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                    <text>Bibliotecas por um mundo melhor: ontem, hoje e sempre
A biblioteca é o equipamento cultural mais presente no Brasil. De acordo com o Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas1 , da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, existem
6.057 bibliotecas públicas nos 26 estados e no Distrito Federal, sendo elas municipais, distritais,
estaduais e federais.
Bibliotecas públicas são espaços de atividades de criação, reflexão, fruição e compartilhamento
de bens culturais, em especial, os de leitura. São núcleos articuladores e geradores de ações
educativas e culturais, que buscam promover encontros criativos, provocativos e dinâmicos entre
pessoas.
Para isso, devem se constituir como locais onde os sujeitos possam aprender continuamente,
ter orientações seguras para acessar programas sociais, interagir com outras pessoas para não se
sentirem sozinhos, e experimentar uma variedade de ações e serviços realizados diariamente dentro
e fora de seus muros, que apoiam mudanças positivas na vida de quem as utilizam. Bibliotecas são,
também, lugares acolhedores para conversas e para encontrar soluções para os desafios cotidianos,
sobretudo em momentos de crise.
Além disso, elas são importantes aliadas para o cumprimento dos 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – da qual o
Brasil é signatário –, que tem como lema “não deixar ninguém para trás”. Por esta razão, as bibliotecas
têm buscado dar maior atenção às populações vulneráveis, fornecendo subsídios para tomada de
decisões mais conscientes e com grande potencial de transformação de suas comunidades.
Frente à pandemia de Covid-19, as bibliotecas tiveram que se reinventar para continuar
atendendo e apoiando seus públicos em tempos de isolamento social, principalmente como local de
acesso a informações qualificadas e seguras. Assim sendo, bibliotecas são ainda mais necessárias,
pois são espaços democráticos por excelência onde todos e todas são incluídos, sem distinção.
Dessa maneira, por meio desta Carta, reafirmamos nosso compromisso em favor das
comunidades que atendemos e dos milhões de leitores e leitoras que frequentam bibliotecas Brasil
afora. Para continuarmos, precisamos contar com o apoio dos governos em todos os níveis e, mais
precisamente, com gestores públicos que são responsáveis pela manutenção desses equipamentos
culturais. Esse é o chamado que fazemos a todos, todas e todes que podem atuar politicamente em
prol das nossas bibliotecas públicas nos territórios.
Bibliotecas estão abertas para acolher as comunidades locais, com equipes qualificadas,
capacitadas e com escuta afetiva e ativa para contribuírem para minimizar os efeitos desastrosos
que a pandemia tem causado na vida da população.
Bibliotecas são mais que livros.
1 Fonte: Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 2015. http://snbp.cultura.gov.br/bibliotecaspublicas/

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                    <text>Bibliotecas por um mundo melhor: ontem, hoje e sempre
A biblioteca é o equipamento cultural mais presente no Brasil. De acordo com o Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas1 , da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, existem
6.057 bibliotecas públicas nos 26 estados e no Distrito Federal, sendo elas municipais, distritais,
estaduais e federais.
Bibliotecas públicas são espaços de atividades de criação, reflexão, fruição e compartilhamento
de bens culturais, em especial, os de leitura. São núcleos articuladores e geradores de ações
educativas e culturais, que buscam promover encontros criativos, provocativos e dinâmicos entre
pessoas.
Para isso, devem se constituir como locais onde os sujeitos possam aprender continuamente,
ter orientações seguras para acessar programas sociais, interagir com outras pessoas para não se
sentirem sozinhos, e experimentar uma variedade de ações e serviços realizados diariamente dentro
e fora de seus muros, que apoiam mudanças positivas na vida de quem as utilizam. Bibliotecas são,
também, lugares acolhedores para conversas e para encontrar soluções para os desafios cotidianos,
sobretudo em momentos de crise.
Além disso, elas são importantes aliadas para o cumprimento dos 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – da qual o
Brasil é signatário –, que tem como lema “não deixar ninguém para trás”. Por esta razão, as bibliotecas
têm buscado dar maior atenção às populações vulneráveis, fornecendo subsídios para tomada de
decisões mais conscientes e com grande potencial de transformação de suas comunidades.
Frente à pandemia de Covid-19, as bibliotecas tiveram que se reinventar para continuar
atendendo e apoiando seus públicos em tempos de isolamento social, principalmente como local de
acesso a informações qualificadas e seguras. Assim sendo, bibliotecas são ainda mais necessárias,
pois são espaços democráticos por excelência onde todos e todas são incluídos, sem distinção.
Dessa maneira, por meio desta Carta, reafirmamos nosso compromisso em favor das
comunidades que atendemos e dos milhões de leitores e leitoras que frequentam bibliotecas Brasil
afora. Para continuarmos, precisamos contar com o apoio dos governos em todos os níveis e, mais
precisamente, com gestores públicos que são responsáveis pela manutenção desses equipamentos
culturais. Esse é o chamado que fazemos a todos, todas e todes que podem atuar politicamente em
prol das nossas bibliotecas públicas nos territórios.
Bibliotecas estão abertas para acolher as comunidades locais, com equipes qualificadas,
capacitadas e com escuta afetiva e ativa para contribuírem para minimizar os efeitos desastrosos
que a pandemia tem causado na vida da população.
Bibliotecas são mais que livros.
1 Fonte: Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 2015. http://snbp.cultura.gov.br/bibliotecaspublicas/

�Faça sua parte no advocacy para as bibliotecas
Contribua com a disseminação desta carta “Bibliotecas por um mundo melhor:
ontem, hoje e sempre”.
O que é advocacy?
Advocacy é um termo em inglês, sem tradução literal para o português. Em linhas
gerais, significa defender, promover e trabalhar sistematicamente por uma causa. O termo
também pode ser entendido como ativismo e, neste sentido, todo bibliotecário e toda
bibliotecária podem ser ativistas, ou advocates pelas bibliotecas.
O advocacy pelas bibliotecas brasileiras tem sido uma das vertentes principais de
atuação da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação
e Instituições (FEBAB), aliada ao compromisso de apoiar o desenvolvimento continuado
dos profissionais que atuam em bibliotecas, em centros de documentação e de memória
e em espaços que promovam a leitura, a informação e a cultura. O advocacy é um
processo que envolve diversos atores, porém, para que ele comece, é preciso de uma
ação inicial: a sua ação. É sobre isso que vamos falar aqui.

Por que escrevemos a carta “Bibliotecas por um mundo melhor: ontem, hoje e sempre”?
Bibliotecas públicas e comunitárias carecem de políticas públicas consistentes
que garantam investimentos contínuos para manutenção e aprimoramento de seus
programas, produtos e serviços. A pandemia de Covid-19 trouxe ainda mais desafios para
a área cultural. Em 2019, o Ministério da Cultura foi extinto pelo atual Governo, e Estados e
municípios seguem, em sua maioria, sem investimentos financeiros para as bibliotecas.
No momento em que todas as atenções estão voltadas para o combate à pandemia,
com investimento prioritário de recursos na área da saúde, é extremamente importante
evidenciar que bibliotecas públicas e comunitárias, enquanto espaços vivos e atuantes,
são estratégicas e podem contribuir com a qualidade de vida das pessoas.
Nesse sentido, o Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas (GT-BP) da FEBAB,
inspirado em uma carta publicada pela Associação de Bibliotecários de Portugal, produziu
uma versão brasileira intitulada “Bibliotecas por um mundo melhor: ontem, hoje e sempre”,
para reafirmar o compromisso das bibliotecas públicas com uma sociedade mais justa,
igualitária e sustentável.
O que você e sua biblioteca podem fazer com essa Carta?
Convidamos você a realizar algumas ações que podem contribuir com a visibilidade
e com a ampliação de recursos destinados às bibliotecas.
Para termos as bibliotecas que desejamos, precisamos estar em movimento e

�procurando os espaços para falar da importância delas na vida das comunidades locais.
A seguir, elencamos sugestões de ações que têm a Carta como ponto de partida, mas
você pode encontrar outras maneiras de fazer com que a biblioteca faça parte da
comunidade. Então, vamos lá.
Você e sua equipe acreditam que a biblioteca tem papel transformador na
sociedade?
É importante que você e toda a equipe da biblioteca façam uma leitura atenta da
Carta e reflitam sobre o que a biblioteca pode aprimorar para ser uma aliada da Agenda
2030 da ONU. Aliás, se você não sabe o que é Agenda 2030 e os 17 ODS, convidamos a ler
o documento Acesso e oportunidade para todos: Como as bibliotecas contribuem para
a agenda de 2030 das Nações Unidas, da International Federation of Library Associations
and Institutions (IFLA).
Para colaborar com esse processo, o GT-BP lançou o Clube de Leituras
Recomendadas, para discussão coletiva de textos sobre a missão das bibliotecas, sobre
advocacy, serviços e outros assuntos importantes para o fortalecimento das bibliotecas
públicas. Para receber mais informações sobre o Clube, cadastre-se na lista de discussão,
disponível em: https://www.acoesfebab.com/publicas.
Preparando sua fala
É essencial que você prepare um pequeno material como portfólio de ações,
programas e serviços da biblioteca onde atua. Descreva quais são as atividades, com
quais públicos dialogam, a periodicidade com que ocorrem, entre outras informações
que explicitem como elas estão alinhadas aos ODSs e contribuem para a melhoria da
qualidade de vida das pessoas. Ações de advocacy pressupõem que você mostre com
clareza o que faz. Demonstre evidências de seu trabalho e de sua atuação, incluindo
dados quantitativos e qualitativos que você disponha.
Divulgando a Carta
Agora que você já falou com toda a equipe da biblioteca e preparou o portfólio,
é hora de conversar com a comunidade. Portanto, divulgue a Carta de forma atrativa e
acessível, em local visível, para que possa ser lida facilmente por todas as pessoas. Publique
no site e nas redes sociais da biblioteca, ou ainda a imprima e afixe em locais estratégicos.
Pense em outras formas criativas de disseminá-la, quanto mais pessoas conhecerem
melhor.
Conversando sobre a Carta
Como dissemos, advocacy é um processo. Alguns dos atores que precisam ser
mobilizados são aqueles que decidem a vida das bibliotecas, os chamados “tomadores
de decisão”. É importante que esta Carta chegue a governadores, prefeitos, vereadores
e deputados.
Tenha uma estratégia para isso, comece por aqueles que você elegeu (todos os
parlamentares e executivos têm seus contatos públicos na rede). É preciso também que
você analise a agenda de campanha deles(as) e mostre como a biblioteca se insere nos
objetivos que eles(as) declararam querer alcançar. Reforce o papel das bibliotecas na
Agenda 2030 da ONU.

�Conhecendo as possibilidades de obter recursos
Busque informações sobre emendas parlamentares vinculadas a vereadores e
deputados estaduais e federais, e quais são os recursos que eles e elas têm à disposição
para investir em pautas, sempre ligadas a seus territórios eleitorais. Além disso, identifique na
sua cidade potenciais organizações parceiras (ONGs, instituições, fundações, etc.) para
que juntos possam ser proponentes de projetos visando captar recursos dessas emendas.
Outra questão importante é conhecer e buscar participar dos processos (de
planejamento e formulação) orçamentários, se envolvendo com o Plano Plurianual (PPA)
e com a Lei Orçamentária Anual (LOA). Converse com gestores públicos, municipais e/ou
estaduais das pastas onde a biblioteca está subordinada – geralmente nas secretarias de
Educação e Cultura.
Participando da rede de advocacy
Você pode estar se perguntando: como eu faço isso sozinho(a)?
Você deve buscar aliados e aliadas, sistemas de bibliotecas e outras organizações
que podem somar esforços. No plano estadual é importante conhecer a associação
de bibliotecários filiada à FEBAB. Converse com eles(as) sobre as ações que pretende
desenvolver e faça parte da Associação. A FEBAB é o braço brasileiro da IFLA e, dessa
forma, você estará conectado com outros profissionais e associações em nível regional,
nacional e internacional. Você não está sozinho(a), filie-se!
Buscando apoiadores
Outro ponto essencial é que você articule uma “rede do bem” em prol da biblioteca.
Identifique pessoas próximas, como amigos, parentes, grupos, coletivos, comerciantes,
empresários, entre outras, e conte o que a biblioteca faz e como ela poderia ampliar
seus projetos se tivesse mais apoio. Convide-as para conhecer o espaço e mostre que a
presença delas é significativa para as ações que a biblioteca desenvolve durante todo
o ano. Cuide para que sejam convidadas para exposições, rodas de leitura, entre outras
atividades. É preciso criar vínculos e mostrar que a biblioteca é atuante. Os apoios podem
ser ou não financeiros, é preciso iniciar uma cultura de disseminação de informações sobre
os programas que a biblioteca mantém e seus benefícios para as comunidades. Essa
ação é imprescindível para ampliar a rede de relacionamentos em defesa da biblioteca.
Muitas oportunidades podem surgir. Então, nunca desperdice uma boa conversa sobre a
biblioteca.
Finalizando…, mas nem tanto
As ações apresentadas aqui podem ser parte de um projeto de advocacy. Para
termos êxito precisamos ser persistentes e resilientes. Dessa maneira, você e sua equipe
estão contribuindo para que tenhamos mais e melhores bibliotecas para todos, todas e
todes que vivem no país. Não desista caso não tenha sucesso na primeira tentativa. Ações
de advocacy levam tempo para que possamos colher os frutos. Agora é hora de colocálas em prática.
Acesse https://forms.gle/46rXtCAPXwFyESA1A e assine a Carta. Convide sua
equipe também para mostrar que estão comprometidos com o papel transformador das
bibliotecas.

�Depois, escreva para o e-mail gtbp@febab.org.br para contar como foram suas
ações de advocacy.
Acompanhe o GT-BP/FEBAB:
https://www.acoesfebab.com/publicas
@gtbp.febab
Mais indicações de leitura para você e sua equipe:
American Library Association. Office for Library Advocacy, “Manual das Pessoas que
Advogam pela Biblioteca,” Repositório – FEBAB. Disponível em: &lt;http://repositorio.febab.
org.br/items/show/6168&gt;. Acesso em 4 de junho de 2021.
Bibliotecas: estamos disponíveis. Disponível em &lt;https://cartaabertabibliotecas.
wordpress.com/&gt;.
CASTRILLON, S. Bibliotecas públicas na Colômbia: acertos, frustrações e desafios. In
Diálogos do 7º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias. São Paulo:
Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, 2014. Disponível em: &lt;http://
www.spleituras.org.br/wp-content/uploads/2015/02/Notas-9.pdf&gt;.
Conheça os 10 minutos de advocacy da Biblioteca. Disponível em: &lt;https://www.
acoesfebab.com/blog/categories/advocacy&gt;.
GUIA DE AÇÕES DE ADVOCACY PARA A AGENDA 2030. São Palo, ACT Promoção de
Saúde, s.d. Disponível em: &lt;https://actbr.org.br/uploads/arquivos/PLANO-ADVOCACY_
REFERENCIAS-SEPARADAS-110221.pdf&gt;
IFLA - International Federation of Library Associations and Institutions, “Acesso e
oportunidade para todos: Como as bibliotecas contribuem para a agenda de 2030 das
Nações Unidas” Repositório – FEBAB. Disponível em &lt;http://repositorio.febab.org.br/items/
show/590&gt;. Acesso em 5 de junho de 2021.
IFLA - International Federation of Library Associations and Institutions, “Agenda 2030 e
como as bibliotecas podem contribuir com a sua implementação,” Repositório - FEBAB.
Disponível em &lt;http://repositorio.febab.org.br/items/show/438&gt;. Acesso em 5 de junho
de 2021.

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Grupo de Trabalho&#13;
Biblioteconomia&#13;
Ciência da informação</text>
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�Quando nos deparamos em 2019 com a iniciativa do “Advocacy de 10 minutos da biblioteca”
da Federação Internacional de Bibliotecas (IFLA) tivemos o desejo de disseminá-la entre as
equipes de bibliotecas do Brasil. Isso porque desde 2012, esse é um tema importante e então
promovemos em iniciativa conjunta entre a FEBAB e SP Leituras, um curso presencial
sobre “advocacy” com Marci Merola da Associação Americana de Bibliotecários (ALA) na
Biblioteca de São Paulo.
Naquele momento o termo “advocacy” era desconhecido pela área de bibliotecas e para
contribuirmos nesta discussão traduzimos o “Manual das pessoas que advogam pela
biblioteca”(*) de autoria da Associação de Bibliotecários Americana (ALA) e alinhamos
várias ações para a promoção dos conceitos, visando estimular o engajamento das bibliotecas.
Nossa intenção era sensibilizar as equipes para a preparação de planos locais de advocacy,
sintonizados com as associações filiadas à FEBAB e com os Sistemas Estaduais de Bibliotecas
Públicas.
Mas somente em 2021 é que conseguimos estabelecer uma nova parceria para traduzir e
adaptar “o advocacy de 10 minutos da biblioteca” que, da mesma forma como lançado pela
IFLA, idealizamos uma campanha de promoção de postagens com os conteúdos veiculados
nas redes sociais da FEBAB e Sistema Estadual de Bibliotecas do Estado de São Paulo –
SISEB.
Ao final da campanha decidimos compilar todas as dicas e transformá-las neste livro de modo
a facilitar o uso pelas equipes bibliotecárias e contribuir para termos mais materiais sobre o
tema aplicado às bibliotecas. Então é com muita emoção que laçamos esse livro esperando
que ele alcance ainda mais pessoas.
Essa iniciativa não se esgota aqui, a partir desse livro queremos promover oficinas para
ampliarmos a corrente em defesa das bibliotecas brasileiras.
Assim, convidamos você a ler ou reler esse conteúdo e se engajar , lembrando que ninguém
está só nesta “missão” . É importante se juntar às redes, sistemas estaduais e, claro, ao
movimento associativo nacional.
Então, vamos começar? Seja você também um(a) ativista pelas bibliotecas!
Boa leitura!
Adriana Cybele Ferrari
Coordenadora do Grupo de Trabalho em Bibliotecas Públicas e Vice Presidenta da Federação
Brasileira de Associações de Bibliotecários e Instituições – FEBAB
Jorge Moisés Kroll do Prado
Presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários e Instituições – FEBAB
(*) American Library Association. Office for Library Advocacy, “Manual das Pessoas que Advogam pela
Biblioteca”. http://repositorio.febab.org.br/items/show/6168.

3

�Copyright © Federação Internacional de Associações e Instituições
Bibliotecárias (IFLA)
Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial
desta edição - em qualquer meio ou forma - sem a expressa autorização.
Tradução e adaptação das postagens The 10 Minute Library Advocate, do
blog Library Policy and Advocacy da International Federation of Library
Associations and Institutions (IFLA).
Capa e diagramação de ebook: Henrique Morais

Catalogação na fonte
Ficha catalográfica elaborada pela SP Leituras
F293
O advocacy de 10 minutos da biblioteca / Federação Internacional de Associações e
Instituições Bibliotecárias (IFLA) ; organizado por SP Leituras ; tradução por One
Translations; revisado e adaptado por SP Leituras e Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições - São Paulo : Secretaria de Cultura e
Economia Criativa do Estado de São Paulo, 2023.
ePub
4.750 kbytes
ISBN 978-65-89169-30-7
1. Advocacy 2. Biblioteca 3. Federação Internacional de Associações e Instituições
Bibliotecárias (IFLA) I. Federação Internacional de Associações e Instituições
Bibliotecárias (IFLA). II. SP Leituras. III. Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições.
CDD-020
Índices para o catálogo sistemático 1. Biblioteca e ciência da informação 020 2. Bibliotecas
Públicas 027

2023
Todos os direitos desta edição reservados à SP Leituras

4

�SUMÁRIO
#1 Apresentando............................................................................................................07
#2 Formas de pensar.....................................................................................................09
#3 Ambiente virtual.......................................................................................................10
#4 Os números contam..................................................................................................11
#5 Ferramentas poderosas.............................................................................................12
#6 Respostas às necessidades........................................................................................13
#7 Decisão de impacto..................................................................................................14
#8 Olhar para o futuro...................................................................................................15
#9 Sintonia com a comunidade.....................................................................................16
#10 O poder da imagem................................................................................................17
#11 Ambiente digital.....................................................................................................18
#12 Direitos autorais.....................................................................................................19
#13 Importância do diálogo..........................................................................................21
#14 Imprensa e Biblioteca............................................................................................22
#15 Valorize a objetividade...........................................................................................23
#16 Escolha suas prioridades........................................................................................24
#17 Frases de impacto...................................................................................................25
#18 Encontre seu público..............................................................................................26
#19 Participe do debate.................................................................................................27
#20 Fortaleça suas parcerias.........................................................................................28
#21 Teste seus argumentos............................................................................................29
#22 Ferramenta poderosa..............................................................................................30
#23 Amplie seu contexto...............................................................................................31
#24 Personalize a mensagem........................................................................................32
#25 Comunique sua paixão...........................................................................................33

5

�#26 Atenção às oportunidades......................................................................................34
#27 Fortaleça sua presença...........................................................................................35
#28 Use datas comemorativas.......................................................................................36
#29 Foque na comunidade............................................................................................37
#30 Seja objetivo...........................................................................................................38
#31 Registre seu progresso...........................................................................................39
#32 Invista na colaboração............................................................................................40
#33 Deixe sua marca.....................................................................................................41
#34 Aprenda com seus erros.........................................................................................42
#35 Clareza na mensagem............................................................................................43
#36 Divulgue sua atuação.............................................................................................44
#37 Crie conexões.........................................................................................................45
#38 Mostre o que está fazendo......................................................................................46
#39 Forma e conteúdo...................................................................................................47
#40 Desperte empatia....................................................................................................48
#41 Abra canais de contato...........................................................................................49
#42 Vença a resistência.................................................................................................50
#43 Fortaleça os apoios.................................................................................................51
#44 Estruture seu trabalho............................................................................................52
#45 Seja memorável......................................................................................................53
#46 Estabeleça metas....................................................................................................54
#47 Torne-se mais convincente.....................................................................................55
#48 Continue sendo notado...........................................................................................56
#49 Construa seu apoio.................................................................................................57
#50 Pense, planeje, faça!...............................................................................................58

6

�Bibliotecas não existem no vácuo – elas estão lá para servir.
Ao proporcionar acesso ao conhecimento, bem como um espaço público aberto e
acolhedor, elas ajudam as pessoas a se ajudarem.
Mas também dependem do apoio externo. Isso não é só sobre políticos, funcionários
ou sobre a alta gerência, que tomam decisões sobre leis, contratações ou orçamentos. É
também sobre aqueles que influenciam os tomadores de decisão sobre a opinião pública.
Para prosperar, bibliotecas e bibliotecários precisam trabalhar para moldar o ambiente
ao seu redor e construir uma comunidade que não tenha apenas simpatia pela biblioteca,
mas esteja pronta para agir por ela.
E a melhor forma de fazer isso é realizar o advocacy1.
O advocacy é para você!
Muitas vezes, o advocacy é visto como algo para poucos, para a alta gerência, para
os extrovertidos. No entanto, como o Resumo da Visão Global da IFLA destaca, todo
bibliotecário deveria fazer advocacy.
Isso não significa que todo bibliotecário deveria tentar organizar uma reunião com o
prefeito, ou dar uma entrevista à TV. Há muitas maneiras diferentes de se envolver com o
advocacy.
Também não requer necessariamente que você faça um curso, ou receba outro
treinamento, mesmo que isso certamente faça diferença. Há muitas coisas que você pode
fazer –mesmo em dez minutos– para pensar e agir como realizar o advocacy pela biblioteca.
E é para isso que esta série serve. Todas as semanas, apresentaremos uma ideia de
atividade que contribuirá para fortalecer o advocacy pelas bibliotecas.
Nem todas serão adequadas a todas as situações, ou para todas as personalidades.
Algumas serão sobre planejamento, pensamento, preparação de argumentos. Outras serão
7

�práticas, e te colocarão em contato direto com usuários e outras pessoas. Você não será
capaz de fazer tudo, mas nós certamente esperamos que todos possam fazer algumas delas.
Cada ideia vai incluir uma breve descrição e, muitas vezes, sugestões de lugares que
você pode buscar se quiser (e puder) ir mais fundo. E, claro, encorajamos qualquer pessoa
interessada a encontrar oportunidades para aprender mais sobre advocacy e se envolver
mais com o assunto.
Esperamos que você esteja ansioso para começar. Se você usar dez minutos, dez horas,
ou dez dias, estará apoiando o futuro das nossas instituições e da nossa área.
[1] Advocacy – Ainda não há um termo correspondente direto em língua portuguesa. Seu
significado pode ser traduzido como defesa e/ou engajamento ativo em relação a uma
causa ou proposta. Advocacy envolve ação, isto é, identificar, adotar e promover uma
causa no âmbito da sociedade como um todo. Tem como objetivo “chamar a atenção do
público
e de seus representantes para um assunto com o qual é necessário lidar”.
Fontes: Manual das Pessoas que Advogam pelas Bibliotecas, da American
Library Association (http://siseb.sp.gov.br/wpcontent/
uploads/2017/01/Manual-das-pessoas-que-advogam-pelasbibliotecas.
pdf) e Notas de Biblioteca 7 – Bibliotecas públicas e seus
desafios para a construção de uma sociedade leitora: Diálogos do 6º
Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias
(http://siseb.sp.gov.br/arqs/Notas_7_web.pdf).

8

�Pense em cinco palavras que usuários e usuárias utilizariam
para descrever a biblioteca onde você atua.
Realizar o advocacy tem tudo a ver com mudar a forma de pensar.
Você precisa que as pessoas que tomam decisões sobre sua biblioteca – e as pessoas que as
influenciam– entendam e apoiem o que você faz, e estejam prontas para agir em interesse
das bibliotecas.
É claro que falar sobre mudança implica em ter um ponto de partida. O que você acha
que as pessoas diriam sobre sua biblioteca se você as questionasse agora?
Então, nosso segundo exercício é escrever cinco palavras que sua comunidade usaria
para descrever a biblioteca. Coloque-se no lugar deles e delas e tente pensar realisticamente:
o que diriam?
Só podemos melhorar se soubermos o que há de errado. Portanto, nesse exercício você
também deve ser crítico / crítica! Inclua palavras positivas e negativas.
Entender do que as pessoas gostam lhe dará ideia das fortalezas da sua atuação.
Compreender do que elas não gostam tanto te ajudará a pensar sobre quais pontos é
necessário trabalhar para mudar essa percepção.

9

�Verifique como sua biblioteca aparece on-line.
Um advocacy bem-sucedido começa com a construção de percepções positivas.
Como foi discutido no último exercício, é importante saber o que usuários e usuárias
pensam sobre a biblioteca onde você atua. O mesmo se aplica a não usuários, que podem,
naturalmente, incluir pessoas com cargos políticos, da gestão governamental e outros
tomadores de decisão.
Uma das principais coisas que moldam a forma como sua biblioteca é percebida, é a
aparência que ela tem no ambiente virtual. É cada vez mais normal que usuários, usuárias
e demais interessados procurem informações sobre a biblioteca na internet antes de visitála.
O que encontram lá molda suas opiniões e pode fazer diferença na decisão de realizar
uma visita ou não. Informações erradas, especialmente sobre horários de funcionamento,
serviços e programação cultural, podem gerar decepção.
É óbvio que a construção de um site ou mesmo de um bom perfil nas redes sociais leva
mais do que 10 minutos, mas ao buscar por sua biblioteca através de uma ferramenta de
pesquisa, você pode ter uma ideia do que as pessoas estão vendo.
Então, nosso terceiro exercício é procurar virtualmente por sua biblioteca e anotar
quais sites a mencionam e o que dizem sobre a equipe, os serviços e os programas.
Você pode entrar em contato com páginas que tenham informações desatualizadas, para
corrigi-las. Também pode pensar sobre quais sites deveriam mencionar sua biblioteca,
mas não estão.

10

�Aprenda algumas estatísticas importantes sobre bibliotecas.
Os números contam.
Quando estiver fazendo advocacy para sua biblioteca, ou bibliotecas em geral, sua
mensagem deve buscar tocar o coração, bem como levar a pessoa com que você está
dialogando a refletir.
Estar preparado / preparada para fornecer números também vai lhe dar mais credibilidade
e, assim, tornar seus argumentos mais poderosos.
Você deve ser inteligente quanto às estatísticas que usa.
Certamente, as melhores são os medidores de impacto da biblioteca.
Quantas pessoas encontraram emprego, melhoraram suas notas, ou aprenderam uma nova
habilidade graças à biblioteca?
Mas as mais simples também podem ser úteis – quantas pessoas visitam bibliotecas,
quantos livros são emprestados?
Então, nosso quarto exercício é este: escreva três estatísticas poderosas sobre sua
biblioteca, ou bibliotecas de sua região ou país, e memorize.
Se precisar de ajuda, você pode olhar o que estiver disponível no Mapa Mundial de
Bibliotecas e aprender sobre algumas delas. Boa sorte!
Há muitas coisas que você pode fazer –mesmo em dez minutos– para
pensar e agir como realizar o advocacy pela biblioteca.

11

�Pense em três coisas que sua biblioteca faz que melhoram a vida
das pessoas.
Políticos e publicitários sabem que a promessa de uma vida melhor é uma das
ferramentas mais poderosas para chamar a atenção das pessoas e fazê-las mudar de ideia.
As bibliotecas oferecem isso, mas nem sempre deixam isso claro de maneira
convincente. Para fazer um bom advocacy, você precisa ser capaz de dizer rapidamente e
claramente como as bibliotecas fazem diferença na vida diária das pessoas.
Um primeiro passo fundamental é organizar seus próprios argumentos.
Então, pegue um pedaço de papel (ou seu celular, ou computador), e pense em três
coisas diferentes que sua biblioteca faz que beneficiam pessoas comuns. Certifique-se
de que sejam coisas que realmente importam para os indivíduos. Pense: o que torna sua
biblioteca especial ou útil para eles?
Depois de escrever suas ideias, lembre-se delas! Se quiser, você pode
testá-las com um amigo ou colega, ou compartilhá-las nas redes sociais
usando a hashtag #TodoBibliotecárioFazAdovacy.

12

�Pense em três coisas com as quais sua comunidade se preocupa.
As bibliotecas sempre tiveram a missão de responder às necessidades de seus usuários
e suas usuárias.
No entanto, para ganhar o apoio de sua comunidade, é importante deixar evidente que
você se importa com as coisas que têm valor e significado para eles e para elas.
Essa é uma lição que alguns políticos entendem há muito tempo. As pessoas votarão
em candidatos e candidatas que afirmem compartilhar suas prioridades e prometam agir
sobre elas.
É claro que as bibliotecas já estão trabalhando em prol das comunidades!
Mas a forma como você fala sobre seu trabalho e como o divulga, seja por meio de cartazes,
artigos e redes sociais, pode fazer diferença.
Para entender como fazer isso de forma mais eficaz, você precisa ter uma ideia do
que importa. Então, nosso quinto exercício é pensar em três coisas com as quais sua
comunidade se preocupa.
Quais são os assuntos e as problemáticas que os(as) motivam? Com o que eles e elas
se preocupam? Pense sobre o que as pessoas falam nas ruas, o que os políticos dizem, o
que você ouve na sua vida pessoal e profissional.
Depois, escreva isso e use como referência no seu trabalho com as bibliotecas, para
garantir que seu advocacy realmente repercuta nas pessoas.

13

�Descubra quem está no comando.
O objetivo final do advocacy é impactar a tomada de decisões.
Você precisa encorajar aqueles e aquelas que têm poder e/ou recursos
para apoiar sua biblioteca, o seu sistema de bibliotecas ou as bibliotecas em geral.
Realizar advocacy é preparar o terreno, construir entendimento, mudar atitudes, criar a
motivação para agir. Também é importante lembrar que sempre haverá certas pessoas que
direta ou indiretamente você precisa influenciar.
Mas quem é o alvo?
Nosso sexto exercício é descobrir quem é a pessoa –ou quem são as pessoas– tomando
decisões importantes sobre o financiamento e as leis que afetam você e a sua biblioteca.
Você pode começar focando em um nível do governo.
No nível local, há alguém responsável pelos assuntos da biblioteca?
Podem ser funcionários públicos, pessoas designadas ou eleitas para ocuparem cargos na
estrutura administrativa, entre outros.
No nível regional ou nacional, você deverá pensar sobre quais ministérios, secretarias,
departamentos e organizações têm algo a dizer sobre a forma como as bibliotecas são
geridas, financiadas ou como podem atender suas comunidades.
Escreva suas respostas – você precisará delas para exercícios futuros.

14

�Defina um objetivo a longo prazo para a sua biblioteca.
Se você quiser seguir em frente, precisa antes saber onde fica “em frente”.
A fim de garantir que o tempo e o esforço que você coloca ao realizar o advocacy de
sua biblioteca sejam bem usados, é importante ter uma ideia de seus objetivos a longo
prazo.
Eles devem servir como guia para o seu trabalho e ajudar na reflexão se o que você está
fazendo vem funcionando ou não. Pode ser um bom motivo para mudar e parar de fazer
coisas quando elas não estiverem contribuindo para suas metas.
Então, nosso sétimo exercício é pensar em um objetivo a longo prazo para o seu
trabalho de advocacy em sua biblioteca.
Sua escolha dependerá, naturalmente, do seu contexto. Já que você está concentrando
esse exercício em sua própria biblioteca, pode ser sobre mudar regulamentos que decidem
o que você pode ou não pode fazer, sobre o financiamento, ou mesmo sobre conseguir
apoio para os serviços e os programas dentro de sua comunidade.
Deve ser ambicioso (você quer melhorar a situação atual), mas também realista (você
não quer que o fracasso seja inevitável). Se preferir, você pode usar o método SMART2.
É crucial que seja algo que você possa facilmente lembrar e usar em seu trabalho.
[2] SMART, sigla com as iniciais das palavras Specific (específico),
Measurable (mensurável), Achievable (alcançável), Relevant (relevante) e
Time Bound (temporal).↩

15

�Pense em parceiros e parceiras com quem possa trabalhar.
Nenhuma biblioteca e uma ilha.
Sua biblioteca e uma parte importante da comunidade a qual você atende. E dentro
dessa comunidade deve haver outras pessoas e grupos que entendam e apoiam o que você
faz.
Esse e o caso, quer seja uma biblioteca pública ou comunitaria, quer seja uma biblioteca
universitaria, ou uma biblioteca a serviço de uma organização, todas têm pessoas ao
redor que podem ser aliadas.
Uma forma de demonstrarem apoio e ajudando você em suas atividades de advocacy.
Parceiros e parceiras podem ecoar suas mensagens, deixar que outros saibam por que
seu trabalho e importante, ou mesmo oferecer feedback sincero que te ajudara a
aprimorar seus serviços.
Então, para o nosso oitavo exercício, pense em parceiros e parceiras com quem possa
trabalhar.
Podem ser indivíduos (como educadores, escritores locais ou jornalistas), organizações
(como escolas, ONGs, ou mesmo departamentos municipais), ou grupos (como clubes que
usam a biblioteca, ou grupos de pesquisa).
Se você lembrar de mais gente será ótimo! Escreva quem são, juntamente com algumas
palavras para descrevê-los(as) e como podem colaborar com o seu advocacy.

16

�Tire uma foto bem bacana de sua biblioteca em funcionamento.
Imagens são poderosas.
Elas podem ilustrar e apoiar textos, mas também ajudar a tornar as coisas
reais.
Isso certamente se aplica a bibliotecas. Elas podem mostrar as
atividades, os recursos disponíveis e as instalações e, com isso, ajudar as
pessoas com quem você estiver falando a se imaginarem lá.
São uma ferramenta importante para realizar o advocacy, principalmente
nas redes sociais e em outros meios de comunicação on-line.
Então, para o nosso décimo exercício, tire uma foto bem bacana de sua
biblioteca em funcionamento, quando as atividades estiverem acontecendo.
Procure mostrar algo positivo e atraente que vá apoiar o seu advocacy.
Se possível, inclua as pessoas que usam a biblioteca, caso elas concordem
em serem fotografadas.
Se você não tiver essa habilidade, encontre um/uma colega que saiba
tirar uma boa foto. Como sugestão, você também pode promover uma ação
nas redes onde as pessoas possam se fotografar, postar e autorizar que a
biblioteca use as imagens.
Você pode encontrar algumas dicas sobre fotografia no Manual de Contação de
Histórias do Mapa Mundial de Bibliotecas (em espanhol).
Assim que tiver as fotos, você pode começar a tornar seu site, sua
presença nas redes sociais e outras ferramentas de advocacy mais vivas.

17

�Inscreva-se num blog ou assine uma newsletter sobre questões
relacionadas às bibliotecas.
Quando falamos de advocacy precisamos conhecer o panorama geral
onde a biblioteca está inserida.
Para convencer os outros do valor e da importância do seu trabalho, você
precisa entender o contexto em que eles trabalham.
Quais são as principais questões, as principais tendências, os tópicos
polêmicos?
Se você os conhece, você pode tornar os seus argumentos mais
relevantes. As pessoas estão preocupadas com as fake news? Você pode falar
sobre como as bibliotecas fornecem informações confiáveis. As pessoas
estão preocupadas com os custos para se capacitarem? Você pode falar sobre
como as bibliotecas tornam isso acessível para todos.
Mas como abordar as questões?
Para o nosso décimo primeiro exercício, chamamos a atenção para você
acompanhar o ambiente. Inscreva-se num blog ou numa newsletter sobre
questões relacionadas às bibliotecas. Incentive a equipe que trabalha com
você a fazer o mesmo!
Acompanhe os sites da FEBAB e do SisEB e também encorajamos você
a ler o Blog de Política e Advocacy da IFLA (em inglês) quando puder.
Se tiver algum favorito, compartilhe com toda a equipe da biblioteca e
conversem sobre isso.
18

�Cuidado com os direitos autorais.
De maneira geral, as leis são importantes para as bibliotecas. Elas podem garantir que
os governos locais tenham a obrigação de administrar bibliotecas, bem como definir os
serviços a serem oferecidos às comunidades, como acesso gratuito à internet, atendimento
especial conforme demanda, desenvolvimento de coleções, dentre outros.
A Lei de Direitos Autorais (LDA) tem papel e importância fundamentais para o bom
desempenho da biblioteca e de um atendimento de qualidade aos cidadãos. É por meio
dela que as bibliotecas poderão definir suas diretrizes de apoio à pesquisa e à educação,
preservação e digitalização de acervos, empréstimos, acessibilidade, etc.
Entender os direitos autorais certamente leva mais de 10 minutos. Mas como se trata
de um tema importante de advocacy, é útil saber onde recorrer para resgatar informações
iniciais – especialmente no caso brasileiro, cuja LDA que atualmente se encontra ainda mais
defasada por conta do ambiente eletrônico e digital e que já era carente de regulamentação
específica para os equipamentos culturais.
Assim, para uma visão das LDAs em diversos países, sugere-se uma visita ao Comitê
Permanente da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) sobre Direitos
Autorais e Direitos Relacionados.
Especificamente sobre o Tratado de Marraqueche, acesse: (1) a versão em português
do documento O Tratado de Marraqueche: Guia EIFL para Bibliotecas, publicado pela
EIFL e traduzido pela Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto (CBDA3)
da FEBAB; (2) a obra Caminhando – Implementação do Tratado de Marraqueche para
pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao
texto impresso: Um guia prático para bibliotecários, produzida pela IFLA, traduzida e
com comentários feitos CBDA3/FEBAB, a partir da proposta brasileira de implementação
19

�do Tratado de Marraqueche disponível para consulta pública no período de maio a julho
de 2020.
Referente à LDA no Brasil, visite o canal do YouTube da CBDA3/FEBAB e o webinar
Bibliotecas digitais: acervos, plataformas e direitos autorais, realizado pelo SisEB.
Algo se destaca para você? Vê algum problema? Alguma oportunidade?

20

�Use um broche ou um crachá.
Realizar o advocacy é saber conversar, dialogar.
Você precisa engajar os tomadores de decisão e as pessoas que os influenciam, e
construir com eles a compreensão sobre a importância das bibliotecas. Desta forma, você
pode encorajá-los a agir!
Mas, como começar essa conversa? Uma ótima maneira de fazer isso é criar um tópico
de discussão, algo que as pessoas podem perguntar sobre.
Então, para o nosso exercício, use um broche ou um crachá com alguma frase, palavra
ou marca relacionada às bibliotecas. Você pode usá-los no trabalho, mas também fora dele,
como, por exemplo, quando assiste a reuniões públicas ou até mesmo no seu dia a dia.
A FEBAB desenvolveu algumas campanhas e marcas, como Biblioteca Eu Amo Eu
Quero e Bibliotecas por um mundo melhor, que podem ser utilizadas ou te inspirar. Para
saber mais, acesse: https://www.acoesfebab.com/advocacy.
Você pode criar o seu material, mas não se esqueça de torná-lo atraente e interessante,
algo que estimule a curiosidade e que encoraje as pessoas com quem você está falando a
fazerem perguntas.
Você pode compartilhar suas fotos e a de seus broches e crachás
favoritos nas redes sociais com a hashtag #TodoBibliotecárioFazAdvocacy.

21

�Encontre um/uma jornalista que possa escrever sobre bibliotecas.
Quando você faz advocacy, não precisa exercer esse papel sozinho.
Às vezes, é ainda mais poderoso quando temos outra pessoa falando por nós. E há
poucas vozes mais poderosas do que as da mídia.
Quando um/uma jornalista fala de bibliotecas e do grande trabalho que estão fazendo,
ele/ela pode alcançar milhares, até milhões de pessoas.
Então, para o nosso décimo quarto exercício, encontre um/uma jornalista que possa
escrever sobre bibliotecas. Eles podem trabalhar para um jornal local ou noticiário, na
mídia impressa, no rádio ou na TV, o que for mais apropriado a sua cidade, seu Estado ou
país.
Você pode fazer uma pesquisa usando um agregador de notícias como o Google News
ou similares para descobrir quem já está escrevendo sobre bibliotecas. Ou ainda, você
pode identificar quem poderia ser estimulado(a) para escrever sobre bibliotecas.
Em ambos os casos, envie informações e histórias a essas pessoas. Esses dados podem
virar pautas para os profissionais da comunicação. Faça isso rotineiramente.

22

�Desenvolva o seu discurso de elevador.
Às vezes, você precisa ser rapidamente convincente.
Uma vez que realizar o advocacy envolve esforço e paciência ao longo do tempo,
você pode ter uma oportunidade de passar um minuto com um(a) tomador(a) de decisõeschave, como um(a) prefeito(a), um(a) ministro(a), ou um(a) financiador(a).
É muito provável que estejam ocupados, com muitas outras coisas em mente. Mas
se você conseguir a atenção deles quando estiverem ao seu lado, poderá obter grandes
progressos.
Esses momentos podem acontecer a qualquer instante – em uma recepção, em um
evento público, em um elevador – e você precisa estar preparado.
Então, para o décimo quinto exercício, prepare o seu “discurso de elevador”.
Esse é o termo para um discurso muito curto que convence outra pessoa do seu ponto
de vista – e, nesse caso, da importância das bibliotecas, algo que se possa dizer num
elevador entre um andar e outro.
Você precisa focar em seus argumentos, se livrar de informações desnecessárias e
garantir o que precisa ser dito, da forma mais simples e convincente possível.
Tente escrever o seu discurso e depois editá-lo, palavra por palavra, até que seja o mais
curto possível. E tenha sempre seu “discurso de elevador” na ponta da língua para usá-lo
sempre que tiver a oportunidade.

23

�Escolha um ODS e pense como sua biblioteca ajuda a alcançálo.
Realizar o advocacy pode nos exigir rápida adaptação.
Se você quer que a pessoa com quem está falando concorde com você e apoie
bibliotecas, você precisa responder às suas prioridades.
Você precisa de argumentos que mexam com eles/elas, e que mostrem como as
bibliotecas ajudam a alcançar as coisas que lhes interessam.
Mas as pessoas se preocupam com coisas diferentes, certo? Um médico se preocupa
com a saúde, um professor com a educação, um agricultor com as mudanças climáticas.
Como você pode estar pronto? Uma boa maneira é preparar as suas ideias sobre uma série
de questões.
Então, para o nosso décimo sexto exercício, escolha um dos 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) e reflita como as bibliotecas ajudam a alcançá-lo.
Os ODS proporcionam boa estrutura para pensar em quase todas as
políticas públicas. Você não precisa fazer tudo de uma vez, comece com um
e faça os outros se tiver tempo.
Você pode encontrar ideias na publicação Acesso e oportunidade para todos: Como as
bibliotecas contribuem para a agenda de 2030 das Nações Unidas e nas Histórias dos ODS
no Mapa Mundial de Bibliotecas da IFLA. Há também grandes exemplos de bibliotecários
e bibliotecárias no Brasil e ao redor do mundo.

24

�Encontre e memorize uma boa citação sobre bibliotecas.
Quando você realiza advocacy, é importante escolher suas palavras.
Encontrar uma ótima maneira de expressar a importância das bibliotecas pode fazer a
diferença quando você está tentando convencer alguém. Mas às vezes não é fácil encontrálas e nem todos nós somos poetas.
Nem sempre você precisa escolher suas próprias palavras. Muitas pessoas famosas
têm apoiado bibliotecas.
Então, para o nosso décimo sétimo exercício, encontre uma boa citação sobre bibliotecas
e a memorize.
Você pode usá-la quando estiver falando com as pessoas, publicá-la nas redes sociais,
ou até mesmo imprimi-la em um pedaço de papel (ou, se você estiver se sentindo corajoso/
corajosa, em uma camiseta).
Há diversos sites com citações na internet e você pode procurar por uma
ou mais que você se sinta confortável em usar.
Compartilhe suas favoritas com a equipe da biblioteca.

25

�Use hashtags e identificadores nas redes sociais.
Realizar advocacy é chamar a atenção.
Você pode ter grandes ideias, mensagens e materiais, mas como garantir que você seja
ouvido?
Especialmente nas redes sociais, muitas contas têm poucos seguidores.
Mesmo os populares nem sempre chegam às pessoas que importam. Ainda assim, é
possível ter um propósito no que é feito nas redes sociais.
Você também pode garantir que sua mensagem seja exibida quando as pessoas estiverem
acompanhando debates importantes. Então, para o nosso décimo oitavo exercício, encontre
e use hashtags e identificadores relevantes.
Procure nas principais redes sociais o que você está buscando e anote seus
identificadores, como, por exemplo, @sisebsp, @febab, @culturasp, ou as hashtags
usadas em discussões importantes, como #AGENDA2030PARAVENCERACOVID e
#TodoBibliotecárioFazAdvocacy.
Ao usá-los, você pode garantir que seu público-alvo –políticos, gestores municipais,
influenciadores, jornalistas– sejam notificados sobre suas mensagens.
Você também pode fazer com que suas publicações sejam incluídas nos principais
resultados de pesquisa de identificadores e hashtags populares.

26

�Escreva uma carta ou publique um comentário.
Você não precisa usar apenas as suas próprias plataformas para falar sobre bibliotecas.
Ao usar outras redes você tem a oportunidade de chegar a novas pessoas,
incluindo aquelas que, diferentemente de você, não pensariam em bibliotecas.
Você também pode engajar jornalistas, comentaristas políticos ou outros(as)
influenciadores sociais iniciando uma conversa com eles(as).
Sabemos que as bibliotecas podem fazer a diferença em diversas áreas e há muitos
assuntos que você pode dizer algo que mostra o que as nossas organizações já fazem e
podem fazer.
Então, para o nosso exercício, escreva uma carta ou publique um comentário em
resposta a um artigo, ou a uma matéria. Você pode pensar onde focar – é um jornal local
ou nacional? É especializado numa determinada comunidade ou é mais geral? É lido por
pessoas que você quer influenciar?
Na sua resposta, mantenha-se positivo(a) e focado(a) nas bibliotecas. Você pode usar
alguns números e histórias que mencionamos em exercícios anteriores do informativo. Basta
acessar https://siseb.sp.gov.br/publicacoes/o-advocacy-de-10-minutos-da-biblioteca.
Você não precisa publicar coisas o tempo todo, mas quando o fizer, terá feito com que
as pessoas pensem mais sobre bibliotecas.

27

�Pesquise o histórico dos potenciais apoiadores da biblioteca.
Realizar advocacy é chamar a atenção.
Você pode ter grandes ideias, mensagens e materiais, mas como garantir
que você seja ouvido?
Especialmente nas redes sociais, muitas contas têm poucos seguidores.
Mesmo os populares nem sempre chegam às pessoas que importam. Ainda
assim, é possível ter um propósito no que é feito nas redes sociais.
Você também pode garantir que sua mensagem seja exibida quando as
pessoas estiverem acompanhando debates importantes. Então, para o nosso
décimo oitavo exercício, encontre e use hashtags e identificadores
relevantes.
Procure nas principais redes sociais o que você está buscando e anote
seus identificadores, como, por exemplo, @sisebsp, @febab, @culturasp, ou
as hashtags usadas em discussões importantes, como
#AGENDA2030PARAVENCERACOVID e #TodoBibliotecárioFazAdvocacy.
Ao usá-los, você pode garantir que seu público-alvo –políticos, gestores
municipais, influenciadores, jornalistas– sejam notificados sobre suas
mensagens.
Você também pode fazer com que suas publicações sejam incluídas nos
principais resultados de pesquisa de identificadores e hashtags populares.

28

�Teste seus argumentos com um amigo ou uma amiga.
Nem sempre é fácil preparar bons argumentos. É preciso ter conteúdo e estilo certos.
Encontrar a maneira correta para mostrar seu ponto de vista, da forma mais simples e
convincente possível, pode levar tempo. Mas você não precisa fazer isso sozinho(a).
Para ter certeza de que você está no caminho certo, pedir a opinião de outra pessoa
pode ser uma boa ideia.
Então, para o nosso vigésimo primeiro exercício, teste seus argumentos de advocacy
da biblioteca com um amigo ou com uma amiga.
Observe se você consegue convencê-lo(a) sobre o valor das bibliotecas, ou sobre como
é possível, através disso, lidar com questões sociais e culturais.
Eles e elas podem oferecer-lhe feedbacks ou sugestões, apontar onde você deveria ser
mais claro(a), ou mais assertivo(a), assim como elogiá-lo(a) pelos pontos de acerto.
Certifique-se de que seus amigos e suas amigas saibam ser objetivos e, se necessário,
críticos. Seus argumentos serão melhores assim!

29

�Comece a estruturar seu plano de advocacy.
O caminho de sucesso do advocacy nem sempre é simples.
Para gerar mudanças políticas e comportamentais de forma organizada, estratégica e
contínua, é importante estruturar um plano de advocacy.
Para planejar a melhor forma de usar seu tempo, é preciso encontrar maneiras de
concentrar os seus esforços.
Então, para o exercício de hoje, comece a estruturar seu plano de advocacy. Antes,
você pode se inspirar conhecendo mais sobre experiências nacionais e internacionais de
advocacy em bibliotecas.
A Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura desenvolveu o curso
on-line “Advocacy: estratégias para o futuro da Cultura”, que conta com aulas, painéis e
publicação sobre o tema. A formação aborda elementos essenciais para a estruturação do
plano de advocacy, desde o diagnóstico e os objetivos, até o mapeamento e a articulação
com as partes interessadas.
Também recomendamos a leitura do Manual das Pessoas que Advogam pela Biblioteca,
produzido pela American Library Association e traduzido pela FEBAB.
Essa poderosa ferramenta auxilia na decisão de onde e como realizar o advocacy. Você
encontrará mais conteúdos sobre o assunto nos canais da FEBAB e da Impacta Advocacy
no YouTube.

30

�Encontre e use palavras e expressões de efeito.
Escolher as palavras certas pode fazer a diferença.
Elas podem ajudar as pessoas a fazer conexões com outras questões, inserindo as
bibliotecas em um contexto maior. Podem tornar a sua mensagem mais relevante dentro
de um debate público mais amplo.
Por exemplo, veja a série Palavras dos ODS do blog Política e Advocacy da Biblioteca
da IFLA, que explica algumas palavras e expressões mais utilizadas na Organização
das Nações Unidas, como: sustentabilidade, não deixe ninguém para trás, participação,
resiliência. O conteúdo está em inglês, mas é possível traduzi-lo facilmente instalando uma
extensão/plugin no navegador de sua preferência, ou utilizando plataformas de serviços
gratuitos de tradução, como o DeepL Tradutor e o Google Tradutor.
Agora, para o nosso exercício, encontre e use palavras, frases e expressões que estão
em voga nesse momento. Considere os contextos locais e informações importantes para
potencializar sua mensagem.
Pense em palavras que jornalistas e políticos usam de forma recorrente em artigos e
discursos, tendo cuidado para não utilizar expressões que já viraram clichê.

31

�Pense no que seus públicos querem escutar.
Realizar advocacy envolve fazer com que as pessoas compreendam suas causas e seu
discurso.
Quando você fala com alguém quer que eles/elas entendam que vocês compartilham
dos mesmos objetivos e que você pode ajudá-los(as).
Especialmente para os(as) tomadores(as) de decisão que, muitas vezes, têm de lidar
com problemas, as bibliotecas deveriam apresentar-se como uma solução.
Para isso, você precisa adaptar e selecionar, ou priorizar seus argumentos. Mas como
fazer isso?
Para o nosso exercício, pense no que os seus públicos querem escutar.
Você pode fazer isso olhando para os problemas com os quais eles se importam.
Por exemplo, um profissional da educação básica quer que crianças tenham uma
educação qualificada que colabore para seu desenvolvimento pleno.
Um profissional da área da saúde quer que as pessoas tenham a oportunidade de
aprender sobre como ter estilos de vida mais saudáveis.
Pais podem querer simplesmente ajuda para entreter seus filhos e auxiliá-los no
desenvolvimento de suas habilidades.
Então, escolha alguém – ou um grupo de pessoas – com quem você queira conversar e
pense sobre o que eles gostariam de escutar.

32

�Demonstre sua paixão pelo seu trabalho.
O sucesso de realizar o advocacy não está relacionado apenas com o falar, mas também
com o fazer.
Grandes discursos, apresentações ou publicações em mídias sociais podem,
naturalmente, ajudar a garantir apoio para o seu trabalho. Porém, a menos que isso seja
pautado por pessoas comprometidas, as mensagens não funcionarão para sempre.
Poucas coisas são mais convincentes que alguém focado em prover um serviço de
excelência, seja para as comunidades locais ou para os funcionários e alunos de uma
organização social, universidade ou escola.
Então, para o nosso exercício, demonstre sua paixão pelo seu trabalho!
Trata-se, claramente, de uma tarefa de tempo integral. Mas, reservando apenas
10 minutos, é possível pensar sobre como você pode mostrar seu entusiasmo e
comprometimento aos usuários e parceiros da biblioteca.
Faça um pouco a mais e as pessoas ao seu redor verão que, ao apoiar bibliotecas, elas
estarão apoiando pessoas que estão fazendo o melhor que podem pelos públicos e pela
comunidade.

33

�Junte-se ao debate!
Realizar o advocacy significa engajar pessoas.
Uma boa maneira de conseguir isso é participar de discussões (presenciais ou virtuais)
de outros assuntos que sejam de interesse da comunidade.
Fique atento, pois isso pode acontecer em uma grande reunião, em uma consulta ou em
muita conversa on-line após uma grande notícia veiculada nas mídias. Esses momentos
podem ser uma oportunidade para você incluir a biblioteca e conversar sobre como ela
pode ajudar.
Por isso, para o nosso exercício, propomos que você se junte ao debate!
Caso tenha pouco tempo, faça uma publicação – (re)veja o 19º informativo (Participe
do debate) para saber mais – e estabeleça a ligação entre a biblioteca e o assunto da
discussão.
Se você quiser, escreva num blog ou num jornal explicando o ponto de vista da
biblioteca, responda a uma consulta, ou até mesmo vá a um evento público.

34

�Faça um acompanhamento.
Realizar o advocacy é construir relacionamentos.
Embora seja um primeiro passo importante falar com um(a) político(a), financiador(a)
ou influenciador(a), e obter o seu cartão de visita com os contatos, você não pode parar por
aí.
Na verdade, quanto mais importantes forem essas pessoas, mais ocupadas serão. Elas
precisam ser lembradas desse encontro para que você inicie um relacionamento e possa
estar em contato contínuo.
Então, para o nosso exercício, continue acompanhando alguém que você conheceu
recentemente em um evento, em uma visita, ou em outra ocasião, que seja importante para
seu advocacy local.
Envie-lhes um e-mail, ou mesmo uma carta/cartão (isto pode ser marcante, dado que
as cartas físicas são muito raras agora). Lembre-os de sua conversa e envie algumas, mas
não muitas, informações adicionais.
Pode ser uma oportunidade para mostrar seus argumentos de maneira
mais eficaz do que pessoalmente.

35

�Comemore um dia internacional.
Realizar o advocacy envolve mostrar a sua relevância.
Em informativos anteriores, falamos sobre como identificar assuntos pertinentes para
a comunidade e como reagir a eles. Mas, a biblioteca pode também promover alguns
debates em torno de efemérides internacionais.
As Nações Unidas e as suas agências identificaram uma série de dias importantes em
que se concentra uma questão específica – Dia Internacional da Mulher, por exemplo,
celebrado em 8 de março.
Nessas datas, muitos governos e outras pessoas irão falar sobre essas questões. E, as
bibliotecas também podem entrar na discussão!
Assim, a proposta para o nosso exercício é comemorar um dia internacional. Claro que
no contexto das bibliotecas alguns são mais relevantes do que outros. Por exemplo, o Dia
Internacional da Alfabetização (10 de setembro), o Dia Internacional do Desenvolvimento
da Informação (24 de outubro) e o Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro), são
particularmente ótimos para fazer conexões com o trabalho das bibliotecas.
Você pode fazer isso baixando um pôster ou folheto, publicando nas redes sociais, ou
até mesmo escrevendo um artigo para um jornal ou blog.
Fazer isso mostra que você e sua biblioteca fazem parte de uma conversa global e
podem fazer as pessoas pensarem em bibliotecas de um novo jeito.

36

�Imagine uma pessoa de sua comunidade e pense em três
maneiras de ajudá-la.
Ao realizar o advocacy da biblioteca é preciso, antes de tudo, considerar as pessoas.
Para convencer alguém é importante ser capaz de mostrar por que a biblioteca é
relevante para eles/elas e para as pessoas com quem se preocupam.
Quando os indivíduos estão criando sites ou outros serviços, eles muitas vezes pensam
em “personas” – tipos de pessoas que buscam atender. Os partidos políticos também fazem
assim, identificando grupos-alvo e adaptando as suas mensagens de acordo com eles.
Não precisa ser uma pessoa específica, mas sim um “tipo” como, por exemplo,
pesquisadores, estudantes, pais, jovens, idosos, etc.
Você pode fazer o mesmo!
Dessa forma, a sugestão de exercício é imaginar um integrante “típico” de sua
comunidade e pensar nas formas como você o(a) ajuda.
Se preferir, você pode fazer isso com a ajuda de seus/suas colegas e construir uma
“persona” mais complexa. Então, discutam juntos e juntas sobre o que fazer por esse
grupo.
Você pode elaborar uma lista de ideias para realizar o advocacy com grupos específicos,
ou, claro, com integrantes do governo (executivos e parlamentares) que se preocupam
com essas comunidades.

37

�Acerte na primeira frase!
Um bom advocacy pode ocorrer em segundos.
Isso pode ser porque você só tem um curto período de tempo para falar com alguém.
Mas também pode ser porque a pessoa com quem você está falando começa a se
distrair muito rapidamente. Para alguém ocupado, isto é natural.
Você precisa ter certeza de que eles/elas fiquem com a melhor impressão de você e das
bibliotecas desde o início.
Então, acerte na primeira frase.
Pratique, definindo quem você é, o que quer falar e por que isso é importante. É bom
decorar, uma vez que nem sempre os encontros são planejados.
Essa preparação também pode ajudar a construir a sua confiança para o resto da
conversa.

38

�Lembre-se de tirar uma selfie.
O advocacy bem realizado deixa rastros e evidências.
Se você quer ser capaz de construir bons relacionamentos, é importante mostrar o que
já fez e alcançou.
Ter registros de que você se encontrou com um(a) político(a), por exemplo, facilita a
continuação do acompanhamento. E é ótimo ter evidências ao falar sobre seu advocacy
para seus colegas, amigos e amigas.
Para o nosso exercício propomos que quando você se encontrar com um(a) tomador(a)
de decisões, lembre-se de tirar uma selfie!
Claro que, dependendo da pessoa com quem você está falando, uma foto tradicional
também será boa. E é uma ótima maneira de criar um senso de cumplicidade e até mesmo
um senso de diversão, desde que a pessoa que você está encontrando esteja de acordo com
o registro.
Normalmente as pessoas que estão no poder gostam que tirem fotos delas no trabalho.
Você também pode compartilhar a foto com esse alguém que conheceu – ele/ela pode
querer mostrar que está se reunindo com as partes interessadas.

39

�Compare anotações e compartilhe ideias.
Você não precisa realizar o advocacy sozinho(a)!
Um dos pontos fortes na área das bibliotecas é que existem organizações e profissionais
em milhares de cidades ao redor do mundo.
E lá há pessoas que exercem o advocacy, cada uma com seus próprios pontos fortes e
questionamentos. Isso significa que existe bastante potencial para aprender e discutir o que
você está fazendo.
Então, para o nosso exercício, compare as anotações e compartilhe ideias!
Encontre outras pessoas que estejam se envolvendo com o advocacy das bibliotecas,
veja o que tem funcionado para elas e que lições aprenderam. No seu cotidiano, aproveite
as conversas informais onde você pode realmente se aprofundar e fazer as perguntas que
deseja.
Os eventos nacionais são uma ótima oportunidade para isso, como o Seminário
Internacional Biblioteca Viva e o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
que acontecerá de 26 a 30 de setembro de 2022.
Se tiver oportunidade de viajar para o exterior, o Congresso Mundial de
Biblioteca e Informação da IFLA também é um ótimo momento para ter
esses encontros.

40

�Bibliotecas não existem no vácuo – elas estão lá para servir.
Tenha sempre um item com a marca da biblioteca para apoiar seu advocacy.
Realizar o advocacy não precisa ser necessariamente apenas conversar com seus
potenciais aliados.
Para as pessoas que têm muitas reuniões pode ser difícil lembrar o que aconteceu
em uma conversa específica. Você precisa dar à pessoa com quem está falando algo para
lembrar de você e de sua mensagem.
Uma boa conversa e um bom item de apoio são essenciais para tornar a sua reunião
diferente. A proposta é que você tenha sempre um suporte por perto.
Pode ser algo simples como uma foto ou um cartão postal. Se você tiver um folheto ou
algo mais detalhado da biblioteca, é ainda melhor.
Mesmo uma “lembrancinha” pode ajudar, desde que tenha o nome da biblioteca ou da
organização a que está vinculada, ou alguma nota de sua reunião.
Isso não só acrescenta à sua apresentação, mas também, quando o(a) seu(sua)
interlocutor(a) estiver tirando as coisas da bolsa ou do paletó no fim do dia ou da semana,
eles/elas vão ver a lembrança e pensar nas bibliotecas.

41

�Pare e pense.
Realizar o advocacy nem sempre funciona na primeira vez.
Seu propósito, sua mensagem e suas ferramentas podem não ser imediatamente
eficazes. Isto é normal e não é razão para desistir. Na verdade, essa é uma experiência
realmente útil que você pode usar para melhorar as coisas.
Então, pare e pense.
Dedique um momento para refletir sobre o que deu certo e o que não deu, no contexto
em que você está atuando. Lembre-se de seus objetivos e pense se os alcançou.
Quais mensagens pareciam engajar as pessoas e quais você precisava explicar
novamente?
Você pode fazer isso sozinho(a) ou em grupo – diferentes perspectivas podem ser
úteis. Os resultados irão ajudá-lo(a) a desenvolver ainda mais o seu advocacy no futuro.

42

�Acerte na sua entrega!
Às vezes, realizar o advocacy não é sobre o que se diz, mas sobre a maneira/forma que
falamos.
Mesmo os melhores argumentos e as evidências mais fortes ainda precisam ser bem
apresentados para ter o impacto desejado. Preste atenção no vocabulário que você utiliza,
no seu tom e na velocidade que fala.
Então, para o nosso exercício de hoje, acerte na sua entrega!
Lembre-se que você é um pouco como um ator/uma atriz, que adapta a forma como
fala e age para ter um efeito maior. Por exemplo, certifique-se de que não está usando
jargão de biblioteca que outros podem não entender.
Certifique-se também de falar claramente, manter suas frases curtas e se concentrar na
mensagem que quer enviar.
E, claro, sorria e seja amável – isso fará com que as pessoas pensem mais positivamente
sobre sua mensagem.

43

�Torne seu trabalho reconhecido.
O advocacy fica mais forte quando você pode mostrar o apoio dos outros.
Ser capaz de apontar sites ou fontes que falem sobre o seu trabalho ajuda a construir
credibilidade. Isso evidencia que outras pessoas também demonstram que sua biblioteca é
importante!
Mas, como fazer isso acontecer?
Tente conseguir que um jornal escreva sobre o que você está fazendo, ou viabilize algo
na TV, ou no rádio. Mas também podemos fazer as coisas diretamente.
Então, para o nosso exercício, faça com que o seu trabalho seja reconhecido.
Encontre um site ou uma plataforma onde possa divulgar sua atuação.
Especialmente, a Semana dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS),
promovida pela Organização das Nações Unidas, oferece a possibilidade de colocar suas
ações em um mapa. Acesse o site e adicione o que sua biblioteca está fazendo, por exemplo,
para aumentar a conscientização ou ajudar a alcançar os ODS.
Ou ainda, busque em sua cidade grupos e/ou instituições que estejam realizando ações
alinhadas aos ODS e mostre o seu trabalho.
Mantenha as redes sociais atualizadas divulgando suas ações diariamente.

44

�Memorize nomes e rostos.
Uma forma de fazer um bom advocacy é se aproximar de tomadores/tomadoras de
decisão ou influenciadores/influenciadoras.
Se vocês têm uma conexão próxima, é mais fácil compartilhar seus argumentos. Mas,
como construir essa conexão quando se deparar com eles/elas pela primeira vez?
Uma boa maneira de criar familiaridade é evitar perguntas desconfortáveis sobre quem
são eles e elas, sendo capaz de abordá-los imediatamente pelo nome.
Ocupantes de cargos políticos (em todas as instâncias) tendem a apreciar quando as
pessoas sabem quem eles/elas são desde o primeiro momento. Contudo, isso nem sempre
é fácil em uma reunião pública.
Assim, para o nosso exercício, memorize alguns nomes e rostos.
Se você sabe que pode vê-los/vê-las em um encontro ou compromisso, procure por
eles/elas on-line e veja se há imagens disponíveis. Tente lembrar-se dessas pessoas para
que, caso as encontre, possa dizer “olá” imediatamente e ir direto aos seus argumentos.

45

�Envie um convite para visitar sua biblioteca.
Uma parte muito poderosa de realizar o advocacy é mostrar o que você está fazendo, e
não apenas falar sobre isso. É natural que as pessoas acreditem mais no que experimentam
por si próprias do que naquilo que outra pessoa diz. Eles e elas também se lembrarão
melhor da experiência!
Isto é verdade tanto para pessoas em posição de poder como para qualquer outra. Além
disso, é possível que elas não tenham visitado uma biblioteca há anos.
Para o nosso exercício de hoje, prepare e envie um convite para visitar a sua biblioteca!
Encontre alguém a quem queira influenciar (veja o informativo #7 – Descubra quem
está no comando) e, em seguida, escreva um convite que seja interessante. Pense no que
ele/ela pode querer ver ou dizer e adapte a isso (reveja o número #25 – Demonstre sua
paixão pelo seu trabalho).
Poderia haver uma oportunidade de geração de mídia para essa pessoa?
Certamente a visita – e sua preparação – levará mais do que 10 minutos, mas o convite
não precisa ser longo. Na verdade, algo mais curto pode ter mais poder.

46

�Pense em um problema e apresente as bibliotecas como a solução.
O advocacy é poderoso quando estamos oferecendo soluções.
As pessoas que você provavelmente está visando – políticos, patrocinadores e outros
– passam muito tempo tentando resolver problemas.
E existem muitos por aí, sociais, políticos e econômicos.
É claro que as bibliotecas também precisam dos/das tomadores/as de decisão para
várias coisas, como para financiamentos, leis e outros tipos de apoio. Mas, legisladores/as
podem ser mais propensos/as a ouvir com atenção quando você foca em como isso poderia
ajudá-los/as a resolver outros desafios.
Então, para o nosso exercício, pense em um problema, e então pense em como você
pode apresentar bibliotecas como a solução.
Certifique-se de que é um problema com o qual um/a tomador/a de decisão se importaria.
Você pode tentar mais do que um, é claro. Por exemplo, desemprego, falta de capacitação,
falta de integração, entre outros.
Se você praticar seus argumentos, estará em uma posição melhor para influenciar e
encorajar outras pessoas.

47

�Descreva um cenário positivo (ou negativo).
Realizar advocacy é criar empatia.
É importante fazer com que a pessoa com quem você está falando imagine o que
significa apoiar a biblioteca. Não só em termos estatísticos ou específicos, mas também
em termos de como a vida das comunidades e seus membros vai mudar, ou, claro, imagine
as consequências de não agir.
Isso permitirá que pensem sobre como eles, elas, suas comunidades e seus eleitores
seriam afetados.
Para o nosso exercício, descreva um cenário positivo ou negativo.
Tente criar uma imagem na cabeça deles e delas. Tente torná-la o mais real possível,
para que possam realmente imaginar o impacto das próprias ações.
O que significará para os indivíduos, para as sociedades como um todo?
No geral, tente ser positivo/a! Em alguns casos, um cenário negativo –
do que se perde quando as bibliotecas não recebem apoio – também pode chamar a atenção.

48

�Peça e use feedbacks.
Quando alguém faz um julgamento, tende a se importar com o que os outros pensam.
É por isso que, quando você compra um livro, geralmente há citações e referências
de outras obras. Ou, quando você procura por produtos on-line, as avaliações de outros
clientes são disponibilizadas.
Nós naturalmente tendemos a querer concordar com outras pessoas. E se elas têm uma
opinião positiva, é mais provável que você também tenha.
Você pode usar a mesma técnica com sua biblioteca.
O exercício de hoje é para que você peça e use feedbacks.
Você pode fazer isso por meio de uma simples caixa de comentários nas redes sociais
da biblioteca, ou por um formulário físico ou virtual.
Isso mostra que você está ouvindo seus usuários e suas usuárias e, contanto que peça
permissão, também pode usar esses exemplos positivos para fazer o advocacy da biblioteca.
Isso ajudará a mostrar o quanto a comunidade se preocupa com o trabalho realizado e
porque os/as tomadores/as de decisão também deveriam.

49

�Pense em um contra-argumento.
O advocacy é sobre fazer as pessoas mudarem de ideia, quando você quer que pensem
e ajam de formas diferentes em relação às bibliotecas.
Às vezes, o único problema é que elas apenas não tiveram tempo para pensar sobre
isso antes. Ocasionalmente pode haver alguma resistência.
Você precisa ser capaz de explicar por que elas deveriam gastar tempo ou esforço em
bibliotecas, em vez de outra coisa.
E se você quiser mudar uma lei ou um regulamento, pode ser que exista oposição. Seu
advocacy será mais forte se você conseguir entender isto.
Então, para o nosso exercício, pense em um contra-argumento.
Tente imaginar por que alguém não apoiaria bibliotecas em geral, ou sua solicitação
em particular.
Escreva suas ideias e tente respondê-las. Isso deixará você mais convincente!

50

�Diga a um/a amigo/a para dizer a um/a amigo/a.
O advocacy é sobre ser convincente.
Como foi mencionado algumas vezes em nossa série, sua mensagem pode ser mais
poderosa quando vem de outra pessoa.
Você pode tentar fazer com que uma celebridade fale em seu nome, por exemplo. Mas
não precisa focar somente em figuras públicas, os próprios visitantes da biblioteca podem
te ajudar muito!
Nossa proposta de exercício é que você diga a um/a amigo/a para dizer a um/a amigo/a.
Encoraje alguém que visita a sua biblioteca a compartilhar com seus/suas conhecidos/
as o motivo de ele/ela gostar tanto do local.
Na verdade, ouvir isso de um/a amigo/a pode ser mais convincente do que de uma
celebridade que não se conhece pessoalmente.
Você pode fazer isso conversando com os/as usuários/as, mas também por meio de um
cartaz, ou outro lembrete na biblioteca.

51

�Defina marcos importantes.
O advocacy pode levar tempo para alcançar o sucesso.
Uma combinação de ações pode ser necessária para atingir seus objetivos, como por
exemplo realizar várias reuniões e eventos, contatar parceiras e parceiros, jornalistas ou
outros influenciadores mais de uma vez.
Para estruturar seu trabalho, você precisa pensar tanto em um objetivo de longo prazo
(veja o informativo nº 8 – Olhar para o futuro), quanto em objetivos de curto prazo.
Então, para o nosso exercício de hoje, defina marcos para realizar seu trabalho de
advocacy.
Você pode fazer isso atuando em função de seu propósito geral. Que passos, em qual
ordem, o levarão a esse objetivo? Quem você precisa convencer a apoiá-lo/apoiá-la? Quais
materiais você precisa para convencêlos/ convencê-las?
Definir essas etapas não só ajudará a manter o impulso, mas também a identificar os
sucessos ao longo do caminho e se manter motivado/motivada.

52

�Aprenda um fato notável sobre bibliotecas.
Para ter impacto em seu advocacy, você precisa ser memorável.
Há muitas pessoas indo em busca de tomadores e tomadoras de decisão e demandando
coisas deles/delas.
É necessário garantir que o que você diz e faz permaneça na mente das pessoas, para
que pensem em você quando tomarem decisões sobre legislação ou financiamento.
Existem várias maneiras de fazer isso – usando um apoio ou suporte (informativo nº
33 – Deixe sua marca), planejando uma ótima primeira frase (informativo nº 30 – seja
objetivo), ou descrevendo um cenário positivo ou negativo (informativo nº 40 – Desperte
empatia).
Uma maneira é oferecer informações que eles e elas possam usar em suas próprias
conversas – algo interessante (ou mesmo divertido!) em nível pessoal.
Essa pode ser uma ótima maneira de conseguir e manter a atenção das pessoas. Então,
para o nosso exercício, aprenda um fato notável sobre bibliotecas.
Exemplos incluem o fato de que mais pessoas vão a bibliotecas do que ao cinema, ou
às dez melhores atrações turísticas da sua cidade.
Veja o que você pode descobrir sobre as bibliotecas do Brasil e de outros países. Use
histórias e dados do Mapa Mundial de Bibliotecas da IFLA para procurar inspiração.

53

�Pense em como avaliar o sucesso.
A necessidade de realizar o advocacy da biblioteca é clara, mas nem sempre é fácil
dizer o quão eficaz está sendo.
Mudanças de opinião, ou de intensidade de apoio nem sempre são simples de medir.
Mas está longe de ser impossível!
Quando você estabelece metas, vale a pena tomar pelo menos alguns minutos para
avaliar se você está indo na direção certa.
Para o nosso exercício, pense em como avaliar o sucesso.
Quais indicadores demonstram se você atingiu seu objetivo de longo prazo ou seus
marcos?
Você pode usar estatísticas de redes sociais ou contar citações na mídia. Você também
pode perguntar às pessoas, ou usar evidências anedóticas.
Você ainda pode descobrir mais sobre medidores de avaliação no manual da IFLA
Bibliotecas e as Metas de Desenvolvimento Sustentável: Um Manual de Contação de
Histórias.

54

�Salve sites e recursos úteis.
Realizar o advocacy é mais forte quando traz referências!
Ser capaz de confirmar o que está você está dizendo com histórias, estatísticas ou
estudos torna você mais convincente.
Já falamos sobre elementos individuais – um exemplo (informativo nº 4 – Os números
contam), ou uma citação (informativo nº 17 – Frases de impacto) –, mas, dado que você
pode precisar usar referências diferentes em situações diferentes, é melhor ter algumas.
Assim, nossa sugestão é que você salve sites e recursos úteis.
Quando vir algo que possa usar, salve em seu navegador ou mantenha em uma lista
pessoal. Existem várias ferramentas on-line gratuitas para isso: Start.me, Raindrop.io,
Google Bookmarks, são apenas algumas.
Se você tiver uma coletânea, pode começar a organizá-la, por exemplo, por cada um
dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A seção Histórias dos ODS do
Mapa Mundial de Bibliotecas da IFLA é um bom lugar para começar, e aqui está um
exemplo de como coletar e organizar essas referências.
Você pode então usá-las quando estiver preparando cartas, blogs ou apresentações.

55

�Bibliotecas não existem no vácuo – elas estão lá para servir.
Realizar o advocacy é sobre ser notado e continuar sendo notado.
Você precisa de algo que fique na cabeça das pessoas com quem está falando.
Já discorremos sobre fatos surpreendentes e estatísticas, mas você também precisa que
sua mensagem “grude”.
Publicitários, publicitárias, políticos e políticas sabem disso há muito tempo ao planejar
campanhas.
Uma frase curta e atraente para resumir o que você faz pode ser realmente poderosa.
Então, para o nosso exercício, crie um slogan. Tente torná-lo breve e cativante – algo
que caberia até mesmo em um crachá ou broche.
Você também pode testá-lo com colegas e amigos.

56

�Agradeça.
Realizar o advocacy trata-se de construção de apoio.
Se baseia em convencer outras pessoas da necessidade de falar e agir pelas bibliotecas.
Essas pessoas podem fazer a diferença para você em seu trabalho.
Um advocacy bem-sucedido pode depender de toda uma rede – desde aqueles que
estão no poder (informativo nº 7 – Decisão de impacto), até jornalistas (informativo nº 14
– Imprensa e biblioteca) e outros parceiros e parceiras (informativo nº 9 – Sintonia com a
comunidade).
Pode até envolver seus amigos e suas amigas, que o/a ajudaram a refinar sua mensagem
ou a ecoá-la. Essas pessoas fazem diferença e é importante reconhecer isso.
Para o nosso exercício de hoje, agradeça!
Você pode enviar um cartão ou nota – escrever à mão torna ainda mais pessoal –, ou
apenas se certificar de mostrar sua gratidão quando os/as ver.
Você pode até fazer uma parede da fama para amigos e amigas da biblioteca!

57

�Celebre o sucesso.
Realizar o advocacy nem sempre é fácil.
Por meio desta série, compartilhamos 50 ideias do que você pode fazer em 10 minutos
para realizar um advocacy mais eficiente.
Juntos, os informativos totalizam mais de oito horas de atividade.
É claro que, na realidade, você pode gastar mais tempo para pensar, planejar e fazer
coisas, e para alcançar objetivos de médio ou de longo prazo que definiu para si mesmo,
usando seus indicadores de sucesso.
Com todo esse trabalho, você merece um momento para descansar e se parabenizar.
Portanto, para o nosso 50º e último exercício, celebre o sucesso!
Pense em como as coisas mudaram e em como você fez parte disso. Reflita também
sobre o que mais você quer fazer no futuro.

58

�Tradução e adaptação das postagens The 10 Minute Library Advocate,
do blog Library Policy and Advocacy da International Federation of
Library Associations and Institutions (IFLA).
59

�60

�</text>
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Tradução por: One Translations&#13;
Revisão e adaptado por: SP Leituras e Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB)</text>
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                <text>Quando nos deparamos em 2019 com a iniciativa do “Advocacy de 10 minutos da biblioteca” da Federação Internacional de Bibliotecas (IFLA) tivemos o desejo de disseminá-la entre as equipes de bibliotecas do Brasil. Isso porque desde 2012, esse é um tema importante e então promovemos em iniciativa conjunta entre a FEBAB e SP Leituras, um curso presencial sobre “advocacy” com Marci Merola da Associação Americana de Bibliotecários (ALA) na Biblioteca de São Paulo. Naquele momento o termo “advocacy” era desconhecido pela área de bibliotecas e para contribuirmos nesta discussão traduzimos o “Manual das pessoas que advogam pela biblioteca”(*) de autoria da Associação de Bibliotecários Americana (ALA) e alinhamos várias ações para a promoção dos conceitos, visando estimular o engajamento das bibliotecas. Nossa intenção era sensibilizar as equipes para a preparação de planos locais de advocacy, sintonizados com as associações filiadas à FEBAB e com os Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas. Mas somente em 2021 é que conseguimos estabelecer uma nova parceria para traduzir e adaptar “o advocacy de 10 minutos da biblioteca” que, da mesma forma como lançado pela IFLA, idealizamos uma campanha de promoção de postagens com os conteúdos veiculados nas redes sociais da FEBAB e Sistema Estadual de Bibliotecas do Estado de São Paulo – SISEB. Ao final da campanha decidimos compilar todas as dicas e transformá-las neste livro de modo a facilitar o uso pelas equipes bibliotecárias e contribuir para termos mais materiais sobre o tema aplicado às bibliotecas. Então é com muita emoção que laçamos esse livro esperando que ele alcance ainda mais pessoas. Essa iniciativa não se esgota aqui, a partir desse livro queremos promover oficinas para ampliarmos a corrente em defesa das bibliotecas brasileiras. Assim, convidamos você a ler ou reler esse conteúdo e se engajar , lembrando que ninguém está só nesta “missão” . É importante se juntar às redes, sistemas estaduais e, claro, ao movimento associativo nacional. Então, vamos começar? Seja você também um(a) ativista pelas bibliotecas! Boa leitura!</text>
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