotecas.

�Inserido administrativamente na instituição, encontra-se o

Sistema de

Bibliotecas. Devido a sua importância pode-se dizer que uma Biblioteca é um dos
instrumentos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem. As Bibliotecas do
Sistema da Universidade Potiguar – UNP, tem a finalidade de apoiar o processo
de ensino, pesquisa e extensão.

Formam um sistema multidisciplinar de

processamento, armazenamento, transmissão, recuperação e disseminação de
culturas múltiplas.

Com esse propósito o Sistema Integrado de bibliotecas da

UNP - SIB, utiliza para processar e disponibilizar a documentação existente, um
sistema automatizado de recuperação de informações, previamente selecionadas
e analisadas por uma equipe técnica especializada, para proporcionar o
rastreamento e busca dos documentos registrados no sistema.

O acesso às

informações é imediato através do terminal on-line, no qual é possível pesquisar
por autor, título e assunto os acervos dos seis campi. A Biblioteca do Campus
Salgado Filho, tem seu acervo bibliográfico específico formado para atender aos
cursos da área de saúde, direito, arquitetura e engenharias.

4.1 DESENVOLVIMENTO DA COLEÇÃO/ UNP

Para proporcionar um bom desenvolvimento dos serviços oferecidos por
uma Biblioteca, o fator primordial está na formação do acervo. Dentro desta linha
de coerência, o Sistema Integrado de Bibliotecas, segue uma Política de seleção
e desenvolvimento de coleções, buscando acompanhar a renovação do ensino e
o desenvolvimento de novas áreas de atuação da instituição, determinando
critérios que possibilitam a racionalização dos recursos disponíveis, distribuindo
de forma qualitativa e quantitativa, as novas aquisições de documentos a darem
entrada no sistema. Com isso a Política de seleção e desenvolvimento de
coleções da Universidade Potiguar objetiva atualizar a bibliografia básica dos
cursos existentes, por intermédio dos contatos com os diretores de curso;
conhecer as necessidades dos usuários e dos respectivos cursos; observar
qualitativa e quantitativamente o nível de crescimento das coleções; tornar
possível através da seleção e aquisição acompanhar o desenvolvimento de novos
cursos dentro das exigências curriculares e ainda manter estudos de novos

�suportes

de informação oferecidos pelas novas tecnologias dentre outros. A

política de seleção é um documento que proporcionará aos administradores ou
responsáveis pela aquisição de materiais bibliográficos, um grau de segurança na
determinação de tomadas de decisões a respeito da formação ou criação de um
acervo. É com esse propósito que o Sistema Integrado de Bibliotecas propõe sua
Política de Desenvolvimento de Coleções.

5 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO

Consiste em acrescentar itens a uma coleção por meio de compra, doação
e permuta. É exatamente um meio para concretização das decisões da seleção,
buscando maximizar os resultados, estabelecer um fluxo administrativo, linear e
controlado. A política de desenvolvimento de coleções da Universidade Potiguar,
tem por objetivo proporcionar o crescimento ordenado do acervo, atendendo a
necessidade de todos os cursos oferecidos pela mesma, a partir de critérios
estabelecidos para seleção, com base em exigências do MEC e prioridades
determinadas dentro da Instituição levando em consideração esses critérios. O
período de pré seleção é aquele onde é tomada as providências para o início
desta modalidade. Encaminha-se circular aos Diretores dos cursos de graduação
e pós-graduação, solicitando que sejam encaminhadas à biblioteca central as
bibliografias nos formulários

padrões devidamente preenchido com o tipo de

material, títulos, autores, editores e etc.,
A seleção é feita para atender à necessidade do corpo docente e discente
da Universidade Potiguar obedecendo a exigências curriculares e critérios para
avaliação do MEC. O levantamento bibliográfico é da responsabilidade dos
Diretores e professores dos cursos, com o auxílio dos bibliotecários e do sistema
da biblioteca. Com a finalidade de suprir as necessidades das disciplinas
oferecidas em cada semestre assim como obedecer ao ementário de cada curso
exigido pelo MEC.
Tem-se

como critérios para seleção o qualitativo, é quando os títulos

solicitados pela Direção dos cursos deverão atender as necessidades das

�disciplinas oferecidas no semestre,

assim como seguir as exigências do

ementário de cada curso de acordo com critérios estabelecidos pelo MEC. 1.
Livro Nacional, a quantidade solicitada terá como base o número de alunos, para
cada grupo de 10 alunos deverá existir pelo menos 1 exemplar. 2. Livro
Internacional, é adquirido 01(hum) exemplar para cada título. 3 - Livro de leitura
complementar

e/ou

atualização:

existe

os

exigidos

pelo

MEC,

como

complementação de cada curso, para estes são feitas a aquisição em número de
03(três) exemplares. 4 - Coleção de Referência: é um suporte de muita relevância
para a disseminação da informação, estes podem fornecer a informação
propriamente dita e/ou indicar onde a mesma pode ser encontrada. Na
Universidade Potiguar a ênfase é dada ao material eletrônico. 5 - Periódicos:
passa pelo mesmo procedimento de seleção dos livros, são preenchidos
formulários, com indicações dos Diretores e professores dos cursos, dentro dos
critérios e exigências do MEC,

e enviados à biblioteca para providenciar a

aquisição. 6 - Os jornais de circulação local, e outros que são considerados
importantes como fonte de informação, são adquiridos normalmente pela
indicação das bibliotecárias. 7 - Multimeios: material considerado específico de
cada curso, são indicados da mesma forma que os outros, pois, em primeiro
lugar, a aquisição é direcionada a atender a necessidade curricular. 8 - Trabalho
de Conclusão de curso; São enviadas pelas Direções dos Cursos e inseridos no
acervo, aqueles trabalhos de conclusão de curso que obtiveram conceitos igual
ou superior a 7 (sete).
Universidade Potiguar estabelece algumas prioridades para aquisição:
Todo tipo de material que faça parte das bibliografias básicas do currículo dos
cursos de graduação e Pós-Graduação; Cursos que estão incluídos para serem
avaliados pelo MEC durante o semestre em curso: Cursos em fase de
implantação; Solicitação que suprirá a deficiência de alguma disciplina que será
oferecida no semestre atual e para a qual não existe títulos ou exemplares
suficientes para atender a necessidade dos alunos inscritos.
A Universidade só recebe doações espontâneas. É enviado ao doador uma
carta de agradecimento, que é um documento que além de agradecer o deixará
ciente de que a biblioteca recebeu sua doação, porém, só fará parte do acervo se

�realmente for de interesse acadêmico. Efetua intercâmbio com

instituições

congêneres que enviam e solicitam as publicações editadas ou patrocinadas pela
UNP.
O desbaste de material informacional é o processo pelo qual se retira do
acervo ativo, parte de coleções e exemplares que servirão para remanejamento
ou descarte. Este deve ser um processo contínuo e sistemático que servirá para
manter a qualidade da coleção. Porém, na Universidade Potiguar, este
procedimento só foi realizado com o acervo de periódicos.
Quanto à avaliação da coleção ela é sistemática, entendida como
processo utilizado para se determinar o valor e adequação da coleção em função
dos objetivos da instituição e da biblioteca, possibilitando traçar diretrizes quanto
à aquisição, acessibilidade e ao descarte, havendo necessidade de avaliar seu
acervo sempre que necessário, através de métodos quantitativos e qualitativos.
Atualmente, o acervo da Universidade Potiguar está passando por uma avaliação
financeira, para que seja quantificado o valor monetário do mesmo. A Política de
Desenvolvimento do Acervo da UNP foi institucionalizada através da Comissão
formado pelos Bibliotecários e Comissão do PDI (Plano de Desenvolvimento
Institucional).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Constatou-se

a

importância

de

se

implantar

uma

Política

de

Desenvolvimento de Coleções, e que esta obedeça a critérios que garantam a
qualidade do tamanho do acervo, atenda as finalidades para o qual foi formado e
as necessidades informacionais dos usuários. Torna-se essencial o papel do
profissional bibliotecário, para desempenhar com qualidade e eficiência suas
atividades, o mesmo deve manter uma afinidade com o acervo e usuários, deve
ser flexível para ouvir opiniões da comunidade acadêmica e observar suas
contribuições na medida do possível. Deve estar sempre atualizado, para que ao
determinar a política de Coleções seja capaz de observar com precisão os
assuntos de interesse, os níveis de profundidade, a abrangência e cobertura das

�coleções para que estejam sempre atualizadas e dentro dos padrões de
exigências de uma determinada comunidade.
A Avaliação e atualização do acervo de uma instituição são fatores
preponderantes, para que exista dados convincentes no momento de uma tomada
de decisão. Pois quando se avalia uma coleção é possível observar o que o
acervo deverá ou não possuir e a partir daí propor mudanças ou melhoria na
Política de Desenvolvimento de Coleção. Na Instituição analisada observou-se
que cada acervo específico está direcionado para atender as necessidades do
currículo acadêmico de um determinado curso dentro das exigências do MEC.
Porém , existe o acervo básico que é selecionado de acordo com sugestões dos
Diretores de Curso, Professores e Bibliotecários dentro da Política de Seleção,
para complementação do acervo e outras obras entram como leitura
complementar.
Pode-se concluir que o tema: “formar e desenvolver coleções” é de
fundamental importância, sendo praticamente impossível de ser esgotado e foi
esta a intenção desta pesquisa, tendo apenas a finalidade de dar uma pequena
parcela de contribuição para o referido tema. Porém, há uma necessidade de
continuidade da pesquisa assim como um aprofundamento da mesma,
principalmente no que tange as instituições privadas.

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informação. Brasília:Briquet de Lemos, 1996.
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16 fev, 1997, 1997. Caderno 2, p. 2
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de Lemos, 1995.
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______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 2. ed.
Brasília: Briquet de Lemos, 1997. p. 13-27
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conhecimento: suas origens e desafios. Ciência da Informação. Belo Horizonte,
v.7, n.1, p.61-67, ,jan./jun.2002.

�∗

Bibliotecária UnP – RN . Email mercialucas@unp.br
Profª Dep. Biblioteconomia/ UFRN – Mestre em Biblioteconomia/ PUCCAMP /SP. Email –
sosborba@ufrnet.br
∗∗∗
Profª Dep. Biblioteconomia / UFRN – Mestre em Biblioteconomia/ UFPB. Email
mônica_mcg@hotmail.com
∗∗

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa o processo de desenvolvimento de coleções dentro de suas atividades mais importantes que é a seleção e aquisição de materiais bibliográficos, identificando-se os pontos fundamentais que podem influenciar na criação e aplicação da política de seleção tais como: estudo da comunidade, identificando o perfil do usuário, finalidade do acervo, conservação e avaliação de coleções, dentre outros. A Informação é vista como uma força poderosa capaz de transformar o homem e aliada as novas tecnologias proporciona poderes a quem a detém. Diante do lugar de destaque ocupado pela informação e pelo seu volume perante a nova realidade, surge a necessidade de selecionar informações. Apresenta uma política de desenvolvimento de coleções em uma biblioteca de instituição privada, cuja importância se dar pelo fato de não existir praticamente esquisas especificamente neste tipo de Instituição.</text>
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                    <text>ESTABELECIMENTO DE UMA METODOLOGIA DE CONTROLE PARA
RECEBIMENTO DE PUBLICAÇÕES SERIADAS:
A EXPERIÊNCIA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas∗
Sonia Regina Casselhas Vosgrau∗∗
Cileia Freitas Marangoni de Oliveira∗∗∗

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp assina atualmente cerca de 5000 títulos de
periódicos internacionais impressos. Estas assinaturas são feitas através de
agentes e envolvem um alto percentual do orçamento da universidade. Um
controle eficaz de seu recebimento não é uma tarefa simples mas é essencial
para a completeza da coleção, pois o processamento rápido das cobranças aos
fascículos ou títulos faltantes asseguram seu envio, evitando prejudicar a
comunidade acadêmica no suporte aos programas de ensino, pesquisa e
extensão desenvolvidos pela universidade. Além disso tal controle assegura a
racionalização na utilização dos elevados recursos financeiros empregados na
aquisição destas publicações. Baseado na experiência adquirida com o
gerenciamento e administração das assinaturas de periódicos da Área de
Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, o presente tem
como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho e visa fornecer subsídios
e elementos para um sistema de controle das falhas das assinaturas de forma a
minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar transparência nos
procedimentos adotados, normalizando e formalizando os processos, fluxos e
atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para os usuários e
gestores do SBU e da universidade.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos – estudos de casos. Aquisição publicações
seriadas. Sistemas de controle de publicações seriadas. Bibliotecas universitárias
– desenvolvimento da coleção. Universidade Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
A importância do periódico na pesquisa e no desenvolvimento da ciência e
tecnologia é conceito unânime entre bibliotecários e comunidade científica. Este
tipo de publicação é considerado um dos principais meios de divulgação dos

�avanços que a ciência e tecnologia proporcionam para a sociedade bem como
para a

memória e avaliação da produção científica dos pesquisadores e das

instituições.
A dificuldade enfrentada pelas grandes bibliotecas universitárias em manter
uma boa coleção de periódicos científicos vem se agravando desde a década de
80 devido, principalmente, ao aumento exagerado nos preços das assinaturas.
(MUELLER, 1994) Este aumento deve-se ao fato de que cada fascículo de
periódico traz consigo várias e importantes informações sobre a pesquisa
científica. Isto traz ao bibliotecário responsável pela aquisição uma grande
responsabilidade, exigindo uma rotina muita bem definida e criteriosa. Sendo
assim, é de fundamental importância o controle do recebimento de todos os
fascículos publicados e pagos de determinada revista. Um número não recebido
pode provocar a parada ou atraso de uma pesquisa, provocando ao cientista ou
pesquisador, além de uma grande frustração, sérios problemas no seu trabalho.
Não há dúvidas que o periódico eletrônico criou um novo paradigma no
acesso às publicações cientificas. Não se vê mais, na grande maioria das vezes,
o usuário “colado” ao bibliotecário à espera do fascículo de periódico publicado
recentemente e que, por várias razões, ainda não chegou na biblioteca.
Segundo Mueller (2000, p. 93):
Mais de trezentos anos após o seu aparecimento, os periódicos
científicos, em seu formato tradicional, ainda constituem o meio
mais importante para a comunicação da ciência. É bastante
provável que o formato tradicional permaneça ainda por muito
tempo como uma opção viável, especialmente na sua função de
registro e memória da ciência.

Devido a estas considerações, as grandes universidades ainda compram
periódicos em papel e os bibliotecários têm a responsabilidade de controlar o
recebimento das assinaturas. Isto envolve ações de racionalização de recursos e
de compartilhamento de esforços na tarefa de zelar pela integridade e
preservação da coleção.

2 OBJETIVO

�Baseado na experiência adquirida com o gerenciamento e administração
de periódicos da Área de Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp (SBU), pretende-se apresentar uma metodologia de trabalho que
forneça subsídios e elementos para um sistema de controle das falhas das
assinaturas, de forma a minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar
transparência nos procedimentos adotados, normalizando e formalizando os
processos, fluxos e atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para
os usuários e gestores do SBU e da universidade.

3 JUSTIFICATIVA
O crescente aumento no custo das publicações científicas internacionais
nos últimos anos, tem proporcionado uma contínua redução na tiragem da maioria
dos periódicos científicos. Assim sendo, a rapidez na obtenção das proformas,
aliada à pontualidade no levantamento das falhas, são fatores de fundamental
importância para possibilitar maior agilidade

nas rotinas de cobrança das

assinaturas dos periódicos, garantindo que os contratos de fornecimento possam
ser cumpridos de forma satisfatória, reduzindo consideravelmente a ocorrência de
atrasos no recebimento dos fascículos e a possibilidade de falhas na coleção.

4 SBU E A AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS - HISTÓRICO
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), criado em junho de 1989 é
composto pela Biblioteca Central, 17 bibliotecas seccionais de faculdades,
institutos e colégios, 1 biblioteca de centros e núcleos e 2 unidades (AEL e CMU)
abrangendo as áreas de humanidades e artes, tecnológicas, exatas e biomédicas.
O objetivo do SBU, entre outros, é dar suporte aos programas de ensino,
pesquisa e extensão e possibilitar à comunidade universitária e à comunidade
científica o acesso à informação armazenada e gerada na Unicamp, além de
promover o intercâmbio de experiências e acervos.
A coleção de periódicos da Unicamp é composta de aproximadamente
5000 títulos internacionais, procedentes de cerca de 2000 editores estrangeiros. A

�aquisição é centralizada, sendo o SBU responsável pela compra e recebimento
dos títulos de periódicos das bibliotecas integrantes do sistema.
Até 1998, as assinaturas com recursos orçamentários eram executadas
quase que exclusivamente através dos próprios editores e, não obstante as sérias
dificuldades em se contatar 2000 editores internacionais e a demanda de tempo
despendida nos trâmites processuais até a conclusão de um número tão grande
de pagamentos, a finalidade era assegurar à universidade preços mais
vantajosos. Entretanto, os custos operacionais que decorreram a partir de então,
principalmente com relação às altas taxas bancárias incidentes em um número
tão grande de remessas financeiras ao exterior, acabaram por tornar este sistema
inviável do ponto de vista econômico. Além disso, a grande demanda de tempo
para procedimento dos trâmites processuais das assinaturas, redundavam em
atraso no recebimento dos periódicos em tempo hábil e prejudicavam o
desenvolvimento das atividades acadêmicas de ensino e pesquisa, tornou o
sistema também inviável sob o aspecto funcional e estratégico.
Desta forma, a assinatura de periódicos científicos em grandes pacotes,
através de agentes internacionais com representação no Brasil, tem se
caracterizado como a forma mais rápida, segura, eficaz e com melhores
resultados, tanto do ponto de vista econômico como estratégico. Isto possibilita a
negociação e obtenção de preços mais vantajosos, a redução substancial dos
custos bancários, além da formalização de contratos de fornecimento com as
devidas garantias contratuais para o seu cumprimento. Tratando-se de um bem
singular como são os periódicos, este é um fator de extrema importância, pois o
pagamento deve ser efetuado antecipadamente e para recebimento futuro, isto é,
os volumes/fascículos são enviados à medida que são publicados, dentro de suas
respectivas periodicidades.
Assim, a partir do ano 2000, decidiu-se fazer a assinatura dos títulos
através de agentes nacionais ou internacionais, com a centralização dos trâmites
processuais em 4 ou 5 agentes, obtendo assim uma redução considerável na
utilização dos recursos, principalmente sobre os incidentes nas remessas
financeiras para o exterior. O pagamento centralizado possibilita uma certeza
maior de recebimento dos periódicos pois os agentes atuam junto aos editores,

�facilitando a negociação e oferecendo garantia de fornecimento, mediante o
estabelecimento de contratos de prestação de serviços.
Para que esta modalidade de assinatura fosse implementada e para que
todo o sistema se tornasse ágil, versátil e economicamente viável, tornou-se
necessário estudos na lei de aquisição, juntamente com a Procuradoria Jurídica
da universidade, no sentido de que a compra fosse feita dentro dos trâmites legais
e de acordo com a legislação.
É de conhecimento, principalmente dos bibliotecários de aquisição, a
singularidade e especificidade de um processo de aquisição em órgãos públicos,
para atender as exigências legais da instituição e do estado, município ou país.
A Procuradoria Jurídica, apoiada pela Lei 8666/93, que rege as compras
em órgãos públicos, tanto estaduais quanto federais e municipais, entendeu que
esta forma de aquisição está enquadrada na modalidade de inexigibilidade de
licitação devido ao alto montante envolvido e pelo caráter singular das
publicações periódicas (pagamento antecipado e envio ao longo do período da
assinatura). Apoiada ainda nesta Lei, estipulou ser obrigatório o uso do Contrato
de Fornecimento, que deveria ser assinado entre os fornecedores e a
universidade, no momento do pagamento dos valores envolvidos na aquisição.
Esse contrato exige o envio dos fascículos de periódicos dentro de um
prazo pré-estabelecido e concomitante o pagamento de uma caução de 10% do
valor contratado. Esta caução é considerada imprescindível pois as assinaturas
são pagas antecipadamente. Isto nos garante o direito de receber os periódicos
no momento de sua edição/publicação.
Estas exigências viabilizaram a adoção desta nova modalidade de
aquisição mas foi preciso uma completa reestruturação das rotinas e serviços até
então adotados, principalmente no controle do recebimento dos fascículos, já que
agora lidamos com prazos mais rígidos, contratos e cauções.

5 AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS - SITUAÇÃO ATUAL

�Na Unicamp, desde o início da automação dos periódicos, tentou-se criar
um sistema próprio que atendesse as especificidades de aquisição e controle das
publicações seriadas. O sistema adotado até 1999 contemplava, em parte, as
exigências da aquisição e nos fornecia relatórios de cobrança semi-automatizados
pois o apontamento das falhas era feito manualmente, título a título. A partir de
2000, com a nova modalidade de compra, sentimos a necessidade de criar uma
ferramenta de trabalho que atendesse nossas expectativas, vendo nas planilhas
de cálculo a maneira mais rápida e eficaz de controle das assinaturas.
Desta forma, todos os registros de assinatura de títulos passaram a ser
controlados por uma planilha no programa Excel onde foram inseridos
primeiramente os seguintes dados (Anexo I):
ISSN = International Standard Serials Number
Código = código do título na Unicamp
Título = nome do periódico
Prior = prioridade do título na Unicamp
Unidade = biblioteca depositária da coleção
Ag = nome do agente
Valor = valor do título em dólares
Obs = observações referentes ao título
Proc = nº do processo aberto para aquisição do título
Pgto = data de pagamento do processo
Per = periodicidade do título
Vol = volume adquirido para o ano
A partir disso todas as informações relativas às compras foram inseridas
nesta planilha. Entretanto, devido as novas informações, foi necessário a criação
de novos campos. Atualmente o nosso arquivo contém, além dos itens acima, os
seguintes dados (Anexo II):
Editor = nome do editor do periódico
Acesso = informação sobre o acesso online do título
Títulos dupl = informação sobre número de assinaturas
Títulos incluídos = títulos incluídos na assinatura
Pctes editores = títulos comprados através de pacotes

�Status = situação do periódicos
Coleção = obras de referência
Fatura = nº da fatura
Patrim = data da incorporação patrimonial
Online = informação do editor sobre o acesso online
Esta metodologia permite a negociação com os fornecedores dos valores
de assinatura de cada título, de forma que o percentual de aumento de um ano
para outro não exceda a previsão da Universidade.
Conforme dito anteriormente, na época do pagamento das faturas é
elaborado um contrato de fornecimento com prazo para encerramento. De acordo
com a determinação da área jurídica da Unicamp, a cada 3 meses deve ser
enviada ao fornecedor

a relação completa das falhas dos títulos

de cada

contrato, indicando os fascículos faltantes e seus valores. Este relatório é enviado
também à área de finanças da universidade para ciência e acompanhamento. Tal
procedimento requer um rigoroso controle do recebimento e das falhas, e a
utilização de um sistema que gerencie estes dados. O banco de dados usado
para a aquisição possibilita tal controle.
Após todos os dados de pagamento do processo de compra serem
inseridos no arquivo, este é

migrado para outro arquivo, chamado agora de

arquivo de cobrança. São eliminadas algumas colunas que não interessam à
cobrança e inseridas novas para atender às necessidades do controle das falhas
(Anexo III).
No arquivo de cobrança enviado aos fornecedores, são indicados quais os
fascículos que estão faltando (falhas), a periodicidade do título, o total pago pela
assinatura e o total do débito referente a estas falhas. Este débito é elaborado
através da fórmula aritmética abaixo:
Valor do débito =

Valor pago

nº de fascículos por ano

x nº de fascículos faltantes

�Este arquivo é alimentado também pelo próprio fornecedor que insere,
após o recebimento da relação de falhas, informações sobre atraso das
publicações, se os fascículos já foram enviados ou qual a data prevista de envio
dos mesmos. Este procedimento nos dá uma idéia exata da situação do título,
tanto para a área de finanças da universidade quanto para as bibliotecas
depositárias

da

coleção.

Além

disso

permite

aos

fornecedores

o

acompanhamento do recebimento e assegura a completeza de nossa coleção.
Para uma rápida visualização da situação de cada processo, é elaborado
no final de cada relatório de cobrança um resumo da situação do mesmo, como
mostrado abaixo:
Total de fascículos pagos:

1486

Total de fascículos faltantes:

187

Valor total pago em US$:

US$ 8.759,00

Valor total do débito em US$:

US$ 967,50

12,58%

11,04%

Periodicamente são elaborados relatórios com os resumos dos processos
de aquisição ainda pendentes, visando dar subsídios à Coordenadoria do SBU e
às áreas jurídica e financeira da universidade, para eventuais negociações e/ou
acompanhamento dos processos de aquisição e recebimento (Anexo 4).
A aquisição é finalizada quando, no vencimento do contrato, todos os
fascículos adquiridos foram recebidos. Caso não tenham sido recebidos, o valor
correspondente aos mesmos (valor total do débito) é devolvido à universidade.
Porém, nas negociações para encerramento do processo, sempre damos
preferência ao recebimento dos fascículos, mesmo que isso acarrete uma
eventual prorrogação do contrato, pois se sabe da dificuldade de obter fascículos
retrospectivos de periódicos. Mesmo que se consiga os fascículos faltantes como
“back issues”, como são conhecidos, o valor deles sempre é maior do que dos
fascículos correntes. Por este motivo a devolução dos valores é sempre decidida
quando não mais se consegue repor o fascículo, ou para títulos cessados e
interrompidos, ou mesmo quando o contrato não pode mais ser prorrogado.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o aumento substancial dos preços dos materiais bibliográficos nos
últimos anos, principalmente os de assinaturas de periódicos, as bibliotecas são
chamadas, cada vez mais, a otimizar a eficiência de seus procedimentos
administrativos. A busca por soluções para melhoria de ações e serviços é uma
preocupação sempre presente nos bibliotecários .
Um aspecto importante a ser observado é que a cobrança é um trabalho
complexo; é ela quem garante o recebimento completo de nossa coleção e
preserva o erário público.
O modelo atualmente em uso não satisfaz todas as nossas necessidades e
exige ainda um grande percentual de mão-de-obra. Baseado na experiência
adquirida na gestão e administração do atual sistema, um novo está em fase final
de desenvolvimento visando a automatização dos procedimentos de aquisição e
controle do recebimento. Com isto, o levantamento manual das falhas, o principal
problema atual, será eliminado. Além disto, o novo sistema possibilitará o acesso
tanto por parte dos fornecedores e gestores da universidade como das bibliotecas
do SBU, proporcionando maior interatividade e transparência.
Por entendermos que este modelo atendeu às nossas exigências

até

agora e ter sido sempre muito bem recebido pelos fornecedores, é que relatamos
aqui nossas experiências, visando compartilhar ações e conhecimentos com o
objetivo de aprimorar nossos serviços, buscando encontrar caminhos que
possibilitem atingir de forma eficiente as exigências de nossos usuários.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, D.; VERGUEIRO, W. Aquisição de materiais de
Brasília, DF: Briquet de Lemos / Livros, 1996. 118p.

informação.

LIMA, R. C. M.; FIGUEIREDO, N. M. de. Seleção e Aquisição: da visão clássica
à moderna aplicação de técnicas bibliométricas. Ciência da Informação, 13(2):
137-50, 1984.

�MUELLER, S.P.M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B.S.; CENDÓN, B.V.;
KREMER, J.M. (Orgs). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2000. P.73-95.
________.
O periódico científico e as bibliotecas universitárias: velhos
problemas, novas soluções. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais.... Campinas: UNICAMP, 1994

�ANEXO I
Modelo da Planilha de Aquisição – Ano 2000

Observações: - os dados da planilha são fictícios
- legenda das colunas na página 7

�ANEXO II
Modelo da Planilha de Aquisição – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios
- legenda das colunas na página 7

�ANEXO III
Modelo da Planilha de Cobrança – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios

�ANEXO IV
Modelo do Resumo dos Processos Pendentes – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios

��∗

Bibliotecária/Chefe da Área de Publicações Seriadas da Biblioteca Central/UNICAMP lvboas@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária/Diretora da Área de Tratamento da Informação da Biblioteca Central/UNICAMP soninha@unicamp.br
∗∗∗
Adm. de Banco de Dados/Área de Publicações Seriadas da Biblioteca Central/UNICAMP cileia@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas – Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de
Holanda, s/nº - Cidade Universitária
13083-970 Campinas – SP – Brasil

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estabelecimento de uma metodologia de controle para recebimento de publicações seriadas: a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. (Pôster)</text>
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                <text>Villas Boas, Maria de Lourdes Fernandes; Vosgrau, Sonia Regina Casselhas; Oliveira, Cileia Freitas Marangoni de</text>
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                <text>O Sistema de Bibliotecas da Unicamp assina atualmente cerca de 5000 títulos de periódicos internacionais impressos. Estas assinaturas são feitas através de agentes e envolvem um alto percentual do orçamento da universidade. Um controle eficaz de seu recebimento não é uma tarefa simples mas é essencial para a completeza da coleção, pois o processamento rápido das cobranças aos fascículos ou títulos faltantes asseguram seu envio, evitando prejudicar a comunidade acadêmica no suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela universidade. Além disso tal controle assegura a racionalização na utilização dos elevados recursos financeiros empregados na aquisição destas publicações. Baseado na experiência adquirida com o gerenciamento e administração das assinaturas de periódicos da Área de Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, o presente tem como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho e visa fornecer subsídios e elementos para um sistema de controle das falhas das assinaturas de forma a minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar transparência nos procedimentos adotados, normalizando e formalizando os processos, fluxos e atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para os usuários e gestores do SBU e da universidade.</text>
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                    <text>CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DE ACERVOS: SÚPLICA DO LIVRO

Érica Simony Fernandes de Melo∗
Tércia Maria de Souza Moura Marques∗∗

RESUMO
Apresenta o resultado de uma campanha educativa desenvolvida pela Biblioteca
do Complexo Educacional CELM/Faculdade União Americana envolvendo toda a
clientela, com o objetivo de despertar nos usuários o zelo, o respeito e o processo
de (re) educação dos mesmos no manuseio de acervos. A referida campanha
surgiu após uma pesquisa desenvolvida pela equipe da biblioteca que, através do
método de observação constatou que, o acadêmico não sabe utilizar os recursos
informacionais disponíveis na biblioteca da instituição, e que a lacuna encontra-se
na educação de base, uma vez que a biblioteca escolar não tem exercido o seu
papel enquanto espaço de formação e de educação para a informação. A
metodologia empregada constou de exposição de livros e periódicos com as
agressões sofridas pelos usuários e palestras, conduzindo-os a produção de
textos livres. Dentre as produções recebidas destacou-se a poesia Súplica do
Livro de um aluno da 5ª série do Ensino Fundamental. Conclui que, o perfil de
uma clientela retrata o compromisso que o bibliotecário tem com a biblioteca em
que atua.

PALAVRAS-CHAVE: Gestão de Biblioteca. Formação de usuário. Conservação –
manuseio de acervo.

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca é o lugar por excelência para se testar os livros, onde o leitor
pode experimentá-los, isto é, pode escolher de forma ampla e gratuita o seu estilo
de leitura, além de proporcionar um contato direto com o material consultado,
reforçando assim a primeira lei de Rhanganatan que diz que os livros são para
serem usados. Mas torna-se necessário que esta utilização seja de forma racional,

�mantendo-se uma relação de respeito ao material, sendo este, patrimônio físico e
cultural de uma determinada instituição, sociedade ou nação.
A destruição de materiais informacionais vem se alastrando durante toda a
nossa história, onde as lutas pelo poder, intolerâncias e guerras religiosas
destruíram para sempre parte do conhecimento humano. Nos dias atuais estes
fatos ainda vêm acontecendo, seja de maneira catastrófica, como a queima de
livros no Afeganistão pelos talibãs em 1999, ou de maneira lenta e corriqueira
como o mau uso dos acervos informacionais de nossas bibliotecas. Diante destes
fatos, faz-se necessária uma postura pró-ativa por parte dos profissionais da
informação quanto à preservação e utilização de acervos informacionais, sendo
estes de natureza pública ou privada.
Ao bibliotecário compete, dentre outras várias funções, saber guiar o leitor
quanto às diferentes etapas do processo de leitura, desde a escolha do material,
sugerindo-lhe um bom livro, até o seu manuseio correto, fator chave para a
conservação

dos

acervos

informacionais

das

bibliotecas

e

centros

de

documentação. Deste modo, este relato tem por objetivo apresentar o resultado da
campanha educativa intitulada “Súplica do livro”, desenvolvida pela biblioteca do
Complexo educacional Centro Educacional Libânia Medeiros/Faculdade União
Americana, localizado no bairro de Nova Parnamirim, na cidade de Parnamirim,
Estado do Rio Grande do Norte, com o intuito de despertar em seus usuários o
zelo e o respeito pelo material informacional da biblioteca.

2 A BIBLIOTECA DO COMPLEXO EDUCACIONAL CELM/FACULDADE UNIÃO
AMERICANA

O Centro Educacional Libânia Medeiros – CELM, é uma instituição
tradicional de ensino, no município de Natal, funcionando à mais de 30 anos.
Inicialmente com o nome de Educandário Jesus Menino, dirigida pela matriarca
Libânia Medeiros. Há cinco anos, comprovando o seu crescimento inaugura uma

�segunda unidade no município de Parnamirim, especificamente em Nova
Parnamirim, sendo essa dirigida pelos herdeiros da educadora Libânia Medeiros
que continuam seu trabalho, com os mesmos objetivos, oferecendo ensino de
qualidade sem esquecer valores caros como a importância da Família e da
Religião, por exemplo.
Essa qualidade é demonstrada através do seu crescimento, enquanto
instituição de ensino, haja vista a dois anos ter recebido autorização do Ministério
da Educação e Cultura para abrir uma escola de Ensino Superior, a Faculdade
União Americana.
A Biblioteca do hoje Complexo Educacional CELM/Faculdade União
Americana, objeto deste estudo, no início, por não ter um profissional habilitado
em sua direção, ainda aceitava práticas que não coadunam com os objetivos
primeiros de uma biblioteca que é o incentivo a leitura e a pesquisa, de forma
prazerosa. A biblioteca funcionava muitas vezes como o ambiente destinado ao
castigo para aqueles alunos de mau comportamento, ou que chegavam atrasados
ao colégio.
O ato educativo deve estimular o uso da biblioteca, tornando esse um ato
prazeroso, entretanto, no CELM, os alunos eram encaminhados a biblioteca como
forma de castigo, pela falta de disciplina em sala, ou fora dela.
Essa prática tornava impossível estabelecer e se fazer cumprir normas de
comportamento que possibilitassem esse ato prazeroso, a biblioteca, portanto, era
um “ambiente sem lei”, o espaço para extravasar angústias, das mais variadas
maneiras, e principalmente danosa ao ambiente e ao material nela guardado, os
livros, as informações, as histórias e as viagens que esses podem proporcionar,
caracterizando um total desrespeito ao patrimônio coletivo, assim recortavam,
rasgavam as obras, pelo simples fato de destruir.
Após um período de observação, constatou-se que os alunos da
graduação, também, não sabem utilizar os recursos informacionais disponíveis na
biblioteca da instituição com o cuidado e respeito que os mesmos merecem,

�levando a equipe a concluir de que a lacuna encontra-se na educação de base,
pois a biblioteca escolar, em muitas instituições de ensino, não tem exercido o seu
papel de mediadora da leitura, formando e educando o leitor para a informação.
Isto acontece devido à falta de um profissional qualificado na biblioteca, um
bibliotecário, que possa traçar objetivos e que trabalhe buscando atingi-los de
forma técnica e competente. Segundo Douglas (1971), a biblioteca escolar, além
da função de provedora do hábito da leitura, tem outras tarefas primordiais, sendo
uma delas o desenvolvimento no usuário do senso de responsabilidade com o
material bibliográfico, habituando-o a participar de um bem coletivo, a respeitar os
direitos alheios e aplicar princípios democráticos.

3 CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO CONHECIMENTO
A milhares de anos o conhecimento humano vem sendo registrado em
diversos suportes informacionais, como o papiro, o pergaminho, mais adiante o
papel e atualmente em materiais de alta tecnologia como cd-rom e internet, rede
mundial de computadores. Mas à proporção que este conhecimento vem sendo
gerado e registrado ele também vem sendo destruído, tendo está prática se
transformado em um hábito milenar. A luta pelo poder e as guerras durante toda a
história tem destruído para sempre acervos informacionais de grandiosa
contribuição para a edificação da existência humana. Como exemplo mítico destas
destruições o trágico incêndio ocorrido na Biblioteca de Alexandria, durante a
invasão romana no ano de 48 a.C., a qual abrigava os principais textos da
Antigüidade humana, como as primeiras versões de Ilíada e Odisséia, de Homero,
compiladas por Zenódoto de Bizâncio, o primeiro dos bibliotecários Alexandrinos.
Porém, esta deterioração não é apenas privilégio da Antigüidade, estando
presente também nos tempos modernos, seja em grandes proporções, através
das guerras religiosas, onde milhares de livros são queimados e extraviados pela
busca incessante do poder sobre o inimigo, ou de maneira lenta e corriqueira,
como a má utilização e conservação dos acervos informacionais.

�O mau uso e a falta de conservação das coleções é um fato que vem
preocupando os profissionais da informação que, além de serem os propulsores
da disseminação do conhecimento humano, devem se preocupar também com a
preservação deste conhecimento. Segundo Silva Filho (1993) a rápida
deterioração dos materiais informacionais impressos, faz com que a sua
sobrevivência seja ameaçada. Isto ocorre devido a alguns fatores como condições
não favoráveis de armazenamento, rotinas de processamento e desgaste causado
pelo uso. O tipo de suporte informacional também contribui para com a
deterioração dos materiais, pois, observa-se que quase todo o papel disponível é
muito ácido devido às suas características físico-químicas. O papel é um dos
suportes informacionais mais utilizados, porém, atualmente, com o surgimento de
novas tecnologias, os suportes vêm adquirindo formas cada vez mais sofisticadas,
como fitas magnéticas, discos ópticos, dentre outros, mas todos com vida útil
muito curtas, agravando ainda mais a capacidade das bibliotecas de garantir a
sobrevivência e a disponibilidade desses materiais.
Para a conservação dos acervos informacionais é exigido, do bibliotecário e
da sua equipe de trabalho, práticas de proteção contra agentes externos e
ambientais que possam garantir o aumento da vida útil destes materiais. Estão
incluídos nestas práticas o monitoramento das condições ambientais, da
higienização,

planejamento

de

desastres

(incêndios,

alagamentos,

etc.),

procedimentos de manutenção e utilização do acervo, sendo esta última objeto
deste relato.
O controle quanto aos agentes deterioradores como a umidade, a
temperatura, dentre outros, pode ser realizado com a ajuda de aparelhos
específicos para o caso, como desumidificadores e aparelhos de ar-condicionado.
Para a ação de agentes biodeterioradores, o monitoramento freqüente como a
limpeza constante dos ambientes e controle de pragas, é tomado como uma das
medidas eficazes. No entanto, a conservação dos acervos informacionais, levando
em consideração a utilização deste de maneira correta e zelosa, é tarefa árdua

�para o profissional bibliotecário, uma vez que envolve o elemento humano,
exigindo desta tarefa um planejamento eficaz por parte do profissional.

4 O PLANEJAMENTO PARA A PRESERVAÇÃO
Atualmente o conhecimento vem se multiplicando de maneira que se torna
cada vez mais difícil acompanha-lo. O ambiente ao nosso redor está em constante
transformação, exigindo por parte das organizações uma ligeira e racional
adaptação a estas mudanças, uma vez que quem não consegue acompanha-las
tende a estagnar-se e não se desenvolver. Assim, torna-se necessário que as
organizações utilizem uma ferramenta administrativa capaz de sanar este
problema: o planejamento.
O planejamento é um dos processos mais utilizados, não só na biblioteca
como em todas as organizações.
O processo de planejar determina a direção a seguir, mensurando
os recursos disponíveis e os necessários, implicando na
compreensão da dinâmica das mudanças oriundas do mercado,
bem como da sensibilidade para identificação e canalização destas
mudanças de forma positiva para a unidade de informação.
(GERENCIAMENTO..., p.18).

Deste modo, o planejamento se antecipa às mudanças, tornando-as aliadas
da organização. Através dele uma ação é realizada no presente, de forma racional
e embasada numa situação atual da unidade de informação, levando em
consideração o futuro.
As bibliotecas e centros de informação são organizações que tem objetivos
a serem alcançados, tendo que se adaptar constantemente ao ambiente em que
estão inseridos, exigindo de seus dirigentes uma postura pró-ativa de ação, ou
seja, o hábito da utilização de um planejamento. Ao bibliotecário cabe antecipar-se
às mudanças por meio de análises, tendo claro quais os objetivos da instituição e
quais os caminhos a seguir para que estes objetivos sejam atingidos,
característica base do planejamento.

�O planejamento dentro de unidades de informação deve ser empregado
corriqueiramente, em todas os seus processos, desde a parte administrativa da
unidade até as questões que envolvem o usuário, como a utilização do material
informacional. Portanto, o acesso às coleções deve ser planejado pelo
bibliotecário, levando em consideração o que este usuário irá consultar e como irá
utilizar o material. Para tanto este deverá utilizar-se de um “planejamento da
preservação”.
Para assegurar uma longa vida útil para o acervo como um todo, o
método mais eficiente em relação aos custos e aumentar sua
longevidade são prevenir, da melhor forma possível, a sua
deterioração. Assim, o planejamento da preservação, não deve ser
visto como um elemento novo, mas como um componente das
operações e responsabilidades da instituição. (SILVA FILHO,
2004).

5 A EXPOSIÇÃO SÚPLICA DO LIVRO
A campanha educativa desenvolvida, através de planejamento prévio pela
biblioteca do complexo educacional CELM/Faculdade União Americana, surgiu
embasada no diagnóstico desenvolvido pela equipe de bibliotecárias, que
constatou a má utilização dos recursos informacionais da biblioteca pelos seus
usuários, clientela que envolve alunos desde o ensino infantil até a comunidade
acadêmica.
Intitulada de SÚPLICA DO LIVRO, a campanha educativa trata-se de uma
exposição com o material informacional danificado na própria biblioteca da
instituição, como livros e periódicos rasgados, molhados, recortado, riscado,
danificado por insetos e colados com chicletes.
O trabalho iniciou com a realização de uma seleção e separação no acervo
de livros e periódicos que sofreram agressões dos usuários. Através de um estudo
da nossa clientela, elaborou-se frases educativas que alertassem quanto à
preservação do material bibliográfico todas as camadas de usuários, da educação
infantil a graduação. Em cada material foram anexadas mensagens, dentro de
balões que representavam a própria fala do material, que traduzia o estado físico

�dos mesmos e o porquê deste estado, mostrando que o livro chega à biblioteca
em bom estado e ao passar do tempo, por conta do mau uso destes pelos
usuários, o material se deteriora.
O tema escolhido para a exposição, Súplica do livro, é título de uma
mensagem, de autor desconhecido, que retrata conselhos de como utilizar bem os
livros para a sua preservação. Além da exposição, esta mensagem foi anexada
em todas as mesas de leitura da biblioteca.
A metodologia utilização para a comunidade acadêmica foi a visita livre à
exposição. Para a comunidade da educação infantil ao ensino médio foram
realizadas visitas programadas com palestras sobre a preservação do material da
biblioteca e distribuição da mensagem da Súplica. Para os usuários do ensino
fundamental e médio, a metodologia empregada foi conduzir-lhes à produção de
um texto, de acordo com a sua faixa escolar: os usuários da 5ª série do ensino
fundamental elaboraram uma re-leitura da Súplica do Livro; aos usuários da 6ª
série foi dado a tarefa de se passarem por bibliotecários e elaborarem normas de
conduta e preservação do acervo; os usuários da 7ª série elaboraram um relatório
sobre a biblioteca, com o seu objetivo, suas normas e serviços prestados; os
alunos da 8ª série e ensino médio escreveram uma redação com o tema “A leitura
na sociedade atual e a conservação de materiais bibliográficos”.
Dentre as produções recebidas dos usuários destacou-se a releitura da
Súplica do Livro, feita por um aluno da 5ª série do Ensino Fundamental, que
relatou as bem as aventuranças de um leitor que tem respeito aos materiais
inforamcionais.
Essa exposição teve a duração de dois meses e já pode ser considerada
sucesso, pois foram feitas visitas agendadas de todas as turmas, da educação
infantil a graduação e hoje, já vemos os próprios alunos, especialmente os
pequenos do Ensino Fundamental I encaminhando pais e colegas para o local da
exposição, tendo a preocupação de explica-la, como também nos auxiliando

�quando por ventura algum aluno comete algum ato de infração, como por exemplo
entrar na biblioteca com doces.

6 CONCLUSÃO
Desta forma, conclui-se que, o perfil de uma clientela retrata o compromisso
que o bibliotecário tem com a biblioteca em que atua, ou seja, quanto mais
comprometido com a instituição e com seus usuários, maior será o retorno por
parte destes. O bom usuário, aquele que sabe utilizar os recursos de uma
biblioteca de forma proveitosa e respeitosa, é moldado pelo profissional que atua
na biblioteca.
Assim, muda o perfil do bibliotecário, que não pode mais ser apenas aquele
técnico, o famoso “bibliotecário 7,5 x 12,5”. É preciso não esquecer as técnicas
próprias da profissão, mas o fazer bibliotecário é muito mais que isso. É ação e
comunicação. Para que isto ocorra é preciso que se enraíze a prática de
planejamentos constantes em unidades de informação. Esta nova perspectiva visa
a transformação do trabalho morto em um ato vivo. O papel de um bibliotecário de
uma biblioteca escolar e universitária é de, além de disseminar a informação de
forma precisa, ser um educador, auxiliando seus usuários quanto à pesquisa e
construindo junto com estes um futuro promissor.
O bibliotecário além de um disseminador é um protetor do patrimônio
cultural de sua instituição, e deverá promover em seus usuários a cultura do
respeito e a necessidade da conservação do patrimônio que afinal pertence a toda
a comunidade.
A exposição voltará sempre, a cada início de semestre letivo, pois entendese que esse é um trabalho contínuo, e que nos dá a certeza que estamos
efetuando o nosso papel enquanto educadores e de formadores de cidadãos
conscientes e críticos e que sabem principalmente valorizar o patrimônio cultura
do homem.

�REFERÊNCIAS
CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio. Importância da leitura. Correio do livro da UnB,
Brasília, v.4, n.8, p.64, jan./mar. 2004.
DOUGLAS, Mary Peacock. A biblioteca da escola primária e suas funções. Rio
de Janeiro: INL, 1971.
EICHENBERG, Fernando. Livros em perigo. Aventuras na História, São Paulo,
n.10, p.8 – 9, jun. 2004.
GERENCIAMENTO, Planejamento. [S.l.: s.n., 19--].
SANDRONI, Laura C.; MACHADO, Luiz Raul (orgs). A criança e o livro: guia
prático de estímulo à leitura. 3.ed. São Paulo: Ática, 1991.
SILVA FILHO, José Tavares da. Conservação preventiva de acervos bibliográficos.
Disponível em: &lt;http://www.google.com.br/conservação/bibfccforum.ufrj.br&gt; Acesso em:
30 jun. 2004.

∗

Bibliotecária do Complexo educacional CELM/Faculdade União Americana E-mail:
ericasimony@bol.com.br;
∗∗
Coordenadora da Biblioteca do Complexo educacional CELM/Faculdade União Americana. Aluna
do Curso de Especialização em Gestão de Pessoas da Universidade Federal do Rio G. do Norte.
E-mail: terciamarques@digizap.com.br

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Documentação&#13;
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                <text>Apresenta o resultado de uma campanha educativa desenvolvida pela Biblioteca do Complexo Educacional CELM/Faculdade União Americana envolvendo toda a clientela, com o objetivo de despertar nos usuários o zelo, o respeito e o processo de (re) educação dos mesmos no manuseio de acervos. A referida campanha surgiu após uma pesquisa desenvolvida pela equipe da biblioteca que, através do método de observação constatou que, o acadêmico não sabe utilizar os recursos informacionais disponíveis na biblioteca da instituição, e que a lacuna encontra-se na educação de base, uma vez que a biblioteca escolar não tem exercido o seu papel enquanto espaço de formação e de educação para a informação. A metodologia empregada constou de exposição de livros e periódicos com as agressões sofridas pelos usuários e palestras, conduzindo-os a produção de textos livres. Dentre as produções recebidas destacou-se a poesia Súplica do Livro de um aluno da 5a série do Ensino Fundamental. Conclui que, o perfil de uma clientela retrata o compromisso que o bibliotecário tem com a biblioteca em que atua.</text>
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                    <text>CONSERVAÇÃO PREVENTIVA: A INTERFACE ENTRE PATRIMÔNIO
ESCRITO E USUÁRIO

Dulce Fernandes Barata∗

RESUMO
A Conservação Preventiva é uma área importante e necessária à todas as
bibliotecas públicas ou privadas do país, porque visa controlar a deterioração
causada pelo meio ambiente, incluindo o homem, como uns dos principais agentes
externos dos danos físicos e estruturais presentes ao patrimônio escrito. O principal
objetivo deste trabalho é o de relatar as experiências que o Atelier de Conservação
Preventiva e de Restauração desenvolve na Biblioteca do IMECC (Instituto de
Matemática, Estatística e Computação Científica)-UNICAMP, tais como: atender a
demanda interna do acervo geral e Coleção Mário Schenberg com sinais evidentes
de deterioração, aplicar procedimentos técnicos-científicos-artísticos adequados às
técnicas preventivas e curativas e sobretudo, disponibilizar este conhecimento à
comunidade universitária, através de palestras, cursos, oficinas e estágios,
sensibilizando e conscientizando desta maneira sobre a importância deste trabalho.
É possível desenvolver estes objetivos simultaneamente para que o patrimônio
escrito seja mais respeitado e valorizado no âmbito da biblioteca, que preza não só
seu patrimônio, mas possibilita a visibilidade e a dimensão do significado que um
trabalho como este deve ter.
PALAVRAS-CHAVES:
Usuários.

Patrimônio.

Deterioração.

Conservação.

Bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO

O Patrimônio Escrito, legado científico-tecnológico-cultural, tão importante nas
bibliotecas do mundo todo, representa um desafio e uma responsabilidade para os
profissionais, pesquisadores e usuários, particularmente em relação à questão da
Conservação Preventiva. Mais recentemente tem sido denunciado pela mídia o
descaso, roubo e atos de vandalismo, a nível nacional, sobre a nossa memória
escrita, sem a qual não será possível resgatar a identidade histórica do povo
brasileiro.

�A busca por novas informações, novos conhecimentos e novas perspectivas
de trabalho no mercado globalizado tem despertado o interesse por parte dos
profissionais da área de Conservação Preventiva para estabelecer uma interface
entre o patrimônio escrito e o usuário, no espaço de uma das bibliotecas da
UNICAMP. Se por um lado há uma quantidade considerável de documentos
deteriorados, por outro, isto serve para divulgar os métodos e técnicas preventivas e
curativas, assim como sensibilizar, conscientizar e educar os usuários para melhorar
a conservação do patrimônio público da instituição.

FOTO 1: Livros deteriorados

Como acontece na grande maioria das bibliotecas, que abriga acervos
impressos, adquiridos com verbas públicas, a comunidade universitária precisaria
tomar consciência sobre os sérios riscos que comprometem o ensino, a pesquisa e a
extensão se não forem tomadas medidas preventivas e urgentes, quanto ao estado
contínuo de deterioração do patrimônio escrito pertencente à coletividade. Assim,
nada melhor do que defender essa causa em benefício da materialidade frágil deste
patrimônio, nem sempre respeitado e manuseado de forma adequada.

�2 JUSTIFICATIVAS

O investimento incalculável já acumulado ao longo dos anos pelas bibliotecas
para enriquecer seus acervos por si só justificaria destinar mais verbas para
capacitar e qualificar seus profissionais, desenvolver projetos de pesquisa
interdisciplinar na área de Conservação Preventiva, implantar “ateliers” bem
equipados, para que todo o patrimônio escrito possa ser tratado devidamente com
qualidade, diante da quantidade enorme de materiais deteriorados.

3 EXPERIÊNCIAS PRELIMINARES DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DA
BIMECC

A Biblioteca do IMECC tomou a iniciativa em 2001 de introduzir a área de
Conservação Preventiva em seu espaço de trabalho por entender a importância e a
necessidade de ter em seus quadros uma profissional especializada para começar a
tratar dos acervos pertencentes à Coleção Mário Schenberg e acervo geral, cujos
livros e periódicos, apresentam sinais evidentes de pequenos ou grandes danos.
Medidas assertivas foram inicialmente incentivadas como o Programa: “Educar para
Conservar, Conservar para não Deteriorar” voltado à educação das pessoas
envolvidas com os acervos, a confecção de um folder educativo sobre os 10
Mandamentos da Conservação e a organização de um curso básico de treinamento
interno e gratuito para sensibilizar e conscientizar os bibliotecários. Devido ao
sucesso da divulgação outros profissionais da comunidade universitária e da cidade
de Campinas se interessaram em participar do curso com duração de 36h
distribuídas em duas turmas, totalizando 43 alunos. Parte do curso foi teórica e parte
prática, abordando as principais técnicas de Conservação Preventiva do Patrimônio
Escrito, com direito a apostila e certificado.
Palestras sobre Conservação passaram a ser proferidas aos calouros do
IMECC.

�FOTO 2: Curso de treinamento

4 A CONSERVAÇÃO PREVENTIVA: INTERFACE ENTRE O PATRIMÔNIO
ESCRITO E USUÁRIO

Depois das experiências positivas de 2001 e do primeiro semestre de 2002 foi
criado o espaço do Atelier de Conservação para legitimar o trabalho e continuar com
as atividades didáticas, tais como o Estágio Profissionalizante de 240h para duas
turmas de 05 profissionais, com ou sem experiência, para praticarem métodos e
técnicas específicas em acervos, cujos livros ou periódicos deteriorados, não tinham
sido tratados anteriormente. Ao longo dos quatro meses, os alunos puderam
aprender os procedimentos de tratamentos preventivos e curativos básicos para o
desenvolvimento das habilidades e familiaridade com os materiais e instrumentos
específicos. Completado o estágio, o número de livros tratados durante as atividades
foi surpreendente: 50 volumes, que antes estavam deteriorados, ficaram em
melhores condições de conservação do ponto de vista de sua estrutura física, de
guarda e manuseio.

�FOTO 3: Estágio profissionalizante

A partir da constatação de que a Conservação Preventiva era uma realidade
inovadora e estimuladora no espaço da BIMECC, outras iniciativas foram tomadas
tais como as propostas de cursos de Extensão universitária e novas atividades do
Atelier: Aula Aberta para a comunidade do IMECC (Instituto de Matemática,
Estatística e Computação Científica), com exposição de fotos dos livros antes do
tratamento e dos livros tratados pelas estagiárias, além de outros livros deteriorados,
com o objetivo de sensibilizar e conscientizar os usuários sobre a necessidade de se
educarem para a transformação da triste realidade em resultados mais positivos.
A cada evento envolvendo a comunidade e o público em geral promovido na
universidade a BIMECC marcava presença através de oficinas de Conservação.
Durante a UPA (Universidade de Portas Abertas) realizada no Ginásio Interdisciplinar
da Unicamp, atraindo a atenção de estudantes de várias partes do Brasil, na Semana
da Calourada 2004 e na comemoração do Dia do Bibliotecário nas dependências da
Biblioteca Central.
Depois do interesse despertado pelos alunos da universidade, nas diversas
áreas do conhecimento, foi oferecido no Atelier da BIMECC uma oficina gratuita de

�4h para 10 alunos da UNICAMP, distribuídos em duas turmas durante o horário do
almoço das 12 as 14h no intervalo das atividades curriculares.
A idéia de trabalhar no Atelier com a Conservação Preventiva, a nível interno e
externo permitiu desenvolver um importante passo a nível educativo, não só com os
usuários, mas também com os alunos bolsistas do SAE (Serviço de Apoio ao
Estudante) da UNICAMP e estagiárias do curso de Ciência da Informação com
habilitação em Biblioteconomia da PUC de Campinas, onde cumprem uma jornada
de 20h semanais, que servirão de aprendizagem profissional para abrir novos
mercados de trabalho para quando formados.

5 METODOLOGIA DO ATELIER DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DA BIMECC

Parte do Patrimônio Escrito é constituída da Coleção Mário Schenberg com
1.604 livros e periódicos, em sua maioria do séc. XX com diversos danos como:
papel ácido, ataque biológico (fungos e insetos), rasgos, dobras, perdas no suporte
do papel e da encadernação (lombadas soltas, perdidas, ruptura das costuras etc...)
e o acervo geral com problemas de encadernação industrial, colas plásticas, uso de
xerox e falta de cuidado com o manuseio mais adequado.

FOTO 4: Diagnóstico

�Neste sentido a preocupação primordial é com os livros mais deteriorados da
Coleção Mário Schenberg e do acervo geral para que sejam disponibilizados em
melhores condições de uso. O trabalho começa com o diagnóstico e fichamento
técnico sobre as condições físico-químico dos materiais deteriorados, seguida de
uma higienização mecânica a seco para a remoção da sujidade (poeira) com trinchas
macias e bisturi para a remoção a seco de excrementos de insetos, descolagem a
seco ou úmida das etiquetas, fichas e protelivros, remoção a seco ou úmida de
grampos e clips oxidados, vestígios secos, resíduos de colas e de papel das
etiquetas, reconstituição estética com papéis artesanais e colas neutras onde houver
perdas do suporte do papel e da informação (se não foi perdida), rasgos, dobras,
perfurações, perdas causadas por insetos, e reconstituição de lombadas, onde
houver perdas, rasgos etc... com papéis adequados, laminação de tecido e papel ou
de frankonia (material importado), reforço das costuras desfeitas, reintegração do
corpo do livro à encadernação, molde sob medida em papel ajustado ao livro,
acondicionamento (invólucro) em poliéster Crystal e ficha de usuário, para informá-lo
sobre os procedimentos técnicos, materiais empregados e o tempo utilizado para
trabalhar o livro ou periódico.

FOTO 5: Higienização

�FOTO 6: Livro antes do tratamento

FOTO 7: Livro depois do tratamento

6 CONCLUSÃO

O resultado do trabalho de Conservação Preventiva na BIMECC tem sido
positivo e poderá servir de exemplo a outras bibliotecas universitárias, tanto em
relação ao produto final obtido pós tratamento, como a iniciativa de aplicar o
conhecimento da Conservação Preventiva para resgatar a confiança, o respeito e o

�cuidado dos usuários com o patrimônio escrito, pois a qualidade do trabalho aparece
no momento em que recebem os livros em bom estado de conservação e
acondicionados em poliéster, ao invés de livros com capas e lombadas soltas,
páginas rasgadas ou com perdas do suporte do papel.

Modelo de ficha da BIMECC

Prezado(a) Usuário(a),

Para a sua compreensão, informamos que este livro esteve sob
os

cuidados

Restauração

do
da

Atelier
BIMECC

de

Conservação

para

receber

Preventiva
os

e

seguintes

procedimentos:
-diagnóstico, higienização dos pontos secos e escuros na capa,
proposta de tratamento, descolagem úmida das fitas adesivas à
capa e à lombada, protelivro e etiqueta, remoção a seco do
resíduo do papel e da plastificação solta da capa, remoção
úmida do resíduo da cola plástica, sobre a capa e lombada
interna, reconstituição estética nos rasgos, dobras e perdas do
suporte do papel na capa (rxv), lombada interna e 1ª p.,
utilizando papel japonês creme e branco em camadas com
tylose e papel Vergé com cola mista, colagem à 3mm da última
página, reconstituição da lombada com laminação de papel
Vergé e talagarça para consolidar as costuras, sobre a
laminação uma lombada de papel Canson e em papel Vergé
sobre a lombada interna do livro, reintegração do corpo do livro à
capa, acondicionamento em poliéster Melinex de 75 microns.
Tempo gasto: 6h 25’
Recomendamos mais cuidado com nossos livros.
BIBLIOTECA DO IMECC

�REFERÊNCIAS

GREENFIELD, Jane. Como Cuidar, Encadernar e Reparar Livros. Portugal:
Edições Cetop, I, 1988.
MENDES, Marylka et all. Conservação: Conceitos e Práticas. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 2001.
SPINELLI, Jayme. Introdução à Conservação de Acervos Bibliográficos:
Experiência da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional,
Ministério da Cultura, 1995.
PERSUY, ANNIE. A Encadernação. Lisboa: Editorial Presença, 1980
______________ Manual de Preservação de Documentos. Rio de Janeiro:
Ministério da Justiça, Arquivo Nacional, 1991.

∗

Especialista em Conservação e Restauração de Documentos Gráficos na Biblioteca do
dulce@ime.unicamp.br
IMECC/UNICAMP
Universidade
Estadual
de
Campinas
IMECC/BIBLIOTECA. Caixa Postal 6065. Cep 13084-970 Campinas/São Paulo/Brasil.

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Ciência da Informação&#13;
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                    <text>AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DE REFERÊNCIA DA BIBLIOTECA NILO
PEÇANHA - CEFET/PB

Beatriz Alves de Sousa∗
Ivanise Almeida
Josinete Nóbrega de Araújo
Lucrecia Camilo de Lima

RESUMO
Avalia a Coleção de Referência da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET-PB, com
objetivo de fazer um diagnóstico e obter subsídios para melhorar seu nível de
desempenho. Como metodologia utilizou-se a abordagem quantitativa e
qualitativa elaborada por Lancaster. Observou-se tamanho, tipo, idade, idioma,
forma de aquisição e uso. A partir dos resultados, foi possível concluir que a
mesma não atende à demanda de informação dos usuários, em particular, á
clientela dos cursos tecnológicos. Para minimizar o problema, sugere-se a
elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções; um estudo com a
comunidade usuária a fim de identificar as áreas de interesses; atualização do
acervo de acordo com programas curriculares e linhas de pesquisas
desenvolvidas pela instituição. Por fim, que seja mantida a prática de avaliação
contínua e permanente de uso da referida coleção.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação
Gerenciamento de coleção.

1

da

coleção.

Coleção

de

Referência.

CENÁRIO DA PESQUISA

1.1 BIBLIOTECA NILO PEÇANHA

Atende a um público bastante diversificado: Ensino Médio, Técnico e
Tecnológico, além de Cursos Extraordinários e de Requalificação. O que tem
dificultado cumprimento dos seus objetivos que é de apoiar efetivamente o
processo de ensino desenvolvido pelo CEFET/PB, além de contribuir na formação
intelectual e integral de seus usuários de forma individual e/ou coletivo.

�Estrutura organizacional
Pavimento térreo
Hall de recepção
Sala da coleção especial
Sala de processos técnicos
Biblioteca virtual
Hall de exposições
Sala estudo coletivo
Cabines individuais
Coordenação
Setor de empréstimos
Banheiros
1.º Pavimento
Acervo geral
Salão de estudos
Setor de organização e manutenção do acervo.

Serviços oferecidos
Ambiente favorável ao estudo e à pesquisa, Salão de leitura e Cabines
individuais.
Livre acesso ás estantes do acervo geral com direito a consulta de todos os
documentos registrados na Biblioteca.
Orientação técnica para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos,
com base ABNT
Pesquisa através do COMUT
Sala de Estudo Programado, destinada a reuniões, palestras e cursos, com
reserva antecipada.
Programas de ação e extensão cultural realizados pela Biblioteca
Uso de computadores e outros equipamentos para realização de pesquisas,
digitação de trabalhos e impressão de cópias, permitido aos servidores e
alunos do CEFET/Pb.
Levantamento de informação.

�Empréstimo domiciliar de documentos do acervo geral.
Empréstimo especial reservado a documentos considerados especiais p/ esta
Biblioteca.
Visita Dirigida - Indicada para os novos usuários ou solicitada por professores
para grupos de alunos, tendo a finalidade de familiarizar os usuários quanto
aos serviços, normas e uso da Biblioteca. Estas visitas são agendadas
previamente.
Serviços de Alerta - Divulgação através de folder, informativos em murais,
catálogos e programas de ação e extensão cultural.
Funcionamento:
De segunda-feira a sexta feira, das 7h30min às 22h.
Sábado, das 8h às 13h.

Os recursos humanos que fazem parte do quadro de funcionários da
Biblioteca Nilo Peçanha totalizam 15 (quinze) servidores, assim distribuídos:
4 (quatro) bibliotecários, sendo 1 coordenador;
10 (dez) assistentes em administração;
1 (um) professor de 1º e 2º graus
O acervo atual é de 14.700 livros destes 778 são obras de referência a fora
estes, há ainda, 153 títulos de periódicos e 230 Cd-Rom.
A Biblioteca Nilo Peçanha adota o seguinte procedimento para o
desenvolvimento de coleções:
A seleção para compra é feita com a participação dos usuários (Servidores
e alunos da Instituição). Observa-se a quantidade de títulos e exemplares por
áreas e atualiza-se o acervo. A relação do material é feita pelo Coordenador da
Biblioteca em conjunto com os Coordenadores dos Cursos, passando pelo
conhecimento do Diretor de Ensino. E a aquisição é feita pelo setor de compras.
Porém, ainda não existe uma política definida com valores estipulados e
prazos determinados para compras de livros ou outros documentos para
Biblioteca. Este fato, prejudica o processo de aquisição da coleção bem como o

�funcionamento da biblioteca. As verbas destinadas a este fim são poucas e mal
aplicadas, não se sabendo o valor que está destinado à compra destes materiais
nem quando estará disponível. Assim sendo, torna-se difícil obter uma coleção
condizente com as necessidades da clientela.
No caso das doações, os documentos são submetidos aos seguintes
critérios: relevância do conteúdo para os usuários da biblioteca, estado físico e
em alguns caso o ano de publicação.
O descarte dos documentos é realizado por bibliotecários experientes e
com a ajuda dos professores, que fazem uma análise dos livros e apontam os que
podem ser retirados do acervo.

2 COLEÇAO DE REFERÊNCIA
As coleções de referência, em bibliotecas universitárias, servem para
atender às necessidades urgentes de pesquisa dos usuários. Elas são adquiridas
e organizadas com o objetivo de dar pronta resposta ao consulente e não para
serem lidas do princípio ao fim. Trata-se de fontes de informação denominadas de
secundárias e terciárias que fornecem subsídios para pesquisas de um modo
geral, e em particular a pesquisas de cunho específico. Devido ao tipo de
documento e a especificidade de seu conteúdo tem custo altíssimo e sua
manutenção é muito dispendiosa.
Cada instituição estabelece critérios para formação deste acervo de
acordo com seus objetivos e com a política de desenvolvimento das Coleções.
Para Figueiredo (1997, 57), a formação da coleção de referência é uma tarefa
que requer grande esforço, cuidado, habilidade e conhecimento. Assim sendo, a
autora recomenda que seja realizada por um grupo ou uma comissão,
envolvendo bibliotecários e usuários que juntos dividirão as responsabilidades
por esta tarefa das mais intelectuais e de alto nível em um sistema de
informação.

�Na biblioteca em estudo não existem critérios definidos para formação da
referida coleção. Atualmente, é composta basicamente pelas seguintes obras:
Enciclopédias, Coleções especificas, Anuários, Guias, Catálogos e Dicionários.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 AVALIAÇÃO – ASPECTOS CONCEITUAIS

Alguns autores que tratam do tema conceituam-no da seguinte forma:
“A avaliação é um ramo da pesquisa – a aplicação do método científico
para determinar, por exemplo, a qualidade do desempenho de um programa”.
“A avaliação reúne dados necessários para determinar quais, dentre várias
estratégias alternativas, parecem ter mais probabilidade de obter um resultado
almejado”.
“A avaliação é considerada componente essencial na administração, seus
resultados podem ajudar o administrador a alocar recursos de forma mais
eficiente” (LANCASTER, 1996, p.01).
Para Oberhofer (1983, p.46), “A avaliação é uma ferramenta auxiliar, que
permite ao administrador verificar os efeitos de seus serviços e fazer os
ajustamentos necessários à implementação dos mesmos.”
Piletti (1984, citado por Lima 2000 p.67) afirma que:
A avaliação não é um fim, mas um meio. Ela é um meio que
permite verificar até que ponto os objetivos estão sendo
alcançados, identificando [as necessidades existentes] de
reformulação do trabalho com a adoção de procedimentos que
possibilitem sanar as deficiências identificadas.

Pelo exposto a avaliação é um meio pelo qual se verifica se um produto ou
serviço está alcançando seus objetivos – verifica-se as falhas existentes e
formulam-se novos procedimentos com vistas a resolver os problemas
detectados. Portanto avaliar uma coleção é examiná-la em vários aspectos,
detectar pontos positivos e negativos e a partir destes, planejar as mudanças
necessárias para o bom desempenho da mesma.

�Figueiredo (1997), apresenta vários conceitos e idéias sobre avaliação de
coleção, para autora todos parecem ter maior relevância para o desenvolvimento
de todos os tipos de bibliotecas:
•

Dar ênfase às metas e aos objetivos da biblioteca para fundamentar a
política de seleção ou aquisição, servindo como suporte para a avaliação
da biblioteca;

•

enfatizar qualidade e as necessidades dos usuários mais do que a
quantidade,

•

conscientizar-se de que nenhuma biblioteca é auto-suficiente, visto que
necessita da cooperação bibliotecária para prover coleções adequadas à
cada tipo de biblioteca visando atingir aos anseios e necessidades dos
usuários, onde quer que eles se encontrem;

•

necessidade da existência de profissionais bibliotecários competentes em
pontos estratégicos como seleção e serviços técnicos, a fim de assegurar o
desenvolvimento e o uso adequado da coleção da biblioteca.
Segundo a autora citada, a avaliação pode ser feita sob dois métodos:

como um esforço separado, no qual faz-se uma pausa para saber onde estamos;
neste caso os resultados têm pouca chance de acarretar mudanças na
administração; ou como processo contínuo, fazendo parte da rotina dos serviços
com a intenção de obterem-se resultados duradouros. Existem casos raros em
que o estudo separado pode ocasionar ações imediatas, por exemplo, quando um
novo diretor delimita as suas diretrizes, ou quando surge algum problema de outra
ordem e necessita de esclarecimentos.

4 METODOLOGIA

Utilizamos os métodos de observação direta da coleção adotando-se as
seguintes variáveis: Tamanho do acervo (quantidade e especificação por tipo),
data de publicação, forma de aquisição, idioma e uso.

�5 RESULTADOS

Especificação por tipo de documento
13
43

27

7
11

14

35
330

183
115

Enciclopédia
Guias
Estatísticas
Outros

Coleções
Catálogos
Biografias

Dicionário
Anuários
Vocab/Glossários

Fonte pesquisa in loco

Nestes aspectos, observou-se que o tamanho do acervo é considerado
pequeno com relação à demanda, visto que a biblioteca atende a uma clientela de
aproximadamente 3000 usuários e dispõem de apenas 778 Obras de Referência,
no entanto, de acordo com Figueiredo (1990, 57) é impossível avaliar a qualidade
de uma coleção por seu tamanho, às vezes uma pequena coleção pode ser eficaz
desde que adequada para atender às demandas. Porém, pelo tipo de documentos
da coleção em estudo pode-se avaliar o nível de conteúdo da mesma.
Comparando com os programas de curso ministrados na Instituição fica provado
que a referida coleção não está em consonância com a demanda.

Idioma das Obras de Referência
13%

1% 1% 2%

83%

Português

Fonte pesquisa in loco

Inglês

Francês

Espanhol

Outros

�Foram identificados os Idiomas: Português, Inglês, Francês, Espanhol
separadamente. Para os demais, utilizamos o item outros. A predominância do
idioma é para a Língua portuguesa, com um percentual de 84% do acervo; a
Língua inglesa ficou em segundo lugar com um índice de 13%; em terceiro lugar,
ficou o item outros com um percentual de 2%; Francês com 0,55% e, finalmente,
o Espanhol com os 0,45% restantes. Apesar da coleção apresentar-se pequena
em número de obras em todos os idiomas vale ressaltar o percentual de apenas
16% de sua totalidade em língua estrangeira, haja vista, a grande parte da
literatura em todas as áreas ainda encontra-se editada em outras línguas.

Forma de aquisição da coleção

18%

82%

Compra

Doação

Fonte pesquisa in loco

Os resultados mostram que 82% da coleção foi adquirida por compra o que
era de se esperar um índice maior, devido à especificidade de uma coleção desta
natureza; as obras de referencia tem custo elevado, sendo assim, é praticamente
impossível formar uma boa coleção por doação.

�Idade da coleηγo
5%

2%

13%

27%

28%
25%

1950 - 1959

1960 - 1960

1970 - 1979

1980 - 1989

1990 – 1999

2000 -

Fonte pesquisa in loco

Os resultados apresentados mostram que a maior parte das obras, 85%,
tem menos de trinta anos de publicadas, como trata-se de obras de
fundamentação teórica e a avaliação foi feita sobre sua totalidade é impossível
afirmar que esta obra está caduca e/ou que em alguns casos as informações
estejam desatualizadas; para identificar problemas desta natureza necessita de
uma avaliação criteriosa de seus conteúdos.
Uso da Coleção de Referência

107

137
109

274

228
214
Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Fonte pesquisa in loco

Quantificado o uso da coleção por um período de seis meses (janeiro a
junho 2004) observou-se pouco uso, de acordo com os resultados a média de
consultas foi de apenas 18% / mês. Isto mostra que há um estorvo no processo,

�porém, com este estudo não foi possível detectar os fatores causadores deste
malogro.

6 CONCLUSÃO

Os resultados apresentados demonstram que a coleção em estudo não
atende aos objetivos da biblioteca. Em tamanho verificou-se uma pequena
quantidade de obras, no tipo dos documentos pouco diversificados, com relação
ao conteúdo as obras só se presta à comunidade de Nível Médio. O uso
registrado, também, apresentou-se pequeno em relação à clientela em potencial
da biblioteca.
Considerando este estudo como um diagnóstico para tomada de decisões
com vistas à melhoria da coleção e, conseqüentemente, dos serviços oferecidos
pela biblioteca apresentam-se as seguintes propostas/sugestões.
• Estabelecer uma política de aquisição e desenvolvimento de coleções com

ênfase para os seguintes aspectos: atualização da coleção de acordo com
programas curriculares e de pesquisa desenvolvidos pelo CEFET/PB; dar atenção
especial para aquisição de bases de dados bibliográficas impressas e em formato
digital, catálogos de tese e dissertações, sumários de periódicos, repertórios,
índices entre outros que possibilitem o acesso á informações específicas
existentes no campo do conhecimento técnico cientifico.
• Criar programas de cooperação com outras bibliotecas afins;
• utilizar bases de dados portais e outros recursos disponíveis de forma

eletrônica;
• avaliar continuamente a coleção através do uso, observando necessidades

e interesses dos usuários.

REFERÊNCIAS

FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Avaliação da coleção de referência nas
bibliotecas. Brasília: Thesaurus, 1997, 238p.

�____________. Desenvolvimento e avaliação de coleções. 2.ed. revista e
atualizada. Brasília: Thesaurus, 1998, 237p.
______________. Metodologia para promoção do uso da informação:
técnicas aplicadas especialmente em bibliotecas universitárias e especializadas.
São Paulo: Nobel, 1990.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Tradução de Antônio
Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1996, 320p.
LIMA, Lucrecia Camilo de. Avaliação da coleção de referência da Biblioteca
Nilo Peçanha do CEFET-PB. João Pessoa: 2000, 72p. Monografia (Graduação
em Biblioteconomia) Universidade Federal da Paraíba.
OBERHOFER, Cecília Alves. Conceitos e princípios para avaliação de sistemas
de informação. Ciência da Informação, Brasília, n.1, v.2, p.45-51, 1983.
SILBERGER, Kathryn Kemp. Obras de referência: subsídios para uma
avaliação criteriosa. Florianópolis: UFSC, 1990, 250p. (Série Didática)
SOUSA, Beatriz Alves de. Diagnóstico e proposta de automatização para
Biblioteca Nilo Peçanha – CEFET-PB. Revista Principia, João Pessoa, n.7,
ano 3, p.86-96, set./99,

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720,
Jaguaribe, João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
ivanisealmeidajp@bol.com.br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
josinobrega@yahoo.com.Br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
luckamilo@yahoo.com.Br

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Avalia a Coleção de Referência da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET-PB, com objetivo de fazer um diagnóstico e obter subsídios para melhorar seu nível de desempenho. Como metodologia utilizou-se a abordagem quantitativa e qualitativa elaborada por Lancaster. Observou-se tamanho, tipo, idade, idioma, forma de aquisição e uso. A partir dos resultados, foi possível concluir que a mesma não atende à demanda de informação dos usuários, em particular, a clientela dos cursos tecnológicos. Para minimizar o problema, sugere-se a elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções; um estudo com a comunidade usuária a fim de identificar as áreas de interesses; atualização do acervo de acordo com programas curriculares e linhas de pesquisas desenvolvidas pela instituição. Por fim, que seja mantida a prática de avaliação contínua e permanente de uso da referida coleção.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA ITINERANTE ‘DJALMA MARANHÃO’: UMA INTEGRAÇÃO DE
GERAÇÕES

Antonia de Freitas Neta∗
Eponina Elide da Silva Pereira∗∗
Lucélia da Silva Feliciano∗∗∗

RESUMO
Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma
Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal.
Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria
Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização
de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no
referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira
experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do
mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma
prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações
fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações
por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com
o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os
mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de
manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do
Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa
prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar
incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos
tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da
experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação.
PALAVRAS-CHAVE: Educação de Jovens e Adultos. Biblioteca Itinerante.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas, “templos sagrados do saber”, estão voltadas para atender às
necessidades de uma elite alfabetizada que não corresponde à realidade da população
brasileira. Tal visão de biblioteca está intimamente relacionada com seu nascimento na

�Antiguidade quando era considerada local onde se resguardava a cultura para as
gerações futuras, visão que teve continuidade na Idade Média com o enclausuramento
das

bibliotecas

em

conventos

e

mosteiros,

permanecendo

como

instituição

preservadora do conhecimento também no período de grandes transformações sociais,
com a democratização da literatura e arte, evolução científica etc,. Apenas no século
XX, evoluiu de biblioteca “museu” para biblioteca “serviço”, com uma preocupação
voltada para o usuário através de disseminação da informação.
No Brasil, a biblioteca e a educação sempre foram secundarizadas por parte dos
órgãos oficiais, por isso padecem de males comuns. È certo que, em determinados
momentos, a educação apresenta projetos progressistas, que tentam universalizar o
acesso ao processo educacional, fato que ocorre em menor escala com a biblioteca,
visto que a mesma não é considerada parte essencial do referido processo. A censura
imposta no período colonial, a vinda da Biblioteca Real e as importações de modelos
contribuíram para que fossem implantadas bibliotecas que não se adequavam à
realidade brasileira tanto em acervo como na forma de atuação.
Assim, as transformações ocorridas na sociedade brasileira, o surgimento de
novas classes sociais em decorrência da industrialização, o Estado criando programas
educacionais para capacitar força de trabalho a fim de atender as necessidades dessa
industrialização, nos leva a concordar com Rabelo (1988) quando diz que a classe
média, juntamente com a alta, tem sido a clientela constante e fiel da biblioteca, como
também beneficiária de educação.
Entretanto, para que a biblioteca atinja qualquer objetivo, será relevante e
decisivo o desempenho de quem nela trabalha. Será a postura política desse
profissional que irá realmente definir até que ponto o discurso irá se concretizar na
prática. Nesse aspecto, a postura do bibliotecário brasileiro também reflete a
importação de modelos curriculares trabalhados nos cursos de Biblioteconomia, que até
certo ponto impedem que esse profissional desempenhe o papel de agente político,
interagindo com a sociedade, numa possível ação transformadora.
Contudo, ao refletirmos teoricamente sobre a problemática das relações
sociedade-processo educativo e biblioteca, é importante lembrar que a biblioteconomia
já vem buscando há algum tempo, articulações com a esfera educacional, no que se

�refere à prática social. Para tanto, ressaltamos os objetivos do 14º Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação:
[...] despertar o bibliotecário brasileiro para o papel que a biblioteca pode
e deve desempenhar no sistema formal e não formal de educação e
conscientizar os profissionais da área de educação de que, sem
bibliotecas, o processo educativo não atingirá sua eficácia.
(CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 1982, p.27).

Assim, apesar da existência de um certo tradicionalismo e elitismo, existe
atualmente uma corrente de teóricos da biblioteconomia em dar a biblioteca novos
rumos atinentes a programas sociais, com vistas a comunidades formadas por classes
menos favorecidas. Nesta perspectiva, serviços bibliotecários inovadores vem
procurando abranger de forma mais ampla um público considerado não usuário,
fundamentando-se nas necessidades reais de cada individuo ou de grupos de
interesses comuns.
Mesmo diante da evolução do conceito de biblioteca que além de guardiã,
passou a desempenha a função de prestadora de serviço, essa, ainda é um lugar
(físico), aonde as pessoas vão a busca das informações que precisam, continuando, a
guardar em vez de ser também um local onde se produza a informação. È um reduto da
civilização do alfabeto, excluindo aqueles que não sabem ainda decodificar a escrita, e
que poucos são os que a ela recorrem, por ser um espaço cercado por muralhas, pelo
autoritarismo, por normas que mesmo necessárias, tornam-se instrumentos de
exclusão.
Sendo assim, como a biblioteca poderá exercer ações participativas,
esclarecedoras, contribuindo para que os não letrados possam explicitar seu saber e
conhecer o saber sem as muralhas da codificação? Tal ação só será possível no
momento em que houver uma comunicação real entre a biblioteca e a comunidade,
num processo de interação com suas necessidades e anseios informacionais.
Para Freire (1982), falar sobre o processo de alfabetização e biblioteca é falar do
problema da leitura e da escrita. Não da leitura de palavras e da escrita em si próprias,
como se lê-las e escrevê-las não implicasse numa outra leitura, prévia e
concomitantemente aquela leitura da realidade da mesma. Tal concepção difere da
educação formal e oficial, para a qual Polke (1982), faz uma colocação bastante

�pertinente ao dizer que se para o aluno das classes menos favorecidas é oferecido
através do material escolar não mais de fragmentos de um universo distanciado de sua
realidade, a biblioteca pode, oferecer-lhe um espaço, no qual o mesmo possa
expressar sua cultura.
Sendo assim, não se concebe qualquer programa de alfabetização que não
utilize textos e práticas que reflitam o contexto e também não possuam bibliotecas
livres, vivas, sem os códigos elitistas, onde o aluno possa interagir na busca e na
produção da informação. Sobre a qualidade do conteúdo de uma biblioteca de apoio a
um programa de alfabetização, Freire (1982, p.104), apresentava uma proposta ao
nível de sugestão, chamando a atenção para:
Se antes, raramente os grupos [...] eram estimulados a escrever seus
textos, agora é fundamental fazê-los, desde o começo da alfabetização
para que, na pós-alfabetização, se vá tentando a formação do que
poderá vir a ser uma pequena biblioteca, com a inclusão de páginas
escritas pelos próprios educandos.

Ainda de acordo com o autor (1982), para que seja possível desenvolver um
trabalho neste nível é preciso que na nova caminhada que começa, se desfaça de
todas as marcas autoritárias e comece, na verdade, a acreditar nesse segmento da
sociedade. Furter (2000), amplia a preocupação ao dizer que a biblioteca tem a função
perigosa no momento em que faz uma seleção do que merece está lá, chamando
atenção para com o acervo, com o que o aluno vai encontrar de verdade.
Entretanto, mesmo que a biblioteconomia tenha avançado teoricamente, não tem
havido maiores interesses para esse tipo de biblioteca, visto que a mesma continua
voltada para o discurso liberal de caráter tecnicista e funcionalista, sem aproximação
com essa parcela da população. Tal posicionamento está relacionado com os recursos
humanos, fator preponderante para o funcionamento de qualquer tipo de biblioteca,
uma vez que a sociedade valoriza o especialista de acordo com certas atividades que
interessam ao sistema e que lhe assegura um determinado status no âmbito dessa
sociedade.
Dessa forma, constata-se uma certa hierarquia no interior da profissão, que
confere ao bibliotecário um certo status profissional atribuído de acordo com o tipo de
biblioteca em que atua, isto porque, trabalhar numa biblioteca especializada, que lhe

�assegure uma posição social e econômica, é mais seguro do que desenvolver um
trabalho junto às classes menos favorecidas, que além de não representar socialmente
um certo prestígio na profissão, financeiramente não compensa diante dos baixos
salários oferecidos.
Assim, a postura do bibliotecário brasileiro ainda reflete a importação de modelos
curriculares para os cursos de biblioteconomia, que estão voltados para formar
profissionais para atuar em bibliotecas especializadas, impedindo ate um certo ponto,
que esse profissional desempenhe o proposto papel de agente político, interagindo com
a sociedade numa possível ação transformadora.
Dessa forma, para que a biblioteca atinja seus objetivos e desempenhe com
eficácia sua função social, é necessário que ela ultrapasse seu espaço físico tradicional
e rume aos que dela necessitam. É preciso que ‘ela’ deixe de ser apenas o local onde
se possa ter acesso à produção cultural pré-determinada, mas um local onde a
informação viva se faça presente, onde a troca de experiência seja capaz de promover
uma produção e uma transferência de informação de acordo com o contexto.

2 PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO GERAÇÃO CIDADÃ
De acordo com essa visão, o programa de Alfabetização GeraçÃo Cidadã,
voltado para educação de jovens e adultos, desenvolvido pela Secretaria Municipal de
Educação em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, propõe como uma das atividades de apoio:
[...] uma Biblioteca Itinerante, com o objetivo de estimular às práticas de
leituras e oportunizar a integração dos alunos com acervos bibliográficos
diversificados, entre os quais literatura de cordel e obras literárias em
geral para facilitar o contexto com a diversidade textual” (PROJETO...,
2000; P. 3).

Com um acervo mínimo formado por literatura de cordel, literatura brasileira,
periódicos informativos, jornais, e como proposta de trabalho, levar a informação aos
alunos do projeto, através de diversos suportes, esta atividade de apoio denominada
pela coordenação do projeto de ‘Biblioteca Itinerante’ se revela uma proposta arrojada,
inovadora, que lembra as Bibliotecas Populares da Campanha de alfabetização “De Pé

�no Chão Também Se Aprende” idealizadas e implantadas na década de sessenta pelo
então prefeito de Natal, Djalma Maranhão.
O mencionado projeto que abrange vários bairros de Natal, numa ação conjunta
com a comunidade e as instituições envolvidas, atendendo a uma demanda de alunos
com faixa etária entre 15 a 80 anos, teve como proposta inicial para a Biblioteca
Itinerante, atividades desenvolvidas pelos professores mediadores do próprio projeto,
por intermédio de oficinas de leituras, de danças e produção de textos, que foram
incorporados ao acervo da experiência piloto desenvolvida no Colégio Pequeno Sábio,
no Bairro Lagoa Azul, no conjunto Nova Natal, possibilitando a integração de
aproximadamente 20 (vinte) turmas de alfabetização.
A atuação do Departamento de Biblioteconomia consistiu em assegurar o apoio
técnico no que se refere à seleção e preparação do material informacional, elaboração
de layout e assegurar o seu funcionamento por intermédio do corpo docente e alunos
do curso de Biblioteconomia.

2.1

SEGUNDA

EXPERIÊNCIA

DA

BIBLIOTECA

INTINERANTE

‘DJALMA

MARANHÃO’
A segunda experiência da Biblioteca Itinerante foi desenvolvida na Escola Reino
da Criança, no conjunto Nova Natal que cedeu um espaço físico em suas dependência
para que fosse possível o funcionamento a custo zero, e em contra partida, a equipe
preparou o material da escola e também incluiu seus alunos em algumas atividades
desenvolvidas.
Contando com uma equipe multidisciplinar composta por pedagogos, contadores
de histórias, alunos e professores do curso de Biblioteconomia, foi possível atender
aproximadamente a 15 (quinze) turmas de alfabetização do citado programa,
especificamente no turno noturno e desenvolver atividades com alunos do colégio no
turno da tarde, por intermédio de procedimentos metodológicos de acordo com o
caráter emergencial e inovador da experiência e a especificidade da clientela.

�Como objetivo geral, o Departamento de Biblioteconomia prestou apoio técnico
no que se refere à preparação do material informacional que subsidiou as oficinas
desenvolvidas

pelos

pedagogos,

utilizando

no

processamento

do

material

informacional, recursos técnicos, compatíveis com a proposta, representados pela
adaptação de uma classificação condensada constando das classes de 00 a 900, e por
um guia em cores, com correspondência para o material informacional e expositores,
facilitando dessa forma a localização do material que interessava aos alunos.
As oficinas desenvolvidas pelos pedagogos eram montadas de acordo com os
anseios informacionais dos alunos do programa, que consultados com antecedência,
apresentavam suas necessidades ao professor alfabetizador e esse, informava a
biblioteca qual o tema de interesse que os alunos gostariam que fosse debatido no ato
da visita. Com base nessas informações, era preparada a atividade diária que consistia
em palestras, oficinas de leitura, de danças, contação de histórias e apresentação de
Grupos Culturais, formados em determinados casos por alunos do programa.
Os temas mais solicitados e que foram trabalhados estavam relacionados com
drogas, devidamente discutido com psicólogos e pedagogos; medicina preventiva
quando foram abordados, particularmente a questão do aborto, e os cuidados com as
doenças sexualmente transmissíveis, isto porque além dos alunos adolescentes do
programa, os pais expressaram o desejo do conhecimento sobre os assuntos para
multiplicar as informações.
Ainda com relação aos enfoques dados nas palestras realizadas e oficinas
desenvolvidas, houve uma atenção especial para as questões do folclore do Rio
Grande do Norte, quando foi apresentada a origem do Bumba Meu Boi, a função de
cada instrumento e elemento que compõe essa forma de manifestação cultural,
culminando com uma apresentação pelo referido grupo. Além, dessa apresentação, um
grupo formado por alguns alunos do programa, mostrou para a comunidade as danças
folclóricas RN, quando apresentaram dentre outras, o Araruna, considerada um marco
da nossa cultura, como também o Coco de Roda, uma herança cultural africana.
Dando continuidade as palestras, também foram discutidas as questões de
cidadania, quando foram abordados os Estatutos do Adolescente e do Idoso com largas

�discussões esclarecendo inclusive pontos legais e também informações de caráter
utilitária, indicando locais onde poderiam ter assistência e maiores esclarecimentos.
Contudo, o ponto significativo que se refere ao processo ao processo
informacional, foi às comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca,
quando foi possível desenvolver um processo de socialização e integração de
gerações, proporcionando uma troca de saberes e um exercício de cidadania, isto
porque na estrutura física onde a experiência aconteceu, funciona a alfabetização de
crianças com faixa etária de quatro a cinco anos, que com a mesma alegria da
descoberta das primeiras letras, comungavam do mesmo sentimento com alunos com
faixa etária superior.
Tendo como apoio de literatura uma revista em quadrinhos, e como mediador um
pedagogo caracterizado de palhaço, a biblioteca comemorou a data de forma diferente,
repassando por intermédio da música, brincadeiras, para os dois grupos de gerações
diferentes e níveis culturais iguais, a importância do Livro e da Biblioteca.
Fica na memória da equipe, a satisfação de alguns alunos que ainda não
dominam as letras quando disseram: “Agora sei que biblioteca não é só um prédio onde
ficava com vergonha de entrar, mas tudo que eu possa apreender”.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo que a equipe em determinadas ocasiões tenha constatado observações
por parte de alguns alunos do programa, no que se refere à estrutura da Biblioteca ao
dizer “pensei que a biblioteca fosse grande, bonita, com estantes e computadores”, a
experiência nos aponta para uma reflexão sobre a postura do bibliotecário no
desempenho de suas funções, visto que, levados pelo tecnicismo, poderão se tornar
um agente de reprodução do sistema, mais preocupado em executar do que
propriamente refletir e criar (inovar).
A duas experiências desenvolvidas, oportunizou os alunos do projeto GeraçÃo
Cidadão, um convício com a “Biblioteca”, desmistificando-a e motivando-os a procurar a

�existente no bairro, proporcionado-lhe um conhecimento sem as muralhas da
codificação.
Para os alunos do curso de Biblioteconomia, um conhecimento de uma nova
prática da profissão, interagindo com uma clientela diferenciada, onde foi possível
observar que, não é só chegar com uma proposta de biblioteca diferente, reproduzindo
modelos existentes, de forma velada. È indispensável que entenda que pode
desempenhar um papel critico e transformador em qualquer tipo de biblioteca atue.
Contudo, para esse processo ocorra é necessário à existência de uma visão
política no desempenho de suas funções no que se refere à democratização da
informação, articulada a uma prática profissional que incorpore o saber não letrado
como saber válido, sem marginá-lo ou desqualificá-lo.

REFERÊNCIAS

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., 1982,
João Pessoa. Anais...João Pessoa: APBPB, 1982.
FREIRE, Paulo. A educação de adultos e bibliotecas populares: considerações
preliminares. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E EDUCAÇÃO,
14., João Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. V. 2, p. 93-109.
FREITAS NETA, Antonia de. Uma experiência de articulação biblioteca-sociedade:
resgate histórico das bibliotecas populares na campanha “de pé no chão também se
aprende a ler”. Natal: 1961-1964.
FURTER, Pierre. Biblioteca nos programas de alfabetização. In:. CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 127-132.
LIMA, Etelvina. Bibliotecas nos programas de alfabetização e educação de adulto. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João
Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 60-70.
POLKE, Ana Maria Athaíde. Biblioteca e formal educação formal. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BBIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v.2, p. 75-83.
PROJETO geração cidadã. Natal: [s.n.], 2003.

�RABELO, O. C. D. Da biblioteca pública à biblioteca popular: análise das contradições
de trajetória. Revista de Biblioteconomia da UFMG, v.16, n.16, p.19-42, 1987.

∗

Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
UFRN; Coordenadora do Projeto ‘Biblioteca Itinerante Djalma Maranhão’
∗∗
Aluna do Curso de Biblioteconomia da UFRN.
∗∗∗
Professora do Projeto GeraçÃo Cidadã.

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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteca itinerante ‘Djalma Maranhão’: uma integração de gerações. (Pôster)</text>
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                <text>Freitas Neta, Antonia de; Pereira, Eponina Elide da Silva; Feliciano, Lucélia da Silva </text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal. Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação. </text>
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                    <text>EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA ODONTOLÓGICA NO
PUBMED, NO PERÍODO DE 1966 A 2003
Marilene Girello∗

RESUMO
O estudo avalia a evolução da Produção Científica Brasileira da Área
Odontológica no Brasil e nas Faculdades de Odontologia das Universidades
Estaduais Paulistas. Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência
o PubMed, da National Library of Medicine, no período de 1966 a 2003. O estudo
permitiu identificar uma expansão significativa de 31,27% (581 artigos) na
produção científica odontológica brasileira, nos últimos três anos (2001 a 2003) e,
todas as Faculdades avaliadas na pesquisa, tiveram aumentos expressivos de
16,67%, a 43,06%; através dos dados obtidos concluiu-se que a produção dos
pesquisadores destas Faculdades, vem crescendo substancialmente nos últimos
anos, não somente em termos quantitativos, como também na sua qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Produção Científica Brasileira. Odontologia – Brasil.

INTRODUÇÃO

A produção científica brasileira, contabilizada pelo Institute for Scientific
Information (ISI), tem crescido significativamente entre os anos de 1981 e 2000
(BRASIL, 2002; ARELLANO, 2004). O avanço da pesquisa é resultado de
iniciativas como a constituição e criação de agências de fomento, implantação de
cursos de pós-graduação destinados à formação de novos pesquisadores e a
criação do Ministério da Ciência e Tecnologia que deu rumos a política científica,
definindo áreas estratégicas para investimento e apoio (ARELLANO, 2004).
Outro fator importante é destacado por Meneghini, em seu artigo de 1998,
mencionando que a produção científica brasileira cresceu muito em função de
trabalhos de colaboração e, a grande dificuldade que existe no Brasil para se
estabelecer estratégias de política científica é a falta de bases de dados
nacionais, que permitem perceber a produção em um contexto amplo; as muitas
pessoas que se interessam por esse assunto acabam recorrendo a bases de
dados internacionais. Freitas et al. (1992) tecem comentários sobre a importância
das bases de dados bibliográficas na produção de indicadores de C&amp;T e para

�estudos

estratégicos,

além

de

conhecer

a

produção

intelectual

dos

pesquisadores.
A idéia de avaliar a produção científica pela contagem de publicações é
algo que ainda encontra fortes resistências na comunidade acadêmica. Todavia,
há evidência mostrando associação estatística entre contagem de publicações e
outras maneiras de se avaliar a excelência de sua ciência ou de um grupo.
Mesmo a nível individual, há elevada correlação entre qualidade e quantidade;
autores de copiosa produção tendem a produzir coisas melhores (CASTRO,
1985).
Este estudo não tem a finalidade de mostrar a Universidade ou a
Faculdade de maior produção, tão pouco comparar a produção de grupos, pois
nos depararíamos com uma dificuldade inicial que seria a diferença de seu
tamanho.

BASES DE DADOS

Nas últimas décadas, a produção da informação científica e tecnológica
têm se expandido e conseqüentemente o crescimento da produção de novos
documentos, acelerando a utilização de novas tecnologias automatizadas para
que fossem otimizados os seus produtos. Desta forma, em meados da década de
60 nos Estados Unidos, a geração de informações bibliográficas, com o auxílio de
computadores, veio proporcionar o aparecimento das bases de dados, como
subproduto do processo de editoração das publicações impressas (LOPES,
1983). A necessidade de recuperar o montante de informações produzidas nos
dias de hoje, foi um fator que impulsionou o desenvolvimento dessas novas
tecnologias de armazenamento e de busca (NOGUEIRA &amp; NUCI, 1997).
As vantagens das bases são as mais diversas, além de armazenarem um
crescente volume de informações, têm um maior número de pontos de acesso
(LOPES, 1983; CUNHA, 1994). Lopes (1983) ainda cita outras vantagens, tais
como: maior rapidez que a busca manual; aumenta o controle de precisão e
recuperação; flexibilidade em criar diferentes combinações lógicas; habilidade em

�expandir,

especificar

ou

modificar

a

estratégia;

atualização

constante;

exaustividade na cobertura de diferentes fontes de informação; conveniência em
relação a localização física do solicitante da informação; custo/eficiência. Sampaio
&amp; Sabadini (1998) enfocam que as bases também permitem o acesso rápido às
pesquisas recentemente publicadas em artigos de periódicos.
Como decorrência natural da integração da indústria da informação e as
telecomunicações surgem os serviços de acesso online a bases de dados que
permitem a consulta a milhões de itens de informação, armazenados nas
memórias de seus computadores (LOPES, 1983). Abre-se assim, a possibilidade
de acesso remoto ao saber coletivo da humanidade depositado nas milhares de
bibliotecas do mundo eletrônico (HENNING, 1993).

PUBMED

PubMed é um serviço desenvolvido pela National Center for Biotechnology
Information (NCBI) da National Library of Medicine (NLM), inclui mais de 14
milhões de registros da literatura biomédica, traz links para sites que permitem o
acesso ao texto completo do artigo científico. PubMed está disponível online no
endereço

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed/

,

permitindo

o

acesso

a

informação bibliográfica que inclui :
Medline: Literatura Internacional em Ciências da Saúde. Período de
cobertura: à partir de 1966. É uma base de dados bibliográfica, possui por volta
de 12 milhões de citações com resumos da literatura internacional sobre
biomedicina, incluindo pesquisa clínica médica, odontologia, medicina veterinária,
normas e serviços de saúde, indexa mais de 4.800 periódicos publicados nos
Estados Unidos e 70 outros países (NLM, 2004).
A origem da Medline ocorreu antes da era do computador. Em 1865, John
Shaw Billings, percursor da base, trabalhou na elaboração de um índice de
assuntos para artigos da área biomédica. O primeiro volume deste trabalho,
surgiu em 1879 como Index Medicus.

�Segundo Modlin (1998), Medline é a mais completa coleção de publicações
médicas conhecida no mundo. A autora ainda acrescenta que a cada mês são
realizadas aproximadamente 10 milhões de pesquisas na base. Os motivos que
levam milhares de pessoas a preferirem pesquisar na Medline são devidos a sua
exatidão e atualização no processamento das informações médicas, além de
permitir buscas por assunto, autor, título da revista e palavras do texto. A autora
finaliza, comentando que a base tem sido por mais de 25 anos, um caminho no
qual os profissionais da saúde tem se mantido atualizados.
OldMedline : contém aproximadamente 2 milhões de citações de artigos de
periódicos internacionais biomédicos. Período de cobertura: de 1951 à 1965.

OBJETIVO

A pesquisa reflete o interesse da biblioteca em avaliar a evolução da
produção científica brasileira da área odontológica no Brasil e nas Faculdades de
Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas.

METODOLOGIA

O universo da pesquisa estudado foi constituído pelas Faculdades de
Odontologia

das

Universidades

Estaduais

Paulistas

e,

posteriormente,

comparando os resultados com a produção odontológica no Brasil.
Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência o PubMed, da
National Library of Medicine e, para realizar as estratégias de pesquisa, foi
utilizado o sistema de busca avançado Preview Index (Anexo), que possibilita ao
pesquisador selecionar os termos no índice da base, adicionar termos a busca e
utilizar os operadores booleanos, para o melhor direcionamento e refinamento da
pesquisa. Os dados coletados foram analisados de forma quantitativa e
posteriormente qualitativa, procurando-se atingir os objetivos inicialmente
propostos.

�RESULTADOS

No estudo envolvendo as Faculdades de Odontologia das Universidades
Estaduais Paulistas, demonstrado na tabela 1, observa-se que no período de
1966 a 1997, a produção científica totalizou 373 artigos produzidos e publicados,
sendo que, a sua maioria 105 (28,15%) são da Faculdade de Odontologia de
Ribeirão Preto (FORP/USP). Segundo Castro (1985) “apesar do número de
professores em tempo integral, a produção maior ou menor em algumas
Faculdades se explicaria pela ‘juventude’ de sua pós-graduação”.

TABELA 1
Produção Científica nas Faculdades de Odontologia das Universidades
Paulistas
Períodos
Total
Faculdades
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003 Parcial
Araçatuba
33
21
36
90
Araraquara
96
45
110
251
Bauru
60
28
81
169
49
Piracicaba
74
223
346
59
114
278
Ribeirão Preto
105
São José dos Campos
11
7
19
37
São Paulo
19
26
47
92
Total Geral de Artigos
373
260
630
1.263

Estaduais

%
7,13
19,87
13,38
27,40
22,01
2,93
7,28
100 %

Os anos de 1998 a 2000, totalizaram 260 artigos publicados, sendo 113 da
Universidade de São Paulo - USP (Bauru, Ribeirão Preto e São Paulo), 74 da
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (Piracicaba) e 73 da
Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” - UNESP (Araçatuba,
Araraquara e São José dos Campos).
No terceiro período do estudo, 2001 a 2003, os pesquisadores das
Faculdades publicaram 630 artigos. O crescimento da produção da USP (242) foi
o mais expressivo, em seguida da UNICAMP (223) e 165 da UNESP. No entanto,
analisando os resultados obtidos, a maior concentração da produção científica é
da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/UNICAMP) totalizando 346
(27,40%) artigos, em seguida a Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
(FORP/USP) com 278 (22,01%), a Faculdade de Odontologia de Araraquara

�(FOAR/UNESP) com 251 (19,87%), a Faculdade de Odontologia de Bauru
(FOB/USP) com 169 (13,38), em seguida a Faculdade de Odontologia (FO/USP)
com 92 (7,28%), a Faculdade de Odontologia de Araçatuba (FOA/UNESP) com
90 (7,13%) e a Faculdade de Odontologia de São José dos Campos
(FOSJC/UNESP) com 37 (2,93%) artigos; totalizando 1.263 contribuições
científicas para o desenvolvimento do saber (Tabela e Figura 1).

346

400

278
251

300

169

200

92

90
100

37
icaba
Pirac

Ba u r

Ar a r a
quar

u

0
a

Produção
Científica T=1.263

FIGURA 1
Produção Científica nas Faculdades de Odontologia das Universidades Estaduais
Paulistas

Faculdades

A média de publicações por ano constata uma evolução gradativa na
produção do conhecimento pelos pesquisadores das Faculdades. No primeiro
período, foi publicado e indexado em revistas técnico-científicas que estão
indexadas no PubMed, 11 artigos por ano, no segundo 86 e no terceiro período
medido no estudo, foram 210 artigos por ano. Observadores qualificados indicam
a revista científica como sendo um meio barato e eficiente de registro, controle de
qualidade e divulgação dos resultados da ciência (CASTRO, 1985).
Uma perspectiva global da evolução e distribuição da produção científica
nas Faculdades é representada na tabela 2. No período ‘c’ observa-se níveis
semelhantes de produção entre as Faculdades de Odontologia. Comparando os
dois últimos períodos, ‘b’ e ‘c’, todas as Faculdades tiveram aumentos

�expressivos, chegando a 43,06% pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba
(FOP/UNICAMP) que publicou, nos últimos três anos, 149 artigos a mais que no
período de 1998 a 2000, FOSJC 32,43%, FOB 31,36%, FOAR 25,89%, FO
22,83%, FORP 19,79% e FOA 16,67%; totalizando 149 artigos da UNICAMP, 129
da USP e 92 da UNESP.

TABELA 2
Evolução da Produção Científica nas Faculdades de Odontologia nos últimos dois
períodos
Períodos %
Aumento (b - c)
Faculdades
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003
Artigos
%
(a)
(b)
(c)
Araçatuba
36,67
23,33
40,00
16,67
15
Araraquara
38,25
17,93
43,82
25,89
65
Bauru
35,60
16,57
47,93
31,36
53
14,16
21,39
64,45
Piracicaba
43,06
149
Ribeirão Preto
37,77
21,22
41,01
19,79
55
São José dos Campos
29,73
18,92
51,35
32,43
12
São Paulo
20,65
28,26
51,09
22,83
21

A figura 2, reproduz os totais da produção científica da área odontológica
no Brasil. Comparando com o total de artigos publicados (1.858), o primeiro
período correspondeu a 25,78% (479) do total de artigos, no período seguinte
21,47% (399) e no terceiro estudo 52,75% (980), neste último período os
pesquisadores publicaram 581 artigos a mais que no segundo, demonstrando
uma expansão significativa de 31,28% na produção científica dos pesquisadores
da área odontológica no Brasil que vem crescendo substancialmente nos últimos
anos.

�FIGURA 2
Evolução da Produção Científica da Área Odontológica no Brasil

1200
Brasil

980
52,75%

Evolução

1000
800
479
25,78%

600
400

399
21,47%

200
0
1

2

3

Períodos: 1 (1966 a 1997); 2 (1998 a 2000); 3 (2001 a 2003)
T = 1.858 artigos

A média de publicações por ano no primeiro período foi de 15 artigos, no
segundo 133 e no terceiro período somam 326 artigos publicados por ano.
A figura 3, compara a evolução da produção científica no Brasil com as das
Faculdades de Odontologia. Dos 1.858 artigos publicados, 1.263 foram
produzidos pelas Faculdade de Odontologia das Universidades Estaduais
Paulistas, correspondendo a 67,97% do total produzido no Brasil; constatando
que ‘a concentração das investigações científicas está em Universidades e
Institutos Públicos’ (ARELLANO, 2004), além de mostrar que a predominância do
Estado de São Paulo nos resultados é indiscutível.

FIGURA 3
Evolução da Produção Científica Odontológica no Brasil e nas Faculdades de
Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas

Evolução

1500

Brasil
Faculdades

1000
500

479

373
0
1966 a 1997

980
399

630

260
1998 a 2000
Período

2001 a 2003

�CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos, nota-se com predominância e é
importante registrar, o peso do Estado de São Paulo na ciência odontológica
brasileira, que de fato 67,97% (1.263) das publicações originaram-se de lá, no
período de 1966 a 2003, além de constatar que a concentração das investigações
científicas está em Universidades e Institutos Públicos. O estudo também revelou,
que todas as Faculdades avaliadas tiveram aumentos expressivos entre 16,67% a
43,06% e, a produção científica odontológica no Brasil, teve uma expansão
significativa de 31,27%, com uma média de 326 artigos publicados por ano,
constatando que, a produção intelectual dos pesquisadores nesta área vem
evoluindo gradativamente nos últimos anos, com a preocupação de divulgar esse
conhecimento em revistas técnico-científicas indexadas em bases de dados
internacionais.

EVOLUTION OF THE BRAZILIAN SCIENTIFIC DENTISTRY LITERATURE IN
PUBMED, FROM 1966 TO 2003

ABSTRACT
This study evaluates the evolution of Brazilian Scientific Literature of Dentistry
Area in Brazil and in Schools of Dentistry from Paulista State Universities. For the
rising of the data it was used as reference PubMed, of National Library of
Medicine, in the period from 1966 to 2003. The study allowed to identify a
significant expansion of 31,27% (581 articles) in the Brazilian Scientific Dentistry
Literature in the last three years (2001 to 2003) and all the appraised Schools in
the research, had expressive increases of 16,67% to 43,06%; through the
obtained data it was concluded that literature researchers of these Schools, is
growing substantially in the last years, not only in quantitative terms, as well as in
its quality.
KEYWORDS: Brazilian Scientific Literature. Dentistry – Brazil.

�REFERÊNCIAS

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lista de discussão Bib_Virtual]. Mensagem recebida por &lt;miguel@ibict.br&gt; em 31
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brasileira. Brasília, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.mct.gov.br/comunicação/textos&gt; Acesso em: 12 maio 2004.
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Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.16, n.3/4, p.31-48,
jul./dez. 1983.
MENEGHINI, R. Avaliação da produção científica e o Projeto SciELO. Ciência da
Informação, Brasília, v.27, n.2, p.219-220, maio/ago. 1998.
MODLIN, M. Medical questions? American Libraries, Chicago, p.40-42, Nov. 1998.
NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE (NLM). PubMed : overview. Disponível em:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query/static/overview.htmlT acesso em: 29 jun.
2004.
NOGUEIRA, M.C.C.; NUCI, E. Comparação do uso do “CD-ROM” por
pesquisadores do setor espacial em duas instituições científicas.
Transinformação, Campinas, v.9, n.1, jan./abr. 1997. Disponível:
&lt;http://www.puccamp.br/~biblio&gt;. Acesso em: 14 maio 2001.

�SAMPAIO, M.I.C.; SABADINI, A.P. O impacto do uso de bases de dados sobre o
serviço de referência, com ênfase na comutação bibliográfica. Inf. Inf., Londrina,
v.3, n.1, p.45-50, jan./jun. 1998.

�ANEXO
Estratégias de busca utilizadas no sistema de pesquisa avançado Preview Index no
PubMed
Evolução da Produção Científica Brasileira Odontológica no PubMed de 1966 a
2003
Períodos
Pesquisa
Local
Total
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003
1
Brasil
479
399
980
1.858
2
Araçatuba
33
21
36
90
3
Araraquara
96
45
110
251
4
Bauru
60
28
81
169
49
5
Piracicaba
74
223
346
59
114
278
6
Ribeirão Preto
105
7
São José dos Campos
11
7
19
37
8
São Paulo
19
26
47
92
Pesquisa 1 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
“odontologia" [Affiliation]) AND ("brazil"[Affiliation] OR "brasil"[Affiliation]) AND
("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
Pesquisa 2 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "aracatuba"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 3 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia" [Affiliation]) AND "araraquara"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 4 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "bauru"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 5 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "piracicaba"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 6 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND ("ribeirao preto usp"[Affiliation] OR (ribeirao[All Fields]
AND preto[All Fields])) AND ("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
Pesquisa 7 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "sao jose dos"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 8
(#3) AND (#4) AND (#8) AND "usp"[All Fields] AND ("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
#3 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia"
[Affiliation]) NOT "bauru"[Affiliation]
#4 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia
"[Affiliation]) NOT "ribeirao preto usp"[Affiliation]
#8 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia
"[Affiliation]) NOT ("ribeirao preto usp"[Affiliation] OR ribeirao[All Fields] OR preto[All
Fields])
∗

Especialista no Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, pelo Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Faculdade de Filosofia e Ciências – Campus de Marília, UNESP. Trabalha como
Bibliotecária na Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP. E-mail :
mgirello@fop.unicamp.br. BIBLIOTECA PROF. DR. CARLOS HENRIQUE ROBERTSON LIBERALLI DA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Endereço: Av. Limeira, 901 – CP 52 – Piracicaba, SP – Brasil - CEP 13414-903 Homepage :
http://biblioteca.fop.unicamp.br/ E-mail : biblioteca@fop.unicamp.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O estudo avalia a evolução da Produção Científica Brasileira da Área Odontológica no Brasil e nas Faculdades de Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas. Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência o PubMed, da National Library of Medicine, no período de 1966 a 2003. O estudo permitiu identificar uma expansão significativa de 31,27% (581 artigos) na produção científica odontológica brasileira, nos últimos três anos (2001 a 2003) e, todas as Faculdades avaliadas na pesquisa, tiveram aumentos expressivos de 16,67%, a 43,06%; através dos dados obtidos concluiu-se que a produção dos pesquisadores destas Faculdades, vem crescendo substancialmente nos últimos anos, não somente em termos quantitativos, como também na sua qualidade.</text>
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                    <text>ANÁLISE DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DOS PERIÓDICOS TÉCNICOSCIENTÍFICOS ESTRANGEIROS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA ( SISBI-UEFS), FACE A
DISPONIBILIZAÇÃO DO PORTAL BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

Maria do Céu Lopes Andrade de Souza∗
Cristiane Barbosa da Silva∗∗

RESUMO
Este trabalho se propõe a tecer algumas considerações sobre o processo utilizado
para aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana( SISBI-UEFS), a partir da
disponibilização de acesso ao Portal Brasileiro de Informação Científica ( Portal
Capes). A metodologia adotada foi baseada nos relatórios de acompanhamento da
ampliação do acervo dos periódicos estrangeiros, ora analisados, e no levantamento
dos títulos periódicos disponibilizados no Portal de Periódicos CAPES. Apresenta o
demonstrativo do investimento aplicado no período correspondente 1999-2003, com
recursos de aplicação provenientes do orçamento desta Instituição. Buscar apontar o
custo - benefício de acesso a esses periódicos, ao tempo que ressalta a importância
da utilização dos mesmos pela Comunidade Acadêmica. Conclui na expectativa da
continuidade de acesso a esse Portal de Informação, imprescindível para o
desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desta Universidade.
PALAVRAS-CHAVE:
Periódicos Estrangeiros. Biblioteca Universitária. Portal
Brasileiro de Informação Científica.

1 INTRODUÇÃO

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana –
SISBI-UEFS, congrega 08 bibliotecas, sendo uma central e sete setoriais, e todo o
processo de aquisição dos periódicos técnicos estrangeiros é centralizado e
coordenado pelo Sistema, através da Divisão de Formação e Desenvolvimento do
Acervo.

�Com o aumento do número de cursos oferecidos pela Universidade Estadual
de Feira de Santana – UEFS, principalmente os de pós - graduação, nas mais
diversas áreas do conhecimento, a necessidade de crescimento do acervo em
número de títulos, foi urgente e, por conseguinte, seus custos.
A coleção de periódicos científicos é considerada fonte imprescindível para o
desenvolvimento científico e tecnológico, uma vez que, os periódicos constituem o
veículo primeiro de publicação das pesquisas para divulgação no meio científico.
Especificamente no que diz respeito aos periódicos científicos estrangeiros, é público
que os grandes pesquisadores elegem este tipo de documento para publicação de
seus trabalhos, que passam a ser considerados verdades, pelo menos por algum
espaço de tempo( PROENÇA, 2003).
Diante do alto custo das publicações estrangeiras, e na dificuldade de
manutenção das coleções, torna-se inquestionável o avanço alcançado de melhoria
do acervo quando da disponibilização do melhor da produção científica mundial
atualizada através do Portal Brasileiro de Informação Científica (Periódicos Capes),
acessado através do endereço http://www.periodicos.capes.gov.br
Mediante a possibilidade do acesso a essas publicações através do portal,
tornou-se obrigatória uma avaliação quanto à política de aquisição dos periódicos
estrangeiros no SISBI-UEFS. A aquisição abrangente cedeu lugar às aquisições
seletivas. Os recursos que a princípio seriam destinados para aquisição dos
periódicos, passaram a ser aplicados em outras necessidades informacionais.
Novas formas de armazenagem/disseminação da informação, como bancos
de dados informatizados – muitos já conectados com bases de dados com textos
completos, trouxeram importantes contribuições, reforçando a importância da
utilização e da continuidade do portal de Periódicos da Capes, com seu inúmeros
links de interesse diverso para a educação de qualquer nível e que supre parte da
carência de bibliotecas, da maior parte das Instituições Brasileiras, seja no setor
público ou privado.

�O procedimento metodológico utilizado para a elaboração deste estudo, foi a
análise dos relatórios de acompanhamento da ampliação do acervo de periódicos, no
período correspondente a 1999-2003, nas diversas áreas do conhecimento, bem
como, no levantamento da relação dos títulos disponibilizados pelo Portal.

2 OBJETIVOS

O principal objetivo do trabalho aqui apresentado é pontuar algumas
considerações sobre o processo de aquisição dos periódicos técnicos - estrangeiros
do

SISBI-UEFS,

que

se

deu,

inicialmente,

empiricamente,

quando

da

disponibilização do Portal Brasileiro de Informação Científica, visto que, grande parte
desses periódicos foi integrada ao referido portal.

3 JUSTIFICATIVA

A escolha do tema se justifica na medida em que, propondo uma avaliação
desse acervo, contribui para a definição da política de aquisição de periódicos
técnicos - científicos estrangeiros, bem como, ressalta a importância da utilização do
Portal pela Comunidade Acadêmica e a expectativa da continuidade de acesso a
esse Portal de Informação, imprescindível para o desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão desta Universidade, evitando, assim, coleções
desfalcadas, interrompidas, desatualizadas.

4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEFS

�O Sistema de Bibliotecas na estrutura organizacional da Universidade é uma
unidade vinculada diretamente à Reitoria.
Congregando 08 bibliotecas, o SISBI-UEFS, mantém uma administração
centralizada no que diz respeito a infra-estrutura informacional e quanto às normas
de funcionamento de cada biblioteca.
Compete ao SISBI-UEFS, através da Biblioteca Central, promover e
incentivar a integração entre os profissionais, bem como a capacitação do seu
quadro funcional, além do gerenciamento das atividades da aquisição do material
informacional.
Seu acervo é constituído de, aproximadamente, 214.629 exemplares de livros,
teses, dissertações e 1.235 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, além de
possuir um acervo de

5.004

exemplares de materiais especiais ( vídeos, fitas

cassetes, cds, slides, partituras).
Entre seus usuários estão incluídos alunos de graduação, pós-graduação,
professores e funcionários. Possui um fluxo mensal de 41.000 usuários, em média,
com atendimento de um número considerável de usuários potenciais da comunidade
local e regional.
Nos serviços oferecidos à Comunidade Universitária, destacamos a consulta,
o empréstimo, as atividades de pesquisas, DSI( Disseminação Seletiva da
Informação), comutação bibliográfica, treinamentos do usuários, orientação ao Portal
Brasileiro de Informação Científica, normalização bibliográfica, dentre outras
atividades inerentes à Biblioteca Universitária.
Ressaltamos a integração deste Sistema – SISBI-UEFS, às redes e sistemas
nacionais e internacionais de pesquisa: CAPES, IBICT (COMUT, CCN, BIREME,
PROSSIGA, etc.

�5 PERIÓDICOS TÉCNICOS - CIENTÍFICOS ESTRANGEIROS NO CONTEXTO DA
UEFS E O PORTAL CAPES

O SISBI-UEFS dispõe de, aproximadamente, 1.235

títulos de periódicos

estrangeiros. A Instituição sempre manteve a aquisição de periódicos estrangeiros
para o SISBI-UEFS com recursos provenientes do próprio orçamento desta
Instituição,

priorizando,

assim,

o

desenvolvimento

das

coleções,

condição

indispensável para a manutenção do nível de excelência das atividades de ensino,
pesquisa e extensão desta Universidade.
A partir do ano de 2000, com o objetivo de apoiar os cursos de pós graduação, a CAPES disponibilizou o Portal de Periódicos, contemplando esta
Universidade, por atender certos requisitos quantos aos programas de pós graduação. O sistema oferece a possibilidade de acesso a diversas publicações
científicas, incluindo bancos de dados, teses, monografias, periódicos científicos
entre outros. Atualmente, o Portal oferece acesso a 7.662 periódicos, entre nacionais
e estrangeiros, com textos completos, de forma livre e gratuita para os usuários das
instituições participantes, a partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado
nas instituições ou por elas autorizados.
Durante o período de 1999 a 2002 o SISBI-UEFS manteve algumas
assinaturas, como pode ser observado no demonstrativo de aquisição. Porém, com a
inclusão no Portal de grande parte de títulos que eram assinados/renovados por
esta Biblioteca,

tornou-se obrigatória a redefinição de critérios para política de

desenvolvimento das coleções, o que culminou com a elaboração do manual de
normas e rotinas da Seção de Desenvolvimento do Acervo, bem como, na análise de
custos das aquisições de periódicos, mediante relatório de acompanhamento, bem
como,

da

compatibilização

dos

títulos.

Conforme

apontando

no

mesmo

demonstrativo, em 2003 esta Biblioteca não adquiriu nenhum título de periódico
estrangeiro. É interessante assinalar que neste ano não houve solicitação de
assinatura por parte dos professores desta Instituição, o que nos leva a crer que os

�periódicos disponibilizados através do Portal, atendem

as necessidades

de

informação apresentadas pelos usuários do Sistema.
A literatura aponta que desde a década de 80, existem dificuldades das
bibliotecas manterem suas coleções atualizadas, principalmente as de periódicos
estrangeiros, o que vem se agravando quando se considera o alto custo das
assinaturas e o volume acelerado de novos títulos lançados no mercado,
contribuindo, desta forma, com coleções incompletas, interrompidas e exigindo a
realização de uma avaliação das coleções, visando um melhor custo - benefício.
Comungamos com a tese de Di Chiara (1992) ao afirmar a necessidade da
Biblioteca proceder a avaliação da coleção de periódicos correntes como processo
fundamental, uma vez que, atualmente, em função das restrições orçamentárias das
bibliotecas, há a necessidade de se rever as assinaturas de periódicos, com vistas à
eliminação de determinados títulos, sem perder de vista a qualificação do acervo.

6 METODOLOGIA

Buscou-se na literatura biblioteconômica, referente à avaliação de bibliotecas,
mais especificamente, naquela que trata da avaliação de coleções de periódicos
científicos, o embasamento teórico para elaboração do trabalho, bem como, nos
relatórios de acompanhamento do desenvolvimento do acervo e no demonstrativo de
investimento aplicados na aquisição de periódico estrangeiros, no período de 19992003 no SISBI-UEFS, conforme pode ser observado no quadro 1 a seguir:

QUADRO 1
PERIÓDICOS ESTRANGEIROS ADQUIRIDOS POR ASSINATURA/RENOVAÇÃO –
SISBI-UEFS
Nº

DE

TÍTULOS

�PERÍODO

ASSINADOS/RENOVADO

INVESTIMENTO(R$)

S
1999

201

2000

87

92.421,67

2001

136

275.099,30

2002

98

231.346,53

2003

COBERTURA PORTAL CAPES

7 RESULTADOS OBTIDOS

A análise dos títulos assinados e renovados pelo SISBI-UEFS, no período de
1999 a 2003, possibilitou a condição inicial de uma avaliação dos periódicos técnicos
– científicos em estudo, incorporando uma nova cultura à Comunidade Acadêmica.
A partir dessa nova condução no processo de aquisição, toda relação dos
títulos de periódicos solicitados através dos departamentos foram avaliados mediante
compatibilização dos títulos disponibilizados no Portal Capes, o que facilitou
sobremaneira a tomada de decisão da equipe envolvida em informar/ comunicar aos
Chefes de Departamentos, Coordenadores de Colegiados e Professores, a respeito
desse novo processo.
Com a percepção do nível de aceitação da comunidade acadêmica, o que nos
permitiu conhecer os títulos indispensáveis, foi possível determinar o grau de
importância e o estabelecimento de prioridades, além de contribuir com o objetivo
fundamental deste trabalho que é definir melhor o processo de aquisição dos
periódicos técnicos - científicos estrangeiros que atendem às atividade de ensino,
pesquisa e extensão desta Instituição, bem como, verificar o custo/ beneficio,
exigindo uma política condizente com a utilização racional dos recursos, aliados a
eliminação dos tramites burocráticos que interferiam na eficiência e eficácia do

�processo o que, muitas vezes, contribuiu para geração de críticas, devido ao não
conhecimento do usuário da morosidade na execução desse processo.

8 CONCLUSÃO

Os periódicos técnicos - científicos estrangeiros são considerados, tanto pela
literatura biblioteconômica, quanto por aqueles que os utilizam nas atividade de
ensino , pesquisa e extensão, como relevantes e imprescindíveis, pois são a fonte
primeira de divulgação científica a nível mundial.
Com o advento do Portal Brasileiro de Informação Científica, a qualidade do
acervo de periódicos das universidades contempladas com esse serviço, tornou-se
inquestionável. Particularmente, no caso do SISBI-UEFS, o estudo demonstra o atual
processo de aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros, imprimindo
uma nova realidade face a disponibilização do Portal Brasileiro de Informação
Científica.
Concluímos também que possibilitou uma avaliação das coleções de
periódicos, evitando, assim, a aplicação indevida de recursos, através da não
duplicação de títulos.
Consideramos que as decisões adotadas para essa nova realidade
estabeleceu o incentivo na utilização do Portal por parte da Comunidade Acadêmica,
assim como, intensifica a compromisso que a Capes/MEC tem perante as bibliotecas
nessa condição.

9 RECOMENDAÇÕES
Com base neste estudo recomendamos que:

�•

seja dado prosseguimento no âmbito do SISBI-UEFS, ao processo de
avaliação/compatibilização dos títulos a serem assinados/renovados com
os títulos disponíveis no Portal;

•

seja

incluída

como

atividade

rotineira

em

todas

as

instituições

contempladas com o acesso ao Portal Capes, a recomendação de uso
desse serviço à Comunidade Acadêmica;
•

que esse programa, desde quando possível, se torne uma política pública
para as Bibliotecas Universitárias, o que nos proporcionaria uma situação
de maior confiança na manutenção e ampliação desse serviço que tem se
mostrado de grande relevância para comunidade acadêmica e científica
brasileira.

REFERÊNCIAS
DI CHIARA, Ivone Guerreiro; GONDO, Teresinha de Jesus F.; PRAZERES, Yara
Maria P. da C. Avaliação da coleção de periódicos correntes adquiridos mediante
processo de compra pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina(
BC/UEL ) In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7,
1991. Rio de Janeiro. Anais...Rio de Janeiro: SIBI/UFRJ, 1992.
DI CHIARA, Ivone Guerreiro; PRAZERES, Yara Maria Pereira da Costa. Estudo de
periódicos da área de Ciências Sociais da Biblioteca Central da Universidade
Estadual de Londrina ( BC/UEL). Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG.
Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. 253-276, jul.- dez. 1992
PEREZ, Dolores Rodriguez; RUSSO, Mariza. Avaliação dos periódicos
estrangeiros adquiridos por compra na UFRJ: proposta. Rio de Janeiro: SIBI,
1993. 6p.
PROENÇA, Luis Antonio de Oliveira. A importância do Portal da Capes. Jornal da
Ciência. Rio de Janeiro, out. 2003. Disponível em: www.jornaldaciencia.org.br.
Acesso em : 06 jul. 2004.

�SANTOS, Maria José Veloso da Costa, MELLO, Paula Maria Abrantes Cotta de.
Contribuição ao estabelecimento de critérios para a política de compra de
periódicos estrangeiros na UFRJ. Rio de Janeiro: SIBI/UFRJ, 1984.

∗

Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana; Mestranda em Gestão
Assistente – Técnico Universitário da Universidade Estadual de Feira de Santana, Especializanda
em Educação, Ciência e Contemporaneidade
Universidade Estadual de Feira de Santana, Km 03, Br 116, Campus Universitário CEP: 44.031-460 –
Feira de Santana – Bahia – Brasil www.uefs.com.br – maria@uefs.br

∗∗

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Análise do processo de aquisição dos periódicos técnicos-científicos estrangeiros do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana ( SISBI-UEFS), face a disponibilização do Portal Brasileiro de Informação Científica. (Pôster)</text>
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                <text>Este trabalho se propõe a tecer algumas considerações sobre o processo utilizado para aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana( SISBI-UEFS), a partir da disponibilização de acesso ao Portal Brasileiro de Informação Científica ( Portal Capes). A metodologia adotada foi baseada nos relatórios de acompanhamento da ampliação do acervo dos periódicos estrangeiros, ora analisados, e no levantamento dos títulos periódicos disponibilizados no Portal de Periódicos CAPES. Apresenta o demonstrativo do investimento aplicado no período correspondente 1999-2003, com recursos de aplicação provenientes do orçamento desta Instituição. Buscar apontar o custo - benefício de acesso a esses periódicos, ao tempo que ressalta a importância da utilização dos mesmos pela Comunidade Acadêmica. Conclui na expectativa da continuidade de acesso a esse Portal de Informação, imprescindível para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desta Universidade.</text>
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                    <text>GERÊNCIA DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE DA BIBLIOTECA DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Guilhermina de Melo Terra∗

RESUMO
Discorre sobre a gestão do conhecimento para direção das bibliotecas
universitárias. Aborda os conceitos, funções e sistemas de gestão no campo da
administração, bem como as concepções e funções da biblioteca universitária.
Apresenta a prospecção de um modelo de monitoramento de informação para
unidades de informação de instituições de ensino superior, a partir das variáveis
que envolvem as concepções da função de gestão, considerando os
pressupostos assumidos pela gestão do conhecimento.
PALAVRAS–CHAVE: Gestão. Gestão do conhecimento. Funções gerenciais.
Bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO

Em virtude do considerado aumento do conhecimento técnico-científico, as
bibliotecas de instituições de ensino superior, concebidas como unidades de
informação e, conseqüentemente, organizações, com o intuito de satisfazer os
usuários, hoje clientes, deverão oferecer seus serviços de forma cada vez mais
seletiva, ou seja, direciona à real necessidade da sua clientela.
Para isso, tais bibliotecas não podem deixar de apresentar, em sua
estrutura organizacional um sistema gerencial, pois “as funções gerenciais [...]
serão aquelas responsáveis pela ativação de todas as funções [...] e pelo seu
direcionamento e ajuste aos objetivos e metas do sistema” (MACIEL;
MENDONÇA, 2000, p.40).
Nesse

sentido,

o

bibliotecário

administrador

deverá

desenvolver,

juntamente com as atividades de processo técnico as funções gerenciais, no

�sentido de planejar, organizar, dirigir e controlar, uma vez que a gestão do
conhecimento, para as bibliotecas de instituições de ensino superior, vistas como
unidades de informação, agregará às mesmas maior competitividade no mercado
atual.

2 GESTÃO DE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

As bibliotecas de instituição de ensino superior, para interagirem com a
realidade onde atuam, seus gerentes deverão ter conhecimento não só da função
e missão apresentados no planejamento institucional, mas também dos conceitos
gerenciais discutidos no campo da administração, conforme visto a seguir.
Segundo Souza (2004), a biblioteca que se volta para a clientela de nível
superior deverá pensar na informação como um produto, bem como os usuários
como clientes, portanto, deverão satisfazer a clientela, mas sem visar obter lucros
financeiros com isso.
Com base em A BIBLIOTECA... (1995, p.15 apud ARRUDA; CHAGAS,
2002, p.41), verifica-se que a biblioteca de instituição de ensino superior deve
“atender a estudos, consultas e pesquisas de alunos e professores universitários.
Deve funcionar como verdadeiro centro de documentação, e estar integrada à
universidade”, ou seja, dando suporte tanto às atividades de ensino, quanto de
pesquisa e extensão.
Nesse sentido, o oferecimento das informações existentes nesse tipo de
biblioteca deve ser estabelecido de forma cada vez mais seletiva, a fim de permitir
que os clientes consigam encontrar em seus acervos a informação desejada, no
que tange ao acesso, disseminação, recuperação, preservação e socialização da
informação.
Vale frisar que tal preocupação é nitidamente visível, desde 1976, através
da documentação fornecida pela UNESCO, uma vez que a partir dessa época as
bibliotecas de instituições de ensino superior são aquelas que se dedicam “[...] ao

�serviço dos estudantes e do pessoal docente das universidades e outras
instituições de ensino superior. Podendo estar abertas ao público”.
Tais bibliotecas, para atingirem este grau de importância, necessitaram
passar por uma trajetória histórica que perpassa do status de organismos
isolados, refletindo a tendência da formação das próprias universidades, sem
qualquer interação entre si até à implantação da internet como instrumento
facilitador para o processo de recuperação da informação, permitindo a
concretização da mudança no perfil deste tipo de biblioteca.
Afirma-se isso, pois independentemente da biblioteca pertencer ao sistema
público ou privado de ensino, esta passou a ser concebida como uma
organização, com a finalidade de atingir uma meta, com fins não-lucrativos, a
partir da qualidade de seus serviços, sendo que para isso a figura do bibliotecário
administrador tornou-se fundamental para a sobrevivência da mesma.
Por ser concebida como uma organização, a biblioteca de instituição de
ensino superior, conforme Dante (s.d.) é vista como o conjunto de pessoas que
visam atingir um objetivo específico, a partir do desenvolvimento de atividades,
habilidades, enfoques e técnicas que possibilitem atingir a meta proposta, sendo
que tais ações são definidas como gestão.
Por gestão, entende-se, portanto, como sendo o processo que utiliza uma
variedade de recursos, com a finalidade de apoiar os objetivos propostos pela
organização, cujo processo é constituído pelas seguintes funções gerenciais ou
administrativas:

2.1 PLANEJAMENTO

Barbalho; Beraquet (1995, p. 18) afirmam que esta função apresenta a
finalidade de determinar
a direção a seguir, mensurando os recursos disponíveis e os
necessários, implicando na compreensão da dinâmica das
mudanças oriundas do mercado, bem como da sensibilidade

�para identificação e canalização destas mudanças de forma
positiva para a Unidade de Informação.

Isso implica frisar que a biblioteca de instituição de ensino superior, por ser
concebida como unidade de informação, deverá como toda organização traçar
metas, a fim de satisfazer sua clientela em todas as suas necessidades, no caso
universitário, no que se refere ao ensino, pesquisa e extensão. Assim, esta serve
de apóio ao processo decisório, trazendo maior racionalidade à execução das
atividades propostas.
O processo de gestão, na visão de Dante (s.d.) exige uma ordem e
método, sendo necessário, desta forma, ser entendido a partir de uma
determinada lógica, a qual coloca o planejamento como o primeiro componente,
pois para permitir que os objetivos traçados sejam atingidos verdadeiramente,
apresenta os seguintes documentos: planos, programas,prognósticos e políticas.
Isso implica frisar que atividade de planejar ocorre em diversos níveis da
administração, não pertencendo exclusivamente à Alta Administração.
Em concordância com a autora supracitada, destaca-se Ferreira (1983,
p.13 apud MACIEL;MENDONÇA, 2000, p.44) onde afirma que o planejamento
corresponde a prática inversa à improvisação, ou seja, nesse momento, os
gerentes deverão escolher quais os objetivos que serão atingidos primeiro e
assim sucessivamente, ou seja, “planejar consiste, portanto, em preparar e
organizar bem a ação necessária ao alcance dos objetivos fixados, somado ao
seu acompanhamento e revisão para confirmar ou corrigir o que foi decido
anteriormente”.
Por fim, a função planejamento, conforme Maximiano (2000), é
estabelecida, com a finalidade de permitir que a organização estabeleça as metas
que pretenderá atingir e, sobretudo, de que forma obterá seus objetivos.
Mediante o exposto, pode-se conceber a função planejamento como sendo
o processo que irá permitir que a organização consiga atingir os objetivos
desejados de uma modo mais eficiente, eficaz e efetivo.

�2.2 ORGANIZAÇÃO

Dante (s.d) destaca que a função organização, correspondendo ao
processo de dividir o trabalho a ser realizado, é desenvolvida nos diversos níveis
da administração. Ou seja, através desta, a organização permitirá não só a
determinação do que se espera atingir, mas também quem se responsabilizará
pelas atividades, com o intuito de permitir que se obtenha o desejado.
Segundo o ponto de vista de Chiavenato (1999, p.360), verifica-se que a
organização
[...] significa agrupar, estruturar e integrar os recursos
organizacionais, definir a estrutura de órgãos que deverão
administrá-los, estabelecer a divisão do trabalho através da
diferenciação, definir os níveis de autoridade e de
responsabilidade [...] para atingir os objetivos traçados no
planejamento.

Nessa etapa, com base no autor, o trabalho será distribuído conforme a
especificidade de cada setor da organização, garantindo, desta forma, o
cumprimento das atividades determinadas.
Nesse mesmo sentido, destaca-se Maximiano (2000) o qual destaca que
esta função é aquela que visa, como objetivo maior, estabelecer um cronograma
de ação, com base nos objetivos traçados na etapa anterior, a fim de determinar
quem irá desenvolver as atividades necessárias para o alcance das metas
traçadas.
Vale destacar também que, apresentando os objetivos da organização,
bem como demonstrando a situação real da mesma, a função organização
“[...] se propõe estabelecer a necessária estrutura organizacional para o
funcionamento de uma empresa, assim como a determinação dos recursos
necessários ao empreendimento [...]” (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 46).
Enfim, através desta função, a biblioteca de instituição de ensino superior,
na qualidade de unidade de informação poderá definir, com precisão, quem irá

�realizar as atividades específicas e necessárias para se atingir as metas traçadas,
através da função planejamento.

2.3 DIREÇÃO

Como terceira função gerencial, destaca-se que a direção encontra-se
diretamente relacionada à função planejamento, já que a direção só será
estabelecida qualitativamente, caso o planejamento tenha ocorrido de forma
semelhante, estando portanto, em todos os níveis organizacionais.
Esta deve ser estabelecida, no sentido de melhorar, integrar, desenvolver,
orientar e coordenar a equipe, a fim de obtinham os resultados esperados.
Isso implica afirmar que a direção, cuja função se volta para a motivação
das pessoas para assegurar o cumprimento das atividades estabelecidas,
conforme

Maximiano

(2000),

é

dita

como a função responsável pela

implementação dos planos e acompanhamento dos mesmos.

2.4 CONTROLE

Concebida como a última atividades dentre a função gerencial ou
administrativa, percebe-se que para Maximiano (2000) esta etapa corresponde
ao processo de monitoramento das atividades que estão sendo desenvolvidas
para possíveis correções.
Estando,

também,

em

todos

os

níveis

pertencentes

às

função

administrativa, podendo ser um orientador e motivador da equipe. Seguindo esse
raciocínio Barbalho;Beraquet (1995) destacam que esta função assegura que as
atividades sejam executadas de acordo com os planos.
Para Dante (s.d.), esta é definida como o processo de supervisão das
atividades traçadas, com o intuito de permitir a realização dos serviços

�necessários, bem como detectar possíveis erros para a providência de soluções,
quando necessário.
Como se pode perceber, as bibliotecas de instituições de ensino superior
se engajam no âmbito da administração, no sentido de contar com as quatro
funções gerenciais ou administrativo.

3 GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR

Conforme a discussão que será vista a seguir, a gestão do conhecimento
corresponde ao processo que permite que a biblioteca de instituição de ensino
superior consiga obter maior competitividade no mercado que se encontra,
atualmente, tão competitivo.
Isso

implica afirmar que a gestão do conhecimento visa estabelecer o

processo de manutenção do conhecimento no interior da organização, sendo que
se faz necessário frisar a diferenciação entre as variáveis que correspondem às
etapas de geração do conhecimento, ou seja:

Inteligência
Conhecimento
Informação

Novas Experiências e Conhecimentos

Novos Produtos e Processos
Análise e Compreensão / Faz Sentido

Dado

Figura 1 – Etapas de geração do conhecimento
Fonte – Adaptação de DANTE (s.d.)

Sem valor / Sem sentido

�Com base na figura 1, tais variáveis encontram-se presentes no cotidiano
de toda e qualquer organização, portanto, faz parte das bibliotecas de instituições
de ensino superior, já que é com conhecimento que transformamos dados em
informações e, posteriormente, por meio da análise e compreensão das
informações é se chega a novos produtos e processos que, conseqüentemente,
resultarão em novas experiências e conhecimentos à organização.
Isso implica frisar que os dados correspondem a algo sem valor para o
indivíduo, portanto, sua existência não é concebida como algo relevante. Já a
informação são os dados informacionais que estão relacionados ao que se
denomina potencial significativo. O conhecimento é concebido como sendo
estruturas informacionais que, ao internalizarem, interam-se ao sistema simbólico
de mais alto nível e permanência. Por fim, a inteligência é a estrutura do
conhecimento que sendo contextualmente importante permite a intervenção
vantajosa da realidade (DANTE, s.d.).
Essas concepções, no que tange ao ambiente organizacional são
concebidas como sendo o processo de inteligência empresarial. Por esta razão,
destaca-se o quanto o conhecimento é relevante para as bibliotecas de
instituições de ensino superior, uma vez que não se pode conceber as unidades
de informação como sendo um conjunto de pessoas, mas sim como o processo
que gera, devido as ações compartilhadas, novas formas de interagir com a
realidade.
É por esta razão que se reafirma que a gestão de conhecimento garantirá
às unidades de informação o processo de competitividade, através da promoção e
motivação das pessoas, permitindo a mudança organizacional, a fim de assegurar
o sucesso esperado.
Para isso, faz-se necessário a construção de um modelo de gestão que
garanta às bibliotecas de instituição de ensino superior estabelecer princípios de
gestão para as mesmas, já que estas são concebidas como organização. Nesse
sentido, utilizou-se como base a obra de Dante.

�Conforme a autora, a gestão para bibliotecas deve resultar em um plano de
ação, apresentando, para isso, os seguintes elementos: visão, missão, objetivos,
elaboração de uma estratégia, implantação da estratégia e avaliação dos
resultados obtidos.
A visão, representa a imagem que se pretende que a organização atinja,
sendo que deve ser descrita em tempo presente, cuja visão compartilhada faz
com que um grupo de pessoas decidam o futuro da organização.
A missão refere-se ao que se espera da organização, servindo como guia
para o que está sendo estabelecido e o que se pretende chegar, uma vez que
esta sendo bem estruturada, expressará o propósito distinto estabelecido pela
organização.
Dante (s.d.) destaca que os objetivos são

as metas definitivas e

determinadas a curto ou a longo prazo, diferenciando-se, entretanto, dos objetivos
financeiros e estratégicos.
A elaboração e a implantação de uma estratégia correspondem aos
processos de, primeiro, estabelecer um padrão dos movimentos da organização e
dos enfoques da direção que estabeleceu os objetivos, bem como garante o seu
desenvolvimento.
Por fim, a avaliação dos resultados é apresentada, devido esta servir como
subsídio para a identificação não só do cumprimento das atividades, mas também
a identificação da satisfação dos objetivos perante à clientela.

4 CONCLUSÃO

Conforme visto no texto anterior, as bibliotecas de instituições de ensino
superior, devido serem unidades de informação, devem ser concebidas como
uma organização propriamente dita, apesar de não se voltar para fins-lucrativos.
Afirma-se

isso,

pois

visar

retorno

financeiro

junto

às

atividades

biblioteconômicas não deve representar uma prática, uma vez que a função do

�bibliotecário administrador é fornecer a informação certa, rápida e precisa para a
sua clientela, a fim de atender suas necessidades informacionais.
Por esta razão, faz-se necessário que as unidades de informação, na figura
do recursos humanos, deverão compreender os conceitos gerenciais clássicos, já
que desta forma as mesmas poderão interagir com a realidade a qual encontra-se
inserida, obtendo verdadeiramente a satisfação da clientela que se destina
atender não só no âmbito do ensino, mas também pesquisa e extensão.

REFERÊNCIAS
ARRUDA, Susana Margareth de; CHAGAS, Joseane. Glossário de
biblioteconomia e ciências afins: português – inglês. Florianópolis: Cidade Futura,
2002.
BARBALHO, Célia Regina Simonetti; BERAQUET, Vera Silvia Marão.
Planejamento estratégico para unidades de informação. São Paulo: Polis, 1995.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. Rio de Janeiro:
Campus, 1999.
DANTE, Gloria Ponjuán. Gestión de información las organizacionesI: principios,
conceptos y aplicaciones. Prorrectória: Universidad de Chile, [s.d.].
FERREIRA, Francisco Whitacker. Planejamento: sim ou não. 4. ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1983 apud MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília
Alvarenga Rocha. Bibliotecas como organizações. Rio de janeiro: interciência /
Niterói: Intertexto, 2000.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de janeiro: interciência / Niterói: Intertexto, 2000.
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria geral da administração: da escola
científica à competitividade na economia globalizada. 2. ed. São Paulo: Atlas,
2000.

�SOUZA, Marta Alves. Gerenciamento de bibliotecas universitárias segundo
enfoque sistêmico: uma nova maneira de pensar organização, sistemas e
métodos dentro das bibliotecas. Disponível em: &lt;http://www.google.
Com.br/search?q=cache:kNoAJJEUhLgJ:snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poste
r013.doc+%22gerenciamento+de+bibliotecas+universit%C3%A1rias%22&amp;hl=pt-B
R. Acesso em: 15 jun.2004.

∗

Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia. Professora Assistente do Departamento de
Biblioteconomia. Universidade Federal do Amazonas. guilhermina@ufam.edu.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Discorre sobre a gestão do conhecimento para direção das bibliotecas universitárias. Aborda os conceitos, funções e sistemas de gestão no campo da administração, bem como as concepções e funções da biblioteca universitária. Apresenta a prospecção de um modelo de monitoramento de informação para unidades de informação de instituições de ensino superior, a partir das variáveis que envolvem as concepções da função de gestão, considerando os pressupostos assumidos pela gestão do conhecimento.</text>
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                    <text>AUDITORIA INTERNA DO SISTEMA DE GESTÃO PELA QUALIDADE

Adriana Bueno Moretti∗
Geraldo Pereira Junior∗∗

RESUMO
O trabalho faz uma abordagem teórica ao enquadramento da Auditoria Interna,
começando por definir Auditoria, enumerando os tipos, enquadrando-a na
classificação. Abordamos, dada a sua importância para a Auditoria, o controle
interno: fatores que o influenciam, tipos de controle, métodos, relação com a
Auditoria, avaliação e relatório. A Auditoria Interna fornece análises, apreciações,
recomendações, sugestões e informações, relativas às atividades examinadas,
incluindo a promoção do controle eficaz a custo razoável. O auditor interno deve
revelar as fraquezas, determinar as causas, avaliar as conseqüências e encontrar
uma solução de modo a convencer os responsáveis a agir. Em suma, sem
pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este trabalho visa
demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um profissional que
pretende responder às expectativas da Administração sobre os maiores riscos da
empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os responsáveis envolvidos,
persuadindo-os a implantar as ações corretivas necessárias. Além disso, que a
Auditoria Interna é uma função de apoio à gestão, baseada num processo
sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria apropriadas.
PALAVRAS-CHAVE: Auditoria interna. Gestão. Qualidade

A auditoria interna é ferramenta chave de Gestão para atingir os objetivos
estabelecidos dentro de uma política organizacional, pois determina se os
requisitos estão adequados, e é também um instrumento usado pela supervisão
para melhorar o desempenho da organização. Deve ser entendida como uma
atividade de assessoramento à administração, quanto ao desempenho das
atribuições definidas para cada área, mediante diretrizes, políticas e objetivos.
Requer um exame sistemático e independente para determinar se as
atividades da qualidade e seus resultados estão de acordo com as disposições

�planejadas e se estas foram efetivamente implementadas em função dos
objetivos propostos para o Sistema de Gestão pela Qualidade da empresa.
A auditoria interna realizada na Divisão de Biblioteca e Documentação
(DIBD) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), da
Universidade de São Paulo (USP), é do tipo Sistêmico, isto é, desempenha suas
atividades de planejamento estratégico, tático e operacional, sendo as mesmas
executadas pela própria biblioteca.
É feita mediante o exame da adequação e eficácia dos controles,
integridade e confiabilidade das informações e registros, e sistemas estabelecidos
para assegurar a observância das políticas, metas, planos, procedimentos e sua
efetiva aplicação pela DIBD.
A DIBD pratica a auditoria classificada como de Conformidade, que trata
sobre o sistema documentado, implantado e estabelecido na organização, e já se
encontra no segundo ano de realizações de auditorias internas. Atualmente é
aplicada em doze processos de trabalho nas doze UGBs (Unidade Gerencial
Básica) e três bibliotecas setoriais a cada trimestre, desde que foi implantado o
Sistema de Gestão pela Qualidade.
Para se realizar uma auditoria interna, é elaborado no final de cada ano o
Planejamento de Auditorias (ANEXO 1) que contém todos os processos que
serão auditados, as técnicas, a periodicidade (a cada três meses, março, junho,
setembro e dezembro), o nível da estrutura (estratégico, tático, operacional, e
gerência), as diretorias/UGBs que são: Diretoria de Tratamento da Informação
com as UGBs Conservação do Acervo, Produção Intelectual, Seriados,
Monografias, Seleção e Aquisição; Diretoria de Acesso à Informação com as
UGBs Circulação e Empréstimo, Cópias, Referência, Comutação Bibliográfica e
Publicação e Divulgação; Diretoria Técnica com as UGBs Tecnologia da
Informação e Apoio Administrativo e as 3 Bibliotecas Setoriais e os 7 auditores. O
Planejamento de Auditorias é como um cronograma onde se assinala quando,
quem e auditores que realizarão as auditorias a cada trimestre.

�Atualmente na DIBD são auditados doze Processos (ANEXO 2) que são
Gestão Sistêmica que gera a análise crítica e as técnicas resultados e melhorias
planejadas; Política Básica que dá a noção de amplitude, isto é, como ela se
espalha pela empresa e profundidade, isto é, o conhecimento delas pelas
pessoas; Informação e Documentação que produz indicadores (resultados) e
sistema de informação, que é a distribuição de registros e controle de documentos
externos; Desenvolvimento de Política e Planejamento que traz o planejamento
(planejamento estratégico), profundidade (conhecimento que a UGB tem sobre as
políticas do ano) e amplitude (como a política do ano é divulgada na empresa);
Gerenciamento Geral Específico que consiste na execução (PDCA nas áreas,
eficácia e workshop); Cobertura e Alteração no Mercado que mostra a satisfação
(pesquisa com o cliente) e análise do contrato (análise crítica de contrato);
Definição de Produto Adequado que gira em torno dos produtos (definição dos
produtos e matriz P.O. x colaborador); Produção Enxuta que traz os requisitos da
qualidade (uso das ferramentas de controle da qualidade); Envolvimento das
Pessoas que gera rastreabilidade dos produtos, inspeção (ensaios realizados no
processo), identificação do produto (sistemática de identificação do produto bom),
identificação do produto não conforme (sistemática de identificação do produto
com problema) e instrumento de inspeção e ensaio (calibração dos instrumentos
de inspeção); Ambiente Propício ao Desenvolvimento de Talentos que checa a
competência (matriz de competência para contratação), o planejamento (matriz de
certificação), a realização (matriz de certificação) e a avaliação (provas e
gráficos); Liderança que mostra a administração visível (quadro analisado e
perambulação); e por último e não menos importante o Shake Down e Auditoria,
que gera planejamento (montagem do planejamento de auditoria), execução
(roteiros de auditoria preenchidos) e análise crítica (relatório final de auditoria).
O Roteiro de Auditoria Interna (ANEXO 3) foi elaborado com a finalidade de
guiar o auditor no momento em que está realizando uma auditoria. É nele que são
anotadas as observações e onde os vistos (assinaturas) e datas vão constar. Há
também, o nome do auditor, o nome do(s) auditado(s), o nível/UGB, o número e
nome do processo que traz o item observado, questões, evidência, constatação,
pontos positivos a serem considerados, e não conformidades emitidas.

�As não conformidades que forem encontradas durante a auditoria gera um
relatório chamado Relatório de Não Conformidades (ANEXO 4) que é preenchido
pelo próprio auditor e onde apresentam a constatação, a ação corretiva e o
acompanhamento de ações.
Depois de feita a auditoria, os Roteiros e os Relatórios de Não
Conformidades, são entregues ao auditor líder para que este possa elaborar o
Relatório de Auditoria (ANEXO 5), onde o auditor sintetiza as informações
fornecidas pelos Roteiros.

Consta neste Relatório,

os comentários e

observações, os níveis auditados, as UGBs auditadas, os processos auditados, o
número de Não Conformidade, a carga horária, os pontos críticos dos processos,
pontos positivos dos processos, a data e a assinatura.
Posteriormente o auditor líder deve envia-lo imediatamente à Diretora Ténica
que agendará uma data para a reunião com as outras Diretoras, para analisar e
elaborar a Análise Crítica a fim de assessorar a administração e constituir um
controle gerencial que atue através do exame e avaliação de adequação e
eficácia de outros controles. A natureza da auditoria interna é uma atividade de
avaliação independente dentro da organização.
Objetivo e Escopo
O objetivo da Auditoria Interna é assessorar a organização no
desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhe
análises, apreciações, recomendações, pareceres e informações relativas às
atividades examinadas, promovendo, assim, um controle efetivo a um custo
razoável.
O escopo da Auditoria Interna está voltado ao exame e à avaliação da
adequação e eficácia do sistema de controle interno dentro da organização,
bem como à qualidade do desempenho no cumprimento das atribuições e
responsabilidades. Nos seus trabalhos a Auditoria Interna examina e avalia os
seguintes aspectos:
- a integridade e confiabilidade das informações gerenciais e os meios utilizados
para identificar, avaliar, classificar e comunicar tais informações;

�- os sistemas estabelecidos para assegurar observância das políticas, planos,
procedimento, leis e regulamentações que possam ter um impacto significativo
sobre as operações e informações, bem como verificar se a organização os
segue;
- os procedimentos para salvaguardar dos ativos e comprovar a existência de
tais ativos, se for o caso;
- a eficiência, a eficácia e a economia na utilização dos recursos;
- as operações ou programas para verificar se os resultados são compatíveis
com os objetivos e meios estabelecidos e se estão sendo executados de acordo
com que foi planejado.
Responsabilidade e Autoridade
O objetivo, autoridade, responsabilidade e atribuições da Auditoria
Interna devem estar definidos em um documento formal (Manual de
Organização), aprovado pela Diretoria Técnica.
O referido documento deve deixar claro os objetivos da Auditoria Interna,
especificar o escopo de seu trabalho, esclarecer que a competência a ela
atribuída não exclui a responsabilidade dos setores envolvidos.
Essa responsabilidade compreende a coordenação das atividades da
Auditoria Interna com as das demais unidades, visando atingir com maior
facilidade seus objetivos, assim como os da organização.
Independência
Os auditores devem ser independentes das atividades que auditam. Os
auditores internos são independentes quando podem exercer suas funções livre
e objetivamente. A independência permite aos auditores fazer julgamentos
neutros e imparciais, o que é essencial para a realização de uma boa auditoria.
Esta é obtida através do "status" organizacional e objetividade.
O "status" da função de Auditoria Interna na organização deve ser
suficientemente elevado para assegurar um amplo alcance na cobertura de
auditoria, visando garantir a aceitação e ação efetiva sobre os achados e
recomendações.

�A objetividade requer que os auditores internos tenham uma atitude
mental independente e plena convicção no resultado de seu trabalho.
O auditor não deve elaborar procedimentos, assim como desenvolver,
implantar, ou operar sistemas (ou as partes dos mesmos) pertencentes aos
auditados, zelando, porém, para que existam os controles-chave. Caso isto não
seja observado, a objetividade da Auditoria Interna poderá ser comprometida.
Em suma, sem pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este
trabalho visa demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um
profissional que pretende responder às expectativas da Administração sobre os
maiores riscos da empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os
responsáveis envolvidos, persuadindo-os a implantar as acões corretivas
necessárias. Além disso, que a Auditoria Interna é uma função de apoio à
gestão, baseada num processo sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria
apropriadas.

REFERÊNCIAS

ANDRIANI, C.S. Quality Quadrinhos: programa de educação em
desenvolvimento pessoal. São Paulo: COMMIT, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Diretrizes para
auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental - NBR ISO
19011. São Paulo: ABNT, 2002.
ATTIE, W. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 2003.
CALEGARE, A.J. de A. Como avaliar a implantação da Qualidade Total em
organizações. Barueri: Inter-Qual International Quality Systems, 1999.
GIL, A. de L. Auditoria da qualidade. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
GIL, A. de L. Auditoria operacional e de gestão. São Paulo: Atlas, 2003.

�JUND, S. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos. São
Paulo: 2001.
SILVA, J.L.R.da at al. Auditoria interna.
http://www.resumosconcursos.hpg.com.brT (21 maio 2004).

�ANEXO 1

PLANEJAMENTO DE AUD

RESULTADOS
1. GESTÃO SISTÊMICA

ANÁLISE CRÍTICA
MELHORIAS PLANEJADAS
AMPLITUDE

COMO A POLÍTICA BÁSICA SE ESPALHA PELA
EMPRESA

PROFUNDIDADE

O CONHECIMENTO DAS POLÍTICAS BÁSICAS
PELAS PESSOAS

2. POLÍTICA BÁSICA

3. INFORMAÇAO E
DOCUMENTAÇÃO

4. DESENV. DE POLÍTICA E
PLANEJAMENTO

INDICADORES

RESULTADOS

SISTEMA DE DOCUMENTAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO, REGISTROS, CONTROLE DE
DOCUMENTOS EXTERNOS

PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E
DESENVOLVIMENTO

PROFUNDIDADE

Conhecimento que a UGB tem sobre as políticas do ano e seu
relacionamento com elas (políticas).

AMPLITUDE

Como a política do ano é divulgada na empresa.
PDCA NAS ÁREAS

5. GERENCIAMENTO GERAL
ESPECÍFICO

EXECUÇÃO

EFICÁCIA
WORKSHOP

6. COBERTURA E ATUAÇÃO
NO MERCADO

7. DEFINIÇÃO DE PRODUTO
ADEQUADO

SATISFAÇÃO

PESQUISA COM O CLIENTE (SATISFAÇÃO)

ANÁLISE CRÍTICA CONTRATO

ANALISE CRITICA DE CONTRATO
DEFINIÇÃO DOS PRODUTOS

PRODUTOS
MATRIZ P.O. X COLABORADOR
REQUISITOS DA QUALIDADE

8 PRODUÇÃO ENXUTA

USO DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE DA
QUALIDADE

OPERACIONAL

TÁTICO

NÍVEL DA
ESTRUTURA

ESTRATÉGICO

DEZEMBRO

SETEMBRO

JUNHO

MARÇO

TÉCNICAS

PROCESSO

PERIODICIDADE
(3 MESES)

�ANEXO 2

PROCESSOS
1. Gestão Sistêmica
2. Política
3. Informação e Documentação
4. Desenvolvimento de Política e Planejamento
5. Gerenciamento Geral Específico
6. Cobertura e Alteração e Alteração no Mercado
7. Definição de Produto Adequado
8. Produção Enxuta
9. Envolvimento das Pessoas
10. Ambiente Propício ao Desenvolvimento de Talentos
11. Liderança
12. Shake Down e Auditoria

�ANEXO 3

Roteiro de Auditoria Interna
Data:

Auditado

Local

Evidência:

Analise Critica
Resultados: As metas almejadas pela organização foram alcançadas no
período.

Observação

Gestão Sistêmica

01

Questões

Processo:

Item Observado

Auditor:

Melhorias planejadas:As mudanças de rumo detectadas na análise crítica
foram efetivamente implementadas e acompanhadas para determinar sua
eficácia?

O que deve ser verificado nesse item é a capacidade da organização de cumprir os
planejamentos prgramados demonstrando sua capacidade de atingir metas

Neste processo são checados os requisitos 4.2.1.c e 5.4.2.b da Norma NBR ISO 9001:2000
Observações e Pontos Positivos a serem considerados:

Não Confromidades Emitidas:

Vistos e Datas:

Constatação

�ANEXO 4

.
N.º

DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO

RELATÓRIO DE NÃO CONFORMIDADES
( ) Auditor Interno__________:_____________________
ORIGEM:
( ) Membro do Comitê da Qualidade:_________________
Interna
( ) Outros Funcionários :_________:_________________
Colaborador

(

) Auditoria

(

) Obs. de

(

)

(

) Processo

Reclamação de Cliente
de Operação
Departamento: __________________
Auditados:______________________
Endereço:_______________________

Nome:_________________________
Data:
___/____/____
Tel. Contato: ____________________

Constatação: ( ) Não conformidade grave

( ) Não conformidade não grave

( )

Observação
___________________________
( Assinatura do Auditor)

Ação Corretiva:
_________________
Resp.:

Prazo:

(Assinatura do Responsável )

Necessita de Ação Preventiva? ( ) Sim (Preencher no verso)

(

) Não

Acompanhamento de Ações:
Data

Ocorrência

Auditor

Laudo:___________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
A Não Conformidade está encerrada ____/____/_____

Resp.

�ANEXO 5

Relatório de Auditoria

DATA DA AUDITORIA: 29/03/04

AUDITOR LIDER: Geraldo Pereira Jr.

EQUIPE DE AUDITORES: Eduardo, Roseli,
Adriana.

TIPO AUDITORIA: Sistema de

Gestão

Comentários e Observações:
A 1ª Auditoria de Sistema de Gestão de 2004 ,os auditores internos realizaram sem a presença do
consultor Pedro da DIAGRAMA, gerando o seguinte relatório:

Níveis auditados:
Operacional, Gerencial, Estratégico e Tático.
UGBs auditadas:
Diretoria, GAI, GTI, Seleção e Aquisição, Circulação e Empréstimo, BSE, BST,
Tecnologia da Informação, Conservação, Monografias, Comutação e Cópias
Processos auditados:
Política Básica, Desenvolvimento de Políticas &amp; Planejamento e Produção Enxuta.
N.º de Não Conformidade: 2
Carga Horária: 08 h
Pontos Críticos:
Política Básica: não houve
Desenvolvimento de Políticas e Planejamento:
Falta de registro da evidência da realização do desdobramento das políticas do
ano;
Desconhecimento da participação nas políticas do ano da Biblioteca Setorial da
Tecnologia.
Produção Enxuta: Não cumprimento de meta da Biblioteca Setorial da Economia

�Pontos Positivos:
Política Básica:
Todas as UGBs auditadas mostraram conhecer a Política Básica respondendo
todas questões corretamente;
Desenvolvimento de Políticas e Planejamento:
Conhecimento dos auditados sobre o processo;
Desdobramento das Políticas do Ano de 2004;
PDCAs para atender as políticas.
Produção Enxuta:
Uso das ferramentas da qualidade para checar o cumprimento das metas;
Os produtos das UGB´s auditadas foram identificados, constatando-se que há
sistemática para identificá-los.

Data : 29/03/04
Assinatura: ____________________

Auditor Líder

∗

USP/Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Divisão de Biblioteca e Documentação Av.
Pádua Dias, 11, 13418-900 Piracicaba, SP – Brasil abmorett@esalq.usp.br
∗∗
USP/Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Divisão De Biblioteca e Documentação
Av. Pádua Dias, 11, 13418-900 Piracicaba, SP - Brasilgpereira@esalq.usp.br

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
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                  <text>UFRN</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O trabalho faz uma abordagem teórica ao enquadramento da Auditoria Interna, começando por definir Auditoria, enumerando os tipos, enquadrando-a na classificação. Abordamos, dada a sua importância para a Auditoria, o controle interno: fatores que o influenciam, tipos de controle, métodos, relação com a Auditoria, avaliação e relatório. A Auditoria Interna fornece análises, apreciações, recomendações, sugestões e informações, relativas às atividades examinadas, incluindo a promoção do controle eficaz a custo razoável. O auditor interno deve revelar as fraquezas, determinar as causas, avaliar as conseqüências e encontrar uma solução de modo a convencer os responsáveis a agir. Em suma, sem pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este trabalho visa demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um profissional que pretende responder às expectativas da Administração sobre os maiores riscos da empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os responsáveis envolvidos, persuadindo-os a implantar as ações corretivas necessárias. Além disso, que a Auditoria Interna é uma função de apoio à gestão, baseada num processo sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria apropriadas.</text>
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                    <text>DE LEITOR A CONSUMIDOR: NOVAS PERSPECTIVAS DO ATENDIMENTO
EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO.

Niliane Cunha de Aguiar∗
Tatianne Norberto Alves Ferreira∗∗

RESUMO
No máximo 250 (duzentos e cinqüenta) palavras. Escrito em Português, Espanhol ou
Inglês, conforme o idioma que será redigido o trabalho. As relações estabelecidas
entre usuários e "fornecedores" de informação, nas últimas décadas, passaram a ser
pauta de reflexão de vários estudiosos em muitos campos do conhecimento humano,
com destaque para a Biblioteconomia, Ciência da Informação, Ciências Sociais e
outras. Neste sentido, o presente artigo objetiva rever os conceitos relativos ao
atendimento ao usuário em Unidades de Informação. Para tanto, em um primeiro
momento é apresentada uma revisão histórica do relacionamento entre fornecedor e
usuário de informação, tendo por base a semântica desses termos. Analisa-se,
ainda, este "ser" que necessita de informação, atendimento e orientação de
qualidade. Neste contexto, a maior ênfase é dada ao trabalho realizado pelos
profissionais da informação.

1 INTRODUÇÃO

Nos últimos anos têm sido levantadas questões referentes à relação entre
profissionais e usuários da informação, sejam pelos aspectos políticos, econômicos,
socioculturais, psicológicos e tecnológicos. A relação de dependência, na qual o
usuário precisava do profissional e da unidade de informação para adquirir as
informações das quais necessitava, está ficando para trás. O avanço tecnológico
tornou o usuário um ser autônomo, capaz, juntamente com potentes equipamentos
de multimídia, de suprir suas necessidades informacionais. Neste contexto, as
unidades de informação que não acompanharam esta evolução ficaram cada vez

�menos utilizadas, transformando-se de centros de disseminação da informação para
simples depósitos de acervos.
No Brasil percebe-se pouco interesse do governo pelo setor informacional, e
observa-se que nossas Unidades de Informação e nossos profissionais ficam sempre
em segundo ou terceiro plano. Política e economicamente, a relação têm sido
afetada pela falta de investimento nas Unidades Informacionais, principalmente nas
bibliotecas. Este investimento contribuiria para a atualização do acervo, aquisição de
novos equipamentos e mobiliários, novos programas, de modo a torná-las
competitivas e atrativas frente às novas tecnologias, e principalmente para a
atualização do Bibliotecário, a fim de que se prepare para disponibilizar todos os
suportes e recursos disponíveis aos seus usuários.
A distância entre Bibliotecários e usuários pode ser diminuída através de um
processo educacional que considere a biblioteca, ou qualquer outra unidade de
informação como um instrumento auxiliador. Mas na realidade, encontramos muitas
escolas sem biblioteca, e nas que existem, seus acervos são deficientes e inexistem
profissionais Bibliotecários. Desta forma, o profissional fica numa situação
desfavorável, já que o usuário na maioria das vezes, chega à Universidade sem
saber quem é o Bibliotecário e o que é uma biblioteca.
Este indivíduo que não recebeu uma educação esclarecedora sobre a
biblioteca e o papel do Bibliotecário não consegue vê-los como auxiliadores do seu
dia-a-dia. Estudos comprovam que os usuários sentem insegurança na relação de
solução de problemas com auxílio do Bibliotecário. Psicologicamente, eles estão
despreparados para mostrar aos Bibliotecários qual a sua necessidade, seja pela
falta de prática ou por nervosismo, pois ainda existe na sociedade o estigma de que
a biblioteca é um lugar sagrado e reservado aos grandes sábios, leitores e letrados.
Nestas circunstâncias o indivíduo não consegue chegar ao Bibliotecário e vice-versa,
pois há uma barreira entre o necessitado e o fornecedor.
A tecnologia se tornou instrumento importantíssimo para o trabalho do
Bibliotecário, seja nas atividades de processamento técnico, ou no serviço de

�referência, pois agilizou o processo de recuperação da informação, atualização do
acervo, busca em banco de dados on-line, etc. Porém, muitos são os profissionais da
informação que não conhecem as reais potencialidades das novas tecnologias para
unidades de informação, perdendo a oportunidade de oferecer aos usuários serviços
e produtos inovadores e de qualidade. E se o usuário passa a buscar a informação
por si próprio, fica com a impressão de que aquele profissional não teve capacidade
para ajudá-lo, e provavelmente não recorrerá a ele em suas dificuldades futuras.
Muitos fatores influenciam a relação entre usuário e profissional da
informação, este artigo não pretende simplesmente reunir os conceitos desta
relação, mas revelar aos integrantes deste relacionamento a necessidade de se
rever comportamentos para se adaptarem aos novos tempos.
Todas as mudanças a serem feitas, precisam passar pela qualificação do
Bibliotecário, para que ele utilize sua potencialidade para fornecer além de
informações, uma formação contínua ao consumidor desta informação, tornando-o
consciente dos seus direitos e deveres.

2 DE LEITOR A CONSUMIDOR

A partir do momento que a escrita dos séculos VII e VI a.C. provocou a
passagem do modo de pensamento “mítico”, baseado na oralidade, para o lógicoempírico, centrado na escrita, o saber textualizado passou a ser acumulável,
consultável, consumível. Porém, este saber se restringia a poucos privilegiados que
tinham acesso ao mundo do letramento. O saber, agora arquivável, passou a
significar poder.
Com a imprensa do século XV, iniciou-se o processo de democratização da
escrita, e o livro passa a ser estruturado sob uma rede de remissões onde o conceito
e a abstração condensam a memória e garantem um domínio intelectual.

�Até este momento histórico, nas bibliotecas não existia a figura do
Bibliotecário e o “guardião dos livros” procurava não se envolver com os leitores.
Somente após a Renascença inicia-se um processo de aproximação com o público.
Pois o livro não era mais um simples instrumento necessário para o ensino e para a
religiosidade, mas o livro pela primeira vez, passa a ser sentido socialmente como
necessidade.
Na Segunda metade do século XVIII na Europa, a redução do preço do livro e
outras

modificações

culturais,

provocam

um

“furor

de

ler”,

porém

este

comportamento é descrito pelos observadores da época como “um perigo para a
ordem, como um narcótico” ou como um desregramento da imaginação e dos
sentidos (CHARTIER, 1994).
Diante deste conflito, eis que surge o profissional Bibliotecário, ainda sem a
formação especializada, mas um erudito ou um escritor capaz de revelar ao leitor a
importância e o fascínio produzido pela leitura.
A partir dos meados do século XIX, o Estado reconhece o Bibliotecário como
representante de uma profissão socialmente indispensável, pela difusão intensiva da
imprensa. Nesta época o Bibliotecário se transformou praticamente num técnico –
com todos os inconvenientes e virtudes dessa condição. A necessidade de uma
organização racional, que facilitasse a “guarda” do número excessivo de materiais, o
torna novamente uma espécie de guardião, agora de técnicas, códigos e símbolos,
utilizados por ele, e que só ele era capaz de entender, sem se preocupar muito com
as necessidades do até então denominado leitor.
Só no século XX, quando a fertilidade e inventividade humana encontraram
ambiente oportuno para emergir, e promover as criações tecnológicas como a
fotografia, o rádio, o cinema, a TV e o computador, a denominação “leitor” passou a
não abranger todo o papel que representaria o “usuário” de um mundo cercado de
informações a serem decodificadas.

�O profissional Bibliotecário encontrava-se novamente diante da necessidade
de uma mudança comportamental, frente ao novo tipo de serviço que precisa ser
prestado à sociedade.
Nos anos 30, houve um grande interesse em se saber como e o quê as
pessoas liam, e qual o uso feito das bibliotecas em geral. Os primeiros estudos de
usuários foram realizados na década de 30, e foram aperfeiçoando-se através dos
anos, acentuando-se nas décadas de 50 e 60, talvez pelo receio que a propagação
dos meios de comunicação como a televisão, afetasse o gosto pela leitura, e até
mesmo extinguisse o livro.
Frente a estas situações, o Bibliotecário percebeu a necessidade de conhecer
o usuário de sua biblioteca, que, como usuário e não apenas leitor, deveria ser um
parceiro no desenvolvimento da Instituição. Durante o primeiro período de estudos
dos usuários, que se estendeu de 1948 a 1965, a ênfase foi descobrir o por que,
como, e para quais fins os indivíduos usavam a informação. Na verdade, pode-se
dizer, que esta foi uma grande mudança de atitude em relação aos usuários, que até
então, apesar de possuírem uma “nova” denominação, ainda encontrava-se numa
atitude passiva, de quem apenas “usa” a informação, e de quem o Bibliotecário
esperava o conhecimento de como fazer o uso da informação disponível.
A partir de 1965 houve uma diminuição nos estudos de usuário, frente à
necessidade de se entender e se ajustar aos novos modelos de computadores
disponíveis. Apesar de já existirem técnicas mais sofisticadas de observação que
conseguiram captar aspectos bem particulares do comportamento dos usuários,
estes resultados não interferiram muito no processo.
Na década de 80, os estudos de usuários passaram a buscar interpretar
necessidades de informação tanto intelectuais como sociológicas, partindo de uma
perspectiva cognitiva. Daí chegou-se a considerar que a informação só tem sentido
quando integrada a algum contexto, e que ela é um dado incompleto, ao qual o
indivíduo atribui sentido a partir da intervenção de seus esquemas anteriores. E a
informação passa a ser compreendida como um produto da observação, e a

�observação, como uma atividade necessária para entender que o usuário é também
o construtor de um sistema de informação em constante transformação.
A partir dos anos 90 e início de 2000, a percepção do valor da informação,
provocou a necessidade de se prestar um serviço de qualidade aos usuários das
bibliotecas e também dos denominados “centros de informação” principalmente pelo
crescente aumento da informação e pela sua divulgação em diversos suportes, na
maioria das vezes de forma desorganizada e descontrolada. Os usuários passaram
então, a serem vistos como clientes deste produto – a informação.
Vários artigos da área passaram a dar ênfase a percepção dos clientes nas
unidades de informação, e à necessidade de adaptação dos profissionais
Bibliotecários a esse novo tipo de atendimento.
Os Bibliotecários passaram a reconhecer que a informação não se limita a um
simples produto ou matéria prima de uso doméstico, mas além de ser um bem
econômico, deve ser compreendido como um produto de bem-estar nacional bruto,
considerando-se

todas

as

suas

características

relacionadas

à

produção,

disseminação, desenvolvimento, automatização e poder.
O cliente dos serviços informacionais passa a exigir cada vez mais a
qualidade dos serviços prestados e esta passa a ser o foco dos profissionais que
querem sobressair.
Porém, se pararmos para analisar a denominação - clientes, para os
indivíduos que freqüentam as bibliotecas (agora também virtuais), percebemos que o
termo ainda restringe o papel que estes precisam exercer no fluxo da informação.
Isto é, do leitor que apenas lia, para o usuário que apenas usa, o termo cliente ainda
traz em si uma atitude passiva de quem precisa ser “atendido”, e não de alguém que
interfere no processo e que nesta era digital, é o construtor do saber transmitido
pelas coletividades humanas. É imprescindível a concepção de que agora o portador
direto do saber é o ciberespaço, por meio do qual as comunidades descobrem e
constróem seus objetos e conhecem a si mesmas como coletivos inteligentes.

�O consumidor de informação exige um compromisso muito maior do
profissional, que precisa cada vez mais de qualificação, treinamento, formação em
gestão de serviços, marketing, gestão de pessoas, relações públicas e relações
interpessoais. Precisa perceber que o centro de sua atividade é suprir a necessidade
de

consumo

informacional

de

nossa

sociedade,

que

tem

consumido

compulsivamente bens tangíveis e que carecem dos bens intelectuais.
O relacionamento entre o fornecedor e o consumidor da informação precisa
ser pauta das mais importantes discussões e pesquisas da área, para que os
profissionais da informação sejam capazes de se adaptar aos novos paradigmas da
profissão.

3 ESTUDO GERAL DO COMPORTAMENTO DO USUÁRIO/CONSUMIDOR

Diante das mudanças apresentadas, faz-se necessário conhecer o perfil de
um consumidor de serviços, ou seja, do consumidor de informação.
Para isto é preciso conhecer e interpretar as necessidades do consumidor,
tendo como princípio o marketing para o setor de informação, onde a maioria dos
serviços e produtos são gratuitos, inexistindo praticamente sua comercialização. Isto
torna o processo mais complexo, porém, o objetivo de um estudo como este, deve
conceber a unidade de informação como um “negócio” igual a qualquer outro, onde o
lucro pode ser dimensionado pelo valor desta unidade, e pela satisfação das
necessidades de informação de sua clientela, ou seja, dos consumidores atendidos
por ela.
Desta forma a análise do consumidor, será vista como o melhor entendimento
do processo para obtenção de informações, voltando-se principalmente para os
aspectos culturais, sociais e psicológicos.

�Com um enfoque mercadológico, a análise do consumidor do setor de
informação, se difere do “estudo de usuário” já conhecido pelos Bibliotecários, no
que diz respeito ao estudo do comportamento do indivíduo, no qual revela-se como e
por que os consumidores escolhem, engajam, contratam, mantém, comissionam, se
comprometem com a prestação do serviço, compram, pagam ou tomam decisões.
O consumidor passa a ser visto como aquele que possui direitos, que possui
hábitos, que tem necessidades, mas que estas necessidades não precisam ser
simplesmente atendidas, mas superadas. O consumo da informação precisa
extinguir um problema, precisa gerar transformação. E o próprio consumidor deve ter
consciência deste fato.
O Bibliotecário se depara mais uma vez com a mudança paradigmática de sua
profissão, que agora exige que ele seja mais do que um prestador de serviço ao
cliente, um fornecedor de informações a um consumidor cada vez mais complexo e
exigente.

4 O FORNECEDOR DA INFORMAÇÃO

Tomando por base a semântica dos termos próprios da relação estabelecida
no processo informacional, o termo fornecedor designa a função daquele que se
obriga a fornecer ou abastecer determinado gênero. E em contraposição encontra-se
o consumidor, que é ao mesmo tempo o indivíduo que absorve, e por isto consome,
mas também aquele que tem uma necessidade consumida por um fornecedor.
Isto é a base para conscientizar-nos das mudanças no atendimento ao
consumidor de informação nos centros informacionais, visto que usuário pode ser
concebido segundo o “Grande Dicionário Universal”, como alguém que possui direito
de uso, e também para o que serve para o nosso uso. Talvez os profissionais
estejam se apegando muito mais à segunda definição do termo. E aí se encontram
as raízes das falhas existentes. Ao passar para o termo cliente nas unidades de

�informação, o Bibliotecário se viu novamente numa posição paternalista, observando
que de acordo com o dicionário acima citado a palavra cliente origina se do Latim,
cliente, que quer dizer protegido.
É fundamental percebemos como a definição dos termos explicita sua função
nos devidos processos, o mesmo dicionário define Bibliotecário como pessoa que
tem a seu cargo a conservação e a catalogação dos livros de uma biblioteca. Tão
somente. Não se acrescenta nenhuma outra característica ou função. Será que não
são os próprios profissionais que determinam o conceito de sua profissão? O que
precisa ser feito para que os dicionários do futuro possam abranger o perfil de um
“profissional da informação” como o Bibliotecário? Talvez a existência de pesquisas
que revelem a informação como elemento de conhecimento susceptível de ser
transmitido e conservado graças a um suporte e um código, e que para a
disseminação deste suporte ou código existe um profissional qualificado capaz de
selecionar e direcioná-los aos devidos consumidores.
O Bibliotecário atuando como fornecedor da informação, precisa estar alerta
às sugestões e reclamações que possibilitem avaliar a oferta de produtos e serviços,
adequando-os à necessidade de seus consumidores. E deve treina-los para que
saibam exigir serviços de qualidade.
A prestação de serviços é um ato, um esforço, um desempenho e pode
apresentar-se de várias formas. Por isto, o fornecedor de informação precisa
conhecer os papéis desempenhados pelos vários indivíduos no processo de decisão.
Contudo, encontram-se dificuldades na concretização de projetos que priorizem o
consumidor dado às dificuldades de se lidar com as características dos serviços:
intangíveis, inseparáveis e simultâneos.
Mas, existem duas ferramentas essenciais para o sucesso no fornecimento
dos serviços de informação: a imagem e o treinamento. Sendo este último primordial,
pois através dele consegue-se diminuir as barreiras causadas pelas características
dos serviços.

�A análise do comportamento do consumidor feita pelo fornecedor de
informação deve levar em conta, aspectos mais amplos, pois como fornecedor, o
Bibliotecário precisa conhecer profundamente os fatores que influenciam o
comportamento do consumidor. Sendo eles: fatores culturais, sociais, pessoais e
psicológicos. E também, as fases características para o processo de decisão que
são: a predisposição, a busca, a avaliação, a escolha e a reação do consumidor.
Com essas ferramentas o Bibliotecário poderá se relacionar de forma eficiente com o
enigmático, mas indispensável consumidor.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No ambiente informacional a evolução é um estado constante, pois a
produção e divulgação de novos conhecimentos e tecnologias não param. Surge,
então, novas necessidades, novos anseios. O Bibliotecário deverá rever seus
conhecimentos, técnicas, valores e princípios não só profissionais, como também,
pessoais. Ele deverá ser vivo e atuante, portando-se como um consumidor que
busca sempre novas informações.
O moderno profissional da informação deve estar consciente do seu papel de
processador, filtrador e disseminador da informação, independente do suporte ou da
tecnologia ligada a informação necessitada.
A excelência dos serviços oferecidos pelo Bibliotecário deverá: entender a
informação em toda a sua amplitude, pensar globalmente e agir localmente,
conhecer e utilizar as tecnologias da informação, utilizar modernas técnicas
administrativas, visar a satisfação do consumidor em todas as suas atividades,
reestruturar a unidade de informação de forma que favoreça o consumidor,
disponibilizar sistemas que permitam a avaliação contínua e sua melhoria e ter a
informação como instrumento da ação estratégica.

�No presente artigo propusemo-nos a investigar a necessidade que o
Bibliotecário tem de conhecer o comportamento do consumidor de informação.
Partimos de simples considerações, porém, fundamentais na análise da relação
entre bibliotecário e consumidor no atendimento em Unidades de informação.
Sabemos que com a rapidez das mudanças paradigmáticas da profissão,
provavelmente outros termos surgirão, pois até mesmo a palavra consumidor poderá
não abranger o futuro necessitado de informação.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angélica de. Análise do consumidor brasileiro do setor de
informação: aspectos culturais, sociais, psicológicos e políticos. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, p. 207-224, jul./dez., 1996.
CARVALHO, André Luiz B. de; PAIVA, Eliane B. MEDEIROS, José W. de Morais (et.
al). Entre necessidades e buscas: perfil e perspectivas dos usuários da (in) formação
no contexto do curso de Mestrado em Ciência da Informação – CMCI/UFPB.
Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 188-206, 2001.
DICIONÁRIO Universal da Língua Portuguesa. Editora Universal. Priberam.
Disponível em: &lt;www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx&gt;. Acesso em: 07/07/2004.
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de serviços. 2. ed. São Paulo: Altas, 2000.
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LEMOS, Luiz Augusto Pinto. Biblioteca acadêmica: cliente ou usuário? não importa,
o importante é que participe da construção. Biblios, Rio Grande, v. 13, p. 171-184,
2001.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras,
1997. 405 p.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 3.
ed. São Paulo: Ática, 2001. 519 p. (Temas, 49).

�SOUZA, Francisco das Chagas de. A biblioteca universitária para o usuário. Boletim
ABDF. Nova Série, Brasília, v. 8, n. 2, p. 99-105, abr./jun. 1985.

∗

niliaguiar@bol.com.br Escola de Ciência da Informação / UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627 31270.010 - Belo Horizonte - MG – Brasil. Tel. (31) 3499-5225. E-mail: doti@eci.ufmg.br
dtgi@eci.ufmg.br
∗∗
tatiannenaf@hotmail.com Escola de Ciência da Informação / UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627 31270.010 - Belo Horizonte - MG – Brasil. Tel. (31) 3499-5225. E-mail: doti@eci.ufmg.br
dtgi@eci.ufmg.br

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                <text>As relações estabelecidas entre usuários e "fornecedores" de informação, nas últimas décadas, passaram a ser pauta de reflexão de vários estudiosos em muitos campos do conhecimento humano, com destaque para a Biblioteconomia, Ciência da Informação, Ciências Sociais e outras. Neste sentido, o presente artigo objetiva rever os conceitos relativos ao atendimento ao usuário em Unidades de Informação. Para tanto, em um primeiro momento é apresentada uma revisão histórica do relacionamento entre fornecedor e usuário de informação, tendo por base a semântica desses termos. Analisa-se, ainda, este "ser" que necessita de informação, atendimento e orientação de qualidade. Neste contexto, a maior ênfase é dada ao trabalho realizado pelos profissionais da informação.</text>
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                    <text>REVITALIZANDO A REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Mônica Fonseca Soares∗

RESUMO
A biblioteca universitária é centro de referência para localização da informação e as
novas tecnologias e recursos informacionais precisam ser trabalhados e rapidamente
postos à disposição dos seus usuários internos e externos. Particularmente, a
biblioteca universitária tende a fornecer serviços virtuais em maior quantidade, mas
quem sabe dispor desses recursos? O bibliotecário de referência, nesse contexto,
vem colaborar para que a biblioteca universitária preste um atendimento qualificado,
elaborando rotinas e plantões de atendimento visando preparar o usuário para
conhecer os recursos existentes. A biblioteca deve permitir que o bibliotecário sirva
como um multiplicador de informações, otimizando pessoal e equipamentos.
Ninguém melhor do que o bibliotecário de referência, figura que parece estar fora de
moda, para facilitar o acesso ao grande número de informações disponíveis nas
redes e bases de dados nacionais e estrangeiras. Nessa linha, propõe-se que seja
criado ou reativado o setor de referência na biblioteca universitária. A metodologia
envolve a elaboração de estudo de usuários e o planejamento de um espaço físico
real de referência na biblioteca e o espaço físico virtual de referência nas páginas da
Internet e, o mais importante, que o bibliotecário seja preparado para a atividade,
assim como o é para usar os softwares de processamento técnico. Além disso,
deverá ser planejada uma equipe de referência, que terá ciência do seu relevante
papel e saberá como agir para fornecer também suporte para a indexação e
descrição documentais, bem como recebendo informações desses setores, dentro da
dinâmica dos serviços bibliotecários.

INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária precisa corresponder às expectativas dos exigentes
usuários pesquisadores, alunos, professores, comunidade acadêmica de outras
universidades e a comunidade em geral. Os serviços tradicionais estão sendo
transformados no mundo tecnológico e virtual do século XXI e os serviços
bibliotecários não poderiam ficar imunes a essas transformações.

�Apesar da consciência do profissional bibliotecário de toda a revolução
ocorrida no século XX na produção, armazenamento e disseminação da informação
científica e tecnológica, os serviços bibliotecários muitas vezes não conseguem
acompanhar o ritmo alucinante desse crescimento, que foi acirrado com a veiculação
de publicações pela Internet. Xie (2003) coloca que a maioria das bases de dados
online tem uma versão na Web e a natureza interativa das bases disponíveis na
Internet são por um lado de fácil uso e por outro, menos eficientes para controle.
O serviço de referência, aquele tradicional, com o bibliotecário de referência
numa mesa, cercado de bibliografias, índices e outras obras de referência foi
perdendo seu espaço nas bibliotecas, particularmente nas bibliotecas universitárias,
uma vez que os mecanismos de busca via World Wide Web parecem mais práticos e
ágeis do que o atendimento personalizado e localizado em um ponto físico.
Os sistemas de recuperação de informações on-line, por sua vez, estão
apresentando constantemente propostas mais amigáveis de interação entre o
usuário do sistema e a interface empregada.
Diante desse panorama, por onde andará a figura do bibliotecário de
referência? Quem está fazendo referência na biblioteca universitária? Como
revitalizar esse setor e o seu profissional? Essas questões serão discutidas e serão
analisados alguns aspectos relativos ao perfil e atitudes do profissional da
informação e também aspectos relativos à organização do serviço de referência na
biblioteca universitária brasileira.

O SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Tão importante quanto o processamento técnico ou a aquisição de material
bibliográfico, o serviço de referência é cartão de visitas da biblioteca. Não adianta um
catálogo perfeito pelas regras internacionais de catalogação e indexação de
assuntos se não consegue ser facilmente consultado pelo usuário. O cliente quer

�encontrar o que procura com rapidez e eficiência, sem interferências poluidoras na
recuperação.
As bibliotecas universitárias são um dos itens avaliados quando da aprovação
e reconhecimento dos cursos de graduação e pós-graduação e, como não poderia
deixar de ser, estão diretamente relacionadas à qualidade de seus cursos (MAZZONI
et al., 2001). Portanto, mais um motivo para possuir um atendimento diferenciado e
qualificado de referência, o que viria a contribuir para o aumento do nível de
qualidade dos serviços como um todo da instituição ao qual está vinculada.
O processo de referência deve levar em conta a inclusão ou acessibilidade da
informação para clientes especiais, como os com deficiência visual ou auditiva,
passando pelo planejamento de serviços onde o “sistema projetado sob o conceito
de desenho para todos incorpora características que, além de permitir a sua
utilização por pessoas portadoras de deficiência, tornam o seu uso muito mais fácil e
confortável para todos os usuários” (MAZZONI et al., 2001, p. 30).
Os mesmos autores colocam que, dentro da estrutura da biblioteca
universitária, a acessibilidade envolve aspectos urbanísticos, aspectos de informação
e comunicação e, “[...] os aspectos atitudinais – como as pessoas compreendem e
constroem o processo de acessibilidade -, o que pode valorizar ou degradar os
projetos originais” (MAZZONI et al., 2001, p. 31, grifo do autor). A coordenação da
biblioteca deve estar atenta para esses aspectos quando da formulação do projeto
para a implantação ou reformulação de seus serviços.
A preocupação maior dentro de uma unidade de informação como a biblioteca
universitária ainda é (reforçamos o ainda) com o processamento técnico do suporte
informacional. Talvez por desconhecimento de todo o potencial da recuperação,
muitas bibliotecas ainda são tratadas como depositório de acervo, mesmo que os
catálogos sejam virtuais e o leitor possa fazer suas pesquisas de casa. Muito pouco
se tem investido na qualidade da informação recuperada pelo usuário final e muitos
recursos têm sido gastos para lotar as bases de dados universitárias com descrições

�bibliográficas e indexações que podem não estar atendendo aos interesses do
usuário dessas informações.
O setor de referência, nesse sentido, ao ser revitalizado, pode vir a contribuir
fazendo um elo de ligação entre o que entra (processamento técnico) e o que sai
(recuperação de informações). Com a especialização do profissional é comum
ocorrer uma desvinculação desses dois processos importantíssimos para o
fornecimento da informação adequada para a pessoa certa no momento em que ela
precisar e com a devida agilidade.
Segundo Arellano (2001, p. 7) as bibliotecas brasileiras ainda não
apresentavam
serviços da natureza dos encontrados nos sites das principais
bibliotecas americanas. Ainda no início de 2001, nenhuma das 184
bibliotecas brasileiras cadastradas pelo IBICT no GT de Bibliotecas
Virtuais [...] mantinha algum serviço de referência que funcionasse 24
horas e com distribuição seletiva do tipo de consultas.

O serviço de referência pode estar disponibilizado localmente, com a presença
do bibliotecário de referência em uma estação de trabalho plugada no mundo virtual
e, ao mesmo tempo, com conhecimentos do usuário específico, de sua comunidade.
Mas, o serviço pode ir além, com a referência virtual, onde o bibliotecário responde
perguntas - Ask-an-Expert (AskA) e tem como objetivo desenvolver habilidades para
pesquisa em seus clientes (ARELLANO, 2001).
Todo um preparo do setor deve ser realizado como se a biblioteca fosse abrir
uma extensão “comercial” dos seus serviços. Aspectos de gestão de negócios,
marketing, comportamento e satisfação do consumidor, cultura organizacional,
planejamento financeiro, recursos humanos e materiais envolvidos, entre outros,
devem ser cuidadosamente planejados para que as chances do “negócio” fechar
antes do primeiro ano sejam reduzidas.
Por outro lado, é preciso começar, mesmo que o setor não funcione com
100% de sua capacidade, com o tempo as pessoas vão incorporando atitudes,

�retroalimentando o sistema como um todo. Andrade e outros autores, ao falarem
sobre o processo de mudança na gestão da biblioteca acadêmica, relatam a
importância da interação entre as equipes de trabalho na biblioteca universitária.
Estruturas estanques, que não se comunicam, tornam difícil o alcance da meta maior
da bilioteca: a disseminação da informação. “Sabe-se que a relação usuário versus
informação exige equipes interativas, detentoras de todas as informações referentes
ao processo de trabalho, agindo com autonomia e decisão.” (ANDRADE et al., 1998,
p. 312)
O modelo de gestão precisa ser avaliado para que se identifiquem as
possíveis falhas e para que as pessoas envolvidas na inovação organizacional
possam expressar suas dificuldades, expectativas, vontades e qualidades. A
organização, segundo Andrade et al. (1998), deve passar de um foco voltado para o
ambiente interno (com predomínio da especialização e metodologia) para um foco
voltado para o ambiente externo (predominando a visão do cliente e de resultados).
O serviço pode ser oferecido em consórcio com outras bibliotecas da mesma
instituição, com bibliotecas de outras universidades locais, regionais ou mesmo de
outros países, como é o caso da iniciativa da Library of Congress e do projeto 24/7
Reference Project (24 horas e sete dias) do Metropolitan

Cooperative Library

System, administrado pela California State Library (ARELLANO, 2001). Os projetos
podem contar com o auxílio de estagiários de diversas áreas do conhecimento assim
como com a ajuda de voluntários, como é caso do Virtual Reference Desk, citado
pelo mesmo autor.

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA

O bibliotecário de referência não nasce pronto e muito menos é qualificado
apenas em cursos técnicos ou de aperfeiçoamento. É o contato com o cliente, as
buscas com resultados inesperados, os erros e acertos que lapidam o profissional do

�setor de referência. Não há modelos, não há manuais, códigos ou tabelas. Talvez aí
resida a resistência em projetar o serviço de referência e formar seus profissionais.
O profissional aprende junto com o leitor e “a responsabilidade do bibliotecário
com o usuário é semelhante a do professor com o aluno no desenvolvimento da
metacognição.” A interação do bibliotecário com professores, alunos e pesquisadores
acrescenta tanto para os serviços bibliotecários como para desenvolver habilidades,
possibilitando ao educando ter acesso ao paradigma de múltiplas fontes.
(MOSTAFA, 2003, p. 2)
Outra

questão

importante,

mas

pouco

levantada

na

literatura

de

Biblioteconomia no Brasil, diz respeito à dificuldade no manejo com a língua
estrangeira, particularmente com a língua inglesa, a mais utilizada em bases e
bancos de dados internacionais. Como querer que o bibliotecário transite pelos
descritores, palavras-chave, resumos, textos em geral, se há dificuldade de
entendimento da língua? A instituição e o próprio profissional precisa investir na
qualificação do bibliotecário de referência quanto a linguagens utilizadas em várias
áreas e línguas estrangeiras.
Além disso, as linguagens de recuperação devem ser exploradas, analisando
o que é efetivamente recuperado do que é indexado pelo setor de processamento
técnico. Basurto, Santillan e Medina (1997, p. 5) relata que o pessoal deve possuir
novas atitudes frente à informação, novas habilidades e novos hábitos. “Por parte de
los bibliotecarios se requiere contar con habilidades para el uso de las redes de
cómputo, para instalar y consultar discos compactos, para obtener y almacenar
información electrónica.”
Ao analisar as habilidades demandadas pelo mercado de trabalho do
profissional da informação, Ferreira (2003, p. 42) reforça o pouco preparo desse
profissional:
Ao que tudo indica, existe demanda no mercado por profissionais da
informação, mas há falta de oportunidade para os profissionais de

�informação vindos da área da ciência da informação, bem como de
uma formação acadêmica em que estes possam se habilitar para o
desenvolvimento, a implantação e a operação de dispositivos para
filtrar, analisar, sintetizar e disseminar essa avalanche de
informações.

O trato com pessoas é um aspecto que necessita atenção especial, uma vez
que o bibliotecário, mesmo utilizando equipamentos, vai auxiliar nas buscas de
pessoas, que nem sempre sabem bem o que querem, que sofrem de angústia, têm
pressa, muitas vezes não conhecem bem os assuntos e podem estar estressados
em função da pesquisa e suas dificuldades.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Os caminhos para a revitalização do serviço de referência na biblioteca
universitária estão abertos, esperando por aqueles que queiram participar de uma
aventura inovadora, estimulante e que poderá trazer benefícios tanto para a
instituição universitária como para os atores do processo de referência e
disseminação da informação.
Presencial ou virtual, a referência pode estabelecer-se de forma a melhorar a
qualidade da informação recuperada, diminuindo as perdas pelo usuário, tanto de
tempo, como de desgaste físico e mental ao localizar o que não queria ou de não
encontrar o que precisava no momento adequado.
A gestão da biblioteca acadêmica deve planejar, organizar e avaliar o
funcionamento do atendimento ao usuário presencial ou virtual, avaliar a sua
satisfação e a adequação dos serviços às necessidades do corpo docente, discente,
técnico e comunidade em geral.
Os usuários estão carentes de serviços ágeis, que correspondam pelo menos
em parte às evoluções tecnológica, científica e informacional que têm sofrido
aceleração nos últimos anos. Cabe aos profissionais da informação a preparação de

�um cenário de ação apropriada, com pessoal preparado para trabalhar em equipe,
respondendo aos questionamentos 24 horas por dia e sete dias por semana.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Teresinha Dias de et al. Mudanças e inovações: novo modelo de
organização e gestão de biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, Brasília, v.
27, n. 3, p. 311-318, set./dez. 1998.
ARELLANO, Miguel Ángel Márdero. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2001.
BASURTO, Lourdes Feria; SANTILLAN, Ma. Gregoria Carvajal; MEDINA, Marco
Antonio Jauregui. La biblioteca electronica em Colima-Mexico. Ciência da
Informação, Brasília, v. 26, n. 2, f. 1-7, maio/ago. 1997.
FERREIRA, Danielle Thiago. Profissional da informação: perfil de habilidades
demandadas pelo mercado de trabalho. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1,
p. 42-49, jan./abr. 2003.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 30,
n. 2, p. 29-34, maio/ago. 2001.
MOSTAFA, Solange Puntel. EAD sim, mas com qual biblioteca? Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 1, p. 1-11, jul./dez.
2003.
XIE, Hong (Iris). Supporting ease-of-use and user control: desired features and
structure of Web-based online IR systems. Information Processing &amp; Management,
v. 39, p. 899-922, 2003.

�∗

BIBLIOTECA SETORIAL.ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL, RUA WASHINGTON LUIZ, 855 – PORTO ALEGRE – RS – BRASIL.
www.biblioteca.ea.ufrgs.br mfsoares@ea.ufrgs.br

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                <text>A biblioteca universitária é centro de referência para localização da informação e as novas tecnologias e recursos informacionais precisam ser trabalhados e rapidamente postos à disposição dos seus usuários internos e externos. Particularmente, a biblioteca universitária tende a fornecer serviços virtuais em maior quantidade, mas quem sabe dispor desses recursos? O bibliotecário de referência, nesse contexto, vem colaborar para que a biblioteca universitária preste um atendimento qualificado, elaborando rotinas e plantões de atendimento visando preparar o usuário para conhecer os recursos existentes. A biblioteca deve permitir que o bibliotecário sirva como um multiplicador de informações, otimizando pessoal e equipamentos. Ninguém melhor do que o bibliotecário de referência, figura que parece estar fora de moda, para facilitar o acesso ao grande número de informações disponíveis nas redes e bases de dados nacionais e estrangeiras. Nessa linha, propõe-se que seja criado ou reativado o setor de referência na biblioteca universitária. A metodologia envolve a elaboração de estudo de usuários e o planejamento de um espaço físico real de referência na biblioteca e o espaço físico virtual de referência nas páginas da Internet e, o mais importante, que o bibliotecário seja preparado para a atividade, assim como o é para usar os softwares de processamento técnico. Além disso, deverá ser planejada uma equipe de referência, que terá ciência do seu relevante papel e saberá como agir para fornecer também suporte para a indexação e descrição documentais, bem como recebendo informações desses setores, dentro da dinâmica dos serviços bibliotecários.</text>
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                    <text>GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
ANÁLISE DO PERFIL BIBLIOTECÁRIO.

Luciana Ferreira Leite∗
Maria do Socorro de Azevedo Borba∗∗

RESUMO
Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a
importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o
crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre
o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as
técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking,
liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a
educação continuada como elemento importante na atualização e valorização
desse profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão de recursos humanos. Unidades de informação.
Bibliotecário. Administração participativa.

1 INTRODUÇÃO
No decorrer dos tempos a sociedade, o mercado e as organizações têm
passado por diversas mudanças, que muitas vezes causaram choques. Na era
agrícola a produção estava centrada nas fazendas e na força do homem, era uma
fase artesanal, onde os principais produtos eram o carvão e o ferro. Já a era
industrial deixou de lado a agricultura para se adaptar às máquinas e as fábricas,
transformando

o

trabalho

artesanal

em

mecânico.

Na

era

da

informação/conhecimento, o trabalho passou a ser realizado a partir da aplicação
de informações, valorizando o conhecimento, tornado-a uma espécie de
“mercadoria”, que apresenta um valor monetário. Essas mudanças e impactos
ocasionados no mundo, afetaram de um modo geral as organizações que
abandonaram o trabalho braçal e as máquinas, principal fonte de obtenção de
lucro, para se deterem às pessoas. Atualmente na era da informação, o
conhecimento é o fator chave para o crescimento das empresas. Portanto,

�precisa-se investir mais e melhor no fator humano, para que com suas habilidades
e conhecimentos contribuam para o sucesso e competitividade das mesmas.
Por isso, a gestão de pessoas ou a administração de recursos humanos é
tão importante dentro das organizações. Ela é responsável pelo capital humano,
que é a mola mestra para as organizações. Então, qualificar as pessoas para que
elas possam dar retorno a empresa é fundamental, já que pessoas habilitadas,
satisfeitas e motivadas estarão aptas a executar seu trabalho com consciência e
profissionalismo, visando à satisfação pessoal e da empresa.
Através da pesquisa bibliográfica, buscou-se demonstrar a importância das
pessoas nas organizações e, em especial, do bibliotecário nas unidades de
informação, dando ênfase a sua atualização no âmbito da educação continuada.
Demonstrando a aliança de técnicas administrativas às biblioteconômicas junto ao
seu perfil, a fim de contribuir para o crescimento, atualização e gerenciamento das
unidades de informação .

2 UNIDADE DE INFORMAÇÃO
O papel da informação, nos tempos atuais, tem se tornado cada vez mais
importante, visto que todas as atividades humanas precisam se apoiar numa base
de informação confiável. Como fator de desenvolvimento da sociedade ela
adquiriu valor e passou a ser tratada como mercadoria, podendo ser
comercializada.

A informação é sinônimo de poder e, quem a detém e a

transforma em conhecimento, torna-se mais forte. Nos países desenvolvidos ela é
vista como o fator que impulsiona o desenvolvimento econômico e tecnológico.
Portanto, para que ela assuma esse caráter político e social ela precisa ser
tratada e negociada.

Contudo, cabe a unidade de informação fornecer essa

ferramenta de incentivo ao crescimento econômico, humano, social e tecnológico.
Para Reggis (apud BARBALHO, 1996, p. 113) “as unidades de informação
são organizações essencialmente de serviços em que as pessoas (clientes)
signifiquem a sua razão de ser”.

�Amaral (1998, p. 15) define unidade de informação como
todo tipo de organização atuante na área de informação e/ou
documentação, que trabalhe com registros do conhecimento em
todo e qualquer tipo de suporte, independente de sua designação
[...] de acordo com a sua área de atuação e extensão.

Diante dessas definições, entende-se por unidade de informação toda e
qualquer instituição que colete e/ou produza, trabalhe e/ou organize e dissemine
ou divulgue a informação. Como demonstram Guinchat e Menou (1994), ela pode
ser dividida em três grandes grupos:
As que conservam e oferecem documentos primários, como os
arquivos, bibliotecas, mediatecas e museus;As que fornecem a
descrição do conteúdo de documentos, sua difusão e sinalização
e das informações e das fontes. Como são oferecidas pelos
centros e serviços de documentação;As que respondem as
questões pela exploração das informações disponíveis e a sua
avaliação e transformação. Fornecidas pelos centros e serviços de
informação.

Apesar

dessas

diferentes

características,

quase

imperceptíveis

(diferenciadas apenas pelas funções que exercem perante a sociedade) elas se
assemelham no mesmo objetivo, que é atender as necessidades dos usuários.
As novas tecnologias têm contribuído muito no trabalho dessas unidades, pois
possibilitam a agilidade no tratamento com a informação e democratização da
mesma. Segundo Araújo (apud ARAÚJO e FREIRE, 1999, p. 68):
[...] a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem. O poder da informação, aliado aos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade
como um todo.

Pois, toda empresa que almeja ou se mantém no sucesso é movida por
informação, conhecimento e tecnologia. É importante deixar claro que, quando o
usuário procura a unidade de informação, ele busca além da informação
desejada, um atendimento de boa qualidade realizado por profissionais
qualificados.
O desafio dos bibliotecários é justamente acrescentar algo com a
informação oferecida ao usuário, ou mesmo oferecer respostas
corretas. Além disso, é importante saber auxiliar o usuário na
formulação correta de suas indagações. (AMARAL, 1998, p. 29)

�Ao longo dos anos, o profissional da informação vem incorporando técnicas
de outras áreas procurando adaptá-las ao seu ambiente, visando oferecer um
serviço de qualidade confiável que gere competitividade, satisfação e retorno dos
clientes. Portanto, a sociedade em que vivemos necessita de um profissional que
supra as necessidades do mercado, e que não trabalhe apenas com livros, mas
que esteja preparado para saber lidar com informações de uma forma dinâmica e
inovadora. Para isso, é imprescindível que a empresa/unidade de informação
invista no seu potencial intelectual, uma vez que as pessoas são um fator muito
importante nas organizações, assim como a informação. É necessário que elas
estejam comprometidas com os objetivos da unidade de informação na qual estão
inseridas. Esta, por sua vez, precisa trabalhar em parceria com esses
profissionais, dando-lhes oportunidade de participar do processo de tomada de
decisão. Em outras palavras, ser capaz de gerenciar com as pessoas, pois
através de uma gestão participativa a unidade de informação poderá manter-se
mais competitiva nesse ambiente globalizado, haja vista que o trabalho em equipe
proporciona um crescimento mútuo empresa / empregado.

3 GESTÃO DE PESSOAS
No novo milênio as organizações estão se modificando, tornando-se mais
ágeis, competitivas e com o foco no cliente. Com o surgimento da era da
informação, essas organizações vêm dando ênfase a um recurso muito
importante, que aplicado rentavelmente, impulsiona o seu crescimento: o
conhecimento. Essa era introduziu movimentos interessantes, transferindo o
poder dos músculos para a mente, valorizando o conhecimento como principal
recurso. Essas modificações, também, têm atingido o público interno das
organizações, ou seja, seu quadro de pessoal, que deixou de ser apenas um
recurso para se tornar a principal base para a nova organização.
As pessoas devem ser consideradas como elementos impulsionadores e
dinamizadores da organização, capazes de serem dotadas de inteligência, talento
e aprendizagem, ferramentas indispensáveis para uma constante renovação e

�competitividade, num cenário pleno de mudanças e desafios. Outrossim, as
organizações precisam de soluções e respostas rápidas, fazendo com que os
gerentes das mesmas percebam que o gerenciamento individual comece a ser
conceitualmente transformado. Então, para que as pessoas estejam preparadas
às mudanças é primordial que exista um ambiente psicológico propício, uma
cultura organizacional adequada onde possa haver uma efetiva participação e
maior envolvimento da equipe para o desempenho eficaz da organização.
Assim, a Administração de Recursos Humanos que é responsável pela
coordenação entre os interesses da empresa e os da mão-de-obra, deu lugar a
Gestão de Pessoas. Esta, por sua vez, trata as pessoas como seres com idéias,
conhecimentos, habilidades e objetivos, para que possam trabalhar em parceria à
obtenção do crescimento e sucesso pessoal, bem como organizacional.
De acordo com Chiavenato (1998, p. 28) a gestão de pessoas, “[...]
representa a maneira como as organizações procuram lidar com as pessoas que
trabalham em conjunto em plena era da informação [...] não trata mais de
administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas”. Com a inclusão dessa
gestão nas organizações/empresas, os gerentes poderão aperfeiçoar junto com
seu quadro de funcionários o exercício de sua liderança. Neste sentido, as
pessoas precisam se sentir encorajadas para a inovação e criatividade, pois são
elas que fazem a diferença. Por isso, através de uma administração participativa
elas poderão ser a vantagem competitiva da organização. Ela é um dos
componentes do gerenciamento de pessoas, uma forte ferramenta que, ao lado
das outras práticas e políticas de recursos humanos, pode criar diferenciais
competitivos para as empresas, já que coloca em movimento o instrumento que
se tornou à arma mais poderosa das organizações: o cérebro humano. É mister
que as organizações devem absorver o capital intelectual e o engajamento das
pessoas nas tomadas de decisões. Para Chiavenato (1997, p.63) as bases da
administração participativa são:
Visão do negócio – as pessoas devem ter uma visão clara
da missão e objetivos da empresa; Trabalho em equipe propicia o envolvimento do grupo nas tomadas de
decisões; Desenho dos cargos – estruturação das tarefas
e responsabilidades de cada membro da equipe;
Informação operacional – compartilhamento das

�informações operacionais com vistas a proporcionar uma
maior contribuição às metas a serem alcançadas; Sistema
de recompensas – permitir que as pessoas participem dos
ganhos da empresa com base no desempenho e nos
resultados alcançados.

Todos esses aspectos buscam um maior comprometimento da equipe no
sentido de alcançar resultados satisfatórios na oferta de produtos/serviços. Como
afirma Lerner (1996, p. 33) “a participação de todos os colaboradores da
organização, garante uma composição de forças, onde o ‘todo’, obtém mais poder
do que as partes isoladamente”.

Então, ao aplicar esse conceito nas unidades

de informação, os funcionários contribuirão com suas idéias, conhecimentos e
criatividade para a melhoria e criação de serviços nas unidades. É através desse
envolvimento mútuo, que a organização terá plenas condições de propiciar às
pessoas a oportunidade de desempenhar o seu papel com interesse, inteligência
e principalmente, buscar a satisfação e o bem estar no trabalho.
Como podemos observar, a administração participativa é o caminho para a
modernização das organizações. Portanto, é imprescindível que as pessoas
estejam preparadas para mudar, haja vista que a qualidade e a produtividade são
condições essenciais para sobreviver num mercado altamente competitivo e
mutável. As empresas, por sua vez, precisam criar mais possibilidades para
investir no seu capital humano. Nas Unidades de Informação o objetivo é o
mesmo, não adianta apenas investir em tecnologias, acervos informatizados,
equipamentos de última geração, se não se investe em Recursos Humanos, ou
seja, na qualificação, bem estar e treinamento de seus funcionários.

4 O BIBLIOTECÁRIO: ANÁLISE DO PERFIL
Desde o início dos tempos, precisou-se de pessoas para a organização do
conhecimento, chamados anteriormente de os guardiões dos livros ou do
conhecimento. Pessoas incumbidas de organizar e conservar as produções
intelectuais e literárias.

Após a explosão da informação esse conceito tem

mudado. A informação assumiu um papel de poder, que conseqüentemente gera
o conhecimento, e esse por sua vez, o desenvolvimento. E para que essa esteja
disponibilizada de uma forma fácil de ser encontrada, ela precisa de um

�tratamento feito por pessoas capacitadas, e o bibliotecário é esse profissional. O
papel do bibliotecário é o de gerenciar, organizar e tornar a matéria prima de seu
trabalho - a informação - acessível, ou seja, coletar a informação certa, na fonte
certa, para o cliente certo, na hora certa e com um custo agregado justo.
Como diz (Marchiori, 1996, p. 6):
O sucesso desse profissional dependerá de sua habilidade de
encontrar a informação, “empacota-la” rapidamente, tendo em
mente uma relação positiva de custo/benefício, que supra seu
cliente de “inteligência” [...]

Por isso, com o avanço da globalização, notou-se que a necessidade de
democratização da informação se tornou constante, devido a grande procura por
informação de qualidade. Como afirmam Rutina e Pereira (2000, p. 23) “só é
possível ter qualidade através das pessoas, e ela se dá através de mudanças de
atitudes e comportamentos”. Entretanto, é necessário que parta do próprio
profissional o desejo de mudança, no qual caberá ao bibliotecário desfazer sua
imagem de guardião de livros e tornar-se um gestor da informação. O gestor da
informação é considerado, segundo Silva e Arruda (1998, p. 4) como
aquele bibliotecário que apresenta, por opção, uma mudança de
postura através da consciência da importância para a
comunidade, uma vez que sua missão e papel continuarão os
mesmos , ou seja, desenvolver a comunidade através da
informação certa e a um custo baixo e, sobretudo, de forma
rápida, segura e eficaz.

O advento da sociedade da informação ou do conhecimento tem
demandado um novo perfil profissional do bibliotecário frente a um mercado de
trabalho altamente competitivo e seletivo. Com isso, as unidades de informação
buscam, cada vez mais, um profissional com perfil diferenciado. Exigindo que o
bibliotecário tenha um conhecimento interdisciplinar, habilidades gerenciais e
responsabilidade social para que possa acompanhar a evolução do mercado da
informação. De acordo com Cianconi (apud BERAQUET et al., 1999, p. 69):
Os novos profissionais de informação [...] estão envolvidos,
principalmente com a administração da informação como recurso,
utilizando, sempre que possível, novas tecnologias. Devem
efetuar planejamento de produtos e serviços, implantar
programas com diretrizes e metas, acompanhar e racionalizar o
fluxo da informação, promover sua disseminação e uso.

�Diante desse contexto, o perfil desses profissionais foi moldando-se a
realidade do mercado. Suas atitudes e posturas foram se modernizando, assim
como o conceito de informação. Antes, só conhecida na forma impressa ou
escrita, e hoje, já disponibilizada em diversos formatos. Ademais, as unidades de
informação necessitam de profissionais com atitudes pró-ativas capazes de lidar
com o novo e com as pessoas. Por isso, terão que se apresentar para o mercado
atual com esse diferencial, ou seja, com uma sólida formação geral, sabendo lidar
com necessidades especificas, principalmente frente às inovações tecnológicas.
Os bibliotecários podem adaptar às unidades de informação, métodos e
técnicas administrativas para um melhor resultado no gerenciamento de seu
trabalho, como: planejamento estratégico, benchmarking, gestão participativa,
empowerment,

marketing,

comunicação,

liderança,

motivação,

empreendedorismo. Segundo Beraquet et al. (1999 p. 69):

O bibliotecário está inserido no setor de serviços da economia,
que é a área que mais tem se expandido nestes tempos de
globalização. Neste contexto, atender ao cliente, oferecendo
produtos de qualidade, é a premissa maior para o profissional da
informação não só sobreviver, mas consolidar a importância e o
real valor do seu trabalho. Desta forma, parece ser importante que
o novo profissional da informação tenha a capacidade de se
orientar para o diálogo tanto com o usuário como com seus
colegas, o que certamente envolve conhecimento interdisciplinar,
habilidades gerenciais, técnicas e políticas, bem como a
capacidade de trabalhar em equipe.

Diante desse novo cenário, é imprescindível qualificar-se para as novas
oportunidades que estão surgindo no mercado, ou seja, buscar a sua identidade
pessoal e profissional através de um processo contínuo de aprendizagem. É a
partir da educação continuada que o profissional bibliotecário poderá assumir os
novos papéis com competência e responsabilidade social. Esta última, por sua
vez, implica em ajudar a facilitar na comunicação e produção do conhecimento, a
fim de contribuir para a construção de um espaço social para o cidadão, onde
cada um possa ter direito a informação.
Pois esse é o principal papel desse profissional: o de mediador entre o
cliente/usuário e o conhecimento, disponibilizando-o a todos e em qualquer lugar,

�contribuindo assim, para o desenvolvimento sócio-econômico da sociedade da
qual faz parte.
Pois se o conhecimento é como a luz, poderemos iluminar a vida
de incontestáveis pessoas, – das próximas às mais distantes - e
proporcionar ao nosso e a outros países as oportunidades de
desenvolvimento de que todos necessitam para crescer
economicamente e de modo sustentável. (ARAÚJO e FREIRE,
1999, p.73)

Portanto, educação continuada, competência e excelência profissional são
requisitos essenciais para o bibliotecário que deseja se consolidar num mercado
concorrido e em constante transformação.

4.1 EDUCAÇÃO CONTINUADA

A educação é o elemento-chave no novo paradigma gerado pela sociedade
da informação. E pensar a educação implica, dentre outros aspectos, investir no
potencial humano. Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as
empresas começam a exigir de seu quadro de pessoal uma constante
atualização, a qual se tornou um importante referencial a contratação de
empregados.
Conforme Cavalcante ([19--], p. 2):
[...] atualizar-se tornou-se exigência maior de uma sociedade que
precisa buscar a superação das diferenças e dos obstáculos
econômicos e sociais por vias da educação, da informação e do
conhecimento, através de maiores investimentos em seres
humanos e assim chegar à qualidade, tanto econômica, científica
e tecnológica, quanto social, profissional e pessoal.

Esse enfoque com a qualificação cresce em decorrência das sociedades,
que vêm se modernizando e evoluindo com as novas exigências dos
clientes/usuários, bem como do mercado. Segundo Campos (1995) para que
uma empresa permaneça competitiva e sobreviva no mercado, ela deverá alterar
suas políticas e práticas no desenvolvimento das pessoas, numa era em que o
conhecimento humano é o maior fator na construção de uma sociedade baseada
na informação. Daí, a necessidade de uma aprendizagem contínua para que o

�indivíduo possa desenvolver novas habilidades e competências. Isto implica no
aprender

a

lidar

transformações.

com

o

novo,

procurando

adaptar-se

às

constantes

Diz Johnson (2002, p. 14) que,
A adaptabilidade às mudanças é uma condição indispensável
para a sobrevivência de pessoas e organizações, e mais ainda
para seu sucesso na economia global de hoje. Quem consegue se
adaptar é recompensado.

Por isso, as unidades de informação vêm tomando esta atitude, fazendo
com que os profissionais que nelas atuam, estejam qualificados adequadamente
para suprir às necessidades do mercado. Principalmente, diante da vertiginosa
evolução das novas tecnologias de informação. Aliado a isto, o indivíduo
necessita ter espírito inovador e criativo, pois assim, ele estará apto a enfrentar os
desafios e riscos requeridos pela nova economia. Neste contexto, é prioritário
investir no aperfeiçoamento dos recursos humanos haja vista que
O conhecimento acadêmico, não renovado e não aplicado, tornase obsoleto a curtíssimo prazo, dadas às conquistas diárias da
ciência e da tecnologia. Profissões inteiras são extintas em um
piscar de olhos, por um novo invento e aplicações inteiramente
inéditas, exigindo nova formação. (CHIAVENATO e MATOS,
2002, p. 137)

Esta formação, por sua vez, se dá por conhecimentos adquiridos através
de cursos de pós-graduação, educação à distância, cursos de reciclagem,
eventos científicos, dentre outros e, conseqüentemente, aplicados no cotidiano da
vida pessoal e organizacional. Chiavenato e Matos (2002, p. 139) dizem, ainda,
que
Somos todos aprendizes, nesse mundo em transformação
acelerada, em que o obsoletismo do conhecimento é um risco
imediato. Seremos aprendizes, se quisermos sobreviver com
inteligência e nos desenvolver continuamente.

Outrossim, no decorrer das transformações no mercado, o perfil dos
bibliotecários vem se adequando a realidade em que estão inseridos, haja vista
que

aprender a aprender é de fundamental importância no processo de

informação/conhecimento. Portanto, a educação continuada é uma segurança
para que o profissional bibliotecário possa enfrentar os grandes desafios frente a
um mercado competitivo, bem como caminhar em sintonia com a modernização
das organizações.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos objetivos traçados nesta pesquisa, pode-se constatar que hoje
nas organizações, as pessoas passaram a ser tratadas como fator de
desenvolvimento, pois através de seus conhecimentos aplicados de uma maneira
rentável, geram qualidade ,competitividade e proporciona sucesso às empresas.
Assim, como as demais organizações, as unidades de informação devem
privar por este bem. As organizações sem pessoas não funcionam, as pessoas
sem conhecimento, não poderão contribuir para as empresas. O investimento
nas pessoas que constituem as empresas gera produtividade; as mesmas aliadas
aos gestores na gerência das organizações, ou seja, na gestão participativa,
contribuirão para um melhor crescimento organizacional e também pessoal. As
pessoas

satisfeitas,

habilitadas

e

qualificadas

são

mais

produtivas

e

desempenham melhor o seu papel.
O bibliotecário, por sua vez terá que adequar o seu perfil às constantes
transformações do mercado. Outrossim, é necessário que esteja aberto às
inovações procurando introduzir as ferramentas que facilitarão seu trabalho junto
às pessoas/empresa. Para isso é imprescindível que tente manter-se atualizado
para que possa se consolidar no mercado competitivo, sob pena de ser excluído
deste. Entende-se que as pessoas precisam se adequar sempre às leis do
mercado em vigor, então se faz necessária educação continuada.

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∗

Bibliotecária da Centro de Educação Integrada - lufele1@hotmail.com
Profª do departamento de Biblioteconomia – UFRN – sosborba@ufrnet.br

∗∗

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Gestão de recursos humanos em unidades de informação: análise do perfil bibliotecário. (Pôster)</text>
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                <text>Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking, liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a educação continuada como elemento importante na atualização e valorização desse profissional.</text>
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                    <text>RESISTENCIA A MUDANÇAS : UMA EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DE
ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
FLUMINENSE

José Antonio Rodrigues Viana∗

RESUMO
Analisa a resistência a mudança em relação a implantação de um
software para gerenciamento e controle dos empréstimos da biblioteca.
Apresenta os vários tipos de resistência e os mecanismos para se
contornar o problema.

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca de Administração e Ciências Contábeis é uma das bibliotecas
da Universidade Federal Fluminense na cidade de Niterói, seu acervo é composto
por 4.344 títulos e 15.605 volumes, abrangendo livros, multimídia, teses e projetos
finais. Conta com aproximadamente 2600 usuários inscritos.
Pela primeira vez desde sua criação está sendo implantado um sistema
automatizado para o controle dos empréstimos e consultas. Este sistema tem as
seguintes características :
•Possibilita a entrada de dados do acervo pelo padrão de catalogação
universal;
•Permite a catalogação direta on-line;
•Possibilita a integração numa única base de dados, de informações referentes
a acervos de qualquer suporte físico;

�•Dispõe de um controle de autoridades;
•Trabalha com sistemas de tabelas, facilitando a entrada de dados;
•Desenvolve um sistema de vocabulário sistematizado, estruturado para
controlar a linguagem de indexação do sistema
•Permite a catalogação cooperativa (download) em níveis profundos;
•A recuperação da informação permite pesquisa simplificada por diversos
campos;
•Facilita a consulta de nomes e assuntos pela estrutura dos controles de
linguagem (controle de autoridade e vocabulário sistematizado).
Essa mudança é importante e inevitável,

e já foi observado em Riggs

(1997) que bibliotecas universitárias estão mudando de forma mais rápida que os
outros tipos de bibliotecas e que essa mudança atinge praticamente tudo nessa
instituição : serviços, tecnologias, estrutura organizacional, financiamento, valores,
etc.
Os funcionários que devem por em prática estas mudanças são os mesmos
que sempre trabalharam na biblioteca, ou seja, a mesma equipe que há mais de
vinte anos trabalha com um sistema manual, terá que migrar suas bases manuais
para o sistema, atualiza-lo e opera-lo no trato diário com mais de quinhentos
alunos. Isto leva a medo, incerteza e uma certa descrença dos resultados finais. A
questão principal é : Como a chefia poderia fazer para a equipe superar esta
resistência e contar com a dedicação de todos para se alcançar os objetivos
almejados com a implantação do sistema? Diversos autores já analisaram esta
faceta do processo de mudança.
Para Chiavenato (1998) para que qualquer mudança seja dinamizada, é
necessário

que

exista

um

ambiente

psicológico

propício,

uma

cultura

�organizacional adequada, um estímulo individual e grupal para a melhoria e para a
excelência.
Spacey (2003) analisa que mudança tecnológica, e a reação do pessoal da
biblioteca a isto, é um tema importante nos dias de hoje. Entender o efeitos da
mudança organizacional e tecnológica no pessoal da biblioteca é um requisito
para a gerência para poder criar as respostas apropriadas e as soluções para as
novas demandas.
Herzog apud Wood Jr ( 1995) classificou as situações capazes de provocar
mudanças em três categorias. Elas podem ter origem tanto na própria organização
quanto no ambiente. São as seguintes: crises e problemas ( incapacidade de
atender às necessidades dos clientes); novas oportunidades (introdução de novas
tecnologias, novos produtos e serviços ); novas diretrizes internas ou externas (
adaptação a novas leis e estratégia corporativas ).
Lewin apud Stoner (1999) desenvolveu um modelo para o processo de
mudança que consiste em três partes : descongelar, mudar e recongelar.
Descongelar implica tornar tão óbvia a necessidade de mudança a ponto do grupo
poder facilmente vê-la e aceitá-la. Mudar consiste em indicar um agente de
mudança que irá liderar os funcionários neste processo. Estes agentes podem ser
membros

da

organização

ou

consultores

externos.

Recongelar

significa

transformar em regra geral o novo padrão de comportamento, usando para isto
mecanismos de apoio ou reforço, de modo que ele se torne uma nova norma.
De acordo com Megginson (1998) quando a administração deseja planejar
uma mudança, precisa decidir o que deve ser mudado na organização para que se
aumente a eficácia organizacional. Essa eficácia resulta de atividades que
melhoram a estrutura da organização, a tecnologia e as pessoas. O autor também
aponta o agente de mudança como o motor deste processo. Como pode ser visto
na figura abaixo :

�Estrutura
Organizacional

Agente
de
Mudança

MODIFICA

Tecnologia

Pessoas

MELHORA

Comporta mento do
empregado

R
E
S
U
L
T
A

Eficácia
Organizacio-nal

2 RESISTÊNCIA A MUDANÇA
Chiavenato (1998) afirma que os esforços para a mudança organizacional
quase sempre colidem com alguma forma de resistência humana. As pessoas
podem mudar porque são simplesmente estimuladas ou coagidas para isso, como
podem acomodar-se a mudança, habituando-se a um comportamento rotineiro e
cotidiano, como também podem reagir negativamente a mudança através de um
comportamento de defesa para manter o status quo ou ainda tentar obstruir de
maneira velada ou aberta qualquer tentativa de mudança dentro da empresa.
Motta (1998) nota que em um mundo que via a eficiência como resultado
de disciplina e esforço, falhas na inovação eram explicadas ou pela inadequação
tecnológica ou pela ignorância, indolência ou descaso dos funcionários.

�Procurava-se eliminar resistências pela simples tentativas de submeter as
pessoas a nova ordem. Hoje a resistência é considerada algo natural quanto a
própria mudança.
Bichteler (1987) aponta que a resistência nas bibliotecas pode se traduzir
em uma má vontade ou inabilidade em ser treinado e em aprender a utilização do
novo sistema. Funcionários podem se tornar nas palavras desse autor,

“não

usuários passivos “do sistema, só confiando na versão manual do mesmo. Esta
resistência pode aumentar o absenteísmo e tornar a equipe agressiva, negativa,
questionadora, contribuindo para um ambiente de trabalho hostil.
Edwards (2000) aponta algumas causas para o conflito em bibliotecas:
- Deficiências nos sistemas de informação e comunicação;
- Mudanças feitas a força na instituição;
- Problemas entre os serviços de computação e a biblioteca;
- Respostas negativas da equipe da biblioteca;
- falta de uma visão compartilhada;
- Falta de recursos para treinamento

Stoner ( 1999) agrupa as forças da resistência em três classes: a cultura
organizacional, os interesses pessoais e as percepções individuais dos objetivos e
estratégias da informação. A cultura refere-se aos entendimentos importantes
compartilhados pelos membros – tais como normas, valores, atitudes e crenças.
Os empregados se identificam com sua organização e vêem como pessoais suas
perdas e ganhos. Em conseqüência disso, podem sentir-se ameaçados pelos
esforços de mudar a cultura e o ‘jeito como fazemos as coisas ‘. Apesar de se
preocuparem com a organização a principal preocupação dos funcionários são
seus

interesses pessoais. Qualquer mudança que ameace seu status quo

individual torna-se uma fonte de medo e incerteza. Essa resistência é ampliada se
os empregados compartilham os mesmos temores e interesses pessoais. Como
percepções individuais dos objetivos e estratégias entende-se que muitas vezes
os empregados não tem as mesmas informações da gerência sobre as
necessidades da mudança. Em outros casos, pode acontecer que os empregados
resistam por terem informações que a gerência não tem. Sua experiência no

�trabalho os leva a perceber que a mudança está sendo feito de forma errada ou
precipitada.
Luquire apud Spacey ( 2003) observa que a resistência pode aumentar de
acordo com a maneira que a nova tecnologia for introduzida, principalmente se a
inovação não for previamente discutida com a equipe. A preparação para a
introdução da nova tecnologia pode ser essencial para o seu sucesso – quanto
mais cedo a equipe estiver familiarizada com o sistema, maiores são as chances
de uma evolução positiva do processo.
Para Motta (1998) as origens da resistência nascem das percepção que
cada um tem da novidade. E as causas mais comuns são:
•

Receio do futuro ( o ser humano faz a opção pelo que lhe é familiar)

•

Recusa ao ônus da transição ( não existe mudança sem trabalho e
sacrifício)

•

Acomodação ao status funcional (o medo de perder o status quo)

•

Receio do passado ( pessoas atingidas por fracassos anteriores na
organização tornam-se cínicas e rebeldes em relação a mudanças) .
Palmer (2004) observou que uma tentativa de mudança fracassada traz

um estrago na credibilidade da Instituição pelos funcionários que se levam anos
para que novas mudanças sejam implementadas.
Spacey ( 2003 ) faz uma curiosa observação sobre a perda de status na
implantação de um novo sistema: “se a pessoa tem experiência em trabalhar com
o sistema manual e um automatizado é implantado, o indivíduo experiente é
reduzido ao mesmo nível de entendimento do sistema que outra pessoa que
possa ser nova na profissão ou na biblioteca. A automação pode afetar uma certa
“hierarquia” na biblioteca criada pela antiguidade no cargo, já que um colega com

�menos experiência na biblioteconomia, mas com o conhecimento maior em
informática pode abalar essa ordem.”
Davis apud Chiavenato ( 1998 ) apontas três causas para a resistência a
mudanças: aspectos lógicos ( esforço extra para se reaprender as coisas, tempo
requerido para ajustar-se as mudanças , custos econômicos da mudança),
psicológicos ( medo do desconhecido, falta de confiança no gerente, baixa
tolerância pessoal à mudança ) e sociológicos ( interesses do grupo, valores
sociais opostos, visão estreita e paroquial).

3 COMO CONTORNAR A RESISTÊNCIA A MUDANÇAS
Apesar de ser considerada uma parte natural do processo de inovação, a
resistência deve ser contornada para que se atinjam os objetivos traçados pela
gerência.
Chiavenato (1998 ) apresenta as seguintes estratégias para contornar a
resistência a mudanças:
- Educação e comunicação – reuniões, relatórios, etc.
- Participação e envolvimento – envolver os resistentes em algum
aspecto do projeto e ouvir atentamente suas sugestões
- Facilitação e apoio – ajudar as pessoas a se prepararem para a
mudança, como treinamento, aquisição de novas habilidades,
aconselhamento.
- Negociação e acordo – oferecer incentivos para compensar a
mudança.
- Manipulação e cooptação – tentar influenciar e manipular as
pessoas estratégicas para o grupo. Pode levar a mais resistência
se as pessoas sentirem que estão sendo induzidas.
- Coerção explícita ou implícita – ameaça implícita ou explícita.

Segundo o autor é um erro se utilizar uma destas estratégias isoladamente.
Jennings (2004) alerta que em qualquer mudança é necessário envolver
todos os funcionários que serão atingidos no planejamento da mudança, e não
planejar, executar e esperar que todos se adaptem ao novo sistema.

�Spacey (2003) sugere que o treinamento é melhor estratégia para se
diminuir a resistência. Porém um treinamento com tempo suficiente e de forma
intensiva para que todas as dúvidas e ansiedades sejam eliminadas. E que as
pessoas com a aversão a tecnologia tenham atenção individualizada no processo.
Bii e Wanyama (2001) relatam que muitos funcionários são treinados ao
mesmo tempo em que atendem os usuários, aprendendo a usar o sistema junto
com eles. E que segundo pesquisa isto foi considerado embaraçoso pelas
pessoas e serviu para se aumentar a resistência da equipe. Também notou que
as bibliotecas tem tendência a elegerem uma pessoa para resolver todos os
problemas do sistema.
Farrow apud Spacey (2003) analisou que o treinamento teve um papel
positivo para familiarizar as pessoas com as mudanças que estavam acontecendo
ao seu redor. Serviu também para desmistificar a tecnologia. Porém o autor
percebeu que os funcionários com tecnofobia – ansiedade e medo excessivo do
computador – precisam de um treinamento especializado além do qual será
aplicado para o grupo. O treinamento também pode indicar as áreas que estão
precisando de melhorias dentro da Biblioteca, especialmente para melhorar a
comunicação durante o processo de mudança.

4 CONCLUSÃO
Depois de toda essa discussão percebe-se que a resistência a mudança é
inerente ao ser humano, portanto não pode ser resolvida através da imposição e
coerção, pois não se trata de rebeldia ou insubordinação. Mesmo que a gerência
tenha a melhor das intenções alguma resistência deve ser esperada.
Jennings (2004) alerta que não se deve subestimar a capacidade das
pessoas para a resistência, pois mesmo uma mudança positiva, leva a alteração
de hábito, então deve-se sempre esperar a resistência e aprender com ela.

�A resistência pode levar a administração da empresa a reexaminar suas
propostas de mudança, adequando-as às expectativas das pessoas envolvidas.
Estas podem se tornar elementos críticos para que a mudança possa ser ajustada
e implementada de maneira bem sucedida. A resistência pode ajudar a identificar
áreas de problemas onde a mudança pode provocar dificuldades, permitindo a
administração tomar as ações corretivas antes que problemas mais sérios
aconteçam. Proporciona que a administração faça um melhor trabalho de
comunicação sobre a mudança, uma abordagem que torna a mudança mais
aceitável.(CHIAVENTATO, 1998).
Motta (1998) considera que a resistência inibe imposições unilaterais sobre
as características das tarefas. Também vê como fonte de crítica e criatividade e de
melhor uso das habilidades humanas. A crítica significa o exercício do
pensamento diferente.
Na Biblioteca de Administração e Contábeis o sistema de empréstimo
automatizado só será iniciado quando todos os funcionários estiverem treinados e
seguros em todas as etapas do processo.

ABSTRACT
Analyzes the change resistance in relation the implantation of a software for
management and control of the loans of the library. It presents the some types of
resistance and the mechanisms to skirt the problem.

REFERÊNCIAS
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∗

Universidade Federal Fluminense. Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis
Endereço: R. São Paulo, 30 – 8.andar, Campus do Valonguinho – Centro – Niterói – RJ - Brasil
E-mail:bac@ndc.uff.br

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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                    <text>O DESENVOLVIMENTO DE COMPETENCIAS DOS BIBLIOTECÁRIOS E A
IMPLANTAÇÃO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Angela Sikorski Santos∗

RESUMO
O trabalho identifica as competências necessárias tendo em vista a implantação de
tecnologias de informação em bibliotecas universitárias e as competências
desenvolvidas pelos bibliotecários. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, em
que se buscou estabelecer relações entre o marco teórico do trabalho e a realidade
das bibliotecas pesquisadas. Trata-se de um estudo de multicasos, cuja população
compreende as bibliotecárias de três universidades localizadas no Estado de Santa
Catarina, sendo uma estadual e duas particulares. O instrumento de pesquisa
utilizado foi um roteiro de entrevista. A abordagem metodológica usada para análise
e interpretação dos dados foi qualitativa. Os resultados da pesquisa evidenciaram
que as novas tecnologias de informação agilizaram o trabalho do bibliotecário e com
isso houve um maior desenvolvimento de suas competências. O planejamento prévio
para a implantação da nova tecnologia, foi um fator muito relevante para que não
houvesse resistências. Os pontos positivos apontados pelas entrevistadas
sobrepõem os pontos negativos.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias de informação. Competências. Bibliotecários.

1 INTRODUÇÃO
A competição entre as instituições tem levado a mudanças que surpreendem a
todos. Hoje, os gestores que pensarem em uma instituição estática estarão fadados
ao fracasso. Com o processo de globalização dos mercados, a competitividade entre
organizações tornou-se uma das máximas no mundo dos negócios. As Bibliotecas,
de modo especial aquelas localizadas nas Instituições de Ensino Superior, precisam
estar atentas a essas mudanças para não deixarem seus usuários sem informações
e não ficarem desatualizadas, tanto em termos de acervo como de tecnologias de
acesso à informação.

�Em busca da competitividade as Bibliotecas têm tentado, dentro do possível,
adaptar-se às novas exigências em termos de atendimento eficiente ao cliente
mediante a introdução de processos organizacionais e de inovações tecnológicas,
sem perder de vista os seus objetivos específicos.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A fundamentação teórico-empírica abrange os temas que serviram de base
para o estudo da inovação tecnológica e competências. Em seguida, são abordados
os principais conceitos de competências e por último são analisadas as Bibliotecas
Universitárias que compões a amostra da presente pesquisa.

2.1 MUDANÇA ORGANIZACIONAL
A inovação e a mudança vêm sendo cada vez mais exigidas dos
colaboradores das organizações. Essas rápidas e constantes alterações fazem com
que as organizações criem novos produtos, serviços e processos; e para predominar,
elas precisam adotar a inovação como modo de vida corporativo (TUSHMANN e
NADLER, 1997).
Para Zabot e Silva (2002, p. 58), “a mudança tecnológica tem forte impacto
psicológico e sociológico, pois obriga as empresas a pensar novas maneiras de
gerenciamento e novos padrões de trabalho, eficiência e produtividade”.
Implantar inovações tecnológicas nas organizações implica custos, pois requer
aquisição e instalação de novos recursos ou adaptação daqueles já existentes.
Considera-se que, num ambiente altamente competitivo, a interação com as
inovações tecnológicas possa produzir os benefícios esperados. Dessa forma, a
tecnologia da informação é cada vez mais comum, desempenhando vários papéis na
execução das estratégias organizacionais.

�2.2 INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Nesse cenário competitivo onde estão inseridas as organizações, vem-se
exigindo rápidas e contínuas adaptações tecnológicas, o que obriga as organizações
a pensar em novas maneiras de gerenciamento, padrões de eficiência e
produtividade (ANTONIALLI, 1996). Quando se desenvolve a interação entre
tecnologias e organização, inevitavelmente acontecerão fenômenos de reação,
adaptação e ajustamento.
Autores como Galbraith (1997), divergem sobre a questão de inovação, e faz
uma breve distinção entre invenção e inovação. Invenção é a criação de uma idéia
nova e inovação é o processo de aplicação dessa idéia nova para criar um outro
produto ou processo novo.
Para Rodriguez e Ferrante (1995), Tecnologia da Informação – TI é aquela
que compreende todos os recursos tecnológicos para armazenar, tratar, recuperar e
disseminar as informações para a sociedade. Na opinião de Davenport (1994), a TI
começou a modificar radicalmente o trabalho, pois facilitou a localização, a rápida
recuperação, a boa qualidade e outras características. Com os computadores
apressou-se o ritmo do trabalho, e ao mesmo tempo, reduziu-se a necessidade da
mão-de-obra.

2.3 UNIVERSIDADES
O termo universidade está ligado a muito outros como: cultura, ciência, ensino
superior, pesquisa, autonomia entre outros. Para Luckesi et al. (1991), na
Antigüidade Clássica, no Ocidente, principalmente na Grécia e em Roma, já se tinha
escolas tidas como de alto nível para formar especialistas de classificação refinada
em medicina, filosofia, retórica e direito.

�No final da Idade Média nasce propriamente a universidade, identificando-se
com sua sociedade e sua cultura e com uma efetiva elaboração do pensamento
medieval (LUCKESI et al., 1991). O conceito de universidade torna-se, então,
inconsistente com a realidade. A universidade existente não acompanha o espírito
difundido pela Renascença e pela Reforma.
Segundo Ribeiro (1975), a universidade brasileira tem se limitado a ser um
órgão de repetição e difusão do saber elaborado em outras realidades e pouco tem
contribuído para uma integração nacional. Assim, as instituições educacionais, mais
do que prestar serviços diretos devem criar condições e potencializar a atividade de
todos os agentes de serviço da comunidade, pois o conhecimento é seu objetivo
básico.

2.3.1 Um Breve Histórico sobre as Bibliotecas

O termo Biblioteca é originário do latim biblium, que significa livro e teca,
significa caixa. Assim, a biblioteca funciona como um elo de ligação entre o universo
da produção intelectual e as necessidades de seus usuários (VOLPATO, 2002).
O valor da informação na ciência da informação, surgiu na década de 80. No
início, relacionado ao estudo de avaliação e depois abordando custos e eficácia de
serviços, seguindo-se para a discussão sobre o valor da informação para o usuário e
a produtividade no trabalho.
Houve tempos em que as Bibliotecas não passavam de um depósito de livros.
No século XVI, as Bibliotecas de todo mundo já haviam alcançado períodos de
esplendor, tanto na Antigüidade como na Idade Média e no Renascimento. Esse
conceito permaneceu até meados do século XVII, onde as Bibliotecas só recebiam
uma minoria de usuários.

�Segundo Rowley (1994), a informática modificou a forma como se organizam
e administram as Bibliotecas e demais centros de informação que se dedicam às
atividades de processamento, recuperação e disseminação da informação.
Enfim, para Carvalho e Kaniski (2000) as Bibliotecas saíram ou devem sair, da
postura de armazenadoras de informações para assumir uma postura mais centrada
no processo de comunicação. Isso envolve o compartilhamento de recursos
informacionais, o trabalho em rede minimizando erros e eliminando barreiras.

2.3.2 Tecnologia da Informação em Bibliotecas
Diversos avanços tecnológicos têm produzido um grande impacto nas
organizações, exigindo uma completa alteração na forma de agir diante desta nova
realidade. Para McGee e Prusak (1994), com a economia da informação, a
concorrência entre as organizações baseia-se em sua capacidade de adquirir, tratar,
interpretar, utilizar e disseminar a informação de forma eficaz. A informação é
matéria-prima para qualquer negócio ou atividade.
As Bibliotecas sofreram, através dos tempos, várias mudanças em seus
objetivos, pois todas as atividades básicas como a aquisição e a seleção de
materiais, processamento técnico, circulação e referência objetivam em comunicar o
conhecimento.
Dessa maneira, os Bibliotecários têm que estar atentos aos aspectos de
normalização e compatibilidade dos equipamentos, pois são de vital importância.
Para Zabot e Silva (2002), a tecnologia da informação não diz respeito somente a
equipamentos físicos, mas também ao conjunto de conhecimentos, técnicas e
culturas dentro da organização.
Segundo Rodriguez e Ferrante (1995), a implantação e o uso correto de uma
tecnologia

da

informação

melhorará

a

competitividade

da

organização

e

�principalmente suas áreas afins. Sendo assim, um contexto competitivo que faz uso
da tecnologia da informação para promover maior agilidade e flexibilidade,
determinam mudanças radicais no conceito de Bibliotecas, exigindo de seus
profissionais mais competências.

2.4 COMPETÊNCIAS
Os estudos relacionados com competências passaram a influenciar trabalhos
de gestão, com forte tendência na área de gestão de pessoas e na área de
tecnologia da informação. Neste sentido, em decorrência de pressões sociais e da
complexidade nas relações de trabalho, não somente as questões técnicas passam a
ser mais valorizadas, mas também as comportamentais.
Para Resende (2003), competência é a transformação de conhecimentos,
aptidões, habilidades, interesse, vontade, entre outros, em resultados práticos.
Competência é, portanto, resultante da combinação de conhecimentos com
comportamentos. Conhecimentos que incluem formação, treinamento, experiência
autodesenvolvimento, comportamento, habilidades, interesse e vontade.
Neste sentido, para desempenhar todos os seus papéis, o Bibliotecário
precisa, além de desenvolver competências, desenvolver também um conjunto de
habilidades. Para Coopers e Lybrand (1997), habilidade é a capacidade de realizar
uma tarefa ou um conjunto de tarefas em conformidade com determinados padrões
que a organização exige. Com essa nova realidade, os profissionais precisam se
conscientizar da importância e da necessidade de estarem sempre se atualizando e
ampliando suas competências e habilidades. Devido à demanda de competências,
os profissionais precisam desenvolver a capacidade de aprender a ser flexíveis e
adaptativos, a fim de estarem preparados para as novas etapas que vêm surgindo no
desenvolvimento de suas atividades.

�3 METODOLOGIA

A pesquisa caracteriza-se como estudo de casos do tipo descritivo. Bruyne et
al. (1982) salientam que os estudos de múltiplos casos em organizações formais, por
meio de pesquisas não comparativas, tendem a recorrer a formas integradas de
coleta e análise de dados e informações.
Quanto a sua natureza, a pesquisa fará uso de aspectos da abordagem
qualitativa, que, para Minayo (2000), objetiva uma compreensão mais profunda dos
fenômenos sociais, trabalhando-se com o universo de significados, motivos, crenças,
valores e atitudes.
O objetivo básico deste estudo foi de investigar qual a relação que se
estabelece entre as competências desenvolvidas pelos Bibliotecários e a
implantação de tecnologias da informação em Bibliotecas universitárias. As
perguntas que permearam o questionamento central são as seguintes:
a) Como ocorreu a implantação de novas tecnologias utilizadas pela
Biblioteca?
b) Quais as competências exigidas dos Bibliotecários e a coerência com os
avanços tecnológicos referentes às informações?
c) Quais os principais aspectos positivos e negativos vivenciados durante
esse período?
Qual a matriz necessária para os Bibliotecários nesse novo contexto?
O universo da pesquisa de campo foi as Bibliotecas Universitárias, sendo
assim, foram pesquisadas as Bibliotecárias de sete Bibliotecas de três universidades,
sendo uma estadual e duas particulares. A seleção das sete Bibliotecas
Universitárias deu-se pelo fato de que as mesmas utilizam o programa Pergamum e
iniciaram seu processo de implantação no ano de 2002.

�4 CARACTERIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS

As informações que constam nesta parte foram coletadas de relatórios,
estatutos e home page de cada Biblioteca. As Bibliotecas 1 e 3 são particulares e a
Biblioteca 2 é estadual.
Biblioteca 1 - A Biblioteca Acadêmica é um órgão que está diretamente ligado
à Reitoria e deverá manter o controle e a organização de todo o acervo da
Fundação. Criada em 1973, a Biblioteca comporta além da área destinada ao acervo
e ao espaço para consulta, ambiente para leitura de jornais, revistas, videoteca e
mapoteca.
O acervo atual é de 24.978 livros, 16 periódicos gerais e 87 periódicos
especializados. A consulta ao acervo da Biblioteca é disponibilizada aos alunos,
professores, funcionários e comunidade em geral. Para a realização do empréstimo,
faz-se necessária inscrição, sendo que o direito ao empréstimo restringe-se aos
alunos regularmente matriculados em todos os níveis de ensino, funcionários e
professores da instituição.
Biblioteca 2 - A Biblioteca Universitária - BU é considerada órgão
suplementar vinculada à Pró-Reitoria de Ensino. Foi implementada em 20 de junho
de 1984, pela Resolução nº 001/84 do CONSEPE, com o objetivo de fornecer
suporte informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão para a
UDESC. A Biblioteca Universitária é composta por um Núcleo Central localizado no
prédio da Reitoria e por 6 (seis) Bibliotecas Setoriais, quais sejam: FAED, ESAG,
CEART, CEFID em Florianópolis, CAV em Lages e FEJ em Joinville, sendo que a
Biblioteca de Lages não fez parte deste estudo. Seu objetivo é coletar, organizar e
disseminar a informação, auxiliando alunos, professores, funcionários e o público em
geral no desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Biblioteca 3 - Em 4 de setembro de 1969, com o objetivo de atender a
comunidade acadêmica do curso de Economia da Fundação Joinvilense de Ensino –

�FUNDAGE – junto ao Colégio Marista foi inaugurada a Biblioteca Cel. Alire Borges
Carneiro (escolhido este como patrono, por ter sido o fundador da primeira Biblioteca
de Joinville). Em 1970 essa Biblioteca passa a funcionar junto ao Colégio Santos
Anjos, atendendo também os acadêmicos da Faculdade de Ciências Econômicas e
Escola Superior de Educação Física e Desportos. Em 1975, com as obras do
campus universitário concluídas, todas as unidades da então Fundação Universitária
do Norte Catarinense – FUNC – foram concentradas neste espaço, inclusive, a
Biblioteca Cel. Alire Borges Carneiro, onde está até hoje.

4.1 CATEGORIAS DE ANÁLISE

Com base no roteiro de entrevistas e nos conteúdos coletados junto aos
sujeitos da pesquisa, estabeleceram-se as seguintes categorias de análise:

1. Mudança e novas tecnologias;
2. Implantação do novo sistema de informação;
3. Significado de competência;
4. Competências importantes no desenvolvimento das atividades;
5. Meios de desenvolver competências;
6. Auto-avaliação das competências no processo de trabalho;
7. Política de desenvolvimento institucional em relação às competências de suas
Bibliotecárias;
8. Sugestões de melhoria da matriz existente.

4.2 SÍNTESE DAS CATEGORIAS DE ANÁLISE

1. Mudança e novas tecnologiasGrandes mudanças decorrentes da passagem de um
processo de trabalho manuall para o informatizado;

�Preparação prévia foi determinante para que o impacto não fosse tão grande;
2 entrevistadas estavam mais preparadas para as mudanças por serem formadas há
pouco tempo.

2. Implantação do novo sistema de informaçãoAceitação da implantação do novo
sistema de informação;
Levantamento de softwares;
PERGAMUM;
1 Bibliotecária não fez parte da implantação do novo sistema de informação.

3. Significado de competênciaSaber trabalhar;Desempenhar um objetivo e chegar
nesse

objetivo;Ter

um

conjunto

de

habilidades,

aptidões,

atitudes

comportamentos;Saber realizar seu trabalho com seriedade;Trabalhar em equipe;Ser
dinâmica;Ter equilíbrio emocional;Ter conhecimento para se colocar em prática tudo
o que se sabe com eficiência e eficácia.

4. Competências importantes no desenvolvimento das atividadesTrabalho em
equipe;
Atualização constante;
Raciocínio rápido;
Capacidade de resolver problemas;
Flexibilidade;
Tolerância;
Liderança.

5. Meios de desenvolver competências
Cursos;
Palestras/seminários;
Congressos;
Trabalho em equipe;

�Educação continuada;
Leitura;
Troca de experiências;
Treinamentos;
Cursos em outras áreas do conhecimento;
Reuniões;
Listas de discussões;
Capacitação profissional;
Experiência do dia-a-dia.

6. Auto-avaliação das competências no processo de trabalhoA maioria das
entrevistadas concordam que possuem as competências necessárias para
desenvolverem suas atividades;A outra pequena parte argumenta que deveriam
aperfeiçoá-las, ficam na dúvida se realmente possuem ou não essas competências
necessárias.

7. Política de desenvolvimento institucional em relação às competências de suas
Bibliotecárias
Todas as entrevistadas argumentaram que as instituições não se preocupam com o
desenvolvimento de suas competências.

8. Sugestões de melhoria da matriz existenteInsatisfação em relação a matriz
existente; Falta do profissional Bibliotecário em Bibliotecas Universitárias;
Reconhecimento da profissão.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa teve como objetivo geral a identificação das competências
desenvolvidas pelos Bibliotecários tendo em vista a implantação de tecnologias de
informação em Bibliotecas Universitárias.

�Foram feitas questões de pesquisa a respeito da introdução das tecnologias e
sobre a demanda de competências que estão sendo exigidas dos Bibliotecários.
Procurando responder a estas perguntas foram realizadas entrevistas semiestruturadas com doze Bibliotecárias de três universidades, sendo uma estadual e
duas particulares, totalizando sete Bibliotecas.
Os relatos das entrevistas apontam para a validade do conceito de
competência definido por Resende (2003), pois, para as Bibliotecárias entrevistadas,
competência significa você saber, saber trabalhar, traçar um objetivo e desempenhar
bem as funções para alcançar determinado objetivo, ter um conjunto de habilidades,
aptidões, atitudes e comportamentos. Saber realizar seu trabalho com seriedade,
trabalhar em equipe, ser dinâmica, ter equilíbrio emocional, enfim ter conhecimento
para colocar em prática tudo o que se sabe com eficiência e eficácia, também fazem
parte da conceituação das entrevistadas.
Dessa maneira, confirmou-se que, para a maior parte das entrevistadas, a
introdução de uma tecnologia trouxe grandes mudanças, pois houve a alteração de
um processo de trabalho manual para o informatizado. As mesmas entrevistadas
avaliam que a preparação prévia foi determinante para que o impacto não fosse tão
grande. Das três Universidades pesquisadas, sendo uma estadual e duas
particulares, as mesmas estando em cidades diferentes, não se observou diferença
no modo de implantação do novo sistema de informação.
Um fator que foi bastante comentado na universidade estadual, já que na
particular não houve questionamentos a esse respeito, foi à falta de Bibliotecários
nas Bibliotecas Universitárias da instituição. Observou-se também que as
Bibliotecárias da universidade estadual recebem maior apoio por parte de seus
dirigentes para participarem de eventos. De um modo geral, as universidades, tanto
as particulares como a estadual, estão preocupadas em implantar sistemas de
informação para melhor atender seus usuários e para atingir um nível de
competência e qualidade nunca antes alcançados, e que agora estão sendo exigidos
pelos novos tempos.

�Verificando-se as respostas das entrevistadas, percebe-se que as instituições
não se preocupam em fazer uma avaliação das competências que seus
Bibliotecários estão desempenhando para alcançar seus objetivos. Entretanto, uma
questão que também foi muito identificada nas sete Bibliotecas pesquisadas, foi o
não reconhecimento do profissional Bibliotecário, fator esse que contribui muito para
a matriz de competências existentes.
Em decorrência do que foi apresentado até aqui, torna-se possível responder
ao primeiro objetivo de pesquisa - descrever a implantação de novas tecnologias
utilizadas pelas Bibliotecas. Observou-se que a maioria das entrevistadas aceitou
a idéia da implantação de um novo sistema, devido ao detalhado planejamento e
levantamento de softwares, associados ao levantamento dos pontos positivos e
negativos. Após avaliações e discussões, o Pergamum foi escolhido pelas sete
Bibliotecas das três universidades selecionadas, por atender às necessidades diárias
de uma Biblioteca. As profissionais entrevistadas avaliam que fizeram parte de todo o
processo de decisão da adoção do novo sistema e por isso não tiveram maiores
problemas. Das doze Bibliotecárias, apenas uma não fez parte da implantação do
novo sistema de informação, pois quando foi contratada para trabalhar, o sistema já
estava em fase de implantação.
Com relação ao segundo objetivo da pesquisa - identificar as competências
coerentes com os avanços tecnológicos referentes a informações, constatou-se
que, comumente, as entrevistadas identificam as seguintes competências coerentes
com os avanços tecnológicos: trabalho em equipe, atualização constante, a busca
por coisas novas, raciocínio rápido, capacidade de resolver problemas, agilidade,
flexibilidade, tolerância e saber gerenciar. As mesmas argumentam que a liderança é
uma competência que também deve ser muito bem desenvolvida pelo grupo. Tais
competências vão ao encontro do exposto na literatura pesquisada, pois
competência

significa

você

saber-fazer,

capacidades em resultados práticos.

aplicando

seus

conhecimentos

e

�Com relação ao terceiro objetivo da pesquisa - descrever os principais
aspectos positivos e negativos vivenciados durante esse período, verifica-se
que, para a maioria das entrevistadas, só existem pontos positivos, pois a agilidade e
a rapidez desse novo sistema fez com que o usuário obtivesse a informação de
forma muito mais rápida. Também é possível gerar relatórios de empréstimos,
estatísticas, débitos, materiais novos, livros, periódicos, tudo que antes não era
possível com o outro sistema. O outro fator que foi relativamente importante com a
aquisição desse novo sistema foi a informatização do empréstimo, pois antes ele era
todo manual. A agilidade na consulta de materiais também foi bastante citada. Como
ponto negativo, as entrevistadas avaliaram que esse novo sistema não é tão
completo como o VTLS. O VTLS possui mais recursos informacionais que o
Pergamum, só que ele é todo em inglês e muito lento. Das sete Bibliotecas
pesquisadas, cinco utilizavam o VTLS anteriormente.
Por fim o quarto objetivo da pesquisa - identificar a matriz necessária para
os Bibliotecários nesse novo contexto. Conforme a grande maioria das
entrevistadas, o perfil da matriz desejada mudou, pois muitas competências estão
sendo exigidas do novo profissional. A principal mudança foi o uso do computador,
das novas tecnologias. Muitas estão tendo que se adaptar a elas. Outro fator
importante é a versatilidade, pois a Bibliotecária tem que estar sempre se
atualizando, indo em busca de novas informações, não pode ficar parada no tempo.
Dessa maneira, ela tem que armazenar as informações de modo que o seu
usuário a encontre. A atualização profissional é uma das competências essências
nesse novo contexto. Apenas uma entrevistada argumentou que o perfil não mudou,
pois muita coisa que é escrita ou falada, não é colocada em prática. Ela destaca que
“conhecimento sem ação nada vale”.
De acordo com os posicionamentos das outras respostas e com a bibliografia
consultada, observa-se que esse questionamento encontra pouco respaldo, pois com
as mudanças que estão acontecendo tão rapidamente, com certeza, a matriz
desejada está sendo modificada para atender às necessidades existentes.

�REFERÊNCIAS

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ZABOT, J. B. M.; SILVA, L. C. M. da. Gestão do conhecimento: aprendizagem e
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∗

Bibliotecária do Centro Universitário de Brusque – Unifebe. Rua: Durval Luz, s/n – Bairro: Santa
Terezinha – Brusque-SC – CEP: 88352-400 - Brasil. E-mail: angelas@unifebe.edu.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>O desenvolvimento de competências dos bibliotecários e a implantação de tecnologias da informação em bibliotecas universitárias.(Pôster)</text>
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                <text>O trabalho identifica as competências necessárias tendo em vista a implantação de tecnologias de informação em bibliotecas universitárias e as competências desenvolvidas pelos bibliotecários. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, em que se buscou estabelecer relações entre o marco teórico do trabalho e a realidade das bibliotecas pesquisadas. Trata-se de um estudo de multicasos, cuja população compreende as bibliotecárias de três universidades localizadas no Estado de Santa Catarina, sendo uma estadual e duas particulares. O instrumento de pesquisa utilizado foi um roteiro de entrevista. A abordagem metodológica usada para análise e interpretação dos dados foi qualitativa. Os resultados da pesquisa evidenciaram que as novas tecnologias de informação agilizaram o trabalho do bibliotecário e com isso houve um maior desenvolvimento de suas competências. O planejamento prévio para a implantação da nova tecnologia, foi um fator muito relevante para que não houvesse resistências. Os pontos positivos apontados pelas entrevistadas sobrepõem os pontos negativos.</text>
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                    <text>REUNIÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BIOMÉDICAS E ESPECIALIZADA EM
ODONTOLOGIA: UMA EXPERIÊNCIA

Luciana Manta Brício do Valle∗
na Rosa dos Santos∗∗

RESUMO
Relata a experiência da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia, que teve edições em 1999, 2001, 2003, tendo
sua próxima prevista para 2005.
Reunião promovida e organizada pela
Biblioteca Mário Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de
Janeiro – ABORJ, com o apoio da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia da Universidade Federal Fluminense, que ocorre paralelamente ao
Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Evento com
inscrição gratuita, que tem como objetivo promover a educação continuada dos
bibliotecários e documentalistas que atuam na área de informação e
documentação em saúde e, em especial, em odontologia, que demonstra como
pode ser produtiva a parceria entre instituições públicas e privadas. Conclui-se
que essa forma de ser bibliotecário, promotor de eventos de informação, ressalta
o caráter humanista, de agente incentivador e disseminador do conhecimento,
aspectos que o bibliotecário nesta nova sociedade deve buscar.
PALAVRAS-CHAVE:
Biblioteconomia.

Cultura

empreendedora.

Educação

continuada.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, vivemos numa sociedade onde é fundamental agregar-se
valores e, principalmente, devemos aprender, a apreender e a empreender. Esse
novo agir trás para nosso contexto de trabalho, discussões sobre diversos
modelos.
As informações, conceitos, terminologias, valores, padrões, entre outros
estão em constante atualização e a velocidade dessas mudanças faz com que os

�indivíduos e a própria sociedade criem condições para adequar-se, num
movimento de expansão para absorção do novo.
Surgido no século XII, o empreendedorismo teve seu desenvolvimento nas
Ciências Administrativas como campo de estudo na década de 80. Sua
conceituação tornou-se mais abrangente associada à inovação, um paralelo ao
conceito de criação (Quem cria, cria algo, para alguém). Sua filosofia visa,
basicamente, atender o bem estar e a satisfação do cliente, onde o lucro é
conseqüência.
Hoje, o termo empreendedorismo vem ganhando status dentro da
Biblioteconomia. Esse modelo de gestão baseia-se na inovação através da
criatividade, utilizando as idéias que nascem das informações, que são
disponíveis a todos, mas que somente alguns saberão como transformá-las em
insumos (produtos e/ou serviços). Neste contexto, o conhecimento torna-se
primordial para o sucesso, assim como a responsabilidade social.
No presente trabalho, abordou-se os conceitos sociais e econômicos da
informação, bem como o papel social do profissional bibliotecário, utilizando para
tanto a filosofia do empreendedorismo na realização das Reuniões Paralelas de
Bibliotecas Biomédicas e Especializadas em Odontologia, evento sem fins
lucrativos,

que

acontece

paralelamente

ao

Congresso

Internacional

de

Odontologia do Rio de Janeiro – CIORJ, com objetivo de capacitar profissionais
bibliotecários que atuam na área biomédica.

2 EMPREENDEDORISMO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Entrepreneur é palavra francesa usada no século XII para designar aquele
que incentivava brigas.

No século XVIII, começou a designar pessoas que

conduziam projetos, empreendimentos (VERIN, 1982, p. 31, 33 apud FILION,
1999, p. 18). Cantillon, 1731, (apud FILION, 1999, p. 7) definiu empreendedores
como aqueles que “compravam matéria-prima - geralmente produto agrícola - ,

�por certo preço, com o objetivo de processá-la e revendê-la por um preço ainda
não-definido”. Filion (1999, p. 10) diz que empreendedores
podem ser
considerados pessoas que definem projetos e
identificam o que precisam aprender para realizá-los. Usando isso
como ponto de partida, os empreendedores são pessoas que
devem continuar a aprender para ajustarem-se às atividades de
seus ofícios, estando em constante evolução, e não apenas
pessoas que definem suas necessidade de aprendizado. Os
empreendedores devem não só definir o que precisam fazer, mas
também o que têm de aprender para serem capazes de fazê-lo.

Jean-Baptiste Say é considerado como o pai do empreendedorismo por
Filion (1999 , p. 7), por ter lançado os alicerces desse campo de estudo.

O

economista Joseph Alois Schumpeter (1934), associou “o empreendedor ao
desenvolvimento econômico, à inovação e ao aproveitamento de oportunidades
em negócios” (DOLABELA, 1999b, p. 28).
Empreendedorismo é uma tradução livre do termo entrepreneurship,
abrange estudos relacionados ao empreendedor, e seu perfil dentro do contexto
social. “O empreendedor é um ser social produto do meio em que vive (época e
lugar)”.

Empreender seria inovar, agregar valor, introduzir mudanças. “Os

empreendedores podem ser voluntários (que têm motivação para empreender) ou
involuntário (que são forçados a empreender por motivos alheios à sua vontade:
desempregados, imigrantes, etc.)”. (DOLABELA,1999b, p. 28-29).
Hoje o termo empreendedorismo está ligado a inovação, de acordo com a
idéia trazida por Say e projetada por Schumpeter.

2. 1 EMPREENDORISMO E AS BIBLIOTECAS
O conceito entrepreneuship começou a ser usado na área de ciência da
informação por volta da década de 80, com as idéias de White, Riggs, Cottam e
Dumont (HONESKO, 2002, p. 4).
Cottam (1989, p. 523) diz que
Libraries need people who can break with tradition and act to
develop new roles and responsibilities, secure risk capital, co-opt

�emerging information technologies and developed new ones, and
figure out new ways to make libraries essential in a n informationbased society.

A inovação e a criatividade e nato ao brasileiro, os profissionais de
bibliotecas não fogem a essa regra, uns foram e são empreendedores
voluntariamente, outros por motivos alheios. Idéias inovadoras sempre estiveram
presentes em nossa literatura. Honesko (2002, p. 4) destaca a palavra
empreendedor em Marchiori (1996).

3 REUNIÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BIOMÉDICAS E ESPECIALIZADA
EM ODONTOLOGIA: UM EMPREENDIMENTO

No final do ano de 1998 a Biblioteca Mario Badan recebeu o convite do
então Presidente do CIORJ, Dr. Ivan Loureiro, para idealizar um evento que
ocorresse paralelamente ao Congresso Internacional de Odontologia do Rio de
Janeiro – CIORJ, realizado pela Associação Brasileira de Odontologia – Seção
Rio de Janeiro – ABORJ e que fosse de encontro à filosofia e objetivos da
Associação.
Tal convite foi celebrado com grande satisfação, pois era uma oportunidade
de ousar algo novo, que pudesse trazer bons frutos, tanto para a Biblioteca
(enquanto organizadora do evento), bem como para os participantes.
Permanecem as lembranças das várias questões postuladas e das
diversas opções vislumbradas, porém a escolha foi utilizar o espaço concedido
com objetivo de buscar capacitação profissional, buscando oportunizar um espaço
para aqueles que muitas vezes desenvolvem bons trabalhos, mas que se perdem
por não ultrapassarem as fronteiras do seu cotidiano. Foi assim que surgiu a idéia
da Reunião, pois poderíamos convidar profissionais para trocar informações,
experiências, soluções... Possibilitaríamos a contemplação e congregação de
vários

conhecimentos,

empreenderíamos.

ou

seja,

aprenderíamos,

apreenderíamos

e

�A liberdade concedida para ousar e criar foi primordial no desenvolvimento
do evento.
Outro ponto fundamental foi a parceria realizada com a Biblioteca de
Odontologia da Universidade Federal Fluminense – UFF, que absorveu e
encampou a idéia, colaborando na organização de todas as edições das
Reuniões.
A busca por condições que fizessem o evento relevante, foi um teste a
nossa criatividade e, principalmente, a nossa perseverança. Pois, o evento é sem
fins lucrativos, objetivando, unicamente, o aperfeiçoamento, o desenvolvimento, a
qualificação e a valorização profissional.
Os temas das Reuniões sempre foram escolhidos seguindo os eixos
temáticos do Congresso – CIORJ e as tendências da área de Biblioteconomia e
Informação.
Na primeira edição da Reunião o auditório concedido dispunha de 50
(cinqüenta) lugares e localizava-se no Mezanino 1, do Pavilhão nº 4 - Feira de
Produtos - local onde aconteciam os Eventos Paralelos, ou seja, que não eram
considerados científicos. Hoje, ainda podemos recordar o receio de não
conseguirmos lotar o auditório, dos palestrantes não comparecerem ao evento,
dos profissionais inscritos não aparecerem... Tantos foram os medos...

Um

evento que não era conhecido no contexto da área de Biblioteconomia e,
incoerente ou não, era gratuito, o que causava grande estranheza nas pessoas
que se escreviam. Com o tempo a reunião foi ganhando espaço e credibilidade,
tanto no cenário institucional como profissional.
Indo para sua quarta edição, podemos dizer que a reunião consolidou-se
dentro da instituição, pois já está inserida na programação oficial do 17º CIORJ,
que será realizado em julho de 2005. Cabe ressaltar, que a 4ª Reunião passará a
fazer parte da programação cientifica do Congresso. Dentro do cenário
profissional, a Reunião também vem se projetando, já constando no calendário de
eventos da área de Biblioteconomia no Estado do Rio de Janeiro.

�1A. EDIÇÃO
A primeira edição da Reunião de Bibliotecas Biomédicas e Especializadas
em Odontologia ocorreu no dia 17 de julho de 1999, no horário de 9h às 17h,
localizada na sala RP3 – Mezanino 1 ”Prof. Antônio Martins Júnior” do Pavilhão
nº 4 do Riocentro. O tema da Reunião foi “O Profissional da Informação e os
Paradigmas do Próximo Milênio”. A Reunião foi dividida em dois momentos. O
primeiro momento foi denominado: Ciclo de Palestras e o segundo: Ciclo de
Debates. O Ciclo de Palestra contou com 3 mesas: “Paradigmas que
Paradigmas?” Palestrante Selma Sodré (UFF), a segunda “A Importância da
Educação Continuada” – Palestrante Clarice Muhlethaler de Souza (UFF) e a
terceira “A Ética Profissional e as Novas Fronteiras da Informação na Atualidade”
– Palestrante Maria de Fátima Pereira Raposo (CRB-7ª Região). O Ciclo de
Debates contou com 3 apresentações: “APCIS-RJ e o Projeto Info-Saúde” –
Palestrantes: Alice Ferry de Moraes e Rejane Machado (APCIS-RJ), “Projeto:
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado
do Rio de Janeiro” - Palestrante: Maria José G. M. Vianna (UVA) e “O Serviço de
Documentação Odontológica da Faculdade de Odontologia da USP e a Formação
da Sub-Rede Nacional de Informação na Área de Ciências da Saúde Oral” –
Palestrante: Telma Carvalho (USP). A reunião com capacidade para 50
participantes, contou com a participação de 42 (quarenta e dois) profissionais,
2A. EDIÇÃO
A segunda edição da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia ocorreu em 18 de julho de 2001, realizada no
Pavilhão de Exposição do Riocentro, Mezanino 1, sala RP1, no horário de 9h às
17h. O tema da Reunião foi “O Bibliotecário e a Informação eletrônica”. Nesta
edição a reunião foi dividida em 2(dois) ciclos de palestras e debates. Na parte da
manhã os temas abordados foram: “O Bibliotecário e a Internet” – Palestrante Maria de Nazaré Freitas Pereira (IBICT) e “Direitos Autorais e a Internet” –
Palestrante: Jaury Nepomuceno (FBN). Na parte da Tarde foram apresentados os
seguintes temas: “Vantagens do Periódico Eletrônico como Suporte à Pesquisa” –
Sérgio Farias (Elsevier Science), “Vantagens e Desvantagens do Periódico
Eletrônico na Pesquisa Odontológica: relato de caso” – Palestrantes: Marco Tullio

�Azevedo Juric e Celeste Velasco Torquato (UFRJ) , “As Novas Tecnologias e o
Profissional da Informação como instrumentos na Pesquisa Bibliográfica”
Palestrante: Rosely Favero Krzyzanowsk (USP/FAPESP). A reunião contou com a
capacidade para 80 participantes, e contou com a participação de 74
profissionais.
3A. EDIÇÃO
A terceira edição da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia ocorreu no dia 16 de julho de 2003. Realizada na
sala 01 do Mezanino 01 do Pavilhão de Exposições, no horário de 9h às 17h, teve
como tema o “O Perfil do Bibliotecário na Sociedade da Informação”. Dando
seqüência a edição anterior, Os Ciclos de Palestras e Debates foram realizados
em duas etapas, na parte da manhã as palestras apresentadas foram:
“Aproximações possíveis entre a “Ética do discurso”e o “Discurso Ético do
Bibliotecário” – Palestrante: Francisco das Chagas de Souza (UFSC); “A
Formação do Bibliotecário na Sociedade da Informação” – Palestrante: Marcos
Luiz Cavalcante de Miranda (UNIRIO); “O Novo Fazer Bibliotecário: a Experiência
do Portal de Referência” – Clarice M. de Souza (UFF); “As Novas Tecnologias de
Informação e o reposicionamento dos atores: bibliotecas e profissionais da
Saúde” – Palestrante: Maria de Fátima Martins e Marcus Tullio Juric (UFRJ) e “O
Perfil do Bibliotecário na Sociedade da Informação” – Palestrante: Kira Tarapanoff
(UNB). A reunião com capacidade para 100(cem) participantes, contou com a
participação de cerca de 104 profissionais.

4 CONCLUSÃO
As transformações que estão ocorrendo na sociedade, nas instituições e
nos indivíduos vem trazendo mudanças nas estruturas e nos processos de
produção e trabalho. O empreendedorismo é uma filosofia que trás um novo agir,
principalmente, quando utilizado dentro das instituições, pois pode gerar
comprometimento entre a organização e seus membros (patrão/empregado)
trazendo, assim, um novo modelo de gestão.

�Mas que a elaboração de um evento, o desafio da Biblioteca Mário Badan
planejar e implementar um produto dentro do Congresso Internacional de
Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ, foi uma experiência que oportunizou a
prática, mesmo sem nenhuma teoria, de aplicarmos e vivenciarmos alguns
conceitos imbuídos na filosofia do empreendedorismo, são eles: Criatividade e
Inovação, Ousadia e Risco, Motivação Pessoal, Planejamento, Busca e Captação
de

Recursos,

Capacitação

Técnica,

Valorização

do

Conhecimento

e

Responsabilidade Social.
Assim, concluímos nosso relato com uma citação Proust (apud
DOLABELA,

1999a, p. 189) que achamos muito pertinente à temática “A

verdadeira viagem de descoberta não consiste em buscarmos novas terras, mas
vê-las com novos olhos”.

ABSTRACTC
It tells the experience of the Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia, that had editions in 1999, 2001, 2003, having its
next one in 2005. Meeting promoted and organized for the Biblioteca Mário
Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de Janeiro –
ABORJ, with the support of the Biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia da Universidade Federal Fluminense, that occurs parallel to the
Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Event with
register gratuitous, that has as objective to promote the continued education of the
librarians that act in the area of information and documentation in health and, in
special, in dentistry that demonstrates as it can be productive the partnership
between public and private institutions. It is concluded that this form of being
librarian, promoter of information events, standes out the character humanist, and
disseminator of the knowledge, aspects that the librarian in this new society must
search.
KEYWORDS: Entrepreneurship culture. Continued education. Information
science.

REFERÊNCIAS
COTTAM, Keith M. The impact of the library “intrapreneur” on technology. Library
Trends, v. 37, n. 4, p. 521-531, Spring 1989.

�DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. Cultura Editores Associados,
1999a.
__________
1999b.

O Segredo de Luísa. São Paulo: Cultura Editores Associados,

FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo: empreendedores e proprietáriosgerentes de pequenos negócios. Revista de administração, São Paulo, v.34, n2,
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HONESKO, Astrid. 2001. Empreendedorismo em bibliotecas universitárias: um
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MARCHIORI, P. Z. Que profissional queremos formar para o século XXI Graduação. Informação &amp; Informação. Londrina: , v.1, n.1, p. 27 - 34, 1996
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TOFFLER, Alvin, A terceira onda. Rio de Janeiro : Record,1980.

�VÉRIN, H. Entrepreneurs, entrepises , histoire dúne idée. Paris: Presses
Universitaires de France, 1982.

∗

Biblioteca Mário Badan, Associação Brasileira de Odontologia – Seção Rio de Janeiro. Rua Barão
de Sertório, 75 - 2º andar – Rio Comprido – Rio de Janeiro – Brasil biblioteca@aborj.org.br
luamanta@ig.com.br
∗∗
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, Núcleo de Documentação
Universidade Federal Fluminense, Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil.
ndcars@vm.uff.br

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                <text>Relata a experiência da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e Especializadas em Odontologia, que teve edições em 1999, 2001, 2003, tendo sua próxima prevista para 2005. Reunião promovida e organizada pela Biblioteca Mário Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de Janeiro – ABORJ, com o apoio da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da Universidade Federal Fluminense, que ocorre paralelamente ao Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Evento com inscrição gratuita, que tem como objetivo promover a educação continuada dos bibliotecários e documentalistas que atuam na área de informação e documentação em saúde e, em especial, em odontologia, que demonstra como pode ser produtiva a parceria entre instituições públicas e privadas. Conclui-se que essa forma de ser bibliotecário, promotor de eventos de informação, ressalta o caráter humanista, de agente incentivador e disseminador do conhecimento, aspectos que o bibliotecário nesta nova sociedade deve buscar.</text>
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                    <text>PROMBIC - PROGRAMA MELHORAMENTO DA BIBLIOTECA DO CESUR
estratégia de envolvimento cooperativo nas atividades de uma biblioteca universitária

Carlos André De Oliveira Câmara∗

RESUMO
Apresenta as estratégias adotadas pela Biblioteca Desembargador Luis Carlos da
Costa Mendes, Biblioteca do Cesur, no desempenho de atividades de treinamento e
melhoramento das relações entre clientes internos e externos, enfocando na ação
cooperativa de todos os membros da organização. enfatiza a necessidade de
políticas de ação bem desenvolvidas no planejamento da expansão dos serviços e
produtos. Aborda a metodologia adotada pela equipe de implantação do projeto,
destacando o poder de mudança dos cooperadores e o empreendedorismo da
administração nas tomadas de desenvolvimento e aperfeiçoamento de pessoal.
Retrata a qualificação e o planejamento de qualificação pessoal e a política de
convergência da mantenedora, em relação aos incentivos educacionais dos
cooperadores. Mostra os resultados obtidos pela gestão da Biblioteca depois da
implantação do programa e as perspectivas das mudanças no programa e sua
contínua avaliação.
PALAVRAS-CHAVE: Planejamento Estratégico. Planejamento Bibliotecário.
Desenvolvimento de pessoal. Administração de Bibliotecas. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

O Programa PROMBIC é uma iniciativa dos bibliotecários, Carlos Câmara e
Sheila Gabriel, lotados na Biblioteca do Saber Desembargador Luis Carlos da Costa
Mendes,

do Centro de Ensino Superior de Rondonópolis, mantenedora da

Faculdade do Sul de Mato Grosso, instituição voltada para o desenvolvimento
científico da região Sul do estado de Mato Grosso.
Apresenta-se como uma atividade promotora de informações fundamentais
para o desenvolvimento dos cooperadores lotados neste departamento, buscando

�uma reflexão do andamento das atividades diárias e uma auto reflexão do indivíduo
inserido no contexto institucional.
Objetivando melhorar o rendimento profissional da Biblioteca, enfatizando a
responsabilidade de cada cooperador para o desenvolvimento da equipe, enfocando
as especificidades a seguir: Apresentar dados qualitativos e quantitativos da
produção da biblioteca; Confrontar a realidade da instituição com a realidade da
Biblioteca;

Proporcionar

aos cooperadores da biblioteca e equipe de apoio um

momento de análise das atividades desenvolvidas pela biblioteca; Apresentar
resultados da avaliação institucional – PAIC; Oportunizar aos cooperadores um
momento de integração interdepartamental.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Com a crescente diversificação das bibliotecas universitárias

foram

determinados novos critérios na instalação e organização do setor de informação,
proporcionando aos usuários e funcionários mais comodidade e

conforto. A

biblioteca universitária deve ter um local agradável e o seu acervo precisa ser
atualizado constantemente. A estrutura física das bibliotecas universitárias são
amplas com salas de estudo em grupo, estudo individual, videoteca, multimídia,
setor de referência, anfiteatro, terminais de consultas,

balcão de atendimento,

processamento técnico, acervos de livros e periódicos e um atendimento
diferenciado, este atendimento será possível se os cooperadores estiverem
qualificados para a atividade a qual está designado.

2.1 BUSCA DA QUALIDADE

�A padronização dos serviços e produtos de uma instituição provedora de
informação é bastante salutar, quando o seu maior objetivo é promover informações
às necessidades informacionais de um grupo de pesquisador, usuários.
Faz-se necessário o encantamento dos clientes/usuários/pesquisadores,
diante da promoção dos serviços e produtos de uma biblioteca, havendo nesse
encantamento, o nome da unidade de informação será elevado, e assim possibilitou
a visualização com maior clareza do planejamento ou marketing aplicado e os atores
envolvidos nesse planejamento.
O atendimento ao usuário/cliente/pesquisador é um dos serviços da biblioteca
que

requer uma atenção especial, ele será o diferencial das atividades

desenvolvidas no setor de informação de uma biblioteca.
Pesquisas realizadas pela psicologia social demonstram que as
pessoas sentem necessidades de serem tratadas como únicas.
Muitas vezes essa necessidade é mais importante que os negócios
ou problemas que procuram resolver [...] a empresa pode estar
estruturada para atender ao ciente, mas, se não tiver funcionários
preparados para lhe dispensar o devido tratamento, coloca em risco
todo seu investimento. (PILARES, 1989, p.73).

Assim, por meio de uma política de quebra da resistência organizacional e
métodos referentes a treinamento e motivação dos cooperadores, é possível
estabelecer um principio de qualidade, focado na promoção da biblioteca e
mostrando sua real capacidade de informar com qualidade, promovendo assim a
instituição no todo.

2.2 DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS DE CRESCIMENTO INSTITUCIONAL
Acompanhando o crescimento natural das Instituições de Ensino Superior, as
Unidades de Informação (Bibliotecas) devem apresentar um comportamento de
crescimento planejado, abordando os aspectos:

�• Estrutura física;
• Estrutura de planejamento: estratégico, gerencial e operacional

2.2.1 Desenvolvimento organizacional
Acompanhando o desenvolvimento da instituição a Biblioteca do Cesur propõe
a mantenedora uma reformulação da sua estrutura física, conforme segue:

a)

Recepção – Balcões de empréstimo e devolução; Caixa;

02

terminais de consulta; Guarda-volumes; 02 Sanitários.
b)

Diretoria geral da biblioteca – sala de recepção com material de
apoio; aparelho de faz; sala da direção com sala em anexo para
reunião e WC privativo e equipamentos de apoio.

c)

Sessão de referência – espaço físico para comportar equipamentos
de apoio.

d)

Sala de multimídia – espaço físico para comportar 21 micros, 01
impressora e acervo de disquetes e CDs ROM.

e)

Anfiteatro para 100 pessoas – para realizações de eventos e
atividades de treinamento da biblioteca.

f)

Sessão de processamento técnico – espaço para 05 ilhas (mesas
com equipamentos de apoio e cadeiras giratórias), 01 scanner, espaço
para estantes de aço, armários de aço, 02 WC, escaninhos para
objetos pessoais.

g)

Copa – com espaço para frigobar, mesa de apoio para lanches,
armário.

h)

Salas de estudo em grupo – 02

i)

Salas de estudos individualizado – 02

j)

Acervo – espaço programado para um montante de 70.000 volumes

k)

Sessão de coleções especiais – inclui Videoteca, Sala de áudio,
Hemeroteca, Coleções de periódicos, Obras especiais, Realias,

�Mapoteca, Obras raras, Reserva, Reprografia, 02 salas de estudo em
grupo

2.2.2 Desenvolvimento de Recursos Humanos

Criar política de desenvolvimento para a biblioteca e conduzir suas metas de
forma convergentes as da instituição. Criar uma relação de aperfeiçoamento com o
usuário, cooperadores e comunidade.
Implantação de projetos progressivos que fomente o papel da biblioteca como
elo entre a pesquisa – ciência e a comunidade, podemos destacar projetos já
existentes como: Programação de confraternização de final de ano, apoio a
instituições carentes, com campanhas de recolher donativos – UNIPROM, apoio a
cultura, Exposição, Palestras; processos em implantação, como: Lar dos Idosos –
campanha de arrecadação de donativos, Carro Biblioteca; Estrelas na biblioteca –
usuário, professor, funcionário e grupos de palestras solidárias, Semana do Livro e
das Bibliotecas.
Para que a Unidade de Informação cumpra seu papel frente à demanda de
usuário existente e futura é necessário um processo contínuo de auto
desenvolvimento para a equipe de cooperadores da Unidade de Informação, sendo
que, existe a política de qualificação profissional por meio de intervenção da direção
da biblioteca com apresentação de reuniões e treinamentos, enfocando a qualidade
nos procedimentos, sendo dessa a necessidade de criar um programa específico de
qualificação profissional.

3 PROMBIC

�3.1 O PROGRAMA
como mencionado anteriormente o PROMBIC é uma iniciativa dos Bibliotecários da
Faculdade do Sul de Mato Grosso, iniciado em 2003, precisamente no 2º semestre,
quando foi detectada a necessidade de instituir um programa de planejamento
voltado ao aperfeiçoamento dos cooperadores da Biblioteca, onde essa qualificação
tornasse a biblioteca mais atuante na instituição quanto à promoção de serviços e
produtos de informação, alguns aspectos foram observados: Setores existentes,
pessoal, qualificação anterior de cada cooperador, recursos primários existentes,
recursos existentes para captação, disponibilidade de parcerias e política de
desenvolvimento institucional.
O PROMBIC é formado pelos bibliotecários, Auxiliares, Assistentes e Estagiários,
contando ainda com o apoio da Mantenedora o Centro de Ensino Superior de
Rondonópolis – CESUR e parceiros.

3.2 A INSTITUIÇÃO

A instituição Biblioteca é responsável pelo planejamento das ações voltadas
ao contentamento e fidelização dos clientes internos e externos.
Muitas pessoas se diferem na maneira de agir, pensar, sentir e perceber.
Estas diferenças individuais são inevitáveis e tem uma grande influências no
desenvolvimento da equipe. Segundo Moscovici ( 2002, p. 145) “As diferenças entre
as pessoas não pode ser consideradas inerente boas ou más. Algumas vezes,
trazem benefício ao grupo e ao indivíduo, outras vezes, trazem prejuízos, reduzindolhes a eficiência”.
Algumas pessoas são resistentes às mudanças, às vezes sentem medo ou
ameaça diante de uma situação. Estas reações provocam um desequilíbrio interno
no indivíduo, fazendo com que ele não perceba o bem que poderá ocasionar se
houvesse uma adaptação. Cada pessoa pode descobrir características importantes

�em si. Muitas das qualidades que temos hoje, foram desenvolvidas com habilidade e
criatividade. Por meio do endomarketing podemos apresentar princípios criativos
com grandes desafios:
•

Capacidade: mostrar como é importante o preparo técnico, da profissão,

aperfeiçoar sempre independente de cargo ou salário. Pois é por meio desses
princípios que iremos mostrar que somos pessoas capacitadas.
•

Competência: procurar fazer sempre bem feito, assumir responsabilidade.

•

Coragem: Enfrentar as dificuldades e riscos para desenvolver qualquer projeto,

lembrando que para alcançar o sucesso depende da capacidade de cada pessoa .
•

Criatividade: para encontrar saída ou soluções para determinados problemas é

preciso ser criativo em ocasiões na empresa, tanto em situações internas como
externas.
•

Coração: As organizações estão investindo nos profissionais que vesti a camisa

da empresa, por isso, é interessante que os cooperadores se envolver na função, a
qual desempenha e demonstre respeito e amor pelos colegas.
A coragem não é o oposto do desespero, mas é uma capacidade
de seguir em frente apesar do desespero. Não é uma virtude nem
valor entre os valores do indivíduo, como o amor ou a fidelidade. É
o alicerce que suporta e torna reais todas as outras virtudes e
valores. Sem ela, o amor empalidece e se transforma em
dependência. Sem a coragem, a fidelidade é mero conformismo. A
palavra coragem tem a mesma raiz que a palavra francesa “coeur”,
que significa “coração” . Assim, como o coração irriga os braços,
pernas e cérebro fazendo funcionar todos os órgãos, a coragem
torna possíveis todas as virtudes psicológicas. Sem elas os outros
valores fenecem, transformando se em arremedo da virtude. (MAY
apud PARDINI, 2001, p.6)

Conforme mencionado para alcançar as metas e objetivos os cooperadores
estão superando os desafios, por meio, do coração , pois é ele quem leva o indivíduo
a todos os outros princípios da criatividade, Pois quando sentimos insatisfeitos diante
de uma decisão, ele nos envia uma mensagem de animo e motivação para

�buscarmos nossos objetivos. Ele esta sempre presente nos pensamento e ação de
cada pessoa.

3.3 O COOPERADOR

A intervenção possibilita um maior respaldo no plano de qualidade desenvolvido na
Biblioteca, este plano será assistido por um profissional apolítico as formatações do
universo biblioteconômico, sendo este um dos requisitos básicos para alcançar o
sucesso ou permitir uma constante atualização de conhecimento e habilidades para
adaptar-se no mundo de acelerada mudanças.
Hoje, as empresas estão selecionando o seu pessoal por meio do
recrutamento, um processo que consegue avaliar o nível de qualidade pessoal de
cada indivíduo, e este uma vez contratado será treinado para enfrentar os diversos
tipos de mudanças existente nas organizações. Os futuros profissionais que o
mercado de trabalho está priorizando são os flexíveis, dinâmico, e que não tenham
medo de tomar iniciativa.
Essas pessoas serão incorporadas nas organizações contemporâneas,
comprometidas com o desenvolvimento, e buscam uma educação continuada a fim
de melhorar a qualidade de vida.
Estas empresas estão investindo em seu capital intelectual, visando descobrir
os talentos existentes em suas organizações. E estas pessoas estão vencendo a
competitividade, mostrando o seu diferencial de forma estratégica, desenvolvendo
suas funções com qualidade, garantindo lucros e maior produtividade para a
empresa.
Algumas empresas estão superando a falta de preparo de seus cooperadores,
investindo na educação, saúde e lazer. Outras motivam seu pessoal por meio de
palestras e cursos, mantendo-os informados sobre a área a qual, atua elevando o

�potencial empreendedor de cada cooperador. Infelizmente são poucos os
cooperadores que conseguem ocupar seu pouco tempo e baixo salário na
qualificação de sua profissão.
Às vezes os cooperadores demoram a entender o processo de melhoria, por isso é
interessante que desperte neles, logo de início a qualidade pessoal para que possam
ter uma visão competitiva do futuro profissional. Essas mudanças de comportamento
proporcionam ao indivíduo, mais responsabilidade com suas funções e uma visão
holística. Assim a qualidade passa a ser algo mais amplo e produtivo, encarado de
forma natural.
É importante registrar, aqui, os esforços dos funcionários ou os
estímulos
oferecidos
pela
instituição
no
sentido
do
desenvolvimento dos recursos humanos, quer pela participação
em cursos ou eventos, quer por estágio ou rodízios internos.
Também devem ser valorizadas as atividades de pesquisas e
produção de textos para publicação em livros e periódicos
especializados ou apresentação em eventos. ( ALMEIDA, 2000, p.
25).

Conforme citado na premissa acima é interessante a instituição investir no
pessoal do setor de informação. Pois uma vez que eles estejam preparados para
exercer suas funções com eficácia, será tão importante quanto o acervo atualizado, e
estes poderá participar de projetos e atividades de extensão dando suporte nos
projetos de pesquisas.

4 A METODOLOGIA
O desenvolvimento do programa se apresenta de forma continua atuando
sobre os cooperadores:
O objetivo do treinamento é moldar as pessoas de acordo com o padrão de
qualidade da organização. Este processo de aprendizado enfoca do individuo a
formação, educação e talentos. Mostra-lhes também, que eles poderão ter grandes

�oportunidades e capacidades de evoluir dentro de cada função por meio de suas
qualidades natas.
Para desenvolver uma pessoa, não basta dar-lhe informação, mas sim
formação básica que elas mudem seus conceitos e idéias e que mudem seus hábitos
e comportamento, tornando-as mais eficazes no que faz, desse modo a informação,
as mudanças e o conhecimento passa a ser um meio importante na produtividade da
empresa. O treinamento é composto de quatro etapas:
• Diagnostico: É feita

uma observação dos pontos que não estão sendo

satisfatório na empresa;
• Desenho: Para solucionar os problemas abordados no diagnostico

de

treinamento;
• Implementação: É a aplicação do processo de treinamento de acordo com
cada organização;
• Avaliação:

É a observação dos resultados do treinamento, se eles estão

realmente sendo aplicados;
Na verdade nestes quatros pontos estratégicos do treinamento são onde as
empresas conseguem atingir o tão desejo nível de desempenho de cada cooperador
e também é por meio dessa avaliação que acontece a seleção, os indivíduos são
contratados e observados se realmente estão desenvolvendo suas funções de
acordo com as normas da empresa.
Em algumas empresas

já esta sendo apresentado os sete pontos de como

motivar e encorajar seus cooperadores a desempenhar suas funções com lealdade e
com isso estão alcançando a produtividade duas vezes maior.
• Conhecer a capacidade de cada pessoa;

�• Observar se os funcionários estão na função adequada de acordo com seus
talentos e competência;
• Encorajar os cooperadores a ter soluções para seus problemas e adotar suas
sugestões;
• Contratar somente pessoas que saibam trabalhar em equipe;
• Gestores devem-se ter uma boa relação com os cooperadores para que possa
demonstrar confiança e respeito;
• Estabelecer um padrão de normas e ser firme e justo em todas as ocasiões;
• Tratar os cooperadores de forma que gostaria que fossem tratados;

Os executivos da área pessoal e recursos humanos conhecem há
algum tempo a relação entre funcionários motivados e produtividade.
Mas só recentemente conseguiram quantificar este impacto. Agora
eles começam a se posicionar com membros da alta direção e, no
processo, estão cuidando de uma gama mais ampla de necessidades
das empresas – atendimento e satisfação dos clientes, contenção de
custos e gestão da força de trabalho. (DESATNICK &amp; DETZEL 1994,
p.35)

Analisando a proposição acima, hoje as empresas estão investindo em seu
quadro de cooperadores para eles se qualifiquem e atendam as necessidades da
empresa, por meio desses serviços eles iram cuidar bem dos clientes garantindo
uma boa satisfação e produtividade da empresa.
A sensibilização dos cooperadores sobre a importância do bom atendimento
ao público, visualizando sempre os principais fatores da formação da imagem da
instituição, bem como capacitá-los no uso de técnicas adequadas ao atendimento
aos diversos tipos de clientes em diversas situações do nosso cotidiano, com
objetivo de qualificar estes profissionais para a implantação da qualidade nos
serviços prestados pela Biblioteca.

�6 CONCLUSÃO
A realização deste programa é de grande importância para a qualificação não
apenas do cooperador, mas da instituição biblioteca que ganha respeito diante aos
usuários de informação e conseqüentemente promove seus produtos e serviços.
Ressaltamos ainda, a colaboração da administração da Facsul, pelo empenho na
colaboração da política adotada.
Por fim a as atividades desse programa, mostram o empenho e a
determinação do grupo envolvido nas atividades que foram desenvolvidas e as
atividades que serão desenvolvidas visando a melhora dos recursos humanos da
Biblioteca. Enfatizamos ainda a importância da avaliação no processo de qualificação
dos cooperadores de uma biblioteca e da participação destes no desenvolvimento de
estratégias convergentes ao seu desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
CERQUEIRA NETO, Edgard Pedreira de. Gestão da qualidade: princípios e
métodos. São Paulo Editora: Pioneira-1993.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoa: o novo papel dos recursos humanos
nas organizações. Rio de Janeiro : Campus, 1999.
DESATNICK, Roberto L., DETZEL, Denis H. Gerenciar bem é manter o cliente.
São Paulo. Editora: Pioneira. 1994.

�FERREIRA, Mário César. Serviço de atendimento ao público: O que é ? E como
analisá-lo? Rio de Janeiro: UFF, 1997.
KOBAYASHI, Shunichi. Renovação da logística. São Paulo : Atlas, 2000.
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Qualidade total em serviços: conceitos, exercícios,
casos práticos. São Paulo. Atlas-1999.
MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2002
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento estratégico. São Paulo:
Atlas, 2002.
PARDINI, Maria Aparecida. Biblioteca equipe sincronizada, sucesso garantido!
São Paulo: UFF, 2002.
PILARES, Nanci Capel. Atendimento ao cliente. São Paulo: Nobel, 1989.

∗

ENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE RONDONÓPOLIS – CESUR. FACULDADE DO SUL DE MATO
GROSSO – FACSUL, Avenida Ari Coelho, nº 829, Vila Birigui, Rondonópolis – MT. Cep: 78705-050.
Brasil carloscamara@cesur.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>PROMBIC - Programa melhorameneto da Boblioteca do CESUR: estratégia de envolvimento cooperativo nas atividades de uma biblioteca universitária. (Pôster)</text>
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                <text>Apresenta as estratégias adotadas pela Biblioteca Desembargador Luis Carlos da Costa Mendes, Biblioteca do Cesur, no desempenho de atividades de treinamento e melhoramento das relações entre clientes internos e externos, enfocando na ação cooperativa de todos os membros da organização. enfatiza a necessidade de políticas de ação bem desenvolvidas no planejamento da expansão dos serviços e produtos. Aborda a metodologia adotada pela equipe de implantação do projeto, destacando o poder de mudança dos cooperadores e o empreendedorismo da administração nas tomadas de desenvolvimento e aperfeiçoamento de pessoal. Retrata a qualificação e o planejamento de qualificação pessoal e a política de convergência da mantenedora, em relação aos incentivos educacionais dos cooperadores. Mostra os resultados obtidos pela gestão da Biblioteca depois da implantação do programa e as perspectivas das mudanças no programa e sua contínua avaliação.</text>
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                    <text>AS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NA BIBLIOTECA CEHD E SEU IMPACTO
NA COMUNIDADE ACADÊMICA

Rejane Rosa do Amaral∗
Angela Maria Vilela Barbosa∗∗

RESUMO
A Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades “D” passou por relevantes
transformações nos últimos 2 anos. Localizada em um dos campi regionais da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, esta Biblioteca teve um desenvolvimento
expressivo com relação a instalações, equipamentos, espaço físico e profissionais
capacitados. Pretende-se com este trabalho relatar os fatos ocorridos neste período,
os investimentos empregados e todos os esforços empreendidos que, dentre outros
fatores, a fizeram passar de um espaço de 250m² para um de 1000m². As
expectativas da comunidade acadêmica com relação a seus serviços também serão
abordadas. A iniciativa de se criar parcerias com as unidades acadêmicas, seus
departamentos e diretório de estudantes tem sido um ponto favorável para uma
melhor inserção e divulgação dos serviços informacionais. Compartilhar esta
experiência será de grande valia para as instituições de ensino superior no Brasil,
pois, em meio a tantas dificuldades orçamentárias, principalmente no setor público
deste país, ainda é possível acreditar em mudanças e sucesso na estrutura
informacional das Bibliotecas Universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias. Bibliotecários – Atuação profissional.
Bibliotecas – Avaliação. Serviços de informação. Serviço público.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fundada em 04 de
dezembro de 1950 vem, ao longo dos anos, se empenhando para que seus cursos
de graduação e pós-graduação tenham um suporte técnico e informacional eficazes.
Através de suas diversas unidades distribuídas por toda Universidade, tenta-se
garantir

que

as

satisfatoriamente.

atividades

de

ensino,

pesquisa

e

extensão

funcionem

�Para acompanhar as demandas de informação advindas de vários setores, em
1998 as Bibliotecas receberam verbas que foram aplicadas no enriquecimento de
seus acervos. Em setembro do mesmo ano, estas unidades de informação deixaram
de pertencer a um sistema e passaram a fazer parte de uma rede. A Rede Sirius –
Rede de Bibliotecas da UERJ – busca acompanhar a evolução histórica da
Universidade, mantendo sua contínua

preocupação com a excelência no

atendimento à crescente demanda de usuários. Composta por 21 bibliotecas,
distribuídas em cinco áreas do conhecimento, a Rede Sirius está presente no
Campus do Maracanã, na Baixada Fluminense, em Nova Friburgo, em Resende e
em São Gonçalo.
Para acompanhar o momento atual, impulsionado pelas novas tecnologias, as
bibliotecas vêm passando por uma série de transformações. Uma delas se refere à
automação dos acervos. De acordo com Gusmão &amp; Mendes (2000, p.1) a automação
de bibliotecas é hoje "uma ferramenta indispensável à melhoria dos serviços e
agilização do funcionamento das mesmas".
A idéia de automatizar as bibliotecas da UERJ surgiu em 1996 e em 1998 a
Rede Sirius encaminhou a sugestão do software a ser adotado. O sistema escolhido
foi o VTLS e, através de cursos e acompanhamentos, este foi sendo adotado por
todas as bibliotecas da Rede. Com este fato, o processamento técnico passou a ser
descentralizado.
Em março de 2004, a Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades D,
foco central deste trabalho, teve a sua rede lógica implementada e, em conseqüência
disso, a ampliação de sua infra-estrutura computacional. A partir deste momento as
atividades de automação puderam se desenvolver e estão em fase de andamento.
Esta biblioteca, localizada na cidade de São Gonçalo, onde funciona a Faculdade de
Formação de Professores da UERJ, atende a uma demanda de cerca de 1600
usuários reais. Seu acervo abrange as áreas de Educação, Antropologia, Psicologia,
Sociologia, Biologia, Botânica, História, Geografia, Geologia, Letras e Matemática.

�2 OBJETIVO

Compartilhar com outras instituições de ensino superior a experiência de um
processo de mudança ocorrido em uma das Bibliotecas da UERJ.
Com a injeção de recursos, esta Biblioteca teve seu espaço ampliado,
dispondo de novas instalações e equipamentos. Houve também um crescimento
expressivo de sua equipe. Os serviços e produtos oferecidos estão em fase de
reestruturação. Estuda-se a criação de novos serviços que visem a atender as novas
demandas da comunidade acadêmica, ávida por informações que ajudem em sua
formação profissional. Maciel &amp; Mendonça (2000, p.7) enfatizam que “a biblioteca
deve ser vista como uma organização, como uma empresa, a maioria das vezes com
fins não-lucrativos, com resultados programados e avaliados constantemente”. Ainda
segundo essas autoras, acredita-se que esta seja uma estratégia que possibilitaria à
biblioteca competir, com maior acerto, no ambiente de inovações e incertezas que
caracterizam o período.

3 METODOLOGIA

Para o desenvolvimento deste trabalho foi feito um levantamento documental,
buscando comparar os dados atuais com as informações levantadas nos anos
anteriores. Para um melhor embasamento do trabalho, a experiência da chefia desta
Biblioteca foi levada em consideração, pois trata-se de um profissional que esteve
presente no decorrer de todo este processo.

�Na literatura das áreas de Biblioteconomia e Ciência da informação foram
encontrados os apontamentos necessários que ajudaram no desenvolvimento do
tema.

4 A BIBLIOTECA DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES D

Em 1973, a partir do momento em que a Faculdade de Formação de
Professores iniciou suas atividades em São Gonçalo, a Biblioteca da FFP/CETRERJ
foi criada. Seu acervo era composto essencialmente de livros didáticos e de uma
filmoteca direcionada aos cursos de treinamento. No dia 26 de junho de 1980 é
criada, através do decreto estadual 3290, a Fundação de Amparo à Pesquisa do
estado do Rio de Janeiro, FAPERJ e esta se torna a nova mantenedora da FFP. Em
1982 o regulamento da Biblioteca é aprovado e o seu registro é feito no Conselho
Regional de Biblioteconomia. Em meados de 1990 a Biblioteca fica subordinada
administrativamente e tecnicamente ao então denominado Sistema de Bibliotecas
da UERJ. No decorrer deste mesmo ano foi criada uma Comissão composta de
docentes, discentes e representantes da Biblioteca para então organizar várias
reuniões visando melhorias neste ambiente. No ano de 1994, conforme mostra uma
pesquisa realizada na Faculdade, estava claro que a demanda da comunidade
acadêmica não estava sendo bem atendida, pois, de acordo com Freitas (1994, p. 6)
“a Biblioteca também foi conceituada como regular: 95% dos entrevistados
consideraram insuficiente a quantidade de livros oferecidos” .
A partir de 1996, a Biblioteca passou a contar com verba própria para
aquisição de material informacional e outros bens permanentes, além dos bens de
consumo.
Em julho de 1998, através de acordos da UERJ com órgãos governamentais,
foi realizado o primeiro investimento significativo na atualização do acervo. A
biblioteca estava localizada num espaço de 250m² e contava com a colaboração de 2

�bibliotecários, 3 servidores administrativos e 1 estagiária no desenvolvimento de
suas atividades.
Em agosto de 1999, com a inauguração das novas salas de aula da
Faculdade, o espaço ao lado da Biblioteca fica vago e a chefia
solicitar

aproveita para

à direção da FFP o referido espaço para ampliação da Biblioteca. Em

reunião realizada pelo Conselho Departamental da FFP, com participação da
coordenadora da Comissão de Bibliotecas, chefes de departamentos e bibliotecários
é oficializada a cessão do espaço mencionado.
No período em que foi realizada a obra de ampliação, maio de 2001 a junho
de 2003, a Biblioteca CEHD foi transferida para um local provisório de 72m². Neste
espaço foi possível armazenar apenas 2/3 do acervo. Esta obra, prevista para durar
cerca de 6 meses, foi concluída num prazo de 2 anos.
Atualmente a Biblioteca está funcionando em um espaço de 1000m² , possui
ar condicionado central e salas para várias atividades. Os usuários foram
beneficiados com salas para estudo individual e estudo em grupo; videoteca, que
vem sendo utilizada freqüentemente pelos docentes e discentes, e ainda uma sala
de eventos com 100m². Para os docentes, existe uma sala própria onde os mesmos
podem preparar suas aulas e contribuir para uma melhor utilização do material
informacional disponível. O processamento técnico ocupa 2 salas, sendo uma delas
para guarda do material a ser processado. Dos 3 computadores instalados, um se
encontra no balcão de atendimento e os outros dois no processo técnico.
Com a realização das obras, muitas atividades ficaram prejudicadas, como foi
o caso do processamento técnico. Com o retorno da Biblioteca para o local definitivo,
a implementação da rede lógica em março deste ano e a ampliação do quadro dos
bibliotecários (que passou de 2 para 5) este serviço vem apresentando uma melhora
representativa.

�A comunidade acadêmica vem usufruindo bem desses novos ambientes de
estudo e, apesar do acervo ainda não ser o ideal, acredita-se que este é um
momento importante na trajetória dessa Biblioteca.

5 A IMPORTÂNCIA DAS PARCERIAS

Em meio a tantas dificuldades orçamentárias, firmar parcerias significa
encontrar outras formas de se desenvolver atividades e obter melhora na qualidade
dos serviços prestados e captação de outras fontes de recursos. Esta é uma
estratégia que traz resultados. A realização de empréstimo entre Bibliotecas,
participação de programas de cooperação técnica, compartilhamentos e redes de
serviço tais como: COMUT, Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas
(CCN) e Rede Bibliodata, tornou-se grande aliada no bom andamento dos serviços.
Um fator que contribuiria para enriquecimento do material informacional da
Biblioteca CEHD seria a aplicação efetiva de um ato executivo da universidade que
estabelece 3 a 5% da verba recebida em convênios e outros instrumentos para a
aquisição de material bibliográfico. Até a presente data, isso praticamente não
aconteceu. Uma exceção foi o Departamento de Geografia que aplicou 10% de uma
verba recebida na compra de livros. Outros departamentos também vêm
contribuindo, doando obras relevantes para o acervo.
Um outro exemplo de parceria foi a participação da Biblioteca no evento
denominado A Cultura Brasileira na Literatura Infantil. O mesmo foi montado por uma
docente do departamento de Educação e contou com a participação da bibliotecária
que trabalhava no horário em que o evento foi realizado. A Biblioteca do Colégio de
Aplicação da UERJ (CAP B) também teve sua participação no que se refere ao
empréstimo de obras relevantes para o tema. O setor de informática da Faculdade
de Formação de Professores fez sua contribuição, disponibilizando uma máquina
digital para o registro das atividades.

�De acordo com Tarapanoff (1997), a unidade informacional e seu profissional
devem, no cenário atual, flexibilizar processos de trabalho, desenvolver parcerias,
adotar a cooperação como principal estratégia, inovar e competir por novos espaços
e formar grupos de apoio

para auxiliá-los em decisões administrativas e na

elaboração de políticas informacionais.

6 SERVIÇOS PÚBLICOS, QUALIDADE E RECURSOS HUMANOS

Sendo as organizações do setor público, no conjunto, as maiores
fornecedoras de bens e serviços, a vida, a saúde, a educação, o transporte, o
trabalho etc. dos cidadãos e das empresas estão direta ou indiretamente
subordinados à qualidade, agilidade e localização desses serviços. Por isso, têm
como característica principal uma relação de responsabilidade direta com a
sociedade, necessitando continuamente redefinir a sua missão, visando sobretudo a
manter uma sinergia para com sua clientela.
Constata-se, portanto, a relevância de se desenvolverem conceitos e
metodologias adequados para as empresas prestadoras de serviços e principalmente
para aquelas que prestam serviços ao setor público, com a mesma ênfase que tem
sido dada às empresas industriais e comerciais, objetivando uma adaptação ao novo
cenário mundial.
São comuns as quebras no ciclo de planejamento e na implantação de
processos e projetos. Os planos são alterados a cada mudança de governo devido à
alta instabilidade das equipes técnicas. Não há coerência entre desafios e metas de
uma administração e daquela que a segue, redundando em desgaste, perda da
iniciativa, rupturas no processo decisório e quebra de investimentos.
O desgaste a que chegou a função pública exige que qualquer esforço atual
de mudança na gestão pública esteja apoiado num princípio claro de dignificação da
mesma. A responsabilidade dos funcionários públicos não pode ser compreendida

�como um problema puramente formal de enquadramento estatutário e definição por
escrito das obrigações e punições. Por isso, há necessidade de:
•

garantir o uso adequado dos recursos disponíveis, com economia e dentro do
preceito do serviço à população;

•

fortalecer a imagem e a função do servidor público como um propulsor dos
sentimentos de altruísmo e respeito à sociedade;

•

garantir a melhoria constante do serviço público, no atendimento e na
qualidade do serviço prestado;

•

voltar a administração de pessoal para a execução de uma política de
recursos humanos centrada na eficiência e efetividade do serviço público;

•

estabelecer

mecanismos

que

conduzam

à

elevação

do

grau

de

comprometimento dos servidores em geral com a melhoria e a racionalização
do serviço;
Moller (1993, p.2), por sua vez, alerta: "os cidadãos estão insistindo para que
o setor público melhore a Qualidade dos seus serviços: o setor público é como
qualquer outra empresa com clientes pagantes".
Devido a essas circunstâncias, cabe um papel decisivo ao gerente das
empresas prestadoras de serviços do setor público, em propor melhorias adequadas
à essa realidade.
A Rede de Bibliotecas da Uerj, preocupada com sua questão de pessoal,
realizou um estudo abordando o dimensionamento de recursos humanos. A partir de
um referencial teórico fundamentado no novo paradigma emergente, enfatizava-se a
visão do homem segundo uma perspectiva integrada, e a valorização do ser
humano, visto não como um recurso, mas como um gerador de recursos. De acordo
com Fonseca (2002, p. 3)

�o estabelecimento de padrões de atendimento, para toda a
organização, a começar pela sua "linha de frente", ou seja, as
pessoas que mantêm o contato inicial com os usuários, hoje
valorizadas como "cartão de visitas" da empresa, constitui-se no
primeiro passo para o alcance de metas e o necessário investimento
no capital humano.

Este estudo mostrou a insatisfação dos servidores quanto a algumas
condições do seu ambiente de trabalho (mobiliário, espaço físico, segurança pessoal
e do acervo).
Por estar funcionando em novas instalações, a realidade da Biblioteca CEHD
é um pouco diferente daquela encontrada em outras bibliotecas da Rede. Contudo,
existe uma preocupação por parte de sua administração em atender melhor sua
“clientela interna”. Para isso, um sistema de gerência participativa vem sendo
incentivado. Através de reuniões e dinâmicas de grupo, o relacionamento
interpessoal é trabalhado com o objetivo de melhorar cada vez mais a comunicação
da equipe.

7 CONCLUSÃO

Face aos desafios que as bibliotecas universitárias vêm enfrentando, é preciso
ser criativo no intuito de maximizar qualquer investimento que seja feito. Neste
sentido, a Biblioteca de Educação e Humanidades D espera ocupar cada vez mais
seus espaços e atender satisfatoriamente sua demanda.
Verifica-se que os docentes estão demonstrando orgulho e satisfação ao
trazerem visitantes neste novo local, participando ativamente para que o mesmo seja
bem utilizado.
Como meta, busca-se incentivar a inscrição na Biblioteca dos demais usuários
potenciais através da criação de serviços e produtos que venham a contemplar a
expectativa dos mesmos. Os CAs (Centros Acadêmicos) também deverão ser

�procurados para que possam colaborar enviando sugestões para um melhor
desempenho das tarefas a serem realizadas.
Os estudos brasileiros relacionam a preocupação com a motivação dos
recursos humanos associada à melhoria da qualidade dos serviços prestados.
Afirmam que deve haver um ambiente adequado na Biblioteca, onde sejam
atendidas, entre outras, as expectativas dos clientes internos e externos, e
constatada a satisfação das pessoas em relação ao trabalho que executam.
Destaca-se ainda, que o envolvimento dos recursos humanos resultará no
comprometimento com o trabalho e no sucesso da Biblioteca.
Ao moderno profissional da informação, cabe buscar uma visão holística da
área onde trabalha para tratar e recuperar as informações que atendam às
necessidades dos clientes completamente. Assim, deverá ter um perfil que
contemple capacidade de sistematização de processos, visão ampla de operações e
habilidade para lidar com as novas tecnologias.
A estratégia do desenvolvimento de parcerias deverá ser incentivada
conhecendo o fato de este ser um instrumento valioso para captação de recursos e
divulgação dos serviços prestados.

ABSTRACT
The library of the “Centro de Educação e Humanidades D” passed for a lot of
transformations in the last two years. It is situed in a university called UERJ –
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. This library had a very expressive
development with regard to installation, equipment, space and professionals. This
library was to a space of 1000m². Intend with this paper to relate the facts and
investments that happened in this time. The expectation of the academic community
will be approached. To share this experience will be very interesting to others
universities in Brazil.

�REFERÊNCIAS
BARBALHO, C. R. S.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico para
unidades de informação. São Paulo: Polis/APB, 1995. 69p.
BARBOSA, A. M.V. B.; LOPES, R. Biblioteca CEH/D: ontem, hoje e amanhã. São
Gonçalo: [s.n.], 2000. 22p.
FONSECA, N. L.; SILVA, A. B. G. L.; PIMENTA, S. M. G.; DIAS, L. F. L.
Dimensionamento de recursos humanos para a rede sirius: uma contribuição.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife.
Anais eletrônicos ... Recife: UFPE, 2002. Disponível em:
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/main.htm. Acesso em: 02 jul. 2004
FREITAS, M. T. O que pensa da FFP a comunidade acadêmica. Rio de Janeiro:
UERJ, [198-]. 9p.
GUSMÃO, Alexandre Oliveira de Meira; MENDES, Almir de Melo. Impacto da
automação sobre os funcionários das bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 10, n. 2, 2000.
Disponível em: &lt; http://www.informacaoesociedade.ufpb.br &gt;. Acesso em: 10 jun.
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MACIEL, A. C. MENDONÇA, M., A. ,R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência, 2000. 96p.
______. Instrumentos para gerenciamento de bibliotecas. Niterói: EDUFF, 1995.
86p.
MOLLER, R.C. A instituição e suas máscaras: as armadilhas do ilógico na teoria
gerencial contemporânea. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 16,
n.1, 1993.
SILVA, A. G.; SOUZA, I. V. P.; SILVA, J.; VIEIRA, R. M. O. Profissionais de
informação e novas tecnologias: um estudo de caso. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO
DA INFORMAÇÃO, 26., 2003, Curitiba. Anais eletrônicos. Curitiba: UFPR, 2003
Disponível em: &lt;
http://www.decigi.ufpr.br/anais_enebd/documentos/oral/profissioniais%20.rtf &gt;
Acesso em 10 jul. 2004.

�TARAPANOFF, Kira. Perfil do profissional da informação no Brasil. Brasília:
IEL/DF, 1997. 134p.

∗

Bibliotecária rra@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius – Rede
de Bibliotecas. Biblioteca de Educação e Humanidades D. Rua Francisco Portela, 794, Paraíso – São
Gonçalo – Rio de Janeiro, RJ. CEP: 24435-000. Brasil. E-mail: cehd@uerj.br
∗∗
Chefe da Biblioteca angelvil@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede
Sirius – Rede de Bibliotecas. Biblioteca de Educação e Humanidades D. Rua Francisco Portela, 794,
Paraíso – São Gonçalo – Rio de Janeiro, RJ. CEP: 24435-000. Brasil. E-mail: cehd@uerj.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>A Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades “D” passou por relevantes transformações nos últimos 2 anos. Localizada em um dos campi regionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, esta Biblioteca teve um desenvolvimento expressivo com relação a instalações, equipamentos, espaço físico e profissionais capacitados. Pretende-se com este trabalho relatar os fatos ocorridos neste período, os investimentos empregados e todos os esforços empreendidos que, dentre outros fatores, a fizeram passar de um espaço de 250m2 para um de 1000m2. As expectativas da comunidade acadêmica com relação a seus serviços também serão abordadas. A iniciativa de se criar parcerias com as unidades acadêmicas, seus departamentos e diretório de estudantes tem sido um ponto favorável para uma melhor inserção e divulgação dos serviços informacionais. Compartilhar esta experiência será de grande valia para as instituições de ensino superior no Brasil, pois, em meio a tantas dificuldades orçamentárias, principalmente no setor público deste país, ainda é possível acreditar em mudanças e sucesso na estrutura informacional das Bibliotecas Universitárias.</text>
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                    <text>BRINQUEDOTECA HOSPITALAR:
PERSPECTIVAS DE IMPLANTAÇÃO DESTE ESPAÇO LÚDICO NA SANTA
CASA DE MISERICÓRDIA DE RONDONÓPOLIS - MT

Mariza Inês da Silva Pinheiro∗
Stela Paula Rocha Martins∗∗

RESUMO
O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na
recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua
implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho
ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos
ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras
brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva
apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas
atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional
apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa
atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que
se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração
hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa
para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de
custos deste ambiente.
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca hospitala. Bibliotecário

1 INTRODUÇÃO
Com o advento das novas tecnologias aplicadas na medicina, muitas
foram as formas de curar e prevenir doenças, no entanto, o ato de ficar
hospitalizado não sofreu nenhum tipo de alteração. Essa é uma realidade
momentânea que todo doente precisa passar, pois, o hospital é o lugar mais
aconselhável para que as pessoas possam se curar sem correr riscos, tendo
em vista a estrutura física, os recursos tecnológicos e humanos que ele
oferece.

�No que se refere à criança hospitalizada, a ciência tem contribuído
significativamente na questão que envolve a qualidade de atendimento
prestado aos pequenos, modificando assim, os quadros de prestações de
serviços que atualmente se apresentam agressivos, despersonalizados e
totalmente impessoais.
Por si só, a internação na maioria das vezes, causa transtornos à
criança hospitalizada. Em boa parte dos hospitais, desenvolve-se um
atendimento técnico, focalizado apenas na doença e não na criança
internada. Não são levados em conta, os desconfortos ocasionados pelo
ambiente hospitalar e, no caso específico das crianças, torna-se ainda mais
complicado o processo de permanência no hospital, enquanto há o aguardo
da recuperação.
Medidas inovadoras, como a brinquedoteca, visam tornar o ambiente
hospitalar um local mais tranqüilo e harmonioso, disponibilizando à criança,
acesso às atividades que freqüentemente praticavam fora do hospital,
objetivando assim a redução do impacto provocado pela separação do
ambiente familiar, escolar e social.
Assim sendo, um dos meios que despontam nos hospitais como forma
de minimizar o sofrimento destas crianças, é o uso do brinquedo, surgindo
como alternativa para que elas possam recuperar sua auto-estima e
contribuir para maximizar a eficiência do tratamento aplicado. Portanto, em
face deste contexto, a brinquedoteca hospitalar surge como espaço
responsável por armazenar, dinamizar e disponibilizar os brinquedos, jogos
e brincadeiras às crianças hospitalizadas.
A brinquedoteca nos hospitais tem proporcionado às crianças alegria e
diversão onde os brinquedos estimulam suas fantasias e imaginações,
fazendo com que esqueçam da doença que as mantêm internadas. Existem
até mesmo aquelas que após receberem alta, não sentem mais vontade de
sair do hospital por não quererem se afastar da brinquedoteca, o que

�demonstra que esse tipo de atividade é capaz de fazer com que as crianças
percam o medo do hospital e não queiram mais ir embora.
Dentro dessa realidade, Cunha (2001) diz que a brinquedoteca auxilia
na cura de doenças reduzindo o prazo de internação, proporcionando magia
e brilho nos olhos das crianças, fortalecendo a estrutura sentimental,
emocional e afetiva que contribuem para transformar essa criança num
adulto mais humano e feliz, com capacidade para ocupar um espaço de
destaque na sociedade.
Existem indícios quanta a utilização do brinquedo com crianças
portadoras de deficiências mentais, cujo resultado foi o aumento do nível de
desempenho dos tratamentos desenvolvidos. Acredita-se, portanto, que a
partir desta experiência, surgiu a brinquedoteca hospitalar, que se valeu do
poder terapêutico do brinquedo para fazer com que as crianças se
recuperassem com maior rapidez.

2 A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
Aproveitando-se de todas as funções e finalidades do brinquedo, a
brinquedoteca surge com o intuito de armazenar, organizar e dispor de uma
infinidade de brinquedos, jogos e brincadeiras ao alcance e acesso das
crianças, transformando-se em espaço mágico, criativo e divertido. Para
Cunha (2001, p. 10) “Alimentar a vida interior das crianças é a proposta da
brinquedoteca”.
As brinquedotecas passaram a surgir no Brasil, logo no início dos anos
80, conforme consta na maioria das bibliografias consultadas. De acordo
com Bomtempo (1990), a partir da década mencionada, verifica-se o reflexo
do movimento de valorização do jogo, como é o caso da brinquedoteca da
APAE (associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e da Escola
Indianópolis/SP, que prestam serviços a crianças excepcionais.

�A brinquedoteca tem sido utilizada, dinamizada e cada vez mais
explorada com grande freqüência nos ambientes hospitalares. Neste sentido
para Cunha (2001, p. 96) a brinquedoteca hospitalar tem a precípua
finalidade de “tornar a estadia da criança no hospital menos traumatizante e
mais

alegre,

possibilitando

assim

melhores

condições

para

sua

recuperação”. A criança, além de participar de brincadeiras ou aproveitar
uma gostosa leitura, pode estar sendo estimulada a brincar com outras
crianças doentes, demonstrando o senso de responsabilidade e respeito ao
coleguinha.
Com o avanço e incentivo das pesquisas científicas, que têm como
objetivo buscar melhorias para o bem-estar da humanidade, novos estudos
acerca das conseqüências e problemas ocasionados em crianças, após o
período de internação hospitalar, foram iniciados. Essas pesquisas foram
citadas também pela preocupação existente em evitar que o impacto gerado
pela internação prejudicasse o desempenho pessoal, intelectual e social das
crianças.
A internação hospitalar tem causado inúmeros efeitos emocionais
negativos em crianças e adolescentes hospitalizados. Para a maioria das
crianças que passam longos períodos em internação, o reencontro com o
mundo externo, após receberem alta, é preocupante, pois elas apresentam
dificuldades na escola, no aprendizado e problemas de socialização. Em boa
parte dos hospitais, a criança fica restrita as suas atividades habituais,
permanecendo deitada em uma cama a maior parte do tempo, sem praticar
atividades e sem contato físico com outras pessoas, a não ser a equipe
médica e alguns de seus familiares, por um período curto de visitas.
A criança é submetida a exames dolorosos e a um atendimento
desumano, frio e tecnicista, que visa apenas cuidar dos procedimentos
clínicos da doença e não da criança, enquanto pessoa frágil e amedrontada.
Deve ser avaliada a importância da preservação da vida saudável da

�criança, resgatando o seu potencial criativo durante o processo da doença e
internação. Falta oportunizar um tratamento mais humano e assistencial,
com uma realidade efetiva.
Discorrendo sobre essa realidade, Ceccim (2000) acredita que:
A criança hospitalizada deve ser vista de modo integral e ter
suas necessidades e interesses atendidos, a fim de que
possa ser maximizado o projeto terapêutico de seu tratamento
e minimizadas as conseqüências do afastamento social e
estranhamentos gerados pela internação hospitalar

Dessa forma, é necessário garantir à criança o seu direito respeitado e
acatado, ou seja, fazer com que ela possa brincar, estudar, aprender e
crescer como qualquer outra pessoa que esteja em seu estado físicopatológico e normal. Esse direito é garantido pelo nosso legislador pátrio
como um direito inerente a todos os cidadãos.
Os principais objetivos da brinquedoteca hospitalar, no entendimento
de Cunha (2001, p. 97-98) são:
[...] preparar a criança para situações novas
enfrentar; [...] preservar sua saúde emocional;
continuidade ao processo de estimulação
desenvolvimento; [...] ambiente favorável e preparar
para a volta ao seu lar.

que vai
[...] dar
de seu
a criança

3 IMPLANTAÇÃO DE UMA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
A partir de alguns fatores será possível estabelecer as atividades a
serem realizadas, as normas de funcionamento, os brinquedos a serem
adquiridos, os livros que comporão a pequena biblioteca, o perfil dos
profissionais que atuarão no recinto, o tipo de treinamento que os mesmos
receberão, bem como o espaço físico necessário para a sua implantação.

�O espaço físico pode se apresentar em salas ou em um único salão,
que poderá ser dividido em ambientes projetados com o auxílio de uma
decoração específica, variando os tapetes, tipos de piso, divisórias, ou
somente com a disposição dos brinquedos e mobílias.
Destaca-se que uma brinquedoteca instalada no interior de um
hospital deve ser, obviamente, diferente de uma instalada em uma creche da
pré-escola. O espaço pode ser simples ou sofisticado, demandar um espaço
físico grande ou pequeno. No entanto, o que deve prevalecer é a disposição
dos brinquedos, de modo a incentivar a criança a ter vontade de manipulálos. A decoração, nesse caso, é muito importante.
No Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo),
Melleiro (2003), enfermeira responsável pela divisão materno-infantil,
esclarece que “a brinquedoteca possui campos temáticos de teatro, leitura,
música, que permitem que a criança expresse seus medos e suas
ansiedades, despertados pela condição de estarem internadas” e continua
afirmando que as brinquedotecas são importantes para que a criança
internada tenha uma recuperação mais rápida e menos traumática.
A brinquedoteca hospitalar pode ainda dar continuidade ao processo
de desenvolvimento das crianças, principalmente, nos casos de prolongada
internação.
No que se refere ao ambiente favorável, Cunha (2001, p. 98) acredita
que a brinquedoteca hospitalar pode proporcionar condições para:
[...] que a família e as pessoas que vão visitar a criança
encontrem-se com ela num ambiente favorável, que não seja
deprimente, nem vá aumentar a condição de vítima em que a
criança se encontra: nada deprime e assusta mais uma
criança do que ser tratado como coitadinha. Um brinquedo ou
um jogo pode facilitar o relacionamento, tornando-o mais
alegre.

�Como última etapa dos objetivos, destaca-se o retorno da criança para
o lar e a rotina da sua vida antes da internação. Caso a permanência da
criança tenha sido prolongada, é possível que ela encontre dificuldades em
se readaptar, julgando ser pior voltar para casa do que permanecer no
hospital. Não são raros os casos em que a criança encontra mais carinho,
atenção e boa alimentação no hospital do que no seu próprio lar.

4 O BIBLIOTECÁRIO NA BRINQUEDOTECA
Mesmo não tendo encontrado nenhuma referência bibliográfica que
mencione o papel do bibliotecário, ou até mesmo, a atuação de algum
profissional que esteja trabalhando em uma brinquedoteca hospitalar, nada
impede que o mesmo se destaque nesta profissão e desenvolva um
belíssimo trabalho nesta área, pois, durante o curso superior, recebe
subsídios que o permite trabalhar nestes locais, conseguindo ótimos
resultados.
Acreditando no potencial do bibliotecário, Pardini (2002) entende que
este profissional é privilegiado por estar ligado a vários ramos do
conhecimento e que:
[...] ele pode atuar em bibliotecas, sejam elas públicas,
particulares, especializadas ou gerais. Pode atuar em
desenvolver e administrar bancos e Bases de Dados, integrar
equipes de manutenção de sites na Internet ou ainda exercer
a profissão como autônomo. Cabe a esse profissional,
enfrentar o desafio de lançar-se no mercado de trabalho,
inclusive podendo atuar naquilo que mais lhe dá prazer. De
que forma? Sendo criativo, corajoso, trabalhador!

O profissional da Biblioteconomia tem aprimorado e conquistado o seu
espaço nas últimas décadas e vem aplicando os seus conhecimentos nas
mais variadas áreas de atuação. A formação do bibliotecário está
fundamentada na valorização das pessoas e na habilidade de se comunicar,

�o que demonstra que este profissional está qualificado a desenvolver
qualquer atividade que envolva comunicação e inter-relacionamento.
Pardini (2002) discute a questão da multiplicidade de atuações que o
profissional da Biblioteconomia podem desenvolver, enfatizando que:
Depende de nós, profissionais bibliotecários, defendermos o
nosso espaço! Olhe quanta coisa podemos fazer, além de
sermos classificadores, catalogadores, disseminadores,
organizadores, gerenciadores, até chamados de arquitetos da
informação, porque trabalhamos com ela nos mais variados
suportes. Vamos refletir sobre essa imensa capacidade de
podermos atuar nas mais diferentes áreas.

Basta que o bibliotecário seja um comunicador, uma pessoa prestativa
que trate a todos com respeito e igualdade, sem diferença social, no entanto,
que saiba atender a todos conforme suas peculiaridades e limitações.
Sendo assim, esse profissional tem toda habilidade para atuar numa
brinquedoteca, seja ela com atividades voltadas para crianças hospitalizadas
como também para outros segmentos. O bibliotecário também pode ocupar o
cargo como gestor, trabalhando com todas as atividades que compete a
organização da brinquedoteca, como: planejar, elaborar orçamentos, fazer
provisão de recursos financeiros, efetuar a compra de brinquedos, dispor os
brinquedos nos espaços adequados, bem como fazer a manutenção dos
brinquedos, além de estar planejando eventos e atividades culturais.
Esse profissional bibliotecário também pode executar toda parte
técnica inerente as atividades biblioteconômicas, como: registrar, classificar,
indexar, disseminar e catalogar todos os materiais bibliográficos contidos
nesse setor e todos os brinquedos. Prepará-los para circulação, controlar os
empréstimos dos sócios, restauração dos brinquedos, arquivo de instruções
e regras sobre jogos, catálogos de brinquedos, endereço das fábricas e lojas
dos brinquedos e outros.

�Poderá ainda como animador, planejar e executar atividades eventuais
como festas, teatros, gincanas, feiras, entre outros. Juntamente com um
auxiliar poderá encarregar-se da limpeza e esterilização dos brinquedos.
Ressalta-se que o bibliotecário para desempenhar tais tarefas deverá contar
com um assistente, escolhido por ele mesmo, para ajudar desenvolver todas
as atividades mencionadas.
Mas nada disso tem valor, se esse profissional não tiver dom, ou seja,
vocação para trabalhar com essas crianças com muito carinho. A habilidade
e amor nessas atividades são imprescindíveis.
Neste sentido, acredita-se portanto, que uma brinquedoteca hospitalar
pode

funcionar

perfeitamente

com

a

presença

deste

profissional

bibliotecário, no entanto, recomenda-se que esse faça um curso de
brinquedista, para especializar-se mais nesta área e atender com eficiência
as atividades a que se propôs.
Existe na empresa ABRINQ (Associação Brasileira de Brinquedotecas)
cursos

preparatórios

para

as

pessoas

que

desejam

trabalhar

em

brinquedotecas, assim, o bibliotecário poderá se aperfeiçoar fazendo cursos
para se tornar um brinquedista, pois, já possui as qualidades que o curso de
Biblioteconomia lhe oferece, ou seja, possui um conhecimento a mais que o
capacita a trabalhar com crianças hospitalizadas sem encontrar grandes
dificuldades,

precisando

apenas

estar

preparado

para

atender

com

sensibilidade, entusiasmo, determinação e competência.
Nessa gama de preparação, o bibliotecário buscará aprender a
promover junto aos profissionais da saúde, como médicos e enfermeiras,
atividades lúdicas que possam facilitar a expressão emocional e a
elaboração psíquica da situação de hospitalização, favorecendo assim, na
sua relação e interações com os pacientes e seus familiares. Dessa forma, o
bibliotecário poderá intervir no sentido de procurar impedir que a criança e o
adolescente sofram interrupção em seu processo de desenvolvimento.

�Esse processo de desenvolvimento, quando não interrompido, permite
que o indivíduo possa atuar socialmente, apesar de seu estado de doente. O
bibliotecário terá capacidade de adaptar os espaços hospitalares às práticas
do ler e brincar de modo que as crianças e adolescentes, doentes, possam
estar participando das intervenções terapêuticas de maneira saudável e,
quem sabe até, dar continuidade ao processo de amor aos livros, após o
retorno aos seus lares.
Negrine (2002, p. 83) discute a questão das qualificações profissionais
para a execução dessa atividade, enfatizando que:
[...] ao valorizar as atividades lúdicas com um meio a mais na
alavancagem dos processos de desenvolvimento e
aprendizagem,
requer
concomitantemente
pensar
a
preparação daqueles que se dispõem atuar neste campo
emergente, qualificando os instrutores (pedagogos em geral)
que deverão atuar com os atores (crianças, jovens, adultos e
idosos) nas mais variadas faixas etárias.

Tendo em vista a importância da brinquedoteca em ambientes
hospitalares, sendo essa considerada uma medida terapêutica que vem
emergindo com sucesso, cada vez mais por todo o Brasil, exige-se um
profissional qualificado que dinamize este ambiente e o torne um local
aconchegante e harmônico, que proporcione a alegria às crianças que o
freqüentam.
Para que isso se concretize, basta que o bibliotecário tenha força de
vontade e aplique os seus conhecimentos adquiridos durante o curso de
Biblioteconomia para desempenhar um trabalho eficiente e de grande
importância na recuperação de crianças hospitalizadas e que precisam do
mundo mágico da leitura e do brinquedo para encontrar rapidamente o
caminho da cura.
O bibliotecário necessita ser um grande observador, devendo estar
atento aos livros, brinquedos e brincadeiras que mais satisfaçam as
crianças, podendo assim estar conhecendo mais acerca das opções,

�comportamentos e personalidades de cada um. Poderá também estar
disponibilizando às crianças, leituras e brincadeiras recentes, assim como as
tradicionais, confeccionando junto a elas novos brinquedos, proporcionar
atividades lúdicas, solicitando que desenhem ou escrevam o que estiverem
com vontade. Dessa forma, estará constatando como está o estado
emocional, as necessidades e desejos de cada criança.
Este profissional poderá escolher obras infantis de acordo com a idade
de cada criança internada. A partir de um bom acervo poderá oferecer livros
para as crianças maiores, enquanto lê com entonação histórias para os
pequeninos. Na brinquedoteca hospitalar pode-se trabalhar com fantoches,
fazer a hora do conto e a ciranda do livro, podendo estar também
trabalhando com músicas, já que servem para acalmar, relaxar e também
para aguçar a imaginação. Poderá recitar poesias e muitas outras atividades
recreativas que contribuam para o desenvolvimento infantil, aumentando as
capacidades intelectuais e imaginativas, trabalhando a integração social e o
lado emocional e afetivo da criança.
Para trabalhar em uma brinquedoteca hospitalar, o bibliotecário deve
ser uma pessoa especial, demonstrando possuir algumas qualidades que
são apontadas por Cunha (2001, p. 76-77), tais como:
[...] deve ser uma pessoa capaz de rir gostosamente, mesmo
nos dias mais cansativos; que possua boa capacidade de se
comunicar e paciência para lidar com a inquietude das
crianças e com as exigências de certos pais; que tenha
disponibilidade afetiva para brincar várias vezes; que não se
apavore com a desordem e agüente bem ter que arrumar tudo
outra vez, e que, acima de tudo, goste muito de brincar.

O bibliotecário, por si só, é uma pessoa que gosta de organização, mas,
além disso, deverá ser extremamente criativo e inovador, dinamizador das
atividades, jogos, brincadeiras de faz-de-conta e de uma grande diversidade de
brinquedos.

�Enfatiza-se que a qualidade essencial do bibliotecário será o seu
carinho e disponibilidade com que se dedicará às crianças hospitalizadas.
Deverá demonstrar amor a esta profissão e procurar sempre recursos novos
que sejam cada vez mais eficientes, e em paralelo com a equipe médica e
todos profissionais do hospital, transformar o ambiente hospitalar em um
local cada vez mais humano, prestativo e que vise à qualidade do processo
de tratamento.
Um dos objetivos principais do bibliotecário, enquanto profissional
atuante em uma brinquedoteca hospitalar, é fazer com que as crianças
gostem de ler e criem o gosto pela leitura, que conseqüentemente pode se
estender para os lares, mesmo após o período de internação, o que eleva
ainda mais o importante papel social desenvolvido pelo profissional da
Biblioteconomia.

5 METODOLOGIA
A instituição escolhida para se fazer uma investigação da realidade,
bem como também adotada como objeto de estudo, foi a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Antes de dar início a pesquisa, foi
realizada uma visita a todos os hospitais da cidade, para saber se possuíam
uma brinquedoteca hospitalar. Verificou-se que nenhum dos hospitais da
cidade possuía este método terapêutico. Contudo, escolheu-se esta
instituição para desenvolver a pesquisa, por ser a que atende

um maior

número de crianças enfermas, bem como é o maior hospital existente na
cidade de Rondonópolis/MT.
Após essa escolha, o próximo passo foi a visita a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT, objetivando verificar se existia o interesse
e possibilidade de se implantar uma brinquedoteca hospitalar.

�Na seqüência, como pesquisa bibliográfica buscou-se leituras em
obras publicadas por pesquisadores que abordam o assunto, bem como
textos extraídos da Internet, tomando-se o cuidado para que os mesmos
provenham de pesquisas científicas.
Acreditando na viabilidade da implantação do projeto, foi desenvolvido
uma proposta de implantação, contendo espaço físico adequado, recursos
materiais

e

ambientais,

recursos

financeiros

e

recursos

humanos

necessários, bem como os resultados esperados com esta proposta. O
orçamento foi obtido a partir da especificação dos itens definidos pela
pesquisadora conforme as recomendações de Cunha (2001) e apresentado
às lojas de brinquedos e livrarias existentes na cidade de Rondonópolis/MT
situada no Estado de Mato Grosso.
Para a realização desta pesquisa, foram utilizados dois tipos de
questionários,

semi-estruturados

com

perguntas

abertas

e

fechadas

destinadas à direção da Santa Casa e as nove crianças que ali se
encontravam hospitalizadas no dia da pesquisa. Ambos destinavam
investigar o interesse e a necessidade de estar se implantando uma
brinquedoteca na Santa Casa.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstrou que a criança hospitalizada vivencia
momentos inertes e de aceitação, este último proporciona instantes de
espontaneidade que incitam a criança a buscar nos jogos, brincadeiras e na
leitura momentos de entretenimento.
A pesquisa realizada tinha como objetivo geral, elaborar uma proposta
de implantação de uma brinquedoteca hospitalar na Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este objetivo foi alcançado, uma vez que,

�esta proposta foi criada e demonstrou-se do ponto de vista econômico uma
alternativa viável, pois representa um investimento cujo custo/benefício é
positivo, tendo em vista que traz retorno financeiro à instituição na forma de
redução do tempo de internação, o que representa menos medicamento,
maior rotatividade dos leitos e maior liberação de médicos e enfermeiros. E
no que concerne à criança, quanto mais rápido for a alta hospitalar menos
marcante será a experiência da internação, além do que, a criança retornará
o mais breve possível ao seu ritmo de vida anterior e ao aconchego do seu
lar.
Objetivou também verificar o conhecimento da direção da Santa Casa
de Misericórdia sobre a importância de uma brinquedoteca no ambiente
hospitalar. Foi constatado com grande satisfação por meio de uma pesquisa
realizada com a responsável pela Administração Hospitalar Adjunta que, a
mesma possui um vasto conhecimento sobre este método, verificou-se que
sabe a respeito da função, seus objetivos e sua eficiência para os hospitais
que a adotam como uma medida terapêutica paralela ao tratamento
convencional.
Esta proposta foi, portanto apresentado a administradora, e por meio
dela

foi

demonstrado

com

maior

clareza

sobre

a

importância

da

brinquedoteca para o ambiente hospitalar, haja visto que, é um processo
inovador, que se utiliza da valorização das atividades lúdicas para
proporcionar ás crianças hospitalizadas momentos de descontração e lazer,
o que faz com que a recuperação dessas seja mais rápida e menos
traumática, fazendo brilhar no horizonte a esperança de dias de internação
mais curtos.
Por

meio

da

pesquisa

desenvolvida

junto

a

Santa

Casa

de

Misericórdia de Rondonópolis/MT observou-se que a idéia original da
implantação da brinquedoteca foi bem aceita e que o estudo depois de
concluído foi analisado e demonstrou que há interesse em tornar real a

�proposta de implantação, muito embora, essa realidade não possa ser
efetivada de imediato, tendo em vista que a Instituição passa por reformas
em seu espaço físico.

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∗

Professora assistente do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: mariza.ines@terra.com.br
∗∗
Aluna formanda do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: stelapaularocha@hotmail.com

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de custos deste ambiente.</text>
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                    <text>PESQUISA DE USUÁRIO: UM INSTRUMENTO EM BUSCA DA
QUALIDADE NO AMBIENTE DA BIBLIOTECA
Maria de Lourdes Teixeira da Silva∗
Ana Maria da Silva Souza∗∗

RESUMO
Este estudo objetivou identificar o nível de conhecimento do usuário em relação
aos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca da Faculdade Natalense para o
Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN e envolveu, também a
avaliação do grau de satisfação da comunidade no que se refere ao acervo
bibliográfico, atendimento, ambiente físico, suporte tecnológico, entre outros.
Como metodologia para o desenvolvimento do trabalho foi realizada uma
pesquisa do tipo descritiva – quantitativa com um plano amostral probabilístico
estratificado, segundo o curso no qual o usuário está matriculado. O processo da
coleta de dados foi desenvolvido mediante a utilização de entrevistas pessoais e
como instrumento de coleta de dados foi empregado formulário estruturado
composto de questões abertas e fechadas, devidamente pré-testado. O formulário
foi estruturado em quatro eixos norteadores, quais sejam: conhecimento das
normas; produtos e serviços; estrutura física; acervo bibliográfico e atendimento.
Os resultados deste estudo apontaram positivamente para as questões referentes
à atualização do acervo bibliográfico e atendimento, permitindo, assim não
somente traçar diretrizes reais, que contribuam para a melhoria da qualidade dos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca à comunidade acadêmica, como
também monitorar e corrigir eventuais desníveis em relação à qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Estudo de Usuário. Ambiente da Biblioteca. Biblioteca
Universitária. Qualidade de Serviços.

1 INTRODUÇÃO
O advento das novas tecnologias, as necessidades do cliente /consumidor /
usuário, versus biblioteca, tem modificado sensivelmente o universo das relações
no contexto das bibliotecas universitárias, cabendo a estas, antever-se as reais
necessidades de seus usuários, ao mesmo tempo em que a ação pró-ativa se faz
necessária e urgente, considerando que a era dos serviços impera na sociedade
moderna.

�Neste contexto, a biblioteca não só pode, como deve aplicar o marketing,
como busca da qualidade dos produtos e serviços oferecidos, onde marketing é:
“o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços,
promoção e idéias, bens e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam
metas individuais e organizacionais” (CHURCHILL JR; PETER, 2003, p.4, grifo
nosso). Desta forma a troca e a busca da satisfação de seus usuários, a biblioteca
volta-se ao quesito conhecer as reais necessidades para antever-se com ações
pró-ativas. E ainda entendendo a biblioteca como um organismo vivo, dinâmico e
em constante mutação, esta deve orientar-se pela análise de fatores internos e
externos, em observância com a figura abaixo:
Figura 1- Dimensões do ambiente de marketing
Ambiente
Econômico
Ambiente
Competitivo

Ambiente
Político e Legal
Comportamento e
valor para o cliente

Estratégia de
Marketing
Ambiente
Tecnológico

Ambiente
Social
Ambiente
Natural

Fonte: Churchill Jr; 2003, p.27.

Pautada nos conceitos acima referidos, além das questões do estudo de
usuários, e da qualidade, è que foi focado o estudo em questão, verificando-se
assim a necessidade de buscar subsídios que propicie a melhoria da qualidade no
ambiente da biblioteca, afim de que os produtos e serviços sejam adequados as
expectativas do usuário. Neste contexto a pesquisa, apresenta-se como um
instrumento valioso e imprescindível para alavancar o processo de melhoria,
buscando a qualidade.
A presente pesquisa teve como objetivo principal:

�● Identificar o nível de conhecimento/ satisfação dos clientes externos da
biblioteca da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande
do Norte, no que concerne a prestação dos serviços e produtos oferecidos,
visando coletar dados que permitam traçar diretrizes que conduzam a
melhoria da qualidade para a comunidade acadêmica. E ainda como
objetivos secundários, citamos:
● identificar o grau de utilização dos produtos e serviços da biblioteca, por
parte da comunidade acadêmica;
● mensurar o nível de satisfação dos clientes externos, em relação à
qualidade no atendimento e aos produtos e serviços recebidos;
● avaliar o nível de conhecimento dos clientes externos, em relação aos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca;
● identificar quais cursos apresentam maior grau de utilização dos produtos e
serviços da biblioteca.

2 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE
A Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte –
FARN foi criada em abril de 1997, sendo autorizada pelo MEC em dezembro de
1998. Inicialmente com quatro cursos superiores, atualmente conta com os cursos
de graduação em Administração, Administração em marketing, Bacharelado em
Sistema de Informação, Ciências Contábeis, Direito, e Licenciatura em
Computação,

além

dos

cursos

de

pós-graduação:

Especialização

em

Controladoria, Design Estratégico, MBA Finance Ênfase em Controladoria, MBA
Auditoria e Perícia. e o quantitativo de aproximadamente 1.800 alunos
regularmente matriculados. Tendo como missão:
Participar ativamente do Desenvolvimento sócio-econômico local
e regional, por meio da formação de profissionais de nível superior
com capacidade criadora, espírito científico e atitude
transformadora do seu meio e inter-institucionalmente. Cooperar
para o intercâmbio e divulgação de idéias e procedimentos que
propiciem a elevação cultural e o aprimoramento do ensino e da
pesquisa, utilizando para isso, a busca permanente da qualidade
de suas ações embasando-se em uma tradição centenária no
campo educacional. (FACULDADE ..., 2004)

�A Biblioteca da FARN tem como objeto principal, servir a comunidade
acadêmica da faculdade no que diz respeito ao acesso e disseminação da
informação nas mais variados suportes informacionais em consonância com as
atividades de ensino, pesquisa e extensão. O espaço físico da biblioteca ocupa
uma área de 852m2, distribuídos em: área do acervo de livros, sala administrativa,
sala de estudo em grupo, sala de pesquisas virtuais, sala de processamentos
técnicos, sala para estudo individual, salão de estudos, salão de exposição,
sanitários e videoteca.
Os produtos e serviços, oferecidos pela biblioteca são os seguintes:
Empréstimo domiciliar, renovação via web, visitas dirigidas, programa de
orientação de trabalhos acadêmicos, comutação bibliográfica, consulta ao acervo
via web, pesquisas em bases de dados, tendo uma média anual 30 mil
atendimentos diretos de empréstimos.

2.1 PERFIL DOS ENTREVISTADOS
Ao todo foram entrevistados 264 alunos de graduação, sendo obedecido
um percentual igual de distribuição para cada curso existente e o perfil dos
entrevistados apresentou os seguintes dados: 57,79% foram do sexo masculino;
em relação à faixa etária observou-se que a maioria (68,08%) tem idade
compreendida entre 20 e 30 anos.

3 PESQUISAR O USUÁRIO: PORQUE?
Para Considerar a importância deste ilustre “ser” habitante natural das
bibliotecas, ressaltamos o pensamento de Rabello, (1983, p.75), que diz: “em seu
nome, tudo se faz ou se deixa de fazer em nossas bibliotecas”. Dai ver-se a
relevância em estudar o usuário, pois a partir deste, decisões deverão ser
tomadas, visando sempre atender as necessidades e expectativas dos mesmos.

�O tema estudo de usuários vem de décadas remotas e conforme literatura
da área somente na década de 60, acontece um estágio significativo de
desenvolvimento. Já no Brasil os primeiros estudos na literatura especializada,
são apontados na década de 70. Entretanto Brittan apud Rabello (1983, p.77)
sentencia: “historicamente estabeleceu-se o ano de 1947 como data da realização
do primeiro estudo na área”. Observa-se que o estudo inicial foi evoluído por
áreas distintas, inicialmente nas ciências exatas, depois as ciências puras e
ciências sociais, tendo como preocupação de estudo tópicos específicos.
Parker apud Rabello (1983, p.77, grifo nosso) “chama a atenção para o fato
de os primeiros estudos preocuparem-se com o uso da informação”. Já Paisley
apud Rabello (1983, p.78) mostra que “As primeiras pesquisas tiveram um valor
essencialmente prático: foram realizadas em bibliotecas e nos laboratórios, para
tomada de decisão a respeito de problemas diários e específicos”.
Ao fato que Rabello (1983, p.79), afirma:
Mais recentemente observou-se a preocupação com outros
aspectos, havendo um alargamento do núcleo básico inicial.
Passou-se ao estudo da satisfação do usuário e do desempenho
dos sistemas em relação ao usuário, origem de vários estudos da
avaliação.

Considerando os vários focos que direcionam a pesquisa voltada para o
estudo do usuário, um princípio básico há se ser privilegiado, o de considerar que
seja qual for o foco, os resultados devem apontar sempre para a resolução de
problemas e conduzam as melhorias. E ainda sobre o foco apontamos o
pensamento de Brittain apud Rabello (1983, p.79) “Existem três tipos básicos de
estudo: uso, demanda e necessidade”. Ao que completamos com a outra tipologia
de estudo apresentada por Wilson apud Rabello (1983, p.80), onde este
categoriza:
Todos os estudos de usuário podem ser agrupados em dois
grandes grupos: 1 – os orientados para a biblioteca e 2 – os
orientados para o usuário. Passou-se ao estudo da satisfação do
usuário e do desempenho dos sistemas em relação ao usuário,
origem de vários estudos da avaliação. E como conseqüência
desses estudos, pode-se notar um novo foco de atenção na área,
relativo a educação do usuário.

�Observando a literatura, podemos identificar vários tipos de estudo. Para
Brittaim apud Rabello (1938, p.79)
Existem três tipos básicos de estudo: uso, demanda e
necessidade. Os estudos de uso procuram conhecer os
mecanismos de busca da informação e de uso de fontes; o de
demanda referem-se aos pedidos orais e escritos, feitos a um
sistema; os de necessidade confundem-se muitas vezes, com os
de demanda, devido, principalmente a dificuldade encontrada pela
área em definir o conceito.

Para Totterdell apud Rabello (1983, p.79) categoriza as necessidades em:
“não definidas, expressas, não expressas e ainda não despertas”.
Já Golovanov; Viktotov apud Rabello (1983, p.79), classifica as
necessidades em:
Explícitas – as que os usuários se formula; implícitas – aquelas
reveladas através de análise do problema em termos de lógica da
informação dependente de tarefa ou problema envolvidos; fictícias
ou irreais as que se satisfeitas, poderão levar a uma solução de
qualidade inferior ou a um caminho falso na solução do problema;
reais – aquelas que correspondem à solução ótima de problema.

E para Wilson apud Rabello (1983, p.80) os estudos de usuários podem ser
agrupados em: “os orientados para a biblioteca e os orientados para o usuário”.
Ainda sobre as necessidades do usuário, foco perseguido pela maioria dos
gestores das unidades de informação, é reforçado pelo pensamento de Cronin
apud Dumont (1994, p.701) quando afirma que:
Há um tipo de necessidade além da expressa e da não expressa,
que é chamada de delitiscente ou necessidade latente. Os
usuários de serviços de informação podem receber informações
às quais eles não sabiam da sua existência e que todo serviço de
informação é capaz de fornecer a este usuário. A provisão de
informação não é um serviço passivo. O profissional da
informação é treinado para desempenhar o importante papel, o de
catalisador, ao estimular o conhecimento do usuário e assegurar o
uso ideal das fontes.

�Dos conceitos, estudos e premissas a respeito dos estudos de usuário,
foram construídas diversas abordagens alternativas, dentre as quais citamos:
● abordagem de valor agregado de Robert Taylor – User-values
ou Value – Addeb;
● abordagem do “Estado de conhecimento Anômalo” – de Bekin;
Oddy; Brooks – Anomalus State Soof-knowledge;
● abordagem do “Processo Construtivista” de Carol Kuhithau –
Constructive Process Approach;
● abordagem “Sense – Marking” de Brenda Dervin.
(ESTUDOS..., 2004, p.12).

Das

abordagens

alternativas,

temos

no

sense-marking

proposta

elucidativas de como captar, as necessidades de informação, sob a ótica do
usuário, cuja abordagem consiste em relacionar conceitos, teorias e técnicas
metodológicas para avaliar como os usuários, “percebem, compreendem, sentem
suas interações com instituições, mídias, mensagens e situações, e como usam a
informação neste processo” (ESTUDOS..., 2004, p.13).
Ainda da abordagem sensi-Marking, apresentamos alguns pontos da sua
fundamentação conceitual e seus enunciados:
Base conceitual: desenvolvimento sob a teoria de vários
estudiosos como Piaget (cognição); KUHN &amp; HABERNAS
(Constrangimento das ciências tradicionais e alternativas);
ASCROFT; BELTRAN &amp; ROLINS (Teoria crítica); JACKINS &amp;
ROGER (Terapia Psicológica). E principalmente em CARTER,
teórico da comunicação [...], tendo como Enunciados: a
informação não é algo que exista independente e externamente
ao ser humano, ao contrário é um produto da observação
humana; deste que se considera a produção de informação ser
guiada internamente, então o sensi-Marking assume que toda
informação é subjetiva; busca e uso da informação, são vistas
como atividades construtivas, como criação pessoal do sentido
individual do ser humano; pesquisa por padrões, observando mais
do que assumindo conexões entre situações e necessidades de
informação, entre informação e uso.(ESTUDOS..., 2004, p. 13-15,
grifo do autor).

Nesta perseguição contínua, na busca de melhor estudar o usuário, vemos
que movimentos evolutivos são constantes e mutáveis, proporcionando cada vez
mais subsídios eficientes e eficazes que nos permitem não apenas conhecer

�nossos usuários, como também adequar os produtos e serviços das bibliotecas, a
suas necessidades.

4 VISANDO A QUALIDADE
A busca da qualidade seja de produtos ou serviços, atualmente não se
constitui mais como um diferencial das organizações e sim uma necessidade
latente do ambiente organizacional.
As bibliotecas neste contexto vivem a influência dessas evoluções, tanto no
âmbito tecnológico e gerencial quanto na gestão dos processos, daí observamos
que na biblioteca universitária os princípios da qualidade estão sendo cobrados
com grande ênfase, devido principalmente ao que representa a informação na
sociedade contemporânea, esta valorização da informação reflete diretamente no
papel desempenhado pelas bibliotecas / centros de informação nas organizações.
Buscar a qualidade no ambiente da biblioteca universitária, através da
aplicação de uma pesquisa de usuários, foi a forma que encontramos para gerar
mudanças e transformar realidades no cotidiano da biblioteca. E para melhor
contextualizar essa qualidade, discorreremos um breve histórico conceitual.
Historicamente a qualidade surge no Japão, na década de 1950, após a II
Guerra, numa necessidade da reconstrução nacional, quando grupos de cientistas
e engenheiros, atentaram para a importância de métodos para a qualidade e
produtividade, cabendo a grandes gurus da área, a tarefa de despertar e
implantar a qualidade no Japão. Dentre estes destacamos: William Edwards
Deming; Joseph Juran; Philip B. Crosby, Armand V. Feigenbaum e Karou
Ishikawa. E ainda na busca da qualidade conceituamos:
Qualidade é a composição total das características de marketing,
engenharia, fabricação e manutenção de um produto ou serviço,
através das quais o mesmo produto ou serviço, em uso, atenderá
às expectativas do cliente. (FIEGENBAUM apud PRAZERES,
1996, p.337).

�Qualidade aceitável: decisão de que um lote, batelada,
quantidade de material, item ou produto, ou um serviço satisfaz os
requisitos da qualidade, normalmente baseada em informações
obtidas de amostras. Qualidade desejada: tudo de que os
clientes gostariam de receber, o que pensam que pode ser
fornecido por ou obtido de uma organização, a um preço com o
qual concordam em pagar e no prazo que satisfaça seus
interesses. Qualidade “negativa”: não conformidade às
especificações, não adequação ao uso ou qualquer aspecto de
um produto ou serviço que cria insatisfação do cliente. Qualidade
em serviços: atendimento eficaz das necessidades e
expectativas dos clientes “(PRAZERES, 1996, p.187, 340, 341,
grifo nosso).

5 APRESENTANDO RESULTADOS
Para desenvolvimento do trabalho foi realizado um levantamento
quantitativo descritivo com uma amostra probabilística de 264 usuários, do tipo
estratificada, segundo o curso no qual o usuário está matriculado, com 95% de
confiança e uma margem de erro de 5%.
Para tratamento dos dados foram utilizadas técnicas de estatística
descritiva e exploratória de dados, representadas nos gráficos a seguir:

Gráfico 1 - Conhecimento das Normas praticadas na
Biblioteca
Normas de utilização da
videoteca

12,98%

Não permissão da entrada com
bolsas, celulares e alimentos

90,46%
82,06%

Valor cobrado por atraso

90,46%

Prazo de devolução de material
Acesso ao catálogo da biblioteca
Horário de funcionamento

40,84%
68,32%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Gráfico 2 - Freqüência de Utilização dos Serviços da
Biblioteca
Só em período
de provas
6%
Mensalmente
3%

Outros
6%
Diariamente
18%

Quinzenalment
e
8%

3 vezes por
semana
24%

1 vez por
semana
18%

2 vezes por
semana
17%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Gráfico 3 - Motivos que Levam a Utilizar a Biblioteca

79,85%

Emprest./dev.de materiais

64,64%

Amb.próprio para estudo
Leitura revistas e jornais

26,62%

Busca de informação
especializada
Atualiz. cultura geral
Utilz. pesq. virtuais/bases de
dados

60,08%
17,49%
14,45%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Gráfico 4 - Visita Orientada a Biblioteca
Não
sabe/não
respondeu
Sim
6%
29%

Não
65%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Gráfico 5 - Utilização de Serviços (%)

93,87

Empréstimo/devolução
Consulta a base de
dados

36,02

Orientação de
trabalhos acadêmicos

22,61

Solicitação de
pesquisas
Videoteca
Solicitação de
pesquisas via COMUT

19,92

12,26

4,98

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Tabela 1 – Avaliação da Infra-estrutura
Como você avalia os seguintes itens da
estrutura física da biblioteca?
Acesso
Disposição das mesas e cadeiras
Conforto do mobiliário
Iluminação
Sinalização
Disposição do acervo bibliográfico
Sala de estudo individual
Acústica do ambiente
Sala de estudo em grupo
Climatização do ambiente

Ótimo
(%)
50,76
42,80
26,52
52,65
28,79
20,83
44,32
20,83
31,06
17,80

Bom
(%)
37,12
39,39
34,47
32,95
39,02
43,56
33,71
34,47
39,39
25,38

Regular
(%)
4,55
11,36
25,00
7,58
20,45
25,00
10,61
30,30
19,32
28,03

Ruim
(%)
4,17
4,17
8,71
2,27
8,33
7,20
6,06
9,09
6,06
14,77

Péssimo
(%)
3,41
2,27
5,30
4,55
3,03
2,65
2,27
4,92
1,89
14,02

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Tabela 2 – Avaliação do Acervo da Biblioteca
Concordo Concordo
totalmente
As quantidades de títulos por
disciplinas atende às minhas
necessidades
A quantidade de exemplares de
cada título atende às minhas
necessidades
As coleções apresentam-se em bom
estado de conservação

Nem concordo Discordo Discordo
nem discordo
totalmente

11,92%

31,92%

17,69%

30,38%

8,08%

8,49%

24,32%

19,69%

35,52%

11,97%

25,38%

50,38%

15,77%

6,92%

1,54%

20,00%

2,69%

As coleções apresentam publicações
atualizadas para as disciplinas
ofertadas no curso
14,23%
43,85%
19,23%
Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�G ráfico 7 - Av aliação do Ate ndime nto (% )

rapidez na
orientaç ão/s oluç ão
de problem as

1,14
5,30
18,94
42,80
29,55

c onhec im ento do
operador as
inform aç ões
s olic itadas

pres tez a/c ortez ia do
atendim ento/atenç ão
do operador

1,14
1,14
12,50
49,62
33,71
1,14
3,79
9,09
48,86
35,98

tem po de
operac ionaliz aç ão

4,92
9,85
15,15
46,21
22,35

M uito s atis feito
Nem s atis feito nem ins atis feito
M uito ins atis feito

S atis feito
Ins atis feito

Fonte: Pesquisa realizada no período de novembro a dezembro de 2003

6 CONCLUSÃO
A pesquisa foi concluída com apontamentos positivos a respeito da
biblioteca, seus produtos e serviços oferecidos. A comunidade acadêmica deu
seu veredicto quanto ao caminho que estamos traçando. Porém algumas
reflexões se fazem necessárias, tais como:
Não perder de vista a quem você quer atingir (neste caso nossos clientes
externos), procurar caminhos para conseguir alcançar as ações; quando as
mesmas se faz necessário, e acima de tudo respeitar os princípios da qualidade
em especial ao 1º princípio que se refere a total satisfação dos clientes (criando
procedimentos que permitem mensurar o grau de satisfação, além de permitir
avaliar como os clientes recebem os produtos e serviços, como também buscar o
atendimento de suas expectativas), ter em mente ainda os demais princípios de:
pregar a melhoria contínua (além de outras questões, envolve a necessidade de
que ocorra um acompanhamento sistemático e a internalização da cultura da

�qualidade no ambiente organizacional) e o outro princípio baseia-se na busca da
perfeição

(deve

ocorrer

um

pacto

com

zero

falha,

compromisso

e

comprometimento).
Por fim observamos que aliando os princípios acima citados, com as ações
pró-ativas, certamente estaremos trilhando o caminho que busca a qualidade,
considerando em destaque que o ator principal deste processo é nosso cliente.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação
e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
______, NBR 6023: Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de
Janeiro, 2002.
DAMAZIO, Alex. Administrando com a gestão pela qualidade total. Rio de
Janeiro: Interciência, 1998.
DUMONT, Lígia Mª. Moreira. O não – usuário de serviços de informação este
ilustre desconhecidos. In CONGRESSO BRAS. DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 17, 1994, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte:
Associação de Bibliotecários de Minas Gerais, 1994. p. 697 – 718.
ESTUDOS de necessidades de informação: dos paradigmas tradicionais à
abordagem do sense-making. Disponível em:
&lt;http://www.eca.usp.br/nucleos/sense/textos&gt;. Acesso em: 30 jun. 2004.
FACULDADE NATALENSE PARA O DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE
DO NORTE. Disponível em: &lt;http://www.farn.br&gt;. .Acesso em: 08 jul. 2004
PRAZEDES, Paulo Mundin. Dicionário de termos da qualidade. São Paulo:
Atlas, 1996.

�RABELLO, Odília Clark. Usuário: um campo em busca de sua identidade?
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.12, n.1,
p.75-87, mar, 1983.

∗

Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN R. Prefeita Eliane
Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil farn@farn.br lourdes@farn.br
∗∗
Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN R. Prefeita
Eliane Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil farn@farn.br ana@farn.br

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este estudo objetivou identificar o nível de conhecimento do usuário em relação aos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN e envolveu, também a avaliação do grau de satisfação da comunidade no que se refere ao acervo bibliográfico, atendimento, ambiente físico, suporte tecnológico, entre outros. Como metodologia para o desenvolvimento do trabalho foi realizada uma pesquisa do tipo descritiva – quantitativa com um plano amostral probabilístico estratificado, segundo o curso no qual o usuário está matriculado. O processo da coleta de dados foi desenvolvido mediante a utilização de entrevistas pessoais e como instrumento de coleta de dados foi empregado formulário estruturado composto de questões abertas e fechadas, devidamente pré-testado. O formulário foi estruturado em quatro eixos norteadores, quais sejam: conhecimento das normas; produtos e serviços; estrutura física; acervo bibliográfico e atendimento. Os resultados deste estudo apontaram positivamente para as questões referentes à atualização do acervo bibliográfico e atendimento, permitindo, assim não somente traçar diretrizes reais, que contribuam para a melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela biblioteca à comunidade acadêmica, como também monitorar e corrigir eventuais desníveis em relação à qualidade.</text>
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                    <text>MEC, O ALIADO TEMIDO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADAS.
Daisy Cristiane Santos de Lima∗T

RESUMO
Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das
Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da
avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através
de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não
depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e
sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição
mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos,
sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando
as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo
que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal,
tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de
Ensino Superior Privadas.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias – desenvolvimento. MEC –
avaliação. Instituições de Ensino Superior.

1 INTRODUÇÃO

A avaliação institucional foi iniciada nos anos 70 com os cursos de
graduação e nos anos 90 com os de pós-graduação. Dentro deste contexto
organizacional a Biblioteca Universitária se tornou um ponto forte na avaliação da
instituição, por princípio e tendo em vista sua natureza, deve constituir-se numa
ação totalmente inserida na avaliação como um todo. Segundo Lubisco (2002, p.
2) “dentro deste critério, a inclusão da biblioteca como uma das variáveis de
Avaliação das Condições de Ensino dos cursos superiores deve ser reconhecida
como uma decisão relevante do MEC”.
Diante de todas as mudanças ocorrida na Biblioteca Universitária, num
contexto histórico-conceitual, pode-se se traçar um elo com a história da
educação no país.

�Em 12 de fevereiro de 1962 de acordo com o artigo 9. Da lei de Diretrizes e
Bases, foi criado o atual Conselho Federal de Educação, substituindo o Conselho
Nacional de Educação, em vigor desde 1931. Cabe a esse órgão decidir sobre o
funcionamento dos estabelecimentos isolados de ensino superior, federais ou
particulares; decidir sobre o reconhecimento das universidades, mediante a
aprovação de seus estatutos, e dos estabelecimentos isolados do ensino superior;
indicar disciplinas obrigatórias para sistema do ensino médio; estabelecera
duração e o currículo mínimo dos cursos de ensino superior; promover estudos de
caráter geral, bem como emitir pareceres sobre os assuntos de natureza
educacional que lhe sejam submetidos pelo Presidente da República o pelo
Ministro da Educação.
Através da Constituição de 1988 com consagração do princípio da
autonomia universitária, surge a

necessidade da avaliação como meio de

recuperar o ensino superior no País, cuja evolução, segundo o próprio MEC,
revela o descaso de que sempre foi alvo. Instituída para atender as elites
econômica e cultural, a universidade brasileira se manteve dissociada das
transformações pelas quais passava a sociedade.
Ao observarmos estas mudanças educacionais que surgiram diante da
cobrança social, observamos também o desenvolvimento administrativo das
Instituições de Ensino Superior , que apesar de terem perfil social-educador, não
deixam de ser empresas. E hoje quando olhamos para a moderna administração
vemos os meios mais modernos para tornar a instituição um diferencial de
qualidade de ensino.
Sendo a biblioteca um item obrigatório para autorização destas instituições,
observamos também a atual formação do profissional responsável por ela, o
bibliotecário. Este adquire durante a sua formação profissional toda base para
desenvolver e administrar a informação que será necessária para o alcance do
objetivo das Instituições de Ensino superior, assim como administrar recursos
financeiros e humanos que farão parte do dia-a-dia da biblioteca.
Aliando os conhecimentos modernos administravidos com as práticas
biblioteconômicas podemos observar um grande avanço no que tange a

�qualidade da Biblioteca Universitária. Uma vez que bem utilizadas, dentro de um
planejamento preciso a avaliação do MEC não passará de uma visita corriqueira
que contribui para o reconhecimento e crescimento da instituição.

2 O PAPEL DO MEC NA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR

O Sistema de Avaliação dos Cursos de Graduação engloba atualmente,
modalidades continuamente realizadas como Autorização e reconhecimento de
cursos e Credenciamento e Recredenciamento de IES – todas alicerçadas nas
Leis 9.131/95 e 9.394/96 (LDB) e no Decreto 3860/01, que consolidou os
Decretos 2.026/96 e 2.30/97.
Para o MEC a biblioteca tornou-se “requisito essencial pra a autorização do
curso”. Por este motivo a resolução CFE nº1/93, referente à autorização de
funcionamento das instituições isoladas de ensino superiro e criação de novos
cursos, inclui em seu parágrafo 3º do art.20 que a Comissão Verificadora conte
com o “auxilio de especialistas, para análise das instalações físicas da biblioteca”,
onde é incluído não só os professores da área de ensino observada como
também profissionais bibliotecários (descritos na Lei 4.084/62).
No que diz respeito à Biblioteca Universitária a Resolução CES/CNE
n°10/2002 aborda os seguintes aspectos:
Com relação à biblioteca, o PDI deverá conter indicação do
acervo, formas de sua atualização e expansão, identificando sua
correlação pedagógica com os cursos e programas existentes ou
previstos, bem como as obras clássicas, dicionários e
enciclopédias, destacando em especial:
3.3.1.livros, periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de
revistas e jornais;
3.3.2.vídeos, DVDs, CD Roms e assinaturas eletrônicas;
3.3.3.descrição do espaço físico incluindo as instalações para
estudos individuais e em grupo;
3.3.4.horário de funcionamento, pessoal técnico-administrativo e
serviços oferecidos, tais como consulta e empréstimo, acesso a
redes, a bases de dados, a outras bibliotecas nacionais e
internacionais, a consultas e leituras eletrônicas.

�O instrumento operacional enviado aos cursos para a coleta de dados e
informações refere-se a infra-estrutura administrativa e técnica da biblioteca e
esta

representando

por

13

indicadores

-

horário

de

funcionamento;

informatização do acervo; informatização do sistema de consulta; informatização
do sistema de empréstimo; política de atualização do acervo; participação em
redes; equipamentos; pessoal técnico; salas especiais; videoteca; periódicos
disponíveis; títulos de livros; número de exemplares e qualidade de catalogação.
Os detalhes específicos das Bibliotecas Universitárias não são abordados
pela legislação, mas são amplamente respaldados pela literatura especializada.
Estas têm segundo Lubisco (2002), dada a ênfase nas recomendações feitas pelo
MEC e exigidas pelos seus avaliadores. No processo avaliativo também são
utilizados elementos como a comparação de bibliotecas semelhantes, aplicação
de padrões e a análise relacional entre os indicadores.
Apesar de não possuir uma metodologia, observa-se um conjunto de
princípios, desenvolvido a partir de três elementos:
a)

a matéria prima da biblioteca (inputs), isto é, seus recursos

financeiros, espaço, coleção, equipamentos, equipe (pessoal);
b)

os produtos que quantificam o trabalho executado nas bibliotecas

(onputs), isto é, o número de livros em circulação, questões de referência
respondidas e não respondidas, etc;
c) os resultados ou impactos ou ainda medidas qualitativas (outcames),
que mostram a mudança sofrida pelos usuários em decorrência do seu contato
com recursos e serviços da biblioteca.
Os padrões de qualidade necessários ao reconhecimento de cursos foram
elaborados pelas CEE das diversas áreas do conhecimento, instituídas no âmbito
da Secretaria de Educação Superior do MEC (SESu).
Para alguns cursos, além dos padrões de qualidade, há também uma
descrição, para a área respectiva, do cenário de cursos de graduação e pósgraduação no país, com indicadores de demanda e oferta de cursos, aspectos

�curriculares e, em áreas específicas, recomendações sobre laboratórios e
referências bibliográficas essenciais.
Em geral os indicadores da qualidade da biblioteca de ensino superior que
constituem esta a categoria de análise são:
a) Espaço físico: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizadas pelo curso –
instalações

para

o

acervo,

considerando a área física, condições de

armazenagem (como iluminação, extintor de incêndio, sistema anti-furto,
sinalização), condições de preservação (manutenção preventiva e corretiva,
umidade correta, sistema anti-mofo), de acesso ao acervo por parte dos usuários
e de funcionamento; instalações para estudos individuais e salas para estudo em
grupo (áreas reservadas para consultas e estudo individual de professores e
alunos e para consulta à biblioteca local e remota, bem como instalação elétrica
para uso de computadores do próprio usuário; condições de acesso das
instalações físicas aos usuários com necessidades especiais;
verificar se o acesso ao acervo é possível aos usuários portadores
de necessidades especiais e se existem áreas reservadas para consultas e
estudo individual dos professores e alunos e para consulta à biblioteca local e
remota por meio de computadores; e
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de armazenagem satisfatória, incluindo: iluminação adequada, extintor de
incêndio, sistema antifurto e sinalização bem distribuída e visível.
(B) Acesso com rampas para portadores de necessidades especiais.
(C) Funcionamento: existência de catálogos disponíveis para o público, independentemente
de sua forma (informatizada, em fichas, etc.) permitindo consulta por, no mínimo, autor, título e
assunto(s) atribuído(s) a cada documento. Para isso, o preparo deve ser feito mediante uso de
instrumento padrão para tal descrição: Código de Catalogação AACR2 + um sistema padrão
de classificação bibliográfica (CDD, CDU ou outro); todos os documentos estão preparados
com etiqueta de lombada e disponíveis para empréstimo, segundo a política da instituição.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Instalações
para
o
acervo
(espaços,
mobiliário
e
equipamentos, manutenção da
umidade correta, antimofo, etc.)
ESSENCIAL
Instalações
para
estudos
individuais (espaço e mobiliário
adequados
aos
estudos
individuais)
Instalações para estudos em
grupos
(salas
e
mobiliário
adequados aos estudos em
grupo)

b)

Critérios de análise
Não atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são precárias ( não atendem aos itens A, B e C).
Atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são adequadas (atendem aos itens A, B e C).
Não atende – quando não existem instalações para estudo
individual.
Atende – quando existem instalações para estudo
individual para cada curso oferecido pela IES.
Não atende – quando não existe sala para estudo em
grupo.
Atende – quando existe sala para estudo em grupo .

Acervo: neste ponto a comissão verificadora deverá:
percorrer o acervo de livros, verificando o número médio de

exemplares por disciplina;
verificar se a totalidade do material bibliográfico relacionado está na
IES, devidamente cadastrado e à disposição da comissão verificadora. Não
devem ser aceitas notas de compra e/ou compromissos por escrito de entrega ou
de compra;
verificar se existem políticas definidas de aquisição, expansão e
atualização do acervo que contemplem a proporcionalidade do número de alunos
em relação às disciplinas do(s) curso(s) e às áreas afins;
verificar se a bibliografia básica (livros, periódicos, obras clássicas,
obras de referência, etc.), por disciplina do primeiro ano do(s) curso(s) a autorizar
encontra-se à disposição dos usuários;
verificar, no acervo circulante, pelo catálogo de autor e título e da
ficha de empréstimo do livro (devidamente assinada, contendo o número de
cadastro da instituição), a existência ou não dos livros indicados na bibliografia de
disciplinas do primeiro ano do(s) curso(s), considerando o número de usuários,
resguardando as peculiaridades de cada área e verificando a idade e o estado de
conservação;

�verificar as condições de acesso de usuários com necessidades
especiais (como é o caso dos deficientes visuais) ao prédio da biblioteca e aos
materiais específicos;
verificar a pertinência das coleções de periódicos, baseada na sua
relação com as disciplinas oferecidas e a bibliografia sugerida;
solicitar documentação comprobatória da aquisição da coleção de
periódicos eletrônicos apresentada, verificando se não é apenas uma licença para
demonstração. No caso do portal de periódicos da CAPES, vale o termo de
compromisso assinado pelo dirigente da IES e pelo presidente da CAPES;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de representação de todo o acervo (todos os tipos de materiais) no sistema de
informatização utilizado, com possibilidade de acesso remoto (na IES e fora dela).
(B) Possibilidade de importação e exportação dos registros bibliográficos em padrão de
intercâmbio.
(C) Informatização do serviço de empréstimo, no mínimo de livros, com possibilidade de
reserva de material.

Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Livros (títulos e exemplares em
número
suficiente
para
a
quantidade de alunos previstos no
primeiro ano do curso e para a
proposta pedagógica do curso)

ESSENCIAL

Critérios de análise
Não atende – quando não atendem aos programas das
disciplinas do primeiro ano do curso, ou não há quantidade
suficiente (na proporção de um exemplar para mais de 15
alunos previstos no curso, para quaisquer dos títulos
indicados na bibliografia destas disciplinas), ou não são
atualizados.
Atende – quando atendem aos programas das disciplinas
do primeiro ano do curso, há quantidade suficiente (na
proporção de um exemplar para até 15 alunos previstos no
curso, para quaisquer dos títulos indicados na bibliografia
destas disciplinas) e são atualizados.

�Periódicos
(assinaturas
em Não atende – quando a situação é inferior a 50% em
número suficiente para a proposta qualquer dos itens (presença de títulos indispensáveis ao
pedagógica do curso)
curso, mais títulos adicionais em áreas correlatas),
independentemente do estado da coleção (completa ou
incompleta).
Atende – quando existem, pelo menos, 50% dos títulos
indispensáveis ao curso, mais títulos adicionais em áreas
correlatas, com coleção completa referente pelo menos
aos últimos três anos e evidência de continuidade da
manutenção dos títulos considerados.
Informatização (do acervo e dos Não atende – quando não existe esforço de informatização
serviços de catalogação, controle do acervo e dos serviços.
de
periódicos,
reserva
e Atende – quando a informatização da biblioteca atende até
empréstimo, comutação, consulta dois dos itens A, B, C.
ao catálogo local e remoto,
preferencialmente
com
o
protocolo Z-39.50 ou similar)
Base
de
Dados
(grande Não atende – quando não existem bases de dados na
repositório,
regularmente biblioteca.
atualizado,
de
informações Atende – quando existem bases de dados na biblioteca.
digitalizadas - citações, resumos,
textos na íntegra, imagens,
estatísticas, etc. - em um assunto
particular ou em um campo
específico,
consistindo
em
registros de formato uniforme,
organizados para pesquisa e
busca rápida e fácil)

Aspectos a serem analisados
Multimídia (microfichas, slides,
DVD, CD Rom, fitas de vídeo,
disquetes
e
respectivos
equipamentos
–
títulos
e
quantidade em número suficiente
para
atender
à
proposta
pedagógica do curso)

Critérios de análise
Não atende – quando não existem recursos de multimídia
(microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD Rom,
disquetes, etc.) e equipamentos necessários para sua
utilização.
Atende – quando existem, no acervo, recursos de
multimídia (microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD
Rom, disquetes, etc.) e os equipamentos necessários para
sua utilização, adequados à proposta do curso.
Jornais e revistas
Não atende – quando não existem assinaturas de jornais e
revistas adequadas à proposta pedagógica do curso.
Atende – quando existem 2 ou mais assinaturas de jornais
e 2 ou mais assinaturas de revistas adequadas à proposta
pedagógica do curso.
Política de aquisição, expansão e Não atende – quando não existe uma política definida de
atualização
(que
atenda
à aquisição, expansão e atualização do acervo.
proposta pedagógica do curso)
Atende – quando existe uma política de aquisição,
expansão e atualização do acervo, considerando a
proposta pedagógica do curso.
ESSENCIAL

c)

Serviços: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizada(s) pelo(s) curso(s);

�realizar alguns processos de utilização do sistema de acesso ao
acervo (empréstimos, consultas, bases de dados, multimídia, etc.);
verificar se os recursos de informática estão disponíveis na biblioteca
(e, conforme os itens indicados, fora dela);
verificar se o horário de funcionamento da biblioteca dá oportunidade
ao aluno de estudar no turno de funcionamento do seu curso e em outros
horários, inclusive à noite e aos sábados, e se há facilidade de reserva pela
Internet e devolução por meio de caixas coletoras;
verificar se o pessoal técnico (bibliotecários, auxiliares de biblioteca,
assistente de administração, entre outros) é suficiente e capacitado para o
atendimento aos alunos do curso e se existe programa de capacitação. Com
relação aos serviços oferecidos pela biblioteca, considerar a equipe dedicada ao
sustento de serviços e atividades de rotina;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de serviço de empréstimo domiciliar para itens do acervo, ainda que com
distinções entre tipos de material e categorias de usuários, sendo obrigatória a possibilidade
de empréstimo de livros, ainda que com restrições a certos títulos, de forma justificada.
(B) Acesso a serviço de cópia de documentos internamente na instituição (ainda que não no
espaço físico da biblioteca).
(C) Existência de serviço de empréstimo entre bibliotecas.
(D) Oferta do serviço de comutação bibliográfica, no País e no exterior.
(E) Existência de serviço de consulta a bases de dados em forma impressa, em meio
magnético ou em CD-ROM, seja por disponibilidade diretamente na instituição, seja por
acesso remoto a recursos de outras instituições.
(F) Existência de profissionais graduados em Biblioteconomia.
(G) Existência de pessoal auxiliar na proporção adequada à manutenção do horário da
biblioteca e ao perfil dos serviços.
(H) Previsão de programa de treinamento de usuários que ensine a normalizar os trabalhos
monográficos dos mesmos.
(I) Conjunto de normas da ABNT para normalização de documentação.
(J) Manual da IES com as exigências específicas para a apresentação de trabalhos técnicos
e científicos.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo
com os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Horário
de
funcionamento
(horário de funcionamento da
biblioteca condizente com os
turnos do curso)
ESSENCIAL
Serviço e condições de acesso
ao acervo (qualidade do serviço
de consulta e empréstimo do
acervo destinado ao curso)

Pessoal técnico e administrativo
(qualificação
e
quantidade
adequada ao funcionamento da
biblioteca e às necessidades dos
professores e alunos do curso,
inclusive os portadores de
necessidades especiais)

Critérios de análise
Não atende – quando funciona apenas no turno do curso.
Atende – quando funciona em, pelo menos, dois turnos,
um deles noturno (incluído o do curso).

Não atende – quando a biblioteca não atende ao item A,
ou apenas a um dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
for inacessível aos portadores de necessidades especiais
(instalações e acervo inadequados)
Atende – quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo
menos, dois dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
estiver acessível aos portadores de necessidades
especiais (instalações e acervo apropriados)
Não atende – quando o pessoal existente não atende às
condições dos itens F e G.
Atende – quando o pessoal existente atende às condições
dos itens F e G.

ESSENCIAL
Apoio na elaboração de trabalhos Não atende – quando não atende a nenhum ou atende
acadêmicos (ficha catalográfica e apenas a um dos itens H, I, J.
Atende – quando atende a, pelo menos, dois dos itens H, I
normalização bibliográfica)
ou J.

Após toda a visita é redigido um relato da categoria de análise Biblioteca
pelos verificadores ad hoc, após a visita in loco.
O que se verifica nos indicadores de qualidade impostos pelo MEC é que
não passam de resultados obtidos na administração da biblioteca e de seus
serviços. Uma vez que o profissional por ela responsável planeje e acompanhe
todo o processo desde a criação da estrutura física, contratação e treinamento de
recursos humanos e tecnológicos, desenvolvimento de coleções até o usuário
final, a avaliação periódica do MEC será apenas um “termômetro” de qualidade,
ajudando aos bibliotecários na detecção de falhas e/ou conhecimento de novos
serviços e tecnologias.

�3 A ADMINISTRAÇÃO E O PLANEJAMENTO NAS BIBLIOTECAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADO

A administração é o processo ativo de determinação e orientação do
caminho seguido por uma organização para a realização dos seus objetivos. Por
ser um processo, está apoiada em um conjunto muito amplo de atividades,
compreendendo

análises,

decisões,

comunicação,

liderança,

motivação,

avaliação e controle. Dentre estas atividades, a tomada de decisão, destaca-se
como sendo de fundamental importância para uma administração bem sucedida.
O processo decisório, que representa a seleção efetiva dentre alternativas
possíveis, é o principal vetor de interrelação e interdependência entre os
processos de administração e planejamento. Decisões formuladas explícita, ou
implicitamente, precedem toda e qualquer ação e são também consideradas
como a própria essência do processo de planejar.
Sob esta perspectiva, considera-se o planejamento como um processo,
que da suporte a estrutura decisória da instituição, composta de decisões
relacionadas aos diferentes níveis da organização: estratégico, gerencial e
operacional. O ato de planejar deve ser, portanto, um processo participativo,
desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais
eficiente e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos de uma
organização.
O desenvolvimento de um planejamento participativo, garante maior
eficiência ao processo decisório, estimula o envolvimento do nível gerencial,
facilita a integração de informações, possibilita a formação de um espírito de
equipe, permite coordenação de esforços e estimula a produção de idéias. Além
disso, o processo de planejar age como um catalisador de mudanças na
organização.
O planejamento é um processo que, uma vez adotado, demanda
continuidade, devendo desta forma ser incorporado como prática permanente na
organização. Entendê-lo como um processo é requisito para se obter eficácia na
sua

implementação.

É

através

das

avaliações,

revisões

periódicas

e

�reformulações que o planejamento tornar-se-á um processo cíclico, aberto e
flexível, responsável pelo direcionamento constante dos esforços e alocação
efetiva dos recursos da organização.
Convém destacar e reforçar a importância das seguintes características
associadas ao planejamento.
o planejamento diz respeito as implicações futuras de decisões
presentes;
é um processo de decisões interrelacionadas e interdependentes
que visam alcançar objetivos previamente estabelecidos;
o processo de planejamento é mais importante que seu produto final,
os planos;
os objetivos planejados precisam ser viáveis operacionalmente;
diz respeito à mudança.
Esta teoria também se aplica a s IES, pois, são consideradas, apesar de
seu contexo, empresas privadas e de acordo com Lubisco (2002, p.2):

Com as bibliotecas universitárias não é diferente, se for
considerado o caráter sistêmico das organizações e a
peculiaridade deste tipo de biblioteca, qual seja a de constituir-se
numa unidade integrante da instituição e não numa organização
autônoma. Esta condição impõe que o planejamento de sua
gestão esteja não só alinhado, mas totalmente integrado ao
planejamento global da universidade. Com isto se quer frisar que
o cumprimento dos objetivos, finalidades e missão de uma
universidade depende da parcela de contribuição que compete à
biblioteca, da mesma forma que o cumprimento dos objetivos da
biblioteca depende do seu nível de participação no planejamento
da instituição.

A Biblioteca Universitária funciona geralmente em grandes instituições
educacionais, onde prestam valioso serviço ao ensino e a pesquisa.
Para a eficiente administração da Biblioteca Universitária, a Instituição de
Ensino Superior conta com o profissional Bibliotecário para o desenvolvimento de
atividades técnicas, administrativas e gerenciais.

�A Biblioteca Universitária possui três finalidades:
a) contribuir para transmissão de conhecimentos nos cursos profissionais
ministrados nas diversas especializações ou disciplinas;
b)

facilitar a pesquisa científica;

c)

conservar as fontes que documentam a experiência humana nos

campos respectivos.
A Biblioteca Universitária sempre cumpre sua incumbência, no campo da
educação profissional, com os seguintes objetivos:
a)

prover textos e outras fontes de consultas que os estudantes

requeiram para o desenvolvimento de seu plano de estudo;
b)

colecionar e organizar a documentação necessária para o programa

da pesquisa acadêmica que estudantes e professores realizam;
c)

adquirir outros meios informacionais além dos livros contribuindo

para a formação profissional e cultural do universitário.
Com isso chegamos ao ponto em comum de que

a biblioteca de

Instituições de Ensino Superior tem o papel de organizar e disseminar a
informação, aliando-se como apoio ao ensino, pesquisa e extensão, ofertando os
mais diversos materiais informacionais; sua missão se dá ao efetivo apoio ao
desenvolvimento intelectual da comunidade acadêmica.

4 CONCLUSÃO

Ao observar os procedimentos e rotinas administrativas que devem
constituir, teoricamente, no trabalho diário de uma empresa e dos órgãos que a
ela se agrega, foi constatado que o que os indicadores da qualidade, os
elementos, exigidos pela avaliação periódica do MEC não é mais do uma
empresa poderia oferecer no seu âmbito normal de funcionamento.

�Esta avaliação não se instituiu para prejudicar as IES e sim para que a
socie dade que dispõem deste serviço possa tê-lo com qualidade e seriedade, e
também empresas sérias, com propósitos sérios tendo foco o ensino superior e
sua qualidade não fossem comparadas ou prejudicadas por empresas que
estariam apenas visando lucros na necessidades da sociedade de uma educação
de nível superior, apenas pelo diploma, lançando mão da qualidade do ensino.
Com isso a biblioteca das IES se fortaleceram, contando agora apenas
com o bom planejamento da sua instituição mantenedora para alcançar um
verdadeiro grau de qualidade. Destaca-se também que é necessário que o
profissional responsável por esta biblioteca esteja verdadeiramente capacitado
para todas as rotinas que o trabalho exige.

MEC, THE FEARED ALLY Of The UNIVERSITY LIBRARIES OF PRIVATE
INSTITUTIONS OF SUPERIOR EDUCATION.

ABSTRACT
It shows the aid that has decades the MEC comes giving for the development of
the University Libraries of the Private Institutions of Superior Education, through
the periodic evaluation of the courses of graduation and after-graduation. It
detaches, through theoretical analysis, that the efficiency of a service of university
information does not depend only on the excellency of the services for carried
through and given them, and yes of an interdependence relation and reciprocity
with the organization that keeps it institution, whose the library in all is
subordinated its processes, is administrative, financial and/or of human resources.
It finishes pointing the consequences of the lack of this partnership, pointing it as a
negative factor that it directly does not reflect in the responsible ones, being main
the MEC as white, becoming it a feared ally of the University Libraries of the
Private Institutions of Superior Education.
KEY-WORDS: University libraries – development. MEC – evaluation. Institutions of

Superior Education.

REFERÊNCIAS

�ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serrviços de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
LUBISCO, Nídia M. L.. A biblioteca universitária e o processo de avaliação do
MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão. In: Seminário
nacional de Bibliotecas Universitárias, 12, 2002, Recife. Trabalhos
Apresentados no SNBU Disponível em &lt;
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/117.a.pdf&gt;. Acesso em 15.05.2004.
LITTON, Gaston. Administração de bibliotecas. São Paulo: Mgraw-Hill, 1975.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Educação Superior. Disponível em &lt;
http://www.mec.gov.br/nivemod/educsupe.shtm&gt;. Acesso em 15.05.2004.
SEVERO FILHO, João. Administração de logística integrada: materiais, pcp e
marketing – como ser competitivo no mundo globalizado. João Pessoa: UFPB/
Editora Universitária, 2002.

∗

Coordenadora da Biblioteca Campus João Medeiros. Universidade Potiguar. R. Dr. João
Medeiros Filho, 1055. Conj. Sta. Catarina. RN– Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFRN.
dcrislima@unp.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos, sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal, tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas.</text>
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                    <text>USO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA NILO PEÇANHACEFET/PB
Beatriz Alves de Sousa Crb4/ 1090∗
Lucrecia Camilo de Lima∗∗
Josinete Nóbrega de Araújo∗∗∗

RESUMO
Analisa a coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB quanto ao
seu uso, com o objetivo de identificar falhas existentes e adotar meios de solucionálas. O estudo deu-se através de coleta de dados sobre consultas realizadas,
comparando o uso efetivo da coleção com a lista básica de periódicos registrados na
Biblioteca. Verificou-se pouco uso deste acervo, havendo dispersão em algumas
áreas do conhecimento e em particular por títulos de periódicos. Com base nos
resultados, sugere-se um estudo com a comunidade usuária focando cursos e
programas de ensino desenvolvido pela Instituição a fim de identificar interesses
específicos e atitudes que motive o uso da referida coleção. Desta forma, adequá-la
às necessidades reais de sua clientela.
PALAVRAS-CHAVE: Uso de periódicos. Gerenciamento de coleção.

1 JUSTIFICATIVA
Apesar de vários autores da área fazerem prospecções muito plausíveis sobre
o uso de bibliotecas virtuais nas universidades em lugar das tradicionais; é dado a
conhecer que em algum lugar, terá sempre uma biblioteca que reúne e organiza
sistematicamente as coleções físicas a serem disponibilizadas de forma digital ou por
outros serviços cooperativos. (TARAPANOFF; KLAES; CORMIE 1998 citado por
LUBISCO, 2004).
Assim sendo, mesmo com as possibilidades tecnológicas atuais de acessar
informações e documentos à distância, a biblioteca universitária não pode prescindir
de desenvolver e manter coleções residentes, fortes e adequadas para atender a
demanda de informação de seus usuários.

�São vários os fatores que determinam a adequação de uma coleção depende
da categoria da biblioteca, dos seus objetivos, do publico a que atende... Porém, é o
uso que evidencia o seu desempenho.
Segundo Krzyzanowwskí e Monteiro (1986) para se obter informações reais a
respeito da relevância e pertinência ou não de uma coleção se faz necessário uma
analise pormenorizada do seu uso dentro de um intervalo de tempo significativo.
Ao analisar o uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha
CEFET/PB, pretendeu-se trazer uma contribuição para melhoria da referida coleção.
Trata-se de uma analise direta das estatísticas de consultas por titulo de periódicos
aplicando padrões quantitativos.

2 UNIVERSO DA PESQUISA
2.1COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA NILO PEÇANHA CEFET/PB
Atualmente, este acervo é composto por 153 títulos de periódicos. Destes,
apenas 4 títulos são assinaturas, o restante foi adquirido por doação. De acordo com
a tabela de área do conhecimento do CNPq, os periódicos estão distribuídos da
seguinte forma: 39% é da área de Engenharia/ Tecnologia, 37% da área Ciências
Humanas, 13% da área Ciências Aplicadas, 5% da área Lingüística/Letras e Artes,
3% da área Ciência da Saúde e outros 3% da área Ciências Biológicas.
Quanto ao idioma predomina a Língua portuguesa com 86% do acervo e o
restante 14% são publicações em Língua inglesa.
Por medidas de controle e organização esta coleção não é de livre acesso aos
usuários. As consultas são feitas, através de solicitações aos funcionários da seção.
Com o objetivo de divulgar os serviços e produtos disponíveis no setor é mantida
uma

exposição

permanente

dos

periódicos

disponibilizados os seguintes catálogos:

que

chegam

à

biblioteca

e

�catálogo de periódicos por ordem alfabética de título;
catálogo por título de periódicos e por área do conhecimento;
catálogo de indexação de artigos de periódicos e
listas de sumários de alguns periódicos.

Como localizar a informação.
•

Se a busca for por título
Pesquisar no catálogo de título.

•

Se a busca for por assunto

Pesquisar no catálogo de indexação para obter as informações registradas
nos periódicos e ou através de solicitação aos funcionários do setor.
Como usar:
O material é retirado por um período de um dia mediante a apresentação de
um documento.

Outros Serviços
Levantamento de informação
Trata de um levantamento das informações existentes no acervo local.
Como obter este serviço?
Através da solicitação por escrito ao Setor. Um item importante é que o
assunto esteja bem definido e delimitado para que não haja dúvida na
recuperação da informação. Prazo previsto para o atendimento: 24 horas.
Pesquisa através do COMUT.
Trata da busca de informação em bases de dados de periódicos
(nacionais ou estrangeiros) via on-line.
Como obter este serviço?

�O processo é o mesmo usado no levantamento de informação local,
porém, tem custos para o usuário e o prazo não pode ser determinado.

3 OBJETIVOS

Analisar o uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB
visando o desenvolvimento do referido acervo.

4 METODOLOGIA
Realizou-se um levantamento quantitativo das consultas realizadas no período
de janeiro a junho de 2004 por título de periódicos. Usou-se este método por
entender o uso como fator determinante para mensurar o grau de eficiência de um
produto ou serviço oferecido.

5 ANALISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Durante o período de janeiro a junho de 2004 foram registradas 2.173
consultas na coleção em estudo; sendo 182 consultas no mês de janeiro, 239 no
mês de fevereiro, 540 no mês de março, 415 no mês de abril, 465 no mês de maio e
332 no mês de junho.

�Uso dos periódicos da área de Ciências Humanas: amostragem
por quantidade de consultas realizadas mês
janeiro
111 156

211

fevereiro
março

291

307
274

abrl
maio
junho

Gráfico 1

Os periódicos mais consultados, neste período, foram os da área de Ciências
Humanas com os seguintes índices 61% das consultas do mês de janeiro; 65% das
do mês de fevereiro; 57% das do mês de março; 66% das do mês de abril; 62,5%
das do mês de maio e 64% das do mês de junho. Este fato se justifica em razão dos
periódicos de conhecimentos gerais como Veja, Isto é, Época, Time, Caros amigos
entre outros, pertencem a esta área.

Uso dos periódicos da área Engenharia /Tecnologia:
amostragem por cnsultas mês
janeiro
54
100
86

54

40

fevereir
o
março

131

abril
maio

Gráfico 2

O segundo grupo mais consultados foram os periódicos da área Engenharia/
Tecnologia apresentando os seguintes resultados: 30% das consultas do mês de
janeiro; 17% das do mês fevereiro; 24% das do mês de março; 21% das do mês de
abril; 21,5 das do mês de maio e 16% das do mês de junho. Os dados obtidos
mostram que esta coleção foi pouco consultada no período, tendo em vista que ela
representa 39% do acervo registrado na biblioteca, ademais a maioria dos cursos

�ministrados pela Instituição são desta área o que deveria implicar em uma maior
necessidade de informação nesta área.

Uso dos periódicos da área Linguística/Artes:
amostragem por consultas mês
janeiro

49

14

52

36

fevereir
o
março
abrl

39

68

maio

Gráfico 3

Os periódicos da área de Lingüística/Artes foram bastante utilizados se
comprar a quantidade de registros existentes na biblioteca com as consultas
realizadas. O resultado apontou os seguintes índices 7,5% das consultas do mês de
janeiro; 15,5% das do mês fevereiro; 13% das do mês de março; 9% das do mês de
abril; 11% das do mês de maio e 15% das do mês de junho. Atribuem-se estes
resultados ao uso feito pelos alunos do curso de Design que se utilizam destes
materiais em suas pesquisas.

Uso dos periódicos da área de Ciências Aplicadas:
amostragem por consultas mês
2

14
1

Gráfico 4

19
8

janeiro
fevereiro
março
abrl
maio
junho

�Os periódicos da área Ciências Aplicadas representarem 13% do acervo total,
existente na biblioteca, entretanto, os dados coletados mostram que esta coleção é
muito pouco utilizada, havendo mês de não ser registrado nenhuma consulta.

Uso dos periódicos da área de Ciências da Saúde:
amostragem por consultas mês
2

1

3

11

7
7

janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho

Gráfico 5

De acordo com os resultados obtidos (gráfico 5) detectou-se um uso bastante
representativo dos periódicos das áreas Ciências da Saúde, considerando
quantidade de periódicos da referida área, existentes na biblioteca.

Uso dos periódicos da área de Ciências Biologicas:
amostragem por consultas mês
2

2

10

2

8
1

janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho

Grafico 6

Os periódicos da área de Ciências Biológicas, também, foram muito utilizados
no período da pesquisa. Isto ocorre em razão das questões ambientais que estão
presentes em todo contexto educacional e programas de estudo

�6 CONCLUSÃO

Comparando a quantidade de consultas realizadas durante o período com o
total de títulos de periódicos existentes na biblioteca conclui-se que o uso desta
coleção é bastante elevado, porém observou-se que este não ocorreu de forma
homogênea houve uma dispersão na consulta por áreas do conhecimento e por titulo
de periódicos. Poder-se-ia dizer que este fato acontece por insatisfação dos usuários
com relação à quantidade e qualidade da coleção, haja vista ser um acervo pequeno
e sua aquisição ter ocorrido praticamente por doações.

Isto pode ser uma das

causas, mas, somente com este estudo é impossível afirmar que seja a única. Cabe
então, um estudo mais profundo de avaliação que envolva também a comunidade
usuária.
Keidann (1983, p.24 citado por Lúcio, 1997, p.2) diz que "Os alunos de
graduação só utilizam os recursos da biblioteca se isto for condição indispensável
para obterem um melhor desempenho nas suas atividades." Esta afirmativa implica
dizer que nem sempre a qualidade da coleção é suficiente para atrair seus usuários.
Portanto, é necessário que se agregue valor a informação, a fim de aumentar
seus benefícios. Esta tarefa vai além de reunir, preparar tecnicamente e organizar as
informações, precisa garantir acesso e promover o uso com vista à geração de novos
conhecimentos. Selecionar informações para que e para quem precisa conhecer o
perfil de seus clientes suas necessidade e perspectivas para que eles (clientes)
possam se apropriar desses recursos e tirar o máximo de proveitos.
Na opinião dos pesquisadores para coleção em estudo adquirir atributos de
qualidade e melhor servir a seus usuários precisa ser tomadas algumas decisões de
forma criteriosa:
avaliação da coleção existente de forma permanente;
realização de um estudo com a comunidade a fim de obter opinião e identificar
interesses;

�adquirir mais exemplares atualizados e condizentes com os programas de
curso ministrados na Instituição;
criar uma política de aquisição com prioridade no orçamento para assinaturas
de periódicos;
maior empenho para o uso da coleção Neste caso, com mais funcionários
devidamente treinados para atuarem junto aos usuários;
ampliar os serviços de levantamento de informação com maior utilização das
publicações eletrônicas, (portal, bases de dados e outros);
reconhecer a clientela como fator determinante na formação da coleção.

REFERÊNCIAS

COITO, Maria Irani et al Avaliação do uso da coleção de periódicos por docentes
e alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP. Disponível em:
WWW.fcfar.unesp.br. Acesso em: 20 de maio de 2004
DUTRA, Sigrid Karin Weiss; FRANZONI Ana Maria Bencciveni; LAPOLLI Edis Mafra.
A biblioteca universitária e seus serviços aos projetos de ensino à distância: a
experiência da UFSC. Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca +universitária +
artigo&gt;. Acesso em: 2 jul. 2004
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para Avaliação de Coleções
Incluindo Procedimentos para Revisão, Descarte e Armazenamento. Brasília,
IBICT, 1995.
KRZYZANOWWSKÍ, Rosely Fávero; MONTEIRO, Ana Maria Costa. Avaliação do
uso da coleção de livros didáticos existentes na biblioteca da Faculdade de
Odontologia da Universidade de São Paulo. Revista de Biblioteconomia da UFMG,
Belo Horizonte, v.15, n. 2, p. 270-298, set. 1986.
LANCASTER, F.W. Avaliação de Serviços de Bibliotecas. Brasília, Briquet de
Lemos / Livros, 1996.

�LUBISCO, Nídia Maria Lienert. A biblioteca universitária eo processo de
avaliação do MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão.
Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca +universitária + artigo&gt;. Acesso em: 2
jul. 2004
LÚCIO, Carlos Roberto Almeida. Coleção de periódicos da Biblioteca Edgar
Sperb, Escola de Educação física da UFRGS uma analise de uso e qualidade.
1997. Disponível em: www.cebi Centro de estudantes de biblioteconomia da UFRGS
. Acesso em:20 de maio de 2004.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis, 1989.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
∗∗
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail:luckamilo@yahoo.com.br
∗∗∗
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail:josinobrega@yahoo.com.br

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                <text>Analisa a coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB quanto ao seu uso, com o objetivo de identificar falhas existentes e adotar meios de solucioná-las. O estudo deu-se através de coleta de dados sobre consultas realizadas, comparando o uso efetivo da coleção com a lista básica de periódicos registrados na Biblioteca. Verificou-se pouco uso deste acervo, havendo dispersão em algumas áreas do conhecimento e em particular por títulos de periódicos. Com base nos resultados, sugere-se um estudo com a comunidade usuária focando cursos e programas de ensino desenvolvido pela Instituição a fim de identificar interesses específicos e atitudes que motive o uso da referida coleção. Desta forma, adequá-la às necessidades reais de sua clientela.</text>
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                    <text>IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM
BASES DE DADOS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA1

Maria Luzinete Euclides∗
Vanda Maria Silveira Reis Fantin∗∗

RESUMO
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram mudanças
significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de
busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos,
principalmente das bases de dados, proporcionou acesso aperfeiçoado à
informação e maior flexibilidade para o seu uso. Diante dessa explosão
informacional, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de
habilidades na recuperação de informação relevante. Essa constatação levou o
Serviço de Biblioteca e Documentação da Unesp – Campus de Marília a
implantar, a partir de 2001, um Programa de Capacitação de Usuários em Bases
de Dados com o objetivo de proporcionar aos usuários subsídios básicos para a
auto-suficiência na busca da informação. Após algumas adequações efetuadas no
período, os resultados indicam que essa atividade vem atendendo as
necessidades dos usuários no uso desses recursos informacionais.
PALAVRAS-CHAVE: Programa de capacitação de usuários. Bases de dados.
Recursos informacionais.

INTRODUÇÃO
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram
mudanças significativas nos serviços de informação, especificamente nas
atividades de busca e uso da informação. Essa revolução informacional atinge
todas as áreas da atividade humana, principalmente a área da pesquisa. Até
pouco tempo, o suporte ao ensino, pesquisa e extensão, objetivos básicos das
universidades, estavam centrados nos produtos e serviços existentes nas
bibliotecas. Hoje, com a evolução dos meios de comunicação, o desenvolvimento
das novas tecnologias de informação e de informática e o acesso a bancos de
1

Artigo elaborado com base no Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização “Uso estratégico das
Novas Tecnologias em Informação” , da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP - Campus de Marília,
com o título: “Prospecção de informação em sistemas informacionais: a capacitação do usuário em estratégia
de busca”, 2000.

�dados nacionais e internacionais, pesquisadores têm acesso a praticamente
qualquer centro de pesquisa do mundo.
Na Biblioteca da Unesp – Campus de Marília, o primeiro contato com bases
de dados em cd-rom deu-se em 1992, quando as bibliotecas da Unesp através da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas receberam as primeiras bases de dados
dentro de suas áreas de ensino e pesquisa. A vinda dessa tecnologia
revolucionou totalmente as atividades de busca da informação, passando de um
formato manual para um formato eletrônico. Isso exigiu que os profissionais
bibliotecários, principalmente os da referência, tivessem uma mudança radical de
comportamento em relação ao manuseio dessas fontes. A necessidade de se
dominar essa tecnologia e disponibilizá-la aos usuários o mais rápido possível,
gerou uma mudança de paradigmas frente a essa nova exigência de treinamento
e aperfeiçoamento dessas atividades.
Em 1998, dentro de uma nova política de aquisição para a Rede, essas
bases foram reunidas em sistema hospedeiro e disponibilizadas através do
acesso via Internet. Isso contribuiu para o acesso simultâneo às bases de dados
por várias Unidades a um custo bem menor. A biblioteca do Campus de Marília,
pôde enfim ter acesso a demais bases que vinham atender as necessidades de
pesquisa, principalmente na área de ciências da saúde. Além disso, através de
uma política de convênios e consórcios pela universidade, outros recursos foram
sendo disponibilizados como o acesso aos periódicos eletrônicos e a bases em
todas as áreas do conhecimento assinadas pelas três universidades estaduais
paulistas. Toda essa gama de recursos antes inexistentes, criou-se uma alta
demanda de serviços, exigindo a criação de alternativas para a busca e uso da
informação.
Esta constatação levou-nos a propor a implantação de um Programa de
Capacitação de Usuários em Bases de Dados com o objetivo de proporcionar aos
usuários condições de desenvolvimento de habilidades para a busca e uso da
informação e contribuir para que esse potencial de recursos informacionais seja
acessível a um maior número de usuários.
Para a concretização dessa proposta foi realizado um levantamento das
necessidades dos usuários da FFC, tomando-se como embasamento teórico uma

�breve revisão da literatura nacional sobre os programas de Educação de Usuários
voltados para o uso das tecnologias de informação, afim de obter-se subsídios
para a elaboração e implantação do referido programa.
Com base nas diretrizes dessa revisão de literatura, foi elaborado um
questionário e aplicado a uma amostra aleatória da comunidade acadêmica
abrangendo as categorias docentes, pós-graduandos e graduandos da UNESP –
Campus de Marilia num total de 66 participantes, com o objetivo de diagnosticar
as reais necessidades dos usuários.
Diante do resultado obtido elaborou-se o Programa e sua implantação teve
início em 2001. Nesse período, a avaliação tem sido frequente com aplicação de
questionário em cada finalização de curso possibilitando algumas adequações
que visam atender as necessidades dos usuários no uso desses recursos
informacionais.

OBJETIVO

- Capacitar os usuários da UNESP – Campus de Marília para a busca e uso da
informação em bases de dados nacionais e internacionais.

REFERENCIAL TEÓRICO
A Universidade sustentada no tripé ensino, pesquisa e extensão é
organismo dinâmico na produção de novas idéias e conhecimentos ampliando os
recursos da pesquisa. A atividade de pesquisa, pela própria característica, requer
do estudante, curiosidade intelectual, capacidade para buscar a informação,
analisá-la e selecioná-la de forma a tornar-se atualizado e independente na sua
área de atuação.
É papel da Universidade desenvolver e promover no estudante este
espírito de pesquisador, para que seu egresso não caia no processo de
desatualização, devido a sua incapacidade de trabalho sem a presença do

�professor (PASQUARELLI, 1996). Nesse contexto, a

Biblioteca Universitária,

tendo como missão “servir de interface entre o usuário e a informação”, deve
disponibilizar a comunidade acadêmica os recursos informacionais para dar apoio
ao ensino, pesquisa e extensão. (MACEDO; DIAS, 1992).
Em princípio, a Biblioteca deve atender as necessidades de ensino e
pesquisa da Universidade, porém o objetivo principal é servir de elo entre o
usuário e a informação. O usuário é a razão principal da existência da biblioteca.
Cada usuário necessita de apoio informacional específico de acordo com suas
necessidades. O setor da biblioteca que participa ativamente dessa atividade é
denominado Serviço de Referência e Informação.
De acordo com Macedo e Dias (1992) o Serviço de Referência comporta
cinco linhas de atuação:
Serviço de Referência propriamente

dito: atendimento direto ao usuário

respondendo as mais diferentes questões de referência.
Educação do usuário: é o processo pelo qual o usuário vai desenvolver
habilidades para uso adequado dos recursos informacionais existentes.
Alerta e disseminação da informação: atividades que visam a atualização do
usuário, através de boletins bibliográficos e de instrumentos de alerta e
disseminação da informação.
Comunicação visual/divulgação da biblioteca: atividades que direcionam o
usuário na identificação dos diferentes espaços da biblioteca, serviços e
localização de materiais.
Administração/Supervisão do setor de referência: esta quinta linha de atuação
é a base para todas as outras, ou seja, visa o planejamento, organização e
administração do serviço.
Essas linhas de atuação norteiam todas as atividades do Serviço de
Referência e a capacitação do usuário insere-se na segunda linha de atuação que
é a Educação do Usuário.

�Os estudos sobre educação de usuários remotam há muito tempo. Belluzzo
(1989), autora que muito tem contribuído para a literatura nacional sobre o
assunto, após comparar com outras áreas do conhecimento, conceitua os
principais programas voltados a orientação e capacitação de usuários de
bibliotecas em:
Educação : entende-se como o processo pelo qual o usuário interioriza
comportamentos adequados em relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação permanente com os sistemas de informação.

Treinamento: parte do processo de educação, compreende ações e/ou
estratégias

para

desenvolver

determinadas

habilidades

do

usuário

por

desconhecer situações específicas de uso da biblioteca e de seus recursos
informacionais, envolvendo o conjunto de meios necessários para tal.

Orientação: significa a ação de esclarecer o usuário sobre a organização da
biblioteca, layout e serviços oferecidos. Tem um sentido mais abrangente do que
a instrução.
Instrução: consiste na descrição rigorosa de procedimentos acompanhada de
pormenores, para o usuário manejar eficientemente os recursos informacionais da
biblioteca.
Um Programa de Capacitação de Usuários em Bases de Dados
compreende um conjunto de ações planejadas e desenvolvidas de acordo com as
necessidades dos usuários, voltados ao desenvolvimento de habilidades na
elaboração de estratégia de busca com qualidade de resposta e no manuseio
correto dos recursos informacionais eletrônicos. Envolve, portanto, diretrizes dos
processos de

educação, treinamento e instrução, pois entende-se que a

capacitação dar-se-á quando o usuário estiver desenvolvido habilidades de
interação permanente com os sistemas de informação.
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos, acarretaram mudanças
significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de
busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos (CD-ROM,
catálogos on-line, bases de dados bibliográficas, bases de dados com textos

�integrais, Internet, etc) proporcionou acesso aperfeiçoado à informação e maior
flexibilidade para o seu uso.
Já na década de 70, Lancaster fazia previsões de como seria a
implantação das tecnologias de informação nas bibliotecas. Segundo o autor, “um
sistema eletrônico ofereceria muitas vantagens, melhorando acessibilidade,
seletividade e rapidez na disseminação da informação” (LANCASTER apud
FIGUEIREDO, 1995, p.110).

Mais tarde, em 1985, essas previsões foram

confirmadas pelo próprio autor com a crescente disseminação no uso das bases
de dados.
Entretanto, toda essa tecnologia não minimizou o trabalho dos profissionais
de informação, pelo contrário, produziram uma alta demanda desses serviços e
criaram a necessidade de se disponibilizar programas de capacitação para o
acesso a esses recursos informacionais. Segundo Figueiredo(1999, p.12) “acesso
é a palavra-chave”. Os Serviços de Referência passaram a ser denominados de
Serviços de Acesso, que significa conectar, unir, ligar.
Outra mudança também que a tecnologia proporcionou nos Serviços de
Informação foi o aumento de programas cooperativos e compartilhamento de
acervos. O acesso a bancos de dados remotos eliminou grande parte de
aquisições desnecessárias, minimizando os custos e possibilitando ao usuário o
acesso a esses materiais, independente de seu formato e do lugar onde se
encontre.
A idéia é, portanto, determinar quais são as necessidades de informação
dos usuários, visando o desenvolvimento de serviços adequados à satisfação
plena dessas necessidades. “Percebe-se, portanto, uma mudança de paradigma:
do acesso à informação, através do modelo centrado na informação, para o
modelo centrado no usuário” (FIGUEIREDO, 1999, p.13).
Se por uma lado as tecnologias facilitaram o acesso e a recuperação da
informação, por outro, o que se observa é a exigência de profissionais com uma
nova postura, assumindo novos papéis, fazendo análise e diagnóstico das
necessidades de seus usuários, manipulando e adaptando todos os tipos de

�informação, assumindo a responsabilidade de ensinar a mecânica da busca e,
mais importante, estratégias e técnicas de recuperação da informação.

METODOLOGIA
O desenvolvimento do programa teve como subsídios, além do referencial
teórico, o diagnóstico da realidade do Campus de Marília, diagnóstico da
realidade da Biblioteca do Campus de Marília e o levantamento das necessidades
da Comunidade Acadêmica.
O universo da pesquisa compreendeu os alunos dos cursos de graduação,
pós-graduação e docentes da UNESP - Campus de Marília, caracterizando uma
amostra aleatória de 66 participantes. O instrumento utilizado na coleta de dados
foi um questionário estruturado com questões abertas e fechadas. A opção por
este instrumento deu-se por considerar ser o mais adequado para a situação
tendo em vista a liberdade de resposta e facilidade de encaminhamento com
economia de tempo e custo.
A realização da coleta de dados procedeu-se com a distribuição do
questionário a 29 alunos de graduação, 15 alunos de pós-graduação que se
dirigiram à biblioteca na última semana de novembro / 1999 nos períodos da
manhã e tarde. No caso dos docentes, optou-se pelo encaminhamento do
questionário via e-mail, por ser um meio mais prático de distribuição. Foram
enviados 81 questionários aos docentes que possuem o seu endereço eletrônico
constante da página Web da UNESP – Campus de Marilia.
O questionário visava identificar os usuários que já haviam consultado
alguma das fontes disponíveis e aqueles que as desconheciam, além do interesse
de ambos em participar de um programa de capacitação.
Quanto ao preenchimento do questionário, foi solicitado:
-

Os dados de identificação (categoria, curso, ano e período, no caso dos

alunos) e (categoria e especialidade, no caso dos docentes).
-

Indicação das fontes consultadas (aos que já haviam consultado as

fontes)

�-

Interesse em receber orientação quanto ao manuseio das bases

consultadas e não consultadas.
-

Contribuição do uso das fontes nas atividades de pesquisa.

-

Recursos utilizados para a definição dos termos de busca

-

Frequência com que gostaria de receber treinamento.

-

Atividades a serem desenvolvidas nos treinamentos.

-

Interesse em ter disponível um plantão de dúvidas.

-

Importância do serviço.

-

Período disponível para fazer o treinamento.
Aos usuários que não haviam consultado as fontes, solicitou-se responder

as duas questões abaixo:
-

Opinar sobre a utilização das fontes de informação eletrônica.

-

Indicar possíveis falhas na divulgação dos recursos.

RESULTADOS
Categoria Docentes:
Dos 81 questionários encaminhados via-email, houve um retorno de 22
questionários, ou seja, 17,82% desse total. Considerando os questionários
devolvidos,

90,9% já consultaram pelo menos uma das bases

relacionadas

enquanto que 9,1% não tiveram contato com essas fontes. Dentre os que já
consultaram, 100% mostrou interesse em receber orientação tanto nas bases
consultadas como nas bases ainda não consultadas.
Com relação aos docentes que não tiveram contato com as bases,
opinião

foi

unânime

quanto

a

a

importância da utilização dos recursos

informacionais eletrônicos e relataram a necessidade de uma política de
treinamentos aos docentes e alunos bem como maior divulgação desses
recursos.
Categoria Pós-Graduandos:

�Na categoria pós-graduação, dos 15 questionários distribuídos, o retorno
foi de 100%. A porcentagem dos alunos que tiveram contato com as bases foi de
93,3% enquanto que os que não tiveram atingiu

6,7% . Dentre os que já

consultaram as bases, 100% se mostraram favoráveis a receber o treinamento.
Os que ainda não consultaram nenhuma das fontes, confirmaram a importância
da utilização desses recursos para os trabalhos de pesquisa, porém lamentaram a
inexistência de um programa de treinamento contínuo e a não divulgação
periódica dos novos recursos que surgem a cada dia.
Categoria Graduandos:
Na categoria graduação,

dos 29 questionários distribuídos, houve um

retorno de 100%. Desses, 48,3% já utilizaram-se das fontes de pesquisa e 51,7%
relataram que desconheciam essas fontes. Dentre os que já utilizaram-se das
fontes 100% demonstraram interesse em fazer o treinamento. Quanto aos alunos
que não tiveram contato com essas fontes, a totalidade defendeu a utilização
desses recursos logo no início do curso. Solicitaram maior divulgação através de
palestras, treinamentos, distribuição de materiais informativos e um maior acesso
a essas fontes.

DISCUSSÃO
O propósito do questionário era identificar a porcentagem de usuários que
utilizavam-se das fontes de informação disponíveis bem como a disponibilidade
em participar de um programa de capacitação; identificar ainda aqueles que por
alguma falha da biblioteca na divulgação desses recursos, desconheciam a
existência das mesmas.
O objetivo foi alcançado, pois, embora este estudo tenha sido dirigido a
apenas uma amostra de usuários, pode-se diagnosticar que de modo geral os
usuários tem participado dentro de suas categorias, em graus distintos, da
utilização das fontes de informação e consideraram como de grande importância
essa iniciativa da biblioteca na implantação do programa.

�DIRETRIZES PARA O DELINEAMENTO DO PROGRAMA
De acordo com Belluzzo (1989) planejar um Programa de Educação de
Usuários em Bibliotecas Universitárias, requer a tomada de decisões prévias
fundamentadas nos seguintes passos:
Diagnóstico da realidade - compreende o estudo de três elementos
fundamentais: ambiente em que o programa será desenvolvido, comunidade
acadêmica e executores do programa.
Nessa etapa foi realizada a identificação dos elementos que compõe a
realidade do Campus de Marília (estrutura física, cursos oferecidos e comunidade
acadêmica) e a realidade da biblioteca (estrutura física, recursos materiais,
recursos

humanos

e

atividades

desenvolvidas)

e

o

levantamento

das

necessidades da comunidade acadêmica, utilizando-se como estudo, uma
amostra aleatória de usuários. Definiu-se também que os executores do programa
seriam os profissionais da Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário
e Documentação.
Definição dos objetivos – implica em definir os objetivos a serem alcançados.
Os objetivos inicialmente pretendidos, foram confirmados após a

análise dos

dados levantados no diagnóstico.
Escolha dos conteúdos e atividades do programa – são os conteúdos, fatores,
conceitos, princípios, generalizações para atingir os objetivos previstos.
O estudo do referencial teórico e o levantamento das necessidades dos
usuários foram de fundamental importância para elaboração do plano de aula,
oferecendo-nos subsídios para o planejamento do conteúdo programático,
recursos didáticos, estratégias de ensino e métodos de avaliação.
Seleção dos procedimentos e recursos – são as ações, processos ou
comportamentos planejados para colocar os usuários em contato direto com
coisas, fatos fenômenos que lhes possibilitem modificar sua conduta, em função
dos objetivos.

�Nesta etapa, procedeu-se a definição do ambiente em que seria realizado a
capacitação, bem como os recursos necessários para a concretização do mesmo.
Avaliação – tem como finalidade verificar, no decorrer do desenvolvimento das
atividades de ensino-aprendizagem, se os objetivos propostos foram atingidos.
Um sistema de avaliação é primordial, pois possibilita ao longo do
desenvolvimento do programa o seu aperfeiçoamento. Optou-se por um
questionário que é entregue ao final de cada curso. Durante esse período de
implantação do programa, algumas reformulações foram feitas em atendimento às
sugestões dos participantes como: aumento da carga horária, divisão de turmas
por categorias, disponibilidade do curso em dois períodos, etc. Todas essas
sugestões são de fundamental importância, pois demonstram o interesse dos
usuários pelo serviço e servem como subsídios para a implementação do
programa.

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM BASES DE DADOS

Objetivo Geral: Capacitar os usuários da UNESP – Campus de Marília para a
busca e uso da informação em bases de dados nacionais e internacionais.

Objetivos Específicos: Proporcionar aos usuários subsídios básicos sobre
bases de dados; orientar os usuários na seleção de bases de dados de acordo
com suas necessidades de pesquisa e oferecer condições aos usuários para o
desenvolvimento de habilidades na

elaboração de estratégia de busca com

qualidade de resposta, inclusive no uso de instrumentos de controle terminológico
dentro de sua área de especialidade.

Carga Horária: 8 horas
Período: quinzenalmente às 2ª e 3ª feiras - das 14:00 às 18:00 horas
4ª e 5ª feiras – das 18:00 às 22:00 horas
Número de Participantes: 20
Local: Laboratório didático de informática

�Conteúdo Programático:

1 Noções básicas sobre bases de dados
1.1 Histórico
1.2 Conteúdo
1.3 Estrutura
2

Tipos de Bases de Dados

2.1 Bibliográficas
2.2 Cadastrais
2.3 Referenciais
2.4 Fontes
3

Principais bases em cada área do conhecimento

3.2 Biológicas
3.1 Humanas
3.2 Exatas
3.3 Multidisciplinares
4

O Processo de Busca

4.1 Identificação do assunto
4.2 Entrevista de Referência
4.3 Escolha das bases de dados
4.4 Elaboração da estratégia de busca
4.5 Uso de thesaurus
4.6 Uso de manuais
5

Estratégia de busca

5.1 Identificação das palavras-chave
5.2 Identificação da língua(s)
5.2 Identificação de autores relevantes
5.3 Identificação de periódicos relevantes
5.4 Identificação de período(s)
6

Recursos de busca

6.1 Prefixos e Sufixos de seleção
6.2 Truncagem
6.3 Operadores booleanos
6.4 Limitadores de resultados

�6.5 Campos existentes
6.6 Uso dos formulários
7

A Busca

7.1 Avaliação do resultado
7.2 Formatos de impressão / gravação
Recursos Didáticos: apresentações em Power Point com a utilização do Mídia
Show, manual de pesquisa entregue aos participantes
Estratégia e Metodologia de Ensino: Aulas teóricas e práticas com o acesso às
bases on-line.
Critérios de Avaliação: exercícios práticos na elaboração de estratégia de busca
e pesquisa individual a ser desenvolvida pelos participantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os programas voltados ao desenvolvimento de habilidades nos usuários
tem se tornado elemento extremamente importante nos serviços oferecidos pelas
bibliotecas universitárias.
A vinda das novas tecnologias de informação aliada a disseminação do uso
da Internet revolucionaram totalmente as atividades de busca e uso da
informação, alterando significativamente as atividades do Serviço de Referência e
ao mesmo tempo exigindo dos profissionais que nele atuam, mudança de postura
e de mentalidade frente a execução e disseminação desses serviços.
As exigências por profissionais mais qualificados se faz presente, com
domínio de habilidades referentes à organização, recuperação e principalmente
acesso à informação. Portanto, os profissionais que trabalham com a informação
terão de estar aptos a assumirem novos papéis, fazendo análise das
necessidades e expectativas dos usuários e desenvolvendo serviços voltados
para o desenvolvimento de habilidades no manuseio dessas fontes.
A experiência com o desenvolvimento desse Programa foi enriquecedora,
pois além dos conhecimentos adquiridos, possibilitou conhecer um pouco mais as

�expectativas e necessidades dos usuários. Tornar o usuário auto-suficiente na
busca da informação relevante tem sido uma das metas da Biblioteca, mas para
isso há a necessidade da atualização constante, avaliação permanente e dessa
forma contribuir para que os usuários se aproximem cada vez mais das
tecnologias de informação.

REFERÊNCIAS
BELLUZZO, R.C.B. Educação de usuários de bibliotecas universitárias: da
conceituação e sistematização ao estabelecimento de diretrizes. São Paulo, 1989.
Dissertação ( Mestrado) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São
Paulo.
FIGUEIREDO, N. M. As novas tecnologias: previsões e realidade. Ciência da
Informação, v. 24, n. 1, p. 110-118, 1995.
______. Paradigmas modernos da ciência da informação em usuários /
coleções / referência &amp; informação. São Paulo: Polis, 1999.
MACEDO, N. D. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência e informação.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 25, n. 1/4, p. 9-37,
1990.
______.; DIAS, M.M.K. Subsídios para a caracterização da biblioteca
universitária. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 25,
n. 3/4, p. 40-48, 1992.
PASQUARELLI, M.L.R. Procedimentos para busca e uso da informação:
capacitação do aluno de graduação. Brasília: Thesaurus, 1996.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico prático para
ambiente de serviço de referência e informação. São Paulo, 1995. Tese
(Doutorado) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo.

�______.; MACEDO, N. D. Da educação de usuários ao treinamento do
bibliotecário. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 23,
n. 1/4, p. 78-111, 1990.
________. A gestão da qualidade em serviços de informação: contribuição para
uma base teórica. Ciência da Informação, v. 22, n. 2, p. 124-132, 1993.
CUNHA, M. B. Bases de dados no Brasil: um potencial inexplorado. Ciência da
Informação, v. 18, n. 1, p. 45-57, 1989.
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brasileiras. Ciência da Informação, v. 23, n. 2, p. 182-89, 1994.
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Lemos/Livros, 1995.
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bibliotecas. Brasilia: Briquet de Lemos/Livros, 1996. p. 156-262.
MACEDO, M. B. Treinamento de usuários na Biblioteca Central da UNB: relato de
uma
experiência. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 17, n. 1, p. 8588, 1989.
OLIVEIRA, Z. P., CUNHA, P. L. F., MARMET, L. O treinamento de usuários
universitários com base na relação corpo-docente. Revista de Biblioteconomia
de Brasília, v. 14, n. 1, p. 139-146, 1986
RAMOS, M. E. M. (Org.). Tecnologia e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa:UEPG, 1999. 257p.
RAMOS, P. A. B. A gestão na organização de unidades de informação. Ciência
da Informação, v. 25, n. 1, p. 15-25, 1996.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2002.
SANTOS, J. P. O moderno profissional da informação: o bibliotecário e seu perfil
face aos novos tempos. Informação &amp; Informação, v.1, n.1, p.5-13, 1996.
SIQUEIRA, E. Informação eletrônica e novas tecnologias no Brasil. In:
RECORDER, M.J., ABADAL, E., CODINA, L. Informação eletrônica e novas
tecnologias. São Paulo: Summus Editorial, 1995. p. 155-172.

�UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Gerência avançada do serviço de referência e informação nas bibliotecas
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Informação &amp; Qualidade.
VALENTIM, M. L. P. Assumindo um novo paradigma na biblioteconomia.
Informação &amp; Informação, v. 0, n. 0, p. 2-6, 1995.

∗

UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 – 17525-900 – Marília –
SP – Brasil – luzibib@marilia.unesp.br
∗∗
UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 - 17525-900 – Marília –
SP – Brasil – vania@marilia.unesp.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Implantação de um programa de capacitação de usuários em bases de dados: relato de uma experiência. (Pôster)</text>
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                <text>Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram mudanças significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos, principalmente das bases de dados, proporcionou acesso aperfeiçoado à informação e maior flexibilidade para o seu uso. Diante dessa explosão informacional, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de habilidades na recuperação de informação relevante. Essa constatação levou o Serviço de Biblioteca e Documentação da Unesp – Campus de Marília a implantar, a partir de 2001, um Programa de Capacitação de Usuários em Bases de Dados com o objetivo de proporcionar aos usuários subsídios básicos para a auto-suficiência na busca da informação. Após algumas adequações efetuadas no período, os resultados indicam que essa atividade vem atendendo as necessidades dos usuários no uso desses recursos informacionais.</text>
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                    <text>PROGRAMA DE SEGURANÇA E ACESSO Á INFORMAÇÃO
Maria Constancia Martinhão Souto∗
Maria Ferraz Souto∗∗
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗∗∗

RESUMO
As Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP tiveram
aprovados pela FAPESP, nos Programas INFRA I a IV, período de 1995-1998,
Projetos que possibilitaram às Bibliotecas das Unidades Universitárias dispor de
equipamentos de última geração. Em 2002, sentiu-se a necessidade de ampliar e
atualizar os equipamentos, visando otimizar a manutenção, preservação e guarda
do acervo das Bibliotecas, e melhor atender às necessidades informacionais dos
usuários. Para tanto, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas apresentou à Reitoria
da Universidade o Projeto “Programa de Segurança e Acesso à Informação em
Bibliotecas”, que foi dividido em duas partes: Segurança da Informação e Acesso
à Informação. Na primeira parte – Segurança da Informação, fez-se um
levantamento de quais Bibliotecas necessitavam do Portão Eletrônico, e na
segunda – Acesso à Informação, fez-se um diagnóstico sobre a existência de
impressoras, número de equipamentos adequados existentes, equipamentos
obsoletos (conforme laudo técnico expedido pelo Serviço Técnico de Informática
das Unidades locais), pontos de rede lógica – de uso exclusivo de usuários para
pesquisas em base de dados referenciais e textuais.Para se estabelecer o
número de equipamentos necessários por Biblioteca, adotou-se a fórmula
desenvolvida pelo MEC, ou seja, 1,7 usuários por cada posto de trabalho. Para os
portões eletrônicos e impressoras, propôs-se um para cada Biblioteca.Definido o
número de cada equipamento necessário, foi preciso estabelecer um cronograma
de desembolso de recursos, para um período de três anos, de 2003 a 2005, bem
como definir critérios para priorizar a ordem de recebimento dos equipamentos
pelas Bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca: equipamentos. Informação: Acesso. Biblioteca:
segurança.

1 INTRODUÇÃO

A Rede de Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp CGB desenvolveram Projetos para a FAPESP, nos Programas INFRAs I–IV,
período de 1995-1998, cujos recursos permitiram que as Bibliotecas das
Unidades fossem contempladas com equipamentos de ponta, de última geração,
equiparando-as com as Bibliotecas do primeiro mundo e fazendo com que se

�projetassem no cenário nacional. Dentre esses equipamentos, destacam-se os
portões eletrônicos e microcomputadores.
Salienta-se
equipamentos,

que

nem

desde

então,

substituição

1998,

dos

não

antigos,

houve

exigidas

ampliação
pela

de

demanda

da Universidade que ampliou o número de alunos - com o aumento de vagas,
implantação de novos cursos e criação de novas unidades; e também pela oferta
do mercado ao disponibilizar novas tecnologias , tanto de equipamentos, como de
meios de comunicação e fontes de informação em meio eletrônico, que a cada dia
cresce mais. Para se adequar e acompanhar as mudanças e atualizações
ocorridas em outros setores da Universidade, é preciso que as Bibliotecas se
modernizem por meio da substituição de equipamentos obsoletos e ampliação de
seu parque computacional.
Ressalta-se que algumas Bibliotecas não possuem número suficiente de
equipamentos, alguns estão obsoletos e/ou quebrados não justificando investir
em manutenção/consertos.
Para que não haja sucateamento dos equipamentos das Bibliotecas, é
necessário que a Universidade disponibilize recursos, a curto e médio prazos,
visando atualizar e adequar o parque computacional às novas tecnologias
informacionais, e garantir a guarda, segurança e preservação do rico e valioso
acervo existente em suas Bibliotecas, constituindo-se em um dos mais
importantes

do

significativamente

país.
em

Salienta-se
recursos

que

a

atual

informacionais

gestão
para

a

tem

investido

formação

e

desenvolvimento das coleções, havendo então necessidade de investir em
mecanismos que garantam a este acervo proteção e acesso.
Nesse sentido, a proposta do trabalho foi desenvolver uma metodologia de
análise dos dados de diagnóstico da situação das bibliotecas da UNESP com
relação a microcomputadores, impressoras e portões eletrônicos de segurança
para elaborar programa orçamentário de aquisição com o objetivo de atualizar e
adequar o parque computacional da Rede de Bibliotecas da Unesp às novas
tecnologias informacionais, e garantir a guarda, segurança e preservação do
acervo.

�2

SEGURANÇA

E

ACESSO

À

INFORMAÇÃO:

DIAGNÓSTICO

DAS

BIBLIOTECAS DA UNESP

A Coordenadoria Geral de Bibliotecas é o órgão responsável pelo
funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp, bem como pelo
aprimoramento e promoção da política informacional da Universidade.
A missão da Coordenadoria Geral de Bibliotecas é “Propiciar uma efetiva
interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio acadêmico e Instituições
Congêneres Nacionais e Internacionais, através de ações conjuntas, facilitando a
comunicação

entre

os

vários

segmentos

da

Universidade,

visando

à

democratização da informação em benefício da Sociedade”.
A Rede de Bibliotecas é composta por 22 Bibliotecas especializadas nas
três áreas do conhecimento, atendendo a uma clientela de aproximadamente
25.000 alunos, regularmente matriculados nos seus 106 cursos de graduação.
Estão administrativamente subordinadas à Direção das Unidades e tecnicamente
à Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Considerando que o acervo bibliográfico da Rede de Bibliotecas da Unesp
constitui-se em uma das mais significativas e importantes coleções nacionais que
além de suprir às necessidades informacionais dos usuários da Unesp, atende
também à comunidade científica brasileira e estrangeira através da participação
dessas bibliotecas em programas de compartilhamento de recursos e informações
em nível nacional e internacional; e que esse patrimônio cultural e científico,
caracterizado pela alta qualidade e atualização constante, e também pela
importância histórica de obras consideradas raras e especiais, exige cuidados
peculiares em termos de segurança e preservação com vistas à proteção desse
rico patrimônio, constantemente exposto a perdas e roubos, é necessário dotar as
bibliotecas de um sistema de segurança de reconhecida eficácia e credibilidade já
consolidadas no mercado.
Tal sistema deve permitir o controle total da saída de material das
bibliotecas que em alguns casos funcionam até mais de doze horas diárias, que
contam com alto número de usuários, grandes acervos, e, muitas vezes se

�defrontam com a escassez de funcionários, não podendo assim prescindir de
equipamentos que as auxiliem na tarefa de monitoramento de acervos.
A esse respeito, ressalte-se que na avaliação da CAPES, no tópico
Biblioteca analisa-se o item sistema anti-furto previsto na NBR 9050/02 e segundo
dados internacionais o nível de perda anual, com a instalação de portões
eletrônicos, pode-se reduzir de 20% para uma média de 2% a 5% do acervo total.
Destaca-se que as perdas sofridas pelas bibliotecas não representam
apenas valor monetário, em alguns casos, de obras raras, por exemplo, é
impossível calcular o valor cultural da perda, diante da impossibilidade de
reposição da publicação.
Das 22 Bibliotecas, constatou-se que 16 necessitam de Sistema de
Segurança. Dessa forma, faz-se necessária a aquisição de portão eletrônico que
possibilite aprimorar os mecanismos de segurança e guarda dos acervos das 16
Bibliotecas da Rede Unesp, ação esta que vem ao encontro da política de
investimento em bibliotecas adotada pela atual gestão da Universidade.
Consideram-se indiscutíveis as transformações ocorridas na segunda
metade do século XX, nos meios de produção econômica e científica, causadas
pelas

inovações

tecnológicas

e

sua

inegável

importância

no

mundo

contemporâneo.
Neste contexto de mudanças, a Biblioteca Universitária foi um dos setores
que mais se modificou, com o advento das tecnologias informacionais. De
organismo estático, armazenador e preservador de informação, converte-se em
organização

viva

e

dinâmica,

responsável

pela

obtenção,

geração

e

compartilhamento de conhecimento.
As paredes das bibliotecas tradicionais são “derrubadas”, anulando-se o
conceito de tempo e espaço distintos. Surge a Biblioteca Virtual, onde o
pesquisador navega por estantes de bibliotecas do mundo todo, folheando livros,
revistas, dentre outros e acessando e obtendo textos completos, através do
recurso download. Tudo isso, possibilitado pela Internet que transformou o mundo
na famosa “aldeia global”, preconizada por McLuhan.

�É neste panorama que a Biblioteca Universitária assume a função de
laboratório didático, sendo usada para ensino e inserção do aluno no mundo das
pesquisas. É nela que os pesquisadores de todas as áreas do conhecimento
iniciam o embasamento teórico de seus trabalhos e experiências. É nela que o
aluno é inserido no mundo científico e vivencia suas primeiras experiências de
aprendizagem e pesquisa.
A Unesp tem se esforçado para se inserir neste contexto competitivo que
privilegia a informação. Prova disso são os altos investimentos que se tem feito
em coleções eletrônicas de periódicos científicos e softwares avançados que
facilitam localizar e obter a informação, simultaneamente, por número irrestrito de
usuários, ininterruptamente, de equipamentos alocados em suas diferentes
Bibliotecas.
O exemplo evidente desses esforços é a participação da Unesp no
Consórcio CAPES – Periódicos, e a Biblioteca disponibiliza, ainda, bibliotecários
exclusivos atuando em sistemas de plantão, oferecendo treinamento contínuo.
O material bibliográfico para o ensino e a pesquisa na área de
Humanidades, tem o mesmo valor que um laboratório experimental para a área
de Biomédicas; portanto a Biblioteca universitária é um efetivo e real laboratório
de ensino, estudo e pesquisa

que funciona fulltime, necessitando de

equipamentos exclusivos para acesso às bases de dados, tanto referenciais como
textuais, visando apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Justifica-se, assim, que a Unesp destine recursos visando adquirir
equipamentos compatíveis com os demais mecanismos disponibilizados na
Universidade, mesmo porque o diferencial desta “Biblioteca – Laboratório” é o
acesso rápido e o retorno ágil das informações obtidos pela gestão do
conhecimento, devendo-se considerar que os equipamentos atuais da Rede de
Bibliotecas da Unesp, ainda são aqueles adquiridos através dos programas
INFRAs da FAPESP, no período de 1995 a 1998.

�3 METODOLOGIA

O Programa foi dividido em duas partes:
a) Segurança da Informação
b) Acesso à Informação
♦ Segurança da Informação
Para a primeira parte, houve três etapas:
a) Diagnóstico de quantas e quais bibliotecas necessitavam do Portão
Eletrônico;
b) Estabelecimento de critério para priorizar o cronograma de desembolso;
c) Priorização das Bibliotecas
O critério adotado para estabelecer a prioridade foi o número de
empréstimo anual apresentado por biblioteca em 2001, dado relevante nas rotinas
da biblioteca no que se refere ao fluxo do material. Assim, usou-se o numero de
Empréstimos

Livros/Periódicos,

para

priorizar

as

bibliotecas

a

serem

contempladas.
♦ Acesso à Informação
Na segunda parte do Programa, também, foram necessárias três fases:
a) Diagnóstico:
-

Existência ou não de impressora, para uso exclusivo dos usuários, e
quando não existente, interesse em disponibilizar para tal fim;

-

Número

de

equipamentos

adequados

existentes

nas

bibliotecas,

destinados aos usuários para uso exclusivo de pesquisa em bases de
dados;
-

Número de equipamentos obsoletos e/ou quebrados existentes nas
bibliotecas, destinados aos usuários para uso exclusivo de pesquisa em
bases de dados;

-

Número de pontos de rede lógica existentes na biblioteca para instalar
equipamentos de uso exclusivo para pesquisa em bases de dados;

-

Horário de funcionamento da biblioteca;

-

Número de alunos matriculados na Graduação por Unidade;

�-

Emissão pelo Serviço Técnico de Informática das Unidades, de laudo
técnico sobre as reais condições dos equipamentos.

b)

Adoção de critérios desenvolvidos pelo Ministério da Educação e

Cultura – MEC, para avaliação das Instituições de Ensino Superior – IES.
c)

Priorização das Bibliotecas.

4 RESULTADOS

Destaca-se que para atualizar e adequar os microcomputadores das
Bibliotecas destinados exclusivamente aos usuários para pesquisas em Bases de
Dados, é relevante considerar a velocidade do computador, pois para pesquisas
na Internet, visando o acesso à informação, não há necessidade de
armazenagem de dados, nem instalação de softwares sofisticados.
Para tanto, há necessidade urgente de se substituir os equipamentos
existentes por novos, que se adequem aos softwares e outras tecnologias já
adquiridos

pelas

Bibliotecas.

Isto

contribuirá

com

a

manutenção

e

o

aprimoramento da qualidade do ensino de graduação, uma das prioridades da
atual gestão.
Desta maneira, para otimizar e agilizar o Acesso à Informação estão sendo
solicitados:
-

13 impressoras

-

40 microcomputadores em aquisição/ampliação,

-

189 microcomputadores em substituição.

Assim, o Programa de Acesso à Informação em Bibliotecas, será subdividido em
três partes, a saber:
-

Impressoras

-

Microcomputadores: aquisição/ampliação

-

Microcomputadores: substituição.

Impressoras

�As 19 Bibliotecas componentes da Rede Unesp foram consultadas, por
telefone, para mapear quem possuía impressora dedicada aos alunos, visando a
impressão de levantamentos bibliográficos e/ou textos completos, pesquisados
nas Bases de Dados, e no caso de não possuir se havia interesse. Justifica-se
que a Unesp destine recursos visando adquirir equipamentos compatíveis com os
demais mecanismos disponibilizados na Universidade, mesmo porque o
diferencial desta Biblioteca – Laboratório é o acesso rápido e o retorno ágil das
informações, obtidos pela gestão do conhecimento, devendo-se considerar que os
equipamentos atuais da Rede de Bibliotecas da Unesp, ainda são aqueles
adquiridos através dos programas INFRAs da FAPESP, no período de 1995 a
1998. O procedimento adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o
número de alunos matriculados na graduação.

Microcomputadores: aquisição/ampliação

Procurou-se estabelecer o número ideal de microcomputadores por
Biblioteca. Para isto, foram consideradas as seguintes variáveis:
-

número de alunos matriculados na graduação;

-

total de horas/diárias de funcionamento de cada biblioteca;

-

número de dias de funcionamento da biblioteca, de segunda à sexta = 5 dias;

-

pontos de rede lógica existentes;

-

o índice de 1,7; número de usuários indicado pelo MEC para cada posto de
trabalho, ou seja para cada microcomputador.
O procedimento adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o

número de alunos matriculados na graduação, em ordem decrescente, lembrando
que apenas sete Bibliotecas necessitam de aquisição/ampliação. O procedimento
adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o número de alunos
matriculados na graduação, em ordem decrescente, lembrando que sete
Bibliotecas necessitam de aquisição/ampliação. O percentual de aquisição e
instalação dos equipamentos será feito eqüitativamente entre as 19 Unidades, no
período de 3 anos: 2003-2005, contemplando com aproximadamente 33% do
total, por ano, para cada Unidade

�Microcomputadores: substituição

Foi solicitado, via e-mail e telefone, às 19 Bibliotecas da Rede Unesp, que
requeressem junto ao Serviço Técnico de Informática da Unidade, um laudo
técnico a respeito da situação dos microcomputadores alocados nas Bibliotecas e
destinados ao uso exclusivo dos usuários para pesquisas em Base de Dados.
Ao analisar-se os laudos, detectou-se:
-

que apenas 4,54% dos microcomputadores atendem às atuais necessidades
da Rede, isto é, de 198 microcomputadores, apenas 9 são adequados;

-

os requisitos mínimos de configuração não atendem às necessidades, de
acesso rápido, exigidas pela Rede de Bibliotecas;

-

pouca memória para conexões, via internet;

-

equipamentos obsoletos com tecnologia ultrapassada;

-

equipamentos apresentando defeitos, necessitando de consertos que em
algumas vezes, pelo preço em relação ao novo, não se justifica;

-

equipamentos tecnicamente defasados, não se recomendando o reparo;

-

monitores com imagem inadequada para utilização nas pesquisas;

-

máquinas não compatíveis com a velocidade da Rede.
Nesta modalidade, há um grande número de equipamentos a ser

substituído, devido à desatualização dos mesmos. O critério adotado de
priorização, também, foi por número de alunos em ordem decrescente,
contemplando-se eqüitativamente as 19 Unidade no período de 3 anos: 20032005, com aproximadamente 33% do total por ano, para cada Unidade.

Resumo da priorização e distribuição
A seguir, apresentam-se quadros resumidos, demonstrando o total de
equipamentos a serem adquiridos e distribuídos no período de 2003 – 2005.

�Quadro 1: Demonstrativo de equipamentos a serem adquiridos/ substituídos
- 2003-2005
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

16

Impressoras

13

Microcomputadores:

40

Ampliação/Aquisição
Microcomputadores:

189

Substituição

Quadros 2-4: Demonstrativos de aquisição e distribuição dos equipamentos
no período de 2003-2005
Quadro 2: 2003
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

06

Impressoras

05

Microcomputadores:

17

Aquisição/Ampliação
Microcomputadores:

69

Substituição

Quadro 3: 2004
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

05

Impressoras

04

Microcomputadores:

13

Aquisição/Ampliação
Microcomputador: Substituição

65

Quadro 4: 2005
ITEM

QUANTIDADE

�Portões Eletrônicos
Impressoras
Microcomputadores:
Aquisição/Ampliação
Microcomputador:
Substituição

05
04
10
55

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que a Biblioteca é uma organização crescente, dinâmica,
altamente dependente das inovações tecnológicas que influem e determinam no
consumo e geração de conhecimento na Universidade, é de vital importância a
atualização dos recursos existentes, bem como a inserção de novos, tanto no que
se refere a equipamentos, como a informação. Isto constitui-se em condição sine
qua nom para que a Biblioteca cumpra a sua efetiva missão e aja em benefício da
comunidade a que serve.
Assim, hoje, a inovação se impõe como paradigma necessário para que a
instituição sobreviva e ocupe o seu efetivo lugar na comunidade que a mantém. A
inovação se impõe como pré-requisito para a pesquisa. Se a Universidade é o
"Templo do Saber" e a biblioteca o "Celeiro do Conhecimento", como sobreviver
num mundo de mudanças contínuas e rápidas se não atualiza e adequa a
Biblioteca à realidade das tecnologias?
Cabe, então, a Universidade propiciar condições para que a Biblioteca
cumpra o seu real papel, de fornecer subsídios - informação, para que a
Universidade cumpra o triplé: ensino, pesquisa e serviços de extensão; e possa
continuar a figurar entre as Instituições de excelência como vem ocorrendo até
agora, caso contrário poderá transformar-se em uma organização obsoleta,
sucateada e de baixa qualidade.

SECURITY PROGRAM AND INFORMATION ACCCESS IN LIBRARIES

ABSTRACT
In 1995-1998 Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo FAPESP, through the programs INFRA I-IV, approved projects from

�Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp - CGB and Unesp Libraries
Network that allowed them to acquire new equipaments. In 2002, CGB presented
to Unesp President the Project "Security Program and Access to Information" in
order to enlarge and update the equipaments taking into account the needs of
maintenance, preservation and security of libraries ' holdings. This project was
divided in two parts: Information security and Information Access. For the first part,
a survey was done to know what libraries nedeed eletronic gate, and for the
second part, a diagnosis to know the number of printers, appropriated, unsuitable
and out of use equipaments, logic network points of exclusive use by users to
search in referential and textual data basis. To set up the number of equipaments
by library it was adopted a formula developed by Ministério de Educação e Cultura
- MEC, that is, 1,7 users for each service station. It was recommended one
eletronic gate and one printer for each library too. Then a chronogram of budget
resources application was established for a three year period, from 2003 to 2005,
as well as the criteria for the receiving of equipaments by the libraries. These
criteria were based on the libraries' statistics data relating to 2002 as: number of
students, books, periodicals and loans.
KEY WORDS: Library: equipament. Information: Access. Library: security.

REFERÊNCIAS
COORDENADORIA GERAL DE BIBLIOTECAS. Universidade Estadual Paulista.
Disponível em: &lt;http://www.bibliotecas.unesp.br&gt;. Acesso em 19 de jul. de 2004.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Disponível em: &lt;http://www.unesp.br&gt;.
Acesso em 19 de jul. de 2004.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Relatório de atividades: 2001-2002. Marília: UNESP, 2003. 21 p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Assessoria de Planejamento e
Orçamento. Programa laboratórios didáticos de graduação. São Paulo:
UNESP, s.d. 47p.

∗

Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria msouto@flash.tv.br
∗∗
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria mferraz@reitoria.unesp.br
∗∗∗
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Faculdade de Ciências e Filosofia de Marilia –
Depto. de Ciências de
Informação e
Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria cgb@reitoria.unesp.br
Universidade Estadual Paulista – UNESP Alameda Santos, 647 São Paulo - Brasil

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>As Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP tiveram aprovados pela FAPESP, nos Programas INFRA I a IV, período de 1995-1998, Projetos que possibilitaram às Bibliotecas das Unidades Universitárias dispor de equipamentos de última geração. Em 2002, sentiu-se a necessidade de ampliar e atualizar os equipamentos, visando otimizar a manutenção, preservação e guarda do acervo das Bibliotecas, e melhor atender às necessidades informacionais dos usuários. Para tanto, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas apresentou à Reitoria da Universidade o Projeto “Programa de Segurança e Acesso à Informação em Bibliotecas”, que foi dividido em duas partes: Segurança da Informação e Acesso à Informação. Na primeira parte – Segurança da Informação, fez-se um levantamento de quais Bibliotecas necessitavam do Portão Eletrônico, e na segunda – Acesso à Informação, fez-se um diagnóstico sobre a existência de impressoras, número de equipamentos adequados existentes, equipamentos obsoletos (conforme laudo técnico expedido pelo Serviço Técnico de Informática das Unidades locais), pontos de rede lógica – de uso exclusivo de usuários para pesquisas em base de dados referenciais e textuais.Para se estabelecer o número de equipamentos necessários por Biblioteca, adotou-se a fórmula desenvolvida pelo MEC, ou seja, 1,7 usuários por cada posto de trabalho. Para os portões eletrônicos e impressoras, propôs-se um para cada Biblioteca.Definido o número de cada equipamento necessário, foi preciso estabelecer um cronograma de desembolso de recursos, para um período de três anos, de 2003 a 2005, bem como definir critérios para priorizar a ordem de recebimento dos equipamentos pelas Bibliotecas.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA ESTATISTICA DE USO DE
PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE BIOLOGIA – UNICAMP
Ana Maria Rabetti∗
Ladaslav Sodek∗∗

RESUMO
Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um programa de coleta de dados
para fins estatísticos, servindo de suporte nas tomadas de decisões, com base na
análise da nossa coleção de periódicos.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP, fundada em 1967 é uma
das bibliotecas nacionais de referência na área de Ciências Biológicas, tendo
atualmente um acervo de 737 títulos de periódicos correntes em Biologia e
ciências afins, constituindo, assim, um patrimônio expressivo na área.
O grande volume de assinaturas de periódicos, principalmente estrangeiros
que atende a comunidade exige constantes avaliações, devido ao custo
geralmente elevado das publicações e da escassez de recursos financeiros.
Torna-se evidente a necessidade de estudos frequentes que subsidiem
tomadas de decisões, para garantir a manutenção das coleções.
Tais

decisões relacionadas ao cancelamentos e/ou remanejamentodas

coleções, são tomadas de acordo com a aplicação de critérios adotados com a
participação da comunidade usuária.
Para servir de suporte nas tomadas de decisões , desenvolvemosum
software de coleta de dados sobre o uso de periódicos, no momento da guarda
diária do material consultado e emprestado pela Biblioteca.
A avaliação da coleção de periódicos é feita a cada dois anos, quando a
partir dos dados obtidos, é possível estabelecer-se parâmetros para uma política

�de desenvolvimento de acervo adequada às linhas de pesquisas e, os projetos
desenvolvidos no Instituto de Biologia da UNICAMP.

OBJETIVO

-

Melhorar a distribuição de recursos, possibilitando a atualização e otimização
dos acervos.

-

Manter o desenvolvimento harmonioso das coleções.

-

Padronizar a coleta de dados, possibilitando maior rapidez na totalização dos
dados de: consultas, empréstimos, reprografia e comutação bibliográfica.

-

Reunir dados para avaliar e tomar decisões.

APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE

Este software foi desenvolvido localmente, empregando linguagem
Dbase5 para DOS. A interface do programa é amigável, possibilitando
recuperação rápida das informações desejadas. A forma
gerenciamento

dos

dados

são

seguras,

enquanto

dos registros e o
a

capacidade

de

armazenamento é compatível com o volume de dados a serem inseridos.
Nesse programa, determinamos nossas

necessidades obrigatórias e

criamos operações desejáveis, para atendimento das funções básicas, tais como:
-

facilidade de uso;

-

padronização dos títulos;

-

possibilidade de expansão;

-

flexibilidade e adaptabilidades a mudanças;

-

necessidades/possibilidades de customização local;

-

facilidades para geração de arquivos e relatórios.

�Os registro na tela são definidos de forma detalhada, baseados em menus
fáceis de usar. São empregados comandos breves, oferecendo opções nas suas
descrições, permitindo ajustes de acordo com as necessidades.
•

O Menu inicial do programa é composto pelos seguintes módulos:

Período: 01/01/2004

Consultas: 28310

[ 1 ] Registrar Consultas

[ 2 ] Relatório de Dados

[ 3 ] Modificar Títulos

[ 4 ] Encerrar Período

[ 0 ] Sair

Registro por Título:

*
*

Revistas

*
*

JOURNAL OF AGING STUDIES

Título: Journal of Biological Chemistry

*

JOURNAL OF AGRICULTURALSCIENCE

Número de consultas a somar: 6

*

JOURNAL OF ANATOMY

*

JOURNAL OF ANIMAL ECOLOGY

*

JOURNAL OF APPLIED ECOLOGY

Último registro:432

em: 6/7/2004

Total para esta revista: 438

*

JOURNAL OF BACTERIOLOGY

*

JOURNAL OF BIOGEOGRAPY

*

JOURNAL OF BIOLOGICAL CHEMISTRY

*

JOURNAL OF BIOLOGICAL RHYTHMS

*

JOURNAL OF BIOTECHNOLOGY

*

�&lt;ESC&gt; sair
* Selecionar com &lt;enter&gt;

correr a lista: PGDN – PGUP e setas

A alimentação dos dados é feita diariamente, registrando, para cada título,
o número de vezes que o mesmo foi consultado.
O Programa permite visualizar os dados e a extração da informação poderá
ser apresentada em forma de relatórios/listagens semanais/mensais ou anuais.

MÉTODO ADOTADO

1. Consulta à comunidade:

Cada Departamento, através dos representantes na Comissão de
Biblioteca/IB, recebe uma lista de títulos de periódicos e assinala, em ordem de
importância, os periódicos relativos às linhas de pesquisa desenvolvidas no
Departamento.

2. Estatística de Uso:

São os dados decorrentes da circulação de cada título, durante os últimos
dois anos: empréstimos, consultas, periódicos xerocados e periódicos atendidos
pelo serviço de Comutação Bibliográfica (COMUT e SCAD).

Para aplicação desses critérios, consideramos:

PESO X ESTATÍSTICA DE USO = PONTUAÇÃO
Peso= número de vezes que o título do periódico foi indicado pelos
Departamentos
Estatística de Uso= Somatório da circulação do título do periódico

�Exemplificando: O periódico Journal of Biological Chemistry é do interesse de
seis Departamentos do IB, multiplicado pelo número de estatística de uso na
Biblioteca (946), ou seja,( 6X946=5652 ).

Resultado Final:

1- Os dados são coletados e transportados para uma planilha por título, com o
somatório dos pontos em ordem decrescente da pontuação.
2- Os periódicos não indicados passam por reavaliação nos Departamentos:
2.1. Após essa análise, os títulos que continuam sem indicação são
automaticamente substituídos.
2.2. Os títulos mantidos são colocados no final da listagem e, futuramente
podem ser substituídos por outros.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar das crises orçamentárias crônicas que têm sido enfrentadas pelas
universidades brasileiras, nossa coleção de periódicos tem sido construída dentro
de alto padrão de qualidade e relevância. Por outro lado, o crescimento rápido
dos acessos eletrônicos, obtidos conjuntamente com as assinaturas de periódicos
impressos, faz com que o gestor da informação tenha que adotar metodologias
para avaliar e reajustar constantemente a coleção da Biblioteca.
Várias

propostas

de

avaliação

são

apresentadas

pela

literaturabiblioteconômica, mas o importante é estabelecer critérios, de acordo
com as especificidades das diferentes áreas do conhecimento.
Por meio da coleta de dados estatísticos e
podemos

verificar

o

grau

de

eficiência

do

dos estudos quantitaivos,
acervo,

para

subsidiar

o

estabelecimento de políticas de seleção, aquisição, descarte e encadernação,
como também medir o uso da literatura periódica.

�O desenvolvimento desse software tornou-se uma ferramenta de gestão,
de suma importância, para tomada de decisões, contribuindo para análise de
nossa coleção de periódicos.
Consideramos que priorizar o desenvolvimento adequado da coleção de
periódicos científicos é um fator preponderante para a manutenção da qualidade
e excelência das atividades de pesquisa e de ensino do Instituto de Biologia –
UNICAMP.

REFERÊNCIAS

EVANS, G.E. Developing livrary and information center collection. 2.ed. Littleton:
Libraries Unlimited, 1987. (Library Science test Series)
KRZYZANOWSKI, R.F., FERREIRA, M.C.G. Avaliação de periódicos científicos e
técnicos brasileiros. Ciência da Informação, v.27, n.2, p. 165-175, maio/ago.
1998.
MARCHIORI, P.Z. Ciberteca ou bliblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p.115-124, maio/ago.1997.
MESTRINER, M. A. A. et al. Avaliação de coleções de periódicos. São Paulo:
USP/SIBI, 2002. (Caderno de projeto,8)
NASCIMENTO, M. A.R. , SANTORO, M.I. Consolidação de critérios para
avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias: projeto piloto em
desenvolvimento na UNICAMP. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 17., Belo Horizonte, 1994. Anais...,
Belo Horizonte, 1994.
PORCELLO, A.M.B. et al. Análise da coleção de periódicos adquiridos por
compra para o Sistema de Bibliotecas da UFRGS 1982-1985. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 5., 1987, Porto Alegre.
Anais... Porto Alegre: UFRGS/BC, 1987. V.1, p.9-26.
∗

Bibliotecária e Diretora da Biblioteca do Instituto de Biologia- UNICAMP Caixa Postal 6109, Campinas, SP,
Brasil, CEP 13083-862 rabetti@ unicamp.br
∗∗
Prof.Dr. Departamento de Fisiologia Vegetal do Instituto de Biologia – UNICAMP Caixa Postal 6109,
Campinas, SP, CEP, Brasil, CEP 13083-862 lsodek@unicamp.br

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS: IMPLANTAÇÃO DE UMA NOVA
FERRAMENTA AUTOMATIZADA PARA A COLETA DE DADOS.

Adriana de Almeida Barreiros∗
Ana Claudia Marques da Silva
Débora Ferrazoli Penilha
Edna Tiemi Yokoti Watanabe
Fátima Aparecida Colombo Paletta
Maria Tereza Magalhães Santos

RESUMO
O presente trabalho descreve a avaliação de uso de periódicos da Divisão de
Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas – Universidade de São
Paulo, enfatizando a implantação de uma nova ferramenta automatizada na coleta
de dados, através do código de barras e seu armazenamento em Banco de
Dados desenvolvido em Access. Este sistema facilita o gerenciamento das
coleções de periódicos, possibilitando o estabelecimento de núcleos básicos,
formação e manutenção das coleções adequadas às necessidades dos seus
usuários, bem como a devida aplicação dos recursos financeiros na decisão dos
cancelamentos e renovações de assinaturas , inclusive na duplicação de títulos
no campus.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de periódicos. Estatística de periódicos. Banco
de dados Access. Coleta automatizada de dados.

1 INTRODUÇÃO
É consagrado, na literatura, que para se atingir um bom resultado de
avaliação de periódicos é necessária a aplicação de vários critérios. Entre eles, o
uso é considerado como um fator de grande importância.
A avaliação pelo uso permite obter em termos quantitativos, a freqüência
de utilização da coleção para racionalizar as aquisições, determinando o núcleo
básico, o que reforçará a permanência de determinados títulos e até mesmo a
identificação das possíveis substituições.

�A avaliação de periódicos é uma preocupação constante da Divisão de
Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ) da Universidade
de São Paulo (USP) desde 1983, quando foi instituído o Grupo de
“Racionalização de Periódicos” pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP). Nesta ocasião, foi feito um estudo para identificar núcleos de
coleções de periódicos e a Biblioteca sofreu pequenos cortes de suas assinaturas
para outras unidades da USP.
O fato foi um alerta para a Biblioteca dar continuidade ao estudo de
levantamento quantitativo de uso das publicações periódicas, implementando a
coleta e o armazenamento dos dados.
Pretendendo estudar o uso das coleções de periódicos em âmbito de USP,
o SIBi solicitou que as bibliotecas efetuassem, no período de abril a outubro de
1985, registro quantitativo diário quanto ao uso dos periódicos existentes nas
bibliotecas.
Desde então, o SIBi/USP realizou trabalhos, tais como: definição de
políticas de desenvolvimento de coleções; alavancamento de critérios de
avaliação e identificação de núcleos de coleção de periódicos.
Em 1993, foi criado o grupo de trabalho denominado Meta 7 – “Estudos em
Gerenciamento de Acervos da USP”, composto por várias bibliotecárias do
SIBi/USP, atuantes na área de aquisição. Com ele, houve um substancial
enriquecimento das atividades de avaliação de coleções.

2 JUSTIFICATIVA
A Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas integra
o acervo de duas Unidades: Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Instituto de
Química. Considerada uma biblioteca de grande porte, possui atualmente 3.940
usuários ativos inscritos e mantém 736 títulos de periódicos correntes, sendo 476
títulos adquiridos por compra, 127 permuta e 133 recebidos por doação. A média

�de livros e periódicos recolocados nas estantes é de 576 volumes/dia, o que torna
necessário a otimização dos serviços e qualificação das coleções.
O grande problema enfrentado pela Biblioteca, para a realização do
levantamento de uso, sempre foi a forma de coleta dos dados, bem como o
armazenamento da informação.
No período de 1985 até 2002, a coleta era manual. Para fazer o
armazenamento dos dados criou-se o AVALTIT1 – Base de Dados de Avaliação
de Uso de Periódicos, desenvolvido em DBASE, facilitou a manutenção dos
dados mensais, inserção de novos registros, ordenação de títulos, impressão de
relatórios diversos e exclusão de registros.
Em 2003, com a crescente demanda, o sistema necessitou sofrer
modificações. Desta forma, toda Base de Dados foi migrada para o software
ACCESS e a coleta dos dados passou a ser automatizada por meio de leitura de
código de barras, facilitando a obtenção dos dados estatísticos, otimizando
recursos humanos e melhorando o desenvolvimento na rotina da coleta de dados
estatísticos diários, tornando-os mais confiáveis.

3 OBJETIVOS
A Biblioteca, buscando atender plenamente as expectativas de seus
usuários, sentiu a necessidade de agilizar e obter maior precisão na coleta dos
dados de uso das coleções de periódicos, para otimizar o serviço de avaliação e
propiciar dados para:
a) cancelar e renovar assinaturas;
b) identificar novos títulos para aquisição;
c) completar falhas de coleções realmente importantes;
d) estabelecer núcleos básicos de coleção;
e) auxiliar nos critérios de seleção para aquisição de títulos de
periódicos.

�4 METODOLOGIA
O desenvolvimento da primeira etapa (1985-2002) em DBASE, teve como
objetivo a automação das rotinas dos serviços de avaliação de uso de periódicos.
A coleta era feita manualmente e os dados eram armazenados no
programa AVALTIT1, desenvolvido em DBASE, conforme FIGURA 1 e FIGURA 2,
contendo as seguintes informações:
•

Título (Nome do periódico)

•

Unidade (FCF ou IQ)

•

Aquisição (Compra (C), Permuta (P), Doação (D))

•

Notas (Informações referentes ao título “ Continuação de” ou
“Continua como” outro título)

•

ISSN (Número Internacional Normalizado para Publicações
Seriadas)

•

Periodicidade (Corrente (1), Não Corrente (2), Encerrado (3))

•

Tipo (Periódico (P), Publicação Seriada (PS), Evento (EV),
Referência (R))

•

Idioma (Tabela de Idioma do Banco de Dados Bibliográfico da USP
- DEDALUS

•

Data-início(Data do início da coleção)

•

COLBIB (Data do início e final da coleção na biblioteca)

•

Ano (Período de realização da estatística)

•

Código (Número seqüencial de registro determinado pelo Setor de
Periódico

•

SYSNO (Número de controle do Banco de Dados Bibliográfico da
USP – DEDALUS)

•

AnoAnterior (Total de consulta quando é Continuação de outro
título)

•

Total (Somatória das consultas dos anos anteriores)

A segunda etapa (2003-

) passou a ser desenvolvido no software Access,

com implementação de novos campos e a coleta tornou-se automatizada e o

�sistema sofreu modificações, em função da crescente necessidade e demanda de
geração de relatórios para fins estatísticos.
O Setor de Periódicos da DBDCQ elaborou e desenvolveu um serviço de
migração dos dados coletados, no período de 1985-2003, para o Software
Access. A base permaneceu com o mesmo nome AVALTIT1 com um total de
3.185 títulos incluindo periódicos, eventos, publicação seriada e referência.
A coleta de dados passou a ser

realizada

utilizando uma listagem

alfabética de títulos de periódicos, contendo código de barras, com informações
do título e SYSNO (FIGURA 3).
Os dados coletados são armazenados em um coletor PDT 6100, portátil,
leve e resistente, combinando a praticidade da computação móvel com a
segurança da comunicação em tempo real.
Com a implementação do software Access, novos campos foram criados,
visando atender às necessidade da DBDCQ.(FIGURA 4 e FIGURA 5). São eles:
•

Prioridade – (1 a 4) separa em quatro lotes priorizando os títulos a
serem adquiridos por compra.

•

On-line – Título on-line é a tecnologia utilizada para a produção do
texto eletrônico, proporcionando não só o acesso mais rápido a este
texto, mas também, ampliando as possibilidades de uso da
informação. A tecnologia do hipertexto permite "navegar" pelo
próprio texto e fora dele, acessando links muitas vezes disponíveis
em notas, nomes de autores ou referências bibliográficas.

•

Impacto – Fator de impacto é a média obtida entre o número de
citações a um determinado periódico nos últimos dois anos e o
número de artigos publicados por este periódico também nos últimos
dois anos. Essa metodologia permite o ranqueamento de títulos
dentro de uma mesma área, tornando visível o seu grau de
importância. O Journal of Citation Reports – JCR é a fonte de
credibilidade internacional para obtenção desse dado.

�O aperfeiçoamento desse serviço agilizou a emissão de relatórios para a
biblioteca (FIGURA 6 e FIGURA 7).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O fluxo de usuários que consultam diariamente as dependências da
biblioteca é grande e a quantidade de periódicos consultado in loco, devido
principalmente ao fato de ser um material que não circula para empréstimo, faz
com que funcionários se dediquem em tempo integral na guarda deste tipo de
acervo. Com a estatística automatizada de uso de periódicos, houve agilização na
coleta de dados e, conseqüentemente, o aproveitamento destes funcionários para
outras atividades.
O aperfeiçoamento desse serviço permite tanto a estatística de uso da
coleção de periódicos da DBDCQ, que é a avaliação quantitativa, como a emissão
de relatórios detalhados sobre os periódicos dando subsídios para os
especialistas (docentes) efetuarem a avaliação qualitativa.
É um excelente instrumento para gerenciamento de inventários e
conferências, gerando inúmeros relatórios.
Outro fator importante é o suporte de informações para o Setor de
Aquisição, principalmente fornecendo dados para reuniões envolvendo a
Comissão de Biblioteca, ou SIBi/USP.

ABSTRACTS
The present study describes the evaluation of the use of periodical in the Library
Division and Documentation of Chemistry Assembly – University of São Paulo,
emphasizing the implementing of a new automated tool for data collection, through
a bar code e its storage in a data base developed in Access. This system makes
managing periodical collection easier; which makes possible the establishment of
basic nucleuses, formation and maintenance of the adequate collections to the
necessities of its users, and also the right financial resource application in the
decision of cancellations and signature renovations, also in the duplication of titles
in the campus.

�KEYWORDS: Periodicals evaluation. Statistic of periodicals. Data base Access.
Automated data collection.

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UNIVERSIDADE de SÃO PAULO. Conjunto das Químicas. Divisão de Biblioteca e
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VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet de
Lemos, 1995. 110p.

�SERVIÇO DE BIBL. E DOC. DO
CONJ. DAS QUÍMICAS
CURSOR
Char:
Word:

&lt;-- --&gt;
Field:
← →
Home End Page:
Help:

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS –
- Menu Principal -

UP DOWN
↑
↓
PgUp PgDn
F1

DELETE
Char:
Del
Field:
^Y
Record: ^U

Insert Mode:
Exit/Save
Abort
Memo

Ins
^End
Esc
^Home

IQ

UNIDADE
CODIGO
TITULO
SYSNO
ISSN
PERIODICID
TIPO
IDIOMA
DATAINICIO
AQUISICAO
COLBIB
NOTAS
ANOANTERIO
ANO85A89
ANO90
ANO91
ANO92
ANO93
ANO94
ANO95
ANO96
ANO97
ANO98
ANO99
ANO00
ANO01
ANO02
ANO03
TOTAL

5
ACTA CHEMICA SCANDINAVICA
667719
0001-5393
3
0
INT
1947
C
1947-1999
INCORPORADO AO TITULO JOURNAL OF THE CHEMICAL SOCIETY.
PERKIN TRANSA CTIONS 1 (TEMOS)
0
994
198
162
295
256
148
157
297
177
167
94
75
106
71
14
3211

FIGURA 1 - Planilha do programa de Avaliação de Uso - AVALTIT1 em DBASE com os
respectivos campos.

�SERVIÇO DE BIBL. E DOC. DO
CONJ. DAS QUÍMICAS

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS –
- Menu Principal -

Qual a sua opção? (1-7)
(1) Manutenção de dados

Drive

(2) Inserir novo registro

Arquivo : AVALTIT1.DBF

: C:\DBPLUS\AVALIA\

(3) Ordenação
(4) Impressão de relatórios
(5) Deletar registro
(6) Configuração do sistema
(7) Saída

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS
- Menu de Manutenção -

Entrada de
quantidade de
consultas a
periódicos
Qual o código de
registro do
periódico?

TÍTULO :
UNIDADE:
TIPO
:
IDIOMA :
AQUISIÇÃO :
COLBIB
:
NOTAS
:
QTDADE
:
QTDADE DESTE MÊS :

Drive: C:\DB3\
Arquivo: CPERIODI.DBF

CÓDIGO
:
PERIODICIDADE :
DATA-INÍCIO :

Quantidade Atualizada:
Dados Corrretos? (S/N) ou Edita ? (E)
FIGURA 2 -Planilha de Avaliação de Uso AVALPER em DBASE. Consulta Mensal do ano
corrente

�FIGURA 3 – Listagem alfabética de títulos de periódicos em Access, contendo código de
barras, com informações do título e SYSNO.

FIGURA 4 - Planilha do Programa de Avaliação de Uso AVALTIT1 em Access com os
respectivos campos.

�FIGURA 5 – Planilha de Avaliação de Uso (AVALPER) em Access. Consulta Mensal do
ano corrente

FIGURA 6 – Modelo de relatório de Avaliação de Periódicos (Access) da Faculdade de
Ciências Farmacêuticas, adquiridos por compra correntes, no período de
1985-2003.

�FIGURA 7 – Modelo de relatório de Avaliação de Periódicos (Access). Os títulos mais
consultados do Instituto de Química, no período de 1985-2003.

∗

adribar@bcq.usp.br
ana@bcq.usp.br
debora@bcq.usp.br
ednatyw@bcq.usp.br
fatima@bcq.usp.br
tile@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS - DBDCQ
Av. Prof. Lineu Prestes, 950, 05508-000 São Paulo – SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e
3091-3669 – Fax: (0xx11) 3812-8194 http://www.bcq.usp.br bibcq@bcq.usp.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2004</text>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
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              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Avaliação de uso de periódicos: implantação de uma nova ferramenta automatizada para a coleta de dados. (Pôster)</text>
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                <text>Barreiros, Adriana de Almeida et al.</text>
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                <text>O presente trabalho descreve a avaliação de uso de periódicos da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas – Universidade de São Paulo, enfatizando a implantação de uma nova ferramenta automatizada na coleta de dados, através do código de barras e seu armazenamento em Banco de Dados desenvolvido em Access. Este sistema facilita o gerenciamento das coleções de periódicos, possibilitando o estabelecimento de núcleos básicos, formação e manutenção das coleções adequadas às necessidades dos seus usuários, bem como a devida aplicação dos recursos financeiros na decisão dos cancelamentos e renovações de assinaturas , inclusive na duplicação de títulos no campus.</text>
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                    <text>O SUCESSO DE UMA PARCERIA: dez anos de LIGDOC/ISTEC

Maria Isabel Santoro∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗

RESUMO
Tradicionalmente habituadas a trabalhar com o Programa COMUT desde 1980, as
bibliotecas participantes do ISTEC (Ibero American Science &amp; Technology
Education Consortium) vêm, há dez anos, passando por outra experiência em
nível nacional e internacional, que muito beneficia o usuário final. São
apresentados dados estatísticos das bibliotecas participantes, que contemplam
informações cooperativas do serviço LIGDOC (Interligação para troca eletrônica
de documentos) com o Programa COMUT para comutação bibliográfica nacional e
com a solicitação de artigos para a British Library na área internacional. Destacase, na área nacional, uma grande movimentação de troca de documentos entre as
Bibliotecas da Rede racionalizando o uso dos recursos dos acervos. Na área
internacional as bibliotecas, durante esse período, se beneficiaram de acervos da
América Latina e da América do Norte, sem ônus para o usuário final. Assim o
ISTEC, através dessa iniciativa, vem cumprindo de forma relevante e significativa
para o País, a sua missão maior que é promover a cooperação entre as
instituições participantes facilitando o desenvolvimento das bibliotecas e a
acessibilidade aos documentos e às novas tecnologias da informação.
PALAVRAS CHAVE: LIGDOC. ISTEC. Comutação bibliográfica eletrônica.
Consórcios – bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
A primeira troca de documentos via eletrônica, no Brasil, deu-se em abril de
1994, com a experiência piloto do Projeto de Bibliotecas do ISTEC (IberoAmerican Science and Technology Education Consortium), mas a prática da
comutação bibliográfica remonta à década de 40, quando são projetados os
primeiros catálogos coletivos por iniciativa da Fundação Getúlio Vargas
(MIRANDA, 1985) e com a duplicação de documentos por meio de reprografia na
Universidade de São Paulo. Desse período até 1980, várias iniciativas marcaram

�as ações de profissionais e instituições no País, com destaque para a criação do
IBBD (hoje IBICT) em 1954 e, em especial, a incorporação do termo “comutação
bibliográfica” no vocabulário bibliotecário na segunda metade da década de 70,
originada no Serviço de Comutação da EMBRAPA (STURLINI et al., 1994).
Em 1980, foi criado o Programa COMUT através de Portaria do Ministério
da Educação e instituído junto à CAPES. Com rápida evolução, esse Programa
expandiu-se pelo Brasil e despertou o interesse internacional, mas não se
consolidou enquanto veículo de obtenção de documentos no exterior. Além disso,
em função das diferentes gestões pelas quais passou no âmbito do Governo
Federal e também pela falta de compreensão de muitos profissionais, deixou de
cumprir parte do objetivo a que se propunha, provocando demora no atendimento
dos pedidos e falta de confiança na qualidade do serviço, o que despertou nas
bibliotecas universitárias e especializadas a busca de novas formas de comutação
para complementar o Programa COMUT fora do país e dentro dele. Na verdade
buscou-se maior eficiência e eficácia do serviço, principalmente com o apoio das
tecnologias de informação e comunicação.
Destaca-se o trabalho pioneiro da BIREME que em 1988 implantou o
COMUT on-line no âmbito das Bibliotecas da Rede (ZAHER, 1993) e que não se
firmou como uma nova opção de trabalho no País, principalmente em função da
carência de recursos de tecnologia disponíveis à época e pela falta de visão de
muitos bibliotecários e gestores das instituições de ensino e pesquisa sobre a
importância dessa ação. Essa possibilidade só foi vislumbrada em nível nacional
em 1997, quando o IBICT lança o COMUT on-line, mas ainda somente para
efetuar os pedidos e não para a troca eletrônica de documentos. E, nesse sentido,
mais uma vez a BIREME propicia um meio mais ágil de controle do serviço com a
disseminação do SCAD – Serviço Cooperativo de Acesso ao Documento, testado
pela UNESP (VALÉRIO; SOUTO, 2002).
Nessa década de 90 quando foram introduzidas no Brasil as redes de
comunicação acadêmicas (Bitnet e Internet), novas perspectivas de trabalho

�cooperativo surgem e, dentre elas, destaca-se o trabalho da BAE – Biblioteca da
Área de Engenharia da Unicamp, utilizando-se dos benefícios do ISTEC – Ibero
American Science &amp; Technology Education Consortium, do qual a Unicamp já era
consorciada. A partir dessa possibilidade a BAE iniciou em 1994 um projeto piloto
junto ao “ISTEC Library Linkage Project”, uma das quatro iniciativas do Consórcio.
Esse projeto marcou o início do uso do software Ariel no Brasil (SANTORO et al,
1994), que a partir de 1996 expandiu-se para outras instituições.
Mais recentemente, já no novo milênio, o controle do fluxo de documentos
passa a ser totalmente automatizado através do uso do software CELSIUS,
desenvolvido no âmbito do ISTEC pela Universidad de La Plata (UNPL),
Argentina, e disseminado às instituições consorciadas. Este software, em sua
última versão, permite além do próprio controle de solicitações e atendimento de
pedidos, acesso a mais de 50 (cinqüenta) tipos de estatísticas. Também se criou
um site próprio, no qual o usuário tem acesso personalizado aos seus pedidos
para acompanhar todos as etapas das suas solicitações até o recebimento de
documentos. O CELSIUS foi aceito como padrão para controle deste serviço e já
se encontra instalado em mais de 15 (quinze) Bibliotecas do ISTEC, em diferentes
paises.

2 ISTEC
O Ibero-American Science and Technology Education Consortium – ISTEC
é uma organização, sem fins lucrativos, composta de instituições acadêmicas e de
pesquisa, de indústrias e de organizações multilaterais das Américas e da
Península Ibérica. Criado em 1990, conta com quatro grandes iniciativas em
andamento1:
•

Iniciativa de Laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento que fornece
acesso para educadores e pesquisadores a tecnologias de última geração

1

ISTEC e suas iniciativas. [Folder informativo do ISTEC, 2004].

�utilizadas no ensino de conceitos avançados e na experimentação com
novas técnicas;
•

Iniciativa de Educação Avançada que vem formando recursos humanos
competitivos e efetivos através de capacitação e conhecimento local,
educação a distância e programas não tradicionais de intercâmbio;

•

Iniciativa Los Libertadores que está desenvolvendo e implementando um
modelo de negócios e de Tecnologias de Informação e de Comunicação
comumente chamado de Portal. Trata-se de um programa ambicioso que
procura fornecer uma extensa conectividade em banda larga e outros
serviços através da região com o apoio dos membros que se encontram
distribuídos ao longo das Américas;

•

Iniciativa de Enlace de Bibliotecas Digitais (DLL) que desenvolve e
apóia projetos de Informação Digital, Administração do Conhecimento e
Bibliotecas Digitais.
Entre outras atividades o DLL tem um serviço básico de Entrega Rápida de

Documentos Eletrônicos, que atualmente trabalha com mais de 50 membros
participando de quatro redes regionais consolidadas de Bibliotecas Digitais:
LIGDOC – Brasil; PREBI – Argentina, REDIBIMEX – México, e Red de Bibliotecas
Digitais Colombianas – Colômbia.
Conforme citado, o Serviço LIGDOC – Brasil teve início em 1994,
quando a Unicamp integrou o LIBRARY LINKAGES PROJECT, que segundo
Santoro e Llull (1996) “a experiência entre a UNM e a UNICAMP foi a mais bem
sucedida e vem servindo de modelo para a implementação desse serviço em
outras bibliotecas integrantes do ISTEC”.

2.1 A FORMAÇÃO DA REDE LIGDOC NO BRASIL
Com a participação da Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) da
UNICAMP, no Projeto Piloto de Bibliotecas do ISTEC e, com a divulgação feita

�pela UNICAMP, as Bibliotecas da área de engenharia passaram a acompanhar a
evolução desse Serviço e foram se interessando assim que perceberam as
vantagens advindas desse Consórcio.
Foi assim que a USP-EP, a USP-EESC e a PUC-RS em 1996 se
integraram ao referido Programa. Conforme as adesões de novas instituições ao
Consórcio se consolidavam, as bibliotecas eram convidadas a participarem desse
Serviço. O Quadro 1 especifica a seqüência de Bibliotecas que se integraram e
passaram a formar a Rede LIGDOC.

Quadro 1: Bibliotecas universitárias integrantes da Rede LIGDOC
INSTITUIÇÕES
UNICAMP - BAE
UFSC
USP - EP
USP - EESC
PUCRS
UNCAMP - FCM
CTA - ITA
UNESP - FEG
UNESP - FEIS
IME
UNISUL
UFPE
UFRJ
UFU - SM
UFU - UMUARAMA
INPE
PUC - RJ
UnB
UFES

ANO DE INÍCIO
1994
1996
1996
1996
1996
1998
1998
1998
1998
1999
1999
1999
1999
1999
2000
2000
2001
2001
2002

�3 DEZ ANOS DE LIGDOC: EVOLUÇÃO QUANTITATIVA
O trabalho feito pelas Bibliotecas no ISTEC tem registrado importante
evolução em toda a Ibero América. O caso do Brasil se destaca pelo pioneirismo
no uso do serviço, que foi totalmente absorvido pela comunidade de usuários, em
especial pelos alunos de pós-graduação e pelo fato de ter servido de modelo,
dentro do próprio Consórcio. E, ao completar dez anos, os números demonstram
não só a importância desse Serviço, como também as vantagens econômicas
usufruídas pelos usuários das instituições que aderiram ao Consórcio, uma vez
que essa comutação é oferecida gratuitamente para a comunidade acadêmica,
pelo compromisso da reciprocidade que rege os princípios do ISTEC.

3.1 LIGDOC x COMUT
A seguir são apresentados alguns dados sobre o desempenho do LIGDOC
no Brasil, melhor visualizados em quadros:

Quadro 2: Solicitação nacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

48.522

COMUT

43.506

Total

92.028

A análise comparativa dos dados entre a solicitação de documentos pelo
LIGDOC e pelo COMUT, demonstram que de um total de 92.028 pedidos, mais da
metade dessas solicitações (48.522) são resolvidas com o próprio acervo das
Bibliotecas do ISTEC. Isso significa que as coleções são de muito boa qualidade e
que faz grande sentido trabalhar com este Serviço.

�Quadro 3: Atendimento Nacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

50.406

COMUT

97.806

Total

148.212

Quanto aos atendimentos, 1/3 (um terço) deles são supridos pelo acervo
das Bibliotecas do ISTEC e os outros 2/3 (dois terços) são fornecidos para todas
as bibliotecas do COMUT (aproximadamente 1.200). Mais uma vez se comprova a
qualidade do acervo.
Deve-se também levar em consideração que no Serviço LIGDOC as
principais áreas de conhecimento são as engenharias, seguida das tecnológicas e
informática. Enquanto que o Programa COMUT trabalha com todas as áreas do
conhecimento.

3.2. LIGDOC X BRITISH
Da mesma forma, são apresentados os dados que comprovam o
desempenho do LIGDOC na área internacional. Cita-se como comparação o
serviço oferecido pela British Library.

Quadro 4: Solicitação internacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

14.978

-

78%

British

3.281

-

22%

Total

18.259 - 100%

�No âmbito internacional, do total de 18.259 solicitações necessárias para
atender os usuários, 78% são supridos pelas bibliotecas dos demais paises de
abrangência do ISTEC (com destaque para a qualidade da coleção das
Bibliotecas da University of New México – USA). Os 22% restantes são
complementados pela British Library.
Quanto ao atendimento, raramente as bibliotecas brasileiras o fazem a
British, mas no caso do ISTEC, ele é prestado normalmente, apesar de ser ainda
reduzido em relação às solicitações. Nestes dez anos as bibliotecas atenderam
3.803 pedidos do exterior, principalmente da Universidad de La Plata (Argentina) e
Universidad de Los Andes (Colombia).

Quadro 5: Atendimento internacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

3.803

British
Total

-

100%

----3.803

-

100%

3.3 IMPACTOS E BENEFÍCIOS DO SERVIÇO NO BRASIL
Com dez anos do Serviço LIGDOC é possível analisar quais foram os
principais impactos e benefícios que essa iniciativa do Consórcio causou:
1) o primeiro impacto foi o uso dessa nova tecnologia, que permitiu a
introdução do software Ariel no Brasil, com os seguintes benefícios:uso de
novo recurso no paísfacilidade para troca de documentos;disseminação do
uso deste recurso para bibliotecas.o segundo impacto foi a adoção desse
software para o serviço de comutação bibliográfica eletrônica, oferecendo
uma grande melhora no serviço de referência, com os seguintes benefícios:
•

rapidez no acesso ao documento;

�•

melhoria na qualidade da cópia fornecida;

•

confiabilidade no serviço.

2) o terceiro impacto do Serviço LIGDOC foi apresentar uma nova opção de
busca de documentos no exterior, considerando a abrangência do
Consórcio, ampliando assim, o acesso ao documento fora do Brasil. Foram
sentidos os seguintes benefícios:
•

disponibilidade de acesso a novos acervos fora do Brasil;

•

qualidade das coleções das bibliotecas consorciadas.

3) o quarto impacto foi a cooperação, através do uso compartilhado da
informação e dos documentos. Benefícios:
•

ampliação do uso das coleções do próprio país;

•

ampliação troca de documentos entre diferentes paises;

•

maior disseminação de serviços integrados, com estímulo para: a)
avaliação de coleções; b) implementação de aquisição planificada; c)
formação de novas parcerias, e d) criação de redes de informação.

4) o quinto impacto foi a economia para o usuário final, pois este serviço era
oferecido gratuitamente para a comunidade pertencente as instituiçõesmembro do Consórcio. Assim, foram obtidos os seguintes benefícios:
•

compromisso institucional no compartilhamento de coleções;

•

racionalização de recursos aplicados;lucro institucional frente ao custo
benefício do consórcio.

5) o sexto impacto foi o crescimento do Consórcio com a adesão de novas
instituições, motivadas pelo sucesso do Serviço LIGDOC. Assim o ISTEC
se beneficiou da:
•

geração de novos recursos para o consórcio

•

inclusão de outras coleções relevantes para o serviço

•

racionalização do uso das coleções dentro e fora do país.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Durante toda a implantação da Rede LIGDOC foi dada ênfase na qestão da
importância e do valor das ações cooperativas. A Iniciativa hoje denominada
LIBLINK, exerce um papel fundamental no ISTEC, pois além de atender a
adequação aos objetivos e à missão do Consórcio, a Rede de Bibliotecas veio
viabilizar a questão das ações cuja finalidade é exercer a reciprocidade entre os
membros. As Bibliotecas colocam em funcionamento o fluxo de “mão dupla”
quando solicitam documentos não existentes em suas coleções e quando
fornecem cópias de documentos que integram seu acervo. O papel ora de
solicitante, ora de fornecedor garante esse fluxo no qual se observa claramente
um

movimento

onde

nenhuma

instituição

pode

se

sentir

prejudicada

financeiramente. Mesmo quando esse fluxo de atendimento onera muito mais as
Bibliotecas com as melhores coleções, como por exemplo, as das universidades
estaduais paulistas. Neste caso essas instituições se valem de solicitações de
documentos não existentes no País, isto é, compra de artigos no exterior, cujo
preço médio é de U$ 17.00. Portanto, apesar destas Bibliotecas solicitarem
documentos em menor quantidade (em relação ao seu atendimento) eles são
muito caros e, essas Bibliotecas têm sido atendidas gratuitamente também.
A Direção destas Bibliotecas, ao longo destes anos, absorveu a
compreensão exata desse processo de reciprocidade e os benefícios institucionais
advindos da participação do Consórcio. Mas são os bibliotecários de referência
que têm a melhor percepção desse compartilhamento ao oferecerem o Serviço
LIGDOC como a primeira opção ao usuário final, de forma gratuita. Portanto, no
exercício de agente colaborador e participante ativo, como membro do Consórcio
ISTEC, o bibliotecário vem conquistando, perante a comunidade acadêmica, o
reconhecimento desse importante papel.
Assim, evidencia-se claramente o custo-benefício da efetiva participação
das Bibliotecas do ISTEC na Rede LIGDOC, tanto do ponto de vista da qualidade
do atendimento (rapidez e custo), quanto da melhoria da qualificação profissional
dos bibliotecários, ao desfrutarem das possibilidades oferecidas pelo uso das
tecnologias de informação e pelo exercício contínuo do aprendizado coletivo.

�KEYWORDS: LIGDOC. ISTEC. Eletronic interlibrary loan. University libraries –
consortium.

REFERÊNCIAS

MERCADANTE, L.M.Z. Universidade, biblioteca e prestação de serviços: a
realidade brasileira. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 6., Belém, 1989. Anais... Belém, 1989. p.58-73.
MIRANDA, A. Perspectivas do Programa de Comutação Bibliográfica – COMUT.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 4., Campinas,
1985. Anais... Campinas, Editora da Unicamp, 1985. p.57.
SANTORO, M.I, LLULL, H. O ISTEC e a Internet acelerando a cooperação na
Ibero-america. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
9., Curitiba, 1996. Anais...Curitiba, Biblioteca Central da PUC-Paraná, 1996.
SANTORO, M.I., MOURA, S.M., PEREIRA, J.D.S. Comutação bibliográfica
eletrônica: o custo-benefício do Serviço LIGDOC (ISTEC). In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Fortaleza, 1998. Anais...
Fortaleza, Biblioteca Central da UFCe, 1998.
STURLINI, R.M.G. et al. Intercâmbio bibliográfico no Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP: propostas de implementação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., Campinas, 1984. Anais... Campinas,
Biblioteca Central da Unicamp, 1994. p.125-134.
VALÉRIO, D.S., SOUTO, M.C.M. Avaliação do serviço de comutação bibliográfica
através do software SCADUNESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife, 2002. Anais... Recife, Biblioteca Central, 2002.
ZAHER, C.R. et al. O desenvolvimento da informação em saúde na América
Latina e Caribe e perspectivas futuras. Ciência da Informação, v.22, n.3, p.193200, 1993.

�∗

Universidade Cruzeiro do Sul. Biblioteca Central. Av. Ussiel Cirilo, 225. 08060.070 – São Paulo –
SP, Brasil. ISTEC-Brasil bel.santoro@terra.com.br, isabel.santoro@unicsul.br
∗∗
Universidade de São Paulo. Escola de Engenharia de São Carlos. Av. Trabalhador SãoCarlense, 400 13566.590 – São Carlos, SP coletta@sc.usp.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Tradicionalmente habituadas a trabalhar com o Programa COMUT desde 1980, as bibliotecas participantes do ISTEC (Ibero American Science &amp; Technology Education Consortium) vêm, há dez anos, passando por outra experiência em nível nacional e internacional, que muito beneficia o usuário final. São apresentados dados estatísticos das bibliotecas participantes, que contemplam informações cooperativas do serviço LIGDOC (Interligação para troca eletrônica de documentos) com o Programa COMUT para comutação bibliográfica nacional e com a solicitação de artigos para a British Library na área internacional. Destaca-se, na área nacional, uma grande movimentação de troca de documentos entre as Bibliotecas da Rede racionalizando o uso dos recursos dos acervos. Na área internacional as bibliotecas, durante esse período, se beneficiaram de acervos da América Latina e da América do Norte, sem ônus para o usuário final. Assim o ISTEC, através dessa iniciativa, vem cumprindo de forma relevante e significativa para o País, a sua missão maior que é promover a cooperação entre as instituições participantes facilitando o desenvolvimento das bibliotecas e a acessibilidade aos documentos e às novas tecnologias da informação.</text>
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                    <text>INTEROPERABILIDADE ENTRE FONTES DE INFORMAÇÃO:
A BIBLIOTECA DO INSTITUTO FERNANDES FIGUEIRA
Viviane Santos de Oliveira∗
Carlos Henrique Marcondes∗∗

RESUMO
Vários fatos históricos dentre eles a Revolução científica e o advento da imprensa
proporcionaram a difusão da informação. O conhecimento que anteriormente era
universal passou a ser fragmentado. Várias são as bases de dados que temos
disponíveis na área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem
novas formas de se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de
articulação entre os diversos setores e campos causa duplicidade de estudos,
redundância e morosidade no desenvolvimento do setor, dificultando, também,
sua identificação, acesso, e tornando o trabalho do pesquisador/profissional mais
árduo. Dentro deste contexto este projeto objetiva investigar as alternativas de
interoperabilidade entre as bases de dados
Medline, Lilacs e Acervos
Online/FIOCRUZ de modo a permitir que um usuário possa consultá-las como se
fossem uma única base.
PALAVRAS-CHAVE: Interoperabilidade. Cooperação. Sistemas de Informação.
Articulação. Bases de Dados. Biblioteca. Interface.

INTRODUÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA

O campo saúde no Brasil perpassa várias dificuldades, e destaca-se neste
trabalho a barreira informacional.
desencadeou

uma

grande

O fenômeno da explosão informacional

quantidade

de

informações

produzidas

e

disponibilizadas em diferentes formatos na Internet, dificultando sua identificação
e acesso, e tornando o trabalho do pesquisador mais árduo.

Na chamada

“Sociedade da Informação”1, seu valor está diretamente ligado com seu potencial
de orientar, com eficiência e eficácia a realização desta atividade. Para que este
1

Sociedade da informação: ”uma nova era em que a informação flui a velocidades e em quantidades há
apenas poucos anos inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais.” BRASIL., 2000.
p. 3)

�potencial seja concretizado, a informação relevante para um dado problema
precisa ser identificada em tempo viável.
Diversas estratégias têm sido criadas para tentar minimizar as dificuldades
geradas pela explosão informacional trazida pela Internet, dentre elas temos os
mecanismos de buscas gerais (Google, Yahoo, Infoseek, Miner, e outros). As
deficiências destes mecanismos já são bem conhecidas (SHNEIDERMAN, 1994),
e pode-se destacar a baixa qualidade da indexação, (feitas por programas robô),
o que gera alta revocação (grande quantidade de informação recuperada), porém
baixa precisão (pouca informação relevante).
A área da saúde, como todas as áreas do conhecimento, enfrenta estes
problemas que acarretam dificuldades e morosidade no acesso à informação
relevante para os profissionais da assistência. Na área da Saúde da Mulher e da
Criança existem diversas fontes de informações, porém disponibilizadas de forma
fragmentada sem articulação entre as mesmas. Atualmente os profissionais da
área quando desejam obter informações sobre o assunto precisam conhecer as
URL’s (Uniform Resource Locate) das bases de dados relevantes sobre o tema e
então percorrer as bases de dados uma a uma.
O Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fundação
Oswaldo Cruz que realiza pesquisa, ensino e assistência – principalmente no
nível terciário – no âmbito da saúde da criança e da mulher, sendo referência em
tratamento de diversas doenças de alta complexidade, possui uma biblioteca cujo
acervo (periódicos, livros e teses) é referência nacional na área da Saúde da a
Criança, do Adolescente da Mulher. O acervo de livros e teses é gerenciado pelo
sistema de gerenciamento de bibliotecas Aleph, da empresa Ex-Libris.

Este

sistema está entre os mais avançados sistemas de gerenciamento de bibliotecas
comercializados no mundo, e incorpora padrões como MARC2 e Z39.503. Este
acervo, como os das demais bibliotecas integrantes do Centro de Informações
Científicas e Tecnológicas (CICT) da FIOCRUZ, pode ser recuperado através do
link Acervos On-line disponibilizado através do site da FIOCRUZ (www.fiocruz.br).
O acervo de periódicos tem cerca de 88 % de seus artigos indexados nas bases
2

Padrão para intercâmbio de informações legível por computador. &lt;http://www.loc.gov/marc/&gt;

�de dados MEDLINE e LILACS. Estas três bases se configuram como as mais
consultadas entre os profissionais e pesquisadores que atuam no IFF.
A MEDLINE é uma base de dados da literatura internacional na área
médica e biomédica, produzida pela US National Library of Medicine desde 1966.
Esta base indexa cerca de 4.700 revistas científicas de 70 paises sendo 24
brasileiras (CASTRO , 2004).
A LILACS é uma base de dados da Literatura Latino Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde. Esta base é coordenada pela BIREME (Centro
Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), promovido
pela Organização Mundial da Saúde e Organização Panamericana da Saúde
(OMS/OPAS) desde 1982. Ela indexa cerca de 650 revistas, de 18 países sendo
254 brasileiras. Inclui, em seu acervo, além de artigos de revistas, livros, capítulos
de livros, trabalhos apresentados em eventos científicos, relatórios, teses,
projetos, etc.
A Base de Dados Biblioteca Cochrane, apesar de não representar o acervo
disponível fisicamente na Biblioteca do IFF, disponibiliza informações relevantes
para o público em questão, por ser uma coleção de fontes de informação
atualizada (trimestralmente) sobre medicina baseada em evidências, incluindo
várias bases de dados como: a Base de Dados Cochrane de Revisões
Sistemáticas, Base de Dados de Resumos de Revisões de Efetividade, Registro
Cochrane Central de Ensayos Controlados, Base de Dados Cochrane de
Revisões da Metodologia, Base de Dados da Metodologia Cochrane de Revisão,
Base de Dados de Avaliação Econômica do NHS, Base de Dados de Avaliação
Tecnológica em Saúde, e Inclui também, um handbook com indicação de artigos
e livros sobre a ciência de revisão e de avaliação crítica, e um glossário de termos
metodológicos
Estes recursos Web – o Sistema Acervos Online Fiocruz, as bases de
dados MEDLINE e LILACS, e a Biblioteca Cochrane - são heterogêneos, não
integrados,

3

desenvolvidos

e

mantidos

de

forma

independente.

Padrão para consulta à catálogos eletrônicos de bibliotecas. &lt;http://www.loc.gov/z3950&gt;

Quando

�necessitam consultar estas bases, os usuários precisam percorre-las uma a uma,
para verem retornadas as informações procuradas.
A BIREME através de um convênio com a National Library of Medicine
recebe em seu servidor a base de dados MEDLINE e através de uma ferramenta
chamada Meta IA possibilita a busca na base MEDLINE e LILACS através de uma
única interface. Este nível de articulação será analisado posteriormente através
da pesquisa dos descritores e da estrutura destas bases.
Apesar da possibilidade de pesquisar as bases Medline e Lilacs
simultaneamente, o usuário ainda precisa pesquisar, em separado, a base
Acervos online Fiocruz para poder consultar o acervo de livros do IFF. Para esta
busca é necessário abrir nova página WEB e dar entrada nas palavras chaves
mais uma vez, provocando retrabalho. Este problema pode se agravar caso haja
a necessidade de pesquisar ainda em outras bases, ou na

incorporação de

outros recursos informacionais, novas bases de dados ou bibliotecas digitais. A
solução para este retrabalho seria a possibilidade de, através de uma única
interface, poderem ser pesquisadas bases de dados diferentes, heterogêneas
retornando resultados consolidados. Esta “capacidade de operar em conjunto” é
conhecida na literatura como interoperabilidade4. Este problema tem múltiplas
dimensões: tecnológica, semântica, política, entre outras. (MILLER , 2004).

JUSTIFICATIVAS
Existe uma grande relação entre desenvolvimento econômico e social e o
estágio de desenvolvimento da ciência e tecnologia de um país. À ciência e
tecnologia está reservado um papel fundamental na luta pelo desenvolvimento
social do Brasil. Informação é o insumo fundamental para o desenvolvimento da
ciência.
Reconhecendo a importância da informação e da tecnologia, a Fiocruz tem
como Missão:

4

CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER (2004).

�Gerar, absorver e difundir conhecimentos científicos e
tecnológicos em saúde pelo desenvolvimento integrado em
atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, ensino,
produção de bens e insumos, de prestação de serviços de
referência e assistência, informação e comunicação em C&amp;T em
Saúde, com a finalidade de atender as demandas do Ministério
da Saúde através do apoio estratégico ao Sistema único de
Saúde (SUS) e a melhoria da qualidade de vida da sociedade
como um todo (FIOCRUZ , 2001) (grifo meu).

Analisando a missão da FIOCRUZ percebe-se como foco principal atender
as demandas dos profissionais da área da saúde, através do gerenciamento da
informação e promoção do conhecimento científico e tecnológico. Os estudos
científicos na área da saúde têm crescido consideravelmente. A cada dia, novas
descobertas são publicadas. Doenças, anteriormente incuráveis, aparecem com
novos tratamentos que possibilitam a sua cura.
No Instituto Fernandes Figueira é comum o profissional (médico,
enfermeiro...), antes de definir um diagnóstico, encaminhar um tratamento ou
fazer uma cirurgia, buscar a biblioteca do Hospital do IFF para fazer um
levantamento do assunto em questão. Esta procura se deve, principalmente, pela
qualidade do acervo disponível na biblioteca que se configura como referência
Nacional para os estudos da área da Saúde da Criança, do Adolescente e da
Mulher. Analisando também os profissionais desta área e suas dificuldades de
acesso integrado à informação, percebe-se uma grande demanda para atuação
desta instituição.
Como a biblioteca do IFF está inserida em um contexto específico, a rotina
de um hospital, e tem como público-alvo, os profissionais que ali trabalham,
percebe-se a importância de se disponibilizar informações consolidadas,
ampliadas, que cooperem com a tomada de decisão deste público.
Analisando os Sistemas de informações em saúde percebe-se as
dificuldades do profissional em encontrar informações relevantes devido a sua
falta de articulação. A Dra. Rosany Boechner (2003) destaca que estes sistemas
de informações foram criados isoladamente com objetivos distintos buscando
responder um conjunto de problemas isolados.

�Na criação destes sistemas percebe-se a dificuldade de se ver a saúde
como um todo e o sistema de informação como parte desse todo, como um
subsistema deste grande sistema que é o Sistema Único de Saúde. Com uma
visão holística se criariam sistemas de informação que além de responder aos
objetivos específicos também se articularia com outros sistemas, constituindo um
sistema geral que respondesse às suas demandas.
No setor saúde é urgente a necessidade do conhecimento interdisciplinar.
A saúde antes única foi se fragmentando e se especificando de tal forma que se
perdeu a noção do corpo como um todo, uma unidade. E a informação em saúde
demonstra esta divisão. Várias são as bases de dados que temos disponíveis na
área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem novas formas de
se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de articulação entre os
diversos setores e campos causa duplicidade de estudos, redundância e
conseqüentemente, morosidade no desenvolvimento do setor.

É de suma

importância que os profissionais de saúde possam adquirir conhecimentos
através de um mecanismo eficiente e eficaz.
LATOUR(2000) nos demonstra como pode ser revelador (e amplificador) a
superposição de informações. Com um gráfico, desenvolvido pelo fisiologista
Marey a partir da superposição de um mapa da Rússia, a medida das
temperaturas durante a guerra, o percurso da Grande Armée, a data de seus
deslocamentos e o número de soldados sobreviventes em cada bivaque,
compreende-se, com clareza, a influência direta do clima nos resultados da
guerra. Quanto a este gráfico ele diz que:
Informações diferentes, procedentes de instrumentos separados,
podem unificar-se numa só visão, porque suas inscrições
possuem todas a mesma coerência ótica. Sem a superposição
das inscrições móveis e fiéis, seria impossível apreender as
relações entre os lugares, as datas, as temperaturas, os
movimentos estratégicos e as vítimas do general Inverno. Neste
“lugar-comum” oferecido pela roteirização do gráfico, cada dado
se liga, por um lado, a seu próprio mundo de fenômenos, e, por
outro lado, a todos aqueles com os quais se torna compatível. p.
30

�Atualmente, o volume de informações disponível é maior do que a
capacidade de uma biblioteca em adquirir, processar e armazenar estas
informações fisicamente.

A tendência é a biblioteca disponibilizar para seus

usuários além do que está fisicamente em seu acervo, as informações que estão
distribuídas em outros acervos e bases. LANCASTER (1994, p. 9) afirma que as
novas tecnologias mudaram a “filosofia da biblioteca”. O novo papel da biblioteca
não é controlar tudo que o usuário necessita, e sim “fornecer acesso aos
recursos, em quaisquer formas que eles se apresentam...”. Segundo LATOUR
“uma biblioteca considerada como um laboratório não pode, é evidente,
permanecer isolada, como se ela acumulasse, de modo maníaco, erudito e culto,
milhões de signos. Ela serve antes de estação de triagem...”(LATOUR,2000, p.
37)

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Este projeto objetiva investigar as alternativas conceituais, técnicas, de
padronização e metodológicas, de buscar a interoperabilidade entre as bases de
dados Medline, Lilacs, Acervos Online/Fiocruz e Biblioteca Cochrane de modo a
permitir que um usuário possa consultá-las como se fossem uma única base.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Construir o estado da arte no conceito de interoperabilidade.

•

Comparar a estrutura das Bases de Dados Medline, Lilacs, Acervos online
e Biblioteca Cochrane.

•

Analisar a dimensão da representação temática nas Bases de Dados
Medline, Lilacs, Acervos online e Biblioteca Cochrane.

•

Análise das alternativas de interoperabilidade entre as Bases supra
citadas.

�QUADRO CONCEITUAL

Interoperável - “Capaz de operar em conjunto”.5 - é um adjetivo cuja
utilização vem se expandindo. Segundo MILLER (2004) seu conceito é cada vez
mais utilizado na gestão da informação. De forma provisória, para início desta
investigação, utilizaremos o conceito que define interoperabilidade como “a
capacidade de um sistema ou produto trabalhar com outro sistema ou produto
sem requerer esforço especial por parte do cliente”6. Segundo ARMS(2002) “O
objetivo da interoperabilidade é desenvolver serviços coerentes para os usuários,
a partir de recursos informacionais que são tecnicamente diferentes e
gerenciados por diferentes organizações. Isto requer acordos de cooperação em
três níveis: técnico, de conteúdo e organizacional".

ÁREAS DO CONHECIMENTO

Este trabalho se encontra na interseção entre as áreas da Ciência da
Informação e Ciência da Computação, por estar investigando as condições
conceituais, técnicas, de padronização e metodológicas, que permitam aos
profissionais e pesquisadores do IFF consultar as três diferentes bases de dados
disponíveis na instituição de forma integrada, como se fosse uma só base. Nestas
duas áreas do conhecimento estaremos abordando os aspectos teóricometodológicos para a interoperabilidade de sistemas de informações.

Área Núcleo - Ciência Da Informação

Um dos aspectos fundamentais para a interoperabilidade de informações é
a organização do conhecimento e representação da informação. Para que duas
pessoas, duas bases de dados ou até duas instituições possam trocar
informações de forma eficaz é necessário o entendimento dos códigos utilizados
por ambos e que eles tenham o mesmo entendimento quanto ao significado
5
6

CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER, 2004.
CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER, 2004.

�destes códigos. Para isto é necessária a implementação de padrões e normas
que possibilitem o entendimento entre eles, rompendo barreiras trazidas pela
hiperespecialização e pela fragmentação da informação. Organizar sim, mas sem
fragmentar. Classificar, mas sem perder a visão do todo. Dentro da área da
saúde da criança, do adolescente e da mulher existem outras sub-áreas que a
compõem e que precisam ser resgatas como um conhecimento unitário. Para
que o tratamento das doenças desta área não reflita esta divisão.
Identificar e representar as características comuns às diferentes Bases de
Dados, possibilitando que elas possam ser consultadas simultaneamente. A
ciência da Computação oferece um formalismo para representação de
conhecimento, as ontologias7.
Nesta dissertação, a apropriação do conceito de interoperabilidade pela
Ciência da Informação está diretamente ligada com o seu conceito utilizado na
Ciência da computação.

Área da Ciência da Computação

Para se unir informações das diversas fontes na Web é necessário um
olhar tecnológico. Atualmente, existem vários recursos que possibilitam, mesmo
com algumas limitações, a interoperabilidade entre as informações. Neste projeto
o olhar tecnológico será utilizado como instrumento que possibilite a
interoperabilidade informacional.

A busca da interoperabilidade é um objetivo

perseguido com afinco na área da ciência da computação, principalmente depois
da criação da WEB, que se configura como um ambiente informacional global, de
múltiplas utilizações, que vai desde ensino e cultura a entretenimento e comércio
eletrônico. A própria Web é um exemplo de interoperabilidade, embora em uma
escala limitada: o protocolo http permite a qualquer usuário navegar por páginas
disponibilizadas em computadores os mais diferentes, com os mais diversos
sistemas operacionais, criando um ambiente interoperável.
7

Um organismo

O termo ontologia tem origem no grego “ontos”, ser, e “logos”, palavra. Na Organização
do conhecimento é definido por Sowa (1999) como “catálogo de tipos de coisas”. SOWA
apud ALMEIDA (2003).

�internacional, o W3C8, se encarrega de propor padrões de TI que tomem a Web
cada vez mais interoperável. Mais especificamente, a ciência da computação
juntamente com a ciência da informação criou padrões, já estabelecidos, de
interoperabilidade entre bibliotecas como o MARC, o Z.39.50 e o OAI, descritos
posteriormente.

Área da Saúde

As fontes de informações que serão estudadas são as da área da saúde,
mais especificamente as fontes que obtenham informações relevantes para os
profissionais e pesquisadores do IFF/Fiocruz: as bases de dados MEDLINE,
LILACS, ACERVOS ONLINE/FIOCRUZ e Biblioteca Cochrane.

INTEROPERABILIDADE

“Trabalhar em conjunto” faz parte do trabalho diário da maioria das
bibliotecas . Cooperação e compartilhamento de recursos foram fundamentais
iniciativas para que as bibliotecas pudessem fazer frente à explosão
informacional. Para viabilizar a cooperação e o compartilhamento de informações,
padrões e metodologias foram desenvolvidas, como o Marc e o Z39.50.

A Cooperação/Interação: Breve Histórico

As limitações dos sistemas de informações desde muito tempo fizeram com
que as bibliotecas buscassem formas criativas de cooperação. Várias foram
estas iniciativas entre bibliotecas (SUAIDEN, 1976, p.3) objetivando disponibilizar
informação mais ampla aos seus usuários.
Segundo MARCONDES (2002) com o advento da explosão informacional
na metade do século XX, “a saída encontrada pelas bibliotecas foi a cooperação

8

World Wide Web Consortiun. Disponível em: &lt;http://www.w3c.org&gt;

�(...) Desde a invenção do computador na década de 50 as
tecnologias de informação passaram a ser usadas pelas
bibliotecas para prover acesso não só a documentos dos seus
próprios acervos, mas também aos armazenados em acervos de
outras bibliotecas.

Estas estratégias de cooperação possibilitavam que as bibliotecas, fossem
capazes de operar em conjunto, isto é fossem interoperáveis.
A Library of Congress (LC) começou a publicar seu catálogo impresso em
1905, visando permitir seu aproveitamento por outras bibliotecas. Na década de
1960 desenvolveu o projeto MARC (Machine Readable-Cataloging – Catálogo
legível por máquina), desta vez com o objetivo de publicar seu catálogo, não mais
em papel, mas em meio legível por computador.

Padrões de Interoperabiblidade
Quando se trabalha com bases de dados com estruturas e recursos
técnicos semelhantes, se torna mais simples alcançar uma interoperabilidade do
ponto de vista técnico. Porém, quando estas bases de dados são distintas,
utilizando padrões e tecnologias diferentes, o caminho para a interoperabilidade
se torna mais complexo.
William Arms, no contexto do desenvolvimento do "The site of Science",
discute um modelo para análise das dificuldades técnicas para atingir a
interoperabilidade. Segundo ARMS (2002) uma biblioteca digital como "The site of
Science"

é

composta

de

recursos

informacionais

diversos,

produzidos,

gerenciados e operados de forma descentralizada e utilizando padrões e
tecnologias diversas. O desafio de se buscar a interoperabilidade entre estes
diversos recursos é fazer com que, para um usuário, eles se apresentem, de
forma coerente e uniforme, como um único recurso. O autor apresenta um modelo
para análise das opções de interoperabilidade em que são comparados custos de
implementação e de adesão a um determinado patamar de interoperabilidade X
funcionalidades comuns dos diferentes recursos funcionando como se fossem um
só. Esta análise de Arms interessa para o tema desta dissertação uma vez que o

�caso em estudo (alcançar a interoperabilidade entre fontes diversas)

é

semelhante.
Atualmente, várias são as tentativas de se conseguir a interoperabilidade
entre as diversas fontes de informações disponíveis na WEB. Dentre estas
destacamos o Protocolo Z39.50, os buscadores da Internet, o OAI-OMH e o
Conjunto de Metadados Dublin Core.
Ontologias

Na estrutura de uma base de dados estão inseridos, implicitamente,
conhecimentos relativos a seus campos, semântica dos campos, possibilidades
de conteúdo destes campos, pontos de acesso, formatos de exibição, conteúdos
dos campos, etc. que precisariam ser explicitados, representados de forma
comum, para poderem ser processados por uma eventual interface unificada e
apresentados aos usuários. A Ciência da Informação junto com a Ciência da
Computação abrange as metodologias de representação do conhecimento,
processáveis por máquinas e por seres humanos, as ontologias. (ALMEIDA,
2003).

METODOLOGIA

O trabalho está sendo desenvolvido a partir das seguintes etapas e
procedimentos que nortearam a análise de busca da interoperabilidade que
responda aos objetivos propostos neste trabalho.
ESTADO DA ARTE - Nesta primeira etapa se construirá o estado-da-arte em
interoperabilidade, através de pesquisa bibliográfica e estudos dirigidos.

CAMPO DE OBSERVAÇÃO - Nesta segunda etapa será definido o campo de
observação.

Nesta proposta inicial se apresentam como bases de dados

relevantes para o público definido: as bases de dados MEDLINE, LILACS,
ACERVOS ONLINE FIOCRUZ e Biblioteca Cochrane. As três primeiras por, além

�da abrangência já citada, se configurarem as bases mais consultadas pelos
profissionais do IFF, e a quarta base por apresentar informações relevantes para
a tomada de decisão clínica.
ANÁLISE DAS BASES DE DADOS - Nesta fase serão analisados os
procedimentos de descrição e análise das estruturas das bases de dados
(ROBREDO, 1996), através de um mapeamento destas estruturas, possibilitando
a verificação de equivalências e diferenças entre as bases de dados.
SIMULAÇÃO DE BUSCAS - Consideração de algumas alternativas de métodos e
recursos de interoperabilidade, através da simulação de buscas
REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA - Análise da dimensão da representação temática
nas bases de dados, verificando possíveis superposições, equivalências e
diferenças.
ESTUDO DAS ALTERNATIVAS DE INTEROPERABILIDADE - Analisar as
alternativas disponíveis de interoperabilidade e avaliar a mais apropriada aos
objetivos propostos.
MODELO CONCEITUAL - Delineamento de um modelo conceitual de interface
que permita a interoperabilidade entre as bases de dados Medline, Lilacs,
Acervos Online Fiocruz e Biblioteca Cochrane.

RESULTADOS ESPERADOS
Através desta investigação espera-se delinear um modelo conceitual e
definir os requisitos funcionais que possibilitem apontar as alternativas para a
implementação de uma interface única de busca para os profissionais desta área,
possibilitando a otimização da comunicação entre os profissionais e suas
produções.
Este acesso integrado pretende possibilitar uma articulação das bases de
dados e das informações nelas contidas, contribuindo para uma construção

�transversal e interdisciplinar do conhecimento na área da Saúde da Criança, do
Adolescente e da Mulher, além de facilitar a descoberta na Internet destes
recursos, encurtando o ciclo de comunicação científica entre seus pares,
contribuindo para a otimização da tomada de decisão destes profissionais e para
a promoção do desenvolvimento do conhecimento científico da área.

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pesquisa sobre definições, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de
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∗

FIOCRUZ - Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo – RJ – Brasil E-mail: Hvsantos@cict.fiocruz.brH
UFF – Rua Lara Vilela, 126 Ingá – Niterói – RJ – Brasil E-mail: Marcondes@alternex.com.br

∗∗

�</text>
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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Vários fatos históricos dentre eles a Revolução científica e o advento da imprensa proporcionaram a difusão da informação. O conhecimento que anteriormente era universal passou a ser fragmentado. Várias são as bases de dados que temos disponíveis na área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem novas formas de se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de articulação entre os diversos setores e campos causa duplicidade de estudos, redundância e morosidade no desenvolvimento do setor, dificultando, também, sua identificação, acesso, e tornando o trabalho do pesquisador/profissional mais árduo. Dentro deste contexto este projeto objetiva investigar as alternativas de interoperabilidade entre as bases de dados Medline, Lilacs e Acervos Online/FIOCRUZ de modo a permitir que um usuário possa consultá-las como se fossem uma única base.</text>
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                    <text>GERENCIAMENTO DE REDES DE INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS E O CONHECIMENTO COMO SUBSÍDIO PARA A FORMAÇÃO
DA CIDADANIA
Jerocir Botelho Marques de Jesus∗

RESUMO

O volume e a complexidade das informações disponíveis no processo de
disseminação da informação, despertou particularmente nas bibliotecas
universitárias de ensino superior à necessidade de informatizá-las. Porém,
obstáculos de toda ordem foram surgindo durante a implantação de redes de
informação de alta tecnologia. Também é importante ver que o profissional
bibliotecário de instituições de ensino superior precisa estar preparado para o bom
uso dessa riqueza informativa de forma inteligente e responsável, a fim de atender
as necessidades de todos e contribuir efetivamente na formação do cidadão.
Portanto, além da qualificação profissional, existe a necessidade de capacitar o
bibliotecário na função de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de
reconciliá-la para a compreensão do todo, analisando as influências sociais e
culturais presentes no processo de disseminação da informação e de transferência
do conhecimento. Enfim, sem ingenuidade, podemos arriscar que os resultados
dessa investida não dependem exclusivamente do comprometimento de todos,
tendo em vista, as imposições políticas que envolvem a educação e a informação
como fonte de saber e também de poder. Assim, podemos refletir sobre qual seria o
papel das redes de informação como meio de disponibilizar o conhecimento ao
alcance de todos e, portanto, ponto de partida para se tentar modificar as realidades
existentes em nosso cotidiano.

1 INTRODUÇÃO

As informações são instrumentos indispensáveis a um gerenciamento
eficiente e, as transformações tecnológicas sempre trazem mudanças nas atividades
e nas atitudes dos bibliotecários, principalmente quando o assunto é inclusão no
mundo digital. Assim, à medida que a rotina administrativa gerencial ganha espaço
frente às atividades que agregam valor na produção de bens e serviços, a obtenção
e o processamento de informações tornam-se imprescindíveis. Contudo, quando
pensamos num profissional que possui uma ligação direta com os usuários,
percebemos que ele pode exercer um papel de intermediário entre os novos
procedimentos de pesquisas e as necessidades específicas de cada indivíduo.

�É nesse novo paradigma que podemos observar atualmente, que até
funcionários de apoio passaram a ter atribuições de nível gerencial, visto que, nos
sistemas de redes de acesso e de troca de informações, todos precisam estar aptos
nas operações de uso e no armazenamento de dados. Portanto, além de
instrumento de apoio ao gerenciamento, a tecnologia da informação hoje é um
instrumento de diferenciação de bens e serviços, que viabiliza a criação de produtos
para uma demanda crescente, ou seja, seu caráter estratégico ultrapassa os limites
das questões puramente administrativas e, vai de encontro com as necessidades do
uso de tecnologias atualizadas e das expectativas do usuário. “Tecnologia da
informação é um híbrido tecnológico. Ela resulta da sinergia entre infra-estrutura de
telecomunicações, desenvolvimento de software, padrões e habilidade humana”
CANE (1992).

2 REDES DE INFORMAÇÃO

O crescimento do volume e da complexidade das informações necessárias ao
processo produtivo levou a uma aceleração da informatização das bibliotecas, mas
na prática foram os impactos econômicos que tiveram forte influência sobre as
questões burocráticas e financeiras, dificultando assim a criação de uma rede de
informação de alta tecnologia. No entanto, com o uso dos computadores e com o
avanço das tecnologias, começou-se a pensar sobre a necessidade de subsídios
não só para o tráfego de informações, mas também para seu processamento, isto
porque, a precisão na captura de dados num sistema de informação integrado é
fundamental para transportá-los, interpretá-los e, no fim de todo o ciclo resultar em
informação processada.
A mudança de sistemas de um computador central para sistemas baseados
em microcomputadores interligados em rede, permitiu que um mesmo software fosse
utilizado paralelamente em diversos computadores. A versatilidade do uso da
Internet é tão grande que atinge indistintamente as esferas interna e externa das
bibliotecas, interferindo no marketing institucional e nos processos produtivos da
mesma. A grande diferença entre a Internet e as outras redes em que as
informações são distribuídas e processadas em cada computador de forma

�independente, é que nela todo o processamento de distribuição das informações
armazenadas num mainframe (computador central) passa a desempenhar um papel
que vai além das fronteiras da Intranet e, torna-se fundamentalmente indispensável
para que o sistema opere de forma otimizada ao criar uma gigantesca rede de
informação. Porém, é importante frisar que existem várias opções de serviços que se
constituem na base de toda a Internet, principalmente, quando utilizamos softwares
separadamente ou combinados às facilidade de acesso e a uma enorme diversidade
de dados e informações disponíveis na rede. Assim, ao operar os recursos da
Internet o usuário estará utilizando um ou mais destes serviços sem perceber, e
nada mais será percebido pelo usuário a não ser enviar ou receber mensagens,
enviar ou receber arquivos e, acessar ou ser acessado remotamente. A conexão
remota proporciona aos usuários condições para operar em seus computadores
particulares ou na biblioteca, como se estivessem operando em algum terminal em
que tenham conta, o que permite o recebimento (download) ou o envio (upload) de
cópias de arquivos de toda espécie (textos, software, imagens e sons) conectados
remotamente via Internet. Logo, são esses recursos que permitem ao mesmo tempo,
facilitar o uso e oferecer outros novos recursos que dificilmente poderiam ser
imaginados sem a existência de um software específico e da própria Internet.
Quando entramos numa biblioteca em busca de alguma informação, os
primeiros passos tomados são o de consultar um catálogo, o de pedir auxílio ao um
profissional bibliotecário e, em seguida, se dirigir às estantes na busca dos livros, o
que pode ser eficaz em bibliotecas com um pequeno acervo, cujo volume permite
que conheçamos o conteúdo aproximado de cada livro e de sua localização; porém,
à medida que a oferta de informações aumenta, mais difícil fica de localizá-las. E é
aí que a Internet presta o seu papel, ao reunir uma quantidade incalculável (em
contínua expansão) de arquivos textos, sonoros e visualizáveis sobre os mais
variados assuntos e graus de profundidade. A abundância de informações
certamente deixaria qualquer cibernauta perdido na busca de dados isolados, se não
fosse a existência dos facilitadores de navegação para as mais diversas finalidades.
Enfim, é necessário uma reflexão sobre os serviços prestados pelas bibliotecas aos
usuários, avaliando os meios viáveis para um treinamento adequado de acordo com
as novas tecnologias, a fim de identificar usuários potenciais e transformá-los em
usuários reais e ativos.

�3 INFORMAÇÃO, TECNOLOGIA E O USUÁRIO

Qualquer tecnologia é capaz de oferecer abundância de informações e
serviços que proporcionem melhorias na qualidade de vida dos indivíduos.
Entretanto, por causa de sua própria natureza, a liberdade individual pode estar
ameaçada, não por uma questão de simplesmente decidir sobre qual sistema
utilizar, mas como estabelecer a máxima eficiência na promoção de um bem comum,
já que, todos os sistemas de alguma forma envolvem dados sobre os indivíduos e,
por isto mesmo, traz um perigo iminente do mau uso em atividades políticas e
burocráticas.
Uma das maiores preocupações levantadas na análise desses sistemas, está
na tendência de centralização não dos pontos de acesso, mas no controle da rede
de distribuição, ou seja, o poder da censura sobre o processo de transmissão de
dados e informações. Por essa razão, é importante e urgente que se concentre a
atenção sobre esses perigos potenciais e, passemos a investir mais recursos para
amenizar esse risco, já que pela própria natureza dos sistemas o perigo de uma
forma ou de outra é inevitável.
No controle de um sistema unificado de um governo, por exemplo, o potencial
de restrição à informação poderia e muito aumentar esse perigo, caso fosse criada
uma forma programada de acesso ao conteúdo. Mas, por outro lado, as atuais
tecnologias em desenvolvimento também fomentam a diversidade de idéias e de
pontos de vista, até porque, há um potencial nato nos sistemas que proporciona
essa liberdade aos indivíduos e oferece um grande número de opções em
quantidade e qualidade de informações. Contudo, devemos observar que se
impropriamente empregado, essas opções podem se tornar à antítese de tudo o que
se propõe para uma sociedade livre, democrática e cidadã. Por isso, é necessário
estabelecer uma política pública coerente e capaz de orientar o sistema ao longo de
linhas socialmente úteis, com salvaguardas, que protejam contra as ameaças que
carregam em si e, torne possível a viabilidade no desenvolvimento de tecnologias
voltadas para fins humanos, na tentativa de amenizar os impactos causados pelos
avanços das intenções comerciais e autoritárias, que agem muitas vezes em
detrimento aos interesses sociais e do indivíduo. Logo, todo o cuidado e atenção é

�importante em se tratando de tecnologia, principalmente quando o objetivo está na
criação de meios que facilitem o máximo possível a inclusão digital no acesso a rede
e, que permita ao usuário recuperar a sua auto-estima no momento do exercício de
sua cidadania.
O saber se faz através de uma superação constante. O saber
superado já é uma ignorância. Todo saber humano tem em si o
testemunho do novo saber que já anuncia. Todo saber traz consigo
sua própria superação. Portanto, não há saber nem ignorância
absoluta: há somente uma relativização do saber ou da ignorância.
(FREIRE, 1979).

4 CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL E A CIDADANIA

É expressando idéias, conceitos e experiências, que o homem alimenta o
fluxo de informações que se combinam de diversas formas no processo de produção
do saber, agregando valor às inovações e associando a informação ao saber
construído. Assim, acredita-se que o primeiro passo para a compreensão dessa
realidade, esteja no estudo sobre a informação como um fator intrínseco a qualquer
atividade na produção do conhecimento e, também como meio válido na criação de
novos valores de direito.
Os meios de disseminação da informação devem ser tema de estudos com a
pedagogia e instrumento de profundas associações, no qual a educação é o papel
chave tanto no aproveitamento das oportunidades, como na busca de soluções de
ordem social, pois não é difícil perceber medos existenciais e de orientação diante
do controle informacional que o Estado exerce sobre o cidadão, e que devem ser
levados a sério. Portanto, o controle, a utilização e a manipulação de informações
sobre o que é transmitido, podem não ser necessariamente fidedignos, e por isso
comprometer toda a vida profissional e pessoal do indivíduo.
Com as novas tecnologias surgindo a cada hora, o uso da informação deve
ser feito de forma inteligente, sobretudo na dimensão acadêmica, onde espaços
alternativos como os das bibliotecas, podem ser explorados em meio a uma
verdadeira rede de informação, pois muitas possibilidades de crescimento surgem
para contribuir na formação dos indivíduos.

�Os limites e as possibilidades que o conhecimento pode oferecer é percebido
no estudo das ciências, nas atividades da biblioteca e no meio acadêmico; onde
práticas sociais hegemônicas e de manifestações culturais das populações estão
sempre presentes em ações e relações entre o saber e o poder. Assim, a
necessidade de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de reconciliálas para a compreensão do todo, ocorre justamente no momento em que os valores
universais e ações múltiplas estão presentes, e é por isso que devemos estar
atentos sobre as influências sociais e culturais que o processo de transmissão do
conhecimento pode causar. Assim, numa sociedade de classes, muitos valores e
ações são orientados pela classe dominante que detém o poder e impõe sua cultura
a classe dominada, que também em contrapartida e, por sua vez, difunde a sua
própria cultura.
Numa sociedade fortemente hierarquizada, instituições como a biblioteca que
proporciona um permanente fluxo de informação e exerce uma forte influência no
desenvolvimento

intelectual

das

pessoas,

pode

em

alguns

momentos

e

involuntariamente, não conseguir proporcionar um acesso igualmente distribuído e
reproduzir somente os interesses da classe dominante. Por outro lado, em resposta
aos recursos investidos pela sociedade, a biblioteca pela sua própria natureza,
também difunde e faz circular livremente todo o conhecimento ali presente,
promovendo a acessibilidade na forma de benefícios de toda ordem e valorizando o
indivíduo cidadão através da interação entre a aprendizagem e o conhecimento.
A biblioteca é a base de todo poder e saber disponível, e quando se pensa no
seu papel social, conclui-se que seu começo está na disseminação da informação no
sentido universalista do conhecimento, capaz de garantir o alicerce da criação, do
desenvolvimento e da solidariedade entre os indivíduos. Essa observação indica a
responsabilidade e o papel das bibliotecas e, propõe a comunicação entre as
ciências como meio para se tentar compreender a complexidade da realidade,
acreditando que a necessidade e urgência do pensar complexo em todas as áreas
do saber, são os caminhos que possibilitam de fato a evolução contínua de
expressão de idéias e da diversidade presente.
É fundamental que a biblioteca tenha uma perspectiva na compreensão dos
limites e das insuficiências de um pensamento simplificador, e reflita mais sobre o

�seu compromisso de desfazer os nós do preconceito e das barreiras do ser e do
saber, o que sugere um estudo mais aprofundado sobre a complexidade do acúmulo
de informações disponíveis na rede e dos múltiplos aspectos na construção de um
conhecimento, simplesmente porque não há saber completo e definitivo, pois todo
conhecimento na verdade é construído e nunca se esgota.
Não é inteligente tentar definir limites à ciência, pois ela é tão enriquecedora e
gloriosa para a humanidade como também destruidora e tirana, considerando-se
todas as influências internas e externas em que se expõem. Daí nasce à
necessidade de se refletir sobre a participação do profissional bibliotecário no
universo ideal de um raciocínio mais amplo e complexo, que o ajude a perceber
sobre a importância de saber analisar o detalhe especifico e a abrangência da
informação, como fonte geradora de novos conhecimentos.
A educação do homem existe por toda parte e, é resultado da ação do todo
presente no meio sócio-cultural de seus participantes, num exercício de viver e
conviver com o que se educa e é educado – entendido a educação como
aprendizagem e não somente ensino, isto é, a comunidade responde pelo trabalho
de fazer com que tudo o que pode ser vivido e aprendido, seja “ensinado” com a
vida e pela vida.
Como todo o conhecimento cerebral, o conhecimento humano é, na
sua origem e nos seus desenvolvimentos, inseparável da ação; como
todo conhecimento cerebral, elabora e utiliza estratégias para
resolver os problemas postos pela incerteza e a incompletude do
saber.” (Petraglia, 19--, p.50, citando Edgar Morin)

A educação é uma prática social, que exige tanto um trabalho pedagógico que
se ensina na escola, quanto no ato público que se reivindica na rua por um tipo de
escola, ou por uma outra forma de sociedade. Portanto, a informação é o caminho
para a interação humana e um poderoso aliado para o desenvolvimento do mundo
do ser e do saber científico e tecnológico, até porque, hoje existe muita facilidade de
acesso e de troca, que indica e oferece recursos como meios alternativos de busca,
muito embora ainda não disponíveis para todos.
Mas,

é

justamente

a

informação

que

irá

promover

mudanças

e

transformações através das instituições sociais e das sociedades organizadas,
agindo com o intuito de democratizar o que é denominado como a “Era da

�Informação”, ou seja, criando condições para aproximar povos, estudiosos do
conhecimento e grupos humanos em geral. Logo, o saber é o pano de fundo de
nossas vidas, seja sob o aspecto potencial da informação disponível, seja pelos
fundamentos da formação do indivíduo. E é aí que as instituições responsáveis,
como o meio acadêmico e a biblioteca devem manter suas alianças, ao juntar forças
para alcançar um objetivo comum, que é o de contribuir para a criação de meios e
condições mínimas reais e viáveis para todos os cidadãos. Neste contexto, a
discussão deve implicar numa série de fatores ainda quase não analisados, que é o
repensar a informação como objeto de trabalho e não como matéria-prima bruta.
Sob essa linha de raciocínio, temas relacionados a práticas autoritárias e outras
voltadas para a democratização da estrutura do saber e do conhecimento, pode
despertar para a necessidade de se desenvolver um estudo mais aprofundado da
função social e educativa dessas instituições. Por essa razão, é que a biblioteca
deve ser mais participativa com a sociedade e fornecer múltiplos serviços de
informação, que aponte para novas direções e contribua para a formação de grupos
organizados de ação coletiva, incentivando movimentos que resultem naturalmente
na socialização do saber por meio de ações individuais que atinjam o todo social.
A biblioteca não é independente, pois suas funções e seu desempenho
dependem diretamente de fatores existentes em seu ambiente interno e externo, que
faz com que seu potencial de riqueza seja fonte disponível tanto para o
compartilhamento com a sociedade civil, como para aos interesses de grupos
hegemônicos. Assim, na compreensão de seu papel, a biblioteca acaba provocando
através da disseminação da informação outras necessidades no cotidiano das
pessoas, despertando ações e reações voluntárias em defesa de seus próprios
interesses, que são atribuídos pela definição de onde está a qualidade dos
documentos em razão de seu conteúdo, de seus parâmetros literários e de qual
significado pode ter para a sociedade que, de algum modo, quase sempre é
determinado pela ótica da classe dominante. No entanto, para intermediar esse
impasse, a biblioteca e seus profissionais por força da realidade e do meio em que
estão inseridos, acabam tendo que fazer de tudo para conciliar os interesses de
ambos, numa grande e difícil tarefa de trabalhar a informação diante das classes
antagônicas, num plano de ação, cujos objetivos da função educativa, de utilidade e
de lazer, possam gerar benefícios para todos.

�Enfim, a condição mais importante do ser humano é a liberdade de
pensamento, e a biblioteca, pelo seu ambiente natural, proporciona elementos que
ajudam aos cidadãos a se manterem sempre informados. No entanto, é no cotidiano
desses cidadãos que percebemos qual a função da biblioteca diante do indivíduo
social, que a ele garante a chance de poder buscar o seu próprio desenvolvimento.
Contudo, não podemos esquecer que os homens só vão exercer sua cidadania
quando encontrarem, antes de tudo, a sua personalidade e seu potencial
desenvolvido, para então criar uma nova força de trabalho humanizada e
responsável pelos novos conhecimentos que vão surgindo, por meio de ações
coletivas de preservação, disseminação e criação; o que pressupõe o caminho para
a formação do indivíduo.
Sabemos que apesar de serem variadas as opiniões, de maneira geral, a
biblioteca é considerada pelos profissionais de educação, como parte integrante do
meio acadêmico, a partir do instante em que a informação presente nela é fonte de
recurso educativo e, por isso mesmo, orientadora e incentivadora de pesquisa, fator
imprescindível na formação do aluno cidadão. No entanto, para que a biblioteca
tenha uma atuação satisfatória, será primordial sensibilizar e conscientizar
profissionais e usuários para uma ampla discussão sobre a função sócio-educativa
da

biblioteca.

Naturalmente,

todas

essas

transformações

exigem

que

os

profissionais desempenhem com determinação, criatividade e atenção às questões
do meio ambiente e das oportunidades, para só assim tentar traduzir desejos e
aspirações individuais e coletivas, de modo que os cidadãos possam fazer suas
escolhas e opções para o seu desenvolvimento.

5 REALIDADE COTIDIANA

Uma das principais dificuldades envolvidas na transição do modelo em papel
para o modelo digital, seria o de manter a integridade da informação em um
ambiente de rede, já que, ao contrário dos materiais impressos que possuem um
certo caráter fixo e finito, os textos publicados eletronicamente, em especial os
publicados na Internet, possuem um caráter fluido. A distribuição eletrônica,
principalmente quando não está associada a um meio físico de distribuição como o

�CD-ROM, é percebida como um meio em que versões podem ser revisadas e
atualizadas sem qualquer notificação. Uma questão que tem assumido grande
importância com relação às redes de computadores é o problema de se manter a
privacidade pessoal e do direto autoral. Por isso, para que a confiança que os
editores científicos construíram no meio acadêmico seja mantida, é necessário
assegurar aos autores e aos usuários, o que se vai fazer com as informações
pessoais coletadas e disponibilizadas na rede. Outra questão de âmbito ético e legal
da publicação eletrônica é a presença da fraude, que poderá aumentar e muito as
condições para se criar facilidades na cópia, na alteração e na fabricação de dados.
Porém, pelo meio eletrônico será possível também ao disponibilizar textos mais
completos e transparentes, que se faça no ato da publicação, um maior controle da
originalidade da autoria, o que reduziria bastante os problemas que poderiam surgir
como suspeitos. Esta seria uma vantagem da publicação eletrônica no momento em
que os projetos fossem caracterizados como publicações contínuas de edições
revisadas e transformadas em bases de dados permanentemente atualizadas, o que
possibilitaria facilmente identificar as fontes de origem. Com isso, autores poderiam
alterar com mais segurança o tamanho, a tipografia dos documentos, a reformulação
dos

parágrafos,

das

palavras

e

dos

gráficos,

inserindo,

excluindo

ou

redimensionando. Contudo, para garantir maior segurança, propõe-se que sejam
desenvolvidas tecnologias de controle de versões e edições, como por exemplo, à
adoção de técnicas de adição de marcas d’água eletrônicas em objetos digitais, a
elaboração de normas para autores e editores com base em estruturas e protocolos
de citação e, a adoção de uma política de administração, que estabelecesse de
algum modo, um controle maior do histórico da publicação.
É importante analisar, que apesar das facilidades de acesso serem apontadas
extensivamente como uma das principais vantagens da publicação eletrônica,
podemos também perceber que existem problemas característicos, como por
exemplo, as quedas de energia, os softwares com desempenho irregular, as falhas
de sistemas, as quedas de transmissão de dados e a existência de vírus de
computador. As reclamações em relação à congestão da rede de banda larga e as
questões relativas ao desenvolvimento de novas tecnologias de transmissão de
dados, são também muito comum em nossa realidade cotidiana.

�6 CONCLUSÃO

O emprego de modernas tecnologias nas instituições de ensino superior no
Brasil, ainda é muito incipiente e encontra-se em fase de implantação em sua grande
maioria. Estudos e experiências vem sendo realizados já há algum tempo, sempre
na tentativa de gerar o máximo possível de resultados positivos provenientes da
dedicação de profissionais muito comprometidos com o trabalho.
A questão da coexistência de textos publicados de forma impressa e
eletrônica, produz possibilidades múltiplas, no qual, o conteúdo é exposto por uma
variedade de formas e de facilidades de acesso, fruto de uma tecnologia
computacional e de métodos de recuperação da informação que se utilizam de
índices ou de outras ferramentas.
Hoje, as bibliotecas universitárias tentam de todas as formas possíveis montar
um novo ambiente contextualizado com as necessidades da comunidade acadêmica
que, por sua vez, também podem e devem contribuir para desenvolvimento da
qualidade em nossas universidades.
A responsabilidade social das bibliotecas se traduz no somatório de
problemas e conquistas, isto é, diante de questões como falta de pessoal e de
poucos recursos financeiros e tecnológicos, temos que buscar resultados que
estimulem a nossa vontade de querer agir com o objetivo de contribuir para o
progresso do equilíbrio social, porque usuário de sistema deve ser qualquer
indivíduo e em qualquer nível da atividade humana. Por isso, o público da biblioteca
universitária não pode se restringir ao pesquisador, ao professor ou ao aluno, mas
sim compartilhar da melhor forma possível com outros usuários que necessitem de
serviços de informação, ou seja, expandir as atividades de extensão universitária em
resposta a sua função social.
O papel da biblioteca universitária é fundamental na educação da
comunidade, porque é na diversidade cultural de cada pessoa e de sua
especificidade, que naturalmente o conhecimento será disseminado, tanto em
ambientes de rede, como em ambientes de contatos mais humanos nas relações de
troca. Por isso, a informação não deve ser disponibilizada para poucos e sim para

�todos, o que certamente seria uma contribuição mais efetiva na construção de uma
sociedade democrática, visto que, o seu princípio básico está na formação de
cidadãos produtivos e conscientes, ou seja, de um povo em sintonia com as
questões éticas, políticas, sociais e ambientais. Portanto, se for desenvolvido melhor
esse princípio, a vida humana nas relações cotidianas do mundo social globalizado,
deixaria de ser essencialmente individualista e se traduziria em oportunidades direta
ou indiretamente para uma grande massa de pessoas, que iriam exercer a sua
cidadania com o direito de escolha ao usufruir de tudo que política de uma educação
continuada pode oferecer. “Tão importante quanto o componente bibliográfico do
serviço de referência é o elemento humano, sua natureza de intrínseca
reciprocidade”. (GROGAN, 1995).

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Vânia Maria Rodrigues Hermes de. Papel do profissional da informação
em uma sociedade em mudança. Ciência da Informação, Brasília, v.15, n.1, p.1113, jan./jun. 1986.
BREGLIA, Vera Lúcia Alves. A informação como fator da democratização. Revista
de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.14, n.1, p.09-23, jan./jun. 1986.
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1995. 196p.
CANE, C. R. Tecnologia da Informação: metodologia e técnica, Brasília,
Campus, 1992. 89p. p.27.
CYSNE, Fátima Portela. Biblioteconomia: a dimensão social e educativa.
Fortaleza: UFC, 1993. 145p.
MUELLER, Susana P. M. Bibliotecas e sociedade: evolução da interpretação de
função e papéis da biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
Belo Horizonte, v.13, n.1, p.07-54, mar. 1984.
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. 79p.

�PETRAGLIA, Izabel Cristina. Edgar Morin: a educação e a complexidade do ser e
do saber. Petrópolis: Vozes, 19--, 115p.

∗

Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação – Biblioteca de Pós Graduação em Matemática
Rua Mário Santos Braga, s/nº 6º andar–Instituto de Matemática Campus do Valonguinho–Centro –
Niterói – RJ – Brasil bpm@ndc.uff.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Gerenciamento de redes de informação em bibliotecas universitárias e o conhecimento como subsídio à formação da cidadania. (Pôster)</text>
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                <text>O volume e a complexidade das informações disponíveis no processo de disseminação da informação, despertou particularmente nas bibliotecas universitárias de ensino superior à necessidade de informatizá-las. Porém, obstáculos de toda ordem foram surgindo durante a implantação de redes de informação de alta tecnologia. Também é importante ver que o profissional bibliotecário de instituições de ensino superior precisa estar preparado para o bom uso dessa riqueza informativa de forma inteligente e responsável, a fim de atender as necessidades de todos e contribuir efetivamente na formação do cidadão. Portanto, além da qualificação profissional, existe a necessidade de capacitar o bibliotecário na função de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de reconciliá-la para a compreensão do todo, analisando as influências sociais e culturais presentes no processo de disseminação da informação e de transferência do conhecimento. Enfim, sem ingenuidade, podemos arriscar que os resultados dessa investida não dependem exclusivamente do comprometimento de todos, tendo em vista, as imposições políticas que envolvem a educação e a informação como fonte de saber e também de poder. Assim, podemos refletir sobre qual seria o papel das redes de informação como meio de disponibilizar o conhecimento ao alcance de todos e, portanto, ponto de partida para se tentar modificar as realidades existentes em nosso cotidiano.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA VIRTUAL DA ÁREA AMBIENTAL: PROPOSTA DE CRIAÇÃO NA
ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS – USP
Elenise Maria de Araújo∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗
Marcelo Zaiat∗∗∗

RESUMO
Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a
produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da
área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica
local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O
Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da
graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da
Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a
metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos
serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e
categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto
apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de
graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções
de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado
em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e
pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla.
O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de
qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca virtual. Temática Ambiental. Intervenção educativa.

1 INTRODUÇÃO
No cerne da discussão sobre as teorias sociais encontram-se reflexões valiosas
de pensadores e filósofos da sociedade contemporânea que buscam definir e detalhar
as condições em que o indivíduo vive e as conseqüências de suas próprias ações. E,
inversamente, o que acontece com essas ações que buscam administrar ou enfrentar
os riscos e oportunidades que o próprio individuo cria.
Sob a ótica da Ciência da Informação, é necessário verificar as conseqüências
que porventura venham ocorrer na forma de buscar, usar e transmitir informações
nessa sociedade. Parte-se do pressuposto de que a realidade dos sujeitos impulsiona e

�define as estratégias para a consecução das ações a serem empreendidas no seu
cotidiano. Dentre essas, encontram-se as de busca de informações.
O poder da informação e das relações informacionais na sociedade, pautadas
por Dumont e Gattoni (2003), orientados pelos postulados e argumentações de
Giddens (1997), buscam compreender os fenômenos informacionais através da
observação da sociedade e das práticas de circulação das informações em dado
contexto, centrado nas redes socioculturais, nas quais se consolidam opiniões, crenças
e ações. Segundo Dumont e Gattoni (2003), “o desafio consiste, então em saber
sintonizar as teorias e práticas sociais com as ações informacionais, para que se possa
apreender, com o mínimo de distorções, o fazer e o uso de informações nas
sociedades contemporâneas”.
Porém é interessante ressaltar que sobre o conceito de informação, alguns
autores propõem a noção básica de estruturas sendo mudadas onde a “informação é o
que é capaz de transformar estruturas”.
As grandes transformações ocorridas nos anos 80, no ambiente econômico,
impulsionaram o surgimento de uma “economia informacional global” e todos os
esforços foram empreendidos no sentido de utilizar as novas tecnologias da informação
para o apoio e implementação dos novos processos produtivos nas empresas e
organizações. Para tanto, o perfeito fluxo da informação oferece flexibilidade ao
processo produtivo e, de certa maneira, justifica sua existência enquanto meio
facilitador na nova economia globalizada.
Procura-se nesse projeto, rever as relações informacionais fundamentadas na
visão socialista da Ciência da Informação que, segundo Freire (2002), deve assegurar
a importância da organização da informação cientifica e tecnológica e de sua
comunicação a todos os grupos da sociedade contemporânea, revelando a
responsabilidade social da Ciência.
Na perspectiva da consciência coletiva, a visão de mundo deve apontar para
indícios onde a informação, em si mesma, é considerada transformação social e

�... se a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem [o] poder da informação, aliado aos modernos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um
todo. (ARAUJO,1994, p.82 apud FREIRE, 2004)1

Porém os meios de comunicação de massa devem expressar a consciência
coletiva contemplando em suas estruturas a visão comum dos diferentes membros de
um grupo e do cotidiano de suas relações informacionais. Tem-se assim um novo
paradigma entre as necessidades informacionais dos indivíduos que praticam a
verdadeira consciência coletiva e a estrutura de monopólio da informação mantida
pelas redes de comunicação de massa (rádio, tv, jornal, revista e a internet).
Com relação às necessidades informacionais dos indivíduos pode-se comparar à
teoria de Maslow (1954), cujo conceito piramidal avalia as necessidades humanas,
onde o indivíduo movimenta-se da base para o topo, passando de um estágio para o
outro somente quando todas as suas necessidades, naquele estágio, forem satisfeitas.
A configuração piramidal procura indicar um maior número de pessoas na base
do que no topo (Figura 1). Na base da pirâmide estão as pessoas que procuram
satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação, habitação, vestuário, saúde,
educação, sendo que o seu comportamento é fundamentalmente o de perseguir e
satisfazer estas necessidades, que representam a segurança de existir em um
determinado espaço. Desta forma, procuram, prioritariamente, informação de utilidade
para a sua necessidade de segurança, ordem e liberdade, do medo e da ameaça.

1

ARAUJO, V.M.R.H. Sistemas de recuperação da informação: nova abordagem teórico-conceitual. Rio
de Janeiro: Escola de Comunicação da UFRJ, 1994. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura). apud
FREIRE, Isa Maria. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da consciência
possível. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1, fev. 2004

�Figura 1- Configuração piramidal das necessidades informacionais dos indivíduos.
Fonte: Barreto, 2000.

No estágio acima, estão os indivíduos que, tendo resolvido as suas
necessidades de segurança, orientam-se por um comportamento participativo e por
uma vontade de permanecer nos grupos em que participam, seja no trabalho, na
comunidade, afetivos ou profissionais. A demanda, então, é basicamente por
informação que lhes garantam a permanência segura nos diversos contextos em que
habitam e que desejam permanecer. Elaboram a informação em proveito próprio e das
instituições em que participam.
No topo da pirâmide, os indivíduos, tendo satisfeito as necessidades anteriores,
são impulsionados por sentimentos de auto-realização e vinculam-se à informação com
compromissos de reflexão, criatividade e realização de seu potencial.
Ao se configurar a demanda nesta forma simplificada, pode-se deduzir, contudo,
que o fluxo de informações agrega qualidade no sentido da base para o topo. É
oportuno

refletir,

então,

como

os

meios de comunicação e as estruturas

organizacionais responsáveis pela expressão do conhecimento humano estão
colaborando ou não para a construção multifacetada do saber humano. E mais ainda,
como esses meios elaboram a dinâmica interna da informação e participam da
construção das relações informacionais na sociedade.

�Acredita-se que esses detentores dos estoques informacionais possuem
condições políticas de manipular a disponibilidade e o acesso à informação e decidem
as suas estratégias de distribuição. Como a demanda se localiza em uma realidade
fragmentada, de múltiplos espaços sociais diferenciados, a distribuição da informação
correrá sempre o risco de ser feita de acordo com uma estratégia de repasse do menor
conhecimento comum. Ou seja, o maior volume possível do estoque deve ser
transferido para um maior público comum em suas competências para assimilar a
informação repassada, sem que seja considerados a qualidade da informação ou o
interesse do indivíduo ou da sociedade, por aquela informação que está sendo
distribuída.
Essa tendência histórica da gestão do conhecimento e da informação é
orientada por políticas autoritárias e discriminatórias que utilizam uma ideologia
redutora de significados da informação, oferecendo para uma grande massa de
indivíduos (base da pirâmide) pouca informação requerida necessária. (BARRETO,
2000).
Dentre os gestores do conhecimento destaca-se aqui o sistema universitário
brasileiro e, por extensão, o ensino superior que se revela através de um processo de
justificação e adequação do próprio papel em favor das demandas do mercado
globalizado, onde a informação é seletiva e endereçada para poucos. A
institucionalização do ensino superior agrega muitas vezes excelentes condições de
infra-estrutura relacionadas a recursos humanos e instrumentais, porém deixa uma
lacuna considerável na formação da consciência coletiva dos indivíduos, visto ter a
preocupação voltada nas respostas para o mercado global.
Conseqüentemente, as universidades encaminham recursos e esforços para
criar e desenvolver coleções físicas de material bibliográfico e disponibilizar nas
estantes de suas bibliotecas e centros de documentação os
grandes estoques crescentes de informação, que se acumulam em um
tempo sem limites, degeneram a vivência cotidiana em que o
conhecimento se realiza no indivíduo. A sintonia do sujeito consciente
se dispersa em um mundo de informações irrelevantes, imprecisas e
ultrapassadas e com uma distribuição inadequada. (BARRETO, 2000).

�No entanto, o fluxo contínuo e desimpedido da informação é peça fundamental
para

os

pressupostos

pedagógicos

em

qualquer

processo

educativo.

O

compartilhamento da informação passa a ser o elemento facilitador e indispensável
para a manutenção do próprio sistema e assim, criam-se dispositivos nas
universidades para suprir a necessidade de organização e gerenciamento de
informações. Através de redes e sistemas integrados de informações especializadas e
requeridos pela comunidade acadêmica, as bibliotecas e centros de documentação
operam com tecnologia e metodologia exclusiva e oferecem ao corpo acadêmico
suporte e apoio no processo educacional institucionalizado.
Essa relação conceitual entre rede e informação comprova o valor emergente do
sistema tecnológico que passa a permear as relações informacionais na sociedade
contemporânea. Retomando em Martin-Barbero (1997 apud BARRETO, 2003)2
as tecnologias não são meras ferramentas transparentes; elas não se
deixam usar de qualquer modo: são em última análise a materialização
da racionalidade de uma certa cultura e de um "modelo global de
organização do poder. É possível, contudo, uma reconfiguração, se
não como estratégia, pelo menos como tática

Nesse contexto, a criação de uma biblioteca virtual, em especial em área
temática ambiental, pretende ser um objeto de movimentos de apropriação pelos
sujeitos. É preciso potencializar os processos informativos, fazê-los mais exatos e
exaustivos, condensar maiores volumes de informação em espaços mais reduzidos
para facilitar sua transmissão, armazenamento, conservação e, sobretudo, para que se
possa obter a informação o mais rapidamente possível, na forma, conteúdo, volume e
lugares onde se necessita.
Da vasta literatura na área da ciência da informação nota-se a constante
preocupação dos estudiosos com o avanço tecnológico nos serviços das organizações
públicas e particulares de ensino superior. As bibliotecas, centros de documentação e
informação confrontam-se com essa nova perspectiva de atendimento e serviços, que
passam a serem introduzidos sucessivamente em formato e acesso eletrônico e

2

MARTIN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 1997. apud BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.

�desenvolvem-se em um espaço virtual, caracterizando as chamadas bibliotecas não
convencionais.
O valor da informação transferida de maneira mais rápida, para diferentes perfis
de usuários remotos ou off campus, caracteriza um avanço nos padrões da
comunicação científica. Por esse motivo o conceito de biblioteca virtual tem sido
adotado para satisfazer as necessidades informacionais dos mais variados setores da
sociedade científica ou não.
As bibliotecas virtuais, segundo Rezende (2000), têm o seu conceito
relacionado com o conceito de acesso por meio de redes a recursos
informacionais disponíveis em sistemas de base computadorizada,
criando a oportunidade de melhoria da qualidade dos serviços e
produtos da biblioteca que devem visar à eficiência, à qualidade, ao
serviço orientado ao usuário e ao retorno de investimento, mesmo que
de forma indireta, otimizando a prestação de serviços da empresa em
questão.

O papel das bibliotecas virtuais é atender aos vários tipos de usuários, por meio
da flexibilização dos bens e serviços oferecidos e da integração dos suportes impresso
e digital. (GARCEZ, 2002). O compartilhamento das diferentes tecnologias e mídias
constituem uma nova estrutura de biblioteca, que proporciona um número considerável
de interfaces, incluindo diferentes tipos e formatos de informação.
Segundo Rusbridge (1998 apud GARCEZ, 2002)3
é muito importante integrar estas mídias e acabar com a
incompatibilidade existente entre as varias fontes de informações,
devido a inúmeras estruturas de direção e de fundos, podendo haver
união entre as bibliotecas públicas, acadêmicas, museus, arquivos, entre
o governo, setores acadêmicos, comerciais, editores e fornecedores de
dados.

São muitas as vantagens oferecidas pela biblioteca virtual, uma vez que no
processo educacional e nas relações informacionais, a dificuldade no acesso a

3

RUSBRIDGE, C. Towards the hybrid library. D-Lib Magazine, jul./ago. 1998. apud GARCEZ, Eliane
Maria Stuart; RADOS, Gregório J V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à educação a
distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.

�informação e ao documento é um dos fatores que colaboram para acentuar o
“apartheid educacional”. Dentre elas destaca-se (Garcez, 2002):
•

acesso fácil, pois disponibilizam a informação específica em suas bases;

•

disponibilizam e selecionam os melhores sites da internet, sob a ótica do
usuário;

•

agilizam as operações, ficando a critério do usuário o tempo de recebimento das
informações;

•

por sua cobertura nacional, regional, local e internacional, elas oferecem na hora
a informação, tanto por meio de citações ou texto na íntegra, nos formatos
eletrônicos e impressos;

•

associam-se com bibliotecas, centros de informações, arquivos, museus etc.,
para disponibilizar acervos tanto virtuais quanto para atendimento de usuários
que residem próximo às mesmas, agregando maior abrangência de sua área de
competência, diferenciando mais seus serviços, ampliando-os, importando as
tecnologias desses centros e com isso, agregando maior valor na prestação de
seus serviços;

•

formam alianças, por meio de redes e consórcios inter-bibliotecas, também
propiciam a ampliação do grau de abrangência e maior acesso a uma variedade
de bens e serviços;

•

personalizam atendimento, por meio de perfis de usuários, que podem ser tanto
manuais como eletrônicos;

•

passam a ter vantagens competitivas, por seu pioneirismo no mercado, difusoras
de novas tecnologias;

•

tornam-se mais eficazes, porque objetivam adequar seus produtos às
necessidades e expectativas de seus usuários;

•

são mais eficientes, uma vez que flexibilizam suas operações utilizando recursos
internos e externos na produção de informações adequadas às necessidades e
expectativas de sua clientela;

•

são prestadoras de serviços, porque, em sua função primordial, está a de
armazenar e disponibilizar a informação, visando a atender a um público
específico, de forma precisa e rápida, já que a informação só tem valor quando
absorvida em tempo hábil.

�2 OBJETIVO GERAL

Propor a criação de uma Biblioteca Virtual na área Ambiental – BVAmb, que
venha contribuir na disseminação da informação, e no processo de ensinoaprendizagem dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Engenharia de
São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, bem como aos demais
pesquisadores da área.

2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Estruturar a BVAmb para interface gráfica na Web, utilizando a metodologia
apropriada disponível;

•

Reunir um número significativo de fontes de referencias e sites da internet
relativos à área Ambiental, em âmbito nacional e internacional;

•

Oferecer suporte e apoio didático aos agentes do USP Recicla em intervenções
educativas;

•

Divulgar eventos e encontros temáticos agendados no Campus USP de São
Carlos, envolvendo os diferentes grupos e núcleos de pesquisadores nas
categorias de graduação, pós-graduação, especialização, docência e demais
pesquisadores, assim como de outras instituições parceiras.

3 PARCEIROS/COLABORADORES
A indicação de parceiros e colaboradores nesse projeto visa mensurar e reunir
em um ambiente virtual o maior número de dados e fontes oriundas das diversas
instituições e organizações nacionais que desenvolvem pesquisas na área ambiental.
Essa iniciativa permite, ainda, a integração dessas organizações unindo esforços e
recursos, e contribuindo efetivamente para o aumento da capacidade de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico da área. Assim, destaca-se:
•

CECAE – USP-Recicla

�•

Grupo de alunos do 2º. Ano de curso de graduação de Engenharia Ambiental da
EESC-USP

•

Assessoria de Imprensa e Comunicação (IAC) - Prefeitura do Campus São
Carlos -USP

•

Departamento de Ciência da Informação da UFSCar

•

CISC – Centro de Informática de São Carlos - USP

•

IIE – Instituto Internacional de Ecologia

•

APASC – Associação de Proteção Ambiental de São Carlos

•

Prefeitura Municipal de São Carlos – Departamento de Desenvolvimento
Sustentável

4 METODOLOGIA PARA DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
Os procedimentos para execução desse projeto estão divididos em duas fases,
visto a complexidade e a interdependência das metas, cujas atividades ocorrem
simultaneamente. Assim, apresenta-se separadamente as metas e as atividades
pertinentes às fases 1 e 2 de cada uma:

Meta 1
Estruturar a Biblioteca Virtual na área Ambiental para interface gráfica da Web, utilizando
metodologia apropriada disponível

Fase 1

Fase 2

Elaborar esboço da BVAmb para o Submeter a Biblioteca Virtual às modificações
desenvolvimento da interface gráfica da relativas ao item ACERVO.
Web, com a indicação dos seguintes
tópicos: Missão, Acervo, Bases de dados,
Links interessantes, Notícias e eventos,
USP Recicla.

Meta 2
Diagnosticar e mapear o número de fontes informacionais sobre a temática ambiental,
produzidas e mantidas pelos diferentes grupos e departamentos da EESC/USP assim como de
outras instituições parceiras e colaboradoras.

�Fase 1

Fase 2

Realizar mapeamento informal através de Realizar entrevista com os responsáveis de
sites da internet e informações não oficiais organizações e grupos mapeados.
que apontam para a existência de vários
grupos de pesquisa dentro da própria
EESC/USP e de outras instituições.

Meta 3
Reunir o material didático disponível para uso dos agentes locais de sustentabilidade sócioambiental nas intervenções educativas como palestras e exposições orais sobre o Programa
USP Recicla. Essas intervenções destinam-se a toda comunidade acadêmica: funcionários,
professores e pessoal de serviço geral terceirizado no campus de São Carlos.

Fase 1

Fase 2

Solicitar oficialmente aos coordenadores do
curso de especialização do CECAE/USP a
autorização para divulgar o material
informativo produzido pelo Programa USP
Recicla e bibliografia básica fornecida
durante a formação dos agentes.

Incrementar o acervo de trabalhos recuperados
na primeira fase do projeto, com a inclusão de
trabalhos apresentados pelos alunos de
graduação nas disciplinas do 2º. Ano do curso de
Engenharia Ambiental da EESC/USP.

Solicitar, por correio eletrônico (E-mail) aos
alunos do 2º. Curso de Formação de
agentes locais de sustentabilidade sócioambiental, o envio de trabalhos e
contribuições sobre a temática que possam
ser disponibilizadas na Biblioteca Virtual.

Meta 4
Dispor na Biblioteca Virtual um mural eletrônico com informações sobre eventos e encontros
temáticos com periodicidade e atualização requeridas por essa categoria de informação

Fase 1

Fase 2

Criar formulário eletrônico para inserção de
dados sobre o evento a ser publicado, em
parceria com a Assessoria de Imprensa e
Comunicação (IAC) da Prefeitura do
Campus da USP - São Carlos para
divulgação simultânea de eventos através
do item “Notícias e eventos” da Biblioteca
Virtual.

Divulgar o serviço para as demais unidades de
ensino e pesquisa do Campus USP - São Carlos
e para as principais entidades e instituições
promotoras de eventos na área, para que
contribuem enviando notícias e informes.

Divulgar, em paralelo, as atividades de
cadastro e recepção dos formulários à
comunidade de alunos de graduação e pósgraduação, docentes e pesquisadores dos
da EESC/USP.

�5 CRONOGRAMA 2004
A programação a seguir indica as atividades de execução do projeto, idealizada
conforme as exigências e prazos estipulados pela coordenação do 2o. Curso de
Especialização da CECAE/USP. Porém, durante as apresentações do projeto, notou-se
um grande interesse por parte dos parceiros e colaboradores em desenvolver outras

Planejamento e definição
do projeto
Primeiro contato com a
Dir. do SVBIBL/EESC

Meta 1

Meta 2

Meta 3

Meta 4
Avaliação

e

Monitoramento

Fase 1

Fase 2

Dez

Nov

Out

Set

Ago

Jul

Jun

Maio

Atividades

Abr

Mar

atividades a longo prazo.

�6 AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO
Tendo sido inicialmente identificada a necessidade da criação de uma Biblioteca
Virtual na área Ambiental para potencializar os processos informativos na EESC/USP e
nas instituições parceiras, os objetivos estabelecidos devem ser verificados pelos
seguintes indicadores:
•

Número total de sites recuperados através das entrevistas, pesquisa
temática na internet e no banco de dados de sites mantidos pelos alunos
da graduação do curso de graduação em Engenharia Ambiental;

•

Número total de materiais didáticos e trabalhos de conclusão de curso
recebidos para inclusão no campo “Acervo” da Biblioteca Virtual;

•

Número total de formulários recebidos para divulgação de eventos e
encontros temáticos;

O monitoramento de todas as atividades será executado pelos administradores
da Biblioteca Virtual, que terão autonomia para modificar e reavaliar as rotinas préestabelecidas, realizando assim um intensivo controle. No entanto, as sugestões e
contribuições enviadas pelos colaboradores e parceiros serão consideradas como fator
decisivo na continuidade do projeto.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta de criação da Biblioteca Virtual na área Ambiental é uma iniciativa
inédita no panorama nacional de gerenciamento de bibliotecas. A diretoria do Serviço
de Biblioteca, com experiência na implementação de bibliotecas digitais (MASIERO et
al, 2001) está empenhada em dar seqüência a esse projeto, inclusive em divulgar e
buscar parcerias com instituições de investimento educacional, como o Ministério do
Meio Ambiente, através do SIBEA (Sistema Brasileiro de Educação Ambiental).
Considera-se que os sistemas de informação gerenciados nas bibliotecas e
centros de documentação através da consolidação de suas redes organizacionais
devem promover – com o auxilio da tecnologia e dos conceitos do mundo globalizado –

�o surgimento de um país mais justo e preparado para enfrentar as mudanças e
desigualdades impostas pelo próprio processo tecnológico e globalizante da atualidade.
A intenção é incluir a Biblioteca Virtual da área Ambiental em consórcios
colaborativos que propiciem o compartilhando e integração aos principais programas
de redes e serviços já existentes na área. Assim a previsão de continuidade ou
ampliação desse projeto, é considerada real e de grande expectativa por seus
executores, parceiros e colaboradores.

ENVIRONMENTAL AREA VIRTUAL LIBRARY: PROPOSAL TO CREATE ONE IN
THE SCHOOL OF ENGINEERING OF SÃO CARLOS USP.
ABSTRACT
Presentation of a proposal to create a virtual library to put together the technical and
scientific production of the environmental area, as well as to indicate its web site,
objecting to make the access easier to all kinds of documents and to guarantee to the
local and virtual academic community higher agility in the execution of the bibliographic
reviews and surveys. Together with the Program USP-Recicla and the students of
graduation and under-graduation, professors and researchers of several departments of
the school of Engineering of São Carlos , the librarians of the Library of School of
Engineering of São Carlos designed the profile of a virtual library, using the
methodology developed by SIBEA to implement the base. The documents will be
indexed in pre-defined levels of thematic representation, and the distribution and
categorization of the information sources will be published through the web. The virtual
library has the function of managing and divulging the works, re-using the didactic
material stored in text, graphic or multimedia files, produced by the faculty of the School
of Engineering of São Carlos and the local agents of Socio-Environmental support,
formed by USP- Recicla. The present project intends to be used as a didactic support
and as a tool for the mediation of the education process of the under graduation
courses of the Environmental Engineering and similar areas, and a quality model in
serving and assisting in the Library Service.
KEYWORDS: Virtual library. Socio-Environmental support. Didactic support.

REFERÊNCIAS

BARRETO, A.A. Os agregados de informação – memórias, esquecimentos e estoques
de informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.1, n.3, jun.
2000.

�BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.
DUMONT, L.M.M.; GATTONI, R.L.C. As relações informacionais na sociedade reflexiva
de Giddens. Ciência da Informação, v.32, n.3, p.46-53, set./dez. 2003.
FREIRE, I.M. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da
consciência possível. DataGramaZero- Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1,
fev. 2004.
GARCEZ, E.M.S.; RADOS, G.J.V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à
educação a distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.
GIDDENS, A.; BECK, U.; LASH, S. Modernização reflexiva: política, tradição e
estética na ordem social moderna. São Paulo: Unesp, 1997.
MASIERO, P.C.; BREMER, C.F.; COLETTA, T.G. et al. A Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, v.30, n.3, p.3441, dez. 2001.
MASLOW, A.H. Motivación y personalidad. Barcelona : Sagitário, 1954. Disponível em:
&lt;http://www.wynja.com/personality/needs.html&gt; Acesso em: abril 2004.
REZENDE, A.P. Centro de informações jurídica eletrônico e virtual. Ciência da
Informação, v.29, n.1, p.51-60, jan./abr. 2000.

∗

Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil elenisea@sc.usp.br
∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil coletta@sc.usp.br
∗∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Departamento de Hidráulica e Saneamento Av.
Trabalhador São-Carlense, 400 13566.582 – São Carlos, SP – Brasil zaiat@sc.usp.br

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla. O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca. </text>
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                    <text>INFORMAÇÕES DA WEB NA BIBLIOTECA – O LOCALIZADOR DE
INFORMAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA NA INTERNET.
Angela Maria Belloni Cuenca∗
Maria Do Carmo Avamilano Alvarez∗∗
Maria Lúcia E. De Faria Ferraz∗∗∗
Hálida Cristina R. F. Delbucio∗∗∗∗

RESUMO
Um sistema de gerenciamento de competências tem como finalidade o
armazenamento de dados sobre as competências profissionais a fim de permitir a
formação de equipes em projetos, planejamentos de capacitação, dentre outras
tomadas de decisões. Baseando-se nesta assertiva este estudo tem por objetivo
apresentar um mapeamento de competências do staff da Biblioteca Central Prof.
Faris Michaele da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Paraná, visando
valorizar a capacitação dos servidores e o desenvolvimento de habilidades que se
adeqüem às mudanças e realidade (ou particularidade) institucional. Para tanto,
foram listados os cargos existentes e identificadas as suas atribuições para
direcionar e estabelecer diretrizes que relacionem aprendizado x produtividade x
renovação de competências.

INTRODUÇÃO
O uso da Internet para acesso à informação tem gerado preocupação no
meio acadêmico e de pesquisa devido à quantidade de itens recuperados, nem
sempre pertinentes ao tema demandado. A Internet é um poderoso instrumento
para busca de informações caso seja utilizada de forma a trazer benefícios ao
usuário e não se constituir em um elemento dificultador da busca.

Na área de

saúde pública há inúmeros sites com informações de grande importância para a
área acadêmica, de pesquisa e de serviços, que se perdem quando procurados
por meio dos mecanismos de busca da web, como Google, AltaVista e outros da
Internet.

�Cabe comentar, especificamente sobre a web, aspectos sobre seu
crescimento e conseqüente disponibilidade de informações. De acordo com
pesquisa realizada em junho de 1999 sobre o crescimento da internet no mundo,
foi detectado que a rede contava com cerca de 2 bilhões de páginas na web,
sendo criadas a cada dia uma média de 7 milhões de novas páginas
(GARATTONI 2001). Outros dados, em meados de 2000 (TERRA e GORDON
2002), apontam para cerca de 550 bilhões de documentos na web e outros, ainda,
para 800 milhões (FALCÃO 2000). De toda essa produção de páginas e
conseqüente quantidade de informações, estudos confirmam que 83% desse
conteúdo são de cunho comercial (LAWRENCE e GILES 1998).
Todo esse volume de informação na web tem sido considerado um dos
principais problemas da internet, pois não existe um diretório universal de
endereços que possa executar múltiplas e abrangentes buscas na web, fazendo
com que o usuário não precise consultar mais de um sistema de busca, sem
perder milhares de outras informações importantes (ARAUJO 1999/2000,
CIANCONI 2001, LAWRENCE e GILES 1998, POWELL e FOX, 1998).
Corroborando essa afirmação, o motor de busca HotBot recupera apenas 34% das
páginas indexáveis (MARCONDES e SAYÃO 2001); o AltaVista, apenas 28%; o
Excite, 14%; o Infoseek, 10%; sem contar que alguns sites podem negar a
permissão de visita de um motor de busca. Atualmente, o motor de busca mais
utilizado tem sido o Google, que indexa cerca de 4 trilhões de páginas, no maior
banco de dados existente.*
A questão da sobrecarga de informações propiciada pela internet tem sido
bastante debatida na literatura (CIANCONI 2001, GARATTONI 2001, LAWRENCE
e GILES 1998, 1999, MARCHIORI 2002, POWELL e FOX 1998, REPMAN e
CARLSON 1999, TARGINO e GARCIA 2000, TERRA e GORDON 2000,
VOORBIJ 1998, entre outros) que, aliada à diversidade cada vez mais acentuada
da tecnologia da informação disponível, representa um dos grandes problemas
sentidos pelo pesquisador (CUENCA 2004). Um pesquisador menos familiarizado
*

Google Inc [http://www.google.com], consultado em abril 2004

�com as fontes eletrônicas tende a verificar centenas de sites resultantes de uma
busca, com a possibilidade de não encontrar nenhuma informação útil para sua
pesquisa. Nesse processo, perde-se muito tempo, constituindo estímulo negativo
para o uso da internet.

De acordo com CUENCA (2004), o excesso de

informações e a dificuldade em encontrá-las na Internet foram também apontadas
pelos docentes brasileiros da área de saúde pública como barreiras para o uso
efetivo da rede.
A questão da manutenção das informações nos sites também tem sido
considerada uma dificuldade para maior utilização da Internet. Em relação aos
conteúdos da web, diversos autores concordam que a quantidade de links
irrelevantes (VOORBIJ 1999, MARCHIORI 2002, CIANCONI 2001) e inativos,
conseqüentes à desatualização dos sites (CIANCONI 2001), faz com que não se
possa garantir a permanência do texto na web (MARCHIORI 2002), afetando a
percepção do pesquisador quanto à qualidade desses conteúdos. Estes
constituem obstáculos para maior uso da rede pelo pesquisador e desafio para as
bibliotecas desde o advento das novas tecnologias.

KOEHLER (1999) estimou

que 17,7% dos websites e 31,8% das páginas na web desaparecem em um ano, e
0,5% em uma semana; outros 5% desaparecem e voltam a aparecer em uma
semana; 31% mudam de endereço, e 97% sofrem algum tipo de alteração no
período de um ano.
Devido a esses problemas defrontados diariamente, a comunidade
acadêmica ainda não deposita total confiança nos meios eletrônicos para busca e
disponibilização de informações científicas.

O comentário a seguir de um

pesquisador da área de saúde pública (CUENCA 2004) ilustra a necessidade de
validação e organização das informações contidas na internet:
A comunidade científica deveria discutir como poder
classificar alguns sites quanto à credibilidade. Como não
existe a figura do editor em comunicação científica,
qualquer pesquisa ou trabalho com conteúdos e
metodologia sofríveis encontra-se na internet. É muito
trabalho ‘garimpar’ o que realmente vale a pena.

�Para minimizar os problemas encontrados na busca da informação
científica algumas iniciativas estão sendo implementadas, como as bibliotecas
virtuais, que coletam, selecionam e organizam informações de sites para que
sejam recuperadas por meio de ferramenta da web. No Brasil, são conhecidas na
área da saúde a Biblioteca Virtual em Sáude da BIREME, no seu componente LIS
(Localizador de Informações em Saúde**), e Sites em Saúde Pública***, além das
bibliotecas virtuais temáticas do Prossiga/CNPq nas áreas de saúde reprodutiva****
e de saúde mental*****.
Assim, a proposta deste trabalho é divulgar o LIS - Localizador de
Informações em Saúde, serviço denominado Sites em Saúde Pública (LIS-SP),
especificamente desenvolvido para a Biblioteca Virtual em Saúde Pública, pela
BIREME (2003), em parceria com o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde
Pública da USP, Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. O
“Sites em Saúde Pública” (LIS-SP) compõe o portal de fontes de informação dessa
Biblioteca Virtual e contém o catálogo de fontes de informação em saúde pública,
disponíveis na Internet e selecionadas segundo critérios de qualidade,
descrevendo o conteúdo destas fontes e oferecendo os respectivos endereços na
Internet. O LIS-SP tem como objetivo promover acesso às fontes eletrônicas de
informação de interesse para a área para uso de pesquisadores e técnicos da
área de saúde pública.

METODOLOGIA
Adota a metodologia LIS, resultado da cooperação técnica entre o Centro
Nacional de Información de Ciências Médicas (CNICM), a Red Telemática de
**

O LIS pode ser consultado na Biblioteca Virtual em Saúde, no endereço &lt; http://www.bireme.br&gt;

***

Sites em Saúde Pública pode ser consultado na Biblioteca Virtual em Saúde Pública, no endereço:

&lt;http://www.saudepublica.bvs.br&gt;
****
*****

Biblioteca Virtual em Saúde Reprodutiva: &lt;http://www.prossiga.br/fsp_usp/saudereprodutiva&gt;
Biblioteca Virtual em Saúde Mental: &lt;http://www.prossiga.br/ee_usp/saudemental&gt;

�Salud de Cuba (INFOMED) e a BIREME. A partir dessa metodologia foi criada
uma base de dados cujas planilhas na web são preenchidas de forma
compartilhada, pelas instituições envolvidas. Cada instituição, de forma remota,
alimenta uma única base, a partir da identificação, seleção, certificação e registro
de sites de interesse,

seguindo definição de níveis de responsabilidade para

atualização e integridade das fontes de informação.
O LIS-SP segue normas e formatos internacionais amplamente adotados
em bibliotecas e centros de documentação e em uso atualmente na Internet.
Baseia-se no GILS (Global Information Locator Service) e no formato Dublin Core,
com alguns campos de dados adicionais.
Para esse fim, a BIREME também propiciou a capacitação dos
profissionais responsáveis pelo ingresso do registro de fontes de informação
(dados de instituições responsável, resumo informativo e indexação de conteúdo,
tecnologia DeCS), compatibilizando a busca no LIS-SP com a navegação
conceitual nas demais fontes da Biblioteca Virtual em Saúde Pública.
Os sites são selecionados a partir de critérios já estabelecidos,
desenvolvidos pela BIREME e Faculdade de Saúde Pública e aprovados pelas
demais instituições participantes,
informação em saúde pública

que garantem a qualidade

disponibilizadas ao público.

das fontes de

Os registros são

indexados de acordo com o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), na
Categoria SP-Saúde Pública e classificados segundo Área Temática específica
para a Saúde Pública, a partir das rotinas estabelecidas de seleção, alimentação e
atualização da LIS-SP como componentes integrados a Biblioteca Virtual em
Saúde Pública.
Para a validação das informações – textos, monografias, dados estatísticos,
entre outros – incluídas no LIS-SP, foi formado um grupo de especialistas, com
docentes, alunos de pós-graduação e bibliotecários da área, que se responsabiliza
pela certificação das fontes selecionadas, visando a dar qualidade ao LIS-SP.

�PRINCIPAIS RESULTADOS
Os principais resultados desde a implantação do LIS Saúde Pública, em
2002, são:
a) Base exaustiva de fontes de informação em saúde pública organizada e
disponível na Internet, com registros de sites em âmbito nacional (em
uma primeira fase) e internacional (em uma segunda fase já iniciada).
b) Disponibilização de um mecanismo de atualização sistematizada das
fontes de informação em saúde pública disponíveis na Internet.
c) Busca com operadores booleanos e, automaticamente, através das
áreas temáticas que compõem a Saúde Pública.
d) Uma equipe com profissionais bibliotecários e especialistas em saúde
pública treinados na metodologia e que atuam como multiplicadores do
sistema.
e) Produtos como "manual de execução do LIS" que inclui identificação,
certificação, registro e controle dos sites e documento "Critérios para
seleção e certificação de fontes de informação em saúde pública para o
LIS" .
f) Trabalho integrado das equipes que atuam de forma descentralizada,
em diferentes instituições congêneres convergindo para a alimentação
de fonte única de informação, que constitui importante experiência de
trabalho compartilhado.
g) 2464 registros ativos de sites validados, visíveis para o usuário na
página do LIS-SP, com resumo e URL, com média diária de acesso ao
site de 400 visitas.

�h) Atendimento remoto ao usuário realizado em até 24 horas, com
respostas personalizadas; em 2003 foram cerca de 70 solicitações de
usuários remotos, através do e-mail do LIS-SP - bvssplis@fsp.usp.br

CONSIDERAÇÕES
Pode-se afirmar que a evolução das bibliotecas tradicionais para o mundo
virtual é um fato atrelado à própria evolução da internet (ARAUJO 1999/2000).
Nesse processo, as bibliotecas virtuais continuarão fundamentais no processo da
comunicação científica, já que a informação que é produzida em formato impresso
se tornará cada vez mais disponível em meio digital (DINIZ 1999). Alguns autores
já consideram a possibilidade de que as bibliotecas virtuais de periódicos
científicos sejam importantes para o crescimento do impacto internacional das
publicações (ALONSO e FERNANDEZ-JURICIC 2002).
Apesar da idéia de que a internet veio para facilitar as atividades dos
pesquisadores, resultados de pesquisas (CUENCA 2004) mostram que os
usuários sentem-se inseguros quanto às rápidas mudanças nos softwares,
sentindo dificuldade para encontrar informações e estressados com o excesso de
informação disponível. Nesse cenário o mecanismo de busca propiciado pelo LISSaúde Pública favorece o usuário que procura informações validadas da Internet
com menor dispêndio de tempo e com resultado de busca eficiente e eficaz.
Como a internet tem seu espaço garantido no dia-a-dia da vida acadêmica,
pois facilita as atividades de ensino e de pesquisa científica (CUENCA 2004), a
comunidade acadêmico-científica deve utilizar cada vez mais o LIS-SP como
mecanismo de busca, considerando-o uma fonte importante de informação.

�REFERÊNCIAS
ALONSO WJ, FERNANDEZ-JURICIC E. Regional network raises profile of local
journals. Nature , London, v.415, n.6871,p. 471-2, 2002
ARAUJO WJ de. Ferramentas para promoção em web sites de unidades de
informação. Revista de Biblioteconomia de Brasilia v.23/24, n.1 esp, p. 69-88,
1999/2000.
BIREME. Projeto Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo, 2002. Disponível em:
[21 julho 2003] http://www.bireme.br
CIANCONI, R. Gestão da informação na sociedade do conhecimento. 2a. ed.
Brasilia, SENAI/DN, 2001.
CUENCA, AMB O uso da Internet por docentes da área de saúde pública no
Brasil. São Paulo, 2004. [Tese de Doutorado em Saúde Pública – Faculdade de
Saúde Pública da Universidade de São Paulo)
DINIZ, P. Biblioteca do futuro: sem paredes e barreiras físicas as bibliotecas
ampliam suas fronteiras e democratizam a informação. Revista Internet.br.
Disponível em http://www.cg.org.br/gt/gtbv/artigo02.htm Acesso em 15 jul 2003.
FALCÃO, D. Informação demais adoece. Folha de São Paulo, São Paulo, 21 set.
2000. Suplemento Equilibrio, p.11
GARATTONI, B. Saiba navegar sem estar conectado à rede. Folha de São
Paulo. 17 jan 2001. Caderno de Informática, p. F6.
KOEHLER, W. An analysis of web page and web site constancy and
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v. 50, p. 162-80, 1999.
LAWRENCE S, GILES CL. Searching the world wide web. Science, New York,
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LAWRENCE S, GILES CL. Accessibility of information on the web. Nature,
London, v.400, n.6740, p.107-9, 1999; Disponível em &lt;http://www.nature.com&gt;

�MARCHIORI, PZ. Contribuição da tecnologia para o desenvolvimento da
produção científica e da publicação eletrônica. Recife, 2002. [Apresentação no
12o. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 21-25 out 2002 – Mesa
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MARCONDES CH, SAYÃO LF. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ciência da Informação , Brasília, v.30, p.24-33. 2001.
POWELL J, FOX E A . Multilingual federated searching across heterogeneous
collections. D-Lib Madazine Sept 1998. Disponível em:
http://www.dlib.org/dlib/september98/powell/09powell.html
REPMAN J, CARLSON RD. Surviving the storm: using metasearch engines
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TARGINO, M das G, GARCIA, JCR. Ciência brasileira na base de dados do
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TERRA JCC, GORDON C. Portais corporativos: a revolução na gestão do
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VOORBIJ HJ. Searching scientific information on the internet: a Dutch academic
user survey. Journal of the American Society for Inormation Science, New York,
v. 50, p.598-615, 1999.
∗

Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br

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Documentação&#13;
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                <text>Um sistema de gerenciamento de competências tem como finalidade o armazenamento de dados sobre as competências profissionais a fim de permitir a formação de equipes em projetos, planejamentos de capacitação, dentre outras tomadas de decisões. Baseando-se nesta assertiva este estudo tem por objetivo apresentar um mapeamento de competências do staff da Biblioteca Central Prof. Faris Michaele da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Paraná, visando  valorizar a capacitação dos servidores e o desenvolvimento de habilidades que se adeqüem às mudanças e realidade (ou particularidade) institucional. Para tanto, foram listados os cargos existentes e identificadas as suas atribuições para direcionar e estabelecer diretrizes que relacionem aprendizado x produtividade x renovação de competências.</text>
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                    <text>EDITORA ELETRÔNICA: UM NOVO DESAFIO DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS NA ERA DA INTERNET

Angela Maria Belloni Cuenca∗
Eidi Raquel Franco Abdalla∗∗
Cristina Mylek∗∗∗

RESUMO
A Editora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo teve
origem no projeto piloto apresentado ao XISNBU, durante o I Simpósio de
Bibliotecas Universitárias da América Latina e do Caribe e foi lançado oficialmente
em 2002. A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca
Virtual de Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com
o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de
Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é
da Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública da FSP/USP.
O Projeto busca disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos
na área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na Internet. Após
um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes,
pesquisadores, alunos e técnicos são avaliados por
uma comissão de
especialistas de acordo com a política editorial que traça as diretrizes de seleção
dos documentos. Depois de aprovados, estes são descritos de acordo com a
metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf no website do
projeto, estando acessíveis na Internet para qualquer interessado. A crescente
coleção de textos completos de saúde pública pode ser consultada livremente na
Internet através da BVS-SP. Atualmente é possível realizar buscas por autor, título
ou área temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o
documento na íntegra. Este projeto aponta tendência de um novo papel das
bibliotecas universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao
conhecimento ténico-científico gratuito da sociedade.

INTRODUÇÃO
Com as novas tecnologias da informação e a internet, as publicações
científicas têm sido disponibilizadas também por meio eletrônico, principalmente
na forma on-line, mantendo ou não seu correspondente impresso. Neste cenário,
os pesquisadores convivem simultaneamente com ambos os formatos; enquanto o
impresso os beneficia com sua forma linear de leitura, que lhes facilita a

�assimilação de idéias, o eletrônico pode lhes possibilitar interatividade, consulta
mútua a inúmeros outros documentos, imagens e sons, além da velocidade de
acesso (MARCHIORI 2002).
A comunicação científica, nesse processo de transição do impresso para o
eletrônico, tem sido muito facilitada graças ao importante papel dos editores e
profissionais da informação que têm a difícil tarefa de organizar a transferência de
informações (MEADOWS 1999). Os profissionais da informação incumbem-se de
tratar e armazenar o material oriundo das editoras, de modo que possam ser
acessíveis

aos

pesquisadores

e

os

editores

científicos,

por

sua

vez,

responsabilizam-se por receber os textos, selecioná-los, prepará-los para
publicação e assim divulgar os resultados da ciência.
Com a inserção das tecnologias da informação na editoração dos textos
científicos, autores, editores e profissionais da informação passaram a conviver
com softwares e as mais diversas linguagens que facilitam a elaboração de textos
(MARCHIORI 2002). Os controles de manuscritos e relatorias nas editoras
científicas foram mais facilitados pelos e.prints (softwares ligados a bancos de
dados), que possibilitam entrada de dados, recuperação, manutenção de
correspondência, saída de relatórios, controle de fluxo, gerenciamento de
manuscritos e acompanhamento do processo de avaliação, entre outros (HURD
2000, MARCHIORI 2002).
Recentemente foi divulgado que cientistas norte-americanos anunciaram
uma editora científica virtual sem fins lucrativos, a Public Library of Science
(http://www.publiclibraryofscience.org), que pretende lançar títulos eletrônicos
gratuitamente via internet para competir com grandes revistas do setor, como a
Science e a Nature (FAPESP 2003). No Brasil, iniciativa do Projeto SciELO Scientific Electronic Library Online (http://www.scielo.br) tem objetivo similar, ou
seja, beneficiar a inserção da literatura científica brasileira no cenário nacional e
internacional.

�A disponibilização de documentos inéditos, na íntegra, de acesso universal
e gratuito, já é uma tendência na concepção das bibliotecas virtuais, sendo uma
delas dada a público em 2002: a Editora Eletrônica* de textos em saúde pública.
A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca Virtual
em Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com o
Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de
Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é
da Biblioteca: Centro de Informação e Referência em Saúde Pública (CIR) da
FSP/USP.
Semelhante, mas não igual ao SciELO –– que é “uma biblioteca virtual de
revistas científicas brasileiras em formato eletrônico” e que “organiza e publica
textos completos de revistas na Internet/Web”, a Editora Eletrônica publica coleção
de textos completos, sobretudo monografias que visem à divulgação de temas de
interesse para o desenvolvimento da saúde pública, direcionados para a
comunidade acadêmica e profissional. Podendo divulgar também textos de
interesse para a educação em saúde pública, com atenção à população leiga.
A Editora Eletrônica da FSP/USP pretende dar maior visibilidade e
acessibilidade dos textos de saúde pública produzidos nas instituições brasileiras
especializadas nessa área. Segundo MENEGHINI (2002) “A literatura científica da
corrente principal (periódicos que estão indexados no Instituto para Informação
Científica, ISI) não reflete adequadamente a comunidade de pesquisadores, nem
a produtividade nacional de países em desenvolvimento”, e a Editora Eletrônica é
mais uma ferramenta de divulgação da produção científica nacional.

* A Editora Eletrônica da Faculdade de Saúde Pública da USP, integrante da Biblioteca Virtual em Saúde
Pública, desenvolvida em parceria com a BIREME, pode ser consultada no endereço &lt;http://www.bvssp.fsp.usp.br/tecom/index.html&gt;

�OBJETIVOS
Além de disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos na
área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na internet, a
Editora Eletrônica da FSP tem como objetivos:
Estimular a produção e divulgação de textos completos atuais e de
relevância para a área da saúde pública
Divulgar a produção selecionada de acordo com os critérios estabelecidos
pela Comissão Editorial
Garantir o registro de textos divulgados na base de dados LILACS-SP
Mostrar tendências e identificar demandas temáticas não atendidas

METODOLOGIA
Após um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes,
pesquisadores, alunos e técnicos da Faculdade de Saúde Pública e demais
Unidades da USP são avaliados por uma Comissão Editorial. Essa Comissão é
constituída por especialistas da área e atua a partir de uma política editorial que
traça as diretrizes de seleção dos documentos. Atualmente é integrada por três
docentes da FSP/USP e um docente convidado da Faculdade de Medicina/USP,
além de uma bibliotecária do CIR.
Depois de aprovados, os documentos são descritos de acordo com a
metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf (Portable
Document Format) no website da Editora, estando acessíveis na internet para
qualquer interessado. Além da consulta por autor e título, existe a possibilidade da
pesquisa ser feita por áreas temáticas (ao todo são vinte e quatro grandes áreas
identificadas por especialistas das instituições participantes do Comitê Consultivo
da BVS-SP).

�Como os direitos autorais na internet são polêmicos e segundo a tendência
na literatura (MARTINS FILHO 1998), todo o material disponibilizado no site da
Editora tem autorização prévia dos autores.

RESULTADOS
Os principais resultados desde a implantação da Editora Eletrônica são:
a) Coleção de cerca de 70 documentos armazenados em servidor próprio,
disponíveis na Internet para acesso gratuito.
b) Disponibilização de um mecanismo de busca por autor, título ou área
temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o
documento na íntegra.
c) Desenvolvimento de website específico para a Editora Eletrônica com
possibilidades de busca e divulgação de notícias de interesse.
d) Uma equipe com profissionais bibliotecários e especialistas em saúde
pública

treinados

na

metodologia

e

que

podem

atuar

como

multiplicadores do sistema.
e) Produtos como "Política editorial" contendo as diretrizes do projeto e
critérios de seleção de documentos e "Instrumento de avaliação do
documento” para orientação do relator na avaliação do mérito e da
forma do documento submetido para publicação.
f) Integração das equipes que atuam no projeto da Editora Eletrônica e
demais

áreas

da

Biblioteca

como

Marketing

e

Informática,

Processamento e Bases de Dados, que constitui importante experiência
de trabalho compartilhado.

�g) Experiência importante para as bibliotecas universitárias com o
estabelecimento de novos paradigmas no âmbito da biblioteconomia e
no papel do bibliotecário com o advento das novas tecnologias da
informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A comunicação eletrônica se estabelece cada vez mais no meio acadêmico
e tende a eliminar os intermediários. No processo da comunicação científica, a
internet possibilita ao receptor da informação a participação direta no processo, ou
seja, interagir com o autor sem intermediários. Com tais facilidades, não só a
divulgação do conhecimento tende a tornar-se mais rápida, como o seu acesso e
julgamento podem ser facilitados (TARGINO 1999/2000). O receptor passa a ser o
juiz da relevância da informação acessada em tempo real, retroalimentando o ciclo
da informação científica (BARRETO 1998).
Neste cenário, não há dúvida de que a internet facilita a divulgação e
promove mais visibilidade à ciência em âmbito mundial.
Segundo MEADOWS (1999) torna-se difícil prever o futuro das publicações
e do processo da comunicação científica na era das redes eletrônicas e o cientista
deve lançar mão de todos os meios possíveis de divulgação da ciência, porque a
comunicação eficiente e eficaz é parte fundamental do processo de pesquisa
científica.
Neste sentido, a crescente coleção de textos completos de saúde pública
representa grande avanço na divulgação do conhecimento gerado pela
comunidade acadêmico-científica e técnica brasileira na área de saúde pública e
de forma mais ágil que os similares impressos.

�A Editora Eletrônica aponta a tendência de um novo papel das bibliotecas
universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao
conhecimento técnico-científico gratuito para a sociedade.

REFERÊNCIAS

BARRETO, A. de A. A condução da informação. S Paulo Perspect, São Paulo, v.
16, n. 3, p. 67-74, 2002.
HURD, J. M. The transformation of scientific communication: a model for 2020. J
Am Soc Inf Sc, v. 51, n. 14, p. 1279-83, 2000.
FAPESP. Acesso livre e gratuito. Pesq Fapesp, São Paulo, p. 24-5, fev. 2003.
MARCHIORI, P. Z. Contribuição da tecnologia para o desenvolvimento da
produção científica e da publicação eletrônica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU,
2002.
MARTINS FILHO, P. Direitos autorais na Internet. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 2,
p.183-188, 1998.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Trad. A A Briquet de Lemos.
Brasília: Briquet de Lemos Livros, 1999.
MENEGHINI, R. O projeto Scielo (Scientific Electronic Library on Line) e a
visibilidade da literatura científica "Periférica". Quím. Nova, v.26, n 2, p.155-156,
mar./abr. 2002.
PACKER, A. L.; BIOJONE, M. R.; ANTONIO, I. et al. SciELO: uma metodologia
para publicação eletrônica. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n 2, p. 109-121, 1998.
TARGINO, M. das G. Divulgação de resultados como expressão da função social
do pesquisador. R Bibliotecon Brasília, Brasília, v. 23/24, n. 3, p. 237-66,
1999/2000

�∗

abcuenca@usp.br
eiabdall@usp.br
∗∗∗
bvssptxt@fsp.usp.br
Biblioteca:Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗

�</text>
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                <text>A Editora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo teve origem no projeto piloto apresentado ao XISNBU, durante o I Simpósio de Bibliotecas Universitárias da América Latina e do Caribe e foi lançado oficialmente em 2002. A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca Virtual de Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é da Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública da FSP/USP. O Projeto busca disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos na área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na Internet. Após um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes, pesquisadores, alunos e técnicos são avaliados por uma comissão de dos documentos. Depois de aprovados, estes são descritos de acordo com a metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf no website do projeto, estando acessíveis na Internet para qualquer interessado. A crescente coleção de textos completos de saúde pública pode ser consultada livremente na Internet através da BVS-SP. Atualmente é possível realizar buscas por autor, título ou área temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o documento na íntegra. Este projeto aponta tendência de um novo papel das bibliotecas universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao conhecimento ténico-científico gratuito da sociedade. </text>
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                    <text>INFORMAÇÃO DIGITAL: UMA ABORDAGEM SOBRE A NECESSIDADE DE
ESTABELECER UMA POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO

Adriana de Almeida Barreiros∗
Edna Tiemi Yokoti Watanabe∗∗
Fátima Aparecida Colombo Paletta∗∗∗

RESUMO
Um dos desafios da "era do conhecimento" é o acesso amplo e veloz às
informações. Neste contexto, temos as redes de informação e a internet; meios
eletrônicos que viabilizam com rapidez sua recuperação. Para essa inovação,
contamos com o desenvolvimento constante da tecnologia da informação.
Entretanto, estas ferramentas dependem de fatores políticos, econômicos e
sociais, o que as tornam vulneráveis em sua manutenção. Diante do desafio
tecnológico, apresentamos uma abordagem sobre a necessidade de
estabelecermos uma política de preservação da informação digital.
PALAVRAS-CHAVE: Informação digital.
tecnológica. Política de preservação.

Preservação

digital.

Informação

1 INTRODUÇÃO
Vivemos em um período de intensas e surpreendentes transformações. No
contexto social, nos deparamos com os avanços tecnológicos, redes de
informações e a internet, duas grandes mudanças que se estabeleceram nesta
era.
Faz-se necessário migrar dados para mídias novas em período mínimo de
dois anos, do contrário, muitas informações serão perdidas no turbilhão de
constantes evoluções em que estamos imersos.
A principal característica destas ferramentas são a ampla troca de
informações

entre

os

pesquisadores,

gerando

comunicação

rápida

de

conhecimento e permitindo o avanço da ciência. Este comportamento interfere
nas universidades, bem como em suas respectivas bibliotecas, pois cabe a elas o

�tratamento das informações, a recuperação do conhecimento explícito e a
preservação da informação de valor, para que as gerações atuais e futuras
possam ter acesso a tudo o que existe, transformando o que é conhecido em
novo conhecimento, considerando os diferentes aspectos, características e
especificidades. A medida em que o esmiuçamos, estamos gerando mais e mais
conhecimento; é o início do ciclo de retroalimentação.
Diante de tamanha avalanche de informações, só é possível sobreviver à
demanda com a revolução tecnológica, através da documentação digital,
produzida pela inovação da gestão de informação.
Um simples avanço tecnológico pode evocar uma cascata crescente de
incertezas. É o choque do desenvolvimento tecnológico sem limite, de recursos
limitados e de necessidades ilimitadas sob a ótica do usuário. No entanto, é a
tendência certa para as bibliotecas.
Identificar e agir antecipadamente, conforme as tendências, garante uma
vantagem competitiva e pode salvar o patrimônio intelectual e cultural da
instituição.
Para tanto, é importante definir uma política

de preservação para a

documentação eletrônica das universidades.

2 PRESERVAÇÃO E INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA
A discussão sobre a preservação de documentos eletrônicos tem envolvido
vários especialistas: bibliotecários, arquivistas, profissionais de tecnologia de
informação. Todos são constantemente confrontados à crescente necessidade de
manter disponíveis e acessíveis os registros armazenados em meio eletrônico.
As ameaças que os documentos eletrônicos sofrem são semelhantes aos
suportes tradicionais (papel). A diferença de um documento não eletrônico é que
a perda da informação é mais lenta e visível o que a torna passível de
restauração, enquanto “os dados gravados na superfície metálica magnetizada

�dos dispositivos de armazenamento mais largamento utilizados, podem tornar-se
irrecuperáveis” (SANT’ANNA, 2001), uma vez que, normalmente não se percebe
o problema em arquivos até que haja falha ao acessá-los.
O advento de versões eletrônicas para publicações existentes em papel, foi
visto como um importante passo, acelerando a divulgação de informações
científicas, principalmente. Entretanto, é causa de preocupação, exigindo atenção
dos formuladores de políticas de aquisição para bibliotecas, em particular as
universitárias, pois é difícil o acesso às publicações já adquiridas, se não houver
no contrato com as editoras uma cláusula que permita acessar a documentação
depois de expirada a assinatura. Em outras palavras, caso o assinante não exija
acesso permanente às publicações on-line do ano pago, perderá direito de
consulta no caso de não manter a assinatura no ano seguinte.
Várias questões são levantadas quando se trata de informação tecnológica
e a durabilidade dos suportes eletrônicos. Existem muitas controvérsias quanto a
longevidade dos dados contidos neste tipo de suporte (BARREIROS e PALETTA,
2002; INNARELLI, 2003, 2004).
Outra questão são as informações que desaparecem na rede. Um estudo
feito pelo pesquisador americano Jonathan Wren “mostrou que muitos artigos
publicados na internet acabam em um límbo digital”, ou seja sumiram. Apenas a
mensagem de “página não encontrada” aparece. Preocupada com a possibilidade
de perda das informações, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos tem um
projeto que mantém cópias de artigos na Internet Archive http://www.archive.org
(AGÊNCIA FAPESP, 2004).

3 INICIATIVAS EM PRESERVAÇÃO DIGITAL
É fato que grande parte da informação gerada no mundo hoje é digital,
portanto, tornou-se mundial a preocupação com a gestão da mesma.
Organizações públicas e privadas, instituições de ensino e pesquisa, bem
como outros setores da sociedade comprometidos com a informação,

�reconhecem que é necessário assegurar a preservação a longo prazo e o acesso
contínuo.
Assim sendo, algumas instituições internacionais se reuniram no Encontro
da Biblioteca Nacional de Portugal para tomar conhecimento em cursos, projetos,
e divulgação de métodos e práticas já desenvolvidas na preservação e acesso de
documentação digital. Entre elas, a European Comission on Preservation and
Access – ECPA criada em 1994 para promover atividades ligadas a salvaguardar
as coleções de bibliotecas européias, em suporte tradicional ou digital. Há ainda,
o Programa Europeu IST – Information Society Technologies e o Council on
Library and Information Resources – CLIR, organização não governamental dos
Estados Unidos que congrega as instituições americanas ligadas aos problemas
da preservação e do acesso, que promove e difunde atividades nessas áreas
(CAMPOS, 2004).
Outra instituição envolvida em promover uma política na área é a
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO), que em sua constituição estabelece que:
...a organização deve ajudar a conservação, o progresso e a
difusão do saber, zelando pela conservação e proteção do
patrimônio universal de livros, obras de arte e monumentos de
interesse histórico e científico, que seu programa de Informação
para todos oferece uma plataforma para o debate e a ação sobre
políticas de informação e sobre a salvaguarda dos
conhecimentos conservados em forma documental, e que seu
programa “Memória do Mundo” tem por objetivo garantir a
preservação do patrimônio documental do mundo e acesso
universal ao mesmo.

Com esse compromisso, a UNESCO lançou um documento intitulado
“Carta para la preservación del patrimônio digital” (Organización Cientifica de las
Naciones Unidas Cultural Educativo, 2003), colocando as medidas necessárias a
serem tomadas, bem como as atribuições para a política de preservação digital.
Diante deste documento e a evidência da fragilidade do armazenamento de
informações eletrônicas, geradas em grande quantidade nas universidades,
instituições de pesquisa e outros setores brasileiros, o Conselho Nacional de

�Arquivos (CONARQ), através da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos,
elaborou o Anteprojeto de Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico
Digital. O documento foi apresentado pela historiadora Cláudia Lacombe, do
Arquivo Nacional e membro do grupo de trabalho criado especialmente para
estudar as questões envolvendo o documento digital, no segundo

Simpósio

Internacional sobre Bibliotecas Digitais, em Campinas (Conselho Nacional de
Arquivos, 2004).
O texto apresenta os seguintes problemas relacionados a documentação
digital:
Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em
assegurar a preservação em longo prazo;
Fragilidade intrínseca ao armazenamento digital - degradação física;
Rápida obsolescência da tecnologia digital: hardware, software e
formatos;
Complexidade e custos da preservação digital;
Multiplicidade de atores envolvidos;
Dependência social da informação digital: dependência do documento
digital como fonte de prova das funções e atividades de indivíduos,
instituições e governos.
E traz, também, proposta de elaboração de estratégias e políticas,
estabelecimento de normas e promoção do conhecimento (LACOMBE, 2004).
Tais iniciativas são primordiais, enquanto modelos de responsabilidade que
vislumbram

um

futuro

onde

haverá

um

mundo

cheio

de

tecnologias

desconhecidas e deterioração de sistemas.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pesquisadores, governo, empresas públicas e privadas dependem cada
vez mais dos documentos digitais, para o exercício de suas atividades.

�A importância de preservar, e gerir a informação digital é clara no contexto
atual: estudos mostram que a tecnologia digital é um meio frágil e instável de
armazenamento, dificultando a garantia de acesso no futuro.
As universidades, grandes produtoras deste tipo de informação, não podem
ficar alheias a essa discussão, nem da necessidade de desenvolver uma política
específica para o problema da preservação digital, bem como, legislação,
metodologias padrões e protocolos que minimizem esta falha.
Estimular a inserção do tema preservação do patrimônio digital na
formação dos profissionais da informação, especialmente os arquivistas,
bibliotecários e profissionais da ciência da computação, exige investimento
financeiro elevado e contínuo, devido à multiplicidade de questões financeiras,
administrativas, legais, políticas, econômicas, que envolvem informações em
formato digital. Portanto, preservar exige compromissos entre a indústria de
tecnologia da informação e organizações envolvidas na produção de informação.
É fundamental o intercâmbio entre as instituições que já desenvolveram
projetos e políticas para o assunto. É conhecendo o problema que podemos
formular opções para solucioná-lo. A consciência da situação está em unirmos
forças. O grande desafio é mantermos o conhecimento, que no terceiro milênio,
está com as bibliotecas, pois estas são ainda:
Lugar da memória nacional, espaço de conservação do
patrimônio intelectual literário e artístico, uma biblioteca é
também o teatro de uma alquimia complexa em que, sob o efeito
da leitura, da escrita e de sua interação, se liberam as forças, os
movimentos do pensamento. É um lugar de diálogo com o
passado, de criação e inovação, e a conservação só tem sentido
como fermento dos saberes e motor dos conhecimentos, a
serviço da coletividade inteira. (PODER das bibliotecas, 2000).

ABSTRACTS
One of the challenges of the so-called “knowledge era” is the vast and rapid
access to information. In this context, we have the information networks and the
internet, electronic means which make its recovery possible and rapid. For this
innovation we count on the constant information technology development.
However, these tools depend on political, economic and social factors, which

�make them vulnerable in its maintenance. Facing the technologic challenge we
present a approach about the necessity of establishing a digital information
preservation policy.
KEYWORDS: Digital information. Preservation digital. Information technology.
Preservation political.

REFERÊNCIAS

AGENDA FAPESP. Artigos não encontrados. Disponível em:
&lt;http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data%5Bid_materia_boletim%
5D=1653&gt;. Acesso em: 15 abr. 2004.
BARREIROS, A. A. ; PALETTA, F. A. C. A durabilidade dos suportes eletrônicos e
a preservação da informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
CAMPOS, F. M. Informação digital: um novo patrimônio a preservar. Disponível
em: &lt;http://www.bn.pt/agenda/ecpa/informacao_digital.html&gt;. Acesso em: 18 mar.
2004.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS Anteprojeto de carta de preservação
do patrimônio arquivístico digital. Disponível em:
&lt;http://www.arquivonacional.gov.br/conarq/cam_tec_doc_ele/download/carta_de_
preserva%E7ao%20anteprojeto.pdf&gt;. Acesso em: 15 jun. 2004.
INNARELLI, H.C. Preservação de documentos eletrônicos. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/siarq/arq_setoriais/preservacao_documentos_eletronicos.
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INNARELLI, H.C. Iniciativas de preservação digital. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8397&gt;. Acesso em: 03 jun. 2004.
LACOMBE, C. Anteprojeto de Carta de Preservação do Patrimônio Arquivístico
Digital. Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8385&gt;. Acesso
em 07 jun. 2004.
Organización Cientifica de las Naciones Unidas Cultural Educativo. Carta para la
Preservación del Patrimonio Digital. Disponível em:

�&lt;http://portal.unesco.org/ci/file_download.php/Charter_es.pdf?URL_ID=13367&amp;file
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e=Charter_es.pdf&amp;location=user-S/&gt;. Acesso em: 28 abr. 2004.
PODER das bibliotecas. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000. 352p.
SANT’ANNA, M. L. Os desafios da preservação de documentos públicos digitais.
Disponível em: &lt;http://www.ip.pbh.gov.br/revista0302/ip0302santanna.pdf&gt;.
Acesso em: 15 jun. 2004.

∗

adribar@bcq.usp.br
edna@bcq.usp.br
∗∗∗
fatima@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS – DBDCQ Av. Prof. Lineu Prestes, 950 - Cidade Universitária 05315970 - São Paulo - SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e 3091-3669 - Fax: (0xx11) 3812-8194
http://www.bcq.usp.br bibcq@bcq.usp.br
∗∗

�</text>
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                <text>Um dos desafios da "era do conhecimento" é o acesso amplo e veloz às informações. Neste contexto, temos as redes de informação e a internet; meios eletrônicos que viabilizam com rapidez sua recuperação. Para essa inovação, contamos com o desenvolvimento constante da tecnologia da informação. Entretanto, estas ferramentas dependem de fatores políticos, econômicos e sociais, o que as tornam vulneráveis em sua manutenção. Diante do desafio tecnológico, apresentamos uma abordagem sobre a necessidade de estabelecermos uma política de preservação da informação digital.</text>
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                    <text>COOPERAÇÃO E COMPARTILHAMENTO COMO AÇÕES ESTRATÉGICAS DO
SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE
MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: A BUSCA DA EXCELÊNCIA

Maria Fazaneli Crestana∗
Marinalva de Souza Aragão
Suely Campos Cardoso
Tania Almir de Jesus Dias
Maria Julia Andrade Lourenção Freddi
Valéria de Vilhena

RESUMO
A integração da Instituição Faculdade de Medicina com ex-alunos, parceiros e
entidades afins tem sido uma das características da comunidade científica
visando a formação de alianças na busca da competitividade pela modernização,
inovação, e disponibilização do conhecimento, pautados no cumprimento do seu
papel social, através do ensino e da assistência à saúde. Nesse sentido, o
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da USP –
SBD/FMUSP, divulga três ações consideradas estratégicas para garantir o
crescimento qualitativo e quantitativo da sua capacidade de entrega e
credibilidade: com início no ano de 2003, a ação de Atualização e
Complementação do Acervo Básico de Livros para a Graduação Médica, revelouse estrategicamente fundamental para o alinhamento com as diretrizes
corporativas da FMUSP; sob o prisma econômico-financeiro, com ganhos
revertidos para as Instituições envolvidas, o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita
Albert Einstein – HIAE, São Paulo, SP, estabeleceram, desde 2003, uma parceria
para Acesso a Revistas Eletrônicas em Texto Completo - OVID, para cerca de
cem títulos, devendo ser ampliado para o corrente ano. O Programa Amigo da
Biblioteca, iniciado em fevereiro de 2004, arrecada fundos através de doações em
depósitos bancários, com a finalidade de modernização do SBD/FMUSP, dando
aos profissionais graduados nessa Instituição a oportunidade de retribuir os
ensinamentos usufruídos e manter os laços acadêmicos, além de acesso à OVID,
prerrogativa exclusiva da comunidade FMUSP. A implantação dessas ações
confirma o compromisso do SBD/FMUSP de compartilhar e cooperar para a
satisfação informacional da comunidade científica, e tem apresentado bons
resultados, incentivando a continuidade.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas médicas/tendências. Estratégias. Ciência da
informação/ organização e administração. Acervo de bibliotecas/utilização.

�INTRODUÇÃO

Nas tendências verificadas no ambiente das empresas competitivas, as
alianças estratégicas são abordadas como possibilitando a “... melhoria da
posição competitiva de uma empresa fortalecendo seus produtos, seu acesso ao
mercado e a recursos, suas operações, suas qualificações técnicas, seu
crescimento estratégico e sua organização[...]”, podendo ser usadas também “...
para a obtenção de benefícios financeiros, onde estes constituem a principal
motivação”. (LEWIS, 1992, p. 50).
Ao transpormos para o ambiente das bibliotecas acadêmicas, embora com
características essenciais diferentes do mercado competitivo, as vantagens do
estabelecimento de alianças estratégicas, também são verificadas, já que a
cooperação, de acordo com Lewis (1992), torna possível obter maior eficiência e
realizar economias, uma vez que os recursos são compartilhados, muito embora o
foco principal não esteja na lucratividade e sim na melhoria da capacidade de
entrega dos serviços.
De acordo com Figueiredo (1999, p. 80),
[...] cooperação não é mais uma atividade que as bibliotecas
possam escolher ou não participar, não se concebe mais uma
biblioteca atuando isoladamente. Pode-se dizer que, na verdade,
não deve existir mais uma coisa como “uma biblioteca”, mas
somente “a biblioteca”, ou a fusão de todas através da
cooperação.

O compartilhamento, segundo APTEL (2004), potencializa a utilidade de
uma determinada infra-estrutura, que passa a atender, além da atividade principal
para a qual foi concebida, outras atividades de utilidade pública.
O compartilhamento e a cooperação, assumiram posição de destaque
desde meados dos anos 90, com a perspectiva de crescimento, levando em
consideração o desejo de encontrar solução efetiva para a carência de recursos
financeiros e a falta de espaço.
Comum no vocabulário dos internautas no uso da tecnologia digital, o
compartilhamento significa, para as bibliotecas cada vez mais preocupadas com a

�gestão do conhecimento, a eficiência no acesso remoto e na pesquisa em tempo
real, atributo indispensável para a qualidade da prestação de serviços de
informação.

OBJETIVOS
Descrever as ações de cooperação e compartilhamento empreendidas
pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo – SBD/FMUSP, desde 2003;
Divulgar as ações de cooperação e compartilhamento para promover
outras iniciativas similares com Instituições afins.

O CENÁRIO
As parcerias entre instituições, que nesse caso são da área da saúde, com
enfoques de ensino e assistência, devem prover receitas e racionalização na
utilização dos equipamentos, que reverterão em qualidade na prestação de
serviços e atualização do parque tecnológico.
Outro aspecto a ser considerado na avaliação do cenário que ora se
apresenta é a profusão de ferramentas tecnológicas bem como as fontes de
informação, levando os profissionais dessa área, a não mais somente, avaliar o
impacto da tecnologia no “fazer bibliotecário”, mas também, e primordialmente,
avaliar e selecionar os produtos que pretende oferecer, de acordo com as
tendências observadas e explicitadas por seus usuários.
O acesso à Internet como forma de busca no ambiente acadêmico de
ensino/pesquisa/extensão, exige mais atenção aos produtos específicos, entre
eles as bases de dados on-line; uma vez que, estas constituem importante fonte
de pesquisa, principalmente na área da saúde.

�O planejamento que antecede o estabelecimento da parceria, quer por
questões de dotação orçamentária, quer pelos próprios processos de trabalho,
não

possibilitam

a

realização

de

todas

as

ações,

portanto,

definir

estrategicamente quais ações serão elencadas como “diferenciais” é o foco da
preocupação dos profissionais de informação.
A área médica, tomada como exemplo para caracterizar o grande número
de publicações e divulgação de pesquisas, além das bases de dados nacionais e
internacionais, é um ambiente propício para esse tipo de exercício de priorização,
e definição de estratégias de ação que terão desdobramentos positivos, se as
escolhas forem criteriosas.

AS AÇÕES
Primordialmente, três ações do Serviço de Biblioteca e Documentação da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – SBD/FMUSP, assumiram
papéis significativos na busca e realização de compartilhamento, com impacto
nas práticas informacionais e de prestação de serviço.
Uma delas, é a parceria entre o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita Albert
Einstein – HIAE, São Paulo, SP, que teve início em 2003, possibilitada pela
assinatura da base de dados OVID, realizada pela Faculdade de Medicina desde
setembro de 2001, inicialmente com cerca de quarenta e nove títulos de
periódicos, exclusivamente da área médica, em texto completo e retroativos a
aproximadamente cinco anos em média.
No que tange à assinatura OVID, pela FMUSP, como citado em Vilhena et
al (2003), “[...] de acordo com os dados estatísticos fornecidos pela OVID
Technologies, o volume de pesquisas deste Serviço representou, no período de
janeiro a dezembro de 2002, 38% do total de pesquisas realizadas pelas
Instituições ligadas à CAPES, que têm acesso aos periódicos eletrônicos OVID.”
Em função do interesse do HIAE pela assinatura de títulos de periódicos
on-line e da possibilidade de ações de parceria entre estas duas Instituições foi

�estabelecido um plano para o desenvolvimento de atividades conjuntas em
benefício de ambas. Nesse esforço foi elaborada uma lista dos títulos dos
periódicos de interesse da FMUSP, que também atendiam ao HIAE, e a partir de
então teve início a negociação com a empresa dot.lib, para a efetiva assinatura.
Para o ano de 2004, o HIAE selecionou títulos de periódicos de seu
interesse, que foram somados aos da FMUSP, e que assinados conjuntamente,
baseados no fato de ser assinatura de instituição governamental, possibilitaram
um resultado econômico vantajoso, também em função da ampliação do número
de pesquisadores, aos quais o acesso foi facultado.
Nesse ano foram acrescentados vinte e um títulos de livros em texto
completo, à lista de cento e sessenta e um títulos de periódicos on-line.
Essa parceria pressupõe o respeito às necessidades e particularidades de
cada uma das Instituições envolvidas, tais como: montante a ser pago, escolha
dos títulos de preferência, número de acessos simultâneos para o mesmo título e
regulamentação dos acessos.
Uma ação de compartilhamento de recursos, é a estabelecida entre o
Serviço de Biblioteca e Documentação da FMUSP – SBD/FMUSP e a Diretoria da
FMUSP, para a atualização e complementação do acervo básico de livros para os
Cursos de Graduação da FMUSP.
No ano de 2002, o Programa de Avaliação da Qualidade (PAQ), iniciativa
do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP, visando a estruturação
de um programa efetivo de avaliação das bibliotecas do Sistema, realizou
pesquisas de satisfação do usuário e suas percepções em relação aos serviços
oferecidos. Na Biblioteca Central do SBD/FMUSP, foi identificada nessa pesquisa,
a necessidade de atualização da bibliografia recomendada pelos professores dos
Departamentos da Faculdade de Medicina da USP, para os cursos de graduação.
Com base na informação obtida, pleiteou-se junto à Diretoria da FMUSP,
verba para complementação e atualização de títulos de livros da área médica
sendo um dos critérios a avaliação do número de empréstimos e as reservas para
cada título. Inicialmente foi disponibilizado montante inicial, que cobriu parte da

�necessidade, em números de exemplares complementares e títulos com novas
edições, no total de 347 títulos e 728 exemplares, distribuídos entre os diversos
Departamentos (Quadro 1).

Departamento

Títulos adquiridos
(novo título, ou nova edição)

Cardio-pneumologia

37

Cirurugia

15

Clínica médica

53

Dermatologia

09

Doenças Infecciosas e parasitárias

15

Fisio/fono/TO

02

Gastroenterologia

15

Medicina Legal

12

Medicina Preventiva

07

Neurologia

09

Obstetrícia e Ginecologia

32

Oftalmologia e Otorrinolaringologia

15

Ortopedia e Traumatologia

11

Patologia

09

Pediatria

15

Psiquiatria

14

Radiologia

01

Interdisciplinar (disciplinas básicas)

69

Administração hospitalar

04

Obras de referência

03

Total

347
QUADRO 1 – Títulos adquiridos no compartilhamento de recursos

Essa ação não é pontual, sendo que desde sua implantação, de acordo
com sugestões e avaliações do uso do acervo, novos títulos e acréscimos de
exemplares têm sido sugeridos e adquiridos para atender à demanda dos
usuários FMUSP no que diz respeito às suas necessidades de informação nos
cursos de graduação.

�Como terceira ação de parceria, nesse caso abrangendo todos os exalunos da FMUSP, o Programa “Amigo da Biblioteca” enviou mala direta para
cerca de oito mil ex-alunos, na busca de recursos financeiros, na forma de
doação, com o estabelecimento de diferentes categorias de acordo com o
montante a ser doado, vinculadas à possibilidade de acesso aos periódicos
eletrônicos assinados pela FMUSP, com a empresa dot.lib, para a base de dados
OVID, em 2004.
Os acessos têm variações de períodos de seis meses a dois anos,
podendo ser renovado ao fim do período, mediante nova doação.

IMPACTOS E RESULTADOS

Da parceria SBD/FMUSP e HIAE, o montante da contrapartida dada pelo
HIAE permitiu melhorias significativas nas instalações da Biblioteca Central - BC,
nos quesitos: mobiliário, sinalização dos Serviços e acervos e climatização para
os três andares da BC, e a restauração de obra bibliográfica. As referidas
melhorias reverteram em benefício tanto para usuários que passaram a contar
com um ambiente mais propício ao estudo e pesquisa, como para os funcionários,
que podem usufruir de um ambiente mais integrado fisicamente e mais racional
do ponto de vista dos fluxos das atividades, bem como a conformidade com as
recomendações ergonômicas.
A qualidade de vida no ambiente de trabalho tem sido uma preocupação
constante, pela sua importância intrínseca e pela possibilidade de expansão na
prestação de serviços.
Na atualização e complementação do acervo básico de livros para os
Cursos de Graduação da FMUSP, foi verificada maior satisfação, identificada
através das mensagens recolhidas nas caixas de sugestões da Biblioteca Central
do SBD/FMUSP. Além disso, a incorporação de novos títulos e exemplares ao
acervo, ficou evidente pela divulgação do material recém-chegado à Biblioteca

�através das exposições semanais, gerando um “feed-back” por parte dos
usuários.
O Programa “Amigo da Biblioteca” tem recebido constantemente novas
adesões, além das manifestações de ex-alunos a respeito da satisfação de
contribuir para a Biblioteca da Instituição, onde se graduaram. Decorridos alguns
meses da implantação do Programa, o montante recebido, pode ser considerado
significativo, e de acordo com o que fora planejado e informado na carta aos
doadores, os recursos serão aplicados na melhoria e atualização do
SBD/FMUSP.

CONCLUSÕES

Como verificado em Lewis (1992), as alianças funcionam melhor, quando
as pessoas, em ambos os lados, acreditam estar recebendo o mesmo valor, e a
agregação de valor ao serviço prestado, está relacionada com algo mais que o
dinheiro na promoção das igualdades de benefícios recebidos.
Aspectos pontuais positivos podem ser destacados como resultantes da
cooperação e do compartilhamento:
instalações físicas adequadas, com benefícios imediatos para os
funcionários e usuários;
retorno da satisfação dos usuários, através da caixa de sugestões e
contatos pessoais;
atualização e ampliação do número de títulos/exemplares de livros de
graduação;
adesão crescente ao Programa “Amigo da Biblioteca”;
aumento considerável do acesso aos títulos de periódicos em texto
completo.
Acreditamos que essas iniciativas, devem ser, num futuro próximo,
estendidas a outras Instituições de ensino ou mesmo a outras Bibliotecas

�interessadas em implantar e colher os resultados das ações de cooperação e
compartilhamento.
REFERÊNCIAS
APTEL – Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e de Sistemas
Privados de Telecomunicações. FAQ: compartilhamento de infra-estrutura.
Disponível
em:
http://www.aptel.com.br/noticias/faq_compartilhamento.htm.
Acesso em: 01 jul 2004.
FIGUEIREDO, N. M. Paradigmas modernos da ciência da informação: em
usuários, coleções, referência e informação. São Paulo: Polis; 1999. (Coleção
Palavra-chave, 10).
LEWIS, J. D. Alianças estratégicas: estruturando e administrando parcerias para
o aumento da lucratividade. São Paulo: Pioneira, 1992.
SAMPAIO, M. I. C. PAQ – Programa de avaliação da qualidade de produtos e
serviços de informação: uma experiência no SIBi/USP. Ci. Inf., Brasília, v.33,
p.142-148, jan./abrl 2004.
VILHENA, V.. et al. Avaliación del acceso a los periódicos electrónicos com
subscripción a través del SBD-FMUSP. In: CRICIS 6, Puebla, México, 6-9 Mayo
2003. Disponível em:&lt; http://www.usp.br/fm/sobre/biblioteca/cricsovid.pdf&gt;.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 455, 2º andar, sala 2312, CEP 012 46 903 - São Paulo, SP, Brasil.
Tel. (011) 3066-7266/7264 - Tel./Fax: (011) 3085-0901
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tania@biblioteca.fm.usp.br, julia@biblioteca.fm.usp.br, valeria@biblioteca.fm.usp.br

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                <text>Cooperação e compartilhamento como ações estratégicas do serviço de biblioteca e documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo: a busca da excelência.</text>
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                <text>Crestana, Maria Fazaneli</text>
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                <text>A integração da Instituição Faculdade de Medicina com ex-alunos, parceiros e entidades afins tem sido uma das características da comunidade científica visando a formação de alianças na busca da competitividade pela modernização, inovação, e disponibilização do conhecimento, pautados no cumprimento do seu papel social, através do ensino e da assistência à saúde. Nesse sentido, o Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da USP – SBD/FMUSP, divulga três ações consideradas estratégicas para garantir o crescimento qualitativo e quantitativo da sua capacidade de entrega e credibilidade: com início no ano de 2003, a ação de Atualização e Complementação do Acervo Básico de Livros para a Graduação Médica, revelou-se estrategicamente fundamental para o alinhamento com as diretrizes corporativas da FMUSP; sob o prisma econômico-financeiro, com ganhos revertidos para as Instituições envolvidas, o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE, São Paulo, SP, estabeleceram, desde 2003, uma parceria para Acesso a Revistas Eletrônicas em Texto Completo - OVID, para cerca de cem títulos, devendo ser ampliado para o corrente ano. O Programa Amigo da Biblioteca, iniciado em fevereiro de 2004, arrecada fundos através de doações em depósitos bancários, com a finalidade de modernização do SBD/FMUSP, dando aos profissionais graduados nessa Instituição a oportunidade de retribuir os ensinamentos usufruídos e manter os laços acadêmicos, além de acesso à OVID, prerrogativa exclusiva da comunidade FMUSP. A implantação dessas ações confirma o compromisso do SBD/FMUSP de compartilhar e cooperar para a satisfação informacional da comunidade científica, e tem apresentado bons resultados, incentivando a continuidade.</text>
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                    <text>O OLHAR DO USUÁRIO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNEB EM RELAÇÃO
AO GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA

Zuleide Paiva da Silva∗

RESUMO
Reconhecendo as mudanças ocorridas no ambiente que circunda a biblioteca
universitária e na atitude dos profissionais da informação, além da importância do
usuário, esse trabalho buscou diagnosticar a percepção do usuário da Biblioteca
Central da Universidade do Estado da Bahia em relação ao Gerenciamento da
Informação. Para tanto, foi realizada uma pesquisa junto a 133 usuários, utilizando
questionários como instrumento para coleta de dados.
PALAVRAS–CHAVE: Bibliotecas universitárias. Bibliotecas universitárias –
Administração. Gerenciamento da informação.

1 INTRODUÇÃO
Os serviços prestados pela maioria das bibliotecas são os tradicionais selecionar, armazenar e disseminar informações. Porém, o ambiente onde essas
atividades são desenvolvidas e a postura dos profissionais diretamente envolvidos
no gerenciamento da informação apresentam mudanças significativas. Seguindo
tendências verificadas nas organizações de maneira geral, as bibliotecas vêm
sendo pressionadas a se adequarem a novos paradigmas, revendo o foco de suas
atividades e objetivos. Os últimos anos presenciaram a primazia do papel do
usuário/cliente como fator decisivo na definição de políticas e práticas
institucionais, com o conseqüente realinhamento da missão e objetivos das
bibliotecas em função do atendimento às necessidades e expectativas dos seus
clientes. Vários relatos de experiências e reflexões teóricas sobre a adoção dos
conceitos de qualidade em bibliotecas e serviços de informação podem ser
encontrados na literatura especializada.

�No entanto, muitas bibliotecas universitárias ainda não incorporaram
plenamente os padrões de atendimento aos usuários como elemento básico de
suas estratégias de atuação institucional, ignorando a premissa de que os serviços
e produtos oferecidos devem estar em plena concordância com as necessidades e
expectativas dos mesmos. Vale enfatizar que o usuário é o mais indicado para
julgar a qualidade do que recebe, pois desde o momento que chega às instalações
físicas da biblioteca até o momento de sua saída, em vários pontos do percurso,
ele mantém contato com os funcionários atuantes na biblioteca, desde o porteiro
até o bibliotecário responsável pelo atendimento. Somente o usuário do serviço é
quem pode dizer se foi bem recebido, ou não. Portanto, uma postura que o
negligencie pode significar o próprio questionamento da função social da
instituição e da razão de sua existência (VERGUEIRO, 2000).
Tarapanoff; Klaes; Cormier (1996) destacam três pontos vitais na relação
usuário versus serviço: a) o serviço deve ser da melhor qualidade, ou seja,
preciso, rápido e pró-ativo; b) o mercado e o usuário devem ser conhecidos, sendo
necessário o mapeamento completo de todas as atividades desenvolvidas na
instituição, assim como as necessidades informacionais dos usuários, obtidas por
meio de estudos e definições de perfis para subsidiarem a implementação de
serviços personalizados; c) os usuários devem ser bem atendidos.
Sem perder de vista esses pontos e reconhecendo a importância do usuário
no gerenciamento da informação, aqui entendido como um processo que envolve
um conjunto de atividades estruturadas e desenvolvidas por uma organização com
o objetivo de adquirir, distribuir e usar a informação e o conhecimento
(DAVENPORT, 1998), buscamos ouvir os usuários da Biblioteca Central Edivaldo
Boaventura da Universidade do Estado da Bahia, doravante identificada por
BC/UNEB, para diagnosticar a percepção dos mesmos em relação à esse
processo. Para tanto, realizamos uma pesquisa junto a 133 usuários que
buscaram os serviços dessa biblioteca nos meses de outubro e novembro de
2003. O universo que compõe a amostra analisada é formada por 114 alunos,

�(86%); 4 professores (3%); 2 funcionários (1 %) e 13 usuários da comunidade
externa (10%).

2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
Para nossa surpresa, o primeiro item do questionário revelou que mesmo
em paralisação, quatro docentes utilizaram os serviços da biblioteca. Apesar da
BC/UNEB não elaborar estatística de freqüência de usuários, nossas observações
mostram que a busca dos serviços da biblioteca por essa categoria, sempre foi
muito baixa.
O item 2 do questionário aplicado buscou saber quantos dias na semana os
respondentes vão à biblioteca. As respostas obtidas revelam que, 29 vão todos os
dias; 46 vão de 3 a 4; 38 vão de 1 a 2 dias, enquanto 20 vão esporadicamente.
Dentre os respondentes que freqüentam a biblioteca de 1 a 2 dias na semana ou
esporadicamente está a categoria de professores, o que confirma nossa afirmação
referente a baixa utilização da biblioteca por parte dos docentes. De uma forma
geral, o distanciamento dos professores é sempre um problema para as
bibliotecas e também para os alunos. Normalmente, quando os docentes
freqüentam a biblioteca com regularidade, além de conhecerem bem o acervo, o
que lhes facilita o melhor aproveitamento dos recursos informacionais disponíveis,
eles podem estimular em seus alunos o uso da biblioteca como fonte de pesquisa,
fazendo desse espaço uma extensão da sala de aula.
A análise dos itens 3, 4, 5, 6 e 7 do questionário, que buscam saber o
conhecimento que os usuários têm da biblioteca,o serviço mais utilizado e como
eles avaliam o atendimento recebido, revela os seguintes resultados:
a) As normas de funcionamento da biblioteca são bastante conhecidas
pelos usuários

�Aproximadamente 94% da amostra analisada conhecem totalmente ou
parcialmente as normas da biblioteca. Esse percentual é bastante significativo e
surpreendente, uma vez que a BC/UNEB, enquanto coordenadora do Sistema de
Bibliotecas da universidade, não tem a prática de divulgar, de forma contínua e
sistemática, o Regimento e Regulamento das bibliotecas, que estão em vigência
desde 1992, quando então aprovados pelo CONSU - Conselho Superior
Universitário.
No I Encontro dos Coordenadores do Sistema de Bibliotecas da UNEB,
ocorrido em outubro/2003, uma nova proposta de regimento e regulamento para
as bibliotecas foi aprovada e será encaminhada para os órgãos competentes
(PROJU - Procuradoria Jurídica da Universidade e CONSU). Essa reavaliação
surgiu da necessidade de adequar as normas das bibliotecas às mudanças
ocorridas nesse período. Vale lembrar que em 1992 o Sistema de Bibliotecas da
UNEB compreendia em torno de 14 bibliotecas, sendo que nenhuma delas estava
informatizada ou em processo de informatização, o que endossa a urgência de se
repensar as normas atuais.
O fato de 94% da amostra conhecer total ou parcialmente as normas da
BC/UNEB, não isenta os responsáveis pela biblioteca de reavaliarem suas
práticas de divulgação desses documentos, uma vez que a disseminação das
normas é de fundamental importância para a compreensão da dinâmica funcional
do ambiente e melhor utilização dos serviços oferecidos.
Acreditamos que o novo regimento, depois de devidamente aprovado, será
amplamente discutido no âmbito das bibliotecas, pois essa foi uma das propostas
aprovadas no encontro.
b) Serviço mais utilizado: empréstimo domiciliar
A BC/UNEB oferece sistematicamente os seguintes serviços para os seus
usuários: empréstimo domiciliar; EIB (Empréstimo Interbibliotecário); consulta a
periódicos, acesso a Internet e normalização de trabalhos científicos/acadêmicos.

�Eventualmente, quando solicitados, são feitos levantamentos bibliográficos em
bases de dados nacionais e internacionais; comutação bibliográfica nacional e
internacional.
Os dados da pesquisa revelam que, aproximadamente 85% dos
respondentes utilizam com mais freqüência o serviço de empréstimo domiciliar de
livros, enquanto em torno de 12% buscam o acesso a Internet. Apenas 3% do
universo pesquisado utilizam o setor de periódicos. A videoteca e o setor de
processamento técnico, onde são oferecidos, respectivamente, os serviços de
empréstimo de fitas de vídeo e normalização, não foram apontados pelos
respondentes.
Considerando que a BC/UNEB não possui todo o acervo necessário para
desenvolvimento de pesquisas específicas, e considerando ainda que esta
biblioteca atende alunos de cursos de especialização e mestrado, os serviços que
são oferecidos eventualmente na biblioteca, a exemplo do serviço de comutação
bibliográfica – COMUT, deveriam fazer parte do cotidiano dos profissionais da
biblioteca e serem mais utilizados pelos usuários.

Acreditamos, porém, que a

maioria dos usuários desconhecem esses serviços, que provavelmente seriam
imprescindíveis a seus trabalhos. Esse desconhecimento justifica a baixa procura
por esse tipo de serviço e deve servir de ponto de reflexão para a BC/UNEB
avaliar sua prática de comunicação e disseminação da informação. Outros
serviços especializados como Disseminação Seletiva da Informação – DSI, ou
mesmo implantação de sistema de transferência digital de cópias, entre outros,
deveriam ser analisados pelos profissionais da BC/UNEB com vistas à
implantação e ampliação dos serviços oferecidos.
c) A informação desejada é encontrada com freqüência
Quando questionados sobre a freqüência com que a informação desejada é
encontrada, aproximadamente 76% dos respondentes disseram que encontram a
informação freqüentemente, 23% responderam raramente e apenas 1,5% disse
que nunca encontra o que procura.

�Uma análise mais apurada dos dados mostra que o grupo de respondentes
que raramente encontra a informação desejada tem uma freqüência regular na
biblioteca, enquanto o grupo de usuários que nunca encontra (um aluno e um
professor) tem freqüência esporádica. O serviço mais utilizado por esses dois
grupos é o empréstimo domiciliar. Apesar da grande maioria dos respondentes
localizar com freqüência a informação desejada, o responsável pelo setor de
empréstimo não pode ignorar o percentual com dificuldades na procura, que
representa aproximadamente ¼ da população pesquisada.
Desde 1998, quando começou o processo de informatização das bibliotecas da
BC/UNEB, o sistema de livre acesso ao acervo foi implantado. Com esse sistema,
o usuário é o responsável pela busca e pela localização da informação desejada.
Para auxiliá-lo, a biblioteca implantou o Acesso Público, onde a consulta à base
bibliográfica do Sistema de Bibliotecas da UNEB é disponibilizada em seis
estações de trabalho, distribuídas no salão de leitura. Apesar desse auxilio
tecnológico, existe carência de orientação ao usuário, como demonstra o seguinte
depoimento: “Deveria haver uma pessoa que conhecesse bem o acervo e que
facilitasse a procura”.1
O depoimento acima sinaliza para a necessidade de se pensar e planejar um
programa de treinamento de usuário que permita ao mesmo criar autonomia e
segurança no direcionamento de suas pesquisas e estudos no ambiente da
biblioteca.

A informação deve estar disponível, seja em que suporte for, no

momento em que o usuário a desejar e a um custo que para ele pareça
conveniente, caso tenha que arcar pessoalmente com as despesas. Mais que
isso, é necessário ir além das próprias expectativas do usuário, que deve ser
conquistado com o oferecimento de serviços com um nível de qualidade superior
ao que ele esperava encontrar na biblioteca, ou receber do profissional
responsável pelo serviço, agregando valor ao produto final que ele receberá.

1

Depoimento adquirido em questionário aplicado em nov./2003.

�d) Os responsáveis pelos serviços da biblioteca não são conhecidos pela
maioria dos usuários
A maioria, 73% dos usuários analisados, respondeu que não conhece o
responsável pelo serviço utilizado na biblioteca.

Vale salientar, que desse

percentual, apenas 17% não têm freqüência regular na biblioteca.
Conhecer o responsável pelo serviço utilizado é um direito que não pode
ser negado aos usuários. Para o responsável pelo setor de atendimento ao leitor,
ou, Setor de Empréstimo, como é denominado na BC/UNEB, desempenhar bem o
seu papel de intermediador, é preciso, além de estar presente, conhecer e
interagir com os usuários. É preciso antes de tudo reconhecer a importância do
usuário no processo de gerenciamento da informação.
e) O atendimento ao leitor na BC/UNEB é regular
Como foi constado no item 7 do questionário, aproximadamente, 64% dos
respondentes afirmam que o atendimento na biblioteca é regular. Esse resultado
não é satisfatório e vai de encontro ao mundo da produção e do fornecimento de
serviços das mais variadas áreas de atividade, que há muito já descobriu a
necessidade de valorizar o cliente como forma não só de suplantar-se à
concorrência, mas também de garantia de sobrevivência no mercado.
Os depoimentos obtidos nos questionários demonstram que a BC/UNEB
ainda não se deu conta que o usuário é o centro da própria razão de ser da
biblioteca. Esse reconhecimento exige uma reengenharia da sua forma de
atuação. Como dizem Shapiro e Long (1994, p. 286),
Na medida em que começamos a reengenharia de nossas
organizações bibliotecárias, nosso foco deve ser centrado no
cliente ou nós nos descobriremos administrando um depósito de
informação velha ao invés de estar na vanguarda do fornecimento
de informação.

�Essa é uma necessidade que se faz ainda mais premente na medida em
que os próprios usuários se tornam, a cada dia, mais conscientes de seus direitos
e de seus poderes enquanto consumidores e cidadãos.
Segundo Vergueiro (2000),
Trabalhos como os de Karl Albrecht (1993)2 e Tom Peters (1993)3
podem proporcionar um bom ponto de partida para uma mudança
organizacional centrada no cliente dos serviços de informação.
Internacionalmente, o trabalho desses autores já vem sendo
utilizado pelos profissionais responsáveis por esses serviços,
podendo-se já encontrar na literatura especializada em
Biblioteconomia e Ciência da Informação um bom número de
títulos que defendem uma preocupação sistemática com o cliente
como a melhor, senão a única, alternativa para a melhoria dos
serviços e continuidade das instituições de informação.

A nota acima demonstra que os profissionais da informação não precisarão
partir do zero para a definição de metodologias que possibilitem a sublimação do
usuário, pois a literatura vem oferecendo uma grande variedade de possibilidades
cujos benefícios já foram suficientemente testados e comprovados. No caso
específico da BC/UNEB, urge a necessidade de implantação de programas de
qualificação dos funcionários com foco no atendimento ao usuário. Só com
investimento em recursos humanos é possível reverter o resultado obtido na
pesquisa e garantir um atendimento com qualidade na biblioteca.
O item 8 do questionário busca a percepção dos usuários analisados em
relação aos seguintes aspectos da BC/UNEB: a) Localização, b) Lay-out, c)
iluminação, d) Equipamentos, e) Tecnologia, f) Acervo. Os dados revelam que
todos os aspectos analisados, com exceção daqueles que se referem às
tecnologias utilizada e ao acervo, estão satisfatórios para a maioria dos
respondentes.

2
3

ALBRECHT, Karl. A única coisa que importa. São Paulo, Pioneira, 1993
PETERS, Tom. Rompendo as barreiras da administração: a necessária desorganização para enfrentar a
nova realidade. São Paulo : Harbra, c1993.

�Considerando que a BC/UNEB está instalada em um prédio adaptado, onde
funcionava anteriormente o restaurante universitário, esse resultado é um tanto
surpreendente. Apesar dos usuários considerarem que o prédio tem uma boa
localização e uma boa iluminação, ele está muito aquém do ideal para uma
biblioteca universitária. O espaço físico não atende às necessidades. Não possui
espaços reservados para leitura individual, para implantação do serviço de
referência, nem para a instalação de um auditório, entre outros que são de grande
importância em uma biblioteca dessa natureza. Mas, dentro das condições
existentes, os setores são bem distribuídos e o lay-out bastante adequado.
Quanto às tecnologias utilizadas, aproximadamente 61% dos respondentes
avaliam essas ferramentas entre regular e ruim. Esse resultado era esperado, uma
vez que este é um dos principais problemas enfrentados pela administração da
biblioteca. Todas as questões relacionadas a esse tema são de competência da
Gerência de Informática da Universidade, que, em relação à biblioteca, age de
forma autônoma, centralizando as informações e raramente ouvindo os
envolvidos, ou seja, funcionários e usuários da biblioteca. Essa política e/ou
estratégia adotada pelos responsáveis pela informática e a passividade que
demonstrada pela BC/UNEB, estão refletidas nos resultados obtidos no
questionário: insatisfação do cliente.
Quanto à avaliação do acervo, o conjunto de usuários que qualificam o
acervo da BC/UNEB entre regular e ruim totaliza em torno de 64% dos
entrevistados. Esse dado é preocupante, pois, é sabido que a biblioteca deve ser
base para os conteúdos programáticos dos professores e ainda deve possuir
material extra que possibilite autonomia do aluno para o desenvolvimento de suas
pesquisas. Mas, isso de fato não está ocorrendo de forma satisfatória na
BC/UNEB. Porém, essa qualidade, não é problema exclusivo da biblioteca. Em
geral, a aquisição bibliográfica nas universidades é feita pelas bibliotecas. No caso
específico da UNEB, a Biblioteca Central foi a responsável por essa atividade até
2000, quando por decisão da Administração Central da universidade, esse serviço
foi descentralizado e os Departamentos de Ensino passaram a responder pela a

�aquisição de todo e qualquer material informacional para atender a demanda dos
cursos oferecidos pela instituição. Esse fato pode isentar a BC/UNEB da
responsabilidade pela qualidade do acervo, entretanto, não a isenta da sua
passividade e da condição de depositária do material adquirido. Estabelecer uma
parceria com os Departamentos sugerindo e garantindo a criação de uma política
de desenvolvimento de coleções que assegure a qualidade do acervo é o que se
espera da biblioteca coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNEB.
O penúltimo item do questionário sintetiza a percepção do usuário,
revelando o grau de satisfação com o gerenciamento da informação na biblioteca,
enquanto o último item, pede justificativa para a resposta anterior. As respostas
foram reunidas em quatro grupos: Satisfeito, Muito satisfeito, Pouco satisfeito, Não
satisfeito. O grupo se diz Muito satisfeito e o que se mostra Satisfeito, representam
juntos aproximadamente 43% da população analisada, enquanto o grupo que se
diz Pouco satisfeito e o que não está satisfeito, representam juntos em torno de
53%. Em torno de 4% dos respondentes deixaram a questão em branco. Esse
resultado deixa evidente que as opiniões estão divididas.
Dos 133 usuários que constituíram o sujeito dessa pesquisa, 19 deixaram
em branco o espaço do questionário destinado à justificativa em relação a grau de
satisfação quanto ao gerenciamento da informação na biblioteca. Para melhor
compreensão das justificativas dadas, as respostas foram agrupadas e
sintetizadas em blocos, segundo os tipos de informações apresentadas, como
segue abaixo.
Bloco 1 - Acervo. 24 justificativas apresentadas estão relacionadas ao acervo.
Desse total, apenas uma demonstra a satisfação. As demais justificativas desse
bloco registram a insatisfação do usuário.

�Bloco 2 - Atendimento ao usuário/ Funcionário. 23 justificativas dadas refletem
questões relacionadas ao atendimento recebido na biblioteca e/ou aos
funcionários. Desse total, apenas 7 indicam satisfação.
Bloco 3 – Tecnologia. 17 usuários que se dizem insatisfeitos com o gerenciamento
da informação na BC/UNEB justificam suas respostas citando aspectos negativos
que estão relacionados às tecnologias utilizadas na biblioteca.
Bloco 5 – Gerência. 50 respondentes justificaram o grau de satisfação com o
gerenciamento da informação na BC/UNEB citando alguns aspectos observados
na questão gerencial. Desse total, 20 estão satisfeitos com a atuação da gerente e
teceram elogios, enquanto 30 fazem severas críticas.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conjunto de depoimentos, assim como os demais dados obtidos com
essa pesquisa junto aos usuários são muito significativos e não podem ser
ignorados. Como foi constatado, os pontos mais críticos do gerenciamento da
informação, avaliados como regular, dizem respeito ao atendimento, ao acervo e
às tecnologias utilizadas. Todos esses pontos são passíveis de melhorIa. Para
tanto, faz-se necessário que os responsáveis pelo gerenciamento da informação
na BC/UNEB reconheçam a importância do usuário no processo e busquem
soluções para os problemas apontados.

ABSTRACT

The look of the user on the UNEB Central Library regarding the
Information Management. Acknowledging the changes occurred in the University
Library environment, in the position assumed by the information professionals,
as well as in the the importance of the user, this study attempts to
offer a diagnosis of the perception of the user of the UNEB Central
Library regarding the information management. In order to achieve this
purpose, a survey was done with 133 users, using questionnaires to
gather data. The results show that the informational environment of the
Library
suffers
interferences
that
compromise
the
acquisition,

�comprehension, dissemination and the use of information as basis for
decisions.
KEYWORDS: University Libraries. University Libraries – Management. Information
management.

REFERÊNCIAS

DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia
não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998.
SHAPIRO, Beth J., LONG, Kevin Brook. Just say yes: reengineering library user
services for the 21st. century. Journal of Academic Librarianship. v. 20, n. 5/6,
p. 285-90, 1994.
TARAPANOFF, Kira; KLAES, Rejane R.; CORMIER, Patrícia Marie J.
Biblioteca universitária e contexto acadêmico. IN: SEMINÁRIO NACINAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba. Anais... Curitiba: UFPR:
PUC, 1996. 1 CD ROM.
VERGUEIRO, W. O olhar do cliente como fator de qualidade para a gestão de
bibliotecas universitárias: estudos de caso em instituições brasileiras. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,
2000, Porto Alegre. Anais...Porto Alegre, PUCRS, 2000. 1 CD ROM.

∗

zpaiva@uneb.br Mestre em Gestão Integrada das Organizações – UNEB/UNIBAHIA, Bibliotecária
e professora do Departamento de Educação – Campus XIV/UNEB. Conceição do Coité/BA, Brasil.

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Reconhecendo as mudanças ocorridas no ambiente que circunda a biblioteca universitária e na atitude dos profissionais da informação, além da importância do usuário, esse trabalho buscou diagnosticar a percepção do usuário da Biblioteca Central da Universidade do Estado da Bahia em relação ao Gerenciamento da Informação. Para tanto, foi realizada uma pesquisa junto a 133 usuários, utilizando questionários como instrumento para coleta de dados.</text>
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                    <text>PERIÓDICOS : O GERENCIAMENTO DA COLEÇÃO FRENTE AS NOVAS
TECNOLOGIAS
Vanja Nadja Ribeiro Bastos∗
Márcia Maria Silvestre Bastos∗∗
Cecília Maria Pereira do Nascimento∗∗∗

“Um bom leitor é alguém que evita um certo número de livros, um bom
bibliotecário é um jardineiro que poda sua biblioteca... Eis aí temas
inéditos de nossa época”. (Roger Chartier)

RESUMO
O surgimento dos periódicos eletrônicos e, posteriormente, a criação do Portal de
Periódicos da CAPES, modificaram o paradigma existente em relação às coleções de
periódicos científicos publicados em papel disponíveis nas bibliotecas das
universidades públicas federais. Ao mesmo tempo, o corte nas verbas destinadas às
assinaturas ocasionou a descontinuidade das coleções, dando origem a uma coleção
incompleta e impondo uma modificação na forma de acesso a informação. Discute-se a
forma de atuação das bibliotecas das universidades públicas na gerência do acervo de
periódicos a fim de prover as novas necessidades dos usuários que, frente a essas
transformações, desenvolveram novos hábitos de pesquisa.

1 INTRODUÇÃO
Com o advento de novas tecnologias a pesquisa científica passa a apresentar
um desenvolvimento acelerado tornando disponível uma grande massa de informação
e conhecimento a ser divulgado e processado em tempo recorde como requisito de
sobrevivência para o pesquisador.
Entre as modernas tecnologias que surgem no cenário atual está o periódico
eletrônico que promove, a partir do surgimento do Portal de Periódicos da CAPES,
uma profunda alteração tanto no gerenciamento dos acervos quanto nos serviços das
bibliotecas universitárias modificando os hábitos de pesquisa dos usuários. Para
inserção nesse novo contexto a biblioteca universitária deve buscar transformar suas

�estruturas, alterar as relações intra e extra-organizacionais e passar a ser um
organismo em contínua mutação.
Apresenta-se a evolução do impresso para o eletrônico até o surgimento do
Portal de Periódicos e analisa-se seu impacto nas bibliotecas universitárias.

2 EVOLUÇÃO DO IMPRESSO E DO ELETRÔNICO
O tema da crise do livro ligada à superprodução aparece desde a
Segunda revolução industrial do livro, no século XIX, a dos anos 18601870, quando se abandona a composição manual de Gutenberg para
passar à era do monotipo e depois à do linotipo. O aumento das
tiragens, o crescimento da produção impressa, sem falar da produção
do jornal e a multiplicação dos periódicos e revistas, acompanham esta
mutação técnica. Antes de 1860 as tiragens não cresceram
significativamente. O número de títulos aumenta a cada ano, mas não
em proporções consideráveis. Se considerar que no fim do Antigo
Regime havia entre três ou quatro mil títulos publicados na França,
atinge-se seis ou oito mil títulos em 1860. É depois desta data que o
crescimento muda de escala, surgindo a partir de 1910 o tema de uma
crise de superprodução, discutindo-se a idéia de haver livros demais
com relação à capacidade dos leitores. (Chartier, 1997)

A partir do século XX ocorre um “imenso crescimento do número de periódicos
científicos, que nesse período passou de cerca de 10 mil títulos em papel para mais de
um milhão em vários tipos de suporte” (Krzyzanowsky &amp; Taruhn, 1998). Surgem daí
novos recursos informacionais, como hipertexto, hipermídia, listas de discussão,
conferências virtuais, além da versão eletrônica de documentos impressos.
Lancaster (1995) divide o desenvolvimento das publicações eletrônicas em
quatro etapas:
• Na primeira etapa ocorre o uso de computadores para gerar a publicação
impressa (processadores de texto, editoração eletrônica);
• Na segunda etapa o texto passa a ser distribuído em formato eletrônico,
sendo esta versão eletrônica exatamente igual à versão impressa;

�• Na terceira etapa a publicação eletrônica ainda apresenta o formato da
impressa porém agrega alguns diferenciais, como possibilidade de pesquisa,
produção de metadados e serviços de alerta;
• Finalmente, na quarta etapa, as publicações são elaboradas já voltadas
para o formato eletrônico, explorando realmente todos os seus recursos de
hiperlink, hipertexto, som, movimento etc.
Após um período inicial em que se acreditava que os recursos eletrônicos não
teriam aceitação porque ninguém se interessaria por esse tipo de leitura, a comunidade
científica foi surpreendida por uma avalancha de produtos eletrônicos como as bases
em texto completo, os periódicos eletrônicos e, mais recentemente, os livros
eletrônicos.
Na década de 90 surgiram várias iniciativas de consórcio de bibliotecas, tanto
em âmbito nacional como internacional, com o objetivo de juntar recursos para a
aquisição de periódicos eletrônicos tendo em vista o alto custo das assinaturas de
periódicos. Um exemplo de iniciativa foi o Programa de Bibliotecas Eletrônicas
(PROBE) que era um consórcio entre as universidades públicas do Estado de São
Paulo e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(BIREME) criado e mantido com o apoio da FAPESP.
A aquisição de periódicos internacionais das bibliotecas universitárias federais
era patrocinada pelo Programa de Apoio a Aquisição de Periódicos (PAAP), da
Coordenação de Apoio ao Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério
de Educação e Cultura, criado no início dos anos 90 e que abrangia 9700 títulos os
quais eram distribuídos às Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs) através de
33.000 assinaturas. Esse programa mostrou-se ineficiente devido à dificuldade de
controle e ausência de articulação entre seus usuários.
A partir de 1999, devido às restrições orçamentárias impostas pela
desvalorização do Real, torna-se inviável a manutenção do PAAP que sofre algumas
modificações passando para a competência das IFEs a aquisição dos periódicos com

�verba oriunda da CAPES e oferecendo como inovação o acesso a bases referenciais
como a Web of Science (WOS) e a Silverplatter.
Durante o ano de 2000 foi criado um Portal na Internet para acesso pelas
instituições federais públicas com pós-graduação e pelas universidades particulares
consideradas como de excelência pelos critérios da CAPES. Este Portal mantinha e
ampliava as bases referenciais WOS, DII e Silverplatter e acrescentava bases de texto
completo, confiáveis e de qualidade, como a Science Direct, Ideal, OVID, SciELO e
HighWire. O programa previa, ainda, a complementação da infra-estrutura de acesso
ao Portal para as bibliotecas das IFEs com a liberação específica de verba para a
aquisição de equipamentos de informática.
A finalidade do Portal era oferecer acesso à informação científica e tecnológica
às IFEs de todas as regiões do País, em igualdade de condições, através da
distribuição de publicações eletrônicas pela Internet, reduzindo, desta forma, as
desigualdades regionais. A partir de 2001 foram incluídas, progressivamente, mais 14
instituições de ensino superior do Estado de São Paulo que atendiam aos requisitos da
CAPES. Nesse mesmo ano o Portal foi aprimorado com a agregação de novas bases
eletrônicas, ao mesmo tempo em que eram oferecidos diversos treinamentos para os
bibliotecários das instituições participantes do programa como forma de facilitar seu
acesso e promover sua ampla divulgação.
Segundo informações da CAPES o Portal atende hoje cerca de um milhão de
usuários, possibilitando a comunidade acadêmica de 130 instituições brasileiras,
públicas e privadas o acesso a um acervo de mais de 7.500 periódicos de texto
completo e 80 bases referenciais de dados.

3 O PERIÓDICO ELETRÔNICO

O periódico eletrônico pode ser definido como aquele que possui artigos com
texto integral, disponibilizados via rede e com acesso on-line, podendo existir ou não
em versão impressa ou em qualquer outro tipo de suporte. Ele surge como uma

�solução para algumas das grandes preocupações da biblioteca universitária como a
redução de gastos, a economia de espaço de armazenamento e o acesso mais rápido
à informação.
Entretanto, a adoção do suporte eletrônico pelas bibliotecas gera dúvidas ainda
não totalmente equacionadas. Com relação a custos, ainda não se encontram
disponíveis informações relevantes quanto a possibilidade de que a versão eletrônica
apresente um preço menor do que a impressa porém acredita-se que o fator custo de
manutenção do acervo em papel deve representar um adicional na avaliação dessa
forma de suporte.
Por outro lado, não se pode garantir que, uma vez tendo sido feita uma
assinatura eletrônica, a assinatura impressa deva ser cancelada por não existirem,
ainda, garantias de acesso à coleção quando houver terminado o prazo da assinatura.
Outro fator importante é que grande parte das coleções retrospectivas não estão
disponíveis em formato eletrônico havendo necessidade de preservação da coleção
impressa.
O fator facilidade de acesso é um grande benefício do suporte eletrônico,
embora não deva ser considerado como um fim em si mesmo em detrimento do fator
qualidade da informação.
Gorman (2003) analisa um projeto apresentado pela The State University of New
York, Albany, onde se investiga o desenvolvimento da WEB no acesso às bases de
dados e periódicos eletrônicos e no qual são indicados vários itens relativos ao suporte
eletrônico a serem avaliados em um projeto como esse. Entretanto, esse projeto não
sugere, em nenhum item, que seja avaliada a qualidade da informação. Ou seja, os
autores estão falando da tecnologia e não da informação.
Gorman (2003) enfatiza, ainda, que “assiste-se atualmente a proliferação de
documentos na WEB porque adotou-se o paradigma de que se algo existe já pode ser
digitalizado e, com isto, perde-se a função tradicional da seleção, isto é, sobre o que
deveria ser disponibilizado eletronicamente. O que deveria ser feito, é filtrar antes, de

�modo a criar coleções virtuais de grande conteúdo. Na verdade não temos necessidade
de mais informação na WEB mas sim de informação com qualidade”.
Porém na definição do que é informação de qualidade podem ser perdidas
informações valiosas. Como podemos determinar o que é o melhor? Este tem sido
sempre um impasse para os profissionais de informação e é onde a tecnologia falha
porque as respostas só podem ser dadas pela inteligência humana.
Informação com qualidade é ainda mais relevante para as bibliotecas de países
em desenvolvimento como o Brasil onde os recursos são escassos e as quais não
podem se dar ao luxo de oferecer uma informação inadequada somente porque ela
está disponível na WEB, ao contrário daquela que é realmente necessária. O
pesquisador quando acessa um tipo de informação, talvez não possa compará-la com
outra, porque esta não estará disponível para ele. O que o usuário necessita é da
melhor informação, a informação “de ponta”, para que ele possa alcançar o resultado
de que precisa, ou seja, tornar-se um bom cientista ou médico ou, ainda, atingir os
resultados desejados em suas pesquisas, e essa informação pode estar disponível
apenas em forma impressa.
Um fator que representa uma vantagem do periódico eletrônico sobre a versão
impressa é a rapidez na produção e distribuição obtida com a eliminação de algumas
fases do processo de publicação e com a comunicação com os autores e referees que
também é feita de forma eletrônica.
Os recursos audiovisuais, assim como imagens tridimensionais com movimentos
e sons representam um poderoso atrativo, assim como os links que possibilitam o
acesso a outros textos do mesmo autor, a assuntos correlatos ou a diferentes partes do
mesmo artigo. Porém, ainda enfrenta-se problemas de rede, como por exemplo, a
baixa velocidade para conexão o que compromete a qualidade de imagem ou som.

4 O USUÁRIO E O TEXTO ELETRÔNICO

�Pode ser observado, através das informações disponibilizadas pela CAPES em
seu Portal de Periódicos que o número de consultas ao mesmo vem duplicando a cada
ano. Em 2003 foram realizadas cerca de 9 milhões de consultas às bases referenciais
tendo sido baixados mais de 7,5 milhões de artigos pelos usuários. Até abril de 2004
foram realizadas mais de 2 milhões de consultas às bases referenciais e mais de 2,8
milhões de artigos foram baixados, com mais de 475 mil novos visitantes ao site. Se
por um lado essas informações parecem indicar que é grande a aceitação dos
periódicos eletrônicos pela comunidade de pesquisadores brasileiros por outro lado é
importante ressaltar que essa comunidade, em sua maioria, está impossibilitada de
usufruir outra forma de acesso.
O relatório “Use and users of electronic library resources : an overview and
analysis of recent research studies”, publicado pelo .Council on Library and Information
Resources, analisa mais de 200 publicações que enfocam o uso dos recursos
eletrônicos em bibliotecas, publicados entre 1995 e 2003. Os estudos usaram métodos
variados de pesquisa como observação, levantamentos, entrevistas e análise de
relatórios, incluindo questões sobre como os usuários pensam sobre a biblioteca e os
formatos específicos.
O relatório citado conclui que a comunidade acadêmica de modo geral usa e
gosta de recursos eletrônicos e adotam-nos com mais facilidade se eles são
relevantes, convenientes e economizam tempo em sua rotina de trabalho. Indica que a
avaliação pode variar em função das áreas, cujos especialistas apresentam padrões e
preferências diferentes para documentos impressos ou eletrônicos porém os impressos
ainda são usados e são parte da pesquisa em praticamente todas as áreas sendo um
suporte considerado bastante importante, especialmente na área de humanas. O
impresso ainda é o meio mais popular para livros e os livros eletrônicos ainda se
encontram no estágio inicial.
Muitos usuários de periódicos eletrônicos ainda imprimem os artigos que eles
julgam úteis sendo o formato PDF bastante popular. Os especialistas usam hyperlinks
para verem artigos relacionados e folhear (Browsing) um pequeno número de
periódicos é importante especialmente para atualização de pesquisadores e

�especialistas porém isto é feito tanto no eletrônico quanto no impresso. Usuários lerão
artigos de uma grande variedade de títulos se estes estiverem disponíveis e a maioria
se concentra na leitura de artigos com até um ano de publicação, porém uma minoria
ainda utiliza artigos com mais de um ano. As assinaturas pessoais de periódicos
continuam a cair e os usuários dão preferência às assinaturas subsidiadas pelas
bibliotecas e disponibilizadas na Internet.
As pesquisas por assunto em bases de dados são importantes para qualquer
objetivo e em qualquer área.
Alguns usuários ainda se ressentem do formato eletrônico apresentando como
empecilho para sua utilização a dificuldade de leitura da tela para portadores de óculos
e a necessidade de modificação dos hábitos de leitura que são importantes para a
captação do sentido do texto conforme alerta Chartier (1997) quando afirma que “ler
um artigo em um banco de dados eletrônico, sem saber nada da revista na qual foi
publicado, nem dos artigos que o acompanham, e ler o”mesmo” artigo no número da
revista na qual apareceu, não é a mesma experiência. O sentido que o leitor constrói,
no segundo caso, depende de elementos que não estão presentes no próprio artigo,
mas que dependem do conjunto dos textos reunidos em um mesmo número e do
projeto intelectual e editorial da revista ou do jornal “.
O aumento da velocidade de transmissão de dados e o crescimento de acervos
digitais facilitam a rápida identificação e acesso ao texto completo dos documentos. Os
usuários querem acesso fácil e interfaces amigáveis. Observa-se, entretanto, que a
grande maioria dos periódicos eletrônicos não oferece recursos de hipertexto para
facilitar a pesquisa. Para eles, a vantagem do periódico eletrônico é sua acessibilidade
em vários locais e a possibilidade de obter o texto integral direto em seu computador o
que vem de encontro a afirmação de uma das leis de Ranganathan, ou seja, a de
"Economizar o tempo do usuário" já que o periódico eletrônico favorece uma grande
redução no tempo de pesquisa.

5 GERENCIAMENTO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS

�Não se concebe atualmente uma biblioteca como tendo um fim em si mesma.
Pelo contrário, enfatiza-se hoje a moldagem da biblioteca às necessidades do meio,
dentro de um processo contínuo de interação e ajustamento ao seu cenário de
atuação. Dentro desse contexto insere-se a biblioteca universitária que deve ser
reavaliada frente às novas tecnologias e diante do uma nova conjuntura que se coloca
sob a perspectiva de uma grande reforma universitária. Apesar de ainda existirem
pessoas refratárias à utilização de periódicos eletrônicos, a biblioteca universitária
deve, obrigatoriamente, adaptar-se a essa situação.
Com relação ao seu acervo de periódicos, a realidade de grande parte das
bibliotecas de universidades públicas, hoje, é a da existência de uma grande coleção
de periódicos impressos não atualizados e o Portal da Capes disponibilizando um
grande número de periódicos eletrônicos que passaram a ser considerados como
integrantes da coleção da biblioteca, ainda que fisicamente não disponíveis. É, ainda,
parte dessa situação, a impossibilidade de manutenção das coleções impressas em
função

da

indisponibilidade

de

recursos

para

sua

aquisição,

organização,

armazenamento e conservação.
Os recursos de hardware necessários para disponibilizar o acesso são caros e
necessitam ser permanentemente atualizados devido as freqüentes inovações, e este
custo precisa ser adicionado ao valor da assinatura do periódicos eletrônico quando se
processa a uma avaliação da relação custo/benefício de ambos os suportes. Outro
fator de custo a ser adicionado é o da impressão dos artigos que costuma ser
repassado para o usuário porém que também pode estar a cargo da biblioteca.
Havendo recursos para aquisição, a atividade de seleção dos títulos a serem
assinados terá como primeiro critério o de sua disponibilidade ou não no Portal da
Capes. Depois deste, outros critérios poderão ser levados em conta tais como a
possibilidade de acessos simultâneos, o sistema operacional, a interface amigável, a
opinião do usuário, custo, inclusão em listas básicas e fator de impacto. Depois de
selecionado o título, deve-se optar pelas várias possibilidades de assinatura –

�aquisição no formato eletrônico, assinatura combinada do periódico impresso +
periódico eletrônico e assinatura impressa somente.
Recomenda-se manter a atividade de avaliação de uso do periódico tanto na
forma eletrônica como na impressa, para que possa ser medido o custo/benefício de
manutenção da coleção. Além do uso recomenda-se observar alguns outros critérios
na avaliação da manutenção de coleções impressas como a completeza da coleção e
sua relevância para a comunidade acadêmico/científica.
É recomendável que se disponibilize uma relação nos websites das bibliotecas
dos títulos de periódicos eletrônicos, tanto os assinados na sua versão eletrônica como
os de acesso livre, visando facilitar seu acesso pelo usuário. Ao mesmo tempo, é
importante que se façam links no catálogo eletrônico da biblioteca do registro
correspondente à coleção em forma impressa com a coleção eletrônica. Por outro lado,
em decorrência da natureza efêmera de muitos recursos da Internet, devem ser
incluídas somente fontes consideradas de qualidade ou que possuam uma certa
segurança de acesso e confiabilidade.
É essencial a atualização permanente da equipe da biblioteca através de
treinamentos especificamente dirigidos, de modo que ela possa constituir-se num
elemento capaz de repassar informações para os usuários. Considerando que
atualmente um serviço de disseminação seletiva de informação requer um trabalho de
filtragem das informações disponíveis na Internet, é fundamental que essa equipe
realize continuamente pesquisas de maneira a garantir a atualidade dessas fontes de
informação. A equipe deve atuar ainda como intermediária entre a informação e o
usuário, promovendo a realização de treinamento nas técnicas de busca e utilização
dos recursos disponíveis na biblioteca.
O atendimento à demanda de pesquisadores por cópias de artigos científicos
continua e deverá continuar sendo feito pelas bibliotecas universitárias através de suas
coleções retrospectivas de periódicos na forma impressa ou com base nas publicações
disponibilizadas no Portal da CAPES, de acordo com os procedimentos permitidos em

�lei, com o aporte do Catálogo Coletivo Nacional (CCN) e dos programas de comutação
bibliográfica como o COMUT do IBICT e o SCAD da BIREME.

6 CONCLUSÃO
Constata-se que, a par da grande transformação produzida pelo documento
eletrônico, o acervo de coleções retrospectivas de periódicos impressos existentes nas
bibliotecas das IFEs ainda é importante e recursos devem ser alocados para sua
preservação. Uma pesquisa de opinião entre usuários permitiria analisar seus hábitos
de pesquisa e esse resultado auxiliaria tanto no estabelecimento de critérios para
seleção da coleção retrospectiva quanto na indicação dos melhores suportes.
A atuação dos consórcios de bibliotecas na preservação das coleções
retrospectivas é recomendável podendo sua manutenção ser compartilhada da mesma
forma que sua utilização.
Devem

ser

alocados

recursos

para

aquisição

de

publicações,

independentemente de seu suporte, de maneira a evitar que informação relevante não
possa ser obtida por não estar disponível no Portal ou em meio eletrônico. A qualidade
do conteúdo deve ser enfatizada como critério de seleção tanto para a coleção
impressa quanto para a eletrônica.
Deve ser promovida uma maior integração entre as bibliotecas e sua
comunidade de usuários visando uma melhor adequação de suas coleções e serviços
a essas necessidades.

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comunicação na perspectiva de Ciência da Informação. Transinformação, Campinas:
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∗

Biblioteca do Instituto Biomédico da UFF – bib@ndc.uff.br
Núcleo de Documentação da UFF - silvestre@ndc.uff.br
∗∗∗
Núcleo de Documentação da UFF – cecilia@ndc.uff.br
∗∗

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Periódicos: o gerenciamento da coleção frente as novas tecnologias.</text>
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                <text>Bastos, Vanja Nadja Ribeiro; Basto, Márcia Maria Silvestre; Nascimento, Cecília Maria Pereira do</text>
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                <text>O surgimento dos periódicos eletrônicos e, posteriormente, a criação do Portal de Periódicos da CAPES, modificaram o paradigma existente em relação às coleções de periódicos científicos publicados em papel disponíveis nas bibliotecas das universidades públicas federais. Ao mesmo tempo, o corte nas verbas destinadas às ssinaturas ocasionou a descontinuidade das coleções, dando origem a uma coleção incompleta e impondo uma modificação na forma de acesso a informação. Discute-se a forma de atuação das bibliotecas das universidades públicas na gerência do acervo de periódicos a fim de prover as novas necessidades dos usuários que, frente a essas transformações, desenvolveram novos hábitos de pesquisa.</text>
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                    <text>PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÕES-PROGAP
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Sueli Goulart∗
Maria da Conceição Torres∗∗
Cristina Amélia Carvalho∗∗∗

RESUMO
A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no
acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado
contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as
Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotandose políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões,
filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como
ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação,
observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas
posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais
diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta
interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e
biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em
administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do
PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós
Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco).
Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus
objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação.
Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o
papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da
informação.

1 INTRODUÇÃO

Não há lugar comum mais comum, salve-se a redundância, do que dizer
que vivemos um tempo de mudanças. Cada nova geração considera que seu
tempo é de mudanças mais acentuadas, mais radicais que as anteriores. Assim
também as organizações e as profissões. Cada uma delas se considera a mais

�afetada e, via de regra, preocupa-se em buscar formas de se adaptar ao novo
momento.
A idéia de adaptação sugere que assumimos - gerações, organizações,
profissões – posturas passivas. Paradoxalmente, nos sentimos no centro de
mudanças vorazes, mas sobre as quais não temos nenhum controle.
Entretanto, mudanças fazem parte do processo histórico de construção da
sociedade desde os tempos do homem coletor até ao homem organizacional da
sociedade globalizada. São, portanto, movidas por atores sociais que lhes dão
formatos e rumos.
Os diversos períodos de mudança encerram diferenças nas suas
características e peculiaridades que irão traçar-lhes diferentes perfis. Na
sociedade primitiva, num mundo puramente natural, os indivíduos constituíam
pequenos grupos ou tribos, caçavam, coletavam ou pescavam para sua
sobrevivência e comunicavam-se exclusivamente pela voz. A habilidade manual,
a força física e a proximidade eram a base de sobrevivência de nossos ancestrais.
Na sociedade agrícola já se contam com ferramentas que ampliam a força
muscular, produção artesanal, algumas leis que regulam as relações num sistema
feudal e inicia-se a tentativa de compreensão do mundo natural por meio do
conhecimento matemático e astronômico, mas com grande domínio do misticismo.
Além da voz, os indivíduos já escrevem e manuscritos registram e levam
mensagens. O recurso fundamental é a terra, onde se produz e se vive.
A sociedade industrial rompe com esse formato especialmente pela grande
mobilidade demográfica que gerou, o estabelecimento da economia de mercado,
da produção padronizada dirigida a um consumo de massas, da especialização.
Sistemas econômicos e políticos representam os grandes embates entre os
interesses entre os proprietários dos meios de produção e a força de trabalho,
agora transformada em mercadoria. O capital físico, a posse de bens, é o recurso
fundamental.

�Contemporaneamente, no que se convencionou chamar sociedade do
conhecimento, a sensação é que, para além das efetivas rupturas, predomina o
discurso das enormes potencialidades das novas tecnologias de informação e
comunicação, da globalização e da nova economia convivendo com realidades de
regionalização, polarização, marginalização. O valor central – o conhecimento –
capacidade essencialmente humana e social, adquire também caráter mercantil e,
na disputa pelo acúmulo e posse desse capital, luta-se por seu controle,
individualizando-o e dele se apropriando por meio de sofisticadas tecnologias.
Universidades e bibliotecas compõem o universo histórico e social desde a
Antiguidade, acompanhando ou provocando mudanças desde suas origens:
formação teológica, escolas profissionais, centros de pesquisa, formação para o
mercado de trabalho, educação continuada, educação à distância...; monges
copistas, incunábulos, Gutemberg, microfilmagem, computadores, fibra ótica...
Uma das diferenças entre nós que aqui estamos e aqueles outros que lá
estiveram é que somos contemporâneos da transição de um modelo para outro,
cuja idéia central é a complexidade. Complexidade no sentido da convivência de
modelos eventualmente paradoxais, de imbricamento. Mudanças agora não
ocorrem somente de um lado para outro, de uma tecnologia para outra, mas
geram um círculo vicioso complexo, que confunde causas e efeitos em redes
excêntricas, ou seja, não há um centro, nem um início e um fim.

Estamos,

portanto, presentemente forjando estruturas que já sabemos fluidas e voláteis.
Assim, o que fazemos, o que criamos, como reagimos está relacionado à
forma como percebemos o contexto em que vivemos. Organizações, grupos e
indivíduos constroem e reconstroem seus significados e seu posicionamento num
processo contínuo de ação e reação ao contexto, constituindo-o e sendo por ele
constituídos.
As universidades e suas unidades de informação, teoricamente, são
instituições sociais que refletem demandas da sociedade ao mesmo tempo que as
criam pois detém um capital específico, qual seja, o da produção e disseminação

�do conhecimento. Por isso são consideradas organizações que se posicionam (ou,
melhor dizendo, deveriam se posicionar) na vanguarda dos acontecimentos. Não é
outro o sentido das intensas e freqüentes discussões acerca de reformas do
sistema de ensino superior e dos currículos das escolas de biblioteconomia.
No campo da ação prática, parece haver resistências e incertezas na
formatação de novos modelos, sejam de universidades ou de bibliotecas, haja
vista a perpetuação de estruturas anacrônicas, apesar de tantas mudanças em
seu entorno e tantos discursos a esse respeito. Consideramos que a análise do
contexto de referência e de suas implicações organizacionais contribuem para
compreender as transformações que ocorrem, preparar-se para os desafios e
antecipar cenários.
Ao longo dos últimos quatro anos, vimos trabalhando sobre essa temática
(CARVALHO e GOULART, 2003a; 2003b). Mas, para ir além disso, é necessário
exercitar uma prática inovadora. É o que relataremos neste trabalho,
apresentando a experiência de implantação do Programa de Apoio à Publicação
do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco (PROGAP/PROPAD/UFPE).

2 O CONTEXTO DE REFERÊNCIA NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E
SEUS REFLEXOS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

O pano de fundo sobre o qual faremos a discussão das mudanças
relacionadas às bibliotecas universitárias é a passagem da sociedade industrial
para a pós-industrial ou sociedade do conhecimento. Admitimos que não há, de
fato, uma ruptura de modelos, mas uma transição que molda um contexto
complexo, como já dito, para o qual a flexibilidade parece ser a palavra de ordem.

�A figura abaixo ilustra as transformações em nível da sociedade e das
organizações,

especialmente

impulsionadas

pelas

novas

tecnologias

de

informação e comunicação, que serão discutidas neste trabalho.

Figura 1 – Transformações societárias e organizacionais influenciadas pela
tecnologia de informação

D IM E N S Ã O F ÍS IC A

D IM E N S Ã O V IR T U A L

C on te x tos In stitu cion a is d e R eferên cia em T ra n sform a çã o
L o cal

N acion al

In tern acion al

E stru tu ra s org a niza cion a is corresp ond en tes
O rgan ização
fech ad a

O rgan ização
ab erta

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(T E R )

O rgan ização
em red e

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(A C E S S A R )

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003a.

Aos elementos posicionados à esquerda da figura 1, correspondem os
pressupostos da sociedade industrial e do modelo fordista, quais sejam, a ênfase
na dimensão física das organizações (os grandes espaços físicos); a localidade e
proximidade dos recursos; a concentração nos processos internos; e a posse dos
bens e produtos a oferecer.
A sociedade industrial e o modelo fordista que lhe corresponde disseminou,
para a quase totalidade das organizações, formatos organizacionais, e técnicas
gerenciais que lhes imprimiram caráter eminentemente racionalista e burocrático.
Homogeneidade, totalidade, racionalidade eram os focos centrais dos
processos de modernização que orientaram a organização de vastos setores da

�vida organizacional.

Vinculado ao setor industrial em sua origem, o modelo

fordista e a organização taylorista mostraram-se adequados à lógica racional
predominante inclusive no setor de prestação de serviços públicos, incluindo
educação, como as universidades, e informação, como as bibliotecas.
Como marco dessa transformação no Brasil pode ser citada a criação, em
1938, do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), a partir do
que, segundo Martins (1997), ocorreu uma revolução na administração pública sob
a égide da meritocracia e de outros padrões tipicamente burocráticos. No campo
específico das universidades, o decreto-lei n. 53/66 procura imprimir maior
racionalidade e eficiência mediante o princípio da não duplicação de meios para
fins idênticos ou equivalentes (CUNHA, 2001).
Ainda na década de 60, a implantação da Reforma Universitária de 1968
teve fortes reflexos sobre a organização do trabalho acadêmico e das diversas
unidades de suporte, entre as quais, as bibliotecas.
As mudanças que caracterizam o período de transição situam-se ao centro
e mostram um percurso que cada dia mais nos aproxima da virtualização dos
espaços, da internacionalização das relações e do posicionamento em redes
organizacionais que priorizam o acesso à posse.
A tradução do contexto nas bibliotecas universitárias foi claramente
ilustrada nos trabalhos de Ferreira (1980) e Mercadante (1990), realizados nas
décadas de 70 e 80. O primeiro caracterizou o contexto referenciado no local, na
busca de centralização, otimização de recursos e fortalecimento das unidades. O
segundo, mostra repercussões do primeiro sobre a estruturação dos sistemas de
bibliotecas. O contexto, de âmbito nacional, caracterizado remetia para a busca de
coordenação de ações em estruturas sistêmicas, a articulação de recursos
complementares e o fortalecimento de relações interorganizacionais.
Os trabalhos acima citados serviram de base para Carvalho e Goulart
(2003b) discutirem a relação entre contexto e estrutura das bibliotecas
universitárias brasileiras. Nesse exercício, identificaram as tendências trazidas no

�bojo do novo modelo de organização social caracterizando o contexto global da
sociedade do conhecimento. Na análise dessas autoras, o novo contexto remete
“para estruturas mais flexíveis, tematicamente especializadas, articuladas em
redes de naturezas diversas, com ênfase no compartilhamento de recursos e
referenciadas a um universo informacional global” (CARVALHO e GOULART,
2003b), conforme a reprodução da figura abaixo.

Figura 2 – Tendências a partir da década de 1990

Universo
Informacional

Universo
Administrativo

Relação Hierárquica
Administração
Central da IES

Relação Técnico-profissional

Unidade Central
Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Rede temática
nacional
(ex: BIREME)

Unidade
de
Conteúdos
Específicos
Rede de serviços
específicos
(ex: PROQUEST)

Rede de serviços inespecíficos
(ex: Bibliodata/CALCO e OCLC)

Rede temática internacional
(ex: Medline)

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003b.

Vê-se que os sistemas de informação das universidades adquiriram
amplitude global. Entretanto, ao contrário da homogeneidade na oferta de
serviços, como no modelo fordista, o novo cenário requer a oferta de serviços
específicos,

a

públicos

heterogêneos

e

com

interesses

informacionais

diversificados. A ênfase no acesso à informação e a diversidade de formatos e

�suporte trazem, para os profissionais bibliotecários, a necessidade de repensar
sua atuação e de criar novos mecanismos e estruturas inovadoras na oferta de
serviços.
Se contamos hoje com maior facilidade de acesso, contamos também com
um volume descomunal de informações que, sem uma abordagem adequada,
mais perturba do que orienta o trabalho de estudantes e pesquisadores. E estes,
são cada vez mais instados à produzir e a divulgar o conhecimento. Entretanto, a
facilidade de acesso e o volume excessivo tornam o uso de informação
qualificada, relevante e pertinente uma das etapas mais complexas da produção
acadêmica. Se já não mais requerem um intermediário entre eles e a informação,
necessitam apoiar-se em estruturas que os habilitem a encontrar o que desejam,
lhes antecipem oportunidades e lhes assegurem confiabilidade num universo tão
caótico quanto rico, potencializado pelas novas tecnologias de informação e
comunicação.
Sem perder de vista a função social das bibliotecas e dos bibliotecários,
mas, ao contrário, reforçando-a, a análise da evolução do contexto de referência
das bibliotecas universitárias conduziu à proposição de um serviço de informação
que

atendesse

aos

requisitos

de

contemporaneidade,

especificidade

e

complementaridade, traduzida numa experiência que será relatada na seqüência.

3 O PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÃO DO PROPAD/UFPE

A partir da reflexão acerca da evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias, começamos a vislumbrar novas possibilidades de
atuação por parte dos bibliotecários e também novas demandas dos usuários,
particularmente os vinculados à Pós-Graduação.
Os mecanismos de avaliação e a especificidade da área de Administração
têm colocado a publicação no centro da vida acadêmica de professores e

�estudantes. São conhecidos os pesos atribuídos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) ao volume e tipo de
publicações dos programas de Pós-Graduação bem como a importância dessa
agência na legitimação dos Cursos. Por outro lado, o caráter aplicado e de campo
de conhecimento em formação atribuído à Administração reforçam a importância
da produção e publicação acadêmicas como mecanismo de afirmação da área e
de disseminação de seus estudos, das organizações ou das técnicas estudadas.
Num campo de conhecimento específico, as demandas informacionais dos
usuários são, geralmente, mais sofisticadas e urgentes, requerendo um tratamento
especial, particularizado. Ao mesmo tempo, a consolidação de modelos de
sistemas de bibliotecas, com seus catálogos coletivos e serviço de empréstimo
automatizados permitem uso autônomo das coleções locais e mesmo acesso a
documentos e serviços externos via Internet.
Imaginamos, então, que a implantação de um serviço específico de apoio à
publicação no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da
Universidade Federal de Pernambuco (PROPAD/UFPE) propiciaria a articulação
entre uma prática bibliotecária inovadora e o atendimento a uma demanda latente,
cujos frutos poderão ser o fortalecimento de ambas as áreas de conhecimento e
do aumento da interdisciplinaridade no tratamento das questões ligadas à
informação e comunicação acadêmicas.
Numa brevíssima descrição, situamos a criação do PROPAD/UFPE em
1995, com a oferta do Curso de Mestrado e, a partir de 2000, com a implantação
do Curso de Doutorado, concentrados na área de Gestão Organizacional.
Contando com cerca de 100 dissertações defendidas, o PROPAD está,
neste ano, em sua décima turma em Mestrado e iniciando o processo de seleção
para a terceira turma de Doutorado, prevendo as primeiras defesas de tese para o
ano de 2005.
A trajetória do PROPAD nestes dez anos mostra uma crescente melhoria
da qualidade dos cursos oferecidos, seja mediante a ampliação quantitativa e

�qualitativa do quadro de professores ou a repercussão dos trabalhos produzidos
por docentes e alunos apresentados em importantes eventos, nacionais e
internacionais, da área.
A implantação do Programa de Apoio à Publicação (ProgAP), resultado da
articulação entre a reflexão feita sobre a evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias e as demandas dos professores e estudantes, visa então
fortalecer a experiência já bem sucedida do PROPAD, avançando para maior
qualificação e disseminação dos trabalhos produzidos neste âmbito.
Assim, o ProgAP tem, como objetivo principal, proporcionar uma
infraestrutura de apoio à produção científica e à pesquisa acadêmica aos
professores, pesquisadores do Departamento de Ciências Administrativa (DCA) e
aos alunos do PROPAD, por meio da oferta de serviços e produtos específicos. A
operacionalização é composta por duas dimensões: presencial e virtual.
A dimensão presencial compreende a disponibilização de um profissional
bibliotecário para coleta, seleção e atualização de informações especializadas na
área de Administração, orientação dirigida, individual ou coletiva, à elaboração de
textos acadêmicos e suporte no uso de normas de documentação
A dimensão virtual compreende a criação e manutenção de um link no site
do PROPAD, disponibilizando acesso às fontes de informações, serviços, editais,
chamadas de trabalhos e convênios de interesse para o público alvo, conforme
apresentamos na proposta de estruturação abaixo.

Figura 3 - ESTRUTURA DO LINK ProgAP
Home: Texto de apresentação do ProgAP
ACESSE FONTES DE INFORMAÇÃO
Bibliotecas – catálogos on-line
Bibliotecas virtuais temáticas
Publicações eletrônicas
Periódicos
Dicionários

�Documentos avulsos
Teses e dissertações
Entidades e Associações Profissionais
Bases de dados
ACESSE SERVIÇOS
Normas para apresentação de dissertações e teses – PROPAD/UFPE
Template
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Registro de publicações, marcas e patentes
ISSN
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INPI
Normas de publicação em periódicos diversos
Gestão.Org
O&amp;S
RAC
RAP
RAE
COMUT
ACESSE EDITAIS, CHAMADAS &amp; CONVÊNIOS
Editais
Chamadas de trabalhos
Convênios

O princípio orientador do PROGAP é o permanente acompanhamento das
necessidades informacionais dos usuários e das informações que circulam,
desordenadamente, no mais das vezes, nos canais de comunicação. A dinâmica e
a interação entre os profissionais, serão, portanto, a mola mestra da atualidade e
pertinência do serviço proposto.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Nos últimos anos, as discussões acerca de mudanças no perfil profissional
do bibliotecário tem proliferado e promovido discussões no âmbito das escolas e
associações profissionais. Em geral, resultam em mudanças no nome do curso –
de Biblioteconomia para Ciência da Informação - e mudanças curriculares, na
tentativa de acompanhar as transformações que ocorrem no universo social.
Em sua maioria, as mudanças têm como centro as novas tecnologias de
informação e comunicação e as análises tomam como ponto de partida a
formação de profissionais para atuarem no novo contexto.
Neste trabalho procuramos destacar que a “leitura” do contexto macroorganizacional contribui para compreender as questões de fundo que movem as
mudanças contemporâneas e, a partir delas, perceber tendências e criar novas
formas de estruturação organizacional, incluindo novos formatos de serviços e
interações.
Na verdade, não acreditamos que o formato proposto para uma estrutura
de apoio à produção e publicação científica venha a substituir os serviços
oferecidos pelas bibliotecas centrais ou setoriais das Universidades. Não obstante,
consideramos

que

particularizando-os

surgem
e

para

qualificando

complementar
a

atuação

os

serviços

profissional

ofertados,
em

ações

interdisciplinares.
Num universo tão dinâmico como o informacional, profissionais e
organizações carecem de permanente contextualização. Esse fato não implica,
necessariamente, no rompimento com os princípios de uns ou de outras mas,
agregar à sua atuação e estrutura todas as possibilidades de ampliação de seus
papéis sociais. Mais especificamente, aos bibliotecários e às bibliotecas cabe
reavivar seus princípios de apoio à formação de capacidade crítica e
complementar à produção do conhecimento uma vez que podem constituir, nas
universidades, o elo essencial no ciclo da geração do conhecimento.
Isso é o que pensamos para o ProgAP, ao imaginá-lo estruturalmente
flexível, pronto para apoiar a produção acadêmica em todas as suas fases, desde

�a geração até à divulgação, atendendo às peculiaridades de um campo do
conhecimento. Diante de tantas possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias,
nossa proposta vai na direção do que já anunciava Gilberto Gil, em 1997:
aproveitar “a vazante da infomaré” para saber “com quantos gigabytes se faz uma
jangada, um barco que veleje nesse infomar” (GIL, 1997). Ou seja, precisamos
buscar meios de navegação mais adequados a esse oceano de informações que
inunda a grande rede mundial e que se constitui no ícone do novo modelo societal.

REFERÊNCIAS
CARVALHO, Cristina Amélia; GOULART, Sueli. Contexto de referência em
transformação: as bibliotecas universitárias sob o signo da sociedade da
informação. In: CARVALHO, Cristina Amélia; VIEIRA, Marcelo Milano Falcão.
Organizações, cultura e desenvolvimento local: a agenda de pesquisa do
Observatório da Realidade Organizacional. Recife: EDUFEPE, 2003a. Cap. 15, p.
289-305.
______ . Formalismo no processo de institucionalização das bibliotecas
universitárias. RAP: Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 4,
p. 921-938, jul./ago. 2003.
CUNHA, Luiz Antonio. Reforma universitária em crise: gestão, estrutura e
território. In: In: TRINDADE, Hélgio (Org.). Universidade em ruínas: na república
dos professores. 3. ed. Petrópolis: Vozes; Porto Alegre: CIPEDES, 2001. p. 125148.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo : Pioneira, 1980.
GIL, Gilberto. Pela Internet. In: ______. Quanta . [s.l.] : Warner Music, 1997. 2
discos compactos : digital, estéreo. 063018644-2. Disco 01, música 11.
MARTINS, Humberto Falcão. A ética do patrimonialismo e a modernização da
administração pública brasileira. In: MOTTA, Fernando C. Prestes; CALDAS,
Miguel P. Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo : Atlas, 1997.
Cap. 10, p. 171-183.

�MERCADANTE, Leila M. Z. Análise de modelos organizacionais de bibliotecas
universitárias nacionais. Brasília : PNBU, 1990.

∗

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco; Bibliotecária da Universidade Federal de Alagoas. Campus A. C. Simões – Tabuleiro
do Martins 57072-970 – Maceió – AL – Brasile-mail: sueligoulart@uol.com.br
∗∗
Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco; Bibliotecária da
Universidade Federal de Pernambuco. Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670901 - Recife – PE – Brasil e-mail: cufpe@ufpe.br
∗∗∗
Doutora em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade de Córdoba – Espanha;
Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670-901 - Recife – PE – Brasil email: cris_carvalho@uol.com.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="56325">
                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="56326">
                <text>A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotando-se políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões, filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação, observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco). Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação. Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="68663">
                <text>pt</text>
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  </item>
  <item itemId="5156" public="1" featured="0">
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      <file fileId="4224">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5156/SNBU2004_186.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                <name>Text</name>
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                  <elementText elementTextId="56318">
                    <text>PROPOSTA DE CONTEÚDO MÍNIMO PARA AS HOME PAGES DAS
BIBLIOTECAS DA USP
Solange Maria Simões Puccinelli∗
Leopoldina Mira S. O. Libardi
Lucia Semensato Zanetti
Marilza Aparecida Rodrigues Tognetti
Adriana Bueno Moretti

RESUMO
A maioria das Bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP) possuem uma Home Page cujo objetivo é disponibilizar na Internet seus
produtos e serviços, ampliar as possibilidades de busca e recuperação de
informações e propiciar a utilização de seus serviços pelos usuários internos e
externos à Universidade. Foram analisadas todas as Home Pages das Bibliotecas
que integram o SIBi/USP quanto à terminologia, padronização e conteúdo,
possibilitando identificar problemas de omissões de dados, desatualizações, falta
de organização na apresentação e uma infinidade e diversidade de informações e
de termos utilizados para definir, muitas vezes, um mesmo produto ou serviço.
Após análise foi proposto um conteúdo mínimo, de forma estruturada com uma
nomenclatura padronizada e uniforme que traduza de maneira clara e intuitiva o
produto ou serviço disponibilizado pelas Bibliotecas da USP em suas Home Pages,
propiciando uma comunicação fácil e interativa entre Bibliotecas e usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Home Pages de bibliotecas. Sistema de informação.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP, surgiu com a Resolução
2.226 de 8 de julho de 1981, “com a finalidade de estabelecer a organização
sistêmica para o seu conjunto de bibliotecas, tendo por objetivo apoiar as
atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária. Compõem atualmente o
Sistema: o conjunto de 39 bibliotecas, administrativamente ligadas às respectivas
Unidades Universitárias, o Departamento Técnico do SIBi/USP, responsável pela
coordenação técnica dos programas, projetos, diretrizes e procedimentos para o
Sistema, e o Conselho Supervisor do SIBi/USP, formado por docentes e
bibliotecários da Universidade.” (KRZYZANOWSKI ET AL., 1998b)

�"A Universidade é contribuinte dinâmico no processo pela geração, difusão e
intercâmbio de novas idéias e conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa
e do ensino. Neste contexto, cabe às bibliotecas universitárias tornar disponível a
informação, tanto para apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para
subsídio à tomada de decisão. O uso das tecnologias da informação e da
comunicação eletrônica apropriadas ao acesso, à organização e ao processamento
da informação, cada vez mais eficientes e eficazes, fundamentam as ações
estratégicas das bibliotecas universitárias e trazem novos desafios para o
cumprimento de seus objetivos, exigindo um moderno perfil gerencial dos agentes
de informação." (KRZYZANOWSKI, R.F.; COUTTO, M. L. de M. do l., 1998a) “
“Com esse enfoque, a Universidade de São Paulo, através de seu Sistema
Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP, vem possibilitando a ampliação dos meios de
acesso e intercâmbio de informação bem como o aperfeiçoamento de seus
serviços bibliotecários, por meio de programas e projetos globais, abrangendo
todas as bibliotecas do Sistema.” (KRZYZANOWSKI et al., 1998b)
“Para incrementar o acesso às informações e aos documentos de interesse
da comunidade acadêmica, foram aperfeiçoados os mecanismos para a sua
localização e acesso, tanto nas próprias bibliotecas do Sistema, como por meio dos
computadores pessoais de docentes, pesquisadores e estudantes, através da
SIBiNet, com a disponibilidade do Banco DEDALUS, na World Wide Web, e das
assinaturas para uso on-line, na Universidade, das bases de dados Current
Contents e Web of Science (Science, Social, Arts and Humanities Citation Index),
esta última disponibilizada pela FAPESP, às instituições de ensino e pesquisa do
Estado de São Paulo.” (KRZYZANOWSKI et al., 1998)
Em 2002 dando continuidade à implantação do novo modelo de gestão para
o SIBi/USP novamente foi oferecido o PROTAP.- Programa de Administração da
Inovação Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação cujos projetos finais
visam fornecer subsídios para um bom gerenciamento do próprio Sistema,
apresentando soluções para os problemas pertinentes ao tema, evitando o
desperdício de recursos materiais e as duplicidades de esforços, e por fim e não
menos importante, potencializando os talentos humanos das bibliotecas que
compõem o sistema obtendo o resultado desejado que é sempre a satisfação dos

�usuários. Em função disso, o estudo das home pages das Bibliotecas da USP
despertou nosso interesse.
Atualmente a maioria das bibliotecas do Sistema mantém uma home page,
visando

disponibilizar

na

Internet

seus

produtos

e

serviços,

ampliando

significativamente as possibilidades de busca e recuperação de informações pelos
docentes, pesquisadores, alunos da própria unidade de vínculo, bem como pela
comunidade acadêmica da USP e para os demais pesquisadores e instituições do
País e do Exterior. A infinidade de termos atualmente inseridos nas páginas das
bibliotecas para definir, muitas vezes um mesmo produto ou serviço acaba
dificultando a pesquisa e frustrando o usuário. Considerando-se imprescindível a
comunicação interativa entre as bibliotecas do

sistema e toda comunidade de

usuários, propõe-se um índice de unitermos padronizados e eficientes que
traduzam de maneira intuitiva a informação que está sendo disponibilizada.
A presente proposta visa a uniformidade na disponibilização das
informações nas home pages das bibliotecas do Sistema, propondo padrões para
a descrição de produtos e serviços, com base em um nível mínimo de conteúdo
com objetividade, uniformidade e clareza na apresentação das informações e a
utilização de uma interface amigável que facilite a navegabilidade, evitando assim,
excesso de imagens, frames e alguns scripts Java, que tornam muito lenta a
transferência de informações das páginas das home pages para arquivos.

2

OBJETIVOS
Elaborar uma proposta de sugestão de conteúdo mínimo de informações

para as home pages das Bibliotecas da USP, de forma estruturada, com uma
nomenclatura padronizada e uniforme, visando maior interatividade entre as
unidades do sistema e principalmente a rápida recuperação da informação e
utilização dos serviços e produtos oferecidos.

3

JUSTIFICATIVA

�Mediante a omissão, desatualização, diversidade de nomenclatura e
categorização, irregularidade no método de organização para a disponibilização de
informações nas home pages das Bibliotecas da USP, constatamos a necessidade
de elaborar uma proposta de conteúdo mínimo, de forma padronizada e
normalizada, para a divulgação dos produtos e serviços oferecidos.

4

PRODUTOS RESULTANTES E METAS
O produto resultante desse projeto será uma proposta de conteúdo mínimo

de informações para as home pages das Bibliotecas da USP e de um padrão para
a descrição de serviços e produtos por elas oferecidos, privilegiando o acesso
rápido, claro e preciso às informações e recursos disponibilizados.
Os textos Considerações de concepção de Web Site e O que não fazer
na Web, que visam propiciar algumas considerações básicas e relevantes no
processo de criação e manutenção de páginas Web, fazem parte do trabalho
original,

disponível

em

http://www.sibi.usp.br/gestao/protap/trab/Sites_Bibliotecas.doc.

5

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Ficou estabelecido que o trabalho seria composto pelas etapas relacionadas

abaixo, que teriam seus prazos de realização pré definidos em função do tempo
disponível para a concretização do projeto.
Fase I – Consulta e levantamento dos sites das Bibliotecas da USP
•

Relacionar as informações contidas nas home pages

•

Categorizar as informações

•

Detectar as Bibliotecas que não possuem home page

•

Analisar e tabular as informações

Fase II – Levantamento Bibliográfico
Fase III – Definir elementos informacionais essenciais
Fase IV – Normalizar a linguagem de descrição de produtos e serviços
Fase V – Elaboração da proposta

�Foram feitas consultas aos sites das bibliotecas até 24 de outubro de 2002 e
tabulados os resultados conforme exemplificado no Quadro I.

�1

1
1
1

MZ

FM

EEFE

EE

IEE

1

ICMC

1

IF

IFSC-C

FZEA

MAE

HU

ESALQ

1

IFSC

1

FOB

1

CQ

FD

1

ECA

IEB

FFCLH

IP

IB

1

FO

1

BCRP

EESC

CENA

1

IO

1

IQSC

MP

FE

FSP

IGC
1

FMVZ

Acervo
1
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo e pesquisa
Acervo Local
Acervo não-latino e romeno
Acervo USP
Acervo/ Dados
Acervos USP/UNESP/UNICAMP [UnibibliWEB]
Acesse a Biblioteca Virtual na na home page
Acesso a Banco de Dados
Acesso à Informação
1 1
Acesso ao Banco de Dados Bibliográficos da USP
– Dedalus
Acesso ao Dedalus
Acesso e Políticas de Circulação
Ajuda
Alerta
1
Alerta periódicos
AMS - Tabela de Classificação
Applied Science Technology
Apresentação
Aquisições 2002
Assistência ao Usuário
Atendimento
Atendimento de cópias via Sistema Ariel
Avalie o nosso site
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus ) (S)
Banco de Dados Bibliográficos
Banco de Dados Externos

IME

EP

FEA

Itens encontrados nas Home Pages

CEBIMAR

Quadro I - Itens encontrados nas home pages

1

1
1
1
1
1

1

1

1

1

1

1
1

1
1
1

1
1

1

1
1

1
1
1
1

1

1

1

1

1
1

1

1
1
1

1

1

1

1

1

1

1

1

1
1
1

1
1

1
1
1
1

1
1

�Realizou-se então um diagnóstico que demonstrou a real necessidade de
padronização e normalização dos sites, no que tange ao conteúdo mínimo
necessário, que possibilite uma divulgação mais eficiente dos serviços e produtos
oferecidos nas home pages, promovendo melhor e maior visibilidade das
Bibliotecas que integram o SIBi/USP na Internet.
Constatou-se que 5 bibliotecas, que correspondem a 12,32% do Sistema,
não possuem home page ou apenas trazem apresentação ou histórico na página
da Unidade.
Na análise dos sites detectou-se as seguintes ocorrências:
a)

Formas diversificadas de organização

b)

Falhas na disponibilização da informação

c)

Informações desatualizadas

d)

Links inativos

e)

Vários níveis de conteúdo
40% com ausência de endereço
32% não apresentam a equipe
25% não inclui link para o DEDALUS

f)

Ausência de links institucionais
USP
Unidade
SIBi

g)

Diversidade na categorização
Exemplifica-se,

claramente

através

do

ítem

“Normalização

Bibliográfica e Orientação aos Usuários” aparecem vinculados tanto
ao link “Informações” quanto ao link “Serviços”.
h)

Nomenclatura diferenciada.
Como exemplo, o DEDALUS aparece com diversas nomenclaturas:
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo Local
Acervo USP
Acesso ao Dedalus
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus )

�Bases de Dados do SiBI
DEDALUS
Dedalus global (Global)
Dedalus local (Local)
Periódicos e Monografias [DEDALUS Local]

6

PROPOSTA DO CONTEÚDO MÍNIMO PARA AS HOME PAGES DAS
BIBLIOTECAS DA USP
Finalmente foi elaborada a proposta contendo elementos informacionais

básicos para a descrição de forma padronizada e normalizada que assegurem a
interatividade e o acesso rápido aos produtos e serviços oferecidos.
Para tanto foram considerados os itens de maior ocorrência e os que a
equipe, baseada na literatura consultada, julgou indispensáveis para a identificação
e divulgação dos produtos e serviços.
Alguns exemplos de termos adotados:
a) Os itens DEDALUS Global e DEDALUS Local foram escolhidos em
detrimento ao item DEDALUS por possuírem as maiores freqüências entre os
demais itens e em virtude de garantir o acesso ao catálogo local, visto que a
manutenção do catálogo local e do global não ser feita simultaneamente.
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo Local
Acervo USP
Acesso ao Dedalus
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus )
Bases de Dados do SiBI
DEDALUS
Dedalus global (Global)
Dedalus local (Local)

2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
45%
5%
7,5%

b) Optou-se por sugerir Bases de dados em CD-ROM e Bases de
dados online por estes termos apresentarem maiores freqüências e por serem
mais específicos que Bases de Dados, possibilitando ao usuário identificar quais
os recursos de informática que necessitarão para efetuar suas buscas.

�Bases de Dados
Bases de Dados do SiBI
Bases de Dados e Publicações online externas
à USP (link do DT/SIBi)
Bases de dados em CD-ROM
Base de Dados em Literatura Cinzenta
Bases de dados em rede local
Bases de dados externas à USP
Bases de dados online

17,5%
2,5%
2,5%
17,5%
2,5%
2,5%
2,5%
42,5%

Sugerimos a inclusão de algumas bases de dados online que são de
interesse para qualquer área do conhecimento. Caberá à Biblioteca relacionar as
bases de dados em CD-ROM que possui e outras online de interesse de seus
usuários no respectivo link principal.
c)

Optou-se por Bibliotecas Virtuais por ser plural como os demais itens

relacionados na Tabela II.

Biblioteca Virtual
Bibliotecas Virtuais

5%
5%

Neste item foram relacionadas as consideradas indispensáveis devido a
relevância e por serem produzidas pela USP e/ou em parceria com outras
instituições de ensino e pesquisa.
d) Em 67,5% das home pages analisadas o item Equipe é incluído, só
que poucas apresentam todas as seguintes informações: Nome, cargo, seção, email, telefone.
Apresentação
Informações
Informações Gerais

22,5%
7,5%
20%

Horário
Horário de Atendimento
Horário de funcionamento

12,5%
15%
45%

e) Optou-se por Revistas Eletrônicas por ser o termo de maior
ocorrência nos sites analisados e por ser um termos que permite links
subordinados.

�Revistas Eletrônicas
Periódicos Eletrônicos (eletrônicos)
Periódicos Eletrônicos da CAPES
Periódicos Indexados
Periódicos online
Periódicos on-line CAPES

10%
5%
2,5%
2,5%
7,5%
2,5%

Tabela I – Proposta do Conteúdo Mínimo para as home pages das Bibliotecas
da USP
Categoria da
informação

Links principais

Informações ou
Links subordinados

Apresentação

Apresentação

Acervo
Dados Estatísticos
Histórico
Horário de funcionamento
Missão
Regulamento

Banco de Dados

DEDALUS Global
DEDALUS Local
Portal CRUESP/Bibliotecas

Bases de dados em CDROM

Bases de Dados

Bases de Dados online

Bibliotecas Virtuais

Bibliotecas Virtuais

Equipe

Equipe

Identificação

Bibioteca Digital de Teses e Dissertações
Derwent (Patentes)
Dissertation Abstracts
JCR (Journal Citation Report)
Web of Science
SABER

Biblioteca Virtual de Óptica Básica e Aplicada
Biblioteca Virtual em Saúde Mental
Biblioteca Virtual em Saúde Pública
BibVirt - Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
PROSSIGA

Nome, cargo, seção, e-mail e telefone

�Nome da Biblioteca
Logotipo da Biblioteca (se
houver)
Contato

Layout

Links Institucionais

Melhor visualização em:
(nome do browser)
Créditos

Unidade
USP
SIBi

Links Interessantes

Links Interessantes

Localização

Endereço
Mapa

Novas Aquisições

Novas Aquisições

Recursos do Web site

Acesso rápido
Busca no Site

Revistas Eletrônicas

Serviços e Produtos

Revistas Eletrônicas

Serviços/Produtos

Bibliotecas da USP
Catálogos Bibliográficos
EDUSP
QUALIS – CAPES

Portal .periódicos. da CAPES
ProBE
RICTEC
SciELO

Comutação
Empréstimo
Empréstimo entre Bibliotecas
Fotocópias
Normas para Elaboração de Dissertações e Teses
Orientação Bibliográfica
Pesquisa Bibliográfica
Publicações
Publicações da Biblioteca
Publicações da Unidade
Treinamentos Formais
Treinamentos Informais

�Visita Orientada

Sugestões

Sugestões

Visita Virtual

Visita Virtual

7

CONCLUSÃO
A modernização obtida no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade

de São Paulo, com a adoção de recursos proporcionados pela tecnologia da
informação, aliados a processos de gestão cooperativa e compartilhada, possibilita
a consolidação e expansão dos serviços bibliotecários prestados aos usuários da
comunidade acadêmica. Em decorrência, vem sendo agregado maior valor às
informações existentes nas Bibliotecas, em seu acervo local ou virtual, bem como
estão sendo ampliadas as possibilidades de intercâmbio bibliográfico com as
instituições congêneres do país e do exterior. Daí a importância de que haja uma
disponibilização de ferramentas que permitam ao usuário do Sistema satisfazer
suas necessidades informacionais, facilitando as experiências de aprendizagem
desde as mais simples até as mais complexas, na sua busca contínua por
atualizações. Consolidando a imagem sistêmica das Bibliotecas da USP, fazemos
delas uma parte ativa do processo de construção do conhecimento pois é o
conhecimento como fonte sustentável, que coloca o usuário em tempo real com as
descobertas científicas que é a chave para o desenvolvimento de uma sociedade
com qualidade de vida.
“O aumento da procura por fontes eletrônicas de informação acaba por exigir
que desenvolvamos novas estruturas para organizar a informação” (LEVACOV,
1997), daí a necessidade de uma padronização que permita uma divulgação mais
eficiente dos serviços e produtos oferecidos pelas Bibliotecas em suas home
pages, possibilitando uma melhor e maior visibilidade sistêmica do SIBi/USP na
Internet.
Para que isso realmente se concretize, deve haver um comprometimento de
todo o Sistema no apoio de suporte técnico às Bibliotecas, para a interligação dos

�recursos informacionais oferecidos com as necessidades dos usuários, que devem
nortear toda e qualquer mudança nos procedimentos existentes.
Posteriormente à apresentação do trabalho completo no encerramento do
PROTAP, o Departamento Técnico do Sistema de Bibliotecas da USP - DT/SIBi
recomendou que as bibliotecas integrantes do Sistema adotassem as sugestões
apresentadas para a criação e reformulação de suas home pages.

REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites das bibliotecas universitárias brasileiras.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife,
2002. Anais... Recife: UFPE, 2002.
BAX, M. P. As Bibliotecas na Web e Vice-versa. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.3, n.1, p.5-20, 1998.
CARDOSO, S.C. et al. Relato da experiência de se criar o Web Site do Serviço de
Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 12.,
Recife, 2002. Anais... Recife: UFPE, 2002.
KRZYZANOWSKI, R.F.; COUTTO, M. L. de M. do. Novas tecnologias e gestão
da informação no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi/nov-tecn.html&gt;. Acesso em: 15 de jul. 1998.
KRZYZANOWSKI, R.F. et al. Implantação da informatização em bibliotecas
universitárias para aperfeiçoamento e modernização dos serviços: relato
deexperiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBi/USP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Fortaleza,
1998. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998b.
LEVACOV, M Bibliotecas virtuais: (r)evolução. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p.125-135, 1997.
MOREIRA, A. Web Design: desafio do site bem feito. São Paulo, SENAC,
2002./Apostila/

�NEVES, Iara Braz. Fundamentos de Internet. São José dos Campos, ITA, 2000
/Apostila/

∗

Instituto de Química de São Carlos – IQSC/USP - Av. Trabalhador Sãocarlense 400 – Centro 13566-590 - São Carlos - SP Brasil. PCARP; Campus de Ribeirão Preto – Biblioteca Central, Av.
dos Bandeirantes 3900 – 14040 – Ribeirão Preto – SP Brasil; Escola de Engenharia de São Carlos
– EES/USP – Av. Carlos – IFS/USP –Av. do trabalhador Sãocarlense 400 – Centro- 13566-590 –
São Carlos – SP Brasil; Instituto de Física de São Carlos – IFSC/USP – Av. trabalhador Sãocarlense
400 – Centro – caixa postal 369 – 13560-970 – São Carlos – SP Brasil; Escola Superior de
Agronomia Luiz de Queiroz – ESALQ/USP- Av. Pádua Dias 11- caixa postal 09 – Bairro Agronomia
13418-900 Piracicaba – SP Brasil. Solange@iqsc.usp.br; miraleo@bcrp.pcarp.usp.br;
zanettil@sc.usp.br; marilza@if.sc.usp.br; abmorett@esalq.usp.br

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Proposta de conteúdo mínimo para as home pages das bibliotecas da USP.</text>
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                <text>Puccinelli, Solange Maria Simões; Libardi, Leopoldina Mira S. O.; Zanetti, Lucia Semensato; Tognetti, Marilza Aparecida Rodrigues; Moretti, Adriana Buenoi</text>
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                <text>A maioria das Bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da USP (SIBi/USP) possuem uma Home Page cujo objetivo é disponibilizar na Internet seus produtos e serviços, ampliar as possibilidades de busca e recuperação de informações e propiciar a utilização de seus serviços pelos usuários internos e externos à Universidade. Foram analisadas todas as Home Pages das Bibliotecas que integram o SIBi/USP quanto à terminologia, padronização e conteúdo, possibilitando identificar problemas de omissões de dados, desatualizações, falta de organização na apresentação e uma infinidade e diversidade de informações e de termos utilizados para definir, muitas vezes, um mesmo produto ou serviço. Após análise foi proposto um conteúdo mínimo, de forma estruturada com uma nomenclatura padronizada e uniforme que traduza de maneira clara e intuitiva o produto ou serviço disponibilizado pelas Bibliotecas da USP em suas Home Pages, propiciando uma comunicação fácil e interativa entre Bibliotecas e usuários.</text>
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                    <text>COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA EM AMBIENTE ACADÊMICO NA USP:
INSTRUÇÕES PARA DISPONIBILIZAR TRABALHOS IMPRESSOS E
ELETRÔNICOS
Rosana Alvarez Paschoalino∗
Vânia M.B.O. Funaro
Maria Aparecida Bezerra Ayello
Cristiane de Almeida Câmara Carvalho
Eliana Maria Garcia
Kátia Maria de Andrade Ferraz
Maria Cláudia Pestana
Maria José de Jesus Carvalho
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Suely Campos Cardoso
Telma de Carvalho
Valéria de Vilhena Lombardi

RESUMO
A organização da comunicação científica passa por processo de elaboração e
redação. A forma de divulgação pode ocorrer em diversos veículos de
comunicação, entretanto, no ambiente acadêmico o reconhecimento do
pesquisador se inicia na defesa de um trabalho público, quer seja, trabalho de
conclusão de curso, na graduação e mestrado ou doutorado, na pós-graduação.
No meio científico, algumas regras devem ser observadas para que haja um
perfeito entendimento da proposta apresentada pelo pesquisador, ou seja,
existem regras de normalização a serem seguidas, independentes da área do
conhecimento. Este trabalho procura demonstrar a experiência da Universidade
de São Paulo, na padronização de procedimentos para a elaboração do texto
acadêmico. São analisadas e discutidas as partes que compõe a sua estrutura e
apresenta, como diferencial, três modelos de normas para as referências (ABNT,
ISO e Estilo Vancouver). No momento em que as tecnologias de informação estão
predominando, a USP disponibiliza no Portal Saber (www.saber.usp.br), estas
diretrizes. Instituições de Ensino Superior que não possuem normas
estabelecidas encontram neste documento uma orientação. No âmbito da própria
Universidade, aquelas Faculdades e Institutos que já possuem suas
padronizações podem utilizá-la para enriquecimento de informações. Uma das
vantagens desta publicação é a catalogação na fonte que apresenta os termos
específicos para recuperação do documento no ambiente virtual. Após a defesa
do trabalho, o aluno de pós-graduação disponibiliza sua obra na Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações, cumprindo o papel social de divulgação do
conhecimento produzido na Universidade, obedecendo aos padrões exigidos no
meio científico.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação
acadêmico. Documentos eletrônicos.

científica.

Normalização

de

trabalho

�1 INTRODUÇÃO
O panorama tecnológico de modernos recursos computacionais e meios de
comunicação alcançado pela Universidade de São Paulo (USP) se refletiu
especialmente nas Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP) que já contam com recursos dessa ordem no desenvolvimento de
suas

atividades,

desde

novos

suportes

para

informação,

tratamento,

armazenamento e disseminação até novas formas de relacionamento com o
usuário e outras instituições. Assim, procedimentos biblioteconômicos tradicionais
vêm migrando do ambiente real para o virtual. São exemplos dessa mudança o
catálogo on-line DEDALUS – Banco de Dados Bibliográficos da USP, acesso a
bases de dados referenciais e de textos completos e a comutação on-line, entre
outros. A tecnologia permite a geração de documentos já na forma eletrônica,
otimizando tempo e recursos de produção e divulgação.
Dentre as atividades de apoio à pós-graduação oferecidas pelas
Bibliotecas do SIBi/USP, em suas respectivas Unidades, foram elaborados
manuais em algumas delas, em consonância com suas Comissões de PósGraduação e suas políticas dentro da Instituição, para orientar os alunos quanto à
apresentação do documento tese ou dissertação.
Em 2001 foi proposta a versão preliminar das Diretrizes para Apresentação
de Teses e Dissertações à USP: documento eletrônico ou impresso, com base
nos diversos manuais de orientação elaborados pelas Bibliotecas e no conjunto
de normas técnicas disponíveis, procurando estabelecer um núcleo comum de
características de modo a constituir um padrão USP.
A revisão da versão preliminar das Diretrizes justificava-se em função das
sugestões

encaminhadas

ao

Departamento

Técnico

do

SIBi/USP,

pela

atualização de normas técnicas nacionais sobre o assunto e pelo incremento
pretendido ao processo de armazenagem das teses e dissertações geradas na
USP em formato eletrônico (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações).
Com o objetivo de nortear o pós-graduando e auxiliá-lo na estruturação
científica de seu trabalho, que pode contar com o subsídio de um documento
baseado em normas atualizadas, elaborou-se uma versão atualizada dessas
diretrizes. O conteúdo proposto pode ainda ser adaptado à graduação, na

�elaboração dos trabalhos de conclusão de curso, bem como servir de referencial
para outras Instituições.

2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
A pós-graduação stricto sensu foi formalmente instituída no Brasil em
meados dos anos 60. Contava na época com 38 cursos no país entre mestrado e
doutorado e surgiu para suprir a demanda por mão-de-obra especializada criada
pelo desenvolvimento econômico; e a necessidade de cientistas, pesquisadores e
técnicos aptos a desenvolverem pesquisas, indispensáveis às mudanças que
emergiam no país. (ZUCCO, 1996).
Segundo Castro (1985), a maior parte da ciência brasileira é produzida na
pós-graduação e divulgada em forma de dissertações e teses. Essa forma de
comunicação científica é o meio pelo qual os pesquisadores tornam conhecidos
os resultados de suas investigações. Nesse contexto, toda pesquisa envolve
atividades diversas de comunicação e produz pelo menos uma publicação formal.
Para Berto (2001), a disseminação do conhecimento científico através de
artefatos de comunicação, atribui prestígio e reconhecimento público aos autores
e Instituições. A cada novo estudo o autor/pesquisador acumula dados e fatos
adicionando-lhes valor através de suas reflexões até a formação de um lastro
significativo de conteúdo que possa ser divulgado.
Explicitamente ou implicitamente é de concordância que a formalização da
comunicação científica resulta da necessidade de compartilhamentos dos
resultados da pesquisa entre os crescentes números de cientistas. Essa produção
bibliográfica, portanto, deve ser indexada em bases de dados referenciais e,
atualmente também nas Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações.
Para que as novas informações e concepções formuladas tornem-se
contribuições científicas reconhecidas pelos pares, devem ser comunicadas de
forma a favorecer sua comprovação e verificação e, a seguir, sua utilização em
novas descobertas. O conjunto dessas atividades constitui o sistema de
comunicação científica que inclui, portanto, todas as formas de comunicação
utilizadas pelos cientistas que pesquisam e contribuem para o conhecimento na

�área. Isto significa que o cientista lança mão das alternativas possíveis para
difusão de seu trabalho.
Com o desenvolvimento da tecnologia de comunicação, em especial
computadores e redes eletrônicas, as formas de comunicação disponíveis à
comunidade científica vêm se modificando, ampliando e diversificando, tornandose cada vez mais eficientes, rápidas e abrangentes, vencendo as barreiras
geográficas hierárquicas e financeiras.

3 BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA USP
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, foi implantada em
junho de 2001 com o objetivo de facilitar o acesso remoto a essa parte de sua
produção intelectual. A USP possui o maior sistema de pós-graduação do país e a
diversidade e complexidade desse sistema, aliadas à novidade do tema, já que
não havia naquela época outra iniciativa institucional desse porte no país,
apresentaram vários desafios à equipe encarregada do seu desenvolvimento
(MASIERO et al., 2001).
O SIBi/USP (Departamento Técnico e Bibliotecas), em conjunto com a
Comissão Central de Informática (CCI) e Centro de Informática de São Carlos
(CISC) organizou a infra-estrutura para o recebimento e geração de documentos
eletrônicos, iniciando pela armazenagem dos textos das teses e dissertações, o
tratamento, disseminação e recuperação dessas informações na Biblioteca Digital
de Teses, onde reúne teses e dissertações nas áreas de humanas, exatas e
biológicas, com diferentes estruturas e conteúdos. Das mais simples (apenas
texto) até aquelas mais complexas (compostas de vídeos e imagens).
O acesso à Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP pode ser
feito pelo site do Portal do Conhecimento (http://www.saber.usp.br) ou através
do endereço específico em http://teses.usp.br . (Figura 1)

�Figura 1 - Interface pública da Biblioteca Digital

4 METODOLOGIA
A partir do Modelo de Gestão adotado pelo SIBi/USP desde 2001 foi
constituído um Grupo de Estudos com início em agosto de 2002, denominado
DiTeses, constituído por 12 bibliotecárias representando as diferentes áreas do
conhecimento existentes na Universidade, tendo como base as recomendações
da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, órgão representativo da
International Organization for Standardization – ISO, no Brasil. O Grupo pôde
contar também com a colaboração de um membro do Comitê Brasileiro 14

�(Finanças, Bancos, Seguros, Comércio, Administração e Documentação) da
ABNT durante o desenvolvimento do trabalho.
Foram contatadas as 39 bibliotecas do Sistema e aquelas que possuíam
normas para estrutura de trabalhos acadêmicos encaminharam um exemplar ao
Departamento Técnico – DT/SIBi para apreciação. Após análise desses
documentos, respeitando cada área do conhecimento e suas especificidades,
optou-se por criar um documento único para a normalização das dissertações e
teses, contemplando as várias normas utilizadas.
Para a apresentação dos trabalhos acadêmicos foram utilizadas as normas
em vigor da ABNT (1990a, 1990b, 2002a, 2002b, 2002c, 2003), Devido à
amplitude das áreas envolvidas, fez-se necessário utilizar também normas de
referências específicas como ISO (1987, 1997), Vancouver (Comitê Internacional
de Editores de Revistas Médicas) (2001) e APA

(American Psychological

Association) (2001).
Definidas as normas a serem utilizadas foram criados subgrupos para
elaboração dos modelos de referências a partir do DEDALUS contemplando todas
as áreas do conhecimento nas diferentes normas (Figura 2).

�ABNT

SOBRENOME(S) DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s) (iniciais ou por
extenso). Título da obra: subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade):
editora, data de publicação. Paginação.

PICCINI, A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme, 1999. 166 p.

ISO

SOBRENOME(S) DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s) (iniciais ou por
extenso). Título da obra: subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade):
editora, data de publicação. Paginação. ISBN.

PICCINI, A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme, 1999. 166 p. ISBN 85-7419-076-4.

Vancouver

Sobrenome(s) do(s) autor(es) Prenome(s) (iniciais). Título da obra:
subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade): editora; data de
publicação.

Piccini A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme; 1999.

Figura 2 - Modelos de referência de monografia no todo segundo ABNT, ISO e Vancouver

Com a finalização dos trabalhos dos subgrupos compilou-se a versão
preliminar do documento final, eliminando-se os modelos de referência da norma
APA devido à atualização da mesma, o que inviabilizou sua utilização. Procedeuse à leitura do documento na íntegra para revisão. Para validação o projeto foi
encaminhado para apreciação de três avaliadores: a Diretora Técnica do DT/SIBi,
uma docente da Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP e a Diretora da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” – UNESP.
Após validado, o mesmo foi diagramado pelo próprio Grupo DiTeses e
encaminhado para publicação, sendo essa última versão disponibilizada

�automaticamente no formato eletrônico (http://www.teses.usp.br) e posteriormente
impresso na Série Cadernos de Estudos do SIBi nº 9 (Figura 3).

Figura 3 - Caderno de Estudos do SIBI nº 9

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa publicação representa um avanço na contribuição efetiva para os
programas de pós-graduação na USP que poderão adotar o modelo proposto,
garantindo a padronização das estruturas das dissertações e teses, ou contribuir
para a construção do modelo próprio de cada programa de pós-graduação, a
critério das comissões de pós-graduação das Unidades da USP e facilita ainda, o
acesso dos usuários e essas diretrizes ao torná-las disponíveis eletronicamente.
A padronização dos trabalhos científicos contribui para a qualidade de sua
apresentação, facilidade na redação e compreensão do texto, acarretando um
melhor aproveitamento do tempo despendido em sua elaboração.

�ABSTRACT
Organization of the scientific communication goes through processes of
elaboration and composition. Popularization can happen in several communication
vehicles, however, in the academic atmosphere the researcher's recognition
begins in the defense of a public work, may it be, course conclusion work, in the
graduation, dissertation or thesis, in to masters degree. In the scientific
environment, some rules should be observed so that there is a perfect
understanding of the proposal presented by the researcher, that is to say,
normalization rules exist they be she followed, independent of the area of the
knowledge. This work tries to demonstrate the experience of the University of São
Paulo, in the standardization of procedures for the elaboration of the academic
text. They are analyzed and discussed the parts that it composes its structure and
it presents, as differential, three models of norms for the references (ABNT, ISO
and VANCOUVER style). At this moment in that the technologies of information
are prevailing, USP makes these guidelines available in the Knowledge Portal
(www.saber.usp.br). Higher education institutions that don't possess established
norms find in this document an orientation. In the ambit of the own university,
those abilities that already possess its standardization can use it for enhancement
of information. One of the advantages of this publication is the cataloguing in the
source that presents the specific terms for recovery of the document in the virtual
atmosphere. After the defense of the work, the masters degree students make
available their works in the Digital Library of Theses and Dissertations, executing
the social paper of popularization of the knowledge acquired in the University,
obeying the patterns demanded in the scientific environment.
KEY WORDS: Scientific communication. Normalization of academic work.
Electronic documents.
REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Manual de publicação. 4.ed.
Porto Alegre: ARTMED, 2001. 328 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e
documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 1990a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumos:
procedimentos. Rio de Janeiro, 1990b. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e
documentação: citação em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002a. 7p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002b. 24 p.

�ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002c. 6 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: numeração
progressiva das seções de um documento escrito: apresentação: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003. 2 p.
BERTO, R. M. V. S. Publicações científicas eletrônicas na percepção de uma
instituição pública de pesquisa em ciência e tecnologia. 2001. 186 f. Tese
(Doutorado em Engenharia de Produção) – Escola Politécnica, Universidade de
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information and documentation: bibliographic references part 2: electronic
documents or parts thereof. [S.l.], 1997.
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de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 34-41, set./dez.
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. A biblioteca digital de teses e dissertações.
São Paulo, 2001. Disponível em: &lt;http://www.teses.usp.br/biblioteca.html&gt;.
Acesso em: 01 jul. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Saber. São Paulo, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.saber.usp.br/oportal.html&gt;.Acesso em: 02 out. 2002.

�ZUCCO, C. Relação entre pós-graduação e graduação: a pós-graduação no
contexto histórico-educacional. In: ________. Discussão da pós-graduação
brasileira. Brasília: MEC/CAPES, 1996. p. 79-90.

∗

Escola de Engenharia de São Carlos. Av. Trabalhador São-Carlense, 400. São Carlos – SP –
Brasil.
E-mail: rosana@eesc.usp.br; Vânia M. B. O Faculdade de Odontologia. E.mail:
vaniamar@usp.br; Maria Aparecida Bezerra Ayello
Instituto de Geociências e.mail:
maayello@usp.br; Cristiane de Almeida Câmara Carvalho Sistema Integrado de Bibliotecas e.mail:
vaniamar@usp.br; Eliana Maria Garcia Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” e.mail:
emgarcia@esalq.usp.br; Kátia Maria de Andrade Ferraz Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Maria Cláudia Pestana Faculdade de Medicina
Queiroz” e.mail: kmaferra@esalq.usp.br;
Veterinária e zootecnia e.mail: pestana@usp.br; Maria José de Jesus Carvalho Instituto de
Ciências Biomédicas e.mail: mjkarval@usp.br; Mariza Leal de Meirelles Do Coutto Sistema
Integrado de Bibliotecas e.mail:mccouto@sibi.usp.Br; Suely Campos Cardoso Faculdade de
Medicina e.mail: Suely@biblioteca.fm.usp.br; Telma de Carvalho Faculdade de Odontologia e.mail:
telma@usp.br;
Valéria
de
Vilhena
Lombardi
Faculdade
de
Medicina
e.mail:
valeria@biblioteca.fm.usp.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A organização da comunicação científica passa por processo de elaboração e redação. A forma de divulgação pode ocorrer em diversos veículos de comunicação, entretanto, no ambiente acadêmico o reconhecimento do pesquisador se inicia na defesa de um trabalho público, quer seja, trabalho de conclusão de curso, na graduação e mestrado ou doutorado, na pós-graduação. No meio científico, algumas regras devem ser observadas para que haja um perfeito entendimento da proposta apresentada pelo pesquisador, ou seja, existem regras de normalização a serem seguidas, independentes da área do conhecimento. Este trabalho procura demonstrar a experiência da Universidade de São Paulo, na padronização de procedimentos para a elaboração do texto acadêmico. São analisadas e discutidas as partes que compõe a sua estrutura e apresenta, como diferencial, três modelos de normas para as referências (ABNT, ISO e Estilo Vancouver). No momento em que as tecnologias de informação estão predominando, a USP disponibiliza no Portal Saber (www.saber.usp.br), estas diretrizes. Instituições de Ensino Superior que não possuem normas estabelecidas encontram neste documento uma orientação. No âmbito da própria Universidade, aquelas Faculdades e Institutos que já possuem suas padronizações podem utilizá-la para enriquecimento de informações. Uma das vantagens desta publicação é a catalogação na fonte que apresenta os termos específicos para recuperação do documento no ambiente virtual. Após a defesa do trabalho, o aluno de pós-graduação disponibiliza sua obra na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, cumprindo o papel social de divulgação do conhecimento produzido na Universidade, obedecendo aos padrões exigidos no meio científico.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL MULTIMÍDIA : CAMINHOS E TRILHAS NO CENÁRIO
BRASILEIRO

Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira∗
Maria Célia de Toledo Dubois∗∗

RESUMO
Relatar iniciativas brasileiras e requisitos básicos para geração de biblioteca
digital multimídia, com ênfase em videoteca digital. Os objetos digitais
provenientes de programação de TV universitária trazem conteúdo de interesse
educacional e se constituem ferramentas eficazes de aprendizagem no ensino a
distância – EAD. A biblioteca universitária pode ser excelente parceiro da TV
universitária na busca de caminhos e trilhas para a construção de videotecas
digitais, visto que os saberes e competências dos profissionais envolvidos e
domínio da tecnologia serão compartilhados no processo de criação. Buscar
alternativas possíveis, no cenário nacional para captura de imagens,
representação dos dados (metadados), indexação, recuperação e transmissão de
imagens com qualidade, configurando ambiente para abrigar repositórios de
informação não textual como ferramenta de ensino-aprendizagem, caracteriza o
objetivo deste trabalho.
PALAVRAS - CHAVE: Videoteca digital. Biblioteca digital. TV Universitária.
Ensino a Distância.

1

INTRODUÇÃO

1.1 PORQUE BIBLIOTECA DIGITAL MULTIMÍDIA: VÍDEO DIGITAL
Acompanhando o crescente aumento de objetos digitais e principalmente a
evolução tecnológica para acesso a estes conteúdos, resolvemos trilhar o
caminho para uma videoteca digital, impulsionados por duas motivações. A
primeira, trata-se, na realidade, de um resgate histórico de projeto de pesquisa
iniciado na PUC-Campinas, em 1998/99 sobre Videoteca Digital, no escopo de
um programa de pesquisa da CAPES – PROIN, com o objetivo de integração
entre programas de pós-graduação e graduação em nossa Universidade.

�Esperava-se construir uma videoteca digital que viesse incrementar os recursos
didáticos-pedagógicos disponíveis

nos cursos de graduação, e nos de pós-

graduação oferecidos na modalidade a distância, mediado por computador.
Sendo que nesta modalidade, havia registros positivos na utilização de “clips”
rápidos, já inseridos em alguns cursos.
A proposta era criar videoteca digital utilizando a técnica de quadroschaves (vídeo key frame) em movimento para a apresentação primária do
conteúdo dos vídeos a partir de uma relação alfabética simples de títulos e chegar
a um link para imagem primária dos quadros-chaves que funcionariam como
resumos dos vídeos, conforme pesquisa de O’Connor (1985,1986a e 1986b). A
implementação previa ainda testar o “tempo ótimo” de cada exibição conforme
relato de Ding (1998) e ajustar o tempo de exibição conforme resultados.
Tratava-se de projeto inovador, porém por questões diversas, este não
pode ser concretizado.
Após alguns anos, sentimos que é chegado um novo momento onde a
execução do projeto de videoteca digital no âmbito da PUC-Campinas mostra-se
mais favorável, tendo em vista que os conteúdos digitais textuais já estão
contemplados na Biblioteca Digital da PUC-Campinas, em serviço cooperativo no
âmbito da RICESU – Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior que por
meio da Comunidade Virtual de Aprendizagem, solicitou às Bibliotecas destas
Instituições a criação da Biblioteca Digital da CVA-RICESU, atualmente com dois
produtos: - Biblioteca Digital de Dissertações e Teses e Biblioteca Digital de
Artigos, sendo a primeira construída na metodologia TEDE, desenvolvido pelo
IBICT e outra na metodologia ARTE, desenvolvido pelo próprio Grupo de
Trabalho em Biblioteca Digitais da CVA-RICESU. Trabalhar então, com material
imagético-vídeo torna-se o próximo alvo.
A segunda motivação é a contribuição que o SBI – Sistema de Bibliotecas
e informação presta à organização e disponibilização dos programas gerados
pela TV PUC-Campinas à comunidade interna, na medida em que gera para
consulta, em banco de dados MS-Access o conteúdo referencial dessa
programação. O trabalho consiste na copiagem das fitas de vídeo em formato

�VHS, pelo Centro de Apoio Didático, Setor este sob gerenciamento do SBI, e as
cópias, propriamente ditas, ficam armazenadas no Centro de Multimídia da
Biblioteca Setorial do Campus I e podem ser utilizadas pelos discentes, como
reforço de aulas temáticas e pelos docentes, na elaboração dessas aulas ou
ainda para geração de novos conteúdos.
Porém, como a adoção de novas mídias de armazenamento

da

programação da TV PUC que passou a utilizar fitas em padrão digital, surge a
necessidade de novos processos de organização, tratamento e principalmente,
novas formas de disponibilização destes conteúdos.
Forma-se assim, um novo cenário para os vídeos e estreitamento da
parceria SBI e TV PUC-Campinas.
Torna-se pois imperativo, a atualização tecnológica, no que se refere a
hardware, software, no ambiente da Biblioteca, e o que é mais importante e
agregador, torna-se necessário a apreensão de novos saberes para criação de
nova competência demandada por este novo fazer, ou ainda ,
Consolidado está o uso de vídeos, em sala de aula e ambientes
educacionais, de treinamento, de lazer, etc. Trata-se apenas de
uma nova roupagem com grandes vantagens para os usuários. É
uma nova maneira de olhar e usar o velho (MOSTAFA &amp;
OLIVEIRA, 2000, p.9).

Todo e qualquer caminho a ser percorrido deverá ser consensual entre os
parceiros, divididas as responsabilidades e somadas as competências, tanto as já
existentes como as que virão com outros profissionais da área de TICs e das
Comunicações.
1.2 O VÍDEO NO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO
Neste ponto pergunta-se: Porque vídeo? Para responder esta questão nos
reportamos a importância desta mídia, no cenário educacional brasileiro.
O processo de ensino-aprendizagem vem se utilizando dos recursos da
tecnologia educacional

gerando resultados positivos, notoriamente desde a

década de 70, do século passado.

�A inserção de recursos de imagem neste processo, inicialmente pela
utilização de imagens fixas e posteriormente por imagens em movimento, como
os filmes, enriquecem conteúdos e facilitam a compreensão de conceitos e
consequentemente, podem reforçar o processo de aprendizagem.
Não se trata de um perfil histórico dos meios impressos de comunicação, o
corte é dado em comunicação pela imagem em movimento, mediada pelo vídeo,
na sua forma primeira e pelo vídeo digital.
Como abordado anteriormente, o vídeo em sua forma original , entenda-se
aqui, aquele gravado em formatos digitais e não digitais, tem ainda papel
educacional garantido, exemplos disto são a Fundação Padre Anchieta criada em
1967 e a Fundação Roberto Marinho, que com o apoio da Federação Nacional
das Indústrias criou o Telecurso 2000, projeto de educação voltado para jovens
trabalhadores de 15 a 30 anos e que também visa reciclagem de trabalhadores.
O Projeto TV Escola, do Ministério da Educação, com objetivo principal de
formar, capacitar e valorizar professores para obter melhoria da qualidade de
ensino nas escolas públicas de todo país. Por meio da iniciativa privada em
parceria com as Organizações Globo, surge a TV Futura, ou Canal Futura, com
público-alvo de crianças, alunos do Ensino Médio e Fundamental, professores e
trabalhadores, operando de forma gratuita (MONTEIRO, 2001).
1.3 O VÍDEO E A TV UNIVERSITÁRIA
Nascido no bojo das atividades acadêmicas, o vídeo passou a ser utilizado
no espaço da Universidade nos Anos 70, do século passado, porém com certa
resistência, contudo intensa e extensa foi a participação da comunidade científica
universitária, como co-produtores de vídeos científicos e educacionais na década
seguinte, conforme pesquisa de Bortoliero (2003), que analisou a produção de
vídeos educacionais e científicos nas universidades brasileiras com objetivo de
identificar as centrais de produção naqueles ambientes. Surgem naquela época
os fomatos BETAMAX (Sony) e VHS (JVC) e os formatos U_matic, VHS, SVHS e
Betacam, surgiram entre 1980/86. Nesta época algumas instituições tentaram
implementar políticas audiovisuais, porém sem êxito. Ainda segundo a autora,

�veio à tona a discussão do papel da TV na sala de aula, a divulgação científica e
ainda, a imagem foi institucionalizada como forma eficaz de ensino não-formal.
Na década de 90, do século passado, surge o sistema digital, que substitui
o analógico, revolucionando a produção de vídeos, porém no ambiente das TVs
universitárias este novo sistema foi sendo incorporado paulatinamente.
1.4 EAD E O VÍDEO
O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicações, vem
renovando o processo de ensino aprendizagem tanto nos cursos presenciais,
como no Ensino a Distância – EAD, onde o vídeo é um recurso substancial neste
universo virtual.
Entendendo que a linguagem visual favorece a percepção acima da
reflexão, e a sensação sobre o conceito, torna-se natural provocar respostas mais
emotivas podendo ou não comprometer o nível de consciência e a possibilidade
de reflexão crítica (FÉRRES, 1996).
Nos processos de ensino-aprendizagem utilizando-se informação textual no
processo

de

leitura,

os

símbolos

são

identificados

como

abstratos

e

convencionais e a interpretação desses símbolos se dá em contexto gramatical e
seus significados são memorizados, já a informação icônica ou imagética é
recebida e percebida sem mediações. Ao perceber uma imagem, descortina-se
para o receptor, algo novo diante daquele signo provocando uma consciência em
aberto e daí novas formas de pensar.
Certo está que os conteúdos audiovisuais caminhem lado a lado, no
processo ensino-aprendizagem, aos outros recursos didáticos-pedagógicos, não
se perdendo a interação aluno-professor, aluno-aluno, aluno-material instrucional
e principalmente, privilegiando o diálogo entre os atores no ensino a distância.
1.5 A TV UNIVERSITÁRIA
Existem várias definições para a Televisão Universitária, mas para a
Associação Brasileira de TV Universitária - ABTU, a que melhor define é

�TV Universitária é aquela produzida por Instituições de Ensino
Superior (IES) e transmitida por canais de televisão (abertos ou
pagos), e/ou por meios convergentes (circuitos internos de vídeo,
TV Web, etc.), voltados estritamente à promoção da educação,
cultura e cidadania”...”pode – e deve – ter uma programação
variada, heterogênea, mesclando informação, cultura, educação,
esporte e entretenimento. Todas as dimensões da vida acadêmica
devem ser mostradas ao público.

Segundo ainda a ABTU, os canais universitários no Brasil totalizam 51, em
todas tecnologias (TV a Cabo, TV Aberta, MMDS, Internet), operados ou ligados
a IES.
1.5 .1 TV PUC Campinas
Com abertura de concessão de TV para as Instituições de Nível Superior
(IES), a PUC Campinas começou delinear em 1998, a construção de uma TV
Universitária, alicerçando-se pelo senso profissional tanto no ponto de vista
técnico como na constituição da equipe, iniciando suas atividades em abril de
2000. Desde então mantém um canal diário e permanente de comunicação e
integração com a comunidade interna e com a sociedade local e regional.
Compromissada que é com a informação de qualidade, com a promoção da
educação, das artes, da cultura, a prestação de serviço e cidadania, referenda o
caráter de TV Pública .
Possui

uma

programação

diversificada

e

qualificada

que

inclui

documentários, entrevistas, “drops de informação”, mantendo sempre o cunho
educativo informacional, exibida em três horários diários, pelo Canal Universitário,
canal 10 da NET. Na definição de temas da sua programação conta com a
participação de toda a comunidade universitária : direção, professores,
estudantes, funcionários, promovendo uma permanente integração. Produz
semanalmente 6 a 7 programas inéditos e seu repositório constitui atualmente
1800 programas, representando mais de 700 horas em vídeo.
O compromisso permanente de integração com a comunidade na busca de
qualidade de vida valeu à TV PUC um importante prêmio jornalístico: o Prêmio
Yara de Jornalismo, versão 2000, na Categoria Projetos Especiais pela série
"Nossa água. Nossa Vida".

�2 CONSTRUINDO A VIDEOTECA DIGITAL

2.1 SITUAÇÃO ATUAL
A construção da videoteca digital no ambiente da PUC-Campinas deverá
remodelar procedimentos e produtos gerados anteriormente, onde soluções
pontuais foram estabelecidas muito mais pelos recursos disponíveis na época, do
que por excelência de padrões de serviços.
O acervo de vídeos, contendo a programação da TV-PUC, está organizado
em base de dados MS-Acess, com dados a partir do espelho da programação
dos 1800 programas. Nesta base constam os campos: data de exibição, título do
programa/matéria/entrevista, assunto, entrevistado e o número do programa. A
base apresenta interface amigável de consulta, porém sua ferramenta de busca é
limitada e os resultados das pesquisas nem sempre se mostram consistentes.
Outra limitação é a atualização da base de dados, pelo descompasso entre o
recebimento da fitas de vídeo em VHS, e o recebimento do espelho de
programação, de onde são retirados os dados, gerando um certo atraso na
alimentação da base. Além disso, as fitas de vídeos não constam do catálogo
online base LVMEN/VTLS do SBI/PUC – Campinas, obrigando o usuário a
realizar buscas em sistemas distintos.
Na busca de solução, alguns objetivos básicos foram estabelecidos:
-

unificar a busca de informações sobre vídeo num único ambiente de

busca de informação;
-

dar maior visibilidade aos conteúdos dos programas gerados pela

TV-PUC Campinas;
-

aumentar a capacidade de busca facilitando a recuperação de

informações ;
-

disponibilizar vídeos em formato digital para uso no ambiente de

ensino a distância e presencial ;

�oferecer recurso informacional para segmentos da sociedade com

-

acesso a web.
Para

tal,

faz-se

necessário

selecionar

as

matérias

de

caráter

informativo/educativo contidos nos 1800 programas, e nesse foco temos a opção
dos programas Ponto de Encontro, caracterizado como espaço aberto para
discussões dos mais variados temas, e o Ponto de Encontro Vida Saudável que
aborda temas de interesse público voltados a saúde como Terapia Ocupacional,
Osteoporose, Saúde da Mulher, entre outros. O conteúdo dessas matérias
representam aproximadamente 200 horas de gravação. Os demais programas
serão tratados em fase posterior.
Fase 1
A videoteca digital na fase 1 terá um modelo relativamente simples (Figura
1), pelo motivo de se utilizar no SBI/PUC-Campinas, software de automação de
biblioteca da empresa VTLS Inc. com diversos módulos (Catalogação, Consulta
(OPAC), Circulação, DSI, Sala de Reserva e outros. Além do ambiente web estar
contemplado e hardware e softwares já estarem disponíveis, caracterizam
condições técnicas favoráveis para a implementação.
A implementação do modelo envolve os processos de captura e
armazenamento da mídia, tratamento técnico e disponibilização. Três atores
agem

de forma

integrada:

TV PUC-Campinas, e dos setores do SBI,

Processamento Técnico e Núcleo de Apoio a Informática.
1. TV PUC: Captura imagens referentes aos programas selecionados,
edita e apesar de ter capacidade de gerar arquivos em qualquer formato
digital, nossa opção pelo formato MPEG-1 se dá por não necessitar de
download de codec (plugin). São gerados 4 arquivos, o de true streaming, o de
audio (MP3), e arquivos para download em 56 kbps e para banda larga que
poderão estar numa única mídia, CD-ROM (700MB).
2. Processamento Técnico: Recebe da TV-PUC os arquivos e
espelho de programação, prepara entrada de dados em planilha específica
para vídeo, catalogando em formato MARC21 (Figura 2), exceto o conteúdo

�da tag 856 (localização de acesso eletrônico) que é atribuído pelo Núcleo de
Apoio a Informática e posteriormente esses registros ficam liberados para
consulta nos OPACs.

�V ID E O T E C A D IG IT A L

A ssu nto

U suário Interno

C onsulta

V IR TU A iP O R TA L
Inte rfa ce de B usca
A u tor
N ° do P rogram a
S inop se

U suário E xterno

Títu lo

S eleção

UR
L

R esultado de B usca

Alimenta Base

R esultado da C onsulta

V irtua iP ortal - V ideos

TV - PUC

O pção S tream ing

A ssistir V ideo
D ow nloa d

Op

B and a La rga
56 K b ps
A udio M P 3

E nvia
V ideos

SBI

çã

oD
o

wn

lo a

S ervidor de S tream ing
d

C o nfirm a

P rocessos T écnicos

N ú cleo
de
Inform ática

Figura 1. Videoteca Digital

A lim enta B ase

S ervidor de D ow nload

Resultado da Consulta

C onsulta

�3. Núcleo de Apoio à Informática: Recebe o material do Processamento
Técnico e em seguida transfere os arquivos (download , som e streaming)
para os servidores de vídeo,

cria o arquivo .html (interface de opções),

preenche a tag 856, e libera os registros para consulta nos OPACs.

001 UP000175217
008 040712s2004 spb028 | vnpor d
082 0 VD1816
090 VD1816-TV-PUC
110 1 TV-PUC Campinas
245 10 Osteoporose / \h [video]
260 Campinas : \b TV PUC, \c 2004.
300 1 video (28min) : \b som.color.
440 1 (Ponto de Encontro Vida Saudável)
505 0 Programa exibido em 28/05/2004
520 Sinopse - Uma doença tipicamente feminina, a osteoporose atinge 200 milhões de
doentes no mundo, cerca de 10 milhões só aqui no Brasil. O Programa Ponto de
Encontro Vida Saudável conversa sobre esta doença que incide, principalmente, em
mulheres brancas, baixas e magras. Seu principal sintoma é a perda de massa óssea, o
que pode provocar fraturas graves durante um tombo rotineiro.
538 MPEG-1.
650 4 Osteoporose.
650 4 Ossos \x Doenças.
650 4 Video.
700 1 Zabeu, José Luís.
856 4 \u http://www.puc-campinas.edu.br \t vd-puc/1816/
997 UP

Figura 2. Entrada de dados - Vídeo

A interface com o usuário, se dá no ambiente de busca iPortal – Vídeos
(Figura 3), onde o usuário dispõe de duas opções de entrada no site do SBI,
portal da PUC-Campinas, selecionando “Videoteca Digital – TV PUC” e a outra,
pelo “Catálogo online”. Na “Videoteca Digital “ o usuário busca apenas no acervo
de vídeos da TV PUC, já no Catálogo online, a busca ocorrerá nos diversos tipos
de materiais catalogados. Ao efetuar
usuário

(interno e externo) receberá

a busca, em qualquer das situações, o
retorno

do número de documentos

recuperados e ao escolher um registro vídeo TV PUC, pode chegar até a
imagem selecionando campo de registro multimídia (URL). Ao selecionar, será
remetido para interface

de seleção

com diferentes opções: Assistir vídeo

(armazenamento no servidor de streaming, podendo assistir através do Windows
Media Player); Download, contendo opção por “Banda Larga”, “56 kbps” ou “Audio

�MP3” (armazenados no Servidor Download). O armazenamento em servidores
distintos é transparente para

os usuários, que ao realizar buscas

poderá

visualizar o vídeo ou efetuar download .

Virtua - iPortal

A ssistir Video

SBI
Alim entação
da
Base

Tratam ento
da
M ídia

Interface do U suário
Interno / Externo

D ow nload:
56 K bps
B anda Larga
Audio M P3
Processos
Técnicos

Consulta
U so / R eprodução
do Video
W indow s M edia Player

N úcleo
de
Inform ática

W EB

Alim entação e M anuntenção
através da Rede

Pu

de
as
R e m p in
a
c
cBanco de D ados
Virtua

Servidor
Virtua

Figura 3. Ambiente da Videoteca Digital

Servidor
Stream ing

Servidor
Download
(Som e Video)

�3 FUTURO DA VIDEOTECA DIGITAL – PUC-CAMPINAS

Para

futuro

próximo,

o

SBI/PUC-Campinas

pretende

desenvolver

repositório digital – vídeos, em parceria com a RICESU, num modelo de depósito
de mídia pelos próprios autores, com alimentação e busca distribuída entre as
bibliotecas partícipes, a exemplo da Biblioteca Digital de Artigos e para tal caberá
decisão conjunta de desenvolvimento de modelo, onde os registros bibliográficos
em formato MARC 21 podem ser convertidos para XML – metadados, ou adoção
de modelos já existentes como o da Biblioteca Digital Multimídia, desenvolvida
pelo GT de Aplicações Interativas de Alta Velocidade, da RNP – Rede Nacional
de Ensino e Pesquisa (www.rnp.br), porém com aproveitamento de dados da
Videoteca Digital aqui apresentada, porém, com soluções tecnológicas mais
atuais em questão de formato de arquivo de imagens (como MPEG-2,3...7) e
upgrade de servidores de mídia Outra opção seria buscar ambiente de biblioteca
digital multimídia que atuem como hospedeiros de conteúdos, a exemplo do
Portal do Conhecimento (www.bibliotecamultimidia.org.br), iniciativa do Instituto
Embratel 21 que mantinha uma videoteca digital, em parceria com universidades,
fundações e Ministérios do Governo Federal,

disponível para consulta,

visualização e download até maio deste ano.
Espera-se ainda, no futuro, evoluir para uma rede de vídeo digital dos
programas produzidos pelas Tvs universitárias ligadas à

RITU - Rede de

Intercâmbio de TV Universitária, ligada à ABTU (www.abtu.org.br), que por meio
da troca de programação poderá oferecer serviço de vídeo sob demanda com
acervo dessas 50 TVs Universitárias.

4 CONCLUSÃO
Este trabalho mostrou a importância do vídeo no contexto da informação,
no ensino a distância e o quanto ainda necessitamos caminhar para o
desenvolvimento e disponibilização dessa mídia em meio eletrônico, mesmo

�sabendo que na outra ponta possam existir aqueles que nem sempre possuem
equipamentos necessários para utilizar plena e adequadamente esse recurso.
Mesmo assim, não podemos frear aquilo que já temos condições de realizar, e
mais que simplesmente inovar é necessário coragem para fazer acontecer. Hoje,
pode ser que o universo que nos propomos a atingir com nosso trabalho não seja
grande, porém deixamos nossa contribuição em idéias e experiências para que
outros o façam ou mesmo evoluam no processo de integração e convergência de
mídias ao alcance não apenas de alguns privilegiados, mas que se possa atingir
camada maior de nossa sociedade .

MULTIMEDIA DIGITAL LIBRARY : WAYS AND TRACKS IN THE BRAZILIAN
SCENARIO
ABSTRACT
To relate brazilian initiatives and basic requirements for multimedia digital library
generation, with emphasis in digital video library. The digital objects proceeding
from university TV programming bring content of educational interest and they
constitute efficient tools of distance education. The university library can be
excellent partner of the university TV in the search of ways and tracks for the
construction of digital video libraries, since the knowledge and competencies of
the involved professionals and the control of the technology will be shared in the
creation process. Search possible alternatives, in the national scenario for pictures
capture, data representation (metadata), indexing, recovery and transmission of
pictures with quality, building environment to shelter nonprint information
repositories as teach-learning tool, characterizes the aim of this article.
KEYWORDS: Digital video library. Digital library, University TV.

Distance

education.
REFERÊNCIAS
BORTOLIERO, S. A produção de vídeos educacionais e científicos nas
Universidades brasileiras: a experiência do Centro de Comunicação da UNICAMP
(1974-1989). Comunicarte, Campinas, n.27, 2003, p.85-99.
DING, Wei. A study on video browsing strategies [online]. Disponível em
http://www.learn.umd.edu/wp/speedexp.html Acesso em 1998.

�MONTEIRO, Claudia Guerra. O papel eudcativo dos meios de comunicação.
Disponível em http://www.ipv.pt?forumedia/3/3_fi3.htm. Acesso em 27 maio 2004.
MOSTAFA, Solange; OLIVEIRA Rosa Maria Vivona Bertolini, Vídeo Digital: o
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Joel Martins, Campinas, v.1, n.3, jun. 2000.
O’CONNOR, B.C. Access to moving image documents: background concepts
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publications. Serials Review,

_____________ Representation and the utility of moving image documents.
Proceding of 49th American Society of Information Science, v. 23, p.237243,1986L.

∗

Diretora do Sistema de Bibliotecas e Informação - Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro – 13020-904 – Campinas – SP - Brasil. vivona@puccampinas.edu.br
∗∗
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas e Informação - Biblioteca Digital – Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Rua Marechal Deodoro,1099 - Centro - 13020-904 - Campinas, SP, Brasil
bibliotecadigital@puc-campinas.edu.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Relatar iniciativas brasileiras e requisitos básicos para geração de biblioteca digital multimídia, com ênfase em videoteca digital. Os objetos digitais provenientes de programação de TV universitária trazem conteúdo de interesse educacional e se constituem ferramentas eficazes de aprendizagem no ensino a distância – EAD. A biblioteca universitária pode ser excelente parceiro da TV universitária na busca de caminhos e trilhas para a construção de videotecas digitais, visto que os saberes e competências dos profissionais envolvidos e domínio da tecnologia serão compartilhados no processo de criação. Buscar alternativas possíveis, no cenário nacional para captura de imagens, representação dos dados (metadados), indexação, recuperação e transmissão de imagens com qualidade, configurando ambiente para abrigar repositórios de informação não textual como ferramenta de ensino-aprendizagem, caracteriza o objetivo deste trabalho.</text>
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                    <text>WEB SITES O ESPAÇO VIRTUAL PARA A ORGANIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO NAS BIBLIOTECAS
Marilda Corrêa Leite dos Santos∗
Ricardo de Arruda Camargo
Maria Regina Catarino Sarti
Valéria Aparecida Moreira Novelli

RESUMO

Atualmente as bibliotecas universitárias, preocupadas com a quantidade e
diversidade de informações disponibilizada na Internet, vêm procurando desenvolver
seus web sites com excelência, apresentando as funções necessárias para o acesso
eficaz da informação. Estes web sites geralmente são os guias de serviços e
produtos destas bibliotecas. O Web site do Serviço Técnico de Biblioteca e
Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista –
STBD/IQAr/UNESP tem como objetivo garantir o acesso a informação de forma
rápida e precisa assegurando ao pesquisador o acesso online rápido, eficiente e
eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na Internet. O Web site deste Serviço
proporciona a visibilidade da coleção e a interatividade de alguns serviços e
produtos. A nova versão começou a ser planejada em abril de 2002 utilizando
padrões nacionais e internacionais de criação de sites de bibliotecas. Foi
desenvolvida com as funções classificadas em: função informacional, função
instrucional, função de comunicação, função de pesquisa, função referencial e
função promocional. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação
e/ou obtenção de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade,
inserida na função de comunicação. O objetivo deste é relatar as etapas da criação
do web site do STBD/IQAr, e salientar a importância da participação da comunidade
acadêmica durante seu desenvolvimento. A nova versão foi desenvolvida com
software Dreamweaver em linguagem HTML e para os serviços interativos
PHP- HIPERTEXT PREPROCESSOR (linguagem de manipulação de scripts) com
armazenamento em banco de dados com arquitetura do MySQL. Resultados
esperados dentre outros a eficácia na busca da informação e potencialidades
interativas.
PALAVRAS CHAVES: Web Site. Bibliotecas. Arquitetura da Informação.

1 A IMPORTÂNCIA DOS WEB SITES

�Os web sites são como vitrines expondo o que se tem para oferecer, se bem
projetadas e organizadas servem para atrair os clientes. Proporcionam a visibilidade
dos produtos e serviços. O cliente entra para buscar o que deseja, pois acredita que
encontrará além do que procura. A satisfação do cliente depende também de suas
expectativas.
Segundo Hortinha (2001, p.72-73), os consumidores do novo milênio
valorizam

os

seguintes

aspectos:

valor,

preço,

customização,

velocidade,

conveniência, facilidade, personalização, comprar num único local e ter acesso a
soluções integradas, livre serviço, resposta às mensagens. O mesmo autor (2001,
p.119) aponta alguns benefícios referentes à presença na Internet tais como: a)
melhoria da imagem institucional; melhoria do serviço aos clientes;
visibilidade

b) aumento da

e da marca, produtos e serviços; c) expansão para outros mercados; d)

possibilidade de transações online; e) redução dos custos de comunicação.
Para Nielsen (2000, p.14) o web site torna- se a principal interface da empresa
com o cliente. A interface com o usuário torna-se materiais de marketing, a vitrine, o
interior da loja, a equipe de vendas, tudo em um só pacote. Em muitos casos, “o site
torna-se até mesmo o produto em si”.
Neste sentido são elaborados os sites de bibliotecas universitárias, sempre
voltados em atender as necessidades dos seus clientes. As bibliotecas, por sua vez,
podem contar com as novas tecnologias providas da Internet

que permitem a

construção rápida de páginas e sites - web sites na www - world wide web.
Assim como as vitrines os web sites devem ser constantemente atualizados e
avaliados, no intuito de garantir que todos os esforços sejam direcionados à
obtenção da satisfação do usuário. Enfim “a web é um novo meio e requer uma nova
abordagem” (NIELSEN, 2000, p.15).
Vidoti (2004) em estudo sobre Arquitetura da Informação em web sites diz
que a arquitetura da informação atua sobre os web sites, determinando

�primeiramente público e objetivos, e a forma de atingi-los com eficácia e eficiência.
Por meio de desenhos, tenta-se traçar, pensando como um usuário, os possíveis
caminhos que podem ser utilizados, identificando o que pode ser interessante e o
porquê, tendo sempre uma percepção sensível às suas necessidades.
Nos estudos sobre criação de web sites de bibliotecas os profissionais da
informação juntamente com os web designers desenham seus projetos cada vez
mais voltados para os usuários, pois, eles são os clientes desta organização do
conhecimento. Sendo assim, é essencial conhecer a clientela para o planejamento e
elaboração dos sites.

2 OBJETIVO
O presente trabalho trata de um modo geral da elaboração de web site em
bibliotecas universitárias, mas precisamente o caso do STBD/IQAr - Serviço de
Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual
Paulista - UNESP. Esta abordagem se fez a partir de uma efetiva necessidade de
estruturar as funções, itens e sub itens de modo a garantir a eficiência e a eficácia
do web site deste Serviço.

3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO WEB SITE DO STBD/IQAR
O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da
Universidade Estadual Paulista - UNESP utiliza seu Web site objetivando garantir o
acesso a informação de forma rápida e precisa, assegurando ao pesquisador o
acesso online rápido, eficiente e eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na
Internet. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação e/ou obtenção
de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade. A interatividade

�está inserida nas funções de comunicação, instrucional, pesquisa e referência
através de formulários e/ou endereço eletrônico para contato imediato.
Em 2002, a equipe deste Serviço motivada a proporcionar as possibilidades
do uso potencial do Web site desta Biblioteca projetou a nova versão utilizando as
funções desempenhadas pelos sites com padrões de estrutura nacionais e
internacionais.
A análise da literatura sobre as funções desempenhadas pelos sites de
bibliotecas apresenta diversas abordagens e são descritas de maneira variada por
inúmeros autores. Pacios (2003), por exemplo, diz que as bibliotecas normalmente
classificam as informações dos seus web sites em quatro grupos: Informação sobre a
Biblioteca, Pesquisa, Referência e Educação. Entretanto, para a elaboração do web
site do STBD/IQAr, optamos pela classificação das funções proposta por Amaral e
Guimarães (2002), acrescidos de itens citados por outros estudos, estabelecidas da
seguinte maneira: função: informacional, promocional, instrucional, referencial,
pesquisa e comunicação. As autoras apontaram alguns itens que poderiam indicar
o desempenho de cada função nos sites.
No web site do STBD/IQAr o Menu principal atualmente é composto pelos
seguintes itens: BIBLIOTECA, COLEÇÕES, SERVIÇOS, SALA DE LEITURA, LINKS,
SOLICITAÇÕES, PRODUÇÃO CIENTÍFICA, ATHENA,e CONTATO. As funções
estão classificadas e divididas em itens e sub itens, e/ou cabeçalho e sub cabeçalho.
A figura 1 mostra o Menu principal.

Figura 1 - Menu principal do web site do STBD/IQAR

4 DETALHAMENTO DAS FUNÇÕES

�•

a função Informacional, ou como apresentada por Pacios (2003) “The library”,
“About the library” ou “Library information “ no web site foram inseridos os itens
indicados por Amaral e Guimarães (2002), ou seja, Nome da Biblioteca, Nome
da Instituição mantenedora, Seções da Biblioteca, Equipe, Notícias e
Novidades sobre a Biblioteca, Eventos, Histórico, Missão, Regulamento e
horário da Biblioteca, Números de telefones e fax; Endereço físico e
eletrônicos (e-mail e site), Estatísticas, Informações sobre as instalações
físicas, Visita virtual com fotos ou imagens da Biblioteca. Na figura 2 podem
ser observados os itens referentes a esta função.

Figura 2 - Página principal com itens referentes a função informacional

•

Função

promocional:

nesta

função

são

apresentadas

as

ferramentas

promocionais da Internet tais como: logotipo da instituição e da biblioteca,
banner da biblioteca, webcasting, animações, hot site, como podem ser
observadas na figura abaixo:

Figura 3 - Destaques da função promocional para o banner e os logotipos

�•

Função instrucional: instruções sobre o uso dos recursos informacionais
oferecidos pela biblioteca na forma tradicional e online existentes no site
(AMARAL e GUIMARÃES, 2002), tais como o mapa do site, tutoriais,
instruções sobre o uso do site, informações de como usar serviços e
produtos oferecidos pela Biblioteca. Esta função possibilita o uso de alguns
serviços e produtos através de instrução online, como por exemplo, para a
elaboração de referências de trabalhos acadêmicos a página das Referências
Bibliográficas (figura 4).

Figura 4 – Página “Referências Bibliográficas: guia de orientação”

•

Função referencial: Links para acesso a: bases de dados, fontes de

referências, e-journals, mecanismos de busca, sites de outras instituições e
bibliotecas. Nesta função classificou-se por assunto e por tipo de link, tais como:
-

link de navegação estrutural: um conjunto de páginas subordinadas

à página atual;
-

link

associativo dentro do conteúdo da página, normalmente são

palavras sublinhadas e apontam para páginas com mais informações
sobre o texto âncora;
-

link lista de referências adicionais são links que permitem o

acesso a outros web sites.

São links escolhidos judiciosamente e

agregam valor ao conteúdo do site.

�Esta classificação de links é apresentada por Nielsen (2000, p.55) que aponta
sobre dificuldade de navegar na web, “os usuários muitas vezes são salvos por um
conjunto bem escolhido de links”.
•

Função de pesquisa: segundo as autoras (AMARAL e GUIMARÃES, 2002)

refere-se aos serviços e produtos oferecidos online no site da biblioteca tais como:
catálogo da biblioteca online, lista de periódicos pela biblioteca, e outros.
Apresenta-se para os usuários todos estes itens complementados com serviços e
produtos oferecidos pela Rede de Bibliotecas da UNESP e outras. Esta função
permite no web site atender usuários remotamente, interagindo-se com os serviços
oferecidos. A figura 5 mostra a Página dos Catálogos Coletivos.

DEDALUS
Bibliotecas
UnibibliWEB
UNESP
USP
UNICAMP

CCN
Catálogo
Coletivo
Nacional
de Periódicos

ACERVUS

Figura 5 - Página dos Catálogos Coletivos

•

Função de comunicação: tem a finalidade de interagir com os usuários.

Elaboraram-se
usuários

alguns mecanismos que permitem coletar opinião/satisfação dos

e também a interatividade se estende para alguns serviços como

solicitação de Empréstimos Entre Bibliotecas, Sugestão para Aquisição de Materiais
Bibliográficos e ainda ao serviço de Comutação inteiramente remoto. Todos os
endereços para contatos são visíveis no site.
Sugestão para Aquisição
Aqui você encontrará um formulário que depois
de preenchido será enviado para a Seção
responsável pelo serviço.

Sugestão e/ou Reclamações
A sua participação é muito importante para um
melhor atendimento do usuário.

Figura 6 – Mecanismos de interatividade

Destaca-se ainda o Informes que traz as novidades inseridas no site.

�INFORMES
Acesso direto as
Bases de Patentes
Livros Novos Adquiridos

EVENTOS
QUALIS Classificação
de Periódicos

Figura 7 – Informes

5 ESTRUTURA E SISTEMA DE NAVEGAÇÃO DO WEB SITE

Com a classificação das funções desempenhadas no site iniciou-se a
padronização das páginas. A página principal apresenta os itens relevantes que
permitem o acesso aos sub itens, isto é, às paginas interiores. Esta página, ou seja,
a página principal abre caminho para todas as funções. E as páginas interiores
permitem o retorno à página principal.
A página principal foi dividida em dois frames. O frame superior é fixo, nele
está inserido o menu principal e a identificação do web site. É possível saber “onde
estou” e “para onde vou”. A média é clics dois e no máximo são três para chegar a
informação desejada. Na figura 8 pode-se observar parcialmente a navegação deste
web site.
O Web site deste Serviço está hospedado em servidor localizado na Biblioteca
configurado no sistema operacional LINUX e servidor de web APACHE. A
atualização e manutenção são facilitadas através de acesso remoto de qualquer

�máquina conectada a Internet. O gerenciamento estatístico de uso e acesso é feito
através do software Webalizer.
Dentre as ferramentas utilizadas para a elaboração do web site apontam-se as
seguintes :
Flash – para animações e imagens;
Dreaweaver - editoração em html;
CorelDraw – tratamento e construção de desenhos gráficos;
PHP – formulários eletrônicos;
MySQL – banco de dados;
Photoshop -tratamento de imagens.

Figura 8 – Mapa do Web site do STBD/IQAr

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um dos principais desafios em disponibilizar um web site é estabelecer a
credibilidade como uma meta na operação administrativa. A aparência visual é
literalmente a primeira coisa que o usuário observa quando entra, porém os usuários
voltam a acessar seu web site pelo conteúdo. A satisfação do usuário é a razão
principal para a elaboração e aprimoramento dos sites de bibliotecas, portanto tornase essencial sua participação neste processo de construção. Esta satisfação
depende ainda de suas expectativas bem como do desempenho do tempo real de
resposta. As avaliações devem ser periódicas visando sempre o interesse dos
usuários internos e externos, presenciais e virtuais e da comunidade de um modo
geral.
De acordo com as observações constantes da equipe desta Biblioteca, as
consultas e uso das informações disponibilizadas neste web site têm atendido às
expectativas e os resultados esperados, permitindo ainda a motivação para a
implementação de melhorias e aperfeiçoamentos contínuos. Deve-se reconhecer que
a elaboração de um web site não é uma atividade “de uma só vez”, “feita e acabada”,
é um projeto contínuo enquanto o web site estiver disponíbilizado.
REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites de bibliotecas universitárias brasileiras:
estudo das funções desempenhadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife, 2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
HORTINHA, J. E-marketing Lisboa, Edições Silabo, 2001.
NIELSEN, J. Projetando websites. Rio de Janeiro, Campus, 2000.
PACIOS, A. R. Management-related information on Spanish university library Web
pages. The Electronic Library, v. 2, n6, p.528-537, 2003.

�VIDOTI, S.A.B.G.; SANCHES, S.A.S. Arquitetura da informação em web sites. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., Campinas, 2004.
Disponível em: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8302. Acesso em 28 de
maio de 2004.

∗

UNIP – Universidade Paulista de Araraquara Unidade de Araraquara SP–Brasil marilda@iq.unesp.br;
UNIP – Universidade Paulista de Araraquara Unidade de Araraquara SP–Brasil rcmargo@iq.unesp.br;
UNESP – Universidade Estadual Paulista Instituto de Química da Araraquara Campus de Araraquara
– SP – Brasil resarti@iq.unesp.br e Valéria Aparecida Moreira Novelli* vnovelli@iq.unesp.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Atualmente as bibliotecas universitárias, preocupadas com a quantidade e diversidade de informações disponibilizada na Internet, vêm procurando desenvolver seus web sites com excelência, apresentando as funções necessárias para o acesso eficaz da informação. Estes web sites geralmente são os guias de serviços e produtos destas bibliotecas. O Web site do Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista – TBD/IQAr/UNESP tem como objetivo garantir o acesso a informação de forma rápida e precisa assegurando ao pesquisador o acesso online rápido, eficiente e eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na Internet. O Web site deste Serviço proporciona a visibilidade da coleção e a interatividade de alguns serviços e produtos. A nova versão começou a ser planejada em abril de 2002 utilizando padrões nacionais e internacionais de criação de sites de bibliotecas. Foi desenvolvida com as funções classificadas em: função informacional, função instrucional, função de comunicação, função de pesquisa, função referencial e função promocional. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação e/ou obtenção de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade, inserida na função de comunicação. O objetivo deste é relatar as etapas da criação do web site do STBD/IQAr, e salientar a importância da participação da comunidade acadêmica durante seu desenvolvimento. A nova versão foi desenvolvida com software Dreamweaver em linguagem HTML e para os serviços interativos PHP- HIPERTEXT PREPROCESSOR (linguagem de manipulação de scripts) com armazenamento em banco de dados com arquitetura do MySQL. Resultados esperados dentre outros a eficácia na busca da informação e potencialidades interativas.</text>
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                    <text>“OUÇA UNIVERSIDADE”: FONTE DE INFORMAÇÃO E LAZER NA REGIÃO DO
SISAL

Maria José Ventura Menezes∗
Fernando Luiz Freitas Souza∗∗
Zuleide Paiva da Silva∗∗∗

RESUMO
O Departamento de Educação-Campus XIV/UNEB, entendendo que a Região
Sisaleira carece de um espaço no qual sejam veiculadas as produções sócioeducativas e culturais e as informações importantes para a comunidade na qual está
inserido, vem desenvolvendo um programa de rádio intitulado “Ouça Universidade”,
que é produzido pelos alunos e professores e tem como objetivo o planejamento, a
produção e a veiculação de programas de radiodifusão sonora, visando apoiar as
políticas públicas nas áreas de Letras, Educação e Cultura. Reconhecendo o
programa como fonte de informação e de pesquisa para a Região do Sisal, esse
trabalho apresenta o projeto “Ouça Universidade” e as práticas adotadas que
asseguram a conservação, a disseminação e o uso de todo o acervo do programa.
PALAVRAS-CHAVES: Radiodifusão. Rádio – Programas – Planejamento. Rádio na
educação.

1 INTRODUÇÃO
Pensar fonte de informação na região do Sisal, mais especificamente no
Sertão dos Tocós, onde está localizada a cidade de Conceição do Coité, BA, é
pensar no Departamento de Educação, Campus XIV, da Universidade do Estado da
Bahia, que há mais de 10 anos vem formando e transformando a realidade local,
plantando idéias e colhendo conhecimento na aridez do sertão.
Segundo Marcovitch (1998), a instituição universitária pode ser definida como
o local de convivência de todas as áreas do conhecimento, onde tudo deve ser
criticado, analisado e, quando necessário, confrontado. Sabemos que a universidade
como instituição atravessou vários séculos com uma posição hegemônica como local

�de geração e transmissão do conhecimento, atingindo seu apogeu na Modernidade,
quando se solidificou como instituição transmissora de saber e organizou-se espacial
e temporalmente como espaço legitimador da ciência. No entanto, hoje, podemos
ver que a sobrevivência da universidade está questionada e esse questionamento
está diretamente relacionado à passagem de uma sociedade com fronteiras limitadas
para uma sociedade cujos limites se apagam progressivamente. Vivemos em uma
“aldeia global”, onde o tempo e o espaço, já disse o mestre Milton Santos (1998),
estão cada vez mais comprimidos.
Nesse contexto globalizado, a sociedade descobriu que as universidades, com
suas incursões em diferentes áreas do conhecimento podem auxiliá-la na solução de
problemas específicos, passando a cobrar delas um compromisso social mais
efetivo. No entanto, a universidade, devido à rigidez de suas estruturas e de seus
processos burocráticos, não tem acompanhado as transformações da atualidade,
permanecendo como instituição que se caracteriza pela sua estrutura de
confinamento disciplinar. Enraizada em seu próprio território, fechada em seus
“muros” e cada vez mais distante das questões da sociedade, a universidade vem
perdendo visibilidade e legitimidade, causando temores em todos os envolvidos e
comprometidos com o processo educacional.
A universidade, de fato, encontra-se em situação um tanto quanto delicada.
Sofre cobranças cada vez maiores da sociedade ao mesmo tempo em que as
políticas de financiamento de suas atividades por parte do Estado são bastante
restritivas. Nos últimos tempos as verbas destinadas às universidades públicas foram
drasticamente reduzidas, implicando na interrupção, cancelamento e reestruturação
de prioridades nos seus diversos setores.
Diante do desafio provocado pelo Estado e pela sociedade, a universidade
busca uma participação mais efetiva no campo social através das suas atividades de
extensão. Vale dizer que a extensão universitária é a interação sistematizada da
universidade com a comunidade, visando contribuir com o seu desenvolvimento e
nela buscar conhecimentos e experiências para a avaliação e vitalização do ensino e

�da pesquisa. Nesse sentido, a comunicação, aqui entendida como um canal de
integração entre a universidade e os diversos setores da sociedade, é de
fundamental importância para a sobrevivência da universidade. Segundo Kunsch
(1997) a comunicação é a mola propulsora que permite viabilizar os processos de
mudanças que levam ao desenvolvimento social.

É importante ressaltar que o

desenvolvimento social só acontece através da informação. Ela é o insumo mais
importante em torno do qual se situa o próprio conceito da universidade. De fato, a
razão de ser da Universidade é a criação e a descoberta da informação através da
pesquisa, a sua transmissão através do ensino e das atividades de extensão e o seu
registro, através da produção de publicações que são coletadas em bibliotecas. O
acesso à informação se dá, principalmente através das tecnologias da informação e
da comunicação, que “constituem ao mesmo tempo produtos, processos e
instrumentos de transformação da realidade, sendo construídas, apropriadas,
utilizadas e adaptadas por indivíduos e coletivos sociais a partir de suas
necessidades e interesses” (FRÓES, 2000, p. 287).
Reconhecendo a importância das ferramentas tecnológicas no processo
educacional, o Departamento de Educação, Campus XIV/UNEB, através de sua
biblioteca, buscou nas tecnologias de informação/comunicação um caminho para
penetrar o sertão do semi-árido baiano, se lançando através de ondas sonoras em
todas as direções apontadas pelas palmas do sisal, abrandando a agressividade dos
mandacarus e da provocação do cansanção1, levando a informação e o lazer a
homens, mulheres e crianças.

2 AS ONDAS SONORAS NO SERTÃO DOS TOCÓS

O Departamento de Educação Campus XIV/UNEB, localizado em Conceição
do Coité, buscando intimidade com o povo sertanejo, encontrou na comunicação o
elemento que faltava para estreitar laços entre a universidade e a comunidade na
1

Cansanção é um arbusto da família das urticácias, cujas folhas possuem minúsculos espinhos.

�qual está inserido. Em consonância com a Lei 9394/96, das Diretrizes e dos novos
Parâmetros Curriculares, vem desenvolvendo um projeto de extensão na área de
Comunicação que tem sido um grande desafio para todos os envolvidos. Trata-se do
“Ouça Universidade”, que é um programa de radiodifusão sonora, veiculado pela
Rádio FM Sabiá, uma vez por semana, durante 60 minutos.
Esse projeto, que tem por finalidade o planejamento, a produção e a
veiculação de programas de radiodifusão sonora visando apoiar as políticas públicas
nas áreas de Letras, Educação e Cultura, foi elaborado por professores e alunos do
Departamento, em outubro do ano passado, e desde então vem sendo coordenada
pela biblioteca do Campus, que naquela ocasião buscava se inserir no contexto
acadêmico e se firmar como espaço que promove e estimula a arte de pensar e
transformar. Assim, a biblioteca universitária foi o berço que acolheu a idéia e
abraçou o projeto. Em ambiente de profusão do conhecimento, nasceu o “Ouça
Universidade”, que tem por objetivo:
•

veicular e estimular as produções sócio-educativas e culturais da região
sisaleira;

•

divulgar e promover, junto à comunidade, as diversas manifestações da
cultura sisaleira, no sentido de enriquecê-las e preservá-las;

•

despertar, através da informação e do debate sobre diversos temas literários e
lingüísticos, atitudes de reflexão que proporcionem a valorização e o
conhecimento da língua e da literatura;

•

oferecer à comunidade informações relevantes para a elevação do nível de
qualidade de vida da população;

•

divulgar a produção de conhecimento do Departamento de Educação –
Campus XIV/UNEB, valorizando assim o ensino, a pesquisa e a extensão
produzidos no departamento e na UNEB como um todo;

•

estimular a produção de textos radiofônicos no âmbito acadêmico, mesmo
sem vinculação direta com as disciplinas específicas do curso, criando canais
para a experimentação em rádio;

�•

despertar a consciência ético-profissional no aluno;

•

formar profissionais pensadores, aptos para uma atuação crítica na mídia
regional e na prática acadêmica.
Entendendo que a Região do Sisal carece de um espaço no qual sejam

veiculadas as produções sócio-educativas e culturais e as informações importantes
para a comunidade, o “Ouça Universidade”, vem preencher uma lacuna há muito
existente entre a comunidade local e a comunidade acadêmica. De forma ousada e
inovadora, o programa alimenta-se do cotidiano regional e transforma o fazer
acadêmico, assegurando assim o processo de interação e retroalimentação da
universidade/comunidade.
A concretização de um projeto dessa natureza é de suma importância para a
educação, uma vez que trabalha com a interdisciplinaridade dos saberes, que
efetivamente tem um grande valor de aprendizagem, pois se associa ao “aprender
fazendo”, prática que se apresenta atualmente de forma clara nos cursos
universitários que se comprometem com a formação integral do aluno. Ao elaborar o
programa, a equipe envolvida (alunos, professores e bibliotecário) dissemina
conhecimentos, promove, divulga e preserva as riquezas culturais do semi-árido
baiano.
Gravado previamente em estúdio, o Programa vai ao ar todas às quintasfeiras, das 18:00h às 19:00h. Nesse horário, o cair da tarde na região sisaleira
revela-se singular, como singular é o seu povo, que voltando da lida espera por algo
que lhe diminua o cansaço e lhe dê prazer. Ás quintas-feiras, exatamente às 18:00,
quando a noite começa a querer “ninar” o sertanejo, a sanfona do “rei do baião”, o
grande Luis Gonzaga, tocando “ABC do Sertão”, rompe o silêncio e o sertanejo então
se ouve através do “Ouça Universidade”.
A vinheta de abertura do programa traduz fielmente toda a preocupação da
equipe que está por trás da sua concepção. A letra diz, entre outras coisas, que o
“ABC” do sertanejo é diferente dos outros, para fazer a sua leitura é preciso aprende-

�lo de outra forma. É exatamente isso que o programa faz. Aprende uma linguagem
nova, como a própria linguagem de rádio e fala de modo inovador ao povo do lugar.
Essa concepção converge com o pensamento de Netto Machado (2002) que afirma
não ser o discurso literário inimigo do discurso científico e que, ao contrário disso,
como bem coloca a autora “[...] se queremos pesquisadores criativos, precisamos de
autores, de sujeitos que tenham intimidade com as letras, e este traquejo está muito
mais próximo da poética do que de qualquer outra prática” (NETTO MACHADO,
2002, p.64). O grupo envolvido com o “Ouça Universidade” faz da linguagem a sua
maior aliada, já que todos são estudantes e professores do curso de Letras, o que
lhes garante o bom uso desse instrumento. Nesse sentido, a linguagem do programa
que é ao mesmo tempo científica, regional e poética fala diretamente com os
ouvintes, que são universitários, estudantes em geral, trabalhadores do campo, do
comércio, donas de casa, profissionais liberais, entre outros, abordando assuntos
que possam vir a despertar o interesse, a curiosidade e o senso crítico, aguçando no
ouvinte o desejo do saber.
Atender aos anseios informacionais do público da região do sisal é sem
dúvidas um grande desafio. Diante da imensidão de peculiaridades que ela tem
como a seca, a falta de emprego, a falta de políticas públicas voltadas para a
melhoria, ou seja, os seus velhos “espinhos de mandacaru”, que insistem em espetar
a vida do sertanejo, o papel do programa “Ouça Universidade” é de ser um “bálsamo
sonoro”, um canal aberto às súplicas, às queixas, às manifestações da comunidade
que dele possa precisar. Estar em consonância com a vida das pessoas do lugar,
mostrando como a região vem se desenvolvendo, apontando os seus maiores
problemas, as suas potencialidades e descortinando suas belezas, é o que justifica o
trabalho de toda a equipe. Mais ainda, a iniciativa do Departamento XIV, através da
sua biblioteca, é fazer o levantamento das diversas manifestações da gente da
região e tê-las devidamente registradas para futuras consultas e pesquisas.
O trabalho em rádio é valioso quando é entendido como um canal sem
“fronteiras”. Canal este que alcança as mais diversas localidades, mesmo que não

�seja em tempo real, mas que leve uma informação clara, nova, e verdadeira. O
trabalho feito pela equipe do “Ouça Universidade” procura atingir um público que
carece de informação e entretenimento, público esse que se encontra distante dos
grandes centros urbanos, mas nem por isso menos sedento das diversas
informações. É verdade que a audiência não é conhecida, uma vez que nenhuma
pesquisa foi feita para se ter esse levantamento. Mas, a julgar pelos comentários, o
programa é bastante ouvido pelas mais diferentes pessoas. Sabemos, no entanto,
que esse julgamento não é preciso e providências estão sendo tomadas no intuito de
levantar dados concretos sobre a audiência.
A trajetória do “Ouça Universidade”, apesar de incipiente, sete meses, vem em
ondas que se movimentam abrindo e fechando ciclos, num constante renovar, como
deve ser o processo da boa informação. Nesse movimento, o programa está saindo
do segundo ciclo, ou fase, ou momento. A primeira fase compreende o período de
outubro a dezembro de 2003. Doze programas foram feitos nessa fase, marcada por
inseguranças e indefinições. Vários foram os entraves enfrentados: greve deflagrada
pelos professores da instituição e a conseqüente dispersão dos alunos; a
inexperiência dos envolvidos, que não tinham intimidade, traquejo e técnica para
fazer um trabalho de rádio e a falta de recursos técnicos e financeiros que, sem
dúvidas foi o grande problema.
Nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2004, o projeto passou pela sua
primeira grande avaliação. Durante esse período novas gravações foram suspensas.
Mas, respeitando o público, e atendendo a pedidos, a equipe decidiu reapresentar
alguns programas, assegurando assim o seu espaço na Rádio Sabiá FM. Com o final
da greve e o retorno às aulas, o programa entrou em sua segunda fase,
compreendida entre os meses de março a maio/2004. Nesse momento, novos alunos
integraram-se à equipe e mais 10 programas foram gravados. Fazer o “Ouça
Universidade”, tornou-se atividade mais lúdica, mais empolgante e mais envolvente.
Com o encerramento do semestre, o trabalho de rádio entra em nova fase de
avaliação.

Entre a primeira e a segunda, percebe-se uma evolução tanto na

�qualidade técnica quanto na abordagem do programa, além de maior entusiasmo de
todo grupo. No entanto, apesar dos avanços, a sobrevivência do projeto está
ameaçada. Os cortes orçamentários enfrentados pela universidade pública em geral,
e em especial pelas Estaduais da Bahia, foi e continua sendo o maior desafio a ser
enfrentado. Vale ressaltar que a Rádio na qual os programas são veiculados não
disponibiliza o seu estúdio para a produção dos mesmos, que são gravados em
estúdio particular, o que aumenta ainda mais a insegurança quanto à continuação do
trabalho. Para assegurar a continuidade do projeto, a Direção do Departamento vem
driblando as adversidades e tentando impedir o risco de estagnação, retrocesso ou,
até mesmo o fim dessa ousada iniciativa.
A programação atual do “Ouça Universidade” está dividida em quatro blocos
de 15 min cada, assim especificados:
•

Acontece por Aqui
O refrão da música “Chega mais”, da cantora Rita Lee, faz parte da vinheta de

abertura desse bloco que, após apresentar a sinopse do programa, como o próprio
nome sugere, traz informações relevantes sobre a região. Este bloco foi inicialmente
pensado com o nome de “Acontece na UNEB”. A proposta era informar as atividades
desenvolvidas dentro da universidade, a exemplo de cursos oferecidos, projetos de
pesquisa e extensão, entre outros informes dessa natureza. A mudança de nome
reflete uma concepção que busca estreitar ainda mais as relações com a região
sisaleira e ampliar o tipo de informação veiculada.
•

Fala sério!
“Vou aprender a ler, pra ensinar meus camaradas”. Esse é o refrão da música

“Yáyá Massemba”, interpretada por Maria Bethânia, que faz parte da vinheta de
abertura desse bloco. Aqui, com dinamismo e criatividade são discutidos vários
aspectos literários e gramaticais das línguas inglesa e portuguesa.

�•

Você pediu!
A música de Adoniran Barbosa, “Tiro ao Álvaro”, faz parte da vinheta de

abertura desse bloco que tem a proposta de trabalhar com música, cinema, literatura
e arte. Fazendo análises críticas e mexendo com a diversidade de olhares sobre a
arte, o bloco busca o aprendizado acentuando o lúdico.
•

Santo da Casa!

Nesse bloco “o santo da casa faz milagre”. A vinheta de abertura traz o refrão da
música “Minha tribo sou eu”, de Zeca Baleiro, que reconhece a diversidade e se abre
para ela. Esse é o espírito do bloco que está aberto às várias manifestações
artísticas e culturais da região. Nele são divulgados, promovidos e valorizados os
artistas, os poetas, os músicos e todos aqueles que desenvolvem algum trabalho
relevante.
Os quatro blocos discutem a mesma temática, definidas previamente em
reuniões entre professores coordenadores e alunos envolvidos. Cada bloco enfoca
um aspecto do tema abordado em sintonia com os demais, porém cada um, apesar
do pouco tempo do programa, já construiu uma identidade própria. Entre os assuntos
abordados pela equipe, podemos destacar o Dia Internacional da Consciência Negra,
o Dia Internacional da Mulher, o Dia do Índio, e o trabalho infantil, entre tantos outros
relevantes para a região.
O programa “Ouça Universidade” tem se revelado um programa de suma
importância para os estudantes, em especial para os alunos do Curso de Letras do
Departamento, o que não poderia deixar de ser já que um dos objetivos do trabalho é
de contribuir com o processo ensino/aprendizagem. Todos os envolvidos com o
“Ouça Universidade” têm percebido que pensar o tema, a sua relevância, e o modo
como ele deve ser trabalhado vem surtindo efeito, uma vez que os alunos que atuam
na região como professores dos ensinos de primeiro e segundo graus, sabendo que
o programa é gravado previamente em estúdio, vêm se dirigindo à biblioteca do

�Campus para ter acesso às gravações com a intenção de utiliza-las em suas salas
de aula.
Reconhecendo a importância do registro sonoro do “Ouça Universidade” como
um material de qualidade imensurável para o estudo sócio-educativo-cultural da
região sisaleira, a biblioteca do Departamento XIV teve a iniciativa de disponibiliza-lo
para empréstimo domiciliar. Uma vez que esses registros estavam dispersos e sem o
devido tratamento técnico, foi desenvolvida uma metodologia que assegurasse a
organização, a conservação e o uso de todo o material, procurando com isso garantir
à comunidade uma fonte de informação segura e de fácil acesso para os
interessados na vida, na cultura do sertão dos Tocós.
Reconhecendo as dificuldades na organização e tratamento técnico de
arquivos sonoros, a metodologia utilizada tem como princípio as técnicas
biblioteconômicas

de

registrar,

catalogar/classificar,

localizar,

divulgar

e

disponibilizar.
O arquivo sonoro do programa é formado por 20 CD-Rom. Vale dizer que o
primeiro programa foi ao vivo e, em função das dificuldades técnicas da Rádio Sabiá
FM, não foi possível assegurar o registro do mesmo. Para assegurar a conservação
do acervo, que é a memória do programa, todos os CD – Rom foram reproduzidos e
somente as cópias são disponibilizadas para empréstimo e consulta. Para facilitar a
recuperação da informação, além da ficha catalográfica, que é de responsabilidade
da bibliotecária e também professora coordenadora do programa, os alunos
elaboram uma ficha contendo a sinopse de cada bloco. Essa prática tem
oportunizado aos alunos desenvolver o poder da síntese, fundamentados na

NBR

6028/Resumos, atividade considerada difícil e também importante entre os discentes.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O programa “Ouça Universidade” vem se destacando como um grande
“espelho de cristal”, que reflete a vida, as pessoas e os costumes do lugar. Como

�“espelho, como ondas, ou como lanças de sisal”; o objetivo é alargar o conhecimento
e deixá-lo circular em todas as direções.

A organização, preservação e

disseminação de todo o artefato sonoro do programa são de inestimável valor para a
comunidade do sertão dos Tocós e de extrema sabedoria por parte da biblioteca do
Campus XIV, que se coloca como parte integrante de uma “onda”, que em constante
movimento deve circular e fazer gerar novos conhecimentos através de uma
informação diáfana.
Fazer parte do projeto “Ouça Universidade” tem sido uma rica experiência
para todos os envolvidos, sobretudo para os alunos. O programa não só proporciona
à comunidade informação de qualidade sobre variados temas como também
assegura a participação dos discentes em atividades que ampliam ainda mais o
leque de possibilidades no curso de Letras. Após seis meses de trabalho ininterrupto,
fazendo/levando informação de qualidade, os alunos são certificados pela PróReitoria de Extensão da Universidade do Estado da Bahia/UNEB, que vem sendo a
atual parceira deste projeto.

PROJECT “OUÇA UNIVERSIDADE”: SOURCE OF INFORMATION AND LEISURE
IN THE SISAL REGION.

ABSTRACT
The “Departamento de Educação- Campus XIV/ UNEB”, perceiving that the Sisal
Region needs a space where social-educative and cultural productions can be
broadcasted, as well as the important information to the comunity where it is inserted,
has been developing a radio program entitled “Ouça Universidade”-Listen Universitywhich is produced by students and teachers, aiming to plan , produce and broadcast
radio programs, in order to support public policies in Letras, Education and culture.
Since it considers such a program as source of research and information to the Sisal
Region, this work presents the project “Ouça Universidade” and the adopted practices
which guarantee the conservation, the dissemination and the use of the whole
program content.
KEYWORDS: Broadcasting. Radio- Programs- Planning. Radio in Education.

�REFERÊNCIAS
FRÓES, Teresinha. Sociedade da informação, sociedade do conhecimento,
sociedade da aprendizagem: implicações ético-polítcas. In: LUBISCO, Nídia M. L.;
BRANDÃO, Lídia M. B.(orgs). Informação e informática. Salvador: Edufba, 2000.
p.283 – 307.
KUNSCH, Margarida Maria. Relações públicas e modernidade. São Paulo:
Summus, 1997.
MARCOVITCH, Jaques. A universidade (Im)possível. São Paulo: Futura, 1998.
NETTO MACHADO, Ana Maria. A relação entre a autoria e a orientação no processo
de elaboração de teses e dissertações. In: BIANCHETTI, Lucídio; ____. A bússola
do escrever. Florianópolis: UFSC; São Paulo: Cortez, 2002. p.45-66.
SANTOS, Milton. Por uma outa globalização: do pensamento único à consciência
universal. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

∗

zzzventura@bol.com.br. Participante do Programa “Ouça Universidade”, aluna do Departamento de
Educação,
Campus.XIV-UNEB,Conceição do Coité/BA. Brasil.
∗∗
escorpião_Br@yahoo.com.br. Participante do Programa “Ouça Universidade”, aluno do
Departamento de
Educação, Campus .XIV-UNEB, Conceição do Coité/BA, Brasil.
∗∗∗
zpaiva@uneb.br. Coordenadora do Programa “Ouça Universidade”, mestre em Gestão Integrada
de Organizações – UNEB/UNIBAHIA, professora e bibliotecária do Departamento de Educação,
campus .XIV-UNEB, Conceição do Coité/BA,

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>O Departamento de Educação-Campus XIV/UNEB, entendendo que a Região Sisaleira carece de um espaço no qual sejam veiculadas as produções sócio-educativas e culturais e as informações importantes para a comunidade na qual está inserido, vem desenvolvendo um programa de rádio intitulado “Ouça Universidade”, que é produzido pelos alunos e professores e tem como objetivo o planejamento, a produção e a veiculação de programas de radiodifusão sonora, visando apoiar as políticas públicas nas áreas de Letras, Educação e Cultura. Reconhecendo o programa como fonte de informação e de pesquisa para a Região do Sisal, esse trabalho apresenta o projeto “Ouça Universidade” e as práticas adotadas que asseguram a conservação, a disseminação e o uso de todo o acervo do programa.</text>
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                    <text>FICHAMENTO ELETRÔNICO DE LEITURA:
UMA ALTERNATIVA DE ANÁLISE E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM
DOCUMENTOS CIENTÍFICOS ON-LINE
Maria da Conceição Torres∗
Ana Maria Santos e Silva∗∗
Nancy Toledo∗∗∗

RESUMO
O objetivo principal deste artigo é descrever o uso do software NUDIST nos
momentos de seleção, armazenamento e recuperação de termos, oriundos da
análise de 12 artigos científicos da revista Ciência da Informação, em formato online. Foram indexados descritores de recuperação da informação e de trechos por
palavras específicas. A aplicabilidade do software permitiu elaboração de árvore
de categorias através de nós, que são termos eleitos, indicando a relação com o
tema escolhido para a pesquisa. O estudo conclui sinalizando para a eficácia do
software NUDIST, tanto na elaboração técnica dos dados trabalhados, bem como
nos aspectos positivos para o pesquisador na formação de idéias claras e
objetivas a partir da leitura de texto científico, alavancando o processo crítico e
reflexivo de um pretenso embasamento teórico.
PALAVRAS-CHAVE: Fichamento de leitura. Recuperação de informação.
NUDIST . Documentos científicos.

1 INTRODUÇÃO
Pesquisadores enfrentam na atualidade o grande desafio de produzir textos
diante

de

fatos

contemporaneidade

ambivalentes
científica

relacionados a dois itens marcantes da
-o

excesso(explosão

da

informação)

e

a

multiplicidade de informações- Trata-se de um processo de definição, ou mesmo
de garimpagem de informações, que o pesquisador trabalha num processo de
pesquisa

bibliográfica,

revelando-se

caminhos

alternativos

de

natureza

quantitativa e qualitativa. O caminho a percorrer para a tomada de decisão com
suporte crítico e reflexivo que realmente interessa ao pesquisador é árduo,
tornando-se

necessário

um

amplo

conhecimento

e

sensibilidade

para

�determinação de visões que realmente atestem um sólido embasamento teórico
para determinado estudo.
A instalação da Internet é traduzida como um fenômeno marcante na
questão da disponibilização de informações. Levy (2001, p.112) enfatiza o
fenômeno alegando que,
A Web anuncia e realiza progressivamente a unificação de todos
os textos em um único hipertexto, a fusão de todos os autores em
um único autor coletivo, múltiplo e contraditório. Não há mais que
um único texto, o texto humano.

O hipertexto fundamenta e revela o modo de produção de informações que
circunda a atualidade, externando a idéia de coletividade de produção,
concorrendo naturalmente para um fluxo excessivo de textos.
Em contrapartida, esse mesmo contemporâneo

de alta produção de

informações carrega perigos de “confusão”e mesmo “alienação” na produção dos
textos , envolvendo o espaço dos pesquisadores científicos. Demo (2003) alerta
para esses perigos, focando o dito movimento pós-moderno como elemento chave
para a questão. Afirma o autor que este movimento escancarou as fragilidades do
conhecimento, mas sem querer, concorreu para uma dinâmica que o fez central
para qualquer desenho do futuro, enfatizando que o conhecimento tomou o rumo
exclusivo da competitividade.
Reunir, ler, analisar e organizar as informações de interesse que um
pesquisador pode utilizar para a confecção de seus textos, torna-se uma
verdadeira batalha diante de fatos que permeiam o contexto acima mencionado.
O ato do fichamento bibliográfico é fundamental para o desenvolvimento de
estudos científicos e esta percepção pode ser corroborada também pelos
pesquisadores, na condição de produtores de informações. Um dos produtos
mais contundentes e reconhecidos que um fichamento bibliográfico proporciona é
o embasamento ou referencial teórico. Alexandre (2003) conceitua que o
referencial teórico pode ser construído a partir de um conjunto de leis, postulados

�e pressupostos ideológicos da ciência, em sintonia com o objetivo temático de
estudo do trabalho científico. Através de um esquema explicativo o autor sintetiza
a questão em quatro fases:
Fase 1: Seleção de leitura-fichamento
Fase 2: Fichamento dos principais autores sobre abordagens direta ou
indiretamente sobre o tema em foco
Fase 3: Leis, postulados e pressupostos ideológicos da ciência relacionados
diretamente ou indiretamente ao tema em foco.
Fase 4: Elaboração do texto-evolução temática em citações.
Numa perspectiva mais abrangente, o fichamento de leitura pode ser
considerado como fase embrionária para a eficácia de uma sólida análise de
conteúdo. Cooper e Schindler (2003) alegam que a análise de conteúdo mede o
conteúdo semântico ou o aspecto o quê da mensagem do texto. Sua amplitude faz
dela uma ferramenta flexível e vasta, que pode ser usada como uma metodologia
ou como uma técnica para um problema específico. Esta última foi aplicada no
estudo em questão.
A análise de conteúdo relaciona-se as modalidades de estudos com
abordagens qualitativas, que ao contrário da abordagem quantitativa não emprega
procedimentos estatísticos do processo de análise de um problema. Por meio
desse tipo de abordagem, o pesquisador interpreta os fatos, procurando solução
para o problema proposto. Neste sentido, a abordagem qualitativa apresenta
inúmeros usos. Para Soares (2003) podem ser enumerados como:
Descrever a complexidade de determinada hipótese ou problema;
Analisar a interação entre variáveis;
Compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos
sociais;

�Apresentar

contribuições

nos

processos

de

mudança,

criação

ou

formulação de opiniões de determinado grupo;
Permitir,

em

maior

grau

de

profundidade,

a

interpretação

das

particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos;
Interpretar dados, fatos, teorias e hipóteses, etc.
É importante frisar que a dicotomia de abordagens quantitativas e
qualitativas, atualmente se acentua no uso equilibrado dessas duas abordagens.
Soares (2003) acredita que as pesquisas modernas devem rejeitar qualquer
dicotomia entre estudos quantitativos e qualitativos ou entre abordagens
estatísticas e não estatísticas, enfatizando que uma pesquisa ideal deve reunir
estas duas perspectivas.
O uso de tecnologias eletrônicas na recuperação de informação permite o
acesso à informação de maneira ágil e eficaz. Um exemplo desse acesso referese aos bancos de dados. Lopes (2002) alega que o acesso aos grandes sistemas
de recuperação de informação, também denominados de bancos de dados, e,
conseqüentemente, às suas bases de dados veio ampliar significativamente a
qualidade das buscas bibliográficas, visto que essas bases proporcionam
diversificados pontos de acesso à informação. O uso do computador no processo
de coleta de dados de pesquisas científicas é considerado um instrumento de
auxílio, poupando o tempo do pesquisador , evitando tarefas repetitivas . No caso
das pesquisas de abordagem qualitativa utilizam-se os chamados CAQDAS
(Computer Assisted Qualitative Data Analysis Software) que auxiliam o
pesquisador nas mais diferentes formas. Weitzman (1999) afirma que o uso
desses softwares torna o processo da pesquisa qualitativa mais transparente,
rigoroso, consistente e compreensivo, viabilizando o processo de codificação e
recodificação de dados.
O fato das autoras desenvolverem atividades profissionais em bibliotecas e
uma delas também atividades de ensino na área de metodologia da pesquisa,
motivou-as a descreverem a experiência vivenciada na disciplina.- Uso de

�software em pesquisas qualitativas-aplicada no Programa de Pós Graduação do
Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, aludindo os
aspectos positivos do fichamento bibliográfico, aqui denominado eletrônico, pelo
fato da adoção do software NUDIST. A exposição do conceito e aplicabilidade do
NUDIST denotaram a possibilidade de sua aplicação no armazenamento e
codificação de trechos de textos científicos que serviriam para conhecimento
prévio do embasamento teórico que deve nortear um estudo sobre a inclusão e
exclusão digital. Em suma um CAQDAS pode se prestar também como alternativa
positiva para codificação de textos bibliográficos.
O principal objetivo desse artigo é descrever o uso do software NUDIST nos
momentos de seleção, armazenamento e recuperação dos termos, oriundos dos
textos científicos pesquisados, enfatizando os aspectos positivos de sua
aplicabilidade.

Especificamente pretende-se contribuir para melhoria das

atividades de fichamento bibliográfico, agilizando o desenho do embasamento
teórico dos estudos científicos.
Apresenta-se além destas considerações iniciais, um desencadear das
atividades que foram utilizadas no uso do software, acompanhadas de uma
análise crítica das etapas realizadas, seguidas de conclusões que sugerem a sua
eficácia num processo de fichamento de textos on-line.
2 MATERIAL E MÉTODOS
2.1 NA PERSPECTIVA DE CONTEÚDO E FORMA, DUAS FERRAMENTAS
FORAM ADOTADAS NA EXPERIÊNCIA:
2.1.1 Conteúdo
Quanto ao conteúdo foram selecionados 12 artigos científicos cujas
referências estão, em anexo, oriundas da revista Ciência da Informação (formato
on-line) editada pelo IBICT –Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia, órgão
público de âmbito federal , que realiza a produção e controle de informações

�científicas produzidas no país.

Nessa perspectiva o tema escolhido foi a

INCLUSÃO E EXCLUSÃO DIGITAL. Procurou-se detectar nos artigos itens que
possuíam algo em comum relacionados à temática. A conseqüência da
identificação destes itens foi a determinação da árvore , oriunda da estrutura do
NUDIST.
2.1.2 Forma
Em relação a forma, para estruturar os conteúdos anteriormente citados foi
utilizado um software denominado NUDIST cujas características focam-se no
auxílio da busca e indexação de textos e na teorização de dados. Trata-se de um
software que se presta a análise de abordagens qualitativas. Neste aspecto
Gomes et al (2002) enfatiza que a sua adoção influencia o processo de análise de
forma significativa, esclarecendo os autores que,
Uma das formas dessa influência ocorre devido à possibilidade de
criação de categorias durante o processo de leitura. Durante a
etapa de codificação, o usuário pode continuamente refinar a
definição das categorias adotadas no processo. Isso em termos de
dinâmica de grupo, implica numa constante negociação do
significado de cada uma das categorias para corresponder ou
fazer corresponder os dados.

O uso do NUDIST permite inúmeras formas de tratamento e recuperação
de dados, em linhas gerais, sintetizam-se as seguintes atividades:
Criação de categorias, oriundas de dados do texto relacionadas ao texto
como um todo.
Elaboração dinâmica das categorias, gerando novas categorias, mediante
a busca de padrões de categorias no texto.
Busca indexada de categorias, permitindo a localização de trechos que
representam relações entre diferentes categorias.
Emissão de relatórios.

�2.1.2 Etapas
Para desenvolvimento do fichamento eletrônico foram cumpridas as
seguintes etapas:
2.1.2.1 Seleção de textos: Os textos escolhidos foram oriundos da revista Ciência
da Informação, editada pelo IBICT, através da análise dos títulos e resumos dos
artigos, que denotavam aspectos de inclusão e exclusão digital.
2.1.2.2 Migração dos textos: Processo de captura dos textos em formato .html,
passando para o editor Word e finalmente a transposição para o formato .txt.
2.1.2.3 Definição da Árvore de Nós: Através do termo Index Tree Root foram
definidos os nós que delinearam a definição das categorias, oriundas dos
conteúdos indexados.
2.1.2.4 Leitura e seleção de nós: Através do processo de leitura dinâmica dos
textos foram identificados parágrafos que se identificavam com os nós
determinados, formando uma memória de textos sobre os termos definidos.
2.1.2.5 Determinação de índice de pesquisa: Seleção de termos gerais que
permitiram a recuperação dos textos estudados. No caso foi adotado o -processo
de união- de termos em comum, resgatados da lógica boleana.
2.1.2.6 Emissão de Relatórios : Foram emitidos relatórios que permitiram o retorno
das informações dos textos analisados, permitindo o início de uma análise crítica
sobre o tema.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Tendo em vista a escolha dos textos (em anexo) e aplicabilidade do
software NUDIST viabilizaram-se os seguintes resultados:

�3.1

MONTAGEM DE ÁRVORE POR CATEGORIAS
Após a leitura textual cujo objetivo maior é absorver a idéia geral que fixa o

texto, bem como extrair termos que permitam um quadro determinante do contexto
geral criou-se uma árvore de categorias seccionada por nós, montadas
hierarquicamente por identificação de conteúdos, via o termo denominado Index
Tree Root. Através destes nós via o botão browse , certificaram-se os trechos dos
textos capturados. Finalmente para categoria e nó foram criados títulos e
descrições de seu objetivo na análise textual. No quadro abaixo demonstra-se um
trecho da estrutura da árvore que originariamente reuniu 12 artigos científicos,
gerando-se 44 nós.

1. INCLUSÃO E EXCLUSÃO DIGITAL
1.1 ACESSIBILIDADE
1.1.1 Definição
1.1.2 Movimentos pró-acessibilidade
1.1.3 Espaço Digital
1.1.4 Atitudes
1.1.5 Internet
1.1.6 Dificuldades
1.1.7 Políticas de
1.2 ENSINO Internet
1.2.1 Contexto social
1.2.2 Ações brasileiras comportamentais
1.2.3 Evolução histórica
1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.3.1 Acessibilidade
1.3. 2 Ambivalências da sociedade da informação
1.3.3 Análise da dinâmica do uso e do conhecimento
1.3.4 Aspectos que interferem no acesso
1.4 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
1.4.1 Conceito
1.4.2 Ideologias

Quadro Hierárquico da Estrutura de Termos gerados pelo NUDIST
Fonte: NUDIST V 4.0 Build 1028

Eco (1977), um dos autores clássicos da Metodologia, através da sua obra
Como se faz uma Tese enfatiza que a situação ideal para a elaboração de um
texto científico , como uma tese, seria possuir em casa todos os livros, periódicos
novos ou antigos, reunindo as idéias pertinentes a criação do pesquisador, porem

�alerta que este ato é praticamente impossível. A adoção de um software com
características do NUDIST, proporciona um armazenamento de alto volume de
informações.
Uma outra vantagem neste momento da montagem da árvore das
categorias reporta-se a possibilidade de visualização dos trechos capturados dos
artigos científicos da revista Ciência da Informação.
A árvore totalmente estruturada permite uma visualização ou um panorama
da totalidade da proposta, voltados para o autor do texto, reunindo também
informações para terceiros, que porventura deseje contemplar o raciocínio da
proposta como um todo.
3.2 INDEXAÇÃO DE NOVAS CATEGORIAS
Determinação de termos específicos temáticos de resgate de textos. Com o
acionamento da categoria Index Searches delimitou-se a reunião de textos que
demonstrassem a localização do termo escolhido, demonstrando o termo eleito.
No caso do estudo, foi escolhida por truncagem, a lógica boleana determinada
pelo termo “ou”. Foram eleitos dois termos: Internet e Acessibilidade. Como no
item anterior através do botão browse permitiu-se a visualização de todos os
trechos que carregavam os termos acima mencionados, considerando-se que a
lógica que carrega o descritor “or” recupera a união dos textos pesquisados.
3.3 RECUPERAÇÃO DE TEXTOS POR PALAVRAS
Listagem de textos por palavras específicas. Através do botão documentos
foi possível acionar a recuperação de trechos dos parágrafos elaborados pela
árvore , via a operação string search . Um exemplo prático ficou traçado na
recuperação de todos os trechos constando a palavra “internet” .
3.4 ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS:

�Os relatórios podem ser extraídos das formas mais simples como a
emissão de uma lista de todos os documentos, com dados descritivos do texto e
por nós através do botão make report .
4 CONCLUSÕES
O uso do software NUDIST na criação e/ou montagem do fichamento
bibliográfico em textos on-line permitiram as seguintes possibilidades ou sínteses:
O fichamento eletrônico na elaboração, tratamento e recuperação de dados
de documentos on-line, via o software NUDIST caracterizou-se por ser uma
técnica eficaz, possibilitando ao pesquisador não apenas o resgate de uma
gama de informações, bem como modelagem de dados e visualização da
proposta de estudo.
O racionamento de informações eletrônicas, via fichamento eletrônico,
possibilita a mobilidade de apreensão de dados, oriundas de várias fontes,
bem como o transporte da proposta já que o arquivo pode ser zipado e
transportado, via e-mail ou via disquete ou CD.
O nível profundo de recuperação das informações geradas pelo NUDIST
(por palavras em trechos dos textos armazenados) permite ao pesquisador
uma minuciosa análise dos conteúdos dos textos.
O fichamento eletrônico permite uma avaliação crítica dos textos
armazenados, funcionando como um momento embrionário para análise
dos conteúdos dos textos ou embasamento teórico de determinado estudo.

ABSTRACT
The main objective of this article is to describe the use of software NUDIST at the
election moments, storage and recovery of terms, deriving of the analysis of 12
scientific articles of the magazine Science of the Information, in format on-line.
They had been indexados describing of recovery of the information and stretches
for specific words. The applicability of software allowed elaboration of tree of
categories through us, that they are elect terms, indicating the relation with the
subject chosen for the research. The study it concludes signaling for the
effectiveness of software NUDIST, as much in the elaboration technique of the

�worked data, as well as in the positive aspects for the researcher in the formation
of clear and objective ideas from the reading of scientific text, alavancando the
critical and reflective process of a pretense theoretical basement.
KEW WORDS: Fichamento of reading. Recovery of the information. NUDIST .
Scientific documents.

REFERÊNCIAS
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guia para projetos, pesquisas e relatórios científicos. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2003.
COOPER, Donald R.; SCHINDLER, Pámela S. Métodos de pesquisa em
administração. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2003.
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2003.
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educação matemática. In: ENCONTRO PERNAMBUCANO DE EDUCAÇÃO
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&lt;http://www.cin.ufpe.br/~asg/bibliografia.htm&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
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SOARES, Edvaldo. Metodologia científica: lógica, epistemologia e normas. São
Paulo: Atlas, 2003.
WEITZMAN, Eben. Analyzing Qualitaive Data with Software HSR: Health
Service Research. [S.l.: s.n.], 1999.

�ANEXO A - Lista de referências dos artigos científicos trabalhados no NUDIST
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informação. Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 3, 1997.
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CUENCA, Ângela Maria Belloni. O usuário final da busca informatizada: avaliação
da capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Revista
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VEIGA FILHO, João Pimenta da. A universalização da informação. Revista
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em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.

∗

Maria da Conceição Torres- Mestre em Comunicação/Universidade Federal de Pernambuco
Professora da UNATI/Universidade Aberta da Terceira Idade/UFPE. Professora da FBV/Faculdade
Boa Viagem – Disciplina: Metodologia da Pesquisa Científica. Bibliotecária do SIB/UFPE-Sistema
de Bibliotecas da UFPE cufpe@ufpe.br.
∗∗
Ana Mª Santos e Silva – Especialização em Automação de Bibliotecas e Centros de
Documentação/UFPE.
Gerente
da
Biblioteca
da
Faculdade
dos
Guararapes.
anasantos@uniguararapes.com.br
∗∗∗
Nanci Toledo – Diretora da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural de Pernambuco
nanci@ufrpe.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Torres, Maria da Conceição; Silva, Ana Maria Santos e; Toledo, Nancy</text>
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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                <text>O objetivo principal deste artigo é descrever o uso do software NUDIST nos momentos de seleção, armazenamento e recuperação de termos, oriundos da análise de 12 artigos científicos da revista Ciência da Informação, em formato on-line. Foram indexados descritores de recuperação da informação e de trechos por palavras específicas. A aplicabilidade do software permitiu elaboração de árvore de categorias através de nós, que são termos eleitos, indicando a relação com o tema escolhido para a pesquisa. O estudo conclui sinalizando para a eficácia do software NUDIST, tanto na elaboração técnica dos dados trabalhados, bem como objetivas a partir da leitura de texto científico, alavancando o processo crítico e reflexivo de um pretenso embasamento teórico.</text>
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                    <text>A POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
ESPECIALIZADAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRJ: UMA
EXPERIÊNCIA DA COLEÇÃO DO LAMCE

Magda Almada∗

RESUMO
Apresenta e informa o tratamento da formação e do desenvolvimento das coleções
no âmbito da Informação especializada, propondo critérios de qualidade para os
processos de seleção, aquisição e avaliação das informações. A qualidade é uma
estratégia utilizada na melhoria dos produtos e serviços, buscando alcançar a
satisfação dos clientes. A eficiência/eficácia e precisão da informação, neste caso
especializada, se renova em uma velocidade que torna a literatura ainda que
recente, ultrapassada e obsoleta, ocasionando, assim, uma maior dificuldades das
bibliotecas manterem suas publicações sempre atualizadas. Portanto, é necessário
que sejam criados mecanismos de controle, que seja efetuado um bom
desenvolvimento dos serviços oferecidos pelas mesmas. Essas formas é que são
elaboradas através da política de desenvolvimento de coleções; pois quando bem
planejada, estruturada, funciona como diretriz para auxiliar o bibliotecário na tomada
de decisões, tanto em relação ao processo de seleção e aquisição do material a ser
englobado ao determinado acervo, como na manutenção da qualidade e atualização
da coleção.
PALAVRAS-CHAVE: Política de desenvolvimento de coleções.
Universitária. Biblioteca Especializada. Informação Especializada.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO
Nos eventos, periódicos, livros, listas de discussão e linhas de Mestrado e
Doutorado sobre Biblioteconomia e Documentação, Ciência da Informação, no
Brasil,encontram-se

em

dificuldades

provenientes

da

carência

de

material

bibliográfico sobre Formação e Desenvolvimento de Coleção, Seleção e Avaliação
de Coleção ou Política de Desenvolvimento de Coleções em bibliotecas. Enfim, a
terminologia toma-se um sentido indiferente quando há a ausência de um gráfico
evolutivo na bibliografia sobre a temática, assim ocorrendo a falta de fontes mais
adequadas para um efetivo trabalho prático.

�Mas podemos constatar ao examinar alguns autores que estão no movimento
de preservação do assunto em questão, tais como: Miranda (2003), FESPSP (2002),
Machado, Silva (2002), Weitzel (2002, 2000), Vergueiro (1997, 1995, 1989), Andrade
(1996, 1992), Figueiredo (1993, 1982) entre outros também chamam a atenção para
a importância dos bibliotecários tomarem consciência e conhecimento do papel que
tal faceta exerce nas atividades desenvolvidas pela Biblioteconomia.
A necessidade de uma pretenciosa revisão teórica está na relevância que o
próprio assunto e/ou disciplina por si só implica tanto no ambiente acadêmico quanto
no profissional, ajudando no despertar da dimensão, imensidão e riqueza que a
política de formação tem nos campos da teoria e prática biblioteconômica.
Observando os trabalhos apresentados nos eventos dos últimos anos, exceto
os SNBU’s que têm em suas atividades de avaliação de coleção a temática que mais
predominou nas comunicações, somando-se a grande parte dos cursos de
Biblioteconomia e Documentação no país que estão tornando-se cada vez mais
Gestão da Informação que Biblioteconomia reflete uma pausa e/ou movimento sutil
no crescimento do tema aqui proposto. Isso sem descartar a importância de outros
temas já abordados, pois o desenvolvimento de coleções encontra-se na mesma
ordem de grandeza que o exercício das demais facetas.
Verifica-se através das linhas mencionadas anteriormente que a validade da
seleção e avaliação de coleções é ainda melhor e maior quando o desenvolvimento
de suas atividades formam-se uma parceria da área educacional com a profissional.

2 O DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES E O POSTO DE SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO DO LAMCE
No ambiente de “bibliotecas universitárias têm entre seus propósitos
informacionais de sua comunidade discente, docente e de
pesquisadores, refletidas em conteúdos programátciso ou em
projetos acadêmicos dos cursos oferecidos pela Unidade que a

�abriga. A nível nacional desempenha um papel de destaque, pois é
detentora dos maiores acervos em Ciência e Tecnologia do
país.”(MACHADO, SILVA, 2002, p.2)

Nas linhas de Miranda (2003) apresenta que através da explosão da
informação ocorrida após a Revolução Industrial, a produção e circulação da
informação acelerou vertiginosamente, tornando-se fundamental a realização de um
planejamento eficiente no tocante a ampliação dos acervos. Assim entra em ação o
processo de desenvolvimento das coleções. Desenvolver coleções tem como um dos
significados sistematizar e criar procedimentos para seleção, aquisição, avaliação e
desbastamento do acervo.
As coleções precisam evoluir harmoniosamente em todas as áreas do acervo,
evitando seu crescimento desordenado, sem metas ou objetivos definidos.
Entretanto, Figueiredo (1999) citada por Miranda (2003) recomenda que a coleção
precisa ser equilibrada, tomando por base os relatórios estatísticos em coleta regular:
onde for constatado maior uso, a coleção deverá ser fortalecida; em caso contrário, a
coleção poderá ser mais fraca e para área de assunto sem demanda, não é preciso
manter coleçào alguma. O importante é ter conhecimento de outras bibliotecas onde
os usuários possam ser encaminhados e atingirem a plena satisfação de suas
necessidades informacionais.
O desenvolvimento de coleções de ve estar totalmente sintonizado com os
objetivos de cada tipo de biblioteca. Os usuários mais uma vez desempenham
relevante papel nesta atividade.
Ao começo do processo de desenvolvimento de coleções, como primeiro
passo devemos fazer um estudo de uso e usuários a que se destina tal biblioteca,
com o intuito de estabelecer os perfis das necessidades informacionais.
A política de desenvolvimento de coleções é um documento que tende
estabelecer critérios para garantir a qualidade e credibilidade da coleção, na tomada

�de decisões relacionadas com a incorporação ou a retirada definitiva de materiais
pertencentes ao acervo.

3 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES

A Política de Formação e do Desenvolvimento de Coleções é um tipo de
documento que aborda normas, planos e diretrizes para auxiliar a decisão de
incorporação ou rejeição de um determinado título à formação do acervo
dependendo da área específica do conhecimento. Ela registra os critérios para
seleção de todos od tipos de materiais, nas diversas formas de aquisição, além de
orientar na indicação do processo que se deve ter no descarte ou remanejo do
material.
Segundo Vergueiro (1989) citado por Miranda (2003), a política de
desenvolvimento de coleções irá funcionar como parâmetros que contribuirá na
tomada de decisão dos bibliotecários em relação à escolha do material a ser
incorporado ao acervo e à própria administração dos recursos informacionais. A
política fornecerá uma exposição do estado geral da coleção, demonstrando o
método para lacançar os objetivos e dar subsídios para os bibliotecários
argumentarem com as autoridades superiores, para a liberação de novas aquisições
como para recusas incoerentes ou sugestivo encaminhamento à outra coleção de
assunto correlato, primeiramente ao SIBI/UFRJ e após as coleções de outras
instituições.
A formação do acervo deve ser constituída através de uma política de
aquisição que, de acordo com seus recursos orçamentários deverá adquirir
diferentes tipos de materiais, tais como: Obras de Referência, Bibliografias, Índices,
Catálogos, Livros, Periódicos, Trabalhos, Acadêmicos, Folhetos, Mapas, Vídeos,
CD’s, DVD’s e outros. Assim atendendo algunas das seguintes finalidades: suprir os
programas do curso de Pós-Graduação da COPPE/UFRJ em Sistemas Petrolíferos;

�dar apoio aos programas de pesquisa e extensão da Instituição; atender o pessoal
dos serviços administrativos no exercício de suas atividades; fornecer obras de
informação que elevem o nível de conhecimento geral e específico de seus
colaboradores; resguardar materiais importantes que resgatem a história da
instituição, incluindo os documentos oficiais e publicações da própria Instituição, bem
como materiais sobre a mesma.
Na preparação da política é necessário que seja estabelecido os objetivos
para dar um maior direcionamento do acervo e até para se obter uma Política de
Planejamento Orçamentária Organizada tendo em vista alguns ítens básicos:
conhecer as necessidades e usos dos usuários, através da análise de uso das
coleções e sua atualidade; possibilitar um crescimento racional e equilibrado do
acervo na àrea específica de forma qualitativa e quantitativa; identificar os elementos
adequados à formação da coleção; determinar os critérios para duplicação de títulos;
estabelecer as prioridades de aquisição de material; acompanhar o surgimento dos
novos suportes de informação(convencional ou não-convencional); elaborar diretrizes
e planos para o descarte e reposição de material.
Um dos pilares mais importantes da política de desenvolvimento de coleções é
o processo de seleção, pois através dele são estabelecidos os critérios que visam
garantir a qualidade e o ajustamento para atender, a contento e sem medo do
exagero, as reais necessidades do cliente.

4 PROCESSO DE SELEÇÃO DO ACERVO

O processo de seleção da informação especializada (no caso Sistemas
Petrolíferos) torna-se cada vez mais criterioso, por alguns fatores tais como:
intensificaçào da interdisciplinaridade (acoplando áreas antes isoladas); variedade no
formato (relatórios, artigos de periódicos, anais de congresso, livros, patentes e
outros) e no suporte (papel, meio eletrônicos e outros).

�Para a biblioteca acompanhar essa evolução faz-se necessário uma contínua
e constante pesquisa explorativa na literatura específica frente às novas realidades
socioeconômicas. No objeto de compra para não ocorrer a aquisição de uma
publicação de pouco valor a agregar no acervo. Essa análise reporta a afirmação de
Campos (2002) citado por Miranda(2003) referente à 5ª Lei de Ranganathan “A
biblioteca é um organismo em crescimento”, tendo em vista que a biblioteca é uma
organização em desenvolvimento, pois a produção do conhecimento é uma ação
permamente. Nesse processo devemos saber refinar os documentos informacionais
que são lançados no mercado editorial para atender mais adequadamente o nosso
público potencialmente específico.
O procedimento na seleção é vital e por isso indispensável, visto que de nada
valeria ter um acervo imenso, todavia inadequado aos nossos consulentes; pois, sem
os mesmos, a biblioteca não passaria de um depósito de documentos e deixaria de
realizar seu papel de organizar, processar e disseminar as informações, objetivando
sua melhor qualificação aos pesquisadores, assim refletindo nos projetos que o
laboratório (LAMCE) estiver envolvido.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
Na manutenção da qualidade a aquisição de novos materiais é necessário que
sejam estabelecidos critérios para seleção de materiais. Esses tomam como
parâmetros dois pesos e duas medidas: o interesse da comunidade a ser servida e
os recursos financeiros destinados para a aquisição. Vamos mencionar alguns
critérios até o momento estabelecido na biblioteca para o desenvolvimento do
acervo: a) número de usuários potenciais que poderão utilizar o material; b)
adequação do material aos objetivos e níveis educacionais do LAMCE; c) autoridade
do autor e/ou editor; d) edição atualizada; e) referência clássica que encontram-se
muitas das vezes esgotada (estabelecida como Obra Rara); f) qualidade técnica; g)
escassez do material sobre o assunto nas coleções da Posto de Serviços de
Informação; h) aparecimento do título em bibliografias; i) catálogos de editores e

�índices; j) indicação do título pelos professores e pesquisadores do LAMCE; k) custo
justificado; l) relevância/interesse/pertinência; m) trabalhos acadêmicos.
Os critérios acima mencionados encontram-se adotados no processo da
Formação e do Desenvolvimento de Coleções do LAMCE, cabendo esclarecer uma
vez mais referenciando através de uma das leis de Ranganathan “A cada livro o seu
leitor”, ou seja, cada coleção ajusta e aprimora seus parâmetros procurando atender
de acordo com sua realidade e suas metas.
Na aquisição é realizada a execução das decisões tomadas no processo de
seleção, ou seja, é o procedimento destinado a obtenção dos documentos. A
aquisição pode ocorrer através de três tradicionais modalidades: compra, doação e
permuta. A concretização desse processo por compra requer um trabalho delicado
por parte do bibliotecário encarregado para sua devida realização e correspondência
ideal com o material selecionado. Já em relação a doação e a permuta, não se exige
tanto empenho do profissional, mas todo material originário destas operações devem
ser analisados antes de serem inseridos ao acervo, para não criar uma coleção
imensa e fora da realidade aos interesses a que se destina. Em ambas podemos
perceber que se requer a avaliação dos usuários.
A maior dificuldade, normalmente, enfrentada pelas bibliotecas universitárias,
no processo de aquisição é a escassez financeira de recursos que leva forçosamente
o bibliotecário o que de imprescindível irá ser adquirido e desprezar os documentos
não prioritários ou não emergenciais.
Segundo outra sugestão de Miranda (2003) uma solução para melhor
gerenciar a falta de recursos financeiros é a aquisição compartilhada, decisão de
várias bibliotecas em estabelecer uma rede de aquisição para participarem de uma
troca entre si de informação; pois quando uma adquire, comunica as demais, não
sendo necessário adquiri-lo, principalmente, no que diz respeito às assinaturas de
periódicos e bases de dados em que os conteúdos são encaminhados para a
bilioteca. Isso está na dependência da obra; pois há publicação que são ferramentas

�de trabalho para determinado projeto que tal prática não teria validade. Saber
identificar o que importante do que é urgente, isso só acontece quando se conhece e
trabalho para e com os usuários.

6 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO

A avaliação da coleção deve ser sistemática e entendida como um processo
empregado para determinar a importância e a adequação do acervo com os objetivos
da Biblioteca e da Instituição, possibilitando traçar linhas e limites quanto à aquisição,
à acessibilidade e ao descarte, sendo portanto, imprescindível ao bibliotecário seja
esse de quaisquer acervos em exigência.
Quando falamos em avaliação do acervo é mais que válido mencionarmos:
O que a biblioteca deveria possuir e não possuir e o que possui, mas
não deveria possuir, tendo em vista fatores de qualidade e
adequação da literatura publicada, sua observância, as mudanças de
interesses dos usuários e a necessidade de otimizar o uso de
recursos financeiros limitados. (LANCASTER, 1996, p.20)

Os

métodos

utilizados

para

avaliar o acervo do LAMCE são os

tradicionalmente usados: quantitativos (tamanho e crescimento) e qualitativos
(julgamento por especialistas, análise do uso real). Após comparação dos resultados,
frutos das análises, assegura-se o alcance dos objetivos da avaliação da coleção,
como também cria-se um adequado suporte para uma melhor qualidade da política
de desenvolvimento de coleções. Assim é criado a avaliação qualitativa por meio do
julgamento por especialistas num assunto pode trazer alguns problemas, conforme
destaca Lancaster (1996) citado por Miranda (2003): o especialista talvez não seja
completamente imparcial, como também, não está familiarizado co m o perfil da
comunidade que a biblioteca atende.

�Com isso são sugeridos os seguintes critérios: a) distribuição percentual do
acervo por área é uma das maneiras a ser realizada a verificação das estatísticas da
necessidade e do uso do material que consentirá na determinação das àreas que
devem ter a sua coleção inovada, renovada e implementada (seja em exemplares,
títulos, material em outros idiomas e outros) e quais as àreas de pesquisa
encontram-se desprovidas de materiais bibliográficos e especiais que necessitam de
providências. Retomando Miranda (2003) vimos que em contrapartida, se for
confirmada a sub-utilização dos recursos bibliográficos em alguma àrea, a Biblioteca
deverá aferir e começando o processo de avaliação, a causa do problema, podendo
ser a falta de qualidade do material existente, desatualização, falha/falta de
interesse, desconhecimento da existência da obra, etc.; b) Sugestões dos clientes é
um parâmetro seguro para se avaliar as coleções e, portanto, através da mesma
poder-se-á verificar se a coleção satisfaz aos usuários; determinar os tipos e níveis
de necessidade e de uso em relação às coleções e as mudanças de interesse por
parte dos usuários especializados.; c) Comparação das coleçòes com listas,
catálogos e bibliografias recomendadas é o emprego deste método incide na
comparação do acervo com listas, bibliografias recomendadas e/ou adotadas, para
examinar os itens não existentes na biblioteca e quais devem ser adquiridos.

7 DEBASTAMENTO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO E ESPECÍFICO

É o processo pelo qual se exclui do acervo ativo, títulos e/ou exemplares,
partes

de

coleções,

quer

para

remanejamento,

descarte

ou

conservação

(restauração). É um processo contínuo e sistemático para que se conserve a
qualidade e adequação da coleção, ocorrendo sempre devido a necessidade de um
processo constante de avaliação da coleção e deve ser feito de acordo com as
expectativas do Posto de Serviços de Informação e com o julgamento da
Coordenação num prazo que varia entre 03 (três) e 05 (cinco) anos.
DESCARTE

�Depois de ser avaliado criteriosamente, o material desatualizado ou
inadequado é retirado ou não incluído na coleção ativa. Não tem fundamento guardar
material que não corresponda mais aos interesses dos usuários, além de possibilitar
a economia de espaço e organização/visualização do acervo, maior facilidade de
acesso ao acervo e mais eficiência no atendimento ao cliente.
Sem ser diferente dos demais processos, este também conta com a
participação especial do usuário; pois o cliente que contribuirá n aetapa do que é
para ser e por que descartar. No que refer-se a uma das características dos Postos
de Serviços de Informação o descarte é uma etapa primordial devido esses postos
não possuem acervo bibliográfico próprio, para empréstimo e assim possibilitam a
consulta local, restrita a obras de referência e a um acervo limitado de periódicos
correntes, cedido temporariamente pela biblioteca a qual estiverem subordinados”

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos constatar que mediante a velocidade e intensidade com que se
modifica a informação(especializada), tendo como condição “Sine qua non” o
bibliotecário manter-se atualizado, visando ao acompanhamento das mais recentes
alterações e inserções na literatura do acervo. Assim atendendo mais e melhor as
solicitações/demandas dos usuários do LAMCE.
As linhas mencionadas no decorrer do trabalho nos ajuda a verificar que as
informações apontam na pretenciosa ênfase dada para a Política de Formação e
Desenvolvimento de Coleções e usuários(clientes). Observa uma atenção e
preocupação no que tange tal atividade a avaliação e seleção de materiais com a
comunidade a ser servida.
No entanto encontra-se uma fenda existente nos estudos pesquisados e
consultados tendo como centro de debate sobre Política de Formação de Coleções.
Textos dessa intenção de sinalizar, ou melhor, alertar precisam ser realizados uma

�vez que se verifica, através da literatura nacional, que existe não só uma car6encia
desse tipo de documento em nossas bibliotecas universitárias, ou seja, poucas são
as bibliotecas universitárias que desenvolve uma Política de Formação e do
Desenvolvimento de Coleções e que utilizam esse tipo de documento para direcionar
suas atividades, como também o “olhar” para o usuário parece ser segundo plano;
pois a grande parte dos critérios de qualidade e credibilidade mais política de
planejamento orçamentária organizada são voltadas a Seleção e Avaliação de
Coleções. Logo qual é a finalidade dessa rica atividade senão for para e com o
usuário que a própria atenda? Se o usuário é dado; pois trabalha com in(formação),
talvez seja por isso um dos motivos indireto da Formação e Desenvolvimento de
Coleções.
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∗

UFRJ/COPPE/PEC/LAMCE (Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia) Endereço:
Ilha do Fundão CT Biblioteca do LAMCE BLOCO I2000/I214 Caixa Postal 68552 CEP: 21949-900 Rio
de Janeiro País: Brasil e-mail: almada@lamce.ufrj.br

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>A política de formação e do desenvolvimento de coleções especializadas do Sistema de Bibliotecas da UFRJ: uma experiência da coleção do LAMCE.</text>
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            <name>Creator</name>
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                <text>Almada, Magda</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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                <text>Apresenta e informa o tratamento da formação e do desenvolvimento das coleções no âmbito da Informação especializada, propondo critérios de qualidade para os processos de seleção, aquisição e avaliação das informações. A qualidade é uma estratégia utilizada na melhoria dos produtos e serviços, buscando alcançar asatisfação dos clientes. A eficiência/eficácia e precisão da informação, neste caso especializada, se renova em uma velocidade que torna a literatura ainda que recente, ultrapassada e obsoleta, ocasionando, assim, uma maior dificuldades das bibliotecas manterem suas publicações sempre atualizadas. Portanto, é necessário que sejam criados mecanismos de controle, que seja efetuado um bom desenvolvimento dos serviços oferecidos pelas mesmas. Essas formas é que são elaboradas através da política de desenvolvimento de coleções; pois quando bem planejada, estruturada, funciona como diretriz para auxiliar o bibliotecário na tomada de decisões, tanto em relação ao processo de seleção e aquisição do material a ser englobado ao determinado acervo, como na manutenção da qualidade e atualização da coleção.</text>
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                    <text>ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO NO CONTEXTO DAS
BIBLIOTECAS

1

Leonardo Vasconcelos Renault∗

RESUMO
Propõe uma nova leitura sobre a organização da informação no contexto das
bibliotecas, identificando diferentes fluxos de informação e conhecimento. Quanto
à informação são abordados os aspectos referentes à organização do acervo
físico e eletrônico. Quanto ao conhecimento, analisa as relações entre os usuários
e o sistemas de classificação e recuperação de informações das bibliotecas.
Discute também a interação dos atores da biblioteca na dinâmica de construção
do conhecimento, localizando a instituição biblioteca nas discussões acerca do
tema. Vislumbra portanto novos horizontes para a atuação das bibliotecas e,
sobretudo para o entendimento acerca do seja trabalhar com informação e
conhecimento no contexto atual. Por fim, analisa a arquitetura informacional das
bibliotecas e o significado dessa estrutura para os seus usuários.

1 INTRODUÇÃO

Muito se tem falado a respeito da informação em contextos que
transcendem o espaço físico. O apelo virtual é tão forte que existe uma verdadeira
avalanche de livros e autores debruçados sobre essa questão. Entre eles Pierre
Lévy, que apresenta uma boa definição do que seja o virtual.
A palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado por sua
vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o
que existe em potência e não em ato. O virtual tende a atualizarse, sem ter passado no entanto à concretização efetiva ou formal.
(LEVY, 1996)

Contudo, o ponto de partida desta reflexão é a organização da própria
biblioteca, o uso de seus instrumentos de classificação bibliográfica e os arranjos
que utiliza para os diversos tipos de suporte que abriga em seu acervo. Localizar
a biblioteca no contexto da gestão do conhecimento e ainda encontrar conexões
1

Esse trabalho contou com a colaboração da Professora Marta Araújo Tavares Ferreira no escopo
da disciplina, de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG, sobre a Criação do
Conhecimento nas empresas.

�entre a representação do conhecimento armazenado na biblioteca, através de
seus instrumentos de classificação e indexação, e a criação de um contexto de
aprendizado onde o conhecimento atua como facilitador do processo são
objetivos deste trabalho.
Desta forma, a interação da estrutura de conhecimento proporcionada pela
Biblioteca ou Centro de informação com os seus usuários, produzem outro
caminho a ser explorado, sob a ótica da Gestão do Conhecimento: o contexto da
aprendizagem e do compartilhamento de conhecimento.
Não há a menor dúvida que o retorno da “humanização” das relações que
envolvem informação e conhecimento é uma realidade que deve ter suas
possibilidades apresentadas e discutidas, sobretudo pelos bibliotecários, que
conviveram com teorias mecanicistas e erroneamente interpretadas como pilares
da Ciência da Informação e da Biblioteconomia.
Evidente que tal reflexão merece um maior aprofundamento, contudo fica
aqui apenas uma provocação e o apontamento de uma direção que pretendo me
ocupar mais tarde, sem contudo deixar de ser ágora2!?

2 INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM

Para tratar de unidades de representação do conhecimento, torna-se
necessário antes conceituar a informação como alicerce do trinômio: informação –
conhecimento - aprendizado. (LE COADIC, 1996) prescreve que “ a informação é
um conhecimento inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou numérica),
oral ou audiovisual.” Nessa abordagem, fica clara a idéia de que a informação já
estabelece a priori um conhecimento encerrado em seu suporte. Ou seja, trata-se
de uma visão que foca os suportes de registro do conhecimento. Falta-lhe
contudo uma explicação adequada sobre a relação entre informação e

2

Ágora, segundo o Dicionário Aurélio, tem o seguinte significado: “ [Do gr. agorá] S. f. Praça das
antigas cidades gregas, na qual se fazia o mercado e onde se reuniam, muitas vezes as
assembléias do povo. [Cf. agora]. Essa metáfora tem sido usado para os ambientes virtuais e tem
conotação semelhante ao “ Conceito de Ba” que será visto adiante.

�conhecimento, o que faz adiante em seu livro de maneira inapropriada:
Quando constatamos uma deficiência ou uma anomalia desse(s)
estado(s) de conhecimento, encontramo-nos em um estado
anômalo de conhecimento. Tentamos obter uma informação ou
informações que corrigirão essa anomalia. Disso resultará um

novo estado de conhecimento. (LE COADIC, 1996)
O equívoco aqui é o entendimento da falta de informação como uma
anomalia ou necessidade que precisa ser suprida mediante o ônus da ignorância.
Essa concepção está profundamente arraigada na teoria matemática da
informação de Shanon e Weaver e não contribui para o estabelecimento do
diálogo e da autonomia de pensamento preconizadas pela Gestão do
Conhecimento.
Antes porém de adentrar nos conceitos da Gestão do Conhecimento
iremos visitar os conceitos de um dos “pais” da Biblioteconomia:
Idéia para Ranganathan (1967, p.81) é um produto do
pensamento, da reflexão, da imaginação, que passou pela
intelecto, integrando com a ajuda da Lógica uma seleção de
conjuntos de apercepção, e/ou diretamente apreendida pela
intuição e depositada na memória. A informação se daria no
momento em que uma idéia é comunicada por outros ou obtida a
partir do estudo pessoal e da investigação. Conhecimento é
definido como a totalidade de idéias conservadas pela
Humanidade...(CAMPUS, 2001, p. 39)

Existem, dentro da filosofia ou mesmo da lingüística inúmeras abordagens
sobre o processo de comunicação do conhecimento, suas origens e relações com
o “estado das coisas” estabelecidas em nossa sociedade. Contudo, revisitar
Ranganathan torna-se muito interessante na medida em que estabeleceu as leis
da biblioteconomia e influencia diretamente as políticas das bibliotecas como um
todo. Ressalta-se aqui a eleição da idéia (e não de dados) como ponto de partida
para o conhecimento e ainda, a proposição do mesmo como construto social,
fruto das relações humanas.
Esse contexto é ideal para a abordagem do conhecimento e aprendizagem
sob o enfoque da Gestão do conhecimento (Criação do conhecimento na
empresa). Nonaka &amp; Takeuchi (1997) valorizam o conhecimento tácito3 como
3

NONAKA &amp; TAKEHUSHI utilizam a distinção preconizada por Michael Polanyi para o
conhecimento em tácito, para o conhecimento que está na “cabeça” das pessoas e explícito para o
conhecimento que está formalizado expresso em signos (palavras, números, imagens, etc.).

�essencial para a empresa. Ao contrário do que usualmente as bibliotecas fazem,
ao se concentrar no conhecimento explícito através do tratamento dado aos
suportes que abriga em seu acervo, deveriam, de acordo com essa idéia, se
concentrar em formas de transmissão e compartilhamento do conhecimento que
não está expresso em números e palavras.
O conceito de aprendizagem em organizações surge então como um fator
de viabilização da troca de conhecimentos. Nas palavras de Peter Senge (1998)
“organizações nas quais as pessoas expandem continuamente sua capacidade
de criar os resultados que realmente desejam, onde se estimulam padrões de
pensamento novos e abrangentes, a aspiração coletiva ganha liberdade e onde
as pessoas aprendem continuamente a aprender juntas.” Outros autores como
Nancy Dixon enfatizam a questão do aprender em conjunto, de se encarar o
aprendizado como um processo coletivo de construção do conhecimento. Essas
abordagens, no contexto da biblioteca, reforçam a importância da interação do
bibliotecário com seu cliente (usuário), com a empresa em que trabalha como um
todo e num contexto interdisciplinar com os “produtores” do conhecimento em sua
área de atuação.

3 CATEGORIZANDO A INFORMAÇÃO: DIFERENTES FLUXOS

Basicamente, as bibliotecas, no contexto atual, lidam com dois tipos de
informação: física (no sentido material) e eletrônica. No contexto físico, sobretudo
no que diz respeito aos suportes impressos, pode-se dizer que há um esforço
muito grande para

categorizar esse tipo de informação, atribuindo-lhes um

conceito, um lugar no tempo-espaço das prateleiras. Esforço que conta com um
suporte internacional para estabelecer padrões e compartilhá-los entre os
bibliotecários de todo o mundo, sobretudo para disponibilizar essa informação de
modo on-line através dos OPACs (catálogos de bibliotecas on-line). Na categoria
de informação eletrônica podemos citar as bases de dados, os periódicos on-line,
os portais corporativos e todo tipo de informação que esteja em meio eletrônico.
Primeiramente iremos tratar da classificação ou categorização dos

�assuntos sob um esquema de conhecimento. Para isso as bibliotecas utilizam,
com mais freqüência, a CDD e a CDU, que são classificações bibliográficas, cujos
propósitos cabem salientar:

“Os sistemas de classificação bibliográfica foram elaborados com o
objetivo de organizar os acervos de bibliotecas e facilitar o acesso dos
usuários à informação contida nesses acervos. “
(GIGANTE, 1996)

A autora citando WATERS (1994) salienta aspectos importantes da
mudança dos sistemas centrados nas bases de dados para os sistemas
centrados no usuário. Nessa perspectiva a classificação do acervo deixa de ter
um direcionamento técnico e passa a enxergar o seu usuário como uma pessoa
que interage com a estrutura de conhecimento que se apresenta nas bibliotecas.
Evidentemente este contexto não se descortina pelo simples fato de se conceber
o usuário como centro da atividade de classificação, mas indica um caminho, uma
possibilidade de um diálogo frutífero e um indício do estabelecimento da
construção de

um caminho de aprendizagem entre o bibliotecário e seus

usuários.
Então, este primeiro fluxo de informação que tem como meio de ligação a
classificação bibliográfica pode se tornar uma fonte importantíssima de troca entre
aqueles que demandam e os que alimentam esse sistema. Os usuários entram
em contato com um arquétipo de conhecimento, que embora esteja ultrapassado
em alguns aspectos, ainda representa um modelo que serve ao aprendizado,
proporcionando inclusive o questionamento,

que é um dos pressupostos da

investigação científica. Por outro lado, o bibliotecário também tem a oportunidade
de confrontar o modelo das classificações bibliográficas com a classificação
científica vigente, inclusive adaptando-as, quando necessário aos paradigmas
“atuais” da ciência, assunto, ou conjunto desses (caso de bibliotecas que
trabalham com vários domínios do conhecimento) em que trabalha.
Para os suportes eletrônicos as bibliotecas tem se utilizado das mais
diferenciadas metodologias para categorizar informações. O mais conhecido e
utilizado é a categorização dos suportes em temas (assuntos), para o qual se dá o

�nome de diretório. Esses seguem, na maioria das vezes, uma classificação
orientada para prática e focada em seu usuário. Fato é que, embora não hajam
metodologias ou esquemas definidos, esses arranjos são extremamente úteis
para encontrar a informação desejada e se tornam efetivamente completos
quando são fruto da interação constante do bibliotecário com seus usuários.
Mais relevante, entretanto, quando se trata dos tipos de informação que a
biblioteca comporta e suas respectivas categorizações é perceber a interação
usuário-bibliotecário

como

fundamental

para

o

estabelecimento

dessas

classificações e adiante, de um ambiente propício para troca de conhecimentos.

4 O CASO DO DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DA UFMG

Universidades, sobretudo as públicas estão sempre à procura de recursos
para alavancar projetos ou mesmo manter um suporte mínimo à pesquisa, ensino
e extensão. Nesse contexto, torna-se imperativo a necessidade de se utilizar o
máximo dos recursos disponíveis em prol desses objetivos.
Compartilhar recursos parece ser uma solução muito adequada para este
tipo de cenário que se descortina em meio à questões políticas e econômicas,
que não cabem a este trabalho elucidar. Fato é que a pesquisa, sobretudo o
trabalho científico que se vale da experimentação em laboratórios, sofre com a
escassez de equipamentos, de materiais e por vezes de pessoal. Esse é o caso
do Departamento de Química da UFMG. Ou seja, uma instituição que tem em sua
estrutura o uso de laboratórios, tanto para o aprimoramento didático, quanto para
as questões de pesquisa e extensão, utilizando a biblioteca como suporte às
suas atividades.
Os laboratórios, no decorrer de suas atividades, utilizam muitos recursos
informacionais, que na maioria das vezes a biblioteca não possui em seu acervo.
Esse é o ponto de partida para a proposição de um modelo de compartilhamento
de informações. A partir daí podemos notar, quando da consulta ao site do
Departamento de
4

Química4, um delineamento dos laboratórios, constando

O endereço do site é http://www.qui.ufmg.br/infra/laboratorios/

�principalmente a localização (contato) e uma classificação de acordo com as
atividades dos mesmos.
Tal apresentação dos laboratórios, necessita ainda de um outro tratamento,
uma classificação mais aprimorada, pois não podemos claramente identificar
quais as atividades desenvolvidas pelos mesmos. Um usuário que queira saber
onde está sendo desenvolvido uma pesquisa sobre a “determinação de cobre em
Cachaça” ou simplesmente sobre sua melhoria para consumo, pode não
conseguir essa informação. Podemos identificar ainda a necessidade de se
compartilhar essas informações entre os alunos, professores e funcionários do
próprio departamento e assim contribuir para o aprimoramento da pesquisa, neste
caso já podemos falar em troca

de conhecimentos. Aprofundando a questão

podemos também associar os nomes de professores, funcionários e alunos às
atividades que desempenham em seus laboratórios.
Voltando à questão dos recursos informacionais que os laboratórios
utilizam, sugere-se a potencialização do uso dos mesmos através de sua
classificação e indexação. O intuito é fazer com que, pelo menos a comunidade
do Departamento de Química tenha acesso a essas informações com esse nível
de qualidade, para que possam compartilhá-las.
Para organizar as demandas podemos trabalhar com o conceito de
categorização de fontes de informação, como salienta Mueller (2000): “da mesma
forma, os documentos (ou fontes) produzidos ao longo do processo de pesquisa
podem ser classificados como primários, secundários e terciários”.

As fontes

primárias seriam então a informação produzida em sua fonte. No caso do
Departamento de Química seriam os resultados de pesquisas (publicadas ou
não), relatórios técnicos, e toda produção científica e técnica gerada através da
pesquisa nos laboratórios, incluindo-se professores, funcionários e alunos. Com
relação às fontes secundárias e terciárias, seriam originadas através do esforço
em trazer à tona as demandas dos laboratórios, pois as fontes secundárias e
terciárias são caracterizados pelos seguintes aspectos:
As fontes secundárias apresentam a informação filtrada e
organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de
sua finalidade. São representadas, por exemplo, pelas
enciclopédias, dicionários, manuais, tabelas, revisões de literatura,
tratados, certas monografias e livros-texto, anuários e outras.

�As fontes terciárias são aquelas que tem a função de guiar o
usuário para as fontes primárias e secundárias. São as
bibliografias, os serviços de indexação e resumos, os catálogos
coletivos, os guias de literatura, os diretórios e outras. (MUELLER,
2000)

Aplicando ao contexto do caso relatado aqui, poderíamos dizer que as
fontes secundárias seriam um primeiro relato das atividades desempenhadas nos
laboratórios, que poderia se dar através de meio impresso ou eletrônico. Neste
nível seriam interessantes compilações acerca das pesquisas que os laboratórios
desenvolvem ou mesmo os manuais de procedimentos que orientam a prática
nesses espaços de construção do conhecimento. Quanto às fontes terciárias,
podemos pensar em um diretório que categorize: laboratórios, pessoas e
conhecimentos desenvolvidos no âmbito do Departamento de Química. Com
relação ao formato, pode ser impresso ou eletrônico, preferencialmente eletrônico
pela facilidade em se definir perfis de uso e acesso a essas informações.
Os caminhos apontados para a troca de conhecimentos, contudo,
esbarram sempre numa questão anterior que é fazer com que as pessoas criem
uma cultura de compartilhar o que sabem. Para tal é necessário que haja um
ambiente propício para troca de conhecimentos, um ambiente de aprendizado.
Devem existir portanto processos mediadores para que a troca entre os indivíduos
participantes do processo de construção do conhecimento na empresa seja
facilitada.

5 CRIANDO UM CONTEXTO DE APRENDIZADO (ARQUITETURA DAS
BIBLIOTECAS)

Dentre as mais diversas abordagens sobre o aprendizado organizacional
(Learning organizations), a que mais se encaixa neste trabalho é a criação de
contexto de aprendizado, dentre as quais se destaca o “conceito de Ba” de
Nonaka e Konno (1998). Os autores definem o “conceito de Ba5” como sendo um
espaço compartilhado de relações emergentes que serve de base à criação do
5

Segundo Nonaka e Konno (1998), o conceito de Ba foi originalmente proposto pelo filósofo
japonês Kitaro Nihida, tendo sido posteriormente desenvolvido por Shimizu, e pode ser traduzido
como “lugar”.

�conhecimento, podendo o espaço ser físico, virtual ou mental.
Para que esse ambiente “aflore” existem alguns processos facilitadores que
Nonaka e Takeushi (1997) definiram em quatro momentos: socialização,
externalização, combinação e internalização. Esses conceitos são retomados por
Nonaka e Konno (1998) como base para a “criação do Ba” , ou o desenvolvimento
de bases para a criação do conhecimento.
Vejamos então qual o conceito que está por trás de cada “padrão de
conversão”, começando pela socialização que envolve o compartilhamento de
conhecimento tácito entre indivíduos (NONAKA; KONNO, 1998).

Pode nos

parecer estranho falar do compartilhamento de conhecimento tácito, contudo
quando observamos uma pessoa lidando com uma situação real em seu local de
trabalho podemos, através da observação, apreender a maneira (modo de
pensar) ou os mecanismos que o indivíduo busca para lidar com as demandas de
seu cotidiano.
Adiante nos “padrões de conversão” temos o movimento de externalização,
que pode ser definido como a expressão do conhecimento tácito e sua tradução
em uma forma compreensível, que possa ser entendida por outros (NONAKA;
KONNO, 1998). Nesse tipo de conversão do conhecimento é importante o uso de
metáforas, de analogias para que sua compreensão

possa ser facilitada.

Explicitado, o conhecimento passa a ser passível de combinação entre o
conhecimento explícito em conjuntos mais complexos de conhecimentos
explícitos. É o momento de combinar o conhecimento existente com o
“conhecimento criado”

ou novo. Tal interação se estabelece por meio de

encontros científicos por exemplo, e é nesta fase que os questionamentos vêm à
tona, seria a fase de validação do conhecimento. Quando o conhecimento é
reconhecido como tal, sobrevêm a fase de internalização que é conversão de
conhecimento explícito para conhecimento tácito da instituição.
No contexto das bibliotecas , além da relação normal de troca com a
equipe de trabalho, existe a particularidade da troca de conhecimentos com os
usuários. Evidentemente que cada comunidade de usuários poderia ser analisada
individualmente, contudo cabe salientar que a biblioteca possui um “staff” de
conhecimento itinerante. Existe uma troca permanente da Biblioteca (como um

�todo) com seus usuários, trazendo sempre “novas” temáticas para a mesma.
Nessa abordagem, a biblioteca encontra os seus caminhos de socialização
através da troca de conhecimento tácito entre os membros de sua equipe através
da observação do modo de fazer de cada um. Assim como o modo dos usuários
pesquisarem ou conceberem o conhecimento, dentro da estrutura que a biblioteca
fornece

(escopo),

produz

novos

caminhos

para

o

bibliotecário.

Esses

conhecimentos passam então a ser externalizados, através da mapeamento do
serviço de referência (atendimento aos usuários) e da proposição de projetos e
idéias (em geral) por parte da equipe da biblioteca. Surge então um arcabouço de
conhecimento ramificado em linguagens, classificações e conceitos. Desse ponto
em diante, o conhecimento passa a estar mais estruturado e pode ser confrontado
com o conhecimento já existente. Combinam-se “modelos prontos” de
organização do conhecimento, como as classificações bibliográficas, com o
modelo de organização vigente na ciência. Confrontam-se modos de entender e
estruturar o conhecimento dos usuários com as nossas visões ou metodologias.
Com isso o conhecimento formulado obtêm validação através do confronto com o
conhecimento que já existe ou se percebe como existente. Esse construto,
precisa agora ser internalizado para que possa se converter em ações,
retornando assim ao conhecimento tácito da instituição.
As bibliotecas, ao longo dos tempos, foi tida como o templo do saber ou o
espaço da aprendizagem e da formação humana. Pouca ênfase, contudo foi dada
à questão da troca, do compartilhamento de conhecimentos. Portanto é de suma
importância a adoção de práticas que contemplem essas noções acerca do
conhecimento, do contrário podem-se perder valiosas contribuições para o
enriquecimento e longevidade desse espaço milenar. Esse espaço deve buscar
em sua concepção estrutural, seja no meio físico, eletrônico ou ideacional, um
espaço adequado à troca de conhecimentos, sobretudo ao debate amplo e
permanente com sua comunidade de usuários.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho procurou apontar novas direções e questionamentos acerca

�da concepção de bibliotecas e sua relação com o conhecimento. Tendo-se em
vista que as concepções da Gestão do conhecimento com enfoque nas relações
humanas estão se consolidando em uma contribuição muito importante para a
Ciência da Informação, pois desloca o foco da concepção tecnicista que orienta,
ainda hoje, a prática de muitos profissionais da área, buscou-se a junção desses
temas com as teorias da Biblioteconomia, sabendo ser essa uma reflexão
necessária e produtiva.
Essa combinação, que pretendo retomar com maior profundidade em
estudos posteriores, toma uma proporção muito interessante se pensarmos que
muitas das teorias que subjazem a Gestão do Conhecimento, Tecnologia da
Informação e outras abordagens acerca da informação e conhecimento, foram
concebidas originalmente pela Biblioteconomia (Library Science) e depois pelo
que foi chamado de Biblioteconomia e Ciência da Informação (Library and
Information Science).
Pontuar a discussão sobre informação e conhecimento, no contexto da
sociedade de informação, sob a ótica da biblioteca, é no mínimo uma provocação
muito estimulante e necessária para se delinear os rumos da instituição biblioteca
para o século XXI, seja numa perspectiva de arquitetura virtual, física ou
ideacional.

REFERÊNCIAS

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knowledge creation. California Management Review, v.40, n.3, p. 40-54., 1998.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa:
como as empresas japonesas geram a dinamica da inovação. 2. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1997. 358p.
SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte pratica da organização de
aprendizagem. 3.ed. São Paulo: Best Seller : Circulo do Livro, 1998. 443p.

∗

UFMG – ICEx – Departamento de Química – Biblioteca. Av. Antônio Carlos, 6627 Pampulha.
Belo Horizonte – Minas Gerais Cep: 31270-901

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Propõe uma nova leitura sobre a organização da informação no contexto das bibliotecas, identificando diferentes fluxos de informação e conhecimento. Quanto à informação são abordados os aspectos referentes à organização do acervo físico e eletrônico. Quanto ao conhecimento, analisa as relações entre os usuários e o sistemas de classificação e recuperação de informações das bibliotecas. Discute também a interação dos atores da biblioteca na dinâmica de construção do conhecimento, localizando a instituição biblioteca nas discussões acerca do tema. Vislumbra portanto novos horizontes para a atuação das bibliotecas e, sobretudo para o entendimento acerca do seja trabalhar com informação e conhecimento no contexto atual. Por fim, analisa a arquitetura informacional das bibliotecas e o significado dessa estrutura para os seus usuários.</text>
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                    <text>CONTEÚDOS DIGITAIS E PADRÕES DE REGISTROS: DESAFIOS PARA A
DEMOCRATIZAÇÃO DE ACERVOS ESPECIAIS

Gláucia Maria Saia Cristianini∗
Juliana de Souza Moraes
Lourdes de Souza Moraes
Elisa Yumi Nakagawa

RESUMO
Este trabalho apresenta a estrutura de um projeto de políticas públicas, apoiado
pela FAPESP, que visa o desenvolvimento de um sistema computacional
apropriado para armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de informação
contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos e região. A
proposta é possibilitar e garantir o acesso às informações históricas da região aos
pesquisadores, educadores, alunos da rede pública e particular de ensino
(fundamental, médio e superior) e demais interessados. A estrutura do projeto
está fundamentada em ferramentas disponíveis como os softwares livres, tanto
para a construção do sistema computacional como para a disponibilização das
informações. Conseqüentemente, o sistema desenvolvido poderá ser utilizado
sem restrição na documentação de acervos de outras instituições de cunho
histórico, além de acervos de arquivos, museus e bibliotecas. A formação de uma
equipe multidisciplinar possibilitou a integração de áreas distintas para o
levantamento dos dados necessários relacionados aos tipos de informação de
interesse para o projeto, assim, o trabalho conta com a colaboração de
especialistas da área de Ciência da Computação, profissionais da
Biblioteconomia, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e
arquitetônicos. Neste projeto são levantados também os requisitos exigidos para a
padronização dos dados visando o intercâmbio de informações. A cooperação
entre as universidades USP e UFSCar, as Divisões de Arquivo e Museu da
Prefeitura Municipal de São Carlos e a Fazenda Pinhal, assim como a soma de
seus conhecimentos, foi imprescindível para a realização deste projeto.
PALAVRAS-CHAVE: Conteúdos digitais. Padrões de registro de informação.
Software Livre. Democratização da informação.

1 INTRODUÇÃO

Muitas são as iniciativas para a disponibilização da informação através da
Internet, de acordo com Takahashi (2000) gigantescos acervos de informação,
sobre os mais variados temas, circulam em escala planetária e de forma
acelerada por meio da Internet e acrescenta ainda a importância em aumentar a

�quantidade e qualidade dos conteúdos nacionais que circulam nas redes
eletrônicas e nas novas mídias.
Este trabalho apresenta uma das milhares iniciativas propostas para o
aumento dos conteúdos digitais disponíveis na Internet. O objetivo primordial
desta iniciativa é armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de
informação contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos
(São Paulo) e região.
Apoiado pela FAPESP, através de um projeto de políticas públicas, este
trabalho conta com uma equipe multidisciplinar de especialistas da área de
Ciência da Computação, profissionais da Biblioteconomia e Ciência da
Informação, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e
arquitetônicos.
A importância deste projeto está na elaboração de um banco de dados
reunindo os mais diversos acervos, prevendo assim, uma padronização de dados
para a documentação de arquivos, museus, bibliotecas além de bens naturais e
arquitetônicos. Outra característica interessante será a utilização de software livre
para a implementação do sistema, o que possibilitará o uso irrestrito após a
conclusão do projeto.

2 DESCRIÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE REGISTROS

Para disponibilizar uma informação visando uma recuperação adequada é
necessário um estudo sobre os padrões a serem adotados. Como apresentado
por Cunha (1999), os documentos digitais estão provocando a criação de novos
padrões para uma melhor descrição dos formatos e requisitos para seus acessos
e usos. As normas contidas no Código de Catalogação Anglo-Americano
(AACR2) e no formato MARC (Machine Readable Cataloging) mostram-se
insuficientes para atender às novas necessidades técnicas para documentos
bibliográficos.

�Para a descrição e padronização de registros de documentos de arquivo
existe a ISAD(G) - Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística –,
desenvolvida pela Comissão de Normas de Descrição do Conselho Internacional
de Arquivos. Segundo a comissão de elaboração esta norma estabelece diretrizes
gerais para a preparação de descrições arquivísticas e deve ser usada em
conjunto com as normas nacionais existentes ou como base para sua criação
(ICA, 2000). Assim, é preciso complementar a descrição dos documentos
segundo as necessidades e especificidades da instituição e do acervo.
Para a descrição de acervos museológicos não há conhecimento de
nenhuma norma específica para a descrição dos dados, assim como não foram
localizadas

informações

semelhantes

para

a

descrição

do

patrimônio

arquitetônico e dos recursos naturais.
Constatada

a

inexistência

de

normas

para

descrição

de

bens

arquitetônicos, museológicos e recursos naturais, recorreu-se a uma adaptação
de roteiros de inventários, fichas cadastrais de diversas instituições e informações
obtidas junto a especialistas das áreas.
Dentre o conjunto de fontes que serviram de subsídios para a descrição
destes bens incluem-se: fichas cadastrais dos bens do Museu de São Carlos;
roteiro de tombamento do CONDEPHAAT (PATRIMÔNIO, 1998), ficha de
inventário dos bens arquitetônicos da Fundação Pró-Memória – São Carlos;
roteiro para descrição de áreas verdes (FERNANDES e FURNIVAL, 1997) e o
CRIA – Centro de Referência em Informação Ambiental1.
As regras de descrição de documentos em geral devem permitir a
identificação do contexto e do conteúdo do documento a fim de permitir o acesso
aos mesmos, além de permitir a criação de processos relacionados ao registro e a
recuperação de elementos de informação específicos em cada fase de sua
gestão, ou seja, a criação, a avaliação, o registro de entrada, a conservação e o
arranjo.

1

http://www.cria.org.br

�Muitos são os pontos que devem ser considerados para a padronização
dos dados a serem inseridos no meio digital, a utilização de padrões na descrição
dos documentos deve ser seguida para que se mantenha a qualidade das
informações disponibilizadas e para que haja a possibilidade de integração de
várias redes de informação, nacionais e/ou internacionais.
Bullock (1999) argumenta que no meio digital deve-se considerar os
seguintes aspectos para se garantir a preservação do documento: fixar o objeto a
ser descrito como um todo; garantir a presença física da informação disponível;
preservar o conteúdo e a forma de apresentação da informação; preservar a
funcionalidade, a dinâmica dos recursos multimídia; preservar a autenticidade das
informações; manter a atualização das informações disponíveis; preservar a
proveniência de todo objeto descrito com o intuito de garantir o histórico e manter
a autenticidade da informação; preservar o contexto.
Assim, um sistema de informação pressupõe padronização e flexibilidade
ao mesmo tempo, ou seja, possibilita o acréscimo de informações sobre o
conteúdo ou contexto de criação do documento a qualquer tempo, sem prejuízo
da consistência das informações anteriormente disponibilizadas.
Ainda de acordo com Bullock (1999), para facilitar a preservação digital é
preciso adotar padrões atuais, ter conhecimento de mudanças de padrões e
providenciar alterações sempre que necessário.
Como apresentado, existem alguns padrões para a descrição de objetos
bibliográficos e padrões para a descrição de objetos de arquivos. A descrição de
objetos digitais também é realizada por meio de padrões pré-estabelecidos, o
MARC, o Dublin Core e a EAD (Encoded Archival Description) são conhecidos
exemplos de padrões para estes objetos.
Nos ambientes digitais costuma-se designar os dados que descrevem o
atributo de um recurso ou documento como metadados. Estes metadados
suportam um grande número de funções, como localização, descoberta,
conteúdo, documentação, avaliação, seleção, entre outras, e por isso é que

�conseguem fornecer o contexto para entender os dados do recurso ou documento
através do tempo (IKEMATU, 2004).
O Dublin Core, como definido por Souza (2000), é um conjunto de
elementos de metadados planejado para facilitar a descrição de recursos
eletrônicos. A idéia é que na elaboração de sites, os autores, sem conhecimento
de catalogação, sejam capazes de usar o Dublin Core para descrição de recursos
eletrônicos, tornando suas coleções mais visíveis pelos sistemas de recuperação.
O MARC é um formato de registro que permite a leitura por computador de
qualquer informação bibliográfica. Compreende um conjunto de padrões para
identificação, armazenamento e intercâmbio de dados de catalogação (LIBRARY,
2003).
Como apresentado por Weibel, no trabalho de Souza (2000), o Dublin Core
não tem a intenção de substituir modelos mais ricos como o código AACR2 ou o
MARC, mas apenas fornecer um conjunto básico de elementos de descrição que
podem ser usados por catalogadores ou não-catalogadores para simples
descrição de recursos de informação.
Nenhum dos padrões estudados atende de forma consensual todos os
objetos levantados para este projeto, assim, foram analisados todos os padrões
citados e identificados os elementos necessários para a descrição de cada item.

3 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA

Devido à diversidade das informações envolvidas neste projeto e os
diferentes formatos apresentados é de fundamental importância a realização de
um planejamento criterioso no que concerne aos elementos de identificação e
descrição dos dados. Na área de Banco de Dados estes elementos são
denominados atributos, o conjunto de atributos é que irá definir a forma como as
informações serão registradas na base de dados.

�Vale ressaltar que a escolha de atributos corretos garante rapidez e
precisão

na

recuperação

das

informações

da

base

de

dados,

e

conseqüentemente, credibilidade ao sistema (NAKAGAWA, 2004).
Para a definição dos atributos foram estudados todos os padrões
mencionados

e

ainda

realizados

encontros,

reuniões,

workshops

com

especialistas de todas as áreas do conhecimento envolvidas no tema. A idéia é de
identificar iniciativas semelhantes, compartilhar conhecimento e garantir um
levantamento de atributos mais completo possível para poder dar continuidade ao
projeto e implementar o sistema.
Além da questão – e que representa um desafio – de definir um conjunto
de atributos que atenda simultaneamente todos os tipos de informação previstos
neste projeto, há a questão do software a ser utilizado.
É consenso entre os participantes do projeto o uso de software livre; tal
consenso está fundamentado nas vantagens tecnológicas e de custo, sem
esquecer da filosofia inerente a esta ferramenta e que converge com a do projeto:
a democratização do acesso à informação.
As principais atividades que norteiam o desenvolvimento do sistema de
software são a definição do conjunto de campos, o projeto e a implementação do
sistema. A definição do conjunto de campos não é uma tarefa trivial,
correspondendo a principal contribuição deste trabalho. Além disso, a definição do
conjunto de atributos é de extrema relevância para a modelagem da base de
dados do sistema. Para o projeto e a implementação do sistema, ferramentas de
software livre têm sido investigadas e utilizadas. A seguir é discutido em mais
detalhes o conjunto de atributos que foi definido, bem como as principais
questões relacionadas ao tema software livre e que são relevantes no contexto
deste

trabalho,

assim

como

as

atividades

implementação do sistema.

4 DEFINIÇÃO DO CONJUNTO DE ATRIBUTOS

relacionadas

ao

projeto

e

�Anteriormente à etapa de definição do conjunto final de atributos foi
necessário a reorganização dos participantes do projeto em grupos menores, os
quais ficaram responsáveis por estudar, pesquisar e avaliar os atributos
fundamentais para a descrição de um tipo específico de informação.
Os materiais bibliográficos e multimeios, os objetos museológicos, os
documentos de arquivo, os bens patrimoniais e os recursos naturais formaram os
cinco grupos responsáveis pela definição dos atributos destas informações
separadamente.
Finalizada esta etapa, os atributos específicos definidos para cada tipo de
informação foram confrontados entre si com o objetivo de levantar quais deles
poderiam ser utilizados para todos os tipos de informação ou pela maioria deles.
Foram encontrados atributos cujos conteúdos seriam idênticos, mas que
constavam com terminologias diferentes, próprias de cada área. Por outro lado,
foram identificados atributos excessivamente específicos e que serviriam apenas
à descrição de um tipo de informação e cujo interesse para o usuário era incerto.
Desta forma, os atributos que serviram à totalidade ou à maioria dos tipos
de informação tornaram-se parte do conjunto final de atributos. E aqueles cujo
uso seria destinado à minoria e não representaria prejuízo em termos de
divulgação da informação foram retirados.
Ficou evidenciado durante este processo que ainda é impossível de
descrever informações tão diferenciadas e com um alto grau de especificidade
num mesmo sistema, utilizando um único formato de registro.
Os atributos resultantes deste processo foram reunidos em grupos de
acordo com os conteúdos e as características semelhantes e ou relacionadas
entre si. Desse modo, os atributos vinculados à responsabilidade de criação da
informação, por exemplo, foram arranjados num mesmo grupo e a ele foi dada
uma denominação: “grupo autoria”. Este procedimento foi realizado com todos os
demais atributos, originando os grupos abaixo descritos.

�Grupo 1: identificação da instituição e da unidade detentora dos acervos compreende os atributos que representam os diversos dados de identificação da
instituição que detém a informação a ser descrita;
Grupo 2: identificação do bem patrimonial e nível de descrição – reúne os
atributos que indicam o tipo de informação que está sendo descrita, assim como a
localização física dela;
Grupo 3: título – compreende os atributos relacionados com a variedade de tipos
de títulos existentes para a informação descrita;
Grupo 4: autoria – agrega os atributos relacionados com a variedade de tipos de
responsabilidades atribuídas à criação da informação descrita;
Grupo 5: produção – contém os atributos que indicam o contexto no qual a
informação descrita foi produzida;
Grupo 6: descrição de conteúdo – compreende os atributos que representam a
temática da informação descrita e observações específicas;
Grupo 7: histórico e procedência – reúne os atributos que indicam a trajetória
“de vida” da informação descrita bem como sua forma de aquisição;
Grupo 8: descrição física – agrega os atributos relacionados aos detalhes
físicos e específicos do suporte da informação descrita e também suas condições
de conservação e apresentação nos dias de hoje;
Grupo 9: condições de uso – contém os atributos que instruem sobre a
possibilidade de acesso, reprodução, uso e proteção da informação descrita;
Grupo 10: identificação dos responsáveis pelo produto informacional –
compreende os atributos relacionados aos responsáveis pelo preenchimento de
todos os dados sobre a informação descrita, assim como sobre o contexto da
pesquisa realizada e necessária para o correto preenchimento dos dados.
Cada atributo significa um campo pertencente ao banco de dados e que
será preenchido. Além da definição dos campos, as funções e características
destes campos também foram definidas, tais como: tipo de indexação, tipo de
exibição, obrigatoriedade de preenchimento, tipo de preenchimento, tipo de
caracter (numérico, alfabético ou alfanumérico) e tamanho.

�5 SOFTWARE LIVRE: UMA VISÃO GERAL

Atualmente, software livre tem sido tema de grande repercussão nos mais
variados setores da sociedade, em especial, em virtude das inúmeras iniciativas
de diversos órgãos públicos em nível nacional, bem como empresas privadas,
para uso e disseminação desse tipo de software. Entende-se por software livre
aquele que fornece a seus usuários as seguintes liberdades (FSF, 2004a): (i)
executar o programa para qualquer propósito; (ii) estudar o funcionamento do
programa e modificá-lo, adaptando-o às suas necessidades; e (iii) redistribuir
cópias do código fonte, juntamente com as alterações que forem realizadas.
Assim, diferentemente de softwares proprietários que são geralmente produtos de
empresas privadas que almejam lucros com sua distribuição e não disponibilizam
o código-fonte de seus produtos, um software considerado livre é acompanhado
de uma permissão para uso, distribuição e redistribuição, realizando ou não
modificações, de forma gratuita ou cobrando uma taxa. Para que a modificação
seja possível, o código fonte deve acompanhar o software.
A forma como um software deve ser utilizado, distribuído e redistribuído é
ditado por sua licença. A licença de software é então um documento que
estabelece a forma como o proprietário do copyright permite o uso, a distribuição
e cópia de um software. Atualmente, pode-se identificar uma diversidade de
licenças tanto de software livre (FSF, 2004b; PERENS, 1999) quanto de softwares
proprietários. Dentre as licenças para software livre, a GLP (General Public
License ou Licença Pública Geral) (DIBONA, 1999) é reconhecidamente uma das
mais conhecidas e utilizadas, e tem servindo de base para a elaboração de outras
licenças de software livre. De modo geral, é reconhecida como a licença mais
rigorosa em termos de liberdade e foi desenvolvida para garantir a liberdade de
distribuir cópias do software, ter acesso ao código fonte, poder realizar
modificações no software ou utilizar partes dele em outros softwares livres; além
disso, e o mais importante, essa licença garante que o software continuará sendo
livre.

�Uma característica bastante interessante em software livre é seu processo
de desenvolvimento, se comparado com o de software proprietários. O trabalho
que melhor descreve esse processo foi escrito por Raymond (1999) e chamado
de “The Cathedral and the Bazaar". O Cathedral representa o modelo de
desenvolvimento utilizado comumente para o desenvolvimento de softwares
proprietários no qual os desenvolvedores do software trabalham utilizando uma
metodologia relativamente fechada e centralizada para desenvolver o software.
Por outro lado, o modelo Bazaar representa o trabalho cooperativo e, muitas
vezes, voluntário realizado de forma aberta pelos desenvolvedores, em que o
software é construído à medida que os requisitos são identificados. Os
desenvolvedores que participam desse modelo têm geralmente boa experiência
nas ferramentas utilizadas para a construção do software e capacidade de
trabalhar de forma cooperativa e distribuída. Eles utilizam freqüentemente um
sistema de controle de versões e diversos serviços disponibilizados pela Internet,
tais como site Web, correio eletrônico e lista de discussão utilizando correio
eletrônico. Além disso, geralmente são os próprios usuários dos softwares que
estão desenvolvendo e por isso, têm bom conhecimento de quais funcionalidades
são requeridas no software.
Segundo Davis (2000), algumas razões que fizeram com que softwares
livres despontassem nos últimos anos são a estabilidade, a portabilidade para
uma variedade de plataformas inclusive plataformas de hardware, suporte aos
usuários por parte dos desenvolvedores e acesso ao código fonte. Davis (2000)
diz ainda que talvez a principal vantagem da utilização é o baixo custo e,
diferentemente dos softwares proprietários, os usuários não têm custos para sua
utilização. Dessa forma, soluções livres tendem a facilitar e garantir o acesso à
tecnologia para um número cada vez maior de usuários.

6 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE SOFTWARE

Atualmente, as atividades relacionadas ao desenvolvimento do sistema
são: levantamento de requisitos (identificação das funcionalidades do software),

�projeto e modelagem da base de dados e identificação dos requisitos de
implementação e implantação do sistema.
Uma vez que sistemas de software como o almejado não são largamente
conhecidos, brainstorms têm sido realizados em reuniões entre os membros do
projeto para a identificação e definição de requisitos do software. Além disso,
meios de comunicação eletrônicos, tais como correio eletrônico e sistema de
mensagem instantânea, também têm contribuído em muito para a realização
dessa atividade. Os requisitos identificados e considerados mais relevantes, são
descritos textualmente — baseando-se nas práticas recomendadas pela IEEE
para especificação de requisitos do software (IEEE, 1998) — sendo uma forma de
registrar para posterior verificação e documentação do software. Além disso,
questões relacionadas à usabilidade (facilidade de utilização do software) em
virtude da diversidade de usuários, bem como questões no tocante à segurança e
robustez têm sido consideradas em se tratando do volume de dados a serem
manipulados.
Quanto ao projeto do sistema, técnicas para modelagem da funcionalidade
do sistema não estão sendo utilizadas; por outro lado, modelos da base de dados
são construídos utilizando MER (Modelo Entidade-Relacionamento), como
resultado do conjunto de campos identificado, e também como uma forma de
documentar o sistema, uma vez que se trata de uma base de dados de razoável
complexidade

em

termos

do

número

de

tabelas,

relacionamentos

e

principalmente número de atributos.
Sendo o software livre um dos requisitos do ambiente de implementação e
implantação do sistema, uma pesquisa sobre ferramentas/tecnologias a serem
utilizadas tem sido conduzida. Para o ambiente de implantação do sistema
adotou-se uma plataforma de software livre, no caso o Linux1 e o Apache2; como
SGBD (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados) adotou-se o PostgreSQL3
e para a implementação das funcionalidades do sistema está utilizando-se o
1

http://www.linux.org

2

http://httpd.apache.org

3

http://www.postgresql.org

�PHP1. Todas possuem uma vasta comunidade de usuário e uma experiência
consagrada na construção de uma diversidade de sistemas dos mais variados
domínios de aplicação.

7 CONCLUSÕES

Os desafios computacionais no tocante a este projeto concentram-se
principalmente na identificação dos requisitos do sistema de software, uma vez
que sistemas semelhantes como o proposto neste projeto não podem ser
identificados.

Ainda na mesma linha, a multidisciplinaridade do projeto tem

acarretado em uma diversidade de linguagens de comunicação entre os
membros. Assim, um esforço no sentido de unificar a terminologia tem sido
realizado, o que tem facilitado o entendimento, bem como a identificação mais fiel
dos requisitos do sistema. Além disso, o projeto e a implementação da base de
dados têm sido um outro desafio em virtude da complexidade e diversidade de
tabelas e atributos.
Vale ressaltar que, assim como as inúmeras iniciativas de diversos órgãos
públicos em nível nacional para uso de software livre, a Prefeitura Municipal de
São Carlos também está empenhada na adoção, utilização efetiva e
disseminação de software livre; além de estar apoiando fortemente para a
concretização desse projeto.

Posteriormente à implementação do sistema, este será disponibilizado
como software livre, ou seja, juntamente com uma licença de software livre,
contribuindo tanto para a comunidade de software livre com um sistema ainda não
encontrado nesse domínio de aplicação, quanto no sentido de facilitar a
implantação e posterior disponibilização de informações sobre os mais diversos
acervos para a comunidade em geral. Observa-se que um sistema como o
proposto não é encontrado nem como software livre, nem como software
1

http://www.php.net

�proprietário; aqueles identificados possuem funcionalidades ou bases de dados
limitadas.
Agradecimentos: Agradecemos a todos os membros do Projeto Memória
Virtual de São Carlos coordenado pelo Prof. Dr. José Carlos Maldonado.

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Network Notes, n. 60, 1999. Disponível em:
&lt;http://www.collectionscanada.ca/9/1/p1-259-e.html&gt; Acesso em 30 abril 2004.
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Informação, v.8, n.3, p. 257-268, 1999.
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COMPUTING SERVICES, 28. Proceedings... Richmond: University of Virginia,
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Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

∗

Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo. Av.
Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP – Brasil
glaucia@icmc.usp.br ∗∗ Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil jumoraes@icmc.usp.br e Elisa Yumi Nakagawa elisa@icmc.usp.br
Universidade Federal de São Carlos – Biblioteca Comunitária. Rod. Washington Luís, Km
235CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil lourdes@power.ufscar.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Este trabalho apresenta a estrutura de um projeto de políticas públicas, apoiado pela FAPESP, que visa o desenvolvimento de um sistema computacional apropriado para armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de informação contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos e região. A proposta é possibilitar e garantir o acesso às informações históricas da região aos pesquisadores, educadores, alunos da rede pública e particular de ensino fundamental, médio e superior) e demais interessados. A estrutura do projeto está fundamentada em ferramentas disponíveis como os softwares livres, tanto para a construção do sistema computacional como para a disponibilização das informações. Conseqüentemente, o sistema desenvolvido poderá ser utilizado sem restrição na documentação de acervos de outras instituições de cunho histórico, além de acervos de arquivos, museus e bibliotecas. A formação de uma equipe multidisciplinar possibilitou a integração de áreas distintas para o levantamento dos dados necessários relacionados aos tipos de informação de interesse para o projeto, assim, o trabalho conta com a colaboração de especialistas da área de Ciência da Computação, profissionais da iblioteconomia, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e arquitetônicos. Neste projeto são levantados também os requisitos exigidos para a adronização dos dados visando o intercâmbio de informações. A cooperação entre as universidades USP e UFSCar, as Divisões de Arquivo e Museu da Prefeitura Municipal de São Carlos e a Fazenda Pinhal, assim como a soma de seus conhecimentos, foi imprescindível para a realização deste projeto.</text>
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                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56057">
                    <text>INFORMATIZAÇÃO DO ACERVO DE BRINQUEDOS E JOGOS INFANTIS DO
LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS (LABRINCA) DO COLÉGIO DE
APLICAÇÃO, DO CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA CATARINA.
Elson Mattos∗
Gleisy Regina Bories Fachin∗∗
Leila Lira Peters∗∗∗

RESUMO
A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
visa a democratização do acesso e do uso de todo o acervo da universidade que
está distribuído em várias sub-unidades, iniciou tratamento técnico para a
inclusão de brinquedos na base de dados para um setor específico - o Laboratório
de Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA). Para isso, através desta
biblioteca, foi feita uma pesquisa para o desenvolvimento de uma metodologia de
utilização do software gerenciador “Pergamum”. O LABRINCA que, em parceria
com outros departamentos desenvolve o projeto de extensão de uma
brinquedoteca, busca organizar, tratar e disponibilizar o acervo de brinquedos
para toda a comunidade escolar e universitária. Assim, pretende constituir-se
como espaço de estudo e de expressão da cultura infantil que manifesta-se,
sobretudo, através do brincar.
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca. Classificação de brinquedos. Brinquedoteca
– organização. Biblioteca escolar.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU), da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), procura disponibilizar todo o acervo existente no campus da universidade
através do software gerenciador Pergamum, e assim democratizar o acesso e o
uso de todo o acervo, distribuídos em vários locais dentro do campus.
Deste modo, iniciou o tratamento técnico dos vários acervos em seus
setores específicos e, neste trabalho, deparou-se com o Laboratório de
Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA) da Universidade Federal de
Santa Catarina que, em parceria com outros departamentos, desenvolveu o
projeto de implantação de uma brinquedoteca. Compartilhando da idéia de
disponibilizar um espaço lúdico-pedagógico, passou-se a pesquisar sobre a

�importância desse local para o desenvolvimento de crianças em idade escolar e
sobre o tratamento de brinquedos para o seu uso e o seu empréstimo.
A seguir apresenta-se os estudos, bem como, as ferramentas utilizadas e
os primeiros resultados.

2 EIXOS TEÓRICOS NORTEADORES DO TRABALHO

Para conceituar de forma satisfatória a infância, o que nos auxiliaria na
compreensão do universo das crianças para o qual se voltaria o trabalho do
LABRINCA e, assim, propor metas claras e significativas para as atividades, foi de
fundamental importância perceber a multiplicidade histórico-social do conceito.
Assim, entendemos que, dependendo do meio social em que as crianças se
desenvolvem, estas são constituídas e constituem-se diferentemente, visto que
são sujeitos sociais e históricos. Em seu conhecido livro, Ariés (1981) ajuda a
esclarecer esta questão ao analisar, por meio de pinturas dos séculos passados,
os diferentes lugares sociais ocupados pelas crianças em diferentes contextos
históricos e sociais, pois as representações da infância podiam ser o adulto em
tamanho reduzido, em forma de figura angelical, junto às atividades da família ou
isolada.
Porém, com a revolução industrial e o desdobramento do capitalismo
consolida-se radicalmente um novo conceito de infância em que as crianças são
então destinadas às escolas e colocadas crescentemente no mundo do trabalho.
A pedagogia se manifesta por meio de uma nova linguagem: a escola está
separada da vida e apartada da realidade. A criança não deixa de ser tomada
como um indivíduo, todavia sua caracterização é confeccionada científica e
tecnicamente, isto é, seus gostos, seus interesses, formas de pensamento,
emoções etc, são dissecados e determinados nas suas peculiaridades pela
psicologia, sociologia, medicina e puericultura em particular. Nesse sentido, a
criança é, cada vez menos inserida no mundo dos adultos e seus modos de vida
são definidos, fundamentalmente, pela mídia, como um corpo que consome
coisas de criança (GHIRALDELLI Jr, 1996).

�Buscamos superar tais concepções de infância ao compreender as
crianças como atores sociais de plenos direitos, e não como meros componentes
acessórios da sociedade dos adultos. Por isto, “é de fundamental importância o
reconhecimento da capacidade da produção simbólica por parte das crianças e a
constituição de suas representações e crenças em sistemas organizados, isto é,
em culturas” (PINTO &amp; SARMENTO, 1997).
Visto que o direito de brincar é referenciado no Estatuto da Criança e do
Adolescente (1995), o tempo para a brincadeira deve ser garantido. Assim, as
brinquedotecas, como espaços propícios para o brincar, constituem uma
possibilidade singular para aquelas crianças que são vistas como “adultos
precoces”, que trabalham, que passam muitas horas na frente do aparelho de
televisão, que não têm condições de brincar em espaços amplos e ricos de
possibilidades, que permanecem sem acesso a jogos e brinquedos, ou seja,
perdendo o tempo e o espaço para o brincar, ou ainda vivendo sozinhas.
Segundo Vygotski (1987), a interação propiciada pelas brincadeiras
possibilita que as crianças aprendam, reproduzam e superem muitas regras de
convívio social, além de desenvolverem autonomia frente a estas. É brincando
que a criança começa a se apropriar de sua cultura. A ação de brincar auxilia o
processo de socialização da criança, fazendo com que ela se aproprie de hábitos
necessários a esse crescimento. Esperar a vez de jogar, observar as regras do
grupo, permitir que todos participem, são rotinas encontradas durante os jogos e
brincadeiras que contribuem no processo de socialização.
O brinquedo, por sua vez, é um importante objeto nas atividades lúdicas,
pois ele permite que as crianças se expressem através dele e criem formas
variadas de comunicação com o mundo externo. Segundo Benjamim (1985), os
brinquedos inicialmente eram feitos em oficinas por artesãos, a partir da matéria
prima da madeira, estanho, cera, etc., para apenas no século XIX surgirem as
indústrias especializadas na fabricação dos brinquedos. Entretanto é no século
XVIII que se começa a perceber a criança como consumidor em potencial, o que
leva à expansão da produção dos brinquedos.

�Para Benjamin (1985), o brinquedo traz em si a visão de mundo do adulto e
a indústria de brinquedos produz aquilo que, segundo a ótica dos maiores, a
criança desejaria ter. Na sua visão, os brinquedos são miniaturas do mundo
adulto que

não determinam a brincadeira da criança, mas são também

determinados por ela. É por meio das brincadeiras, e não no objeto em si, que a
criança cria o conteúdo imaginário. Por esta razão, sabe-se que apesar de os
adultos serem os responsáveis pelo acesso das crianças aos brinquedos, são as
crianças que determinarão a função lúdica que ele vai representar para elas.

3 LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO

Como jogo, brincadeira

e aprendizagem estão estritamente ligados,

iniciou-se em 2002 o projeto de extensão do Laboratório de Brinquedos
(LABRINCA), do Colégio de Aplicação (CA), do Centro de Ciências da Educação
(CED), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A idéia inicial de montar um laboratório de produção de conhecimento
sobre o tema infância/ludicidade surgiu de dois fatores: da necessidade de um
espaço propício para arquivar as descrições de brincadeiras e de jogos
tradicionais pesquisados por alunos de Educação Física do Colégio de Aplicação
da Universidade Federal de Santa Catarina e, ao mesmo tempo, possibilitar o
acesso a uma variedade de jogos e brinquedos não disponíveis.
Dentre as opções pesquisadas, o espaço organizado em forma de
brinquedoteca foi o que mais se aproximou das expectativas iniciais. Na obra de
vários autores, como Santos (1997), Cunha (2001) e Kishimoto (1997), a
brinquedoteca caracteriza-se como um espaço de excelência do brincar e do
desenvolvimento infantil, por conter materiais lúdicos (jogos, brinquedos, livros
etc.) à disposição das crianças e servir como um espaço de interação social.
Além disso, deve conter um acervo de documentos e informações sobre esses
recursos e a respeito do papel do brincar no desenvolvimento/aprendizagem da
criança (SOLÉ, 1992).

�Além de atender as crianças do Colégio e da comunidade vizinha a UFSC,
houve o entendimento que esse espaço poderia servir também como eixo
articulador do conhecimento produzido pelos diferentes cursos sobre o tema
infância/ludicidade. Assim, através do contato com os diversos departamentos da
UFSC, como Psicologia, Metodologia do Ensino, Pedagogia, Biblioteconomia,
Educação Física e Arquitetura, algumas ações em comum foram encaminhadas.
Além de conseguir verbas para viabilizar a implantação da brinquedoteca –
denominada LABRINCA, Laboratório de Brinquedos do Colégio de Aplicação –, a
consolidação deste espaço objetiva a realização de estágios curriculares
obrigatórios e não obrigatórios, de natureza e aplicação interdisciplinar, e de
produção de conhecimento sobre o tema infância/ludicidade e suas expressões –
jogos, brinquedos, brincadeiras, fundamentais para a aprendizagem e o
desenvolvimento. Dessa forma, a sua execução possibilita que graduandos de
diversas fases de seu curso de formação entrem em contato com distintas tarefas
profissionais, tanto com os alunos do Colégio de Aplicação quanto com outras
crianças da comunidade.
O Colégio de Aplicação foi criado e se constitui como um campo de
experimentação – estágio curricular, em especial – e de pesquisa para os cursos
de graduação da UFSC. É uma instituição que tem por objetivo experimentar
novas formas de relação ensino-aprendizagem e é freqüentado por crianças dos
mais diferentes segmentos sócio-econômicos e de diferentes registros culturais,
assim como crianças com histórico de deficiência.
Assim, a estrutura do LABRINCA procura garantir o acesso a jogos e
brincadeiras não disponíveis a várias crianças da escola (envolvendo também sua
família),

inclusive

aqueles

brinquedos

que

são

ainda

geralmente

indisponibilizados: brinquedos para crianças com histórico de deficiência, não
manufaturados, antigos, etc. Também a comunidade vizinha da UFSC deve ser
atendida, e o espaço deve servir, a médio prazo, como referência para outras
escolas públicas.

Metas e objetivos do LABRINCA:

�O LABRINCA, como projeto interdisciplinar, propõe-se a:
1. Valorizar a cultura infantil garantindo o acesso a uma variedade de
brinquedos, brincadeiras e jogos num ambiente lúdico;
2. Proporcionar a exploração e criação de diversos materiais lúdicos e
cantos temáticos (casinha, vendinha, consultório médico etc.), a fim
de permitir a representação do imaginário pelas crianças, com vistas
à releitura e aproximação do real, à estimulação da plena
expressão, ao desenvolvimento das linguagens e da estruturação da
personalidade;
3. Proporcionar a interação criança-criança, criança-adulto e com pais
e professores;
4. Possibilitar às crianças o desenvolvimento da autonomia, da
criatividade e da cooperação por meio de atividades livres e/ou
direcionadas,

bem

como

a

responsabilidade,

por

meio

do

empréstimo de jogos e brinquedos e sua reorganização após as
brincadeiras;
5. Promover/organizar cursos e oficinas de atividades lúdicas (com
temas variados) para a comunidade em geral;
6. Desenvolver a experiência permanente de sistemas de organização,
catalogação e indexação de brinquedos e de jogos para utilização e
empréstimo;
7. Formar um acervo bibliográfico (jornais, revistas, livros, teses,
artigos etc.) sobre jogos, brinquedos e brincadeiras;
8. Elaborar um banco de dados sobre brincadeiras populares,
sobretudo as da cultura açoriana retratadas nas esculturas do
Franklin Cascaes, arquivadas no Museu do Brinquedo, setor de
Cultura Popular do Museu de Antropologia/UFSC;
9. Constituir um espaço privilegiado para a observação e pesquisa
sobre a interação de crianças em jogos de faz-de-conta e de regras,
bem como em processos de aprendizagem propiciados pelos jogos,
brinquedos e brincadeiras;
10. Desenvolver protótipos de brinquedos e jogos com materiais
variados, inclusive de sucata e recicláveis, com especial atenção

�para

o

desenvolvimento

de

recursos

para

crianças

com

necessidades especiais;
11. Desenvolver design de objetos, móveis e espaços lúdicos em
ambientes educacionais de forma econômica e viável;
12. Constituir-se em campo de estágio e pesquisa aos alunos e
professores de diferentes cursos de graduação e pós-graduação da
UFSC.
Para a organização do funcionamento do LABRINCA, reuniões
interdisciplinares aconteceram deste o ano de 2000. Pesquisas de campo para
o

reconhecimento

das

brinquedotecas

existentes

em

Florianópolis,

acompanhadas de pesquisa bibliográfica e de grupos de estudos sistemáticos
foram fundamentais, pois através das trocas de informações entre os
professores e alunos dos diferentes cursos e departamentos, o projeto foi aos
poucos, aproximando-se do almejado. Da mesma forma, o planejamento
arquitetônico e sua execução aconteceram concomitantemente.
Viagens de estudo a outros Estados foram e estão sendo organizadas
para ampliar o universo de referência de todos os envolvidos. Oficinas teóricopráticas também ocorreram no ano letivo de 2003, em que os professores
envolvidos relatam suas pesquisas e estudos sobre temáticas ligadas à cultura
infantil. Dessa forma, pretende-se ampliar as discussões e a formação, não
somente dos envolvidos com o LABRINCA, mas a todos os interessados
sobre temáticas tratadas.
O funcionamento da brinquedoteca junto às crianças iniciou no ano
letivo de 2003. Este aconteceu, inicialmente, junto aos alunos do CA, no
período regular de aula e nos horários das atividades de recuperação de
estudos (período contrário da aula de cada turma). O atendimento aos alunos
foi realizado pelos bolsistas – atualmente alunos de Pedagogia, Psicologia e
Biblioteconomia – que receberam bolsa de extensão ou de estágio não
obrigatório para realizarem as atividades. Estes trabalham com metade da
turma a cada vez, buscando-os na sala de aula para brincarem livremente. O
início do empréstimo de brinquedos acontecerá assim que o sistema de
catalogação e indexação, desenvolvido especialmente para isto, for concluído.

�4 PROCESSO TÉCNICO DE BRINQUEDOS

O LABRINCA, num projeto interdisciplinar, envolve profissionais de
diversas áreas do conhecimento humano e, dentre seus objetivos, destaca-se o
de desenvolver a experiência permanente de sistemas de organização,
catalogação e indexação de brinquedos e de jogos para utilização e empréstimo
de seu público-alvo.
De quase nada adiantaria possuir um acervo ilimitado de brinquedos e
jogos, de diferentes tipos e qualidades, se não soubéssemos o modo correto de
guardá-los, não facilitássemos o seu acesso, nem pudéssemos acompanhar sua
trajetória dentro da brinquedoteca. Torna-se, então, necessário, inseri-lo num
sistema que permita tais procedimentos, para que se possa desenvolver uma
maneira única de gerenciá-lo.
Partindo da adequação da planilha de inserção de dados existente, a
mesma foi reformulada aos padrões do Machine Readable Cataloging (MARC) e
do Código Anglo-american Cataloging Rules (AACR2).
Mas havia a questão da classificação e, classificar é o ato de analisar e
determinar o conteúdo do assunto de um documento, selecionar a categoria de
assunto sobre o qual deve ser arquivado e determinar o número da pasta de
arquivamento adequado para a recuperação subseqüente. (CASTRO, 1985, p.
227, apud ARRUDA, CHAGAS, 2002, p.57).
Buscando referências sobre classificação de brinquedos e por orientação
nas visitas executadas, optou-se pela classificação psicopedagógica dos
brinquedos e jogos, que fundamentou-se na Psicologia da Criança de Piaget,
Wallon

e

psicanalistas

como

Ericson,

Freud,

Klein

e

Winnicott

(KISHIMOTO,1997), a International Council of Children’s Play (ICCP), que tem
sua sede na Alemanha e é utilizada por diversas brinquedotecas em todo mundo.
A International Council of Children´s Play (ICCP), divide os brinquedos em
7 áreas específicas, sendo que cada classe de brinquedo possui uma cor

�específica, fixadas tanto no brinquedo quanto nas estantes, por fitas coloridas,
assim representada:
Classe 1: atividades sensórios-motoras;
Classe 2: atividades físicas;
Classe 3: atividades intelectuais;
Classe 4: representem o mundo técnico;
Classe 5: o desenvolvimento afetivo;
Classe 6: atividades criativas;
a) Classe 7: desenvolvem relações sociais.

Coube a Raquel Zumbano, do Conselho Consultivo da Fundação ABRINC
a alteração e atualização do ICCP para a realidade brasileira (KISHIMOTO,1997),
acrescentando-se cores, pela equipe do LABRINCA, para facilitar a organização
e busca do brinquedo, que por sua vez é fixada, tanto no brinquedo quando na
estante, ficando assim as categorias:
1) Vermelho: Brinquedos da primeira idade, denominado sensório-motores;
2) Azul escuro: Brinquedos para atividades físicas;
3) Amarelo: Brinquedos para atividades intelectuais;
4) Verde: Brinquedos que reproduzam o mundo técnico;
5) Rosa: Brinquedos para o desenvolvimento afetivo;
6) Azul claro: Brinquedos para atividade criativas; e
7) Cinza: Brinquedos para relações sociais.

Quanto à classificação de brinquedos, é bom lembrar que esse
procedimento

“ajudará

a

mantê-los organizados de forma funcional e,

principalmente, conhecendo cada brinquedo, ela ajudará a quem trabalha com
eles na indicação de seu empréstimo”(ALTMAN, 1998, p. 157). Deve-se observar
também a compatibilidade do sistema de classificação com os objetivos da
brinquedoteca (CUNHA, 2001).
Definida a classificação, partimos então para criação e organização de um
banco de dados, com uma diversidade de campos, atendendo a padronização
adotada, para o preenchimento de todas as informações que atendam aos

�brinquedos. Envolvendo os aspectos físicos e pedagógicos dos brinquedos e
jogos. Portanto, a definição de qual banco de dados se usaria dependeria da
análise sobre o qual responderia sobre o armazenamento, inter-relacionamento,
recuperação e manipulação simultânea de todo o acervo.
Um sistema de gerenciamento de dados conduz todo o direcionamento dos
trabalhos, no tratamento técnico de acervos. Conduz, igualmente, ao sucesso e a
busca da qualidade no atendimento ao usuário, além de proporcionar dados
estatísticos e a geração de relatórios para a boa administração da brinquedoteca.
Questões como: Que brinquedo é mais utilizado? Quem mais o utilizou? Quem foi
o último a utilizar determinado brinquedo? Em que data? Quantos empréstimos
são feitos diariamente? Quais e quantos títulos de brinquedos a brinquedoteca
possui? Quantos exemplares de determinado brinquedo a brinquedoteca possui
relacionando-o a determinada categoria? Quais e quantos brinquedos são
destinados à determinada idade? Qual o brinquedo mais caro? Qual o mais
barato?
Enfim, são perguntas importantes e pertinentes ao dia a dia de uma
brinquedoteca e, se for utilizado um bom gerenciador de banco de dados, o
acervo estará pronto para atender a demanda, com qualidade, rapidez e
eficiência, além da plena satisfação dos usuários e da equipe técnica, a qual
poderá apresentar os resultados de forma real, em sua prestação de contas e/ou
a qualquer momento, quando necessário.
Relata-se o quanto é importante, neste momento, o trabalho em parcerias,
os projetos multidisciplinares e o LABRINCA foi criado e está se desenvolvendo
pelo trabalho entre várias áreas. Neste momento, ocorreu a pergunta: até que
ponto o Pergamum (Gerenciador de Acervo da Biblioteca Universitária (BU) da
UFSC) que irá gerenciar o acervo de brinquedos e jogos infantis do LABRINCA,
está adequado para atender suas especificidades?
Coube ao bibliotecário integrante deste projeto as respostas. Em contato
com o Setor de Tratamento Técnico da BU e o Setor de Informática, iniciou-se a
viabilização do Pergamum como banco de dados para o LABRINCA. Muitos
ajustes se fizeram necessários, contatos com o proprietário do software, a

�Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Paraná, a alteração de códigos e
aberturas de campos. Enfim, com o conhecimento de cada um, em sua área
específica, o apoio da direção e funcionários da BU e da própria PUC/PR, a partir
de novembro de 2003, passou a inserir o acervo de brinquedos do LABRINCA no
banco de dados da BU, com acesso via Internet a toda a comunidade universitária
e em geral, através do endereço http://www.bu.ufsc.br.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O principal objetivo da brinquedoteca de propiciar a garantia do acesso a
uma variedade de jogos e brinquedos aos alunos do Colégio de Aplicação,
através de um espaço lúdico para a expressão e experimentação da cultura
infantil foi concretizado, tendo neste ano como principais usuários a participação
dos alunos do ensino fundamental do Colégio Aplicação da UFSC.
Um dos objetivos principais do LABRINCA constam alguns procedimentos
como: organização, catalogação e indexação dos brinquedos e de jogos para a
utilização e empréstimo está aos poucos se realizando.
Iniciado em 2002, inaugurado em maio de 2003, hoje, o LABRINCA atende
em torno de 300 usuários por semana, conta com 52 títulos de brinquedos
processados tecnicamente e disponibilizados

aos usuários, via Internet

(http://www.bu.ufsc.br), cabendo aqui ressaltar, a disponibilização da imagem
digitalizada dos brinquedos, das embalagens e dos manuais de instrução (regras),
com isso a criança conhecerá o brinquedo, saberá como brincar e identificá-lo na
estante, no momento da pesquisa.
Tem como recursos humanos, uma coordenadora e três alunos-bolsistas
(Educação Física, Biblioteconomia e Psicologia), que a cada semestre lutam para
manter a bolsa e/ou conseguir novas bolsas para continuar o trabalho e, vários
outros professores de outras áreas, citados anteriormente, que dedicam algum
tempo ao LABRINCA. Não esquecendo, o trabalho incansável do bibliotecário,

�responsável por todo o tratamento técnico do acervo e a busca constante pelo
padrões biblioteconômicos, adequando-os as tecnologias de ponta.
Atualmente, estuda-se a implantação de uma etiqueta de 1 x 2 cm, com a
cor respectiva do brinquedo, na tela do computador, no momento da pesquisa,
próximo ao número de classificação, para que a criança relacione com as tarjas
fixadas na estante e no próprio brinquedo. Na realidade, não se para de pensar e
recomeçar várias etapas, aperfeiçoando-as ao dia a dia da brinquedoteca. A
contribuição vem de vários lados, pois, as crianças, em seu brincar e depois
guardar, muitas vezes nos apresentam soluções não pensadas e, este, sem
dúvida é um dos grandes resultados, pois, neste ambiente de brincar, as crianças
tendem a descobrir-se e trazer à tona suas capacidades e habilidades
específicas.
Assim, o desenvolvimento dos estágios e pesquisas realizadas pelos
professores e alunos das disciplinas envolvidas dos cursos de graduação:
Psicologia da Aprendizagem, Metodologia do Ensino de Educação Física,
Literatura Infantil e Juvenil, Estágio Supervisionado de Biblioteconomia e
Educação Física, Recreação Infantil, Recreação e Lazer e Introdução ao Design
ocorreram por meio de viagem de estudos interdisciplinar, visitações ao
LABRINCA,

participação das Oficinas Lúdicas,

grupos de estudos e de

planejamento interdisciplinar ocorridas freqüentemente, sobretudo com os alunos
bolsistas envolvidos e das atividades por eles desenvolvidas.
Como conseqüência da consolidação deste espaço, o que se observou foi
a maior integração dos conteúdos sobre infância/ludicidade nas diferentes
disciplinas dos vários cursos e, conseqüentemente, o aumento na produção e
divulgação científicas sobre o tema. Da mesma forma, a implementação de
atividades práticas para os alunos do Colégio de Aplicação e comunidade próxima
à UFSC, como recurso metodológico para a formação docente/discente,
possibilitou uma maior articulação entre teoria e prática, além de ampliação do
universo de referências à comunidade pelos alunos, professores e pesquisadores
da UFSC.

�ABSTRACT
The University Library of the Federal University of Santa Catarina (UFSC)
intends to democratize the access and use of all the books and other
publications which are distributed among its various subunities and has began
to work technically with the inclusion of toys into the database of a specific
sector: the Laboratory of Toys of the Colégio de Aplicação (LABRINCA).
Therefore the library has done a research into the development of a methodology
for using the managing software "Pergamum". LABRINCA is also developing
together with other departments the extension project of a collection of toys
and is going to organize, deal with and make accessible all these toys to the
schoolchildren and the university community. So the laboratory has been thought
as a space for study and expression of infantile culture which manifests itself
mainly Through playing.
KEYWORDS: Toys collection. Classification of toys. Collection of toys –
organization. School library.

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____________________. Pró-Reitoria de Ensino de Graduação. Projeto de
Extensão. Brinquedoteca experimental como espaço interdisciplinar de
formação inicial e continuada. Florianópolis: UFSC, 2002.
VYGOTSKI, L. S. Pensamento e Linguagem. SP: Martins Fontes, 1987.

∗

Bibliotecário – Coordenador do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca Universitária, UFSC
elson@bu.ufsc.br Universidade Federal de Santa Catarina, Biblioteca Universitária,
Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil
∗∗
Bibliotecária e Professora do Departamento de Ciências da Informação,
UFSC
gleisy@cin.ufsc.br Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Ciências da
Informação. Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil
∗∗∗
Professora de educação-física, Coordenadora do LABRINCA e das Séries Iniciais do Ensino
Fundamental do Colégio de Aplicação,UFSC leilapeters@yahoo.com.br Universidade Federal de
Santa Catarina, Colégio de Aplicação, Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visa a democratização do acesso e do uso de todo o acervo da universidade que está distribuído em várias sub-unidades, iniciou tratamento técnico para a inclusão de brinquedos na base de dados para um setor específico - o Laboratório de Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA). Para isso, através desta biblioteca, foi feita uma pesquisa para o desenvolvimento de uma metodologia de utilização do software gerenciador “Pergamum”. O LABRINCA que, em parceria com outros departamentos desenvolve o projeto de exten como espaço de estudo e de expressão da cultura infantil que manifesta-se, sobretudo, através do brincar.</text>
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                    <text>A AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS DE MONOGRAFIAS DO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP: HISTÓRICO E ANÁLISE
Elaine Aparecida de Lima∗
Ana Regina Machado Moreira de Carvalho
Francisca Olinda Raposo Monsanto
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente

RESUMO

Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que
nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas
de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a
cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual,
o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de
livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da
UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua
implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação
as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação
do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o
aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização
deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que
refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias,
além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP (SBU).
PALAVRAS-CHAVE: Catalogação - Automação. Tecnologia da informação. Virtua
(Software). Bookwhere (Software). Universidade Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
Este estudo consiste em um histórico e análise da automação dos catálogos
de monografias, especificamente de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs Trabalhos de Conclusão de Curso do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
focalizando principalmente, os

recursos tecnológicos utilizados e as razões que

motivaram as mudanças ocorridas.

�A principal justificativa para sua elaboração é a importância de se relatar o
histórico da automação do SBU, que promoveu ao longo destes anos, a criação de
uma infra-estrutura mais eficiente no desenvolvimento de mecanismos, para rápido
acesso e recuperação da informação. Outra razão consiste no fato das bibliotecas
universitárias brasileiras serem precursoras no uso de tecnologias de informação no
País.
O relato desta experiência descreve como ocorreu o processo de seleção,
desenvolvimento, implantação e atualização dos softwares de gerenciamento dos
catálogos automatizados e esperamos que possa servir como subsídio à tomada de
decisões para a automação de outras bibliotecas.

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – UNICAMP
A instalação oficial da UNICAMP data de 05 de outubro de 1966, apesar de ter
sido criada em 1962, sendo a Faculdade de Medicina, atualmente Faculdade de
Ciências Médicas (FCM), a primeira de suas Unidades a ser autorizada a funcionar,
em 1963. O campus principal está situado no distrito de Barão Geraldo, em
Campinas-SP e tem o nome de seu fundador e idealizador, Prof. Zeferino Vaz.
(UNICAMP, 2004)
Seu acervo geral de monografias era de 594.264 exemplares tombados, em
maio de 2004, sendo que 317.404 títulos e 529.535 itens já estavam disponíveis em
seus catálogos automatizados.
Nesse registro histórico da automação dos catálogos, assinalamos também
que, em 2004, houve a união da Seção de Monografias e Materiais Especiais com a
parte de recebimento e registro de Periódicos, motivada pelo Programa de
Certificação de Unidades e Órgãos, instituído pela UNICAMP.

�3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP – SBU
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) está diretamente subordinado à
Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e tem como incumbência: prover apoio
aos programas de ensino, pesquisa e extensão, definir a política de desenvolvimento
dos diferentes acervos que compõem as bibliotecas da Instituição, possibilitar às
comunidades universitária e científica o acesso à informação armazenada e gerada
na UNICAMP, promover o intercâmbio de experiências e acervos e proporcionar
educação continuada aos profissionais das Bibliotecas. (SBU, 2004a, p.14). O
Sistema é composto pela BC (Biblioteca Central), 18 bibliotecas seccionais, alocadas
nas unidades de ensino e pesquisa e 2 arquivos alocados em centros de pesquisa,
atendendo às áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.

4 BREVE HISTÓRICO DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS
A

necessidade

de

aperfeiçoamento

e

modernização

das

práticas

biblioteconômicas sempre existiu, em função da própria evolução da ciência, com a
geração de um número cada vez maior de informações técnico-científicas e mesmo
dos avanços tecnológicos na área de informação. Em vista disto, datam da virada do
século XX, mais precisamente 1901, os primeiros passos em direção à cooperação
entre bibliotecas, com o início da publicação e venda de fichas catalográficas pela
Library of Congress - LC (EUA).
No final dos anos 60, com o desenvolvimento da computação iniciada na
década anterior, surgem o projeto MARC (Machine Readable Cataloging) e o MARC
II, desenvolvido pela LC, que serviu de base para outros formatos, inclusive o
internacional, que é o UNIMARC. O MARC é um formato, isto é, um padrão para
entrada de informações bibliográficas em computador, que reorientou os recursos
tecnológicos da época, na incorporação da catalogação tradicional, porém,
constituiu-se em um processo de mecanização, ou seja, de uso da máquina e não de
automação. No que se refere à automação, propriamente dita, surgiram sistemas de

�gerenciamento automatizado de informações científicas como o ISIS (Integrated
Scientific Information System). (MEY, 1995, p. 27, 29)
Em 1972, Alice Príncipe Barbosa apresentou sua dissertação de mestrado a
respeito do projeto CALCO (Catalogação Legível por Computador), baseado no
MARC II. Em 1977, a Biblioteca Nacional (BN) lança suas instruções para a
colocação das informações padronizadas nas planilhas manuais, as quais iriam
alimentar a entrada de dados no CALCO e por isso a FGV adotou esse formato, o
qual foi implantado em 1980. Ainda na década de 80, a Rede passou a chamar-se
BIBLIODATA/CALCO e houve a entrada da BN (1982), o que fez dela, a rede
nacional por excelência para acervos multidisciplinares. (MEY, 1995, p. 33).
Em 1995, a Rede já contava com 800 mil registros e 63 Instituições
cooperantes, o que correspondia a mais de 200 bibliotecas e tinha como padrões o
MARC e o AACR2 e por isto era perfeitamente compatível com sistemas
internacionais de intercâmbio de registros bibliográficos. Ambos os catálogos, o
coletivo, e de cabeçalhos autorizados de nomes e assuntos, eram em microfichas,
com atualizações periódicas. Ainda em 1995, foi lançado o catálogo coletivo em CDROM, em dois volumes: um para obras em português e outro para obras em inglês e
outras línguas.

5 A EXPERIÊNCIA DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS NO SBU (SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP)
Durante o levantamento do histórico da automação do acervo de monografias
da UNICAMP foi encontrado um documento, datado de 1982, elaborado por
bibliotecários do Subsistema de Processamento Técnico (SPT) da Biblioteca Central,
intitulado “Fontes de Estudo de Fatos para a Análise do Sistema”, de especial
importância para esse histórico, pois descrevia e analisava as rotinas envoltas no
“processamento técnico” daquela época, de periódicos e “não periódicos (livros,
teses, monografias em geral, além de materiais audiovisuais, que incluíam

�microformas, partituras, diafilmes, transparências, filmes, microfilmes, discos, mapas,
fitas gravadas, microfichas)”, assim definidos, identificava as dificuldades e
recomendava a automação do processamento técnico de ambos os materiais e o
início imediato da automação pelos periódicos. Eles receberam prioridade devido à
necessidade de controle das assinaturas.
Assim, em 1982, deu-se início às ações para a automação das rotinas de
aquisição de assinatura dos periódicos. Em 1984 houve a automação do registro e
controle do recebimento dos periódicos, e o início da alimentação do Catálogo
Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN), mantido pelo IBICT e a partir de
1985, começaram várias outras iniciativas de automação para melhorar a área de
periódicos.
Para fins de delimitação desse estudo, porém, é necessário dizer que ele tem
como objetivo principal a automação dos catálogos de monografias, os quais podem
ser entendidos aqui, como os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs
da UNICAMP, atualmente disponíveis na Base ACERVUS, que tem como plataforma
o software VIRTUA, dos quais trataremos depois. Os materiais especiais, ou
audiovisuais, como eram discriminados em 1982, foram minimamente processados
em algumas unidades do Sistema. Atualmente, porém, estão sendo estudados os
parágrafos MARC a serem adotados e parametrizados no VIRTUA, referentes a
estes materiais, para sua conseqüente catalogação e disponibilização na Base e por
isto não foram abordados neste trabalho. Contudo, cabe citar que a partir de 2000,
devido às necessidades dos próprios usuários do Sistema, os CD-ROMs e fitascassete começaram a ser catalogados. Estes materiais também não foram
abordados por estarem em fase de estudos complementares.
Em 1989 o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), com o objetivo de
modernizar os catálogos de monografias e torná-los compatíveis com padrões
estabelecidos, começou o trabalho de automação com a integração à Rede
BIBLIODATA/CALCO da Fundação Getulio Vargas, por tratar-se de uma rede
nacional de catalogação cooperativa. A participação na Rede cooperativa propiciou o

�compartilhamento de serviços e acesso à informação e com isso, o acervo da
UNICAMP passou a estar visível para as outras instituições cooperantes.
Em princípio, o trabalho de catalogação cooperativa, era realizado pela Seção
de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UNICAMP, da seguinte forma: o
material bibliográfico era catalogado em planilhas manuais fornecidas pela FGV e
depois era digitado e encaminhado em disquetes à Fundação, para a geração das
fichas catalográficas. No caso de serem detectados erros de inserção dos dados, a
FGV gerava relatórios de inconsistência, os quais eram encaminhados à Seção de
Processamento Técnico, para as devidas correções. Então, esses registros eram
novamente digitados em planilhas com as alterações necessárias e reenviados a
FGV. Este processo era lento, o que prejudicava a disponibilização dos registros
bibliográficos para nossos usuários, podendo, inclusive, gerar entradas duplicadas de
uma mesma obra, durante esse trâmite.
Nesta fase, o próprio trabalho de catalogação era dividido em dois grupos: ao
primeiro cabia a parte das diversas pesquisas nas microfichas e execução das fichas
de autoridades de nomes pessoais, entidades coletivas, assuntos tópicos e
geográficos, visando a padronização das entradas e a alimentação da Base de
Autoridades da Rede, além das informações referentes às obras pesquisadas, as
quais eram passadas para o outro grupo. O segundo, fazia a catalogação
propriamente dita, com a descrição bibliográfica feita nas planilhas adotadas pela
FGV. Havendo, ainda, o trabalho de digitação das mesmas, por um grupo de apoio,
após o qual, eram geradas longas listagens para serem conferidas e corrigidas,
antes de serem enviadas para a GV, em disquetes. Passamos, após algum tempo,
para a fase em que cada catalogador fazia todo o trabalho desde as pesquisas até o
preenchimento das planilhas, restando ainda, a digitação pela equipe de apoio.
A FGV criou, então, o sistema de catalogação via CD-ROM e os
catalogadores passaram a executar todas as rotinas, inclusive a validação dos dados
para a FGV e as próprias cargas de dados para a Base ACERVUS.

�Como resultado do trabalho integrado de catalogação cooperativa com o
BIBLIODATA/CALCO, todas as Bibliotecas da UNICAMP recebiam fichas com seus
devidos desdobramentos dos materiais catalogados. Trimestralmente, a BC recebia
da FGV, fita magnética com os dados atualizados da coleção, que eram enviados
para o CCUEC (Centro de Computação), que processava e disponibilizava a
atualização do catálogo coletivo via Stairs. Estes dados podiam ser acessados
através de softwares decodificadores como o Stairs da IBM, já citado, e Micro-Isis, da
UNESCO.
Em relação à escolha das obras a serem catalogadas, o Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP adotou os seguintes critérios: priorizar as aquisições novas,
adquiridas através de compra ou doação, títulos mais usados, identificados após
estudo de uso, teses geradas na UNICAMP, atuais ou antigas, e títulos equivalentes
de obras em línguas, editoras e edições diferentes, e segundo Zanaga (1994), com
cotas mensais para as diversas Bibliotecas do Sistema. Ainda, segundo a citada
autora, “quando todo o material novo se esgotava, eram enviadas a Seção de
Processos Técnicos da Biblioteca Central, fichas catalográficas de livros já
processados em épocas anteriores à adoção do CALCO”. Cabe, ainda, ressaltar que
o Instituto de Economia (IE) tomou a decisão de catalogar na sua biblioteca todo o
seu acervo, no momento em que a UNICAMP entrou no BIBLIODATA/CALCO.
Existiram também estudos e projetos de conversão retrospectiva, para que se
aproveitasse a catalogação anteriormente feita, desde que mantido o padrão MARC,
procurando assim, integrar a coleção corrente e a retrospectiva. Dentre estes
projetos de conversão, merece destaque o que foi feito com a Online Computer
Library Center - OCLC (USA), através do WorldCat, de onde foram adquiridos 10.000
registros de fichas catalográficas, já prontas e inicialmente identificadas, via CatCD1,

1

CD-ROM que apresentava diversas bases de dados e tem como funções a exportação,
manipulação e indexação por diversos pontos de acesso e a geração de fichas
catalográficas, conforme Oliveira. (1998, p. 42)

�por se tratarem de obras estrangeiras existentes em nossos catálogos, mas não
encontradas na Rede de cooperação.
Os dados foram analisados, comparando-se o formato CALCO com o
USMARC, e a metodologia para o processo de conversão foi desenvolvida pelos
catalogadores da BC, iniciando-se assim, o Projeto de Conversão Retrospectiva –
RECON, desenvolvido com o apoio da Fundação Vitae e IBICT/CNPq. Com este
projeto foram gerados arquivos de dados, os quais foram exportados para o catálogo
coletivo da Rede BIBLIODATA/CALCO.
Em 1992 começa a segunda fase da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, com a implantação de uma Base local de monografias,
através do Sistema SABi (Sistema de Automação de Bibliotecas). Este Sistema foi o
resultado de um convênio entre a Fundação Universidade do Rio Grande-RS
(FURG), a Fundação Getúlio Vargas e a IBM do Brasil. Em uma segunda versão, o
SABi2 foi criado com o objetivo de desenvolver e implantar um sistema de
automação de bibliotecas, que permitisse a integração desse sistema ao processo de
catalogação cooperativa, baseado no padrão nacional de intercâmbio de
dados bibliográficos. Permitia a recuperação por: autor, título e termo livre, além do
acesso online.
Em 1993, como produto gerado, destaca-se a participação da UNICAMP no
Banco de dados das três Universidades Estaduais Paulistas, o UNIBIBLI,
inicialmente em CD-ROM e agora, também, via Internet, o UNIBIBLIWEB com “busca
integrada

nas

bases

referenciais

ACERVUS/UNICAMP,

DEDALUS/USP

e

ATHENA/UNESP” (SBU, 2004b).
Por volta deste período, passamos internamente, pela migração dos dados já
existentes na UNICAMP em formato MARC, para o formato HTML. A UNICAMP
através da Biblioteca Central e do Centro de Computação da Universidade –
CCUEC, realizou um convênio com a Altavista Inc., o qual permitiu a migração dos
dados da UNICAMP, em MARC, para o formato HTML e com isso foi feita a

�conversão de cerca de 143.000 registros bibliográficos e 219.333 registros de itens já
existentes. Nesta interface da Base ACERVUS com Altavista, na Web, o usuário
tinha opção de busca simples: autor, título, ou busca avançada, a qual permitia o uso
de operadores booleanos.
Já no final de 1996, a FGV fez a mudança do formato CALCO, uma variante
do MARC, para o formato MARC propriamente dito. Assim, passou a trabalhar em
um padrão internacionalmente reconhecido e compatível. Em 2000, a FGV atualizou
de MARC para MARC21.
Estatisticamente, a UNICAMP contribuiu com 177.977 implantações e 95.745
cooperações como participante da Rede BIBLIODATA/CALCO até maio de 2004.
Catalogamos, ainda, 23.025 obras através do sistema CopyCat do BookWhere.

6 SOFTWARE VIRTUA
A UNICAMP, iniciou em 1995, o processo de estudo, definição, aquisição e
implantação de um software de funções integradas, para a automação de seu
Sistema de Bibliotecas, modernizando e atualizando o plano de automação anterior,
iniciado com os periódicos em 1982, passando, portanto, a dar início a uma nova
reestruturação dos seus catálogos automatizados.
A proposta apresentada por Villalobos (1995, p. 6) para a aquisição de um
software integrado e da infra-estrutura física necessária para as bibliotecas da
UNICAMP, tinha como objetivo geral a modernização, a modificação de conceitos e
da arquitetura do “Plano de Automação do Sistema de Bibliotecas”, existente na
época. Os objetivos específicos que dela constavam resumem-se em:
­ Melhorar as condições de pesquisa e docência no que refere ao apoio bibliográfico
e informacional, através da maior rapidez e eficiência nos serviços aos usuários
internos e externos;

�­ Propiciar

as

integrações

do

Sistema

de

Bibliotecas

(trabalhando

com

centralização/descentralização das rotinas, conforme as necessidades e status de
cada biblioteca) e das funções de biblioteca, catalogação, aquisição, circulação e
controle dos materiais bibliográficos;
­ Disponibilizar os acervos bibliográficos das 19 bibliotecas do Sistema, inclusive o
retrospectivo desde 1990, facilitando o acesso interno (integração à Rede UNINET) e
externo (via Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP/INTERNET), através de um
sistema de recuperação mais potente e ágil (Online Public Access Cataloging –
OPAC).
Durante os procedimentos para a definição da proposta de compra do
software foi constituída uma comissão, chamada de “Grupo de Discussão”, na qual
estavam representadas as várias categorias da comunidade universitária. O pedido
de financiamento foi feito à FAPESP.
Para a escolha do software, o Grupo de Discussão analisou a literatura
especializada, as propostas dos fornecedores e fez testes para chegar a definição do
produto mais adequado, sempre tendo como critério básico a adoção de um sistema,
o qual privilegiasse “uma arquitetura aberta, com conceito cliente/servidor,
acompanhando assim, as tendências internacionais” (VILLALOBOS, 1995, p. 4)
As características exigidas do software foram: facilidade de uso, condições
dos fluxos de serviços, padrões, capacidade de importação e exportação de registros
de outras bases, suporte para clientes, performance, flexibilidade e adaptabilidade a
mudanças, recursos para integrar os bancos de dados já existentes, com ferramenta
para geração de arquivos e relatórios, base de dados distribuída, adoção de padrões
como interface gráfica Motif e Windows), Bosix, Protocolo TCP/IP, custos. Além de
possuir funções integradas de aquisição, catalogação, catálogo online de acesso
público, circulação, empréstimo entre bibliotecas e divulgação do acervo com regras
passíveis de serem parametrizadas e totalmente integradas.
O software que preencheu os requisitos foi o VIRTUA, fornecido pela VTLS
(Virginia Technical Library Science Inc.). Ele adotava o MARC, o que permitiu uma

�melhor interação com outras bases, para cooperação e intercâmbio de acervos e
serviços. Além de ser um software de gerenciamento de bibliotecas integrado, com a
capacidade para promover o relacionamento entre os módulos e/ou funções
desenvolvidas pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, dentre elas a catalogação.
Em março de 1997, teve início o processo de implantação do novo software,
primeiramente com os Grupos de Estudos por Funções – GEs (de catalogação,
periódicos, referência e circulação). Eram os grupos especialistas, os quais deveriam
estudar, traduzir e preparar a entrada do VIRTUA no Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP.
O VIRTUA foi implantado no SBU em 10 de dezembro de 1999, com os
módulos: catalogação, OPAC e relatórios. Em outubro de 2002, veio o módulo de
circulação, inicialmente com dois pilotos, o Instituto de Economia (IE) e o Instituto de
Física (IFGW). Nos anos seguintes, o módulo de circulação foi sendo incorporado
pelos demais Institutos e Faculdades.
O VIRTUA por ser um software de funções integradas, ainda está em fase de
estudos e implantações, porém contamos atualmente com a função de circulação, já
implantada, e existem outras funções com os estudos bem adiantados. Durante esta
fase de implantação, o VIRTUA coexistiu com o Altavista, aplicativo antes
responsável pela disponibilização do catálogo da UNICAMP, via Web.
Entre os ganhos obtidos com o VIRTUA pode-se destacar:
­ Autonomia no gerenciamento da Base ACERVUS, ou seja, independência para
fazer a atualização dos dados locais;
­ O crescimento exponencial do número de registros na Base ACERVUS, devido
às facilidades que ele oferece na hora de dar cargas aos bancos de dados dos
registros novos, quer sejam implantações, cooperações, catalogação copiada ou
itens idênticos aos já existentes. Sendo que esses últimos podem ser imediatamente
acrescentados à Base, ou seja, há uma atualização em tempo real dos dados
inseridos, para o usuário;

�­ Facilidade para utilização de outras fontes de pesquisas, tais como as Bibliotecas
Nacionais, quer sejam do Brasil ou de outros países, Cabeçalhos de assunto e
autoridades da Library of Congress, e também, o uso de aplicativos, que capturam e
importam registros de bases de dados de domínio público, disponíveis na Web ;
­ Quanto ao fator humano, sublinhamos o crescimento do grupo com a integração
e a troca de conhecimentos entre profissionais de diversas áreas, quando da escolha
e parametrização do software, e principalmente, a constatação de nossa autonomia
para gerar e administrar as informações que compõem a nossa Base ACERVUS;
­ A grande capacidade de armazenamento e importação de dados, além da
compatibilidade com sistemas que permitem a catalogação copiada, como é o caso
do aplicativo BookWhere, que veremos em seguida;
­ O VIRTUA também trás consigo a possibilidade da incorporação de novas TIs
(Tecnologias de Informação), por estar em constante evolução e definição de
políticas que atendam as novas formas de tratamento da informação. Haja vista, o
artigo de Kenney (2003), onde o presidente da VTLS, Carl Grant, discute alguns itens
relacionados ao futuro dos sistemas integrados de Bibliotecas: a) como colocar
informação na Web usando XML, b) o desenvolvimento dos sistemas, c)
metasearching, d) sistemas integrados versos sistemas com integração. A respeito
deste último item Carl Grant relata que: “The functional integration of systems is
absolutely where we are headed.”
Logo a seguir apresentamos uma tabela com a evolução da Base ACERVUS,
a partir da implantação do VIRTUA. Podemos observar que houve um crescimento
significativo no número de registros inseridos, com alguns fatores variantes, como os
projetos de catalogação, nos quais devido ao aumento do número de pessoas para a
alimentação da Base, ocorreu um crescimento proporcional na quantidade de
registros. Existem ainda variações nos números da inserção de autoridades, devido a
ajustes feitos, como a exclusão de duplicidades de entradas. Estas alterações dos
índices só foram possíveis com a autonomia proporcionada pelo VIRTUA.

�Tabela 1

Anos

Registros
Bibliográficos

Itens
Bibliográficos

Autoridades
(Autores
pessoais,
entidades,
assuntos e
outros)

1999

179.868

249.333

854.221

2000

24.613

32.634

835.730

2001

22.619

35.823

835.730

2002

44.819

93.957

835.729

2003

34.363

68.914

854.221

2004

9.285

18.368

854.221

Observações

Início do VIRTUA
Conversão de
Registros
Ajuste de
Autoridades

Projeto IFCH

Dados até Junho

Fonte: Módulo de relatórios do VIRTUA - emitidos pela área de Tecnologia de Informação SBU em junho de 2004.

7 BOOKWHERE
Desde 2001, o SBU vem fazendo uso de uma nova tecnologia, com o intuito
de agilizar o trabalho de catalogação do seu acervo bibliográfico, que é o aplicativo
BookWhere, desenvolvido pela Sea Change Corporation (Canadá), que usa o
protocolo de comunicação Z39.50 e o Internet Explorer, para acessar e importar
registros de diversas bases de dados de domínio público, disponíveis na Internet. Na
versão 3.3.0 do BookWhere, utilizada atualmente pela UNICAMP, existem cerca de
705 bases de dados, com a maioria dos registros catalogados em formato MARC.
O método para o uso do BookWhere foi desenvolvido pela Diretoria de
Processos Técnicos e tem como objetivo a importação e o tratamento do registro
bibliográfico selecionado, respeitando seu formato original e ao mesmo tempo
adequando aos padrões locais, como o AACR2, por exemplo. O tratamento do
registro consiste em manter a fonte da catalogação original, a qual é identificada no
parágrafo 040 e ainda confirmada pela indicação, no parágrafo 950, de que trata-se

�de uma catalogação copiada. Os campos de identificação local das Instituições das
quais os registros são importados, são excluídos e substituídos pelos campos
identificadores de nossa Instituição no VIRTUA. Outros campos são acrescentados
ou substituídos, conforme padrões locais, dentre eles, o número de chamada, notas
locais, cabeçalhos de assunto e número de tombo.
Os cabeçalhos de assunto em língua estrangeira são mantidos, mas com a
alteração dos indicadores, para que não sejam geradas entradas no índice de
assunto. Entretanto, eles são precedidos dos nossos cabeçalhos em língua
portuguesa.
O BookWhere está agilizando a catalogação do material bibliográfico, quer
seja das novas aquisições, ou mesmo do acervo retrospectivo do SBU, pois em
média foram catalogados 7% de todo o acervo, desde o início de sua utilização.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Algumas constatações podem ser feitas a partir do histórico da automação dos
catálogos de monografias da UNICAMP. Dentre elas, podemos citar a necessidade
de um período de adaptação, para a incorporação de uma nova tecnologia de
informação, no que refere a automação de catálogos, o que se deve às etapas de
desenvolvimento, parametrização, implantação e até mesmo, da efetiva utilização
dos catálogos automatizados. Neste contexto, surge a necessidade da busca de
saídas alternativas, para diminuir o tempo e os custos despendidos no processo de
automação dos catálogos.
Para esta agilização, sugestões válidas seriam o acompanhamento de
experiências de uso de tecnologias correlatas, tanto em âmbito nacional, como
internacional, e o estabelecimento de parcerias entre instituições envolvidas em
atividades paralelas.

�A Catalogação procurou sempre zelar pela qualidade da informação da Base,
e tão importante quanto o suporte neste processo, o VIRTUA também contribuiu com
a autonomia no tratamento dos catálogos, uma vez que passou a ser atualizada
primeiramente a Base ACERVUS e posteriormente a Rede BIBLIODATA da FGV,
eliminando assim a defasagem de dados, que até então ocorria, quando era feito o
processo inverso. Outro ponto importante que o VIRTUA proporcionou foi o
gerenciamento das bases de autoridades.
O VIRTUA ainda possibilitou o uso de aplicativos como o BookWhere, a
afirmação e reformulação de conceitos e a ampliação da gama de ferramentas, além
das possibilidades propiciadas por um banco de dados de grande porte, em sintonia
com as políticas mundiais de expansão e melhoria dos softwares integrados.

REFERÊNCIAS
KENNEY, B. The future of integrated library systems. Library Journal, jun., p. 36-40,
2003.
MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
OLIVEIRA, N. M.; et al. Compact Disc Cataloguing - CatCd: análise de um
instrumento para conversão retrospectiva no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 41-46, jan./jun. 1998.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. Planejamento estratégico: PLANES –
Fase II. Campinas, 2004. Disponível em: &lt;http://www.unicamp.br/bc/&gt;. Acesso em:
13 jun. 2004.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. A evolução do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. Campinas: SBU, 2004. 1 folder.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Biblioteca Central. Subsistema de
Processamento Técnico. Fontes de estudo de fatos para a análise do sistema.
Campinas, 1982.

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Portal da UNICAMP. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/&gt;. Acesso em: 21 abr. 2004.
VILLALOBOS, A. M. P. (Coord.). A informação como infra-estrutura para a
pesquisa na Universidade: modernização do plano de automação do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. Campinas: UNICAMP, Coordenadoria Geral da
Universidade, Sistema de Bibliotecas, 1995.
ZANAGA, M. P. Conversão retrospectiva e cooperação no processamento técnico de
materiais bibliográficos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 1994. p.5968.

∗

Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: ellima@unicamp.br
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: anare@unicamp.br;
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: olinda@unicamp.br;
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro Bibliotecária/Chefe da Seção de Monografias e Materiais
Especiais/SBU/UNICAMP: maluci@unicamp.br; Gilmar Vicente Bibliotecário/Diretor do
Departamento de Tecnologia da Informação/SBU/UNICAMP: gil@unicamp.br; Universidade
Estadual de Campinas Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU R. Sergio Buarque de
Holanda, s/nCaixa Postal 6136 13081- 970 - Campinas - SP - Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="56011">
                <text>Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual, o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias, além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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  <item itemId="5120" public="1" featured="0">
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            <name>PDF Text</name>
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                <name>Text</name>
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                    <text>REPRESENTAÇÃO DINÂMICA DE DOCUMENTOS COM A UTILIZAÇÃO DE
ALGORITMOS GENÉTICOS

Edberto Ferneda∗

RESUMO
O desenvolvimento dos Algoritmos Genéticos, campo da Ciência da Computação
ligado à Inteligência Artificial, é baseado na teoria evolucionista de Darwin e nas
descobertas sobre a reprodução humana e a genética. Entre suas diversas áreas
de aplicação está a Recuperação de Informação (Information Retrieval). Neste
domínio, a utilização dos algoritmos genéticos pode ser considerada um novo
paradigma, pois rompe com a forma tradicional de representação de documentos
em um sistema de informação ao incorporar a tais representações características
evolutivas, dinâmicas, tal como em diversos sistemas naturais. Este artigo
apresenta um método de aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de
informação no qual possíveis representações de um mesmo documento podem
ser vistas como um tipo de “código genético”. Neste código genético um
cromossomo é representado por uma seqüência de uns e zeros, correspondendo
respectivamente à presença ou ausência de um determinado termo de indexação
na representação do documento. O conjunto das buscas realizadas pelos
usuários é visto como o “meio ambiente” no qual os documentos estão inseridos.
Nesse ambiente, as representações competem entre si na busca de uma
representação ótima para cada documento do corpus do sistema de informação.
PALAVRAS-CHAVE: Representação de documentos, Recuperação de
Informação, Algoritmos genéticos.

1 INTRODUÇÃO
Desde o surgimento dos primeiros computadores eletrônicos diversos
métodos computacionais foram propostos na tentativa de gerenciar o constante e
acelerado aumento das informações científicas, principalmente a partir da
Segunda Guerra Mundial. A maioria desses métodos se caracteriza pela
utilização de modelos matemáticos, criados a partir de hipóteses extremamente
restritas e aplicados de forma absoluta nos sistemas de recuperação de
informação. Em tais sistemas cada documento é geralmente representado por um
conjunto de termos de indexação ou palavras-chave, associados a um número

�que indica o grau de relevância do termo para a descrição do conteúdo do
documento.
Ferneda (2003, cap.4) apresenta detalhadamente diversos modelos
matemáticos (“quantitativos”) e argumenta que o processo de representação e
recuperação de informação é inerentemente impreciso, sendo sua modelagem
matemática possível apenas por meio de simplificações teóricas e da adequação
de conceitos subjetivos tais como o próprio conceito de “informação” e o conceito
de “relevância”. Estas simplificações geram limitações qualitativas que podem ser
percebidas nas atuais ferramentas de busca na Web.
Tendo em vista as limitações e o esgotamento dos modelos matemáticos,
surgem novas abordagens para o problema do tratamento da informação. Essas
abordagens buscam reduzir o caráter impositivo e absoluto dos sistemas
computacionais, atribuindo-lhes características evolutivas, tal como percebidas
nos sistemas naturais.
Diversas obras recentes apresentam os sistemas evolutivos como
alternativas aos tradicionais sistemas computacionais. Segundo Johnson (2003),
esse tipo de sistema apresenta um comportamento “emergente” (“botton-up”),
permitindo solucionar problemas relativamente complexos com o auxílio de regras
simples, inspiradas em mecanismos da natureza. Bentlet (2002) apresenta
diversos modelos computacionais inspirados em processos biológicos, tais como
as Redes Neurais e os Algoritmos Genéticos. Cordón et al (2003) analisam a
aplicação da Computação Evolutiva no desenvolvimento de sistemas de
recuperação de informação.
Este artigo apresenta um exemplo simplificado da utilização dos algoritmos
genéticos na representação de documentos de um sistema de informação. A
aplicação dos conceitos dos Algoritmos Genéticos permite o desenvolvimento de
sistemas “auto-organizáveis”, nos quais os usuários, através de suas buscas, são
elementos participantes do processo de representação dos documentos do
corpus do sistema.

�2 ALGORITMOS GENÉTICOS

Sabe-se hoje que todos os organismos vivos são constituídos de células
que possuem o mesmo conjunto de cromossomos. Os cromossomos são cadeias
de DNA (ácido desoxirribonucléico) que servem como “molde” na “fabricação” de
seres vivos. Um cromossomo é formado por genes que ditam os aspectos da
hereditariedade dos indivíduos. Pode-se dizer que cada gene é responsável por
uma característica do ser vivo: altura, cor dos olhos, a cor dos cabelos, etc.
Durante a reprodução cada um dos pais passa metade de seus cromossomos aos
filhos, em um processo denominado crossover. Durante esse processo, o material
genético pode sofrer mutações, tendo como conseqüência uma diversificação nas
características de um indivíduo.
Sobre a inerente casualidade do processo de reprodução age a seleção
natural, que seleciona os indivíduos cujas características os fazem mais
adaptados ao meio ambiente onde vivem. Esses indivíduos possuem mais
chances de sobreviverem e se reproduzirem, transmitindo assim seu material
genético para gerações futuras.
A primeira tentativa de representar matematicamente a teoria da evolução
das espécies foi apresentada no livro The Genetic Theory of Natural Selection de
Fisher (1930). Segundo o autor, a aprendizagem e a evolução são formas de
adaptação que se diferem apenas na escala de tempo. A evolução, em vez de ser
o processo de uma vida, é o processo de várias gerações. Como é feita
simultaneamente por um conjunto de organismos, a evolução torna-se mais
poderosa do que a aprendizagem.
Em meados da década de 60, John Holland (1975), juntamente com seus
alunos da Universidade de Michigan, desenvolveu diversas pesquisas com o
objetivo de estudar o fenômeno da adaptação como ocorre na natureza e
desenvolver modelos que pudessem ser utilizados em sistemas computacionais.
Os Algoritmos Genéticos (MITCHELL, 2002) são técnicas que simulam o
processo de evolução natural em uma população de possíveis soluções para um
determinado problema. A cada iteração do algoritmo (“geração”), um novo

�conjunto de estruturas é criado através da troca de informações entre estruturas
selecionadas da geração anterior. O resultado tende a ser um aumento da
adaptação dos indivíduos ao meio ambiente, podendo acarretar também um
aumento da aptidão de toda a população a cada nova geração, aproximando-se
de uma solução ótima para o problema em questão. A estrutura funcional de um
algoritmo genético está representada na Figura 1.

Figura 1 Seqüência de execução de um algoritmo genético
Um algoritmo genético é estruturado de forma que as informações
referentes a um determinado sistema possam ser codificadas de maneira análoga
aos cromossomos biológicos. Busca-se implementar um processo iterativo que se
assemelhe ao processo de evolução natural.
A partir dos anos 80 os Algoritmos Genéticos receberam um grande
impulso em diversas áreas científicas devido principalmente à versatilidade e aos
excelentes resultados apresentados. A popularização dos computadores e o
aparecimento de sistemas cada vez mais rápidos e potentes também ajudaram
muito o seu desenvolvimento.

3 ALGORITMOS GENÉTICOS NA RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÃO

�A aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de informação
representa uma nova forma de pensar o processo de recuperação de informação
na qual as representações dos documentos do sistema são alteradas de acordo
com a necessidade de informação da comunidade de usuários, manifestada
através de suas buscas.
Gordon (1988) e Blair (1990, p.254) apresentam um modelo no qual cada
documento é representado por um conjunto de “cromossomos” binários. Segundo
Blair, a inerente indeterminação da representação de um documento pode ser
interpretada como um tipo de variabilidade genética que permite aos documentos
se adaptarem progressivamente ao meio ambiente. Entenda-se por “meio
ambiente” o conjunto das buscas realizadas pelos usuários do sistema de
informação.
3.1

CODIFICAÇÃO DOS INDIVÍDUOS
O ponto de partida para a utilização de um algoritmo genético consiste em

definir uma representação adequada dos indivíduos (soluções) envolvidos no
problema, de maneira que o algoritmo possa operá-los. No algoritmo proposto por
Holland (1975), cada cromossomo é representado por uma cadeia binária de
tamanho fixo, onde cada gene pode assumir o valor “0” (zero) ou o valor “1” (um),
como exemplificado na Figura 2.

Figura 2 Representação de um cromossomo de genes binários
Em um sistema de recuperação de informação os documentos são
geralmente representados por um conjunto de termos de indexação ou palavraschave. A representação de um documento pode ser visto como o seu “código
genético” no qual um gene binário de valor “1” representa a presença de um
determinado termo de indexação na representação do documento, o valor “0”
representa a sua ausência. A Figura 3 apresenta um exemplo de um documento
representado por apenas três de cinco possíveis termos: “algoritmos genéticos”,
“Recuperação de informação” e “WEB”.

�1 Algoritmos genéticos
Recuperação
de
1
informação
0 Banco de dados
1 WEB
0 Redes de computadores
Figura 3 Representação de um documento através de um cromossomo binário
3.2 POPULAÇÃO INICIAL
A tarefa de associar termos de indexação aos documentos de um sistema
de informação pode ser efetuada por profissionais da informação, como
bibliotecários, ou por especialistas da área de conhecimento do corpus
documental do sistema. Porém, mesmo utilizando uma equipe de profissionais
qualificados e uma política de indexação consistente, a subjetividade desse
processo pode levar a situações em que um mesmo documento pode ser
representado de diferentes formas. Um algoritmo genético utiliza essa variação de
forma pró-ativa, adequando progressivamente as representações de um mesmo
documento às necessidades dos usuários do sistema, observadas através de
suas buscas.
As diversas representações de um mesmo documento, a população inicial,
pode também ser conseguida através da geração automática de indivíduos,
obedecendo a certas condições pré-estabelecidas.
O número de indivíduos da população inicial pode afetar o desempenho e a
eficiência dos algoritmos genéticos. Populações muito pequenas podem perder a
diversidade necessária para convergir para uma boa solução do problema que se
deseja resolver. Por outro lado, se a população tiver um número excessivo de
indivíduos o algoritmo poderá perder grande parte de sua eficiência. Blair (1990,
p.256) sugere a utilização de aproximadamente dez indivíduos na representação
de um mesmo documento. O exemplo da Figura 4 apresenta o documento Doc1
representado por quatro indivíduos (cromossomos) contendo cinco termos de
indexação (genes): t1, t2, t3, t4 e t5.

�Figura 4. “Código genético” de um documento (Doc1).
A população inicial deve ser composta por um conjunto de indivíduos
razoavelmente plausível para a solução do problema em questão. Através da
competição esses indivíduos serão continuamente modificados, tornando-se
progressivamente mais efetivos na identificação de documentos relevantes.
3.3 CÁLCULO DO GRAU DE ADAPTAÇÃO (FITNESS)
Para a população inicial e a cada nova geração é calculado o grau de
adaptação (fitness) de cada indivíduo. Esse cálculo é feito através de uma função
de adaptação (função de fitness) que deve ser definida tendo em vista o tipo de
problema a ser resolvido. A função de fitness deve refletir a qualidade de cada
indivíduo em solucionar o problema. Uma função de fitness bastante utilizada é o
Coeficiente de Similaridade de Jaccard (van Rijsbergen, 1979). Esta função
calcula o valor da similaridade entre duas seqüências binárias e é definida como o
número de posições com valor “1” em ambas as seqüências, dividido pelo número
de posições com valor “1” em pelo menos uma das seqüências.

Quantidade de posições com "1" em ambas as seqüências
Quantidade de posições com "1" em pelo menos uma das seqüências

Da mesma forma dos documentos, as buscas dos usuários podem ser
também representadas através de uma seqüência binária, como por exemplo,
01110. Esta seqüência representa uma expressão de busca contendo os termos
t2, t3 e t4. Supondo que, após a execução da busca, o documento Doc1 tenha sido
considerado relevante pelo usuário, este documento apresentará os valores de
fitness descritos na Tabela 1.

�t1 t2 t3 t4 t5
Expressão de busca 0 1 1 1 0
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

fitness do documento

0.4

1
Doc1 2
3
4

1
1
0
0

0
0
0
1

1
1
1
1

1
0
1
0

Tabela 1. Cálculo do grau de adaptação (fitness) após uma busca.
Estes cálculos são feitos para todos os documentos recuperados e
considerados relevantes pelo usuário. O fitness dos documentos, calculado pela
média aritmética do fitness de cada indivíduo, pode ser utilizado no ordenamento
dos documentos resultantes das buscas futuras.
3.4 REPRODUÇÃO (CROSSOVER)
De acordo com a teoria de Darwin, os indivíduos mais adaptados (com
maior fitness) ao meio ambiente têm maior chance de se reproduzirem. Para
simular a seleção natural, um algoritmo genético pode utilizar alguns métodos
para selecionar aleatoriamente os indivíduos que deverão se reproduzir. Um dos
métodos mais utilizados é chamado de “Roleta” (Roulette Wheel).
No método da Roleta o fitness de cada indivíduo é utilizado para construir
uma “roleta” que fornecerá a base para o processo de seleção. Para cada
indivíduo é calculado o percentual do fitness em relação à soma do fitness dos
indivíduos. Dessa forma cada indivíduo terá chance de reprodução proporcional
ao seu fitness, como exemplificado na Tabela 2.
1
2
Doc1
3
4

10111
10101
00111
01101
total

fitness percentual
0.4
25%
0.2
12,5%
0.5
31,25%
0.5
31,25%
1.6
100%

Tabela 2. Formação da ”roleta” com as probabilidades de reprodução.
A roleta é “girada” quatro vezes a fim de selecionar dois casais de
indivíduos para reprodução. Para cada casal utiliza-se uma posição aleatória para

�a troca de “material genético”. Supondo-se que para o documento Doc1 foram
escolhidos os casais de cromossomos 3-4 e 4-1, e as posições 3 e 2,
respectivamente, a reprodução será executada conforme o exemplo da Figura 5.
3 0 0 1 1 1

0 0 1 0 1

4 0 1 1 0 1

0 1 1 1 1

4 0 1 1 0 1

0 1 1 1 1

1 1 0 1 1 1

1 0 1 0 1

Posição = 3

Posição = 2
Figura 5. Representação do processo de crossover.
Após a reprodução, o documento Doc1 será representado por quatro novos
cromossomos, conforme a Figura 6.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
0
0
1

t2
0
1
1
0

t3
1
1
1
1

t4
0
1
1
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 6. Representação do documento Doc1 após a reprodução.
3.5 MUTAÇÃO
A capacidade dos algoritmos genéticos provém da diversidade dos
indivíduos. As mutações ajudam a prevenir a estagnação das populações,
ajudando a preservar esta diversidade através das gerações. Para uma adequada
simulação do processo natural, a mutação inclui um parâmetro ao sistema: a
“probabilidade de mutação”. Este parâmetro regula a freqüência que as mutações
serão efetuadas.
Após a reprodução, e observada a freqüência de mutação, será
selecionado aleatoriamente um ou mais indivíduos que deverão sofrer uma
modificação compulsória em seus cromossomos. Para cada indivíduo será
escolhida aleatoriamente a posição (gene) onde esta mutação será efetuada.
Utilizando ainda o documento Doc1 como exemplo, e supondo terem sido
escolhidos os cromossomos 4 e 1 e os respectivos genes 3 e 4, a mutação será
processada da forma como representada na Figura 7.

�mutação no gene
4 1 0 1 0 1 Æ 1 0 0 0 1
3
mutação no gene
1 0 0 1 0 1 Æ 0 0 1 1 1
4
Figura 7. Representação do processo de mutação.
O processo de mutação deve obedecer a certos critérios. Um índice de
mutação muito alto destruirá os indivíduos mais adaptados, impedindo uma rápida
evolução da população. Após a operação de mutação, o documento Doc1 será
descrito por um novo conjunto de cromossomos, apresentado na Figura 8.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
1
1
1

t2
0
0
0
0

t3
1
1
1
0

t4
1
1
0
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 8. Representação do documento Doc1 após o processo de mutação.
Fecha-se assim um ciclo da evolução dos documentos, exemplificado
através do documento Doc1. Assim como o Doc1, todos os documentos do corpus
do sistema terão o seu “código genético” modificado em função da expressão de
busca do usuário.
Posteriormente, em uma nova busca, expressa pela seqüência 10011, por
exemplo, o documento Doc1 terá os valores de fitness apresentados na Tabela 3.

t1 t2 t3 t4 t5
Expressão de busca 1 0 0 1 1

10 0 1 1 1
Doc1 1 0 1 1 1
2

0.4
0.2

31 0 1 0 1
1 0 0 0 1
4

0.5
0.5

0.5
0.7
5
0.5
0.6
7

fitness do documento

(novo)
fitness
0.45
0.475
0.5
0.585

0,5025

Tabela 3. Fitness do documento Doc1 após uma segunda busca.

�O novo valor do fitness de cada cromossomo é calculado através da média
aritmética entre o fitness da busca anterior e o fitness da busca atual. A nova
configuração do documento Doc1 é apresentada na Figura 9.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
1
1
1

t2
0
0
0
0

t3
1
1
1
0

t4
1
1
0
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 9. Representação do documento Doc1 após uma segunda busca.
Para efeito didático, o exemplo utilizado para ilustrar o funcionamento dos
algoritmos genéticos foi bastante simplificado. Os algoritmos genéticos possuem
diversos parâmetros e funções que podem variar, dependendo do tipo de
aplicação a que se destinam. Essa variabilidade faz com que os algoritmos
genéticos se configurem como um campo experimental regido apenas por uma
idéia genérica, permitindo uma diversidade nas formas de implementação.
Gordon

(1988)

implementou

um

pequeno

sistema

contendo

18

documentos, cada um contendo 17 diferentes descrições fornecidas por usuários.
O pequeno sistema de Gordon obteve resultados expressivos. Após 40 gerações,
as descrições dos documentos estavam cerca de 19% mais aptas para identificar
documentos relevantes.
Vrajitoru (1998) apresenta uma proposta de algoritmo genético na qual
cada documento é representado por um único cromossomo não-binário e define
um operador de crossover específico, denominado “dissociated crossover”, que
obteve melhor desempenho do que outras forma de reprodução.
Apesar de utilizar funções relativamente simples, os algoritmos genéticos
exigem um processamento exaustivo e sua aplicação em grandes bases
documentais torna-se dependente do modelo de algoritmo e dos recursos
computacionais utilizados.

�4 CONCLUSÃO
A utilização dos algoritmos genéticos na recuperação de informação
apresenta-se

como

uma

possibilidade,

uma

proposição

para

futuras

implementações de sistemas com características evolutivas. Sua aplicação rompe
com a rigidez dos modelos puramente matemáticos, reconhecendo e agregando a
inerente indeterminação do processo de representação do conteúdo dos
documentos.
Os trabalhos práticos disponíveis na literatura apresentam apenas testes
utilizando pequenos protótipos de sistemas, não determinando sua aplicabilidade
em

sistemas

reais

(GORDON,

1988;

VRAJITORU,

2000).

Apesar

da

característica evolutiva representar uma forma inovadora de abordar o problema
da recuperação de informação, introduz diversos questionamentos relacionados
aos efeitos de sua inerente imprevisibilidade quando utilizado em situações reais.
No atual contexto da Web, cuja dinamicidade muitas vezes não permite
uma indexação adequada dos documentos a serem disponibilizados, os
algoritmos genéticos poderiam representar uma alternativa, ao permitir que as
representações dos documentos se configurem adequadamente ao longo de um
período, conforme a recuperação desses documentos pelos usuários. Diversos
projetos (MARTÍN-BAUTISTA, 1999; CHEN, 2001) buscam incorporar as idéias
evolutivas dos algoritmos genéticos ao contexto heterogêneo, complexo e
dinâmico da Internet.

REFERÊNCIAS
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tecnologia e nossas vidas. São Paulo: Berkeley Brasil, 2002. 320p.
BLAIR, David C. Language and representation in information retrieval.
Amsterdam: Elsevier, 1990.
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�CORDÓN, Oscar; HERRERA-VIEDMA, Enrique.; LÓPEZ-PUJALTE, Cristina.;
LUQUE, María; ZARCO, Carmen. A Review on the Application of Evolutionary
Computation to Information Retrieval. International Journal of Approximate
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HOLLAND, John H. Adaptation in Natural and Artificial Systems. University of
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JOHNSON, Steven. Emergência: a dinâmica de rede em formigas, cérebros,
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MARTÍN-BAUTISTA, Maria J.; MIRANDA, María-Amparo V.; LARSEN , Henrik L.
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Algorithms? Implications in Information Retrieval. In: Crestani, F., Pasi, G. (eds.):
Soft Computing in Information Retrieval: Techniques and Applications.
Heidelberg: Physica-Verlag, p.199-222. 2000.

�∗

Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Curso de
Ciências da Informação e Documentação. Av. Bandeirantes, 3900
14.040-901 - Ribeirão Preto – SP – Brasil. ferneda@ffclrp.usp.br

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>O desenvolvimento dos Algoritmos Genéticos, campo da Ciência da Computação ligado à Inteligência Artificial, é baseado na teoria evolucionista de Darwin e nas descobertas sobre a reprodução humana e a genética. Entre suas diversas áreas de aplicação está a Recuperação de Informação (Information Retrieval). Neste domínio, a utilização dos algoritmos genéticos pode ser considerada um novo paradigma, pois rompe com a forma tradicional de representação de documentos em um sistema de informação ao incorporar a tais representações características evolutivas, dinâmicas, tal como em diversos sistemas naturais. Este artigo apresenta um método de aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de informação no qual possíveis representações de um mesmo documento podem ser vistas como um tipo de “código genético”. Neste código genético um cromossomo é representado por uma seqüência de uns e zeros, correspondendo respectivamente à presença ou ausência de um determinado termo de indexação na representação do documento. O conjunto das buscas realizadas pelos usuários é visto como o “meio ambiente” no qual os documentos estão inseridos. Nesse ambiente, as representações competem entre si na busca de uma representação ótima para cada documento do corpus do sistema de informação.</text>
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                    <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE
USUÁRIO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Neide Maria Jardinette Zaninelli∗

RESUMO
As Bibliotecas Universitárias têm papel de suma importância no processo de
inclusão do Portador de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) no ensino
superior, estas devem garantir acesso pleno ao PNEE, eliminando as barreiras
existentes. A integração e inclusão do usuário PNEE ao sistema social, inclui a
possibilidade de freqüência às universidades e bibliotecas. Hoje, os recursos de
informática são primordiais ao acesso a informação, e por meio desses recursos o
usuário Deficiente Visual (DV) tem a possibilidade de acesso ao mundo da
informação. Permite também a utilização das diversas ferramentas disponíveis na
Internet, acesso a bancos de dados, pesquisa em periódicos eletrônicos, livros
digitalizados e outros. A Biblioteca Central da UEL (BC/UEL), visando a inclusão de
um aluno DV e, especificamente na intenção de favorecer acesso aos recursos
informacionais disponíveis na biblioteca e na internet, tomou algumas iniciativas
neste sentido. Dificuldades encontradas durante o atendimento a este usuário
serviram de estimulo à busca de alternativas que diminuíssem as barreiras
informacionais, arquitetônicas e atitudinais. Para implantação dessas alternativas
foram necessárias algumas adaptações, aquisições, treinamentos e oficina de
capacitação dos funcionários .
PALAVRAS-CHAVE:
Universitária.

Inclusão.

Acessibilidade.

Deficiência

Visual.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO

Hoje em dia, apenas uma pequena parte da população estudantil que chega
às universidades é portadora de deficiências e em conseqüência disso apresenta
problemas durante o processo de ensino/aprendizagem. Conforme dados fornecidos
pelo MEC (BRASIL, 2003), uma parcela próxima de 10% da população brasileira são
deficientes visuais e desta, menos de 1% têm acesso às Instituições de Ensino
Superior (IES).

�Percebe-se

um

aumento

considerável

destes

casos

às

instituições

universitárias, exigindo urgentemente que estas estejam preparadas para receberem
alunos com estas características. Diante dessa situação, as IES tem que adequar e
melhorar sua estrutura, tanto física quanto de serviços, para atender essa demanda.
Neste contexto, incluímos as bibliotecas universitárias, visto que são subunidades dentro da organização maior. Observa-se que a instituição de ensino
superior não está preparada, pois não sabe exatamente como agir eticamente, quais
os direitos dos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) e quais
seus deveres em relação a este aluno, que por um lado está regularmente
matriculado e por outro apresenta uma diversidade de atuações não previstas até o
momento.
Para que o processo de inclusão se efetive, algumas IES estão tomando
providências para recepcionar o Portador de Necessidades Educacionais Especiais,
em atendimento à Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que determina:
Art. 1 Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de
obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na
construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de
comunicação (BRASIL, 2000).

Portanto, acessibilidade significa facilidade de interação, aproximação.
Considerando que a Constituição rege pelos princípios constitucionais de igualdade
da pessoa humana e da não discriminação, apresentamos o artigo 206, incisos I, II,
VI e VII os seguintes princípios:
[...] estabelecem como princípios no ensino a igualdade de condições
para o acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender,
ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, gestão
democrática do ensino público e a garantia de padrão de qualidade
[...] e; art. 208, inciso III e § 2º que estabelecem que a educação será
efetivada garantindo o atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de
ensino e que o não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder
público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da
autoridade competente [...] (CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA
PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, 2002).

Em toda parte do mundo e em todos os níveis da sociedade há pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência. Deficiência significa “perda ou limitação de

�oportunidades de participar da vida comunitária em condições de igualdade com as
demais pessoas” (COORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA
PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, 1996).

Destacamos aqui, os principais problemas sentidos por usuários deficientes
visuais, que são dificuldades em obter informações apresentadas visualmente. A
visão é, entre os órgãos dos sentidos, de grande importância para a interação do ser
humano. É um sistema altamente sofisticado e complexo que graças aos órgãos que
o integram permite a percepção de imagens (TRAVI, 2004). Atualmente os recursos
da informática possibilita a estes usuários interagir com o mundo da informação
usando de diversos recursos da informática, como; softwares, usando um dispositivo
diferente do teclado; distinguir rapidamente os links num documento; navegar
através de conceitos espaciais; distinguir entre outros sons uma voz produzida por
síntese, entre outros.
Com estes recursos citados, podemos afirmar que estamos a caminho de
permitir ao PNEE o compartilhamento e acessibilidade aos recursos tecnológicos e
informacionais disponíveis nas instituições de ensino, bem como os da rede de
computadores, atendendo dessa forma as recomendações estabelecidas na
legislação. De acordo com o Decreto de regulamentação das Leis 10.048 e 10.098,
Capítulo IV, Seção II, Art. 25.
Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa e
modalidade, públicos e privados, proporcionarão condições de
acesso e utilização dos ambientes ou compartimentos de uso
coletivo para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e
parques de esporte, laboratórios, áreas de lazer e sanitários.
Parágrafo único. Nenhuma autorização de funcionamento, de
abertura ou renovação de curso será concedida pelo Poder Público
sem que o estabelecimento de ensino comprove [...] (BRASIL,
2004).

Neste sentido fica claro a urgência dos educadores, pesquisadores e demais
setores ligados principalmente a educação, juntarem esforços para pesquisar e
discutir esta temática, em todos os níveis e modalidades de ensino.
Contudo, nada impede o usuário com condições especiais de se integrar ao
sistema social, incluindo sua possibilidade de freqüência às universidades e
bibliotecas. Neste contexto, cabe aqui apresentar o trabalho gradativo que está

�sendo realizado na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina
(BC/UEL) com um usuário portador de deficiência visual total.
Este trabalho tem como objetivo enfocar a importância das bibliotecas
universitárias no processo de ensino e inclusão de portador de deficiência visual
(DV), e apresentar os benefícios das tecnologias da comunicação e da informação
para o acesso ao mundo da informação. Com isso apresentamos a experiência da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina na busca de soluções para
alguns dos problemas encontrados para a inclusão do aluno portador de deficiência
visual.

2 O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Em algumas famílias e comunidades, os PNEE não são bem aceitos por
diversas razões, principalmente pelo desconhecimento que é o maior gerador do
preconceito.
O fato de serem diferentes e por se saber pouco sobre a deficiência, cria um
certo temor, dificultando os relacionamentos e sua integração. É obrigação da
sociedade conhecer e informar- se sobre as necessidades específicas de cada
portador de deficiência, para que sejam eliminados os preconceitos e discriminação
em relação a estes, dando-lhes oportunidade de participação em atividades
culturais, sociais, religiosas, esportivas, e principalmente, de integração ao mundo
do saber e da informação.
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição
da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após
tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da
resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo
de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).
Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência,
temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão.
De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se

�está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser
múltipla ou não (PORTAL DA RETINA, 2004).
Cegueira: é a perda total e/ou resíduos mínimos de visão, que leva o
indivíduo a necessitar do "Sistema Braille", como meio de leitura e
escrita, além de outros equipamentos específicos para o
desenvolvimento educacional e integração social.
Visão subnormal: trata-se da pessoa que possui resíduo visual que a
possibilita ler impressos a tinta, de forma ampliada, ou com o uso de
equipamentos específicos (TIBOLA apud AGUIAR; FERNANDES,
2000).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população
mundial apresenta algum grau de deficiência visual, sendo que mais de 90%
encontram-se nos países em desenvolvimento. Podemos constatar nos dados de
Evolução da Matrícula de Alunos com Necessidades Especiais da Secretaria de
Educação Especial (BRASIL, 2003) um aumento significativo de alunos portadores
de deficiência visual matriculados em 2000 à 2003, de 8.019 passou para 20.521, e
dentro destes apenas 1% estão matriculados em instituições de ensino superior. A
ênfase maior na LDB 9.394/96 em seu Capítulo V, aponta que a educação dos
portadores de necessidades especiais deve-se dar preferencialmente na rede
regular de ensino. E quanto a de ensino superior?
A Política Nacional de Educação Especial serve como fundamentação e
orientação ao processo de educação de pessoas portadoras de deficiências, de
condutas típicas e de altas habilidades, criando condições adequadas para o
desenvolvimento de suas potencialidades, com vistas ao exercício consciente da
cidadania. Na mesma linha de trabalho, encontra-se a Secretaria de Educação
Especial (SEESP) do Ministério da Educação, que tem como função identificar
oportunidades, estimular iniciativas, gerar alternativas e formular ações que
propiciem o acesso e permanência do aluno com necessidades educacionais
especiais no sistema de ensino, de forma a garantir o seu direito à educação.
Enfim, mais do que políticas públicas bem definidas e fundamentadas, o
portador de cegueira total, como o de visão subnormal precisam de atitudes de
vários seguimentos da sociedade e do Governo, o que significa um nova forma de
entender a educação de integração dessas pessoas, pois os mesmos carecem de
recursos especiais, sejam, didáticos e informacionais, para garantir suas

�possibilidades de desenvolvimento e participação na sociedade. Por integração
entende-se o “[...] processo dinâmico de participação das pessoas num contexto
relacional, legitimando sua integração nos grupos sociais (BRASIL, 1994). A
integração implica reciprocidade.
Então no contexto educacional, integração escolar é:
[...] processo gradual e dinâmico que pode tomar distintas formas,
segundo as necessidades e habilidades dos alunos. A integração
educativa (escolar) se refere ao processo de educar-ensinar junto a
crianças com e sem necessidades educativas especiais, durante
uma parte ou na totalidade do tempo de sua permanência na escola
(BRASIL, 1994).

3 DO ACESSO À INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO

Vivemos na sociedade da informação, e um dos fatores críticos para o
sucesso nesta sociedade é o acesso e utilização das tecnologias de informação e
comunicação. Estas tecnologias devem, portanto, estar disponíveis ao maior número
possível de cidadãos evitando-se assim a exclusão social. Neste contexto as
tecnologias de informação e comunicação têm um papel crucial a desempenhar, pois
têm o potencial de “quebrar” barreiras físicas e espaciais, servindo de suporte a um
grande número de atividades possíveis de serem realizadas por portadores de
deficiência.
Hoje, o portador de deficiência visual pode ter acesso a diversos programas
que o auxiliam na utilização do computador. Esses programas permitem aos
deficientes visuais utilizar o ambiente Windows, aplicativos Office, e navegar pela
Internet, por intermédio da tecnologia de síntese de voz, garantindo a leitura do
conteúdo. Milhões de pessoas acessam a internet todos os dias, em busca de
acesso a informação, entretenimento, trabalho, educação, comunicação e comércio,
entre outras atividades.
Para o aluno deficiente visual na universidade, o computador é absolutamente
necessário. Por meio dos recursos da informática o usuário portador de deficiência
visual tem a possibilidade de acesso ao mundo da informação, e a biblioteca pode
oferecer diversos serviços que concretize a inclusão destes, seja local, através do

�catálogo online da Biblioteca, onde será possível identificar todos livros, teses e
monografias constantes na coleção, ou mesmo acesso a acervos de outras
instituições. Permite também a utilização das diversas ferramentas de busca
disponíveis na Internet, acesso a bancos de dados bibliográficos, bem como à
pesquisa em periódicos eletrônicos com seus textos na íntegra, jornais, ou livros
digitalizados. Outro recurso que pode ser muito utilizado é o email, que possibilita
troca de idéias, informações e arquivos, participar de grupos de trabalhos, listas de
discussões e outros.
Todos esses recursos têm de certa forma, facilitado o trabalho e/ou atividades
do usuário PNEE, propiciando o acesso rápido e atualizado às informações,
localização de documentos e possibilitando a comunicação entre outros acadêmicos
e profissionais.
Neste contexto, a tecnologia da informática dispõe de recursos que
possibilitam ao deficiente visual ter melhores condições de acesso à educação, e
consequentemente, possibilita uma melhoria na qualidade de vida, seja através do
crescimento intelectual (acesso a informações e educação), pessoal (possibilidade
de se comunicar e formas de entretenimento com outros indivíduos em condições de
igualdade) e profissional (ter meios adequados para desenvolver uma atividade
profissional possibilitando a conquista da independência financeira) (RODRIGUES;
SOUZA FILHO; BORGES, 2003).

4

O PAPEL DAS BIBLIOTECAS NO PROCESSO DE INCLUSÃO
Apesar das dificuldades, principalmente de ordem material e de recursos

humanos, algumas instituições de ensino superior no Brasil estão interessadas e
empenhadas em trabalhar na área de Portadores de Necessidades Educacionais
Especiais, mas a burocracia ainda afeta algumas atividades específicas relacionadas
ao portador de deficiência visual, como a acessibilidade ao espaço físico e acesso à
informação.

�Sendo a biblioteca uma instituição voltada para suprir as necessidades
informacionais da comunidade, é fundamental que ela não se omita perante o
problema, procurando planejar e estruturar seus serviços, contribuindo assim para o
processo de inclusão do portador de deficiência visual na sociedade. Jaeger (1985)
aponta que:
as bibliotecas constituem os meios mais eficientes para a
reintegração dos cegos à vida ativa e à realização de um trabalho
socialmente útil, dentro de suas possibilidades intelectuais e
psíquicas, faz uma análise sobre os objetivos gerais e específicos de
uma biblioteca de livre acesso para cegos, sempre tendo em vista
oportunizar aos deficientes visuais o acesso aos recursos
bibliográficos e sonoros que possibilitam ao deficiente visual sua
vivência educativa e formação no nível cultural, integrando-se
socialmente na comunidade.

No Brasil, praticamente, inexiste biblioteca universitária que incorpore ao seu
planejamento garantias de acesso pleno aos portadores de deficiência, seja
barreiras arquitetônicas, atitudinais, ou mesmo recursos informacionais. Neste
contexto se enquadrava a BC/UEL que, para atender um usuário com DV
deparamos com diversas barreiras e dificuldades.
A Biblioteca Central da UEL, em 1996 formalizou a inscrição de Leitor com a
Fundação Dorina Nowill para Cegos. Através desta inscrição com a Organização
Leitora, a BC/UEL passou a receber doações e empréstimos de material em braille e
fitas gravadas. Esta ação surgiu da necessidade de servir como mecanismo
alimentador a uma categoria diferenciada, carente de informação bibliográfica, ou
seja, os usuários portadores de deficiência visual. Então podemos dizer que o
processo de atendimento aos portadores de deficiência visual iniciou-se a partir
desta data. No entanto, visando melhorar a qualidade do atendimento a esta
categoria, buscou-se oferecer novos recursos e ferramentas, para propiciar um
atendimento além dos limites físicos e geográficos do acervo da BC/UEL até então
formado.
As necessidades materiais para o deficiente visual incluem a falta de estrutura
física para acesso aos diversos locais, a falta de investimentos públicos para
melhoria das suas condições básicas e materiais didáticos não adaptados para o
seu uso.
Segundo Bruno (1999, apud AGUIAR; FERNANDES, 2000)

�a falta de investimentos em recursos humanos, em pesquisa
educacional e de acesso a tecnologias e equipamentos específicos
que assegurem educação qualitativa são fatores determinantes na
área da deficiência visual.

No sentido de incluir um aluno DV, e especificamente na intenção de
favorecer acesso aos recursos informacionais disponíveis na BC/UEL e na internet,
tomou-se algumas iniciativas, motivadas por sensibilidade e voluntarismo de alguns
dos integrantes da Biblioteca. Houve também a necessidade de algumas
adaptações, aquisições e treinamentos.
O primeiro passo foi adquirir o software que permitiria o acesso à internet, sua
instalação e disponibilização de um microcomputador. Sem uma tecnologia de
acesso adequada, os deficientes visuais podem ficar limitados quanto a quantidade
e a qualidade das informações que podem acessar, o que inibe, ou até mesmo
impossibilita que eles utilizem plenamente as potencialidades deste meio de
comunicação. Neste caso, o treinamento da bibliotecária que iria acompanhar e
orientar o usuário com esta condição especial, foi fundamental para início do
processo de inclusão.
Outra providência foi repassar o aprendizado aos demais funcionários da
Divisão de Atendimento, para que todos estivessem aptos para atendê-lo, tanto nos
recursos da informática como no atendimento geral. Percebemos também a
necessidade de preparar os demais funcionários da Biblioteca para o atendimento
ao usuário DV, tanto para os recursos informacionais como para o suporte
arquitetônico e atitudinal. Assim, foi possível uma maior capacitação para melhor
atender ao usuário DV, e aos futuros usuários com necessidades especiais,
buscando a qualidade no atendimento.
A partir destes procedimentos iniciamos outros projetos na Biblioteca e na
Universidade. Como exemplo, podemos citar a realização de uma oficina de
capacitação dos funcionários para o atendimento aos usuários portadores de
Deficiência Visual, contribuindo assim ao processo de inclusão dos PNEE no ensino
superior.

�Por sua vez, os bibliotecários devem estar conscientes de que o problema
maior não é prover informação para o deficiente visual

e sim criar condições

acessíveis para que ele se interesse e utilize os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas. Segundo Saumure e Given (2002) o importante é que biblioteca e
bibliotecário facilitem os caminhos dos usuários PNEE, criando condições para que
estes se sintam independentes na busca da informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em toda parte do mundo e em todos os níveis da sociedade há pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência. Na literatura, as abordagens sobre a pessoa
portadora de deficiência visual tratam das dificuldades de convivência dessa pessoa
em sociedade. É consenso, que existem barreiras para a integração e inclusão do
deficiente à sociedade, visto que, a formação destas pessoas são as vezes
prejudicada por diversos fatores entre eles a falta de acesso a recursos tecnológicos
e informacionais.
Vimos que um dos fatores críticos para o êxito da sociedade da informação é
o acesso e utilização das tecnologias de informação e comunicação. Visto que, estas
tecnologias tem papel importante na inclusão do deficiente visual, tanto na
sociedade como no ensino, concluímos então que estas tecnologias devem estar
disponíveis ao maior número possível de cidadãos com todas as facilidades
necessárias ao seu uso.
Para viabilizar o uso da internet pelos deficientes visuais poucas iniciativas
concretas estão sendo realizadas no país, a maior parte das pesquisas e trabalhos
realizados, em relação ao desenvolvimento e elaboração de softwares para ao
acesso a internet, são realizados em outros países.
A responsabilidade das instituições de ensino superior é grande, e na questão
de informação e acessibilidade, as bibliotecas têm responsabilidade ainda maior,
visto que o profissional da informação deve exercer papel fundamental para
proporcionar a estes usuários acesso pleno a informação.

�Neste contexto, a Biblioteca Central da UEL, vivenciou esta situação, a partir
da freqüência de um usuário portador de deficiência visual total, e com seu
constante contato com os funcionários, surgiram questionamentos de como
poderiam atendê-lo de maneira adequada para sua condição, visando promover a
interação do mesmo com os funcionários, bem como, aos recursos informacionais
disponíveis na Biblioteca acessíveis a todos os usuários.
A Biblioteca Central da UEL, a partir deste contato com este usuário DV,
passou a se preocupar com adequação de infra-estrutura de atendimento para os
usuários portadores de deficiência visual, bem como, a outros usuários PNEE. Com
iniciativas tomadas pela BC/UEL em busca de suporte para o atendimento adequado
ao usuário DV, a Biblioteca mostra-se ainda preocupada em diminuir as barreiras
para acessibilidade do usuário de modo geral. A administração da BC/UEL está
consciente de que existem necessidades a serem atendidas em relação a
acessibilidade arquitetônica, atitudinal, equipamentos e materiais para ampliar e
melhorar as condições de atendimento dos usuários DV, seja com visão subnormal
ou cegueira total, para que possam se sentir independentes em busca de seus
conhecimentos. A BC/UEL pretende dar continuidade ao programa de capacitação
de seus funcionários para o atendimento desse público através de oficinas. Tem
ainda como meta buscar recursos para ampliar o número de equipamentos
direcionados para essa finalidade.
Entretanto, entre todos os fatores mencionados o que mais ressalta na sua
importância é a questão da acessibilidade atitudinal, na qual sem ela, nada adiantará
uma biblioteca estar equipada, com acessibilidade arquitetônica, se seus
funcionários não prestarem atendimento diferenciado aos usuários PNEE.
Com esta experiência ampliamos o atendimento aos usuários atuais e futuros,
proporcionando a inclusão destes, e oferecendo condições de igualdade de
oportunidades ao acesso às informações para sua qualificação acadêmica.
Observamos também que as atividades dos bibliotecários para com os
deficientes visuais, não devem se constituir em ações isoladas. Devem envolver a
participação de outros setores dentro da biblioteca, e de outros setores da
universidade, bem como procurar organismos que lidam com a problemática da
deficiência visual, buscando ampliar o raio de ação.

�REFERÊNCIAS

AGUIAR, Izabel Maria; FERNANDES, Dirce Missae Suzuki. O deficiente visual e a
biblioteca central da UEL: relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000. CD-ROM.
BRASIL. Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, 20 dez. 2000.
BRASIL. Decreto de Regulamentação, Leis 10048 e 10098. Minuta de Decreto.
Regulamenta as Leis Federais no 10.048, de 8 de novembro de 2000 e no 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, e dá outras providências. 2004. Disponível
em:&lt;http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/&gt;. Acesso em: 18 jun. 2004. Apresentado
por José Dirceu de Oliveira e Silva.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
Censo Escolar. 2003.. Disponível
em:&lt;http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar&gt;. Acesso em: 15 jul. 2004.
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Desafios da Educação Especial.
Brasília, 1994.
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Subsídios para organização e
funcionamento de serviços de educação especial : área de deficiência visual.
Brasília : SEESP, 1995.
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE
DEFICIÊNCIA. Relatório da participação do Ministério Público do trabalho no
CONADE. Brasília, 2002.
COORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA PORTADORA
DE DEFICIÊNCIA. Mídia e deficiência: manual de estilo. Brasília, 1996.
JAEGER, Leyla Gama, CUARTAS, Enriqueta G. D. de, PIZZATI, Margaret
Germano. Uma biblioteca de livre acesso para cegos. BIBLOS. Revista do
Departamento de Biblioteconomia e História, Rio Grande do Sul, v. 1, n. 1, p, 921, 1985.

�PORTAL DA RETINA. Tipos e causas de Deficiência Visual. Disponível em:
http://www.portaldaretina.com.br/home/saibamais.asp?id=28. Acesso em:19 jun.
2004.
RODRIGUES, Andréa dos Santos; SOUZA FILHO, Guido Lemos de; BORGES, José
Antônio. 2003. Acessibilidade na Internet para deficientes visuais. Disponível
em: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/textos/guido.doc. Acesso em: 10 de jun. 2004.
SAUMURE, Kirstie; GIVEN, Lisa M. Facilitating information acess for visually
impaired postsecondary students. Feliciter, Ottawa, v.48, n.5, p.222-224, 2002.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva ? repensando sobre barreiras de
acesso aos deficientes físicos e visuais no sistema de bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000. CD-ROM.
TRAVI, Giovanni Marcos. O Sistema Visual. Disponível em:
http://www.portaldaretina.com.br/home/artigos.asp?id=15. Acesso em:19 jun. 2004.

∗

Bibliotecária da Divisão de Referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina,
Campus Universitário – Londrina/PR/Brasil
Especialista em Sistema Automatizados de Informação C&amp;T.
Email. nemaza@uel.br

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>As Bibliotecas Universitárias têm papel de suma importância no processo de  inclusão do Portador de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) no ensino superior, estas devem garantir acesso pleno ao PNEE, eliminando as barreiras existentes. A integração e inclusão do usuário PNEE ao sistema social, inclui a possibilidade de freqüência às universidades e bibliotecas. Hoje, os recursos de informática são primordiais ao acesso a informação, e por meio desses recursos o usuário Deficiente Visual (DV) tem a possibilidade de acesso ao mundo da informação. Permite também a utilização das diversas ferramentas disponíveis na Internet, acesso a bancos de dados, pesquisa em periódicos eletrônicos, livros digitalizados e outros. A Biblioteca Central da UEL (BC/UEL), visando a inclusão de um aluno DV e, especificamente na intenção de favorecer acesso aos recursos informacionais disponíveis na biblioteca e na internet, tomou algumas iniciativas neste sentido. Dificuldades encontradas durante o atendimento a este usuário serviram de estimulo à busca de alternativas que diminuíssem as barreiras informacionais, arquitetônicas e atitudinais. Para implantação dessas alternativas foram necessárias algumas adaptações, aquisições, treinamentos e oficina de capacitação dos funcionários.</text>
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                    <text>O DIFERENTE FAZ A DIFERENÇA! : A QUESTÃO DA HUMANIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO

Mirian Elisabete da Penha Neves∗
Solangel Bárbara∗∗

RESUMO

Aborda a questão das tecnologias surgidas no século XX que modificaram a
forma de se obter a informação, e de ser a "Internet" a grande responsável por
esta transformação, já que, permitiu o acesso a uma infinidade de informações e
conhecimento. O Surgimento da Sociedade da Informação que redefiniu o
conceito de biblioteca e os problemas advindos com sua criação a "infoexclusão".
Este trabalho tem por objetivo analisar a inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais, as barreiras impostas a essa minoria em relação as suas
limitações na busca pela informação, e as políticas públicas de acesso deste
cidadão. Questiona o papel social das bibliotecas, e a importância de se buscar
estratégias que possam modificar a postura da sociedade para reversão do
quadro atual.
PALAVRAS-CHAVE: Inclusão digital. Portadores de necessidades especiais.
Sociedade da informação. Acessibilidade.

1 INTRODUÇÃO

Os avanços tecnológicos surgidos à partir da metade do século XX
modificaram

de maneira considerável a forma de se obter a informação. O

advento do computador possibilitou o tratamento, armazenamento e a
disseminação da informação em novos suportes.
Já na última década, o surgimento e a popularização da Internet, impactou
de forma substancial a difusão e recuperação da informação, porquanto criou,
espaço para a disponibilização e troca rápida da mesma, transformando-se assim
em pouco tempo, num grande repositório Universal do conhecimento Humano.
As alterações causadas pelo desenvolvimento das recentes tecnologias de
informação, alteraram substantivamente o comportamento da sociedade.

�À partir de então, estabeleceu-se uma valorização da informação e
consequentemente do conhecimento .
É flagrante o surgimento da “Sociedade da Informação”. Em razão
do papel crescente da informação, os seus insumos são de
fundamental importância para o desenvolvimento Econômico,
Social, Cultural e Político dos países em geral (ROSSETO, 2003.
p.2).

Às

inovações

tecnológicas

implementadas

contribuíram

para

o

desenvolvimento das bibliotecas, especialmente as universitárias. Houve uma
tendência mundial das bibliotecas em tornarem seus acervos disponíveis em
formato digital, propiciando o seu compartilhamento através da Internet.
Entretanto, devemos estar atentos para que essa informação seja
compartilhada pela sociedade como um todo, se não estaremos excluindo os que
estão impossibilitados de aceder à essa informação e consequentemente

ao

conhecimento, como é o caso das pessoas portadores de necessidades
especiais.
Gonzalez (2003. p.6) Inaugura-se com ela um novo conceito o de
“Infoexclusão” ou Exclusão digital – os que não tem acesso ao
mundo virtual se tornam “Infoexcluídos”- com grande
repercussões em suas oportunidades e qualidade de vida.

À Inclusão digital, vem despontando nos últimos tempos, como tema de
discussão entre os que buscam por oportunidades iguais à todos os cidadãos.
No sentido de ir ao encontro da inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais, este trabalho objetiva analisar as barreiras impostas a
esse determinado grupo com relação as suas limitações na busca pela
informação, as políticas públicas de acesso, o papel social das bibliotecas, e faz
algumas recomendações que venham à contribuir para modificação do quadro
atual.

2 PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
A luta pela igualdade dos direitos humanos em todos os seus aspectos,
foram sendo definidas e consolidadas neste século.

�O homem começou a observar que as pessoas possuíam habilidades
diferentes e algumas necessitavam de condições especiais para desempenhar
determinadas atividades.
Percebeu também que às imitações impostas a uma determinada pessoa
não diminuíam seu direito de cidadão, e,que estas também

faziam parte da

socieda com todos os seus direitos e oportunidades reconhecidos como ser
humano
É indiscutível os avanços alcançados por vários segmentos sociais, no
sentido, de terem garantidos os seus direitos de inclusão na Sociedade.
Entretanto, há ainda uma grande camada da população que não obteve acesso
esses direitos .
De acordo com o Censo (2000) do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, há, no Brasil, cerca de 24 milhões de portadores com algum tipo de
deficiência física, mental, sensorial, orgânica ou múltipla.
O Grupo de Trabalho sobre a pessoa com Necessidades Especiais da
UFPR , apresenta o seguinte conceito:
Pessoa Portadora com Necessidades Especiais é a que, por
apresentar, em caráter permanente ou temporário, alguma
deficiência física, sensorial, cognitiva, múltipla, ou é portadora de
conduta típica ou ainda de altas habilidades, necessita de
recursos especializados para superar ou minimizar suas
dificuldades.

Observa-se que não existem proibições que inviabilize aos portadores de
necessidades especiais de interargir-se ao sistema social, mas é indiscutível que
a própria Sociedade cria barreiras para esta inserção.
Entenda-se , aqui, como barreira qualquer entrave ou obstáculo que limite
ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, circulação com segurança, que
dificulte ouimpossibilite a expressão ou recebimento de mensagens por
intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa.
Atualmente, percebe-se ser o acesso à informação, o maior obstáculo
enfrentado pelos portadores de necessidades especiais, e consequentemente os

�aspectos importantes relacionados a esses fatores como a educação, o trabalho e
o lazer.

2.1 OS AMPAROS LEGAIS
Cabe ao Poder Público a responsabilidade de elaboração, implementação
e do cumprimento dos amparos legais , que garantam à todo cidadão sua plena
integração na Sociedade.
Presente em várias Leis, Decretos e Portarias, a preocupação da Inclusão
social foi definitivamente incorporada à ordem do dia.
No Brasil,no caso específico dos portadores de necessidades especiais,
estes direitos estão estabelecidos na Constituição federal pela Lei nº 7853 de
24/10/1989, que dispõe sobre sua integração social e sobre o (CORDE) –
Coordenadoria Nacional para à Integração da Pessoa Portadora de Deficiência,
afirmando “ Ao Poder Público e seus orgãos cabe assegurar às pessoas
portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos
direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao
amparo à infância, e a maternidade, e dos outros que, decorrentes da
Constituição e das Leis, propiciem o seu bem estar social e econômico...”.
No âmbito da educação, várias medidas também já foram implementadas.
Recentemente, às bibliotecas das Instituições de Ensino Superior passaram a ser
alvo de atenção explícita do MEC, - Ministério de Educação e Cultura, quando da
publicação da Portaria nº 1679 de 1999, à qual dispõe sobre a exigência de
requisitos de acessibilidade para instruir os processos de autorização e
reconhecimento de cursos, bem como do credenciamento de Instituições.
O artigo primeiro desta portaria determina, que sejam incluídos nos
instrumentos destinados a avaliar às condições de oferta de cursos superiores,
requisitos de acessibilidade, conforme às normas em vigor. Além da Norma Brasil
9050, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, que trata da
“Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência e Edificações, Espaço
Mobiliário e Equipamentos Urbanos”, outras indicações são feitas para um correto
atendimento às pessoas em situação de deficiência.

�Outra lei que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção
da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência, é a Lei nº 10.098 de 19
de Dezembro de 2000, que no seu capítulo VI, artigo nº 17 cita “ O Poder Público
promoverá a eliminação de barreiras

na Comunicação e estabelecerá

mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de
comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com
dificuldades de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação,
à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao
lazer”.
Alguns dos amparos citados acima, possibilitam uma visão geral dos
direitos que permeiam os portadores de necessidades especiais no âmbito da
União, Estados e Municípios.

3 BIBLIOTECAS
A informação no âmbito das Universidades, é insumo essencial , pois é a
partir das informações obtidas, que são gerados novos conhecimentos ou
produtos.
Neste contexto, a Biblioteca Universitária é uma das organizações
privilegiadas dentre aquelas cuja missão é a promoção do ser humano e do bem
estar social, já que, é sua a finalidade de oferecer informações, que são
necessárias a toda a Sociedade.
Assim sendo, ela interage com dois elementos primordiais; o Ser Humano
(Usuário) e o Conhecimento (Informação).
Considerando-se se a informação o instrumento chave para a plena
integração do indivíduo na Sociedade, é fundamental que as Bibliotecas
Universitárias estejam aptas para responder as necessidades de pesquisa da sua
comunidade Acadêmica e de outros segmentos da Sociedade
Segundo Neves (2002)
Neste sentido as novas tecnologias permitiram as bibliotecas
disporem seus acervos e serviços a todos os que buscassem seus
dados na Web, criando assim seus Web sites. A recuperação da

�informação, que antes dependia da presença física do usuário no
local de prestação de serviço – a própria biblioteca – passou a ser
disponibilizada on line. [...] foi vencida a necessidade de
deslocamento pessoal, assim, em qualquer horário e de qualquer
lugar do mundo, pessoas localizam o que buscam nas páginas
virtuais das bibliotecas.

Mas, como disponibilizá- las acessíveis a todos os indivíduos?

4 INCLUSÃO DIGITAL
A inclusão digital dos portadores de necessidades especiais é tema recente
e de bastante importância na atualidade, em especial, porque toca na questão da
democratização do acesso à informação.
Se nas Sociedades contemporâneas, a informação permeia a quase
totalidade das ações dos indivíduos e grupos, para os portadores de
necessidades especiais ela é gênero de primeira necessidade, direito de
cidadania, pois é certo que, é sobretudo a partir do acesso a informação, que ele
pode interferir e atuar na sociedade, visando a sua transformação, construindo
um mundo que lhe permita a independência e emancipação social.
Porém não basta só disponibilizar as informações, é necessário adaptá- las
ao mundo atual, torná- las acessíveis a todos.
Para entendermos a questão da acessibilidade no espaço digital, citamos o
texto retirado do site da PRODAM ( Companhia de Processamento de dados do
Município de São Paulo).
A acessibilidade da internet é a flexibilidade do acesso à
informação e interação dos usuários da mesma, que possuam
algum tipo de deficiência ou necessidade especial, no que se
refere aos mecanismos de navegação e apresentação das
páginas, operação de softwares, hardwares, e adaptação de
ambientes e situações. A Internet deve contribuir para melhorar a
qualidade de vida e bem estar de todos os cidadãos. Isso quer
dizer que todos devem ter, não só acesso às novas tecnologias de
informação, mas, sobretudo, que todos devam ter a efetiva
possibilidade de utilizá- las.O acesso aos benefícios da internet
deve, portanto, ser assegurado, tanto quanto possível, sem
discriminação ou exclusões, sendo necessário considerar as
características e exigências próprias dos cidadãos com
necessidades especiais. ...Neste contexto, cabe a todos assegurar
que a informação disponibilizada na Internet seja suscetível de ser

�compreendida e pesquisável pelos cidadãos com necessidades
especiais, determinando-se que sejam adotadas as soluções
técnicas adequadas a que este objetivo seja alcançado.

Segundo a Rede Saci (2002), os aspectos de acessibilidade em páginas de
internet consideram a variedade de contextos de interações que podem estar
relacionados a diversos tipos de deficiência dos usuários.
Para

dar

orientações

aos

desenvolvedores

de

Websites,

foram

desenvolvidas regras que explicam como fazer páginas acessíveis a pessoas com
necessidades especiais. O principal objetivo destas regras é promover a
acessibilidade. (W3C, 2002).
A maior parte das páginas de Internet podem tornar-se acessíveis, com
modificação de pequenos detalhes, que por estarem presentes, fazem com que
estas possuam uma acessibilidade prejudicada ou mesmo a total inacessibilidade.

5 POLÍTICAS PÚBLICAS
No Brasil, o Poder Público, vem já há algum tempo estabelecendo ações
no sentido de viabiliazar a democratização da informação.
O Programa Sociedade da Informação, idealizado em 1996, pretendia por
intermédio de serviços de computação, comunicação e informação, estruturar as
bases para uma ação de alcance nacional, voltada para a sociedade civil, para à
pesquisa, educação, e para o setor econômico, com o proposito de construir uma
Sociedade da Informação Brasileira. O fator chave estava concentrado numa
complexa plataforma tecnológica, pela qual era esperada a elevação do número
de cidadãos conectados a internet, possibilitando, desse modo, o amplo acesso à
informação, inclusive aquela produzida pelo próprio Estado e disponibilizada em
Web sites governamentais.
Neste sentido, à criação do programa Governo Eletrônico, - que preconiza
à universalização do acesso a Internet, disponibilizando informações na prestação
de serviços públicos, quer tornar os três mil sítios públicos brasileiros, acessíveis
aos portadores de necessidades especiais.

�Outra iniciativa do Governo em conjunto com Organizações Não
Governamentais (ONGs), e iniciativa privada

foi a promoção da Oficina para

Inclusão Digital. O documento final do encontro estabeleceu as premissas,
diretrizes, propostas e ações para o processo de Inclusão Digital no Brasil.
Dentre as diretrizes e propostas apresentadas, foram estabelecidas
prorrogativas específicas às pessoas portadoras de deficiência como: a
implementação e manutenção de páginas governamentais que atendam às
necessidades especiais dos usuários, dentro do conceito de acessibilidade e
desenho universal previstos no W3C/WAI.

6 CONCLUSÃO
Discorrer sobre a questão da inclusão digital dentro da realidade brasileira
constitui-se hoje num grande desafio.
Ao analisarmos de forma mais detida a inclusão digital do sportadores de
necessidades especiais, confrontamo-nos com algumas questões que precisam
ser abordadas.
O Brasil, ainda hoje, é considerado como o país dos contrastes.

Um país

que ainda vê muitos dos seus cidadãos morrerem de fome, sem saúde, sem
opotunidades de trabalho, sem educação básica. Um país onde as desigualdades
sociais acirram ainda mais o abismo entre os ricos e pobres.Um país, onde ainda
hoje, milhões de pessoas são privadas de acesso à informação no espaço digital,
pelo alto custo das tecnologias de informação e comunicação disponíveis no
mercado, e também, pelo fato das informações disponíveis não estarem em um
formato acessível à todos.
A inclusão digital é um meio de promover a melhoria da qualidade de vida,
garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e troca de informações.
Hoje, já está implícito que a chave para se atingir a inclusão digital está
baseada no conceito de acessibilidade.

�No entanto, ainda é necessário reforçar para todos os segmentos da
sociedade, que acessibilidade abrange uma dimensão maior que a quebra das
barreiras arquitetônicas,é principalmente a independência na área digital.
Outra questão que precisa ser destacada, é a questão das políticas
governamentais concebidas para os portadores de necessidades especiais.
No Brasil, a legislação pertinente a estes cidadãos em especial, estão
estruturadas em conceitos assistencialistas, que promovem o seu bem estar
social e econômico. Quando estão mencionadas com a relação a acessibilidade,
em sua maioria são pertinentes à questão das barreiras arquitetônicas, à
comunicação , informação e sinalização. Não houve ainda, preocupação em
estabelecer legislação pertinente com relação ao mesmo no espaço digital.
Cabe ressaltar que, a acessibilidade a Web é parte integrante do projeto
brasileiro

de

inclusão

digital.

No

site

do

governo

eletrônico

(http://governoeletrônico. gov.br ), já é possível encontar alguns sites com esse
princípio.
Finalizando, não poderia deixar de mencionar a questão das bibliotecas,
em especial, às universitárias.
Repensando o compromisso das Universidades com a sociedade, e
considerando a função social que exerce a biblioteca, se faz necessário a reflexão
dos gestores do conhecimento, no sentido da democratização real da informação,
hoje também situada no espaço digital, possibilitando o acesso à todo e qualquer
cidadão sem discriminações , ou estaremos caindo no erro da exclusão.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Numa visão geral, percebe-se que a Sociedade como um todo, inicia uma
preocupação em oferecer as pessoas portadores de necessidades especiais,
mecanismos facilitadores de acesso à informação. Já é possível encontrar alguns
sites na Internet construídos com o princípio de acessibilidade.

�É primordial que todas às ações que apontem para a inclusão digital das
pessoas portadoras de necessidades especiais, sejam bem planejadas e
estruturadas, para que seus direitos sejam respeitados e efetivamente garantidos.
Podemos afirmar que, ainda há muitos desafios para assegurar que
cidadãos especiais, possam usufruir do compartilhamento do acesso à
informação, mas com certeza, estamos caminhando juntos para superá-los.
ABSTRACT
It approaches the question of the technologies appeared in century XX that they
had modified the form of if getting the information, and being "Internet" great the
responsible one for this transformation, since, allowed to the access to a infinity of
information and knowledge. The Sprouting of the Society of the Information that
redefined the concept of library and the problems happened with its creation
"infoexclusão". This work has for objective to analyze the digital inclusion of the
special carriers of necessities, the barriers imposed to this minority in relation its
limitations in the search for the information, and the public politics of access of this
citizen. It questions the social paper of the libraries, and the importance of if
searching strategies that can modify the position of the society for reversion of the
current picture.
KEY-WORDS: Digital inclusion. Special carriers of necessities. Society of the
Information. Accessibility.

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∗

Bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro- UFRRJ
Rodovia Br 465, Km7, 23890-000, Seropédia, RJ, Brasil - mirianel@ufrrj.br
∗∗
solangelbarbara@yahoo.com.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O diferente faz a diferença! : a questão da humanização da informação.</text>
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                <text>Neves, Mirian Elisabete da Penha; Barbara, Solangel </text>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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                <text>2004</text>
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                <text>Aborda a questão das tecnologias surgidas no século XX que modificaram a forma de se obter a informação, e de ser a "Internet" a grande responsável por esta transformação, já que, permitiu o acesso a uma infinidade de informações e conhecimento. O Surgimento da Sociedade da Informação que redefiniu o conceito de biblioteca e os problemas advindos com sua criação a "infoexclusão". Este trabalho tem por objetivo analisar a inclusão digital dos portadores de necessidades especiais, as barreiras impostas a essa minoria em relação as suas limitações na busca pela informação, e as políticas públicas de acesso deste cidadão. Questiona o papel social das bibliotecas, e a importância de se buscar estratégias que possam modificar a postura da sociedade para reversão do quadro atual.</text>
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                    <text>ACESSO A USUÁRIOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: REVISÃO DE LITERATURA

Marcos Vinícius Mendonça Andrade∗
Ana Rosa dos Santos∗∗

RESUMO
Revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes
portadores de necessidades especiais em bibliotecas universitárias. Apresenta
fontes primárias, como documentos sobre os direitos dos portadores de
necessidades especiais; e fontes secundárias que tratam desse assunto em
bibliotecas universitárias. Apresenta-se como um estudo teórico para subsidiar
os trabalhos do Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva”, recém implantado
pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense,
que tenciona proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado,
promovendo sua inclusão na chamada sociedade da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Portadores necessidades especiais. Inclusão digital.
cesso á informação. Bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
Signatário do acordo entre países iberoamericanos, o Brasil o declarou o
ano de 2004 como Ano Iberoamericano das Pessoas com Deficiência, e
através da Declaração de Santa Cruz de la Sierra -Bolívia, 15 de novembro de
2003 apontou: "A Inclusão Social como mola propulsora do desenvolvimento da
Comunidade Ibero-americana". Seguindo essas idéias, apresentaremos uma
revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes
portadores

de

necessidades

especiais

em

bibliotecas

universitárias.

Apontaremos as principais fontes primárias, legislação sobre os direitos dos
portadores de necessidades especiais; bem como algumas fontes secundárias
que trataram desse assunto em bibliotecas universitárias. Este é um estudo
teórico que subsidia os nossos trabalhos no Grupo de Trabalho “Biblioteca
Inclusiva”, recém implantado pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense.

�O Sistema de Bibliotecas e Arquivos - NDC é um órgão suplementar que
desde a sua criação, em setembro de 1969, esteve vinculado diretamente ao
Gabinete do Reitor. Em dezembro de 1998, após uma reestruturação interna,
passou a estar subordinado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos - PROAC.
É responsável pela coordenação técnica e administrativa do Sistema de
Bibliotecas, Arquivo e Laboratórios. E tem como função “proporcionar recursos
informacionais e assessoria técnica na área de documentação, por meio de
redes e sistemas, facilitando o acesso à informação em tempo hábil”. O NDC é
composto por vinte e quatro bibliotecas, um Arquivo Central; um Centro de
Memória Fluminense; um Laboratório de Reprografia e um Laboratório de
Conservação e Restauração de Documentos. Sua estrutura administrativa é
composta da Direção, Conselho Técnico, Divisão de Desenvolvimento, Divisão
de Bibliotecas e Divisão de Arquivos.
O nosso trabalho no grupo de trabalho Biblioteca Inclusiva tenciona
proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado, promovendo
sua inclusão na chamada sociedade da informação.
Apresentaremos a seguir a revisão proposta usando o suporte legislativo
oferecido pelo Sistema de Informação – SICORDE, da Coordenadoria Nacional
para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE, o órgão
“responsável pela gestão de políticas voltadas para integração da pessoa
portadora de deficiência, tendo como eixo focal à defesa de direitos e a
promoção da cidadania”, subordinada a Assessoria da Secretaria Especial dos
Direitos Humanos da Presidência da República (CORDE, 2004).
destacados

também

alguns

trabalhos

sobre

bibliotecas

Serão

universitárias

relacionados com o tema em questão.

2 REVISANDO DOCUMENTOS PRIMÁRIOS
A garantia do acesso à informação e inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais se esbarram nos obstáculos do cotidiano, a Lei nº
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que “estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de

�deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências”, se cumprida
pode diminuir as barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de
comunicação que prejudicam os dos portadores de necessidades especiais. O
Ministério Público Federal, pela Procuradoria da República em acordo com a
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, disponibilizou a NBR 9050
– Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos;
bem como outras normas referentes aos direitos das pessoas com deficiência,
facilitando o acesso as informações necessárias para adaptação dos espaços
aos portadores de necessidades especiais.
Destacaremos itens da norma da ABNT NBR 9050, 2004, p. 88, que
versam sobre biblioteca: *
8.7 Bibliotecas e centros de leitura
8.7.1 Nas bibliotecas e centros de leitura, os locais de
pesquisa, fichários, salas para estudo e leitura, terminais de
consulta, balcões de atendimento e áreas de convivência
devem ser acessíveis, conforme 9.5 e figura 1571*.
8.7.2 Pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas devem
ser acessíveis, conforme 9.3. Recomenda-se, além disso, que
pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.
8.7.3 A distância entre estantes de livros deve ser de no
mínimo 0,90 m de largura, conforme figura 158*. Nos
corredores entre as estantes, a cada 15 m, deve haver um
espaço que permita a manobra da cadeira de rodas.
Recomenda-se a rotação de 180°, conforme 4.3*.
8.7.4 A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance
manual e parâmetros visuais, conforme 4.6 e 4.7*.
8.7.5 Recomenda-se que as bibliotecas possuam publicações
em Braille, ou outros recursos audiovisuais.
8.7.6 Pelo menos 5% do total de terminais de consulta por meio
de computadores e acesso à internet devem ser acessíveis a
P.C.R. e P.M.R. Recomenda-se, além disso, que pelo menos
outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.

A política nacional para integração da pessoa portadora de deficiência é
balizada pela Lei N° 7.853 de 24 de outubro de 1989, que

�dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua
integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para
lntegração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui
a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas
pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define
crimes, e dá outras providências,

e pelo Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a Lei no
7.853, segundo a CORDE. Artigo 53 desse Decreto diz que
as bibliotecas, os museus, os locais de reuniões, conferências,
aulas e outros ambientes de natureza similar disporão de
espaços reservados para pessoa que utilize cadeira de rodas e
de lugares específicos para pessoa portadora de deficiência
auditiva e visual, inclusive acompanhante, de acordo com as
normas técnicas da ABNT, de modo a facilitar-lhes as
condições de acesso, circulação e comunicação.
Na Portaria nº 1.679, de 2 dezembro de 1999, que
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas
portadoras de deficiências, para instruir os processos de
autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições;

a biblioteca estava citada como um dos locais a serem avaliados,
devendo estar de acordo com a norma da ABNT 9050.

Esta portaria foi

renovada pela Portaria Ministerial MEC nº 3284 de 7/11/2003, que dispõe
sobre o mesmo tema.
A Lei nº 10753 de 30/10/2003, que “institui a Política Nacional do Livro”,
em seu artigo 1º, parágrafo I, “assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito
de acesso e uso do livro”; considerando como livros, “livros em meio digital,
magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual”;
“livros

impressos

no

Sistema

Braille”,

nos

parágrafos

VII

e

VIII,

respectivamente.
Pelo que vemos, as leis estão prontas, precisamos fazer cumprir. Cabe
a cada um de nós buscar esse cumprimento.

*

Os itens e figuras que não foram transcritos podem ser consultados no endereço:
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/ABNT/NBR9050-31052004.pdf.

�3 REVISANDO DOCUMENTOS SECUNDÁRIOS...
Destacaremos alguns trabalhos sobre o tema acesso e/ou acessibilidade
e inclusão digital de portadores de necessidades especiais em bibliotecas
universitárias.
Pupo e Vicentini (1998, p. 7) dizem que
a reflexão sobre o dever institucional de contribuir para a
acessibilidade dos usuários de bibliotecas universitárias,
portando necessidades especiais, ganha uma conotação
peculiar, apontando para a satisfação de suas necessidades de
informação que poderão ser alcançadas - com apoio de infraestrutura, como também de adaptações arquitetônicas. Se
temos a capacidade de alterar a história, devemos persistir nos
esforços de realizar mudanças: a satisfação das necessidades
de saúde e autonomia a um maior número possível de pessoas
– no caso as PPD – para quem as escolhas, em máxima
medida, são negadas.

Também em 1998, Pupo e Vicentini (p. 9) reforçam que
Cabe à biblioteca universitária brasileira contribuir para a
elevação de consciência da necessidade de incorporar os
grupos minoritários, como é o caso dos deficientes – aos
intelectuais, pesquisadores e cientistas, permitindo ao portador
repensar a sua própria condição e a sua capacidade de
superação das limitações impostas.
Silveira (2000, p. 3-4), afirma que
no Brasil, praticamente, inexiste biblioteca universitária que
incorpore ao seu planejamento garantias de acesso pleno a
deficientes físicos, prevalecendo barreiras arquitetônicas em
suas instalações. Seu conjunto de recursos informacionais,
representado através de itens componentes de seus acervos,
também é projetado visando ao atendimento daquela
comunidade de usuários julgada fisicamente "normal",
resultando daí a acessibilidade parcial e, na maioria das vezes,
inacessibilidade total à informação disponibilizada pela
biblioteca, devido aos suportes utilizados para seu registro ou
pela inexistência de tecnologias alternativas especialmente
desenvolvidas para propiciar utilização por usuários deficientes
visuais

Nesse mesmo artigo ela

�destaca iniciativas em prol do deficiente na UFRJ, USP e
UFMG. Aponta projetos implementados e em andamento nas
bibliotecas da UFMG. Conclui que, nesta Universidade,
portadores de necessidades especiais ainda não possuem
tratamento igualitário em relação aos demais membros da
comunidade acadêmica (SILVEIRA, 2000, p. 1).

Em Fernandes e Aguiar (2000, p. 14) são apresentadas algumas
propostas para o atendimento das necessidades informacionais dos portadores
de necessidades especiais:
fornecer material didático especializado ou adaptado;
prover a biblioteca de recursos físicos e materiais para o
acesso do aluno: sinais sonoros de trânsito, rampa, mobiliários,
equipamentos e materiais adaptados, piso antiderrapante, área
espaçosa que permita boa locomoção, dentre outros;
prestar apoio pedagógico especializado ao aluno deficiente
visual;
divulgar, implementar e orientar quanto ao uso de
equipamentos e materiais especiais;
prestar orientação aos profissionais envolvidos no atendimento
ao aluno portador de deficiência visual;
estabelecer parcerias com outros órgãos de prestação de
serviços para o desenvolvimento de ações conjuntas;
desenvolver pesquisas para melhor conhecer as necessidades
dos deficientes visuais;
capacitar e apoiar recursos humanos para o atendimento aos
portadores de deficiência visual.

Pupo e Santos (2001, p. 4) dizem que
em conformidade com a literatura internacional e a nossa
realidade, deve-se
- realizar um censo, no campus, para identificar pessoas
deficientes;
- incentivar que os alunos com necessidades especiais
organizem-se em grupos para buscar soluções a suas
necessidades de informação;
- facilitar para os bibliotecários interessados discutirem e
proporem ajuda; a interação dos bibliotecários com usuários é
facilitada por cursos específicos;
- implantação de uma base de dados local, dedicada aos
assuntos da deficiência, que reuna também os centros e
núcleos de pesquisa e atendimento existentes na Universidade,
para troca de informações.

Coutto (2001, p. 2-3)
A prestação de serviço e os aperfeiçoamentos empreendidos
ou em fase de desenvolvimento, através do Programa Disque
Braille/Catálogo Coletivo de Livros em Braille e Livros Falados,
confirmam o compromisso do Sistema Integrado de Bibliotecas

�da USP, no apoio às atividades universitárias de cultura e
extensão aos diferentes segmentos da comunidade e em
especial, aos portadores de deficiência visual.

Mazzoni, et al (2001, p. 6) recomendam que
Para um bom atendimento às pessoas portadoras de
deficiência no espaço físico da biblioteca, é necessário que
seja preparada uma sala com recursos de acessibilidade, tanto
em termos de mobiliário, como em software e hardware. O
objetivo é que nesta sala exista a infraestrutura necessária aos
estudos e pesquisas das pessoas portadoras de deficiência,
mas não é aconselhável que esta sala seja de uso exclusivo
delas.
Os sistemas de sinalização devem ser concebidos de forma a
observar as necessidades de usuários cegos, com baixa visão,
daltônicos, surdos e com outros problemas.
Todos os serviços disponibilizados na forma digital devem
poder ser acessados também via Internet, observando a
acessibilidade no espaço digital.
A comutação de material bibliográfico deve incluir também
versões digitais.
Deve-se aumentar o acervo com obras digitais e tornar a
versão digital parte indissociável dos trabalhos acadêmicos de
mestrado e doutorado recebidos pela biblioteca.
Alocar pessoas portadoras de deficiência para atuar na
biblioteca, assim as dificuldades enfrentadas por estes usuários
serão mais bem compreendidas e mais facilmente
solucionadas.

Pupo, Carvalho e Chaves (2003, p.1) apresentam o Laboratório de
Acessibilidade da UNICAMP:
Partindo da necessidade de adaptar-se às leis de
acessibilidade, a UNICAMP através da Pró-reitoria de
Graduação, do Centro de Estudos e Pesquisas em
Reabilitação Dr. Gabriel Porto, da Faculdade de Ciências
Médicas e da Biblioteca Central, criou um laboratório de Apoio
Didático. O laboratório apóia a comunidade da Unicamp, com
deficiência visual, elaborando materiais didáticos, impressões e
transcrições em braille e orienta na utilização dos
equipamentos de informática com softwares especiais,
possibilitando a inclusão dos mesmos. Os resultados têm sido
satisfatórios e é grande a expectativa de sua utilização por
parte dos usuários.

Souto (2003, p. 12. Grifos e supressões nossos) fala que
são vários os problemas enfrentados quando buscamos a
integração e inclusão de portadores de necessidades
especiais, no que se refere ao acesso à Internet. Dentre eles
podemos destacar: [...] Diante do analfabetismo digital, das
dificuldades de comunicação interpessoal e do custo e

�disponibilidade dos equipamentos e materiais é perceptível que
o oferecimento de serviços de acesso à informação para
portadores de necessidades especiais requer um considerável
grau de investimento em recursos físicos, materiais e humanos.

Apresentamos algumas experiências das poucas registradas em nossa
literatura, acreditamos que existam outras, mas não muitas.

Algumas

universidades estão começando a desenvolver o trabalho de inclusão
buscando obedecer a legislação. Mas se a inclusão dos ditos “normais” é
complicada, dos especiais então. As bibliotecas, muitas vezes, são esquecidas
nos projetos universitários, mas com o aporte que as leis nos proporciona
podemos argumentar e conseguir a inclusão de nossas unidades de
informação nos projetos, alcançando assim uma estrutura que possa incluir,
realmente, todos, apesar da falta de verbas, mas com vontade, podemos
conseguir.

4 CONCLUSÃO
A legislação já é presente, cabe a nós fazer cumpri. Nesse ano que foi
considerado o Ano Iberoamericano das Pessoas com Deficiência, a busca da
inclusão dessas pessoas deve ser uma de nossas metas. Algumas iniciativas
foram apresentadas, mas muito ainda falta, e como foi mostrado não é um a
caminho fácil, mas é preciso começar.
Como foi dito essa revisão objetiva subsidiar a nossa participação no
Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva” de nosso Sistema de Bibliotecas e
Arquivos – NDC; esperamos que esse trabalho possa apoiar outros grupos que
estejam iniciando um trabalho sobre esse assunto.
Na Avaliação das Condições de Ensino, realizada pelo ao Ministério da
Educação – MEC, através do o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC deverão ser cobradas os requisitos de
acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais, dispostos
na Portaria nº 3284 de 7/11/2003, desse mesmo Ministério. Estamos prontos

�para essa cobrança? As experiências das bibliotecas apresentadas podem nos
auxiliar nesse apronte.
A Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência - CORDE que atua primeiro de forma normativa e reguladora das
ações desta área no âmbito federal e, e em o segundo como articuladora das
políticas públicas existentes, em nível federal, estadual e municipal; podendo
dar apoio a projetos através de convênio ou outros instrumentos congêneres.
O Sistema de Informações da CORDE, SICORDE nos oferece toda a
legislação pertinente ao tema em questão, facilitando o início dos trabalhos.
Enfim, precisamos dessa forma, começar o trabalho de inclusão dos portadores
de necessidades especiais nas bibliotecas universitárias, inserindo-os na
chamada sociedade da informação.
ABSTRACT

Revision on access and digital Inclusion of disablement in university libraries.
It presents documents on the rights of the disablement; emphasizing papers on
university libraries. It is presented as a theoretical study to subsidize the works
of the group Biblioteca Inclusiva, just implanted for the Sistema de Bibliotecas
e Arquivos da Universidade Federal Fluminense, that intends to provide to
these users an adjusted environment, promoting its inclusion in the call society
of the information.
KEYWORDS: Disablement. Inclusion digital. Access information. University
Libraries.

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INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA. 2. 2003, Florianópolis. Anais...
Florianópolis, 2003. Disponível em:
http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/46-71-p1-71.pdf

∗

Biblioteca da Escola de Arquitetura e Urbanismo (BAU) - Núcleo de Documentação Universidade Federal Fluminense
Rua Passo da Pátria, 156 - Campus da Praia Vermelha/ Casarão – Ingá - iterói – Rio de
Janeiro – Brasil -marcosvinicius@vm.uff.br
∗∗
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia-Núcleo de Documentação Universidade Federal Fluminense
Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil
ndcars@vm.uff.br

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                <text>Revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes portadores de necessidades especiais em bibliotecas universitárias. Apresenta fontes primárias, como documentos sobre os direitos dos portadores de necessidades especiais; e fontes secundárias que tratam desse assunto em bibliotecas universitárias. Apresenta-se como um estudo teórico para subsidiar os trabalhos do Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva”, recém implantado pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense, que tenciona proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado, promovendo sua inclusão na chamada sociedade da informação.</text>
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                    <text>A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, A GLOBALIZAÇÃO E O BINÔMIO
INCLUSÃO / EXCLUSÃO DE PESSOAS DEFICIENTES OU PORTADORAS DE
NECESSIDADES ESPECIAIS NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO

Júlia Gonçalves da Silveira∗
Maria Eugênia Albino Andrade∗∗

RESUMO

Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas
portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação”
e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a
construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações
e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação,
cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as
esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das
pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas
universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta
discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos,
cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas
de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são
possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da
informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator
preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais
justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de
decisão nas diversas esperas político-sociais.
PALAVRAS-CHAVE: Sociedade da Informação. Globalização. Deficientes Físicos
e Visuais. Portadores de Necessidades Especiais. Bibliotecas Universitárias –
Deficientes Físicos e Visuais.

1 INTRODUÇÃO

A

“Sociedade

da

Informação”

ou

“Sociedade

do

Conhecimento”,

caracterizada pela super valorização da informação e do saber, mercadorias
imprescindíveis no mundo altamente competitivo de hoje,

vem impulsionando

�mudanças na estrutura econômica , nas relações sociais, nas políticas, na cultura
e nos modos de produção e trabalho no contexto dos diversos países e
continentes.
O conceito de Sociedade da Informação não é técnico nem regulador, é
social e econômico, conforme conclusão de evento recentemente realizado na
Colômbia, abordando este tema. Também não é considerado novo, existe desde
que as pessoas se comunicam e trocam informações. Tornou-se mais evidente e
tem evoluído para a economia do conhecimento, graças aos avanços
tecnológicos. Pode ser entendido como a possibilidade que possui o ser humano
de aproveitar as tecnologias da informação para satisfazer necessidades da vida
cotidiana, para melhorar sua qualidade de vida e seus níveis de informação e
conhecimento. Ou seja, a finalidade da sociedade da Informação é o ser humano.
Este conceito é, sem dúvida, um conceito geral que requer adaptações de cada
país, de acordo com as particularidades sócio-econômicas e com as condições
específicas de seus cidadãos e suas regiões. Estas são, em síntese, as
conclusões acerca da Sociedade da Informação, declaradas durante o referido
evento.
Esta mesma sociedade, também denominada “Sociedade Pós-Industrial",
encontra-se fundamentada na tecno-ciência, especialmente na informática e mais
precisamente nas tecnologias de informação e de comunicação. O presente
estágio de desenvolvimento tecnológico que se conseguiu alcançar, deve servir
como ferramenta capaz de viabilizar o bem estar e a qualidade das vidas social e
particular, buscando a justiça social. Deve, da mesma forma, instigar reflexões
sobre o que temos visto acontecer em nossa sociedade, caracterizada como
altamente excludente, onde historicamente apenas parcelas privilegiadas da
população tem acesso real aos progressos técnicos e científicos obtidos desde os
primórdios, até o início deste Século XXI.
Constitui objetivo essencial deste trabalho analisar e discutir os conteúdos
expressos na literatura selecionada para leitura e estudo, referente à problemática
de inclusão e exclusão dos deficientes ou portadores de deficiências físicas na

�"Sociedade

da

"globalizados",

Informação",
nas

assim

instituições

como

nos

educacionais

ambientes

sociais

de

mais

modo

ditos
amplo,

particularmente nas bibliotecas universitárias.

2

GLOBALIZAÇÃO

E

ACESSO

AO

MUNDO

INFORMACIONAL,

OPORTUNIDADES SEM FRONTEIRAS E BARREIRAS?

Ao falar de globalização, um dos aspectos destacados como mais positivos
é a eliminação de fronteiras, ocasionando a integração entre os povos e levando a
se pressupor que a igualdade seja estabelecida. Entretanto, constata-se que
diferenças não foram eliminadas, mas se acentuaram como esclarece Milton
Santos:
“Mundo sem fronteiras?

Vivemos um novo período na história da humanidade...num
mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se
globais e o que acontece em qualquer parte habitada da Terra tem
relação com o acontecer em todos os demais...Daí a ilusão de
vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global...ao
contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza,
a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta
e onde se ampliam as fraturas sociais. (SANTOS, 2001)

O

fenômeno

da

globalização

econômica

acarretou

profundas

conseqüências na estrutura dos países, em suas relações sociais e nos modos de
produção e trabalho. Por outro lado, verificou-se significativa alteração nos
hábitos, valores, comportamentos e estilos de vida, fazendo emergir uma nova
cultura, esta chamada por alguns autores de pós-moderna, em que os campos
das artes, da arquitetura, da literatura e da produção científico-tecnológica foram
também afetados (CABRAL; SILVEIRA, 2002).
Na sociedade contemporânea informação e conhecimento constituem
forças propulsoras de desenvolvimento, onde o saber adquire caráter de principal
força de produção passando a ocupar posição de mercadoria informacional,
imprescindível à competição mundial pelo poder.

�Como base para implantação da globalização, temos o desenvolvimento de
tecnologias da informação e da comunicação que permitem a integração de
pessoas e de organizações dispersas pela superfície do planeta, possibilitando o
ressurgimento do conceito de “cidadão do mundo”. Este tem sido utilizado para
significar possibilidades de locomoção. Ao refletir sobre o mesmo, Ortiz (1996)
argumenta que todos nós somos cidadãos do mundo pelo fato deste vir até nós, e
não por circularmos livremente por todo o planeta. A vinda do mundo se dá pelo
consumo de bens produzidos nos diversos países, pela veiculação de notícias e
de informações de caráter mundial a que temos acesso ao ligar o aparelho de
televisão ou ao acessar redes de computadores.
Este contexto, leva-nos a concluir que as populações em geral devem estar
preparadas para utilizar serviços e sistemas associados a redes de comunicação e
informação,

e

educadas

para

consumir

informações

e

conhecimentos

competentemente. Entretanto, para que se alcance a sociedade da informação
descrita por diversos autores, faz-se necessário que haja a concretização dos
objetivos implícitos no desenvolvimento econômico e social, que subentendem o
desenvolvimento “contínuo do bem estar do povo, proporcionando a satisfação de
necessidades básicas e minimizando desigualdades de acesso a bens e serviços”.
(ATAÍDE, 1997, p. 268), o que abarcaria as conseqüências sociais ideais da era
da informação e do conhecimento. Entretanto, Shaff (1995, p. 49) alerta sobre a
possibilidade de a informação se transformar em fator de divisão entre as
pessoas, assumindo um caráter divisor de classes, sob determinadas condições,
materializadas na divisão entre informados e não-informados, entre os que
possuem e os que não possuem as informações adequadas. O autor considera
ser possível o surgimento de novas desigualdades sociais, vislumbrando,
inclusive, o renascimento de uma divisão quase classista da sociedade
informática, o que pode ser percebido através da seguinte afirmativa:

[...]é inevitável que o advento da sociedade informática possa
produzir uma nova divisão entre os que têm e os que não têm.
Esta situação criará, portanto, uma nova base que, através da
diferenciação social, poderá produzir algo semelhante à

�diferenciação existente entre as classes [...] a divisão se dará,
antes, entre aqueles que possuem informações pertinentes sobre
diversas esferas da vida social e aqueles que estarão privados
destas em razão de leis relativas a segredos oficiais.

À essa situação vislumbrada por Schaff, acrescentaríamos, como outro
fator preocupante, em relação à categoria de deficientes, o perigo de agravamento
das condições atuais de desigualdades sob as quais, via de regra, estão sujeitos
esses grupos de cidadãos. Os projetos nacionais de Sociedade da Informação não
tenderiam a reforçar a exclusão de grupos minoritários em detrimento de
atendimento prioritário dedicado às camadas historicamente favorecidas, que
geralmente impõem prejuízos aos socialmente mais fracos ou pobres?
Têm sido apregoados como benefícios da globalização e da Sociedade da
Informação, a igualdade de oportunidades de acesso às tecnologias de
informação e comunicação; porém, cabe indagar se eles estariam atingindo
minorias

historicamente

discriminadas

ou

estariam

favorecendo

grupos

tradicionalmente dominantes ou privilegiados? Como têm sido considerados os
deficientes na sociedade atual? Para responder a esta indagação, faz-se
necessário examinar os direitos que lhes são garantidos, bem como o reflexo
destes na vida cotidiana desses cidadãos.

3

DIREITOS

CIVIS

DOS

DEFICIENTES

FÍSICOS

NA

SOCIEDADE

CONTEMPORÂNEA

Os direitos dos deficientes são prescritos pela Organização das Nações
Unidas – ONU, e também estão presentes na Constituição Brasileira, como
apresentamos a seguir.
Na Declaração dos Direitos do Deficiente, promulgada pela ONU, vimos
expressas afirmativas de direitos civis desta categoria de cidadãos, destacando-se
a questão da igualdade e da autonomia, enfim que sejam levadas em conta suas

�necessidades particulares em todas as etapas do planejamento econômico e
social (DECLARAÇÃO, 1981).
Deficiente, conceitualmente definido ainda pela citada Declaração, como
"toda pessoa em estado de incapacidade de prover por si mesma, no todo ou em
parte, as necessidades de uma vida pessoal ou social normal, em conseqüência
de uma deficiência congênita ou não, de suas faculdades físicas ou mentais".
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de
outubro de 1988, registra no Capítulo III - Da Educação, da Cultura e do Desporto,
Seção I, Da Educação, Art. 205 " A educação, direito de todos e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho". No Artigo 206, determina os
princípios que devem nortear o ensino, onde destaca-se, como primeiro princípio,
a "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola", e no Item III,
do Art. 208 prescreve que será dado "atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino".
No contexto biblioteconômico, considera-se usuário deficiente ou usuário
portador de necessidades especiais, como aquele cliente de biblioteca que "...
apresenta limitação visual, auditiva, física ou mental leve, tendo, portanto,
necessidades de serviços e de produtos diferenciados, adaptados às suas
limitações e potencialidades". (FERREIRA ; GONÇALVES, 1993)
O ordenamento jurídico brasileiro, no plano federal, como destacado por
Leonardo (2001, p.151), assegura à pessoa portadora de deficiências uma série
de direitos. Apesar da existência de uma listagem formal desses direitos, este
autor considera que eles enfrentam uma situação inferiorizada, figurando entre
“categoria dos excluídos sociais, sendo segregada em todas as áreas e
defrontando-se com inúmeras espécies de barreiras”. Destaca, como fator de
intensificação dos discursos em favor da equiparação de oportunidades, a ação da
ONU, a partir de 1981, através da iniciativa de comemoração do “Ano

�Internacional das Pessoas Deficientes”, difundindo a idéia de inclusão social,
sustentando a necessidade de políticas públicas e sociais direcionadas para
efetivação dessa igualdade de oportunidades nas escolas, nos locais de trabalho,
nas repartições e nos logradouros públicos, nas edificações, entre outros. Afirma
que a sociedade brasileira necessita “avançar muito na prática cotidiana da
inclusão social dessas pessoas, para que a realidade se aproxime dos comandos
legais e a justiça social, no particular do deficiente, passe da vontade abstrata da
lei para a vontade concreta da sociedade brasileira”.
Temos visto no Brasil, assim como em outros países, grande empenho no
sentido de construir e viabilizar implantação dos programas denominados
“Sociedade da Informação”. Através de documentos que refletem expectativas
regionais e nacionais, divulgam-se “Programas Sociedade da Informação”, onde
encontram-se registradas questões sociais consideradas fundamentais e o
delineamento de políticas estratégicas que poderiam favorecer o desenvolvimento
social, cultural e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, através da utilização
de Tecnologias de Comunicação e Informação, as TIC. Sob essa perspectiva,
pressupõe-se que a maioria dos Programas fundamenta-se na Sociedade da
Informação “humanizada e humanizadora”, “...não interessada apenas na
tecnologia, mas nos processos sócio-econômicos: aprendizado, mudança cultural,
reorganização institucional e – crucialmente – no uso das TIC para atender às
necessidades do usuário e desenvolver aplicações.” (PHIPPS, 2000, p.110)
O documento “Sociedade da Informação no Brasil: Livro Verde”

torna

público, em sua apresentação, que “cabe ao sistema político promover políticas
de inclusão social, para que o salto tecnológico tenha paralelo quantitativo e
qualitativo nas dimensões humana, ética e econômica.” Resultante de trabalho
iniciado em 1999 pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, o Programa
Sociedade da Informação tem como finalidade básica “lançar os alicerces de um
projeto estratégico, de amplitude nacional, para integrar e coordenar o
desenvolvimento e a utilização de serviços avançados de computação,
comunicação e informação e de suas aplicações na sociedade. Essa iniciativa

�permitirá alavancar a pesquisa e a educação, bem como assegurar que a
economia brasileira tenha condições de competir no mercado mundial.”
(Embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. Ministro de Estado de Ciência e
Tecnologia, autor da Apresentação do “Livro Verde”).
O documento expressa superficialmente preocupação com as pessoas
portadoras de deficiências.

Conforme texto registrado no “Livro Verde”,

reconhecem que esses cidadãos possuem dificuldades especiais de acesso à
formação básica e profissional,

“tendo poucas oportunidades de participar do

mercado de trabalho e do convívio social”. Menciona no Capítulo 2 – Mercado,
Trabalho e Oportunidades, aspectos relacionados ao trabalho para pessoas com
necessidades especiais.
Em termos de discursos, o prescrito vem aparentemente sendo mais ou
menos respeitado como determina a Carta Magna em relação aos procedimentos
que deveriam ser adotados por todo o sistema brasileiro de ensino público,
visando a inclusão dos deficientes no sistema social, inclusive e especialmente
pelas universidades, instituições estas que deveriam propor alternativas de
soluções de problemas sociais, considerando sua desejável característica de
instituição de “vanguarda”.

4

INCLUSÃO

DE

DEFICIENTES

FÍSICOS

NAS

UNIVERSIDADES

E

BIBLIOTECAS – USUÁRIOS REAIS, POTENCIAIS OU NÃO USUÁRIOS DA
INFORMAÇÃO ?

REALIDADE (1997) abordando a temática “deficientes físicos”, observa que
a sociedade de modo geral impõe a eles situação de extrema fragilidade e de
exclusão, considerando a incipiência de ações voltadas para sua inserção plena
em condições de igualdade de tratamento dispensado aos demais atores e
agentes sociais.

�No Brasil, não há restrições formais quanto ao fato de o deficiente físico se
integrar ao sistema social, incluindo sua possibilidade de freqüência regular às
universidades e bibliotecas. Isto ocorre em termos de discurso, pois na realidade o
que se vê são cidades, edifícios, escolas e bibliotecas que reforçam a
marginalização das pessoas de mobilidade limitada ou portadoras de outros tipos
de deficiência.
Algumas experiências de inclusão social dos deficientes já se fazem
presentes em bibliotecas universitárias brasileiras, como comprova a literatura da
área, em especial a destacada no final deste trabalho. Pupo e Vicentini (1998)
abordando a problemática de integração dos usuários portadores de deficiências à
biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, descrevem
projeto desenvolvido objetivando a inserção, no contexto da pesquisa, dos
professores,

alunos

de

pós-graduação

e

pesquisadores,

“detentores

de

deficiências físicas e visuais, oferecendo-lhes a oportunidade de estudar,
pesquisar e consultar bases e bancos de dados nacionais e internacionais”,
facilitando-lhes o acesso à informação. Enfim, buscando eliminar barreiras
arquitetônicas e dotando a biblioteca de infra-estrutura de tecnologias de
informação e comunicação apropriadas a essa clientela especial. Pereira e
Chagas (1998) bibliotecários do Serviço Braille da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraiba, relatam experiência junto a essa Instituição e
apontam o acréscimo ocorrido no contexto da literatura sobre o assunto nas duas
últimas décadas. Reflexo, provavelmente, da preocupação dessa e de outras
instituições de ensino superior com a problemática dos portadores de
necessidades especiais. Destacam ainda as dificuldades de toda ordem que
interferem nos resultados de trabalhos que visam superar as barreiras
intervenientes em atividades em prol dos deficientes visuais, especialmente
aquelas relacionadas às áreas “de recursos humanos e materiais”.
Considerando as questões especificas da Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG, em relação aos problemas enfrentados pelos usuários de suas
bibliotecas, Silveira (2001, p.248-254) expõe depoimentos de alguns alunos e

�membros da comunidade acadêmica, bem como apresenta sugestões para
solução das questões detectadas nesse contexto universitário. Os problemas
apontados acima são vivenciados pelos alunos e funcionários portadores de
alguma deficiência na UFMG. As barreiras são sentidas quando no ingresso na
universidade, por as provas conterem gráficos e mapas. No caso dos deficientes
visuais, há falta de material didático em Braille e gravações em número
insuficiente, que não cobre toda a literatura sobre os assuntos estudados. Apesar
de alguns alunos reconhecerem os esforços institucionais até então realizados,
demandam maior empenho por parte da UFMG para evitar que eles tenham que
depender da cooperação de colegas para lerem e gravarem os textos indicados
pelos professores. Os portadores de deficiências motoras destacam as barreiras
físicas criadas pela falta de rampas e de elevadores. Mesmo quando existem
elevadores nem sempre é possível utilizá-los, pois, para se ter acesso aos
mesmos, necessita-se de usar primeiro rampas ou escadas, como é o caso da
entrada principal do prédio da biblioteca central da universidade. Não podemos
esquecer dos direitos dos deficientes, nesses e em outros aspectos, como nos
alerta o depoimento a seguir:
O estudante que possui a deficiência visual requer uma atenção
maior no que diz respeito ao acesso à informação bibliográfica e
conteúdos pertinentes ao seu curso. Embora seja minoria, esse
aluno necessita de material didático, tanto quanto o aluno vidente.
Esse procedimento tem que ser encarado como um direito à
cidadania. (SILVEIRA, 2001, p. 251).

Nesse trabalho de Silveira (p. 247-248) anteriormente mencionado, há
registros de iniciativas e ações empreendidas também por outras universidades
nacionais, ressaltando atividades da USP (Disque Braille e Laboratório de Ensino
e Material Didático do Departamento de Geografia) e da UFRJ (Núcleo de
Computação Eletrônica ).
Portanto, considerando as poucas exceções, em relação ao montante das
instituições universitárias nacionais em funcionamento regular, é sob uma ótica de
inferioridade constitucional e de diferenciação explícita nas formas de tratamento
que vimos, geralmente, no Brasil serem considerados os portadores de

�deficiências. O que historicamente parece contribuir para segregá-los e fragilizálos em seus direitos civis, impedindo a sua inclusão de fato nas universidades e
sociedade de modo geral.
Conceitua-se inclusão social como o processo pelo qual a sociedade se
adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com
necessidades especiais e, simultaneamente,

estas se preparam para assumir

seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral
no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria,
equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de
oportunidades para todos. (SASSAKI, 1997, p. 3).
Os praticantes da inclusão se baseiam no modelo social da deficiência. Por
este modelo, os problemas da pessoa com necessidades especiais não se
restrigem à ela, mas estão também na sociedade. Assim, a sociedade é chamada
a perceber que lhe cria problemas, causando-lhe incapacidade ou desvantagem
no desempenho de seus papéis sociais em virtude de seus ambientes restritivos;
suas políticas discriminatórias e suas atitudes preconceituosas que rejeitam a
minoria e todas as formas de diferenças; seus discutíveis padrões de normalidade;
seus objetos e outros bens inacessíveis do ponto de vista físico; seus prérequisitos atingíveis apenas pela maioria aparentemente homogênea; sua quase
total desinformação sobre necessidades especiais e sobre direitos das pessoas
que têm essas necessidades; suas práticas discriminatórias em muitos setores da
atividade humana.
O conceito de exclusão social é relativamente novo, como mostrado por
Parkinson, citado por Phipps (2000, p. 110), “entrando realmente em voga através
da Europa durante os anos 90”. Ressalta problemas e discriminações sociais,
onde pessoas são deixadas de fora das principais correntes políticas, econômicas
e sociais, sendo considerados socialmente excluídos “indivíduos ou comunidades
que estão relativamente isoladas e subaparelhadas, a quem faltam a capacidade,
a capacitação e oportunidade para participar”.

�Conforme Sassaki (1997) pode-se afirmar que há inclusão social efetiva
quando os sistemas sociais, dentre eles o educacional, incluindo seus diversos
subsistemas, estão plenamente estruturados para atender as necessidades de
cada cidadão, das maiorias às minorias, dos privilegiados aos marginalizados.
Destaca ainda que há inclusão social quando a sociedade se adapta para poder
incluir, sendo seu dever “eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e
atitudinais para que as pessoas com necessidades especiais possam ter acesso
aos serviços, lugares, informações e bens necessários ao seu desenvolvimento
pessoal, social, educacional e profissional”.
Cabe, portanto, à sociedade de modo geral e à universidade em particular,
eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e atitudinais para que as
pessoas com necessidades especiais que a freqüentam possam ter acesso aos
serviços, lugares, informações, tecnologias e bens necessários ao seu
desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
Consideradas como subsistemas vitais das instituições acadêmicas, as
bibliotecas universitárias devem prover acesso à comunidade acadêmica de
recursos de informação relevantes, de modo a subsidiá-la no desenvolvimento de
suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Deve-se atentar que a
comunidade acadêmica é diversificada também no tocante às condições físicas
dos cidadãos que a integram. Os deficientes físicos, alunos, professores e demais
funcionários, constituem parcela da comunidade universitária e, portanto,
constituem-se da mesma forma, usuários de suas bibliotecas. Consequentemente,
devem ser levados em conta em todas as etapas de seu planejamento global.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Agravando a situação de desigualdades sociais, onde estruturas absorvidas
de modelos capitalistas tendem a reforçar exclusão daqueles que não se adequam
aos interesses do sistema produtivo, o Brasil enfrenta hoje dificuldades
econômicas que atingem diversos setores sociais, incluindo aí os setores

�educacionais, historicamente não privilegiados no planejamento governamental.
Além de não priorizada devidamente, a área de Educação, através dos parcos
recursos recebidos, tem que promover sua redistribuição considerando inúmeras
frentes de trabalho pertinentes ao campo, e raramente atendendo necessidades
de camadas sociais minoritárias. Enfim, são repetidas e perpetuadas as
desigualdades de tratamento e de omissões presentes na sociedade de modo
geral. As universidades e bibliotecas representam "continuação de uma lógica
perversa, contra a qual a briga é política" (GUIMARÃES, 1985).
No contexto universitário brasileiro, verifica-se que a grande maioria das
bibliotecas reflete o descaso social mais amplo pelos deficientes físicos, sendo
seus objetivos voltados quase que exclusivamente para aqueles usuários
fisicamente "perfeitos". Isto pode ser comprovado pela breve literatura da área,
que apresenta um cenário bastante desolador com referência ao tratamento
ineficiente e ineficaz dispensado ao público constituído pelos usuários portadores
de necessidades especiais. As raras iniciativas para integração destes,
configuram-se, na maioria dos casos, como soluções de paternalismo, de medidas
assistencialistas, retirando do indivíduo o seu direito de conviver em igualdades de
condições com outros membros da comunidade universitária.
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e
que, independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua
missão na sua utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente
para o crescimento do ser humano, cabe-lhes promoverem as transformações
necessárias ao cumprimento adequado de sua missão perante a sociedade que
lhe destinaram servir. Cabe-lhes inclusive o dever de denunciar e impedir que
contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.
Não adianta discursar a respeito de Sociedade da Informação, de
Globalização, de democratização de informação, de direitos civis e políticos, de
cidadania, de uma infinidade de recursos tecnológicos para usuários de
bibliotecas, de redes de informação; se na realidade o que vimos acontecer são

�possibilidades de acesso injustas, discriminatórias e desiguais. O que parece
acontecer não apenas para pessoas portadoras de necessidades especiais, mas
também para outras camadas de excluídos e marginalizados sociais.
Assegurar ou não o direito de acesso à informação propriamente dita ou
aos locais onde se concentram tecnologias de comunicação e de informação
pode significar formas diversificadas de inserção ou de exclusão social dos
deficientes. Em se tratando das instituições públicas, em especial das
universidades e bibliotecas deveriam, talvez mais que outras, desempenhar papel
decisivo nesse processo, fornecendo suporte informacional e documental
adequado à aprendizagem, ao

ensino e pesquisa,

alocando recursos,

possibilitando acessos, em suma, disponibilizando o conhecimento de forma
igualitária a toda sua comunidade acadêmica.
Apesar das iniciativas destacadas na literatura lida em prol do deficiente,
que configuram e demonstram preocupações esparsas e dispersas para busca de
solução de problemas na sociedade de modo geral, temos que admitir que a
sociedade brasileira,

pelo elenco de barreiras e de dificuldades a que estão

submetidos seus cidadãos, portadores de necessidades especiais, não pode ainda
ser caracterizada como “Sociedade Inclusiva”.
Para alcançar uma sociedade mais justa, possibilitando e favorecendo a
inclusão de fato das pessoas portadoras de deficiências físicas no contexto social
e universitário e, em particular, na “Sociedade da Informação”, seria necessário
maior esforço no sentido de se avançar no processo de humanização social.
Enfim, conseguir uma mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que
detêm poder de decisão nas diversas esferas político-sociais, priorizando e
praticando a inclusão calcada na solidariedade, isto é, considerando a inclusão
social dos “outros” como fim e não como meio.

INFORMATION SOCIETY, GLOBALIZATION AND THE BINOMY
INCLUSION/EXCLUSION OF THE HANDICAPPED PERSONS IN THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES CONTEXT

�ABSTRACT
This paper discusses the inclusion and the exclusion of to blind or handicapped
users at Brazilian university libraries, in the context of the information society and
the globalization. It was developed based on selected literature. It points out the
barriers that difficulty the integral information access by this category of users. It
shows the reality of discrimination in the university context, that occurs in function
of historical, political and social factors.
KEYWORDS: Information Society. Globalization. Handicapped Users. University
Libraries - handicapped users. University Libraries – blind users.

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�∗

Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Bibliotecária/Documentalista.
Escola de Ciência da Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901 Belo
Horizonte/MG Brasil. juliags@eci.ufmg.br
∗∗
Doutora em Ciência da Informação pela UFRJ. Professora da ECI/UFMG. Escola de Ciência da
Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901
Belo Horizonte/MG Brasil.
eugeniaandrade@eci.ufmg.br

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                <text>A sociedade da informação, a globalização e o binômio inclusão / exclusão de pessoas deficientes ou portadoras de necessidades especiais no contexto universitário.</text>
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                <text>Silveira, Júlia Gonçalves da, Andrade, Maria Eugênia Albino </text>
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                <text>Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação” e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação, cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos, cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de decisão nas diversas esperas político-sociais. </text>
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                    <text>A CHARGE ELETRÔNICA COMO INSTRUMENTO FACILITADOR NA
INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
Eliane Ferreira da Silva∗

RESUMO
A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas
tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo
assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades
especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital
e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no
trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca
do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de
consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude
da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de
inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de
representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor,
ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da
realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no
mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação
da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura
para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional,
esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e
a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a
inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e
melhorar a qualidade de vida.

REFLEXÕES INICIAIS

A delimitação do tempo na história faz parte da consciência histórica da
humanidade e se reflete nos discursos e na comunicação. Vivemos em um tempo
marcado por grandes descobertas, transformações e contradições, o tempo da
modernidade, conforme denominado por Habermas (2002, p. 10).
Para Castells (2001, p. 31), a nova sociedade emergente é a sociedade
informacional. Embora marcada por variações consideráveis nos diversos países,
está relacionada ao passado e confere à humanidade sua história universal.

�Na época atual, encontramos rápidas transformações tecnológicas e fatores
sociais pré-existentes em um complexo processo de interação. Isso resulta em
uma forma paradoxal do ser na sociedade informacional. De um lado há o
progresso da ciência e da tecnologia; do outro, há uma crise da racionalidade. É
por isso que Habermas (2002, p. 412) apresenta a subjetividade como princípio da
modernidade. Esse princípio explicaria simultaneamente a superioridade do
mundo moderno e sua tendência à crise; trata-se de o mundo do progresso, bem
como do espírito alienado (HABERMAS, 2002, p. 25).
Contraditoriamente, na modernidade, a sociedade da informação revela sua
face traçada por dilemas de ordem moral e ética (DEMO, 2001). Surgem novas
questões como a inclusão digital dos portadores de necessidades especiais.
Embora

haja

muita

informação

e

conhecimento,

que

permitiriam

o

desenvolvimento individual, bem como das competências necessárias para a
participação social efetiva, isso não é o suficiente. Encontramos os excluídos
sociais e os não iniciados em computadores; os que não estão familiarizados com
as novas linguagens e as novas formas de comunicação. Além disso, há os que
têm essas barreiras aumentadas pelo acréscimo em suas dificuldades de inclusão,
por serem portadores de necessidades especiais.
A partir da década de 80, a revolução tecnológica da informação foi
implantada nos moldes da lógica e dos interesses do capitalismo avançado.
Segundo Castells (2001, p. 32), a estrutura social está unida ao surgimento de um
novo modo de desenvolvimento, o informacionalismo, historicamente moldado
pela reestruturação do modo capitalista de produção. Isso constitui um dos fatores
para as desigualdades continuarem crescentes e visíveis.
Para os que têm necessidades especiais, poder acessar de alguma forma a
tecnologia para entrar no mundo da informação é apenas o começo. Silveira
(2001, p. 5) identifica “a falta de crédito, a carência de tecnologia e a deficiência da
educação” como os “elementos essenciais do ciclo da pobreza”. Muitas vezes, os
que têm necessidades especiais pertencem a esse ciclo. O citado autor acredita

�que, para vencer as dificuldades, é necessário enfrentá-las. Esse seria o primeiro
passo para subjugá-las. Isso significa o combate à exclusão digital.
No entanto, a estatística que mostra as desigualdades é reveladora. Para
destacar apenas alguns pontos, segundo Silveira (2001, p. 18) salienta, os 24
países mais ricos do mundo abrigam 15% da população da Terra e concentram
71% de todas as linhas telefônicas.
No Brasil, o destaque é para São Paulo. Em 1996, a cidade detinha 41% de
todo o tráfego telefônico do país. Esses números revelam os extremos de
conectividade. Relativo à estatística das dificuldades dos portadores de
deficiência, o citado autor não faz nenhuma alusão. Obviamente elas existem. Mas
os portadores de necessidades especiais estão relacionados entre todos os
demais que sofrem com a exclusão social e digital.
As contradições são como realidades interdependentes, entrelaçadas como
os fios de uma teia. Todavia, este é um tempo de novas possibilidades de
interação e intervenção. Fatores como a criatividade, o empreendedorismo, a
pluralidade cultural, entre outros, podem afetar o avanço das aplicações
tecnológicas e sociais. O progresso atual está correlacionado aos eventos do
passado e proporcionam novas possibilidades de comunicação, transmissão da
informação, atualização dos discursos, construção de conhecimento. Tudo isso
pode e deve ser aproveitado a favor de todos.
Na sociedade da informação, há desafios, incertezas e temor. Contudo, ela
também fornece a base de sustentação às iniciativas que visam preparar a
sociedade como um todo para enfrentar e tomar partido nas tendências e
transformações (WERTHEIN, 2000, p. 73). Para enfatizar esse ponto, podemos
incluir a citação:
A flexibilidade que caracteriza a base do novo paradigma é, talvez,
o elemento que mais fortemente fundamenta as especulações
positivas da sociedade da informação. É ela que incorpora, na
essência do paradigma, a idéia de “aprendizagem”. (WERTHEIN,
2000, P. 73).

�(...) vários pontos remotos podem ser conectados graças à
telemática em teleconferências nas “salas de aulas virtuais” seja
sob a forma audiográfica mais simples ou em videoconferências.
(WERTHEIN, 2000, P. 74).

Muitas das novas tecnologias da informação estão sendo pensadas e
repensadas para integrá-las na educação e no mundo da informação. Nas
comunicações,

essas

tecnologias

proporcionam

uma

gama

enorme

de

comunidades virtuais. Na educação, apesar dos desafios e dificuldades, abre-se a
oportunidade para a elevação da capacidade educacional ser repensada e
revertida a favor da inclusão digital e social dos portadores de necessidades
especiais. No trabalho, pode gerar a criação de novas oportunidades econômicas
para tais. Nesse viés, destacamos:
(...) muitas das promessas do novo paradigma tecnológico foram e
estão sendo realizadas, particularmente no campo das aplicações
das novas tecnologias à educação. Educação à distância,
bibliotecas digitais, videoconferência, correio eletrônico, grupos de
“bate papo”, e também voto eletrônico, banco on-line, vídeo on
demand, comércio eletrônico trabalho à distância, são hoje parte
integrante da vida diária na maioria dos grandes centros urbanos
no mundo. (WERTHEIN, 2000, P. 75).

Diante de todo esse campo de aplicação, devemos estar atentos para
novas oportunidades. Por isso, torna-se apropriado chamar a atenção para este
artigo que anuncia uma nova pesquisa que estuda uma antiga forma de
comunicação

e

informação,

agora

estruturada

com

os

novos

recursos

tecnológicos, com repercussões sociais: a charge eletrônica.

COMUNICAÇÃO DA PESQUISA

Em diferentes épocas, as charges eram um testemunho sócio-históricocultural que revelava os problemas sociais e preservava a memória cultural, além
de refletir a cultura e as incoerências da sociedade. Na época atual, ela revela as
contradições da atual sociedade da informação e registra a interação dialética

�entre a sociedade da informação e a tecnologia. Agora, a charge em suporte
eletrônico também possui uma narrativa oral e pode ainda ter sua informação
entendida com a ajuda da música. Isso facilita a leitura para os que possuem
necessidades especiais no campo da visão.
Consideramos necessário um enfoque especial na educação para a
inclusão dessas pessoas no grande conteúdo informacional disponível em rede. É
preciso orientá-las sobre como obter conhecimento e compreender os novos
gêneros, as novas narrativas; lidar com a expectativa enciclopédica que as novas
tecnologias proporcionam, conforme garante Murray (2003):
“Tão importante quanto a enorme capacidade dos meios
eletrônicos é a expectativa enciclopédica que eles induzem. Uma
vez que toda forma de representação está migrando para o
formato eletrônico e todos os computadores do mundo são
potencialmente acessíveis entre si, podemos agora conceber uma
única e compreensível biblioteca global de pinturas, filmes, livros,
jornais, programas de televisão e bancos de dados, uma biblioteca
acessível de qualquer parte do globo.” (MURRAY, 2003, p. 88).

Isso suscita um amplo debate na sociedade e no campo educacional.
Devido à grande quantidade de informação, uma forma com que a educação pode
contribuir é fazer uso da linguagem iconográfica, no sentido de favorecer a
compreensão dos diversos usos da língua em meio eletrônico e da leitura
imagética. Com esse objetivo em mente, iniciamos esta pesquisa. Pretendemos
investigar possibilidades de ensino de cunho interdisciplinar na escola, tendo
como base da investigação o estudo teórico das potencialidades da charge
eletrônica como meio de informação e de educação.
Neste artigo, não pretendemos idealizar programas específicos, nem
conteúdos determinados em diferentes disciplinas. Apenas estamos relatando o
início da pesquisa, que está em fase de delimitação, coleta de dados e
levantamento bibliográfico pertinente. Com a comunicação da pesquisa através
deste artigo, desejamos abrir possibilidades de reflexões de usos para os
educadores e todos os interessados em novos instrumentos pedagógicos. A

�charge eletrônica facilita a exposição das contradições da atual sociedade da
informação e o faz de forma lúdica. Ela oferece um registro diário da interação
dialética entre a sociedade da informação e as novas tecnologias. Portanto, esse
arquivo das memórias da atual sociedade merece ser bem aproveitado.
Além disso, desejamos chamar a atenção para a importância do objeto de
estudo - a charge eletrônica - como fonte de informação, cultura e educação na
construção de: conhecimento, inclusão social pela compreensão do mundo vivido,
construção de identidade individual e coletiva, no caso dos portadores de
necessidades especiais. Ao mesmo tempo, incrementar uma maior integração na
prática educativa através do uso da charge eletrônica como meio que possibilita
aos alunos a aprendizagem através da linguagem iconográfica e o uso do lúdico
como recursos para a participação ativa e crítica (PARÂMETROS..., 2000;
GUIMARÃES, 1999). Dessa forma, os educadores podem vincular o ensino com a
vida concreta e com outras possibilidades de leitura dos acontecimentos e
informações de sua época histórica.
Na pesquisa, a metodologia empregada assume uma perspectiva de
investigação que se adequou à abordagem de base qualitativa e interpretativista.
Sendo assim, não se propõe a testar hipóteses, tampouco adotar métodos e
técnicas de estudos experimentais. Ao contrário, partilha a abordagem
interpretativista, que é vista hoje como a maneira mais adequada de produzir
conhecimento em Ciências Sociais. (TRIVIÑOS, 1987; CHIZZOTTI, 2001; GIL,
1999).
Por tratarmos da compreensão crítica do sentido das comunicações, seu
conteúdo manifesto e as significações implícitas e explícitas, revelados para uso
do professor, optamos pelo quadro metodológico da Análise de Conteúdo. Para
Bardin (1977, p. 30, 31), a Análise de Conteúdo é um conjunto de técnicas de
análise das comunicações, seja qual for a natureza do suporte. Segundo o citado
autor, esse método é marcado com rigor por uma variedade de formas
investigativas, adaptáveis à aplicação no campo das comunicações.

�Sendo assim, por se tratar da charge eletrônica, uma expressão artística de
comunicação e de idéias em um novo suporte, optamos por adotar esse método
na pesquisa.
A relevância desta pesquisa está no ineditismo concernente à área. Desde
o fim do século passado, Fazenda (1995) indica a importância de serem
realizados estudos para ampliar as abordagens no campo educacional, pela
realização de pesquisa não-convencional. Isso pode proporcionar a possibilidade
de novas formas de ensino interdisciplinar e a inclusão de cidadãos no cenário da
atual sociedade da informação.
Com esse tipo de pesquisa inovadora, é possível desenvolver formas
pedagógicas alternativas para o ensino e a integração-inclusão dos portadores de
necessidades especiais e, conseqüentemente, suas famílias.

Também um

instrumento alternativo nas mãos de profissionais que atuam nessa área.
A narrativa das charges possibilita experimentar novas formas de ser, viver
e ver o mundo, ultrapassando os limites e as barreiras do nosso universo imediato.
Conforme bem expressou Murray (2003) sobre a arte narrativa baseada em
formatos tecnológicos, procedimentais, participativos, enciclopédicos e espaciais:
“pode incrementar nosso repertório de ações, alargar os modelos
pelos quais apreendemos e interpretamos o mundo, transformar os
modos com que pensamos uns nos outros e como nos tratamos
mutuamente”. (MURRAY, 2003, p. 10).

Portanto, podemos perceber que, além de serem comunicativas, elas são,
primariamente, educativas. Ao transformarem os modos como pensamos e
tratamos o próximo, podem ser capazes de atuar nas esferas de interlocução mais
complexas e atuar como um estímulo à inclusão dos excluídos. Também podem
promover atividades complementares com o uso do lúdico, resgatando a alegria
no aprender (GUIMARÃES, 1999). De uma forma não-convencional, favorecem ao
estímulo ao raciocínio crítico; proporcionam condições para que o aluno portador
de necessidades especiais, através da leitura imagética das narrativas das

�charges eletrônicas, possa construir conhecimento que o capacite para um
processo de leitura e aprendizagem permanente, ao usar novas formas de
linguagens e de gêneros resultantes das novas tecnologias. Isso é algo de suma
importância, pois, conforme afirma Demo (1998, p. 9), “o futuro da educação
passará pela instrumentação eletrônica”. Essa pesquisa pode contribuir com uma
abordagem teórica para novas aplicações que favoreçam o desempenho no
campo prático, inclusive na educação formativa dos portadores de necessidades
especiais.

CONCLUSÃO
Referindo-se à exclusão social, Demo (2002, p. 16) afirma: “O que pode
‘curar’ a pobreza não são benefícios, mas a constituição de um sujeito social
capaz de história própria, individual e coletiva.”. Com isso, concluímos que a
educação é muito importante. Para incluir um sujeito social capaz de história
própria, individual e coletiva, faz-se necessário que a tônica seja dada à educação.
A escola desempenha um papel preponderante a favor da inserção do indivíduo
no mundo atual. Ela deve propiciar a capacitação de competências em função dos
novos saberes que requerem o domínio de novas tecnologias e linguagens.
A introdução de novos recursos pedagógicos que utilizam as novas
tecnologias e novas linguagens depende de novas pesquisas. Elas podem
estimular novas práticas pedagógicas, melhorar o ensino e a aprendizagem,
favorecer a inclusão digital e social, sobretudo quando pensamos na inclusão dos
portadores de necessidades especiais na sociedade da informação, que exige o
domínio das novas tecnologias e das novas linguagens.
A leitura das charges pelas pessoas em geral sempre foi muito popular e o
uso da tecnologia abriu novas oportunidades. Os professores podem ter nelas
exemplos de situações reais de comunicação para usar na prática escolar. Por
outro lado, esse é um gênero que não tem sido ensinado em sala de aula. Uma
pesquisa como esta constitui uma boa oportunidade para a escola estar em

�sintonia com o seu tempo e com as necessidades de um sempre crescente
número de profissionais e de pessoas desejosas de inserir-se no novo contexto
tecnológico. Os alunos podem ficar familiarizados com a leitura de imagens e a
alfabetização visual, pois a dinâmica do ensino com o uso das charges eletrônicas
favorece um contato constante com imagens.
No contexto atual, as novas demandas de trabalho e sua relação com o
conhecimento exigem aquisição e desenvolvimento de novas competências, um
processo contínuo em termos de aprendizagem. Isso renova as demandas da
escola. Apesar de estarmos no início dos estudos do gênero charge eletrônica, é
pretensão desta pesquisa contribuir para a prática pedagógica, estimular o
raciocínio e facilitar o entendimento crítico das informações. Uma forma de
aprender a aprender, (DEMO, 2002, p. 85), que propicia incluir todas as pessoas
sem distinção, para que eles possam exercer seus direitos e deveres. Ajuda a
formar cidadãos capazes de atuar com desenvoltura, competência e dignidade,
sobrepujando algumas barreiras dos portadores de necessidades especiais.

REFERÊNCIA

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70,1977.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - a era da informação: economia,
sociedade e cultura, v. 1. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo :
Cortez Editora, 2001. DEMO, Pedro. Questões para a teleducação. Petrópolis:
Vozes, 1999.
DEMO, Pedro. Charme
2002.

da exclusão social. São Paulo: Editores Associados,

_______. Conhecimento moderno: sobre ética e intervenção do conhecimento.
Petrópolis: Vozes, 2001.
_______. Desafios modernos da educação. Petrópolis: Vozes, 2002.

�FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. A pesquisa em educação e as transformações
do conhecimento. Campus: Papirus, 1995.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de
Atlas,1999.

pesquisa social. São Paulo:

GUIMARÃES, Maria Luiza de Andrade. O tempo e o espaço da alegria na escola:
um mergulho nas atividades complementares. São Paulo: Arte &amp; Ciência, 1999.
HABERMAS, Jürgen. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins
Fontes, 2002.
MURRAY, Janet H. Hamlet no Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. São
Paulo: Unesp, 2003.
PARÂMETROS Curriculares Nacionais: artes, língua portuguesa, apresentação
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SILVEIRA, Sergio Amadeu da. Exclusão digital: a miséria na era da informação.
São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
THE COLUMBIA Encyclopedia 2003: base de dados. Disponível
&lt;http//www.bartleby.com/65/&gt;. Acesso em: 15 de dezembro de 2003.

em:

TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
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WERTHEIN, Jorge. Information society and its challenges. Ci. Inf. [online].
May/Aug.
2000,
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Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652000000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 28 de março de 2004.

∗

Eliane_silva@uol.com.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor, ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional, esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e melhorar a qualidade de vida. </text>
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                    <text>LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE: CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E
INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNICAMP.
Deise Tallarico Pupo∗
Fabiana Fator Gouvêa Bonilha∗∗
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho∗∗∗

RESUMO
Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e
virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas
universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas
universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça
para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e
processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os
meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais
especiais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que
essa inclusão seja possível, e de fato ocorra em uma dimensão que transcenda o
nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos
deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros
agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações
concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos
específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que,
garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto
pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O
uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a
pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar
um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e
testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é
construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes
áreas de atuação.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca acessível.
Biblioteca inclusiva.
Inclusão.
Acessibilidade. Pessoas com necessidades educacionais especiais. Alunos com
deficiência. Inclusão na universidade. Acessibilidade na universidade.

INTRODUÇÃO
A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO: BREVES CONSIDERAÇÕES

�Popularmente, o termo informação refere-se aos fatos e opiniões, emitidas
e recebidas no decorrer da vida diária através da mídia, e de outros meios de
comunicação, transmitidas pelo discurso, instruções, cartas, documentos ou por
gestos e expressões artísticas. É também identificação de cada ser humano, que
possui sua própria informação em forma de código genético.

No século XX,

ocorreu um drástico aumento de interesse pelo “fenômeno informação”, objeto de
estudos de várias ciências como filosofia, física, biologia, lingüística, informação
e computação, engenharia elétrica e eletrônica, administração e ciências sociais.
O domínio tradicional das bibliotecas e arquivos estendeu-se para abrigar as
informações institucionais e governamentais debaixo do “guarda-chuva“ da gestão
da

informação

–

agregando-lhe

valor

de

economia

e

mercado.

Tais

considerações, contidas em artigo publicado na Enciclopaedia Britannica (1989,
p.554) esclarecem também que os seres humanos recebem informação pelos
sentidos, e para interpretá-la desenvolveram sistemas de linguagem, alfabetos,
estímulos ou símbolos, e regras de uso associadas, habilitando-os ao
reconhecimento de objetos, e entendimento das mensagens, lidas ou ouvidas,
compreendendo os sinais recebidos pelo tato ou olfato. A transmissão e recepção
dos sinais pelos sentidos são energia: ondas sonoras, luzes, estímulos químicos e
eletroquímicos. Em linguagem de engenharia, os humanos são receptores de
sinais analógicos. Até o advento da computação digital, a informação cognitiva
era armazenada e processada de forma analógica, basicamente através da
imprensa, fotografia e telefonia. As novas tecnologias facilitam a manipulação da
informação estocada, resultante de sua representação digital, cujos recursos
revolucionam

não

apenas

as

máquinas,

hardware

e

software

–

mas

principalmente conceitos, redefinindo a informação como “criação de valor e de
riqueza”. Peter Drucker (1998) relembra-nos que a primeira revolução da
informação foi a invenção da escrita, há 5000 anos; a segunda, aconteceu com a
invenção do livro escrito; a terceira, com a prensa de Gutenberg, entre 1450 e
1455; e em meados do século XX, a quarta revolução da informação iniciou-se
com a invenção do computador. Refletindo que “a primeira coisa a aprender é
termos um pouco de humildade”, e na transformação que a imprensa
proporcionou às instituições, particularmente no sistema educacional, Drucker nos
conduz a refletir sobre a reviravolta rápida e irreversível, ocasionada pelas

�tecnologias da informação e comunicação – TIC’s e sua contribuição como
ferramenta de acesso à informação digital por todos, principalmente às pessoas
com necessidades educacionais

especiais, na aurora do terceiro milênio – e

como a Biblioteca Central da Unicamp viabilizou esse possível atendimento pela
implantação de dois projetos de infra-estrutura.

ACESSIBILIDADE E QUEBRA DE BARREIRAS: ASPECTOS LEGAIS
Werneck (2003) define: “uma sociedade inclusiva é aquela capaz de
contemplar, sempre, todas as condições humanas, encontrando meios para que
cada cidadão, do mais privilegiado ao mais comprometido, exerça o direito de
contribuir com seu melhor talento para o bem comum”. Segundo a autora, o
conceito de sociedade inclusiva foi explicitado pela primeira vez em 14 de
dezembro de 1990, pela resolução 45/91, assinada pela Assembléia Geral da
Organização das Nações Unidas – ONU, que propõe ...”mudança no foco do
programa das Nações Unidas sobre deficiência passando da conscientização
para a ação, com o propósito de se concluir com êxito uma sociedade para todos
por volta do ano 2010”. Esse apelo da ONU ao mundo tem resultado em
movimentos contra a discriminação, em prol da diversidade humana numa
perspectiva inclusiva, tais como o Ano Europeu da Pessoa com Deficiência (2003)
e o Ano Ibero-Americano da Pessoa com Deficiência (2004). Para tanto, vários
eventos e iniciativas mobilizam-se em torno da melhora da qualidade de vida das
pessoas com deficiência, também no Brasil.
Nos Estados Unidos, o respaldo legal às ações inclusivas é relatado por
Norman Coombs (1994), professor de História do Rochester Institute of
Technology e diretor do Project EASI (Equal Access to Software and Information).
Cego desde os 8 anos, constatou que naquela instituição os alunos com
deficiência totalizavam 12%, representando aumento significativo ao longo de
uma década, atribuindo essa maior incidência a alguns fatores, tais como:
atitudes sociais mais positivas, gerando maior segurança das pessoas com
necessidades educativas especiais - PNEE, decorrentes da promulgação do ADA
– Americans with Disabilities Act, que contém, entre outros, os requisitos de

�incentivos legais ao trabalho e inclusão no ensino superior aos 43 milhões de
norte americanos com deficiência. (Commbs &amp; Cartwright, 1994). Abordagem
semelhante é contida em Ofiesh et al (2002), referindo-se ao Rehabilitation Act,
que preconiza o acesso de alunos PNEE aos currículos e demais serviços através
das adaptações e uso de tecnologia assistiva. – T.A. que através do site
www.entreamigos.com é definida como: “ qualquer ítem, peça de equipamento,ou
sistema de produtos, adquirido comercialmente ou desenvolvido artesanalmente,
produzido em série, modificado ou feito sob medida, que é usado para aumentar,
manter ou melhorar habilidades de pessoas com limitações funcionais, sejam
físicas ou sensoriais. A tecnologia é considerada assistiva quando usada para
auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a
realização de atividades da vida diária e da vida prática, nos diversos domínios do
cotidiano. Hopkins (2004) reporta-se à tecnologia assistiva e sua utilização por
muitos profissionais da saúde, reabilitação e educação, e algumas estratégias e
ferramentas que são freqüentemente usadas em bibliotecas; os recursos de
“baixa tecnologia” tais como ampliadores de tela e de impressão, técnicas de
contrastes de cores, livros falados e vídeos, são alguns dos muitos materiais que
auxiliam na criação de bibliotecas inclusivas; há ainda outros recursos, mais
sofisticados, de “alta tecnologia”, que embora disponíveis, são opções mais caras.
O desenvolvimento de T.A., e a disponibilidade de equipamentos no Brasil,
aliados aos diversos movimentos de inclusão de PNEE ganharam força legal,
também em nosso país, que segundo dados do censo demográfico 2000,
divulgados pelo IBGE em maio de 2002, informam que 24,5 milhões de
brasileiros, ou 14,5% da população, têm algum tipo de deficiência.
A legislação brasileira vigente, (portaria n.º 3.284, de 7/11/2003) que
“dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições”, a todos os níveis de ensino público e privado,
não surpreendeu a Unicamp em seus propósitos de atendimento aos alunos com
deficiência . A lei determina a garantia de equipamentos e TIC’s, para deficientes
visuais; eliminação de barreiras arquitetônicas aos deficientes físicos, e apoio
didático conforme necessidades dos deficientes auditivos.

Cabe aos diversos

�profissionais - da informação e computação, bibliotecários, educadores e tantos
outros, a responsabilidade de agir no cumprimento das leis e do dever profissional
e humano de buscar soluções, como agentes pró-ativos promovendo inclusão e
acessibilidade para todos. Lembra-nos Torres (2002) que o espaço digital passou
a ser a via mais transitável a todas as pessoas que buscam informações e
dispõem de acesso à Internet e aos computadores, o que pode tornar os espaços
inclusivos, se oferecer acessibilidade a todos, respeitando suas capacidades e
limitações.

A CRIAÇÃO DO LAB E A INCLUSÃO DE USUÁRIOS COM NECESSIDADES
ESPECIAIS
A preocupação com a acessibilidade de usuários com deficiência em
bibliotecas universitárias culminou com a aprovação de projetos de adequação e
modernização dos espaços destinados ao estudo e pesquisa na Unicamp.
(FAPESP, INFRA 4, processo Nº 1998/09212-9 e INFRA V, processo N.º
00/13033-4). A Coordenação da Biblioteca Central, acolhendo a idéia de abrigar
tais projetos, obteve apoio da Pró-Reitoria de Graduação,e, em parceria com o
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto -CEPRE,
implantou o Laboratório de Acessibilidade – LAB. Inaugurado oficialmente em
dezembro de 2002 e adaptado conforme normas brasileiras de acessibilidade
(NBR 9050-ABNT), tornou-se um espaço onde convergem trabalhos de diversos
grupos de pesquisadores da Unicamp. O LAB é composto de dois ambientes:
Laboratório de Apoio Didático, coordenado por uma pedagoga especializada em
deficiência visual e surdez; e a Sala de Acesso à Informação, coordenada por
uma bibliotecária, com especialização em andamento. Cumpre ressaltar que a
união da Biblioteconomia e Educação tem sido fundamental para garantir os
melhores resultados possíveis: agregam-se a experiência em atender, produzir e
adaptar material para os deficientes visuais, inerentes à pedagoga especialista, às
atividades da bibliotecária de referência no atendimento específico de busca e
disponibilização de material bibliográfico, impresso ou digitalizado, passível de
ser lido através de programas especiais de leitura de tela, ou transformados em
alfabeto Braille, para leitura tátil. Os deficientes físicos têm acesso garantido por

�elevador, e em caso de falta de energia, através de equipamentos de auxílio à
mobilidade, descritos no quadro “Tecnologia Assistiva”.

OBJETIVOS
Visando proporcionar aos usuários com deficiência, na Unicamp, um
ambiente adequado às suas necessidades educacionais especiais, que garantam
o direito de realizar estudos e pesquisas com maior autonomia e independência, o
LAB tem como objetivos específicos

•

Promover acessibilidade aos usuários com necessidades especiais aos

serviços e produtos do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU
•

Disponibilizar os equipamentos aos usuários com necessidades

especiais para estudos, pesquisa e lazer
•

Promover apoio didático considerando as necessidades específicas e

conforme disponibilidade de seus equipamentos e recursos humanos
•

Orientar quanto ao uso das TIC’s disponíveis

•

Proporcionar um ambiente adequado aos usuários, pesquisadores e

estudiosos em inclusão e acessibilidade
•

Criar e disseminar o uso de novas ferramentas de apoio que

complementem a educação dos usuários com necessidades especiais
•

Divulgar serviços e produtos interna e externamente

•

Estimular a autonomia e a independência acadêmica dos usuários,

•

Produzir material adaptado

ACERVO

O acervo, em desenvolvimento, é composto de:

�•

Manuais sobre as novas grafias Braille e normas técnicas de

produção de textos conforme recomendação do Ministério da Educação e Cultura
– MEC, e Secretaria de Educação Especial – SEESP
•

Normas técnicas, livros falados, material em alfabeto Braille adquirido

por doações diversas da Fundação Dorina Nowill
•

Material bibliográfico específico sobre acessibilidade, inclusão e

legislação doado pela SEESP – MEC.
•

Manual desenvolvido pelo CEPRE para usuários com baixa visão,

com propostas de melhor utilização do resíduo visual. A consulta, em Braille ou
em tinta, ampliada ou não, contendo procedimentos de edição e impressão de
textos, ler e enviar e-mails, etc, para usuários iniciantes.
•

Materiais produzidos a partir das pesquisas realizadas: Banco de

partituras Braille, artigos científicos, trabalhos apresentados em eventos, entre
outros.

TECNOLOGIA ASSISTIVA
DEFICIÊNCIA

SOFTWARE E

APRESENTADA

EQUIPAMENTOS

CARACTERÍSTICAS

Cegueira

e

visão

comprometida

- sintetizadores de voz e

Virtual Vision, Jaws, Dosvox

leitores de tela
- ampliações de tela p/acesso
Internet

Lentepro, Deltatalk, Monitivox,

Baixa visão

Lente Windows

- inversão de cores
-

diversos

tamanhos

/

localizações de tela
Baixa visão

Zoomtext

Deficiência motora

Motrix

- síntese de voz e ampliador de
tela
- síntese e comando de voz
- facilitadores de leitura/escrita

Cegos,

visão Winbraille,

Dosvox,

Braille -

programa

tradutor

para

�comprometida, baixa Fácil; TGD

impressão braille

visão
Goodfeel, Sharp Eye, Lime, - digitalização e impressão de

Cegos

partituras musicais em braille

Finale 2003

Scanners, Impressora Braille, - cópias com boa resolução
Máquina Perkins, Rotuladora
comprometida, baixa
- impressão braille
Braille, Gravadores, CDrom,
visão
- escrita braille
Cassete
Cegos,

visão

Deficientes

físicos

- equipamentos de auxílio à

severos /motricidade Stair Trac e Evacu Trac

mobilidade

emergencial

reduzida

para subir/descer escadas

RECURSOS HUMANOS E GRUPOS DE PESQUISA

Pedagoga

e

bibliotecária

de

referência,

bolsistas,

estagiários

e

pesquisadores compõem o ambiente, interagindo com os usuários. Agregou-se
ao LAB um importante projeto de pesquisa, coordenado pelas professoras
doutoras Maria Teresa Eglér Mantoan, da Faculdade de Educação e Maria Cecília
Calani

Baranauskas,

do

Instituto

de

Computação,

intitulado:

“Acesso,

permanência e prosseguimento da escolaridade de nível superior de pessoas com
deficiência:

ambientes

inclusivos”.

Esse

projeto

foi

apresentado

à

CAPES/SEESP/PROESP em 03-12-2003 e aprovado para o qüinqüênio 20042008, envolvendo as responsáveis pelo LAB e mais 11 pesquisadores iniciais: do
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Professor Dr. Gabriel Porto
(CEPRE) Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Instituto de Artes (IA),
Faculdade de Engenharia Elétrica (FEEC), Faculdade de Educação (FE) e
Instituto de Computação (IC). Trata-se de um projeto de natureza interdisciplinar,
cuja amplitude e complexidade exigem a integração de áreas de conhecimento da
educação, da computação e atendimento educacional especializado, para a
planificação e execução de ações, cujo objetivo mais amplo é garantir aos alunos
com deficiência o direito de realizar seus estudos de nível superior em ambientes
inclusivos de ensino e aprendizagem. Além disso, este projeto pretende criar e

�disseminar o uso de novas ferramentas de apoio à aprendizagem e ao ensino,
que sirvam de complemento à educação superior de alunos com deficiência.

PESQUISA EM ANDAMENTO: MUSICOGRAFIA BRAILLE
A criação de um acervo de partituras transcritas para o Braille é parte de
um projeto de pesquisa, apoiado pela FAPESP, e desenvolvido dentro do
Programa de Mestrado em Música do Instituto de Artes – Unicamp. Esse trabalho
está sendo realizado dentro do Laboratório de Acessibilidade e visa a criação e
implementação de procedimentos que contribuam para uma maior eficácia do
processo de transcrição de partituras para o Braille. Pretende-se, ainda, realizar
seminários e oficinas através dos quais se possa divulgar o conhecimento na área
da Musicografia Braille, pois o trabalho tem por objetivo o intercâmbio com
instituições que realizam atividades correlatas, a fim de que haja uma troca de
experiências e de materiais produzidos. Para a consecução dos objetivos
propostos, esse projeto conta com o apoio da equipe técnica do Laboratório de
Acessibilidade, bem como com o auxílio de dois bolsistas provenientes do Serviço
de Apoio ao Estudante, SAE, da Unicamp. Devido à grande escassez de
partituras transcritas para o Braille no Brasil, a propõe-se criar um acervo de
músicas compiladas para esse sistema de escrita, o que consiste em um projeto
inédito, como também de enorme interesse e utilidade para os músicos
portadores de deficiência visual. Além disso, a falta de pessoas capacitadas para
lidar com a Musicografia Braille é um dos motivos pelos quais a produção de
partituras transcritas é tão pequena. Assim, cada pesquisador que penetrar nessa
área será mais uma pessoa apta a transcrever partituras, podendo atuar como
agente multiplicador desse conhecimento.

Desse modo, constata-se a

necessidade de que um maior número de pessoas sejam treinadas e habilitadas
para produzirem peças musicais em Braille.

Logo, através da inserção de

bolsistas e da realização de seminários e oficinas, pretende-se ampliar cada vez
mais a equipe de trabalho e formar um número cada vez maior de transcritores de
música. Por fim, deve-se notar que este trabalho de pesquisa poderá gerar novas
aquisições de conhecimento na área da informática aplicada à Música, o que se
reverte em ganhos para toda a comunidade, e não somente para os portadores

�de deficiência visual. A produção das partituras implica na digitalização das
mesmas, e, para tanto, são utilizados alguns softwares:
•

Sharp Eye, Lime e Goodfeel: Pacote de programas fabricados pela

empresa Dancing Dots. que constituem ferramentas para o escaneamento e
correção de partituras, bem como para conversão das músicas em caracteres
Braille. Dessa forma, por meio do Sharp Eye, as músicas podem ser escaneadas
e através do Lime, a correção do texto musical, mediante a comparação com a
partitura impressa. O GoodFeel, permite que os dados obtidos sejam
transformados em um arquivo em formato TXT passíveis de conversão ao
sistema Braille.
•

Braille Music Editor: Programa que atua como um editor de Música

em Braille, dispondo de um sintetizador de voz. Ele transforma o teclado do
computador em um teclado Braille, em que o usuário pode digitar caracteres de
Musicografia. Posteriormente, ele processa esses dados e os apresenta em
linguagem musical. O contato com esse software foi fruto de uma busca por
recursos tecnológicos eficazes, o qual, no momento, a Unicamp possui apenas
uma versão demonstrativa.
•

Finale 2003: Software amplamente utilizado pelas pessoas videntes para

digitalização de partituras. Ele possui uma interface com o Braille Music Editor,
através de um Plug-in, que possibilita a exportação e importação de arquivos.
•

Jaws: Programa que atua como um leitor das telas do Windows, por meio

de um sintetizador de voz.
•

Winbraille: Programa que possibilita a conversão de arquivos em formato

TXT para um formato composto por caracteres Braille. Por meio desse software,
os arquivos podem ser impressos nesse sistema de escrita.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: ESTRATÉGIAS DE TRABALHO

�A transcrição de partituras para o Braille ainda requer um processo lento e
trabalhoso. Por isso, foram investigadas ações viáveis que pudessem otimizar e
agilizar essa produção. A ênfase do trabalho , sobretudo em seu início, recaiu
mais sobre a criação e testes de procedimentos, do que sobre a quantidade de
partituras a serem produzidas:

PROCEDIMENTO 1: EDIÇÃO DE PARTITURAS ATRAVÉS DO BRAILLE
MUSIC EDITOR
Algumas partituras foram ditadas integralmente para a pesquisadora por
outra pessoa, que passou por um treinamento relativo a algumas especificidades
da Musicografia Braille. As músicas produzidas foram editadas através do
software Braille Music Editor, sendo posteriormente processadas pelo programa,
para que se pudesse fazer a conferência da transcrição. Estes arquivos foram
salvos nos formatos PLY (extensão própria a esse software) , MID (para criar
interface com outros programas) e TXT (para possibilitar impressão em Braille).
Esse procedimento requer muita concentração por parte das pessoas envolvidas,
ainda que ele favoreça um maior controle sobre o trabalho realizado. Segundo a
descrição

do

software

Braille

Music

Editor,

encontrada

no

site:

http://www.dodiesis.com, o processamento das músicas editadas nesse programa
se faz de modo compatível com as regras estabelecidas no New International
Manual Of Braille Music, de 1997. Dessa forma, a utilização do procedimento
acima descrito possibilitou uma averiguação acerca desta compatibilidade,
concluindo-se que o programa obedece às principais convenções da Musicografia
Braille

PROCEDIMENTO 2: ESCANEAMENTO E CORREÇÃO DE PARTITURAS
Outras partituras foram escaneadas e submetidas a um reconhecimento
dos caracteres e à posterior correção do texto. Essa tarefa foi feita mediante a
utilização de diferentes recursos: primeiramente, as partituras foram escaneadas
por meio do software Sharp Eye, e corrigidas através do programa Lime e

�posteriormente, outras músicas foram escaneadas e corrigidas, utilizando-se do
dispositivo do Finale 2003, próprio para esses fins.

PROCEDIMENTO 3: UTILIZAÇÃO DE BIBLIOTECA VIRTUAL
Outras partituras encontravam-se disponíveis em uma Biblioteca Virtual,
hospedada no site do fabricante do Braille Music Editor. Assim, foi feito o
download de algumas delas e a conferência de seus conteúdos Esses arquivos
foram salvos nas mesmas extensões citadas no procedimento 1. Sem dúvida,
essa biblioteca virtual consiste em um recurso que auxiliou o aumento do acervo
de partituras produzidas. No entanto, nota-se que as partituras lá disponíveis são
quase todas de fácil transcrição e execução, de modo a fazerem parte de um
repertório para principiantes. Assim, grande parte das peças que compõem o
repertório básico de um músico não se encontra nesta biblioteca. Além disso,
convém ressaltar que muitas partituras lá disponíveis estavam incompletas.

PROCEDIMENTO 4 EXPORTAÇÃO DE ARQUIVOS MID
Outras partituras foram encontradas em formato MID, tendo sido extraídas
de sites ou enviadas por alunos. Através de um Plug-In do software Finale, os
arquivos foram convertidos para o formato PLY, e, em seguida, puderam ser
importados para o Braille Music Editor.

Freqüentemente, são encontradas na

Internet, partituras em formato MID, para download. Porém, uma vez que a
música é convertida para esse formato, ela perde algumas informações bastante
importantes, e além disso, muitas dessas partituras aparecem com uma notação
ritmica alterada, por não terem sido escritas com base em um metrônomo.

REALIZAÇÃO DE SEMINÁRIOS/OFICINAS
Foi realizado, no LAB, em abril de 2004, um seminário em que foram
abordados os principais mecanismos da leitura e escrita musical em Braille, bem
como os métodos de produção de partituras através dessa notação. O seminário

�foi destinado aos alunos da disciplina Recursos MID, ministrada pelo Professor
Dr. Claudiney Carrasco, no Instituto de Artes da Unicamp.

Futuramente,

pretende-se realizar oficinas mais ou menos específicas, que visam a propagação
dos conhecimentos obtidos na área de transcrição de partituras para o Braille.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: RESULTADOS OBTIDOS
Ao longo do processo, foram produzidas e catalogadas algumas partituras,
como parte do acervo de músicas em Braille. A escolha pelas partituras a serem
transcritas foi feita com base no repertório comumente estudado por
instrumentistas. Procurou-se, até então, priorizar a transcrição de músicas
brasileiras, a fim de se favorecer a troca de materiais com instituições
estrangeiras. Concluindo, salientamos que ainda existem diversos empecilhos
dentro do processo de transcrição de partituras para o sistema Braille. Por isso,
dentro dessa pesquisa, pretende-se ainda continuar testando diferentes
procedimentos que otimizem este trabalho, bem como aperfeiçoar os métodos já
utilizados até então. Pode-se considerar que esse trabalho de pesquisa é dotado
de relevância social e científica, visto que através dele se pretende atender às
necessidades dos deficientes visuais, bem como disseminar os conhecimentos
adquiridos nesse campo.

LAB: ATIVIDADES E INICIATIVAS
O cotidiano do LAB, portanto, é relacionado ao apoio didático e
biblioteconômico às pesquisas em andamento e à transcrição e adaptação de
material para impressão Braille.

A atual troca de experiências é também

proporcionada pelo ingresso de 12 alunos deficientes visuais no Curso Supletivo,
sediado na Unicamp, que utiliza material do Telecurso 2000 – além dos usuários
externos, provenientes de associações e instituições de ensino e intercâmbio de
informações com grupos, instituições

e ONGs de e para pessoas com

necessidades especiais. A divulgação das atividades e iniciativas em eventos,
bem como nossa participação em grupos de trabalho em acessibilidade e

�inclusão, mais recentemente no grupo CB40 da ABNT, promovem maior
abrangência de tarefas, e ao mesmo tempo nos instigam a seguir além. Ações
recentes, como a construção do portal Web acessível, contatos com editoras
para solicitação de material em meio eletrônico, em atendimento às necessidades
dos usuários com deficiência visual e investimento em educação continuada e
especialização dos recursos humanos são decorrentes dessa sinergia.

CONCLUSÃO
Identificar a população com deficiência no âmbito da Unicamp, avaliar o
atendimento

educacional

especializado

existente

nesta

IES

e

produzir

conhecimentos que contribuam para a quebra de barreiras sociais e escolares à
inclusão no nível superior de educação constituem nossas metas. A realização de
oficinas envolvendo a comunidade universitária é parte das atividades de
conscientização de todos e identificação das PNEE, na perspectiva da inclusão e
do respeito à diversidade.Também há necessidade de ampliar, atualizar, aprimorar
e estender interna e externamente serviços e recursos existentes no LAB, para
que se torne um ambiente acadêmico difusor de práticas inclusivas. Com os
resultados deste projeto e das ações cotidianas do LAB, estamos provocando a
Unicamp para que se torne uma referência em políticas inclusivas para o ensino
superior de pessoas com deficiência. Conforme Mantoan (2003):
O mistério do aprender valoriza a profissão de ensinar, pois nos
faz humildes com relação ao que não sabemos do Novo, que é o
aluno que nos chega em cada turma: o menino inteligente, a
criança com deficiência, com dificuldades de toda ordem, o
menino de rua, o aluno do Supletivo, o candidato a um curso
superior, à pós-graduação... Por outro lado, são os alunos que nos
fazem profissionais apaixonados, inquietos, que precisam decifrar
esses misteriosos seres, que nos provocam o encontro com o
desconhecido, que nos colocam em perigo, que nos mostram os
nossos limites, mas que nos fazem ir além de nós mesmos.
Cumprir o direito de todo o aluno ser incluído em uma turma
escolar tem a ver, portanto, com o que entendemos por
acessibilidade na sua concepção mais abrangente, quando
reconhecemos e valorizamos as diferenças, sem paternalismo e
considerando o outro, como nosso complemento, como parte
constituinte da nossa identidade.

�REFERÊNCIAS
COOMBS, N., CARTWRIGHT, G.P. Project EASI: Equal Access to software and
information. Change, v.26, n.2, p.42-46, 1994
DRUCKER, P. A quarta revolução da informação. Exame, 26 ago. 1998. p.56-58
HOPKINS, J. School library accessibility: the role of assistive technology.
Teacher Librarian, v.31, n.1, p. 15-18
INFORMATION processing and information systems.
In: Enciclopaedia
Britannica. Chicago: Enciclopaedia Britannica, 1989. p.552-568.
MANTOAN, M.T.E., (coord.) Acesso, permanência e prosseguimento da
escolaridade de nível superior de pessoas com deficiência: ambientes
inclusivos. Projeto apresentado à CAPES/SEESP/PROESP, em 03/12/2003.
Mimeo.
OFIESH, N.S., et al. Service delivery for postsecondary students with disabilities:
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College Students
Journal, v.36, n.1, 2002. p.94-108
TORRES, E.F., MAZZONI, A.A., ALVES, J.B.M. A acessibilidade à informação no
espaço digital. Ciência da Informação, v.31, n.3, 2002.
WERNECK, C. Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre o seu
valor humano. Rio de Janeiro: WVA, 2003. p. 15-44

∗

Bibliotecária de Referência, Biblioteca Central, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
dtpupo@unicamp.br
∗∗
Mestranda em Musicografia Braille, Instituto de Artes, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
fbonilha@iar.unicamp.br
∗∗∗
Pedagoga especialista, Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto,
FCM, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil scarvalho@fcm.unicamp.br

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                <text>Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais speciais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que essa inclusão seja possível, e de fato ocorraeem uma dimensão que transcenda o nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade - LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que, garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes áreas de atuação.</text>
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                    <text>APLICAÇÕES DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: MAPEAMENTO E DISCUSSÕES PRELIMINARES

Marília Damiani Costa∗
Gardênia de Castro∗∗

RESUMO
O objetivo principal deste artigo é apresentar e discutir as aplicações de gestão do
conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das iniciativas
registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional), com vistas à
otimização de propostas para este segmento no Brasil. Enfatizam-se as
bibliotecas universitárias como partes de organizações do conhecimento,
elencando enfoques e diversidades de propostas. Apresenta-se um mapa de
conhecimentos sobre o tema: gestão do conhecimento, apontando as
contribuições por focos e por países. E finalmente discute-se a participação das
BU’s em propostas de gestão do conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão do conhecimento. Gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias. Propostas de gestão do conhecimento.
1 INTRODUÇÃO
A crença de que uma economia baseada no conhecimento e na informação
possui recursos ilimitados tem sido um dos fatores responsáveis pela recente
atratividade pela gestão do conhecimento, tanto no ambiente acadêmico quanto
no das organizações privadas e públicas.
Essa busca das organizações pelo conhecimento, como fonte de recurso
inesgotável, traz a tona à necessidade de gerenciar informações para subsidiar a
criação de conhecimentos, bem como de gerenciar os ambientes para criação e
compartilhamento deste bem intangível, chave para a inovação e para a obtenção
de um diferencial competitivo.
As

organizações

do

conhecimento,

como

são

denominadas

as

organizações que atuam com base no conhecimento, baseiam suas ações na
compreensão do ambiente, de suas necessidades e são alavancadas pelas fontes
de informação disponíveis e pela competência de seus membros. (CHOO, 2003,
p. 31).

�Portanto, as bibliotecas, como partes das organizações do conhecimento,
devem estar preparadas para atuar no processo de gestão do conhecimento
(GC). As bibliotecas universitárias, no caso específico das Instituições de Ensino
Superior (IES), compõem a base para desenvolvimento das atividades de ensino,
pesquisa e extensão.
O presente trabalho propõe-se a apresentar e discutir as aplicações de
gestão do conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das
iniciativas registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional),
com vistas à otimização de propostas para este segmento no Brasil.

2 GESTÃO DO CONHECIMENTO: UM CONCEITO EM EVOLUÇÃO
A Gestão do Conhecimento (GC) é um conceito que surgiu no final da
década de 80, com a finalidade de gerenciar o conhecimento como um recurso
organizacional para obtenção de vantagem competitiva. É um tema que vem
ganhando espaço tanto no campo acadêmico quanto no organizacional, pois
transformar

o

conhecimento

individual

em

conhecimento

organizacional,

inserindo-o em produtos e serviços tem sido um dos grandes desafios, para a
competitividade.
Essa busca das organizações por trabalhar o capital humano e intelectual
(conhecimento) não constitui novidade, mas a proposta de gerenciá-lo é
inovadora, pois, “muitas empresas perceberam que necessitam de mais do que
apenas uma abordagem aleatória (e até mesmo inconsciente) do conhecimento
corporativo para vencer na economia atual e futura” (DAVENPORT; PRUSAK,
1998, p. ix).
A gestão do conhecimento é um conceito em evolução, está relacionada
com outras áreas do conhecimento, englobando conceitos e envolvendo diversas
atividades, como registra o mapa desenvolvido por Carvalho, Souza e Loureiro
(2002), evidenciando a sua complexidade e abrangência.

�FIGURA 1: Relações de Gestão do Conhecimento.
Fonte: CARVALHO, R. B. de; SOUZA, R. R.; LOUREIRO, R. (2002)

Por causa destas inúmeras relações, há uma multiplicidade de conceitos e
pontos de vista sobre GC. Esta dificuldade de definir gestão do conhecimento de
uma forma única também é abordada por Ives, Torrey e Gordon (1998) que
apontam à experiência e a formação dos profissionais que interagem na área de
gestão do conhecimento como razão para esta multiplicidade conceitual.
Miskie (1996) relaciona o conhecimento do indivíduo (sua habilidade
pessoal, intransferível) e o conhecimento explícito (que pode ser documentado e
facilmente difundido), definindo gestão do conhecimento como uma abordagem
estratégica, um modo de pensar (integrado, ciência e arte), que produz um
incremento na capacidade de ação de um indivíduo ou organização.
Para Davenport e Prusak (1998, p. 61) gestão do conhecimento é “o
conjunto de atividades relacionadas à geração, codificação e transferência do
conhecimento”, baseia-se em melhorar os recursos existentes na organização de
forma orientada para o conhecimento.

�Malhotra (1998) define gestão do conhecimento como um fator crítico para
a adaptação, sobrevivência e competência das organizações frente a mudanças
ambientais, que engloba processos organizacionais procurando combinar, de
forma sinérgica, a capacidade de processamento de dados e informações das
tecnologias de informação, e a capacidade criativa e inovativa dos seres
humanos.
Bukowitz e Willians (2002, p. 17) definem a gestão do conhecimento como
“o processo pelo qual a organização gera riqueza, a partir do seu conhecimento
ou capital intelectual”, e apontam as tecnologias de informação e comunicações
como uma das principais forças que levaram a gestão do conhecimento para o
primeiro plano e para o centro das organizações.
Diversos modelos de gestão do conhecimento podem ser recuperados na
literatura corrente, onde cada um trata o conhecimento de uma forma peculiar.
Neste sentido, Kakabadse, Kakabadse e Kouzmin (2003) apresentam um resumo
de diferentes abordagens de gestão do conhecimento, caracterizados em cinco
modelos: modelo de base filosófica, cognitivo, network, de comunidade e
quântico, registrados no quadro a seguir.

Tratamento
do
conhecimento

Metáfora
dominante

Modelo com
base
Filosófica

Modelo
Cognitivo

Modelo
Network

Conhecimento é
“convicção
verdadeira
justificada”

Conhecimento
é definido e
codificado
objetivamente
como conceitos
e fatos

Conhecimento
é externo a
quem adota
nas formas
explícitas e
implícitas

Conhecimento é
construído
socialmente e
baseado na
experiência

Sistemas de
possibilidades

Memória

Network

Comunidade

Paradoxo

Epistemologia

Modelo de
Comunidade

Modelo
Quântico

Foco

Formas de
saber

Captura e
armazenagem
do
conhecimento

Aquisição do
conhecimento

Criação e
aplicação do
conhecimento

Solução de
paradoxos e
temas
complexos

Objetivo
principal

Emancipação

Codificação e
captura do
conhecimento
explícito e da
informação –
exploração do

Vantagem
competitiva

Promover o
compartilhamento
do conhecimento

Sistemas de
aprendizado

�conhecimento

Alavanca
crítica

Questionamento,
reflexão
e debate

Tecnologia

Limite imediato

Comprometimento Tecnologia
e confiança

Principais
resultados

Novo
conhecimento

Padronização,
rotinização e
reciclagem do
conhecimento.

Consciência do Aplicação de
desenvolvimento novos
externo
conhecimentos

Criação de
multirealidades

Papel das
ferramentas
baseadas em
TI

Quase
irrelevante

Mecanismo
integrativo
crítico

Mecanismo
interativo
gratuito

Centrado no
conhecimento
crítico

Mecanismo de
suporte
integrativo

QUADRO 1: Modelos de Gestão do Conhecimento
Fonte: Traduzido de KAKABADSE, N. K.; KAKABADSE, A.; KOUZMIN, A. (2003, p. 81)

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS COMO PARTES DE ORGANIZAÇÕES DO
CONHECIMENTO
As organizações do conhecimento, conforme caracteriza Sveiby (1998) são
organizações baseadas no conhecimento, isto é, transformam informações em
conhecimentos, seus ativos intangíveis são considerados mais valiosos que os
tangíveis e seus trabalhadores são profissionais altamente qualificados.
Para Choo (2003, p. 30) ”a organização que for capaz de integrar
eficientemente

os

processos

de

criação

de

significado,

construção

do

conhecimento e tomada de decisões pode ser considerada uma organização do
conhecimento”.
Neste sentido, as IES, são organizações do conhecimento que tem por
missão desenvolver as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
As bibliotecas universitárias (BUs) servem a comunidade acadêmica, como
uma universidade ou faculdade (Steveson, 1997, p. 84), e tradicionalmente são
conceituadas como bibliotecas de IES, destinadas a suprir as necessidades
informacionais de seus integrantes
acadêmicas (CARVALHO, 1981).

no desempenho de suas atividades

�Para Townley (2001, p. 44) as faculdades, universidades, e suas
bibliotecas são organizações sociais onde os trabalhadores transformam os
recursos informacionais através das funções de ensinar, pesquisar e de serviços.
Shanhong (2004) destaca a participação da biblioteca para a inovação do
conhecimento:
As funções convencionais de uma Biblioteca são de coletar,
processar, disseminar, armazenar e utilizar informação
documental para proporcionar serviços para a sociedade. Na era
da economia do conhecimento, a biblioteca se tornará a casa-dotesouro do conhecimento humano, participando na inovação do
conhecimento, e tornando-se um importante elo na corrente da
inovação. (SHANHONG, 2004, p.1).

No século 21, reforça Shanhong (2004) a biblioteca irá inevitavelmente
encarar os novos temas da gestão do conhecimento.

4 MAPEAMENTO E DISCUSSÃO SOBRE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Gestão do conhecimento não é um tema ou função que é habitualmente
abordado dentro da biblioteca. Muitos consideram gestão do conhecimento uma
atividade empresarial em que o uso do conhecimento cria valor empresarial em
termos de lucros ou alguma outra medida quantitativa. (JANTZ, p. 34, 2001)
Segundo Jantz (2001, p. 34) gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias “envolve organizar e prover acesso a recursos intangíveis que
ajudam os bibliotecários e administradores a desempenhar suas funções de forma
mais eficiente e efetivamente.”
Ao que Shanhong (2004) complementa
gestão do conhecimento em bibliotecas deveria ser focalizada em
pesquisa efetiva e desenvolvimento de conhecimento, criação de
bases de conhecimento, troca, e compartilhamento entre pessoal
da biblioteca (incluindo seus usuários), treinamento do pessoal
das bibliotecas, acelerando o processo explícito de conhecimento

�implícito e percebendo o seu compartilhamento. (SHANHONG,
2004, p. 2)

A gestão do conhecimento em bibliotecas se tornará cada vez mais
importante e esta nova forma de gestão terá três focos distintos: gerenciamento
dos recursos humanos, ponto central da GC nas bibliotecas; promover a inovação
do conhecimento; e a tecnologia da informação, como uma ferramenta para a GC
em bibliotecas. (SHANHONG, 2004, p. 2)
De acordo com Dudziak, Vilela e Gabriel (2002, p. 7-8) os benefícios do
uso da gestão do conhecimento em Bibliotecas Universitárias são:
a)Construção de uma base documentada que ampara os
processos decisórios dentro da biblioteca;
b)Melhoria da comunicação e interconectividade entre todos os
setores da Biblioteca, de modo que as informações e o
conhecimento possam fluir, de forma independente do desejo das
pessoas, havendo também a redução dos obstáculos inerentes à
separação geográfica;
c)Disponibilização integrada de dados, informações e
conhecimentos importantes ao ambiente e funcionamento
internos, e ao core business da biblioteca (que é a busca
constante pela satisfação de seus clientes);
d)Racionalização de tarefas como conseqüência da padronização
de procedimentos e conhecimento de normas;
e)Maior eficiência dos setores, independentemente da
rotatividade de pessoas e/ou a eventual falta de algum membro
da equipe;
f)Compartilhamento de experiências entre todos os membros das
equipes bibliotecárias, onde conhecer o outro fortalece as
relações interpessoais, fomenta e qualifica o diálogo, havendo a
valorização do trabalho de todos;
g)Facilidade de compartilhamento de conhecimentos e troca de
experiências entre as bibliotecas (benchmarking), o que leva a
um maior aprendizado. (DUDZIAK, VILELA E GABRIEL ,2002, p.
7-8)

Uma metodologia de implementação de projetos de GC em bibliotecas
universitárias também é descrita por Dudziak, Vilela e Gabriel (2002, p. 9-10),
destacando os seguintes procedimentos:
a) Colocação do foco da organização no ser humano, em seus
aspectos subjetivo e objetivo;
b) criação de um clima organizacional afeito à comunicação e à
inovação, de articulação de idéias e linguagem comuns a todos;
c) implementação de um planejamento estratégico;

�d) mapeamento do conhecimento individual e coletivo, com a
identificação de conhecimentos tácitos e explícitos;
e) identificação de dados (sua objetividade, exatidão,
confiabilidade), informações (confiabilidade) e o próprio
conhecimento (selecionado de acordo com sua aplicabilidade e
relevância a partir das metas e objetivos da organização);
f) escolha de matérias e idéias as mais apropriadas aos objetivos
(memória da organização, rotinas e procedimentos);
g) resgate das idéias e conhecimentos (a partir das pessoas,
documentos escritos, manuais técnicos, e-mails, memorandos,
relatórios, artigos, etc);
h) construção de uma relação preliminar entre dados, informações
e conhecimentos; sua interpretação e organização;
i) articulação entre as variáveis e indicadores que caracterizam
todos os atores do negócio, com a disponibilização do capital
intelectual da organização;
j) avaliação das relações elaboradas e realização de agrupamentos
e cruzamentos de dados, informações e conhecimentos;
k)
avaliação
de
sua
acessibilidade
(a
partir
de
terminologias/linguagens comuns aos membros da equipe);
l) avaliação da usabilidade e da qualidade de dados, informações e
conhecimentos, de modo que possam apoiar apropriadamente os
processos decisórios, e mesmo antecipar demandas, contribuindo
para a melhoria da qualidade dos serviços e produtos;
m) aprendizado através do processo e experiências adquiridas de
modo a criar um círculo virtuoso de melhoria contínua e
inovação.(DUDZIAK, VILELA E GABRIEL ,2002, p. 7-8)

Townley (2001) argumenta que a gestão do conhecimento está sendo
usada para melhorar as operações da biblioteca, permitindo gerar conhecimento
organizacional para instituições de ensino superior. O autor identifica quatro tipos
de projetos para aplicar gestão de conhecimento em bibliotecas: a) criar
repositórios de conhecimento, b) melhorar acesso de conhecimento; c) aumentar
o ambiente de conhecimento; e d) administrar conhecimento como um recurso.
O primeiro tipo de projeto visa à criação pelas bibliotecas de repositórios de
conhecimento, para a inserção de informações úteis sobre a operação de uma
biblioteca, as atividades dos usuários, e para alcançar objetivos organizacionais.
O segundo tipo de projeto procura melhorar o acesso de conhecimento, isto é,
melhorar o acesso e transferência de conhecimento organizacional, através de
uma rede de especializada em um determinado assunto, páginas amarelas,
biblioteca virtual, correio eletrônico e listservs. Já o terceiro processo criaria um
ambiente de criação e transferência de conhecimento, onde se pudesse

�compartilhar o conhecimento tácito sobre os usuários amparados por um
bibliotecário de referência. Por último administrar o conhecimento como um
recurso, ou seja, administrar o capital intelectual da biblioteca universitária. Este
tipo de projeto e o menos utilizado pelas bibliotecárias.
Já na visão de Shanhong (2004) a gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias deveria incluir os seguintes conteúdos: gestão da inovação do
conhecimento, gestão da disseminação do conhecimento, gestão da aplicação do
conhecimento e gestão dos recursos humanos.
Algumas iniciativas sobre a aplicação da GC em BU’s divulgadas na
literatura corrente da área, foram objeto dos mapeamentos deste estudo.
O mapeamento geográfico destas contribuições sobre gestão do
conhecimento em bibliotecas universitárias, estão registrados na figura 2, e nele
fica visível a contribuição do Estados Unidos, Brasil e China.

Figura 2 – Mapeamento geográfico das contribuições de GC em Bibliotecas Universitárias

Um mapeamento por autorias e enfoques, apresentados a seguir, permite
acompanhar as diversas abordagens, sobre gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias, registradas na literatura corrente e que embasaram este
artigo.

�AUTOR

ENFOQUE

ANO

TOWNLEY, C. T.

Aplicações de gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias, discute as semelhanças e diferenças
2001
entre gestão do conhecimento e práticas nas
bibliotecas universitárias.

JANTZ, R.

Ferramenta,
chamada
base
de
dados
de
conhecimento comum (CKDB), da Biblioteca New
Brunswick na Universidade Rutgers, para facilitar o 2001
gerenciamento e alocar o conhecimento informal dos
bibliotecários.

HERNÁNDEZ
BENVENUTO, R. I.
DUDZIAK, E. A.;
VILLELA, M. C. O.;
GABRIEL, M. A.

Modelo de aprendizagem organizacional na biblioteca
do Congresso Nacional da Republica do Chile.
2001
Fatores que possibilitam desenvolver sistemas de
gestão do conhecimento no âmbito da biblioteca
2002/2003
universitária.

BRANIN, J. J.

Projeto de banco de conhecimento na Universidade
do Estado de Ohio. Este banco de conhecimento tem
2003
como objetivo armazenar toda a produção científica
da instituição.

MATIAS, M.

Modelo de gestão do conhecimento centrado em
2003
usabilidade, denominado de uGECON.

PLAZA, R. T. T
(Coord.)

Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBI/USP):
projeto
focado
na
gestão
de
competências de seu corpo técnico por intermédio de 2003
propostas de plano de carreira e do seu perfil
profissional.

SHANHONG, T.

Tipos de abordagens para a gestão do conhecimento
2004
em bibliotecas.

Quadro 2: Mapeamento de GC em Bibliotecas Universitárias

As duas iniciativas sobre GC em bibliotecas de universidades americanas,
registradas por Jantz (2001) e Branin (2003), são na linha de bases de
conhecimentos, uma para registrar o conhecimento tácito dos bibliotecários de
referência e a outra como repositório digita, para captar o conhecimento explícito
dos professores, funcionários e alunos da instituição.

�Jantz (2001) apresenta uma ferramenta, denominada base de dados de
conhecimento comum (CKDB) da Biblioteca New Brunswick na Universidade
Rutgers. Esta ferramenta foi desenvolvida por uma equipe de bibliotecários de
referência, com o objetivo de integração das bibliotecas, para facilitar o
gerenciamento e uso de conhecimento informal que todo o bibliotecário possui.,
isto é, tenta registrar o conhecimento tácito dos bibliotecários de referência,
alocando-o numa base de dados. Esta ferramenta visa facilitar a administração
das bibliotecas interna e externamente, com relação ao atendimento dos usuários,
melhorar

a

comunicação

entre

as

bibliotecas,

e

compartilhamento

do

conhecimento entre os bibliotecários de referência para as demais bibliotecas.
Branin (2003) apresenta o projeto de Banco de Conhecimento na
Universidade do Estado de Ohio, construído a partir das concepções que guiam a
biblioteconomia e a gestão do conhecimento. Este Banco de Conhecimento é um
repositório de conhecimento institucional digital, desenvolvido para captar o
conhecimento explicitado pelos professores, funcionários e alunos da instituição,
um “repositório de referência”, para abranger e coordenar uma multiplicidade de
serviços de informação existentes na universidade. Este projeto utiliza os
bibliotecários para gerenciar todos os tipos de informação. Em função disso,
enfatiza que os bibliotecários universitários ao trabalhar em administração,
referência, ou serviços técnicos, têm que assumir papéis novos como gerentes de
conhecimento. A instituição está criando banco de dados, teses e dissertação online, por isso Branin (2003) propõe um banco de conhecimento com o intuito de
armazenar toda produção científica da instituição.
No Brasil três trabalhos tratam especificamente de propostas de gestão do
conhecimento em bibliotecas universitárias. Destas três propostas, duas são
produtos de pesquisa de mestrado (HERNÁNDEZ BENVENUTO, 2001) e de
doutorado (MATIAS, 2003) e uma é produto do planejamento estratégico
desenvolvido em um sistema de bibliotecas (PLAZA, 2003).
Hernández Benvenuto (2001) apresenta a implementação de um modelo
de aprendizagem organizacional aplicado à biblioteca do Congresso da República
do Chile. Este modelo permitiu definir diferentes aspectos relacionados com a

�criação, captura, aplicação e armazenamento do conhecimento gerado na
biblioteca.
Matias (2003) propõe um modelo de gestão do conhecimento sobre o uso
de Sistemas de Recuperação de Informação (SRI) centrado em princípios de
usabilidade, denominado de uGECON, tendo por base a adequação de SRI aos
usuários e aos requisitos das tarefas. Este modelo tem como objetivo facilitar a
transferência de informação, adaptando as interfaces aos usuários, tarefas e
contextos, com base em registros log, e na abordagem ergonômica. O modelo
uGECON foi aplicado no sistema de recuperação de informação eLISA utilizado
pela biblioteca universitária do campus de São José da Universidade do Vale do
Itajaí (UNIVALI).
Plaza (2003) coordenou no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (SIBI/USP), foi desenvolvido um projeto focado na gestão de competências
de seu corpo técnico. Através deste projeto a gerência do SIBI/USP busca traçar
o perfil de seus profissionais que atuam em suas unidades para: a) conhecer seus
profissionais existentes e avaliar as lacunas de competências existentes na
organização como um todo para atender a nova realidade devido às mudanças
tecnológicas, políticas e sociais; b) buscar o desenvolvimento profissional através
de capacitação, aquisição de novos conhecimentos e a transferência destes para
a organização levando a novos desafios; c) melhoria da competitividade na
atração de talentos; d) inovação na gestão permitir avaliar as ações atuais de
preparação do profissional, identificar as necessidades globais e orientar as ações
de desenvolvimento coletivo alinhados com sua estratégia.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na era da economia do conhecimento, as bibliotecas têm uma importante
participação no processo de inovação e consolidação de novos conhecimentos e
gradativamente enfrentarão as questões ligadas à gestão do conhecimento nas
organizações em que estão inseridas.

�A literatura sobre gestão do conhecimento em bibliotecas aponta que as
propostas deveriam ser focalizadas em pesquisa efetiva e desenvolvimento de
conhecimento, criação de bases de conhecimento, troca e compartilhamento
entre os profissionais que atuam na biblioteca (incluindo seus usuários), e
capacitação profissional.
Neste estudo contatou-se que as iniciativas de abordagem de GC em
bibliotecas, tanto nacionais quanto internacionais estão procurando contemplar
estas expectativas, mas ainda há muito por fazer.
Como as bibliotecas universitárias são partes de organizações acadêmicas,
sugere-se que as mesmas devam integrar-se às propostas de GC das IES, bem
como os profissionais bibliotecários estar preparados para atuar como gestores
do conhecimento.

KNOWLEDGE MANAGEMENT APPLICATIONS IN ACADEMIC LIBRARIES:
MAPPING AND PRELIMINARY DISCUSSIONS

ABSTRACT
This article primary objective is to present and to discuss the applications of
knowledge management in academic libraries, starting from the initiatives
registered in the area literature (national and international), to a proposals
optimization for this segment in Brazil. The academic libraries are emphasized as
parts of knowledge organizations, showing a diversity of proposals and focuses.
Presents a knowledge map about the subject: knowledge management, pointing
the contributions by focuses and by countries. Finally it discuss the academic
libraries participation in knowledge management proposals.
KEYWORDS: Knowledge management. Knowledge management in academic
libraries. Knowledge management proposals.

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the knowledge bank at the Ohio State University. 2003. Disponível:
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�∗

Doutora em Engenharia de Produção, área de inteligência organizacional. Professora do
Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina
(PPGCIN/UFSC), Centro de Ciências da Educação, Campus Universitário, Trindade, Florianópolis,
Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-900, e-mail: marilia@cin.ufsc.br.
∗∗
Mestranda em Ciência da Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCIN/UFSC), Centro de Ciências da
Educação, Campus Universitário, Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-900,
e-mail: gardeniacastro@terra.com.br.

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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>O objetivo principal deste artigo é apresentar e discutir as aplicações de gestão do conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das iniciativas registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional), com vistas à otimização de propostas para este segmento no Brasil. Enfatizam-se as bibliotecas universitárias como partes de organizações do conhecimento, elencando enfoques e diversidades de propostas. Apresenta-se um mapa de conhecimentos sobre o tema: gestão do conhecimento, apontando as ontribuições por focos e por países. E finalmente discute-se a participação das BU’s em propostas de gestão do conhecimento.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira∗

RESUMO
A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser
organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de
seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre a
biblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca
universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do
conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo
comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento
dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro
cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações
de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na
preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas
no centro do mundo da sabedoria.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária. Gerontocracia do conhecimento.
Recursos de informação.

1 INTRODUÇÃO
As palavras Biblioteca e Gerontocracia nos levam a uma reflexão para o
mundo de hoje. Enquanto a primeira destaca-se por seu caráter de organizar e
armazenar os documentos para disseminar a informação, a segunda chama a
atenção pela força e poder dos mais velhos na produção e na gestão do
conhecimento. A gestão entendida como ação de dirigir e controlar os esforços de
um grupo de pessoas para um esforço comum, com a finalidade de atingir eficiência
e resultados.
A informação e o conhecimento são armazenados desde a Antigüidade.
Contudo, só mais recentemente a informação tem atraído estudiosos de diferentes

�domínios do saber, no sentido de compreender seus mecanismos de produção,
processamento, disseminação e uso.
A Biblioteca Universitária é o espaço escolhido para refletir sobre o saber e o
poder, uma vez que este tipo de biblioteca, é entendido como armazenadora e
disseminadora do conhecimento produzido pela universidade e de saberes de um
modo geral, organizados com a missão de ser a facilitadora do acesso a este
conhecimento e possuidora de uma gerontocracia para melhor gerenciar esse
conhecimento.
Na perspectiva dialética, este trabalho parte da concepção de que o que é novo
ficar velho e o que é velho se torna novo. Dessa maneira, estruturalmente, este
estudo está organizado em três partes. Na primeira, apresenta um panorama geral
acerca da biblioteca como forma de saber para entender a biblioteca no contexto da
universidade, como Biblioteca Universitária. Logo em seguida é apresentada uma
breve reflexão sobre o termo gerontocracia, para entender a gestão do conhecimento
em serviços de informação como forma de poder. Do exposto, na terceira parte,
procede-se à análise comparativa dos dois termos biblioteca e gerontocracia a título
de considerações finais, quanto ao olhar lançado na evolução do conhecimento a
partir dos conhecimentos antigos.

2 A BIBLIOTECA COMO FORMA DE SABER
A biblioteca tem sua história no registro da informação e o homem na criação
de sistemas rudimentares para não dispersá-la. A escrita é a memória do
conhecimento do homem. Na Antigüidade os assírios, os sumérios e os babilônios
tinham seus arquivos e nessa época estes povos usavam placas de argila para
registrar o conhecimento que formavam suas bibliotecas. A utilização do papiro como
suporte da escrita foi um avanço e que, posteriormente, foi substituído pelo
pergaminho. As maiores bibliotecas encontravam-se em Alexandria, no Egito e o

�Museion, fundado por Ptolomeu I (323-285 a C.), era parte essencial da academia de
sábios sob sua proteção. (GATES, 19--).
Por aproximadamente sete séculos, a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior
acervo de cultura e ciência que existiu na Antigüidade, sendo importante na história
da humanidade e, particularmente na história do livro e da biblioteca. Hoje, a
Biblioteca Alexandrina, como é chamada, está localizada à beira-mar do
Mediterrâneo, no campus da Universidade de Alexandria, no local do antigo
complexo da Biblioteca e do Museu. Essa nova biblioteca foi criada para ser pública
e acadêmica. (SALEM, 2002).
Segundo o artigo intitulado “Egito inaugura nova Biblioteca de Alexandria”
publicado no Estadão.com.br (2002), o complexo de Alexandria inclui três museus,
seis galerias, cinco institutos de pesquisa, um salão de conferência e um planetário.
Este artigo revela que a nova biblioteca em termos de acervo não é a maior do
mundo, mas a idéia é de que seja uma referência em novas tecnologias.
No entanto, é observado no mesmo jornal que com toda esta modernidade, há
o receio de que, nos dias de hoje, a nova biblioteca não seja considerada como um
espaço de liberdade intelectual, tal como na Antigüidade. Isto pelo perigo do
fanatismo religioso existente atualmente no Egito, o qual já resultou em censura e
destruição de livros.

Vale ressaltar que a biblioteca antiga foi importante no

desenvolvimento científico em diversas áreas, como astronomia, matemática e
medicina, incluindo, também o legado de Homero e a tradução do Antigo
Testamento.
Assim, desde a Antigüidade até hoje, vamos encontrar os vários meios de
registrar e disseminar a informação, procurando melhor atender aos usuários. Nos
tempos antigos, os reis usavam placas de argila para registrar o conhecimento; na
idade média o surgimento da universidade acelerou a produção de manuscritos e
com a invenção da imprensa o pensamento humano registrado pela escrita atingiu a
um número maior de pessoas. Atualmente a internet, como rede de informação e

�comunicação, tem a função de facilitar a organização e disseminação da informação
para a geração de novos conhecimentos.
Não podemos esquecer que o mais antigo e maior sistema do homem para
armazenar informações e transmiti-las de uma pessoa para outra é a linguagem e
que a biblioteca reflete o saber, a memória e a representação. Price (1976) mostra a
ciência desde a Babilônia e seu crescimento exponencial. Surge, então, a chamada
explosão da informação. Mas a resposta à explosão informativa do século XX foi à
utilização do computador para ordenar a informação registrada. A biblioteca, então,
como instituição social, participa das mudanças tecnológicas, adaptando-se às novas
tecnologias, com a utilização de computadores e da internet para formação de redes
cooperativas.
Mas, no limiar do século XX foi delineada uma nova função para a biblioteca,
sobrepondo-se à idéia de biblioteca como uma forma de organização do saber. O
saber e o poder foram considerados trajetórias paralelas. Além disso, a informação
foi vista como elemento estratégico para o ensino e a pesquisa e os sistemas de
informação para apoiar-se no sistema integral de ensino, permitindo um fluxo
ascendente daqueles que se interessavam pela investigação (MILANESI, 1983).
Esta evolução fez com que os locais de guarda, organização, preservação e
disseminação dos acervos, sofressem modificações que vão se refletir na arquitetura
física, na arquitetura da informação e no desenvolvimento do saber fazer. A
biblioteca está passando de uma organização totalmente ligada ao material impresso
para outra a ser armazenada sob a forma digital.
Assim, a biblioteca digital conectada a uma rede está sendo o resultado desta
evolução. A biblioteca, apesar de sua palavra ser considerada etimologicamente
“depósito de livro”, não permaneceu estática no decorrer dos anos no tempo e no
espaço. Ela tem sua evolução e, dentre as inúmeras especificações do termo
biblioteca,

pode-se

encontrar:

tradicional,

pública,

escolar,

universitária,

�especializada, ambulante ou itinerante, infantil, municipal, estadual, nacional, digital,
virtual, eletrônica, sem paredes, do futuro, e outros.

2.1 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A partir da queda do Império Romano até o século XII, a educação esteve nas
mãos dos mosteiros e a instrução era principalmente teológica. No entanto, o
aparecimento das escolas oficiais, o estudo da gramática latina, o surgimento da
escrita vernácula e as condições sociais e econômicas cada vez mais favoráveis
deram origem às universidades. (GATES, 19--). Como observa Martins (1996), a
fundação das universidades foi o grande acontecimento medieval que, de certa
forma, direciona o destino das civilizações. No continente europeu, as Bibliotecas
Universitárias da Idade Média ganharam o seu desenvolvimento no decorrer do
século XV.
Vale ressaltar que o ensino está ligado ao desenvolvimento das bibliotecas.
No século XVII, Comênius em seu pensamento educacional dava valor ao saber.
Para ele o saber tinha valor instrumental: saber para agir bem. Compreendeu o papel
do interesse na aprendizagem, partindo do princípio de que a escola deve ser
atrativa. (COMÊNIUS, 1978). Então, se a escola hoje não for atrativa como será a
biblioteca? Ou seja, se o aluno não tiver interesse pelo espaço escolar, deduz-se que
não terá interesse pela biblioteca.
As reformas do ensino procuram contribuir, também, com as bibliotecas. A
reforma do ensino de 1971 decretou a prática da pesquisa na escola, mas como
observa Milanesi (1983) a escola brasileira, com algumas variações, ainda leva o
aluno à reprodução de discursos. Para esse autor, o que é pior é que, esse sistema
de ensino no Brasil ainda domina as fases da escola e entra na Universidade.
A Universidade em seu Regimento e Estatuto, de um modo geral, diz que a
sua missão está no ensino, na pesquisa e na extensão. É neste espaço que se

�produz vários tipos de conhecimentos e esses conhecimentos armazenados em
bibliotecas contribuem para a geração de novos conhecimentos científicos, a partir
de experiências e teorias escritas.
Os estudos nos documentos mostram que a experiência passada, ao longo
dos anos, retrata a importância dos cientistas da informação e bibliotecários, para o
desenvolvimento das forças produtivas, decorrente do seu papel de facilitador da
comunicação e da informação para a geração do conhecimento.
No bojo desta discussão, é relevante ressaltar que para compreender a
Biblioteca Universitária é importante conhecer o seu caráter universal e diversificado.
Luck et al (2000) partem do princípio que universidades e bibliotecas se completam
com a missão de servir a sociedade. Mas, especificamente, ser a mediadora da
relação ensino-aprendizagem dos usuários aos quais servem.
Norteando-se por esse pressuposto, as autoras analisam a Biblioteca
Universitária no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular, como
conseqüência da regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Consideram que a didática do aprender a aprender serve para motivar o
aluno a construir atitude de pesquisa, mas que para isso a Universidade deve existir
como ampliação do projeto pedagógico voltado para a pesquisa e a produção de
conhecimento. Neste contexto, essa biblioteca não deve esquecer o seu papel de
mediadora nesse processo de formação de profissionais, como também de poder de
conhecimento para melhor gerenciar a informação.

3 A GERONTOCRACIA COMO FORMA DE PODER
Gerontocracia etimologicamente é entendida como “o poder dos mais
velhos” e considerada também, como gestão ou administração (GERONTOCRACIA,
2001). É uma palavra de grande ressonância para as várias áreas do conhecimento
humano. Pode-se observar que o tema da velhice conta com uma literatura tão

�antiga como a humanidade. O envelhecimento é um processo de complexidade
infinita, que afeta a estrutura e mais que a estrutura, a arquitetura química e física da
célula. Contudo, desde os mais remotos tempos da humanidade, as pessoas
longevas com maior experiência de vida foram respeitadas nas sociedades
primitivas.
Do saber acumulado da experiência de vida emana a autoridade e, por este
motivo, é freqüente encontrar nos povos primitivos e ainda em muitos dos chamados
civilizados ou de tecnologia superior dos nossos dias, a gerontocracia como forma de
governo.
Para a antropologia a velhice pode ser enfocada de diversos modos: desde o
ponto de vista da antropologia física até o ponto de vista da antropologia cultural.
Esta última se concentra no papel que a maturidade desempenha em uma cultura,
em um grupo étnico.
Na área da medicina, pode-se encontrar ao final do século XXI, o poderoso
complexo médico-industrial que dominará a economia mundial e o poder está nas
mãos de uma gerontocracia de seres atentos, principalmente, a dos últimos avanços
da tecnologia médica que tem de permitir alargar a duração da vida humana.
As tecnologias e o saber são de grande importância para o século XXI. Os
políticos de Barcelona, na Espanha, falam da importância do conhecimento e do
progresso científico em um país rico e moderno. O pensamento é que Barcelona
deve converter-se em um dos “centros mundiais do conhecimento” e a “capital
européia das tecnologias da informação”. Mas, para não perder o trem do futuro e
não se deixar levar por euforias tecnológicas, Martín (2000) diz que apostaria em
outra das linhas que marcará o século XXI. Este professor da “Columbia University” e
visitante da Universidade “Pompeu Fabra”, pensa como atrair os melhores cientistas
do mundo para trabalharem em Barcelona. Para ele, se o século XX tem sido o
século da liberalização da mulher, o século XXI será o século da gerontocracia. Este
autor mostra que a primeira industria da Califórnia, não é a informação e sim o

�turismo, impulsionado, sobretudo, pela terceira idade.

Para Martín os catalães

deveriam atuar sem medo na carreira da gerontocracia.
Na área de Ciência Política, segundo Capdeville (2000?), a gerontocracia tem
recebido pouca atenção para entender o declínio do comunismo no mundo e muitos
aspectos da decadência política no México. Este autor observando a realidade
mexicana diz que as eleições de 2000 foram bem claras. “La juventud está llena de
futuro, la vejez está llena de pasado”. Analisando essa concepção política, observase que apesar dos problemas citados no governo dos mais velhos, a juventude
precisa ler mais para um futuro melhor a partir da experiência do passado. Daí a
importância do conhecimento.
Para a área da Biblioteconomia e Ciência da Informação o termo
gerontocracia é inovador. É considerado como o poder do conhecimento dos mais
velhos. Tal conceito contribuirá para ampliar, significativamente, a produção de
novos saberes científicos e tecnológicos. Para a gestão de Biblioteca Universitária o
poder do conhecimento é importante para melhor atender as necessidades da
biblioteca e de seus usuários, através dos serviços de informação. Pois o poder está
diretamente relacionado às diversas formas de conhecer.

3.1 A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
O conhecimento faz parte do ser humano. O próprio homem produz o seu
conhecimento para que seja disseminado na sociedade, mas como se vive numa
realidade multidimensional, não se estuda estas dimensões separadamente. Não se
pode compreender o ser humano somente através dos elementos que o constituem.
Há uma interação entre os indivíduos que formam um conjunto e a sociedade
possuidora de uma língua e de uma cultura que transmite aos indivíduos. Daí a
necessidade de um modo de conhecimento que permita compreender como as
organizações e os sistemas produzem.

�O nosso sistema de ensino privilegia a separação em vez de praticar a ligação.
Assim, o homem deveria estender seu poder de reflexão aos conhecimentos
científicos, bem como à literatura e à poesia, alimentando-se ao mesmo tempo de
ciência e de literatura como faziam os homens da ciência e da literatura no passado.
Morin (1999) observa que partimos de um pensamento complexo e o problema do
conhecimento torna-se um desafio para nós. Para este autor só podemos conhecer o
todo se conhecermos as partes que o compõem. Neste pensamento, uns dos
desafios do século XX era: “a compartimentação e a disjunção entre cultura
humanística e cultura científica, acompanhadas pela compartimentação entre as
diferentes ciências e disciplinas. (MORIN, 1999, p.39).
Isto porque, em sua concepção, a cultura humanista revitaliza as obras do
passado e a cultura científica só valoriza as aquisições do presente. Em sua análise
comparativa, entre o saber medieval e o contemporâneo, mostra que o primeiro era
demasiado bem organizado e coerente e o segundo disperso. Mas já existe uma
reorganização do saber em andamento como a ecologia científica e como a ecologia
da informação. Isto é em uma visão holística.
Para o desenvolvimento da tecnologia é importante o conhecimento. Como
explica Davenport (2000, p. 15) “só a tecnologia não basta para o sucesso na era da
informação”. Este autor mostra que pouca atenção é dada aos fatores humanos
quando são elaborados os projetos informacionais e com isso suas pesquisas
mostram que ninguém considera o ambiente informacional em suas empresas bemadministrado.
Isto leva a considerar que o conhecimento “é a informação mais valiosa e,
conseqüentemente, mais difícil de gerenciar” (DAVENPORT, 2000, p. 19). É aí que
entra a sabedoria. O planejamento ecológico permitirá evolução e interpretação,
precisando da abordagem ecológica do gerenciamento da informação mais
comportamental e mais prática dos que os grandes projetos realizados na arquitetura
da informação.

�Dessa maneira, um fato importante é que os padrões da arquitetura da
informação envolvem documentos e que uma evolução do SGML (Standard
Generalized Markup Language), começou a revolucionar a maneira de distribuir e
exibir informações. A criação do “world wide web” veio facilitar conectar documentos.
E, dessa forma, a evolução das tecnologias de informação e comunicação tornou-se
possível para indexação, recuperação, disseminação e uso da informação, na
grande rede, com a utilização das ferramentas de busca. Por meio da “web” pode-se
acessar documentos hipertextuais dos mais variados assuntos e de diferentes
arquiteturas de informações textuais, sonoras e imagéticas.
Esses são alguns dos acontecimentos que têm transformado o cenário social
da vida humana, em uma revolução tecnológica concentrada nas tecnologias da
informação, remodelando a base material da sociedade em ritmo acelerado neste
novo milênio. Como observa Castells (2000), a flexibilidade de gerenciamento foi um
processo de reestruturação do próprio capitalismo e a organização das empresas em
redes, tanto interna quanto em suas relações com outras empresas, foi um avanço.
Neste sentido, o conhecimento e a informação são elementos cruciais para o
desenvolvimento. No entanto, enfatiza este estudioso no assunto que, o importante
no modo informacional de desenvolvimento é a ação do conhecimento.
A gestão do conhecimento surge, então, como uma metodologia de gestão
que se preocupa tanto com o processo de inovação, como de produção para
determinar a vantagem competitiva da empresa. Pode ser entendida como a forma
de administração e aproveitamento do conhecimento das pessoas para a
organização da empresa. Porém, é interessante observar que cada vez temos maior
certeza que uma metodologia adequada, é importante não só para a gestão do
conhecimento como, também, para a gestão de recursos informacionais. Ambos são
projetos distintos, mas que se complementam.
Segundo Paula (2002), em sua experiência sobre a Gestão Integrada de
Recursos Informacionais, a gestão é modelada pela visão holística sob o enfoque
metodológico e tecnológico. Para ela as organizações cada vez mais necessitam de

�agilidade operacional, uma vez que esta operação está relacionada com a
competência e uso de tecnologia para a administração de suas funções, juntamente
com a gestão do conhecimento. Deve-se observar que o processo de globalização
do acesso à informação vem criando expectativas no mundo atual. Como observa
ZAHER (2002), o compartilhamento de recursos informacionais em redes, já é uma
temática discutida e já vem sendo praticada pelo profissional da informação. Cabe
lembrar que a forma e os instrumentos desse processo vem sendo alterado, em
especial, com a propagação da cultura digital, responsável por influências de
comportamentos individuais e em grupos.

4

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Ao analisar os termos Biblioteca e Gerontocracia observa-se que ambos os

termos evoluíram. No decorrer do tempo o conceito de biblioteca passa de “depósito
de livros” para ser dinâmico visando ao usuário e o de gerontocracia de “velho”
passa a ser novo na dinâmica da gestão do conhecimento.
No estudo comparativo, infere-se que a palavra biblioteca tinha a concepção
de depósito de livro - uma idéia arcaica - que evoluiu e foi dada uma nova concepção
de saber e poder. A gerontocracia apesar de ter o velho em sua palavra (geron)
passa, também, a ter um conceito novo de saber e poder.
A mudança para a melhoria das bibliotecas universitárias observa-se que está
na maneira de atender seus usuários, a partir da compreensão do contexto em que a
Universidade está inserida e de sua contribuição para desenvolver a sociedade em
redes.
Assim, o conhecimento das bases de dados, no que diz respeito à
organização dos dados, critérios de busca, chaves de acesso, escopo, como
recursos e serviços, torna-se essencial para poder extrair maior número de
informações relevantes e, dessa maneira, o aprendizado é indispensável. Logo os

�serviços de informação que se realizam em meio ao funcionamento de redes e
serviços cooperativos, faz com que as bibliotecas avancem no contexto acadêmico e
científico.
Por fim, olhar o dimensionamento dos serviços – voltados à preocupação com
a arquitetura da informação que coloca tecnologias e não pessoas no centro do
mundo da sabedoria - torna-se importante para redimensionar um novo cenário, a fim
de contribuir para o desenvolvimento de novas ações nas prestações de serviços,
dentro de uma mudança de comportamento, em relação à inclusão social.

ABSTRACT

The information and the knowledge, generated since the Antiquity, need to be
organized and to be spread by libraries better to attend the necessities of its users. In
this context, the work has as objective to reflect about the library and the
gerontocracy as terms directed toward the wisdom. The university library is the space
for this reflection, in relation the gerontocracy of the knowledge in information
services. The analysis is realized by means of the comparative study the two terms.
The result shows that the look of the dimension of the old resources of information is
important to amplify one another scene, in order to contribute for the development of
new actions, in the renderings of services, inside of a change of behavior and, not
only, in the concern with the architecture of the information, placing technologies and
not people in the center the world of the wisdom.
KEYWORDS:
information.

University library. Gerontocracy of the knowledge. Resources of

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Paulo: Imprensa Oficial SP, 2002. p. 673-690.

∗

Universidade Federal do Pará – UFPA. Departamento de Biblioteconomia. Campus Universitário do
Guamá, Av. Augusto Correia, 1 - 66.075.010 - Belém - Pará – Brasil. E-mail: odaisa@ufpa.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre abiblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas no centro do mundo da sabedoria.</text>
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                    <text>O USO DA BASE DE DADOS MINERVA NO DESENVOLVIMENTO DA GESTÃO
DA INFORMAÇÂO PARA O CONHECIMENTO NA UFRJ

Maria Irene da Fonseca e Sá∗
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello∗∗

RESUMO
A era do conhecimento está exigindo novas habilidades organizacionais. Torna-se
necessário localizar de forma mais nítida e precisa os estoques e fluxos de
conhecimento. No passado criamos e aprendemos a gerenciar almoxarifados de
“coisas”. Atualmente, precisamos criar “almoxarifados e corredores” de
conhecimento. O recurso conhecimento se encontra em sua forma mais preciosa na
cabeça das pessoas, mas também, transformado e explicitado, no contexto
organizacional, em documentos, conteúdos não estruturados, processos, patentes e
práticas documentadas. Há um alto potencial e grandes oportunidades de
disseminação do conhecimento existente nas universidades e institutos de pesquisa
para a sociedade em geral. Pode-se entender o conhecimento como um fluxo
constante, no qual os profissionais registram e compartilham experiências e saberes.
Neste caso, a gestão do conhecimento tem o papel de sistematizar esse
compartilhamento, criando sistemas que permitam uma maior interação entre os
indivíduos e a ampliação da troca de conhecimentos. Dentro deste contexto, a UFRJ,
através da NCE – Núcleo de Computação Eletrônica e do SIBI – Sistema de
Bibliotecas e Informação, apresenta o uso da base de dados MINERVA, no sentido
de centralizar e estruturar o conhecimento gerado pela comunidade acadêmica da
UFRJ, permitindo sua disseminação, compartilhamento e uso, e propiciando
resultados positivos e benefícios, tanto interna quanto externamente.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Bibliotecas e Informação, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro - SiBI/UFRJ, oficializado em 1989 pelo Conselho Superior de Coordenação
Executiva - CSCE, é formado por 43 unidades de informação, situadas nos dois
campi da UFRJ – Ilha do Fundão e Praia Vermelha – e, ainda, em unidades isoladas
localizadas na cidade do Rio de Janeiro.

�PANORAMA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO – SiBI

O modelo do sistema reflete a estrutura da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, que é, por sua origem, fragmentada em diversas unidades. A então
Universidade do Brasil, foi criada após a união das Escolas de Música, de Belas
Artes, Medicina e Direito. Seu inevitável e desejado crescimento, e o surgimento da
pós-graduação no Brasil na década de setenta, a caracterizou pela diversidade de
unidades hoje existentes e atuantes. Portanto, se explica o grande número de
bibliotecas na UFRJ, contemplando todas as áreas do conhecimento e

atendendo

�ao ensino, pesquisa e extensão. Como a UFRJ tem dois campi e 11 unidades
isoladas , suas bibliotecas seguem esse padrão, estando, em sua maioria,
geograficamente distantes umas das outras.
O SiBI tem como objetivo principal a integração de suas unidades de
informação à política educacional e administrativa da Universidade, servindo de
apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão, estimulando a colaboração
técnico-científica, cultural, literária e artística, através do desenvolvimento de
serviços e produtos de informação que atendam às exigências de relevância e
rapidez.
A Base Minerva é a forma de reunir logicamente os acervos dessas bibliotecas
representando-os num grande catálogo coletivo virtual para consulta remota.

2 INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS
A história da informatização das bibliotecas da UFRJ, que pode ser
investigada em diversos trabalhos apresentados ao longo dos últimos 25 anos,
remonta à uma trajetória de pioneirismo e inovação. A fase de modernização e
remodelagem dos recursos computacionais, que coincide com a adoção de um novo
software gerenciador de bibliotecas, teve importante papel para o atual estágio de
gestão da informação na Universidade.
As primeiras providências nessa fase foram de: dotar as bibliotecas/unidades
de informação da Universidade, de infra-estrutura computacional adequada ao
funcionamento do software gerenciador dos serviços de biblioteca, promover
atividades de capacitação do pessoal das bibliotecas, com a finalidade de prepará-lo
a acompanhar o desenvolvimento tecnológico na área de informação e as
especificidades do software e converter os registros do acervo informatizado no
sistema anterior para o sistema atual.

�Vencidas essas etapas, que duraram aproximadamente 1 ano (1998) e
diversas investidas em treinamentos, foi consolidado o uso do software pelas
bibliotecas e o conseqüente aumento do número de registros na Base Minerva. O
gráfico a seguir ilustra esse crescimento.

1.200.000
1.100.000
1.000.000
900.000
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0

923.988
792.379
543.403
249.159
86.919
235.177

243.458

282.407

282.407

282.407

282.407

Dez. 1998

Dez. 1999

Dez. 2000

Dez. 2001

Dez. 2002

Dez. 2003

Conversão

Inclusão de Itens

3 BASE MINERVA
A Base Minerva, hoje com 1.300.000 itens, reúne acervos das 43 bibliotecas
do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ. Os dados que compõem a Base
estão armazenados num servidor localizado no Núcleo de Computação Eletrônica
que tem uma equipe destinada à gerência do sistema e oferece toda a infra-estrutura
técnica necessária ao perfeito funcionamento, monitorado por 24 horas/dia.
Como proposta inovadora, o SIBI está oferecendo à comunidade da UFRJ os
recursos da Base Minerva para registrar e divulgar informação contida, não só nas
bibliotecas, mas em outras unidades de informação tais como, arquivos, coleções
especializadas e museus.

�Essa iniciativa tem sido gradativamente adotada por algumas unidades da
UFRJ

que,

detentoras

de

acervos

importantes,

não

possuíam

apoio

técnico/computacional para disponibilizar seus conteúdos. Os projetos têm sido
realizados em parceria com o SIBI, que oferece suporte técnico e garante a
qualidade na catalogação dos registros. .Acredita-se que a crescente adesão a esse
projeto resultará na produção de um catálogo coletivo virtual das diversas coleções
da UFRJ, apresentando o seu patrimônio documental existente.
Atualmente temos 3 arquivos sendo integrados à Base Minerva: o Arquivo
Histórico do Museu Nacional, o Núcleo de Pesquisa e Documentação da Faculdade
de Arquitetura e o Centro de Línguas indígenas do Programa de Pós-Graduação em
Antropologia. A produção acadêmica discente; teses e dissertações, já está sendo
disponibilizada em texto integral; objetos pertencentes à família real, integrantes da
Coleção do Museu Nacional, estão sendo catalogados, fotografados e inseridos na
Base; a produção acadêmica docente está sendo catalogada, digitalizada (quando
não está em meio eletrônico) oferecendo acesso ao texto completo do artigo,

�capítulo de livro ou relatório de pesquisa produzidos. Além disso se; inseriu-se links
para curriculum Lattes e para as Bibliotecas virtuais existentes na Universidade.
Nesse projeto destacam-se as iniciativas de digitalização, tanto as referentes
às teses e dissertações, quanto de documentos históricos, raros, produção
acadêmica docente e “realia”.

TESE DIGITALIZADA TEXTO COMPLETO

TAÇA DO MUSEU REAL

�As novas formas de busca pela informação, ocasionadas pela independência
dos usuários, atualmente dotados de todos os recursos necessários para efetuar sua
pesquisa sem, necessariamente dirigir-se à biblioteca, destacam a importância de
uma eficaz gestão dos recursos informacionais disponibilizados nas bases de dados.

4 GESTÃO DO CONHECIMENTO
Rossatto (2003) conceitua gestão do conhecimento como “um processo
estratégico, contínuo e dinâmico que visa gerir o capital intangível da empresa e
todos os pontos estratégicos a ele relacionados e estimular a conversão do
conhecimento”.
Segundo Canavarro ( 2003) uma vertente da gestão do conhecimento referese às organizações, que veêm o conhecimento como um fluxo constante, onde os
profissionais registram e compartilham experiências e conhecimento. Sendo assim, o
papel da gestão do conhecimento seria o de sistematizar esse compartilhamento,
criando sistemas que permitam uma maior interação entre os indivíduos e a
ampliação da troca de conhecimentos.
“A assimilação da informação, como analisa Barreto(2004) é a finalização de
um processo de aceitação da informação que transcende o seu uso, um ato de
apropriação. Este é o destino final do surpreendente e muitas vezes raro fenômeno
da informação: criar conhecimento modificador e inovador do indivíduo e do seu
contexto. Entendemos o conhecimento como sendo uma passagem, um fluxo de
sensações que são apropriados pela consciência do receptor e este é um processo
que se realiza no mais oculto espaço de sua subjetividade. É um caminho pessoal e
diferenciado para cada indivíduo”.
Essa é a abordagem utilizada pelo SIBI na gestão da informação – científica,
tecnológica, cultural e artística - da Universidade Federal do Rio de Janeiro para a
utilização e o gerenciamento de uma ferramenta como a base Minerva, de forma a

�proporcionar o compartilhamento de toda a produção acadêmica e dos acervos,
fazendo-os interagir com os usuários e suas demandas de informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando a aplicação das idéias apresentadas nos estudos sobre gestão da
informação para o conhecimento no gerenciamento da Base Minerva da UFRJ,
podemos fazer algumas considerações finais:
•

O uso da Base Minerva como apoio à gestão da informação não é um
processo estanque. Será influenciado por múltiplas decisões, principalmente
por aquelas que afetam o compromisso e a motivação das pessoas que
trabalham nas unidades de informação da Universidade;

•

As ferramentas de tecnologia de informação e comunicação são parte
integrante do projeto; são o meio para fazer acontecer, mas não determinam
os esforços da gestão da informação;

•

É praticamente impossível gerenciar todas as informações disponíveis,
necessárias ou desejáveis, mas sistematicamente, cada unidade de
informação deverá estar focada nos conhecimentos estratégicos de sua
Unidade;

•

O uso da base Minerva como apoio à gestão da informação para o
conhecimento na UFRJ deve ser considerada como o esforço para melhorar o
desempenho humano e organizacional através da facilitação de conexões
significativas entre pessoas, documentos e comunidades. Assim, a utilização
da base Minerva tem como objetivos: garantir que todos (interna e
externamente à UFRJ) tenham acesso ao conhecimento/produção científica
da UFRJ, quando, onde e na forma que necessitam e motivar o
compartilhamento da produção acadêmica e científica, utilizando o seu
potencial de codificação/catalogação e difusão da informação.

�REFERÊNCIAS
CANAVARRO, Marcela. Gestão do saber. T I Master, outubro 2003.Captado em
28/05/2004
http://www.timaster.com.br/revista/materiais/main_materia.asp?codigo=853

ROSSATTO, Maria Antonieta. Gestão do conhecimento: a busca da humanização,
transparência, socialização e valorização do intangível. Rio de Janeiro: Interciência,
2003.

RUSSO, Mariza. SÁ, Maria Irene da Fonseca e. A Base Minerva e as
oportunidades de desenvolvimento do conhecimento para portadores de
deficiência visual. Jan.2002

∗

Gerente de projeto do Núcleo de Computação eletrônica NCE/UFRJ Irene_as@nce.ufrj.br
Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação SIBI/UFRJ paulamello@sibi.ufrj.br

∗∗

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A era do conhecimento está exigindo novas habilidades organizacionais. Torna-se necessário localizar de forma mais nítida e precisa os estoques e fluxos de conhecimento. No passado criamos e aprendemos a gerenciar almoxarifados de coisas”. Atualmente, precisamos criar “almoxarifados e corredores” de conhecimento. O recurso conhecimento se encontra em sua forma mais preciosa na cabeça das pessoas, mas também, transformado e explicitado, no contexto organizacional, em documentos, conteúdos não estruturados, processos, patentes e práticas documentadas. Há um alto potencial e grandes oportunidades de disseminação do conhecimento existente nas universidades e institutos de pesquisa para a sociedade em geral. Pode-se entender o conhecimento como um fluxo constante, no qual os profissionais registram e compartilham experiências e saberes. Neste caso, a gestão do conhecimento tem o papel de sistematizar esse compartilhamento, criando sistemas que permitam uma maior interação entre os indivíduos e a ampliação da troca de conhecimentos. Dentro deste contexto, a UFRJ, través da NCE – Núcleo de Computação Eletrônica e do SIBI – Sistema de Bibliotecas e Informação, apresenta o uso da base de dados MINERVA, no sentido e centralizar e estruturar o conhecimento externamente.</text>
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                    <text>A ANTECIPAÇÃO ÀS RECOMEDAÇÕES DO PORTAL.PERIODICOS.CAPES:
A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CCS/UFRJ

Marco Tullio Azevedo Juric∗
Maria de Fátima Moreira Martins∗∗

RESUMO
Apresenta um relato de iniciativas desenvolvidas pela Biblioteca Central do
CCS/UFRJ desde 2001, com o objetivo de fomentar a utilização do Portal de
Periódicos Capes, iniciativas estas que se constituíram num avanço na direção
certa, isto é, caracterizando uma antecipação às recomendações dirigidas às
instituições participantes do próprio Portal de Periódicos Capes, publicadas no
site do Portal, no ano de 2003. Foram analisadas três recomendações: a)
ampliação da quantidade de equipamentos de informática para acesso ao Portal
nas bibliotecas; b) desenvolvimento de programas de divulgação e treinamento
por área do conhecimento dirigidos, tanto aos profissionais das bibliotecas como
aos usuários finais; c) sugerir aos docentes a inclusão de documentos do Portal
na bibliografia básica dos cursos. Numa segunda fase, foi realizada uma
comparação entre as recomendações e respectivas iniciativas, realizadas nos
anos anteriores pela Biblioteca Central do CCS. Os resultados objetivados
influenciaram positivamente o aprimoramento da utilização do Portal, seja pelo
aumento do número de microcomputadores destinados à pesquisa, seja através
do treinamento de usuários, ou através da melhoria de desempenho dos
profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos serviços oferecidos pelo Portal
à comunidade acadêmica. Neste contexto, a identificação dessas iniciativas busca
apresentar, com ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da
Biblioteca na demonstração da importância do acesso à informação científica e
tecnológica atualizada oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da
qualidade e da competitividade da produção acadêmica brasileira da UFRJ, em
nível internacional.
PALAVRAS-CHAVE: Portal de Periódicos CAPES. Treinamento de Usuário.
Gestão da Informação. Biblioteca Universitária. Tecnologia da Informação.

1 INTRODUÇÃO
Lancaster (1993), afirma que aqueles que lidam a informação como
atividade finalística encontram-se, mais do que nunca, desafiados: as inovações
tecnológicas vêm encurtando o tempo e o acesso às informações de forma
impossível de prever há pouco anos atrás.

�Mudanças na natureza da informação, em estratégias de pesquisa e na
estrutura de ensino superior, estão afetando tanto as universidades públicas como
as suas bibliotecas. Estas mudanças definem o novo contexto dentro do qual
nossas bibliotecas universitárias têm que operar.
Dessa forma, o desenvolvimento da tecnologia de informação está
provocando um impacto profundo nas estruturas organizacionais da biblioteca
universitária, exigindo que respondam, de maneira rápida e eficiente, as
necessidades informacionais de seus usuários.
A evolução econômica e tecnológica proporcionou aos usuários, benefícios
em relação aos produtos e serviços das bibliotecas universitárias, como, por
exemplo, a chamada “biblioteca virtual” e o estabelecimento de convênios e
consórcios institucionais (SANTUCCI, 1994).
De acordo com Cruz et al. (2003), a participação em consórcios se constitui
numa solução para resolver o problema enfrentado pelas instituições acadêmicas,
ocasionado pelo grande crescimento do número de publicações disponíveis e alto
custo das assinaturas.
Um exemplo disso se constitui no Portal de Periódicos da CAPES. O Portal
passa a ser a principal biblioteca virtual disponível no Brasil. O Portal visa atender
às Instituições Federais de Ensino Superior e de Pesquisa, que satisfazem os
critérios de produtividade estabelecidos pela CAPES. Hoje, o Portal atende a 130
órgãos, dentre os quais a Embrapa, 29 Cefet's e o Ministério da Ciência e
Tecnologia.
O Portal tem como a finalidade, promover o acesso à informação científica
e tecnológica internacional a instituições de ensino superior e de pesquisa do
país, oferecendo, aos seus usuários, acesso aos textos completos de artigos de
mais de 7.100 revistas internacionais, consulta a 20 (vinte) bases de dados com
acesso a texto completo, consulta a 29 (vinte e nove) bases de dados com
resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento, consulta a 5 (cinco)
obras de referência internacionais e consulta a fontes de informação acadêmica,
com acesso gratuito na Internet.

�2 PORTAL DE PERIÓDICOS CAPES

2.1

HISTÓRICO
Em 1995, a CAPES/MEC (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de

Pessoal de Nível Superior), criou o Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos
(PAAP), com repasse de US$ 22 milhões/ano (vinte e dois milhões de dólares por
ano). Esse valor foi mantido até fins de 1998. Em 1999, os recursos caíram para
US$ 13,5 milhões/ano (treze milhões e quinhentos mil dólares), e, em 2000,
apenas 35 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), receberam recursos,
totalizando cerca de US$ 12,5 milhões (doze milhões e quinhentos mil dólares).
Dessa forma, no final da década de 90, as bibliotecas amargaram um corte de
cerca de 70% nas assinaturas dos periódicos estrangeiros.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das principais
universidades da América Latina, sofreu, assim como todas as universidades
federais brasileiras, os sucessivos cortes ou reduções de verbas. Na verdade, os
recursos investidos, pelo Governo Federal, na renovação de periódicos foram
sendo reduzidos, no decorrer desses anos. Assim, em 1998, foram assinados,
para a UFRJ, 4.259 títulos; em 1999, apenas 2.156; e, em 2000, apenas 963,
interrompendo-se totalmente a formação de coleções. O gráfico, a seguir, ilustra a
crescente redução do fornecimento de recursos destinados para a aquisição de

Número de títulos de periódicos

periódicos pela CAPES, no período citado.

Gráfico 1 - Número de títulos de periódicos renovados
pelo PAAP/CAPES para UFRJ no período de 1998 a 2000
5.000
4.000
Total em 1998

3.000

Total em 1999
2.000

Total em 2000

1.000
0

Fonte: CAPES

UFRJ

�Os prejuízos, decorrentes dessa situação, são bem conhecidos. Mas é
sempre bom lembrar que eles afetaram, entre outras atividades da vida
acadêmica:
- a pesquisa científica;
- a preparação e atualização de aulas;
- estudos, preparação de Teses, Dissertações e Trabalhos de Cursos;
- atendimento à Programas de Comutação Bibliográfica (COMUT).
Em novembro de 2000, fazendo parte das reformulações do Programa de
Apoio à Aquisição de Periódicos (PAAP) da CAPES, foi criado o Consórcio
Nacional de Periódicos Eletrônicos, com custo de US$ 18,7 milhões/ano (dezoito
milhões e setecentos mil dólares). A partir daí, a comunidade acadêmica de 70
IFES, teria acesso eletrônico ao conteúdo integral de periódicos internacionais,
por meio de um Portal na Internet: http://www.periodicos.capes.gov.br.

2.2

O

PAPEL

DO

PORTAL

NO

PROCESSO

DE

PRODUÇÃO

DO

CONHECIMENTO
É de suma importância o Portal para o sucesso da ciência, da pesquisa e
da tecnologia brasileira, constituindo assim, em um instrumento da maior
importância, não apenas para a pós-graduação, mas também para toda a ciência
e tecnologia brasileira. Além disso, o Portal embute informações e assinaturas de
periódicos da área tecnológica da maior importância para um país que precisa
aumentar as suas patentes. É uma questão que está, hoje, sobre as mesas de
conversas a respeito do avanço da ciência e da tecnologia no Brasil.
Desta forma, o Portal, transcende muito a sua missão original. Ele é um
instrumento de garantia do conhecimento gerado em qualquer parte do mundo,
inclusive no Brasil.
Entre os aspectos favoráveis sobre o uso do Portal de periódicos encontrase a oportunidade dada ao pesquisador em obter documentos na íntegra e

�acessar bases de dados on line com maior comodidade e flexibilidade, ou seja,
ganhar tempo, podendo pesquisar em horários e espaços mais convenientes,
como em casa, na biblioteca, ou na instituição onde trabalha.
O Portal de periódicos é um instrumento valioso para a excelência
acadêmica das instituições de ensino e pesquisa brasileiras. Sua contribuição
efetiva para a democratização do acesso ao saber científico e tecnológico nas
variadas áreas do conhecimento, e a equalização de oportunidades nas diferentes
realidades regionais exigem que seu aprimoramento e ampliação sejam
continuamente perseguidos. Hoje, uma universidade localizada em Porto Velho,
por exemplo, que dificilmente poderia ter uma biblioteca sequer razoável, tem
acesso on-line aos periódicos que a CAPES mantém.
O Portal se apresenta como um avanço inestimável no sentido de
disponibilizar o melhor, ou quase isso, da ciência mundial. O serviço, inclusive,
oferece cópias digitais de trabalhos que ainda sequer foram distribuídos na versão
impressa.
Acessando o Portal pesquisadores podem obter cópias digitais dos
trabalhos publicados em algumas das melhores revistas científicas existentes,
suprindo parte da carência indiscutível de bibliotecas, da maior parte das
instituições universitárias brasileiras, sejam públicas ou privadas.

3 RECOMENDAÇÕES DA CAPES
A CAPES, desde a sua criação, incluiu, dentre suas proposições, as
estatísticas de uso das fontes de informação. Os dados são fornecidos pelos
Editores das bases constantes no Portal. Os dados disponibilizados demonstram
somente o número total de textos completos baixados (no ano de 2003, foram 7.4
milhões de textos baixados, acrescidos de 6.5 milhões de acessos a bases
referenciais, o que representa 40 mil acessos diários).
Em outubro de 2003, a CAPES publica, na página do Portal, o trabalho: “O
estudo de uso das publicações de texto completo”. O estudo consiste na análise

�de uso de 3.587 publicações disponíveis no Portal em maio/2003, dividido em 2
etapas: a primeira consiste na elaboração de um levantamento de uso por áreas
do conhecimento, e, a segunda, na análise dos dados e na elaboração das
recomendações - substituição de títulos, inclusão de novos títulos, reforço em
áreas específicas e à CAPES e as instituições participantes.
Neste trabalho, vamos destacar somente três recomendações propostas às
instituições participantes. São elas:
•

Desenvolver

programas

de

divulgação

e

treinamento

por

área

do

conhecimento, dirigidos tanto aos profissionais das bibliotecas quanto aos
usuários finais;
•

Sugerir, aos docentes, a inclusão de documentos do Portal na bibliografia
básica dos cursos;

•

Ampliar a quantidade de equipamentos de informática, para acesso ao Portal
nas bibliotecas.

4 A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CCS/UFRJ
A Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ sempre
procurou, e ainda procura, estar atenta às demandas e necessidades que
emanam das comunidades acadêmico-científicas, dos serviços oferecidos às
comunidades, dos serviços técnicos inerentes ao bom funcionamento de uma
unidade de informação e dos aparatos tecnológicos que dão suporte aos novos
rumos da informação e comunicação.
Neste contexto, a Biblioteca Central do CCS busca adequar seus serviços
às novas modalidades tecnológicas, praticadas no domínio da informação
acadêmico-científica.
Os treinamentos de usuários, oferecidos pela biblioteca, a partir de 1995,
foram assumindo novos formatos, de acordo com as mudanças na forma de
apresentação da informação. O que antes era uma apresentação oral, baseada
em documentos impressos (Index Medicus, Excerpta Medica, International

�Pharmaceutical Abstracts, Biological Abstracts, etc.), passou a ser um
treinamento mais prático e mais dinâmico, onde os usuários executavam as
tarefas do treinamento diretamente nos microcomputadores situados em
laboratório de informática, para atender aos requisitos dos formatos eletrônicos
em CD-ROM.
No início do ano de 2000, a biblioteca recebe, num ato de total apoio e
engajamento

aos

anseios

e

necessidades

da

biblioteca,

5

(cinco)

microcomputadores, como doação do Hospital Universitário Clementino Fraga
Filho (HUCFF), na pessoa do diretor, Dr. Amâncio Paulino de Carvalho.
Acrescentados mais 3 (três) microcomputadores da biblioteca, aos 5 (cinco)
doados pelo HUCFF, foi possível criar um espaço específico para utilização nas
buscas e pesquisas, via Internet, dentro da biblioteca.
Em 2000, paralelo à criação do Portal de periódicos, a Biblioteca Central do
CCS/UFRJ apresenta, à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa
do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), um projeto de criação da Biblioteca
Virtual em Saúde (BVS). Este consistiu em um projeto ousado e de vanguarda,
dentro do contexto das universidades públicas federais naquele período. O projeto
tinha como objetivo, a criação de uma área específica para a pesquisa
bibliográfica, via Internet. As principais razões que motivaram este projeto foram
a carência tecnológica disponível para a comunidade acadêmico-científica em
executar suas pesquisas bibliográficas, via Internet, e o surgimento da nova
modalidade de acesso on line aos textos completos de artigos de periódicos,
através do Portal de Periódicos.
O fato de que o projeto foi apresentado à FAPERJ, no mesmo ano em que
foi lançado o Portal, configura a atenção que a biblioteca sempre procurou dar
aos novos rumos e acontecimentos na área da informação. Mesmo antes de
apresentar este projeto, a biblioteca, por iniciativa própria, em 2000, já havia
instalado um serviço de assistência ao usuário, para a realização das pesquisas
bibliográficas, via Internet. Foi criada uma sala refrigerada e equipada com 8
(oito) computadores, todos conectados à Internet, por LAN, a 10Mbps. Eram
oferecidos, aos usuários, tanto os treinamentos para utilização de bases de dados

�assinadas pela UFRJ e do Portal CAPES, como também o auxílio na execução
das pesquisas em bases de dados on line, para aqueles que já tinham alguma
experiência em pesquisa bibliográfica, via Internet, tais como: a utilização de
descritores, utilização de operadores booleanos na construção correta das
buscas, e na seleção de bases de dados adequadas para as áreas específicas de
conhecimento.
Estas iniciativas objetivaram oferecer, aos usuários, ferramentas atuais e
capacitação para desenvolverem seus trabalhos e pesquisas, visto os novos
rumos que a informação e o processo de recuperação da informação tomaram.
Em fevereiro de 2002, a Biblioteca Central do CCS tem o privilégio de
inaugurar a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), fruto de uma iniciativa de visão e
intrepidez empreendedora e de alcance global no contexto universitário.
.A BVS está localizada no interior da Biblioteca Central do CCS, em um
espaço de 96 m², refrigerado, com piso elevado e instalações elétricas específicas
para atender aos requisitos do espaço.

Em seu interior, 25 (vinte e cinco)

microcomputadores modernos, dispostos em módulos de uso individual, oferecem
maior comodidade e privacidade para os usuários, durante suas consultas e
pesquisas.
A instalação da rede de computadores, utilizou cabeamento estruturado
UTP CAT 5E, entre as estações de trabalho e o Waring Closet. No interior do
Waring Closet, encontramos 2 (dois) Switchs 10/100Mbps, que oferecem
segmentação adequada para otimização da largura de banda e para fornecerem
conexão full-duplex, um servidor com OSR (operacional system) específico para
gerenciar a rede, com implementação de política de segurança, antivírus, firewall
e limitador de sites para navegar na Internet, dando segurança à rede e aos
usuários.

�Também foi criado um domínio próprio (Figura 1) para hospedar o site da
BVS, http:// www.bvs.ufrj.br, que tem, como objetivo, oferecer um caminho mais
curto entre as fontes e os usuários, incorporando pequena síntese de conteúdo
aos links das bases e/ou serviços.

FIGURA 1 - Tela de Abertura da Biblioteca Virtual em Saúde, que dá
acesso ao conteúdo do Portal de Periódicos CAPES

A BVS se constituiu numa fonte importante de consulta para alunos,
professores e pesquisadores da UFRJ, dando acesso imediato aos mais recentes
dados na área de ciência e tecnologia, no mundo inteiro.
Assim, o acesso ao Portal via BVS, assume uma importância vital no
cotidiano universitário da UFRJ, influenciando fortemente a qualidade da
educação.

�A

Biblioteca

Central

do

CCS

vem

ministrando,

periodicamente,

treinamentos aos alunos, professores e pesquisadores de Graduação e PósGraduação da área da Saúde da UFRJ, bem como aos profissionais da
informação da própria biblioteca, profissionais da informação integrantes do
Sistema de Bibliotecas da UFRJ e de outras instituições participantes, para
acesso e utilização do Portal.

5

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acreditamos que o trabalho realizado pela equipe da BVS, tem sido

reconhecido pela comunidade acadêmica, não só como uma ilha de acesso ao
Portal, mas também como um instrumento importante para que se possa
empreender as buscas e pesquisas nas novas fontes de informação. Podemos
identificar alguns fatos, que mostram melhor resultado. São eles:
•

Aumento crescente do uso da BVS. Esse indicador aponta para o êxito
alcançado através dos treinamentos ministrados pela biblioteca;

•

Aumento de solicitações de treinamento, pelos cursos de graduação e pósgraduação.

A partir dos treinamentos ministrados aos usuários, vários

professores procuraram a Biblioteca para solicitar treinamento específico
para seus alunos, ou seja, aulas práticas, ministradas pelos bibliotecários,
de utilização do Portal CAPES. Dentre os cursos de graduação que nos
solicitaram tal treinamento, podemos destacar: Medicina, Odontologia,
Farmácia, Nutrição, Enfermagem, Biologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia,
Microbiologia e Imunologia. De igual modo os professores dos cursos de
Pós-Graduação em Epidemiologia Clínica, Saúde Coletiva, CAMI, Cirurgia
Geral, Ortopedia e Traumatologia, Odontologia Social e Radiologia, que
solicitaram treinamento com a mesma finalidade, ou seja, habilitar seus
alunos a utilizarem o Portal em suas buscas e pesquisas bibliográficas.
•

Alteração na postura do usuário mais exigente, na busca de informação
relevante. O usuário busca capacitação no acesso às bases de dados
principalmente para garantir sua autonomia na obtenção da informação;

�•

Alteração na postura dos professores mais conscientes da importância da
utilização das novas fontes de informação. Uma vez que os alunos de
graduação e pós-graduação foram capacitados a realizarem suas buscas e
pesquisas no Portal, através das aulas práticas ministradas na BVS por
bibliotecários, os professores adotaram a metodologia de solicitar, aos
seus alunos, material oriundo de buscas e pesquisas feitas através do
Portal como bibliografia básica;

•

Incentivo motivacional dos profissionais da informação da UFRJ,
integrantes do Sistema de Bibliotecas da UFRJ, uma vez que o profissional
vê, no treinamento, a possibilidade de ser eficiente e eficaz, procurando a
fazer o que faz com qualidade, para sua própria motivação.
Os resultados objetivados influenciaram, positivamente, o aprimoramento

da utilização do Portal, seja pelo aumento do número de microcomputadores
destinados à pesquisa, seja através do treinamento de usuários, ou através da
melhoria de desempenho dos profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos
serviços oferecidos pelo Portal à comunidade acadêmica.
Neste contexto, a identificação dessa iniciativa, busca apresentar, com
ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da Biblioteca, na
demonstração da importância do acesso à informação científica e tecnológica
atualizada, oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da qualidade e da
competitividade

da

produção

acadêmica

brasileira

da

UFRJ,

em

nível

internacional.

REFERÊNCIAS

CRUZ, Angelo Antonio Alves Correa da et al. Impacto dos periódicos eletrônicos
em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p. 4753, set./dez. 2003.
LANCASTER, F. W. Libraries and the future. New York: Harwork, 1993.

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Cap. 1 e 5.
MIRANDA, Dely Bezerra de. O periódico científico como veículo de comunicação:
uma revisão de literatura. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 377382, set./dez. 1996.
MUELLER, S. P. M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B.S.; CENDON, B. V.
KREMER, B. M. (Org.) Fontes de informação para pesquisadores e
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SANTOS, Gildenir Caroline; PASSOS, Rosemary. O papel das bibliotecas e dos
bibliotecários às portas do século XXI: considerações sobre a convivência da
informação impressa, virtual e digital. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000.
SANTUCCI, G. Information highways worldwide: challenges and strategies. FID
News Bulletin, Sweden, v. 44, n. 10, p. 237-247, 1994.
SENA, Nathália Kneip Sena. Open archives: caminho alternativo para a
comunicação científica. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 71-78,
set./dez. 2000.
TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica: o artigo de periódico nas
atividades de ensino e pesquisa do docente universitário brasileiro na pósgraduação. 1998. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Departamento
de Ciência da Informação e Documentação da Faculdade de Estudos Sociais
Aplicados da Universidade de Brasília, 1998.

∗

Bibliotecário – Biblioteca Central do CCS. E-mail: joe@eagle.ufrj.br
Bibliotecária – Biblioteca Central do CCS. Especialista em Gestão da Informação e Inteligência.
Competitiva. E-mail: fmartins@bib.ccs.ufrj.br

∗∗

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>Apresenta um relato de iniciativas desenvolvidas pela Biblioteca Central do CCS/UFRJ desde 2001, com o objetivo de fomentar a utilização do Portal de Periódicos Capes, iniciativas estas que se constituíram num avanço na direção certa, isto é, caracterizando uma antecipação às recomendações dirigidas às instituições participantes do próprio Portal de Periódicos Capes, publicadas no site do Portal, no ano de 2003. Foram analisadas três recomendações: a) ampliação da quantidade de equipamentos de informática para acesso ao Portal nas bibliotecas; b) desenvolvimento de programas de divulgação e treinamento por área do conhecimento dirigidos, tanto aos profissionais das bibliotecas como aos usuários finais; c) sugerir aos docentes a inclusão de documentos do Portal na bibliografia básica dos cursos. Numa segunda fase, foi realizada uma comparação entre as recomendações e respectivas iniciativas, realizadas nos anos anteriores pela Biblioteca Central do CCS. Os resultados objetivados influenciaram positivamente o aprimoramento da utilização do Portal, seja pelo aumento do número de microcomputadores destinados à pesquisa, seja através do treinamento de usuários, ou através da melhoria de desempenho dos profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos serviços oferecidos pelo Portal à comunidade acadêmica. Neste contexto, a identificação dessas iniciativas busca apresentar, com ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da Biblioteca na demonstração da importância do acesso à informação científica e tecnológica atualizada oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da qualidade e da competitividade da produção acadêmica brasileira da UFRJ, em nível internacional.</text>
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                    <text>COMPORTAMENTO E CULTURA INFORMACIONAL VISTOS
ATRAVÉS DE UMA PUBLICAÇÃO DIGITAL
Gildenir Carolino Santos∗
Eliana Marciela Marquetis∗∗
Marilda Truzzi∗∗∗

RESUMO
O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de
Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação
Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é
mostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para
utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as
dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área
humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores
desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não
tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela
forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa
que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentandoa de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnicocientíficas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por
estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de
forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração
está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.
PALAVRAS-CHAVE: Periódico digital. Gestão do conhecimento. Publicação
digital em educação. Periódico eletrônico. Periódico científico.

1 INTRODUÇÃO

No mundo globalizado em que vivemos atualmente, a informação é de
fundamental

importância

para

a

geração

de

novos

conhecimentos,

desenvolvimento da sociedade, de produtos, sendo necessária à difusão e
compartilhamento dessas informações, de modo a que o desenvolvimento
humano tenha continuidade.
De acordo com Davenport e Prusak (1998, p. 6):
Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada,
valores, informação contextual e insight experimentado, a qual
proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de
novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na

�mente dos conhecedores. Nas organizações, ele costuma estar
embutido não só em documentos ou repositórios, mas também em
rotinas, processos, práticas e normas organizacionais.

O conhecimento “é a fonte de poder de mais alta qualidade e a chave para
a futura mudança de poder” (NONATA ; TAKEUCHI, 1977, p. 5). Para se obter
conhecimento, gerá-lo e conseqüentemente ter o poder, a informação é
necessária. Porém, essa máxima tem mudado, como coloca Chait (1999, p. 124)
“conhecimento é poder, transformou-se em ‘compartilhar o conhecimento é
poder’. Conseqüentemente, não se trata de mudar a cultura e sim modificar
algumas regras para que as pessoas ajam de maneira diferente”.
Pela definição de conhecimento dada pelos autores, podemos constatar
que uma unidade de informação, bem como os produtos gerados por ela, são
fontes riquíssimas que contém conhecimento permitindo que as organizações
façam uso do mesmo, de modo a transformá-lo, transmitindo e gerando novos
conhecimentos. Desse modo, toda fonte de informação disponibilizada e
compartilhada contribuirá para todo o processo de geração do conhecimento,
permitindo a troca de conhecimento entre os indivíduos.
Com o advento das novas tecnologias, o compartilhamento e o acesso à
informação foram facilitados, contribuindo para mudanças no comportamento
quando da obtenção da informação. Para Gonçalves Filho (2001, p.56):

O maior valor da tecnologia na gerência do conhecimento é o de
estender o alcance e aumentar a velocidade da transferência do
conhecimento. A tecnologia da informação permite que o
conhecimento de um indivíduo ou de um grupo seja utilizado por
outros membros da organização ou por seus parceiros de negócio
em todo o mundo. A tecnologia também contribui na codificação
do conhecimento e, muitas vezes, na sua geração.

Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar como a
gestão do conhecimento está presente em uma unidade de informação, relatando
a experiência para se publicar um periódico eletrônico, a ETD - Educação
Temática Digital, editado pela Biblioteca da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas (BFE/UNICAMP), onde se trabalhou com os
conceitos usados na gestão do conhecimento, de modo a mudar o

�comportamento das pessoas envolvidas, bem como compartilhar as informações
geradas pelos grupos de pesquisa da citada faculdade.

2 TRABALHANDO CONCEITOS
É necessário antes de tudo, apresentarmos um referencial teórico sobre os
termos e defini-los de acordo com a situação em que se destaca o nosso trabalho.
A gestão do conhecimento é definida, segundo Rossatto (2003, p. 7) como
“um processo estratégico contínuo e dinâmico que visa gerir o capital intangível
da empresa e todos os pontos estratégicos a ele relacionados e estimular a
conversão do conhecimento.”
Teixeira Filho (2000, p. 97) entende a gestão do conhecimento “como uma
coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do
conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização. Dessa forma,
ela está relacionada a processos e também a produtos na empresa”.
A gestão do conhecimento em seu sentido mais atual e de acordo com
Terra e Gordon (2002, p. 57) pode ser “considerada o esforço para melhorar o
desempenho humano e organizacional por meio da facilitação de conexões
significativas”, significando, na opinião dos mesmos autores,
[...] garantir que todos dentro da organização tenham acesso ao
conhecimento da organização, quando, onde e na forma que eles
necessitam; ajudar e motivar que detentores de conhecimentos
importantes compartilhem seu conhecimento, tornando mais
simples o processo para esses indivíduos codificarem parte de
seu conhecimento e/ou colaborarem com outros. (TERRA ;

GORDON, 2002, p.57).
A informação por si só na gestão do conhecimento acaba sendo irrelevante
e insignificante se não estiver em um contexto. Assim, Terra e Gordon (2002, p.
58) colocam que “uma das maiores preocupações da gestão do conhecimento é a
provisão de contexto para a informação disponível”. Os autores continuam
afirmando que se faz necessário o enriquecimento da informação, adicionando
detalhes tais como: “quem criou a informação? Qual a formação dos autores?
Onde e quando a informação foi criada? Por quanto tempo a informação vai

�continuar a ser relevante, válida e atualizada? Quem mais pode ter interesse ou
pode ter conhecimento correlato? Quando ela foi aplicada ou se mostrou ser útil?”
(TERRA; GORDON, 2002, p.58-59).
Algumas premissas (objetivos) são fundamentais para a gestão do
conhecimento e, de acordo com Davenport (2002) são elas:
Discutir a importância da administração comportamental e cultural.
Detalhar

os

tipos

essenciais

de

comportamento

informacional:

compartilhamento, administração de sobrecarga de informações, redução de
significados múltiplos.
Descrever como os gerentes podem começar a causar mudanças.
Para os fins do presente trabalho, nos deteremos apenas no segundo
objetivo, verificando o que se entende por comportamento informacional,
compartilhamento, administração de sobrecarga de informações e redução de
significados múltiplos.
Para Davenport (2002, p.110), comportamento informacional ”se refere ao
modo

como

os

indivíduos

lidam

com

a

informação”.

Incluindo-se

no

comportamento “a busca, o uso, a alteração, a troca, o acúmulo e até mesmo o
ato de ignorar os informes”.
Quanto à cultura em relação à informação, Davenport (2002, p.110)
entende como “o padrão de comportamento e atitudes que expressam a
orientação informacional de uma empresa”. Muitas vezes, as preferências por
determinados

canais

de

comunicação

são

determinadas

pela

cultura

informacional existentes nas organizações.
O compartilhamento das informações é o ato voluntário de colocar as
informações à disposição de outros, sendo diferente de relatar, pois isto é uma
troca involuntária de informações. O compartilhar implica em vontade.
(DAVENPORT, 2002, p. 115).
Para Nonaka e Takeuchi (1977, p. 8):

�Compartilhar a mesma compreensão a respeito do que a empresa
representa, que rumo está tomando, em que tipo de mundo quer
viver, e como transformar esse mundo em realidade torna-se
muito mais importante do que processar informações subjetivas. O
autores continuam conclusões, insights e palpites altamente
subjetivos são parte integrante do conhecimento.

Compartilhar, para Rossato (2003, p.14):
“é a categoria que agrupa as ações relacionadas à socialização,
as quais objetiva, estimulam, facilitam ou proporcionam a troca de
conhecimento tácito entre os indivíduos”. Segundo a mesma
autora “esses indivíduos e seus conhecimentos, competências,
habilidades, experiências e rede social constituem o capital
intelectual”.
Capital intelectual é o conjunto de conhecimentos, em sua maioria
tácitos, detidos pelos membros da organização que os capacita a
atuar em várias situações para criar ativos tangíveis e intangíveis,
que constituem a vantagem competitiva da empresa. Esses
conhecimentos constituem um ativo intangível de propriedade do
próprio indivíduo e não da organização, mas podem ser utilizados
por ela para gerar riqueza, sendo, porém, de difícil identificação e
compartilhamento. (ROSSATO, 2003, p.18).

A explosão bibliográfica e as novas tecnologias acarretam um acúmulo de
informações. A administração da sobrecarga de informações consiste em saber
fazer uso de forma integral de todas as informações que são geradas na
organização. A tendência do ser humano é ignorar certas informações e não fazer
uso delas, devido a processos cognitivos pré-estabelecidos.
Exemplificando, muitas pessoas preferem a forma impressa à digital e
assim, quando recebem alguma informação sob essa forma ela ignora, não
havendo um envolvimento maior da pessoa.
Devido ao grande volume de informações, muitas vezes um mesmo termo
tem vários significados. Para esses vários significados, Davenport (1998) coloca
como “significados múltiplos”, onde ele mesmo afirma que os significados
múltiplos possuem vantagem e desvantagem, como segue:
Vantagem: quando se pensa em uma nova maneira de definir um termo, isso
mostra o interesse do gerente com o negócio.

�Desvantagem: como compartilhar conhecimento se não falam uma linguagem
comum?
Assim, “os significados múltiplos devem ser gerenciados e controlados”
(DAVENPORT, 2002, p.126). Como exemplo podemos citar um tesauro para
controlar os significados múltiplos.
Com a finalidade de compartilhar os conhecimento gerado através das
pesquisas

desenvolvidas

na

Faculdade

de

Educação

da

UNICAMP

(FE/UNICAMP), foi criado o periódico ETD - Educação Temática Digital. Quando
da proposta de criação do periódico, vários conceitos presentes na gestão do
conhecimento foram utilizados, como veremos a seguir.

3 O PERIÓDICO CIENTÍFICO: ETD – EDUCAÇÃO TEMÁTICA DIGITAL
A FE/UNICAMP desde o início de suas atividades em 1972 tem
consolidado o seu papel na formação dos futuros educadores, com o intuito de
garantir novas formas de vinculação entre a teoria e a prática, valorizando o
espaço para a pesquisa na formação docente, com investimentos institucionais
que englobam a captação de recursos financeiros para a promoção projetos
relacionados a infra-estrutura da Faculdade, recursos humanos e materiais, no
sentido de criar condições favoráveis ao pleno desenvolvimento de pesquisas e
projetos educacionais. (SANTOS; PASSOS, 2002).
Nesse sentido a BFE/UNICAMP, tomou a iniciativa de promover a
divulgação da produção intelectual da Faculdade, idealizando a Revista On-line
da Biblioteca Prof. Joel Martins, atualmente ETD – Educação Temática Digital.
Inicialmente os bibliotecários da BFE/UNICAMP com a colaboração de 3
(três) alunos (1 de graduação e 2 de pós graduação), que participaram da revista
como voluntários, divulgaram o projeto da Revista, através de pequenas
apresentações para alguns grupos de pesquisa da Faculdade. A idéia tinha como
principal objetivo agregar as áreas temáticas destes grupos de pesquisa, bem
como divulgar a produção intelectual da Faculdade, promover o intercâmbio de
informações entre os pares da Academia. (SANTOS; PASSOS, 2002).

�A princípio foi acordado que como a Revista não possui um Comitê
Editorial para avaliação dos artigos, a responsabilidade pelo conteúdo das
informações seria de cada grupo, sendo que o Coordenador do Grupo ficaria
responsável pela revisão do teor de cada artigo a ser publicado, com relação à
normalização e padronização da estrutura do artigo, esta seria função dos
bibliotecários da BFE/UNICAMP.
Fazer a publicidade da revista na Faculdade de Educação/UNICAMP, foi
uma tarefa dispendiosa, pois a consolidação do produto que estava sendo
oferecido, dependia exclusivamente da colaboração dos artigos produzidos pelos
grupos participantes e principalmente no fator confiança, por se tratar de um
projeto inovador dentro da Instituição.
Acontece em 1999 a concretização do projeto da Revista On-line da
Biblioteca Prof. Joel Martins, como citado anteriormente, hoje com o nome de
ETD – Educação Temática Digital, como uma publicação quadrimestral
(atualmente semestral) composta por artigos produzidos por alguns dos vários
grupos de pesquisa da FE/UNICAMP e instituições convidadas, transformando a
Revista em uma fonte de pesquisa nos diversos canais e em formato digital, com
textos completos de artigos em português e inglês, com o formato HTML1 e PDF2
de acesso gratuito. (SANTOS; PASSOS, 2002).
O gerenciamento e diagramação eletrônica (tratamento técnico dos
documentos) da revista são realizados pelos próprios bibliotecários da
BFE/UNICAMP, juntamente com a colaboração de alunos voluntários e membros
da equipe técnica da revista.
A Comissão Editorial da revista, conta com a participação de um
representante de cada coordenador temático, além dos convidados de outras
instituições em cada área.
A revista possui normas para a sua estruturação, e adota para
padronização as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
que orienta com relação à descrição bibliográfica de dados coletados na Internet
ou em outro meio magnético.
1

HTML – Hypertext Markup Language.

�Como fonte de registro, a revista está cadastrada e patenteada, possuindo
o controle de ISSN3 indicada para publicações seriadas, e indexada nas bases de
dados bibliográficos da Biblioteca da Faculdade de Educação, Edubase e
Sumários Correntes de Periódicos On-line, estando também em processo de
indexação em outras bases, tanto nacionais e estrangeiras.

4 INSTITUIÇÃO ENVOLVIDA E TEMAS TRADADOS NA PUBLICAÇÃO
Como já mencionamos anteriormente, a instituição envolvida nesse
processo de gestão do conhecimento foi a Universidade Estadual de Campinas,
representada pela Faculdade de Educação com os Grupos de Pesquisa e Ensino
e a BFE/UNICAMP.
Os temas tratados pelos Grupos de Pesquisa4, desde o início da
construção da revista são os seguintes: Cidadania &amp; Movimentos Sociais
(GEMDEC); Comunicação e Tecnologia (TIC´s); Educação e Arte (LABORARTE);
Educação e Saúde (PRAESA); Educação na América Latina (GEPALC); Escola e
Diversidade (LEPED); Estudos Piagetianos &amp; Psicologia Genética (LPG);
Gerontologia (NEAPE); Gestão Educacional (LAGE); História da Educação
(HISTDBR); Filosofia da Educação (PAIDÉIA); Instituição Escolar e Organizações
Familiares (FOCUS); Leitura e Alfabetização (ALLE); Planejamento Educacional
(LAPPLANE); Surdos e Linguagem (GPPL), e tivemos a abertura da área
Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação, representada pela BFE/UNICAMP.

5 RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS EXISTENTES
A revista contou desde o início de sua constituição com recursos materiais
e humanos providos da BFE/UNICAMP sem nenhum recurso externo à biblioteca
ou à Faculdade.
Dessa forma, tivemos os seguintes recursos materiais (local, equipamentos
e software) e humanos:
2

PDF – Portable Document File – Tipo de arquivo do software Acrobat (Writer e Reader) da empresa Adobe.
International Standardization Serial Number.
4
Para saber mais sobre os Grupos de Pesquisa e Ensino e suas siglas, acessar: www.fae.unicamp.br
3

�Espaço físico da BFE/UNICAMP para as reuniões e estruturação da revista.
Utilização de um computador para a editoração da revista e do servidor da
Biblioteca para armazenagem da ETD.
Softwares utilizados: FrontPage para estruturação das páginas em HTML;
editor de texto Word para arranjos e estruturação dos textos (artigos) e Adobe
Acrobat Writer para estruturação dos textos no formato PDF referente a
questão de segurança dos artigos.
Os dois bibliotecários, juntamente com três alunos voluntários (graduação e
pós-graduação), executaram os serviços de editoração e normalização
técnica.

6 UTILIZANDO OS CONCEITOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA
CRIAÇÃO DO PERIÓDICO ETD
Nessa trajetória da construção do periódico ETD, aos dias atuais,
verificamos após todo esse processo, como foi administrada a mudança de
comportamento com a existência da publicação digital.
Antes de tudo, tínhamos que conscientizar os docentes e pesquisadores sobre a
disseminação seletiva da informação, e propor uma parceria no compartilhamento das
pesquisas em andamento, através de artigos digitais para a comunidade acadêmica,
sabendo que a clientela da área de humanas, não tem como preferência lidar e
operacionalizar a tecnologia de informação e comunicação por meio de uma publicação
digital, uma vez que eles gostam e trabalham com mais intensidade com a publica
impressa.
Em relação à mudança de comportamento (reações), podemos notar essa
diferença,

durante

a

apresentação

coletiva

aos

Grupos

de

Pesquisa

(aproximadamente 10 grupos presentes), que a equipe da BFE/UNICAMP fez
apresentando a proposta da construção da publicação digital, onde se
destacaram as seguintes reações:

�Medo da mudança do impresso para o digital.
Insegurança de disponibilizar o que era de interesse local ao público em geral
na Internet.
O que lucrariam com esse ato(do impresso para o digital).
Não havia confiança e nem crédito de que a infra-estrutura e a equipe
poderiam dar certo na construção da publicação digital.
Se o título pertencente à biblioteca não iria ficar restrito localmente.
Em

seguida,

os

bibliotecários

responsáveis pela reunião, deram

esclarecimentos e informações de como seria a publicação digital.
A produção gerada na publicação digital teria o mesmo valor acadêmico
tanto quanto a produção impressa encaminhada aos órgãos avaliadores, como o
Datacapes, Qualis5, ANPED, ou outro órgão de pesquisa.
Assim, após a apresentação, os docentes questionaram quanto aos direitos
autorais dos artigos, pois não se sentiam confortáveis disponibilizando artigos
pela Internet, já que a Internet não garante proteção aos direitos autorais, apenas
para formatos eletrônicos, de acordo com a lei nº 9.610/98.
Os bibliotecários esclareceram aos docentes e pesquisadores que os
artigos estariam num formato seguro PDF6, que é um tipo de arquivo de
compactação, que permite a visualização do documento da mesma forma do
original, sem modificações, difícil de serem copiados, poderiam apenas ser
impressos a longa distância.

Dessa forma também, citamos como exemplos

dois grandes diretórios de publicações digitais que estavam se consolidando no
período de 1999: ProBE7 e SciELO 8.
Os diretórios foram apresentados para os pesquisadores e docentes, e
colocada à missão de cada um deles, focalizando o nosso propósito inicial de nos
mostrar para o mercado da informação também.

5

Qualis – programa de avaliação de periódicos da CAPES/CNPq.
PDF – sigla de Portable Documento File, é um arquivo de domínio da empresa Adobe, que desenvolveu o
Acrobat Writer, programa para gerar o PDF, tornando-se um software proprietário.
7
ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica - diretório que gerencia títulos de periódicos na integra, criada
pela FAPESP e administrado atualmente pelo CRUESP
8
SciELO – Scientific Electronic Library On-line – diretório de periódicos nacionais brasileiros na íntegra,
criado pela BIREME.
6

�Foi explicado que tanto para o ProBE, quanto para o SciELO, a intenção da
criação da revista digital era de impactar o mercado da informação, especialmente
na área de humanas que carece de tal artefato, onde a metodologia utilizada de
ambas as bases, não impediria o crescimento e futuramente a possível inclusão
da nossa publicação no SciELO.
Com isso, chegamos a convencer os Grupos de Pesquisa e docentes
presentes na reunião que o não compartilhamento não cria vantagens
competitivas.

7 GERENCIANDO E CONTROLANDO SIGNIFICADOS MÚLTIPLOS
Na questão do gerenciamento e controle dos significados múltiplos,
baseado nos fundamentos de Davenport (2002), podemos destacar alguns deles
que são apresentados na construção da revista digital e que só podemos
perceber, quando executamos todo o processo em sua finalização. Alguns desses
significados são:
Padronização das palavras-chave dada a cada artigo.
Utilização do Thesaurus BRASED9 para padronização dos termos.
Utilização da norma de referência bibliográfica na revisão bibliográfica dos
artigos pelos autores.

8 RESULTADOS ESPERADOS
Como resultados alcançados desta publicação digital, tivemos os
seguintes:
Credibilidade dos Grupos de Estudos e Pesquisa da FE.
Solicitação de instituições e Grupos externos para encaminhamentos de novos
artigos.
Fonte de referência para novos projetos editoriais.
Amplitude do Conselho Editorial no âmbito internacional
9

Para saber mais sobre o Thesaurus BRASED, acessar: http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/

�Periódico aceito para indexação em bases nacionais e internacionais.
Instrumento de compartilhamento de informações produzidas localmente.
Avaliação por órgãos de fomento à pesquisa, como a CAPES (Qualis).

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde o início do projeto da revista, a proposta principal foi a de buscar o
aperfeiçoamento, para oferecer qualidade, tanto na construção da revista, quanto
na apresentação dos trabalhos, pesquisadores, pós-graduados, e outros
profissionais que decididamente firmaram um compromisso cultural e científico,
seja na área de educação, ensino superior, formação de professores,
biblioteconomia, estreitando os laços de conhecimentos diversos, que reunidos na
revista eletrônica, demonstram a preocupação de muitos com a história da
educação brasileira, com a política educacional e social do país, e com o
desenvolvimento da Ciência e Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC).
(SANTOS; PASSOS, 2002).
A gestão do conhecimento encontra-se fortemente presente no nosso diaa-dia e muitas vezes nem a percebemos. Todo o trabalho realizado, junto à
comunidade acadêmica da FE/UNICAMP, para a aceitação do periódico ETD Educação Temática Digital é um exemplo concreto do emprego da gestão do
conhecimento em unidades de informação. Trata-se de mais uma metodologia
para lidarmos com a explosão informacional que vivemos atualmente, sendo
perfeitamente aplicável e não sendo somente mais um modismo.
Podemos concluir o presente trabalhado, citando as palavras de Davenport
(1998):
É o uso da informação, não sua simples existência, que permite
aos gerentes tomar decisões melhores sobre produtos e
processos, aprender com os clientes e com a concorrência,
monitorar os resultados de seus atos. [...] Quando as pessoas
devem determinar por si mesmas como identificar e compartilhar a
informação, e até mesmo comportar-se diante dela, é improvável
que estejam fazendo o melhor uso possível daquilo que é,
inegavelmente, um importante recurso competitivo.

�REFERÊNCIAS
CHAIT, L.P. Se souber, conte a alguém. HSM Management, v. 14, p. 122-15,
maio/jun. 1999.
DAVENPORT, T.H. Cultura e comportamento em relação à informação. In:
______. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta para o
sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2002. Cap.6.
DAVENPORT, T.H.; PRUSAK, L. O que queremos dizer com conhecimento? In:
______. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu
capital intelectual. 5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. Cap.1.
GONÇALVES FILHO, C.; GONÇALVES, C.A. Gerência do conhecimento:
desafios e oportunidades para as organizações. Cadernos de Pesquisas em
Administração, São Paulo, v.8, n.1, p.47-59, 2001.
ROSSATTO, M.A. Gestão do conhecimento: a busca da humanização,
transparência, socialização e valorização do intangível.
Rio de Janeiro:
Interciência, 2003.
SANTOS, G.C. ; PASSOS, R. Gerenciamento e estruturação de periódicos
eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática Digital da
Faculdade de Educação da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife. Anais eletrônicos... Recife: Ed.
UFPE, 2002. (Publicado em Mini CD-ROM).
SILVA, S.L. da. Informação e competitividade: a contextualização da gestão do
conhecimento nos processos organizacionais. Ciência da Informação, Brasília,
v.31, n.2, p.142-151, maio/ago. 2002
TEIXEIRA FILHO, J. Gerenciando conhecimento: como a empresa pode usar a
memória organizacional e a inteligência competitiva no desenvolvimento de
negócios. 2.ed. Rio de Janeiro: SENAC, 2001.
TERRA, J.C.; GORDON, C.. Gestão do conhecimento na era das redes. In:
______. Portais corporativos: a revolução da gestão do conhecimento. São
Paulo: Negócio, 2002. Cap. 3.

�ANEXO 1
Website do ETD – Educação Temática Digital

∗

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecário-Diretor da Biblioteca
da Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUC-Campinas; Doutora em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecária-Chefe da Biblioteca do Centro de
Lógica e Epistemologia/UNICAMP – marciela@cle.unicamp.br
∗∗∗
Bibliotecária da Área de Planejamento da Biblioteca Central/UNICAMP – marilda@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas - SP

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é ostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentando-a de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnico-científicas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO:
DO MODELO CONCEITUAL ÀS PRÁTICAS
Emeide Nóbrega Duarte∗
Alzira Karla Araújo da Silva∗∗

RESUMO
Apresenta projeto de pesquisa elaborado em consonância com as recomendações
dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do conhecimento.
Considera a biblioteca universitária como órgão que promove a aprendizagem,
podendo ser vista também como organização inteligente ou organização de
conhecimento. Para caracterizar-se como tal, enfatiza-se que essas organizações
devem procurar gerenciar suas dimensões infra-estrutura, pessoas e tecnologia, na
tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o conhecimento. Objetiva-se,
portanto, identificar as características da Biblioteca Universitária como organização
do conhecimento tomando-se como parâmetro um Modelo alternativo de
Organização
de
Conhecimento
apresentado
por
Angeloni
(2002).
Metodologicamente, caracteriza-se como estudo de campo, de nível exploratório
descritivo, de natureza qualitativa. Tem como universo de pesquisa as bibliotecas
universitárias do Estado da Paraíba, representadas em amostra pelas bibliotecas da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa
(UNIPÊ), localizadas em João Pessoa/PB. Adota como sujeitos de pesquisa, os
bibliotecários, considerados pessoas-chave das bibliotecas; entendidas como
detentoras do conhecimento tácito organizacional. O instrumento de coleta de dados
constitui-se de uma entrevista semi-estruturada aplicando-se a técnica de grupo focal
e observação. Para análise dos dados adotada-se a análise de conteúdo do tipo
aberta. Com a implementação do projeto, busca-se responder a questão: até que
ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária.
Organização do Conhecimento.

Gestão

do

Conhecimento.

1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, a economia mundial tem sofrido grandes mudanças,
passando de uma economia industrial, caracterizada pela produção de bens
manufaturados em escala, para uma economia direcionada ao setor de serviços e

�baseada na informação e no conhecimento. Vive-se em um mundo de constantes
mutações, onde a velocidade das informações se torna mister para a obtenção de
uma organização flexível e adequada às mudanças, capaz de produzir uma dinâmica
própria de requalificações e obtenção de novos conhecimentos que rapidamente têm
se tornado obsoletos (LEVY,1992).
A informação e o conhecimento, portanto, são tão necessários à sobrevivência
das organizações como indispensáveis para toda e qualquer atividade humana,
sendo, cada vez mais, vistos como uma força importante e poderosa a ponto de dar
origem a expressões como: “Sociedade da Informação”, “Indústria da Informação”,
“Revolução da Informação”, “Era da Informação” e “Sociedade da Informação e do
Conhecimento” e ”Organizações de Conhecimento”. Esta nova sociedade requer um
novo tipo de organização, qual seja a organização de conhecimento, entendida por
Angeloni (2002), como aquela voltada para a criação, armazenamento e
compartilhamento do conhecimento.
Nesse processo de compartilhamento, as mudanças constantes no ambiente
externo às organizações e a necessidade de antecipar-se para manter a sua posição
são algumas das fortes razões para as organizações investirem num monitoramento
sistemático de informações e conhecimentos. Surge o trabalho do profissional da
informação, cujo conhecimento é parte integrante, não só na perspectiva do usuário,
que é proveniente do campo da informação e comunicação, como na perspectiva de
ser centralizada no indivíduo como criador de novo conhecimento.
Percebe-se, entretanto, que as pessoas têm usado conhecimento nas
organizações há muito tempo, mas seu reconhecimento enquanto um recurso que
precisa ser gerenciado é relativamente recente. Esta preocupação surgiu na década
de 90, e, atualmente, o campo da Administração encontra-se repleto de trabalhos
sobre a criação, armazenamento e uso do conhecimento nas organizações,
independente do porte e do setor de atuação.

Por esse motivo é conveniente

identificar até que ponto as bibliotecas universitárias se caracterizam como
organizações que buscam trabalhar o conhecimento - individual e/ou organizacional -

�como um bem mais valioso, em consonância com os pressupostos da Sociedade da
Informação e do Conhecimento, que ora o mundo vivencia, uma vez que deveria ser,
na sua essência, uma organização do conhecimento.
Considerando-se o contexto ora apresentado surgem duas questões: será que
a biblioteca universitária como instituição que se preocupa com os processos de
gestão da informação para a produção do conhecimento, visando o atendimento das
necessidades do usuário externo, estará também voltada para a preocupação do uso
da informação e do conhecimento na tomada de decisão, nos seus processos de
gestão? Adotam as bibliotecas universitárias atuais, variáveis que as caracterizam
como organizações do conhecimento?
Na tentativa de responder estes questionamentos, busca-se mapear as
atividades desenvolvidas na Biblioteca Central da UFPB (setor público) e na
Biblioteca Central do Centro Universitário de Ensino da Paraíba - UNIPÊ - (setor
privado) em conformidade com as dimensões do modelo alternativo de organizações
do conhecimento, apresentado por Angeloni (2002), servindo de parâmetro a este
estudo. Assim, tem-se como objetivo geral identificar as características da Biblioteca
Universitária como organização do conhecimento e como objetivo específico, mapear
as atividades facilitadoras da criação, circulação e uso do conhecimento
organizacional nas citadas Bibliotecas, bem como comparar os resultados
alcançados.

2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Na era da Sociedade da Informação, as unidades de informação apresentamse como importantes fontes organizadoras e aglutinadoras de informação. Dentre as
unidades existentes, destaca-se a Universidade como organização que promove a
formação para a vida e para o mercado de trabalho e, em sua ambiência, destacamse as Bibliotecas Universitárias como um espaço democratizador do acesso e do uso

�dessas informações. Ambas, caracterizando-se como organizações centradas no
conhecimento.
Na universidade, bem como na biblioteca universitária, a contribuição para
geração de conhecimento é uma de suas funções, proporcionando uma educação
centrada no aprendizado (CUNHA, 2000). Ao buscarem o desempenho, a
preservação e a disseminação do conhecimento, a universidade e a biblioteca
voltam-se para as necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do
país, esperando que a sociedade agregue valor às informações, compartilhem idéias
e produzam novos conhecimentos, uma vez que,
Para que a biblioteca atinja suas metas, é necessário que
desempenhe suas três atividades fundamentais: apoio ao ensino, à
pesquisa e à extensão, e, sendo assim, ela tem como missão atuar
como mediadora entre a informação e a comunidade universitária,
promovendo a sua interação com o universo dos materiais
bibliográficos [e não bibliográficos] existentes e à disposição
(BOTELHO; NOVAIS; INOUE, 1999, p.87).

A biblioteca universitária é vista como suporte ao processo de ensinoaprendizagem, proporcionando a informação organizada e a geração de novos
conhecimentos, devendo ser “a concretização mais imediata de uma das
características da instituição à qual serve: a atualização permanente do
conhecimento” (MILANESI, 1983, p.69).

A biblioteca universitária é entendida,

portanto, como uma organização de conhecimento que reúne informações e
conhecimentos, disponibilizando-os para acesso e uso, possibilitando a agregação
de valor e a geração de novos conhecimentos (DUDZIAK; VILLELA; GABRIEL,
2002).
As práticas de gestão do conhecimento aplicadas nas organizações do
aprendizado citadas podem proporcionar o aumento do acesso à informação e ao
conhecimento, facilitando a sua criação e fluxo. No que se refere, especificamente,

�às bibliotecas universitárias, tem como benefícios de acordo com Dudziak; Villela;
Gabriel (2002, p.7) os seguintes fatores:
•
Construção de uma base documentada que ampara os
processos decisórios dentro da biblioteca;
•
Melhoria da comunicação e interconectividade entre todos os
setores da biblioteca, de modo que as informações e o conhecimento
possam fluir, de forma independente do desejo das pessoas, havendo
também a redução dos obstáculos inerentes à separação geográfica;
•
Disponibilização integrada de dados, informações e
conhecimentos importantes ao ambiente e funcionamento internos, e
ao core business da biblioteca (que é a busca constante pela
satisfação de seus clientes);
•
Racionalização de tarefas como conseqüência da padronização
de procedimentos e conhecimento de normas;
•
Maior eficiência dos setores, independentemente da
rotatividade de pessoas e/ou a eventual falta de algum membro da
equipe;
•
Compartilhamento de experiências entre todos os membros das
equipes bibliotecárias, onde conhecer o outro fortalece as relações
interpessoais, fomenta e qualifica o diálogo, havendo a valorização do
trabalho de todos;
•
Facilidade de compartilhamento de conhecimentos e troca de
experiências entre as bibliotecas (benchmarking), o que leva a um
maior aprendizado.

Nessa perspectiva, para que as bibliotecas universitárias denominem-se
organizações do conhecimento necessitam, segundo Ramos (1999), serem
responsáveis por parte importante da infra-estrutura de formação crítica na
instituição, ao passo que pretende proporcionar qualidade, produtividade e
competitividade através do uso de suas informações. Por sua vez, o bibliotecário profissional da informação -, atua não só como intermediador entre a informação e o
usuário, mas também como comunicador da informação e gestor do conhecimento,
no momento em que é reconhecido como o profissional que analisa conteúdos e
possibilita a sua efetiva recuperação.

Discute-se, a seguir, a respeito desse

profissional, destacando-o como aquele capacitado para atuar como gestor do
conhecimento em unidades de informação.

�3 OS TRABALHADORES DO CONHECIMENTO
Os profissionais da informação e do conhecimento são aqueles que trabalham
com o ciclo de vida da informação. Estão capacitados, entre outras coisas, para
trabalhar eficiente e eficazmente com a informação em organizações e unidades de
informação. (CRUZ; LONGO, 2001). Os bibliotecários estão entre os poucos
profissionais de uma organização que têm contato com pessoas de vários
departamentos. Assim, acabam entendendo várias necessidades de conhecimento
da organização. Como uma de suas tarefas básicas é o atendimento aos clientes e
possuem técnicas altamente desenvolvidas para encontrar aquilo que eles ainda não
sabem, esses fatores fazem dele corretores naturais do conhecimento.
Algumas funções de quem trabalha com gestão do conhecimento são
estritamente técnicas, como escrever textos para páginas na Internet, estruturar e
reestruturar bancos de dados que sejam repositórios do conhecimento, instalar e
manter pacotes de software orientados para o conhecimento. A tecnologia pura,
entretanto, não basta. É importante colocar forte ênfase no aspecto de como tornar o
conteúdo do conhecimento atraente e como persuadir os detentores do
conhecimento a disponibilizá-los através de diversos tipos de contato pessoal para a
socialização do conhecimento; estes são os papéis dos trabalhadores do
conhecimento, entre eles o bibliotecário.
Na “Sociedade da Informação e do Conhecimento” os bibliotecários
freqüentemente agem como corretores do conhecimento, disfarçados e apropriados,
por seu temperamento e seu papel de guia de informações, para a tarefa de criar
contatos pessoa-pessoa e pessoa-texto. Numa perspectiva inovadora, os corretores
do conhecimento são pessoas conhecidas como guardiões e demarcadores de área
que colocam em contato compradores e vendedores: aqueles que precisam do
conhecimento e aqueles que o possuem (DAVENPORT; PRUSAK, 1998). Estes
gostam de explorar suas organizações, descobrir o que as pessoas fazem e quem
sabe o quê; gostam de entender o quadro maior, o que lhes permite saber onde

�obter o conhecimento, especialmente se tal conhecimento estiver fora de sua área
oficial de responsabilidade.
O bibliotecário, assim como outros profissionais da informação, possuem os
requisitos necessários para atuarem como gestores e corretores do conhecimento,
por possuírem as seguintes habilidades e competências: trabalhar com o ciclo de
vida da informação (NEVES; LONGO, 1999/2000); administrar a quantidade
imensurável de dados disponíveis possibilitando transformá-los em informações
relevantes, para que estas possam ser usadas na produção de conhecimento novo
(SANTOS; MANTA, 2002); analisar a informação (qualidade, atualidade, precisão,
relevância e valor) (McGEE; PRUSAK, 1994) e ajudar a encontrar, dentro das
organizações, quem possa ajudar o usuário quando precisar localizar alguma
informação. (McGEE; PRUSAK, 1994).
Nesse contexto, é que surge o profissional “trabalhador do conhecimento”,
podendo ser denominado também como operário do conhecimento, corretor do
conhecimento, vendedor do conhecimento e profissional do conhecimento.

3.1 MODELOS CONCEITUAIS DE ORGANIZAÇÕES DO CONHECIMENTO
Dada a recente ascensão da gestão do conhecimento, pesquisas têm surgido,
cujos resultados apontam modelos que surgem como alternativas para construção de
uma organização do conhecimento. A este respeito, Santos et al. (2002) justificam o
conceito de “Modelos de gestão” como um conjunto próprio de concepções
filosóficas e idéias administrativas que operacionalizam as práticas gerenciais na
organização.

O

desenvolvimento

dos

modelos

para

as

organizações

do

conhecimento conta com subsídios teóricos das obras de diversos autores do
pensamento organizacional contemporâneo, como Ikujiro Nonaka, Peter M. Senge,
Thomas H. Davenport, Lawrence Prusak, Thomas C. Stewart, Edvinsonn, Hirotak

�Takeuchi, Karl Eric Sveiby, José Cláudio Cyrineu Terra, Maria Terezinha Angeloni,
entre outros.
Mais recentemente, em nível nacional, pesquisas propõem modelos para
gerenciar o conhecimento nas organizações, entre os quais, o proposto por Terra
(2000). Este modelo de gestão do conhecimento baseia-se nas seguintes
dimensões: fatores estratégicos e o papel da alta administração, cultura e
valores organizacionais, estrutura organizacional, administração de recursos
humanos, sistemas de informação, mensuração de resultados e aprendizado
com o ambiente.
Um modelo estratégico de gestão do conhecimento para empresas na
Sociedade do Conhecimento denominado "Capitais do Conhecimento” é fruto de
reflexão teórica e de observação prática sobre a questão. Teoricamente, o modelo é
baseado nos conceitos expostos por Sveiby (1998), Edvinsoon (1998) e Stewart
(1998) e empiricamente é fundamentado em experiências desenvolvidas por alguns
projetos de gestão. Apresentado por Cavalcanti; Gomes e Pereira (2001), o Modelo é
adotado no Centro de Referência em Inteligência Empresarial (CRIE) da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e compõe-se de três dimensões, a
saber:

Capital intelectual, Capital de relacionamento,

Capital estrutural e

Capital ambiental.
Angeloni (2002) ao definir as organizações do conhecimento como aquelas
voltadas para a criação, o armazenamento e compartilhamento do conhecimento,
através de um processo catalisador cíclico a partir de três dimensões, propõe um
Modelo de organização do conhecimento em que a primeira dimensão em formato de
átomo está relacionada à Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à construção
de um ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento. A segunda
Dimensão refere-se às Pessoas que, nas organizações do conhecimento, são
profissionais qualificados, como afirmam Sveiby (1998), Stewart (1998) e Davenport
e Prusak (1998), estando relacionada a características necessárias às atividades do

�conhecimento. A terceira dimensão diz respeito à Tecnologia, funcionando como
um suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento.
Fundamentada nesses estudos, Duarte (2003) em pesquisa de tese procurou
compatibilizar as dimensões citadas nos modelos apresentados, o que possibilitou o
reconhecimento de cinco dimensões comuns e complementares, como: pessoas,
estrutura, tecnologia e sistema de informação, relacionamento no ambiente
externo e cultura organizacional. O mapeamento dessas dimensões na produção
científica que reflete a prática de gestão do conhecimento nas organizações
nacionais indicou que as dimensões organizacionais mais determinantes para
construção de um ambiente favorável ao uso do conhecimento estão centradas nos
Eixos Humano (Pessoas) e na Cultura Organizacional.
Entre os modelos conceituais apresentados, adota-se neste referencial,
autores nacionais, como: Terra (2000), Cavalcanti; Gomes e Pereira (2001) e
Angeloni (2002), e tem-se como parâmetro para identificar as características da
Biblioteca Universitária como organização do conhecimento, o Modelo apresentado
por Angeloni (2002) por ser um dos mais recentes e refletir a realidade nacional.
Neste Modelo, a dimensão Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à
construção de um ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento,
compõe-se pelas variáveis:
Visão holística – através da qual a visão organizacional deverá evitar o
deslumbramento dos acontecimentos e dos processos organizacionais de forma
fragmentada, contemplando-os, assim, de forma holística, buscando a interseção e
interação de cada parte com o todo;
Cultura - deve ser positiva em relação ao conhecimento, tendo como
princípios fundamentais a confiança, a franqueza e a colaboração, devendo estar
orientada para valores e crenças que viabilizem as atividades criadoras do
conhecimento;

�Estilo gerencial - deve estar fundamentado no desenvolvimento de práticas
organizacionais que fomentem princípios como participação, flexibilidade, autonomia
e apoio ao dirigente, estando os gestores conscientes do papel fundamental que
possuem como mola propulsora da organização;
Estrutura – a organização deve ser fundamentada em processos e em
estruturas que possibilitam a flexibilidade, a comunicação e a participação das
pessoas.
Com relação à dimensão Pessoas, nas organizações do conhecimento estas
são profissionais qualificados, como afirmam Sveiby (1998), Stewart (1998) e
Davenport e Prusak (1998), estando relacionada a características necessárias às
atividades do conhecimento, sendo composta por:
Aprendizagem - necessidade de contínuo aprendizado como forma de fazer
frente às mudanças macro e micro ambientais;
Modelos mentais - idéias profundamente enraizadas que moldam os atos e
decisões das pessoas e interferem neles, sendo necessário um processo de
contínua reflexão, criação e recriação desses modelos, passando as pessoas por
verdadeiros processos de desaprendizagem e aprendizagem;
Compartilhamento - as pessoas devem estar voltadas para a disseminação
do conhecimento, compartilhando experiências e idéias. Orientado para a construção
de um sentido compartilhado, criando uma imagem do futuro desejado e explicitando
a forma e os valores com que a organização espera chegar ao futuro;
Intuição - deve ser trabalhada em virtude da complexidade do ambiente
organizacional e das limitações do modelo racional de tomada de decisão;
Criatividade e inovação - as pessoas devem ser incentivadas a realizar
novas criações e as formas de colocá-las em prática é essencial para o atual
contexto organizacional.

�Concernente a dimensão Tecnologia, esta vem funcionando como um
suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento, sendo
constituída das seguintes tecnologias básicas:
Internet - a ligação da empresa em redes facilita a integração, o
compartilhamento, armazenamento, a disseminação e facilidade de acesso ao
conhecimento. Através dela a empresa pode interligar pessoas e unidades, fazendo
o conhecimento fluir, possibilitando também sua criação;
Data warehousing - processo pelo qual as empresas extraem sentido e
significado dos seus dados através da utilização de bancos de dados. É um sistema
que guarda e organiza todas as informações que estão espalhadas por vários
sistemas dentro de uma empresa;
Groupware - base de apoio para o trabalho em grupo de pessoas, separadas
ou unidas pelo tempo e espaço, sendo uma interface da passagem do conhecimento;
Workflow - compreende o método e o conjunto de softwares para
automatizar e organizar o fluxo de documentos numa organização, pondo em fila,
com flexibilidade, e-mails, memorandos, relatórios, autorizações. Possibilita a
captação da “inteligência” de um determinado processo através de geração, controle
e automatização;
GED/EED - significa gestão eletrônica de documentos e edição eletrônica dos
dados que reagrupam informações, facilitando seu arquivamento, acesso, consulta e
difusão, tanto em nível interno como externo.
Considerando as variáveis definidas acerca do Modelo de Organização do
Conhecimento de Angeloni (2000), serão adotados os procedimentos metodológicos,
delineados na seção seguinte, para consecução dos objetivos definidos neste projeto
de pesquisa..

�4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
4.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA
A escolha do ambiente onde se realizará a pesquisa, a caracterizam quanto
ao delineamento, como estudo de campo, que corresponde à coleta direta de
informação no local que acontecem os fenômenos. Quanto à natureza caracteriza-se
como pesquisa de abordagem qualitativa, de nível exploratório, uma vez que será
desenvolvida com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, de
determinado fato que corresponde à existência ou não de práticas de GC na
biblioteca universitária. Objetiva, também, uma vez existindo, descrever as variáveis
que identifiquem as práticas de organizações do conhecimento nas Bibliotecas em
estudo, conforme as dimensões do Modelo de Organização do Conhecimento
apresentado por Angeloni (2002) adotado como parâmetro, caracterizando a
pesquisa como descritiva.

4.2 DEFINIÇÃO DO UNIVERSO, DA AMOSTRA E DOS SUJEITOS DA PESQUISA
O universo de pesquisa equivale às Bibliotecas Universitárias localizadas no
Estado da Paraíba. Dessa forma, diante da impossibilidade de atingir esse universo,
considerando a distância geográfica entre estas, além do curto espaço de tempo
para realização da pesquisa, definiu-se como amostra, as Bibliotecas Universitárias
da UFPB e a do UNIPÊ, localizadas na grande João Pessoa. Escolheu-se--se como
sujeitos a serem abordados, os bibliotecários que forem considerados pessoaschave das organizações, apontados pelos respectivos diretores nas duas
instituições, que deverão considerar os critérios de experiência e envolvimento com
as atividades da organização. Essa escolha se dá pelo fato de essas pessoas
geralmente serem consideradas detentoras do conhecimento tácito.

�4.3 DEFINIÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE COLETA E DE ANÁLISE DOS DADOS
O instrumento para coleta de dados consistirá da realização de uma entrevista
com as pessoas-chave da organização. A entrevista será semi-estruturada e deverá
ser realizada após uma visita pelos membros da equipe do projeto, às organizações
estudadas. A realização da entrevista deverá ser aplicada adotando-se a técnica de
grupo focal e a técnica de observação, paralelamente. Segundo Caplan (1990 citado
por Dias, 2000) os “grupos focais são pequenos grupos de pessoas reunidos para
avaliar conceitos ou identificar problemas”. Para não perder dados, as entrevistas
serão gravadas, caso os sujeitos concordem.
Será adotada a técnica de análise de conteúdo do tipo aberta, onde as
categorias se formarão após a coleta de dados. Na análise qualitativa serão feitas
citações diretas das frases que constarão indicadores que caracterizem as práticas
de GC identificadas com a aplicação das entrevistas e da observação. Os dados
coletados serão apresentados em forma de quadros registrando-se as categorias e
seus respectivos indicadores.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que as organizações do tipo Bibliotecas Universitárias não
incidiram em nenhuma experiência oriunda da produção científica nacional
analisada, despertou-se a curiosidade em desenvolver este estudo para identificar as
características do comportamento dessas organizações na era da "Sociedade da
Informação e do Conhecimento”, procurando responder a seguinte questão: até que
ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?
Certamente, a implementação da pesquisa trará benefícios não só para as
Bibliotecas Universitárias, no despertar para novas formas de gestão, como para os
alunos envolvidos e o Departamento de Biblioteconomia da UFPB, por intermédio

�dos seus docentes, na obtenção dos conhecimentos que serão gerados acerca do
tema em estudo.
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∗

Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação / UFPB - Campus I - João
Pessoa-PB (Doutora em Administração/UFPB - Brasil) emeide@hotmail.com
∗∗
Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação / UFPB - Campus I - João
Pessoa-PB (Mestre em Ciência da Informação/UFPB - Brasil) alzirakarla@click21.com.br

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Apresenta projeto de pesquisa elaborado em consonância com as recomendações dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do conhecimento. onsidera a biblioteca universitária como órgão que promove a aprendizagem, podendo ser vista também como organização inteligente ou organização de conhecimento. Para caracterizar-se como tal, enfatiza-se que essas organizações devem procurar gerenciar suas dimensões infra-estrutura, pessoas e tecnologia, na tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o conhecimento. Objetiva-se, portanto, identificar as características da Biblioteca Universitária  como organização do conhecimento tomando-se como parâmetro um Modelo alternativo de Organização de Conhecimento apresentado por Angeloni (2002). Metodologicamente, caracteriza-se como estudo de campo, de nível exploratório descritivo, de natureza qualitativa. Tem como universo de pesquisa as bibliotecas universitárias do Estado da Paraíba, representadas em amostra pelas bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), localizadas em João Pessoa/PB. Adota como sujeitos de pesquisa, os bibliotecários, considerados pessoas-chave das bibliotecas; entendidas como detentoras do conhecimento tácito organizacional. O instrumento de coleta de dados constitui-se de uma entrevista semi-estruturada aplicando-se a técnica de grupo focal e observação. Para análise dos dados adotada-se a análise de conteúdo do tipo aberta. Com a implementação do projeto, busca-se responder a questão: até que ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>AVALIAÇÃO DE SOFTWARE PARA BIBLIOTECAS:
UM ESTUDO DE CASO COM O GNUTECA

Elias Oliveira∗
Ronaldo Hailton da Silva∗∗

RESUMO
A contínua busca por gerir eficientemente escassos recursos não atinge somente as
corporações, mais do que nunca é também uma realidade para as bibliotecas. Neste
contexto, o custo é considerado como um dos principais fatores na hora da aquisição
de um software que atenda à boa parte dos requisitos mínimos para a administração
de uma biblioteca de médio porte. A preocupação com os requisitos essenciais de
funcionalidades existentes em um software candidato é amplamente documentada
na literatura e, não raramente, o tema aparece nas listas de discussões relacionadas
ao exercício da profissão de bibliotecário. Entretanto, existe uma lacuna na literatura
quanto a uma avaliação mais criteriosa de algum software de código aberto e
gratuíto, portanto pontencial alternativa para bibliotecas sem muito recursos
financeiros. Neste trabalho o GNUteca é avaliado sob a luz de metodologias já
consagradas na literatura da área. Os resultados são comparados com as
necessidades encontradas na realidade de bibliotecas universitárias da região
metropolitana do estado do Espírito Santo. A conclusão que se chega é que o
software é verdadeiramente uma boa alternativa de baixo custo para bibliotecas de
médio porte, por atender aos mais preementes requisitos demandados por grande
parte das bibliotecas analisadas.
PALAVRAS-CHAVES: Sistema de Informação Automatizada.
Universitária. Recuperação da Informação. Software Livre, GNUteca.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO
Com a revolução da informática, novas tecnologias foram desenvolvidas
visando principalmente os processos de transmissão e o armazenamento do
crescente volume de informação, desta que ficou conhecida como a sociedade da
informação. Grande parte da sociedade recebeu uma forte influência dos usos das
novas tecnologias de informação e muitas facilidades aos processos de
comunicação (televisão, rádio, computador, internet, satélite, entre outros). Segundo
Côrte, et al (2002, p. 18) “cada avanço tecnológico tem implicações maiores para o
processo de organização da informação e, sem dúvida, oferece acesso aperfeiçoado

�à informação e maior flexibilidade para o seu uso”.
No caso de um processo de informatização, os avanços tecnológicos estão
associados às exigências da sociedade. Como parte fundamental desse processo, a
biblioteca não deixaria de sofrer uma interferência diária em seus processos de
trabalho, tendo que incorporar então o uso desses novos recursos tecnológicos.
Cunha (1999) cita alguns exemplos de tecnologias que foram absorvidas pelas
bibliotecas, ou que foram primeiramente nelas testadas:

o microfilme, o cartão

perfurado nas margens, o computador, o disco ótico, entre outros.
Dessa forma, a automação trouxe não somente mudanças para o seio das
bibliotecas, com mudanças importantes em suas rotinas, como também para as
empresas desenvolvedoras de software. A partir de então muitas empresas
desenvolvedoras de software passaram a desenvolvê-los também para este
segmento do mercado e logo passamos a ver uma série de software feitos
especificamente para bibliotecas. Com pouco tempo, devido a existência de várias
opções de software no mercado, tornou-se imperativo o estabelecimento de critérios
para avaliação, seleção e implantação de um software nesta área.
No mercado há basicamente duas grandes categorias de software, quanto a
sua comercialização: o software livre e o não-livre. Um software livre dá direito de
qualquer um usá-lo, copiá-lo e distribuí-lo, seja na sua forma original ou já com as
modificações feitas pelo própio usuário. É importante não confundir software livre
com software grátis. Porque a liberdade associada ao software livre de copiar,
modificar e redistribuir, independe de sua gratuidade. Existem programas que
podem ser obtidos gratuitamente mas que não podem ser modificados, nem
redistribuídos.
Entre os software livres existentes no mercado Brasileiro, para automação de
bibliotecas, encontra-se o GNUteca. Por ser um software livre e de distribuição
gratuita, se apresenta como um boa alternativa para aquelas instituições desprovidas
de amplos recursos financeiros. Este software

tem como sistema operacional

hospedeiro o Linux, também livre e gratuito. O GNUteca não é muito conhecido,
talvez por ser um software livre de cunho não comercial. Ele tem sido divulgado

�quase que apenas pela equipe criadora, a cooperativa SOLIS1 (Cooperativa de
Soluções Livres) e alguns outros grupos de promoção de software livres, apesar de já
ser indicado no site do Conselho Regional de Biblioteconomia da 10ª Região.
Dado as características deste software, esperara-se que o interesse pelo
mesmo venha aumentar gradativamente, uma vez que Prado e Abreu (2002)
apontam o custo acessível como o segundo requisito mais exigido pelas Bibliotecas
Universitárias de Santa Catarina na seleção de um software para automação, sendo
antecedido apenas pelo módulo de controle de circulação. Este resultado é também
comprovado por Silva (2003) em bibliotecas de instituições de nível superior da
região metropolitana de Vitória, Espírito Santo.
A ausência de trabalhos na literatura a respeito da avaliação técnica do
GNUteca é o que motivou este trabalho. Este artigo busca portanto responder a
seguinte pergunta: “Será que o GNUteca poderia atender as necessidades básicas
de uma biblioteca?”. Com a análise desenvolvida e a metodologia apresentada aqui,
esta última uma mesclagem de outras existentes da literatura, esperamos estar
contribuindo para um melhor entendimento das características deste software.
Este trabalho está estruturado da seguinte forma. Na Seção 2 apresentamos
uma breve revisão da literatura sobre metodologias de avaliação de software para
bibliotecas. Procuramos nos referir àquelas já consagradas na literatura Brasileira.
Na Seção 3, uma pesquisa realizada na região metropolitana de Vitória sobre o nível
de informatização das bibliotecas universitárias é apresentada e discutida. Seção 4
discute as características do GNUteca sob as metodologias encontradas na
literatura para seleção de software para bibliotecas. Finalmente, na Seção 5,
apresentamos nossas conclusões e apontamos alguns caminhos para trabalhos
futuros.

2 REVISÃO DA LITERATURA

Encontramos na literatura alguns trabalhos que apresentam grupos de
critérios para avaliação, seleção e implantação de software para bibliotecas. Neles
1

www. solis.coop.br

�os pesquisadores relatam suas próprias experiências no intuito de auxiliar outras
instituições nesse processo , como é o caso de (DIAS, 1998; CÔRTE et al., 2002;
Krzyzanowski, 1996).
Côrte et al. (2002) sugerem que

uma solução caseira pode ser

contraproducente, uma vez constatada a presença de bons produtos no mercado. É
claro que, qualquer que seja o software, o mesmo deve privilegiar
[...] o compartilhamento de dados e intercâmbio de informações
adotando os formatos e padrões específicos ao intercâmbio de dados
bibliográficos; [...] deve estar pronto, testado, atendendo o nível de
satisfação exigido pelos usuários; [...] só terá a licença do produto em
si, e a atualização de versões será feita mediante contrato de
manutenção; [...] deve ser avaliado não só em seus aspectos
metodológicos e tecnológicos, mas também quanto à capacidade da
empresa fornecedora do produto responsabilizar-se pelo treinamento
técnico (CÔRTE, 2002 p.255).

Os autores Krzyzanowski, Imperatriz e Rosetto (1996) também contribuem
apresentando alguns subsídios para análise, seleção e aquisição de software de
gerenciamento de bibliotecas por meio de seu relato de experiência na implantação
do sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP). Segundo as autoras, é
fundamental que a biblioteca defina e especifique seus próprios requisitos de
automação, e em que medida o software deverá atendê-los. Desse modo, fica claro
que os critérios para a escolha de um software devam ser especificados por cada
instituição que, como sugere Café, dos Santos &amp; Macedo (2001), deve estabelecer
uma pontuação para os mesmos, de modo a melhor salientar suas especificidades.
Vale ressaltar que Epstein (apud KRZYZANOWSKI, IMPERATRIZ e
ROSETTO; 1996) considera que não existe um ‘sistema ideal’, um que atenda a
todos os requisitos funcionais e de desempenho, por isso é importante que a
biblioteca prepare seu próprio documento de Request for Proposals (RFP), o qual
especifique as funções básicas necessárias e solicite outras desejáveis somente no
caso em que as primeiras sejam atendidas.
Côrte et al. (2002) dividem os requisitos em sete grandes áreas: os que
devem ser relacionados à tecnologia, ao processamento técnico de seleção e
aquisição, ao processamento técnico dos documentos, ao processo de empréstimo
de documentos, ao processamento de recuperação de informações, ao de divulgação

�da informação, e ao processo gerencial.
Quais seriam, no entanto, as funções básicas a serem atendidas por um
software? Rowley (1994) por sua vez, lista algumas funções básicas: aquisição,
catalogação, catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos,
controle de circulação, controle de publicações seriadas, informações gerenciais,
empréstimos entre bibliotecas e informação comunitária; sendo as cinco primeiras
as principais. Como pode se observar, os autores estão em acordo quanto as
funções básicas.
Café, dos Santos &amp; Macedo (2001), bem como Côrte et al. (1999), propõem
uma extensa lista de requisitos para software de bibliotecas. Tomando as indicações
de ambas as autoras, compilamos as seguintes categorias de requisitos:

1. Características gerais do software;
2. Ergonomia;
3. Tecnologia;
4. Seleção e aquisição;
5. Processamento técnico;

6. Circulação;
7. Processo de divulgação da informação;
8. Processo gerencial;
9. Requisitos gerais.

Tais categorias de requisitos foram utilizadas neste trabalho para analisar o
GNUteca, e podem ser observados nos Quadros 1 e 2 em anexo.
Entendemos, entretanto, que boa parte da literatura priveligia requisitos,
muitas das vezes, existentes somente na realidade de grandes bibliotecas. Diante
disso, procuramos também levar em consideração alguns dos pontos importantes
encontrados em uma pesquisa recente que investigou o processo de automação
ocorrido em instituições de ensino superior (IES) privadas de Vitória, Espírito Santo.
Esta comparação nos permitirá ter um panorama de como a escolha de um software
vem sendo realizada no cotidiano de bibliotecas de médio para pequeno porte. Na
próxima seção descrevemos, portanto, esta pesquisa realizada na região
metropolitana de Vitória.

3 O PANORAMA DA AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS DAS IES DE VITÓRIA

�Silva (2003) realizou uma pesquisa com as instituições de nível superior
privadas da Grande Vitória, visando obter dados sobre o processo e o nível de
informatização das mesmas. Os objetivos iniciais eram caracterizar os software de
acordo com requisitos e funções, verificar os critérios usados na escolha destes e
identificar requisitos considerados essenciais aos mesmos.
Segundo essa mesma pesquisa, quase a totalidade das bibliotecas são
informatizadas (94%), sendo que os software adotados por estas são PHL, Biblio
Up, Microisis, Sysemp e Pergamum. Esses software executam, entre outras funções
o controle de datas de recebimento do material adquirido, a importação e exportação
de dados, a consulta ao tesauro, a descrição diferenciada para multimeios, a
descrição completa de materiais bibliográficos, o bloqueio automático de empréstimo
para usuário com material em atraso, o cadastro de usuário, o controle de renovação
de periódico, a contabilização de estatísticas, a emissão de relatórios diversos, a
geração de catálogos, a busca por todos os tipos de materiais, a indicação do status
do documento pesquisado e a recuperação de material em suporte não
convencional. As funções executadas via Web são ainda tímidas.
Dentre

os

principais

motivos

que

levaram

estas

bibliotecas

a

se

informatizarem, de acordo com Silva (2003), destacam-se a busca da modernização
do acesso à informação, a necessidade de facilitar algumas funções do
processamento técnico, o controle da circulação e a necessidade de disponibilizar
serviços na Web, muito embora vem sendo pouco utilizado até o momento da
pesquisa. Esses motivos conferem com os apresentados por Figueiredo (1998) e
Côrte et al. (2002), sendo respectivamente, otimizar rotinas e serviços, e agilizar e
ampliar o acesso à informação.
Um dado intrigante é que, das instituições pesquisadas por Silva (2003),
apenas uma delas elaborou um Plano de Ação para a informatização da biblioteca,
que é uma ação primordial para o processo de automação. Krzyzanowski, Imperatriz
e Rosetto (1996) e Silva (2003) concordam que o planejamento conduz resultados
satisfatórios e evita problemas inesperados. A falta desse planejamento indica uma
falta de compreensão, por parte do profissional a frente do processo de
informatização, dos requisitos necessários para que o software selecionado atenda
às particularidades das instituições, como seria esperado.

�Note que nenhuma das instituições pesquisadas por Silva (2003) utilizou o
GNUteca, talvez em decorrência da pouca informação das funcionalidades existentes
neste software, mostrando assim ser relevante uma avaliação como a apresentada
neste trabalho.

4 AVALIANDO O GNUTECA
Nosso trabalho se propõe a analisar as funcionalidades existentes no
GNUteca bem como suas limitações, seguindo a proposta de Côrte et al. (2002);
Café, Santos e Macedo (2001) e Rowley (1994). Para tanto, também fizemos uso do
manual do produto (WEISHEIMER, S.R., 2004), e do própio software instalado para
teste e simulação em um computador Pentium IV 128Mbytes de memória.
O

GNUteca

foi

desenvolvido

para

gestão

de

acervo,

empréstimo,

comunicação e colaboração entre bibliotecas, pesquisas em bases bibliográficas e
administração do sistema de forma local e remota. O objetivo é, então, a criação de
um sistema integrado de administração de bibliotecas totalmente desenvolvido com
software livre, o que possibilita a realização de modificações, sempre que
necessário, como já foi dito anteriormente.
O GNUteca está voltado inicialmente para bibliotecas universitárias, uma vez
que foi criado por e para uma universidade: UNIVATES. No entanto, ele é
igualmente utilizado por bibliotecas escolares, sejam elas públicas ou privadas.
Apesar de ser distribuído gratuitamente, os treinamentos e alguns outros
atendimentos são realizados pela cooperativa SOLIS, os quais podem ser pagos.
A análise aqui apresentada se baseou nas categias propostas pelos autores
já citados acima. Por Côrte et al. (2002); Café, Santos e Macedo (2001), tiramos as
características gerais do software, ergonomia, tecnologia, seleção e aquisição,
processamento técnico, circulação, processo de divulgação da informação, processo
gerencial e requisitos gerais; e por Rowley (1994): aquisição, catalogação, catálogos
em linhas de acesso público e outras formas de catálogos, controle de circulação,
controle de publicações seriadas, informações gerenciais, empréstimos entre
bibliotecas e informação comunitária. O resultado detalhado da análise do GNUteca
conforme as categorias propostas pode ser visto nos Quadros 1 e 2 no Anexo.

�Verificou-se que o GNUteca cumpre a maior parte dos requisitos
considerados básicos a um software de automação para bibliotecas, mas ainda não
contempla outras como, por exemplo: aquisição, controle de periódicos, impressão
de etiquetas e empréstimo entre bibliotecas. As próximas versões do GNUteca, no
entanto, deverão ter incorporadas essas funções, visto já estarem no escopo do
projeto, como nos foi informado pela equipe de desenvolvimento do software. Dado
as características apresentadas pelo software (Quadro I), nós o consideramos um
software simples, porém que atende bem as necessidades mais imediatas de uma
biblioteca. Corrbora com nossa opinião o fato do número de instituições as quais
tem. Não esqueçamos que, caso o usuário sinta a necessidade de alguma
modificação no software, pelo fato de ser um software livre, o mesmo poderá fazê-lo
sem que com isso tenha que incorrer em custos de licenciamento.
Observando os resultados apresentados na pesquisa de Silva (2003), os
principais motivos para automação das bibliotecas por ela analisadas são atendidos
pelo GNUteca. Portanto, entendemos que este software seria plenamente capaz de
atender tais bibliotecas. A esta conclusão também chegariam seus dirigentes se o
processo de automação de uma biblioteca for bem planejado, com a execução de um
plano de ação e a elaboração de um RFP.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A proposta desse trabalho foi a de identificar os requisitos básicos e
complementares para seleção de um software para automação de bibliotecas e
aplicá-los ao GNUteca, de modo a verificar se o mesmo atenderia as necessidades
básicas de uma biblioteca, o que foi feito, observando as metodologias propostas
por Café, Santos e Macedo (2001), Côrte et al. (1999) e Rowley (1994).
Constatamos que este programa satisfaz a maioria dos requisitos básicos e
desejáveis a um software de automação de bibliotecas. Comparando com a prática
de uso de sistemas informatizados em bibliotecas universitárias da região
metropolitana de Vitória,

vemos que o GNUteca atenderia plenamente às

necessidades das bibliotecas analisadas em Silva (2003).
Ainda há, entretanto, importantes funcionalidades ainda não contempladas

�por esse software, tais como: aquisição, empréstimo entre bibliotecas e controle de
periódicos.
Outros requisitos desejáveis, mas também não atendidos ainda por esse
software são menu de ajuda interativo; compatibilidade com o protocolo Z39.50;
emissão de alguns tipos de relatórios e estatísticas; consultas interativas com
remissivas, via tesauro; e outras que, variando de acordo com particularidades de
cada instituição, poderiam ser desenvolvidas e inseridas no programa.
A análise realizada neste trabalho, bem como a de qualquer outro software é
muito importante para o incremento da produção do conhecimento. Segundo
Dziekaniak (2003), grande parte dos profissionais da informação
[...] desconhecem o que vem a ser tais tecnologias e como
funcionam, além de se realmente são necessárias em um sistema
informatizado para bibliotecas e, principalmente, como otimizá-los, a
fim de agregar valor à Biblioteconomia, para fazer um melhor uso
destas, questionando sua validade e buscando novas interpretações
e soluções para à área (DZIEKANIAK, 2003. p.222).

Cada vez mais é exigido dos profissionais da informação se posicionar de
maneira crítica de forma a interagir com máquinas sofisticadas e cada vez mais
inteligentes. Somente desta forma é que um bibliotecário poderá ser um agente no
processo de tomada de decisão. Se o bibliotecário não possuir conhecimento
específico para ser este agente capaz de reconhecer as necessidades tecnológicas
de sua unidade de informação, além de saber planejar eventuais adequações, como
poderá ele selecionar a melhor tecnologia para atendê-lo, considerando questões
como custo e benefício? Como poderá ele potencializar os resultados?

REFERÊNCIAS

CAFÉ, DOS SANTOS &amp; MACEDO, Lígia; SANTOS, Christophe dos; MACEDO,
Flávia. Proposta de um método para escolha de software de automação de
bibliotecas. Ciência da informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 70-79, 2001.
CÔRTE, Adelaide R e. et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos:
uma visão do cenário nacional. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002. 221 p.

�CÔRTE, Adelaide R e. et al. Automação de bibliotecas e centros de documentação:
o processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da Informação, Brasília, v.
28, n. 3, p. 241-256, 1999.
CUNHA, Murilo B. da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasilia, v. 28, n. 3, p. 257-268, 1999.
DIAS, Tânia Mara. Pergamum : automatized systems of the library of PUC/PR.
Ciência da Informação, Brasilia, v. 27, n. 3, p.319-328, 1998.
DZIEKANIAK, G. Análise do software Bibliotech sob a ótica da Biblioteconomia.
Santa Maria, 2003. 263fl. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) –
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de
Santa Maria, Santa Maria, 2003.
FIGUEIREDO, N. Situação da automação nas bibliotecas universitárias. In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10, 1998, Fortaleza. Anais
eletrônicos. CD-ROM
KRZYZANOWSKI, R. F., IMPERATRIZ, I. M. De M. &amp; ROSETTO, M. Subsídios
para análise, seleção e aquisição de software para gerenciamento de
bibliotecas: experiência do sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP). São Paulo: SIBi/USP, 1996 (Cadernos de Estudo 5).
PRADO, N. S.; ABREU, J. de. Informatização das bibliotecas universitárias do
estado de Santa Catarina: cenário atual. Revista ABC, Florianópolis, v.7, n.2,
jul/dez. 2002.
ROWLEY, J. Fundamentos dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas. In:
___. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994a. Cap. 12.
p 229-235.
_____ Funções dos Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas. In: ___.
Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994b. Cap. 13. p
236-260.
SILVA, R. F. O cenário de informatização das bibliotecas das instituições de
ensino superior privadas de Vitória 2003. 77f – Espírito Santo. Monografia
(Graduação) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Jurídicas
e Econômicas, Curso de Biblioteconomia, 2003.
WEISHEIMER, S. R. M DO USUÁRIO DO GNUTECA. DISPONÍVEL EM:
&lt;HTTP://WWW.GNUTECA.ORG.BR/&gt;. ACESSO EM: 14 JUL 2004.

�ANEXOS
REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE SOFTWARES PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS
(Café, dos Santos e Macedo, 2001, p.76; Côrte et al., 1999, p.244-246)

do software
omia

Ergon

Caract. gerais

Integração de todas as funções da biblioteca.
Software em língua portuguesa.
Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob demanda.

9

Documentação (manuais).
Preço do produto.

-

Possibilidade de customização (personalização) da interface.

9

Menu de ajuda interativo.

-

Arquitetura de rede cliente/servidor
Acesso via browser (Internet)

9

Acesso via Intranet
Velocidade de operação local (Intranet)



Velocidade de operação em rede (Internet)



Leitura de código de barras
Compatibilidade com o sistema operacional da biblioteca
Armazenamento, recuperação e classificação correta dos caracteres da língua portuguesa (Português Brasil):
maiúsculas, minúsculas, cedilia e caracteres especiais.
Data no formato dd/mm/aaaa (língua portuguesa)
Capacidade de suportar acima de 1 (16) milhão (ões) de registros bibliográficos
Atualização dos dados em tempo real
Segurança na integridade dos registros
Possibilidade de identificar alterações feitas no sistema e os responsáveis

9

Compatibilidade com o formato MARC
Protocolo de comunicação Z39.50
Padrão ISO 2709
Disponibilização on-line do acervo (OPAC)
Tecnologia

Importação e exportação de dados para alimentação de sistemas de catalogação cooperativa
Acesso on-line a catalogos coletivos
Acesso simultâneo de usuários
Acesso ilimitado de usuários
Número de licenças

-

Níveis diferenciados de acesso ao sistema (senhas).
Senha para as funções que atualizam dados.

9

Armazenamento e recuperação de documentos digitais em diversos formatos
Tratamento de texto e imagem conforme o DDIF (Digital Documentation Interchange Format)
Auditoria no sistema

-

Capacidade de elaboração de estatística com geração automática de gráficos.
Compatibilidade com software de banco de dados relacional e/ou textural.
Disponibilidade de help on-line sensível ao conteúdo da língua portuguesa.
Compatibilidade com os softwares de rede Novell Netware, Microsoft Windows NT ou OS/400.
Garantia de manutenção e disponibilização de novas versões.

9

Gestão de bases de dados com diferentes tipos de documentos.
Interface gráfica.
Recuperação de base de dados textuais.
Software cliente: sistema operacional Windows 95 ou superior.

A

e

Tabela de parâmetros para personalizar o funcionamento do sistema.


9

Tratamento de textos e imagens.

-

Controle integrado do processo de seleção e aquisição

∞

�Integração dos dados de pré-catalogação da aquisição para o processamento técnico
Controle de listas de:
Sugestão
Seleção
Aquisição
Reclamações
Recebimento
* Controle de fornecedores por compra, doação e permuta; emissão de cartas de cobrança, reclamações e
agradecimento de doações.
Controle de editores
* Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações.
Mala direta de usuários, editoras e instituições com as quais a biblioteca mantém intercâmbio
Controle de assinatura de periódicos: início, vencimento, renovação e datas previstas para recebimento dos
fascículos; controle de recebimento de fascículos de periódicos e seriados.
Compatibilidade com o formato do CCN
Identificação de dados do processo de aquisição (número do processo, número do empenho, preço, número da nota
fiscal ou fatura, outros).
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, depósito legal)
* Controle de datas de recebimento do material adquirido
* Elaboração de lista de duplicatas
* Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição
* Controle da situação (status) do documento (encomendado, aguardando autorização, aguardando nota fiscal etc.)
* Controle contábil e financeiro dos recursos orçamentários para aquisição de material bibliográfico.
Possibilidade de especificação da moeda de transação
* Elaboração de lista de desconsideratas.
* Estatística mensal e acumulada de documentos recebidos.
* Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição.
Compatibilidade dos campos com AACR2 (nível 2)
Controle da entrada de dados com regras de validação para os campos

9

Construção automática de lista de autoridades em formato MARC
Sistema de gerenciamento para construção de tesauro poli-hierárquico
Consultas interativas (com remissivas) durante o cadastramento de um registro:
Tesauro
lista de autoridades

∞

lista de editoras
lista de fornecedores

Processamento Técnico

Correção dos registros associados a um autor ou assunto mediante alteração na lista de autoridade ou tesauro
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições
Processamento de materiais especiais
obras raras
memória técnica

9

Periódicos
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos on-line
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos em CD-ROM
Geração de etiquetas para bolso
Geração de etiquetas para lombada com número de chamada

∞

Geração de etiquetas com código de barras
Atualização em lote
Atualização on-line
Atualização em tempo real do banco de dados, nos registros de autoridade e demais índices, após envio de novo

9

registro ao servidor.
Capacidade de armazenar informação legislativa

-

Exportação de dados para alimentação de bases de dados de catalogação cooperativa.

9

Inclusão de referências, de alterações, revogações e publicações para atos normativos/legislação.

-

�Incorporação de textos digitados – sistema de gerenciamento de texto, imagem e som para inclusão de inteiro teor de
atos normativos e resumos de periódicos.

-

Controle integrado do processo de empréstimo

9

Categorização de empréstimo: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo entre bibliotecas

;

Cadastro de perfis de usuários
Definição automática de prazos e condições de empréstimo de acordo com o perfil do usuário para cada tipo de

9

documento
Código de barras para cada usuário

∞

Definição de parâmetro para a reserva de livros, com senhas de segurança.

9

Emissão automática de cartas cobrança ou correio eletrônico para usuários em atraso

-

Aplicação de multas e suspensões com bloqueio automático de empréstimos
Possibilidade de pesquisar o status do documento (disponível, emprestado, em tratamento etc.)
Realização de empréstimo, devolução, renovação e reserva on-line.

9
;

Circulação

Cadastro de usuários com inclusão, exclusão e alteração de nomes e endereços, com categorização de usuários.
Cobrança personalizada; com prazos diferenciados por tipos de materiais e usuários.
Controle de devoluções, renovações, atrasos.
Controle de usuários pessoais e institucionais.

9

Controle de leitores em atraso
Emissão de relação de obras que estão em poder dos leitores.
Emissão de relatórios referentes ao processo de empréstimo: assuntos mais consultados no período, usuário que
maior número de empréstimo realizou.

-

Incidência de atrasos em relação aos períodos anteriores, unidade organizacional que mais consultou a biblioteca.

-

Emissão de senhas para empréstimo.

9

Registro de solicitação de fotocópias.

-

Relatórios de cadastro de usuários, por ordem alfabética, formação, unidade de trabalho.
Reserva de documentos com prazos diferenciados por tipos de materiais e usuários.

9

Rotina completa de empréstimo para qualquer tipo de documento.

informação

-

Diferentes formatos de visualização de registros on-line e em relatórios tipo ABNT e AACR2.

-

Elaboração e impressão de bibliografias em formato ABNT.

-

Definição de instrumentos de alerta e disseminação seletiva de informações, conforme perfil dos usuários.

-

Pesquisa por conceitos com utilização de tesauro ativo.

∞

Gerenciamento dos tipos de material bibliográfico e informacionais utilizados em bibliotecas.
Processo Gerencial

-

Geração de catálogo coletivo.

Gerenciamento integrado dos dados e funções da biblioteca.

9

Contabiliza estatísticas de circulação, processamento técnico, seleção, aquisição e intercâmbio, atualização de
tesauro e listas de autoridades, por período.

-

Emite relatórios de circulação por assuntos mais consultados.

-

Emite relatórios de circulação por tipo de documentos, por período e acumulado.

-

Emite relatórios de empréstimos, por períodos.

-

Emite relatórios de entrada e recebimento de documentos, por período.

-

Inventário com utilização do coletor de dados inteligente.

-

Lista de usuários, por categorias.

9

Treinamento em nível
Requisitos Gerais

Processo de

divulgação da

Emissão de listas de publicações por assuntos e autores.

Técnico
Gerencial

9

Operacional
Manuais e materiais didáticos em português.

9

Instalação

-

Testes

-

�Garantia

-

Suporte técnico
apoio técnico no período de implantação de novas versões

9

correção de erros do software licenciado.

-

fornecimento e implantação de versões atualizadas.

9

Manutenção

-

Treinamento e reciclagem de servidores

9

* requisitos desejáveis, mas não indispensáveis.
9 requisitos cumpridos
; o GNUTeca realiza, mas restrições, ou parcialmente
∞ requisitos não cumpridos, mas que estão no escopo do projeto, e serão implementados futuramente
 depende do servidor
 uma vez que o sistema operacional Linux é um software livre, essa opção não se caracteriza.

Quadro 1 – Requisitos básicos atendidos pelo GNUTeca, de acordo com o conjunto de itens propostos por Café,
Santos e Macedo (2001) e Côrte et al. (1999)
Os campos com as funções e requisitos básicos propostos por Rowley (1994), também foram
preenchidos de acordo com o observado no GNUTeca. Os resultados são mostrados no Quadro 2
abaixo.
Funções básicas a serem atendidas por um software para
automação de biblioteca
(ROWLEY, 1994b)

Requisitos a serem atendidas por um software para automação de
biblioteca, de acordo com as funções básicas
(ROWLEY, 1994b)
Encomendas
Recebimentos

Aquisição

reclamações quanto ao não recebimento de encomendas realizadas

∞

contabilidade de custos
consulta sobre a situação das encomendas
relatórios e estatísticas sobre as encomendas
entrada de dados

Catalogação

controle de autoridade

9

importação de registros de outras bases de dados
Catálogos em linhas de acesso público e outras formas de
catálogos

o acesso em linha
a interface de acesso público e outras formas de catálogos

9

definição de parâmetros refletindo as políticas de empréstimo, os
horários de funcionamento, etc.;
Empréstimo
Devolução
Renovação
Controle de circulação

Multas

9

Reservas
empréstimos por períodos curtos
manutenção de arquivos de leitores
consultas relativas aos leitores ou à situação dos documentos

Controle de publicações seriadas

notificações

-

relatórios e estatísticas sobre a utilização do acervo

;

encomendas, ou seja, efetivação e renovação de assinaturas
recebimento dos fascículos em separado
reclamações da unidade de informação quanto ao não recebimento
dos fascículos
encadernação, ou seja, controle de volumes que estejam sendo
encadernados
contabilidade de custos

∞

�catalogação de novos itens
controle de circulação se os itens forem circularem

9

consultas relativas às publicações seriadas
relatórios e estatísticas
Informações gerencias

-

relatórios e estatísticas

;

instrumentos de análise das informações estatísticas

-

entrada de dados
Empréstimo
Devolução
Empréstimos entre bibliotecas

Multas
manutenção do arquivo de leitores

∞

podendo fazê-lo no arquivo principal do controle de circulação
Consultas
relatórios e estatísticas
entrada de dados
Informação comunitária

acesso on-line

9

interface de acesso público

Quadro 2 - Requisitos básicos atendidos pelo GNUTeca, de acordo com os itens propostos por Rowley (1994)

∗

Professor do Departamento de Ciência da Informação UFES, Av Fernando Ferrari s/n – Goiabeiras,
Vitória, ES 29060 900 elias@npd.ufes.br
∗∗
Bibliotecário do Centro de Línguas, Av. Fernando Ferrari, s/n, Goiabeiras.
Vitória - ES - CEP:29075-910. (27) 3335 - 2880. Fax: (27) 3335 – 2874

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A contínua busca por gerir eficientemente escassos recursos não atinge somente as corporações, mais do que nunca é também uma realidade para as bibliotecas. Neste contexto, o custo é considerado como um dos principais fatores na hora da aquisição de um software que atenda à boa parte dos requisitos mínimos para a administração de uma biblioteca de médio porte. A preocupação com os requisitos essenciais de funcionalidades existentes em um software candidato é amplamente documentada na literatura e, não raramente, o tema aparece nas listas de discussões relacionadas ao exercício da profissão de bibliotecário. Entretanto, existe uma lacuna na literatura quanto a uma avaliação mais criteriosa de algum software de código aberto e gratuíto, portanto pontencial alternativa para bibliotecas sem muito recursos financeiros. Neste trabalho o GNUteca é avaliado sob a luz de metodologias já consagradas na literatura da área. Os resultados são comparados com as necessidades encontradas na realidade de bibliotecas universitárias da região metropolitana do estado do Espírito Santo. A conclusão que se chega é que o software é verdadeiramente uma boa alternativa de baixo custo para bibliotecas de médio porte, por atender aos mais preementes requisitos demandados por grande parte das bibliotecas analisadas. </text>
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                    <text>GESTÃO DO CONHECIMENTO: A MÁGICA DA EVOLUÇÃO
ORGANIZACIONAL: A EXPERIÊNCIA DE UM SISTEMA DE BIBLIOTECAS
Cristiani Regina Andretti∗
Márcia Regina Coelho∗∗
Patricia Becker Marques∗∗∗

RESUMO
O artigo relata a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade
do Vale do Itajaí - Sibiun com a Gestão do Conhecimento. Apresenta o Programa
de Gestão do Conhecimento - Progecon implantado por bibliotecários do Sibiun; a
estratégia utilizada, os planos e processos direcionados para a administração do
capital intelectual nas bibliotecas, criando ações para gerar, mapear, organizar e
utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se comunicarem e
compartilharem o que sabem. Atualmente o Progecon também vem sendo
realizado num Ambiente Virtual de Aprendizagem onde seus colaboradores
desenvolvem atividades, trocam idéias e compartilham conhecimentos, pela
Internet, facilitando o contato entre os mesmos já que as bibliotecas do Sistema
estão separadas geograficamente, distribuídas nos campi de vários municípios
catarinenses, devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
PALAVRAS-CHAVE: Conhecimento. Gestão do conhecimento. Bibliotecas
Universitárias. Mudanças. Recursos humanos. Trabalho em equipe.

1 INTRODUÇÃO

As organizações buscam, dentre tantas teorias administrativas, aquelas
que

possam

agregar

novos

paradigmas,

para

o

aperfeiçoamento,

desenvolvimento e enriquecimento de todas as pessoas envolvidas, sendo estas,
colaboradores e gestores, visando o desempenho das habilidades, competências
e do conhecimento.
Utilizada como um instrumento de políticas importantes, a Gestão do
Conhecimento - GC, exige pensamento e ação de gestores e colaboradores.
Lembrando sempre, que o gestor de pessoas, de posse do conhecimento
estratégico, conseguirá compartilhar com seus colaboradores, ferramentas

�importantes para a compreensão de qualquer processo de gestão e seu
funcionamento ordenado.
Quando fala-se em conhecimento, pode-se firmemente reportar-se a GC,
que surgiu no final da década de 80 e que desde então vem se modificando,
atrelando novos conceitos e valores, atingindo as organizações e seus
trabalhadores

conforme

as

mudanças

tecnológicas,

sociais,

políticas

e

econômicas.
Ao fazer uso da pragmatização do conhecimento, o gerente de idéias,
estará abrindo um cenário novo, de utilização da criatividade e do pensamento
alheio, proporcionando, uma abertura aos demais, para liberarem seus
conhecimentos, no único intuito de gerar resultados enxutos para a organização e
conseqüentemente melhorias aos colaboradores.
A GC é um conjunto de estratégias, planos e processos, direcionados para
a administração do capital intelectual, criando ações para gerar, mapear,
organizar, utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se
comunicarem e compartilharem o que sabem, incluindo a identificação do
conhecimento existente, criação de novos, manutenção, proteção e disseminação
desses conhecimentos.
O conhecimento é inato ao ser humano. É um fenômeno inerente às
pessoas e que todas a qualquer momento, terão capacidade de agregar na
empresa grandes idéias, atendendo única e exclusivamente, o bem estar de
todos, gerando qualidade, satisfação, motivação e produção.
Sabe-se que hoje, teoricamente falando, as empresas estão buscando
caminhos para a formação de equipes coesas, criativas, transparentes, sinceras e
inovadoras; com perspectivas de uma evolução humana. Sempre no sentindo de:
querer mais, aprender mais, saber muito e distribuir infinitamente.
Com a GC, nasce um novo gestor, com uma nova forma de ver; o grande,
a alma, o pensante e o resultado. Um gestor que estimule a colaboração e que
estabeleça um clima favorável à motivação, inovação, escuta, criatividade e

�feedback gerencial.
A infra-estrutura, tão básica, porém tão necessária, deve ser levada em
conta, quando se pretende desenvolver um plano de GC. Não deixando de citar, a
existência de uma formação condizente, sobre cultura organizacional, gestão de
pessoas, sensibilidade humana, relacionamento interpessoal e conhecimento.

2 TRANSFORMANDO AS PESSOAS EM VERDADEIROS TALENTOS
O Sibiun está vinculado diretamente a Proen - Pró Reitoria de Ensino - e é
composto por nove bibliotecas sediadas em diferentes municípios catarinenses,
devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
Atualmente as bibliotecas do Sibiun estão reestruturadas e com
procedimentos e serviços padronizados, criando condições para promover a
interação de suas bibliotecas e colaboradores, adequação do suporte técnico e
informacional, como também, a distribuição de recursos financeiros; tudo isso,
para um funcionamento eficaz e eficiente das bibliotecas na busca pela
excelência no atendimento de seus usuários.
O Programa de Gestão do Conhecimento - Progecon teve início em 2001,
e surgiu da necessidade das Bibliotecas do Sibiun inovarem; com a preocupação
de gerar, organizar, mapear, utilizar e compartilhar o conhecimento nelas
gerados. Como uma biblioteca é uma organização formada por pessoas com
conhecimentos diversificados, procurou-se aumentar a interatividade e o trabalho
interfuncional entre as mesmas e seus colaboradores, para transformar o
conhecimento individual em coletivo ou organizacional.
O Progecon possui uma Comissão, formada por bibliotecários, que
gerencia a GC no Sibiun. No início da criação desse programa, a Comissão ficou
responsável em desenvolver atividades, leituras e estudos acerca do tema em
questão.
A Comissão também envolveu e reuniu os colaboradores das bibliotecas

�do Sibiun em vários momentos, onde ocorreu uma série de atividades, como:
apresentações pessoais; apresentação do Sibiun enquanto organização, estrutura
administrativa, suas bibliotecas e setores. Em conjunto os colaboradores também
definiram, aspectos como: missão, valores, princípios, objetivos e metas do
Sibiun. Essas atividades foram realizadas no intuito de aproximar as pessoas,
como já mencionado, a maioria separada geograficamente.
Assim houve maior interatividade entre as pessoas, onde cada uma, tomou
ciência, que é um elo importante para o Sibiun, favorecendo a troca de
informações e geração de novos conhecimentos, fazendo-se firmar a GC nas
bibliotecas do Sistema.
Decorrente desse processo o Progecon criou equipes temáticas,
denominadas células. As células criadas pelo PROGECON são as apresentadas
a seguir:
CÉLULAS
CLIMA ORGANIZACIONAL E
ESTRESSE OCUPACIONAL
AÇÃO CULTURAL

MELHORIAS NO ATENDIMENTO

PROCESSAMENTO TÉCNICO

SISTEMA eLISA
5s

OBJETIVOS
Buscar soluções para administrar problemas como:
comunicação interna, clima organizacional, relações
interpessoais e assim conseqüentemente o estresse.
Promover o contato entre as comunidades de usuários
e os elementos culturais, buscando propiciar condições
de interação entre usuário, atividades culturais e
biblioteca.
Promover discussões e soluções para a melhoria no
atendimento ao usuário, buscando qualidade nos
serviços e produtos oferecidos pelo Sibiun.
Padronizar as atividades técnicas através da
elaboração de manuais, procedimentos, treinamentos e
cursos entre os bibliotecários.
Analisar o banco de dados eLISA, proporcionando
mudanças e melhorias.
Promover a qualidade de vida no trabalho dos
colaboradores do Sibiun.

Quadro 1 - Células do Progecon

Para mobilizar os colaboradores do Sibiun a participarem dessas células e
criar o comprometimento dos mesmos acerca da GC, foi enviado um convite por
e-mail, para que os colaboradores, escolhessem a célula em que gostariam de
fazer parte.

�Em respostas ao convite, os colaboradores, optaram pela célula que
tinham

maior

interesse

ou

familiaridade,

dando

início

às

atividades,

compreendendo: reuniões quinzenais, grupos de estudo, elaboração de projetos e
planejamento de trabalhos. Essas atividades promoveram a troca de informações,
conhecimentos e experiências entre os membros; para soluções, inovações e
melhorias nos recursos informacionais e serviços oferecidos, afim de, gerar
mudanças e atingir resultados.
Em 2002, em cada mês, houve uma programação com a apresentação de
palestras e cursos. As palestras foram apresentadas, por professores da Univali
das áreas de: Psicologia, Medicina e Administração, sobre os mais variados
temas: estresse organizacional e qualidade de vida no trabalho. Quanto aos
cursos, foram realizados em diferentes módulos, sobre o tema: excelência no
atendimento. Esses cursos foram criados e ministrados pelos colaboradores do
Sibiun.
Com o envolvimento das pessoas nas células, a criatividade e a motivação
de cada membro, as mudanças e as soluções começaram a acontecer,
decorrentes da ação do grupo, construindo assim um comprometimento para que
os objetivos fossem atingidos.
Dessa forma com as informações recebidas, troca de conhecimentos, num
processo dinâmico e contínuo, passou-se a agregar valor ao Sibiun. Foi
necessário construir o conhecimento no trabalho, sensibilizando os colaboradores
a inovarem e participarem de situações de mudança, não sendo meros
espectadores no processo de geração de conhecimento. Oportunizando aos
colaboradores serem agentes criativos, possuindo uma visão da realidade e das
situações, tendo a capacidade de compreendê-las e produzirem sentido do que
se compreendeu, construindo conhecimento que permita visualizar o surgimento
de novas necessidades e perspectivas.

�3 A GESTAO DO CONHECIMENTO NAS BIBLIOTECAS DA UNIVALI
Muitas são as organizações que adotaram a GC e muitas também são as
ações, desde a geração do conhecimento até a utilização do mesmo pelas
pessoas. O importante é que cada organização encontre o seu próprio caminho
para que a GC seja firmada e o conhecimento compartilhado entre os
colaboradores.
As organizações são diferentes e, no que diz respeito à gestão do
conhecimento não existe um método único nem uma receita
pronta para todas as organizações. No entanto observa-se que a
maioria das organizações percorre caminhos similares quando
decide investir na gestão do conhecimento. Ao analisar esses
caminhos verifica-se que os mesmos apresentam características
capazes de integrá-los em possibilidades de gerenciamento do
conhecimento. Dessa forma torna-se a gestão do conhecimento
como sendo o processo de promover e administrar a geração, o
compartilhamento, o armazenamento, a utilização e a mensuração
de conhecimentos, experiências e especializações nas
organizações, refletindo esses diferentes caminhos que as
organizações estão adotando. (GROTTO, 2001, p. 36)

Nas organizações que trabalham a GC o ser humano vem em primeiro
lugar, pois é dele que surgem as grandes idéias, os grandes projetos e serviços
para a sociedade.
Outro fator importante, para fazer a diferença e que deve ser lembrado na
GC é o investimento em Tecnologia da Informação – TI.
[...] a tecnologia da Informação [...] tem um grande valor no
processo de estender o alcance e a velocidade de transferência
do conhecimento. A tecnologia possibilita que as informações
estejam disponíveis às pessoas certas quando são acessadas e
procuradas por elas. No entanto, vale lembrar que a tecnologia da
informação não cria nem garante ou promove a geração de
conhecimento na cultura organizacional, a menos que a
organização estimule esta atividade. O CKO [Chief Knowledge
Officer] pode ser um caminho, só resta a própria organização
decidir. (PEREIRA, 2003)

Novos papéis estão surgindo com a implantação da GC nas organizações,
um deles e a de Gestor ou Diretor do Conhecimento, o CKO, profissional que

�deve estar capacitado para entender das tecnologias “para a captura,
armazenamento e transferência do conhecimento”. (PEREIRA, 2003)
Atualmente o Sibiun dispõe de uma Intranet utilizada para a GC na qual
armazena-se e dissemina-se o conhecimento explícito gerado por seus
colaboradores. Com o mapeamento eletrônico desse conhecimento; consultas
são facilitadas, porque o acesso à informação é melhorado, possibilitando o
compartilhamento do conhecimento para futuros projetos, pesquisas, cursos,
palestras, recursos informacionais ou serviços, bem como, auxílio às tomadas de
decisões dos gestores e diretores do conhecimento.
Problemas como a falta e ruído na comunicação, pouca informação ou
ainda, informações que estavam dispersas nos setores, engavetadas em
disquetes, CDs, nos próprios arquivos dos computadores ou nas cabeças de seus
colaboradores; levaram o Sibiun a reunir e disponibilizar as mesmas, em sua
Intranet e que fossem utilizadas por todos quando necessário, favorecendo a
troca de informações de forma organizada e precisa.
Na Intranet, o Sibiun também dispõe de um conjunto de dados sobre as
pessoas que nele trabalham, dados estes, que vão desde informações cadastrais
(nome, endereço, fone e outros) até informações sobre sua vida profissional
(formação

acadêmica,

experiência

profissional,

atividades

desenvolvidas,

atividades que estão aptos a desenvolver, idiomas de domínio e outros). O
armazenamento destas informações pode ser utilizado para identificação de
competências e habilidades.
Criar um repositório ou a memória do conhecimento gerado no Sibiun
proporcionou os seguintes objetivos:
-

Facilidade em localizar as informações e conhecimentos gerados;

-

Disponibilização de informações atualizadas;

-

Redução do retrabalho e custo na realização de novos projetos ou
serviços;

-

Aprendizagem com as experiências de outras pessoas;

�-

Conhecimento da produção intelectual dos colaboradores;

-

Maior transparência de relatórios, manuais de serviços, projetos, entre
outros;

-

Aumento na eficiência das pessoas no cumprimento de rotinas e
procedimentos;

-

Melhoria na comunicação organizacional.
Com a Intranet pode-se inserir informações online em um único ambiente

para que todos os colaboradores possam acessar, permitindo que as pesquisas
sejam feitas mediante consulta aos itens informacionais, facilitando a localização
e comparação de fontes do conhecimento. E com isso entender e usar
conhecimentos para criar e agregar valor, ajudar informações e conhecimentos a
fluir para as pessoas certas e que as mesmas possam agir eficaz e
eficientemente, com práticas que melhoram a capacidade das pessoas em
compartilhar o que sabem.

4 PROGECON EM AMBIENTE VIRTUAL
O Sibiun atualmente está utilizando o Ambiente Virtual de Aprendizagem à
distância do Teleduc desenvolvido conjuntamente pelo Núcleo de Informática
Aplicada à Educação (Nied) e pelo Instituto de Computação (IC) da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
A Comissão do Progecon acreditou que esse ambiente virtual seria
propício ao trabalho de GC entre as suas bibliotecas, por se tratar de um
ambiente de ensino/aprendizagem de alto nível, organizado, estruturado e
destinado a oferecer cursos e disciplinas de ensino superior por meio da Internet.
Com o uso dessa tecnologia, a participação das pessoas possibilita interações e
comunicações, fazendo-as atuantes no processo de disseminação e geração de
novos conhecimentos.
O Ambiente Virtual de Aprendizagem do Teleduc, Figura 1, proporciona

�condições

para

trocas

de

experiências,

novos

saberes,

inovações

e

compartilhamento das criatividades pessoais. Ressaltando, sempre que a Univali
utiliza-se de um modelo multi-campi, por estar distribuída em vários municípios.
Facilitando a disseminação rápida da comunicação entre as bibliotecas do Sibiun.

Figura 1 - Ambiente Virtual de Aprendizagem do Progecon

Toda e qualquer atividade virtual nesse processo, é o começo de um
grande salto na utilização da GC na Univali, principalmente como força dos
profissionais bibliotecários, na qual tiveram essa idéia, de utilizar o ambiente
virtual nas bibliotecas do Sibiun para trabalhar a GC.
A construção do Progecon nesse ambiente virtual foi e está sendo um
grande desafio para o Sibiun, pois é preciso agregar um perfil de construção de
forma que, a comunicação, aprendizado, troca de informações e de conhecimento
transpassem os espaços estabelecidos e formalizados das instituições e onde:
criatividade e habilidade individual são oportunizadas por um ambiente novo,
onde as pessoas possam criar e desenvolver novos conceitos para tornarem as
bibliotecas do Sibiun ativas na sociedade competitiva em que estamos inseridos.

�A dinâmica utilizada para a realização do Progecon no ambiente virtual,
está estruturada em unidades e atividades, como nas relacionadas no quadro 2 a
seguir, e proporciona aos seus colaboradores, pensarem e agirem coletivamente
em busca de melhorias para o Sibiun e seu ambiente de trabalho.
Unidade I
Unidade II

Relacionada à própria GC com atividades de leitura e
discussões referentes ao tema.
Distribuída em doze temas focalizando a pessoa em seu
ambiente de trabalho. Fazendo-a observá-lo e refletir sobre
como está funcionando esse ambiente. Os temas
abordados são: valorização do ser humano e do seu
conhecimento, criatividade, oportunidades em realizar as
suas e outras atividades, progressos e sucessos, trabalho
em equipe, companheirismo, entre outros.

Quadro 2 - Estrutura da dinâmica utilizada no ambiente virtual de aprendizagem

Sendo assim o Teleduc vem ao encontro da filosofia da GC, facilitando a
geração e o compartilhamento de conhecimentos entre os colaboradores das
bibliotecas do Sibiun.

5 CONCLUSÃO
A GC prima pela busca incansável do novo profissional. O perfil desse
profissional atrelado a sua criatividade, ao senso de liderança, a sua visão
estratégica e a sua capacidade de trabalhar em equipe são os pontos chaves
para as organizações que querem se destacar e se manter no mercado.
Os colaboradores do Sibiun sentiram a necessidade de estarem nesse
mercado e conquistarem melhorias para a organização em que estão inseridos.
Por isso cria-se o Progecon e com ele, consegue-se capturar, armazenar e
disseminar os conhecimentos gerados pelas pessoas integradas a esse Sistema.
A Intranet veio como uma ferramenta tecnológica, capaz de preencher a
necessidade de um ambiente mais integrado, onde o processamento das
informações e do conhecimento gerado pelos colaboradores torna-se de fácil
acesso, onde todos podem utilizar e alimentar.

�O Progecon no Ambiente Virtual do Teleduc é uma conquista para os
colaboradores do Sibiun, proporcionando maior contato e conseqüentemente
promovendo uma comunicação mais rápida, na qual a troca de informações e a
geração de novos conhecimentos favorecem a busca de soluções para a
organização.
As pessoas envolvidas nesse processo, tendem a ser mais receptivas,
criativas e aptas a trabalharem em equipe, construindo um novo ambiente de
trabalho, onde todos ganham e sintam que são valorizados.

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∗

andretti@univali.br
marcia@univali.br
∗∗∗
atriciab@univali.br
Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede. Rua Uruguai, 458 Caixa Postal 360 CEP:
88302-202 Itajaí - SC Brasil.
∗∗

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>O artigo relata a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade do Vale do Itajaí - Sibiun com a Gestão do Conhecimento. Apresenta o Programa de Gestão do Conhecimento - Progecon implantado por bibliotecários do Sibiun; a estratégia utilizada, os planos e processos direcionados para a administração do capital intelectual nas bibliotecas, criando ações para gerar, mapear, organizar e utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se comunicarem e compartilharem o que sabem. Atualmente o Progecon também vem sendo realizado num Ambiente Virtual de Aprendizagem onde seus colaboradores desenvolvem atividades, trocam idéias e compartilham conhecimentos, pela Internet, facilitando o contato entre os mesmos já que as bibliotecas do Sistema estão separadas geograficamente, distribuídas nos campi de vários municípios catarinenses, devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.</text>
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                    <text>O USO DE CORES NO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA
UNIVALI – SIBIUN: DANDO SENTIDO AO DESCONHECIDO
Cristiani Regina Andretti∗
Grazielle de Oliveira Gomes∗∗

RESUMO
A sobrevivência das bibliotecas e o efetivo exercício de suas atividades dependem
não somente de boas idéias sobre mudanças e inovações, mas de cuidadosa
atenção sobre como estas mudanças e inovações serão implementadas e
gerenciadas.Mudar, inovar e criar; devem somatizar às atividades já existentes nas
bibliotecas, implementando sempre rotinas facilitadoras para satisfazer as
necessidades informacionais dos usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas e usuários. Bibliotecas – Sistemas de
comunicação. Cores. Classificação Decimal Universal. Desenvolvimento
organizacional. Criatividade. Conhecimento.

1 INTRODUÇÃO
A busca pela satisfação do usuário atualmente denominado, cliente, é
provavelmente uma das principais preocupações das bibliotecas, como também, a
busca pela excelência nos serviços oferecidos.
De fato, as bibliotecas, têm que se adaptarem às exigências de satisfação de
seus usuários, que muitas vezes são colocados numa posição passiva, se ajustando
aos serviços da biblioteca. Enquanto que os profissionais envolvidos na área de
informação, necessitam estar a par das diferentes propostas existentes nesse
sentido, de maneira a adequá-las aos recursos e serviços que disponibilizam.
A informação é considerada uma ferramenta extremamente valiosa e útil nas
tomadas de decisões e as bibliotecas estão muito preocupadas em tornar a
informação cada vez mais fácil e rápida de ser recuperada.

�As bibliotecas são consideradas instrumentos essenciais ao processo de
ensino e aprendizagem; propiciando às pessoas, a oportunidade de se prepararem
para conviverem na sociedade da informação, oferecendo oportunidades de
educação continuada e autônoma; possuindo um espaço físico que atraia e agrade
ao usuário; com um acervo formado por uma variedade de materiais; oferecendo
serviços que apóiam a aprendizagem dos conteúdos curriculares, preparando os
alunos a conviverem nessa sociedade tão competitiva.
Mesmo vivendo em uma época, na qual a tecnologia da informação vem
crescendo constantemente, a biblioteca tradicional ou convencional ainda existe e
continuará a existir, convivendo com as bibliotecas digitais e virtuais. Por isso é que a
biblioteca ainda se preocupa com o bem estar de seus usuários em seu ambiente
físico, tocável e com paredes. Este ambiente precisa ter um espaço bem planejado,
estruturado, que propicie abrigar os setores e as suas coleções com fácil localização.
Por isso a sinalização de uma biblioteca se faz necessário. Para

Figueiredo

(1991, p.108), a finalidade de um sistema de sinalização é o de minimizar a
frustração do usuário, oferecendo oportunidades de:
•

“Identificar e localizar a biblioteca (dentro de um campus).

•

Orientar os usuários para acesso e uso dos recursos
humanos.

•

Melhorar

a

acessibilidade

pelo

direcionamento

dos

usuários para este recurso tão eficientemente quanto
possível.
•

Identificar recursos, áreas de serviços, acomodações, de
tal maneira que sejam imediatamente reconhecidos.

•

Informar sobre os regulamentos, horários, fatos especiais.

•

Prover informação instrucional, quando necessária.

•

Notificar mudanças ou condições temporárias.”

�A comunicação visual é um fator importante para tornar o ambiente de uma
biblioteca ainda mais dinâmico, atraente e convidativo ao estudo e a pesquisa. Ela
envolve a sinalização da biblioteca, seus setores e serviços para orientar e dirigir os
usuários a localizarem o que procuram.
Segundo Figueiredo (1991, p. 109), um sistema de sinalização pode ser do
tipo:
•

“Orientação – quadros/gráficos que permitam ao usuário
orientar-se no ambiente físico (planta com relações
especiais)”.

•

Direcional – provê informação para pontos principais e,
passo a passo, para materiais e serviços.

•

Identificação – marca áreas, postos de serviços e salas,
com graduação nos tamanhos das letras conforme a sua
importância relativa.

•

Instrucional – explica procedimentos ou uso de materiais,
coleções, equipamentos; pode incluir quadros, notícias e
impressos; deve estar de acordo com a sinalização
permanente.

•

Condicional

ou

comportamento

reguladora
ou

especifica

–

regulamenta

horários

ou

o

outras

informações mutáveis (área de fumantes, alimentação).
Sinais proibitivos devem ser menos destacados e os
condicionais, de fácil atualização.
•

De

alerta

–

informa

sobre

acontecimentos,

como

exposições ou mudanças por curto período nas rotinas da
biblioteca. É preciso ter formato relacionado à sinalização
permanente.”

�2 SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVALI – SIBIUN
As Bibliotecas encontram-se como um espaço de inter-relacionamento com a
comunidade em geral, corpo discente, corpo docente, técnicos administrativos,
dirigentes e demais funcionários. As bibliotecas dão apoio ao ensino, a pesquisa e a
extensão, como também, à disseminação da produção científica da universidade.
Devem proporcionar flexibilidade no uso do acervo de livros, periódicos, multimeios,
entre outros e, desenvolver a produção de eventos que vão de encontro à
comunidade em geral.
O Sibiun está vinculado diretamente a Proen – Pró Reitoria de Ensino – e é
composto por nove bibliotecas sediadas em diferentes municípios catarinenses,
devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
Atualmente

as

bibliotecas

do

Sibiun

estão

reestruturadas

e

com

procedimentos e serviços padronizados, criando condições para promover a
interação de suas bibliotecas e colaboradores, adequação do suporte técnico e
informacional, como também, a distribuição de recursos financeiros; tudo isso, para
um funcionamento eficaz e eficiente das bibliotecas na busca pela excelência no
atendimento de seus usuários.

3 O SISTEMA DE CORES NAS BIBLIOTECAS DA UNIVALI

O Sistema de cores foi implantado nas Bibliotecas da Univali no segundo
semestre de 1999. Criado para minimizar as dificuldades que os usuários sentiam
diante da organização do acervo das bibliotecas, acervo este, considerado tão
distante e inacessível para quem necessita dele para pesquisas, estudos e leituras
diárias. Era preciso aproximar este acervo de seu público, tornando-o acessível,
tangível e acolhedor. Uma equipe de bibliotecários, profissionais e alunos de
relações públicas, foi formada para criar o Sistema de Cores. Foram dias estudando
e discutindo as possibilidades de aceitação e facilidades que as cores trariam para

�tornar acessível algo tão desconhecido para os usuários. Era preciso criar condições
de adaptação e flexibilidade, como também, buscar o aumento da eficácia nos
serviços prestados, desenvolvendo a capacidade de gerar resultados. Todo trabalho
realizado entre os membros da equipe, esteve alicerçado no conhecimento de cada
pessoa envolvida, juntamente com a criatividade de cada uma, para avançar na
qualidade da prestação de serviços.
Como a maioria das bibliotecas universitárias brasileiras, o Sibiun, também
organiza, a sua coleção de livros, periódicos, literatura cinzenta, multimeios, obras de
referência, entre outros, por meio do uso do Sistema de Classificação Decimal
Universal - CDU.
Procurando tomar soluções alternativas e minimizar a falta de conhecimento
dos usuários quanto a esta organização do saber e melhorar a acessibilidade aos
documentos, facilitando a sua identificação e localização nas estantes, adotou-se um
sistema de cores, procurando tornar uma interface amigável, para dar sentido e
significado a CDU, sistema este apenas conhecido pelos bibliotecários.
A organização do conhecimento sempre foi um fator importante para o ser
humano no decorrer dos tempos, pois, através dela o saber é utilizado e
disseminado.
E a Biblioteconomia na prática de seu trabalho, realizou esta organização do
conhecimento por meio do Sistema de Classificação Decimal de Dewey – CDD e do
Sistema de Classificação Universal – CDU. Estes sistemas de classificação
bibliográfica foram elaborados com os objetivos de organizar os acervos das
bibliotecas e facilitar o acesso dos usuários à informação contida nos mesmos. A
primeira classificação que surgiu foi a CDD, fundamentada na classificação de
Francis Bacon, com dez classes baseadas na divisão do conhecimento em três
grandes grupos: memórias, imaginação e razão. Depois, da CDD surgiu a CDU, no
final do século XIX, em Bruxelas. Foi criada pelo Instituto Internacional de Bibliografia
(IBB), atual Federação Internacional da Documentação (FID), construída também
sob os princípios da divisão científica do conhecimento. A CDU aumentou a

�capacidade de síntese, possibilitando representar assuntos complexos e de classes
diferentes por meio da combinação de sinais; incorporando o princípio de análise por
facetas, princípio este, que permite uma análise multidimensional dos assuntos.
Ambas as classes são fundamentadas numa organização lógico-hierárquica,
fazendo com que os documentos sejam alocados e separados, obedecendo às
diversas áreas de assuntos existentes e classificáveis através do uso de suas
tabelas.
A CDU é constituída por uma classe geral e nove classes especiais. Cada
classe principal, por sua vez, é subdividida em 10 classes. As suas subdivisões são
também, subdivididas em 10 classes, dando espaços para novos assuntos e
formando sucessivamente outras 10 classes, cada vez mais específicas.
O homem desde os tempos primórdios aplicou o uso de cores em suas
atividades, ambientes e criações. A cor tem a capacidade de captar rapidamente a
atenção e a emoção das pessoas para um objeto ou situação.
Então nas Bibliotecas do Sibiun as cores foram atribuídas a CDU, onde cada
área do conhecimento ficou representada por uma cor, como segue no quadro 1:

ÁREAS PRINCIPAIS DA CDU
0 Generalidades.

CORES APLICADAS
Laranja

1 Filosofia.

Roxa

2 Religião – Teologia.

Azul

3 Ciências Sociais.

Vermelha

5 Ciências Puras.

Preta

6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.

Verde

7 Belas Artes. Divertimentos. Desportos.
8 Lingüística. Literatura.
9 Geografia. Biografia. História.
Quadro 1 – Áreas da CDU e as cores aplicadas a cada área.

Marrom
Bordô
Amarela

�O usuário quando chega à biblioteca com a sua necessidade de informação,
procura um terminal de computador para realizar uma consulta e localizar o que
precisa. O banco de dados da biblioteca, denominado eLISA apresenta ao usuário, a
descrição física do documento, número de chamada e a cor da área na qual a obra
está inserida, podendo assim, a obra ser localizada com facilidade entre as estantes
e em qualquer setor da biblioteca, devido ao fato de cada estante possuir uma placa
com a cor, representando uma das diversas áreas do conhecimento.
Na entrada de cada setor da Biblioteca, o usuário também encontra banners
ou placas, com todas as áreas gerais do conhecimento e suas respectivas cores,
proporcionado-lhe localizar a obra desejada, não o deixando “perdido”, direcionandoo a área do conhecimento que procura, disponibilizando toda uma estrutura que
permita-lhe o seu auto-serviço, não o fazendo perder tempo no encontro da obra
desejada.

4 DO VALOR AGREGADO À INFORMAÇÃO E AO CONHECIMENTO

Toda organização precisa da inteligência das pessoas e que estas, tenham a
liberdade para que o produto a ser produzido derive dessa inteligência e que se
maximize. Costuma-se dizer, que cada trabalhador, deverá adicionar valor ao
produto ou serviço que está desenvolvendo. Cada funcionário precisa ser visto como
uma unidade importante dentro da empresa, no que diz respeito ao processamento
das informações e conhecimento. Pode-se considerar que a grande meta da
administração será a de tornar o conhecimento produtivo e não algo que só poucos
tem acesso.
A gestão do conhecimento envolve: desenvolvimento, preservação, utilidade e
compartilhamento do conhecimento, para gerar novos conhecimentos e oferecer
vantagem na competição do mercado. O relacionamento entre as pessoas,
juntamente com suas idéias, é que criam estruturas para se expressarem. As

�pessoas são verdadeiros agentes de transformações, porque têm a capacidade de
agir numa grande variedade de situações, seja em uma empresa, universidade ou
biblioteca. De fato o conhecimento cresce ao ser compartilhado e utilizado. Se
alguém nos transfere conhecimento, nós ganhamos e a pessoa que nos transferiu
também. O conhecimento é duplicado, cria valor e apresenta ou ressalta aquilo que é
intangível, ou seja, as idéias, a comunicação, a criatividade, a habilidade, a
inteligência, o talento e o próprio conhecimento.
Atualmente em nossa sociedade, o valor não é medido a partir de recursos
físicos, mas sim da inteligência das pessoas e seus relacionamentos.

5 O USO DA CRIATIVIDADE

A criatividade é inerente ao homem em todas as suas expressões. Ela não se
manifesta apenas nas artes, nas invenções e na ciência. A criatividade se apresenta
nas várias atividades humanas, ela não depende somente dos fatores intrapessoais,
do próprio indivíduo, mas dos fatores extrapessoais, ligados à educação e a
sociedade, nas quais o indivíduo está inserido.
Criar significa discernir, fazer algo diferente, mudar, ter novas idéias. É através
da imaginação criadora que os objetivos começam a tomar forma. É a imaginação
que gera o desejo, o qual constitui o ponto de partida para a determinação do
objetivo.
Amabile (1999) considera que “para ser criativa, uma idéia deve ser
adequada, ou seja, útil e executável”. Ainda há uma visão errada por parte das
organizações em associar criatividade com originalidade artística, ou que mesmo a
criação seja exclusiva das áreas de marketing e pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D).
Pensar criativamente exige alguns aspectos:

�Expertise: Conhecimento técnico ou intelectual. Tudo o que um indivíduo sabe
e pode fazer em seu trabalho; a maneira de abordar os problemas e a
capacidade de juntar idéias existentes em novas combinações.
Raciocínio criativo: Determina a flexibilidade e a imaginação das pessoas nas
abordagens dos problemas. Porém, não pode ser praticado se não houver um
terceiro elemento: a motivação. Dentro das organizações, identificamos dois
tipos de motivação:
Motivação Extrínseca: Uma recompensa material, a organização paga o
indivíduo para ser criativo. O dinheiro é o elemento motivador, mas por si só não
faz com que os indivíduos se apaixonem pelo trabalho e que passem a vê-lo
como uma atividade interessante.
Motivação Intrínseca: Quando o indivíduo é motivado principalmente pelo
interesse, pela satisfação e pelo desafio, não por pressões externas.
Os indivíduos que se engajam em várias atividades criativas, relatam que
buscam este estado; chegando a tolerar a dor física ou psicológica, em sua busca.
Esta busca de concretizar um sonho, um desejo ou até um conforto através da
criatividade, é considerada uma batalha de sobrevivência.
As práticas gerenciais que estimulam a criatividade dividem-se em seis
categorias: desafio, liberdade, recursos, características dos grupos de trabalho,
encorajamento pela supervisão e apoio organizacional. Evidenciamos aqui o critério
“características dos grupos de trabalho” que se faz necessário ter conhecimento
aprofundado do elemento humano e toda a sua diversidade, suas atitudes em
relação aos demais colegas de equipe e aos processos de colaboração, o modo
como solucionam problemas e principalmente, o que os motiva.
De acordo com Kao (1998), a criatividade é a condição essencial para se
estabelecer uma estratégia; entendida aqui como o conhecimento que permite
chegar às novas formas de crescimento; deve ser estimulada em todos desde a alta
gerência a funcionários, clientes, fornecedores, entre outros.

�Podemos dessa forma salientar que o Sibiun procurou agregar valor com a
criação do Sistema de cores em suas bibliotecas, ou seja, uniu o conhecimento e a
criatividade de seus funcionários para criar este sistema, visando familiarizar os
usuários quanto ao uso do acervo das bibliotecas.
O Sibiun precisou mudar, inovar, fazer diferente; para ser diferente. Precisou
abandonar a sua postura tradicional na organização do acervo, unindo a CDU ao
Sistema de Cores para que as áreas do conhecimento se tornassem mais visíveis,
acessíveis e conhecidas dos usuários.
O que aconteceu foi unir idéias existentes em novas combinações, usando o
conhecimento e a criatividade para atender melhor aos nossos usuários.

6 CONCLUSÃO
O Sibiun está sempre buscando novas formas de atender aos seus usuários,
estando atento às necessidades informacionais dos mesmos, procurando conhecer
como esses usuários, buscam e localizam a informação desejada. E o Sistema de
Cores retrata essa preocupação, na qual utiliza as cores e as adapta a um sistema
de classificação tão complexo quanto a CDU procurando aproximar a coleção da
biblioteca de seus usuários.
As bibliotecas devem sempre inovar e para isso precisam trabalhar a
criatividade de seus profissionais, bem como, o mais valioso tesouro, o
conhecimento dessas pessoas, na qual, vão gerar boas idéias e essas vão gerar
mudanças, inovações e novos serviços; somando às atividades já existentes nas
bibliotecas, para atenderem e satisfazerem as necessidades informacionais dos
usuários.
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∗

andretti@univali.br Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede Rua Uruguai, 458 Caixa
Postal 360 CEP: 88302-202 Itajaí SC Brasil
∗∗
grazielle@univali.br Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede Rua Uruguai, 458
Caixa Postal 360 CEP: 88302-202 Itajaí SC Brasil

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O uso de cores no Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI – SIBIUN: dando sentido ao desconhecido.</text>
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                <text>A sobrevivência das bibliotecas e o efetivo exercício de suas atividades dependem não somente de boas idéias sobre mudanças e inovações, mas de cuidadosa atenção sobre como estas mudanças e inovações serão implementadas e gerenciadas.Mudar, inovar e criar; devem somatizar às atividades já existentes nasbibliotecas, implementando sempre rotinas facilitadoras para satisfazer as necessidades informacionais dos usuários.</text>
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                    <text>GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA NILO PEÇANHA DO CEFET/PB:
PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL

Beatriz Alves de Sousa∗

RESUMO
Trata-se da proposta de criação de uma biblioteca digital no Centro Federal de
Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Com objetivo de organizar e
disponibilizar no formato digital a produção intelectual da comunidade cefetiana
(Professores, Técnicos administrativos e Alunos). Propiciar consultas simultâneas e
unificadas dos conteúdos informacionais deste acervo, além de divulgar a produção
técnica e científica da Instituição. Estando as informações armazenadas
eletronicamente de forma digital, estas podem ser recuperadas facilmente para
atender a demanda, ser compartilhada ou reproduzida. Ademais, a difusão da
produção técnica e cientifica é de grande valia para os autores, haja vista a rapidez e
a facilidade com que estes trabalhos chegam ao público, concretizando o retorno do
esforço dispensado e sua valorização profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca digital. Gestão da informação.

1 JUSTIFICATIVA
A quantidade e a diversidade de informações produzidas e suas tendências de
ampliação, no mundo moderno, tem obrigado as bibliotecas adotarem novas formas
de gerir seus trabalhos, associando aos conhecimentos técnico e administrativo as
novas tecnologias de informação, com a finalidade de se adequar a este novo
paradigma.
Atentas ao novo contexto e com o compromisso de oferecerem um serviço de
qualidade, as bibliotecas têm gerenciado seus recursos informacionais visando ao
uso das informações com critérios bem definidos de seleção e análise das mesmas,
daí a importância de iniciativas que Integrem, de forma consistente e padronizada, os

�acervos de documentos existentes na biblioteca presencial (mídia impressa) e mídia
eletrônica, utilizando-se dos recursos tecnológicos e suas aplicações.
As novas tecnologias da informação, incluindo catálogo on-line, bases de
dados, CD-ROM, recursos de multimídia e, mais recentemente, a revolução causada
pela Internet, têm proporcionado novas perspectivas para bibliotecas, uma vez que
promovem a disseminação e o intercâmbio das informações acumuladas, de forma
simultânea, interativa e com um alto grau de velocidade, podendo, ainda, reproduzilas quantas vezes forem necessárias.
Freund (1982) apresenta três aspectos que caracterizam os benefícios das
novas tecnologias nos serviços de informação, “novas formas de comunicação;
aproximação da ciência com a tecnologia e aumento da capacidade intelectual do
homem”.
Para Shimada (1992) “a introdução das novas tecnologias nos serviços de
biblioteca aperfeiçoariam a comunicação, aumentariam o aproveitamento das fontes
de informação, facilitariam o acesso à informação, assim como muitas outras
inovações”.
Shaw (1994 citada por Marchiori 1997), apresenta seis avanços para
bibliotecas produzidos pelas tecnologias e uso dos computadores, “as comunicações
em redes; as publicações eletrônicas; a hipermídia; o trabalho cooperativo; a
realidade virtual e os robôs de conhecimento” para a autora a Internet funciona como
canal de localização e recuperação da informação, auxiliando o bibliotecário a se
tornar um provedor da informação.
A Internet ensejou uma ampla difusão da informação. Supera os limites da
biblioteca seja físico ou geográfico, é de fato o principal meio de comunicação, e
suas tecnologias estão mudando a forma de circulação da informação no mundo. No
entanto, a grande quantidade de dados e informação disponíveis, a ausência de
organização e a falta de ordem na sua utilização, implicam falta de precisão e

�confiabilidade

das

informações

no

momento

de

sua

recuperação,

conseqüentemente, dificulta a realização de pesquisas de forma substantiva,
eficiente.
De acordo com Fernandez – Aballi (1999), o volume e a variedade de
informação manipulada pela rede constitui em falha na hora da busca, pois além de
faltar um tratamento técnico especifico, essas informações podem desaparecer da
rede sem deixar vestígio, basta para isso quem a colocou decidir eliminá-la ou trocar
a sua identificação. O autor chama atenção para relevância e pertinência das
informações em virtude dos mecanismos de busca ainda estarem compatíveis com
os padrões da informática e não com o conteúdo das informações.
Cronim e Mckim (1999), alerta para três problemas relacionados com
documentos disponíveis na Web “a legitimidade de autoria, a dificuldade de
estabelecer autenticidade e a vulnerabilidade das informações”. Para os autores
Pohlmann filho; Campos, Raabe (2003), o fato do volume de informação acessível
pela Internet crescer exponencialmente, impossibilita a sua organização e mesmo a
utilização de potentes indexadores não têm sido suficientes para busca de
informação desejáveis a uma pesquisa.
A informação disponibilizada, na Internet, além de não seguir nenhum critério
de ordenação, trata de uma infinidade de temas, sob diferentes enfoques, registrados
em diferentes idiomas o que para os autores Marcondes e Sayão (2002)
representam problemas para sua recuperação, ademais os mecanismos de busca
indexam de forma automática extraindo palavras e adicionando isoladamente junto
da página em uma base de dados de consulta sem se preocupar com interrelacionamento das páginas que formam os sites. “Os programas-robôs dos
mecanismos de busca só enxergam páginas HTML estáticas quando fazem sua
rotina de indexação, deixando de considerar grande quantidade de informação sob a
forma de registros contidos em bases de dados disponíveis na internet.”

�Diante destes fatos, uma quantidade enorme de informação contida na
Internet torna-se invisível e deixa de ser recuperada.
Seguindo este pressuposto, recuperar com eficiência as informações contidas
na Internet representa um grande desafio a ser enfrentado pelos núcleos
processadores de informação. Para Barker (1994 citado por Rosetto, 2002), a
proposta de construção de bibliotecas eletrônicas, virtuais e digitais entre outros
estudos representa bases eficientes para bibliotecas solucionarem estes problemas e
consolidarem suas funções.
Com o objetivo de expandir e aperfeiçoar os serviços de informação
oferecidos pela Biblioteca Nilo Peçanha – CEFET/PB e torná-los convenientes a
seus usuários, apresentamos esta proposta, que visa à criação de uma biblioteca
digital seu propósito é disponibilizar para os usuários desta biblioteca, a produção
intelectual da comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos)
para o uso local ou reprodução por meio eletrônico.

2 CONCEITOS
A biblioteca digital é mais um subsídio à pesquisa e traz possibilidades de
convergências dos registros impressos x digitais
Segundo Marchiori (1997), a biblioteca digital se difere das demais porque
suas informações existem somente de forma digital, podendo residir em meios
diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (disquetes, winchester,
CD´s, Internet, etc.). Desta forma, esta biblioteca não contém livros na forma
convencional e a informação pode ser acessada em locais específicos ou
remotamente, por meio de redes de computadores.
Lemos (1998), conceitua biblioteca digital como sendo

�uma biblioteca que teria, além do seu catálogo, também os textos dos
documentos de seu acervo, armazenados de forma digital, permitindo
sua leitura na tela de um monitor ou sua importação para um disco
rígido que funciona como porta de acesso à Internet, sem desprezar
toda uma gama de opções que o sistema de hipertexto poderá
oferecer em termos de interligações de sites na Internet.

A biblioteca digital consiste em uma coleção de diferentes tipos de materiais
(recursos) armazenados, processados e transferidos via digital. Oferece serviços e
referências que são entregues, em meio digital, a uma ou várias comunidades de
usuários, por meio de redes de computadores. É suportada por sistemas e normas
internacionais

que

promovem

o

acesso

universal

e

efetivo

ao

conteúdo.(FERNANDEZ – ABALLI 1999).
Sem a idéia de definir o que seja uma biblioteca digital, em virtude de sua
evolução no processo de desenvolvimento tecnológico, e da sociedade em geral;
lançamos mão destes conceitos para embasar o projeto de construção da Biblioteca
Digital do CEFET/PB.

3 OBJETIVOS
GERAL
•

Organizar e disponibilizar em formato digital, a produção intelectual da
comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos).

ESPECÍFICOS
•

Digitar e digitalizar os documentos produzidos pela comunidade do CEFET/PB
e torna-los acessíveis aos usuários;

•

propiciar aos usuários consultas simultâneas e unificadas aos conteúdos
informacionais deste acervo;

•

divulgar a comunidade a produção técnica e cientifica da Instituição;

�•

divulgar projetos, em andamento, desenvolvidos pelo CEFET/PB;

•

proporcionar o acesso à base de dados e links que disponibilize informações
sobre a temática definida para esta biblioteca.

4 ESTRUTURA DA BIBLIOTECA DIGITAL
4.1 FICHA TÉCNICA
•

Denominação
Biblioteca Digital CEFET/PB (bdcefet/pb)

•

Pessoal
Um bibliotecário especializado em análise da informação.
Um técnico em informática e suas aplicações.
Um digitador.

•

Equipamentos
Um microcomputador.
Um scanner.
Uma impressora.

•

Comunicação
Conexão com a Internet – Intranet.
Endereço.

4.2 FORMAÇÃO DO ACERVO
1. Processar a coleção existente na biblioteca,
2. solicitar dos autores suas produções a fim de incluí-las no acervo,

�3. reunir informações relevantes e pertinentes à temática proposta e armazená-las
eletronicamente.
Como ainda não existe no Brasil uma lei que preveja, especificamente, as
questões de direitos autorais relacionadas com edição de documentos digitais, esta
biblioteca obedecerá aos seguintes critérios:
1. A reprodução de parte de obras ou até mesmo da obra completa só pode ser feita
se a obra tiver fins didáticos ou científicos como permite a lei vigente,
devidamente referenciada.
2. Quando houver necessidade de disponibilizar uma informação que estiver
impressa, mas, não digitalizada, é necessário solicitar autorização ou do autor ou
do responsável pelo site em que se encontra a informação.

Com relação ao processo de seleção da coleção
1. Saber identificar o padrão de qualidade do documento principalmente a
precisão e a credibilidade das informações contidas no documento;
2. saber identificar o valor das informações, distinguindo as informações de
caráter efêmero das informações de caráter duradouro;
3. dar preferência a uma coleção que estimule a formação do pensamento
crítico, em detrimento dos materiais que já trazem conceitos formados;
Com relação ao processo de análise conceitual
É a base do processo de recuperação da informação, consiste em determinar
o conteúdo temático e informativo do documento, de forma que atenda tanto ao
objetivo do sistema de informação, como às necessidades do usuário.
•

Identificação da temática do documento;

•

delimitação das idéias (geral principal e secundárias);

•

identificar todo assunto mencionado no documento;

�•

identificar os termos possíveis que interessem aos usuários do sistema de
informação;

•

condicionar a quantidade de descritores utilizados para representar o
documento com eficiência;

•

particularizar o máximo a informação, escolhendo os conceitos mais
específicos;

•

elaborar link (itens de ponderação) para que os usuários possam selecionar
os termos que sejam mais apropriados aos seus objetivos;

•

precisão, relevância das informações para atender as necessidades dos
usuários.
Com relação ao processo de digitalização
•

Definir o tipo de imagem;

•

definir o tamanho dos artigos;

•

definir a forma de armazenamento;

•

padronizar e estruturar os mecanismos de identificação e busca das
informações eletrônicas;

•

definir o protocolo de comunicação de busca, e.

•

criar a interface.

4.3 ARQUITETURA

A arquitetura da biblioteca digital do CEFET/PB será construída por técnicos
da área de informática que se preocupará com:
•

Padrões de metadados e protocolos usados,

•

linguagem,

�•

interface,

•

banco de dados e suas aplicações

•

divulgação (URL)

A Biblioteca digital do CEFET/PB (bdcefetpb) permanecerá em constante
construção e tem a preocupação de servir de ponto de acesso a um conjunto de
informações pertinentes aos interesses da comunidade cefetiana, em particular,
professores e alunos dos cursos tecnológicos.
O acervo será organizado de forma que seus usuários possam acessar
através da web, para consulta local e dawnload.
REFERÊNCIAS

CRONIM, Blaise; MCKIM, Geoffrey. Internet. In: A INFORMÁTICA: tendência para o
novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. 210p. p. 63-79.
FERNANDEZ
–
ABALLI,
Isidro.
Biblioteca
digital.
Disponível
em:
&lt;www.unesco.gov/web Word/publicacons unisist_24_1 rtf &gt;.Acesso em: 20 jan. 2004
FREUND, George Eduardo. Impactos da tecnologia da informação. Revista Ciência
da Informação, Brasília, v. 11, n.2, p.17-22, set./dez. 1982.
LEMOS, Antonio Agenor Briquet de. Bibliotecas. In: CAMPELLO, Bernadete santos;
CAMPOS, Carlita Maria. Fontes de informação especializada: característica e
utilização. Belo Horizonte: UFMG, 1988.139p.
MARCHIORI, Patrícia Z. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Revista Ciência da Informação, v. 26,
n.2, p. 115 - 124, maio/ago. 1997.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Revista
Ciência da Informação, Brasília, v.31, n.3, p.42-54, set./dez.2002.

�POHLMANN FILHO, Omer; CAMPOS, Márcia de Borba; RAABE, André. Guia para
Criação de bibliotecas virtuais. Disponível em:
&lt;http://www.bibdigital.pucrs.br/bibdigital/acervo/kits/kitbd001.pdf&gt;..Acesso em: 20
jan. 2004
ROSETTO, Márcia. Uso de protocolo Z39.50 para recuperação de informação
em redes eletrônicas. Disponível em: &lt;http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves&gt;.
Acesso em: 22 jun. 2002.
SHIMADA, Anara Márcia Sizuko. Introdução às novas tecnologias, com enfoque
especial em videotexto. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,
São Pulo, v.25, n.1/2, jan./jun.1992.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Av. 1. º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430. e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br CRB4/1090

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                <text>Gestão da informação na Biblioteca Nilo Peçanha do CEFET/PB: proposta de criação de uma biblioteca digital.</text>
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                <text>Trata-se da proposta de criação de uma biblioteca digital no Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Com objetivo de organizar e disponibilizar no formato digital a produção intelectual da comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos). Propiciar consultas simultâneas e unificadas dos conteúdos informacionais deste acervo, além de divulgar a produção técnica e científica da Instituição. Estando as informações armazenadas eletronicamente de forma digital, estas podem ser recuperadas facilmente para atender a demanda, ser compartilhada ou reproduzida. Ademais, a difusão da produção técnica e cientifica é de grande valia para os autores, haja vista a rapidez e a facilidade com que estes trabalhos chegam ao público, concretizando o retorno do esforço dispensado e sua valorização profissional.</text>
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                    <text>ENSINO À DISTÂNCIA: COMO AS BIBLIOTECAS DO FUTURO PODEM
CONTRIBUIR PARA O APRENDIZADO DO ALUNO OFF-CAMPUS.
Andréa Pereira dos Santos∗
Suely Gomes∗∗

RESUMO
Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Definese o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais,
virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as
bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus.
Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o
trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de
qualquer projeto pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino à Distância. Bibliotecas Híbridas. digitais e virtuais.
Bibliotecas e Ensino à Distância.

INTRODUÇÃO

As novas tecnologias da informação ampliaram as possibilidades de
comunicação entre os povos e nações. Acabaram-se as barreiras de espaço e
tempo. A informação chega ao receptor em qualquer lugar que este esteja.
Assim como a comunicação, a educação sofre também mudanças
significativas. Para se estar em uma faculdade não é mais preciso sair de casa.
Sua formação pode ser adquirida, bastando para isso um microcomputador,
conectado à rede através de linha telefônica e disposição para estudar.
A Internet revolucionou a educação, a comunicação e a informação.
Muitas escolas e faculdades usam a rede das redes para ampliar as
possibilidades de aprendizagem das pessoas. Pode-se buscar aperfeiçoamento,

�participando desde cursos simples, como utilização de um programa, até graus
mais elevados como a graduação e pós-graduação, sem sair de casa.
Depois dessa revolução, com a educação e a explosão de cursos via
Internet, percebeu-se uma preocupação quanto à qualidade desses cursos e
como estes oferecem informações complementares ao aprendizado dos alunos.
Ou seja, nos cursos comuns, presenciais, as pessoas que freqüentam uma
faculdade tem o direito de ter acesso a uma biblioteca. Então, os alunos de um
curso à distância também deveriam ter esse mesmo direito. Em outras palavras, a
instituição, tanto no caso do ensino presencial quanto no do ensino à distância,
tem a obrigação de oferecer condições adequadas para que aluno obtenha
sucesso no seu empreendimento, independente da natureza de seu vínculo com
a instituição.
Então a questão é: como? As bibliotecas sem paredes - sejam elas,
digitais, virtuais ou híbridas – têm sido apontadas como uma provável solução.
O objetivo do presente trabalho é, através da revisão da literatura, apontar
as contribuições das bibliotecas na formação do aluno off campus.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Ensino à distância é o termo utilizado para designar o método de instrução
na qual a interação entre aluno e professor ocorre de forma intermediada por
ferramentas tecnológicas, sejam convencionais (como correio, rádio, televisão)
sejam mais modernas como a Internet (NASCIMENTO TROMPIERI FILHO
(2002).
Holmber, citado por Belloni (1999), afirma que o termo
educação a distância cobre várias formas de estudo, em todos os
níveis, que não estão sob a supervisão contínua e imediata de
tutores presentes com seus alunos em salas de aula ou nos
mesmos lugares, mas que não obstante beneficiam-se do
planejamento, da orientação e do ensino oferecido por uma
organização tutorial.

�Ao contrário do que se possa imaginar, a institucionalização do ensino à
distância se deu em meados do século XIX nos Estados Unidos e Na Europa,
onde eram oferecidos, pelos correios, cursos de datilografia, taquigrafia, línguas
estrangeiras e instrução para adultos. O advento do rádio e da televisão
possibilitou a difusão e a diversificação dos cursos à distância por diversos
países.
No Brasil, os primeiros cursos à distância foram criados em 1904, “(...)
consagrados em 1939, com a criação do Instituto Monitor, e em 1941, com o
Instituto Universal Brasileiro” (Wilke).
Até recentemente, os cursos à distância eram depreciados, talvez por ter
se transformado em uma segunda oportunidade de estudos para aqueles que
fracassaram em uma instância escolar convencional. Transcorreram várias
décadas até que esta modalidade de ensino se estabelecesse como uma
modalidade de ensino competitiva (ABED).
Segundo a ABED, atualmente o ensino à distância não pode ser mais
reduzido aos cursos por correspondência (correios) ou à teleducação (rádio e
televisão).

Essa modalidade de ensino ganhou novas dimensões graças aos

sistemas integrados (computador, multimídia, redes locais, nacionais ou
internacionais, Internet e escolas virtuais) que viabilizam a autonomia do aluno em
relação a escolha do espaço e tempo para o estudo. Paralelamente, deixa de ser
visto como instrumento para resolver os problemas daqueles que não tinham
condições de freqüentar escolas convencionais e passa a ser uma opção para
assegurar melhores posições no mercado de trabalho, oportunizando o
aprendizado permanente e continuado, inclusive em nível de mestrado e
doutorado.
Enquanto que no exterior a concepção de universidade virtual ganhou força
na década de 701, no Brasil, esse movimento começa a ganhar impulso a partir
de 1996, com a reforma educacional promovida pela lei 9394/96 (LDB) (WILKE).

1

A Open University funciona desde 1971, na Inglaterra; a Universidade Nacional à Distância (Espanha) e a
Universidade Aberta (Portugual) foram fundadas em 1989.

�Além disso, o Conselho Nacional de Educação, através da Resolução no. 1,
de 3 de abril de 2001, estabelece as normas para funcionamento de cursos à
distância

nos

diversos

níveis:

fundamental,

médio,

técnico,

superior,

profissionalizante e pós-graduação. O trâmite para reconhecimento dessa
modalidade de ensino é o mesmo aplicável aos cursos presenciais.
Pesquisa

coordenada

por

Vianney

(apud

WILKE)

identifica

32

universidades que obtiveram autorização do MEC para atuarem em educação a
distância. Informa ainda que haviam 84.397 alunos matriculados em 60 cursos em
nível de graduação.
Como forma de garantir a qualidade, o MEC estabeleceu indicadores de
qualidade para a autorização de cursos de graduação à distância2. Assim, na
construção de um programa de graduação à distância, a instituição deverá, entre
outras medidas:
•

dispor de acervo atualizado, amplo e representativo de livros e periódicos,
acervo de imagens, áudio, vídeos, sites na Internet, à disposição de alunos
e professores;

•

adotar procedimentos que garantam o atendimento a cada aluno,
independente do local onde ele esteja (por exemplo: confeccionar
embalagens especiais para entrega e devolução segura dos livros,
periódicos e materiais didáticos);
Esses indicadores reforçam a necessidade de se pensar a infra estrutura

informacional de apoio aos alunos off campus.

BIBLIOTECAS DIGITAIS E VIRTUAIS E BIBLIOTECAS HÍBRIDAS
As bibliotecas, como organismos sociais e, portanto, reflexos de seu
contexto histórico social, sofreram, ao longo de suas existências, alterações
2

Para cursos de nível fundamental e médio, inclusive técnico, esses indicadores são definidos pelos Conselhos
Estaduais de Educação, órgãos responsáveis pela normatização, autorização e supervisão desses níveis de ensino
(conforme Decreto 2.561, de 27 abril de 1998).

�substanciais nas suas concepções. Cunha (2000, p. 75) identifica 4 etapas da
evolução

das

bibliotecas:

a

era

da

biblioteca

tradicional;

a

biblioteca

automatizada; a biblioteca eletrônica; a biblioteca digital e a biblioteca virtual

(fig.1)

Ohira e Prado (2002) caracterizam os três primeiros momentos da seguinte
forma:
•

No primeiro momento, tem-se uma biblioteca tradicional com seu espaço físico
bem delimitado, com seus serviços e produtos de forma mecânica (...). A
revolução na biblioteca aconteceu com a introdução dos catálogos em fichas e
o abandono do catálogo sob forma do livro. Esta etapa compreende de
Aristóteles até o início da automação em bibliotecas.

•

No segundo momento, a biblioteca contemporânea utiliza a tecnologia dos
computadores nos seus serviços meios e fim, considerados os primeiros
passos rumo à biblioteca eletrônica (...). Com o acesso on-line aos bancos de
dados por meio dos processos de recuperação e disseminação da informação.

•

Em terceiro momento, a biblioteca contemporânea utiliza a informação no
suporte digital com o advento do suporte em CD-ROM. Com o surgimento da

�Internet, a biblioteca ganha nova dimensão: deixa de ter somente um espaço
físico e ganha um novo espaço - o ciberespaço.
Neste terceiro momento da evolução das bibliotecas, ocorre uma confusão
terminológica. Tanto na literatura nacional quanto na internacional, não existe
consenso sobre a definição de biblioteca digital, eletrônica e virtual (OSHIRA;
PRADO, 2000). Alguns autores utilizam esses termos como sinônimos. Cunha
(1999) esclarece que o termo “biblioteca eletrônica” é o preferido dos britânicos
para se referirem à biblioteca digital e biblioteca virtual.
Para Marchiori (1997) e Cunha (1999) a biblioteca digital difere das demais
porque a informação que ela contém existe apenas na forma eletrônica, podendo
ser acessada em qualquer lugar por meio de redes de computadores.

Já

biblioteca virtual é conceituada como um tipo de biblioteca que para existir
depende da tecnologia da realidade virtual, i.e, de aplicação de programas que
simulem estruturas físicas da biblioteca (andares, salas, estantes), ordenando os
recursos de informação que ela contém. Para Macedo &amp; Modesto (1999, p. 52), a
biblioteca virtual é “mais uma ambiência da realidade não presencial, depende de
recursos mais complexos”. Assim, a maioria das bibliotecas denominadas virtuais
trata-se de bibliotecas eletrônicas.
Não cabe a esse trabalho tentar diferenciar todos esses tipos de
bibliotecas, mas sim apontar a importância delas no suporte a educação à
distância. Para facilitar o estudo chamaremos esse grupo de bibliotecas virtuais e
digitais.
Além desse grupo ainda existe um segundo tipo de biblioteca chamada
híbrida. Ohira e Prado (2002) definem biblioteca híbrida como uma fase de
transição da biblioteca tradicional para a digital. Garcez e Rados (2002), afirmam
que a
biblioteca híbrida é designada para agregar diferentes tecnologias,
diferentes fontes, refletindo o estado que hoje não é
completamente digital, nem completamente impresso, utilizando
tecnologias disponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor
dos dois mundos (o impresso e o digital)

�Esses diferentes tipos de formatos de acesso à informação permitem ao
usuário várias maneiras em que ele pode conseguir a tal informação. Pois como
sabemos, por mais vasta que seja a gama de informações que conseguimos pela
Internet, pelas bibliotecas Virtuais e digitais, essas não substituem o livro
impresso. E é essa a vantagem de uma biblioteca híbrida, permitir que a
informação seja recuperada através de vários formatos. Uma vez que o universo
do mundo impresso ainda é maior que o do mundo virtual ou digital.
Independente da conceituação, observa-se que esses quatro momentos,
que caracterizam a história e a evolução das bibliotecas, deixam claro, que
apesar das mudanças, a função principal da biblioteca, seja ela com ou sem
paredes, continua sendo o de armazenar e disseminar a informação. O que na
verdade muda é a forma como armazenamos e disseminamos tais informações.
Hoje, mais fácil e rápido do que antigamente. Apesar de ainda passarmos por
problemas com a grande explosão informacional. Onde temos desde problemas
como plágio até problemas com a falta de veracidade das informações.
Compete às novas bibliotecas organizar e fiscalizar as informações
pertinentes a área de atuação do curso, dando a estas, informações suporte
tecnológico que permita aos usuários uma interface amigável, clara e precisa.
Com isso, busca-se evitar pesquisas exaustivas e grande quantidade de
referencias com baixa precisão.

BIBLIOTECAS

DIGITAIS,

VIRTUAIS

E

HÍBRIDAS

NA

EDUCAÇÃO

À

DISTÂNCIA.
O trabalho das bibliotecas e consequentemente o trabalho do bibliotecário
no Ensino à Distância, ao contrário do que se possa imaginar, será ainda mais
necessário e de grande importância do que até mesmo o trabalho daquele
bibliotecário que atende aos seus usuários presenciais. Isto porque, seja a
biblioteca híbrida, virtual ou digital, o bibliotecário terá de fazer todo trabalho de
operação de busca, recuperação (ir à estante, tirar cópia, escanear ou enviar pelo

�correio etc.). Com isso quebra aquela idéia de que o usuário não dependerá mais
do bibliotecário.
Nas bibliotecas essencialmente digitais ou virtuais, os bibliotecários devem
organizar as informações de maneira amigável e facilitada aos usuários. E estar
sempre conectado à Internet pronto para responder questionamentos dos
usuários e indicar, sempre que necessário, páginas da Web ou locais onde
podem ser acessadas informações, as quais, não estão disponíveis na biblioteca
virtual/digital ou híbrida da sua instituição de Ensino à Distância.
Rodrigues citado por Blattmann e Belli (2000), afirmam que
é comum a todas (bibliotecas digitais, eletrônicas e virtuais), a
ênfase colocada no acesso remoto ao conteúdo e aos serviços
das bibliotecas e outras fontes de informação, na possibilidade de
reproduzir, emular e ampliar os serviços das biblioteca
tradicionais, aproveitando as potencialidades do armazenamento
e comunicação digitais para desenvolver serviços mais
personalizados e amigáveis, para promover o acesso e utilização
de informação multimídia e reduzir as barreiras de distância
(geográfica e organizacional) e tempo noa acesso à informação.

Então seja ela qual for, a biblioteca deve respeitar essas características
citadas acima por Rodrigues, para que assim o ensino à distância não seja
frustrante para o aluno acima de tudo e com isso buscando atender
exclusivamente as necessidades do usuário. Garcez e Rados (2002) afirmam
que:
que os bens e serviços oferecidos aos usuários devem ser
integrados (biblioteca híbrida) proporcionando a flexibilização
necessária para a oferta de serviços de qualidade, que agreguem
valor, adaptados à diversidade de usuários e diferentes locais
para viabilizar o produto, com foco no cliente, já que cada pessoa
ou grupo tem uma diferente necessidade de informação. E este o
papel destas bibliotecas: identificar pequenos grupos de usuários
e oferecer serviços mais especializados de valor agregado, com
grande flexibilidade e criatividade em sua realização e forma, por
meio do diagnóstico do que o usuário deseja, realizado de forma
continuada.

A biblioteca que tem como dever dar suporte ao ensino á distância deve
oferecer serviços ao usuário de maneira que este possa se sentir como se

�estivesse sendo atendido na própria biblioteca. Como ser isto possível? Em um
primeiro momento poderia criar um serviço de consulta de referência em que o
bibliotecário estivesse conectado em um chat, sendo possível assim esclarecer
maiores dúvidas a respeito do sistema e também esclarecer ao usuário como ele
pode adquirir algumas informações.
Deve ser disponibilizado ao usuário a troca de informações via email e
também por telefone e as informações contidas no site devem ser interativas e de
fácil acesso. Pois como dito por Garcez e Rados (2002), "quanto maior a
habilidade de flexibilização, maior será a satisfação do cliente, uma vez que a
biblioteca estará excedendo as suas expectativas".
Pensando assim, chega-se a conclusão que a melhor biblioteca para
atender a essa flexibilização seria a biblioteca híbrida pois ela é, segundo Garcez
e Rados (2002),
designada para agregar diferentes tecnologias, diferentes fontes,
refletindo o estado que hoje não é completamente digital, nem
completamente impresso, utilizando tecnologias disponíveis para
unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos (o impresso
e o digital).

Então como funcionaria o acesso a informações por alunos off-campus?
Garcez e Rados (2002), propõem um processo para atender tais alunos o
processo seria:
Acesso à informação, para o usuários off-campus, inicia-se via Internet,
correio eletrônico, telefone e fax, ou mesmo localmente em bibliotecas
consorciadas; o usuário efetua a busca por informação, que pode ser por
meio de acesso às bases de dados, como biblioteca híbrida (digital e
local), isto é, fontes internas e/ou catálagos Opac local (Online Public
Access Catalogue) (telnet/web) e Copac (Curl Online Public Access
Catalogue), recursos remotos da Web e canais informais, que estão
disponibilizados no home site das bibliotecas acadêmicas; escolhe a(s)
base(s) e efetua a pesquisa; obtém a informação, se estiver
disponibilizada, e/ou solicita a informação; se a informação não for
relevante, reinicia a pesquisa.

O documento do Guidelines for Distance Learning Library Services arrola
ainda alguns serviços essenciais que a biblioteca deve oferecer ao aluno offcampus:

�-serviços de referência;
-serviços bibliográficos e informacionais baseados em computador;
-acesso confiável, rápido e seguro às redes da instituição e outras, inclusive à
Internet;
-serviços de orientação;
-programa de instrução ao usuário destinado a habilitá-lo a usar com
independência recursos informacionais ao mesmo tempo em que satisfaz as
necessidades de alunos e professores dos programas à distância;
-auxílio com equipamento e midia não-impressa;
-acordos para empréstimos entre bibliotecas respeitando as práticas de "fair use"
da lei de copyright;
-serviço de entrega rápida de documentos tais como transmissão eletrônica e
malotes;
-accesso a serviços de reserva de materiais, respeitando as políticas de "fair use"
-horários adequados de serviços, tendo em vista maximizar oportunidades de
acesso pelos usuários;
-promoção de serviços bibliotecários para a comunidade dos cursos à distância,
incluindo políticas documentadas e atualizadas, regulamentos e procedimentos
para o desenvolvimento sistemático da administração dos recursos.
Apesar de Muller (2000), acrescentar que recomendações
estão

longe

da

realidade,

as

bibliotecas

podem

procurar

ainda

atender

as

recomendações mais desejadas pelos alunos off-campus. Como fazer isso?
Através de um planejamento bibliotecário unido ao estudo de usuários e adaptar
cada serviço à realidade da instituição. O que não se pode deixar nunca de lado é
a opinião do usuário, que é nosso objetivo final: atende-lo cada vez melhor.
Pela leitura feita em diversos artigos, acredita-se que a melhor
biblioteca a contribuir para ensino à distância seria a biblioteca híbrida que é a
mistura da biblioteca tradicional com a biblioteca digital. Isso porque, como já
afirmado anteriormente, a biblioteca Híbrida possui o melhor dos dois mundos. Já
que a realidade impressa impera sobre a digital e virtual.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como vimos, existem várias maneiras de aliar qualidade com comodidade;
ou seja, as novas tecnologias de informação e comunicação permite que
troquemos, enviemos e armazenemos informações em tempo real. O que resta
então, é podermos trabalhar de forma conjunta de modo a oferecer ao nosso
usuário a opção mais fácil, eficaz e eficiente do usuário conseguir o que quer.
É importante que saibamos administrar bem nossa biblioteca, seja ela
virtual, digital ou híbrida, para oferecer condições favoráveis ao ensino à
distância. Administrando-a bem, oferecendo serviços que satisfaçam às
necessidades dos usuários, conseqüentemente contribuiremos para um ensino de
qualidade e facilitaremos o acesso a informação.
O Guidelines for Distance Learning Library Services citado por Mueller
(2000) acrescenta ainda que
Os recursos e serviços bibliotecários nas instituições de ensino
superior devem satisfazer as necessidades de todo o corpo
docente, discente e técnico, onde quer que esses indivíduos
estejam localizados, seja no campus universitário principal, fora do
campus, em programas de ensino à distância ou extensão ou
quando não há nenhum campus; em disciplinas cursadas por
créditos ou não; em programas de educação continuada; em
disciplinas presenciais ou transmitidas eletronicamente; ou
qualquer outro meio de educação à distância.

É conveniente ressaltar as dificuldades para implantação de um serviço de
bibliotecas para o ensino à distância: colaboração entre as instâncias da
universidade, ou seja, nem todos os departamentos estão preparados para
atender os alunos off campus; infra estrutura tecnológica e humana para manter e
desenvolver o sistema. Nas universidades públicas a questão pessoal é uma das
maiores dificuldades, pois, com atendimento online, o prestador de serviço deve
fazer inclusive o papel que seria do aluno: tirar cópia, selecionar textos, folhear
livros etc.

�Cabe, então, aos coordenadores destes cursos estudarem a melhor
maneira, o melhor serviço e também o melhor tipo de biblioteca capaz de atender
a tais necessidades de informação.

DISTANCE TEACHING: AS THE FUTURE LIBRARIES CAN CONTRIBUTE TO
THE STUDENTS OFF CAMPUS
ABSTRACT
It discusses the contribution of future libraries for the distance teaching. It is
defined that understand for the distance teaching and the future libraries: digital,
virtual and hybrid. Through the analysis of the literature, It tries to answer as the
libraries of the future can contribute for the student's off campus formation. It is
ended that will be rendered the librarian's work in spite of changing the way as the
services is revealed of significant importance for the success of any pedagogic
project.
KEY WORDS: Distance teaching. Libraries: hybrid, digital and virtual. Libraries
and distance teaching.
REFERÊNCIAS
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Disponível em
&lt;http://www.rj.senac.br/psenac/ead/portalcte/areas/estudo%20faz%20censo.htm&gt;
Acessado em 10 Jul 2004.

∗

Bibliotecária Coordenadora da Biblioteca Jorge Félix de Souza do Centro Federal de Educação
Tecnológica de Goiás - Rua 75 no. 46 Setor Central - Goiânia Go - CEP 74055-110 – Brasil –
Fone : (62) 212-5050 ramal 106 andreaps@cefetgo.br
∗∗
Professora Doutora do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás - Campus II Samambaia. CEP 74000 -000 –
Brasil – Fone: 521 1335 suely@facomb.ufg.br

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                <text>Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Define-se o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais, virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus. Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de qualquer projeto pedagógico.</text>
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                    <text>COLEÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES: CONTRIBUIÇÃO DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO*

Ana Esmeralda Carelli∗

RESUMO
Resumo O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios
constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários
têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na
diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas
deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação.
Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção
das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas
universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que
dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma
a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as
dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação
comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro
Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia,
temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a
produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os
títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na
autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados
preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de
Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do
gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino
fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e
material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento
predominam nas pesquisas educacionais analisadas.

INTRODUÇÃO
O século XXI, inaugurado recentemente, vem sendo marcado por
profundas mudanças. Witter (2002, p.213) destaca o impacto que todas estas
mudanças têm provocado na qualidade de vida humana, afirmando que a
... Ciência passou a ter um papel decisivo em todas as áreas de
atividade humana, afetando tanto a vida em sociedade como a
privada, embora nem todas pessoas percebam estas relações de
forma precisa.

�A ciência é produto da pesquisa. A geração de novos conhecimentos
científicos depende de condições definidas previamente. Meadows (1999) sugere
que, para a realização da pesquisa científica exige-se alto nível de conhecimento
especializado, obediência aos padrões apropriados de competência dos
envolvidos no processo e ainda, conforme propõe Buriti (1999), demanda senso
de observação, olhar crítico, análise apurada por meio de investigação
apropriada, gerando assim novas contribuições. Conclui afirmando que produzir
Ciência é realizar e divulgar pesquisas.
Diante da competitividade por novos avanços científicos, exigências de
inovação dos produtos no cenário científico e tecnológico, os governos de todos
os países, gradualmente perceberam a necessidade de analisar criticamente suas
políticas científicas e tecnológicas, em função desta conjuntura, o que implica
dizer, na produção científica decorrente.
Na maioria dos países desenvolvidos o financiamento das atividades de
pesquisa e desenvolvimento é resultante da parceria do Setor Público e Privado.
(Domingos, 1999). Com esta parceria, as pesquisas produzidas devem
corresponder às expectativas do governo, da iniciativa privada, da própria
sociedade, com o apoio de todos os segmentos. (Buriti, 1999).
Portanto o desenvolvimento da ciência deve estar atrelado a sociedade,
contemplando fundamentalmente, a solução de seus problemas. (Buffren, 1996;
Freitas, 1998). Cabe à sociedade definir a ciência, que precisa e deseja, impondo
limites e orientações e objeções a tudo que ameaça a humanidade.(Miranda,
2002, p.90).
O mesmo parecer compartilha Domingos (1999) ao comentar que o avanço
tecnológico das últimas décadas teve forte impacto no estilo e qualidade de vida.
Chama atenção inclusive para o fato de que algumas descobertas foram
catastróficas, lembrando então que o desenvolvimento da ciência deve ser visto
com prudência, não desvinculado dos interesses da sociedade.
Nesta relação entre ciência e sociedade, há uma influência mútua e o
contexto sócio-histórico deve ser considerado nesta análise, como sintetiza Witter
(1999).
A ciência pode ser caracterizada como atividade institucional, produzida
normalmente, nos institutos de pesquisa e nas universidades, principalmente nos

�cursos de pós-graduação evidenciando estreito vínculo entre atividades de
pesquisa e programas de pós-graduação.
Uma das funções inerentes da ciência é disseminar conhecimento.
(Macias-Chapula, 1998), sendo este um de seus aspectos de maior visibilidade,
acrescenta Spinak (1998). Vários outros autores enfatizam isto, quando Buriti
(1999) e Lima (1999) afirmam que a pesquisa só cumpre sua efetividade, para
geração de conhecimento, para o avanço da ciência e da sociedade, quando
publicada.
A produção do conhecimento científico ocupa papel essencial na pesquisa,
um componente desse conhecimento é a literatura científica.
A literatura científica explicita a relação da ciência, pesquisa e produção do
conhecimento como partes essenciais do sistema científico.
As formas textuais da produção da ciência podem assumir formas distintas,
como: artigos, livros, teses e dissertações e para cada um destes corresponde um
discurso específico, dentro do discurso científico.(Domingos, 1999).
Com o crescimento desta produção, e de todos estes formatos e outros, o
bibliotecário enfrenta o grande desafio para a formação e desenvolvimento de
coleção, que como sugerem Levell e Myers (2003), as atividades do
desenvolvimento de coleção são atividades importantes e contínuas de todas as
bibliotecas, sobretudo neste momento, com a incumbência de disponibilizar tanto
os recursos informacionais: impresso como os recursos disponíveis on-line. Agee
(2003, p.137) ilustra esta situação, ao afirmar que “a seleção de materiais é o
coração da aquisição acertada, e a melhor maneira de construir uma coleção de
qualidade”.
Neste contexto torna-se oportuno realizar estudos de produção cientifica,
considerando o crescimento vertiginoso da literatura, que é produzida em todas
as áreas do conhecimento.
Assim buscou-se estudar a produção das dissertações e teses sobre
leitura, de quatro Instituições de Ensino Superior (IES) paulistas nos programas
de Pós-Graduação em Educação e Psicologia, abrangendo a década de 90

�(1990-1999). Tendo por objetivo a descrição desta produção científica quanto aos
aspectos do: nível do trabalho; título, autoria, tipo de trabalho, classificação
temática; tipologia dos participantes das pesquisas analisadas e locais de
pesquisa.

RESULTADOS

Cabe inicialmente quantificar o total de trabalhos analisados, conforme
apresentado na Tabela 1, sendo um montante de 122 dissertações e teses. As
IES com maiores produções foram: a USP com 41 e a PUC-SP com 38 trabalhos.
As dissertações e teses têm se caracterizado como importantes
contribuições para o conhecimento científico, sobretudo pelos temas enfocados,
atualidade e relevância da bibliografia, e rigor metodológico destas pesquisas.
Estes trabalhos possibilitam a verticalização do conhecimento. As teses são
particularmente importantes porque além de serem trabalhos originais, no sentido
de novidade, trazem diferenciais e inovação, por vezes relevantes. Os resultados
obtidos nesta variável estão disponíveis na Tabela 2, onde está explicitado que as
dissertações têm maior produção em três das IES estudadas e somente a USP
tem maior produção de teses. A figura 1 facilita a visualização destes resultados.
A média global do número de vocábulos do título, dos trabalhos analisados,
está dentro do número máximo de 12 vocábulos recomendado pela Ciência, em
suas representações como APA, Comissões de Eventos Científicos, entre outras.
A tipologia de análise quanto à autoria não se aplica ao presente estudo.
Entretanto, foi possível fazer outro tipo de análise, a saber, a que se refere ao
gênero dos autores. Esta tipologia tem menos pistas a oferecer quanto ao
desenvolvimento científico e tecnológico, mas pode apresentar um quadro
referencial da produção por gênero, fornecendo subsídios para a Psicologia da
Ciência e a Sociologia da Ciência.
A Tabela 3 apresenta os resultados relativos a Autoria na documentação
analisada, há o predomínio da presença feminina representado por 105 ou

�(86,1%) dos trabalhos, enquanto que o gênero masculino dispõe de 13 ou 10,7%
das dissertações e teses. Entre os autores cujo sexo não se identificou verificouse que há poucos casos, um total de quatro trabalhos (3,3%).
Estes resultados obtidos com relação à autoria são similares aos
registrados por outros estudos de produção científica, como os de Domingos
(1999), Lima (1999) e Oliveira (1999).
Os resultados do estudo de Lima (1999), enfocando a produção de teses
em Administração Escolar, permitem constatar que 54% trabalhos eram de
autoria feminina, contra 44% do gênero masculino; 2% não foi identificado. A
autora atribui este resultado como tendência mundial do mercado de trabalho,
pois o campo educacional é predominantemente feminino.
Pode-se levantar algumas hipóteses para explicar o fato do predomínio da
presença feminina, na produção de dissertações e teses sobre leitura, talvez seja
decorrente da própria área de conhecimento, ou seja Educação e Psicologia, que
são áreas em que há um maior número de mulheres atuando, o que é confirmado
pelos resultados de estudos anteriores. O predomínio feminino em algumas áreas
do

conhecimento,

como

Psicologia,

Biblioteconomia,

Enfermagem

e

Fonoaudiologia, conforme é destacado por Domingos (1999), pode significar
problemas na sua visibilidade enquanto área de conhecimento. Lima (1999)
chama atenção para o fato de que a presença masculina predomina na produção
de ciência no Brasil, como um todo, porém na área educacional verifica-se
maioria feminina, o que tem reforçado a discriminação e a desigualdade nas
oportunidades de trabalho.
O tipo de pesquisa utilizado na produção das dissertações e teses foi
variável de análise neste estudo, conforme expresso na Tabela 4. Os resultados
mostram predomínio da categoria Pesquisa de Campo, em todas IES estudadas
correspondendo a 78 trabalhos (=63,9%); o segundo posto coube ao Estudo
Teórico (17=13,9%), vindo imediatamente após a categoria Pesquisa de
Laboratório (16 trabalhos ou 13,1%), enquanto que Pesquisa Documental ocupou
última posição abrangendo apenas 11 trabalhos ou 9,0%.

�Em geral, a produção de dissertações e teses sobre leitura, nas IES
estudadas, não difere do resultado obtido por outros estudos nacionais. Deve ser
destacada a quase ausência de pesquisas de laboratório, com exceção de
pesquisas em Psicologia da USP. O predomínio cabe aos estudos de campo
seguidos de perto pelos estudos teóricos, a figura 2 traz a síntese totais por tipo
de pesquisa.
A leitura é um tema estudado nas diversas áreas do conhecimento
humano, como Psicologia, Educação, Letras, Fisiologia, Biblioteconomia,
Comunicação, Sociologia e outras.
Neste trabalho, a leitura foi estudada dentro de duas áreas: Educação e
Psicologia. As dissertações e teses foram analisadas em seis áreas temáticas,
tendo por referencial o Summary of Insvestigations Relating to Reading,
conforme distribuição obtida na Tabela 5
No total, o tema mais enfocado nos 122 trabalhos foi Ensino de Leitura
(65,6%), seguindo-se Preparo e Prática de Professores (18%); Sociologia da
Leitura com 10,7%; Leitura de Leitores Atípicos (3,3%), Produção Científica em
Leitura com 2,5% e nenhum trabalho na categoria Fisiologia da Leitura
O tema geral, de maior produção foi Ensino de Leitura, este resultado é
similar ao obtido por Oliveira (1999) que, na análise da produção em periódicos
especializados em Leitura, constatou que o tema de maior destaque foi Ensino e
Aprendizagem de Leitura, seguido por Alfabetização e Comportamento de Leitura.
.A temática Sociologia da Leitura tem sido tratada nas dissertações e teses
brasileiras, aspecto que Oliveira também levantou na sua pesquisa, como tema
bastante focalizado no periódico nacional, o mesmo não ocorrendo na produção
estrangeira.
Importa lembrar que pesquisas em Leitura, na ciência brasileira, ainda são
bastante incipientes. Estudos de produção científica neste tema são raros,
sobretudo pela baixa produtividade nacional e, quando acontecem, baseiam-se
em fontes estrangeiras, que possibilitam comparações com dados mais
expressivos. Para exemplificar tal estratégia, cita-se Oliveira (1999) que estudou a

�produção científica veiculada no periódico nacional especializado em Leitura
comparando-o com dois títulos estrangeiros. Como sintetiza Witter (1999, p.19)
"há muito que fazer, pesquisar e atuar..." para assegurar a formação do leitor em
todos seus níveis.
O local de pesquisa é uma variável especificada para a coleta de dados.
No âmbito das pesquisas em leitura, prevalecem as instituições de ensino, da préescola ao nível universitário.
Os resultados encontrados estão dispostos na Figura 4. O local de
pesquisa em maior quantidade de trabalhos foram às escolas de ensino
fundamental com 52,5% equivalendo a 64 trabalhos, seguida da categoria Não
Cabe 23% o que equivale a 28 textos; estabelecimentos de ensino superior em
11% (9). Vale destacar e comentar a falta de realização de pesquisas no Ensino
Médio nas dissertações e teses estudadas; assim este local deve ser alvo de
investimentos, tornando-se um campo potencial promissor para realização de
estudos futuros.
Em materiais de coleta de dados prevaleceu a categoria testes/escalas e
avaliação de leitura outras habilidades, seguida de material didático.
Shanahan (2002, p.23) lembra que "a pesquisa pode nos ajudar a pensar
mais eficientemente no ensino". O ensino é a aplicação prática dos resultados de
pesquisa. Espera-se que haja este relacionamento; as pesquisas podem
comprovar a efetividade das diversas tecnologias de ensino.
Cabe ainda lembrar que, embora no estudo se tenha buscado instituições
de mérito reconhecido, a produção ainda é pequena, o que limitou as
possibilidades de análise.
A escolha de Educação e Psicologia foi feita por serem áreas mais
preocupadas com a leitura, isto não quer dizer que não haja produção mesmo
nacional, dedicada à leitura, mas vinculada a outras áreas de conhecimento.
mostrou-se satisfatória, havendo progressiva concordância entre os analisadores.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os estudos de produção devem ser instrumentos capazes de fornecer um
quadro de referência do desenvolvimento científico da área estudada. Podem
informar acerca dos vários aspectos da pesquisa, bem como dos enfoques
teórico-metodológicos, das tendências temáticas e, sobretudo devem ser uma
síntese da ciência.
Neste novo milênio, há muito que fazer, pesquisar, aprimorar em termos de
avanços necessários para uma área tão prioritária como a leitura. Existe o grande
desafio a ser vencido, o analfabetismo, e, sobretudo, o desafio de tornar o homem
um leitor e um leitor proficiente.

REFERÊNCIAS

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WITTER, G. P.(org.) Psicologia: Tópicos gerais. Campinas: Alínea, 2002
Cap.10, p.213-38

�APÊNDICE, TABELAS E FIGURAS
Tabela 1: Produção Nacional das Dissertações e Teses sobre leitura nas IES
paulistas: PUC-SP; PUC-Campinas, UNICAMP e USP (1990/ 1999)
Total PUCTotal PUCTotal
Total
Ano
Total USP
SP
Campinas
UNICAMP
Geral
14
1990
3
0
3
8
1991

2

0

4

4

10

1992

3

0

2

4

9

1993

6

2

2

2

12

1994

5

1

6

2

14

1995

7

2

4

6

19

1996

3

0

3

1

7

1997

3

4

1

3

11

1998

4

3

3

2

12

1999
TOTAL

2
38

1
13

2
30

9
41

14
122

Tabela 2 Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
IES
PUC-SP

NÍVEL
Doutorado
Mestrado
F
%
F
%
6
15,8
32
84,2

Total
F
38

%
100,0

PUC-Campinas

1

7,7

12

92,3

13

100,0

UNICAMP

8

26,7

22

73,3

30

100,0

USP

28

68,3

13

31,7

41

100,0

TOTAL

43

35,2

79

64,8

122

100,0

�Doutorado

Nível do Trabalho

Mestrado

35
30
25

N° de
Trabalhos

20
15
10
5
0
PUC-SP

PUC-Campinas

UNICAMP

USP

IES

Figura 1: Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP

Tabela 3 - Autoria nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
Gênero
Autoria
Total
F
IES

F

M
%

F

N/I
%

F

%

F

%

PUC-SP

33 86,8

4 10,5

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

12 92,3

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

25 83,3

3 10,0

2

6,7

30 100,0

USP

35 85,4

5 12,2

1

2,4

41 100,0

Total

105 86,1

13 10,7

4

3,3

122 100,0

�Tabela 4 Tipo de Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP,
PUC-Campinas, UNICAMP e USP
TIPO DE TRABALHO
PESQUISA PESQUISA
ESTUDO
PESQUISA DE LABORA- DOCUMENTEÓRICO DE CAMPO
TÓRIO
TAL
F
%
F
%
F
%
F
%
3
7,9
29 76,3
0
0,0
6 15,8

IES

PUC-SP
PUC-Campinas
UNICAMP
USP
TOTAL

TOTAL
F

%
38 100,0

0

0,0

10

76,9

2

15,4

1

7,7

13 100,0

11

36,7

15

50,0

4

13,3

-

0,0

30 100,0

3

7,3

24

58,5

10

24,4

4

9,8

41 100,0

17

13,9

78

63,9

16

13,1

11

9,0

122 100,0

Tipo de Trabalho

80
70
60
ESTUDO TEÓRICO

50

PESQUISA DE CAMPO
PESQUISA DE LABORATÓRIO

N° de Trabalhos 40

PESQUISA DOCUMENTAL
30
20
10
0
TOTAL

Figura 2: Totais dos Tipos de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura:
PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Tabela 5 Classificação Temática Geral nas dissertações e teses sobre leitura: DAI, PUC-SP, PUC-Campinas,
UNICAMP e USP
CLASSIFICAÇÃO TEMÁTICA DO SUMMARY

IES

PREPARO E
PRODUÇÃO SOCIOLOLEITURA DE
ENSINO DA FISIOLOGIA
PRÁTICA DE
CIENTÍFICA
GIA DA
LEITORES
LEITURA DA LEITURA
PROFESSOEM LEITURA LEITURA
ATÍPICOS
RES
F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

Total

F

%

PUC-SP

23

60,5

0

0,0

1

2,6

11

28,9

2

5,3

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

10

76,9

0

0,0

1

7,7

1

7,7

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

18

60,0

0

0,0

0

0,0

4

13,3

0

0,0

8

26,7

30 100,0

USP
TOTAL

29
80

70,7
65,6

0
0

0,0
0,0

2
4

4,9
3,3

6
22

14,6
18,0

0
3

0,0
2,5

4
13

9,8
10,7

41 100,0
122 100,0

�Classificação Temática

SOCIOLOGIA DA LEITURA

Temas

PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM
LEITURA
PREPARO E PRÁTICA DE
PROFESSORES
TOTAL

LEITURA DE LEITORES
ATÍPICOS

FISIOLOGIA DA LEITURA

ENSINO DA LEITURA
0

10

20

30

40

50

60

70

80

N° de Trabalhos

Figura 3: Totais na Temática geral pesquisada nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Locais de Pesquisa

Sem especificar
Não cabe
Residência

Locais

Outra especifique
Laboratório
TOTAIS

Estabelecimento de ensino superior
Escola de ensino médio
Escola de ensino fundamental
Centro de educação infantil
0

10

20

30

40

50

60

70

N° de Trabalhos

Figura 4- Locais de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

∗

carelliana@uel.br Universidade Estadual de Londrina – UEL. Departamento de Ciência da Informação. Campus Universitário, Caixa Postal: 6001 - 86.051990- Londrina – PR

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
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            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2004</text>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Coleção de dissertações e teses: contribuição das bibliotecas universitárias na construção do conhecimento científico.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação. Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia, temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento predominam nas pesquisas educacionais analisadas.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DO ACERVO DE PERIÓDICOS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DE
UMA BIBLIOTECA ACADÊMICA: ANÁLISE PELOS PROFESSORES

Waldomiro Vergueiro∗
Daisy Pires Noronha∗∗

RESUMO
Ressalta a importância do periódico na produção do conhecimento científico.
Destaca a avaliação de títulos especializados como elemento essencial para o
desenvolvimento de coleções em bibliotecas acadêmicas e universitárias . Avaliar
uma relação de títulos de periódicos assinados por biblioteca acadêmica da
Universidade de São Paulo, visando adequação de coleção em função do alto custo
das assinaturas e da pouca disponibilidade de recursos financeiros. A partir da
listagem de títulos fornecida pela biblioteca, foi apontada a prioridade de cada título
segundo a opinião de cada docente, classificando-o segundo as categorias:
Imprescindível, Muito importante, Importante e De pouca importância. As respostas
foram objeto de análise quantitativa, buscando pontuar os títulos de acordo com sua
ordem de importância para os docentes, possibilitando a elaboração de um relatório,
posteriormente encaminhado à biblioteca da instituição. A partir das respostas de
40% do universo de docentes na época do levantamento de dados, os títulos
receberam uma pontuação de 0 a 10, que permitiu sua distribuição nas seguintes
categorias: imprescindível (16.7%); muito importantes (25,6%); importantes (33,3%),
e de pouca importância (24,4%). A metodologia mostrou-se adequada aos objetivos
pretendidos, permitindo uma efetiva determinação de um núcleo de periódicos de
qualidade sob o ponto de vista dos docentes/usuários. Concluiu-se que títulos
classificados como de pouca importância podem ser candidatos naturais a
descontinuidade de suas assinaturas. Os resultados apontaram para a pertinência da
manutenção desse tipo de análise pelas bibliotecas acadêmicas e universitárias, em
caráter rotineiro, para melhor adequação da coleção de periódicos.

1 INTRODUÇÃO

Toda ciência é resultado do conhecimento científico produzido pela pesquisa
que envolve o trabalho de coleta, sistematização e análise dos dados.

O novo

conhecimento

para

produzido,

engrandecimento

das

agregado

diferentes

aos

áreas

já

existentes,

do conhecimento.

contribui

o

Para tanto, é

�imprescindível uma ampla disseminação dos achados para toda comunidade
científica, o que é proporcionada por diferente veículos.
A produção acadêmica gerada no âmbito universitário pode ser conhecida por
diferentes recursos comunicacionais, formais ou informais. Dentre os recursos
formais de comunicação destacam-se os livros, artigos de periódicos, teses,
dissertações, entre outros. Destes, o periódico é tido como veículo de maior prestígio
para o registro e a divulgação do conhecimento científico, em substituição aos outros
meios de comunicação, que se tornaram inadequados para acompanhar o
crescimento das novas descobertas.

“A relação entre a ciência e o periódico

continua até hoje, e o crescimento da atividade científica em nossos dias faz-se
acompanhar por um acréscimo semelhante no número de periódicos científicos”
(Ohira et al, 2000). Além disso, o periódico científico tem como função a preservação
do conhecimento registrado, o que é garantido com a manutenção do acervo nas
bibliotecas que devem também possibilitar o acesso ao seu conteúdo, ao longo do
tempo.
A literatura tem mostrado estudos e discussões sobre os inúmeros problemas
que afetam o periódico científico, desde sua produção, editoração ao seu tratamento
e divulgação. Tais problemas têm contribuído, “inclusive para o desaparecimento de
alguns títulos” (Ohira et al, 2000). O impacto dos problemas decorrentes dos
periódicos nas bibliotecas tem levado ao desenvolvimento de estratégias como a
criação de programas de aquisição cooperativa, formação de redes de bibliotecas,
estabelecimento de consórcios interinstitucionais para assinatura de coleções, além
do incremento de serviços tradicionais, como empréstimos entre bibliotecas,
comutação bibliográfica, entre outros. Os sistemas de bibliotecas têm procurado
distribuir racionalmente as coleções de periódicos em suas bibliotecas, evitando
duplicações e conseqüentes custos adicionais, propiciando o acesso às informações
divulgadas pelos periódicos. O Consórcio CRUESP, que congrega as três
universidades

estaduais

(FERRARI,2000)

paulistas

é

um

exemplo

dessa

preocupação

�Um dos grandes problemas enfrentados pelas bibliotecas de países em
desenvolvimento é o custo na manutenção de seu acervo, principalmente de títulos
estrangeiros considerados de prestígio por figurarem em listas de periódicos
credenciados por indicadores de qualidade. O custo na manutenção e atualização
das coleções nas bibliotecas está cada vez mais alto, aliado ao aumento e
diversificação do número de títulos e o preço das assinaturas. É sabido que muitas
bibliotecas universitárias e de pesquisa de todo o mundo, em maior ou menor escala,
têm enfrentado esses problemas, diminuindo o número de assinaturas e/ou sendo
impedidas de assinar novos títulos. Em nosso meio, esse é um problema crônico,
onde as bibliotecas são forçadas a cortes significativos em suas coleções. Parte dos
problemas enfrentados pelas bibliotecas brasileiras foram solucionados com o
advento da internet e o crescimento das publicações eletrônicas.
Assim, com o avanço das tecnologias da informação, nota-se uma mudança
de comportamento dos bibliotecários, com atitudes que visam intensificar as buscas
de alternativas para cobrir a ausência de coleções de seu acervo, como a instituição
de consórcio inter institucional que permite o acesso a texto integral de artigos
publicados em periódicos de todo mundo. É o caso do portal de periódicos da
CAPES (http://www.periodicos.capes.gov.br), que abriu a possibilidade de acesso a
7622 títulos de periódicos especializados, a todos os usuários das bibliotecas das
universidades brasileiras. Pela política de racionalização de acervos adotada pela
Universidade de São Paulo (USP) em relação à assinatura dos periódicos que
possuem acesso eletrônico, é mantida apenas uma coleção em papel no âmbito da
universidade e sempre na Unidade que possuir a coleção completa e que a
prioridade seja 1. Desta forma, as bibliotecas da USP, além de disporem do acesso
aos artigos dos periódicos veiculados no portal Periódicos da CAPES e na página
eletrônica do Sistema de Bibliotecas da USP (www.usp.br/sibi), ainda mantêm a
coleção impressa de títulos especializados de interesse aos docentes/pesquisadores
dos diferentes departamentos.

�No entanto, algumas questões precisam ser bem equacionadas em relação à
seleção de títulos de periódicos a serem mantido nos acervos das bibliotecas
acadêmicas. Quais critérios, por exemplo, deverão ser considerados na decisão de
interrupção ou continuidade de uma assinatura? Que fatores deverão ser
dimensionados para a definição real do custo/preço de um determinado título para a
biblioteca? Como o acesso eletrônico ao título interfere na decisão de escolha de um
título? Todas essas questões merecem atenção especial por parte dos profissionais
responsáveis pela tomada de decisão de aquisição; neste sentido, este trabalho tem
por objetivo oferecer subsídios aos profissionais para avaliar a validade de
manutenção ou descontinuidade de itens específicos de uma coleção de títulos de
periódicos especializados. Para tanto, uma relação de títulos de periódicos assinados
por uma biblioteca acadêmica da Universidade de São Paulo, foi analisada visando a
adequação da coleção em função do alto custo das assinaturas e da pouca
disponibilidade de recursos financeiros.

2 PERIÓDICOS COMO OBJETO DE ESTUDO EM BIBLIOTECAS

Os periódicos têm sido objeto de estudo de avaliação em diferentes
abordagens: para identificação das características de seu título mediante indicadores
de qualidade pré-definidos; para obter dados em relação aos tipos de autorias dos
artigos, procedência institucional e titulação dos autores; para análise das citações
referenciadas nos artigos; uso de títulos do acervo; custo de manutenção; dispersão
de artigos em periódicos especializados; opinião dos usuários, entre outras. Todas
essas abordagens de avaliação têm, de uma maneira ou outra, contribuído com
subsídios

para

o

estabelecimento

de

indicadores do desenvolvimento do

conhecimento, a produção nacional ou local de uma área.
Assim, é necessário que as bibliotecas procurem avaliar com freqüência, as
revistas durante a sua existência no acervo, oferecendo títulos de qualidades e de

�repercussão em nível nacional e internacional, que sejam condizentes às
necessidades informacionais de seus usuários.
A literatura atual sobre periódicos científicos está mais voltada a estudos
sobre a transição do meio impresso para o eletrônico, mostrando, segundo Meadows
(1999), verifica-se uma competição entre as publicações impressas e as eletrônicas.
Por sua vez, Cruz (2004) levanta o seguinte questionamento: “perderemos o acesso
quando o periódico não for mais assinado? A assinatura impressa deve ser
cancelada?” Já para Krzyzanowski e Taruhn (1998), “as bibliotecas, por meio de
suas políticas de desenvolvimento, formação e manutenção de acervos, devem estar
abertas para esta transição .. trabalhando em busca de um novo equilíbrio”.
Neste cenário, as bibliotecas vêm trabalhando na manutenção de um acervo
de periódicos que se constitua em uma “fonte de vida universitária”, como produto de
diferentes processos de avaliação, tanto quantitativo como qualitativo, sem se
descartar a possibilidade de se aliar métodos diferenciados de avaliação. A
necessidade de se avaliar uma coleção é calcada no fato de que “nem sempre um
acervo extenso contém as publicações mais relevantes de uma área do
conhecimento científico” (PINTO-COELHO; BARBEITOS, 1997).
Alguns estudos têm se valido de métodos diferenciados para a seleção e
manutenção de títulos em acervos de bibliotecas especializadas. Haycock (2004),
em estudo sobre desenvolvimento de coleções de periódicos em educação,
procedeu à análise de citações utilizadas em teses da área, método esse que, além
de medir o uso da coleção pela comunidade acadêmica, serve também como
subsídio para a retenção e/ou descarte em coleções de bibliotecas. Para este autor,
no entanto, a análise de citação deve ser estudada junto a outros indicadores, para
melhor definição da utilização de periódicos pela comunidade acadêmica.
Pinto-Coelho e Barbeitos (1997), estudando a área da ecologia, elaboraram
uma análise do acervo de periódicos de biblioteca universitária, mediante confronto
de referências de bases de dados especializadas e a sua existência nos acervos de

�bibliotecas universitárias. Constataram que a maioria das bibliotecas universitárias
brasileiras possui um acervo bibliográfico deficiente para pesquisas na área da
ecologia, uma vez que “menos de um terço dos artigos procurados poderiam ser
encontrados na maioria de suas bibliotecas”.
Vale destacar, no entanto, que a falta de títulos no acervo de bibliotecas é um
problema parcial, que pode ser contornado pelos serviços de comutação bibliográfica
e/ou acesso eletrônico a bases de dados de texto completo.
Com o objetivo de colaborar para a definição de uma sistemática para dar
suporte à decisão de manutenção/interrupção de assinaturas de periódicos em
bibliotecas universitárias, descreve-se a seguir a metodologia aplicada pelo
Departamento

de

Biblioteconomia

e

Documentação

(CBD)

da

Escola

de

Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) na avaliação dos
títulos da área assinados pela biblioteca da escola.

3 METODOLOGIA

O trabalho de análise dos títulos de periódicos desenvolveu-se em função de
solicitação da diretoria da biblioteca da ECA-USP para a melhor definição da coleção
de periódicos científicos de seu acervo, devido ao alto custo envolvido nas
assinaturas e a pouca disponibilidade de recursos financeiros pela Universidade. O
pedido veio acompanhado de listagem de 78 (setenta e oito) títulos pertinentes ou de
interesse da área de Ciência da Informação, com respectivos custos de assinatura
em dólar.
A partir dessa solicitação, o CBD decidiu envolver o seu corpo docente no
processo

de

análise

desses

títulos,

solicitando

aos

professores

que

se

manifestassem segundo prioridades de interesse para eles. Assim, a partir da lista
(que foi encaminhada por e-mail a todos os 20 membros do corpo docente do CBD à

�época) os títulos deveriam ser classificados como segue: A – Títulos imprescindíveis;
B – Muito Importantes; C – Importantes; e D – De Pouca Importância. Periódicos
que, por não familiaridade do docente com o título, não se enquadrassem nessas
classificações, deveriam ser deixados em branco (classificado, portanto, na letra D).
Para determinação do valor de cada título para o Departamento, as categorias
foram pontuadas da seguinte forma:
A=3
B=2
C=1
D=0

Considerando-se que do universo de 20 docentes foram obtidas 8 respostas, a
nota máxima que um título poderia receber foi de 24 pontos. Assim, a fórmula para
cálculo da pontuação final de cada título ficou assim estipulada:
NF = N X 10

24
Onde:
NF = Nota final do título
N = Total de pontos recebido pelo periódico
10 = Nota máxima que um título pode receber
24 = Pontuação máxima para cada título
A partir das notas obtidas pelos títulos, individualmente, procedeu-se à
classificação do conjunto de títulos e sua distribuição nas categorias definidas.

4 RESULTADOS

�Como mencionado, os 78 títulos de periódicos em Ciência da Informação e
áreas correlatas, assinados pela biblioteca da ECA-USP, foram avaliados por 8
professores, equivalente a 40% do corpo docente do CBD.
Utilizando-se a fórmula indicada acima, os títulos obtiveram uma pontuação
que poderia ir de 0 a 10. No entanto, nenhum título recebeu 10 pontos, sendo a
maior pontuação obtida a de 8,76. Desta forma, os títulos foram distribuídos em
freqüência crescente de notas, agrupados da seguinte forma:
Nota Final do Título

Classificação

0 – 2.99

Pouco Importante

2.20 – 4.38

Importante

4.39 – 6.57

Muito Importante

6.58 – 8.76

Imprescindível

Em seguida, os títulos foram agrupados em tabelas segundo as classificações,
obtendo-se a seguinte tabela de classificação
Classificação

Número de títulos

Porcentagem

Imprescindível

13

16.7

Muito Importante

20

25.6

Importante

26

33.3

De pouca Importância

19

24.4

78

100

Total

Analisando-se os diversos agrupamentos de títulos, notou-se que os 13 títulos
classificados como imprescindíveis são periódicos específicos da área de Ciência da
Informação, o que representa um resultado esperado, uma vez que os professores
devem ter priorizado os títulos básicos à sua especialidade, no desenvolvimento de

�suas atividades de ensino e pesquisa. Nas demais categorias, por outro lado,
encontram-se títulos de áreas correlatas, distribuindo-se, respectivamente, em 3, 2 e
7 para Muito Importante, Importante e De pouca Importância. Os 19 títulos
considerados de pouca importância são títulos candidatos ao corte de assinatura,
podendo ser, eventualmente, substituídos por outros.
Os

resultados

obtidos

foram

encaminhados

aos

professores

para

conhecimento e à diretoria da Biblioteca da ECA, para as providências que
entendessem cabíveis.

5 CONCLUSÕES
É importante que as bibliotecas universitárias brasileiras mantenham um
processo contínuo e sistemático para avaliação de sua coleção de periódicos,
principalmente os obtidos via assinatura. Neste sentido, a metodologia utilizada pelo
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA-USP, na medida em que
possibilita a obtenção de uma avaliação qualitativa dos periódicos, realizada
diretamente por seus usuários, pode trazer benefícios àqueles que precisam decidir
sobre o desenvolvimento das coleções de periódicos, permitindo-lhe uma tomada de
decisão alicerçada em dados concretos.
No entanto, este método, por si só, não deve ser visto como auto-suficiente;
aliado a outros, a avaliação poderia definir a coleção “ideal” a ser mantida em uma
biblioteca. Assim, no caso da ECA, resta saber como os títulos considerados
“imprescindíveis” estão sendo de utilidade para os docentes: como fonte de citação
nos trabalhos de pesquisa? Como recomendação em bibliografias de cursos? Como
recurso para divulgação/publicação de seus trabalhos de pesquisa? Estes e outros
questionamentos podem ser esclarecidos em pesquisas futuras que tenham como
objeto de estudo a coleção de periódicos da Escola.

�Ações desta natureza visam distribuir racionalmente os recursos necessários
para coleções de periódicos, evitando duplicações e conseqüentes custos adicionais
ao acesso à informação por parte de docentes e alunos. Periódicos classificados
como de pouca importância pelos docentes constituem-se, em princípio, candidatos
naturais à descontinuidade de suas assinaturas. Por outro lado, a descontinuidade
de alguns títulos não pode ser encarada de forma isolada, mas como um elemento a
ser considerado na racionalização da coleção, implicando na necessidade de
identificação de outros títulos de interesse à comunidade.
Cabe aos gerentes de unidades de informação estar atentos a aspectos de
demanda e utilização de títulos que podem não estar sendo suficientemente
dimensionados pelos mecanismos tradicionais de avaliação de uso, principalmente
no que diz respeito a periódicos impressos também disponibilizados em formato
eletrônico. Ao mesmo tempo, consórcios interinstitucionais e demais programas de
aquisição planificada e de serviços de acesso ao documento primário, em âmbito
regional ou nacional, não podem ser desconsiderados no momento da decisão sobre
a continuidade/descontinuidade de qualquer título de uma coleção de biblioteca
universitária. Neste aspecto, os meios eletrônicos de acesso à informação têm um
impacto cada vez maior na constituição de acervos e serviços de informação,
implicando em uma postura aberta ao compartilhamento e à cooperação que apenas
gerará benefícios aos usuários das bibliotecas.

REFERÊNCIAS
CAPES. Periódicos: o portal brasileiro da informação científica. Disponível em:
http://www.periodicos.capes.gov.br/ Acesso em: 16 jun. 2004.
CRUZ, Ângelo Antonio Alves Correa de et al. Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, maio/ago.
2003. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em: 03 jun. 2004.
FERRARI, Adriana Cybele, VICENTINI, Luiz Atílio, FUJITA, Mariângela Spotti Lopes.
O consórcio CRUESP/Bibliotecas: a gestão compartilhada e participativa no

�estabelecimento de diretrizes futuras. [Apresentado ao 12o. Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, Recife, 2002] Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1199. Acesso em: 16 jun. 2004.
HAYCOCK, Laurel A. Citation analysis of education dissertations for collection
development. Library Resources &amp; Technical Services, v. 48, n. 2, p.102-6, Apr.
2004. Disponível em www.usp.br/sibi. Acesso em: 03 jun. 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero, TARUHN, Rosane. Biblioteca eletrônica de
revistas científicas internacionais: projeto de consórcio. Ciência da Informação,
Brasília, v. 27, n. 2, 1998. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em: 03 jun. 2004.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
1999.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELLO,
Bernadete Santos et al. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
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OHIRA, Maria de Lourdes Blatt et al. Periódicos brasileiros especializados em
Biblioteconomia e Ciência da Informação: evolução. Encontros Bibli, n.10, out. 2000.
Disponível em: &lt; www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro &gt;. Acesso: 01 mar. 2004.
PINTO-COELHO, Ricardo, BARBEITOS, Marcos. Estão as bibliotecas universitárias
brasileiras adequadas ao ensino e à pesquisa em ecologia? Ciência da Informação,
Brasília, v. 26, n. 1, jan./abr. 1997. Disponível em: www.scielo.com.br. Acesso em: 03
jun. 2004.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Revistas
eletrônicas. Disponível em: www.usp.br/sibi. Acesso em: 16 jun. 2004.

∗

Professor Associado e Chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443,
Butantã, São Paulo, SP, Brasil, 05508-900, e-mail: wdcsverg@usp.br
∗∗
Professora Doutora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443,
Butantã, São Paulo, SP, Brasil, 05508-900, e-mail: daisynor@usp.br

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Avaliação do acervo de periódicos em Ciência da Informação de uma biblioteca acadêmica: análise pelos professores.</text>
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                <text>Ressalta a importância do periódico na produção do conhecimento científico. Destaca a avaliação de títulos especializados como elemento essencial para o desenvolvimento de coleções em bibliotecas acadêmicas e universitárias . Avaliar uma relação de títulos de periódicos assinados por biblioteca acadêmica da Universidade de São Paulo, visando adequação de coleção em função do alto custo das assinaturas e da pouca disponibilidade de recursos financeiros. A partir da listagem de títulos fornecida pela biblioteca, foi apontada a prioridade de cada título segundo a opinião de cada docente, classificando-o segundo as categorias: Imprescindível, Muito importante, Importante e De pouca importância. As respostas foram objeto de análise quantitativa, buscando pontuar os títulos de acordo com sua ordem de importância para os docentes, possibilitando a elaboração de um relatório, posteriormente encaminhado à biblioteca da instituição. A partir das respostas de 40% do universo de docentes na época do levantamento de dados, os títulos receberam uma pontuação de 0 a 10, que permitiu sua distribuição nas seguintes categorias: imprescindível (16.7%); muito importantes (25,6%); importantes (33,3%), e de pouca importância (24,4%). A metodologia mostrou-se adequada aos objetivos pretendidos, permitindo uma efetiva determinação de um núcleo de periódicos de qualidade sob o ponto de vista dos docentes/usuários. Concluiu-se que títulos classificados como de pouca importância podem ser candidatos naturais a descontinuidade de suas assinaturas. Os resultados apontaram para a pertinência da manutenção desse tipo de análise pelas bibliotecas acadêmicas e universitárias, em caráter rotineiro, para melhor adequação da coleção de periódicos.</text>
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                    <text>DA BUSCA MANUAL AO LEVANTAMENTO ELETRÔNICO: A TRAJETÓRIA
DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA NO SETOR DE PERIÓDICOS DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRRJ
Thais Castro Caldeira de Alvarenga∗
Paulo Sergio Alves Ribeiro∗∗

RESUMO
Neste trabalho, pretende-se mostrar como evoluiu a pesquisa bibliográfica em
periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(BC/UFRRJ) nos últimos anos, influenciada pelo surgimento das novas
tecnologias de informação. Até fins da década de 80, tem-se a busca manual nos
abstracts em papel, passando pelo boom do acesso a bases de dados
bibliográficos em CD-ROM nos anos 90, até os levantamentos bibliográficos on
line dos dias atuais. Trata da criação do Núcleo de Pesquisas Bibliográficas
(NPB), em 1994, que deu o grande impulso à informatização da pesquisa na
BC/UFRRJ, alavancada ainda mais em 2000, com a disponibilização do Portal de
Periódicos da CAPES para toda a comunidade acadêmica brasileira. Apresenta
dados estatísticos do movimento de pesquisas bibliográficas no período em
questão. Avalia a repercussão do acesso on line a periódicos eletrônicos em texto
completo no Serviço COMUT. Trata da proposta da criação de um banco de sites
por área do conhecimento, de modo a auxiliar ainda mais a busca da informação
pelo usuário. Mostra como todas estas transformações vieram estabelecer uma
forma de atendimento mais personalizado ao usuário da BC/UFRRJ.
PALAVRAS-CHAVE: Pesquisa bibliográfica. Levantamento bibliográfico. Bases
de dados. Periódicos científicos. Periódicos eletrônicos.

1 INTRODUÇÃO
É sabido que a explosão informacional ocorrida a partir da segunda metade
do século passado, juntamente com o avanço tecnológico inquestionável desde
então,

provocou

uma

verdadeira

revolução

nos

sistemas

de

informação/bibliotecas. Isto fez com que os profissionais da área de informação
começassem a buscar novas formas de selecionar, indexar, armazenar,
disseminar, enfim, de tratar e recuperar a informação.
Hoje, a maior parte das bibliotecas lida tanto com o gerenciamento de seus
serviços quanto com a recuperação de informações, auxiliada pelos recursos da

�computação, procurando prestar serviços cada vez mais eficientes e rápidos aos
seus usuários.
A importância dos serviços de informação é evidente. Há a necessidade
cada vez maior em adequar os recursos informacionais das bibliotecas às
demandas de seus usuários.
Com o surgimento das novas tecnologias, as bibliotecas, especialmente as
universitárias e as especializadas, foram adquirindo um novo perfil. A transição
dos meios tradicionais para os informatizados vem sendo irreversível: os
catálogos em fichas, as listagens de cabeçalho de assunto, os abstracts
impressos estão sendo paulatinamente substituídos pelos catálogos on line, por
bases de dados em CD-ROM, por bancos/bases de dados bibliográficos on line,
até os documentos eletrônicos full text disponibilizados via rede, como os
periódicos eletrônicos.
Neste trabalho, pretende-se levantar questões relativas à busca da
informação pelos usuários em sistemas de informação e suas dificuldades,
particularizando-se com os periódicos da BC/UFRRJ. Enfatiza-se a importância
das estratégias de busca para a recuperação da informação e da adequação
demanda dos usuários/recursos e serviços oferecidos pelas bibliotecas.

2 ALGUMAS CONCEITUAÇÕES
Na década de 80, houve um aumento acentuado nos preços das
assinaturas dos periódicos científicos e também na quantidade de títulos novos
surgidos a cada ano, em decorrência do avanço acelerado em todas as áreas do
conhecimento humano. A cada dia foi ficando menos viável para qualquer
biblioteca

manter

uma

coleção

de

periódicos

atualizada,

atendendo

satisfatoriamente às necessidades dos usuários, principalmente devido ao alto
preço dos periódicos. Paralelamente, a introdução das novas tecnologias de
informação foi se concretizando no país.
A partir dos anos 90, com o boom da tecnologia do CD-ROM e a introdução
da Internet no meio acadêmico-científico nacional, via Rede Nacional de Pesquisa

�(RNP), permitindo acesso on line aos bancos/bases de dados bibliográficos, a
busca e a recuperação da informação tomaram grande impulso. Com os recursos
facilitadores da web, as pesquisas bibliográficas informatizadas adquiriram
agilidade, flexibilidade e economia.
Podemos considerar ser a BOL (Busca On Line) a modalidade de
busca bibliográfica mais econômica a ser adotada, seja por
entidades que ainda não possuam nenhuma estrutura na área de
informação, seja por aquelas que já possuam um acervo de
referência (coleção de abstracts) montado, uma vez que a
manutenção satisfatória desses acervos de referência mostrou-se
mais onerosa do que o investimento necessário para iniciar-se na
modalidade BOL. (REZENDE, 1990, p. 28).

Com relação à flexibilidade e agilidade das buscas bibliográficas:
Artigos de periódicos sempre foram indexados e pesquisados de
maneira convencional, contudo o meio eletrônico oferece uma
flexibilidade até então difícil de ser reproduzida no meio impresso,
seja pela busca de forma praticamente instantânea de qualquer
palavra isolada contida em um artigo de periódico, seja pelo uso
de expressões boleanas bastante elaboradas. (DIAS, 2002, p. 21).

Quanto aos periódicos eletrônicos e seu uso, os estudos são ainda
bastante

recentes

no

país.

Vantagens

e

desvantagens,

dúvidas

e

questionamentos são apontados por alguns autores sobre esta questão. Contudo,
é importante ressaltar o papel fundamental das bibliotecas e dos bibliotecários.
Neste contexto, sobre a permanência das bibliotecas,
ainda que o preço dos periódicos eletrônicos possa vir a ser
menor do que o dos impressos, os usuários não vão conseguir
comprar tudo o de que precisam, portanto continuarão a buscar a
biblioteca;
as pessoas que ainda têm dificuldades em lidar com o meio
eletrônico precisam de orientação segura do bibliotecário mais do
que com o texto impresso. (CRUZ et al., 2003, p. 49).

Entretanto, neste mesmo artigo, em relação à avaliação de uso do
periódico eletrônico em bibliotecas, é apontada uma nova tendência:
Salientamos a necessidade de se analisar não só o uso local na
biblioteca, mas também os acessos eletrônicos ao título, pois
existe uma tendência de diminuição do uso da coleção impressa.
Uma das maneiras de se medir o custo/benefício de um periódico
é por meio da avaliação de uso da coleção; a estatística de
acesso eletrônico ao documento também é muito importante, pois
registra como as novas tecnologias estão sendo incorporadas aos

�hábitos do pesquisador, que progressivamente optará por este
formato. (CRUZ et al., 2003, p. 52).

3 OS PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL
RURAL DO RIO DE JANEIRO

3.1 BREVE HISTÓRICO
A Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(BC/UFRRJ) fica localizada em Seropédica, no campus principal da Universidade.
Atualmente, está subdividida em três Divisões: Divisão de Processamento
Técnico, Divisão de Monografias e Divisão de Periódicos, além do Núcleo de
Formação e Desenvolvimento de Acervo, da Secretaria Administrativa e da
Diretoria. Esta estruturação vigora desde junho de 2001.
A Divisão de Periódicos é responsável pelo controle e acesso a toda a
coleção de periódicos da BC/UFRRJ (circulação e consulta local), pelo acesso às
bases de dados em CD-ROM e via Internet, pela comutação bibliográfica (Serviço
COMUT) e pela orientação no uso do Portal de Periódicos da CAPES.
Até 1993/94, o Setor de Periódicos da BC/UFRRJ (era esta a sua
denominação então) era responsável pelo registro, circulação e consulta local dos
periódicos impressos. A comutação bibliográfica era feita pelo Setor de
Intercâmbio e Divulgação, assim como o Serviço de Alerta. Neste período, frente
à realidade das novas tecnologias de informação, a BC/UFRRJ começou a
adquirir as bases de dados bibliográficos em CD-ROM, principalmente nas áreas
de interesse da Universidade, voltada para as Ciências Agrárias. A partir daí, as
pesquisas bibliográficas informatizadas neste suporte tiveram um impacto
bastante favorável sobre a comunidade acadêmica.
Em 1994, foi criado então o Núcleo de Pesquisas Bibliográficas (NPB),
para atender a esta nova e crescente demanda. O Serviço COMUT, nesta nova
estrutura, ficou também sendo feito por este Núcleo.
Alguns anos depois, começaram a surgir algumas bases de dados on line
de acesso gratuito, como a PubMed, do MEDLINE e a Web of Science,

�disponibilizada pela FAPESP à comunidade acadêmica nacional, que passaram a
ser bastante utilizadas no Núcleo. Até que, em novembro de 2000, foi instituído o
Portal de Periódicos da CAPES, iniciativa pioneira no Brasil, de grande impacto
no meio científico. Este Portal, desde sua criação até os dias de hoje, vem se
expandindo aceleradamente, abrigando várias bases de dados referenciais e
periódicos em texto completo. A disponibilização de todos estes recursos
informacionais à comunidade acadêmica da Universidade ficou a cargo do Núcleo
de Pesquisas Bibliográficas da BC/UFRRJ.
Em 2001, houve uma reestruturação administrativa na BC/UFRRJ e as
atividades deste Núcleo foram incorporadas pela Divisão de Periódicos, o que
permanece até hoje. Atualmente, o acervo total de periódicos da BC/UFRRJ é de
1.958 títulos e 175.410 fascículos (impressos e eletrônicos).∗

3.2 A BUSCA DA INFORMAÇÃO
Até o início da década de 90, toda a coleção de periódicos de referência
(usualmente chamados de “abstracts impressos”) da BC/UFRRJ era em papel.
Nesta época, esta coleção contava com cerca de 300 títulos. Hoje, existe um
acervo de 78 títulos de

abstracts impressos. Esta redução deveu-se

principalmente à utilização das bases de dados bibliográficas em CD-ROM e on
line. O quadro 1 mostra a quantidade de vezes que estes abstracts foram
consultados para pesquisas bibliográficas, de 1993 até meados de 2004.

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000 2001 2002 2003 2004

15.466 15.154 16.232 15.394 15.024 15.182 13.696 5.362 3.922 3.578 2.631

974
(até
junho)

Fonte: BC/UFRRJ.

Quadro 1. Número de consultas feitas nos abstracts impressos por ano.

O acesso informatizado à informação na BC/UFRRJ, iniciado efetivamente
em 1994, começou com o uso de bases de dados bibliográficas em CD-ROM e
∗

Dados de 2003.

�em disquetes, nas áreas do conhecimento de maior interesse da comunidade
universitária. Na etapa da entrevista, para se conhecer as necessidades dos
usuários, eram estabelecidas as estratégias de busca da informação desejada e
colocadas em formulário próprio, com identificação do usuário, objetivo da
pesquisa, palavras-chave em inglês, entre outros dados relevantes.
As pesquisas eram feitas normalmente em conjunto, com o bibliotecário e o
usuário ou, algumas vezes, apenas pelo bibliotecário, com base na estratégia de
busca formulada pelo usuário. Estes levantamentos bibliográficos eram feitos com
horário previamente agendado, já que os suportes utilizados (CD-ROM e
disquete) inviabilizam o acesso multi-usuário. Isto, sem dúvida, é um fator
limitante de sua utilização. No quadro 2, é mostrada a evolução do número de
pesquisas bibliográficas realizadas nas bases de dados em CD-ROM/disquete
nos últimos anos na BC/UFRRJ.
1993 1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

226

984

797

284

404

585

224

102

71

53

529

(até
junho)

2004
28
(até
junho)

Fonte:BC/UFRRJ.

Quadro 2. Número de pesquisas bibliográficas feitas nas bases de dados em CDROM/disquete por ano.

Com o início do uso das bases de dados bibliográficas on line na
BC/UFRRJ, em especial com a utilização do Portal de Periódicos da CAPES a
partir de 2000, a busca da informação foi extremamente agilizada, aumentando
significativamente a freqüência de usuários. Com a possibilidade de várias bases
serem acessadas simultaneamente de várias máquinas, a quantificação do
número de pesquisas bibliográficas on line ficou muito dificultada. Os usuários
começaram então a fazer sozinhos os levantamentos bibliográficos, apenas com
a orientação do bibliotecário.
Pode-se constatar este fato no quadro 2, com a diminuição das pesquisas
bibliográficas em CD-ROM a partir de 2000, justamente quando foram iniciados os
levantamentos on line, que não foram contabilizados.

�A partir da introdução das pesquisas on line na BC/UFRRJ, os abstracts
impressos praticamente deixaram de ser adquiridos a partir da segunda metade
da década de 90, visto que grande parte das bases de dados contempla o
conteúdo dos abstracts impressos. Apenas dois títulos continuam sendo
assinados, na forma impressa.

3.3 SERVIÇO COMUT X ARTIGOS DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS
A introdução do Portal de Periódicos da CAPES possibilitou, além do
acesso on line às bases de dados referenciais, também o acesso aos textos
completos de artigos de periódicos. Quando de sua implantação, eram cerca de
1500 títulos disponíveis, chegando atualmente a mais de 7.600 títulos de
periódicos disponibilizados em forma eletrônica.
Paralelamente a todas as inovações tecnológicas surgidas, a BC/UFRRJ
participa do Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT), do Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Este Serviço,
existente desde a década de 80, para resgate de cópias de artigos de periódicos
(item mais solicitado) em outras bibliotecas, vem tendo sua operacionalização
reformulada de tempos em tempos, sem perder sua concepção original de
intercâmbio de cópias entre bibliotecas, no menor intervalo de tempo possível,
agilizando o acesso à informação.
No quadro 3, vê-se que mesmo com o acesso on line a artigos de
periódicos em texto completo, a quantidade de artigos solicitados pelo Serviço
COMUT oscilou muito pouco ao longo dos últimos anos.
1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

159

312

513

451

461

437

571

432

397

433

209

2004
99
(até
junho)

Fonte: BC/UFRRJ.

Quadro 3. Número de artigos solicitados via COMUT por ano.

3.4 BANCO DE SITES

�A idéia da criação de um banco de sites por área do conhecimento surgiu
da demanda de grupos de usuários menos familiarizados com os recursos
informacionais proporcionados pela web, normalmente estudantes de graduação.
Diante da imensidão de informações disponibilizadas pelas ferramentas de
busca mais conhecidas, estes usuários sentem dificuldade em “filtrar” as
informações relevantes para sua pesquisa. Este banco, com sites selecionados e
analisados por bibliotecários, tem por objetivo direcionar e agilizar as buscas em
sites mais adequados e com maior confiabilidade nas informações levantadas.
O banco de sites está em fase de construção na BC/UFRRJ, devendo ser
implementado brevemente.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo com a introdução das novas tecnologias para recuperação da
informação, que vieram aumentar significativamente a qualidade e rapidez das
buscas bibliográficas, pode-se perceber em diversos estudos realizados a
complexidade de todo este processo: da formulação da estratégia da busca até a
obtenção de informação essencialmente relevante.
Cabe destacar que esses estudos realizados em plena era do
acesso à informação por meios eletrônicos, em que os usuários
navegam na Internet com desenvoltura, ainda revelam as
dificuldades inerentes ao processo de recuperação da informação
em bases de dados. Apesar dos intensivos programas de
treinamento oferecidos pelos produtores das bases de dados,
pelos próprios sistemas de recuperação em linha, de toda a
documentação existente sobre as características de cada base de
dados e suas respectivas estruturas de informação, dos sistemas
amigáveis que oferecem “menus” para guiar o usuário em cada
etapa do processo de busca, das linguagens de busca com
recursos especiais para se aproximarem cada vez mais do usuário
inexperiente, o processo de busca continua apresentando um fator
de dificuldade que ainda não foi minimizado pelas novas
tecnologias disponíveis. (LOPES, 2002, p. 65).

A despeito de toda esta nova realidade nos serviços de informação, há dez
anos se previa:
É preciso se manter uma postura crítica em relação a cada
tecnologia de informação, não achar que ela é a “resposta” para

�todos os nossos problemas. É importante que continuemos a
avaliar as novas e antigas tecnologias, à luz da nossa missão
primordial que é a de ajudar nosso cliente a encontrar a
informação que precisa, na hora certa e no formato adequado.
(CUNHA, 1994, p. 120).

FROM MANUAL SEARCH TO ELECTRONIC SURVEY: THE PATH OF
BIBLIOGRAPHICAL RESEARCH IN THE SECTOR OF PERIODICALS OF THE
CENTRAL LIBRARY OF UFRRJ

ABSTRACT
An attempt is made to show how bibliographical research evolved in the
periodicals sector of the central library of UFRRJ (BC/UFRRJ) in the last years, as
influenced by the rise of new technologies of information. Up to the end of the
1980’s there is the manual search of abstracts in paper form, then going through
the boom of access to bibliographical data bases on CD-ROM in the 1990’s, to the
on-line bibliographical surveys in present days. This paper deals with the
implanting of the bibliographical research nucleus (NPB) in 1994, which boosted
the computer-based research at BC/UFRRJ. This was further implemented in
2000, with the availability of the Gateway to Periodicals of CAPES to the entire
Brazilian academic community. This paper also shows statistical data relating to
the flow of bibliographical research in this period. It also makes an assessment of
the widespread of on-line access to electronic journals in full text under the
COMUT Service. It presents the proposal for creating a site bank by knowledge
area, so as to further help in the search of information on the part of the user. It
shows how all of these changes came to establish a more customized fashion of
access to the users of BC/UFRRJ.
KEYWORDS: Bibliographical research. Bibliographical survey. Data bases.
Scientific periodicals. Eletronic journals.

REFERÊNCIAS
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em bibliotecas universitárias. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p. 47-53, maio/ago.
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UFMG, 1994. p. 223-233.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca Central.
Disponível em: &lt;http://www.ufrrj.br&gt;. Acesso em: 8 jul. 2004.

∗

thais@ufrrj.br
Bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rodovia BR
465, Km 7, 23890-000, Seropédica, RJ, Brasil.
∗∗
pribeiro@ufrrj.br
Estudante do 6º período do Curso de Administração da Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro, Rodovia BR 465, Km 7, 23890-000, Seropédica, RJ, Brasil.

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Da busca manual ao levantamento eletrônico: a trajetória da pesquisa bibliográfica no setor de periódicos da Biblioteca Central da UFRRJ.</text>
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                <text>Neste trabalho, pretende-se mostrar como evoluiu a pesquisa bibliográfica em periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (BC/UFRRJ) nos últimos anos, influenciada pelo surgimento das novas tecnologias de informação. Até fins da década de 80, tem-se a busca manual nos abstracts em papel, passando pelo boom do acesso a bases de dados bibliográficos em CD-ROM nos anos 90, até os levantamentos bibliográficos on line dos dias atuais. Trata da criação do Núcleo de Pesquisas Bibliográficas (NPB), em 1994, que deu o grande impulso à informatização da pesquisa na BC/UFRRJ, alavancada ainda mais em 2000, com a disponibilização do Portal de Periódicos da CAPES para toda a comunidade acadêmica brasileira. Apresenta dados estatísticos do movimento de pesquisas bibliográficas no período em questão. Avalia a repercussão do acesso on line a periódicos eletrônicos em texto completo no Serviço COMUT. Trata da proposta da criação de um banco de sites por área do conhecimento, de modo a auxiliar ainda mais a busca da informação pelo usuário. Mostra como todas estas transformações vieram estabelecer uma forma de atendimento mais personalizado ao usuário da BC/UFRRJ.</text>
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                    <text>PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES: ANÁLISE DO USO NA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
Sigrid Karin Weiss Dutra∗
Edis Mafra Lapolli∗∗

RESUMO
Após três anos de acesso ao portal de periódicos da CAPES a Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina realizou uma avaliação do
seu uso, do nível de conhecimento dos usuários sobre todos os recursos
disponibilizados, do grau de satisfação da comunidade acadêmica, do impacto sobre
a demanda do serviço de comutação bibliográfica e da participação no programa de
capacitação da biblioteca. A pesquisa pretendeu, também, colher sugestões para a
inclusão de novas áreas, editoras, links e títulos no portal. Para a sua realização
foram enviados 2000 questionários, via “e-mail”, para professores e alunos de pósgraduação, em nível de mestrado e doutorado. Através dos 452 questionários
respondidos, foi traçado o perfil do usuário do portal na Universidade Federal de
Santa Catarina, identificando um maior uso na área tecnológica e na área da saúde e
um certo grau de resistência ao uso da informação em suporte eletrônico. O
resultado da pesquisa apontou para a necessidade de atuação mais direta da
biblioteca nas atividades de pesquisa na instituição, nos cursos de pós-graduação e
para uma maior divulgação do programa de capacitação e treinamentos da
biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos eletrônicos. Capacitação. Treinamento.

1 INTRODUÇÃO
As novas tecnologias da informação e comunicação – TIC, principalmente
com o advento da Internet, passaram a ser incorporadas ao universo da pesquisa e
trouxeram novas modalidades de acesso à informação no meio acadêmico, tornando
possível o acesso aos mesmos títulos de periódicos impressos em suporte
eletrônico.
A Coordenadoria de CAPES, em 2000 lançou para a comunidade acadêmica
e científica brasileira o portal de periódicos e a Biblioteca Universitária da

�Universidade Federal de Santa Catarina, assim como todas as IFES foi beneficiada
com o acesso à ampla produção científica internacional.
Entendendo que é de sua responsabilidade fazer com que a comunidade
universitária da UFSC utilize ampla e corretamente todos os recursos disponíveis, a
Biblioteca Universitária realizou pesquisa junto a seus usuários, visando conhecer a
realidade do uso do portal de periódicos da CAPES na UFSC e também colher
subsídios para melhorar seus serviços.

2 HISTÓRICO DO PROGRAMA DE APOIO À AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES,
órgão do Ministério da Educação - MEC, através do Programa de Apoio a Aquisição
de Periódicos - PAAP, desde 1994 subsidiou as assinaturas de periódicos
estrangeiros para as instituições de ensino superior com programas de pósgraduação.

Este

programa

teve

um

papel

de

extrema

importância

no

desenvolvimento da pós-graduação no Brasil, promovendo e garantindo o acesso da
comunidade acadêmica brasileira à produção cientifica e tecnológica internacional.
Durante a última década aconteceram oscilações nos valores disponibilizados
pela CAPES, e em 1999, uma drástica redução orçamentária fez com que as
bibliotecas das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES,
abalo significativo com os cortes

sofressem um

que ocorreram nas assinaturas de periódicos

técnico-científicos estrangeiros, que provocaram lacunas irrecuperáveis em suas
coleções. O acesso à determinados artigos só passou a ser viável através de
comutação bibliográfica e muitas vezes somente obtidos no exterior, com custos
relativamente altos para os pesquisadores.
No período 1995 , 1996 e 1997, os recursos do programa mantiveram-se no
patamar dos vinte milhões de dólares e, no contexto da crise econômica que gerou a
desvalorização cambial em 1999, houve uma queda significativa nos investimentos

�realizados, que ficaram em torno de 13 milhões de dólares em 1999 e 14 milhões de
dólares em 2000.
Até 1997, o programa tinha como objetivo a aquisição de periódicos impressos
adotando um esquema centralizado de licitação e aquisição direta pela CAPES.
Apesar de alguns pontos positivos, como a garantia de poder de negociação com os
fornecedores, esta centralização apresentava pontos negativos, como a dificuldade
de controle sobre a distribuição dos fascículos que era feita de forma direta dos
fornecedores às bibliotecas e, também, na efetivação de mudanças ou correções
demandas pelas IFES.
Já em 1998, na tentativa de minimizar os efeitos da redução de investimentos,
a CAPES descentralizou o esquema de aquisição e repassou os recursos
diretamente às instituições, iniciando, neste período, o delineamento de uma nova
ação do programa.

2.1 A AQUISIÇÃO DE PERIÓDOS NA UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, em 1996 recebia
R$632.138,00 (Seiscentos e trinta e dois mil cento e trinta e oito reais) do PAAP, e
assinava 1.210 títulos de periódicos

e em 2002 recebia apenas R$364.131

(Trezentos e sessenta e quatro mil e cento e trinta e um reais) passando a assinar
somente 293 títulos.
ANO

RECURSOS
CAPES

TÍTULOS
PERIÓDICOS

MESTRAN
DOS

DOUTORAN
DOS

PROFESSORES

1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002

R$ 632.138
R$ 632.112
R$ 614.231
R$ 756.295
R$ 206.498
R$ 330.912
R$ 364.131

1.210
1.165
1.057
666
139
461
293

2.394
2.593
2.978
3.979
5,462
6.057
5.562

626
856
950
1.454
1.645
1.946
1.642

1.703
1.713
1.671
1.660
1.658
1.630
1.633

QUADRO 1:COMPARATIVO ENTRE RECURSOS, PERÍÓDICOS, ALUNOS DE CURSOS
DE PÓS-GRADUAÇÃO E PROFESSORES/ 1996-2003
Fonte: elaborada pelo autor.

�3 MUDANÇAS NO PROGRAMA DE APOIO A AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS
Em 1999, com a aplicação de recursos totalmente descentralizada, além de
garantir a continuidade de assinatura de bases de dados referencias já existentes, a
CAPES assinou o “Web of Science”1, disponibilizando o acesso em rede para todas
as IIFES com programas de pós-graduação. Ainda neste mesmo ano, ocorreu forte
articulação das IFES no sentido de viabilizar as aquisições de forma mais econômica
e eficiente.
A partir desta perspectiva, considerando as deficiências nas ações que vinham
sendo desenvolvidas, associadas aos desafios impostos por uma nova realidade
levaram a CAPES a promover amplo debate com representantes da comunidade
acadêmica e sociedades científica. Nas reuniões com a Associação Nacional de
Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior

- ANDIFES, o Fórum de

Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação - FOPROP e a Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias - CBBU, foram definidas estratégias e linhas de ação do
programa, que culmiraram com o estabelecimento de um consórcio nacional de
acesso à periódicos eletrônicos, surgindo então o Portal de Periódicos da CAPES, a
partir do dia 10 de novembro de 2000.
O Portal provocou a ampla democratização de acesso à produção científica
mundial para todas as instituições federais de ensino superior e instituições privadas
com cursos de pós-graduação avaliados pela CAPES.
O benefício inicial a um universo de 550 mil alunos de pós-graduação e
professores das unidades federais com programas de pós-graduação e instituições
particulares de excelência (com nota maior ou igual a cinco), foi o acesso ao texto
integral de 1.500 revistas científicas da Academic Press, Elsevier e OVID, além de
dez bases de dados referenciais.

1

Banco de dados produzido pelo Institute for Scientific Information (ISI), contém informações sobre a
produção científica mundial a partir de 1974.

�4 O USO DO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES NA UFSC
Em 2003, a Biblioteca Universitária da UFSC realizou avaliar, junto à sua
comunidade de usuários, sobre o uso do portal.periódicos, desde o nível de
conhecimento que os usuários possuem sobre todos os recursos disponíveis, o grau
de satisfação, o impacto sobre a demanda do serviço de comutação bibliográfica,
até a participação deles no programa de capacitação de usuários no uso das novas
tecnologias da informação, proporcionado, através de palestras, treinamentos e
tutoriais, pela biblioteca.
A pesquisa foi realizada em agosto e setembro de 2003 através da aplicação
de questionários com 10 questões, sendo 7 questões fechadas e 3 abertas, dirigido
via e-mail aos professores e alunos dos cursos de pós-graduação da UFSC. Foram
enviados 2000 questionários dos quais retornaram 452 respondidos.

TABELA 1 – POPULAÇÃO PESQUISADA POR UNIDADE DE ENSINO

200
180
160
94

140
120
100

professores
alunos

80
60
40
20

28
14
18

26
20

6
24

CCB

CCE

0
CCA

15
8

CCS

3
5

CDS

9
7

CED

10
12

CFH

35

CFM

97
10
14

CSE

1
4

CTC

CCJ

Centros de Ensino

Fonte: Elaborada pelo autor

A realização da pesquisa pretendeu investigar uma determinada população e
seu comportamento em uma determinada situação, ou seja, sua forma de acessar
informação acadêmica e científica, partindo de uma mudança do ambiente impresso
para ambiente digital.

�Dentro desta perspectiva se pretendeu principalmente:
a) Avaliar o índice de acessos;
b) Mensurar o grau de satisfação;
c) Identificar o nível de conhecimento sobre os recursos disponibilizados;
d) Levantar sugestões para inclusão de novos títulos, editoras e links;
e) Colher subsídios para avaliar e promover melhorias no programa de
capacitação, treinamento de usuários e tutoriais da biblioteca.

5 RESULTADOS

Os resultados da pesquisa são apresentados através de tabelas, que
expressam quantitativamente os dados coletados. Das questões abertas foram
subtraídas expressões de maior ocorrência para que pudessem ser quantificadas.

a) Você acessa o portal de periódicos da CAPES?

9,2%

Sim
Não

90,8%

Quadro: Índice de usuários do Portal na UFSC.

�b) Com que freqüência faz uso do portal?

6,5%

33,6%

1 vez por semana
1 vez por mês

41,2%

mais de uma vez por semana
a cada 3 meses
18,7%

Quadro: Índice de freqüência de acesso ao Portal na UFSC.

c) Na sua opinião o que representa o portal de periódicos para a
comunidade acadêmica e científica?

Seguem apresentados algumas manifestações mais relevantes dos usuários:
“Talvez seja o apoio mais significativo que a CAPES providenciou para o progresso
da ciência e do ensino superior no Brasil”. (M.S.)
“Representa uma virada de página na pesquisa brasileira”.
“É a coisa mais importante que aconteceu para a ciência brasileira nos últimos 30
anos”. (R.C.S)
“Nos coloca em pé de igualdade com instituições internacionais de alto nível”.
“O melhor serviço que o Brasil já fez em prol da pesquisa científica e tecnológica”.
(M.R.S)

�“Não há comparação com as antigas pesquisas através de Index e espera pelos
artigos desejados”. (S.M.T)
“Possibilidade de acesso sem construir grandes acervos físicos, sem exigir
deslocamento e trânsito desnecessário de papéis”. (T.P.O.)

“Particularmente estratégico para o desenvolvimento de grupos de pesquisa em
instituições fora da região sudeste, agora tanto faz estar na USP ou na Universidade Federal
de Rondônia”. (L.B.G.)

d) Você conhece todos os recursos disponibilizados pelo portal?

20,4%

Sim
Não
54,0%

Em parte
25,7%

Quadro: Índice do conhecimento sobre os recursos do Portal na UFSC

e) Qual o seu grau de satisfação na busca de informações no portal?
0,5%
4,4%

35,1%

Sempre encontra o artigo
desejado
As vezes encontra o artigo
desejado
60,0%

Raramente encontra o artigo
desejado
Nunca encontra o artigo
desejado

Quadro: Índice de satisfação na busca de informações no Portal na UFSC.

�f) No seu caso, como ficou o pedido de artigos via COMUT após o portal?

4,4%
15,1%

diminuiu
continuou na mesma
média
aumentou

80,5%

Quadro: Índice da demanda do COMUT após disponibilização do Portal na UFSC.

g) Baseado em sua experiência como usuário, que sugestões daria à
CAPES?

18,2%

Ampliar
3,6%

Manter

1,5%

Treinar
57,3%

Divulgar
19,4%

Outras

Quadro: Índice das principais sugestões apresentadas ao Portal na UFSC

�h) Você conhece o programa de treinamento no suo do portal e demais
serviços oferecidos pela biblioteca?

17,2%

Sim
Não

82,8%

Quadro: Índice do conhecimento dos serviços da biblioteca na UFSC.

i) Para você o que representa a biblioteca no seu processo de busca de
informação?

4%
3%

3%

12%

Mero local armazenador de
informação
É partícipe no processo

15%

É importante agente de
socialização do conhecimento
Imprescindível para sua
pesquisa
Prescindível para sua
pesquisa
Outra

63%
Quadro: Índice do significado da biblioteca no processo de busca de informação na UFSC

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O periódico eletrônico revolucionou a forma de aquisição nas bibliotecas.
Através do estabelecimento de consórcios, de forma compartilhada as instituições
passaram a ter a possibilidade de acesso simultâneo, em tempo real, a uma mesma
coleção, como é o caso do portal de periódicos da CAPES.
Neste contexto, fica muito evidente que as bibliotecas e seus profissionais
serão sempre imprescindíveis, pois igualmente como ocorria com os periódicos
impressos, os pesquisadores não assinarão tudo e as bibliotecas continuarão com a
sua tradição de disponibilizar informação, em diferentes suportes.
Diante dos resultados da pesquisa realizada, para a biblioteca da
Universidade Federal de Santa Catarina, um novo desafio se apresenta. Além de
promover uma maior visibilidade e presença da biblioteca na vida dos pesquisadores,
seus profissionais precisam se adaptar às interfaces eletrônicas, às novas
modalidades de ensino que se ampliam, e também auxiliar o usuário a quebrar as
suas barreiras com vistas ao uso da informação eletrônica, daí surgindo a
necessidade cada vez maior de investimentos nos programas de capacitação e
treinamentos no uso das novas tecnologias, seja de forma convencional ou através
de tutoriais disponibilizadas via web.
Cabe às bibliotecas e aos bibliotecários das instituições de ensino superior
que acessam o portal da CAPES, a missão de difundir, ampliar e otimizar o seu uso,
considerando os investimentos realizados em favor do desenvolvimento científico e
tecnológico do País, que ainda é realizado sobretudo através dos estudos e
pesquisas realizada nas IFES .
O papel da biblioteca é também extremamente importante, no sentido de
apontar para a CAPES as necessidades de ampliação, novas inserções, baseadas
nas demandas não atendidas nas bibliotecas. Neste sentido, a pesquisa conseguiu
colher sugestões dos usuários no que se refere à inclusão de novos títulos,
ampliação da cobertura em diversas áreas do conhecimento, editoras e links. A

�desvinculação do IP institucional, a inclusão de anais de congressos, a integração
com a plataforma Lattes, a garantia de acesso a coleções retrospectivas, a
possibilidade de uma única interface de pesquisa, foram alguns dos itens mais
apontados pelos usuários na pesquisa.

ABSTRACT
After three years of the existence of the gateway of periodicals of CAPES, the
University Library of the Federal University of Santa Catarina has made an evaluation
of its use, the level of knowledge of the users of all the resources which are
disposable, the degree of satisfaction of the academic community, the impact of the
use upon the demand of the service of bibliographic exchange and training programs
of the library. Through 2,000 questionnaires - sent per e-mail to professors and
postgraduate students at the magister and doctorate level - the research also
collected suggestions as for the inclusion of new areas, publishing houses, links and
titles at the gateway. Based on the 452 questionnaires which were returned was
drawn the profile of the users of the gateway at the Federal University of Santa
Catarina, concentrated at the technology and health areas. A certain degree of
resistance against information passed by electronic support appeared. The result of
the inquiry showed that the library should be more present at research activities at the
University, the postgraduate courses and divulgate more its program of formation and
training.
KEYWORDS: Electronic periodicals. Formation and training.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Assessoria de Comunicação Social. MEC amplia
acesso à produção científica internacional. Brasília. 2000. Folheto
______. _______._______. Portal. Brasília, 2000. Folheto.
______. _______. Diretoria de programas. Coordenação de Acesso à Informação
Científica e Tecnológica. Programa de apoio à aquisição de periódicos- PAAP.
Brasília. 2003. Apresentação power point.

�______. _______. CAPES: novos rumos do programa de apoio à aquisição de
periódicos. Brasília. 2000. Material promocional.
______. ______. Programa de apoio à aquisição de periódicos CAPES-MEC.
Brasília. 2001. Nota informativa ao Ministério da Educação em 2 fev. 2001.
Presidência da CAPES.
DIAS, Guilherme Ataíde. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação
deste recurso pelos usuários. Ciência da Informação. Brasília, v. 31, n. 3, p. 18-25,
set./dez. 2002. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
CRUZ, Ângelo et al. Impacto dos periódicos eletrônicos
em bibliotecas
universitárias.Ciência da Informação. Brasília, v.32, n. 2, p. 47-53, maio/ago. 2003.
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero; FERREIRA, Maria Cecília Gonzaga. Avaliação de
periódicos científicos e técnicos. Ciência da Informação. Brasília, v. 27, n. 2, p.165175. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Relatório de gestão: 1996-2004. Florianópolis, 2004. Relatório digitado.
_______. Gabinete do Reitor. Programa Integrado de Planejamento. UFSC em
números: 1996-2003. [Série histórica]. Material para publicação.

∗

Mestranda em Engenharia de Produção e Sistemas: Empreendedorismo; Diretora da Biblioteca
Universitária da UFSC. sigrid@bu.ufsc.br. Universidade Federal de Santa Catarina. Biblioteca
Universitária. Campus Universitário – Trindade. Florianópolis-SC-Brasil.
∗∗
Doutora em Engenharia de Produção e Sistemas, Profa. Do Curso de Pós-graduação em
Engenharia de Produção e Sistemas/UFSC. oriente@led.br
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas. Campus Universitário –
Trindade. Florianópolis-SC-Brasil

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Após três anos de acesso ao portal de periódicos da CAPES a Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina realizou uma avaliação do seu uso, do nível de conhecimento dos usuários sobre todos os recursos disponibilizados, do grau de satisfação da comunidade acadêmica, do impacto sobre a demanda do serviço de comutação bibliográfica e da participação no programa de capacitação da biblioteca. A pesquisa pretendeu, também, colher sugestões para a inclusão de novas áreas, editoras, links e títulos no portal. Para a sua realização foram enviados 2000 questionários, via “e-mail”, para professores e alunos de pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado. Através dos 452 questionários respondidos, foi traçado o perfil do usuário do portal na Universidade Federal de Santa Catarina, identificando um maior uso na área tecnológica e na área da saúde e um certo grau de resistência ao uso da informação em suporte eletrônico. O resultado da pesquisa apontou para a necessidade de atuação mais direta da biblioteca nas atividades de pesquisa na instituição, nos cursos de pós-graduação e para uma maior divulgação do programa de capacitação e treinamentos da biblioteca.</text>
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                    <text>PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS EM BIBLIOTECAS: UMA NECESSIDADE
CONSTANTE
Rita Andrade de Oliveira∗
Ademir Henrique dos Santos∗∗
Adélia Tomaz∗∗∗

RESUMO
Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais
bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como
resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no
exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa sobre Conservação e Preservação
de Materiais Bibliográficos em bibliotecas universitárias, utilizando-se como amostra o acervo
da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá.
Como objetivo propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração.
Para desenvolver este projeto utilizar-se-á a metodologia descritiva, levantando as
dificuldades no exercício dos programas relativos à Conservação e Preservação dos
Materiais Bibliográficos.

2 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

�A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi criada em 1969. Com a expansão de
novos cursos, conseqüentemente do acervo, números de usuários e implantação de novos
serviços para atender a demanda foi necessário rever um novo projeto para ampliação do
espaço físico da Biblioteca Central.

Assim sendo, em 1990 iniciou-se o processo de

construção do novo prédio que fora inaugurado em outubro deste mesmo ano.
Mesmo assim este espaço, com o passar dos anos se torna cada dia insuficiente. O
setor de restauração instalado permanentemente em local inadequado (em decorrência da
falta de espaço) não dá conta do reparo de mais de 5.000 obras danificadas. É real a
constante preocupação que leva o questionamento da falta do estabelecimento de uma
política de conservação e preservação dos materiais bibliográficos.
Quanto aos ambientes físicos, diversos são os fatores prejudiciais ao acervo da
Biblioteca da UEM: o prédio é quadrilátero e em todos os seus lados repletos de janelas com
abertura parciais tipo basculante. Este tipo de janela além de prejudicar a ventilação do
ambiente, permite a entrada de grande parte da poeira já instalada, bem como grande
quantidade e variedade de insetos voadores.
Embora tenha proteção do tipo black-out, em alguns locais é insuficiente não
resolvendo o problema da deterioração fotoquímica.
A iluminação natural é intensa, visto que da nascente até o poente do sol é grande a
intensidade dos raios nos vidros das janelas, que não possuem a película protetora que
diminuía à incidência dos raios ultravioletas.
Quanto à luz artificial as lâmpadas são em quantidade satisfatória, porém por serem
lâmpadas fluorescentes deveriam portar filtros contra os raios UV.
Uma preocupação a mais em relação à conservação preventiva se faz necessária, no
que diz respeito ao treinamento dos funcionários diretamente envolvidos com o manuseio de
materiais bibliográficos.

�A reposição das obras nas estantes requer uma habilidade adquirida em treinamento,
pois obras com lombada superior a três cm de largura devem ser armazenadas com cuidado.
A higienização é outro fator de relevância, pois todo o prédio da biblioteca necessita
dela, visto que nos quatro pisos há estantes com materiais armazenados. No sub-solo o
depósito da aquisição e obras de reposição. No térreo o setor de periódicos, no 1º andar o
acervo geral, e no 3º piso um pequeno depósito com mais de 5.000 obras a espera de
restauração. Nota-se a importância e a necessidade do trabalho de higienização nas
estantes, mas infelizmente um único funcionário é destinado a esta tarefa, o que é
indiscutivelmente insuficiente. Para a execução desta tarefa, os procedimentos de
manutenção devem ser vistos com urgência.
Outro fator na conservação preventiva, diz respeito à climatização da biblioteca em
geral; uma vez que em todos os seus andares armazenam-se obras. A temperatura e a
umidade especificamente em Maringá são oscilantes, ou seja, o tempo todo tem variações
torna-se, portanto, um dos fatores que contribuem fortemente para a deterioração dos
materiais bibliográficos, além de favorecer a proliferação de agentes biológicos.
O manuseio constante dos materiais pelos funcionários e usuários é outro fator
determinante para que se recomende a aplicação de critérios, ou a adoção; de normas e
procedimentos básicos.
A prevenção também incide na área de incêndio e infiltrações. No caso de incêndio, os
funcionários poderiam realizar treinamento específico junto as especialistas da área, pois no
que se refere ao manuseio de extintores ou retiradas estratégicas não é de conhecimento de
funcionários. Fato agravado pela colocação de grades nas janelas.
Quanto ao transporte de materiais especificamente de livros, os carrinhos são
considerados inadequados, pois a colocação de livros com várias espessuras compromete
procedimentos básicos de conservação.
Os problemas elencados são grandes desafios que sugerem mudanças. Para que o
custo a longo prazo não se torne elevado, seria interessante que o “olhar” desta instituição se

�voltasse com carinho para a biblioteca e depositassem confiança naqueles que se
preocupam com o futuro do patrimônio intelectual.

3 JUSTIFICATIVA
Analisando, funções cujos setores, envolvem acervo, coleções especiais periódicos e
restauração, nota-se a insegurança no controle de conservação por isso é necessário
colaborar para a melhoria de alguns aspectos elencados no capítulo anterior.
Todas as ações de conservação preventiva visam cuidar do acervo da como um todo.
No entanto, será dada maior atenção para o acervo de livros. São realizadas seis guardas
diárias, perfazendo uma média de sessenta a noventa livros por dia; são retirados de
circulação de dez a quinze livros por dia, que necessitam de algum reparo. Com estes dados;
é feito o diagnóstico e a dimensão exata da necessidade de uma ação preservativa eficiente,
que pelo menos amenize os efeitos destrutivos nos materiais bibliográficos.
Apesar de serem parte do patrimônio cultural, os documentos dos arquivos, os
manuscritos, e os documentos impressos não sobrevivem por si mesmos; é necessária uma
vontade política para salvaguardar e proteger esta herança cultural. Por esta razão,
numerosos países, ditam regulamentos e leis para a proteção, conservação e utilização dos
arquivos. Da mesma forma, à nossa legislação exige que se conserve na Biblioteca Nacional,
pelo menos um exemplar de cada livro ou obra impressa.
Não obstante, muitas destas “destruições” são de origem humana. Os bens culturais
são tocados e manipulados, vê-se com tristeza encadernações manchadas de gordura,
páginas cobertas com manchas de canetas, lombadas maltratadas e deformadas.
Ainda é mais difícil, chegar à conclusão sobre os danos que estão sendo causados às
obras raras e especiais quando se trata dos fatores no âmbito do ambiente físico.
Se uma das finalidades das bibliotecas, é levar o conhecimento e informação através
de gerações, também tem como uma de suas finalidades estabelecer medidas preventivas e

�impedir ou limitar danos a documentos já armazenados em seu interior, prolongando suas
vidas.
Para que isso aconteça às bibliotecas devem ser apropriadamente climatizadas, com
depósitos seguros e bem equipados. Quanto aos livros deve-se procurar manter os depósitos
a uma temperatura entre 16 e 20ºC e a umidade relativa de 45 a 55%. Estas condições
proporcionam aos documentos ampla proteção contra o mofo e outros microorganismos e
pragas.
O ar não deve conter gases tóxicos ou oxidantes, nem pó, e deve ser renovado com a
freqüência necessária.
É preciso evitar a exposição demasiada e prolongada dos documentos a luz,
especialmente à luz natural e as iluminações artificiais com intensa radiação ultravioleta.
A luz tem duas fontes: a natural e a artificial. As bibliotecas e os arquivos
devem evitar a natural. A luz do sol tem alta porcentagem raios ultravioleta. A
luz danifica porque a energia em forma de luz é absorvida pelas moléculas
dentro de um objeto. Essa absorção da energia de luz pode desencadear
varias seqüências de reações químicas, e todas elas estão prejudiciais ao
papel. O termo geral para esse processo é deterioração fotoquímica (OGDEN,
1977).

Sob a denominação de medidas preventivas, devem incluir, igualmente a necessidade
de uma gestão eficaz, quanto a conservação, para garantir a adoção precaução necessária
no momento da retirada e do retorno dos livros (circulação), durante seu transporte e mesmo
quando de sua utilização para leitura.
A microfilmagem também é outra proteção conveniente para obras da coleção
especial, que além de ser uma medida eficaz também é econômica.Sobre o microfilme
Margaret Child, Assistent Director Smithsonian Institution Libraries, escreve:
A microfilmagem é importante porque proporcionam uma forma relativamente
barata de preservar o conteúdo informativo dos livros, periódicos, jornais. É a
única tecnologia comprovada que temos a disposição. É uma antiga
tecnologia que existe e se usa desde meados da década de 30. Se ela for
feita adequadamente e se os negativos forem armazenados de forma correta,

�sabemos que estas imagens vão sobreviver por vários séculos.Ninguém gosta
de microfilmagem, sou historiadora de profissão, e pessoalmente detesto
microfilmagem. A cabei com os olhos por causa dela. Mas não temos outra
escolha no momento. Há novas tecnologias no horizonte, mas só no
horizonte, e por enquanto o microfilme é a tecnologia testada e confiável que
temos (SLOW, 1987).

Com o advento do progresso cientifico e tecnológico desencadeado a partir do século
XIX, a rápida expansão dos limites de diversas áreas do conhecimento e suas inúmeras
relações vem contribuindo constantemente para o aumento e diversidade dos “suportes
originais” dos documentos.
É este crescimento de informações impressas desencadeia um processo de evolução
e aperfeiçoamento das técnicas de conservação.
Hoje, mais do que nunca, o homem se volta para a pesquisa, para a investigação e
divulgação constantes de todos os conhecimentos teóricos e práticos que viabilizam, para as
gerações futuras, a permanência a durabilidade de seu principal produto, que são os livros e
os documentos.
O processo irreversível de deterioração dos objetos culturais, não pode apenas ser
detido com o dinheiro, sobretudo em períodos economicamente difíceis. São também
necessários os conhecimentos, a imaginação e a determinação.
POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO
É necessário estabelecer, em caráter de urgência, políticas de preservação para
qualquer acervo de biblioteca.
A política de acervo ajuda a determinar as prioridades de conservação. Os
objetivos e as prioridades de um programa de preservação devem estar
firmemente enfatizados no documento que afirma a missão da Instituição.
Devem ser fundamentadas, também, políticas de acervo coerentes e bem
definida (OGDEN, 1997, p.11).

A decisão sobre as prioridades, no planejamento para a preservação, requer algumas
ferramentas especializadas. Estas ferramentas, assim como outras que existem na área,

�ajudam o administrador a avaliar os componentes básicos do planejamento para preservação
(OGDEN, 1997, p. 3).
A ABP (Associação das Bibliotecas de Pesquisa) oferece um manual, o Programa de
Planejamento para Preservação que, embora focalize as maiores bibliotecas de pesquisa e
preveja, para sua realização, a assistência de um experiente administrador de preservação,
pode fornecer um útil resumo de procedimentos informações para a avaliação das matérias
que devem ser consideradas por qualquer instituição.

PRESERVAÇÃO ESTRUTURAL
O planejamento efetivo de um programa de preservação exige a revisão dos vários
sistemas e políticas empregadas, que vão desde aspectos relativos à seleção do local, à
construção do edifício.
Nesse sentido, devem ser evitadas zonas de risco, tais como aquelas sujeitas
a inundações ou áreas altamente sujeitas à poluição atmosférica, devem
também ser evitados terrenos pantanosos, excessivamente úmidos
(ALMEIDA, 2000, p. 97).

“A estrutura do edifício é também um filtro permitindo que quantidades
cuidadosamente controladas de luz, calor e outros elementos penetrem em seu interior”
(TRINKLEY, 1997, p. 16).
Este último aspecto é uma questão estrutural, não só na construção, mas também no
caso de reformas,
[...] Deve-se estimular o arquiteto a buscar soluções que melhorem a
eficiência térmica da estrutura já existente, que possa vir a contribuir para um
ambiente interno estável, com níveis aceitáveis de temperatura e umidade
relativa do ar (ALMEIDA, 2000, p. 98).

Neste aspecto Trinkley nos alerta para o fato relevante dos produtos químicos nos
acervos, os quais também afetam as pessoas, principalmente as alérgicas.

�O produto químico destacado por este autor é o formaldeído, pode causar danos aos
níveis de 0,05 a 0,5 ppm, aos olhos, que podem irritar-se, aos níveis de 1 ppm, irritará o
nariz, a garganta e os brônquios. O formaldeído é um gás incolor com odor detectável a uma
concentração de aproximadamente uma parte por milhão (ppm). Este gás pode ser
encontrado em alguns materiais têxteis, em aglomerados, compensados de madeira,
laminados baseados em papel ou fibra plástica e em determinadas tintas, fibras de vidro e
plásticos. Este mesmo gás afeta as coleções de bibliotecas de duas maneiras: a primeira na
presença de umidade, ele formará um ácido fraco denominado ácido fórmico. Em segundo o
formaldeído não apenas afeta o pH do papel, mas pode alterar sua cor, esmaecer pigmentos
e atacar a colagem utilizada em alguns papéis (TRINKLEY, 1997, p. 102).
Nota-se que os metais acabam sendo a opção para estantes e armários, desde que
tenham revestimentos de esmalte cozido de alta qualidade.
Um outro aspecto que nem sempre recebe a atenção necessária refere-se ao
acabamento interno e ao mobiliário. Arquitetos e bibliotecários preocupam-se geralmente
com a qualidade acústica, durabilidade, funcionalidade e a estética. Nem sempre aspectos
ligados à preservação são levados em consideração.
Ainda na parte estrutural interna do prédio, passamos a analisar a questão piso;
considera-se ideal aquele que, além de ser bonito e silencioso, não exale nenhum poluente
nocivo; não favoreça a infestação de insetos; seja impermeável e resistente a água; seja a
prova de fogo e seja de fácil manutenção. Há basicamente oito tipos ou classificações de
pisos: concreto, cerâmica, tijolo, pedra, madeira, vinil, cortiça, borracha, linóleo e carpete.
Trinkley (1997, p. 25) afirma que: “Para todos estes tipos de piso obviamente há
questões de preservação associadas, todas a serem discutidas entre bibliotecário, projetistas
e pelo arquiteto considerando todos os aspectos para que possa ser tomada a decisão final”.
Passamos então a verificar a parte de sobrecargas. Trata-se de questão importante
quando unidades armazenam acervos de documentos. Livros quando reunidos têm seu

�peso bastante elevado. Segue-se a mesma observação para jornais, revistas e outros
documentos em suporte de papel.
Livros normais pesam de 11,3 a 13,6 quilos por fileira em uma prateleira com
91,4 centímetros, ocupadas em três quartos de sua capacidade. Periódicos
encadernados num arranjo similar pesarão cerca de 25 quilos. Tirando uma
média, um corredor com estantes dos dois lados, com sete prateleiras e 5,5
metros de comprimento, com 91,4 centímetros entre as estantes, em um
quadrilátero de 6,9 metros de lado pesará entre 122 quilos e 269 quilos por
metro quadrado (somente os livros sem incluir o peso das estantes”
(TRINKLEY, 1997).

AGENTES AMBIENTAIS

ILUMINAÇÃO
Fundamental é do ponto de vista preservativo, com referência à iluminação (luz),
tanto natural quanto artificial; que se tomem providências quanto a sua interferência na vida
das coleções.
A luz não é inconveniente para a boa conservação do papel sempre que sua
intensidade for controlada. De outra forma, descolore as tintas, atua sobre os
ingredientes e impurezas do papel por reações fotomecânicas e de oxidação.
Os produtos resultantes desta ação atuam sobre a celulose, debilitando-a pela
ruptura· de suas cadeias moleculares. A luz tem uma ação fotossensitiva
branqueadora sobre os papéis de boa qualidade e produz amarelecimento e
escurecimento naqueles em cuja composição figura a lignina. A luz mais
prejudicial com base na quantidade de radiações ultravioleta é a luz do sol,
seguindo-se a fluorescente, e em último lugar a incandescente (GONÇALVES,
1989, p.163).

Para (ALMEIDA, 2000, p.101), toda luz é prejudicial aos acervos, pois isto provoca a
perca de cor, o desbotamento de corantes e pigmentos e resulta no desgaste dos
documentos impressos e também os materiais magnéticos.
A luz natural ou artificial, é um tipo de radiação eletromagnética capaz de
fragilizar os materiais constitutivos dos documentos, induzindo um processo
de envelhecimento acelerado. Além da radiação visível o ultravioleta e o
infravermelho são mais dois fatores de radiação (SPINELLI JUNIOR, 1997, p.
27).

�Em bibliotecas a luz é utilizada como iluminação ambiental e iluminação de serviço.
Em relação à primeira muitas vezes se usa a luz natural para efeitos estéticos e psicológicos,
mesmo sabendo do comprometimento com a conservação de materiais. Diante do exposto,
alternativas de aproveitamento controlado da luz natural, que vão desde o uso de abóbadas
e pátios internos, até o uso de persianas verticais para reduzir a entrada de luz ou a filtragem
de UV com placas acrílicas ou filmes.
Mesmo com todas as alternativas ao uso da luz natural ela não deve nunca ser
utilizada para a iluminação de serviço.Esta deve ser voltada para áreas de trabalho, de
armazenamento de acervos e de leitura e é controlada por três fatores:
•

Distribuição espacial das lâmpadas,

•

Intensidade de fontes de luz,

•

Distribuição espectral ou de cor de luzes.
“É importante ressaltar que, nas áreas de armazenamento, há necessidade de luz

apenas para encontrar o material, e não para lê-lo, o que pode reduzir significativamente os
danos causados às coleções” (ALMEIDA, 2000, p. 102)

TEMPERATURA E UMIDADE

A temperatura e a umidade também afetam a preservação dos materiais. A umidade
representa o vapor d água contido na atmosfera circunvizinha ao acervo bibliográfico e é
resultante da combinação dos fenômenos de evaporação e condensação da água. Os
fenômenos estão diretamente relacionados com as variações de temperatura ambiental.
As chuvas, lagos, rios, limpezas aquosas, infiltrações por janelas, paredes e tetos
defeituosos e inclusive a transpiração do corpo humano, são fontes de umidade.
A medição da umidade ambiental é feita através do uso de higrômetros, higrográfos,
psicrômetros e tiras de papéis especiais, já a medição de temperatura é realizada através de

�termômetros.

Os

termoigrômetros

e

termoigrógrafos

são

aparelhos

que

medem

simultaneamente a temperatura e a umidade.
Normas técnicas e critérios referentes à umidade relativa, temperatura,
iluminação, poluição e até mesmo exposição e armazenamento do acervo
devem considerar sempre as condições ideais para conservação do bem
cultural. Normas técnicas de temperatura e umidade relativa devem ser
estabelecidas em função da estabilização climática interna, do conforto
humano e da conservação do acervo. Essa preocupação deve ser igualmente
respeitada quando do transporte e empréstimo do bem cultural para outro
local, seguindo os valores recomendáveis; [...] (POLÍTICA DE
PRESERVAÇÃO DE ACERVOS INSTITUCIONAIS, 1995, p. 19).

CONCLUSÃO/RECOMENDAÇÕES

•

Conhecer as dificuldades, instaladas na área interna da biblioteca, especificamente no
acervo, referente à conservação e preservação de materiais bibliográficos;

•

Levantar aspectos inerentes à ação preventiva, para salvaguardar toda a espécie de
obras acervadas na Biblioteca Central da UEM;

•

Identificar os problemas com o objetivo de estabelecer programas de ações
preventivas.
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∗

ritao2@bol,com.br
ahdsantos@uem.br
∗∗∗
atomaz@uem.br
∗∗

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.</text>
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                    <text>QUALIDADE EM SERVIÇOS: DIMENSÕES PARA ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO
DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS BRASILEIRAS
Narcisa de Fátima Amboni∗

RESUMO
Estabelecer dimensões internas e externas para orientar e subsidiar a avaliação da
qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras a
partir da experiência e vivência da autora junto a biblioteca da UFSC e dos
fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos estudiosos da área considerados
neste estudo. O estudo é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo. As técnicas de
coleta de dados foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica.
informações coletadas são tratadas de forma qualitativa. As dimensões internas
estabelecidas são a liderança, propósitos, processos, pessoal, tecnologia, acervo,
instalações físicas, orçamento e finanças. As dimensões externas são as pertinentes ao
ambiente direto: usuários, fornecedores, concorrentes e grupos regulamentadores e as
do ambiente indireto denominadas de dimensões tecnológicas, legais, políticas,
econômicas, sociais e demográficas.
PALAVRAS-CHAVE:

bibliotecas

universitárias-Brasil.

Prestação

de

serviços.

Qualidade. Avaliação.

1 INTRODUÇÃO

O interesse pela qualidade do serviço aumentou exponencialmente durante os
anos 80. Na literatura de marketing de serviços, uma abordagem da qualidade
orientada para os serviços foi introduzida por Gronroos no idioma em inglês em 1982 (e
na Escandinávia alguns anos antes), com a introdução do conceito de Qualidade
Percebida do Serviço e o modelo de qualidade total do serviço. (GRONROOS, 1983).
Essa abordagem baseia-se na pesquisa sobre comportamento do público interno e
externo e dos efeitos das expectativas com relação ao desempenho dos bens na
avaliação pós-consumo.

�A abordagem da qualidade percebida do serviço ainda parece formar os
fundamentos da maioria das pesquisas correntes sobre qualidade do serviço e do
desenvolvimento da teoria sobre marketing de serviços.
Gummesson (1988) demonstra que as organizações tradicionais estão cada vez
mais devotas a questões relacionadas à qualidade dos produtos. Para provar sua
opinião, o autor mostra como os anais de 885 páginas provenientes da 42ª Conferência
Anual, realizada pela Sociedade Americana de Controle de Qualidade (ASQC), em
1988, incluem apenas três documentos num total de 145 que mencionam a palavra
serviços no título, e como a palavra serviços não foi mencionada em nenhum dos títulos
dos 102 documentos incluídos nas 1.167 páginas dos anais da 31ª Conferência Anual
da Organização Européia de Controle de Qualidade em 1987. (EOQC apud
GRONROOS, 1993).
A administração de serviços, como modelo e filosofia de gestão, está atraindo a
atenção de executivos e de muitas organizações, oferecendo um esquema unificador
de referência para que se pense a respeito do mercado, do usuário, do produto e da
organização (ALBRECHT, 1992, 1998; BERRY, 1996; DAVIDOU, 1991; GRONROOS,
1993; MOREIRA, 1996; NORMANN, 1993; TÉBOUL, 1991, 1999).
A adoção da filosofia de administração de serviços, segundo os autores, força os
dirigentes a reexaminarem alguns dos hábitos de pensar, premissas e crenças mais
fundamentais praticadas pela organização ao longo do tempo. Para que a
administração de serviços funcione, os executivos precisam inverter as suas visões do
mundo e encarar coisas antigas de novas maneiras. A imposição desta ampliação de
paradigmas é um dos maiores valores invisíveis dessa filosofia.
A administração de serviços propõe uma retomada de consciência em relação à
maneira de se encarar o usuário. Num estabelecimento de prestação de serviços,
usuários satisfeitos são como ativos. Se estiver pensando em comprar um
estabelecimento de serviços, como um consultório médico, um restaurante, ou uma

�corretora de seguros, você deve pagar não só pelo valor do equipamento e das
instalações. Também existe capital aplicado na satisfação dos usuários. Se o
empreendimento estiver em declínio, perdendo usuários, vale menos do que se ainda
desfrutasse da lealdade dos usuários, com garantia de vendas repetidas. As compras
futuras dos usuários possuem, certamente, valor presente que faz parte do capital
intangível do empreendimento.
A administração de serviços, segundo Albrecht (1992; 1998), é um conceito
organizacional de visão global que se empenha para fornecer um serviço superior,
capaz de ser a força motriz dos negócios. É um conceito de transformação, uma
filosofia, uma mentalidade, uma série de valores e atitudes, e que, mais cedo ou mais
tarde, será um conjunto de métodos. O principal motivo para se querer conhecer
profundamente o usuário e tornar o serviço a força motriz da organização é o de
buscar, diante dos concorrentes, um fator de diferenciação.
Miranda (apud CARVALHO, 1981), diz que a renovação da vida universitária só
é possível na medida em que o elemento humano (professor, aluno, pesquisador,
técnico administrativo) for reformado no universo das idéias e dos valores, do
conhecimento gerado, absorvido e disseminado.
Informação e qualidade possuem grande valor na sociedade. A informação,
devido ao seu caráter de reduzir incertezas e representar um certo poder em quem a
detém; a qualidade, por proporcionar a adequação ao uso (BARBALHO, 1995).
Entretanto, pouco se tem realizado e escrito sobre a gestão da qualidade em
bibliotecas. Trabalhos recentes, de autores brasileiros, resgatam os estudos que se
encontram na literatura nacional e estrangeira (por exemplo, BARBALHO,1995;
BELUZZO, MACEDO, 1993; NAKAMURA, 1994; ROCHA, GOMES, 1993)
Em relação à qualidade em bibliotecas, percebe-se que os estudos brasileiros
estão voltados para a motivação dos recursos humanos associada à melhoria da
qualidade dos serviços prestados por bibliotecas.

�1.1 OBJETIVO GERAL E RELEVÃNCIA
O presente trabalho tem por objetivo estabelecer dimensões internas e externas,
para orientar e subsidiar a avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas universitárias federais brasileiras.
O mesmo torna-se relevante no momento em que é exeqüível o aperfeiçoamento
significativo dos padrões de qualidade dos serviços, tanto por meio da reflexão quanto
pela implementação das dimensões como política e prática dos integrantes da
biblioteca em prol do incremento da qualidade de ensino, pesquisa, extensão e
administração nos ambientes políticos, sociais e técnicos. Sob este prisma, os serviços
prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras devem surpreender as
expectativas dos públicos internos e externos, como resultado da identificação do
conhecimento no contexto social particular em que acontece, produzindo sucessivas
relações sociais.

1.2 METODOLOGIA
A natureza da presente pesquisa é predominantemente qualitativa. Dois
aspectos contribuíram para o estabelecimento das dimensões internas e externas. O
primeiro está relacionado com os fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos
estudiosos da área considerados neste estudo, enquanto que o segundo está ligado à
experiência e à vivência direta da autora com as bibliotecas universitárias federais
brasileiras, por estar atuando como Bibliotecária e gestora da BU/UFSC há mais de 20
anos. O estudo em pauta é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo.
As técnicas de coleta de dados utilizadas para o desenvolvimento do presente
estudo foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica.

2

DIMENSÕES INTERNAS E EXTERNAS

�As dimensões de qualidade em serviços devem ser vistas como orientadoras
para a prática avaliativa dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais
brasileiras e, acima de tudo, como um processo gerencial, que deve ser considerado
dinâmico, com uma função articuladora enquanto proposta de execução capaz de
integrar as dimensões que servem de parâmetros para orientar e subsidiar a avaliação
da qualidade dos serviços prestados por essas bibliotecas.
As dimensões internas envolvem as relativas à liderança, propósitos,
processos, pessoal, acervo, instalações físicas, tecnologias, orçamento e finanças.
•

Dimensão liderança: a liderança deve ser o elemento promotor da gestão,

responsável pelo estímulo aos colaboradores. Para a mudança dos resultados
institucionais, é imprescindível que a alta administração adote posturas e práticas,
atuando como um exemplo a ser seguido e patrocinando as ações necessárias e
adequadas a um estilo empreendedor de gestão. A chave consiste em ter uma
liderança autêntica em serviços. É necessária a existência de meios de comunicação
ágeis e eficazes, como por exemplo, boletins, informativos, cartazes, palestras, intranet,
práticas de visitação às unidades, cafés da manhã e reuniões.
•

Dimensão Propósitos - a definição de estratégias e dos planos para a biblioteca

fundamenta-se nos princípios da gestão pró-ativa e da constância de propósitos e no
conceito da visão de futuro como estratégia para o progressivo desenvolvimento
institucional. Seu propósito é o desenvolvimento da ação estratégica para o pleno
alcance da missão pública conferida à biblioteca e da visão de futuro estabelecida
(JULIO; SALIBI NETO, 2002; OLIVEIRA, 1994).
A dimensão propósito aborda como são estabelecidas as estratégias, os fatores
críticos para o sucesso e os principais planos de ação e como estes são desdobrados
em planos e metas para todos os segmentos da biblioteca, consideradas as
macroorientações de governo.

�A biblioteca deve possuir informações qualitativas e quantitativas para verificar a
adequação e a eficácia das estratégias implementadas.
•

Dimensão Processos - o fundamento desta dimensão é a noção de que toda

biblioteca precisa para atender à sua missão, funcionar como um organismo integrado,
com todas as suas ações sistematizadas e direcionadas à consecução de objetivos
comuns.
As grandes funções da biblioteca e/ou macroprocessos devem ser desdobradas
em funções ou processos menores. Precisam estar claramente definidas, estruturadas
e documentadas. A definição dos processos menores pressupõe o mapeamento ou
descrição das várias etapas envolvidas para o desenvolvimento das atividades.
De acordo com Carvalho (1995), por meio desta dimensão a biblioteca deve
verificar:
•

como os processos são definidos e estruturados, incorporando os requisitos dos
usuários e considerando os recursos institucionais disponíveis;

•

como são implementados, de forma a assegurar que as características para eles
definidas sejam compreendidas e mantidas por todos os agentes envolvidos;

•

como os processos são continuamente avaliados e analisados quanto à sua eficácia
e eficiência, e como são introduzidas as mudanças e inovações, quando
necessárias;

•

como a biblioteca assegura a inter-relação entre os seus diversos processos,
evitando conflitos e/ou superposições;

•

como são definidos e gerenciados os processos de apoio, de forma a otimizar o
desempenho dos processos diretamente ligados aos usuários, como por exemplo,
os processos concernentes ao empréstimo e devolução de material bibliográfico.

�•

como a biblioteca gerencia os processos relativos aos seus fornecedores e às
parcerias institucionais, de forma a assegurar que eles apresentem o desempenho
esperado, garantindo a qualidade de seus próprios processos internos.

•

Dimensão Pessoal - o capital humano é um desafio que hoje se apresenta como

uma das mais valiosas possibilidades e perspectivas para que as organizações possam
prestar um serviço de qualidade. (KANAANE, 1995).
De forma específica, a biblioteca deve avaliar o alinhamento entre o plano de
capacitação elaborado com as necessidades detectadas na biblioteca. A lógica inerente
é a de capacitar a pessoa certa, no assunto certo, na dose certa e no momento certo,
produzindo resultados que representem ganho coletivo – para o indivíduo, para a
biblioteca e para os usuários.
A qualidade de vida mostra como a biblioteca pode garantir um ambiente de
trabalho seguro, saudável e propício ao desenvolvimento, ao bem-estar, à motivação e
à satisfação dos colaboradores.
Ainda em relação à dimensão pessoal, as bibliotecas devem se pautar, segundo
Carvalho (1995), nos seguintes aspectos:
•

A biblioteca necessita de um número e de uma variedade suficiente de pessoal para
desenvolver, organizar e manter as coleções e prover serviços de referência e
informação para satisfazer às reais necessidades da universidade.

•

O tamanho e a qualificação do quadro de pessoal devem ser definidos por fatores,
tais como: tamanho e escopo das coleções, número de bibliotecas setoriais, número
de ponto de serviço, número de horas de funcionamento, média de aquisição, média
de circulação, natureza de processamento e a natureza da demanda por serviços.

•

Os bibliotecários devem desempenhar funções de liderança em relação aos serviços
prestados pela mesma.

�•

A relação entre o número de bibliotecários, auxiliares e outros servidores depende
da amplitude das operações e serviços oferecidos pela biblioteca e de sua carga
total de trabalho.

•

A biblioteca tem que desenvolver programas de motivação e assistir a todos os
membros do staff em seu crescimento e desenvolvimento profissional.

•

O desempenho do pessoal é determinado, em grande parte, pela qualidade da
coleção e serviços da biblioteca. A biblioteca deve contribuir para uma avaliação
contínua de desempenho e para um justo reconhecimento da eficiência do pessoal.
Dimensão Acervo - a literatura brasileira é escassa em estudos qualitativos e

quantitativos de acervos das bibliotecas universitárias federais brasileiras. Com a
criação e consolidação dos sistemas de bibliotecas universitárias, décadas de 70 e 80 e
com a atuação da Capes, a questão de informações sobre as bibliotecas passou a
demandar atenção primordial.

A partir de 1979, estudos e apresentações em

seminários nacionais de bibliotecas universitárias começaram a ser incentivados pelo
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU) da Secretaria do Ensino
Superior - SESu visando à seleção coordenada e à aquisição cooperativa de acervos.
A problemática do acervo bibliográfico, apesar da sua crucial relevância para o
ensino e pesquisa, ainda não mereceu a atenção necessária. Com a implantação dos
cursos de pós-graduação, os orçamentos foram priorizados para a aquisição de
periódicos, bases de dados e, à medida que as verbas foram sendo reduzidas, os
recursos destinados à rubrica de material permanente, que engloba livros para a
graduação, acabaram extintos.
O livro ainda representa o principal instrumento da educação e ensino, mesmo
nos países desenvolvidos. O livro é considerado o veículo ideal de comunicação
científica. Lamentavelmente as bibliotecas universitárias federais brasileiras não
dispõem de orçamentos suficientes para aquisição e atualização de acervo.

�•

Dimensão Instalações físicas - o local de trabalho das bibliotecas

precisa ser estudado em termos de fluxos nos horários de maior movimentação,
instalações, como espaços para estudos individuais e em grupos, horários especiais,
dentre outros.
O layout das bibliotecas contempla os fatores de ambiência, iluminação,
temperatura, cores, ruídos e climatização. Esses componentes determinam aparência,
conforto, facilidade de fluxo para pessoas e materiais, maximização das áreas
disponíveis e o planejamento de ampliações, economia nas instalações e nos espaços
destinados ao desenvolvimento técnico, controle de qualidade e facilidades para
eventuais mudanças sem parar a produção, a prestação de serviços e a administração.
Carvalho (1995), reforça a questão ao afirmar que:
•

o local deve ter o tamanho e qualidades suficientes para abrigar o acervo e fornecer
o espaço necessário ao seu uso por alunos, professores e seu próprio pessoal.

•

As instalações devem ser atrativas e projetadas para promover o uso da biblioteca
de forma eficiente e eficaz.

•

Espaço adequado para o pessoal da biblioteca deve estar disponível.

•

A biblioteca bem equipada para encorajar o máximo uso por alunos, professores e
colaboradores.

•

Dimensão Tecnologia - a dimensão tecnologia é essencial ao estabelecimento de

mudanças nas estratégias de gerenciamento das bibliotecas. E a informação, insumo
imprescindível nesse cenário de mudanças, toma lugar de destaque à medida que
fortalece o crescimento organizacional e a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas.
As informações referem-se ao desempenho global da biblioteca dentro do seu
setor de atuação, aos seus processos finalísticos (incluindo custos operacionais e
resultados); aos usuários (perfis, universo potencial e universo atingido, necessidades,

�níveis de satisfação e insatisfação); aos colaboradores (como por exemplo: dados
sobre perfis profissionais, desempenho individual e de equipe, vínculo funcional,
movimentação e capacitação) ou, ainda, aos demais processos de apoio, como
acompanhamento das ações institucionais, compras e serviços gerais.
•

Dimensão Orçamento e finanças- orçamento é o processo que viabiliza a

estimação de receitas e despesas e que permite as bibliotecas viabilizarem as decisões
e estratégias oriundas do planejamento. O orçamento, além de ser o planejamento em
termos monetários, funciona também como ferramenta de controle, podendo ser
iniciado de maneira simples e prática e ganhar sofisticação com o decorrer do tempo.
Trata-se de uma forma de planejamento essencial às bibliotecas, já que:
Um sistema orçamentário traz vantagens para a biblioteca e para seus colaboradores.
Estas vantagens ultrapassam, em muito, o simples aspecto financeiro; do ponto de vista
de planejamento, o sistema orçamentário motiva o ambiente da biblioteca, pois permite
que cada colaborador tome plena consciência de sua própria missão; do ponto de vista
da análise de resultados, o sistema orçamentário incute no espírito de cada colaborador
a noção de custos, de economia, da racionalização e do lucro; todas essas ações são
realizadas através de diretrizes internas, cuja finalidade principal é a de maximizar a
utilização dos recursos. O orçamento também induz a minimização dos custos e a
contenção das despesas - A busca do menor custo (da mão-de-obra, dos materiais, dos
serviços de terceiros, dos encargos, das utilidades) passa a ser rotineira, sem que traga
efeitos negativos à prestação de serviços.
Já as dimensões externas envolvem aquelas do ambiente direto e do indireto.
As dimensões externas contribuem para a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas das universidades federais, desde que ocorra uma interação entre elas, ou
seja, não basta uma biblioteca ter um propósito bem definido se a mesma não possui
pessoal, acervo, instalações, tecnologia e recursos financeiros, dentre outros. Da
mesma forma, a biblioteca pode explorar as oportunidades de mercado, como
minimizar as ameaças desde que possua uma realidade interna que favoreça o

�estabelecimento de estratégias capazes de incrementar os padrões de qualidade dos
serviços e/ou para agregar valor aos serviços essenciais aos usuários, como o que foi
visto ao se abordar a tecnologia e redes cooperadas.
Neste sentido, as dimensões do ambiente direto como as do indireto podem
ajudar a inibir os níveis da qualidade dos serviços prestados em termos de
confiabilidade, credibilidade, responsividade e segurança, por exemplo.
•

Dimensões externas: ambiente direto - os elementos que integram o ambiente

direto, ou seja, os usuários, os fornecedores, os concorrentes e os órgãos
regulamentadores.
A atenção especial ao usuário é de importância estratégica para a implantação
de um estilo de gerenciamento eficaz, ao viabilizar a prestação do serviço/produto na
forma adequada ao seu usuário, pelo reconhecimento social em relação à atuação da
biblioteca, e por conseguinte, para a sua legitimidade enquanto responsável pela
disseminação de informações. (ALBRECHT, 1992).
Deve-se observar a descrição dos principais bens e serviços fornecidos, bem
como os respectivos fornecedores e como são definidos os principais processos
relacionados à aquisição de bens e serviços, levando-se em conta os requisitos de
desempenho da biblioteca e os tipos de fornecedores.
Os concorrentes representam as bibliotecas que concorrem entre si para a
obtenção de recursos necessários e para a conquista de mercados, visando à
colocação de seus produtos e serviços. Para aumentar sua participação no mercado, a
biblioteca tem que ganhar negócios de outras bibliotecas, ou seja, atuar de modo mais
efetivo com vista a satisfazer mais os usuários.
Os grupos regulamentadores encontram-se representados pelos governos,
sindicatos, associações entre organizações e associações entre classes. Reúnem

�instituições que impõem controles, limites ou restrições às atividades da biblioteca,
como será visto nos aspectos legais do ambiente indireto.
•

Dimensões externas: ambiente indireto - as variáveis do ambiente indireto,

denominadas de tecnológicas, políticas, econômicas, legais, sociais e demográficas,
também afetam a qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias
federais brasileiras.
As variáveis tecnológicas devem ser consideradas pelo fato de exercerem um
papel fundamental no desenvolvimento das ações de novos produtos e serviços
pretendidos pela biblioteca. Isto porque a tecnologia envolve a soma total dos
conhecimentos acumulados a respeito de como fazer as coisas: inclui invenções,
técnicas, aplicações e desenvolvimento.
A variável política deve ser analisada pelo fato de exercer uma influência
relevante sobre o funcionamento das bibliotecas. Isto porque a política nacional do
Ministério da Educação tanto contribui para a biblioteca, com autonomia, abreviar
soluções de seus problemas, quanto dificulta com a não-liberação de recursos para
investir em tecnologia, acervos e melhoria dos serviços.
As variáveis econômicas interferem na vida de uma biblioteca, do mesmo modo
como as variáveis tecnológicas e políticas. Por exemplo, a partir da crise econômica
que se abateu sobre o Brasil, após a década de 80, que teve como reflexos o processo
inflacionário e a diminuição dos orçamentos do Setor Público, as universidades
passaram a conviver com restrições orçamentárias que influenciaram diretamente o
desenvolvimento das bibliotecas. (GARCIA apud RUSSO, 2000)
As variáveis legais afetam as operações e, por sua vez, a qualidade dos
serviços prestados pelas bibliotecas.

Deve-se verificar as leis que estabelecem as

condições de operacionalização da biblioteca.

�As variáveis sociais é exemplificada através das pressões feitas pelos usuários
internos e externos onde se encontra localizada a biblioteca.
As variáveis demográficas, traduzidas pelo crescimento populacional e pelas
mudanças na estrutura das populações, devem ser consideradas pelas bibliotecas em
seus planos e em suas estratégias. Uma instituição pode analisar seu mercado atual e
prever seu mercado potencial futuro, em função dessas variáveis demográficas.

3 CONCLUSÕES
Conclui-se de forma geral que a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas pode ser resultado:
a) da liderança, ou seja, esta deve ser autêntica em todos os níveis da biblioteca,
assim como ter uma postura pró-ativa para facilitar a descoberta de novas
oportunidades junto ao meio.
b) de um sistema de informações sobre qualidade em serviços. As bibliotecas
precisam estabelecer um processo de pesquisa sobre a qualidade em serviços que
forneça informações oportunas e importantes para subsidiar o processo de tomada de
decisão.
c) da estratégia de serviços, com que os gestores podem avaliar o que deve ser
aprovado e recusado. A estratégia serve como guia de orientação. Uma estratégia de
serviços capta o que os usuários valorizam nos serviços prestados pelas bibliotecas.
d) do nível de comprometimento dos colaboradores internos e externos com os
princípios da excelência em serviços. As bibliotecas como organizações prestadoras de
serviços é que definem a sua razão de ser a partir da estratégia de serviços.
estratégia orienta e energiza a organização na criação de valor para os usuários.

A

�e) de uma estratégia tecnológica na implementação da estratégia de serviços. A
tecnologia é uma ferramenta básica à implementação da estratégia e para a qualidade
dos serviços, em particular.
f) da estrutura e da tecnologia como fatores vitais à implementação da estratégia
de serviços. Entretanto, as bibliotecas precisam de pessoas com atitudes,
conhecimentos e habilidades necessárias para tornar a estratégia numa realidade.
g) dos níveis de confiabilidade, surpresa, recuperação e integridade, dentre
outros fatores como por exemplo, cortesia, responsividade, acesso, credibilidade,
rapidez de resposta, segurança, comunicação e competência que refletem as
condições atuais das dimensões internas (liderança, propósitos, processos, acervo,
pessoal, instalações físicas, orçamento e finanças e tecnologia), as externas diretas
(usuários, fornecedores, concorrentes, grupos regulamentadores) e as externas
indiretas (demografia, tecnologia, legal, política, social, econômica) existentes nas
bibliotecas universitárias federais brasileiras.

ABSTRACTS
The purpose of this work is to establish internal and external dimensions to guide and
subsidize the evaluation of quality from the works took by the federal university’ libraries
in Brazil from the author’s experience at the UFSC’s library and based at theorical and
practical basis discussed by area researchers known in this studies. The research is an
exploratory, descriptive and evaluative kind. The techniques used to collect data were
the observation, the documental analysis and the bibliographic research. The collected
data are treating in a qualitative way. The intern dimensions established are the
leadership, purpose, processes, personal, technology, heap, physics facilities, budget
and finances. The extern dimensions are the pertinent to the direct environment: users,
suppliers, competitors, and regulation groups and from the indirect environment named
as technological, legal, political, economic, social and demographic dimensions.

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∗

Bibliotecária – Biblioteca Universitária – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC - Caixa Postal:
476 – CEP 88010-970 - Florianópolis - Brasil narcisa@bu.ufsc.br
Professora - Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul – Rod. SC 401 - Km 19 - CEP 88052-840 Florianópolis - Santa Catarina - Brasil narcisa@unisul.br

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estabelecer dimensões internas e externas para orientar e subsidiar a avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras a partir da experiência e vivência da autora junto a biblioteca da UFSC e dos fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos estudiosos da área considerados neste estudo. O estudo é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo. As técnicas de coleta de dados foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica. informações coletadas são tratadas de forma qualitativa. As dimensões internas estabelecidas são a liderança, propósitos, processos, pessoal, tecnologia, acervo, instalações físicas, orçamento e finanças. As dimensões externas são as pertinentes ao ambiente direto: usuários, fornecedores, concorrentes e grupos regulamentadores e as do ambiente indireto denominadas de dimensões tecnológicas, legais, políticas, econômicas, sociais e demográficas.</text>
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                    <text>O USO DO SERVQUAL NA VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE
UNIDADES DE INFORMAÇÃO: O CASO DA BIBLIOTECA DO IPEN

Mery P. Zamudio Igami∗
Maria Imaculada Cardoso Sampaio∗∗
Waldomiro de Castro Santos Vergueiro∗∗∗

RESUMO
Discute os aspectos que mais afetam o desempenho das bibliotecas, destacando a
importância da satisfação da demanda dos usuários, enfatizando que, bibliotecas
não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente. Considera que,
mo ambiente de bibliotecas especializadas e universitárias, este fator adquire uma
importância fundamental. Reflete sobre a importância da avaliação como instrumento
fundamental para o planejamento e tomada de decisão do administrador de
bibliotecas. Para efetuar uma avaliação da qualidade dos serviços da biblioteca
utiliza o modelo SERVQUAL; o qual identifica a diferença entre a expectativa do
usuário e a percepção do serviço usufruído. Relata e analisa o processo desta
avaliação realizada pela biblioteca do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
– IPEN, São Paulo – entendendo que este tipo de avaliação qualitativa oferece
valiosos subsídios para o planejamento e adequação dos serviços que disponibiliza.
A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2003, totalmente por via eletrônica,
incluiu 620 usuários pertencentes à comunidade científica do IPEN e obteve uma
adesão de 80% de respostas, média considerada bastante alta para esse tipo de
pesquisa. A análise dos resultados da pesquisa evidenciou que a qualidade dos
serviços oferecidos pela biblioteca do IPEN, esta bem próxima da expectativa dos
seus usuários, apontando, ainda, alguns serviços com pequeno espaço para
melhoria. Decorrente da pesquisa relaciona, também, os aspectos mais positivos da
biblioteca, os mais importantes para os usuários bem como os itens onde há ainda,
oportunidade para melhoria.

1

INTRODUÇÃO
Universalmente as bibliotecas se constituem em unidades sociais que prestam

serviços a uma comunidade; nesse sentido, atuam como sistemas abertos sujeitos
às influências do meio ambiente e precisam se adaptar a ele para sobreviver.
Bibliotecas não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente.

�Muitos são os fatores externos que afetam o desempenho das bibliotecas: as
políticas governamentais, o surgimento de novas tecnologias para o tratamento da
informação, a mudança da demanda de informação por parte do usuário, as
restrições orçamentárias e assim por diante (HERNON, MCCLURE, 1990).
Um dos fatores que mais influenciam o desempenho das bibliotecas
especializadas

é

a

demanda

dos

usuários.

No

ambiente

de

bibliotecas

especializadas, este fator adquire uma importância fundamental. As bibliotecas
especializadas são criadas para atender, às necessidades de informação de uma
comunidade específica, portanto, quanto mais direcionados e adequados, os seus
serviços e produtos, maior será o índice de satisfação dos usuários, e,
conseqüentemente maior a importância atribuída à unidade de informação dentro da
sua comunidade (TAYLOR, 1986).
Adequar ou mudar os serviços de uma biblioteca são decisões que o
administrador deve assumir, por outro lado, determinar o que mudar e como mudar
são ações que devem se fundamentar nos resultados de um processo de avaliação.
A avaliação é uma ferramenta auxiliar que permite ao administrador, dentro do
programa de planejamento, verificar o desempenho da sua unidade e planejar os
ajustes necessários (IGAMI, 2003).
Neste sentido, este trabalho tem por objetivo avaliar uma unidade de
informação especializada - a biblioteca Terezine Arantes Ferraz, do Instituto de
Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), localizado em São Paulo, subordinado à
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério da Ciência e
Tecnologia, sob o ponto de vista da satisfação de seus usuários, entendendo que
esse tipo de avaliação oferece subsídios valiosos para o planejamento e adequação
dos serviços que disponibiliza. Assim, optou-se por medir o grau de satisfação dos
usuários com relação à qualidade dos serviços prestados, descrevendo-se no
trabalho todas as etapas percorridas e os resultados obtidos neste processo de
avaliação

�2 A BIBLIOTECA DO IPEN
Trata-se de uma biblioteca especializada no provimento da informação
científica na área nuclear, e ciências relacionadas.
Criada em 1956, possui um acervo especializado em física nuclear,
radioquímica, engenharia nuclear, radiobiologia, proteção radiológica, produção de
radiofármacos para medicina, laser e suas aplicações e assuntos correlatos. A
comunidade científica atendida é composta, na grande maioria, por pesquisadores
(doutores, mestres), bolsistas de pós-graduação, iniciação científica tecnologistas e
público visitante.
Desde a sua criação, a biblioteca destacou-se pela sua especialização,
organização e política de atendimento aos usuários da instituição. Na última década,
devido a forte influência de fatores externos, como política governamental, restrições
orçamentárias, a unidade foi compelida a modificar o seu modelo de atuação, o
planejamento da unidade sofreu modificações constantes; ao mesmo tempo,
objetivando não diminuir o nível de qualidade dos seus serviços, optou-se pela
restrição do seu âmbito de atuação, concentrando-se na manutenção dos serviços
básicos

da

informação,

quais

sejam:

atendimento

individual,

empréstimo

interbibliotecas comutação bibliográfica
O auxílio proveniente de projetos apresentados a agências financiadoras da
pesquisa, nos últimos 10 anos com resultados positivos, minimizou os efeitos das
restrições orçamentárias, permitindo a modernização das instalações e infraestrutura interna da biblioteca, bem como a atualização parcial das coleções. Da
mesma forma, a rede de informática e o parque tecnológico de equipamentos foram
atualizados e expandidos, proporcionando maior conforto e agilidade para os
usuários da biblioteca.
Por meio de convênios, consórcios, acordos com instituições governamentais,
os usuários dispõem hoje de acesso às principais fontes de informação na área,

�bases de dados especializadas, periódicos eletrônicos, acervos eletrônicos de outras
bibliotecas e comutação bibliográfica em nível nacional e internacional.
Objetivando conhecer mais profundamente a satisfação dos usuários da
biblioteca Terezine Arantes Ferraz, iniciou-se um processo de avaliação qualitativa
dos serviços de informação oferecidos, uma vez que na última década, devido a
fatores internos, não foi possível efetuar nenhum tipo de avaliação direta abordando
o desempenho da unidade. Optou-se por medir o grau de satisfação dos usuários
com relação à qualidade dos serviços prestados.

3 AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE SERVIÇOS
A avaliação da qualidade de serviços é uma prática relativamente recente no
país, devido às novas formas de gestão das políticas públicas, os procedimentos
gerenciais preconizados pela moderna administração sugerem à prática de se
verificar, por meio de pesquisas, baseadas em metodologias científicas, o grau
satisfação dos usuários com a qualidade dos serviços. Esta nova postura gerencial
reconhece que a avaliação constitui uma importante ferramenta para a introdução de
melhorias na qualidade da gestão (IGAMI, 2003).
Por outro lado é importante salientar que qualidade em serviços é um conceito
abstrato e evasivo, objeto de inúmeros estudos e pesquisas. (HERNON et al, 1999),
contribuem para esclarecer este conceito, afirmando que a qualidade em serviços
está estreitamente relacionada com a expectativa e satisfação do usuário,
constituindo-se esta ultima, na reação emocional e pessoal ao serviço, por parte do
usuário.
Claramente, há uma estreita inter-relação entre os conceitos, a qualidade do
serviço servindo como antecedente à satisfação do usuário. Grande parte da
literatura na área é unânime em afirmar que os serviços possuem características
próprias

como

a

intangibilidade,

a

simultaneidade

e

a

heterogeneidade,

�características estas que os diferenciam dos produtos, assim, os métodos de
controle de qualidade aplicados à produção de bens não podem ser aplicados para
auferir a qualidade dos serviços (PARASURAMAM et al. 1985; SANTOS, 2001;
BACHMANN,

2002).

Tornou-se

necessário

então,

encontrar

métodos

que

possibilitassem a adequada consideração das características dos serviços na
avaliação de sua qualidade.

4 A METODOLOGIA DO SERVQUAL
Na busca para desenvolver ferramentas analíticas para medir a qualidade em
serviço, surgiu, em 1985, um dos primeiros trabalhos no tema denominado
SERVQUAL (Service Quality) desenvolvido pelos pesquisadores da área de
marketing, professores, Parasuraman, Berry e Zeithaml.
O SERVQUAL, fundamenta-se na teoria dos Gaps,

The Gaps models of

service quality, a qual explica as diferenças entre as expectativas dos clientes e
aquilo que eles realmente obtêm do serviço utilizado, O estudo exploratório destes
pesquisadores foi considerado uma inovação dentro da área de avaliação de
serviços e consistiu na realização de uma série de pesquisas qualitativas (grupos de
foco, entrevistas individuais) e quantitativas (estudos de clientes) realizadas com
quatro grupos de consumidores distintos: bancos, cartões de crédito, seguradoras e
serviços de conserto e manutenção.
Até 1996, o SERVQUAL, segundo Nitecki, (1996), já havia sido descrito em
mais de 100 artigos e sido tema de doutorado de mais de 20 teses. O modelo foi
aplicado em diferentes segmentos de empresas, bancos e indústrias, bem como em
serviços de profissionais (dentistas, advogados, médicos).

No entanto, a sua

aplicabilidade na área de bibliotecas é polêmica, ainda que, a maior parte dos
especialistas nesta área concorde com a sua aplicabilidade, com modificações, para
cada tipo de biblioteca.

�White, Abels (1995), comentam que o SERVQUAL é um instrumento de
avaliação flexível, abrangente e genérico orientado para uma avaliação macro do
desempenho da biblioteca, não para avaliar serviços específicos.
Em nível nacional, o SERVQUAL vem sendo utilizado em bibliotecas
universitárias desde a década passada (Vergueiro e Carvalho, 2000; e Sampaio et al.
2001). Este trabalho, aplicado em bibliotecas universitárias de odontologia, conclui
que o processo de definição de indicadores de qualidade constitui-se em estratégia
viável visando a qualidade de processos e serviços de informação de países em
desenvolvimento e sugere a realização de novos trabalhos envolvendo diferentes
áreas de conhecimento. Por sua vez, o trabalho de Sampaio et al. (2001) propõe um
modelo avaliação contínua de qualidade de produtos e serviços oferecidos aos
clientes do SIBI/USP.

A proposta sugere utilizar ainda uma das adaptações do

SERVQUAL, denominado LIBQUAL+, um projeto cujo piloto estava, em 2001, sendo
desenvolvido por um consórcio formado por mais de 12 bibliotecas americanas em
conjunto com a Association of Research Libraries (ARL).
O modelo do SERVQUAL fundamenta-se na premissa de que todos os
usuários de serviços possuem uma expectativa de qualidade do serviço que lhe é
ofertado. A diferença entre a expectativa e a percepção é denominada de gap (falha)
na qual reside a oportunidade para melhoria do serviço. Após anos de refinamento
da sua escala, o SERVQUAL utiliza atualmente cinco dimensões de abordagem,
destinadas a medir a diferença entre expectativa do usuário e a satisfação com
serviço usufruído, assim caracterizadas:
a) agilidade no atendimento - serviços executados com rapidez
b) confiabilidade , funcionários com conhecimento e capacidade para execução dos
serviços
c) qualidade no atendimento - atendimento personalizado, empenho em atender as
necessidades do usuário
d) instalações físicas e ambiente adequados

�e) garantia de serviços - serviços fornecidos com qualidade já na primeira vez
No ambiente bibliotecário o SERVQUAL vai procurar identificar a diferença
(gap) entre a expectativa do usuário com relação à qualidade de um serviço e a
opinião dele com relação aos serviços oferecidos pela biblioteca (COOK,
THOMPSON, 2000); assim, por exemplo, se um determinado usuário atribui uma
nota 6,46 como sendo a expectativa de qualidade de um determinado serviço e
atribuiu uma nota 5,83 para o que ele realmente percebe do mesmo serviço, isso
significa que entre 6,46 e 5,83 existe um espaço de 0,63 para melhoria do citado
serviço. agindo diretamente no “gap” identificado. A unidade prestadora de serviços
obteria, por meio de uma escala pre-estabelecida, um nível x de satisfação dos seus
usuários, podendo, desta forma, planejar ou redirecionar suas atividades para que,
em um determinado período de tempo, pudesse alcançar a um nível z de satisfação
dos seus usuários.

5 A PESQUISA NA BIBLIOTECA DO IPEN
No trabalho de pesquisa realizado na biblioteca Terezine Arantes Ferraz do
IPEN, optou-se por adotar o modelo do SERVQUAL, ao invés de utilizar a adaptação
do mesmo para o universo das bibliotecas, LIBQUAL+TM, por se considerar que este
último está ainda em fase de consolidação; nada impede, no entanto, que ele possa
ser adotado posteriormente, quando a pesquisa for repetida. A metodologia procurou
identificar a diferença (gap) entre a expectativa (aqui denominada como importância)
do usuário com relação aos serviços oferecidos pela biblioteca Terezine Arantes
Ferraz. Para tanto, foram utilizadas as 5 dimensões do SERVQUAL; a escolha das
características/atributos dos serviços e o mapeamento dos processos, foram
definidos pela equipe da biblioteca, considerando tanto a especificidade dos serviços
como o público alvo.
•

confiabilidade nos serviços prestados (D1)

•

instalações físicas (D2)

�•

qualidade no atendimento (D3)

•

agilidade no atendimento (D4)

•

garantia nos serviços (D5)
Toda a logística operacional da pesquisa foi definida e implementada em

conjunto com a equipe de informática e com a assessoria de um profissional da área
de estatística.
Foram promovidas palestras informativas tanto para os membros da Comissão
de Bibliotecas como para todos os integrantes das equipes participantes com o
objetivo de familiarizá-los com os conceitos e a metodologia do SERVQUAL.
Por se tratar de uma biblioteca especializada, o público-alvo selecionado
incluiu somente os usuários cadastrados na biblioteca até agosto de 2003, e que
tivessem informado o seu e-mail na época do cadastramento. Todos os usuários
foram estratificados em categorias, a fim de obter uma melhor representatividade do
universo de usuários. As categorias foram: alunos de pós-graduação, orientadores,
pesquisadores, tecnologistas, outros.
Foram identificados também funcionários e não funcionários, bem como o
grupo de orientadores e pesquisadores aposentados, mas que continuam
desenvolvendo as suas atividades acadêmicas no Instituto. Toda a pesquisa foi
viabilizada eletronicamente: inicialmente, foram enviados 700 formulários eletrônicos,
80 dos quais retornaram por diversos motivos (quota excedida, mudança de provedor
etc., etc.), apesar do grande esforço da equipe da biblioteca em recuperar o e-mail
correto e reenviar o formulário sobre a pesquisa.
Assim de um total de 620 formulários enviados e recebidos, sem problemas,
499 foram respondidos, atingindo o índice de 80% de respostas. Cabe algumas
considerações para justificar este alto índice de respostas obtido: É provável que o
esforço concentrado ,da coordenação da pesquisa, em, divulgar e enfatizar a
importância da mesma, junto aos usuários, tenha influenciado na predisposição dos
participantes; a pesquisa. Realizada no 2º semestre de 2003 estendeu-se por um

�período de 20 dias, foi precedida por uma ampla divulgação utilizando todas as
mídias disponíveis na instituição: Intranet, cartazes, memorandos, contatos pessoais,
seminários de familiarização com o modelo para grupos de usuários.
O pré-teste do formulário foi efetuado com os integrantes da Comissão de
Biblioteca e alunos de pós-graduação. Para tabulação dos dados foram utilizados
parâmetros estatísticos.

O formulário foi composto de três partes: A,B,C., como

segue:
Parte A avaliação dos serviços da biblioteca; foram selecionadas 5 dimensões
com 5 ou 6 atributos cada uma, num total de 27 itens. Nesta pesquisa a
expectativa foi denominada como importância, e a opinião do usuário como
satisfação. Assim, utilizando uma escala de graduação de Likert de 7 pontos,
solicitou-se ao usuário expressar a sua opinião
Na parte B foi solicitado ao usuário para indicar, na sua opinião, a importância
das dimensões selecionadas (nesta pesquisa denominadas critérios) para
determinar a qualidade dos serviços da biblioteca.
Na parte C foram solicitados dados de caracterização do respondente.

6 ANÁLISE DOS RESULTADOS
A consistência interna do questionário foi verificada por meio do teste Alfa de
Cronbach, o qual se baseia na correlação média entre os itens.

Os resultados

mostraram existir uma consistência interna muito boa (quase todos os valores foram
acima de 0,9, próximos ao valor máximo 1).
Os resultados foram analisados baseando-se na média dos resultados,
identificando sempre a diferença (gap) entre a importância e a satisfação do usuário.
De uma forma global, pela média dos resultados, observa-se que:
todas as importâncias médias ficaram entre 6 e 7 (escala de 1 a 7); o valor
mais baixo foi 5, 97

�(na escala de Likert, estes valores são denominados como: muito importante ou
imprescindível)
em cinco questões observa-se a satisfação

do usuário maior que a

importância

como por

exemplo nas questões: aparência física, disposição física, atendimento
personalizado, cortesia ao telefone , confidencialidade
Correlacionando estes resultados aos preceitos da qualidade, poderia-se afirmar que
nestes itens a biblioteca encantou o usuário
as questões da dimensão 4 (agilidade no atendimento) foram as que
consistentemente apresentaram um gap ,maior
a média da satisfação que o usuário atribui aos itens apresentados ficou entre
4.70 (acervo) e 6:56 (instalações físicas)
(na escala Likert corresponde a satisfeito e totalmente satisfeito).
Em linhas gerais, os resultados da pesquisa indicam que a atuação da
biblioteca está muito próxima da expectativa dos usuários, (em alguns itens até
mesmo ultrapassando-a, como, por exemplo, no item instalações físicas).
É interessante observar que a nota média máxima atribuída para a
importância dos usuários foi de 6,59 na escala de 1 a 7, trata-se de uma media alta
de expectativa, a qual demonstra o grau de exigência

que os usuários desta

biblioteca estabelecem com relação à qualidade dos serviços que a unidade oferece.
Usuários de bibliotecas especializadas tendem a estabelecerem vínculos mais
profundos com a sua unidade de informação, atitude que deve ser considerada
positiva uma vez que indica a validação da atuação da unidade pela comunidade
onde esta inserida.

�D1 / Q1
D5 / Q5
D5 / Q4
D5 / Q3

D1 / Q2
D1 / Q3

7
6

D1 / Q4

5
D5 / Q2

D1 / Q5

4
acervo
3

D5 / Q1

D2 / Q1

2
D4 / Q5

comut

1
0

D4 / Q4

D2 / Q2

equipamentos
D2 / Q3

D4 / Q3

D2 / Q4

interbb

D4 / Q2

D2 / Q5

cursos

D4 / Q1

D2 / Q6

D3 / Q6

D3 / Q1

D3 / Q5
D3 / Q4

Importância

D3 / Q2
D3 / Q3

Satisfação

Gráfico 1 Valores médios das questões importância e satisfação

Observa-se pelos resultados do gráfico 1 que há alguns pontos onde há
oportunidade de melhoria, notadamente no item atualização do acervo, resultado
altamente compatível com as já conhecidas limitações orçamentárias vigentes na
instituição, embora minimizadas pelo auxílio de recursos financeiros, obtidos para
esta finalidade, por meio de projetos apresentados às agências financiadoras da
pesquisa, no decorrer dos últimos 5 anos. Embora substanciais, estes auxílios não
foram suficientes para garantir a atualização das coleções.

Há também outros

pontos onde a unidade pode envidar esforços para melhorar o seu desempenho,
aproximando-se da expectativa considerada ideal para o usuário, tais como: a)
empréstimo interbibliotecas, b) serviço de comutação bibliográfica, c) modernização
dos equipamentos de informática disponíveis para consulta na biblioteca.
Os dois primeiros itens referem-se a atividades onde a biblioteca atua como
interface com outros sistemas de informação, cabendo aí, no caso do serviço de
empréstimo interbibliotecas, uma ação em conjunto, com as bibliotecas cedentes
para obter melhorias significativas, como (rapidez, simplificação de rotinas
operacionais, etc). É importante registrar que o COMUT já está, também,
trabalhando na otimização da sua logística operacional, e espera-se que a partir de

�2004 o próprio usuário já poderá usufruir desse serviço individualmente, entre outros
novos itens. Com relação à melhoria dos equipamentos de informática, estas, já
haviam sido incluídas no planejamento administrativo da instituição de 2002 e 2003,
sem sucesso, aguardando-se resultados positivos para 2004.
A análise global dos resultados também indicou que as dimensões 1 e 4
(confiabilidade e agilidade) são as que estão um pouco mais distantes do ideal dos
usuários, tanto para funcionários como para não funcionários.
A dimensão 2 (instalações físicas) foi a que menos se distanciou do ideal em
alguns pontos, até superou as expectativas dos usuários
No mesmo formulário, os usuários também foram solicitados a priorizar, pelo
grau de importância, os cinco critérios básicos fornecidos para avaliar a qualidade
dos serviços da biblioteca: os resultados mostraram equilíbrio entre os 5 critérios,
com uma ligeira vantagem para o critério confiabilidade, demonstrando o acerto da
seleção dos critérios

Dimensão 5
17,4%

garantia dos
serviços

Dimensão 1
22,5%

confiabilidade
dos serviços
prestados

Dimensão 4
19,9%

agilidade no
atendimento

Dimensão 2
18,7%

Instalações
físicas
Dimensão 3
21,5%
qualidade no atendimento

Gráfico 2 – Priorização das dimensões

Este resultado também confirma a tendência existente em nível internacional
em resultados obtidos em outras pesquisas, nas quais o item confiabilidade éi

�igualmente o mais requerido. Confiabilidade é interpretada neste modelo como a
capacidade que a biblioteca tem de cumprir o serviço prometido
Correlacionando os resultados aos diferentes grupos de usuários participantes
da pesquisa, observou-se que, de uma forma global e como já era esperado, 80%
dos usuários da biblioteca são provenientes dos centros de pesquisa, divididos em
alunos de pós-graduação (36%), pesquisadores e tecnologistas (41%.) e outros
(23%)Os resultados corroboram a característica de biblioteca especializada e
validam a missão da unidade, qual seja prover informação científica e apoio
bibliográfico à comunidade científica do IPEN
A análise objetiva dos resultados conduzem-nos a alguns questionamentos, e
permitem algumas definições quanto ao estabelecimento de prioridades para
melhoria:
Onde a biblioteca pode melhorar os seus serviços?
•

atualização do acervo

•

atualização do agilidade e facilidade do empréstimo interbibliotecas

•

programação de mais cursos sobre o uso das fontes de informação

•

agilidade dos serviços de comutação bibliográfica - COMUT

•

melhoria do estado de funcionamento dos equipamentos

•

simplificação das informações nos catálogos on-line

•

treinamento dos funcionários no manuseio das fontes de informação

•

e horário de funcionamento

•

Quais são os itens mais importantes para os usuários?

•

ambiente silencioso para estudo

•

funcionários com boa vontade para atender

•

informações confiáveis via web

•

funcionários capacitados para atendimento

•

atendimento solícito e cordial

�•

segurança na informação fornecida

•

facilidade de serviços interbibliotecas

•

coleções organizadas fisicamente

•

informações rápidas e confiáveis nos catálogos on-line

Quais são os itens onde a satisfação do usuário é maior?
•

aparência física da biblioteca

•

atendimento solícito e cordial

•

ambiente silencioso

•

funcionários com boa vontade para atender

•

disposição física dos móveis e equipamentos

•

segurança na informação fornecida

•

funcionários que cumprem o prometido

•

sinalização gráfica

•

cortesia ao telefone

7 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Após análise dos resultados obtidos por meio da 1ª pesquisa de satisfação de
usuário com a qualidade dos serviços da biblioteca do IPEN, pode-se considerar que:
•

o alto índice de respostas fornecidas (80%) indica que já existia um acentuado
desejo dos usuários expressarem a sua opinião: é a primeira vez, nos últimos dez
anos, que a unidade de informação efetua uma pesquisa qualitativa junto a
usuário;

•

a metodologia utilizada é abrangente e genérica; no entanto, mostrou-se bastante
adequada para medir a qualidade dos serviços;

�•

mesmo nos itens onde os gaps foram maiores, há que se considerar que são
valores muito pequenos ainda assim, são indicadores onde a administração deve
concentrar seus esforços para obter uma melhoria na qualidade nos serviços;

•

qualquer processo de avaliação cria uma expectativa pelos resultados obtidos. A
divulgação da análise dos resultados e, principalmente, as medidas corretivas
que serão adotadas para atender os itens menos satisfatórios apontados pelos
usuários, constituem fatores críticos de sucesso e credibilidade. Uma avaliação
deve ser realizada não como um exercício intelectual, mas para reunir dados
úteis para tomar decisões e solucionar problemas. Novas pesquisas somente
serão bem sucedidas se as reivindicações resultantes desta primeira pesquisa
forem atendidas no todo ou em parte. Esta credibilidade poderá ser conferida
quando for realizada uma segunda pesquisa de satisfação. A literatura
especializada na área recomenda que se repita a experiência, pelo menos, a
cada dois anos

•

deve-se evidenciar que, dos 5 itens apontados como menos satisfatórios, 2
dependem de liberação orçamentária pela administração do IPEN e 2 dependem
de otimização operacional de sistemas externos, o que deve acontecer a médio
prazo; o item que aparentemente configura-se como de solução imediata
(programação de cursos), depende da disponibilidade de agenda por parte dos
alunos de PG e pesquisadores do IPEN;

•

seria oportuno aprofundar a pesquisa em um dos itens menos satisfatórios, ou
seja, a atualização do acervo, a fim de conhecer exatamente o grau de
insatisfação de cada centro e desenvolver coleções mais pertinentes e
atualizadas, compatíveis com as linhas de pesquisa de cada Centro do IPEN.

7 CONCLUSÃO

�Os resultados obtidos na pesquisa de satisfação dos usuários com os serviços
evidenciaram o seu grau de aprovação em relação aos serviços oferecidos pela
unidade.
A inovação promovida pela tecnologia de informação, notadamente nos
últimos dez anos, exigiu uma adequação das rotinas operacionais, da logística dos
processos e de acesso à informação. Atualmente, o papel da biblioteca está muito
mais direcionado à intermediação do acesso à informação especializada do que ao
histórico papel de estoque da informação (não, que esta última função não seja mais
necessária) apenas não atende mais à atual demanda do usuário e da sociedade
como um todo; deparamo-nos também com uma mudança significativa no
comportamento do usuário, mais auto suficiente no manuseio das fontes de
informação. Este contexto demanda um acompanhamento e uma constante
readequação de serviços. Nesse sentido os resultados de uma avaliação como a
realizada na biblioteca do IPEN podem trazer subsídios valiosos para a tomada de
decisão por parte do administrador da biblioteca.
Embora uma biblioteca possa operar continuamente em um nível aceitável de
qualidade, a sobrevivência e validação do seu desempenho dentro da Instituição
dependerá, fortemente, do grau de qualidade que os seus usuários lhe atribuem. Os
resultados obtidos nesta pesquisa indicam que, apesar de todas as dificuldades
financeiras, a acentuada falta de recursos humanos e as mudanças no patamar de
tecnologia de informação, a unidade conseguiu se adaptar e praticar uma política de
funcionamento satisfatória. Resta ainda, no entanto, ajustar alguns itens que
permitam garantir a manutenção e/ou elevação do grau de qualidade dos seus
serviços, alcançando assim um maior nível de satisfação dos usuários, finalidade
primeira de qualquer serviço de informação.
Agradecimentos aos usuários participantes da pesquisa bem como as equipes
da biblioteca e de informática do IPEN que efetivamente participaram na preparação
dos dados para a realização desta pesquisa.

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∗

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Av.Prof. Lineu Prestes, 2242, Cidade Universitária,
CEP 05508 –030 São Paulo –SP, Brasil – e-mail mery@ipen.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo –
Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – Bl. C – São Paulo, SP, 05508-900 – e-mail isampaio@usp.br
∗∗∗
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, São Paulo, SP, 05508-900, e-mail
wdcsverg@usp.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2004</text>
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                <text>Discute os aspectos que mais afetam o desempenho das bibliotecas, destacando a importância da satisfação da demanda dos usuários, enfatizando que, bibliotecas não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente. Considera que, mo ambiente de bibliotecas especializadas e universitárias, este fator adquire uma importância fundamental. Reflete sobre a importância da avaliação como instrumento fundamental para o planejamento e tomada de decisão do administrador de bibliotecas. Para efetuar uma avaliação da qualidade dos serviços da biblioteca utiliza o modelo SERVQUAL; o qual identifica a diferença entre a expectativa do usuário e a percepção do serviço usufruído. Relata e analisa o processo desta avaliação realizada pela biblioteca do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN, São Paulo – entendendo que este tipo de avaliação qualitativa oferece valiosos subsídios para o planejamento e adequação dos serviços que disponibiliza. A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2003, totalmente por via eletrônica, incluiu 620 usuários pertencentes à comunidade científica do IPEN e obteve uma adesão de 80% de respostas, média considerada bastante alta para esse tipo de pesquisa. A análise dos resultados da pesquisa evidenciou que a qualidade dos serviços oferecidos pela biblioteca do IPEN, esta bem próxima da expectativa dos seus usuários, apontando, ainda, alguns serviços com pequeno espaço para melhoria. Decorrente da pesquisa relaciona, também, os aspectos mais positivos da biblioteca, os mais importantes para os usuários bem como os itens onde há ainda, oportunidade para melhoria.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS IMPRESSOS E ELETRÔNICOS DA
UNESP: PROGRAMA DE RACIONALIZAÇÃO DA COLEÇÃO NUCLEAR PARA A
PESQUISA DA UNESP.
Maria Ligia Campos∗
Margaret Alves Antunes∗∗
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗∗∗

RESUMO
Em 2003 foi implantado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas o Núcleo Básico da
Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindose a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de
Pesquisas existentes nas mesmas. Inicialmente foram estabelecidos 9 grupos de
acordo com as áreas temáticas. Foram realizadas reuniões com os respectivos
Grupos / Unidades (Diretor da Biblioteca, Presidente de Comissão de Biblioteca e
docentes representantes da área), para estabelecer uma única Unidade depositária
de título assinado em papel para mais de uma Unidade e que estão disponibilizados
para consulta on-line. Esta medida foi adotada para evitar a duplicação de
assinaturas em papel e incentivar a utilização dos recursos eletrônicos disponíveis à
comunidade unespiana, propiciando assim uma otimização dos recursos
orçamentários destinados à aquisição de material bibliográfico.
Este trabalho envolveu a comunidade docente de todas as Unidades e possibilitou
uma adequação das coleções de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista
a quantidade de títulos sem duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram
considerados “inadequados”.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de periódicos. Política de seleção. Gerência de
coleções.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho foi desenvolvido com a finalidade de estabelecer o núcleo básico
da coleção de periódicos estrangeiros impressos na Rede de Bibliotecas da UNESP,
definindo-se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos
Programas de Pesquisa existentes nas mesmas.

�A Rede de Bibliotecas da UNESP é constituída por 22 Bibliotecas, distribuídas
em 16 cidades do Estado de São Paulo onde se localizam as Unidades
Universitárias, além de 7 Bibliotecas pertencentes às Unidades Diferenciadas
recentemente criadas e que se localizam em outras 7 diferentes cidades do Estado.
Para coordenar o desenvolvimento das atividades da Rede de Bibliotecas da
Universidade, foi instituída, em 1993, uma nova estrutura organizacional para a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – CGB, que tem como objetivo viabilizar o
funcionamento sistêmico da Rede, propondo políticas compatíveis com o
planejamento estratégico que atendam as necessidades informacionais de seus
usuários, estabelecendo diretrizes, normas e procedimentos para a Rede de
Bibliotecas.
Dentre as tarefas da Coordenadoria Geral de Bibliotecas está a aquisição de
material bibliográfico, destacando-se a aquisição de periódicos estrangeiros de forma
centralizada para todas as Bibliotecas da Rede UNESP, facilitando o contato com os
editores/fornecedores e possibilitando assim uma economia de recursos financeiros
dispendidos com taxas de remessas bancárias para efetivação do pagamento das
respectivas assinaturas.
Em 1998, juntamente com as outras universidades estaduais paulistas
(Universidade de São Paulo - USP, Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP) e universidades federais (Universidade Federal de São Carlos – UFSCar
e Universidade Federal de São Paulo – Unifesp) e o Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde -BIREME, a UNESP por meio da CGB,
participou

do

Projeto

de

Biblioteca

Eletrônica

de

Publicações

Cientificas

Internacionais no Estado de São Paulo, que foi apresentado e aprovado pela
FAPESP. Este consórcio entre as universidades disponibilizou, inicialmente, para a
comunidade cientifica das mesmas, o acesso a textos integrais de 606 periódicos da
editora Elsevier Science.

�A participação neste consórcio foi uma experiência altamente enriquecedora,
salientando a necessidade de se realizar uma adequação dos acervos de periódicos
nestas universidades, de forma que a proposta foi realizar estudos de avaliações das
coleções de periódicos existentes nas Unidades Universitárias da UNESP, contando
com a participação e envolvimento da comunidade docente em análises qualitativas
e em consonância com a metodologia de avaliação de acervo da área de
Biblioteconomia.

2 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS NA UNESP:
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS INICIAIS
Desde 1999, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas em conjunto com a Rede
de Bibliotecas da UNESP vem viabilizando uma política de aquisição de material
bibliográfico voltada para a atualização e qualificação dos acervos, culminando com
a implantação da Portaria UNESP 486/2000, de 18.10.2000, que “Estabelece as
Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos da Rede de Bibliotecas da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho”.
No que tange à coleção de periódicos estrangeiros e sua adequação às linhas
de pesquisa desenvolvidas na universidade, foi realizada uma avaliação de
periódicos na Rede de Bibliotecas da UNESP, em 2000, com o objetivo de
“estabelecer a coleção básica de periódicos para as Unidades da UNESP, visando à
adequação da coleção às atividades de ensino e pesquisas científicas” (KIRIHATA et
all., 1999, 55).
Inicialmente foi feito um estudo piloto com a análise dos periódicos da
Faculdade de Ciências Farmacêuticas e do Instituto de Química – ambos do Campus
de Araraquara, com Bibliotecas distintas, que conforme conclusão de Coito1 “este
estudo inicial das coleções de duas Unidades da UNESP, evidenciou a necessidade
de se realizar análises periódicas dos títulos adquiridos por compra, a fim de permitir

�uma aquisição planificada, possibilitando uso intensivo e otimizando a relação
custo/benefício”.
Dando continuidade ao estabelecido pela Portaria 486/00 em seu Artigo 11,
Parágrafo Único, em 2002 foi realizada uma nova avaliação de periódicos em toda a
Rede de Bibliotecas da UNESP, seguindo a mesma metodologia proposta na
avaliação anterior.
Esta metodologia enfatizou a avaliação pelos pares, isto é, foi atribuído um
peso maior para a avaliação dada pelos docentes, que seguiu uma tabela com as
indicações de: imprescindível, importante, recomendável e dispensável; como
também a vinculação aos projetos de pesquisa desenvolvidos nas respectivas
Unidades.
As variáveis analisadas foram:
-

Avaliação de departamentos (DP), Grupos de Pesquisa (GP) e Programas de
Pós-Graduação (PPG) – Peso 2

-

Vinculação a Projetos de Pesquisa (PP) – Peso 3

-

Fator Impacto do ISI – Institute of Scientific Information

-

Vida Média da Publicação do ISI

-

Indexação do Ulrich’s

-

Tabulação dos resultados e aplicação da Lei de Bradford - distribuição dos títulos
por zonas
Considerando o resultado das duas avaliações realizadas e a crescente

disponibilização de periódicos eletrônicos por parte dos editores e a inclusão de
milhares

de

títulos

no

Portal

de

Periódicos

da

CAPES

–

http://www.periodicos.capes.gov.br/ , foi proposto à Rede de Bibliotecas da UNESP
uma racionalização de assinaturas de periódicos.
Com a inclusão de assinaturas de bases de dados on-line realizadas através
de consórcio firmado pelo CRUESP – Conselho de Reitores das Universidades

�Estaduais Paulistas, deixaram de ser assinados 13 títulos de periódicos de referência
constantes nas mesmas, propiciando para a UNESP uma economia da ordem de
US$ 42.081,83 referente a 32 assinaturas destes periódicos impressos, pois havia
duplicação dos mesmos, dada a dispersão de nossas Unidades Universitárias,
conforme demonstrado no Quadro 1:

ITEM

TÍTULO

Valor Unitário

Valor Total

Qtde.

US$

US$

Assinaturas

1

Animal Breeding Abstracts

1.240,00

3.720,00

3

2

Dairy Science Abstracts

1.215,00

2.430,00

2

3

Grasslands Forage Abstracts

990,00

2.970,00

3

4

Horticultural Abstracts

1.880,00

3.760,00

3

5

Index Veterinarius

1.785,00

5.355,00

3

6

Nutrition Abstracts Reviews. A

1.518,73

4.556,19

3

7

Plant Breeding Abstracts

1.663, 92

3.327,84

2

8

Review Agricultural Entomology

1.242,87

2.485,74

2

9

Review Medical Veterinary Entomology

741,97

1.483,94

2

10

Review Plant Pathology

1.119,46

2.238,92

2

11

Soils Fertilizers

1.649,40

3.298,80

2

12

Veterinary Bulletin

1.366,28

4.098,84

3

13

Weed Abstracts

785,52

2.356,56

3

TOTAL US$

42.081,83

32

Quadro 1: Periódicos de Referência que constam no Consórcio CRUESP

3

IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO BÁSICO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS:

ASPECTOS METODOLÓGICOS
Em 2003 decidiu-se em reunião do Fórum de Diretores de Bibliotecas e
Presidentes de Comissão de Biblioteca pela implantação do Núcleo Básico da
Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindo-

�se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de
Pesquisas existentes nas mesmas.
Para a efetiva implantação o estudo do núcleo básico da coleção de
periódicos estrangeiros teve seu desenvolvimento em 2 etapas:
Etapa 1 :
a) definição do “núcleo básico impresso” de cada Unidade, informando a ordem de
prioridade dos títulos;
b) informação quanto aos títulos não adequados.
Os títulos de periódicos estrangeiros foram novamente “avaliados” pela
comunidade acadêmica e Comissão de Biblioteca, quanto às atividades de ensino e
pesquisas cientificas desenvolvidas nas respectivas Unidades. Esta nova avaliação
promoveu um engajamento muito grande entre bibliotecários e docentes, que tinham
as seguintes variáveis a considerar:
As assinaturas de periódicos estrangeiros são muito onerosas para a
Universidade, portanto deve-se manter apenas títulos de excelência para cada
Unidade;
A real utilização dos periódicos deve justificar o investimento que foi feito ao
adquiri-lo;
A indicação pelos docentes de alguns títulos considerados imprescindíveis, mas
que na pratica não são utilizados, e
A constatação de que somente a “Biblioteca” tem conhecimento dos títulos que
são realmente utilizados.
Cada Unidade reviu sua lista de periódicos, encaminhando a CGB listagem
em ordem de prioridade e informação quanto aos títulos inadequados. Estas
informações foram condensadas em um único arquivo.
Etapa 2:

�Passou-se então para outra fase do projeto, onde o resultado obtido na Etapa
1 foi submetido à avaliação por áreas especificas do conhecimento para determinar
qual a Unidade residente do titulo de periódico disponível eletronicamente e que não
mais teria a assinatura impressa duplicada.
Para estabelecer qual seria a Unidade residente da única assinatura impressa
do periódico disponível eletronicamente considerou-se aquela que possui maior
compatibilidade temática e completeza de coleção.
Para que este projeto pudesse ser desenvolvido foram estabelecidos 9 grupos
de acordo com as áreas temáticas e considerando os cursos de graduação da
universidade, a saber:
Grupo 1 – Odontologia
Grupo 2 – Agronomia, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem,
Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária,
Zootecnia
Grupo 3 – Engenharia de Alimentos, Nutrição, Química
Grupo 4 – Computação, Engenharias, Estatística, Física, Matemática
Grupo 5 – Letras, Pedagogia
Grupo 6 – Artes, Arquitetura, Desenho Industrial
Grupo 7 – Ecologia, Geociências, Geografia
Grupo 8 – Administração, Biblioteconomia, Direito, Economia
Grupo 9 – Ciências Sociais, Comunicação, Filosofia, Historia, Psicologia, Relações
Internacionais, Serviço Social.
Durante o mês de setembro de 2003 foram realizadas reuniões dos Grupos
em 4 diferentes cidades (São José do Rio Preto, Rio Claro, Bauru e Jaboticabal) e
áreas temáticas/dia, possibilitando a participação dos Diretores de Bibliotecas,

�Presidentes de Comissão de Biblioteca e docentes pertencentes às respectivas
áreas.

4 RESULTADOS DAS REUNIÕES POR ÁREAS TEMÁTICAS
Os resultados destas reuniões estão relacionados por área, conforme Quadro
2 e apresentam:
a) SITUAÇÃO 2003: a quantidade de títulos assinados com as respectivas
duplicações em 2003,
b) SITUAÇÃO NÚCLEO: a quantidade de títulos que deverá ser assinada para 2004
e suas respectivas duplicações.

GRUPO/ÁREA

SITUAÇÃO 2003

SITUAÇÃO NÚCLEO

QTDE

DUPL

QTDE

DUPL

GRUPO 1 - ODONTO

95

37

65

18

GRUPO 2 - AGRO

129

56

94

34

GRUPO 2 - BIO

326

121

225

60

GRUPO 2 - SAÚDE

39

19

24

6

GRUPO 2 - VET

86

34

69

25

GRUPO 3 – NUTR, QUIM

32

15

17

2

GRUPO 4 - EXATAS

208

90

101

13

GRUPO 5 – EDUC, LET

89

39

57

18

GRUPO 6 - ARTES

10

5

6

1

GRUPO 7 - GEO

36

17

18

3

GRUPO 8 – ADM, ECON

6

3

4

1

GRUPO 9 – PSIC, HUM

62

29

38

9

1118

465

718

190

TOTAL

Quadro 2: Assinaturas e Duplicações – Resultados por Grupos
Grupo 1 - Odontologia

�Houve uma redução de 32% na quantidade de assinaturas, que passou de 95
para 65, mas dada a característica dos periódicos da área de odontologia, que
apresentam muitas figuras coloridas e fotografias, alguns títulos ainda não
disponíveis

eletronicamente

terão

suas

duplicações

impressas

mantidas,

considerando a distancia entre as cidades onde estes cursos são ministrados:
Araçatuba, Araraquara e São José dos Campos, e a impossibilidade de se obter
copias que retratem fielmente a qualidade da publicação impressa.
Grupo 2 – Agronomia, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem,
Farmácia,

Fisioterapia,

Fonoaudiologia,

Medicina,

Medicina

Veterinária,

Zootecnia
Por se tratar de um grupo muito amplo, as áreas foram subdivididas em:
agronomia, biologia, saúde e veterinária.
Dentre estas subáreas, a que apresentou maior diminuição na quantidade de
assinaturas foi a subárea de Saúde, que permaneceu com apenas 6 duplicações,
contra as 19 mantidas anteriormente.
Na subárea de Biologia houve uma redução de aproximadamente 31% nas
assinaturas com a permanência de 50% das duplicações considerando-se que existe
na universidade 6 cursos de Ciências Biológicas.
A subárea de Agronomia apresentou uma diminuição de cerca de 27% nas
assinaturas e 40% nas duplicações. A quantidade de duplicações mantidas também
se deve a necessidade de manutenção dos 3 cursos de agronomia existentes na
UNESP.
Quanto à subárea de Veterinária, a diminuição foi a menor deste Grupo,
apresentando um índice de apenas 20% na quantidade de assinaturas e 26% nas
duplicações. Constatou-se a pouca quantidade de títulos eletrônicos nesta área.
Grupo 3 - Engenharia de Alimentos, Nutrição, Química

�Este foi o Grupo que apresentou a maior redução 86% na quantidade de
duplicações mantidas, com redução de cerca de 47% nas assinaturas.
Grupo 4 - Computação, Engenharias, Estatística, Física, Matemática
O Grupo de Exatas apesar de ser um dos maiores, foi o que apresentou uma
redução de pouco mais de 51% nas assinaturas, o maior percentual dentre todos os
grupos, com redução de mais de 85% nas duplicações. Este Grupo fez parte da 1ª
reunião realizada e o Coordenador da Área de Exatas da universidade teve efetiva
participação quanto à decisão de qual Unidade tem a maior compatibilidade temática
referente aos títulos analisados.
Grupo 5 – Letras, Pedagogia
Apresentou uma redução de aproximadamente 36% nas assinaturas e 54%
nas duplicações. Alguns títulos tiveram suas duplicações mantidas considerando-se
o baixo custo das assinaturas de periódicos nesta área, a não disponibilização de
periódicos eletrônicos e a biblioteca ser considerada o “laboratório” da área de
humanas.
Grupo 6 – Artes, Arquitetura, Desenho Industrial
Sendo o 2º menor Grupo estudado, apresentou redução de 40% nas
assinaturas e 80% nas duplicações.
Grupo 7 – Ecologia, Geociências, Geografia
Considerado um Grupo cuja área é bem especifica, apresentou redução de
50% nas assinaturas e cerca de 82% nas duplicações, atendo-se realmente a
compatibilidade temática em cada Unidade.
Grupo 8 – Administração, Biblioteconomia, Direito, Economia

�O menor Grupo estudado, apresentou uma diminuição de aproximadamente
33% nas assinaturas e 66% nas duplicações.
Grupo 9 – Ciências Sociais, Comunicação, Filosofia, Historia, Psicologia,
Relações Internacionais, Serviço Social
Apresentou um índice de cerca de 69% na redução das duplicações e 39%
nas assinaturas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A execução deste projeto possibilitou a UNESP estabelecer o núcleo básico
da coleção de periódicos científicos impressos e eletrônicos destinados as pesquisas
desenvolvidas na universidade, com o envolvimento da comunidade docente de
todas as Unidades Universitárias e possibilitando uma real adequação das coleções
de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista a quantidade de títulos sem
duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram considerados “inadequados”,
conforme Quadro 3, abaixo:

SITUAÇÃO EM 2003

Qtde.

Valor US$

%

3.231.332,71

100,00

3677

100,00

Sem duplicação

137.855,53

4,27

148

4,03

Dupl. e eletrônicos

301.303,76

9,32

227

6,17

Dupl. e não eletrônicos

179.049,76

5,54

171

4,65

Total de excluídos (B)

618.209,05

19,13

546

14,85

2.613.123,66

80,87

3131

85,15

RENOVAÇÃO TOTAL (A)

Assinaturas

%

- EXCLUÍDOS

NÚCLEO BÁSICO (A – B)

Quadro 3 – Núcleo Básico de Periódicos na UNESP – Assinaturas e Valores em
Dólares

�Do total de 546 assinaturas excluídas, que correspondem a aproximadamente
15% do total geral de assinaturas da UNESP, 27% das assinaturas correspondem a
títulos sem duplicação, enquanto que 31% são títulos duplicados e não eletrônicos
(existe apenas o impresso) enquanto o maior percentual 42% correspondem a títulos
duplicados e disponíveis eletronicamente.
A economia de recursos orçamentários dispendidos para a manutenção da
coleção nuclear de periódicos na UNESP foi da ordem de 20%, valor este que
poderá vir a incrementar a coleção de bases de dados e periódicos on-line.
REFERÊNCIAS
COITO, M.I. et al. A importância da pesquisa científica como critério para
avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, 2000, Florianópolis.
Memória... Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000.
Disponível em: &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em:
07 jul. 2004.
KIRIHATA, J.H.T., ANTUNES, M.A., CAMPOS, M.L. Proposta de avaliação
de periódicos na UNESP.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA, 3, 1999, Marília. Anais... Marília, Faculdade de
Filosofia e Ciências da Unesp, 1999. p.55-60.

∗

UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Cascata. 17515-901
– Marília – SP – Brasil. ligiacgb@marilia.unesp.br.
∗∗
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas.Alameda Santos, 647 – 10º andar - Cerqueira César.
01419-901 – São Paulo – SP – Brasil. eti@reitoria.unesp.br.
∗∗∗
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Cascata
17515-901 – Marília – SP – Brasil. goldstar@flash.tv.br

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Avaliação de periódicos científicos impressos e eletrônicos da UNESP: programa de racionalização da coleção nuclear para a pesquisa da UNESP.</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Em 2003 foi implantado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas o Núcleo Básico da Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindo-se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de Pesquisas existentes nas mesmas. Inicialmente foram estabelecidos 9 grupos de acordo com as áreas temáticas. Foram realizadas reuniões com os respectivos rupos / Unidades (Diretor da Biblioteca, Presidente de Comissão de Biblioteca e docentes representantes da área), para estabelecer uma única Unidade depositária de título assinado em papel para mais de uma Unidade e que estão disponibilizados para consulta on-line. Esta medida foi adotada para evitar a duplicação de assinaturas em papel e incentivar a utilização dos recursos eletrônicos disponíveis à comunidade unespiana, propiciando assim uma otimização dos recursos orçamentários destinados à aquisição de material bibliográfico. Este trabalho envolveu a comunidade docente de todas as Unidades e possibilitou uma adequação das coleções de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista a quantidade de títulos sem duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram considerados “inadequados”.</text>
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                    <text>PESQUISA DE OPINIÃO DE USUÁRIO DE BIBLIOTECA SETORIAL

Marcia Regina Migliorato Saad∗
Ligiana Clemente do Carmo∗∗
Maria Cristina Olaio Villela∗∗∗

RESUMO
Este trabalho demonstra como um questionário pode ser simples e eficiente na
avaliação dos serviços de biblioteca e ainda, levantar questões para uma
pesquisa mais elaborada posteriormente. É composto de apenas 3 perguntas
abertas, visando conhecer preferências e necessidades do usuário, assim como
levantar pontos fortes e fracos, na visão dele (usuário), como também permite
sugestões de mudanças. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Setorial de
Economia, Administração e Sociologia pertencente à Divisão de Biblioteca e
Documentação da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz”, Universidade
de São Paulo, como requisito da disciplina “Gestão pela Qualidade Total”, do
curso MBA - Gestão e Tecnologias da Qualidade da Escola Politécnica da USP,
em 2002. Os dados obtidos foram estratificados, usando-se Pareto para identificar
quais os itens vitais (30%) a serem mais rapidamente melhorados ou modificados.

1 INTRODUÇÃO
A revolução da Qualidade total trouxe como resultado um grande aumento
de produtividade nas empresas e organizações, tornando a competitividade entre
elas mais intensa e exasperada. Como conseqüência deste novo paradigma,
algumas empresas não se sustentaram e outras se fortaleceram.
Atualmente, o consumidor, quer seja de produtos quer de serviços, está
mais exigente e seletivo, tendo a oportunidade de poder escolher aquilo que
atende às suas necessidades e expectativas e de deixar de lado o que não
atende às suas exigências. Com este novo comportamento dos usuários ou
clientes, as organizações procuram adequar seus produtos e serviços aos
princípios da qualidade total, conseguindo assim vários benefícios que vão
permitir a sua sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo.

�Com o avanço da tecnologia no mundo, as Bibliotecas tiveram que
acompanhar estas mudanças tornando-se Centros de Informações dinâmicos e
oferecendo aos usuários soluções rápidas e eficientes no acesso às informações.
Cada vez mais as bibliotecas e bibliotecários estão preocupados com seu usuário
e procuram inovar em serviços que atendam todas as suas expectativas e
necessidades. Incorporar qualidade nos produtos e serviços oferecidos é o
primeiro passo para reter um usuário.
As Bibliotecas que estão preocupadas em agradar seus clientes precisam
saber o que eles pensam a respeito dos serviços oferecidos, se estão satisfeitos,
se necessitam algo diferente do que está sendo oferecido no momento. Obter
essa opinião é muito importante para direcionar o planejamento de uma
Biblioteca, e a pesquisa é o melhor instrumento para se descobrir respostas para
essa questão.
Nossos objetivos foram, em primeira instância, conhecer as preferências
dos usuários da Biblioteca Setorial de Economia, Administração e Sociologia da
ESALQ/USP. Além das preferências, a pesquisa apontou os pontos negativos,
positivos e o que o usuário mudaria na biblioteca.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 METODOLOGIA
“A finalidade da pesquisa é descobrir respostas para questões mediante
aplicação de métodos científicos“ (SELLTIZ, C. et al. 1965). A técnica usada para
a coleta de dados foi a entrevista ou questionário. Tentou-se montar um ambiente
cordial para deixar o entrevistado à vontade, explicando inicialmente o objetivo da
pesquisa.
As entrevistas foram efetuadas durante 4 semanas num período de 2 horas
por dia. Procurou-se abordar o maior número possível de usuários, independente
de categoria ou horário de freqüência na biblioteca. Dos 190 inscritos, 19 usuários

�responderam ao questionário (10%), sendo 13 alunos de pós-graduação e 6

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

100%
80%

68,4%

60%
31,6%

40%
20%

Porcentagem

Valores obtidos

alunos de graduação.

0%
PósGraduação
graduação

Figura 1 - Categorias de usuários que responderam a pesquisa.

A razão da formulação das questões foi essencialmente prática e buscou
descobrir direções para poder executar melhorias. Foram apenas três perguntas:
1) O que você mais gosta na Biblioteca?
2) O que você menos gosta na Biblioteca?
3) O que você mudaria na Biblioteca?
ITENS
O que você mais gosta na BSE ?
Ambiente
Acervo
Organização
Horário de funcionamento
Atendimento
Acesso on-line
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação

Graduação

TOTAL

2
2
2
1
3
3
13

3

5
2
3
3
3
3
19

1
2

6

Quadro 1 – O que os usuários mais gostam na biblioteca.

�O que mais gosta - Pós-Graduação
Am biente
Acervo

2

3

Organização

2

Horário de
funcionam ento

3
1

2

Atendim ento
Acesso on-line

Figura 2 – O que os alunos de pós-graduação mais gostam na biblioteca.

O que mais gosta - Graduação

Ambiente

2
3

Organização

1

Horário de
funcionamento

Figura 3 - O que os alunos graduação mais gostam na biblioteca.

ITENS
O que você menos gosta na BSE ?
Prazo muito curto de empréstimo
Barulho
Qualidade equipamentos informática
Inconsistência das bases de dados
Falta de serviço de xerox no local
Espaço pequeno
Acervo
Horário de funcionamento
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação

Graduação

3
4
4
1
2
2
1
13

1
1

6

Quadro 2 – O que os usuários gostam menos na Biblioteca.

TOTAL
3
4
4
1
3
1
2
1
19

�O que menos gosta - Pós-Graduação
Prazo muito curto de
empréstimo
Barulho

1

2

3

Inconsistência das
bases de dados
Falta de serviço de
xerox no local
Acervo

2
4

1

Horário de
funcionamento

Figura 4 – O que os alunos de pós-graduação gostam menos na biblioteca.

O que menos gosta - Graduação

Qualidade
equipamentos
informática

1

Falta de serviço de
xerox no local

1
4

Espaço pequeno

Figura 5 - O que os alunos de graduação gostam menos na biblioteca.

ITENS
O que você mudaria na BSE ?
Aumentaria a sala de micros
Aumentar o acervo
Empréstimo / Reserva on-line
Alterar prazo de empréstimo
Aumentaria as fontes de acesso
Espaço reservado ao estudo individual
Horário
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação Graduação TOTAL
2
2
1
2
2
2
2
13

3
2
1

6

Quadro 3 – O que os usuários mudariam na biblioteca.

5
4
2
2
2
2
2
19

�O que mudaria - Pós-Graduação
Aumentaria a sala de
micros
Aumentar o acervo

2

2

Empréstimo / Reserva
on-line

2

2
2

2

1

Alterar prazo de
empréstimo
Aumentaria as fontes
de acesso
Espaço reservado ao
estudo individual
Horário

Figura 6 – O que os alunos de pós-graduação mudariam na biblioteca.

O que m udaria - Graduação

Aumentaria a
sala de micros
1
3

Aumentar o
acervo

2

Empréstimo /
Reserva on-line
Figura 7 - O que os alunos de graduação mudariam na biblioteca.

Após a obtenção dos dados, usou-se o Diagrama de Pareto para identificar
quais os itens vitais a serem mais rapidamente melhorados ou modificados. O
diagrama de Pareto visa dar uma estratificação das várias causas ou
características de reclamações, falhas ou outros problemas. Os números destas
causas são mostrados em ordem decrescente por meio de barras de variados
tamanhos.
Os Gráficos de Pareto são utilizados para a identificação de problemas
mais importantes e atua positivamente para o êxito da solução destes problemas,
indicando as opções para o início das melhorias.

�2.2 RESULTADOS
Os resultados permitiram a introdução de modificações que vão melhorar
os serviços prestados aos clientes. A pesquisa serviu também de abertura para
uma pesquisa mais ampla com perguntas fechadas, chamando assim atenção

84,2%

15,8%

10,5%

5,3%

Acesso on-line

Acervo

Horário de
funcionamento

52,6%
26,3%
15,8%

Organização

26,3%

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Porcentagem

94,7%

68,4%

Atendimento

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Ambiente

Valores obtidos

para esta próxima etapa.

Figura 8 - Pontos positivos levantados pelos usuários.

Com relação às preferências pela Biblioteca, usuários de graduação
indicam ambiente e horário, não dando importância ainda à qualidade do acervo,
aos acessos via Internet. Essa preferência mostra que os alunos freqüentam a
biblioteca com o objetivo de estudar e não de pesquisar. Já os pós-graduandos
evidenciam atendimento e acesso a bancos de dados, porque demandam mais os
serviços oferecidos pelas bibliotecárias de referência no acesso às ferramentas
de busca.
Ambos preferem itens relativos a serviços, demonstrando que a biblioteca
tem um bom desempenho. O ambiente preferido indica que os requisitos do
Programa 5S foram consolidados, assim como a postura de atendimento e a
competência dos bibliotecários.

�Quanto aos itens negativos, tem-se: barulho causado pelos próprios alunos
e prazos de empréstimo (que merece uma revisão do regulamento). Para a
categoria de graduação, a qualidade dos equipamentos de informática é um item
negativo. Este item de infra-estrutura está ligado à Administração da ESALQ e

Acervo

57,9%
42,1%
21,1% 21,1%
15,8% 15,8% 10,5%

5,3%

5,3% 5,3%

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Porcentagem

94,7%
84,2% 89,5%

Espaço
pequeno

73,7%

Prazo muito
curto de
empréstimo

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Barulho

Valores obtidos

aos recursos de orçamento, e não são resolvidos a curto prazo.

Figura 9 - Pontos negativos levantados pelos usuários.

Na última pergunta, sugestões de melhoria da infra-estrutura e de aumento
do número de obras no acervo foram mencionadas pelas duas categorias de
usuário, ficando os demais itens diluídos entre melhorias de serviço e infraestrutura.

�100%
80%

78,9%
68,4%

60%

57,9%
47,4%
26,3

40%

21,1%
10,5%

10,5%

10,5%

10,5%

10,5%

20%

Porcentagem

89,5%

Ampliaria
horário de
atendimento

Espaço
reservado a
estudo
indivicual

Aumentaria
as fontes de
acesso

Alteraria
prazo de
empréstimo

Aumentaria
o acervo

Empréstimo
/ Reserva online

0%
Aumentaria a
sala de
micros

Valores obtidos

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Figura 10 - Sugestões de mudanças dos usuários.

3 CONCLUSÃO

Pode-se concluir que para esta Biblioteca Setorial a melhoria da infraestrutura de equipamentos de informática e o incentivo à manutenção do seu
acervo são fatos que devem ser discutidos, em primeiro lugar, com a Comissão
de Orçamento e Patrimônio da ESALQ e, em segundo, com o Departamento
Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas - DT/SIBi que propicia a atualização
do parque tecnológico das bibliotecas da USP.
Por outro lado, a qualidade da prestação de serviço, a postura do
bibliotecário no atendimento e a manutenção da qualidade do ambiente de
trabalho são dados positivos.
Entre 2002 e 2004 o planejamento estratégico da Divisão de Biblioteca e
Documentação, na qual esta biblioteca setorial está inserida, priorizou a definição
de ações que explicitassem as duas principais sugestões de mudanças
levantadas pelos usuários.
Dentro da melhoria de infra-estrutrura, a aquisição de equipamentos de
informática e software e a captação de recursos alternativos para manutenção de

�acervo pretendem atender as sugestões “Aumento da Sala de Micros” e “Aumento
do Acervo”.
O item “Empréstimo / Reserva on-line” tem sido atualmente contemplado
pela priorização das atividades da bibliotecária responsável pela consolidação da
circulação automatizada, já implantada na Biblioteca Central e na Biblioteca
Setorial de Agroindústria, Alimentos e Nutrição.
A “Alteração do prazo de empréstimo” deverá ser estudada por ocasião da
atualização do Regulamento da DIBD, visto que a redução dos prazos de
empréstimo fora solicitada pelos próprios alunos de pós-graduação anteriormente.
O “Aumento das fontes de acesso” tem sido contemplado pelo próprio
surgimento dos novos consórcios de assinaturas de bases de dados e pelos
treinamentos personalizados oferecidos pelas bibliotecárias de referência.
O item “Espaço reservado a estudo individual” será redefinido em breve por
ocasião da construção do novo prédio para a biblioteca. Por enquanto, além de se
fazer uma campanha eficaz de conscientização entre os alunos para manterem
silêncio nos lugares onde ele é exigido, este tema tem sido incluído na semana de
integração que ocorre no início de cada ano letivo. Outra forma de chamar a
atenção para a diferenciação dos espaços de estudos em grupo e individual foi
através da afixação de cartazes e distribuição de folders com este apelo.
A sugestão de “Ampliação do horário de atendimento” tem sido atendida
pela contratação de cinco monitores para atendimento no período noturno e aos
sábados.
USER OPINION RESEARCH IN SETORIAL LIBRARY
ABSTRACT
This work shows how a questionary could be simple and efficient regarding
library services testing, even so brings questions up heading to a better
research to be done posteriously. It contains just 3 opened questions in order
to know user’s preferences and needs as well as brings up strong and weak
points in users understanding as also allows changing suggestions. The
research was made at the Setorial Library of Economic, Administration and

�Sociology of the Division of Library and Documentation - DIBD of the “Luiz de
Queiroz” College of Agriculture, University of São Paulo, as a requisite of the
discipline “Total Quality Management” of the MBA Quality Technologies and
Management from USP Politecnic School in 2002. The collected data were
stratified using Pareto to identify which are the vital items (30%) to be quickly
improved or modified.

REFERÊNCIAS
CALEGARE, A.J.A. Os mandamentos da qualidade total. 3. ed. Barueri:
International Quality Systems - INTER-QUAL 1999. 110 p.
CAMPOS, V.F. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia. 8. ed.
Belo Horizonte: INDG Tecnologia e Serviços, 2004. 266 p.
PDCA: metodologia de solução de problemas.
Disponível
&lt;http://www.uneb.br/udo/pdca.pdf&gt;. Acesso em 07 jul. 2004.

em:

SELLTIZ, C. et al. Métodos de pesquisa das relações sociais. São Paulo:
Editora Herder, 1965.

∗

mrmsaad@esalq.usp.br
ligiana@esalq.usp.br. Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz”. Divisão de Biblioteca e Documentação. Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, Piracicaba SP Brasil 13418-900
∗∗∗
Universidade de São Paulo / Escola Politécnica .Serviço de Bibliotecas. Av. Prof. Luciano
Gualberto, Travessa 3, 380, 1º andar, São Paulo - SP Brasil 05508-900. Cristina
villela@poli.usp.br

∗∗

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Pesquisa de opinião de usuário de Biblioteca Setorial.</text>
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                <text>Saad, Marcia Regina Migliorato; Carmo, Ligiana Clemente do; Villela, Maria Cristina Olaio </text>
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                <text>Este trabalho demonstra como um questionário pode ser simples e eficiente na avaliação dos serviços de biblioteca e ainda, levantar questões para uma pesquisa mais elaborada posteriormente. É composto de apenas 3 perguntas abertas, visando conhecer preferências e necessidades do usuário, assim como levantar pontos fortes e fracos, na visão dele (usuário), como também permite sugestões de mudanças. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Setorial de Economia, Administração e Sociologia pertencente à Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, como requisito da disciplina “Gestão pela Qualidade Total”, do curso MBA - Gestão e Tecnologias da Qualidade da Escola Politécnica da USP, em 2002. Os dados obtidos foram estratificados, usando-se Pareto para identificar quais os itens vitais (30%) a serem mais rapidamente melhorados ou modificados.</text>
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                    <text>A APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL PARA A CIDADANIA SOB O FOCO DO
USUÁRIO FINAL DE PROGRAMAS NACIONAIS DE INFORMAÇÃO E/OU
INCLUSÃO DIGITAL: ANÁLISE DE ALGUMAS EXPERIÊNCIAS
BRASILEIRAS1
Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto∗
Dudziak, Elisabeth Adriana∗∗

RESUMO
O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao
impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias
de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício
pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional
em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e
empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a
digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional
propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social
(concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que
consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania).
Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de
Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das
tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a
pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em
diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de
telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo
geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de
acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para
o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão,
dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos,
projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os
resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de
apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com
predominância do foco ainda para a inclusão digital.

1 INTRODUÇÃO

1

Resultado de pesquisa conjunta desenvolvida por profissionais e pesquisadores de
diversos países da América Latina, coordenada pela Profa. Dra. Sueli Mara S.P. Ferreira
da Universidade de São Paulo e apresentada neste trabalho em formato resumido. Email:
smferrei@usp.br.

�O estudo parte da premissa de que existe uma necessidade de
participação ativa de toda a população nos processos decisórios em torno do
pleno exercício da cidadania. A fim de alcançar este objetivo, torna-se necessário
promover a ampla e irrestrita inclusão digital, informacional e social em todas as
camadas da sociedade. Os Programas Nacionais de Informação implementados
na América Latina são o primeiro passo em busca desta atuação cidadã.
Observa-se que os programas governamentais em geral têm atendido as
demandas

relativas

ao

oferecimento

da

necessária

infra-estrutura

na

implementação de telecentros e o amplo acesso a microcomputadores e a
Internet. O papel dos agentes multiplicadores das propostas governamentais tem
sido essencial neste processo e tem se centrado na capacitação técnica e
apropriação primeira da tecnologia, enfatizando o desenvolvimento das
habilidades dos usuários no uso dos equipamentos e ferramentas de acesso.
Assume-se, porém, que a capacitação para a cidadania (objetivo último da
inclusão digital e informacional) baseia-se no alcance de um patamar superior de
apropriação, não só dos meios (ferramentas e instrumentos de acesso) como
também do efetivo acesso intelectual à informação e ao conhecimento. Parte-se
da reflexão sobre as informações e acontecimentos, direcionando a produção de
uma mudança pessoal pelo processo do aprendizado. Logra-se aqui não somente
a aquisição de habilidades, como também a construção de conhecimentos e
valores, elementos fundamentais ao pleno exercício da cidadania. O aprendizado
é o nível mais elevado de apropriação informacional, onde reside o poder de
mudança e a possibilidade de adoção de novas posturas enquanto sujeito (ator
social / cidadão). Entretanto, neste momento torna-se necessário avançar nos
estudos de modo a verificar o real impacto de tais programas na comunidade,
analisar de que modo os usuários finais têm se apropriado dos programas
nacionais de informação para que possam ser incluídos na chamada sociedade
da informação, do conhecimento e da aprendizagem. Neste sentido, esta
pesquisa teve como objetivo analisar a percepção dos usuários latino-americanos
quanto ao impacto que programas governamentais de inclusão digital e
informacional geram no exercício de sua cidadania, de modo a mapear e
sistematizar diferentes níveis de apropriação informacional.

�2 REFERENCIAL TEÓRICO
Mudanças tecnológicas, econômicas, políticas e sociais transformaram a
visão atual de mundo e, por conseqüência, de educação. Neste ambiente,
promovendo o acesso à informação e à comunicação que ignora fronteiras, a rede
mundial Internet ganhou popularidade, indiscutivelmente integrada ao dia a dia da
sociedade (LEVY, 1999). Nesse contexto assistimos a emergência da Sociedade
da Informação. Um novo quadro mundial se formou, baseado na Tecnologia da
Informação e da Comunicação, sinalizando os processos de inclusão digital. Três
concepções de apropriação informacional emergiram: a digital (concepção com
ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita
(concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com
ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma
perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Tais concepções
determinam diferentes níveis de complexidade da apropriação informacional. O
Quadro 1 abaixo sintetiza e compara as três concepções.
Quadro comparativo entre as Concepções de Apropriação
Inclusão digital

Inclusão informacional

Inclusão social

Ênfase no Acesso

Ênfase no Conhecimento

Ênfase no Aprendizado

Sociedade da Informação

Sociedade do Conhecimento

Sociedade de Aprendizagem

acesso e

acesso, processos e

processos/habilidades e

relações/habilidades,

conhecimentos

conhecimentos e atitudes

o que

o que e como

o que, como e por que

acumulação do saber

construção do saber

fenômeno do saber

Usuários/indivíduos

Aprendizes/Cidadãos

Conhecedor

Autônomo

Acesso/ habilidades

sistemas de
informação/tecnologia
Expectador

Fonte: Adaptado de Dudziak, 2001.

�2.1 INCLUSÃO DIGITAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Vários autores definem a apropriação informacional ou competência em
informação como a capacitação em tecnologia da informação, baseada numa
"alfabetização computacional" ou digital como habilidade primária. Associada à
Sociedade da Informação, a competência em informação é definida como a
aplicação de técnicas e procedimentos ligados ao processamento e distribuição
de informações com base no desenvolvimento de habilidades no uso de
ferramentas e suportes tecnológicos (TAYLOR, 1979).

O máximo de avanço

neste nível de apropriação é o aprendizado de uso dos componentes de
hardware, aplicativos e programas, mecanismos de busca e uso de informações
em ambientes eletrônicos, muitas vezes como finalidade em si mesmos. Neste
nível, a apropriação é carente de aprofundamento, pois o foco está na aquisição
de habilidades e conhecimentos praticamente mecânicos.

2.2 INCLUSÃO INFORMACIONAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM
ÊNFASE NOS PROCESSOS COGNITIVOS
O olhar sobre a apropriação informacional enquanto processo de busca da
informação para construção de conhecimento envolve o uso, interpretação e
busca de significados, a construção de modelos mentais, não apenas a busca de
respostas às perguntas, com a incorporação da noção de processo, uma vez que
o indivíduo está ativamente construindo um novo entendimento a partir das
informações encontradas (KUHLTHAU,1993). As necessidades informacionais
são definidas segundo a existência de gaps ou lacunas informacionais que fazem
o aprendiz buscar a informação (FERREIRA, 1996). Esse nível de entendimento
da apropriação ajusta-se perfeitamente à chamada Sociedade do Conhecimento,
Dessa forma considera-se que o indivíduo competente em informação sabe como
o conhecimento é organizado, como achar a informação e como usá-la para a
realização de tarefas ou resolução de problemas (DOYLE,1994). A biblioteca é
concebida como um espaço de aprendizado e, o profissional da informação
aparece ora como gestor do conhecimento, ora como mediador nos processos de

�busca da informação (RADER, 1997; KULTHAU, 1993). A dimensão social, de
interação com a comunidade e o ambiente começam a ser explorados.

2.3 INCLUSÃO SOCIAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Considerando que a apropriação informacional emerge do processo de
aprendizado, ela deve englobar além de uma série de habilidades e
conhecimentos, a noção de valores e atitudes ligados à dimensão social e
situacional, incluindo a ética, a autonomia, a responsabilidade, a criatividade, o
pensamento crítico e o aprender a aprender, enfatizando o cidadão, o ser social,
admitindo uma visão sistêmica da realidade. A apropriação informacional nesse
nível considera a dimensão social e ecológica do aprendiz, entendendo-o não
mais como usuário, nem mais como indivíduo, antes como sujeito que alcança
uma identidade pessoal a partir de sua atuação como transformador social,
segundo Alain Touraine (citado em CASTELLS, 1999). Pressupõe-se a
incorporação de novas habilidades, conhecimentos e atitudes (BREIVIK,1985),
um estado permanente de mudança, a própria essência do aprendizado como
fenômeno social e exercício da cidadania. (OWENS, 1976; HAMELINK, 1976).

3

PANORAMA

BRASILEIRO

DOS

PROGRAMAS

NACIONAIS

DE

INFORMAÇÃO
O Programa Sociedade de Informação, criado em 1995, tem como missão
articular e coordenar o desenvolvimento e a utilização de produtos e serviços
avançados de computação, comunicação e conteúdos e suas aplicações visando
à universalização do acesso e à inclusão de todos os brasileiros na Sociedade da
Informação. Com o lançamento do Livro Verde e a finalidade precípua de
promover o acesso universal à informação, o Programa considera ser essencial a
promoção da alfabetização digital (habilidades de uso de computadores e
internet), como também a capacitação das pessoas para a utilização dessas

�mídias em favor dos interesses e necessidades individuais e comunitários, com
responsabilidade e senso de cidadania.
O Programa está estruturado segundo sete linhas de ação: mercado,
trabalho e oportunidades, universalização de serviços para a cidadania, educação
na sociedade da informação, conteúdos e identidade cultural, governo ao alcance
de todos, P &amp; D, tecnologias chave e aplicações, infra-estrutura avançada e novos
serviços (SOCINFO, 2004). No Brasil, diversas são as iniciativas em torno do
acesso à internet, atualmente existem vários programas e telecentros, iniciativas
governamentais e não governamentais, totalizando 500 telecentros e cerca de
26% da população com acesso à internet. Também existem diversos cibercafés,
administrados por franquias comerciais ou empresas de telefonia, além do acesso
a partir das universidades e escolas públicas. Com apoio da UNESCO foi criado o
ProInfo, Programa Nacional de Informática na Educação, objetivando treinar
professores de escolas públicas instalando também 100.000 computadores a
partir do final de 1998. Diversas iniciativas em torno de Bibliotecas Digitais têm
sido implementadas, assim como eventos na área têm sido promovidos.

4 O ESTUDO DE CASO: METODOLOGIA DE TRABALHO
A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: (a) a partir do referencial
teórico a respeito dos diferentes níveis de apropriação informacional, foi efetuada
pesquisa documental visando traçar um panorama geral sobre os diferentes
estágios de apropriação informacional; (b) estudos de casos de iniciativas
regionais brasileiras foram desenvolvidos; (c) por fim, a partir da análise de
resultados das observações e experiências coletadas junto aos usuários finais
dos estudos de casos, foram comparados diferentes níveis de apropriação
informacional. Para o desenvolvimento dos estudos de casos, inicialmente foram
convidados a participar profissionais e professores de diversos países latinoamericanos, dos quais derivaram vários estudos mais profundos. As experiências
analisadas no contexto brasileiro foram:

�•

PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ - BRASIL

•

PROJETO “INTERNET CIDADÃ” DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE – MINAS
GERAIS – BRASIL

•

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA –
PARANÁ - BRASIL

•

TELECENTRO

DE INFORMAÇÃO E

NEGÓCIOS

DA

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SÃO

CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL

Devido à natureza exploratória e descritiva destes estudos utilizou-se
metodologia de estudo qualitativa, baseada em grupos de foco, uma vez que o
objetivo foi compreender fenômenos sociais atuais, através do método indutivo. A
coleta, a análise e a interpretação dos dados envolveram equipes regionais e,
neste texto, se apresentam os resumos dos resultados comparativos dos estudos
brasileiros, do ponto de vista dos usuários finais. Para a coleta de dados foram
definidas duas etapas estratégicas: (a) análise do programa/iniciativa selecionado;
(b) estudo junto aos usuários do programa/iniciativa selecionado. A seleção do
programa baseou-se nos dados de identificação, programa, proposta, etc. A
coleta de dados foi baseada em: - análise documental: documentos oficiais do
programa, sites, materiais divulgados pela mídia etc.; - entrevista: com
Coordenadores, Gestores, Docentes, Atendentes ou outros membros do staff do
Programa para obter informações mais detalhadas e/ou relevantes. Nenhum
roteiro pré-definido, único ou padronizado foi elaborado para o levantamento
destes dados ou entrevista a ser conduzida visando valorizar em cada
programa/iniciativa sua dinâmica própria que deveria ser identificada pelas
equipes

regionais

respectivas.

O

estudo

junto

aos

usuários

do

programa/iniciativa selecionado visou analisar sua percepção dos programas,
utilizando a metodologia do grupo de foco, com o objetivo de: analisar o impacto
que esse programa de inclusão digital gerou no exercício da cidadania das
comunidades envolvidas, de modo a mapear e sistematizar diferentes níveis de
apropriação informacional. Variáveis utilizadas:

�Motivação: buscou-se entender qual era a expectativa do usuário no momento
exatamente anterior a ele realmente ter começado a freqüentar o programa.
Compreensão: objetivou captar o que o usuário percebeu/sentiu e compreendeu
no início de seu envolvimento com o programa.
Dificuldades / gaps ou limitações: visou identificar quais foram: problemas e
barreiras.
Uso das informações / conhecimento obtidos: identificação do que foi realmente
útil ao usuário e onde foi aplicado. Os dados/sentimentos/ações e emoções
buscadas neste momento se referiram ao momento da pesquisa.
Projeção / impacto no dia a dia: buscou-se entender o que realmente mudou na
vida do usuário tanto em casa, nos estudos, profissionalmente, vida social etc.
Valorização / recomendação: pretendeu-se observar o valor que o usuário
denotou ao referido programa a ponto de o recomendar para outros usuários.

5 SÍNTESE DOS RESULTADOS OBTIDOS POR PROGRAMA ANALISADO

5.1 PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ BRASIL
O Banco do Nordeste mantém o Centro Cultural desde 1998, o qual vem se
firmando no cenário cultural de Fortaleza, e também da Região. A ação cultural do
programa se dá a partir de duas vertentes: incentivo à produção e difusão de
manifestações culturais locais e a implementação de ações estratégicas e linhas
de financiamento. O “Projeto Inclusão Digital” faz parte das atividades
desenvolvidas por esta Biblioteca junto ao Programa de Biblioteca Digital iniciado
em julho de 2002 e tem como objetivo contribuir para a cidadania a partir do uso
de computadores e da internet. Disponibilizando doze computadores para o
público em geral, os usuários cadastrados fazem uso dos equipamentos
orientados e treinados pelos atendentes e bibliotecários. Como resultado, esperase despertar nos usuários a curiosidade, valorização e interesse pelos bens
culturais e informacionais, colaborando para o exercício de sua cidadania. O
estudo de percepção de usuários, desenvolvido como parte desta pesquisa, teve

�como foco os participantes do Projeto Crescer com Arte, da Fundação da Criança
e da Família Cidadã – FUNCI, da prefeitura municipal da cidade de Fortaleza
(CE), que trabalha com adolescentes em situação de risco.
Resultados: quanto à motivação, percebeu-se que os jovens se sentem
motivados a utilizar o programa, principalmente pela necessidade que têm de
realizar suas pesquisas escolares, pelo conforto proporcionado pelas instalações
e por se sentirem importantes e bem tratados pelas pessoas que trabalham no
ambiente. Já no que tange a compreensão, percebeu-se que esses jovens
internalizaram bem a essência do projeto de inclusão digital, inclusive valorizando
o conforto do ambiente e o atendimento agradável. Com relação ao uso das
informações obtidas, os adolescentes utilizam o programa como local para treinar
e aplicar os conhecimentos de computação adquiridos através de cursos e troca
de informações com amigos. Na variável projeção / impacto no dia-a-dia dos
participantes, ficou evidente que os jovens começaram a ter mais interesse nos
estudos. Como o laboratório está instalado dentro da biblioteca, o ambiente
propício para estudo foi considerado como estímulo despertado-os para isto.
Perceberam mudança em seus hábitos cotidianos.

5.2

PROJETO

“INTERNET

CIDADÃ”

DA

PREFEITURA

DE

BELO

HORIZONTE– MINAS GERAIS – BRASIL
O programa “Internet Cidadã”, iniciado em 1999, visa a implantação e
manutenção de estruturas de acesso público gratuito à Internet, com a
perspectiva de combate à exclusão digital. Seu raio de ação ou cliente potencial
são os cidadãos que não dispõem de acesso à Internet.O objetivo geral delineado
é o de implantar e avaliar modelo de uso de internet para consultas e pesquisa
em bibliotecas de oito escolas municipais, sendo uma em cada administração
regional. Os objetivos específicos: democratizar o acesso à internet, consolidar a
cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de pesquisa nas
bibliotecas escolares, avançar na capacitação da comunidade escolar no uso das
tecnologias de informação. Para o desenvolvimento dos objetivos propostos, este
Programa iniciou-se com a ação das equipes da Secretaria Municipal de

�Educação e da Prodabel (Órgão de informatização da Prefeitura), para a conexão
à RMI (Rede Municipal de Informática), a seleção e capacitação de monitores e
definição de responsabilidades para a estruturação do espaço de Internet Cidadã.
Para avaliar a percepção dos usuários foram realizadas entrevistas semiestruturadas e grupos de foco com os usuários do programa. Resultados: do
ponto de vista da motivação, os adolescentes do primeiro grupo passaram a
utilizar os computadores a partir de informações divulgadas pelas suas próprias
escolas, enquanto os adultos tomaram conhecimento do programa porque são
frequentadores do Centro de Cultura e por que os computadores ficam
localizados

“próximos

as

instalações

sanitárias”.

Detectou-se

que

a

compreensão que têm do programa é que o uso do computador ajudou nas
pesquisas de trabalhos escolares e na obtenção de empregos. As principais
dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional, no que
tange ao uso dos componentes de hardware (mouse, por exemplo) e software.
Barreiras como lentidão dos equipamentos, número escasso de computadores
para a quantidade de usuários, etc. Em termos de uso real das informações
adquiridas, os usuários estão focados ainda nos mesmo problemas que os
levaram aos telecentros, qual seja busca de emprego, trabalhos escolares e
emails. O maior impacto percebido junto aos adolescentes é o aprendizado de
informática. Suas expectativas se referem à obtenção de uma colocação
profissional, Em relação a variável recomendação, a grande parte dos
participantes já trouxeram outros amigos, além de irmãos e primos.

5.3

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE

CURITIBA – PARANÁ - BRASIL
A iniciativa é patrocinada pela Prefeitura Municipal de Curitiba juntamente
com o Instituto Curitiba de Informática e em parceria com o Comitê de
Democratização de Informática, a Microsoft do Brasil e a Brasil Telecom. O
projeto Digitando o Futuro iniciou-se em 2000, dentro do contexto do Programa de
Descentralização da Secretaria Municipal da Educação da Prefeitura Municipal de
Curitiba (PMC), com a finalidade de propiciar o acesso às novas tecnologias no

�processo ensino-aprendizagem a todos os alunos da rede de escolas públicas de
Curitiba. Para tanto, pretende: introduzir efetivamente a informática como
ferramenta pedagógica nas escolas da Rede Municipal de Ensino (RME); oferecer
cursos noturnos de informática para a população; e criar locais de acesso público
e gratuito à Internet. Do ponto de vista educacional, foram estabelecidos os
seguintes objetivos: Introduzir o computador como ferramenta auxiliar e
complementar no ensino, participação de docentes e formação de comunidades
virtuais. A PMC criou os Faróis do Saber, que consistem em bibliotecas
comunitárias integradas às escolas municipais e distribuídas nos bairros de
Curitiba, sendo equipadas com laboratórios de informática com acesso à Internet.
O projeto atinge desde estudantes, donas de casa, até profissionais liberais. Tais
usuários têm acesso à ambientes que, quando completos, contam com nove
microcomputadores conectados à Internet. O grupo responsável pela pesquisa
recortou, no âmbito do projeto Digitando o Futuro, o universo a ser contatado para
participar da dinâmica: jovens com idade entre 15 e 25 anos, freqüentadores dos
Faróis do Saber. Participaram do grupo de focos 05 jovens. Resultados: quanto
às motivações que levaram os participantes à “descobrirem” ou procurarem o
Programa, foi a notícia de que os Faróis ofereciam “Internet grátis!”. Quanto à
compreensão todos considerassem importante que o governo estivesse
disponibilizando computadores e Internet gratuita a toda a população da cidade.
Os entrevistados também consideram que o acesso à Internet pode melhorar a
sociedade. Em termos de dificuldades apontadas foram: - falta de flexibilidade no
uso do equipamento em termos de maior tempo de uso; - mais assistência no uso
individual no que se refere a habilidade de digitação e pesquisa na Internet, por
exemplo (muito embora o programa ofereça cursos regulares nestas áreas).
Quanto às expectativas, foi salientado o acesso gratuito à Internet. De maneira
geral, os adolescentes utilizam muito o programa para enviar/receber e-mail e
navegar na internet, mas alguns também mencionaram a oportunidade para
cadastrar currículos, procurar emprego. Quanto a projeção / impacto no dia-adia da vida dos participantes, a resposta foi “mudou tudo, pois se acesso ao que
nunca se pensou ter”. Outro ponto interessante foi a concordância geral de que
passaram a ter um vocabulário diferenciado das outras pessoas de seu grupo
familiar e de amigos.

�5.4

TELECENTRO DE INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS DA FUNDAÇÃO

EDUCACIONAL SÃO CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL
O programa Telecentro de Informação e Negócios é de âmbito nacional,
coordenado pelo Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
com o apoio do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas e da ONG CDI – Comitê para a Democratização da Informática,
responsável pela orientação pedagógica, que combina a promoção da cidadania e
a utilização de novas tecnologias. Visa a democratização do acesso à informática
e à internet ou a inclusão digital de empreendedores, micro e pequenos
empresários e trabalhadores desses segmentos, com a aplicação simultânea da
proposta político-pedagógica e da sistemática de trabalho do CDI e dos
conteúdos de empreendedorismo do SEBRAE. O programa tem como meta a
instalação de 81 telecentros comunitários em todo o país. Já estão implantados
40 telecentros, distribuídos em 19 Estados e no Distrito Federal. A Fundação
Educacional São Carlos, da Prefeitura Municipal de São Carlos – interior do
estado de São Paulo, foi uma das instituições selecionadas e inaugurou em 2004
o seu Telecentro de Informação e Negócios. Foram selecionados 13 usuários
para participar do grupo de foco, todos alunos da Oficina Avançada de Informática
para Maturidade. Resultados: No grupo estudado, de pessoas na terceira idade,
com bom nível de escolarização, com situação sócio-econômica já estável, com
tempo livre em virtude da aposentadoria, pode-se afirmar que aprender
informática advém de uma motivação interior mais abrangente de continuar a
aprender sempre. O convívio social também é fator motivacional. A expectativa
dos participantes era encontrar um ambiente acolhedor, capaz de oferecer um
bom ensino e professores. É perceptível o fator manter-se atualizado como
relevante; percebeu-se que todos querem continuar a aprender e socializar-se. As
principais dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional.
O uso se refere principalmente à localização, transcrição e distribuição de receitas
culinárias, usar e-mail, resolver problemas pessoais como preencher formulário
do imposto de renda. O impacto no dia-a-dia dos participantes está em viver o

�presente, mais atualizados, felizes, seguros e confiantes. Neste sentido, muitos
dos participantes já recomendaram o programa para outras pessoas.

6

ANÁLISE DOS RESULTADOS
Muito embora os programas analisados tenham sido projetados e

implementados em diferentes áreas regionais, voltados a públicos diversificados e
em contextos variados, é possível identificar alguns pontos de convergência no
que concerne aos níveis de apropriação informacional propostos e já
implementados, com a busca constante pela inclusão social. Pontos de destaque
dos Programas:
• contribuir com a construção da cidadania (projeto Inclusão Digital do Banco do
Nordeste);
• atuar na democratização e universalização do acesso a informação (projeto
Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, projeto Telecentro de
Informação e Negócios de São Carlos)
• consolidar a cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de
pesquisa nas bibliotecas e nas escolas (projeto Internet Cidadã da Prefeitura
de Belo Horizonte; Projeto Digitando o Futuro da Prefeitura de Curitiba).
• capacitar comunidades específicas no uso das tecnologias de informação
(projeto Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, Projeto Digitando o
Futuro da Prefeitura de Curitiba.
Porém, do ponto de vista da implementação de atividades, a maioria dos
programas ainda estão no nível da inclusão digital e em diferentes estágios.
Alguns atuando na construção de suas infraestruturas de rede e sistemas de
informação/internet/intranet, outros iniciando atividades de capacitação no uso e
acesso à informação recorrendo a formação de habilidades de operação e
compreensão do funcionamento das TICs. A inclusão informacional também está
presente em alguns projetos que claramente mencionam a preocupação com
procedimentos avaliativos em relação as TICs, desmistificando o uso da
ferramenta como fim em si mesma, ou quando apresentam a preocupação com o

�desenvolvimento de conteúdos on-line garantindo as especificidades e os valores
culturais de cada região. Poucos projetos já deixam claramente exposto entre
seus objetivos a ênfase nos processos de aprendizagens ( exceto o Programa de
Curitiba). A análise dos resultados dos grupos de foco evidenciou que as
percepções e demandas dos participantes dos vários projetos estudados também
se enquadram mais no nível da inclusão digital. Ou seja, os usuários têm
consciência que estão buscando desenvolver habilidades para utilização de
recursos tecnológicos.
As expectativas, problemas e barreiras comentadas pelos participantes
evidenciam as dificuldades que ainda devem ser sanadas no sentido de
consolidar a inclusão digital proposta por todos os projetos e demandadas pelos
usuários (uso de mouse, compreensão do universo da informática, para
produção/organização e acesso de informação eletrônica e on-line e mesmo para
solução de problemas com uso de tecnologia). Neste contexto, é relevante
observar que alguns dos participantes não vinculam esta necessidade como algo
que lhe seja direito enquanto cidadão e, portanto, não necessariamente vinculam
os projetos que participam como sendo iniciativas públicas. Muito embora a
ênfase maior dos usuários tenha sido a tecnologia, muitos verbalizaram outros
desejos, anseios e até mudanças de hábitos que evidenciam:
• suas necessidades de compreensão do processo de busca da informação para
construção de conhecimento envolvendo o uso, interpretação, compreensão de
significados e construção de modelos mentais (apropriação informacional com
ênfase nos processos cognitivos). Exemplos: maior conhecimento para avaliar e
selecionar informações na Internet; identificação de problemas e busca
adequada de soluções na tomada de decisões, mais motivação nos estudos a
partir da compreensão do contexto e aplicação dos conceitos passados, entre
outros.
• e até mesmo a busca por mudanças pessoais, sociais e por mais clara noção de
valores ligados à dimensão situacional como o desenvolvimento de atitudes e
crenças pessoais como ética, autonomia, responsabilidade, criatividade,
pensamento crítico e aprender a aprender (apropriação informação com ênfase
na construção da cidadania). Exemplos: esperança que o projeto possa auxiliar

�na busca de empregos, auto-estima elevada, maior valorização entre amigos e
familiares, entre outros.

7

RECOMENDAÇÕES FINAIS
Estudos desta natureza, com pesquisas feitas por vários pesquisadores e

profissionais em distintas regiões seguindo uma metodologia e sistemática
acordada mutuamente se mostra válido não somente sob o aspecto técnico e
teórico de discussão, comparação conceitual e validação metodológica como
principalmente no sentido social em que a própria pesquisa se insere. O
aprendizado coletivo sobre o próprio tema, de formas de pesquisa integrada,
definições e parâmetros de pesquisa e os resultados encontrados com os estudos
junto aos usuários foram bastante significativos para toda a equipe e retorno as
suas respectivas comunidades. Em relação aos resultados encontrados são ainda
possíveis de serem feitas outras análises e ou ainda podem ser utilizadas como
parâmetros para novas pesquisas. A própria metodologia aqui detalhada pode ser
passível de uso em outros estudos. O estudo é um indicativo da potencialidade
das ações de inclusão digital e informacional para membros da comunidade
brasileira, expandido-os para outras dimensões mais amplas de inclusão social –
autonomia, integração e participação comunitária.

REFERÊNCIAS

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Libraries, v.16, n.1, 1985.

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CANCLINI, N.G.Culturas híbridas, poderes oblíquos. São Paulo:EDUSP, 1997.
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COMPARTEL AMI. Proyecto AMI.COMPARTEL. .(Acceso Masivo a la
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�DOYLE, C.S. Information Literacy in an Information Society: a concept for
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DUDZIAK, E.A. A information literacy e o papel educacional das bibliotecas.
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FERREIRA, Sueli Mara S. P. (1996). Novos paradigmas da informação e novas
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HAMELINK, C. An alternative to news. J. of Communication, v.26, p.122, 1976.
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LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: Ed.34, 1999.
OWENS, M.R. State government and Libraries. Library Journal, v. 101, 1976.
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Maio 2004.
TAYLOR, R.S. (1979) Reminiscing about the future. Library Journal, v. 104,
p.1895-01, Sept. 1979.

∗

Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP. Av. Prof. Prof.Lúcio M. Rodrigues, 443 - 05508900 – São Paulo – SP – Brasil. e-mail: smferrei@usp.br
∗∗
Escola Politécnica – EP/USP. Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.3, n.158 - 05508-900 – São
Paulo – SP – Brasil. e-mail: elisabeth.dudziak@poli.usp.br
Colaboradores – autores dos estudos de casos: Elisabeth Márcia Martucci e Márcio Rodrigo
Falvo – São Carlos/São Paulo; Patrícia Zeni Marchiori, Sonia Maria Sauaf Mazza, Sérgio Luiz
Zacarias, Carlos A. Silvestre Inácio, Elisabeth Dominski Ribeiro, Anderson Adami, Daniela Victório
Del Puente – Curitiba/Paraná; Marta Pinheiro Aun, Mauro Araújo Câmara – Belo Horizonte/Minas
Gerais; Márcia Mello de Matos, Eliene G, Vieira do Nascimento, Nirlange Pessoa de Queiroz –
Fortaleza/Ceará

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão, dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos, projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com predominância do foco ainda para a inclusão digital.</text>
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                    <text>ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA: SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO
PERSONALIZADA AO USUÁRIO DE BIBLIOTECA
Kátia M. de Andrade Ferraz∗
Eliana Maria Garcia
Sandra H.M.G. Ribeiro dos Santos
Silvia Maria Zinsly
Ligiana Clemente do Carmo

RESUMO
A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, com o objetivo de
disponibilizar mais um serviço diferenciado à comunidade, redimensionou, em
2002, seu programa de capacitação de usuários, reforçando a sua missão na
transferência de informação e na orientação do uso dos recursos disponíveis.
Desenvolveu, então, uma metodologia de capacitação de usuários, cujo programa
contemplou o atendimento personalizado considerando cada perfil, seus objetivos
e interesses, bem como o seu tempo disponível. O propósito foi promover um
aprendizado efetivo através de um atendimento de excelência: “O Algo Mais”,
através do serviço “Marque uma Hora com a Bibliotecária de Referência”.
PALAVRAS-CHAVE: Capacitação de usuários. Orientação personalizada.
Atendimento de excelência.

1 INTRODUÇÃO
A Divisão de Biblioteca e Documentação (DIBD) da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), inserida no Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), redimensionou em 2002 o
seu Programa de Capacitação de Usuários, com o objetivo de disponibilizar um
serviço diferenciado à sua comunidade.
As transformações tecnológicas trouxeram novas atividades e desafios
para o bibliotecário de referência, incluindo uma nova visão referente ao
atendimento prestado aos usuários (GADELHA, 2002). Para que essas mudanças
pudessem ser acompanhadas, foi preciso que muitos paradigmas fossem
revistos, modificados e assimilados, principalmente a postura do profissional

�diante dos treinamentos ministrados. De acordo com Barros (1999), é importante
rever a visão dos bibliotecários em relação aos serviços de referência que eles
oferecem frente aos que o usuário recebe e julga realmente importante.
Para Tyckoson (2003), o futuro do serviço de referência, bem como dos
bibliotecários, não é um processo revolucionário, mas sim evolutivo. A biblioteca
passa a ser medida pelos serviços prestados, pela responsabilidade dos
bibliotecários de referência na promoção da biblioteca junto à comunidade e pela
valorização dos serviços personalizados.
Experiências de bibliotecas que oferecem estes treinamentos que
evidenciam a importância, a necessidade e a pertinência de ministrá-los aos seus
usuários, com enfoque na orientação do uso das bases de dados têm sido
descritas na literatura nacional e internacional por vários autores, como Cuenca
(1999); Marquetis (2002) e The Ohio State University (2004). Para aproveitar a
experiência desta universidade norte-americana mencionada, folder de seus
treinamentos agendados foi consultado e serviu de modelo para a DIBD.
Impulsionada por esta nova mentalidade, a equipe da DIBD determinou
como seu maior objetivo a satisfação do usuário, proporcionando a facilidade no
uso dos recursos disponibilizados e um serviço com a “sua marca” - a qualidade.
Foi pioneira dentre as bibliotecas da USP ao adotar formalmente um programa de
qualidade.
Neste contexto, analisou e aprimorou a metodologia utilizada no
atendimento de referência durante o processo de transferência de informações e
de orientação no uso dos recursos disponíveis aos seus usuários, tendo como
metas proporcionar um aprendizado eficaz, a assimilação dos conceitos
repassados durante os treinamentos ministrados, a satisfação do usuário e a sua
independência na utilização dos produtos e serviços da biblioteca.

2 DESENVOLVIMENTO

�2.1 METODOLOGIA
Com o redimensionamento do Programa de Capacitação de Usuários,
buscou-se adotar uma metodologia adequada à demanda exigida pela
comunidade acadêmica e que acompanhasse a velocidade em que as
informações são geradas, processadas e disseminadas através dos recursos
tecnológicos. Essa reestruturação gerou um programa inovador de atendimento
personalizado, considerando seu perfil, seus objetivos, seus interesses e o seu
tempo disponível.
Inicialmente foi definido o conteúdo do treinamento individualizado,
baseado nos questionários de avaliação dos seminários ministrados aos usuários,
nas solicitações/expectativas diárias manifestadas durante o atendimento e na
viabilidade do trabalho a ser desenvolvido na própria biblioteca. Os itens
selecionados foram:
•

Visita orientada: possibilita ao usuário conhecer todo o

ambiente e espaço físico da biblioteca, os acervos destinado às obras de
referência, livros, teses, periódicos, eventos, vídeos, livros-texto e reserva
temporária, além da área destinada aos estudos em grupo / individual, do
expositor de novas publicações, do mural com notícias sobre área agrícola
(eventos, cursos, estágios etc), complementada por uma visita às seções
destinadas ao atendimento, como Referência, Circulação e Empréstimo,
Fotocópias e Comutação Bibliográfica;
•

Apresentação da Home page da DIBD (disponível em

inglês/português): o bibliotecário navega pelos sites disponibilizados na
home page, descreve cada item, orienta sobre as suas características
individuais e também destina um tempo para as dúvidas e/ou
esclarecimentos dos usuários;
•

Orientação aos usuários: esta opção restringe-se ao

procedimento referente à localização e/ou recuperação do material
disponível no acervo local. O bibliotecário orienta sobre o conteúdo das
bases de dados, como o usuário deve proceder à pesquisa para a
localização da publicação, quais as informações devem ser anotadas, a

�organização das estantes e, conseqüentemente, a recuperação do material
desejado no acervo da biblioteca, incluindo o procedimento adequado para
as ocasiões em que o material não esteja disponível;
•

Localização das publicações de interesse: o profissional

orienta sobre as bases de dados que disponibilizam material bibliográfico,
com atenção especial aos serviços de “Empréstimo-entre-bibliotecas”,
solicitação de cópias em outras bibliotecas e consulta às revistas
eletrônicas;
•

Pesquisa em Bases de Dados: o bibliotecário demonstra as

bases de dados (nacionais e internacionais) mais importantes na área de
atuação da biblioteca. Comenta sobre o conteúdo de cada base e orienta
sobre a pesquisa, com ênfase à explanação da “lógica booleana” para a
elaboração de estratégias de busca a serem utilizadas durante a
recuperação do assunto de interesse;
•

Normalização: ocorre orientação e esclarecimentos de

questões relacionados às normas para elaboração de dissertações e teses
adotadas pela ESALQ. Inclui estrutura do trabalho, formatação, citações no
texto e referências bibliográficas de acordo com a ABNT.
Após a seleção do conteúdo do treinamento, definiu-se que um folder de
divulgação desse novo serviço seria elaborado. Desse modo, a informação
poderia veicular em toda a comunidade do Campus de Piracicaba e atingiria
também os usuários de outras instituições que apresentassem demanda pelos
serviços e produtos oferecidos pela DIBD.
Redigiu-se o folder em linguagem simples, com a explanação de cada item,
para que o usuário fosse informado sobre o teor de cada um e pudesse selecionar
aquilo que realmente lhe interessasse no momento de sua pesquisa na biblioteca,
podendo inclusive poder optar por vários itens simultaneamente, uma vez que o
tempo utilizado em cada um aparece delimitado ao final de sua descrição no
folder.
Os dias e horários dedicados às atividades de treinamento foram
determinados pelas quatro bibliotecárias responsáveis de modo que fossem

�incorporados à sua rotina do serviço de atendimento, sem que houvesse
nenhuma interferência em outras atividades desenvolvidas. Objetivou-se também
que, simultaneamente, atendessem às expectativas dos usuários, que poderiam
agendar o treinamento adequando as opções oferecidas às suas atividades de
pesquisa.
Essa possibilidade que o usuário passou a ter de “marcar um horário com o
Bibliotecário de Referência” evidencia a preocupação de se oferecer um
Atendimento de Excelência, cujo “Algo Mais” fez com que o usuário se sentisse
valorizado, tratado de modo “especial” e respeitado, estabelecendo uma relação
de proximidade e fidelidade com a biblioteca.
Pensando nas características pessoais dos usuários e nas suas
preferências de aprendizado, possibilitou-se não somente o treinamento
individualizado, mas também em grupos pequenos, buscando com isso atingir
todos os perfis de usuários.

2.2 DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Considerou-se, como prioritária, a divulgação do serviço ao maior número
possível de usuários, independente de categoria ou horário de freqüência na
biblioteca. A força maior de sua divulgação estava na certeza de que o maior
atrativo para o usuário seria a própria inovação do serviço, que propiciaria:
• Maior aproximação do usuário com a biblioteca e com seus
profissionais;
• A busca dos serviços de seu interesse (por ele próprio);
• A solução para os seus problemas/dificuldades (de cunho pessoal);
• A perspectiva de que poderia encontrar exatamente a informação
desejada;
• A certeza de que poderia aprender algo até então desconhecido;
• A possibilidade de esclarecer dúvidas “de longa data”;

�• A possibilidade de utilizar o serviço oferecido adequando-o a sua
disponibilidade;
• Treinamento

personalizado

complementar

ao

agendado

pela

instituição como parte do calendário oficial (que muitas vezes não parece
adequado ao momento de seu interesse ou de sua disponibilidade).
Outro ponto estratégico utilizado na divulgação do treinamento foi a
elaboração de um folder com um layout moderno e diferenciado, porém simples
em sua essência, com uma linguagem acessível e com um certo apelo visual para
que atraísse e “encantasse” o usuário.
Além do folder, idéias complementares foram implementadas. Marcadores
de livro contendo os itens discriminados no próprio folder foram elaborados, cuja
finalidade foi também divulgar o conteúdo dos treinamentos, o endereço
eletrônico e URL da biblioteca, além de dicas básicas para acessar as principais
bases de dados disponibilizadas aos usuários. Com este recurso, o usuário teria
em mãos instruções rápidas para resgatar no momento em que houvesse
interesse, além de se tornar um divulgador do serviço em potencial.
Alguns fatores foram considerados para a elaboração do folder :
a) Capa:
• Título: algo que explicitasse a idéia de
inovação e modernidade: “Como
Navegar no Mundo de Informações?:
É só agendar com as Bibliotecárias de
Referência da DIBD”;
•

Meta: descrita de modo claro para
ciência do usuário: “Disponibilizar
mais um serviço personalizado para a
comunidade da ESALQ”;

•

Endereço eletrônico para contato:
facilitar a aproximação do usuário.

b) Ilustração:
• Mensagem: associação da foto da
biblioteca a uma bússola e a um
mouse, evidenciando o rumo que o
usuário poderá seguir utilizando os
recursos tecnológicos disponíveis, a

�partir das orientações da biblioteca da
ESALQ;
•

Coerência com o título: ilustração e
título deveriam emitir a mesma
mensagem ao usuário;

•

Cores: preto e branco para que a
ilustração não ofuscasse a mensagem.

c) Formato:
• Praticidade
e
facilidade
de
manuseio;
• Facilidade de leitura: letras legíveis e
com destaque para os temas;
• Parte destacável: formulário de
inscrição com dados relevantes para a
biblioteca sobre o usuário e para
agendar o dia e horário de interesse
para o treinamento.
Figura 1 – Folder para agendamento do
treinamento personalizado

Figura 2 – Marcadores de livros elaborados para a divulgação dos serviços

�Acreditando que materiais adicionais de divulgação “encantariam” o usuário
e o aproximaria ainda mais da biblioteca, réguas e magnetos também foram
utilizados para a divulgação do endereço eletrônico da biblioteca, que foram
entregues juntamente com o folder de divulgação do serviço de atendimento
personalizado.

Figura 3 - Régua e magneto confeccionados.

Para a distribuição deste kit (folder, marcadores de livro, régua e magneto)
aos usuários, algumas considerações foram ponderadas, dentre elas:
• Público-alvo: para quem seria entregue;
• Veiculação: como seria distribuído;
• Local: onde seria distribuído.
Esses itens foram cuidadosamente analisados e determinados para que o
kit distribuído não se tornasse um material descartável. Considerou-se,
inicialmente, que os alunos de pós-graduação e de graduação envolvidos com
pesquisa deveriam receber o folder por evidenciarem maior interesse pelos
treinamentos.
Esse público foi contemplado com o kit através da Biblioteca Central e das
Bibliotecas Setoriais, cujos treinamentos são também ministrados pelas
bibliotecárias das referidas unidades em seu próprio local de trabalho. O material
foi também entregue durante alguns seminários já programados - cujos conteúdos
são mais abrangentes que os dos treinamentos agendados -, com o intuito de
atingir o usuário que demonstrasse interesse por itens mais específicos ou que
desejasse aprofundar seus conhecimentos.

�2.3 TREINAMENTO

Para ministrar o treinamento, as bibliotecárias de referência adotaram a
seguinte postura em relação ao usuário:
•

Adequaram-se ao ritmo de aprendizado do usuário;

•

Responderam especificamente às suas questões e/ou dúvidas;

•

Repetiram a orientação até que o usuário explicitasse a sua compreensão;

•

Propuseram algumas simulações de pesquisas, de preferência da área de
interesse do usuário para que observassem o seu grau de dificuldade e
pudessem fixar atenção na explanação sobre o assunto;

•

No início do treinamento, fez-se necessária uma pesquisa com o usuário
para que se pudesse determinar seu perfil e definir o procedimento
adequado à sua explanação: o que dizer e como dizer.

2.4 RESULTADOS
Uma atividade muito rica e prazerosa foi obtida com este serviço, com
benefícios para ambos os lados: o profissional da informação passou a ter em
suas mãos a real necessidade de seu usuário, podendo esclarecer todas as suas
dúvidas e orientá-lo de forma direcionada; e o usuário, por sua vez, tornou-se
capacitado para utilizar os serviços e produtos disponibilizados pela biblioteca de
maneira eficaz e produtiva. O resultado foi extremamente positivo. Os usuários se
“encantaram” com o trabalho e a procura pelo serviço cresce a cada dia.
A biblioteca já havia planejado um modo de compilar os resultados do
trabalho, avaliando a procura pelo novo serviço e a satisfação do usuário,
explicitados

através

de

questionários

de

avaliação

entregues

após

os

treinamentos ministrados entre 2002 e 2004. Dentre todos os treinamentos
personalizados que foram ministrados na DIBD, constatou-se que o usuário
selecionou simultaneamente mais que um item dentre as opções que lhe foram
disponibilizadas.

�O grau de interesse dos usuários nos itens disponibilizados para o
treinamento seguiu a seguinte prioridade:
• Pesquisa em Bases de Dados (100%);
• Apresentação da home page da DIBD (74,5%);
• Orientação aos usuários (53,8%);
• Localização das publicações de interesse (53,8%);
• Visita orientada (38,5%);
• Normalização (28,2%).
O grau de satisfação dos usuários em relação ao conteúdo do treinamento
foi satisfatório. Dos entrevistados, 84,6% o classificaram como ótimo e 15,4%
como bom.

15,4%

84,6%

Ótimo
Bom

Figura 4 – Conteúdo do treinamento: grau de satisfação do usuário

A avaliação a respeito da palestrante (didática e postura) foi também
positiva, considerada por 82% dos usuários como ótima, por 15,4% como boa e
por 2,6% como regular (Figura 2).

15,4%

2,6%

Ótimo
82%

Bom
Regular

Figura 5 – Opinião do usuário sobre as palestrantes

�Curiosamente, pôde-se observar o papel de agente multiplicador que o
usuário passou a exercer. Uma vez convicto de seu conhecimento, assumiu
muitas vezes o papel de orientador de seu colega, explicando aquilo que havia
aprendido durante o treinamento agendado, fixando ainda mais o seu
conhecimento.
Importante observar que, a qualquer dúvida que surgia, ele já não esperava
ou prorrogava para solicitar ajuda, mas dirigia-se imediatamente ao profissional
que lhe ministrou o treinamento para que novamente pudesse lhe orientar,
evidenciando assim a “quebra” de qualquer bloqueio que poderia existir entre ele
e o profissional de referência.
Com a reestruturação do Programa de Capacitação de Usuários da DIBD,
todas as categorias de usuários foram beneficiadas.
Comprovou-se através dos dados pessoais fornecidos nos formulários de
inscrição para o treinamento personalizado que o novo serviço atendeu o aluno
que está ingressando na Universidade, o usuário assíduo da biblioteca cuja
pesquisa encontra-se em estágio avançado, o docente e também o usuário de
outra instituição que procura a biblioteca para utilizar-se dos recursos
disponibilizados.

9%

3%

Pós-graduação

26%
62%

Docentes
Graduação
Outras instituições

Figura 6 – Categorias de usuários dos treinamentos agendados

3 CONCLUSÕES
Observou-se que as mudanças sempre são bem-vindas e que o usuário de
biblioteca universitária necessita de orientação e/ou atualização na utilização dos

�recursos disponíveis. Para isso, é preciso estar atento às suas expectativas, aos
seus anseios e aos seus interesses que variam de acordo com a fase de sua
pesquisa e com as rápidas inovações que surgem no âmbito dos recursos
informacionais.
A presença do profissional ao lado do usuário é outro fator importante a ser
comentado. Alguns depoimentos de usuários criticaram sistemas de informação
somente informatizados onde o fator humano não aparece. Há uma grande
procura do usuário pela orientação direta do profissional que o acompanha, troca
idéias, experiências de pesquisa e menciona dicas provenientes do uso constante
dos recursos disponibilizados.
Desta forma, o profissional da informação sente-se mais gratificado,
valorizado e ciente da responsabilidade da profissão que exerce; o usuário, por
sua vez, sente-se especial, tendo um tratamento diferenciado, um Atendimento de
Excelência – “O Algo Mais”. Com isso, as suas pesquisas tornam-se mais
produtivas, tendo em vista que executa suas buscas por informações em menor
período de tempo.
Todas as inovações que são implementadas no ambiente universitário
causam algum impacto no usuário, muitas vezes acostumado à rotina do
atendimento tradicional. Diante do leque de possibilidades que lhe é apresentado,
o usuário passa a interagir mais efetivamente com a biblioteca, deixando de ter
uma atitude passiva para intensificar sua participação nos serviços que lhe são
oferecidos. Passa a ter uma visão mais crítica e adota uma postura mais exigente
que é a mola propulsora para a evolução e qualidade dos serviços prestados.
Para o usuário, pudemos destacar os seguintes benefícios:
• Treinamento eficaz e direcionado que atende às suas expectativas;
• Satisfação;
• Uma maior aproximação com a biblioteca e bibliotecário;
• Maior facilidade na utilização dos recursos tecnológicos;
• “Quebra” de barreiras referentes à proximidade com o profissional;

�• Qualidade do serviço;
• Atitude

ativa

como

agente

multiplicador

dos

conhecimentos

adquiridos;
• Maior agilidade na elaboração das pesquisas sem desperdício de
tempo;
• Auto-suficiente para elaborar suas pesquisas;
• Possibilidade de adequação de tempo: treinamento/disponibilidade;
• Acesso à informação de interesse.
Para o profissional da Informação, observamos:
• Maior valorização decorrente do reconhecimento profissional;
• Maior interação com os usuários;
• Possibilidade de feedback imediato (retorno) dos serviços prestados;
• Conhecimento do perfil e interesse do usuário;
• Ampliação

de

sua

área

de

atuação

tradicional,

assumindo/reafirmando a postura de educador e orientador (enfoque na
educação do usuário);
• Possibilidade de inovação em suas atividades;
• Maior flexibilidade no exercício profissional;
• Atualização frente às novas tecnologias;
• Valorização do lado humano para orientação dos serviços
disponibilizados

em

detrimento

dos

serviços

de

auto-aprendizagem

(somente recursos tecnológicos);
• Presença requisitada e imprescindível.
• Para a realização dessas atividades, foi imprescindível:

�• Ter audácia para inovar com a assimilação de novos paradigmas;
• Utilização do Marketing associado à eficiência do serviço;
• Utilização da técnica “Benchmarking” para a melhoria dos seus
serviços;
• Transformação de pensamentos e idéias em ações;
• Consciência da importância da prestação de serviços com
qualidade.

EXCELLENT ATTENTION: PERSONAL INSTRUCTION SERVICE TO LIBRARY
USER

ABSTRACT
The Division of Library and Documentation - DIBD of the “Luiz de Queiroz” College
of Agriculture of University of São Paulo in order of becoming available on more
differentiated service to community re-structured it’s program on 2002 regarding
the users capacitation, keeping strong the information transference mission as well
as in a using of available resources. It was developed a kind of users methodology
capacitation whose program offers a personal attention considering the user's
profile, its goals, interests and available time in order of promoting an effective
learning. Even so it could enjoy of an excellence attention: "The anything else"
through the service named "Set an Appointment with Reference Librarian".
REFERÊNCIAS
BARROS, C.D.A.C. Ouvindo as quatro vozes. BQ-Qualidade, São Paulo, p. 14, maio
1999.
CUENCA, A.M.B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação no
acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, Brasília,
v.28, n.3, p.293-30, 01 set./dez. 1999.
GADELHA, M.M. Novas tendências do serviço de referência nas bibliotecas
universitárias. In: SEMINÁRIO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
12., 2002, Recife. Anais ... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

�MARQUETIS, E.M. Avaliação do programa de capacitação de usuários do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. In: SEMINÁRIO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais ... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
THE OHIO STATE UNIVERSITY. University libraries: instruction services. Disponível
em: &lt;http://library.osu.edu/sites/learn/index.html&gt;. Acesso em: 10 July 2004.
TYCKOSON, D. On the desirableness of personal relations between librarians and
readers: the past and future of reference service. Reference Services Review, Bradford,
v.31, n.1, p.12-16, 2003.

∗

Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Divisão de
Biblioteca e Documentação. Av. Pádua Dias, 11, Piracicaba – SP – Brasil. kmaferra@esalq.usp.br
emgarcia@esalq.usp.br
shmgrsan@esalq.usp.br
smzinsly@esalq.usp.br
ligiana@esalq.usp.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Ferraz, Kátia M. de Andrade; Garcia, Eliana Maria; Santos, Sandra H.M.G. Ribeiro dos; Zinsly, Silvia Maria; Carmo, Ligiana Clemente do </text>
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                <text>A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, com o objetivo de disponibilizar mais um serviço diferenciado à comunidade, redimensionou, em 2002, seu programa de capacitação de usuários, reforçando a sua missão na transferência de informação e na orientação do uso dos recursos disponíveis. Desenvolveu, então, uma metodologia de capacitação de usuários, cujo programa contemplou o atendimento personalizado considerando cada perfil, seus objetivos e interesses, bem como o seu tempo disponível. O propósito foi promover um aprendizado efetivo através de um atendimento de excelência: “O Algo Mais”, através do serviço “Marque uma Hora com a Bibliotecária de Referência”.</text>
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                    <text>O TREINAMENTO DE USUÁRIOS NO CONTEXTO
INFORMACIONAL CONTEMPORÂNEO
Francisca Rosaline Leite Mota∗
∗∗
Ivone Job

RESUMO
O treinamento de usuários é um dos serviços tradicionais oferecidos pelas
bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente e sua
instrumentalização para localizar informações. Partindo-se do pressuposto de que
as bibliotecas são espaços que favorecem resposta às indagações das pessoas
que as procuram, a intermediação do profissional é imprescindível para que as
mesmas atinjam atinja seus objetivos junto à comunidade. Para que o leitor possa
satisfazer suas necessidades de conhecimento é básico que entenda a
organização do espaço, do acervo, das tecnologias e dos serviços oferecidos.
Com o advento do computador as bibliotecas se tornaram, também, para muitos,
mais um lugar onde podem ter acesso às modernas tecnologias através de
consulta a bases de dados, internet, correio eletrônico e outros mecanismos que a
informática oferece. Muitos sistemas apresentam hoje uma boa interface com o
usuário e tutoriais que facilitam o entendimento da metodologia de uso. Este
trabalho pretende fazer uma reflexão acerca destes serviços e a atual tendência
do “self-service” nas bibliotecas. Abre-se a possibilidade de se perder o contato
humano mais direto, substituindo-se o treinamento de usuários, pelos tutoriais e
manuais localizados nos sítios. O serviço de referência e o treinamento de
usuários são uma prática nas bibliotecas atualmente? No espaço do das
bibliotecas há uma tendência a que o usuário, com as atuais facilidades virtuais,
substitua o profissional? E os bibliotecários optam por uma prática desvinculada
da comunicação humana? Todas estas questões serão abordadas no decorrer
deste estudo.
PALAVRAS-CHAVE: Treinamento de Usuários. Interface Amigável. Metodologias
Presenciais. Metodologias Virtuais.

1 INTRODUÇÃO
Os estudos, relativos às metodologias utilizadas para a realização de
programas de treinamento de usuários, podem ser considerados incipientes.

�Sabe-se que tais programas constituem-se enquanto serviços tradicionais
oferecidos pelas bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente
e sua instrumentalização para localizar informações.
O volume de informações produzidas na sociedade como um todo, aumenta
cada dia mais. No entanto, percebe-se que muitas destas informações não são
recuperadas por diversos fatores. Entre os quais, podemos citar, a falta de
mecanismos eficientes de busca (tanto off-line quanto on-line), o uso inadequado
ou ainda, falta de conhecimento acerca da utilização de tais mecanismos. Dentro
deste contexto, entra em cena a figura do profissional da informação como
mediador no processo de comunicação e interação entre usuário e informação.
Este trabalho faz algumas reflexões acerca dos serviços de treinamento de
usuários de bibliotecas universitárias, chamando atenção para os possíveis riscos
e benefícios da atual tendência “self-service”. Apresenta ainda considerações
acerca de algumas metodologias presenciais e virtuais, utilizadas para o
treinamento de usuários.

2 TREINAMENTO DE USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A busca de informação é uma constante na vida do ser humano.
Diariamente surgem questões que necessitam de respostas. E tais respostas
poderão ser encontradas em diversos segmentos e instituições sociais como, por
exemplo, as bibliotecas. Em boa parte das vezes, para se ter acesso à informação
desejada, se faz necessário a presença de um mediador.
Temos a seguinte situação: O usuário possui uma necessidade de
informação. A informação existe e está armazenada em uma base de dados (que
pode ser tanto on-line quanto off-line). Na maioria dos casos o usuário não possui
conhecimento acerca das ferramentas que possibilitem o acesso à informação.
Neste momento entra em cena a figura do profissional da informação como
mediador do processo de busca e recuperação da informação.

�No entanto, em algumas situações não há possibilidades de tal mediação
acontecer. Isto por vários motivos, como a ausência do profissional de referência
na Unidade de Informação ou biblioteca, a falta de domínio de determinadas
ferramentas por parte do profissional, entre outras coisas. Daí a necessidade de
um usuário autônomo capaz de preencher a lacuna existente entre ele e a
informação. Para tanto é necessário se estabelecer uma política constante de
treinamento de usuários e principalmente dos profissionais bibliotecários e demais
profissionais que constituem a equipe da biblioteca. Estes treinamentos por sua
vez, consistem, de acordo com BELLUZZO &amp; MACEDO (1990) na realização de
ações e/ou estratégias de natureza repetitiva, com o intuito de desenvolver
determinadas habilidades no usuário, fazendo com que os mesmos se tornem
capazes de acessar e recuperar as informações que necessitam, utilizando de
maneira conveniente e inteligente todos os recursos disponíveis nas bibliotecas e
outras unidades de informação.
Muito embora, os estudos relativos ao treinamento de usuários, sejam ainda
escassos, as reflexões em torno de tal temática são de suma importância, tanto
para os usuários quanto para os profissionais da informação. Isto por que, um bom
treinamento pode contribuir sobremaneira para o aprendizado qualitativo dos
usuários da biblioteca, criando deste modo, um maior vínculo entre estes e a
instituição. Percebe-se, entretanto, que o interesse pelo treinamento de usuários
tem ocorrido principalmente no ambiente universitário. Segundo OTTA (1990) a
maioria dos trabalhos levantados são de caráter mais prático do que teórico, onde
geralmente o que existe é tão somente a divulgação de serviços de treinamento
e/ou orientação realizados em algumas bibliotecas universitárias brasileiras.
Talvez essa falta de maiores estudos contribua para a ausência de
compreensão da necessidade de se promover não só treinamento de usuários
mas, sobretudo a educação do usuário. Esta por sua vez deve ser entendida
como:

�o processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos
adequados com relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação permanente com as unidades de
informação. Logo, é importante salientar que a ação educadora na
biblioteca deverá deslocar o seu interesse do conteúdo do simples
uso da informação para a formação de atitudes de valorização da
mesma. Ao invés de instilar informações apenas sobre “como fazer
uma pesquisa bibliográfica”, ou simplesmente aprimorar as
“técnicas de elaboração trabalho científico”, os bibliotecários
precisam se conscientizar de que devem promover a educação da
vontade do usuário, mediante o desenvolvimento orientado de sua
inteligência para novas formas de pensar, agir e sentir em relação
a biblioteca. (BELLUZZO, MACEDO, 1990, p.87)

Assim, o usuário se sentirá mais firme e confiante de que conseguirá obter
respostas para suas demandas informacionais e reconhecerá a importância do
papel do bibliotecário neste processo.

3 INTERFACE COM USUÁRIO
Durante muitos anos, o usuário da informação foi legado a segundo plano.
De acordo com FERREIRA (1996) até por volta da década de 70 a maioria dos
estudos centravam-se no uso de sistemas de informação e não nos usuários de
tais sistemas (as novas tecnologias prometiam resolver todos os problemas
independentemente do fator humano). Os usuários por sua vez eram vistos como
meros receptores.
No entanto, percebeu-se que a ênfase só no aparato tecnológico não seria
suficiente para resolver os problemas relativos ao fluxo informacional e as
demandas de informação. Assim, a partir da década de 80 surgiram novas
abordagens onde se buscou adequar tais tecnologias no sentido das mesmas se
apresentarem de forma mais acessível aos usuários. “As assim chamadas
interfaces “amigáveis” foram criadas para ajudar o usuário inexperiente de bases
de dados a fazer pesquisa produtiva sem ajuda ou intervenção de um especialista
em informação” (LANCASTER, 1994, p.9). Vale ressaltar ainda que de acordo

�com (LE COADIC,1996, p.50) “embora certas fontes dispensem o contato direto
com os usuários, tal contato é muitas vezes necessário pra descobrir suas
necessidades de informação, conhecer suas opiniões e seus comportamentos. É
preciso, então, observar, perguntar”.

4 METODOLOGIAS PRESENCIAIS E VIRTUAIS
O serviço de referência de uma biblioteca apresenta uma série de
atividades que se caracterizam por prestar um atendimento especializado aos
seus usuários. Dentre estas atividades estão as que denominamos genericamente
de treinamento. Mesmo que este termo não seja o mais adequado, por poder
significar, num de seus sentidos, adestramento, é o que se tornou usual na
linguagem biblioteconômica.
Este serviço engloba: orientação sobre normalização técnica aplicada a
trabalhos técnico-científicos; orientação sobre uso de bases de dados disponíveis
na biblioteca em forma eletrônica e em papel, orientação sobre a disposição e
potencialidades do acervo, conhecimento do catálogo e seu manuseio ou outras
informações com o objetivo de familiarizar o usuário com os instrumentos de
busca disponíveis no ambiente; engloba também as visitas orientadas com o
objetivo de traçar um panorama breve dos serviços da biblioteca. Outras
atividades, desempenhadas no ambiente da biblioteca, são possíveis de acordo
com a necessidade dos usuários e que possibilitem dar visibilidade as inúmeras
possibilidades que a biblioteca oferece.
Tradicionalmente

estas

atividades

são

desenvolvidas

em

grupo,

bibliotecário e usuários. Com o advento das modernas tecnologias da informação
foram se criando novas formas de comunicação no ambiente da biblioteca. O meio
virtual, nas bibliotecas universitárias é uma realidade.
Surgiram então formas virtuais de treinamento, principalmente através dos
tutoriais, e é uma das preocupações atuais de áreas com a informática,

�computação: como atender o cliente de forma satisfatória, as suas dúvidas, a
“amigabilidade” da linguagem, interfaces com o usuário, etc
O treinamento virtual prescinde do território, espaço físico da biblioteca,
pode-se dizer que fazem parte do mundo do ciberespaço. Pelas dificuldades de
presença constante do bibliotecário no atendimento a todas as demandas dos
usuários se tornou também um instrumento de auxilio e até de substituição da
presença do profissional, ao lado do usuário.
O que nos preocupa nesta mudança de comportamentos, e que estas
tecnologias trazem, é o desaparecimento do fator aprendizagem, o papel de
educador do bibliotecário. Afirmam (LASTRES, FERRAZ, 1996, p.23) que:

“a

realidade virtual passa a ocupar espaço em atividades onde a presença física era
prerrogativa de indivíduos qualificados e elemento decisivo de qualidade como no
ensino, conferências, consultorias, consultas médicas e cirurgias” .
Num sistema de recuperação de informações, sabe-se pela experiência,
que nem sempre o usuário consegue formular sua dúvida. O profissional deve
auxiliar na estratégia de busca e isto se faz conversando com a pessoa.
Os treinamentos de usuários não se caracterizam somente numa
transmissão de informações. Eles revelam significados para um processo de
aprendizagem. A promoção de conhecimentos, a capacitação das pessoas
envolvidas, a troca de experiências são preponderantes para que a pessoa
obtenha o conhecimento. Não basta clicar em ícones ou digitar palavras-chave
para responder às inquietações que acompanham uma pesquisa. O conhecimento
não se dá de forma automática, são necessárias mudanças contínuas,
aprimoramentos, e isto parece difícil acontecer sem a interatividade entre pessoas
porque o conhecimento acontece nas relações sociais.
Outro aspecto a enfatizar é que um tutorial ou um modelo –padrão de
instrução nem sempre atende a todas as expectativas. Deve variar conforme o
contexto. Alguns conhecem a linguagem apresentada, outros desconhecem

�totalmente, alguns fazem uso inadequado, não sabem explorar os recursos
oferecidos, enfim muitas dificuldades se apresentam no uso destes instrumentos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante de tudo o que foi exposto, podemos elencar algumas considerações
que são de suma importância para o desenvolvimento a recuperação da
informação e o treinamento de usuários. É preciso, pois, entender a importância
do trabalho realizado pelo profissional bibliotecário e que este possua domínio das
novas ferramentas tecnológicas e consiga desenvolver certas habilidades e assim
seja capaz de elaborar e promover serviços de treinamento de usuários com uma
maior qualidade. É preciso ainda conhecer os principais programas de treinamento
de usuários, conhecer e manusear as principais bases de dados existentes nas
diversas áreas do conhecimento humano, obter uma visão mais ampla sobre as
possibilidades de utilização das ferramentas de busca da informação em bases de
dados impressas e on-line, entender a importância do serviço de referência e,
sobretudo compreender melhor as necessidades de informação dos usuários de
bibliotecas tradicionais e virtuais. E por fim, entender que somente com a
presença de um profissional a subjetividade, as inquietações, a origem da dúvida,
as diferenças individuais podem ser melhor percebidas por meio da comunicação
face-a-face. Podemos considerar, ainda que, os tutoriais, são instrumentos de
auxílio ao treinamento dos usuários, mas não substitutos. se dar presencialmente.
O “self-service” em biblioteca ajudaria nas tarefas rotineiras, mas não poderia
responder por toda a demanda de quem a procura.
ABSTRACT
The training of users is one of the traditional services offered by the libraries aiming
at the through between librarian and the customer and its instrumentalização to
locate information. Breaking itself of the estimated one of that the libraries are
spaces that favor reply to the investigations of the people who look them, the
through of the professional are essential so that the same ones reach its objectives
together to the community. So that the reader can satisfy its necessities of
knowledge are basic that it understands the organization of the space, the quantity,

�the technologies and the offered services. With the advent of the computer the
libraries if had become, also, for many, plus a place where the databases can have
access to the modern technologies through consultation, Internet, e-mail and other
mechanisms that computer science offers. Many systems today present a good
interface with the user and tutorial that facilitate the agreement of the use
methodology. This work intends to make a reflection about of these services and
the current trend of the "self-service" in the libraries. It confides possibility of if
losing the human contact more direct, substituting the training of users, for tutorial
and the manual ones located in the small farms. The service of reference and the
training of users are one practical one in the libraries currently? In the space of the
one of the libraries has a trend the one that the user, with the current virtual
substitutes the professional? E the librarians opt to one practical one disentailed of
the communication human being? All these questions will be boarded in elapsing
of this study.
KEY - WORDS: Training of Users. Friendly Interface. Actual Methodologies. Virtual
Methodologies.

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referência e informação em bibliotecas públicas. São Paulo: ECA/USP, 1999.
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∗

Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil. Av. Antônio Carlos, 6227. Tel: (5531) 3213-0221.
E-mail: rosalinemota@ufmg.br
∗∗
Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil. Av. Antônio Carlos, 6227. Tel: (5531) 3214-2087.
E-mail: ivonejob@yahoo.com.br

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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Mota, Francisca Rosaline Leite; Job, Ivone </text>
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                <text>O treinamento de usuários é um dos serviços tradicionais oferecidos pelas bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente e sua instrumentalização para localizar informações. Partindo-se do pressuposto de que as bibliotecas são espaços que favorecem resposta às indagações das pessoas que as procuram, a intermediação do profissional é imprescindível para que as mesmas atinjam atinja seus objetivos junto à comunidade. Para que o leitor possa satisfazer suas necessidades de conhecimento é básico que entenda a organização do espaço, do acervo, das tecnologias e dos serviços oferecidos. Com o advento do computador as bibliotecas se tornaram, também, para muitos, mais um lugar onde podem ter acesso às modernas tecnologias através de consulta a bases de dados, internet, correio eletrônico e outros mecanismos que a informática oferece. Muitos sistemas apresentam hoje uma boa interface com o usuário e tutoriais que facilitam o entendimento da metodologia de uso. Este trabalho pretende fazer uma reflexão acerca destes serviços e a atual tendência do “self-service” nas bibliotecas. Abre-se a possibilidade de se perder o contato humano mais direto, substituindo-se o treinamento de usuários, pelos tutoriais e manuais localizados nos sítios. O serviço de referência e o treinamento de usuários são uma prática nas bibliotecas atualmente? No espaço do das bibliotecas há uma tendência a que o usuário, com as atuais facilidades virtuais, substitua o profissional? E os bibliotecários optam por uma prática desvinculada da comunicação humana? Todas estas questões serão abordadas no decorrer deste estudo.</text>
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                    <text>DISPONIBILIDADE DE BIBLIOGRAFIA BÁSICA: O CASO DE ESTUDO DO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA DA
EESC-USP
Flávia Helena Cassin ∗
Fernando César Almada Santos
Teresinha das Graças Coletta
Elizabeth Márcia Martucci

RESUMO
Avaliação da cobertura da bibliografia básica utilizada no curso de graduação em
Engenharia de Produção Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos-USP.
Abrange a caracterização da coleção e sua disponibilidade no Serviço de Biblioteca,
mediante análise das ementas das disciplinas e busca na Base de Dados
Bibliográficos da USP – DEDALUS, em âmbito local e global. A bibliografia indicada
é constituída basicamente de livros em língua portuguesa, publicados entre as
décadas de 70 e 80. No acervo local estão disponíveis 66 % dos itens e no Sistema
Integrado de Bibliotecas mais de 85 %, o que indica que a cobertura pode ser
considerada satisfatória. A metodologia adotada pode ser aplicada aos outros cursos
de graduação e programas de pós-graduação da EESC e demais instituições de
ensino. Estudos desta natureza contribuem para o planejamento de uma política de
desenvolvimento da coleção mais adequada às necessidades do ensino e pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de coleção. Ensino superior. Bibliografia básica –
disponibilidade.

1 INTRODUÇÃO
A informação é um dos recursos básicos para o desenvolvimento em qualquer
campo do conhecimento e da atividade humana. Enfatiza-se aos profissionais da
informação que para este recurso ser realmente importante e de valor, tem de ser
pertinente às necessidades dos usuários no momento que necessitam. Branco
(1978) considera o direito à informação como um dos mais importantes direitos
humanos. Partindo deste princípio, verifica-se como direito do aluno ter acesso
imediato à bibliografia básica indicada na sua área de formação.

�A avaliação do acervo ou de parte dele tem o intuito de melhorar as políticas
de

desenvolvimento

periodicamente

de

para

coleção,

detecção

de

portanto,
lacunas,

a

coleção

deve

possibilidades

de

ser

avaliada

substituição,

duplicações, obsolescência etc. Com isso, há maior probabilidade de mantê-la
atualizada e equilibrada de acordo com as necessidades da comunidade acadêmica
na qual a biblioteca está inserida. Segundo Lancaster (1996),
a avaliação do acervo não pode ser feita de forma isolada, mas
somente em função de sua utilidade para os usuários da biblioteca, e
que ao se avaliar um acervo procura-se determinar o que a biblioteca
deveria possuir e não possui, e o que possui mas não deveria
possuir, tendo em vista fatores de qualidade e adequação da
literatura publicada, na sua obsolescência, às mudanças de
interesses dos usuários e à necessidade de otimizar o custo de
recursos financeiros limitados.

Ao avaliar uma biblioteca universitária, é preciso reconhecer que sua coleção
tem forte tendência ao crescimento, pois as atividades de pesquisa exigem variada
gama de materiais de informação, que devem possuir qualidade tanto em nível de
graduação como de pós-graduação. Para Lancaster (1996), o tamanho do acervo
precisa estar relacionado com a quantidade, tamanho e complexidade dos
programas acadêmicos.
A biblioteca deve ter critérios para o estabelecimento de núcleos básicos da
coleção e identificação de novos títulos, além de verificar diferentes formas de
obtenção da informação que possam ser economicamente vantajosas para a
instituição. Deve, também, incrementar a comutação, o empréstimo entre bibliotecas,
a permuta e a doação.
Nesse sentido, o Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São
Carlos – SVBIBL/EESC-USP tem como prioridade o atendimento de seu corpo
docente, discente, pesquisadores e funcionários. Oferece, também, serviços à
comunidade externa. O acervo é formado com especificidade nas áreas de
Engenharia (Aeronáutica, Ambiental, Bioengenharia, Computação, Elétrica e
Eletrônica, Sistemas de Energia e Automação, Estruturas, Geotecnia, Hidráulica e
Saneamento,

Materiais,

Mecânica,

Mecatrônica,

Produção

e

Transportes),

�Arquitetura e Urbanismo, além de Bioengenharia, Ecologia e Meio Ambiente,
disponíveis em diversos suportes.
A Biblioteca oferece orientação para uso dos recursos disponíveis, servindo
de suporte à melhoria da qualidade da formação oferecida pela EESC para atender
a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Para tanto, dispõe de pessoal
qualificado para o fornecimento regular dos seguintes serviços: consulta local e
remota, empréstimo local, empréstimo entre bibliotecas, levantamento bibliográfico
automatizado

(CD-ROM

e

on-line),

documentos,

comutação

bibliográfica

normalização

técnica,

nacional

internacional

e

reprodução
(manual

de
e

automatizada), educação formal e informal do usuário, serviço de alerta (painéis e
exposições), disseminação da informação, catalogação na fonte, solicitação de
ISSN/ISBN, acesso a bases de dados nacionais e internacionais (referenciais e de
texto completo) e uso da internet.
No intuito de suprir as necessidades e elevar o grau de satisfação dos
usuários, a biblioteca desenvolve estudos para um melhor acompanhamento do
desenvolvimento da coleção, em âmbito local e sistêmico. Nesse sentido, tem a
incumbência e responsabilidade de selecionar, adquirir e avaliar os materiais
bibliográficos, mantendo a interface usuário/biblioteca no que concerne à formação e
desenvolvimento da coleção como um todo. Segundo Andrade (1998),
cada Biblioteca do Sistema Integrado de Biblioteca da USP - SIBi
será responsável pela elaboração e manutenção de sua própria
política interna de desenvolvimento de acervo, de acordo com as
especificidades da área em que atua, o acervo deverá conter todo o
tipo de material informativo, independente de seu suporte físico, que
sirva de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas na Unidade, com visão da Universidade como um
todo.

Em função desse pressuposto e da ocorrência de diversas buscas frustradas
por parte dos usuários, quando da localização da bibliografia exigida pelos docentes
no início de cada semestre, considerou-se necessária uma avaliação imediata do
acervo, comparada com a bibliografia básica citada nos planos de ensino. Optou-se
pelo curso de Engenharia de Produção Mecânica devido ao interesse da
Coordenação momento da realização do trabalho. Os resultados obtidos na

�pesquisa são relevantes para identificar o grau de adequação e atualização do
acervo em comparação com a bibliografia básica contida nos planos de ensino.
Esses resultados devem fornecer subsídios para a melhoria na qualidade do acervo,
para melhor eficácia na aquisição de material bibliográfico e maior satisfação dos
usuários.
O problema de pesquisa recai no cotejo da bibliografia básica indicada nas
diferentes disciplinas da graduação do curso de Engenharia de Produção Mecânica
e nos recursos bibliográficos disponíveis no acervo da Biblioteca da EESC e no
SIBi/USP (Sistema Integrado de Bibliotecas da USP). Deve contribuir para o
desenvolvimento e aprimoramento da coleção específica da Biblioteca da EESC e
para despertar nos docentes a importância da atualização constante da bibliografia
inserida nas ementas, para que estas sirvam de subsídios à seleção e aquisição de
material bibliográfico para atendimento às reais necessidades dos alunos. A grade
curricular pode ser vista em:
http://sistemas1.usp.br:8080/jupiterweb/jupGradeCurricular?codcg=18&amp;codcur=1808
3&amp;codhab=0&amp;tipo=N

2 OBJETIVOS
O objetivo geral desta pesquisa é avaliar a cobertura da bibliografia básica do
curso de Engenharia de Produção da EESC/USP.
Para alcançar o objetivo geral, estabeleceu-se objetivos específicos:
a) levantar, sistematizar e caracterizar a bibliografia básica de todas as
disciplinas;
b) verificar a existência dos itens bibliográficos no acervo do Serviço de
Biblioteca da EESC e nas demais Bibliotecas do SIBi/USP.

3 METODOLOGIA

�Como método de trabalho, optou-se pela identificação da bibliografia indicada
nos planos de ensino das 53 disciplinas oferecidas no Curso de Engenharia de
Produção Mecânica da EESC/USP no ano de 2000 e verificação de disponibilidade
no acervo do Serviço de Biblioteca da EESC (local) e nas demais Bibliotecas
SIBi/USP (global).
Os planos de ensino foram obtidos junto à Coordenação do curso. Elaborouse uma lista geral por disciplina, com todas as referências indicadas. As referências
foram transportadas para um banco de dados, criado através do software Access, do
qual posteriormente foi elaborada uma listagem por ordem de disciplina.
As referências indicadas continham dados repetidos e vários tipos de
documentos como: livros, periódicos, teses, apostilas, manuais de softwares,
manuais eletrônicos de produtos estudados, roteiros de projetos. Optou-se por
trabalhar com os itens que continham as informações referenciadas da obra e que
estavam cadastradas no DEDALUS como os livros, os periódicos e as teses. Os
demais itens (no caso, as apostilas); ou que não possuíam referência bibliográfica
(no caso, os manuais de softwares, manuais eletrônicos de produtos estudados,
roteiros de projetos) foram descartados do presente estudo.
A partir destes dados, foram formulados gráficos de idioma, idade do
documento e de tipo de material, para caracterização geral da bibliografia indicada.
Para a elaboração dos gráficos, efetuou-se a coleta de dados do acervo local e
global de todos os itens bibliográficos.
A estruturação de pesquisa no DEDALUS, em um primeiro momento, foi feita
no acervo da EESC e o material não encontrado foi pesquisado nas outras
Bibliotecas da USP. Como prioridade pretendeu-se verificar o quanto o acervo da
EESC cobria a bibliografia indicada e o quanto o acervo da EESC mais os acervos
das Bibliotecas da USP cobriam a mesma bibliografia.

4 RESULTADOS

�4.1

CARACTERIZAÇÃO

DA

BIBLIOGRAFIA

BÁSICA

DO

CURSO

DE

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
O número de referências bibliográficas indicadas nas 53 disciplinas perfez um
total de 294, considerando-se as indicações de livros, teses e periódicos, conforme
citado na metodologia. A metodologia utilizada para a análise das bibliografias, em
primeiro plano, foi a contagem dos documentos, resultando no valor citado.
Posteriormente sua separação por disciplinas e categorias, resultando nos dados
visualizados nos gráficos seguintes:

Teses
1.7 %

Peródicos
1.36 %

Livros
96.94 %
Gráfico 1 – Caracterização da bibliografia básica por tipo de material

Verificou-se que das 294 referências bibliográficas, 285 eram livros,
perfazendo um total de 96.94% do material indicado; 5 eram teses, com 1.7% e 4
eram periódicos, com 1.36%. Portanto, o livro foi o material mais indicado nas
bibliografias enquanto os menos indicados foram as teses e os periódicos.
Já no gráfico 2, que mostra os idiomas encontrados nas 294 referências
bibliográficas, 254 itens eram em português (86.39%), 39 em inglês (13.27%) e
apenas 1 em alemão (0.34%). Verificou-se, portanto que o idioma mais indicado nas
referências bibliográficas era da língua pátria, com um baixo percentual em língua
inglesa e apenas um item na língua alemã.

�Inglês
13.27 %

Alemão
0.34 %

Português
86.39 %

Gráfico 2 – Caracterização da bibliografia básica por idioma

Das 294 referências bibliográficas analisadas por idade do documento,
encontrou-se 90 referências sem data (30.61%); no período de 1990-99, encontrouse 79 referências (26.87%), na década de 80, um total de 72 referências (24.49%),
na década de 70, um total de 47 referências (15.99%) e nos anos de 1920-60, 6
referências (2.04%). Verificou-se que existe um número significativo de referências
sem o ano de publicação; que de 1990-99 houve indicação de poucos documentos
em relação às décadas de 70 e 80. Assim, pode-se concluir que muitos documentos
referenciados estão desatualizados.

1990-99
26.87 %

1980
24.49 %

sem data
30.61 %
1920-60
2.04 %
1970
15.99 %

Gráfico 3 – Caracterização da bibliografia básica por idade

�4.2 COBERTURA DA BIBLIOGRAFIA BÁSICA NO ACERVO LOCAL

Itens não
existentes
33.67 %

Itens
existentes
66.33 %

Gráfico 4 - Caracterização da bibliografia básica no acervo local

Dos 294 itens pesquisados no DEDALUS (Acervo Local), encontravam-se
disponíveis no acervo do SVBIBL um total de 195 itens, que correspondem a
66.33%; não foram identificados 99 itens, que correspondem a 33.67% de não
cobertura da bibliografia básica no acervo local. Pode-se concluir que o acervo local
não está cobrindo satisfatoriamente a área de estudo escolhida, ou que esta
cobertura poderia ser ampliada.

4.3 COBERTURA DA BIBLIOGRAFIA BÁSICA NO ACERVO GLOBAL

Itens não
existentes
14.63 %

Itens
existentes
85.37 %

Gráfico 5 - Caracterização da bibliografia básica no acervo global

Dos 294 itens pesquisados no DEDALUS (Acervo Global), encontravam-se
disponíveis nos acervos das Unidades da USP um total de 251 itens, que
correspondem a 85.37%; 43 itens não foram encontrados, com 14.63% de não

�cobertura. Pode-se concluir que o acervo global cobre satisfatoriamente a área de
estudo escolhida, mas que os itens não existentes devem ser priorizados na
aquisição para cobertura total da bibliografia básica.

5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Os dados foram analisados e apresentados com o objetivo de avaliar
criticamente a situação do acervo no que se refere ao atendimento às indicações
feitas nas bibliografias e para um possível planejamento do desenvolvimento da
coleção oferecida aos alunos e docentes do curso. E, espera-se que os resultados
sirvam de subsídio à Biblioteca e aos docentes para repensarem a importância da
interação entre a Biblioteca e o programa de ensino do curso.
Recomenda-se que a Biblioteca da EESC continue este estudo, através da
avaliação da bibliografia básica de todos os cursos oferecidos na Escola e que os
docentes do curso de Engenharia de Produção Mecânica bem como dos demais
cursos da EESC mantenham estreita relação de trabalho com a Biblioteca e viceversa.
Recomenda-se, também, que as bibliotecas universitárias procedam à
avaliação contínua de sua coleção, tanto da quantidade quanto da qualidade de
seus acervos, em consonância com os programas de ensino das unidades
universitárias nas quais estão inseridas.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, D. C. - Desenvolvimento de coleções: a prática na FFLCH/USP. IN:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas.
Anais.... Campinas, Unicamp, 1994. p. 259-269.
ANDRADE, D.C. - Política de desenvolvimento de acervos para o Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo: subsídios [CD-ROM]. IN: Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10.,1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
TECTREINA, 1998. 1 Disquete.

�BRANCO, C. C. - Informação como direito humano. Bol. ABDF. Nova Série, v.1,
n.1, p.4-5, março/maio 1978 (Entrevista)
CASSIN, F.H. Avaliação da cobertura da bibliografia básica no ano de 2000 de
um curso superior: um estudo de caso no curso de graduação da Engenharia
de Produção da EESC-USP. 2001. 25 f. Trabalho de Conclusão de Curso de
Especialização (Monografia) – Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Marília,
2001.
COSTA, A. F. C. da. Projeto para estudo da adequação das facilidades de
informação disponíveis na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) para
usuários da áreas de Física. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.10, n.2,
p.79-108, 1982.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996. 356 p.

∗

(EESC) cassinp@sc.usp.br
(EESC) almada@prod.eesc.sc.usp.br
(EESC) coletta@sc.usp.br Escola de Engenharia de são Carlos – Universidade de são Paulo. Av.
Trabalhador São Carlense, 400. CEP: 13566-590 – São Carlos – SP, Brasil
(FESC) fescpmsc@terra.com.br Fundação Educacional de São Carlos. Rua São Sebastião, 2828 – Vila Nery.
CEP: 13560-230 – São Carlos – SP, Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Avaliação da cobertura da bibliografia básica utilizada no curso de graduação em Engenharia de Produção Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos-USP. Abrange a caracterização da coleção e sua disponibilidade no Serviço de Biblioteca, mediante análise das ementas das disciplinas e busca na Base de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS, em âmbito local e global. A bibliografia indicada é constituída basicamente de livros em língua portuguesa, publicados entre as décadas de 70 e 80. No acervo local estão disponíveis 66 % dos itens e no Sistema Integrado de Bibliotecas mais de 85 %, o que indica que a cobertura pode ser considerada satisfatória. A metodologia adotada pode ser aplicada aos outros cursos de graduação e programas de pós-graduação da EESC e demais instituições de ensino. Estudos desta natureza contribuem para o planejamento de uma política de desenvolvimento da coleção mais adequada às necessidades do ensino e pesquisa.</text>
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                    <text>ANÁLISE DE SERVIÇO DE INDEXAÇÃO DE PERIÓDICOS: O USUÁRIO
COMO ELEMENTO DO PROCESSO AVALIATIVO
Eliane Bezerra Paiva∗
Francisca Arruda Ramalho ∗∗

RESUMO
A indexação consiste no tratamento documentário e objetiva facilitar o acesso à
informação.O excesso informacional, típico dos dias atuais, representa um desafio
e cria barreiras ao uso da informação desejada. Além disso, a escassez de
recursos financeiros contribui para ampliar a necessidade da avaliação do uso de
serviços de informação. Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos
estudos de F. W. Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação, realizouse uma pesquisa que focalizou o Serviço de Indexação de periódicos da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a
situação em que se encontrava esse serviço em face das necessidades
informacionais dos seus usuários. A pesquisa de campo incluiu avaliação da
cobertura do Catálogo de Assunto e pesquisa com usuários da informação. Com
base nessa pesquisa elaborou-se uma comunicação que trata de questões
relevantes quanto à indexação de periódicos em uma biblioteca universitária.
Entende-se que qualquer indexação de periódicos deve atingir os
desejos/necessidades dos usuários. A partir desse entendimento discuti-se sobre
a necessidade de uma política de indexação para nortear a atividade de
indexação na Seção de Periódicos da Biblioteca Central e apresenta-se algumas
diretrizes para o estabelecimento dessa política. Nesse contexto, evidencia-se a
participação do usuário como elemento do processo avaliativo, o que contribui
para uma tomada de decisão que leve à qualidade do serviço de indexação em
uma biblioteca universitária. Conclui-se que o equilíbrio entre as normas de
indexação e os desejos/necessidades informacionais dos usuários resultará no
bom desempenho do Serviço de Indexação de periódicos.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Serviço de indexação. Biblioteca universitária.

1 INTRODUÇÃO
Visualiza-se, na atualidade, uma sociedade informacional onde a
informação adquiriu status inigualável, tornando-se insumo de fundamental
importância na geração do conhecimento e recurso estratégico para o
desenvolvimento econômico e social.
Vive-se cercado por um excessivo volume de informações, o que provoca
uma angústia típica dos dias atuais. O tempo torna-se curto demais, para
absorver o exorbitante volume de informações, e isso provoca uma sensação de

�insegurança, de incapacidade de se manter atualizado. Por maior que seja o
esforço empreendido, há sempre uma defasagem em relação à atualidade dos
fatos. O grande desafio reside em filtrar as informações significativas e acessar as
informações que interessam. Nesse contexto, a informação torna-se um
problema, exigindo estudo e controle.
A indexação surge como uma solução para os problemas de recuperação
da informação. O volume excessivo de informação, o qual permeia a sociedade
atual provoca a dispersão da informação e dificulta o acesso. Assim, a indexação
constitui um dos pilares fundamentais da arquitetura dos serviços de
armazenagem e recuperação da informação e representa uma maneira de
controlar essa dispersão.
Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos estudos de F.W.
Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação realizou-se uma pesquisa
que focalizou o Serviço de Indexação de Periódicos da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a situação em que se
encontrava esse serviço em face das necessidades informacionais dos seus
usuários. Com base nessa pesquisa, elaborou-se esse trabalho, que trata de
questões relevantes quanto à indexação de periódicos em biblioteca universitária,
evidenciando-se a participação do usuário como elemento do processo avaliativo.
O trabalho está estruturado em 4 partes: a primeira, a introdução, apresenta os
objetivos do estudo e indica a estrutura do trabalho. A segunda parte descreve o
campo de estudo e a metodologia utilizada. Na terceira parte, apresenta-se a
análise e discussão dos dados e diretrizes para a implantação de uma política de
indexação. A última parte está dedicada às considerações finais do estudo.

2 A PESQUISA
A pesquisa realizou-se na Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba

e

objetivou

analisar

o

Serviço

de

Indexação

de

Periódicos,

especificamente, na área de Ciências Sociais (Economia, Antropologia,
Sociologia, Psicologia, Ciência Política, Educação e Administração), em face das
necessidades de informação dos usuários. Trata-se de um serviço de indexação

�de artigos de periódicos, em língua portuguesa, iniciado em 1986, com a
finalidade de recuperar e disseminar as informações potencialmente contidas nas
coleções de periódicos da biblioteca. A prática da indexação e as dificuldades
encontradas na implantação e desenvolvimento do serviço contribuíram para
investigação da temática.
A indexação se constitui em uma técnica de análise documentária que
condensa a informação significativa de um documento, através da atribuição de
termos, gerando uma linguagem intermediária entre o usuário e o documento
(VIEIRA, 1988). Indexar significa construir representações de documentos
publicados, de uma forma que permita a sua inclusão em algum tipo de base de
dados (em formato impresso, eletrônico, ou em fichas, como num catálogo
convencional de biblioteca).
O processo de indexação compreende várias etapas sucessivas que se
iniciam com a leitura do documento e se estende até a atribuição de termos que
identificam o seu conteúdo temático. Conforme Lancaster (1997) a indexação
compreende duas etapas principais:
a) Análise conceitual - que corresponde ao estabelecimento dos conceitos
tratados e seleção dos que serão indexados, tendo em vista os
objetivos do sistema. Significa a identificação dos tópicos estudados em
um documento.
b) Tradução – que corresponde à conversão da análise conceitual de um
documento em um determinado conjunto de termos indexadores, de
acordo com algum padrão consistente, ou seja, de acordo com a
linguagem documentária usada no sistema.
O Serviço de Indexação consiste na elaboração, em fichas catalográficas
padrão (7,5cm X 12,5cm),da referência bibliográfica do artigo de periódico,
acompanhada de um “termo” ou “palavra-chave”, correspondente ao assunto, e
um código de identificação da localização do periódico no acervo da Seção de
Periódicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. As fichas catalográficas
resultantes do Serviço de Indexação formaram o Catálogo de Assunto da Seção
de Periódicos.

�A metodologia adotada abrangeu uma pesquisa documental, visando
extrair informações sobre a implantação do Serviço de Indexação, e uma
pesquisa de campo, composta de duas partes: a) Avaliação da cobertura do
Catálogo de Assunto da Seção de Periódicos da BC, tomando como parâmetro os
títulos de periódicos indexados pela Rede Bibliodata, publicados pela Fundação
Getúlio Vargas(FGV); b) Pesquisa com os usuários do Serviço de Indexação. A
investigação abrangeu dois planos distintos e complementares de abordagem: um
quantitativo e outro qualitativo, fundamentados na Análise de Conteúdo de Bardin.
O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário, composto de
questões abertas e fechadas.

3 CONCEPÇÃO DOS USUÁRIOS SOBRE O SERVIÇO DE INDEXAÇÃO
A pesquisa desenvolveu-se junto a 154 usuários Seção de Periódicos da
Biblioteca Central da UFPB, sendo 123 usuários e 31 (20,1%) não usuários, do
Catálogo de Assunto da referida Seção. Além dos usuários vinculados a UFPB,
constatou-se o uso da Seção de Períodos por usuários provenientes de outras
instituições de ensino. Esse grupo de usuários está caracterizado como sendo a
maioria, tanto no grupo de usuários reais (81.3%) quanto aos não usuários
(64,5%), do sexo feminino. Os usuários estudados se inserem nas categorias:
estudantes de graduação, de pós-graduação, professores e pesquisadores e são
oriundos das áreas de Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Sociais, Ciências
Exatas e Biológicas e Tecnologia. O grupo se configura de sujeitos que
freqüentam a Seção de Periódicos uma vez por: mês, uma vez por semana ou
mais de uma vez por semana. Entre estes há aqueles que não sabem avaliar a
sua freqüência à referida seção.
Buscando-se o porquê da não utilização do Serviço de Indexação detectouse que as razões mais fortes estão relacionadas a: desconhecimento do catálogo,
disponibilidade de outros meios para obtenção da informação e dificuldade para
entender o catálogo.O seguinte comentário indica a necessidade de divulgar o
serviço:

�“ Deve ser pensada uma maneira de divulgar o funcionamento da seção
pois muitos estudantes não sabem da existência dela e perdem um ótimo
subsídio para realização de trabalhos”(Aluno de graduação/Enfermagem)
A opinião do usuário constituiu o ponto de partida para a avaliação da
qualidade do Serviço de Indexação de Periódicos da UFPB. Ela representou uma
forma objetiva de se obter informações acerca da satisfação dos usuários e das
suas necessidades informacionais. Utilizou-se uma escala, baseada na Escala de
Likert (RICHARDSON et al., 1999) para mensurar a satisfação dos usuários em
relação ao serviço oferecido.A partir da satisfação dos usuários para com o
Serviço de Indexação identificaram-se as causas que a determinam. Assim,
chegou-se a níveis diversos de satisfação que vão de insatisfeito a satisfeito,
conforme o gráfico a seguir:
A SATISFAÇÃO DO USUÁRIO

6,5%

5,7%

2,4%
25,2%

31,7%
28,5%
5 - Muito Satisfeito
3 - Moderadamente Satisfeito
1 - Insatisfeito

4 - Moderadamente Satisfeito
2 - Moderadamente Satisfeito
0 - Não Marcou

GRÁFICO 1 A satisfação do usuário

Visando aprofundar e melhor avaliar a satisfação dos usuários solicitou-se
aos mesmos que justificassem essa sua satisfação. A análise da satisfação dos
usuários baseou-se em alguns determinantes dos serviços de biblioteca
apontados por Seay, Seaman e Cohen (1996) e, assim, identificou-se a satisfação
dos usuários, em relação ao Serviço de Indexação, através de cinco categorias,
estabelecidas partir dos depoimentos dos usuários, que são:
a) Apoio – Corresponde à disponibilidade e cortesia dos funcionários que atuam
no Serviço.

�b) Prontidão – Compreende a facilidade de acesso à informação.
c) Confiabilidade – Significa que os usuários encontram o que buscam.
Também se refere à organização do serviço e à qualidade das publicações.
d) Acesso – Refere-se à quantidade de funcionários, equipamentos e horas para
o funcionamento do serviço.
e) Elementos tangíveis – Inclui a manutenção da estrutura física: condições do
prédio e equipamentos.
Depois da categorização das justificativas apresentadas pelos usuários, em
relação à satisfação de suas necessidades informacionais, relacionaram-se as
categorias aos três grupos de usuários: a) os muito satisfeitos; b) os insatisfeitos;
e c) os moderadamente satisfeitos, como segue:

a) Usuários muito satisfeitos
As categorias apoio, prontidão e confiabilidade são determinantes para a
satisfação do usuário e são traduzidas como: o bom atendimento dos funcionários
(58,0%), precisão e rapidez na localização do material para pesquisa (25,8%) e
satisfação por encontrarem o que buscavam (29,0%), pela organização do serviço
(9,6%) e pela quantidade ou das publicações (9,6%). O que se revela nas falas:
“Pelo ótimo atendimento e pela abrangência dos artigos” (Aluno/graduação
Enfermagem).
“ A localização dos artigos no catálogo é prática, as indicações das letras do
alfabeto agiliza o processo de procura (Aluno Graduação/Pedagogia).
“Porque obtive publicações que me ajudarão na conclusão da monografia” (Aluno
pós-graduação/Nutrição)

b) Usuários insatisfeitos

�O fato de não terem encontrado o artigo ou termo desejado gerou a
insatisfação com o serviço. A não confiabilidade pode acarretar a insatisfação
com o serviço. Os usuários que se declararam insatisfeitos com o serviço de
Indexação (57,1%) alegaram que não encontraram o artigo ou termo que
desejavam

“ [...] não conseguI encontrar nem uma vez encontrar o artigo que procurava
(Aluno/Graduação/Medicina).
c) Usuários moderadamente satisfeitos

Os usuários declararam uma satisfação moderada em relação do serviço
de indexação, apresentando vários motivos. Observa-se que a satisfação
moderada está relacionada a percepção simultânea de aspectos positivos e
negativos do serviço.Os aspectos positivos referem-se à confiabilidade, à
prontidão e ao apoio, quando encontraram o material que buscavam (17,3%),
tiveram facilidade de acesso à informação (12,0%) e bom atendimento dos
funcionários do serviço de Indexação (13,3%):
“Moderadamente satisfeito, porque encontrei o assunto, mais [sic] gostaria que
tivesse mais.(Aluno graduação/Economia).
“Diferente de uma consulta aos outros meios de pesquisa da Biblioteca Central a
pesquisa aos periódicos pelo serviço de indexação nos proporciona o acesso
direto ao assunto ou tema pesquisado (Aluno graduação/Psicologia)
“Porque o atendimento é excelente” (Aluno graduação/Odontologia)

Os aspectos negativos do Serviço de Indexação, apontados pelos usuários
moderadamente satisfeitos, se relacionam a falhas de confiabilidade, prontidão,
apoio,

acesso

e

elementos

tangíveis.

Interfere

na

confiabilidade:

indisponibilidade de artigos desejados (11,0%), desatualização dos artigos de
periódicos (22,0%) e insuficiência de artigos indexados (17,0%):

�“Não encontraram os artigos (revistas) das fichas que separei tive que escolher
outros artigos” (Aluna graduação/Biblioteconomia)
“Porque os assuntos que encontrei em português estão ultrapassados” (Alunos
pós-graduação/Nutrição)
[...] “os recursos disponíveis são insuficientes e ultrapassados” (Aluno
graduação/Odontologia)
Os aspectos negativos relacionados à prontidão se referem a falhas na
ordenação dos catálogos e transcrição das fichas:
“As fichas muitas vezes se encontram fora de ordem, dificultando a localização
do tema procurado” (Aluno graduação/Enfermagem)
“ As fichas tem letras confusas” (Aluno graduação/Psicologia)
As falhas de transcrição e ordenação das fichas que compõem o Catálogo
de Assunto da Seção de periódicos dificultam o acesso e constituem uma barreira
ao uso da informação. Esse quadro aponta para a necessidade de informatizar o
Serviço de Indexação o que é corroborado nas falas de alguns usuários (11.0%).
“A questão mais importante é dispor do que se procura seja qual for a técnica
empregada

na

localização,

mas

a

informatização

melhoria

a

busca”

(Professor/Tecnologia Química e Alimentos).
Os aspectos negativos são relacionados ao apoio, se traduz na
comunicação entre usuário e profissional da informação, revelam problemas de
acesso, que se concentram, especialmente em questões administrativas, e se
referem a elementos tangíveis.
“[...] como vinha em horários inadequados ao funcionário (por ex. hora do
almoço) não encontro profissionais competentes para o atendimento e as vezes,
há um funcionário para toda a demanda de alunos”(Aluno pós-graduação/Serviço
Social).
[...] “a conservação das fichas favorece a proliferação de ácaros e mofo”
(Aluno/ graduação/Psicologia.)
A falta de silêncio, a presença de fungos e a precariedade no recinto da
Seção Periódicos da Biblioteca Central são condições adversas demonstradas na

�pesquisa. Essa constatação vem corroborar estudos anteriores que revelam que
os elementos do meio ambiente, como a estrutura física e condições de
equipamentos são determinantes dos serviços de Bibliotecas (SEAY; SEAMAN;
COHEN, 1996)
Pelos comentários apresentados pelos usuários observa-se que mais da
metade (68.2%) demonstra uma satisfação moderada em relação ao serviço
oferecido. O reconhecimento da importância do serviço de Indexação contribui
para gerar satisfação dos usuários. Todavia a satisfação dos mesmos não é plena
em razão de uma série de problemas: a indisponibilidade dos artigos desejados, a
desatualização dos periódicos, a insuficiência de artigos indexados, falhas na
ordenação do Catalogo de Assuntos, dificuldades de comunicação entre usuários
e profissionais da informação e carência de pessoal, dentre outros.
A insatisfação dos usuários em relação ao serviço refere-se, sobretudo, a
presença de material desatualizado e ao modo de operacionalização do serviço
especialmente, pelo fato de ser executado de forma manual. Uma parcela
considerável de usuários reivindica informatização do serviço corroborando com a
pesquisa de Ramalho (1992) que verificou que a aplicação de novas tecnologias
na biblioteca Universitária brasileira é um processo lento. Em uma época em que
essas tecnologias estão presentes no cotidiano das pessoas, e que, no próprio
ambiente da Biblioteca Central, outros serviços estão informatizados considera-se
pertinente a reivindicação dos usuários.
A satisfação dos usuários em relação ao Serviço de Indexação tem fatores
determinantes como: a disponibilidade do serviço em fornecer coleções que
atendam as demandas dos usuários, a disponibilidade dos funcionários para
atendimento; o reconhecimento dos funcionários sobre serviço e o apoio prestado
aos usuários; a quantidade de funcionários que atua no serviço e o tempo de
espera para atendimento e o horário de funcionamento da Seção de Periódicos.
Esses resultados vão ao encontro daqueles apresentados no estudo de Seay,
Seaman e Cohen (1996), que se referem aos determinantes de serviços de
bibliotecas.

�Alguns usuários (81.3%) apresentaram sugestões que envolvem aspectos
do serviço como: o Catalogo de Assuntos, a indexação, os profissionais da
informação, entre outros.
A informatização do serviço de indexação como forma de agilizar o
processo de busca da informação gerou várias sugestões (38,0%).
Os comentários dos usuários são enfáticos no que se refere: a atualização
dos periódicos, a informatização do serviço de indexação, do empréstimo dos
periódicos, divulgação do serviço e a ampliação do número de funcionários. A fala
do usuário, a seguir, resume esses comentários.
“A excelente qualidade no atendimento e a rapidez na coleta de dados e
pesquisas nos periódicos desse setor um dos poucos no Campus que oferece um
serviço [...] de ótima qualidade serviço este que gratifica a nossa condição de
estudante” (Aluno graduação/ Nutrição)

3.1 A RECUPERABILIDADE, PREVISIBILIDADE E ATUALIDADE DO SERVIÇO.
A recuperabilidade constitui um componente importante na avaliação da
qualidade do Serviço de Indexação de artigos de periódicos da BC, porque
possibilita não apenas avaliar o desempenho do Catálogo de Assunto e a
indexação e, também, a capacidade das pessoas que realizaram a busca. A
avaliação desse componente realizou-se a partir da busca /localização de artigos
pelos usuários participantes da pesquisa.
A maioria dos usuários (87,0%) localizou o artigo procurado. As buscas
empreendidas pelos usuários envolveram temas diversos e utilizaram 121 tópicos
diferentes para realizar suas buscas. Alguns temas foram utilizados por mais de
um usuário, como “drogas”, “violência”, “Sistema Único de Saúde” que foram
pesquisados cada um por cinco usuários diferentes: O tema “mulher” foi
pesquisado por quatro usuários e “gravidez na adolescência” por três.
A linguagem representa um elemento importante no processo de
recuperação da informação. Para analisar a linguagem do Catalogo de Assunto e

�sua adequação à linguagem do usuário realizou-se numa comparação entre as
respostas apresentadas pelos usuários em duas questões do questionário da
pesquisa. Essas respostas se referem aos termos procurados pelos usuários, no
momento da busca, e aqueles encontrados no Catálogo de Assunto. A
comparação demonstrou coincidência entre os termos de 93 buscas realizadas o
que representa 75.6% do total. Atribui-se esse índice de coincidência à utilização
da linguagem natural que, em geral, conta com a preferência dos usuários.
(LANCASTER,1997). A afirmação do usuário ratifica os dados analisados:
“ Porque sempre que preciso localizar algum artigo não tenho dificuldades pois o
cabeçalho é bastante lícito “.(Aluno/graduação/Enfermagem).
Verificou-se que a maioria dos usuários localizaram o artigo de periódico
desejado através do cabeçalho de assunto (81,7%), das fichas de referência (tipo
“Ver também”) (40,0%) e das fichas remissivas (Tipo “ Ver”) (1,6%).
A aferição da previsibilidade do serviço de indexação baseou-se nas
respostas dos usuários que levaram à seguinte constatação: os usuários
consideram o título do artigo o dado que fornece pista sobre o conteúdo temático
do artigo (58,8%), o que é seguido por aqueles que apontam o título do periódico
(16,9%) e pelos que consideram o sub-cabeçalho (14,2%).
A análise da atualidade do serviço de indexação fundamenta-se na idade
das referências contidas no catálogo de assunto o que reflete a data de
publicação das coleções contidas no acervo da seção e, também, o tempo
desprendido pelo serviço, para elaborar a indexação. A afirmação do usuário a
esse respeito demonstra um elevado grau de insatisfação quanto à atualidade do
Serviço de Indexação.
“Gostaria de encontrar artigos mais recentes” (Aluno/pós-graduação/Engenharia
de Produção)
Sobre essa afirmação aponta-se como causa as restrições orçamentárias
que as universidades públicas federais vem sofrendo nos últimos anos.É
necessário buscar soluções como intercâmbio, a disponibilização do Portal de

�Periódicos da CAPES, embora a literatura de Ciências Sociais, especialmente em
língua portuguesa, seja incipiente.

3.2 DIRETRIZES PARA UMA POLÍTICA DE INDEXAÇÃO
Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de diretrizes que
orientam a atividade de indexação para o que se apresentam os pontos a seguir
como prontuários:
A cobertura do Serviço de Indexação deve abranger títulos de periódicos das
Ciências Sociais, compreendendo os títulos de periódicos correntes da Rede
Bibliodata e aqueles publicados pela Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisa
Sociais, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
(ANPOCS), Instituto de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ), além das
publicações da UFPB. Entende-se que esses títulos formam uma lista básica,
representativa das Ciências Sociais, tanto em nível regional, quanto nacional.
O nível de exaustividade e especificidade: deve-se optar por uma indexação
em maior profundidade, visando a alcançar uma taxa de revocação razoável e um
nível aceitável de precisão.
A linguagem: um mínimo de controle deve ser adotado, principalmente, através
do uso de fichas remissivas e de referência. A linguagem pré-coordenada pode
constituir uma boa opção, uma vez que facilita a estratégia de busca, evitando
falsas associações e relações incorretas. A representação dos assuntos
compostos pode-se realizar através de sintagmas ou frases, extraídos dos
próprios documentos, conforme a abordagem apresentada por Pinto (2002).
A estratégia de busca: na pesquisa, os usuários demonstraram insatisfação em
relação à busca delegada; percebe-se que eles desejam mais autonomia, para
utilizar o catálogo. A política deve priorizar a busca, conduzida pelo próprio
usuário, do Serviço de Indexação.
O tempo de resposta do sistema: deve-se fornecer informações tão atuais
quanto possíveis, para atender os desejos dos usuários. A informatização do
serviço pode agilizar o fornecimento de respostas aos usuários.

�A forma de saída: a política deverá contemplar a informatização do Serviço de
Indexação, para facilitar o processo de indexação dos periódicos e tornar a busca
mais rápida. O serviço pode apresentar os resultados da busca através de
referências bibliográficas, acompanhadas de um código que identifique o
documento no acervo da Seção de Periódicos.
Essas diretrizes para a política do Serviço de Indexação, pautadas no
trabalho de Carneiro (1985), são fruto de nossas percepções, no decorrer da
pesquisa, e denotam os desejos dos usuários.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a pesquisa realizada, ficou claro que a transferência de informação
para os usuários é a maior justificativa das atividades dos sistemas de
informação. A avaliação de serviços de bibliotecas universitárias constitui uma
atividade ampla e complexa, em virtude do grande número de variáveis
envolvidas. Além disso, a avaliação de serviços de informação deve ser um
processo contínuo. O mundo vive em constante movimento, mudança e
transformação, e os desejos/ necessidades informacionais dos usuários também
acompanham esse ritmo, por isso mudam com o passar do tempo. Convém que
as bibliotecas implantem programas permanentes de avaliação de serviços,
envolvendo usuários reais e potenciais, a fim de detectar os meios que levem à
melhoria da qualidade de seus serviços.
A pesquisa efetuada na UFPB ratificou a necessidade da implantação de
políticas para nortear serviços de indexação, existentes em bibliotecas
universitárias, e demonstrou que a participação dos usuários na elaboração
dessas políticas é de fundamental importância. A adoção de políticas de
indexação pode contribuir para melhorar os serviços e dinamizar os processos de
indexação, contribuindo para a satisfação dos usuários.
O usuário constitui o elemento chave do processo avaliativo; a razão de ser
dos sistemas de informação. A sua opinião do deve ser levada em conta,

�colaborando para uma tomada de decisão que leva a um serviço de indexação de
qualidade.
A qualidade de um serviço de indexação deve ser a meta que representa a
adaptação dos serviços aos desejos e necessidades dos usuários. A avaliação
contínua, portanto, concorre, para que o serviço atinja essa meta. Um grande
desafio que os serviços de informação enfrentam é coadunar as normas de
indexação e os desejos dos usuários. Nesse sentido, conclui-se que o equilíbrio
entre as normas de indexação e os desejos/necessidades informacionais dos
usuários resultará em um bom desempenho de serviços de indexação de
periódicos em bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
The indexing consists on the documentary treatment in which the main aim is to
facilitate the information access. The informational excess, typical of the actual
days, represents a challenge and creates barriers to the use of the desired
information. Besides that, the shortage of the financial resources contributes to
enlarge the needs to evaluate of the use of the information services. Parting from
the knowledge of this reality and based on the F.W. Lancaster studies about the
evaluation of the information systems, there has been realized a research focused
on the Indexing Service of periodics of the Central Library of the Federal University
of Paraíba with the main objective of analyzing the situation in which the system
has been practiced to attend the informational needs of their users.The research
also included the evaluation that covered the Subject Catalogue and researches
among the information users. Based on these researches, it has been made a
communication about relevant questions over Periodical Indexing in an University
Library. It can be understood that the Periodical Indexing must reach the desire
and the real needs of the users. Parting from this common sense, it is made all the
discussion about an indexing politics to give directions for the indexing activities:
Periodical Section at the Central Library and some directions for the establishment
of this politics. In this context, it becomes evident the participation of the user as
an element of the evaluation process, which contributes to a decision point that
brings the quality of the Indexing Service in an University Library. It can be
concluded that the balance between the indexing rules and the informational
desires and needs of the users will result in a good performance of the Periodical
Indexing Service.
KEY WORDS: Evaluation. Indexing Service. University Librar.

�REFERÊNCIAS
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Paradigmas modernos da ciência da
informação. São Paulo: Polis:APB, 1999
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 1996.
______. Indexação e resumos: teoria e prática. Brasília, DF: Briquet de Lemos,
1997.
PAIVA, Eliane Bezerra. Entre as normas e os desejos: a indexação de
periódicos na Biblioteca Central da UFPB. 2002. 156f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação). Universidade Federal da Paraíba.João Pessoa, 2002.
RAMALHO, Francisca Arruda. Configuração das bibliotecas universitárias do
Brasil face às novas tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade:
estudos, João Pessoa, v.2, n.1, p. 38-54, 1992.
SEAY, Thomas; SEAMAN, Sheila; COHEN, David. Measuring and Improving the
Quality of Public Services: A Hybrid Approach. Library Trends, v.44, n.3, p.464490, Winter, 1996.
VIEIRA, Simone Bastos. Indexação automática e manual: revisão de literatura.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.17, n.1, p. 43 – 57, jan./jun. 1988.

∗

Professora Assistente do DBD/CCSA da Universidade Federal da Paraíba – Brasil. Mestre em Ciência da
Informação. E-mail: paivaeb@hotmail.com
∗∗
Professora Adjunta do DBD/CCSA da Universidade Federal da Paraíba – Brasil. Doutora em Ciências da
Informação. E-mail: arfrancisca@hotmail.com

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A indexação consiste no tratamento documentário e objetiva facilitar o acesso à informação.O excesso informacional, típico dos dias atuais, representa um desafio e cria barreiras ao uso da informação desejada. Além disso, a escassez de recursos financeiros contribui para ampliar a necessidade da avaliação do uso de serviços de informação. Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos estudos de F. W. Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação, realizou-se uma pesquisa que focalizou o Serviço de Indexação de periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a situação em que se encontrava esse serviço em face das necessidades informacionais dos seus usuários. A pesquisa de campo incluiu avaliação da cobertura do Catálogo de Assunto e pesquisa com usuários da informação. Com base nessa pesquisa elaborou-se uma comunicação que trata de questões relevantes quanto à indexação de periódicos em uma biblioteca universitária. Entende-se que qualquer indexação de periódicos deve atingir os desejos/necessidades dos usuários. A partir desse entendimento discuti-se sobre a necessidade de uma política de indexação para nortear a atividade de indexação na Seção de Periódicos da Biblioteca Central e apresenta-se algumas diretrizes para o estabelecimento dessa política. Nesse contexto, evidencia-se a participação do usuário como elemento do processo avaliativo, o que contribui para uma tomada de decisão que leve à qualidade do serviço de indexação em uma biblioteca universitária. Conclui-se que o equilíbrio entre as normas de indexação e os desejos/necessidades informacionais dos usuários resultará no om desempenho do Serviço de Indexação de periódicos.</text>
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                    <text>A VISÃO DOS PÓS-GRADUANDOS EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS NA
UTILIZAÇÃO DO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES E RECURSOS DO
DIRETÓRIO DE BASES ON-LINE DA BIBLIOTECA CENTRAL-UEM: A
IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO REALIZADA POR BIBLIOTECÁRIOS.
Edilson Damasio∗

RESUMO
Mostra a importância da utilização dos recursos de pesquisa do Portal de
Periódicos da Capes e do diretório de Bases On-Line na página web da Biblioteca
Central visto pelos alunos do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da
Universidade Estadual de Maringá. Na literatura em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, a área de saúde é identificada com um dos grandes usuários de
recursos bibliográficos e também dos serviços de pesquisa e revisão. Identificouse qual a percepção destes usuários em relação ao grau de importância dos
recursos do Portal às suas necessidades de pesquisa. Avaliou-se também o grau
de importância do profissional bibliotecário como intermediário entre estes
recursos de pesquisa e a informação. No resultado constatou-se que a utilização
do Portal é de grande importância e a capacitação e intermédio do bibliotecário
como essencial para este fim. Identificou-se que os recursos do Portal e do
diretório de Bases On-Line devem estar atrelados também à capacitação de seus
usuários através de apresentações e cursos feitos pelos bibliotecários.
PALAVRAS-CHAVE: Capacitação para a utilização de bases de dados.
Treinamento de usuários. Portal de Periódicos da Capes. Usuários da área de
saúde. Recursos para recuperação da informação.

INTRODUÇÃO

A era da informação que vivemos atualmente, nos leva a considerá-la
essencial para todas as nossa atividades profissionais, técnicas e científicas. Com
a explosão dos acessos à Internet e sua democratização, a informação tournouse um bem de acesso a todos, principalmente quem participa das comunicadades
de pesquisadores nas Universidades e Centros de pesquisa, onde, utilizá-la já
uma necessidade.
No aspecto da informação técnico científica, esta sempre esteve
disponibilizada através de bancos de dados em papel, considerados periódicos de
referência, como o Index Medicus®, Biological Abstracts®, Chemical Abstracts®.

�Onde quem necessitasse de uma revisão bibliográfica ou técnica, deveria possuílos atualizados nos acervos de suas Bibliotecas.
Muitas universidades utilizaram e utilizam-nos de forma como uma obra
essencial para as revisões, desta forma, suprindo os projetos de pesquisa e os
pesquisadores com informações atualizadas, visando sua utilização também em
diversas atividades.
No momento estes recursos estão disponíveis para assinantes em portais
na Internet, através de acesso compartilhado entre várias instituições ou através
de assinaturas individuais. A Internet tornou-se o veículo de disseminação da
informação organizada também. Tendo a grande vantagem de busca on-line e em
tempo-real aos bancos de dados.
Diante desta situação, no Brasil à partir de 1999 temos o Portal de
Periódicos da Capes e diversos outros recursos. Desta forma o Portal tornou-se a
ferramenta essencial para as Instituições de pesquisa que queiram a informação
de forma atualizada e on-line.
Os recursos de busca e utilização do Portal e de vários outras bases de
dados, são muitas vezes desconhecidos pelos usuários da Instituições que
tenham o seu acesso. A Capes promove diversas jornadas de treinamento e
capacitação, voltado principalmente à bibliotecários, sendo realizado por
representantes dos editores e servidores da Capes, capacitando-os para a
utilização dos recursos do Portal de forma básica e até avançada.
Cuenca (1999a, p. 293) afirma que “[...] é necessário que as bibliotecas
ofereçam treinamentos e cursos específicos, como modalidade de programas
educativos”.
Desta forma, os bibliotecários estão capacitados, devendo também
capacitar seus possíveis usuários. Neste sentido a Universidade Estadual de
Maringá, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Biblioteca Central-Serviço
de

Disseminação

da

Informação-SDI,

promovem

diversas

palestras,

demonstrações e por fim um projeto de capacitação voltado aos alunos e

�docentes dos cursos de pós-graduação strictu sensu (mestrado e doutorado),
visando que estes tenham uma independência para suas buscas e pesquisas
bibliográficas.

O PROGRAMA DE PERIÓDICOS DA CAPES
A necessidade de informação técnico-científica pelos Programas de PósGraduação do Brasil, sempre foi uma das preocupações da Capes. Atrelados a
esta necessidade, em meados da década de 1990, a Capes instituiu um
Programa de Aquisição de periódicos e bases de dados estrangeiros, destinado
às universidades que teriam cursos de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil.
Neste programa, seu objetivo principal seria a fornecer subsídios para que
nossos pesquisadores tenham acesso fácil e compartilhado aos periódicos e
bases de dados internacionais atualizados, visando principalmente deixar nossos
pesquisadores e projetos de pesquisa em um nível de atualização internacional.
Até meados de 1999 este plano contemplava as Instituições participantes
com assinaturas individuais em papel e cd-rom de parte de suas necessidades de
publicações periódicas. Até o momento ele ainda disponibiliza recursos à algumas
necessidades individualizadas de Instituições, ao qual o Portal de Periódicos da
Capes não contempla.

O PORTAL .PERIÓDICOS. CAPES
Com a crescente necessidade de utilização de recursos on-line,
principalmente pelos pesquisadores das Universidades deste novo suporte
também para a publicações periódicas. Neste suporte, teríamos grande
vantagens como: -acesso compartilhado em rede a diversos títulos de periódicos;
-atualização em tempo-real das publicações e bases de dados; e principalmente a
disponibilização de uma assinatura, a diversas pessoas ao mesmo tempo, sem a
necessidade de tê-las em papel; -utilização de mecanismos de busca

�(automatizados) na Internet ao conteúdo textual dos periódicos e bases de dados;
-acesso às coleções retrospectivas em uma única busca de informação; -acesso
ao texto completo dos artigos e publicações em meio eletrônico, podendo serem
impressas ou salvas em seus computadores para qualquer utilização.
Atualmente o Portal .Periódicos. dispõe no momento de aproximadamente
7.600 periódicos com acesso ao conteúdo em texto completo de fascículos atuais
e coleções retrospectivas. Além disso dispõe de bases de dados referenciais e
de texto completo pertencentes aos principais editores científicos do mundo,
onde, existem bases de dados distribuídas por todas as áreas do conhecimento
(CAPES, 2004).
Nos recursos de Resumos, o Portal disponibiliza aproximadamente 70
bases de dados bibliográficas, distribuídas em multidisciplinares e por grandes
áreas do conhecimento. As bases de dados de Resumos e Referenciais,
contemplam principalmente a principal situação de necessidades informacionais
dos pesquisadores, encontrar referências bibliográficas de assuntos de seus
interesse. Por tratarem-se de bases de dados para revisão bibliográfica, revisão
diversos periódicos de acordo com suas áreas de abrangência, através da
disponibilização de milhares ou milhões de referências e resumos de publicações.
Destacam-se em importância a multidisciplinar Web of Science, base de dados
bibliográfica da ISI-Instictute of Scientific Information, revisando aproximadamente
9.000 publicações de todas as áreas do conhecimento, com possibilidade na
Science Citation Index, base de dados que faz parte do pacote, de busca
retrospectiva à partir do ano de 1945.

RECURSOS

ON-LINE

DA

PÁGINA

DA

BIBLIOTECA

CENTRAL

DA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Além do Portal .Periódicos. Capes®, o Serviço de Disseminação da
Informação-SDI da Biblioteca Central, no início de 2003, disponibilizou atalhos
(hyperlinks) para diversas outras bases de dados e recursos, que não estão
disponibilizadas no Portal. Periódicos. Capes. Visa principalmente disponibilizar

�bases de dados de acesso livre na Internet, pois, grande parte do Portal são
assinaturas controladas pelos Editores para acesso somente nas Instituições
conveniadas.
Através desta necessidade de disponibilizar também outras bases de
dados que tenha acesso livre na Internet. E também como subsídio para que os
usuários tenham um acesso não controlado às bases de dados, podendo acessálas também de seus computadores pessoais. Outro objetivo deste diretório foi
disponibilizar as bases de dados produzidas no Brasil, simplesmente porque o
Portal e praticamente para revisão bibliográfica internacional.
O Diretório Bases On-Line está acessível via página da Biblioteca Central
da UEM no seguinte endereço http://www.bce.uem.br, e está disposto da seguinte
maneira: -bases multidisciplinares; -bases de dados da UEM; bases de dados por
área do conhecimento; -Teses; -Informações econômicas e estatísticas; Patentes; -Livros e revistas on-line.

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA EM SAÚDE
Dente as áreas do conhecimento que utilizam as bases de dados
bibliográficas para pesquisa, destaca-se a área de saúde.
Iniciou-se através de publicações como o Indes Medicus® na década de
1950 e com a utilização dos recursos informatizados no início da década de 1970,
feitos pela United States - NLM – National Library of Medicine, desenvovendo as
primeiras versõess do MEDLINE®. Inicialmente disponibilizadas através de
acesso via Telnet para assinantes e chegando até o momento atual, com acesso
livre na Internet através da página da NLM. Esta base de dados também é
disponibilizada através de outros convênios e editores de informação científica,
disponibilizando-as através de sistemas on-line e cd-rom.
Na América-Latina e Caribe temos a iniciativa da Bireme – Centro LatinoAmericado

e

do

Caribe

de

Informação

em

Ciências

da

Saúde,

há

�aproximadamente 37 anos. Organizando informação em saúde, abrangendo
praticamente grande parte da produção técnico/científica da América-Latina e
Caribe.
Sua principal base de dados entre muitas é a LILACS® – Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde.
Estes são os principais recursos nacionais e internacionais para a revisão
bibliográfica em saúde atualmente. Sendo incomparáveis em seus recursos de
busca básica e avançada, permitindo diversas configurações e limites. Utilizados
pelos profissionais e pesquisadores na área de saúde em todo o mundo.

O BIBLIOTECÁRIO CAPACITANDO USUÁRIOS À BUSCA A RECURSOS
BIBLIOGRÁFICOS
Em praticamente todos os processos de organização da informação em
saúde o bibliotecário teve papel essencial, principalmente relacionado à
determinação de metodologias de planejamento das bases de dados e a
organização da terminologia e padronização dos assuntos, estes processos são
específicos da profissão bibliotecária.
Neste sentido o bibliotecário atua também como profissional que gerencia e
intermédia esta informação aos usuários em saúde. Atuando como elemento
essencial para buscas a recursos bibliográficos.
Castro e Lima (2002) afirmam que “Interagir com as fontes de informações
básicas em saúde é fundamental tanto para o bibliotecário, que é o divulgador
desses produtos e serviços, quanto para os profissionais da saúde, seus
principais consumidores”
No Serviço de Disseminação da Informação – SDI da Biblioteca Central da
UEM, foi identificado através de atendimento aos usuários, uma grande
necessidade de capacitação à utilização de pesquisas e buscas bibliográficas,

�destacando-se a área de saúde, que sempre tiveram uma maior procura do
profissional bibliotecário.
Os recursos oferecidos pelo SDI aos usuários são os seguintes: -busca
bibliográfica; -normalização de documentos; -capacitação à utilização dos
recursos de pesquisa bibliográfica (obras de referência, bases de dados on-line e
Portal .Periódicos. Capes).
Utilizam técnicas essenciais ao bom atendimento aos seus usuários da
área de saúde, que têm diversas formações e necessidades específicas,
conforme
Os bibliotecários usam uma técnica chamada de entrevista da
referência 'triagem' nos pedidos dos clientes e seleciona o
recurso mais direito para responder a cada pergunta. Em
algumas Instituições, os bibliotecários mesmo atendem a círculos
e executam buscas das bases de dados 'na mosca' durante
apresentações do caso: outros são membros de grupos
institucionais de revisão das facilidades e executam buscas
extensivas da revisão da literatura na preparação para
experimentações
clínicas.
Os
bibliotecários
oferecem
freqüentemente o treinamento formal e informal para profissionais
clínicos em procurar nas bases de dados e em busca e avaliação
dos recursos (GENNERMAN, CALIF, 2003, p. 184, tradução do
autor)1

Neste conceito de necessidade e do papel do bibliotecário em capacitar os
usuários em saúde, no início de 2003 foi idealizado um projeto de capacitação à
utilização dos recursos do Portal .Periódicos. Capes® em convênios entre a PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e a Biblioteca Central, Serviço de
Disseminação da Informação – SDI. Neste programa o público alvo seriam os
alunos e docentes dos cursos de pós-graduação stricto sensu da Universidade
Estadual de Maringá, atualmente com 23 cursos de mestrado e 8 de doutorado.

1

Librarians use a technique called the reference interview to ´triage´ their customers request and
select the right resource to answer each question. At some institutions, librarians even attend
rounds and perform databases searches ´on the fly´ during case presentations: others are
members of theirs facility’s institutional review board and perform extensive literature review
searches in preparation for clinical trials. Librarians frequently offer formal and informal training for
clinical professionals in efficient database searching and resource evaluation

�Projeto

em

caráter

permanente

onde

já

foram

capacitados

aproximadamente 120 alunos e docentes, com certificados emitidos pela PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação com carga horária de acordo com o nível
da capacitação, básica ou avançada, podendo ter 4, 8 ou 12 horas-aula.
Neste artigo expomos uma avaliação realizada com os alunos do Mestrado
em Ciências Farmacêuticas, com 21 alunos.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa foi realizada em 2 etapas. Primeiramente a divulgação da
necessidade da avaliação aos alunos durante o curso de capacitação à utilização
do Portal.
Após buscou-se identificar na literatura critérios para avaliação de sites na
Internet, neste caso como um portal, ou seja, um conjunto de sites, utilizando
algumas metodologias apresentadas por McMurdo (1998) e a utilização da
pesquisa através de grupo focal, neste trabalho utilizado (DIAS, 2000).
Após a idealização do instrumento de pesquisa e a da identificação dos
critérios de avaliação, chegou-se ao seguinte instrumento (Anexo 1), com as
questões distribuídas na seguinte ordem:
-avaliação do curso de capacitação à utilização do Portal;
-recursos do Portal;
-interatividade e objetividade da página do Portal;
-textos completos;
-resumos;
-outras fontes;
-acesso ao Portal.
Foram definidos também critérios para a avaliação do Diretório Bases OnLine na página da Biblioteca Central, atribuindo a esta avaliação somente uma

�questão onde seria destinado notas de 0 a 10 a importância deste recurso, sendo
10 a maior nota.
No final uma questão aberta, visando identificar principalmente críticas e
sugestões.
Após elaborar o formulário com os critérios selecionados, direcionados à
avaliação dos recursos do Portal. Foram divididos em 8 grupos de questões,
conforme os recursos do Portal. Nos grupos de questões têm-se questões com
opção de respostas através de uma escala de Likert, com 4 preposições. (ÓtimoO; Bom-B; Regular-R; Fraco-F).
Os questionários prontos e pré-testados foram enviados aos e-mails do
grupo focal 21 alunos, onde deveriam ser respondidos e devolvidos ao e-mail do
Serviço de Disseminação da Informação-SDI. Do total foram respondidos 15
questionários.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O resultado desta avaliação será apresentada a seguir seguindo a ordem
das questões do questionário usado para avaliar os 2 recursos de pesquisa Portal
.Periódicos. Capes e Diretório Bases On-Line (Anexo 1). As questões estão com
seus valores em porcentagens, sendo que o valor e porcentagem estão
distribuídos na tabela abaixo para posterior acompanhamento dos resultados.

TABELA 1 – Valores e Porcentagens

15
14
13
12
11
3
2
1

100%
93%
86%
79%
72%
21%
14%
7%

�Critério 1 – O Curso.
Gráfico 1-Contribuição do tre inam ento
p/aquisição novos conhecim entos

7%

Gráfico 2-Contribuição treinament. p/desenvolv.
pesquisas

7%

7%
Ótimo (O)

Ótimo (O)

Bom (B)

Bom (B)

Regular (R)

86%

93%

Gráfico 3-Capacitação, habilidades e
com petências do Bibliotecário em
m inistrar o curso
7% 7%

Ótimo (O)

Bom (B)

Regular (R)
86%

No (Gráfico 1) identificamos que a contribuição do treinamento para a
aquisição de novos conhecimentos foi de caráter ótimo com 86% dos
respondentes, ficando considerado como importantíssimo os recursos de
pesquisa bibliográfica do Portal, na identificação de informações necessárias ao
desenvolvimento de novos conhecimentos aos usuários.
No (Gráfico 2) está clara a importância do treinamento para a utilização dos
recursos de informação. Faz-nos afirmar que sem a capacitação estes usuários
não poderiam utilizá-los adequadamente. Conforme afirma Castro e Lima (2002)
“Hoje, a capacitação do saber é mais veloz e autônoma. A pesquisa científica é
de fundamental importância para o desenvolvimento da comunidade de
profissionais da saúde”.
Conforme o (Gráfico 3), identificamos que o bibliotecário tem papel de
grande importância 86% no quesito de habilidades e competências para ministrar
o curso.

�Critério 2 – Recursos do Portal de Periódicos da Capes
Gráfico 4-Recursos do Portal de Periódicos da Capes
para suas pesquisas e Revisões Bibliográficas

Gráfico 5-As Bases de dados e periódicos
oferecidos são relevantes para o seu campo de
pesquisa

7%

7%

Ótimo (O)

Ótimo (O)

Bom (B)

Bom (B)

93%

93%

Nessas 2 variáveis avaliadas temos o mesmo resultado 93%
consideram Ótimo os recursos de bases de dados oferecidas e a importância para
suas pesquisas e revisões bibliográficas.

Critério 3 – Interatividade e objetividade da página do Portal

Neste critério as respostas foram considerada acima de 80% de ótimas
para as questões, menos para o quesito A linguagem técnica das bases de dados
(português e inglês) com porcentagem Bom de 72% com 12 respostas e 3 como
Regular. Leva-nos a crer que os usuários ainda necessitam de interfaces para as
o e acesso aos resumos em língua portuguesa, conforme sugestão de 1
respondente na questão aberta, afirmando que as bases de dados referenciais
deveriam ter mecanismos de tradução dos resumos para avaliação e revisão, este
mesmo não acha necessário a tradução dos artigos que seriam lidos na língua
original, somente achou importante os resumos.

Critério 3 – Textos Completos

Neste critério dividido em 6 variáveis, também tivemos uma grande
quantidade de questões Ótimo acima de 86% - 13 respostas. Somente 1 questão
teve 2 resultados Regular “Quantidade de bases de dados com acesso a buscas
e recuperação de artigos em texto completo”. Desta forma identificamos que os
usuários ainda necessitam de novos recursos, principalmente outras bases de
dados de texto completo.

Critério 4 – Resumo

�Neste critério dividido em 4 variáveis, também tivemos uma grande
quantidade de questões Ótimo acima de 86%

-

13 respostas. As demais

respostas foram no quesito Bom, não tendo nenhuma com o quesito Regular ou
Fraco. Leva-nos a

identificar que as Bases de dados de Resumos

disponibilizadas no Portal, que respondam a este curso são consideradas muito
compatíveis com as necessidades de informação destes usuários.

Critério 5 – Outras Fontes

Neste critério dividido em 03 variáveis aferindo a qualidade, quantidade e
utilidade destes recursos, também tivemos uma grande quantidade de questões
Ótimo acima de 86% - 13 respostas. Tivemos também uma sugestão na questão
aberta, de que a fonte de Referência Micromedex® deveria ter todas as bases de
dados disponíveis neste pacote e não somente parte das bases de dados. Esta
afirmação identifica que os usuários em Ciências Farmacêuticas necessitam da
base de dados Micromedex® com todos os seus recursos disponíveis.

Critério 6 – Acesso ao Portal

Nesse critério tivemos 2 questões com opção de respostas através de uma
escala de pontos de 0 a 10. Na questão “Acesso livre e gratuito a todos os
recursos do Portal” tivemos 100% de respostas com nota 10. Sendo identificado
que o acesso aos recursos do Portal nas Universidades é de caráter muito
importante para este grupo de pesquisadores. No quesito “Acesso livre e gratuito
a todos os recursos do Portal em outro local fora da Universidade (ex: computador
pessoal)”, tivemos 86% - 14 respostas com nota 10 e 1 resposta com nota 8.
Levamos a identificar que a maioria dos usuários sentem a necessidade de ter
acesso aos recursos do Portal também em computadores fora da Universidade,
no momento o acesso está somente disponibilizado aos computadores da rede
Intranet da UEM.
Critério – Recursos do Diretório Bases On-Line da Biblioteca Central

�Nesse quesito com questão única “As bases de dados de acesso livre,
disponibilizadas via página da Biblioteca Central (Bases On-Line), qual a sua
importância”, tivemos 86% - 14 respostas com nota 10 e 1 resposta com nota 9.
Levamos a identificar que a maioria dos usuários viram a importância da
disponibilização deste recurso adicional via página da Biblioteca Central.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Avaliando as informações levantadas dentro dos critérios de avaliação da
Capacitação, do Portal .Periódicos. Capes e do Diretório Bases On-Line, tivemos
o principal interesse de identificar a visão dos usuários após a capacitação, e
principalmente o programa de capacitação ao Portal, procurando identificar
variáveis que poderiam condicionar a melhoria constante dos serviços
bibliotecários prestados pela Biblioteca Central.
Diante de todos os critérios avaliados, tivemos uma grande quantidade de
respostas afirmando como Ótimo ao programa de capacitação, aos recursos do
Portal e ao Diretório Bases On-Line.
Ficou claro que este tipo de atividade educativa, prestado pelo profissional
bibliotecário é essencial para que seus usuários possam conhecer e utilizar os
recursos disponíveis para pesquisa bibliográfica em saúde.
O Portal .Periódicos. Capes também foi considerado uma ótima ferramenta
de pesquisa vista pelos pós-graduandos, sendo que esta iniciativa deve ter
continuidade sempre.
A iniciativa do diretório Bases On-Line também foi identificada como
importante instrumento para pesquisas bibliográficas. Principalmente pelo caráter
de acesso livre e público na Internet, possibilitando que seja um local para
identificar outros recursos para pesquisas.
Ficou identificada também a necessidade de que o Portal .Periódicos.
Capes seja acessado em computadores pessoais. Desta forma o pesquisador

�poderá ter acesso a todos os recursos fora da Instituição de Ensino. Este tipo de
acesso pode ser pela modalidade de usuários autorizados pelas Instituições de
Ensino, que devem serem responsáveis pelo controle dos acessos.
A capacitação aos recursos do Portal, realizado da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá e a disponibilização de acessos a vários
recursos de informação com acesso on-line, é o caminho certo e exemplo para
outras Bibliotecas que queiram que seus usuários de referência, também possam
ter independência no acesso a uma grande quantidade conhecimento atualizado
disponibilizado pela Internet.

ABSTRACTS
It shows the importance of the use of the resources of research of the Portal de
Periódicos da Capes and the directory of On-Line Bases in the page web of the
Central Library seen by the students of the Master in Pharmaceutical Sciences of
the State University of Maringá. In literature in Librarianship and Information
Sciences, the health area is identified with one of the great users of bibliographical
resources and also of the services of research and revision. The perception of
these users in relation to the degree of importance of the resources of the Portal
de Periódicos da Capes to its necessities of research was identified to which. The
degree of importance of the professional librarian was also evaluated as
intermediate it enters these resources of research and the information. In the
result one evidenced that the use of the Portal de Periódicos da Capes is of great
importance and the qualification and intermediary of the librarian as essential. It
was identified that the resources of the Portal de Periódicos da Capes and the
directory of On-Line Bases must be joined also to the qualification of its users
through presentations and courses made for the librarians.
KEYWORDS: Qualification for the use of databases. Training of users. Portal de
Periódicos da Capes. Users of the health area. Resources for recovery of the
information.

REFERÊNCIAS
CASTRO, D. G. P.; LIMA, A. A. A interatividade do bibliotecário com os
profissionais da saúde no auxílio à pesquisa científica. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Anais... Recife:
Universidade Federal de Pernambuco. Sistema de Bibliotecas da UFPE, 2002. 1v.
cd-rom.

�CAPES. Portal .periódicos. capes. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br&gt;. Acesso em: 01 mai. 2004.
CUENCA, A. M. B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ci. Inf.,
Brasília, DF, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999a.
_______. et al. Capacitação no uso das bases Medline e Lilacs: avaliação de
conteúdo, estrutura e metodologia. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 28, n. 3, p. 340-346,
1999b.
DIAS, C. A. Grupo focal: técnica de coleta de dados em pesquisas qualitativas.
Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 10, n. 2, 2000.
GENNERMANN, K; CALIF, F. The health sciences library and professional
librarians: important resources for busy ED nurses and nurse managers. Journal
of Emergency Nursing, v. 29, no. 2, p. 183-186, apr. 2003.
McMURDO, G. Evaluating Web information and design. Journal of Information
Science, Oxford, v. 24, no. 3, p. 192-204, 1998.
STUMPF, I. R. C.; CORRÊA, C. H. W.; MESQUITA, R. M. A. Avaliação do portal
Portcom pelo PPGCOM/UFRGS. InTexto, Porto Alegre, n. 9. Disponível em:
&lt;http://www.intexto.ufrgs.br/n9/a-n9a1.html&gt;. Acesso em: 16 mai. 2004.

�ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO ENVIADO VIA E-MAIL.
AVALIAÇÃO DO CURSO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES: RECURSOS PARA A ÁREA DE
CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
BASES ON-LINE DA BIBLIOTECA CENTRAL
Você estará avaliando os 2 recursos utilizados para pesquisa bibliográfica e a importância da capacitação
pelos bibliotecários para a sua utilização, que foram repassados no curso realizado. Deverá avaliar visando a
importância para seu curso de Mestrado, suas pesquisas e a importância da capacitação. Se necessário
poderá acessar os recursos disponíveis na página do Portal Capes para alguma conferência
http://www.periodicos.capes.gov.br , ou a página do Bases On-Line http://www.bce.uem.br
O questionário está dividido em várias etapas com questões relacionadas, que deverão ser respondidas.
Para isso, clicar no botão RESPONDER de seu e-mail, preencher logo abaixo de cada questão a sua
resposta e ENVIAR preenchido para o e-mail bce-sdi@uem.br .
Identifique abaixo de cada questão a letra correspondente ao critério de importância:
Ótimo (O)
Bom (B)
Regular ( R)
Fraco (F)
O Curso: (capacitação para a utilização dos recursos de pesquisa em Ciências Farmacêuticas)
Contribuição do treinamento para a aquisição de novos conhecimentos
( )
Contribuição do treinamento para o desenvolvimento de suas pesquisas técnico-científicas
( )
Importância do treinamento para o curso de Mestrado
( )
Capacitação, habilidades e competências do Bibliotecário em ministrar o curso
( )
Recursos do Portal de Periódicos da Capes: (todos disponíveis)
Recursos do Portal de Periódicos da Capes para suas pesquisas e Revisões Bibliográficas
( )
As Bases de dados e periódicos oferecidos são relevantes para o seu campo de pesquisa
( )
Interatividade e Objetividade da Página do Portal: (disposição dos recursos na página do Portal)
As informações na página sobre os recursos e bases de dados
( )
A atualização constante dos recursos da página do Portal
( )
A linguagem técnica das bases de dados (português e inglês)
( )
Informações sobre o período assinado e outras informações dos periódicos
( )
A localização dos recursos, distribuída em lista alfabética, textos completos, resumos e outras fontes
Textos Completos: (bases de dados e recursos de acesso aos periódicos em texto completo)
Qualidade das revistas disponíveis com texto completo
( )
Quantidade de revistas com texto completo
( )
Qualidade das bases de dados com acesso a buscas e recuperação de artigos em texto completo
( )
Quantidade de bases de dados com acesso a buscas e recuperação de artigos em texto completo
( )
Recursos para pesquisa avançada, salvar, imprimir e enviar via e-mail
( )
Listagens de revistas por área do conhecimento
( )
Resumos: (bases de dados referenciais com acesso aos resumos de artigos)
Qualidade das bases de dados de resumos

�( )
Quantidade de bases de dados de resumos
( )
Quantidade de bases de dados em Ciências da Saúde
( )
Listagens de bases de dados por área do conhecimento
( )
Outras fontes: (recursos disponíveis neste diretório)
Qualidade dos recursos
( )
Quantidade de recursos
( )
Utilidade destes recursos
( )
Acesso ao Portal: (formas de acessar o Portal)
Acesso livre e gratuito a todos os recursos do Portal. Qual a importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a
maior nota.
( )
Acesso livre e gratuito a todos os recursos do Portal em outro local fora da Universidade (Ex: computador
pessoal). Qual a importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a maior nota.
( )
Recursos do Diretório de BASES ON-LINE da página da Biblioteca Central http://www.bce.uem.br
As Bases de dados de acesso livre, disponibilizadas via página da Biblioteca Central (Bases On-Line). Qual a
importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a maior nota.
( )
Se necessário escreva abaixo alguma sugestão, crítica, recomendação e comentário ao Portal, Bases OnLine e sobre o Curso.

∗

Bibliotecário Universidade Estadual de Maringá – UEM Av. Colombo, 5790
87020-900 - Maringá – PR. Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUCCampinas - Brasil. e-mail: edamasio@uem.br. home-page:
http://geocities.yahoo.com.br/edilson_damasio

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Visão dos pós-graduandos em Ciências Farmacêuticas na utilização do Portal de Periódicos da Capes e recursos do diretório de bases on-line da Biblioteca Central-UEM: a importância da capacitação realizada por bibliotecários.</text>
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                <text>Mostra a importância da utilização dos recursos de pesquisa do Portal de Periódicos da Capes e do diretório de Bases On-Line na página web da BibliotecaCentral visto pelos alunos do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Maringá. Na literatura em Biblioteconomia e Ciência da Informação, a área de saúde é identificada com um dos grandes usuários de recursos bibliográficos e também dos serviços de pesquisa e revisão. Identificou-se qual a percepção destes usuários em relação ao grau de importância dos recursos do Portal às suas necessidades de pesquisa. Avaliou-se também o grau de importância do profissional bibliotecário como intermediário entre estes recursos de pesquisa e a informação. No resultado constatou-se que a utilização do Portal é de grande importância e a capacitação e intermédio do bibliotecário como essencial para este fim. Identificou-se que os recursos do Portal e do diretório de Bases On-Line devem estar atrelados também à capacitação de seus usuários através de apresentações e cursos feitos pelos bibliotecários.</text>
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                    <text>OPERACIONALIDADE E IMPLEMENTAÇÃO DO MÓDULO DE CIRCULAÇÃO
DO SOFTWARE INTEGRADO DE FUNÇÕES VIRTUA/VTLS: A EXPERIÊNCIA
DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Danielle Thiago Ferreira∗
Ademir Giacomo Pietrosanto∗∗
Gildenir Carolino Santos∗∗∗

RESUMO
O artigo apresenta um relato de experiência sobre a implantação do Módulo de
Circulação do Software de funções integradas VIRTUA/VTLS pelo Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU), a partir do estudo do formato MARC 21 aplicado
a este módulo. No ano de 2002, começamos com um Projeto Piloto do sistema de
empréstimo da coleção, que hoje conta com 14 Setoriais já utilizando o módulo de
circulação integrado, e que receberam infra-estrutura e treinamentos para a
equipe do setor de Atendimento/Circulação, fato detalhado neste artigo. Também
relata a atuação do grupo de estudos do Módulo de Circulação, formado pelas
Bibliotecas do SBU que utilizam o mesmo, procurando apresentar através desses
relatos, oriundos de reuniões e ocorrências diversificadas, a discussão e ênfase
na necessidade de gerar procedimentos e padrões para que o Módulo funcione
em perfeita harmonia em rede, facilitando a visualização, tanto da circulação
quanto da pesquisa bibliográfica nas bibliotecas. Destaca as vantagens de
utilização de um software de funções integradas voltado para o controle de
materiais bibliográfico e o controle de registros dos usuários do Sistema de
Bibliotecas, visto a experiência da UNICAMP.
PALAVRAS-CHAVE: Empréstimo automatizado. Sistema de circulação de
material. Circulação em rede. VIRTUA - Módulo circulação.

1 INTRODUÇÃO
O

Sistema

de

Bibliotecas

da

UNICAMP

(SBU),

conta

com

aproximadamente 583 mil livros, 16.232 mil títulos de periódicos entre correntes e
não correntes e 76.754 materiais não convencionais, que em breve deverão fazer
parte deste conjunto de informações. Este é o tamanho do acervo do SBU.
Espalhadas em 21 Bibliotecas Setoriais das áreas de Biológicas, Exatas,
Humanas e Tecnológicas, estas publicações precisavam estar disponíveis para os
nossos pesquisadores, professores e alunos, totalizando 37.500 usuários. Para

�isso, o sistema de consulta, com base no Software de funções integradas
VIRTUA, oriundo da Virginia Tech Library System Inc. (VTLS), está guiando com
muito mais eficácia o usuário, oferecendo opções de pesquisa, como busca por
índices, palavras-chave e pesquisa avançada através da base de dados
bibliográfica ACERVUS.
A consulta e o empréstimo de cada dia mudam, e muito, com a adoção
deste software. Mas há uma mudança mais profunda, que o usuário só vai sentir
com o tempo. É que, com o avanço no gerenciamento das informações, a
biblioteca ganha mais organização, qualidade e agilidade na atualização.
Processos anteriormente pensados separadamente, como um pedido de
empréstimo e uma operação de catalogação ou aquisição, por exemplo, agora
estão se tornando integrados.
A partir do recebimento físico, os servidores cadastram o material
bibliográfico uma única vez e os desdobramentos para outros módulos (aquisição,
catalogação, periódicos, OPAC1, autoridades, etc ), faz correções e completa
dados, eliminando a repetição do registro. Isto significa uma considerável
economia de tempo e reposicionamento de atitudes e atividades para o pessoal
da biblioteca. Estes procedimentos integrados permitem a disponibilização de
informações sobre o status (situação) da aquisição dos materiais, e ainda gera
relatórios estatísticos e gerenciais que permitem tomadas de decisões mais ágeis
nas atividades desenvolvidas no SBU.
O VIRTUA ainda tem a vantagem de nos colocar em um padrão
internacional, o que permite a conexão com outras bibliotecas em qualquer local
do mundo. A entrada de registros ocorre em formato de descrição com o padrão
internacional, e, portanto, transforma-se em linguagem comum do formato MARC2
21, utilizado pelas maiores bibliotecas e redes de bibliotecas, como a Library of
Congress (LC) e On-line Computer Library Center (OCLC), entre outras. Esta
integração fez com que o SBU tivesse um crescimento muito significativo nas
atividades de catalogação nos anos de 2001 a 2002, onde tivemos um aumento

1

Online Public Access Catalog

2

MARC – Machine Readable Cataloguing

�de produtividade de mais de 150%, ou seja, saltamos de 35.000 exemplares/ano
para 94.414 em 2002 e deveremos manter este crescimento para 2003.
O VIRTUA apresentou uma mudança muito anunciada, sendo não mais um
projeto, mas uma realidade: a biblioteca virtual, que permite ao usuário percorrer
as estantes de cada uma das bibliotecas da UNICAMP sem sair de sua cadeira,
realizando uma pesquisa refinada aonde quer que esteja. E também a Biblioteca
Digital de Teses, onde o usuário pode fazer a consulta dos textos de maneira
integral, função esta também integrada ao VIRTUA.
Com relação ao Módulo de Circulação, no ano de 2002, começamos com
um Projeto Piloto do sistema de empréstimo da coleção, que hoje conta com 14
Setoriais já utilizando o módulo de circulação integrado. O usuário futuramente
poderá verificar a distância sua situação junto ao SBU, fazer reserva e consulta
de disponibilidade. Pode não parecer, mas um grande salto é dado, no que diz
respeito ao gerenciamento pelo usuário de sua situação na biblioteca, facilitando
tanto para o próprio usuário quanto para a equipe de bibliotecários, onde segundo
Levacov (1997), o conceito de “lugar” tornou-se secundário, e o “acesso” passou
a ser mais importante. Agora é missão articular ainda mais o usuário diante deste
ambiente tecnológico do SBU.
A questão da interatividade do software continua sendo ao mesmo tempo
nosso dilema e objetivo, por isso surgiram os GT3 (Grupos de Trabalho formados
para estudar cada módulo de função do software). Estes Grupos e todos os
outros setores da Universidade (Centro de Computação) estão tentando encontrar
formas de através de parcerias, chegar ao desenvolvimento final do software,
sendo que as bibliotecas que se utilizam desta ferramenta também devem
continuar ajudando a fechar a versão definitiva do programa.
Desde sua compra e instalação entre 1997 e 1999, pouca coisa foi relatado
sobre a experiência do SBU, com relação ao software integrado de funções.
Porém no início do ano de 2000, tentou-se iniciar o projeto piloto da circulação,
mas não foi concluído, conforme apresentado no XI SNBU em Florianópolis.
(PIETROSANTO et al., 2000).

�Assim, procuraremos fazer um estudo visando as ações futuras e metas
que o Planejamento do Sistema sustenta para futuro próximo, como: aumento da
comunicação entre as Bibliotecas do SBU, propiciando a visibilidade dos acervos,
modernização de equipamentos de informática para fins de otimização do
software VIRTUA e instituir controle de qualidade para cada módulo de funções
do software.
Por isso, nosso objetivo é fazer relato de experiência, mais propriamente
do Módulo de Circulação, avaliando o software adquirido, bem como traçar um
paralelo da operacionalidade e interação do mesmo visando a contemplação do
gerenciamento do ambiente informacional de nosso Sistema de Bibliotecas, com
vista ao cliente final, sendo ele virtual ou local. Assim, vimos que é de extrema
importância e necessidade estar trazendo esta contribuição, para a troca de
experiências.

2 BREVE HISTÓRICO DA AUTOMAÇÃO NO SBU
Diante da expansão das bibliotecas no Brasil e no mundo na área da
tecnologia da informação, e por bem dizer da automação de bibliotecas, cabe
fazer um pequeno breve histórico da automação no SBU de forma sintetizada até
os dias atuais.
Em 1989, o SBU optou pela integração à Rede Bibliodata/CALCO, com a
finalidade de automatizar a função catalogação, integrando-se ao esforço nacional
de catalogação cooperativa.
Ocorre em 1992, a instalação da base local de monografias, com o
aproveitamento da função recuperação (pesquisa), do SAB, sistema desenvolvido
pela FURG (Fundação Universidade do Rio Grande do Sul), com apoio da IBM e
FGV (Bibliodata/CALCO).
Já no ano de 1995, é apresentado Projeto a FAPESP, visando a
modernização do Plano de Automação, compreendendo a compra de um software
integrado de funções, de hardware, de estrutura de rede lógica para o SBU. Parte
3

O Grupo de Trabalho iniciou o estudo do módulo Circulação, a partir do final do ano de 1998.

�dos recursos solicitados foi concedido, possibilitando que a BC iniciasse o
processo de seleção e aquisição do software integrado de funções.
Em 1996, foi apresentado projeto a FAPESP, visando a montagem de um
laboratório de informática para uso do Sistema de Bibliotecas nos treinamentos de
sistemas automatizados que estavam sendo estudados e adquiridos.
No ano de 1997, foram feitos estudos visando a seleção do software
integrado de funções a ser adquirido. Neste mesmo ano teve início do processo
de compra do software integrado de funções VIRTUA da VTLS – Virgínia Tech
Library System. O VIRTUA, quando da sua escolha, ainda era um software em
desenvolvimento, não tendo todas as suas funções finalizadas.
Em1998, foi adquirido o hardware para instalação da base de dados e do
software VIRTUA, dois computadores da IBM, modelo F40 RISC6000, sistema
operacional AIX. Em paralelo ocorreu a instalação de equipamentos da VTLS na
BC com o software VIRTUA para início dos testes e treinamentos.
Em 1999, tivemos a migração e carga da base ACERVUS, através dos
dados existentes na base do Bibliodata/CALCO, no formato a ser utilizado na
nova base ACERVUS/VIRTUA, até então com 163.000 itens bibliográficos. A
inauguração da base com software VIRTUA deu-se em dezembro deste mesmo
ano, com os módulos OPAC (Pesquisa) e Catalogação disponíveis, sendo que
este ainda utilizava os recursos de catalogação via Bibliodata/CALCO.
No ano de 2000, deu-se início aos estudos para implantação do Módulo
de Circulação do VIRTUA, mas foram detectados problemas de performance no
tempo de resposta do software quando da elaboração de pesquisas. Assim,
realizaram-se testes de hardware (IBM F40) e software para identificar os
possíveis problemas.
No inicio de 2001, devido aos problemas detectados de performance no
tempo de resposta nas pesquisas, ocorreu à paralisação dos testes para
implantação do Módulo de Circulação e de carga de periódicos. Foi detectado que
o problema de performance era ocasionado pela defasagem do Hardware (IBM
F40) que estava instalado o software VIRTUA. Tendo sido iniciado em maio o

�processo de licitação de um novo hardware para o software, optou-se por uma
plataforma mais atualizada. Em novembro deste mesmo ano (2000), foi concluída
a licitação para aquisição do hardware SUN E450. Para amenizar o problema de
performance na pesquisa na base ACERVUS, foi desenvolvido um aplicativo
chamado de “base alternativa”, que possibilita a pesquisa via web dos dados que
eram extraídos e atualizados mensalmente da base ACERVUS/VIRTUA.
Em janeiro de 2002, o novo equipamento foi recebido e a sua instalação
foi realizada no final de março. A migração da base ocorreu durante o mês de
abril, cessando o problema do tempo de resposta quando da realização de
pesquisas na base. Assim, iniciaram-se os trabalhos para implantação do módulo
de circulação, onde foram realizados dois “testes” ou “piloto” do Módulo de
Circulação em duas bibliotecas do Sistema: Instituto de Economia (IE) e Instituto
de Física (IFGW). Os testes começaram em outubro de 2002 e foram até
fevereiro de 2003.
Portanto, acorreu, além do “start” do Módulo de Circulação, também a
reformulação da metodologia de catalogação, priorizando a entrada de dados na
base ACERVUS/VIRTUA, utilizando os recursos de catalogação on-line do
software VIRTUA, e aplicação de recursos de captura de registros bibliográficos
em bibliotecas do mundo, metodologia denominada “copy cat”, com essa
alteração foi possível aumentar em 163% a produtividade de catalogação de
monografias. Ainda em 2002 foi possível disponibilizar a versão web do Unibibli,
que permite a busca simultânea nas bases bibliográficas da UNICAMP, USP e
UNESP. Esse novo produto só foi possível de ser disponibilizado através do
protocolo de comunicação Z39.50 existente no software VIRTUA, e também nos
softwares da USP e UNESP. (VICENTIN, 2003).

3 PROCEDIMENTO E METODOLOGIA
Os procedimentos e metodologias adotados na implantação do Módulo de
Circulação do VIRTUA no SBU ocorreram da seguinte forma:

�•

Elaboração de um manual do Módulo de Circulação, de forma didática e
informativa, com as principais atividades ligadas ao módulo: empréstimo,
devolução, renovação, reserva. (PIETROSANTO, 2003).

•

Treinamento intensivo do pessoal técnico-adminstrativo e de bibliotecários
responsáveis pela área de Circulação/Atendimento ao Público para
utilização do Módulo de Circulação de forma adequada na BC e nas
Bibliotecas Seccionais.

•

Instalação do software VIRTUA nas Bibliotecas Seccionais que iriam
utilizar o módulo, com as devidas identificações e senhas para operar com
o sistema.

•

Plantão da Diretoria de Tecnologia da Informação/BC, para atender as
necessidades das Bibliotecas Seccionais no primeiro momento da
implantação do Módulo de Circulação.

4 RELATOS DE EXPERIÊNCIA
Os relatos de experiência citados neste artigo envolvem apenas 2
bibliotecas (Instituto de Economia e Faculdade de Educação), mas vale lembrar
que contamos com 14 bibliotecas envolvidas com o Módulo de Circulação,
restando apenas 5 bibliotecas, para que o SBU tenha 100% de suas setoriais
trabalhando com a circulação em rede.

4.1 INSTITUTO DE ECONOMIA
O Centro de Documentação do Instituto de Economia da UNICAMP iniciou
a versão do Módulo de Circulação VIRTUA no final de 2002, tendo inicialmente
feito a colagem das etiquetas de código de barras, fazendo assim o inventário do
acervo. Nesse inventário foi constatado e perda de 212 livros.
Depois de alguns testes iniciou-se, propriamente dito, o uso do Módulo de
Circulação VIRTUA, dentro dos parâmetros estabelecidos, ou seja, atender a toda

�a comunidade acadêmica da UNICAMP (alunos, professores e funcionários), bem
como entidades externas à universidade.
Dentro da parametrização realizada no Sistem Client do VIRTUA, tivemos
excelentes resultados quando do empréstimo, devolução, renovação e reserva de
material emprestado. Essas quatro ações são básicas e fundamentais para o uso
desse módulo em qualquer biblioteca do SBU.
Os resultados obtidos foram significativos, pois tivemos mais controle de
todo o sistema de empréstimo, tanto on-line, como em relatórios de atrasos, o
qual se realiza mensalmente emitidos pela Diretoria de Tecnologia da Informação
da Biblioteca Central da UNICAMP.
O que também agilizou o serviço de empréstimo foi o controle de reserva
de títulos, feito através desse módulo que nos emite um recibo em nome do
usuário que fez a solicitação.

4.2 FACULDADE DE EDUCAÇÃO
A experiência da Biblioteca da Faculdade de Educação (BFE) com relação
ao empréstimo automatizado através do VIRTUA iniciou em fevereiro de 2004,
visto que éramos uma das bibliotecas para iniciar o projeto piloto no ano de 2000.
Os procedimentos adotados pela BFE para a circulação dos materiais, uma
vez que não temos o acervo totalmente informatizado, foi realizar internamente
uma catalogação simplificada (função circle on the fly do sistema), que possibilita
uma catalogação rápida contendo apenas o número de tombo, autor, título e data
do item bibliográfico, ou seja, deixando–o apto ao empréstimo e quando do
retorno deste, o material passará a ser catalogado detalhadamente com todos os
dados do formato MARC.
Anteriormente à implantação do Módulo de Circulação do VIRTUA em
nossa biblioteca, trabalhávamos com um sistema de empréstimo local, que
impossibilitava a comunicação em rede, onde hoje, esta possibilidade é realizada
pelo VIRTUA e esse acesso e manipulação dos dados, facilitam no trabalho dos

�auxiliares que conseguem enxergar de forma prática e em tempo real a situação
do usuário e da obra no momento da efetivação do empréstimo no balcão.
Atualmente, e desde a implantação do VIRTUA na Seção Circulante da
BFE, percebemos que os acessos e empréstimos de materiais dobraram em
relação ao antigo sistema. Isto se deve também, ao inicio da catalogação dos
trabalhos de conclusão de curso defendidos na Faculdade (TCC), de acordo com
o relatório estatístico de empréstimo mensal gerado pelo sistema, é um dos
materiais mais emprestados por todas as categorias de usuários.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sabemos que o atendimento da circulação em rede é uma das melhores
soluções para o bom funcionamento das atividades e ao mesmo tempo do
controle patrimonial do acervo de qualquer biblioteca.
Com isso, após anos de estudo do software e tentativas de implantação, o
SBU consolida mais uma etapa de sua automação, rompendo limites e barreiras
existentes em todo tipo de funcionamento em rede, e em sistema, tentando
buscar para a nossa realidade, uma trajetória de qualidade e aprimoramento
operacional em nossos serviços e produtos compartilhados com as bibliotecas
que compõe o Sistema e também com as bibliotecas externas, grandes parceiras
na troca de idéias para o desenvolvimento e implementação dos nossos projetos.
Consolidar a integração e participação das Bibliotecas Seccionais no
Módulo de Circulação é uma tarefa não tão fácil, mas acreditamos que em curto
prazo estaremos com 100% de todo acervo automatizado e todas as bibliotecas
participando desta atividade continua no SBU.

REFERÊNCIAS
ARRUDA, M.C C. A informação em questão ou a questão da informação?
Boletim Senac, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.senac.br/informativo/BTS/263.htm&gt;. Acesso em: 26/11/2003.

�LEVACOV, M. Bibliotecas Virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação, v.26, n.2
1997. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/260297/index.htm&gt;. Acesso em:
26/11/2003.
PIETROSANTO, Ademir Giacomo. Manual de circulação VIRTUA/VTLS: versão
2.0 – simplificada. Campinas: Graf. FE/Unicamp, 2003.
PIETROSANTO, Ademir Giacomo ; SANTOS, Gildenir Carolino ; PILLON, Márcia
Aparecida D´Alóia ; RODRIGUES, Célia Aparecida. Implementação de um módulo
de circulação através do Software de Funções Integradas VIRTUA/VTLS: a
experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Florianópolis, 2000. [Anais
eletrônicos...]. Florianópolis : UFSC, 2000.
VICENTIN, Luiz Atílio. A informatização do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP. Campinas, SP: SBU/UNICAMP, 2003. (Relatório).

∗

Bibliotecária da Diretoria de Tecnologia da Informação do Sistema de Bibliotecas da /UNICAMP –
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUC-Campinas, Doutoranda em Ciência
da Informação pela USP – danif@unicamp.br
∗∗
Bibliotecário- Diretor do Centro de Documentação do Instituto de Economia/UNICAMP–
pietro@eco.unicamp.br
∗∗∗
Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP – Mestre em Educação pela da
Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br Universidade Estadual de Campinas -

Sistema de Bibliotecas Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/nº - Cidade Universitária 13083-970
Campinas – SP – Brasil

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O artigo apresenta um relato de experiência sobre a implantação do Módulo de Circulação do Software de funções integradas VIRTUA/VTLS pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), a partir do estudo do formato MARC 21 aplicado a este módulo. No ano de 2002, começamos com um Projeto Piloto do sistema de empréstimo da coleção, que hoje conta com 14 Setoriais já utilizando o módulo de circulação integrado, e que receberam infra-estrutura e treinamentos para a equipe do setor de Atendimento/Circulação, fato detalhado neste artigo. Também relata a atuação do grupo de estudos do Módulo de Circulação, formado pelas Bibliotecas do SBU que utilizam o mesmo, procurando apresentar através desses relatos, oriundos de reuniões e ocorrências diversificadas, a discussão e ênfase a necessidade de gerar procedimentos e padrões para que o Módulo funcione em perfeita harmonia em rede, facilitando a visualização, tanto da circulação quanto da pesquisa bibliográfica nas bibliotecas. Destaca as vantagens de utilização de um software de funções integradas voltado para o controle de materiais bibliográfico e o controle de registros dos usuários do Sistema de Bibliotecas, visto a experiência da UNICAMP.</text>
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                    <text>CLIPPING ELETRÔNICO: EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA ESPM DO RIO DE
JANEIRO NO INCENTIVO À LEITURA E NA DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO1

Cláudia Aragon∗

RESUMO
Estudo realizado com o objetivo de avaliar a circulação dos documentos na
Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM),
revelou que alunos de graduação, pouco utilizavam os periódicos assinados pela
biblioteca, na realização de trabalhos acadêmicos e em leituras diárias.
Considerando a importância da leitura na universidade, a Biblioteca ESPM Rio,
desenvolveu um produto informacional - Clipping Eletrônico -, visando incentivar a
leitura e a disseminação da informação entre a comunidade acadêmica. Optou-se
pelo meio eletrônico para a elaboração e distribuição do informativo, que se utiliza de
recursos hipertextuais para sua produção e da Internet para sua veiculação.
PALAVRAS-CHAVE: Clipping
Disseminação da informação.

eletrônico.

Produto

informacional.

Leitura.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro
(ESPM) é universitária, voltada para as áreas de administração, comunicação e
marketing, e integrante de um sistema de bibliotecas universitárias. Tem como
missão estimular estudo, pesquisa e extensão e prover de informação, de maneira
eficiente e eficaz, a comunidade universitária da ESPM.
Para alcançar seus objetivos e, evidentemente, os da ESPM, tem procurado
inovar em serviços e produtos que viabilizem o acesso, a disponibilização
disseminação da informação.

1

Trabalho apresentado no XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2004.
Introdução

e a

�Em 2001, realizou estudo do empréstimo de documentos, tendo como objetivo
principal, avaliar sua coleção.

Obteve como resultado a constatação de que os

recursos informacionais disponibilizados pela Biblioteca eram usados por alunos de
graduação, para atender às necessidades de seus trabalhos e estudos. Revelou,
ainda,

que as leituras desses alunos estavam relacionadas às indicações dos

professores nas bibliografias de suas disciplinas.
Considerando a importância da leitura na universidade, como prática contínua
que leve o indivíduo a pensar e repensar a realidade, a interagir com as situações, a
ampliar seus horizontes e a se reposicionar diante do real, a Biblioteca ESPM do Rio
de Janeiro procurou desenvolver um produto objetivando incentivar a leitura de
jornais entre os alunos de graduação.
Após o estudo, desenvolveu o Clipping Eletrônico, atendendo a necessidade
de incentivar a prática de leitura de jornais e revistas e ratificando sua finalidade
primordial na disseminação informação.

A LEITURA E A BIBLIOTECA ESPM DO RIO DE JANEIRO
A leitura proporciona conhecimento. E o conhecimento leva à liberdade e à
transformação, uma vez que leva o leitor à percepção das relações existentes no
mundo da natureza e no mundo dos homens. Conduz o leitor ao questionamento e
não apenas ao simples reter, memorizar ou produzir aquilo que leu, mas,
principalmente, ao compreender e ao criticar.
A prática da leitura reflexiva faz com que o leitor a interaja com as situações,
amplie seus horizontes, e recrie o real. Contribui para produção de seu próprio texto.
Na construção da própria cidadania.
Segundo Silva (1986), a leitura encontra-se categorizada em três tipos: leitura
informacional, leitura do conhecimento e leitura de prazer.

�A leitura informacional é aquela que provê o leitor de informações acerca dos
últimos acontecimentos. São aquelas leituras que os jornais e revistas oferecem
sobre os acontecimentos ocorridos no presente, aqui e no mundo. Contextualiza o
leitor, que, ao refletir sobre eles, irá se posicionar diante dos fatos.
A leitura do conhecimento está relacionada à área de atuação do leitor.
Relaciona-se com seus projetos, pesquisas e estudos. A educação continuada é
fundamental para o crescimento do profissional, do acompanhamento das constantes
mudanças e evoluções, e da multidisciplinaridade.
A leitura de prazer conduz o leitor pelo mundo da literatura. Esta prática deve
ser prazerosa, conduzindo sua busca ao encontro de conhecimentos dos mais
diversos e, segundo Queiróz (1990), é um ato de liberdade vivido pelo leitor quando
este cede “à escrita do outro, inscrevendo-se entre as suas palavras e os seus
silêncios”.
Sendo a ESPM uma Escola voltada para o mercado, a prática da leitura
informacional deve ser, evidentemente, estimulada. Aos alunos da Comunicação,
uma vez que necessitam de informações do mercado para contextualizar suas
companhas publicitárias, para a produção de textos de maneira a interagir com o
meio; aos alunos de Administração que devem buscar informações do mercado, nos
mais diversos setores, para seus planejamentos de marketing.
Sampaio apud Carelli (2002, p. 3) afirma que “caberia à universidade, como
agência formadora de profissionais que deverão ter maior probabilidade de intervir na
sociedade, dar um destaque especial ao ensino da leitura, para preparar leitores
críticos e criativos”.
Para Carelli (2002, p. 3) “é durante o 3º grau, que o indivíduo sente,
freqüentemente e com maior intensidade, a necessidade de ser um bom leitor, pois é
solicitado um volume maior de leituras como também as mesmas apresentam maior
complexidade” e, conforme Witter (1997, p 11), “é a última oportunidade para tornar o

�cidadão um leitor competente, crítico, freqüente, criativo que compreende e usa de
forma adequada as informações obtidas via texto”.
Marobin apud Carelli (1983, p. 102) afirma que “é através da leitura que o
estudante constrói, ele mesmo, o próprio curso universitário. Na leitura crítica e
constante, ele assume pessoalmente o processo de sua aprendizagem. Aprende a
discernir, discriminar, organizar, ordenar, compreender, explicitar, caracterizar,
formular, confrontar e interpretar, incorporar e assimilar os conteúdos apresentados.”
Considerando a leitura informacional fundamental no processo de ensinoaprendizagem, a Biblioteca da ESPM do Rio de Janeiro vem desenvolvendo
atividades e produtos que visam interferir, positivamente, no comportamento da
leitura da comunidade acadêmica.
Desenvolveu o produto denominado Clipping Eletrônico, que circula
diariamente com informações compiladas dos principais jornais e revistas nacionais,
bem como de portais e base de dados, todos disponíveis na Internet, objetivando
estimular o interesse pela leitura informacional.

CLIPPING ELETRÔNICO
Segundo a Oficina Brasileira de Clipping, a palavra Clipping tem sua origem
na língua inglesa e significa "corte" ou "recorte", designando especialmente um
recorte de jornal ou de revista. É o nome dado “ao serviço de pesquisa, coleta,
seleção e fornecimento de material publicado por um, ou por diversos meios de
comunicação... sobre qualquer assunto veiculado pela mídia. “
Para a Oficina Brasileira de Clipping, ocorreu uma evolução do clipping de
mídia impressa para o fornecimento de textos nas versões on-line disponíveis na
Internet; escanerização de notícias e imagens impressas; resumos de notícias e
gerenciamento de informações setoriais.

�O clipping eletrônico produzido pela Biblioteca da ESPM do Rio de Janeiro é
um produto informacional, desenvolvido com o objetivo de disseminar informação
nas áreas de atuação da ESPM e de incentivar a leitura informacional. Para
elaboração e implementação, contou com a participação de um bibliotecário, um
estagiário de biblioteconomia e um auxiliar de biblioteca.
Constitui-se de seleção, coleta e envio de matérias publicadas em diversos
meios de comunicação eletrônicos. Possui periodicidade diária e circula com
informações abrangendo as áreas de marketing, comunicação, design, educação,
publicidade, recursos humanos, comportamento, motivação, vendas, informática,
cultura, mercado financeiro, negócio, tendências do mercado, gestão etc., além de
informações pertinentes à Biblioteca.
Organiza-se como um sumário de links das principais notícias que circulam
nos mais relevantes jornais e revistas nacionais, bases de dados e portais de acesso
on-line. Utiliza linguagem de programação HTML (Hyper Text Markup Language)
para sua formatação, de um browser e aplicativo de correio eletrônico para seu
envio, garantindo entrega imediata e simultânea para um grande número de
destinatários.
A utilização de recursos hipertextuais para sua elaboração permite

maior

interatividade na leitura, ou seja, liberdade de escolha das páginas ou textos que
serão lidos.
Possibilita acesso a artigos na íntegra, quando estes não se encontram
disponibilizados na rede mundial para não-assinantes. São encaminhadas à
Biblioteca, diariamente, aproximadamente 30 (trinta) solicitações de artigos
veiculados no clipping.
Além dos artigos de jornais, revistas e portais, há espaço para divulgação de
eventos nas áreas de interesse da Escola, indicações de leitura, dicas culturais,
pensamentos, informações sobre a Biblioteca e a respeito da ESPM.

�A Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro não comercializa o produto, também não
cobra pelo envio dos artigos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Grandes mudanças têm ocorrido em nosso tempo, fruto dos avanços
tecnológicos, e têm modificado hábitos, como o de ler. Hoje, passamos muito tempo
diante de computadores para realização de nossas tarefas quotidianas. Essas
máquinas também nos permitem acesso a informações diárias em jornais, portais e
revistas, apenas para citar alguns. E, é cada vez mais freqüente, o uso desta
tecnologia para envio e recebimento de informações.
Este conhecimento é importante para o desenvolvimento de estudos, a
atualização profissional, para o acompanhamento do mercado, dos acontecimentos
diários, culturais e de lazer.
É necessário, portanto, estimular a leitura informacional entre alunos de
graduação e pós-graduação, conduzindo-os à reflexão de extrema importância para
a construção do seu conhecimento, da sua cidadania e, conseqüentemente, para a
produção do conhecimento.
Mas, as informações são tantas, estão em tantos lugares, que um bom serviço
de disseminação, que pesquise, que selecione aquelas de
disponibilize

e facilite o seu acesso,

interesse,

que

se faz importante e imprescindível para

economizar o tempo do leitor. Neste sentido, o clipping revelou-se um instrumento
de grande valia para o meio acadêmico da Escola. Depoimentos verbais e também
via e-mail ratificam a satisfação dos usuários com este produto.

DEPOIMENTOS SOBRE O CLIPPING ELETRÔNICO

�“Muito bom o trabalho de vocês...Parabéns!”
M. Helena Barbosa Penteado - Diretora do Sistema de Bibliotecas ESPM
“Em nossa correria diária é excepcional ter acesso a um resumo geral do que está
acontecendo. Obrigado.”
Raul Santa Helena Filho – Aluno do Curso de Administração

“Parabéns! Vocês conseguem fazer um clipping melhor do que o anterior em cada
edição!

Fantástico!

Conteúdo

extremamente

relevante,

excelente

nível

de

informação, síntese perfeita do que está sendo publicado, muito bom! Bacana saber
que a Biblioteca é mais do que o lugar onde temos acesso a livros, vocês estão
tornando a Biblioteca um parceiro importante na construção do nosso conhecimento!
Forte abraço e mais uma vez parabéns!”
Rodrigo Cotrim – Aluno de Comunicação Social

REFERÊNCIA

CARELLI, Ana Esmeralda et al. Leitura na universidade: resultados preliminares de
um estudo. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,
2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em biblioteconomia. Campinas:
Ed. da UNICAMP, 2000. 91 p.
OFICINA BRASILEIRA DE CLIPPING. Que é clipping. Disponível em:
&lt;http://www.webclipping.com.br/&gt;. Acesso em: 2 Jul 2004.
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. O livro é passaporte, é bilhete de partida. In:
PRADO, Jason (Org.); CONDINI (Org.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio
de Janeiro: Argus, 1999.

�SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura na escola e na biblioteca. 2. ed. Campinas:
Papirus, 1986. 115 p.
WITTER, Geraldina Porto (Org.). Psicologia: leitura e universidade. Campinas:
Alínea, 1997.

∗

Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO.
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação – UFF. Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro, Rua do
claudiaaragon@espm.br
Rosário, 90, 9º andar, Centro, 20041 002, Rio de Janeiro, Brasil.
Conselheira Regional – CRB-7

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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="55058">
                <text>Clipping eletrônico: experiência da Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro no incentivo à leitura e na disseminação da informação.</text>
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            <name>Creator</name>
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              <elementText elementTextId="55060">
                <text>Aragon, Claudia</text>
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          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <elementText elementTextId="55062">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
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          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="55070">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Estudo realizado com o objetivo de avaliar a circulação dos documentos na Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM), revelou que alunos de graduação, pouco utilizavam os periódicos assinados pela biblioteca, na realização de trabalhos acadêmicos e em leituras diárias. Considerando a importância da leitura na universidade, a Biblioteca ESPM Rio, desenvolveu um produto informacional - Clipping Eletrônico -, visando incentivar a leitura e a disseminação da informação entre a comunidade acadêmica. Optou-se pelo meio eletrônico para a elaboração e distribuição do informativo, que se utiliza de recursos hipertextuais para sua produção e da Internet para sua veiculação.</text>
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            <name>Language</name>
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                    <text>AÇÕES DE MARKETING EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: EM BUSCA DA
MELHORIA DA QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Cíntia Almeida da Silva Santos∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗

RESUMO
Apresenta uma proposta de ações de marketing através da identificação e avaliação
do conhecimento e uso de bases de dados referenciais disponíveis para acesso online no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), pelos alunos de pós-graduação
em Engenharia de Produção Mecânica. Justifica-se a importância do estudo em
função do investimento da Universidade, que busca a melhoria da qualidade do
ensino e da pesquisa. A metodologia utilizada compreende a contextualização do
tema; o levantamento das bases disponíveis na SIBiNet (Rede de Serviços do
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP); identificação das bases relevantes para a
área de estudo; coleta de dados através da aplicação de questionário e entrevista.
Os resultados demonstram quanto os usuários da área investigada conhecem o
serviço; a freqüência de uso das bases de dados, além de sugestões dos usuários
para motivar e incrementar a utilização do serviço. Em função dos dados obtidos
foram propostas ações de marketing para disseminar o conhecimento e uso dos
recursos na área.
PALAVRAS-CHAVE: Marketing em unidades de informação. Uso de bases de
dados on-line. Qualidade em serviços de informação.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas e unidades de informação estão passando por transformações
que certamente se tornarão marcos históricos dentro de seu contexto. À medida que
a informação passa a ser vista como produto com valor agregado, de caráter
competitivo e decisório, deve ser tratada de maneira eficiente e eficaz, para facilitar
o acesso e propiciar o uso adequado à gestão de todo negócio. Concomitantemente
a essa transformação, vê-se o impulso da automatização de serviços, fazendo com
que as unidades de informação busquem adaptar-se a essas mudanças para
dinamizar e potencializar os produtos e serviços que oferecem. Dentro desse
contexto em que as tecnologias desempenham grande papel na automatização de

�serviços, as bibliotecas e unidades de informação, em especial o setor de referência
é o que melhor reflete essas transformações.
As bibliotecas e unidades de informação que buscam entender os seus
usuários e fazer com que estes os entendam, automaticamente já estão envolvidas
em marketing. O marketing de serviços de informação engloba todo esse universo
de treinamento de usuários, divulgação de produtos e serviços, disseminação da
informação, entre outros, utilizando para isso ferramentas como promoção e
propaganda. E, nesse sentido, gerou-se aqui uma dúvida que impulsionou o
desenvolvimento desta pesquisa: as bibliotecas e unidades de informação (em
caráter especial as bibliotecas universitárias) trabalham de forma exploratória o
marketing? Elas proporcionam aos usuários a divulgação e formas de acesso e uso
dos produtos e serviços existentes? Elas investem constantemente em programas
de educação de usuários?
A essas questões buscou-se obter respostas, tomando como caso de estudo
a identificação e avaliação de uso das bases de dados referenciais disponíveis para
acesso on-line no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia da Universidade
de São Paulo, Campus São Carlos, pelos alunos do Programa de Pós-graduação
em Engenharia de Produção Mecânica.

2 SERVIÇO DE BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS
DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (SVBIBL/EESC-USP)
A Biblioteca da EESC, instalada em 03 prédios (4.000m²), dispõe de mais de
cem mil documentos. Caracteriza-se como uma das maiores e melhores bibliotecas
do país na área de engenharia. Atende regularmente a mais de 4000 usuários
inscritos (alunos de graduação, pós-graduação, docentes, funcionários do Campus
USP São Carlos) além da comunidade nacional e internacional da área.
Ressalta-se que localmente a Universidade de São Paulo (USP), fornece
anualmente dotação orçamentária para aquisição de livros e outros materiais não
periódicos, manutenção das assinaturas de periódicos e preservação do acervo

�(encadernação e restauração), propiciando à Biblioteca a contínua manutenção e
atualização de seu acervo.
Maiores

informações

sobre

a

Biblioteca

estão

disponíveis

em

http://www.eesc.usp.br/biblioteca.

3 O DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
O Departamento foi criado em 2001, mas a área de pós-graduação iniciou-se
em 1996, junto ao Departamento de Engenharia Mecânica e tem como diretriz a
“Gestão de Sistemas de Produção e Produtividade”.
Conta atualmente com um corpo docente de 19 doutores e um corpo discente
de 98 alunos matriculados. Para efeito deste estudo foi considerada apenas a
população discente, portanto 98 alunos foi o público alvo.
O Departamento dispõe de 6 laboratórios para desenvolvimento de pesquisa,
nas seguintes linhas:
1. Análise, Projeto e Gerenciamento de Sistemas de Produção
2. Pesquisa Operacional Aplicada aos Sistemas de Produção
3. Gestão do Processo de Mudança e Melhoria Organizacional
4. Gestão Estratégica da Tecnologia e da Informação
5. Análise Econômica-Financeira e Gestão de Custos
6. Análise Organizacional e Gestão de Recursos Humanos
Maiores

informações

sobre

o

Departamento

estão

disponíveis

em

http://tigre.prod.eesc.usp.br/producao/index.html.

4 METODOLOGIA
Por tratar-se de estudo de caso, a metodologia possui um caráter exploratório
contemplada da seguinte forma:

�a) Levantamento bibliográfico dos assuntos pertinentes à área: marketing
para unidades de informação; bibliotecas universitárias; bases de dados; divulgação
de produtos e serviços; gestão de sistemas de informação; usuários e qualidade de
serviços de informação;
b) Levantamento das bases de dados referenciais on-line disponíveis no
Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos através de busca na
SIBiNet – Rede de Serviços do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP)
e identificação de quais bases de dados referenciais eram relevantes através de
entrevista com professores da área;
c) Análise do uso das bases de dados referenciais relevantes identificadas,
através de:
•

Aplicação de questionário de múltipla escolha aos alunos matriculados
(mestrado e doutorado), abordados em salas de aula, por meio de
visitas;

•

Entrevista com 10% do público alvo, selecionado aleatoriamente,
realizada por meio de visitas ao Departamento durante o intervalo das
aulas e usando como base o questionário aplicado;

d) Análise dos dados: os dados foram analisados de forma quantitativa,
onde foi identificada a freqüência de uso do serviço, quantos alunos acessam e
qual o grau de utilização do serviço estudado;
e) Identificação das formas de divulgação existentes na Biblioteca para
acesso as bases de dados:
•

Checagem na SIBiNet a existência de tutoriais que auxiliam na
utilização das bases de dados;

•

Pesquisa junto ao Serviço de Referência da Biblioteca a existência de
material de divulgação do serviço estudado, tal como folhetos
explicativos, manuais, cursos e palestras;

�f)

Sugestões de ações de marketing em função dos dados obtidos,

trabalhando com a promoção de maneira a propiciar uma maior divulgação,
esclarecimento e utilização do serviço.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Destaca-se a importância desse serviço à medida que propicia a seus
usuários melhoria da qualidade no desenvolvimento do ensino e da pesquisa,
principalmente aos alunos de pós-graduação, na agilização dos trabalhos de
mestrado e doutorado.
O serviço caracterizado pode ser acessado de duas formas: acesso
regulamentado (a partir de equipamentos existentes nos campi da USP) e acesso
público (a partir de quaisquer equipamentos, inclusive externos a USP).
Para efeito deste estudo, será detalhada a caracterização do serviço de
acesso e uso das bases de dados referenciais relevantes à área de Engenharia de
Produção, a saber: a) Compendex/EV2; b) Dissertation Abstracts-PROQUEST; c)
ERL (Electronic Reference Library); d) INSPEC; e) ECONLIT; f) APPLIED; g) JCR
(Journal Citation Report; h) WEB OF SCIENCE.

5.1 COLETA DE DADOS ATRAVÉS DO QUESTIONÁRIO
Conforme previsto, para a coleta de dados utilizou-se questionários e
entrevistas. O questionário (Apêndice ) foi aplicado a 74 alunos, num total de 75%
do público alvo. As respostas obtidas foram:
Questão 1: Da população estudada 68% são alunos regulares (50) e 32% são
especiais (24);
Questão 2: 84% da população (62) são cadastrados na Biblioteca e 16% não (12);
Questão 3: 46% da população (33) utilizam freqüentemente o serviço, 20% utilizam
pouco (15), 16% utilizam raramente (12), 9% não utilizam (7) e 9% afirmaram utilizar
muito o serviço;

�Questão 4: 27% da população utilizam 3 a 6 vezes por mês (20), 26% utilizam 1 a 3
vezes por mês (19), 16% utilizam de 6 a 9 vezes por mês (12), 16% disseram que
nunca utilizaram o serviço (12) e 15% afirmaram utilizar o serviço no Departamento
de Engenharia de Produção (11);
Questão 5: 54% disseram não conhecer o serviço (7), 31% não necessitam do
serviço (4), 15% alegam possuir dificuldades para utilizar o serviço, tais como
interfaces variadas, difícil entendimento (2), enquanto que barreira lingüística não foi
apontada por nenhum dos alunos;
Questão 6: Dentre as bases de dados específicas foram colocadas também como
alternativa buscadores abertos de Internet e a opção OUTRAS, para o aluno
escolher alguma base relevante não citada. O buscador Google ficou em primeiro
lugar atingindo 29% da população (48); em segundo está o Web of Science com
23% (38); o Compendex atingiu 13% (21); a opção OUTRAS ficou em quarto lugar
destacando várias opções, dentre elas foi mais citada a expressão EMERALD, que é
uma Editora que contém vários títulos de periódicos eletrônicos (texto integral) nas
áreas de administração, gerenciamento e negócios, e não é objeto de estudo desta
pesquisa; o buscador Cadê atingiu 8% da população (13); o buscador Yahoo e o
Dissertation Abstracts-Proquest atingiram 6% da população (9); o JCR atingiu 2%
(4); as bases INSPEC, Econlit e Computer Database atingiram cada uma 1% da
população (1), enquanto as bases ASFA, MedLine, Applied e Analytical Abstracts
não obtiveram nenhuma pontuação. Ressalta-se que podiam assinalar mais de uma
opção;
Questão 7: 69% informaram não possuir conhecimento de nenhuma base de dados
específica (51) e 31% (23) afirmaram possuir conhecimento de bases específicas,
aparecendo novamente o termo EMERALD, já explicado anteriormente;
Questão 8: 97% (72) disseram que o acesso a bases de dados auxilia no
desenvolvimento científico e apenas 2% (alunos) disseram que não;
Questão 9: para ampliar o uso do serviço 20% (39) dos alunos indicaram a
necessidade de maior divulgação visível; 18% (35) optaram pelo envio de
informativo para os alunos via email; 16% (33) escolheram a necessidade de
palestras; distribuição de informativos pelo interior do Serviço de Biblioteca e
treinamento específico ficaram com 13% (26 e 27 respectivamente); 9% (19)
optaram pela produção de tutoriais; 8% (16) escolheram a opção envio de
informativos ao Departamento de Engenharia de Produção e por último ficou a

�opção OUTRAS com apenas 3% (6) onde os alunos deram sugestões tais como
disponibilizar o serviço fora da USP. Ressalta-se que podiam assinalar mais de uma
opção.

5.2 COLETA DE DADOS ATRAVÉS DA ENTREVISTA

a) com 10% do público alvo (9 alunos): entrevista estruturada tendo como
base o questionário aplicado. Buscou-se detectar quais as maiores dificuldades dos
usuários em relação à utilização do serviço. Dos 9 entrevistados, todos ressaltaram
o importante trabalho realizado pelo Serviço de Biblioteca. Mas pode-se detectar que
uma grande parcela não sabe diferenciar o que são bases de dados e o que são
revistas eletrônicas, uma vez que no questionário houve um número relevante de
respostas que constatou este fato. Os alunos afirmaram que utilizam em suas
pesquisas buscadores de Internet aberta como Google e Cadê freqüentemente,
sendo que o Serviço de Biblioteca disponibiliza bases de dados científicas,
estruturadas e específicas para suas pesquisas;

b) Entrevista com docentes da área: a entrevista teve como base o
questionário aplicado aos discentes. Buscou-se saber qual a posição dos
professores com relação à pesquisa realizada e qual a importância do serviço de
acesso a bases de dados para os alunos. Todos os docentes se posicionaram a
favor da pesquisa realizada enfocando ser de grande relevância, pois em função dos
resultados a Biblioteca poderá, futuramente, implementar ações de marketing que
visem à melhoria da qualidade na prestação deste tipo de serviço, disponível
gratuitamente.

5.3 FORMAS DE DIVULGAÇÃO UTILIZADAS PELO SERVIÇO DE BIBLIOTECA
O Serviço de Biblioteca dispõe de:
•

Cartazes sobre as bases e incentivo ao acesso;

•

Vídeo sobre a Biblioteca;

�•

Programa de Educação ao Usuário (PEU), com palestras, cursos e visita
orientada;

•

Disciplinas sobre Pesquisa Bibliográfica na graduação e pós-graduação
ministrada pelos funcionários do Serviço de Biblioteca em parceria com
docentes dos Departamentos de Engenharia Mecânica, Engenharia de
Produção e Arquitetura;

•

Homepage: na fase de análise dos dados, foi lançada a nova homepage da
Biblioteca, onde há uma explanação sobre a Biblioteca e seus serviços.
Diante dos dados, verifica-se que existe uma divulgação do serviço de acesso

a bases de dados, porém deve ser mais agressiva, melhor estruturada, de maneira
que possa atingir mais diretamente o público alvo. Nesse contexto as bases de
dados referenciais devem ser mais utilizadas que os buscadores, como é o caso do
Google (apontado como mais utilizado).
Os resultados obtidos podem ser utilizados para uma melhor adequação das
ações de marketing junto ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de
Produção Mecânica e a Biblioteca. Inclusive, pesquisa semelhante pode ser
estendida aos demais 11 (onze) programas de Pós-graduação hoje em
desenvolvimento na EESC para verificar se esse resultado reflete a postura do
público alvo da pesquisa realizada ou é generalizado na EESC. Entende-se que
essa ação pode resultar positivamente para incrementar o uso efetivo desse tipo de
material por todos os alunos/ docentes/ pesquisadores, ligados às 12 (doze) áreas
de Pós-graduação.

6 PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES DE MARKETING: MELHORIAS
NO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
O Serviço de Biblioteca já apresenta uma preocupação em divulgar os
serviços oferecidos, mas é necessário que esta divulgação seja mais visível, mais
agressiva, para dessa forma atingir seu público. A questão número 9 do questionário
(Apêndice) apresenta sugestões de melhorias para o serviço de acesso a bases de
dados. Com base nas respostas obtidas, o Serviço de Biblioteca poderá tomar como
ações de marketing:

�•

Criação de informativos eletrônicos sobre a disponibilidade do serviço,
como utilizá-lo e as vantagens na sua utilização;

•

Aumento da divulgação visível com a criação e distribuição de cartazes em
ambientes fora da Biblioteca;

•

Distribuição de folders para os usuários reais e potenciais do Serviço de
Biblioteca, tanto interna como externamente;

•

Realização de palestras sobre o serviço, para atingir os discentes e
docentes da EESC.

Outras atividades, não menos importantes, também podem ser realizadas,
tais como:
•

Treinamento específico sobre o uso de cada Base de Dados durante o ano
todo;

•

Distribuição de informativos pelo interior do Serviço de Biblioteca;

•

Produção de tutoriais;

•

Envio de informativos ao Departamento de Engenharia de Produção.
Estas ações de marketing buscam auxiliar o Programa de Educação de

Usuários já existente no Serviço de Biblioteca, ou seja, o Serviço de Biblioteca já
apresenta a preocupação em propiciar aos usuários serviços com qualidade.
Ressalta-se que já existe, portanto, ações que buscam esta divulgação, mas não um
Plano de Marketing.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se verificar que o serviço de acesso a bases de dados, disponibilizado
pelo Serviço de Biblioteca atinge uma gama vasta de diferentes áreas, possuindo
um imenso universo a ser explorado. São mais de 45 bases de dados on-line, que
comportam informações de caráter relevante, diferenciado e atualizado para o
desenvolvimento do ensino e da pesquisa.
Com base na coleta de dados realizada pode-se atingir 75% do público alvo,
um número relativamente alto e constatou-se que 84% da população atingida são

�cadastradas no Serviço de Biblioteca, ficando nítida a importância do Serviço de
Biblioteca para o desenvolvimento científico dos usuários.
Detectou-se que das bases disponíveis 7 (sete) foram consideradas
relevantes para o Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção
Mecânica, mas com base nas respostas obtidas com a aplicação dos questionários,
apenas uma base de dados considerada relevante foi apontada como uma das mais
utilizadas: Web of Science. Percebeu-se com a aplicação dos questionários que os
usuários têm dificuldades em diferenciar o que são bases de dados e o que são
revistas eletrônicas. Detectou-se também, que o Serviço de Biblioteca possui formas
de divulgação do serviço estudado, mas não um Plano de Marketing. O serviço de
Biblioteca se preocupa com essa temática e o que foi apontado pelos usuários é que
exista uma divulgação mais visível e agressiva deste serviço.
Com base na análise realizada pode-se propor ações de marketing
complementares, que propiciem uma maior divulgação do serviço. Cabe ao Serviço
de Biblioteca analisar essas ações propostas, para uma posterior implementação
das mesmas.
O Serviço de Biblioteca a partir do momento que abriu suas portas para esta
pesquisa demonstrou de forma clara a sua atual preocupação com seus usuários.
Percebeu-se ainda mais esta preocupação, quando na etapa de análise dos dados,
foi lançada a nova homepage que tomou por base parte dos resultados obtidos até
aquele momento. A nova homepage apresenta detalhadamente os serviços
oferecidos, o horário de funcionamento e também uma maior explanação sobre o
Programa de Educação ao Usuário.
Conclui-se, portanto, que o marketing faz com que exista uma maior
proximidade entre a unidade de informação e os usuários, tendo a promoção como
principal ferramenta.

�REFERÊNCIAS

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Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 330-336, set./dez. 1996.
______. Marketing: abordagem em unidades de informação. Brasília: Thesaurus,
1998. 245p.
______. Promoção: o marketing visível de informação. Brasília: Brasília Jurídica,
2001. 168p.
COLETTA, T.G. Programa de educação de usuários. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
TECTREINA, 1998. 1 Disquete.
FIGUEIREDO, N.M. Metodologias para a promoção do uso da informação:
técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas.
São Paulo: Nobel, 1991. 144p.
______. Serviços de referência e informação. São Paulo: Polis, 1992. 167p.
(Coleção Palavras-chave, 3).
GROGAN, D. A Prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos,
1995. 196p.
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bases de dados. 2002. Disponível em: &lt;http://www.mat.ua.pt&gt;. Acesso em: 24
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KOTLER, P. Marketing. São Paulo: Atlas, 1996. 595p.
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2003. Disponível em:&lt;http://www.eq.uc.pt/~jotge/aulas/internet&gt;. Acesso em: 10
maio 2003.

APENDICE
Questionário
Prezado senhor(a):
Este questionário é um instrumento metodológico do meu trabalho de conclusão de curso.
A sua participação é essencial para fundamentar e legitimar os aspectos contextuais
desse estudo, cujo objetivo é propor ações de marketing ao serviço de acesso a bases de
dados on-line, por meio de identificação e análise do uso deste serviço pelos alunos de
pós-graduação em Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (EESC/USP), disponível no Serviço de Biblioteca. Essas
ações propiciarão uma maior e melhor utilização dos recursos e serviços existentes.

Cintia Almeida da Silva
Aluna do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, da UFSCar.
1) Aluno (a) da Pós-graduação em Engenharia de Produção:
( ) Regular
( ) Especial
2) Indique sua situação com relação ao Serviço de Biblioteca da EESC/USP:
( ) Cadastrado

�( ) Não cadastrado
3) Utiliza o Serviço de Biblioteca em qual proporção
( ) Nunca utilizou
( ) Raramente
( ) Pouco
( ) Freqüentemente
( ) Muito
4) Com referência ao serviço de acesso a bases de dados, quanto você usa por mês:
( ) 6 a 9 vezes
( ) 3 a 6 vezes
( ) 1 a 3 vezes
( ) Usa no Departamento
( ) Nunca utilizou
5) Se você “nunca utilizou”, justifique:
( ) Desconheço o serviço
( ) Não necessito do serviço
( )Tenho dificuldades para utilização (interfaces variadas e de difícil entendimento)
( ) Barreira lingüística (inglês)
6) Se utiliza o serviço, quais as bases de dados e/ou sites mais lhe interessam para
pesquisa ou levantamento bibliográfico em sua área
( ) Web of Science
( ) MedLine
( ) Cadê
( ) Econlit
( ) Dissertation Abstracts
( ) Applied
( ) Compendex
( ) Journal Citation Report
( ) Yahoo
( ) Google
( ) INSPEC
( ) Computer Database
( ) ASFA
( ) Analytical Abstracts
( ) OUTRAS
QUAIS?____________________________________
7) Você tem conhecimento da existência de bases de dados on-line específicas na área
de Engenharia de Produção
( ) Não
( ) Sim. Cite algumas________________________________________
__________________________________________________________
8) A utilização deste serviço ajuda no seu desenvolvimento científico
( ) Sim
( ) Não
9) O que pode ser feito pelo Serviço de Biblioteca para aumentar a utilização deste
serviço (Pode assinalar mais de um tópico)
( ) Maior divulgação visível (cartazes, folders)
( ) Treinamento específico
( ) Tutoriais sobre o uso das bases de dados
( ) Distribuição de informativos aos usuários
( ) Envio de informativos via e-mail
( ) Envio de informativos ao Departamento
( ) Palestras ministradas pelo Serviço de biblioteca
( ) Outros. Cite até dois:

�∗

Wanda Aparecida Machado Hoffmann. Universidade Federal de São Carlos. Departamento
de Biblioteconomia e Ciência da Informação.Rodovia Washington Luiz (SP-310), km 235,
13565.905 - São Carlos – SP, Brasil cintiasert@yahoo.com.br, wanda@nit.ufscar.br
∗∗
Edmundo Escrivão Filho. Universidade de São PauloEscola de Engenharia de São
Carlos. Serviço de Biblioteca e Departamento de Engenharia de Produção. Av. Trabalhador
São-Carlense, 40013566.582 – São Carlos – SP, Brasil coletta@sc.usp.br,
edesfi@prod.eesc.sc.usp.br

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta uma proposta de ações de marketing através da identificação e avaliação do conhecimento e uso de bases de dados referenciais disponíveis para acesso on-line no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), pelos alunos de pós-graduação em Engenharia de Produção Mecânica. Justifica-se a importância do estudo em função do investimento da Universidade, que busca a melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa. A metodologia utilizada compreende a contextualização do tema; o levantamento das bases disponíveis na SIBiNet (Rede de Serviços do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP); identificação das bases relevantes para a área de estudo; coleta de dados através da aplicação de questionário e entrevista. Os resultados demonstram quanto os usuários da área investigada conhecem o serviço; a freqüência de uso das bases de dados, além de sugestões dos usuários para motivar e incrementar a utilização do serviço. Em função dos dados obtidos foram propostas ações de marketing para disseminar o conhecimento e uso dos recursos na área.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO IMPLANTADO NA BIBLIOTECA
NILO PEÇANHA - CEFET/PB

Beatriz Alves de Sousa∗
Izabel França de Lima∗∗

RESUMO
Relata pesquisa desenvolvida na Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Com
objetivo de avaliar o SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) implantado na
referida biblioteca. Através de técnicas e procedimentos metodológicos avaliaramse: o aspecto físico do sistema, as funções integradas pelo sistema e seu
desempenho. Os resultados mostraram os seguintes aspectos: a) trata-se de um
software em desenvolvimento, criado através de módulos integrados, o que
possibilita sua implantação parcial; b) possibilita expansão e/ou inclusão de novos
módulos; c) serviços
automatizados processos técnicos, circulação da
informação, recuperação da informação e emissão de relatórios estatísticos; d) a
necessidade de adaptação na estrutura do sistema, que permita cooperação e
compartilhamento de informação com outros sistemas; e) precisa de uma
padronização dos registros no banco de dados para formalizar a comunicação e
viabilizar a recuperação da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Automação de biblioteca. Avaliação de software para
automação de biblioteca

1 INTRODUÇÃO
A complexidade dos serviços e produtos de informação, assim como a
necessidades dos usuários, cada vez mais, especifica e mutante tem exigido
mudanças profundas na gestão dos recursos informacionais. Tal fato tem
impulsionado as bibliotecas a redimensionarem suas funções, modernizarem suas
estruturas e adequar seus serviços para melhor atender a então denominada
sociedade da informação.
O uso das novas tecnologias da informação tornou-se imprescindíveis,
especificamente, no processo de automação dos serviços à medida que garantem
maior agilidade no tratamento e recuperação da informação, facilitam e otimizam
os serviços de circulação da informação registrada na biblioteca, criam

�oportunidades de acesso a outras fontes de informações o que permite um
processo integrado e eficiente de transferência de informação e do conhecimento.
Para Café et al (2001) O sucesso da informatização não foi fruto apenas de
uma transposição de esquemas físicos. A implantação desse processo nas
bibliotecas provocou mudanças de conceito de organização e de funcionamento.
“Desta forma, os antigos esquemas de tratamento do livro (ou de outros suportes)
foram revistos com objetivo de conceber um processamento integrado e
eficientes.”
Figueiredo (1994 citado por Côrte et al 1999) infere que a informatização
das bibliotecas beneficiam nos seguintes aspectos

“ a rapidez, agilidade e

eficácia no atendimento e prestação de serviços, isto é, a otimização das
atividades não só com relação aos usuários, como também no que diz respeito ao
controle e formação do acervo, levantamentos bibliográficos, catalogação,
empréstimos, comutação, reclamação de obras em atraso e processamento
técnico.”
Côrte et al (1999 p. 239), enfatizando a temática, atentou para o seguinte:
os avanços tecnológicos associados às necessidades dos usuários direcionaram
as bibliotecas para aquisição de software e hardware com capacidades de
interligar suas funções numa linguagem que permitisse a interação usuário
/máquina.
Guiada pelas mudanças e com objetivo de melhorar a qualidade dos
serviços oferecidos a Biblioteca Nilo Peçanha do CEFET/PB implantou um
sistema de automação de seus serviços e controle da informação, Trata-se de um
sistema desenvolvido na própria instituição. Sua construção acontece de forma
gradativa,

priorizando

algumas

funções

consideradas

mais

emergentes,

atendendo assim, as particularidades da referida biblioteca; sua implantação é
cuidadosamente disciplinada para não interferir no funcionamento da biblioteca
como todo.

�2 DESCRIÇÃO DO SISTEMA
2.1 DENOMINAÇÃO
SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) é um sistema especifico
desenvolvido pela GTI (Gerência de Tecnologia da Informação) do CEFET/PB
para controlar e gerenciar as informações da Biblioteca Nilo Peçanha.
Desenvolvido em padrão windows, na linguagem Delphi 5, possui uma
arquitetura cliente/servidor; opera em melhores condições no sistema operacional
windows, 1998 e 2000, no software de rede windows NT e no software de banco
de dados SQL Serve.
O servidor para residir o software precisa possuir as seguintes
potencialidades de um Pentium III 600 ou similar, memória Ram 128, HD 20 gb;
para estação de trabalho qualquer computador que tenha capacidade de conexão
com a rede pode operá-lo. Havendo atualização do software é possível a
migração dos dados de forma automática, atende ás exigências do MEC nos
relatórios exigidos para avaliação de acervos.

2.2 MÓDULOS IMPLANTADOS
O módulo ProDoc – É o aplicativo de processamento da coleção (banco de
dados), está dividido em quatro bases: acervo geral, periódicos no todo, artigo de
periódicos e multimeios. Desta forma, cobre todos os tipos de documentos. Os
dados são organizados de modo que permitam

sua conversão em qualquer

forma física de saída (autor, título, assunto, editor, área de conhecimento...),
listagem impressas ou consulta on-line. Com possibilidades de pesquisa por
qualquer um dos campos existentes nas planilhas.
O módulo CINFO - Controla todo processo de circulação da informação
empréstimo, devolução, renovação, reserva e multa por atraso. Gerencia

�automaticamente, faz alerta e bloqueia a operação quando houver

qualquer

irregularidade, seja com relação ao usuário e/ou com o registro do documento.
O módulo CRI - (Consulta, Recupera da informação) ë o ponto forte
do sistema permite que o usuário obtenha informação sobre qualquer documento
do acervo disponível ou emprestado permitindo a sua localização nas estantes. A
pesquisa pode ser feita por autor, título, assunto, editora, área do conhecimento.
O módulo Relat gera relatórios e estatísticas - Elaboração e impressão de
relatórios, representado em listas organizadas com entrada por autor, por título,
por assunto de acordo com a tabela do CNPq e do Sistema de Classificação
Decimal Universal (CDU); gera cartas de cobranças para usuários em atraso,
relatórios de multas por atraso e seus respectivos valores, relatórios e estatísticas
de circulação (empréstimos e devolução por período) e por usuários.

2.3 INTERFACE GRÁFICA
O SISCOBI apresenta uma interface gráfica agradável, as opções de
menus estão arranjadas por ordem funcional. Na inclusão ou recuperação de
textos, as letras maiúsculas e minúsculas são consideradas equivalentes,
também, é desconsiderado o uso de acento.

C E N T R O

F E D E R A L D E
E D U C A Ç Ã O
T E C N O L Ó G IC A
D A
P A R A ÍB A
G E R Ê N C I A
D E T E C N O L O G IA
D A
IN F O R M A Ç Ã O

A u t o r e s :
G ilb e r t o W ils o n D in iz d e
R o d r ig o B a s t o s L u s t o s a

S I S C O B I
S IS T E M

A

D E

C O N T R O L E

B IB L IO T E C A

N IL O
T r e in a m e n to

2.3.1 Interface Módulo PRODOC

B IB L IO G R A F IC O

P E Ç A N H A
S I C O I N F O

L u n a

�S IS C O B I
P R O D o c

T r e in a m e n to

S IC O IN F O

2.3.2 Interface Módulo CINFO

S IS C O B I
C In fo

T r e in a m e n to

S IC O IN F O

2.3.3 Interface Módulo CRI

S
S I S C O
C

T r e i n a m

2.3.4 Interface Módulo RELAT

e n t o

S I C O

I N

F O

B I
R

I

�S II S C
C

O
R

T r e i n a m

e n t o

S I C

O

I N

B II
e l a t

F O

2.4 SUPORTE TÉCNICO
A Correção de erros, quando surgem, dar-se em tempo hábil, esta é uma
das vantagens de se desenvolver um software em casa, pois como são
conhecidos o padrão de codificação, capacidade e compatibilidade do sistema,
facilita a identificação de falhas e solução imediata para o problema. Quanto ao
treinamento dos funcionários acontece a cada implantação de novo modulo é
apresentado o que faz o sistema, como obter os serviços através do seu
manuseio e como contornar situações diversas relacionadas aos serviços
oferecidos, em fim instrui como operar o sistema com segurança e eficiência.

3 AVALIAÇÃO DE SISTEMA DA INFORMAÇÃO
Em termos conceituais, a avaliação de um sistema é o processo de
determinar o valor ou o grau de sucesso na realização do objetivo prédeterminado; em termos operacionais, inclui a formulação de objetivos, indicação
de critérios adequados á mensuração, determinação e explicação do grau de
sucesso

ou

desempenho

do

sistema.(AMERICAN

PUBLIC

HEALTH

ASSOCIATION CITADO POR OBERHOFER, 1983).
Oberhofer(1983 Citado por Lima 2000 ), Considera a

avaliação como

sendo “ uma ferramenta auxiliar, que permite ao administrador verificar os efeitos
de seus serviços e fazer os ajustamentos necessários à implementação dos
mesmos.” Para Lancaster (1996, p.1), diz que a avaliação tem como finalidade
reunir dados úteis destinados a solucionar problemas ou tomadas de decisão.

�Tomando como base o ponto de vista dos autores supra-citados podemos
dizer que a avaliação de um sistema de informação é a forma encontrada para
examinar o seu desempenho, identificar as falhas e partir dos resultados formular
procedimentos que possibilitem solucionar os problemas existentes.
Para Gusmão (2000), a implantação de um sistema de automação de
biblioteca é um processo complexo, em que podem surgir problemas diversos,
que precisam ser contornados, Epstein citado por Krzyzanowski alerta para o fato
de que não existe um sistema ideal e, mesmo que a escolha seja bem planejada
poderá não atender completamente aos requisitos funcionais da Instituição. Fato
este que induz a biblioteca implementar formas para saber se o sistema está
atendido com presteza os objetivos para os quais foi criado.
Mediante o exposto consideramos a avaliação um dos caminhos para se
obter informações precisas a respeito de nível de desempenho e funcionalidade
de produtos ou serviços de uma biblioteca, desde que se estabeleça como uma
pratica continua onde se possa contar com a participação dos usuários/clientes.

4 METODOLOGIA
A pesquisa foi baseada na literatura corrente sobre a temática, na
observação direta constando da participação dos técnicos de informática que
estão desenvolvendo o sistema e na análise estatística de informações obtidas
através de entrevistas com funcionários que operam o sistema e de questionários
aplicados a os usuários que usam os serviços executados através do sistema. O
questionário foi composto por 06 questões com perguntas fechadas.

4.1 PROCEDIMENTOS
O estudo foi dividido em três etapas
Na primeira etapa avaliou-se a parte física do sistema arquitetura e
plataforma de funcionamento.

�Na segunda etapa avaliou-se o desempenho do sistema, forma e
operacionalização do mesmo sob o ponto de vista dos funcionários da Biblioteca.
Na terceira etapa foi avaliado segundo ponto de vista dos usuários da
Biblioteca.

5 ANÁLISE RESULTADOS

5.1 primeira etapa
Baseado em pesquisa realizada por Côrte et al (2002), na qual

foram

analisados aspectos considerados imprescindíveis ao um sistema de automação
de bibliotecas, em vinte quatro softwares de mercado, pode-se afirmar que o
SISCOBI nos módulos implantados (Processo técnico, Circulação, Recuperação
da Informação e Geração de relatórios) contempla os principais requisitos que um
software para automação de bibliotecas deve apresentar.
Os aspectos avaliados pelos autores estão relacionados com a tecnologia,
segurança e intercâmbio de dados; processamento técnico dos documentos,
processamento de seleção e aquisição dos documentos, controle de circulação,
processo de recuperação da informação e gerenciamento.
Nestes aspectos o SISCOBI se apresenta da seguinte forma:
Características Gerais
•

Integração de todas as funções da biblioteca.

•

Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob demanda.

•

Quando há uma nova versão do software é possível a migração dos dados
de fora automática.

•

Software em língua portuguesa.
Características Ergonômicas

•

Após o término de uma transação, o sistema apresenta uma mensagem de
confirmação de execução, informando sucesso ou erro.

�•

As áreas ou campos de dados são bem definidos visualmente.

•

As funções mais empregadas são representadas em ícones de tela

•

As opções de menu estão arranjadas por ordem funcional.

•

Interface gráfica agradável.

•

O sistema executa o back-up.

•

Criação de registros independentes o que permite rapidez e segurança na
recuperação da informação.

•

Na localização de texto, letras maiúsculas e minúsculas são consideradas
equivalentes como default.

•

Na ocorrência de erros, o sistema avisa imediatamente ao usuário.

•

O sistema permite copiar e colar segmentos de texto de um lugar para
outro documento.

•

O sistema permite a visualização do texto em vídeo exatamente como o
mesmo será impresso.

•

O sistema permite refinamento/truncamento de pesquisas.

•

O sistema permite voltar rapidamente a uma ação anterior.

•

O sistema protege o conteúdo do banco de dados, não permitindo aos
usuários a modificação destas informações.

•

O vocabulário utilizado e mensagens de orientação são familiares ao
usuário, evitando palavras difíceis.

•

Os títulos de menus ou janelas estão localizados à esquerda.
Características tecnológicas

•

Acesso simultâneo e ilimitado de usuários ao módulo de pesquisa.

•

Acesso via bowser (internet).

•

Arquitetura de rede cliente/servidor.

•

Capacidade de suportar um número ilimitado de registros.

•

Compatibilidade com o sistema operacional Windows 1998 e 2000.

•

Compatibilidade com o software gerenciador de bancos de dados
relacional SQL Serve.

•

Compatibilidade com os softwares de rede de Microsoft Windows NT.

•

Níveis diferenciados de acesso ao sistema (adoção de senhas)

•

Permite auditoria no sistema

�•

Segurança na integridade dos registros
Processamento técnico

•

Atualização em tempo real na base de dados (inclusão, exclusão,
modificação) nos registros de autoridade e demais índices, após o envio de
novo registro ao servidor.

•

Compatibilidade dos campos com AACR2 (nível 2).

•

Entrada de dados por digitação local.

•

Cadastramento das áreas do conhecimento segundo tabela de áreas do
conhecimento do CNPq.

•

Indexação em tempo real com inclusão, exclusão e modificação dos dados.

•

Processamento de materiais especiais: fascículos de periódico, artigo.

de periódico, memória técnica, multimídia.

Controle de Circulação de documentos
•

Controle integrado do processo de circulação da informação.

•

Realização de empréstimos, devolução, renovação e reserva.

•

Categorização de empréstimo: domiciliar/especial

•

Definição automática de prazos e condições de empréstimos de acordo
com o perfil do usuário para cada tipo de documento

•

Definição de parâmetros para a reserva de livros

•

Possibilidade de identificar todos os empréstimos realizados de uma
determinada obra, por período, e por usuário.

•

Possibilidade de pesquisar o Status do documento: se este está
emprestado ou disponível na biblioteca

•

Possibilidade de pesquisar o usuário por categoria

•

Gera multa por atraso com respectivo valor a ser pago
Recuperação de informações

•

Apresentação das referências de acordo com as normas ABNT

•

Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados por título

•

Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados por tipo
de documento

�•

Indicação do Status do documento pesquisado (emprestado, disponível).

•

Interface de busca on-line

•

Pesquisa por campos específicos: autor, título, assunto, resumo, editora e
área do conhecimento.

•

Visualização de todos os registros recuperados
Processo gerencial/ Relatórios

•

Gera cartas de cobrança para usuários em atraso

•

Gera relatório de multas por atraso e valor da multa

•

Gera relatório e estatística de circulação (empréstimos e devolução por
período).

•

Gera relatório por tipo de documentos

•

Elaboração e impressão de relatórios por autor, por títulos e por áreas do
conhecimento.

Falhas observadas em relação aos softwares analisados
•

Não é compatível com o formato MARK, padrão ISO 2709, o que impede a
exportação de dados para alimentar a base de dados de catalogação
cooperativa.

•

Não utiliza o protocolo de comunicação Z39. 50.

•

Não gera etiquetas com código de barras.

•

Não gera etiquetas para bolsos e lombadas.

•

Só o módulo pesquisa que é auto-atendimento.

5.2 SEGUNDA ETAPA
Foram entrevistados todos os funcionários que utilizam o sistema na
execução de suas funções, num total de oito pesquisados.
Argüidos se o sistema é de fácil operação 100% dos pesquisados
responderam que sim, a interface é simples e o formato de leitura é de fácil
compreensão.

�Questionados sobre os resultados da operação se é confiável ou não, 70%
disseram que o sistema apresenta falhas em algumas rotinas. Os 30% restantes
consideram o sistema confiável.
Quanto ao tempo gasto na operação 85% afirmaram que a operação das
rotinas é lenta, em particular para o atendimento aos usuários, o restante 15%
acham normais.
Questionados se o sistema atende as necessidades da biblioteca foram
abordados os seguintes aspectos:
•

O sistema não atende a todas as funções da biblioteca;

•

O sistema não contempla o compartilhamento das informações o que
dificulta o processamento das informações;

•

O sistema é moroso e necessita de muita atenção na inclusão dos dados;

•

Apesar de ter potencial tecnológico, ainda existem tarefas simples como
reprodução de fichas, etiquetas e alguns relatórios que não são possível
de ser realizados através do sistema.

5.3 TERCEIRA ETAPA
Foram pesquisados 200 usuários, o que corresponde a 20% dos usuários
reais da biblioteca. O instrumento usado para coletar os dados foi um questionário
contendo seis perguntas de forma fechada onde o respondente marcaria a
alternativa que melhor representasse a sua opinião sobre o objeto em estudo n
caso o SISCOBI (Sistema de Controle da Biblioteca)
Na primeira pergunta procurou-se saber se os usuários utilizam o terminal
de pesquisa do acervo para procurar a informação desejada 20% responderam
que sempre buscam a informação no Sistema; 52% disseram algumas vezes;
27% responderam que nunca utilizaram este procedimento e 1% deixou de
responder a pergunta.

�A Segunda pergunta foi direcionada aos usuários que responderam a
alternativa nunca, na questão anterior, ou seja, 27% dos respondentes; destes
16,5% responderam não ter conhecimento do sistema e 10,5 disseram que não
conseguem encontrar a informação desejada. Os resultado obtidos indica a
necessidade de criar programas de treinamentos para os usuários

de forma

continua e contextualizados com as necessidades dos usuários, pois segundo
Alves

(2001

citado

por

Dutra;

Franzoni;

Lapolli,

2004),

treinamentos

desvinculados do conteúdo a ser aprendido rapidamente são esquecidos e
certamente é isto que ocorre neste caso, pois o terminal de pesquisa esta bem
localizado na biblioteca e bem sinalizado é impossível não se ter conhecimento,
está faltando motivação para usarem o sistema.
Perguntado se acham fácil usar o programa de pesquisa do acervo 68%
dos respondentes disseram que sim; 23% responderam não e o restante 9% não
marcou este item.
Questionados se quando usam o sistema encontram a informação que
procuram 14% responderam que sempre as encontram; 67% disseram algumas
vezes; 11,5% nunca encontraram e 7,5 dos questionados não responderam a
esta pergunta.
As duas últimas perguntas foram direcionadas ao módulo Cinfo,
especificamente, ao processo de empréstimo.

28% consideram o sistema

regular; 54% consideram o funcionamento do sistema bom; 15,5% ótimo e,
apenas, 2,5% não opinaram.
Com relação ao tempo gasto no processo de empréstimo e devolução de
livros, usando o Sistema 42% responderam regular; 43% consideram um tempo
bom; 12,5% consideram ótimo 2,5% não opinaram.

6

CONCLUSÃO
Entre outros aspectos, identificou-se a necessidade de adaptação na

estrutura do sistema, para que permita cooperação e compartilhamento de

�informações com outros sistemas, o que facilitará o processo de alimentação das
bases de dados e a recuperação da informação; verificou-se, também, que falta
uma padronização dos registros no banco de dados, o que tem comprometido a
pesquisa e, conseqüentemente, todos os serviços oferecidos.
Um outro ponto questionável versa sobre a morosidade, que interfere na
quantidade e na qualidade dos serviços, pois de acordo com os funcionários que
operam o sistema, o processo de execução de qualquer tarefa dá-se de forma
lenta, ao mesmo tempo em que exige muita atenção para evitar inclusão de
informações incorretas. Dados semelhantes foram encontrados por Gusmão e
Mendes (2000) em pesquisa realizada com funcionários de bibliotecas
universitárias, a referida pesquisa estudou o impacto da automação sobre os
funcionários dessas Instituições comparando os resultados observou-se que se
trata de um problema que afeta outros sistemas, mais precisa ser solucionado.
Com a pesquisa também foi observado a existência de alguns usuários que
desconhecem o sistema, no caso, 16,5% dos entrevistados. E

mais 10,5%

disseram que não usam o sistema porque não encontram a informação desejada.
Este fato mostra a necessidade de treinamento com os usuários.
Para obtenção dos benefícios e das outras vantagens que um sistema de
automação eficiente possa trazer para biblioteca sugere-se a implantação de
alguns

aplicativos,

o

aperfeiçoamento

de

rotinas

já

existentes,

e

acompanhamento periódico das etapas desenvolvidas.

REFERÊNCIAS

CAFÊ, Lígia; SANTOS, Christophe dos; MACEDO, Flávia. Proposta de um
método para escolha de software de automação de bibliotecas. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p.70-79, maio/ago.2001

CÔRTE Adelaide Ramos e. et al. Automação de bibliotecas e centros de
documentação: o processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 239-254’set./dez.1999.

um

�CÔRTE Adelaide Ramos e. et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. São Paulo: Polis, 2002.
DUTRA, Sigrid Karin Weiss; FRANZONI Ana Maria Bencciveni; LAPOLLI Edis
Mafra. A biblioteca universitária e seus serviços aos projetos de ensino à
distância: a experiência da UFSC. Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca
+universitária + artigo&gt;. Acesso em: 2 jul. 2004
GUSMÃO, Alexandre Oliveira de Meira; MENDES, Almir de Mel. Impacto da
automação sobre os funcionários das bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. Informação &amp; Sociedade: estudo, João Pessoa, v.10, n.2, p.223242, jul./dez. 2000
KRZYZANOWSKI, Rosali Fávero et al.Conversão retrospectiva de catalogação
de registros bibliográficos do banco DADALUS: uma experiência da SIBI/USP.
Disponível em &lt;http: //www.oclc.org /oclc/lac/port/971028.htm&gt; Acesso em:
05maio2004
LIMA, Lucrecia Camilo de. Avaliação da coleção de referência da Biblioteca
Nilo Peçanha do CEFET-PB. João Pessoa: 2000, 72p. Monografia
(Graduação em Biblioteconomia) Universidade Federal da Paraíba.

OBERHOFER, Cecília Alves conceitos e princípios para avaliação de sistema de
informação. Ciência da Informação, Brasília, v.12, n.1, p. 45-51, maio/ago. 1983
SOUSA, Beatriz Alves. Diagnostico e proposta de automatização para a
Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Principia, João Pessoa, v.3, n.7, p.86-96,
set.1999.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB, Av. 1.º de Maio 720,
Jaguaribe, João Pessoa/PB - CEP 58015-430. e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
∗∗
Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Biblioteca Setorial de Odontologia. E-mail:
belbib@ig.com.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Relata pesquisa desenvolvida na Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Com objetivo de avaliar o SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) implantado na referida biblioteca. Através de técnicas e procedimentos metodológicos avaliaram-se: o aspecto físico do sistema, as funções integradas pelo sistema e seu desempenho. Os resultados mostraram os seguintes aspectos: a) trata-se de um software em desenvolvimento, criado através de módulos integrados, o que possibilita sua implantação parcial; b) possibilita expansão e/ou inclusão de novos módulos; c) serviços automatizados processos técnicos, circulação da informação, recuperação da informação e emissão de relatórios estatísticos; d) a necessidade de adaptação na estrutura do sistema, que permita cooperação e compartilhamento de informação com outros sistemas; e) precisa de uma padronização dos registros no banco de dados para formalizar a comunicação e viabilizar a recuperação da informação.</text>
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                    <text>OS SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
NO APOIO ÀS ATIVIDADES DAS INCUBADORAS TECNOLÓGICAS

Astrid Honesko∗
Maria Luzia Fernandes Bertholino∗∗
Antonio Costa Gomes∗∗∗

RESUMO
Com a implantação das incubadoras tecnológicas nos ambientes universitários,
intensifica-se o interesse e a busca pela informação tecnológica. Assim, o
presente estudo busca identificar junto às incubadoras tecnológicas instaladas
na Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do
Centro-Oeste - UNICENTRO, a importância do uso dos serviços e recursos
informacionais disponíveis e oferecidos pelas bibliotecas destas instituições
para apoiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os
principais objetivos são: identificar as necessidades de informação dos
empreendedores das incubadoras tecnológicas e verificar o nível de
conhecimento e grau de importância atribuído pelos sujeitos, aos serviços e
recursos informacionais oferecidos pelas bibliotecas. Os sujeitos da pesquisa
foram os pesquisadores incubados na IntecPonta (Incubadora Tecnológica de
Ponta Grossa) e Integ (Incubadora Tecnológica de Guarapuava).Como
instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário com identificação
dos serviços e suas respectivas descrições, no qual destacam o conhecimento
dos serviços, a avaliação e o grau de importância atribuído, a freqüência de
uso e os canais de divulgação necessários para o conhecimento dos mesmos.
Diante dos resultados pode-se obter um perfil do tipo de fonte de informação de
interesse desse segmento ao qual esses empreendedores agregam valor para
o desenvolvimento de seus projetos e produtos, bem como traçar diretrizes
para oferta de serviços, pelas bibliotecas, que apóiem o uso da informação
tecnológica.
PALAVRAS-CHAVE: Incubadoras tecnológicas. Universidade. Serviços de
informação.

1 INTRODUÇÃO
Observa-se que as incubadoras de empresas no Brasil vêm conquistando
anualmente uma elevada taxa de crescimento e uma grande importância no
contexto de desenvolvimento econômico e regional onde estão inseridas.

A ciência, a

tecnologia e a

inovação, no cenário atual, reforçam a

necessidade de conhecer e entender a dinâmica de funcionamento de

�estruturas empreendedoras pró-ativas como as incubadoras, que constituem
ponto relevante em tal contexto.
Filion e Dolabela (2000, p.278) conceituam uma incubadora de empresa
como um “ambiente para o desenvolvimento de novos empreendimentos, cujos
resultados esperados deverão garantir, em prazo e tempo determinados,
autonomia e auto-sustentação da empresa”.
Para Leite (2000, p.388) uma incubadora de empresas “propicia
condições de desenvolvimento e crescimento das empresas nela instaladas,
para que estes empreendimentos, após determinado período, possam ser
desincubados, passando a ter uma experiência autônoma”. Esta afirmação
deixa transparecer que uma incubadora tem como objetivo principal produzir
empresas de sucesso que, ao deixarem o programa, estejam

financeira e

mercadologicamente consolidadas junto ao ambiente competitivo.
A incubadora pode ser parte de uma universidade ou de uma instituição
de ensino em geral, oferecendo um mecanismo de comercialização das
pesquisas que ajudam a universidade a arraigar a cultura empreendedora, cujo
objetivo maior é contribuir para o desenvolvimento econômico da sociedade.
Leite (2000, p.389) acredita que as incubadoras das universidades
representam uma fórmula que combina serviço comunitário com a criação e
aplicação prática do produto das pesquisas de seus quadros com programas
de incubação e não raro encorajam a transferência de tecnologia gerada em
seus laboratórios para as empresas nascentes.
Ainda na visão de Leite, (2000, p. 389-390), os “principais serviços e
facilidades oferecidos pelas incubadoras são:
auxílio na elaboração de propostas de identificação de
fontes de financiamento;
apoio na área de marketing e divulgação;
auxílio e registro da propriedade industrial;
assessoria jurídica;
estudos de mercado e consultoria gerencial;
apoio técnico, administrativo e comercial;
As principais facilidades oferecidas pelas incubadoras são:

�-

infra-estrutura administrativa (secretaria, digitação, fax,
telefone, dentre outros)
módulos alugados a um preço subsidiado;
acesso a laboratórios de pesquisa;
acesso a incentivos fiscais;
auxílio na busca de informações científico-tecnológicas.

Entre as principais razões para um empreendedor vir a incubar-se,
destacam-se a vinculação a uma entidade de renome e a possibilidade de
poder ter o suporte, manutenção e as informações necessárias à sua criação
ou desenvolvimento de produto, de forma que possa caminhar sozinha
futuramente e vir a obter financiamentos, que, dependendo da região e país,
podem ser subsidiados.
Uma outra vantagem é permitir que uma empresa ou projeto nascente
possa compartilhar experiências na condução de negócios, contribuindo para
reduzir a alta

"taxa de mortalidade", comum nos primeiros anos deste tipo de

empresas de base tecnológica. O diferencial das empresas que têm protótipo
incubado está na assessoria para a montagem de um plano e negócios,
essencial no mercado competitivo.
Independente da existência de outros tipos de incubadoras, este
trabalho foca, especificamente, a importância do uso da informação por parte
das incubadoras tecnológicas vinculadas total ou parcialmente a instituições
universitárias. Na visão acadêmica, as incubadoras tecnológicas podem ser
caracterizadas como ambientes que associam o estudo teórico à realização
prática, sendo ainda, consideradas como um laboratório de inovação e um local
de estudos para alunos e professores pesquisadores envolverem-se no
processo de incubação de empresas e projetos.
Dessa forma, a artigo sintetiza, a partir da pesquisa feita, qual a
relevância dos serviços prestados pelas

bibliotecas das universidades

pesquisadas no sentido de auxiliar a IntecPonta e a Integ no que tange ao
suporte informacional dado aos projetos por elas incubados. O seu principal
objetivo é verificar o nível de conhecimento dos serviços e produtos oferecidos
pelas bibliotecas universitárias que possam apoiar as atividades de pesquisa e
desenvolvimento de seus protótipos de produtos.

�2 INFORMAÇÃO PARA NEGÓCIOS
Encontrar a informação adequada para qualquer tipo de negócio requer
a habilidade de especialistas preparados para fornecê-la.

Não devem ser

vistas apenas como o componente essencial na tomada de decisões, mas
como uma ferramenta gerencial que deve ser bem usada para se obter os
efeitos desejados em uma empresa, pois ela será a chave para a maior
mudança industrial das próximas décadas: a transição do mundo desenvolvido
para uma economia da informação. A organização que conseguir incorporar
este conceito à sua cultura certamente será uma organização bem-sucedida.
O processo de mudança não é novidade. A revolução industrial foi
marcada pela aplicação de novas tecnologias e idéias, que mudaram o papel e
a função do trabalho humano. A revolução da informação é, novamente, a
aplicação de novas tecnologias e novas idéias. Esta revolução, porém, está
sendo liderada pelo que denominamos de infopreneurs (aqueles profissionais
que, além de trabalhar com tecnologia, trabalham com dados e informações) e
que estão expandindo a função da informação para agilizar os negócios
(WEITZEN, 1991, p.221).
A necessidade do acesso disciplinado à informação vai justificar o papel
da empresa no mercado dos negócios. Um exemplo da facilidade deste acesso
é o uso dos bancos de dados on-line. Eles podem não apenas ajudar a acessar
as informações, como também eliminam a duplicidade de pesquisa, introduzem
o intercâmbio de novas idéias, serviços e tecnologias, simulam cenários
econômicos, identificam apoio para uma ampla variedade

de situações de

resolução de problemas (WEITZEN, 1991, p.73).
Considerando-se a informação como um dos principais insumos para a
tomada de decisão em organizações, Céndon, (2002, p.30) afirma que:
O conjunto de informações usadas por administradores para a
tomada de decisões tem sido chamado de informação para
negócios e inclui dados mercadológicos, financeiros,
estatísticos, jurídicos, sobre empresas e produtos e outras
informações atuais sobre tendências nos cenários políticosocial, econômico e financeiro nos quais operam organizações
empresariais.

�Na tomada de decisões empresariais, a informação para negócios é
usada para a redução de incertezas e situações de risco, na avaliação dos
pontos fortes e fracos de uma empresa e de seus concorrentes, na
identificação de ameaças e oportunidades e conseqüente melhoria da
competitividade. Embora a necessidade dessas informações sempre estivesse
presente, com a globalização da economia sua importância tornou-se premente
e urgente. Segundo Shapiro e Varian (1999, p.61), a “internet oferece uma
forma muito barata de pesquisa de mercado, que se tornará de grande
significado à medida que o volume do comércio on-line crescer”.
Para Pereira e Santos (1995), ao planejar a futura empresa é preciso
acompanhar a evolução do mercado. O quadro abaixo detalha tais prioridades.
TIPO DE INFORMAÇÃO

FONTES DE BUSCA

Informações gerais sobre o mercado e perfil dos Publicações da Fundação IBGE, relatórios
futuros clientes.
especializados de pesquisa de mercado,
revistas especializadas, balcão Sebrae.
Informações sobre concorrentes, estratégias, Associações empresariais de classe (existente
práticas e preços.
por ramos).
Informações sobre os fornecedores, condições Associações de fornecedores, revistas técnicas,
de suprimento, variedades e preços praticados. associações empresariais – feiras técnicas
especializadas.
Informações
tecnológicas,
equipamentos, Instituto
de
Pesquisa
tecnológica
–
processos produtivos, marcas, patentes e universidades – balcão Sebrae – fornecedores –
normas técnicas.
instituto nacional de metrologia (Inmetro).
Informações fiscais, tributárias e de legalização Balcão
Sebrae,
boletins
especializados,
da empresa.
escritórios de contabilidade, escritórios de
advocacia.
QUADRO 1: Informações e fontes básicas para o planejamento de criação de uma empresa.
Fonte: PEREIRA, Heitor José; SANTOS, Sílvio Aparecido. Criando seu próprio negócio:
como desenvolver o potencial empreendedor. Brasília: SEBRAE, 1995, p.25.

Estas informações precisam ser pesquisadas pelo empreendedor, pois é
nesta fase que as mesmas se fazem necessárias para o planejamento de
qualquer empreendimento. Para se tomar a melhor decisão deve-se estar
pautado em informações coerentes e concretas. Hoje não é mais admissível
procurar administrar as organizações somente observando os acontecimentos
dentro da empresa, mas é necessário preencher a lacuna instituindo sistemas
que forneçam informações confiáveis e significativas.
A falta de tradição no país em manter bancos especializados de
informações gera dificuldades para um empreendedor reuni-las e sistematizálas. Há a necessidade de acumular, analisar, filtrar e selecionar informações

�úteis que confirmem suas suposições e apóiem suas decisões. Os infopreneurs
de maior sucesso saberão de qual informação seus clientes precisam, como
encontrá-la e formatá-la de forma econômica para facilitar as comunicações, a
tomada de decisão e a ação.
Céndon (2002, p.31) esclarece que o termo informação para negócios só
recentemente aparece na literatura brasileira, tendo em vista a falta de
conhecimento sobre as fontes e seus produtores, além da qualidade, forma de
acesso, organização, volume produzido e, mesmo sobre as necessidades de
informação dos empresários brasileiros, que ainda não estão totalmente
habituados a esta nova prática.
Entretanto, em outros países, as fontes de informação para negócios
têm sido organizadas e produzidas desde o século passado, sendo
rotineiramente fornecidas aos usuários por bibliotecas e outras organizações.
As novas tecnologias não só permitem maior facilidade de se obterem
dados atualizados, como também oferecem ao usuário maior flexibilidade na
busca e na manipulação dos dados. Mas podem, principalmente, facilitar o
acesso à informação, na medida em que o seu local de armazenamento se
torna irrelevante quando ela é disponibilizada por meio de redes. A tendência
atual, com a evolução das redes de comunicação, é que a informação em
forma eletrônica, tenha sua importância e volume gradualmente ampliados, o
que implica na importância do papel do prestador de informações.
No entender de Weitzen (1991, p.55) os quatro estágios básicos abaixo
são necessários para personalizar as informações:
1- Categorizar
as
prioridades
das
informações
organizacionais de acordo com as necessidades, os
problemas, os objetivos e as estratégias;
2- Identificar todas as fontes possíveis de informações;
3- Coletar as informações e armazená-las eletronicamente;
4- Determinar como a organização pode aplicar as
informações personalizadas para ampliar seu sistema de
informações já existente.

�De acordo com Gomes Filho e Honesko (2004), as bibliotecas precisam
encontrar seu espaço, definir seus clientes, suas estratégias de atuação, pois a
informação pode oscilar entre os tipos social e comercial. O oferecimento de uma
ou outra deve estar atrelado à missão da biblioteca. Há uma grande quantidade de
recursos para os profissionais atuantes nas bibliotecas olharem no mercado da
informação e que poderiam ser fornecidos para uma platéia mais ampla, de modo
que o pensamento inovador pudesse prevalecer.
Desta forma, lista-se aqui os serviços oferecidos pelas bibliotecas
envolvidas nesta pesquisa buscando verificar o interesse e os níveis de validade
para auxiliar os pesquisadores/empreendedores incubados nas Incubadoras
universitárias investigadas.

2.1 DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS DA BIBLIOTECA CENTRAL

2.1.1 Levantamento bibliográfico
O levantamento bibliográfico consiste na busca da informação sobre
temas especializados em bancos e bases de dados pagos e gratuitos, acervos
de bibliotecas, periódicos eletrônicos assinados, entre outros.

Mediante a

solicitação dos usuários a biblioteca faz a busca nas bases direcionadas ao
assunto e entrega por e-mail, gravado em disquete ou impresso os arquivos
com os resultados.

2.1.2 Comutação bibliográfica
A comutação bibliográfica é o serviço através do qual solicita-se e
fornece cópia na íntegra dos artigos publicados em periódicos técnicocientíficos, bem como dissertações, teses e anais de eventos. O usuário pode
solicitar o serviço na biblioteca, que encaminha os pedidos e repassa os
resultados em forma impressa e eletrônica.

�2.1.3 COMUTEX - Comut com o exterior
Serviço que obtêm fotocópias, na íntegra, de artigos e outros
documentos não existentes no Brasil. Por meio da British Library, os pedidos
são encaminhados por e-mail e recebidos por correio.

2.1.4 Empréstimo inter-bibliotecas
Este serviço consiste no empréstimo de documentos em acervos de
outras

bibliotecas

de

outras

instituições

do

Estado

ou

Centros

de

Documentação com os quais as universidades mantém convênio.

2.1.5 Orientação bibliográfica
Através deste serviço, as bibliotecárias do serviço de referência orientam
e divulgam os padrões das normas técnicas para a Informação e
Documentação seguindo padrões da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT.

2.1.6 Serviço de alerta
Este serviço informa e divulga aos usuários a chegada de novos
materiais e /ou materiais relevantes na área de interesse de cada um.

2.1.7 Catalogação na fonte
A catalogação na fonte consiste na elaboração da ficha catalográfica que
será impressa nas publicações a serem editadas pelas editoras de suas
respectivas instituições. Neste sentido, as bibliotecas universitárias fornecem
serviços para o apoio ao ensino, pesquisa e extensão. Para os incubados, a
biblioteca terá valor na prestação de seus serviços buscando atender e obter

�respostas, disponibilizando informações de interesse para auxiliar nas
atividades dos mesmos direcionando-os às áreas já existentes nas instituições.

3 MÉTODO
A pesquisa foi realizada com pesquisadores das Incubadoras Tecnológicas
da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do
Centro-Oeste - Unicentro - IntecPonta e Integ.

Foram identificados

oito

pesquisadores (incluindo professores, ex-acadêmicos e acadêmicos vinculados Às
instituições) para os quais foi aplicado um questionário com questões fechadas, no
qual apresentou-se uma breve descrição de cada serviço, devendo o respondente
atribuir graus de avaliação e de importância para os mesmos. A amostra foi
determinada por aqueles que possuem projetos nas incubadoras em fase de
incubação ou de pré-incubação.

3.1 INCUBADORA TECNOLÓGICA DE GUARAPUAVA
A INTEG - Incubadora Tecnológica de Guarapuava foi inaugurada em 06
de dezembro de 2002 e institucionalizada pelo convênio de cooperação entre a
Universidade Estadual do Centro-Oeste, o Sistema FIEP – Federação das
Indústrias do Estado do Paraná, o SEBRAE – Serviço de Apoio à Pequena
Empresa no Paraná, a Prefeitura Municipal de Guarapuava, a ACIG –
Associação Comercial e Industrial de Guarapuava, a SANEPAR- Companhia
de Saneamento do Paraná, Faculdades Guarapuava e Complexo de Ensino
Superior Campo Real, dentre outros.
Para atender o anseios da comunidade, esta incubadora se propõe a ser:
a) complemento relevante para os projetos e ações já existentes no município;
b) um meio propício e adequado para identificação de oportunidades
tecnológicas;

c) geradora e difusora de tecnologia;
d) um espaço que agrega empresa e empreendedor para geração de
novos produtos e/ou processos;

�e) um espaço destinado incentivar o espírito inovador e empreendedor;
f) um instrumento de geração de renda e empregos;
g) organização capaz de responder às necessidades tecnológicas oriundas
da demanda empresarial.

3.2 INTECPONTA – INCUBADORA TECNOLÓGICA DE PONTA GROSSA
A incubadora tecnológica de Ponta Grossa – IntecPonta foi criada mediante
convênio de cooperação técnica celebrado em 06 de novembro de 2001, entre a
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, a unidade de Ponta Grossa do
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná – Cefet-Pr, o sistema
Federação das Indústrias do Estado do Paraná -

FIEP/Pr., A associação

Comercial e Industrial de Ponta Grossa – ACIPG, Prefeitura Municipal de Ponta
Grossa (PMPG), o centro de Integração de Tecnologia do Paraná – CITPAR, o
Serviço de Apoio à pequena empresa no Paraná – SEBRAE-Pr, a Secretaria de
Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná – SETI, a
Secretaria de Estado da Indústria , do Comércio e do Turismo – SEIT e Instituto de
Tecnologia do Paraná – TECPAR.

Os seus objetivos são:
-

Dispor de apoio empresarial e de suporte tecnológico as empresas
residentes;

-

Instituir um programa de capacitação para equipe organizacional da
incubadora e para os empresários residentes;

-

Abrigar empreendimentos de origem spin-off da UEPG e da
comunidade industrial local;

-

Intensificar ações de integração com o gestor, ampliando a
participação da incubadora no seu escritório de patentes;

-

Participar na identificação de projetos inovadores desenvolvidos na
UEPG e em empresas interessadas em desenvolvimento tecnológico
de produtos em parceria com a universidade;

-

Assessorar as empresas da região quanto à busca de patentes;

�3.3 SUJEITOS DA PESQUISA
Os sujeitos da pesquisa foram quatro pesquisadores incubados pelo
Projeto Fênix, localizado na Integ e quatro pesquisadores com propostas de
projetos para inserção na IntecPonta.

3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
O instrumento de coleta de dados foi um questionário, com questões
fechadas, onde foram identificados os serviços com suas descrições, verificandose o conhecimento, avaliação, grau de importância, freqüência de uso e indicação
de canais de interesse para divulgação dos mesmos.

4 RESULTADOS
Os resultados estão descritos de acordo com a ordem das questões
contidas no questionário de coleta de dados, destacando os principais pontos
identificados.
A primeira questão identificou o tipo de informação utilizada para as
atividades desenvolvidas enquanto incubados, apresentando-se as opções:
informação científica, informação tecnológica, informações sobre patentes e
opção para acréscimo de outros tipos. O gráfico 1, a seguir, apresenta os
resultados.

12,5%

12,5%

12,5%

Administração
e produção

Legislação

Fomento

100%

Patentes

100%

Informação
tecnológica

100%

Informação
cientifica

120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%

GRÁFICO 1 - TIPO DE INFORMAÇÃO PARA AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

�A totalidade dos respondentes indicou que os três tipos principais de
informação buscadas são a científica, a tecnológica e informações sobre
patentes, havendo ainda destaque para informações relacionadas, em números
percentuais

proporcionais,

a

administração

e

produção,

informações

legislativas e informações sobre fomento para apoio financeiro às suas
pesquisas.
Os dados demonstram que as atividades desenvolvidas exigem
informações

para

negócios

centrada

em

informações

tecnológicas

e

informações sobre patentes. No entanto, 12,5% destacaram também como
importantes:

informações

sobre

legislação,

fomento

e

administração

(produção). Interessante destacar que a informação sobre mercado não foi
mencionada, demonstrando que os pesquisados, possivelmente por estarem
em fase embrionária no desenvolvimento de seus projetos,não estão buscando
esse tipo de informação.
A questão seguinte continha uma lista dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, quais sejam: levantamento bibliográfico, comutação bibliográfica,
comutex, empréstimo inter-bibliotecas, orientação bibliográfica, serviço de
alerta e catalogação na fonte. Foram destacados o levantamento bibliográfico e
a comutação bibliográfica, conhecidos por, respectivamente, 50% e 25% dos
respondentes que os avaliaram entre bom e regular.
Outra questão perguntava se os entrevistados utilizariam os serviços
listados. As respostas foram sintetizadas no gráfico 2.

�12,50%
13%

Catalogação na fonte

62,50%

12,50%
13%
12,50%

Serviço de Alerta

25,00%

38%
Nunca Utilizou

12,50%
12,50%

Orientação Bibliográfica

75%

Raro

Eventual

12,50%
Empréstimo inter-bibliotecas

50,00%

13%

Regular

25%

Frequente

12,50%
Comutex

50%

38%
12,50%
13%

Comutação Bibliográfica

12,50%
13%

Levantamento Bibliográfico

0%

10%

20%

37,50%
38%

25%
25%
25%
30%

40%

50%

60%

70%

80%

GRÁFICO 2 – FREQUÊNCIA DE USO DOS SERVIÇOS OFERECIDOS

Os serviços identificados como de provável uso freqüente foram
levantamento bibliográfico, empréstimo inter-bibliotecas e serviço de alerta.
Os demais serviços variaram em relação a periodicidade de uso entre as
condições rara, eventual e regularmente. Os índices obtidos para a condição
“nunca utilizou”, pode ser interpretada como o fato de realmente não ter
utilizado ainda o serviço e não de nunca utilizá-lo. Independente de conhecer
ou não, usar ou não os serviços, os mesmos receberam grau de importância
que variou de extremamente a pouco importante conforme o gráfico 3, a seguir:

87.5%

Catalogação na fonte

12.5%
Serviço de Alerta

12.5%

25%

62.5%

12.5%

Orientação Bibliográfica

12.5%
Empréstimo inter-bibliotecas

50%

25%

Pco. Imp.

12.5%

Comutex

12.5%

25%

Comutação Bibliográfica

50%

Mto. Imp.

50%

Ext. Imp.
62.5%

37.5%

25%
25%

Levantamento Bibliográfico

0%

Imp.

37.5%

12.5%

20%

50%

40%

60%

80%

100%

�GRÁFICO 3 - GRAU DE IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDO AO SERVIÇO

Apesar das variações de grau de importância atribuídos para os serviços
elencados, a minoria recebeu indicação de ser pouco importante e nenhum
deles foi considerado sem importância. Os serviços considerados de extrema
importância, em maiores índices, foram: serviço de alerta e empréstimo interbibliotecas, indicados por 62,5% e 50% dos investigados respectivamente. A
comutação bibliográfica foi considerada muito importante por 37,5% , seguida
do serviço de alerta (25%) e Comutex (25%).
Considera-se, portanto, que mesmo sem terem o conhecimento ou
terem utilizado o serviço, valorizam os mesmos.
Os pesquisadores indicaram os meios para divulgação dos serviços
conforme descrito no gráfico 4, a seguir:

Catalogação na fonte

25,00%
25,00%

Serviço de Alerta

25,00%

Orientação Bibliográfica

25,00%
25%

75%

50,00%
Empréstimo inter-bibliotecas

0,00%

75%
12,50%
Comutex

0%

75%

Comutação Bibliográfica

25,00%

Levantamento Bibliográfico

25,00%
25%

Folders/Cartazes
Bol. Impr.
Bol. Elet.
E-mail
Home page

75%

75%
0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

GRÁFICO 4 - PRINCIPAIS CANAIS DE DIVULGAÇÃO

Os principais canais de divulgação sugeridos pelos pesquisadores foram
o e-mail e a home page, em maiores percentuais (75%), para quase todos os
serviços. Incluíram ainda boletins impressos e eletrônicos, folders e cartazes.

�5 CONCLUSÕES
Os incubados e pesquisadores candidatos a incubação na Integ e
IntecPonta, pouco conhecem os serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias.
Apesar do desconhecimento, indicam uma freqüência de provável uso
significativo, atribuem graus de importância relevantes para os mesmos e
destacam canais, principalmente eletrônicos, como forma de divulgação dos
mesmos, especificamente o e-mail e home page da biblioteca. Destaca-se que
a Universidade Estadual de Ponta Grossa está mais avançada nesse item, pois
o usuário pode efetuar suas buscas através da home page da instituição.
Já no desenvolvimento dos projetos na incubadora, a incubadora
Tecnológica de Guarapuava está mais adiantada, possuindo quatro projetos
em fase de pré-incubação, com um deles transitando

para a incubação,

podendo beneficiar-se de subsídios advindos dos parceiros que sustentam
financeiramente a organização.
Entende-se, portanto que os serviços oferecidos pela Biblioteca,
enquanto

gerenciadora

da

informação,

podem

contribuir

para

o

desenvolvimento dos projetos nas incubadoras, porém as unidades de
informação não têm divulgado adequadamente seus serviços a esse segmento
específico, tendo em vista que os projetos de ambas as incubadoras ainda
estão em estágio inicial de incubação.
Caberá, então, às bibliotecas, divulgarem e criarem um canal de
comunicação com os pesquisadores das incubadoras, com estratégias de
marketing, principalmente por e-mail e boletins eletrônicos nas home pages,
oferecendo e disponibilizando recursos que venham de encontro aos objetivos
das incubadoras tais como: pesquisas em bancos de dados de patentes;
bancos e bases de dados especializados, intensificação da disseminação
seletiva da informação, bem como criação de boletins de alerta direcionados à
cada projeto das incubadoras.

�Abstracts
With the implantation of the technological incubators in the university
atmospheres, he/she intensifies the interest and the search for the technological
information. Thus, the present study search to identify the technological
incubators installed in the State University of Ponta Grossa close to - UEPG
and State University of the Center-west - UNICENTRO, the importance of the
use of the services and resources of the information available and offered by
the libraries of these institutions to support the research activities and
technological development. The main objectives are: to identify the needs of the
entrepreneurs' of the technological incubators information and to verify the
knowledge level and degree of importance attributed by the subjects, to the
services and resources of the information offered by the libraries. The subject
of the research were the researchers incubated in IntecPonta (Technological
Incubator of Ponta Grossa) and Integ (Technological Incubator of Guarapuava)
.How instrument of collection of data a questionnaire was used, with
identification of the services and its respective descriptions, in which highlight
the knowledge of the services, the evaluation and the attributed degree of
importance, the use frequency and the necessary popularization channels for
the knowledge of the same ones. Before the results it can be obtained a profile
of the type of source of information of interest of that segment to which those
enterprising ones join value for the development of its projects and products, as
well as to trace guidelines for offer of services, for the libraries, that support the
use of the technological information.
KEYWORDS: Technological incubators. University. Services of information.

REFERENCIAS

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Informação, Brasília, v. 31, n. 2. p. 30-43, maio/ago. 2002.
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1999.
WEITZEN, H. Skip. O poder da informação: como transformar a informação
que você domina em um negócio lucrativo. São Paulo: Makron Books, 1991.

∗

Universidade Estadual de Ponta Grossa – Ponta Grossa – Paraná. ahonesko@uepg.br
Universidade Estadual de Ponta Grossa – Ponta Grossa – Paraná. mlbertho@uepg.br
∗∗∗
Universidade Estadual do Centro-Oeste – Guarapuava – Paraná. antoniocostapg@ig.com.br
∗∗

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Com a implantação das incubadoras tecnológicas nos ambientes universitários, intensifica-se o interesse e a busca pela informação tecnológica. Assim, o presente estudo busca identificar junto às incubadoras tecnológicas instaladas na Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, a importância do uso dos serviços e recursos informacionais disponíveis e oferecidos pelas bibliotecas destas instituições para apoiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os principais objetivos são: identificar as necessidades de informação dos empreendedores das incubadoras tecnológicas e verificar o nível de conhecimento e grau de importância atribuído pelos sujeitos, aos serviços e recursos informacionais oferecidos pelas bibliotecas. Os sujeitos da pesquisa foram os pesquisadores incubados na IntecPonta (Incubadora Tecnológica de Ponta Grossa) e Integ (Incubadora Tecnológica de Guarapuava).Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário com identificação dos serviços e suas respectivas descrições, no qual destacam o conhecimento dos serviços, a avaliação e o grau de importância atribuído, a freqüência de uso e os canais de divulgação necessários para o conhecimento dos mesmos. Diante dos resultados pode-se obter um perfil do tipo de fonte de informação de interesse desse segmento ao qual esses empreendedores agregam valor para o desenvolvimento de seus projetos e produtos, bem como traçar diretrizes para oferta de serviços, pelas bibliotecas, que apóiem o uso da informação tecnológica.</text>
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                    <text>CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA COLEÇÕES DE PERIÓDICOS

Ana Cláudia Carvalho de Miranda∗

RESUMO

Trata do estabelecimento de critérios na avaliação das coleções de periódicos em
face da escassez de recursos orçamentários destinados à formação e
manutenção dos acervos. Os critérios abordados contribuem como diretrizes de
apoio na tomada de decisões do bibliotecário. O objetivo é dotá-lo de ferramentas
racionais para auxiliá-lo da forma mais adequada na busca pela melhor utilização
dos recursos disponibilizados. Dentre as decisões a serem tomadas, busca-se
àquelas que causarão o menor impacto negativo para a comunidade de usuários.
Por fim, demonstra a preciosa contribuição dos periódicos para o avanço das
pesquisas em geral, tornando este tipo de publicação de vital importância no
contexto da composição do acervo.
PALAVRAS CHAVES:
periódicos – critérios.

Periódicos.

Publicações

periódicas.

Avaliação

de

1 PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS
A invenção da imprensa por Gutemberg em 1448 originou a explosão
bibliográfica, contribuindo para o crescimento da divulgação do conhecimento
registrado, acarretando um aumento significante no volume de publicações
editadas no mundo. Abriu-se caminho para o surgimento dos periódicos, cujo
objetivo é contribuir para o avanço do conhecimento.
Os periódicos podem abordar assunto específico ou abranger mais de uma
área do conhecimento, dependendo da limitação de sua cobertura. Os periódicos
são considerados uma fonte de informação primária, pois abordam informações
novas, fatos, acontecimentos ou novas interpretações de teorias, sendo
indispensáveis na divulgação dos resultados de pesquisas e relatos de
experiências recentes, facilitando o acompanhamento constante dos avanços em
cada área, favorecendo a necessária realimentação do ciclo de geração de
comunicação e disseminação mais rápida de novos conhecimentos.

�Prado (1992, p. 103) adverte:
o periódico caminha muito mais a par da ciência do que
os livros, pois pesquisas, descobertas ou observações
chegarão, através dos periódicos, no mesmo mês ou na
mesma semana às mãos, ao passo que o livro, embora
com mais detalhes e estudo mais profundo só será
obtido, na melhor das hipóteses, meses depois.

Além da missão de divulgar os resultados de pesquisas e relatos das
experiências, os periódicos têm muitas outras como: preservar o conhecimento
garantindo a possibilidade de futuros acessos e manter o padrão de qualidade
dos artigos. Os periódicos que se prezam e buscam um melhor nível das suas
publicações possuem uma comissão, comitê ou conselho editorial formado por
especialistas que irão apreciar os artigos submetidos à publicação e verificar se
os mesmos estão enquadrados nas normas ou requisitos por eles estabelecidos.
Sob a existência dessa comissão, Vergueiro (1995) ressalta ser um indicador
relevante, pois confirma que a publicação trabalha com o critério de autoridade,
além de ser uma garantia de qualidade internacional. Os membros da comissão
devem ser autoridades científicas confiáveis, além de cederem sua reputação
para o periódico.
Alguns conceitos de publicações periódicas têm sido abordados pelos
estudiosos da Biblioteconomia, contudo, nenhum deles é estabelecido como
oficial. Pelo contrário, alguns autores entendem que a definição de publicação
periódica diferencia-se da de publicação seriada. A dificuldade na definição está
no ponto de vista de cada estudioso. A Associação Francesa de Normalização
(apud GUINCHAT; MENOU, 1994) define periódico como uma publicação que
conta com a colaboração de diversos autores, possuindo um título oficial, editada
em intervalos regulares delimitados anteriormente, contendo sumário e se
encadeando de forma cronológica por um período de tempo indeterminado.
Enquanto Prado (1992) considera as publicações periódicas como editadas em
partes com a participação de vários autores e sob a direção de uma ou diversas
pessoas, com uma entidade responsável. Conceitua porém, publicação seriada,
como irregulares, mas obedecendo uma seqüência e cita alguns exemplos
dessas publicações: anuários, atas de congressos, relatórios, etc. Já para

�Guinchat e Menou (1994), publicação seriada é uma publicação com duração
ilimitada, a priori, com periodicidade irregular e normalmente editada por uma
coletividade.
Por outro lado, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1998)
considera os periódicos como um tipo de publicação seriada, definindo-a como
uma publicação em fascículo ou volume geralmente numerados cronológica e/ou
seqüencialmente, sem um período predeterminado de término, podendo ser
editada sob forma impressa ou não.
Mueller (2000) comenta o surgimento dos periódicos científicos no século
XVII, na Europa, em um período da história marcado por mudanças em toda
sociedade. Com o aparecimento da ciência moderna, ocorreu a necessidade de
acelerar a comunicação das experiências para possibilitar a troca com maior
velocidade de idéias e críticas entre todos os cientistas interessados no assunto
em questão. Isso contribui para o advento de um novo meio de comunicação que
rompe as fronteiras da comunicação oral e a correspondência pessoal, bem mais
ligeiro que os livros e tratados: o periódico científico.
Quanto aos primeiros periódicos científicos que se tem notícia, Muller
(2000) menciona o Journal de Sçavans como o primeiro do gênero a ser
publicado em 5 de janeiro de 1665, fundado pelo francês Denis de Sallo. O
segundo não demorou muito para aparecer. Em menos de três messes depois,
surgiu um novo periódico denominado Philosophical Transactions, fundado por
um grupo de ingleses ligados à Royal Society. Este tipo de publicação foi bem
aceita

na

época

pelos

pesquisadores.

Rapidamente,

outros

periódicos

começaram a serem publicados através das sociedades de cientistas do
continente europeu, buscando divulgar as pesquisas que estavam sendo
executadas por seus integrantes.
Cunha

(2001)

relaciona

algumas

características

das

publicações

periódicas:
a) Periodicidade: intervalo de tempo entre a publicação dos
fascículos;

�b) Publicações em partes sucessivas: seguem normalmente uma
sistematização, isto é, subdividem-se por ano, volume ou tomo,
número, fascículo ou caderno;
c) Continuidade da publicação indefinida: possuem uma duração
indeterminada, sendo esta sua principal característica;
d) Variedade de assuntos e autores: podem abordar artigos sobre
diversos assuntos ou sobre vários aspectos de um mesmo
assunto, e geralmente de diferentes autores.
Apesar dos periódicos serem uma publicação de grande aceitação, ainda
apresentam alguns obstáculos na satisfação dos seus usuários. Dentre elas as
principais são: custos elevados de atualização das coleções, quebrando a sua
continuidade; expansão no número dos títulos, causando dificuldade tanto na
seleção quanto na aquisição; atraso na publicação dos artigos que, muitas vezes,
ultrapassa um ano após o recebimento do original pelo editor etc.
Andrade e Vergueiro (1996) reconhecem o trabalho com as coleções de
periódicos como sendo minucioso no conjunto das atividades da biblioteca em
razão da sua periodicidade que requer um controle permanente e detalhado do
recebimento de todos os fascículos ou volumes durante a vigência da assinatura,
como também as possíveis cobranças dos atrasos ou falhas.
Para a formação e manutenção de uma coleção de periódicos que tenha
qualidade e satisfaça as necessidades dos usuários é suma importância termos
continuamente uma política de avaliação do acervo considerando a possível
escassez dos recursos financeiros, ocasionando cancelamento de assinaturas.

2 AVALIAÇÃO DAS COLEÇÕES DE PERIÓDICOS
No Brasil, como nos demais países em desenvolvimento, o nível dos
serviços oferecidos raramente satisfaz as expectativas da comunidade de
usuários. Acredita-se que tal cenário se configura em decorrência do crescimento
impetuoso do mercado editorial, do custo elevado das assinaturas / renovações

�dos periódicos e da escassez dos recursos financeiros para dar continuidade às
coleções, deixando claro a evidência da necessidade de estudos contínuos que
justifiquem a manutenção das assinaturas dos periódicos. Mueller (2000) destaca
que esta dificuldade se agravou no início da década de 90 por decisões políticas e
econômicas do país, cujas conseqüências foram sentidas ao longo de toda
década.
Esse quadro tem conduzido as bibliotecas a reavaliarem sua política de
desenvolvimento de coleções, na tentativa de se adequarem à realidade não
favorável, pois do contrário, as bibliotecas irão se distanciar dos reais interesses
do público por não conseguirem preservar uma coleção de periódicos que interaja
positivamente com os usuários e suas necessidades. Conseqüências danosas
poderão advir se não houver uma mudança nos paradigmas levados em
consideração na política de desenvolvimento de coleções, tais como: redução na
freqüência, perda da qualidade da coleção, cancelamento da renovação
assinaturas etc.
É preciso analisar freqüentemente os pontos fortes e fracos do acervo para
garantir a continuidade da coleção. Este processo de analisar as coleções,
elimina a nociva prática de se incorporar novos títulos sem uma análise adequada
que leve em conta o grau de utilidade e o valor contextual na formação do acervo.
Assim fazendo, estaremos evitando despesas onerosas com documentos
desnecessários aos interesses do público. O ato de avaliar uma coleção de
periódicos é um processo constante, pois requer um acompanhamento contínuo
de sua relevância para os usuários e do espaço disponível para armazená-lo.
Tendo em vista que essa coleção cresce rapidamente com a chegada quase que
diária dos novos fascículos, faz-se necessário um bom planejamento do espaço
para seu armazenamento.
Lancaster (1996) afirma que a avaliação é um elemento indispensável para
administração bem sucedida em qualquer empreendimento e reforça tal
pensamento com a citação da lei da Raganathan – A biblioteca é um organismo
em crescimento. Um crescimento saudável exige ajustes às mudanças que

�precisam ser realizadas além da adaptabilidade as novas condições sociais
cambiantes.
A avaliação da coleção de periódicos difere totalmente da executada com
os livros, tendo em vista que na primeira é determinado um comprometimento
com sua continuidade, por tempo indeterminado. Já para com os livros, essa
decisão não tem nenhuma importância. Sem falar em outros fatores específicos,
normalmente, não existe argumento para que a biblioteca opte por ter apenas
alguns fascículos de um título e outros não. Ela precisa obrigatoriamente adquirir
a coleção como um todo, desde o instante em que decide efetuar a assinatura.
Para julgar a qualidade de um periódico, Vergueiro (1995) destaca dois
indicadores: primeiramente, a opinião de um especialista e segundo, a análise
das informações da contracapa ou das páginas iniciais.
Precisamos estabelecer critérios de avaliação como apoio para subsidiar a
tomada de decisões quanto ao cancelamento das assinaturas face a escassez de
recursos financeiros.

3

CRITÉRIOS

DECISIVOS

QUANTO

AO

CANCELAMENTO

DAS

ASSINATURAS
Para definir-se os critérios a serem adotados na política é indispensável ter
conhecimento do estado atual da coleção, dos interesses informacionais da
comunidade a ser servida e dos recursos financeiros disponíveis para aquisição.
Segundo Miranda (2003) o estabelecimento de critérios assegura que o acervo é
produto de um planejamento voltado para as diretrizes e objetivo da instituição na
qual a biblioteca está inserida.
Lancaster (1996) sugere a elaboração de uma lista classificada dos títulos
que retrate as prioridades para permanência das assinaturas onde os títulos
relacionados ao final são os cotados a terem suas renovações suspensas com
menos prejuízo para os usuários. Quanto aos critérios para obter essa
classificação, Lancaster relaciona algumas medidas:

�a) Mediante os dados de uso real coletados na biblioteca –
verifica-se o grau de êxito obtido nas consultas realizadas;
b) Mediante dados de uso que já tenham sido coletados por outra
biblioteca – compara-se os dados obtidos na biblioteca com
outra da mesma especialidade;
c) Mediante as opiniões – colhe-se o parecer de alguns
especialistas da área da publicação bem como o dos usuários.
Nesta pesquisa são apontados os periódicos mais importantes
para uma melhor prestação de serviços oferecidos pela
biblioteca;
d) Mediante citações – o grau de importância de um periódico é
diretamente proporcional ao número de ocorrências das
citações feitas em publicações. O Journal Citation Reports
(JCR), editado pelo Institute Scientific Infomation, possui uma
lista de classificação de periódicos levando em consideração o
número de vezes que foram citados;
e) Fator impacto – divulgado pelo JCR o fator impacto representa
o cociente entre o número de citações recebidas por um
periódico e o número de artigos publicados por este periódico.
Quanto maior o fator impacto mais alto estará o título na lista
de classificação dos periódicos por prioridade, sendo menos
provável o cancelamento da assinatura;
f) Custo-eficácia – é o único critério que leva em conta o custo.
Um periódico muito consultado tendo um custo de aquisição
pequeno, terá uma boa relação custo-eficácia. Quanto menor a
relação custo-eficácia, mais alto estará o título na lista de
classificação por prioridade o título na lista de classificação;
g) Mediante o número de artigos publicados numa determinada
especialidade – a partir da escolha de uma área do
conhecimento, busca-se identificar as revistas mais produtivas
da área especifica estabelecida através da verificação do
número

de

consultas

realizadas

em

uma

biblioteca

�especializada na mesma área. Bem como por meio de buscas
feitas

em

bases

de

dados

da

área

correspondente,

identificando-se os periódicos básicos e os mais produtivos nos
mais variados aspectos. Determina-se a relevância de um título
de periódico comparando-se o número de artigos recuperados
e julgados importantes pelos usuários com o total de artigos
publicados em um delimitado período de tempo.

Além dos critérios relacionados acima, temos outros indispensáveis e de
grande valia no momento da decisão quanto ao cancelamento das assinaturas:

a) Conteúdo – o mérito de um periódico é avaliado através dos
seguintes

fatores

do

conteúdo:

validade,

importância,

originalidade do tema etc;
b) Número de assinantes – demonstra o grau relativo de interesse
pelo o periódico quando comparado aos periódicos da mesma
especialidade;
c) Influência – repercussão que o título representa para área que se
destina;
d) Média de uso no último ano – retrata fielmente o volume de
utilização dos títulos da coleção nos últimos doze meses;
e) Credibilidade – processo de revisão editorial, o contexto e o
comprometimento com temas atuais.
f) Afinidade com os interesses da instituição – adequação aos
objetivos da instituição;
g) Disponibilidade em outra biblioteca da mesma localidade – o
título de periódico não tão relevante e de fácil acesso e consulta
em bibliotecas da mesma localidade, torna menor o grau de sua
necessidade de aquisição. Sendo assim, poder-se-á dar
prioridade aos títulos mais relevantes e de menor oferta na
localidade considerada.

�h) Acesso on-line gratuito – rapidez no alcance dos artigos com
custo mínimo ou nenhum para a biblioteca, possibilitando a
impressão de cópias imediata dos artigos;
i) Regularidade da publicação – o periódico deve ser pontualmente
publicado obedecendo periodicidade estabelecida;
j) Título, resumo e palavras-chave em inglês – amplia as fronteiras
de acesso facilitando as buscas;
Antes de se optar pelo cancelamento de determinada assinatura é preciso
inicialmente analisar-se os possíveis motivos do pouco ou quase nenhum uso
do(s) título(s) passiveis de descontinuidade. Essa situação de subutilização pode
ter se dado em razão da falta de divulgação por parte da biblioteca. Aconselha-se
se for o caso, uma campanha ampla de divulgação em locais atraentes,
comunicação aos usuários por mala direta etc, em uma tentativa de alavancar as
consultas e dessa maneira mudar o perfil de subutilização do referido periódico
retirando-o da lista das assinaturas a serem canceladas.
A escolha dos critérios de avaliação vai, portanto, interferir na política de
desenvolvimento de coleções a ser adotada pela biblioteca. Conforme Miranda
(2003) enfatiza, a qualidade na política de desenvolvimento de coleções está
condicionada a sua flexibilidade para alterar-se ou ajustar-se sempre que
constatada a ineficácia ou obsolescência dos critérios utilizados no momento.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As publicações periódicas trazem sempre uma contribuição preciosa, pois
constituem uma das mais eficientes fontes de informações para o registro e
divulgação das últimas pesquisas, sendo indispensáveis para o avanço da ciência
e tecnologia.

�Os usuários que buscam estas publicações são bastante exigentes, pois
procuram sempre as notícias mais recentes nos mais variados campos da
atividade humana para se manterem atualizados.
O gerenciamento das coleções de periódicos envolve uma atividade
complexa diante desafios enfrentados pelos bibliotecários tais como: surgimento
de novos títulos de periódicos que se multiplicaram de forma exponencial nos
últimos anos, aumento considerável do custo das assinaturas, necessidade de
ampliação do espaço para armazenamento, dispersão da informação etc.
Considerando também o cenário nacional pouco favorável, em virtude da
escassez de recursos financeiros, atualmente, uma das maiores preocupações é
a necessidade emergencial de decisões estratégias para avaliar as coleções de
periódicos.
As decisões tomadas ao se optar pelo cancelamento de assinaturas,
devem ser executadas através do estabelecimento de critérios que irão facilitar
essa escolha, com a participação dos usuários, procurando reduzir ao máximo o
impacto negativo destas ações e objetivando manter a coleção atuante e
dinâmica, garantindo a manutenção dos interesses e demandas institucionais.
Diante do exposto, espera-se que os critérios apresentados no estudo
possam servir de auxílio para possíveis avaliações e cancelamento das
assinaturas nas coleções de periódicos. Busca-se corrigir falhas na política de
desenvolvimento de coleções de periódicos inserindo critérios de avaliação
compatíveis com as necessidades da comunidade de usuários.

CRITERIA TO AN EVALUATION OF PERIODICALS
ABSTRACT
Establishing criteria to an evaluation of periodicals due to lack of investments in
order to organize and maintain the archives. This criterion contributes to the
process of decision making of the librarian. The aim is to help him find the best
way to make use of the available resources approprietly. Within the decisionmaking possibilities, we seek those, which could cause the least negative impact.

�Finally, demonstrates the development of researches. Which makes this kind of
publication fundamental for the archive organization.
KEY WORDS: Periodicals. Periodical publications. Evaluation of periodicals –
criteria.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Valdomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10525: numeração
internacional para publicação seriadas – ISSN. Rio de Janeiro, 1988.
CUNHA, Murilo Bastos da. Para saber mais: fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Introdução às ciências e técnicas da
informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. A qualidade enquanto instrumento na
política de desenvolvimento de coleções jurídicas. In: CIBERÉTICA, 2., 2003,
Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: [s.n.], 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/7-13-e1-13.pdf&gt;. Acesso em 15 jul.
2004.
MULLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELO,
Bernadete Santos (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000.
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2.
ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 1992.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

�VERGUEIRO, Valdomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Polis, 1989. (Coleção Palavra-chave, 1).
______. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
______. ______. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 1997.

∗

Bacharel em Biblioteconomia pela UFC. Especialista em Gestão da Qualidade total pela UFRN. Bibliotecária Chefe da Biblioteca do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte . Tribunal de Justiça do Estado

do Rio Grande do Norte – Biblioteca. Praça Sete de Setembro, s/nº Cidade Alta, 59.025-300 Natal – RN – Brasil anaclaudia@tjrn.gov.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trata do estabelecimento de critérios na avaliação das coleções de periódicos em face da escassez de recursos orçamentários destinados à formação e manutenção dos acervos. Os critérios abordados contribuem como diretrizes de apoio na tomada de decisões do bibliotecário. O objetivo é dotá-lo de ferramentas racionais para auxiliá-lo da forma mais adequada na busca pela melhor utilização dos recursos disponibilizados. Dentre as decisões a serem tomadas, busca-se àquelas que causarão o menor impacto negativo para a comunidade de usuários. Por fim, demonstra a preciosa contribuição dos periódicos para o avanço das pesquisas em geral, tornando este tipo de publicação de vital importância no contexto da composição do acervo.</text>
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                    <text>PROJETO DE UNIFICAÇÃO DE ACERVOS PARA A REDE DE
BIBLIOTECAS DA UNESP- UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA.

Vania Aparecida Marques Favato∗
Regina Maria Seneda
Sílvia Dias Degasperi
Margarida Morsoletto Ferreira
Mara Langraf Colucci
Diva de Oliveira Campos
Silvana Cristina Leoncio Curci

RESUMO
O presente artigo relata um histórico do processo de automação do acervo da
Rede de Bibliotecas da UNESP – na formação do Banco de Dados
Bibliográficos - ATHENA e apresenta o Projeto de Unificação de Acervos
visando a totalização da Base.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas – automação. Unificação acervos. Banco de
Dados Bibliográfico ATHENA. UNESP – Rede de Bibliotecas. ALEPH

INTRODUÇÃO

O advento da informática fez ressurgir o interesse em como os
indivíduos buscam e usam a informação. A informação passa a ser a palavrachave de uma nova era que se estabelece, a era quaternária, ou a era da do
telefone, da televisão e de computadores. Esses meios com enorme poder de
penetração na sociedade, caracterizados pela instantaneidade e rapidez
operacional, foram rapidamente incorporados pelos serviços de informação,
cuja missão é coletar, processar, recuperar e difundir a informação, a fim de
propiciar o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural.
Diante do grande volume de informações geradas e do surgimento dos
computadores, as Bibliotecas e Unidades de informação passaram a utilizar
essa nova ferramenta, iniciando a automação dos seus acervos com a
finalidade de facilitar o acesso e a recuperação da informação.

�A UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA E A REDE DE BIBLIOTECAS
UNESP
A UNESP - Universidade Estadual Paulista foi criada em 1976 e integra,
juntamente com a USP - Universidade de São Paulo e a UNICAMP Universidade Estadual de Campinas, o sistema estadual paulista de ensino
superior. A UNESP é uma instituição mantida com verbas públicas e tem uma
característica especial: ser multicampus, o que a diferencia das demais
Universidades Brasileiras. São 33 faculdades e institutos distribuídos por 23
cidades do Estado de São Paulo e oferece 162 cursos de graduação e 190 na
pós-graduação sendo 102 de mestrado e 88 de doutorado.
A Rede de Bibliotecas da UNESP é constituída por 29 bibliotecas e está
subordinada à Coordenadoria Geral de Bibliotecas cuja missão é: “Propiciar
uma efetiva interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio acadêmico e
Instituições congêneres nacionais e internacionais, através de ações conjuntas,
facilitando a comunicação entre os vários segmentos da Universidade, visando
a democratização da informação em benefício da sociedade”. Através de três
grupos especializados: GATE (Grupo de Apoio Técnico Especializado); GA
(Grupo de Automação) e GFDC (Grupo de Formação e Desenvolvimento de
Coleções) a Coordenadoria Geral de Bibliotecas implementa ações integradas
para o desenvolvimento de toda a Rede de Bibliotecas da UNESP.
A missão da Rede de Bibliotecas da UNESP é: “Disponibilizar a
informação apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão
contribuindo para a melhoria de vida do cidadão”.
O Objetivo da Rede é disponibilizar a informação permitindo o acesso de
todos ao mesmo tempo.

AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UNESP

�O primeiro passo para a automação das Bibliotecas teve início em 1994,
quando a UNESP iniciou a interligação de suas Unidades através de uma rede
computacional a partir da Reitoria em São Paulo.
No início do processo de automação, a maioria das bibliotecas tinha o
acervo representado em papel, mas algumas Bibliotecas já haviam iniciado o
processo de automação, de forma individual, utilizando o software Microisis e
outros sistemas domésticos.
Após realizar um levantamento dos disponíveis no mercado e que já
estavam sendo utilizados pelas bibliotecas universitárias do país, a
Universidade, em 1997, optou pelo software ALEPH, sistema integrado,
utilizado por diversas bibliotecas do país, incluindo a USP – Universidade de
São Paulo. O sistema ALEPH foi adquirido com todos os seus módulos
principais de maneira a atender a informatização de todas as funções das
bibliotecas.
Os registros que constituem a base de dados Athena provem de três
fontes distintas: duas bases de dados cooperativas e a catalogação original
realizada pelos Bibliotecários da UNESP. A base de dados Athena começou a
se formar através da utilização do programa de entrada de dados da Rede
Bibliodata, que reúne registros bibliográficos de várias bibliotecas brasileiras e
que permitia a recuperação de 50% do acervo existente na UNESP. A OCLC –
Online Computer Library Center, Rede norte americana que reúne 37,5 milhões
de registros de bibliotecas do mundo todo, através de contrato firmado com a
UNESP, autoriza a importação de registros bibliográficos.
Algumas ações foram definidas para acelerar o processo de automação
como:
-

formação de um laboratório de conversão em Marília (Laboratório de

Tecnologias Informacionais) que através de contratos com alunos de
Biblioteconomia, supervisionados pela CGB, realizam serviços de pesquisa nas
bases de dados cooperativas, cópia e/ou adaptação de registros encontrados.

�-

questões de treinamento, controle de qualidade e critérios que

norteavam a conversão foram centralizados na CGB/SP. Os treinamentos
foram realizados através de grupos multiplicadores que visitavam as
Bibliotecas por região;
-

cursos de aperfeiçoamento foram realizados visando a catalogação em

meio magnético: AACR2 e formato MARC.
O acervo da Rede de Bibliotecas da UNESP é composto por 654.581
livros, sendo 514.607 pertencentes á área de Humanas (76,28%) e 159.974
pertencentes as demais áreas do conhecimento (23,78%).

514.607 = 76,29 %

159.974 = 23,71 %

674.581 = 100%

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA depois
depois

Acervo
Acervo TOTAL
TOTAL
Livros das Demais

Livros demais

Livros das Humanas

Lirvros das Humanas - Migração

Livros - Total

Livros humanas

Figura 1 – Acervo total da Rede de Bibliotecas da UNESP

Após seis anos de intensos trabalhos de inserção de registros na Base
Bibliográfica ATHENA, constatou-se que houve um desaceleramento, isto é, a
Base começou a apresentar um crescimento muito lento, projetando como
conseqüência um tempo maior que o esperado para a totalização da Base.
Fazendo uma avaliação, verificou-se que a quantidade dos registros
inseridos pelas Bibliotecas tinham sido equivalentes, mas para algumas
Bibliotecas essa quantidade correspondia quase que à totalidade do acervo,
enquanto que para outras, representava uma parte muito pequena. Incluímos

�no primeiro grupo, as Bibliotecas das áreas de Saúde e Biológicas, que utilizam
mais periódicos que livros como material de pesquisa. As biblotecas de médio
porte da área de exatas também estavam num ritmo acelerado. Então onde
estava o problema? O problema estava centralizado nas biblotecas que
possuíam grandes acervos, isto é, as biblotecas da área de Ciências Humanas,
que pela própria especificidade da área, utilizam prioritariamente o acervo de
livros.

Acervo de LIVROS Unesp

Acervo de LIVROS ATHENA

Acervo de Livros
das Humanas:

514.607

76,28 %

ATHENA Livros das
Humanas

139.702

20,71 %

Acervo de Livros
das Demais:

159.974

23,72 %

ATHENA Livros das
Demais

122.866

18,21 %

Acervo Total de
Livros:

674.581

100 %

ATHENA Livros

262.568

38,92%

Tabela 1 – Compartilhamento de acervo

A fim de encontrar uma solução para totalização da Base de Dados
Athena, o grupo de Diretores das Biblotecas de Humanas, com apoio do Grupo
de Automação elaborou o Projeto de Unificação de Acervos, a fim de ser
submetido à aprovação do Fórum de Diretores de Bibliotecas da Rede UNESP.

PROJETO DE UNIFICAÇÃO DE ACERVOS
Para que o Projeto pudesse ser exeqüível, foram definidos alguns prérequisitos básicos necessários para a participação das Biblotecas da área de
Ciências Humanas no Projeto de Unificação de Acervos:
-

Ter um catálogo em meio magnético;

-

Estar usando o Módulo Circulação do ALEPH;

�-

Assinatura de um Termo de Compromisso, comprometendo-se a entrar
os novos registros, de forma completa e dentro dos padrões de
qualidade estabelecidos para a toda a Rede, bem como a correção dos
registros a serem utilizados pelas outras unidades;

-

Designar um profissional para rever fazer a catalogação do acervo
retrospectivo, que havia sido colocado na Base de forma resumida
através da conversão.
Após ter sido realizado o levantamento dos dados, pelo grupo de

automação e constatado que todas as seis Biblotecas atendiam os requisitos
acima descritos, foi constituída a equipe de trabalho para elaboração do projeto
com

os

seguintes

membros:

Margarida

M.

Ferreira

–

Grupo

de

Automação/CGB; Regina Maria Seneda – Biblioteca de Rio Claro; Diva de
Oliveira Campos – Biblioteca de Bauru; Sílvia Degaspari – Biblioteca de
Presidente Prudente; Vânia Aparecida Marques Favato – Biblioteca de Assis;
Silvana Cristina Leôncio Curci – Biblioteca de Franca e Mara Landgraf Colucci
– Biblioteca de Araraquara.

OBJETIVOS DO PROJETO DE UNIFICAÇÃO:

-

Centralizar no Banco de Dados Athena as informações bibliográficas,

atualmente dispersas em outros sistemas, proporcionando aos usuários maior
rapidez e facilidade nas pesquisas;
-

Colocar as Biblotecas da Rede no mesmo patamar de informatização

criando condições de implantação de políticas gerais para Rede.
É importante ressaltar que, apesar dos registros bibliográficos estarem
aquém do padrão estabelecido para os registros da Base ATHENA, esses
registros foram aceitos na Base como forma de zerar o retrospectivo de todas
as bibliotecas, dando visibilidade a todo o acervo existente nas bibliotecas da
Rede.

�OS PRINCIPAIS ARGUMENTOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO:

-

Agilizar, centralizar e simplificar as pesquisas do banco ATHENA;

-

Compartilhamento de acervos;

-

Simplificação das rotinas de trabalho;

-

Otimização dos recursos humanos;

-

Visualização geral do acervo da UNESP;

-

Redução do tempo necessário para a disponibilização do acervo total da
Rede.

Simplificação e agilização nas pesquisas
A. Vários endereços para consultas e/ou pesquisas na Rede de Bibliotecas da
UNESP:
1. http://www.cgb.unesp.br:4505/ALEPH
2. http://www.fclar.unesp.br/infra/biblioteca/biblioteca.html para fazer pesquisa na
biblioteca da FCL-Araraquara

3. http://www2.rc.unesp.br/acervo/titulo.html para pesquisar na biblioteca de Rio Claro

4. http://www.franca.unesp.br/biblioteca para pesquisar na biblioteca de Franca

5. http://www.biblioteca.bauru.unesp.br/formbusca.html para fazer pesquisa em Bauru

6. Assis, Presidente Prudente não tem catálogo disponível na Internet

B. Simplificação do EEB
Todos passarão a acessar apenas o

http://www.cgb.unesp.br:4505/ALEPH

Tabela 2 – Centralização de pesquisa no Banco de Dados ATHENA

A conversão dos registros bibliográficos nos formatos acima descritos
para a Base Bibliográfica Athena possibilitaria um crescimento instantâneo,
conforme pode ser visualizado abaixo:

�Acervo Total de Livros:

674.581 = 100 %

ATHENA ATUAL

262.568

38,92 %

ATHENA Livros Humanas
(Unificação)

374.905

55,58 %

637.473

94,50%

ATHENA após UNIFICAÇÃO

ATHENA atual = 38,92 %
ATHENA unificada = 94,50 %

Tabela 3 – Visualização geral do acervo da UNESP

Outra contribuição importante do projeto, seria a simplificação das
rotinas de trabalho, até então duplicadas pela utilização de vários sistemas de
registros:

Padronização do processamento técnico
(uso de um só sistema)
Eliminação de consultas e empréstimos
em sistemas diferentes
(sistemas locais BuscaLivro, MicroISIS, etc)

Padronização das estatísticas da STATI
e da STRAUD
Possibilidade de implantação do
empréstimo centralizado

Tabela 4 – Simplicação das rotinas de trabalho

Podemos comparar na tabela abaixo, o potencial da Base Bibliográfica
Athena e a situação atual:

�6 7 4 .5 8 1 = 1 0 0 %

6 3 7 .4 7 3 = 9 4 ,5 %

37 4.90 5 = 55 ,5 8 %

7 00.0 00

6 00.0 00

2 6 2 .5 6 8

=

3 8 ,9 2 %

122 .866 = 1 8,21 %

2 00.0 00

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

13 9.70 2 = 20,7 1 %

3 00.0 00

1 39.7 02 = 20 ,71 %

4 00.0 00

12 2.86 6 = 18 ,2 1 %

15 9.97 4 = 23 ,7 1 %

51 4.60 7 = 76 ,2 9 %

5 00.0 00

1 00.0 00

0

Ac erv
o T o ta l
Acervo
TOTAL
Acervo
TOTAL
L iv r os das De m ai s

%

Livros demais

Ac e rv
o A T H EN A antes
A c eATHENA
rvo AT H EN Adepois
Acervo
ATHENA
Acervo
ATHENA
antes % Acervo
Acervo
ATHENA
depois %

L iv r os das Hu m an as

Li rv r os das Hu m an as - M ig raç ã o

Livros Migrados

L iv r os - T ota l

Livros após Unificação

Livros humanas

Figura 2 – Base ATHENA antes e depois da conversão

A conversão dos registros possibilitaria a quase totalização da Base de
Dados ATHENA como podemos observar:

Acervo
Acervo TOTAL
TOTAL

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA depois
depois

6 7 4 .5 8 1 = 1 0 0 %

6 3 7 .4 7 3 = 9 4 ,5 %
7 00.0 00

37 4.90 5 = 55 ,5 8 %

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA antes
antes
6 00.0 00

2 6 2 .5 6 8

13 9.70 2 = 20,7 1 %

122 .866 = 1 8,21 %

2 00.0 00

1 39.7 02 = 20 ,71 %

12 2.86 6 = 18 ,2 1 %

51 4.60 7 = 76 ,2 9 %

3 00.0 00

15 9.97 4 = 23 ,7 1 %

5 00.0 00

4 00.0 00

=

3 8 ,9 2 %

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

1 00.0 00

0

Ace rvo T o tal
L iv r os das De m ai s

Livros demais

%

Ace rvo A T H EN A

L iv r os das Hu m an as

Livros humanas

%

Li rv r os das Hu m an as - M ig raç ã o

A cervo AT H EN A

%

Livros Migrados

L iv r os - T ota l

Livros após Unificação

Figura 3 – Projeção da Base ATHENA após a unificação do acervo

�REVISÃO DE LITERATURA

Fazendo uma revisão na literatura existente sobre a automação nas
Bibliotecas e Unidades de Informações, encontramos dados importantes que
serviram de embasamento teórico para a fundamentação do Projeto.
Os

avanços

tecnológicos

do

pós,

Segunda

Guerra

Mundial,

possibilitaram um desenvolvimento econômico bastante acentuado e o advento
das redes eletrônicas de informação causaram mudanças significativas nas
formas de comunicação entre os povos. As inovações tecnológicas também
causaram mudanças de paradigmas para as Bibliotecas e Unidades de
Informação.
Na década de 60, se estabelece o marco das primeiras aplicações de
computador para tratamento, armazenamento e recuperação da informação
que trouxeram mudanças significativas na forma de fazer pesquisa. O fato de
poder acessar informações de forma eletrônica mudou o conceito de Biblioteca
Tradicional, cujo conceito era “colecionar” para ter “acesso”. A idéia de
exaustividade das coleções permitiria melhor atendimento, pelo fato de ter
disponível o documento quando da demanda do usuário.
Como datas significativas de automação de bibliotecas, em nível de
Brasil,

constatamos

que

em

1986

se

dá

a

popularização

dos

microcomputadores em Bibliotecas e Unidades de Informação através de
sistemas domésticos, isto é, cada qual realizando a automação de acervos de
forma individual.
Em 1993, com a entrada de sistemas comerciais, desenvolvidos por
empresas multinacionais de grande porte, desperta nas Universidades Públicas
o interesse em utilizar os modernos softwares de automação, desenvolvidos
especialmente para Bibliotecas. Inicia-se assim, a substituição dos sistemas
domésticos pelos sistemas comerciais.
Em outubro de 1997, a Universidade de São Paulo (USP) inaugura o seu
OPAC utilizando o software ALEPH; em dezembro de 1999 a Universidade

�Estadual de Campinas (UNICAMP) inaugura o seu OPAC utilizando o software
VTLS, e em 1993 a Universidade Estadual Paulista (UNESP) adquiri o software
ORTODCS, substituído em 1997 pelo software ALEPH. Em Janeiro de 2000,
surgem os primeiros provedores gratuitos de acesso discado.
Em estudos recentes realizados por Balby (2002) em sua tese de
doutorado, é citado que a informatização das Bibliotecas Universitárias (B.U.)
de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas é mais visível do que a
informatização de outros tipos de bibliotecas. No entanto as B.Us de IES
privadas têm se informatizado em grande escala nos últimos anos, em parte
para responder as pressões do MEC e tendem a finalizar os ciclos de
implantação mais cedo do que as B.Us de IES públicas. Dados revelam que
86% das IES brasileiras são privadas e nelas estão matriculados 64.9% dos
alunos que cursam ensino superior.
As tendências atuais em Bibliotecas IES privadas são:

Melhoria do acervo
Qualificação de Recursos Humanos
Informatização
Espaço físico
Maior participação em congressos e eventos da área (inclusive com
apresentação de trabalhos).

Balby (2002) enfoca, ainda, em sua pesquisa, o uso de catálogos on-line
(OPACS) e nos apresenta uma conceituação de OPAC como sendo catálogo
em linha de acesso público. Hildreth (1995 apud Balby, 2002) conceitua o
OPAC como sendo “lugar no tempo e no espaço onde o usuário e o sistema de
informação interagem e se comunicam para realizar tarefas úteis de busca de
informação”.
Em 2 anos de pesquisa analisando o OPAC da Biblioteca da
Universidade São Marcos, a autora constatou-se que as buscas dos usuários
no Banco de Dados Bibliográficos, 33% foram em título, 21% referia-se a

�assunto e 19% a autor. Esses dados foram recuperados a partir do log
transações (o que está por trás do computador, são os registros de uso das
buscas dos usuários).

CONCLUSÃO

A implantação do Projeto de Unificação de Acervos, visando centralizar
no Banco de dados Athena as informações bibliográficas dispersas em outros
sistemas, representava um grande avanço para o ensino e a pesquisa da
Universidade, uma vez que tornaria visível todo o valioso acervo das vinte e
três Bibliotecas da Rede de Bibliotecas da UNESP.
O fato dos registros apresentarem informações incompletas, não
inviabilizaria a recuperação da informação por parte dos usuários, pois
conforme

foi

comprovado

por

Balby

(2002)

as

buscas

são

feitas

prioritariamente por título, assunto e autoria.
Estudos também revelaram que algumas bibliotecas levariam cerca de
25 anos de trabalho para inserir os registros, até então existentes na Base
Athena, sem considerar as novas aquisições.
Após ter sido apresentado e discutido exaustivamente, na reunião
conjunta de Diretores de Bibliotecas, Coordenadoria Geral de Bibliotecas e
Presidentes das Comissões de Bibliotecas, no dia 29 de maio de 2003, em
Araçatuba, o Projeto de Unificação de Acervo foi aprovado.
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas, através do grupo de automação,
se responsabilizou pelos procedimentos técnicos necessários para a
conversão dos registros.

REFERÊNCIA
BALBY, C. N. Estudos de uso de catálogos on line (OPACS) revisão
metodológica e aplicação da técnica de análise de log de transações a um

�OPAC de biblioteca universitária brasileira. 2002. 137 f. Tese (doutorado em
Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade
de São Paulo. São Paulo, 2002.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KRZYZANOWSKI, R. F. et. al. Conversão retrospectiva de catalogação de
registros bibliográficos do Banco Dedalus: uma experiência do SIBI/USP. In:
SEMINÁRIO DE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997. Águas de Lindóia. Anais... São José dos
Campos: INPE, 1997. p.71-75.
FERREIRA, M.M.; MARTINELLI, A.T. Formação da Base de Dados ATHENA.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 3., 1999, Marília.
Anais... Marília: Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, 1999. p.25-31.

∗

e-mail: vamfa@assis.unesp.br
e-mail: rmseneda@rc.unesp.br
e-mail: bibliote@prudente.unesp.br
e-mail: margot@reitoria.unesp.br
e-mail: coluccim@fclar.unesp.br
e-mail: sraud@bauru.unesp.br
e-mail: silvana@franca.unesp.br
Bibliotecários da Rede de Bibliotecas da UNESP – Universidade Estadual Paulista – Alameda
Santos, 647 – 10º andar – CEP 01419-901 – Cerqueira Cesar – São Paulo – SP – Brasil.

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O presente artigo relata um histórico do processo de automação do acervo da Rede de Bibliotecas da UNESP – na formação do Banco de Dados Bibliográficos - ATHENA e apresenta o Projeto de Unificação de Acervos visando a totalização da Base.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA EM REDE: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNICAP NA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA PERGAMUN
Simone Rosa∗
Andréa Lins∗∗

RESUMO
Incorporar novas tecnologias em bibliotecas universitárias amplia sua capacidade de
serviços e estimula a comunidade científica na produção do conhecimento, abrindo
novos caminhos para o acesso à informação. A Biblioteca Central da Universidade
Católica de Pernambuco – UNICAP, nos últimos três anos vêm investindo
maciçamente na aquisição de recursos tecnológicos e capacitação de pessoal para
avançar e modernizar seus produtos, processos e serviços informacionais. Uma de
suas principais ações, foi a implantação do Sistema Integrado de BibliotecasPERGAMUM, totalmente operacionalizado em rede, visando o compartilhamento de
serviços, bem como o intercâmbio de informações. Pretende-se mostrar com esse
trabalho o processo de implantação, iniciado em julho de 2003 e seu
desenvolvimento nesses sete meses. Serão apresentados também os principais
serviços oferecidos após a implantação e os resultados de todo esse processo. Com
isso, atualmente a biblioteca apresenta-se com ferramentas de estratégias
fundamentais para competir no mercado, tornando-se uma instituição parte de uma
Rede Nacional de Bibliotecas, onde o usuário pode recuperar a informação de forma
rápida e eficiente.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central da Universidade Católica de Pernambuco – BC/UNICAP
trabalha com um compromisso de proporcionar o acesso à informação, através da
excelência na qualidade de atendimento que presta à comunidade científica,
disponibilizando seu acervo, bem como outros serviços. A partir dessa premissa, foi
apresentado um projeto de atualização tecnológica e modernização da Biblioteca
Central para que pudesse construir uma infra-estrutura adequada para adquirir um
novo sistema que estivesse compatível aos avanços tecnológicos. A escolha do
software Pergamum, desenvolvido pela Divisão de Processamento de Dados da

�Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, foi concretizada após uma
exaustiva fase de reuniões junto à Pró-Reitoria de Graduação e Extensão e
Administrativa, em que foram feitos estudos, análises e visitas técnicas.

2 ETAPAS PARA O PROCESSO DECISÓRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE UM
SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECA
A primeira etapa do processo iniciou em 2002, com a apresentação de um
projeto de atualização tecnológica e modernização da Biblioteca Central,
desenvolvido por uma equipe de profissionais da UNICAP: Jaíse da Costa Leão
(Diretora da Biblioteca), Gerson Florentino da Silva (Chefe da DIFIC-Divisão de
Finanças), Gilson Gonçalves de Vasconcelos (Chefe da DISUP-Divisão de Suporte),
Leonardo Alexandre Vieira Peretti (Chefe do NIC -Núcleo de Informática), Marcos
Torres da Costa (Chefe da DISEN-Divisão de Desenvolvimento), Mário Buarque
(Engenheiro) e Tereza Cristina Guimarães de Faria (Chefe da DAPAC-Divisão de
Apoio Acadêmico). Através de estudos e análise dos requisitos de hardware, a
equipe recomendou neste projeto, a aquisição de novos equipamentos para a
Biblioteca e o Núcleo de Informática, Setor que dar suporte tecnológico para a
Universidade, com o objetivo de proporcionar uma infra-estrutura adequada para o
perfeito funcionamento de um novo sistema de gerenciamento de bibliotecas.
Partindo da premissa que o Software Pergamum seria a solução adotada, os
requisitos de hardware e suporte técnico exigidos são:
Plataforma de servidor para o software : Pentium IV 2Ghz, 512 Mb de
RAM, monitor SVGA, 4Gd de disco rígido, controlador de disco SCSI,
Windows NT 4.0;
Plataforma mínima para os software clientes : Pentium 300Mhz, 64MB
de RAM, Monitor SVGA, Drive 1.44", 1MB de placa de vídeo, 1.96Gd
de disco rígido, adaptador de rede, todos utilizando Windows 95 ou
superior.

�Considerando que o sistema recomendado funciona em rede, também foi de
responsabilidade da equipe, a adoção da plataforma RISC e SGBD Oracle, por
oferecer maior segurança e confiabilidade na solução.
Desta forma, para implementar o projeto de atualização tecnológica (ambiente
Risc e Oracle), alguns equipamentos foram adquiridos: 17 computadores Pentium IV;
17 licenças de uso do Microsoft Office XP Stde; 7 impressoras jato de tinta (HP
930c); 1 gravador de cd-rom; 4 estabilizadores; 1 switch 3Com SuperStack III de 24
portas; 1 Patch Panel; 7 pontos de rede e de força;3 mesas para micro (padrão
UNICAP); 3 cadeiras ergonômicas Giroflex; 5 mesas para impressoras. E quanto à
modernização da BC: licenciamento do Software Pergamum; treinamento e
instalação do Pergamum; licenciamento do software Oracle; instalação e
customização do Oracle; servidor BD-RS/6000 P610 (2 Power III 450 Mhz); servidor
firewall – RS/6000 P610 (1 Power III); servidor Biblioteca Digital);

instalação do

firewall; 24 computadores Pentium IV; 24 licenças de uso do Microsoft Office XP
Stde; 4 estabilizadores; 2 impressoras jato de tinta (código de barra); 19 leitoras de
código de barras (portátil); 26 pontos de rede e de força; pontos de redes e de força
dos servidores; 2 patch panel; 2 switch 3Com SuperStack III de 24 portas; 6 mesas
de micro (padrão UNICAP); 6 cadeiras ergonômicas Giroflex; 11 bancadas para
computadores; 5 bibliotecários contratados para prestação de serviço; 5 bolsistas
universitários e 2 treinamentos em Oracle.
A segunda etapa do processo foi realizada em 2003 com a aquisição do
Pergamum, sistema informatizado de gerenciamento de Bibliotecas, em linguagem
Delphi, implementado na arquitetura cliente/servidor, interface WEB utilizando PHP
ou ASP, cujo sistema gerenciador de banco de dados é: Sybase, SqlServer ou
Oracle, desenvolvido no formato Machine Readable Cataloging - MARC.
O Sistema é um software de gestão de Bibliotecas por funcionar de forma
integrada desde a aquisição de obras até o atendimento ao usuário, apresentando
todas as principais funções que uma Biblioteca precisa.

�Algumas considerações foram relevantes para a tomada de decisão. A análise
das informações coletadas realizada pela equipe da UNICAP, resultou na
identificação dos requisitos imprescindíveis e desejáveis do Pergamum para atender
às necessidades da Biblioteca e seus usuários:
a) Requisitos relacionados à tecnologia – identificam a capacidade dos recursos
tecnológicos, intercâmbio de dados:
Requisitos imprescindíveis
Acesso simultâneo de usuários às bases de dados.
Armazenamento, recuperação e classificação correta dos caracteres da língua
portuguesa.
Arquitetura de rede – cliente/servidor.
Auditoria no sistema.
Capacidade de atualização dos dados em tempo real.
Capacidade de elaboração de estatística com geração automática de gráficos.
Capacidade de suportar acima de 16 milhões de registros bibliográficos.
Disponibilidade de help on-line sensível ao conteúdo em língua portuguesa.
Garantia de manutenção e disponibilidade de novas versões.
Gestão de bases de dados com diferentes tipos de documentos.
Interface gráfica.
Leitura de código de barras.
Níveis diferenciados de acesso aos documentos.
Padrão ISO 2709.
Protocolo de comunicação Z39.50.
Recuperação de bases de dados textuais.
Segurança na forma de registro e de gerenciamento dos dados.
Senha para as funções que atualizam dados.
Tabela de parâmetros para personalizar o funcionamento dos sistemas.
Requisitos desejáveis
Acesso à bases de dados via browser internet/intranet.

�b)

Requisitos relacionados ao processo de seleção e aquisição –

aquisição de materiais bibliográficos por doação, permuta e compra:
Requisitos imprescindíveis
Controle de todo o processo de aquisição.
Controle de listas de sugestões, seleção, aquisição, reclamações e recebimento.
Controle de assinatura de periódicos: início, vencimento, renovação e datas
previstas para recebimento dos fascículos; controle de recebimento de fascículos
de periódicos e seriados.
Identificação de dados do processo de aquisição (número de processo, preço,
número da nota fiscal ou fatura, outros).
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, depósito
legal).
Requisitos desejáveis
Controle de dados de recebimento do material
adquirido
Controle contábil e financeiro dos recursos orçamentários para aquisição de
material bibliográfico
Controle de fornecedores por compra, doação e permuta; emissão de cartas de
cobrança, reclamações e agradecimentos de doações.
Elaboração de lista de duplicatas
Estatística mensal e acumulada de documentos
recebidos.
Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações.
Controle da situação (status) do documento bibliográfico (encomendado,
aguardando autorização, aguardando nota fiscal, encaminhamento para
pagamento e outros).
Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição.

c)

Requisitos relacionados ao Processamento Técnico dos documentos –

registro das informações bibliográficas, segundo padrões internacionais:
Requisitos imprescindíveis
Atualização em tempo real ao banco de dados, nos registros de autoridade e
demais índices, após o envio de novo registro ao servidor;
Campos e códigos de catalogação de qualquer tipo de documento, de acordo com a
AACR2;
Código de barras para cada documento;
Construção automática de lista de autoridades a partir dos registros incluídos;
Construção de remissivas para autores/assuntos;

�Consulta ao tesauro, lista de autoridades e lista de editoras, durante o
cadastramento de um registro;
Exportação de dados para alimentação de bases de dados de catalogação
cooperativa;
Correção de todos os registros associados a um autor ou assunto mediante
alteração na lista de autoridade ou tesauro;
Formato MARC dos registros bibliográficos
Geração de etiquetas para bolso e lombada dos documentos;
Importação de dados de centros de catalogação cooperativa on-line e cd-rom;
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições;
Processamento de materiais especiais, obras novas e outros;

d) Requisitos relacionados ao processo de empréstimo de documentos - uso
e circulação dos documentos da biblioteca:
Requisitos imprescindíveis
Controle de usuários pessoais e institucionais;
Categorização de usuários e de materiais para fins de definição automática de
prazos e condições de empréstimos e uso;
Cadastro de usuários, com inclusão, exclusão e alteração de nomes e endereços,
com categorização de usuários;
Rotina completa de empréstimo para qualquer tipo de documento;
Controle de devoluções, renovações, atrasos;
Código de barras para cada leitor
Realização de empréstimo, devolução e reserva, on-line;
Reserva de documentos, com prazos diferenciados por tipos de materiais e
usuários;
Registro de solicitação de fotocópias;
Categorização de empréstimo: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo entre
bibliotecas;
Senha para os empréstimos
Definição de parâmetro para reserva de livros, com senhas de segurança
Controle dos leitores em atraso
Bloqueio automático de empréstimo sempre que o usuário estiver em atraso ou com
dados cadastrais desatualizados;
Cobrança personalizada, com prazos diferenciados por tipos de materiais e
usuários;
Aplicação de multas e/ou suspensões
Possibilidade de pesquisar a situação em que se encontra o exemplar: disponível,
encadernado, etc.
Relatórios do cadastro de usuários, por ordem alfabética, formação, unidade de
trabalho;
Emissão de relatórios referentes ao processo de empréstimo: assuntos mais
consultados no período, relação de obras reservadas no período.

�e) Requisitos relacionados ao processo de recuperação de informações recursos especiais de pesquisa para localizar documentos em múltiplas
bases de dados, com filtragem de resultados e combinações de conjuntos:
Requisitos imprescindíveis
Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados;
Capacidade de permitir que os resultados de pesquisa sejam gravados em
disquetes ou arquivos;
Indicação do status do documento pesquisado, se emprestado, em encadernação
ou disponível ; possibilidade de envio do resultado da pesquisa por e-mail, ao
usuário;
Recuperação através de operadores booleanos

f) Requisitos relacionados ao processo de divulgação da informação atividades de divulgação, contribuindo para o processo de disseminação
de informações:
Requisitos imprescindíveis
Emissão de listas de publicações por assuntos e autores;
Definição de instrumentos de alerta e disseminação seletiva de informações,
conforme perfil dos usuários;
Elaboração e impressão de bibliografias.
Diferentes formatos de visualização de registros on-line e em relatórios tipo
ABNT E AACR2;

g) Requisitos relacionados ao processo gerencial - acompanhamento e
avaliação das atividades da Biblioteca do ponto de vista gerencial:
Requisitos imprescindíveis
Gerenciamento integrado dos dados e funções da biblioteca;
Gerenciamento dos tipos de material bibliográfico e informacionais utilizados
em bibliotecas;
Contabiliza estatísticas de circulação, processamento técnico, seleção,
aquisição e intercâmbio;
Emite relatórios de circulação por assuntos mais consultados;
Emite relatórios de circulação por tipo de documentos, por período e
acumulado;
Emite relatórios de empréstimos, por períodos;
Emite relatórios de entrada e recebimento de documentos, por período;
Inventário com utilização do coletor de dados;
Listas de usuários por categoria

3 MIGRAÇÃO E TREINAMENTO DO SISTEMA PERGAMUM

�O processo de implantação do software na Biblioteca Central ocorreu no
período de 30/06 a 01/08/03. Em junho de 2003, a Biblioteca enviou para a PUC/PR,
a base de dados, SAB II, para efetuar o processo de migração para o Pergamum. A
base convertida em novo formato MARC, tem como objetivo permitir o intercâmbio
de informações entre os acervos de bibliotecas em nível nacional e internacional.
No início de julho/03, a UNICAP recebeu 2 técnicos da PUC/PR: Marelis de
Fátima e Joelson Ricardo, responsáveis em fazer o treinamento com a equipe de
funcionários da Biblioteca e do NIC. Paralelamente aos treinamentos, o técnico
Joelson prosseguia com as resoluções de pendências detectadas durante a
migração das bases. Os treinamentos ocorreram no Laboratório de Informática do
NIC com toda a equipe de funcionários envolvidos no processo, incluindo as 5
bibliotecárias contratadas para trabalhar temporariamente, com carga horária de 20h
semanais, no período de agosto a dezembro/2003.
No período de 30/06 a 04/07/03 as bibliotecárias da UNICAP participaram de
um treinamento sobre Catalogação utilizando o formato MARC 21, com carga horária
de 30h, cuja instrutora foi a Bibliotecária Marelis.
De 07 a 11/07/03 todos os funcionários envolvidos no processo, desde
bibliotecários à auxiliares administrativos, participaram dos treinamentos sobre a
utilização de cada módulo do sistema:
•

MÓDULO CATALOGAÇÃO
o Carga horária: 3h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e bibliotecárias contratadas
temporariamente.
o Instrutora: Marelis

•

CATALOGAÇÃO E AQUISIÇÃO
o Carga horária: 6h

�o Participantes: Bibliotecários da UNICAP, bibliotecárias contratadas
temporariamente e auxiliares administrativos.
o Instrutora: Marelis
o e:
o Carga horária: 3h 30min
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP, bibliotecárias contratadas
temporariamente

e

auxiliares

administrativos

do

Setor

de

Processamento Técnico e Aquisição.
•

CIRCULAÇÃO DE MATERIAIS
o Carga horária: 3h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e auxiliares administrativos.
o Instrutores: Marelis e Joelson

•

AQUISIÇÃO
o Carga horária: 7h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e auxiliares administrativos do
Setor de Aquisição.
o Instrutora: Marelis
Simultaneamente, os técnicos da área de tecnologia do NIC: Cristiana

Moreno, Eduardo Lins e Suzana Soriano participaram de um treinamento sobre
Oracle.
As instalações do software nos computadores da Biblioteca também
ocorreram nesse intervalo de tempo.

4 PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
Em julho, a BC não disponibilizou o acesso do usuário ao cervo, com o intuito
de iniciar a implantação do software, permanecendo fechada até o dia 03/08/03. A

�partir de 17/07/03, em virtude da implantação do sistema, foram realizadas algumas
atividades, entre elas:
•

Revisão e organização das obras do acervo circulante da Biblioteca (148.000
obras destinadas ao empréstimo);

•

Conserto de obras danificadas;

•

Impressão das etiquetas com código de barras. Adotou-se o uso da régua 3M,
seguindo um requisito, prevendo facilitar um serviço futuro: o autoempréstimo;

•

Colagem das etiquetas impressas, dando prioridade às obras do acervo
circulante (trabalho concluído pelas prestadoras de serviço em agosto/03);

•

Instalação das leitoras de código de barras;

•

Instalação dos micros para atendimento aos usuários;

•

Cadastramento de login e senha para os funcionários operarem o sistema;

•

Definição de parâmetros: permissão dos acessos dos usuários (funcionários)
no sistema;

•

Definição de uma aplicação para controle de débitos dos usuários;

•

Definição do lay-out da página da Biblioteca Central, o acesso para consulta.
Neste processo de implantação, toda a equipe de funcionários da Biblioteca

esteve envolvida, incluindo estagiários, prestadores de serviço e bibliotecárias,
totalizando 13 novas contratações para apoio às atividades:
Recursos

Humanos

Auxiliares administrativos

22

Bibliotecários

13

Bibliotecários contratados

05

Estagiários

12

Recepcionistas

04

Total

56

�5 PÓS-IMPLANTAÇÃO
A Biblioteca Central da UNICAP oferece diversos serviços aos seus usuários,
entre eles: treinamento formal, orientação bibliográfica, orientação nos terminais e
localização de publicações, orientação bibliográfica, consulta local, empréstimo
domiciliar,

empréstimo

entre

bibliotecas,

comutação

bibliográfica

(comut),

normalização bibliográfica, elaboração/correção de referências e citações, cursos de
normalização, pesquisa nos arquivos de recortes de jornais, atendimento por
telefone, atendimento a alunos do ensino fundamental e médio, levantamento
bibliográfico, disponibilização de jornais locais e nacionais, catalogação na
publicação, exposição de novas aquisições, biblioteca digital e estação de pesquisa.
A partir de 4 agosto de 2003, o novo sistema teve uma boa aceitação da
comunidade acadêmica da UNICAP, a Biblioteca volta a disponibilizar seu acervo,
reabrindo para o público, passando a

ingressar no espaço virtual da Intranet e

Internet, oferecendo aos seus usuários alguns serviços e recursos de informação via
rede. Alguns serviços passaram a ser oferecidos também através da web: consulta
ao acervo (pesquisa rápida, básica e booleana), renovação de publicações, reserva,
cadastro de áreas de interesse.
Durante os meses de agosto a dezembro/2003, as 5 bibliotecárias contratadas
realizaram o processo de cadastro de títulos de periódicos no sistema. E a partir de
janeiro/2004 iniciaram o processo de catalogação das obras do acervo b (obras não
emprestadas nos últimos 5 anos) não cadastradas no sistema.
Em setembro/2003, a Biblioteca passa a utilizar o módulo de Aquisição. No
entanto, foi necessário solicitar alguns ajustes para adequação do Sistema aos
procedimentos de solicitação de pedido e compra realizado na Universidade.
Portanto, em outubro/2003, os bibliotecários e auxiliares dos Setores de Aquisição e
Processamento Técnico participaram de outro treinamento para discutir os ajustes
necessários exigidos pela Biblioteca.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A decisão por um Sistema de Informação (SI) e/ou de Gestão de Informação
quase sempre é um desafio para a Universidade e as pessoas envolvidas no
planejamento. Levando-se em consideração que, “as informações organizadas e
planejadas nos SI geram informações eficientes e eficazes para a gestão da
empresa” (BALLONI, 2002).
Neste trabalho, alguns pontos importantes foram analisados desde a tomada
de decisão do sistema de informação (SI) até o processo de implantação.
Considerando que, o sistema adotado pela Universidade precisou se ajustar às
exigências da instituição e dos profissionais envolvidos, permitindo que a Biblioteca
Central da UNICAP trabalhe de forma ágil, alcançando seus objetivos com mais
qualidade, com vistas à otimização dos serviços de disseminação de informação e
produtos, oferecidos à comunidade, facilitando dessa forma à geração de
conhecimentos.
REFERÊNCIAS

BALLONI, Antonio José. Por que gestão em sistemas e tecnologias de
informação? Disponível
em:
http://www.revista.unicamp.br/infotec/artigos/balloni.html. Acesso em: 20 jun. 2004.
BERTUCCI, Liane Maria. Seleção: aspecto primordial do gerenciamento da
biblioteca
universitária
no
século
XXI.
Disponível
em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t069.doc&gt;. Acesso em: 18 jun. 2004.
DIAS, Tânia Maria. Pergamum: sistema informatizado de biblioteca da PUC/PR.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 27, n. 3, p. 319-328, set. 1998.
GOMES, Geórgia R. R. Pergamum: sistema integrado para gerenciamento de
bibliotecas.
Disponível
em:
&lt;http://dois.mimas.ac.uk/DoIS/data/Papers/juljuljag6361.html&gt;. Acesso em: 02 jun.
2004.

�SILVA, Wellington Rodrigues da. SIABI: sistema de automação de bibliotecas.
Disponível em: &lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/143.a.pdf&gt;. Acesso
em: 06 jun. 2004.
SILVA, Zuleide Paiva da. O gerenciamento de informação em biblioteca
universitária: um estudo de caso na Biblioteca Central da UNEB. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/144.a.pdf&gt;. Acesso em: 10 jun. 2004.

∗

Universidade Católica de Pernambuco. Rua do Príncipe, 526 Boa Vista – Recife – PE – Brasil CEP:
50.050-900 e-mail: sro@hotmail.com
∗∗
Universidade Católica de Pernambuco. Rua do Príncipe, 526 Boa Vista – Recife – PE – Brasil CEP:
50.050-900 e-mail: bcref@unicap.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Incorporar novas tecnologias em bibliotecas universitárias amplia sua capacidade de serviços e estimula a comunidade científica na produção do conhecimento, abrindo novos caminhos para o acesso à informação. A Biblioteca Central da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, nos últimos três anos vêm investindo maciçamente na aquisição de recursos tecnológicos e capacitação de pessoal para avançar e modernizar seus produtos, processos e serviços informacionais. Uma de suas principais ações, foi a implantação do Sistema Integrado de Bibliotecas-PERGAMUM, totalmente operacionalizado em rede, visando o compartilhamento de serviços, bem como o intercâmbio de informações. Pretende-se mostrar com esse trabalho o processo de implantação, iniciado em julho de 2003 e seu esenvolvimento nesses sete meses. Serão apresentados também os principais serviços oferecidos após a implantação e os resultados de todo esse processo. Com isso, atualmente a biblioteca apresenta-se com ferramentas de estratégias fundamentais para competir no mercado, tornando-se uma instituição parte de uma Rede Nacional de Bibliotecas, onde o usuário pode recuperar a informação de forma rápida e eficiente.</text>
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                    <text>OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS
FRENTE AOS DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO NO CONTEXTO DA
INTEGRAÇÃO DO MERCOSUL.
Maria de Fátima Garbelini∗
María Dolores Ayuso García∗∗

RESUMO

As bibliotecas universitárias são o mais representativo de um país como canal de
comunicação para a produção do conhecimento, facilitando a integração e
cooperação tanto no país de origem como em âmbito internacional. O trabalho
apresenta um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras,
apresentando seus recursos bibliográficos, humanos e financeiros; seus serviços,
usuários e participação em sistemas e redes de informação cooperativa. Aborda
ainda um estudo dos sistemas de informação da América Latina, estabelecendo
umas análises que inclui a contextualização dos novos desafios, organismos e
políticas de integração na sociedade global.

1 INTRODUÇÃO
Neste novo século, as atividades humanas tiveram grandes mudanças.
Com a globalização existe uma grande adoção de políticas econômicas de livre
mercado, praticamente a totalidade das nações do mundo se beneficia das
infinitas possibilidades que oferece o desaparecimento das fronteiras estatais.
Para os países latinos americanos existe um grande desafio em quase todos os
aspectos: social, econômico, político, educacional, meio ambiente, etc. Os
desafios são grandes porque estes países, todavia não estão preparados para a
grande competitividade por suas dificuldades econômicas, ao equiparar e integrar
com os países desenvolvidos.
Os estados nacionais atualmente estão agrupados por razões de natureza
econômica e não ideológica e política, desenham uma nova geopolítica, cujos
limites estão demarcados por blocos econômicos mundiais. Como exemplo de
integração temos a União Européia e na América Latina desde 1991 o Mercosul

�que participam Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Estes países estão
empreendendo esforços para definição de políticas em diversas áreas como a
implantação de sistemas nacionais de informação. Segundo Cunha e Robredo
(1993, p. 9) a integração dos países e sua colaboração econômica, política e
social é uma das características das relações multinacionais do século XXI.
Nos países desenvolvidos as atividades relacionadas à produção,
tratamento e difusão da informação atualmente ocupam uma posição destacada .
A utilização generalizada das novas tecnologias, característica da sociedade
global, tem contribuído para o fortalecimento e o valor da informação. A maior
capacidade ou menor capacidade dos países para atuar neste marco determinará
a posição de cada um dos países neste cenário mundial que segundo Silva (1993,
p. 25) estará marcado pela existência de dois blocos: os países produtores de
informação, de um lado, e os consumidores, de outro.
A informação é considerada atualmente como o mais famoso efeito da
chamada sociedade global e os sistemas de informação são um dos mais
representativos por sua natureza de recolher, tratar, armazenar e divulgar a
informação em todas as áreas do conhecimento. Para Ramalho (1999, p. 11) a
biblioteca tradicional como o maior exemplo de um sistema de informação, não é
mais o único canal de comunicação entre os produtos de informação e seus
usuários, as novas tecnologias e os novos usos e costumes (publicações
eletrônicas, informação sem papel, canais diretos de comunicação entre
científicos), impõe uma situação de integração das bibliotecas com outros
sistemas.Como todos os sistemas de informação, a biblioteca universitária não
pode ficar a margem desta nova realidade de integração e cooperação. Serão
necessários novos projetos, programas para o estabelecimento de infra-estrutura
informativas nacionais, regionais e internacionais com o principal objetivo de
evitar duplicações desnecessárias dos recursos disponíveis e facilitar a integração
entre os sistemas de informação (MAGÁN WALS, 2002).
As bibliotecas universitárias são os sistemas de informação mais
representativos de um país quanto à produção da informação e do conhecimento
no contexto da sociedade global e com muitas possibilidades para uma integração

�frente aos desafios da globalização. Por isto, decidimos realizar uma pesquisa
com um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras
destacando seus recursos humanos, recursos bibliográficos e outros suportes,
recursos financeiros, serviços, usuários, tecnologias de informação e participação
em redes e sistemas de informação, na perspectiva de poder colaborar com as
políticas de informação para uma maior integração e cooperação a nível nacional
e internacional.

2 AS UNIDADES DE INFORMAÇÃO NA AMÉRICA LATINA E A SOCIEDADE
GLOBAL
Podemos observar que um dos efeitos da globalização, especialmente na
América Latina tem apresentado um pouco de perversidade avaliando do ponto
de vista das oportunidades, possivelmente nem todas as regiões do mundo
possam participar das mudanças no âmbito mundial. O que parece estar
colaborando para esta possível “unificação” são as redes de informação e
comunicação porque transmitem informações, aproximam espaços geográficos e
pessoas com a finalidade de compartilhar informações e técnicas industriais,
políticas, comerciais, etc.
Os países da América Latina buscam recuperar importantes etapas de seu
desenvolvimento retardado al longo do século XX. Exemplos de integração como
o Mercosul é uma boa atitude porque não pode existir uma globalização sem uma
quantidade correspondente de regionalização que possa possibilitar ser mais e
somar mais. Não temos dúvidas que a dinâmica do processo da globalização
deve gerar novas possibilidades de desenvolvimento local, regional, nacional e
internacional. No entanto será necessário capacitar o cidadão, o consumidor, o
empresário, o executivo, o trabalhador, o usuário de sistemas de informação para
uma educação mais criativa, uma qualificação profissional mais específica para
uma convivência em este novo ambiente cognitivo. Para Miranda (1997, p. 62)
muitos aspectos necessitam ser revisado para adaptarem-se os sistemas de
informação nesta sociedade pós-industrial e este novo cenário com muitas
tendências ainda de desigualdades.

�As bibliotecas universitárias brasileiras apesar das dificuldades de recursos
financeiros foram às pioneiras nos projetos de tecnologias da informação e
cooperação

bibliotecária.

Apesar

de

tantos

recursos

de

informação

e

comunicação de dados no momento atual, ainda é necessário segundo o
pensamento de Rubens Borba de Moraes, que exista um sistema de bibliotecas
trabalhando em conjunto, suprindo as deficiências uma da outra, cooperando de
verdade seguindo esta nova ordem mundial de cooperação e integração.

2.1 CONTRATES REGIONAIS E NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO

Em todos os países da América Latina existem muitos problemas e
diferenças culturais, econômicas, sociais entre outras. Para Suaiden (1993) em
muitos países a biblioteca se desenvolve graças ao empenho dos bibliotecários
que acreditam em sua instituição como agente de transformação da sociedade.
Os sistemas de informação têm um papel muito importante e é um grande meio
de ajuda ao desenvolvimento do país, mas infelizmente os recursos que o
governo oferece a estes sistemas são insuficientes para atender a grande
demanda de informação.
Na América Latina, e nos países que pertencem ao Mercosul em especial,
o sistema educativo tem o grande desafio da integração com um papel importante
das universidades, dos pesquisadores sociais e todos aqueles que estão
inseridos na produção e na difusão do conhecimento. Assim, os sistemas de
informação têm a sua função neste processo de difusão da informação e
conhecimento facilitando a cooperação para integração seja em âmbito local,
regional, nacional ou internacional. Para Argenti (1994, p. 257) temos que ter
políticas de informação nas áreas científicas e tecnológicas para desenvolver a
qualidade e competitividade e criar estudos comuns, pesquisar de modo que seja
em benefício comum.

�3 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Os sistemas de informação são a memória humana registrada, cuja origem
remota das bibliotecas de terracota na Babilônia, o pergaminho em Pérgamo e do
papiro em Alexandria (Araújo, 1995). Foram grandes as transformações até
chegarmos nos modernos sistemas com bases de dados em registros magnéticos
capazes de enviar informações a qualquer parte do mundo. Para O`Brien (1999,
p. 42) sistema de informação é qualquer combinação de uma fonte de informação
junto com qualquer acesso e ou os mecanismos da recuperação, manipulação ou
uso da informação, como também conectar o usuário a uma fonte de informação
pertinente a necessidade de informação e conhecimento.Um dos maiores
desafios dos sistemas de informação é o crescimento exponencial de informação
iniciado no século XVI que chegou ao seu apogeu no século XX, com a chamada
explosão da informação. Este fenômeno da explosão da informação exige dos
sistemas de informação o acompanhamento das tecnologias apropriadas para
que possam processar e recuperar a informação visando uma interconexão
global.
As organizações para Killingworth, Hayden e Schellemberger (2001, p. 81)
enfrentam várias tendências que exigem dos sistemas de informação mais
eficiência porque existe uma economia global ativa, um uso aumentado das
tecnologias e uma melhor efetividade orgânica, e com isto, nas organizações se
necessita uma constante decisão que tenha o acesso rápido ao conhecimento
necessário para responder de maneira eficaz a estas novas tendências. Segundo
Cunha (2000, p. 78) saímos dos manuscritos a utilização de textos
impressos,acesso à base de dados bibliográficos armazenados em grandes
bancos de dados, o uso do CD-ROM e o nascimento da biblioteca digital, significa
que

os

sistemas

de

informação

em

especial

as

bibliotecas

acompanharam e parecem vencer estes novos desafios e paradigmas..

3.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA ERA GLOBAL

sempre

�A Internet é uma das tecnologias mais representativas desta nova
sociedade global em que vivemos, modificou as formas tradicionais de
organização e busca de informação, possibilitando o acesso em linha em tempo
real de informações e documentos. Os sistemas de informação tiveram que
introduzir novas atividades, manejar novas ferramentas com as novas tecnologias
de informação e conhecimento, conhecer novas fontes de informação e organizar
seus acervos e recursos não somente para o usuário particular e específico senão
para toda a sociedade seja regional, nacional ou internacional.Os sistemas de
informação em especial as bibliotecas durante séculos desempenharam um papel
discreto na transmissão de informação orientando-se primeiro ao armazenamento
e conservação do patrimônio documental da humanidade. Com as novas
tecnologias interativas, as bibliotecas podem aumentar o grau de satisfação do
usuário, desenhando sistemas de recuperação de informação mais interativos
com o usuário. (COLE; MANDELBALTT, 2000).
Para Mey, Chowdhury e Foo (2001, p. 264) existem alguns problemas que
os usuários estão enfrentando com os sistemas de informação totalmente
digitalizados: não sabem que fonte de informação é apropriada; onde e como
localizar e mesmo recuperar a informação; os sistemas de informação esperam
que os usuários saibam o que eles querem e que formulem a pergunta para
representar a informação e às vezes perdem tempo e energia buscando páginas
web a outro recurso de informação. Estes são alguns dos desafios para os
profissionais da informação nesta nova dinâmica na gestão dos sistemas de
informação.
Todas as mudanças das novas tecnologias da informação e comunicação
que estamos vivendo estão pressionando os sistemas de informação quanto as
suas estruturadas consideradas tradicionais, porque necessitam ampliar as
possibilidades de acesso à informação, em função da globalização dos acervos,
permitindo que qualquer usuário possa ser independente em suas buscas de
informação.Existe uma grande necessidade de mudanças nos métodos de gerar,
produzir e comercializar bens e serviços. As atividades dos bibliotecários e
documentalistas terão que atender estas novas tendências e pensar sobre uma
perspectiva mais internacional e de colaboração.

�4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO – BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Segundo definição da American Library Asociation (ALA) a biblioteca
universitária é aquela estabelecida, mantida e administrada por uma universidade,
para cumprir as necessidades de informação de seus estudantes e apoiar
programas educativos de investigação e outros serviços.
Para Norezo e Vaughan (2000, p. 421) as bibliotecas universitárias são um
fenômeno do século XXI em relação à educação superior e que enfrenta
numerosos desafios e está em mudanças constates dentro de si mesma, por
todos os recursos tecnológicos que esta nova era oferece. A biblioteca
universitária deve possuir material de referência bibliográficos e eletrônicos; um
serviço de informação para apoio a pesquisa e ainda favorecendo o acesso à
cultura do seu entorno e época. Para Owusu-Ansah (2001, p. 282) é dever da
biblioteca universitária contribuir ao êxito de aprender, a efetividade da pesquisa,
e a preservação dos futuros clientes da indústria da informação, através de sua
organização e recuperação da informação para os membros do corpo acadêmico
da universidade.
A biblioteca universitária para acompanhar estas novas mudanças e
desafios terá que determinar novas estruturas e funções para adequar as novas
necessidades destes novos usuários em educação superior. Segundo Yankova
(2002, p. 28) a biblioteca universitária está considerada como elemento
fundamental nos programas educativos e científicos no desenvolvimento da
universidade, sendo considerada o “coração da universidade”.
A alfabetização da informação é atualmente uma nova realidade nas
universidades e a base para a aprendizagem porque capacita os usuários no
domínio dos conteúdos e amplia suas investigações, tornando-os mais autosuficientes e assumindo maior controle sobre sua aprendizagem. Para a
Association of College &amp; Research Libraries (2001) a alfabetização em informação
é um conjunto de habilidades que capacitam os indivíduos para reconhecer
quanto se necessita informação e possuir a capacidade de localizar, avaliar e
utilizar e maneira eficaz a informação adequada. A globalização da informação, a

�limitação de recursos e a obrigação de responder a demanda da comunidade
científica estão obrigando as bibliotecas a adotarem uma atitude cooperativa
como única forma talvez sobrevivência.

5

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS PÚBLICAS BRASILEIRAS – ESTUDO

DESCRITIVO
A biblioteca universitária brasileira se forma através da chegada das ordens
religiosas com os Jesuítas, Franciscanos, Carmelitas e Beneditinos em especial
os Jesuítas que tinham sob sua responsabilidade o ensino em seus colégios e
seminários e possuíam acervo no âmbito universitário. Segundo Ramalho (1999,
p. 297) a partir da criação da primeira universidade brasileira em 1920, as
bibliotecas se formaram sem existir entre elas nenhuma cooperação já que as
próprias universidades se haviam formado mediante a reunião de Escolas
Superiores que seguiam sendo independentes entre si. Acredita-se que a partir de
1978 com a realização do Primeiro Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias tenha sido um grande marco para o fortalecimento da cooperação
entre as bibliotecas universitárias e o inicio de estudos conjuntos e análises
sistemáticos da atuação da biblioteca universitária brasileira como um suporte
para o ensino superior e a investigação para o desenvolvimento nacional.
As bibliotecas universitárias brasileiras em sua grande maioria estão
constituídas de sistemas de bibliotecas. Quanto ao processo de automação foi
grande parte influenciada por organismos internacionais, especialmente a
UNESCO e dos Estados Unidos, o que pode refletir na concepção de redes e
sistemas na adoção de normas e padrões técnicos e de tecnologias. As
bibliotecas universitárias brasileiras foram as primeiras a ter o acesso a Internet
no Brasil. Em todos os sistemas de bibliotecas universitárias brasileiras pudemos
encontrar grandes esforços para facilitar e modernizar seus produtos e serviços
com a finalidade de agilizar a atenção al usuário em buscas de fontes,
documentos e informações dentro do próprio sistema e em outros sistemas de
bibliotecas.

�Realizamos um estudo descritivo das bibliotecas universitárias durante o
ano de 2002, pertencentes a instituições públicas de ensino superior. A pesquisa
procurou investigar as bibliotecas quanto aos seus recursos bibliográficos,
audiovisuais, humanos e financeiros; seus serviços, usuários e sua participação
em sistemas e redes de informação cooperativa.

5.1 METODOLOGIA
Usamos como fonte para seleção das bibliotecas o Guia de Bibliotecas de
Instituições

de

Ensino

Superior

da

Comissão

Brasileira

de

Bibliotecas

Universitárias que apresentava uma lista de bibliotecas divididas pelas regiões do
Brasil. Neste Guia estavam registradas 1.014 bibliotecas sendo 712 bibliotecas
pertencentes a instituições públicas. Para a amostra foram selecionadas 10
bibliotecas de cada estado brasileiro e nos estados que não possuíam esta
quantidade de bibliotecas o critério foi o de selecionar todas as bibliotecas
existentes no estado. A amostra foi aleatória com um total de 179 bibliotecas.
Quanto aos dados se efetuou através de um questionário (Anexo1)
enviado por correio às bibliotecas que contemplava dados quantitativos e
qualitativos, com perguntas abertas e fechadas. Foram respondidos 38
questionários, representando 21,2% da amostra, quantidade que possibilitou
apenas apresentar um estudo descritivo. Com a grande extensão geográfica do
Brasil e o procedimento de enviar os questionários por correio, consideramos boa
à receptividade e retorno das bibliotecas. Os dados foram registrados em arquivos
automatizados para a tabulação estatística utilizando o Programa Statiscal
Package for the Social Sciences – SSP para Windows versão 10.0.

5.2 RESULTADOS
Destacaremos os principais resultados da pesquisa apresentando em
forma de texto, figura e tabela na mesma seqüência das perguntas que estão no
questionário. Na tabela 1 se representa o número de bibliotecas que responderam
o questionário por região.

�Tabela 1 Número de bibliotecas que responderam o questionário por Região.

REGIÕES DO BRASIL

Nº BIBLIOTECAS
01
12
08
13
04

Região Norte
Região Nordeste
Região Sudeste
Região Sul
Região Centro Oeste

5.2.1 Identificação
A primeira parte do questionário foi dedicada à identificação da biblioteca e
destacamos a variável se a biblioteca possuía página web, 50% das bibliotecas
responderam que sim e 50% que ainda não possuíam página web. Quanto as
horas de funcionamento apresentamos na tabela 2 abaixo

Tabela 2 Horas de funcionamento das bibliotecas.

HORÁRIO
Média horário de abertura
Média horário de fechar
Horas de funcionamento

SEGUNDA A SEXTA

SÁBADO

7:38
21:00
13:30

8:00
14:00
6:00

5.2.2 Acervo da biblioteca
Quanto ao acervo da biblioteca de acordo com a tabela 2 foi tabulada uma
média, mínima e máxima de materiais existentes nas bibliotecas pesquisadas.

Tabela 3 Media, mínimo e máximo número de materiais nos acervos das bibliotecas.

MATERIAL
Livros
Títulos de Revistas Nacionais
Títulos de Revistas Estrangeiras
Audiovisual
Obras Raras
Cartográfico
Base de Dados em CD-ROM
Teses

MÉDIA

MÍNIMO

MÁXIMO

54.095
638
341
1.835
664
274
46
1.308

606
54
06
05
56
30
01
36

17.669
3.000
1.279
1.228
3.000
1.500
560
6.578

�5.2.3 Recursos Humanos
O quadro de pessoal que trabalha nas bibliotecas foi assim identificado:
49,27% são bibliotecários, 32,15 pessoal administrativo pertencente ao quadro de
funcionários e 20,58% pessoal com contrato temporário.
5.2.4 Fontes de Recursos
Quanto as fontes de recursos, 54,5% provem do Governo Federal, 28,8%
da própria instituição, 15,2% através de convênios e 2% doações.
5.2.5 Serviços
Neste item do questionário as perguntas foram divididas em respostas
múltiplas e para que biblioteca identificasse outros serviços que não estavam na
lista conforme apresentamos nas tabelas 4 e 5.
Tabela 4 Serviços bibliotecários e de informação oferecidos pelas bibliotecas.

SERVIÇOS
Referência
Buscas bibliográficas
Empréstimo entre bibliotecas
Atividades culturais
Serviço de alerta corrente
Hemeroteca
Difusão seletiva da informação
Divulgação de novas aquisições
TOTAL

PORCENTAGEM
21,1
19,4
17,8
11,1
8,9
8,9
7,8
5,0
100

Tabela 5 Outros serviços oferecidos pelas bibliotecas.

OUTROS SERVIÇOS
Empréstimo
Reprografia e Comutação bibliográfica
Normalização de trabalhos científicos
Treinamento de usuários
Preservação da coleção
Visitas guiadas
Acesso a Internet
Promoção de eventos

PORCENTAGEM
50
11,9
11,8
5,3
3,9
3,9
2,6
2,6

�Treinamento para uso de base de dados
Orientação
na
elaboração
de
bibliográficas
Divulgação de eventos
Exposições
Clipping eletrônico
Restauração da coleção
TOTAL

fontes

1,5
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
100

5.2.6 Tecnologia da Informação
Quanto a este item as perguntas foram abertas, ressaltamos das quatro
partes divididas no questionário os serviços que estavam automatizados nas
bibliotecas conforme apresentamos na tabela 6 e a participação da biblioteca em
redes e sistemas figura 1.
Tabela 6 Serviços automatizados nas bibliotecas.

SERVIÇOS AUTOMATIZADOS
Empréstimo
Catalogação
Busca bibliográfica
Classificação
Consulta
Levantamento bibliográfico
Indexação de revistas
Referencia
Aquisição
TOTAL

ATHENA

2,2

INFORMAN

2,2

REDE SIRIUS

2,2

REDARTE

2,2

PORTCOM

2,2

ISTEC
REDE PERGAMUN
REBAE
REDE ANTARES
BIREME

PORCENTAGEM
22,6
18,3
12,2
11,3
9,6
8,7
7
6,1
4,2
100

4,3
4,4
8,5
16,1
16,1

SISTEMA DA PRÓPRIA INSTITUIÇÃO

Figura 1 Redes e sistemas de cooperação que participam as bibliotecas.

39,6

�6 CONCLUSÃO
Com a globalização existem grandes mudanças do ponto de vista cultural,
econômico e políticos, mas infelizmente em muitos casos de maneira negativa
pelas novas formas de inter relação e interdependência que ocorre nos chamados
efeitos da globalização. Por outra parte com as telecomunicações e as novas
tecnologias, está sendo possível que muitas nações possam integrar com os
países vizinhos, permitindo uma maior abertura e dinamismo em muitas áreas do
conhecimento. O projeto de integração como exemplo o Mercosul acreditamos ser
importantes políticas de cooperação para que estes países possam participar de
maneira mais competitiva e rápida na economia globalizada.
As universidades compartem os destinos de um país por ser o sistema
mais representativo quanto à produção da informação e do conhecimento e as
bibliotecas universitárias que apóiam a universidade nesta missão, atualmente
estão com grandes desafios em suas atividades pelas mudanças tecnológicas e
os novos modelos e tendências no ensino e na pesquisa como também os seus
usuários com novas habilidades na busca de informação.
As bibliotecas universitárias públicas brasileiras mesmo pertencendo a um
país com uma grande dimensão geográfica e dificuldades de desenvolvimento
nas diversas áreas cultural, social, econômica e política, buscam gerar projetos e
esforços para acompanhar estes novos desafios e exigências da sociedade atual
conforme pudemos comprovar na pesquisa realizada, apesar de todas as
dificuldades com recursos humanos, materiais e financeiros como quaisquer
outras unidades de informação latino-americana demonstrando assim uma grande
capacidade para participar na cooperação e integração nacional e internacional
de recursos informacionais em uma sociedade global.
REFERÊNCIAS

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Association of College and Research
Libraries. Estándares para la edición 2001 de las bibliotecas de la universidad.
ALA/CRL, 2001. Disponible em &lt;http://www.ala.org&gt; Acesso em: 23 de maio
2002.

�ARAUJO, V. M. R. H. Sistemas de informação: uma nova abordagem teóricoconceitual. Ciência da Informação, Brasilia, ano 24, n.1, p.54-76. 1995.
ARGENTI, Gisela. Educación en ciencia y tecnología e integración. O Mercosul e
a Comunidade Européia: uma abordagem comparativa. Porto Alegre: UFRS,
1994.
BURT, P .V.; KINNUCAN, M. T. Information models and modeling techniques for
information systems. Annual Review of Information Science and Technology, ano.
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CUNHA, M. B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em 2000.
Ciência da Informação, Brasília, ano 29, n.1, p.71-89. 2000.
CUNHA, M. B; ROBREDO, J. Necessidade de integração das políticas de
informação no Mercosul. Ciência da Informação, Brasília, ano 15, n.7, p.9 –12.
1993.
COLE, C.; MANDELBLATT. Using kitsch’s discourse comprehension theory to
model the user’s coding of an informative message from an enabling information
retrieval systems. Journal of the American Society for Information Science, ano
51, n.11, p.1033-1046. 2000.
KILLINGSWORTH, B. S.; HAYDEN, M. B. ; SCHELLENBERGER, R. A network
expert systems management system for multiple domains. Journal of Information
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MAGÁN WALS, José Antonio. La cooperación bibliotecaria: aspectos básicos. In:
Tratado básico de biblioteconomía. Madrid: Editorial Complutense, 2002. p. 277299.
MIRANDA, A. L. C. .Globalización y sistemas de información: nuevos paradigmas
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NOZERO, V. A. ; VAUGHAN, J. Utilization of process improvement to manage
change in an academic library. The Journal of Academic Librarianship, ano 26,
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O´BRIEN, James A. Management information systems: managing information
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�OWUSU-ANSAH, E. The academic library in the enterprise of colleges and
universities: toward a new paradigm. The Journal of Academic Librarianship, ano
27, n.4, p. 282-294.2001.
RAMALHO, Francisca Arruda. Receptividad de las bibliotecas universitarias de
España y Brasil ante las nuevas tecnologías de la información. Madrid:
Universidad Complutense de Madrid, 1999. Tese.
SILVA, L. A. G.. Políticas e sistemas nacionais de informação no Mercosul: uma
abordagem preliminar. Ciência da Informação, Brasília, ano 22, n.1, p.71-76.
1993.

ANEXO 1
QUESTIONÁRIO
1.

IDENTIFICAÇÃO
Nome da Biblioteca____________________________________________________________________
Instituição mantenedora_________________________________________________________________
Endereço____________________________________________________________________________
Telefone__________________________ Fax____________________ Página WEB_________________
Horário de
Funcionamento_______________________________________________________________

2.

COLEÇÃO DA BIBLIOTECA
Número total de volumes__________________________
Número total de títulos de periódicos: nacionais_____________ estrangeiros_____________
Número total de material especial:
Audiovisual_______________
Obras raras_______________
Cartográfico_______________
Base de dados em CD-ROM_______
Teses_________

3.

RECURSOS HUMANOS
Número total de pessoal técnico ( Bibliotecário )___________
Número total de pessoal administrativo_______
Número total de pessoal de apoio ( contratos temporários, estagiários )_______

4.

RECURSOS FINANCEIROS ( Valor anual )

�Fontes de recursos________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Orçamento anual____________________
Gastos com material bibliográfico__________
Gastos com material audiovisual__________
Gastos com material cartográfico__________
Gastos com material informático___________
Gastos com pessoal de apoio ( contratos temporários, estagiários )______________

5.

SERVIÇOS
Quais serviços bibliotecários e de informação estão sendo oferecidos? ( Marque todas as possíveis
respostas ).

1. Referência

( )

2. Busca bibliográfica

( )

3. Serviço de alerta corrente

( )

4. Disseminação seletiva da informação

( )

5. Serviço de recortes de jornais

( )

6. Empréstimo entre bibliotecas

( )

7. Atividades culturais

( )

8. Atividades de incentivo a leitura

( )

9. Outros, quais? ___________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
10. Quais os produtos gerados pela biblioteca?____________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

6.

USUÁRIO ( Marque todas as possíveis respostas )

( ) Professor

( ) Estudante

( ) Pesquisador

( ) Público em geral

Número de usuários / ano___________________
Número de empréstimo / ano_________________

7.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Quais os serviços automatizados?_____________________________________________________
_________________________________________________________________________________

�_________________________________________________________________________________
Quais os materiais com o tratamento técnico já automatizados?______________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
A biblioteca participa de redes de cooperação bibliográfica? Se positivo, quais?__________________
_________________________________________________________________________________
8.

A biblioteca recebe colaboração de recursos financeiros de organismos nacionais ou internacionais? Se
positivo, quais organismos?____________________________________________________________

9.

∗

A biblioteca pertence a algum sistema ou rede de bibliotecas? Se positivo, quais?

Profa. Dra. Universidade Federal de Goiás - Curso de Biblioteconomia. Campus Samambaia,
Caixa Postal 131 cep: 74.000 Goiânia – Goiás – Brasil mgarbelini@hotmail.com
∗∗
Profa. Dra. Universidad de Murcia – Espanha. Facultad de Ciencias de la Documentación
Campus Universitário Espinardo. 30100 Murcia – Espanha mayu@um.es

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
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                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Os sistemas de informação universitários brasileiros frente aos desafios da globalização no contexto da integração do Mercosul.</text>
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                <text>Garbelini, Maria de Fátima; Garcia, María Dolores Ayuso</text>
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                <text>As bibliotecas universitárias são o mais representativo de um país como canal de comunicação para a produção do conhecimento, facilitando a integração e cooperação tanto no país de origem como em âmbito internacional. O trabalho apresenta um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, apresentando seus recursos bibliográficos, humanos e financeiros; seus serviços, usuários e participação em sistemas e redes de informação cooperativa. Aborda ainda um estudo dos sistemas de informação da América Latina, estabelecendo umas análises que inclui a contextualização dos novos desafios, organismos e políticas de integração na sociedade global.</text>
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                    <text>PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE MODELO DE REFERÊNCIA DA
REDE DE BIBLIOTECAS DA UNESP

Maria Constancia Martinhão Souto∗
Maria Ferraz Souto
Maria Ligia Campos
Mariângela Spotti Lopes Fujita

RESUMO
A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades da Rede Unesp
apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATI - Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação e STRAUD - Seção Técnica de
Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de 90, as
Bibliotecas da UNESP iniciaram o processo unificado de automatização, com o
intuito de que as atividades técnicas rotineiras fossem informatizadas,
possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas
similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada
ênfase especial para a automação das STATI, enquanto as STRAUD ficaram
parcialmente à parte. Cada Biblioteca automatizava e desenvolvia esses serviços
por conta própria, sem a adoção de um padrão mínimo comum dentro da
Universidade, resultando em grandes diferenças no atendimento ao usuário e na
utilização dos recursos informacionais disponíveis. Visando minimizar essas
diferenças, atender melhor às necessidades informacionais dos usuários e
maximizar a utilização das fontes de informação disponibilizadas pela Reitoria,
justificando os altos investimentos efetuados, a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas da Unesp elaborou em 2003, o "Projeto de Implantação de Modelo de
Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", para ser implantado em 2004. A
primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários, em três
Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto, avaliando-se:
infra-estrutura física e de equipamentos; fontes de referência: freqüência de uso e
qualidade; e divulgação dos serviços e produtos oferecidos. Dois questionários
foram respondidos aleatoriamente, por 5,8% de usuários, divididos
eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da graduação e pósgraduação e o terceiro pelo bibliotecário de referência. Após os ajustes
necessários, os questionários foram aplicados nas 22 Bibliotecas componentes da
Rede Unesp.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço de Referência: modelo. Serviço de Referência:
otimização. Bases de dados: otimização do uso. Bases de Dados: divulgação.

�1 INTRODUÇÃO

Por ocasião do início desse Projeto - 1. semestre de 2003, a Rede de
Bibliotecas da Unesp era composta por 22 Bibliotecas, sendo 19 de Unidades
Universitárias e 3 de Unidades Complementares, dispersas em 16 cidades do
Estado de São Paulo. Atualmente , conta com mais 8, acrescidas no 2. semestre
de 2003 com a criação das Unidades Diferenciadas, totalizando 24 cidades.
Em razão da história da Unesp, criada em 1976, com a junção dos antigos
Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo, incorporação de
algumas Escolas particulares e criação de outras, essas Bibliotecas apresentam
características específicas e peculiares, justificadas pelas áreas dos cursos que
oferecem, região geográfica em que se situam e do próprio histórico de cada uma.
A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades Universitárias da
Rede Unesp apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATISeção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação, e STRAUD - Seção
Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de
90, as Bibliotecas da Unesp iniciaram o processo unificado de automação, com o
intuito

de

que

as

atividades

técnicas

rotineiras

fossem

informatizadas,

possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas
similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada
ênfase especial para a automação das STATIs, enquanto as STRAUDs ficaram
parcialmente à parte.
Como até o final de 1980, o suporte físico básico da informação era o papel
- material impresso, isto exigia que cada Biblioteca tivesse a posse do material.
Assim, cada Biblioteca oferecia a sua comunidade um Serviço de Referência
próprio, que atendesse às necessidades específicas de cada área, tipo de usuário,
especificidade da coleção, dentre outros.

�Vale ressaltar que algumas Bibliotecas ofereciam serviços e produtos mais
complexos, mais eficazes, mais ágeis, resultando em grandes diferenças dentro
da Universidade.
No entanto, a partir da década de 90, com o advento das novas tecnologias
em informação, o suporte físico da informação em meio eletrônico e a internet
invadem as Bibliotecas, principalmente as universitárias. Passa a ser muito mais
importante o acesso à informação do que a posse do documento. Isso causa um
grande impacto não só na estrutura organizacional da Biblioteca, como também
nas atitudes dos administradores, bibliotecários e usuários, exigindo mudanças
radicais no modus operandi.
O usuário torna-se mais exigente, o bibliotecário e o usuário necessitam
serem capacitados no uso das novas tecnologias, os investimentos são altíssimos.
Surgem os consórcios e sistemas cooperativos, visando racionalizar custos e
compartilhar recursos.
Nesse cenário, de consórcios e sistemas cooperativos em suporte
eletrônico, via internet; permitindo compartilhar fontes de informação on line, tanto
referenciais como textuais, a UNESP encontra um ambiente ideal, por sua
característica multicampi, pois esses novos mecanismos anulam o fator distância
geográfica e tempo cronológico, por meio do uso da intranet e internet.
Considerando a missão da Rede de Bibliotecas da Unesp " Disponibilizar a
informação, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo
para a melhoria da qualidade de vida do cidadão", e tentando buscar soluções que
divulgassem e otimizassem o uso da novas ferramentas disponibilizadas, bem
como minimizar as diferenças entre as várias Bibliotecas, a Coordenadoria Geral
de Bibliotecas - CGB iniciou em 2003 o "Projeto de Implantação de Modelo de
Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", visando criar mecanismos mínimos
comuns de funcionamento nas STRAUDs - Seção Técnica de Referência,
Atendimento ao Usuário e Documentação.

�2 SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Ao longo do tempo, assiste-se a um processo contínuo de mudanças na
organização biblioteca.
As inovações tecnológicas nos meios de informação e comunicação
causaram, sem dúvida, grande impacto nas organizações e suas respectivas
equipes de atuação, não poupando nem mesmo as mais estáticas e
conservadoras, conforme afirma Camargo e Correa (2004, p.11):
...não há profissional que não se sinta pressionado a aprender
sempre mais, mesmo aqueles que trabalham em instituições que,
por séculos, pareciam estar protegidas dos efeitos da aceleração
do tempo, como as bibliotecas. (O grifo é nosso).

Segundo Figueiredo (1999, p.88):
O serviço de informação é um processo interativo, processo que
não está amarrado a um local físico, ou mesmo a uma pessoa com
um nível particular para poder acontecer. Essa definição é
colocada para se contrapor àquela de que o serviço de referência
é um auxílio prestado pelo bibliotecário de referência numa
mesa(de referência)...

Esta afirmação ilustra claramente as transformações sofridas pelo então
serviço de referência das bibliotecas impressas, e hoje na Sociedade do
Conhecimento, chamado de serviço da informação.
É indiscutível os impactos que as tecnologias que contribuíram para a
explosão da informação provocaram no serviço de referência/informação, entre
eles, de acordo com Figueiredo (1999, p.89) "...aumento da demanda para um
serviço personalizado e para o treinamento de como acessar as fontes de
informação, fazendo uso das tecnologias disponíveis".
Surge, então, a necessidade de se delinear novos modelos, modelos estes
padronizados de ferramentas para administrar, acessar, recuperar e distribuir a
informação, resultando em otimização e maximização do seu uso.

�Enfatiza-se a importância de uma efetiva interação entre os vários
segmentos da organização, confirmada por Figueiredo (1999, p.14) "Parte-se do
princípio que quanto melhor se entenderem os processos humanos envolvidos na
busca de informação, melhor poderá ser o sistema para o usuário."
Observa-se nesse panorama, onde convivem as bibliotecas impressa e
digital:
-

a necessidade de se estabelecer padrões mínimos de funcionamento,
principalmente no que tange à disseminação e uso da informação para que
os recursos investidos não sejam subutilzados, conforme afirma Figueiredo
(1999, p.167):
Nota-se que é sempre presente a preocupação com o usuário
final, no sentido de que ele deverá se beneficiar da aplicação da
tecnologia, ou, caso contrário, será sem sentido todo este
investimento. Não se admite mais, após fracassos anteriores, a
criação de um produto/serviço com o qual o usuário não seja
beneficiado e que seja apenas uma glorificação da tecnologia.

- a importância do papel do bibliotecário de referência na recuperação e
disponibilização da informação, como muito bem declarou Craiz Silverstein
(2004 apud DENICULI, 2004) diz:
...que o objetivo final (para melhoria do buscador Google) é fazer
uma versão eletrônica de um bibliotecário: alguém que conheça,
entenda suas perguntas, traga respostas confiáveis, saiba quantas
línguas você fala, forneça a quantidade ideal de resultados e
sugira novas abordagens para o problema...

Enfim, a história, mais uma vez, confirma uma das leis propostas por
Ranganathan, de que a Biblioteca é um organismo crescente, podendo isto ser
ilustrado com as afirmações de:
- Cunha (2000) “O que se pode prever, com alto grau de certeza, é que a
Universidade futura não será a mesma do momento atual e como resultado
dessas mudanças, suas bibliotecas serão afetadas pelos impactos dessas
transformações.” (O grifo é nosso); e

�- Diaz (2002) “ A introdução contínua de novas tecnologias, no dia-a dia do ser
humano produz alterações na forma de execução do trabalho e processos
relacionados”.

3 METODOLOGIA
A primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários,
em três Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto,
buscando elementos para elaboração dos questionários definitivos, abrangendo:
infra-estrutura física e de equipamentos, fontes de referência: freqüência de uso e
qualidade, divulgação dos serviços e produtos oferecidos.
Após os ajustes necessários aos questionários, estes foram aplicados na
seguinte conformidade:
bibliotecário-chefe da STRAUD :
acesso e obtenção da informação;
infra-estrutura física e de pessoal : ambiente, equipamentos,
disponibilidade e qualificação de equipe.
usuário : docente, discente (graduação e pós-graduação)
acesso e obtenção da informação

Foram aplicados 1909 questionários, divididos entre as três categorias de
usuários, conforme quadro abaixo:

Unidades
FOA
FCFAr
FCLAr
FOAr
IQAr
Assis

Docentes
7
3

Alunos de
Graduação
30
23

Alunos de PósGraduação
5
12

8
5
4
7

102
18
20
77

41
8
20
19

Bibliotecários* TOTAL
1
43
1
39
1
152
1
32
1
45
1
104

�Bauru
FCA-Bot
Botucatu

18
4
25

206
31
87

12
26
90

1
1
1

237
62
203

Franca
Guaratinguetá

5
7

67
63

18
12

1
1

91
83

Ilha Solteira
Jaboticabal
Marília
P.Prudente
Rio Claro
São J. Campos
São J.R.Preto
IFT-SP

10
10
7
9
13
4
9
2

67
52
76
112
111
16
74
-

19
55
20
11
57
5
27
3

97
118
104
133
182
26
111
6

IA-SP

3

30

6

1
1
1
1
1
1
1
1
1

160

1.262

466

21

1909

TOTAL

40

* Observa-se que, por ocasião da aplicação dos questionários, nas 22 Bibliotecas da Rede, uma
encontrava-se desativa temporariamente por estar em reforma, razão pela qual o questionário não
foi aplicado na Unidade, resultando a aplicação em 21 Bibliotecas.

Para o questionário aplicado aos usuários, decidiu-se que 5,8% de
usuários, divididos eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da
graduação e pós-graduação seria a porcentagem ideal para medir o grau de
satisfação do usuário. Os questionários foram deixados nas bibliotecas, ficando
sob a responsabilidade da bibliotecária da STRAUD, aplicá-los e enviá-los à
Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Para a apresentação deste trabalho, selecionou-se três bibliotecas, sendo
uma de cada área do conhecimento: Instituto de Química de Araraquara-IQAr,
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos-FOSJC e Campus de Rio
Claro: área de humanas.

4 RESULTADOS

�Apresenta-se a seguir, a avaliação das questões respondidas pelos
usuários das bibliotecas selecionadas para avaliação quanto à:
a) freqüência de uso dos produtos/serviços:
os usuários precisam receber mais informações sobre as bases de dados,

-

com relação a conteúdo, abrangência, enfim, fatores facilitadores para o
treinamento;
-

atualização constante dos links com informações adicionais;

-

informação da cobertura de cada base para evitar exaustão na pesquisa;

b) infra-estrutura da Biblioteca, nos itens:
número de computadores: as máquinas existentes estão muito defasadas,

-

exigindo constante manutenção, o que prejudica em muito os
ambiente de leitura:

-

usuários;

constatou-se uma insatisfação dos usuários, com

relação ao barulho existente na biblioteca, principalmente nos dias em que
esta se encontra muito movimentada e com as salas individuais de estudo
ocupadas.

c) obtenção da informação desejada e avaliação dos produtos/serviços, o
resultado mostra que a biblioteca deve continuar administrando treinamentos
para o usuário, mas entende que deve haver uma padronização básica nos
treinamentos para melhorar a compreensão do usuário.

d)

obtenção

do

documento

desejado,

como

você

considera

os

produtos/serviços, pode-se destacar que:

Acervo - Melhorou muito nos últimos quatro anos devido a verba
destinada a compra de livros didáticos para a graduação e também as aquisições
com verba do FapLivros Fapesp – para pós-graduação;

�Empréstimo domiciliar - importante ressaltar a qualificação da equipe,
boas instalações físicas, facilidade na renovação pelo software Aleph 500 que
permite ao usuário renovar e reservar à distância, desde que a obra não tenha
reserva;
Empréstimo entre bibliotecas-EEB - serviço realizado entre as
bibliotecas da UNESP, USP e UNICAMP que possibilita, sem nenhum custo
adicional, a obtenção de obras não encontradas na biblioteca local. Este serviço
ainda é bastante prejudicado em virtude da morosidade existente na reposta na
rede de bibliotecas da Unesp.
Reposição nas estantes (material bibliográfico) – a guarda de material
bibliográfico nas estantes é um trabalho que já está bastante estruturado e para
isso

as

bibliotecas

trabalham

em

turnos

para

que

os

livros

estejam

constantemente repostos nas estantes, o que facilita para o usuário. As consultas
deixadas sobre as mesas são recolhidas durante todo o período em que o Serviço
de Biblioteca está aberto.
Comut - as pesquisas para recuperação dos artigos solicitados são
exaustivas, passando por todas as fontes de busca disponíveis.

f) divulgação dos produtos/serviços (treinamento, cartazes, e-mails etc) são
oferecidos treinamentos diários ou quando solicitado pelos usuários. As bibliotecas
utilizam os e-mails dos usuários para enviar mensagens para grupos de pessoas
ou para todos os usuários do sistema.

5 CONCLUSÃO
No cenário atual, de múltiplas velozes e radicais mudanças tecnólogicas, a
Biblioteca é uma das organizações que sofre maior impacto causado por essas
transformações. Tem, portanto, que se modificar a todo momento para se adequar
às inovações tecnológicas. A Biblioteca Universitária é tangida, impelida, obrigada

�a mudar, pois é dentro da Universidade que ocorrem o embasamento teórico e o
estímulo para as novas descobertas. É nela que a informação - conhecimento
científico - é gerada em benefício da sociedade.
A informação, por sua vez, é recurso básico, e significa todo o
conhecimento científico, tecnológico e cultural registrado em qualquer forma que
viabiliza a transferência de conhecimento, através dos diferentes canais de
comunicação. Com isso, as bibliotecas, como instituições sociais, têm o
compromisso de promover a organização e o pleno uso da informação.
A transferência da informação ocupa um papel vital nas funções das
bibliotecas, isto porque hoje é um dos mais importantes agentes de transformação
social. Neste contexto, onde o nível de importância e o desenvolvimento da
informação

atingem

proporções

incalculáveis,

as

responsabilidades

das

bibliotecas têm aumentado, a ponto de se exigir dessas instituições uma
organização que possibilite uma prestação de serviços realmente eficaz.
Reconhecendo as limitações de um trabalho isolado e todas as dificuldades de
ordem econômica impostas pelo crescimento acelerado da informação, na
manutenção de uma coleção completa e atualizada, bem como na sua utilização,
as bibliotecas têm optado pelo desenvolvimento de trabalhos cooperativos com
instituições similares.
Assim sendo, apesar das mudanças contínuas na Sociedade, pode se
afirmar que a Biblioteca ao longo do tempo sempre se adequou e no futuro,
também, se adequará às novas realidades. Para isso é necessário capacitação
contínua, não só da equipe técnica, como também dos usuários; um marketing
bastante agressivo e ágil, que se utilize de todos os canais de informação
disponíveis., sendo imprescindível que se estabeleçam padrões mínimos comuns
de funcionamento, no qual clientes externos e internos interajam num efetivo
processo sinérgico, para que as Redes de Informação locais e remotas atinjam o
seu objetivo principal de democratizar a informação, isto é, disponibilizar o maior

�número de informação para um maior número de usuários, resultando então em
reais benefícios para a sociedade.

IMPLANTATION PROJECT OF A REFERENCE MODEL IN UNESP LIBRARIES
NETWORK

ABSTRACT
The organization structure of Unesp Libraries Network has a technical service
formed by two sections: STATI - Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da
Informação - Acquisition Technical and Information Treatment Section and
STRAUD - Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação - Reference Technical Section, User Assistance and
Documentation. In the nineties, Unesp libraries started an unified process of
automatization for the purpose of computerizing the usual technical activities
allowing the libraries to work in network and with other national and international
similar systems. At first, it was given special emphasis to the STATIs
automatization while the STRAUDs were put partially apart. Each library
automatized and developed these services by themselves without adopting a
minimum common pattern whose result was great differences in the user
assistance and in the use of the available information. To minimize these
differences, to consider better the users' information needs and to maximize the
use of the available information sources, Coordenadoria Geral de Bibliotecas da
Unesp prepared the "Implantation project of a reference model in Unesp Libraries
Network" to be implanted in 2004. The project's first stage consisted of the
application of three questionnaires in three selected libraries of Unesp Libraries
Network to evaluate: physical and equipament infrastructure; reference sources:
use frequency and quality, and propagation of offered services and products. Two
questionnaires were answered randomly by 5,8% of users, divided equally
between the professors, undergraduated and graduated students. The third
questionnaire was answered by reference librarians. After the necessary
adjustments they were applied in the 22 libraries of Unesp Libraries Network.
KEY WORDS: Reference service:model. Reference service: optimization. Data
basis: use optimization. Data basis: propagation.

REFERÊNCIAS
COORDENADORIA GERAL DE BIBLIOTECAS. Universidade Estadual Paulista.
Disponível em: &lt; http://www.bibliotecas.unesp.br &gt;. Acesso em: 15 de jul. de
2004.

�CUNHA, M.B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em 2010.
Ci. Inf. Brasília, v.29, n.1, jan./abr., 2000. Disponível em: &lt; http://scielo.br&gt;.
Acesso em: 12 jul. 2004.
DENICULI, C.D. O que faz um bibliotecário? (Bib_virtual). Mensagem
recebida por &lt;Bib _virtual@ibict.br&gt; em 29 jun.2004.
DIAZ, G. A. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação deste
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&lt;http//:www.scielo.br&gt; Acesso em: 12 jul. 2004.
EUCLIDES, M.L. Prospecção de informação em sistemas informacionais: a
capacitação do usuário em estratégia de busca. 2000. 32f., TCC (Especialista em
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FIGUEIREDO, N. M. de Paradigmas modernos da Ciência da Informação: em
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SAMPAIO, M.I.C.; DE GRANDI, M.E.G.; VILLELA, M.C.; BARSOTTI, R.
Percepção do cliente em relaçao à qualidade dos produtos e serviços
oferecidos pelo SIBi/USP. São Paulo, 2001. 85f.

�∗

Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de bibliotecas/Reitoiria msouto@flash.tv.br
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de
Bibliotecas/Reitoria - mferraz@reitoria.unesp.br
Universidade Estadual Paulista – UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria ligiacgb@marilia.unesp.br
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Faculdade de Ciências e Filosofia de Marilia -Depto. de
Ciências da Informação e Coordenadoria Geral de Bibliotecas - cgb@reitoria.unesp.br.
Universidade Estadual Paulista – UNESP Alameda Santos, 647. São Paulo - Brasil

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades da Rede Unesp apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATI - Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação e STRAUD - Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de 90, as Bibliotecas da UNESP iniciaram o processo unificado de automatização, com o intuito de que as atividades técnicas rotineiras fossem informatizadas, possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada ênfase especial para a automação das STATI, enquanto as STRAUD ficaram parcialmente à parte. Cada Biblioteca automatizava e desenvolvia esses serviços por conta própria, sem a adoção de um padrão mínimo comum dentro da Universidade, resultando em grandes diferenças no atendimento ao usuário e na utilização dos recursos informacionais disponíveis. Visando minimizar essas diferenças, atender melhor às necessidades informacionais dos usuários e maximizar a utilização das fontes de informação disponibilizadas pela Reitoria, justificando os altos investimentos efetuados, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp elaborou em 2003, o "Projeto de Implantação de Modelo de Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", para ser implantado em 2004. A primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários, em três Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto, avaliando-se: infra-estrutura física e de equipamentos; fontes de referência: freqüência de uso e qualidade; e divulgação dos serviços e produtos oferecidos. Dois questionários foram respondidos aleatoriamente, por 5,8% de usuários, divididos eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da graduação e pós-graduação e o terceiro pelo bibliotecário de referência. Após os ajustes necessários, os questionários foram aplicados nas 22 Bibliotecas componentes da Rede Unesp.</text>
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                    <text>FONTE DE INDEXAÇÃO PARA PERIÓDICOS NACIONAIS
EM EDUCAÇÃO: ANÁLISE DA BASE DE DADOS EDUBASE –
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UNICAMP
Gildenir Carolino Santos∗
Rosemary Passos∗∗

RESUMO

O presente artigo descreve a progressão da base de dados Edubase (artigos de
periódicos), gerenciada pela Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP
(BFE-UNICAMP), idealizada inicialmente como uma base local, na área
educacional, a partir da plataforma Micro CDS/ISIS em ambiente DOS e
atualmente em plataforma WWWISIS, com os objetivos principais de facilitar o
acesso às fontes de informação existentes na BFE-UNICAMP; substituir as
buscas manuais; promover economia de tempo e de trabalho exaustivo e suprir a
necessidade de recuperação de periódicos na área educacional, tornando-se
mais uma ferramenta de pesquisa. A indexação dos títulos de periódicos
nacionais, na área de humanas, ainda não possui representação significativa nas
bases de dados existentes. Nessa perspectiva, a Edubase começou a ser
utilizada como fonte de indexação, a partir do ano de 2000, por ocasião do
“Seminário de Publicações Periódicas em Educação”, realizado na Faculdade de
Educação da USP, quando foi recomendada para se tornar um veículo de
colaboração no processo de intercâmbio na comunicação científica entre
Instituições do Ensino Superior (IES) em Educação. Assim, a BFE-UNICAMP
disponibilizou o serviço de indexação na Edubase para IES, que possuíssem
publicações no campo educacional, recebendo como forma de permuta pela
indexação, as publicações que são analisadas e indexadas na Edubase. Dessa
forma a Edubase tornou-se um canal de divulgação cooperativa, contribuindo
para a qualificação de periódicos para a avaliação no programa QUALIS da
CAPES, proporcionando através das permutas o desenvolvimento do acervo de
periódicos entre instituições que compartilham do desenvolvimento desta base de
dados.
PALAVRAS-CHAVE: Indexação em educação. Educação - Fonte de informação.
Indexação – Critérios. Educação - Base de dados.

1 INTRODUÇÃO
A indexação de periódicos nacionais em bases de dados, principalmente os
da área de humanas, ainda não atingiu o que se pode chamar de situação ideal.
As unidades de informação buscam suprir as necessidades de seus usuários,
adquirindo bases de dados internacionais, que favorecem a pesquisa científica

�nos quesitos tempo e recuperação de documentos, em se tratando de
levantamentos bibliográficos internacionais, visto que os periódicos internacionais,
em determinados títulos, estão disponíveis muitas vezes em texto completo. As
linguagens de indexação são fundamentais para o processo de busca em bases
de dados. Portanto, linguagem de indexação e linguagem de busca devem ser
relacionadas entre si. (BERTHOLINO, 1999, p.150).
Muitas instituições produzem suas próprias bases de dados e as
disponibilizam em meio digital (CD-ROM) e online. As bases de dados constituem
ferramentas fundamentais ao serviço de referência, para organizar, estruturar e
disponibilizar a informação, atendendo às necessidades de clientes através de
bases locais (catálogos, CD-ROM) ou acessadas remotamente.; possuem um
sistema de recuperação de informação, com interfaces e comandos baseados em
menus que tornam os sistemas mais acessíveis, de acordo com o pacote de
software utilizado. (BERTHOLINO, 1999, p.150).
Se analisarmos o caso especifico de periódicos da área da educação o
quadro é ainda mais critico, pois além de uma oferta reduzida de títulos
indexados, os mesmos são apresentados em sua maioria na forma de referência,
não trazendo sequer resumo e/ou palavras chaves, que são fundamentais no
momento da seleção de documentos recuperados.
Estudos realizados apontam para a necessidade de aumentar e melhorar a
disseminação da informação produzida na área educacional, a criação de
mecanismos para estabelecimento de um sistema de permuta entre as bibliotecas
de universidades que mantém cursos de mestrado e doutorado em educação,
possam possuir em suas coleções as publicações da área educacional, com
importância considerável, suprindo desse modo, falhas na coleção, facilitando
aquisições e novas permutas. (ORTEGA; FAVERO; GARCIA, 1998, p.167)

Com o uso intensivo de tecnologias de informação, os métodos
tradicionais de produção de publicações científicas ganharam
mais flexibilidade e novas possibilidades nos aspectos técnicos,
além de maior eficiência nos aspectos gerenciais e econômicos.
Entre outras perspectivas, vislumbra-se a publicação direta do
autor na Internet, além da criação de bases de dados de artigos
produzidos por comunidades de autores, por exemplo, as
formadas por cientistas de uma universidade ou instituto de

�pesquisa, membros de sociedades científicas e outros. (PACKER,
1998, p.110-111).

As bases de dados proliferam cada vez mais através da interação das
redes de telecomunicação, ampliando os recursos bibliográficos das bibliotecas e
dos centros de informação, permitindo assim, a cooperação através de redes e a
divulgação de acervos, tornando-se uma importante fonte de informação para
localização de documentos e informações desejadas. (BERTHOLINO, 1999,
p.147).

2 PERIODICOS NACIONAIS EM EDUCAÇÃO: FINALIDADES E OBJETIVOS
Os levantamentos e estudos relativos aos periódicos da área educacional
vêm ocorrendo desde a década de 1980, quando várias iniciativas, especialmente
do CNPq e do INEP1, estimularam editores de periódicos a realizar seminários
nos quais foram discutidos os rumos dessas publicações especializadas. Houve,
inclusive, na segunda metade da década de 1980, vários encontros de editores,
nos quais se elaboraram documentos e recomendações a respeito a produção e
circulação das informações educacionais. A realização desses encontros foi
retomada em 2000, por iniciativa da Faculdade de Educação da Universidade de
São Paulo (FE/USP), que reavivou o Fórum de Editores de Periódicos
Educacionais. (RELATÓRIO..., 2001).
No ano de 1992, como um dos estudos da Avaliação e Perspectivas na
Área de Educação, realizada pela ANPED2 por força de contrato com o CNPq, foi
realizado um primeiro mapeamento da situação dos periódicos brasileiros de
Educação e uma primeira tentativa de classificação dos mesmos. Em 1998, esse
levantamento foi atualizado, com a inclusão de maior número de periódicos,
permitindo a criação de novos critérios de classificação, em razão da diversidade
de publicações encontradas nas bibliotecas adotadas como referenciais para
composição do universo a ser examinado. O relatório final deste levantamento foi
publicado no fascículo da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos n.193,

1
2

INEP – Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.
ANPED – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.

�editado em abril de 2000, inclusive com seus anexos, contendo as informações
básicas sobre cada periódico, e uma segunda tentativa de classificação.
(RELATÓRIO..., 2001).
Até o momento nenhum periódico em educação havia sido avaliado, esse
procedimento foi solicitado pela CAPES, visando subsidiar o Comitê de
Consultores no processo de avaliação da produção científica da área, com o
objetivo de instituir a elaboração do Qualis – sistema adotado pela CAPES como
instrumentos para subsidiar a avaliação dos programas de pós-graduação
brasileiros – da área de Educação. (RELATÓRIO..., 2001).
Atrelado a isso, no Relatório da Avaliação dos Periódicos Brasileiro em
Educação publicado pela ANPED em 2001, destacam-se algumas considerações
referentes aos aspectos normativos de publicações periódicas, onde os
problemas detectados se resumem à não - existência de informações que
identifiquem o periódico, tais como, o ISSN, a instituição, editores responsáveis e
o conselho editorial, aliado à ausência de resumos e palavras-chave, instruções
para colaboradores, de nominata de consultores e pareceristas externos. A falta
dessas informações gera problemas que comprometem a inserção do periódico
em circuitos ampliados de leitores, colaboradores, assinaturas, permutas, entre
outros fatores. A carência mais séria apontada no relatório consiste na indexação
do periódico em centros de referências importantes. Se há indexações fáceis de
serem obtidas, a indexação em centros internacionais de referência depende da
qualidade do periódico e é concedida em função desses aspectos normativos e
outras exigências. (AVALIAÇÃO..., 2001).
Consequentemente, a partir do Seminário de Publicações Periódicas em
Educação, realizado na FE/USP, em agosto de 2000, quando educadores e
editores de publicações em Educação reuniram-se para discutir sobre a
necessidade da ampliação da divulgação científica na área educacional e destes
aspectos normativos, ficou estabelecido e acordado a realização de estudos
sobre formas para o encaminhamento de publicações para instituições
provedoras de bases de dados nacionais e internacionais que indexassem os
artigos e o conteúdo das publicações em fontes impressas e eletrônicas.

�A pedido da direção atual da Faculdade de Educação da UNICAMP, a
BFE-UNICAMP prevendo a importância do seminário sobre periódicos em
educação, havia elaborado um roteiro das Fontes de indexação em Educação”3,
onde foram elencadas as bases nacionais e internacionais para indexar
periódicos da área de Educação e literatura afins. Neste roteiro constavam duas
fontes elaboradas pela BFE-UNICAMP: Edubase e Sumários Correntes de
Periódicos On-line, esta última encontra-se com a atualização interrompida.
O roteiro foi apresentado no Seminário e encaminhado aos editores através
do e-mail do Fórum de Editores em Educação, para que os mesmos tomassem
providências quanto à indexação das publicações nas referidas bases. A partir
deste ato, a Edubase ficou reconhecida nacionalmente, a Faculdade de
Educação, ofereceu os serviços da Edubase, como um veículo para estar
colaborando no processo de comunicação entre instituições do ensino superior, e
como mantenedora e gestora da base de dados, a BFE-UNICAMP, passou a
indexar artigos de revistas publicadas por instituições afins aos propósitos de
pesquisa da Faculdade de Educação da UNICAMP, recebendo como forma de
permuta pela indexação, as publicações que são analisadas para serem
indexadas na Edubase.
A finalidade especifica da base, é a indexação dos títulos dos periódicos
nacionais em Educação, que através de seu editor ou responsável pelo periódico
das instituições de ensino superior solicitam a indexação dos artigos
publicados, como dito anteriormente, para efeito de divulgação e qualificação dos
mesmos, através do sistema Qualis, indicador da CAPES que permite avaliar os
periódicos segundo um rank de graduação e pontuação, dos periódicos mais
importantes e significativos na área de atuação, no nosso caso a Educação.
Alvarenga ressalta que:
O problema da comunicação dos resultados de pesquisas na área
da educação tem sido objeto de reflexão por parte de
pesquisadores que integram a comunidade específica no Brasil.
Estudos ressaltam o problema da divulgação dos resultados de
pesquisa, assinalando o caráter social das publicações, enquanto
registro escrito do que é produzido no campo da educação,
3

O roteiro pode ser acessado na URL: Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/roteiro.htmlH

�identificando-se carências no processo da pesquisa, tanto no meio
universitário, como em outros espaços: entre professores e alunos
dos diversos níveis de ensino, e entre membros de outros
segmentos da sociedade em geral, que têm a educação como
objeto de estudo. (2000, p.127),

3 EDUBASE : PERSPECTIVA HISTÓRICA E PROGRESSÃO
A Edubase começou a ser estruturada em setembro de 1994, quando se
idealizou um instrumento de recuperação da informação de documentos para
atender as necessidades internas dos usuários da BFE-UNICAMP, a principio a
Edubase foi instalada em um microcomputador com processador 286 da Itautec,
monocromático.
A Edubase é uma base de dados de artigos de periódicos nacionais em
Educação, desenvolvida e criada pelo bibliotecário - diretor da Biblioteca da
Faculdade de Educação da UNICAMP. Constam na base, além de artigos de
periódicos: anais de eventos, relatórios técnico - científicos, textos e capítulos de
livros relacionados à Educação. (SILVA, 2003).
Inicialmente foi desenvolvida em ambiente DOS através do software Micro
CDS/ISIS da Unesco, com parceria da BIREME, onde hoje se encontra migrada
em ambiente Web pelo WWWISIS. (SANTOS; PASSOS, 1997; EDUBASE, 2003).
A BFE-UNICAMP tem buscado um constante aperfeiçoamento na estrutura
do seu Serviço de Referência, preocupando-se em disponibilizar o maior número
de informações dos documentos bibliográficos que compões o acervo da
Biblioteca.
A preocupação em proporcionar agilidade e rapidez na disseminação e
recuperação de informações deu origem ao projeto “Indexação de Artigos de
Periódicos Nacionais em Educação”, com financiamento FAEP – Fundo de Apoio
ao Ensino e à Pesquisa.

�O projeto executado englobava a contratação de um profissional por um
período de três meses para realizar os serviços de indexação e alimentação da
base de dados Edubase, ocorrido no ano de 1997. (SANTOS; PASSOS, 1997).
A partir do momento em que a Edubase passou a ser disponível on-line em
1998, através da plataforma WWWISIS, houve o aumento do acesso e da
requisição de documentos pela comunidade externa, o que nos levou a legitimar a
Edubase como base de dados em Educação, solicitando o seu registro junto ao
IBICT, seguindo o exemplo de bases de dados internacionais que possuem o
ISSN.
A partir dessa iniciativa, podemos então, viabilizar a continuidade de
indexação, destinando a este serviço um profissional bibliotecário da própria
biblioteca até o atual momento para realização da manutenção.

3.1 FORMAS DE PESQUISA

Hoje, a interface via web da Edubase foi totalmente reformulada e consta
com o serviço de busca em três níveis: a)pesquisa simples, b) pesquisa detalhada
e c) pesquisa avançada.
Nas figuras a seguir, poderemos verificar as telas de pesquisa da Edubase
na web4 e suas respectivas finalidades:

a) Pesquisa simples: é aquela que permite ao usuário realizar em uma
única busca a pesquisa em todos os campos, permitindo também que
se selecione o Tipo de material (artigo, capítulo, evento, relatório, texto,
outro) desejado. Tem a opção de escolha dos resultados da busca por
limitação de registros entre 10, 20, 30 ou sem paginação.

4

Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htmH

�Figura 1 – Tela da Edubase na pesquisa simples
b) Pesquisa detalhada - permite ao usuário realizar a busca por todos os
campos ou campos isolados como Autor, Título, Palavra-chave e
Idioma, permitindo também que se selecione o Tipo de material (artigo,
capítulo, evento, relatório, texto, outro) desejado. Existe também a
opção de escolha dos resultados da busca por limitação de registros
entre 10, 20, 30 ou sem paginação. É possível também, utilizar
operadores booleanos (E, OU, NÃO) entre os campos selecionados.
Neste tipo de pesquisa é permitido escolher o Formato de Apresentação
dos registros: Longo, Curto ou Referência Bibliográfica.

Figura 2 – Tela da Edubase na pesquisa detalhada

�c) Pesquisa avançada - A pesquisa avançada é identificada como aquela
que permite ao usuário realizar a busca selecionando todos os campos
ou campos isolados como Autor, Título, Palavra-chave através de
palavras (termos) contidas no campo, permitindo também que se
selecione o Tipo de material (artigo, capítulo, evento, relatório, texto,
outro) desejado. Mais uma vez, existe a opção de escolha dos
resultados da busca por limitação de registros entre 10, 20, 30 ou sem
paginação. Pode-se utilizar operadores booleanos (E, OU, NÃO) entre
os campos selecionados. Neste tipo de pesquisa é permitido escolher o
Formato de Apresentação dos registros: Longo, Curto ou Referência
Bibliográfica.

Figura 3 – Tela da Edubase na pesquisa avançada

4 EDUBASE COMO FONTE DE INDEXAÇÃO

A cooperação entre bibliotecas ocorre no compartilhamento de seus
recursos, no meio biblioteconômico, são comuns os Empréstimos entre
Bibliotecas (EEBs), a Comutação bibliográfica (COMUT), catalogação cooperativa
(CD Bibliodata), entre outros, mas existem outras formas de compartilhamento de
recursos, com o objetivo de melhora no custo e na eficiência dos serviços

�oferecidos por cada unidade de informação, como podemos observar no caso
específico da Edubase.
A Edubase a partir do Seminário realizado na Faculdade de Educação da
USP em 2000, passa a ser uma fonte de indexação nacional de periódicos em
Educação, destacando-se assim, por disponibilizar informações não mais
localmente na sua instituição e sim de uma forma compartilhada pela Internet.
Ressaltamos, que dentre as bases de dados nacionais em Educação existe
a BBE – Bibliografia Brasileira de Educação do INEP que indexação todo o tipo de
literatura pertinente ao campo educacional, fazendo parte de um cenário rico de
informações a serem disponibilizadas aos usuários.
Nesta perspectiva, a Edubase empenha-se como uma fonte de indexação
no que diz respeito a:
•

dimensão informacional de um canal bibliográfico;

•

contribui para a qualificação dos periódicos na avaliação do Qualis da
CAPES;

•

completeza da coleção da Biblioteca da Faculdade de Educação, bem
como as coleções das instituições participantes da base de dados.

•

troca de informações institucionais;

•

divulgação e marketing dos serviços;

•

permuta com outras publicações existentes na Faculdade.

A Edubase conta com a inclusão de 37 títulos5 aprovados para indexação,
com

exceção

de

cinco

publicações

produzidas

na

própria

UNICAMP,

encaminhadas de todas as regiões do Brasil6.

5 PROCEDIMENTOS E CRITERIOS DE INDEXAÇÃO
Atualmente, a base é alimentada quinzenalmente por um profissional
bibliotecário com o auxílio de um bolsista. A padronização dos assuntos é

5
6

Listagem dos títulos indexados na Edubase no Anexo 1 no final deste artigo.
Anexo 2 demonstra o panorama das indexações por tipo de instituição de ensino superior.

�controlada através do cabeçalho de assuntos da Rede Bibliodata e quando não
encontrados, consulta-se o Thesaurus BRASED7 do INEP.
O cadastro de autoridades da Rede Bibliodata permite a entrada correta do
autor, tornando possível à unificação da de entrada de autorias. Os formatos de
saída são padronizados segundo as normas de referências bibliográficas da
ABNT, através da norma NBR6023/2002.
No caso das bases de dados que operam principalmente com artigos de
periódicos, os critérios de seleção comumente estão centrados no na estrutura do
próprio periódico e não no artigo: ou seja, nem todos os periódicos serão incluídos
na base.
Para o recebimento dos periódicos no intuito de indexação, após avaliação
e seleção dos assuntos correlatos as temáticas que compõem o acervo da área
da Educação, são considerados os procedimentos e critérios adotados pela
coordenação da Edubase para que o periódico seja aprovado, com o objetivo de
indexação na base, sendo necessário que o referido periódico contenha os
seguintes elementos essenciais aos periódicos técnico–científicos 8:
•

resumo dos artigos em português;

•

palavras-chave dos artigos em português;

•

resumo em outra língua (abstract – inglês ou espanhol) dos artigos;

•

palavras-chave em outra língua (inglês ou espanhol) dos artigos;

•

legenda bibliográfica;

•

indicação de normas para as referências e citações bibliográficas;

•

indicação de contribuição de autores com artigos;

•

ficha catalográfica e expediente da revista (conselho editorial, comissão
editorial, etc);

•

informação da periodicidade do periódico;

•

divisão física: introdução, desenvolvimento e conclusão, etc.;

•

referências bibliográficas dos artigos, segundo a ABNT
(NBR6023/2002);

7
8

BRASED – Thesauro Brasileiro de Educação, elaborado pelo INEP.
Consulte os critérios da Edubase em: Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htmH

�•

citações bibliográficas dos artigos, de acordo com a ABNT
(NBR10521/2002).

Em outras bases de dados nacionais e estrangeiras mais conhecidas na
área de Educação, a indexação é aceita mediante uma solicitação por escrito, e
dependendo da relevância do periódico, ele é aceito para ser indexado nestas
bases as quais podemos destacar: ERIC, Contents Page in Education, etc.
(SANTOS; PASSOS, 2002).
6 RESULTADOS ALCANÇADOS
Como resultados obtidos, destacamos a entrada dos títulos novos e
ampliação do acervo da BFE-UNICAMP, com a troca de serviços e destaque na
literatura nacional para uma base que foi estruturada a partir de um serviço
interno oferecido aos usuários da BFE-UNICAMP e hoje amplia seu espaço
equiparando-se as demais bases da área, nos quesitos de infra-estrutura e
procedimentos normativos relativos a estabilização de bases de dados nos
moldes internacionais.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Edubase é uma base de dados que permite o gerenciamento de
informação técnico-científica no campo educacional desde 1994, principalmente
no que se refere à automação de bibliotecas e recuperação de informação.
Agora com o acesso via web, o usuário conectado à Internet tem grande
vantagem, que é o acesso fácil e irrestrito às informações de referência dos
documentos das bases institucionais da Faculdade de Educação da UNICAMP.
Isto também permite que os editores, representados através de suas
publicações doadas para indexação, percebam que estas publicações tornaramse ponto de referência em suas instituições por estarem qualificadas no programa
Qualis da CAPES, seguindo os critérios de indexação e estruturação para
publicação científica na área da Educação.

�Apesar dos pequenos atrasos na inserção de todos os números on-line dos
periódicos citados, a alimentação e manutenção da base de dados Edubase é
importantíssima e deve ser contínua permitindo a interação instantânea com o
usuário final num sistema de busca dinâmico através da indexação adequada e
padronizada dos termos a serem recuperados.
REFERÊNCIAS

ALVARENGA, L. Alguns enunciados sobre a comunicação e o uso de fontes de
informação entre pesquisadores brasileiros da área da educação. In: MULLER,
S.P.M. ; PASSOS, E.J.L. (Org.). Comunicação científica. Brasília: Depart.
Ciência da Informação, Univ. Brasília, 2000.
AVALIAÇÃO de periódicos da área educacional de Educação em 2001: notas
aos editores. Rio de Janeiro: [ANPEd], 2001. 3f. (Anexo D – Documento enviado
aos Editores de periódicos da área da Educação).
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes. Buscas em bases de dados. In: RAMOS,
Maria Etelvina Madalozzo (Org.). Tecnologias e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: Ed. UEPG, 1999.
EDUBASE. In: SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria. Acrônimos,
siglas e termos técnicos: Arquivística, Biblioteconomia, Documentação,
Informática. Campinas, SP: Átomo, 2003. p. 92.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 1996.
ORTEGA, Cristina Dotta; FAVERO, Osmar; GARCIA, Walter. Análise dos
periódicos brasileiros de educação. Revista Brasileira de Estudos
Pedagógicos, Brasília, n.193, p. 161-191, set. /dez., 1998.
PACKER, Abel Laerte. SciELO: uma metodologia para publicação eletrônica. Ci.
Inf., Brasília, v. 27, n. 2, p. 110-111, maio/ago. 1998.
RELATÓRIO da avaliação dos periódicos brasileiros de Educação: realizado
em 2001/1º semestre (1ª fase). Rio de Janeiro: [s.n.], 2001. 4f. Disponível em:
&lt;http: //www.anped.org.br&gt;.

�SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary. Desenvolvimento de base de
dados em educação “Edubase”, gerenciado pelo software Micro CDs/ISIS. In:
SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997, Águas de Lindóia. Anais... São Paulo: [s.n.], 1997,
p.127-130.
______. Gerenciamento e estruturação de periódicos eletrônicos: a experiência
do periódico ETD – Educação Temática Digital da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife.
Anais eletrônicos...
Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).
SILVA, S.F. do N. da. Política de indexação para serviços de análise em
bibliotecas: proposta para elaboração de diretrizes. 2003. 72f. Monografia
(Trabalho de conclusão de curso) – Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Marília, SP. 2003.

ANEXO 1 - TÍTULOS INDEXADOS NA EDUBASE
Título
1.

Acta Científica: Ciências Humanas

2.

Avaliação

3.

Caderno Brasileiro de Ensino de Física

4. Contemporaneidade e Educação: Revista
da FAEEBA
5. Contrapontos: Revista de Educação da
UNIVALI
6.

Educação &amp; Linguagem

7.
8.

Educação e Pesquisa
Educação em Movimento

9. Educar em Revista
10. Ensaio : Avaliação e Políticas Públicas em
Educação
11. Entretextos/Entresexos
12. Escritos sobre Educação
13. ETD - Educação Temática Digital
14. Integração: Ensino-Pesquisa-Extensão
15. Inter-Ação: Revista da Faculdade de
Educação da UFG
16. Leitura: Teoria &amp; Prática
17. Linguagens, Educação e Sociedade
18. Movimento
19. Perspectiva

Instituição
Centro Universitário Adventista de
São Paulo
Rede de Avaliação Institucional da
Educação Superior (RAIES)
Universidade Federal de Santa
Catarina
Universidade Estadual da Bahia
Universidade do Vale do Itajaí
Universidade Metodista de São
Paulo
Universidade de São Paulo
Associação de Educação Católica
do Paraná
Universidade Federal do Paraná
Fundação Cesgranrio
Universidade Estadual de Campinas
Instituto Superior Anísio Teixeira
Universidade Estadual de Campinas
Universidade São Judas Tadeu
Universidade Federal de Goiás

Associação de Leitura do Brasil
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal de Santa
Catarina
20. Pro-Posições
Universidade Estadual de Campinas
21. Quaestio: Revista de Estudos de Educação Universidade de Sorocaba
22. Razão e Fé: Revista Inter e Transdisciplinar Universidade Católica de Pelotas
de...

Cidade/Estado
Engenheiro Coelho(SP)
Campinas (SP)
Florianópolis (SC)
Salvador (BA)
Itajaí (SC)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Rio de Janeiro (RJ)
Campinas (SP)
Ibirité (MG)
Campinas (SP)
São Paulo (SP)
Goiânia (GO)
Campinas (SP)
Teresina (PI)
Niterói (RJ)
Florianópolis (SC)
Campinas (SP)
Sorocaba (SP)
Pelotas (RS)

�23. Revista ARAUCÁRIAS
24. Revista Brasileira de Educação
25. Revista Brasileira de Sexualidade Humana
26. Revista Ciência Geográfica
27. Revista de Educação da Faculdade de
Pirassununga
28. Revista Diálogo Educacional

Faculdades Integradas Católicas de
Palmas
Associação de Pós-Graduação em
Educação (ANPEd)
Sociedade Brasileira de Sexualidade
Humana
Associação dos Geógrafos
Brasileiros
Centro Universitário Anhanguera

Pontifícia Universidade Católica do
Paraná
29. Revista Katálysis
Universidade Federal de Santa
Catarina
30. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência Universidade Estadual de Campinas
da Informação
31. Revista PLURES - Humanidades
Centro Universitário Moura Lacerda
32. Sementes: Caderno de Pesquisa
Universidade do Estado da Bahia
33. Teias: Revista da Faculdade de Educação
Universidade Estadual do Rio de
Janeiro
34. Teoria e Prática da Educação
Universidade Estadual de Maringá
35. Terceira Idade (A)
SESC-SP
36. Textos sobre Envelhecimento
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro
37. Zetetiké
Universidade Estadual de Campinas

Tocantins (PL)
Rio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro (SP)
Bauru (SP)
Pirassununga (SP)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SP)
Campinas (SP)
Ribeirão Preto (SP)
Salvador (BA)
Rio de Janeiro (RJ)
Maringá (PR)
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (SP)
Campinas (SP)

ANEXO 2 – Panorama de indexação por tipo de instituição

12
10

11

12

8
Quantidade

7

6

7

4
2
0

1
Tipos de IES

Estaduais

∗

Particulares

Federais

Organizações

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP;
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br

Mestre em

∗∗
Bibliotecária da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação pela PUC-Campinas – bibrose@unicamp.br

Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação. Av. Bertrand Russell, 801 –
Cidade Universitária. 13083-865 Campinas – SP – Brasil

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2004</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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              <name>Type</name>
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                  <text>Evento</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="54807">
                <text>Fonte de indexação para periódicos nacionais em educação: análise da base de dados Edubase – Faculdade de Educação/UNICAMP.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Santos, Gildenir Carolino; Passos, Rosemary</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="54814">
                <text>O presente artigo descreve a progressão da base de dados Edubase (artigos de periódicos), gerenciada pela Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP (BFE-UNICAMP), idealizada inicialmente como uma base local, na área educacional, a partir da plataforma Micro CDS/ISIS em ambiente DOS e atualmente em plataforma WWWISIS, com os objetivos principais de facilitar o acesso às fontes de informação existentes na BFE-UNICAMP; substituir as buscas manuais; promover economia de tempo e de trabalho exaustivo e suprir a necessidade de recuperação de periódicos na área educacional, tornando-se mais uma ferramenta de pesquisa. A indexação dos títulos de periódicos nacionais, na área de humanas, ainda não possui representação significativa nas bases de dados existentes. Nessa perspectiva, a Edubase começou a ser utilizada como fonte de indexação, a partir do ano de 2000, por ocasião do “Seminário de Publicações Periódicas em Educação”, realizado na Faculdade de Educação da USP, quando foi recomendada para se tornar um veículo de eolaboração no processo de intercâmbio na comunicação científica entre Instituições do Ensino Superior (IES) em Educação. Assim, a BFE-UNICAMP disponibilizou o serviço de indexação na Edubase para IES, que possuíssem publicações no campo educacional, recebendo como forma de permuta pela indexação, as publicações que são analisadas e indexadas na Edubase. Dessa forma a Edubase tornou-se um canal de divulgação cooperativa, contribuindo para a qualificação de periódicos para a avaliação no programa QUALIS da CAPES, proporcionando através das permutas o desenvolvimento do acervo de periódicos entre instituições que compartilham do desenvolvimento desta base de dados.</text>
              </elementText>
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            <description>A language of the resource</description>
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        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4988/SNBU2004_131.pdf</src>
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                    <text>PROPOSTAS E ESTRATÉGIAS PARA CONSTRUÇÃO DE UM
VOCABULÁRIO CONTROLADO SISTEMATIZADO,
UTILIZANDO COMO PARTIDA A BASE DE DADOS ACERVUS-UNICAMP
Gildenir Carolino Santos∗
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente
Sonia Regina Casselhas Vosgrau

RESUMO
Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos
conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de
novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de
assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem
dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma
considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a
preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas,
justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado
(VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo
final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca
especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das
obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos
observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se
estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade
no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a
forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver
essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados
nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da
extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos
descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas
nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à
conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir
uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCSACERVUS.
PALAVRAS-CHAVE: Vocabulário controlado sistematizado. Bases de dados.
Cabeçalho de assuntos. Indexação.

1 INTRODUÇÃO
Em todo sistema de recuperação da informação é necessário o controle da
terminologia para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, que

�os documentos relevantes sobre um determinado assunto pesquisado sejam
recuperados.
Os instrumentos de representação da informação para indexação,
armazenamento e recuperação de documentos são considerados como
linguagens documentárias, sendo um processo evolutivo, e que necessita de
regras explícitas para o seu uso.
Nesse sentido, as facilidades geradas pelo meio eletrônico e a habilidade
que os usuários demonstram com as novas tecnologias, mais especificamente
com o ambiente Web nos levam a disponibilizar ferramentas que facilitem a
recuperação da informação e que apresentem estratégias de busca para os
usuários da melhor maneira possível, e consequentemente agilizem os serviços
da referência.
Podemos chamar de Vocabulário Controlado, uma ferramenta que facilita a
busca

de

pesquisas

através

das

palavras

ou

termos

padronizados

hierarquicamente com suposto feedback de como encontrá-los na base de dados.
Entretanto, faz-se necessário que os bibliotecários de referência e
processos técnicos se articulem para construir nas suas instituições um
mecanismo de recuperação de termos que facilitem o acesso e a recuperação da
informação para o usuário, simplificando cada vez mais o trajeto de suas
pesquisas acadêmicas no âmbito das bibliotecas, seja presencialmente ou
virtualmente.
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), que iniciou a automação de
sua coleção de livros e teses no final da década de 80, preocupado com a
questão de qualidade de sua base de dados ACERVUS e imbuído também da
responsabilidade de integrar os novos serviços e disponibilizar a informação por
meio eletrônico, pretende oferecer à comunidade acadêmica a construção de um
Vocabulário Controlado Sistematizado, denominado VCS-ACERVUS, utilizando
uma metodologia dinâmica que contemple as necessidades do Sistema, bem
como se destacando no contexto biblioteconômico na criação de um vocabulário,
assim como já foi realizado por outra universidade pública, a Universidade de São
Paulo (USP), no momento da aquisição do software integrado de funções utilizado

�pelo Sistema de Bibliotecas (SIBi-USP) através do banco bibliográfico DEDALUS,
que contempla agregar ao software, a extensão do Vocabulário Controlado do
SIBi/USP1. (UNIVERSIDADE..., 2002).

2 JUSTIFICATIVA

Devido ao grande avanço da ciência e ao espantoso crescimento de novos
descritores e termos, sentiu-se a necessidade de uma expansão nos cabeçalhos
de assunto, uma vez que os descritores usados até então não mais estavam
representando de maneira satisfatória os assuntos solicitados pelos nossos
usuários, principalmente nas dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Como muitas ações isoladas começaram a ser desenvolvidas no SBU, a
Diretoria de Processos Técnicos, hoje Tratamento da Informação, desenvolveu
uma estrutura local que permitisse a inclusão de novos termos na base
ACERVUS, com o preenchimento de um formulário ( ANEXO 1) contendo:
Cabeçalhos de assunto em português.
Termos correspondente em inglês na LC ou em outros bases da área.
Fontes de pesquisas (anexando as referências de abstracts).
Nome do professor.
Nome do bibliotecário responsável.
Data da solicitação.

Mediante esses procedimentos os novos termos solicitados começaram a
ser inseridos na base ACERVUS, para futura estruturação dos termos
relacionados.
Com isso sentimos a necessidade da criação de um Vocabulário
Controlado Sistematizado da base ACERVUS, tendo como ponto de partida as
linguagens efetivamente utilizadas pelas Bibliotecas do Sistema. A elaboração
desse vocabulário,será fundamentada no princípio de que um instrumento

1

Para saber mais detalhes, acessar o Vocabulário Controlado do SIBi/USP em:
http://143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/Index2

�dinâmico, capaz de ser atualizado de forma criteriosa, requer uma estrutura de
relações lógico-semânticas explícitas entre as áreas, subáreas e a terminologia
propriamente dita, em seus diferentes níveis e a apresentação de regras de
utilização igualmente explícitas e compartilhadas.

3 OBJETIVOS

Construir um vocabulário controlado sistematizado, visando a melhoria
e a ampliação de novas terminologias, adotadas nas diversas áreas do
conhecimento do SBU.
Facilitar a inclusão de novos termos oriundos de pesquisas relevantes
dos docentes e pesquisadores da universidade, bem como estudantes
de graduação e pós-graduação, a partir da avaliação da terminologia a
serem incluídas no VCS-ACERVUS, mediante padrões e normas
internacionais.
Atualizar constantemente a terminologia e suas relações, de acordo
com a evolução dos conhecimentos utilizada no vocabulário.

4 DEFININDO CONCEITOS: UMA PEQUENA REVISÃO DE LITERATURA

Para melhor entendimento sobre o tema pesquisado, é necessário buscar
na literatura algumas definições sobre o que seria o instrumento tesauro, também
considerado por alguns especialistas como vocabulário controlado.
Segundo Vickery2 (1960) citado por Dodebei (2002, p.64), a palavra
tesauro (latim = thesauru, grego = thesaurós) teve origem na Grécia significando
Treasury or Storehouse (tesouro ou armazenagem / repositório), sendo que, em
1963, o Oxford English Dictionary definiu a expressão inglesa como dicionário,
enciclopédia e similares.

2

Cf. VICKERY, B. C. Thesaurus: a new world in documentation. Journal of Documentation, [S.l.], v. 16,
n.4, p.181-189, Dec. 1960.

�Já em 1852, o termo ‘tesauro’ tem origem no dicionário analógico de Peter
Mark Roget, intitulado ‘Thesaurus of English words and phases’, onde foi
publicado, pela primeira vez, em Londres. (GOMES, 1990).
Assim, Roget chamou seu dicionário analógico de thesaurus, que é um
nome usado para designar vocabulário, dicionário, mas a forma de apresentação
foi tão original que a palavra thesaurus ficou, na área de documentação,
associada à forma de organização do vocabulário de indexação/recuperação.
Segundo Gomes (1990, p.14), “o tesauro documentário surgiu da
necessidade de manipular grande quantidade de documentos especializados. Era
preciso trabalhar com vocabulário mais específico e com uma estrutura mais
depurada do que aquela presente nos cabeçalhos de assunto”.
Apesar de tudo, Gomes (1990, p.15) esclarece que “o tesauro não deve ser
confundido com ‘vocabulário controlado’ porque este contém apenas as relações
sinonímicas, quase sinonímicas, bem como controle de polissemia, além de não
diferenciar rigorosamente ‘termo’ de ‘palavra’.”
Lancaster (1993, p.14), define o vocabulário controlado como um
instrumento que “é essencialmente uma lista de termos autorizados”. Em geral, o
indexador somente pode atribuir a um documento termos que constem da lista
adotada pela instituição para a qual trabalha.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP),
que construiu o Thesaurus Brasileiro de Educação – BRASED, comenta que
thesaurus é uma ferramenta que reúne termos escolhidos a partir de uma
estrutura conceitual previamente estabelecida, destinada a indexação e a
recuperação de documentos e de informações, num determinado campo do
saber. Não é simplesmente um dicionário, mas um instrumento que garante aos
documentalistas e aos pesquisadores o processamento e a busca dessas
informações. (BRASIL, 2001).
Assim como Lancaster (1993), Gusmão (1985) concorda dizendo que
vocabulário controlado é uma lista de termos elaborada para fins de indexação;

�ele existe para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, o termo
escolhido pelo indexador deve ser o mesmo procurado pelo pesquisador.
No entendimento de Campello, Cendon e Kremer (2000), tesauros são
listas de palavras de uma determinada área, apresentando o relacionamento
entre os termos utilizados naquele assunto ou área do conhecimento. Os
relacionamentos entre termos, mas comumente apresentados nos tesauros, são
do tipo hierárquico (do geral = TG para o específico = TE) de equivalência (termos
sinônimos) e de associação (termos realcionados = TR). Os tesauros servem
principalmente para a indexação de documentos e catálogos e bases de dados.

5 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP - APRESENTAÇÃO

O SBU é composto por 1 Biblioteca Central (Coordenadora do Sistema) e
20 Bibliotecas Seccionais, integrando aproximadamente mais de 80 bibliotecários.
O acervo das bibliotecas concentra mais de 800.000 itens bibliográficos entre
livros, títulos de periódicos, teses e outros materiais abrangendo as áreas de
Biomédicas, Exatas, Humanidades e Tecnológicas, com uma circulação anual de
1.424.376 materiais bibliográficos, distribuídos em uma área construída de
21.629m². As coleções das bibliotecas estão à disposição de toda a comunidade
interna e externa a Universidade, para consulta local.
A base de dados ACERVUS possibilita a localização dos materiais
bibliográficos através de equipamentos ligados em rede, permitindo também aos
usuários do Sistema o acesso à base de dados referenciais on-line e em CDROM, de aproximadamente 4.000 títulos de periódicos em texto completo.
As

bibliotecas

do

SBU

caracterizam-se

pela

descentralização

e

especialização de seus acervos. O acesso global a esse fundo informacional
requer, desse modo, uma linguagem comum de representação temática, que
contemple a especificidade, em cada acervo, de itens bibliográficos gerais e
especializados, voltados para o ensino (igualmente presentes nas várias
bibliotecas), que respondem às demandas dos programas de pós-graduação e da
produção de conhecimento pelas diferentes linhas de pesquisa.

�5.1 BREVE HISTÓRICO DO CABEÇALHO DE ASSUNTO DA REDEBIBLIODATA
UTILIZADO PELO SBU

A Base ACERVUS é a base de dados bibliográficos do SBU, integrada
desde 1989 à Rede Nacional de Catalogação Cooperativa Bibliodata/Calco da
Fundação Getúlio Vargas (FGV), interliga todas as bibliotecas do Sistema e pode
ser consultada livremente por qualquer computador ligado à rede UNICAMP.
Oferece várias opções de pesquisa, como busca por índices, palavras-chaves e
pesquisa avançada. No inicio da automação e da definição da importância do
processo cooperativo, se fez necessário um instrumento de normalização da
linguagem de indexação que pudesse ser comum à FGV e as instituições
cooperantes.
Em 1977, o Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica
(IBICT) publicava a Lista Geral de Cabeçalhos de Assunto, que foi adotada pela
FGV com a intenção de torná-la padrão para à Rede de Catalogação Cooperativa
que pretendia construir uma linguagem padronizada na Rede. Quando o
Bibliodata se estabeleceu efetivamente, verificou-se a descontinuidade desta
publicação. Então, tomou-se como fonte básica a Library of Congress Subject
Headings (LCSH) respeitando as características da língua portuguesa.
Devido à importância desse instrumento para os processos de indexação à
FGV

enquanto

coordenadora

da

Rede,decidiu

se

responsabilizar

pelo

desenvolvimento e manutenção da Lista de Cabeçalhos de Assunto para uso das
bibliotecas da Rede. Nessa época os cabeçalhos eram gerados em microfichas.
O objetivo desse cabeçalho sempre foi o estabelecimento de regras que
mantivessem a coerência na formação de uma linguagem de indexação
coordenada, fundamentada na LCSH, onde em 1996, deixou de ser produzida em
microficha, passando a ser adotado um novo formato: CD-ROM.

6 INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

�No cenário atual da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, áreas nas
quais estamos inseridos como profissionais da informação, tentamos e buscamos
soluções para as indagações e aflições dos nossos usuários em qualquer unidade
de informação, seja ela uma biblioteca (universitária, pública, especializada, etc.),
centro de informação, arquivo, museu e afins. Devemos sempre estar
acompanhados com os instrumentos de tratamento e recuperação da informação
nos diversos setores como o processamento técnico ou tratamento da informação
(catalogação, classificação e indexação) e a referência.
Entre as diversas áreas de uma unidade de informação, a catalogação é
uma das mais importantes, uma vez que inicia a transformação dos dados,
usando como instrumental básico os códigos de catalogação, as tabelas de
individualização de autores, os sistemas de classificação bibliográfica e o Formato
MARC 213, integrado e definido para identificar e descrever formas diferentes de
material bibliográfico em meio eletrônico.
Ainda existem unidades de informação que mantém em seus ambientes o
famoso catálogo bibliográfico, onde são armazenadas alfabeticamente fichas com
medidas expressas de 7,5 X 12,5 cm, nas quais existem pontos de acessos por
autoria, título e assunto.
Assim, o VCS-ACERVUS irá utilizar uma linguagem pré–coordenada,
fundamentada na LCSH, respeitando particularidades da língua portuguesa
devido a sua multidisciplinaridade onde os termos são estudados por
especialistas de diversas áreas. (OLIVEIRA; ALVES; VICENTE, 1997).
Hoje em dia diferenciamos este meio de recuperação pelo meio eletrônico
onde os pontos de acesso continuam os mesmos, porém, utilizando as novas
tecnologias que exigem outros controles.
Depois da catalogação, a Referência é de grande importância, pois através
dela estarão disponíveis os catálogos bibliográficos de recuperação eletrônica
denominados na literatura como Catálogo Público em Linha (OPAC)4.

3
4

MARC – Machine Readable Cataloging
Online Public Access Catalog

�7 METODOLOGIA PARA A CONSTRUÇÃO DO VCS-ACERVUS

A metodologia utilizada neste projeto será detalhada em quatros etapas,
conforme os tópicos a seguir que darão clareza à estruturação do VCSACERVUS construído.

7.1 COMPOSIÇÃO DE LISTAGEM DOS CABEÇALHOS DE ASSUNTO
UTILIZADOS NA BASE (EXTRAÇÃO)
Para iniciarmos o trabalho de verificação dos cabeçalhos de assuntos para
a construção VCS-ACERVUS, iremos utilizar os descritores já existentes na base
ACERVUS através da extração dos mesmos em formato de listagem, além da
extração das remissivas.
Essa extração será solicitada à Diretoria de Tecnologia da Informação,
antigo setor de Sistemas Automatizados da Biblioteca Central, que é atualmente
responsável pelos serviços de automação do SBU. Na extração será possível
analisar os descritores, tanto nos seus conceitos quanto na coordenação
gramatical.

7.2 ANÁLISE DOS CONCEITOS

A fase da análise dos conceitos possibilitará a filtragem dos termos por
especialistas, que verificarão as remissivas inconsistentes, a terminologia, os
sinônimos, a hierarquia correspondente, o gênero e o grau do descritor na cadeia
do assunto principal e os que entraram na base sem a devida pesquisa prévia.
Essa fase é mais criteriosa, pois demanda tempo e dedicação do profissional que
irá executar esta triagem através da análise dos conceitos.

�7.3 ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A fase seguinte será a organização da estrutura do vocabulário quanto à
hierarquia adequada a cada termo, além da construção das remissivas
necessárias ligadas aos termos principais, estabelecimento das sinonímias e as
relações lógicas e ontológicas.

7.4 TREINAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

Inicialmente será criado um grupo multidisciplinar, que terá tarefa de
analisar, revisar, ampliar e validar os termos que cobrirão as diversas áreas do
conhecimento. A partir da constituição desse grupo formado por especialistas de
áreas,

bibliotecários

e

docentes,

serão

realizados

treinamentos

para

operacionalizar o uso do aplicativo que gerenciará o VCS-ACERVUS.

8 VOCABULÁRIO SISTEMATIZADO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNICAMP

Procuraremos apontar os preceitos que levarão a estruturar o VCSACERVUS do SBU, quais serão os elementos necessários a definir, a aceitação
dos descritores utilizados nas diversas áreas do conhecimento, já que estamos
com mais de vinte bibliotecas divididas nas áreas de Humanas, Exatas, Biológicas
e Tecnológicas, bem como montar a estrutura do vocabulário que será base para
a pesquisa na UNICAMP.

8.1 ELEMENTOS DO VCS-ACERVUS

A partir da extração de uma lista dos dados existentes na Base local,
estaremos estudando e avaliando os descritores e a estrutura até então adotadas,
para as possíveis modificações e alterações.

�8.2 ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A estrutura do vocabulário constará dos seguintes tópicos:

8.2.1 Descritores utilizados nas áreas a partir da base local.
8.2.2 Elaboração da matrix conceitual5 do VCS-ACERVUS que será extraída do
formato MARC 21 (TABELA1) que possui campos definidos e que pode ser
comparado à estrutura de um tesauro hierárquico (TABELA2), conforme a
seguir:

Tabela 1
Estruturação de cabeçalho do formato MARC 21
Campo

Designação

1XX

Cabeçalho estabelecido

2XX

Nota Explicativa – Remissiva VER

3XX

Nota Explicativa – Remissiva VER TAMBÉM

4XX

Remissiva VER

5XX

Remissiva VER TAMBÉM

6XX

Séries e Notas

7XX

Entradas de ligação

9XX

Implementação local

Tabela 2
Comparação do formato MARC 21 e tesauro
MARC 21

5

Tesauro

1XX

Termo geral (TG) / Termo específico (TE)

4XX

Usado para (Não utilizado) (UP)

5XX

Termo relacionado (TR) / Termo associativo (TA)

2XX
3XX

Nota de escopo

Matrix conceitual – definição da estruturação de cada termo incluído na base de dados ACERVUS.

�8.2.3 Organizar os registros em dois tipos: Registro Temporário e Registro
Definitivo.

8.2.3.1 Registro Temporário– constará da seguinte estrutura: 1XX

6XX que

será analisado, validado e integrado ao registro definitivo.

8.2.3.2 Registro Definitivo – mesma estrutura do registro provisório, agregandose a classificação bibliográfica do termo, para facilitar no momento da catalogação;
sua estrutura será a mesma do registro provisório, expandindo-se com termos
relacionados (remissivas) e termos não utilizados.

8.2.4 Utilização do software integrado de funções VIRTUA/VTLS para controle,
alimentação e validação do VCS-ACERVUS.

8.2.5 A manutenção do VCS-ACERVUS, será feita através do Virtua, onde os
cabeçalhos serão analisados pesquisados e validados em rede, observando os
seguintes tópicos:

Cabeçalho estabelecido;
Remissiva;
Fontes de pesquisa;
Responsabilidade pela inclusão.

9

AÇÕES FUTURAS

Teremos com os procedimentos iniciais na elaboração do Vocabulário
Controlado Sistematizado duas ações futuras, que seguem abaixo mais
explicitadas no contexto deste trabalho.

9.1 CONSTITUIÇÃO DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DAS ÁREAS PARA
COORDENAR O VCS- ACERVUS

�Para o desenvolvimento da proposta, haverá a participação efetiva de uma
comissão formada por bibliotecários das áreas envolvidas (Humanas, Exatas,
Biológicas, Tecnológicas) com a colaboração de docentes das várias unidades e
especialistas convidados da Unicamp na estruturação dos conceitos e adequação
dos termos que serão utilizados. A equipe também terá a participação de
analistas de sistemas e bibliotecários da Diretoria de Tecnologia da Informação,
para efetuar os procedimentos e ajustes periódicos que se fizerem necessários na
manutenção dos vocabulários.

9.2 CONSTRUÇÃO DO SISTEMA EM REDE PARA VALIDAÇÃO E AJUSTES
NECESSÁRIOS DOS VOCABULÁRIOS, PELA EQUIPE
Os cabeçalhos serão analisados, pesquisados e validados em rede, para
posterior inclusão na Base ACERVUS (VIRTUA). A estrutura do software terá os
tópicos já mencionados anteriormente.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As inovações tecnológicas introduziram mudanças fundamentais no campo
da organização e do tratamento da informação. Interpretá-las, transformando
significativamente e estruturando sistemas de informação que contribuam para a
compreensão das especificidades das diversas áreas do conhecimento tem sido o
grande desafio para o campo da organização e do tratamento da informação na
atualidade.
Entretanto,

é

importante

a

compreensão,

pelos

profissionais,

o

entendimento do caráter dinâmico do conhecimento em sua interface humana,
mais que adotar as estruturas rígidas, perceber que tanto a proposição dos
esquemas conceituais quanto à utilização dos mesmos são resultados de
processos

de

produção

de

sentidos

distintos,

passíveis

de

múltiplas

interpretações e traduções. Nesse sentido, o desenvolvimento de novas
estratégias de abordagem da informação, só será possível consolidar através da
parceria autor, mediador e leitor. Essa equipe multidisciplinar possui maiores

�possibilidades de construir uma ferramenta interativa que acompanhe a rapidez
da evolução do conhecimento nas diversas áreas, criando impacto junto à nossa
comunidade na recuperação da informação.
Assim a criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado vem em
resposta às nossas necessidades de ampliar a qualidade dos nossos serviços,
oferecendo um instrumento dinâmico e eficaz.

REFERÊNCIAS

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Educacionais. BRASED – Thesaurus de Educação. 2001. Disponível em: &lt;http:
//www.inep.cibec.gov.br/brased&gt;. Acesso: 04 abr. 2004.
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formato MARC/USMARC na implementação do software Virtua. Campinas:
UNICAMP, 1999. (Apostila).
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Rio de Janeiro: FGV, 1979-2003.
GOMES, H. E. Classificação, tesauro e terminologia: fundamentos comuns.
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______. (Coord.). Manual de elaboração de tesaurus monolíngues. Brasília: O
Programa Nacional de Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, 1990.
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LANCASTER, F.W. Indexação e resumos. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
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BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002, São
Paulo. Textos... São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p.81-93.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em biblioteconomia.
Campinas: Ed. UNICAMP, 2000. Cap.5-6.

ANEXO 1
ABERTURA DE CABEÇALHO DE ASSUNTO
Cabeçalho de assunto solicitado (português)

Termo correspondente em inglês na LC (Library of Congress)

Obc: Caso os termos ainda não estejam autorizados na LC, anexar referências de outras fontes de
pesquisa na área.
Fontes de pesquisa:
(Anexar referências de abstracts da área)

Nome do autor:

Título da Tese:

Nome do orientador:

Nome do bibliotecário responsável:

�Unidade :

E-mail do bibliotecário responsável:

Data:

∗

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP; Mestre em educação pela
Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br;
Bibliotecária-Chefe da Catalogação do Sistema de Bibliotecas/UNICAMP – maluci@unicamp.br;
Bibliotecário-Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
gil@unicamp.br;
Bibliotecária-Diretora da Diretoria de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
soninha@unicamp.br;

Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas – SP - Brasil

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFRN</text>
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                <text>Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas, justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado (VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCS- ACERVUS.</text>
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                    <text>A HORA DO CONTO VIA INTERNET: PROPOSTA PARA
IMPLANTAÇÃO DE UM PROJETO SOCIO-EDUCACIONAL
NAS ESCOLAS COM O APOIO DA UNIVERSIDADE
Gildenir Carolino Santos*
Márcia Aparecida Pillon D’Alóia**

RESUMO
Uma das possibilidades de desenvolver a criatividade e o despertar do hábito da
leitura em crianças, é a aplicação da hora do conto nas salas de aula. Pensando
desta forma, a condição do sujeito para contribuir com o desenvolvimento de sua
capacidade motora desde pequeno é muito grande, e desta forma melhorará o seu
desempenho no convívio sócio-educacional. Assim, temos como propósito para
atingir em maior escala com o despertar do hábito de leitura, a proposta de
implantação da hora do conto via Internet, utilizando a capacidade das crianças
juntamente com o professor de publicar na rede, os trabalhos produzidos em sala de
aula, ou seja, a redação, na forma de conto, para que uma maioria possa acessar e
realizar a leitura eletrônica navegando na Internet. Esta proposta é uma tentativa
inédita de participação interativa entre Escola-Universidade, juntamente com a
contribuição do profissional da informação, professores e alunos empenhados não
somente em construir o texto digital, mas também de disponibilizar os contos no
ambiente da biblioteca digital escolar, produto que já está nascendo no interior da
Universidade.
PALAVRAS-CHAVE: Hora do conto na Internet. Escola-Universidade – Parceiria.
Educação. Leitura na Internet. Hábito da leitura digital. Sociedade da informação.

1 INTRODUÇÃO
A proposta de estar desenvolvendo esse trabalho busca refletir o interesse
das crianças diante dos livros de contos de fadas, assim como também esses contos
reproduzidos por elas e disponibilizados na Internet como material de estudo.
Com advento da Internet, as pesquisas via computador, assim como também
a própria aprendizagem as crianças ficam fascinadas por esses equipamentos
passando horas em busca de conhecimento e diversão.
Procuraremos, portanto, pesquisar o real interesse da criança mediante os
contos de fadas e qual a relação com as estórias disponibilizadas por outras

�crianças na Internet. Esperaremos, porém que os resultados sejam a formação de
crianças leitoras independentes de quaisquer suportes que sejam, como por
exemplo livros de estórias, estórias contadas e ou mesmo as estórias
disponibilizadas através da Internet.
Assim sendo, nosso objetivo é pesquisar a formação de leitores em crianças
de escola municipal, assim como também a preparação do professor para a
atividade da hora do conto, como essa atividade é desenvolvida, quais os recursos
materiais disponíveis como livros infantis, computador, rede de acesso à Internet.
Como as crianças de classe média baixa encaram o incentivo à leitura na escola e o
acesso a Internet.
O desenvolvimento desse trabalho dar-se-á na Escola Estadual “Prof. Físico
Sérgio Pereira Porto”, criada a partir de um convênio (protocolo de cooperação
técnica) entre a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Secretaria
Estadual de Educação assinado em

11/01/1990, onde a escola atende

prioritariamente aos filhos dos servidores da UNICAMP, e é uma escola totalmente
atípica, sem o envolvimento da comunidade. Ela está ligada diretamente às normas
estabelecidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e por isso,
estaremos pretendendo inserir nas atividades mensais para as 3ª e 4ª séries do
ensino fundamental a hora do conto e a disponibilização das estórias pela Internet.
Assim como também treinar os professores para que para que eles dêem
continuidade a essa atividade tão importante para a formação de leitores. (SANTOS,
2002, p.14).

2 A HORA DO CONTO COMO INCENTIVO À LEITURA NAS SALAS DE AULA

A Hora do Conto vem a ser uma motivação para a leitura podendo contribuir
para a formação de leitores. Esta motivação poderá ser desenvolvida através das
histórias contadas, assim como também através leituras de livros de histórias.
Os livros de histórias infantis, os contos fantásticos para crianças trazem em
si o confronto do real com o imaginário. Traçar um limite entre o real e o imaginário

�torna-se um processo difícil à medida que o sonho e a realidade, para as crianças,
fundem-se e se completam.
É no processo estabelecido entre o real e o imaginário que a criança, em
contato com as histórias, com os contos de fadas e as experiências familiares
(histórias contadas de pais para filhos), vivência as diferentes possibilidades de
relacionamento no contexto social.
A presença de um espaço do maravilhoso, preparado e introduzido no inicio
do texto por uma identificação de tempo e de lugar o “Era uma vez...” representa o
traço mais característico e definidor dos chamados contos de fadas.
Essa é a abertura dos contos mais comum utilizada, constituindo-se em um
universo detentor de liberdade onde os sonhos e a fantasia realizam-se. Para a
criança a realidade encontra-se vinculada ao fantástico, a partir do mágico. Podemos
perceber melhor a realidade e desenvolver a criatividade, pois a obra fantástica
encontra-se sua fonte na experiência cotidiana a partir de personagens conhecidos e
acontecimentos vividos. São as lições de moral que os contos, implicitamente,
trazem em si. Assim o imaginário na criança é uma mistura de várias histórias, pois
encontramos elementos da história particular (cotidiano), do conto tradicional (fadas,
mágicos, bruxas) e invenções pessoais da criança.
Segundo Válio (1993,P.82) o:
‘Era uma vez’ que transporta o ouvinte ou leitor para o mundo da
fantasia, providencia o desenrolar das histórias para um tempo e
local indeterminado, tornado-as diretas, onde nada se explica ou
justifica, acontece. A seqüência narrativa completa-se pela
casualidade dos acontecimentos, em um contínuo, sem causas ou
efeitos ou porquês. Expressões que podem ser consideradas se
sentido, explicam-se ou justificam-se pela brincadeira dos sons, pelo
ritmo, pela rima.

No contato com os livros de conto “fantásticos” e em seus primeiros textos, a
criança tem uma visão animista do mundo, ao dar vida aos animais, pedras, plantas
e outros objetos, este processo ocorre na pré-escola e por volta dos sete anos.

�As descobertas essenciais sobre as condições humanas – a vida, a
morte, o trabalho, a amizade, o amor, o sofrimento – são feitas pela
criança, geralmente ao nível do simbólico que lhe propõe inicialmente
as lendas, mitos que se aprendem intuitivamente para em seguida
decifrá-los, pouco a pouco, no palco do intelecto. Embora a distância
introduzida pelo símbolo sirva, em muitos casos, para tornar-se
proporcional às forças da criança, para tornar progressiva tal
descoberta-choque. (HELD 1980 p.95).

As histórias dos livros infantis possibilitam às crianças o confronto entre o seu
mundo e o exterior, criando em sua imaginação paradigmas, de modo que
contribuam para entender as situações diárias dando suporte para lutar contra suas
dificuldades. (BETTELHEIN, 1980).
O autor citado mostra que os contos de fadas interferem no desenvolvimento
da personalidade e ajuda o indivíduo, através do final feliz (o bem vence o mal), a ter
confiança, segurança na solução de seus problemas.
A criança no seu dia a dia defronta-se com diversos problemas, tenta superálos entrando no mundo dos contos e dos mitos, sendo assim, a história fantástica, o
conto de fadas permite à criança liberdade psíquica. Held (1980), propõe em seu
trabalho uma “pedagogia do imaginário”, onde a imaginação da criança e a literatura
fantástica sejam incentivadas.
Na publicação Gramática da Fantasia, Rodari (1982), o autor trabalha t com
os conceitos de “imaginação”, “fantasia” e “criatividade”, nos quais, através dos jogos
infantis, manifesta-se a imaginação criativa no processo de reelaboração da
realidade cotidiana, na qual a criança combina entre si a experiência vivida no
sentido de construir uma outra realidade. Sendo a realidade a fonte que fornece
subsídios para a imaginação, o autor sugere que seja enriquecido o ambiente
(escola/biblioteca) onde as crianças se encontram. A proposta de Rodari – em
Gramática da Fantasia – vem a ser subsídio para professores e bibliotecários, onde
a hora do conto é o centro do trabalho.
A imaginação da criança, estimulada a inventar palavras, aplicará
seus instrumentos sobre todos os traços da experiência, que
provocarão sua intervenção criativa.
As fábulas servem à
matemática, servem à poesia, à música, à utopia, à política, em
suma, ao homem inteiro e não só ao fabulista. Servem exatamente
porque, na experiência, na aparência, não servem para nada.

(RODARI, 1982 p. 139).

�Seria possível um processo educativo onde biblioteca e escola trabalhassem
juntas pelo desenvolvimento da “fantasia”, da “criatividade”, onde a criança teria a
possibilidade de ultrapassar as barreiras da realidade fazendo novas descobertas,
onde houvesse sempre um narrador a contar histórias?

3

A HORA DO CONTO E A APROXIMAÇÃO DO CONVÍVIO SÓCIO-EDUCACIONAL
Se a hora do conto é entendida como um ato de socialização do próprio

processo da palavra – a enunciação que visa à comunicação, a biblioteca e ou a
sala de aula são locais ideais onde o ato da fala pode exteriorizar-se. A hora do
conto pode-se dizer, é a forma exata onde ocorre o processo socializador frente à
enunciação. O bibliotecário e o professor agente dessa socialização transmite para
um grupo de criança de níveis sociais diferenciados uma situação, isto é, uma
história, um conto, um relato ou mesmo a leitura de um clássico infantil. Esse
discurso expresso é refletido no interior de cada indivíduo, confrontando com suas
experiências de vida.
A atividade mental reordena os fatos exteriozando-os para o grupo através de
gestos e pela resposta verbal dos participantes na situação da enunciação. Através
do ato da fala há a interação do grupo frente a situação proposta, criando o mundo
interior e provavelmente uma nova situação.
A hora do conto revela paradigmas de comportamento social, de modo que a
criança possa desenvolver-se dentro do sistema social. Assim, através das histórias
contadas, as crianças interiorizam determinados paradigmas sociais já estabelecidos
pelo contexto social. O ato da fala é estabelecido através da interação verbal,
realizado entre as crianças e o contador de histórias, como um processo pelo qual
elas possam adquirir um repertório, envolvendo–se socialmente na seqüência
narrativa.
Preocupado com a formação do leitor e não com a aprendizagem da leitura
ou escrita, Foucambert (1994, p. 24), entende que mais que alfabetizar agora é
“necessário leiturizar”, isto é, conceder “a escrita como linguagem específica de um
modo de pensar e não como uma espécie de duplo do oral, conseguido por meio de

�um sistema de transição”. Segundo o autor, tanto a alfabetização como a leiturização
são formas diferentes de encontro com a escrita, considerando esta como sendo
uma linguagem para os olhos, pois o texto escrito já está pronto, não há como você
intervir, sendo que a linguagem oral é uma linguagem para o ouvido, nessa há a
oportunidade de ser corrigido quando há erros. Essa preocupação com a formação
de leitores, para o autor citado, é que a informação não seja apenas de domínio das
pessoas, mas que todas tenham acesso a essa informação, assim como também à
sua análise crítica e á sua produção, pois esse é o papel principal da leiturização.
Pesquisando a relação do bibliotecário professor/contador de história, na
biblioteca pública de Los Angeles, Sierra (1990), verificou que os bibliotecários
contadores de histórias são diferentes dos contadores tradicionais, pois, o ato de
contar é adquirido quando adulto, como parte, ou como resultado, da escolha
profissional. O contador tradicional absorve seus repertórios da família e dos
membros da comunidade e começa ainda quando criança. O bibliotecário contador
de histórias apresenta para as crianças através de seu desempenho, a dinâmica e a
essencial interação do livro. Sierra sugere que para os novos bibliotecários de
bibliotecas infantis é necessário um treinamento para se tornarem contadores de
histórias, cujo objetivo é manter o potencial que os contadores testem em si, sendo
uma oportunidade de se observar suas experiências no conto, estimulando e
desenvolvendo a confiança em cada indivíduo e em seu estilo pessoal.
O papel do bibliotecário quanto do professor não é ensinar padrões de leitura
ou mesmo o que ler, mas sim oportunizar materiais de leitura e promover o acesso a
esse material, com base não apenas no entendimento padronizado das
necessidades de leitura, como também se fazer entender que uma das funções
principais da leitura é facilitar um contínuo desenvolvimento da habilidade do
pensamento. Para desenvolver a habilidade do conhecimento, Nitecki (1986 p. 229),
define três tipos de leitura – “a leitura de entretenimento, a informativa e a leitura
criativa ou exploratória”, esta no meio educacional provê oportunidade para explorar
várias relações entre a linguagem através da experiência do leitor. A leitura criativa
provê efeitos de enriquecimento intelectual.
É bem provável que a hora do conto venha proporcionar à criança caminhos
que levarão ao prazer da leitura, entendendo-a como uma nova visão e como uma

�forma de estímulo ligada ao divertimento. Conquistar as crianças para o mundo da
leitura, do prazer, da imaginação é o objetivo da hora do conto.

4 O DESPERTAR DO HÁBITO DE LEITURA : A LEITURA ELETRÔNICA

A leitura, um dos veículos de comunicação humana, apresenta-se em todos
os segmentos sociais. A sociedade tem na leitura uma das “molas mestras”
fundamentais para o seu desenvolvimento. Através da leitura o homem entende o
processo histórico e faz-se compreender nas mudanças sociais presentes e futuras.
O tempo e as necessidades do homem fez com que mudanças tecnológicas
ocorressem em todos os setores sociais, como a invenção do arado, da roda, que
foram úteis para a humanidade. Com o aparecimento da escrita, a leitura surgiu
também para fazer com que os homens pudessem entender melhor e registrar esses
avanços contribuindo inclusive para aperfeiçoá-los. Com a invenção da imprensa, o
homem conquistou um outro espaço. Os livros, o jornal, entre outras formas de
materiais impressos, tornaram–se instrumentos nos quais a memória, os fatos e os
acontecimentos são registrados. Desse modo o conhecimento passou a ser
interpretado ou lido pelas pessoas ou por diferentes grupos sociais, cujos textos
poderão cada vez mais produzir outros através da leitura e suas interpretações.
O estudo realizado por Bamberger (1987) mostra-nos determinadas
preocupações com relação à leitura em diferentes países, onde analisou diferentes
fatores que influenciam o hábito de leitura como: importância e oportunidade de
acesso ao livro e à leitura, interesses de leitura no contexto social, as escolas e as
habilidades como os meios adequados para a disseminação e difusão do livro, da
escrita e da leitura através deles o indivíduo poderá adquirir o hábito de ler.
A linguagem estabelecida como um veículo de comunicação, é o
intermediário da criança com o mundo, e a leitura faz com que a criança obtenha o
domínio lingüístico como também a formação e compreensão do imaginário, fazendo
a entender-se no mundo dentro do seu universo infantil. Acreditamos que o contato
da criança com o livro infantil, o mundo “fantástico”, o “maravilhoso”, assim como as
viagens imaginárias fazem com que gradativamente o interesse pela leitura seja
despertado.

�Conforme Rabelo (1987 p. 13), o hábito de ler é a “disposição duradoura para
leitura adquirida como conseqüência de leituras constantes e repetidas” É evidente
que o indivíduo executando determinadas tarefas freqüentes e uniformes
desenvolverá o hábito a partir de uma determinada ação.
A definição do hábito de leitura para Gaspar (1980, p.32) vem a ser como
uma atividade em que o indivíduo realiza “como ocupação do tempo disponível, sem
que seja uma obrigação com finalidades recreacionais, culturais, educacionais e
informativas, em intervalos de tempo regulares”.
Acredita Gaspar, que para a leitura tornar-se um hábito, deveria ser iniciada e
estimulada o mais cedo possível. Diante deste fato, a escola, a biblioteca, os pais
são os primeiros incentivadores da criança. A partir do momento em que o autor
relaciona-se com a criança, brincando, explorando as rimas, versos, adivinhações,
cantigas de roda, brincadeiras populares e do folclore ou mostrando livro e revistas
ilustradas, relacionando os nomes às figuras, estimulando o raciocínio lógico,
provavelmente estará contribuindo para a formação de um futuro leitor.
Em Pesquisa realizada por Magalhães (1980), sobre a leitura recreativa na
escola de 1º grau, verificou-se que a leitura como atividade de lazer destaca-se em
segundo lugar nas atividades recreativas, não sendo, porém considerada como lazer
principal dos alunos pesquisados. O interesse desses alunos volta-se para os livros
de aventura, história de amor. Quanto ao trabalho em sala de aula, os resultados da
pesquisa revelam que o professor de Português faz indicações de livros para leitura
obrigatória, exige a leitura, escolhe os livros de literatura e desenvolve atividades de
verificação de leitura. Nessa pesquisa um dado relevante foi constatado pela autora,
verificou-se que, à medida que a idade dos alunos aumenta, assim como também o
seu grau de escolaridade, os alunos afastam-se cada vez mais dos livros.
Assim, a leitura neste estudo, baseia-se na leitura eletrônica, no navegar, no
encontrar novas idéias, buscando como inspiração e pano de fundo a Internet,
principal instrumento para o mundo cibernético e grande repositório de textos e
outros trabalhos.
De acordo com Castells (2002), a Internet é a “espinha dorsal da
comunicação global mediada por computadores (CMC): é a rede que liga a maior

�parte das redes, e isto indica que o significado da leitura eletrônica é um
emaranhado no universo da teia global”.

5 O DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR DIGITAL

A biblioteca escolar é um órgão atrelado a escola. É, portanto, uma instituição
educativa que precisa de lideranças com formação bibliotecária e comprometida com
as questões educacionais. Não se fazem líderes com treinamento rápido e sem
formação adequada para tal. A educação é um processo que demanda tempo. Para
que uma pessoa assuma a responsabilidade por uma biblioteca escolar e sua
dinamização requer uma formação filosófica, teórica e técnica evitando que repitam
os prejuízos que já foram detectados, no próprio estado, com relação às perdas de
acervos e de sua utilização.
Por esta razão, o desenvolvimento de uma biblioteca escolar digital (BED),
com as crianças, faz-se necessário porque as bibliotecas em geral, não têm
merecido o enfretamento científico devido, o que continua a despertar os
sentimentos de preocupação e de indignação por não estar existindo atualmente nas
escolas públicas brasileiras.
Em seu livro, Silva (1999, p.13), crítica bravamente sobre a situação da
biblioteca escolar brasileira, onde a mesma encontra-se sob o mais profundo
silêncio; silenciam as autoridades, ignoram-na os pesquisadores, calam-se
professores, omitem-se os bibliotecários.
Neste sentido, tomou-se a iniciativa neste estudo, de desenvolver uma
metodologia para a construção da BED, que tentasse de certa forma amenizar a
destruição da biblioteca escolar tradicional, por motivos diferenciados de opiniões. A
proposta deste estudo é tentar resgatar o que se usa na Internet hoje como fonte de
pesquisa, e trazê-la para a sala de aula, permitindo que essa interação de
computador e alunos (crianças) aconteça com um único propósito: a construção de
textos através da hora do conto, a partir dos textos lidos pelos alunos, em que os
mesmos redigirão sua estória ou conto, onde farão a inserção de dados, aprenderão
a processar os documentos de forma a resgatar a informação, monitorados e tendo

�como facilitadores o profissional bibliotecário e o professor responsável pela classe
selecionada para iniciar o estudo base da escola.
Certamente supririam a lacuna não só em relação ao processo de
desenvolvimento da leitura do aluno (crianças), como também, em relação à leitura
do professor e de sua atualização profissional.

6 MATERIAIS E MÉTODOS

Aqui pretendemos apresentar neste estudo, os procedimentos utilizados no
trabalho de campo e seu delineamento metodológico, buscando atender ao
problema deste estudo, que se refere à busca dos pressupostos básicos que
auxiliam

o

professor,

juntamente

com

o

profissional

bibliotecário,

no

desenvolvimento de uma metodologia, baseada no uso da Internet, através do
computador, que interfira no hábito de leitura dos alunos (crianças) através da hora
do conto via Internet, produzindo no final do estudo, um ambiente construcionista de
aprendizagem com as crianças, através de uma BED.
Esse estudo, conforme já citado, realizar-se-á na Escola Estadual “Prof.
Físico Sérgio Pereira Porto” – UNICAMP, sendo um projeto piloto que após análise e
avaliação dos dados será divulgado para a rede de ensino municipal de CampinasSP. Nessa escola as crianças já vivenciaram experiências de pesquisas explorando
a Internet.
O estudo proposto pretende melhorar a prática educativa real existente e por
isso recorremos à observação do sujeito-objeto pelo método construtivista, por
considerarmos que é, através das anotações e demonstração diferenciada de cada
um dos alunos, a maneira de podermos avaliar a fase do ensino-aprendizagem
aplicada a essa metodologia.
A técnica adotada centra-se em criar uma metodologia de um ambiente
construcionista de aprendizagem com as crianças, através de uma BED, pelos
alunos da escola envolvida, percepcionada numa perspectiva de estudo de caso.
Isto, porque segundo Lüdke e André (1988, p.21):

�o estudo de caso é o estudo de um caso, seja ele simples e
específico [...] o estudo de caso é sempre bem delimitado, devendo
ter seus contornos claramente definidos no desenrolar do estudo. O
caso pode ser similar a outros, mas ao mesmo tempo distinto, pois
tem um interesse próprio, singular.

Para a atividade base da hora do conto serão utilizados livros de literatura
infantil, utilizaremos os clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve,
Cinderela, Rapunzel e o Patinho Feio. Após contar essas histórias as crianças irão
produzir a que mais gostou.

Essas histórias serão então disponibilizadas numa

página da internet para consulta das próprias crianças e de outras. Será investigado
então após consulta das crianças em seus textos na Internet, como a criança
interpretou a história e a sua relação com o “maravilhoso” via Internet.

7 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Martinez (1996) refere que diversos estudos realizados demonstram que
alunos apoiados pela educação mediada com tecnologia necessitaram de um terço
menos de tempo do que os estudantes que utilizaram métodos tradicionais para
superar etapas de ensino.
Assim sendo, para que o sujeito interaja com um ambiente computadorizado
precisa organizar esta nova realidade, entender o funcionamento da máquina, do
software a ser utilizado (BEHAR, 1998). Para isto, deve possuir um modelo mental
do funcionamento do mesmo, construir os seus próprios conceitos em relação ao
programa para poder operá-lo, manipulá-lo e, para isso, utiliza as estruturas lógicas
e construtivas do seu pensamento (BEHAR, 1998).
Com base na reflexão de Portal (2001), os resultados do estudo nos remetem
para a reflexão de que, a cada um de nós educadores, cabem fazer uma leitura dos
referenciais que norteiam o projeto tecnológico de nossas práticas pedagógicas,
para que possamos rever nossa capacidade de desempenho educacional,
elaborando um projeto tecnológico que não se produza numa mera incorporação de
artefatos tecnológicos, mas como uma prática social que, para seu desenvolvimento,
dependa essencialmente do humano, das relações sociais, da capacidade de

�comunicação, de negociação, de inclusão do outro, possibilitando a formação do
laço sócio-educacional

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Finalmente o presente estudo não se finaliza aqui, representa apenas uma
etapa de uma pesquisa mais ampla, onde a metodologia apresentada poderá ser
estendida e aplicada em escolas públicas, deficientes de bibliotecas escolares
presenciais. O compartilhamento de saberes e união dos conhecimentos técnicos e
teóricos dos bibliotecários, professores e alunos, demonstrará que é possível aplicar
na realidade a construção de um projeto necessário para a complementação do
ensino nos dias de hoje.
Acreditamos que incentivar as crianças nas séries iniciais à leitura de livros
infantis ou mesmo o contar histórias, isto é, desenvolver a hora do conto na sala de
aula ajudará na formação de futuros leitores.

REFERÊNCIAS

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1987. 109p.

BEHAR, P. A. Informática &amp; educação. 1992. 80p. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Computação) – Instituto de informática, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre.

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1980. 366p. (Série Literatura e Teoria Literária; v.24).

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PORTAL, L. L. F. Educação à distância: uma opção estratégico-metodológica em
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baseada na Internet: um estudo de caso na Escola Estadual Prof. Físico Sérgio

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leitura.
1995. 87f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP.

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baseada na Internet: um estudo de caso na Escola Estadual Prof. Físico Sérgio
Pereira Porto – UNICAMP. 2002. 181f. Dissertação (Mestrado em Educação) –
Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

_______________
*

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP ; Mestre em Educação –
Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
**
Bibliotecária-Diretora da Biblioteca do Instituto de Matemática, Estatística e Computação
Científica/UNICAMP ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação – PUC-Campinas pillon@ime.unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas – Sistema de Bibliotecas
Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/n° – Cidade Universitária 13083-970 Campinas – SP – Brasil

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A hora do conto via internet: proposta para implantação de um projeto socio-educacional nas escolas com o apoio da Universidade.</text>
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                <text>Santos, Gildenir Carolino; D'Alóia, Márcia Aparecida Pillon </text>
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                <text>Uma das possibilidades de desenvolver a criatividade e o despertar do hábito da leitura em crianças, é a aplicação da hora do conto nas salas de aula. Pensando desta forma, a condição do sujeito para contribuir com o desenvolvimento de sua capacidade motora desde pequeno é muito grande, e desta forma melhorará o seu desempenho no convívio sócio-educacional. Assim, temos como propósito para atingir em maior escala com o despertar do hábito de leitura, a proposta de implantação da hora do conto via Internet, utilizando a capacidade das crianças juntamente com o professor de publicar na rede, os trabalhos produzidos em sala de aula, ou seja, a redação, na forma de conto, para que uma maioria possa acessar e realizar a leitura eletrônica navegando na Internet. Esta proposta é uma tentativa inédita de participação interativa entre Escola-Universidade, juntamente com a contribuição do profissional da informação, professores e alunos empenhados não somente em construir o texto digital, mas também de disponibilizar os contos no ambiente da biblioteca digital escolar, produto que já está nascendo no interior da Universidade.</text>
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                    <text>REDE DE INTERCÂMBIO DE DADOS PARA ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS
BASEADA EM WEB SERVICES

Enio Bueno∗

RESUMO
A inclusão de uma obra em um acervo bibliográfico requer a atenção de um
bibliotecário ou de um funcionário que possua conhecimentos em biblioteconomia, isto
se faz necessário dada à diversidade das obras e a complexidade das normas que
regem o processo de classificação ou catalogação de um acervo. Graças à
informatização das bibliotecas e a expansão da Internet, surgiram vários acervos on
line disponíveis na web, e é prática comum entre bibliotecas consultar outros acervos
procurando por obras já cadastradas. No entanto, trocar efetivamente registros,
classificados ou catalogados entre bibliotecas, implica em participar de redes
dedicadas, o que exige uma infra-estrutura robusta e geralmente envolve altos custos.
Isto dificulta o acesso a estas redes para bibliotecas de pequeno e médio porte, que
são justamente as mais carentes de profissionais especializados. Este trabalho propõe
viabilizar a criação de uma rede de acervos bibliográficos baseada em web services, o
objetivo principal é agilizar e baratear o processo de inclusão e manutenção de obras
em um acervo de qualquer porte. Como os web services são baseados em tecnologias
abertas e usam como protocolo de transporte o HTTP e a porta 80, qualquer biblioteca
que tenha acesso à internet estará apta a participar da rede como cliente. Para
hospedar o web service, disponibilizando as obras do seu acervo, é necessária à
instalação de um servidor web. A rede foi concebida para trocar dados entre os
sistemas que estão em funcionamento na Biblioteca Universitária da UNIPLAC,
Biblioteca Pública Municipal de Lages, Biblioteca Pública Municipal de Florianópolis e
na empresa Método Informática Ltda. Atualmente, existem dois web services ativos,
um hospedado na UNIPLAC e outro na Método Informática, portanto, as obras destes
dois acervos já estão disponíveis para as outras bibliotecas.

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca. Acervo Bibliográfico. Web Service. SOAP. Internet.

1INTRODUÇÃO
Todo acervo bibliográfico, seja ele de uma biblioteca universitária, pública ou
privada, é composto por dois elementos fundamentais: as obras que compõem o
acervo físico em si; e a forma como estas são classificadas ou catalogadas.

�O primeiro elemento depende única e exclusivamente dos recursos e anseios
da instituição ou empresa que o mantém.
O segundo, a classificação ou catalogação das obras, diferente do primeiro,
recebeu um incremento significativo em suas funcionalidades com a adoção de
tecnologias voltadas à informação. Pode-se dizer que um grande acervo é de fato
grande se possuir ferramentas que permitam explorá-lo adequadamente.
As informações que compõem cada registro de um acervo são complexas e
bastante diversificadas. Antes que uma informação seja inserida é necessário um
processo de preparação dos dados. Este processo é feito por um bibliotecário ou por
um funcionário com conhecimentos em biblioteconomia.
Quando a gerência de uma biblioteca opta por um determinado sistema para
gerir suas informações, o que faz desta adoção um sucesso ou um fracasso é o grau
de importância e recursos destinados à alimentação da base de dados.
Infelizmente, na maioria dos casos, a carga inicial de dados no sistema se dá
por meio de importações de dados já existentes em sistemas legados, que
normalmente não contemplam todos os aspectos tratados pelo novo sistema.
Se, por um lado, os programadores evitam ao máximo o uso de importações,
por saberem o risco de inserir dados inconsistentes, por outro, eles tem consciência do
quão oneroso seria recadastrar um acervo inteiro a partir do zero.
Uma alternativa para minimizar os custos de classificação é a criação de redes
entre bibliotecas. Estas redes visam o compartilhamento de informações bibliográficas
acerca dos seus acervos.
Existem hoje vários tipos de redes com muitas variações no que tange a sua
abrangência e seus objetivos. As redes internacionais são uma imensa fonte de
pesquisas, mas são as redes regionalizadas que mais atendem as particularidades de
cada biblioteca.

�1.1

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

A primeira impressão que um observador casual teria ao observar as rotinas do
cadastro de um acervo seria de que o grande problema do processo está na digitação
das informações. Mas é a obtenção destas informações que consome mais recursos
da equipe técnica de uma biblioteca.
A equipe técnica de uma biblioteca torna-se mais produtiva quando tem acesso
a alguma rede, ou acervo on line, que compartilhe informações bibliográficas. Redes
com este propósito já existem, no entanto, seu enfoque principal é o pesquisador e
não a troca de dados entre os sistemas das bibliotecas. O ideal seria o uso de uma
ferramenta que permitisse a inclusão do dado pesquisado automaticamente na base
de dados da biblioteca que está fazendo a pesquisa, evitando assim a necessidade de
um funcionário re-digitar a informação pesquisada. Isto tornaria o processo mais ágil,
menos oneroso e reduziria os problemas relacionados a erros de digitação e a falta de
padronização dos dados.
Quando uma biblioteca informatiza seu acervo, sua preocupação principal é o
cadastro das suas obras. Nesta fase, surgem várias ferramentas voltadas ao cadastro
e as transações de empréstimos e consultas do acervo.
Quando o primeiro desafio é vencido e o acervo já usufrui destes benefícios,
surge a necessidade da troca de dados com outras bibliotecas, para isto faz-se
necessário o uso de ferramentas que agrupam e disponibilizam estas informações.
Estas duas etapas se repetem em quase todos os processos de informatização
de acervos. Sem dúvida seria bem mais eficiente se ambas as etapas fossem tratadas
juntas desde o início do cadastro. Isto possibilitaria que o cadastro se valesse dos
dados já cadastrados por outras instituições, evitando os problemas futuros que
surgem com a falta de padronização entre os dados de diferentes bibliotecas.

�2

2.1

A REDE DE ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS

BASE DE DADOS

A rede de intercâmbio de dados apresentada neste trabalho foi projetada para
que um cliente qualquer possa fazer uma solicitação de uma determinada obra ao web
service, e este por sua vez, retorne os dados desta obra ao solicitante.
Como o web service, que retorna estes dados, foi implementado sobre um
sistema de gestão de bibliotecas já existente, nenhuma tabela foi acrescentada no
banco de dados com o fim específico de prover o serviço.
O referido sistema é composto por várias tabelas, que podem ser divididas em
quatro grandes grupos: Cadastro de obras; Movimentação do acervo (empréstimos,
reservas etc.); Estatísticas; Controle de usuários.

�FIGURA 1 – Tabelas referentes ao cadastro de obras.

O web service fará uso somente das tabelas que têm alguma relação com o
cadastro das obras. A figura 1 ilustra as tabelas que compõem este grupo. Em
amarelo está a tabela "ACERVO" que armazena as obras propriamente ditas. Em
cinza escuro estão as tabelas que tem vínculo direto com a tabela acervo, por
exemplo, na tabela acervo existe um campo chamado "ID_TIPO_DOCUMENTO",
como uma obra só pode ser de um tipo (livro, folheto etc.), este campo contém uma
chave estrangeira apontando para a tabela "TIPO_DOCUMENTO" em uma relação de
N para um, ou seja, várias obras podem ser do tipo livro, mas uma obra só pode ser
de um tipo. Em cinza claro estão as tabelas que permitem mais de uma ocorrência
para uma mesma obra, é o caso da tabela "TITULO_SECUNDARIO", ela permite que
uma obra possua vários títulos secundários em uma relação de um para N.

2.2

A INTERAÇÃO DO WEB SERVICE COM A BASE DE DADOS

Para oferecer um serviço que disponibilize todos os dados referentes a uma
obra, o web service precisa acessar um grande número de tabelas. Como o sistema
existente foi implementado baseado no paradigma de programação orientada a
objetos, e as funcionalidades providas pelo web service já eram, de uma maneira ou
de outra, contempladas pelas classes existentes, o web service irá dispor de uma
classe, descendente de TRemotable que interagirá com as demais classes do sistema
e será responsável pela aquisição dos dados oferecidos pelos serviços do web
service.

2.3

CLASSES DO SISTEMA LEGADO

�O sistema em uso nas bibliotecas possui uma série de classes, ilustradas na
figura 2, que são responsáveis pela manipulação das informações na base de dados.
Todas as classes são descendentes da classe eb_base, que é a responsável
por inserir, alterar, deletar e buscar registros no SGDB. Estas classes possibilitam que
o web service, sempre que necessitar, acesse os dados referentes a um autor, uma
editora ou qualquer informação do sistema, simplesmente usando as funcionalidades
providas por uma das classes já existentes, ao invés de fazer um acesso direto aos
dados.

FIGURA 2 – Classes do sistema legado.

�2.4

MÓDULO DE INCLUSÃO DE DADOS

Como o objetivo principal deste trabalho é prover um mecanismo que possibilite
a equipe técnica de um acervo incluir uma obra com mais agilidade e de forma
padronizada, é no módulo de inclusão de dados que residirá o cliente do web service.

2.4.1 Dificuldades na inclusão dos dados

O fato da base de dados do acervo ser bastante normalizada implica em uma
série de cuidados para possibilitar a inclusão de uma obra.
Por exemplo, para incluir uma obra cujo autor seja "TANENBAUM, Andrew S.",
antes de sugerir este autor é necessário verificar se ele já esta cadastrado na base
local, caso esteja, é necessário descobrir qual o seu código (ID) na tabela autores da
base local, caso não esteja cadastrado o módulo de inclusão deve perguntar ao
digitador se ele deseja incluir o autor na tabela de autores. Isto irá ocorrer com todos
os campos que ao invés de gravar o seu conteúdo diretamente na tabela acervo,
fazem uma referência (chave estrangeira) a outra tabela.

3

3.1

IMPLEMENTAÇÃO

FERRAMENTAS UTILIZADAS

Dentre as ferramentas utilizadas para a implementação, cabe citar o SGDB e a
ferramenta de desenvolvimento de aplicação.

�3.1.1 Firebird

O Firebird é o SGDB utilizado pelo sistema de gestão já existente e em uso
pelas bibliotecas já citadas. A adoção de um SGDB robusto se faz necessária por
existirem no sistema tabelas volumosas, algumas com mais de um milhão de registros
e outras que possuem poucos registros, porém, compostos por campos que
comportam uma grande quantidade de informações.

3.1.2 Delphi

O Delphi foi escolhido por suportar todas as tecnologias necessárias para o
desenvolvimento do trabalho, ele permite acesso nativo ao SGDB Firebird, a criação
de CGIs, suporta XML e todas as tecnologias necessárias ao desenvolvimento de um
web service. Ou seja, com ele é possível usar uma única ferramenta para criar a
aplicação desktop, a parte web, e o web service do sistema.

3.2

O WEB SERCIVE

Para dar uma idéia geral do funcionamento do web service, a figura 3 ilustra a
seguinte situação: a aplicação cliente dispara uma requisição, solicitando ao web
service as informações sobre a obra 33979. O web service recebe a mensagem
SOAP, busca os dados referentes a obra e retorna uma resposta ao cliente.

�FIGURA 3 – Troca de mensagens SOAP.

No exemplo acima, a aplicação cliente envia uma mensagem SOAP para
solicitar o serviço desejado.

FIGURA 4 – Requisição de serviço no formato SOAP.

A mensagem de requisição acima informa ao servidor web service que o cliente
deseja acessar o serviço get_obra que se encontra na interface Iacervo, passando
como parâmetro o número inteiro 33979.
O servidor recebe esta requisição, invoca o método get da classe teb_acervo,
passando como parâmetro o ID da obra desejada, no caso 33979, e envia a resposta
também no formato SOAP ao cliente. A figura 5 representa um fragmento da resposta
enviada pelo servidor, para tornar o exemplo mais legível, alguns dos parâmetros

�retornados foram omitidos, apenas os campos referentes ao ID da obra local, ISBN, e
título foram preservados.

FIGURA 5 – Fragmento da resposta SOAP retornada pelo servidor.

Esta resposta é interpretada pelo cliente web service que deve converter os
parâmetros recebidos no padrão XML para os tipos equivalentes na linguagem de
programação em que foi desenvolvido.
No caso do Delphi, tomando como exemplo o parâmetro “titulo”, a informação
"Ensino didático da linguagem XML" recebida no formato xsd:string é convertida para
o formato string pascal.

3.2.1 O Servidor

Quando é criado um web service no Delphi, deve-se escolher o tipo de
aplicação web no qual o servidor será baseado (CGI, ISAPI etc.), no caso deste
trabalho foi usado CGI. Depois de definido o tipo de servidor o Delphi cria
automaticamente um TWebModule com três componentes. Estes três componentes se
encarregam de prover as funcionalidades básicas do servidor e estão representados
na figura 6.

�• THTTPSoapDispatcher: é o responsável por receber e enviar as mensagens. Ele interage com
objeto
especificado
na
sua
propriedade
Dispatcher,
no
nosso
caso
o
HTTPSoapPascalInvoker1.
• THTTPSoapPascalInvoker: ele interpreta a requisição SOAP vinda de um
THTTPSoapDispatcher e executa a interface correspondente.
• TWSDLHTMLPublish: é o responsável por publicar uma lista de documentos WSDL que
descrevem o web service.

FIGURA 6 – TWebModule do web service.

Estes três componentes em conjunto tornam transparente para o desenvolvedor
todas as transformações XML que se fazem necessárias para a implementação de um
web service. Após a definição do servidor, o passo seguinte é criar as interfaces que
estarão disponíveis aos clientes.

3.2.1.1 A interface Iacervo

As interfaces dos web services, no Delphi, devem ser descendentes de
IInvokable. Quando criamos uma interface chamada "acervo", por exemplo, o Delphi
cria uma unit "acervoIntf" e uma unit "acervoImpl". Como os nomes sugerem a
interface e a implementação ficam em unit's diferentes.
Nesta interface está definida a classe teb_ws_acervo, que será retornada como
parâmetro ao solicitante do serviço com todos os dados de uma obra. Segue abaixo
na figura 7 um trecho desta classe e do método get que a compõe. Ele recebe como
parâmetro uma string representando o código (ID) da obra na base onde está situado
o servidor web service, alimenta todas as propriedades da classe e retorna um valor

�booleano informando se a operação foi realizada com sucesso. Para viabilizar a
implementação do web service foi concebida uma interface, chamada Iacervo, que
disponibiliza quatro serviços, são eles:
• get_obra: é o principal serviço oferecido pelo web service, este serviço recebe como parâmetro
o código (ID) da obra desejada, instancia um objeto do tipo teb_ws_acervo, usa o método get
para alimentar suas propriedades e retorna a própria classe como resposta do serviço.
• download: recebe uma string com o caminho da imagem desejada, carrega o arquivo em um
TFileStream, ajusta o tamanho do array dinâmico de bytes, que será retornado como resposta
do serviço, para o tamanho do arquivo e escreve o conteúdo do TFileStream no array.
• busca_obras_por_autor: recebe o nome de uma autor como parâmetro de entrada, instância
um objeto do tipo teb_acervo e executa o método get_xml_por_autor e retorna uma string XML
como resposta ao serviço.
• busca_obras_por_titulo: recebe um título como parâmetro de entrada, instância um objeto do
tipo teb_acervo e executa o método get_xml_por_titulo e retorna uma string XML como
resposta ao serviço.

teb_ws_acervo = class(TRemotable)
private
...
fid : string;
feventos_secundarios : string;
...
public
function get(id_: string) : boolean;
published
property id : string read fid write fid;
property id_operador : string read fid_operador write fid_operador;
end;
function teb_ws_acervo.get(id_: string):boolean;
var
acervo : teb_acervo; //classe que manipula os dados do acervo
begin
acervo := teb_acervo.criar;
acervo.origem := 'ACERVO'; //define a tabela onde os dados estão
acervo.get(id_); //busca os dados referentes a obra desejada
//seta as propriedades
//as linhas abaixo transferem o conteudo das propriedades da classe
//teb_acervo para a classe teb_ws_acervo
id := acervo.id;
data_cadastro := acervo.data_cadastro;
id_operador := acervo.id_operador;

�FIGURA 7 – Trecho da classe teb_ws_acervo

3.2.2 O Cliente
O cliente web service foi adicionado ao módulo de inclusão e é composto por
três partes principais.

FIGURA 8 – Cliente web service.

Na parte superior da tela estão todos os web services disponíveis na rede de
intercâmbio de dados, o operador deve selecionar qual biblioteca ele deseja solicitar a
obra. Na parte central estão as opções de busca por título e por autor. O resultado da
busca,

que

na

verdade

é

uma

string

XML

retornada

pelo

método

busca_obras_por_titulo ou pelo método busca_obras_por_autor, é apresentado na
parte inferior da tela no formato HTML.
Ao clicar sobre uma obra ou digitar seu código (ID), uma chamada ao serviço
get_obra é realizada, este serviço retorna um objeto do tipo teb_ws_acervo com as
informações referentes a obra.
O módulo de inclusão de obras alimenta as propriedades de um objeto do tipo
teb_acervo com as propriedades vindas do objeto retornado pelo web service, após
todas as propriedades serem alimentadas o objeto aguarda que o usuário confirme a

�inclusão da obra no acervo, sendo que, neste ponto o registro ainda está editável,
sendo passível de alterações, se necessárias antes da confirmação da inclusão da
obra.

FIGURA 9 – Módulo de inclusão de obras alimentado pelo web service.

4

CONCLUSÃO
A rede de intercâmbio de dados para acervos bibliográficos foi concebida com o

intuito de ser uma ferramenta para auxiliar o setor técnico de uma biblioteca em uma
das suas tarefas mais morosas, o cadastro de uma nova obra no acervo. O grande
diferencial desta rede para as já existentes foi a adoção de web services para interligar
os acervos.
Um desafio constante na manutenção de um acervo é a padronização das
informações bibliográficas, a utilização de uma rede de intercâmbio de informações

�bibliográficas reduz as disparidades decorrentes de vícios de digitação, ou mesmo de
posicionamentos divergentes entre os responsáveis pela catalogação das obras. Isto
se agrava ainda mais quando várias bibliotecas estão envolvidas no processo, por
mais que todas utilizem as mesmas diretrizes para cadastrar suas obras, fazer parte
de uma rede implicará em algumas mudanças na formatação do acervo.
O uso de uma única ferramenta de desenvolvimento para tratar de todos os
aspectos relativos ao sistema resultou em uma grande produtividade no sistema como
um todo, pois, os módulos desktop, web, e de web services puderam compartilhar das
mesmas classes, isto possibilitou que para incluir uma obra, para responder a uma
consulta web ou para executar um web service, uma mesma classe fosse usada.
Um ponto a destacar na criação de web services usando o Delphi, foi a
transparência propiciada pela ferramenta no que tange as transformações XML
necessárias para a especificação, publicação e execução dos web services.
A maior vantagem do uso de web services é sem dúvidas o fato desta
tecnologia usar o protocolo HTTP na porta 80 para trocar mensagens, isto garante a
tecnologia uma simplicidade que além de superar as limitações das tecnologias
tradicionais de objetos distribuídos, cria uma infinidade de novas perspectivas para as
aplicações web.

NET DATA EXCHANGE FOR BIBLIOGRAPHICAL COLLECTIONS BASED IN WEB
SERVICES

ABSTRACT
A The inclusion of a book in a bibliographical collection requires the attention of a
librarian or an employee with knowledge in librarianship, this makes necessary given to
the diversity of the collection and the complexity of the norms that conduct the process
of classification or tabulation of a collection. Thanks to the informatization of the
libraries and the expansion of the Internet, on line collections for consultation had
appeared, and is practical common among libraries to consult other collections looking
for books already registered. However, to exchange records between libraries
effectively, implies in participating of dedicated nets that demand a robust infrastructure

�and generally involve high costs. This makes it difficult the access to the these nets for
small and medium libraries, that are exactly most devoid of specialized professionals.
This work propose the creation of a net of bibliographical collections based in web
services, the main objective is make more agile and to reduce costs the process of
inclusion and maintenance of collections of any size. As web services are based on
open technologies and use as transport protocol the HTTP and port 80, any library that
has access the internet will be apt to participate of the net as customer, to house the
web service, and make available your collection, makes necessary the installation of a
web server. The net was designed to change data between the systems that are in
functioning in the University Library of the UNIPLAC, Public Library of Lages, Public
Library of Florianópolis and in the company Método Informática Ltda. Currently there
are two web services active, one housed in the UNIPLAC and another one in the
Método Informática, therefore, the collection of these two already are available for the
other libraries.
KEY-WORDS: Library. Bibliographical Collection. Web Service. SOAP. Internet.

REFERÊNCIAS
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Javascript e Java. São Paulo: Axcel Books, 2001.
CAMELO, D. M. Web Service. Disciplina Web Service do curso de Especialização de
Sistemas de informação e aplicações Web – CESF/FUCAPI. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.dizai.com.br/dino/selfpromotion/arquivos/ articles/WebServices.pdf&gt;.
Acessado em: 15 mar 2003.
FERREIRA, M. M. Introdução aos formatos bibliográfico e de autoridade
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FURGERI, S. Ensino didático da linguagem XML: Aprenda a criar padrões e
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INFORMÁTICA DA SBC - SANTA CATARINA, 11., 2003, Lages. Anais ... Lages:
UNIPLAC/SBC, 2003. p. 1-40.
MENDES, F. V. Web Services: Dos conceitos à implementação. Clube Delphi, Rio de
Janeiro, RJ, ano III. ed. 27, p. 29-33, abr 2002.

�RAY, E. T. Aprendendo XML. Rio de Janeiro: Campus, 2001. 372 p.

∗

Desenvolvedor de sistemas do núcleo de informática da Universidade do Planalto Catarinense.
www.uniplac.net E-mail: enio@uniplac.net

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>A inclusão de uma obra em um acervo bibliográfico requer a atenção de um bibliotecário ou de um funcionário que possua conhecimentos em biblioteconomia, isto se faz necessário dada à diversidade das obras e a complexidade das normas que regem o processo de classificação ou catalogação de um acervo. Graças à informatização das bibliotecas e a expansão da Internet, surgiram vários acervos on line disponíveis na web, e é prática comum entre bibliotecas consultar outros acervos procurando por obras já cadastradas. No entanto, trocar efetivamente registros, classificados ou catalogados entre bibliotecas, implica em participar de redes dedicadas, o que exige uma infra-estrutura robusta e geralmente envolve altos custos. Isto dificulta o acesso a estas redes para bibliotecas de pequeno e médio porte, que são justamente as mais carentes de profissionais especializados. Este trabalho propõe viabilizar a criação de uma rede de acervos bibliográficos baseada em web services, o objetivo principal é agilizar e baratear o processo de inclusão e manutenção de obras em um acervo de qualquer porte. Como os web services são baseados em tecnologias abertas e usam como protocolo de transporte o HTTP e a porta 80, qualquer biblioteca que tenha acesso à internet estará apta a participar da rede como cliente. Para hospedar o web service, disponibilizando as obras do seu acervo, é necessária à instalação de um servidor web. A rede foi concebida para trocar dados entre os sistemas que estão em funcionamento na Biblioteca Universitária da UNIPLAC, Biblioteca Pública Municipal de Lages, Biblioteca Pública Municipal de Florianópolis e na empresa Método Informática Ltda. Atualmente, existem dois web services ativos, um hospedado na UNIPLAC e outro na Método Informática, portanto, as obras destes dois acervos já estão disponíveis.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
INSTRUMENTO EFICAZ NO INTERCÂMBIO DE RECURSOS INFORMACIONAIS∗

Cláudia Aragon∗
Volmer A. Geronimo∗∗

RESUMO
Trabalho desenvolvido em duas unidades de informação em ensino superior, a
Biblioteca da ESPM e a Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE,
integrantes do Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior do Rio de Janeiro, objetivou identificar os benefícios experimentados pelas
duas instituições com a participação no consórcio. Dentre os resultados alcançados
destacam-se: o intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico; a
aquisição compartilhada de softwares e bases de dados; o catálogo coletivo on-line
de periódicos; a facilidade na busca e acesso à informação. Este estudo demonstra
que consórcios de bibliotecas são ferramentas eficazes no intercâmbio de recursos
informacionais e contribuem para melhoria na qualidade da educação superior e
para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
PALAVRAS-CHAVES: Consórcios. Bibliotecas Universitárias. Compartilhamento de
acervos.

1 INTRODUÇÃO

As tecnologias de informação ampliaram, de maneira significativa, a produção
de informação. Face a esta realidade, unidades de informação estão sendo levadas
a refletir sobre os velhos conceitos de: aquisição, armazenamento, organização e
disseminação de tamanha gama de informação e conhecimento.
A formação de consórcios, redes ou compartilhamento de acervos, apresentase como uma das alternativas de solução para as questões mencionadas e outras.
Segundo Silva (2000, p. 2)

∗

Trabalho apresentado no XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2004.

�diante de problemas como o custo da aquisição de material
bibliográfico, despesas com processamento técnico e guarda dos
documentos e o crescimento vertiginoso da informação produzida no
mundo, o compartilhamento de acervos é uma iniciativa que, além de
solucionar problemas do cotidiano bibliotecário, otimiza a biblioteca
como prestadora de serviços aos usuários.

Marcondes e Sayão (2002, p. 42) afirmam que, com a explosão informacional,
a imensa quantidade de informações produzidas e disponibilizadas por diferentes
meios traz dificuldades para sua identificação e acesso. E a cooperação foi a saída
encontrada pelas bibliotecas.
O primeiro movimento para criação de redes de informação surgiu nos Estados
Unidos, em meados do século XIX, com a fundação da American Library Association
(ALA), iniciando o programa de catalogação cooperativa.
A distribuição de fichas catalográficas pela Library of Congress (LC), em
1901, foi mais um passo no sentido de viabilizar a formação de redes e consórcios.
No fim da década de 60, a LC desenvolveu o formato MARC (MachineReadable Cataloging), sistema que utilizava números, letras e símbolos para
identificar diferentes tipos de informação, visando comunicar o dado bibliográfico e
de autoridade entre usuários e, segundo Vosgrau et al (2002, p. 2), surge um novo
conceito de padrões e compartilhamentos.
As primeiras iniciativas brasileiras para a formação de consórcios são
percebidas com o Bibliodada, que procurou reunir registros de produção nacional em
uma única central, a Catalogação Cooperativa (CALCO), o intercâmbio de bibliotecas
universitárias (PNBU), o Grupo de Bibliotecários de Informação e Documentação
Biomédica do Rio de Janeiro (GBIDB-RJ), atualmente denominado Associação dos
Profissionais de Informação e Documentação em Ciências da Saúde do Estado do
Rio de Janeiro (APCIS-RJ), que, no início de sua formação, já desenvolvia e
publicava vários trabalhos cooperativos.
O consórcio Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituição de Ensino
Superior do Estado do Rio de Janeiro (CBIES/RJ) surge em 2000 para atender as
demandas provenientes de unidades de informação em ensino superior.

�Este estudo reflete a experiência de duas bibliotecas na participação no
CBIES/RJ. Analisa recursos existentes em seus acervos e os compara aos do
consórcio. Visa demonstrar que a opção pelo compartilhamento de acervos redunda
em benefícios para os que aderem a ele.

2 COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DO ENSINO
SUPERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (CBIES/RJ)
A reflexão sobre acesso e disponibilidade de informações necessárias à
completitude de estudos e pesquisas levou unidades de informação em ensino
superior à percepção de que suas coleções não poderiam reunir todo conhecimento
produzido pela sociedade em função da falta de recursos financeiros, capital
humano e espaço físico para armazenamento da informação.
Como resultado, observamos processo de desterritorialização das unidades
de informação em ensino superior, que passam a formar redes e consórcios visando
intercâmbio de informações.
O Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro foi criado em 1999 e contempla modelos de consórcios
internacionais. Seu objetivo vai além do intercâmbio de informações, passando por
captação de recursos e desenvolvimento de coleções.
Os princípios básicos que nortearam a criação do consórcio segundo Souza
(2000, p. 5), foi a crença de que “nenhuma universidade ou centro de pesquisa
pode ser tudo para todos; [de que] juntas poderão experimentar e progredir mais do
que sozinhas, ultrapassando as barreiras locais [e que] cooperação voluntária
promove ação efetiva, ao mesmo tempo que mantém autonomia e diversidade
institucional.”
A rede reúne 34 instituições de ensino superior, públicas e privadas –
universidades, faculdades e institutos e centros de pesquisas - totalizando 164
unidades de informação. Atende alunos da graduação, pós-graduação lato sensu e
stricto senso e extensão, em todas as áreas de conhecimento.

�Oferece à comunidade acadêmica de seus afiliados produtos e serviços:
empréstimo entre unidades, consulta aos catálogos das bibliotecas na internet
através de homepage institucional, catálogo coletivo de periódicos, intercâmbio de
informações através da digitalização ou fotocópias de artigos, teses e bases de
dados de textos completos, sem finalidade comercial, para fins de pesquisas e
estudos.
Promove palestras que visam à atualização profissional dos representantes
das instituições de ensino superior na figura do bibliotecário e facilita encontros com
editores,

livreiros,

representantes

de

empresas

de

bases

de

dados,

de

equipamentos para bibliotecas, de softwares para gerenciamento da informação e
soluções para bibliotecas, objetivando aquisição planificada; visita guiada às
unidades afiliadas e espaço para discussão.
Acessibilidade, disponibilidade e disseminação da informação são os
principais objetivos de unidades de informação em ensino superior. Para melhor
atingi-los se integram em redes, como o Compartilhamento de Bibliotecas, que
reúnem competências e habilidades na busca por soluções coletivas para problemas
comuns.
Forma uma grande rede de relacionamentos interpessoais que proporciona
troca de experiências e informações e gera oportunidades.

3 BIBLIOTECA DA ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING DO
RIO DE JANEIRO (ESPM)
A Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro foi fundada
em 1974 com cursos profissionalizantes. A partir de 1980, passa a oferecer também
cursos de pós-graduação. Em 1995, autorizadas as Faculdades de Comunicação
Social e Administração de Empresas, oferece cursos de graduação com habilitação
em publicidade e marketing. Em 2003, é criada a Faculdade de Design.
A partir de 1995, a sala de leitura, mantida para atender as demandas
provenientes dos cursos profissionalizantes e de pós-graduação, passa a ter status

�de biblioteca. Sua organização e serviços foram definidos visando a promover o
acesso e disseminar informação nas áreas de atuação da ESPM.
A Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro tem como missão estimular o estudo, a
pesquisa e extensão e prover de informação, de maneira eficiente e eficaz, nas áreas
de administração, comunicação, design e marketing, a comunidade universitária da
ESPM.
É integrante do Sistema de Bibliotecas da ESPM (SBE), formado pelas
unidades de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Campinas, com as quais
mantém intercâmbio de informações e empréstimo entre bibliotecas.
Seu acervo conta atualmente com mais de 18.000 volumes de monografias,
4.255 títulos de periódicos, nacionais e estrangeiros; acesso a 10 bases de dados nas
áreas de Educação, Marketing, Negócio e Comunicação; 702 títulos de vídeos, CDRom e DVD’s.
Totalmente informatizada, disponibiliza seu catálogo em estações locais de
consulta e em estações on-line, possibilitando ao usuário maior conforto e eficiência
em suas pesquisas, facilitando acesso à informação.
Afiliou-se ao CBIES/RJ em 2001, objetivando tornar acessível aos seus
usuários um maior número de informações necessárias ao seu desenvolvimento
intelectual e para facilitar acesso à informação, de maneira a contribuir para melhor
fundamentar estudos e pesquisas e elevar o desempenho dos cursos de graduação,
pós-graduação e extensão.

4

BIBLIOTECAS

DA

FACULDADE

DE

MEDICINA

DE

PETRÓPOLIS

E

FACULDADE ARTHUR SÁ EARP NETO (FMP/FASE)
As Bibliotecas da FMP/FASE têm seu acervo formado nas áreas das ciências
biológicas, saúde, exatas e da terra, humanas, sociais aplicadas e lingüística, visando
a respaldar os cursos de Medicina, Administração Hospitalar, Administração em
Sistemas de Informação, Enfermagem e Nutrição.

�Sua coleção reúne livros, teses, vídeos, CD’s, DVD’s e publicações em outros
formatos. O acervo geral é composto de mais de 13.000 volumes. Possui bases de
dados referencias e em texto completo de acesso on-line, 730 títulos de periódicos
técnicos-científicos nacionais e estrangeiros.
A Biblioteca Central Prof. Charles A. Esbérard e a Setorial de Administração
possuem seus dados registrados eletronicamente em base de dados de natureza
bibliográfica, desenvolvidos para administração e gerenciamento de coleções e
serviços de bibliotecas.
Filiou-se ao CBIES/RJ, em setembro de 2000, objetivando acessibilidade e
disponibilidade de informações aos seus usuários.
As Bibliotecas FMP/FASE e a Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro são
integrantes do CBIES/RJ e têm em comum o curso de graduação em Administração,
o que as torna parceiras na discussão de problemas inerentes à área, na troca de
idéias e no intercâmbio de informações.

5 ANÁLISE DOS DADOS
Para desenvolver este estudo foram estabelecidas algumas etapas descritas
a seguir: levantamento de dados estatísticos das coleções e número de usuários das
unidades de informação no ano de 2004; levantamento de dados estatísticos do
CBIES/RJ no mesmo período; comparação dos dados.
Os dados do CBIES/RJ utilizados para exame das questões apresentadas se
originaram de trabalhos apresentados em congressos pela coordenação do
Compartilhamento e de relatórios anuais das Bibliotecas ESPM e FMP/FASE.
A análise dos dados e descrição geral sintetizam as informações básicas
sobre o estudo e estão expostas a seguir:

�Gráfico 1 – Títulos de Monografias

3 .4 9 8 .7 0 6

6 .2 0 5

ESPM

6 .0 1 6

F MP /F AS E

C B IE S /R J

_________________________________________

O gráfico 1 demonstra que o consórcio de unidades de ensino superior tornou
disponível e acessível a usuários das Bibliotecas da ESPM e FMP/FASE 3.486.485
títulos de monografias em todas as áreas do conhecimento. O gráfico 2 indica que
estes mesmos usuários passaram a possuir um número maior de itens disponíveis
para empréstimo domiciliar.

Gráfico 2: Volumes de Monografias

4.942.616

18.100

ESPM

12.387

FMP/FASE

C BIES/R J

_________________________________________

�Os demais gráficos que se seguem descrevem variáveis quantitativas de
títulos de periódicos, base de dados, títulos de vídeos e títulos de CD’s. As
informações em periódicos e bases de dados de textos completos estão acessíveis
através de serviços de comutação.

Gráfico 3: Títulos de Periódicos

97.503

730

4.255

ESPM

FMP/FASE CBIES/RJ

_____________________________________

Gráfico 4: Bases de Dados

10 4

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
287

__________________________________________

�Gráfico 5: Títulos de Vídeos

702

220

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
38.324

_____________________________________________

Gráfico 6: Títulos de CD’s

213

56

ESPM
FMP /FAS E
C B IE S /R J
6.349

_____________________________________________

O próximos gráficos indicam número de usuários – docentes e discentes –
das Bibliotecas ESPM e FMP/FASE, que se beneficiam dos recursos informacionais
disponibilizados pelo CBIES/RJ, que contribuem para a qualidade de pesquisas e
estudos.

�Demonstra, também, número total de usuários do consórcio que possuem à
disposição as coleções das Bibliotecas da ESPM e FMP/FASE. Podem utilizar os
serviços de empréstimo entre bibliotecas e intercâmbio de informações para acesso
aos itens das coleções.

Gráfico 7: Corpo Discente

257.946

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
1.650 1.196

_________________________________________

Gráfico 8: Corpo Docente

20.854

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
120

220

______________________________________________

�O estudo apontou, também, pontos fortes e fracos do CBIES/RJ descritos a
seguir:
Pontos Fortes:
Empréstimo entre Bibliotecas;
Aquisição compartilhada;
Intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico;
Catálogo coletivo on-line de periódicos;
Facilidade na busca e acesso à informação através do endereço eletrônico;
Parceria entre as bibliotecas integrantes do consórcio;
Visita guiada às unidades afiliadas;
Desterritorialização da informação;
Capacitação de recursos humanos;
Espaço para discussões (lista de discussão);
Importante argumento na negociação de atualização de coleções;
Troca de experiências, idéias e informações através de relacionamentos
interpessoais.
Pontos fracos:
Não possuir característica jurídica;
Falta de apoio das agências de fomento;
Falta de recursos financeiros e, consequentemente, capital intelectual para apoio
aos projetos em desenvolvimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os benefícios experimentados pelas duas unidades de informação, ao se
integrarem no CBIES/RJ, refletem no aprimoramento intelectual de seus usuários,
que passam a ter a sua disposição, um número maior de informações, atualizadas e
relevantes, em vários suportes, além de novos serviços e produtos. O que confirma
o compartilhamento de bibliotecas como instrumento eficaz no intercâmbio de
recursos informacionais.

�Esta iniciativa contribui para melhoria na qualidade da educação superior e
para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
O consórcio possibilita ainda, que as unidades de informação em ensino
superior, ESPM e FMP/FASE, com características e objetivos equivalentes, venham,
estreitando suas relações no futuro, celebrar novas formas de cooperações.

REFERÊNCIA
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Disponível em: &lt;http://www.ala.org/&gt; Acesso
em: 16 Maio. 2004.
CUNHA, L.G.C. Sistemas e redes de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 6, n. 1, p. 3543, 1977.
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING. Biblioteca. Relatório
anual: exercício 2003. Rio de Janeiro, 2004.
FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS E FASE. Biblioteca. Relatório
anual: exercício 2003. Petrópolis, 2004.
LIBRARY OF CONGRESS. Disponível em: &lt;http://www.loc.gov/&gt; Acesso em: 16
Maio. 2004.
MARCONDES, Carlos Henrique e SAYAO, Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ci. Inf. [online].
set./dez. 2002, vol. 31, no. 3, p. 42-54. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/&gt;.
Acesso em: 16 Jun. 2004.
SILVA, Tereza da. Compartilhar é a solução. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002.
1CD-ROM.
SOUZA, Clarice Mullethaler.
et al. Compartilhamento entre Bibliotecas de
Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro. Janeiro. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis.
Disponível
em:
&lt;
http://geocities.yahoo.com.br/csouza952/producaointelectual2.htm&gt;. Acesso em: 10
Maio 2004.

�VIANNA, M. J. G. M.; SAMPAIO, M. da P. F. Compartilhamento entre Bibliotecas das
Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro: CBIES/RJ: experiência pioneira. In:
Congresso Internacional em Biblioteconomia, 2., 2004, Rio de Janeiro. Anais... Rio
de Janeiro, 2004. Documento recebido na lista de discussão do CBIES/RJ em 14
Jun. 2004.
VOSGRAU, Sonia C. R. et al. Formato MARC 21 holdings para publicações
seriadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,
2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.

∗

Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO.
Bibliotecária e Documentalista – UFF. Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro. Rua do Rosário, 90,
Centro, 20041 002, Rio de Janeiro, RJ., Brasil
Conselheira Regional – CRB-7 claudiaaragon@espm.br
∗∗
Bibliotecário Documentalista – USU. Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE. Rua
Machado Fagundes, 326 , Cascatinha, 25716 970, Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. Biblioteca@fog.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Trabalho desenvolvido em duas unidades de informação em ensino superior, a Biblioteca da ESPM e a Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE, integrantes do Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino uperior do Rio de Janeiro, objetivou identificar os benefícios experimentados pelas duas instituições com a participação no consórcio. Dentre os resultados alcançados destacam-se: o intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico; a aquisição compartilhada de softwares e bases de dados; o catálogo coletivo on-line de periódicos; a facilidade na busca e acesso à informação. Este estudo demonstra que consórcios de bibliotecas são ferramentas eficazes no intercâmbio de recursos informacionais e contribuem para melhoria na qualidade da educação superior e para o desenvolvimento sócio-econômico do país.</text>
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                    <text>INTERBIB – ESTUDO DE CASO SOBRE COMUNIDADE DE USUÁRIOS DE
SOFTWARE PADRÃO PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES E
EMPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTECAS AUTOMATIZADO
Camila Dias Denículi
Daniela Barreto
Leila Rabelo

RESUMO
A automação de bibliotecas tem sido difundida em todos os estados brasileiros. O
acervo total dessas bibliotecas constitui num volume imenso e diversificado de
informações. No entanto, as bibliotecas, embora automatizadas, operam de forma
isolada, o que não permite a integração de todo esse universo informacional. A
especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo acervo. A
comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode
auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo
de uma biblioteca sem ampliação do acervo físico, disponibilizando ao usuário
final uma maior diversidade de informações a partir de sua biblioteca de origem.
Bibliotecas em todo o mundo, já usufruem das vantagens que as redes de
bibliotecas podem trazer para o trabalho cooperativo entre bibliotecários e
prestação de serviço para os usuários finais. No Brasil ainda são poucas as
iniciativas neste sentido. A proposta deste trabalho é apresentar um projeto,
denominado Interbib, para intercâmbio de informações e serviços em uma rede de
bibliotecas usuárias de um software comum. Isso é possibilitado através da
padronização de procedimentos e uso da Internet como meio de comunicação
entre os sistemas. O software utilizado é o SophiA. Este projeto integra,
inicialmente, algumas bibliotecas da cidade de São Paulo e Vale do Paraiba
“unificando” os acervos em uma interface de pesquisa, disponivel para o
bibliotecário e usuário final, permitindo além do compartilhamento de registros
bibliográficos, empréstimo automatizado inter-institucional.

1 INTRODUÇÃO
O Sophia biblioteca é um software para gestão de bibliotecas, criado e
desenvolvido pela Prima Informática desde mil novecentos e noventa e sete.
No ano de dois mil e quatro o Sophia biblioteca tornou-se um dos sistemas
comerciais mais vendidos no Brasil, totalizando mais de trezentas instituições
usuárias.1
1

Fonte: CÔRTE, Adelaide Ramos et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos. 2
ed. São Paulo : Polis, 2002. P. 149-153

�A idéia do Interbib é integrar as bibliotecas. O nome do projeto deriva da
palavra integração associada a bibliotecas.

Mais do que uma ferramenta o

Interbib é um conceito que motiva as bibliotecas a intercambiarem informações e
prestarem serviços umas a outras.

2 MOTIVAÇÃO
O SophiA é um sistema amplamente utilizado por bibliotecas em
praticamente todos os estados nacionais. O acervo total destas bibliotecas
ultrapassa os três milhões de exemplares2, com dezenas de milhares de usuários.
No entanto, os sistemas operam de forma isolada, apenas desfrutando dos
serviços de importação de registros de fontes externas, tais como a Rede
Bibliodata e catálogos internacionais por intermédio do protocolo Z39.503.
Ainda, existe uma demanda de troca de informações e serviços entre
bibliotecas que é reprimida pela falta de padrões de serviços no mercado e pela
inexistência de sistemas que controlem este serviço de forma automatizada.
Como exemplo desta demanda,citamos o empréstimo de materiais entre
bibliotecas, o intercâmbio de registros bibliográficos, análise de disponibilidade de
exemplares, dentre outros.
A intenção do INTERBIB é trazer para os usuários do sistema SophiA
alguns dos principais serviços que uma rede de relacionamentos entre bibliotecas
pode oferecer, notadamente o empréstimo entre bibliotecas e intercâmbio de
registros bibliográficos.
Grande tempo do trabalho dos bibliotecários é dedicado à catalogação do
acervo. Este trabalho é repetido em cada biblioteca para um mesmo item
bibliográfico. Através do intercâmbio de registros bibliográficos pode-se atingir
padronização na catalogação e otimização do trabalho. É simples: se 10
bibliotecários, de 10 instituições distintas, dedicam 20 minutos para catalogar
certo item , temos uma hora e quarenta minutos despendidos neste trabalho e 10
2

Dados fornecidos pelos clientes SophiA, contabilizados a partir do número de clientes e tamanho
dos acervos.
3
Protocolo de comunicação via internet que possibilita busca de intercâmbio de informações entre
sistemas de informação distintos.

�catalogações distintas. Com o compartilhamento deste registro teríamos apenas
20 minutos despendidos com este trabalho e uma única catalogação, o que traz
padronização que reflete diminuição do trabalho e recuperação da informação
eficiente.
Caso a utilização do padrão não seja de interesse de alguma instituição : O
Interbib deixa livre a edição da catalogação antes de importá-la para a base, o
que não engessa a instituição que pode complementar, aprimorar e corrigir a
catalogação feita por um outro colega antes de optar por utilizar o registro em sua
instituição.
Mesmo com a edição do registro, o tempo de trabalho desta catalogação é
reduzido, pois grande parte do trabalho já foi feita.
A proposta do Interbib então não é a de definir regras de catalogação, tão
pouco administrar e atestar qualidade dos registros disponíveis na rede. O
objetivo é interligar as bibliotecas e aprimorar a comunicação e permitir o
intercâmbio dos registros existentes. Não haverá registros bibliográficos únicos
para cada item bibliográfico, o que permite que cada instituição faça a opção pela
catalogação que mais se assimila com a utilizada pela biblioteca. Além da
liberdade da escolha do registro bibliográfico, cada biblioteca pode editar o
registro, complementando-o ou corrigindo-o de acordo com seus interesses antes
de importá-lo para sua base. E assim continua a contribuição daquela biblioteca
para o Interbib. No ato de alterar o registro o bibliotecário gera mais uma opção
de catalogação para os demais colegas.
A especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo
acervo. Bibliotecas universitárias se limitam à aquisição de obras e periódicos que
abordam assuntos de interesse dos cursos ministrados pela instituição. Todo este
procedimento faz parte da análise do acervo e escolha de itens para aquisição. A
comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode
auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo
de uma biblioteca sem a necessidade de ampliar o acervo físico. Pois o interesse
do usuário não se limita ao curso que ele faz, mas o acervo da biblioteca deve se
restringir à sua especialidade e público alvo.

�Através de uma consulta integrada, o usuário pesquisa os temas de
interesse, sejam eles contemplados ou não por sua biblioteca de origem.
O assunto pode não ser encontrado na biblioteca de origem do usuário,
mas pode ser encontrado em alguma das bibliotecas do Interbib. Através da
parceria entre as bibliotecas, é possível para o usuário solicitar a obra para
empréstimo ou mesmo uma cópia de parte do item.
A Avaliação do acervo e disponibilização de itens para descarte é rotina
nos centros de informação. A partir da avaliação do acervo, o bibliotecário
visualiza quais itens não são mais interessantes para o acervo local,
disponibilizando-o para descarte. Estas obras continuam sendo interessantes e
pertinentes a algum outro tipo de acervo, talvez não mais o acervo local, mas o
acervo de alguma outra biblioteca. Encontrar a biblioteca, que se interessa pelo
acervo a ser descartado, torna o processo de descarte moroso. Muitas vezes, a
fim de agilizar esse processo, as obras a serem doadas são enviadas para
bibliotecas públicas sem nenhum critério, quando poderiam ser enviadas para
instituições onde seriam mais úteis.
Através do Interbib, pretende-se divulgar as obras disponíveis para doação
em cada instituição. De forma automatizada, as bibliotecas participantes podem
divulgar o acervo disponível para descarte e consultar o acervo de outras
instituições. A solicitação dos itens e aquisição entre as bibliotecas pode ser feita
de forma on-line e ágil. Esta prática simples revoluciona o processo de descarte e
aquisição,

sem

prejuízos

para

nenhuma

das

instituições

envolvidas

e

reaproveitamento de informações e obras.
O Interbib propõe apresentar um modelo para intercâmbio de informações
e serviços na comunidade de usuários do software SophiA, através de uma
padronização de procedimentos e do uso da Internet como meio de transporte e
comunicação entre os sistemas SophiA.
A Internet é hoje o padrão de fato de meio de transporte de informações
entre sistemas automatizados e está presente em praticamente todos os clientes
atuais do SophiA Biblioteca . O trabalho apresenta as extensões efetuadas no
sistema SophiA com uso da Internet e os benefícios que os usuários terão com
uso desta integração.

�3 ANÁLISE DO QUADRO ATUAL

3.1 FATORES POSITIVOS

- A maioria das bibliotecas usuárias do software SophiA possuem acesso aos
meios eletrônicos como Internet e E-Mail;
- Já existe integração entre algumas bibliotecas
- Todas as bibliotecas possuem software gerenciador idêntico com módulos
integrados para os Sistemas de Bibliotecas;
- Há interesse por parte dos bibliotecários na construção de um trabalho
cooperativo;
-

Intercâmbio de informações é padronizado

-

Não há imposição de regras

-

Configuração flexível de relacionamentos entre as bibliotecas

-

Visibilidade de informações básicas, em tela ou outro meio de consulta, sobre
a disponibilidade de empréstimo e/ou restrições;

-

Existência de penalidades com configuração flexível

-

Muitas Bibliotecas em uma mesma cidade (ex. São Paulo)

-

Estabelecimento de acordos formais entre as instituições com respeito a
danos e perdas de materiais bibliográficos

3.2 FATORES NEGATIVOS

- Morosidade do Empréstimo entre bibliotecas (EEB)
- Morosidade no fluxo do malote entre as instituições
- Prazo de devolução do EEB excedendo muito o estipulado pelas bibliotecas o
que prejudica o usuário local
- Existência de bibliotecas usuárias SophiA que não realizam o EEB.

4 PROJETO
O Interbib segue padrões estabelecidos na Internet para intercâmbio das
informações entre os bibliotecários. São utilizados os protocolos HTTP e/ou
TCP/IP para troca de informações nos formatos binários ou XML.

�Cada Biblioteca terá seu código e sua sigla na rede. Dependendo da opção
de empréstimo adotada pelas bibliotecas, esse código pode passar a ser
impresso na carteirinha de seus usuários para que eles mesmos possam retirar
livros em outras bibliotecas.
Dentre as funcionalidades, o Interbib permitirá aos usuários:
-

Pesquisa no acervo (registros bibliográficos, coleções de periódicos e
quantidade e disponibilidade de exemplares) pelo bibliotecário e por
usuários externos de outras bibliotecas.

-

Possibilidade de compartilhar ou não parte do acervo na rede. (definição de
acervo sigiloso)

-

Permuta temporária ou definitiva de coleções de obras

-

Permuta de assinatura de periódicos.

-

Importação de registros bibliográficos e coleções de periódicos.

-

Reservas e empréstimos entre bibliotecas com autorização do bibliotecário.

-

Comunicação de mensagens entre bibliotecários.

-

Configuração de permissão de serviços.

-

Indexação dos artigos de periódicos.

-

Compartilhamento de vocabulário controlado de autoridades.

-

Solicitação de fotocópias de parte dos itens (observando-se as leis de
direitos autorais)

-

Consórcios para aquisições de equipamentos e assinaturas de serviços .

-

Promoção de eventos de integração entre os bibliotecários.

-

Acesso a teses e dissertações em texto completo das instituições das
bibliotecas parceiras, através do recurso de mídias do SophiA.

-

Divulgação de materiais para permuta ou doação na rede.

5 VANTAGENS AO BIBLIOTECÁRIO USUÁRIO DO SERVIÇO INTERBIB
Identificam-se como vantagens, para os bibliotecários que fazem a desão
ao Interbib, os seguintes pontos:
-

Acesso on-line à informação

-

Integração e agilização dos serviços de empréstimo interbibliotecas

�-

Ampliação do acervo físico, sem a necessidade de novas aquisições

-

Intercâmbio de registros bibliográficos

-

Intercâmbio de registros com dados de informação da indexação de
periódicos.

-

Escolha dos registros bibliográficos dentre diversas bibliotecas

-

Valorização da instituição como provedor do serviço ao usuário final, pois
através do terminal de consulta da biblioteca ele terá acesso ao acervo de
diversas outras instituições

-

Trabalho cooperativo entre os bibliotecários

-

Intercâmbio de experiências dos profissionais

-

Parcerias para compras a preços melhores – criação de consórcios

-

Fortalecimento do relacionamento entre os profissionais – criação de redes

-

Padronização da interface de pesquisa entre diversos acervos

-

Disponibilizar materiais para doação ou permuta

-

Adquirir materiais através de doação e permuta na rede.

6 FUNÇÕES DO INTERBIB NAS BIBLIOTECAS

6.1 PESQUISA (FIGURA ILUSTRATIVA - VER ANEXO I)
O Bibliotecário poderá realizar uma busca em bibliotecas externas através de
uma tela de pesquisa acionada de dentro do Software SophiA a partir de dois
módulos:
-

Módulo Gerente: Pesquisa para o bibliotecário

-

Terminal de consulta rede: Pesquisa para o usuário Final. A pesquisa será
disponibilizada no mesmo terminal em que o usuário pesquisa o acervo local.
Na apresentação dos resultados o usuário poderá visualizar em qual biblioteca
existe o título desejado, bem como os exemplares disponíveis.

6.2 IMPORTAÇÃO/ INTERCÂMBIO DE REGISTROS
Os registros poderão ser importados por um protocolo interno (mesmo
quando a biblioteca não trabalhar com MARC). A importação será on-line,
diretamente do módulo de pesquisa.

�6.3 RESERVA E EMPRÉSTIMO

As bibliotecas poderão definir ou não entre si convênios de empréstimo.
Um usuário local poderá realizar empréstimos de outras bibliotecas a partir
da busca no terminal de consultas local de sua biblioteca de origem, conforme
transação abaixo:

6.3.1 Transação para empréstimo:

-

Usuário: no terminal de consultas, elabora pesquisa, indica bibliotecas
externas, seleciona título e solicita empréstimo com senha.

-

Sistema: verifica se há exemplares disponíveis, se bibliotecas têm
convênio de empréstimo e se usuário não tem restrições locais. Caso
tenha alguma restrição, informa usuário. Caso não tenha restrição, registra
solicitação de empréstimo para o bibliotecário local.

-

Usuário: seleciona forma de recebimento do material.

-

Sistema: registra para o bibliotecário local e remoto a forma de retirada do
material. Finaliza a transação apresentando ao usuário o número do
protocolo.

-

Bibliotecário remoto: possui lista de solicitações pendentes e ativas. Os
empréstimos são pré-liberados e obedecem a limites de quantidades de
itens para empréstimo, conforme acordo entre as instituições.

-

Bibliotecário local: recebe notificação de empréstimo . O bibliotecário
local possui lista de empréstimos ativos de outras bibliotecas.

-

Usuário e bibliotecários: recebem notificação por e-mail da efetivação do
empréstimo, com prazo de devolução.

�No sistema local, os bibliotecários podem visualizar:

6.3.2 Listas de Controle de circulação entre bibliotecas

6.3.2.1 Lista de Empréstimos concedidos:

-

Contém a lista de todos os exemplares emprestados para usuários de
bibliotecas externas. Apresenta.

-

Biblioteca solicitante, nome do usuário externo, endereço do usuário
externo, título solicitado, número do protocolo, situação do protocolo
(pendente, liberado, negado, emprestado, devolvido), tombo emprestado,
prazo de devolução e data de devolução.

-

Armazena histórico.

6.3.2.2 Empréstimos solicitados:

-

contém a lista de todos os exemplares emprestados de outras bibliotecas
externas para usuários locais. Apresenta:

-

Biblioteca fornecedora, código e nome usuário local, título solicitado, número
do protocolo, situação do protocolo (pendente, liberado, negado, emprestado,
devolvido), prazo de devolução e data de devolução.

-

sistema cria cadastro temporário do aluno no sistema da biblioteca
fornecedora.

Há armazenamento de histórico de circulação entre bibliotecas.

6.3.3 Penalidades
O atraso na devolução de itens implica em penalidade para toda instituição
e não somente para os usuários que atrasaram a devolução. A Responsabilidade
do empréstimo é das instituições.

�6.4

DISPONIBILIZAR ITENS PARA DOAÇÃO (FIGURA ILUSTRATIVA – VER

ANEXO II)
O sistema exibirá uma lista de intens disponíveis para doação das
instituições integrantes da rede.
Instituições participantes da rede podem solicitar o material que esta
disponível.
Os bibliotecários podem aprovar ou não as solicitações. No caso de
solicitação não aprovada, ele pode informar o motivo. No caso da solicitação
aprovada, os bibliotecários devem entrar em acordo para entrega dos materiais.
É possível que as instituições solicitem apenas parte dos exemplares
divulgados.
No caso de acordo fechado entre as instituições, sobre a doação o sistema
já faz baixa automática do exemplar doado, no sistema Sophia da biblioteca que
está cedendo o material e já o incorpora ao sistema Sophia da biblioteca que está
recebendo.

7 CONCLUSÃO
A idéia do Interbib não se limita a um projeto de sistema. Trata-se
principalmente em um projeto de parceria e comunicação entre instituições que
tem por obejtivo comum disponibilizar e democratizar informação.
O sistema adotado para integrar as bibliotecas e permitir que elas realizem
entre si uma série de trabalhos em cooperação, agiliza e permite que todos os
processos de comunicação sejam automatizados e registrados, visando agilizar a
troca de informações entre as bibliotecas.
Porém mais do que um sistema, o Interbib é um ideal de aprimoramento de
comunicação entre as bibliotecas, parceria e reaproveitamento de recursos
materiais, para uma melhor utilização.
Através do bom uso desta integração as bibliotecas devem atingir as
seguintes metas:

�-

Agilizar o EEB.

-

Agilizar processo de descarte.

-

Aprimorar a rede de relacionamentos entre bibliotecas.

-

Agilizar o processo de catalogação.

-

Reaproveitar recursos materiais.

-

Ampliar serviços aos usuários.

-

Ampliar acervo físico, valendo-se do acervo das bibliotecas parceiras.

O sucesso deste projeto depende substancialmente do empenho dos
bibliotecários em interagir e utilizar os serviços disponíveis. A previsão de início
de implantação nas bibliotecas clientes Sophia é Agosto do ano de dois mil e
quatro. Inicialmente serão dez instituições participantes que darão o primeiro
passo para que esta integração aconteça.

REFERÊNCIA

CÔRTE, Adelaide Ramos et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos. 2 ed. São Paulo : Polis, 2002. P. 149-153
ROSETTO, Márcia. Uso do Protocolo Z39.50 para recupera de informa em
redes eletrônicas. Ci. Inf., Maio/Ago. 1997, vol.26, no.2

�Lista de Anexos
I.

Figura ilustrativa da pesquisa entre bibliotecas atrvés do Interbib

�II.

Figura ilustrativa do serviço de doação e permuta entre as bibliotecas

�</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>A automação de bibliotecas tem sido difundida em todos os estados brasileiros. O acervo total dessas bibliotecas constitui num volume imenso e diversificado de informações. No entanto, as bibliotecas, embora automatizadas, operam de forma isolada, o que não permite a integração de todo esse universo informacional. A especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo acervo. A comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo de uma biblioteca sem ampliação do acervo físico, disponibilizando ao usuário final uma maior diversidade de informações a partir de sua biblioteca de origem. Bibliotecas em todo o mundo, já usufruem das vantagens que as redes de bibliotecas podem trazer para o trabalho cooperativo entre bibliotecários e prestação de serviço para os usuários finais. No Brasil ainda são poucas as iniciativas neste sentido. A proposta deste trabalho é apresentar um projeto, denominado Interbib, para intercâmbio de informações e serviços em uma rede de bibliotecas usuárias de um software comum. Isso é possibilitado através da padronização de procedimentos e uso da Internet como meio de comunicação entre os sistemas. O software utilizado é o SophiA. Este projeto integra, inicialmente, algumas bibliotecas da cidade de São Paulo e Vale do Paraiba “unificando” os acervos em uma interface de pesquisa, disponivel para o bibliotecário e usuário final, permitindo além do compartilhamento de registros bibliográficos, empréstimo automatizado inter-institucional.</text>
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                    <text>CATÁLOGO COLETIVO PARA INTEGRAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DO
SISTEMA ACAFE
Alberto Pereira de Jesus∗
Cristiane Salvan Machado
Grazielle de Oliveira Gomes
José Francisco da Silva
Salete Cecília de Souza

RESUMO
A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude que
implica no rompimento das barreiras de acesso à informação. A Internet tornou-se
uma ferramenta significativamente poderosa, permitindo o surgimento de
possibilidades, oportunidades e desafios. Isoladamente as bibliotecas da
Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) possuem, em sua
maioria, um grande acervo, porém, nada comparável a sua disponibilização em
um único sistema on-line de pesquisa. Diante dessa situação, construiu-se um
catálogo coletivo para a integração das Bibliotecas do Sistema ACAFE, do qual
fazem parte 15 universidades, contemplando 66 bibliotecas e um acervo de
aproximadamente 530.000 títulos de livros. O objetivo do Projeto Sistema
Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC) é a unificação dos
metadados das instituições, identificando tecnologias de integração e
interoperabilidade dos diferentes sistemas legados das Instituições de Ensino
Superior (IES). Este sistema possibilita uma única interface WEB de consulta,
facilitando a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais
bibliográficos, bem como o gerenciamento centralizado de empréstimos e
comutação entre as bibliotecas do Sistema ACAFE. Esta cooperação permite a
ampliação e manutenção da infra-estrutura básica para o fomento à pesquisa,
otimizando investimentos e disponibilizando acervos de excelência em todas as
áreas de conhecimento. Com este trabalho, destacam-se os benefícios
proporcionados através do trabalho cooperativo de pessoas e instituições,
conquistando benefícios comuns, fornecendo à sociedade crescimento,
desenvolvimento e democratização do acesso a recursos, serviços e a
informação.
PALAVRAS CHAVES: Cooperação em redes. Serviços de informação. Sistemas
de recuperação de informações. Empréstimos entre bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), com
sede em Florianópolis(SC), conforme seu estatuto artigo 1º, é uma sociedade

�civil, sem fins lucrativos, criada em 2 de maio de 1974, em assembléia geral dos
dirigentes das 18 fundações educacionais do Estado de Santa Catarina,
instituídas por lei dos Poderes Públicos Estadual e Municipais. Ao longo dos seus
30 anos de existência, esse sistema teve como objetivo maior integrar e fortalecer
as instituições de ensino superior em suas atividades de ensino, pesquisa e
extensão. Em sua missão redefinida em 2003 fica evidente o seu compromisso de
“promover a integração, a cooperação e o desenvolvimento das instituições de
ensino superior (IES)

filiadas visando o fortalecimento da educação superior

comunitária no Estado de Santa Catarina”.
Entre as Fundações Educacionais participantes, há 11 universidades, 2
centros universitários e 3 faculdades, todas geridas por órgãos colegiados
(conselhos consultivos e deliberativos) formados por representantes do Poder
Público Estadual, Municipais e demais segmentos da Sociedade.
De caráter comunitário regional, estas IES vêm a cada dia, ampliando sua
área de atuação em todas as regiões do Estado de Santa Catarina, com o
compromisso de prover por meio do Ensino Superior o atendimento das
demandas sociais, econômicas e culturais, elevando assim a capacidade de
promoção da pesquisa científica, seu permanente desenvolvimento tecnológico,
como também, auxiliando na preservação e promoção da cultura catarinense. De
acordo com o Perfil ACAFE 30 anos publicado pela ACAFE em 2004, ela está
presente em 64 cidades catarinenses, possui 9803 professores além de um
expressivo corpo de servidores técnico-administrativos;

l73.872 mil alunos

matriculados, 744 cursos de graduação, 400 grupos de pesquisa e mais de 1
milhão de livros nas bibliotecas em todas as regiões do estado de Santa Catarina,
conforme o mapa abaixo:

�Figura 1 - Mapa geográfico do Sistema ACAFE, 2003.

Para que os objetivos da Acafe se concretizem o sistema está estruturado
com órgãos colegiados e executivos. Esses espaços democráticos são
constituídos por representantes de todas as instituições de ensino superior do
estado, que se reúnem em câmaras setoriais para discutirem as mais diversas
questões

relativas ao pleno funcionamento das instituições filiadas, propondo

políticas de atuação conjunta, formando a mais abrangente rede de educação
superior do estado, sem dúvida, um modelo ímpar para todo o país.

2 CÂMARA SETORIAL DE BIBLIOTECAS ACAFE

Em 2001 foi constituída a Câmara Setorial de Bibliotecas do Sistema
ACAFE com os seguintes objetivos:

�a) promover a integração e a melhoria dos serviços prestados pelas
bibliotecas do Sistema ACAFE;
b) promover estudos que permitam obter um abrangente diagnóstico dos
recursos disponíveis e as condições de funcionamento das bibliotecas;
c) incentivar a construção de bibliotecas digitais;
d) promover atividades de cooperação que possibilitem a ampliação dos
recursos e serviços informacionais no âmbito do Sistema ACAFE;
e) organizar serviços que otimizem o uso e ampliem a disponibilidade de
recursos informacionais on-line através da RCT - 2.
Neste pequeno período de existência, a Câmara já se consolidou e vem
promovendo várias ações visando à consecução de seus objetivos, das quais
destacam-se:
a) elaboração de diagnóstico das bibliotecas do Sistema;
b) celebração de convênio visando o funcionamento do serviço de
empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica;
c) construção de site contendo informações sobre a Câmara; que, por sua
vez deverá tornar-se um portal de serviços oferecidos pelas bibliotecas;
d) educação continuada para os colaboradores das Bibliotecas por meio de
cursos, palestras e da troca de experiência entre os membros da Câmara;
e) construção de catálogo coletivo do acervo das bibliotecas.
As bibliotecas universitárias mantidas pelas IES do Sistema ACAFE
acompanharam o desenvolvimento das suas instituições ocupando um espaço
relevante no processo educacional do Estado. Pela natureza comunitária das
organizações, as bibliotecas universitárias estão abertas e oferecem serviços para
o público interno (professores, alunos e funcionários) bem como toda comunidade
local e regional. Neste sentido, podemos afirmar com segurança que, estando
presentes em todas as regiões, os seus serviços se estendem a toda a
comunidade catarinense. Segundo Morigi e Pavan (2004, p. 121) “as bibliotecas
como instituições sociais são partes integrantes da sociedade e também
acompanham os processos de desenvolvimento econômico social e tecnológico.”

�Em pesquisa realizada em 2002, as IES mantinham 66 bibliotecas com um
acervo aproximado de mais de 530.000 títulos de livros e 13.500 títulos de
periódicos. Atualmente o atendimento ao público, estas Bibliotecas contam com
um grupo de 64 bibliotecários, 214 auxiliares e 217 bolsistas. A grande maioria
oferece um conjunto de serviços onde destacam-se: empréstimo domiciliar
consulta local, consulta via Internet, levantamento bibliográfico, comutação
bibliográfica, visitas orientadas, consulta local e remota a bases de dados,
treinamento de usuários e acesso público a Internet.
A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude
implicando no rompimento das barreiras de acesso as informações. A Internet
tornou-se uma ferramenta significativamente poderosa permitindo o surgimento
de uma gama de possibilidades e desafios. De um lado as bibliotecas podem
disponibilizar serviços personalizados de acesso à informação com uma rapidez
sem precedentes, mas, entretanto, são obrigadas a ajustar-se a um regime de
competição acirrada com outras organizações cujas mantenedoras estão
envolvidas. Logo, mais do que nunca é necessário a união de esforços num
trabalho cooperativo que permita a superação deste momento de dificuldades.
Cooperação bibliotecária é qualquer atividade realizada entre
duas ou mais bibliotecas com objetivo de facilitar, promover e
melhorar os processos da biblioteca, o uso de recursos ou os
serviços aos usuários (CARVALHO apud MARKUSON, 1999, p.
148.)

A integração de sistemas de bibliotecas, na forma como se apresenta o
Sistema Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC), não é algo
comum de acontecer na história das bibliotecas. Integrar sistemas, linguagens e
formatos distintos por meio de um único banco de dados é algo complexo para
sua realização. A Internet vem se tornando, cada vez mais, uma ferramenta
extremamente útil e necessária nos serviços das bibliotecas universitárias
brasileiras, no sentido de dar amplitude, visibilidade e trabalhar na disseminação
das informações contidas nos seus acervos. Neste

sentido,

como

afirma

Bertholino (1999), “a Internet é reflexo de uma economia de mercado
mundializada oportunizando espaços importantes para setores distantes de

�centros de decisão econômica.”Estes setores participam com informação técnica
e intelectual, permitindo a criação de novos espaços comunicacionais,
autorizando uma comunicação, em grande escala, de memórias compartilhadas e
hipertextos comunitários.
Os acervos das bibliotecas universitárias que compõem o Sistema ACAFE,
em mais de 90%, já estão disponíveis na Internet, inclusive para serviços de
renovação e reserva de materiais emprestados.
A utilização destes serviços em rede gera mudança de hábitos e rotinas
bibliotecárias. Para Steele (apud MARCHIORI, 1997),
a pouco menos de dez anos, ninguém poderia predizer o impacto
fenomenal da interconectividade global que, em conjunto com os
desenvolvimentos de sistemas abertos e do poder dos
microcomputadores, modificaria o gerenciamento das bibliotecas.
Pela primeira vez, em uma centena de anos, estas enfrentam o
grande desafio de rever e “redesenhar” seus serviços.

3 CATÁLOGO COLETIVO PARA INTEGRAÇÃO DAS BIBLIOTECAS
O Catalogo Coletivo construído, congrega os acervos das IES do Sistema
ACAFE e é inédito para o Estado e região sul do país, no entanto, um percentual
considerável de bibliotecas universitárias ainda não dispõem estrutura mínima de
automação para serem inseridas no mesmo. Logo, a idéia de construção de um
catálogo tornou-se um desafio instigante que juntamente com a Câmara Setorial
de Tecnologias da Informação e Comunicação com apoio da ACAFE foi
desenvolvido. A criação deste novo serviço oportuniza a ACAFE um diferencial
competitivo ao Sistema educacional tanto regional como no âmbito nacional.
Com o foco na construção do catálogo coletivo dos acervos desencadeou
uma série de ações como:
a) identificar tecnologias de integração e interoperabilidade dos sistemas
legados das IES;
b) integrar metadados bibliográficos das IES do sistema ACAFE;

�c) disponibilizar de forma centralizada os acervos das IES numa interface
WEB;
d) facilitar a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais
bibliográficos;
e) promover a comutação e o empréstimo de materiais bibliográficos entre as
IES do Sistema ACAFE.
Isoladamente, hoje as Bibliotecas das IES possuem, em sua maioria, um
grande acervo. Porém, nada comparável a disponibilização de um único sistema
de pesquisa, que futuramente, irá oportunizar acesso aos acervos e a diversos
serviços como empréstimo entre bibliotecas, comutação bibliográfica, entre outros
que possibilitarão e facilitarão a busca das informações que a comunidade
acadêmica necessita.
De acordo com Carvalho (1999, p.149) “o compartilhamento dos serviços
bibliotecários, inicialmente entre bibliotecas e na atualidade entre sistemas e
redes de informação, vem sendo um recurso facilitador para a localização de
documentos utilizando, para tanto, catálogos coletivos, bibliografias, bases de
dados,

entre

outros

em

combinação

com

as

novas

tecnologias

de

armazenamento e comunicação de dados.”
Por meio dessa cooperação serão permitidas a ampliação e manutenção
da infra-estrutura básica para o desenvolvimento da pesquisa, otimizando
investimentos em aquisição de material bibliográfico, disponibilizando acervos de
excelência em todas as áreas de conhecimento e proporcionando a utilização em
sua totalidade. Outro aspecto relevante a ser mencionado é a disponibilização dos
acervos regionais ofertando à comunidade o acesso ao conhecimento da cultura
regional catarinense.

4 METODOLOGIA
O SINBAC centraliza os metadados de todas as bibliotecas universitárias
do sistema ACAFE, integrando seus acervos e oferecendo diversos serviços.

�Sendo assim, para o desenvolvimento do projeto do piloto foram seguidas as
etapas:
a) Identificar os software utilizados nas bibliotecas;
b) Selecionar 4 IES com software diferentes;
c) Identificação do problema e possíveis soluções;
d) Selecionar o material bibliográfico a ser primeiramente disponibilizado;
e) Avaliação quanto à aquisição comercial ou desenvolvimento próprio;
f) Identificação das necessidades de informações a serem contempladas;
g) Seleção dos metadados bibliográficos a serem apresentados;
h) Identificação das tecnologias a serem utilizadas;
i) Definição da infra-estrutura necessária;
j) Análise e modelagem;
k) Implementação;
l) Implantação, validação e testes do projeto piloto;
m) Avaliação dos resultados;
n) Projeção e proposta para implantação em todo o sistema ACAFE.
A partir destas etapas, adotou-se a centralização dos dados, devido à
situação atual das bibliotecas, porem, nem todos os sistemas possuem serviço
Web; as mesmas apresentam diferentes estágios de automação exigindo uma
adequação

tecnológica,

investimento

para

aquisição

de

softwares

e

computadores. Por isso levado em conta o tempo de processamento e os
constantes problemas de fluxo da Internet.
Quanto

à

estrutura

tecnológica,

optou-se

pela

centralização

das

informações em um servidor que recebe os dados das bibliotecas, armazena e
indexa os mesmos para as futuras pesquisas. As tecnologias foram adotadas
visando minimizar custos, gerar facilidade, agilidade, sendo utilizado:
a) XML para suporte a importação e exportação de dados;

�b) JAVA para desenvolvimento do servidor de importação de dados;
c) JSP/Servlets para desenvolvimento do sistema de consulta;
d) SQL Server para dar suporte ao armazenamento de informações e a
indexação.
e) Para uma melhor visualização da infra-estrutura tecnológica do sistema
segue abaixo a figura:

Gera XML

Processa
XML

Faz Consulta
Pedido Empréstimo

Figura 2 - Infra-estrutura do sistema

Quanto à infra-estrutura apresentada pode-se dizer que:
a) servidor central de banco de dados e WEB, localizado na ACAFE. (Recebe
os arquivos de dados das bibliotecas, processa, armazena e indexa);
b) as bibliotecas geram um arquivo XML diariamente com os dados sobre
seus acervos e disponibilizam em um local para acesso do servidor central;
c) usuários por meio de um browser acessa o sistema de consulta e realizam,
quando do seu interesse, o pedido de empréstimo interbibliotecário.

�Após a avaliação de mercado optou-se pelo desenvolvimento de uma
solução própria. A etapa seguinte foi levantamento das informações a serem
contempladas no catálogo, das quais deveriam possibilitar ao usuário pesquisar a
obra contemplando uma referência bibliográfica, identificar a sua localização e
possibilitar a solicitação de empréstimo. Os requisitos selecionados foram:
biblioteca, campus (localização geográfica), obra que contém título e subtítulo,
autores, assuntos, local de publicação, editora, data de publicação, formato,
idioma, edição.

5 APLICAÇÃO DO PROJETO PILOTO E SUA EFETIVAÇÃO COMO
CATÁLOGO
O SINBAC centraliza os meta-dados de todas a bibliotecas universitárias
do sistema ACAFE, integrando seus acervos e oferecendo diversos serviços. Foi
instituída uma comissão formada por quatro universidades sendo elas
Universidade

Regional

de

Blumenau

(FURB),

Universidade

do

Planalto

Catarinense (UNIPLAC), Universidade do sul de santa Catarina (UNISUL) e
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) envolvendo bibliotecários e analistas de
sistemas das IES acima citadas, sendo indicados pelas Câmaras de Biblioteca e
Tecnologia da Informação. Tais ações contaram com o apoio imprescindível dos
gestores da ACAFE.
Primeiramente foi trabalhado com o acervo de livros e a posteriore outros
materiais. Paralelamente a esta migração de dados foi desenvolvido os módulos
de consulta e controle de empréstimo via WEB. Após o sucesso destas etapas,
aconteceram diversos testes e treinamentos nas universidades. Em maio de 2004
iniciou-se a migração dos dados das demais IES que pertencem ao Sistema
ACAFE. A seguir apresenta-se o sistema desenvolvido:
Ao entrar no sistema é apresentada a tela de login (Figura 3) onde devem
ser informados o e-mail e senha do bibliotecário, após validação é apresenta a
tela principal do sistema (Figura 4) a qual é divida em duas partes: menu lateral
(opções do sistema) e corpo principal (opção selecionada).

�Figura 3 – Tela de login

Selecione o campo a ser pesquisado

Informe as palavras
chaves para procura

Figura 4 – Tela principal e busca básica

Nas opções do menu lateral, o sistema disponibiliza a busca integrada ao
acervo através das opções de pesquisa básica (Figura 4) e avançada,
recuperando os títulos de interesse (Figura 5) possibilitando uma interface para a
solicitação de pedidos (Figura 6) e o controle dos pedidos enviados (Figura 7) e
recebidos (Figura 8) pela biblioteca. Todos os avisos aos usuários são feitos pelo
e-mail.

�Figura 5 – Tela resultado da busca

In fo r m a çõ e s
a d i c i o n a is s o b r e a
s o l ic it a ç ã o
S e le c io n e a fo r m a d e e n v id o

Figura 6 – Tela de confirmação do pedido

Figura 7 – Tela pedidos enviados

�Figura 8 – Tela de pedidos recebidos

6 CONCLUSÃO
A universidade é um organismo dinamizador que favorece o processo de
geração, difusão e intercâmbio de informação para geração do conhecimento.
Neste sentido, as bibliotecas universitárias são desafiadas a proporcionar a
disseminação das informações produzidas pela academia e acompanham o ritmo
dessa produção. Com a evolução das tecnologias da informação têm as
bibliotecas, ferramentas adequadas e bem estruturadas para dinamizar essa
geração, compartilhando acervos e serviços colocando em prática o papel de
agentes disseminadores de informações.
É possível elencar resultados positivos do trabalho desenvolvido:
a) A boa receptividade por parte dos gestores das Universidades envolvidas
bem como, dos órgãos dirigentes da ACAFE.

�b) Principalmente pela razão de ser da biblioteca: USUÁRIO FINAL, onde o
mesmo tem acesso livre para a consulta ao catálogo coletivo e a
possibilidade de recuperar a obra de seu interesse.
c) O trabalho cooperativo entre várias instituições da ACAFE com métodos e
ferramentas de trabalhos distintos é extremamente positivo, resgatando a
importância da cooperação entre bibliotecas e organizações educacionais.
d) A partir do intercâmbio dos dados foi identificada uma necessidade de
melhorar

as

informações

disponíveis

nas

bases

de

dados

com

conseqüência a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de
melhoria na operacionalidade do SINBAC, buscando uma unicidade na
catalogação de dados bibliográficos das IES que compõem o Sistema.
e) Promoveu-se a integração das instituições do Estado de Santa Catarina, a
partir do intercâmbio tanto inter como intra-institucional, a fim de revitalizar
o sistema universitário.
f) Favorecimento quanto a visibilidade da produção científica no Estado de
Santa Catarina.
g) Oompartilhamento dos acervos das IES agrega valor na sua totalidade.
h) Futuramente poderá ser identificado acervo de referência tanto regional
como institucionalmente, haja visto que as universidades possuem centros
de excelência em diferentes áreas do conhecimento. Nesta linha de
pensamento,

poderemos

até

ousar

no

planejamento

quanto

ao

compartilhamento de acervos e na aquisição planificada do sistema.
i) Interação vivenciada comprova a importância da união de esforços em prol
da melhoria dos serviços prestados pelas Bibliotecas das IES.
j) O processo de produção do saber conclui-se quando os resultados são
postos à disposição da sociedade, por meio da sua veiculação em
publicações de bom nível. Só assim o saber produzido será devidamente
avaliado, criticado, repetido e por fim utilizado.

REFERÊNCIAS

�BERTHOLINO, M. L. F.; OLIVEIRA, N. M. Infra-estrutura de informação: o uso da
Internet por bibliotecários de instituições brasileiras de ensino superior. In:
RAMOS, M. E. M. (Org.). Tecnologias e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999. 257 p.
CARVALHO, Maria Carvalho Romcy. Compartilhamento de recursos e acesso
à informação no Brasil: um estudo nas áreas de química e engenharia química.
1999. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade de Brasília,
Brasília, 1999.
MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, v.
26, n. 2, p.115-124, 1997.
MORIGI, Valdir José; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação. v. 33,
n. 1, p. 117-125, jan./abr. 2004.

∗

Universidade Regional de Blumenau - FURB (www.furb.br ) – Brasil albertop@furbl.br
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br) - Brasil csalvan@unisul.br
Universidade do Vale do Itajaí – Univali ( www.univali.br ) – Brasil grazielle@univali.br
Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac(www.uniplac.br ) – Brasil francisco@uniplac.net
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br ) – Brasil salete@unisul.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude que implica no rompimento das barreiras de acesso à informação. A Internet tornou-se uma ferramenta significativamente poderosa, permitindo o surgimento de possibilidades, oportunidades e desafios. Isoladamente as bibliotecas da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) possuem, em sua maioria, um grande acervo, porém, nada comparável a sua disponibilização em um único sistema on-line de pesquisa. Diante dessa situação, construiu-se um catálogo coletivo para a integração das Bibliotecas do Sistema ACAFE, do qual fazem parte 15 universidades, contemplando 66 bibliotecas e um acervo de aproximadamente 530.000 títulos de livros. O objetivo do Projeto Sistema Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC) é a unificação dos metadados das instituições, identificando tecnologias de integração e interoperabilidade dos diferentes sistemas legados das Instituições de Ensino Superior (IES). Este sistema possibilita uma única interface WEB de consulta, facilitando a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais bibliográficos, bem como o gerenciamento centralizado de empréstimos e comutação entre as bibliotecas do Sistema ACAFE. Esta cooperação permite a ampliação e manutenção da infra-estrutura básica para o fomento à pesquisa, otimizando investimentos e disponibilizando acervos de excelência em todas as áreas de conhecimento. Com este trabalho, destacam-se os benefícios proporcionados através do trabalho cooperativo de pessoas e instituições, conquistando benefícios comuns, fornecendo à sociedade crescimento, desenvolvimento e democratização do acesso a recursos, serviços e a informação.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL X BIBLIOTECA VIRTUAL: ASPECTOS
NORTEADORES PARA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO EM UMA IES

Zaira Regina Zafalon∗

RESUMO
O objetivo deste trabalho é traçar aspectos norteadores diante da necessidade
da implantação de uma biblioteca não-física (aquela em que o acesso não é
feito fisicamente, mas utilizando-se de meios tecnológicos) em uma Instituição
de Ensino Superior (IES), bem como estratégias no gerenciamento dos
recursos informacionais disponíveis na instituição para uso nas bibliotecas. O
intuito também é formalizar e sistematizar este processo de implantação,
apresentando tanto aspectos institucionais como profissionais. Apresenta
também a necessidade de uma preocupação com a melhoria contínua,
enfocando, principalmente a maior divulgação do acervo, tanto físico como
digital, permitindo, portanto, um melhor atendimento às necessidades do seu
real público, tanto presencial como a distância e uma oferta bem mais atrativa
aos usuários potenciais, envolvendo discentes, docentes e funcionários. A
metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, com foco
institucional, nos quais procurou-se identificar pontos relevantes que poderiam
orientar o desenvolvimento e implantação de bibliotecas virtuais. Foi também
considerada a vivência em uma IES com tal necessidade. Constata-se que o
diferencial observado para a proposta desta situação está entre a oferta e a
demanda das IES que focam qualidade da prestação de seus serviços, sendo
necessário, portanto, um processo constante de aperfeiçoamento e o
estabelecimento de estratégias.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca digital. Biblioteca virtual. IES. Produção
discente. Produção docente. Qualidade no atendimento. Automação de
bibliotecas.

INTRODUÇÃO
Tendo em vista a atual situação na qual as Instituições de Ensino
Superior (IES) estão inseridas (político-educacacional e sócio-econômicocultural) percebe-se a necessidade de difusão da produção científica e
tecnológica, dado o avanço das instituições no que tange a educação superior,
a qualificação do corpo docente e a necessidade constante de produção,

�difusão e troca de informação científica e tecnológica, bem como a
disponibilização de informações que fomentem situação com acesso
centralizado.
Objetiva-se, portanto, atender a demanda percebida utilizando-se da
implementação de uma biblioteca não-física na qual pode ser disponibilizada
um acervo acadêmico e institucional de qualidade, em ambiente web, que
esteja à disposição do corpo docente, discente e administrativo de uma IES,
bem como a comunidade em geral, focando pesquisa e disseminação da
produção intelectual da mesma, atrelada à qualidade do atendimento.
Especificamente ainda pretende-se envolver ações que abranjam o
ensino a distância, os usuários finais, a melhoria tanto dos processos
administrativos como dos relatórios (análise de produtividade e qualidade dos
registros bibliográficos; cadastramento de informações no registro bibliográfico
quanto a cursos e disciplinas oferecidos pela IES; promoção de análise de
desenvolvimento de coleções do acervo digital tendo em vista a relação custo x
uso x benefício), e, principalmente, nos serviços e treinamentos.
Considera-se a análise deste trabalho relevante tendo em vista a
modernização percebida não só quanto às novas tecnologias disponíveis,
como também nas atividades de ensino e as atividades biblioteconômicas, sem
deixar de considerar a percepção sentida pelo público que freqüenta as
universidades, centros universitários e faculdades.

REFERENCIAL TEÓRICO
Pesquisando a bibliografia específica na área de biblioteconomia e
ciência da informação, foi possível traçar um perfil comparativo quanto às
conceituações concernentes às bibliotecas físicas e não-físicas.
A biblioteca tradicional, apresentada por Cunha (1999, p. 258), tem
como principal característica o fato de que a coleção e o catálogo ainda têm o
papel como suporte ao registro de informação.

�Já biblioteca polimídia, para Barker (1994, apud MARCHIORI, 1997, p.
118), são as bibliotecas que agrupam acervo independente do seu suporte
físico. A automação não se faz presente no gerenciamento e tampouco na
organização, mas para estarem disponíveis aos usuários, não envolvendo,
portanto, os processos biblioteconômicos.
A biblioteca digital, de acordo com Barker (1994, apud MARCHIORI,
1997, p. 118), agrega acervo somente no formato digital, podendo diferir
quanto aos meios de armazenagem (discos magnéticos e óticos). O diferencial
percebido seria o custo relativamente baixo e a grande oferta de
compartilhamento e acesso. Entretanto, Cunha (2000, p. 78) apresenta a
terminologia de biblioteca digital para denotar o conjunto de mecanismos
eletrônicos que facilitam a localização de demanda informacional.
Landoni (1993, apud MARCHIORI, 1997, p. 119) afirma que o período
vivido pelas bibliotecas é o eletrônico, devido à estratégia para o resgate de
informações com acesso eletrônico a texto completo, e Barker (1994, apud
MARCHIORI, 1997, p. 119) afirma que a biblioteca eletrônica faz uma ampla
utilização dos recursos computacionais na armazenagem, recuperação e
disponibilidade de informação, podendo incluir a digitalização de livros.
No que tange a biblioteca virtual, Barker (1994, citado por MARCHIORI,
1997, p. 118) afirma que para que exista a biblioteca virtual é necessária a
disponibilização de um software que reproduz o ambiente físico de uma
biblioteca, em duas ou três dimensões, permitindo adentrar salas, selecionar
obras, ‘tocá-las’ e ‘folheá-las’, visão confirmada por Cunha (1999, p. 258) ao
afirmar que a biblioteca virtual utiliza recursos de realidade virtual. Já Poulter
(1994, apud MARCHIORI, 1997, p. 118) afirma que a biblioteca virtual está
relacionada ao acesso, por meio de redes, a recursos de informação
disponíveis

em

sistemas

computadorizados,

e

Powell

(1994,

apud

MARCHIORI, 1997, p. 119) expõe que a esta é uma biblioteca mais tradicional
que transformou alguns de seus pontos significativos de canais de busca de
informação em formato eletrônico, para que muitos de seus clientes não
precisem visitar fisicamente a biblioteca para obter a informação. Também de
acordo com Cunha (2000, p. 78) a biblioteca virtual implica que haja a

�existência da biblioteca no ciberespaço, envolvendo financiamento de acesso e
padronização de fluxos para melhor navegação do usuário.
Entretanto, foi exposto na BIB_VIRTUAL (2004), por Petersen, de uma
forma muito satisfatória, a relação entre o virtual e o real bem como entre o
digital e o material. Para ele a biblioteca virtual é aquela que de fato não tem
uma sede material, factível de ser freqüentada ou que exista geograficamente,
ou seja, faz referência a dados digitais ou materiais, apresentados ou
representados, tendo à disposição mecanismos de navegação neste mundo
apresentado. A dicotomia entre o material e o digital também fica clara quando
trata que digital seria tão somente o suporte, traçando aqui a analogia com os
valores binários. Em suma: a biblioteca é virtual, por não existir em algum lugar
geográfico que se possa freqüentar, e é digital pelo fato das informações
estarem sob a forma digital, não existindo, portanto, uma definição pura de
biblioteca digital ou biblioteca virtual, mas algo complementar: biblioteca digital
virtual.
Sendo assim, há concordância com o exposto por Dertouzos (1997,
apud CUNHA, 2000, p. 78), quando diz que a biblioteca terá a custódia do
material impresso e também fará o gerenciamento de linhas de comunicação
com outros locais de conhecimento.
Aqui será utilizada o termo biblioteca virtual dada à sua abrangência
tanto conceitual como nos aspectos de acesso, gestão e veiculação da
informação.
Para estas bibliotecas existe então a necessidade de mudança
paradigmática de organização do documento para disponibilidade de
informação, sendo que no que tange o gerenciamento, a preocupação com o
uso da tecnologia deverá estar aliada à eficiência, qualidade, serviço ao cliente
e retorno de investimentos.
Segundo Cloyes (1994, apud MARCHIORI, 1997, p. 120), as condições
para o estabelecimento desta nova biblioteca são:
-

Elaboração de um cuidadoso planejamento estratégico;

�-

Respeito à existência concomitante de documentos impressos,
eletrônicos e óticos;

-

Modificação do conceito de acesso às estantes para acesso à
informação;

-

Envolvimento do usuário no acesso direto à informação;

-

Reorganização do fluxo de trabalho e das responsabilidades da
biblioteca;

-

Modificação da cultura de circulação física nas estantes;

-

Utilização de novas abordagens de qualidade total e de reengenharia
para minimização de erros;

-

Exigência de flexibilidade nas habilidades, capacidades e educação
continuada do pessoal da biblioteca;

-

Revisão dos itens de orçamento, devendo estar voltados ao acesso e
não só à aquisição;

-

Identificação das condições para acesso às redes, outras bibliotecas
e bases comerciais;

-

Modificação do desenvolvimento de coleções;

-

Estabelecimento de parcerias profissionais e institucionais.

Tendo essa orientação de como deve ser a designação do tipo de
biblioteca a ser adotado há que se ter planejamento que abranja as
contextualizações necessárias, o profissional que deverá estar envolvido e a
pertinência requerida.

CONTEXTUALIZAÇÃO
É necessária também a avaliação da contextualização da IES no que
tange a implementação das bibliotecas virtuais. Para tanto, as abordagens
institucional, regional, nacional e internacional são pertinentes.
A abordagem institucional poderá tratar da disponibilização de um ponto
único de acesso às informações acadêmico-institucionais, com acesso pela
web, bem como, oferecer informação, controle, divulgação e acesso à

�produção docente, discente e administrativa o que faz com que o atendimento
às necessidades do público com as mais variadas necessidades informacionais
fique favorecido, para análise do MEC e INEP e outros órgãos reguladores.
Na

abordagem

regional

poderão

ser

tratados

os

convênios

interinstitucionais não somente quanto às consultas e disponibilização de
conteúdo, mas também o estabelecimento de consórcios, bem como a análise
do referencial competitivo entre as IES de uma mesma região ou que atendem
um

determinado

nicho.

Verifica-se

uma

tendência

de

que

grandes

universidades criem e estabeleçam bibliotecas virtuais, fato em constante
desenvolvimento tendo em vista o início há cerca de 10 anos com as
bibliotecas virtuais temáticas e a crescente disponibilização de bases de dados
com acesso eletrônico, sendo sempre percebido o objetivo de compartilhar
informações no nível universitário promovendo melhoria no processo
educacional.
Quanto à abordagem nacional a análise poderá estar voltada às
situações já programadas, como a UniRede (Universidade Virtual Pública do
Brasil) e a BDTD (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, do IBICT).
A UniRede surgiu da necessidade de “oferecer um conjunto de
aplicações voltadas para a recuperação do ensino superior público,
disseminando educação assistida por meios interativos via Internet” (CUNHA,
2000, p. 77)
No Brasil são produzidos anualmente cerca de 30 mil trabalhos
científicos e a BDTD já tem em seu banco de dados 158.000 registros
referenciais e mais 6.800 em texto completo de dissertações e teses. As
instituições participantes são: USP, UFSC e PUC-Rio (as três primeiras
universidades a se engajarem no projeto) e ainda a UCB, UNICAP, UNICAMP
e INPE.
O foco internacional também pode ser observado quanto à participação
da BDTD, por ser uma iniciativa vinculada a Networked Digital Library of
Theses and Dissertations (NDLTD), que já interliga os bancos de dados

�científicos de 100 instituições do mundo, como também os convênios que
poderão ser traçados.

O PROFISSIONAL E A BIBLIOTECA
É necessário, para o pleno alcance dos objetivos traçados neste projeto,
que haja preocupação concernente ao perfil, às habilidades e às funções do
profissional bibliotecário, à abrangência requerida, os recursos e as estratégias
para a implementação.
Blattmann (2000) define que o bibliotecário no ambiente web, deve ter o
perfil de gerente/gestor do conhecimento e o profissional da tecnologia com
foco na informação (coleta, identificação, organização) até mesmo porque o
bibliotecário deve manter o foco no usuário que fará uso da informação. Faz
também

parte

desta

atividade

fazer

o

gerenciamento

da

estrutura

organizacional (saber onde e a quem recorrer no caso de necessidades de
informações) e ter o entendimento dos diversos formatos, seus recursos,
ferramentas e tipos de documentos. Deve também saber avaliar os impactos
sobre os "documentos físicos/suporte papel" e apresentar apoio necessário no
sentido de que centros de informação e documentação, bibliotecas e arquivos
utilizem documentos eletrônicos ou digitalizados a serem manuseados em
serviços automatizados ou na informatização de processos.
Também são apresentadas por Blattmann (2000) as habilidades que
estão centradas principalmente na facilidade de comunicação (verbal, escrita e
no uso das telecomunicações como e-mail, fax e telefone), capacidade em
organizar informações digitais e saber negociar com os seus usuários e
principalmente com os provedores de informações (editoras e publicadoras,
empresas de licenciamento de softwares e de fornecimento de hardware).
Deverão ainda ter visão de futuro sobre a implementação e apoio para o uso de
tecnologias emergentes nas bibliotecas, saber como interagir nos serviços
técnicos e automatizados, conhecer ou estar familiarizado com as tecnologias

�emergentes nas áreas de catalogação e no processo de aquisição eletrônica,
como por exemplo, a assinatura de periódicos online.
Como funções do profissional bibliotecário voltado para a web
apresentam-se:
-

o gerenciamento de arquivos digitais (envolvendo planejamento,
análise, design, construção, armazenamento e segurança),

-

a coordenação da integração de bases de dados e promoção de
iniciativas sobre a informação digital nas instituições/empresas
(atendendo assim a demanda de seus usuários),

-

o acompanhamento, gerenciamento e coordenação em todas as
atividades de automação na unidade de informação.

Quanto à abrangência da implantação de uma biblioteca virtual em uma
IES é possível incluir os acervos de teses e dissertações, produção docente,
produção discente (incluindo trabalhos de alunos de graduação, tecnologia,
formação específica e educação continuada), publicações institucionais
(incluindo e-print´s), bases de dados, e-book´s, registros acadêmicos (GED) e
até base do conhecimento institucional.
Verificou-se que, em outras instituições que trabalharam com as
bibliotecas digitais, foram necessárias algumas iniciativas:
-

Instituir legalmente a criação da biblioteca virtual, com objetivos e
missão claros;

-

Assinar convênios com outras instituições;

-

Definir a política de publicações;

-

Participar de redes de bibliotecas digitais e virtuais;

-

Estabelecer política de cessão dos direitos autorais quanto às
publicações da e pela instituição, com participação efetiva da
área jurídica;

-

Estabelecer os critérios acerca dos documentos que farão parte
dos tópicos específicos para a construção da biblioteca virtual;

-

Estabelecer a integração entre a base referencial e a base virtual.

�Quanto aos recursos necessários, podem ser identificados:
-

Recursos humanos: envolvimento de colaboradores das áreas de
RH, Tecnologia, Marketing, Biblioteca, Avaliação institucional,
Gestores Acadêmicos, Ensino a Distância, Secretaria de
Registros Acadêmicos, Política Editorial e Docentes;

-

Recursos tecnológicos: software de gerenciamento de bibliotecas,
espaço em disco para armazenagem, softwares livres e gratuitos,
entre outros;

-

Recursos motivacionais: incentivo para o novo, incentivo ao corpo
docente para a colaboração nesta solução, participação em
ambientes macro-estratégicos, entre outros.

Como

estratégia

modernização

seria

para

importante

o

desenvolvimento
a

determinação

deste
de

programa

equipe

básica

de
e

multidisciplinar, determinação de equipes para sub-projetos, estabelecimento
de prioridades às metas estabelecidas, participação e envolvimento das áreas
relacionadas, conscientização dos processos (e não somente dos objetivos).
Ainda como definição estratégica poderia ser traçado um plano de
qualidade em prestação de serviços de biblioteca no atendimento não
presencial, que teria como foco:
-

Relacionamento com clientes: planejamento e práticas de gestão
de padrões de trabalho;

-

Ciclo de controle: atividades concernentes à medição de
desempenho das práticas de gestão, realizadas a partir de
comparação com dados estatísticos de anos anteriores, no
mesmo período ou ainda quanto às metas estabelecidas;

-

Ciclo

de

aprendizado:

as

rotinas

de

trabalho,

sempre

direcionadas aos clientes, dividem-se naquelas com objetivos de
longo e de curto prazo. Entre aquelas de curto prazo encontra-se
basicamente o atendimento, onde, por meio de conversas
constantes são avaliados erros e parabenizados os acertos,
apresentando também o empréstimo diário relacionado com o

�tipo de material e o tipo de cliente. Dentre as atividades com
objetivos de longo prazo apresenta-se a implementação de novos
atributos para atendimento aos serviços, incluindo novas
ferramentas de busca e auto-atendimento, alcançando-se assim
uma melhor utilização do acervo.

CONCLUSÃO
Atualmente constata-se que o diferencial quanto a oferta e a demanda
das instituições de ensino superior, tanto as particulares como as públicas, está
na qualidade da prestação de seus serviços: tanto os diretos (relacionados
diretamente ao público discente e docente) como os indiretos (no que se refere
ao atendimento da comunidade em geral). Há que ser uma permanente,
portanto, a busca e a implementação de novas estratégias para que este fato
ocorra, fazendo com que as instituições notadas quanto à qualidade
educacional continuem ativas e com o diferencial observado em crescimento.
Neste contexto, a implantação e o desenvolvimento de bibliotecas
virtuais, tanto para uso pela própria IES, com o foco voltado a todas as áreas e
competências da instituição, como a participação em redes cooperativas, o que
eleva a observância nacional da IES, deve fazer parte do Plano de
Desenvolvimento Institucional, apresentando, portanto, novas estratégias.

REFERÊNCIAS

BIB_VIRTUAL Lista de discussão e divulgação sobre bibliotecas e informação
digital na Internet. Lista mantida por IBICT. Disponível em:
&lt;https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual&gt; . Acesso em: 02/06/2004.
Mensagem postada por Flavio Petersen, em 02/06/2004, às 01:32, intitulada
Dúvidas.
BLATTMANN, U., FACHIN, G. R. B., VARKAVIS, G. J. Bibliotecário na posição
do arquiteto da informação em ambiente web. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais

�eletrônicos... Florianópolis: SNBU, 2000. Disponível em:
http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t146.doc
CUNHA, M. B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n.1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n.3, p. 257-268, set./dez. 1999.
IBICT. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Disponível em:
&lt;http://bdtd.ibict.br/bdtd/apresentacao/apresentacao.jsp&gt; . Acesso em: 16
jun.2004.
MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p. 115-124, maio/ago. 1997.

∗

Bibliotecária de Sistemas; Mestranda em Comunicação e Semiótica; Especialista em
Sistemas Automatizados de Informação em C&amp;T; Especialista em Administração; Especialista
em Docência Superior; Professora do Centro de Tecnologia e Formação Específica do Centro
Universitário Nove de Julho – Brasil. zaira@uninove.br zaira@zafalon.eti.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>O objetivo deste trabalho é traçar aspectos norteadores diante da necessidade da implantação de uma biblioteca não-física (aquela em que o acesso não é feito fisicamente, mas utilizando-se de meios tecnológicos) em uma Instituição de Ensino Superior (IES), bem como estratégias no gerenciamento dos recursos informacionais disponíveis na instituição para uso nas bibliotecas. O intuito também é formalizar e sistematizar este processo de implantação, apresentando tanto aspectos institucionais como profissionais. Apresenta também a necessidade de uma preocupação com a melhoria contínua, enfocando, principalmente a maior divulgação do acervo, tanto físico como digital, permitindo, portanto, um melhor atendimento às necessidades do seu real público, tanto presencial como a distância e uma oferta bem mais atrativa aos usuários potenciais, envolvendo discentes, docentes e funcionários. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, com foco institucional, nos quais procurou-se identificar pontos relevantes que poderiam orientar o desenvolvimento e implantação de bibliotecas virtuais. Foi também considerada a vivência em uma IES com tal necessidade. Constata-se que o diferencial observado para a proposta desta situação está entre a oferta e a demanda das IES que focam qualidade da prestação de seus serviços, sendo necessário, portanto, um processo constante de aperfeiçoamento e o estabelecimento de estratégias.</text>
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                    <text>RECURSOS INTERATIVOS: APROXIMANDO A TECNOLOGIA DOS USUÁRIOS

Valéria Aparecida Moreira Novelli∗
Marilda Corrêa Leite dos Santos∗∗
Ricardo Camargo∗∗∗

RESUMO
As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para possibilitar o
acesso às informações digitais e virtuais e oferecer serviços off campus, os quais o
usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou renovar o material
desejado. Para isto é necessário que os usuários conheçam e saibam utilizar estes
recursos informacionais. O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de
Química da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetivando tornar público a
coleção local e de outras unidades universitárias da Rede Unesp, sua localização e
respectiva disponibilidade no momento da consulta; orientar o acesso à informação
de forma presencial e/ou à distância 24 horas de qualquer computador conectado à
Internet e incentivar a utilização dos recursos interativos desenvolve o treinamento
Athena – Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP.
Realizado por categorias de usuários, mediante o cadastramento de senhas
individualizadas para utilização do sistema. A divulgação é realizada através de email, cartazes, home page da Biblioteca e Balcão de Atendimento. Os resultados
observados mostram maior interação entre usuário e bibliotecário; uso dos recursos
antes disponíveis apenas aos usuários presenciais; possibilidade de utilização do
serviço da Biblioteca remotamente; disseminação da coleção da universidade e seu
acesso para a comunidade universitária e também para a comunidade externa;
agilidade do serviço de circulação, de intercâmbio de informações e serviços na
Rede Unesp, principalmente o empréstimo entre bibliotecas e comutação. Conclui-se
que contribui para uma maior visibilidade da Biblioteca e melhoria dos serviços
oferecidos.
PALAVRAS-CHAVE: Athena. Recursos interativos. Treinamento de usuários.
1 INTRODUÇÃO
As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para
possibilitar o acesso às informações digitais e virtuais e também oferecer serviços off
campus, os quais o usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou
renovar o material desejado.

�A utilização destes recursos e serviços de forma eficaz e satisfatória requer
que os usuários os conheçam e saibam manipulá-los adequadamente. Neste
processo torna-se fundamental o papel de mediador do bibliotecário, especialmente
o de referência, para guiar, orientar e educar o usuário, capacitando-o se tornar
autônomo para realizar estes acessos (ALVES; FAQUETI, 2002;

MACEDO;

MODESTO, 1999). O treinamento pode ser um dos instrumentos utilizados para
motivar e preparar os usuários para este novo ambiente tecnológico.
Nesse sentido e com a preocupação de orientar o acesso a informação de
forma presencial ou à distância e incentivar a utilização dos recursos interativos
disponíveis é desenvolvido no Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, do
Instituto de Química, Universidade Estadual Paulista – UNESP o treinamento Athena
– Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP.

2 OBJETIVOS
Orientar o acesso à informação de forma presencial e/ou à distância (24 horas
de qualquer computador conectado à Internet);
incentivar a utilização dos recursos interativos disponíveis;
tornar público a coleção local e de outras unidades universitárias da Rede
UNESP, bem como sua localização e disponibilidade no momento da
consulta.

3 METODOLOGIA
3.1 O TREINAMENTO ATUAL

Em 1997 a Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da UNESP adquiriu o
software ALEPH com todos os seus módulos principais, visando atender a
informatização de todas as funções das bibliotecas de sua Rede (FERREIRA;
MARTINELLI, 1999).

�A partir de então iniciou-se a formação do Athena – Banco de Dados
Bibliográficos da UNESP, composto pelo Catálogo Coletivo, com registros
bibliográficos do acervo de todas as 31 Bibliotecas da Rede e pelos Catálogos
Locais, representando o acervo específico de cada Unidade. O Athena possibilita a
consulta virtual do acervo local e das outras bibliotecas, informando sua localização,
respectiva disponibilidade no momento da pesquisa, permite também aos usuários a
interatividade nos serviços de atualização de dados cadastrais, renovação e reserva
de material bibliográfico de forma remota, 24 horas por dia de qualquer computador
conectado à Internet.
O processo de automação no Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
do Instituto de Química foi realizado por etapas e de forma gradativa. Inicialmente
trabalhou-se na formação da base local, cadastrou-se o material bibliográfico
disponível e utilizava-se o sistema de empréstimo manual. Depois por um período
experimental foi implantado o sistema de empréstimo informatizado em paralelo ao
sistema manual para os devidos testes, aprendizagem e acertos. Em julho de 2001
foi abolido o sistema de empréstimo manual, mas as reservas, renovações e
atualizações de dados cadastrais dos usuários eram efetuadas apenas no Balcão de
Atendimento para os ajustes necessários e possibilitar o posterior oferecimento
destes serviços on-line. A consulta aos registros bibliográficos do acervo já estava
disponibilizada via Internet.
Após este período inicial de utilização, avaliações, respectivas correções,
treinamentos e familiarização dos funcionários com o sistema planejou-se implantar,
divulgar os serviços on-line e também treinar os usuários no acesso ao Athena.
O treinamento iniciou-se em 2002 e desde então vem sendo realizado
periodicamente na Sala de Bases de Dados da Biblioteca (7 computadores em rede),
com a opção de agendamento de vários horários e a

finalidade de melhor

aproveitamento determinou-se um usuário por computador. Por medida de
segurança para o usuário na utilização do sistema adotou-se o cadastramento de

�senhas.
O oferecimento do treinamento ocorre do seguinte modo para as diferentes
categorias de usuários:
docentes: através de agendamento individual de horário;
alunos de graduação e de pós-graduação ingressantes: agendamento de
turmas de 7 alunos, sendo a participação obrigatória para que possam utilizar
os serviços interativos (reservas, renovações e atualização de dados
cadastrais);
alunos de graduação e de pós-graduação veteranos: agendamento em dias
estabelecidos pela Biblioteca por turmas compostas por 7 alunos.

O conteúdo programático do treinamento contempla os itens abaixo
especificados:
Conceituação;
Pesquisas no Catálogo local e Catálogo coletivo por tipo de material (livros,
periódicos,

dissertações,

teses

e

outros),

respectiva

localização

e

disponibilidade;
Serviços interativos via web: informações do usuário; reservas e renovações
de empréstimos.
São distribuídos 2 folders (Reserva e Renovação) para os usuários como
instrumentos complementares e ilustrativos ao ensino.
A divulgação é realizada através de correio eletrônico; cartazes afixados na
Biblioteca e em lugares estratégicos, de grande circulação de usuários no Instituto de
Química, como Diretório Acadêmico, Departamentos, Corredores; Web site da
Biblioteca e no próprio Balcão de Atendimento1 onde geralmente são agendados os
treinamentos.
Após a efetivação de vários treinamentos as reservas de materiais
1

Local onde são realizados os empréstimos e devoluções de materiais bibliográficos.

�bibliográficos deixaram de ser efetuadas no Balcão de Atendimento e realizadas
apenas via Web para uma melhor eficácia no sistema, pois o usuário poderá
pesquisar se a Biblioteca tem o material desejado, se está disponível ou emprestado
naquele momento e neste caso se tiver interesse poderá efetuar de imediato a sua
respectiva reserva, o que possibilita a utilização potencial dos recursos disponíveis.

3.2 PROPOSTA DE ENSINO A DISTÂNCIA (EAD)
Até o momento o treinamento Athena vem sendo realizado de forma
presencial, implicando em agendamentos de horários; disponibilidade do bibliotecário
instrutor, dos usuários e dos computadores.
Visando melhorias no oferecimento do treinamento, aperfeiçoar o uso das
novas tecnologias da informação e comunicação e enfocar o usuário elaboramos
uma proposta de Ensino a Distância (EAD) a ser implantada no próximo semestre
escolar.
O EAD de acordo com Chaves (1999, p. 6) “é o ensino que ocorre quando o
ensinante e o aprendente estão separados (no tempo ou no espaço)” com a
intervenção de alguma tecnologia. E apresenta algumas vantagens em relação ao
ensino presencial como maior alcance de usuários; maior flexibilidade para os
bibliotecários envolvidos e para os usuários, pois estes podem determinar o tempo e
horário que vão dedicar ao ensino, já que os recursos estão disponíveis 24 h por dia
durante toda a semana e poderão ser utilizados de acordo com a conveniência de
cada um.
Para desenvolver o treinamento on-line serão utilizadas as seguintes
ferramentas:
Ambiente de EAD;
Flash para facilitar a visualização, através de animações;
MySQL para armazenar as informações dos usuários na forma de banco de
dados;

�Linguagem PHP para interagir com o banco de dados e gerenciar acessos de
pessoas cadastradas;
Dreamweaver para editar a linguagem html;
Correio eletrônico para comunicação do usuário com o bibliotecário,
minimizando o isolamento e a ausência de contato presencial.

4 RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Os resultados alcançados na experiência vivenciada nos mostram indicadores
referentes à Biblioteca e aos usuários, especificados a seguir:

Quanto à Biblioteca:
-

exercer o seu papel de facilitadora e mediadora do acesso a
informação;

-

maior interação entre usuário e bibliotecário;

-

divulgação e expansão dos recursos

disponíveis aos usuários

presenciais e virtuais;
-

disseminação do acervo da Universidade e de seu acesso para a
comunidade universitária e indiretamente para a comunidade externa,
contribuindo para facilitar a socialização da informação;

-

dinamização do serviço de circulação (consultas, empréstimos,
reservas e renovações);

-

agilização do intercâmbio de informações e acervos na Rede UNESP,
principalmente dos serviços de Empréstimo Entre Bibliotecas e
Comutação;

-

maior visibilidade e interatividade.

Quanto aos usuários:
-

conhecimento sobre a possibilidade de utilizar o serviço da Biblioteca,
off campus, 24 horas por dia, de qualquer computador conectado à

�Internet;
-

localização e verificação de informações de forma muito mais rápida, e
dinâmica, sabendo de imediato se a Biblioteca local ou as de outras
Unidades tem o material de seu interesse, sua localização e respectiva
disponibilidade no momento da consulta;

-

autonomia para realizar suas renovações, reservas e atualização de
dados cadastrais;

-

possibilidade de utilizar o Athena como fonte de pesquisa para
elaborar bibliografias de seu interesse (autores, títulos, assuntos) e
completar dados de referências;

-

conhecimento e aproximação da tecnologia da informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando os objetivos propostos neste

trabalho, ou seja, orientar o

acesso da informação de forma presencial ou virtual e incentivar a utilização dos
recursos interativos disponíveis podemos dizer que estão sendo alcançados com
êxito.
Podemos verificar que a grande maioria dos docentes, alunos de graduação
e de pós-graduação veteranos e 100% dos alunos ingressantes de graduação (a
partir de 2003) participaram do treinamento, estão fazendo uso e familiarizados com
o Athena.
Pretendemos, portanto, dar continuidade a este trabalho e também oferecer
treinamentos à distância, o que possibilitará maior alcance de usuários e reduzir as
limitações de lugar e horários existentes no treinamento presencial.
Finalmente, pelo presente trabalho, concluímos que o bibliotecário pode e
deve preparar e motivar os usuários para a utilização dos novos ambientes digitais e
virtuais, agindo como orientador e facilitador. E que o treinamento contribui também
para uma maior visibilidade e melhoria dos serviços oferecidos pela Biblioteca.

�REFERÊNCIAS

ALVES, M. B. M.; FAQUETI, M. F. Mudanças no serviço de referência, em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife:
UFPe, 2002. 15 p. 1 CD-ROM.
CHAVES, E. O. C. Tecnologia na educação, ensino a distância e aprendizagem
mediada pela tecnologia: conceituação básica. 1999. Disponível em:
&lt;http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/EAD.htm&gt;. Acesso em: 7 jul. 2004.
FERREIRA, M. M.; MARTINELLI, A. T. Formação da base de dados Athena. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECNONOMIA “PROF. DR. PAULO
TARCÍSIO MAYRINK”, 3., 1999, Marília. Anais... Marília: Faculdade de Filosofia e
Ciências da Unesp, 1999. p. 25-31.
MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série, São Paulo, v. 1,
n. 1, p. 38-54, 1999.

�ANEXO A – Tela principal do Athena

�ANEXO B – Tela de acesso aos recursos interativos

��ANEXO D– Tela de acesso à situação dos empréstimos dos usuários

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para possibilitar o acesso às informações digitais e virtuais e oferecer serviços off campus, os quais o usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou renovar o material desejado. Para isto é necessário que os usuários conheçam e saibam utilizar estes recursos informacionais. O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetivando tornar público a coleção local e de outras unidades universitárias da Rede Unesp, sua localização e respectiva disponibilidade no momento da consulta; orientar o acesso à informação de forma presencial e/ou à distância 24 horas de qualquer computador conectado à Internet e incentivar a utilização dos recursos interativos desenvolve o treinamento Athena – Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP. Realizado por categorias de usuários, mediante o cadastramento de senhas individualizadas para utilização do sistema. A divulgação é realizada através de e-mail, cartazes, home page da Biblioteca e Balcão de Atendimento. Os resultados observados mostram maior interação entre usuário e bibliotecário; uso dos recursos antes disponíveis apenas aos usuários presenciais; possibilidade de utilização do serviço da Biblioteca remotamente; disseminação da coleção da universidade e seu acesso para a comunidade universitária e também para a comunidade externa; agilidade do serviço de circulação, de intercâmbio de informações e serviços na Rede Unesp, principalmente o empréstimo entre bibliotecas e comutação. Conclui-se que contribui para uma maior visibilidade da Biblioteca e melhoria dos serviços oferecidos.</text>
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                    <text>FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE NO CONTEXTO DA ÁREA DE CIÊNCIAS
DA SAÚDE
Silvana Beatriz Bueno∗
Ursula Blattmann∗∗

RESUMO
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto da
área de ciências da saúde. Apresenta a gestão da informação quanto aos
procedimentos adotados em um centro de informação na área médica referente a
descrição das atividades e ações desenvolvidas para organização de seu acervo
específico. Relata a experiência de estágio curricular, efetuado no Centro de
Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa Catarina. Entre
os resultados salienta-se o trabalho em ambiente de documentação médica, a
dinâmica em equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e
comunicação e observação das mudanças e transformações no contexto do
cotidiano na área médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
Questões sobre a formação do bibliotecário para estar competitivo e participativo
no estabelecimento de políticas de acesso e de uso de fontes de informação online. Formação profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Fontes de informação on-line. Gestão da informação.
Ciências da Saúde . Centro de Documentação Médica. Informação médica.

1 INTRODUÇÃO
O bibliotecário tem visto seu mercado de atuação profissional ampliar-se,
bem como diversificar cada vez mais decorrente do amplo uso das novas mídias
oriundas das tecnologias da informação e comunicação. A prática está pautada
no uso, manuseio e na disseminação da informação, em aplicar habilidades de
análise, interpretação e geração da informação estratificada são cruciais para o
desempenho eficaz. Ao agregar valor a informação, por mecanismos como a
indexação, o acesso a bases de dados on-line, a disponibilidade e acessibilidade
de produtos e serviços interativos de bibliotecas, se pode usufruir meios para
maior benefício da qualidade do ambiente de trabalho e de vida.

�Cruz (2001, p.3) menciona que na sociedade moderna, a profissão de
Bibliotecário vem sendo apontada entre as 10 profissões mais importantes para
os próximos anos. Seus campos de atuação são os mais diversos:
a) Documentação e Informação: bibliotecas públicas, especiais, hospitalares,
escolares, infantis, acadêmicas, especializadas e particulares; centros de
documentação; centros de análise de informação; centros de comutação
bibliográfica; arquivos; editoras; livrarias; centros de restauração de documentos e
de obras de arte; empresas (controle do fluxo de informação e documentação).
b) Comunicação e Informação: empresas de comunicação (da produção à
divulgação da informação); jornais; revistas; emissoras de rádio e televisão;
videotecas biblioterápicas; serviços de informação em aeroportos, rodoviárias;
tradução; organização de congressos, seminários e simpósios.
c) Cultura e Lazer: galerias de arte; centros de cultura; de lazer (informação,
estímulo à criatividade, promoções culturais, leitura como lazer, pesquisa).
Seja qual for o destino profissional, o Bibliotecário precisa ter boa educação
e ampliar sua cultura geral, facilidade de comunicação, saber utilizar as novas
tecnologias de informação e comunicação e interesse por manter-se sempre
atualizado. Estes requisitos na área de informações em saúde precisam ser
complementados pela formação especializada no uso de fontes e dos recursos
informacionais sejam estas tradicionais ou com recursos digitais.
Este artigo tem como objetivo descrever procedimentos adotados no
Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa
Catarina, instituição vinculada na área de ciências da saúde. O foco é resgatar
atividades e ações desenvolvidas na organização da informação e acervo
específico desta maneira facilitar a iniciação da prática bibliotecária em fontes de
informação da área de saúde.
Lopes (2004) apresenta critérios para avaliação de fontes de informação
eletrônica, salientando que “novos tipos de documentos e serviços (documentos
multimídia, serviços interativos e outros) e a própria utilização da Internet para
além

da

comunidade

acadêmica

provocaram

algumas

conseqüências

�fundamentais diretamente relacionadas com esse crescimento: a dificuldade de
acompanhamento das mais recentes novidades e desenvolvimentos e a
complexidade em se avaliar a qualidade da informação recuperada, diante da
descentralização do processo de produção da informação e da inexistência de
mecanismos de controle de qualidade dessa informação.”
As reflexões aqui apresentadas estão em analisar as atividades nesse
ambiente de documentação médica, apontar a importância da dinâmica em
equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e comunicação
e observação das mudanças e transformações no contexto do cotidiano na área
médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

2 INFORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE
Os centros de informação na área de saúde requerem profissionais
competentes em desenvolver serviços e produtos de informação qualitativos. A
Medical Library Association – MLA – Associação de Bibliotecas Médicas http://www.mlanet.org/about/index.html, fundada em 1898, uma instituição sem
fins lucrativos, reúne mais de 1.100 instituições e 3.600 membros individuais na
área de informação em ciências da saúde. Possui 23 grupos especializados,
possui

boletins

Journal

of

http://www.pubmedcentral.gov

the

Medical

,

também

Library
o

Association:

MLA

JMLA

News,

–

mensal,

http://www.mlanet.org/publications/mlanews/ e a lista de discussões MEDLIB-L,
com 2.400 participantes, disponibiliza o arquivo de mensagens, e também
gerencia outras listas de temáticas exclusivas CANCERLIB – Câncer Libraries
Section Medical Library Association, DENTALIB – Dental Section Medical Library
Association,
association.

MLAICS

International

Cooperation

Section

Medical

Library

Em sua publicação Medical Library Association Policy Statement,

Role of Expert Searching in Health Sciences Libraries, destaca a importância dos
bibliotecários da área de ciências da saúde a continuarem desenvolvendo o papel
significativo na recuperação experiente e na avaliação da informação em oferecer
suporte ao conhecimento e evidencias no embasamento clínico, cientifico, e nas
decisões administrativas em todas as instituições de saúde. Estes bibliotecários

�têm

a

responsabilidade

de

treinar

os

próximos

profissionais

liberais,

especialmente da área de saúde (médicos) e usuários (end-users) nos melhores
métodos de recuperação para acessar e utilizar as praticas em bases do
conhecimento, pesquisa e na educação continuada, alem de auxiliar na
identificação quais necessidades informacionais precisam ser direcionadas aos
pesquisadores experientes.
Destes profissionais são exigidas além das competências, conhecer os
recursos informacionais disponíveis para desempenhar com habilidades em
pesquisar os conteúdos e tomar atitudes específicas quanto ao uso ético da
informação (leal, sigiloso e confidencial). Ao reportar atividades desenvolvidas
utilizando as novas tecnologias da informação e comunicação na formação
profissional espera-se buscar satisfação dos usuários no centro de informação.
Conforme coloca Moraes (1994, p. 30), na “prática, fica muito difícil
delimitar o campo de abrangência das informações em saúde”. Atividades e
tarefas precisam ser conhecidas claramente e isto implica, além de realizar
estudos sobre a área, explorar o campo de estágio. Ao escolher um Centro de
Estudos concentrados no diagnóstico médico por imagens necessita-se conhecer
quais atribuições o bibliotecário executa, utiliza fontes de informação com
peculiaridades, tal como a imagens das radiologias especificas de cada paciente.
Rey (1999, p. 419) define imagem como uma “figura ou concepção com
maior ou menor semelhança a uma realidade objetiva”, e ainda complementa
Fenelon (2002, p. 1) “de maneira simplista, imagem é a representação gráfica,
plástica, luminosa ou fotográfica de objetos ou pessoas.”
O bibliotecário precisa ter habilidades em utilizar os recursos na busca da
informação digital on-line nos sites mais relevantes como os serviços de buscas
nos Estados Unidos na MEDLINE, mantida pela National Library of Medicine http://www.nlm.nih.gov/ , ou no Brasil, a Biblioteca Virtual em Ciências da Saúde –
http://www.bvs.br/ - com orientações na busca e apoio na literatura técnica e
cientifica, bases de dados e demais informações relevantes na área.

�Para acesso público da informação MEDLINEplus - http://medlineplus.gov/
versão

inglês

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/medlineplus.html

e

versão em espanhol, disponibilizada uma base de dados on-line com o intuito de
ajudar

na

localização

da

informação

oficial

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/faq/what.html).
MEDLINEplus

contém

links

sobre
As

selecionados

saúde

páginas

com

do

critérios

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/criteria.html ) aos portais da Internet
com informação em
Animated

saúde . Disponibiliza a Enciclopédia Médica A.D.A.M. -

Dissection

of

Anatomy

for

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/encyclopedia.html)

Medicine
oferece

aos

usuários dos serviços de saúde uma ampla biblioteca com imagens médicas,
como também mais de 4.000 verbetes com informação sobre enfermidades,
exames, sintomas, lesões e procedimentos cirúrgicos.
Entre as ferramentas indispensáveis o bibliotecário precisa ter em sua
pasta de links favoritos acesso direto para dicionários , enciclopédias e tesauros.
Entre os dicionário on-line, recomenda-se o inglês Merrian-Webster OnLine http://www.m-w.com/ , facilita o acesso aos verbetes no momento em interagir nos
processos de busca sejam em fontes impressas, eletrônicas e on-line, além de
facilitar na pronúncia dos termos.
Serviços britânicos disponíveis como o National Health Service, NHS Direct
Online Encyclopaedia - http://www.nhsdirect.nhs.uk/resourceindex.asp, facilitam
as atividades de busca e recuperação da informação. Essa enciclopédia viabiliza
a interação on-line pelo índice alfabético da lista de tópicos, o índice de assuntos
remete a uma lista organizada dos tópicos por área, e estes assuntos apresentam
categorias e subcategorias. Com o uso da ferramenta de pesquisa para a busca
direta – Search - basta digitar o termo. Os resultados de busca são apresentados
conforme a relevância e a indicação do resumo sucinto e seu link de acesso. O
Subject Index apresenta os termos por tópicos como Introdução, Diagnóstico,
Referências, Sintomas, Tratamento, Links relacionados, Causas e complicações.
No ambiente de interação também são sugeridos tópicos
exemplo, anorexia nervosa veja o termo bulimia.

relacionados, por

�Ao

consultar

serviços

como

o

catálogo

cooperativo

eletrônico

-

Elektronische Zeitschriftenbibliothek – Biblioteca Eletrônica de publicações
periódicas cientificas

na Alemanha

(http://rzblx1.uni-regensburg.de/ezeit/ ) é

possível acessar o acervo de 243 bibliotecas nas diversas áreas do
conhecimento, são mais de 18 mil publicações cadastradas nas diversas áreas do
conhecimento. Certamente conhecer idiomas torna-se uma ferramenta importante
para consultar acervos, realizar pesquisas e buscar e obter a informação
desejada.
A atualização é uma das competências profissionais mais exigida nessa
área. Para isso torna-se fundamental participar do movimento associativo e de
grupos de interesse (listas de discussões) além da educação continuada
(freqüentar cursos, palestras, workshops etc.).
A Special Libraries Association (SLA) é uma associação internacional que
representa o interesse de profissionais da informação de 70 países ( www.sla.org
). Denominam seus associados de “bibliotecários especiais”, por serem
profissionais dinâmicos e orientados para mudanças relacionadas à informação.
Para a SLA, o desenvolvimento da carreira deve passar por competências,
habilidades e atitudes, e estas devem ser flexíveis para que permitam ao
bibliotecário desempenhar suas funções em uma variedade de ambientes
produzindo um continnum de serviços de informação com valor agregado para o
usuário.
Bauer (2003) apresenta um estudo sobre o movimento associativo na área
medica. Na Europa surge em 1986 a European Association for Health Information
and Libraries EAHIL – http://www.eahil.org , tem como objetivos de integrar e
disseminar as informações da área médica, congrega profissionais, utiliza uma
lista de discussão EAHIL-L, iniciada em fevereiro de 1997, e estes arquivos de
mesnagens podem ser pesquisados pelos membros. Existe uma seção na
International Federation of Library Association and Institutions – IFLA – Helth and
Biosciences Libraries Section com cerca de 70 membros.
disponíveis

no

boletim

Newsletter

of

the

IFLA

–

Informações
quadrimestral,

http://www.ifla.org/VII/s28/sbams.htm#3 . Entre as associações no idioma

�português estão a Associação Portuguesa de Documentação e Informação de
Saúde (APDIS) - http://www.apdis.org/ , desde 1984, o código de ética esta
http://www.apbad.pt/pcodetica.htm , constituído por diversos grupos de trabalho
http://www.apdis.org/grupos/grupos.htm , anualmente realizam conferências, a
Lista de Publicações Existentes em Bibliotecas e Serviços de Documentação e
Serviços de Documentação da Área da Saúde em Portugal foi atualizado em
2001/2002 e pode ser solicitado via on-line; o boletim Ponto de encontro da
APDIS surgiu em 1992.
No Brasil a BIREME - http://www.bvs.br/bvs/bireme/homepage.htm tem
desenvolvido liderança nacional e na América Latina e no Caribe quanto a
organização, disponibilização, recuperação da informação na área de ciências da
saúde. Entre os esforços reconhecidos esta a Biblioteca Virtual em Ciências da
Saúde – ( http://www.bvs.br/ ) facilitando o acesso e o uso da informação.
Também oferece treinamento, cursos e capacitação de pessoas envolvidas nessa
área. Em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Bibliotecários possui
desde 1997, o Grupo de Bibliotecários de Informação em Ciências da Saúde –
GBICS/SC – http://www.geocities.com/gbicssc/index.html com objetivos: estimular
o intercâmbio de experiências profissionais; promover o entrosamento profissional
de seus membros através de programas cooperativos; promover pesquisas a fim
de aprimorar e divulgar os conhecimentos e experiências de seus membros;
incrementar o intercâmbio e cooperação entre o organismo de informação e
instituições afins; divulgar as normas bibliográficas com vistas a aplicação da
normalização de publicações da área de ciências da saúde.
Cabe ao bibliotecário conhecer grupos editoriais especializados da área,
pois facilita o acesso e a recuperação da informação. Entre os órgãos
publicadores encontra-se a Nature Publishing Group - http://www.nature.com/,
atua nas seguintes áreas: biotecnologia, câncer, química, clínica medica,
odontologia, desenvolvimento na biologia, descobertas sobre drogas – como na
área de bioinformática e farmacologia , ciências da terra, evolução e ecologia,
genética, imunologia, pesquisas medicas, microbiologia, biologia moleculares –
células , neurociência , farmacologia e física.

�Ao utilizar diretórios especializados, handbooks e bases de dados são
práticas que facilitam o acesso à informação pública e restrita. O Centro Latinoamericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - conhecido como
Bireme, instituição componente da Organização Pan-americana da Saúde
(OPAS), vem desenvolvendo um programa revolucionário no campo da
informação expresso na Biblioteca Virtual de Saúde - BVS (GOLDBAUM, 2000,
p.1) ou a “SciELO – Scientific Electronic Library Online — http://www.scielo.br —
é uma biblioteca virtual de revistas científicas brasileiras em formato eletrônico.
Ela organiza e publica textos completos de revistas na Internet / Web, assim como
produz e publica indicadores do seu uso e impacto. A biblioteca opera com a
Metodologia SciELO, que é produto do Projeto para o Desenvolvimento de uma
Metodologia para a Preparação, Armazenamento, Disseminação e Avaliação de
Publicações Científicas em Formato Eletrônico, cuja primeira fase foi realizada
entre fevereiro de 1997 e março de 1998” (PACKER ET AL. 1998, p. 108)
Nas atividades cotidianas são necessárias competências, habilidades e
atitudes na busca, recuperação, disseminação e entrega da informação ao leitor.
A teoria auxilia na formação do profissional mas o estágio permite um olhar
técnico, prático, dinâmico e torna-se fundamental saber como e por que gerenciar
o fluxo da informação num ambiente no qual a velocidade transita em redes de
computadores e a informação faz literalmente o diferencial entre a vida e a morte.

3 DIAGNÓSTICO DA UNIDADE DE INFORMAÇÃO
Durante o primeiro semestre de 2003 foi realizado o estágio curricular do
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina no Centro
de

Estudos

“Dr.

Ewaldo

José

Ramos

Schaefer”,

entidade

dotada

de

personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, associação formada
por médicos radiologistas, com sede e foro na cidade de Florianópolis, estado de
Santa Catarina, localiza-se no Edifício Comercial Irmãos Daux na rua Nereu
Ramos, nº 19, 5º andar, sala 502.

�O Centro de Estudos visa incentivar o aprofundamento e aprimoramento
científico, especialmente na área de radiologia e diagnóstico médico por imagem
e tem como missão atender aos profissionais na busca da informação para
acompanhar a evolução e a inovação na área médica. (ESTATUTO, 2002).
As atividades desenvolvidas compreendem: o atendimento ao usuário;
tratamento técnico do acervo; levantamento bibliográfico; digitalização de
documentos; editoração eletrônica e orientação nos trabalhos técnicos e
científicos.
Os usuários da área médica caracterizam-se por serem exigentes,
criteriosos, necessitam das informações rapidamente, requerem dinamismo e
iniciativa do profissional da informação. Têm como desejos e necessidades
informacionais obterem informações específicas, previamente selecionadas e um
serviço de análise da informação fidedigno. São leitores assíduos e preferem
literatura atual, freqüentam a biblioteca quando necessário. O atendimento é
realizado pessoalmente, por e-mail ou telefone e busca suprir com rapidez os
anseios dos usuários. Entre as tarefas, destacam-se: divulgação de informações
gerais sobre a biblioteca; divulgação de informações específicas da biblioteca;
orientação nas atividades de pesquisa às bases de dados específicos da área
médica, tanto virtual quanto impressa; e, auxílio na localização de documentos.
O

processamento

técnico

na

unidade

de

informação

tem

como

preocupação manter organizada a coleção bibliográfica de forma a criar
mecanismos de acesso a recuperação de informações nela contida. Organizar,
registrar, catalogar e classificar são atividades desenvolvidas para disponibilizar
as informações das obras adquiridas pelo Centro de Estudos.
Para diferenciação e organização dos documentos, os pontos fortes
adotados foram: a sinalização das estantes, a organização por assunto e o uso de
códigos próprios para localização dos diversos materiais existentes no Centro de
Estudos. A sinalização de alerta pode ser direcional e especial. A sinalização de
alerta chama a atenção para os serviços oferecidos. A sinalização direcional
identifica pontos principais do acervo, como a localização dos periódicos e livros.

�Os periódicos são identificados pela ordem alfabética de título e os livros
identificados pelos assuntos principais, tais como: pediatria, ginecologia e
obstetrícia, músculo-esquelético, entre outros. A sinalização especial traz
informações adicionais expostas em murais e painéis. (BUENO, 2002)
A indexação é livre, porém com consulta ao Dicionário de termos técnicos
de medicina e saúde e a tabela SDC da MedImagem de São Paulo. Essa tabela
relaciona termos médicos, organizados hierarquicamente do assunto mais geral
para o mais específico. Os livros da área são organizados na estante por assunto,
os periódicos por ordem alfabética de título e os materiais áudio visuais, as
apostilas, e as teses e dissertações recebem um código próprio de localização
como: APO + nº seqüencial: para apostilas; TD + nº seqüencial: para teses e
dissertações; FV + nº seqüencial: para fitas VHS; CD + nº seqüencial: para CD
Rom e CD de áudio.
A escolha do esquema de classificação, definido para permitir a facilidade
de recuperação por parte do usuário, e a notação para identificar o tipo de
material que o identifica, com adaptações adequadas à área de atuação do
Centro de Estudos.
O Centro de Estudos possui diversos materiais cujo tempo de vida útil é
muito curto, necessitam de espaço e tratamento adequados para serem
armazenados (jornais, folder’s, panfletos), tais materiais, depois de certo tempo,
perdem sua utilidade quando considerados desnecessários ou defasados em
relação às expectativas dos usuários. Periodicamente, estes documentos são
descartados ou permutados. Existem também documentos permanentes, como os
Filmes de exames de pacientes com os laudos médicos, estes são inseridos
gradativamente, classificados, catalogados, indexados e inseridos na base de
dados WinIsis. A classificação usada para localização é numérica crescente. Eles
recebem um número seqüencial. São envelopados e arquivados em gavetas
devidamente sinalizadas. A catalogação é feita primeiramente de forma manual
em uma planilha afixada no envelope do exame. Os dados dessa planilha são
digitados nos respectivos campos na base. Isso permite visualizar rapidamente as
informações principais do exame (paciente, diagnóstico, médico responsável, etc).

�O conhecimento prévio na área da saúde e das principais fontes geradoras
de informação facilita as atividades de atendimento e a prestação de demais
serviços. O Bibliotecário precisa estar atento às características dos seus usuários
e conhecendo o seu perfil e o contexto informacional e organizacional, mais
possibilidade terá de satisfazer as demandas de pesquisas.
A digitalização de documentos e imagens para arquivamento requer
cuidados na qualidade das fotografias digitais realizadas a partir de filmes de
radiografia

convencional,

ultra-sonografia,

tomografia

computadorizada,

ressonância magnética e mamografia. Utiliza-se uma câmara digital, esta oferece
a possibilidade de conferir, imediatamente, se a fotografia obtida ficou de boa
qualidade, este fator é de extrema importância, considerando os casos
fotografados de pacientes a serem estudados posteriormente pela equipe médica,
para tomada de decisões e diagnósticos mais precisos e devido estas
circunstâncias, deverão estar em perfeitas condições de visualização, como se
eles estivessem analisando o documento original.
Depois, a imagem é transportada para o computador, no qual poderão ser
melhoradas quanto à nitidez, brilho, contraste, tamanho e o nome do paciente
omitido, utilizando o software Adobe Photoshop. Após todas estas etapas, é
realizada a identificação das imagens e, posteriormente, o arquivamento no
computador destes materiais específicos.
Ao identificar as imagens de acordo com o tipo de exame realizado, são
utilizadas as codificações técnicas internas, por exemplo: CTG = Cintilografia
óssea; MM = Mamografia convencional; MMD = Mamografia digital; RM =
Ressonância magnética; TC = Tomografia computadorizada; USG = Ultrasonografia.

Cada imagem recebe sua identificação seguida de um número

seqüencial crescente conforme a quantidade, por exemplo: USG 01, USG 02,
USG 03 e assim sucessivamente.

Para arquivamento no computador, as

imagens (D) são armazenadas em uma pasta com o nome do paciente seguido
da data do exame (C), e esta por sua vez, fica armazenada em outra pasta com o
diagnóstico referente a este paciente (B) a qual faz parte de outra pasta
identificando a anatomia (A).

�Ao dar continuidade ao arquivamento e para recuperar as informações
referentes ao caso, é preenchida a Ficha para Documentos Digitalizados, com os
dados principais do paciente (nome, idade, história clínica, diagnóstico) e outros
dados para controle arquivístico (observações, tipo de arquivo). Recomenda-se
considerar que o
Arquivo especializado é o que tem sob sua custódia os
documentos resultantes da experiência humana num campo
específico, independentemente da forma física que apresentem,
como, por exemplo, os arquivos médicos ou hospitalares, os
arquivos de imprensa, os arquivos de engenharia e assim por
diante. (PAES, 1997, p. 23).

Quanto

às

atividades

de

Editoração

eletrônica

são

realizadas

periodicamente em aulas, palestras e reuniões científicas para discussões de
casos científicos. O Bibliotecário é o responsável pela elaboração técnica do
material. O usuário (médico) seleciona os textos, imagens e ilustrações para
serem inseridas em uma apresentação no Power Point. O Bibliotecário prepara a
apresentação, insere os textos e imagens e disponibiliza para o usuário em
disquete ou CD–ROM. Após a utilização do material, o mesmo retorna a unidade
de informação e é devidamente arquivado.
As atividades de apoio organizacional propiciam para a instituição a
redução no custo das operações, melhoria no acesso às informações,
descentralização e a facilitação do fluxo de informações.
As Atividades em eventos da área de ciências da saúde tem como cultura
a educação continuada, seja na participação e ou a organização de muitos
eventos técnico-cientificos. A informação repassada e gerada em eventos
contribui em muito para desenvolver competências e propiciar a troca de
experiências.
O Centro de Estudos é uma instituição autônoma, e com a perspectiva
futura de divulgar seus serviços a comunidade, constatou-se a necessidade de
produzir instrumentos para este fim. Os meios de marketing propostos para atingir

�este objetivo foram a confecção de um Folder e de um Boletim Informativo para
ampliar e consolidar a imagem dos serviços e atividades do Centro de Estudos.
O Folder proposto para o Centro de Estudos tem um designer atrativo,
disponibiliza informações essenciais como histórico e missão, serviços oferecidos,
acervo, atendimento, horário de funcionamento, endereço, categoria de usuários,
público a que se destina, requisitos para associação e equipe. Adotou-se este
instrumento por considerá-lo o meio mais rápido de divulgação e apresentação do
Centro de Estudos à comunidade aberta, para divulgar a associação científica e
dos

benefícios

proporcionados

na

área

de

atualização

em

medicina,

especificamente na Radiologia e Diagnóstico Médico por Imagem.
O Boletim Informativo tem o objetivo de divulgar serviços, notícias, eventos,
acontecimentos da área da saúde, novas aquisições, estudos realizados, entre
outros. Tem a finalidade de colaborar para o exercício das funções cotidianas e
promover o intercâmbio de informações, dando suporte informacional às
atividades científicas. A princípio, uma periodicidade trimestral, devido à demanda
de serviços existentes no Centro de Estudos.
Como documentos normativos o regimento interno facilita disciplinar as
atividades do Centro de Estudos, regendo normas para seu funcionamento,
orientando a todos os que freqüentam e utilizam suas dependências e serviços.
Como explica Azambuja (1996, p. 31–40), o documento normativo é um trabalho
de normalização aprovado por pessoa responsável pelo processo. Tem como
função básica estabelecer “o quê” e “como” fazer, tanto para o momento em que
se encontra a empresa, quanto para o futuro. Objetiva facilitar a execução das
tarefas, prevenção e busca de melhorias contínuas. Representa a organização
racional das ações gerenciais e operacionais, de processos vitais para o
funcionamento dos serviços. O regimento abrange: horários de funcionamento,
tipos de usuários, requisitos para inscrição, valor da mensalidade, serviços
oferecidos, normas para consulta e empréstimo, multas por atraso, entre outras
regras de boa conduta e das políticas estabelecidas (de seleção, de atividades no
atendimento, e administrativas).

�CONCLUSÕES
O campo da área de ciências da saúde é um espaço amplo para atuação
profissional do Bibliotecário, tanto na busca e recuperação de informações de
apoio aos profissionais da saúde, quanto na organização dos vários acervos
existentes nesta área.
O

estágio

curricular

e

os

extra-curriculares

permitem

melhorias

significativas no aprendizado e colocar em prática competências e habilidades no
exercício de uma profissão. Ao desenvolver e analisar atividades especificas
destacam-se a importância de conhecer e usar a língua inglesa, muito presente
em documentos da área médica; saber manusear a terminologia médica; e
fundamental o trabalho em equipe; saber buscar soluções para problemas
decorrentes da inovação tecnológica, isto é, acompanhar o avanço significativo
em hardware e software.
A utilização de um sistema de informação, manual, eletrônico ou híbrido
(manual e eletrônico) é imprescindível dentro de um centro de informação, seja
ele de caráter público ou privado. Os desafios diante de sua utilização, as
oportunidades na área da informação a nível global, a implementação deste
sistema de informação de forma adequada, com base no planejamento
estratégico reflete em atividades que agreguem valor a instituição, isto é, não
basta organizar os dados e as informações, necessita dinamizar e aplicar a
inteligência, análise e interpretação para apresentar aos tomadores de decisão
(poupar o tempo do leitor).
Apreender é o diferencial na Sociedade do Conhecimento. Cabe a cada
profissional ler, refletir, analisar, interpretar contextos, para buscar soluções
dinâmicas aos problemas existentes. O espírito investigativo precisa acompanhar
o ser humano em suas conquistas e prazeres.
Nas organizações as pessoas e as tecnologias da informação passam por
momentos de mudanças e transformações. São esses fatores que proporcionam
o desenvolvimento, a expansão e durabilidade, possibilitando a sobrevivência da
organização. O bibliotecário precisa saber agir com precisão e presteza.

�É importante que o Bibliotecário obtenha experiência prática em administrar
e gerenciar a unidade de informação, principalmente saber intervir quando
ocorrem situações inesperadas que dependem de decisões inovadoras e manter
seu posicionamento crítico, técnico e ético para a diversidade de ações a serem
realizadas no cotidiano.

ON-LINE INFORMATION RESOURCES ON THE HEALTH SCIENCES AREA

ABSTRACT
Points a vision about access and use on-line information in the health sciences
area. How to manage information, with procedures adopted in a information center
at medical area, some descriptions of the activities and actions developed for
organization of this specific collection. Refer to the curricular practice from a
librarianship student at the Studies Center Dr. Ewaldo Jose Ramos Schaefer,
Florianópolis – Santa Catarina. Results show the importance to work in an
environment of medical documentation, give an idea about the team work
dynamics, also perspective to use
new technologies of information and
communication, and experience between the changes and transformations in the
context at the medical area especially in Radiology and Image Diagnosis. Some
questions about the library science professional area to be qualified in this view,
have to participate in political decisions and establish procedures to facilitate
access and use of on-line information resources at the medical area.
KEYWORDS: Health Library. Information management. Medical collection.
Medical Information Center. Medical documentation.

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em: 25 nov. 2003.

∗

Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Bacharel em Biblioteconomia pela
Universidade Federal de Santa Catarina. Endereço: Rua Padre Marcelino Champagnat, 237.
Bairro: Jardim Atlântico - Florianópolis – Santa Catarina – Brasil - Cep: 88 095-430. E-mail:
silvanabueno@yahoo.com.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina - Departamento de Ciência da Informação Endereço:
Campus Universitário – Trindade, 88049-910 Florianópolis - Santa Catarina - País: Brasil E-mail:
ursula@ced.ufsc.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Bueno, Silvana Beatriz; Blattmann, Ursula</text>
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                <text>A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto da área de ciências da saúde. Apresenta a gestão da informação quanto aos procedimentos adotados em um centro de informação na área médica referente a descrição das atividades e ações desenvolvidas para organização de seu acervo específico. Relata a experiência de estágio curricular, efetuado no Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa Catarina. Entre os resultados salienta-se o trabalho em ambiente de documentação médica, a dinâmica em equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e comunicação e observação das mudanças e transformações no contexto do cotidiano na área médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Questões sobre a formação do bibliotecário para estar competitivo e participativo no estabelecimento de políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line. Formação profissional.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES
DO INSTITUTO DE FÍSICA GLEB WATAGHIN - UNICAMP :
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Rita Aparecida Sponchiado∗
∗∗
Valkíria Succi Vicente

RESUMO
Este artigo mostra o desenvolvimento do banco de dados de teses e dissertações
digitais do IFGW - Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP. É apresentada a
metodologia de criação de acervo digital com base na produção científica atual,
gerada em mídia eletrônica desde o final de 1999 e na retrospectiva em papel,
totalmente digitalizada. A Biblioteca Digital de Teses do IFGW, baseada em
modelos pesquisados, tem características próprias de apresentação e conteúdo.
Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da
implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW –
UNICAMP. Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como
essa informação está organizada, quais as fases da sua implementação e as
soluções encontradas para alguns problemas. As informações consideradas
inéditas no trabalho, são decorrentes do escaneamento dos originais em papel,
pois a geração de documentos digitais tem ocorrido na maioria dos casos com
base em documentos já editados em algum tipo de mídia eletrônica. Neste caso
padrões mínimos foram desenvolvidos baseados na experimentação de técnicas
de digitalização, levando em conta qualidade de originais, idade dos documentos,
tipo de impressão, etc. A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da
UNICAMP 100% digital foi o principal resultado deste projeto.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Digital.

Digitalização.

Teses e dissertações.

Conversão de documentos em papel para formato digital.

1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos pudemos ver várias iniciativas de Instituições nacionais e
internacionais com relação ao trabalho de desenvolvimento e criação de
Bibliotecas Digitais com a disponibilização e acesso do conteúdo integral de seus
acervos.

�Teses e dissertações são importantes fontes de informação e o acesso a
esse tipo de documento deve ser facilitado. Biblioteca Digital tem sido um tema
cada vez mais discutido nas literaturas de ciência da informação e de informática.
CUNHA (2000) analisa a evolução das bibliotecas em: Biblioteca tradicional
moderna – Era I; Biblioteca Automatizada – Era II; Biblioteca Eletrônica – Era III;
Biblioteca Digital e Virtual – Era IV. E afirma que embora aparentemente novo e
revolucionário, o conceito de Biblioteca Digital representa um processo gradual e
evolutivo como resultado da utilização do computador de forma cada vez mais
crescente nas últimas décadas.
De acordo com KAHN e WILENSKY apud CATTELAN (1997) Bibliotecas
Digitais são sistemas que armazenam, acessam, disseminam e gerenciam
objetos digitais.
É a passagem do suporte em papel para a informação em forma eletrônica,
facilitando a comunicação e a consulta de seus conteúdos. O impacto das novas
tecnologias de informação e da Internet permite a concepção de um sistema de
informação global, baseado nos meios eletrônicos.
Segundo MACHADO (1999) “a biblioteca digital tem como característica
uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se foram
criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e
permite, por meio de redes de computadores, compartilhar a informação
instantânea e facilmente”.
MARCONDES (1997) afirma que antes da Internet, a tecnologia da
informação, sob a forma de bases de dados referenciais, catálogos coletivos e
serviços como o COMUT – Sistema de Comutação Bibliográfica – era utilizada
para identificar e/ou localizar informações e permitir o acesso ao recurso em
papel.
As teses e dissertações são importantes documentos que retratam o
resultado de pesquisas geradas em Universidades cujos resultados podem
alimentar novas pesquisas, pois os pesquisadores podem utilizar em suas
descobertas, os resultados obtidos por seus pares. Em sua grande maioria, os

�exemplares ficam restritos às Instituições que geraram essas pesquisas, o que
torna difícil a disseminação de seus conteúdos.
Com o avanço das tecnologias de informação, foi possível criar um
mecanismo para a disponibilização dos resultados das atividades de pesquisa
geradas na Universidade.
O objetivo principal de uma biblioteca digital de teses é a ampla divulgação
do conhecimento gerado por uma Instituição e maior visibilidade da produção
científica, possibilitando acesso simultâneo aos documentos por usuários
múltiplos, facilitando a integração de grupos de estudos com interesses comuns e
retornando para a sociedade o resultado dos trabalhos científicos, garantindo os
direitos intelectuais e permitindo ao pesquisador ter seu trabalho citado em um
maior número de vezes em outras pesquisas.
O Banco de Teses Digitais tem várias vantagens, das quais podemos citar:
facilidade na disseminação das informações e na preservação dos documentos;
inclusão de links para outros endereços eletrônicos; melhor acesso público às
pesquisas; disponibilidade de consultar o documento em qualquer momento e em
qualquer local com acesso à Internet; menor necessidade de consultar o exemplar
em papel, o que mantém o material no acervo em melhor estado de conservação;
acesso simultâneo por múltiplos usuários; rapidez e democratização da
informação.
Os usuários remotos das bibliotecas digitais obtém não apenas a
informação secundária e de referência, mas também a informação primária como
o conteúdo integral de recursos textuais e a seus dados.
Esse recurso eletrônico possui características que o diferenciam dos
demais como: a grande capacidade de armazenamento, a facilidade de
manipulação de seu conteúdo, a possibilidade de pesquisa e a transmissão
instantânea de informação.
Segundo MUELLER (2000) o crescimento das tecnologias da informação e
comunicação tornará os usuários mais independentes das fontes de informação,

�fazendo com que a intermediação dos bibliotecários e suas visitas à biblioteca
sejam menos freqüêntes.
Mas, HARICOMBE apud BEZERRA (2002) conclui afirmando que “essa
tendência, ironicamente parece ter aumentado o nível de ajuda prestada pelos
bibliotecários, na medida em que eles assumem novos papéis, tais como apoio
técnico para navegação na Web e recuperação de informação”.
MYERS apud CUNHA (2000) afirma que “muito embora a informação
esteja se tornando cada vez mais digital, as pessoas precisarão de um lugar para
estudo e reflexão, um lugar para aprenderem a ser indivíduos e não apenas parte
de uma massa”.
Para DERTOUZOS (1997) “as bibliotecas continuarão com a custódia dos
materiais educativos sólidos, com destaque para os livros, contudo, elas se
tornarão também gerenciadoras de linhas de comunicação com outros locais de
conhecimento, com a condição de que as bibliotecas físicas controlem a
qualidade das bibliotecas digitais, decidindo quais conhecimentos existentes em
outras instituições merecem menção pelos selecionadores e hiperorganizadores
da biblioteca local”.
O armazenamento digital aumenta as possibilidades de pontos de acesso
de determinados documentos. Vários termos de indexação podem ser incluídos e
diversos níveis de representação podem ser criados nos sistemas de Bibliotecas
Digitais, permitindo a varredura de palavras do texto. Essas características
permitem flexibilidade e recuperação da informação.

2 HISTÓRICO
O Instituto de Física Gleb Wataghin criado em 1967, teve sua primeira tese
de doutorado defendida em 1969 que foi orientada pelo seu primeiro Diretor o
Prof. Marcello Damy de Sousa Santos.

�O acervo de teses e dissertações da Biblioteca do Instituto de Física da
Unicamp, conta com 1.140 documentos produzidos pelos alunos de pósgraduação de 1969 até hoje.
Através de iniciativa própria, o IFGW em concordância com a Biblioteca e a
Coordenadoria

de

Pós-Graduação,

determinou

em

1999,

um

fluxo

de

procedimentos para facilitar o início de um projeto de digitalização das teses e
dissertações produzidas por seus alunos.
Em 2000 foi iniciado o trabalho de digitalização de originais em papel, em
2001 foi desenvolvida em PHP a interface de busca e em 2002 o banco de dados
foi disponibilizado com aproximadamente 180 documentos em texto integral.
Hoje a biblioteca digital está completa, com todas as 1132 Teses e
Dissertações disponíveis em texto completo, sendo 663 de mestrado e 469 de
doutorado.
Existem apenas 8 teses que ainda não foram disponibilizadas no Banco,
porque a pedido dos autores, estão aguardando a publicação de artigos em
revistas científicas, cujos resultados foram citados nessas teses.
A Biblioteca digital de Teses do IFGW, baseada em modelos pesquisados,
tem características próprias de apresentação e conteúdo.

3 MATERIAIS
O formato utilizado para disponibilizar os arquivos em texto completo foi o
PDF (Portable Document Format), que mantém o “lay out” original do documento,
garante a integridade do texto e permite transmissão rápida via rede.
Os recursos de hardware utilizados foram:
- Scaners:
2 Scaner Microtek 900 dpi
1 Scaner HP 6100 2400 dpi
1 Scaner ScanJet 5370C 1200 dpi

�1 Scaner HP 4C 2400 dpi
1 Scaner HP ScanJet 5470CXI 1200 dpi

- Microcomputadores:
1 Pentium 64 Mb – 233 MHz
1 Pentium 64 Mb – 200 MHz
1 AMD DURON 128 Mb – 1300 MHz
3 Pentium 32 MB – 166 Mhz

- Servidores
Repositório: Pentium III – 256 Mb – 550 MHZ – 3 discos de 18 Gb, sendo 1
disco de 18 Gb para as teses. (5.2 Gb é o espaço ocupado para armazenar
as 1132 teses).
Espelho: Pentium III – 256Mb – 450 MHZ – 3 discos de 30 Gb.

O software utilizado foi o Adobe Acrobat e os editores de texto utilizados
foram o MS World e Front Page.
Os recursos humanos: 9 pessoas estiveram diretamente envolvidas,
sendo: 1 bibliotecária coordenadora do projeto, 1 bibliotecária , 1 analista de
sistemas, 1 estagiário de informática, 1 estagiário de biblioteconomia e 4
bolsistas.

4 MÉTODOS
O sistema de busca foi desenvolvido localmente em PHP, os metadados
utilizados foram os campos do formato MARC do registro bibliográfico http://www.ifi.unicamp.br/ccjdr/teses/
Cada Tese/Dissertação é cadastrada no Sistema através dos dados: autor,
título, orientador, co-orientador, tipo de tese (Mestrado ou Doutorado), ano de
publicação e palavras-chave.

A interface de busca permite a pesquisa por

qualquer palavra contida em qualquer destes campos.

�O Resumo é apresentado separadamente do documento completo, em
português e inglês, no formato HTML (Hypertext Markup Language) cujo processo
inclui captura, revisão e correção do texto.

Procedimento 1 – acervo posterior a 1999, recebido em mídia eletrônica -PS
As Teses/Dissertações são entregues pela pós-graduação, em mídia
eletrônica (disquete, CD ou Zip-drive) no formato Post Script, acompanhada de
autorização do autor para disponibilização na internet.
Após conferência dos arquivos, o texto completo é tranformado em PDF
através de conversão utilizando-se o Adobe Distiller.

Para cada T/D são gerados 5 arquivos:
-

1 PDF do texto completo

-

1 PDF dos resumo

-

1 HTML do resumo

-

1 PDF do resumo em inglês

-

1 HTML do resumo em inglês

-

backup dos 5 arquivos

Procedimento 2 – acervo anterior a 1999 em papel:
As Teses/Dissertações são digitalizadas a partir do texto original em papel,
encadernado. Os padrões variam de acordo com a qualidade do documento
original.
A resolução média adotada é de 200 dpi, o formato a ser salvo o arquivo é
PDF. A cor que oferece melhor resultado qualitativo é “escala de cinzas”, porém
para originais de boa qualidade usa-se o “branco e preto” pois o arquivo gerado
fica menor.

Procedimentos alternativos:

�A Tese/Dissertação desencadernada oferece melhores condições de
trabalho. Caso o original esteja muito claro é aconselhável fotocopiar a T/D e
escanear as cópias em “branco e preto”.
Originais datilografados devem ser escaneados com baixa resolução
(75dpi) para não refletir o verso da página escaneada.
Para páginas com imagens utiliza-se resolução de 100 dpi, “escala de
cinzas”. Para páginas coloridas, 200 dpi, cor original. Todas as alterações de
padrões influenciam no tamanho do arquivo final que varia entre 198 Kb e 10.2
Mb.

5 RESULTADOS
Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da
implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW –
UNICAMP.
Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como essa
informação está organizada, quais as etapas da sua implementação e as
soluções encontradas para alguns problemas.
Mostrou-se os recursos tecnológicos utilizados, o fluxo de informação, a
geração e organização dessa informação no Banco de Teses Digitais.
A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da UNICAMP 100% digital
foi o principal resultado deste projeto.
Sendo a primeira biblioteca específica do Brasil com seu acervo de 1132
Teses e Dissertações totalmente digitalizado, num total de 125 mil páginas,
desenvolveu um trabalho pioneiro de digitalização de documentos e gerou como
resultado a definição de alguns padrões de escaneamento de originais em papel,
parte destes já citados anteriormente nos métodos/procedimentos e outros como:

- Média do número de páginas das teses IFGW/UNICAMP = 110 Páginas
- Média do tamanho dos arquivos PDF: 6 Mb

�- Média de tempo para escanear/Digitar um Resumo/Abstract de tese = de 30
minutos a 60 minutos
- Média de tempo para escanear um Texto Integral = de 2 horas e 57 minutos
até 7 horas e 30 minutos

Outro resultado importante é a integração de sistemas, pois a Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações permite uma interação com a Base
Acervus/Virtua, onde foi criada uma metodologia para catalogar o registro das
novas teses usando os dados da ficha catalográfica e disponibilizando esse
registro na Base Acervus/Virtua.
Informou-se que o documento estava disponível apenas em formato digital
e fez-se o link no parágrafo 856 (localização e acesso eletrônico) do formato
MARC. Dessa forma esse registro pôde ser disponibilizado também na Biblioteca
Digital da UNICAMP. Assim, as teses mais recentes foram inseridas na Biblioteca
Digital antes mesmo que o exemplar em papel chegasse ao acervo.
Por outro lado, destacou-se o desenvolvimento de um banco de dados
local e de uma interface de busca própria, porém com características técnicas
(metadados) suficientes para propiciar a integração com outros sistemas como a
Biblioteca Digital da UNICAMP e a Biblioteca Digital Brasileira (IBICT).

REFERÊNCIAS

BEZERRA, E. P. ; ARAÚJO, E. A. de ; BEZERRA, E. P. A análise da construção
de uma ferramenta tecnológica : Biblioteca Digital Paulo Freire. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais... Fortaleza: UFC, 2002. 1CD.
CATTELAN, P. Bibliotecas digitais : alternativa viável para gerenciar o caos na
Internet.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 18., 1997, São Luiz.. Anais... São Luiz: Collecta, 1997.
(versão eletrônica: disquete)
CUNHA, M. B. da Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, v.29, n.1, p. 71-89, jan/abril, 2000. &lt;Disponível
em: http://www.ibict.br/cionline/artigos/&gt;

�DERTOUZOS, M. O que será : como o novo mundo da informação
transformará nossas vidas. São Paulo : Companhia das Letras, 1997. 413p.
HARICOMBE, L.J. Introducion : service to remote users.
n.1, Summer, 1998.

Library Trends , 47,

KAHN, R. ; WILENSY, R. A framework for distributed digital object services,
1995. &lt;Diponível em: http://www.cnri.reston.va.us/home/cstr/arch/k-w.html &gt;
MACHADO, R. N.
Biblioteca do futuro na percepção de profissionais da
informação. Transinformação, v.11, n.3, p. 215-222, set/dez, 1999.
MARCONDES, C. H. ; GOMES, S. L. R. O impacto da Internet nas bibliotecas
brasileiras. Transinformação, v.9, n.2, p. 57-68, maio/ago, 1997.
MUELLER, S. P. M. Universidade e informação : a biblioteca universitária e os
programas de educação à distância – uma questão ainda não resolvida.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.1, n.4, agosto, 2000.
&lt;Disponível em: http://www.dgz.org.br/ago00/Art_01.htm &gt;
MYERS, J. E. Reference service in the virtual library. American Libraries,
v.25, n.7, p. 638, July/Aug, 1994.
CHATAIGNIER, M. C. P. ; SILVA, M. P. da. Biblioteca Digital : a experiência do
Impa. Ciência da Informação, v.30, n.3, p. 7-12, set/dez, 2001.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital.
Informação, v.28, n.3, p. 257-268, set/dez, 1999.

Ciência da

RODRIGUES, J. G. et al. Uso de metadados para a garantia de qualidade na
catalogação de recursos eletrônicos e seu acesso na Internet. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 20., Fortaleza, 2002. Anais... Fortaleza: UFC, 2002. 1CD.

�TABELA 1 – Número de Teses (Mestrado/Doutorado) inseridas por ano

�TABELA 2 – Total de Teses inseridas por ano

∗

library@ifi.unicamp.br UNICAMP – Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin, Cidade
Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo – CP 6165 - 13083-970 – Campinas – SP Brasil
∗∗
valkiria@ifi.unicamp.br UNICAMP – Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin, Cidade
Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo – CP 6165 - 13083-970 – Campinas – SP Brasil

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                <text>Este artigo mostra o desenvolvimento do banco de dados de teses e dissertações digitais do IFGW - Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP. É apresentada a metodologia de criação de acervo digital com base na produção científica atual, gerada em mídia eletrônica desde o final de 1999 e na retrospectiva em papel, totalmente digitalizada. A Biblioteca Digital de Teses do IFGW, baseada em modelos pesquisados, tem características próprias de apresentação e conteúdo. Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW – UNICAMP. Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como essa informação está organizada, quais as fases da sua implementação e as oluções encontradas para alguns problemas. As informações consideradas inéditas no trabalho, são decorrentes do escaneamento dos originais em papel, pois a geração de documentos digitais tem ocorrido na maioria dos casos com base em documentos já editados em algum tipo de mídia eletrônica. Neste caso padrões mínimos foram desenvolvidos baseados na experimentação de técnicas de digitalização, levando em conta qualidade de originais, idade dos documentos, tipo de impressão, etc. A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da UNICAMP 100% digital foi o principal resultado deste projeto.</text>
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                    <text>CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES DO INSTITUTO DE MEDICINA
SOCIAL DA UERJ INTEGRADO À BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE
COLETIVA – BVSIMS
Regina Helena M. Tinoco Amato∗
Christina T.R. Bottari∗∗

RESUMO
Trata da criação do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica C
e sua inserção na Web, através da Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva –
BVSIMS, visando à organização e ao controle sistemático das dissertações e
teses produzidas pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Destaca o processo de elaboração do referido
catálogo, utilizando a metodologia LILACS, desenvolvida pela Rede BIREME, na
qual são estabelecidas normas e procedimentos para a inserção dos dados
bibliográficos provenientes dos centros cooperantes. Descreve as rotinas relativas
à elaboração de resumos, indexação, recuperação da informação, interface de
pesquisa e disponibilização on line. Finaliza apresentando as vantagens obtidas
na participação de uma Rede Cooperativa de Informação, por esta proporcionar a
padronização, disseminação e promoção de serviços e produtos relevantes à
área, bem como a redução de seus custos.
PALAVRAS-CHAVE : Biblioteca Virtual em Saúde; Redes cooperativas; Catálogo
de teses on line; Rede BIREME

INTRODUÇÃO
No decorrer dos anos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
tem feito expressivos investimentos na reestruturação das suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão. Observa-se a expansão de cursos de PósGraduação nas diversas unidades acadêmicas em consonância com as
necessidades específicas geradas pela sua comunidade de usuários.
No intuito de oferecer suporte adequado a essa demanda informacional
emergente, as bibliotecas integrantes da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ
– estão buscando, constantemente, não só ampliar seus serviços junto à
comunidade acadêmica, como também adequar seus produtos às necessidades
advindas dessas mudanças.

�A Biblioteca Biomédica C (Biblioteca Carlos Gentille de Mello) foi instituída,
em 1973, por iniciativa do Instituto de Medicina Social (IMS), que precisava dispor
de uma infra-estrutra informacional capaz de satisfazer às exigências do seu
Curso de Mestrado em Medicina Social, cujas atividades tiveram início no ano
seguinte, em 1974. Posteriormente, o mesmo foi reformulado e ampliado para
Mestrado em Saúde Coletiva (1987), atuando nas seguintes áreas de
concentração: Ciências Humanas e Saúde; Epidemiologia; Política, Planejamento
e Administração em Saúde.
O Doutorado em Saúde Coletiva originou-se em 1991, sem definição de
área de concentração, mas ensejando a participação dos doutorandos em
projetos de pesquisa em andamento desenvolvidos no próprio IMS, direcionados
às linhas temáticas vigentes.
O objetivo desse trabalho é relatar a experiência da inserção do Catálogo
de Dissertações e Teses do Instituto de Medicina Social, gerado pelos
bibliotecários da Biblioteca Biomédica C, em uma base local em Microisis, e
migrado, a seguir, para a Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva - BVSIMS,
implantada em fevereiro de 2004 e disponível na Internet no endereço:
&lt; http://www.bvsims.uerj.br &gt;.

REDE DE BIBLIOTECAS
Com o surgimento de novas tecnologias, sobretudo no campo das
telecomunicações, as bibliotecas têm, de modo geral, buscado a automatização
dos seus serviços, na tentativa de eliminar ou minimizar os obstáculos inerentes
ao acesso à informação, sejam esses de natureza espaço-temporal, econômica,
social ou tecnológica.
Trabalhar em regime de cooperação com outras unidades informacionais
se tornou praticamente uma questão de sobrevivência, numa sociedade em que
a informação é vista freqüentemente como insumo imprescindível à geração de
novos conhecimentos e à acumulação de riquezas (poder econômico). Para
GUINCHAT e MENOU (1994) :

�As redes interpessoais e as redes entre organismos originaram-se
da necessidade de comunicar, de adquirir, de verificar e de trocar
informações. Estas redes devem ser formalizadas para que seus
objetivos, como a repartição das tarefas e a multiplicação dos
recursos sejam atingidos plenamente. Isto significa o
estabelecimento de um acordo entre os participantes e a definição
de procedimentos comuns.

ROBREDO (1986) ressalta ainda que “o enfoque cooperativo através de
uma rede de bibliotecas ou centro de informação amplia, sobremaneira, a
quantidade e variedade das funções que podem ser realizadas dentro de um
esquema de redes.”
Consciente dessas questões e empenhada na busca de soluções que
viabilizassem a conquista desses objetivos, a Biblioteca Biomédica C firmou um
convênio, em 1994, com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde – Rede Bireme, participando na qualidade de centro
cooperante, e comprometendo-se a coletar, processar e indexar toda a produção
científica do IMS na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde), gerenciada pela Rede e disponibilizada, via
Internet, no endereço: &lt; http://www.bireme.br &gt;.

REDE BIREME
A Biblioteca Regional de Medicina – BIREME surgiu em 1967 e,
desde então, vem atuando, como parceira-mor da Organização Pan-Americana
da Saúde (OPAS), no desenvolvimento de uma rede cooperativa de informações
técnico-científicas em Ciências da Saúde, na região da América Latina e do
Caribe. A mudança do nome original BIREME para Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde deu-se em 1982, como reflexo da
ampliação e do fortalecimento do seu papel junto aos demais centros
cooperantes, principalmente no tocante ao controle da literatura produzida pelos
países membros, através do gerenciamento da base de dados LILACS, como
complemento à literatura internacional produzida pela National Library of Medicine
(NLM), representada pela base de dados MEDLINE.

�A

Rede

BIREME

caracteriza-se

por

apresentar

uma

estrutura

descentralizada no que se refere às atividades de coleta e registro dos dados
selecionados pelos centros cooperantes. A descentralização é uma estratégia
adotada pela Rede, de modo a assegurar a sobrevivência do sistema e agilizar
seu funcionamento, além de estimular as iniciativas locais, favorecendo a
incorporação de novas áreas ligadas à Saúde, através das sub-redes
especializadas, constituídas pelas bibliotecas das escolas de medicina.
O fortalecimento da Rede BIREME e sua longevidade, a despeito da
estrutura descentralizada, foram assegurados pela utilização de um conjunto de
instrumentos que viabilizaram o desenvolvimento de uma metodologia única, a
metodologia LILACS, implementada através do software Microisis e pela criação
do vocabulário controlado DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) em três
idiomas, além de um conjunto de normas, guias e manuais, utilizados nos
procedimentos de seleção, descrição/indexação e disponibilização dos registros
bibliográficos nas bases (BIREME, 2004).
A adoção de uma política centralizada em relação às normas e padrões
propiciam a criação de novos produtos e serviços gerados pelos centros
cooperantes, garantindo o controle da qualidade da informação, a padronização
dos formatos dos registros bibliográficos e o compartilhamento dos recursos
tecnológicos e informacionais.
Atualmente, a ação da BIREME tem-se voltado para a criação e o
desenvolvimento do Sistema Latino-Americano e do Caribe em Ciências da
Saúde, com atuação destacada dos seus membros na construção e
operacionalização da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (BIREME, 2004).

O CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES E A BVSIMS
A idéia de criar a Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva do Instituto de
Medicina Social (BVSIMS) surgiu no final de 2002, após a participação das
bibliotecárias da Biblioteca Biomédica C na I Reunião de Coordenação da

�Biblioteca Virtual em Saúde Brasil e na IX Reunião da Rede Brasileira de
Informação em Ciências da Saúde, promovidas pela BIREME, em Recife, na
Universidade Federal de Pernambuco, em 21 de outubro, quando foram relatadas
várias iniciativas de desenvolvimento de bibliotecas virtuais pelos centros
cooperantes.
Contando com um acervo considerável de dissertações e teses produzidas
pelo corpo de docentes, pesquisadores e discentes do IMS, com expressiva
demanda por parte da comunidade acadêmica do Brasil e do exterior, a biblioteca
decidiu reunir e disseminar essa informação especializada, já registrada em uma
base de dados local e na base LILACS, disponibilizando-a em sua Biblioteca
Virtual.
O projeto de desenvolvimento da BVSIMS contou com o apoio da
Biblioteca da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ), sob a
coordenação da bibliotecária Jussara Long, que prestou assessoria técnica no
decorrer do processo de implantação. O IMS procedeu à contratação de um
analista de sistemas que ficou responsável pelas tarefas de criação da home
page da BVSIMS, da instalação do software - fornecido gratuitamente pela
BIREME -, da inserção da base de dados do Catálogo de Dissertações e Teses,
da base local Acervo e de outros links de pesquisa relevantes.

PROCEDIMENTOS PARA IMPLANTAÇÃO
O projeto de implantação do Catálogo de Dissertações e Teses foi dividido
em duas etapas, das quais somente a primeira será objeto de estudo nesse
trabalho.
1ª Etapa
a) levantamento do quantitativo de teses e dissertações produzidas no IMS.
O levantamento resultou num total de cerca de 550 títulos, dos quais 330
são de Mestrado e 120 de Doutorado, incluindo teses e dissertações que

�não apresentam resumo, por terem sido elaboradas numa época em que
isso não era exigido pela Coordenação do Curso de Pós-Graduação do IMS.
b) verificação da integridade dos registros bibliográficos na base local
(Microisis).
Realizou-se uma conferência dos títulos contidos na base, cotejando-os com
uma listagem impressa, divulgada e atualizada semestralmente pela
Secretaria do IMS, para verificar possíveis inconsistências dos dados.
c) instalação do software LILDBI Web, versão LINUX.
Para efetuar a disponibilização na Internet da base local, elaborada em
Microisis, foi preciso instalar esse aplicativo, escrito em IsisScript, e que roda
na BVSIMS, numa plataforma Linux.
d) inserção da base de dados do Catálogo de Dissertações e Teses, da base
Acervo, e dos links de pesquisa.
Nesta fase, o analista procedeu à inclusão da base do Catálogo de
Dissertações e Teses - contendo apenas as referências e resumos -, a base
Acervo

- contendo folhetos, publicações seriadas, monografias e livros

(cerca de 6.746 registros bibliográficos), e diversos links de pesquisa
relacionados à área, tais como: Boletim Informativo da Biblioteca, Portal da
Capes, Scielo, ENSP/FIOCRUZ, Unati/UERJ, BVS Saúde Pública, além da
Revista Physis e da Série em Estudos e Saúde Coletiva, ambas produzidas
e mantidas pelo IMS.
2ª Etapa (em andamento)
a) seleção das teses e dissertações defendidas no IMS, a partir de 2002,
quando teve início a exigência não só da entrega de uma cópia em meio
eletrônico à biblioteca, como também da assinatura do autor em um termo de
autorização para disponibilização de seu texto completo na Internet;
b) separação dos capítulos das teses e dissertações e posterior conversão em
HTML;

�c) cadastramento das teses e dissertações usando o aplicativo Thesis Manager
(Metodologia Scielo/BIREME);
d) marcação das partes das teses e dissertações usando o aplicativo Mark-up
em integração com o editor de textos Word (versão 97);
e) envio dos dados para o Portal a ser criado em conjunto com algumas
instituições relacionadas à área da Saúde Pública, sob a coordenação da
Biblioteca da ENSP/FIOCRUZ;
f) criação do link de acesso na BVSIMS para obtenção das teses e
dissertações do IMS na íntegra (pdf), a partir do referido Portal.

ALIMENTAÇÃO DO CATÁLOGO DAS DISSERTAÇÕES E TESES NA BVSIMS

Para inserção dos registros bibliográficos na BVSIMS faz-se uso do
Programa de Descrição Bibliográfica e Indexação – LILDBI -, atualmente
disponível na versão Web, desenvolvido em Microisis e que tem por objetivo
auxiliar o bibliotecário no preenchimento dos campos do formulário destinado à
descrição do documento, do resumo e dos descritores de assunto. O LILDBI
permite o acesso on line às regras relativas ao preenchimento específico de cada
campo, segundo critérios definidos pela metodologia LILACS (Disponível em:
http://www.bireme.br/abd/P/componentes.htm). Além disso, caso o bibliotecário
deixe de preencher um campo considerado obrigatório, o programa “bloqueia” o
registro e, somente segue adiante, após as instruções na tela terem sido
cumpridas.
Cada tese/dissertação inserida na BVSIMS passa pelos seguintes
procedimentos:
a) o bibliotecário acessa, através de senha, uma página na web destinada
exclusivamente à alimentação dos dados;
b) a seguir, seleciona-se no menu do programa a opção de inserir um novo
documento com indexação;

�c) surge, na tela, uma planilha para descrição bibliográfica do documento
contendo 33 campos relativos às teses, dos quais 16 são obrigatórios
localização, autor, título, título traduzido, paginação, informação descritiva
(tabelas, gráficos, mapas, ilustrações, etc.), idioma do texto e do resumo,
editora, data de publicação, data normalizada, cidade e país de publicação,
descritores e resumo;
d) após o preenchimento da planilha, com a entrada dos dados, faz-se a
confirmação da inclusão do registro e, a seguir, a sua gravação e
certificação;
e) o registro é enviado para a base e disponibilizado na BVSIMS para consulta.

RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E
TESES

A recuperação é o processo de localizar documentos que tenham sido
objeto de armazenamento em um suporte de informação. No decorrer do
processo de recuperação da informação, o usuário procura descrever, através de
uma expressão de busca, o(s) assunto(s) de seu interesse, utilizando termos que,
em algumas ocasiões, possam ter sido atribuídos aos documentos por intermédio
de um índice. O êxito de um sistema de recuperação da informação vai depender,
em grande parte, da etapa de indexação e do armazenamento das informações.
Contudo, o conhecimento dos índices produzidos pela base e suas
limitações, bem como a familiarização com os recursos de busca oferecidos pelo
sistema é que vão ampliar, consideravelmente, a eficácia do processo de
recuperação da informação.
A recuperação da informação no Catálogo de Dissertações e Teses na
BVSIMS é realizada por meio de formulários de pesquisa livre, básico e
avançado. A expressão de busca é composta por termos pesquisados em índices,
que poderão ser combinados através do uso de operadores booleanos (AND, OR

�e AND NOT) e pela truncagem de termos à direita com uso do símbolo ($), no
caso de se usar o formulário livre.

Fonte: BVSIMS

FIGURA 1 : formulário básico de pesquisa

EXIBIÇÃO DOS RESULTADOS

A forma de exibição, gravação e impressão dos dados bibliográficos
poderá ser definida pelo usuário de acordo com as quatro modalidades
existentes:
detalhado = apresenta os dados completos do registro bibliográfico,
incluindo os descritores de assunto;
título = apresenta apenas o título referente ao resultado pesquisado;
citação = apresenta os dados resumidos - autor, título, local, editor , data e
paginação - dos resultados pesquisados;
longo = apresenta os dados completos do registro bibliográfico, sem a
inclusão dos descritores de assunto.

�Fonte : BVSIMS

FIGURA 2 : forma de exibição detalhado

DIVULGAÇÃO DO CÁTALOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES

Em dezembro de 2003, a Biblioteca Biomédica C inaugurou suas novas
instalações, promovendo a Palestra "Pesquisa para Setor Saúde no Brasil”,
proferida pelo prof. Dr. Reinaldo Guimarães e tendo como debatedora a profª Drª.
Madel Therezinha Luz. Nessa ocasião, a biblioteca lançou oficialmente o “site” da
BVSIMS, com uma versão demo da base do seu Catálogo de Dissertações e
Teses.
Para o ano de 2004 foram adotadas as seguintes estratégias de
divulgação:

�FASE 1 - Divulgação interna
a) divulgação no âmbito do IMS, com demonstrações e treinamento dos alunos
no uso das base na BVSIMS através de agendamento na biblioteca;
b) avisos afixados nos murais existentes no IMS e no interior da biblioteca;
c) informação aos docentes sobre o produto,

por meio de

correio eletrônico,

distribuição de folders e através da Comissão da Biblioteca;
d) publicação de nota no UERJ em Questão, de circulação interna, e no Boletim
Acesso on line, elaborado pelo Núcleo de Memória, Informação e
Documentação da Rede Sirius;
e) divulgação, via Internet, na home page da biblioteca e da Rede Sirius.
FASE 2 - Divulgação externa
a) comunicação, por e-mail e mala direta às instituições/associações e às
bibliotecas atuantes na área da Saúde Coletiva, da disponibilização on line
do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica C na BVSIMS;
b) participação no Portal a ser coordenado pela Biblioteca da ENSP/FIOCRUZ,
buscando reunir as teses e dissertações produzidas na área da Saúde
Pública.

CONCLUSÃO
A Biblioteca Biomédica C, na sua missão de oferecer suporte às
necessidades informacionais dos cursos de Pós-Graduação do Instituto de
Medicina Social, preocupa-se em acompanhar de perto a evolução das
tecnologias

da

informação,

buscando

implementar

produtos

e

serviços

diferenciados, adotando metodologias de trabalho compatíveis com essas
mudanças.

�A participação como centro cooperante da Rede BIREME tem facilitado,
significativamente, esse processo de transição para um novo modelo de
construção e propagação do conhecimento científico, propiciando a criação do
Catálogo de Dissertações e Teses e sua disponibilização através da BVSIMS. O
uso de metodologia e tecnologias comuns – metodologia LILACS – , o
estabelecimento de mecanismos de controle de qualidade na seleção de fontes
de informação e a disseminação de novas tecnologias de informação sem custos
para seus membros são fatores que contribuem, efetivamente, na promoção do
acesso à informação em Saúde e na integração com áreas correlatas.
Contudo, independente da tecnologia e dos meios multimídias adotados
pelas bibliotecas e redes cooperativas, o sucesso de iniciativas congêneres
depende ainda, em grande parte, da atuação do profissional bibliotecário, pois é
de sua competência buscar alternativas eficazes no processo de interação com o
usuário, seja este real ou virtual. A oferta de um serviço de referência bem
estruturado, com orientação e treinamento nas diversas fontes e ferramentas de
pesquisa existentes na Internet, se constitui num fator preponderante na
recuperação e disseminação de informação com qualidade e eficiência.
Pretende-se, com a iniciativa da disponibilização do Catálogo de
Dissertações e Teses, facultar à comunidade acadêmica e aos pesquisadores, em
geral, o acesso a essa informação especializada, de forma ampla e irrestrita, e, ao
mesmo tempo, atuar como um ambiente catalisador na abordagem de temáticas
relevantes à área da Saúde Coletiva.
ABSTRACT
The purpose of this paper is to stand out the creation of the thesis catalog of the
Biomedical Library C (Carlos Gentille de Mello), aiming the organization and a
systematic control of all the thesis and dissertations produced by the Social
Medicine Institute of the State University of Rio de Janeiro, and open up it in web
by the Virtual Library of Public Health – BVSIMS. Talks about it’s improvement
using LILACS’s methodology developed by “Rede BIREME”, which set up some
principles and technical procedures as a pattern to be followed by all it’s
members during the feeding’s process of the data base. Finally, argument the
advantages of beeing member of a network library system like the use of
LILACS’s methodology as a way to standardize all the bibliographic information
and its dissemination regarding Public Health and related areas.

�REFERÊNCIAS
BIREME. Manual de Descrição Bibliográfica – LILACS. 4.ed. rev. e ampl. São
Paulo:[s.n], 2000. Disponível em:&lt;http://www.bireme.br/abd/P/componentes.htm&gt;.
Acesso em: 5 jul.2004.
BIREME. Sobre a BIREME : fundamentos, missão, objetivos, estrutura orgânica.
Disponível em: &lt;http://www.bireme.br/bvs/bireme/homepage.htm&gt;. Acesso em: 5
jul.2004.
GUINCHAT, Claire, MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas
da informação e documentação. 2.ed. corr. e aum. por Marie-France Blanquet.
Tradução de Míriam Vieira da Cunha. Brasília : IBICT, 1994. p.340
ROBREDO, Jaime, CUNHA, Murilo B. da. Documentação de hoje e amanhã:
uma abordagem informatizada da biblioteconomia e dos sistemas de informação.
São Paulo: Global, 1986. p.340

∗

Bibliotecária-chefe da Biblioteca Biomédica C. Especialista em Indexação e Recuperação da
Informação pela USU. tinoco@uerj.br
∗∗
Coordenadora do Núcleo de Processos Técnicos. Especialista em Indexação e Recuperação da
Informação pela USU. bottari@uerj.br. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rede Sirius –
Rede de Bibliotecas UERJ. Rua São Francisco Xavier, 524. Cep. 20550-013 - Maracanã. Rio de
Janeiro – RJ / Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Catálogo de dissertações e teses do Instituto de Medicina Social da UERJ integrado à Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva – BVSIMS.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Amato, Regina Helena M. Tinoco; Bottari, Christina T.R. </text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="54508">
                <text>Trata da criação do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica e sua inserção na Web, através da Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva – BVSIMS, visando à organização e ao controle sistemático das dissertações e teses produzidas pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Destaca o processo de elaboração do referido catálogo, utilizando a metodologia LILACS, desenvolvida pela Rede BIREME, na qual são estabelecidas normas e procedimentos para a inserção dos dados bibliográficos provenientes dos centros cooperantes. Descreve as rotinas relativas à elaboração de resumos, indexação, recuperação da informação, interface de pesquisa e disponibilização on line. Finaliza apresentando as vantagens obtidas na participação de uma Rede Cooperativa de Informação, por esta proporcionar a padronização, disseminação e promoção de serviços e produtos relevantes à área, bem como a redução de seus custos.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>PANORAMA BRASILEIRO DAS BIBLIOTECAS DIGITAIS DE
TESES E DISSERTAÇÕES
Raimundo Muniz de Oliveira∗
Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar∗∗

RESUMO
As bibliotecas de teses e dissertações têm um papel fundamental para o
desenvolvimento científico e cultural de um país. Nesse sentido, buscou-se, de modo
geral, analisar o panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações.
Especificamente, objetivou-se caracterizar a sociedade da informação enquanto
contexto das BDTD; caracterizar os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da
inserção das novas tecnologias de informação e comunicação; identificar as
diretrizes norteadoras da implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no
Brasil. Para tato, além de levantamento bibliográfico, realizou-se uma pesquisa nos
sites de instituições de ensino superior brasileiras que já dispõe de bibliotecas
digitais de teses e dissertações em funcionamento. A análise e interpretação destes
dados nos permite considerar que no Brasil as BDTD encontram-se num estágio
embrionário, sendo relevante pesquisar a histórica implantação e configuração desse
novo modelo de biblioteca.
PALAVRAS-CHAVES: Bibliotecas digitais de teses e dissertações. Teses on line.
Bibliotecas e novas tecnologias de informação e comunicação.

INTRODUÇÃO
O advento das novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC) trouxe
grandes contribuições para as bibliotecas, padronizando seus produtos e serviços
facilitando a vida do usuário no momento da recuperação da informação e
impulsionando o surgimento de novas configurações de bibliotecas. Neste sentido
emergem as bibliotecas digitais que são nossas contemporâneas e constituem um
novo meio de disseminar informações.
Em 2001, o Instituto Brasileiro em Ciência e Tecnologia (IBICT) formou um
grupo de estudo para analisar questões tecnológicas e de conteúdo relacionadas

�com a publicação de teses e dissertações na Internet. O objetivo era integrar os
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas Instituições de
Ensino Superior (IES) brasileiras permitindo o acesso à produção científica e
tecnológica com vistas ao desenvolvimento socioeconômico do país.
Assim, objetivamos, de modo geral, analisar o panorama brasileiro das
bibliotecas digitais de teses e dissertações. De modo específico, os objetivos são:
caracterizar a Sociedade da Informação enquanto contexto das BDTD; caracterizar
os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da inserção das Novas Tecnologias de
Informação e Comunicação (NTIC); identificar as diretrizes norteadoras da
implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no Brasil.
Para tanto, realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em tela, bem
como coletamos dados referentes a cada uma das BDTD em seus respectivos
websites.

SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
A

evolução

proporcionada

pela

associação

da

informática

com

as

telecomunicações através da Internet “forma uma verdadeira ‘superestrada’ de
informações e serviços freqüentemente chamada de ‘infovias’ ou ‘supervia’
(TAKAHASHI, 2000, p. 3). Os avanços tecnológicos nessa área revolucionam o
processo de acesso à informação. Essa transformação do cotidiano representa a
evolução da “Sociedade Pós-industrial” para a “Sociedade da Informação”.
Conforme Moore (1999) a Sociedade da Informação é originada e
fundamentada

em

dois

tipos

de

desenvolvimentos

interdependentes:

o

desenvolvimento econômico a longo prazo e a mudança tecnológica. No princípio, o
setor primário era o responsável pelo desenvolvimento. Em seguida, com o advento
das indústrias manufatureiras, o desenvolvimento foi impulsionado pelo setor
secundário. Atualmente, ele é fortalecido pela expansão do setor terciário, ou de

�serviços, que avança cada vez mais em direção ao uso da informação em seus mais
diversos segmentos.
A sociedade sempre esteve em mutação. Hoje está sendo moldada em meios
turbulentos, pois há, ao mesmo tempo e em constante interação, diferentes
condições socioeconômicas, culturais e tecnológicas. De acordo com Moore (1999,
p. 94), as sociedades da informação têm três características principais:
a) Utilização da informação como um recurso econômico: as empresas
recorrem cada vez mais à informação para aumentar sua eficácia, sua
competitividade, estimular a inovação e obter melhores resultados, ampliando
a qualidade dos bens e serviços que produzem.
b) Crescente uso da informação pelo público em geral: as pessoas
consomem intensamente informação em suas atividades: como critério para
escolher entre diferentes produtos, conhecer seus direitos, acessar os
serviços públicos, realizar suas atividades profissionais ou controlar suas
próprias vidas.
c) Desenvolvimento de informação na economia: uma parte importante deste
setor

refere-se

à

infra-estrutura

tecnológica,

a

saber:

rede

de

telecomunicações e computadores.

A BIBLIOTECA
COMUNICAÇÃO

E

AS

NOVAS

TECNOLOGIAS

DE

INFORMAÇÃO

E

Na sociedade contemporânea, as NTIC desempenham um papel fundamental
no processo de comunicação humana. Diante da explosão informacional, tais
recursos

tecnológicos

oferecem

novas

possibilidades

de

armazenamento,

processamento, recuperação e disseminação da informação. Neste sentido, é
necessário um esforço para se adaptar a esses avanços tecnológicos.

�Com a crescente e contínua produção de informação e com a busca
incessante pelo conhecimento é que surge, no cenário da sociedade da informação,
a necessidade premente do emprego de NTIC para o processamento e a difusão de
grandes volumes de documentos sobre o conhecimento humano.
A racionalização do conhecimento humano instiga o desenvolvimento de
novas formas de armazenamento desse conhecimento. Este cenário estimula a
evolução e o surgimento de novos tipos de bibliotecas, indo das bibliotecas
tradicionais até as de realidade virtual.
Bibliotecas tradicionais

No princípio, os serviços e produtos das bibliotecas tradicionais eram
oferecidos de forma manual. A evolução acontece com a introdução dos catálogos
em fichas e o abandono do catálogo sob a forma de livro. Os recursos tecnológicos
utilizados eram as microfichas e microfilmes, mas os serviços eram manuais. Neste
estágio, as NTIC ainda não integravam as bibliotecas.
Biblioteca moderna ou automatizada

Nesta, inicia-se o uso do computador em alguns setores, agilizando alguns
serviços, facilitando ainda mais a vida dos usuários, pois a máquina possibilita
rapidez no desempenho dos vários serviços. Dotados de memória, os computadores
armazenam

e

processam

grande

quantidade

de

informações,

além

de

proporcionarem uma recuperação mais rápida das informações.
Biblioteca polimídia

Inicia-se a introdução de vários suportes informacionais. São os multimeios
revolucionando as bibliotecas. Um conceito bastante elucidativo do que vem a ser
uma biblioteca polimídia é apresentado por Aguiar (2003, p. 3).

�O acervo da biblioteca começa a se transformar, tendo em vista que
os documentos no formato convencional passam a conviver com
vídeos, CD-ROMs, microfilmes, filmes, etc., ou seja, com outras
mídias. (...) Tendo em vista que estas novas mídias são tecnologias
complexas que requerem o computador para disponibilizar seus
conteúdos.

Biblioteca eletrônica

Os suportes tradicionais estão sendo auxiliados pelos avanços tecnológicos,
que permitem o acesso a banco de dados em um espaço físico específico, bem
como por meio de redes de computadores. O suporte eletrônico oferece uma
oportunidade para que a transmissão e uso das informações sejam mais fluentes.
Neste tipo de biblioteca,
Os computadores são empregados na armazenagem, tratamento,
recuperação e disponibilizaçao de registros. Inclui índices on-line,
buscas de textos na íntegra e digitalização de livros (os originais
podem ser impressos). Tem como característica marcante a utilização
dos meios eletrônicos para colocar as informações ao alcance do
público (AGUIUAR, 2003, p. 4).

Biblioteca digital

Neste tipo de biblioteca, característica dessa nova era dominada pelas NTIC,
há a opção de consulta ao acervo num determinado espaço físico ou através das
redes de informação. Referindo-se a este tipo de biblioteca Diniz (2000, p. 52) afirma:
Nesse contexto, surge um novo paradigma informacional, o texto
eletrônico, como um novo meio de informação e comunicação,
contribuindo para uma explosão na troca de conhecimentos em todo
o mundo, ao lado da possibilidade de maior rapidez na sua
disseminação para garantia do crescimento econômico, social e
político das nações e regiões.

Biblioteca virtual

�Consiste em um acervo digital, disponível para consulta apenas através das
redes de informação, podendo ser recuperado por várias formas de entradas (autor,
título, assunto). Constitui-se de informações que se encontram dispersas na Internet.
Essas

informações

são

organizadas

sistematicamente

facilitando

a

recuperação e evitando, com isso, a perda de tempo dos usuários em ferramentas de
buscas na Web.
Biblioteca de realidade virtual
A biblioteca de realidade virtual representa o tipo de biblioteca em que há
maior intensidade de uso de NTIC e ainda encontra-se em construção. Diferencia-se
das demais por direcionar o usuário a uma realidade paralela, a um mundo artificial
existente apenas no ciberespaço, proporcionando sensações, ações e reações
diversas.
Após termos caracterizado cada tipo de biblioteca em função do emprego das
NTIC, convém explicitar que a biblioteca contemporânea convive ao mesmo tempo
com as técnicas tradicionais e com as ferramentas eletrônicas. Hoje, a com a
Internet, a biblioteca ganha nova dimensão, deixa de existir somente no espaço físico
e ganha um novo ambiente: o ciberespaço.

BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES: DIRETRIZES PARA
IMPLANTAÇÃO

As bibliotecas digitais de teses e dissertações, como o próprio nome sugere,
têm como especificidade a disponibilização integral e digital da produção acadêmica,
marcadamente de teses e dissertações.
Abordaremos alguns princípios básicos que devem ser levados em
consideração para a implantação e manutenção das bibliotecas digitais de teses e
dissertações, os quais são apresentados a seguir.

�Adaptação para eventuais mudanças tecnológicas
A área tecnológica é marcada por mudanças repentinas. Essas mudanças
devem ser acompanhadas a fim de que as informações possam ser transportadas de
um suporte em extinção para outro que esteja em uso no momento. Nesse sentido,
as tecnologias utilizadas devem ser confiáveis, ter um padrão internacional,
administrado por instituições que tenham credibilidade mundial, afinal o acervo de
uma biblioteca tem que ser duradouro.
Profissionais envolvidos
A construção de uma biblioteca digital envolve diversas categorias
profissionais, principalmente nos campos da Informática e da Biblioteconomia. A
parceria dos profissionais destas áreas do conhecimento é necessária por
proporcionar, de um lado, o conhecimento dos limites e possibilidades da tecnologia
e, de outro, os saberes relativos à catalogação, indexação e gerenciamento
documental.
Configurações fáceis de usar
Atualmente, a maioria das bibliotecas digitais está disponível na Web,
utilizando protocolos básicos de comunicação como Hipertext Tranfer Protocol
(HTTP) e File Transfer Protocol (FTP), e as linguagens de marcação Extensible
Markup Language (XML) e Hypertext Markup Language (HTML). Todos esses
considerados de fácil interface para o usuário.
Livre acesso
O acesso às informações da biblioteca digital, bem como o acesso à própria
biblioteca digital, têm que ser livre seja através da rede, ou de uma central fixa, onde
os conteúdos estão disponíveis.

�Automação

A automação amplia a capacidade dos recursos humanos, facilitando a
validação dos dados, listas com opções selecionáveis, geração de relatórios e outros
mecanismos que reduzem tempo e trabalho.
Padrões internacionais
Para a implementação e manutenção de bibliotecas digitais, deve-se usar
sistemas padrões, pois esses propiciam interoperabilidade e portabilidade,
características muito importantes para um projeto de construção de bibliotecas
digitais.
No âmbito das unidades de informação, um dos padrões tecnológicos
utilizados mundialmente, além do MARC 21, é o protocolo Z39.50. Trata-se de um
protocolo de comunicação aberto que gerencia serviços on-line de consulta
simultânea e trata principalmente da pesquisa e recuperação de informação
eletrônica.
Qualidade
A questão da qualidade da biblioteca digital está vinculada à entrada e saída
de metadados. Se a entrada dos metadados não for correta, a saída também não
será, e isso comprometerá todo o sistema da biblioteca digital.
Preservação
A preservação e disseminação têm sido uma preocupação constante
das bibliotecas e arquivos há muito tempo. Em bibliotecas digitais não é diferente,
pois, como já foi explanado anteriormente, há bastante preocupação com as
constantes mudanças tecnológicas na atualidade.

�Panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações
As teses e dissertações são documentos não publicados (pré-prints), que logo
após serem defendidos em bancas acadêmicas, são enviados aos departamentos, e
logo em seguida às bibliotecas, onde serão inseridos no acervo.
Com a inserção das NTIC nas bibliotecas torna-se possível a disponibilização
destes documentos em versão eletrônica com textos completos. Assim, em todo o
mundo, as instituições iniciaram ações em busca de concretizar esta idéia. “Seguindo
essa tendência, em 2001 o IBICT formou um grupo de estudo para analisar questões
tecnológicas e de conteúdo relacionadas com a publicação de teses e dissertações
na Internet” (IBICT), com a finalidade de propor padrões de metadados para o
intercâmbio das informações de teses e dissertações.
Como piloto do projeto, o IBICT selecionou as seguintes instituições: PUC-Rio,
PUC-MINAS, PUC-RS, UFRGS, UCB, UNB, UEL, UFF, UFSC, UNICAMP, USP,
UNESP, UNICAP e UFPE.
PANORAMA ATUAL
Apesar de o IBICT apontar as IES acima como as pioneiras na implantação de
projetos de BDTD no Brasil, na exaustiva pesquisa realizada nos sites das
bibliotecas universitárias, detectamos apenas oito instituições com projetos
implantados e em pleno funcionamento, são elas: PUC-Minas, UFRGS, UFSC, UFF,
UNICAP, USP, UNESP e UNICAMP. Contudo, outras podem ser disponibilizadas a
qualquer momento.
Foram pesquisadas, no período de 15 de junho a 15 de julho de 2003, as
BDTD brasileiras com vistas a analisar o panorama brasileiro atual.
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

BDTD da Universidade Federal da Santa Catarina

�Esta biblioteca digital foi elaborada com o objetivo de subsidiar às pessoas
interessadas nas dissertações e teses defendidas no Programa de Engenharia de
Produção. Em termos de estatística a biblioteca em lide disponibiliza dados
referentes ao período de 1995 a 2000. O procedimento de inserção é através de
preenchimento de formulário disponibilizado no site.
BDTD da Pontifícia Universidade Católica de Minas
A Biblioteca Digital da PUC-Minas (BDP) foi desenvolvida por iniciativa da Próreitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, antecipando a recomendação do IBICT. A
BDP tem como objetivo disponibilizar, via Internet, as teses e as dissertações
produzidas nos Programas de Pós-graduação stricto sensu da PUC-Minas.
BDTD da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A BDTD da UFRGS tem como objetivo divulgar a produção intelectual da
instituição. Seu acervo inicia-se pelas teses e dissertações defendidas a partir de
2001, porém as produções dos anos anteriores serão inseridas à medida que cada
programa de pós-graduação obtiver licença dos autores. Os programas de pósgraduação foram imbuídos da responsabilidade de providenciar, em consonância
com as leis de direitos autorais, a permissão para disponibilização do texto completo.
Os procedimentos de inserção, também são na forma de formulário de autorização.
O acervo desta biblioteca digital conta com 1095 publicações, com um arquivo
de 1.84GB de teses e dissertações digitalizadas, podendo ser consultada através do
endereço: &lt;http://www.biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital/&gt;.
BDTD da Universidade de Campinas
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, objetivando disponibilizar as teses e
dissertações em formato digital, iniciou em 2001 o processo de digitalização desses
documentos.

�Essa se diferencia das demais bibliotecas digitais de teses e dissertações,
pois além das teses e dissertações, seu objetivo é difundir outras produções:
“artigos, fotografias, ilustrações, obras de arte, registros sonoros, revistas, vídeos e
outros documentos de interesse para o desenvolvimento científico, tecnológico e
sócio-cultural” (UNICAMP).
Os documentos somente são disponibilizados integralmente mediante
permissão do autor, via preenchimento de um formulário. Essa biblioteca digital
abrange as seguintes áreas:
BDTD da Universidade de São Paulo

Desde o início, a BDTD da USP contou com uma equipe multidisciplinar para
o seu desenvolvimento e implantação. Para isto foram pesquisadas iniciativas
semelhantes e referências relacionadas para um embasamento teórico.
Seu objetivo é disponibilizar mundialmente, pela Internet, seu conhecimento
produzido e acumulado durante anos de pesquisas, podendo ser acessado
gratuitamente os dados completos das teses e dissertações de interesse.
BDTD da Universidade Estadual Paulista

A Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), órgão responsável pela Rede de
Bibliotecas da Unesp, vem informatizar as 22 bibliotecas existentes, com o objetivo
de facilitar o acesso às coleções, sendo que a preocupação inicial ficou apenas no
seu Banco de Dados Bibliográficos, o ATHENA.
Depois dessa fase, a preocupação se voltou para o acervo bibliográfico da
produção científica gerada na UNESP, visando a disponibilização eletrônica das
dissertações e teses, dos docentes e de seus programas de pós-graduação, através
da BDTD da UNESP disponibilizada através do Portal da CGB no endereço
&lt;www.cgb.unesp.br&gt;.

�BDTD da Universidade Federal Fluminense

Esta BDTD resulta do trabalho em conjunto da UFF com a Universidade
Católica do Distrito Federal e a Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o
IBICT. Pretende disponibilizar via Web todas as suas teses e dissertações no
endereço eletrônico &lt;http://www.bdtd.ndc.uff.br/&gt;. No entanto o projeto se encontra
em andamento, limitando as consultas no âmbito da instituição não sendo possível a
visualização das mesmas por usuários externos, pelo menos por enquanto.
BDTD da Universidade Católica de Pernambuco
Esta BDTD conta com 114 teses e 436 dissertações, defendidas no período
de 1994 a 2003, digitalizadas, com livre acesso para consulta em texto completo. O
acesso pode ser feito através do endereço &lt;www.unicap.br&gt;.
Na pesquisa realizada no site da biblioteca não foi possível obter informações
referentes aos direitos autorais, aos profissionais envolvidos, às tecnologias
utilizadas, aos critérios de inserção e nem a área de cobertura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme apresentado, das instituições apontadas pelo IBICT como
iniciadoras do projeto das BDTD brasileiras, até o período de realização desta
pesquisa, apenas oito bibliotecas foram disponibilizadas. Contudo, espera-se que
num futuro próximo todas as BDTD estejam funcionando em um único portal
administrado pelo IBICT, compondo a Biblioteca Global de Teses e Dissertações.
A análise das BDTD disponibilizadas revela que a maioria se encontra num
estágio bastante embrionário. Além disso, é imprescindível registrar também que
apresentam dados insuficientes e pouco sistematizados em relação à sua
implantação, no que se refere aos profissionais envolvidos, às tecnologias

�empregadas, à questão dos direitos autorais, aos critérios e procedimentos de
inserção dos dados, entre outras.
Tais lacunas restringem as possibilidades de aprofundar a análise sobre o
panorama nacional destas bibliotecas e comprometem o conhecimento que o país
tem sobre a implantação desta nova configuração de biblioteca. Ademais, a
disponibilização desses dados possibilitaria o esclarecimento de outras instituições e
impulsionariam sua integração ao programa nacional de bibliotecas digitais de teses
e dissertações.
REFEREÊNCIAS
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[s.l.]: [s.n.], 2003.

CASTELLS, M. A sociedade em rede: economia, sociedade e cultura. São Paulo:
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CASTRO, César Augusto ; RIBEIRO, Maria Solange Pereira. Sociedade da
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CORRADI, Alexsadro Mattos et al. Sistema de gerenciamento de bibliotecas
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DINIZ, Isabel Cristina dos Santos. As expectativas dos bibliotecários diante da
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�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca digital de teses
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em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Biblioteca digital de teses e
dissertações. Disponível em: &lt;www.bdtd.ndc.uff.br/&gt;. Acesso em: 30 jun., 2003.

∗

Bibliotecário do Sistema de Bibliotecas da UFRN - SISBI
Professora assistente do Departamento de Biblioteconomia - UFRN

∗∗

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As bibliotecas de teses e dissertações têm um papel fundamental para o desenvolvimento científico e cultural de um país. Nesse sentido, buscou-se, de modo geral, analisar o panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações. Especificamente, objetivou-se caracterizar a sociedade da informação enquanto contexto das BDTD; caracterizar os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da inserção das novas tecnologias de informação e comunicação; identificar as diretrizes norteadoras da implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no Brasil. Para tato, além de levantamento bibliográfico, realizou-se uma pesquisa nos sites de instituições de ensino superior brasileiras que já dispõe de bibliotecas digitais de teses e dissertações em funcionamento. A análise e interpretação destes dados nos permite considerar que no Brasil as BDTD encontram-se num estágio embrionário, sendo relevante pesquisar a histórica implantação e configuração desse novo modelo de biblioteca.</text>
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                    <text>USABILIDADE, COMUNICAÇÃO E ACESSIBILIDADE EM SITES DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES: UMA ANÁLISE
PRELIMINAR

Neusa Cardim da Silva∗
Nysia Oliveira de Sá

RESUMO
Analisa as informações disponibilizadas nos 18 (dezoito) sites das Bibliotecas
Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) existentes nas Instituições de Ensino
Superior (IES) que aderiram ao Projeto da BDTD do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e encontram-se relacionadas no seu
site. A análise baseou-se nos conceitos de usabilidade, comunicação e
acessibilidade, extraindo deles itens que permitissem avaliar como ocorre a relação
usuário-computador ao realizar o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da
pesquisa. Esse estudo constitui-se numa das etapas preliminares, para a elaboração
do projeto de implantação da BDTD, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ), que, em 2003, promoveu a participação de oito bibliotecários no Curso de
Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, patrocinado
pela UNESCO e pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 7ª Região (CRB-7).

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Interfaces de
usuário.

1 INTRODUÇÃO
A exigência de que docentes de universidade tenham título de mestre e/ou
doutor, expressa na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nº 9394 de 20 de dezembro de
19961, impulsionou a expansão dos cursos de pós-graduação no Brasil. Assim, a
qualificação dos seus docentes e pesquisadores tem contribuído para a formação do
nosso patrimônio intelectual, a capacitação científica e o sistema educacional do
país.

1

BRASIL.Lei nº 9394, de 20 de dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/pdf/LDB. Acesso em: 15 jul. 2004.

�Outra conseqüência foi o aumento da produção de teses e dissertações2 . No
entanto, a divulgação e o acesso a essa produção científica, restringiam-se ao
âmbito das bibliotecas depositárias e dos programas de pós, dificultando sua
localização e acesso.
Paralelamente, a explosão informacional impulsionou o surgimento das novas
tecnologias da informação, que criaram um espaço virtual com peculiaridades até
então impensáveis para a humanidade, como a possibilidade de se utilizarem
recursos eletrônicos que favorecem o aprimoramento e a agilidade do processo de
transferência de informação, principalmente no âmbito acadêmico.
Nesse contexto, surgem as bibliotecas digitais como “um conjunto de
mecanismos eletrônicos que facilitam a localização da demanda informacional,
interligando recursos e usuários”3.
No entanto, ainda hoje existem inúmeras denominações dadas às bibliotecas
que utilizam recursos eletrônicos4. Assim ocorre com a biblioteca digital, termo
empregado para conceitos distintos. Entende-se, aqui, biblioteca digital como aquela
construída em ambiente eletrônico, que armazena e organiza acervos de diversas
tipologias, transpostos ou produzidos em meio digital, permitindo aos usuários uma
relação direta e interativa com o objeto de informação da sua pesquisa, mediante o
acesso via computador. Portanto, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD) é a que possui um acervo de teses e dissertações, em texto completo,
disponível para o acesso público, onde quer que possa ser recuperado via
computador.
As bibliotecas digitais, assim como as tradicionais, ao planejarem seus
serviços e produtos, devem ter como foco o usuário, considerando suas
necessidades e especificidades na busca da informação.

Gonçalves afirma que

esse aspecto é pouco explorado, porque muitas vezes os sistemas são planejados
2

Ampliação do número de ingressantes nos cursos de mestrado e doutorado: doutorado 1996
(4.735discentes),1999 (7.903 discentes) e 2002 (9.833 discentes); mestrado 1996 (15.130
discentes),1999 (23.340 discentes) e 2002 (27.933 discentes). Fonte: CAPES. Relatório discente.
Disponível em: http:www.capes.gov.br. Acesso em: 15 jul 2004.
3
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária em 2010.Ciência da
Informação, Brasília, v.29, n.1, p. 78, jan./abr. 2000.
4
SILVA, Neusa C.; SÁ Nysia O.; FURTADO, Sandra S. Bibliotecas digitais: do conceito às práticas.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS,2., 2004, Campinas. Anais ...
Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em: http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.

�em “função de suas próprias tecnologias, ou do tipo de informação que irão
gerenciar, ignorando como e para que as pessoas farão uso do sistema ou das
informações nele contidas”5.
Isto provoca um distanciamento entre as necessidades dos usuários e a
unidade de informação, dificultando o aprimoramento dos serviços e das rotinas, a
partir do feedback dos usuários.
Acredita-se que verificar, com base nos fatores de usabilidade, comunicação
e acessibilidade, em que medida o usuário consegue interagir com o sistema e
completar, com sucesso, o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da sua
pesquisa, contribuirá para identificar o grau de proficiência do sistema. O objetivo
deste estudo concentrou-se, portanto, em uma análise preliminar dos sites das
instituições cooperantes com o projeto BDTD do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT).
Em 2001, o IBICT reuniu especialistas das três Instituições de Ensino
Superior (IES), além da Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Iniciaram-se as

ações que culminariam na criação do Consórcio Brasileiro de Teses e Dissertações
e da BDTD, em nível nacional, coordenada pelo Instituto, com o objetivo de
“armazenar, organizar e prover acesso livre eletrônico, via internet, ao texto integral
de teses e dissertações defendidas nos programas de pós-graduação do sistema
nacional de pós-graduação”6

2 ESTUDOS DE AVALIAÇÃO DE SITES
A expansão dos recursos eletrônicos e a criação da WWW determinaram o
aparecimento de uma nova área, a de desenvolvimento de sistemas WEB. A
princípio, esses sistemas possuíam interfaces que se restringiam aos seus

5

GONÇALVES, Andréa Ferreira. Relacionamento com o usuário em uma biblioteca eletrônica: o caso
da SCIELO – Scientific Electronic Library Online. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,20., Fortaleza, 2002. Anais... Fortaleza, 2002.
6
INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações: antecedentes. Disponível em :&lt; http://www.ibict.br/projeto.htm&gt;. Acesso em: 16 de fev.
2004.

�aplicativos desenvolvidos para atender a objetivos e clientela específicos. A partir da
democratização da informação, através da grande rede, foi possível localizar
documentos nas máquinas de busca, cujo objetivo era facilitar o acesso às
informações disponíveis na Internet. Com a chegada do comércio eletrônico e,
conseqüentemente, da competitividade na web, as empresas foram compelidas a
iniciar projetos de interfaces, cujo quesito usabilidade é parte fundamental.
Além disso, cada dia mais pessoas se conectam em rede, muitas delas
inexperientes, com relação à informática, o que implica o desenvolvimento de
interfaces intuitivas e eficientes. Conseqüentemente, surgiram métodos para sua
avaliação, tendo por base conceitos como usabilidade, comunicação e
acessibilidade.
Essas avaliações constituem-se em objetos de estudo de áreas do
conhecimento,

como

Ciência

da

Informação,

Lingüística,

Comunicação

e

Informática, entre outras, focando a interação homem-máquina.
Um sistema interativo é considerado eficaz quando possibilita que os usuários
atinjam seus objetivos, “o desempenho do usuário é avaliado à medida que os
objetivos de uso do sistema são atingidos (eficácia) e os recursos (tempo, dinheiro e
esforço mental) são gastos para atingir tais objetivos (eficiência)”7.
Na área de Ciência da Informação, estudos para a análise de sites de
bibliotecas foram desenvolvidos, com enfoques diferenciados, entre eles os
realizados por Amaral e Guimarães8.
A partir da análise da literatura, constatou-se a importância dos fatores
usabilidade, comunicação e acessibilidade também na avaliação de sites
específicos, como os das bibliotecas digitais de teses e dissertações, cujo objetivo
primordial é divulgar a produção científica de mestres e doutores, favorecendo o
acesso às publicações e à comunicação entre os pares.

7

DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books,
2003.
8
AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites das Bibliotecas Universitárias Brasileiras. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife: UFPe,
2002. 1CD-ROM.

�2.1 FATOR USABILIDADE
Usabilidade é definida por Nielsen9 como a facilidade de uso, de interação e
de navegação de um site de modo que os usuários encontrem o que desejam de
forma intuitiva e rápida e queiram retornar quando houver novamente necessidade.
Usabilidade é uma disciplina
que vem sendo usada há décadas pela indústria de software cujas
equipes dedicaram anos de estudo e teste de interfaces para que
saíssemos do mundo procedural de letrinhas brilhantes em fundo
preto de um sistema DOS, para chegar a metáfora colorida do
desktop10.

Assim, estudos de usabilidade foram realizados por Nielsen11 e Dias12 e
outros autores que fornecem subsídios para o desenvolvimento de projetos de
interface, pois “interfaces inteligentes partem da premissa que os sistemas devem
adaptar-se às pessoas, e não ao contrário, sendo uma forma de melhorar o
aproveitamento de bibliotecas digitaise efetivando satisfatoriamente seu uso[...]”13.
De acordo com Dias14, o termo usabilidade apresenta várias definições com
abordagens diferentes: orientadas ao produto, orientadas ao usuário, baseadas no
desempenho do usuário, e orientadas ao contexto de uso. No entanto, a Norma ISO
9241-11 define usabilidade como “a capacidade de um produto ser usado por
usuários específicos para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e
satisfação em um contexto de uso”15.
Dentre os aspectos utilizados por Nielsen e Dias para avaliação de
usabilidade, foram selecionados os que se referem à facilidade de aprendizado, à
eficiência do uso e flexibilidade e à consistência, por sua relação com o objeto
da pesquisa - sites de (BDTD) – que possuem objetivos e conteúdos específicos,
assim como uma clientela prioritariamente diferenciada.
9

NIELSEN, Jakob. Projetando websites. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 416 p.
PÓVOA, Marcelo. Usabilidade de verdade: as verdades e os mitos em torno da usabilidade nos
projetos.Disponível em: http:// webinsider.uol.com.Br/vernoticia.php/id/2071. Acesso em: 7 mar. 2004.
11
Jacob Nielsen é diretor do Nielsen Norman Group, especialista em usabilidade de Web sites, tem
diversos livros publicados sobre a temática usabilidade.
12
DIAS, C. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
13
GUZZO, C.H. Interfaces inteli(a)gentes em bibliotecas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais ... Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.
14
DIAS, C. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
15
ISO 9241- 11. Ergonomic requirements for Office work with visual display terminal, patr 11:
Guidance on usability. 1998. Apud: DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais
acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
10

�Facilidade de aprendizado – o sistema deve ser simples, facilitando o
aprendizado e conduzindo o usuário a realizar suas tarefas de forma ágil.16 Quando
o usuário principiante consegue atingir o seu objetivo em um curto espaço de tempo,
o sistema é considerado de fácil aprendizagem. Para tanto, devem ser observados
os seguintes requisitos:
a) a interface permite ao usuário identificar em que contexto está operando:
fornece serviço de busca nas páginas da BDTD, possibilita retorno à página anterior,
apresenta, em todas as páginas, os níveis anteriores da estrutura de navegação (em
forma de links);
b) a linguagem deve ser clara, objetiva e adequada aos usuários específicos
da BDTD;
c) o processo de busca e recuperação da informação segue uma ordem
lógica, relacionada à tarefa a ser realizada, permitindo que os usuários principiantes
encontrem facilmente o que buscam.
Eficiência de uso e flexibilidade – a eficiência do sistema é medida pela
duração do tempo de resposta, facilidade de o usuário interagir com ele, e alcançar
altos níveis de produtividade em sua pesquisa.
A flexibilidade diz respeito à interação usuário-sistema, considerando as
características de cada tipo de usuário e suas necessidades. A interface deve ser
flexível a tal ponto, que permita realizar a mesma tarefa de diferentes modos.
Requisitos a serem observados:
a) o sistema apresenta alternativas diversas para alcançar o mesmo objetivo
da maneira mais conveniente para os usuários, como: índices, campo de pesquisa
por autor, título, assunto e termos livres;
b) o sistema destaca as palavras encontradas nos documentos, após a busca,
e oferece a opção de palavras mais próximas ao termo de busca digitado, caso não
encontre documentos com o primeiro termo;
c) oferece a opção de impressão e/ou download de arquivo, e se o download
de arquivos for demorar mais que 10 segundos, é informado o tamanho do arquivo
ao usuário;
d) minimiza a quantidade de clicks necessários, não ultrapassando quatro.
Consistência –permite que o usuário, ao executar tarefas similares, siga uma
seqüência idêntica de ações, que resultam em efeitos iguais. Dessa forma, ao
16

Nielsen,J. Usability engineering. Boston, MA: Academic Press, 1993. Apud: DIAS, Cláudia.
Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.

�aprender a executar uma tarefa em um determinado contexto, o usuário estará apto
a realizar tarefas idênticas em contextos similares. Os requisitos são:
a) manter a mesma terminologia e localização de elementos comuns nas
diversas páginas: conteúdo, ajuda aos usuários, e mensagens de erro;
b) usar um estilo padrão para o projeto das páginas ( leiaute, cores e fontes,
formatos de campos e mensagens);
c) evitar sair do padrão Web de cores para links: azul para link não visitado e
púrpura para link já visitado.

2.2 FATOR COMUNICAÇÃO
A comunicação refere-se aos mecanismos usados para estabelecer
relacionamentos com os usuários. Para esse fator, foram selecionados dois
aspectos: o instrucional e o informacional, a partir do estudo de Amaral:
a) instrucional – verificar as instruções sobre o uso dos recursos oferecidos
pela BDTD, tais como FAQs, procedimentos para disponibilizar a tese/dissertação,
procedimentos para normalizar a tese/dissertação; possuir arquivo de ajuda (prover
o usuário de informações sobre seu funcionamento),e mapa do site;
b) informacional – fornecer informações sobre a BDTD e a instituição que a
mantém, a equipe e novidades sobre a BDTD, e-mail, telefone, campo para
sugestões, estatísticas de uso, links para outros sites (LAttes,NDLTD, BDTD/IBICT).

2.3 FATOR ACESSIBILIDADE
Neste trabalho, a acessibilidade é entendida como facilidade em acessar
todos os recursos que a Biblioteca Digital oferece, avaliando-se os aspectos que
promovam o acesso fácil ao documento final, como a visibilidade da página da
BDTD, o acesso à pesquisa, o livre acesso ao texto completo e aos recursos de
multimídia. Para Nielsen e Dias, a acessibilidade refere-se às facilidades de acesso
a serem implementadas nos sites, para que os portadores de deficiências possam
utilizá-lo.

�3 METODOLOGIA
Foi realizado um estudo exploratório, em dezoito sites de BDTD, incluídos no
projeto do IBICT: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO);
Pontifícia Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Universidade Católica
de Brasília (UCB); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade de São Paulo (USP);
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Foram selecionados os sites que
disponibilizam suas teses e dissertações em texto integral, o que se coaduna com a
definição de Biblioteca Digital adotada neste trabalho.
A análise não pretendeu fazer juízo de valor sobre os sites disponibilizados, o
objetivo foi, a partir dessas experiências, obterem-se subsídios para compor o
projeto de implantação da BDTD na Rede Sirius/UERJ.
Os sites foram acessados através da home page da BDTD do IBICT, no item
Bibliotecas Cooperantes, com o objetivo de verificar a facilidade de encontrar as
BDTDs das Instituições. Constatou-se que, entre estes, três possuíam dupla
entrada: pela Biblioteca Digital da Instituição, e pelo site institucional (Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Universidade de São Paulo e Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro). Nesta última, ao se entrar pelo site da Biblioteca Digital,
este remete ao Projeto Maxwell, e pelo site institucional, o acesso é ao catálogo das
teses digitais existentes na Divisão de Biblioteca e Documentação (DBD).
A metodologia constou das seguintes etapas:
a) levantamento na literatura – para embasamento teórico, foram pesquisados
os temas pertinentes ao estudo, como usabilidade, arquitetura da informação,
biblioteca digital e análise de sites;
b) definição de critérios – tendo por base os fatores usabilidade, comunicação
e acessibilidade;
c) elaboração do instrumento para a coleta de dados – o formulário foi
estruturado em blocos, de acordo com os fatores citados, e com itens que
contemplassem os aspectos definidos;

�d) levantamento das bibliotecas digitais de dissertações e teses – foram
consultadas as BDTDs cooperantes da base nacional, mediante acesso ao site do
IBICT. Optou-se pela análise daquelas que disponibilizam o texto completo;
e) análise dos com base nos dados coletados e nas funções definidas para
avaliação.

4 RESULTADOS DAS ANÁLISES
Deve-se ressaltar que as potencialidades de uso dos sites não foram ainda
totalmente exploradas pelos especialistas, e que a qualidade de interação entre
usuário e sistema depende muito das características de ambos.
Usabilidade (facilidade de aprendizado)
Os resultados indicaram que mesmo usuários experientes devem encontrar
dificuldades para “navegar” pela BDTD, pois recursos como possibilidade de retorno
à página anterior, em todas as telas, e a apresentação dos níveis anteriores de
navegação foram identificados em apenas dois sites.
A linguagem utilizada para apresentação do objetivo e a orientação na busca
– textos curtos e objetivos – foram consideradas adequadas ao público a que se
destinam, em cinco sites.
A importância da apresentação de serviço de busca na página principal sua
importância justifica-se pelo interesse do usuário em localizar, o mais rápido
possível, a informação de que precisa. Isto só foi encontrado em três bibliotecas.
No que se refere à ordem lógica empregada no processo de busca da
informação, isto é, aquela que utiliza o mesmo processo mental do usuário –
intenções e comportamento –, favorecendo o sucesso da pesquisa, cinco bibliotecas
contemplam este aspecto.
Usabilidade (eficiência de uso)
A variedade de pontos de acesso de um documento facilita a sua localização.
No entanto, apenas dois pontos - autor e título - foram comuns a todas as

�bibliotecas. Cabe destacar que duas bibliotecas apresentam múltiplos pontos de
acesso, o que lhes confere um alto grau de eficiência.
Em se tratando de uma comunidade específica (pós-graduação), o recurso da
pesquisa avançada possibilita uma recuperação mais precisa e eficiente, mas este
foi apresentado por somente cinco BDTDs.
O destaque das palavras pesquisadas nos documentos, após a busca, só
ocorre em três bibliotecas, enquanto a opção de mostrar as palavras próximas ao
termo digitado, quando este não for encontrado, não é utilizada por nenhumadelas.
Todos os sites possibilitam o download ou impressão dos documentos
selecionados, porém são restritos a usuários institucionais em duas bibliotecas. O
tamanho dos arquivos, indicador que permite ao usuário saber o tempo de resposta
da sua pesquisa, foi encontrado em quatro sites.
Outro aspecto analisado, o tempo médio para obter o produto da pesquisa,
que não deve ultrapassar quatro níveis, ou seja, quatro cliks foi alcançado em quatro
bibliotecas. Para as demais, foram necessários entre oito e cinco cliks.
Usabilidade (consistência)
Em três bibliotecas, observou-se o uso da mesma terminologia e localização
(conteúdo, ajuda aos usuários e mensagem de erro), que facilitam o registro das
informações e o aprendizado. Duas não apresentavam a mesma terminologia.
Quanto à manutenção do leiaute, das cores, das fontes, dos formatos de
campo e das mensagens idênticos, todas as bibliotecas os apresentaram, mas o
padrão web para distinguir links não acessados (azul), dos que já foram consultados
(púrpura), é seguido por apenas duas bibliotecas.
Comunicação (instrucional)
Tratando-se de site específico no qual o usuário é um potencial produtor das
informações nele contidas, a inclusão de instruções para o depósito da tese ou
dissertação na BDTD é fundamental. Das oito bibliotecas, quatro oferecem este
recurso.

�Aspecto relevante, o formulário para autorização de inclusão da tese ou
dissertação, na BDTD, apareceu em cinco sites, nos quais é feita referência à Lei de
Direitos Autorais. Ressalte-se que apenas uma remete ao texto completo da Lei.
Duas

bibliotecas

disponibilizam

manuais,

que

orientam

quanto

à

apresentação de teses e dissertações.
Ainda como suporte ao usuário, foi pesquisada a existência do campo “Ajuda”
(prover o usuário de informações sobre o funcionamento da BDTD), só identificado
em três bibliotecas. O recurso de disponibilizar o mapa do site foi encontrado em
uma biblioteca.
Note-se que uma das bibliotecas exige o uso de senha, para acesso aos
aspectos instrucionais.
Comunicação (Informacional)
Os canais de comunicação, nas BDTDs, são extremamente importantes e,
muitas vezes constituem-se nas únicas formas de relacionamento com os usuários.
Apesar disso, as BDTDs não privilegiaram esses mecanismos de comunicação, pois
apenas quatro possuem o recurso do e-mail/fale conosco, e duas, o campo para
sugestões.
As informações sobre o objetivo da BDTD aparecem em seis bibliotecas, e
sobre a instituição mantenedora, em sete. Quanto a telefone para contato,
novidades sobre a BDTD e data indicando atualização da página, há somente em
uma biblioteca. Duas bibliotecas informam a composição da equipe responsável pela
BDTD.
Quanto às estatísticas de uso, cinco bibliotecas as apresentam, constituindose em valor agregado às informações que disponibilizam.
Por se tratar de uma biblioteca específica, com público definido, links
relevantes, como Lattes, BDTD, IBICT, NDLTD deveriam constar das páginas. No
entanto, o mais expressivo que se encontrou, nesse sentido, em quatro bibliotecas,
foram links para a BDTD/IBICT, da qual todas são cooperantes. Assim, observou-se
uma baixa incidência das ferramentas que possibilitariam um relacionamento efetivo
com o usuário.

�Acessibilidade
Como fator precípuo para a pesquisa e interação do usuário com o sistema, a
visibilidade do site e o vínculo desta com a instituição que a mantém, devem ser uma
preocupação da equipe que gerencia a biblioteca digital. A localização de cinco
delas pode se considerada fácil, por estarem direcionadas, prioritariamente, a um
público específico.
O acesso às informações é livre em todas as BDTDs, porém, ao texto
completo, só em seis delas. Em três, há necessidade de cadastramento prévio,
sendo que, em duas, é restrito a usuário institucional.
A inclusão do resumo das teses/dissertações, elemento relevante no
processo de seleção da informação pelo usuário, só não ocorreu em uma biblioteca;
em três, há resumo bilíngüe – português/inglês – que agrega valor à esta
informação.
A utilização de recursos multimídias nas BDTDs não pôde ser observado,
tendo sido excluído da análise.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As BDTDs têm particularidades que as distinguem de

outros sites de

bibliotecas, pois seus usuários são também produtores ou potenciais produtoresde
toda a informação ali armazenada ou disponibilizada. Assim, ao analisar as BDTDs,
coloca-se uma questão estratégica decorrente do duplo aspecto das necessidades
dos usuários, tanto como pesquisadores, quanto como produtores -

facilitar a

consulta e a inclusão de dados nessas bibliotecas.
Com base nesse pressuposto e em conceitos de usabilidade, comunicação
e acessibilidade avalizados por especialistas em desenvolvimento de interface e
em ciência da informação, cabe destacarem-se algumas observações:
a) baixa incidência de sites com procedimentos para incluir a produção dos
mestres e doutores na base;

�b) o acesso à página da BDTD nem sempre é direto, através de link com a
Biblioteca. Em duas instituições, as BDTDs estão vinculadas a programas de pósgraduação;
c) recursos como pesquisa avançada e uma ordem lógica na busca da
informação não são comuns a todas as bibliotecas;
d) a eficiência do uso “representada”, entre outros aspectos, pelos múltiplos
pontos de acesso oferecidos para recuperar a pesquisa, teve pouca expressão nos
sites analisados;
e) como medida de consistência, foi comum a todas a manutenção de um
estilo padrão para as suas páginas;
f) o fator comunicação não se efetiva na sua completude (instrucional e
informacional), em todas as BDTDs afetando o relacionamento com o usuário, o que
pode vir a se constituir em obstáculo ao seu crescimento e aprimoramento dos
serviços .
O fato de estas análises terem sido realizadas por profissionais da
informação habituados a pesquisas dessa natureza, exige que sejam consideradas
como tentativas de aproximação da realidade, não dispensando, portanto, a
avaliação pelos usuários reais, no intuito de entender o seu comportamento na
busca da informação, como interagem com a máquina, e suas necessidades reais,
pré-requisito para o aprimoramento de qualquer serviço.
Este procedimento contribuirá para o alcance do objetivo do IBICT - prover
livre acesso eletrônico, via internet, ao texto integral de teses e dissertações. Da
mesma forma, se forem estabelecidos e observados, pelas cooperantes, critérios/
padrões mínimos facilitadores do uso das BDTDs, bem como
desenvolvimento

de

estudos

interdisciplinares,

integrando

as

estimulado o
equipes

de

desenvolvimento das BDTDs e usuários, haverá a consolidação efetiva deste projeto
em nível nacional.
Outra inferência propiciada por este estudo diz respeito à necessidade de a
educação continuada ser encampada pelas IES, como uma vantagem competitiva um recurso estratégico e, portanto, parte integrante do planejamento institucional ,consubstanciada no estimulo à capacitação, para uso e apropriação das tecnologias

�de informação, aos profissionais (bibliotecários, técnicos em informática e outros)
que atuam no desenvolvimento e manutenção das BDTDs. Esse estímulo deve se
estender, também, aos docentes e discentes dos cursos de pós-graduação,
produtores e usuários do conhecimento, público prioritário nas BDTDs.
Uma rede se tece a partir de fios que se entrelaçam, assim sendo, a efetiva
implementação dessa rede, denominada BDTDs, não prescinde da construção
coletiva propiciada pela freqüente e sistemática troca de experiências e saberes,
intra e inter IES.
O estudo realizado reveste-se de importância por fazer parte de ações para
implantação de mais uma BDTD em IES, na UERJ.
ABSTRACT
It analyzes information
in eighteen sites of the digital libraries thesis and
dissertations in higher education institutions that had adhered to the project of the
BDTD of the Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) and
are related in its sites. The analysis was based on the concepts of usability,
communication and accessibility, selecting of them itens that they allowed to evaluate
as occurs the relation user-computer when carrying through the task set library that
will be result in the attainment of the research. This study consists in one of the
preliminary stages of the Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), that, in
2003, in the Curso de Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e
Dissertações, sponsered for the UNESCO and Conselho Regional de
Biblioteconomia – 7ª Região (CRB-7).

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Universitárias Brasileiras. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
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DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de
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http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.

∗

Bibliotecária – Núcleo PROTEC – UERJ Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação cardim@uerj.br
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, bl.B, sl 1028 Maracanã –RJ País: Brasil
Bibliotecária – Vice-presidente do CRB/7 Mestre em Memória Social e Documento
nysiasa@hotmail.com
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 7ª Região
Av. Rio Branco, 277, 7° andar, sala 710 Centro – RJ País: Brasil

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                <text>Analisa as informações disponibilizadas nos 18 (dezoito) sites das Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) existentes nas Instituições de Ensino Superior (IES) que aderiram ao Projeto da BDTD do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e encontram-se relacionadas no seu site. A análise baseou-se nos conceitos de usabilidade, comunicação e acessibilidade, extraindo deles itens que permitissem avaliar como ocorre a relação usuário-computador ao realizar o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da pesquisa. Esse estudo constitui-se numa das etapas preliminares, para a elaboração do projeto de implantação da BDTD, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que, em 2003, promoveu a participação de oito bibliotecários no Curso de Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, patrocinado pela UNESCO e pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 7a Região (CRB-7).</text>
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                    <text>EDUCAÇÃO CONTINUADA DE BIBLIOTECÁRIOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA :
FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE

Marouva Fallgatter Faqueti∗
Ursula Blattmann∗∗

RESUMO
A educação à distância colabora na educação continuada de bibliotecários. A
importância de utilizar tecnologias da informação e comunicação como instrumentos no
processo de aprendizagem de bibliotecários. Relata o caso do curso de capacitação de
bibliotecários atuantes em instituições de ensino apontando a importância do
letramento, inclusão digital e atualização constante para dinamizar as competências e
habilidades profissionais. Indicação de serviços e produtos a serem incorporados no
cotidiano profissional com o intuito de aproximar o leitor de páginas e provocar esse
indivíduo ao processo de interação pelo vídeo. Enfatiza a importância de conhecer
aspectos de acesso, e uso das fontes de informação on-line. Traça considerações
sobre a importância do trabalho de bibliotecários na elaboração, análise e treinamento
de conteúdos e fontes de informação on-line. Reflexões sobre ações leitoras, os
impactos da divisão digital e o acesso e uso de fontes de informação na sociedade do
conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Educação à distância. Educação continuada. Formação de
bibliotecários. Inclusão digital. Letramento. Recursos informacionais on-line.

1 INTRODUÇÃO
O uso de computadores interligados na Internet, no ambiente de bibliotecas,
possibilita ofertar serviços diferenciados como o acesso aos catálogos bibliográficos de
acervos, realizar levantamentos bibliográficos em coleções locais e remotas, elaborar
serviços de disseminação da informação e principalmente atuar na educação da
organização do conhecimento, proporcionando maneiras diferenciadas no acessar e
estimular o uso da informação.
O que está acontecendo não é o desaparecimento das bibliotecas, mas a
incorporação do manejo e uso de fontes de informação digital on-line no cotidiano do
bibliotecário.

�Espera-se do bibliotecário saber organizar conteúdos e disseminá-los de
maneiras dinâmicas, resultando não apenas em fichários eletrônicos on-line para
consultar autor, título, assunto, mas em desencadear e facilitar atividades de outras
formas de disseminação das informações; de auxiliar em levantamentos bibliográficos,
delimitando estratégias necessárias tal como especificar o tipo de documentos, período
coberto, idiomas, enfim novas perspectivas de atuação profissional em diferentes áreas
do saber, sejam estas técnicas, cientificas, artísticas ou sociais.
Segundo Blattmann e Fragoso (2003) o uso de fontes de informações on-line
contribui para fazer mudanças na biblioteconomia. A pergunta que emerge desse
contexto é como os bibliotecários conseguem acompanhar essas mudanças, conhecer
as novas técnicas e métodos principalmente quando acervos físicos se transformam em
acervos digitais a distância.
Os bibliotecários ao utilizarem os recursos tecnológicos podem ampliar sua
atuação profissional, isso pode ser notado principalmente quando compartilham
recursos da informática pela rede de computadores. Além de incorporar recursos
tecnológicos seja na seleção, aquisição, organização, disseminação, recuperação e no
armazenamento do acervo, acompanham a esses fluxos da informação - conhecidos
como processos - as preocupações com as características técnicas, especificações de
produtos e serviços, recomendações de manuseio e também como oferecer segurança
adequada os arquivos digitais em suportes da informação como em Digital Vídeo Disc DVDs.
Ao usar tecnologias surgem novas relações entre pessoas, na interação de
interfaces, nos trabalhos em equipes organizadas por tarefas ou atividades especificas;
nas possibilidades de participação ativa no desenvolvimento de conteúdos sejam estes
para diversos fins, tais como, no processo de educação à distância e na colaboração
da educação continuada de bibliotecários.
Este artigo visa esclarecer a importância do ser humano utilizar tecnologias da
informação e comunicação como instrumentos no processo de sua aprendizagem.
Também em relatar o caso do curso de capacitação de bibliotecários atuantes em

�instituições de ensino apontando a importância do letramento, inclusão digital e
atualização constante para dinamizar as competências e habilidades profissionais.
2 INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM
As pessoas estão cada vez mais em busca da qualidade, seja no ambiente
familiar (qualidade de vida), no trabalho (qualidade de produtos e serviços) ou mesmo
na educação (qualidade no processo de aprendizagem). Como tornar a qualidade algo
viável e integrada ao nosso cotidiano?
Ladislau Dowbor (2001) menciona “[...] quando o conhecimento se torna um
elemento chave de transformação social, a própria importância da educação muda
qualitativamente. Deixa de ser um complemento, e adquire uma nova centralidade no
processo.” Por estes motivos precisasse conhecer as técnicas, os recursos e entender
como o controle e principalmente o acesso e o uso da informação gera poder.
A educação formal pode exercer papel fundamental neste contexto quando se
propõe a utilizar diversos meios para o fortalecimento de uma consciência educativa ao
longo de toda a vida, em resposta ao desafio de uma realidade em mudança, onde
aprender deverá ser o cotidiano de todos. Esse “desenvolvimento” deve ser entendido
como a evolução da capacidade de raciocinar, imaginar e discernir, do sentido das
responsabilidades e permitindo que todos possam recolher, selecionar ordenar, gerir e
utilizar as mesmas informações.
O foco de interesse está nas mensagens (conteúdos informacionais), nos meios
(tecnologias) utilizados para o seu compartilhamento entre os sujeitos envolvidos e de
como este conjunto interfere na aprendizagem, na produção (no trabalho) e na
criatividade? Fica aqui a preocupação com relação a preservação da igualdade de
condições de acesso a dados e fatos para todos, bem como, as habilidades a serem
desenvolvidas para seu uso. Não basta proporcionar o acesso a informações em seus
diversos formatos, mas é importante promover o chamado “letramento”.

�2.1 LETRAMENTO OU INFORMATION LITERACY
A alfabetização e o letramento tem perspectivas diferentes de análise e
tratamento. A alfabetização está centrada em dois processos distintos conhecidos como
a leitura e a escrita. O indivíduo ao apropriar-se das habilidades e competências
oriundas da alfabetização pode interagir na sociedade da informação. Para isso é
importante a valoração da memória oral, da afetividade, da valoração da leitura e do
emprego coerente da escrita.
Magda Soares (2003) enfatiza a aprendizagem inicial da língua escrita como um
processo de codificação e decodificação de signos e a produção de sentidos e
comportamento social. A leitura pode ser entendida como a aquisição do processo de
leitura (fonemas/ palavra), trata-se de um fenômeno de múltiplas facetas. Precisa estar
intercalada como produção de sentido social.

Destaca a importância das práticas

sociais da escrita e da leitura, sendo que um processo depende do outro, e que é
preciso mais do que simplesmente ler e escrever.
A alfabetização e o letramento estão intercalados profundamente no processo de
aprendizagem do sujeito. O desvendar signos registrados, entender seus significados e
processá-los significa ler. Enquanto o saber em registrar os signos de determinada
cultura, intercalá-los em determinado contexto para gerar determinada compreensão
significa escrever.
O ser humano alfabetizado utiliza os recursos da leitura como da escrita para
sobreviver na sociedade da informação. Quanto ao processo de alfabetização muitos
autores têm apresentado teorias que vão desde a análise de métodos e técnicas como
o respectivo treinamento e manuseio. Mas não basta simplesmente saber ler e
escrever, e preciso dar continuidade a esse processo que se desencadeia no
letramento.
Buscar, selecionar e usar informações são atitudes primárias na vida.
Diariamente as pessoas se deparam com dados, informações as quais, são

�selecionadas utilizando-se critérios variáveis, descartando algumas, guardando outras
ou incorporando-as e transformando-as em conhecimento pessoal.
O domínio das habilidades no uso das informações são imprescindíveis na era
do Conhecimento. O letramento está relacionado diretamente na condição do letrado
como única possibilidade de ascensão social e até como mecanismo que propicia a
aquisição de poder. O bibliotecário precisa participar ativamente e estabelecer ações
leitoras para desempenhar seu papel social, educacional e colaborar na conquista da
cidadania por cada pessoa.
Magda Soares:
um indivíduo pode não saber ler e escrever, isto é ser analfabeto, mas
ser, de certa forma, letrado (atribuindo a este adjetivo sentido vinculado
a letramento ) [...] porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas
sociais de leitura e de escrita.

Os indicadores de analfabetismo nacionais , conforme estudos disponíveis no
Ministério

da

Educação

do

Brasil

(http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_25.htm ) e no artigo de Pinto
et all (2000) e as informações do Relatório Brasileiro do Programa Internacional de
Avaliação

de

Estudantes

(Pisa)

http://www.inep.gov.br/download/internacional/pisa/PISA2000.pdf ) desenvolvido pela
OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico tem demonstrado
que a escola está fracassando no ensinar a ler e escrever.

É crucial que sejam

estabelecidas práticas sociais de leitura e escrita diferenciadas no ambiente escolar (em
todos os níveis – fundamental, médio e superior), e oferecer ações leitoras para a
sociedade, caso contrário a cidadania não passará de mero discurso demagógico.
Práticas sociais de leitura e escrita interferem significativamente na qualidade do
processo de alfabetização e letramento. A inclusão social deveria ser atendida por
práticas de acesso e uso da informação digital e com isso minimizar o fosso criado pela
divisão econômica e agora também pela divisão digital que ocorre em muitos ambientes

�principalmente quando se trata da educação continuada voltada ao apreender durante
toda vida.
Quais seriam as funções primordiais da escola e da biblioteca no processo de
alfabetização e do letramento? Quais as funções do Bibliotecário – esse profissional da
informação na sociedade da informação sob a ótica do letramento?
Ao

efetuar

reflexão

sobre

o

filme:

Central

do

Brasil

(

http://www.centraldobrasil.com.br/front.htm), no qual a personagem principal é leitora e
escritora de cartas para analfabetos, torna-se evidente a importância da presença e
atuação profissional do bibliotecário. Magda Soares (2003, p. 51) focaliza isso de
maneira única: "Quando um "alfabeto" ouve a leitura de uma noticia de jornal feita por
um " alfabetizado" que escreva, por ele, uma carta, não está fazendo uso da escrita? E
esse fazer uso da língua escrita não é uma das propriedades ou atributos da
alfabetização?"
Alguns questionamentos sobre a alfabetização e letramento:
a) Como bibliotecários participam nos processos de alfabetização e de letramento
na sociedade?
b) Como são utilizadas as fontes de informação tradicionais e digitais on-line?
c) Que recursos ou treinamentos precisam ser ofertados pela biblioteca?
d) Como conseguir parcerias para disponibilizar recursos tecnológicos, e espaço
físico, além de criar ambientes para produzir conhecimentos?
e) Quais as orientações a serem oferecidas na orientação dos usuários, seja para
conhecer as diferenças entre suportes da informação e tipo de conteúdo
informacional?
f) Por que o letramento - information literacy é importante na qualidade de vida da
sociedade moderna?

�3 EDUCAÇÃO CONTINUADA DE BIBLIOTECÁRIOS A DISTÂNCIA
O aumento da parafernália eletrônica, com suas características básicas de
redução de espaços para armazenamento das informações, redução do tempo de
acesso e uso da informação, e na velocidade de transmissão dos dados, seja pela
evolução direta dos produtos de informática ou pelas necessidades de recuperação
(estratégias de busca) e disseminação da informação digital, tudo colabora em
estimular novas fronteiras de atuação profissional.
A Educação Continuada desponta como uma necessidade impar entre os
profissionais a fim de se apropriarem das mudanças emergentes. O desafio é
transformar nossos bibliotecários cada vez mais capacitados a solucionar problemas e
a diagnosticar oportunidades. Para melhor servir a sociedade, os bibliotecários
necessitam estar atualizados a vida toda, transformando-se em alunos vitalícios.
Dada a posição estratégica em que os bibliotecários se encontram no processo
de busca e uso de informações, a Educação Continuada a Distância oferece
oportunidade de aprendizado com duplo impacto: a temática abordada nos processos
de capacitação e o contato vivencial com os novos paradigmas tecnológicos de
informação, comunicação e aprendizagem, os quais também podem ser seus
instrumentos de trabalho.

3.1 CURSO DE CAPACITAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
Existem demandas e ofertas de cursos na modalidade da educação à distância
no Brasil, entre os relatos estão Moro et al. (2003), Santos, Passos e Amaral (2003).
Cabe destacar pelos e-mails recebidos e analisando listas de discussões da área de
biblioteconomia, as solicitações variam desde cursos de atualização, de capacitação,
de mestrado, de graduação em Biblioteconomia e até mesmo de como organizar
acervos específicos.

�Torna-se necessário relatar experiências para identificar as práticas realizadas e
principalmente apontar metodologias adotadas para dinamizar o processo de
aprendizagem e quiçá estabelecer novas diretrizes na formação de bibliotecários cada
vez mais necessários na sociedade de conhecimento.
Será mesmo que muitas atividades não poderiam ser oferecidas a distância aos
bibliotecários que atuam no Brasil e em outros países lusófonos? Seriam questões de
reserva de mercado na formação de profissionais bibliotecários sendo um nicho
somente autorizado para determinadas Escolas e Cursos de Biblioteconomia?
Considerando as dimensões territoriais e principalmente a condição dos
contrastes da sociedade brasileira, não seria este o momento de ampliar a formação de
bibliotecários para atuarem em bibliotecas públicas (basta ver os programas como o
Fome de Ler - http://www.queroler.org.br ) que certamente faltará bibliotecário para
essas bibliotecas a serem criadas) ou nas escolas

de ensino fundamental, médio,

profissionalizante que se realmente estão preocupadas em oferecer ensino com
qualidade precisam de bibliotecas, de dinamizar acesso a acervos e principalmente de
oferecer praticas de ações leitoras. Certamente estas questões precisam ser discutidas
em fóruns não só de professores, mas principalmente com bibliotecários e pessoas
preocupadas com a alfabetização, o letramento e a cidadania. O mais importante é
ganhar maior visibilidade do que um bibliotecário pode fazer na sociedade brasileira.

3.2 CURSO DE CAPACITAÇÃO VIRTU@LIZANDO
A seguir está descrito etapas do Curso de Capacitação semi-presencial
realizado no ano de 2002 em Florianópolis.
Público-alvo: Ao todo eram 180 participantes, sendo 30 participantes - professores e
bibliotecários da Rede Municipal de Educação inscritos na disciplina Biblioteca digital e
gestão do conhecimento do programa de capacitação Virtualiz@ando, ministrado no

�Núcleo de Tecnologias Educacionais -

Prefeitura Municipal de Florianópolis - em

Florianópolis - Santa Catarina - Brasil.
Desenvolvido por: Gerência de Desenvolvimento Tecnológico, Laboratório de Ensino
a Distância, Programa de pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade
Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico - Campus Universitário, Trindade - CX.
Postal 5090 - CEP 88040-900, Florianópolis, SC – Brasil.
Período: O convite para desenvolver a disciplina aconteceu em fevereiro e o respectivo
planejamento da disciplina Biblioteca digital e gestão do conhecimento, ministrada por
Ursula Blattmann (Departamento de Ciência da Informação, UFSC). As atividades
preliminares ocorreram entre fevereiro, março e abril de 2002. A abertura do Programa
Virtu@lizando aconteceu em 15 de abril (no auditório da reitoria da UFSC) e seu
enceramento deu-se no dia 02 de setembro de 2002 (no auditório do LED).
Carga horária: 40 horas – aula teóricas e práticas – sendo 16 h/a presenciais e 24 h/a
on-line, sendo 6 encontros presenciais: 23/05, 20/06, 25/06, 01/07, 14/08 e 28/8/ e três
vídeo-chats 11/06, 06/08 e 21/08.
Elaboração do conteúdo: formatação para o ambiente, revisão, treinamento no uso
das ferramentas , apoio da estrutura didático –pedagógica na elaboração do material
on-line. No contato inicial foram planejados as etapas de distribuição de atividades
conforme cronogramas de execução. Definição dos dias da semana para os contatos
presenciais e a distância. Em março credenciamento dos participantes pelo CPF e
senha de acesso no ambiente VIASk (Virtual Institute of Advanced Studies).
Equipe de apoio: agente organizador, pedagoga, além da ministrante contou-se com
colaboradoras no conteúdo da disciplina a professora Gleisy R. B. Fachin e a
bibliotecária Marouva F. Faqueti, além dos serviços de uma revisora, de tutores
(especialistas em apoio tecnológico e de conteúdo) e a equipe do aplicativo educacional
(plataforma do software VIASk).

�Procedimentos técnicos de conteúdo: professor elabora conteúdo, passa para
revisora (português), análise para diagramação e facilidades no manuseio do conteúdo
(ilustrações, vídeo, hipertexto, transparências, textos – artigos e teses, complementares
em PDF ou DOC); nova discussão para verificar alterações e mudanças para depois o
material ser produzido e ser liberado na ferramenta de interface para a EAD o VIASk.
Abordagem metodológica: a disciplina desenvolvida por meio das aulas teóricas e
práticas, presenciais e on-line, utilizando a ferramenta VIASk, textos on-line, sites
direcionados, roteiros, exercícios práticos e de recuperação da informação digital online. Mapeamento e análise de serviços e produtos para bibliotecas escolares na rede
de computadores. Utiliza páginas de hipermídia (sites) e artigos, que permitem a
fundamentação teórica, além de exemplos reais. A disciplina teve como avaliação a
participação direta dos educandos, o estudo de textos, redação e apresentação de
trabalho sobre o tema "Bibliotecas Escolares e a Internet", além de exercícios práticos
on-line, durante as aulas presenciais e discussão nos chats.
Procedimentos técnicos de acesso aos equipamentos: a interação no VIASk
poderia ser realizada em qualquer computador (máquina) que tenha conexão com a
Internet. Os participantes não precisavam estar fisicamente no Núcleo de Tecnologias
Educacionais da Prefeitura Municipal de Florianópolis.
Como etapa de procedimentos todos participantes recebiam o treinamento no
ambiente virtual de aprendizagem VIASk – no qual focalizava-se a caracterização, os
fundamentos teóricos e arquitetura tecnológica para realizar satisfatoriamente a
interação no ambiente projetado. No Menu principal estavam disponibilizadas a
apresentação dos grupos e as ferramentas: Meu Espaço, Secretaria, Colaboração,
Apoio, Ajuda. No quadro 1 abaixo estão as possibilidades de interação no ambiente online.

�Menus de
interações
Meu Espaço

Possibilidades de interação
- Introdução– apresentando as características: Conhecendo as
Partes Básicas: Agenda, Contatos, Sites Favoritos, Anotações,
Biblioteca Pessoal, Desempenho, Dados Pessoais, Correio,
Página Pessoal
- Exploração orientada das Ferramentas, possibilitando o
manuseio das seguintes funcionalidades:
Agenda: agendamento de eventos, compromissos, visualização
dos agendamentos previstos no cronograma do curso
Contatos: criação e uso de lista de contatos
Sites Favoritos: armazenamento de
links, criação de
manipulação de pastas
Anotações: cadastramento de anotações, recuperação e consulta
de informação
Biblioteca Pessoal: arquivamento de diferentes mídias
(documentos, vídeos, imagens, sons, etc.); organização do
material em pastas
Desempenho: inclusão de desempenho de alunos nas disciplinas
cursadas, visualização de relatório gerados nas ferramentas do
grupo Colaboração e resultado de avaliações,
• Dados Pessoais: inclusão e alteração de dados cadastrais no
sistema
• Correio: trocas de mensagens eletrônicas
• Página Pessoal: criação de página pessoal, acesso a página
pessoal de outros participantes do curso

Secretaria

Introdução: características e funcionalidades
- Conhecendo as Ferramentas: Mural, Cronograma, Correção de
Atividades, Busca de Usuários
- Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Mural: publicação de informações acadêmicas
• Cronograma: agendamentos de atividades relacionadas ao
curso/disciplinas
• Correção de Atividades: correção atividades propostas, inserção
de comentários e inclusão de notas

Colaboração

Busca de Usuários: busca de participantes do curso, tipos de
dados acessados na busca, por usuário
- Introdução : características das ferramentas e enfoque
colaborativo: grupo temático e grupo aberto
- Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Fórum: inclusão de perguntas e respostas pertinentes a disciplina

�• Novidades: publicação notícias de interesse geral
• Discussões: manipulação de discussões acadêmicas
• Chat: mediação de conversações síncronas
• Videochat: iniciação de conversações síncronas utilizando vídeo
e áudio
Apoio

Introdução: características
Caracterização das ferramentas: Busca, Biblioteca, Sites
Sugeridos, Eventos, Projetos, Grupos, Log de Chat, Miner
Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Busca: realização de pesquisas na Web
• Biblioteca: inclusão e exclusão de arquivos de diferentes mídias

(documentos, vídeos, imagens, sons, etc.); Organização de
material
• Sites Sugeridos: disponibilização de links
• Eventos: Publicação de eventos
• Projetos: formação de equipes de trabalho, troca de material

(arquivos, relatórios)
• Log de Chat: recuperação dos registros dos chats realizados
• Miner: Busca de arquivos no ambiente VIASK

Ajuda

Introdução das ferramentas do grupo Ajuda– apresentando a
proposta do grupo
Caracterização das ferramentas: Como usar, Por que Usar,
Dúvidas Freqüentes, Mapa do Site
Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Como usar: passo a passo do uso das ferramentas
• Por que Usar : abordar aspectos pedagógicos de todas as

ferramentas
• Dúvidas Freqüentes: consulta e inclusão de respostas às dúvidas

freqüentes
• Mapa do Site: localização de todas a ferramentas dentro dos

grupos
QUADRO 1: VIASk e menu de interações

�Para cada curso (eram sete ao todo) havia uma estrutura semelhante, conforme
demonstra a figura 1 abaixo:

CURSO

I N D ICE

TÓPICOS DE DISCIPLINA

ITENS POR TÓPICO DE
DISCIPLINA (arquivos
html)

Organização da árvore

DISCIPLINA

FIGURA 1: Estrutura do conteúdo no VIASk – Organização de Tópicos e Subtópicos

RESUMO
As aulas presenciais aconteciam no Núcleo de Tecnologias Educacionais – Centro de
Florianópolis, nas quais o contato direto com os participantes poder-se-ia verificar o
processo de aprendizagem, compartilhamento das dificuldades existentes no manuseio
e exploração das ferramentas. Enquanto as aulas à distância baseavam-se no acesso e
no uso dos conteúdos (acompanhados pelo log registrado), na participação do vídeo –
Chat, na solicitação do apoio técnico (logístico ) e na avaliação final.

4 CONCLUSÕES
A educação à distância é uma modalidade de ensino que precisa ser incorporada
na formação e capacitação de bibliotecários no Brasil.
Observou-se que o ambiente VIASk oferece uma diversidade de recursos e
precisa ser adequado conforme as condições tecnológicas existentes. Foram

�encaminhadas sugestões para melhoria da plataforma principalmente o problema da
lentidão do sistema. Perceptível no uso do vídeo-chat (configuração mínima necessária
com áudio e vídeo), no diálogo realizado no Chat , pois em salas de bate-papo na Web
tradicional tudo é muito rápido e dinâmico.
Ao finalizar a disciplina pode-se perceber pela avaliação dos participantes a
importância de realizar atividades didático-pedagógicas para interação do educando
pelo vídeo em rede de computadores. Espera-se que tudo não acabe em apenas mais
um curso realizado e sim em implementações dos conteúdos trabalhados no cotidiano.
É importante que principalmente bibliotecários e educadores tomem iniciativas e
desencadeiam políticas para preservação da memória e uso da informação digital no
ambiente da rede municipal de educação. Eis a importância de conhecer ferramentas,
suportes, técnicas e tecnologias para saber o por que preservar, como preservar e
entender os processos e as atividades no armazenamento, em especificar tecnologias
necessárias para o acesso e estimular o uso da informação em diferentes suportes
digitais (DVD, on-line, formatos) , cabe lembrar que o essencial ainda está no conteúdo
transmitido, sua compreensão e na geração de mudanças aplicando os conhecimentos.
Espera-se que os educandos sejam multiplicadores em disponibilizar conteúdos
supostamente trabalhados pelos professores e alunos nas salas informatizadas das
escolas; desempenhar um papel na formulação de políticas internas e externas,
considerando onde e quem será responsável pela preservação e organização destas
informações no suporte digital.
Necessita-se traçar políticas de uso dos recursos tecnológicos nas Bibliotecas
das escolas na Rede Municipal de Educação, principalmente pelo fato destas
bibliotecas estarem abertas para a comunidade na qual estão localizadas e desta
maneira propiciar o acesso aos recursos da Internet e como imprimir, pesquisar e salvar
pesquisas realizadas na Web.
Percebeu-se a importância e satisfação na realização deste Curso conforme a
exposição oral e escrita dos participantes. Foram observados que existem dificuldades

�no planejamento de ações do próprio gabinete ou melhor na secretaria de planejamento
municipal. Os educandos mencionaram o fato que nem existia computador nas
bibliotecas e isso significa que pouco adianta oferecer cursos de capacitação se os
equipamentos ainda estão para serem adquiridos e os recursos cada vez mais
escassos e lentos.
Fica evidente a importância do trabalho de bibliotecários na educação à
distância. Os bibliotecários podem participar desse processo por dois prismas: como
educadores e como educandos. Muitas atividades podem ser realizadas nas
organizações como: a elaboração de conteúdos, análise de fontes de informação
tradicionais e on-line; treinamento no manuseio de recursos tecnológicos ; facilitar o
acesso e estimular ações para dinamizar o acesso e o uso de conteúdos. O
bibliotecário precisa exercer sua prática profissional seriamente e desta maneira
contribuirá significativamente para todos poderem sobreviver na Sociedade do
Conhecimento baseada na rede de relações e de computadores.
Agradecimentos aos membros do Laboratório de Ensino a Distância – UFSC: Regina
Bolzan, Blenda de Campos Rodrigues, Juliana Santana, Adria, Deucélia , Carol, Leslie
Christine Paas. E a colaboração de Gleisy R.B. Fachin.
ABSTRACT
The distance education collaborates in the librarians continued education. Show the
importance to use new technologies of information and communication as instruments in
the continued learning process to librarians. Reports the educational case, of the course
to capacitated librarians and teachers from the Florianópolis districtal schools; pointing
the importance of information literacy, digital inclusion and give some dynamics to
increase professional abilities. This course evaluate services and products to be
incorporated at the daily work, approach how to access, use and read webpages and to
provoke a individual reflection about te interaction process between the video –
computer – interfaces . Emphasizes the importance to know aspects of access, and use
of the on-line information resources. Give some conclusions about the importance of
librarians work at distance education process, like elaboration, analysis and training of
using contents and on-line information resources. Reflections about reading actions,
impacts of the digital division, access and use of on-line information resources to
survival at the knowledge society .
KEYWORDS: Distance education. Librarians education. Long-learning education. Digital
inclusion. Information literacy. Electronic resources.

�REFERÊNCIA
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (orgs.). O zapear a informação em
bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
DOWBOR , Ladislau. Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação, 2001.
Artigo. Disponível em: &lt; http://ppbr.com/ld/tecnconhec.asp &gt;
MORO, Eliane L. da Silva et. Al. Bibliotec: experiência do curso de extensão em EAD
mediado por computador. Em questão, Porto Alegre, v. 9, n. 1, p. 149-162, jan./jun.
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PINTO, J. M. R et all. Um olhar sobre os indicadores de analfabetismo no Brasil. R.
bras. Est. pedag., Brasília, v. 81, n. 199, p. 511-524, set./dez. 2000. Disponível em
&lt;http://www.inep.gov.br/download/cibec/2000/rbep/rbep199_010.pdf &gt;
SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary ; AMARAL, Sérgio Ferreira do.
Considerações sobre a Convivência da Informação Impressa, Virtual e Digital no Século
XXI: O Perfil dos Profissionais de Informação Diante das Tecnologias para Auxílio no
Ensino a Distância. 2003 Disponível em :
&lt;http://www.abed.org.br/congresso2001/13.zip &gt;
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003. 128p.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed Belo Horizonte:
Autêntica, 1998. 125p.

∗

Universidade Federal de Santa Catarina Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú
Rua João da Costa, s/n, caixa postal 16 88340-000 – Camboriú, SC - Brasil e-mail: marouva@bu.ufsc.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Ciência da Informação
Campus Universitário – Trindade 89000-000 Florianópolis Santa Catarina - Brasil
E-mail: ursula@ced.ufsc.br

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A educação à distância colabora na educação continuada de bibliotecários. A importância de utilizar tecnologias da informação e comunicação como instrumentos no processo de aprendizagem de bibliotecários. Relata o caso do curso de capacitação de bibliotecários atuantes em instituições de ensino apontando a importância do letramento, inclusão digital e atualização constante para dinamizar as competências e habilidades profissionais. Indicação de serviços e produtos a serem incorporados no cotidiano profissional com o intuito de aproximar o leitor de páginas e provocar esse indivíduo ao processo de interação pelo vídeo. Enfatiza a importância de conhecer aspectos de acesso, e uso das fontes de informação on-line. Traça considerações sobre a importância do trabalho de bibliotecários na elaboração, análise e treinamento de conteúdos e fontes de informação on-line. Reflexões sobre ações leitoras, os impactos da divisão digital e o acesso e uso de fontes de informação na sociedade do conhecimento.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS BRASILEIROS EM CIÊNCIA E
TECNOLOGIA: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA BASEADA NA ANÁLISE
DE “LINKS” PARA O “SITE” DO PERIÓDICO.
Marília Alvarenga Rocha Mendonça∗
Carlos Henrique Marconde
Ana Carolina de Araújo Nogueira
Claúdia Maria Carvalho

RESUMO
Resultado preliminar de projeto de pesquisa patrocinado pelo CNPq/UFF, com a
finalidade de desenvolver uma metodologia de avaliação para periódicos eletrônicos
brasileiros em Ciência e Tecnologia, considerados “emergentes” pela pesquisa. A
metodologia proposta se espelha no fator de impacto utilizado pelo ISI – Institut for
Scientic Information, é baseada na análise quantitativa e qualitativa de “links”
efetuados para o “site” de um periódico eletrônico, obtido através da submissão de
sua URL ao “site” de busca Google. Considera não somente a quantidade de “links”
direcionados ao “site” mas, também, a existência de “sites” considerados autoridade
na área do periódico pesquisado. Propõe uma fórmula para calcular o grau de
relevância do periódico analisado, que deverá ser confirmado através da opinião de
especialista da área.
PALAVRAS-CHAVE: comunicação científica. publicações eletrônicas. periódicos
eletrônicos. Avaliação. Brasil.

INTRODUÇÃO

Desde o aparecimento do 1º periódico científico no século XVII, o Journal des
Sçavans, e do Philosophical Translations of the Royal Society, em 1885 (DAY, 1999;
MEADOWS, 1999), os periódicos científicos são considerados pela comunidade
científica, meios de disseminação dos resultados de suas pesquisas, assegurando
prioridade e qualidade, alem de prover e preservar o conhecimento científico.
A WORLD WIDE WEB vem crescendo expressivamente nos últimos anos,
tornando-se um novo meio de comunicação e um grande repositório de informações,
promovendo um crescimento na economia mundial do conhecimento. Cientistas e
estudiosos vêem a Web como um meio mais visível (LAWRENCE), rápido e barato

�para publicação de suas pesquisas, em comparação com os tradicionais periódicos
impressos (ODLYSKO, 1998). Sendo constituída por documentos eletrônicos,
páginas “lincadas”, isto é, conteúdos inter-relacionados, quando uma página é
exibida na tela de um navegador, um “link” nesta página permite navegar para
outras páginas, constituindo na assim chamada, teia global de bilhões de páginas
interconectadas. Um “link” não é apenas um auxílio para a navegação, permitindo ao
leitor, por exemplo, navegar até o fim da página, voltar à “home-page” etc. O criador
de uma página A, ao assinalar nesta um “link” para a página B, está indicando que
considera a página B, de alguma maneira, relacionada semanticamente a página A.
Kleinberg e Lawrence (2001) afirmam que, com relação ao crescimento não
planejado da Web, ela tem sido considerada como sem estrutura. Entretanto,
pesquisas recentes já consideram a WEB uma rede auto-organizada. A base para
auto-organização da WEB é sua estrutura de “links”. O estudo de estrutura de “links”
da WEB é conhecido como análise de “links”. A pesquisa sobre análise de “links”
encontrou interessantes “insigts” em áreaa como desenvolvimento de programas
crawlers, spiders e robots. Klimberg (1998) encontrou dois tipos de “sites”, baseada
nos estudos sobre “links” de e para um conjunto de “sites”: autoridades, “sites” os
quais são “lincados” de muitas outras páginas, e “hubs”, páginas que “lincam” para
muitas páginas.
Na área da Ciência da Informação, considerando o contexto da comunicação
científica e da Biblioteconomia, citação de um periódico científico para outro,
consiste em um conhecido mecanismo de avaliação da relevância de determinado
autor. Este mecanismo indica uma recomendação que se faz de um autor para outro
e, indiretamente, a recomendação para o periódico científico que publica o artigo.
Esta sistemática de citação consiste na base de cálculo de fator de impacto
(GARFIELD, 1994), reconhecido indicador da relevância de publicações científicas.
O ISI – Instituto de Informações Científicas, fundado por Eugene Garfield, é uma
instituição que coleta informações acerca de publicações científicas em todo o
mundo, realizando análises estatísticas dos dados obtidos, calculando o fator de
impacto de milhares de periódicos científicos. O fator de impacto consiste, então,
em um valioso indicador para avaliação de publicações científicas, auxiliando no

�planejamento de políticas científicas e de políticas específicas para bibliotecas
como, por exemplo, para o desenvolvimento de acervo.
Periódicos eletrônicos constituem uma recente realidade no cenário da Web
brasileira. Encontra-se em fase final de desenvolvimento, um projeto de pesquisa
patrocinado pelo CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em
Ciência e Tecnologia, cujo objetivo é conhecer a situação dos periódicos eletrônicos
brasileiros em Ciência e Tecnologia (MARCONDES, 2003). Foram encontrados
cerca de 500 periódicos eletrônicos, em diferentes áreas do conhecimento. Destes,
aproximadamente 400 são periódicos impressos que possuem, também, uma
versão eletrônica e, 89 são publicados apenas eletronicamente. O universo desta
pesquisa é constituído pelos 89 periódicos científicos que apresentam, apenas, a
versão eletrônica.
O universo dos periódicos eletrônicos brasileiros apresenta diferentes níveis
de qualidade. Assim é que, para os periódicos acadêmicos existem políticas
públicas emanadas de agências brasileiras vinculadas ao desenvolvimento científico
e tecnológico. No caso específico dos periódicos eletrônicos, existe um projeto,
patrocinado por várias agências governamentais, denominado SciELO – Scientific
Electronic Library Online (PACKER, 2000), destinado a desenvolver um portal na
WEB, oferecendo a versão eletrônica dos mais importantes periódicos científicos
brasileiros, exigindo rígidos critérios de qualidade para os periódicos que o integram.
No cenário brasileiro dos periódicos eletrônicos, o portal SciELO cumpre um
papel de destaque. Produto de uma parceria entre diversas instituições, nacionais e
internacionais: -FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo
– http://www.fapesp.br), -BIREME ( Centro de Informação em Ciências da Saúde
para a América Latina e o Caribe – http://www.bireme.br), uma organização
pertencente à PAHO -

Organização Panamericana de Saóde e à WHO –

Organização Mundial de Saúde, todas elas relacionadas a comunicação científica,
juntamente com vários editores de publicações científicas. Atualmente, o portal
SciELO é considerado um importante componente das políticas públicas brasileiras,
no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência disseminando, no mundo todo, a
literatura técnico-científica publicada nos países em desenvolvimento, aumentando,
assim, sua visibilidade, muito além de suas fronteiras.

�O projeto SciELO/Brasil teve início em 1998, com a migração, para versão
eletrônica, de um certo número de periódicos brasileiros impressos, considerados de
alta qualidade, pertencentes às áreas de Ciências da Saúde e Biologia. Hoje
existem outros portais SciELO, contendo periódicos eletrônicos de países da
América Latina e do Caribe. O portal SciELO arrola os mais importantes periódicos
científicos brasileiros, sendo a maioria deles periódicos acadêmicos publicados em
formato papel. Através da pesquisa verificou-se que, além dos periódicos eletrônicos
incluídos no SciELO existem, aproximadamente, 89 periódicos eletrônicos referentes
a diferentes áreas do conhecimento, que convencionou-se chamar de periódicos
eletrônicos emergentes. Diferentemente daqueles arrolados pelo SciELO, estes
periódicos são recentes, apresentam uma periodicidade irregular, não se
constituindo, portanto, em publicações sólidas. Falta, a estes periódicos, uma
metodologia de avaliação sistemática e consistente (PACKER, 2001). Acredita-se
que, uma das barreiras para o uso sistemático destes periódicos, ditos emergentes,
pela comunidade científica brasileira é a ausência de uma avaliação qualitativa.
Estes periódicos apresentam inúmeras dificuldades em atender aos critérios do ISI
(TESTA, 1997). Assim é que, esta pesquisa pretende desenvolver uma metodologia
de avaliação para ser utilizada nos periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e
Tecnologia, ditos emergentes , alternativo ao fator de impacto utilizado pelo ISI,
contemplando uma análise quantitativa e qualitativa dos “links” feitos ao “site” do
periódico.
Um “link” de uma página para outra, como acontece nos estudos
bibliométricos, é considerado análogo a uma citação. A hipótese com a qual se
trabalhou na pesquisa, considerando-se o significado de uma citação, difere um
pouco do significado de uma citação considerando os estudos bibliométricos.
Diferentemente dos “links” para um artigo de periódico, “links” para o “site” de um
periódico eletrônico são, geralmente, feitos pelos serviços de referencia eletrônica,
um serviço emergente oferecido, geralmente, pelas bibliotecas acadêmicas ou
universitárias. Serviços de referencia eletrônica sinalizam a existência de um
processo de avaliação dos “links” incluídos no serviço. Desta forma, este projeto
trabalha com a seguinte hipótese: “links” para o “site” de um periódico eletrônico,
levando-se em consideração o “site” que faz o “link”, significa uma recomendação

�para o periódico. Dependendo da natureza da instituição que lincou para o periódico
eletrônico, pode representar um forte indicador de sua relevância.

METODOLOGIA
A metodologia adotada a pesquisa considera os “links” direcionados ao “site”
de um periódico eletrônico, realizando uma análise quantitativa e qualitativa dos
mesmos. Os “links” para os “sites” dos periódicos eletrônicos analisados, foram
obtidos submetendo suas URL ao mecanismo de busca do Google, sendo
consideradas somente as 10 primeiras páginas resultantes. Quando um grupo de
periódicos eletrônicos pertencentes a uma área específica do conhecimento era
analisado, os resultados da pesquisa no Google eram colhidos em um mesmo dia. A
fórmula utilizada para pontuar os periódicos analisados considera três tipos de
“links”: o total de “links” (não considera os “links” repetidos), os “links” oriundos de
“sites” estrangeiros (pertencentes a “sites” fora do Brasil) e os “links” autoridades,
cada um deles recebendo um peso diferente.
Os “sites” autoridades (“links” autoridades) precisam ser, na realidade,
aprovados pelas comunidades de pesquisa e das bibliotecas, considerando as
específicas áreas do conhecimento. Nesta pesquisa, considerou-se “links”
autoridade os “sites” de bibliotecas universitárias com programas de pós-graduação,
os “sites” de programas de pós-graduação, os “sites” de associações científicas e os
“sites” de associações profissionais, considerando, em todos os casos, as
respectivas áreas de atuação.
A fórmula criada para pontuar os periódicos eletrônicos considera o total de
“links” efetuado para o “site“ do periódico eletrônico. Se o periódico está incluído no
portal SciELO, os “links” para o “site” do periódico eletrônico vindos de algum “site”
do SciELO não são considerados; isto porque existem diferentes páginas no “site”
do SciELO “lincando” para um periódico eletrônico, mostrando o escopo do
periódico, estatísticas de acesso, fator de impacto etc., em português, espanhol e
inglês. Também, para os periódicos não incluídos no SciELO, os “links” oriundos do
próprio “site” do periódico eletrônico não são considerados.

�Do total de “links” encontrados subtrai-se o total de “links” estrangeiros, o total
de “links” autoridade. O resultado encontrado é considerado o total bruto de “links”,
que é adicionado ao total de “links” estrangeiros, ao qual é atribuído peso 2, e
adicionado ao total de “links” autoridade, ao qual é atribuído peso 3. O resultado final
desta operação resulta na pontuação atribuída ao periódico eletrônico. A fórmula
utilizada é a seguinte:
Tl= total de “links” para o “site” do periódico eletrônico, encontrado através do
Google;
Ts= total de “links” oriundos do “site” do SciELO ou o total de “links” oriundos do
“site” do próprio periódico eletrônico;
Tr= total de “links” repetidos,
Te= total de “links” estrangeiros;
Ta= total de “links” autoridade;
To= total de outros “links”;
G = fórmula calculada para o periódico eletrônico;
Sendo que G é calculado da seguinte forma:
G= (Tl –Ts –Tr –Te -Ta) + 2 x Te + 3 x Ta + To
Depois de aplicada a fórmula proposta, procurou-se confirmar, através de
consulta a especialista da área de cada periódico analisado, o resultado obtido. Esta
metodologia foi aplicada, primeiramente, na área de conhecimento da Ciência da
Informação, por ser esta uma área familiar ao grupo de pesquisa. Após esta
experiência, a metodologia foi aplicada em periódicos eletrônicos brasileiros de
outras áreas do conhecimento, para que fosse possível comparar os fatores e os
pesos usados no cálculo de suas pontuações As

1

áreas pesquisadas foram:

Ciências da Saúde –Enfermagem (2 periódicos) e Saúde Pública (3 periódicos);
Humanidades – Educação (2 periódicos); Ciências Sociais Aplicadas – Ciência da
Informação e Administração (3 periódicos de cada); Ciências Agrárias – Agronomia e
Veterinária (3 periódicos).

1

Áreas do conhecimento de acordo com a classificação da CAPES/CNPq.

�RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Para o desenvolvimento da presente pesquisa foram analisados um total de
16 (dezesseis) periódicos eletrônicos, extraídos do instrumento de busca no Google.
A fórmula para detectar a pontuação do periódico eletrônico foi aplicada no grupo de
periódicos selecionados, apresentando os resultados que se seguem:

TABELA 1 – Área: Ciências Sociais Aplicadas – Ciência da Informação
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Ciência

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

da

sim

43

0

0

7

6

0

62

DatagramaZero

não

37

0

0

8

5

0

55

Informação

não

18

0

0

5

5

0

33

Informação

&amp;

Sociedade

O resultado obtido na área da Ciência da Informação confirma a avaliação de
relevância acerca dos periódicos analisados: Ciência da Informação é um periódico
tradicional e consolidado na área, publicado pelo IBICT desde 1970 na versão
impressa e, desde 1998 em versão eletrônica. DatagramaZero consiste em um novo
e inovativo periódico eletrônico, publicado desde 2001, possui uma consistente
política de divulgação entre os pesquisadores da área, editado por reconhecido
pesquisador da área de Ciência da Informação. Finalmente, o periódico Informação
&amp; Sociedade consiste em um periódico acadêmico, editado pelo Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal da Paraíba. Não
possui uma cobertura nacional sendo considerado um periódico acadêmico de
âmbito regional, em virtude de seu escopo e de suas ligações com este programa de
pós-graduação. Desde o final de 2003 é editado apenas na versão eletrônica.

�TABELA 2 – Área: Ciências Sociais Aplicadas – Administração
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Administração

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

não

10

0

0

1

1

1

6

não

5

0

0

2

0

1

5

não

36

16

0

2

6

6

21

On-line
Acadêmica

–

Revista Virtual
Revista
Eletrônica

de

Admonistração

O periódico que recebeu maior pontuação foi Revista Eletrônica de
Administração. Comparado com os outros dois analisados, recebeu mais “links”
autoridade (“sites” de vários cursos de graduação e pós-graduação), o que
representa um grau de maior significância, se comparado com os demais. O
feedback de especialista da área confirmou o resultado da pesquisa.
TABELA 3 – Área: Ciências da Saúde – Saúde Pública
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Cadernos

de

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

sim

100

0

87

10

2

0

27

sim

100

0

94

6

0

0

12

sim

62

0

57

3

0

0

8

Saúde Pública
Revista

de

Saúde Pública
Revista

de

Saúde Coletiva

�Todos os periódicos analisados são arrolados no portal SciELO, significando
que também possuem versão impressa. O resultado da avaliação coincide com a
avaliação de especialista da área: Cadernos de Saúde Pública é o periódico mais
relevante entre os analisados.
TABELA 4 – Área: Ciências da Saúde – Enfermagem
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

On-line

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

não

29

0

0

27

1

1

58

sim

75

0

68

4

0

3

11

Brazilian
Journal

of

Nursing
Revista LatinoAmericana

de

Enfermagem

O resultado obtido nesta área causou uma surpresa. Dentre os dois
periódicos eletrônicos analisados, a Revista Latino-Americana de Enfermagem,
incluída no portal SciELO, recebeu uma pontuação bem menor da recebida pelo
periódico On-line Brazilian Journal of Nursing, não incluído no SciELO. Acredita-se
que isto ocorreu, pelo fato de o referido periódico ser publicado na língua inglesa, o
que o torna mais acessível à comunidade internacional, fato comprovado pelo total
de “links” estrangeiros apurado na pesquisa. No entanto, não houve o feedback de
especialista da área, para confirmar o resultado.

TABELA 5 – Área: Ciências Agrárias – Veterinária
Periódico
eletrônico

Incluído
no
SciELO

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

�Arquivos
Brasileiros

dade

ples

sim

25

0

10

9

1

0

21

sim

53

0

42

6

1

0

15

sim

22

0

14

4

1

0

11

de

Medicina
Veterinária

e

Zootecnia
Pesquisa
Veterinária
Brasileira
Brazilian
Journal

of

Veterinary
Research

and

Animal Science

Todos os periódicos analisados pertencem ao portal SciELO. Este grupo de
periódicos eletrônicos recebeu poucos “links”. Para avaliar estes periódicos contouse com o auxílio de especialista da área que, no entanto, não confirmou o resultado
obtido através da aplicação da metodologia de avaliação proposta, indicando o
periódico Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science como o mais
importante periódico eletrônico, dentre os três analisados.

TABELA 6 – Área: Humanidades – Educação
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Educação

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

e

sim

67

0

60

7

0

0

14

&amp;

sim

11

0

2

6

0

2

14

Pesquisa
Educação
Sociedade

�Os dois periódicos eletrônicos analisados pertencem ao portal SciELO. O
resultado da pesquisa apontou os dois periódicos com o mesmo grau de relevância.
No entanto, especialista da área indicou o periódico Educação e Sociedade como
sendo o mais importante.

CONCLUSÕES
De uma maneira geral, o grupo de pesquisa sentiu certa dificuldade em
aplicar a fórmula desenvolvida para aferir graus indicativos de relevância em
periódicos eletrônicos brasileiros de áreas que não pertencem ao seu domínio de
conhecimento, como é o caso da área da Ciência da Informação. Por outro lado, os
periódicos científicos em formato eletrônico, ditos emergentes, representam uma
realidade não completamente familiar à maioria da comunidade acadêmica
brasileira. Conforme Brown (apud Hyldegaard, 2004), “as características das áreas
científicas afetaram a preferência de cientistas por fontes de informação”. Isto tem
dificultado encontrar parceiros na comunidade de pesquisa que conheçam os
periódicos eletrônicos “emergentes” selecionados para serem submetidos à fórmula
proposta e darem o feedback necessário para validar o resultado da pesquisa.
Foi também difícil encontrar, no universo dos periódicos eletrônicos
brasileiros, áreas do conhecimento que possuíssem mais de um periódico, caso
específico da Física (Brazilian Journal of Physics); um pesquisador desta área
informou que, a comunidade científica desta área prefere publicar em periódicos
internacionais e, preferencialmente, em periódicos impressos. A mesma situação foi
encontrada na área de Ciência da Computação. Estes tipos de problemas
dificultaram a aplicação da metodologia em algumas áreas do conhecimento. Assim,
considera-se como ideal para avaliar a metodologia proposta, a existência de mais
de um periódico eletrônico na área de conhecimento a ser analisada e, contar com a
assistência de pesquisadores da área, conhecedores dos periódicos analisados,
para ratificar o resultado encontrado através da aplicação da fórmula.
Embora os resultados obtidos através da aplicação da fórmula coincidirem
com a avaliação de relevância dos periódicos eletrônicos, na área de Ciência da
Informação, o grupo considerou a área atípica, talvez pelo fato de que, na prática, os

�profissionais atuantes em bibliotecas e em faculdades de biblioteconomia brasileiras
contarem com bons serviços de referência eletrônica. Há que se considerar também
que, os três periódicos eletrônicos, juntamente com outros três existentes na área,
são recomendados pelas principais escolas de biblioteconomia e bibliotecas
acadêmicas brasileiras, que possuem em suas “home-pages”, informações sobre
cursos de graduação e pós-graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O conceito de autoridade também se mostrou satisfatório na área.
Considera-se também como hipótese a de “sites” de programas de pósgraduação em diferentes áreas serem considerados como autoridade. Isto foi
verificado em poucas áreas como, por exemplo, na Administração. Entretanto, em
muitos “sites” de cursos de graduação foram encontrados “links” para periódicos
eletrônicos em diferentes áreas, sendo considerados também como autoridades.
Constatou-se também que, com exceção da área de Ciência da Informação e
da área de Ciências da Saúde, mais precisamente na UNIFESP- Universidade
Federal de São Paulo, importante centro de pós-graduação e pesquisa em ciências
da saúde, parece haver poucos serviços de referência eletrônica nas bibliotecas
acadêmicas e universitárias, ou mesmo de centros de pesquisa brasileiros. E,
mesmo quando existem, eles não incluem os periódicos eletrônicos brasileiros, o
que evidencia a importância dada aos periódicos estrangeiros, pela comunidade de
pesquisa brasileira, em detrimento dos nacionais.
Acredita-se, após estes primeiros resultados obtidos, ser necessário definir
quais são as condições às quais a fórmula desenvolvida pode ser melhor aplicada.
O conceito de autoridade usado deve ser ampliado, talvez incluindo autoridades
estrangeiras. É necessário, também, contar com o apoio mais consistente de
pesquisadores das áreas específicas dos periódicos eletrônicos analisados. É
preciso estabelecer uma forma de se automatizar esta metodologia, após serem
feitas as devidas correções, para que a mesma possa ser publicamente avaliada em
um “site” da WEB. Acredita-se ainda que, a aplicação, de forma sistemática e
segura, da metodologia proposta, depende muito da implementação de um serviço
de referência eletrônica pelas bibliotecas universitárias brasileiras.

�Avaliação da qualidade é essencial para consolidar os periódicos eletrônicos
brasileiros em C &amp; T, ditos emergentes, junto à comunidade científica brasileira e,
um sistema de avaliação permanente é necessário para impingir este conceito de
qualidade. Estes periódicos encontram dificuldades em satisfazer os critérios de
qualidade estabelecidos pelo fator de impacto ISI por isso, acredita-se, ser
necessária a adoção de metodologias alternativas e de políticas públicas
contemplando este tema.
O uso da fórmula proposta para aferir graus de relevância aos periódicos
eletrônicos, com dito anteriormente, precisa ser mais do que uma simples
metodologia. Poderia ser adotada na forma de política pública, juntamente com
outras políticas envolvendo periódicos eletrônicos, como acontece nos portais do
SciELO e da CAPES. As comunidades de pesquisa e bibliotecária, pertencentes a
uma área do conhecimento precisam concordar com o grupo de instituições
consideradas autoridades. Um “site” da WEB poderia ser

desenvolvido com os

“links” aceitos pela comunidade. Desta forma, um editor pode submeter a este
“Website” o “link” do seu periódico eletrônico; a fórmula seria aplicada nele e, a
pontuação obtida ficaria disponível na WEB, para toda a comunidade de pesquisa.
Apesar destas considerações e, após ter sido ajustada e acordada pela
comunidade, quais seriam os “sites” considerados autoridade, a metodologia
proposta poderá ser um importante instrumento para avaliação de periódicos
eletrônicos.
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Ariadne, v. 21, sept.1999. URL: &lt;http://www..ariadne.ac.uk/issue21/pubmed/&gt;.
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�∗

Universidade Federal Fluminense/Departamento de Ciência da Informação Rua Lara Vilela, 126 –
Niterói, RJ – Brasil mariliaalvarenga@terra.com.br - marcon@vm.uff.br
Universidade Federal Fluminense/Curso de Biblioteconomia e Documentação Rua Lara Vilela, 126 –
Niterói, RJ – Brasil ana_canogueira@hotmail.com; senadorcaxias@ig.com.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Avaliação de periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e Tecnologia: uma proposta de metodologia baseada na análise de “links” para o “site” do periódico.</text>
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                <text>Mendonça, Marília Alvarenga Rocha; Marcondes, Carlos Henrique, Nogueira, Ana Carolina de Araújo; Carvalho, Claúdia Maria </text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Resultado preliminar de projeto de pesquisa patrocinado pelo CNPq/UFF, com a finalidade de desenvolver uma metodologia de avaliação para periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e Tecnologia, considerados “emergentes” pela pesquisa. A metodologia proposta se espelha no fator de impacto utilizado pelo ISI – Institut for Scientic Information, é baseada na análise quantitativa e qualitativa de “links” efetuados para o “site” de um periódico eletrônico, obtido através da submissão de sua URL ao “site” de busca Google. Considera não somente a quantidade de “links” direcionados ao “site” mas, também, a existência de “sites” considerados autoridade na área do periódico pesquisado. Propõe uma fórmula para calcular o grau de relevância do periódico analisado, que deverá ser confirmado através da opinião de especialista da área.</text>
              </elementText>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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  </item>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>E-BOOK E SEU IMPACTO NA SOCIEDADE

Marili Nogueira Loureiro∗
Maria Cristina Matoso∗∗

RESUMO
As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma
“tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o
aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários
suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da
imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais
ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e
praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão
impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato
eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a
reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade
sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book?
Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária
para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra
possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar?
Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informaçãousuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em
relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no
meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em
relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma
que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar
a biblioteca tradicional ou vão coexistir?
PALAVRAS-CHAVE: e-book. Biblioteca universitária. Direitos autorais. Exclusão
social.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU), sendo uma das instituições da Sociedade
da Informação, está em desenvolvimento e evolução constantes, buscando
renovar e melhorar seus serviços à comunidade usuária.

Isso deve-se ao

momento em que estamos vivendo. São tempos de mudanças, avanços
tecnológicos muito rápidos e todos estes fatores interferindo e renovando o
paradigma da transferência de informação.

�Nesse contexto, a Biblioteca Universitária tem sido uma das precursoras da
utilização da inovação tecnológica ao absorver para suas atividades os recursos
oferecidos pelos avanços tecnológicos. É importante destacar a função principal
da Biblioteca Universitária na visão de Ziman (1979), como a memória na qual
cada ítem está continuamente sendo reescrito à medida que novos resultados são
trazidos para ela.
Dos vários conteúdos que a BU registra, trata e dissemina à sua
comunidade, o livro é um dos principais “atores” alocado em seu acervo. Dado a
sua importância para o registro da extensão da memória e imaginação da
humanidade, como cita Borges (2004) em El Libro, faz-se necessário, apesar de
não pretendermos ir ao âmago da história do livro, embora esta seja fascinante,
apontar que o mesmo, no decorrer da história do homem, já possuiu vários
suportes a saber: tiras de seda, argila, tábuas, papiros, pergaminho e em papel,
sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais.
Com o advento da imprensa no século XV - meados de 1450 por
Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros
no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações
drásticas, pois a cultura era a versão impressa.
Assim, o livro trouxe várias vantagens, tais como o surgimento dos índices
e das bibliografias, que facilitavam a pesquisa. Aumentou o número de
alfabetizados, democratizou-se o conhecimento, a ficção tornou-se possível,
nasceu a propaganda, apareceram as bibliotecas públicas, despontou a idéia de
autoria. Os autores clássicos foram impressos.

A educação, a ciência e a

transferência de tecnologia ganharam importância.
Transcendendo o tempo e espaço, no decorrer da evolução do livro, entre
o momento em que Gutenberg publicou, em 1455, a famosa Bíblia de Gutenberg,
primeiro livro completo impresso na máquina de tipos móveis, e o advento do
computador com a editoração eletrônica passaram-se cerca de 550 anos.
Contemporaneamente, grandes alterações foram implementadas nos
procedimentos de produção, transmissão e uso do conhecimento. Na década de

�80, Castells (1999) apontou que novas tecnologias transformaram o mundo da
mídia, sendo a Internet a espinha dorsal da comunicação global.
Na perspectiva desse contexto, no final do século XX, as possibilidades
permitidas pelas inovações tecnológicas possibilitaram uma nova realidade para a
produção do livro impresso, a publicação sem o uso do papel, com custos
baixíssimos, o livro eletrônico.

2 A NOVA MÍDIA ENCONTRA O E-BOOK
Atualmente estão disponíveis várias ferramentas que dinamizaram a troca
e acesso à informação escrita. O desenvolvimento e a célere expansão das
inovações tecnológicas de informação proporcionou o surgimento de uma
sociedade de informação, digital ou de rede, em que a Internet e a World Wide
Web assumem importância em questões relacionadas a natureza do livro, em
relação a sua produção, transmissão e uso do conhecimento, dissociando-o do
suporte tradicional - impresso - para o formato eletrônico.
Com a evolução do livro impresso (analógico) para o formato eletrônico,
Chartier (1999) “nos lembra que muitas revoluções, dentre as quais a de
Gutenberg, vividas como ameaças, criaram, pelo contrário, um conjunto de
mutações que até agora tinham ocorrido em separado”.

Chartier vai além e

argumenta que muitas das categorias relacionadas com a cultura escrita estão a
modificar-se, pois está havendo mudanças nas técnicas de preparo do texto, no
suporte e nas práticas de leituras, com o surgimento do e-book.
Então o que são e-books?

Em uma definição simplista: são livros

eletrônicos para ler no computador (ou imprimir). É a versão digital do velho e
bom livro de papel. Furtado (2004), nos lembra que ao utilizarmos o termo e-book
implica o recurso a equipamentos de hardware e software. Porém, faz-se
necessário apresentarmos algumas vantagens e desvantagens, as quais estão no
Quadro 1.

�Quadro 1. Vantagens e desvantagens do e-book.
Vantagens
- espaço físico mínimo
- sem custo de frete

- som e imagem adaptáveis às
necessidades de cada leitor

- localização instantânea de páginas

- interatividade

- cruzamento automático de

- distribuição em minutos, a

referências

centenas de pessoas, em qualquer
parte do globo

- ferramentas de busca
- rompe barreiras de espaço
- cópia e colagem para facilitar a
pesquisa e recuperação
- citação e os arquivamentos de
trechos pertinentes

- impressão parcial de trechos
- - alteração de fontes (tamanho e
tipo)

Desvantagens
- dimensão cultural, social e econômica diferenciada entre os usuários
- exigência de suporte de hardware e software sem os quais não é possível o
acesso
- acompanhamento constante da evolução da informática e reciclagem
constante por parte do usuário
Diante desse universo apresentado entre os prós e contras, destacaremos
o seguinte: o livro impresso não consome energia, pois não depende de um
dispositivo eletrônico e não necessita de um back-up, porém uma edição de ebook apesar da necessidade de um aparato eletrônico, o seu alcance é mundial,
ou seja, o livro chegará a locais onde não existe uma livraria, necessitará apenas
de um micro e de uma linha telefônica.
À luz desse contexto, apresentaremos a seguir algumas iniciativas de livros
publicados por editoras comerciais na forma eletrônica ou digital e que podem ser
adquiridos na Internet, pois a proliferação dos e-books ocasionou a transição para
um mercado digital.

�2.1 COMERCIALIZAÇÃO
Visualizem um ambiente de trabalho de um aluno, de um professor, de um
pesquisador: temos uma visão de pilhas de papéis (livros, revistas, normas, entre
outros), tornando o espaço a sua volta um caos. Considerando que o volume e o
tempo de vida da informação mudaram radicalmente, Dowbor (2001) argumentou
que

as “infra-estuturas

avançadas das telecomunicações desempenham um

papel-chave na democratização da informação e do conhecimento”.
Gerando

um

contexto

diferenciado

ao

criar

inúmeros

sites

que

disponibilizam o e-book, muitas editoras inseridas no mercado cibernético
disponibilizam seus endereços na Web

versões

eletrônicas na íntegra e

reduzidas das obras originais o que nos permite fazer test-drive para uma análise
da obra. Na Internet, já estão disponíveis alguns sites que comercializam o ebook, os quais estão apresentados no Quadro 2.
Quadro 2. Alguns exemplos pró de domínio de livros digitais.
Livros digitais

Endereços

Rocket e-book

www.gemstar-ebook.com

e-books Brasil

www.ebookbrasil.com

Banres &amp; Noble

www.barnesandnoble.com

Ponto de Vista

www.angelfire.com

eBook Connections

www.ebook.connections.com

Eletric Books

www.eletricbook.com

Bitbooks

www.bitboks.com

DLSIJ Press

www.dlsijpress.com

Softbook

www.dlsijpress.com

Virtual Books

www.virtualbook-terra.com.br

NetLibrary

www.netlibrary.com

e-Books.org

www.e-books.org

Free e-Books

www.web-source.net

Net Books

www.net-books.com

�Ilustramos com algumas iniciativas. A pioneira do e-book foi o projeto Gutenberg
(www.promo.net/pg), implementado em 1971 por Michael Hart na University of
Illinois. Ele permite a importação do texto integral de milhares de obras,
principalmente literárias. Outra empresa é a Netlibrary (www.netlibrary.com).
Umas das primeiras empresas a comercializar livros e-books. Possui acervo nas
diversas áreas, com ênfase na língua inglesa. Alguns títulos são de acesso
gratuito (CUNHA, 2001, p.94).

2.1.1 Infolink do Brasil
Segundo dados colhidos em 14 de junho deste ano o acervo da Biblioteca
Virtual de texto completo de livros Ebrary era de aproximadamente 40 mil títulos,
sendo 36 mil em inglês, 4 mil em espanhol, 300 em Português provenientes de
mais de 150 editoras líderes no mercado incluindo: The MacGraw-Hill Companies,
John Wiley &amp; Sons, Cambridge University Press, Taylor &amp; Francis, Palgrave, entre
outras.
O acesso é feito na totalidade do conteúdo disponível na base de dados à
qual são adicionados novos títulos diariamente.
O acesso à tecnologia ebrary é feito através de DRM (Digital Rights
Manegement – Administração e Proteção de Direitos Digitais). O e-livro para
bibliotecas permite oferecer a seus clientes o acesso multi-usuário a conteúdos
que têm proteção aos direitos dos autores.
O e-livro para bibliotecas se integra aos recursos digitais e metodologia de
trabalho que cada biblioteca utiliza notadamente usando o formato MARC.

2.1.2 portal do livro
Em 5 março de 2004 foram nomeados pelo Presidente da República
Federativa do Brasil os novos diretores do Departamento de Políticas do Ensino
Superior da Secretaria de Educação Superior (Depes/SESu) e do Departamento

�de Projetos Especiais de Modernização e Qualificação do Ensino

Superior

(Depem) respectivamente Prof. Manuel Palácios e Prof. Oscar Acselrad.
Segundo seu novo diretor, Depes irá atuar em interface com o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (INEP) no sistema
de avaliação da educação superior e participará ativamente da elaboração da
reforma universitária.
As duas metas apresentadas pelo diretor do Depem serão elaborar um
plano Nacional de Graduação e implantar

um programa

com políticas

específicas para o ensino de graduação.
O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e da Tecnologia estão
estudando a implantação de um Portal de Livros (grifo nosso) também
conhecido como Biblioteca Virtual, que estará disponível à comunidade
acadêmica e, possivelmente, a outros setores da sociedade. Neste Portal estarão
contidos textos integrais dos principais livros utilizados pelos cursos de
Graduação, possibilitando impressão parcial dos textos sem descumprimento da
Lei de Direitos Autorais.
Para tanto, no período de julho a agosto de 2004, a SESu/Depem
realizarão o levantamento da Bibliografia Básica adotada nos cursos de
Graduação das Instituições de Ensino Superior. As Instituições que subsidiaram
este levantamento foram selecionadas, por amostragem, dentre as filiadas ao
Fórum de Pró-Reitores de Graduação – FORGrad.
A nós, Bibliotecas Universitárias, cabe aguardar que o objetivo do futuro
Portal de Livros se concretize e que tenhamos acesso a bibliografias básicas
atualizadas fidedignas e condizentes com as temáticas abordadas em cada curso.

3 EXCLUSÃO SOCIAL
A revolução da digitalização, no novo contexto social que se configura o ebook e, em razão da presença cada vez maior de novas tecnologias na vida dos
cidadãos

e

consequentemente,

quem

não

tem

acesso

à

informação

�disponibilizada pelo e-book estará à margem da Sociedade da Informação,
instituindo-se uma nova modalidade de exclusão social.
Vale destacar que o termo exclusão de acordo com o Dicionário Aurélio,
origina-se do latim exclusione e significa ato de excluir, ato pelo qual alguém é
privado ou excluído de determinadas funções.
Nogueira (2004, p.28) aponta que o aparato informacional tecnológico,
imanente do processo de flexível produção consolidado na década de 1990, vem
se revelando incapaz de coibir a já conhecida exclusão pela falta de bens
simbólicos. O autor vai além e diz que uma nova face de exclusão surge com
essas mudanças e se caracteriza pela negação de bens simbólicos.
O resultado final dessa relação de negação do consumo, da educação, da
própria cultura de massa, da não conexão com o mundo exterior pela Internet
proporciona esta nova modalidade de exclusão, a exclusão digital ou
informacional.
Mas não é só isso. De acordo com Milagres e Cattelan (2004), em 2001 o
Brasil chegou a ter 11 milhões de micros e 35 milhões de linhas de telefone fixas.
Se considerarmos que os 11 milhões estão conectados a Internet, isso representa
apenas 5% da população brasileira. Temos o cenário pronto para um grave
problema social: o apartheid digital – a divisão entre os ricos e pobres, com
possibilidade de crescer ainda mais.
A sociedade de usuários de Informática e Telecomunicações do Espirito
Santo – SUCESU-ES www.sucesues.org.br/ em seu Boletim de Notícias
divulgado em 25 de março deste ano estimava que o Brasil teria 22 milhões de
microcomputadores em uso corporativo e doméstico até maio deste ano, um
crescimento de 10% frente ao número registrado em 2002 revelado na 15ª
Pesquisa Anual da Getúlio Vargas/ Escola de Administração de Empresas de
São Paulo.
Milagres e Cattelan (2004), apontam ainda que 80% dos internautas
pertencem às classes A e B, 16% à classe C e apenas 4% às classes D e E. e
que as maiores barreiras são o poder aquisitivo e a falta de instrução.

�As inovações tecnológicas desempenham um papel crucial na melhoria de
vida do cidadão, criando novas fontes de conhecimento, novos suportes para a
informação como o e-book, porém na medida em que se limita à elite, elas
tendem a aprofundar diferenças e a restringir ainda mais as oportunidades para
as camadas de menor renda. Daí a exclusão social.
Apesar da exclusão digital ser uma realidade da sociedade brasileira, a
Tecnologia da Informação, além de ser uma das maiores forças para tornar
possível as relações entre as pessoas em um mundo globalizado, sem paredes e
em tempo real, ela permite a criação de um ambiente de informação em rede,
abrindo as portas para a criação de novas oportunidades de melhoria, acelerando
o desenvolvimento social e requer por parte dos profissionais que dela farão uso
novas habilidades e novos conhecimentos.

4 O PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO NA ERA VIRTUAL
O desafio destes profissionais da informação é imposto pela necessidade
dele se ajustar a uma nova tecnologia, permeando-a com as suas atribuições
rotineiras e incorporando-a aos novos serviços e produtos oferecidos pela
biblioteca hoje.
Cabe aqui uma “nota do que temos observado ao longo de nossa vida
profissional” – muitos docentes ensinam na Universidade compartilhando com o
aluno a construção do conhecimento que adquirem no decorrer de sua vida
universitária e nela não há muito espaço para as novas ferramentas didáticas que
temos atualmente. O papel da Universidade no novo século ainda tolhido por
tantos preconceitos de raças, de castas e de culturas é conceber a igualdade na
diferença, desenvolvendo o potencial humano para que ele possa interagir numa
sociedade a ser transformada. Os gestores do conhecimento passam por 3
etapas distintas: - 1ª dispõem de mecanismos culturais que

lhes permitem

visualizar o objetivo a ser percorrido; 2º determinam o caminho para atingir estas
metas traçando para isso um plano de ações e 3º avaliam os resultados
conseguidos nas atividades de planejamento, verificando se houve consistência
nos valores da missão e nas metas operacionais desenvolvidas.

�Diante do que já foi exposto, qual o perfil ideal do profissional da
informação? Com certeza será identificar, encontrar e/ou desenvolver e
implementar tecnologias e sistemas de informação que apoiem a comunicação e
a troca de idéias e experiências. Facilitar e incentivar as pessoas a se unirem e
participarem de grupos, equipes e redes. Criar uma arquitetura de informação que
inclua novas linguagens e categorias para identificar e alavancar perfis e
competências. Oportunizar uma arquitetura tecnológica que seja mais social,
aberta, flexível e que respeite e atenda às necessidades individuais e coletivas.
O profissional da informação mais do que nunca, necessita manejar a
racionalização do trabalho, diminuindo os custos para a instituição à qual está
ligado,

através

da

integração

institucional.

A

partir

de

parcerias

que

compartilharão de forma satisfatória os recursos existentes nas Unidades de
Informação com os avanços tecnológicos e outros recursos existentes fora da
instituição para orientar seus clientes, assegurarão a recuperação da informação
e ao mesmo tempo a qualidade dos serviços.
É importante que o profissional da informação assuma sua cidadania, já
que

esses

profissionais

além

de

serem

intermediários

entre

a

informação/conhecimento e os usuários/consulentes, são parte integrante do meio
em que vivem.

5 OS DIREITOS AUTORAIS E E-BOOKS
O livro digital obedece às mesmas leis e penalidades vigentes no país no
que se refere aos direitos do autor.
A Constituição Federal, em seu artigo 150, VI, “d”, concede imunidade
tributária a livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão como
cita Félix Soibelman, Rio de Janeiro. O objetivo era o de estimular a difusão da
cultura e do hábito da leitura reduzindo seus custos para o usuário final deste
produto. Porém, a Constituição foi elaborada há 16 anos – quando a construção
de sistemas de recuperação de informação, os produtos e serviços tecnológicos,
oferecidos hoje não fizeram parte dos estudos de 1988.

�A lei que regula os Direitos Autorais é a Lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de
1988 e consta de 115 artigos. No seu artigo 5º considera entre outros, os itens de
: - publicações; transmissão ou emissão; distribuição; reprodução; contrafação –
a reprodução não autorizada - ; a obra propriamente dita: em co-autoria,
anônima, pseudônima, inédita, póstuma, originária,

derivada, coletiva e

audiovisual; editor; produtor; radiodifusão; artistas intérpretes ou executantes.
No capítulo III da Lei nº 9.610 que trata dos Direitos Patrimoniais do Autor e
de sua Duração, os Direitos do Autor dos livros eletrônicos estão assegurados no
Art. 29 item IX que trata da inclusão de obras em bases de dados, o
armazenamento

em computador, a microfilmagem e as demais formas de

arquivamento do gênero e no item X que prevê quaisquer outras modalidades de
utilização existentes ou que venham a ser inventadas. Maiores informações
podem ser adquiridas no site &lt; www.dgp.com.br/leis/leidraut.htm&gt;.

5 CONCLUSÃO
A integração tecnológica que permite o acesso ao e-book não deve
mascarar o fato de que parte da sociedade ocupa um universo de inacessibilidade
aos avanços tecnológicos difundidos na Sociedade de Informação da qual a
Biblioteca Universitária faz parte.
O futuro embora esteja sempre tão próximo é sempre imprevisível. Porém,
pelo novo que nos é apresentado diariamente, temos a certeza que as novas
gerações se defrontarão com o exacerbado volume de informações, no formato
digital.
Assim, para os indivíduos que cresceram às voltas com livros
convencionais, a criação do e-book é novo paradigma a ser assimilado. Porém
para as novas gerações, os usuários de hoje e do futuro, esta mudança que lhes
é apresentada rompe as barreiras do espaço e permitem-nos fazer parte de um
momento histórico: a era digital.
Destacando a imensa rede de comunicação científica e cultural, e se o
“mote” deste trabalho pode reforçar as ilhas de excelência destinadas a grupos

�privilegiados que é o meio universitário o grande números de cibernéticos conta
com inúmeras opções de e-books free, de domínio público. Porém isto vamos
contar em uma próxima oportunidade.
E-BOOK AND ITS IMPACT IN THE SOCIETY
ABSTRACT
The libraries that available the access to documents in "the traditional" form, are
come across today with the age of the digital, the Virtual age and with the
appearance of e-book: - the electronic book. The book already was confectioned
in silk straps, in clay, boards, papyruses, parchment and in paper, always
restricted the small groups of intellectuals. With the advent of the press in century
XV - middle of 1450 for Gutenberg, its diffusion was given of ampler form,
therefore the book production in the world practically increased of exponential form
and without suffering drastic alterations, therefore the culture was the version
printed. Contemporary, in the world of the multimedia, appeared the electronic
format with possibilities of almost limitless access and this in them takes the
reflections, such as the book is born virtually? If he will be positive, as is the parcel
of the society without conditions to possess equipment adjusted for the reading of
the book? It would not be plus a form of social exclusion? Which is the
infrastructure necessary to have access e-books. E the libraries as are? The
university libraries of one form or of another one they possess resources to follow
this evolution, but as it is the pertaining to school library? Without forgetting the
element main this chain librarian-information-user. Which will be the adjusted
profile to have access this technological innovation. Another investigation is in
relation to the aspect of the Copyrights, as a subject so argued in the virtual way
will be work, where everything is copied. As the authors will be protected in
relation to the original idea. One concludes that the electronic book is plus a
paradigm that associates it bigger investigation: he will be that the library without
paper goes to supplant the traditional library or go to coexist?
KEY WORDS: e-books. University library. Copyrights. Social exclusion.
REFERÊNCIAS
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&lt;http://www.educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/livro.htm&gt;. Acesso em: 19
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CASTELLS, M. A sociedade em rede – a era da informação: economia,
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CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa
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�CUNHA, M.B. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2001. p.94-95.
DOWBOR, L. Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação. Disponível
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ROSETTO, M. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro
eletrônico e a biblioteca na América Latina e Caribe. Ciência da Informação,
v.26, n.1, 19997. Disponível em: &lt;http://www. scielo.br&gt;. Acesso em: 2 jul 2004.
ZIMAN, J. Conhecimento público. São Paulo: Edusp, 1979. 164p. Coleção o
Homem e a Ciência, v.8)

∗

Bibliotecária. Especialista em Administração de Bibliotecas. Coordenadora do Projeto Biblioteca
&amp; Editora – Gbipes. Bibliotecária Encarregada, Seção de Aquisição, Sistema de Bibliotecas e
Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro
– 13020-904 – Campinas – SP – Brasil sbi@puc-campinas.edu.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária Responsável pelo Núcleo de
Editoração, Sistema de Bibliotecas e Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Av. John Boyd Dunlop, s/n, Bloco B-39, Jd. Ipaussurama, 13059-900, Campinas, SP, Brasil
revistasccv@puc-campinas.edu.br

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma “tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book? Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar? Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informação-usuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar a biblioteca tradicional ou vão coexistir?</text>
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                    <text>A MEMÓRIA ACADÊMICA EM IMAGENS FOTOGRÁFICAS:
REPRESENTAÇÃO DOCUMENTÁRIA E DIGITALIZAÇÃO DE FOTOGRAFIAS

Mariângela Spotti Lopes Fujita∗
Dilnei Fátima Fogolin
Tatiane Mendes de Souza
Rebeca Lilian Rodrigues

RESUMO
A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica
acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no
projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento
de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista –
UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no
período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o
desenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de
Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de
Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos
documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da
Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos
depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das
fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a
digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por
meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros
Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e
a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por
meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner,
permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes,
segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da
fotografia.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente a fotografia, com peculiaridades bem específicas na função de
representação da informação, ocupa um espaço bastante significativo na
produção e/ou fonte de pesquisa do conhecimento propondo uma nova
abordagem nos registros históricos não convencionais.

�Desta forma, consciente destas questões, o Departamento de Ciência da
Informação, da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC, da Universidade
Estadual Paulista – Unesp, elaborou projeto intitulado “A memória acadêmica em
imagens fotográficas: análise de conteúdo e digitalização de fotografias”, que
norteia as atividades do Grupo de Pesquisa “Análise Documentária” na linha de
análise e síntese documentária articulada com as disciplinas curriculares do
Curso de Biblioteconomia de Marília “Análise temática de fotografias” (optativa) e
“Análise documentária” (obrigatória), resultando no desenvolvimento deste
trabalho.
Recorrendo à uma efetiva articulação entre os setores da Universidade, o
Departamento de Ciência da Informação firmou acordo, no ano de 2003,
estabelecendo uma relação de parceria, com a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas – CGB, órgão que viabiliza o funcionamento sistêmico da Rede de
Bibliotecas da Unesp, constituída por 30 Bibliotecas, localizadas em 23 cidades
do Estado de São Paulo,

para a elaboração e supervisão das etapas da

representação descritiva e digitalização das imagens fotográficas.
O desenvolvimento deste trabalho tem como proposta resgatar a memória
acadêmica, através de imagens fotográficas, da Faculdade de Filosofia e Ciências
a partir da instalação dos primeiros cursos no primeiro prédio ocupado, da
realização das defesas públicas de mestrado e doutorado e outros eventos
marcantes que modificaram o cenário de ensino, cultura e ciência no interior
paulista, por meio da digitalização das fotografias mais significativas e a
representação descritiva propiciando a recuperação e divulgação do memorial no
Banco de Dados Bibliográficos Athena.
O Memorial de fotografias tem como objetivos:
- organizar por assuntos específicos as fotografias da trajetória acadêmica no
interior paulista da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp no período de
1959 a 1999;
- propiciar a recuperação adequada para organização de exposições fotográficas

�a fim de divulgar a memória acadêmica da universidade pública estadual no
interior paulista;
- preservar de forma digital a memória fotográfica para melhor acesso e uso da
imagem e conservação da fotografia original.
A preocupação primordial deste trabalho concentra-se na busca do
estabelecimento de procedimentos para o tratamento das imagens fotográficas
propiciando a recuperação, preservação, registro e a guarda destes documentos
com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade de Informação e
Conhecimento.
A

acessibilidade

desses

documentos

históricos

depende

dos

procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a
análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização.

2 A ORGANIZAÇÃO DOCUMENTAL DE FOTOGRAFIAS EM BIBLIOTECA
DIGITAL: REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA
Os últimos anos foram marcados por grandes mudanças no âmbito
acadêmico face à evolução das tecnologias e demanda da comunidade científica,
onde é imprescindível obter a informação em tempo real.
A Biblioteca Digital, visando otimizar e maximizar o acesso à informação, e
considerando todas as suas particularidades, surgiu para potencializar este
acesso e disseminação da produção científica e tecnológica para a Sociedade do
Conhecimento.
A Unesp, desde maio de 2003, efetivou a sua “Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações” disponibilizando, atualmente, em torno de 1050 teses em texto
completo, em formato PDF, de forma ágil e rápida, utilizando o software Nou-Rau
desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de
Computação da UNICAMP. O acesso à Biblioteca Digital pode ser feito
diretamente no site www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/T ou por meio do
Banco de Dados Bibliográficos Athena, que serve como ferramenta de busca.

�Com a Biblioteca Digital, a UNESP torna acessível, de forma gratuíta, sua
produção científica e posteriormente algumas coleções do seu acervo, como:
obras raras, mapas, coleções especiais, dentre outros, devido a diversificação de
interesses informacionais. (FUJITA, 2004).
Paralelamente à formação da base da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações e valendo-se dos recursos disponíveis de infra-estrutura e
customização do software já elaborado para o desenvolvimento desta base, a
Unesp está disponibilizando a memória acadêmica da FFC, por meio da
catalogação das fotos no Banco ATHENA e de uma base com imagens
fotográficas digitalizadas.
O memorial funciona como instrumento de recuperação, registro e guarda
de documentos fotográficos com a finalidade de torná-lo acessível à comunidade.
Esta acessibilidade depende, porém, de dois procedimentos a serem
executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo e
a digitalização. A análise de conteúdo consiste da análise morfológica (forma do
conteúdo), do conteúdo temático (tema ou assunto) e do conteúdo icônico
(descrição da imagem visual) e permite que as fotografias sejam organizadas por
assuntos específicos para melhor acesso e recuperação.
Esta fase, de análise de conteúdo, é concretizada pelo desenvolvimento de
estudos teóricos e metodológicos por meio de pesquisas nos “Trabalhos de
Conclusão de Curso – TCC”, elaborados por alunos do curso de Biblioteconomia
da FFC onde são apresentadas propostas que valorizaram o acesso ao acervo da
memória fotográfica.
A digitalização consiste na captação da imagem em suporte original para
obter imagem digital através de equipamento scanner, permitindo facilidade de
transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de
armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia original.
Com a análise de conteúdo e a digitalização é possível dinamizar as
funções de memória social e acadêmica do arquivo de fotografias, realizando a

�divulgação através de exposições temáticas melhor elaboradas, bem como o
resgate, a qualquer tempo, da memória acadêmica para diversos fins.
A digitalização de fotos é importante tendo em vista que a tecnologia da
imagem digital propicia maior flexibilidade na utilização, preservação, recuperação
e divulgação da coleção, valorizando o documento fotográfico. O pesquisador
poderá obter a imagem de onde estiver, desde que conectado à Internet.
Para esta recuperação é necessário alguns procedimentos como a
identificação dos documentos e a representação descritiva.
Filippi (2002, p. 15) afirma que a organização de coleções de fotografias
envolve o arranjo físico e a identificação dos documentos. Na sua forma mais
abrangente, essa identificação resulta em um guia, e naquela mais detalhada, em
um catálogo.
Conforme citado no “Manual para catalogação de documentos fotográficos”
da Biblioteca Nacional (1997, p.3), esta organização da coleção de fotografias
juntamente com a análise permitem uma crescente utilziação dos documentos,
proporcionado a recuperação do seu conteúdo informativo.

3 METODOLOGIA

O memorial fotográfico contém, num total aproximado de 1500 fotos,
imagens organizadas a partir de duas vertentes:

1 – Coleção Fotográfica da Universidade
Contém as imagens dos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica da
FFC no período de 1959 até 1999, preservando a memória da Universidade com
informações retrospectivas importantes à história da FFC;

2 – Coleção Fotográfica Social
Contém imagens da cidade de Marília

�A organização temática foi elaborada durante

o processo de pré-

classificação das fotografias com o levantamento e a seleção do conteúdo
temático permitindo que as fotografias fossem organizadas por assuntos
específicos para melhor acesso e recuperação.
Desta organização surgiu inicialmente um conjunto de 25 classes temáticas
com a possibilidade de alteração dos temas, considerando a avaliação periódica
de todo o processo.
As fotos do Memorial da FFC estão acondicionadas individualmente com
entrefolhamento em papel neutro, em envelopes permitindo padronização nas
embalagens e na identificação, e agrupadas em pastas suspensas, com hastes
de plásticos, evitando o excesso de fotos. Finalmente guardadas em armários de
aço inoxidável.
Para a organização e identificação das fotografias optou-se pela atribuição
de siglas, seguindo os títulos das classes temáticas, seguidas de números,
anotadas na borda direita superior dos envelopes. Desta forma os envelopes são
facilmente ordenados e localizados.
Com as fotografias devidamente organizadas por classes temáticas iniciouse a representação descritiva com a catalogação das fotografias classificadas nas
classes temáticas “Inauguração da FAFI”, “Inauguração do Campus”, “Primeiro
vestibular” por serem as mais antigas, consideradas históricas.
As

fotos

requerem

uma

leitura

e

uma

descrição

de

conteúdo

diferentemente dos documentos tradicionais, sendo que neste caso, na maioria
das vezes, os dados são atribuídos pelo próprio catalogador a partir de seu ponto
de vista pela análise das imagens.
O levantamento dos dados das imagens fotográficas, como data,
identificação do evento, local etc. depende da coleta de depoimentos detalhados
dos antigos funcionários e docentes de forma gradativa.

�Atualmente é de extrema importância a definição de padrões de qualidade
na organização dos documentos contribuindo de maneira decisiva na recuperação
da informação. Os acervos só poderão ser recuperados com qualidade,
segurança e rapidez se o registro ao ser inserido, obedecer a critérios rígidos no
que tange tanto a dados descritivos quanto a pontos de acesso.
A formação de um banco de dados bibliográficos consistente e
compartilhado, com registros catalográficos padronizados de acordo com normas
internacionais, foi objeto de interesse da CGB.
A criação de um registro bibliográfico em meio magnético exige a utilização
de ferramentas como: um código de catalogação e um formato de entrada. A CGB
optou pela utilização do AACR2 (Anglo American Cataloging Rules, 2nd edition) e o
formato MARC (Machine Readable Cataloging) desenvolvido pela US Library of
Congress

–

Biblioteca

do

Congresso

Norte-Americano

e

utilizado

internacionalmente, permitindo aos seus usuários a importação e exportação de
registros. O AACR2 é essencial para a perfeita entrada de dados bibliográficos no
formato MARC. (GATTI, 2002).
Preocupada com a padronização dos registros e a qualidade, consistência
e credibilidade, a CGB envidou esforços visando elaborar, para cada tipo de
material informacional, um padrão referencial de registros bibliográficos.
“Padrão de Qualidade de registros Bibliográficos” publicado em dois
volumes pela Unesp e elaborado com base no MARC21 e AACR2 constitui-se em
importante ferramenta na consolidação e credibilidade do Banco ATHENA.
Assim sendo, e dando continuidade à esta ferramenta, a CGB elaborou o
padrão de registros bibliográficos para fotografias, ainda não publicado, para que
possa servir de subsídios à catalogação deste tipo de material.

4 RESULTADOS

�Os resultados apresentados, de acordo com a metodologia adotada, são
altamente

afirmativos,

tendo

mostrado

significativa

importância

no

desenvolvimento do trabalho proposto.
O Padrão foi planejado para ser usado pelos bibliotecários da Rede de
Bibliotecas, fornecendo passos para uma representação descritiva exaustiva, para
cada tipo de material, trazendo uma seleção dos campos, subcampos,
indicadores, necessários para identificar os dados no registro bibliográfico MARC,
e que constam na elaboração do roteiro para a confecção da planilha eletrônica,
gerando o registro bibliográfico no processamento técnico dos materiais.
Os campos que compõem a planilha são detalhados com observações
pertinentes que caracterizam os dados específicos para a identificação das
fotografias, como mostrado no exemplo abaixo:
Área de descrição física

300
#

#

a
b
c

Extensão#: ponto espaço dois pontos
Outros detalhes físicos#; espaço ponto e vírgula (subcampo
relacionado com o campo 008, máximo de 4 ilustrações
separadas por vírgula)
Dimensões
Obs.1 Colocar .#– , após o último subcampo descrito, somente se
existir série (campo 440)
Obs.2 Registrar em algarismos arábicos, a quantidade de
documentos que está sendo catalogada e, em seguida, o termo
padronizado correspondente à designação genérica selecionado
da lista autorizada abaixo:
TERMO
Fotografia
Reprodução fotomecânica
Negativo
Diapositivo
Cartão-postal
Àlbum
Porta-fólio

TERMO PADRONIZADO
Foto
Reprod. Fotom.
Neg.
Diap.
Cartão-postal
Álbum
porta-fólio

Fonte: Manual para catalogação de documentos fotográficos.
2.ed. Rio de Janeiro : FUNARTE, Fundação Biblioteca Nacional,
1997.
Obs.3 Para as fotografias que se apresentam em outros suportes

�primários diferentes do papel, tais como couro, porcelana, tecido,
madeira etc., registrar o tipo de suporte após a designação
genérica ou específica.
Obs.4 Inserir indicação de cor das fotografias, conforme: p&amp;b
(preto e branco), sépia, ciano, verde.
Obs.5 Para fotografias monocromáticas, com diferentes
colorações, registrar o termo monocromático; para fotografias
coloridas, utilizar a abreviatura color.
Obs.6 As fotografias podem apresentar até três dimensões:
- a da imagem propriamente dita,
- a do suporte primário (papel, couro, porcelana etc.),
- a do suporte secundário (cartão-suporte, moldura etc.).
Obs.7 As dimensões referentes aos suportes primário e
secundário, quando significativamente maiores do que as da
imagem, devem ser registradas na área das Notas.
Obs.8 As dimensões devem ser indicadas em primeiro lugar a
altura e em seguida a largura.

Por se tratar de um tipo de material diferenciado, não dominado pelos
profissionais envolvidos, o Padrão para fotografias foi elaborado tendo como
parâmetros o “Manual de procedimentos para o acervo fotográfico” da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o “Manual para catalogação de
documentos fotográficos” da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, respeitando
sempre o conjunto de regras já estabelecido pela Unesp e priorizando o uso do
AACR2 e MARC21.
A seguir a planilha eletrônica elaborada, com os campos específicos, que
serve de subsídio para a catalogação das fotografias gerando o registro
bibliográfico:
1
LDR
001
002
007
008
040
043
045
084

2
#
#
#
#
#
#
#
#
#

3
#
#
#
#
#
#
#
#
#

4
#
#
#
#
#
a
a
a
a

5
Líder
Número de controle
Código de movimento
Campo fixo de descrição física
Campo fixo de dados – Informações gerais
Fonte de catalogação
Código de área geográfica
Código de período cronológico
Classificação

�245

0

?

260

#

#

300

#

#

440

#

?

500
#
520
#
530
#
585
#
590
#
600
*
610
*
611
1
650
#
651
#
690
#
700
*
710
*
856
#
LEGENDA:

#
#
#
#
#
4
4
4
4
4
#
#
#
#

2
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
v
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

Título

Imprenta

Descrição física

Informação de série
Nota geral
Resumo
Nota de disponibilidade de forma física
Nota de exposição
Nota local
Assunto – nome pessoal
Assunto – Nome corporativo
Assunto – Nome do evento
Assunto – termo tópico
Assunto – Nome geográfico
Assunto – Termo livre
Entrada secundária – Nome pessoal
Entrada secundária – Nome corporativo
Acesso eletrônico com a fotografia digitalizada

1 = Campo MARC21
2 = Indicador 1
3 = Indicador 2
4 = Subcampos MARC21
5 = Texto
# = Indicador = branco
? = Número de caracteres a desprezar na alfabetação

Alguns procedimentos e o Padrão para fotografias, inicialmente adotado
em fase experimental na catalogação pelos bolsistas e supervisionado pelo
bibliotecário da CGB, sofreram adequações apresentando uma versão com
características peculiares à Universidade, conforme exemplos a seguir:
- Alterações/inclusões na classificação das classes temáticas;
- Entrevistas com antigos docentes e funcionários para auxiliar na identificação
dos dados para catalogação;
- inserção da marca dágua nas fotos digitalizadas;
- O campo 100, relacionado à autoria, foi excluído pela dificuldade apresentada na
identificação dos fotógrafos;

�- No campo 440, destinado à série, ficou definido que esta informação será
retirada das classes temáticas e do número da fotografia.
Ressalta-se que o “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos” é um
processo dinâmico, ou seja, sofre mudanças, alterações, portanto, à medida em
que as normas AACR2 e MARC21 são atualizadas, o “Padrão” para elaboração
de registros fotográficos deve ser revisto e adequado à realidade da Unesp.
Os resultados, consolidados pela elaboração do “Padrão de Qualidade de
Registros Bibliográficos da Unesp para fotografias” e pelo manual de serviço para
funcionar como instrumento de pesquisa aos outros bolsistas, registrando com
detalhes toda tomada de decisão no desenvolvimento do trabalho, reforçam mais
uma vez que a política adotada nos últimos anos, de parceria e articulação entre
os setores da Universidade, tem se refletido em benefícios para toda a
comunidade acadêmica.

5 CONCLUSÕES

A memória acadêmica da FFC, representada por documentos fotográficos,
propõe o registro de sua memória, por meio da representação descritiva e
digitalização das fotografias, garantindo assim o acesso à informação a respeito
da história da Universidade.
O “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos”, adotado pela Rede de
Bibliotecas da Unesp, permitiu aos bibliotecários assegurar a integridade de todo
o processo de catalogação do acervo bibliográfico.
Pode-se concluir que o Padrão é um agente facilitador no processamento
técnico dos materiais bibliográficos, pois a utilização da planilha eletrônica, com
os campos pré-definidos, baseados no MARC e AACR2, possibilita a otimização
de todo o processo.
As fotos em papel continuarão tendo um papel importantíssimo na
armazenagem dos documentos, permanecendo até mesmo como o meio

�preferido para consulta, mas sem dúvida nenhuma a imagem digital se
consolidará no processo de preservação da fotografia original e melhoria no
acesso ao conhecimento.
Cabe ressaltar que este trabalho cumprirá com o objetivo primordial de
preservação, registro e guarda dos documentos fotográficos subsidiando uma
infra-estrutura que permita maior amplitude ao acesso da informação científica e
tecnológica.
REFERÊNCIAS

FILIPPI, P. ; LIMA, S.F. ; CARVALHO, V.C. Como tratar coleções de
fotografias. São Paulo : Arquivo do Estado : Imprensa Oficial do Estado, 2002.
FUJITA, M.S.L. A Unesp tem uma biblioteca digital deteses e dissertações:
acesse já. Diário, Marília, 11 mar. 2004. Opinião, p. 2 A.
GATTI, C. A.de S. ; FOGOLIN, D.F. ; BUTTARELLO, M.J.S. Gestão do capital
humano frente aos processos de automação: a esperiência da Unesp. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais...Fortaleza : UFF, 2002.
1 CD-ROM.
MANUAL para catalogação de documentos fotográficos. 2.ed. Rio de Janeiro :
FUNARTE: Fundação Biblioteca Nacional, 1997.

∗

Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia;
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Coordenadora.
Escritório de Marília. Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata. 17515-901 - Marília - SP - Brasil. Email: goldstar@ flash.tv. br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Bibliotecária. Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata. 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: dilnei@marilia.unesp.br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
tatiane_mendes@ yahoo.com.Br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
rerbys@yahoo.com.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista – UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o esenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner, permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia.</text>
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                    <text>IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP: A CUSTOMIZAÇÃO DO
SOFTWARE PARA A IDENTIDADE ACADÊMICA
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗
Dilnei Fátima Fogolin
Ana Lúcia de Grava Kempinas
Renato César Gentil Vane

RESUMO

Descreve o projeto de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
da Universidade Estadual Paulista - UNESP cujo objetivo é promover o
compartilhamento da produção científica gerada pela Unesp, através da
disponibilização dos textos integrais das Teses e dissertações por meio
eletrônico. Aborda aspectos administrativos e políticos adotados pela Unesp para
implementação da Biblioteca Digital. Apresenta metodologia e fluxo de trabalho
visando o bom funcionamento do sistema, bem como customizações necessárias
para o atendimento das necessidades e características da Unesp, surgidas
durante o planejamento e implantação do software Nou-Rau, desenvolvido pelo
Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de Computação da Unicamp. É
destacado na customização do software: desenvolvimento da Interface Z39.50
para integração com o Banco de Dados Bibliográficos ATHENA, criação de
cadastros de usuários para visualização do texto completo, novo mecanismo de
pesquisa para o usuário, envio de estatística via e-mail aos usuários internos e
externos ao sistema, integração com a BDTD do IBICT, via protocolo OAI-PHM, e
disponibilização de novos tipos de documentos. Finaliza com resultados
apresentados até o momento.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é relatar a experiência da implantação da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Unesp – C@thedra, cujo projeto
visa o compartilhamento da produção científica gerada pela unesp, por meio da
disponibilização dos textos integrais das dissertações e teses pelo Portal
Bibliotecas Unesp através de sua biblioteca Digital.
Os últimos anos exigiram e continuam exigindo profundas mudanças na
atuação das Bibliotecas, diante das tecnologias disponíveis, da evolução dos

�meios de comunicação, das exigências e demanda da comunidade científica. A
informação necessita estar disponível em tempo real, simultaneamente para
todos interessados, em ambiente de trabalho. A biblioteca precisa acompanhar
o desenvolvimento de outros setores da Universidade para que esta se torne
competitiva no meio científico. Necessita, então, formar sua Biblioteca Digital,
visando não só otimizar e maximizar o acesso à informação em prol das
pesquisas desenvolvidas, como também participar de sistemas correlatos
nacionais e estrangeiros, através do estabelecimento de consórcios, parcerias,
grupos cooperativos, dentre outros, equiparando-se às bibliotecas do primeiro
mundo em produtos e serviços.
A disseminação da informação é parte do processo através do qual a
Biblioteca Universitária facilita ao usuário o acesso à informação mediante
produtos e serviços. Os avanços tecnológicos trouxeram inúmeras mudanças no
setor de informação científica que facilitam a introdução e disponibilização de
novos conteúdos informacionais como teses e dissertações produzidas nas
universidades brasileiras.
A formalização da comunicação científica [...] ocorreu em resposta
às necessidades de comunicação dos resultados da pesquisa
entre os pesquisadores. [....] para que os novos dados que obtém
e os novos conceitos que formula se tornem contribuições
científicas reconhecidas, devem ser comunicados em uma forma
que permita sua compreensão e comprovação por outros
pesquisadores [....] Igualmente, a ‘comunicabilidade’ é a
característica principal da produção científica, pois permitirá o
reconhecimento do pesquisador pelos pares e lhe garantirá
sucesso na sociedade científica. (LE COADIC, 1996. p.34)

Como parte do processo da formalização da comunicação científica entre
os pesquisadores, a produção científica brasileira está basicamente centrada nos
programas de pós-graduação das universidades. Entretanto, por possuírem
características que dificultavam sua disseminação e preservação, as teses e
dissertações não tinham uma boa divulgação ficando, na maioria das vezes,
restritas às estantes das bibliotecas das Unidades em que foram apresentadas,
diferentemente da proposta atual de divulgação em Portais de Biblioteca Digital.
Segundo Cunha (1999, p.258), as principais características da biblioteca
digital são:

�-

acesso remoto pelo usuário;

-

utilização simultânea do mesmo documento;

-

acesso a texto completo;

-

utilização de maneira que a biblioteca digital não necessite ser proprietária
do documento solicitado pelo usuário;

-

utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto,
som, imagem e números;
Atualmente, há uma carência de Bases de Dados Textuais Brasileiras e a

UNESP – Universidade Estadual Paulista, a exemplo de outras Instituições
congêneres, vem concentrando esforços no desenvolvimento de sua Biblioteca
Digital.
Este projeto visa o compartilhamento da produção científica gerada pela
Unesp, através da disponibilização dos textos integrais das dissertações e teses
pelo Portal Bibliotecas Unesp e pelo Portal biblioteca Digital.
A

implementação

da

Biblioteca

Digital

na

Unesp:

aspectos

administrativos e políticos
O Portal da Biblioteca Digital da Unesp vem para solidificar e reunir o
vasto conteúdo das 30 bibliotecas depositárias da produção científica da Unesp
em um único Portal. Isto possibilita e facilita o acesso ao texto completo deste
valioso material, de forma gratuita, resultando nas seguintes vantagens:
-

agilidade na divulgação e obtenção da informação;

-

disponibilização on-line das teses produzidas pela Unesp, para seus
próprios pesquisadores como para o de outras Instituições de pesquisa,
nacionais e estrangeiras (acesso pleno e fácil ao acervo);

-

uso simultâneo do mesmo documento por vários usuários, no próprio
ambiente de trabalho;

-

acesso ininterrupto;

-

preservação dos originais, eliminando o empréstimo e/ou xerox do texto
em papel;

-

facilidade e flexibilidade para atualização e manutenção do banco de
Bibliotecas Digitais;

�-

economia de gastos com xerox e correio
Para a concretização da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da

Unesp, por iniciativa da Coordenadoria Geral de Bibliotecas, órgão que viabiliza o
funcionamento sistêmico da rede de Bibliotecas da Unesp, constituída por 30
bibliotecas, localizadas em 26 cidades do Estado de São Paulo, alguns
procedimentos foram adotados, a saber: publicação da Portaria Unesp 538, de
13-11-2000 que dispõe sobre a criação de Bases de Dados Eletrônica de texto
Completo das Dissertações e Teses da Unesp; e da Resolução Unesp nº62, de
21-06-2002 que dispõe sobre a entrega dos originais das Dissertações e Teses
em formato eletrônico, na Biblioteca de cada Unidade, para publicação no Portal
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Unesp; envio de ofícios e e-mails ao
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, aos Diretores das Unidades,
Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação, às Diretoras de Bibliotecas e
Bibliotecários, à Diretoria Técnica Acadêmica, à Seção de Pós-Graduação, à
Congregação, aos Departamentos, aos Programas de Pós-Graduação, e as
Comissões de Pesquisa, Ensino e Extensão solicitando a colaboração dos
mesmos para que a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

pudesse ser

viabilizada e filiação à NDLTD – Networked Digital Library of Theses and
Dissertations – da Virginia Tech.
Todos estes procedimentos foram realizados visando a importância e
necessidade do empenho político dentro da Universidade e de conscientização da
comunidade para que a Biblioteca Digital seja aceita pela comunidade
universitária, e que mesmo assim, é encontrada resistência, por parte dos
autores, em disponibilizar on-line o texto completo das teses e dissertações.

METODOLOGIA DO TRABALHO

O projeto Biblioteca Digital da Unesp foi dividido em duas fases:
-

A primeira fase está contemplando as teses/dissertações em arquivos
eletrônicos geradas nos programas de pós-graduação da Universidade, a

�partir de 2001 e todas as teses/dissertações dos docentes da Unesp que
estiverem em arquivos eletrônicos,
-

Na segunda fase será disponibilizado, de forma gradativa, o acervo de
todas teses/dissertações impressas publicadas até 2000. Esta fase está
sendo estudada de forma bastante minuciosa e criteriosa, pois a Unesp
possui grande parte do seu acervo de teses e dissertações em forma de
microfichas, o que facilitaria a entrada do texto completo no Portal
Bibliotecas Digitais, por meio da conversão para texto on-line.
Para a concretização desta primeira fase, o trabalho desenvolvido consiste

em disponibilizar o texto completo das teses e dissertações em arquivos
eletrônicos sendo necessário:
-

a conversão do arquivo eletrônico para o formato PDF, utilizando-se o
software Adobe Acrobat,

-

a inserção do arquivo convertido para o Portal Biblioteca Digital e,

-

a inserção do link no registro bibliográfico do Banco de Dados
Bibliográficos Athena para o texto completo,
sendo que o acesso à Biblioteca Digital pode ser feito diretamente no site

www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital ou por meio do Banco de Dados
Bibliográficos Athena, que serve como ferramenta de busca.
Considerando que a Coordenadoria Geral de Bibliotecas já contava com
infra-estrutura física, lógica e um parque computacional adequado para o
desenvolvimento dos trabalhos, e para que os objetivos da Biblioteca Digital
fossem atingidos e realizados a contento, definiu-se que as etapas da conversão
seriam de responsabilidade da CGB.
Decidiu-se, então, pela contratação de 3 bolsistas, alunos do curso de
Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília, Unesp,
para integrar à equipe já

formada por duas bibliotecárias, dois analistas de

sistemas e duas auxiliares de biblioteca para inserção do maior número de teses
e dissertações, com texto completo, no Portal Biblioteca Digital. Ressalta-se que
os estagiários contam com a coordenação, orientação e supervisão de um
bibliotecário.

�Visando o bom funcionamento do sistema, foi adotado um fluxo de trabalho
como

demonstrado

no

quadro

abaixo,

definindo-se

as

atividades

e

responsabilidades, dos órgãos envolvidos, após a implantação do projeto.

Setor

Atividade/Responsabilidade

responsável
CGB

Disponibilizar o formulário de autorização para publicação da
tese/dissertação

AUTOR
SEÇÃO PG
AUTOR

Defender a dissertação/tese e realizar as alterações solicitadas
Homologar a dissertação/tese
Entregar à Seção de Pós-Graduação cópia da dissertação/tese
em formato
eletrônico e impressa, já corrigidas, com a devida “autorização”
preenchida e
assinada

SEÇÃO PG
BIBLIOTECA

Receber o material e encaminhar para a Biblioteca
Incorporar a cópia impressa e cadastrar o título no Banco
ATHENA
Enviar para a CGB o arquivo em formato eletrônico (disquete ou
CD-ROM)
juntamente com a “autorização” do autor

CGB

Controlar o recebimento do material
Conferir os dados, confirmar se já consta do Banco ATHENA
Converter o arquivo para PDF
Disponibilizar a dissertação/tese on-line

Quadro: Setores responsáveis pelas atividades da Biblioteca Digital

SISTEMA ADOTADO

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESP entrou em
funcionamento a partir de maio de 2003 e disponibiliza, atualmente, 900 teses
em texto completo, em formato PDF, de forma ágil e rápida, utilizando o

�software livre Nou-Rau desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria
com o Centro de Computação da Unicamp.
O Nou-Rau implementa um sistema on-line para armazenamento e
obtenção de qualquer tipo de documento, provendo acesso controlado e
mecanismos eficientes de busca tanto nas informações quanto no conteúdo dos
documentos (DESCRIÇÃO, 2004).
A organização do sistema é feita através de tópicos que representam um
assunto específico e serve para agrupar documentos relacionados. Para a
estruturação dos tópicos da BDTD da Unesp foi utilizada a tabela das Áreas de
Conhecimento – código CAPES.
Um “documento” corresponde a um arquivo submetido ao sistema,
juntamente com uma série de informações associadas que incluem título, nome
dos autores, e-mail para contato, palavras-chave, descrição e versão do
documento.
O mecanismo de busca é provido por uma ferramenta que mantém uma
base de dados própria, otimizada para fazer busca. O sistema alimenta essa
base de dados com o conteúdo dos documentos e com a informação associada,
de maneira que todos os dados mantidos pelo sistema podem se pesquisados.

CUSTOMIZAÇÃO DO SISTEMA
Ao longo do planejamento e execução do projeto da Biblioteca Digital,
algumas

customizações

foram

necessárias

para

o

atendimento

das

necessidades surgidas durante a implantação do sistema.
Os analistas de Sistema da CGB, ficaram responsáveis pela alteração no
visual e procedimentos técnicos de administração/manutenção, tais como:
-

integração com o Banco Athena/Aleph via protocolo Z39.50;

-

disponibilização de formulários de autorização (teses/dissertações);

�-

criação de cadastros de usuários para liberação de download/visualização
das teses;

-

programação de estatísticas diárias via e-mail;

-

Alteração na navegação, criação de links e tamanhos de campos
(formulários e bancos de dados).

3 Customizações na Biblioteca Digital Unesp

Adicionalmente, além da alteração na navegação, no lay-out visual e
procedimentos técnicos de administração de sistemas e suporte, segue alguns
desenvolvimentos que fiz na Biblioteca Digital da Unesp :

3 Interface Z39.50 para integração com banco de dados Athena

Foi desenvolvida interface que possibilita ao catalogador do documento na
Biblioteca Digital automaticamente “trazer” os dados bibliográficos da obra do
Banco de dados Athena no momento de catalogação / inserção do texto
completo. Isto é possível graças a comunicação estabelecida via protocolo Z39.
50 entre o Banco de Dados Athena (Catálogo Coletivo) e a Biblioteca Digital da
Unesp. Todo o processo é transparente ao usuário final.
Com esta interface desenvolvida se torna possível, com um mínimo de
configuração, a busca de dados de qualquer instituição do mundo que faça uso
deste protocolo.
Adicionalmente, com esta integração estabelecida, se torna possível
também ao usuário do Catálogo Athena, a partir do resultado de sua pesquisa,
ser levado automaticamente ao texto completo da obra em questão.

3 Criação de Cadastros de Usuários para Visualização /Visualização do texto
completo

�Foi criado o mecanismo (forms e customização no banco de dados) para
que usuários internos e externos à Universidade realizem um cadastro prévio no
sistema antes que possam visualizar ou fazer download de algum documento. Isto
estatísticamente nos está ajudando a conhecer melhor nossos usuários e suas
respectivas

instituições

e

deve

com

certeza

servir

de

alicerce

para

desenvolvermos em muito breve um sistema completo tipo DSI na Biblioteca
Digital. Em alguns meses de operação, já dispomos de mais de 2.500 usuários
devidamente cadastrados no sistema. Há muitos usuários externos e de
empresas privadas que utilizam a Biblioteca Digital.

3 Novo mecanismo de pesquisa “Busca Assistida”

No decorrer destes primeiros meses de operação do sistema “em
produção”, nossos usuários sentiram a necessidade de ter um mecanismo
adicional de busca que fosse mais seletivo e específico que possibilitasse a
Busca direta por Autor, Título ou Descrição da obra e não apenas varresse todo o
texto completo atrás de uma palavra ou expressão específica.
Hoje temos mais este tipo de busca no sistema, adicionalmente às buscas
simples e avançadas no texto completo que também são muito úteis, porém
suprem outras necessidades em termos de pesquisa.

3 Envio de Estatísticas via e-mail

Foram desenvolvidos e automatizados programas para extração de
estatísticas e consequente envio automático por e-mail para pessoas chaves no
projeto. Estamos expandindo este sistema para disponibilizar as estatísticas
gráficamente no próprio portal e, adicionalmente expandir o número de usuários
que recebem estatísticas por e-mail, cada vez mais personalizadas a seu perfil
(cadastrado no site).

�3 Novos Desenvolvimentos

Estão sendo desenvolvidos no momento os seguintes serviços na
Biblioteca Digital Unesp:

* Integração com IBICT, via protocolo OAI-PMH, onde a Unesp agirá como
repositório de dados e disponibilizará os seus metadados de teses e
dissertações de sua Biblioteca Digital para o procedimento de harvesting por
parte dos servidores do IBICT. Isto dará visibilidade mundial às teses inseridas
em nosso sistema.
* Implantação de funcionalidade DSI para os usuários internos / externos ao
sistema. O sistema, entre outras coisas, aprimorará sua comunicação com
seus usuários

e poderá, por exemplo, enviar e-mails automáticos a eles

sempre que for inserido novo documento de interesse de acordo com seus
respectivos perfis cadastrados.
* Disponibilização de novos tipos de documentos. Estamos realizando testes
das necessidades reais de storage e links (banda) para disponibilização na
prática de vídeos, imagens e voz em nosso ambiente da Unesp.

RESULTADOS

O Portal da Biblioteca digital vem para solidificar a produção científica da
Unesp possibilitando e facilitando o acesso ao texto completo de forma gratuita
resultando em agilidade na divulgação e obtenção dos documentos.
Na etapa em que se encontra o processo, os esforços devem se concentrar
na divulgação deste trabalho, motivando os autores a disponibilizarem sua
produção através desta nova ferramenta, buscando aumentar o empenho
administrativo das Unidades para rotinizar adequadamente o fluxo de trabalho
apresentado.

�A execução da etapa de conversão dos arquivos eletrônicos, realizada
por alunos do curso de Biblioteconomia, é de extrema relevância, pois conta com
mão de obra técnica especializada, e possibilita aos mesmos vivenciarem
situações profissionais reais, num contexto de tecnologia de ponta, o que muito
contribuirá na atuação destes alunos como profissionais.
A Biblioteca digital tem como proposta futura, a médio e longo prazo,
disponibilizar, também, outros tipos de materiais gerados pela comunidade
unespiana, tais como, fotografias, coleções especiais, obras raras, entre outros.
O futuro, sem dúvida, tende para modelos que extrapolam os limites
impostos pelo tempo e distância, isto garantirá para a Unesp que a vasta
produção de suas Unidades seja divulgada e disponibilizada em tempo real e
simultaneamente

para

vários

clientes

em

diversos

pontos

do

planeta,

possibilitando uma efetiva interação do usuário com a informação, inserindo a
Universidade na Sociedade de Informação e projetando-a na Comunidade
Científica nacional e internacional.

REFERÊNCIAS
CUNHA, M.B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf. Br., v.28,
n.3, p.257-268, 1999.
DESCRIÇÃO do Nou-Rau. Disponível em: &lt;http://www.rau-tu-unicamp.br/nourau/des-pt.html&gt;. Acesso em: 25 mar. 2004.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996. p.34.
∗

Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia; UNESP –
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Coordenadora. Escritório de Marília, Av. Vicente Ferreira,
1278 – Cascata 17515-901 - Marília - SP - Brasil. E-mail: goldstar@ flash.tv. br ;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Bibliotecária, Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: dilnei@marilia.unesp.br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Auxiliar de Biblioteca, Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: kempinas@marilia.unesp.br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Analista de Sistema, Alameda Santos, 647 –
Cerqueira César 01419-901 – São Paulo – SP. E-mail: renato@reitoria.unesp.br.

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                <text>Descreve o projeto de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual Paulista - UNESP cujo objetivo é promover o compartilhamento da produção científica gerada pela Unesp, através da disponibilização dos textos integrais das Teses e dissertações por meio eletrônico. Aborda aspectos administrativos e políticos adotados pela Unesp para implementação da Biblioteca Digital. Apresenta metodologia e fluxo de trabalho visando o bom funcionamento do sistema, bem como customizações necessárias para o atendimento das necessidades e características da Unesp, surgidas durante o planejamento e implantação do software Nou-Rau, desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de Computação da Unicamp. É destacado na customização do software: desenvolvimento da Interface Z39.50 ara integração com o Banco de Dados Bibliográficos ATHENA, criação de cadastros de usuários para visualização do texto completo, novo mecanismo de pesquisa para o usuário, envio de estatística via e-mail aos usuários internos e externos ao sistema, integração com a BDTD do IBICT, via protocolo OAI-PHM, e isponibilização de novos tipos de documentos. Finaliza com resultados apresentados até o momento.</text>
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                    <text>INCLUSÃO DIGITAL: COMPROMISSO SOCIAL DA BIBLIOTECA DO
COLÉGIO DE APLICAÇÃO, DA UFPE
Maria Engracia Paes Freire Falcão∗
Maria Auxiliadora Carvalho
Maria Marinês Gomes Vidal
Márcia Gonçalves de Oliveira

RESUMO

Trata da inclusão digital imposta pela sociedade da informação, como um dos maiores
desafios enfrentados pela sociedade atual. Descreve os objetivos de uma biblioteca
escolar e as funções exercidas pelo profissional formado em Biblioteconomia como
mediador entre a sociedade e o conhecimento registrado nos mais diferentes suportes.
Destaca a importância do conhecimento no uso do computador como fator
predominante para o desenvolvimento do cidadão. Propõe o treinamento no uso do
computador voltado para os usuários externos do Colégio de Aplicação da
Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com alunos da graduação do
Departamento de Ciência da Informação e alunos do ensino médio do próprio colégio.
Considera que a biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta
às mudanças causadas pelos avanços tecnológicos ocorridos de forma global.
PALAVRAS-CHAVE: Inclusão Digital. Bibliotecários. Biblioteca Escolar. Tecnologia da
informação. Sociedade da Informação.

1 INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade na qual o computador é peça fundamental. Os
avanços tecnológicos têm transformado radicalmente a vida da sociedade atual por
exigir a utilização dos recursos do conhecimento advindos principalmente, da área
educacional. Essa exigência social tem sido um dos maiores desafios enfrentados pela
sociedade, pois grande parte dela não tem acesso à Educação menos ainda ao uso do
computador.
A Biblioteca Escolar, nesse contexto, tem como um dos principais objetivos o de
ser um centro dinâmico de informação para o processo de ensino-aprendizagem no
ambiente da escola, estimulando a construção do conhecimento, contribuindo para a

�habilidade e o interesse na busca e no uso da informação. É o que foi enfatizado em
recente encontro de ministros de Educação em Tarja, na Bolívia

Uma educação de qualidade para todos deve garantir não somente o
acesso e a permanência de crianças e jovens na escola, mas também
a igualdade de oportunidades para um desenvolvimento integral e uma
aprendizagem pertinente, que inclua o uso e a formação em
tecnologias. (DECLARAÇÃO..., 2003).

Para que a biblioteca se ajuste a essa nova situação educacional, é necessário
que o bibliotecário responsável por ela tenha a permanente iniciativa de procurar
recursos com a visão de sempre melhorar o atendimento a seu público, razão maior
da existência desse ambiente do saber.
Assim sendo, o bibliotecário deve mediar o conhecimento não somente
registrado nos suportes tradicionais, mas também, intervir como mediador dos novos
recursos da informática.
Atenta a essa tendência, a Biblioteca do Colégio de Aplicação ( CAp ) além de
dar apoio didático e informacional aos seus professores, alunos e funcionários, e atuar
também como laboratório de ensino aos alunos licenciandos da Universidade Federal
de Pernambuco e de outras instituições, coloca à disposição de seus usuários
microcomputadores ligados à internet.
No que se refere aos alunos do próprio Colégio, a utilização desses
equipamentos fica facilitada, pois, no currículo da Escola, há disciplinas ligadas à
informática e uso de computadores. Quanto aos usuários externos, a quem a
biblioteca se propõe estender seus serviços, o acesso a esta importante ferramenta
tecnológica acontece com dificuldade devido à falta de conhecimento de sua utilização
por parte desse público.
Por isso, foi elaborado um projeto a ser implantado pela Biblioteca CAp cuja
finalidade é promover a inclusão digital dos usuários externos, através de um
treinamento básico para o uso do computador.

�2 TECNOLOGIA E EXCLUSÃO DIGITAL
A tecnologia sempre exerceu um papel importante e decisivo na história
mundial. Hoje os computadores e as telecomunicações permitem a livre comunicação
e troca de informação entre as pessoas, fazendo surgir uma infinidade de soluções
digitais cada vez mais surpreendentes e poderosas. No entanto todos esses avanços
ainda não estão disponíveis a maior parte da população. Altos custos, falta de infraestrutura, ausência de capacitação e de uma política bem definida para inclusão digital
constituem-se obstáculos, nos países em desenvolvimento, tornando-se quase
impossível o acesso para a população de média e baixa renda.
O coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil e diretor da Akwan
Information Technologies assim se expressa sobre a tecnologia e a exclusão no Brasil:
O Brasil ainda sofre com a exclusão digital devido à escassez de
recursos e a distribuição de renda selvagem. Então, hoje, a Internet é
um fenômeno das classes média e alta. Não há um desafio
tecnológico, mas um problema social e político. A inclusão digital passa
pela universalização do acesso que, cinco ou seis anos atrás,
significava o acesso ao telefone. Mas os tempos mudaram e, hoje,
universalização de acesso está relacionada ao acesso à Internet. Por
que fazer universalização? Eu citaria três motivos que considero os
mais importantes. O primeiro seria o acesso às escolas, porque tudo
começa na educação. Dar às crianças e aos adolescentes a chance de
aprenderem a utilizar a Internet e as ferramentas corriqueiras, como
edição de texto. O segundo motivo seria a universalização do serviço
para a cidadania. O governo é um grande prestador de serviços e
precisa ter uma interface amigável com a população. E o terceiro
motivo seria a questão dos conteúdos. A língua inglesa tem uma
dominância imensa na Internet e isso se reproduz dentro do Brasil. A
linguagem, a problemática, os temas, os tópicos da Internet brasileira
são voltados para o Sudeste, que é a região mais desenvolvida do
país. É preciso que as regiões mais inóspitas, mais remotas, que
também são o Brasil, possam se expressar culturalmente e tenham
uma presença importante nesse universo. ( CAMPOS,2004 apud
DEBATE..., 2004 ).

Permitir a todos o acesso à informação é fator predominante para o
desenvolvimento individual e coletivo do cidadão; e o caminho a ser percorrido para
capacitar o cidadão ao uso crítico da informação é uma tarefa que as escolas, as

�universidades e todos os tipos de bibliotecas, públicas, universitárias e outras, devem
assumir.
Com a implementação de um programa de treinamento no uso do computador,
o Colégio de Aplicação da UFPE, por meio da biblioteca, estará dando um passo
importante no sentido de atuar como um centro dinâmico e atrativo capaz de
influenciar ampliando o acesso à informação e, portanto a cidadania.

3 INCLUSÃO DIGITAL, O GOVERNO E A SOCIEDADE
A Inclusão Digital tornou-se tema fundamental de discussão em encontros,
palestras e seminários tanto por parte do Governo como de organizações não
governamentais. A Segunda Oficina para Inclusão Digital, evento que se realizou em
Brasília, no período de 27 a 30 de maio de 2003, teve como objetivo definir as
estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades das pessoas privadas da
cidadania em decorrência de sua exclusão do acesso aos recursos das tecnologias da
informação e comunicação. ( PONTES, 2003).
Felizmente, no âmbito da Cidade do Recife, ( PE ) e sua área metropolitana, é
possível se destacar promissoras iniciativas relacionadas à inclusão digital.
A Prefeitura de Recife apresentou projeto itinerante de inclusão digital na 55ª
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC), que
aconteceu de 13 a 18 de julho de 2003, cujo tema foi “Educação, Ciência e Tecnologia
para Inclusão Social”. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer a escola
itinerante de informática, onde são ministrados cursos gratuitos sobre editores de
texto, planilhas eletrônicas e navegação na internet em ônibus equipados com
microcomputadores que percorrem comunidades da capital pernambucana.
Outro projeto oferecido pela Prefeitura do Recife, localizado no bairro da Várzea
é a Unidade de Tecnologia da Educação e Cidadania – UTEC5 Gregório Bezerra,
onde os cursos gratuitos de iniciação em informática e internet são oferecidos
mensalmente para a comunidade.

�Ressalta-se o trabalho realizado pelo Instituto Porto Digital para Inclusão Social,
organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a qualidade de vida e o
bem-estar social através da utilização das tecnologias da informação e comunicação
(TIC). A biblioteca da instituição oferece às comunidades carentes o acesso à
informação, por intermédio de livros, periódicos, oficinas de leitura. O espaço também
é um Infocentro, isto é, espaço físico com computadores ligados à internet para uso
comunitário gratuito. O Instituto tem como meta instalar infocentros em bibliotecas
espalhadas no Estado de Pernambuco( INSTITUTO...,2003 ).
O Núcleo de Tecnologia da Informação ( NTI ) da Universidade Federal de
Pernambuco, também tem contribuído no sentido de assegurar a inclusão digital,
através de variadas ações e programas de treinamento com ênfase nas tecnologias de
processamento da informação. Esses programas são dirigidos ao corpo técnico e
docente. Além disso, os usuários da comunidade circunvizinha utilizam os serviços de
acesso à internet com isenção de custos. Esse ambiente chamado Praça Cândido
Pinto está projetado para atender a comunidade (BOLETIM..., 2003).
A despeito da relevância dos programas mencionados, muito ainda existe por
fazer. Ademais, alguns sofrem problemas de continuidade e constância nas suas
atividades.
Sobre as novas tecnologias da informação e a inclusão digital, cabe aos
bibliotecários refletirem sobre o seu uso e suas aplicabilidades e tentarem participar do
processo. No caso específico da Biblioteca do Colégio de Aplicação da UFPE, há uma
tomada de consciência, sobretudo, pelo seu caráter público.
Como entidade pública, a biblioteca tem a função de oferecer produtos e
serviços para sua comunidade, desenvolvendo essas funções no novo contexto da
sociedade do conhecimento. A questão, segundo Araújo (1996, p. 8), “exige do
bibliotecário uma postura proativa, ou seja, uma postura de antecipação às
necessidades de informação dos usuários”. Um exemplo de reação proativa, segundo
a mesma autora, seria o oferecimento de cursos de treinamento de usuários para

�fornecer as técnicas do manuseio do computador, assim como os instrumentos de
pesquisa.
É necessário que o bibliotecário se atualize e faça uma reciclagem
diante dessa nova ferramenta, uma vez que envolve questões de
natureza política ‘acesso à informação como direito do cidadão’ e a
natureza instrumental ‘aprendizado para utilização das novas
tecnologias da informação’ (ARAÚJO, 1996, p. 8 ).

A Biblioteca do Colégio de Aplicação tenta assumir responsabilidade da
inclusão digital, mediante posicionamento proativo, quando propôs ao Departamento
da Biblioteconomia o tema Inclusão Digital no estágio supervisionado.

4 COLÉGIO DE APLICAÇÃO, A BIBLIOTECA E SUA PROPOSTA DE INCLUSÃO
DIGITAL
O Colégio de Aplicação do Centro de Educação da Universidade Federal de
Pernambuco foi fundado em março de 1958, com o perfil técnico-pedagógico para
funcionar junto à Faculdade de Educação como um laboratório experimental,
atendendo aos acadêmicos das diversas habilitações, visando à elaboração de novas
técnicas pedagógicas e educacionais, municipais e privadas.
A Biblioteca do Colégio de Aplicação tem como missão principal subsidiar as
atividades didáticas desenvolvidas pelos professores do Colégio de Aplicação e
licenciados do Centro de Educação, como também complementar, através do apoio
informacional, o processo de ensino e pesquisa do ensino médio e fundamental. No
entanto, para que a biblioteca ofereça serviços de qualidade, é necessário que o
bibliotecário esteja atento às necessidades dos usuários e defina os recursos para
melhorar o seu atendimento.

4.1 O PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL

Prioritariamente, a Biblioteca do Colégio de Aplicação deveria atender aos
usuários do próprio estabelecimento, porém, com a carência de bibliotecas nos

�colégios da Rede Pública Estadual e Municipal, e nas comunidades circunvizinhas, os
alunos dos colégios adjacentes utilizam a Biblioteca do CAp para realizarem suas
pesquisas,que podem ser realizadas através de computadores disponibilizados pela
biblioteca. Contudo, foi observado que pela falta de conhecimentos básicos na área de
informática, tais usuários ficam à margem de realidade virtual. Tal situação reforçou a
idéia de implantar um Programa de Alfabetização Digital para Inclusão Social, através
de um treinamento básico de informática, para fornecer as técnicas do manuseio do
computador, assim como os instrumentos de pesquisa.

4.1.1 objetivos do programa de inclusão digital
A implantação de um Programa de Treinamento no uso do computador para os
usuários da comunidade externa, na Biblioteca do Colégio de Aplicação, tem como
principais objetivos:
a) capacitar os usuários externos na busca de informação, utilizando os
recursos oferecidos pela internet para pesquisa escolar;
b) habilitar os usuários externos na utilização de processador de texto;
c) criar oficinas durante os eventos que ocorrerem na UFPE, utilizando o
projeto para difundir conhecimento e estimular os usuários ao uso das
novas tecnologias;
d) estabelecer parceria entre o Departamento de Ciência da Informação
da UFPE e o Laboratório de Informática do CAp, através da Biblioteca
do CAp, com vistas à implantação do Programa;
e) integrar a Biblioteca do CAp, o Departamento de Ciência da
Informação e o Laboratório de Informática do CAp para as atividades
de ensino, pesquisa e extensão e a aproximação da Universidade à
sociedade.
4.1.2 justificativa para a implantação

�A biblioteca do CAp vem auxiliando os usuários externos em suas pesquisas,
inclusive quando precisam usar o computador. A procura por esse meio é freqüente e
requer uma ação mais efetiva, bem orientada e não apenas pontual, pois é notório o
desconhecimento quanto aos recursos de informática. Por isso, propõe-se oferecer
aos usuários externos e menos favorecidos, a possibilidade de aprenderem a
finalidade e o modo da utilização dos microcomputadores. Busca-se estabelecer o elo
entre os saberes produzidos pela humanidade e as necessidades de seu
compartilhamento por parte dos usuários, a exemplo da internet - um recurso que
permite a troca de informações entre produtores e consumidores de conhecimento.
Nesse

campo

de

atuação

biblioteca

e

bibliotecários

devem

assumir

responsabilidade social. Consciente dessa responsabilidade, foi fácil à Biblioteca do
CAp escolher o tema – Inclusão digital e social em Bibliotecas Escolares como objeto
de estudo em estágio supervisionado de estudantes de Biblioteconomia da UFPE.
Na elaboração de um programa de treinamento sobre o uso das tecnologias da
informação, e, com base nas leituras e observações de outras experiências, a intenção
não foi apenas de colocar os computadores à disposição dos usuários excluídos
digitalmente, mas também alfabetizá-los de forma que eles percebam que a
aprendizagem no uso de tais equipamentos serve, acima de tudo, para o seu
desenvolvimento individual e coletivo.

4.1.3 procedimentos para implantação

Após o levantamento de informações bibliográficas e também contextuais,
providenciou-se uma reunião com a participação do responsável pelas disciplinas
ligadas à Informática do Colégio de Aplicação a fim de se tomar ciência de como o
Laboratório de Informática poderia contribuir para a implantação de um Programa de
Treinamento no uso do computador na biblioteca.
A disciplina Informática, oferecida pelo Colégio de Aplicação, é ministrada no
período da tarde para os alunos do ensino fundamental e médio. As aulas de

�Introdução à Informática são voltadas para os alunos do ensino fundamental, já as
aulas, cujo conteúdo é Linguagem de Programação, são para os alunos de Ensino
Médio.
A solução encontrada para a implantação do Programa de Inclusão Digital na
biblioteca foi estabelecer parceria entre o Departamento de Informática do Colégio de
Aplicação - CAp e o Departamento de Ciência da Informação da UFPE, onde os
alunos de Biblioteconomia e os alunos de Informática do Colégio de Aplicação terão
envolvimento direto na ação.
O Programa de Treinamento deverá oferecer cursos de Iniciação à Informática
com aulas monitoradas pelos alunos do Colégio de Aplicação, sobre processador de
texto, com vista a auxiliar os usuários externos na apresentação digital dos resultados
de suas pesquisas escolares. Os alunos do Curso de Biblioteconomia da UFPE
contribuirão com aulas que ajudarão na busca da informação nos principais
buscadores existentes no mundo digital.
O Programa de Inclusão Digital oferecido pelo Colégio de Aplicação através de
sua biblioteca deverá ser divulgado, para que a comunidade tenha conhecimento de
sua existência.
Ao final de cada curso, será oferecido certificado de conclusão. Com essa
medida, espera-se incentivar os usuários a participarem de outros cursos e ampliar a
divulgação dos serviços prestados pela Biblioteca.

4.1.4 resultados esperados

O Programa de Inclusão Digital sob a coordenação da Biblioteca do CAp-UFPE
deverá apresentar como resultados:
a) usuários externos capacitados no uso do computador e na pesquisa escolar;
b) atitude positiva e satisfação desses usuários em relação à prestação de
atendimento de uma biblioteca escolar;

�c) melhoria do desempenho escolar e universitário dos alunos envolvidos com
o processo de ensino dos usuários externos;
d) melhoria da integração entre Biblioteca do CAp, Laboratório de Informática
do CAp e Departamento de Ciência da Informação da UFPE, assim como
dessas

unidades

de

informação

e

formação

com

a

comunidade

circunvizinha da UFPE;
e) visibilidade da função educativa e social da biblioteca pelos envolvidos e
beneficiados pelo programa de treinamento.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O analfabetismo digital só será erradicado ou reduzido a proporções mínimas,
se houver um comprometimento maior da sociedade no processo de formação dos
cidadãos.
A inclusão digital, pela inserção das pessoas nesse novo quadro, é missão de
todos, que devem estar unidos na luta pela questão, criando ações para disseminar o
conhecimento, pois prevalece a idéia de que a democracia plena só é possível com
oportunidades iguais para todos.
A biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta às
mudanças causadas pelos avanços tecnológicos que ocorrem de forma global.
A promoção de um treinamento na área de informática pela Biblioteca do CAp
aos seus usuários externos poderá contribuir para o crescimento da cidadania para os
menos favorecidos.
ABSTRACT

It discusses about digital inclusion imposed by society of information, such as one of
the greatest challenges faced by the actual society. It describes the school library aims
and functions operated by the graduated Librarianship as a mediator between society
and the registered knowledge on most different supports. It shows the main aspects
that object the programs support of digital inclusion. It demonstrates the importance
about computers use knowledge as a predominant factor for social and common
development of the citizens. It offers a training program model in the use of computers

�directed to extern users of the Colegio de Aplicação. It concludes that a library which is
a service center, must be diligent through changes caused by global technological
advances occurred.
KEYWORDS: Digital Inclusion Program. Librarian. School Library. Information
Technology. Information Society.

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∗

Bacharel em biblioteconomia pela UFPE. engraciafalcao@hotmail.com;
Professora do Departamento de Ciência da Informação da UFPE. Hdoramac@terra.com.brH;
Bibliotecária da Biblioteca Juvenil do Colégio de Aplicação. Hmarines.vidal@bol.com.brH;
Aluna do Curso de Biblioteconomia da UFPE .

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Falcão, Maria Engracia Paes Freire; Carvalho, Maria Auxiliadora; Vidal, Maria Marinês Gomes; Oliveira, Márcia Gonçalves de</text>
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                <text>Trata da inclusão digital imposta pela sociedade da informação, como um dos maiores desafios enfrentados pela sociedade atual. Descreve os objetivos de uma biblioteca escolar e as funções exercidas pelo profissional formado em Biblioteconomia como mediador entre a sociedade e o conhecimento registrado nos mais diferentes suportes. Destaca a importância do conhecimento no uso do computador como fator predominante para o desenvolvimento do cidadão. Propõe o treinamento no uso do computador voltado para os usuários externos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com alunos da graduação do Departamento de Ciência da Informação e alunos do ensino médio do próprio colégio. Considera que a biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta às mudanças causadas pelos avanços tecnológicos ocorridos de forma global. </text>
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                    <text>ESTRATÉGIA DA UFF PARA ADESÃO DOS PROGRAMAS DE PÓSGRADUAÇÃO AO PROJETO BDTD

Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie Ley∗
Maria da Penha Franco Sampaio∗∗
Angela de Albuquerque Insfrán∗∗∗

RESUMO
Relata a experiência da Universidade Federal Fluminense - UFF na estratégia
aplicada para adesão dos programas de pós-graduação da Universidade no Projeto
da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A BDTD, iniciativa do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT, visa desenvolver
um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações eletrônicas de
todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional NDLTD Networked Digital Library of Theses and Dissertations – NDLTD, da Virginia Tech
University. A UFF como integrante do Projeto Piloto da BDTD, recebeu em 2003 o
Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações – TEDE,
desenvolvido pelo IBICT para propiciar as IES a disponibilização eletrônica da
descrição e dos textos completos das teses e dissertações defendidas em seu
âmbito. Na UFF, este projeto é coordenado pelo Núcleo de Documentação - NDC,
em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP.

INTRODUÇÃO

Pode-se afirmar que a Internet constitui hoje o maior canal para divulgação da
informação científica, e também, caracteriza-se por ser um grande repositório de
informações desordenadas, onde tudo é possível publicar e os mecanismos de
busca oferecidos não são ainda suficientemente eficazes para permitir a
apresentação de resultados com grau de relevância satisfatório.
Neste ambiente, a máxima de Ranganathan (1931 apud LEITÃO, 2003, p. 15)
“Economizar o tempo do leitor”, tornou-se cada vez mais urgente. Segundo Tomaél
(2000, p. 5 ) “Nenhuma tecnologia da informação teve impacto tão forte nos
profissionais da informação como a Internet que vai mudando as funções, os
paradigmas e a cultura da biblioteca e dos bibliotecários”. O grande desafio atual do
profissional da informação é tornar visível na Rede, de forma ordenada e de fácil

�recuperação, os repositórios de informação científica registrados nos diferentes
suportes, permitindo o intercâmbio mais ágil da informação entre a comunidade
científica.
Dentro desta tônica Marcondes (2001, p. 2), discorre sobre novas soluções
para recuperação mais relevante da informação na Internet:
O desenvolvimento de esquemas de metadados como o Dublin Core
(Weibel3,1995) e sua utilização pelo próprio autor do documento
eletrônico para descrevê-lo e indexá-lo é uma possível solução;
juntamente com tags HTML especiais, as tags METAS, metadados
constituem uma possível solução para a explosão informacional
trazida pela Internet, tornando possível que páginas Web sejam
vasculhadas por programas especiais, chamados ‘aranhas” ou
agentes inteligentes, indexando-as com muito mais qualidade.

Os metadados são formas internacionalmente padronizadas de representação
dos conteúdos informacionais de documentos eletrônicos. Segundo Souza (1997, p.
2)

“a finalidade principal dos metadados é documentar e organizar de forma

estruturada os dados das organizações com o objetivo de minimizar duplicação de
esforços e facilitar a manutenção dos dados”. O Dublin Core destina-se a organizar
essas informações, estabelecendo padrões de descrição bibliográfica eletrônica
através de um conjunto de 15 elementos de metadados considerados mínimos para
facilitar a recuperação de documentos eletrônicos, como: autor, título, assunto,
descrição, colaboradores, data, etc.
È neste contexto da tecnologia de metadados que o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT desenvolveu a iniciativa do Consórcio
Brasileiro de Teses Eletrônicas, dentro do projeto Biblioteca Digital Brasileira - BDB,
objetivando criar um catálogo coletivo das teses brasileiras em meio digital, que
contenha somente metadados das teses eletrônicas. Cabe a cada universidade
participante do projeto, manter os bancos com os documentos eletrônicos de teses,
cujos metadados serão coletados automaticamente através do protocolo Open
Archives Initiative Metadata Harvesting Protocol.-OAI MHP. O OAI-MHP permite a
interoperabilidade entre bibliotecas digitais e arquivos eletrônicos, possibilitando, no
contexto da BDB, que metadados de outros bancos de documentos eletrônicos ou
bibliotecas digitais possam ser integrados e acessados através de uma interface
única, operada pela instituição coordenadora do consórcio (IBICT). Este também

�vem sendo o padrão adotado pela Networked Digital Library of Theses and
Dissertations-NDLTD, da Virginia Tech University , que permitirá a integração das
teses eletrônicas brasileiras a esta iniciativa internacional.
O conjunto de metadados adotados pelo Consórcio, denominado Padrão
Brasileiro de Metadados de Teses e Dissertações - MTD-BR, baseia-se no conjunto
de 15 elementos de metadados Dublin Core, estendido para conter outros campos
específicos de teses ajustados à realidade brasileira, como nomes para citação,
CPF, etc. Os metadados das teses eletrônicas são codificados em XML como
formato de arquivo para intercâmbio de dados, conforme o OAI-MHP.

O QUE É A BDTD

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD, consiste em uma das
ações do programa Biblioteca Digital Brasileira - BDB, a cargo do IBICT, objetivando
desenvolver um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações
eletrônicas de todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional
NDLTD, da Virginia Tech University.
A BDTD constitui-se num dos serviços da Biblioteca de C &amp; T a cargo do
IBICT,

que

atua

como

agregador

das

diversas

iniciativas

das

IES

de

desenvolvimento de bibliotecas digitais de teses e dissertações a nível nacional.
Enquanto as IES têm na BDTD o papel de provedor de dados, disponibilizando os
registros bibliográficos e textos completos das teses e dissertações eletrônicas
defendidas em seu âmbito, o IBICT opera, a nível nacional, como provedor de
serviço, agregando na BDTD as diversas iniciativas da IES e, a nível internacional,
como provedor de dados, respondendo pela publicação das teses e dissertações
defendidas por brasileiros no exterior.
O projeto da BDTD foi concebido para contemplar tanto as iniciativas das IES
brasileiras que já haviam implementado bibliotecas digitais de teses e dissertações
(USP, PUC-Rio, UFSC), como para aquelas que ainda não tinham desenvolvido
sistemas de bibliotecas digitais, permitindo uma visão integrada da produção de
ambas as vertentes.

�O PROJETO-PILOTO PARA IMPLANTAÇÃO DA BDTD

Para as IES que ainda não tinham iniciativas de publicação eletrônica da
produção acadêmica de teses e dissertações, o IBICT elaborou um projeto piloto
para implantação da BDT em quatro Universidades selecionadas: Universidade
Católica de Brasília - UCB, Universidade de Brasília - UnB, Universidade Federal do
Ceará - UFC e Universidade Federal Fluminense - UFF. O pacote incluía além do
fornecimento de infra-estrutura necessária à implantação da BDTD, também a
distribuição do Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações –
TEDE, sistema computacional desenvolvido pelo IBICT para permitir a publicação
eletrônica das teses e dissertações a nível local (no âmbito da Universidade) e sua
integração a BDTD nacional.
O plano de trabalho para implantação dos projetos-piloto foi organizado em
quatro seções principais: atividades de repasse, cronograma de atividades, custos e
avaliação dos resultados.
As atividades de repasse envolveram a definição de equipes do IBICT e das
IES participantes, a preparação do ambiente computacional, a visita de técnicos do
IBICT e o acompanhamento das atividades de adoção do pacote. A equipe do IBICT
que visitou as IES participantes do projeto-piloto no ato do repasse do pacote, era
composta do coordenador do projeto BDTD, de um profissional de informática e de
um profissional de informação, com as respectivas funções de apresentar o projeto
para a comunidade local, dar suporte nos problemas de instalação e operação do
TEDE e treinar o pessoal envolvido na alimentação da BDTD. Coube às IES
envolvidas definir equipe para gerência da BDTD a nível local, composta de um
coordenador do comitê de implantação e representantes de programas de pósgraduação, bibliotecas e técnicos de informática, com o mínimo de dois participantes
para cada segmento. A preparação do ambiente computacional para recebimento
do TEDE requereu a instalação dos seguintes sistemas: Plataforma Unix/Linux/BSD;
servidor Web Apache; sistema gerenciador de banco de dados MySQL; programa de
conversão de textos para o formato pdf. O plano continha toda a agenda da visita
técnica, com programação prevista para dois dias de atividade.

�O pacote foi repassado sem ônus para as IES envolvidas, compartilhando-se
somente os custos da visita técnica da equipe do IBICT. Após a implantação do
projeto-piloto nas quatro universidades selecionadas, o IBICT vem estendendo o
pacote a outras IES através de workshops produzidos em sua própria sede.

A BDTD na UFF
A primeira iniciativa de reunir e divulgar a produção intelectual de teses e
dissertações da Universidade foi do NDC, com a publicação do “Catálogo de Teses
e Dissertações da UFF”, que cobriu o período de 1970 a 1985.

As

teses/dissertações referentes aos anos de 1986 a 1992 chegaram a ser coletadas,
mas o catálogo não foi publicado. Após essa data a divulgação da produção
acadêmica de teses/dissertações restringiu-se ao catálogo eletrônico do sistema de
bibliotecas da UFF ( http://www.ndc.uff.br/argonauta ), implantado em 2000, que
arrola cerca de 4000 referências bibliográficas das teses/dissertações defendidas na
Universidade, abrangendo inclusive a produção já divulgada no extinto catálogo,
visto serem canais diferentes de informação.
Em 2003 tem inicio na UFF a implantação do Projeto-piloto da BDTD e, como
preconizava o plano de trabalho do IBICT, a Universidade determinou que a
gerência do projeto ficasse a cargo do Núcleo de Documentação - NDC, órgão
coordenador do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade, em parceria
com a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação - PROPP e os programas de pósgraduação da Universidade. Para participar do treinamento oficial, foram
selecionados seis programas de pós-graduação: educação, história, geologia e
geofísica marinha, geociências e geoquímica, física e matemática, juntamente com
cinco bibliotecas do sistema NDC que atendem aos respectivos cursos. O apoio de
informática para instalação e futuras correções do sistema TEDE, ficou a cargo de
um técnico com conhecimento da linguagem Linux lotado, na ocasião, no NDC.
O sistema TEDE para publicação das teses e dissertações eletrônicas (TDEs)
foi desenhado em quatro módulos, que devem ser alimentados sucessivamente
pelos atores, ou seja, o administrador do sistema, secretários dos programas de
pós-graduação, autores das TDEs e o bibliotecário. Assim sendo, o sistema seguirá
um fluxo de alimentação de forma que a liberação de um módulo posterior

�dependerá sempre do cumprimento correto das ações específicas do(s) módulo(s)
anterior(es).
Os módulos que compõem o sistema TEDE se apresentam na seguinte
ordem: Administração, Pós-graduação, Autor e Biblioteca. O módulo administração é
responsável pela customização do sistema e habilitação dos usuários que irão
operar os demais módulos. A publicação de uma TDE se inicia no módulo pósgraduação. O módulo Autor é utilizado para submissão da Tese ou Dissertação
Eletrônica. Cabe à Biblioteca depositária a finalização da catalogação e publicação
da TDE. Os usuários responsáveis pela operação de cada um destes módulos, com
exceção do módulo Autor, são selecionados no âmbito da função que exercem na
IES.
Por ocasião da implantação da BDTD, todos os secretários dos programas de
pós-graduação selecionados e bibliotecários catalogadores das bibliotecas que
atendem a estes cursos, foram devidamente treinados pelos técnicos do IBICT para
inserção de dados no sistema TEDE.
Alguns fatores contribuíram para o atraso na alimentação efetiva do banco de
teses, como por exemplo, a deflagração de uma greve nacional nas Universidades
Federais e o afastamento por aposentadoria da coordenadora do projeto na UFF.
Vencidas estas barreiras e selecionado o novo coordenador do projeto na
UFF, decidiu-se que a melhor estratégia para retomada dos trabalhos seria a
atuação do coordenador em todos os papéis que envolvem a publicação de uma
TDE, para que se familiarizasse com as rotinas de alimentação de todos os módulos
do sistema e obtivesse prática para a solução dos possíveis problemas.

Os

secretários dos programas de pós-graduação envolvidos no projeto piloto obtiveram
dos autores seus respectivos documentos eletrônicos, acompanhados das
autorizações assinadas para publicação. Os secretários, juntamente com o
coordenador da BDTD/UFF, inseriram os dados das TDEs correspondentes aos
módulos Pós-graduação e Autor. Após a inserção desses dados, os bibliotecários
catalogadores cumpriram as tarefas relativas ao módulo biblioteca, incluindo a
publicação das TDEs na BDTD/UFF.

�Para auxiliar o cumprimento das rotinas de alimentação da BDTD, foi
preparado um manual e uma apresentação em Power point pela nova coordenação
do projeto BDTD/UFF, contendo a descrição e demonstração de todos os passos
para alimentação de cada módulo do sistema TEDE. A opção de que nesta fase
de treinamento os secretários também exercessem as tarefas do autor, foi calcada
na necessidade de embasamento

destes membros, a fim de torná-los aptos a

repassar a metodologia aos futuros autores.
A aplicação desta metodologia não transcorreu sem percalços, destacandose, como exemplos, as dificuldades de agendamento com os secretários e
bibliotecários envolvidos, e a apresentação de suportes (CDs e disquetes) com
defeito, dados incompletos dos autores e/ou contribuidores .
Com base nesta experiência, aliada à necessidade de estender a BDTD aos
demais programas de pós-graduação da Universidade, é que se pensou em
estabelecer estratégias para adesão de novos programas. Buscou-se sensibilizar os
dirigentes, os coordenadores de programas de pós-graduação e demais envolvidos
na alimentação das TDEs, a fim de tornar claro que a BDTD

constitui uma

oportunidade de projetar a UFF a nível nacional e internacional, dando visibilidade a
sua produção acadêmica.

METODOLOGIA

PARA

PUBLICAÇÃO

DE

TESES

E

DISSERTAÇÕES

ELETRÔNICAS NA BDTD-UFF.

A BDTD foi projetada inicialmente para reunir somente as teses/dissertações
apresentadas

em

formato

eletrônico

(TDEs),

prevendo-se

futuramente

o

desenvolvimento do sistema para contemplar também as teses/dissertações em
papel.
Em face desta perspectiva, pretende-se sistematizar primeiramente a coleta e
publicação das atuais e futuras TDEs. A definição de uma

metodologia para

publicação das teses/dissertações em papel na BDTD será desenvolvida numa
segunda etapa, com o objetivo de preparar antecipadamente o ambiente para
publicação destes documentos tão logo o sistema permita.

�Sabemos que a partir da segunda metade da década de 90, o computador já
era uma ferramenta bastante utilizada na confecção dos trabalhos acadêmicos, mas
como a apresentação do produto final era em papel, não havia grande preocupação
dos autores em manter estes arquivos eletrônicos, sobretudo quando a digitação do
texto era efetuada por profissionais especializados, que lhes repassavam somente a
versão impressa do documento.
Diante desta premissa, nos concentraremos na coleta e na publicação
sistemática das TDEs a partir do ano 2000, deixando os documentos anteriores a
esta data para serem tratados juntamente com os em papel.
A coleta e a divulgação das TDEs a partir de 2000 se dividirá em duas etapas:

TDEs defendidas entre 2000-2003
Para recuperação e publicação das TDEs defendidas entre 2000 e 2003,
anteriores as ações sistematizadas para publicação na BDTD, as secretarias dos
programas de pós-graduação deverão adotar os seguintes procedimentos:
- levantar o universo de TDEs defendidas no período;
- enviar correspondência aos autores dos referidos documentos, contendo
os seguintes tópicos:
- informações sobre a BDTD;
- indagação sobre o desejo ou não em publicar sua TDE na BDTD;
- verificação da existência ou não do arquivo eletrônico do documento;
-para

os

autores

que

possuírem

os

arquivos

eletrônicos

de

teses/dissertações e optarem por publicá-las na BDTD, solicitar que indiquem a
opção de inserir os próprios dados e arquivos referentes ao módulo Autor do sistema
TEDE ou deixar estas funções a cargo da secretaria do programa de pós-graduação.
-

Assumir as rotinas do módulo Autor, para os autores que optarem pela
última alternativa acima.

TDEs defendidas a partir de 2004
Para as TDEs defendidas a partir, de 2004, após o estabelecimento das
ações sistematizadas para publicação na BDTD, as secretarias dos programas de

�pós-graduação deverão atuar, dentro dos períodos previamente estabelecidos, da
seguinte forma:
- Receber uma cópia dos arquivos eletrônicos da tese/dissertação
acompanhada do formulário de autorização para publicação na BDTD devidamente
assinado e com a indicação da modalidade de publicação selecionada;
- orientar o autor nos procedimentos de conversão dos arquivos em formato
PDF e inserção de dados e arquivos no módulo Autor do sistema TEDE;
- cumprir as etapas do módulo pós-graduação do sistema TEDE;
-

liberar a senha do autor para submissão da TDE no módulo Autor do

sistema TEDE;
- revisar os dados e arquivos submetidos pelo autor;
- liberar a TDE para publicação no módulo Biblioteca do sistema TEDE;
- enviar cópia dos arquivos da TEDE para a guarda da Biblioteca.
À Biblioteca Depositária caberá a finalização da catalogação e publicação da
TDE, além da guarda do suporte eletrônico e registro do documento no catálogo
eletrônico da UFF, que deverá disponibilizar link para o texto completo na BDTDUFF.

PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PROPP da UFF gerencia
atualmente 42 Programas de Pós-Graduação Stricto sensu (18 Cursos de Doutorado
e 42 de Mestrado), em áreas de pesquisa consolidadas, bem conceituadas na
CAPES e de grande impacto na comunidade científica, como o curso de História,
que é o único no país com conceito 7.
De acordo com a estrutura organizacional da UFF, os programas de pósgraduação estão distribuídos de acordo com quadro abaixo.

�MES
CENTROS
Ciências

TRADO

DOUT
ORADO

TOT
AL

11

03

14

Estudos

20

11

31

Estudos

04

01

05

Tecnológic

07

03

10

TOTAL

42

18

60

Médicas

Gerais

Sociais

o

Deste universo, somente 06 mestrados e 05 doutorados de 06 programas de
pós-graduação, selecionados para participar do projeto piloto da BDTD-UFF, estão
alimentando a BDTD.
Dentro deste contexto, após avaliação do Projeto piloto já apresentada neste
trabalho, foi estabelecida uma nova estratégia para adesão dos demais Programas
de Pós-graduação ao projeto BDTD/UFF estabelecendo novas

prioridades

e

normas para alimentação da BDTD, mantendo contudo os fluxos de alimentação por
módulos, de acordo com a instrução do IBICT.

AÇÕES PARA AMPLIAÇÃO DO PROJETO BDTD/UFF
Para criar um ambiente institucional propício para adesão dos demais
programas de pós-graduação à BDTD/UFF é necessário que seja implementada as
seguintes ações:

Normativas:

�Caberá a PROPP as seguintes ações:
-

criar

instrumentos normativos para determinar a obrigatoriedade da

entrega das TDEs em formato eletrônico, às secretarias dos programas de pósgraduação e estabelecer prazos para os envolvidos na publicação

das TDEs

cumprirem suas rotinas;
-

designar representante para acompanhar juntamente com a coordenação

da BDTD, a adesão e atuação dos programas de pós-graduação no projeto;
- informar periodicamente à coordenação da BDTD, o número de
teses/dissertações defendidas em cada programa de pós-graduação;
-

promover reuniões periódicas com os coordenadores dos programas de

pós-graduação, representante da PROPP e coordenador da BDTD, para avaliação
do desenvolvimento da base.

Infra-estrutura:

-

prover as secretarias dos programas de pós-graduação de insumos para agilizar

os procedimentos de alimentação da BDTD e atender as necessidades dos autores
(computadores e softwares, como o Adobe Acrobat Writer);
-

Manter no NDC equipe permanente de suporte a BDTD, formada por um

bibliotecário (coordenador do projeto), um profissional de informática e dois bolsistas
que deverão treinar e orientar os atores (secretários, autores e bibliotecários) na
alimentação da BDTD, divulgar a BDTD na Universidade, manter atualizados os
instrumentos para alimentação da BDTD (manuais e apresentações), solucionar
problemas de informática do sistema TEDE, colaborar com os programas de pósgraduação na inserção de dados das TDEs, etc.

Customização do sistema:
Alterações no site do sistema TEDE de forma a torná-lo mais interativo tanto
aos usuários responsáveis pela alimentação como àqueles que irão consultar as
TDEs , incluindo:

�-

novo designer da Homepage com destaques para o usuário pesquisador e

operacional;
-

informações gerais sobre a BDTD;
links para sites de interesse (BDTD Nacional, NDLTD e outros bancos de

teses/dissertações);
-

registro numérico de TDEs incluídas por programa de pós-graduação;

- destaque para a interface de busca e ajuda sobre como pesquisar;
-

instruções para os autores sobre como publicar suas TDEs e disponibilização do

formulário de autorização;
-

manual e apresentação dos procedimentos para alimentação dos módulos do

sistema TEDE;
-

integração da BDTD ao catálogo eletrônico da UFF, que passará a conter links no

registro bibliográfico das TDEs, para os documentos disponíveis em texto completo
na BDTD;
- canal de comunicação com os usuários, como e-mail, FAQs, espaço para notícias
de interesse, fórum de discussão para os operadores do sistema, etc.

Divulgação:

Divulgar a BDTD-UFF através das seguintes ações:
- noticiar a BDTD nos diversos canais de comunicação da UFF (boletins, informes,
sites, etc.);
-

incluir links para o site da BDTD-UFF nos sites da PROPP e dos programas de

pós-graduação;
-

elaborar folders e cartazes para divulgação nos cursos de pós-graduação;

-

agendar palestras sobre a BDTD para alunos dos cursos de pós-graduação.

�CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ACÕES
Segundo semestre de 2004
AÇÕES
Jul.
Normativas

Ago.

Set.

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Infra-estrutura
Customização

x

Divulgação

Out.

Nov.

Dez.

x

x

x

x

Durante o período de implantação da nova proposta para adesão dos demais
programas de pós-graduação, a BDTD/UFF continuará trabalhando com os 06
cursos do projeto-piloto e mais aqueles que forem sensibilizados para adesão ao
projeto.

CONCLUSÃO
As ações arroladas neste trabalho são essenciais para o sucesso da
BDTD/UFF conforme aponta a bibliografia consultada.
Institucional,

onde

todos

os

segmentos

da

A

BDTD é um projeto

Universidade

devem

estar

envolvidos/sensibilizados, sobretudo a alta administração. Espera-se com esta
metodologia de trabalho atrair os demais programas de pós-graduação para o
projeto BDTD/UFF, para que a produção de teses e dissertações oriundas das
diversas áreas, esteja exposta para o grande público e cumpra o seu real papel,
contribuindo para o desenvolvimento científico do País, possibilitando assim, de
forma mais aparente, o retorno para a

sociedade dos recursos alocados na

Universidade.
Como recomendação ao IBICT, sugerimos que o sistema TEDE possa
permitir a alternativa de inserção de dados de forma descentralizada, além da
alimentação por módulos já disponível, tendo em vista as dificuldades estruturais
enfrentadas por alguns programas de pós-graduação o que poderá acarretar
lentidão na alimentação da BDTD.

�REFERÊNCIAS

FOGOLIN, D. F.; KEMPINAS, A. L. G. Implantação da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade Estadual Paulista – UNESP. In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais
eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?down=8267&gt;. Acesso em: 08 jun. 2004.

GALINDO, M.; PEREIRA,M. S.; LIMA, C. M. V. Bibliotecas Digitais e Metadados:
uma abordagem integradora. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP,
2004. Disponível em: &lt; http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8283 &gt;. Acesso em:
09 jul. 2004.
LEITÃO, B. J. M. Grupos de Foco: o uso da metodologia de avaliação qualitativa
como suporte complementar à avaliação quantitativa realizada pelo Sistema de
Bibliotecas da USP. 2003. 142 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da
Comunicação)-Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2003.
Disponível em: &lt; http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27148/tde-12082003150618/publico/barbarajulia.pdf&gt;. Acesso em: 08 jul. 2004.

MARCONDES, C. H. Representação e economia da informação. Ciência da
informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 61-70, jan./abr. 2001.
SILVA, N. C.; SÁ, N. O.; FURTADO, S. R. S. Bibliotecas digitais: do conceito às
práticas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004,
Campinas, SP. [Anais eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível
em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8304&gt;. Acesso em: 08 jun. 2004.

SOUZA, T. B. de S.; CATARINO, M. E.; SANTOS, P. C. Metadados: catalogando
dados na Internet. Transinformação, Campinas, v. 9, n.2, maio/ago. 1997.
Disponível em: &lt;http://www.puccamp.br/~biblio/tbsouza92.html. Acesso em : 8 jun.
2004.

�SPONCHIADO, R. A.; VICENTE, V. S. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do
Instituto de Física Gleb Wataghin – Unicamp: relato de experiência. . In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais
eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8263&gt;. Acesso em: 09 jul. 2004.

TOMAÉL, M. I. et al. Fontes de Informação na Internet: acesso e avaliação das
disponíveis nos sites de universidades. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2000, Florianópolis. Anais.... Florianópolis,Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t138.doc&gt;. Acesso em: 08 jul. 2004.

∗

mdulce@ndc.uff.br
penha@ndc.uff.br
∗∗∗
angela@ndc.uff.br
Universidade Federal Fluminense – Núcleo de Documentação
Rua Visconde do Rio Branco s/nº - Térreo da Biblioteca Central do Gragoatá
24240-006 Niterói/RJ – Brasil http://www.ndc.uff.br
∗∗

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <description>A language of the resource</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Estratégia da UFF para adesão dos programas de Pós-graduação ao Projeto BDTD.</text>
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                <text>Ley, Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie; Sampaio, Maria da Penha Franco; Instrán, Angela de Albuquerque</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="54257">
                <text>Relata a experiência da Universidade Federal Fluminense - UFF na estratégia aplicada para adesão dos programas de pós-graduação da Universidade no Projeto da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A BDTD, iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT, visa desenvolver um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações eletrônicas de todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional NDLTD - Networked Digital Library of Theses and Dissertations – NDLTD, da Virginia Tech University. A UFF como integrante do Projeto Piloto da BDTD, recebeu em 2003 o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações – TEDE, desenvolvido pelo IBICT para propiciar as IES a disponibilização eletrônica da descrição e dos textos completos das teses e dissertações defendidas em seu âmbito. Na UFF, este projeto é coordenado pelo Núcleo de Documentação - NDC, em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP.</text>
              </elementText>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>PARADIGMAS PARA A CONSTRUÇÃO DE PORTAIS ACADÊMICOS:
O PORTAL DA AMAZÔNIA DA UFPA

Maria das Graças da Silva Pena∗
Luiz Otavio Maciel Silva∗∗

RESUMO
Estrutura organizacional e tecnológica para a construção de portais acadêmicos.
Aplicação de diretrizes e padrões para a formação de banco de dados,
organização eletrônica de dados, desenvolvimento de ferramenta própria ao
processo de alimentação e gerenciamento de conteúdos digitais. Nova versão
para um sistema de informação na Amazônia, com interface facilitadora à
navegação e comunicação, permitindo localizar a informação de modo ágil e
eficiente.
PALAVRAS-CHAVE: Portais Acadêmicos. Conteúdos Digitais. Sistema de
Informações. Metodologia de Portais. Tecnologia.

1 INTRODUÇÃO
A mudança de paradigmas, comprovadamente, trouxe grandes benefícios
aos sistemas de informação que sempre buscaram eficiência na dinâmica de seus
serviços e qualidade na apresentação de seus produtos. O uso de tecnologias
aplicadas à informação tornou-se um fator imprescindível para alcançar esses
objetivos.
A existência de ferramentas, tecnologias, linguagens e softwares livres de
código aberto, são recursos que permitem viabilizar ações auxiliares na
superação de barreiras, e facilitam o desenvolvimento de metodologias capazes
de disseminar informações e produtos para atender à demanda da sociedade.
Os portais surgem com identidade própria, dando continuidade às
atividades dos sistemas de informação. Agregam objetivos, criam e utilizam
ambientes web para disponibilizar conteúdos, ao mesmo tempo que propiciam um
espaço virtual para atividades extra-acadêmicas, de pesquisa, de ensino e de
extensão.

Durante

a

construção

dos

portais,

aspectos

relevantes

são

�considerados para o êxito do programa, sem os quais, corre-se o risco de não se
ter o acesso desejado, o que é provocado, principalmente, quando o caminho
para a informação que se está buscando não é facilmente identificado
(MOUTELLA, 2002).
A Arquitetura da Informação e Metadados são conceitos básicos e
fundamentais na concepção de portais e imprescindíveis para o seu sucesso. Isso
implica na organização da informação e na construção de interfaces, usando
recursos de multimídia, tecnologia que, somadas à informação precisa, permite ao
usuário localizar a informação desejada através de navegação inteligente e
atraente (MOUTELLA, 2002; MELLY, 2004; FROEHLICH, 2002).
Essas ações são processadas em um ambiente de trabalho que integra
quatro princípios funcionais e nos quais o Portal da Amazônia foi assentado:
metadados (conteúdos digitais) (FROEHLICH, 2002; SOUZA, 1997); visualidade
(layout e design gráfico) (VIANNA, 2000); desenvolvimento e programa
(gerenciamento e apresentação de conteúdos) e negócios (marketing e captação
de recursos). Esses princípios estão relacionados não só às atividades fim
inerentes a operacionalidade do portal, como também, a geração de seus
resultados e produtos (MORVILLE, 2004).
Nesse contexto está caracterizado o Portal da Amazônia, recém instalado
na UFPA que apropria experiências anteriores de sistematização da produção de
C&amp;T na região agregando-se outros objetivos afins que, igualmente, buscam na
Internet o caminho para sua divulgação.
Uma das recomendações observadas durante esse processo está contida
na famosa afirmação do guru da usuabalidade na Internet, Jacob Nielsen
“...nunca usar na construção de uma web uma tecnologia que tenha menos de
dois anos e três versões” (apud MOUTELLA, 2002). Da experiência advinda na
execução do projeto e progressiva instalação do Portal da Amazônia, segundo
essa premissa é que se conseguiu definir e estabelecer normas e procedimentos
para construção e manutenção de seus registros e programa.

�2 PORTAL DA AMAZÔNIA: NAVEGANDO ENTRE O RIO E A FLORESTA
Da união de vários objetivos, como o de revitalizar sistemas de informação
e ambientes interativos para ensino e aprendizado, é que são direcionados os
trabalhos do Portal da Amazônia: navegando entre o rio a floresta. Ele está sendo
construído no âmbito da UFPA, como mais um resultado do grande investimento
humano, financeiro e intelectual dos últimos anos, feito na Amazônia e na UFPA.
Trata-se de um projeto aprovado pelo CNPq, que atendeu ao edital 09/2001–
conteúdos digitais, cuja missão é a de “contribuir para o desenvolvimento sócioeconômico regional através da gestão de conhecimento sobre a Amazônia”.
Surgiu em nova versão às tentativas anteriores no uso de tecnologias
aplicadas aos serviços de informação, como os sistemas Informam (década de
80)∗ e Siamaz (década de 90)∗∗. Com linguagem atualizada procura atender a
expectativa da demanda de informação da sociedade sobre temas/subtemas
amazônicos existentes na Internet e, ao mesmo tempo, estimula a produção de
novos conteúdos, realizando ideais de cultura, história, economia, da academia e
do homem.
Além de constituir um referencial do universo de informações sobre a
Amazônia, o Portal integra variados temas específicos que se espraiam em
infinitos sítios na Internet e tem como objetivo principal facilitar o processo de
busca, evitando que o usuário se perca em sites genéricos e distantes de seus
interesses.
Constitui um laboratório de si mesmo, de pesquisa para o seu
desenvolvimento, envolvendo professores, técnicos e alunos da graduação, pósgraduação em todas as atividades que exerce, de ensino, pesquisa e extensão.
Verticalizado, trilíngue, com possibilidade de expansão, além dos dados
oficiais, acadêmicos, apresenta conteúdos informacionais inéditos sobre a cultura,
∗

Sistema de Informação Científica e Tecnológica da Amazônia Brasileira, criado em 1984, com o
objetivo de reunir em um banco de dados toda a produção em C&amp;T da região amazônica.
∗∗
Sistema de Informação da Amazônia, criado em 1989, com o objetivo de reunir a produção em
C&amp;T da Panamazônia

�história, economia, do homem em seu espaço temporal e oferece ainda, ambiente
para negócios, tornando-se um diferencial em meio aos portais pontocom, pontobr
e pontoedu.
Entre seus objetivos básicos estão:
incentivar a pesquisa, produção, criação e edição de temas pertinentes e
relevantes;
sistematizar e disponibilizar o conhecimento sobre a Amazônia já existente
na Internet em dimensões previamente estabelecidas;
facilitar o acesso e a consulta a informação;
utilizar o conhecimento temático nas atividades de ensino, pesquisa e
extensão;
construir ambientes interativos de aprendizagem; e
criar uma biblioteca virtual temática em assuntos determinados.
Para a sua implementação destacam-se como segmentos básicos: a
estrutura e organização da informação, identificação, indexação, alimentação,
atualização, fluxo da informação e dos serviços, centrados nas unidades de
produção

do

Portal:

conteúdos

(informação);

visualidade

(multimídia),

programação (tecnologia) e negócios.

2.1 ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Concebido para apresentar conteúdos sobre a Amazônia e sua natureza
exuberante, sua estrutura tem cinco grandes dimensões para conter sua
extensão, que pudessem ser inter-relacionadas, e de fácil localização durante a
navegação: (Figura 1)

�PRODUTOS E
SERVIÇOS
(bens e serviços,
bolsas, oportunidades)

CULTURAL
Artes, manifestações
populares, Culinária)

ECONÔMICA
(investimentos,
desenvolvimento,
agronegócios)

DIMENSÕES

HUMANA E
TERRITORIAL
(homem, espaço,
historia, geografia..)

ACADÊMICA
(produção científica,
projetos, publicações )

FIGURA 1
Estrutura da informação em dimensões

Diante da concepção da estrutura do portal em Dimensões, foi
desenvolvido um sistema com possibilidade e flexibilidade, suficientes para
capturar, reunir e sistematizar os conteúdos digitais sobre a Amazônia, visando:
Facilitar o acesso indicando claramente o caminho da informação;
Usar uma estrutura lógica e própria de navegação com uma interface
que permita localizar e utilizar a informação precisa;
Atender de modo eficiente às necessidades dos usuários com o
aplicação de recursos gráficos e multimídia, para uma busca eficiente.
(MOUTELLA, 2002)
Logo, a informação está organizada de forma (MELLY, 2004):
hierárquica - pode aprofundar de acordo com a necessidade do usuário;
indexada - faz a busca por palavras chave a informação pontual;
web site - gera páginas dinâmicas a partir do conteúdo do banco de
dados

�2.1.1 Identificação de Conteúdos
Com base na estrutura desenhada começou-se a identificar conteúdos em:
1a) produtos digitais da Região Amazônica disponíveis na Internet, como
bases de dados, bibliotecas virtuais, portais e outros;
2a) nas páginas e unidades de ensino e pesquisa da Instituições de ensino e
pesquisa da região; e
3a) edição de novas páginas/seções com temas pertinentes, criadas
diretamente para o Portal.
Nesse contexto, quatro categorias de documentos foram consideradas para
formar os conteúdos informacionais, segundo sua origem (ROSETTO, 2002):
1. Publicados na Internet (online)
2. formato digital (offline)
3. outros suportes (papel, vídeo, foto) para converter em digital
4. produzidos diretamente na forma digital para o Portal

2.1.2 Alimentação do Portal
Os conteúdos passam por um processo de análise, classificação e edição
antes de serem indexados no banco de dados.
A alimentação é efetivada pela atuação da equipe técnica do Portal e,
paralelamente, pela participação de âncoras, representantes das diversas
unidades produtoras de conteúdos (instituições consorciadas ao Portal), treinados
na metodologia para contribuir na formação do banco de dados.
Para alcançar essa diretriz foi desenhada uma única planilha com os
campos identificadores, comuns e obrigatórios, que são preenchidos segundo o

�tipo de conteúdo que se está cadastrando. Inicialmente cinco conteúdos foram
especificados: publicações, notícias, eventos, áudio visuais e galerias.

2.1.3 Fluxo do Serviço
Os passos desses serviços obedecem a uma seqüência de ações e
estudos que levam a sua forma final. Divididos em três etapas:
1a etapa – Identificação do Conteúdos
localização e identificação de conteúdos digitais;
processamento da informação – avaliação, criação, digitalização
e edição dos conteúdos;
cadastro no Sistema de Gerenciamento de Conteúdos Digitais –
SGCD;
revisão dos itens - checagem e verificação do registro;
2a etapa – Visualização - ilustração, criação e animação
tratamento e programação visual de conteúdos– criação,
desenho, imagem e animação;
3a. etapa - disponibilização nas páginas de acordo com o programa
desenvolvido.
Manutenção

e

registro

dos

conteúdos

no

Sistema

de

Gerenciamento de Conteúdos Digitais – SGCD
apresentação dos conteúdos no Sistema de Apresentação de
Conteúdos Digitais nas páginas e locais correspondentes– SACD.

2.1.4 Produtos
Os produtos do Portal apresentados até ao momento (julho/2004) são:
Web site do Portal: http://www.portaldaamazonia.org.br

�- Banco de Dados com conteúdos diversos (sites, links, páginas etc.)
Ferramenta desenvolvida usando software livre de código aberto, que
cria:
-

Metodologia desenvolvida com formato adequado para inclusão
de dados – sistema de gerenciamento e de apresentação de
conteúdos digitais.

-

Manual para preenchimento dos dados

Prestação de Serviços
-

treinamento dos âncoras na metodologia do Portal

-

atendimento a outras instituições.

Produtos acadêmicos
-

Trabalhos apresentados em eventos e publicados em anais e
defendidos em Tese.

3 UNIDADES DE PRODUÇÃO ESPECÍFICAS
Componentes básicos para a operacionalização do Portal, que estão afetos
às atividades pertinentes ao seu desempenho, com a finalidade específica de ser
um referencial ou sinalizar um caminho mais rápido para se chegar à informação
precisa de temas amazônicos. Fundamentalmente, estão reunidos os conteúdos
estritamente regionais, que mostram a Amazônia em diversos aspectos, que ao
serem (re)trabalhados (padrões de metadados) e, dependendo de suas
peculiaridades, recebem uma programação visual (multimídia, layout, ilustração)
adequada para, finalmente, serem cadastrados no programa de gerenciamento e
apresentação de conteúdos (navegação). O espaço comercial permite a
negociação da venda de banners, anúncios e propagandas, vitais para a sua
sustentação, tendo em vista o custo-benefício de seus serviços e produtos.
3.1 CONTEÚDOS DIGITAIS

�Responsável pela identificação e localização de conteúdos; organização e
descrição de dados eletrônicos com uso de metodologia adequada. Além dos
serviços os conteúdos digitais são reconhecidos no sistema como documentos:
textos, imagens e sons. Possuem especificidades que os caracterizam e
possibilitam sua classificação em diferentes tipos de documentos. No âmbito do
Portal, são os seguintes: publicação, notícia, evento, áudio visual e galeria.
Assim, uma vez estabelecidos os padrões de metadados para registro,
descrição e organização dos documentos eletrônicos, os atributos (propriedades)
comuns que os caracterizam, são importantes não só do ponto de vista do
sistema para sua apresentação no Portal, mas para o processo de busca, pois
esses atributos é que irão permitir a busca dos conteúdos mediante palavras ou
expressões relevantes, constantes da sua descrição. (SOUZA, 1997)
Os atributos que identificam cada tipo de conteúdo/documento orientaram e
definiram o trabalho de desenho das planilhas de registro em:
- campos comuns a serem preenchidos para os vários tipos de conteúdos,
como: Autoria, Título, Subtitulo, Local, Data, Resumo, Texto, Arquivo, Url,
Menu/tema, Cadastro de Contribuintes e Cadastro/edição de Relação entre
Conteúdos.
- campos diferenciadores, que são de preenchimento obrigatório e
personalizam cada tipo de conteúdo, como: Tipo, Volume, Fascículo, Página
inicial, Página final, Período, Fonte, Manchete, Resumo.
O Programa apresenta:
cinco 5 telas principais – (1) Edição – (2) Texto – (3) Menu/Tema –
(4)Contribuições – (5) Relacionamentos entre documentos; e
24 campos para preencher.
As telas 1 e 2 são de preenchimento obrigatório, possuem campos que
personalizam cada tipo de documento. Por outro lado as telas 3, 4 e 5 abrem
janelas permitindo fazer pesquisa. É o caso do:

�1) Menu/Tema - Busca das Dimensões para Associação do Conteúdo
2) Cadastro de Contribuintes - Digite parte/todo nome da pessoa-Cadastro
de Pessoa
3) Edição de Relação entre os Conteúdos - Pesquisa de Conteúdos.
Ao se inserir um novo conteúdo (documento) no Portal além de especificar
os seus atributos, é necessário associá-lo a um tema ou assunto, ou seja
dimensão, área, sub-área etc. de acordo com a organização do portal.
Essa organização possibilita a "navegação" pelos conteúdos do Portal,
percorrendo-se os caminhos dos menus apresentados nas dimensões - que são
links para os conteúdos (documentos) do Portal.

3.2 VISUALIDADE
Design gráfico para a criação e layout para apresentação das páginas web
do portal. Representa o lado artístico do Portal onde a criatividade é explorada
para dar contorno visual agradável e, ao mesmo tempo, beleza e estética da
formas. O traço deve estar em harmonia com a filosofia e o conteúdo do Portal
em imagem, texto, som e cor. Para cada tipo de conteúdo é trabalhado a sua
visualidade na página com a criação do layout, com desenho e animação e, para
tal, são utilizadas softwares apropriados:
-

para a edição de texto em HTML;

-

para

animação

e

computação

gráfica,

como

Flash,

Dreamweaver, Corel Draw, Front Page, como também desenhos
a mão livre.
A programação visual do portal obedeceu aos seguintes critérios:
•

as imagens, ilustrações são definidas a partir dos conteúdos, com
cuidado para não tornar o arquivo muito extenso;

�•

uso de escala de tons e cores regionais padrões com variações do
verde, terra, ocre;

•

o layout das páginas, estabelecendo formatos para apresentação das
páginas e do texto;

•

Criar logomarcas, animar páginas, criar sites, arquivos multimídias,
tratar e editar imagens.

3.3 DESENVOLVIMENTO E METODOLOGIA
Laboratório e fábrica para projeto, implementação, implantação e
manutenção de ferramentas para registro, gerenciamento e publicação de
documentos digitais na web, em um ciclo permanente de aperfeiçoamento e
atualização tecnológica.
Para registro das informações e formação do banco de dados foi
desenvolvida uma metodologia adequada usando linguagens e padrões técnicos
de comunicação que facilitam a localização da informação, com interfaces
acessíveis para navegação.
Foram desenvolvidos dois programas principais que funcionam de forma
integrada e juntos formam a base do Portal:
•

Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos Digitais (SGCD) - possibilita
a manutenção do registro de documentos e a sua publicação no Portal
da Amazônia;

•

Sistema de Apresentação de Conteúdos Digitais (SACD) - possibilita a
navegação no Portal da Amazônia, dando acesso aos documentos
registrados no Portal.

Ambos são aplicativos, escrito em PHP, utilizando banco de dados MySQL,
para servidor web, Apache.

�A linguagem PHP se apresenta como ferramenta fundamental, pois ela
possibilita o desenvolvimento de sistemas dinâmicos para Web. A Orientação a
Objetos é o paradigma que foi utilizado para o desenvolvimento.
As ferramentas, tecnologias e conceitos existentes aplicados:
PHP(Hypertext Preprocessor), MySql, Padrões de Análise, Projeto e
Código, Arquitetura de Software em Três camadas, UML(Unifield Modeling
Language), GNU CVS(Sistema de Controle de Versões), XML(eXtensible Markup
Language), entre outros.
3.4 NEGÓCIOS, MARKETING E CAPTAÇÃO DE RECUSOS
Promove a venda da marca do Portal e objetiva estabelecer parcerias para
captação de recursos para sustentação dos programas do Portal
Há necessidade de continuo investimento de recursos externos, de
convênios e contratos, independente dos recursos orçamentários institucionais,
para sua sustentação. As empresas, indústrias e outros organismos têm aporte
para investir em pesquisa e desenvolvimento de projetos e tecnologias.
O Negócio se subdivide em duas linhas mestras:
1) Pesquisa – inclui bolsas, equipamentos, metodologia de portal,
informática e informação
2) Manutenção e Atualização – inclui marketing, manutenção do s
programas, trabalhos

4 ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
A estrutura administrativa do Portal conta com um suporte computacional,
material e de recursos humanos suficientes para a execução das tarefas. Então
há unidades executivas e de produção com pessoal treinado para cumprimento
das etapas.

�4.1 UNIDADES EXECUTIVAS
Há a unidade administrativa e a de produção técnica que executam as
tarefas específicas.
A unidade agrupa professores, técnicos e bolsistas em:
Coordenação
unidades administrativas

Secretaria

Conteúdos Digitais
Visualidade
Desenvolvimento e programas
Marketing e captação de
recursos

unidades de produção específicas

4.2 RECURSOS HUMANOS
20 pessoas estão alocadas para o cumprimento das atividades:
•

Professores (5) das áreas de Letras, Comunicação, Informática,
Biblioteconomia.

•

Técnicos

(7):

Bibliotecários,

Analistas

de

Sistemas,

Jornalista,

Tradutores.
•

Apoio (1): Secretaria

•

Bolsista de graduação (5): Comunicação, Letras e Artes, Engenharia
Elétrica, Ciência da Computação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Este trabalho tem por finalidade mostrar a experiência da UFPA na
elaboração de um Portal Acadêmico, sem entrar na discussão epistemológica do
que seja ou caracteriza um portal.
Portanto, qualquer iniciativa que venha a ser tomada para a construção de
portais ou implementação de serviços de informação tem como pressupostos
essenciais o tratamento de conteúdos (metadados), a questão da visualidade (uso
de multimídia) e o desenvolvimento de programa para construir uma ferramenta
computacional imprescindível para a operacionalidade do processo.
Com a Internet novos serviços surgem, desta feita, executados com apoio
dos recursos de tecnologia de informação, como computadores, redes e
programas. É uma nova maneira de executar serviços de informação e a
linguagem comum utilizada nesse contexto é a do compartilhamento de um
grandioso acervo de informação em âmbito universal. Por outro lado a nova
classe social dos internautas é, cada vez mais, exigente e de demanda crescente.
Pela dificuldade de se localizar a informação sobre a Amazônia na web e
diante da imensa quantidade de documentos inúteis e multiplicados, é que se
pensou na criação de um portal estruturado e capaz de estabelecer um
mecanismo inteligente de busca e recuperação da informação. Surge então o
Portal da Amazônia como um elemento chave no processo de organização e
recuperação de informação dimensionada sobre a Amazônia, como uma
ferramenta a mais de busca no mundo da informação mutimídia.
As novas tecnologias provocam o uso de técnicas de reengenharia para o
processo dinâmico da gestão da informação (cadeia produtiva e disseminativa) ao
mesmo tempo que facilitam viabilizar metas para colocar no mercado produtos
tangíveis de informação. Dentro desse contexto, o Portal da Amazônia, muito
mais que uma “ferramenta de busca” de informações sobre a região, procura
sistematizar as informações sobre a Amazônia, dando confiabilidade e
credibilidade das informações disponibilizadas neste portal, em função de ser um
projeto institucional da maior universidade pública da região.

�REFERÊNCIAS
CONSELHO NACIONAL DE PESQUISA. Brasília. Metodologia aplicada a
construção de portais web.
_______. Portal da Amazônia: navegando entre o rio e a floresta. BRASÍLIA,
2001. Projeto 551634/01-4. aprovado em 17/12/2001.
FROEHLICH, Thomas J. Arquitetura da informação (palestra com
videoconfer6encia). Campinas: embrapa Informática Agropecuária, 2002.
Dsisponível em: http://www.cnpm.embrapa.br/destaque/palest/ikma.html.. Acesso
em: 28/06/2004.
MELLY, Mylene. Estruturação da informação e organização de diretórios.
Disciplina Produção de web sites. São Paulo: Escola de Comunicação e Artes da
USP, 2004. Disponível em : http://www.eca.usp.br/prof/mylene/cje-566/estrutinf/.
Acesso em 28/06/2004.
MORVILLE, Peter. Software para arquitetos da informação. AIfIA em português.
Instituto Asilomar para Arquitetura da Informação. Tradução de Marcos Savieri,
2004. Disponível em:http://aifia.org/pt/translations/000345.html. Acesso em:
27.06.2004
MOUTELLA, Cristina. Usabilidade: Keep it simple, stupid. 2002. Disponível em:
http://www.iis.com.br/~moutella. Acesso em: 10/01/2004.
PINHEIRO, lena Vânia R. Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica
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ROSETTO, Marci; NOGUEIRA, Adriana H. Aplicação de elementos metadados
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SILVEIRA, Flavio R. Motivação e fatores críticos de sucesso para o planejamento
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�SOUZA, Terezinha B.; CATRINO, Maria Elisabete; SANTOS, Paulo César .
Metadados: catalogando dados na internet. Transinformação, Campinas, v.9, n. 2,
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VIANNA, Michelangelo MM. Webdesign. Criação, estruturação e design gráfico
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________. A Internet e o bibliotecário: a adaptação de habilidades profissionais
frente
aos
novos
serviços.
Disponível
em:
http://planeta.terra.com.br/educacao/mk2001/artigo.htm Acesso em: 27/06/2004.

∗

Bibliotecária/Especialista. Universidade Federal do Pará – UFPA. Av. Augusto Correia, 1,
Campus Universitário – Guamá - Belém-Pará-Brasil - 66075-900. www.portaldaamazonia.org.br.
www.ufpa.br/bc. pena@ufpa.br
∗∗
Bibliotecário/Mestre. Universidade Federal do Pará – UFPA - Av. Augusto Correia, 1, Campus
Universitário – Guamá - Belém-Pará-Brasil - 66075-900. www.ufpa.br/bc. loms@ufpa.br

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2004</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estrutura organizacional e tecnológica para a construção de portais acadêmicos. Aplicação de diretrizes e padrões para a formação de banco de dados, organização eletrônica de dados, desenvolvimento de ferramenta própria ao processo de alimentação e gerenciamento de conteúdos digitais. Nova versão para um sistema de informação na Amazônia, com interface facilitadora à navegação e comunicação, permitindo localizar a informação de modo ágil e eficiente.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DO TUTORIAL ON-LINE: "COMO FAZER REFERÊNCIAS:
BIBLIOGRÁFICAS, ELETRÔNICAS E DEMAIS FORMAIS DE DOCUMENTOS"
DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA E SEU IMPACTO NA WEB
Maria Bernardete Martins Alves∗
Susana M. de Arruda∗∗
TP

TP

PT

PT

RESUMO

Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído
um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo
é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de
documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se
altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para
alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo
menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que
estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados,
contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o
AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e
categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as
categorias propostas na literatura da área.
PALAVRAS-CHAVE: Programa de capacitação do usuário. Tutorial on-line.
Mecanismos de busca. Impacto dos serviços e produtos na Web. Webmetria.
1 INTRODUÇÃO

As mudanças advindas da adoção das Tecnologias da Informação,
notadamente a Internet, afetam de maneira decisiva as Bibliotecas Universitárias,
(BUs) trazendo em seu bojo um enorme desafio tanto para os profissionais da
informação quando para seus usuários.
No rastro das novas tecnologias, novas formas de ensino e aprendizagem
estão sendo adotadas nas universidades, como o Ensino a Distância (EAD) e, em
conseqüência as BUs devem repensar o seu tradicional papel de apoio ao ensino
e a pesquisa. Uma conseqüência imediata, para as unidades de informação, é a
disponibilização dos tradicionais serviços de informação, agora em formato
eletrônico, nas suas homepages, alcançando, além dos usuários locais, os

�usuários remotos. "[...] o referencial mudou e não mais se concentra apenas na
posse do documento físico, mas na possibilidade de acesso à informação [...]"
(HYPOLITO; ROSSETO; COUTTO, 2000, p. 5).
Bertholino et al. (2000), analisou as homepages das Bibliotecas
universitárias e constatou essa mudança: as bibliotecas estão oferecendo aos
usuários remotos os mesmos serviços que são oferecidos nas bibliotecas
tradicionais e apontam os treinamento de usuários como um dos mais relevantes
serviços, oferecidos por 40% das BUs.
Em função disto, a capacitação dos usuários no uso das tecnologias de
informação, e dos serviços da biblioteca que agora estão sendo ofertados via
rede, é o desafio enfrentado pelos principais atores deste contexto, bibliotecários
e usuários. Isto implica em, não apenas capacitar os usuários a utilizar essas
tecnologias mas, principalmente por meio das tecnologias, torná-los capazes de
encontrar e selecionar a informação a qual necessitam para a construção do seu
conhecimento.
Nesse contexto, o Sistema de Bibliotecas (BU) da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), aproveitando os avanços na área de informação,
notadamente a Internet, concentrou seus esforços para modernizar o seu
Programa de Capacitação do Usuário - PCU, adequando-o à nova realidade.
Assim, a partir dos recursos da Internet, foi construído um tutorial para dar
suporte ao PCU. O objetivo do tutorial é auxiliar na elaboração de referências
bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Esse tutorial,
disponível na Web desde 1998, tem se mostrado altamente eficaz na sua
proposta de ir além do espaço físico da BU para alcançar o usuário remoto,
aquele que não pode ou não quer ir até a Biblioteca.
A experiência bem sucedida da BU/UFSC, na oferta dos serviços para
usuários remotos em apoio aos programas de EAD, foi apontada por Blattman e
Dutra (1999), Dutra, Franzoni e Lapoli (2000) e por Sadi e Reis (2000).
Na prática, o sucesso dessa experiência, relatada na literatura da área, é
confirmado pelo número de e-mails recebidos. Esses e-mails podem ser

�agrupados em três principais categorias: e-mails solicitando algum tipo de
informação, e-mails solicitando resposta a uma dúvida relacionada ao tutorial e/ou
solicitando auxílio referente às normas de documentação e e-mails pedindo
autorização para colocar em suas paginas um link apontando para o tutorial. O
alcance da oferta dos serviços on-line, pode ser dimensionado a partir desses emails, tendo em vista que parte dessas mensagens são oriundas de usuários
externos à UFSC. Isto reflete a expansão na oferta dos serviços e no atendimento
ao usuário.
Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões
emergem: Quantos e Quais são as páginas ou sites que estão apontando para o
tutorial? Responder essas questões é um dos objetivos desse trabalho.

2 O PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS – PCU

2.1 HISTÓRICO
Desde 1969, quando foi criada pelo decreto lei n. 3.849 de 18 de
dezembro, a BU/UFSC mostrou-se comprometida com os treinamentos dos
usuários, no uso dos serviços e produtos por ela ofertados.
Em 1977, o Setor de Referência (SR) é criado ficando subordinado
hierarquicamente à Divisão de Assistência aos leitores (DAL). Em 1985, a DAL,
Divisão de Assistência aos Leitores passou a denominar-se DAU - Divisão de
Atendimento ao Usuário.
Na segunda metade da década de 80, com a abertura das redes públicas
de comunicação (a Rede Nacional de Pacotes, a RENPAC e a Rede Nacional de
Pesquisas a RNP) e, a conseqüente popularização dos microcomputadores
pessoais, surge a idéia das amplas redes de informação, evidenciando uma nova
geração de usuários aptos a conviver com os meios eletrônicos e preparados
para exigir qualidade dos produtos e serviços de informação.
Na década de 90, dando prosseguimento ao programa de capacitação dos
seus usuários a BU inicia um programa de orientação para o uso das normas de
documentação, com o intuito de orientá-los no uso, principalmente, das normas

�de referência e citação. O treinamento passa a ser ofertado, informalmente, na
própria biblioteca, no momento em que os usuários procuram o bibliotecário para
tirar dúvidas e corrigir possíveis erros em seus trabalhos acadêmicos e, em
palestras previamente agendadas. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA, 1993).
Paralelo aos treinamentos com as normas e em resposta à demanda dos
usuários no uso das novas tecnologias, a BU passa a oferecer também,
treinamentos para uso das bases de dados em CD-ROM. Usuários e
bibliotecários, eufóricos com as “facilidades do CD-ROM”, começam a preparar o
ambiente para aquilo que hoje, esta sendo apontado como o novo paradigma na
educação dos usuários, a alfabetização informacional cujo objetivo é estimular a
autonomia deles.

2.2 ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DO USUÁRIO – PCU

Em 2001, quando atualizou o seu programa de capacitação, este passou a
ser ofertado em quatro módulos instrucionais, cujo objetivo foi propiciar aos
estudantes, envolvidos no processo de ensino/aprendizagem, os conhecimentos
para a aquisição de habilidades necessárias para a busca e uso da informação. A
partir da definição de um conteúdo programático, o programa foi estruturado em
quatro módulos instrucionais:
Modulo I: Acesso à Informação Disponível
Modulo II: Elaboração de Referências
Modulo III: Estrutura do Trabalho Acadêmico
Modulo IV: Citação
Os módulos não seguem uma seqüência rígida e podem ser oferecidos
individualmente, de acordo com a demanda. Há uma demanda maior no início e
final dos semestres. A carga horária para cada módulo varia de duas a quatro
horas. A metodologia utilizada compreende aulas expositivas com o auxilio de
apresentação em power-point para os módulos III e IV e, para os módulos I e II
alem das aulas expositivas, tipo seminários, utiliza-se o acesso on-line ao tutorial
http://bu.ufsc.br/framerefer.html, disponível na homepage da BU. Para o módulo

�IV além da página do Portal Capes, são usados outros recursos também
disponíveis na homepage, a página de acesso rápido às bases de dados on-line:
http://www.bu.ufsc.br/tutoriais.html.

2.3 TUTORIAL: “COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”

Assim, no afã de atender a demanda e aproveitando as facilidades das
novas tecnologias, um tutorial, baseado na NBR 6023/89, foi construído. O
objetivo desse serviço foi preparar um manual prático que pudesse servir de guia
tanto para os usuários quanto para os bibliotecários. Inicialmente o tutorial foi
preparado no formato impresso porém, imediatamente, para atender a demanda
dos cursos do Ensino a Distância, uma versão eletrônica foi disponibilizada na
homepage da BU. Com o título “Como fazer Referências Bibliográficas”, a
primeira versão foi disponibilizada em 1998. A partir daí, os treinamentos
passaram a ter como ferramenta de apoio, o tutorial eletrônico.
Cada atualização da NBR 6023 corresponde uma atualização do tutorial.
Desde sua construção em 1998, o tutorial passou por duas grandes atualizações,
em 2001, quando a NBR 6023 incluiu a normalização das referências eletrônicas
e 2003. Em 2001, para melhor adequar-se à nova versão da norma, o titulo do
tutorial mudou para: “Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e
demais formas de documentos”.
A conseqüência imediata da oferta desse serviço foi o “Serviço de
Perguntas e Resposta” através do e-mail. Os e-mails das autoras do trabalho
estão disponíveis na página do tutorial. Esse serviço “informal” não se limita ao
conteúdo do tutorial. Responder e-mails com perguntas a respeito das principais
normas de documentação, tornou-se uma rotina. Além de responder as dúvidas,
os pedidos para colocar um link, apontando para a página do tutorial chamaram a
atenção para a importância desse serviço na Internet.

3 AVALIAÇÃO DO TUTORIAL

�A análise da literatura sobre webmetria, disciplina que utiliza técnicas da
bibliometria1 aplicadas ao ambiente Web, sugere que os sites na Internet podem
ser avaliados da mesma forma que os documentos impressos. Assim, buscou-se
na literatura, compreender a abrangência dessa disciplina e os limites de sua
aplicação. Além do termo webmetria, cunhado por Almind e Ingwersen (1997
apud OLIVEIRA et al. 2002), são usados outros termos, como a webometria,
usado por Vanti (2002) em um denso trabalho no qual a autora faz uma análise
conceitual dos métodos quantitativos usados para medir o impacto da informação
registrada, incluindo a informação disponível na Web.
Conforme Vanti (2002) as técnicas da webometria podem ser aplicadas
para: a) medir a distribuição das páginas na Internet, categorizando-as por paises,
tipos de paginas, instituições, temas, etc; b) medir e comparar a evolução das
páginas; c) calcular o tamanho de uma página, em bytes, por exemplo; d) o
número de links por páginas e , e) o número de links apontados para uma página
ou site.
Esta última técnica aplicada à Web, é o equivalente à análise de citação
usada para trabalhos publicados. Pela análise de citação é possível medir a
importância de uma página ou site. Isso significa que o número de links
apontados para uma página ou site pode ser usado como um indicador da
qualidade daquela página, afirma Oliveira ( 2002, p. 3). Para a autora, "pelo
menos em teoria, um site que é altamente apontado, é visto como uma boa fonte
de informação.”
A análise de citação também pode ser feita calculando-se o fator de
impacto das publicações. Esse índice é utilizado pelo Institute for Scientific
Information - ISI, para calcular o fator de impacto das publicações por ele
indexadas. Autores como Ingwersen (1998), usaram este índice para calcular o
fator de impacto das páginas Web. O autor definiu o fator de impacto na Web
como a quantidade de links apontados para uma página ou site, dividido pelo
número de páginas desse site. Links dentro do mesmo site são denominados de

1

Compreende um conjunto de métodos quantitativos para avaliar a produção, a difusão e uso da
informação.

�autolinks ou internos enquanto os links externos são aqueles apontados para uma
página ou site fora do espaço Web analisado. (VANTI, 2002).
Rousseau (1997), usou o neologismo "sitation", (resultado da junção das
palavras citação + site) - em português “sitação” -, para a relação entre páginas e
links e, para a relação entre páginas do mesmo site, ele usou a expressão
“autositação”. O termo "sitation", conforme Rousseau (1997) foi cunhado por
McKiernan em 1996.
No Brasil, Oliveira et al. (2000) usaram o fator de impacto para analisar as
páginas Web das bibliotecas das Universidades Estaduais do Paraná, apontando
o fator de impacto dos links interno e externo, classificando-os de acordo com as
categorias propostas por Cui (1999).
Qualquer que seja o estudo bibliométrico aplicado à Web, os mecanismos
de busca são peças fundamentais para a coleta dos dados sobre os links. Eles
foram comparados por Smith (1999) às bases de dados de citação criadas pelo
ISI. Para o autor, a seleção dos engenhos de busca deve considerar o tamanho
da sua base de dados tendo, em vista que é importante que ele cubra uma
grande área da Web, o que excluiria mecanismos de busca restritos a uma região
ou país ou a uma área. Pesquisas realizadas por Lawrence e Giles (1999 apud
PARK; THELWALL, 2003), indicam que a cobertura dos maiores mecanismos de
buscas não ultrapassa à 16% de páginas da Web.
Para Vaughan e Hysen (2002), a cobertura limitada dos mecanismos de
busca é a razão dos diferentes resultados apresentados por eles. No mesmo
trabalho os autores afirmam que somente dois mecanismos de busca tiveram um
bom desempenho na contagem dos links: o Altavista e o AllTheWeb.
Em um estudo sobre o fator de impacto das revistas da área de Ciência da
Informação, Vaughan e Hysen (2002) analisaram o help do Altavista e do
AllTheWeb e, constataram um problema relacionado ao uso da query "link: Url".
Eles chegaram a diferentes resultados usando a query "link: Url", quando
incluíram o http na url e quando o excluíram.

�4 METODOLOGIA

Numa etapa preliminar à coleta de dados, utilizou-se diferentes expressões
de busca: palavras do título, url, url com e sem www em diferentes tipos de
pesquisa (básica, avançada, com filtros, etc), para conhecer as potencialidades
dos diferentes mecanismos de busca, Altavista (2004), AllTheWeb (2004) e
Google (2004). Os resultados alcançados nessa etapa preliminar serviram tanto
para a seleção dos mecanismos que apresentaram os melhores resultados
quanto para mapear o conjunto de sites e documentos linkados ao tutorial.
A coleta de dados, propriamente dita, foi realizada, no mês de julho em
dois dias e em horários diferentes, utilizando-se apenas dois mecanismos de
busca: Altavista e AllTheWeb. Um terceiro mecanismo de busca, o Google usado
na etapa preliminar não foi utilizado por apresentar resultados bastante diversos
dos apresentados pelos primeiros. O Google, não retorna um conjunto abrangente
de resultados. A razão disso é que o Google não tem uma boa resposta para a
pesquisa "link: Url", forma de busca utilizada para a localização dos links que
apontam para a página do tutorial. Essa opção de busca recupera a partir do link
definido na programação. Os melhores resultados foram apresentados, pelo
Altavista e AllTheWeb.
Além disso, a escolha dessas ferramentas considerou as recomendações
dos autores aqui analisados:
Evitar usar mecanismos restritos a uma área, país ou localidade;
Considerar o tamanho e o alcance da base de dados;
Altavista e AllTheWeb, possuem recursos de busca com as mesmas
características de recuperação (OLIVEIRA, 2000).
Tanto no Altavista quanto no AllTheWeb, utilizou-se apenas a pesquisa
básica usando a expressão: "link:Url". Na pesquisa avançada a pesquisa
"link::Url" não retornou um resultado significativo, sendo por essa razão excluída.
Também em ambos os mecanismos, a exclusão do www retornou um melhor
resultado, corroborando com Vaughan e Hysen (2002) que apontaram resultados

�diferenciados tanto para o Altavista quanto para o AllTheWeb , quando excluíram
o http da Url.

5 RESULTADOS

O estudo exploratório, aqui realizado, identificou, as páginas e/ou sites que
apontam para o tutorial on-line: Como fazer referências. O estudo foi realizado
através das ferramentas de busca Altavista e AllTheWeb, considerados
adequados para esse tipo de pesquisa: contagem e identificação dos links que
apontam para uma página ou site.
A comparação entre dos links recuperados pelos dois mecanismos mostrou
que ambos tiveram praticamente a mesma quantidade de links recuperados, 50
para o AllTheWeb e 51 para o Altavista e que apenas dois links foram
recuperados por apenas um mecanismos ou seja, dos 51 links recuperados pelo
AllTheWeb, 49 também foram recuperados pela Altavista.
Excluídas as páginas duplicadas entre os mecanismos, as páginas com
problemas no acesso (apenas uma página), foram recuperadas um total de 51
páginas ou sites que apontam para a página do tutorial. Para a análise dos links
optou-se pelos resultados do Altavista. O conjunto de sites recuperados permitiu
conhecer

a

procedência

dessas

páginas

evidenciando

significativamente maior de páginas externas.

24%
Interno
Externo
76%

FIGURA 1: Procedência dos links.

um

número

�Dos 51 LINKS recuperados, 24% são LINKS internos, que incluem os links
dentro do espaço Web da BU e da UFSC. Os links externos, são os mais
representativos com 76% do total de 51 links encontrados para o tutorial. Esses
dados demonstram que a página do tutorial tem uma alta visibilidade externa, cujo
impacto pode ser comparado, por exemplo, à biblioteca da Universidade Estadual
de Londrina (UEL) que recebeu 56 links, dos quais 50% são links externos. Vale
ressaltar que o site da UEL possui 41 páginas, ocupando um espaço Web
significativamente maior do que o tutorial aqui referido, com apenas uma página.
Com o intuito de mapear os links externos à página do tutorial, eles foram
classificados de acordo com as categorias propostas por Cui (1999), traduzidas e
adaptadas por Oliveira, (2002,). A essa lista acrescentou-se mais uma categoria,
mais especificamente, as páginas pessoais:
Bibliotecas

Universitárias

(bibliotecas

ou

serviços

pertencentes

à

instituições de ensino superior) ;
Empresas Comerciais (organizações produtoras de bens e serviços), EC;
Ferramentas de busca (sites destinados a localizar informações na Web;
Órgãos governamentais (órgãos da Administração Municipal, Estadual ou
Federal);
Portais (sites cujo objetivo é fornecer informações sobre um assunto
específico);
Publicações (revistas, jornais ou outras publicações on-line (PDF);
Universidades (páginas pertencentes a outras instituições de ensino
superior: faculdades, departamentos, centros, centros acadêmicos;
Páginas pessoais.

LINKS
CATEGORIAS DAS PÁGINAS

GERAL

INTERNO

EXTERN
O

Universidades

20

8

12

Páginas Pessoais

11

0

11

Biblioteca Universitária

10

3

7

�Ferramentas de Busca

6

0

6

Portais

2

0

2

Publicações

1

1

0

Não Acessa

1

0

1

Total:

51

12

39

QUADRO 1 – Categorias dos Links

Dentre as categorias das páginas externas que apontam para o tutorial, as
universidades estão em primeiro lugar, com 30% de um total de 39 páginas. Em
seguida vem os links de páginas pessoais também representando 30%. As
bibliotecas universitárias são responsáveis por 18% dos links. As ferramentas de
busca, respondem por 15% dos links externos. Os percentuais das demais
categorias, Portais e Publicações, representam apenas 0,5% do total de links
externos, resultado insignificante.
Os resultados encontrados não chegam a causar surpresa. A maior
surpresa, fica por conta do número de links na categoria páginas pessoais,
respondendo por 30% dos links externos. Por se tratar de um tutorial, portanto,
uma ferramenta de apoio, principalmente, a estudantes e pesquisadores em geral,
é natural que as universidades e as bibliotecas universitárias sejam os principais
apontadores externos, respondendo, ambas, por 60% dos desses links.
Com relação aos mecanismos de busca, considerou-se que o resultado da
pesquisa “link:URL” - feita em ambos os mecanismos - foi semelhante,
evidenciando alta consistência entre os dois mecanismos. Todavia as pesquisas
preliminares

feitas

com

Altavista,

AllTheWeb

e

Google,

apontam

alta

inconsistência entre eles. Apesar disso, essas pesquisas recuperaram cerca de
cem (100) páginas, internas e externas, excluindo-se as duplicatas. Dentre essas
páginas, algumas não são propriamente páginas, são documentos em html ou
PDF, que fizeram uma cópia do tutorial omitindo os créditos, configurando-se
plágio.

�Embora esse não fosse o objetivo da pesquisa, esse resultado, a despeito
da surpresa, revelou que o plágio na Web está sendo praticado também, por
instituições educacionais e por profissionais da informação, dos quais se espera
um cuidado maior com o direito autoral.

6 CONSIDERAÇÕES FINAS

A importância da Web como espaço para a difusão da informação e do
conhecimento é inquestionável. Diante da expansão da Web, a necessidade de
avaliá-la deve ser encarada como uma forma de dimensionar a sua importância e
suas potencialidades. Para tanto surge um ramo da bibliometria, a webmetria,
uma área emergente com um enorme potencial a ser explorado. (VANI, 2002).
O resultado das pesquisas preliminares indica a existência de uma rede de
links bem mais densa do que os resultados obtidos nas pesquisas para coleta de
dados. Todavia a inconsistência dos resultados apontados pelos vários
mecanismos e o pouco tempo para uma avaliação criteriosa dos links levou a
optar-se por trabalhar com os resultados posteriores, quando usou-se uma
expressão de busca mais confiável. “link:url”.
A despeito dos problemas detectados com os mecanismos de busca, tais
como, o tamanho das bases, a cobertura, as formas de pesquisa, o uso deles
para os estudos da Web, é fundamental. Avaliar cuidadosamente os principais
mecanismos de busca disponíveis talvez não seja suficiente: é recomendável que
se busque outros software, como o ASPseek: Advanced Internet Search Engine,
por exemplo.
A pesquisa aqui realizada foi uma pesquisa de cunho exploratório,
apontando caminhos para futuros trabalhos. Estudos posteriores devem
considerar todas as recomendações anteriores.

ABSTRACT

�In answers the changes determined by the technological progress, a tutorial was
built to give support to the Program of the user's training whose objective is
auxiliary in the elaboration of bibliographical references and too much forms of
documents in any support. Available in the Web since 1998, it was shown highly
effective in its proposal of going besides the physical space of the Library to reach
the remote user. Before the positive repercussion of that work at least two subjects
emerge: How many and Which are the pages or sites that are pointing for the
tutorial?. As instrument for the collection of the data, contagem of the links that
pointed for the tutorial, two search mechanisms were used: Altavista and
AllTheWeb. Starting from the results of the researches it was possible to identify
and to classify the pages that point for the page of the tutorial, using the categories
proposals in the literature of the area.
KEYWORDS: Program of the user's training. Tutorial on-line. Search mechanisms.
Impact of the services and products in the Web. Webmetria.

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HTU

UTH

∗

Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - berna@bu.ufsc.br
∗∗
Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - susana@bu.ufsc.br
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PT

UTH

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PT

HTU

UTH

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Avaliação do tutorial on-line: "Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formais de documentos"da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina e seu impacto na web.</text>
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                <text>UFRN</text>
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                <text>Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados, contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as categorias propostas na literatura da área.</text>
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                    <text>ACESSO E USO DE FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE NO AMBIENTE DE
ENSINO E PESQUISA
Margarida Maria de Oliveira Reis∗
Ursula Blattmann∗∗
Valéria Reis∗∗∗

RESUMO
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto do
ambiente de aprendizagem. Aborda conceitos, características, e tipos das fontes
de informação on-line. Contextualiza a importância de ações de alfabetização e do
letramento (information literacy) por parte dos bibliotecários como competências e
habilidades indispensáveis para o exercício da prática profissional na sociedade
do conhecimento. Focaliza a utilização das novas tecnologias da informação e
comunicação como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de
informação auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de
aprendizagem. Apresenta questões referentes em como efetuar ações leitoras no
mundo digital; quais as características da seleção da oferta de produtos e serviços
on-line para auxiliar na alfabetização, letramento e minimizar os impactos da
divisão digital; por que o bibliotecário necessita estar presente na tomada de
decisões e no estabelecimento das políticas de acesso e de uso de fontes de
informação on-line. Enfatiza a importância de conhecer políticas públicas de
acesso e do uso das fontes de informação on-line. Aponta novas formas de
atuação dos bibliotecários na elaboração, análise, tratamento, disseminação,
recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes de informação on-line.
PALAVRAS-CHAVE: Acesso e uso da informação on-line. Fontes de informação
on-line. Letramento. Ações leitoras.

1 INTRODUÇÃO
O acesso à informação tem alterado as maneiras das pessoas usarem
bibliotecas, esta mudança esta centrada no uso de fontes eletrônicas on-line. Isso
significa que desde o surgimento da interface mais amigável da informação
eletrônica em rede de computadores, muitas bibliotecas têm procurado atender
seus usuários de maneiras diferenciadas e estes estão deixando de usar a
biblioteca física e usando o acesso remoto às fontes de informação on-line.

�A preocupação dos bibliotecários está em como, onde, quando, qual tipo e
porque ofertar serviços e produtos on-line em atividades de ensino e pesquisa.
Definir quais equipamentos, disponibilizar computadores e estabelecer a conexão
com a web; gerenciar licenças de software e de acesso, além de ofertar
treinamento aos usuários para uso dos recursos das bibliotecas, com o intuito de
facilitar o acesso de bases de dados que disponibilizam por sua vez mais recursos
na integra - não só publicações periódicas como artigos de periódicos técnicos e
científicos, ampliando o acesso aos livros eletrônicos, as teses e dissertações, e
até mesmo a fontes de referência dicionários, enciclopédias, tesauros, bases de
dados entre outras fontes informacionais on-line.
Fontes básicas do cotidiano profissional do bibliotecário estão ao alcance
do clicar como o International Standard Book Number - ISBN - http://www.isbninternational.org/ . Agência internacional, oferece possibilidades de interação nos
idiomas inglês, espanhol e francês. Esse número internacional padronizado para
livros, adotado em 159 países. Usado em bibliotecas para aquisição de obras,
recuperação de informações, gerar estatísticas, padronização no depósito legal,
catálogos cooperativos entre outros. Também o Internacional Standard Serial
Numbering - ISSN - http://www.issn.org:8080/pub/ , com presença em 77 países,
indica dados estatísticos, por exemplo o cadastrado até 2003 reporta 1.125.507
registros, dentre os quais constata-se que o Brasil, possui cadastrados 10.001
publicações,
verificar

http://www.issn.org:8080/English/pub/tools/statistics.
determinado

número

do

Possibilita
ISSN:

http://www.issn.org:8080/English/pub/faqs/issn/issnchecking . No Brasil, a Rede
Bibliodata

da

Fundação

Getúlio

Vargas

-

http://www2.fgv.br/bibliodata/

,

disponibiliza em seu site produtos, serviços e informações de cursos, links,
atualizações na área e até indicação de eventos. Possibilita a consulta direta
http://www2.fgv.br/bibliodata/indexmodelo.asp?modelo=consultabase.asp . Basta
o cadastramento. Além de conhecer os recursos disponíveis é preciso saber
analisar e interpretar as informações para a tomada de decisões no cotidiano.

�Muitos são os impactos causados na maneira de administrar acervos e
estabelecer políticas desde o acesso as coleções, os credenciamentos para
acesso remoto até mesmo a organização da informação eletrônica para facilitar
aos usuários os recursos eletrônicos disponíveis .
Concorda-se com Plutchak (2004) que as mudanças tem alterado a
maneira de realizar o trabalho, provocam mudanças nas expectativas, no
desenvolvimento de novos métodos e nas maneiras dos relacionamentos – esses
elementos são dependentes , não em tecnologias, mas na habilidade das pessoas
em aprender como incorporar essas mudanças tecnológicas em seu modo de
trabalhar e viver na sociedade .
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto
do ambiente de aprendizagem apresenta novas formas de atuação aos
administradores de bibliotecas. O objetivo deste artigo é de provocar uma reflexão
sobre como a utilização intensiva das novas tecnologias da informação e
comunicação, vistas como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de
informação, tem auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de
aprendizagem.
O bibliotecário precisa saber interagir satisfatoriamente no mundo Web, em
efetuar ações leitoras no mundo digital; entender quais as características da
seleção da oferta de produtos e serviços on-line para auxiliar na alfabetização,
letramento e minimizar os impactos da divisão digital. Pois o bibliotecário
necessita estar presente na tomada de decisões e no estabelecimento das
políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line.

2 FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE
As bibliotecas têm alterado seus objetivos, ao longo do tempo, de guardiões
do conhecimento para espaços multiplicadores do acesso e dinamizadores do uso

�da informação. Tornando-se fundamentais no acesso, na recepção e geração do
conhecimento.
As fontes de informação on-line se caracterizam por serem eletrônicas,
disponíveis e acessíveis pelo uso da rede de computadores e não ocuparem
literalmente espaços físicos. Possibilitam flexibilidade e rapidez na interação pelos
mecanismos de busca e na apresentação das respostas, muitas com o formato de
referencia (para facilitar a citação do documento) e o mais importante na tela de
quem faz o uso da informação.
O bibliotecário acompanha as novas dimensões do acervo para tornar a
coleção acessível. Estes acervos são representados na quantidade de arquivos
digitais em bases de dados (quais são referenciais ou texto na íntegra – quantos
títulos de periódicos, numéricas, etc ), seu tamanho em bytes, estrutura (formatos
de interoperabilidade), localização (em milésimos de segundos oriunda da
velocidade de transmissão de dados) e os resultados (acessíveis em formatos
eletrônicos).
Para compreender esta evolução serão apresentados a seguir alguns
conceitos, características e as novas designações para dinamizar o espaço da
informação digital.
2.1 FONTES DE INFORMAÇÃO DIGITAIS
As tradicionais fontes de informação tem evoluído para o formato eletrônico
e apresentam uma diversidade de formatos no suporte (papel, vídeo, microfilme,
CD-ROM, DVD ou on-line) e nos diferentes tipos de documentos (livros, revistas,
teses, mapas, manuais, etc.).
Para Rowley (2002, p. 107) “arquivo é uma coleção de registros
similares,com relações definidas entre si. Registro é a informação contida na base
de dados e que diz respeito a um documento.“ As bases de dados de referencias
e de fontes remetem ou encaminham o usuário a outra fonte, como um

�documento, uma pessoa jurídica ou física, para que obtenha informações
adicionais, ou o texto completo de determinado documento.
Enquanto as bases de dados de textos na íntegra (full-text), contêm os
arquivos de dados originais e constituem um tipo de documento eletrônico, em
diferentes formatos (txt, html, pdf, doc, etc.). Para o usuário que tem acesso a
rede de computadores e conexão para este tipo de bases de dados de textos na
integra geralmente facilita o acesso, o uso e a disseminação. Certamente o
mecanismo precisa ter um sistema de busca para a recuperação confiável, veloz e
prático, caso contrário começam as dificuldades ao usuário da informação dos
arquivos eletrônicos on-line.
Estes dados precisam estar compatíveis em formato legível pelas
ferramentas de navegação e muitas vezes o usuário prefere mesmo o formato
impresso. Quando se libera arquivos de textos na íntegra na Internet são
necessárias considerações quanto a usabilidade e aplicar os critérios de avaliação
e elaboração de fontes de informação eletrônica on-line, caso contrário os
respectivos arquivos perdem a autenticidade, credibilidade, relevância entre outros
conforme expõem Lopes ( 2004).
É preciso saber diferenciar os tipos de fontes (primárias, secundárias e
terciárias), conhecer as bases de dados existentes e compreender as mudanças
que ocorrem quando são implementados bases de dados on-line nas bibliotecas
(GROOTE; DORSCH, 2003). Recomenda-se aplicar critérios na avaliação dessas
fontes de informação on-line como mostram os trabalhos de Cendón (2001, 2002,
2003) ou no caso de Oliveira (2004) quando menciona ser fundamental a definição
das necessidades informacionais bem como especificar quando e em que formato
a informação deverá ser disponibilizada.
Saber como interagir fontes de informação é uma preocupação básica para
garantir o acesso e o uso da informação crucial para desencadear o processo de
aprendizagem e de inovação.

�O bibliotecário terá um papel fundamental, conforme salienta Rowley (2002,
p. 164), no “gerenciamento e coordenação dos mecanismos destinados a manter
informada a equipe comercial sobre as mudanças no mercado, além de assumir
responsabilidade

por

uma

análise

mais

ampla

do

ambiente;

projeto,

implementação e, quando necessário, monitoramento e atualização de sistemas
de informação, bem como a atualização, na tomada de decisões adequadas, da
informação disponível em sistemas de informação.”
Lidar com os recursos informacionais e com as pessoas torna-se
fundamental. Mudanças profundas estão acontecendo na biblioteconomia, entre
as quais está a transição das fontes tradicionais para o formato digital. Será
necessário conhecer quais os recursos disponíveis, suas potencialidades,
vantagens, limitações, custos X benefícios para atender as necessidades das
pessoas.
É preciso entender a relação que se estabelece quando a interação digital
começa acontecer somente por telas em páginas interativas na Web, e-mail, por
senhas de acesso, ou quando muito por um telefonema. Será que as bibliotecas
estão preparadas para dar atendimento diferenciado e qualitativo?
O bibliotecário continua a organizar e administrar a biblioteca, mas de uma
maneira diferenciada, pois são alteradas as políticas de controle e uso dos
recursos e serviços informacionais. No começo as atividades estavam centradas
em disponibilizar catálogos, bases de dados on-line, reservas de equipamentos,
solicitação de levantamentos bibliográficos , mas aos poucos essa relação se
altera. O bibliotecário migra suas atividades para desenvolver conteúdos, trabalhar
em equipes na interface do acesso a plataformas, enfim, uma multiplicidade de
novas atividades e respectivas tarefas fazem parte do cotidiano profissional.
Algumas atividades são desdobradas, principalmente quando o bibliotecário
atua como educador. Nesse caso, podem ser oferecidas visitas presenciais e
virtuais, orientações na elaboração de trabalhos técnicos e científicos, auxiliar na
aplicação de padrões de editoração. Envolvidos até com as viabilidades de

�formatos, dimensionamento do espaço digital, interfaces gráficas, tudo para
facilitar o acesso e estimular o uso da informação seja digital ou nos formatos
impresso, em vídeo, em mapas entre outros.
Torna-se

fundamental

analisar

requisitos

estratégicos,

táticos

e

operacionais, estabelecer princípios para acessibilidade e segurança da
informação. São necessários serviços previamente organizados para servir a
comunidade virtual. Conhecer o contexto organizacional para saber onde atua e a
quem serve para depois sistematizar serviços e produtos informacionais eficientes.
2.2 AÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

O processo de alfabetização e de letramento envolvem dimensões da
leitura e da escrita, são fundamentais na sociedade do conhecimento. Na escola
são passados os primeiros passos do conhecimento do alfabeto, da leitura, da
escrita e a importância dos mesmos para o ser humano poder conviver com seus
semelhantes.
As bibliotecas precisam colaborar para melhorar a qualidade no processo
de aprendizagem e desenvolvimento da humanidade. A evolução do processo de
alfabetização consiste no letramento, conhecido internacionalmente como
information literacy. O letramento significa dar continuidade ao processo de
alfabetização e incorporar as funcionalidades para sobreviver na sociedade
moderna.
A importância de ações leitoras em ofertar livros, revistas, vídeos, mapas
em ambiente agradável e prazeroso para dar apoio (suporte) as atividades de
aprendizagem de conteúdos ou para satisfazer as necessidades informacionais,
de lazer e técnicas e cientificas.
Ao planejar as mudanças é necessário considerar o que, quais, como e por
que os recursos como os equipamentos, softwares, senhas e licenciamentos
serão utilizados. Quais as habilidades especificas no manuseio do conteúdo? Se

�existem interfaces de estruturas de buscas para efetuar a pesquisa, desvendar
como são apresentados os resultados, identificar as possibilidades de salvar,
imprimir ou até mesmo como enviá-los por e-mail.
Essas atividades para muitos já estão integradas ao cotidiano, para outros é
uma novidade, ou até mesmo assustador. No caso de estar incorporado nas
atividades e tarefas do cotidiano, geralmente o bibliotecário passa a exercer outro
papel - o de educador de multimídias, em ser o agente facilitador de processos
tecnológicos. Ensina o manusear do teclado, da interação pelas páginas de
hipermídia pelo mouse, do selecionar - recortar e colar , em auxiliar na busca
estabelecendo estratégias conforme cada recurso informacional, enfim o zapear a
informação dinamiza o acervo e seu uso. Mas para isso acontecer, houve
conquistas árduas internas na organização, desde o planejamento de recursos
técnicos, apoio financeiro e logístico, a quebra de rotinas e a se inserir em uma
nova forma de pensar, ver e agir em relação aos usuários e a suas necessidades
de informação e estabelecimento de políticas internas e externas até finalmente
liberar o equipamento pronto ao uso do leitor. (BLATTMANN; FRAGOSO, 2003)
Os ambientes das bibliotecas tradicionais transitam para bibliotecas
transformadas em pontes da divisão digital, para minimizar o distanciamento
existente entre os info-pobres e os info-ricos .
Rowley (2002, p. 17 ) alerta sobre o temor existente quanto ao “valor da
informação obtenha reconhecimento mais amplo e o acesso a ela se torne mais
imediato, segmentos inteiros da sociedade ver-se-ão privados dela. Isso talvez
nos faça retroceder ao conceito original de biblioteca pública, ou, nesse caso,
biblioteca pública eletrônica!”
Precisam ser criadas condições ideais e reais para , com muito cuidado ,
evitar que políticas públicas ou projetos idealizados em gabinetes, longe de serem
práticos e viáveis, sejam apenas mais um discurso. São necessárias ações
voltadas a minimizar o problema da falta de infra-estrutura tecnológica e a encurtar
o espaço entre as diferentes classes. Possibilitar o acesso aos produtos e serviços

�on-line vai desde dispor de um computador para muitas vezes a simples leitura de
arquivo, em ver uma mensagem ou até mesmo a inscrição em concursos públicos.
A realidade de um país de dimensão continental como o Brasil é rica na
diversidade e nos contrastes, longe dos grandes centros existem muitas
dificuldades de acesso físico e digital. As diferenças são perceptíveis nas
Universidades Federais, que lutam para sobreviver as crises financeiras, as
políticas orçamentárias, e certos recursos e privilégios destinados as grandes
Universidades o que faz com o gap cresça, as vezes se tornando quase
intransponível.

Um

destes

casos

é

o

Portal

de

Periódicos

Capes

–

www.periodicos.capes.gov.br , implantado em 2000, oferece acesso a mais de 70
bases de dados e a mais de 7.000 publicações cientificas com texto na íntegra.
Dinamizar ações leitoras, seja de acervos impressos ou digitais, apoiar
ações de alfabetização e do letramento (information literacy), podem ocorrer com
em palestras esclarecendo a importância dos recursos, em demonstrações dos
acervos disponíveis, participar na divulgação e elaboração de tutoriais explicando
a dinâmica do acervo, dos contextos, do que seja necessário para poder interagir
no mundo de telas ,dessa interação do indivíduo pelo vídeo. Explorar os recursos
existentes e desencadear o uso e principalmente estimular a inovação e a
criatividade tão importantes na sociedade do conhecimento.
O bibliotecário precisa conhecer não só a comunicação formal, mas a
comunicação visual e a não –verbal. No mundo digital arquivos de imagens e sons
são uma constante. São precisas habilidades de percepção, sensibilidade para
entender as necessidades e talento para desenvolver novas interfaces, produtos e
serviços para atender satisfatoriamente as pessoas.
Pode-se dizer que não basta a velocidade de transmissão da informação, é
preciso saber criar meios para que a transferência de conhecimento científico,
tecnológico e social envolva a todos os participantes. E a diversidade de recursos
é cada vez maior, ou seja, os documentos impressos; eletrônicos, digitais e
virtuais, as informações verbais ou não; visuais; formais e informais precisam ser

�consideradas fontes de informação dinâmicas e as mesmas precisam de
tratamento e orientação especifica.
2.3 DA PRÁTICA BIBLIOTECÁRIA

Ao realizar ações para minimizar a divisão digital, a biblioteca precisa dispor
de novas tecnologias da informação e comunicação como instrumentos relevantes
no acesso e uso de fontes de informação auxiliando diretamente na melhoria da
qualidade do processo de aprendizagem e desenvolvimento da educação, cultura
e economia de determinada comunidade.
Faz-se necessário uma política urgente que venha oferecer a comunidade
universitária e não universitária dentro das instituições de ensino, acesso a locais
equipados com computadores ligados a Internet com sites e portais com interface
amigável e de fácil localização e utilização, para todo e quaisquer usuário que
necessite ou tenha disponibilidade de tempo para acessar os produtos e serviços
on-line oferecidos pelas unidades de informação, mesmo que não possua grandes
habilidades em informática.
Um dos maiores entraves do acesso ao mundo computadorizado são os
problemas nos equipamentos, pois, os computadores adquiridos nas Instituições
públicas têm como requisito principal o menor preço de mercado estabelecido nas
normas de licitações públicas, o que acarreta muitas vezes incompatibilidade com
os serviços a executar, por se tratar de equipamentos de qualidade inferior e de
baixa capacidade de processamento e comunicação.
Ao implementar o uso de computadores com acesso a Internet,
principalmente a fontes de informação on-line, tem sido vista uma preferência pela
literatura disponível pelo clicar do mouse. Muitas pessoas começaram a utilizar os
mecanismos

de

busca

tipo

Google

http://www.google.com

ou

Yahoo

http://www.yahoo.com e limitando-se a esses ambientes que resgatam somente
uma quinta parte do que existe na Web. Para isso é fundamental conhecer outros
recursos informacionais, quais as melhores bases de dados disponíveis seja elas

�gratuitas ou pagas, saber quais as instituições vinculadas para facilitar o log-in e
orientar o acesso.
Tenopir e King (2001) mencionam “quando a base de dados Medline de
indexação e resumos foi oferecida gratuitamente na web através do sistema
PubMed, o número de usuários desse índice médico atingiu novos recordes: um
mês de buscas no PubMed equivaleu a um ano de buscas no Medline pago (7.6
milhões). Atualmente, 90% de todas as bases do Medline são realizadas no
PubMed, muitas das quais feitas por pessoas que nunca antes haviam se
interessado por literatura médica científica, e ocorrem entre meio milhão e um
milhão de buscas no PubMed por dia. O PubMed Central está começando a
fornecer alguns textos integrais gratuitamente e deverá expandir ainda mais o
público destinatário da literatura médica.”
Existem

demandas

informacionais

especificas

pelos

educadores,

educandos e pesquisadores. Para isso é preciso mapear quais os recursos
disponíveis, estabelecer critérios na avaliação dos recursos (requisitos de
confiabilidade, autenticidade e credibilidade) envolvendo aspectos sobre quem e
como pode ser acessado, analisar a relação custos X benefícios, categorizar as
limitações. É importante saber selecionar, analisar, organizar, disponibilizar,
recuperar e disseminar conteúdos em novos produtos e serviços .
Desde a mais tenra idade ações leitoras precisam estar presente no
processo de alfabetização e de letramento. A introdução de jogos eletrônicos
educativos, e material áudio visual faz a diferença tanto no estímulo ao aluno na
idade regular como o adolescente ou adulto a ser alfabetizado, por ser o
computador uma atração especial a quem não domina as letras. Tendo a
oportunidade de ser ao mesmo tempo alfabetizado nas letras e uma iniciação no
uso do computador.
2.4 Políticas públicas de acesso e do uso das fontes de informação on-line

�Ao disponibilizar recursos para viabilizar o uso, o bibliotecário poderá
exercer forte influência em como ensinar aos leitores a usarem o e-mail, listas de
discussões, recuperar e organizar a informação, aconselhar sobre as vantagens,
desvantagens e as limitações das tecnologias e dos recursos existentes. A melhor
maneira é explicar a importância do uso do e-mail é a fácil e rápida comunicação
entre as partes. Oferecendo as dicas de netqueta, formando um usuário
disciplinado.
Auxiliar na segurança e proteção do material e das pesoas. Os spams
(mensagens indesejadas) recebidas via e-mail, a liberação de conteúdos
produzidos, a aplicação de critérios na seleção, avaliação e disponibilização de
informações na Internet são apenas algumas atividades complementares ao
bibliotecário que atua para minimizar a divisão digital exisitente.
Certamente o bibliotecário confrontará com questões do tipo: como produzir
textos ou multimídia para determinado contexto? Como realizar a leitura digital de
fontes de referencias? Quais as estratégias de buscas a serem aplicadas na
recuperação da informação? Enfim , estabelecer diretrizes sobre quais recursos
precisam estar acessíveis e disponíveis?
Saber selecionar e aplicar critérios em fontes de informação tradicionais e
on-line é questão de sobrevivência. Não basta apenas localizar o documento , é
preciso saber como manusear e principalmente utilizar a fonte de informação para
gerar novos conhecimentos.
Como estimular ações leitoras de fontes de comunicação não verbal, visual,
e da multimídia? Quais os recursos necessários que as bibliotecas precisam ter
para desenvolver ações qualitativas na inclusão social? Eis oportunidades para
estimular crianças, adultos e idosos a realizarem visitas a bibliotecas, museus,
parques, teatros, monumentos históricos, exposições e as envolvendo em eventos
culturais, tanto físicos quanto virtuais. Precisa existir uma ação integradora
estimulando-os a ler, escrever, pintar e expressar sua forma de perceber o mundo.

�Para minimizar os impactos da divisão digital é crucial investir em qualidade
profissional de quem vai utilizar a infra-estrutura tecnológica; em disponibilizar
terminais com Internet em locais públicos como em todas instituições de ensino
(escolas, universidades), associações de bairro, quiosques em praças públicas,
estações rodoviárias, aeroportos, repartições públicas. Tudo isso é fundamental
para que cada pessoa possa estar incluída na sociedade digital. Em síntese : o
importante é que existam conteúdos que possam ser acessados e utilizado pelas
pessoas. Não basta disponibilizar recursos é preciso dinamizar os recursos para
gerar retornos para a sociedade.
A ponderação precisa estar presente também na política de livros
eletrônicos e impressos para o desenvolvimento de acervos. Recomenda-se
cuidados na adoção de implantação de uma política em portal de livros, pois a
maioria das universidades brasileiras não dispõe de uma infra-estrutura adequada:
como o leitor terá acesso ao portal? Os custos de impressão, de manutenção,
além das considerações sobre velocidade de download são apenas algumas
preocupações. Outras são de ordem fisiológica: como ficar horas na frente do
computador - lendo na tela (quem tem computador?
Preocupações florescem sobre o investimento no “portal de livros” por certo
a qualidade dos acervos das bibliotecas ficará prejudicada e ampliaria a exclusão
social, isto significa poucos terão acesso à informação resultando poucas
melhorias para a sociedade.
Os bibliotecários são facilitadores da Informação, e devem ser cada vez
mais bem preparados no domínio das tecnologias da informação e comunicação
para auxiliar o leitor a filtrar a informação, trabalhar na elaboração de conteúdos
digitais e orientar no manuseio de informações oferecidas on-line com eficiência e
eficácia. (SCHERRER.; JACOBSON, 2002)
As diferentes modalidades de acesso e uso da informação on-line
possibilitam no enriquecimento informacional e cultural, na produtividade e na

�competitividade dos usuários indiferente da aplicação, na realização de pesquisas,
nos estudos ou no desempenho profissional.
3 CONCLUSÕES

Aponta novas formas de atuação dos bibliotecários na elaboração, análise,
tratamento, disseminação, recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes
de informação on-line. A aplicação de critérios na avaliação das fontes de
informação auxilia nos aspectos estratégicos, operacionais e informacionais das
organizações. Os critérios de seleção do conteúdo devem ser específicos para
toda a comunidade de usuários, principalmente pelo fato deles serem o propósito
básico de toda biblioteca.
Conhecer os tipos, as características e aplicações das fontes de informação
on-line para inserir no contexto e atender as necessidades atuais e futuras
demandas pela sociedade minimizando a exclusão social pela exclusão digital.
Acompanhar e atuar nas políticas públicas de acesso e uso da informação é
fundamental para dinamizar recursos para o desenvolvimento de coleções de
biblioteca.
Ao usuário é importante acessar e obter a informação em menor tempo
possível. A acessibilidade, a disponibilidade aliada à qualidade técnica são fatores
que influenciam na busca de informação, acesso e uso da informação.
A acessibilidade é um fator determinante para a maior utilização de uma
fonte de informação. Disponibilizar fontes relevantes e pertinentes na rede de
computadores e torná-las acessíveis para diferentes categorias de usuários
(crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas portadoras de deficiências)
depende de planejamento coerente e competente, orientação e principalmente no
poder de execução. Nada adianta teorias excelentes se não são aplicáveis na
prática da realidade social.

�Disponibilizar de recursos operacionais para interação e consulta
(equipamentos e programas específicos) é somente um elemento dos ambientes
informacionais. A essência está no uso da informação para alavancar mudanças
pertinentes na sociedade.
ACCESS AND USE OF ON-LINE INFORMATION RESOURCES AT EDUCATION
AND RESEARCH ENVIRONMENT
ABSTRACT
The importance of access and use on-line information sources in the of the
learning environment context. Approaches concepts, characteristics, and types of
the information sources on-line. An overview about the importance to librarians
participate on actions to alfabetize (actions to read and write) and information
literacy , these actions are some competence from the librarians duties to build up
a knowledge society. The use of new information and communication technologies
are excellent instruments to facilitate access and use of on-line information
resources therone directly improvement on the quality of the learning process.
Some questions how to improve reading actions in the digital world; which are the
characteristics evaluation to on-line products and services for help the alfabetize
and information literacy actions , also to minimize the impacts of the digital division;
why librarians need to be present in the decisions process and participate on
establishment of the politics to access and use on-line information resources.
Emphasizes the importance to librarians know and doing public politics to offer
access and use of the information on-line resources. Indicated some librarians
performance actions such elaboration, analysis, treatment, dissemination, retrieval
and training to manege contents and on-line information resources.
KEYWORDS: Access and use of the on-line information resources. On-line
information resources. Information Literacy. Reading actions

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�∗

Universidade Federal do Acre – endereço: Rua La Torre, 56 - Estação Experimental 69907-440
Rio Branco – Acre. País: Brasil mareis@ufac.br - mdeoliveirareis@yahoo.com.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Ciência da Informação. Endereço:
Campus Universitário – Trindade. 88049-910 Florianópolis Santa Catarina
- Brasil
ursula@ced.ufsc.br
∗∗∗
universidade Federal de Santa Catarina. Curso de Biblioteconomia. Endereço: Campus
Universitário – Trindade. 88049-910 Florianópolis Santa Catarina - Brasil valeriaufsc@bol.com.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto do ambiente de aprendizagem. Aborda conceitos, características, e tipos das fontes de informação on-line. Contextualiza a importância de ações de alfabetização e do letramento (information literacy) por parte dos bibliotecários como competências e habilidades indispensáveis para o exercício da prática profissional na sociedade do conhecimento. Focaliza a utilização das novas tecnologias da informação e comunicação como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de informação auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de aprendizagem. Apresenta questões referentes em como efetuar ações leitoras no mundo digital; quais as características da seleção da oferta de produtos e serviços on-line para auxiliar na alfabetização, letramento e minimizar os impactos da divisão digital; por que o bibliotecário necessita estar presente na tomada de decisões e no estabelecimento das políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line. Enfatiza a importância de conhecer políticas públicas de acesso e do uso das fontes de informação on-line. Aponta novas formas de atuação dos bibliotecários na elaboração, análise, tratamento, disseminação, recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes de informação on-line.</text>
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                    <text>ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E
DISSERTAÇÕES NA UNIRIO
Márcia Valéria da Silva de Brito Costa∗
Isabel Arino Grau
Paulo Roberto Pereira dos Santos
Eugênio Leitão de Carvalho Decourt

RESUMO
Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e
dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual
Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao
projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo
IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada
nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos
docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras
instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de
base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do
software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as
informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o
software CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi
utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como
arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da
metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pósgraduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas
T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos
metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados
no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única
ferramenta de busca.
PALAVRAS-CHAVE : Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD, TEDE,
documentos eletrônicos.

1 TENDÊNCIAS DA COMUNIDADE CIENTÍFICA BRASILEIRA

O surgimento da Internet e das novas tecnologias de comunicação – TIC’S,
disponíveis na web, tem provocado profundas mudanças nos serviços de busca e
recuperação da informação, principalmente nas bibliotecas universitárias, no
mundo acadêmico e das publicações científicas.

�Neste contexto, surge a Biblioteca Digital Brasileira - BDB, coordenada
pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Seu
objetivo é contribuir para aumentar o acesso à produção científica e tecnológica,
favorecer o fluxo de informação oriunda do setor industrial e relevante para seu
desenvolvimento, assim como tornar de caráter público as manifestações
artísticas e culturais da sociedade brasileira. Nesse projeto, vários subprojetos
estão sendo desenvolvidos visando à criação de conteúdos em várias áreas do
conhecimento.
Como um dos subprodutos da BDB temos a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações – BDTD. Esse projeto inclui novos procedimentos referentes à
construção, ao controle e à tramitação das T&amp;D dentro das instituições, e vem
sendo implantado pelo IBICT através de convênio1 em algumas Universidades
brasileiras que reúnem os pré-requisitos necessários para adotar o sistema.
Trata-se de uma proposta inovadora que possibilita não somente a
publicação de textos eletrônicos diretamente na rede, mas também o envio de
comentários e sugestões aos documentos eletrônicos disponíveis no repositório
virtual, diminuindo assim o custo de acesso e divulgação a esses documentos.
A biblioteca digital local de teses e dissertações funciona da mesma forma
que uma biblioteca digital de qualquer tipo de informação. É necessário combinar
um sistema de representação da informação altamente padronizado (os
metadados) com um sistema de armazenamento dos textos completos. Através
da web, os computadores se combinam no ato da pesquisa e fornecem ao
usuário uma resposta completa

1 O convênio inclui o fornecimento de programa (Sistema TEDE) e treinamento, ficando a
aquisição de equipamentos e manutenção da base de dados a cargo das Universidades com
compromisso de fornecer acesso na web 24h/7d.

�Base de arquivos
com o
conteúdo completo
dos trabalhos
Base de registros
bibliográficos
(metadados)

FIGURA 1 – Pesquisa numa Biblioteca Digital
Funcionamento de uma biblioteca digital:
a. O usuário faz a busca no sistema da biblioteca digital incluindo os parâmetros
desejados;
b. como resposta, retorna a referência do documento com o link da íntegra do
documento original em PDF.

Este trabalho identifica as principais questões que surgiram no momento de
implantação deste serviço na UNIRIO. Iniciamos com esclarecimentos básicos
sobre o tema e finalizamos com a política adotada para segurança dos dados.

2 ALGUMAS QUESTÕES SOBRE AS BIBLIOTECAS DIGITAIS
2.1 O QUE É A BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES
NACIONAL – BDTD OU ELETRONIC THESES &amp; DISSERTATIONS - ETD ?

�É um portal de pesquisa na web que integrará todas as instituições de
ensino e pesquisa que possuam produção de Teses e Dissertações. Nesse portal,
o usuário terá acesso às informações referenciais e ao texto completo dos
documentos (T&amp;D) que possuam versão digitalizada. Este projeto é uma iniciativa
do IBICT no sentido de integrar, de forma nacional e internacional, os diversos
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas IES brasileiras. O
projeto de implantação de ETD’S deverá ser desenvolvido no âmbito de cada IES
com ampla participação da comunidade acadêmica (cursos de pós-graduação,
alunos, administração da universidade e biblioteca) visando à criação de um novo
serviço e produto da Universidade.

FIGURA 2 – Envolvimento da Universidade na implantação da ETD’S
Fonte: PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. (CD-ROM)

Este novo produto e serviço será baseado no uso da tecnologia no sentido
de “proporcionar meios de tratar a informação desde sua criação (ou passagem
para o formato digital) até sua utilização pelo usuário final, contemplando todos os

�aspectos de armazenamento, distribuição, segurança, etc.”2 O produto final serão
arquivos de dados em pdf, html ou xml que conterão a íntegra das T&amp;D.

2.2 COMO FUNCIONA A BDTD?

Para que o portal nacional de acesso às T&amp;Ds funcione de forma integrada
é necessária a adoção de padrões de comunicação, tratamento e armazenamento
das informações. Para tanto, as IES terão que adotar: um padrão nacional de
metadados (MTD-BR), arquivos abertos do banco de dados que contenha os
registros (referenciais e texto completo das T&amp;D) que possibilitem a coleta de
dados, e infra-estrutura de informática para: 1) armazenar e acessar os
documentos eletrônicos; e 2) conexão permanente à internet para garantir o
acesso ao banco de dados e a coleta dos metadados que será realizada
periodicamente pelo IBICT.

2.3 O QUE SÃO METADADOS?

A expressão metadados surgiu no contexto de Identificação de Objetos
Digitais (DO’s) e são dados sobre dados ou informações sobre informações. Esta
designação surgiu na área de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC’S.
Os metadados são atributos de descrição dos DO’s que permitem que se
saiba o que são os objetos sem ter que os “abrir” (ler, visualizar, ouvir, processar,
simular, etc.). Portanto, são equivalentes aos atributos que descrevem as obras
em uma biblioteca, seja através de um catálogo de cartões (fichas) ou de um
catálogo automatizado. Os metadados estão, sempre, sob a forma digital.

2.4 O QUE SÃO ARQUIVOS ABERTOS E A OPEN ARCHIVES INITIATIVE?

2

PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e dissertações.
(CD-ROM)

�A OAI é uma organização não-governamental cujo objetivo é resolver
problemas de interoperabilidade de bibliotecas digitais, de maneira simples e sem
custo, para permitir o acesso à informação, principalmente a de cunho acadêmico,
onde:
a) Open (abertos): significa abertura do ponto de vista da arquitetura do
sistema, ou seja, de como as máquinas se comunicam; não quer dizer uso
gratuito e indiscriminado (as máquinas podem se comunicar e chegar até
um conteúdo e constatar que ele tem um preço ou condição de uso); e,
b) Archives (arquivos): significa armazenamento de informação ou conteúdo
em um computador.

2.5 O QUE É PROTOCOLO DE COLHEITA DE METADADOS?

O Protocolo de Colheita de Metadados na Iniciativa de Arquivos Abertos
(OAI-PMH) apresenta um ambiente de interoperabilidade, independente dos
programas de computador usados, baseado na “colheita” (harvesting) ou coleta
de metadados. Onde:
a) P = Protocol = Protocolo = maneira convencionada de realizar uma tarefa
ou de relacionar entidades;
b) M = Metadata = Metadados = informação sobre a informação, em especial
no âmbito de DO’s;
c) H = Harvesting = Colheita = pode ser também recolhimento ou coleta ou
captura.
Assim, MPH é uma maneira convencionada de colher metadados entre
sistemas de forma automatizada3.
A coleta necessita de dois atores: provedores de dados (sistemas que
possibilitam a busca a seus dados através do Protocolo) e provedores de serviço
3

Se não fosse automatizada, seria inviável frente ao número de repositórios de informação que
existem na Internet e volumes de conteúdos que abrigam! PAVANI, idem

�(sistemas que recolhem os dados dos outros e constroem bases integradas com
maiores facilidades de acesso ao público, agregando valor ao processo). Alguns
sistemas podem ser provedores de serviço em uma situação, ou seja, coletam
dados de provedores de dados, e provedores de dados em outra situação, ou
seja, deixam que os dados por eles coletados e armazenados sejam coletados
por outros provedores de serviço. Isto é o que ocorrerá no processo de coleta do
IBICT nas IES no Brasil e da Virginia Tech nos EUA.

2.6 COMO ACESSAR?

O acesso ao serviço será feito de duas formas. A primeira pelo portal da
BDTB – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, que é hospedado pelo IBICT
http://www.ibict.br . E a segunda pela própria página do Sistema de Bibliotecas da
UNIRIO http://www.unirio.br. O acesso no site do IBICT apontará para os
computadores da universidade. Portanto, este é o motivo da manutenção, por
parte da UNIRIO, do acesso ao banco de dados 24h/7d (vinte e quatro horas por
dia, sete dias por semana).

3 AS VANTAGENS DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL DE T&amp;D

Os benefícios de um Projeto de ETD – Teses e Dissertações Eletrônicas
poderão ser compartilhados em vários segmentos da comunidade acadêmica
local, assim como pela sociedade brasileira no todo. Visando a uma melhor
definição dos benefícios para cada segmento, dividimos em 4 as áreas de
beneficiários:
3.1 Universidade: o uso de teses e dissertações eletrônicas (T&amp;D) aumenta o
alcance dos resultados dos programas de pós-graduação; permite avaliar os
programas de pós-graduação pelo número de T&amp;D desenvolvidas e pelo número
de vezes em que estas são acessadas; aumenta o índice de citação; documenta,
em formato eletrônico, uma parte da história da universidade; apresenta uma

�forma alternativa de publicar o que já é publicado em papel; aumenta a
visibilidade da instituição.
3.2 Alunos e professores: reduz o custo e o tempo de pesquisa; facilita a revisão
bibliográfica; reduz o custo de produção da informação para os alunos, já que
permite diminuir o número de cópias fornecidas em papel.
3.3 Bibliotecas: permite acesso mais simples e rápido à informação ao concentrar
os conteúdos antes dispersos; reduz o espaço de armazenamento em relação
aos exemplares em papel; permite o compartilhamento da produção intelectual e
ajuda a coibir o plágio; cria a cultura das publicações digitais; permite que as
bibliotecas aperfeiçoem os serviços tradicionais de divulgação e estatística, entre
outros; oferece recursos para apoio a projetos de educação à distância; permite a
busca e o acesso de qualquer lugar e a qualquer momento; permite o acesso
simultâneo aos documentos; ajuda a preservar os originais.
3.4 Regionais e nacionais: aumenta a velocidade da circulação da informação;
serve de apoio à pesquisa no país; ajuda a mapear e difundir a produção
intelectual nacional e seus grupos de pesquisa; permite que as universidades
compartilhem conhecimento em bibliotecas digitais; a divulgação de T&amp;D de boa
qualidade fortalece os programas de pós-graduação, o corpo docente e as
universidades; permite que os resultados se tornem conhecidos nacional e
internacionalmente, fazendo com que os recursos públicos fornecidos à pósgraduação retornem ao público através de um maior acesso aos resultados das
pesquisas.

4 A BDTD NA UNIRIO
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é uma
Fundação de Direito Público integrante do Sistema Federal de Ensino Superior.
Tendo iniciado seu programa de Pós-graduação em 1984 atualmente dispõe de
seis programas de ensino de pós-graduação: Enfermagem (mestrado), Memória
Social e Documento (mestrado), Teatro (mestrado e doutorado) e Música
(mestrado e doutorado). Esses em funcionamento com produção de T&amp;D. Dois
programas iniciando suas atividades: Educação (mestrado) e Neurologia

�(mestrado), com previsão de crescimento para mais dois novos programas de
mestrado em Direito e em Museologia e Patrimônio.
Atualmente a Biblioteca Central da UNIRIO, órgão responsável pelo
armazenamento e processamento das Teses e Dissertações, encontra-se em
fase de atualização de seu catálogo eletrônico desenvolvido inicialmente in house
(1997) em MicroIsis para uma versão no software CARIBE. Este programa, que
utiliza o padrão internacional de intercâmbio (MARC), é o atual gerenciador dos
serviços de acesso à informação das bibliotecas da UNIRIO.
O objetivo principal é criar uma biblioteca digital para disponibilizar, através
da web, os textos completos das T&amp;D produzidas nos programas de pósgraduação da Universidade. Para tanto, pretende-se adotar a metodologia do
IBICT no processo de elaboração e acompanhamento de Teses e Dissertações
Eletrônicas. Isto requer a criação de uma infra-estrutura para sustentar os novos
serviços de produção e acesso à informação digitalizada, otimizar o uso dos
recursos disponíveis de informação nas bibliotecas da instituição, e integrar o
portal nacional e internacional de T&amp;D com a produção acadêmica da UNIRIO,
tanto a digital quanto a retrospectiva.
O Sistema de Bibliotecas pretende também enviar os metadados para o
Bibliodata. Além de ser uma alternativa para a segurança dos dados, conforme
será explicado mais adiante, esta solução também funciona como excelente
sistema de crítica da catalogação, uma vez que a FGV só aceita os dados que
estiverem de acordo com o padrão bibliográfico estabelecido. Isto é possível
mesmo considerando que há dados no sistema TEDE que não estão presentes
no formato para este tipo de material desenvolvido pelo Bibliodata. Assim como
também existem dados no Bibliodata que não estão presentes no MTD-BR. Estes
dados são complementares e possibilitam agregar valor à pesquisa e à geração
de produtos e serviços. Por exemplo, no caso da autoria, o TEDE permite
informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada, endereço eletrônico
(plataforma Lattes), CPF, afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço
eletrônico). Já sobre o contribuidor, designado no Bibliodata por orientador ou coorientador, pode-se informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada,

�papel desempenhado no trabalho, endereço eletrônico (plataforma Lattes), CPF,
afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço eletrônico ). O TEDE
também permite a inclusão de informações sobre a agência de fomento do
trabalho, sobre bolsas, sobre direitos (condições de distribuição, reprodução e
utilização da T&amp;D), dados que não constam do Bibliodata.

4.1 AÇÕES PARA TRATAMENTO DO ACERVO
4.1.1 Retrospectivo
O quantitativo de T&amp;D referente ao acervo retrospectivo
stricto sensu

da produção

é da ordem de 1.100 documentos existentes nas Bibliotecas

Setoriais e Central do Sistema. Atualmente, o catálogo eletrônico dessa
documentação só permite acesso aos dados referenciais de forma simplificada,
sendo necessário a implementação de padrões internacionais de intercâmbio de
dados, assim como implantar o recurso do texto completo.
Esse novo formato possibilitará a complementação dos registros
cadastrados anteriormente de forma simplificada, transformando o catálogo de
obras retrospectivas (T&amp;D) em uma base de dados com todos os metadados
necessários para o intercâmbio bibliográfico e incluindo o texto completo. Esta
base de dados não terá a obrigatoriedade de adotar os open archives.
Esses documentos, que em sua maioria encontram-se processados
(registros referenciais), podem ser recuperados num catálogo eletrônico
conhecido como base TCC. Esse catálogo original foi convertido para uma versão
no formato internacional de intercâmbio bibliográfico (metadados) no padrão
MARC. Esta conversão nos obrigou a rever todo o processo de catalogação, que
ocorrerá de forma descentralizada e padronizada nas bibliotecas setoriais. Para
tanto, estamos realizando os seguintes ajustes:
a) corrigir registro a registro distribuindo as informações dos subcampos
(utilizados no programa anterior) nos novos parágrafos;

�b) completar os dados faltantes e digitar novos parágrafos (520, 650, 700,
710);
c) iniciar processo de captura dos textos completos digitalizados que já
possuam registro referencial na base de dados para implementar o
parágrafo 856;
d) criar projeto para digitalizar 800 T&amp;D produzidas no âmbito dos
programas de pós-graduação stricto sensu da UNIRIO (texto completo)
que só possuímos no formato papel;
e) criar projeto para digitalizar 300 dissertações e teses de docentes e
técnicos-administrativos

que

defenderam

suas

T&amp;D

em

outros

programas de pós-graduação e queiram disponibilizar seus trabalhos de
forma digital na rede da UNIRIO;
f) no âmbito do processamento técnico será necessário disponibilizar para
as bibliotecas setoriais o acesso às listas de autoridade e de assuntos
da F.G.V. para representar os assuntos de forma padronizada;
g) implantar rotinas de exportação de dados para o Departamento de
Processamento Documental da BC e posterior envio à F.G.V.

4.1.2 Digital
Com a adoção do Sistema TEDE para registrar as T&amp;D desenvolvidas em
meio digital será necessário desenvolver uma interface que combine os dois
sistemas, CARIBE e TEDE, para compatibilizar a consulta, que deverá ocorrer
nos dois sistemas sem que o usuário perceba. O Sistema TEDE trabalhará com
open archives, o que possibilitará o processo de harvesting.
Para implantação do Sistema TEDE nas universidades, o IBICT fornece um
pacote onde está incluída uma sugestão de metodologia para implantação. Esta
metodologia inclui: formação de equipes, implantação do projeto piloto,
implantação do sistema. Seguindo as recomendações, a instituição receptora
deverá criar dois grupos de trabalho:

�a) um Comitê Gestor - CG para a definição de estratégia de implantação
do pacote na universidade; e
b) uma equipe técnica que se responsabilizará pela operação do pacote e
treinamento local.
O comitê gestor tem como objetivo estratégico a difusão e o planejamento
do projeto e acompanhamento do seu desenvolvimento no âmbito da UNIRIO, e
deve contar com representantes da pós-graduação, bibliotecas, do CPD e demais
profissionais

envolvidos

diretamente

na

implementação

do

sistema

na

Universidade.
A equipe técnica irá implantar efetivamente o pacote da TEDE nos
programas de pós-graduação da universidade. Os membros da equipe técnica
deverão ser treinados no uso do pacote completo do Sistema TEDE (módulos
autor, pós-graduação, biblioteca, busca e administração) para auxiliar a
comunidade acadêmica no uso do sistema e para utilização no dia a dia da pósgraduação.
A produção digital das T&amp;D passa por um processo de publicação direta na
rede, em que o autor e a pós-graduação assumem papel central, ficando a
biblioteca com o papel de divulgação do trabalho. Este processo parece ser
irreversível, uma vez que estabelece novas formas de socialização da informação
e de relacionamento entre os atores envolvidos no processo. Outra nova função
das bibliotecas que exige uma participação em conjunto com a comunidade
universitária é a criação de uma política de segurança para a informação. Este
será o tema do próximo item do trabalho.

5 POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Política de Segurança é um conjunto de ações que compõe o processo
de segurança da informação, quer esta se encontre no ambiente computacional,
quer no ambiente convencional. Ela deverá definir de forma bem clara, através de

�documentação legal, o papel e a responsabilidade de cada membro envolvido na
construção e no uso da BDTD local.
Esta política envolve aspectos humanos, organizacionais e técnicos. Em
relação aos dois primeiros, é fundamental que ela seja amplamente divulgada. Já
os aspectos técnicos, segundo Pavani, se dividem em:
a) Segurança física: engloba ações e produtos que protegem a integridade
física

dos

computadores

e

equipamentos

periféricos

(sinistros,

vandalismo, sabotagem etc.); e
b) Segurança lógica: engloba ações e produtos que protegem as
informações contra atos executados (através de computadores e/ou
redes) diretamente sobre a informação digital. Neste item podemos incluir
normas para backups, controle de acesso e atualização tecnológica.
Questões de segurança também precisam ser previstas para aplicação de
elementos nos próprios documentos. Isto pode ser feito no momento da geração
da T&amp;D, utilizando-se desde os métodos mais simples, como a inclusão de marca
d’ água (visível ou não), até os mais complexos, como a variação de pixels. Podese também adotar medidas de segurança que atuam quando o documento é
distribuído, como a criptografia. Estas questões estão sendo discutidas no âmbito
da comunidade acadêmica.
No que diz respeito às rotinas das bibliotecas, a definição de uma política
de segurança da informação precisa ser pensada em função da estrutura da
biblioteca digital. A existência de uma base de dados com metadados e de outra
com os textos completos possibilita uma enorme variedade de alternativas.
Garantir a integridade do texto completo e o acesso às informações bibliográficas,
levando em consideração a atualização da tecnologia e as medidas preventivas
contra ataques de vírus e hackers, é prioritário para garantir a longevidade do
serviço e sua credibilidade.
No caso do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, a política de segurança das
informações tratadas (dados bibliográficos ou metadados) foi definida no

�momento em que se optou pelo trabalho cooperativo da Rede Bibliodata, em
1987. No inicio, apenas o formato em papel era visível na forma de fichas, porém
o backup digital era mantido nos computadores da FGV em um formato que
garantiria o uso dos dados no futuro.
Essa opção mostrou-se acertada no momento em que surgiram os
primeiros programas gerenciadores de serviços de bibliotecas, entre eles o
MicroIsis. O uso dos registros armazenados na FGV possibilitou a criação dos
catálogos individuais de várias bibliotecas. Foram estes dados que, dez anos
após o inicio dos serviços de informatização, foram convertidos para o atual
programa gerenciador dos serviços das bibliotecas da UNIRIO. O uso dos dados
do Bibliodata no sistema CARIBE possibilitou a criação e manutenção de nossos
catálogos informatizados, tanto o local quanto o disponível via web.
A política de utilizar mais de um repositório de dados na web é confiável e
recomendada por especialistas. Em todos os aspectos do armazenamento dos
dados processados pelas bibliotecas da universidade, esta política tem se
mostrado acertada. Porém, essa opção não invalida nenhuma solução de
backups na própria instituição. Neste sentido, optamos por criar um mecanismo
que possibilite, após criar e publicar4 as T&amp;D no sistema TEDE, migrar os dados
para o programa CARIBE, complementá-los no padrão de catalogação adotado
no Sistema de Bibliotecas da UNIRIO e enviá-los para o Bibliodata.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
À medida em que o Comitê Gestor for dando prosseguimento a suas
atividades, os caminhos da BDTD na UNIRIO serão consolidados de acordo com
os recursos oferecidos pela universidade e a metodologia sugerida pelo IBICT.
Mas já foi possível determinar que é fundamental a conscientização e a
cooperação entre os setores responsáveis, assim como os esforços prévios de
padronização de entrada de dados do Sistema de Bibliotecas e de determinação
4

A publicação no sistema TEDE implica na disponibilização dos dados para o processo de
havesting por parte do IBICT.

�de uma política de segurança de dados envolvendo as três instâncias. Também
podemos afirmar, a partir de nossa experiência inicial e do andamento dos
trabalhos em outras instituições, que a BDTD é um sistema importante e válido e
que certamente cumprirá o que se propõe, já que a integração entre sistemas de
informação aumenta exponencialmente o acesso à produção científica mundial
com reflexos imediatos no aumento da qualidade da produção acadêmica
nacional e o conseqüente desenvolvimento do país.
REFERÊNCIAS
Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica - IBICT. Projeto
Biblioteca Digital brasileira. Apresentação BDB. Disponível em &lt;
http://www.ibict.br/secao.php?cat=BDB&gt; acesso em: abril 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero. Ações para a construção de uma Biblioteca
Virtual : relato de experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
(Versão adaptada de trabalho em publicação na Ciência da Informação, v. 26, n.
1, 1997.)
MARCONDES, Carlos Henrique e SAYAO, Luís Fernando. Integração e
interoperabilidade no acesso a recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a
proposta da Biblioteca Digital Brasileira. Ci. Inf. [online]. set./dez. 2001, vol.30,
no.3 [citado 14 Julho 2004], p.24-33. Disponível na World Wide Web:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652001000300004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
_______________.Publicações eletrônicas e as mudanças na comunicação
acadêmica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002. Fortaleza. Anais...
Fortaleza : UFC, 2002. (1 CD- Rom).
PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. Rio de Janeiro, UNESCO/FBN/CRB7. 2003 (1CD-ROM).
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Sistema de
Bibliotecas. Instruções para preenchimento da planilha MARC/CARIBE/TCC. Rio
de Janeiro, 2003.

�∗

Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas e Sociais da
UNIRIOmarciavc@unirio.br
Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da UNIRIO
isagrau@unirio.br
Diretor do Centro de Processamento de Dados da UNIRIOprpsantos@unirio.br
Professor Adjunto do Departamento
UNIRIOedecourt@click21.com.br

de

Tecnologias

da

Informação

da

EB

da

�</text>
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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o oftware CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pós-graduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única ferramenta de busca.</text>
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                    <text>AS BIBLIOTECAS DIGITAIS COMO MEIO DE UNIVERSALIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Magda Almada∗
Rute Brazil dos Santos∗∗

RESUMO
A Universidade é o alicerce para a produção de conhecimentos. É o grande
laboratório onde se realizam projetos e pesquisas em Ciência &amp; Tecnologia, que
objetivam o desenvolvimento da sociedade a nível social, econômico, político e
cultural. As teses e dissertações, produção científica (resultado dos projetos e
pesquisas) muitas vezes encontram-se disponibilizados somente aos pesquisadores
de uma área específica do conhecimento humano. A partir dessa realidade, a
proposta das bibliotecas digitais é a democratização do conhecimento e a
universalização da informação. Fazer com que o bem restrito torne-se o bem comum.
A intenção deste estudo é demonstrar como as Bibliotecas Universitárias através das
bibliotecas digitais podem facilitar o acesso ao conhecimento produzido nas
Universidades, disseminando e democratizando a informação.
PALAVRAS-CHAVE: Universidade. Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas Digitais.
Conhecimento. Informação.

INTRODUÇÃO
O mundo tem passado por muitas transformações sociais e, atualmente
estamos vivendo e sobrevivendo numa das mais importantes transformações ou
revoluções: as conhecidas sociedades do conhecimento e da informação.
Sociedades estas, que tem levado pessoas e instituições (filantrópicas, públicas ou
privadas) a se beneficiarem dos recursos oferecidos pelas tecnologias de informação
e

disponibilizarem

na

Rede

global

de

computadores

(Internet)

diversas

informações/documentos que sanam as necessidades diárias de muitos cidadãos no
mundo inteiro. Cidadãos à procura de novas informações e construindo novos
conhecimentos.

�Castells (2003) define a Internet sendo o meio de comunicação que permite a
comunicação de muitos com muitos e a compara como o tecido de nossas vidas,
pois se a tecnologia da informação é hoje o que a eletricidade foi na Era Industrial.
Atualmente a Internet poderia ser equiparada tanto a uma rede elétrica quanto a um
motor elétrico, em razão de sua capacidade de distribuir a força da informação por
todo o domínio da atividade humana.
Através da Internet, internautas “navegam e linkam” entre milhares de
informações/documentos, até chegar àquele que é considerado o mais útil. A Internet
faz com que milhões de pessoas possam acessar simultaneamente milhares de
informações/documentos. Todos podem acessar o que está disponível (e é
permitido). Essa é uma das principais vantagens da Internet. Motivo pelo qual é
considerada um meio de comunicação e um meio de informação “democrático”. As
tecnologias de informação estão sendo aplicadas nos lares, nas empresa , nas
universidades... na vida de todos os cidadãos. O seu crescimento tem causado um
impacto muito grande na sociedade e tem produzido a necessidade de se obter
informações cada vez mais úteis e relevantes.
Também presentes no ambiente das unidades de informação, as tecnologias
de informação tem levado as bibliotecas universitárias (BU) a reverem seus produtos
e serviços e procurar uma qualificação. Proporcionar aos seus usuários o acesso a
uma informação de qualidade que atualmente se encontra armazenada em meio
virtual.
As Bibliotecas Universitárias podem ser consideradas uma das instituições
que mais se beneficiam dos recursos e ferramentas oferecidos pelas tecnologias da
informação, a começar pela Internet.
No Brasil com em diversos países a Internet iniciou no meio acadêmico, por
serem as universidades, em primeiro lugar, e sobretudo instituições científicas, onde
se produz e transfere o conhecimento.

�Em 1989, um projeto do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado
pela secretaria de Política de informática e Automação (SEPIN) e financiado/
coordenado/executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), originou a Rede Nacional de Pesquisas (RNP), cujo objetivo
principal era promover e incentivar a troca de informações entre cientistas brasileiros
e estrangeiros e possibilitar um intercâmbio universal de conhecimentos. A RNP
possibilitou a interligação das principais universidades e centros de pesquisas do
país, o acesso aos catálogos em linha, grupos de discussão entre especialistas de
diversas áreas do conhecimento. Computadores interligados, apoiando a educação:
o ensino e a pesquisa científica e tecnológica.
Até 1995, as universidades e centros de pesquisas brasileiros eram maioria
na Internet. A partir da segunda metade da década de 90, percebe-se um crescente
interesse pelos processos e recursos das bibliotecas digitais (BD) no sistema de
bibliotecas universitárias (BU) brasileira. Fato constatado

em

levantamento

bibliográfico na literatura de biblioteconomia. Autores como Rowley (2002) entre
outros chama a atenção para as bibliotecas digitais no ambiente de bibliotecas
universitárias.
Em 2002, Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), aprova recursos,
para a implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, um projeto do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), órgão vinculado
ao MCT.
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações é um sub-projeto da Biblioteca
Digital Brasileira.
Desde 1995, o IBICT oferece registros de teses e dissertações e tem, em sua
base de dados mais de 125 mil títulos. No entanto, essa base disponibiliza apenas
referência bibliográfica, sendo que o pesquisador que se interesse por determinado
documento, tem que buscá-lo por outro meio. A proposta atual da Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações é de disponibilizar o texto completo da tese. Universalizar o

�conhecimento produzido nas instituições de ensino superior (universidades) e
democratizar o acesso a informação digital.

BIBLIOTECAS: PANORAMA DE SUA EVOLUÇÃO
Cunha (1999) apresenta a evolução das bibliotecas dividida por eras:
Era 1 - Tradicional moderna
Era 2 - Automatizada
Era 3 - Eletrônica
Era 4 - Digital e Virtual
Na Era da biblioteca tradicional moderna, os produtos e serviço eram
realizados de forma mecânica. Nesse momento temos a presença dos catálogos em
fichas, dividido em catálogos de autor título e assunto.
Na Era da biblioteca automatizada acontece a introdução dos computadores,
gerenciando todas as rotinas das bibliotecas e a inclusão de novos produtos e
serviços que muito colaboraram para o processamento técnico dos documentos,
para a disseminação e para a recuperação da informação. Um dos serviços que
mais se beneficiou dessa Era foi a catalogação. Surge a catalogação cooperativa,
onde as bibliotecas puderam compartilhar da descrição bibliográfica. Apesar da falta
de recurso, cabe ressaltar o importante papel das Bibliotecas universitárias
brasileiras nos primeiros sistemas e redes de cooperação, pois é justamente nessas
bibliotecas que se encontram os maiores recursos de informação em ciência e
tecnologia.
A integração de computadores e recursos eletrônicos à rotina de trabalho da
biblioteca universitária se fez necessário, principalmente porque a universidades
desempenha um papel significativo no desenvolvimento do país. Nesse contexto
encontram-se as bibliotecas universitárias, cuja participação é oferecer a infraestrutura informacional às atividades de ensino pesquisa e extensão realizadas nas

�universidades, contribuindo assim para o desenvolvimento político, econômico,
cultural e social da nação.
Na era da biblioteca eletrônica utiliza a informação no suporte digital com o
suporte em CD-ROM. A biblioteca eletrônica é o início da Era Digita e Virtual - a
biblioteca do futuro - pensada como uma nova estratégia para o resgate de
informações onde o texto completo de documentos está disponível on-line. Com o
surgimento da Rede Internet, a biblioteca adquire nova dimensão: deixa de ter
somente um espaço físico e ganha um novo espaço – o ciberespaço. (OHIRA, 2002).
Era Digital e Virtual é a era em estamos atualmente, onde através dos
recursos oferecidos pela tecnologia da informação, a Rede Internet se faz presente,
gerenciando rotinas, produtos e serviços das bibliotecas. A biblioteca é digital porque
o conteúdo dos documentos podem ser acessados em meio virtual. A biblioteca é
virtual porque não existe fisicamente mas está presente on-line. As informações
encontram-se armazenadas e podem ser acessadas via Internet. Nessas eras
encontram-se as sociedades do conhecimento e informação, causando um impacto
social, cultural e principalmente econômico, onde a informação passa a ser
considerada como um recurso estratégico, de agregação de valor e como elemento
de competição política e econômica entre os países... “Quem tem a informação tem o
poder”.

BIBLIOTECAS DIGITAIS: CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS
Verificando os trabalhos apresentados em eventos tais como: Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD), Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU) e atualmente o Simpósio Internacional de
Bibliotecas Digitais (SIBD), somando-se aos cursos e grupos de trabalho em listas de
discussão sobre bibliotecas virtuais e digitais, aponta-se uma confusa inclinação no
tema ao que é proposto. Como se os conceitos e características fossem sinônimas e

�não parônimas como são. Para entender o que é biblioteca digital apresentamos
alguns conceitos que a caracteriza e a distingue do conceito biblioteca virtual:
A pesquisa teórica é relevante para que o profissional da informação tome
conhecimento no sentido que a dimensão e imensidão que as BD dentre suas
características podem democratizar a informação produzida no meio acadêmico.
"Biblioteca digital é diferente das demais porque a informação que ela contém
existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de
armazenagem,

como

as

memórias

eletrônicas

(discos

magnéticos

e

óticos)".Marchiori (1997)
Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado
a uma rede. Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na
formaconvencional, e a informação pode ser acessada, em locais
específicos e remotamente, por meio de computadores. Marchiori
(1997)

Considerando outra consideração sobre conceito e/ou definição temos:
A utilização simultânea do mesmo documento por duas ou mais
pessoas e a existência de coleções de documentos correntes onde se
pode acessar não somente a referência bibliográfica, mas também o
seu texto completo, somando-se a maneira que a biblioteca local não
necessite ser proprietária do documento solicitado pelo usuário.
(CUNHA, 1999)

A biblioteca digital seria aquela que teria, além de seu catálogo, os
textos dos documentos de seu acervo armazenados de forma digital,
permitindo sua leitura na tela do monitor ou sua importação(dowload)
para o disco rígido do computador.(PEREIRA, LIMA,1999 apud
OHIRA, 2002).

A biblioteca digital tem como característica principal uma coleção de
documentos eminentemente digitais, independendo se forem criados
na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e
permite, por meio de uso de redes de computadores, compartilhar a
informação
instantânea
e
facilmente.(MOREIRA
apud
MACHADO,1999).

�Cunha (2000) descreve: a “biblioteca digital é simplesmente um conjunto de
mecanismos eletrônicos que facilitam a localização da demanda informacional,
interligando recursos e usuários".
As bibliotecas digitais são bibliotecas que existem de forma digital, ou
seja em disquetes, winchester, CDs, etc. Dispõem de todos os
recursos de uma biblioteca eletrônica oferecendo pesquisa e
visualização dos documentos (full text, vídeo etc.), tanto local como
por meio de redes de computadores (CUNHA, 1999).

No site do IBICT encontramos os seguintes conceitos para caracterizar a
biblioteca digital e a biblioteca digital:
Biblioteca Digital
Coleção organizada de documentos, onde cada fonte de informação possui
dois atributos relacionados: os relativos ao seu conteúdo e os que identificam de
forma descritiva o documento. Coleção de serviços e de objetos de informação, sua
organização, estrutura e apresentação, que suporta o relacionamento dos
utilizadores com os objetos de informação, disponíveis direta ou indiretamente via
meio eletrônico/digital (LEINER, 1998)
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)
Integração das iniciativas brasileiras de publicação eletrônica e registro
bibliográfico de teses e dissertações, fornecendo aos usuários finais uma visão
integrada dessas iniciativas por meio de serviços e produtos de informação de valor
agregado.
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
Base do conhecimento científico de teses e dissertações, registrado,
organizado e armazenado em formato eletrônico, acessível pela Internet.

�Observa-se através das linhas mencionadas anteriormente que o destaque a
BD é ainda maior quando o desenvolvimento de suas atividades voltam-se a
complementar as áreas de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades.

AS

BIBLIOTECAS

DIGITAIS

COMO

MEIO

DE

UNIVERSALIZAÇÃO

DA

INFORMAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A Internet fez com que as unidades de informação (bibliotecas) revissem seus
produtos e serviços, com o objetivo de melhor atender usuários que agora estão
mais qualificados e mais exigentes no uso da informação, diante da sociedade dessa
sociedade em constante transformação.
Nessa sociedade em transformação encontra-se a universidade; instituição
científica, social e cultural. A universidade é a instituição onde o ensino, a pesquisa e
a extensão estão interligados; é espaço de produção, transmissão preservação do
conhecimento humano. O conhecimento humano produzido nas universidades
encontram-se registrados nas produções acadêmicas (dissertações e teses).
As dissertações e teses, resultados de projetos e pesquisas desenvolvidas no
mestrado e doutorados, são consideradas os produtos mais importantes da vida
acadêmica. Encontram-se na estratégia do preparo dos que vão atuar no meio
social, no esforço. Algumas dessas produções tem contribuição imediata e muitas
delas revolucionam a sociedade devido a importância e relevância do estudo. Muitas
dissertações e teses são usadas como fontes para a formação de mais um Mestre ou
de mais um Doutor. Por isso, todas devem ser registradas, tratadas, preservadas, e
disseminadas. Todas as dissertações e teses pertencem ao patrimônio público
científico e cultural. Toda universidade deve cumprir o dever de colocar o acervo de
teses e dissertações produzidas nos seus programas de pós-graduação, à
disposição da humanidade. Universalizar o conhecimento e democratizar o acesso à
informação.

�Colocar toda a produção acadêmica produzida em meio acadêmico à
disposição da humanidade é possível através das bibliotecas digitais. Disponibilizar
um conhecimento que se transformará em informação e que irá produzir novos
conhecimentos que, quando disponibilizado na biblioteca digital torna-se universal. A
biblioteca digital torna o conhecimento público e faz dele democrático, pois todos
devem acessá-lo.
As Bibliotecas Universitárias por estarem ligadas as Instituições de Ensino
Superior tem fundamental importância na implantação das bibliotecas digitais
encontram-se presentes e atuantes na vida acadêmica, como suporte no processo
de pesquisa e ensino. Estar presente na organização e implementação das
bibliotecas digitais é maneira que as bibliotecas universitárias têm de potencializar
sua importância no meio acadêmico. Contribuir na implantação daquelas que são as
bibliotecas do presente. Contribuir para o acesso universal do conhecimento e para a
transformação da sociedade. Participar da criação das bibliotecas digitais, para que o
bem restrito (o conhecimento) torne-se um bem comum (informação).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mudanças, transformações, quebra de paradigmas e tecnologias da
informação são palavras que fazem parte do vocabulário dos profissionais que
selecionam, tratam, recuperam e disseminam a informação. Estamos perplexos
diante das inovações que as tecnologias impuseram e/ou propuseram as bibliotecas,
contribuindo muito para a qualidade de todos os serviços e produtos que as mesmas
oferecem.
A implantação das bibliotecas digitais sem dúvida veio contribuir para a
qualidade das bibliotecas universitárias. Através dela a comunidade acadêmica
passou a ter acesso aos diversos documentos produzidos pelos pesquisadores de
um determinada Instituição de Ensino Superior em tempo real.

�Logo uma das principais qualidades da biblioteca digital é o intercâmbio de
conhecimentos produzidos pela comunidade e democratizado para sociedade
(humanidade).
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∗

Especializanda em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva – UNESA, Rua do Bispo, 83 –
Rio Comprido, Biblioteca Setorial Rebouças (UNESA), Rio de Janeiro Brasil CEP 20261-060
almada@lamce.ufrj.br
∗∗
Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO,
Endereços: Ilha do Fundão CT Bloco I2000/I214. LAMCE – Biblioteca Caixa Postal 68552, Rio de
Janeiro CEP: 21949-900 Brasil rutebrasil@zipmail.com.br

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>A Universidade é o alicerce para a produção de conhecimentos. É o grande laboratório onde se realizam projetos e pesquisas em Ciência &amp; Tecnologia, que objetivam o desenvolvimento da sociedade a nível social, econômico, político e cultural. As teses e dissertações, produção científica (resultado dos projetos e pesquisas) muitas vezes encontram-se disponibilizados somente aos pesquisadores de uma área específica do conhecimento humano. A partir dessa realidade, a proposta das bibliotecas digitais é a democratização do conhecimento e a niversalização da informação. Fazer com que o bem restrito torne-se o bem comum. A intenção deste estudo é demonstrar como as Bibliotecas Universitárias através das bibliotecas digitais podem facilitar o acesso ao conhecimento produzido nas Universidades, disseminando e democratizando a informação.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP COMO VEÍCULO DE DIVULGAÇÃO
DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA: A GESTÃO E O ACESSO ÀS
DISSERTAÇÕES E TESES

Luiz Atilio Vicentini∗
Rita Aparecida Sponchiado∗∗
Cláudio Dia∗∗∗

RESUMO
Apresenta-se a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, na
estruturação da Biblioteca Digital da Unicamp, e a sua utilização durante o
período de 2002 a 2004, demonstrando os dados de visitas e “downloads” às
dissertações e teses, identificando as mais consultadas, os domínios que mais
acessaram os documentos digitais, como forma de subsidiar o
desenvolvimento do ensino e pesquisa na Universidade. Apresenta ainda as
propostas de implementação dos dados do Banco Digital com diferentes tipos
de documentos e a integração com outros bancos utilizando o protocolo OAI –
Open Archives, tecnologias de desenvolvimento de software livre e as
parcerias com outras instituições na construção de Bibliotecas Digitais.
PALAVRAS CHAVES: Biblioteca Digital. Biblioteca Universitária. Ensino e
Pesquisa. Produção Científica. Integração e Interoperabilidade. Arquivos
abertos. Software Livre.

INTRODUÇÃO
A Internet destaca-se como uma grande vitrine para “consumidores de
informação” cada vez mais sabedores de como se beneficiar dessa tecnologia,
no seu dia a dia tanto no trabalho quanto no lazer.
As principais tendências para atender as características exigidas pelo
consumidor de informação são:
Auto-serviço: ele é auto-suficiente em seu caminho na busca pela
informação
Integração de tecnologias para facilitar o acesso a informação

�Navegação eficiente para localização da informação
A atual convergência digital conduz as Bibliotecas Universitárias a
buscar mecanismos para atualização e recuperação eficiente de informações.
O reposicionamento de mecanismos ágeis e eficazes tomou força a partir do
advento da Internet, cujas transformações filosóficas e as novas formas de
relacionamento advindas com essas novas tecnologias de informação, lançou
luzes

para

disponibilização

da

informação

científica

registrada

nas

Universidades.
As Bibliotecas do novo milênio devem dirigir seus esforços em um novo
conceito de estrutura, com a implantação de Bibliotecas Híbridas, trabalhando
fundamentalmente na “logística da informação” armazenada, coletada e
acessada.

Segundo Davenport (1998), “a informação não pode ser

considerada de maneira isolada nas instituições”.

Às bibliotecas está

reservado o papel de repensar suas atividades e funções, adaptando-se aos
novos modelos organizacionais e extraindo das tecnologias disponíveis o
substrato para a melhoria na prestação de serviços e na utilização eficaz de
informações.
Fomentar o ensino a pesquisa e extensão, como missão das
universidades, através ações pró-ativas para que a comunidade acadêmica
possa publicar seus trabalhos de forma rotineira, através de sistemas WEB,
difundindo o conhecimento, otimizando o fluxo de comunicação científica e
reduzindo o ciclo de geração de novos conhecimentos, surge como uma nova
tendência no meio científico nacional e internacional.
BIBLIOTECA DIGITAL
A estruturação de uma biblioteca digital propõem etapas a serem
exploradas, que influenciarão nas atuais funções das bibliotecas, desde a
revisão das instalações físicas, passando pela aquisição e desenvolvimento de
coleções, catalogação, classificação e indexação, principalmente no uso do
computador como instrumento de difusão da informação.

�A criação de uma biblioteca digital deve atender as características como
bem define Cunha (1999) “o conceito biblioteca digital aparenta algo
revolucionário, mas, na verdade, ele é resultado de um processo gradual e
evolutivo. A introdução de processos digitais nos diversos serviços comumente
existentes numa biblioteca já está provocando impactos, com reflexos positivos
e negativos, nas funções e serviços de uma biblioteca. Não existe uma
estratégia única a ser empregada na implementação de uma biblioteca digital.
As estratégias, tal como as bibliotecas nascem num determinado tempo e,
obviamente, sofrem influências da cultura e das situações econômicos financeiras”.
O SOFTWARE LIVRE
A adoção de Software Livre (código aberto) torna-se uma alternativa
viável para que as Universidades desenvolvam soluções (serviços e produtos)
a comunidade com maior velocidade a um custo muito baixo.
O software livre pode ser definido a partir das características a seguir:
O software livre pode ser utilizado, copiado e redistribuído livremente.
O software livre é distribuído livremente junto com o código fonte.
Alterações, melhorias, otimizações ou correções efetuadas, são
obrigatoriamente distribuídas gratuitamente na nova versão do
software.
O software livre propõe total liberdade de criar e inovar. Na Internet os
softwares estão disponíveis a “custo zero”. Com o código fonte disponível e um
pouco de conhecimento é fácil adequar o que existe às nossas necessidades.

A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
A Biblioteca Digital da Unicamp surgiu da iniciativa do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP no ano de 2001, através do interesse demonstrado
pela comunidade, e pelas 19 Bibliotecas do Sistema, ao vislumbrar a

�possibilidade de disponibilizar em formato digital a produção científica de
dissertações e teses da Universidade, com a estruturação da Biblioteca Digital
de Teses da UNICAMP.
Após várias iniciativas isoladas, foi apresentado à reitoria em agosto de
2001 uma proposta de criação da Biblioteca Digital de Teses da UNICAMP, tal
proposta foi aceita, e a ela estendeu-se a possibilidade de não armazenar
somente em dissertações e teses,

possibilitar a comunidade científica da

Universidade divulgar a sua produção na Internet através da Biblioteca Digital
da UNICAMP
A Biblioteca Digital da UNICAMP foi oficialmente instituída em
08/11/2001, através de portaria do Sr. Reitor de nº GR-85, que trata da
estruturação da Biblioteca Digital da UNICAMP, “através da produção Científica
- Acadêmica da Unicamp em formato eletrônico de: artigos, fotografias,
ilustrações, obras de arte, revistas, registros sonoros, teses, vídeos e outros
documentos de interesse ao desenvolvimento científico, tecnológico e sócio
cultural”.
A parceria entre o Sistema de Bibliotecas e o Centro de Computação da
Unicamp, que já vinha trabalhando no desenvolvimento do software NOU-RAU,
baseado em tecnologia de software livre, cuja proposta é o gerenciamento de
documentos digitais. A partir de várias customizações, o software foi adotado
como o gerenciador da Biblioteca Digital da Unicamp.
A INTEROPERABILIDADE NA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
Uma das características necessárias de uma Biblioteca Digital é a sua
estruturação para integração e interoperabilidade das informações dos
documentos digitais, através de metadados, possibilitando a captura e
disponibilização dos dados que irá permitir a integração com outros bancos
digitais e/ou referenciais.
A Biblioteca Digital da Unicamp está estruturada para a captura
automática dos metadados da base referencial Acervus (gerenciada pelo

�Software VIRTUA da VTLS Inc.) através do protocolo de comunicação Z39.50,
quando da inclusão das teses digitais.
Os dados das teses digitais podem ser extraídos no formato XML,
permitindo a sua exportação para outras bases de dados. Em fase de
implantação na Biblioteca Digital da Unicamp, está o protocolo OAI – Open
Archives visando a integração da Biblioteca Digital com outras Bibliotecas
Digitais Nacionais e Internacionais.
A GESTÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
O modelo de gestão da Biblioteca Digital da Unicamp, é semidescentralizada, as áreas de Física e Química publicam as suas teses em seus
repositórios digitais, as demais áreas encaminham as teses para serem
disponibilizadas no banco digital controlado pela Biblioteca Central da
Unicamp.
O software gerenciador NOU-RAU está preparado para permitir a
publicação de forma descentralizada, esse modelo ainda não foi adotado na
Unicamp, é uma tendência que deverá estar em operação em breve. Muitos
aspetos influenciaram na escolha da metodologia semidescentralizada de
publicação na Unicamp:
•

Conscientização do pesquisador e das áreas geradoras das teses da
importância da divulgação desse conhecimento registrado.

•

O documento a ser publicado deve estar de acordo com os padrões
de qualidade que hoje são utilizados antes da sua publicação, tais
como a revisão do texto eletrônico enviado, bem como a sua
conversão para o formato PDF.

O NOU-RAU, software gerenciador da Biblioteca Digital da UNICAMP,
possui 4 perfis, permite a publicação de documentos de forma centralizada ou
descentralizada.

�Os perfis:

Visitante: é quem acessa o sistema em busca de informações. Não é
necessário estar cadastrado para consultar tópicos e efetuar buscas. A
Biblioteca Digital da UNICAMP, conta com um controle de acesso e downloads
para as teses. O controle de acesso permite visualizar quem está e quais teses
estào sendo acessadas, esse registro permitirá análises para tomadas de
decisões futuras.

Colaborador: é a pessoa cadastrada no sistema. Um colaborador pode
fazer “upload” de novos documentos, passando a ser o dono dos mesmos. Um
colaborador escolhe um tópico e uma categoria (associado ao seu nível de
acesso), submeter um arquivo e fornecer os dados necessários para o
cadastramento deste documento. Após ser aprovado, o documento pode ser
atualizado ou removido pelo seu dono.

Responsável: É quem administra um ou mais tópicos e aprova os
documentos submetidos. A atuação desse personagem na Biblioteca Digital é
função das bibliotecas, que são as responsáveis pela publicação não só das
teses como de outros tipos de documentos digitais já disponíveis para consulta.

Administrador: Cuida da manutenção do sistema e define novos
tópicos e cadastra seus responsáveis. Define novas categorias e formatos de
documentos. Uma mesma pessoa pode atuar com mais de um perfil, por
exemplo, um responsável por um tópico que também é um colaborador em
outro tópico.

O ACESSO A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
O acesso é livre, não existe restrição de visitas ou downloads aos
documentos arquivados. Existe uma única exigência para os downloads das
teses, o cadastramento de quem está fazendo este download. As informações

�registradas não compreendem dados que possam ser utilizados posteriormente
com outra finalidade.
Os dados solicitados são: nome completo, cadastro de uma senha,
confirmação da senha, nome da instituição ou empresa, e-mail válido.

O CONTEÚDO DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP

A Biblioteca Digital da Unicamp está estruturada por tópicos – tipos de
documentos ou evento de:
•
•
•
•
•

Arquivo de fotos
Congressos e Seminários
Dissertações e Teses
Hemeroteca
Periódicos eletrônicos da Universidade

Objeto principal da análise de uso, serão consideradas as dissertações e
teses, com maior conteúdo em páginas digitalizadas, e número expressivo de
downloads.
Essa escolha considerou que dissertações e teses, são o principal
“produto” de uma Universidade que tem a pesquisa como elemento de
destaque.

Hoje o banco digital de dissertações e
teses conta com 3035 documentos em
texto completo, este número representa
20% do total de teses defendidas nos
últimos 10 anos (13.810) e 13% do total
de teses já defendidas na Universidade
(22.000).
Fonte: www.prpg.unicamp.br

As teses estão organizadas por área de ensino e pesquisa da
Universidade, destacando o Instituto de Física que já contém todas as teses,

�desde a primeira defendida em 1969, digitalizadas e disponíveis para consulta
na Biblioteca Digital. Outras áreas de destaque são: Educação, Química,
Engenharia Elétrica e de Computação, Medicina entre outras.

No gráfico a seguir apresenta-se a distribuição das teses por Unidade de
ensino e pesquisa.
1%

% Teses por área
2%
1%

4%

1%
2%

10%

2%

14%
IQ

2%

FE

1%

4%
FEEC
IFGW

2%
38%

9%
3%

Artes

Biologia

Economia

1%

1%
1%

Educação

Educação Física

Engenharia Agrícola

Engenharia Civil

Engenharia Elétrica Computação

Engenharia Mecânica

Engenharia Química

Engenharia Alimentos

Estudos Linguagem

Filosofia Ciências Humanas

Física

Geociências

Computação

Matemática Estatística

Medicina

Odontologia

Química

0%

As 3035 teses existente na Biblioteca Digital para consulta (downloads)
representam aproximadamente 390.000 páginas digitalizadas.

Quantidade de teses

Um fator importante na
quantidade de teses
disponibilizadas até a presente
data, é a participação e o
interesse crescente da
comunidade, conforme pode ser
observado no gráfico ao lado
que demonstra o crescimento da
Biblioteca Digital.

3.500

3.000

2.500

2.000

1.500

1.000

500

Maio-02 Dez-02

mar/03

jul/03

Ago-03

Set-03

Out-03

nov/03

Dez-03

jan/04

Fev-04

mar/04

Abr-04 Maio-04 Jun-04

O acesso livre, navegabilidade, interface amigável, possibilidade de
cópia de documentos sem custo, independente se existe ou não um controle de

�downloads às teses, como se dá na Biblioteca Digital da Unicamp, não
inviabiliza o usuário na busca pelo conhecimento registrado nas teses.

Visitas - Mensal/Media dia
No gráfico ao lado pode ser
constatado as visitas mensais e
a média diária de visitantes que
acessam a Biblioteca Digital da
UNICAMP. A média mensal de
2004 tem ficado entre 50 e 60
mil visitas, com uma média
diária de 1800 visitantes.

2.500
2.000
1.500
1.000
500
3

/0
4
m
ar
/0
4
M
ai
o04

ja
n

/0
no
v

m
ai
/0
2
m
ar
/0
3

70.000
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
-

Total visitas

Visitas Dia

Importante destacar que o NOU-RAU permite boa navegabilidade,
recuperação rápida dos documentos, inclusive realizando a busca no conteúdo
do documento, quando não está formatado como imagem, sem perder a
performance ou desempenho na sua navegabilidade durante os acessos ao
grande número de usuário diário.

Hits na Biblioteca Digital

Fator de destaque é a quantidade

1.000.000

900.000

de HITS, que ocorre na Biblioteca

800.000

Digital, O número de hits tem

700.000

600.000

superado o índice de 700 mil mês,

500.000

sem prejudicar a navegabilidade

400.000

300.000

dos usuários que estão acessando

200.000

100.000

a Biblioteca Digital.

mai/02

out/02

mar/03

Out-03

nov/03

Dez-03

jan/04

Fev-04

mar/04

Abr-04

Maio-04

Junho-04

�OS DOWNLOADS EXECUTADOS NA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
Desde a implantação do controle de acesso às teses, ocorrida no final
do ano de 2002, a quantidade de downloads executadas nas teses tem
crescido dia a dia, hora a hora, minuto a minuto.
Importante destacar que o download do documento da Biblioteca Digital
independe do tamanho do arquivo. Cabe observar que se o usuário acessar a
Internet através de uma conexão de baixa velocidade com certeza terá
dificuldades em “baixar” os arquivos, diferente do usuário que utiliza uma
conexão de alta velocidade. Outra observação é que dois usuários podem
executar downloads de um mesmo documento simultaneamente sem
prejudicar a performance do sistema.
A Biblioteca Digital da Unicamp apresenta uma página com as teses
mais visitadas. A tese que obteve o maior número de downloads é intitulada
“Tecnologia e Educação”, que trata de tecnologias educacionais com recurso
de EAD, do pesquisador Marcus Vinicius Pasini Ozores. A tese foi defendida na
Faculdade de Educação da UNICAMP. Esta tese teve 6290 visitas, e 2289
downloads desde a sua publicação na Biblioteca Digital em 19 de junho de
2002, até 07 de julho de 2004.
A quantidade de downloads realizada até o mês de junho de 2004, foi
de 227.361, para um acervo de 3035 teses.
Outra informação surpreendente é a quantidade de downloads por
domínios comerciais (.com ou .com.br), maiores do que os downloads da
própria UNICAMP, ou outras Universidades brasileiras.
Também é destaque os downloads realizados por domínios do exterior,
principalmente de Portugal (com certeza pela semelhança da língua). Outros
países que executaram downloads: Espanha, Itália, Inglaterra, França.
Observa-se também nas estatísticas os downloads realizados por domínios dos
Estados Unidos, através da identificação .com e .edu.

�A seguir são apresentados gráficos que demonstram os downloads
realizados nas teses.

O gráfico ao lado
apresenta o número de
teses por área do
conhecimento, a
quantidade de teses e
downloads realizados.
Destaca-se os números
de downloads realizado
para as teses da área
de humanas, sendo a
área que não possui a
maior quantidade de
teses.

T eses p o r Ár ea d o C o nheciment o , q uant i d ad e d e t eses e d o wnlo ad s

101. 269
62.445
35. 582

28. 065

1539
586

592
289

H u ma n i d a d e s / A r t e s
45%

E xatas
27%

T e c n o l óg i c a s
16%

B i o m éd i c a s
12%

QT Teses

Dow nloads

% Dow nloads

Com o crescente cadastramento das teses por área do conhecimento, a
quantidade de downloads ficará mais equipara, não havendo grandes
diferenças entre uma área e outra na quantidade de downloads, ficando o
diferencial na quantidade de teses defendida anualmente em cada unidade de
ensino e pesquisa da Universidade.
O número de downloads é de 227.361. Conforme a sua distribuição por
área, atinge uma média de 76 downloads por tese. Veja a média de downloads
por área:
•

Biomédicas: 97

•

Humanidades e Artes: 171

•

Exatas: 41

•

Tecnológicas: 60

Quem acessa ou faz downloads nas teses?
Essa era uma questão que sempre gerou curiosidade. A informação dos
visitantes, domínios e do que é realizado download na Biblioteca Digital da

�Unicamp ficará restrita à Universidade, uma forma de preservar as informações
cadastradas, e manter a confiança dos usuários do sistema.

No gráfico a seguir apresenta-se dados de acesso e downloads por domínios,
destacando-se os domínios .com e .com.br que apresentam-se como os maiores
usuários da Biblioteca Digital da Unicamp.

13%

0%
1%

12%

61%
11%

2%

.COM e .COM.BR

.GOV

.BR

CRUESP

PORTUGAL

Inglaterra e França

OUTROS

INTEGRAÇÃO E PARCERIAS DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP

A equipe de desenvolvimento da Biblioteca Digital da Unicamp trabalhou
no último ano para que as bases de dados das teses pudessem ser integrado
ao projeto do IBICT, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A
integração das bases de dados ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2004,
quando foram enviados os metadados de 2165 teses já publicadas na
Biblioteca Digital da Unicamp.
Está em fase final de desenvolvimento a implantação do protocolo OAI –
Open Archives, a partir dessa instalação o IBICT poderá realizar o harvesting
nos dados da Biblioteca Digital da Unicamp.

Esse trabalho está sendo

realizado em parceria com a equipe de desenvolvimento da BDTD do IBICT e
da área de TI do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

�Uma

outra

equipe

de

desenvolvimento

está

trabalhando

na

documentação do software NOU-RAU, com o objetivo de facilitar o seu uso.
Simplificar a programação do código para que outras instituições possam
utilizar o NOU-RAU como software gerenciador de Bibliotecas Digitais. Outro
aspecto em fase de desenvolvimento é a tradução do software para a língua
espanhola, para difundir o NOU-RAU na América Latina.
Outras instituições estão utilizando o NOU-RAU como software
gerenciador de suas Bibliotecas Digitais. Em 2003, a UNESP através da CGB Coordenadoria Geral de Bibliotecas –
seguida

colocou

no

ar

a

conheceu o NOU-RAU, e logo em
Biblioteca

Digital

da

UNESP

(http://www.biblioteca.unesp.br). A UEL – Universidade Estadual de Londrina
está em fase de implantação de sua Biblioteca Digital e irá utilizar o NOU-RAU
como software gerenciador.
CONCLUSÃO
A elaboração do presente trabalho veio de encontro a uma necessidade
de conhecer um pouco mais sobre o uso da Biblioteca Digital da UNICAMP.
Quando do início do projeto com a Biblioteca Digital instalada com suas 150
teses, sempre surgia a dúvida - será que alguém vai acessar a Biblioteca
Digital? A Biblioteca Digital será um projeto que iniciado em uma Universidade
pública por iniciativa de Bibliotecários terá o apoio da comunidade? Enfim uma
série de questionamentos que sempre ocasionaram calorosas discussões, e
por muitas vezes, passando a impressão que o projeto não poderia ter
continuidade.
Hoje temos a certeza de que esse projeto, ainda é um projeto, está no
rumo certo, temos muito a fazer para melhorar a interatividade que uma
Biblioteca Digital deve ter. Temos alguns fatores a nosso favor, um deles é o
software NOU-RAU, por ter sido desenvolvido na própria Unicamp com
tecnologia de software livre, a cada dia vislumbramos novas aplicações a
serem agregadas a ele. Outro fator favorável, a facilidade que temos para
reavaliar nossa metodologia de publicação das teses. A equipe atual de

�preparação e publicação é composta por estudante de biblioteconomia e por
alunos da própria universidade, uma equipe dinâmica e entusiasmada e que
acredita no que está fazendo (deve ser o ímpeto da juventude!), a coordenação
de todas as atividades é realizada por Bibliotecários. Outro motivo que tem nos
levado a apostar nesse projeto, é o aumento da aceitação da comunidade para
a publicação das teses na Biblioteca Digital da Unicamp.
As avaliações, gráficos e dados apresentados neste trabalho, não
seguiram uma metodologia científica de medição, muito pelo contrário, os
dados desse trabalho, são os primeiros a serem demonstrados sobre a
Biblioteca Digital da Unicamp, o que nos leva a partir de agora a debruçarmonos sobre essa imensidão de números que cresce dia a dia, na estruturação de
futuros relatórios que a busca do conhecimento registrado nas milhares de
teses que estão e as serão publicadas na Biblioteca Digital da UNICAMP.
Finalizando, um projeto como o da Biblioteca Digital da UNICAMP, é
uma nova atividade nas funções dos Bibliotecários nas Universidades,
enfatizando o trabalho em equipe multidisciplinar, o espírito empreendedor e
inovador que um projeto como este exige para sua instalação.
REFERÊNCIAS
CUNHA, M. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, v. 28, n. 3, p. 255-266, set./dez. 1999.
DAVENPORT, T. H. Ecologia da Informação: por que só a tecnologia não
basta para o sucesso na era da informação. Tradução de Bernadette Siqueira
Abrão. São Paulo: Futura, 1998. 316 p. Tradução de Information ecology.
HEEMANN, V. Mudança de hábito: impacto das novas tecnologias na
qualificação do profissional bibliotecário e no uso final. In: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 5., 1994, São José dos Campos, Anais... São José dos
Campos: UNIVAP, 1994, p.172-176.
DE ROSA, Cathy; DEMPSEY, Lorcan; WILSON, Aline. Análisis del entorno
de 2003 por OCLC: reconocimiento de patrones. Dublin (Ohio): OCLC, 2004.
174 p.

�QUEIROZ, R. Software livre e inovação. Disponível em:
&lt;http://www.comciencia.br/200406/reportagens/11.shtml&gt;. Acesso em: 13 jul.
2004.

∗

Bibliotecário Coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. Especialista em Sistemas
de Informação em Ciência e Tecnologia – PUC Campinas; Gestão de Negócios e Tecnologia
da Informação da Fundação Getúlio Vargas vicentin@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária Diretora Técnica da Biblioteca do Instituto de Física da Unicamp. Graduação em
Biblioteconomia e Documentação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
library@ifi.unicamp.br
∗∗∗
Analista de Sistemas de Software Livre. Projeto de Software Livre CNPq. Centro de
Computação da Unicamp. dia@ccuec.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas.
Biblioteca Central, Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz” - Barão Geraldo - Campinas – São
Paulo

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Apresenta-se a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, na estruturação da Biblioteca Digital da Unicamp, e a sua utilização durante o período de 2002 a 2004, demonstrando os dados de visitas e “downloads” às dissertações e teses, identificando as mais consultadas, os domínios que mais acessaram os documentos digitais, como forma de subsidiar o desenvolvimento do ensino e pesquisa na Universidade. Apresenta ainda as propostas de implementação dos dados do Banco Digital com diferentes tipos de documentos e a integração com outros bancos utilizando o protocolo OAI – Open Archives, tecnologias de desenvolvimento de software livre e as parcerias com outras instituições na construção de Bibliotecas Digitais.</text>
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                    <text>REFERÊNCIA VIRTUAL:
E-MAIL COMO FERRAMENTA DE INTERAÇÃO COM USUÁRIOS REMOTOS
DE BIBLIOTECAS DIGITAIS
Leonardo Fernandes Souto∗
Célia Maria Ribeiro
Regina Aparecida Blanco Vicentini
Vera Lúcia de Lima

RESUMO
Atualmente, é possível encontrar vários pesquisadores preocupados com a
questão da Referência Virtual e muitos projetos voltados para o desenvolvimento
de Bibliotecas Digitais. Nosso objetivo é demonstrar que estas duas tendências
podem e devem estar integradas de modo a oferecer aos usuários não apenas a
facilidade de acesso remoto aos documentos, mas também a orientação
necessária para seu uso. Para isso, após uma breve revisão de literatura sobre
Referência Virtual e Bibliotecas Digitais pretendemos relatar o uso do e-mail
como ferramenta de interação com usuários, a partir das demandas originárias da
Biblioteca Digital da Unicamp. Assim, esperamos demonstrar que apesar dos
acervos serem disponibilizados em formato digital isso não elimina a necessidade,
primeiro, de um profissional capacitado para orientar os usuários em suas
diversas
necessidades
informacionais
e,
segundo,
da
incorporação/desenvolvimento de novas ferramentas de comunicação/interação.
PALAVRAS-CHAVE: Referência Virtual. Bibliotecas Digitais. Serviços de
Informação – Interação. Tecnologias de Comunicação. Usuários Remotos Interação – E-mail.

1 INTRODUÇÃO
Podemos considerar que ciência e tecnologia caminham juntas. Isto porque
uma interfere de forma significativa no desenvolvimento da outra. Se por um lado,
hoje, podemos falar que a explosão informacional do conhecimento científico tem
como uma de suas causas uma maior possibilidade de divulgação e acesso
permitidos pela tecnologia, por outro, a aceleração do avanço tecnológico
depende de uma ampla divulgação deste mesmo conhecimento.

�Para Marcondes e Sayão (2002, p. 44), atualmente, a ciência “é uma
atividade altamente institucionalizada”.
Nesta ciência tão institucionalizada, não existe praticamente lugar
para o gênio isolado, capaz de dar conta de uma descoberta
científica do início ao fim. A ciência atual é fundamentalmente um
trabalho coletivo, em que pesquisadores e grupos de pesquisa
trabalham sobre resultados já obtidos por seus pares, e tem
como objetivo acrescentar um tijolo a mais em um vasto edifício.

Ao considerar a pesquisa científica como uma construção coletiva,
dependente de resultados previamente obtidos por outros pesquisadores,
percebemos

a

necessidade

de

os

pesquisadores

terem

meios/mecanismos/recursos para comunicarem suas “descobertas”, e assim,
permitirem que suas pesquisas possam ser utilizadas por outros pesquisadores.
Meadows (1999, p. vii) considera a comunicação como o próprio coração
da ciência e “tão vital quanto a própria pesquisa, pois a esta não cabe reivindicar
com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada e aceita pelos
pares. Isto exige, necessariamente, que seja comunicada”.
O surgimento da Internet e dos mecanismos de publicação direta
na rede tem sido visto pela comunidade acadêmica como uma
possível alternativa. O maior retorno que a comunidade
acadêmica almeja, publicando os resultados de suas pesquisas,
é que estes possam servir de bases a outras pesquisas, sendo
citados por outros trabalhos. (MARCONDES; SAYÃO, 2002, p.
45).

Pensando em colaborar com o processo de comunicação científica e
facilitar a localização e o acesso aos documentos, a partir da Internet, muitas
unidades de informação passaram a oferecer acesso remoto à informação. E,
ainda, investiram no desenvolvimento de atividades da referência neste novo
ambiente – o virtual.
Projetos de bibliotecas digitais e referência virtual são duas tendências
facilmente identificáveis na área de Ciência da Informação, a partir da análise de
artigos publicados sobre estes temas em periódicos da área. Nosso objetivo, com
este estudo, consiste em refletir sobre a necessidade de se interligar os projetos
de bibliotecas digitais com o serviço de referência virtual, de modo a permitir que

�os usuários remotos possam ter um canal de comunicação/interação direta com
profissionais da informação, sendo nosso foco, sobretudo, o uso do e-mail como
ferramenta de explicitação de dúvidas e necessidades.

2 BIBLIOTECAS

DIGITAIS

Ao analisarmos as publicações sobre bibliotecas digitais é possível
perceber uma imprecisão do termo, o qual assume diferentes formas, conforme
algumas identificadas por Ohira e Prado (2002, p. 73): biblioteca virtual, biblioteca
digital, biblioteca polímidia, biblioteca eletrônica e biblioteca do futuro. Porém, não
é nosso objetivo discutirmos os conceitos, nem tampouco analisarmos as
características e particularidades que os mesmos possuem.
Contudo, faz-se necessário especificar a concepção que norteia nossa
reflexão. Consideramos que a mais adequada neste contexto corresponde à
apresentada por Rosetto (2001) segundo Rosetto (2002, p. 497), a qual considera
que uma biblioteca digital é:
aquela que contempla documentos gerados ou transpostos para
o ambiente digital (eletrônico), um serviço de informação (em
todo tipo de formato), no qual todos os recursos são disponíveis
na forma de processamento eletrônico (aquisição, armazenagem,
preservação, recuperação e acesso através de tecnologias
digitais).

Para Schwartz

(2000, p. 387)

uma biblioteca digital é mais que os

recursos e a agregação de hardware e software que a gerencia. Ela é também
uma coleção de serviços desenvolvidos tendo em mente os usuários.
Ao falarmos de projetos de bibliotecas digitais não estamos preocupados
em teorizar sobre a questão técnica envolvida. Apesar de considerarmos
importantes os estudos relacionados a harvesting1 ou metadados2, nosso escopo
está centrado no uso e aplicações das bibliotecas digitais, no contexto

1
2

Para informações básicas sobre harvesting ver Marcondes e Sayão (2002).
Para informações sobre metadados ver Rosetto (2003).

�universitário,

como

um

dos

mecanismos

facilitadores

do

processo

de

comunicação científica.
Se pensarmos nos benefícios de uma biblioteca digital de uma
universidade, podemos considerar que:
•

oferece maior visibilidade da produção científica da instituição;

•

permite

acesso

remoto

do

material

antes

somente

consultado

presencialmente;
•

contribui para a preservação do documento original;

•

possibilita acesso simultâneo por diferentes usuários a um mesmo
documento;

•

permite o contato direto com o autor do documento (quando disponibilizado
o e-mail);

•

maior rapidez na divulgação da informação;

•

possibilita a integração de diferentes suportes (som, texto, imagem e
outros) com vínculo entre si.

Porém, evidentemente, do ponto de vista dos usuários, o uso/acesso a
uma biblioteca digital tem seus problemas. Acostumados a uma estrutura de
informação planejada para a consulta local do documento, ao fazer uso das
bibliotecas digitais, os usuários passam a ter contato com uma variedade de
interfaces de pesquisa e softwares que não fazem parte do seu cotidiano.
Diante disso, as pesquisas quanto à arquitetura da informação crescem a
cada dia. Para Camargo L., Vidotti e Camargo V. (2004, p. 6) “o uso de bibliotecas
digitais já é uma realidade, e a arquitetura da informação é um dos fatores
importantes, pois determina a disposição do conteúdo e a estratégia de
navegação do usuário”.
Em relação às bibliotecas digitais, é perceptível a segmentação de projetos
direcionados para áreas ou grupos específicos. Podemos identificar tal fato em
alguns dos trabalhos apresentados no II Simpósio Internacional de Bibliotecas
Digitais, ocorrido em maio de 2004, na Universidade Estadual de Campinas, como

�por exemplo, os relatos sobre: Biblioteca Digital Paulo Freire (BRENNAND et al,
2004), Biblioteca Digital de Peças Teatrais (SILVA, A.; SILVA, I.; ARANTES,
2004), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de Física Gleb
Wataghin da UNICAMP (SPONCHIADO; VICENTE, 2004).
Observando esta tendência de segmentação de serviços, o que
percebemos é o desenvolvimento de serviços personalizados, direcionados para
públicos com interesses específicos. Nesta linha de ação podemos, ainda, citar o
projeto da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)3, o qual
tem como foco o público interessado na produção científica brasileira de teses e
dissertações.

Diante

desses

exemplos

relatados

de

bibliotecas

digitais

percebemos que, frente à ramificação do conhecimento, tais iniciativas podem
tornar-se uma alternativa facilitadora para o processo de comunicação científica.
Contudo, essa tendência ao desenvolvimento de bibliotecas digitais
direcionadas para públicos específicos não elimina por completo as dificuldades
do processo de busca de documentos tendo em vista a quantidade de interfaces
de pesquisa, suas diferenças e características. Dessa forma, alertamos para a
importância de um canal de interação/comunicação que permita ao usuário
explicitar suas dúvidas e solicitar auxílio quando não conseguir sanar, por si só,
suas necessidades.

3 REFERÊNCIA VIRTUAL
O serviço de referência em uma biblioteca tradicional que possui sua
coleção física organizada tecnicamente é de suma importância para que os
usuários possam ser orientados quanto ao uso dos recursos disponíveis.
Ao pensarmos em oferecer não mais a coleção física, mas sim uma
coleção em suporte digital, precisamos ter claro que isto não significa uma total
independência de todos os usuários, sendo necessário, portanto, estendermos o

3

Para maiores informações acesse http://bdtd.ibict.br/bdtd/index.jsp .

�serviço de referência para o ambiente virtual, e isto requer o aprendizado e uso
das ferramentas de comunicação disponíveis.
Assim como as bibliotecas e outras instituições estão
preocupadas em disponibilizar parte de seu acervo via Internet, o
profissional deve se preparar para responder às necessidades do
usuário utilizando novas formas de contato, como por exemplo,
teleconferências, e-mails e chats. (PAIXÃO, 2004, p. 2).

Assim como Paixão (2004), vários pesquisadores (JESUDASON, 2000;
MÁRDERO ARELLANO, 2001; POWEL; BRADIGAN, 2001; STACY-BATES,
2003; STAHL, 2001) estão voltando seus esforços para estudos relacionados à
difusão da referência virtual. O oferecimento deste serviço tornou-se possível a
partir da Internet e das ferramentas de comunicação que surgiram a partir dela.
Segundo Márdero Arellano (2001, p. 8) “na Internet podem ser encontradas
bibliotecas que oferecem serviços de referência no tempo real via acesso à base
de dados, telefone, e-mail, formulário na Web, videoconferência, ‘Internet chat’,
páginas de FAQs ou Mural”. Neste momento, interessa-nos focar a aplicação do
e-mail como ferramenta para o oferecimento do serviço de referência virtual.
Os serviços de referência virtual via correio eletrônico surgiram
nos Estados Unidos no final da década de 1980, ao mesmo
tempo em que as bibliotecas começaram a colocar seus
catálogos na Internet. Alguns desses catálogos permitiam que os
usuários remotos submetessem suas perguntas através de links
que possibilitavam o pedido de consulta de um documento.
(MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 8)

Por não estarmos interagindo presencialmente com o usuário sobre sua
necessidade informacional ou dúvida, a “interação” por e-mail requer habilidades
especiais. Jesudason (2000) alerta que a referência por e-mail requer uma maior
necessidade da habilidade de comunicação escrita de forma clara e concisa por
parte dos bibliotecários.
Tratando-se de comunicação humana, cuja mediação recai sobre
os equipamentos tecnológicos, não mais se vê o corpo físico
presente nas ações interativas. As limitações impostas pelas
mídias eletrônicas foram vencidas por intermédio de mecanismos
lingüísticos que auxiliam na inteligibilidade dos significados no
decorrer de uma sessão comunicativa (marcadores discursivos,

�marcadores de prosseguimento, de troca de turnos, de
encerramento, etc.). Em contrapartida, as mídias interativas, para
alcançar uma melhor utilização do potencial humano na interação
eletrônico, oferecem mecanismos técnicos que acrescem à
interação a noção de presença. Os emoticons conduzem um
interagente a interpretações de ordem subjetiva – afetivas e/ou
comportamentais – dos significados que carrega, devendo desse
modo, exprimir aspectos que somente no presencial era possível.
(SOUZA, 2003, p. 29).

Já que falamos da comunicação humana mediada por computador, mais
precisamente por e-mail, é válido destacar que em determinadas situações o
conhecimento dos mecanismos técnicos, que permitem à interação eletrônica a
noção de presença, pode ser de grande ajuda.
Souza (2003, p. 35) ao falar sobre o discurso eletrônico considera que “o
discurso não se centra mais nas formulações da sociedade presencial, e sim, nas
reformulações do discurso social dentro de um outro universo, o virtual”. E que “a
comunicação interpessoal incorpora as novas maneiras de dizer e significar a
informação veiculada através da mediação do computador”.
Dessa forma, consideramos que a implantação de serviços de referência
virtual requer além do domínio das ferramentas de comunicação, habilidades
pessoais de comunicação e conhecimento dos recursos lingüísticos de interação
eletrônica.

4 BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP: análise das questões de referência
virtual demandadas por e-mail

“A Biblioteca Digital da UNICAMP, foi oficialmente instituída em
08/11/2001, através da portaria nº GR-85, que trata da estruturação da Biblioteca
Digital da UNICAMP” (SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP). Tem por
objetivo:
Disponibilizar e difundir a produção científica, acadêmica e
intelectual da Universidade em formato eletrônico/digital de:
artigos, fotografias, ilustrações, teses, obras de arte, registros

�sonoros, revistas, vídeos e outros documentos de interesse ao
desenvolvimento científico, tecnológico e sócio-cultural.
(SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP, 2004).

Atualmente é possível acessar na Biblioteca Digital da Unicamp4 vários
tipos de documentos: teses/dissertações, periódicos, trabalhos apresentados em
eventos, recortes de jornais (hemeroteca) e o catálogo referencial e fotográfico do
Arquivo Sérgio Buarque de Holanda.

FIGURA 1 – Página inicial da Biblioteca Digital da Unicamp
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp

Através da opção “Estatísticas” é possível ter acesso às informações de uso
dos documentos. Levando-se em consideração que a biblioteca digital está
disponível a 3 anos, o total de 230.371 downloads até o momento é muito
significativo.

FIGURA 2 – Total geral de downloads e de teses digitalizadas da Biblioteca Digital da Unicamp
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp

4

Acesso para a Biblioteca Digital da Unicamp: http://libdigi.unicamp.br/

�Observando a quantidade de downloads é possível concluir que muitos
usuários utilizam

a Biblioteca Digital da Unicamp. Como era de se esperar,

dúvidas aparecem quanto ao seu uso/acesso.
Um fato relevante, e comumente gerador de dúvidas quando falamos de
uma biblioteca digital, é que, em geral, um número significativo de usuários tem a
expectativa de encontrar documentos que supram todas as suas necessidades
informacionais. Contudo, na maioria das vezes, muitas bibliotecas digitais são
constituídas apenas por parte da coleção impressa de bibliotecas tradicionais, ou
com seu acervo direcionado para temas específicos.
O fato de a Biblioteca Digital da Unicamp ser gerenciada pelo Sistema de
Bibliotecas da Unicamp, localizado no prédio da Biblioteca Central, e estando a
Seção de Referência desta biblioteca envolvida com várias atividades
relacionadas à biblioteca digital, permite aos usuários utilizarem, além do e-mail,
o balcão de referência, ou o telefone para tirarem suas dúvidas. Contudo, o
enfoque deste estudo está centrado nas demandas por e-mail.
A Biblioteca Digital da Unicamp recebeu, no primeiro semestre de 2004, 151
e-mails através do link dúvidas e sugestões, os quais serviram como fonte de
análise qualitativa dos itens que se seguem, pois almejamos não quantificar, mas
identificar pontos que possam

caracterizar a demanda de informações dos

usuários da Biblioteca Digital da Unicamp de modo a contribuir para as reflexões
relacionadas às bibliotecas digitais.

Análise
Canais de Comunicação
Os usuários utilizam duas formas de contato, por e-mail, para solicitarem auxílio e
orientações:

�•

link dúvidas e sugestões: este link consta na página principal da
Biblioteca Digital da Unicamp e seria a opção esperada para os usuários
solicitarem auxílio ou orientações;

•

contato direto com o setor de referência: alguns usuários entram em
contato direto por e-mail com os bibliotecários solicitando informações
sobre uso/acesso da Biblioteca Digital da Unicamp.

Percebe-se que quando a biblioteca digital está vinculada a uma instituição de
ensino e, sobretudo, à biblioteca desta instituição, os usuários em algumas
situações preferem como canais de comunicação aqueles os quais já têm o hábito
de utilizar, como por exemplo: telefone e contato por e-mail com os bibliotecários
da biblioteca tradicional. Pretendemos, futuramente, analisar as solicitações,
sobre a biblioteca digital, feitas por e-mail e telefone, aos bibliotecários da
Biblioteca Central da Unicamp.

Categorias de usuários
Ao analisar os e-mails do link dúvidas e sugestões foi possível identificar
diferentes classes de usuários:
•

internos/externos: tanto usuários vinculados à Unicamp quanto usuários
vinculados a outras instituições, ou até mesmo não relacionados com o
ambiente universitário fazem uso da biblioteca digital;

•

usuários finais/mediadores: alguns usuários utilizam a biblioteca digital
como fonte de informação (estudantes, pesquisadores), enquanto outros
são mediadores que utilizam seu acervo para atender às necessidades
informacionais de outros indivíduos (profissionais da informação);

•

instituições públicas e privadas: as solicitações são enviadas por
usuários tanto de instituições públicas quanto privadas, pois o acervo da
biblioteca digital está disponível, gratuitamente, para uso.

�Categorias de questões solicitadas
•

cadastro: apesar do acervo estar disponível, gratuitamente, para acesso,
alguns materiais requerem o uso de senha, a qual é liberada,
automaticamente, quando do cadastro. Alguns usuários questionam se o
acesso é realmente gratuito e como fazê-lo;

•

consulta: muitos usuários não têm familiaridade com a interface de
consulta/pesquisa e solicitam informações mais detalhadas sobre como
pesquisar determinado assunto, ou encontrar e visualizar determinado
documento;

•

configuração: alguns usuários desconhecem os procedimentos de uso da
biblioteca

digital

questionando

sobre

a

configuração

(softwares,

características do computador) necessária para acessá-la;
•

disponibilidade de material: por ser uma biblioteca digital cujo acervo é
composto pela produção científica da própria universidade, muitos usuários
têm a expectativa de que ao consultá-la terão acesso a todos os
documentos produzidos na/pela instituição. Assim, principalmente no caso
das teses, é comum os usuários não localizarem o documento na biblioteca
digital e enviarem e-mails perguntando sobre como podem ter acesso
físico/digital.

•
Negociação da Questão

Muitos usuários conseguem explicitar suas dúvidas/necessidades de forma
clara. Contudo, às vezes, é necessário que o bibliotecário, antes de responder à
questão, interaja com o usuário tendo o objetivo de tornar mais compreensível
sua dúvida/necessidade. Em determinados casos tem-se a necessidade de fazer
uma entrevista de referência por telefone.

Tempo de Resposta

�O tempo médio de resposta às questões que não precisam de uma
“negociação”, isto é, uma melhor especificação/delimitação das necessidades
informacionais ou dúvidas do usuário, é de dois dias úteis.
Para as questões que precisam ser “negociadas” o tempo é indeterminado
porque depende da disponibilidade e interesse do usuário em responder aos
questionamentos feitos pelo bibliotecário.

Discussão

Em síntese, é possível observar que os usuários da Biblioteca Digital da
Unicamp fazem uso do e-mail como ferramenta de comunicação para
manifestarem suas dúvidas/necessidades.
Diante das diferentes categorias de usuários e de questões solicitadas e,
ainda, tendo em vista a necessidade de em determinados casos “negociar” com o
usuário de modo a identificar sua real necessidade, consideramos que atenção
especial deve ser dada à entrevista de referência em meio digital buscando
otimizar o processo de síntese da necessidade do usuário. Assim, fica evidente
que quando as bibliotecas digitais oferecerem a possibilidade de comunicação por
e-mail, o profissional da informação responsável pelas respostas aos usuários
precisa ser portador das características/habilidades de um bibliotecário de
referência.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para Stahl (2001, p. 30) a referencia digital representa uma grande
mudança na forma dos bibliotecários desenvolverem suas atividades e as
bibliotecas e serviços de referência serão revitalizados se pudermos tirar
vantagens das oportunidades que estão disponíveis. Numa visão futurista do
serviço de referência Drabenstott e Burman (1997, p. 190) consideram que:

�Desinstitucionalização à vista: grande parte dos bibliotecários de
referência estará atuando em postos de serviço fora da biblioteca,
servindo à comunidade. Sistemas gráficos eletrônicos ligarão
esses profissionais à biblioteca-sede. Estarão disponíveis os
bibliotecários itinerantes que irão diretamente ao local dos
clientes. Tecnologias de conversão liberarão o usuário final, sem
que este careça ir a locais particulares para solicitar assistência
às suas necessidades de informação. É bem verdade que
tecnologia alguma poderá substituir habilidades altamente
desenvolvidas pelo bibliotecário, que, entre outras coisas, analisa
um pedido de informação, identifica a real questão de referência
e negocia com o usuário até chegar à resposta certa. Nenhuma
máquina poderá competir com um profissional como bibliotecário:
criativo, flexível e rico em conhecimentos de seu mettier, aquele
que provê interação interpessoal, avalia a resposta, comunica,
sintetiza e faz julgamento. Seu desafio é basicamente ajudar o
usuário, sabendo discernir a pessoa certa para formular a
questão certa e encontrar a resposta adequada àquele caso, e,
para isso, deve se basear nos fundamentos bibliotecônomicos.

Dessa forma, esperamos que os bibliotecários saibam identificar as
oportunidades e aproveitá-las. Seja qual for o tipo de serviço prestado –
presencial/itinerante ou virtual – o domínio da tecnologia será essencial. Quando
falamos em tecnologia não nos restringimos apenas ao seu uso como meio de
prover coleções virtuais/digitais/eletrônicas, mas também do domínio das
ferramentas de interação que possam permitir que o bibliotecário continue a ser
aquele que “analisa um pedido de informação, identifica a real questão de
referência e negocia com o usuário até chegar à resposta certa” (DRABENSTOTT;
BURMAN, 1997, p. 190).

Nesse sentido, consideramos que o e-mail constitui-se em uma ferramenta
passível de colaborar em muito com as atividades da referência virtual. Contudo,
por ser um recurso de interação assíncrona ele pode não ser a opção mais
adequada para determinadas demandas ou tipos de usuários. Por isso,
recomendamos estudos sobre a viabilidade de aplicação de outras ferramentas,
que possam permitir a interação em tempo real.
A visão sobre as bibliotecas digitais precisa ser entendida não mais como
uma simples disponibilização de coleções em meio digital, mas como a
combinação de um conjunto composto por acervo, serviços, profissionais,
recursos

tecnológicos,

e,

sobretudo,

usuários.

Acreditamos

que

assim

�conseguiremos transpor o conceito de biblioteca para o ambiente virtual com uma
maior aproximação do significado que possui no mundo físico/presencial.

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Biblioteca Digital Paulo Freire. In.: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais eletrônicos... Disponível
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bibliotecas digitais: uma abordagem centrada no usuário. In.: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais
eletrônicos... Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8285 &gt;.
Acesso em: 01 jul. 2004.
DRABENSTOTT, K. M.; BURMAN, C. M. Revisão analítica da biblioteca do futuro.
Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 180-194, maio/ago. 1997.
JESUDASON, M. Outreach to student-athletes through e-mail reference service.
Reference Services Review, v. 28, n. 3, p. 262-267, 2000. Disponível
em:&lt;http://proquest.umi.com/pqdlink?index=5&amp;did=000000115722528&amp;SrchMode
=3&amp;sid=1&amp;Fmt=3&amp;VInst=PROD&amp;VType=PQD&amp;RQT=309&amp;VName=PQD&amp;TS=108
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services. Art Documentation, v. 20, n. 1, p. 26-30, 2001.

�∗

Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP ;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação-PUCCAMP - lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP;
Mestranda em Ciência da Informação – PUC Campinas ; Especialista em Geração de Bases de
Dados e Acesso a Banco de Dados – UFRJ/ECO ; Bibliotecária Especialista em IES – UFMG
celiam@unicamp.br
Bibliotecária responsável pela Seção de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da
Biblioteca Central/UNICAMP ; Mestranda em Gestão da Qualidade pela Faculdade de
Engenharia Mecânica da Unicamp ; Especialista em Sistemas Automatizados de Informação pela
PUCCAMP - rblanco@unicamp.br
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP
veralima@unicamp.br

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Referência virtual: e-mail como ferramenta de interação com usuários remotos de bibliotecas digitais.</text>
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                <text>Souto, Leonardo Fernandes; Ribeiro, Célia Maria;  Vicentini, Regina Aparecida Blanco; Lima, Vera Lúcia de </text>
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            <name>Coverage</name>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Atualmente, é possível encontrar vários pesquisadores preocupados com a questão da Referência Virtual e muitos projetos voltados para o desenvolvimento de Bibliotecas Digitais. Nosso objetivo é demonstrar que estas duas tendências odem e devem estar integradas de modo a oferecer aos usuários não apenas a facilidade de acesso remoto aos documentos, mas também a orientação necessária para seu uso. Para isso, após uma breve revisão de literatura sobre Referência Virtual e Bibliotecas Digitais pretendemos relatar o uso do e-mail como ferramenta de interação com usuários, a partir das demandas originárias da Biblioteca Digital da Unicamp. Assim, esperamos demonstrar que apesar dos acervos serem disponibilizados em formato digital isso não elimina a necessidade, primeiro, de um profissional capacitado para orientar os usuários em suas diversas necessidades informacionais e, segundo, da incorporação/desenvolvimento de novas ferramentas de comunicação/interação.</text>
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                    <text>RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE:
O BIBLIOTECÁRIO COMO AGENTE DE INCLUSÃO DIGITAL:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Leonardo Fernandes Souto∗

RESUMO

Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação
na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser
humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e
enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter
desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina
Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro
semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de
recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na
Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas:
comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de
discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de
graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um
questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o
bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital,
de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de
aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência
informacional.
PALAVRAS-CHAVE: Recursos informacionais. Ciências da Saúde. Inclusão digital.
Recursos informacionais. Capacitação. Competência Informacional.

1 INTRODUÇÃO
Falar de informação e a necessidade de mecanismos, procedimentos e
processos que facilitem seu uso/localização/acesso torna-se cada vez mais uma
constante na área da Ciência da Informação. Num primeiro momento, parece que o
tema está esgotado, demasiadamente explorado, mas na verdade, acreditamos que
ainda estamos bem longe de conseguirmos todas as respostas necessárias para
efetivamente atendermos às necessidades informacionais dos usuários e,
principalmente, dar-lhes meios para desenvolverem sua competência informacional.

�Diante disso, ousamos apresentar por meio deste documento o que
consideramos ser uma mínima contribuição aos interessados no processo de
assimilação conceitual, de atitudes e habilidades para a exploração dos recursos
informacionais disponibilizados na Internet.
Nossa preocupação está diretamente relacionada ao conceito de Information
Literacy, entendido por Dudziak (2003, p. 28) como “o processo contínuo de
internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessário à
compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica,
de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”.
Vários pesquisadores, desde a década de 70 do século passado até os dias
atuais, contribuíram para o avanço dos estudos sobre Information Literacy. Dentre
eles podemos citar: Zurkowski (1974), Taylor (1979), Breivik (1985),

Kuhlthau

(1991), Bruce (1997), Caregnato (2000), Belluzzo (2001), Dudziak (2001), Garfield
(2001), Hatschbach (2002).
Diante do fato de não existir uma tradução oficial em língua portuguesa para
referir-se à

Information Literacy, existe uma diversidade de expressões que a

representa, tais como: “alfabetização informacional, letramento, literacia, fluência
informacional, competência em informação” (DUDZIAK, 2003, p. 24). Apesar das
críticas feitas ao termo competência, em geral por educadores, é notória uma
tendência ao uso da expressão competência informacional.
Levando-se em consideração a expressão competência informacional e tudo
o que ela representa, certamente, grande parte da responsabilidade pelo seu
desenvolvimento em diferentes grupos de indivíduos é função das mais variadas
unidades de informação: bibliotecas escolares/públicas/universitárias, centros de
pesquisa, e outras. Esta responsabilidade está diretamente vinculada à função do
profissional da informação como agente educacional.
Dudziak, (2002a, p. 3), considera que há uma interface entre a Information
Literacy (ou competência em informação) e a Educação, que define o escopo da
Information Literacy Education. Para Dudziak (2002a, p. 6) “se a Information Literacy
liga-se à competência em informação, a Information Literacy Education é o caminho
que nos leva a esta competência”.

�A Information Literacy Education é um processo que se inicia com a
percepção da necessidade de informação, de socialização do acesso
físico e intelectual à informação; acontece lentamente e envolve toda
a comunidade educacional, tendo seu desenvolvimento neste
contexto. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Quando falamos em comunidade educacional, obviamente estamos incluindo
o bibliotecário, ou qualquer outro profissional da informação envolvido com
atividades de educação.
Para Campello (2003, p. 34) “o bibliotecário é a figura central no discurso da
competência informacional”. Certamente, tal afirmação está vinculada ao papel de
educador deste profissional. Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 15) consideram que
“como educador, o bibliotecário deve estar apto a expressar-se e comunicar-se,
criando um ambiente que estimule o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão
de informações efetivas, assumindo também seu papel de tutor”.
Para Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 12) o bibliotecário passa a ter
“destaque como educador/mediador do conhecimento, assumindo-se que a
educação de usuários de Bibliotecas deve estar inserida na missão da instituição
educacional à qual pertence, com docentes e bibliotecários trabalhando em
conjunto”.
Por envolver docentes, administradores, bibliotecários e estudantes
em busca da construção de um novo paradigma educacional mais
ligado às demandas atuais, à informação, ao aprendizado
independente e o aprendizado ao longo da vida, a Information
Literacy Education não é de fácil execução. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Atualmente, a visão em relação à educação não pode mais estar centrada no
modelo tradicional de educação no qual o professor torna-se o “centro do saber” e o
aluno assume a condição passiva de ouvinte. A educação precisa ser pensada
frente à Sociedade da Informação.
Pensar a educação na Sociedade da Informação , denominação que
vem sendo usada para descrever o mundo e a ambiência em que
vivemos no mundo hoje, exige a inclusão de aspectos de natureza
vária, relativos às tecnologias da informação e da comunicação [...]
(BELLUZZO, 2001, p. 1).

Caregnato (2000, p. 53), ao falar da relação das bibliotecas universitárias com
a educação de usuários, considera que “elas devem estar preparadas, ou pelo

�menos motivadas, a oferecer serviços de qualidade para o desenvolvimento das
habilidades informacionais necessárias para o bom desempenho no ambiente digital
em rede”.
Na visão de Caregnato (2000, p. 53) novas e mais aprimoradas habilidades
de busca/seleção/síntese e uso de informações são necessárias devido às novas
formas de acesso surgidas a partir da disponibilidade da informação digital.
Neste contexto, temos o objetivo de por meio deste texto relatar nossa
experiência com o projeto “Recursos Informacionais em Ciências da Saúde –
RICS”, o qual corresponde a uma disciplina ministrada dentro do projeto “Práticas de
Formação” da Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP.
Acreditamos que esta experiência corresponde a um exemplo de inserção do
bibliotecário, no contexto universitário, como um agente educador, buscando
oferecer à comunidade discente da PUCCAMP uma oportunidade de desenvolver
sua competência informacional. A ousadia do projeto está no fato do mesmo
aproveitar uma abertura na política institucional da PUCCAMP de modo a adotar
uma postura pró-ativa, indo ao encontro do indivíduo em formação, dentro de seu
contexto, abrindo espaço para iniciativas semelhantes em outras instituições de
ensino superior.

2 PRÁTICAS DE FORMAÇÃO

Dentro de uma nova perspectiva de formação, as Práticas de Formação
valorizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar e têm por objetivo
“conciliar os conceitos que permeiam a sociedade pós-moderna com uma
perspectiva humanístico-cristã, priorizando os valores sociais, culturais e religiosos.
Possibilitam a flexibilidade curricular e incentivam a autonomia intelectual”
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
Com caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnicocientífico cada projeto (disciplina) desenvolve suas atividades, totalizando 17 ou 34
horas-atividade de 50 minutos.

Para aprovação o aluno precisa “obter conceito

�‘S’(Satisfatório) e freqüentar, pelo menos, 75% das atividades. Se não atender a um
desses requisitos, o crédito [disciplina] deverá ser cursado novamente” (PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
As Práticas de Formação podem ser desenvolvidas das mais diversas
maneiras, podendo ter “a forma de cursos de curta duração, oficinas de trabalho,
conferências, palestras, seminários, campeonatos, festivais, visitas científicas,
viagens, retiros espirituais, culturais, atividades desportivas, teatrais, musicais,
plásticas, estágios extra-curriculares” (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE
CAMPINAS, 2004).

3 O PROJETO – RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE –
RICS

Diante do crescente aumento da produção científica, é fundamental, para os
indivíduos envolvidos em ambientes acadêmicos e/ou inseridos no mercado de
trabalho, o domínio dos recursos informacionais e das técnicas de pesquisa da
informação em qualquer suporte.
Assim, voltando-nos para a capacitação de discentes interessados em
aprofundar seus conhecimentos em relação às fontes de informação em meio digital,
apresentamos a proposta do projeto de Práticas de Formação intitulado “Recursos
Informacionais em Ciências da Saúde-RICS” com o escopo de enfatizar a
importância dos sistemas de informação no contexto do ensino, pesquisa e
extensão.
A justificativa da apresentação do projeto está no fato do mesmo permitir aos
alunos de graduação, interessados nos processos de pesquisa, identificação de
fontes

de

informação

e

obtenção

de

documentos,

a

possibilidade

de

compreenderem, através de atividades pedagógicas planejadas, como funcionam os
mecanismos dos diferentes sistemas de informação.
Desta forma, o projeto Recursos Informacionais em Ciências da Saúde,
apresentado à Pontifícia Universidade Católica de Campinas/PUCCAMP teve por
pretensão apresentar os recursos informacionais em Ciências da Saúde de modo a

�oferecer à comunidade discente dessa instituição de ensino a oportunidade de
entender

e

utilizar

os

diversos

mecanismos

de

informação

disponíveis,

gratuitamente, na Internet.
Para isso, ao longo das aulas, adotamos os princípios de flexibilidade,
interação, relação passado/presente e contextualização descritos por Souto (2004,
p. 22) - quando do relato

de uma experiência de Educação de Usuários em

ambiente universitário - como norteadores da forma de apresentação dos conteúdos
ministrados.
Nossos objetivos específicos foram:
-

Apresentar, conceitualmente, tipos de documentos, categorias das fontes de
informação (primárias, secundárias e terciárias);

-

Capacitar os alunos matriculados, nesta Prática de Formação, quanto ao uso
das bases de dados disponibilizadas, gratuitamente, pela BIREME (Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde);

-

Apresentar as características e finalidades dos serviços de Comutação
Bibliográfica (COMUT, SCAD E BL) e destacar a importância das redes de
informação (pessoais e institucionais) como fontes de informação;
-

Apresentar os catálogos online das 3 universidades estaduais paulistas

(USP, UNESP e UNICAMP), o CCN (Catálogo Coletivo Nacional de
Publicações Seriadas), o SeCS (Seriados em Ciências da Saúde/Coleções
da Rede BIREME) e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT
(Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).
Vale destacar que ao longo do projeto ainda foram acrescentadas mais
algumas fontes a partir de demandas identificadas durante as aulas (Find Articles,
Pub Med, High Wire e Amedeo.com).
Foram oferecidas 60 vagas divididas em duas turmas independentes de no
máximo 30 alunos. A carga horária correspondeu a 17 horas-aula, sendo ministradas
de forma concentrada, em três dias de 4 h/a e um dia de 5 h/a, sendo escolhido o
sábado como o dia mais indicado. O projeto desenvolveu-se nos dias 22/03, 29/03,

�05/04 e 12/04 do ano de 2003. O espaço utilizado foi o Laboratório de Informática da
Faculdade de Biblioteconomia da PUCCAMP.
O conteúdo foi organizado segundo a estrutura que se segue:
MÓDULO

Módulo 1

CONTEÚDO

Tipos

de

METODOLOGIA

documentos, Exposição oral e uso de

categorias das fontes de recursos
informação

tecnológicos

(primárias, (Datashow

ou

secundárias e terciárias) e multimídia
serviços

de

canhão
para

Comutação apresentação

em

Power

Bibliográfica.

Acesso

ao Point ; ou retroprojetor) e

Amedeo.com

(destacando acesso prático através de

acesso a periódicos, livros e microcomputadores
SDI),

e

introdução

com

à acesso à Internet.

BIREME, Find Articles

e

Scielo.
Módulo 2

Bases de dados, gratuitas, Exposição oral e acesso
disponibilizadas

pela prático

através

de

BIREME,

Find microcomputadores

com

Scielo,

Articles, e introdução à Pub acesso à Internet.
Med e High Wire.
Módulo 3

Catálogos

online

universidades

das

3 Exposição oral e acesso

estaduais prático

através

de

paulistas, CCN, SeCS, High microcomputadores

com

Wire, Pub Med e a Biblioteca acesso à Internet.
Digital

de

Teses

e

Dissertações (IBICT).
Módulo 4

Redes

de

informação Exposição oral e acesso

(pessoais e institucionais – prático

através

de

listas de discussão, eventos, microcomputadores

com

diretórios),

como

por acesso à Internet.

exemplo: Medsaúde, Saúde
Total,

Instituto

EduMed,

Diretório de Grupos, Rede
SACI, Prossiga, RAEM.

�Não houve nenhum pré-requisito para inscrição na disciplina, pois, entendeuse que os alunos já dominavam os conceitos básicos de Informática. Inicialmente,
almejou-se como público alvo alunos dos cursos de Ciência da Informação,
Informática e outros que utilizassem a informação da saúde para estudo e prática.
Por ser uma disciplina integrante de um projeto maior (Práticas de Formação)
que objetivava complementar as atividades formais de ensino, escolheu-se como
forma de avaliação diária da disciplina, na busca do desenvolvimento do
pensamento crítico, a técnica conhecida por KWL – conhecer, querer, aprender –
(LUCENA; FUKS, 2000, p. 79), na qual os alunos são questionados tendo por base
o conteúdo ministrado, como por exemplo: O que você conhecia previamente sobre
o assunto? O que você quer que ainda seja abordado? O que você aprendeu com a
aula?
Consideramos que a partir da inversão das perguntas é possível identificar o
ponto inicial em que o aluno se encontrava em relação ao assunto, o ponto em que
ele chegou e o que não atendeu suas expectativas.

Informação
não
abordada/assimilada

Querer (W)

Aprender (L)
Informação assimilada

Conhecimento prévio
Figura 1 – Níveis de avaliação do conteúdo ministrado

Conhecer (K)

�Utilizamos, ainda, um instrumento de avaliação geral da disciplina, aplicado
no último dia de aula, objetivando ter uma visão geral da aceitação do conteúdo e do
impacto causado, composto por 5 questões voltadas para o conteúdo da Prática de
Formação, 1 questão relacionada ao material didático e 1 relacionada ao
desempenho do professor. Os alunos assinaram um documento autorizando a
análise das avaliações e a divulgação dos resultados.

ANÁLISE

Das duas turmas oferecidas (60 vagas), somente uma foi autorizada a iniciar
com os 27 alunos matriculados, pois a outra turma não atingiu o número mínimo de
alunos (20). O perfil da turma foi composto por 10 indivíduos do sexo masculino e 17
do sexo feminino. Dos 27 alunos matriculados, 23 concluíram a disciplina.
Os alunos foram originários das mais diversas áreas, inclusive de algumas
não diretamente ligadas à saúde: Medicina (3), Nutrição (2), Fonoaudiologia (2),
Fisioterapia (3), Ciência da Informação (2), Enfermagem (5), Psicologia (1), Ciências
Farmacêuticas (2), Pedagogia (2), História (1), Ciências Econômicas (1), Educação
Física (1), Ciências Biológicas (1), Odontologia (1).
Como nossa intenção consiste apenas em apresentar a visão do aluno em
relação ao conteúdo da Prática de Formação “Recursos Informacionais em Ciências
da Saúde”, não se constituindo em uma pesquisa quantitativa, apresentamos a
seguir a análise das avaliações diárias relatando alguns comentários e pontos
interessantes que se destacaram por repetição (freqüência) ou por relevância. É
válido relembrar que nas avaliações diárias os alunos responderam às seguintes
perguntas: O que você conhecia previamente sobre o assunto (1) ? O que você
aprendeu com a aula (2) ? O que você quer que ainda seja abordado (3)?

�Avaliação - Módulo 1

Questão 1
* Alguns alunos apesar de
conhecerem a BIREME
achavam que o acesso
era pago;
*
Scielo não era
totalmente desconhecido,
sendo que alguns alunos
já utilizavam seus textos;
* A maioria dos alunos
relatou que só fazia uso
de mecanismos de busca
da Internet;
* A maioria dos alunos
também
relatou
não
conhecer nenhum site
específico para pesquisa
na área da saúde.

Questão 2
* Uma constante em
relação a esta pergunta
em todos os módulos foi a
resposta
“tudo”
pela
maioria significativa dos
alunos, o que mostra um
profundo
desconhecimento
dos
recursos
informacionais
na
área
da
saúde
disponibilizados
gratuitamente na Internet;

Questão 3
* Diante do fato se ser
uma classe interdisciplinar
houve
uma
grande
solicitação de indicação
de
recursos
informacionais por áreas
específicas;

* Embora conteúdo do
módulo 4, neste módulo
apareceram solicitações
sobre
redes
de
informação
pessoais
listas
de
* Alguns comentários (chats,
destacaram a importância discussão);
de se aprender sobre os
recursos do Amedeo.com * Os alunos da área da
também
(acesso aos documentos saúde
interesse
e
SDI),
do
IBICT manifestaram
(Comutação)
e
de em recursos direcionados
seus
cursos
pesquisas em bases de para
dados
(muitos específicos.
desconheciam o recurso).

Avaliação - Módulo 2
Questão 1
* BIREME e Scielo já
eram de conhecimento de
muitos alunos apesar dos
mesmos, de forma geral,
não saberem utilizar seus
recursos.

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando
o
desconhecimento do Find
Articles, da possibilidade
de pesquisa por campos
(autor, título, assunto) e
das opções de pesquisa
na BIREME.

Questão 3
*
Destacou-se
a
solicitação
por
informações
sobre
periódicos
eletrônicos
com
texto
completo,
disponibilizados
gratuitamente
e
chats/listas de discussão
científicos.

�Avaliação - Módulo 3
Questão 1
*
Uma
quantidade
significativa dos alunos
relatou o conhecimento
dos
sites
das
Universidades Estaduais
Paulistas, mas também
destacou
que
não
conhecia a possibilidade
de pesquisar os catálogos
das bibliotecas;

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando neste módulo,
desconhecimento
dos
catálogos eletrônicos da
USP (Dedalus) e da
UNESP (Athena), e ainda
*
Dos
catálogos das bases de dados High
eletrônicos apresentados, Wire e Pub Med.
somente o do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp
(Acervus) foi mencionado
como já conhecido (o que
é natural pela proximidade
da Universidade).

Questão 3
* Uma surpresa foi o
aparecimento
da
solicitação de orientações
sobre
pesquisas
no
catálogo da PUCCAMP,
uma vez que os alunos
eram vinculados a esta
instituição;
* Novamente apareceram
solicitações de redes de
informação
pessoais
(chats,
listas
de
discussão);

Avaliação - Módulo 4
Questão 1
* Os alunos relataram o
conhecimento sobre listas
e grupos de discussão
gerais,
mas
desconheciam
os/as
recursos/opções
apresentados (as);

Questão 2
* Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos, o
que
neste
módulo
também se fez notado.
* A rede SACI também foi Contudo,
os
alunos
destacada por alguns enfatizaram
o
alunos como um recurso desconhecimento
dos
já conhecido.
procedimentos de criação
de
listas/grupos
de
discussão,
e
desconhecimento
da
maioria das listas/grupos
de
discussão
apresentados e, ainda,
do Prossiga.

Questão 3
*
Neste
módulo
destacaram-se
solicitações
de
informações sobre SDI e
formas/recursos
de
acessar periódicos com
texto
completo
na
Internet.

�Apresentamos, a seguir, a avaliação geral da disciplina, com base nas cinco
primeiras perguntas:
1) Qual a importância desta Prática de Formação?
2) Os temas abordados foram relevantes? Justifique.
3) O que poderia ser feito para melhorar esta Prática de formação?
4) Você recomendaria esta Prática de Formação para algum colega? Por quê?
5) Você acha que esta Prática de Formação deveria fazer parte do quadro de
disciplinas dos cursos da área de Ciências da saúde? Justifique.

Avaliação geral

Questão 1
* Dentre os principais
comentários
sobre
a
importância desta Prática
de
Formação,
destacaram-se: difusão do
conhecimento; relação do
conteúdo com a área de
origem
do
aluno;
aprender a pesquisar;
auxílio nas atividades de
aprendizagem
e
posteriormente
profissionais; e acréscimo
de
conhecimento
(o
comentário
mais
enfatizado).

Questão 2
Esta questão atingiu uma
unanimidade positiva, não
tendo nenhum comentário
com destaque, já que as
justificativas eram muito
abstratas.

Questão 3
Como
sugestões
destacaram-se: uso de
mais computadores para
as
aulas
práticas;
possibilidade
de
impressão durante as
aulas;
diminuição
da
carga horária diária; uso
de
outros
recursos
tecnológicos além do
data-show;
especificar
que o conteúdo da
disciplina não aborda
procedimentos
laboratoriais;
e
um
comentário que causou
surpresa por aparecer nas
respostas a esta questão
foi oferecer disciplinas
desta natureza a outras
áreas,
cobrindo
os
assuntos dos diferentes
cursos, o que indica o
interesse dos alunos que
não eram da área da
saúde.

�Questão 4
* A unanimidade também
se fez presente nesta
questão. Todos os alunos
responderam
que
recomendariam
esta
Prática de Formação a
outros colegas. As razões
que mais se destacaram
foram: o conteúdo aborda
informações
que
os
colegas não possuem; o
conteúdo é fundamental
para calouros; os alunos
precisam de orientações
quanto aos recursos de
pesquisa; pela riqueza de
informações da disciplina;
por tratar-se de recursos
gratuitos passíveis de
serem utilizados fora da
Universidade.

Questão 5
* Esta questão mostrou
uma certa indefinição por
parte dos alunos, embora,
tenha predominado a
resposta positiva quanto à
integração da disciplina
como
uma
disciplina
formal da grade curricular,
sendo que 2 alunos
mantiveram-se neutros.
*
13
alunos
manifestaram-se a favor
da
integração
da
disciplina destacando- se
como seus comentários:
necessidade de conhecer
recursos confiáveis para
pesquisa na Internet; falta
de conhecimento destes
recursos e necessidade
de conhecê-los para uma
melhor
iniciação
à
pesquisa.
* 8 alunos manifestaramse contra a integração da
disciplina destacando-se
como seus comentários:
nem todos os alunos têm
interesse no aprendizado
de técnicas de pesquisa;
a grade curricular já está
carregada; muitos alunos
têm mais interesse em
aulas práticas sobre as
atividades do dia a dia; a
disciplina poderia ser
dada como uma palestra;
fazer essa prática é um
diferencial, pois os bons
alunos vão atrás do que
lhes interessa de forma a
melhor
aproveitar
as
oportunidades
que
a
instituição oferece.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se, portanto, considerarmos nosso papel como agentes
educacionais, ativamente envolvidos com a comunidade e o
ensino/aprendizado, veremos a real dimensão do momento atual e
da oportunidade que nos é apresentada (como profissionais e como
cidadãos). Não é tarefa fácil empreender tal jornada, principalmente
se observarmos nosso entorno, construído sobre uma cultura
refratária a mudanças.
A Information Literacy é a própria essência desta mudança. É uma
expressão realmente provocativa, difícil de ser definida, como uma
metáfora da própria vivência humana de aceitação de desafios e
revoluções silenciosas: a essência do aprendizado. É a oportunidade
que os bibliotecários têm de “fazer a diferença” na formação da
sociedade, trabalhando em parceria com outros profissionais,
realizando a difícil tarefa de transformar a visão da profissão e de
uma época. (DUDZIAK, 2002b, p. 13).

Ao ler o texto acima, escrito por Dudziak (2002b), percebemos a oportunidade
que atualmente têm os profissionais da informação, sobretudo os bibliotecários, de
delimitarem um novo espaço de atuação - espaço no qual seu papel como agentes
educacionais poderá ter um impacto significativo na formação dos indivíduos e na
transformação não apenas da sociedade, mas também da imagem que esta
sociedade tem da área da Ciência da Informação.
Se por um lado as tecnologias da informação/comunicação possibilitaram um
aumento das publicações científicas e demais possibilidades/meios de informação,
promovendo sua dispersão e a necessidade de identificação de fontes confiáveis de
informação, o domínio dos recursos desenvolvidos a partir destas mesmas
tecnologias pode ser a chave para que o bibliotecário consiga desenvolver
atividades que o aproxime ainda mais de sua comunidade acadêmica contribuindo
para o alcance do tão sonhado reconhecimento social. Esta aproximação pode ser
obtida a partir de projetos que ofereçam meios de se desenvolver a competência
informacional dos indivíduos que necessitam aprender meios que garantam sua
orientação e seu direcionamento dentro do ambiente da informação, esteja ela em
meio digital, ou registrada fisicamente.
Diante da emergência do tema – information literacy – e da carência
de base teórica sobre o mesmo no contexto brasileiro e, em face de
sua importância na atualidade para a capacidade de explorar os

�recursos de informação, tanto de forma individual quanto
coletivamente, é importante o entendimento de que as práticas, até
então recomendadas e tradicionalmente aceitas, acham-se
inadequadas em função do aumento exponencial de informação e da
generalização das redes eletrônicas. (BELLUZZO, 2004).

Por fim, temos a expectativa de que a apresentação desta experiência inicial
– a qual esperamos ser utilizada e melhorada com a contribuição dos profissionais
da área da Ciência da Informação – possa ser um “start” provocativo de mudanças
de posturas e atitudes dos profissionais bibliotecários mostrando-lhes a necessidade
e, sobretudo, possibilidade de ações pró-ativas voltadas para a ampliação da
competência informacional dos indivíduos não apenas da área das Ciências da
Saúde - mas de todas as áreas que carecem cada vez mais de informação no seu
dia

a

dia

acadêmico/profissional

-

de

modo

a

dominarem

os

recursos/conceitos/atitudes/habilidades que possibilitem a ampliação de sua
capacidade de aprender a aprender.
REFERÊNCIAS

BELLUZZO, R. C. B. Competência em informação: um diferencial na gestão de
pessoas. In.: SEMINÁRIO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO E
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, 3., 2004, Campinas. (No prelo).
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tecnológica na sociedade da informação: uma questão de educação. In.: SIMPÓSIO
DE ENGENHARIA DA PRODUÇÃO DA UNESP, 8., 2001, Bauru. Anais
eletrônicos... Bauru: UNESP, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.simpep.feb.unesp.br/Anais%20VIII%20SIMPEP.htm&gt;. Acesso em: 25
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Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002a.1 CD-ROM.
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FEBAB, 2002b. 1 CD-ROM.
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&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t060.doc&gt;. Acesso em: 02 jul. 2004.
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Disponível em:

�&lt; http://www.puc-campinas.edu.br/graduacao/saiba_mais_praticas_formacao.asp &gt;.
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∗

Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP ;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação-PUCCAMP
lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br

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Documentação&#13;
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                <text>Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas: comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital, de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência informacional.</text>
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                    <text>A REDE DE PROJETOS DO NÚCLEO TEMÁTICO DA SECA DA UFRN COMO
POSSIBILIDADE DE SOCIALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO1
Isa Maria Freire∗
Luciana Moreira Carvalho∗∗
Mônica Marques Carvalho∗∗∗

RESUMO
Aborda as metodologias utilizadas para a revitalização do Núcleo Temático da
Seca – Nut-Seca, na perspectiva da responsabilidade social da Ciência da
Informação. Propõe o tratamento dos estoques informacionais presentes no
Núcleo, a partir de ferramentas de organização, tratamento e disseminação da
informação. Utiliza para tanto, uma Rede de projetos denominados: oficina da
memória, mapas conceituais, sistema de recuperação da informação e biblioteca
digital, que possuem como objetivo final a transformação dos estoques
informacionais convencionais em objetos digitais. Conclui que através destas
práticas torna-se-á possível uma difusão mais ampliada desses estoques,
atingindo uma maior quantidade de usuários, locais e remotos.
PALAVRAS-CHAVE: Ciência da Informação. Responsabilidade Social. Sistema
de Recuperação da Informação. Biblioteca Digital. Seca e semi-árido.

1 INTRODUÇÃO

Por sua pluralidade temática, a “seca” pode ser concebida como objeto de
estudo multi, inter e transdisciplinar, à medida em que se busca estudar as
conseqüências físicas, sociais, econômicas e políticas do fenômeno, assim como
sua projeção sobre a natureza semi-árida, o homem e a sociedade sertaneja.
A cronologia da pesquisa sobre a seca do Núcleo Temático da Seca da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte se inicia em 1981, quando foi
criado o “Programa de Estudo sobre A Problemática da Seca no RN”, no âmbito
do “Projeto Rio Grande do Norte”. Em 1995, o “Programa” foi oficializado como
Núcleo Temático da Seca, através da Portaria nº 001/95-R da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Nas palavras de Carvalho, “O NUT-SECA (sic) representa um esforço no
sentido de recuperar as marcas que a seca vem imprimindo na história da região
1

As autoras participam do Grupo de Trabalho para Reativação do Núcleo Temático da Seca, numa parceria
entre a UFRN e o IBICT.

�nordestina e, de modo, particular, no Rio Grande do Norte” (apud Relatório, 2003,
p.7). A autora acrescenta que
Dadas as características da documentação reunida, e das
coleções que foram, ao longo do tempo, incorporadas e
nominadas, o NUT-SECA passou a ser um arquivo da história da
seca. Além disso, a demanda de consulta por estudiosos,
principalmente das ciências humanas, fortaleceu seu caráter de
Centro de Documentação em seca e semi-árido. (Carvalho, 1998,
p.10).

Os objetivos do Núcleo Temático da Seca em 1998, que constam da
minuta de Regimento Interno do Núcleo, podem ser resumidos em:
a) Oferecer

à

comunidade

universitária

e

norte-rio-grandense

informação sobre a temática do semi-árido.
b) Apoiar os programas de ensino, pesquisa e extensão em suas
necessidades de acesso à informação especializada em seca e
semi-árido.
c) Dinamizar a produção científica concernente a seca e semi-árido.
Nesse contexto, o potencial acadêmico do Nut-Seca se insere em uma
abordagem epistemológica ampla sob o paradigma de distintas áreas do
conhecimento, sem perder de vista uma articulação sistemática entre as variadas
dimensões do fenômeno com o objetivo de garantir uma percepção unitária da
questão. Dessa forma, e considerando a produção acadêmica que vem
acumulando ao longo do tempo, o Núcleo deve ser abordado como um valioso
espaço institucional de produção, ampliação e difusão de conhecimentos, bem
como de ensino, pesquisa e extensão.
Naquele momento histórico, a proposta de um Projeto Integrado de
Pesquisa sobre o Sistema de Recuperação da Informação sobre Seca, SemiÁrido e Sociedade Sertaneja (Núcleo Temático da Seca, 1995) considerou a
existência de duas Bases de Pesquisa (grupos de pesquisa) no Núcleo Temático
da Seca:
a) Base de Pesquisa 1, de caráter trans/multidisciplinar, que objetiva a
compreensão e interpretação da problemática da seca, em seus

�múltiplos aspectos, a partir da diversidade de disciplinas científicas
pertinentes.
b) Base de Pesquisa 2, de caráter trans/interdisciplinar, que visa a
estruturação e implementação de um Sistema de Recuperação da
Informação sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja, no
próprio Núcleo Temático da Seca.
Agora, em um outro momento, os objetivos do Núcleo Temático da Seca
são retomados com a proposta de uma “rede de projetos” onde as Bases de
Pesquisa se articulem em níveis de organização e comunicação, de modo que
cada projeto específico possa se relacionar com outros projetos e contribuir para
além do seu próprio ponto na rede.

2 SOBRE O MÉTODO DE PROJETO

Para Lück, o método de projeto é uma “ferramenta básica do gestor, que
[...] fundamenta, direciona e organiza a ação de sua responsabilidade [e]
possibilita o seu monitoramento e avaliação” (LÜCK, 2001, p.13).

Nesse

contexto, projeto é visto como um “empreendimento com começo e fim definidos,
dirigidos por pessoas, para cumprir metas estabelecidas dentro de parâmetros de
custo, tempo e qualidade”. (DINSMORE, 1992, p.19). E elaborar projeto significa
planejar os caminhos para a ação em um empreendimento, considerando os
elementos

envolvidos

―

pressupostos,

objetivos,

metodologia

e

seus

procedimentos, clientes, recursos necessários e forma de implementação
QUADRO 1 – Natureza do método de projeto (adaptação)
Princípios do método de projeto

Contraposições

Visão de resultados e de ações concretas
Concentração e canalização de esforços e
energias

Visão genérica, inespecífica e difusa

Caracterização clara e objetiva do foco
Tempo e recursos delimitados
Apropriação e mobilização de recursos
Agilidade e versatilidade, na busca de
resultados
Fonte: Lück, op.cit., p.29

Ação dispersa e desconcentrada
Superficialidade no entendimento da
realidade
Ativismo e imediatismo

�Entretanto, no processo de elaboração do projeto o mais importante não é
o documento produzido pelo grupo responsável pelo planejamento, mas o
processo social e intelectual que esta atividade envolve, a possibilidade de ação
que mobiliza os participantes e cria a predisposição e determinação para agir
visando resultados positivos. Assim, a elaboração de um projeto em uma
organização representa um processo de promoção de sinergia para uma ação
organizada e consistente, correspondendo à definição de um “ideário” e seu
respectivo compromisso de ação.
Dentre os tipos de projetos citados por Lück, destacamos a categoria de
projetos como orientação articulada de inovação, melhoria e transformação
(op.cit., p.26). Nesta categoria, projeto é definido como
um conjunto organizado e encadeado de ações de abrangência e
escopo definidos, que focaliza aspectos específicos a serem
abordados num período determinado de tempo, por pessoas
associadas e articuladoras das condições promotoras de
resultados, com um determinado custo. (Lück, op.cit., p.27)

Nesse contexto, sua elaboração se justifica por sua implantação e
implementação efetivas, visando novas ações e realidades, e a fase de
planejamento deve ser implementada como a primeira iniciativa com vistas à
implantação das ações previstas. Dessa forma, as ações de planejamento
desenvolvem entre os participantes uma sinergia para o trabalho a ser
empreendido, além de gerar comprometimento com a efetiva construção de
condições para sua realização, com o propósito de promover benefícios às
pessoas e organizações.
No caso do Nut-Seca, a primeira fase de planejamento ocorreu ao mesmo
tempo em que os participantes produziam o Relatório da Comissão para
Reativação do Núcleo2, o que trouxe preciosos subsídios à discussão da “rede de
projetos”.

3 A REDE DE PROJETOS DO NUT-SECA

2

Ver em: www.nutseca.ufrn.br.

�O Projeto de Revitalização do Nut-Seca é o ponto focal da “rede de
projetos” que irão, efetivamente, realizar o processo de revitalização das
atividades. O projeto foi sugerido pela Comissão para Reativação do Núcleo
Temático da Seca em seu Relatório, e tem a finalidade de promover a retomada
das ações de pesquisa, ensino e extensão que em 20 anos tornaram o Nut-Seca
uma referência regional. Nossa premissa é a “responsabilidade social da Ciência
da Informação”, qual seja de “facilitar a comunicação do conhecimento para
aqueles que dele necessitam, na sociedade” (FREIRE, 2001). A implementação
do projeto será coordenada pelo Grupo de Trabalho para Reativação do NutSeca. São objetivos do Projeto de Revitalização:
a) Geral:
Tornar disponível, de forma ágil e mais abrangente, as informações
sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja constantes do acervo
do Núcleo Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Promover a articulação entre o Núcleo Temático da Seca e os
Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, de modo a implementar pesquisas na Base 1;

•

Propiciar oportunidades de treinamento e capacitação de discentes e
docentes, nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, com
ênfase nas tecnologias digitais de organização e comunicação da
informação, de modo a implementar pesquisas na Base 2;

•

Organizar,

acondicionar

de

forma

apropriada,

e

realizar

o

processamento técnico dos documentos existentes no acervo do
Núcleo Temático da Seca;
•

Desenhar, propor e implementar um projeto de digitalização do acervo
do Núcleo Temático da Seca;

•

Desenvolver produtos de informação contendo os resultados de
pesquisas realizadas pelo Núcleo Temático da Seca, apresentadas
numa perspectiva educativa e adaptadas para um público variável do 1º
ao 3º graus;

�•

Implementar serviços diferenciados para atendimento ao usuário local e
remoto;

•

Implementar

uma

“rede

de

comunicação

científica”

entre

os

participantes do Projeto de Revitalização.
Para o projeto serão adotados, também, os métodos da “pesquisa
participante” (conforme proposto por Freire, 1998, para a Ciência da Informação)
e da “pesquisa-ação” (conforme desenvolvido por Thiollent, 2000, e adotado por
Espírito Santo, 2003).
A cada semestre serão realizadas Oficinas Científicas Temáticas, como
apoio às atividades dos projetos de pesquisa específicos, com a participação de
professores doutores do IBICT, e Seminários de Comunicação Científica, para
troca de conhecimentos entre os participantes do projeto e avaliação do processo
de revitalização. Para cada atividade e/ou evento, será elaborado projeto com
objetivo, recursos, procedimentos e mecanismos de avaliação. Os participantes
em iniciação científica serão considerados Pesquisadores Aprendizes, recebendo
treinamento específico para o trabalho com as informações disponíveis no acervo
do Núcleo Temático da Seca. A seguir, um esquema descritivo da “rede de
projetos”:
“REDE DE PROJETOS”

•
•

Base de Pesquisa 1:
Projeto Janelas da
Cultura Local
Projeto Sistema
Performante de
Visualização 3D dos
efeitos da seca

Base de Pesquisa 2:
● Projeto Sistema Recuperação
da Informação
● Projeto Biblioteca Virtual
● Projeto Produtos de
Informação Educativa

[Grupo de Trabalho]
•
•

Gerenciamento Técnico-Científico do Projeto de Revitalização
Atividades de articulação intra e interinstitucional

�•
•

Atividades de Treinamento e Capacitação
Coordenação da “rede de projetos”:
- Apoio ao desenvolvimento dos projetos
- Apoio à comunicação científica
- Acompanhamento das atividades e cronogramas

4 PROJETOS EM SINERGIA

4.1 PROJETO SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Em apoio às atividades de pesquisa, desde o início o Núcleo Temático da
Seca se organizou também como um Centro de Documentação e Informação
sobre a Seca e Semi-Árido. E ao longo dos 20 anos de atividades do Núcleo, o
Centro de Documentação se consolidou como uma Base de Pesquisa na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, tendo como campo de estudo o próprio
acervo do Núcleo.
O acervo do Nut-Seca é rico em informações sobre a seca e o semi-árido
nordestino, com a competência de subsidiar pesquisadores interessados em
assuntos que estejam direta ou indiretamente ligados a essas temáticas. Nele, é
possível encontrar e relacionar conhecimentos científicos produzidos por
economistas, biólogos, físicos, estatísticos, cientistas sociais, historiadores, que
pesquisaram sobre os vários aspectos do fenômeno da seca no Rio Grande do
Norte. Uma coleção merece destaque especial: os recortes de jornais, que
formam a Hemeroteca do Núcleo Temático da Seca, com sua riqueza de registros
de acontecimentos, notícias, vivências de gente que faz parte da história da
universidade e da sociedade norte-rio-grandense. São objetivos do projeto:
a) Geral:
Organizar um Sistema de Recuperação da Informação - SRI para o Núcleo
Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Catalogar os itens bibliográficos utilizando o Código de Catalogação
Anglo Americano – AACR2R;

�•

Classificar e indexar estes itens, traduzindo-os para uma linguagem
documental;

•

Construir uma hemeroteca digitalizada a partir dos recortes de jornais;

•

Construir um catálogo de recuperação da informação in loco e
compatível com o sistema Aleph;

•

Disponibilizar a informação gerada pelo Núcleo para a comunidade de
usuários internos e externos à UFRN.

Levando em consideração a diversificação do acervo do Nut-Seca, a opção
para sua abordagem no Projeto SRI foi organizá-lo em categorias, de acordo com
suas características documentais. Dessa forma surgiu a seguinte seqüência de
organização, já sugerida por Ramalho (1998):
1. obras acadêmicas (ensaios, pesquisas, estudos publicados sobre a
forma de livros, artigos de revistas, teses, dissertações de mestrado,
monografias, obras de referência e textos mimeografados);
2. fontes primárias (cartas, documentação administrativa, textos de lei,
documentos cartoriais);
3. recortes de jornais, compreendendo um século de informações;
4. documentação não convencional, relacionada com vídeos, fotografias,
mapas, slides, etc.
O projeto se desenvolverá em articulação com o Projeto da Biblioteca
Digital do Núcleo Temático da Seca, iniciando pela discussão e definição de uma
Política de Informação Digital e pelo resgate da memória documental do Núcleo,
através de uma da Oficina da Memória com a professora Teresinha de Queiroz
Aranha, coordenadora do Nut-Seca desde sua primeira formulação institucional
na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como “Programa de Estudos
sobre A Problemática da Seca no Rio Grande do Norte”, em 1981.
A partir das informações geradas nessa etapa, será traçado o Mapa
Conceitual que visa esquematizar a organização dos documentos constantes do
acervo na perspectiva da sua indexação para recuperação da informação por
acesso local e remoto.

�4.2 PROJETO BIBLIOTECA DIGITAL

No atual contexto tecnológico e cultural, quando a consulta e o acesso a
catálogos eletrônicos de bibliotecas e unidades de informação pela Internet
tornou-se uma realidade, o Nut-Seca poderá se transformar em fonte de
informação e portal de acesso ao tesouro de informação e conhecimento
disponível em seu acervo. Nesse sentido, o desenvolvimento de um sistema
integrado, coordenado e sistematizado, com a função de veicular e vincular as
informações através de redes digitais de comunicação, torna-se essencial à
socialização da informação disponível no Núcleo. São objetivos do projeto:
a) Geral:
Implantar plataformas para a criação de uma Biblioteca Digital a partir do
acervo do Núcleo Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Resgatar a memória documental do Núcleo Temático da Seca;

•

Discutir e propor uma Política de Informação Digital para o Núcleo;

•

Construir dos mapas conceituais do acervo do Núcleo;

•

Migrar os produtos informacionais gerados através do Projeto Sistema

de Recuperação da Informação do Núcleo Temático da Seca para uma
plataforma digital;
• Socializar de forma digital a produção científica do Núcleo, integrando-a
às redes nacionais e internacionais de pesquisa.

O projeto se desenvolverá em articulação com o Projeto SRI, iniciando
pela discussão e definição de uma Política de Informação Digital e pelo resgate
da memória documental do Núcleo, através da Oficina da Memória. Também em
articulação com o Projeto SRI, será traçado o Mapa Conceitual com os
esquemas de organização dos documentos constantes do acervo na perspectiva
da sua indexação para recuperação da informação on line. Outra atividade em
estreita colaboração com o Projeto SRI, será a digitalização da Hemeroteca do
Nut-Seca. O projeto receberá apoio tecnológico da Biblioteca Central Zila
Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no que diz respeito ao

�processo de construção de um catálogo de recuperação da informação in loco e
compatível com o sistema Aleph.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No contexto sócio-cultural atual, a informação tem um valor que transcende
os tradicionais valores de uso ou de troca. No Nut-Seca, ao lado do acervo
documental

disponível

—

livros,

artigos

científicos,

revistas,

separatas,

dissertações e teses, relatórios de pesquisa e relatórios governamentais e gerais
e jornais —, também são encontrados registros de feições étnico-paisagísticas,
em

fotografias,

vídeos,

filmes

e

materiais

cartográficos

(p.ex.,

atlas

pluviométricos). Essa farta documentação, por si só, é reveladora das
potencialidades que o Nut-Seca detém para o conhecimento de um bioma único e
singular da paisagem brasileira: a caatinga. Nesse sentido, a “rede de projetos”
proposta tem como finalidade última a socialização da informação que está
organizada nos estoques de informação do Núcleo.
O processo foi iniciado com a implementação do sítio do Nut-Seca na
Internet (www.nutseca.ufrn.br), onde estão disponíveis o Relatório da Comissão,
vários textos produzidos por pesquisadores vinculados ao Núcleo e um vídeo
sobre o Vale do Assú (RN). Em continuidade, foi apresentada uma comunicação
no IX Seminário de Pesquisa do Centro de Ciências Sociais Aplicadas na UFRN,
com texto completo nos Anais, e publicado artigo no periódico Ciência da
Informação, cujos resumos são indexados em bases de dados internacionais.
Atualmente, estão em fase final de elaboração o projeto operacional da Biblioteca
Digital, com vistas à solicitação de recursos para digitalização do acervo, e o
roteiro da Oficina da Memória com a professora Terezinha de Queiroz Aranha.
Consideramos que o maior valor acadêmico do Nut-Seca reside na sua
capacidade de promover estudos e agregar saberes, do científico ao popular, ao
mesmo tempo em que propicia, também, seu compartilhamento com a
comunidade acadêmica e a sociedade, em geral. E nesse sentido foi elaborada a
proposta de uma “rede de projetos”, de modo a criar um campo de possibilidades
que promova a socialização da informação disponível no seu acervo para
usuários potenciais, na sociedade. Com isso, acreditamos estar contribuindo tanto

�para a geração de novos conhecimentos sobre a temática da seca e do semiárido, quanto para a produção de tecnologias de processamento e comunicação
da informação em acervos constituídos por materiais diversificados, como no caso
do Núcleo Temático da Seca da UFRN.

REFERÊNCIAS
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BARRETO, Aldo de A. A eficiência técnica, econômica e a viabilidade de produtos
e serviços de informação. Ciência da Informação, Brasília, v.25 n.3, se./dez.
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CARVALHO, Luciana M.; CARVALHO, Mônica M.; FREIRE, Isa M. A prática da
responsabilidade social através do sistema de recuperação da informação do
Núcleo Temático da Seca/UFRN. In: Seminário de Pesquisa do CCSA, 9, 2003.
Natal. Anais... Natal: CCSA, 2003. 1 CD-ROM.
CARVALHO, Renata P.F. de. Núcleo Temático da Seca/RN: uso do acervo
informacional. João Pessoa: UFPB, 1998. (Dissertação, Mestrado em
Biblioteconomia).
DINSMORE, P.C. Gerência de programas e projetos. São Pauli: Pini, 1992.
ESPÍRITO SANTO, Carmelita. “Quissamã somos nós”: Pesquisa Participante
para Construção de Hipertexto sobre Identidade Cultural. 2003. 98 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, Rio
de Janeiro, 2003.
FREIRE, Gustavo .H. de A. A construção de instrumento de comunicação
para comunicação de informação sobre saúde. 1998. 85 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, 1998.
FREIRE, Isa M. O processo de reativação do Núcleo Temático da Seca. Ciência
da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, set./dez. 2003.
______. A responsabilidade social da ciência da informação e/ou O olhar da
consciência possível sobre o campo científico. 2001. 162 f. Tese (Doutorado
em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, 2001.

�FREIRE, Isa M.; ARAUJO, Vânia M.R.H. de. Tecendo a rede de Wersig com os
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LÜCK, Heloísa. Metodologia de projetos: Uma ferramenta de planejamento e
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NÚCLEO TEMÁTICO DA SECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE. Projeto Integrado de Pesquisa sobre o Sistema de
Recuperação da Informação sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja.
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RELATÓRIO DA COMISSÃO DE REATIVAÇÃO DO NÚCLEO TEMÁTICO DA
SECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Natal,
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jun.2004
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 10.ed. São Paulo: Cortez Ed.,
2000

∗

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação - Convênio com a UFF. Rua Lauro Muller, 455 – 5º. Andar. CEP 22290-160 Rio de Janeiro RJ
Brasil. isa@ibict.br
∗∗
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Departamento de Biblioteconomia
Campus Universitário de Lagoa Nova. CEP 59000-000 Natal RN Brasil. lmoreirac@ufrnet.br
∗∗∗
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Departamento de Biblioteconomia
Campus Universitário de Lagoa Nova. CEP 59000-000 Natal RN Brasil. monicamcg@bol.com.br

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>Aborda as metodologias utilizadas para a revitalização do Núcleo Temático da Seca – Nut-Seca, na perspectiva da responsabilidade social da Ciência da Informação. Propõe o tratamento dos estoques informacionais presentes no Núcleo, a partir de ferramentas de organização, tratamento e disseminação da informação. Utiliza para tanto, uma Rede de projetos denominados: oficina da memória, mapas conceituais, sistema de recuperação da informação e biblioteca digital, que possuem como objetivo final a transformação dos estoques informacionais convencionais em objetos digitais. Conclui que através destas práticas torna-se-á possível uma difusão mais ampliada desses estoques, atingindo uma maior quantidade de usuários, locais e remotos.</text>
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                    <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA NO MARKETING INSTITUCIONAL: CLIPPING
DIGITAL UNERJ

Hadra Mônica Kuester∗
Marcio João Oliari∗∗
Terezinha da Graça Moreira∗∗∗

RESUMO
Relata a elaboração e implementação de um clipping digital no Centro
Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre
Elemar Scheid, como uma tentativa de difusão das atividades do Centro
Universitário, aos acadêmicos e comunidade em geral. As notícias, selecionadas
diariamente nos periódicos locais e regionais, são cadastradas no software
Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação
Anglo-Americano – 2ª edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio
de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas
as informações necessárias e a imagem escaneada do recorte de periódico para
visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das notícias
possibilita a seleção de notícias de acordo com sua data de publicação. O projeto
tem como vantagens: redução dos custos com cópias em suporte papel, redução
do tempo de acesso às informações, que antes eram entregues via malote,
registro digital, preservação da memória institucional e disponibilização da
informação para maior número de leitores.
PALAVRAS-CHAVE: Clipping digital. Centro Universitário de Jaraguá do Sul.
Marketing em bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
As últimas décadas evidenciaram um acelerado processo evolutivo na
administração das instituições. Ao reconhecer que o diferencial está no valor e
uso que dão às informações, as instituições em geral promoveram uma reviravolta
em suas formas de gerenciar. Aos poucos tomaram consciência da necessidade
de agregar conhecimento aos bens produzidos e serviços prestados, bem como
de estabelecer canais direto de comunicação com a sociedade, utilizando-se para
isso da filosofia do marketing.

�As unidades de informação não ficaram alheias às inúmeras mudanças
ocorridas

a

sua

volta.

Os

profissionais

conscientes

das

tendências

administrativas, adaptaram a filosofia do marketing ao seu ambiente de trabalho,
fazendo uso principalmente, das ferramentas de promoção de serviços e
comunicação com o público-alvo, no caso das unidades de informação, seus
usuários.
O marketing em unidades de informação pode ser entendido como
uma filosofia de gestão administrativa na qual todos os esforços
convergem em promover, com a máxima eficiência possível, a
satisfação de quem precisa e de quem utiliza produtos e serviços
de informação. É o ato de intercâmbio de bens e satisfação de
necessidades. (OTTONI, 1995, p. 1)

Constata-se através da literatura da área, que são constantes as iniciativas
para promoção de serviços que atendam as necessidades e expectativas dos
usuários, bem como das tentativas de integração com o ambiente em que estão
introduzidas. Apesar dos numerosos obstáculos, muitas bibliotecas buscam
formas alternativas para implementação de melhorias em seus serviços.
No contexto das bibliotecas universitárias a Internet tem se tornado uma
preciosa ferramenta na disponibilização e divulgação de novos serviços. Tirar o
máximo proveito da Internet significa utilizá-la para oferecer aos usuários as
informações necessárias para o desenvolvimento de suas pesquisas. De acordo
com Amaral e Guimarães (2002) as funções dos sites das bibliotecas estão
classificadas da seguinte forma: função informacional, promocional, instrucional,
referencial, de pesquisa e de comunicação.
O uso conjugado das funções informacional e promocional pode ser
considerada uma ferramenta de marketing muito útil para divulgação de
informações sobre a instituição como um todo. Cabe às bibliotecas tomar seu
papel frente ao marketing institucional, utilizando-se dos meios e ferramentas
disponíveis.

�2 JUSTIFICATIVA
No Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ) sempre houve a
preocupação por parte dos dirigentes em preservar a memória institucional. Por
meio do arquivo fotográfico pode-se registrar a memória através das imagens da
instituição em determinados momentos. Outra forma encontrada foi a de reunir as
informações veiculadas nos periódicos locais e regionais.
Com o crescimento da UNERJ e a intensificação das atividades do setor de
marketing, tornou-se muito freqüente a veiculação de notícias sobre as atividades
realizadas que envolvem a UNERJ. Uma prática proposta por parte do setor de
marketing, resultou na produção diária de um clipping e sua circulação para leitura
nos setores. O processo foi incorporado aos serviços prestados pelo setor de
periódicos da Biblioteca Central e até pouco tempo vinha sendo feito apenas em
suporte papel.
As iniciativas de digitalização das informações em suporte papel trouxeram
novas perspectivas aos serviços oferecidos, principalmente no que diz respeito a
preservação de materiais frágeis, como é o caso dos jornais. Manter o arquivo
apenas em suporte papel não é o mais indicado nesses casos, pois com o tempo
torna-se mais difícil o manuseio dos recortes sem danificar o conteúdo escrito.
O tratamento das coleções de recortes de periódicos sempre
representou um desafio para os profissionais que lidam com a
organização de documentos. A dificuldade de manuseio dos
recortes, em geral, provoca grande desestímulo e restringe o
interesse do público pelos periódicos enquanto fonte de pesquisa.
(VERSIANI; COELHO, 2000, p. 12)

Outro fator importante na decisão de disponibilização digital é a
virtualização dos espaços e do ser humano. A revolução tecnológica resultou em
uma acomodação por parte dos pesquisadores e leitores em geral, pois a partir do
momento em que se posicionam frente a um monitor de computador, buscam
informações integrais, não somente resumos ou referências. Além disso, negar
aos usuários o texto completo de uma informação sobre a instituição é perder a
oportunidade de promover a UNERJ enquanto centro de excelência em ensino
superior consciente de seu papel na sociedade regional jaraguaense. Pazine e

�Scarpelini (2002, p. 3) observam as mesmas expectativas dos usuários em
relação as fontes de informação eletrônicas
Sendo a internet um espaço muito utilizado na disseminação da
informação, tanto para disponibilizar os serviços tradicionais como
para a inclusão das novas formas de busca, há cada vez mais por
parte dos pesquisadores anseios quanto ao uso dos serviços
eletrônicos.

Outros fatores relevantes para a criação do Clipping Digital da UNERJ, são
a redução dos custos com cópias em suporte papel, o êxito observado em
projetos de digitalização de hemerotecas, redução do tempo entre a clippagem
diária e o acesso à informação por parte dos setores e principalmente maior
alcance de leitores, visto que as notícias estarão disponíveis na rede mundial de
computadores, podendo ser acessada por qualquer pessoa, em qualquer lugar ou
horário.

3 METODOLOGIA
A idéia surgiu após observação de clippings digitais de outras
instituições, geralmente ligados aos setores de marketing ou comunicação. Após
breve estudo dos recursos necessários e disponíveis para implementação do
serviço, foi elaborada uma interface de acesso ao conteúdo dos recortes
previamente cadastrados.
Diariamente são selecionadas, a partir dos periódicos locais e regionais, as
notícias que dizem respeito a UNERJ para clippagem. Os recortes são
cadastrados no software Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas, utilizando
como padrão de representação descritiva o Código de Catalogação AngloAmericano – 2ª edição e o formato MARC21.
Os recortes são digitalizados em extensão JPG, utilizando o scanner
EPSON Perfection 124OU, com resolução 300 dpi. Posteriormente as imagens
são vinculadas aos acervos correspondentes no sistema Pergamum. Foi
desenvolvida uma rotina de extração dos dados necessários para o Clipping,

�(Data, título, fonte, paginação e arquivo vinculado), que seleciona nas tabelas do
banco de dados do sistema de gerenciamento da Biblioteca as informações
conforme abaixo:
Titulo = MARC21 245 $a + $b
Fonte = MARC21 773 $t
Paginação = MARC21 773 $g
Data Bibliográfico = MARC21 773 $k
Arquivo = MARC21 856 $d + $f
O valor do campo data é obtido do parágrafo MARC21 773 $ k, mediante
uma rotina de conversão de datas para formato DD/MM/AAAA
001

34090

003

BlJsCU

005

Nov 13 2003 10:40AM

008

030923s2003 #scb#u#ne##b #0 b1por#d

040

$a BlJsCU $b por

082

$a 378 $2 21

091

$a FER- 4161 $d JO

245 00 $a Vestibular
260 # $a Jaraguá do Sul (SC) : $b Editora Elvética,
610 24 $a Fundação Educacional Regional Jaraguaense
650 04 $a Vestibular
773 0 $t Jaraguá News $g p. 24 $k 3 a 9 maio 2003
856 7 $d 000000 $f 000000D6.jpg
Para cada dia no intervalo de 3–9 maio 2003 gerar
{Titulo : Vestibular
Fonte : Jaraguá News
Paginacao : p. 24
Data Bibliografico : 3 a 9 maio 2003
Arquivo : 000000/000000D6.jpg
Data: DD/MM/AAAA }

�Uma interface WEB desenha um calendário, e por meio de um clique sobre
uma data especifica, envia a mesma como parâmetro, para uma consulta no
banco de dados do clipping. Os valores encontrados na consulta são listados em
formato link na tela de modo que o usuário possa visualizar a imagem contento o
texto digitalizado. O usuário também pode navegar pelo clipping visualizando
artigos de outros meses/anos, por meio de campos de seleção.
O acervo de recortes anterior ao projeto de digitalização, aproximadamente
4.200 recortes, será progressivamente digitalizado e disponibilizado de acordo
com o tempo e recursos disponíveis.
A divulgação foi feita através do suporte papel na imprensa local e regional
e também do suporte eletrônico através do envio de e-mail aos alunos,
funcionários e professores, comunicando sobre o novo serviço e o endereço para
acesso.

�Extração dos dados,
conversão de datas

Clipping

Pergamum

INTERNET

Usuário

Usuário

Usuário

�4 RESULTADOS
Após implementação inicial do projeto, foram constatados como resultados
o baixo índice inicial de adesão a leitura on-line, que confirmou a necessidade de
implementação gradual do clipping digital. A medida adotada foi de continuar
disponibilizando paralelamente ao clipping digital, as cópias impressas, por um
período de 3 (três) meses. O ser humano não está apto a interromper
imediatamente seus hábitos e ainda persiste a resistência ao uso das novas
tecnologias, quando implementadas ao seu cotidiano.
A agilidade no acesso as notícias, prevista no início do projeto, foi
comprovada através da disponibilização on-line do clipping antes da entregas das
cópias impressas, feitas via malote.
A partir da divulgação de disponibilização do clipping digital, mais leitores
passaram a se interessar pelo conteúdo dos artigos veiculados nos periódicos
locais e regionais, referentes a UNERJ.
Como último resultado, fica a preservação dos recortes de jornais mais
antigos, que datam de 1972. A simples manipulação para digitalização estava
danificando os recortes, que agora poderão ser utilizados sem nenhum prejuízo
de suas atribuições físicas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É reconhecido o papel fundamental que as bibliotecas universitárias
desempenham no contexto do ensino superior brasileiro. Disponibilizar aos
acadêmicos e docentes as informações necessárias ao desenvolvimento de suas
pesquisas é o objetivo principal destas unidades de informação, que buscam
constantemente novas alternativas para continuar oferecendo serviços de
qualidade.

�A globalização acirrou a competitividade entre as instituições. Utilizar-se
das tecnologias e posicionar-se como setor de apoio a todas as atividades das
universidades é uma das estratégias que podem ser adotadas para promover a
importância das bibliotecas.
No caso do Clipping Digital UNERJ, ficou claro que tomar a iniciativa de
promover a instituição, mais do que promover somente seus serviços, agregou
valor aos serviços prestados pela biblioteca e conferiu confiabilidade para futuras
implementações de projetos. Disponibilizar a comunidade as notícias sobre a
UNERJ na Internet com texto integral, configurou-se como uma ação de
marketing proposta e promovida pela biblioteca.
Importante ressaltar que o clipping não é uma iniciativa inovadora, mas a
atitude de colocar a biblioteca como uma ”extensão” do setor de marketing, só
vem confirmar a postura dos novos profissionais da informação como agentes
culturais interessados em transformar suas unidades de informação em
verdadeiros centros multidisciplinares de prestação de serviços.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Sueli Angelica do &amp; GUIMARÃES, Tatiara Paranhos. Funções dos sites
das bibliotecas universitárias do Distrito Federal, Brasil. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20., 2002,
Fortaleza. Anais... São Paulo: FEBAB, 2002. 1 CD-ROM.
OTTONI, Heloisa Maria. Bases do marketing para unidades de informação. Ci.
Inf., Brasília, v. 25, n. 2, p. 1-11, 1995.
PAZINI, Elizabeth Maria Alcântara P.; SCARPELINE, Rosaelena. Hemeroteca
digital do CMU: projeto piloto. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
SANTOS, Arlete Braz Gonçalves dos; LINS, Andrea Maria Lidington. Arquivo de
fichas de jornais: utilizando o fichário eletrônico cardfile. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

�VERSIANI, Luciana de Noronha; COELHO, Marisa C. Hemeroteca digitalizada:
preservação de documentos e difusão da informação. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto
Alegre. Anais... Porto Alegre: PUCRS, 2000. 1 CD-ROM.

∗

Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC,
auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. hadra@unerj.br
∗∗
Graduando em Ciências da Computação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau –
FURB, analista de sistemas do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. marcio@unerj.br
∗∗∗
Bibliotecária chefe da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid do Centro Universitário de
Jaraguá do Sul – UNERJ. tgmoreira@unerj.br Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ.
Rua dos Imigrantes, 500 Bairro Rau – 89254430 – Jaraguá do Sul – SC, Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Relata a elaboração e implementação de um clipping digital no Centro Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid, omo uma tentativa de difusão das atividades do Centro Universitário, aos acadêmicos e comunidade em geral. As notícias, selecionadas diariamente nos periódicos locais e regionais, são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2a edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a imagem escaneada do recorte de periódico para visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das notícias possibilita a seleção de notícias de acordo com sua data de publicação. O projeto tem como vantagens: redução dos custos com cópias em suporte papel, redução do tempo de acesso às informações, que antes eram entregues via malote registro digital, preservação da memória institucional e disponibilização da informação para maior número de leitores. </text>
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                    <text>A PRESERVAÇÃO DO ACERVO FOTOGRÁFICO EM SUPORTE DIGITAL
COMO FONTE DE INFORMAÇÃO HISTÓRICA E CULTURAL
Hadra Mônica Kuester∗
Marcio João Oliari
Rosilene da Silva Souza
Terezinha da Graça Moreira

RESUMO
Relata a elaboração e implementação do arquivo fotográfico digital do Centro
Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre
Elemar Scheid, unidade de informação consciente de seu papel como agente
cultural. Estão registradas nas fotografias: momentos históricos da instituição,
instalações físicas, eventos comemorativos, funcionários, entre outros. As
fotografias são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de
catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2ª edição e formato
MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes
sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a
imagem escaneada da fotografia para visualização on-line. A interface
desenvolvida para a visualização das fotografias possibilita a busca por títulos,
autor, assunto e termo livre.
PALAVRAS-CHAVE: Arquivo fotográfico digital. Centro Universitário de Jaraguá
do Sul. Fontes de informação histórica

1 INTRODUÇÃO

A globalização e a predominância dos países desenvolvidos vieram facilitar
a descaracterização cultural das nações, por isso, é de extrema importância a
preservação da memória e cultura dos povos submetidos ao domínio econômico e
cultural externo.
Nesse contexto, inúmeras organizações se conscientizaram para a
necessidade de preservar a história local e regional. As ações empreendidas vão
desde preservação arquitetônica, materiais impressos, materiais sonoros,
chegando aos materiais visuais.
O Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ) como centro de
excelência em ensino superior, e instituição consciente de seu papel como agente

�cultural e difusor da história, iniciou através da Biblioteca Padre Elemar Scheid,
em agosto de 1997, a reunião das fotografias relativas aos eventos realizados ao
longo de sua história.
As excepcionais capacidades informativas e didáticas da
fotografia
abriram
novas
perspectivas
documentais
e
iconográficas, desbravadas já pelos primeiros fotógrafos que
percorreram o mundo, freqüentemente com o auxílio dos poderes
públicos. (CARTIER-BRESSON, [199-], p. 5)

Nessa época foi ampliado e reformado o espaço físico da biblioteca, sendo
inaugurada uma placa de bronze em homenagem ao fundador da instituição
padre Elemar Scheid.
Para ilustrar melhor o evento, foi montado um painel com fotos antigas,
contando um pouco da história da UNERJ, na época ainda Fundação Educacional
Regional Jaraguaense – FERJ. Em função da elaboração deste painel histórico,
iniciou-se a busca de fotografias relativas à instituição. As fotografias estavam
acondicionadas em caixas de papelão no setor de Almoxarifado, com poucas
identificações.
Após o início do trabalho de organização, foram recolhidas outras
fotografias dispersas nos diversos setores da UNERJ. Para dar prosseguimento
ao arquivo fotográfico foi convidada uma funcionária do Arquivo Histórico de
Jaraguá do Sul com o objetivo de capacitar os funcionários da biblioteca, agora
Biblioteca Padre Elemar Scheid.
Realizou-se o diagnóstico do arquivo, sendo solicitados os materiais
necessários para a implementação do projeto. Foram visitadas outras instituições
com arquivos fotográficos, para conhecer os procedimentos utilizados em relação
as fotografias, acondicionamento, organização, catalogação, etc.
Ao fim da capacitação foi designado um funcionário para gerenciar o
arquivo fotográfico. Iniciou-se então o processo de identificação de cada
fotografia, que demandou muito tempo, pois dependia de funcionários que

�estavam há muito tempo na instituição, de outros que já haviam deixado o quadro
funcional e até mesmo de pessoas da comunidade em geral.
O envolvimento das pessoas que, de uma maneira ou de outra,
participaram, ou vêm participando do processo de construção da história da
Instituição é de fundamental importância para que as mesmas percebam sua
inserção nesse micro universo e se conscientizem da importância da preservação
dessa memória social [...]. (SILVA, 2002, p. 5)
A partir deste momento foi acordado entre a biblioteca e os dirigentes da
instituição que a responsabilidade de guarda e organização das fotografias,
ficariam a cargo da biblioteca. Dessa maneira os setores de origem ficariam
responsáveis em encaminhar à biblioteca todas as fotografias referentes a
UNERJ.
A

identificação

facilitou

o

trabalho

de

organização

do

arquivo,

proporcionando subsídios aos funcionários para melhor reunir, selecionar e tratar
as fotografias. Verificou-se a necessidade de estabelecer uma tabela de
classificação para a recuperação das mesmas. Após estudo realizado, percebeuse que não seria adequado utilizar a classificação decimal de Dewey (CDD)
devido a ampla abordagem de assuntos tratados pela mesma, e do contexto
registrado nas imagens.
A partir do organograma da instituição foi criada uma tabela de
classificação, utilizando-se numeração progressiva, que reunisse as fotografias
afins. A opção pela numeração progressiva se deu pelo motivo de sua
flexibilidade, pois com as mudanças que poderiam ocorrer ao longo do tempo,
poderiam ser incluídas, alteradas e excluídas outras seções dentro de uma
mesma classificação inicial, conforme a necessidade.
No ano de 2001 surgiu a idéia de digitalização do arquivo com o intuito de
criar um CD-ROM, contendo as fotos históricas da FERJ até o momento da
transformação para UNERJ. Somente em 2002 foi elaborado um projeto para
aquisição dos equipamentos necessários a realização desta tarefa.

�Nesta

etapa

houve

grande

procura

pelas

fotos

da

instituição,

principalmente das instalações físicas, pois os alunos do curso de Arquitetura e
Urbanismo realizaram vários trabalhos. Surgiu a idéia de disponibilizar o acervo
fotográfico digitalizado de modo que qualquer pessoa pudesse ter acesso a cópia
das fotografias, sem necessidade de manuseio físico dos originais, visando a
preservação dos mesmos.
Ocorreu, então a hipótese de armazenamento de cópia digitalizada, por
meio de scanner.

Decidiu-se por armazená-las em servidor de arquivos,

utilizando banco de dados para armazenamento das informações descritivas das
fotos. Surgiu o problema de como registrar as fotografias para posterior
recuperação.
Após breve estudo, optou-se por utilizar o software Pergamum por questão
de concentração dos registros catalográficos no mesmo sistema e possibilidade
de vinculação de arquivos digitais para download e visualização via Internet.
Finalmente iniciou-se o cadastro e digitalização das fotografias. Sendo criada uma
interface web para visualização e cópia dos arquivos digitais.
Durante o decorrer da organização do arquivo fotográfico foram realizadas
inúmeras exposições de fotografias históricas de Jaraguá do Sul. Todas as fotos
expostas foram doadas pelo historiador Carlos Hoffmann a UNERJ, com a
preocupação de preservação e acessibilidade a um maior número de
interessados. Mais tarde, foi incorporado ao acervo fotográfico fotos do arquivo
particular do fundador da UNERJ, o padre Elemar Scheid (in memorian), doadas
pelo seu irmão Rubens Scheid.
Após essas doações foi divulgada na imprensa a iniciativa do arquivo
fotográfico e feito um convite às pessoas que possuíssem fotos antigas e que
estivessem interessadas em doá-las a UNERJ para guarda e organização. Além
disso foi solicitado auxílio na identificação de algumas fotos que já faziam parte do
acervo fotográfico.

�2 METODOLOGIA

As fotos são reunidas levando-se em consideração os fatos retratados.
Utiliza-se para acondicionamento físico cartolina branca, dividida em quatro partes
iguais, sendo feitos recortes de acordo com o tamanho das fotografias para
encaixe e papel manteiga para proteção. São guardadas em pastas suspensas,
observando-se o máximo de 20 folhas. A opção por esses materiais deu-se pelo
baixo custo e facilidade de obtenção.
Segue-se identificação, para posterior classificação de acordo com a tabela
elaborada. A catalogação das fotografias é feita no software Pergamum – Sistema
Integrado de Bibliotecas, utilizando como padrão de catalogação o Código de
Catalogação Anglo-Americano – 2ª edição (AACR2) e formato MARC21,
possibilitando o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas.
Posteriormente são selecionadas as fotos para digitalização em extensão
JPG, utilizando o scanner EPSON Perfection 124OU, com resolução 600 dpi.
Procede-se a vinculação aos seus respectivos acervos no software de
gerenciamento. Foi desenvolvida uma interface web para visualização e cópia dos
arquivos eletrônicos.
No caso das fotografias digitais, é feito encaminhamento via e-mail para o
responsável pela organização do arquivo fotográfico, que procede com a
catalogação e vinculação do arquivo digital.
Para início da implementação do arquivo fotográfico digital foram
selecionadas as fotografias históricas de Jaraguá do Sul, pelo fato de ser a seção
do arquivo que contém menor número de fotografias e também por estarem
identificadas.
Posteriormente foi incluída a Galeria dos Reitores, que contém as fotos da
Reitora e dos Pró-Reitores da UNERJ. Dos eventos mais relevantes que
aconteceram recentemente e das fotografias digitais.

�Foi definido como critério para digitalização seguir a ordem da tabela de
classificação elaborada, interrompendo a ordem quando necessário ou solicitado
por algum setor, como nos casos de eventos, para uso do setor de marketing ou
de extensão.

3 RESULTADOS

Foram observados como resultados significativos a redução do manuseio
dos originais, preservando e aumentando a vida útil de uma fonte de informação
histórica e cultural significativa.
Recebimento de fotos doadas por cidadãos da região, interessados em
divulgar e preservar a história regional jaraguaense. Essas atitudes conferem
credibilidade à UNERJ, confirmando seu papel como agente cultura e instituição
preocupada em manter e difundir o registro histórico e cultural da região.
Maior acessibilidade pelos historiadores, curiosos e comunidade em geral
às imagens que relatam um pouco da história de seus antepassados, ou até
mesmo que possam auxiliar no desenvolvimento de pesquisas científicas
referentes a cultura da região no decorrer dos séculos.
O fortalecimento dos laços de integração da UNERJ com a comunidade
regional, criados através das seções de identificação das fotografias antigas. Essa
integração proporcionou maior divulgação do projeto dentre as pessoas excluídas
do mundo digital.
A experiência adquirida pela equipe na implementação do projeto,
possibilitando o conhecimento de novas técnicas no tratamento de materiais
iconográficos, provendo melhorias e adaptações de acordo com a realidade
vivenciada.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Disponibilizar aos usuários fontes de informação confiáveis e promover o
acesso eficiente ao seu acervo sempre foi o objetivo principal das bibliotecas.
Durante muito tempo ficou esquecido nas bibliotecas, neste caso principalmente
as universitárias, seu papel cultural.
Desde o início, quando foram recolhidas as primeiras fotografias do setor
de Almoxarifado, foi verificada a importância do material como fonte de
informação histórica e cultural. Dentro de uma instituição de ensino superior
caberia somente ao profissionais da informação, que estão em constante contato
com inúmeros meios de comunicação e fontes de informação, reconhecer o valor
e utilidade deste material.
Fica confirmado com a realização deste projeto que não é só papel dos
arquivos históricos, preservar e manter a história regional. Na história da
humanidade as bibliotecas foram pioneiras no tratamento de todos os materiais,
não havendo necessidade de omitir essa função dentre as muitas que já
desempenha.
De positivo para a instituição e para a equipe fica a perseverança para a
implementação de novos projetos, pois a cada problema surgido, encontrou-se
uma solução adequada ao contexto da biblioteca. O reconhecimento, ainda que
não imediato e inicialmente de poucas pessoas, somente reforça o espírito de
trabalho e inovação nas unidades de informação.
É perceptível através de iniciativas como essas que a cultura ainda não
ocupou seu lugar de destaque na sociedade, mas que depende das bibliotecas,
dos arquivos, sejam públicos ou privados, o alerta à comunidade do valor de sua
história, de sua cultura, de seus hábitos.

�REFERÊNCIAS
CARTIER-BRESSON, Anne. Uma nova disciplina: a conservação-restauração de
fotografias. In: CADERNOS técnicos de conservação fotográfica 1. Rio de
Janeiro: Ministério da Cultura, [199-].
SILVA, Maria do Carmo de Almeida. Memória institucional. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

TABELA DE CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DA UNERJ

1 FOTOS ANTIGAS
Arquivo particular do Padre Elemar Scheid
Fotos históricas de Jaraguá do Sul
2 REITORIA
3 PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO
4 PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
5 CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E JURÍDICAS
6 CENTRO DE EDUCAÇÃO E LETRAS
7 CENTRO DE TECNOLOGIA E ARTES
8 PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO
9 FUNCIONÁRIOS DA FERJ
10 ESPAÇO FÍSICO
11 VISITAS À UNERJ
12 ALUNOS DA UNERJ
13 EVENTOS ARTÍSTICOS
14 DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
15 EMPRESA JÚNIOR
16 EDITORA DA UNERJ
17 CENTRO POLITÉCNICO GERALDO WERNINGHAUS
18 ASSOCIAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES

�∗

Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC,
auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ hadra@unerj.br;
Graduando em Ciências da Computação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau –
FURB, analista de sistemas do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ.
marcio@unerj.br;
Auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. rosi@unerj.br;
Bibliotecária chefe da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid do Centro Universitário de Jaraguá
do Sul – UNERJ tgmoreira@unerj.br - Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. Rua dos
Imigrantes, 500 Bairro Rau – 89254430 – Jaraguá do Sul – SC, Brasil.

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Documentação&#13;
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFRN</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2004</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="54006">
                <text>Relata a elaboração e implementação do arquivo fotográfico digital do Centro Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid, unidade de informação consciente de seu papel como agente cultural. Estão registradas nas fotografias: momentos históricos da instituição, instalações físicas, eventos comemorativos, funcionários, entre outros. As fotografias são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2a edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a imagem escaneada da fotografia para visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das fotografias possibilita a busca por títulos, autor, assunto e termo livre.</text>
              </elementText>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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  </item>
  <item itemId="4899" public="1" featured="0">
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          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
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              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
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                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53998">
                    <text>O USO DO PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO Z39.50 E A EXTENSÃO
BIBLIOTECA YAZ DA LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO PHP E SEUS
VINCULOS ENTRE A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP, TÓPICOS
DISSERTAÇÕES E TESES, TCCs, PARTITURAS E MAPAS DIGITAIS QUE
UTILIZA SOFTWARE LIVRE E O SOFTWARE INTEGRADO DE FUNÇÕES –
VIRTUA
Gilmar Vicente∗
Carlos Eduardo Della Betta
Kleber Sacilotto de Souza
Daniela Feijó Simões

RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo analisar os vínculos dinâmicos do
protocolo de comunicação Z39.50, integrados a extensão Biblioteca YAZ da
linguagem de programação PHP, na coleta automática dos índices utilizados nas
Keyword Indexing Cataloging do Software Integrado de Funções - VIRTUA Módulo de Catalogação, na construção do Tópico de Dissertações e Teses,
TCCs, Partituras e Mapas Digitais da Biblioteca Digital da UNICAMP, que utiliza
software livre,
focando a padronização de dados bibliográficos MARC21
disponibilizados nestes ambientes digitais, evitando-se assim a duplicação de
documentos, conteúdos e rotinas de tratamento da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca YAZ. Protocolo de Comunicação Z39.50.
Arquitetura Cliente-Servidor. Bibliotecas Digitais. Software Livre. Descrição
Bibliográfica. Comunicação de dados.

INTRODUÇÃO

A partir da Portaria GR Nº 85, de 2001 de 09 de novembro de 2001 que
dispõe sobre a criação da Biblioteca Digital da Universidade Estadual de
Campinas, o grupo técnico responsável pela implantação iniciou os estudos para
desenvolvimento de conteúdo do sistema, já que o Software Livre Nou-Rau que
seria utilizado, havia sido escolhido através de prospecção tecnológica realizada
em etapa anterior a criação da citada portaria e segundo a experiência dos
técnicos, atenderia as funcionalidades pretendidas para a disponibilização e
difusão da produção científica, acadêmica e intelectual da universidade em
formato eletrônico/digital.

�Vale salientar que alguns aspectos foram relevantes no transcorrer das
fases

de

desenvolvimento.

relacionados

a

qualidade,

Ressaltamos
consistência

a
e

preocupação
credibilidade

com

das

aspectos

informações

disponibilizadas e portanto estabelecer vínculos automáticos de coleta de dados
da

aplicação

em

desenvolvimento

ao

Catálogo

Automatizado

da

UNICAMP/ACERVUS/VIRTUA que baseia sua entrada e descrição de dados em
normas e padrões internacionais como AACR2 (Anglo American Cataloging Rules
2) e MARC21 (Machine Readable Cataloging) seria imprescindível.

OBJETIVO
O presente trabalho descreve as fases de implantação da Biblioteca Digital
da UNICAMP e a utilização da extensão biblioteca PHP/YAZ que através do
protocolo de comunicação Z39.50 permitiu a integração com o Software Integrado
de Funções VIRTUA da VTLS - Visionary Technology in Library Solutions,
gerenciador do Catálogo Automatizado da UNICAMP/ACERVUS/VIRTUA.

CARACTERIZAÇÃO DOS SOFTWARES

1. Software Nou-Rau

O Software Nou-Rau é desenvolvido em código aberto utilizando
ferramentas livres e gratuitas como: PHP, Perl, Apache, PostgreSQL entre outras,
rodando sobre sistema operacional GNU/Linux.
Tem por objetivo implementar um sistema on-line para arquivamento e
indexação de qualquer tipo de documento, provendo acesso controlado e
mecanismos eficientes de busca.

�Elementos principais:

1.1 Personagens

Visitante
•

Navega, busca e faz download de documentos.

Colaborador
•

Insere os documentos.

Responsável
•

Aprova documentos submetidos.

Administrador
•

Gerencia a aplicação, cadastro de colaboradores, responsáveis,
categorias e formatos.

1.2 Estrutura de tópicos
•

Agrupar documentos por tipo de material;

•

Os tópicos podem ser organizados hierarquicamente;

•

Dentro de um tópico pode existir um ou mais sub-tópicos.

1.3 Categorias e Formatos
•

Um tópico pode aceitar diversos tipos de materiais;

•

Teses, Dissertações, Artigos, Figuras, Tabelas, Entrevistas;

•

Uma categoria define um ou mais formatos válidos;

•

PDF, DOC, GIF, JPEG, MPEG, MP3.

2. Software VIRTUA

�O Software Integrado de Funções VIRTUA é de propriedade da
VTLS e tem seu desenvolvimento baseado em linguagens Delphi, Cobol e C++,
Banco de dados ORACLE e sistema operacional UNIX.

Possui estrutura de módulos que compreendem:

2.1 Client (Uso administrativo)

Catalogação
•

Módulo de entrada de dados.

OPAC
•

Módulo de pesquisa.

Circulação
•

Módulo de empréstimo.

Aquisição
•

Módulo de compras.

Relatórios
•

Infostation (Relatórios via WEB).

2.2 WEB

Chameleon iPortal
•

Catálogo de consulta via WEB, espelha o ambiente administrativo.

Integração dos Softwares
Para a utilização do Nou-Rau como software gerenciador da Biblioteca
Digital da UNICAMP foi implementado o módulo biblioteca PHP/YAZ, que integrou

�as funções do protocolo de comunicação Z39.50 ao Software Integrado de
Funções VIRTUA.
A extensão biblioteca PHP/YAZ oferece uma interface que faz a
implementação do protocolo Z39.50. Através das funções oferecidas pela
extensão é possível recuperar os registros bibliográficos já catalogados onde
foram utilizados os padrões AACR2 e MARC21 da base de dados.
Sob o ponto de vista técnico, a extensão biblioteca PHP/YAZ que utiliza o
protocolo de comunicação Z39.50, deve estar habilitada a emitir a requisição de
dados ao servidor da Base ACERVUS/VIRTA, através da porta de produção, que
retorna as informações solicitadas.
Segundo Moen (1995) citado por Rosetto (1997) Protocolo Z39.50 é:
Z39.50 é um protocolo de comunicação entre computadores
desenhado para permitir pesquisa e recuperação de informação documentos com textos completos, dados bibliográficos, imagens,
multimeios - em redes de computadores distribuídos. Baseado em
arquitetura cliente/servidor e operando sobre a rede Internet, o
protocolo permite um número crescente de aplicações. E como
esse ambiente é muito dinâmico, no qual o protocolo é aplicado, é
preciso que a norma seja constantemente analisada e atualizada
para proporcionar as mudanças de que os criadores, provedores e
usuários de informação necessitam.

Diagrama de comunicação utilizando o Protocolo de comunicação Z39.50
Z39.50 Client
PHP/YAZ

Z39.50 Server
VIRTUA

Bco Dados
Oracle

Relacional

Documental
Textual

Figura 1: Definição dos parágrafos, campos e sub-campos

�No processo de definição dos parágrafos e sub-campos a serem utilizados
como elementos de marcação de coleta automática, foram estabelecidas quatro
fases:
Primeira fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Dissertações e Teses.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
dissertação ou tese, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, subcampo \b informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade do trabalho,
campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo \c a data de
publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas e sub-campo \b
indica ilustração, campo 500 sub-campo \a informa o(s) orientador(es) do
trabalho, campo 502 \a informa o nível do trabalho e a titulação atribuída, campos
600, 610, 650, 651, sub-campos \a, \x, \y, \z informam o conteúdo dos assunto
definidos, campo 710 \a informa a instituição e faculdade/instituto onde ocorreu a
defesa e campo 856 \u indica a localização de acesso eletrônico.
Segunda fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Trabalho de Conclusão de Cursos.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título do
trabalho de conclusão de curso, campo 245 sub-campo \a define o título do
trabalho, sub-campo \b informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade
do trabalho, campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo
\c a data de publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas e
sub-campo \b indica ilustração, campo 500 sub-campo \a informa o(s)
orientador(es) do trabalho, campo 502 \a informa o nível do trabalho e a titulação
atribuída, campos 600, 610, 650, 651,
conteúdo dos

sub-campos \a, \x, \y, \z informam o

assunto definidos, campo 710 \a informa a instituição e

faculdade/instituto onde ocorreu a defesa e campo 856 \u indica a localização de
acesso eletrônico.

�Terceira fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Partituras digitais.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
partitura, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, sub-campo \b
informa subtítulo ou titulo equivalente e o sub-campo \c a responsabilidade do
trabalho, campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo \c
a data de publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas, vols e
sub-campo \b indica ilustração, campo 500 sub-campos \a formação instrumental,
duração (execução), data da composição, data arranjo, data da estréia, local da
estréia, interpretes, etc., campos 600, 610, 650, 651, sub-campos \a, \x, \y, \z,
informam o conteúdo dos assunto definidos, campo 697, sub-campo \a informa
conteúdo de assunto termo livre, campo 700 \a Entrada Secundária - Nome
Pessoal e campo 856 \u indica a localização de acesso eletrônico.
Quarta fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal Mapas
digitais.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
dissertação ou tese, campo 034 sub-campos \a, \b, \c, \d, \f \g definem
informações sobre dado cartográfico matemático, campo \a define autoria do
trabalho, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, sub-campo \b
informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade do trabalho, campo 255
sub-campo \a, \b, \c definem escala, projeção, coordenadas, campo 260 subcampo \a define o local de publicação e o sub-campo \c a data de publicação,
campo 300 sub-campo \a define número de páginas (folhas) e sub-campo \b
indica ilustração, campo 500 sub-campo \a definem informações especificas,
campos 600, 650, 651,

sub-campos \a, \x, \y, \z informam o conteúdo dos

assunto definidos, campo 653 \a Assunto termo livre, campo 710 \a informa a
instituição como entrada secundária e campo 856 \u indica a localização de
acesso eletrônico.

�O que é PHP/YAZ
O PHP/YAZ é uma extensão da linguagem de programação PHP que
implementa as funcionalidades do protocolo Z39.50 e SRW/SRU. Essa extensão
oferece uma interface ao toolkit YAZ, que é uma biblioteca desenvolvida em
C/C++ para aplicações de restauração de informações que utiliza os protocolos
Z39.50/SRW/SRU.
O módulo oculta a complexidade do protocolo de comunicação Z39.50,
portanto seu uso é facilitado. Os serviços suportados pela extensão são:
inicialização, pesquisa, apresentação, scan e ordenação. A extensão pode
trabalhar com os formatos GRS-1, MARC, SUTRS e XML.

Funções:

O PHP/YAZ oferece as seguintes funções:
yaz_addinfo - Retorna informações adicionais de erro
yaz_ccl_conf - Configura o parser CCL
yaz_ccl_parse - Chama o parser CCL
yaz_close - Encerra a conexão YAZ
yaz_connect - Prepara uma conexão com um servidor Z39.50
yaz_database - Especifica os bancos de dados de uma conexão
yaz_element - Especifica o Element-Set Name para a restauração
yaz_errno - Retorna o número do erro
yaz_error - Retorna a descrição do erro
yaz_es_result - Examina o resultado dos serviços estendidos
yaz_get_option - Retorna o valor da opção para conexão
yaz_hits - Retorna o número de hits da última pesquisa
yaz_itemorder - Prepara para uma ordenação de item Z39.50 com um pacote de
requisição ILL
yaz_present - Prepara para restauração (apresentação Z39.50)
yaz_range - Especifica o número máximo de registros para retornar
yaz_record - Retorna um registro

�yaz_scan-result - Retorna o resultado do Scan Response
yaz_scan - Prepara para um scan
yaz_schema - Especifica o esquema para a restauração
yaz_search - Prepara para uma pesquisa
yaz_set_option - Ajusta uma ou mais opção de conexão
yaz_sort - Ajusta o critério de ordenação
yaz_syntax - Especifica a sintaxe preferida para a restauração dos registros
yaz_wait - Espera o Z39.50 completar a requisição

Programação da Extensão Biblioteca PHP/YAZ

Finalizada as fases de definição dos parágrafos, campos e sub-campos a
serem utilizados como elementos de marcação de coleta automática, iniciou-se o
processo de programação da extensão biblioteca PHP/YAZ.
A rotina para o vínculo automático começa quando o responsável pelo
tópico acessa o arquivo teses.php relacionado ao tópico Dissertações e Teses,
tccs.php para o Trabalhos de Conclusão de Curso, partituras.php para Partituras
digitais e mapas.php para Mapas digitais. Quando o respectivo arquivo é aberto
no browser ele verifica se o usuário logado no Nou-Rau tem permissões para
inserir o documento no tópico relacionado. Se o usuário não estiver logado ele
será redirecionado para a página de login e depois de autenticado ele será
redirecionado de volta para o arquivo.
A biblioteca PHP/YAZ emite uma requisição através de busca pela autoria
do documento catalogado e retorna para confirmação com as informações do
código do documento no Catálogo Automatizado ACERVUS/UNICAMP/VIRTUA
(parágrafo 001 sub-campo \a) e título (parágrafo 245 sub-campo \a),
anteriormente definidos durante o processo de padronização de dados de
descrição bibliográfica.

�Após a verificação do documento a ser inserido, é feita a indicação do subtópico onde será efetivamente armazenado o documento digital em formato pdf ou
a indicação do link informado no parágrafo 856 da descrição bibliográfica.

ADMINISTRADOR
CRIA NOVO
USUÁRIO

O USUÁRIO
ESTÁ LOGADO?

NÃO

EFETUA LOGIN

NÃO

NEGA INSERÇÃO
DO DOCUMENTO

SIM
CRIA NOVO
TÓPICO
PRINCIPAL
USUÁRIO
RESPONSÁVEL
PELO TÓPICO?

ATRIBUI USUÁRIO
COMO
RESPONSÁVEL
PELO TÓPICO

SIM

INSERE
DOCUMENTO

Figura 2: Fluxograma de controle dos usuários responsáveis pelos tópicos

Código fonte utilizado
A seguinte função conecta no servidor Z39.50 e busca os registros no
formato MARC baseado nos critérios de pesquisa:
function z3950_search ($author){
// connects in the data base (UNICAMP)
$id = yaz_connect('192.168.0.1:5555/DEFAULT');
yaz_element($id, 'B');
// specify the Z39.50 resulting format
yaz_syntax($id, 'usmarc');
// do Z39.50 query and search
$aut_array = split("[ ,]+", $author);
$result = array();
$found = false;
$start = 1;
$number = 15;
while (!$found) {
yaz_range($id, $start, $number);
yaz_search($id, "rpn", "@and @attr 1=1003 {$aut_array[0]} @attr 1=1003
{$aut_array[1]}");

�yaz_wait(array("timeout" =&gt; 120));
$error = yaz_error($id);
if (!empty($error))
form("Por favor repita a procura [$error]");
$hits = yaz_hits($id);
if ($hits == 0)
break;
for ($i = $start; !$found &amp;&amp; $i &lt;= $start+$number-1; $i++) {
$marc = yaz_record($id, $i, "array");
if (is_array($marc)) {
$record = z3950_extract_marc_record($marc);
$result[$record['id']] = $record;}}
if (!$found)
$start += $number;
if ($start &gt; $hits)
break;}
return $result;}
A seguinte função recebe um registro no formato MARC e retorna os parágrafos
desejados em um array:
function z3950_extract_marc_record ($marc){
reset($marc);
$a = array(); // array to be returned
while (list($key, list($tag, $data)) = each($marc)) {
$data = utf8_decode($data); // transforma o conteudo de utf8 para latin1
$data = ereg_replace("[- .,:/]+$"," ", $data); // tira os lixo do final das frases
if (ereg("^\(3,([^)]*)\)\(3,@\)$", $tag, $res)) {
// this follows the (3,xxx)(3,@) format
if ($res[1] == '001')
$a['id'] = $data;
else if ($res[1] == '008') {
$a['UF'] = substr($data, 12, 4);
$a['Idioma'] = substr($data, 35, 3);}}
else if (ereg("^\(3,([^)]*)\)\(3,([^)]*)\)\(3,([^)]*)\)$", $tag, $res)) {
// this follows the (3,xxx)(3,xx)(3,x) format
if ($res[1] == '100')
$a['Citacao'] = $data;
else if ($res[1] == '245') {
if ($res[3] == 'a')
$a['Titulo'] = $data;
else if ($res[3] == 'c')
$a['Autor'] = $data;}
else if ($res[1] == '260') {
if ($res[3] == 'a')
$a['LocaldaPublicacao'] = $data;
else if ($res[3] == 'c')
$a['DatadaPublicacao'] = $data;}
else if ($res[1] == '500')

�$a['Orientador'] = $data;
else if ($res[1] == '502') {
$teste = split("-",$data);
$a['SiglaProvedor'] = $teste[0];}
else if ($res[1] == '650' &amp;&amp; $res[3] == 'a')
$a['Palavras-chave'] .= $data . ', ';
else if ($res[1] == '710') {
if ($res[3] == 'a')
$a['NomeInst'] = $data;}
else if ($res[1] == '856')
$a['Endereco'] = $data;}}
return $a;}
O seguinte trecho de código utiliza os dados do registro retornado pelas funções
acima e grava as informações no banco de dados do Nou-Rau
// build document data
$title = addslashes($record['Titulo']);
$author = addslashes($record['Autor']);
$keywords = addslashes($record['Palavras-chave']);
$info = "Idioma: {$record['Idioma']}\n
Data de Publicação: {$record['DatadaPublicacao']}\n
Local de Publicação: {$record['LocaldaPublicacao']}\n
Orientador: {$advisor[1]}\n
Instituição: {$record['NomeInst']}\n
Nível: {$record['SiglaProvedor']}";
$info = addslashes($info);
$did = db_simple_query("SELECT id FROM nr_document WHERE
code='$bibid'");
if (empty($did)) {
// insert new document
db_command("INSERT INTO nr_document (title, author, keywords, code, info,
topic_id, owner_id, category_id, status, filename, size, format_id, remote)
VALUES ('$title', '$author', '$keywords', '$bibid', '$info', '$tid', '{$session['uid']}', '6',
'a', '$file_name', '$file_size', '602', '$remote')");
$did = db_simple_query("SELECT CURRVAL('nr_document_seq')");}

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A estrutura da extensão biblioteca PHP/YAZ, somadas as funcionalidades
do Software Integrado de Funções Virtua, implementadas na Biblioteca Digital da
UNICAMP, tópico de Dissertações e Teses já disponibilizado, permitiu avanços
significativos, tornando a fonte de maior disponibilização deste tipo de material no

�Brasil, possui atualmente certa de 29.356 usuários cadastrados de diversas
partes do Brasil e do exterior.
Com esta metodologia foram agregados fatores considerados importantes
no contexto atual da sociedade da informação que necessitam cada vez mais de
instrumentos de disponibilização de informações rápidos, dinâmicos, eficazes,
com qualidade, consistência e credibilidade.
O vínculo automático de coleta de dados para a inserção de documentos
digitais, contribuiu para o aumento da produtividade, checando informações
existentes nos tópicos relacionados e evitando duplicações de documentos, pois a
verificação é efetuada através da identificação bibliográfica (Bib Id) que é o código
chave único dos registros.
Hoje dos 8.399 documentos indexados, 3.052 são dissertações de
mestrado e teses de doutorado, distribuídos em: 595 documentos da Área de
Humanidades, 315 da Área de Biomédicas, 1.543 da Área de Exatas e 599 da
Área de Tecnológicas, a contabilização de downloads chega a 227.361.
Os tópicos de TCCs, Partituras e Mapas digitais já estão delineados, e em
breve período serão mais uma fonte de consulta para os usuários.

REFERÊNCIAS
MOEN, William. ANSI/NISO Z39.50 Protocol: information retrieval in the
information infrastructure [on-line]. Disponível
em:&lt;http://www.internic.net/z3950/z3950.html&gt; Acesso em 15 jun. 2004.
ROSETTO, M., 1997 : Uso do protocolo z39.50 para recuperação de informações
em redes eletrônicas. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia Revista da Ciência da Informação. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01001965199700020000
4&amp;lng=en&amp;nrm=iso &gt; Acesso em 19 jul de 2004.

BIBLIOGRAFIA CONSULTA

�MARCONDES, C. H.; SAYÃO, L. F. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ciência da Informação On-line. Brasília, v. 30, n. 3, p. 24-33, set./dez.
2001.Disponívelem&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=22
4&amp;layout=abstract&gt;. Acesso em 15 jun. 2004.
MARC 21 : formato condensado para dados bibliográficos. Tradução e adaptação
de Margarida M Ferreira: UNESP- Marília Publicações, 2002. v.1

∗i

Bibliotecário - Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP gil@unicamp.br;
Estagiário de Informática da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP carlosdb@unicamp.br;
Programador de Sistemas da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP kleber@unicamp.br;
Programador de Sistemas da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMPdanfeijo@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas. Sistema de Bibliotecas da UNICAMP - SBU
Av. Sergio Buarque de Holanda, s/n - Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz”. CP. 6136
13081-970 - Campinas - SP – Brasil

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O uso do protocolo de comunicação Z39.50 e a extensão Biblioteca YAZ da linguagem de programação PHP e seus vinculos entre a Biblioteca Digital da UNICAMP, tópicos dissertações e teses, tccs, partituras e mapas digitais que utiliza software livre e o software integrado de funções – VIRTUA.</text>
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                <text>Vicente, Gilmar; Betta, Carlos Eduardo Della; Souza, Kleber Sacilotto de; Simões, Daniela Feijó</text>
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                <text>O presente trabalho tem como objetivo analisar os vínculos dinâmicos do protocolo de comunicação Z39.50, integrados a extensão Biblioteca YAZ da linguagem de programação PHP, na coleta automática dos índices utilizados nas Keyword Indexing Cataloging do Software Integrado de Funções - VIRTUA - Módulo de Catalogação, na construção do Tópico de Dissertações e Teses, TCCs, Partituras e Mapas Digitais da Biblioteca Digital da UNICAMP, que utiliza software livre, focando a padronização de dados bibliográficos MARC21 disponibilizados nestes ambientes digitais, evitando-se assim a duplicação de documentos, conteúdos e rotinas de tratamento da informação.</text>
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                    <text>A CONSOLIDAÇÃO DOS ACERVOS DIGITAIS NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Elaine Aparecida Bianchin∗
Ledenice Simão Martins
Neusa Lourenço de Sá
Antonio Anastácio da Cruz
Rosemary Aparecida Bianco
Maria Silvia Fime da Costa
Cíntia Aparecida Pazzotto
Daniel Machado

RESUMO
A ciência atual é um trabalho coletivo, seu avanço requer mecanismos eficientes
de comunicação, as bibliotecas têm papel fundamental no processo de divulgação
científica, pois coletam, registram, estocam e disseminam informações. O
desenvolvimento tecnológico provocou importantes mudanças estruturais nas
bibliotecas, seus acervos digitais tornaram-se rápidas e eficientes ferramentas de
pesquisas bibliográficas. O espaço e o tempo deixaram de representar obstáculo
para o acesso à informação, pois esta pode estar disponível tanto em redes locais
como na Web, vinte e quatro horas por dia. Porém, as facilidades de acesso
requerem hardwares e softwares que se traduzem em gastos representativos e
inevitáveis, além disso, as novas mídias digitais também oferecem outro fator
preocupante, a obsolescência das tecnologias aplicadas neste tipo de suporte. A
Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp empenha-se constantemente na
atualização dos serviços oferecidos à comunidade científica como também à
sociedade em geral, em 1995 adquiriu seu primeiro exemplar do importante
acervo digital que hoje possui: obras de referência, bases de dados e
dissertações/teses digitalizadas. As consultas a este acervo têm aumentado
significativamente, tendo como fator fundamental o uso da Web como instrumento
de divulgação e o usuário o principal beneficiário, conseqüentemente a ciência.
Adicionalmente, observa-se que devido ao comportamento dos usuários, inclusive
daqueles mais conservadores, as bibliotecas digitais serão cada vez mais
requeridas e, portanto se fundamentarão e evoluirão. Pretende-se, aprofundar-se
nesta nova maneira de disponibilizar e acessar a informação, a qual alterou o
conceito de Biblioteca, como sempre fora conhecida, abordando-se as etapas
vivenciadas pela BIQ.

INTRODUÇÃO
Os avanços tecnológicos nos recursos computacionais e nos meios de
comunicação contribuíram para o desenvolvimento das bibliotecas, especialmente

�as universitárias. Surgiram novos suportes para o tratamento, armazenamento e
disseminação da informação. Neste contexto, estabeleceu-se a biblioteca digital.
[...] uma biblioteca digital é uma biblioteca que mantém toda, ou
uma parte substancial de sua coleção numa forma processável
pelo computador como uma alternativa, suplemento ou
complemento à forma impressa tradicional e material em
microfilme que, atualmente, domina os acervos bibliográficos. (
SAFFADY, 1995, p. 224 ).

Em decorrência da implantação destes novos recursos, mudaram a infraestrutura, as rotinas de trabalho, a capacitação dos recursos humanos e,
principalmente, o relacionamento entre a biblioteca e seus usuários. O layout que
se configurava no passado passou por transformações, atualmente, livros e
estantes dividem o mesmo espaço com microcomputadores, servidoras de rede,
scanners e impressoras.

Às rotinas de trabalho, acrescentaram-se novos

serviços, como o suporte aos usuários e treinamentos para o uso de versões
eletrônicas de obras de referência, geralmente em CD-ROMs. A geração, edição
e disponibilização de documentos eletrônicos na internet, como dissertações e
teses, também fazem parte das atribuições desta nova biblioteca. A expansão de
atividades e serviços oferecidos à sociedade, conseqüentemente, criaram a
necessidade do desenvolvimento de novas habilidades pelos profissionais de
informação.
O objetivo deste trabalho é relatar as etapas vivenciadas, inseridas neste
contexto de grandes transformações, durante a implantação da biblioteca digital
na Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp ( BIQ ) e, posteriormente, da
biblioteca virtual, cujo conteúdo oferecido seria as dissertações de mestrado e
teses de doutorado, em formato digital, visando o compartilhamento, via internet,
da produção científica gerada pelo Instituto de Química da Unicamp ( IQ ), ambos
foram trabalhos pioneiros na Universidade, os quais exigiram esforços conjuntos
para ultrapassar desafios técnicos e culturais. As mudanças implantadas
agradaram os usuários da BIQ a tal ponto que acabou por gerar expectativas por
outras facilidades tecnológicas que proporcionem ao usuário a comodidade de
não precisar se deslocar fisicamente até a biblioteca para utilizá-la. “A biblioteca
deixa de ser um tranqüilo depósito de livros para tornar-se o ponto focal de

�pesquisa variada, acessada a

qualquer hora por usuários virtuais de vários

lugares do mundo.” ( LEVACOV, 1997 )

ACERVO DIGITAL DA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA - UNICAMP
A biblioteca digital da BIQ iniciou-se com a aquisição de materiais
bibliográficos em CD-ROM e bases de dados, esses materiais foram solicitados
no Programa Emergencial da FAPESP- FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA
DO ESTADO DE SÃO PAULO, em 1994, através do projeto intitulado “Apoio à
Recuperação e Modernização da Infra-Estrutura da Biblioteca do Instituto de
Química - Unicamp”. A aquisição foi feita tendo em vista manter-se o alto nível de
serviços e oferta de informações armazenadas em formatos diversificados.
Buscava-se assim modernizar os recursos informacionais da BIQ para atender as
expectativas dos usuários. Neste sentido, as bases de dados em CD-ROMs
caracterizavam-se como uma nova cultura de acesso à informação que estava se
estabelecendo no Brasil. Os títulos adquiridos na época, eram os mais
preeminentes publicados na área de Química, a saber:
1. The active library on corrosion,
2. Properties of organic compounds,
3. Dictionary of natural products,
4. Interactive chemistry training software package,
5. HPLC, AAS, ICP, GC ( SoftBooks ),
6. Sadtler Complete 13C NMR

Todavia, com a aquisição desses novos materiais havia o grande desafio
de torná-los disponíveis para acesso através da rede do Instituto de Química,
sendo este tipo de acesso a principal vantagem em relação à forma impressa. A
maior dificuldade, naquele período, era a falta de conhecimentos, na
Universidade, sobre esta tecnologia. Posteriormente, com recursos do Programa
PADCT foi possível adquirir-se o 12th Collective Index do Chemical Abstracts e as
recém lançadas, no Brasil, torres de CD-ROM, pois o Chemical Abstracts
compreendia doze CD-ROMs que necessitavam ser acessados simultaneamente.

�Novamente, foram grandes os desafios desde a instalação até o pleno
funcionamento dos equipamentos e acesso, via rede, destes materiais
bibliográficos. As torres de CD-ROM não corresponderam e não atenderam as
necessidades, uma vez que se tornavam insuficientes à medida que novos CDROMs deviam ser instalados; desta forma, tão rápido possível, a partir do
lançamento, no Brasil, do Hard Disk, os materiais bibliográficos em CD-ROMs
adquiridos pela BIQ foram transferidos para estes HDs.
As facilidades de acesso à informação requerem hardwares e softwares
que se traduzem em gastos representativos e inevitáveis, porém os recursos
investidos retornam à sociedade através do desenvolvimento da ciência, e
conseqüentemente, do bem estar social.
Entretanto, as mudanças apontadas não poderiam ser plenamente
implantadas somente com investimentos materiais, é fundamental manter um
quadro de recursos humanos motivados a trabalhar com constantes inovações, as
quais requerem profissionais com aprendizagem rápida e contínua, além de
desenvolverem atividades multidisciplinares que envolvam, principalmente,
informática e comunicação.
Woodsworth ( 1989 apud MARTINS, 2000 ) afirma que o valor das
bibliotecas será mensurado por sua capacidade de prover acesso à informação
em todos os formatos possíveis.
A BIQ está inserida numa comunidade acadêmica científica das mais
produtivas do país, mantém-se numa posição de Biblioteca de Referência no
Brasil, na área de Química porque tem empenhado esforços e investido recursos
financeiros para se manter atualizada, acompanhando as mudanças ocorridas no
acesso à informação. Seu acervo compõe-se de obras impressas, microfilmes,
microfichas, fitas de vídeo e obras de referência, dissertações e teses em formato
digital, sendo estas três últimas o objeto de análise deste trabalho, os materiais
bibliográficos em formato digital são eficientes e rápidos instrumentos de pesquisa
bibliográfica, portanto são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa
científica.

�Field ( 1996 apud BIANCHIN, 2002 ) aponta que a Biblioteca Universitária é
o local onde os usuários aprendem os instrumentos de pesquisa necessários para
pesquisa, para construir suas disciplinas, na qual os frutos de seus trabalhos de
pesquisa tornaram-se disponíveis.

OBRAS DE REFERÊNCIA EM CD-ROM
Atualmente, a maior parte do acervo digital da BIQ encontra-se instalada
em duas servidoras de rede, o que permite aos usuários acesso simultâneo a
várias obras de referência em formato eletrônico.
Há duas formas de acesso disponíveis, acesso remoto, ou seja, qualquer
microcomputador conectado à rede do do IQ pode acessar estes materiais
bibliográficos, ou acesso local, para os materiais bibliográficos que não tem
licença para rede, esses só podem ser consultados nos micros da BIQ. O acesso
via rede do IQ, de acordo com as licenças, atende somente a comunidade do
Instituto de Química, a lista com os títulos adquiridos pela BIQ e as formas de
acesso disponíveis para cada obra de referência, em CD-ROM, podem ser
verificadas na Tabela 1.
Este tipo de material é consultado, principalmente, pela comunidade do IQ
– UNICAMP que é composta por 74 docentes, 552 alunos de graduação e 482
alunos de pós graduação. Entretanto, tanto a comunidade acadêmica, que de
acordo com o Relatório Gerencial Estatístico do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp – dados de 2002 - possui 42724 usuários potenciais, como também toda
sociedade em geral podem fazer consultas utilizando os micros da BIQ.
Tabela 1 BIQ - Obras de Referência em CD-ROM
Título
AOAC - Official Methods of Analysis of AOAC
International
ASTM International - American Society for Testing and
Materials

Formas de Acesso
Remoto

Local

�Chemical Abstracts

Remoto

CRC Handbook of Chemistry and Physics

Remoto

Cosmetic and Personal Care Additives

Local

Mass Spectral Library NIST

Remoto

Merck Index

Remoto

Polymeric Materials Encyclopedia

Local

Sadtler Infra-Red

Local

Sadtler 13C Nuclear Magnetic Resonance

Local

The Combined Chemical Dictionary

Remoto

Ullmann's Encyclopedia of Industrial Chemistry

Remoto

Chemical Abstracts on CD-ROM

Dentre as obras de referência acima relacionadas, destacamos o Chemical
Abstracts on CD-ROM ( CA on CD ), que é considerado a mais importante obra
de referência na área de Química, pois indexa a literatura mundial nesta área ,
fornecendo informações bibliográficas completas e o resumo dos trabalhos
publicados nas respectivas revistas. É publicada desde 1907, a cada ano são
adicionadas ao Chemical Abstracts mais de 814000 referências, sua fonte é
composta por 9000 principais revistas científicas.
A BIQ é uma das poucas Bibliotecas do Brasil que possuem esta coleção
completa (impressa), isto é, todos os volumes, todos os fascículos desde o início
de sua publicação, a biblioteca também possui os anos 1987-2004 do Chemical
Abstracts em formato digital, cujo início da aquisição ocorreu em 1994. A partir
das instalações, efetivadas em 1996, os levantamentos bibliográficos tornaram-se
tão rápidos e interessantes que mesmo com todas as limitações do programa, na
época, os usuários não utilizaram mais a forma impressa.

DISSERTAÇÕES E TESES DIGITAIS
Em alguns anos, a biblioteca eletrônica evoluiu para biblioteca virtual, uma
biblioteca muito mais abrangente no que diz respeito ao número de usuários
atendidos, pois estes podem utilizá-la independentemente da distância e do

�tempo. Com o advento dessa nova biblioteca, vivemos um momento de
democratização da informação jamais visto em nossa história.
A Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp conta com um acervo de
dissertações e teses de qualidade, e de tal forma abrangente que é consultado
por cidadãos de todos os segmentos produtivos da sociedade. Impulsionados
pela tendência mundial das Bibliotecas em tornar disponível seus acervos
transformados em formato digital e compartilhados através da internet, a BIQ,
desde 2001, tem se empenhado em tornar disponível em seu web site
(http://biq.iqm.unicamp.br) os textos integrais, em formato digital, de dissertações
e teses defendidas neste Instituto. Novamente iniciamos um trabalho pioneiro na
Unicamp, diferentes desafios surgiram, desde os de caráter técnico, como o
estabelecimento de parâmetros adequados para a geração e disponibilidade de
arquivos via web, até aqueles pessoais, os mais difíceis de serem solucionados,
como receios apontados por alguns orientadores dos trabalhos em relação à essa
nova forma de compartilhar informações, para esses, o fato de estar na internet
facilitaria a cópia dos trabalhos e aumentaria os casos de plágio, como aponta
Masiero ( 2001, p. 38 ).
É importante ter sempre em mente que nem tudo que é divulgado
na forma digital será recebido pelo usuário se não for pensado o
aspecto da acessibilidade à essa informação, no momento em que
se concebeu o conteúdo da mesma.
( TORRES, 2002,
p. 87 )

Conscientes da diversidade de usuários da internet, os quais utilizam
tecnologias com qualidades distintas, optamos pela geração de documentos
eletrônicos, de teses e dissertações, com tamanho e formato que facilitam o
acesso .
Apesar das dificuldades enfrentadas, este serviço ultrapassou nossas
expectativas, os resultados são plenamente satisfatórios e denotam a
abrangência da literatura Química e a carência de informações científicas, em
textos integrais, disponíveis na web em língua portuguesa.

Atualmente, as

dissertações e teses digitais do IQ estão incorporadas à Biblioteca Digital de
Teses da UNICAMP ( http://libdigi.unicamp.br ).

�DOCUMENTOS ELETRÔNICOS - PROBLEMAS DE PRESERVAÇÃO
“Uma coisa é, portanto, a criação de depósitos digitais, e outra, distinta, é
garantir que tais registros estarão sempre disponíveis e atualizados.” ( LEVACOV,
1997 )
Tendo como referência o Anteprojeto de Carta para Preservação de
Patrimônio Arquivístico Digital, documento apresentado pelo Conselho Nacional
de Arquivos com o objetivo de atender às especificidades do documento
arquivístico digital, fonte de prova e de informação, necessitando de proteção
especial, faremos uma breve exposição sobre a fragilidade da informação digital,
em relação a preservação e acesso.
[...] a informação em formato digital é extremamente suscetível à
degradação física e à obsolescência tecnológica – de hardware,
software e formatos – estas novas facilidades trazem
conseqüências e desafios
importantes para assegurar sua
qualidade e integridade. ( ANTEPROJETO..., 2004 )

Segundo o documento citado, a preservação e o acesso estão intimamente
ligados, tendo a preservação o objetivo de garantir o acesso à informação e o
acesso depende dos documentos estarem em condições de serem utilizados e
compreendidos.
O desafio da preservação dos documentos arquivísticos digitais
está em garantir o acesso contínuo a seus conteúdos e
funcionalidades, por meio de recursos tecnológicos disponíveis à
época em que ocorrer a sua utilização.(ANTEPROJETO..., 2004 )

Diversos problemas foram gerados pelos documentos digitais, que de
acordo com o Anteprojeto citado são:
-.Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em
assegurar a preservação a longo prazo,
- Fragilidade intrínseca do armazenamento digital,
- Rápida obsolescência da tecnologia digital,
- Complexidade e custos da preservação digital,
- Multiplicidade de atores envolvidos,

�- Dependência social da informação digital

Adicionalmente, o documento sugere a implementação de ações
destinadas a manter a acessibilidade dos objetos digitais a longo prazo,
especialmente no que concerne a:
- Elaboração de estratégias e políticas
- Estabelecimento de normas,
- Promoção do conhecimento.

WEB COMO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃO
Porém, não basta apenas adquirir essas novas ferramentas, é necessário
divulgar a aquisição e o conteúdo delas, Cuenca ( 1999, p. 294 ) afirma que o
desconhecimento da existência dessas é a principal razão de sua não utilização.
A web é um excelente veículo de divulgação no meio universitário. Desde
1998, a Biblioteca do Instituto de Química- Unicamp possui um web site com o
objetivo de atender não apenas a comunidade interna, mas também fazer uma
divulgação ampla do seu acervo, das ferramentas disponíveis destinadas à
pesquisa bibliográfica científica voltada para a área química, como também
informações de caráter administrativo.
Um indicativo de que o objetivo de divulgação ampla tem sido atingido, é o
número de visitas ao web site, que em 1999 era de 500 mensais e hoje ultrapassa
a marca de 17000 por mês. É interessante mencionar o fato de que usuários de
diversas regiões do país, tanto do segmento acadêmico, como industrial,
procuram obter contato com a BIQ através de e-mail ou telefone, a fim de solicitar
maiores informações sobre o acervo ou serviços prestados, cujo conhecimento se
deu através do site da BIQ na internet.

O USUÁRIO

�“Com a disponibilidade de acesso à informação, por meio das tecnologias
de informática e telecomunicação nas bibliotecas acadêmicas, houve significativa
mudança no perfil de seus usuários.” ( CUENCA, 1999, p. 293 )
Como pode ser observado no Gráfico 1, os empréstimos de dissertações e
teses impressas, efetuados pelos usuários da BIQ, não chegam a 100 unidades
por mês.
Gráfico 1 N° de Dissertações e Teses Impressas Emprestadas
....... .pela BIQ - 2004

100

91
74

68

Março Abril

Maio Junho

50

Março
Abril
Maio
Junho

30

0
Fonte: SUSAUT/BC-Unicamp

Enquanto que as dissertações e teses digitais, disponíveis para consulta no
site da BIQ, já ultrapassam 11000 visitas mensais ( Gráfico 2 ).

Gráfico 2 N° de Teses Digitais Visitadas no Site da BIQ - 2004

12000
11500

11517
10972

11808

10925

11000
10500

Março
Abril
Maio
Junho

10000
Março

Abril

Maio

Junho

Fonte: Webalizer Version 2.01

Diante da eficiência e economia de tempo proporcionadas pelas
ferramentas digitais, até os usuários mais conservadores têm se rendido à estas
tecnologias, estas ferramentas oferecidas pelas bibliotecas, principalmente
acadêmicas, não apenas foram incorporadas por seus usuários em suas rotinas

�de pesquisas bibliográficas, como também geram solicitações de novos serviços.
A demanda por materiais bibliográficos em formato digital têm aumentado
significativamente nos últimos anos, segundo Tenopir e Read ( 2000, p. 40 ) há
expectativa, por parte dos usuários, de ter acesso on line através de suas
bibliotecas. Entretanto, dados estatísticos de acesso à base de dados Chemical
Abstracts, gerados em servidor de rede da BIQ, durante um período de três
meses, ilustrados no Gráfico 3, apontam que o usuário, apesar de dispor deste
serviço vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ininterruptamente, opta
por usá-lo durante o horário administrativo, que, na Unicamp, ocorre de segunda
a sexta-feira, das 8h30min às 17h30min.
De acordo com Tenopir e Read ( 2000, p. 46 ), a maioria dos usuários de
bibliotecas públicas acessam as bases de dados no horário que eles, tipicamente,
poderiam usar o prédio da biblioteca.

Porcentagem

Gráfico 3
2004

100
80
60
40
20
0

N° de Acessos ao Chemical Abstracts on CD-ROM -

82,3

88,4

90,4

Horário
Administrativo
Outros

17,7

Abril

11,6

Maio

9,6

Junho

Os dados coletados demonstram que no mês de abril/2004, 82,3 % dos
acessos ao CA on CD ocorreram em horário administrativo, 11,6 % ocorreram
após o horário administrativo, 5 % aos sábados e 1,1 % em feriado. No mês de
maio/2004, 88,4 % dos acessos ocorreram no horário administrativo, 9,8 % após
o horário administrativo e 1,8 % aos domingos. No mês de junho/2004, 90,4 %
dos acessos ocorreram em horário administrativo, 8,5 % após o horário
administrativo, 0,7 % aos sábados e 0,4 % aos domingos.

�CONCLUSÃO

As bibliotecas digitais são uma forma de democratizar o acesso à
informação, principalmente as de caráter científico, elas estão ajudando a acelerar
o desenvolvimento da ciência, que por conseqüência, deve melhorar a qualidade
de vida dos cidadãos.
Apesar de várias mudanças comportamentais serem observadas nos
usuários desta nova ferramenta de pesquisa bibliográfica, algumas outras ainda
prevalecem, como por exemplo, o uso de material disponível em rede,
ininterruptamente, ser consultado quase que exclusivamente em horário
administrativo.
Salientamos a importância de tornar crescente o número de obras digitais,
científicas ou não, disponíveis para consulta pública e gratuita na internet, porém,
não deixando de se levar em conta a qualidade, acessibilidade e preservação
dessas.
Em poucos anos as bibliotecas sofreram profundas transformações, as
quais mudaram-na, inclusive, conceitualmente. Quais serão as mudanças que o
futuro nos trará ?

REFERÊNCIAS

ANTEPROJETO de Carta para Preservação de Patrimônio Arquivístico Digital.
Disponível em: &lt;
http://www.arquivonacional.gov.br/conarq/cam_tec_doc_ele/download/carta-depreserva%E7ao%20anteprojeto.pdf &gt;. Acesso em: 08 jul. 2004
CUENCA, A. M. B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999.
FIELD, K. The accountable academic library. Disponível em :
&lt;http://www.caut.ca/English/Bulletin/96&gt;. Acesso em: 21 jan. 2002. apud
BIANCHIN. E. A. et al. A participação da biblioteca universitária na formação do

�ser humano e na produção do conhecimento. In: XX CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIENCIA DA INFORMAÇÃO,
2002, Fortaleza-CE.
LEVACOV, M. Bibliotecas virtuais: (R)evolução? Ciência da Informação, Brasília,
v. 26, n. 2, set./dez. 1997.
MASIERO, P. C. et al. A biblioteca digital de teses e dissertações da
Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 3441, set./dez. 2001.
SAFFADY, W. Digital library concepts and technologies for the management of

library collections: an analysis of methods and costs. Library Technology
Reports, v. 31, n. 3, p. 221-380, may/june. 1995
TENOPIR, C.; READ, E. J. Database use patterns in public libraries. Reference &amp;
User Services Quarterly, v. 40, n. 1, 2000.
TORRES, E. F. et al. A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 83-91, set./dez. 2002.
WOODSWORTH, A et al. The model research library: planning for the future. The
Journal of the Academic Librarianship, Boston , MA, v. 15, n. 3, p. 132-38,
1989. apud MARTINS, L. S. Captação de recursos financeiros para aquisição de
diferentes formatos de materiais bibliográficos: a experiência da biblioteca do IQUnicamp. In: XI SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, I SIMPÓSIO DE DIRETORES DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, 2000,
Florianópolis-SC.

∗

bianchin@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
ledenice@iqm.unicamp.br. Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
braso@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
toninho@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
bianco@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
silviafime@hotmail.com Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
cintiapazzotto@yahoo.com.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
machado@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>A ciência atual é um trabalho coletivo, seu avanço requer mecanismos eficientes de comunicação, as bibliotecas têm papel fundamental no processo de divulgação científica, pois coletam, registram, estocam e disseminam informações. O desenvolvimento tecnológico provocou importantes mudanças estruturais nas bibliotecas, seus acervos digitais tornaram-se rápidas e eficientes ferramentas de pesquisas bibliográficas. O espaço e o tempo deixaram de representar obstáculo para o acesso à informação, pois esta pode estar disponível tanto em redes locais como na Web, vinte e quatro horas por dia. Porém, as facilidades de acesso requerem hardwares e softwares que se traduzem em gastos representativos e inevitáveis, além disso, as novas mídias digitais também oferecem outro fator preocupante, a obsolescência das tecnologias aplicadas neste tipo de suporte. A Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp empenha-se constantemente na atualização dos serviços oferecidos à comunidade científica como também à sociedade em geral, em 1995 adquiriu seu primeiro exemplar do importante acervo digital que hoje possui: obras de referência, bases de dados e dissertações/teses digitalizadas. As consultas a este acervo têm aumentado significativamente, tendo como fator fundamental o uso da Web como instrumento de divulgação e o usuário o principal beneficiário, conseqüentemente a ciência. Adicionalmente, observa-se que devido ao comportamento dos usuários, inclusive daqueles mais conservadores, as bibliotecas digitais serão cada vez mais requeridas e, portanto se fundamentarão e evoluirão. Pretende-se, aprofundar-se nesta nova maneira de disponibilizar e acessar a informação, a qual alterou o conceito de Biblioteca, como sempre fora conhecida, abordando-se as etapas vivenciadas pela BIQ.</text>
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                    <text>ACERVOS DIGITAIS: A EXPERIÊNCIA DA PUC-RIO

Dolores Rodriguez Perez∗
Patrícia Lima∗∗

RESUMO
Este trabalho aborda diversas conceituações para bibliotecas virtuais e digitais.
Apresenta os objetivos da criação do acervo digital da Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRio). Descreve a metodologia utilizada no desenvolvimento desse acervo. Aponta as
medidas adotadas para a proteção dos direitos autorais na formação da coleção
digital. Apresenta a interoperabilidade dessa coleção com outros repositórios digitais.
Mostra os itens que compõem, atualmente, o acervo digital da DBD/PUC-Rio.
Menciona os aspectos que devem ser considerados em um projeto de Biblioteca
Digital. Destaca os pontos positivos e negativos dos acervos digitais.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas virtuais. Bibliotecas digitais. Coleções digitais
Desenvolvimento de coleções digitais. Planejamento de bibliotecas digitais.
Preservação digital. Direito autoral. Digitalização. Refreshing. Migração. Emulação.
Teses Digitais. BDTD. NDLTD. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Divisão de Bibliotecas e Documentação.

1 CONCEITUAÇÃO

O desenvolvimento das tecnologias da informação tem agilizado o acesso à
informação, implicando numa mudança de paradigmas, que levam as bibliotecas a
se adequarem a outras formas de responder às demandas de seus usuários.
Embora na literatura ainda exista muita discussão sobre os conceitos de
Biblioteca Virtual e Biblioteca Digital (BD), destacam-se a seguir algumas definições:

A noção da biblioteca virtual é [...] geralmente descrita como um
sistema pelo qual um usuário pode se conectar com bibliotecas e
bases de dados remotas, usando, como" caminho de passagem", o
catálogo on-line local ou uma rede de computadores. (FLEET &amp;
WALLACE apud MARCHIORI, 1997).

�[...] o conceito de ‘biblioteca virtual’ está relacionado com o conceito
de acesso, por meio de redes, a recursos de informação disponíveis
em sistemas de base computadorizada, normalmente remotos [...].
(POULTER apud MARCHIORI, 1997).

A Biblioteca virtual “baseia-se na troca de informações através de mídia online e criação de fontes de informação que não possuem necessariamente uma
propriedade física.” (SANTOS; RIBEIRO, 2003).

A biblioteca digital difere das demais, porque a informação que ela
contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios
diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (discos
magnéticos e óticos). Desta forma, a biblioteca digital não contém
livros na forma convencional e a informação pode ser acessada, em
locais específicos e remotamente, por meio de redes de
computadores. (MARCHIORI, 1997).
A biblioteca digital seria aquela que teria, além de seu catálogo, os
textos dos documentos de seu acervo armazenados de forma digital,
permitindo sua leitura na tela do monitor ou sua importação
(dow[n]load) para o disco rígido do computador (...)" (PEREIRA;
RUTINA apud OHIRA; PRADO, 2002)

2 ACERVOS DIGITAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA PUC-RIO

A Divisão de Bibliotecas e Documentação da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro – DBD/PUC-Rio, acompanhando a evolução das
tecnologias de comunicação e informação e aplicando-as com o objetivo de ampliar
o acesso à informação e sua capacidade de uso, vem há três anos desenvolvendo o
seu acervo digital.

2.1 TIPOS DE DOCUMENTOS DIGITAIS

Atualmente o acervo digital do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio compõese dos seguintes itens:

�TIPO DE DOCUMENTO
Cap. de livro/artigos de periódico
Livros
Publicações da PUC
Teses e Dissertações da PUC
Teses externas à PUC-Rio
Total:

QTD.
6
7
146
2.186
2
2.347

%
0,25
0,29
6,22
93,14
0,10
100

Acervo Digital
2.186
2500
2000
1500
1000

6

7

146

2

500
0

0,25%

0,29% 6,22% 93,14% 0,10%
Cap. de livro/artigos de periódico
Livros
Publicações da PUC
Teses e Dissertações da PUC
Teses externas à PUC-Rio

2.2 METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO DIGITAL

Esta experiência teve início com publicações de autores da comunidade
acadêmica da PUC-Rio. Realizou-se a conversão de documentos, a partir do
formato tradicional (papel) para o formato digital, baseada na geração de arquivos
PDF (Portable Document Format), utilizando o software Adobe Acrobat Reader.
Hoje, já estão incluídos no acervo digital outras publicações de autores que
não pertencem à comunidade PUC.

2.2.1 Captura e armazenagem do acervo digital

�A captura das publicações digitais, geradas na PUC-Rio, é realizada
periodicamente pela Seção de Automação – SAT/DBD, através da coleta no sítio
dos Departamentos.
No momento, integram esse acervo:
Texto para discussão (Departamento de Economia);
Texto para discussão (Departamento de Administração); e
Monografias em Ciência da Computação (Departamento de Informática).

Além desses, fazem parte as teses e dissertações da Universidade, que têm
processo diferente de captura e será descrito no próximo item, assim como teses
externas à PUC-Rio.
A DBD obteve a devida autorização dos Departamentos para disponibilizar o
acesso às publicações, através do servidor da Biblioteca, ou, no caso de outros
documentos, os autores se dirigem à DBD para solicitar a viabilização do acesso.

2.2.1.1 Teses e dissertações digitais da PUC-Rio

Foi a partir da aprovação e decisão da Vice-Reitoria Acadêmica de digitalizar
as teses e dissertações da PUC-Rio, em 2002, que a biblioteca digital do sistema de
Bibliotecas adquiriu maior impulso.
O projeto piloto começou com a conversão do formato tradicional (papel) das
teses retrospectivas, para o formato digital e a geração dos arquivos PDF,
armazenados no servidor da DBD.
No segundo semestre de 2002, a Coordenação Central de Pós-Graduação CCPG, da Vice-Reitoria Acadêmica, adotou como norma para os cursos de pósgraduação, a apresentação do formato digital, como original (born digital) e cópia em
formato impresso.

2.2.1.1.1 Teses e dissertações retrospectivas

�Optou-se pela terceirização do serviço de digitalização das teses
retrospectivas.
Foram digitalizadas, até o momento, todas as teses do Departamento de
Filosofia (cerca de 250 volumes), Departamento de Economia (200 volumes) e
Departamento de Engenharia Elétrica (aproximadamente 800 volumes) e teses de
outros departamentos, apresentados no 1º semestre de 2002. Em 2004 prosseguiuse à digitalização com as teses do Departamento de Psicologia (568 volumes).
Nessa nova etapa, foram priorizadas as áreas cujas teses tiveram mais consulta
e/ou empréstimo nos últimos três anos.
Os arquivos PDF, recebidos em CD-ROM da empresa que faz a
digitalização, são armazenados no servidor da DBD, seguindo um padrão de
nomenclatura para posterior recuperação.
Nesse processo de digitalização retrospectiva, foram adotados vários
procedimentos para a interação com essa empresa, no preparo e envio das teses,
assim como na conferência dos arquivos PDF nos CD-ROMs.

2.2.1.1.2 Teses e dissertações novas

Foram estabelecidas normas e procedimentos com a DBD e a CCPG para a
criação das teses no formato digital. Cada tese é constituída de arquivos divididos
em parte pré-textual, capítulos e parte pós-textual. Todas as orientações estão
disponibilizadas no sítio da DBD e da CCPG.
As teses são certificadas na CCPG, para garantir que não tenham o seu
conteúdo alterado, e que a versão impressa seja reprodução fiel da eletrônica. Após,
os autores providenciam a cópia impressa. Os dois formatos são entregues nos
Departamentos pelos alunos da pós-graduação, que as enviam aos Decanatos
correspondentes.

�A DBD recebe as teses, periodicamente, dos Decanatos, em arquivos PDF
(suporte disquete ou CD-ROM) e um exemplar impresso. A forma digital é
armazenada no servidor e são criadas as páginas índices para a recuperação
eletrônica.

2.2.1.2 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD

A PUC-Rio participava do extinto Sistema de Teses – SITE, coordenado pelo
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT.
O atual Projeto da BDTD, também coordenado pelo IBICT, visa integrar os
sistemas de informação de teses e dissertações, existentes nas Instituições de
Ensino Superior - IES brasileiras, assim como estimular o registro e a publicação de
teses e dissertações em meio eletrônico.

A BDTD deverá agregar os registros do

ex-SITE.
Considerando que a DBD/PUC-Rio já tem a base de teses retrospectivas no
IBICT e que, desde 2002, vem desenvolvendo a biblioteca digital de teses, está-se
interagindo com a Coordenação do Sistema Pergamum, sistema de automação de
bibliotecas, utilizado pela DBD/PUC-Rio, para viabilizar o fornecimento dos registros
das teses eletrônicas da PUC-Rio para a BDTD.
A BDTD é o sistema nacional que se integrará ao sistema internacional –
Networked Digital Library of Theses and Dissertations - NDLTD, da Virginia Tech.

2.2.1 Mudança de procedimentos

Instalaram-se, assim, dois processos de criação ou passagem para o
formato digital das teses da PUC-Rio: teses novas e teses retrospectivas.
Ocorreu, com isso, uma mudança nos procedimentos e uma mobilização de
vários participantes, a saber:

�a pós-graduação (coordenadores, secretarias, professores e alunos); e
os profissionais da Biblioteca (bibliotecários, auxiliares e equipe de informática).

2.2.2 Catalogação

A partir da criação do acervo digital, foram estudadas, identificadas e
estabelecidas as normas para a descrição bibliográfica. A maioria dos itens em
forma digital coexiste, na DBD, com a forma impressa.
Inicialmente, os dois formatos eram catalogados separadamente.

No

momento, visando à racionalização de esforços, é processada a forma impressa
com as notas específicas de acesso e endereço eletrônico.
Os suportes em disquete ou CD-ROM são considerados exemplares e
mantidos como cópia de segurança, de uso exclusivo da DBD.
Os itens da biblioteca digital do sistema de Bibliotecas da PUC-Rio estão
totalmente integrados ao catálogo on-line do Sistema Pergamum. Dessa maneira, na
consulta ao catálogo, pela Web, o usuário poderá acessar o acervo digital e
visualizá-lo em texto completo.

2.2.3 Proteção dos direitos autorais / patrimoniais

Ao implementar-se a biblioteca digital houve a preocupação com a proteção
dos direitos autorais e patrimoniais, visando garantir o uso legal dos itens da coleção
digital.
Todos os itens do acervo digital possuem a devida autorização e
especificação dos autores para controle do acesso.
No caso das teses retrospectivas, pela impossibilidade de obter a
autorização dos autores, o acesso foi facultado apenas aos usuários cadastrados no
Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio, que é a mesma regulamentação adotada para
as teses impressas.

�Nas teses novas, para os itens com autorização de publicação na Internet,
qualquer pessoa pode consultar e imprimir.

Para os itens com acesso autorizado

somente pela Intranet, é necessário que o usuário seja cadastrado no Sistema de
Bibliotecas e os que têm restrição, apenas é autorizada a consulta, sem permissão
para impressão.
A segurança dos arquivos visa proteger as informações contra atos
executados diretamente sobre a informação digital e é especificada pelas
propriedades do PDF.

2.2.4 Instalações físicas

O acervo digital do Sistema de Bibliotecas encontra-se no servidor LINUX
que é utilizado para prover o acesso a todo conteúdo Web da Biblioteca. Este
servidor conta com um software responsável pela pesquisa, autenticação e
recuperação dos arquivos.

2.2.6 Equipe

O número de profissionais da DBD não aumentou com o desenvolvimento
da biblioteca digital. Foram destacados alguns funcionários para se dedicarem às
novas tarefas, simultaneamente à execução de outras atividades:
um analista de sistemas;
um operador de redes;
seis bibliotecários do processamento técnico ; e
dois auxiliares de biblioteca.
Houve necessidade de orientar as pessoas para a execução dos novos
procedimentos.

3 NECESSIDADES PARA A CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS DIGITAIS

�A implantação de Bibliotecas Digitais requer um planejamento. A formação
de uma BD pode ter sua origem através da digitalização de documentos e/ou
integrar também documentos digitais originais (born digital). No planejamento de
uma BD com documentos digitalizados deverão ser considerados os seguintes
aspectos: objetivos da BD (acesso e preservação ou apenas acesso); missão e tipo
da instituição; que documentos constituirão a BD (tipos e prioridades); usuários da
BD; equipe técnica envolvida (quantidade e capacitação profissional); orçamento
disponível; tempo para a execução do projeto; considerações técnicas (qualidade da
imagem, padrões que serão utilizados, técnicas de compressão de arquivos,
armazenamento, hardware, software, atualização das mídias, tratamento técnico,
preservação; direitos autorais; fluxo de trabalho; interoperabilidade com outros
repositórios de informação)1.
Os critérios para a incorporação dos documentos digitais originais na BD
devem ser definidos na Política de Desenvolvimento de Coleções Digitais da
instituição, que deverá levar em conta alguns dos aspectos mencionados no
parágrafo anterior.

3.1 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS

A Política de desenvolvimento de coleções digitais deve levar em
consideração a missão, os objetivos e as características da instituição.

Deve

abordar:
Seleção e aquisição de documentos, de acordo com o perfil dos usuários;
Constituição do acervo digital - tipos de documentos;
Longevidade (durabilidade da informação digital);
Infra-estrutura de hardware e software;
Sustentabilidade - permanência do acesso à BD (Por quanto tempo o acesso à
informação estará disponível ?)

1

Notas do curso Critérios de Seleção para Digitalização, ministrado pelo Prof. Howard Besser, professor da
Universidade de Nova York, de 24 a 26 de maio de 2004, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa e pela
Associação Brasileira de Conservadores/Restauradores de Bens Culturais, realizado no Palácio Gustavo
Capanema, Rio de Janeiro.

�3.2 TRATAMENTO E DISPONIBILIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

O tratamento das informações digitais deve seguir normas e padrões para a
descrição de seus registros, utilizando metadados que visem descrever as
informações

(metadados

busca/indexação),

de

visualizar

descrição),
e

preservar

realizar
os

buscas

objetos

(metadados

digitais

de

(metadados

administrativos), navegar pelos objetos digitais (metadados estruturais) e controlar o
acesso (metadados de termos e condições de controle de acesso).

3.3 DIREITO AUTORAL

A preocupação com o direito do autor deve ser uma constante na formação
de uma BD. A legislação sobre o assunto varia de país para país. A reprodução e
disponibilização na BD, de obras escritas até o século XIX, tem respaldo legal. No
entanto, todo o material produzido após este século está sujeito à lei de direitos
autorais.

3.4 RECURSOS HUMANOS

O Projeto de criação da BD requer uma equipe multidisciplinar, com
habilidades específicas, para a execução das atividades pertinentes aos vários
processos inerentes à sua gerência. A fim de alcançar êxito no desenvolvimento da
BD, por suas características já apontadas neste trabalho, é imprescindível que os
profissionais envolvidos com o projeto estejam constantemente atualizando seus
conhecimentos sobre o tema.

3.5 PRESERVAÇÃO DIGITAL

Não se pode prever a longevidade de um acervo digital. No entanto, a sua
sobrevivência

poderá

ser

mais

assegurada

com

a

adoção

de

padrões

compartilhados, metadados e procedimentos adequados. Destacam-se, a seguir
algumas técnicas de preservação digital:

�Refreshing (Atualização) - técnica necessária devido à volatilidade do suporte
físico. Através dela, faz-se cópia da informação de um suporte para outro, para
que esta seja salvaguardada. Exemplo: mudar a informação de um CD para um
DVD, ou de uma fita de vídeo para um DVD.

Migração (Migration) - técnica necessária devido às mudanças de configuração
de hardware e software. Esta técnica permite a passagem das informações de
um tipo de arquivo para outro. Exemplo: mudar um arquivo do formato .doc para
.html. A migração deve ser feita com os dois softwares coexistindo, para facilitar a
correção de possíveis falhas decorrentes do processo.

Emulação (Emulation) - técnica que usa o refreshing e a migração. Consiste na
guarda de softwares antigos para que os arquivos (no formato original) possam
ser lidos no futuro. Para garantir a leitura dos arquivos, é necessário desenvolver
um emulador (programa que garante a um software antigo interagir com novos
sistemas operacionais), permitindo, assim, a leitura dos arquivos nos formatos
antigos. A emulação, também, requer a migração das mídias. Exemplo:
Documentos produzidos no editor de textos WordStar, que rodavam no sistema
operacional DOS, poderão ser lidos,

atualmente, em Windows, graças ao

emulador.
O

uso

dessas

técnicas,

além

de

vantagens,

apresenta

algumas

desvantagens, mencionadas a seguir:

TÉCNICA

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Refreshing

•

Possibilidade de
informação digital.

Migração

•

Possibilidade de preservar a •
informação digital;
Possibilidade de identificar
e
corrigir as falhas de formatação,
decorrentes do processo.

•

Emulação

•
•
•

preservar

a •

Possibilidade de preservar a •
informação digital;
Possibilidade de manter os •
formatos originais dos arquivos;
Não há perda da informação.

Mudança da estrutura física
(tamanho) dos arquivos, podendo
haver perda de informação;
Perda
de
informação
pela
mudança de configuração (negrito,
tabelas, quadros) do arquivo.

Necessidade de guardar os
softwares antigos;
Desenvolvimento de emuladores
para leitura dos arquivos antigos,
nos novos sistemas operacionais.

�Essas técnicas, embora necessárias para a preservação digital, envolvem
questões de direitos autorais. Quando se copia um arquivo de uma mídia para outra
(Refreshing), de uma certa maneira, o documento digital perde suas características
originais. O mesmo pode ser dito da Migração e da Emulação. Nesta última, não só
ocorre mudança nas características do documento original, como também, são
acessadas informações do programa fonte, necessárias para o desenvolvimento do
emulador.
Na preservação digital é importante manter um monitoramento dos arquivos
digitais. É recomendável rever esses arquivos a cada cinco anos.

4 ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Um dos maiores benefícios dos acervos digitais é a ampliação da
capacidade de acesso e uso da informação, porém deve-se salientar que o
gerenciamento desses acervos, ainda, convive com problemas que vêm sendo
levantados e estudados por especialistas envolvidos em projetos de criação de
Bibliotecas Digitais.

4.1 ASPECTOS POSITIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Destacam-se, a seguir, alguns aspectos positivos dos acervos digitais:
Difusão do conhecimento;
Ampliação da capacidade de acesso e uso das publicações;
Busca ininterrupta da informação (24/7), de qualquer lugar, com conexão à
Internet;
Compartilhamento da informação de modo instantâneo e fácil;
Integração ao catálogo on-line;
Economia de espaço de armazenamento nas prateleiras;
Inexistência de atrasos na devolução de documentos;
Inexistência de extravios, danos;

�Redução de custo para os alunos com a diminuição do número de cópias em
papel, para as teses e dissertações; e
Preservação dos originais para os documentos digitalizados.

4.2 ASPECTOS NEGATIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Destacam-se, a seguir, alguns aspectos negativos dos acervos digitais:
Impossibilidade de prever a longevidade das informações digitais;
Vulnerabilidade das mídias;
Monitoramento periódico da infra-estrutura técnica e tecnológica dos acervos
digitais (software, hardware...);
Necessidade de interoperabilidade com outros repositórios digitais;
Problema da tradução (como garantir que a transferência de informação de um
formato codificado para outro será igual à original. Ex.: Uma pintura é igual à sua
imagem digital?).

5 CONCLUSÃO

A constituição de um acervo digital requer um planejamento e a adoção de
uma série de procedimentos, que a tornam uma tarefa complexa. No entanto, face
aos avanços da era digital, não se pode passar desapercebido a essas mudanças,
sem absorvê-las, no provimento de acesso aos recursos informacionais,
disponibilizados aos usuários.

Nesse processo, a Divisão de Bibliotecas e

Documentação da PUC-Rio passou por uma (r)evolução na política e rotinas de
trabalho, no comportamento das equipes e dos usuários. Para garantir o acesso ao
acervo digital será necessário um gerenciamento permanente da infra-estrutura
técnica e tecnológica (softwares, hardware...) e de questões como sustentabilidade,
preservação digital, direito autoral e interoperabilidade com outros repositórios
digitais. Estes temas ainda sofrem questionamento, e por isso, não é possível tecer
análises conclusivas, visto que demandam mais estudos. Neste trabalho, estes
assuntos foram abordados de maneira informativa, porém considerando-os
essenciais no desenvolvimento de coleções digitais. Embora existam dificuldades

�para a implantação e o monitoramento de uma Biblioteca Digital, os seus benefícios
justificam o objetivo maior dos Serviços de Informação, que é prover o acesso à
Informação.

ABSTRACTS
This work approaches several concepts of virtual and digital libraries. Presents the
aims for the creation of the digital collection of the Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) of the Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-Rio). Describes the methodology applied on the development of this collection.
Points out the arrangements for the protection of the copyright on the digital
collection. Shows the interoperability of this collection with other digital repositories.
States the itens which compose, nowadays, the DBD/PUC-Rio digital collection.
Refers to the aspects which make part of a digital library project. Details the positive
and negative issues of digital collections.
KEYWORDS: Virtual libraries. Digital libraries. Digital collections. Development of
digital collections. Planning of digital libraries. Digital preservation. Copyright.
Digitalization. Refreshing. Migration. Emulation. Digital theses. BDTD; NDLTD.
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Divisão de Bibliotecas e
Documentação.

REFERÊNCIAS
BESSER, Howard. Workshop on digital imaging for brazilian culture
conservators. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em:
&lt;http://besser.tsoa.nyu.edu/howard/Talks/abracor04/&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.
MACHADO, Raymundo das Neves et al. Biblioteca do futuro na percepção de
profissionais da informação. Transinformação, Campinas, SP, v. 11, n. 3, p. 215222, set./dez. 1999.
MARCHIORI, Patricia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.
26, n. 2 , Maio/Ago. 1997. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651997000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em 27 abr. 2004.
OHIRA, Maria Lourdes Blatt e PRADO, Noêmia Schoffen. Bibliotecas virtuais e
digitais: análise de artigos de periódicos brasileiros (1995/2000). Ciência da
Informação, Brasília, DF, v. 31, n. 1., jan. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652002000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em 27 abr. 2004.

�SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria. Acrônimos, siglas e termos
técnicos: arquivística, biblioteconomia, documentação, informática. Campinas, SP:
Átomo, 2003. 277 p.

∗

Diretora Divisão de Bibliotecas e Documentação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro - PUC-Rio. Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea 22453-900 - Rio de Janeiro - RJ Brasil dolores@dbd.puc-rio.br
∗∗
Bibliotecária Supervisora Seção de Processamento Técnico - Divisão de Bibliotecas e
Documentação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio. Rua Marquês de
São Vicente, 225 – Gávea 22453-900 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil patricia@dbd.puc-rio.br

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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                <text>Acervos digitais: a experiência da PUC-RIO.</text>
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                <text>Perez, Dolores Rodriguez; Lima, Patrícia</text>
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            <name>Coverage</name>
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            <name>Publisher</name>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <name>Type</name>
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                <text>Este trabalho aborda diversas conceituações para bibliotecas virtuais e digitais. Apresenta os objetivos da criação do acervo digital da Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Descreve a metodologia utilizada no desenvolvimento desse acervo. Aponta as medidas adotadas para a proteção dos direitos autorais na formação da coleção digital. Apresenta a interoperabilidade dessa coleção com outros repositórios digitais. Mostra os itens que compõem, atualmente, o acervo digital da DBD/PUC-Rio. Menciona os aspectos que devem ser considerados em um projeto de Biblioteca Digital. Destaca os pontos positivos e negativos dos acervos digitais.</text>
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                    <text>EDITORAÇÃO DE PERIÓDICO CIENTÍFICO DIGITAL NA ÁREA DE
BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: UM RELATO DA
REVISTA DIGITAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP
Danielle Thiago Ferreira∗
Gildenir Carolino Santos∗∗
Leonardo Fernandes Souto∗∗∗

RESUMO

Relata a experiência da formação e estruturação da Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, periódico científico das áreas da
Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins, gerenciado pelo Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU). A iniciativa deve-se ao
compartilhamento de uma macrovisão em relação aos princípios de
disseminação, o que motivou a apresentação deste projeto de editoração da
revista digital como uma publicação oficial do SBU. Parte do pressuposto de que
não há fundamentação no simples desenvolvimento de pesquisas/estudos se
estes não forem divulgados/disseminados. Desta forma, a revista tornou-se um
canal para a publicação de relatos de pesquisas e experiências, institucionais e
de profissionais da área e afins. Justifica-se a escolha do formato digital graças à
diminuição dos custos de produção/editoração, e ainda, à facilidade de acesso.
Descrevem-se as etapas do projeto de editoração e metodologia utilizada pelos
editores da revista em todos os processos, que vão desde as escolhas dos
artigos, normalizações, até sua disponibilização.
PALAVRAS-CHAVE: Publicação digital em Biblioteconomia. Publicação digital
em Ciência da Informação. Editoração eletrônica. Periódico eletrônico. Periódico
científico digital.

1 INTRODUÇÃO

O fato de compartilharmos uma macrovisão em relação aos princípios de
disseminação da informação é que nos motiva a apresentar a editoração de um
periódico científico digital. Consideramos que a divulgação científica, de forma
mais ampla, evidentemente, é um mecanismo de disseminação da informação.
Tal consideração baseia-se no fato de que não há fundamentação no
simples

desenvolvimento

de

pesquisas/estudos

se

estes

não

forem

�divulgados/disseminados. Assim, sentimo-nos à vontade para apresentar nossa
experiência com a Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

2 A PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA ELETRÔNICA
A possibilidade de, com um simples clicar, podermos passar de uma
citação bibliográfica para um abstract ou um texto completo de um artigo, e até
tirar dúvidas ou discutir o texto diretamente com o autor, está promovendo uma
mudança considerável na forma de utilização da informação científica de
publicações seriadas.
A eletrônica está abalando as fundações do sistema de publicação
periódica tradicional. Cada vez mais, está parecendo ser insustentável manter,
como um meio básico de comunicação científica impressa, uma infinidade de
títulos de revistas científicas de alto preço, às vezes de baixa circulação.
Um requisito fundamental para o avanço da pesquisa científica em nossos
dias é a propagação rápida da informação revisada por pares, que é ainda o
indicador de qualidade aceitável no tradicional meio científico. Da mesma forma, o
avanço nas carreiras acadêmicas e na captação de recursos para a pesquisa está
associado à publicação em tempo recorde. Porém, algumas condições tornam
progressivamente difícil publicar em tempo hábil nas revistas convencionais em
papel. Nas revistas mais solicitadas, existem problemas de limitação de espaço.
Nas revistas menos conhecidas, tempo de espera para fechamento de uma
edição, escassez de recursos para manter uma periodicidade menor e constante.
Altos custos de publicação e altos preços de assinatura, inerentes às
publicações em papel, tornam inacessível sua aquisição por laboratórios ou
bibliotecas com limitados recursos financeiros. Revistas de menor circulação não
são facilmente encontradas em bibliotecas, ou nos índices de citação
bibliográfica. Em conseqüência, fica difícil, às vezes, garantir o caráter inédito de
um resultado e, à medida que novas descobertas são publicadas, falha-se
eventualmente em dar o devido crédito a um trabalho prévio de outros
pesquisadores.

�A demora na publicação do artigo, altos custos de aquisição e manutenção
de coleções, a rigidez do formato impresso em papel, a dificuldade na localização
de assuntos pertinentes ao pesquisador, e a dificuldade de acesso, são
apontados por Mueller (2000) como problemas crônicos da publicação científica.
Definitivamente o desenvolvimento da tecnologia da informação possibilitou
aos cientistas novas formas de comunicação. O compartilhamento de informações
ocorre praticamente de forma simultânea, utilizando-se os recursos das
telecomunicações e da Internet. (RUSSEL, 2000).
Em 1995, o número de revistas na Internet era de 306, ao todo, incluindo
todas as áreas. Em 1997, apenas algumas revistas científicas publicavam textos
completos, com ilustrações, nas páginas da Internet. Uma grande mudança
verificou-se, a partir de então, com a entrada na Internet dos grandes editores
científicos tradicionais. Até o início de 1999, a Reed-Elsevier já tinha mais de
1200 revistas on-line; a Springer tinha 360 e a Academic Press, 174. Hoje, é raro
encontrar-se uma boa revista sem sua versão para a Internet, o que representaria
até um risco para ela. (BUTTER, 1999, p.195-200).
A revolução digital inclui universidades em todas as partes do mundo e não
é só a forma acadêmica de publicar que está em mudança. A própria existência
das bibliotecas de pesquisa, como as conhecemos hoje, está em questão, com a
erosão de seus papéis tradicionais. Algumas editoras e seus novos serviços
eletrônicos estão entregando informação sofisticada diretamente aos usuários,
sem a mediação das bibliotecas, que passam a executar outras funções.
Como estão reagindo, a respeito das publicações eletrônicas, os
indexadores internacionais da literatura seriada científica? Tomemos o poderoso
Institute for Scientific Information (ISI), cujos serviços se irradiam a partir de sedes
situadas em países de quatro continentes - EUA, Japão, Singapura e Reino Unido
- com a proposição de fazer uma cobertura abrangente da mais importante e
influente pesquisa realizada em todo o mundo. O banco de dados do ISI cobre
cerca de 16 mil publicações internacionais nas áreas de ciências, ciências sociais,
artes e humanidades. O ISI disponibiliza para a comunidade científica as
conhecidas bases de dados de referências Current Contents e Web of Science.

�Para o ISI, são imprescindíveis nas revistas eletrônicas as mesmas
qualidades esperadas nos periódicos tradicionais em papel: conteúdo editorial de
valor, alta categoria dos autores e do corpo editorial, amparo financeiro, revisão
por pares e caráter internacional. Em suas duas formas básicas – a forma
tradicional de "edições" contendo uma coleção de artigos, ou a forma mais ágil de
publicação de um artigo por vez – um periódico eletrônico deve apresentar
também constância de periodicidade, embora os padrões para a avaliação dessa
característica nos períodos eletrônicos ainda estejam em desenvolvimento.
Segundo o ISI, um bom indicador da "saúde" de uma revista eletrônica é a
regularidade com que os artigos são enviados. Embora esse indicador dependa
da área de pesquisa, é de se esperar que pelo menos em seis meses alguma
atividade seja manifestada.
Uma vez que, através da publicação eletrônica, as informações têm meios
de serem repassadas do editor para o pesquisador mais rapidamente que suas
versões impressas, os periódicos eletrônicos contam com a preferência do ISI, em
sua avaliação para cobertura, desde que apresentem os requisitos mencionados.
Paralela a essa política de indexação a Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, já tem duas fontes de indexação de seus artigos:
Edubase – produzida pela Faculdade de Educação da UNICAMP; e uma base de
dados latino-americana: Latindex – produzida pelo Centro de Documentação
Latino Americana do México. Os editores da ISTA (Information Science and
Technology Abstracts) manifestaram interesse em também indexar a revista e
fizeram algumas sugestões de melhorias quanto à sua estrutura, sendo que as
mesmas já foram realizadas.

3 CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DA PUBLICAÇÃO ELETRÔNICA

A publicação eletrônica na Internet permite a disseminação em grande
escala da informação científica tradicional - ou seja, de trabalhos revisados por
pares de pesquisadores - em curto prazo, sem limitação de espaço e a um custo
baixo, além de abrir possibilidade para apresentações multimídia, incluindo

�sistemas de coordenadas tridimensionais para modelos, filmes, arquivos sonoros
ou ilustrações a cores sem custo extra. A possibilidade de comunicação eletrônica
entre pesquisadores e outros usuários da informação veiculada via Internet, seja
por correio eletrônico ou em fórum de discussão, tende a impulsionar a
comunicação global na ciência. O uso do e-mail, facilitando a transmissão de
trabalhos científicos a serem submetidos ao corpo editorial das revistas, para
avaliação e revisão, assim como para solicitação e envio de separatas, elimina,
não só os custos convencionais correspondentes da publicação impressa, como
também agiliza consideravelmente a comunicação.
A obtenção direta, no próprio ambiente da revista, de links para diferentes
partes do trabalho, ou para outros trabalhos, ou de links para fontes de consulta,
como bancos de dados sobre um determinado assunto, ou banco de dados de
referências bibliográficas, que já estão disponibilizados na Internet por grandes
sistemas gerenciadores de informação, públicos e privados, é uma vantagem
incomparável oferecida pelo ambiente de hipertexto.
A publicação de artigos de forma contínua, à medida que vão sendo
enviados e liberados pelo corpo editorial da revista, a facilidade de revisão on-line
e a possibilidade imediata da correção de possíveis erros nos trabalhos
publicados são outras vantagens das versões eletrônicas das revistas científicas.
Um dado fundamental que garante a confiabilidade do periódico digital é a
permanência/estabilidade do seu endereço na Internet.
Da mesma forma, devido à facilidade de alteração de textos ou outros
itens, facilidade que é inerente à publicação eletrônica, o periódico deve sempre
informar a data em que revisões ou erratas dos trabalhos publicados foram feitas
ou disponibilizadas na rede. Desse modo, as citações de artigos podem ser feitas
e acompanhadas de forma conveniente. As citações bibliográficas de revistas ou
de artigos on-line devem, portanto, incluir como seus elementos, além dos
elementos essenciais convencionais, o endereço da página da Internet onde se
encontra, a data em que os artigos foram disponibilizados - se possível - e a data
em que foram acessados para consulta, esta última sendo uma condição
praticamente indispensável.

�4 REVISTA DIGITAL DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
DA UNICAMP : METODOLOGIA
4.1 ÁREA

Como área científica de abrangência, a revista é voltada para os campos
interdisciplinares de Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins. A
justificativa está no fato de a UNICAMP ser considerada como referência nacional
na área de Biblioteconomia, em virtude do alto grau de serviços desenvolvidos e
de sua complexidade. Assim, a revista seria um canal para a publicação de
relatos de pesquisas e experiências institucionais, bem como instrumento para a
divulgação de pesquisas e experiências de profissionais da área.

4.2 SUPORTE
O Periódico possui formato digital. Tal escolha está no fato do mesmo
diminuir os custos de produção/editoração, e ainda, facilitar o acesso, pois, depois
de editada, a revista poderá ser consultada de qualquer local que disponha de um
terminal de computador e acesso à Internet. Outro fator que nos levou a escolher
este formato é que tivemos como referência uma outra publicação digital da
UNICAMP - a revista ETD - Educação Temática Digital, editada desde outubro de
1999 e que segue padrões normativos de publicação científica (SANTOS;
PASSOS, 2002) – gerenciada pela Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de
Educação e cuja estrutura inicial serviu de base para a Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação.

4.3 PERIODICIDADE
A circulação da revista possui periodicidade semestral, uma vez que é uma
forma mais adequada para que os profissionais possam enviar os seus trabalhos,

�e possamos gerenciá-la de forma mais segura. Além disso, também possui
número de cadastramento no IBICT1 do ISSN2.

4.4 RECURSOS HUMANOS

4.4.1 Editores
A gestão da revista possui como editores, bibliotecários do próprio Sistema
de

Bibliotecas

da

UNICAMP,

tendo

como

editores

responsáveis,

dois

bibliotecários da Biblioteca Central e um bibliotecário da Faculdade de Educação.

4.4.2 Conselho Editorial

O Conselho Editorial é composto por profissionais da UNICAMP e de
outras universidades, como: Universidade de Brasília, Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Universidade do Vale do Itajaí.
Neste processo de consolidação da revista, estamos convidando outros
profissionais de universidades e instituições estrangeiras para fazerem parte do
nosso Conselho Editorial.

4.4.3 Consultoria de normalização técnica

A revista ainda possui, outros profissionais da informação, que prestam
consultoria na fase de normalização bibliográfica dos artigos recebidos, contando
com profissionais da Faculdade de Educação Física, Colégio Técnico de
Campinas, Biblioteca Central (Processamento Técnico e Serviço ao Público).
Neste contexto, destacamos que a normalização bibliográfica é baseada de
acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e
1
2

Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica
ISSN – Número Internacional Padronizado de Publicações Seriadas.

�da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) para a publicação dos
artigos.

4.4.4 Diagramação e editoração eletrônica
Quanto à diagramação e editoração eletrônica, estas são executadas pelos
próprios editores, com a assessoria de um webdesigner da Biblioteca Central, no
que diz respeito à linguagem de programação (PHP).

4.4.5 Revisão dos abstracts
A revisão dos abstracts é feita por uma profissional da informação, que já
tem conhecimento em traduções de textos e resumos, e que atua junto à
Biblioteca Central da UNICAMP (BC/UNICAMP).

5 RECURSOS

5.1 FÍSICOS E MATERIAIS
Os recursos físicos e materiais são fornecidos pelo próprio Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP.
5.2 LÓGICOS
Para disponibilização on-line dos artigos, utilizamos a linguagem PHP3, o
editor de texto Word, o software PDF4 e o banco de dados MySQL5, alocado no
servidor da BC/UNICAMP.
Por tratar-se de uma revista científica, em formato eletrônico, a mesma
ficará hospedada no servidor e site do SBU, onde o endereço de acesso ao seu

3

Software livre disponível na Internet
PDF – Portable Document File – Software proprietário produzido pela empresa Adobe.
5
Software livre disponível na Internet
4

�conteúdo

passou

a

ser:

HThttp://server01.bc.unicamp.br/revbib/index.php,

tornando-se a revista oficial do Sistema.
A Revista já consta com dois números, sendo que o terceiro fascículo será
lançado no segundo semestre de 2004. Podemos observar, a seguir, a página
inicial da revista como forma de ilustração:

Figura 1 – Página principal da Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação

6 POLÍTICA DE SELEÇÃO DE ARTIGOS

A política de seleção dos artigos é definida, pelos membros do Conselho
Editorial e Editores.
Neste processo, os colaboradores submetem seus artigos que desejam
publicar ao Conselho Editorial da revista, onde são analisados e selecionados
para publicarem, desde que sigam as normas editoriais disponíveis no site da
revista.
Uma vez selecionados, os artigos são encaminhados aos consultores da
normalização técnica, e depois de verificados e normalizados, à revisora dos
abstracts para conferência.

�Estando prontos, os artigos seguem para os editores que dão a forma
técnica que compõe a estruturação lógica da revista digital. E por último o
webdesigner processa os artigos na linguagem PHP e deixa disponível para
acesso no site da revista.

7 CRONOGRAMA DA REVISTA
Desde o primeiro cronograma de execução do projeto inicial da revista, que
foi apresentado na Reunião dos Diretores do SBU, no dia 29 de outubro de 2002,
a revista desenvolveu uma estratégia de produção dos seus fascículos, onde o
lançamento oficial aconteceu em 13 de setembro de 2003, durante o III Ciclo de
Palestras, organizado pela FEBAB e realizado no auditório da BC/UNICAMP.
Historicamente falando, as fases da constituição da revista desde o seu
início até o momento seguiram e seguem as seguintes fases:
apresentação formal, do projeto, aos Diretores das Bibliotecas do SBU;
escolha do nome da publicação;
convite a pesquisadores da área para publicarem artigos no número
inicial;
recebimento dos artigos;
formatação e diagramação dos textos;
solicitação do Registro de ISSN;
divulgação e marketing;
lançamento oficial no III Ciclo de Palestras da FEBAB;
continuidade até o momento de novos fascículos.

Atualmente, por ser uma publicação semestral, a equipe da revista se
reúne para receber os artigos e verificar as providências que devem ser tomadas
para a devida estruturação da publicação, seguindo rigorosamente um calendário
pré-estabelecido pelos editores.

�8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto da construção da revista digital foi consolidado. Acreditamos que,
hoje, o SBU disponibiliza, para a comunidade interna e externa, um instrumento
de veiculação científica que possibilita o crescimento pessoal de profissionais que
atuam em diferentes segmentos ligados à informação e, sobretudo, contribui para
o desenvolvimento da Ciência da Informação e suas áreas afins.

REFERÊNCIAS
BETTER, D. Briefing eletronic journals. Nature, v. 397, 1999. p.195-200.
MULLER, S. P. M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B. S.; CENDON, B. V.;
KREMER, B. M. (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 73-95.
RUSSEL, J. M. Tecnologias eletrônicas de comunicação: bônus ou ônus para os
cientistas dos países em desenvolvimento? In: MUELLER, S. P. M.; PASSOS, E.
J. L. (Org.) Comunicação científica. Brasília: Depto. Ciência da Informação
Universidade de Brasília, 2000. p.123-138.
SANTOS, G.C. ; PASSOS, R. Gerenciamento e estruturação de periódicos
eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática Digital da
Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife. Anais
eletrônicos... Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).

∗

Doutoranda em Ciências da Comunicação pela ECA/USP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência
da Informação pela PUC-Campinas, Bibliotecária do Depto. de Tecnologia da Informação do
Sistema de Bibliotecas da/ UNICAMP - danif@unicamp.br
∗∗
Mestre em Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Diretor da Biblioteca da
Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
∗∗∗
Doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP; Mestre em Biblioteconomia e
Ciência da Informação pela PUC-Campinas; Bibliotecário do Depto. de Serviços ao Público do
Sistema de Bibliotecas da/ UNICAMP - lfsouto@unicamp.br Universidade Estadual de
Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/nº - Cidade Universitária.
13083-970 Campinas – SP – Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Relata a experiência da formação e estruturação da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, periódico científico das áreas da Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins, gerenciado pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU). A iniciativa deve-se ao compartilhamento de uma macrovisão em relação aos princípios de disseminação, o que motivou a apresentação deste projeto de editoração da revista digital como uma publicação oficial do SBU. Parte do pressuposto de que não há fundamentação no simples desenvolvimento de pesquisas/estudos se estes não forem divulgados/disseminados. Desta forma, a revista tornou-se um canal para a publicação de relatos de pesquisas e experiências, institucionais e de profissionais da área e afins. Justifica-se a escolha do formato digital graças à diminuição dos custos de produção/editoração, e ainda, à facilidade de acesso. Descrevem-se as etapas do projeto de editoração e metodologia utilizada pelos editores da revista em todos os processos, que vão desde as escolhas dos artigos, normalizações, até sua disponibilização.</text>
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                    <text>SITUAÇÃO DOS PERIÓDICOS ELETRÔNICOS BRASILEIROS EM C&amp;T
Carlos Henrique Marcondes∗
Luis Fernando Sayão
Cláudio Márcio Ribeiro Maia
Marco Aurélio Ribeiro Dantas
Wilder Da Silva Faria

RESUMO
Relata resultados de projeto de pesquisa, apoiado pelo CNPq, cujo objetivo foi
desenvolver um quadro geral da situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em
ciência e tecnologia. Utilizou-se no levantamento os instrumentos de controle
bibliográfico disponíveis, como listas do portal SciELO e a base de dados LatinIndex.
Para complementar o levantamento pesquisa extensiva na Web teve que ser feita para
identificar outros “sites” de periódicos eletrônicos brasileiros. Mecanismos de busca
como Google e AltaVista foram utilizados com este objetivo. Foram submetidas
consultas tais como “Brazilian Journal of”, “Brazilian Archives of” etc, para identificar
outros periódicos eletrônicos. Em cada “site”, informações sobre cada periódico
eletrônico foram coletadas e armazenadas numa base de dados, classificada por área
de conhecimento CAPES/CNPq. Após esta fase inicial uma pesquisa qualitativa foi
desenvolvida, baseada em questionários enviados aos editores dos periódicos
eletrônicos por correio eletrônico. Estes questionários solicitam informações acerca do
modelo de negócios do periódico eletrônico, dificuldades encontradas para manter o
periódico atualizado, existência de políticas relativas à preservação e acesso a longo
prazo, conhecimento dos editores de padrões tecnológicos relativos a publicações
eletrônicas, problemas enfrentados para lançar e manter o periódico eletrônico. O
universo de periódicos eletrônicos brasileiros se mostrou segmentado, variando de
periódicos consolidados, de alta qualidade, originários de periódicos em papel, como os
mantidos no portal SciELO, até periódicos “emergentes”, sem versão impressa,
recentemente disponibilizados na Web. Este universo abrange também diversas áreas
de conhecimento
PALAVRAS-CHAVE: informação em Ciência e Tecnologia. Comunicação Científica.
Publicações eletrônicas. Periódicos eletrônicos. Brasil.

�1 INTRODUÇÃO
Periódicos científicos vêm tendo um papel central no processo de comunicação
científica desde o seu surgimento no século XVII, com o Journal des Scavans e as
Philosophical Transactions of the Royal Society, publicados pela primeira vez em 1665
(Day, 1999; Meadows, 1999). Desde então, por mais de três séculos, os principais
atores do ciclo de comunicação científica – autores, editores, publicadores, bibliotecas,
usuários – vêem tendo seus papeis estabelecidos e institucionalizados, até a
configuração atual, estabelecida desde fins do século XIX.
Com o surgimento das publicações eletrônicas, a comunicação científica enfrenta
uma transição radical. De acordo com Harter (1997), “o primeiro jornal eletrônico
revisado e em texto completo , incluindo gráficos foi o Online Journal of Current Clinical
Trials (OJCCT)”, nos anos 90. O antigo paradigma de comunicação baseado no
periódico científico tem mudado com a emergência das publicações eletrônicas
acadêmicas diretamente na Web (Harnard). As facilidades de publicar diretamente na
Web também permitiram à comunidade científica questionar os mecanismos de
publicação vigentes, baseados nos periódicos científicos publicados por grandes
editoras (Lawrence). Hoje esta comunidade clama por mais visibilidade para os
resultados de pesquisas, por um ciclo mais rápido de publicação e poder acessar
livremente outras publicações Ela desenvolveu novas alternativas para publicar,
intercambiar e acessar os resultados das pesquisas científicas. Todo este processo
esta configurando um novo paradigma de comunicação científica: a publicação direta
de textos completos de artigos científicos em arquivos eletrônicos na Web de acesso
livre (Buckholtz, 2001). Nesta transição, novas formas de publicação parecem estar
coexistindo lado a lado com as antigas, baseadas nos tradicionais periódicos científicos
com contribuições avaliadas através de mecanismos de peer-review.
A ciência e a tecnologia nos paises em desenvolvimento enfrentam várias
barreiras para poderem exercer um papel efetivo no desenvolvimento de nossas
sociedades (Sayão, 1996; Ginsparg, 1996). Ela muitas vezes enfoca problemas
específicos de nossas sociedades, problemas estes que muitas vezes não existem nos

�paises desenvolvidos; as comunicações de resultados de pesquisa são escritas em
idiomas nativos, diferentes do inglês; nossos canais de comunicação, periódicos,
congressos, etc, são locais e muitas vezes, não regulares. A necessidade de periódicos
científicos de qualidade, regulares e consistentes é reconhecida tanto pelas agências
de fomento de C&amp;T brasileiras quanto pelos formuladores de políticas públicas. Várias
políticas públicas foram formuladas e desenvolvidas com este intuito no pais, nos anos
recentes.
Os periódicos eletrônicos no Brasil surgem com lançamento do portal Epub, na
UNICAMP, em 1997 (Sabattini, 1999), com um grupo de periódicos da área biomédica.
O cenário das políticas publicas relativas à periódicos científicos eletrônicos no Brasil se
inicia no ano seguinte quando é lançado o projeto SciELO (Packer, 2000) – Scientific
Electronic Library Online.. SciELO é um portal Web que incorpora os mais importantes
periódicos científicos brasileiros. SciELO é o resultado de uma parceria entre a
FAPESP (http://www.fapesp.br) – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo –, a BIREME (http://www.bireme.br) - Centro Latino-americanos e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde e com editores de periódicos científicos nacionais.
Hoje SciELO é um importante componente das políticas públicas brasileiras relativas ao
desenvolvimento da ciência, disseminando por todo o mundo a literatura científica e
técnica publicada nos paises em desenvolvimento, aumentando sua visibilidade, que,
de outra maneira, estaria limitada às próprias fronteiras destes paises.
Políticas públicas relativas à aquisição centralizada de periódicos científicos
internacionais por bibliotecas universitárias, evoluíram desde os anos 80 em direção à
aquisição/subscrição de assinaturas de recursos eletrônicos e no uso destes recursos
através do portal CAPES de periódicos eletrônicos (http://www.periodicos.capes.gov.br),
em funcionamento desde 2000. Através deste portal a comunidade acadêmica
brasileira passou a ter acesso a periódicos internacionais em versão eletrônicas.
As facilidades para publicação direta na Web de resultados de pesquisa (King,
1998), (Heather, 2002) também começam a ser utilizadas pela comunidade acadêmica
brasileira. Vários periódicos eletrônicos acadêmicos foram lançados nos anos recentes,

�usando as facilidades oferecidas pela disponibilidade de servidores Web nas
universidades e em instituições de pesquisa. Estas mudanças começam a ser
percebidas em alguns artigos isolados (Targino, 2001) e esta, de alguma forma mais
centradas nos periódicos mantidos no portal SciELO (Packer, 2001), mas ainda não
existe um quadro geral desta realidade.
O objetivo desta pesquisa é justamente desenvolver um quadro geral da situação
dos periódicos acadêmicos eletrônicos no Brasil. A pesquisa também objetiva analisar
políticas públicas relativas a esta questão e sua adequação ao surgimento de
periódicos eletrônicos. Este trabalho esta estruturado da seguinte maneira: após esta
seção introdutória, a seção 2 expõe a metodologia usada para mapear e coletar dados
acerca do universo de periódicos acadêmicos eletrônicos no Brasil; a seção 3 expõe e
discute os resultados encontrados; finalmente, a seção 4 mostra as conclusões e indica
algumas novas direções da pesquisa.

2 METODOLOGIA

Com a crescente facilidade de publicar um periódico acadêmico na Web, a
primeira dificuldade da pesquisa foi mapear o universo de periódicos acadêmicos
eletrônicos no Brasil, em virtude da falta de um mecanismo de controle bibliográfico
deste

universo.

Atualmente

existem

dois

destes

mecanismos,

o

LatinIndex

(http://www.latindex.org) e o SciELO.(http://www.scielo.br); a pesquisa constatou que
ambos não incorporam a totalidade do universo de periódicos eletrônicos brasileiros em
C&amp;T.
O IBICT é agência brasileira que atribui o ISSN a um novo periódico. Como
subproduto desta atividade, o IBICT alimenta o LatinIndex, uma base de dados
internacional de periódicos científicos e técnicos da América Latina, Caribe, Portugal e
Espanha.

�As listas de periódicos do SciELO e do LatinIndex constituíram a base e o início
da pesquisa para identificar o universo das periódicos eletrônicos brasileiros. Uma vez
que SciELO e LatinIndex mantém um relativo controle bibliográfico sobre o universo
visado na pesquisa, a hipótese era que haveria muitos periódicos eletrônicos
“emergentes” não controlados nem pelo SciELO nem pelo IBICT ao alimentar o
LatinIndex.

Para

identificar

estes

periódicos

eletrônicos

foram

desenvolvidas

estratégias, usando mecanismos de busca como Google e AltaVista, aos quais foram
submetidas consultas como “Revista brasileira” e “Brazilian journal”, “Arquivos
brasileiros” e “Brazilian archives” (em português e inglês). Estas consultas permitiram
identificar um grande número de periódicos eletrônicos ainda não controlados. Após
esta fase, novas estratégias tiveram que ser desenvolvidas para identificar periódicos
eletrônicos cujo título não se enquadrava nestes padrões. Para isso, usou-se como
estratégia a navegação intensiva pelos “sites” das maiores universidades do pais, para
identificar aí eventuais periódicos eletrônicos.
Os dados coletados através da navegação direta pelos “sites” dos periódicos
eletrônicos identificados foram armazenados numa base de dados com os seguintes
campos:

IdPer
.Nome do periódico
URL
URLs anteriores
Grupo Editorial?
Afiliação à ABEC (S/N)?
Tipo de editor (universidades
e instituições de pesquisa,
editores
comerciais,
associações
científicas,
organizações
não
governamentais,
empresas,
outro tipo)
Email do editor
Idiomas
Incluído no SciELO (S/N)?
Incluído no LatinIndex (S/N)?

Escopo (conforme definido
pelo)
Área CAPES/CNPq
ISSN
Freqüência da publicação
Tem versão impressa (S/N)?
Data de início da versão
impressa
Data de início da versão
eletrônica
Tem corpo editorial (S/N)?
Avaliação através de “peerreview” (S/N)?
Fontes secundárias que
indexam o periódico
Acesso livre (gratuito) S/N?
Que instituição abriga o
“site”?

�Que instituição mantém o
periódico?
Formato digital dos textos

Texto completo (S/N)?
Observações
Data da coleta de dados

Cada periódico eletrônico identificado foi também classificado de acordo
com

a

Tabela

de

Áreas

do

Conhecimento

CAPES/CNPq

(http://www.cnpq.br/areas/tabconhecimento/index.htm), largamente utilizada pela
comunidade acadêmica brasileira.
Após esta fase de mapeamento do universo de periódicos eletrônicos
brasileiros, uma outra fase, qualitativa, vem sendo desenvolvida, baseada em
questionários enviados para os editores dos periódicos eletrônicos via correio
eletrônico. Questionários foram enviados para cada segmento específico do
universo de periódicos eletrônicos brasileiros. Estes questionários solicitavam
informações relacionadas com o modelo de sustentação do periódicos,
dificuldades para mantê-lo corrente, existência de políticas que garantam acesso e
preservação a longo prazo, uso de padrões de metadados, dificuldades para
lançar e manter o periódico.
A pesquisa considerou como periódicos eletrônicos aqueles publicados e
disponíveis na Web, mesmo que o periódico tivesse um aversão impressa. È
interessante que alguns periódicos do SciELO, a princípio, não quiseram
responder ao questionário, por considerarem que, apesar de serem publicados
num portal como o SciELO, seus periódicos seriam periódicos impressos.e
portanto o questionário não se aplicaria a eles.
A pesquisa considerou também um critério amplo para identificar periódicos
eletrônicos em ciência e tecnologia: aqueles cujas contribuições, segundo
estabelecido em seu “site”, fossem submetidas a um corpo editorial e, de alguma
maneira avaliadas. Este critério amplo foi útil para uma primeira identificação
ampla do universo de periódicos eletrônicos brasileiros em ciência e tecnologia.
Posteriormente, critérios mais rigorosos poderão ser utilizados, como sugerido por
Harter (1997).

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O periódico científico é ainda o mais importante veículo para a comunicação
de resultados de pesquisa para a comunidade científica brasileira, mesmo sob a
forma de um periódico eletrônico. Novos mecanismos de publicação direta de
texto completos de artigos científicos em arquivos Web de livre acesso, novos
mecanismos de avaliação alternativos ao “peer-review” ainda não estão
disseminados pela comunidade científica brasileira (Marcondes, 2002), talvez
devido à complexidade de manter um servidor de arquivos abertos em
comparação com editar um periódico eletrônico..
Devido à existência de recursos de controle bibliográfico, constituídos pela
lista de periódicos mantida pelo SciELO e a lista de periódicos eletrônicos
brasileiros mantida pelo LatinIndex, a pesquisa teve com prioridade identificar
aqueles periódicos eletrônicos que não estivessem nestas duas listas. Foi
identificado um universo de quase 500 periódicos eletrônicos. Deste universo, 124
periódicos eletrônicos são mantidos no portal SciELO, aproximadamente 385
estão

incluídos

na

base

de

dados

LatinIndex

(http://www.latindex.org/busquedas/indicepais.html), incluindo aí os 124 periódicos
mantidos no SciELO, além de outros 176, e cerca de 89 periódicos eletrônicos
“emergentes”, não mantidos nem no SciELO nem no LatinIndex; destes,
aproximadamente 29 são periódicos somente publicados em versão eletrônica.
Identificação e mapeamento dos periódicos eletrônicos brasileiros teve
início em junho de 2003 e ainda não esta totalmente concluída. Os resultados aqui
apresentados ainda são parciais; até agora questionários foram mandados para
dois grupos: periódicos eletrônicos mantidos no SciELO e aqueles considerados
“emergentes”. Existe no entanto um outro importante grupo, o dos periódicos
eletrônicos mantidos no LatinIndex mas não incluídos no SciELO, cujo
levantamento de dados ainda não foi completado pela pesquisa. O questionário
enviado aos periódicos eletrônicos mantidos no SciELO e aos periódicos

�eletrônicos “emergentes” foi enviado por email em janeiro de 2004. 21
questionários foram respondidos, de um total de 124 periódicos eletrônicos
mantidos no SciELO; do grupo dos “emergentes”, de 89 questionários enviados e
16 foram respondidos. Alguns destes resultados são descritos a seguir.
Os periódicos eletrônicos pertencentes aos dois grupos pesquisados são
assim distribuídos, de acordo com a tabela de áreas do conhecimento
CAPES/CNPq:

TABELA 1 – Periódicos por Área de Conhecimento CAPES/CNPq
Área de conhecimento
Ciências da Saúde
Ciências Humanas
Ciências Sociais Aplicadas
Ciências Exatas e da Terra
Ciências Biológicas
Lingüística, Letras e Artes
Ciências Agrárias
Engenharias
Não identificados

Entre

os

periódicos

“emergentes”
27
20
17
8
5
5
3
3
3

eletrônicos

SciELO
43
25
6
16
28
1
19
9

“emergentes”

foi

encontrada

uma

quantidade significativa com datas do último fascículo publicado bastante
defasadas (Questão 1): 28 tinham a data do último fascículo no mesmo ano em
que foi feita a visita ao seu “site”, 22 apresentavam um atraso de 1 ano, 9 um
atraso de dois anos e 11 tinham um atraso de mais de 2 anos.
Dois 89 periódicos eletrônicos “emergentes”, 56 se proclamavam, através
das regras de submissão de artigos constantes no “site” como tendo seus artigos
avaliados segundo a sistemática “peer-review”.
Dos segmentos mapeados até agora, os periódicos eletrônicos do SciELO e
os “emergentes” (num total de 213 periódicos), 88 tinham como instituição editora
universidades e centros de pesquisa, 76 tinham como editor sociedades

�científicas, 14 tinham editores comerciais, 8 organizações não governamentais, 3
agências governamentais, 2 empresas em geral (não editoras e 17 outro tipo de
instituições.
O formato mais utilizado para publicação é o HTML, mas também é
bastante utilizado o PDF. Em vários periódicos que utilizam este último formato,
não se pode fazer “download” dos artigos individuais, mas somente do fascículo
inteiro; esta é uma forma bastante precária para um “periódico eletrônico”: o
usuário fica impedido de fazer um “browse” pelos diferentes artigos do fascículo.
Simplesmente, cada fascículo, ao terminar sua editoração em PDF, fica
disponibilizado como um todo no “site” do periódico.
Questionários enviados para estes dois grupos solicitavam informações
acerca do modelo de sustentação, sobre dificuldades em manter o periódico
regular, sobre a existência de políticas explícitas para garantir o acesso e a
preservação a longo prazo, sobre o uso de padrões de metadados, dificuldades
encontradas para lançar e manter a publicação.
As respostas à Questão 2 mostram que os editores dos periódicos
eletrônicos “emergentes” se mostram conscientes da visibilidade proporcionada
pela publicação eletrônica quando comparada com a publicação impressa.,
conforme ressalta Lawrence5. Motivações econômicas como o baixo custo da
publicação eletrônica comparado com a publicação impressa, a disponibilidade de
servidores web nas instituições e a facilidade de publicar eletronicamente também
tiveram respostas significativas.
A ABEC – Associação Brasileira de Editores Científicos (Questão 3) – uma
associação tradicional, era bastante desconhecida pelos editores dos periódicos
“emergentes”. No grupo de periódicos do SciELO, as respostas foram o oposto:
73,68% dos periódicos eram afiliados à ABEC. Os resultados foram similares na
Questão 4: apesar da maioria (75%) dos editores dos periódicos “emergentes”
terem conhecimento do Programa de Apoio às Publicações Científicas do MCT,
poucos deles (6,25%) haviam solicitado apoio deste programa. Ao contrário, os

�periódicos do SciELO não só conheciam o programa, como muitos haviam
solicitado apoio do mesmo. Este fato parece indicar a nível baixo de
profissionalização da atividade de editoração científica entre os editores do
periódicos “emergentes”.
Pousos dos editores de periódicos “emergentes” estavam a par da
existência

de

iniciativas

internacionais,

como

PURL

–

Persintent

(http://purl.oclc.org/), DOI – Digital Object Identifier (http://www.doi.org/)

URL
e

CrossRef (http://www.crossref.org/), objetivando garantir endereços permanentes
aos periódicos eletrônicos e a seus artigos, uma característica tecnológica
importante para garantir interoperabilidade e navegação entre artigos de
periódicos diferentes além de garantir acesso universal, agora e no futuro, aos
resultados das pesquisas (Questão 7). Padrões tecnológicos emergentes para
garantir interoperabilidade e acesso universal como Dublin Core Metadata
Initiative (http://dublincore.org) (Questão 8) e OAI-PMH - Open Archives Initiative
Protocol for Metadata Harvesting (http://www.openarchives.org/), (Questão 9) são
muito pouco conhecidos entre os editores dos dois grupos.
Apesar da maioria dos editores terem respondido positivamente à Questão
11, declarando disporem de mecanismos para medir a audiência, a maioria destes
mecanismos eram simples contadores de visitas. Nenhum dos editores respondeu
que possuía mecanismos mais sofisticados para medir a audiência como
contadores de “downloads” ou estatísticas de citação.
Nas respostas à Questão 12, poucos periódicos “emergentes” não
conheciam a existência de portais como SciELO e Epub (http://www.epub.org). A
maioria pretendia manter seu próprio “site”.
As maiores prioridades (Questão 13) do grupo “emergente” eram aumentar
a visibilidade de seus periódicos e garantir a regularidade. Poucos estavam
preocupados com a questão da preservação a longo prazo, aumentar a
interatividade, incorporar recursos hipertextuais e multimídia. Poucos também, em

�ambos os grupos, estavam preocupados em disporem de tecnologias para
cobrarem assinaturas.

4 CONCLUSÕES
Apesar do grande desenvolvimento nos anos recentes, os periódicos
eletrônicos ainda não parecem ser uma realidade totalmente naturalizada no
cenário da informação científica brasileira. A este respeito, uma das estratégias
para identificar periódicos eletrônicos usada pela pesquisa foi visitar os “sites” das
mais importantes associações científicas brasileiras, como ANPUH (Historia),
ANPUR (Planejamento Urbano e Regional), ANPOLL (Lingüística e Literatura),
ANPOF (Física), ANPOCS (Ciências Sociais), ANPED (Educação), ABRASCO
(Saúde Coletiva).

A maioria destas associações, embora tivessem “sites”

tecnologicamente avançados, onde se podia inclusive assinar eletronicamente os
periódicos destas associações, exceto por duas, todas as outras associações
mantinham seus periódicos impressos. Este fato pode indicar uma tendência ainda
conservadora de setores da comunidade científica brasileira com relação aos
periódicos eletrônicos.
A pesquisa também deve completar seu objetivo inicia, de mapear de forma
o mais completa possível o universo de periódicos eletrônicos brasileiros em C&amp;T.
Um grupo importante ainda deve ser mapeado e incluído na base de dados, os
periódicos incluídos no LatinIndex mas não no SciELO. A expectativa também é
manter atualizada a base de dados com os resultados da pesquisa, tornando-a
uma fonte de controle bibliográfico sobre o universo dos periódicos eletrônicos
brasileiros em C&amp;T.
A pesquisa indicou também que a facilidade de publicar eletronicamente na
Web parece resultar numa proliferação de periódicos acadêmicos e científicos,
Mais de 80% dos periódicos “emergentes” foram lançados após 2001. Não se tem
ainda como afirmar se esta tendência continua. Esta situação pode adquirir
contornos mais graves para os periódicos eletrônicos que para os impressos, em

�função da facilidade e baixo custo da publicação na web. Esta proliferação pode
resultar numa vida curta para muitos periódicos eletrônicos (a mesma tendência já
identificada na literatura de biblioteconomia para os periódicos impressos em
papel) e numa tendência a um declínio de qualidade.
Um periódico eletrônico é um dispositivo com muito maior potencial
cognitivo que um periódico impresso (Hutchin, 1999), (Lévy, 1993). A tecnologia
eletrônica pode incrementar a interatividade, prover facilidades de hipertextos e
hipermídia

(Chartier,

1998).

Pode

também

proporcionar

um

ambiente

informacional personalizado (Hyldegaard, 2004). Os periódicos eletrônicos
brasileiros, da mesma maneira que muitos periódicos eletrônicos internacionais,
são ainda concebidos baseados no modelo em papel, incorporando pouco das
facilidades tecnológicas citadas.
Se publicar eletronicamente um periódico pode ser simples, requerendo um
mínimo de habilidades relativas a “web design” e programação, o uso intensivo de
novas facilidade tecnológicas para ampliar a interatividade pode ser bastante mais
complexo. A necessidade de se manter atualizado com relação a padrões
tecnológicos relativos a preservação e acesso a longo prazo, como Dublin Core,
Open Archives, OAIS, etc, constitui, mais e mais, uma demanda .para editores e
publicadores científicos. Hoje, os editores dos periódicos eletrônicos brasileiros se
mostram ainda pouco familiarizados com estas questões. A organização destes
periódicos em portais, como o SciELO pode vir a dispensar os editores de
conhecerem profundamente estes aspectos, já que o provedor de tecnologia, no
caso o SciELO, se encarregaria destas questões (Marcondes, 2003).
Toda esta situação parece indicar a necessidade de uma maior
profissionalização da atividade de edição e publicação de periódicos eletrônicos.
Diferentemente dos periódicos internacionais, muitos deles agrupados em portais
(Simeão, 2003) como ScienceDirect, Gale, OVID, Blackwell, etc, os periódicos
eletrônicos brasileiros seguem um modelo tipo um-periódico-por-“site” Só existem
três portais de periódicos em C&amp;T na web brasileira: além dos SciELO e Epub, o

�único outro portal, o de uma editora comercial que publica vários periódicos
biomédicos, é o Cibersaude, http://www.cibersaude.com.br. Talvez um solução
alternativa seja estimular que estes periódicos eletrônicos em “sites” isolados se
juntem a portais como SciELO e Epub, que possam aportar aos mesmo maiores
facilidades tecnológicas.
Indica também a necessidade de se endereçar uma série questões
levantadas na pesquisa. Questões como a garantia de endereços eletrônicos
persistentes, como as citadas iniciativas PURL, DOI e CrossRef; mecanismos e
padrões para descrição e intercâmbio de metadados, como Dublin Core e Open
Archives; metodologias comuns para avaliar a audiência dos “sites” como as
propostas no Projeto COUNTER (http://www.projectcounter.org); de metodologias
para garantia de preservação a longo prazo destes conteúdos – como modelo
OASIS

–

the

Open

Archival

Information

System

Reference

Model,

http://www.dpconline.org/docs/lavoie_OAIS.pdf, agora também um padrão ISO .
Dada a fragilidade inerente às publicações digitais, sem que tais questões sejam
endereçadas, os periódicos brasileiros em C&amp;T se encontram numa situação
bastante precária a médio prazo, correm o risco de ficarem inacessíveis. Estas
questões estão claramente, como demonstrou a pesquisa, além da possibilidade,
capacidade técnica e de articulação dos editores de periódicos eletrônicos
brasileiros isolados, que são a grande maioria; devem portanto ser objeto de
políticas públicas de informação em C&amp;T.

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∗

Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense R. Lara Vilela, 126 –
S. Domingos, Niterói/RJ email: marcon@vm.uff.br
Centro de Informações Nucleares, Comissão Nacional de Energia Nuclear R. Gen. Severiano, 90 –
Rio de Janeiro/RJ email: lsayao@cnen.gov.br
Bolsistas de Iniciação Científica, Universidade Federal Fluminense R. Lara Vilela, 126 – S.
Domingos,
Niterói/RJ
email:
cmarciomaia@ig.com.br;
marco_ar@bol.com.br;
wilderfaria@yahoo.com.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Relata resultados de projeto de pesquisa, apoiado pelo CNPq, cujo objetivo foi desenvolver um quadro geral da situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em ciência e tecnologia. Utilizou-se no levantamento os instrumentos de controle bibliográfico disponíveis, como listas do portal SciELO e a base de dados LatinIndex. Para complementar o levantamento pesquisa extensiva na Web teve que ser feita para identificar outros “sites” de periódicos eletrônicos brasileiros. Mecanismos de busca como Google e AltaVista foram utilizados com este objetivo. Foram submetidas consultas tais como “Brazilian Journal of”, “Brazilian Archives of” etc, para identificar outros periódicos eletrônicos. Em cada “site”, informações sobre cada periódico eletrônico foram coletadas e armazenadas numa base de dados, classificada por área de conhecimento CAPES/CNPq. Após esta fase inicial uma pesquisa qualitativa foi desenvolvida, baseada em questionários enviados aos editores dos periódicos eletrônicos por correio eletrônico. Estes questionários solicitam informações acerca do modelo de negócios do periódico eletrônico, dificuldades encontradas para manter o periódico atualizado, existência de políticas relativas à preservação e acesso a longo prazo, conhecimento dos editores de padrões tecnológicos relativos a publicações eletrônicas, problemas enfrentados para lançar e manter o periódico eletrônico. O universo de periódicos eletrônicos brasileiros se mostrou segmentado, variando de periódicos consolidados, de alta qualidade, originários de periódicos em papel, como os mantidos no portal SciELO, até periódicos “emergentes”, sem versão impressa, recentemente disponibilizados na Web. Este universo abrange também diversas áreas de conhecimento.</text>
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                    <text>A SOCIALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO ATRAVÉS DA
INTEGRAÇÃO E INTEROPERABILIDADE DE ACERVOS
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia∗
Gelci Rostirolla∗∗

RESUMO
Este artigo tem como objetivo discutir os aspectos relacionados à utilização das
tecnologias da informação e comunicação quanto ao acesso à informação.
Apresenta a evolução tecnológica da biblioteca e os aspectos relacionados à
comunicação científica na construção de novos conhecimentos. Focaliza a
Biblioteca Digital Brasileira como parâmetro para atingir a interoperabilidade no
acesso a fontes de informação eletrônica, como forma de minimizar barreiras na
comunicação e socialização do conhecimento produzido.
PALAVRAS-CHAVE: Sociedade da informação. Tecnologia da informação.
Biblioteca digital. Interoperabilidade. Comunicação científica. Acesso à
informação.

1 INTRODUÇÃO
A informação é um insumo fundamental para o desenvolvimento da ciência.
As técnicas e as tecnologias por sua vez, têm um papel fundamental, ou seja, são
o pilar do desenvolvimento de uma sociedade, contribuindo e agilizando o acesso
a informação.
A utilização de tecnologias de informação e comunicação inovadoras pelas
bibliotecas, transforma o ambiente de acesso, disseminação, cooperação e
promoção do conhecimento em escala global.
Novos recursos informacionais, disponibilizados aos pesquisadores,
superam o entendimento tradicional de informação bibliográfica, baseada em
documentos impressos como livros, artigos de periódicos, teses, anais, entre
outros.
Entretanto, de acordo com Marcondes e Sayão (2001) surgem novos
suportes informacionais que subsidiam a pesquisa, como: multimídia, lista de

�discussão, fóruns eletrônicos, teleconferências, imagens diversas, modelos
animados, bancos de preprints eletrônicos, e-prints, e demais suportes.
Os recursos informacionais utilizados, dinamizam e aperfeiçoam a forma de
disponibilizar e acessar a informação, através da operacionalidade dos recursos
existentes, aproximando os pares, propiciando uma relação interdisciplinar,
principalmente nos grandes centros, onde há maior facilidade no acesso às
tecnologias, devido à concentração de institutos de pesquisa e de pesquisadores,
eliminando barreiras e quebrando paradigmas, que estão sedimentados em
bibliotecas tradicionais.
Neste sentido, Targino (2000) afirma que a
comunicação científica eletrônica é em sua essência, a
transmissão de informações científicas através de meios
eletrônicos. (...) Tais canais favorecem a manutenção dos laços
informacionais em substituição ao contato face a face, e
incentivam a interdisciplinaridade, ao criarem oportunidades de
acompanhamento de áreas afins, rompendo a tradicional
segmentação das disciplinas acadêmicas.

A transformação e o aprimoramento do fluxo da informação tem repercutido
na pesquisa e na dinâmica dos pesquisadores, aproximando os pares de forma
imediata e eficiente, independente da área geográfica onde os mesmos se
encontrem.
Para Pinheiro (2002, p. 68),
O aumento do número de cientistas e de produção de pesquisas,
além do desenvolvimento de tecnologia, e o conseqüente
crescimento do volume desses registros, nas mais diversificadas
formas, foram alguns dos motores de propulsão da Ciência da
Informação.

Neste sentido, concorda-se que a Ciência da Informação, aliada aos
recursos

tecnológicos,

compartilhamento

de

possibilitam

a

conhecimento.

socialização
Espaço

para

da

informação
a

e

o

socialização

e

compartilhamento necessitam ser repensados na era digital, entre os quais estão
as bibliotecas digitais.

�Este artigo tem como objetivo discutir aspectos relacionados à utilização de
tecnologias de informação quanto ao acesso à informação.

2 BIBLIOTECA DIGITAL

A evolução tecnológica da biblioteca divide-se, segundo Cunha (2000), em
quatro fases: a primeira fase é a da biblioteca tradicional que vai desde Aristóteles
até a automação das bibliotecas; a segunda fase, diz respeito à biblioteca
automatizada em que se utilizavam dos computadores apenas para disponibilizar
seus catálogos, trabalhando acervos de forma isolada e quando muito
participavam de serviços cooperativos, como é o caso da catalogação
cooperativa; a terceira, é a fase da biblioteca eletrônica, que permite a
recuperação da informação, através de meios eletrônicos; a quarta e ultima fase,
é a da biblioteca digital, que disponibiliza seu acervo de forma eletrônica, só que
em tempo real (on-line), ou seja, é a denominada biblioteca virtual, a qual pode
ser acessada de qualquer parte do mundo.
Como se pode observar, a biblioteca tem sofrido mudanças ao longo do
tempo. Antes, era apenas uma guardiã de acervos compostos por livros e
periódicos. Após sucessivas mudanças, hoje as bibliotecas têm a finalidade de
ser uma organização intermediadora da informação:
[...] uma intermediária entre os recursos eletrônicos globais [...]. A
organização e a disseminação crescente da informação e do
conhecimento em redes de computadores tornam-se elementos
essenciais seja nos aspectos econômicos, nos sociais, nos
políticos, nos culturais e nos educacionais da sociedade.
(BLATTMANN, 2001, p.89).

Ou seja, as bibliotecas virtuais apresentam certas vantagens em relação às
tradicionais, tendo em vista a utilização dos meios eletrônicos, e também os
meios hipertextuais, facilitando a navegação entre as mais diversas bibliotecas,
independente da localização física.
A biblioteca mudou o seu papel passando a ser intermediadora da
informação, independentemente do suporte em que esta se encontre, pois ela tem
a responsabilidade do tratamento, guarda e disponibilização da informação, pois

�“(...) quer com o suporte papel, quer com o magnético, as bibliotecas sempre
trouxeram consigo a memória humana registrada, sendo-lhes acoplada a
responsabilidade de prover acesso às informações.”. (CARVALHO; KANISKI,
2000, p.37). Pode-se então afirmar que a biblioteca virtual é um espaço no qual
as pessoas comunicam, compartilham, e produzem novos conhecimentos e
produtos.
A discussão da criação de uma única biblioteca virtual mundial é remota,
mas não impossível, por envolver aspectos complexos relacionados com políticas
governamentais, entre outros, que no momento não são objeto deste trabalho.
Entretanto, arriscamos afirmar que existe a possibilidade da formação de muitas
bibliotecas digitais, com coleções especializadas, utilizando redes conjuntas.
Atualmente, esta é a realidade da Biblioteca Digital Brasileira - DBD, mantida pelo
Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, e que pretende
integrar em um único portal os mais importantes repositórios de informação digital
do país, de forma a permitir consultas simultâneas e unificadas aos conteúdos
informacionais destes acervos. O acervo da DBD é composto de documentos
digitais como texto completo, imagem, som, etc., armazenados em dois grandes
grupos : Biblioteca de Ciência e Tecnologia e Biblioteca Histórico-Cultural

2.1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

A dinâmica nos serviços prestados nas bibliotecas vem passando por
mudanças ocasionadas pelo uso das tecnologias. Inicialmente as bibliotecas
disponibilizavam apenas seus catálogos como fonte de consulta e referência.
Esse recurso, passou a integrar catálogos coletivos on-line, promovendo a
catalogação cooperativa e indexação, facilitando o processo, ocasionando maior
rapidez na disponibilização do documento para o usuário. Rowley (2002, p.302)
lembra que "A digitalização de documentos permite hoje um atendimento muito
mais rápido e eficaz, embora o serviço de correios e o fax permaneçam como
opções". Entretanto, parafraseando Rowley a importância dos meios tradicionais
de fornecimento de documentos, leva a crer que enquanto o mercado editorial
manter a publicação em formato tradicional (impresso), os sistemas de correios e

�de fax continuarão a existir, facilitando a entrega de documentos no país e
exterior.
Os suportes digitais e o acesso em rede, ou seja virtual, aproxima os
interlocutores promovendo uma interação entre o autor e o leitor. As tecnologias
digitais, além de facilitar a disponibilização da informação em seus diferentes
suportes, otimizam a dinâmica ao acesso, através da interatividade desses
acervos, permitindo que o pesquisador não só acesse a informação, mas também
disponibilize suas publicações, de forma que haja uma avaliação imediata do que
foi publicado, independentemente do lugar onde este se encontre. Conforme
Marcondes e Sayão (2001, p.25) "Estudos recentes confirmam que as
publicações eletrônicas são muito mais citadas que as publicações em papel". O
que vem confirmar a facilidade no acesso, quebrando fronteiras e aproximando os
pesquisadores das múltiplas fontes disponibilizadas no meio digital.
Conforme afirma Dizard (1998), as tecnologias de informação vêm abrindo
várias possibilidades para os produtores e consumidores de fontes diversas,
democratizando a acessibilidade à informação, por uma sociedade que valoriza a
escolha e a variedade, garantindo o compartilhamento para criação de
conhecimento, ao contrário do que ocorria nas bibliotecas tradicionais que
tendiam ao isolamento. Neste sentido, Terra (2002, p.22) lembra que "O impacto
da Internet na capacidade humana de se comunicar tem grande reflexo: a
comunicação de um-para-muitos e muitos-para-muitos alcançou níveis jamais
atingidos ou previstos anteriormente". Esse compartilhamento, vem promover a
participação do indivíduo na sociedade do conhecimento.

2.2 A INTEROPERABILIDADE NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Muitas são as discussões sobre o acesso à informação na chamada
"sociedade do conhecimento”. Porém, o processo de geração do conhecimento
não pode ser herdado ou concedido, mas sim, criado e/ou absorvido pelo próprio
indivíduo, o qual poderá ou não, ser compartilhado.

�O

compartilhamento

da

informação

leva

à

produção

de

novos

conhecimentos, os quais podem ser absorvidos pelos indivíduos, que podem criar
novos conhecimentos, que podem ser disponibilizados, formando assim um ciclo
do conhecimento. Para que ocorra esse ciclo, Ziman (1979, p.135) afirma que
Os conceitos têm de ser absorvidos como um todo, de uma só
vez, e não aos pedaços. [...] Os diferentes fragmentos da
informação contidos nos diferentes trabalhos primários precisam
ser reunidos e fundidos numa só peça, compondo uma coerente
máquina intelectual que poderá ser utilizada em seu todo, seja em
proveito material dos pesquisadores, seja como subsídio para
futuras explorações científicas.

Os saberes e fazeres se transformam em conhecimento científico na
medida que novos conhecimentos são absorvidos e aprimorados pelo indivíduo.
De acordo com Ziman (1996, p.13), o
(...) conhecimento científico é o produto de um empreendimento
humano coletivo ao qual os cientistas fazem contribuições
individuais purificadas e ampliadas pela crítica mútua e pela
cooperação intelectual. (...) a meta da ciência é um consenso de
opinião racional sobre o campo mais amplo possível.

Através da integração e da interoperabilidade entre acervos, torna-se
possível o acesso a recursos informacionais eletrônicos, que possibilitará a
criação e recriação de novos conceitos. A biblioteca digital, proporcionará uma
interoperabilidade entre os diversos tipos de recursos informacionais na Internet,
possuindo várias outras dimensões entre comunidades internacionais e
interlingüística. Implicando em acesso às informações dispersas nos diversos
acervos e instituições, não importando onde a informação se encontre, será
localizada e disponibilizada ao usuário.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As tecnologias de informação e comunicação aliadas aos programas e
projetos

políticos,

educacionais,

sociais

e

econômicos

possibilitam

a

democratização da informação. Entretanto, a utilização inadequada das
tecnologias repercute em prejuízo para a sociedade, ampliando a exclusão digital.

�Percebe-se a importância de saber contextualizar, em saber usar a
informação ou conhecimento registrado.
A acessibilidade e a socialização da informação é possível desde que
ocorra a integração de acervos e a promoção do compartilhamento do
conhecimento. Isso depende do desenvolvimento de programas de capacitação
do usuário da informação, possibilitando sua autonomia na busca e acesso. Esta
autonomia

não

elimina

o

intermediário.

O

reconhecimento

do

papel

desempenhado pelo "mediador" no processo de transferência de informação,
desfaz a utopia de que a informação está acessível instantaneamente, por
qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar.
Na previsão de Cunha (2000, p.75)
Até 2010, com a implantação em todo Brasil das redes de alta
velocidade, os usuários das bibliotecas terão acesso a grandes
arquivos de dados, utilizarão aplicações multimídia e outros tipos
de produtos/serviços que demandam alta confiabilidade e
velocidade de transmissão.

Esta previsão de Cunha já é uma realidade em várias bibliotecas
universitárias brasileiras. Lamenta-se porém, a falta de ações e de políticas
públicas que dinamizem este processo, garantindo a democratização do acesso à
informação.

REFERÊNCIAS

BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA. http://www.ibict.br/secao.php?cat=BDB
BLATTMANN, U. Modelo de gestão da informação digital online em
bibliotecas acadêmicas na educação à distância: biblioteca virtual.
Florianópolis, 2001.Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) Programa de
Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Centro Tecnológico da UFSC,
Florianópolis,
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ci. Inf., Brasília,
v. 29, n. 3, p. 33-39, set./dez. 2000.

�CUNHA, M.B. da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ci. Inf., Brasília, v.29, n.1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
DIZARD, W.P. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
MARCONDES, C.H.; SAYÃO, L.F. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n.3, p.24-33, set./dez. 2001.
MEADOWS, A.J. A comunicação Científica. Brasília: Briquet de Lemos / Livros,
1999.
PINHEIRO, L.V.R. Gênese da ciência da informação: os sinais enunciadores da
nova mídia. In: AQUINO, Mirian de Albuquerque (Org). O Campo da ciência da
informação: gênese, conexões e especificidades. João Pessoa: Ed. Universitária,
2002.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. 2. ed. Brasília : Briquet de Lemos / Livros,
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TARAPANOFF, K. ; ARAÚJO JR, R. H. de; CORMIER, P. M. J. Sociedade da
informação e inteligência em unidades de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n.3,
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TADAO, Takahashi (Org.). Sociedade da informação no Brasil : livro verde.
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TARGINO, Maria das Graças. Comunicação cintífica: uma revisão de seus
elementos básicos. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa,
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http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/1020002.pdf. Acesso em: 10.05.04
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TRISKA, R. ; CAFÉ, L. Arquivos abertos: subprojeto da biblioteca Digital
Brasileira. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n.3, p.92-96, set./dez. 2001.
ZIMAN, J. Conhecimento confiável: uma exploração dos fundamentos para a
crença na ciência. Campinas, SP: Papirus, 1996.

�ZIMAN, J. Conhecimento público. São Paulo: Itatiaia, 1979.

∗

Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e Professora
do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco e-mail:
galvao@ufpe.br
∗∗
Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e
Bibliotecária da Fundação da Universidade Regional de Blumenau
e-mail: gel@furb.br

�</text>
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                <text>Este artigo tem como objetivo discutir os aspectos relacionados à utilização das tecnologias da informação e comunicação quanto ao acesso à informação. Apresenta a evolução tecnológica da biblioteca e os aspectos relacionados à comunicação científica na construção de novos conhecimentos. Focaliza a Biblioteca Digital Brasileira como parâmetro para atingir a interoperabilidade no acesso a fontes de informação eletrônica, como forma de minimizar barreiras na comunicação e socialização do conhecimento produzido.</text>
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                    <text>BUSCANDO SOLUÇÕES PARA TRABALHAR O ACERVO FÍSICO, DIGITAL E
VIRTUAL NUM MESMO AMBIENTE: UTILIZANDO O SOFTWARE
PERGAMUM.

Ana Cláudia Philippi∗
Cristiane Salvan Machado
Eliane Back
Hadra Mônica Kuester
Marcio João Oliari
Terezinha da Graça Moreira

RESUMO
Conscientes da importância de seu papel no acesso e difusão do conhecimento e
desenvolvimento da pesquisa científica, a biblioteca universitária da Universidade
do Sul de Santa Catarina, em parceria com a biblioteca central do Centro
Universitário de Jaraguá do Sul, resolveu buscar soluções para a organização e
tratamento dos acervos digitais e virtuais. Objetivando a unicidade de
procedimentos, a facilidade no tratamento das obras e a eficiente recuperação
das informações, optaram por utilizar o software Pergamum – Sistema Integrado
de Bibliotecas. Este artigo propõe soluções para trabalhar o acervo físico, digital e
virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento técnico da
informação.
PALAVRAS-CHAVES: Pergamum. Acervo físico. Acervo digital. Acervo virtual.

1 INTRODUÇÃO
Acompanhamos

no

cenário

mundial

o

permanente

processo

de

desenvolvimento humano, científico e tecnológico, ambos originados em grande
parte no espaço educacional, voltados para o crescimento da sociedade como um
todo.
A Universidade é peça estratégica neste processo, pois promove ações
concretas no que diz respeito à geração da identidade sóciocultural de uma
nação. Sendo assim, a Biblioteca Universitária, inserida neste contexto,
representa para a Universidade o agente capaz de atender às necessidades de
acesso à informação, bem como desenvolver atividades de orientação à utilização
da informação para um determinado grupo social ou a sociedade em geral.

�Comprometida

em

corresponder

às

expectativas

da

comunidade

acadêmica, acompanhando a evolução das práticas pedagógicas e com o
advento da tecnologia, a Biblioteca Universitária vem buscando a melhoria de
seus recursos e serviços. Neste contexto, Marcondes e Sayão (2002, p. 42)
afirmam que “no ciclo da comunicação científica, as bibliotecas têm um papel
fundamental. A elas cabem, neste ciclo, os papéis de coleta, registro estocagem e
disseminação da informação.”
A introdução e expansão das tecnologias da informação nas residências
brasileiras fortaleceu o uso da Internet para fins de estudo, podendo-se dizer até
mesmo que “virtualizou” a realização de inúmeras atividades que antes eram
obrigatoriamente presenciais.
Não podemos conceber o ensino sem o apoio da Biblioteca, que além de
possibilitar acesso à informação, favorece o desenvolvimento de potenciais,
capacitando pessoas a formarem suas próprias idéias e a tomarem suas próprias
decisões. Segundo Zaher (2004), "oferecer informação e democratizar o acesso a
coleções únicas e geograficamente distantes é também o nosso compromisso.
Valorizamos a biblioteca virtual de hoje como esse local privilegiado do saber."
A intensificação das pesquisas científicas e o desenvolvimento dos núcleos
de educação a distância têm exigido, cada vez mais, uma postura virtualizada dos
serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias.
Nesse contexto, as bibliotecas, de qualquer categoria, mas principalmente
as universitárias, vêm há algum tempo se preparando para atender a uma
demanda crescente de usuários virtuais. Levacov (1997, p. 126) confirma essa
realidade ao afirmar que “a biblioteca deixa de ser um tranqüilo depósito de livros
para tornar-se ponto focal de pesquisa variada, acessada a qualquer hora por
usuários virtuais de vários lugares do mundo.”
Até mesmo os softwares de gerenciamento de acervo, antes voltados ao
processamento técnico, evoluíram incorporando algumas funcionalidades que
objetivam atender a essa demanda, incentivada pela disponibilização de novos
serviços. Para Graeml (2003, p. 28)

�A tecnologia por si só não vale nada para o negócio. O que
importa é como a informação gerada por ela é capaz de
proporcionar melhor atendimento às necessidades de seus
clientes. São os novos produtos e serviços, ou o valor agregado a
eles e aos processos afetados pela TI, que garantem o retorno do
investimento para a empresa.

A explosão do digital e virtual trouxe aos usuários novas perspectivas de
acesso à informação. Estes que antes buscavam apenas informações
institucionais e referenciais nos sites disponibilizados pelas bibliotecas, buscam
agora textos completos que possam subsidiar a produção de seus trabalhos
acadêmicos e pesquisas científicas, a qualquer hora do dia, em qualquer lugar do
globo.
Tenopir e King (2001) e Silveira (1998) confirmam as expectativas dos
usuários em conseguirem os textos completos na Internet ao invés de
informações referenciais sobre o que buscam.
Além disso, as numerosas iniciativas de digitalização de acervos de
literatura cinzenta e periódicos científicos têm auxiliado no aumento exponencial
da busca por textos completos. As bibliotecas, percebendo que a informação está
caminhando no sentido de inversão das quantidades de acervo em suporte papel
e eletrônico, vêm disponibilizando cada vez mais informações digitais e virtuais. O
presente artigo tem como finalidade apresentar soluções para disponibilizar
acervo físico, digital e virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento
técnico da informação.

2 JUSTIFICATIVA
As bibliotecas universitárias da UNISUL e da UNERJ sempre tiveram como
premissa atender às necessidades de seus usuários em relação à busca de
informações. Buscar formas de facilitar o acesso e difundir o conhecimento
registrado nos materiais adquiridos é atividade contínua nessas unidades de
informação.
Em função dessa preocupação com o atendimento ao usuário, percebeu-se
a crescente demanda por informação digital. Aos poucos foram implementadas

�algumas tentativas de seleção e organização de fontes de informação eletrônicas,
chegando às iniciativas de bibliotecas virtuais e digitalização do acervo de
literatura cinzenta.
Com o passar do tempo, essas formas de organização já não supriam as
necessidades dos usuários, dificultando muitas vezes a recuperação dos
materiais tão criteriosamente selecionados para disponibilização on-line. Foi então
que ficou clara a necessidade de catalogar essas fontes eletrônicas de
informação e não somente listá-las em outras páginas web como diretórios, sem
nenhuma representação, descritiva ou temática.
[...] mesmo no caso de acervos cuja íntegra dos textos se
encontra disponível em forma eletrônica, continua havendo a
necessidade de um mecanismo que permita aos usuários
identificar material de interesse, selecionar material que melhor
atenda as suas necessidades, encontrar grupos de documentos
similares, e localizar esse material. Como notado anteriormente,
há uma função de síntese que só o catálogo pode desempenhar
(DIAS, 2001).

A parceria foi criada com o objetivo de reunir esforços na busca por
soluções para o tratamento dos acervos digitais e virtuais. Estes acervos
deveriam estar cadastrados em um banco de dados. Para tanto, verificou-se as
informações que deveriam estar cadastradas no banco de dados para que
houvesse uma recuperação eficiente do material desejado. Como exemplo: título
do material, resumo, descritores e endereço virtual. Percebeu-se, então, que para
cadastro destas informações no banco de dados poderia ser utilizado o formato
MARC.
Ambas

as

bibliotecas

utilizam

o

Pergamum

como

software

de

gerenciamento do acervo físico, e com esta experiência percebeu-se que este
seria o melhor ambiente para realização das tarefas relativas ao tratamento e
organização de seus acervos virtuais e digitais, atendendo à necessidade
anteriormente especificada.
Podem ser citadas como vantagens na utilização do Pergamum:
interoperabilidade do software (compartilhamento de dados), o uso de padrões
internacionais para catalogação e intercâmbio dos dados, possibilidade de
migração para outras plataformas, a reutilização do cadastro de usuários das

�bibliotecas para validação do acesso a documentos eletrônicos com restrição de
acesso, a possibilidade de processamento técnico de materiais em qualquer
suporte ou qualquer tipo de fonte de informação, não há necessidade de
treinamento em novas ferramentas ou aplicativos, a reutilização do banco de
autoridades criados pelas bibliotecas para o processamento técnico do acervo
físico, utilização de software único para execução dos trabalhos das bibliotecas e
os futuros projetos de integração com outros projetos de bibliotecas digitais, como
é o caso da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT.

3 METODOLOGIA PROPOSTA
Para

início

dos

trabalhos

de

processamento

técnico

do

acervo

exclusivamente digital e virtual, é necessária a criação de alguns tipos de
materiais com especificidades em relação à localização, bem como informações
sobre empréstimos e reservas. Materiais como: periódicos on-line, bases de
dados, livros eletrônicos, páginas da web. Nas informações sobre empréstimo
poderá ser visualizada a mensagem “Fonte de informação exclusivamente
eletrônica”. Fica a sugestão para flexibilização desta guia, pois já existem
iniciativas de empréstimo de obras digitais/virtuais; e que provavelmente, mais
tarde, deverá ser inserida como opção no sistema.
Para cada título de obra em suporte eletrônico deverá ser gerado
automaticamente um código específico que o identifique como virtual/digital.
Abaixo segue modelo de endereço eletrônico catalogado no software Pergamum
utilizando formato MARC para troca de dados.

61455
005

200209121437.0

007

cz cn#uuumuuun

008

020912s1996 spb # i o por#d

040

$a BlTbUSS $c BlTbUSS

082

04

$a 610 $2 21

245

00

$a Saúde &amp; Vida $h [periódico on line]

260

$a São Paulo : $b UNICAMP, $c 1996.

�505

0#

$a Revista eletrônica com informações em medicina e saúde para o público
em geral. Assuntos abordados, saúde dos adolescentes, filhos, homem e
da mulher. Apresenta artigos com texto completo.

538

$a Modo de acesso: World Wide Web

650

04

$a
$a
$a
$a
$a

856

$u http://www.nib.unicamp.br/svol/
4
Figura 1: Tabela de tratamento técnico da informação de acordo com o Marc21.

Saúde
Doenças
Mulheres - $x Saúde e higiene
Homem
Adolescentes - $x Saúde e higiene

Propõe-se a criação de uma interface personalizada para consulta aos
acervos digitais/virtuais com as seguintes opções de consulta: pesquisa por tipo
de material e área de conhecimento, possibilidade de consulta das grandes áreas
como árvore de diretório, pesquisa por índice retornando listagem dos termos a
seguir a partir do termo digitado, pesquisa por termo livre. Isso, para que se possa
abranger várias formas de recuperação da informação visando a proporcionar aos
usuários mecanismos eficientes na busca do material de seu interesse.

Figura 1: Exemplo de resultado de pesquisa no software Pergamum.

Para gerenciamento dos acervos propõe-se a elaboração de uma rotina de
checagem dos links quebrados, afastando-os da consulta, nos cadastros de

�páginas da web e criação de um relatório que liste os links afastados para
posterior verificação. Esta proposta deriva-se da constante alteração no endereço
virtual de sites de órgãos de classe, etc., gerando uma grande insatisfação aos
usuários quando acessam um link onde o resultado ao acesso aparece como
página não encontrada.
Atribuição para acervos específicos de acesso restrito utilizando login e
senha de usuários cadastrados no banco de usuários das bibliotecas. Nesta
recomendação se enquadram os periódicos on-line, bases de dados e páginas da
web de acesso pago e/ou restrito.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso das tecnologias da informação por todas as áreas da sociedade
implica melhorias no desenvolvimento dos serviços prestados. A obtenção de
informações úteis e relevantes via fontes de informação especializadas é outro
aspecto que contribui para otimização do uso das tecnologias da informação.
Outro fator decisivo no sucesso das iniciativas de inovações na prestação
dos serviços em bibliotecas universitárias é o trabalho cooperativo compartilhado.
Os novos projetos surgidos reforçam a necessidade de cooperação entre os
profissionais,

principalmente

para

o

desenvolvimento

de

projetos

sobre

construção de acervos virtuais e digitais, resultando, dentre as inúmeras
conseqüências,

em

aperfeiçoamento

dos

profissionais

envolvidos

e

fortalecimento da classe bibliotecária.
No caso da elaboração das propostas de adaptações no sistema
Pergamum, a união de esforços objetivando o mesmo fim, demonstrou o interesse
dos profissionais envolvidos em consolidar suas unidades de informação como
centros de excelência na prestação de serviços aos usuários. Ressaltamos aqui a
importância de conhecer e avaliar adequadamente o potencial do software
utilizado, visando à interoperabilidade e cooperação de dados.
Ao desenvolver as propostas para o sistema, confirmou-se a necessidade
de tratamento adequado das fontes de informação eletrônicas, permitindo aos

�usuários obter informação textual completa ou referencial, que é o caso das
páginas web, além de poupar seu tempo, pois encontrará reunidos em um único
catálogo, diversas fontes de informação.
Buscar soluções para esse tratamento contemplando a realidade de cada
biblioteca,

optando

por

recursos

já

existentes

é

ponto

positivo

para

implementação do projeto, pois minimiza tempo e custos para as instituições.
Como última consideração, ressaltamos a importância da avaliação
periódica dos processos e ferramentas utilizadas para atender à demanda
informacional dos usuários de cada unidade de informação. A evolução constante
dos meios e das tecnologias da informação propicia a obsolescência de projetos
engessados, reforçando a necessidade de buscar soluções que tenham como
pré-requisito a possibilidade de atualização contínua e flexibilidade para alteração
dos processos utilizados.

REFERÊNCIAS
DIAS, Eduardo Wense. Contexto digital e tratamento da informação.
DataGramaZero, v. 2, n. 5, artigo 1, out. 2001. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/out01/Art_01.htm&gt;. Acesso em: 10 jul. 2004.
GRAEML, Alexandre Reis. Sistemas de informação: o alinhamento da estratégia
de TI com a estratégia corporativa. São Paulo: Atlas, 2003.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: (r)evolução? Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 2,
p.125-135, maio/ago. 1997.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO, Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ci. Inf.
Brasília, v. 31, n. 3, p. 42-54, set./dez. 2002.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gerenciando bibliotecas universitárias na era da
Internet: disponibilização de informações e comunicação interativa com usuários,
concretizada no site da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998,
Fortaleza. Anais... Fortaleza: UNIFOR, 1998. 1 Disquete.

�TENOPIR, Carol; KING, Donald W., A importância dos periódicos para o trabalho
científico. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 25, n. 1, p.15-26, jan./jun.
2001.
ZAHER, Célia. Importância dos conteúdos digitais na formação da cidadania. In:
Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais, 2., 2004, Campinas, SP. Anais...
Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8388&gt;. Acesso em: 10
jul. 2004.

∗

anacp@unisul.br. Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon –
Tubarão, SC, Brasil;
csalvan@unisul.br Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon
– Tubarão, SC, Brasil
back@unisul.br. Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon –
Tubarão, SC, Brasil
hadra@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.
Marcio@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.
tgmoreira@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Buscando soluções para trabalhar o acervo físico, digital e virtual num mesmo ambiente: utilizando o software Pergamum.</text>
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                <text>Conscientes da importância de seu papel no acesso e difusão do conhecimento e desenvolvimento da pesquisa científica, a biblioteca universitária da Universidade do Sul de Santa Catarina, em parceria com a biblioteca central do Centro Universitário de Jaraguá do Sul, resolveu buscar soluções para a organização e tratamento dos acervos digitais e virtuais. Objetivando a unicidade de procedimentos, a facilidade no tratamento das obras e a eficiente recuperação das informações, optaram por utilizar o software Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas. Este artigo propõe soluções para trabalhar o acervo físico, digital e virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento técnico da informação.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E OS
ACERVOS DIGITAIS: A GESTÃO DOS SUPORTES PARA A INCLUSÃO SOCIAL
Alzira Karla Araújo da Silva∗
Christine Dantas Benício
Janieire Soares de Santana
Zailton Frederico Beuttenmüller

RESUMO
A biblioteca universitária perpassa por mudanças que precisam prover acesso à
totalidade da informação demandada por seus usuários, ao mesmo tempo em que
se depara com a falta de espaço físico, custo dos documentos, limitações
orçamentárias e crescimento acelerado na oferta de informação. Os acervos digitais
e o seu compartilhamento é uma resposta a essas questões, otimizando a biblioteca
com o uso das tecnologias da informação. Nesse contexto, discorre-se acerca do
papel da biblioteca universitária enquanto organização da aprendizagem que deve
possibilitar formas diversificadas de acesso ao conjunto de recursos informacionais
disponíveis, independentes do suporte e localização. Focaliza-se o profissional da
informação como agente intermediador desse processo, apresentando-lhe a web
como uma alternativa gratuita de acesso a acervos digitais de bibliotecas e
periódicos eletrônicos. Objetiva-se, portanto, apresentar alternativas de fontes que
podem ser compartilhadas na web pelas bibliotecas universitárias, permitindo o
acesso e o uso da informação digital gratuita. Tem como universo de pesquisa sites
da web que disponibilizam e-books multidisciplinares e artigos da área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação para download gratuito. Como resultados,
obteve-se uma lista de bibliotecas e periódicos eletrônicos, gerando uma nova fonte
de busca e recuperação da informação para as bibliotecas universitárias e seus
usuários. Propõe-se que o profissional da informação indique e busque o acervo
digital desses sites, fortalecendo e complementando as informações existentes
fisicamente nas bibliotecas universitárias e que estas compartilhem desse acervo,
gerando uma nova fonte de acesso e inclusão social aos seus usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária. Acervo Digital. E-book. Periódico
Eletrônico. Profissional da Informação.

1 UNIVERSIDADE, BIBLIOTECA E PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Na Sociedade, atualmente, verificam-se mudanças e influências advindas das
novas tecnologias de informação, como a Internet, as redes e a informação digital.
Nas universidades, bem como nas bibliotecas, essas inovações pedem uma nova

�atitude a ser adotada pelo profissional da informação, que deve lidar com toda a
parafernália tecnológica a fim de atender as necessidades de seus usuários com
rapidez e precisão. Clama-se por ações que preencham lacunas e respondam
satisfatoriamente as demandas e aplicações da tecnologia no acesso e recuperação
da informação, uma vez que, nesse mundo digital, apenas o espaço físico das
bibliotecas não é mais suficiente para a recuperação das informações. Assim,
com a disseminação crescente do uso de fontes de informações online, a biblioteca universitária necessita também migrar para o
ambiente virtual, prestando serviços de qualidade que apóiem as
atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Nesta perspectiva, espera-se que as bibliotecas universitárias
estejam desenvolvendo ações que visem ao atendimento dos
usuários também em meio digital (ANDRADE et.al., 2004, p.2).

Nesse processo de mudanças, a Universidade, como instituição mantenedora
das bibliotecas universitárias (BUs), em seu papel educacional, deve atuar como
uma organização da aprendizagem que promove um ensino heurístico, crítico e
criativo do saber profissionalizante e especializante. Para tanto, deve acompanhar o
uso de recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem.
Às bibliotecas, está reservado o papel de transformar-se em uma organização
do conhecimento; espaço de expressão e aprendizado, sendo necessário um
repensar de funções e de atividades para a melhoria de produtos e serviços de
informação. A biblioteca universitária (BU), por sua vez, tende a ser uma
universidade em si mesma, funcionando como um verdadeiro serviço de informação
a disposição de seus usuários.
Para alcançar esses objetivos é preciso ultrapassar as barreiras que impedem
o fluxo de informação e inibir antigos problemas de espaço físico, limitação
orçamentária, dentre outros. Para que as BUs tornem-se pró-ativas é urgente uma
postura atuante da prática bibliotecária, adotando, por exemplo, ferramentas
tecnológicas como a Internet, as bases e os bancos de dados, o acervo digital
compartilhado etc, minimizando esses problemas e facilitando a recuperação da
informação e o atendimento às expectativas dos usuários. A tecnologia vem,
portanto, contribuir para o tratamento da informação no que se refere a sua
digitalização, organização, armazenamento e disseminação. Assim, as novas

�práticas em BUs devem voltar-se para a oferta de serviços de informações através
da web, disponibilizando, além do acesso físico, o acesso remoto à informação,
através dos acervos digitais disponíveis na Internet.
Nesse sentido, Universidade e biblioteca devem ser reconhecidas como
facilitadoras do compartilhamento de informações e geração de conhecimentos,
fazendo-se necessário uma mudança que focalize cada vez mais o ciclo
informacional - da geração ao uso – e acompanhe as transformações e
necessidades da sociedade. Nesse aspecto, a biblioteca universitária deveria ser a
concretização da atualização permanente e caberia ao profissional da informação –
o bibliotecário - atuar em seu papel de agente facilitador, educador e cultural,
trazendo informações úteis ao usuário.
A informação de que falamos pode estar na forma impressa, como
conhecemos tradicionalmente, ou na forma digital, como vem despontando com o
uso do computador e da Internet nas bibliotecas. Pode apresentar-se portanto, na
forma de livros e periódicos ou de e-books e periódicos eletrônicos, dentre outros
suportes. Tendo em vista essa dinâmica de fontes e considerando que o
bibliotecário atuante nas organizações do conhecimento poderá facilitar o acesso à
informação impressa ou digital, percebemos que se faz necessário estudos que
identifiquem e registrem as fontes de interesse a cada tipo de biblioteca e de
usuário,

bem como de necessidade de informação, permitindo diversificar e

aumentar o seu uso.
Diante do exposto, objetivamos apresentar o acervo digital como uma nova
fonte a ser disponibilizada pelas bibliotecas universitárias, possibilitando o acesso a
uma imensurável gama de informações. Focalizamos o profissional da informação
como um agente intermediador desse processo e destacamos os e-books e os
periódicos eletrônicos como fontes alternativas a serem compartilhadas na web e
utilizadas pelas bibliotecas. Como resultados disponibilizamos uma lista de e-books
multidisciplinares e artigos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação para
download gratuito, permitindo que o profissional da informação indique os acervos
digitais aos usuários, no intuito de fortalecer e complementar as informações
existentes fisicamente nas bibliotecas universitárias, além de servir como meio de
atualização e educação continuada para os bibliotecários.

�2 O NOVO PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO ATUANTE EM ESTRUTURAS
FLEXÍVEIS DE BIBLIOTECAS E SUPORTES
Com a aplicação das novas tecnologias nas bibliotecas, o conceito tradicional
de informação (o impresso) tem sido extrapolado. Fala-se nos novos suportes
informacionais (o eletrônico) como elemento que favorece a disseminação da
informação e a geração de conhecimento. Nesse contexto, muito se tem falado a
respeito do profissional da informação, refletindo a ebulição de um tempo em
constante mudança e despertando a sociedade para a indagação: quem é o
profissional da informação capaz de enfrentar os desafios e as dificuldades
provocadas pelas grandes transformações da era informacional e tecnológica?
As

discussões

afirmam

que

o

profissional

bibliotecário

precisa

se

descaracterizar do perfil tradicional e buscar entrosar-se com essa nova realidade,
possibilitando o exercício de sue papel não apenas como guardador de informação,
mas como disseminador da mesma, utilizando para tanto a tecnologia. Portanto, não
podemos mais conviver com a dicotomia apresentada por Barreto (2002), ao
enfatizar que o profissional da informação se encontra em um ponto entre o passado
e o futuro.
A passagem do profissional tradicional para o holístico requer ousadia e
conscientização por parte do bibliotecário para a mudança. Mueller (1995) nos
possibilita visualizar essa necessidade quando ele reflete acerca dos novos
paradigmas da sociedade afirmando que esse mundo de profundas e céleres
mudanças precisa de pessoas e organizações que ousem e mudem; não seria
diferente com a biblioteca e o profissional bibliotecário.
Nesse sentido, as mudanças oriundas das bibliotecas universitárias
tradicionais tendem para a construção de uma biblioteca atuante, em que as
informações impressas e digitais convivam juntas para um maior fortalecimento dos
acervos, formando a biblioteca do futuro, a biblioteca sem paredes.

Essa nova

realidade veio valorizar o bibliotecário, cuja imagem não é mais limitada aos edifícios
de bibliotecas, mas ampliada a todo espaço em que se trabalhe com a informação.

�O mercado, por sua vez, está a exigir um profissional com capacidade para
fazer “uso de novas técnicas de informação, manuseio de novas ferramentas
disponíveis para o processamento (tecnologias da informação), exercício de uma
liderança proativa” (ARAÚJO, 1998, p.12). O trabalho do bibliotecário estará, nesse
aspecto, voltado para “auxiliar os processos de geração e uso de informação [...]”
(ARAÚJO, 1998, p.12).
Nesse novo panorama o papel do profissional da informação é o de gateway
(guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, tornando-se o interprete dos meios e
das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando,
refinando e pesquisando a informação desejada através dos novos recursos
tecnológicos. Esse papel é imprescindível no desenvolvimento das atividades em
BUs.
Com essas diretrizes, os bibliotecários aparecerão ora como gestor de
conhecimento, realizando uma análise cuidadosa de conteúdos; ora como mediador
nos processos de busca da informação, auxiliando no processo de acesso a
informação, e, agora, a tecnologia (DUDZIAK, 2002), apresentando aos seus
usuários os novos recursos e fontes informacionais decorrentes e facilitadas pela
aplicação das tecnologias e o uso de novas fontes.
Dessa forma, as bibliotecas universitárias e os bibliotecários devem atuar
como potencializadores do acesso e uso da informação – seja ela impressa e/ou
digital, tornando-se agentes democratizadores do uso da tecnologia e de seus
recursos. Somamos a esse papel o de “[...] manter serviços voltados para a
necessidade de ter estoques de informação bem organizados [...]” (CARVALHO,
2003, p.12). Assim, a tecnologia combinada com a atuação do bibliotecário pode
facilitar o rompimento de barreiras geográficas e a livre circulação da informação.

3 OS ACERVOS DIGITAIS COMO FONTES ALTERNATIVAS DE INFORMAÇÃO:
E-BOOK E PERIÓDICO ELETRÔNICO
Diante do contexto apresentado, em que a biblioteca universitária e o
bibliotecário precisam intermediar o encontro com a informação utilizando a

�tecnologia como uma ferramenta facilitadora desse processo, a informação impressa
ganha um novo aliado: a informação digital, proporcionando novos processos de
geração/uso da informação. Nesse contexto, dois suportes têm se destacado quanto
à forma de registrar e disseminar a informação com o uso da tecnologia: o livro
eletrônico (e-book) e os periódicos eletrônicos.
O primeiro, o e-book (Electronic Book) está sendo utilizado para nomear o
livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via Internet por meio de download.
O que o diferencia de um livro convencional é que, ao invés de ser impresso, ele é
disponibilizado em formato digital, vendido, baixado ou recebido via e-mail.
Acreditamos que essa fonte seja apenas a continuidade natural que deveria existir
na evolução entre o texto manuscrito, impresso até o digital.
Entendemos por e-book não só os livros eletrônicos, que usam tecnologia de
ponta e são lidos em minicomputadores portáteis, mas também os arquivos de livros
que podem ser acessados pela Internet, disponíveis em sites de Bibliotecas
Eletrônicas, livrarias e lojas virtuais. Assim, e-books são arquivos que chegam ao
consumidor pela própria rede, por meio de download (UEHARO, 2001),
caracterizados como um recurso informacional que usa tecnologia moderna para
registrar e permitir o acesso e o uso da informação digital. Além de preservar a
estrutura lógica e física do livro, fornece um texto completo e propicia a sua
consulta, possibilitando a conversão do eletrônico em papel e vice-versa.
Certamente, terão lugar garantido na história; tornando-se fontes valiosas se
utilizadas, por exemplo, em bibliotecas.
O segundo, o periódico eletrônico, tem merecido destaque na sociedade
acadêmica, uma vez que “o volume de conhecimento científico registrado em
periódicos científicos dobra a cada 15 a 17 anos” (TENOPIR; KING, 2001, p.18). O
seu uso nas Bibliotecas Universitárias tem expandido os horizontes do ensino e da
pesquisa, tornando praticamente ilimitada a liberdade dos educadores para
indicação do material bibliográfico.
Nesse estudo, será considerado periódico eletrônico (científico) aquele que
possui artigos com texto integral, disponibilizados via rede, com acesso on-line e
que pode ou não existir em versão impressa ou em qualquer outro tipo de suporte.

�Sua convergência e o uso integrado das tecnologias de comunicação e de
conteúdos em formato digital têm contribuído grandemente para este novo conceito,
transformando-o em um ambiente de acesso, disseminação, cooperação ou
compartilhamento e promoção do conhecimento em escala globalizada (OLIVEIRA,
2004).
Graças às tecnologias da informação e aos suportes dela oriundos, - como o
e-book e o periódico eletrônico - as bibliotecas estão preferindo o acesso ao
documento em detrimento à sua posse. E os usuários querem que esse acesso seja
fácil e com interfaces amigáveis. Para eles, a vantagem do acervo digital é sua
acessibilidade e a possibilidade de capturar o texto integral direto em seu
computador, obtendo respostas rápidas e eficientes que se transformam em
importantes ferramentas para a tomada de decisões. Aos bibliotecários, compete um
papel muito importante de transição, racionalização, divulgação e treinamento dos
usuários para melhorar o uso desses recursos. Assim, para implementar um acervo
digital nas BUs, precisam conhecer, indicar e compartilhar essas fontes como
alternativa complementar à insuficiência de seus acervos físicos, de modo que as
realidades impressas e digitais convivam simultaneamente.
Observamos, portanto, que o compartilhamento de informações digitais tem
sido a saída encontrada pelas BUs para driblar problemas existentes como: custo da
aquisição de material bibliográfico, despesas com processamento técnico e guarda
dos documentos e o crescimento vertiginoso da informação produzida no mundo.
Assim, os acervos digitais - e-books e periódicos eletrônicos - vêm se tornando uma
iniciativa que, além de solucionar problemas do cotidiano bibliotecário, otimiza a
biblioteca como prestadora de serviços de informação aos usuários.

4

PROPOSTAS

DE

ACERVOS

DIGITAIS

PARA

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS: O RESULTADO DE PESQUISAS
Com foco na afirmativa de que os acervos digitais são fontes indispensáveis
às BUs e que o seu compartilhamento e uso devem ser maximizados, partimos para
nossa pesquisa procurando identificar essas fontes na web. Para tanto, a

�abordagem utilizada na pesquisa e coleta dos dados tem caráter exploratório,
realizada através da investigação e observação de sites e da pesquisa documental
em artigos sobre o tema abordado. Desse modo, o universo pesquisado figura-se
num ambiente eletrônico composto por todos os sites que disponibilizam e-books e
periódicos eletrônicos através da Internet, recuperados na versão brasileira do
buscador Google1, bem como os endereços indicados pela literatura.
Dentre os sites identificados, o universo atende aos seguintes critérios: ser de
origem brasileira; disponibilizar para download gratuito e-books das diversas áreas
do conhecimento e; disponibilizar, na íntegra, o artigo de periódicos eletrônicos na
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. O estabelecimento desses
critérios possibilita uma delimitação dentre os inúmeros sites encontrados.
Para fins de coleta e análise dos sites que disponibilizam e-books
multidisciplinares pesquisamos no buscador Google, obtendo 182 (cento e oitenta e
dois) resultados e consideramos, ainda, a pesquisa realizada por Benício (2003)
sobre e-books2. Diante da coleta de dados realizada em maio/2004, selecionamos
aqueles mais significativos para a pesquisa, perfazendo uma amostra de 10 (dez)
sites.
Concomitante a pesquisa de e-books realizamos, no Google, a busca
para identificar periódicos eletrônicos na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, alcançando 06 (seis) indicações. Para somar a esse resultado,
pesquisamos também na lista de periódicos do Portal de Referência da Universidade
Federal Fluminense (UFF)3, alcançando 26 (vinte e seis) resultados e; na relação
dos periódicos eletrônicos em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)4, alcançando 44 (quarenta e quatro)
periódicos. Deste universo de 76 (setenta e seis) resultados, muitos se repetiram,
outros eram estrangeiros ou não disponibilizavam o artigo na íntegra, não atendendo
a nossos critérios. Assim, nossa amostra abrange 08 (oito) periódicos eletrônicos da
área em foco.
1

A escolha do Google se dá por fornecer os resultados mais relevantes, priorizando-os de acordo
com a proximidade dos termos pesquisados (http://www.google.com.br).
2
Os sites indicados por Benício são o eBookCult, Parnanet e Hotbook
3
Disponível no endereço http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/sites.asp?categorias=20
4
Disponível no endereço
http://www.ibict.br/secao.php?cat=Biblioteca%20do%20IBICT/fontes/documentos

�Diante dos resultados obtidos, apresentamos o quadro abaixo destacando o
nome,

o

endereço

e

um

resumo

do

sites

que

disponibilizam

e-books

multidisciplinares, contemplando um total de 10 (dez) sites, vejamos:

NOME

URL

INFORMAÇÕES

CPDA

http://www.cpda.com.br

CPDA significa cadastro de PDAs do Brasil. PDA é um
computador de dimensões reduzidas, podendo caber
num bolso ou na mão do utilizador. Disponibiliza e-books
em diversas áreas do conhecimento, sendo a grande
maioria escrita na língua portuguesa. Destaque para
literatura e biografias.

CULTVOX

http://www2.uol.com.br/cultvox/

Possui uma variada vitrine de títulos pagos e gratuitos de
autores nacionais e estrangeiros. Destaque para
Literatura brasileira, portuguesa e inglesa, além de
legislação brasileira.

eBookCult

www.ebookcult.com.br

Tem como princípios orientadores à universalização de
acesso, o aprendizado digital e o exercício da cidadania.
Os e-books disponibilizados são agrupados de acordo
com as áreas do conhecimento.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Continua

QUADRO 1 – Sites que disponibilizam e-books multidisciplinares gratuitos

NOME

URL

INFORMAÇÕES

Ebooksbrasil

www.ebooksbrasil.com

Apesar de ser uma eBiblioteca Pública, já que está
aberta a todos os usuários da Internet, ela não é mantida
com recursos governamentais, não é um site comercial e
não faz parte de nenhum portal. Possui grande variedade
de títulos nacionais e estrangeiros. Os títulos são
inseridos no acervo aleatoriamente, não havendo
agrupamento por áreas.

Hotbook

http://www.hotbook.com.br

Fundado em fevereiro de 2000 o site prima pela
divulgação da tecnologia de publicação digital. São
considerados pioneiros na publicação de e-books no
Brasil. Os e-books disponibilizados são agrupados de
acordo com áreas do conhecimento.

IG LER

http://www.ig.com.br/paginas/igle
r/download.html

Apresenta mais de 200 livros da literatura brasileira e
portuguesa, além dos clássicos da literatura universal.

Neolivros

http://www.digibooks.cjb.net/

Publica e distribui na Internet apenas versões digitais de
livros. Disponibiliza um link para download gratuito.

Parnanet

http:/www.parnanet.com/livros/liv
ros.asp

Registrada em novembro de 2000, é a primeira
comunidade de desenvolvedores do Rio Grande do
Norte. É uma empresa especializada em marketing
através da Internet, reunindo profissionais de ambas as
áreas. Os e-books disponibilizados são agrupados de
acordo com as áreas do conhecimento.

�Virtual Book
Store

www.vbookstore.com.br

Disponibiliza obras de célebres autores nacionais e
internacionais, predominando a literatura. Apresenta
também resumos dos importantes clássicos da literatura
nacional e internacional, biografia e bibliografia de
grandes autores nacionais.

Virtual Books

http://virtualbooks.terra.com.br

Apresenta diversos títulos distribuídos em categorias,
das quais a literatura é predominante. Disponibiliza ebooks nos seguintes idiomas: português, inglês, francês,
espanhol, alemão e italiano.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Conclusão

QUADRO 1 – Sites que disponibilizam e-books multidisciplinares gratuitos

Esse quadro revela que as bibliotecas eletrônicas de e-books têm procurado
diversificar seu acervo, agrupando em um mesmo site várias áreas do
conhecimento. Esse fato vem beneficiar os usuários de acervos digitais, pois esses
podem cada vez mais procurar fontes eletrônicas de acesso à informação. Ao
bibliotecário, cabe conhecer esses sites para poder sugerir e indicar o seu uso como
mais um canal de pesquisa. Destacamos, portanto, o seu papel de intermediador e
de profissional de referência. Essas funções podem ser enfatizadas para
profissionais que atuam em bibliotecas universitárias públicas, já que estas,
geralmente, mantêm um acervo muitas vezes inadequado e insuficiente à satisfação
das necessidades de informação de seus usuários. Os e-books, nesse prisma,
funcionam como uma nova fonte de consulta, pesquisa e leitura.
No que se refere aos resultados acerca dos periódicos eletrônicos na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação apresentamos a seguir um quadro com 08
(oito) periódicos que disponibilizam o texto na íntegra, vejamos:
PERIÓDICO

URL

INFORMAÇÕES

Ciência da
Informação

http://www.ibict.br/cionline

Editado pelo IBICT, tem periodicidade quadrimestral.
Publica trabalhos originais relacionados com a Ciência da
Informação ou que apresentem resultados de estudos e
pesquisas sobre as atividades do setor de informação. Nas
páginas da revista, encontra-se o Resumo e o respectivo
Abstract dos textos de cada edição, com exceção dos
Editoriais e Recensões. O conteúdo integral da revista,
pode ser visto, salvo e impresso a partir da edição 8 da
Ciência da Informação On-line (v.26, n.2, 1997). Texto
completo no formato PDF e acesso livre através dos sites
do SciELO e do IBICT.

Ciberlegenda

http://www.uff.br/mestcii/rep.ht
m

Revista do Mestrado em Comunicação, Imagem e
Informação da UFF. Disponibiliza artigos, entrevistas e
resenhas nas áreas de pesquisa do mestrado.

�DataGramaZ
ero

http://www.alternex.com.br/~p
atern/DGZero/
http://www.dgzero.org
http://www.dgz.org.br

Editado pelo Instituto de Adaptação e Inserção na
Sociedade de Informação – IASI (Organização não
Governamental). Reúne textos, por afinidade temática,
divulgando e promovendo perspectivas críticas em áreas
interdisciplinares da Ciência da Informação, como
Informação, Sociedade e Políticas Públicas, Informação e
Filosofia ou Informação e Comunicação. Apresenta o título
e o resumo. Clicando no título é mostrado o texto completo.
É um periódico on-line sem versão impressa.

Encontros
BIBLI:
Revista de
Biblioteconom
ia e Ciência
da
Informação
Informação &amp;
Sociedade:
estudos

http://www.ced.ufsc.br/bibliote/
encontro/

Publicada pelo Departamento de Ciência da Informação, da
Universidade Federal de Santa Catarina, foi disponibilizado
na WWW em 1996, com publicação semestral. Acesso ao
texto integral pela Internet no formato RTF e HTML.
Somente em versão eletrônica. Possui sistema de busca
por autor, título e palavras-chave.

http://www.informacaoesocied
ade.ufpb.br

Editado pelo Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), disponibiliza o texto completo a partir do v.1, n.1
de 1991, no formato PDF, mas é a partir do v.13, n.1, que
assume uma nova configuração, com a sua edição
exclusivamente eletrônica. Periodicidade anual.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Continua

QUADRO 2 – Lista de periódicos brasileiros na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação que disponibilizam o texto na íntegra

PERIÓDICO

URL

INFORMAÇÕES

In Texto

http://www.intexto.ufrgs.br/

Publicada pelo Curso de Pós-Graduação em Informação e
Comunicação da UFRGS.

Revista de
Biblioteconom
ia
de Brasília

http://www.unb.br/fa/cid/rbb/

Publicação do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados
da Universidade de Brasília (CID/UNB) e da Associação
dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF). Apenas o
v.25, n.1, de 2001 está disponível, na íntegra, no site em
formato PDF. Encontra-se encerrada.

Revista
Digital de
Biblioteconom
ia e Ciência
da
Informação

http://server01.bc.unicamp.br/r
evbib/sumario2.php

Disponibilizada pelo Sistema de Bibliotecas da Unicamp
desde julho de 2003, tem periodicidade semestral e o
objetivo de “oferecer mais um canal de divulgação da
produção científica do país na área” de Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Abrange diferentes seções: Artigos,
Relatos, Projetos, Ensaios, etc. Disponibiliza o resumo e o
texto completo em PDF.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Conclusão

QUADRO 2 – Lista de periódicos brasileiros na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação que disponibilizam o texto na íntegra

Com base no quadro, apresentamos o endereço eletrônico e algumas
características dos periódicos que disponibilizam o artigo na íntegra na área

�destacada. Assim, disponibilizamos uma lista que pode ser disseminada a e por
profissionais bibliotecários, bibliotecas universitárias e usuários em busca de
informações na área, no intuito de tornar essa fonte mais consultada, minimizando
custos e distâncias. Destacamos, portanto, a importância de seu uso, uma vez que
os periódicos científicos são canais importantes de comunicação,
pois registram, divulgam e avaliam o conhecimento de determinada
área do saber. Se comparados com outras fontes de informação [...]
ainda mantém-se como canal de comunicação preferencial e ágil que
registra os resultados formais da pesquisa, estabelece prioridades da
descoberta científica e preserva o conhecimento (BOHN, 2003, p.1).

Nesse sentido, acreditamos estar possibilitando que as BUs agreguem esse
acervo digital ao seu acervo físico, de modo a somar informações e recursos a
serem disponibilizados aos usuários em busca de informação. Assim, o que
fisicamente não existir na biblioteca pode ser buscado on-line, suprindo deficiências
de acervos e indo de encontro as afirmações positivas reveladas por pesquisas
sobre periódicos brasileiros na área em questão ao destacarem que
[...] estes são importantes fontes de referência para a pesquisa
(FORESTI, 1990), para a comunicação e troca de informações entre
pares da comunidade científica na área de biblioteconomia e ciência
da informação (MENEZES e COUSINET, 1999). [Caracterizando-se]
[...] como canal preferencial para a publicação de trabalhos por
profissionais da área (RODRIGUES e MUALEM, 1993 e VALENTIM
e GUIMARÃES, 2002) (BOHN, 2003, p.1-2).

Os periódicos eletrônicos apresentam-se, pois, como uma fonte informacional
que desempenha papéis importantes na área como veículo de comunicação entre
profissionais, como meio para a expressão e registro documental e como fonte na
construção das competências do profissional da informação (BOHN, 2003).

5 CONCLUSÕES
Percebemos em nossa pesquisa que os acervos digitais vêm crescendo
substancialmente, trazendo, entre outros benefícios, a disponibilização de
informações on-line, o compartilhamento de informações e a minimização de custos.
Não foi nossa intenção questionar as barreiras, mas apresentar o e-book e o

�periódico eletrônico como suportes que podem complementar os acervos físicos das
bibliotecas, em especial das públicas universitárias.
Somado a essas vantagens, os sites que disponibilizam e-book e os de
periódicos eletrônicos facilitam a recuperação da informação. Para tanto, os
bibliotecários precisam elaborar listas que possam ser indicadas e consultadas por
eles, a fim de oferecer um serviço de orientação aos usuários que buscam uma
informação e não a localizam no acervo físico da biblioteca. Precisam, também,
conhecer os periódicos eletrônicos de sua área de interesse para que possam
manter-se atualizados.
Nessa perspectiva, a lista de sites que disponibilizam e-books e de periódicos
eletrônicos apresentada pode servir de fonte de pesquisa aos profissionais de
Biblioteconomia e Ciência da Informação para uso em bibliotecas universitárias ou
outras categorias de bibliotecas que dela possa fazer uso, servindo como uma
ferramenta de localização de informações. Consideramos, portanto, que os acervos
digitais devem ser utilizados como fontes complementares às existentes nas
bibliotecas.

THE ACADEMICAL LIBRARY, THE PROFESSIONAL OF THE INFORMATION
AND THE DIGITAL COLLECTIONS: THE ADMINISTRATION OF THE SUPPORTS
FOR THE SOCIAL INCLUSION

ABSTRACTS
The library academical raisin for changes that need to provide access to the totality of
the information disputed by their users, at the same time in that comes across the
lack of physical space, cost of the documents, budget limitations and accelerated
growth in the offer of information. The digital collections and his sharing is an answer
the those subjects, optimizing the library with the use of the technologies of the
information. In that context, discourse concerning the paper of the academical library
while organization of the learning that should make possible diversified forms of
access to the group of resources available informationais, independent of the support
and location. The professional of the information is focused as agent mediator of that
process, presenting the web as a free alternative of access to digital collections of
libraries and electronic newspapers. It is aimed at, therefore, to present alternatives
of sources that they can be shared in the web by the academical libraries, allowing
the access and the use of the free digital information. Has as universe of research
sites of the web that they offer e-books of several areas of the knowledge and goods

�of the area of Librarianship and Science of the Information for free download. As
results, it was obtained a list of libraries and electronic newspapers, generating a new
search source and recovery of the information for the academical libraries and their
users. Intends that the professional of the information indicates and look for the
digital collection of those sites, strengthening and complementing the existent
information physically in the academical libraries and that these share of that
collection, generating a new access source and social inclusion to their users.
KEYWORDS: Academical Library. Digital Collection. E-book. Electronic Newspaper.
Professional of the Information.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Eliany A. de. Perfil profissional do bibliotecário brasileiro: a construção de
novos paradigmas. In: ENCONTRO DE DOCENTES DOS CURSOS DE
BIBLIOTECONOMIA DA REGIÃO NORDESTE,1, João Pessoa, 1998. Anais... João
Pessoa, 1998.
ANDRADE, Maria Eugênia Albino et.al. A biblioteca universitária no meio digital:
análise das bibliotecas dos cursos de Direito em Minas Gerais. Disponível em:
&lt;http://www.biblioestudantes.hpg.ig.com.br/texto_95.pdf&gt;. Acesso em: 25 maio
2004. 10p.
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Informação de transferências de tecnologia:
mecanismos e absorção de novas tecnologias. Brasília: IBICT, 2002, 64p.
BENÍCIO, Christine Dantas. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte
na Biblioteca Eletrônica. 2003. 142f. Trabalho e Conclusão de Curso (Graduação
em Biblioteconomia) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2003.
BOHN, Maria del Carmen Rivera. Autores e autoria em periódicos brasileiros de
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Revista Datagamazero, Salvador. v.3, n.5, out. 2003. Disponível em:
&lt;http://dgzero.org/out02/Art03.htm&gt;. Acesso em: 02 nov. 2003.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information Literacy e o papel educacional das
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MUELLER, Susana P.M. Reflexão sobre a formação profissional para
biblioteconomia e sua relação com as demais profissões. Transinformação, São
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�OLIVEIRA, Adriana Carla Silva de. Informação Digital no Contexto Universitário:
proposta de criação da Biblioteca Digital da Universidade Potiguar. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/5.a.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2004.
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UEHARO, Dalva. Em vez de papel, arquivos; em vez de livraria, a internet; em
vez de livros, e-books: será que o hábito da leitura eletrônica vai vingar no País?.
Disponível em: &lt; http://www.terra.com.br/revistas/ &gt;. Acesso em: 13 mar. 2001.

∗

Mestre em Ciência da Informação/UFPB, Professora Assistente do Departamento de
Biblioteconomia e Documentação/UFPB (Halzirakarla@click21.com.brH) - Centro de Ciências Sociais
Aplicadas - Campus I - Cidade Universitária - S/N - João Pessoa - Paraíba - Brasil - Cep: 58.059-900 Hdbd@ccsa.ufpb.brH
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hrenach2003@yahoo.com.brH)
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hjanieiresoares@click21.com.brH)
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hzailton_jp@click21.com.brH)

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Documentação&#13;
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                <text>Silva, Alzira Karla Araújo da; Benício, Christine Dantas; Santana, Janieire Soares de; Beuttenmüller, Zailton Frederico</text>
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                <text>A biblioteca universitária perpassa por mudanças que precisam prover acesso à totalidade da informação demandada por seus usuários, ao mesmo tempo em que se depara com a falta de espaço físico, custo dos documentos, limitações orçamentárias e crescimento acelerado na oferta de informação. Os acervos digitais e o seu compartilhamento é uma resposta a essas questões, otimizando a biblioteca com o uso das tecnologias da informação. Nesse contexto, discorre-se acerca do papel da biblioteca universitária enquanto organização da aprendizagem que deve possibilitar formas diversificadas de acesso ao conjunto de recursos informacionais  isponíveis, independentes do suporte e localização. Focaliza-se o profissional da informação como agente intermediador desse processo, apresentando-lhe a web como uma alternativa gratuita de acesso a acervos digitais de bibliotecas e periódicos eletrônicos. Objetiva-se, portanto, apresentar alternativas de fontes que podem ser compartilhadas na web pelas bibliotecas universitárias, permitindo o acesso e o uso da informação digital gratuita. Tem como universo de pesquisa sites da web que disponibilizam e-books multidisciplinares e artigos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação para download gratuito. Como resultados, obteve-se uma lista de bibliotecas e periódicos eletrônicos, gerando uma nova fonte de busca e recuperação da informação para as bibliotecas universitárias e seus usuários. Propõe-se que o profissional da informação indique e busque o acervo digital desses sites, fortalecendo e complementando as informações existentes fisicamente nas bibliotecas universitárias e que estas compartilhem desse acervo, gerando uma nova fonte de acesso e inclusão social aos seus usuários.</text>
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                    <text>ESTUDO DA IMPLEMENTAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS: O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO
INDIVÍDUO
Zaira Regina Zafalon∗

RESUMO
Este trabalho apresenta os impactos causados nos indivíduos pela implantação de
uma nova tecnologia da informação em uma biblioteca de ensino superior,
enfocando o sistema de funções integradas Aleph500, no que tange especificamente
a percepção dos funcionários. Para tanto foi selecionado o caso das Bibliotecas José
Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – Uninove. A finalidade é obter a
expressão dos próprios funcionários quanto ao impacto sentido quanto há uma
situação percebida e planejada pela alta administração da instituição, participando
de um processo total de reestruturação da Uninove.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia - Impacto nos indivíduos. Tecnologia - Gestão de
pessoas. Bibliotecas universitárias. Sistemas de informação. Bibliotecas – Software.
Tecnologia da informação. Software de gerenciamento integrado.

INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta os impactos percebidos pelos funcionários de uma
biblioteca particular de uma instituição de ensino superior (IES), decorrente da
implantação de um sistema automatizado de informação, procurando estimular
questionamentos e análises acerca do uso de tecnologias, dos sistemas de
informação, do indivíduo e das mudanças que ocorrem na instituição, cabendo aí o
fato de que a biblioteca deve ser entendida como centro / sistema de informação.
Considera-se relevante este trabalho tendo em vista que a tecnologia e os
sistemas de informação se fazem necessários não só do ponto de vista de
gerenciamento da informação bem como para que o foco seja voltado às pessoas,
ao uso e disseminação das informações e para uma proposta de novos serviços,
tendo o ponto de vista dos funcionários que utilizam o sistema para o bom
atendimento de seu público, bem como as dificuldades enfrentadas no processo de
implementação do sistema.

�A análise foi feita a partir da aplicação de questionário a todos os funcionários
que trabalhavam nas bibliotecas da instituição no momento da coleta de dados da
pesquisa, contemplando, portanto, não somente aqueles que participaram do
processo de implantação. Esta opção foi feita para que se pudesse também analisar
o uso do software adotado, independente de terem utilizado o sistema legado.
Procurou-se diagnosticar as atitudes dos funcionários, processos de sensibilização e
a gestão contínua do clima e da cultura, visando facilitar a produtividade, qualidade e
vitalidade do processo.
De acordo com o apresentado por Silva e Fleury (2003, p. 162), tem-se
observado dificuldades na obtenção dos resultados esperados no processo de
implantação de novas tecnologias. Estas dificuldades aparecem não por deficiência
técnica ou tecnológica, mas pelo desconhecimento de como superar fatores
organizacionais e institucionais, ligados à cultura organizacional. Isso porque,
complementa Silva e Fleury (2003, p. 175), a adoção de novas tecnologias implica
adotar novos pontos de vista e assumir novos papéis.

METODOLOGIA
A análise foi feita junto aos funcionários do Sistema de Bibliotecas José
Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE, pelo fato de terem
apresentado alteração quanto ao procedimento de trabalho nos últimos 2 anos,
devido à implementação do sistema Aleph500.
Para tanto a metodologia utilizada para a realização deste trabalho procurou
tratar de três vertentes: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de
campo.
A pesquisa bibliográfica teve ênfase para que houvesse no trabalho o
tratamento quanto ao referencial teórico na abordagem estabelecida. Sendo assim o
enfoque foi percebido quanto à tecnologia e sistemas de informação, a organização
e o individuo neste contexto, tecnologia no cenário organizacional e a Biblioteca
como um sistema de informação.

�A pesquisa documental foi vista como necessária para que pudesse ser
estabelecido o foco institucional na qual a pesquisa foi desenvolvida.
Por fim, a pesquisa de campo foi realizada junto aos funcionários sendo que
de 50 questionários entregues o retorno foi de 29. Foi escolhido o uso de questões
fechadas e abertas, por entender que permitiria a análise de uma maior percepção
por parte dos funcionários.

REFERENCIAL TEÓRICO
A tecnologia da informação exerce um fascínio especial nas pessoas,
provavelmente, pelo fato de tornar acessíveis produtos e serviços de elevado
conteúdo tecnológico, assimilados com relativa facilidade pelo usuário, mas cuja
concepção é extremamente complexa, fruto da aplicação intensiva do saber
científico em coisas que tornam mais prática e prazerosa a existência humana.
Valle (1996) diz que tecnologia da informação pode ser entendida como os
meios utilizados pelas empresas produtivas para alavancar e potencializar o
processo de criação e desenvolvimento de capacitação tecnológica.
Então, é de suma importância a forma de se tratar a informação. McGee
(1995, p. 3) diz que a informação será a força motriz na nova economia, onde o
sucesso é marcado pelo que se sabe e não pelo que se possui. Afinal a vantagem
competitiva poderia ser contrabalançada através do desenvolvimento e o uso efetivo
da informação, pois a concorrência baseia-se na capacidade de adquirir, tratar,
interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. Portanto o seu uso é que cria valor
adicional.
Os sistemas de informação, aplicações desta tecnologia da informação, são
os responsáveis pela determinação dos métodos e procedimentos estabelecidos. Em
se tratando de sistemas de informação, são diversos os conceitos relacionados.
Oliveira (1999, p. 40), no entanto, afirma: “é o processo de transformação de dados
em

informações

que

são

utilizadas

na

estrutura

decisória

na

empresa,

�proporcionando, ainda, a sustentação administrativa para otimizar os resultados
esperados”.
Tendo em mente que todo e qualquer sistema de informação há que ser
composto por pessoas, informação e o uso que se faz delas, fica claro o paralelo que
deve ser estabelecido com as bibliotecas, também chamados de centros de
informação. O foco deve deixar de ser, entretanto, na informação e na forma de seu
armazenamento para estar no uso e nas atribuições e concepções percebidas pelo
indivíduo. Aí está o grande ponto quanto às mudanças percebidas pelas bibliotecas
nas últimas décadas.
O advento da era da informação e a velocidade com que vem se
estabelecendo, apresentam muitos desafios e oportunidades para a educação
superior. Simon (1997, p. 2) explicita que deve ser entendido que a informação é,
talvez, o insumo mais importante e mais palpável em torno do qual se situa o próprio
conceito da universidade. É um motivo determinante pela qual as universidades são
e serão profundamente afetadas pelo fenômeno em questão.
A Universidade, devendo ser vista como um lugar estratégico do saber
qualificado onde se deve alcançar a formação educacional avançada, é contribuinte
dinâmico no processo pela geração, difusão e intercâmbio de novas idéias e
conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e do ensino.
Sendo assim, é importante analisar quais as áreas de interesse da
Universidade que serão mais afetadas. Simon (1997, p. 2) diz que será o
aprendizado cooperativo à distância, a biblioteca digital e a disseminação, cada vez
maior, do uso das tecnologias da web.
A informação e a universidade estão em um processo de ligação intrínseco e
aí se dá a criação e a descoberta da informação (através da pesquisa), a sua
transmissão (através do ensino e das atividades de extensão) e o seu registro
(através da produção de publicações que são coletadas em bibliotecas). Neste
contexto, cabe às bibliotecas universitárias tornarem disponível a informação, tanto
para apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio à tomada de
decisão. Portanto, a grande mudança de paradigmas da biblioteca deve deixar de

�ser ‘propriedade’ para ser ‘acesso’ e mais, fornecer acesso aos recursos, por
conseguinte aumento de acervo menos tangível. Sendo assim, o que deve ficar claro
é que a biblioteca deve deixar de ser uma depositária de publicações e um local
físico para tornar-se uma entidade social, conforme exposto por Macedo e Modesto
(1999, p. 40), não devendo ater-se a livros ou documentos, mas à informação.
Se a tecnologia da informação é o que determina como os serviços serão no
futuro, cabe repensar qual o papel dos profissionais da informação. Cunha (1994)
frisa que deve haver uma mudança no papel dos bibliotecários / profissionais da
informação, diminuindo paulatinamente, a força do conceito de intermediário da
informação. Aranha (2000) afirma que os profissionais da informação deverão deixar
de ser porteiros (gatekeepers), meros organizadores e controladores de acesso às
estantes, para serem portais (gateways), mapeadores e auditores de fontes externas
e internas de informações relevantes aos usuários.
Se houve mudanças quanto às concepções de bibliotecas e quanto à
acessibilidade de informações é premente a necessidade de treinamento dos
recursos humanos nas bibliotecas. Cabe ao bibliotecário, então, estar sempre
preparado e atualizado sobre as novas tecnologias que afetam seu ambiente de
trabalho, tendo a responsabilidade de fornecer e orientar quanto ao uso das
tecnologias que armazenam a informação.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
O Centro Universitário Nove de Julho - Uninove, a Uninove Infantil e o Colégio
Nove de Julho tiveram origem na Escola de Datilografia Anchieta, fundada em 1954
pelos professores José Storópoli e Lydia Patrício. Em 1956 foi fundada a Escola
Anglo Latino e em 1966 foi fundado o Colégio Nove de Julho. No início da década
seguinte, começou a funcionar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nove de
Julho - FFCL, estruturada, posteriormente, como Faculdades Integradas Nove de
Julho. Em 1997 foi credenciado o Centro Universitário Nove de Julho - Uninove e,
três anos depois, foi inaugurada a segunda unidade, denominada Memorial América
Latina. Em agosto de 2001 foi criado o Centro de Educação Tecnológica e Formação

�Específica – CETEFE e em 2002 os programas de mestrado stricto sensu foram
recomendados pela CAPES (MEC). Em 2004 teve a inauguração da terceira
unidade, denominada Vergueiro. Há ainda duas outras unidades sob a supervisão da
Uninove: a FAC - Faculdade São Roque e a FMR - Faculdade Marechal Rondon, em
São Manuel, estabelecidas por meio de convênio, que estabelece igual linha
pedagógica.
As bibliotecas das unidades da Uninove formam o Sistema de Bibliotecas
José Storópoli (SBJS), da qual participam: BJSVA – Biblioteca José Storópoli Vila
Maria – Prédio A; BJSVM – Biblioteca José Storópoli Vila Maria – Prédio I; BJSME –
Biblioteca José Storópoli Memorial; BJSVG – Biblioteca José Storópoli Vergueiro;
BJSPG – Biblioteca José Storópoli Pós-Graduação; BJSSR – Biblioteca José
Storópoli São Roque; BJSSM – Biblioteca José Storópoli São Manuel.
Seguindo os referenciais e padrões das bibliotecas universitárias brasileiras, o
SBJS, com o apoio da Reitoria e da Diretoria de Tecnologia da Informação, optou,
em abril de 2001, por adquirir um software de gestão integrada de bibliotecas,
preocupando-se em promover a melhoria quanto ao atendimento ao corpo discente e
docente da Uninove, possibilitando acesso unificado às informações do acervo
bibliográfico, disponibilizando um acesso global on line. Adotou-se então, em maio
de 2001, o sistema de gestão integrada de bibliotecas Aleph, versão 500, distribuído
no Brasil pela Ex Libris Brasil.
Houve então um realinhamento de estratégias, fluxos e rotinas dos serviços
realizados, em vista dos recursos tecnológicos disponíveis; capacitação de recursos
humanos, para garantia de eficiência e eficácia dos serviços meios e fins, visando ao
desempenho de funções técnicas e gerenciais, em atendimento à mudança cultural
da organização; avaliação dos serviços para o seu redimensionamento, sempre que
necessário. Os serviços bibliotecários foram avaliados e adequados às tendências
atuais, visando facilitar, ampliar e garantir o acesso à informação, assim como
permitir a preservação dos suportes dessa informação. Havia a premente
preocupação com a manutenção e atualização de acervos, a padronização de
registros de dados, a padronização dos meios de comunicação e consulta às
informações e o estabelecimento de um novo perfil profissional. Procurou-se

�identificar um novo perfil do profissional da informação, devendo atuar, agora, como
agente voltado à interação com o ensino de qualidade em suas demandas quanto ao
desenvolvimento do acervo e os demais integrantes da comunidade acadêmica,
atendendo aos novos desafios da ‘era da informação’.
O sistema Aleph500, conforme pesquisa de Côrte e Almeida (2001, p. 30), é
um software que caracteriza-se por ser desenhado especificamente para o
gerenciamento de bibliotecas e centros de documentação e informação bibliográfica
e que tem arquitetura baseada no modelo cliente/servidor de múltiplas camadas e
com transação embutida. É um sistema amigável e totalmente integrado, desenhado
com a filosofia de flexibilidade máxima, que é atingida com o uso de um grupo de
tabelas externas, que podem ser concebidas de acordo com as necessidades de
cada usuário e modificada sempre que necessária.
Deu-se então início à instalação de hardware e software, havendo
treinamentos da equipe técnica (bibliotecários e analistas) e a análise para a
migração dos dados do sistema legado, permitindo tratamento dos dados anteriores
em novo formato. Com relação à capacitação técnica das equipes bibliotecárias
foram programados treinamentos de operação e gerenciamento do software para o
grupo técnico multidisciplinar, responsável pela instalação e manutenção do sistema,
bem como treinamento das equipes técnicas das bibliotecas para armazenagem e
recuperação de dados.
Houve, portanto, um processo inovador de comprometimento no que tange a
administração de sistema de informação bibliográfica na Uninove, pois os avanços
obtidos no processo de modernização decorrem de um gerenciamento participativo,
com racionalização de esforços e investimentos, fortalecendo a cooperação e o
compartilhamento de informações entre as diversas áreas da Uninove. Este
processo favoreceu a promoção tanto de serviços-meio (técnicos) como de serviçosfim (usuários).
Apresenta-se a seguir o resultado da tabulação do resultado dos questionários
coletados junto aos funcionários do Sistema de Bibliotecas José Storópoli.

�TABELA 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS NA
EMPRESA QUANTO À UNIDADE
ADMINISTRATIVA
UNIDADE ADMINISTRATIVA
QTDE
%
Vila Maria – Prédio B
11
22,0
Memorial
10
20,0
Vila Maria – Prédio I
8
16,0
Não Responderam
21
42,0
TOTAL GERAL
29
100,0

Conforme observado na tabela 1 as respostas analisadas envolveram
funcionários da Vila Maria e Memorial, não tendo sido retornados questionários das
unidades do interior, São Manuel e São Roque.

TABELA 2 - CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS NA EMPRESA QUANTO À FUNÇÃO
CARGO
EXPERIÊNCIA NO PERMANÊNCIA
TEMPO NA
CARGO
NO CARGO
ORGANIZAÇÃO
DESCRIÇÃO
QTDE
%
MESES
MESES
MESES
Bibliotecária-chefe
1
3,4
340
20
20
Bibliotecária-responsável
2
6,9
77
17,5
35
Bibliotecária
2
6,9
12
10,5
10,5
Auxiliar
21
72,4
26,5
18
26,6
Monitor
3 10,33
34
35
39,3

A tabela 2 demonstra que, quanto aos cargos desempenhados, a maior
representatividade é de auxiliares de biblioteca, totalizando 72,4% dos respondentes.
Quanto à experiência no cargo, é notável a experiência apresentada pela
bibliotecária-chefe, seguida pela bibliotecária-responsável.
TABELA 3 - INFORMAÇÕES PESSOAIS
SUJEITOS
QTDE
SEXO
25
FEMININO
MASCULINO
4

SOBRE

OS

%
86,2
13,8

A tabela 3 mostra que 86,2% da população estudada é do sexo feminino,
sendo que a média de idade é de 34,2 anos.
TABELA 4 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE DOS SUJEITOS
DESCRIÇÃO
QTDE
%

�Fundamental incompleto
Médio completo
Superior incompleto
Superior completo

1
14
7
7

3,4
48,2
24,1
24,1

A tabela 4 mostra o nível de escolaridade dos sujeitos estudados podendo ser
observado que 48,2% dos respondentes tem o ensino médio completo, sendo que a
outra parte divide-se entre o nível superior concluído e o nível superior incompleto.
Já dentre os que têm o nível superior concluído, a grande maioria é do curso de
biblioteconomia, embora também tenha sido observada a conclusão de outros
cursos. Existem ainda, entre os funcionários com nível superior completo, os que
realizaram cursos em nível de pós-graduação nas áreas de comunicação e
administração de recursos humanos.
TABELA 5 - SUJEITOS PRESENTES NA INSTITUIÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
ALEPH500
CARGOS
SIM
%
NÃO
%
N/R
%
TOTAL
%
Bibliotecária Chefe
0
0
1
3,4
0
0
1
3,4
Bibliotecária Responsável
2
6,9
0
0
0
0
2
6,9
Bibliotecária
0
0
2
6,9
0
0
2
6,9
Auxiliares de Biblioteca
15
51,7
5
17,2
1
3,4
21
72,4
Monitor
2
6,9
0
0
1
3,4
3
10,3
TOTAL GERAL
19
65,5
8
27,5
2
6,9
29
99,9

A tabela 5 demonstra que os profissionais que responderam ao questionário e
que já estavam trabalhando na instituição antes da implantação do sistema
Aleph500, são 6,9% com o cargo de bibliotecária-responsável, 6,9% como monitor e
51,7% como auxiliares de biblioteca.
TABELA 6 - FORMA DE EXECUÇÃO DO TRABALHO ANTES DA
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Manual
17
58,6
Não Respondido
12
41,4

Analisando a tabela 6, identifica-se que o trabalho antes da implantação do
sistema Aleph500 era feito de forma manual para 58,6% dos funcionários, tendo sido
observado nas respostas que se referiam à catalogação e empréstimos manuais.

�TABELA 7 - FORMA DE EXECUÇÃO DO TRABALHO DEPOIS DA
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
12
41,4
Agilidade na execução
11
37,9
Processos automatizados
9
31,0
Atendimento com qualidade
7
24,1
Distribuição e organização do serviço
4
13,8
Resposta inválida
3
10,3

Pode ser observado, conforme a tabela 7, que, após a implantação do
sistema Aleph500, houve maior agilidade no serviço, para 41,4% dos funcionários,
tendo se tornado rápido e prático permitindo melhoria no serviço. A automatização
dos serviços é citada por 31% dos respondentes. Quanto ao atendimento, para
24,1% verifica-se qualidade no resultado final, maior satisfação para todos,
favorecendo um atendimento sem filas, com maior qualidade e facilidade. Nota-se
também que para 13,8% houve maior distribuição e organização do serviço com
melhor controle de empréstimos e atrasos e maior facilidade nos serviços internos.
TABELA 8 - USO DA TECNOLOGIA ANTES DA IMPLANTAÇÃO
DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
13
44,8
Software precário
11
37,9
Inválida
5
17,2

Na tabela 8, identifica-se que quanto ao uso da tecnologia antes do sistema
Aleph500, ficar claro que o software anterior, na forma como estava implantado,
tinha um atendimento precário quanto às necessidades da biblioteca, pois só havia o
cadastro e a consulta.

TABELA 9 - USO DA TECNOLOGIA DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO
DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
15
51,7
Funcionalidade do sistema
12
41,4
Inválida
2
6,9

�Na análise quanto ao uso da tecnologia posterior à implantação do sistema
Aleph500, conforme a tabela 9, os funcionários deixam claro que a mudança para
este sistema permitiu maior rapidez e agilidade, menos problemas e a execução
eficiente dos serviços, agilizando não somente a pesquisa, mas também o
empréstimo.
TABELA 10 - MUDANÇAS
TRABALHO
DESCRIÇÃO
Não Respondido
Serviço
Inválida
Atendimento
Solução de problemas

NA

EXECUÇÃO

QTDE

DO

%
13
8
4
2
2

44,8
27,6
13,8
6,9
6,9

Na tabela 10 pode ser verificada que, para 27,6% dos funcionários, houve
mudança na execução do trabalho. Para 6,9% foi percebida mudança específica
quanto ao atendimento e para outros 6,9% houve melhoria quanto à solução dos
problemas existentes, embora quando o sistema está fora do ar gere problemas,
gerando dependência do mesmo.
TABELA 11 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA ANTES DA IMPLANTACAO DO
SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido

18

62,1

Inválida

8

27,6

Gerência / bibliotecários / auxiliares de biblioteca / monitores

3

10,3

Na tabela 11 procura-se identificar mudanças na estrutura organizacional da
empresa antes da implantação do sistema Aleph500, sendo que não houve resposta
por parte de 62,1% da população. Somente 10,3% conseguiu identificar que da
estrutura organizacional anterior fazia parte a gerência da biblioteca, os
bibliotecários, os auxiliares de biblioteca e as monitorias.
TABELA 12 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA DEPOIS DA IMPLANTACAO DO
SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
18
62,1
Inválida
8
27,6

�Gerência / bibliotecária responsável / bibliotecárias / auxiliares de
biblioteca / monitores / jovem cidadão
Gerência / bibliotecários / auxiliares de biblioteca / monitores

2

6,9

1

3,4

A tabela 12 analisa a estrutura organizacional da empresa depois da
implantação do sistema Aleph500, sendo que 6,9% afirmam que a estrutura foi
alterada para gerência da biblioteca, bibliotecária responsável, bibliotecárias,
auxiliares, monitorias e integrantes do projeto jovem cidadão. Para 27,6% das
respostas consideradas inválidas depois da implantação observa-se respostas em
que há a definição de níveis hierárquicos, com melhoria na relação intersetorial e
estruturação clara e definida, surgindo até a figura do bibliotecário de sistemas.
TABELA 13 - IMPORTÃNCIA DO PAPEL DE SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO INTEGRADOS POR
COMPUTADOR
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Facilidades na execução das tarefas
13
44,8
Sem comentários
6
20,7
Integração intersetorial
4
13,8
Estabelece a estrutura organizacional
1
3,4
Integração entre bibliotecas
1
3,4
Informações mais completas
1
3,4
Desenvolvimento pessoal
1
3,4
Inválida
1
3,4
Não Respondido
1
3,4
TOTAL GERAL
29

A tabela 13 mostra que para 44,8% a importância do papel dos sistemas de
informação integrados por computador se dá pela facilidade na execução das
tarefas. Para 13,8% dos funcionários houve destaque a integração intersetorial
acerca de informações de alunos e professores.
TABELA 14 - NECESSIDADE DE PREPARO TÉCNICO
DAS PESSOAS PARA ACOMPANHAR O
USO DA TECNOLOGIA NA REALIZAÇÃO
DO TRABALHO
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Execução das tarefas
13
44,8
Inválida
5
17,2
Aproveitamento das tecnologias
3
10,3
Desenvolvimento pessoal
3
10,3
Não há necessidade de preparo técnico
2
6,9
Não Respondido
2
6,9
Mercado de trabalho
1
3,4

�TOTAL GERAL

29

Na tabela 14 pode ser verificada que para 44,8% dos funcionários há a
necessidade do preparo técnico para que possam melhor executar as tarefas. Já
10,3% entendem que o treinamento é válido para que haja o aproveitamento das
tecnologias e para outros 10,3% para o desenvolvimento pessoal.
TABELA 15 - FATOR HUMANO NO TRABALHO
DESCRIÇÃO
QTDE
Valorização dos funcionários
17
Pouca valorização dos funcionários
8
Não Respondido
4
Não valorização dos funcionários
0
Outros
0

%
58,6
27,6
13,8
0,0
0,0

A tabela 15 permite identificar a percepção dos funcionários quanto à
valorização do fator humano no trabalho. Para 58,6% há na instituição valorização
dos funcionários, situação diferenciada para 27,6% que identificam que há pouca
valorização.
TABELA 16 - VALORIZAÇÃO DO TRABALHO
COM O USO DO SISTEMA
ALEPH500
QTDE
%
SIM
25
86,2
NÃO
3
10,3
Não Respondido
1
3,4

Na tabela 16 pode ser verificado que para 86,2% dos funcionários houve uma
maior valorização do trabalho com a implantação do sistema Aleph500, o que para
10,3% não ocorreu. Dentre as observações que detectaram maior valorização do
trabalho estão o aspecto de importância para as tarefas, conferindo maior agilidade e
rapidez, otimização do trabalho, eficiência, produtividade, melhor desenvolvimento
das atividades e melhor obtenção de resultados. Também foi comentada que esta
valorização ocorre pela facilidade de uso do sistema, divulgação do acervo, maior
exigência de conhecimentos técnicos, ampliação de conhecimentos, o que vem a
facilitar a valorização no mercado de trabalho, permitindo que o funcionário adquira
experiência.

�TABELA 17 - APROVEITAMENTO DA TECNOLOGIA
DESCRIÇÃO
QTDE
Se houvesse maior treinamento pessoal
Se fosse mais divulgada
Se fosse mais utilizada
Se o acesso fosse mais fácil
Outros

%
21
12
9
8
3

72,4
41,4
31,0
27,6
10,3

A tabela 17 permite que seja identificada a percepção por parte dos
funcionários quanto ao aproveitamento da tecnologia na qual 72,4% identificaram
que seria necessário maior treinamento pessoal e 41,4% que houvesse mais
divulgação da tecnologia. Já 31% afirmam que seria necessário maior uso.
TABELA 18 - PONTOS POSITIVOS PARA A ORGANIZAÇÃO COM A
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
38,5
Rapidez e agilidade
10
24,1
Facilidade
7
20,7
Controle da informação
6
17,2
Qualidade no atendimento
5
10,3
Aprendizado
3
10,3
Melhoria no atendimento
3
10,3
Não Respondido
3
6,9
Otimização do tempo
2
6,9
Praticidade
2
6,9
Satisfação pessoal
2
6,9
Conhecimento técnico das tarefas
2
6,9
Padronização e normalização dos dados
2
6,9
Eficiência
2
3,4
Trabalho em equipe
1
3,4
Segurança
1
3,4
Desburocratização
1
3,4
Consulta pela web
1
3,4
Motivação
1
3,4
Credibilidade ao setor e à instituição
1

A tabela 18 permite analisar os pontos positivos agregados à organização
com a implantação do sistema Aleph500, dentre os quais pode-se destacar: rapidez
e agilidade para 38,5%, facilidade para 24,1%, controle da informação para 20,7%,
qualidade no atendimento para 17,2%, aprendizado e melhoria no atendimento para
10,3%, respectivamente.

�TABELA 19 - PONTOS NEGATIVOS PARA A ORGANIZAÇÃO
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
Não Respondido
Problemas quanto ao limite de licenças
Falta de treinamento
Falta de adaptação de alguns membros da equipe
Familiaridade heterogênea dos funcionários
Incompreensão do sistema de bloqueio
Catalogação poderia ser mais fácil
Não imprime comprovante de empréstimo
Manutenção de dados (exclusão) pelo próprio catalogador
Design da pagina WEB OPAC
Não imprime etiqueta de lombada
Invalida

COM

A

%
55,2
17,2
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

16
5
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

A tabela 19 mostra os pontos tidos como negativos com a implantação do
sistema Aleph500 para a organização no qual pôde ser verificado que 55,2% não
respondeu a esta questão. Entretanto não há como ser identificada uma relação com
o motivo que os levou a não responder, haja vista o entendimento identificado de
que os sistemas de informação integrados por computador desempenham
importante papel na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização ao
trabalho sendo que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar
o desenvolvimento da tecnologia. Porém pode ser verificado que o problema quanto
ao limite de licenças é sentido para 17,2% isso se deve ao fato de que a
disponibilização da quantidade de licenças não é suficiente para a quantidade de
funcionários que utiliza o software simultaneamente.
TABELA 20 - DIFICULDADES NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
DESCRIÇÃO
QTDE
Não Respondido
Sem dificuldades
Inválida
Falta de treinamento
Dificuldade com módulo de circulação
Insegurança com a mudança
Biblioteca em funcionamento
Ajustes necessários mesmo depois de implantada
Dados anteriores sem credibilidade
Rotinas do cotidiano ainda indisponíveis
Falta de tempo para conhecer todos os módulos
Pressão quanto ao cadastramento por motivo
reconhecimento de cursos

de

%
12
7
3
2
2
1
1
1
1
1
1
1

41,4
24,1
10,3
6,9
6,9
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

�Quanto

às

dificuldades

percebidas

no

processo

de

implantação,

demonstrados na tabela 20, 41,4% dos funcionários não responderam a esta
questão e não foi conseguido estabelecer uma relação quanto a outros pontos que
poderiam ter causado a não obtenção de respostas. Isso porque identificaram que os
sistemas de informação integrados por computador desempenham importante papel
na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização do trabalho sendo
que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar o
desenvolvimento da tecnologia. Entretanto, 24,1% disseram não ter constatado
dificuldades no processo de implantação, tendo em vista que o treinamento ajudou e
que a tecnologia tem o objetivo de aprimorar os processos.
TABELA 21 - ASPECTOS POSITIVOS QUANTO AO TREINAMENTO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
Não Respondido

QTDE

%
16

Inválida

4

Envolvimento de grande parte da equipe

1

Benefícios e facilidade quanto à execução do trabalho

1

Maior interação com a tecnologia

1

Grande conhecimento por parte dos instrutores do treinamento

1

Vários treinamentos oferecidos pela bibliotecária de sistemas

1

Assistência constante

1

Atendeu as primeiras necessidades

1

Medo desapareceu

1

55,2
13,8
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

A tabela 21 demonstra os aspectos concernentes ao treinamento do sistema
Aleph500, sendo que se verifica que 55,2% dos funcionários não responderam a
esta questão. Porém não se consegue identificar o motivo pelo qual não se obteve
respostas dos pesquisados quanto a este ponto, haja vista que foi identificado que
os sistemas de informação integrados por computador desempenham importante
papel na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização do trabalho
sendo que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar o
desenvolvimento da tecnologia.

�TABELA 22 - ASPECTOS NEGATIVOS QUANTO AO TREINAMENTO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO

QTDE

Não Respondido

%
16

Inválida

4

Pouco tempo de treinamento

3

Treinamentos gerais demais pela EXL

2

Detalhes inexplorados

1

Não extensivo a todos os funcionários

1

55,2
13,8
10,3
6,9
3,4
3,4

Já quanto aos aspectos negativos, demonstrados na tabela 22, o comentário
para 10,3% foi quanto ao pouco tempo de treinamento, para 6,9% referente à
abrangência geral demais por parte da Ex Libris tendo os detalhes inexplorados para
3,4% e que não foi extensivo a todos os funcionários. Foram consideradas inválidas
as respostas que abrangiam outros aspectos que não os concernentes ao
treinamento em si.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
Mediante a análise dos dados tratados neste trabalho pode ser concluído que
as mudanças organizacionais, no que tange a implementação de sistemas de
informação automatizados, desde que programadas efetivamente junto aos
dirigentes das áreas afetadas, tem um aspecto positivo a ser agregado, na visão dos
próprios funcionários, mesmo estando presentes pontos como insegurança e medo,
provenientes da alteração de processos oriundos dessa mudança.
Percebe-se também que, diante das novas situações de mudança e evolução
tecnológicas as bibliotecas devem mudar o seu foco e a sua forma de agir,
principalmente no que se refere ao atendimento e a oferta de melhores serviços aos
seus usuários, tanto relacionada à produção intelectual e acadêmico da comunidade,
como aquelas de natureza de provas e trabalhos acadêmicos.
A pretensão apresentada por este estudo era a de ter a expressão dos
próprios funcionários quanto ao impacto da implantação de nova tecnologia de
informação em um a situação percebida e planejada pela alta administração da

�Uninove,

participando

de

um

processo

de

remodelamento

da

estrutura

organizacional da própria Biblioteca. Sendo assim a questão que mais apresentava
incômodo era: diante de um processo total de reestruturação da Uninove, no que
tange especificamente a Biblioteca, como foi percebido pelos próprios funcionários o
tratamento e o impacto gerado por uma nova ferramenta tecnológica?
Não tem como ser negado que o impacto, mediante a análise dos dados
coletados, foi recebido de forma salutar, tendo em vista que a situação anteriormente
apresentada, não só quanto ao sistema legado, mas também quanto à administração
renovada da Biblioteca e o processo participativo das áreas envolvidas, tendo sido
geradas por esta nova situação, contribuíram para isso. Percebe-se então que a
presença da tecnologia da informação auxiliou o processo de reestruturação ocorrida
na empresa. O processo de mudança no comportamento do indivíduo no trabalho foi
afetado pela tecnologia da informação, considerando a necessidade de aprendizado
e acompanhamento da evolução tecnológica e até pela competitividade no mercado
de trabalho. Enfim, percebe-se que houve a preocupação por parte dos dirigentes
não só com o processo sistêmico nesta nova abordagem apresentada, mas também
com os colaboradores envolvidos.
Como recomendação deve ser entendido que as informações não devem, em
nenhum momento, ser centralizadas, pois a informática, não tem a pretensão de que
assim seja.

REFERÊNCIAS

ARANHA, F. E-service em bibliotecas: geração de valor para pesquisadores por
meio de cooperação indireta. In: RAE: Revista de Administração de Empresas, São
Paulo, v. 40, n. 4, p. 84-93, out./dez. 2000.
CUNHA, M. B. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas
brasileiras. In: Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n. 2, p. 182-189, maio/ago.
1994.

�MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Parte I: do serviço
de referência convencional. In: Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, Nova Série, v.1, n.1, p.38-54, 1999.
MCGEE, J.; PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a
competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como
ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
OLIVEIRA, D. de P. R. de. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, táticas,
operacionais. 6. ed. rev. atual. São Paulo: Atlas, 1999.
SILVA, S. M.; FLEURY, M. T. L. Cultura organizacional e tecnologia da informação:
um estudo de caso em organizações universitárias. In: RUBEN, G.; WAINER; J.;
DWYER, T. (orgs.) Informática, organizações e sociedade no Brasil. São Paulo:
Cortez, 2003. p. 161-185.
SIMON, I. A Universidade diante das novas tecnologias de informação e
comunicação. In: Jornal da USP, São Paulo, Seção Opinião, p.2, 12-18 maio 1997.
VALLE, B. de M. Tecnologia da informação no contexto organizacional. In: Ciência
da Informação, Brasília, v. 25, n. 1, 1996. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/250196/25019601.htm&gt; Acesso em: 01 out. 1999.

∗

Bibliotecária de Sistemas; Mestranda em Comunicação e Semiótica;Especialista em Sistemas
Automatizados de Informação em C&amp;T; Especialista em Administração; Especialista em Docência
Superior;Professora do Centro de Tecnologia e Formação Específica Centro Universitário Nove de
Julho – Brasil zaira@uninove.br; zaira@zafalon.eti.br

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                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este trabalho apresenta os impactos causados nos indivíduos pela implantação de uma nova tecnologia da informação em uma biblioteca de ensino superior, enfocando o sistema de funções integradas Aleph500, no que tange especificamente a percepção dos funcionários. Para tanto foi selecionado o caso das Bibliotecas José Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – Uninove. A finalidade é obter a expressão dos próprios funcionários quanto ao impacto sentido quanto há uma situação percebida e planejada pela alta administração da instituição, participando de um processo total de reestruturação da Uninove.</text>
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                    <text>COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA
VIA INTERNET E BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS = COLLABORATIVE DISTANCE LEARNING
COMMUNITIES VIA INTERNET AND REFERENCE LIBRARIANS OF THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES
Suely de Brito Clemente Soares∗
Prof. Dr. Sérgio Ferreira do Amaral∗∗

RESUMO
A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas
tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é
restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível
de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade,
com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear
a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das
mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006,
no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse
contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem
colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas,
eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões
continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz
necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas
TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade
virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma
réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem
estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São
apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada
CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.
PALAVRAS-CHAVE: Comunidades virtuais de aprendizagem. Comunidades de
prática. Educação no ciberespaço. Capacitação profissional pelas TIC. Formação
profissional continuada.

1 INTRODUÇÃO

Ao longo da história da humanidade desenvolveram-se os mais diferentes
tipos de sociedade, com as características próprias ao tempo e espaço em que
foram construídas. Os valores, características peculiares de cada uma delas, são
as estratégias que foram desenvolvidas, ou impostas, visando sua manutenção,

�sobrevivência, preservação e continuidade como sociedade. A internet possibilitou
o nascimento e o desenvolvimento, tão rápido quanto ela mesma, de um novo tipo
de sociedade, que inexistiu em qualquer outro período da história da humanidade:
a sociedade digital, em rede, uma comunidade virtual. Criar laços de
relacionamentos pessoais, profissionais, políticos, econômicos, etc., desenvolver
as mais variadas formas de comunicação para finalidades inimagináveis (até
mesmo de terrorismo), ter uma tradição (ainda que de poucos anos, a
cibercultura), uma linguagem própria, (a internet tem um idioma próprio, os
emoticons, por exemplo), código de ética (a netiqueta), são algumas das
características da sociedade digital que está se desenvolvendo no ciberespaço.
As comunidades virtuais, diferentemente de qualquer outro tipo de
comunidade, não estão restritas ao tempo e espaço, e são mediatizadas pelas
TIC. A comunicação de qualquer tipo de informação, na sociedade em rede,
ocorre somente através da tecnologia. Este é o seu grande diferencial. A
comunicação, ainda que somente para essa sociedade digital, passou a ser
possível não mais somente no modelo unilateral, de um-para-um (telefone) ou de
um-para-muitos (rádio, televisão), para um modelo multilateral e atemporal, de
muitos-para-muitos, sem as restrições de tempo e espaço dos modelos
anteriores. A comunicação passa de um modelo horizontal para um modelo de
teia. Todas as estatísticas sobre a internet tem demonstrado a evolução
exponencial desta poderosa ferramenta, tanto para comunicação entre as
pessoas como para transferência de dados.
A comunicação via web, no entanto, é restringida seriamente pela infraestrutura necessária para a interconectividade (hardware/software) e pela
exigência de uma capacitação mínima em informática (peopleware). Ter instalada
a infra-estrutura tecnológica necessária e um certo grau de conhecimento de
informática são passaportes para este novo tipo de sociedade. Fazer parte deste
pequeno grande mundo virtual, ser cidadão do ciberespaço, praticar a
interatividade a qualquer tempo e de qualquer lugar, é um status alcançado por
uma fatia bem pequena de cidadãos do planeta terra. A comunicação via web
passa a ser não mais de transmissão, mas de interação virtual entre pessoas,
quando a linguagem é exercida de uma outra forma. Está sendo esperada uma

�nova revolução na comunicação, com a convergência das mídias TV e Internet, a
TV Digital Interativa, prevista para ser instalada no Brasil em 2006.
Na sociedade digital a estrutura do texto muda e a leitura passa de linear a
hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. “A internalização da
estrutura do hipertexto como mediação para a produção de conhecimento implica
em novas formas de ler, escrever, pensar e aprender” (RAMAL, 2002). Será que
ler na Internet seria realmente ler? ou seria apenas folhear? (read or browse?).
Blattmann e Fragoso (2003) propõem o uso do termo zapear a informação, tanto
em bibliotecas como na internet, para o ato de fazer uma busca sistemática,
racional, seletiva, com objetivos específicos, em contraponto ao ato de clicar o
mouse aleatoriamente.
Neste contexto desenvolveu-se o CiberEduc, uma pesquisa de mestrado
que propôs o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem
colaborativa a distância, no desafio de “colocar juntos”, virtualmente, profissionais
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras, que não se
conheciam pessoalmente, e que provavelmente nem venham a se conhecerem,
para discutirem um tema de interesse comum: as TIC aplicadas ao seu fazer
diário. É premente a necessidade de capacitação profissional nas TIC dos
profissionais em exercício na maioria das profissões, especialmente os que atuam
na área da Educação, pois estão diretamente envolvidos na formação de
pessoas, de cidadãos, que já estão vivendo em uma sociedade muito diferente
daquela em que, certamente, foram criados (GARCEZ, 2003).
Na nossa visão, entre os potenciais agentes formadores de pessoas que
integram uma comunidade acadêmica, está o profissional escolhido como sujeito
desta pesquisa, o bibliotecário de referência das bibliotecas universitárias. A
biblioteca universitária que não participa na formação de pessoas, não está
cumprindo integralmente seu papel. Não basta ser um repositório de informação,
um “templo do saber” ou mesmo uma biblioteca digital, provida das últimas
novidades tecnológicas. Ela não pode prescindir de profissionais atuantes no
atendimento as necessidades informacionais de seus usuários, que se disponham
a irem além do fornecimento, da intermediação na obtenção da informação ou de

�documentos, que estejam envolvidas diretamente na capacitação, também
tecnológica, destes usuários. Desenvolver pesquisas e elaborar relatórios sobre
seus resultados, para os mais diversos fins, elaborar trabalhos acadêmicos de
todos os tipos e níveis, produzir literatura técnico-científica de qualidade, desde os
mais corriqueiros seminários para as disciplinas curriculares até a produção de
patentes, não é tarefa fácil, requer um conhecimento desenvolvido durante toda
uma vida.
Entendemos que a formação de comunidades virtuais de aprendizagem,
formadas por pessoas motivadas, que têm interesses comuns, se bem
estruturadas, bem coordenadas, que estimulem a busca do conhecimento, é a
solução mais viável que se apresenta, a curto prazo, para a capacitação nas TIC.
Nesta linha, priorizamos, enfatizamos e discutimos duas vertentes do assunto
capacitação: comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via web e o
papel educacional dos bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias
brasileiras.

2 COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA VIA
INTERNET

As TIC, por natureza, têm potencial para promoverem um ambiente
colaborativo nas relações humanas, pois podem inverter o sistema préestabelecido, vigente até então, de individualismo, de exclusivismo, de
superioridade, de dependência. O documento “Declaração de Princípios”
(WORLD... 2003), assinado por representantes de nações do mundo, nos desafia
a construirmos neste milênio uma sociedade de informação baseada no princípio
de solidariedade e cooperação internacional. No item trinta e dois é mencionado o
papel do profissional bibliotecário. O tempo dirá até onde isso será possível!
As comunidades de aprendizagem a distância via internet representam
mais uma etapa na evolução da chamada “educação a distância”, que teve início
com o apóstolo Paulo escrevendo seus ensinamentos para igrejas distantes, na
maioria das vezes da prisão. As comunidades de aprendizagem sempre existiram,
ao longo de toda a história, desde a retransmissão exclusivamente oral, como de

�filósofos e até de Jesus Cristo, que nem sempre escreveram de próprio punho
seus pensamentos. A escrita, e, mais recentemente, as mídias como rádio, fita
cassete, videocassete e televisão foram acrescentando novas etapas na evolução
da educação a distância, chegando até ao uso da internet para fins educacionais.
Valente e Silva (2003) dividem, em três abordagens diferentes, a educação
a distância via internet, que são diferenciadas pelo nível de interação entre o
professor e o aprendiz: a) broadcast (instrucionista, sem nenhuma interação,
chamada “um-para-todos”, utilizada para treinamento de um grande número de
pessoas); b) sala de aula virtual (versão virtual da sala de aula presencial, “umpara-poucos”, o professor dá uma tarefa, o aluno a realiza no ambiente, professor
verifica se foi executada ou não), e c) estar junto virtual (múltiplas interações,
envolve

acompanhamento

e

assessoria

constante

na

construção

do

conhecimento, sem a preocupação de disponibização da informação e verificação
se foi aprendida ou não, prevendo uma constante reconstrução das atividades
conforme as interações e intervenções, seja de professores ou aprendizes).
A abordagem broadcast tem sido utilizada, na maioria das vezes, e com
raras exceções, como fonte de lucro, como “galinha de ovos de ouro”, por
instituições que oferecem titulação fácil e a um alto custo. Isso tem causado uma
verdadeira “aversão” à educação a distância em educadores que não a vêem com
bons olhos, por acreditarem que a EaD se resume só a essa modalidade. O
interessante é que o ensino broadcast não acontece só na EaD, acontece
também em aulas presenciais, em todos os níveis, do que se esquecem os
desafetos das novas tecnologias. Quanto à abordagem “sala de aula virtual”, essa
tem sido cada vez mais comum, até como ferramenta de apoio em disciplinas
presenciais oferecidas nas universidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet,
para que sejam bem sucedidas, para que possam ser assim denominadas, terão
que adotar a abordagem do “estar junto virtual”. Essas comunidades poderão ser
desenvolvidas em ambientes de educação a distância. Esses ambientes dispõem
de recursos tecnológicos hipermídia para construção e reconstrução de

�conteúdos, interação síncrona e assíncrona entre seus membros, com o
armazenamento de todas estas funcionalidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet não
são “listas de discussão”, não são “grupos de estudo” que se reúnem virtualmente
para discutirem um livro, um tema, um autor, mas são a soma de tudo isso, dentro
de um mesmo ambiente. Não são apenas comunidades de práticas, que são as
que

se

reúnem

virtualmente

para

construírem

um

produto,

discutirem

procedimentos específicos visando melhorias, atualmente muito utilizadas por
empresas, para capacitação de seus funcionários. As comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet são uma evolução de tudo isso.
Há pré-requisitos para que se possa participar dessas comunidades,
habilidades e competências prévias são requeridas. Habilidades em digitação,
utilização de recursos on-line e acesso regular a internet, de preferência em
banda larga, são pré-requisitos fundamentais. No entanto, o pré-requisito número
um é uma pré-disposição pessoal, de cada pessoa, para compartilhamento de
informações visando a construção coletiva do conhecimento. Esta é a chave do
sucesso dessas comunidades. Toda a tecnologia será inútil se estiver em mãos
de pessoas que não se dispõem a compartilharem o que sabem e a aprenderem
de outras o que não sabem. Hernandes e Fresneda (2003), Teixeira Filho (2002)1,
Palloff e Pratt (2002, 2004) e Rudasill (2002) apresentam em seus textos as
habilidades, competências e infra-estrutura

necessárias para construção de

comunidades de práticas, de salas de aula virtuais mas principalmente da
modalidade de comunidades onde se pratica o “estar junto virtual”.
A formação, a educação de pessoas, não é um “adestramento” para
execução de tarefas rotineiras e repetitivas, que coíbem o senso crítico e o
desenvolvimento

de

qualquer

processo

criativo.

As

comunidades

de

aprendizagem colaborativa a distância via internet são adequadas, portanto,
somente para pessoas que se dispõem a praticarem o “estar junto virtual”, em
toda sua plenitude.

�3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS E O PAPEL
EDUCACIONAL DE SEUS BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA

Devido ao crescente nível de exigência dos usuários das bibliotecas
universitárias, tanto dos informatas, pela familiaridade que já têm com os recursos
tecnológicos, porque acompanham e fazem uso das evoluções constantes das
mídias, como dos não informatas, pela expectativa que têm pelos serviços de
referência virtuais, os bibliotecários se vêem sempre pressionados a aprenderem,
no menor tempo possível, as inovações tecnológicas que se impõem, cada vez
mais em um menor espaço de tempo. Há que se enfatizar que a grande maioria
dos bibliotecários que já estão no mercado de trabalho, não aprenderam estas
novas tecnologias em seus cursos de graduação, porque, com certeza, a maioria
delas inexistiam. Por outro lado, há inovações tecnológicas sendo acrescentadas
tão velozmente ao dia-a-dia destes profissionais, que existe uma defasagem de
tempo relativamente grande, até que estas práticas sejam estabelecidas e
cheguem à academia, aos currículos dos cursos de Biblioteconomia. Desta forma,
ficam prejudicados, em conhecimento, também os atuais estudantes e recémformados, além dos mais antigos, que já estão no mercado de trabalho.
Os bibliotecários de referência, em geral, foram impelidos a reconfigurarem
suas atividades baseadas na cultura de cinco séculos de informação que,
primeiramente era impressa para depois ser distribuída, para uma nova cultura
de primeiro distribuir para depois imprimir, e somente sob demanda. Na prática,
o que significa isto? A busca, o processo de levantamento bibliográfico era, até há
alguns poucos anos atrás, do que foi produzido e impresso sobre determinado
assunto, o que dependia exclusivamente de um processo, até então usual, de
produção þ impressão þ distribuição þ arquivamento þ indexação þ localização þ
obtenção. Este caminho, tanto bibliotecários como pesquisadores conheciam
muito bem, e as bibliotecas estão estruturadas para caminhá-lo. O tempo
decorrido entre a produção e a obtenção de um artigo de periódico, por exemplo,
era de vários meses, e cerca de um ano para importação de um livro, no caso do
Brasil.

�Hoje, não mais. Tendo urgência e condições financeiras para tanto, os
próprios usuários contam hoje com a facilidade de importação direta de livros,
pela internet, tanto pela http://www.amazon.com como por outras editoras,
nacionais e internacionais, independentemente de qualquer ação da sua
biblioteca universitária. Quanto aos artigos de periódicos, contam com os textos
completos disponíveis em bases de dados on-line acessíveis dos computadores
de suas salas de trabalho, laboratórios, e até de suas casas. Aqueles que não
estão disponíveis on-line, já poderão ser solicitados, pelo próprio usuário,
diretamente para uma biblioteca fornecedora, pelo serviço COMUT on-line do
IBICT. E as bibliotecas digitais de dissertações, teses e servidores de arquivos
abertos também estão se proliferando no mundo. Esses e alguns outros serviços
não enumerados aqui, que eram totalmente dependentes da ação de uma
biblioteca, hoje não são mais. A Internet possibilitou esta independência para o
usuário, no entanto, uma grande parte deles ainda não tem o conhecimento
necessário de informática para executá-los.
Parafraseando Ramal (2000), quando afirma que “o computador vai
substituir o professor”, afirmo também que “o Google já substituiu o
bibliotecário”! Qual tipo de professor que o computador vai substituir? Aquele que
usa as mesmas fichas de aula, ano após ano, turma após turma, transmitindo de
forma maçante os mesmos conteúdos. Uma apresentação em PowerPoint faria
melhor efeito para transmissão daquele conteúdo.

Nesta mesma linha de

raciocínio, a internet já substituiu aquele bibliotecário que se preocupava mais
com as fichas do que com as pessoas, mais com o silêncio do que com a
interação que o ambiente biblioteca deve favorecer, mais com as funções de
preservação do que com as de disponibilização da informação. O slogan
“precisando de informação? procure um bibliotecário”, na prática, pelos
estudantes, já foi substituído por: “precisando de informação? Procure no Google.
Por que? Porque estamos em novos tempos que demandam novas competências
profissionais tanto de professores como de bibliotecários.
Os serviços bibliotecários de bibliotecas universitárias brasileiras que eram,
basicamente, de intermediação na obtenção da informação e dos documentos,
evoluíram para os de mediação, pela necessidade de oferecerem programas de

�capacitação de usuários para pesquisas em bases de dados on-line, por exemplo.
Intermediação traz embutido o significado do bibliotecário “estar entre” o usuário e
a informação e/ou documento. A mediação já pressupõe “estar ao lado” do
usuário, entendendo sua pesquisa, auxiliando-o, capacitando-o, fornecendo
facilitadores no processo de buscar, ele próprio, a informação e/ou documento de
que precisa. Somente um profissional capacitado nas TIC atinge este patamar.
As atividades de pesquisa de fontes de informação, os levantamentos
bibliográficos, foram tremendamente impactados pela internet na última década,
no Brasil. O processo de produção e obtenção dos documentos foi invertido na
sua ordem cronológica para produção þ arquivamento, indexação, distribuição,
localização, obtenção simultânea em bases de dados on-line de textos
completos þ impressão sob demanda. Basicamente, o tradicional imprimir &amp;
distribuir foi substituído pelo distribuir on-line &amp; imprimir sob demanda, pelo
próprio usuário, com um encurtamento impressionante de tempo entre a produção
e a obtenção do documento. Na comunidade acadêmica a informação digital
circula com muito mais rapidez entre pesquisadores do mundo inteiro.
No Brasil, tanto bibliotecários como pesquisadores mal incorporaram este
novo processo, e a partir de 1999, com a força e rapidez que a comunidade
acadêmica está aderindo ao movimento dos Open Archives, um novo processo
que já se alastra, exigindo uma nova e importante reestruturação nas atividades
de pesquisa, pois, nos servidores de arquivos abertos, as etapas de produção e
obtenção são simultâneas, já que, desde sua geração, o documento é
compartilhado on-line e de forma gratuita. A gratuidade também é um fator
importantíssimo que muda todo o cenário da pesquisa acadêmica, introduz um
novo

paradigma

na

produção

científica,

historicamente

acostumada

à

dependência da comercialização da informação técnico-científica, especialmente
em publicações periódicas indexadas. Publicar nos servidores de arquivos
abertos e/ou continuar a alimentar a indústria da informação acadêmica, é uma
discussão que cresce entre os pesquisadores, produtores de textos técnicocientíficos. Aderir ao movimento do software livre e publicar a produção
acadêmico-científica em servidores de arquivos abertos já é uma realidade que
está se implantando. E as bibliotecas terão que se adaptar a isto, incorporando as

�novas necessidades geradas por essa inovação. As bibliotecas digitais de
dissertações e teses, a partir de 2003, estão proliferando rapidamente no Brasil,
estando disponíveis, em texto integral, para download gratuito, mais de 7 mil, em
maio de 2004, com recuperação simultânea através de metabuscadores
institucionais, de divulgação, tanto nacionais como internacionais.
Em linhas gerais, as bibliotecas universitárias brasileiras acompanham, em
nível, o das instituições que as mantém, ou seja, vão desde meros depósitos de
livros, nem sempre com bibliotecários, a renomados centros de excelência, que
suprem com eficácia as necessidades informacionais de seus mais exigentes
pesquisadores e usuários em geral. Há bibliotecas e “bibliotecas” assim como
bibliotecários e “bibliotecários” ! As bibliotecas universitárias brasileiras refletem,
sem dúvida alguma, a importância que cada IES dá ao ensino e a pesquisa. Estas
duas funções básicas não podem prescindir de uma boa biblioteca.
Há bibliotecas universitárias brasileiras que são consideradas modelos,
oferecendo os mais diversificados serviços de referência aos seus usuários.
Participam das mais importantes redes de serviços cooperativos internacionais,
como os da OCLC (Online Computer Library Center), do ISTEC (Ibero American
Science &amp; Technology Education Consortium); e nacionais como o Catálogo
Coletivo Bibliodata da FGV, CCN do IBICT, LILACS da Bireme, entre outros. Além
destes, se destacam os serviços de comutação pelo COMUT do IBICT, LIGDOC
do ISTEC, DSC da British Library, pela OCLC, e serviços de empréstimos entre
bibliotecas nacionais e internacionais. Muitas delas prestam os serviços de
informação no nível das melhores bibliotecas universitárias do mundo, como por
exemplo, mantendo várias bibliotecas digitais temáticas, de dissertações e teses,
periódicos eletrônicos, entre outros.
Nesse ambiente atua o bibliotecário de referência. Acredito que este
profissional tenha potencial para ser um dos agentes de transformação do cenário
de analfabetismo digital que ainda é marcante, mesmo no ambiente universitário.
Ele tem um papel educacional a desempenhar, atuando junto dos professores,
participando ativamente das pesquisas que são desenvolvidas em seu meio
acadêmico, seja na busca das melhores fontes de informação, seja na

�normalização

dos

trabalhos

técnico-científicos,

mas

especialmente

na

aprendizagem e usufruto das ferramentas para pesquisas disponíveis na web.
Para as pesquisas, as bibliotecas universitárias precisam ter seus próprios
laboratórios de informática com bibliotecários capacitados para auxiliarem na
busca das melhores fontes de informação das áreas do conhecimento em que
atuam. Para que desempenhem este papel, precisam de capacitação nas TIC.
Para que se capacitem, a curto prazo, poderão construir comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet.
As bibliotecas devem ser, portanto, dentro das universidades, um espaço
de inovação tecnológica, de difusão da cultura digital, de formação de leitores
navegadores. No ambiente biblioteca, qual é o profissional com potencial para
capacitá-los? O bibliotecário de referência! Uma biblioteca com infra-estrutura
tecnológica instalada e que não atua na capacitação de seus usuários, através de
seus bibliotecários de referência, definitivamente, não está cumprindo a contento
o seu papel! Cumprir o papel de educador, interagir com os usuários de acordo
com seu nível, satisfazer suas necessidades informacionais, valoriza o
profissional bibliotecário de referência e aproxima-o, ao mesmo tempo, do corpo
docente, pela convergência dos objetivos a alcançarem. O que se observa,
entretanto, é que a desvalorização do profissional bibliotecário é decorrente da
desvalorização do profissional professor, no sistema educacional brasileiro, como
um todo. Defendemos que a socialização da infra-estrutura para pesquisa já
instalada em grande parte das bibliotecas universitárias brasileiras, com
computadores para acesso a internet, pesquisas em bases de dados on-line, é
fator preponderante neste processo.
As avaliações, tanto do MEC para credenciamento dos cursos de
graduação, quanto da CAPES para pontuação dos cursos de pós-graduação,
passam, invariavelmente, pelo ambiente biblioteca. A dicotomia “biblioteca e
informática” deixou de existir com a internet. Quanto mais fundidos estiverem,
melhor será para o desenvolvimento tanto da pesquisa quanto do ensino na
universidade. No entanto, isto requer uma mudança de mentalidade, tanto do
bibliotecário sobre si mesmo como da Instituição sobre o papel que o bibliotecário

�desempenha, passando a vê-lo como um educador, e não simplesmente como
um “guarda-livros”. Para que isto aconteça, é requerida deste profissional uma
nova mentalidade, uma visão sistêmica do todo onde ele está inserido, uma
noção mais profunda de que ele faz parte de um sistema de ensino, e que tem
importante contribuição a oferecer com o desempenho de suas funções de
mediação.
O papel educacional do bibliotecário de referência é uma via de duas
mãos. De um lado, o bibliotecário aprendiz, que reconhece e busca sanar as suas
próprias necessidades de aprendizagem e formação continuada; e de outro, o
bibliotecário educador, que demonstra interesse, empatia, conhecimento das
necessidades informacionais de seus usuários. Ser bibliotecário educador é
identificar e agir pro-ativamente na direção dos tópicos que tem habilidades e
competência para ensinar, através de treinamentos presenciais ou virtuais,
colocando-se a disposição para atendimentos personalizados seja pessoalmente,
por telefone, e-mails, chats, etc. Disposição, disponibilidade e disciplina são
características requeridas deste profissional. Ele teria que ser aquele que domina
todas a técnicas de busca, de garimpagem, de mineração da informação, esteja
ela em que formato estiver, e conhecimento das melhores fontes das áreas que
atende.
Os serviços de referência virtuais, cada vez mais presentes nas
homepages das principais bibliotecas do mundo, vão desde um simples link para
um e-mail, como “fale com o bibliotecário”, formulários on-line para que deixem
registradas as dúvidas, até os mais sofisticados, como chats com bibliotecários
disponíveis em horários pré-determinados e atendimentos personalizados de uma
rede de bibliotecários de referência, atendendo dúvidas de acordo com suas
áreas do conhecimento.
Para o gerenciamento dos serviços de referência virtuais foram
desenvolvidos softwares como o Question Point, pela OCLC

e Library of

Congress, que facilita os serviços tanto de atendimento por e-mail como por chat.
O 24/7 Reference, desenvolvido pelo Metropolitan Cooperative Library System
permite, entre outras facilidades, ao bibliotecário ver em tela o perfil daquele

�usuário, quantas vezes ele usou o software, dúvidas anteriores, e permite até
preencherem juntos formulários on-line ou pesquisarem simultaneamente o
mesmo site. Outros softwares para gerenciamento de serviços de referência online localizados foram: Karim: a knowledge Instant Messenger; Liveassistance;
Dokutek´s VRLplus e LSSI´s Virtual Reference Toolkit (MIKESELL, 2004).
A mediação destes softwares não substitui, de forma alguma o profissional
bibliotecário, pelo contrário, exige que a biblioteca se reprograme, estabelecendo
rodízios para que tenha sempre um de plantão para os atendimentos virtuais,
tendo estes softwares apenas como ferramentas para interação com usuários online. Eles não substituem, de forma alguma, as pessoas, são apenas ferramentas
facilitadoras para atendimentos a distância, não limitados pelo tempo ou espaço.
A biblioteca digital pressupõe um atendimento “24/7”, criando expectativas
de serviços de referência virtuais em tempo-real, a qualquer tempo (JANE,
McMILLAN, 2003). Ter acesso a um cibertecário e poder interagir com ele, e não
apenas com os objetos digitais via web, é a conseqüência natural do processo.
Mais recentemente, já estão sendo publicados relatos de experiências com
o uso de weblog pelos bibliotecários para interagirem, tanto entre eles mesmos
como com os usuários de suas bibliotecas, no atendimento as mais diversas
dúvidas, na divulgação de produtos e serviços, entre outros usos. (EMBREY,
2002; CLYDE, 2002). Esta prática, para serviços bibliotecários, ainda não está
muito evidente no Brasil, apesar de já estar fazendo muito sucesso entre
jornalistas, artistas e adolescentes brasileiros.

4 O “CASE” CIBEREDUC
Uma comunidade de aprendizagem colaborativa a distância, intitulado
CiberEduc, foi construída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC aplicadas ao seu fazer diário, tendo
estado disponível em:
=137&amp;tipo_curso=A&amp;extremos=

http://teleduc.nied.unicamp.br/~teleduc/pagina_inicial/mostra_curso.php? &amp;cod_curso

�O ambiente utilizado foi o TelEduc, que dispõe de ferramentas de
administração, de coordenação e de comunicação, sendo que todas ficaram
inteiramente disponíveis para os participantes dessa pesquisa, desenvolvida
durante todo o segundo semestre de 2003. Participaram dessa comunidade
virtual 120 pessoas, que são bibliotecários de referência e/ou outros profissionais
envolvidos com as TIC.
O quadro 1 relaciona as ferramentas disponíveis no CiberEduc, pelo
número decrescente de acessos feitos pelas 120 pessoas inscritas nessa
comunidade. Ele ilustra as preferências a cada uma delas, pelo número de
acessos. A agenda é a página de entrada do TelEduc, portanto o acesso a ela é
obrigatório, por isso, de qualquer forma ocuparia a primeira posição. A partir da
página utilizada como agenda são oferecidos os acessos às demais ferramentas
relacionadas.

2.975

3.000

2.500

2.000

1.509
1.450
1.343

1.500

956
1.000

652

574

551

506 504
424 353

500

293

277 233

211 208

121

Interm ap

am biente
do
Estrutura

P erguntas Frequentes

Grupos

Acessos

Bate-P apo

Curso
do
Dinâm ica

Diário de Bordo

P arada O brigatória

P erfil

Mural

Leituras

Apoio
de
Material

de Discussão
Fóruns

Correio

P ortfólio

Ativ idades

Agenda

0

Quadro 1 – Preferências de acessos por ferramenta do CiberEduc

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As comunidades de aprendizagem colaborativas a distância via web foram
apresentadas como uma solução, viável e a curto prazo, para capacitação de
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras. Esses
profissionais têm um papel educacional a desempenhar, o de serem agentes que
atuem na disseminação do conhecimento necessário, entre seus usuários. A
capacitação desses capacitadores terá um efeito multiplicador exponencial se
feito a distância, via internet, através de comunidades virtuais.
A alfabetização digital dentro das universidades é uma necessidade que
poderá ser suprida rapidamente se as bibliotecas universitárias e seus
profissionais

estiverem

aptos

a

desempenharem

o

papel

de

agentes

multiplicadores da cibercultura. O bibliotecário de referência poderá também fazer
parte de uma equipe multidisciplinar, contribuindo com seus conhecimentos,
incluindo a biblioteca universitária como um ambiente a mais, dentro das
universidades, onde se desenvolve e se pratica a cibercultura, desde que
capacitado, motivado e com infra-estrutura instalada, para desempenhar mais
este papel.

ABSTRACT
The web amplified to “n” the communication ways mediated by the technologies
among human beings. However the communication via web brings restrictions
regarding the need of the infrastructure to the interconnectivity for the computing
knowledge. The digital society is a new kind of society with a language, tradition
as well as their own ethic code. The reading draws from linear to hypertextual
asking for new habilities and competences. The convergence of the medias TV
and internet with the installation of the interactive digital TV forecasted to 2006 in
Brazil will revolutionize still more the brazilian cyberspace. In this context are
discussed the evidences that the distance collaborative learning communities
show themselves as the faster solution, considering the continental dimension and
cybercultural diversities of Brazil. It´s necessary a new pedagogy to digital literacy,
to capacitation of the professionals to and throught the ICT. An electronic
pedagogy based on the virtual communities principles respecting the individual
learning preferences and not informatics replic of the presential education. The
virtual communities if structured and mediated so well present themselves as an
accessable solution. The results of a case of this kink of community are presented,

�named CiberEduc, made for the capacitation of reference librarians from brazilian
university libraries.
KEY-WORDS: Virtual communities of learning. Communities of practice.
Cyberspace learning. Professional capacitation by ICT. Continuing professional
capacitation.

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TEIXEIRA FILHO, J. Comunidades virtuais: como as comunidades de práticas
na internet estão mudando os negócios. Rio de Janeiro: Senac, 2002.
VALENTE, J. A.; SILVA, T. M. T. G. A capacitação de servidores do Estado via
cursos on-line: adequando soluções às diferentes demandas. In: SILVA, M.
Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo:
Loyola, 2003. p. 485-500.
WORLD SUMMIT ON THE INFORMATION SOCIETY, Geneve, 2003 – Tunis
2005. Declaração de Princípios: construir a sociedade de informação: um
desafio global no novo milênio: Documento WSIS-03/GENEVA/DOC/4-E.
Disponível em:
http://osi.unesco.org.br/arquivos/documentos/CMSI_declaracaoprincipios_final.pdf
Acesso em: 10 jun 2004.

∗

Bibliotecária - Mestranda em Educação, Ciência e Tecnologia na Faculdade de Educação
da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil - suelybcs@unicamp.br
CVLattes: http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4773387H6
∗∗
Orientador da pesquisa de mestrado em andamento – Coordenador do Grupo de Pesquisa TIC
Faculdade de Educação da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil amaral@unicamp.br CVLattes:
http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4796840A8

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade, com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006, no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas, eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.</text>
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                    <text>GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS: MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS
DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Sueli de Fátima Faria∗
Vanda de Fátima Fulgêncio de Oliveira
Liliane Forner
Floriana Lúcia D’Astuto

RESUMO

O presente trabalho originou-se sob forma de projeto, por iniciativa de um grupo
de bibliotecários, para criação de um banco de talentos dos servidores não
docentes da UNICAMP, objetivando facilitar o compartilhamento do conhecimento
na gestão de pessoas. O projeto resultou em uma metodologia para mapeamento
de talentos (MAPTAL) que possibilita a sondagem das capacidades
organizacionais utilizando-se do modelo VECA - Verificação de Comportamento
Administrativo. Buscou-se, em um segundo momento, fazer uma análise das
competências do Profissional da Informação a partir da Classificação Brasileira de
Ocupações – CBO, e tecer proposições para mapeamento de competências
desses profissionais para aplicação na gestão estratégica de pessoas na área de
informação e bibliotecas, e no autogerenciamento da carreira visando atingir
metas profissionais.
PALAVRAS-CHAVE: Competências – mapeamento. Profissional da informação.
Gestão de pessoas

1 ESTRATÉGIAS ORGANIZACIONAIS E AS COMPETÊNCIAS HUMANAS

As organizações estão sendo desafiadas a lidar com ambientes cada vez
mais dinâmicos, demandando novas exigências de gestão e novos perfis de
lideranças. Grande ênfase tem se dado à questão das competências essenciais
da organização, que se referem ao aprendizado coletivo e das competências do
indivíduo. As mudanças não são decorrentes apenas dos avanços tecnológicos,
mas do ambiente que se tornou complexo, demandando transformações
permanentes para se garantir a vantagem competitiva.
Autores proeminentes como Peter Drucker, James Quinn, Alvin Tofler,
Robert Reich citados por Nonaka e Takeuchi (1977), anunciam uma nova

�economia à qual se referem como “Sociedade do Conhecimento”, e que se
distingue do passado pelo papel-chave que o conhecimento desempenha nela,
em que o trabalhador é o maior ativo para a vantagem competitiva atuando como
analistas simbólicos, equipados com conhecimento para identificar, solucionar e
avaliar novos problemas. Sveiby (2000, p. 66), compartilha dessa visão e infere
que a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe ou as relações que
mantém com clientes e fornecedores são ativos intangíveis, que embora de
difíceis medições, é o que importa medir. O autor preconiza a Gestão do
Conhecimento como uma ferramenta que traz benefícios tangíveis, cuja essência
é aproveitar os recursos que já existem na empresa para que as pessoas
procurem, encontrem e empreguem as melhores práticas, criando um ambiente
de aprendizado interativo, no qual as pessoas transfiram o conhecimento,
internalizem-no e apliquem-no para criar novos conhecimentos - formando a
espiral do conhecimento, formulada de Nonaka e Takeuchi (1977).
Albrecht (2004), coloca a Inteligência Organizacional como modelo para
integrar diversos níveis de inteligência individual, de equipe e organizacional,
capazes de “nutrir a cultura do conhecimento” para enfrentar a terceira onda. Os
programas de treinamentos a fim de trabalhar habilidades como pensamento
crítico, criativo, solução de problemas, tomada de decisões e ultimamente até
inteligência emocional são estratégias utilizadas nesse modelo.
O desenvolvimento do trabalho com o conhecimento em uma organização
está

diretamente

relacionado

ao

desenvolvimento

estratégico

de

suas

competências. Prahalad e Hamel (1990), formulam o core competences como
forma de integração do aprendizado coletivo da organização e coordenação das
diversas fases de produção e equipes múltiplas de tecnologias. E as
organizações,

autores,

enfatizam

novas

competências

organizacionais:

flexibilidade, inovação, horizontalidade, criatividade, agilidade, compartilhamento
de

informação,

aprendizagem,

gestão

do

conhecimento,

planejamento

participativo, empowerment e estratégia competitiva.
Com o deslocamento de ênfase, é crescente o reconhecimento por parte
das organizações de que seu capital intelectual deve ser gerida de forma

�sistemática. Estratégias, mapas do conhecimento, portfólios de iniciativas estão
sendo desenvolvidos para capturar e disseminar aquilo que aprendem ao longo
do tempo, facilitar o compartilhamento de idéias e experiências, eliminando as
barreiras funcionais e impulsionar melhores práticas e gerir seu capital intelectual.
A criação do conhecimento organizacional depende do conhecimento das
pessoas, da motivação, vontade de criar, agir, compartilhar e codificar seu próprio
conhecimento individual, enquanto que a gestão do conhecimento está em saber
o que os colaboradores sabem fazer bem e tirar proveito desse conhecimento
com a maior eficiência possível.

2 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NA ERA DO CONHECIMENTO

O Conhecimento vem se tornando diferencial para as organizações que
buscam excelência, e sem ele a utilização do potencial humano fica precária,
inviabilizando todo o processo de geração de produtos e serviços condizentes
com as demandas internas e externas. Independente do modelo que adotam para
a criação do conhecimento organizacional, terão de fazer frente a muitos desafios.
A

Gestão

do

Conhecimento

defronta

alguns

destes

enumerados

porGontow (2004), entre os quais destacamos: alto volume de informações que
estão sendo criadas, armazenadas e distribuídas; a incrível velocidade com que
o conteúdo do conhecimento está mudando; a necessidade das organizações em
serem pró-ativas ao apoiar a criação e a reutilização do conhecimento (...). Nesse
contexto, o profissional da informação se insere como ativo e agente criativo,
capitalizando sua competência informacional para as estratégias da organização
em que atua. Esse evento pode ser uma oportunidade ímpar de aprendizagem,
mas para aproveitamento dessa mutação, necessário se faz dar maior peso à
lógica competência, que é investida da ação do trabalhador rumo a um
movimento de ação subjetiva do caráter cada vez mais socializado e
interdependente das atividades profissionais.

�Sendo a competência o foco deste, apresentamos uma definição centrada
na mudança de comportamento social dos seres humanos em relação ao trabalho
e sua organização, seguida da análise feita por Zarifian:

Competência profissional é uma combinação de conhecimentos,
de saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exerce
em um contexto preciso. Ela é constatada quando de sua
utilização em situação profissional, a partir da qual é passível de
validação. Cabe à empresa identifica-la, avalia-la, validá-la e fazêla evoluir. (Medef, ex-CNPF1 apud ZARIFIAN, 2001)

A partir desse conceito, Zarifian (2001), que primeiro formalizou e deu um
conteúdo científico a essa noção – preconiza a competência alimentada sob três
aspectos multidimensionais: a tomada de iniciativa e de responsabilidade do
indivíduo; a inteligência prática das situações, que se apóia sobre os
conhecimentos adquiridos e os transforma; a faculdade de mobilizar redes de
atores em torno das mesmas situações.
Um breve percurso na literatura recente poderá nos dar um panorama
sobre essa temática no âmbito da Ciência da Informação. Em pesquisa realizada
junto a empresas de consultoria em recrutamento e seleção de recursos
humanos, sobre as qualificações dos profissionais da informação demandanda no
atual do mercado de trabalho, Ferreira (2003), aponta que as potencialidades
desses profissionais nem sempre são reconhecidas pelo mercado de trabalho;
que não é comum encontrar profissionais da informação ocupando posições
superiores; que as deficiências são decorrentes da falta de desenvolvimento
dessas habilidades durante o período de formação, e da auto-imagem por eles
mesmos; e que os profissionais devem desenvolver continuamente as habilidades
típicas da área além de atitudes comportamentais.
Marcial (2003), considera que os métodos da Ciência da informação serão
o foco para a base das atividades da Inteligência Competitiva apoiadas pela
Tecnologia da Informação, mostrando como o profissional da informação pode

1

Jornadas Internacionales de Deauville, 1998: objetivo competências, t.1, outubro de 1998.

�auxiliar no ciclo de produção de Inteligência, que é formado por quatro etapas:
planejamento, coleta, análise e disseminação.
A literatura é rica em análises e descrições das competências exigidas para
os profissionais da informação atuarem na nova sociedade, as quais destacamse: conhecimento do contexto ou capacidade de contextualização; capacidade de
conceituação; conhecimento da demanda ou do cliente; domínio de ferramentas e
de tecnologias de informação; adaptação ao novo, flexibilidade e abertura às
mudanças; capacidade de gerenciamento; lidar com contradições e conflitos;
relacionamento interpessoal, excelência na comunicação oral e escrita; lidar com
as diversas habilidades funcionais; capacidade de aprendizado próprio e de
facilitar o aprendizado dos outros; ter energia, criatividade, ser ético e visualizar o
sucesso. (MARCIAL, 2003; PESTANA 2003; FERREIRA,2003, ARRUDA, 2000).
Belluzzo (2004), pondera que a capacidade de comunicação e de
relacionamento interpessoal; capacidade de gestão de estoques de informação
para uso futuro e capacidade de inovação e de liderança são relevantes para
mobilizar as potencialidades individuais ou habilidades desenvolvidas em
determinado âmbito de atuação, a serviço da coletividade e do bem comum.
Além dos conhecimentos teóricos e práticos, são necessárias uma série de
atitudes que devem acompanhar os profissionais, as quais são fundamentais para
o desempenho adequado de suas funções. O guia de competências para os
bibliotecários europeus apresenta as principais na tabela (1) abaixo:

TABELA 1- Guide to competencies for european professionals in library and
information serviçes
1.

Adaptabilidade

4.

Comunicação

2.
analítica

Habilidade

3.
Prever ameaças
e oportunidades

5.

Habilidade

6.
investigativa

8.

Saber ouvir

crítica
7.

Tomada de

decisão

Mente

9.

Trabalhar em

12.

Sensibilidade

15.

Habilidade de

equipe
10.
13.

Iniciativa
Perseverança

11.
Habilidade
organizacional
14.

didática

Padronização
síntese

�3 PROJETO MAPTAL – MAPEAMENTO DE TALENTOS

A proposta de Mapeamento de Talentos para a UNICAMP vem ao encontro
do processo de revisão da missão da universidade, que culminará no seu
planejamento estratégico - em definição, podendo ser alinhado aos processos de
Gestão de Pessoas, para obtenção do conhecimento do potencial humano que a
instituição agrega, contribuindo para as ações de Recursos Humanos. O objetivo
foi criar um banco de dados do conhecimento dos servidores não docentes para
facilitar o compartilhamento na Gestão de Pessoas.
O desenvolvimento do projeto compreendeu quatro fases: 1) construção de
referências através da literatura, consultas a especialistas e visita a uma
instituição com prática em mapeamento de competências; 2) definição das
competências e primeira modelagem, 3) alinhamento do escopo com o set de
competências adotando a ferramenta de mensuração VECA – Verificação do
Comportamento Administrativo (ALBA, 2003); 4) aplicação de pré-teste em
amostra

aleatória

composta

por

bibliotecários,

alunos

e

estagiários;

e

realinhamento das ferramentas: questionário e busca.
O VECA é composto de 100 perguntas dispostas em frases, e define as 20
competências fundamentais para construção de todas as outras, onde 12
habilitam para resultados e 8 para relacionamentos. Optou-se por essa
ferramenta, essencialmente, pelo método de avaliação que ela propõe: evidencia
os Gap’s, os potenciais e as distorções das competências individuais e coletivas,
resultando em um inventário institucional sobre as habilidades, atitudes e
comportamentos presentes na atuação dos profissionais. No questionário as
competências são colocadas em uma escala de posições que vão de 0 a 10 – na
análise o centro é a área de maior eficácia daquela competência.
As tentativas de elaborar escores de competências remontam de algum
tempo, e algumas metodologias de desdobramentos de competências valem-se
da metáfora “árvore das competências”, na qual seus três componentes
combinados formam um todo, onde a raiz corresponde a atitudes e valores, que
se traduz em comprometimento, o tronco corresponde ao conhecimento que se

�traduz na flexibilidade aos desafios, e a copa corresponde às habilidades, que se
revela no talento e capacidade técnica (Gramigna, 2001).
Para o projeto foram utilizadas as competências fundamentais do modelo
VECA - acrescidas de outras três apontadas para o setor público – prestação de
serviços, de acordo com pesquisa com empresas-cliente realizada por
GRAMIGÑA (2002), e estruturadas mediante categorização acima.
A metodologia foi elaborada para levantamento do perfil dos principais
quadrantes de uma Carreira, traçando o mapa das competências e seus pontos
críticos – as deficiências e os excessos, e estruturada em um questionário
dividido em três tipos de questões para verificação de habilidades, conhecimentos
e atitudes.

4 O CÓDIGO DE OCUPAÇÕES BRASILEIRAS – CBO

Em 2002 o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE disponibiliza à
sociedade a nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que vem
substituir a anterior, de 1994. Esse documento reconhece, nomeia, codifica os
títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho
brasileiro.

A nova versão contém as ocupações organizadas e descritas por

famílias que constituem um conjunto de ocupações similares correspondente a
um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação. Uma das novidades
foi o método utilizado no processo de descrição, por meio de comitês de
profissionais que atuam nas famílias, partindo-se da premissa de que a melhor
descrição é aquela feita por quem exerce efetivamente cada ocupação.
Segundo o MTE, a CBO tem uma dimensão estratégica importante, na
medida em que, com a padronização de códigos e descrições, poderá ser
utilizada pelos mais diversos atores sociais do mercado de trabalho. Terá
relevância também para a integração das políticas públicas do MTE, sobretudo no
que concerne aos programas de qualificação profissional e intermediação da
mão-de-obra, bem como no controle de sua implementação.

�5 AS COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO: CBO VERSUS
LITERATURA

Os Profissionais da Informação são codificados sob número 2612,
formando uma família que compõe:
•

2612-05-Bibliotecário,

Bibliógrafo,

Biblioteconomista,

Cientista

informação, Consultor de informação, Especialista de informação, Gerente de
informação, Gestor de informação.
•

2612-10- Documentalista - Analista de documentação, Especialista

de documentação, Gerente de documentação, Supervisor de controle de
processos documentais, Supervisor de controle documental, Técnico de
documentação, Técnico em suporte de documentação.
•

2612-15 - Analista de informações - Pesquisador de informações de

rede.
As competências definidas na CBO, estão descritas na tabela abaixo.
TABELA 2 - Competências pessoais do profissional da informação na cbo
1. Manter-se atualizado

2. Liderar equipes

3. Trabalhar em equipe e em
rede

4. Demonstrar capacidade de
análise e síntese

5. Demonstrar conhecimento
de outros idiomas

6. Demonstrar capacidade de
comunicação

7. Demonstrar capacidade de
negociação
9. Demonstrar senso de
organização
11. Demonstrar raciocínio lógico
13. Demonstrar pró-atividade

8. Agir com ética
10. Demonstrar capacidade
empreendedora
12. Demonstrar capacidade de
concentração
14. Demonstrar criatividade

Sendo um documento oficial, a CBO foi tomada como ponto de partida para
análise das competências dentro do propósito desse trabalho, que pressupõe a
definição dos perfis de competências básicas requeridas para este profissional
para o crescente universo da informação. Para tal buscou-se, primeiramente, a

�equivalência entre as competências apontadas na CBO e as competências
universais apontadas na literatura, fundamentadas na metodologia VECA
(Verificação do Comportamento Administrativo), formulada por ALBA (2003) e nas
investigações de Gramigna (2002). Em segundo, buscou-se a pertinência da CBO
com as asserções dos especialistas da área. Assim, apresentamos a tabela
abaixo e as correlações seguidas das nossas impressões.

TABELA 3 - Competências cbo versus literatura
CBO

LITERATURA

Manter-se atualizado.

Disposição para mudanças

Liderar equipes.

Liderança

Trabalhar em equipe e em rede.

Afetividade + Sociabilidade

Demonstrar capacidade de análise e

Analise e síntese/ou avaliação

1
2
3
4

síntese.
Demonstrar conhecimento de outros
idiomas.

Comunicação

5

Demonstrar capacidade de
comunicação.

Comunicação

6

Demonstrar capacidade de
negociação.

Negociação

7

Agir com ética.

Ética ou Liderança

8
Demonstrar senso de organização
9
0

Demonstrar capacidade
empreendedora
Demonstrar raciocínio lógico

1
2

Demonstrar capacidade de
concentração

Organização ou Planejamento e
Organização
Realização
Criatividade + outras capacidades
cognitivas
Atenção / Priorização

Demonstrar pró-atividade

Antecipar ameaças

Demonstrar criatividade

Flexibilidade / Criatividade

3
4

Analisando à luz da categorização da árvore das competências – acima
descrita, e sob as competências universais exigidas pelas organizações, verificouse:

�a) A

competência

CBO-01

“manter-se

atualizado”

pode

ser

equiparada à competência “disposição para mudanças” que é a
capacidade de gerar alternativas para o trabalho, alternando rotinas para
adequá-las às necessidades. Mensura a capacidade de inovar e propor
mudanças em suas estratégia de atuação. Manter-se atualizado é um prérequisito para tal, portanto, pode-se inferir que é um componente de
“atitude”.
b) A competência CBO-03 “trabalhar em equipe e em rede”, é
correlata à competência “afetividade” que é capacidade de estabelecer
compromissos com abertura e transparência, criando vínculos que
favorecem a atuação em equipes e o compartilhamento de estratégias e
interesses. Define a qualidade dos compromissos que estabelece as
pessoas. E também com “sociabilidade” que é a capacidade de adaptar-se
ao contexto e de ampliar sua rede de relacionamento, podendo ser
considerada uma “habilidade”.

c) A competência CBO-05 “conhecimento de idiomas” é considerada
um desdobramento da competência “comunicação”, ligado ao componente
“conhecimentos”;

d) A competência CBO-08 “ética” é apontada como um desdobramento
da competência “liderança” ligada ao componente “atitude” na estruturação
por categorias , e destacada sozinha em outras;
e) A competência CBO-10 “capacidade empreendedora” pode ser
equiparada à competência “realização” que traduz a disposição aos
desafios e capacidade de se automotivar frente às novas situações não
experimentadas. Mensura o grau de motivação com que se envolve com as
diversas situações de trabalho e a ambição para crescer;

f) A

competência

CBO-11

“raciocínio

lógico”

não

tem

sido

empregada no core competences das empresas investigadas. Arriscou-se
aqui a considerar que a indissociabilidade entre o consciente racional e as

�atividades criativas, pode levar as organizações a nomearem a criatividade
para representar as competências cognitivas.

g) A

competência

CBO-12

“demonstrar

capacidade

de

concentração” pode ser equiparada à competência “atenção /priorização”
que revela a visão global e percepção do contexto, capacidade de
finalização e forma com que define prioridades em seu trabalho. Mensura a
capacidade de atender demandas externas, refazendo sua programação de
trabalho;
h) A

competência

CBO-13

“demonstrar

pró-atividade”

tem

a

equivalência com a competência “antecipar ameaças” que revela a
capacidade para antecipar ameaças e oportunidades e promover ações
estratégicas.
Como o paralelo foi traçado com base em uma metodologia que utiliza uma
categorização das competências em habilidades (fazer), atitudes (querer fazer) e
conhecimento (saber), não pretendemos julgar a estrutura da CBO. O propósito é
desvendar se as competências estabelecidas oficialmente, afluem para as
preconizações contidas nos debates e experiências organizacionais.
No que concerne às competências universais 43% dos itens estabelecidos
na CBO são apresentados na área da Administração, e 57% dos itens foram
encontradas competências correlatas. Sob o prima da categorização que serviu
de base para essa análise, as competências: comunicação, liderança e
criatividade se repetem na CBO por terem mesmo valor e força que outras.
O que se pode observar é que as competências regulamentadas para o
Profissional da Informação correspondem às competências requeridas pelas
empresas líderes para quaisquer funções. Essa constatação aponta para uma
ampliação da envergadura da competência definida para esse profissional, pois a
síntese das diferentes competências que podem ser mobilizadas para um
conjunto de atividades, eleva o campo de responsabilidade do bibliotecário, que
permite que ele dê mais orientação e alcance de sua função.

�No que tange à Ciência da Informação, observamos indicativos de
naturezas diversas - voltados aos processos, resultados, relacionamentos; e entre
uma série de habilidades, conhecimentos e atitudes e até características pessoais
– que estão contempladas na CBO. Importante é que embora de forma esparsa,
elas alimentam a definição multidimensional de competência de Zarifian (2001).
Curioso notar, que o trabalho de Arruda (2000), já apresenta as competências
consideradas novas, em citações que remontam à década de 80. Isto revela que
a evolução do perfil dos profissionais anda a passos lentos, em paradoxo à
análise dos especialistas da geração anterior sobre as tendências conceituais.
A correlação de competências com base na classificação das ocupações
implica em diferenciar o conceito sobre sistema de classificação e o de
competências. A classificação fornece os elementos de regulação das relações
sociais em bases mais estáveis possível e conseqüentemente, estabelece um
princípio de hierarquia das categorias e dos salários em dado universo
profissional. A competência expressa autonomia de ação do indivíduo em uma
equipe ou rede de trabalho, que se engaja subjetiva e voluntariamente, em virtude
de suas iniciativas, na melhoria do valor produzido.
Em outras palavras, a classificação das ocupações deve conservar a parte
mais estável e duradoura das competências mobilizadas, sem a pretensão de dar
conta da parte mais flexível, singular e dinâmica delas. A parte mais estável é
constituída pela associação entre:
• os saberes gerais e profissionais que servem de referência a um
dado universo profissional; e
• as competências de fundo, que permitem, ao mesmo tempo, adquirir
e mobilizar ativamente esses saberes, competências que dependem das
práticas comunicacionais, da reflexão e da civilidade.
Na competência o que conta é utilização efetiva “sob iniciativa” e toda
utilização pressupõe transformação. (ZARUFIAN, 2001).

6 TECENDO POSIÇÕES

�No discurso dos especialistas da área da informação predomina a ênfase
de que o domínio de determinadas competências faz com que esses profissionais
e organizações que o empregam façam a diferença no mercado. É eminente a
indução ao repensar os fazeres e saberes diante da evolução das tendências.
Segundo a coordenadora da pesquisa da CBO 2002, nas áreas das
Ciências e das Artes – Liliana Segnini, a participação dos trabalhadores e
profissionais ativos no mercado descrevendo o que fazem na realização de seus
respectivos trabalhos, informa o quanto o desemprego possibilita acúmulo de
atividades e intensificação do trabalho para aqueles que permanecem
empregados. E sua declaração: “o contexto de desemprego fornece espaço
político para exigir que o trabalhador faça mais do que fazia para permanecer no
emprego (...) estamos diante de descrições freqüentemente apontadas, pelos
próprios participantes, como superestimadas” deixa claro um padrão de
competências idealizado para os trabalhadores na CBO. (SUGIMOTO, 2004, p.3).
Essa idealização, ao nosso ver, também se remete aos profissionais da
informação, tanto na CBO quanto no debate da classe, posto que uma pessoa
não reúne todas as competências necessárias para as complexidades da área.
Entendemos que para essa subjetividade, a Gestão do Conhecimento e a
Inteligência Organizacional orientam para as estratégias de compartilhamento.
Outra questão é que a sociedade atual está conectada em rede onde as
tecnologias de informação fazem a ponte entre indivíduos. No entanto, atrás das
tecnologias estão os seres humanos e estes devem ser compreendidos em suas
idiossincrasias. Nessa dialética, a gestão de pessoas poderá cumprir um papel
fundamental no alinhamento das pessoas e seus respectivos desempenhos e
competências às estratégias do negócio e metas organizacionais.
A gestão de pessoas pressupõe a gestão de talentos ou de competências,
cujo mapeamento surge como uma ferramenta para facilitar o gerenciamento das
competências individuais e institucionais. Sua característica se diferencia dos
bancos de currículos ou de produção técnico-científica, por dar ênfase às
capacidades tácitas. Através do mapeamento é possível levantar os pontos fortes,
que tornam as pessoas aptas para algumas tarefas e, os pontos fracos, que

�devem ser aperfeiçoados para que o profissional possa autogerenciar sua carreira
e investir no desenvolvimento daquelas consideradas importantes para o campo
que pretende atuar. Esse elemento, em especial, é que motivou a continuidade
desse estudo voltado para os profissionais da informação. E vimos, assim, propor
um mapeamento de competências entre os bibliotecários, para o que sugerimos
que a metodologia deva ser estruturada em um instrumento que possibilite a
verificação do comportamento organizacional ou social.
No caso de uma categoria profissional, acredita-se apropriado ampliar a
discussão para definir o núcleo de competências sob uma concepção abrangente
e ao mesmo tempo objetiva. Recomendamos os seguintes passos para por em
prática esse propósito: 1) definição das competências e seus desdobramentos; 2)
estruturação da metodologia; 3) definição das ferramentas armazenagem e busca
dos dados; 4) sensibilização das pessoas; 5) aplicação do modelo de verificação
de competências a princípio por adesão em determinada região como piloto; 6)
diagnóstico; 7) avaliação e devolutiva dos perfis; 8) divulgação e 9) avaliação.

7 CONCLUSÕES
A breve inserção na literatura aponta que o principal input dos
trabalhadores deixa de ser o esforço físico e passa a ser a capacidade de criar,
aprender e desenvolver novos conceitos, produtos e serviços baseados
estritamente no conhecimento. Para inserir-se nesse cenário, o bibliotecário já
atuante precisa buscar a compatibilização de suas competências com as
estratégias da organização em que atua, de forma que ele seja considerado em
sua singularidade, que poderá lhe remeter ao reconhecimento profissional. Esse
reconhecimento se enraíza na competência, e é assim que os indivíduos se coavaliam. Desenvolver esse tipo de recurso, fazendo dele a base de uma
estratégia competitiva assegura seu crescimento futuro. A proposta de
mapeamento de competências remete para uma ação com vistas à aprendizagem
da categoria sobre si mesma.

ABSTRACT

�The present work originated under project form, for initiative of a group of
librarians, for creation of a bank of talents of the workers of the UNICAMP,
objectifying to facilitate the sharing of the knowledge in the management of
people. The project resulted in a methodology for mapping of talents that makes
possible the sounding of the organizations capacities using VECA – Behavior
Administrative Verification. One searched, at as a moment, to make an analysis of
the abilities of the Professional of the Information from the Brazilian Classification
of Occupations -CBO, and to weave proposals for mapping of abilities of these
professionals for application in the strategical management of people in the area of
information and libraries, and in the auto management of the career aiming at to
reach professional goals.
KEY-WORDS:
management.

Abibities

–

mapping.

Information

Professional.

Peoples

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�ZARIFIAN, Philippe. Objetivo competências: por uma nova lógica. Tradução
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∗

Hsulaff@fea.unicamp.brH , UNICAMP/FEA, Campinas – BR
HVanda@unicamp.brH, UNICAMP/CAISM, Campinas – BR
Hliliane@iar.unicamp.brH, UNICAMP/IA,, Campinas – BR
Hflor@unicamp.brH, UNICAMP/BC, Campinas – BR

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFRN</text>
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              <name>Date</name>
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              <description>A language of the resource</description>
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                <text>Gestão estratégica de pessoas: mapeamento de competências do profissional da informação.</text>
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                <text>Faria, Sueli de Fátima; Oliveira, Vanda de Fátima Fulgêncio de; Forner, Liliane; D'Astuto,Floriana Lúcia</text>
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                <text>O presente trabalho originou-se sob forma de projeto, por iniciativa de um grupo de bibliotecários, para criação de um banco de talentos dos servidores não docentes da UNICAMP, objetivando facilitar o compartilhamento do conhecimento na gestão de pessoas. O projeto resultou em uma metodologia para mapeamento de talentos (MAPTAL) que possibilita a sondagem das capacidades organizacionais utilizando-se do modelo VECA - Verificação de Comportamento Administrativo. Buscou-se, em um segundo momento, fazer uma análise das competências do Profissional da Informação a partir da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, e tecer proposições para mapeamento de competências desses profissionais para aplicação na gestão estratégica de pessoas na área de informação e bibliotecas, e no autogerenciamento da carreira visando atingir metas profissionais.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: UMA
METODOLOGIA

Simone Faury Dib*
Neusa Cardim da Silva**
Cátia Barcelos***

RESUMO
Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em
Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre
profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de
Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A
metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do
conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo
cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação
dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e
das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados
obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na
integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na
biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os
objetivos e metas da biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura organizacional. Desenvolvimento de equipes.
Desenvolvimento de competências.

1 INTRODUÇÃO
O cenário no qual estão inseridas as organizações contemporâneas
caracteriza-se pela globalização, a competitividade, as mudanças aceleradas, a
revolução tecnológica, os sistemas integrados de informação e a produção
constante de novos conhecimentos. Para atuar nesse contexto, novos produtos e
serviços com valor agregado são desenvolvidos, e o foco no cliente norteia a
produção, cujos requisitos básicos de aceitabilidade são inovação, custo e
velocidade de entrega.
Estes aspectos promovem impactos, em maior ou menor intensidade, nas
estruturas organizacionais (arquitetura organizacional) e nos seus modelos de
gestão.

�Dessa forma, estruturas tradicionalmente hierarquizadas tendem à
diminuição de seus níveis hierárquicos, bem como os modelos de gestão
centralizadores tendem à descentralização, delegação de poderes e envolvimento
empregatício (compromisso profissional).
Assim, pode-se observar uma valorização do indivíduo e o fazer coletivo trabalho em equipe - nas organizações. Apesar de todo o aparato tecnológico e
das estratégias organizacionais, o indivíduo passa a ser o principal detentor das
competências técnicas e interpessoais, que se traduzem em um diferencial
competitivo e que agrega valor às organizações.
O trabalho em equipe passa a representar um espaço de integração e
complementaridade, elevando os padrões de desempenho e possibilitando
melhoria contínua.
Neste sentido, torna-se um grande desafio congregar as diferentes
contribuições individuais em prol de objetivos comuns, superar barreiras
interpessoais e potencializar os canais de comunicação, conferindo valor e
sentido ao trabalho realizado, fazendo o todo ser de fato mais do que a soma das
diferentes contribuições individuais.
Este artigo objetiva apresentar uma metodologia para o desenvolvimento
de equipes, que atuam em Unidades de Informação (UI), tendo por base um
Programa de Desenvolvimento de Equipes realizado em dois momentos (2001 e
2003), na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) da Rede Sirius - Rede de
Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O foco da metodologia
é o desenvolvimento de competências técnicas e interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe. A sua elaboração e execução foi resultado de uma parceria
entre profissionais da UERJ, das áreas de Biblioteconomia e Psicologia.

2 DESENVOLVER PARA CRESCER: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM
EQUIPE
Na atualidade, o trabalho em equipe tornou-se um diferencial competitivo,
pois possibilita, através do fazer coletivo, o desenvolvimento de serviços e

�produtos com valor agregado, na medida em que une pessoas com
conhecimentos complementares, tendo metas e objetivos em comum. Por outro
lado, trabalhar em equipe favorece também o crescimento pessoal de cada
indivíduo, uma vez que viabiliza a troca de experiências.
No entanto, para o alcance de resultados positivos, não basta apenas
reunir as pessoas e formar um grupo, é fundamental que as competências
técnicas e interpessoais de cada um estejam associadas à responsabilidade e ao
comprometimento mútuo com a qualidade dos relacionamentos e dos resultados
esperados.
Torna-se,

pois,

imprescindível

a

aplicação

de

um

programa

de

desenvolvimento de equipes que privilegie a aprendizagem e a interação de seus
participantes, não devendo ser entendido como um evento isolado, mas, sim,
como um processo contínuo de experimentação e troca.
Cabe ressaltar, ainda, que alguns aspectos são fundamentais para o
sucesso da equipe, dentre os quais o papel da liderança, a comunicação, a
consciência de toda a equipe sobre o seu propósito, sobre as potencialidades e o
papel profissional de cada um dos seus integrantes.
Como qualquer organização, as bibliotecas também devem investir em seu
capital humano, uma vez que as pessoas que atuam nessa área – bibliotecários,
auxiliares e estagiários de Biblioteconomia – possuem características muito
peculiares, devido às rotinas de trabalho, tanto no que se refere ao atendimento
ao público, quanto aos processos técnicos e gerenciais.
A maioria dos serviços operacionais desenvolvidos nas bibliotecas, se
constitui em tarefas mecânicas e rotineiras executadas geralmente pela mesma
pessoa. Isto, associado ao fato de que nem sempre há procedimentos
estabelecidos para esses serviços e que os integrantes da equipe desconhecem
alguns dos processos da biblioteca, concorre para o comprometimento do
desempenho das atividades e, conseqüentemente, da qualidade do atendimento
e da imagem da própria biblioteca.

�Assim, como é fundamental que exista sinergia entre as pessoas, para que
haja cooperação e comprometimento na realização dos objetivos propostos, o
conhecimento dos processos operacionais e técnicos deve ser comum a todos,
ainda que a atribuição de tarefas seja diferenciada, de acordo com as funções de
cada integrante da equipe.
Segundo Silva e Dib, “a capacitação da equipe se constitui em uma
necessidade constante e se revela sempre um ótimo investimento. No entanto,
não só o treinamento adequado da equipe é garantia de sucesso. É necessário o
estímulo ao desenvolvimento do lado emocional dos indivíduos, para que se
tornem integrados e garantam a sobrevivência e o crescimento das Unidades de
Informação”1.
Em equipe, o objetivo do trabalho deve superar a soma das metas
individuais, devendo seus integrantes trabalhar em conjunto, congregando
talentos e habilidades complementares, sendo o resultado do trabalho um fazer
realmente coletivo. A missão, a visão e os objetivos organizacionais devem ser
claros e aceitos por todos; os papéis devem ser definidos e as responsabilidades
devem ser compartilhadas, propiciando um ambiente equilibrado, tranqüilo,
criativo e, conseqüentemenre, com elevado padrão de desempenho.

3 ANTECEDENTES
A Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) passou por mudanças que
afetaram radicalmente seu funcionamento, em virtude da união do acervo da
graduação e da pós-graduação, o que aumentou consideravelmente a demanda.
Associado a este fato, a rotatividade de pessoal – que afeta, em diferentes graus,
todas as bibliotecas da UERJ, influenciando o trabalho como um todo e
implicando descontinuidade e desgaste para os funcionários – acarretou
problemas,

com

reflexos

na

qualidade

dos

serviços

oferecidos

e

no

relacionamento da equipe.

1

SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência da Biblioteca
de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002. Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom

�Dessa forma, a gerência da biblioteca, procurando minimizar os efeitos
advindos dos fatos citados,buscou parceria junto à Superintendência de Recursos
Humanos (SRH) da UERJ para iniciar um processo de valorização do capital
humano, com o objetivo de conciliar a excelência na prestação de serviços com a
humanização do trabalho. Para isso, várias ações foram implementadas, visando
tanto ao aperfeiçoamento técnico dos funcionários quanto à integração da equipe.
Foi designada uma psicóloga para desenvolver projeto em parceria com os
bibliotecários, posto em prática em 2001, o qual apresentou resultados positivos,
induzindo a equipe a solicitar sua continuidade em 2003. Dentre esses resultados
- segundo avaliação dos próprios participantes - a integração do grupo, o
autoconhecimento, a busca pelo consenso, a valorização do servidor e suas
potencialidades, o esclarecimento de dúvidas quanto a processos da biblioteca
foram os mais relevantes.
Os resultados obtidos avalizaram a metodologia utilizada nos trabalhos, o
que motivou os seus mentores a divulgá-la, para que se constitua em mais um
instrumento ao alcance de outras unidades de informação que queiram investir no
desenvolvimento de suas equipes.

4 APORTE TEÓRICO
O ponto comum nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e
no modelo de pesquisa-ação é o foco no indivíduo enquanto agente coresponsável pelo processo de mudanças, o que permitiu sua utilização para
embasar esta metodologia.
O employeeship contempla os valores dos indivíduos, na medida em que
prioriza a responsabilidade, lealdade e iniciativa. Nesse contexto, uma pessoa
que se sente responsável pelos resultados da organização demonstra lealdade às
outras, contribuindo para a criação e manutenção de um espírito de equipe, e
toma a iniciativa de melhorar e desenvolver continuamente suas atividades,

�favorecendo a evolução da organização como um todo. Segundo Moller,
employeeship “expressa aquilo que é preciso para ser um bom funcionário” 2.
Uma organização com employeeship aprende a todo momento e percebe
que investir em seu capital humano, na sua capacitação técnica e no
desenvolvimento do seu lado emocional, torna as pessoas aptas para
implementar mudanças3.
A gestão do conhecimento viabiliza a utilização do conhecimento no nível
organizacional mediante a identificação e disseminação dos diversos saberes que
o permeiam, contribuindo para o desempenho eficaz dos indivíduos e para a
geração de novos conhecimentos.
De acordo com Barbalho “... o staff constitui o núcleo básico da gestão do
conhecimento e da otimização do capital humano e intelectual através da gestão
das competências individuais, grupais e organizacionais. A base fundamental
deixa de ser o desenho dos cargos e passa a ser o conceito dinâmico de
habilidades e competências necessárias ao sucesso da organização e dos seus
parceiros – clientes, fornecedores, funcionários” 4.
A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social, com base empírica,
concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema
coletivo. Para tanto, a participação das pessoas nele implicadas é absolutamente
necessária5.
O princípio fundamental desse modelo consiste em uma intervenção na
organização mediante a efetiva cooperação de seus integrantes, para definir o
problema e buscar soluções, sendo assim uma ferramenta para o processo de
mudança.

2

MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e organizacional. São
Paulo: Pioneira, 1996.
3
SILVA, op. cit. p. 4
4
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife:
UFPe, 2002. 1CD-ROM.
5
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5 METODOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS
A metodologia proposta compõe-se de cinco etapas, que se constituem em
diagnóstico, planejamento, execução, avaliação e acompanhamento.
Para a realização do diagnóstico e planejamento, os profissionais
responsáveis – bibliotecários e psicólogos – , facilitadores do processo, devem
implementar ações integradas, através da elaboração e atuação conjunta.
O papel ativo do facilitador, tanto na condução dos problemas
apresentados quanto no acompanhamento e avaliação das ações é essencial,
incluindo uma atitude de escuta e elucidação dos várias aspectos do problema,
sem impor suas concepções6 .
Nas etapas de execução, avaliação e acompanhamento, os facilitadores
devem atuar em momentos diferenciados, tendo em vista as especificidades de
cada área. No entanto, é fundamental que exista um canal de comunicação direto
entre eles, para que possam trocar informações que auxiliem o planejamento das
ações que, embora com enfoques distintos, são em prol de um mesmo objetivo: o
desenvolvimento da equipe em termos técnicos e interpessoais.
Precedendo a realização da primeira etapa, é de suma importância que o
gestor da biblioteca reúna sua equipe, para apresentar a proposta de trabalho,
explicitando os objetivos e garantindo o apoio das instâncias superiores no
desenvolvimento da tarefa. Cabe ressaltar que é imprescindível o envolvimento e
a concordância da equipe, para que o trabalho seja iniciado.
No caso da implementação desta metodologia em unidades de informação
sugere-se que as ações direcionadas ao desenvolvimento das competências
técnicas da equipe sejam realizadas, prioritariamente, por biliotecários, uma vez
que estes profissionais detêm os conhecimentos técnicos necessários para este
fim. Assim como, a condução das ações voltadas para o desenvolvimento das
habilidades interpessoais, essenciais ao trabalho em equipe, sejam de
responsabilidade do psicólogo, que detém competências inerentes a sua
formação.
6

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5.1 DIAGNÓSTICO
O objetivo do diagnóstico é realizar um “retrato da equipe”, mapeando suas
reais necessidades. Fundamenta-se, na análise da situação, na dinâmica e no
ambiente da equipe, considerando ainda aspectos externos que possam
promover impactos sobre ela.
A etapa do diagnóstico é de suma importância, na medida em que irá
nortear todo o trabalho posterior, além de possibilitar o envolvimento e
compromisso de todos os integrantes da equipe.
As ações pertinentes a essa etapa são:
a) elaborar instrumento para a coleta de dados, considerando os
aspetos técnicos e interpessoais;
b) realizar reunião com a equipe, para apresentar tanto a proposta
de trabalho quanto os objetivos dessa etapa, esclarecendo
dúvidas e registrando sugestões;
c) aplicar o instrumento para a coleta de dados;
d) consolidar e analisar os dados, elaborando um relatório para
apresentá-lo à equipe.
5.2 PLANEJAMENTO
O planejamento deve fundamentar-se no diagnóstico, considerando os
objetivos gerais e específicos definidos na proposta de trabalho e as reais
necessidades e especificidades da equipe.
Primeiramente deverá ser elaborado um plano de ações estratégicas que
contemple, entre outras informações, as metas a serem atingidas, os recursos
necessários para sua execução, as atividades a serem desenvolvidas, seus
responsáveis, um cronograma e instrumentos para avaliação. Em seguida, este
documento deverá ser apresentado à equipe, para análise e discussão. Assim,
ajustes e reformulações poderão ser realizados, se necessário. Depois de
consolidado, o plano de ação deve ser apresentado à equipe para que, a partir do
consenso, defina-se o início de sua implementação.

�5.3 EXECUÇÃO
É o momento efetivo de implementação do plano de ação elaborado no
planejamento. Nessa etapa, os papéis e responsabilidades de todos os
envolvidos devem estar claros, havendo um comprometimento de toda a equipe
com o trabalho a ser realizado.
Para o desenvolvimento das competências técnicas da equipe devem ser
realizadas reuniões para expor e discutir os processos operacionais e técnicos da
biblioteca, visando ao aperfeiçoamento profissional e à adoção das melhores
práticas. Para tanto, são utilizados recursos como treinamentos específicos e
demonstrações práticas de atividades inerentes à rotina da equipe, destacando o
papel e a importância de cada integrante para o seu próprio sucesso e o da UI.
Para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe, devem ser realizados encontros, baseados em uma
abordagem vivencial, através de técnicas de dinâmica de grupos, exercícios,
jogos, leituras de texto e apresentação de vídeo. Com base na utilização desses
recursos, objetiva-se estimular as pessoas com vistas à reflexão, formação de
conceitos e mudanças.
Ao longo dessa etapa, não se deve prescindir da elaboração periódica de
relatórios que fornecerão feedback sobre o trabalho realizado, compartilhando-se
os resultados com toda a equipe, reforçando assim a transparência no processo.

5.4 AVALIAÇÃO
A avaliação do trabalho possibilita verificar até que ponto os objetivos e as
metas estão sendo atingidos, devendo ser entendida como um processo contínuo.
Esta ação possibilita um acompanhamento efetivo, podendo, ao final, reconduzir a
um novo ciclo no processo de mudanças.
As avaliações devem ser elaboradas considerando a reação dos
participantes, o aprendizado, a aplicabilidade dos ensinamentos e o resultado do

�processo. Devem ser feitas após cada encontro, e os registros compilados,
analisados e apresentados à equipe.

5.5 ACOMPANHAMENTO
O acompanhamento dos resultados, mais do que uma ação, é uma postura
dos profissionais responsáveis pelo trabalho, pois fornece, a todo momento,
subsídios que fundamentarão alterações, se necessário.
Essa etapa possibilita a identificação dos gaps, o que favorece o
estabelecimento de ações corretivas que irão assegurar o andamento das
atividades de acordo com o planejamento, para o alcance dos objetivos. Cabe
ressaltar que, em alguns momentos, os resultados do acompanhamento podem
demandar a reformulação de estratégias, o que implicará rever e alterar o plano
de ação.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Equipes de trabalho quando entrosadas e comprometidas com a missão
institucional, constituem-se

no diferencial que agregará valor a qualquer

empreendimento.
No entanto, uma equipe precisa de ações que privilegiem o seu
desenvolvimento, cujo processo é permeado por elementos- chave, dentre os
quais cabe destacar:
a cooperação e participação de seus os integrantes na construção do próprio
processo de mudança, implementando ações convergentes às suas
especificidades;
a compreensão do indivíduo como agente de mudança, considerando sua
atuação e responsabilidade no processo;
a comunicação através de um canal aberto e claro, conferindo transparência e
credibilidade. A comunicação eficaz viabiliza, dentre outros aspectos, o
manejo das resistências, característica inerente ao processo de mudanças.
A metodologia apresentada foi elaborada e aplicada em equipes de UI, no
caso a Biblioteca de Direito da UERJ, em dois momentos. Os resultados positivos

�ensejaram a sua divulgação, com a qual se pretende apontar caminhos na busca
do desenvolvimento de equipes em UI, mediante ações que promovam um
espaço de troca, vivência e reflexão, instrumentalizando seus integrantes para a
resolução de problemas, bem como para uma adequada percepção e análise das
atividades que realizam.
Com isso, o processo de mudança, elemento constante em todas as
organizações, incorpora-se ao cotidiano, como estímulo ao crescimento pessoal e
coletivo.

ABSTRACT
The paper presents a methodology used for the development of teams in
Information Units, elaborated from a work of partnership between librarians and
psychologists. This methodology had been applied at Biblioteca de Ciências
Sociais C (Direito), of Rede Sirius- Rede de Bibliotecas UERJ. It´s based on the
concepts of employeeship, knowledge management and Action Research model,
that involves the whole team in a cooperative and shared process. Its
implementation contemplates techniques and interpersonal abilities of the team.
The results were evidenced by the integration of the team and the improvement of
tasks developed in the library, as well as a involvement of the professionals for the
reach of the goals proposals.
KEYWORD: Organizational culture. Development of teams. Development of
abilities.

REFERÊNCIAS
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In:
SEMINARIO NACINAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe,
2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
BARBALHO, Célia Regina S.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico
para unidades de informação. São Paulo: Polis: Associação Paulista de
Bibliotecários, 1995.
CIANCONI, R. Gestão da informação na sociedade do conhecimento. Brasília,
DF:SENAI/DN, 1999. (Série SENAI Formação de Formadores).

�KATZENBACH, Jon R. Equipes de alta performance: conceitos, princípios e
técnicas para potencializar o desempenho das equipes. Rio de Janeiro: Campus,
2001.
KATZENBACH, Jon R. A força e o poder das equipes. São Paulo: Makron. 1994.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e
organizacional. São Paulo: Pioneira, 1996.
MOSCOVICI, Felá. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1994.
MOSCOVICI, Felá. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2003.
SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência
da Biblioteca de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002.
Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom
SPECTOR, Paul E. Psicologia das organizações. São Paulo: Saraiva, 2003.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

*

Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Inteligência Empresarial e Gestão do
Conhecimento – CRIE-COPPE/UFRJ sdib@uerj.br
**
Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação – UNIRIO cardim@uerj.br
***
Psicóloga – DESEN/SRH – UERJ. Especialista em Gestão de Recursos Humanos – FGV
catia@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.REDE SIRIUS – REDE DE
BIBLIOTECAS UERJ. Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, bl. B, sala 1028. Maracanã
País: Brasil

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os objetivos e metas da biblioteca.</text>
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                    <text>OFICINAS PEDAGÓGICAS : CAMINHOS PARA
INTERAÇÃO ENTRE BIBLIOTECÁRIOS E PROFESSORES

Rosemary Passos∗
Gildenir Carolino Santos∗∗

RESUMO
A atuação do bibliotecário no contexto educacional das instituições de ensino
superior vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da necessidade
emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas e suportes de
recuperação de informação, bem como a própria normalização de trabalhos
técnico-científicos. Os estudantes universitários necessitam adquirir habilidades e
domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como principio básico da atividade de
pesquisa desenvolvida na graduação. As condições para esse aprendizado
podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem onde se torne
possível através do exercício de comunicação e colaboração entre dois
profissionais – professores e bibliotecários. Nesse ambiente de integração se
insere a figura do profissional da informação, como mediador entre ferramentas
de pesquisa, e a prática docente em sala de aula, em laboratórios de informática
e na própria biblioteca. O presente estudo descreve experiência realizada na
Faculdade de Educação da UNICAMP, por solicitação da Coordenação de
Pedagogia, com alunos de graduação no final do curso, que receberam
orientações específicas com os bibliotecários da Faculdade, para realização dos
Trabalhos de Conclusão de Curso, e apresenta a análise do relacionamento entre
profissionais, professores e bibliotecários no contexto educacional.
PALAVRAS-CHAVE: Professores. Bibliotecários. Relações. Educação. Oficinas
Pedagógicas. Usuários. Capacitação.

1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

A Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de
Campinas (BFE/UNICAMP) foi fundada em 1972, inclui-se dentre as 20 (vinte)
bibliotecas que fazem parte do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
compreendendo as áreas de Ciências Humanas, Exatas e Tecnologia e 1 (uma)
Biblioteca Central (BC).

�Atualmente seu acervo1 é composto por:
Quase 42.000 (quarenta e dois mil) volumes de livros especializados na
área.
1.374 (mil trezentos e setenta e quatro) títulos de títulos de periódicos
nacionais e estrangeiros correntes e não correntes.
110.000 (cento e dez mil) microfichas do Sistema ERIC.
2.535 (dois mil e quinhentas e trinta e cinco) dissertações e teses
impressas.
500 (quinhentas) teses e dissertações digitais.
No ano de 2002, a BFE/UNICAMP recebeu novas instalações, passando a
ocupar um prédio de três andares com 1.668 m2, constituindo assim a mais nova
biblioteca do campus, permitindo assim maior participação no contexto da
pesquisa acadêmica.
Do total de 42.000 (quarenta e dois mil) volumes, 10.000 (dez mil) volumes
pertencem à coleção do Prof. Dr. Maurício Tragtenberg, adquirida com recursos
da Reitoria da Universidade.
A coleção passa atualmente por um processo de higienização foi
totalmente catalogada e está à disposição do público apenas para consulta, pois
se trata de uma coleção especial.
A BFE/UNICAMP conta com um quadro de funcionários especializados e
capacitados a atender toda clientela no período letivo de segunda à sexta em
horário letivo das 8h às 22h45 min, e aos sábados das 9h às 12h45 min,
permitindo o bom funcionamento de suas atividades.
A BFE/UNICAMP, através de projetos aprovados e financiados pela
FAPESP, conseguiu reformular toda a infra-estrutura da biblioteca, com a
aquisição de novos mobiliários da área de pesquisa e administrativa, bem como
equipamentos de informática, voltados para o acesso às bases de dados, e às
1

Dados extraídos do website da BFE/UNICAMP – http://www.bibli.fae.unicamp.br

�consultas locais, além de fornecer subsídios para a área administrativa. Neste
projeto FAPESP de infra-estrutura para a biblioteca, toda rede lógica de
informática, na BFE/UNICAMP, também foi beneficiada.
Com a melhoria de toda sua infra-estrutura, a BFE/UNICAMP adquire
condições de investir na divulgação da produção científica dos grupos de
pesquisa que compõem a Faculdade de Educação, através de sua revista digital
ETD – Educação Temática Digital2 com cadastro no IBICT (ISSN – 1517-3925), o
que possibilita o intercâmbio de informações entre a comunidade interna e
externa, contando atualmente com 10 (dez) fascículos já publicados. (SANTOS;
PASSOS, 2002).
Nesse contexto, a BFE/UNICAMP tem desenvolvido satisfatoriamente o
papel que cabe às bibliotecas universitárias, promovendo a disseminação de
informações, colaborando na construção de novos conhecimentos, tornando-se
uma base para a consolidação do processo de ensino e aprendizagem.

2 BIBLIOTECA COMO EXTENSÃO DA SALA DE AULA

A biblioteca por ser um serviço acadêmico está em função do corpo
docente e discente, complementando e ampliando o trabalho nas salas de aula,
ao facilitar e estimular o estudo, pesquisas em todos os níveis, na forma de
docência,

para

o

aperfeiçoamento

dos

alunos

(ALESSI,

1984).

Como

complemento das atividades desenvolvidas em sala de aula, é necessário que
alunos e professores se apropriem dos recursos oferecidos pela biblioteca.
“Diante da biblioteca ou feira de informações empacotadas com rótulos
sedutores à caça do leitor, é preciso educar para a seleção, discernimento, busca
de pertinência e contribuições para ampliação do conhecimento”. (SOARES,
2000, p.78).

2

Acesso ao periódico ETD – Educação Temática Digital: http://www.bibli.fae.unicamp.br/etd/index.html

�A princípio para que se introduza programas de estímulo a utilização da
biblioteca é necessário que se crie a necessidade de recorrer a ela. (NOGUEROL,
1999).
Para Noguerol (1999, p.5) a sala de aula é uma instituição de
aprendizagem, onde se realizam o intercâmbio oral de informações entre os
componentes da comunidade escolar. “Nesse intercâmbio se localizam a
captação, a elaboração e a comunicação da informação, atividades básicas para
aprendizagem”.
A biblioteca inclui-se como componente da comunidade escolar, nela
encontramos alternativas educacionais para localizar informações necessárias a
realização de pesquisas acadêmicas, acondicionadas em diferentes suportes e
localizadas através de diferentes ferramentas. (BARROS, 1987).
Assim sendo, para que a biblioteca desempenhe seu papel como agente
de transformação sócio – cultural - política, necessita se estabelecer, oferecendo
propostas, fazendo parte de grupos estruturados na comunidade, procurando
ousar em seu conteúdo e em sua forma de programação de apoio cultural científico e técnico, deve se tornar visível para a sua comunidade. (SOUZA,
1993).
Stahl (1997, p.294), comenta que os alunos necessitam adquirir
habilidades e domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como sendo parte da
educação básica. Esse preparo proporciona maior acesso ao conhecimento e
preparo “para uma vida de aprendizagem e descoberta”, e essas condições
podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem em que ocorra o
ensino e a pesquisa, nos quais é possível exercitar a comunicação e a
colaboração de profissionais.
É, portanto, nesse ambiente de integração e colaboração que se insere o
profissional bibliotecário, como mediador entre as ferramentas de pesquisa, e a
prática docente em sala de aula, em laboratório de informática e na biblioteca.

�3 ASPECTOS DA ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO EM SALA DE AULA

Cada vez mais o bibliotecário está presente em sala de aula atuando como
colaborador no processo de ensino e aprendizagem. Essa posição, assumida pelo
profissional da informação, acontece até como uma exigência, pois não é mais
possível trabalhar apenas um segmento da Biblioteconomia, optar pelos
processos técnicos ou pela referência, estão sendo exigidos do profissional da
informação novas posturas profissionais.
A atuação do bibliotecário no contexto educacional, das instituições de
ensino superior, vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da
necessidade emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas
e suportes de recuperação de informação, bem como a própria normalização de
trabalhos técnicos científicos.
Nesse ministério, o bibliotecário é o educador que maior tempo dedica aos
estudantes, mantendo um pessoal permanente à disposição para ensinar,
orientar, guiar e ajudar os alunos em seus estudos. (ALESSI, 1984).
Inicialmente, entre espaços e lugar, coloca uma distinção que
delimitará um campo. Um lugar é a ordem (seja qual for) segundo
a qual se distribuem elementos nas relações de coexistência. Aí
se acha, portanto excluída a possibilidade, para duas coisas, de
ocuparem o mesmo lugar. Aí impera a lei do ‘próprio’: os
elementos considerados se acham uns aos lado dos outros. Cada
um situado num lugar ‘próprio’ e distinto que define. Um lugar é,
portanto uma configuração instantânea de posições. Implica uma
indicação de estabilidade .(CERTEAU, 2002, p.201).

Refletindo sobre as palavras de Certeau (2002), encontramos a
configuração do pensamento que predomina sobre uma das dificuldades
encontradas pelo profissional bibliotecário, para que a sua figura seja associada
além do ambiente físico da biblioteca, pois o trabalho do bibliotecário quando
extrapola o balcão de atendimento, tende a ser visto com certa reserva, ainda que
por uma minoria.

�O lugar do bibliotecário é a biblioteca, o lugar do professor é a sala de aula,
essa concepção radical não pode ser aceita no momento em que se discute a
interdisciplinaridade entre profissionais, e principalmente

a socialização de

conhecimentos.
Silva (2001, p.67-68) refere-se a esta situação quando comenta que a:
Imagem do bibliotecário, na mente dos professores está
associada a de almoxarife, escrevente policial, que apenas
cumpre aquilo que as normas determinam”. O autor também
ressalta que os professores costumam “colocar a biblioteca e os
bibliotecários em uma posição subalterna à margem do processo
educativo, devendo, por isso mesmo, cumprir e nunca questionar
procedimentos oriundos da escola.

O comentário do autor, em sua obra, é pertinente, no sentido de alertar aos
profissionais bibliotecários, sobre a imagem que refletem perante profissionais
que compartilham o mesmo local de atuação profissional. E também um modo de
provocar uma reação sadia no profissional bibliotecário, para que este assuma
com segurança o papel de educador que lhe cabe, tornado-se um colaborador,
um parceiro do professor. Desse modo reverte-se um estereótipo, que só a ação
e demonstração de capacidade do profissional da informação poderão modificar.
Em sua tese de doutorado Santoro (2001), traz um relato sobre os
questionamentos feitos por docentes, com relação à atuação do profissional
bibliotecário em uma disciplina formal na Pós-Graduação.
Segundo a autora “regra geral, o bibliotecário é visto como um funcionário
capaz de atuar especificamente na organização interna da biblioteca”. Todavia a
responsabilidade social deste profissional em socializar a informação só é
efetivada “quando esse profissional sai do seu espaço para divulgar a informação
organizada e armazenada, junto à comunidade que atende.” (SANTORO, 2001,
p.68).
Para que o bibliotecário se torne um “agente das práticas educativas” em
sua totalidade, precisa superar a “concepção utilitarista” da biblioteca, colocando
maior ênfase no “caráter político e educativo do trabalho biblioteconômico”,
fazendo com que aflore as “funções sociais do bibliotecário”, persistindo em

�projetos de atuação, como foi o proposto pelas oficinas pedagógicas da
BFE/UNICAMP,

e

adequar

“procedimentos

pedagógicos”

que

possuam

características do contexto em que está inserida sua biblioteca. (SILVA, 2001,
p.74-75).
Professor e bibliotecário um ao lado do outro, [...] “... cada um situado num
lugar próprio e distinto que define. Um lugar é, portanto uma configuração
instantânea de posições. Implica uma indicação de estabilidade” (CERTEAU,
2002, p.201). Essa indicação de estabilidade que precisa ser modificada no
sentido de que prevaleça a consciência de ambos sobre a responsabilidade no
processo de aprendizagem.
Silva (2001, p.69) fala sobre o “divórcio existente entre esses profissionais”,
comparando-os a “duas linhas paralelas, que enrijecidas, nunca vão se cruzar”,
estabelecendo assim dificuldades para que esforços sejam compartilhados e
ações realizadas na promoção da formação de cidadãos que dependem desses
dois profissionais.
Para que o quadro, exposto possa ser alterado, é que a BFE/UNICAMP
vêm investindo na experiência de realizar oficinas pedagógicas, a qual
descrevemos a seguir. O princípio básico da instituição das oficinas na Faculdade
de Educação da UNICAMP (FE/UNICAMP) é salientar a importância da interação
entre professor e bibliotecário, na formação de professores, procurando
segmentar uma nova forma de procedimento e de atuação desses profissionais.

4 CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS

Em 1996, isto é, após 24 anos de sua fundação, a BFE/UNICAMP iniciou
suas atividades de capacitação de usuários, oferecendo um curso de
Normalização e Orientação Bibliográfica, aplicado por profissionais bibliotecários,
que foi solicitado por alunos da pós-graduação, e contou com a participação de
alguns alunos da graduação.

�A aceitação do curso foi muito boa, por ser a primeira vez que a biblioteca
se propunha a desenvolver tal atividade. A importância do curso foi percebida,
porque os alunos de graduação e pós apresentavam dúvidas e dificuldades
quanto ao uso de normas e padronização dos trabalhos técnicos científicos.
Com a aplicação dos cursos, aumentou o interesse de professores e
alunos com relação à aprendizagem da normalização de trabalhos técnicos
científicos, bem como aumento da demanda na utilização dos serviços oferecidos
pela biblioteca.
Além das visitas orientadas realizadas na BFE/UNICAMP, oferecidas aos
alunos ingressantes, os professores passaram a solicitar a aplicação do curso
através de ofício encaminhado à direção da biblioteca, dessa forma a BFE passou
a atender os 5 (cinco) Departamentos da Faculdade de Educação que se
subdivide em 35 grupos de pesquisa.
Com o incremento das bases de dados on-line, CDs para consultas
bibliográficas e automatização dos catálogos coletivos, a biblioteca desenvolveu
cursos para pesquisa na Internet e acesso a base de dados, todos direcionados
às necessidades específicas de cada grupo solicitante.
O desenvolvimento desta atividade começou a ir além do ambiente da
biblioteca, ou seja, em sala de aula, no laboratório de informática da Faculdade,
nas salas de reuniões, a presença dos bibliotecários da BFE/UNICAMP começou
a ser notada.
Outro fator relevante é que a partir das necessidades apresentadas pelos
alunos, a BFE/UNICAMP foi construindo suportes e ferramentas de recuperação
de informação, compondo uma página com links direcionados a área educacional,
bases de dados locais de interesse de nossa comunidade usuária.
O encaminhamento das atividades de capacitação de usuários ganhou um
aspecto “formal” pela primeira vez no ano de 2000, quando a Coordenação de
Pedagogia solicitou aos bibliotecários da BFE a elaboração de uma proposta de
trabalho para realização de atividades com alunos de graduação em fase de
elaboração do trabalho de conclusão de curso.

�O projeto para implantação de oficinas pedagógicas previa orientação e
atendimento aos alunos com referência a questões de estruturação e
normalização de monografias, ressaltamos que as atividades foram realizadas
sob a Coordenação da coordenadora da Graduação em exercício na época.
“Por suas intenções e convicções, muitos projetos gestados e postos em
prática pela biblioteca podem ser considerados educacionais, mesmo que a sua
denominação não explicite essa característica.” (BARROS, 1987, p.33).
A denominação de “oficinas pedagógicas” foi escolhida pela Coordenadora
para que justamente prevalecesse o aspecto informal da atividade, e assim
fossem evitados quaisquer imprevistos para que o projeto não se realizasse.
Alguns fatores negativos puderam ser observados durante a implantação das
oficinas, mas isso não foi impedimento para que elas acontecessem, dentre os
mais significativos citamos:
Questionamentos quanto à relevância do conteúdo aplicado nas
oficinas.
O aspecto informal atribuído às oficinas.
A não obrigatoriedade na freqüência dos alunos.
Dificuldade na aplicação de normas da ABNT3, nos trabalhos de
conclusão de seus alunos.
É importante salientar as dificuldades encontradas na implantação do
projeto das oficinas, para que possamos refletir a concepção da real importância
das palavras colaboração, interação, participação aplicadas em Instituições de
Ensino Superior.
De acordo com o documento elaborado pela Comissão Internacional sobre
a Educação para o século XXI – UNESCO, conhecido como “Relatório Jacques
Delors”, elaborado em 1993 por especialistas de diversos países, indica que as
“aprendizagens que serão pilares da educação nas próximas décadas, por serem
vias de acesso ao conhecimento e ao convívio social democrático [serão]:
3

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

�aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser.”
(REFERENCIAIS..., 1998, p.25).

Aos profissionais envolvidos na área

educacional o “aprender a viver junto” necessita ser um exercício diário, e essa
prática pode ser observada durante a aplicação das oficinas.

5 CONSTITUIÇÃO DAS OFICINAS PEDAGÓGICAS

A palavra oficina traz em sua concepção um significado privilegiado, pois
as oficinas possuem uma função integradora,
Complexa e reflexiva, em que a teoria e a prática se unem como
uma força – motriz do processo pedagógico, orientado para uma
comunicação constante com a realidade social e com uma equipe
de trabalho dialógica, na qual cada um é um membro da equipe e
traz seus aportes específicos. (MEDIANO, 1997, p.104-105)4.

Essa integração entre um grupo pode converter as oficinas no lugar onde
ocorre o vínculo entre pessoas, maior participação e comunicação, local de
produção social, de fatos e de conhecimentos. (MEDIANO, 1997).
As oficinas são compostas por três instâncias básicas: trabalho de campo,
processo pedagógico e a relação teoria e prática. No trabalho de campo está a
resposta às necessidades e demandas que surgem da realidade na qual se está
trabalhando

ou

se

vai

trabalhar.

O

processo

pedagógico

analisa

o

desenvolvimento do aluno diante de sua vivência com o grupo, e na relação teoria
e prática temos a aproximação desses dois elementos concretizados nas ações
decorridas a partir das oficinas. (MEDIANO, 1997, p.106).
Na

experiência

realizada

na

BFE/UNICAMP,

observamos

o

desenvolvimento das três instâncias. O grupo de alunos que optou em freqüentar
as oficinas, obteve um rendimento diferenciado dos que não freqüentaram. Além
da elaboração da estrutura física do trabalho final, acrescentou-se a oficina uma
atividade que contemplava a postura adequada para apresentação do trabalho de

4

Cf. BETANCOURT, AM. El taller educativo. Santafé de Bogotá : Gente Nueva, 1991.

�conclusão diante da banca julgadora, onde os profissionais bibliotecários
contaram com a participação de um profissional formado em relações públicas.

6 DESCRIÇÃO DO PROJETO DE OFICINAS PEDAGÓGICAS

São atividades destinadas a oferecer as bases fundamentais, os princípios
e os instrumentos necessários e adequados à iniciação científica, oferecendo
capacitação suficiente aos alunos de graduação, para o prosseguimento de suas
atividades na pós-graduação.

6.1 JUSTIFICATIVA

O referido projeto se faz necessário, no sentido de oferecer um
aprofundamento

prático

quanto

às

questões

e

aplicações

de

técnicas

metodológicas e de orientação dos trabalhos técnico - científicos dos alunos,
assim como estabelecer normas de padronização comuns a todas as disciplinas
do curso de pedagogia, fazendo com que dessa forma a transmissão de
informações relativas a área de Metodologia Científica ocorra de maneira
uniforme.

6.2 OBJETIVOS

•

Proporcionar conhecimentos, desenvolver habilidades teóricos/práticas e
formar atitudes que capacitem o aluno a empregar o instrumental comum
aos acadêmicos, como pesquisadores iniciantes na pesquisa científica.

•

Compreender a importância da produção e divulgação de conhecimentos;

•

Utilizar princípios e normas metodológicas.

•

Elaborar e estruturar projetos, trabalhos e pesquisas científicas.

�6.3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

•

Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.

•

Elaboração de Relatório Técnico Científico.

•

Elaboração de Referências Bibliográficas.

•

Elaboração de Citações Bibliográficas.

•

Orientação à Pesquisa Científica.

•

Ferramentas e Suportes Eletrônicos utilizados na pesquisa bibliográfica.

•

Apresentação de trabalhos científicos.

•

Realização de eventos (seminários, workshop, etc).

6.4 CARGA HORÁRIA

24 (trinta e seis) horas/aula

A convivência do grupo durante o período das oficinas, os resultados da
avaliação feita pela Coordenação de Graduação da FE/UNICAMP, foram
definitivos para que os bibliotecários da BFE/UNICAMP tivessem a confirmação
de que a atuação do profissional da informação também deve acontecer além da
biblioteca.
As oficinas da BFE/UNICAMP continuam a ser oferecidas, de acordo com a
necessidade apresentada para cada grupo de pesquisa, utilizando-se também, de
alguns módulos que compõem o Curso de Capacitação oferecido pelo Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU).

As oficinas foram construídas como um

ambiente neutro, onde o profissional bibliotecário tem a oportunidade de estender
o seu espaço restrito a biblioteca.

�A crescente demanda de solicitação dos cursos, oferecidos pela
BFE/UNICAMP, ainda não foram suficientes para que esta atividade fosse
formalizada como disciplina, o que poderia apresentar um ganho para a
Faculdade de Educação.
A iniciativa em estruturar uma Oficina Científica de Graduação em
Pedagogia, vem de encontro às necessidades de alunos, professores e
bibliotecários, na perspectiva de promover a divulgação da informação
organizada, bem como conciliar a adequação de procedimentos pedagógicos,
trazendo

aspectos

significativos

ao

propósito

maior

da

universidade,

ensino/pesquisa/extensão. A parceria e colaboração entre vários profissionais
demonstram a preocupação presente na busca do ensino com qualidade.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A FE/UNICAMP tem sido um referencial importante no contexto
educacional da cidade de Campinas. Destaca-se principalmente o apoio que tem
oferecido através de cursos de extensão aos professores da Rede Municipal de
Educação, sendo que muitos são formados nesta Faculdade.
Dessa forma podemos sentir a preocupação e responsabilidade da
Coordenação de Pedagogia da FE, em contribuir para a educação continuada de
seus futuros professores.
Durante o desenvolvimento da pesquisa, ficou notória a necessidade de
uma participação maior do bibliotecário junto ao professor em sala de aula,
colaborando no processo de ensino e aprendizado de seus alunos, no que se
refere à utilização de recursos para a recuperação da informação, e também a
estruturação dos trabalhos técnicos científicos, desenvolvidos no decorrer da
graduação.
A biblioteca e os bibliotecários utilizam-se de meios alternativos (oficinas,
cursos de capacitação, visitas orientadas) para se aproximar da sala de aula e
levar um pouco do conhecimento que é primordial na academia, que são os

�procedimentos de busca de informações, seleção de documentos, estruturação
de trabalhos científicos que auxiliam na produção científica do ensino superior.
Atualmente esses cursos são vistos como atividades oferecidas pelas
bibliotecas como complementação dos serviços por elas oferecidos, possuem um
caráter informal. Não são encarados com a obrigatoriedade necessária no que
concerne a responsabilidade das instituições de ensino superior na produção
científica de pesquisas relevantes e com qualidade exigidas pelas agências que
fomentam o desenvolvimento científico e tecnológico nessas instituições.
Esse fato faz com que muitas vezes as iniciativas das bibliotecas, em
buscar essa aproximação, não sejam vistas com seriedade e entusiasmo por
alguns, como sentimos quando iniciamos a atividade de capacitação com as
“oficinas pedagógicas” na BFE, isso muitas vezes acaba com o estímulo do
bibliotecário que sufoca e inibi dentro de si a sua identidade de educador.
A tarefa de construir uma oportunidade, para que haja o reconhecimento
da necessidade de efetivação de uma disciplina na grade curricular, que
contemple os aspectos relacionados à informação, biblioteca e serviços, é árdua e
exige

perseverança.

Essa

oportunidade

só

surgirá

se

os

profissionais

bibliotecários se colocarem como colaboradores do processo de ensino e
aprendizagem.
Através das solicitações dos professores, da Coordenação de Pedagogia,
para a aplicação do curso de capacitação de usuários, estamos construindo aos
poucos um relacionamento mais interativo que possa realmente contribuir para a
formação de professores autônomos nas questões informacionais, e através
desta participação junto ao corpo docente e discente da FE/UNICAMP, buscamos
construir a nossa identidade profissional dentro no contexto de nosso trabalho,
nos capacitando e qualificando, para a consolidação de nossa profissão, como
profissional da informação.
REFERÊNCIAS
ALESSI, C. Análise e caracterização do ensino da disciplina “Orientação
Bibliográfica” dos cursos de pós-graduação no país. 1984. 154f. Dissertação

�(Mestrado) – Pós Graduação em Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica
de Campinas, Campinas, SP, 1984.
BARROS, M.H.T.C. Presença de elementos pedagógicos nos serviços
biblioteconômicos. 1987. 243f. Dissertação (Mestrado) – Pós Graduação em
Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP.
CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes de fazer.
Vozes, 2002.

7.ed. Petrópolis :

MEDIANO, Z. D. A formação em serviços de professores através de oficinas
pedagógicas. In: CANDAU, V.M.(Org.). Magistério: construção cotidiana.
Petrópolis: Vozes, 1997. p. 91-109.
NOGUEROL, A. Aprender na escola: técnicas de estudo e aprendizagem. Porto
Alegre: Artmed, 1999.
PASSOS, R. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na recuperação
da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador. 2003. 171f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Programa de Pós-Graduação
em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, SP.
REFERENCIAIS para formação de professores. Brasília, DF. Secretaria de
Educação Fundamental, 1999.
SANTORO, M.I. Avaliação da disciplina “Metodologia da pesquisa e redação
científica” da pós-graduação da FEM/UNICAMP: análise de dissertações e
teses. 2001. 220f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, SP.
SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary. Gerenciamento e estruturação
de periódicos eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática
Digital da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife.
Anais eletrônicos... Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).
SILVA, E.T. Leitura na escola e na biblioteca. 7.ed. Campinas, SP: Papirus,
2001.
SOARES, S.G. Arquitetura da identidade: sobre educação, ensino e
aprendizagem. São Paulo: Cortez, 2000.

�SOUZA, F.C. Biblioteconomia, educação e sociedade. Florianópolis, UFSC,
1993.
STAHL, M. M. Formação de professores para uso das novas tecnologias de
comunicação e informação. In: CANDAU, V.M. (Org.). Magistério: construção
cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 292-317.
NOTA: Este artigo foi baseado na dissertação de mestrado de:
PASSOS, R. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na recuperação
da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador. 2003. 171f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Programa de Pós-Graduação
em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, SP.

∗
Bibliotecária da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação
pela PUC-Campinas – bibrose@unicamp.br
∗∗

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br Universidade Estadual de
Campinas - Faculdade de Educação Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade Universitária 13083-865
Campinas – SP – Brasil

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>A atuação do bibliotecário no contexto educacional das instituições de ensino superior vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da necessidade emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas e suportes de recuperação de informação, bem como a própria normalização de trabalhos técnico-científicos. Os estudantes universitários necessitam adquirir habilidades e domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como principio básico da atividade de pesquisa desenvolvida na graduação. As condições para esse aprendizado podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem onde se torne possível através do exercício de comunicação e colaboração entre dois profissionais – professores e bibliotecários. Nesse ambiente de integração se insere a figura do profissional da informação, como mediador entre ferramentas de pesquisa, e a prática docente em sala de aula, em laboratórios de informática e na própria biblioteca. O presente estudo descreve experiência realizada na Faculdade de Educação da UNICAMP, por solicitação da Coordenação de Pedagogia, com alunos de graduação no final do curso, que receberam orientações específicas com os bibliotecários da Faculdade, para realização dos Trabalhos de Conclusão de Curso, e apresenta a análise do relacionamento entre profissionais, professores e bibliotecários no contexto educacional.</text>
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                    <text>ESTÁGIO LABORATIVO EDUCACIONAL NAS BIBLIOTECAS DA UERJ:
UM TRABALHO MULTIDISCIPLINAR PARA PROMOVER
A EDUCAÇÃO JUVENIL

Nadia Lobo da Fonseca∗

RESUMO
Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade,
da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB)
implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi
desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia,
Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes,
economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho
em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas
da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir
a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto,
supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os
resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a
possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completandose, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o
trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado –
pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância
e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.
PALAVRAS-CHAVE: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Educação de
jovens. Estágio em bibliotecas. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO
A literatura da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação é pródiga
em trabalhos que abordam o perfil do profissional da informação, face aos
desafios da Era da Informação, ou Era do Conhecimento, como preferem alguns.
As abordagens são diversas, mas parece haver consonância, entre os
autores, de que a época atual requer variadas habilidades e competências
profissionais,

ressaltando-se,

por

exemplo,

que

a

"nenhum

profissional

bibliotecário, atuando em qualquer nível da organização é permitido ignorar as

�questões e os problemas de ordem gerencial", pois a qualquer momento, "estes
podem ser recrutados para compartilhar decisões que, anteriormente, emanavam
unicamente das cúpulas administrativas”1.
Portanto, na qualidade de gestor dos recursos disponíveis, visando a
excelência na prestação de serviços, segundo Maciel e Mendonça, cabe ao
bibliotecário, como primeiro passo para o alcance de suas metas, a definição de
padrões de atendimento, para toda a organização, a começar pela
sua "linha de frente", ou seja, as pessoas que mantêm o contato
inicial com os usuários, hoje valorizadas como "cartão de visitas"
da empresa [...]2.

Contudo, em se tratando de bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
(IES) públicas, para bem cumprir essa tarefa, os gestores se vêem confrontados
com diversos obstáculos, a começar pelo recrutamento de pessoal que, nesse
tipo de organização, se constitui em questão complexa, nem sempre
adequadamente equacionada. Inclui-se, entre esses obstáculos, o fato de as IES
não reconhecerem as bibliotecas como ambientes peculiares, que requerem
servidores administrativos com um perfil diferenciado daqueles que atuam em
outros setores da universidade. Também persiste, em algumas, a crença de que,
com a automação dos serviços, a instituição poderá dispensar pessoal, ou pelo
menos reduzir o seu quantitativo, quando, ao contrário, o que ocorre é o aumento
de atribuições devido, principalmente, à sofisticação da demanda.
Assim, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Rede Sirius
– Rede de Bibliotecas UERJ buscou, desde o início da sua implantação, em 1998,
a interlocução direta com o órgão gestor de pessoal - a Superintendência de
Recursos Humanos (SRH), visando a compatibilizar o quadro de servidores, com
as necessidades decorrentes do processo de automação dos serviços
informacionais e da estrutura em rede.

1

MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como organizações.
Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto : 2000. 96 p. p. 41.
2

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
.

�Um das estratégias empregadas por bibliotecários e administrativos da
Rede Sirius foi promover estudos com o objetivo de aprimorar tecnologias de
gestão de pessoal, e solicitar assessoria à SRH. Esses estudos se caracterizaram
pelo rigor no levantamento dos dados, e no embasamento teórico, resultando em
uma proposta de dimensionamento de recursos humanos para as bibliotecas3,
que se antecipou ao trabalho da Comissão instituída pela Reitoria, para
equacionar o quadro de pessoal da universidade.
Em decorrência dessa postura pró-ativa, e de discussões posteriores, com
a SRH, os bibliotecários foram convidados a participar não só das várias etapas
do processo de recrutamento e seleção de pessoal para as bibliotecas, como
também da ambientação de servidores recém-admitidos para a universidade
como um todo, divulgando os serviços e produtos oferecidos pela Rede Sirius.
Em seus freqüentes contatos com os especialistas da SRH - pedagogos,
psicólogos e assistentes sociais – os bibliotecários elucidaram questões
referentes a aspectos da natureza do trabalho em unidades de informação e aos
vários papéis desempenhados, no exercício de suas atribuições técnicas.
Ressaltando-se, em particular, o de educadores comprometidos com
mudanças, tendo em vista o contexto - a UERJ, universidade pública – e desde
que, consoante Amorim e Gomes, “numa concepção ampla de educação, todo ser
humano é um educador, uma vez que, nas nossas relações sociais, estamos
permanentemente ensinando e sendo ensinados”4. Isso se concretiza, no
cotidiano, pelo desenvolvimento de competências informacionais, em jovens

3

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
4
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o ensino superior:
uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio
de Janeiro: Ed. Gama filho, 1999. p.37.

�usuários5, e em ações voltadas à comunidade externa, como o Estágio de
Biblioteconomia na Rede Sirius.6.
Por outro lado, a consciência de que "o novo modelo econômico interpõe
um novo perfil profissional que requer, além de maior qualificação profissional,
maior envolvimento emocional e social do trabalhador"7 favorece o entendimento
da informação também como a base do conhecimento e do compromisso,
constatada no aumento da atuação de bibliotecários, como instrutores e agentes
multiplicadores, nos diversos cursos e treinamentos do Plano de Desenvolvimento
de Pessoal da Rede8.
Tudo isso, mais as parcerias entre bibliotecários e docentes, concorre para
disseminar, na universidade, uma outra visão do fazer biblioteconômico,
culminando em iniciativas, propícias ao autodesenvolvimento das pessoas, como
o projeto Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ (ELEB), tendo
em vista que, de acordo com Ribeiro, “a educação e o educar-se são um
processo de comprometimento com a realidade, com o cotidiano que está diante
de mim e acontece a todo instante”.
Com este trabalho procura-se descrever como esse conceito amplo de
educação fundamentou o ELEB e contribuiu para o alcance da meta estabelecida,
fator determinante para a continuidade e ampliação da proposta, abrindo
perspectivas de encaminhamento de ex-estagiários a outras IES. Finalmente,
reflete-se sobre desafios e oportunidades que se apresentam aos profissionais da
informação, em bibliotecas universitárias, na época atual.
5

A Rede Sirius congrega 21 bibliotecas, no Rio de Janeiro, e em outros municípios do Estado do
Rio de Janeiro, abertas ao público em geral, para consulta, no local ou on line. Entre elas, há duas
bibliotecas escolares, e a Biblioteca Comunitária. Esta direciona suas atividades a um público
infanto-juvenil, morador, ou estudante das proximidades.

6

Esse projeto, apresentado ao EIC – Programa de Estágio Interno Complementa/UERJ, em 1998,
garantiu a continuidade do estágio, na Rede Sirius, também para graduandos de Biblioteconomia,
atualmente, cerca de 21, que recebem uma bolsa, cujo valor é igual ao oferecido aos
estagiários/alunos da UERJ.
7

ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo Bello de.
Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.

8

Elaborado por bibliotecários, a partir das necessidades gerenciais da Rede Sirius, e das
solicitações dos servidores.

�2

RECURSOS INSTITUCIONAIS x BENEFÍCIOS SOCIAIS
A UERJ, como IES pública do Brasil, enfrenta o desafio de equilibrar

necessidade de desenvolvimento e recursos financeiros cada vez mais escassos.
Nos últimos anos, até mesmo ações tradicionalmente implementadas, no campo
do Ensino, Pesquisa e Extensão, com a finalidade de retornar à comunidade parte
dos recursos nela investidos, correm o risco de serem prejudicadas.
Desse modo, as parcerias intra e extra universidade mostraram-se uma
estratégia fundamental, na captação de recursos para investimento, em especial,
nas bibliotecas9, garantindo a continuidade de ações de cunho social, como o
Programa Bolsa de Iniciação ao Trabalho (PBIT).
O PBIT - um dos vários os mecanismos instituídos com o objetivo de
aproximar a UERJ da sociedade - decorre de convênio firmado entre a UERJ - por
meio da Divisão de Seleção e Treinamento da Superintendência de Recursos
Humanos (SRH/ DESEN/DITREI) - e a Fundação para a Infância e Adolescência
(FIA). Atende a jovens entre 14 e 21 anos, desde 1987, oferecendo-lhes estágio
laborativo e educacional, em setores diversos da universidade, de forma que "as
exigências de aprendizado e amadurecimento profissional se sobreponham às
produtivas, consoante dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei
8069), da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação"10.
Em 2002, cogitou-se de ampliar as chances de inserção, no mercado de
trabalho, dos adolescentes egressos do PBIT. Bibliotecários foram solicitados a
contribuir para reorientar os rumos desse programa, com a experiência adquirida
na supervisão de estagiários, e sugeriram oferecer aos jovens noções básicas
esperadas de um auxiliar de biblioteca, pois a demanda por pessoal capacitado
indicava que esse tipo de treinamento atenderia ao cunho social pretendido pela
universidade, e na condição de apoio ao pessoal efetivo das bibliotecas, os jovens
9

Por meio de tais parcerias, com unidades acadêmicas, foram viabilizados estudos diversos, e o
desenvolvimento de instrumentos gerenciais para a Rede Sirius.

10

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius - Rede de Bibliotecas
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de
Janeiro, 2002. datil. (Projeto piloto).

�poderiam desenvolver habilidades e competências úteis em qualquer outra área
profissional.

3 FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO DO ELEB

Ao conceber o projeto, a equipe multiprofissional analisou dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)11, mostrando que, em 1999,
os menores de 19 anos constituíam 40,5% da população brasileira (64 milhões de
crianças e adolescentes), sendo que 68% dos jovens trabalhadores recebem 1
salário mínimo mensal, em atividades que não exigem qualificação específica, e
por vezes os coloca em situação de risco.
Isto porque, embora o Ensino Médio vise a "consolidação e o
aprofundamento

dos

conhecimentos

adquiridos

no

Ensino

Fundamental,

possibilitando o prosseguimento dos estudos"12, as condições sócio-econômicas
do país impelem muitos estudantes das classes trabalhadoras - tenham eles tido
acesso ou não ao ensino técnico profissionalizante - a buscarem seus primeiros
empregos, segundo Rizzini13, motivados pela necessidade de prestar auxílio à
família, ter acesso a bens de consumo e obter o reconhecimento do grupo de
origem.
Tendo em vista que a escolarização é um dos facilitadores do chamado
potencial para "treinabilidade", que aliado ao domínio de conteúdos diversos
(informática, redação, atendimento ao público, entre outros) determina o perfil dos
considerados aptos para ingresso no mercado de trabalho, o treinamento em
serviço apresenta-se como contribuição para elevar as chances de emprego e de
prosseguimento dos estudos de uma parcela, ainda que pequena, desses

11

IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br/&gt;. Acesso em: 14 jul.
2004.
12

SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a nova LDB: lei no.
9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997. 140 p. p. 57.
13

RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; Holanda, Fernanda R.B. de. A criança e o adolescente no
mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.

�adolescentes, em consonância com o empenho da UERJ, em promover o acesso
à graduação, pelo sistema de cotas, de alunos de raça negra e escolas públicas,
a partir de 2002 - mesma época da implantação do ELEB.
Assim, mais que estimular a treinabilidade de parte do público potencial da
graduação, pretendeu-se divulgar uma área profissional de interesse social, e em
ascensão, e incutir, nesses jovens, valores, como o compromisso diante de seu
processo de formação e aprendizagem, oferecendo-lhes treinamentos, cursos e
sensibilizações sobre temas ligados à cidadania e à juventude, e a oportunidade
de vivenciar a dinâmica da universidade, pelo contato com a comunidade (interna
e externa) e fontes de informação diversificadas, em paralelo à complementação
da sua escolaridade.
Para atender a tais objetivos, a equipe multiprofissional14 (bibliotecária,
psicóloga, assistente social) formulou o projeto piloto, com base em um programa
de atividades pertinentes à organização e disseminação das fontes de
informação. A parte teórica foi ministrada acompanhando a prática nas
bibliotecas, favorecendo aos estagiários: conhecer a Rede Sirius em seu
conjunto; identificar os diferentes tipos de bibliotecas e públicos da UERJ;
integrar-se gradativamente às equipes das bibliotecas; desenvoltura no trato com
pesquisadores e público em geral e obter noções gerais sobre a importância e
finalidade do tratamento e da organização das fontes de informação, visando a
sua disseminação;
O conteúdo programático, dando ênfase ao fluxo da informação e
atendimento aos usuários, foi definido por bibliotecárias15 da Rede Sirius, com
experiência no magistério e apreciado pelas Chefes das oito bibliotecas
participantes do projeto piloto, todas localizadas, no Pavilhão João Lyra Filho
(Maracanã).
As responsabilidades dos integrantes do projeto foram assumidas de comum
acordo (Quadro).
14

Participaram: pela Rede Sirius, a Bibliotecária Nadia Lobo da Fonseca e pela SRH/DESEN/PBIT,
Simone Lessa, Assistente Social e Cláudia Alcântara, Psicóloga.
15

Cabe destacar a decisiva colaboração da Bibliotecária Alice Kirikztian também como instrutora.

�Quadro – ELEB: responsabilidade dos participantes
SRH/DESEN/DITREI/PBIT
Gerenciar o processo de seleção e contratação Propiciar a ambientação dos selecionados à
dos alunos.
UERJ.
Providenciar os recursos necessários para as
Promover cursos/treinamentos de acordo com
aulas teóricas (local, equipamentos, pagamento as necessidades de estágio.
da instrutoria).
Acompanhar a freqüência e o aproveitamento escolar.
Rede Sirius
Elaborar o programa de qualificação em
Estabelecer critérios para a seleção: bom
atividades pertinentes à organização e
desempenho em Língua Portuguesa; gosto pela
disseminação da informação.
leitura; senso de organização e habilidade para
lidar com o público.
Desenvolver instrumentos de avaliação técnica Indicar e orientar instrutores e supervisores,
dos estagiários.
quanto aos objetivos do projeto.
Encaminhar os alunos aos locais de estágio.
SRH/DESEN/DITREI/PBIT e Rede Sirius
Acompanhar o estágio, dando suporte aos supervisores e instrutores na resolução de situações
relacionadas aos estagiários.
Avaliar o projeto
ESTAGIÁRIOS
Atender ao público
Preparar material informacional
(circulação do acervo e orientação aos usuários) para circulação
Organizar estantes e guardar documentos
Colaborar na manutenção de catálogos
Apoiar a elaboração de produtos informacionais
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS - REDE DE BIBLIOTECAS
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro, jun. 2002. datil.
(Projeto piloto).

A meta estabelecida foi: preparar, em serviço, a partir de julho de 2002,
cerca de 10 estagiários, alunos do Ensino Médio, Formação Geral, para
desempenharem tarefas auxiliares, em bibliotecas da UERJ, por um período de
dois anos, ou até completarem 18 anos (o que ocorresse primeiro), segundo os
termos do convênio UERJ/FIA, oferecendo-lhes 100 horas de aulas teóricas e
práticas, com uma bibliotecária experiente na regência de turmas do ensino
médio.

4 AVALIAÇÃO DO PROJETO
Os envolvidos no ELEB foram estimulados a entender a avaliação como
“processo de produzir informações sobre o valor dos resultados para saber se a
estratégia e a implementação continuam congruentes com os objetivos

�previstos”16, ou seja, processo contínuo de melhoria. Assim sendo, ao longo da
implantação do projeto, a instrutora fez observações, nas bibliotecas, enquanto a
DESEN/PBIT/SRH reunia os estagiários periodicamente, e mantinha
contato com os supervisores.
Em setembro de 2002, a Rede Sirius solicitou uma avaliação formal do
ELEB e dos estagiários, às supervisoras. O resultado17 foi apresentado à
SRH/DESEN/PBIT, indicando-se os pontos que deveriam ser aprimorados, e
pleiteando-se a continuidade e ampliação do projeto, em 2003, em função de uma
demanda 133% maior do que o número de vagas oferecidas, em 2002.
Demonstrou-se, assim, a eficácia da metodologia adotada, pois o
desempenho dos estagiários foi avaliado entre bom e excelente, em todos os
quesitos, sendo que o relacionamento entre eles e as equipes, nas bibliotecas, foi
um fator de satisfação para os adolescentes, que elogiaram a acolhida, e a
receptividade de todos, na transferência de conhecimentos sobre as rotinas e
peculiaridades de cada local.
Em seus contatos com a SRH, os estagiários verbalizavam seu interesse
pelo trabalho e as descobertas que o desempenho de suas tarefas lhes
permitiam. Isto contribuiu para que esse órgão visualizasse melhor as
especificidades das bibliotecas, e reforçou os argumentos da Rede, quanto à
necessidade de servidores com perfil adequado, determinando o treinamento de
outros 12 jovens, em 2003.
Embora o campo de estágio tenha continuado restrito às unidades
localizadas no Pavilhão João Lyra Filho (Campus Maracanã), por imposições do
convênio UERJ/FIA, outras bibliotecas passaram a receber estagiários. Dessa
forma, mesmo com alguns desligamentos, por idade, em julho de 2004, a Rede
contava com 21 estagiários do ELEB, cerca de 100% que no inicio do projeto.

16

SOUZA, Maria Zelia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999. p.119.

17

REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e Administração.
Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ (ELEB): uma parceria Rede Sirius e
SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002. datil. (Relatório).

�4.1 REPERCUSSÕES DO ELEB
A interlocução direta com o órgão gestor de recursos humanos – SRH –
mostrou-se viável e produtiva, podendo-se caracterizar a iniciativa da Rede Sirius
e da SRH/DESEN/PBIT como uma prática:
a) pró-ativa, pois políticas governamentais, vêm sendo implementadas, para
promover o primeiro emprego, face as condições socioeconômicas do país
desfavoráveis;
b) oportuna, no momento em que a UERJ abriu o debate, no Estado e no
país, em torno de estratégias que favoreçam a efetiva inclusão, na
universidade, de alunos oriundos do extrato social ao qual pertencem os
estagiários do ELEB;
c) inovadora, desde que não se tem notícia de trabalho similar, na UERJ, ou
em outras IES, .ratificando a universidade como espaço por excelência
para o exercício de uma
cosmovisão dialética, que considera a educação como um
processo pelo qual o ser humano (indivíduo e coletividade),
interagindo com a realidade total, aprende a desenvolver suas
potencialidades, cria cultura, atende às suas necessidades e se
torna agente de sua história18.

O ELEB, dado o seu caráter formativo, também contribui para consolidar,
externamente, a imagem da UERJ, como universidade que estimula a inovação,
consciente do seu papel social, e voltada para as necessidades da comunidade
do Estado do Rio de Janeiro.
A UERJ amplia, dessa forma, a sua ação educativa, demonstrando estar
em consonância com o novo instrumento de avaliação do MEC/Inep, o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)19. Formado por três
componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do
desempenho dos estudantes, o SINAES avaliará todos os aspectos que giram
em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, dentre eles a
18

LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do Conhecimento.
Disponível em: &lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
19

MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de 2004. Institui o
SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Disponível em:
&lt;http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.

�responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o
corpo docente, as instalações.
Por fim, a divulgação do ELEB, no Grupo de Compartilhamento de
Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro
(CBIES/RJ), no qual a UERJ é representada pela Diretora da Rede Sirius,
repercutiu favoravelmente, ressaltando-se a carência de pessoal de apoio
qualificado, no mercado.
Buscando antecipar-se à demanda pelos egressos do ELEB, a Rede Sirius
sugeriu o desdobramento do projeto, indicando meios de viabilizar o
encaminhamento desses jovens a postos de trabalho extra UERJ, com aval
institucional, a partir do desenvolvimento de um banco de dados, reunindo, entre
outras informações, as referentes ao desempenho dos estagiários, na
universidade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A

implementação

do

ELEB

demonstra

que

a

cooperação

e

o

compartilhamento de recursos, por meio de parcerias, constituem-se em
estratégia à altura dos desafios com que se defrontam as IES na atualidade.
Congregando vários profissionais empenhados em buscar alternativas que
garantissem a continuidade de um programa de cunho social, o projeto reverteu
em benefícios profissionais e sociais para os envolvidos, e para a Universidade
que assim consolida-se como laboratório de idéias, propício à experimentação, à
inovação, onde o conceito de pluralidade emerge em toda a sua riqueza.
A Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, por sua vez, ao buscar essa
parceria conquistou espaço para que se revelasse a potencialidade da atuação do
profissional bibliotecário, no ambiente acadêmico.
Infere-se dessa experiência que, da mesma forma que o acesso à
informação extrapola os limites físicos das bibliotecas, também o fazer dos
bibliotecários,

como

agentes

de

mudanças,

assume

outra

dimensão,

�incorporando-se o conceito de educação que coloca o homem como centro do
processo educativo.

ABSTRACT
It presents a historical briefing of the partnership enters Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ and Superintendência deRecursos Humanos of the university, of
which resulted the project Estágio Laborativo Educational nas Bibliotecas da
UERJ (ELEB). This multidisciplinary project implemented in 2002, as project-pilot,
was developed by professionals of the areas of Librarianship, Psychology,
Pedagogy and Social Service, and favored the training of adolescents of lower
economic class attending a course of secondary level, for the work in libraries of
the Rede Sirius, as assistant of the teams. It describes the stages of the
elaboration, the accompaniment and the evaluation of the ELEB, that aiming to
guarantee the viability of the experience, congregated all professionals involved in
the project, supervisors of the trainees, and the proper trainees. It relates some
positive results of the ELEB, as its continuity and magnifying, in 2003, and the
possibility to come to be constituted a data base of former-trainees, completing
itself, of this form, the cycle of promotion of the first job - preparation for the work,
supervision in period of training, guiding to the market - intended by the university
when instituting accord with Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) to
receive these adolescents.
KEYWORDS: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Education of adolescents.
Period of training in libraries. University libraries.

REFERÊNCIAS
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o
ensino superior: uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a
totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ed. Gama Filho, 1999. p.37.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis
profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, DF,
v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.
IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br /&gt;.
Acesso em: 14 jul. 2004.

�FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para
a Rede Sirius: uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do
Conhecimento. Disponível em:
&lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de
2004. Institui o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm. Acesso em: 14 jul.
2004.
SOUZA, Maria Zélia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999.
SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a
nova LDB: lei no. 9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997.
RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; HOLANDA, Fernanda R.B. de. A criança e o
adolescente no mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, jun.
2002. datil. (Projeto piloto).
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002.
datil. (Relatório).
∗

Bibliotecária. Especialista em Organização do Conhecimento para Recuperação da Informação.
nlobo@uerj.br
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS — Rede de Bibliotecas
UERJ. R. São Francisco Xavier, 524. S. 3002. Bl. C. Tijuca.
Rio de Janeiro. CEP: 20.530-013. R.J. Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade, da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB) implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia, Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes, economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto, supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completando-se, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado – pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.</text>
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                    <text>PERFIL GERENCIAL DOS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Marlene Gonçalves Curty ∗
Renata Gonçalves Curty ∗∗
Dirce Missae Suzuki Fernandes∗∗∗

RESUMO
O artigo discute a nova postura de atuação do profissional da informação frente às
demandas contemporâneas e emergentes, atendo-se especificamente ao perfil
gerencial, através de pesquisa realizada com profissionais que atuam em cargos
gerenciais de bibliotecas universitárias estaduais do Paraná (UEM, UEL e UEPG).
PALAVRAS-CHAVE: Perfil profissional. Perfil gerencial. Profissional da informação.
Gerência de Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

As transformações, a nível tanto cultural como social e tecnológico,
assinaladas pelas últimas décadas do século XX e acentuadas pelos primeiros anos
deste século, requerem revisão constante sobre os papéis desempenhados pelas
diferentes profissões em suas áreas específicas de trabalho.
A instantaneidade informacional, garantida pelos avanços tecnológicos e
pelas novas possibilidades de interação e comunicabilidade trazidas pelas
tecnologias de informação e comunicação (TIC´s), está afetando de forma
considerável os aspectos gerenciais das empresas, uma vez que os usuários
(internos/externos) de seus serviços estão a exigir-lhes mais dinamismo, inovação,
produtividade, competitividade e utilidade fim.
Dentre as novas requisições do mundo do trabalho atual, a figura do gerente
destaca-se como vital para todas as áreas de atuação humana e em todas as formas
de organizações, pois ele exerce papel fundamental no sistema de qualidade da
organização onde atua, e o êxito de um processo da qualidade reside no bom
gerenciamento dos recursos disponíveis. Suas atribuições ultrapassam a função de
tomar de decisões, e estende-se às funções de líder, alocador de recursos,

�negociador, minimizador de conflitos e riscos, e, ainda de empreendedor, e
envolvem características como flexibilidade e ser comunicativo.
Não obstante, estudos sobre o perfil dos profissionais de informação
demonstram

que

esse

mercado

tem

exigido

pessoas

com

qualificações

administrativas e gerenciais.
As bibliotecas universitárias estaduais, enquanto instituições públicas e
formadas por uma estrutura organizacional complexa, geralmente, operam com
disponibilidade de recursos mínimos e sob inúmeros empecilhos burocráticos, o que
torna mais desafiante o papel de gerenciá-las.
Sendo assim, o perfil desejável do gerente da informação e sua função bem
desempenhada constituem a grande preocupação que nos estimula ao estudo desse
tema. Justifica-se, por isso, uma pesquisa sobre o perfil do profissional da
informação que exerce cargo gerencial em BU´s no tocante ao conhecimento
de sua prática de atuação institucional e à detecção das necessidades de
treinamento desses profissionais, em busca de um gerenciamento mais eficiente e
eficaz das pessoas, dos equipamentos, recursos informacionais e financeiros
disponíveis e, por conseqüência, dos produtos e serviços oferecidos à comunidade
acadêmica. Neste sentido, as preocupações estarão voltadas para a função do
gerente de informação, sua importância profissional e seu adequado desempenho.
Embora o profissional de informação tenha sido objeto de estudo em diversas
pesquisas, a aplicação do grid gerencial, de forma comparativa, abre novas
perspectivas de pesquisa e estudo. Do ponto de vista institucional, o estudo do perfil
dos gerentes poderá servir como instrumento auxiliar na caracterização da categoria
funcional, podendo ser utilizado como base para o estabelecimento de programas de
treinamentos específicos voltados à atividade gerencial. Em vista disso, o artigo
possui como objetivo traçar o perfil dos profissionais da informação que ocupam
cargos gerenciais em bibliotecas de universidades estaduais do Paraná. Para tanto,
foram delineados os seguintes objetivos específicos: 1) identificar os gerentes das
instituições participantes; 2) caracterizar a atuação gerencial desses profissionais; 3)
identificar as habilidades e competências consideradas pelos gerentes como
necessárias para o exercício do cargo gerencial; 4) levantar as necessidades de

�aperfeiçoamento e reciclagem profissional; 5) detectar as principais barreiras e
dificuldades para o exercício do cargo gerencial.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

O imperativo da atualidade, no que tange ao perfil de qualquer categoria
profissional, reside na polivalência, na transdisciplinaridade e na capacidade de
continuamente buscar e absorver novos conhecimentos.
Além de dominar conhecimentos específicos da sua área de atuação, o
mercado de trabalho exige cada vez mais pessoas capacitadas a assumir papéis
multifuncionais. Sob esse aspecto, enfaticamente, Almeida Júnior (2002, p. 133)
elucida que:
A época da valorização das especializações parece já ter findado. O
que o mercado procura atualmente é um profissional que tenha
conhecimentos e competências específicos, mas que os integre em
concepções mais gerais, com aplicações que ultrapassem o restrito
espaço determinado pelo campo que escolheu como de interesse e
preocupação.

Inúmeros autores, a exemplo de Pereira (2000), Morigi (2004), Nascimento
(2000), Tarapanoff (1999), Valentim (2000; 2002), apontam os novos rumos e
tendências de mercado e de atuação do profissional da informação, e apresentam
enfaticamente a necessidade do profissional da informação extrapolar as linhas de
conhecimento que delineavam seu raio de atuação e incorporar habilidades e
competências não antes assumidas, uma vez que a Biblioteconomia que há algum
tempo atuava “num ambiente estável, pouco afeito a mudanças, foi compelida a
assimilar os avanços tecnológicos para o tratamento da informação e inserir-se nas
redes globais de comunicação” (SANTOS, 2000, p. 111).
Paralelamente, aspectos referentes ao perfil e à atuação do profissional da
informação vêm sendo amplamente debatidos pela área, no sentido de consolidar
referenciais que permitam (re)pensar, (re)estruturar e (re)definir currículos
acadêmicos e na tentativa de adequar a formação, renovar as atribuições, as
aptidões e as habilidades desses profissionais às constantes modificações de
ambiência que enredam o fazer da categoria.

�A assertiva pode ser validada pela própria mudança na denominação do
profissional para ampliar seu espaço de atuação, passando esse profissional a ser
freqüentemente designado “profissional da informação”1 em substituição ao termo
bibliotecário, evidenciada através das freqüentes atualizações e reformulações
curriculares2 realizadas pelas universidades nacionais que passam a ofertar cursos
com ênfases e habilitações em gestão e gerência e, ainda, ressaltada por inúmeros
esforços empreendidos pelas associações3 vinculadas à Ciência da Informação.
Essas associações realizam periodicamente encontros e fóruns de discussão com
participação dos principais teóricos e pesquisadores da área, em uma reflexão
conjunta de pontos referenciais para o autoconhecimento da profissão. Exemplo
desses pontos são os conceitos e seus objetos de estudo e análise, os paradoxos e
desafios frente à Sociedade da Informação e do Conhecimento, os impactos e
avanços das TIC´s, bem como as relações de interatividade, virtualidade e
integração proporcionadas por esses avanços.
Dentre essas discussões, algumas emergem como resultado de uma
demanda conduzida pelo mercado e pela sociedade, que, de forma exponencial,
passa a requerer profissionais dotados de habilidades administrativas e consultoras
e com perfil gerencial, a fim de responder a necessidades organizacionais atuais e
futuras. Passamos do chamado ”paradigma do acervo” para o “paradigma da
informação” (VALENTIM, 1995 apud VALENTIM, 2000, p.136), no qual as atividades
inerentes ao profissional da informação dilatam-se, passando a introduzir no seu
cotidiano, redes de comunicação e informação, novos suportes informacionais,
novas perspectivas de atuação e, como resultado, maior expectativa e exigência por
parte dos clientes e usuários de seus serviços.

1

2

3

De acordo com Almeida Júnior (2000, p. 32), embora não exclusivo do bibliotecário, profissional da
informação é um termo recorrentemente utilizado na tentativa de equiparar-se às atuais
necessidades sociais e dissociar-se da conotação ultrapassada e retrógrada que o termo
“bibliotecário” congrega. Dentre as inúmeras novas denominações essa foi a mais bem aceita pela
categoria.
A intenção do presente artigo não é ater-se à discussão dos rumos da Ciência da informação em
termos curriculares, nem mesmo tratar essas alterações como únicas responsáveis pela mudança
de perfil do profissional da informação; porém a exposição desses fatos é necessária na medida em
que estas são reflexo das mudanças de demanda social e de mercado e, portanto, juntamente com
outros aspectos, influenciam diretamente o perfil profissional da categoria. Para exposição mais
aprofundada do tema, ver Souza (2002).
Por exemplo, a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação
(ANCIB) e a Associação Brasileira de Ensino em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação (ABEBD).

�Dessa forma, além de estar apto a atuar sob os conteúdos específicos da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação, o profissional da informação necessita
estar em sintonia com as áreas de administração e comunicação, dominar as TIC´s
disponíveis, ter fluência ou, ao menos, conhecimento instrumental de idiomas
estrangeiros, entre outras exigências. Prova disso pode ser evidenciada por estudos
como o de Cistianini e Moraes (2002), que, através de um confrontamento entre
currículos acadêmicos e ofertas de emprego para bibliotecários, constataram uma
expressiva busca por requisitos como informática, língua inglesa e aptidões
gerenciais e administrativas, assim como a inclusão de disciplinas que atendam a
esses requisitos nas grades curriculares dos cursos de Biblioteconomia.
A essas considerações, vale a pena ressaltar que aos profissionais da
informação não basta o conhecimento relacionado às novas TIC´s e a destreza na
utilização do computador, mas lhes é necessário agregar e acumular conhecimentos
gerais sobre a realidade econômica, social, política e cultural em relação ao
entendimento da informação e suas implicações em diversos contextos.
No que diz respeito especificamente ao aspecto gerencial exigido dos
profissionais da informação, alvo deste trabalho, com efeito, esse atributo foi
destacado como uma das categorias de competência desejáveis e exigidas aos
egressos das universidades de Biblioteconomia e Ciência da Informação, durante o
VI Encontro de Diretores de Escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação do
Mercosul, realizado em Montevidéu no ano de 2000. O documento resultante desse
evento contempla as seguintes atividades referentes às competências gerenciais:
• Dirigir, administrar, organizar e coordenar unidades, sistemas e

serviços de informação.
• Formular e gerir projetos de informação.
• Aplicar técnicas de marketing, liderança e relações públicas.
• Buscar registrar, avaliar e difundir a informação com fins
•
•
•
•
•

acadêmicos e profissionais.
Elaborar produtos de informação (bibliografias, catálogos, guias,
índices, DSI, etc.)
Assessorar no planejamento de recursos econômico-financeiros e
humanos do setor.
Planificar, coordenar e avaliar a preservação e conservação do
acervo documental.
Planificar e executar estudos e formação de usuários/clientes de
informação.
Planificar, constituir e manejar redes regionais e globais de
informação. (VALENTIM, 2000, p. 20).

�Com relação às atividades gerencias, Barbalho e Freitas (2002) expõem, com
propriedade, a complexidade que envolve o gerenciamento de unidades de
informação da atualidade, em detrimento da maior abrangência e diversificação que
as atividades administrativas congregam, afirmando que:
[...] o gestor de hoje precisa estar apto a perceber, refletir, decidir e
agir em condições totalmente diferentes do que antes tendo em vista
que seu cotidiano envolve diferentes contatos com uma realidade
complexa onde os processos necessitam de equipes de diferentes
áreas, perfis profissionais e linguagens, as situações apresentam
cada vez mais um número maior de variáveis de ação; o processo
decisório está comprimido pelo curto espaço de tempo, e os prazos
de ação/reação são cada vez mais exíguos, as situações de trabalho
com 