<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<itemContainer xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/browse?tags=cbbd2017&amp;output=omeka-xml" accessDate="2026-08-16T06:27:34-07:00">
  <miscellaneousContainer>
    <pagination>
      <pageNumber>1</pageNumber>
      <perPage>500</perPage>
      <totalResults>359</totalResults>
    </pagination>
  </miscellaneousContainer>
  <item itemId="7000" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="6062">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/7000/Relatorio_CBBD-2017.pdf</src>
        <authentication>f472cafb55c426301d220bc2db416a79</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="78023">
                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES – FEBAB

RELATÓRIO
XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (CBBD)
De 17 a 20 de outubro de 2017
Fortaleza, CE

São Paulo, 2017

�SUMÁRIO

1 Apresentação ........................................................................................ 3
2 Eixos Temáticos ................................................................................... 4
3 Estrutura ............................................................................................. 10
3.1 Inscrições ..................................................................................... 10
3.2 Organização ................................................................................. 13
4 Programa ............................................................................................ 19
4.1 Conteúdo ...................................................................................... 19
4.2 Cerimônia de Abertura ................................................................. 19
4.3 Visitas Técnicas ........................................................................... 24
4.4 Minicursos .................................................................................... 24
4.5 Painel ........................................................................................... 28
4.6 Mesa Redonda ............................................................................. 30
4.7 Conferência .................................................................................. 32
4.8 Conversando Sobre ..................................................................... 32
4.9 Lançamentos ................................................................................ 37
4.10 Workshops ................................................................................. 37
4.11 Eventos Paralelos ...................................................................... 39
4.11.1 V Seminário Nacional de Documentação e Informação
Jurídicas .................................................................................................... 39
4.11.2 IX SBBI - Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições
da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ...... 41

�1 APRESENTAÇÃO

O CBBD tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e
da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras
de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e
especializadas.

Neste sentido, alinhado ao Programa Internacional Advocacy Program
(IAP) da IFLA que vem realizando workshops em todo o mundo para mobilizar
os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030, escolhemos os
“Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as
bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030” como o
tema central dessa 27ª. Edição.
Realmente as bibliotecas precisam se libertar do estereótipo que são
espaços para armazenamento de livros. Bibliotecas são parcerias estratégicas
para atingir o cumprimento dos objetivos do milênio. A IFLA selecionou exemplos
que permitem constatar que as bibliotecas contribuem com o desenvolvimento
da sociedade.

Esses exemplos inspiradores podem fazer com que os

profissionais brasileiros iniciem serviços à semelhança em suas bibliotecas ou
ainda estimulem escrever os programas e projetos que já estão acontecendo e
que podem transformar vidas.
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e
comprometimento dos profissionais. O CBBD em sua 27ª. edição mostrou que
temos muitos profissionais comprometidos e fazendo a diferença.
O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de
congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, e por que
não dizer que recarregar as energias.
Mais uma vez queremos convidar todos a refletir e oferecer sua
colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Sempre acreditando
que juntos somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que
sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já realizado.

�2 EIXOS TEMÁTICOS

Eixo 1 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

1 Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em
todos os lugares.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso público à informação e recursos que geram
oportunidades para melhorar a vida das pessoas;
- Capacitação para adquirir novas habilidades necessárias para a educação e
o emprego;
- Informação para apoiar o processo de tomada de decisões para combater a
pobreza por parte dos governos, da sociedade civil e do setor empresarial.

2 Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e
melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Pesquisas e dados agrícolas para que os cultivos sejam
mais produtivos e sustentáveis;
- Acesso público para produtores agrícolas a recursos em rede, como, por
exemplo, preços de mercado local, informes meteorológicos e novos equipamentos.

3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar
para todos, em todas as idades.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
-

Pesquisas

disponíveis

em

bibliotecas

médicas

e

hospitalares que apoiem a educação e melhorem a prática médica
dos provedores do setor da saúde;
- Acesso público à informação sobre saúde e bem estar nas bibliotecas públicas
para contribuir com que todas as pessoas e famílias sejam saudáveis.

�4 Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao
longo da vida para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Equipes dedicadas que apoiem a educação na primeira
infância (early literacy) e para o longo da vida (educação continuada);
- Acesso à informação e a pesquisa para estudantes em todo o mundo;
- Espaços inclusivos onde o custo não seja uma barreira para adquirir novos
conhecimentos e habilidades.

5 Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as
mulheres e meninas.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Espaços de encontro seguros e agradáveis;
- Programas e serviços dirigidos a satisfazer às necessidades
de mulheres e moças, como, por exemplo, direitos e saúde.
- Acesso à informação e tecnologias que permitam as mulheres desenvolver
habilidades no mundo dos negócios.

6 Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da
água e saneamento para todos e
7 Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e
a preço acessível à energia para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso à informação de qualidade sobre boas práticas que
permitam desenvolver projetos locais de gestão da água e
saneamento;
- Acesso livre e seguro à eletricidade e iluminação para ler,
estudar e trabalhar.

�8

Promover

o crescimento econômico sustentado,

inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho
decente para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso à informação e capacitação para desenvolver
habilidades que as pessoas necessitem para encontrar melhores postos de trabalhos,
candidatar-se a eles e ter sucesso nesses empregos.

9

Construir

infraestruturas

resilientes,

promover

a

industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Uma ampla estrutura de bibliotecas públicas, especializadas
e universitárias e com profissionais qualificados;
- Espaços agradáveis e inclusivos;
- Acesso a TIC, como por exemplo, com internet de alta velocidade que não se
encontre disponível em outros locais.

10 Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
-

Espaços

neutros

e

agradáveis

que

permitam

a

aprendizagem para todos, incluindo os grupos marginalizados, como
os imigrantes, os refugiados, as minorias, os povos indígenas e pessoas com
deficiência;
- Acesso equitativo à informação que promova a inclusão social, política e
econômica.

11 Tornar as cidades e os assentamentos humanos
inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Instituições confiáveis dedicadas a promover a inclusão e o
intercâmbio cultural;
- Documentação e conservação do patrimônio cultural para as futuras
gerações.

�12 Assegurar padrões de produção e de
consumo sustentáveis
13 Tomar medidas urgentes para combater
a mudança do clima e seus impactos.
14 Conservação e uso sustentável dos
oceanos, dos mares e dos recursos marinhos
para o desenvolvimento sustentável.
15 Proteger, recuperar e promover o uso
sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de
forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a
degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Um sistema sustentável de intercâmbio e circulação de materiais que reduza
a geração de resíduos;
- Registros históricos sobre mudanças costeiras e utilização da terra;
- Investigação e dados necessários para elaboração de políticas de mudanças
climáticas;
- Acesso difundido de informações necessárias para orientar a tomada de
decisão por parte dos governos locais e nacionais sobre temas como: caça, pesca,
uso da terra e gestão da água.

16 Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça
para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e
inclusivas em todos os níveis.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso público à informação sobre governo, sociedade civil e outras
instituições;
- Capacitação nas habilidades necessárias para compreender e utilizar esta
informação;
- Espaços inclusivos e politicamente neutros para que as pessoas possam
reunir-se e organizar-se.

�17 Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a
parceria global para o desenvolvimento sustentável.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Uma rede de instituições baseada nas comunidades que
promovam os planos de desenvolvimento locais.

Eixo 2 - 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática

Eixo 3 - Gestão de bibliotecas


Aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual,
curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios,
acesso aberto.

Eixo 4 - Bibliotecas para todos


Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque
de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia
Social.

Eixo 5 - Fórum das Bibliotecas de Arte

Eixo 6 - IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação


Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas
ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas,
cooperação.

Eixo 7 - Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia

Eixo 8 - Advocacy , Inovação e Empreendedorismo

Eixo 9 - Bibliotecas, Preservação e Memória

�

Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais
e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil;
Sustentabilidade; Democratização, Acesso e Preservação de Acervos
Patrimoniais.

Eixo 10 - 5º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Eixo 11 - IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

�3 ESTRUTURA

Para proporcionar as discussões, o evento terá a seguinte estrutura:
Conferências: Autoridades no assunto serão convidadas para apresentarem o
tema de sua especialidade, que deverá versar sobre tendência ou inovação na área.
Conversando sobre: Discussão sobre tema específico, de modo informal, com
profissionais especializados. Deverá trazer uma prática exitosa para suscitar a
discussão e troca de experiências entre os conversadores.
Eventos paralelos: O III Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar, 5º
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, IX Seminário Brasileiro
de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica
e Tecnológica, IV EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação, Fórum
das Bibliotecas de Arte, V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas e V Reunião
Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções já estão confirmados.
Mesa Redonda: Reunião de pesquisadores ou profissionais para apresentarem
e debaterem um tema a partir de distintas visões.
Minicursos: profissionais de áreas específicas ministram minicursos sobre
como uma determinada atividade pode ser aplicada no dia-a-dia do profissional para
melhorias do ambiente de trabalho e, até mesmo, abrir novas possibilidades de
atuação.
Palestras: especialistas brasileiros e estrangeiros que falarão sobre temas
emergentes da área.
Posteres digitais: apresentações em forma de paineis digitais, expostos em
computadores, com a presença do(s) autor(es) para conversar(em) com os
interessados em horários específicos.

3.1 Inscrições

As inscrições dos participantes foram feitas na plataforma da empresa Lepidus
Tecnologia e presencialmente no congresso.
As categorias de inscrições e os valores foram atribuídos com valores distintos
por lotes. A seguir são apresentadas as categorias e valores:

a) Inscrição Individual Associados:

�

R$375;



R$435;



R$625;



R$750.

b) Inscrição Individual Associados - 3 Participantes:


R$1020;



R$1175;



R$1680;



R$2000.

c) Inscrição Individual Não Associados:


R$500;



R$560;



R$750;



R$870.

d) Inscrição Individual Não Associados - 3 Participantes:


R$1350;



R$1510;



R$2025;



R$2300.

e) Inscrição Individual Estudantes:


R$250;



R$285;



R$310;



R$375.

f) Inscrição Individual Estudantes - 3 Participantes:


R$670;



R$760;



R$830;

�

R$1000.

g) Participação de Um Dia:


R$250

h) Inscrição Por Empenho Individual Associados:


R$750

i) Inscrição Por Empenho Associados - 3 Participantes:


R$2025

j) Inscrição Por Empenho Individual Não Associado:


R$875

k) Inscrição Por Empenho Não Associados - 3 Participantes:


R$2360

E foi aberto inscrições para os seguintes minicursos nos seguintes valores e
prazos:

a) Avaliação do impacto e do valor das bibliotecas do Ensino Superior
recorrendo à Norma Internacional ISO16439:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

b) Curadoria digital de dados de pesquisa:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

c) Design Thinking para Bibliotecas:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

d) Empoderamento, cidadania e inovação em bibliotecas públicas:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

�e) Fala, Bibliotecária: Como produzir conteúdo digital?:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

f) Mediação da leitura e da informação:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

g) Noções de documentação jurídica:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

h) Gestão por Processo e Gestão de Projetos em Bibliotecas e Unidades
de Informação:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

Para todos os participantes, junto à credencial, foi distribuído o programa
resumido impresso, bloco de anotações e caneta personalizada.
Atendendo às diretivas de sustentabilidade, não foi distribuído o programa
completo impresso, por isto, ele foi disponibilizado no site para download antes do
início do congresso. Para ampliar as possibilidades de acesso foi desenvolvido um
aplicativo para que os participantes pudessem ter acesso a programação.

3.2 Organização

Realização: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas
da Informação e Instituições – FEBAB

�Presidente do 27º CBBD
Adriana Cybele Ferrari

Diretoria da FEBAB
Claudiane Weber (RS)
Ivone Tálamo (SP)
Iza Antunes de Araújo (DF)
José Paulo Speck Pereira (SC)
Luiz Atilio Vicentini (SP)
Maria das Graças da Silva Pena (PA)
Maria Imaculada Cardoso Sampaio (SP)
Maria Sônia Santos Carvalho (SE)
Rosa Maria Fischi (SP)
Rosana de Lemos Vasques (RS)
Rosane Fagotti Voss (SP)
Rose Cristiani F. S. Liston (MS)
Sandra Soller Dias da Silva (SP)
Sueli Nemen Rocha (SP)
Telma de Carvalho (SE)

Apoiadores: Goethe Institut, Universidade de São Paulo (USP); Secretaria de
Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE), Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP), Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Departamento de Livro, Leitura,
Literatura e Bibliotecas (DLLLB), Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural,
Ministério da Cultura (MinC), Capes, Cine Teatro São Luiz, Instituto Dragão do Mar,
Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia (IBICT), Santa Cecilia
Transportes, Associação de Bibliotecários do Ceará.

�Patrocinadores: ITMS Group, Minha Biblioteca, Dot.Lib, EBSCO, Springer
Nature, Elsevier, Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB/CRB) e Wiley.

Produção: Federação Brasileira de Asociação de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições e ARX Eventos.

Presidentes de Comissões e Assessores:
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (CBBE/FEBAB)
Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (CBBA³/FEBAB)
Dr. Wellington Marçal de Carvalho (CBBU/FEBAB)
Jorge Moisés do Prado (Mídias Sociais/FEBAB)

�Coordenadores dos Eventos Paralelos:

Alpina Rosa (REDARTE/RJ) - Fórum das Bibliotecas de Arte
Caroline da Rosa Ferreira Becker (IFC) - IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas
das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (FEBAB/USP) - 3º Fórum da
Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática
Guilherme Relvas (MinC) - V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas
Katiussa Nunes Bueno (FEBAB/UFRGS) - V Reunião Nacional do Comitê
Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções
Kelly Pereira de Lima (PGE-RJ) - 5º Seminário Nacional de Documentação e
Informação Jurídicas
Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon (UFSCar) - IV EEPC Encontro de Estudos e
Pesquisas em Catalogação

Coordenadora da Comissão Científica
Profa. Dra. Telma de Carvalho (FEBAB/UFS)

Comissão Científica

Prof. Dr. Adilson Luiz Pinto (UFSC)

Prof.

Me.

Antonio

Profa. Dra. Adriana Bogliolo Sirihal

Santiago (UFS)

Duarte (UFMG)

Profa. Dra. Barbara Coelho Neves (UFS)

Profa. Me. Adriana Maria de Souza

Dra. Barbara Julia Leitão Menezello

(FESPSP)

Leitão (USP)

Prof. Me. Alan Curcino Pedreira da Silva

Profa. Dra. Bernadete Santos Campello

(UFAL)

(UFMG)

Aline Michelle Sima (IFMG)

Profa. Dra.

Alpina Gonzaga Martins Rosa (CCJF)

Cervantes (UEL)

Profa. Dra. Ana Ligia Silva Medeiros

Camila Koerich Burin (IFSC/ACB)

(Fundação Casa de Rui Barbosa)

Me.

Profa. Dra. Ana Maria Pereira (UDESC)

(REDARTE/RJ)

Profa. Dra. Andréia Gonçalves Silva

Carmem

(FESPSP)

Queiroz (IFFar)

Carlos

Edilberto

Costa

Brígida Maria Nogueira

Alberto

Elisa

Della

Paschoa

Magalhães

Ferreira

�Me. Caroline da Rosa Ferreira Becker

Francisca Valero Villaizan (Universidad

(IFCatarinense)

Ricardo Palma)

Caroline

da

Rosa

Ferreira

Becker

Prof. Me. Francisco Lopes de Aguiar

(IFCatarinense -)

(FESPSP)

Dra. Celia Ribeiro Zaher (UNESCO)

Profa. Dra. Gabriela Belmont de Farias

Prof. Me. Charlley dos Santos Luz

(UFC)

(FESPSP)

Prof. Dr. Gildenir Carolino dos Santos

Cíntia de Azevedo Lourenço (UFMG)

(UNICAMP)

Prof. Dr. Cláudio Marcondes de Castro

Profa. Me. Glêyse Santos Santana (UFS)

Filho (USP)

Profa. Dra. Hildenise Ferreira Novo

Cristiane Sinimbu Sanchez (UFPR)

(UFBA)

Profa. Me. Daniele Achilles Dutra da

Profa. Dra. Isa Maria Freire (UFPB)

Rosa (UNIRIO)

Profa. Me. Isabel Cristina Ayres da Silva

Profa. Me. Daniele Cristina Gonçalves

Maringelli (FESPSP)

Brene (FESPSP)

Profa. Dra. Ivana Borges Lins (UFBA)

Diná Marques Pereira de Araújo (UFMG)

Profa. Dra. Janaina Ferreira Fialho Costa

Edilenice Jovelina Lima Passos (SF)

(UFS)

Prof. Me. Eduardo Valadares da Silva

Prof. Me. João Augusto Dias Barreira e

(UFMG)

Oliveira (UNESP)

Me. Eliane Maria da Silva Jovanovich

Prof.

(UEL)

Fernandes (UnB)

Profa. Dra. Elisa Campos Machado

Me. Karina Batista de Sales (IFAM)

(UNIRIO)

Kelly Pereira de Lima (PGE/RJ)

Profa. Dra. Elisabeth Adriana Dudziak

Profa.

(USP)

Rezende (UFG)

Prof. Dr. Emir José Suaiden (UnB)

Leandra Pereira de Oliveira (UFRJ)

Prof. Me. Fabiano Cataldo Azevedo

Profa. Dra. Leilah Santiago Bufrem

(UNIRIO)

(UFPE)

Prof. Dr. Fabiano Ferreira de Castro

Profa. Dra. Lídia Silva de Freitas (UFF)

(UFSCar)

Profa. Me. Luciana Ferreira da Costa

Prof. Me. Fábio Rogério Batista Lima

(UFPB)

(UNESP)

Prof. Dr. Lucivaldo Vasconcelos Barros

Prof. Me. Fernando Bittencourt dos

(UFPA)

Santos (UFS)

Dr.

Dra.

Jorge

Laura

Henrique

Vilela

Cabral

Rodriges

�Profa.

Dra.

Luiza

Baptista

Melo

Patrícia Regina de Oliveira (IF Goiano)

(Universidade de Lisboa)

Profa. Me. Paula Regina Dal'Evedove

Me. Márcia Feijão de Figueiredo (Colégio

(UFSCar)

Pedro II)

Profa. Dra. Paula Regina Ventura Amorim

Profa. Me. Márcia Ivo Braz (UFPE)

Gonçalez (UEL)

Me. Maria Aparecida Brito Santos (IF Sul

Profa. Me. Raquel Miranda Vilela Paiva

de Minas)

(UFMG)

Profa. Maria das Mercês Pereira Apostolo

Profa.

(FESPSP)

Belluzzo (UNESP)

Maria Fatima Freire Araujo (IFRR)

Profa.

Profa. Dra. Maria Imaculada Cardoso

(UNISUL)

Sampaio (FEBAB)

Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira

Profa. Me. Maria Rosa Crespo (FESPSP)

(USP)

Dra. Maria Tereza Machado Teles Walter

Profa. Me. Suely de Brito Clemente

Me. Marina Nogueira Ferraz (UFMG)

Soares (ContentMind)

Profa. Dra. Marisa Russo (UFRJ)

Profa. Dra. Tania Callegaro (FESPSP)

Me. Marouva Fallgatter Faqueti (IFC)

Me. Tatiane Lemos Alves (IFSertão PE)

Profa. Dra. Martha Suzana Cabral Nunes

Me. Thiago Cirne Freitas (PGE/RJ)

(UFS)

Profa. Dra. Valéria Aparecida Bari (UFS)

Profa. Dra. Mônica Erichsen Nassif

Profa. Dra. Valéria Martin Valls (FESPSP)

(UFMG)

Prof.

Profa. Dra. Nádia Maria dos Santos

(FESPSP)

(Hommerding – FESPSP)

Profa.

Profa. Me. Nelma Camêlo Araujo (UFAL)

(UFSCar)

Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida
Júnior (UNESP/UEL)

Dra.

Me.

Me.

Dra.

Regina

Salete

Celia

Baptista

Cecilia

Souza

Wanderson

Zaira

Regina

Scapechi

Zafalon

�4 PROGRAMA

4.1 Conteúdo

O congresso teve em sua estrutura a apresentação de 8 minicursos, 5 painéis,
7 mesas-redondas, 3 conferências, 11 sessões do Conversando Sobre, 2
Lançamentos, 3 Workshops e foram apresentados 273 trabalhos orais (Anexo 1) e 81
pôsteres interativos (Anexo 2). Contou também com 7 eventos paralelos, uma feira
com a participação de 30 expositores e 85 palestrantes (currículos em Anexo 3).
No dia 17, em parceria com a Associação de Bibliotecários do Ceará (ABC),
foram promovidas visitas técnicas em 21 locais em Fortaleza e Região Metropolitana.
Nesse mesmo dia foi realizada a cerimônia de abertura no Cine Teatro São Luiz com
o espetáculo “Raquel de Queiroz Convida”, com a participação da atriz Elva Bessa
como Raquel de Queiroz e do ator Eurico Mayer como Mário de Andrade, além do
conjunto de cordas da Orquestra da UNIFOR. O programa da abertura está em anexo
(Anexo 4).

4.2 Cerimônia de Abertura
Na abertura tivemos o espetáculo “Raquel de Queiroz Convida” que mostrou
um pouco da vida e obra da escritora nascida em Fortaleza. Na oportunidade foram
proferidas palavras de saudação pelas autoridades: Secretário de Cultura do Estado
do Ceará, Sr. Fabiano dos Santos Piúba; Secretário Municipal de Cultura, Sr.
Francisco Evaldo Ferreira Lima; Diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura
e Bibliotecas, Sr. Guilherme Relvas; Presidente do Conselho Federal de
Biblioteconomia, Sr. Raimundo Martins de Lima e Presidenta da FEBAB e do 27º
CBBD, Sra. Adriana Cybele Ferrari (fala transcrita abaixo):
Ilustríssimo Senhor Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia,
Raimundo Martins de Lima, Ilustríssimo Secretário de Estado da Cultura, Fabiano
Piúba, Ilustríssimo Secretário Municipal de Cultura Francisco Evaldo Ferreira Lima,
Ilustríssimo Diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas Guilherme Relvas neste ato representando o Ministério da Cultura, autoridades,
colegas de profissão, amigos e demais presentes.

�Boa noite!
Em primeiro lugar cabe agradecer àqueles que ajudaram a tornar a 27ª
edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação realidade. Nossos patrocinadores: ITMS Group, Minha Biblioteca, Dot
Lib, Elsevier, Springer Nature, Ebsco, Conselho Federal de Biblioteconomia e Wiley.
Nossos apoiadores: Universidade de São Paulo, Secretaria da Cultura do
Estado do Ceará, Universidade de Fortaleza - UNIFOR, Goethe Institut,
Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior – Capes do
Ministério da Educação, Ministério da Cultura, Instituto Cervantes e Associação de
Bibliotecários do Ceará.
Agradecemos as comissões organizadora e científica, aos conferencistas,
palestrantes, moderadores, relatores, professores, autores, voluntários e equipes de
apoio, enfim todos àqueles que acreditam que devemos trabalhar juntos para que
tenhamos um sistema de acesso à informação, ao conhecimento, à leitura e à cultura
como desejamos, como acreditamos que todos os cidadãos que vivem no Brasil têm
direito.
Mas esse direito ainda está longe de ser conquistado. Os poucos avanços que
vislumbramos nos últimos anos não chegaram às bibliotecas como esperávamos.
Diferentemente, o que vemos é novamente deixar as bibliotecas como área não
prioritária. E precisamos ter cuidado com os discursos de aceitação desse fato.
Bibliotecas são essenciais na sociedade! Bibliotecas mudam realidades! As bibliotecas
apoiam a tomada de decisão!
É nesse espírito que a FEBAB atendeu o chamado mundial feito pela
International Federation of Library Association (IFLA) para mostrar que uma
sociedade mais humana e justa - que é o objetivo principal da Agenda 2030- depende
do esforço e trabalho de todos. E as bibliotecas devem estar alinhadas nesta
empreitada.
Mas podemos pensar: como as bibliotecas podem fazer a diferença ou
contribuir com o alcance dos objetivos do desenvolvimento sustentável? Não seria
papel dos governos melhorar a qualidade de vida das pessoas? Como uma pequena
biblioteca, nos rincões desse enorme país pode ser agente ativo e colaborar para
mudança almejada?
A biblioteca pode fazer se o profissional reconhecer seu papel de agente de
transformação, de parceiro na formação do cidadão, independentemente se atua em

�biblioteca escolar, pública, comunitária, especializada, universitária, enfim, sendo
biblioteca há muito o que fazer em prol da sociedade.
Em 2014 a declaração de Lyon lançada pela IFLA fez com que os países
membros da ONU reconhecessem a importância do acesso à informação para apoiar
o desenvolvimento, a capacitação das pessoas, especialmente dos marginalizados e
os que vivem em situação de pobreza.
Assim em 2016, a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável entra em vigor
incluindo 17 objetivos (ODS) e 169 metas, apresentando uma visão ambiciosa do
desenvolvimento sustentável que integra suas dimensões econômica, social e
ambiental. Os elementos que sustentam a agenda são as pessoas, o planeta, a
prosperidade, a paz e as alianças.
A agenda põe a igualdade e dignidade das pessoas no centro e chama a
transformar nosso estilo de desenvolvimento, respeitando o meio ambiente.
A IFLA acredita que o acesso público à informação permite que as pessoas
tomem decisões conscientes que podem melhorar suas vidas. Somos nós os
responsáveis para fazer valer essa crença.
As bibliotecas são instituições fundamentais para se alcançar esses objetivos.
As comunidades que têm acesso à informação relevante e no tempo certo estão
melhor posicionadas para erradicar a pobreza e a desigualdade, melhorar a
agricultura, proporcionar educação de qualidade e promover a saúde, a cultura a
pesquisa e a inovação.
O acesso à informação foi reconhecido no Objetivo 16 da agenda que é Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, mais
precisamente no Objetivo 16.10 que é assegurar o acesso público à informação e
proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e
os acordos internacionais. É importante destacar que a alfabetização universal
também é reconhecida na visão da Agenda 2030.
Com isso, como podemos ficar alheios a esse chamado mundial? Se estão
explicitados os clássicos papeis das bibliotecas de provedoras de informação, centros
de cultura e memória, locais para conhecer e aprender?
Para quem até esse momento entendeu que a Agenda e seus objetivos estavam
do lado de fora das bibliotecas, o CBBD quer desconstruir essa ideia.

�Por isso a razão da escolha do tema para essa 27 a. edição “Objetivos para o
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem
contribuir com a implementação da Agenda 2030”.
Nestes três dias intensos, a nossa proposta é provocar e fazer com que todos
saiam da zona de conforto, e estejam comprometidos na luta pelo mundo melhor que
sonhamos e desejamos.
Sabemos que se há vontade e compromisso podemos fazer, mas se tivermos
mais recursos faremos mais ainda. E para que tenhamos os investimentos ideais é
preciso coragem e sobretudo engajamento. Devemos estar em aliança como
preconiza a agenda.
A agenda é também uma estratégia para nosso advocacy, para provarmos que
sim as bibliotecas são mais que livros. Com o efetivo engajamento para apoiar nossas
comunidades vamos, definitivamente, libertar-nos do esteriótipo que as bibliotecas
são espaços para armazenamento de livros e que a internet veio tomar seus lugares.
Em todo o mundo há 320.000 bibliotecas públicas e mais de um milhão de
bibliotecas parlamentares, nacionais, universitárias, de pesquisa, especializadas e
escolares que cotidianamente garantem que as informações e o conhecimento para
utilizá-las estejam disponíveis para todos.
Você faz parte dessa rede mundial e pode ser um elo decisivo no processo de
mudança.
Embora os números sejam expressivos sabemos, que em termos de Brasil,
ainda há um grande déficit do número de bibliotecas abertas e equipadas
adequadamente. Precisamos fazer com que os governos das diferentes esferas
entendam que investir em bibliotecas é “medicina preventiva” pois estar dentro delas
significa ter acesso às diferentes expressões artísticas e culturais. A vivência em
biblioteca esclarece, informa, reduz incertezas, liberta e traz felicidade.
Como todos sabem esse evento é fruto do movimento associativo - por um lado
é um espaço para atualização profissional, de educação continuada, por outro é para
mostrar que há sim um grupo de profissionais comprometidos e preparados para os
desafios que a sociedade impõe.

E mais ainda, engajados para defender as

bibliotecas em todos as circunstâncias.
É por essa razão que a FEBAB segue trabalhado arduamente em campanhas
e movimentos de advocacy, objetivando mais e melhores bibliotecas em todo o país.

�O nosso CBBD valoriza sempre a qualidade do conteúdo. Nossos convidados e
autores nacionais e internacionais trazem para as discussões nas mesas redondas,
conferências,

minicursos,

fóruns

paralelos,

conversando

sobre,

pôsteres,

comunicações orais um panorama atual da biblioteconomia. Somado a isso
contamos com as visitas técnicas, feira de produtos e serviços e, claro, a experiência
de viver dias inesquecíveis na capital cearense.
O evento também, como todos sabem, é uma das formas de garantir a
sustentabilidade de nossa FEBAB – esse investimento na sua qualificação está
colaborando para que possamos continuar com nossos propósitos. Temos já quase
60 anos e precisamos dessa compreensão e muitas mãos que entendam que, tão
necessário quanto pensar na sua carreira profissional, é cuidar da área como um
todo, pois só ela garantirá a continuidade de nossa profissão.
Nosso grande desejo é que esse momento também se reverta em efetivo
engajamento, que os participantes se agreguem às associações filiadas para
tornarmos a FEBAB maior e mais forte. Estamos vivendo em tempos difíceis sob
vários aspectos. Talvez não tenha havido na nossa história recente uma necessidade
tão premente de estarmos mais juntos.
A defesa pelas bibliotecas como espaços democráticos e seguros para
proporcionar quaisquer discussões, passa por essa aliança. Passa por entendimento
que as bibliotecas são de todos os cidadãos.
Agradecemos aos que lutam pelo aprimoramento e fortalecimento das
bibliotecas e que aceitaram o convite para estar aqui.
Continuamos com nosso chamado pois somente juntos seremos mais fortes!
Façam parte da FEBAB! Façam parte da nossa luta!
Muito Obrigada!

A sessão de homenagens foi conduzida pela Sra. Leonilha Maria Brasileira
Lessa. Foram homenageadas as bibliotecárias Maria Mesquita Guedes Pereira
(Paraíba), May Brooking Negrão (São Paulo) e, postumamente, Mariza Russo (Rio de
Janeiro) pelos feitos ao movimento associativo brasileiro. Os textos das placas de
homenagem estão disponíveis no Anexo 5.

�4.3 Visitas Técnicas

Biblioteca Acadêmica Unidade dos Palmares - Universidade da Integração
Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
Biblioteca Aderbal Nunes Freire do TRT da 7ª Região
Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho - Universidade Estadual do Ceará
Biblioteca Comunitária da Casa José de Alencar
Biblioteca Comunitária do Conjunto Ceará
Biblioteca Comunitária Jardim Literário
Biblioteca da Procuradoria da República no Ceará
Biblioteca da Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região
Biblioteca da Universidade de Fortaleza UNIFOR
Biblioteca de Artes Visuais Leonilson
Biblioteca de Ciências Humanas - Universidade Federal do Ceará
Biblioteca do Colégio Christus
Biblioteca do Colégio Farias Brito
Biblioteca Profª Hildete de Sá Cavalcante – Colégio Ari de Sá
Biblioteca Pública Capistrano de Abreu
Biblioteca Pública do Estado do Ceará
Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira
Biblioteca Seminário da Prainha
Biblioteca Universitária da UNILAB
Corredor Cultural de Maranguape
Museu Senzala Negro Liberto de Redenção

4.4 Minicursos

Terça-feira, 17 de outubro de 2017
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Adriana Souza (FESPSP); Luciana de Paula Arjona (INSPER);
Paula Macedo (EMBRAER)

�Conteúdo: Com base no material produzido pela IDEO e Fundação Bill e
Melinda Gates traduzido para o português pela FEBAB, serão apresentados os
conceitos de Design Thinking para soluções de problemas aplicado em bibliotecas.
 EMPODERAMENTO, CIDADANIA E INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS
PÚBLICAS
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Carola Gómez [Chile]; Lucia Abello [Chile]
Conteúdo: Socialmente as bibliotecas têm deixado de existir como espaços
destinados somente aos livros. Hoje se espera que as bibliotecas sejam construtoras
de capital humano e social, de conteúdos, de redes de conhecimento e que
contribuam com o empoderamento da comunidade em seu esforço coletivo, entre
outros. O objetivo desse minicurso é dar visibilidade e compartilhar experiências que
nos permitam construir comunidades empoderadas sempre com uma visão inovadora.
 CURADORIA DIGITAL DE DADOS DE PESQUISA
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Luis Fernando Sayão (CNEN)
Conteúdo: O crescente interesse pelos dados digitais coletados, gerados e
intensivamente utilizados pelas atividades de pesquisa contemporânea criou uma
demanda por estruturas organizacionais, tecnológicas e por capital humano que
pudessem dar conta da gestão, sustentabilidade e análise desses ativos
informacionais. Entretanto, a natureza complexa e heterogênea dos dados de
pesquisa demanda uma gestão diferente das aplicadas aos recursos informacionais
tradicionais, como livros e periódicos.

Essa gestão dinâmica, que vai além do

armazenamento seguro e da disponibilização na web, e cujos procedimentos são
chamados coletivamente de curadoria de dados, adiciona valor às coleções de dados
de pesquisa aumentando, dessa forma, o seu potencial de utilização atual e futuro e
a probabilidade de reuso e citação por outros pesquisadores provenientes de
domínios disciplinares diferentes da área onde originalmente as coleções foram
criadas.

� NOÇÕES DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Célia Escobar Araújo
Conteúdo: O curso tem por objetivo apresentar as noções básicas sobre
Documentação Jurídica para profissionais que estão ingressando na área. Apresenta
de forma sistemática as características dos diferentes documentos e a forma de tratálos, acompanhá-los e organizá-los.
 MEDIAÇÃO DA LEITURA E DA INFORMAÇÃO
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante (UFC); Prof. Dr. Luiz Tadeu
Feitosa (UFC)
Conteúdo: Visa trabalhar colaborativamente as possibilidades de mediação da
leitura e da informação expressas no cotidiano e em diferentes contextos. Sabemos
que essas possibilidades são inúmeras! Informações, linguagens, palavras ditas,
ouvidas, cantadas, e modos de ser do leitor tecerão o nosso diálogo. Assim, usando
a criatividade e a dialogicidade, desenvolveremos práticas de mediação cujas
ambiências podem ser bibliotecas, salas de leitura, livrarias, espaços culturais, praças
etc.
 AVALIAÇÃO DO IMPACTO E DO VALOR DAS BIBLIOTECAS DO
ENSINO SUPERIOR RECORRENDO À NORMA INTERNACIONAL
ISO16439
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Profa. Luiza Baptista Melo [Portugal]
Conteúdo: Os bibliotecários e gestores de bibliotecas académicas questionamse sobre o risco crescente de que muito do que realmente se realiza nas bibliotecas
pode ser invisível no meio eletrónico. Este paradigma pode deixar as bibliotecas
especialmente vulneráveis quando as instituições têm de tomar difíceis decisões
financeiras, como cortes destinados aos departamentos ou áreas de atividade
específicas. No entanto, a voz do usuário de apoio aos serviços das bibliotecas pode
ser particularmente poderosa.

�Nas atuais circunstâncias, é particularmente importante que as bibliotecas
sejam capazes de mostrar que funcionam de forma eficiente, mas também que
fornecem serviços que estão ligados ao sucesso das metas institucionais. O retorno
sobre o investimento é importante. As bibliotecas necessitam ser pró-ativas, no
sentido de entenderem o comportamento do usuário e melhorarem os fluxos de
trabalho; no rigor da análise e demonstrarem o valor das suas atividades para
melhorar as competências dos usuários, no apoio ao ensino, à aprendizagem e à
investigação. Neste minicurso pretende-se divulgar ferramentas de avaliação do valor
e do impacto das bibliotecas do ensino superior nas comunidades académica e
científica, tais como: as normas internacionais ISO16439:2014 (E) – Information and
documentation – Methods and procedures for assessing the impact of libraries; os
métodos mistos de avaliação (qualitativos e quantitativos). Estas ferramentas, úteis
para avaliar o valor e o impacto das bibliotecas, são essenciais para os stakeholders
(chefias de topo, chefias intermédias, funcionários, usuários, não usuários,
fornecedores) percecionarem os benefícios e perspetivar os melhoramentos dos
recursos, procedimentos e atividades das bibliotecas. Em tempos de grave crise
económica e constrangimento de orçamentos estes métodos podem ainda fornecer
dados úteis para realização da Library Advocacy. Negociar e defender os serviços
demonstrando o seu impacto e valor aos governos e à sociedade.
 FALA, BIBLIOTECÁRIA: COMO PRODUZIR CONTEÚDO DIGITAL?
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Gabriela Pedrão
Conteúdo: Biblioteca escolar, pública e universitária também cabem nas redes
sociais? SIM! As redes sociais são ferramentas de longo alcance, baixo custo e de
acesso fácil e rápido. Então por que os bibliotecários ainda a utilizam tão pouco ao
seu favor? Esse minicurso abordará de forma simples e prática as possibilidades de
produção de conteúdo digital para bibliotecários. Vamos conversar sobre produção de
vídeo, roteiros, dicas de gravação e edição, sobre fotografia, divulgação de serviços e
qual a melhor maneira de compartilhar todos esses conteúdos.
 GESTÃO POR PROCESSO E GESTÃO DE PROJETOS EM
BIBLIOTECAS E UNIDADES DE INFORMAÇÃO
Horário: das 09:00 às 18:00

�Dinamizador: Andréa Remião; Elizete Sá
Conteúdo: A Unidade de Informação de qualquer porte necessita de
competências na área de gestão como planejamento estratégico, gestão de projetos,
gestão por processo, gestão de mudança, entre outros visando funcionar cada vez
melhor buscando a excelência e agregando valor à organização da qual faz parte.
A abordagem de gestão por processo permite identificar, desenhar, executar,
documentar, medir, monitorar e controlar o conjunto de atividades da unidade de
informação de forma a alcançar resultados consistentes.
A gestão de projetos é a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas
e técnicas a fim de atender aos requisitos do projeto - esforço temporário para obter
um resultado exclusivo.
O objetivo desse minicurso é apresentar fundamentos e práticas da Gestão de
Projetos e Gestão por Processos e a aplicação das duas abordagens em Unidades
de Informação.

4.5 Painel

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 AGENDA 2030, A VISÃO DA IFLA E OS ALINHAMENTOS NO BRASIL
Horário: das 09:00 às 10:00
Palestrantes: Glòria Pérez-Salmeron (Presidenta da IFLA) [Espanha]
Moderação: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB)
 O PAPEL DAS BIBLIOTECAS NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO
CULTURAL
Horário: das 16:00 às 17:00
Pauta: A perspectiva do Comitê de Herança Cultural da IFLA e desafios para a
FEBAB
Palestrantes: Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)
Moderação: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB)
 POR QUE O INDÍGENA IMPORTA!
Horário: das 17:30 às 19:00

�Pauta: Alinhada às discussões do Comitê da IFLA Indigenous Matters refletir
como as bibliotecas garantem justiça e equidade de acesso nos serviços que realizam
às comunidades multiculturais
Palestrantes: Tiago Hakiy; Daniel Munduruku
Moderação: Sueli Marcondes Motta (SP Leituras)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 AS

BIBLIOTECAS

E

A

PRESERVAÇÃO

DO

PATRIMÔNIO

CULTURAL
Horário: das 09:00 às 10:30
Pauta: Documentos que nascem digitais e sua preservação
Palestrantes: Chris Erickson (Digital Preservation Projects Manager) [USA];
Prof. Dr. Luis Fernando Sayão (UNIRIO)
Moderação: Anderson de Santana (USP)
 PRECISAMOS FALAR SOBRE O “NOSSO KELVIN”. ADVOCACY
URGENTE!
Horário: das 14:00 às 16:00
Pauta: A participação do Brasil na construção da Visão Global da IFLA
Palestrantes: Jorge Prado (FEBAB); Telma de Carvalho (APBSE/FEBAB);
Camila Burin (ACB); Sueli Mara Pinto Ferreira (FEBAB/IFLA); Adriana Cybele Ferrari
(FEBAB)
Moderação: Sigrid Weiss Dutra (FEBAB)

�4.6 Mesa Redonda

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ACESSO

E

OPORTUNIDADE

PARA

TODOS:

COMO

AS

BIBLIOTECAS CONTRIBUEM PARA A AGENDA 2030 DAS NAÇÕES
UNIDAS - AS BIBLIOTECAS PRISIONAIS
Horário: das 10:30 às 12:00
Palestrantes: Itamar Xavier de Camargo; Prof. Dr Jonathas Carvalho (UFCA)
Moderação: Catia Lindemann (CBBP/FEBAB)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 A INOVAÇÃO E A AGENDA 2030: EXPERIÊNCIAS DA RED
BIBLIOINNOVA – INOVAÇÃO EM IBEROAMÉRICA
Horário: das 10:30 às 12:00
Palestrantes: Wander Filho Pavão; Carola Gomez-Rojas [Chile]; Lucia Abello
[Chile]
Moderação: Cleide Fernandes (SEBP Minas Gerais)
 BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS E A AGENDA 2030
Horário: das 16:00 às 17:30
Pauta: Todas as bibliotecas estão sendo chamadas para se reconhecerem
como parcerias estratégicas para apoiar os s Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS). Nesta conversa vamos conhecer o que as bibliotecas
comunitárias vem fazendo para contribuir na construção de um mundo mais humano
e justo.
Palestrantes: Bel Santos Mayer (LiteraSampa); Profa. Dra. Lidia Eugenia
Cavalcante (UFC); Prof. Dr. Luiz Tadeu Feitosa (UFC)
Moderação: Andreia Sousa da Silva (ACB/FEBAB)
 A

PARTICIPAÇÃO

DAS

BIBLIOTECAS

AGRÍCOLAS

ESPECIALIZADAS PARA O CUMPRIMENTO DOS ODS
Horário: das 17:30 às 19:00

E

�Palestrantes: Márcia Regina M. Saad (USP); Alessandra Rodrigues da Silva
(EMBRAPA)
Moderação: Thais Moraes (USP)

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 ACESSO

E

OPORTUNIDADE

PARA

TODOS:

COMO

AS

BIBLIOTECAS CONTRIBUEM PARA A AGENDA 2030 DAS NAÇÕES
UNIDAS
Horário: das 10:30 às 12:00
Pauta: A contribuição das bibliotecas da área de Saúde para o cumprimento
dos ODS Informação na tomada de decisão para melhoria da qualidade de vida das
pessoas.
Palestrantes: Dr. Diego Gonzalez (BIREME/OPAS/OMS); Shirlei Rodrigues
(Ministério da Saúde); Maria Cláudia de Freitas Lima (Secretaria Municipal de Saúde
de Fortaleza)
Moderação: Verônica Abdala (BIREME/OPAS)
 O QUE AVANÇAMOS NA INCLUSÃO? TEMOS BIBLIOTECAS PARA
TODOS?
Horário: das 14:00 às 15:30
Palestrantes: Gabriele Cesoroglu [Alemanha]; Cristiane Camizão Rokicki
(SENAC)
Moderação: Maria Imaculada Cardoso Sampaio (UNISA)
 AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E A AGENDA 2030
Horário: das 15:30 às 17:00
Palestrantes: Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro Filho (CBBE/FEBAB);
Manuela Pargana Silva [Portugal]
Moderação: Jéssica Bedin (UFSC)

�4.7 Conferência

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 BIBLIOTECONOMIA SOCIAL: VAMOS FALAR SOBRE ISSO?
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Júlio Jatuf [Argentina]
Moderação: Elenise Maria de Araújo (FEBAB/USP)
 O BRASIL E A AGENDA 2030
Horário: das 15:00 às 16:00
Palestrantes: Haroldo de Oliveira Machado Filho (PNDU/ONU Brasil); Dra.
Rubia A. C. Quintão (SNAS/SEGOV)
Moderação: Sigrid Weiss Dutra (FEBAB)

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS E DEMOCRACIA
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Peter Macleod [Canadá]
Moderação: Telma de Carvalho (APBSE/FEBAB)

4.8 Conversando Sobre

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 BIBLIOTECÁRIOS SEM BIBLIOTECAS
Pauta: Diferentes atuações para os bibliotecários. Quem disse que o
bibliotecário só pode trabalhar em biblioteca? Criatividade e inovação são sempre
necessárias em todas as áreas. Surpreenda-se
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Gabriela Pedrão; Jorge do Prado (FEBAB/SENAC)

� COMITÊ NACIONAL DO BRASIL DO PROGRAMA MEMÓRIA DO
MUNDO DA UNESCO
Pauta: Conhecer o Programa Memória do Mundo da UNESCO em nível
internacional, nacional e regional. Vamos discutir sobre a memória nacional brasileira
presente em acervos de instituições públicas e privadas do país. Serão elencados os
acervos que receberam o Selo Unesco MoWBrasil. Discorrer sobre o processo de
avaliação de candidaturas ao selo Unesco por meio dos editais MoWBrasil.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Marcio de Souza Porto (Arquivo Público do Estado do Ceará);
Diná Marques Pereira Araújo (UFMG/MoWBrasil); Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)


PROJETO TÔ NA REDE: MAPA DAS AÇÕES DAS BIBLIOTECAS
DO ESTADO DO PARÁ ALINHADAS A AGENDA 2030

Pauta: Como as bibliotecas podem contribuir para os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU colaborando assim para
a Agenda 2030? Como identificar e relacionar os objetivos às práticas e serviços já
oferecidos pelas bibliotecas?

Já pensou num mapa de bibliotecas públicas que

relacionasse as práticas realizadas aos ODS? Nesta conversa vamos falar sobre a
experiência e a metodologia utilizada no Projeto Tô na Rede - uma realização do
Instituto de Políticas Relacionais em parceria com o Sistema Estadual de Bibliotecas
Públicas do Pará – para a construção desse Mapa de Ações Estadual.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Daniela Greib (Instituto de Políticas Relacionais); Vanessa
Labigalini (Instituto de Políticas Relacionais); Guilherme Relvas (SEBP Pará)
 BIBLIOTECAS

DE

ARTE:

DESAFIOS,

PERSPECTIVAS

E

ESTRATÉGIAS PARA O FUTURO
Pauta: Existem novas propostas para as Bibliotecas de Arte? As
transformações ocorridas na sociedade impõem uma reflexão sobre o papel das
bibliotecas de arte no mundo contemporâneo. A partir de uma autocrítica dos agentes
tradicionalmente responsáveis por estes espaços e do diálogo constante com o seu
público/usuário real ou potencial pode-se pensar novos paradigmas, propostas e
ações que visem diversificar, dinamizar e qualificar o uso desses espaços e dos
serviços por eles oferecidos.

�Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Rosa Monfasani [Argentina]; Cecília Bedê (Fundação Edson
Queiroz); Cristiane Camizão Rokicki (SENAC)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 GÊNERO, DIVERSIDADE E SEXUALIDADE EM UNIDADES DE
INFORMAÇÃO:

DISCUTINDO

E

REFLETINDO

ACERCA

DA

IDENTIDADE DE GÊNERO E SUA RELAÇÃO COM O ACESSO À
INFORMAÇÃO
Pauta: O objetivo da discussão é fomentar o debate, ainda escasso, da
diversidade e sexualidade em unidades de informação trazendo elementos para que
o/a profissional reveja algumas práticas que reproduzem preconceitos por falta de
informação. Objetiva ainda dar voz àquele/as que encontraram na educação, e, por
conseguinte o acesso à informação, o mecanismo para quebra de barreiras e
preconceitos, reforçando o quanto a leitura influi diretamente neste processo
emancipatório. A mesa também oportunizará que o/as profissionais que pesquisam e
militam sob a matéria possam revelar que o campo sobre gênero, diversidade e
sexualidade tem encontrado espaço, seja na academia ou na literatura, mas que ainda
é necessária uma inserção maior da temática nos espaços de discussão da área.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Helena Vieira (Assembleia Legislativa do Ceará); Marcos
Antonio Soares (UFPE); Gláucio Barreto de Lima (UFPE); Luma Nogueira de Andrade
(UNILAB); Carlos Wellington Martins (UFMA)
 REPENSANDO

O

PLANO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA AGENDA 2030
Pauta: Reconhecida como a primeira política especificamente constituída para
as bibliotecas universitárias, o Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU)
apresentado pela Secretaria de Ensino Superior (SESU) do Ministério da Educação
(MEC) por meio da Portaria Nº 287, de 24 de abril de 1986, foi fomentado pelos
bibliotecários universitários com apoio de agências de fomento e órgãos como a
Biblioteca Nacional, o Conselho dos Reitores das Universidades Brasileiras (CRBU),
a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e

�instituições (FEBAB) e o próprio Ministério da Educação (MEC). O PNBU foi
estruturado em seis grandes eixos, com doze diretrizes e suas respectivas ações. Os
eixos são: 1 – Planejamento: organizacional, financeiro, de recursos humanos e
físicos; 2 – Formação e desenvolvimento de coleções; 3 – Processamento técnico dos
documentos; 4 – Automação de bibliotecas; 5 – Usuários e serviços; 6 – Atividades
cooperativas.
Esse Conversando tem por objetivo discutir sobre os parâmetros de uma nova
política pública para as universidades brasileiras, com intuito de promover a melhoria
da performance destes organismos de cultura inseridos nas instituições de ensino
superior.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Dr. Wellington Marçal (CBBU/FEBAB/UFMG); Profa. Dra Célia
Regina Simionetti Barbalho (UFAM); Anália Gandini (CBBU/FEBAB/UFMG)
 AS

BIBLIOTECAS

E

AFRODESCENDENTES

A

DÉCADA

2015-2024.

INTERNACIONAL

PRÁTICAS,

DE

FAZERES

E

principalmente

na

DESAFIOS
Pauta:

No

âmbito

da

Ciência

da

Informação,

Biblioteconomia, percebemos um crescente de pesquisas e debates surgindo para
discutir questões relacionadas às relações raciais, aos estudos afro brasileiros e
africanos e também a Lei 10.639/03, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnicos Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro Brasileira e Africana. O bibliotecário é um profissional que deve sempre se
lembrar das suas responsabilidades sociais, promovendo ações e disseminando
informações relacionadas à sociedade brasileira sem qualquer tipo de discriminação.
Por isso, como nós, bibliotecários, independentemente de sermos negros ou de outra
etnia, devemos nos posicionar para atuar num contexto de construção de debates
mais sólidos e com ações mais pontuais sobre educação das relações étnicos raciais,
diversidade étnica, racismo e igualdade racial para estabelecer a implantação da lei
citada (por exemplo)? Como promover as práticas, fazeres e desafios para aproximar
a Biblioteconomia das informações relacionadas à história, memória e cultura africana
e afro brasileira desconhecidas até então por boa parte dos bibliotecários brasileiros?
Como promover práticas que possam fortalecer a promoção da igualdade racial e a
luta antirracista?

�Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Andreia Sousa da Silva (ACB/FEBAB); Bel Santos Mayer
(Literasampa); Vagner Amaro (Malê Editora)
 OS ESPAÇOS “MAKERS”
Pauta: As bibliotecas, enquanto equipamentos culturais e de aprendizagem,
devem expandir suas atribuições para além do acervo. As bibliotecas não são
somente depositárias do conhecimento humano, elas devem reformular a maneira
como implantam seus produtos e serviços para se manterem vivas e próximas às suas
comunidades. Na contemporaneidade, as pessoas são cada vez mais produtoras de
conteúdo, especialmente pelo uso das mídias sociais e nesse contexto as bibliotecas
inovadoras atuam como makerspaces, ou seja, espaços do fazer, do criar, da mão na
massa.

As bibliotecas como

espaços de

personalização, experimentação,

colaboração e virtualização, com foco nas necessidades e interesses da sua
comunidade será o tema dessa conversa.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Profa. Dra. Valéria Valls (FESPSP); Cristiane Rockiki Camizão
(SENAC); João Guilherme Camargo (Escola do Inventor)
 POR QUE EMPREENDER E INOVAR NA BIBLIOTECONOMIA?
Pauta: O mundo do trabalho e as demandas do mercado apresentam novos
desafios aos profissionais contemporâneos. Em nível internacional, cada vez menos
surgem empregos de carteira assinada ou vagas em concursos públicos. Por outro
lado, novos postos e possibilidades de trabalho nascem exigindo um perfil
diferenciado, ousado, proativo, colaborativo, inovador. Os bibliotecários estão
preparados para encarar esses desafios e dilemas? Quais as oportunidades de
trabalho/negócios na área de gestão da informação? Quais competências precisamos
desenvolver?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Profa. Daniela Spudeit (UDESC); Fabíola Bezerra (Mural
Interativo do Bibliotecário); Maralyza Pinheiro (3 Corações)
 SOBRE: SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECAS: A
HORA E A VEZ DO OPEN SOURCE?

�Pauta: Cada vez mais é requerida maior integração entre os sistemas e
automatização de processos. Os sistemas de biblioteca em código-aberto (Open
Source) têm ganhado mais adeptos tanto para uso, quanto para desenvolvimento. O
que está acontecendo no Brasil que os bibliotecários devem saber?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Milton Shintaku (IBICT); Rui Francisco (EBSCO); Anderson de
Santana (FEBAB)

4.9 Lançamentos

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 EBOOK “GESTÃO DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO”
Pauta: Obra integrante do catálogo de publicações eletrônicas da FEBAB.
Horário: das 14:00 às 15:00
Organização: Daniela Spudeit (UDESC); Marcia Kroeff (UDESC)
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Pauta: Lançamento da tradução do “Design Thinking for Libraries” da IDEO
realizada pela FEBAB em parceria com Instituto de Políticas Relacionais e Bill e
Melinda Gates Foundation.
Horário: das 17:00 às 17:30

4.10 Workshops

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS PRISIONAIS: UTOPIA OU REALIDADE?
Pauta: Embora previstas por lei elas são consideradas uma utopia. Com todos
obstáculos existem espaços no Brasil atuantes que conseguem fazer a diferença nas
rotinas intra e extra muros prisionais. A participação efetiva dos bibliotecários poderá
ampliar essas ações. A Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (FEBAB) está
preparada para apoiar as iniciativas. Se você quer conhecer mais sobre esse universo
esse será o espaço no CBBD!

�Horário: das 10:00 às 12:00
Debatedores: Catia Lindemann (FEBAB); Carlos Wellington Martins (FEBAB);
Itamar Xavier de Camargo
 ODS, LITERATURA, CIÊNCIAS E ATIVISMO SOCIAL PARA A
CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE SUSTENTÁVEL
Pauta: A Biologia pode contribuir com a solução de diversos problemas da
humanidade e aliada a literatura engajar os leitores a refletir sobre os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Essa é a proposta da coleção Novozymes Nova Perspectiva, composta por três
livros aplicativos, gratuitos e trilíngues, com os contos Frritt-Flacc, de Jules Verne,
Ostras, de Tchékhov e o O Rei do Rio de Ouro, John Ruskin. Acompanhados de
atividades extras nos aplicativos (tais como experimento científico, proposta de ação
social, detalhes sobre os ODS aplicados). A coleção é uma parceria com a rede de
educação Sesi Paraná e a startup StoryMax.
Horário: das 14:00 às 16:00
Debatedores: Pedro Luiz Fernandes (Novozymes); Benita Prieto (GELIJ do
iiLer /Cátedra UNESCO /PUC-Rio)
 ENFOQUE DE GÊNERO EM BIBLIOTECAS
Pauta: Baseado no “Guía para la incorporación del enfoque de género em
bibliotecas” produzido pela Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus do Chile
(DIBAM) a FEBAB fez uma tradução e adaptação do texto que servirá de base para a
construção de “Diretrizes para incorporação de enfoque de gênero em bibliotecas
brasileiras”. Queremos neste espaço disseminar informações importantes acerca do
gênero e identificar bibliotecas que já tenham programas dirigidos a esse público. Se
você está interessado em saber mais sobre o assunto ou já trabalha com esse tema,
reserve tempo para estar conosco!
Horário: das 16:00 às 18:00
Debatedores: Carlos Wellington Martins (FEBAB); Jonathas Carvalho

�4.11 Eventos Paralelos

4.11.1 V Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Kelly Lima; Representante da Diretoria da FEBAB; Demais
representantes das entidades
 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Roseli Miranda
 SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E DIREITO DE ACESSO À
INFORMAÇÃO VERDADEIRA: DE ESTOCOLMO AOS DIAS ATUAIS
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Lucivaldo Vasconcelos Barros
 ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE – COLABORAÇÃO PELA
LEXML E CONSÓRCIO BDJUR
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: JOSÉ RONALDO VIEIRA; NAJLA BASTOS DE MELO
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
 AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO SISTEMA AEGIS AO
MODELO DE REQUISITOS MOREQ-JUS
Horário: das 14:00 às 14:10
Palestrantes: Leoneide Maria Brito Martins

� REPOSITÓRIO

DIGITAL

DA

ESCOLA

SUPERIOR

DA

MAGISTRATURA DO MARANHÃO: PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO
Horário: das 14:10 às 14:20
Palestrantes: Joseane Cantanhede Santos Santos
 SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO JURÍDICO EM
ARTIGOS CIENTÍFICOS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Horário: das 14:20 às 14:30
Palestrantes: Paulo Rogério Gonçalves Dantas
 DEBATES
Horário: das 14:30 às 14:45
 HOMENAGEM AO PROFISSIONAL JURÍDICO

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA BIBLIOTECA DO NORDESTE
Horário: das 09:00 às 12:00
Palestrantes: Rejane Façanha Alburquerque
 ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO ABERTO, DADOS
ABERTOS E A AGENDA 2030
Horário: das 09:00 às 12:00
Palestrantes: Neide de Sordi
 DEBATES
Horário: das 09:00 às 12:00
 PANORAMA DOS ESTUDOS PARA A REATIVAÇÃO DA COMISSÃO
BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 09:00 às 12:00

�4.11.2 IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 APRESENTAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS PARTICIPANTES
Horário: das 09:00 às 09:30
 RODADA DE CONVERSA - 1
Horário: das 09:30 às 11:00
Pauta: Evolução das bibliotecas da RFEPCT - 2009 a 2017. O que estamos
construindo coletivamente? Qual a importância da CBBI para as bibliotecas da Rede?
Palestrantes: Carol; Marouva; Coordenadores de GTs
 ASSEMBLEIA GERAL
Horário: das 11:00 às 12:00
Pauta: a) Panorama e Aprovação do Regimento da CBBI; b) Eleição da nova
Diretoria da CBBI.
 ACESSO ABERTO A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E ACADÊMICA DO
IFRN: O CASO DO MEMÓRIA - REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL
Horário: das 13:30 às 14:30
Palestrantes: Vanessa Cavalcanti (IFRN); Bruna Campos (IFRN)
 RODADA DE CONVERSA - 2
Horário: das 09:30 às 11:00
Pauta: Desafios e Oportunidades das bibliotecas da RFEPCT (diálogos e
construção grupal). Como nossas bibliotecas podem contribuir de forma mais efetiva
para o cumprimento dos objetivos da Agenda 2030? Elaboração de carta de intenções
das bibliotecas da RFEPCT à ser enviada ao CONIF e FDE.

Relatório em anexo (anexo 6)

�4.11.3 Fórum das Bibliotecas de Arte

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 MESA DE ABERTURA
Horário: das 14:00 às 14:15
Palestrantes: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB); Alpina G. M.
Rosa (REDARTE/RJ); Carlos Alberto Della Paschoa (REDARTE/RJ); Denise M. da
Silva Batista (REDARTE/RJ)
 LAS BIBLIOTECAS DE ARTE EM LA AGENDA 2030. PAPEL,
ACCIÓNY MEMORIA CULTURAL
Horário: das 14:15 às 15:30
Palestrantes: Rosa Monfasani [Argentina]
 ARTE E SUSTENTABILIDADE: CONEXÕES COM A AGENDA 2030
Horário: das 15:30 às 16:00
Palestrantes: Clarice Maria Pereira de Souza (Instituto Dragão do Mar)
 REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA ORAL EM DOCUMENTÁRIO
MEMORIALÍSTICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ESTUDO
APLICADO NO SÍTIO MINGUIRIBA, CRATO (CE)
Horário: das 16:00 às 16:10
Palestrantes: Francisca Eugenia Gomes Duarte (UFCA); Francisca Pereira
Santos (UFCA)
 DEBATES
Horário: das 16:10 às 16:30
 RECOMENDAÇÕES E ENCERRAMENTO
Horário: das 16:30 às 17:00
Moderação: Denise M. da Silva Batista (REDARTE/RJ)
Relatoria: Elisete de Sousa Melo (Fundação Casa de Rui Barbosa)

�4.11.4 III Fórum da Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: 09:00
Palestrantes: Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro Filho (CBBE/FEBAB);
Representante da Diretoria da FEBAB; Demais representantes das entidades
 MESA

REDONDA:

REDES

DE

BIBLIOTECAS

ESCOLARES

PORTUGAL E ESTADOS UNIDOS
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Manuela Pargana Silva (Coordenadora Nacional da Rede de
Bibliotecas Escolares); Profa. Dra. Adriana Bogliolo Sirihal Duarte (UFMG)
 GÊNERO E DIVERSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
EM BIBLIOTECAS ESCOLARES
Horário: das 11:30 às 12:30
Palestrantes: Catarina Dallapicula (UFLA); Eduardo Valadares da Silva
(UFMG)
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 09:00 às 12:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

� APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

4.11.5 V Reunião Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: das 14:00 às 14:30
Palestrantes: Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias;
Coordenação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções
 TRAJETÓRIA

HISTÓRICA

DESENVOLVIMENTO

DE

DO

COMITÊ

COLEÇÕES:

AS

BRASILEIRO

DE

APRENDIZAGENS

GERADAS - 2010 – 2016
Horário: das 14:30 às 15:00
Palestrantes: Katiussa Nunes Bueno (UFRGS)
 O CONTINGENCIAMENTO DE VERBAS DAS IES FEDERAIS E O
DESENVOLVIMENTO DE ACERVOS UNIVERSITÁRIOS
Horário: das 15:00 às 16:00
Palestrantes: Leila Fernandes (UNB); Mônica Regina Peres (UNB); Janaina B.
Resende (UNB)
 AQUISIÇÃO DE E-BOOKS POR EBA: O CASO USP
Horário: das 16:30 às 17:30
Palestrantes: Inaie Marchizeli Wenzel (SibiUSP)
 ENCERRAMENTO E REUNIÃO DA COORDENAÇÃO DO CBDC
Horário: das 17:30 às 18:00

�4.11.6 IV Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 METADADOS

PARA

OBJETOS

CULTURAIS:

UMA

NOVA

PERSPECTIVA
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Paul Burley
 CONVERSA E TROCA DE EXPERIÊNCIAS
Horário: das 11:00 às 12:00
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 18:00

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 RDA: O QUE É NOVO?
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon
 CONVERSA E TROCA DE EXPERIÊNCIAS
Horário: das 11:00 às 12:00

4.11.7 CBBU - Reunião da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 AÇÕES DA CBBU NO EXERCÍCIO 2017 E DESAFIOS FUTUROS.
 20º SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
(SNBU).
 OUTROS ASSUNTOS
Horário: das 09:30 às 11:30

�4.11.7 V Fórum das Bibliotecas Públicas

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 MESA DE ABERTURA
Horário: 10:00 às 10:30
Palestrantes:

Guilherme

Relvas

(DLLLB);

Renata

Costa

(PNLL);

Representante da FEBAB
 CONVERSA SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA BIBLIOTECAS
Horário: 10:30 às 12:00
Palestrantes: DLLLB/MinC; PNLE
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Horário: 14:00 às 16:00
Palestrantes: Adriana Maria de Souza (FESPSP/FEBAB); Luciana de Paula
Arjona (INSPER)
 COMPARTILHANDO AS BOAS PRÁTICAS EM BIBLIOTECAS
PÚBLICAS
Horário: 16:20 às 18:00
 ENCERRAMENTO
Horário: 18:00

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS

PÚBLICAS

E

OS

OBJETIVOS

DE

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA ONU/AGENDA 2030
Horário: 09:00 às 11:00
Palestrantes: Fabiano Piúba (Secult Ceará); Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
(IFLA LAC); Antia Vilela Diaz (UNESCO)

� COMO ALIANÇAS INTERSETORIAIS PODEM CONTRIBUIR PARA A
SUSTENTABILIDADE DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Horário: 11:00 às 12:00
Palestrantes: Coalizão para sustentabilidade das bibliotecas
 RODA DE CONVERSA SOBRE OS CAMINHOS DA ORALIDADE NAS
BIBLIOTECAS
Horário: 14:00 às 16:00
Palestrantes: Andrea Cozzi
 CONHECER PARA TRANSFORMAR (LEVANTAMENTO DE PLANO
DE AÇÃO PARA FOMENTAR UMA REDE DE BIBLIOTECAS
PÚBLICAS

E

APRESENTAÇÃO

DO

DIAGNÓSTICO

BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO ESTADO DO PARÁ)
Horário: 16:00 às 18:00
Palestrantes: Instituto de Políticas Relacionais – IPR
 ENCERRAMENTO
Horário: 18:00

DAS

�5 O CONGRESSO EM NÚMEROS


Total de participantes: 1100



Total de Estados presentes: 24*

*Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiânia,
Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa
Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

�6 AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES

Para que possamos sempre aprimorar e inovar a cada nova edição, além de
receber o feedback do público, o questionário de avaliação foi elaborado para que
conhecêssemos quais foram as impressões sobre o evento, bem como sugestões de
temas e de cidades para a edição de 2019.
As perguntas fechadas e obrigatórias avaliaram os aspectos nos seguintes
critérios: “Excelente”, “Bom”, “Ruim” e “Desconheço”. O questionário recebeu 390
respostas, no prazo de 16 a 23 de novembro de 2017, em formulário online (anexo 7),
para as seguintes questões:

1. Sobre o local
2. Comentários sobre o local do evento (pergunta aberta não obrigatória)
3. Sobre a programação
4. Comentários sobre a programação (pergunta aberta não obrigatória)
5. Sobre a feira de expositores
6. Comentários sobre a feira de expositores (pergunta aberta não
obrigatória)
7. Sobre a comunicação
8. Comentários sobre a comunicação (pergunta aberta não obrigatória)
9. Sobre os trabalhos
10. Comentários sobre os trabalhos (pergunta aberta não obrigatória)
11. Mensagem final (pergunta aberta não obrigatória)
12. Qual cidade você gostaria que sediasse o CBBD 2019? (pergunta aberta
não obrigatória)
13. Quais temáticas você gostaria que tivesse ou que fossem mantidas na
próxima edição? (pergunta aberta não obrigatória)

�6.1 Sobre o Local

De maneira geral, as avaliações classificaram o local como bom, como podem
ser vistos nos dados abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Centro de

228

139

23

0

58

145

16

171

91

155

18

126

155

205

27

3

Eventos
Hotéis
credenciados
Serviço de
transfer
Infraestrutura

�6.2 Sobre a Programação

As avaliações classificaram a programação como boa, como podem ser vistos
nos dados abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Escolha dos temas

177

204

9

0

Escolha dos convidados

159

216

13

2

Conferências

133

232

16

9

Eventos paralelos

133

207

28

22

Minicursos

81

170

30

109

Visitas guiadas

105

139

30

116

Conversando Sobre

118

187

15

70

Workshops

81

195

13

101

�ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Cerimônia de abertura

100

149

115

26

Organização das

58

168

159

5

96

253

38

3

atividades
Duração do evento

6.3 Sobre a Feira de Expositores

A Feira de Expositores foi classificada como boa, como pode ser visto abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Espaço

193

186

11

0

Disposição

168

209

13

0

131

221

29

9

137

214

22

17

dos stands
Stand da
FEBAB
Auditório

�6.4 Sobre a Comunicação

Sobre a Comunicação, os participantes avaliaram como Bom, como consta
abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Site

79

232

77

2

E-mail

80

243

63

4

Facebook

89

198

44

59

Twitter

40

141

33

176

Plataforma

67

224

93

6

de Inscrição

�6.5 Sobre os Trabalhos

A respeito dos trabalhos, os participantes avaliaram como bom, como pode ser
visto abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Plataforma

77

193

22

98

96

250

18

26

72

205

35

78

79

226

21

64

de
submissão
Trabalhos
orais
Pôsteres
interativos
Avaliação
dos
trabalhos

6.6 Avaliação Geral e Sugestões

De modo geral, o CBBD foi bem avaliado na organização e execução, e como
se trata de evento de grande porte, há pontos a serem aprimorados. As questões mais
contundentes que apareceram nas respostas abertas referem-se à estrutura do
espaço. É importante ressaltar que a dinâmica do CBBD pressupõe que ele seja
realizado em um Centro de Convenções/Eventos e, como o objetivo da FEBAB é
circular o evento pelo país, muitas vezes temos que adaptar as atividades, para poder

�realizá-lo em determinada região. Outra questão que cabe esclarecimento é que um
congresso pressupõe simultaneidade de atividades, o que para alguns participantes
há a sensação de perder conteúdo. É importante ressaltar que a quantidade e
qualidade dos conteúdos é para a FEBAB uma das grandezas do evento, pois
proporciona diálogos entre os profissionais das diferentes tipologias de bibliotecas.
Buscamos o crescimento de atividades ano a ano, para que todos os
profissionais tenham por um lado, conteúdos de sua área mais estrita de atuação e,
por outro, que possam conhecer as discussões que estão ocorrendo em outros
segmentos. É por essa razão também, que os temas têm sido transversais a todas as
tipologias, pois queremos contribuir com o protagonismo das bibliotecas na sociedade,
e para tanto os bibliotecários devem ser agentes de transformação e defensores dos
direitos humanos.
Temáticas a serem tratadas nas próximas edições (apresentadas em ordem
alfabética):


Acessibilidade;



Áreas técnicas (indexação, catalogação e etc);



Biblioteconomia social;



Conservação e restauro;



Diversidade étnico-racial;



Diversidade sexual e gênero;



Questões que estejam em pauta na sociedade.

�7 ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES

A 27ª edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da Informação teve como tema “Objetivos para o Desenvolvimento
Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a
implementação da Agenda 2030”. A escolha do tema é alinhada ao Internacional
Advocacy Program (IAP) da IFLA, que vem realizando workshops em todo o mundo
para mobilizar os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030.
As bibliotecas precisam se libertar do estereótipo de que são um espaço de
guarda de livros. As bibliotecas são parcerias estratégicas para que possamos cumprir
os Objetivos do Milênio. Com exemplos inspiradores selecionados pela IFLA,
podemos fazer com que os profissionais brasileiros realizem projetos e serviços
alinhados aos objetivos e relatem as experiências vividas que podem mudar a vida
das pessoas de sua comunidade.
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e comprometimento
dos profissionais. O CBBD, em sua 27ª edição, mostrou que estamos em aliança,
como preconiza a Agenda 2030 e dispostos a trabalhar para que possamos colaborar
para a mudança social de nosso país.
Como resultado deste CBBD, foi aprovada a moção de repudia (anexo 8) ao
Projeto de Lei nº792/2017 de autoria do Senador Magno Malta e disponibilizada no
site da FEBAB1.
Toda a programação elaborada em cima da Agenda 2030, junto aos Eventos
Paralelos, trouxeram discussões relevantes da área e de aspectos sociais. Com tudo
o que foi realizado, foi deixada pelo V Seminário de Informação e Documentação
Jurídicas as seguintes recomendações:

Os profissionais da informação que atuam em biblioteca jurídicas participem
dos esforços de suas instituições para implementação da Agenda 2030, na
disponibilização dos dados abertos, no cumprimento da Lei de Acesso à Informação
e da Transparência Pública. Além disto, apoiamos a reativação da Comissão
Brasileira de Documentação Jurídica, que poderá estimular na criação e/ou reativação

1
FEBAB. Moção de Repúdio ao PL 7920/2017. 2017. Disponível
http://www.febab.org.br/cbbu/wp-content/uploads/2018/09/Mo%C3%A7%C3%A3o-deRep%C3%BAdio-ao-PL-7920-2017.pdf.

em:

�de outros grupos de profissionais de informação jurídica nos estados brasileiros;
formação de cursos de especialização em informação jurídica; e mapear as iniciativas
de grupos jurídicos em todos os estados.

Já o IV Encontro de Estudos e Pesquisa em Catalogação, deixou como
recomendações as seguintes questões:

Como a realização do IV EEPC, realizado nos dias 19 e 20, recomendamos a
continuidade da realização do EEPC, com a organização partilhada entre docentes e
profissionais da área; a necessidade de avaliação da tradução da RDA (ALA) no
Brasil, com ajustes nos exemplos, de modo a facilitar a compreensão e adoção pelas
unidades de informação; necessidade de avaliação da tradução da ISBD consolidada
(IFLA); reavaliar as ações do Comitê/Comissão de tratamento da informação da
FEBAB.

�ANEXO 1 - TRABALHOS ORAIS

Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Auditório Mezanino 1 - Sala 1
Dia 18/10/2017
Moderação: Eliana Candeira Valois (Associação de Bibliotecários do Estado do
Piauí - ABEPI/FEBAB)

14:00

"Faróis de Alexandria: Informação, Ciência e Cultura na Biblioteca": um
movimento pela competência em informação na escola
Carlos Robson Souza Da Silva

14:15

“Formação do auxiliar de Biblioteca e sua inserção no mercado de trabalho:
um estudo sobre o Curso FIC do Pronatec no IFPE em unidades da Capital e
Agrícola”
Adna Márcia Oliveira De Sena; Amanda Tavares Silva Lima Nascimento; Ana
Lia De Souza Evangelista; Andréa Cardoso Castro

14:30

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo na E.M.P.Tancredo Neves
Suzene Furtado Fonseca

14:45

A Biblioteca Central do CCS como agente social: promoção da saúde e bem
estar por meio de campanhas.
Cássia Costa Rocha Daniel De Deus; Grasiele Barreto Rangel Monteiro

15:00

A biblioteca como mediadora nas questões sociais: o tráfico de mulheres no
Mato Grosso do Sul. No que podemos colaborar?
Lilian Aguilar Teixeira; Gleibson José Da Silva; Rogerio Ferreira Marques

15:15

A biblioteca escolar em consonância com a Agenda 2030: Biblioteca SENAI
Niterói e o empoderamento das mulheres e meninas
Tiago Leite Pinto; Glaucia Isaias Brandão

�15:30

A contribuição da Biblioteca Virtual da FAPESP na disseminação e acesso
equitativo às informações relacionadas à mudança climática e seus impactos
globais
Thais Fernandes De Morais; Paula Harumi Kumagai Hashimoto; Rosaly
Favero Krzyzanowski

15:45

A ECONOMIA DO LIVRO NO BRASIL: PRODUÇÃO E CONSUMO
SUSTENTÁVEIS
Letícia LIMA DE SOUSA; ALCIONE CARDOSO DE SOUSA; Rafael Silva
Patrício; Simei Nascimento Da Silva; Jean Pereira Corrêa

16:00

A ética dos bibliotecários e a administração discursiva das bibliotecas
orientada ao desenvolvimento sustentável
Clovis Ricardo Montenegro De Lima; Fátima Santana Silva

16:15

A inserção da etnia negra no curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal de Santa Catarina a partir das ações afirmativas
Vera Lucia Rodrigues Barbosa; MARISA BRASCHER BASILIO MEDEIROS;
Marli Dias De Souza Pinto; Priscila Machado Borges Sena

16:30

A proposta do desmatamento zero como elemento da multidão: as bibliotecas
podem contribuir?
Cássia Costa Rocha Daniel De Deus

16:45

A reciclagem como elemento promotor do consumo sustentável no
desenvolvimento de ações culturais em bibliotecas
Anyelle Da Silva Palhares; Juliana Rodrigues Holanda

17:00

Ações da biblioteca para promoção do conceito de desenvolvimento
sustentável
Andréa Pereira Santos; Benjamim Pereira Vilela

�17:15

Arte na Biblioteca: expandindo as ações da biblioteca universitária
Francisco Feitosa Moura Filho; Isabela Da Rocha Nascimento; Islânia Castro
Teixeira; Érica Filomena Araújo Barros

17:30

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL COMO ARGUMENTO PARA A PROPOSIÇÃO
DE UM NOVO CONCEITO DE BIBLIOTECA
Bruna Heller; Patricia Valerim; Sabrina Leal Araujo; Suanny Corrêa Coronel

17:45

Biblio(Cri)Ativa: espaço de sociabilidade e informação para cidadania
Geisa Müller De Campos Ribeiro; Andréa Pereira Santos; Suely Henrique
Gomes; Laura Vilela Rodrigues Rezende

18:00

Biblioteca Pública como fonte de Serviço Utilitário voltado à Saúde Pública e
Meio Ambiente
Eugivania Ribeiro Soares Nascimento; Francisca Eugenia Gomes Duarte

Auditório Mezanino 1 - Sala 2
Dia 19/10/2017
Moderação:

Claudia

Teresinha

Stocker

(Associação

Profissional

dos

Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE/FEBAB)

9:00

Bibliotecários de Roraima em prol da sustentabilidade: contribuições para
agenda 2030
Layonize Félix Correia Da Silva; Geyse Maria Almeida Costa De Carvalho;
ELTON BENTES NEVES

9:15

Cartografia temática da pesquisa técnico-científica da Embrapa destinada à
agricultura familiar: uma contribuição para a segurança alimentar.
Daniela Maciel Pinto; Fabio Lima Cordeiro; CELINA MAKI TAKEMURA;
Viviane De Oliveira Solano

9:30

CENTRO CULTURAL SESI: a cultura com o pé na estrada
Luciana Kramer Müller; Karin Zanona Caselli; Neli Miotto

�9:45

CICLO DE FORMAÇÃO EM COMPETÊNCIAS INFORMACIONAIS: Relato de
implantação de um conceito inovador
Teresa Raquel Vanalli; Jaqueline Costa Castilho Moreira

10:00

Competência em Informação para o Desenvolvimento Sustentável: uma
experiência da Rede Ametista da CPRM - Serviço Geológico do Brasil
Francisca Giovania Freire Barros Do Nascimento; Margareth Lopes De
Moraes; Roberta Pereira Da Silva De Paula

10:15

Compostagem como Educação Ambiental
Gabriel José Teixeira Da Silva; Cristiana Pinheiro Machados De Siqueira;
Lidiane Araujo Firmino; Daniel Strauch Ribeiro; Mariana Acorse Lins De
Andrade; Marianna Zattar

10:30

CONTRIBUIÇÕES PARA A ADEQUAÇÃO DO MEIO AMBIENTE RURAL:
ESTRATÉGIAS DE RECUPERAÇÃO, EXPERIÊNCIAS E ESPÉCIES
Beatriz Fernanda Rebelato; João Paulo Ventura; Ladislau Araújo Skorupa;
Maria De Cléofas Faggion Alencar

10:45

DESAFIOS DA BIBLIOTECA DIANTE DAS REDES SOCIAIS NO PROCESSO
DE FORMAÇÃO DE LEITORES
Marcos Pastana Santos; Jurema Rosa Lopes

11:00

Dia da Leitura SESI
Luciana Kramer Müller; Neli Miotto; Karin Zanona Caselli

11:15

Eficiência no consumo de energia elétrica em biblioteca universitária:
aplicando indicadores de sustentabilidade na Biblioteca de Ciências da Saúde
da UFC
Raimundo Cezar Campos Do Nascimento; Rosane Maria Costa; Valder
Cavalcante Maia Mendonça

�11:30

Estudo Cientométrico da Produção Técnico-Científica dos CBSAF: 1994-2004
João Paulo Ventura; Beatriz Fernanda Rebelato; Letícia Marquesini Bandeira;
Maria De Cléofas Faggion Alencar; Pascal Michel Joseph Aventurier

11:45

Impacto da pós-verdade em fontes de informação para a saúde
Leila Morás Silva; Bruno Fortes Luce; Rubens Da Costa Silva Filho

14:00

Inclusão digital para comunidade da Terceira Idade: curso de informática
básica promovido pelo SiB/FURG.
Vanessa Dias Santiago; Cristina Oliveira Jorge

14:15

INICIATIVAS PARA CONSTRUÇÃO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE
USUÁRIOS

DO

SISTEMA

DE

BIBLIOTECAS

E

ARQUIVOS

DA

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Daniel Ribeiro Dos Santos; Debora Do Nascimento; Maria Helena Ferreira
Xavier Da Silva; Karen Guimarães Cardoso; Thaíssa Lage Matias Da Fonseca;
Fabiana Melo Amaral Gonçalves Pinto

14:30

Legibilidade informacional: análise da clareza na apresentação das
informações em receituários médicos
Laryssa Marques Silva; Pedro Alves Barbosa Neto; Jackson Matheus De Lima
Cruz; Luciana Alves Torres; Luana Paula Barbosa Avelino; Dariênio Xavier Da
Silva

14:45

Leitura juvenil e a socidade da pressa
Andréa Pereira Santos

15:00

LEITURA NO CÁRCERE: CAMINHO PARA A LIBERDADE
Neli Miotto

15:15

MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS:
Biblioteconomia, Poder Judiciário e Serviço Social em Brusque/SC
Katia Maria Costa; Isabel Weingartner

�15:30

O ACESSO A INFORMAÇÃO A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE SÃO
JOSÉ: a metodologia participativa do Instituto de Politicas Relacionais
Dayane Cristina Souza Guimarães

15:45

O bibliotecário como agente facilitador da aprendizagem para alunos de pósgraduação

e

profissionais

de

saúde:

experiência

na

elaboração,

implementação e avaliação da disciplina “Pesquisa bibliográfica aplicada à
saúde e gerenciamento de referências”
Gizele Rocha Ribeiro; Simone Faury Dib; Vania Guerra Da Silva; Aldair Farias
Diniz

16:00

O feminismo e a leitura como instrumento de empoderamento: o caso do Clube
das Manas em Tefé
Priscila Pessoa Simoes; Amanda Silva Braga Da Costa

16:15

O TEMA “VULNERABILIDADE” NA SCIELO: CONTRIBUIÇÕES PARA A
CONSTRUÇÃO CONCEITUAL DE “VULNERABILIDADE EM INFORMAÇÃO”
Géssica De Souza Paiano; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota
Orelo; Ana Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

Dia 20/10/2017
Moderação: Shirlen Mara Santos Bezerra (Associação Alagoana Profissionais
em Biblioteconomia - AAPB/FEBAB)

14:00

O TEMA “VULNERABILIDADE” NO PORTAL BU-UFSC: SUBSÍDIOS PARA A
CONSTRUÇÃO

DE

UM

CONCEITO

DE

“VULNERABILIDADE

EM

INFORMAÇÃO” NO ÂMBITO DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO
Mayara Lacerda Leal; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota Orelo; Ana
Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

�14:15

Oficina de Biblio: Licenciatura em Biblioteconomia em ação
Jaqueline Santos Barradas; Stefanie Cavalcanti Freire; Dayanne Da Silva
Prudencio; Ana Isabel De Sousa Santos

14:30

OS

TEMAS

“VULNERABILIDADE”

E

“VULNERABILIDADE

EM

INFORMAÇÃO” NO GOOGLE
Thábata Kelli Garcia; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota Orelo; Ana
Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

14:45

Para além do desenvolvimento sustentável: o conhecimento científico como
instrumento de defesa da Natureza
Angela Maria Moreira Silva; Marcos Jose Salgado Vital; Lena Vania Ribeiro
Pinheiro

15:00

POLÍTICAS DE INCLUSÃO DE ACESSIBILIDADE PARA A PROMOÇÃO DA
COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: UM OLHAR PARA A BIBLIOTECA
CENTRAL DA UFMS
Lilian Aguilar Teixeira; Tânia Regina De Brito; Jaziel Vasconcelos Dorneles;
Rogerio Ferreira Marques

15:15

Projeto Encontros Feministas
Cíntia Mendes

15:30

PROPOSTAS PARA CRIAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA
COMUNITÁRIA

NO

BAIRRO

ANTONIO

LINS

DE

SOUZA:

UMA

ALTERNATIVA DE ACESSO A INFORMAÇÃO EM RIO LARGO – AL
Erisson Rodrigues Santana; Rogerio Ferreira Marques

15:45

Reforma trabalhista: o risco da precarização da situação laboral do
bibliotecário
Marielle Barros De Moraes; Andreia Sousa Da Silva; Raphael Da Silva
Cavalcante

�16:00

Repositórios Institucionais: promovendo o alcance dos objetivos da Agenda
2030
Layde Dayelle Dos Santos Queiroz

Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos - 3º
Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso
aberto.
Auditório Mezanino 1 - Sala 2
Dia 18/10/2017
Moderação: Simone Peixoto Maia (Associação Riograndense de Bibliotecários
ARB/FEBAB)

14:00

A atuação da assessoria à Rede de Bibliotecas do Sistema FIRJAN: gestão,
incentivo a inovação e criatividade
Bernardo Oliveira Palma; Daisy Margareth Alcáçova De Sá Pimentel

14:15

A BIBLIOTECA COMO UM AMBIENTE DE APRENDIZAGEM: ESPAÇO DE
PRÁTICAS INTEGRATIVAS
Maria Irani Coito; Ana Carolina Gonçalves Bet

14:30

A Biblioteca digital de Juventude : implantação
Jaqueline Rodrigues Jesus; Ingrid Torres Schiessl; Priscila Rodrigues Dos
Santos; Lucas Angelo Silveira; Milton Shintaku

14:45

A elaboração do Portal NOS-UNIR: relato de experiência para a divulgação da
produção e competências científica dos docentes da Universidade Federal de
Rondônia

�Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta; Walterlina
Barboza Brasil; Wánderson Cássio Oliveira Araújo; Natan Gomes Sousa

15:00

A informação científica de acesso aberto na Universidade Federal do Ceará:
contribuições da biblioteca universitária
Maria Naires Alves Souza; Rosane Maria Costa

15:15

A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS DE UMA IES SOBRE A QUALIDADE DOS
SERVIÇOS DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: um
estudo de caso
Jousiane Leite Lima; Regycleia Botelho Alves

15:30

A Reestruturação do Setor de Periódicos de uma Biblioteca Universitária:
relato da elaboração e implantação do serviço “Alertas”
Morgana Ramos Albuquerque; Samuel Wesley Milfont Castro

15:45

A relação das mídias sociais, a produção científica em biblioteconomia e sua
utilização em bibliotecas universitárias: um projeto em desenvolvimento
Laura Mariane De Andrade; Disleide Silvia Valerio Gounella

16:00

A relevância das mídias sociais para os estudos de usuários em bibliotecas
especializadas em saúde
Leila Morás Silva; Gonzalo Rubén Alvarez; Rubens Da Costa Silva Filho

16:15

Abordagem quantitativa no processo de tomada de decisão para o
desenvolvimento de coleções: a experiência do SIBi-UFSCar
Denilson De Oliveira Sarvo; Emilene Da Silva Ribeiro; Marina Penteado De
Freitas; Bruna Nascimento Rodrigues; Daniele Aparecida Da Cunha Carvalho
Amaral

16:30

Ainda sobre o ato colecionador: abordagens para estudos de coleções
bibliográficas especiais
Leonardo Vasconcelos Renault; Dina Marques Pereira Araujo

�16:45

Análise da utilização dos periódicos de acesso aberto de uma base de dados
assinada pela Biblioteca Universitária da UFSC
Edson Mario Gavron; Fabio Lorensi Do Canto

17:00

As fanfictions e a curadoria classificatória: novas tendências para o profissional
da informação
Bruna Daniele De Oliveira Silva; Deise Maria Antonio Sabbag; Rejane Galdino

17:15

Biblioteca Central da USP – Campus de Ribeirão Preto: estudo do uso de base
de dados por alunos de graduação e pós-graduação
Paulo Rogério Gonçalves Dantas; Claudio Marcondes Castro Filho

17:30

Biblioteca do Museu Nacional: casos de sucesso, desafios e perspectivas
futuras na Seção de Desenvolvimento de Coleções
Leonardo Soares Dos Santos De Santana; Mariana Acorse Lins De Andrade;
Soraia Santana Capello; Leandra Pereira De Oliveira; Monique Rodrigues Dos
Santos

Auditório Mezanino 1 - Salas 5 e 6
Dia 19/10/2017
Moderação: Rita de Cássia Barroso Alves (Associação dos Bibliotecários do
Ceará ABCE/FEBAB)

9:00

BIBLIOTECA DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA SENHORA DA
ASSUNÇÃO: novos desafios a partir do estudo de usuários
Marineide Assunção Dos Santos; Roberia De Lourdes De Vasconcelos
Andrade

9:15

BIBLIOTECA, ESTUDO, MÚSICA E CONCENTRAÇÃO: uma combinação
possível
Neuda Fernandes Dias; Francisca Das Chagas Viana

�9:30

BOOKTUBE COMO INSTRUMENTO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PARA A GERAÇÃO DIGITAL
Sthéfani Paiva Cruz; Adriana Maria Souza

9:45

Comissão de Comunicação e Marketing BU/UFSC: criação e desenvolvimento
Gleide Bitencourte José Ordovás; Marli Dias De Souza Pinto

10:00

COMPETÊNCIAS DEMANDADAS POR BIBLIOTECÁRIOS NA GESTÃO DE
BIBLIOTECAS: uma revisão bibliográfica
Edinara SOBRINHO DA SILVA CATIVO; Jorge Luiz Alauzo; Amélia Jandrea
De Souza

10:15

DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA BIBLIOTECA DO
INSTITUTO DO CÉREBRO/UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Débora Costa Araújo Di Giacomo Koshiyama; Ismael Soares Pereira

10:30

Descrição bibliográfica: a construção de um guia
Clemilda Santana Dos Reis; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Solange Dos Santos
Rocha

10:45

Desenvolvendo Coleções em Cooperação: relato de experiência do GT-Livros
Impressos do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC)
Marinez Moral Montana; Marcello Mundim Rodrigues; Marcos Aurelio Soares
Silva; Manoela Hermes Rietjens; Regycleia Botelho Alves; Eunice Dos Santos
Rosa

11:00

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ESPECIAIS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
Eliene Gomes Vieira Nascimento; Lidianne De Mesquita Lourenço; Raimundo
Cezar Campos Do Nascimento

�11:15

Digitalização e disponibilização online da Coleção de Jornais Ituanos do
Museu Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP)
José Renato Margarido Galvão

11:30

Elicitação de requisitos para o desenvolvimento de um sistema de informação
utilizando a Etnografia: Um relato de experiência
Renato Marques Alves; Ricardo Argenton Ramos; Rodrigo Pereira Ramos;
Teresinha Fróes Burnham

11:45

Estudo bibliométrico do Acervo Raimundo Jinkings, integrante do Memorial do
Livro Moronguêtá da UFPA
Elisangela Silva Costa; Suelene Santana Assunção

14:00

FERRAMENTA DE MIGRAÇÃO DE BASE DE DADOS CDS/ISIS PARA O
REPOSITÓRIO DIGITAL PATUÁ, DO INSTITUTO EVANDRO CHAGAS
Clarice Pereira Barros Da Silva Neta; Paulo Santana Rocha; Regina Maura
Almeida

14:15

Fluxo de trabalho para disseminação de comunicações científicas em eventos
no formato pôster na BVS Prevenção e Controle de Câncer.
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Jéssica Fernanda
Dos Santos Lima Ramos; Fádia Carvalho Pacheco; Rodrigo Armada
Señorans; Andreia Da Silva Santos

14:30

GERENCIADORES E CONSTRUTORES DE REFERÊNCIAS: um relato das
ações desenvolvidas por bibliotecas universitárias
Francisco Edvander Pires Santos; Juliana Soares Lima; Izabel Lima Dos
Santos

14:45

GESTÃO DE PESSOAS NA BIBLIOTECA UNIVERISTÁRIA NO ÂMBITO DA
FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Anízia Maria Lima Nogueira

�15:00

GOOGLE CLASSROOM COMO FERRAMENTA PARA TREINAMENTOS À
DISTÂNCIA: um relato de experiência em bibliotecas universitárias
Juliana Soares Lima; Francisco Edvander Pires Santos; Izabel Lima Dos
Santos

15:15

Implantação de sistema de gerenciamento integrado de informação na Rede
de Bibliotecas Fiocruz: agregar para fortalecer
Fátima Duarte Almeida; Simone Faury Dib; Mônica Garcia Garcia

15:30

Informativo “Por Dentro da Biblioteca” como ferramenta de disseminação da
informação e promoção de produtos e serviços: relato de experiência na
Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – Unesp.
João Josué Barbosa; Raiane Silva Santos

15:45

Inovação em bibliotecas: considerações sobre a disponibilização de serviço de
impressão 3D
David Vernon Vieira

16:00

Leitura nas redes sociais: breves considerações acerca de visibilidade e
mediação literária
Lucilene Cordeiro Da Silva Messias; Oswaldo Francisco Almeida Júnior

16:15

LIVROS PARA ENTENDER A CRISE: A EXPOSIÇÃO COMO PROCESSO DE
DIFUSÃO CULTURAL EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
André De Souza Pena

16:30

Metáfora da biblioteca perfeita e do usuário satisfeito: o relato de experiência
sobre o estudo de usuários
Mírian Cristina De Lima

16:45

MODELOS DE NEGÓCIOS E LIVROS DIGITAIS EM BIBLIOTECAS:
aquisição perpétua e assinaturas

�Francisca Lima Luiz; Jorge Luiz Alauzo; Edinara SOBRINHO DA SILVA
CATIVO

17:00

O compartilhamento de artigos científicos nos repositórios institucionais
portugueses e brasileiros: com a voz os gestores
Viviane Santos De Oliveira Veiga; Cícera Henrique Da Silva; Luis Guilherme
Gomes De Macena

17:15

O conteúdo dos portais de bibliotecas universitárias: percepções para serviços
de informação na era digital
Stela Nascimento Madruga; José Fernando Modesto Da Silva

17:30

O papel da biblioteca no processo de editoração da Revista de Juventude e
Políticas Públicas
Priscila Rodrigues Dos Santos; Jaqueline Rodrigues Jesus; Ingrid Torres
Schiessl; Ronnie Fagundes De Brito; Milton Shintaku

Dia 20/10/2017
Moderação: Priscila Fevrier (Universidade Candido Mendes)

14:00

O periódico Brasil- Médico como exemplo para integração e formação de
coleções interinstitucionais: estudo de caso
Fátima Duarte Almeida; Tarcila Peruzzo Peruzzo; Maria Claudia Santiago

14:15

O potencial das ferramentas atuais de Gestão ## Negócios aplicados à
Unidades de Informação
Ana Clara Cândido; Patricia Soares Da Silva Bertotti; Jéssica Bedin

14:30

Oportunidade de aprendizado utilizando o Mendeley
Thais Cristiane Campos De Moraes

14:45

Parceria Biblioteca ## Docentes na prática do letramento informacional
acadêmico

�Ligiana Clemente Do Carmo Damiano; Eliana Maria Garcia; Thais Cristiane
Campos De Moraes

15:00

Peculiaridades na catalogação da coleção de Cordel no Repositório Rui
Barbosa de Informações Culturais (RUBI)
Elisete De Sousa Melo; Tiago Leite Pinto; Luziana Jordão Lessa Trézze

15:15

Planejamento Estratégico como ferramenta para implementação de mudanças
e inovação no âmbito das bibliotecas universitárias
Regiane Alcantara Bracchi; Valéria Santos Gouveia Martins; Marcos Roberto
Grassi; Eneida Rached Campos; Maria Bernadete De Barros Piazzon

15:30

PORTAL DE ACESSO A INFORMAÇÃO JURÍDICA DIGITAL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA JURÍDICA DES. AÉCIO SAMPAIO
MARINHO – TJRN
Gesiele Farias Da Silva; Emerson Pereira Da Silva

15:45

PRÁTICA PARA SELEÇÃO DE OBRAS DE DOAÇÃO PARA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Cleide Vieira Faria

16:00

Projeto Investigação “in Loco”: desenvolvimento da técnica de investigação em
rede, a luz das normalizações bibliográficas em biblioteca universitária
Gicelle De Souza Silva; Francisco Welton Silva Rios

16:15

Semiárido Brasileiro: Fonte de Pesquisa em uma Biblioteca do Sertão Baiano
Maria De Fátima Jesus Moreira; Gerusa Maria Teles De Oliveira; Rejane Maria
Rosa Ribeiro

16:30

Serviços de informação em Bibliotecas Universitárias: estudo comparativo
entre bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade de Juazeiro do
Norte (CE)

�Ana Rafaela Sales De Araújo; Rebecca Maria De Freitas Sousa Oliveira;
Midinai Gomes Bezerra

16:45

SUA

BIBLIOTECA

APOIA

A

GESTÃO

DO

CONHECIMENTO

DA

ORGANIZAÇÃO?
Gil Eduardo Amorim Vieira

17:00

Trabalho em rede para democratizar o conhecimento: experiência da BVS
Prevenção e Controle de Câncer e Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde
/ UFRJ
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Cássia Costa Rocha
Daniel De Deus

Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
Biblioteconomia Social.
Auditório Mezanino 1 - Salas 5 e 6
Dia 18/10/2017
Moderação: Andreia Sousa da Silva (Associação Catarinense de Bibliotecários
ACB/FEBAB)

10:30

“Iguais no mundo das diferenças”: acessibilidade atitudinal na BCJC
Clemilda Santana Dos Reis; Lívia Sandes Mota; Solange Dos Santos Rocha;
TATIANE SOUZA SANTOS

10:45

A “Biblioteca Semente Social” da Área Itaqui-Bacanga em São Luís do
Maranhão: bases para a organização da memória, identidade, produção
cultural e desenvolvimento comunitário da região
Valdirene Pereira Da Conceição; Mauricio José Morais Costa

11:00

A atuação da Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde na
propagação do uso ético da informação

�Cássia Costa Rocha Daniel De Deus; Grasiele Barreto Rangel Monteiro;
Roberta Cristina Barboza Galdencio; Daniele Masterson Ferreira

11:15

A CONTRIBUIÇÃO DO “ESPAÇO CULTURAL NOSSA BIBLIOTECA” PARA
O DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL DA COMUNIDADE DO GUAMÁ
EM BELÉM DO PARÁ
Mariza De Nazaré Rodrigues Da Costa; Letícia LIMA DE SOUSA

11:30

A

EXTENSÃO

COMO

PRÁTICA

POLÍTICA E

PEDAGÓGICA

DAS

UNIVERSIDADES EM BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: o caso do projeto
Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ
Gabriel José Teixeira Da Silva; Luciano Rodrigues De Souza Coutinho;
Patrícia Mallmann S. Pereira

11:45

A mediação de leitura num contexto de biblioteca comunitária: a experiência
da Biblioteca a Céu Aberto do projeto de extensão Biblioteca Comunitária na
Vila Residencial da UFRJ
Adília Batista De Araújo; Patrícia Mallmann S. Pereira; Luciano Rodrigues De
Souza Coutinho

14:00

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DE PÓSGRADUAÇÃO EM GEOQUÍMICA DA UFF
Verônica De Souza Gomes

14:15

Acessibilidade em bibliotecas: de Ranganathan à Agenda 2030
Sulamita Nicolau De Miranda

14:30

ACESSIBILIDADE

INFORMACIONAL

ATRAVÉS

DO USO DE

UMA

TECNOLOGIA ASSISTIVA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: uma
proposta para implantação
Maria Aparecida Jacques De Arruda

�14:45

ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL NA BIBLIOTECA
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Edicléa Mascarenhas
Fernandes

15:00

ACESSIBILIDADE

INFORMACIONAL

PARA

USUÁRIOS

COM

TRANSTORNO DE ESPECTRO AUSTISTA NA BIBLIOTECA
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Edicléa Mascarenhas
Fernandes

15:15

Arvoreteca: incentivando a leitura
Sabrina Vaz Da Silva; Flávia Reis De Oliveira; Rafaela Dala Riva Nogueira

15:30

BIBLIOTECA ACESSÍVEL: ELIMINANDO BARREIRAS
Tatiane Lemos Alves

15:45

Biblioteca Infantil: relação de cooperação e complementação à Biblioteca
Universitária
Alexei David Antonio; Marcelo José Araújo

16:00

BIBLIOTECA PARA TODOS: IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE UM SETOR
PARA SOCIALIZAR O CONHECIMENTO PARA O ALUNO DA EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Beatriz Valadares Cendon; Jorge Santa
Anna

16:15

BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL DE SERGIPE – UMA EXPERIÊNCIA COM
PROJETOS DE INCENTIVO A LEITURA A PARTIR DA PRIMEIRA INFÂNCIA
Claudia Teresinha Stocker

16:30

BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: uma organização sociocultural; instrumento
para a democratização do acesso à informação e valorização cultural
Nicole Marinho Horta; Felipe Santiago Flores Rocha

�16:45

Bibliotecas universitárias inclusivas: acessibilidade e oportunidades para os
usuários com necessidades educativas especiais
Isabel Cristina Dos Santos Diniz; Ana Margarida Pisco Almeida; Cassia
Cordeiro Furtado

17:00

Biblioteconomia Social: Parceria entre a Biblioteca Pública e o Grupo de
Escoteiros Chico Science (PE)
Andrea Batista Souza; Helio Monteiro Junior; Lúcia Roberta Guedes
Alcoforado; Márcio José Gomes

17:15

BIBLIOTECONOMIA: UMA QUESTÃO DE GÊNERO?
Irajayna De Sousa Lage Lobão; Danielle Borges Pereira; Fernanda De Sales;
Jéssica Glienke David

17:30

Biblioterapia na UNIRIO: uma proposta de ensino e extensão
Marilia Amaral Mendes Alves; Hugo Da Costa Maia Bernardo

17:45

BIBLIOTERAPIA: a contribuição da biblioterapia no tratamento de pacientes
internados em unidades hospitalares
Maryse Azevedo Dos Santos; Suely Oliveira Moraes Marquez

Auditório Mezanino 1 - Salas 3 e 4
Dia 20/10/2017
Moderação: Márcia Elisa Garcia De Grandi (Consultora)

9:00

Campanha Multa Solidária: alternativa para uma Biblioteconomia mais social
Carin Cunha Rocha

9:15

Competência Informacional desenvolvida em analfabetos e semi- analfabetos
do Conjunto Barbará de Alencar II- Curió- Messejana
Ana Virginia Ferreira Carmo

�9:30

COMPETÊNCIAS DIGITAIS: O PROFESSOR COMO GATEWAY DE NOVOS
PESQUISADORES
Cláudia Abreu Pecegueiro; Cassia Cordeiro Furtado; Raimunda Ramos
Marinho

9:45

Comunicação acessível aos usuários surdos e com deficiência auditiva em
bibliotecas: uma análise das normas brasileiras
Sulamita Nicolau De Miranda

10:00

Concepções de uma biblioteca do século XXI e o protagonismo da Biblioteca
Professora Etelvina Lima (ECI-UFMG)
Gabrielle Francinne Tanus; Maianna Giselle De Paula; Elaine Diamantino
Oliveira; Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Vivian Ascenção Fonseca

10:15

Conhecendo um laboratório de humanas - a biblioteca
Karina Gama Cubas Da Silva

10:30

Contar, Encantar e Educar: aprendizagem através da hora do conto - Relato
de experiência da Biblioteca do IFFAR Campus Santo Augusto
Daniela Cristina Paulo D'acampora'

10:45

Da tela para além da sala de aula: relato de experiência do uso de vídeos como
ferramenta para a promoção de atividades de apoio pedagógico e qualificação
profissional
Leonilha Maria Brasileiro Lessa; Salete Sampaio Teófilo

11:00

Desvendando relações entre a Biblioteca e a sala de aula: da Série Game of
Thrones para o livro.
Rosângela Silva De Carvalho; Antonise Coelho De Aquino; ANA RITA
LEANDRO SANTOS

11:15

ESTUDO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO PRESÍDIO CENTRAL DE
PORTO ALEGRE

�Bianca Soares Cunha; Cleonice Maria Della Pasqua; Daniele Ferrari

11:30

Geladeira cultural para o mundo: biblioteca fora das paredes institucionais o
projeto Geladeira Cultural em comunidades de Recife e Olinda - PE.
Angerlânia Rezende; Carla Beatriz Marques Felipe

11:45

GÊNERO E SEXUALIDADE COMO TEMAS DE TESES E DISSERTAÇÕES:
LEVANTAMENTO QUANTITATIVO NOS REPOSITÓRIOS DO IBICT E DA
CAPES
Francisco Welton Silva Rios; Maria Naires Alves Souza

14:00

IMPLANTAÇÃO

DE

UM

PROGRAMA

DE

BIBLIOTERAPIA

NA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: RELATOS DE UM PROJETO DE
EXTENSÃO
Ana Lúcia Leite Santos; Aparecida Deyse Acelino; Marília Mesquita Guedes
Pereira; Raylene Paulino De Souza

14:15

Lê no Ninho
Sueli Marcondes Motta

14:30

MEDIAÇÃO DE LEITURA: contribuições do Terceiro Setor por meio da
formação de leitores na rede leitora “Ler pra Valer” no bairro Coroadinho em
São Luís - MA
Anna Caroline Mendes; Irajayna De Sousa Lage Lobão; Mauricio José Morais
Costa; Synara Azevedo Ferreira

14:45

O papel social das bibliotecas do Senac SP
Vera Lucia Marques; Ana Claudia Martins Rosa ; Gilberto Bazzarelo Caires De
Lima ; Izete Malaquias Silva; Cristiane Camizão Rokicki ;

15:00

O uso da música na biblioteca escolar
Barbara Maria Vieira Mateus; Luciane De Fatima Beckman Cavalcante

�15:15

O USUÁRIO SURDO E A ACESSIBILIDADE NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
DA UNIRIO
Sulamita Nicolau De Miranda; Márcia Valéria Brito Costa; Márcia Monteiro Da
Silva

15:30

PESSOAS SURDOCEGAS EM BIBLIOTECAS: DISCUSSÕES INICIAIS
Marcos PASTANA SANTOS; Cládice Nóbile Diniz; Rosemeire De Araújo
Rangni

15:45

Princípios básicos da língua brasileira de sinais – Libras: uma experiência na
Biblioteca da EESC/USP
Elenise Maria De Araujo; Teresinha Das Graças Coletta; Flávio Antonio Cortez;
Carlos Alberto Fortulan; Andressa De Carvalho

16:00

Projeto Brisa Literária: a experiência da Biblioteca Prof. Carlos Alberto
Barbosa, IFRJ – Campus Nilópolis
Cintia Luciano De Paiva; Cassia Nogueira Santos; Josiane Borges Pacheco

16:15

REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA E LIVRO ELETRÔNICO
PARA ATINGIR AS METAS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE
ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS E BIBLIOTECAS (IFLA)
Solange Ribeiro Viegas; IRANY GOMES BARROS; Andréia Dutra Fraguas;
Cila Verginia Da Silva Borges

16:30

Reforma e readequação do layout da Biblioteca Emília Bustamante / EPSJV /
FIOCRUZ
Anderson Leonardo De Azevedo; Marluce Maciel Gomes Antelo; Renata De
Azeredo

16:45

SEMANA DE METODOLOGIA ## PRODUÇÃO CIENTÍFICA: contribuições da
biblioteca universitária para a formação acadêmica

�Izabel Lima Dos Santos; Juliana Soares Lima; Francisco Edvander Pires
Santos; Kalline Yasmin Soares Feitosa; Michele Maia Mendonça Marinho;
Irlana Mendes Araujo

Eixo 5: Fórum das Bibliotecas de Arte.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos Fórum das Bibliotecas de Arte.

Eixo 6:

IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.

Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos: IV
EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.

Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.
Auditório Mezanino 2 - Sala 2
Dia 18/10/2017
Moderação: Denise M. da Silva Batista (Rede de Bibliotecas e Centros de
Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ)

14:00

A formação continuada do bibliotecário: um prisma multidisciplinar
Bruna Beltrão Belinato; Leandro Da Conceição Borges; Cícera Henrique Da
Silva; Maria Cristina Soares Guimaraes

14:15

A nova grade do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Rondônia e as exigências dos concursos das Regiões Norte e Centro-Oeste
do Brasil
Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta; Vannilza Torrejão
Pereira

�14:30

A PRÁTICA DE ENSINO E A GESTÃO DE AUTOMAÇÃO DE UNIDADES DE
INFORMAÇÃO
Cenidalva Miranda De Sousa Teixeira; Raimunda Ramos Marinho

14:45

A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO DISCURSO DOS PESQUISADORES
EM EDUCAÇÃO: análise de conteúdo de periódicos
Georgete Lopes Freitas

15:00

A utilização do Facebook pelas bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Alagoas
Ana Karisse Azevedo; Janyelle Mayara Bento; Julie Christie Bertolino Café
Dos Santos Ferreira Carlos; Roberia De Lourdes De Vasconcelos Andrade

15:15

ANÁLISE

DAS

DEMANDAS

DO

MERCADO

DE

TRABALHO

DO

PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO
Marcos César Triches; Francisco Carlos Paletta

15:30

Analise preliminar dos Currículos dos Cursos de Biblioteconomia da Região
Nordeste acerca da formação tecnológica dos seus egressos
Rosa Zuleide Lima De Brito; Josivan Coêlho Dos Santos Vasconcelos

15:45

Biblioteconomia e Ciência da Informação na nuvem: Google drive como
ferramenta para o desenvolvimento de disciplinas
Edmilson Alves Dos Santos Júnior; Deise Maria Antonio Sabbag; Paulo
Rogério Gonçalves Dantas

16:00

CHECKLIST PARA BIBLIOTECÁRIOS-EDITORES: um instrumento para
identificação da função editor-gerente do processo editorial em periódicos
científicos que utilizam a plataforma Open Journal System
Manoel Felix Rodrigues; Fabiana Aparecida Lazzarin; Victoria Lopes Felix;
Hemerson Soares Da Silva

�16:15

COMUNICAÇÃO

DA

CIÊNCIA

EM

REDE:

VISIBILIDADE

E

INTERNACIONALIZAÇÃO
Raimunda Araujo Ribeiro; Lídia Oliveira; Cassia Cordeiro Furtado

16:30

Ensino e aprendizagem em Representação Temática: práticas na biblioteca
do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de
Pernambuco
Márcia Ivo Braz; Evanise Souza Carvalho

16:45

INTERNACIONALIZAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS BRASILEIROS:
EXIGÊNCIAS REQUERIDAS.
Danielle Borges Pereira; Irajayna De Sousa Lage Lobão; Elaine Rosangela De
Oliveira Lucas

Dia 20/10/2017
Moderação:

Mariza de Oliveira Silva (Associação Profissional dos

Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE/FEBAB)

14:00

O COACHING E A MENTORIA COMO PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO À
PESQUISA

ACADÊMICA

NOS

CURSOS

DE

GRADUAÇÃO

EM

BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Adriana Maria Souza

14:15

O papel do bibliotecário como mediador da informação científica na era da pósverdade
Amanda Moura De Sousa

14:30

Produção Científica em Odontologia: análise de indicadores da Faculdade de
Odontologia de Piracicaba - FOP/UNICAMP
Heloisa Maria Ceccotti; Luiz Atilio Vicentini

14:45

Relato de experiência do PET Biblioteconomia: um compromisso com o
ensino-aprendizagem

�Taís Regina Dias Gama Nunes; Hemerson Soares Da Silva; Aline Fernandes
De Mendonça; Maria Cleide Rodrigues Bernardino

15:00

RETRATOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BIBLIOMAR
Cláudia Abreu Pecegueiro; Valdirene Pereira Da Conceição

15:15

Revista ACB: a divulgação científica no Facebook
Eduardo Silveira; Priscila Machado Borges Sena; Evandro Jair Duarte

15:30

TemaTres e a construção de tesauros: aspectos de aplicabilidade para o
profissionald a informação
Rejane Galdino; Deise Maria Antonio Sabbag

15:45

TEORIA E PRÁTICA SOBRE AS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA EM
INFORMAÇÃO: ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM E DE VIVÊNCIA COM
ALUNOS DE GRADUAÇÃO
Elizete Vieira Vitorino; Celine Probst Packer; Guilherme Goulart Righetto; Djuli
Machado De Lucca

16:00

Zumbificação da informação: a desinformação e o caos informacional
Leonardo Ripoll Tavares Leite; José Claudio Matos

Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.
Auditório Mezanino 2 - Sala 1
Dia 18/10/2017
Moderação: Morgana Ramos Albuquerque (Associação dos Bibliotecários do
Ceará – ABCE/FEBAB – UNIFOR)

14:00

A Economia Criativa na Biblioteconomia
Diego Leonardo De Souza Fonseca; Merabe Carvalho Ferreira Da Gama;
CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD

�14:15

AGENDA 2030: UMA PROPOSTA DE ADVOCACY JUNTO ÀS BIBLIOTECAS
DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE FLORIANÓPOLIS-SC
Sigrid Karin Weiss Dutra; Marli Dias De Souza Pinto; Genilson Geraldo

14:30

BIBLIOTECAS COM MAKERSPACES: tendência ou necessidade de
inovação?
Thais Batista Zaninelli; João Arlindo Santos Neto

14:45

Ecossistema

de

Startups

em

Florianópolis/SC:

possibilidades

para

profissionais da Biblioteconomia
Priscila Machado Borges Sena; Ursula Blattmann; Clarissa Teixeira Teixeira

15:00

O uso de mídias sociais como estratégia de marketing. Um olhar sobre a
biblioteca universitária das universidades federais da região nordeste do Brasil
Agenor Leandro De Sousa Filho; David Vernon Vieira

15:15

PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA: a ACB interiorizando
suas ações
Katia Maria Costa; Camila Koerich Burin; Andreia Sousa Da Silva; Deborah
Matias Gomes

Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória (Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários
e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos;
Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).
Auditório Mezanino 1 - Sala 8
Dia 18/10/2017
Moderação: Camila Koerich Burin (Associação Catarinense de Bibliotecários
ACB/FEBAB)

14:00

A importância das bibliotecas particulares incorporadas aos acervos públicos:
as coleções da Biblioteca Central da Universidade de Brasília
Ana Regina Luz Lacerda

�14:15

A LITERATURA DE CORDEL NA REGIÃO NORTE E A IMPORTÂNCIA DA
DIVULGAÇÃO DESTA POESIA POPULAR
Jean Pereira Corrêa; Letícia Lima De Sousa; Nilzete Ferreira Gomes

14:30

Avaliação e seleção de bens científicos e culturais em formato de multimeios
da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB): relato de
experiência
Vãnia Natal De Oliveira; Eveline Filgueiras Gonçalves

14:45

BIBLIOTECA

DE

HISTÓRIA

DAS

CIÊNCIAS

E

DA

SAÚDE

NA

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: proposta metodológica de transferência de
acervo bibliográfico
Eliane Monteiro De Santana Dias; Jeorgina Gentil Rodrigues

15:00

Bibliotecas e aquisição de arquivos privados: a experiência da UNIRIO com a
Coleção Especial Guilherme Figueiredo
Durval Vieira Pereira; Márcia Valéria Brito Costa

15:15

Coleção Memória da Enfermagem e Nutrição da Biblioteca Setorial de
Enfermagem e Nutrição (BSEN) da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO): Preservação da Memória na Área de Ciências da Saúde
Regina Oliveira De Almeida; Regiane Cristina Lopes Da Silva; Márcia Valéria
Brito Costa

15:30

CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DO ARQUIVO DE
DOCUMENTOS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
Rafael De Paula Araujo; Robson De Paula Araujo

15:45

Da esfera privada à administração pública: a análise da institucionalização de
uma biblioteca particular
Fátima Duarte Almeida; Tarcila Peruzzo Peruzzo; Maria Claudia Santiago

�16:00

Digitalização e Processamento de Documentos do Centro Histórico e Cultural
Mackenzie
Helen Yara Altimeyer; Maria De Cléofas Faggion Alencar; João Paulo Ventura;
Beatriz Fernanda Rebelato

16:15

Estruturação Metadados: Álbum 50 fotos do Rio Antigo, Coleção Iconografia
Plínio Doyle, FCRB/CMI/AMLB
Maria Madalena Schmid Martins; Mariana Franco Teixeira

16:30

GESTÃO DE COLEÇÕES ESPECIAIS E LIVROS RAROS NO BRASIL: UM
ESTUDO SOBRE ENGENHARIA SOCIAL
Bruno Pacheco Coelho Leite

16:45

Implantação do Sistema de Gestão de Biblioteca Koha na Biblioteca de
Juventude da SNJ
Ingrid Torres Schiessl; Jaqueline Rodrigues Jesus; Priscila Rodrigues Dos
Santos; Diego José Macêdo; Milton Shintaku

17:00

INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: análise dos jornais raros de Juazeiro do NorteCE
Ariluci Goes Elliott

17:15

INVENTÁRIO DO ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA DA EMBRAPA
PANTANAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Viviane De Oliveira Solano; Cláudio Pereira Flores; Alessandra Rodrigues Da
Silva

17:30

Lydia Sambaquy e suas contribuições para a Biblioteconomia e Ciência da
Informação no cenário brasileiro
Ana Cristina Guimarães Carvalho; Maria Gezilda Silva Nascimento

�Auditório Mezanino 2 - Sala 8
Dia 19/10/2017
Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)

14:00

O ARQUIVO NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL
Daniele Augusta Dos Santos Silva; Emília Soares Da Silva Godoy

14:15

O PANORAMA NORMATIVO EM TORNO DA PRÁTICA DE CONVERSÃO DE
DOCUMENTOS FÍSICOS PARA O FORMATO ELETRÔNICO E A QUESTÃO
DA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL NO CONTEXTO
NACIONAL
Rafael Barcellos Gomes

14:30

O Renascer de uma biblioteca: a coleção especial da Academia Brasileira de
Ciências no MAST
Lucia Alves Da Silva Lino; Eloisa Helena Pinto De Almeida; Magna Loures De
Farias; Marcio Ferreira Rangel

14:45

Políticas de Preservação do Acervo de Obras Raras da BU/UFSC: um estudo
Gleide Bitencourte José Ordovás; Gisela Eggert Steindel

15:00

Preservação da Informação Digital
Francisco Carlos Paletta

15:15

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: o acervo histórico Memórias de Paulistana
em foco
Francisca Das Chagas Viana

15:30

Preservação digital de documentos: um olhar para o futuro
Cibele Araújo Camargo Marques Dos Santos; Daniela Pereira De Sousa
Manfre

�15:45

PRODUÇÃO

CIENTÍFICA

DOS

DOCENTES

DO

CURSO

DE

BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI SOBRE AS
PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA
Wesley Ferreira Cavalcante; Cicera Soares Da Silva; Ariluci GOES ELLIOTT

16:00

Repositório Institucional de trabalhos acadêmicos dos servidores da Secretaria
da Fazenda do Rio Grande do Sul: um relato de experiência
Simone Peixoto Maia; Anna Paula Knewitz

16:15

SUSTENTABILIDADE

EM

BIBLIOTECAS

DO

POSSIBILIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A

EIXO

AMAZÔNICO:

EDUCAÇÃO

SÓCIO

AMBIENTAL NAS BIBLIOTECAS DA REGIÃO NORTE
Jaciara Cristina Almeida Do Amaral; Mary Caroline Ribeiro; Samantha
Andrade Araujo

16:30

UMA BIBLIOTECA NAS ALTURAS: A CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DO CLUBE
NITEROIENSE DE MONTANHISMO
Cris ANDERSON CORREA DE SOUZA; Simone Da Cruz Correa De Souza

16:45

Uma bibliotecária no museu: o trabalho com o acervo particular de Cora
Coralina
Andréa Figueiredo Leão Grants

17:00

Uso do YouTube para a conservação de acervos
Catherine Da Silva Cunha; Maria Luisa Faccioni Damiani; Letícia Dutra
Schinoff; Sabrina Sarmento Pereira

Eixo 10: 5º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos: 5º
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas.

�ANEXO 2 – PÔSTERES INTERATIVOS

Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 18/10/2017
Moderação: Luiz Atílio Vicentin (FEBAB)

14:00

Agenda 2030 e o nome social na UFMG: o papel das bibliotecas
universitárias na promoção da inclusão das minorias sexuais
Israel José Da Silva; Priscila Oliveira Da Mata

14:05

Competência em informação para o emprego: a experiência da Biblioteca
do Sine IDT com a Estação Conhecimento
Ana Wanessa Barroso Bastos

14:10

Contribuições das Bibliotecas Parques do Rio de Janeiro para atingir os
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Nathalice Bezerra Cardoso

14:15

Diagnóstico em pesquisa acadêmica: um estudo realizado com alunos da
Graduação em Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Shirlei Galarça Salort; Barbara Pilatti Piffer

14:20

Implementação do projeto Livros Livres em uma Biblioteca Universitária
Islânia Castro Teixeira; Érica Filomena Araújo Barros; Francisco Feitosa
Moura Filho; Isabela Da Rocha Nascimento

14:25 / 14:45

Conversa com os participantes

14:45

JARDIM POÉTICO: incentivando as expressões culturais e artísticas na
comunidade do Distrito de Icoaraci. Belém- Pará.
Maria Santos Santos

�14:50

Jardim Vertical: Amenizando o Clima em uma Biblioteca Infanto Juvenil
Gerusa Maria Teles De Oliveira; Maria De Fátima Jesus Moreira; Rejane
Maria Rosa Ribeiro

14:55

Mediação da informação e os repositórios institucionais: otimização do
acesso à informação
Gracilene Maria Carvalho; Gracirlei Maria De Carvalho Lima

15:00

Minibibliotecas da EMBRAPA: uma análise sob a luz dos SRI’s
Heldo De Souza Lima; Rita Cassia Costa

15:05

O acesso à informação e assimetrias informacionais no Brasil: um estudo
preliminar
Fernanda Gabrielli De Castro; Deise Maria Antonio Sabbag; Paulo Rogério
Gonçalves Dantas

15:10 / 15:30

Conversa com os participantes

15:30

O impacto da biblioteca acadêmica de odontologia: estudo de caso na
ULisboa e na FOUSP
Luiza Baptista Melo; Tatiana Sanches; Jose Mario Oliveira Mendes; Vânia
Martins Bueno De Oliveira Funaro

15:35

Os Retratos da Leitura no Brasil e a Mediação de Leitura
Luciana Kramer Müller; Lizandra Brasil Estabel

15:40

Parceria Bibliotecário e CRAS na promoção de uma oficina: em prol da
sustentabilidade e renda
Francisco Leandro Castro Lopes

15:45

Políticas públicas para população LGBT: proposição de uma ação de
informação no Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi

�Raimundo Nonato Ribeiro Dos Santos; Isa Maria Freire

15:50

Uso do lixo escolar em unidade de informação especializada para geração
de renda e redução do impacto ambiental - o caso da Biblioteca de Gestão
Ambiental do IFPE
Amanda Tavares Silva Lima Nascimento; Gutemberg Virgínio Do
Nascimento

15:55 / 16:15

Conversa com os participantes

Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso
aberto.
Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 19/10/2017
Moderação: Elenise Maria de Araújo (FEBAB)

14:00

A

CULTURA

ESCRITA

E

INFORMACIONAL

NO

UNIVERSO

ACADEMICO: o caso dos acervos bibliográficos e documentais na
Universidade Regional do Cariri
Francisca Eugenia Gomes Duarte; Maria Telvira Da Conceicao

14:05

A Experiência da Imersão da Biblioteca Digital na UNIFOR
Ana Wanessa Barroso Bastos; Cicera Carla Reis

14:10

A experiência do SiBIFRS na implantação de um sistema de
gerenciamento e integração das bibliotecas do IFRS
Luciane Alves Santini; Núbia Marta Laux

14:15

A GESTÃO DE BIBLIOTECAS NO CONTEXTO DE UNIVERSIDADES
MULTICAMPI: a experiência da Universidade Estadual de Goiás

�Vanessa Guimarães Do Nascimento; Bruna Pimentel Lopes

14:20

A Visibilidade do Repositório Institucional da UFBA: uma revisão do
Ranking Web of Repositories.
Daniel Cerqueira Silva; Uillis De Assis Santos

14:25

AÇÃO DAS BIBLIOTECAS PARA O APOIO A EDUCAÇÃO A
Lídia Brandao Toutain; Aldinar MARTINS BOTTENTUIT; Angélica
Conceição Dias Miranda; Marcos Luiz Cavalcanti De Miranda

14:30 / 14:55 Conversa com os participantes

14:55

AQUISIÇÃO DE LIVROS DIGITAIS: um estudo na Biblioteca Central da
Universidade Federal de Alagoas
Lucas Antonio Duarte Do Espirito Santo; Luiz José Melo; Roberia De
Lourdes De Vasconcelos Andrade

15:00

AQUISIÇÃO DE LIVROS ELETRÔNICOS, UMA NEGOCIAÇÃO A SER
FEITA
Ana Rosa Santos; Simone Da Rocha Weitzel

15:05

Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer: ações de
divulgação em eventos científicos em saúde.
Jéssica Fernanda Dos Santos Lima Ramos; Camila Belo Tavares Ferreira;
Kátia De Oliveira Simões

15:10

Comunicação e interação entre profissionais de sistemas e/ou redes de
bibliotecas: a experiência da Embrapa
Alessandra Rodrigues Da Silva; Jeane De Oliveira Dantas; Maria De
Fátima Da Cunha; Rosângela Galon Arruda

15:15

Depósito remoto de teses e dissertações: protótipo para a Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina

�Manoela Hermes Rietjens; Leonardo Ripoll Tavares Leite; Luiza Morgana
Klueger Souza; Jordan Paulesky Juliani; Divino Ignacio Ribeiro Jr

15:20 / 15:40 Conversa com os participantes

15:40

Despertando talentos na equipe por meio da criação de Grupos de
Trabalho
Talita Daemon James

15:45

DIVULGAÇÃO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA BSEN EM MEIO DIGITAL
Regina Oliveira De Almeida; Regiane Cristina Lopes Da Silva; Márcia
Valéria Brito Costa

15:50

Dos índices impressos às bases de dados on-line: a experiência de uso de
bibliotecários e pesquisadores da área da saúde
Barbara Pilatti Piffer; Raquel Schimitt Domingos; Viviane Carrion Castanho

15:55

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS: uma
breve revisão da literatura
Fabiola Da Silva Costa; David Vernon Vieira

16:00

Informatização das bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia Farroupilha (IFFar)
Carmem Elisa Magalhães Ferreira Queiroz; Criselen Jarabiza

16:05 / 16:25 Conversa com os participantes

16:25

Novos horizontes para as bibliotecas: tendências na adoção de tecnologias
inovadoras
Teresa Avalos Pereira

16:30

O impacto da implantação do Pergamum na biblioteca do Campus do
sertão: um relato de experiência no polo Delmiro Gouveia

�Sâmela Rouse De Brito Silva

16:35

O

INVENTÁRIO

AUXILIANDO

NO

DESENVOLVIMENTO

DAS

COLEÇÕES: O CASO DA BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA CARTEADO
Maria Do Carmo Sá Barreto Ferreira; Isabel Cristina Nascimento Santana;
Ana Martha Machado Sampaio; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Girleide De
Oliveira Souza

16:40

PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA CENTRAL
PROF. CLODOALDO BECKMANN DA UFPA: o que pensam os usuários?
Elisangela Silva Costa; Suely Paraense Vidal

16:45

Proposta de criação de um Repositório Institucional para a gestão da
informação em saúde no INCA
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Gustavo Guedes
Furtado

16:50 / 17:10 Conversa com os participantes

Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
Biblioteconomia Social.
Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 18/10/2017
Moderação: Telma de Carvalho (FEBAB)

16:15

A “Semana do Bibliotecário”: um evento realizado pela Biblioteca
Professora Etelvina Lima (ECI/UFMG)
Gabrielle Francinne Tanus; Maianna Giselle De Paula; Elaine Diamantino
Oliveira; Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Vivian Ascenção Fonseca

16:20

Análise da competência em informação na educação médica

�Ismael Soares Pereira; José Diniz Júnior

16:25

As TIC e o desenvolvimento social na Biblioteca Municipal Dolor Barreira
João Yuri Fernandes Silva Nóbrega; Camila Leite; Ives Mateus Valente Do
Nascimento; Francisco Rômulo Benevides

16:30

Novas tecnologias e acessibilidade nas bibliotecas do Instituto Federal do
Espírito Santo
Rosilene Supriano De Jesus Rosa

16:35

O gestor de unidades de informação e a contribuição para o processo de
inclusão social: análise de problemáticas práticas
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Márcia Saraiva Carvalho

16:40 / 17:00 Conversa com os participantes

17:00

PERSPECTIVA INCLUSIVA PARA A BIBLIOTECA PÚBLICA DO CRATOCE

UM

OLHAR

SOBRE

ACESSIBILIDADE

EDUCACIONAL

E

ATITUDINAL
Isabel David Alves; Débora Costa De Sousa; Pedro Mizael Sousa
Gonçalves; Wesley Ferreira Cavalcante; Fabiana Aparecida Lazzarin

17:05

RECONFIGURAÇÃO
UNIVERSITÁRIAS

DO

ESPAÇO

ALINHADAS

ÀS

FÍSICO

DE

BIBLIOTECAS

NOVAS

TENDÊNCIAS

EM

METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO
Luana Priscila Costa

17:10

Tesouros de Papel: Conectando os bibliotecários do futuro a uma realidade
do presente
Bruno Fortes Luce; Eliane Lourdes Da Silva Moro

17:15

UFT e a leitura: promovendo a leitura de qualidade e a inclusão social
Glória Maria Soares Soares Lopes

�17:20

Vamos falar de nova Biblioteconomia?
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira; Carlos Alberto Ávila Araújo

17:25 / 17:45 Conversa com os participantes

Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Anderson de Santana (FEBAB)

14:00

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
MARANHÃO (UFMA): Fonte de Informação Institucional
Edna Do Livramento Oliveira; Camilla Do Socorro De Oliveira Silva Reis;
Thamiris Iara Sousa Silva

14:05

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E POLÍTICAS CULTURAIS: mapeamento da
produção

acadêmica

sobre

políticas

culturais

realizadas

pelos

pesquisadores da área da Ciência da Informação no Brasil
Carlos Wellington Martins; Michelle Silva Pinto; Thais Dos Santos
Rodrigues

14:10

Editoração de periódicos científicos: a experiência da Biblioteca da Escola
de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
Solange Alves Santana

14:15

ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE PESQUISADORES
EM EDUCAÇÃO SOBRE SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E CURRÍCULO
Georgete Lopes Freitas

�14:20

Estágio Supervisionado Obrigatório no Setor de Processamento Técnico:
o caso da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais
Rosilene Moreira Coelho De Sá

14:25

ONG para crianças e adolescentes: a experiência de atuação de um
estudante de Biblioteconomia.
Edmilson Alves Dos Santos Júnior; Claudio Marcondes Castro Filho; Paulo
Rogério Gonçalves Dantas

14:30 / 14:50 Conversa com os participantes

Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Luiz Atílio Vicentin (FEBAB)

14:50

A infoprodução em unidades de informação
Diego Leonardo De Souza Fonseca; CARLA DANIELLA TEIXEIRA
GIRARD

14:55

EMPODERAMENTO BIBLIOTECÁRIO E ADVOCACY: uma ação na
Região Central do Estado de São Paulo
Clélia Junko Kinzu Dimário; Eduardo Graziosi Silva; Elenise Maria De
Araujo; Ana Paula Meneses Alves; Priscila Carreira Bittencourt Vicentini

15:00

SESI Imaginação
Karin Zanona Caselli; Neli Miotto; Luciana Kramer Müller

15:05 / 15:20 Conversa com os participantes

�Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários
e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos;
Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (FEBAB)

15:20

A Gestão da Coleção Rachel de Queiroz: um Relato de Experiência
Gabriela Alves Gomes; Mírian Cristina De Lima

15:25

A importância da prática em solicitar os direitos autorais e o ISBN: relato
do serviço de biblioteca e documentação
Agnubia Pereira De Oliveira Souza; Vera Lúcia Ribeiro Dos Santos Santos

15:30

Difusão e conservação de acervo cultural documental
Adriana Santos Ribeiro; Renata Almeida Teles

15:35 / 15:55 Conversa com os participantes

15:55

INFORMAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE INSTITUCIONAL: COLEÇÃO
DE FOLDERS DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO
Roger De Miranda Guedes

16:00

O LIVRO IMPRESSO E O DESCARTE DAS ÚLTIMAS CÓPIAS DO
SÉCULO XX; UMA QUESTÃO DE PRESERVAÇÃO
Ana Rosa Santos; Simone Da Rocha Weitzel

16:05

ORGANIZAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO UTILIZANDO AS
TECNICAS DA BIBLIOTECONOMIA
Flavia Geane Santos

�16:10

TRATAMENTO TÉCNICO DO ACERVO DE FITAS DO ESTÚDIO
COMUNICA DA FACULDADE DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Maria Fátima Garbelini; Lais Pereira De Oliveira; Alexandre Ribeiro Afonso;
Leonardo Eloi Soares De Carvalho

16:15 / 16:35 Conversa com os participantes

Eixo 11: IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal
de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Auditório Mezanino 1 - Sala 7
Dia 20/10/2017
Moderação: Caroline da Rosa Ferreira Becker (Instituto Federal Catarinense)

14:05

“Explorando Museus: Maceió”: uma aproximação entre discentes e
patrimônio histórico-cultural
Franciane Monick Gomes De França

14:10

A aplicabilidade das ferramentas da web 2.0 na Biblioteca do IFRJCampus Rio de Janeiro
Barbada Christian Vitiello; Ana Rosa Silva Santos; Marcele Do Nascimento
Silva Tamashiro

14:15

Ambiente de integração da leitura ao lazer: o caso da biblioteca do IFSP Presidente Epitácio
Felipe Augusto Arakaki; Patrícia Da Silva Nunes; Eliane Aparecida
Bacocina; Tayane Aparecida Moraes; Luis André Costa De Oliveira

14:20

As Bibliotecas do IFAM sob as perspectivas dos seus Usuários
Oziane Romualdo De Souza; Dávilla Vieira Odizio Da Silva; Francisca
Amélia Frota; Manuella MARINHO FERREIRA; Priscila Pessoa Simoes

�14:25

BIBLIOTECA NO PÁTIO: AÇÃO CULTURAL EM BIBLIOTECA ESCOLAR
Ana Carolina Cardoso; Cristiane Lopes Carvalho Da Silva; Vinícius Ribeiro
Soares Dos Santos; Nayara Peluffo Nascimento

14:30 / 14:50

Conversa com os participantes

14:50

COMPETÊNCIAS DE BIBLIOTECÁRIOS DA RFEPCT: UMA ANÁLISE A
PARTIR DE DISSERTAÇÕES
Marouva Fallgatter Faqueti; Laís Braga Costa

14:55

Formação inicial e continuada em materiais informacionais no ensino de
Libras
Maria Aparecida Rodrigues De Souza

15:00

GLOBALIZAÇÃO E MÍDIAS SOCIAIS: o território da leitura dos
graduandos do Instituto Federal Goiano – Campus Rio Verde
Johnathan Pereira Alves Diniz; Andréa Pereira Santos

15:05

Historicizando o Memoria - Repositório Institucional do IFRN
Vanessa Oliveira De Macêdo Cavalcanti; Bruna Lais Campos Do
Nascimento; Anyelle Da Silva Palhares

15:10

Ler para transformar o mundo: relato de experiência da I Semana do Livro
e da Biblioteca do IFCE, campus Cedro
Carlos Robson Souza Da Silva

15:15 / 15:35

Conversa com os participantes

15:35

Modelos de Competência em Informação: pressupostos teóricos para um
projeto de pesquisa
Carlos Robson Souza Da Silva

�15:40

Negra! a cor do Brasil
Dávilla Vieira Odizio Da Silva; Claudina Azevedo Maximiano

15:45

PROJETO CÁPSULA DO TEMPO: BIBLIOTECA ESCOLAR COMO
LUGAR DE CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIA
Ana Carolina Cardoso; Cristiane Lopes Carvalho Da Silva; Nayara Peluffo
Nascimento; Vinícius Ribeiro Soares Dos Santos

15:50

RODAS

DE

CONVERSA

NA

BIBLIOTECA:

EXPERIÊNCIA

DO

INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA CAMPUS SÃO VICENTE DO
SUL-RS
Laís Braga Costa; Márcia Della Flora Cortes; Mariéle Colodzey Erd;
Sabrina Hoffmann Dos Santos; Ana Paula Da Silva Schimoia

15:55

Uso das redes sociais como forma de disseminação da informação nas
bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da
Bahia (IFBA).
Valfredo Lima Da Silva

16:00 / 16:20

Conversa com os participantes

�ANEXO 3 – CURRÍCULO DOS PARTICIPANTES

Adriana Cybele Ferrari
Bibliotecária, com Especialização pela PUC- Campinas em Sistemas de
Informação, MBA em Gestão da Qualidade pela Escola Politécnica da USP. Diretora
Técnica da Biblioteca “Florestan Fernandes” da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas (FFLCH), no período de 1996 a 2002, e do Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBi), no período de 2002 a 2007, ambos da USP. Na Direção do
SIBi/USP, implantou o Sistema de Gestão pela Qualidade, integrou a equipe de
implantação da Biblioteca Digital de Obras Raras, implementou o Programa de
Avaliação da Qualidade de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP, além de
atuar fortemente na estruturação do Consórcio de Bibliotecas das Universidades
Estaduais Paulistas. Como Assessora na Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo, idealizou e coordenou o projeto da Biblioteca de São Paulo, inaugurada em
fevereiro de 2010 e da Biblioteca Parque Villa Lobos inaugurada em dezembro de
2014 que são consideradas referências nacionais em promoção da leitura. Coordenou
vários eventos nacionais e internacionais e proferiu palestras, cursos e conferências
no Brasil e exterior. Possui vários trabalhos publicados em livros e periódicos
nacionais e internacionais. Foi Coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura e
do Prêmio São Paulo de Literatura, ambos da Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo. Atualmente é Assessora do Gabinete do Reitor da Universidade de São Paulo.
É presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições (FEBAB).

Adriana Maria de Souza
Bibliotecária, Docente e Consultora, Mestre em Ciência da Informação pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
Graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação e Especialização em
Gerência de Sistemas e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia
e Política de São Paulo (FESPSP). Atua como docente dos cursos graduação e pósgraduação na FESPSP nas áreas de Gestão, Coaching, Mentoria, Aconselhamento
Biográfico e Orientação acadêmico-profissional, Serviços de Referência e Informação,
Disseminação, Tratamento da Informação e Planejamento e Serviços de Informação.
Experiência na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, atuando

�principalmente nos seguintes temas: Excelência e qualidade em atendimento ao
cliente: padrões e processos; Coaching, Mentoria, Biografia Humana; Tratamento da
informação. Premiações e certificações: 1) Certificação Internacional para Coaches
na The Inner Game School of Coaching (2014); 2) Regional Bonus Team Scheme em
Atendimento ao Cliente (2010); 3) Certificação como Coach pelo Institute of Customer
Services no Reino Unido (2010); 4) Premiação na condução de equipes do Brasil em
Atendimento ao Cliente do British Council (Conselho Britânico) pelo 1º Lugar em
Excelência no Atendimento (2011).

Alpina G. M. Rosa
Bibliotecária

Supervisora

da

Biblioteca

do

Centro

Cultural

Justiça

Federal/Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Presidente da Rede de Bibliotecas e
Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro – REDARTE/RJ), nos
biênios 2014-2015, 2016-2017. Especialização em Biblioteconomia e Documentação
pela Universidade de Brasília.

Anderson de Santana
Bibliotecário, Chefe Técnico do Serviço de Biblioteca e Documentação do
Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Trabalhou como Chefe de
diversas divisões do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas (DTSIBi) da Universidade de São Paulo (USP). É mestrando pelo Programa de PósGraduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes(ECA) da
USP e bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Tem experiência em gestão de projetos de tecnologia da informação, como sistemas
de buscas e bibliotecas digitais. Desenvolve pesquisas ligadas à serviços de
descoberta em escala web (web-scale discovery services), tendo sido o coordenador
da implantação do Portal de Busca Integrada da USP. Tem trabalhado com a geração
de estudos bibliométricos acerca da Produção Científica e Indicadores Métricos de
Produtividade da USP.

Andrea Remião de Almeida Brasil de Paula
Mestranda em Avaliação de Políticas Públicas - UFC, Graduada em
Biblioteconomia - UnB, possui MBA em Gerenciamento de Projetos e Especialização
em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas - UnB e em Psicopedagogia - UFRJ.

�Consultora em Gestão Documental, atuando como Gerente de Projeto e Docente dos
cursos de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Arquivos, Bibliotecas e Unidades
de Informação da Acesso Educacional. Foi docente nas áreas de Arquivologia e
Biblioteconomia na Universidade Federal da Bahia. Tem experiência profissional de
20 anos, sendo 12 destes como Gerente de Projetos, atuando como consultora em
gestão documental, implantação de ECM/GED, projetos de certificações do sistema
de gestão integrada (ISO 9000, ISO 14000 e OSHAS 18.000); implantação de
sistemas de informação de gestão ambiental, acervos administrativos-financeiros e
documentação de engenharia. Atuou pelo período de 10 anos na Petrobras como
Gerente de Projetos e Consultora Interna (2005/20015). Atuou pelo período de 7 anos
no Exército Brasileiro, como oficial técnico-temporária, exercendo cargos de Chefe da
Biblioteca e Oficial de Comunicação Social (1998/2005). Conferencista e autora de
artigos e trabalhos publicados em revistas e publicações especializadas.

Andréia Gonçalves Silva
Doutora em Ciência da Informação pela ECA/USP. Docente das Disciplinas
"Indexação e Resumos" e "Linguagens Documentárias Pós-Coordenadas" na
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo. Docente do curso online "Indexação das fontes de
informação jurídica: legislação, doutrina, jurisprudência" na ContenMind. Atua na
gestão e organização de bibliotecas de escritórios de advocacia e demais centros de
informação jurídica.

Andreia Sousa da Silva
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa
Catarina (2004). Mestranda do Curso de Ciência da Informação do Programa de Pós
Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina na
linha de pesquisa Organização e Preservação do Conhecimento, pesquisadora
associada do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Universidade do Estado de Santa
Catarina (NEAB UDESC) e Vice presidente da Associação Catarinense de
Bibliotecários, gestão 2016-2017. Tem pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ciência
da Informação, com ênfase em Biblioteconomia e Arquivologia, principalmente com
os seguintes temas: gestão da informação e conhecimento, disseminação da
informação, tecnologias da informação, estudos de usuários, estudos afro brasileiros,

�ciências humanas e movimento associativo. Suas experiências profissionais estão
voltadas principalmente para bibliotecas universitárias, mas já atuou em bibliotecas
escolares, especializada, comunitárias, arquivos empresariais além de supervisionar
e executar projetos de gerenciamento eletrônico de documentos.

Bel Santos Mayer
Coordenadora do Programa de Direitos Humanos na empresa IBEAC. Gestora
na empresa Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura. Trabalhou como Conselho
Pedagógico na empresa Viração. Estudou Graduação em Turismo - Bacharelado na
instituição de ensino Universidade Anhembi Morumbi. Estudou Pedagogía social na
instituição de ensino Università Pontificia Salesiana Roma. Mora em São Paulo.

Benita Prieto
Curadora, consultora, produtora e mediadora de projetos de leitura. Estudou
Engenharia Eletrônica e fez especializações em Literatura Infantil e Juvenil e em
Leitura: Teoria e Práticas. Escritora e Contadora de Histórias com mais de 2000
palestras, apresentações e oficinas de formação pelo Brasil, Espanha, Portugal,
Uruguai, Colômbia, Venezuela, Cuba, Argentina, Moçambique, Chile. Criou o
Simpósio Internacional de Contadores de Histórias. Fundadora do MIL – Movimento
Integrado de Leitura. Participa ativamente das construções de Políticas Públicas para
o Livro e a Leitura nas esferas federal, estadual e municipal como delegada,
conferencista e em grupos de trabalho. Desde 2012 pesquisa e ministra cursos sobre
promoção de Leitura e Literatura Digital. É presidente do Instituto Conta Brasil.
Coordenadora da Red Internacional de Cuentacuentos. Integra o Grupo de Estudos
em Literatura Infantil e Juvenil (GELIJ/CNPq) do Instituto Interdisciplinar de Leitura da
PUC-Rio que escolhe os livros para o Selo Cátedra.

Carlos Alberto Della Paschoa
Bibliotecário Diretor da Biblioteca do Instituto Cervantes Rio de Janeiro.
Membro do Conselho Fiscal da Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Artes
no Estado do Rio de Janeiro – REDARTE/RJ), nos biênios 2014-2015, 2016-2017.
Especialista em Tradução Alemão-Português e mestre em Língua e Literatura Alemãs
pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo (FFLCH-USP).

�Carlos Wellington Martins
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas pela
Universidade Federal do Maranhão. Mestre em Desenvolvimento Socioespacial e
Regional pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Especialista em Gestão
Pública (2011) pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Graduação em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Maranhão (2007), foi bolsista do
Programa de Educação Tutorial (PET) do MEC onde desenvolveu vários projetos de
pesquisa

e

extensão,

participando

de

projetos

sobre

Epistemologia

da

Biblioteconomia, Mercado de trabalho e Panorama da Leitura no Nordeste. Foi
presidente do Diretório Acadêmico (DA) do curso de Biblioteconomia e membro do
Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMA durante a graduação. Membro da
Diretoria Executiva da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) no cargo de Diretor Regional
Nordeste, atuou como tutor do curso Mediação em EaD pela Uemanet. Representou
o estado do Maranhão como delegado do segmento Livro, Leitura, Literatura e
Bibliotecas para composição do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do
Ministério da Cultura (2012). Conselheiro Estadual de Cultura do Estado do Maranhão
(2015 - 2017). Membro do Grupo de Estudos Política, Lutas Sociais e Ideologias GEPOLIS e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, Educação, Gênero e
Movimentos Sociais - DANDARA. Membro da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Prisionais (CBPP) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). Desenvolve pesquisas sobre as
temáticas de Políticas de Livro e Leitura, Política de Informação Científica e Gênero.

Carola Gomez-Rojas
Bibliotecária e gestora cultural. Formada em Gestão de bibliotecas públicas,
desenvolveu a primeira Biblioteca pública digital (presencial) do Chile e da
Latinoamérica. Coordena o projeto DigitalLab: Cidades Inclusivas de Iberoamérica.
Atualmente é Diretora da Biblioteca Pública Pablo Neruda (Chile) e Biblioteca Pública
Digital de Independencia (Chile). É Diretora Executiva Red BiblioInnova.

�Caroline da Rosa Ferreira Becker
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa
Catarina; Especialista em Educação: Leitura, Letramento e Literatura; Bibliotecária do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Rio do
Sul; e professora convidada de Pós-Graduações. Sou Presidente da Comissão
Brasileira das Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (CBBI) e coordenadora do grupo de trabalho Gestão de bibliotecas e de
pessoas da CBBI. Ministro cursos, oficinas e palestras sobre: Gestão de Bibliotecas;
As Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; O
Papel Social do Bibliotecário; A Integração Professor - Biblioteca; Formação do Leitor.

Catia Lindemann
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande FURG. Tem experiência em Serviços de Referência no atendimento ao público
(usuário), Plataformas Digitais, Banco de Dados, Documentação e implantação de
Unidades de Informação. Linha de pesquisa na área de Ciência da Informação, com
ênfase em Biblioteconomia Social, atuando principalmente nos seguintes temas:
Direitos Humanos e a Informação, Biblioteca Prisional. É Presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Prisionais da FEBAB.

Cecília Bedê
Curadora e pesquisadora em Artes e Mestre em Comunicação e Semiótica na
linha de pesquisa Processos de Criação nas Mídias. Especialista em Arte: Crítica e
Curadoria pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP. Graduada em
Artes Visuais pela Faculdade Grande Fortaleza, atua em espaços culturais e museus
em áreas como gestão de acervos, arte-educação, produção e curadorias
independentes. Atualmente é Curadora Responsável pelos Acervos Especiais, uma
Biblioteca especializada em Livros Raros e de Arte da Fundação Edson Queiroz Unifor.

Profa. Dra Célia Regina Simionetti Barbalho
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (1984).
Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas
(1995). Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica

�de São Paulo (2000). Atualmente é dedicação exclisiva da Universidade Federal do
Amazonas e pesquisadora visitante senior do Centro de Biotecnologia da Amazonia.
Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de
informação com foco na inteligencia organizacional e na gestão do conhecimento.
Atua principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, planejamento
estratégico, biblioteconomia e gestão da informação. É vice-presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias da FEBAB.

Cleide Fernandes
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas
Gerais (2004). Atualmente é Bibliotecária Gestora de Cultura - Superintendência de
Bibliotecas Públicas de Minas Gerais. Tem experiência na área de Ciência da
Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes
temas: preservação de acervos, bibliotecas escolares, bibliotecas públicas infantis e
juvenis.

Cristiane Camizão Rokicki
Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação com
especialização em Gerenciamento de Sistemas e Serviços de Informação e
desenvolve pesquisa sobre pesquisa em biblioteca universitária, acessibilidade e
cultura material. Atualmente é coordenadora geral da Rede de Bibliotecas do Senac
SP e foi Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia (2012-2014). Mestre
em Moda, Cultura e Arte pelo Senac SP, com pesquisa defendida em 18/10/2010
sobre cultura material em Modatecas. Desenvolve pesquisa em coleções de chapéus,
produção de moda de alunos e especialmente com figurino do cantor Ney Matogrosso
(doado a instituição Senac SP) e do Ballet Triádico. Todos pertencentes ao acervo da
Modateca do Centro Universitário Senac São Paulo. Atualmente trabalha com
Avaliação de curso em IES – Instituições de Ensino superior, repositório acadêmico e
acervos tridimensionais - memória.

Dandara Baca de Jesus Lima
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (2009).
Graduação em andamento em Direito pela UDF. Mestranda em saúde coletiva pela
Universidade de Brasília sob orientação de Dais Gonçalves Rocha. Atua no

�Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria de Cidadania e
da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Daniel Munduruku
Escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e
Psicologia. Doutor em Educação pela USP. É pós-doutor em Literatura pela
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Diretor presidente do Instituto UKA Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 50 livros para crianças, jovens e educadores
é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008.
Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante
honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. Membro Fundador da
Academia de Letras de Lorena.Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre
eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico
Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela
UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável
outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Reside em
Lorena, interior de SP.

Daniela Greib
Diretora Geral do Instituto de Políticas Relacionais. Assistente Social pela
PUC/SP, sociopsicodramatista pela Role Playing. Coordenação do Movimento Ética
e Cidadania – Psicodrama da Cidade.

Profa. Daniela Spudeit
Professora no curso de graduação em Biblioteconomia e no Programa de PósGraduação de Gestão da Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina
(UDESC). Possui mestrado em Ciência da Informação pela UFSC, especialização em
Gestão de Unidades de Informação pela UDESC, especialização em Didática do
Ensino Superior pelo SENAC, bacharelado em Biblioteconomia pela UFSC e
licenciatura em Pedagogia pela UDESC. Atualmente coordena o Grupo de
Bibliotecários da Área Escolar em Santa Catarina (GBAESC), é vice-presidente da
Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), editora da
Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação (REBECIN). Áreas de
interesse: Gestão de unidades de informação, empreendedorismo, gestão da

�qualidade, de processos e projetos em Biblioteconomia, planejamento e marketing,
competência em informação, bibliotecas escolares e universitárias, atuação, ensino e
formação em Biblioteconomia.

Denise M. da Silva Batista
Bibliotecária dos Museus Castro Maya. Vice-Presidente da Rede de Bibliotecas
e Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ), no
biênio 2016-2017. Atua também como courier nos empréstimos de obras dos acervos
do museu para exposições no Brasil e no exterior. Mestre em Museologia e Patrimônio
pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio - Convênio
UNIRIO/MAST (2012).

Diego Gonzalez
Cidadão cubano, obteve em 1981 a graduação em medicina pela Universidade
de Havana (Cuba). Em 1986, recebeu o diploma de especialização em Toxicologia
Clínica emitido pela Academia Kirov, em Leningrado, Rússia, e em 1987 foi bolsista
no Instituto Nacional de Toxicologia e Ciências Forenses de Sevilha, no Hospital
Clínico de Barcelona e Centro Nacional de Toxicologia de Madrid, Espanha. Recebeu
o título de Mestre em Ciências em Toxicologia Clínica do Ilustre Colégio Oficial de
Químicos de Sevilha, Espanha. Iniciou sua carreira profissional em 1986 como Chefe
de Informação Toxicológica do Centro Nacional de Toxicologia de Cuba. Iniciou sua
colaboração com a OPAS/OMS em 1991 como profissional nacional e em 1995 se
integrou à Organização como Toxicólogo Ambiental no Centro Pan-Americano de
Ecologia Humana e Saúde em México. Posteriormente, desempenhou este mesmo
cargo no Centro de Engenharia Sanitária e Ciências do Ambiente no Peru. Em 2003
foi realocado na Representação da OPAS/OMS no Brasil para desempenhar o cargo
de toxicologista e posteriormente o de Assessor em Desenvolvimento Sustentável e
Saúde Ambiental. Em junho de 2011, foi realocado na Representação da OPAS/OMS
no México como Assessor em Desenvolvimento Sustentável e Saúde Ambiental,
cargo que exerceu até a data desta nova nomeação como o novo Diretor da BIREME
em agosto de 2016.

�Diná Marques Pereira Araújo
Bacharel em Biblioteconomia; Conservação-Restauração de Bens Culturais
Móveis; e mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG). Bibliotecária-documentalista UFMG (2009-). Coordenadora técnica
da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca Universitária-UFMG (2010-). Membro:
do Conselho Curador do Acervo Curt Lange (2010-); do Comitê Memory of World,
Unesco, Brasil (2015-); suplente do Conselho Curador da Fundação Rodrigo Mello
Franco de Andrade (2016-). Atua nas áreas de preservação e catalogação de
coleções especiais. Desenvolve pesquisas sobre as temáticas: História do Livro,
História das Bibliotecas, Bibliografia, Bibliofilia, Livros Raros, ConservaçãoRestauração de papel.

Elisete de Sousa Melo
Bibliotecária, Jornalista, Bolsista do Programa de Incentivo à Produção do
Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura da Fundação Casa de Rui
Barbosa – FCRB (projeto Coleções digitais). Membro da Rede de Bibliotecas e
Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ).
Especialista em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro, COPPE/CRIE e em Docência para o Ensino Superior pela Universidade
Cândido Mendes. Mestre em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro - UNIRIO (2015).

Elizete Pereira Sá
Mestra em Administração Estratégica pela Universidade Salvador Unifacs;
Especialista em Organização e Sistemas de Informação pela Universidade Federal da
Bahia; Bibliotecária pela Universidade Federal da Bahia; Administradora de Empresas
pela Universidade Salvador Unifacs. Diretora da Info Content Consultoria e Gestão;
Gerenciou como Consultora projetos nos clientes: Petrobras, TCM-BA, Arembepe
Energia, Ministério Público, Portal F, Câmara de Comercialização de Energia (CCEE),
Bahiagás, MCE, Braskem, Torres &amp; Pires Advogados Associados Consulting,
Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia – CREMEB, Odebrecht Óleo e
Gás, Oxiteno, Grupo Indiana, Companhia de Gás de Alagoas – ALGÁS. Ocupou o
cargo de Gerente de Informação e Conhecimento da Braskem no período de 2002 a
2007; Foi também executiva na Copene das áreas de Documentação e Informação;

�Atuou como Auditora Interna de Sistema de Gestão (ISO 9000, ISO 14000). Docente
do Curso de Extensão em Gerenciamento Eletrônico de Documento da UFBA;
Instrutora em Gestão Documental e Memória Organizacional na Universidade
Salvador; Docente do Curso de Especialização em Gestão do Conhecimento e
Inteligência Empresarial da UFBA; Professora de Gestão da Informação e
Conhecimento do Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do TJBA. Foi Vice-Presidente e Diretora Técnica da Sociedade Brasileira de Gestão do
Conhecimento (SBGC) no período de 2007 a 2012. Conferencista e autora de artigos
e trabalhos publicados em revistas e publicações especializadas.

Eric L. Block
É diretor da SaaS Innovation para a América Latina, Israel e Caribe para a
EBSCO Industries, onde trabalhou nos últimos 14 anos, atendendo mais de 30 países
diferentes. Ele trabalhou em muitos projetos, incluindo informática, desenvolvimento
de pesquisa, protótipos analíticos, marketing e criação das bases de dados de
pesquisa de texto completo do Caribe - Caribbean Search. Ele atualmente administra
todo o portfólio EBSCO SaaS, incluindo EBSCO Discovery Service, FOLIO,
Curriculum Builder, Open Athens entre outros. Bacharel em História pela Universidade
Brown, possui Mestrado em Ciências e Finanças da Universidade Americana e
Mestrado em Assuntos Internacionais pela Faculdade de Direito e Diplomacia pela
Tufts University.

Prof. Fabiano Cataldo
Bibliotecário (UNIRIO). Doutorando em História Política na Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor Assistente de História do Livro e das
Bibliotecas e Políticas de Preservação de Acervos Bibliográficos na Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro. Integra o comitê executivo do Rare Books and
Special Collection Section da IFLA e é Membro do IFLA Cultural Heritage Programme
Advisory Committee. Pesquisa sobre temas relacionados à história das bibliotecas e
dos bibliotecários nos séculos XVIII e XIX. Pesquisador do grupo de pesquisa Gestão
e Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia (MAST). Revisor da Revista da
Sociedade Brasileira de História da Ciência. Participa como membro correspondente
do Grupo de Estudos Interdisciplinares da Raridade Documental (Salvador, Bahia).

�Fabíola Maria Pereira Bezerra
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (1985).
Especialista em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Gerenciamento da
Informação pela Universidade Federal do Ceará (2001). Mestre em Gestão da
Informação pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal (2006).
Doutora em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais pela Faculdade de
Letras da Universidade do Porto, Portugal (2012). Atuou como bibliotecária na
Universidade Federal do Ceará no período de 1992/2016. Desde março de 2013 seu
interesse de pesquisa, estudo e produção cientifica estão voltados para temas como
Mídias sociais; Empreendedorismo Digital e Marketing digital. Desenvolve projetos
práticos sobre os temas acima citados como administradora das fan pages Mural
Interativo do Bibliotecário e T-shirts MURAL, ambas no Facebook.

Gabriela Pedrão
Sou doutoranda em Ciência da Informação (CI) pela Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e bolsista pesquisadora da Fundação
Biblioteca Nacional. Meu tema de pesquisa está ligado à organização da informação
atráves da história dos catálogos, utilizando como base de estudo o Catálogo de
Panizzi. Sou mestre em CI também pela Unesp (2013) onde desenvolvi uma pesquisa,
subsidiada pela Capes, sobre memória e arquivos pessoais, tendo como objeto de
estudo a Coleção Zeferino Vaz na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Possuo graduação em Ciências da Informação e Documentação (2010) pela
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São
Paulo (USP). Durante a graduação fui bolsista de iniciação científica com bolsa da
Reitoria (RUSP), com um estudo focado na área de biblioteconomia e colecionismo
bibliográfico. Na área profissional tive experiências com Bibliotecas Universitárias,
Escolares e Centros de Documentação.

Gabriele Cesoroglu
Formação em pedagogia social na Volkshochschule Köln. Criou e dirigiu o
“Café internacional para mães” em Colônia-Mülheim e foi ministradora de cursos de
integração em uma instituição evangélica para educação de famílias (FBS) em
Colôniae. Desde junho de 2010 trabalha para o projeto Incentivo à leitura em várias
línguas na Biblioteca Pública de Colônia.

�Gláucio Barreto de Lima
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (2007),
Especialista em Pesquisa Científica pela Universidade Estadual do Ceará (2010),
licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (2014). Desenvolve
pesquisas na área de informação, principalmente nos seguintes temas: Informação e
Sociedade, Informação Ambiental, Educação, Informação e Gênero, Informação
Queer, Filosofia e Infoexclusão.

Glòria Pérez-Salmerón
Nasceu em Barcelona, 5 de abril de 1958, foi Diretora da Biblioteca Nacional
da Espanha. É presidente da IFLA desde 2014. Presidenta de FESABID, cargo que
ocupou no período 2008-2010.

Haroldo de Oliveira Machado Filho
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais
(1993), mestrado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (1998) e
PhD. em Direito Internacional pelo Instituto Universitário de Altos Estudos
Internacionais - Univ. de Genebra (2007). Atualmente é Assessor Sênior sobre
Desenvolvimento Sustentável junto ao Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento - PNUD/Brasil. É negociador da delegação brasileira nas
Conferências das Partes e Reuniões dos Órgãos Subsidiários da Convenção de
Mudança do Clima e do Protocolo de Quioto desde 1998. É membro do Grupo III
(Mitigação) do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima - IPCC. Tem
experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Internacional Público, atuando
principalmente nos seguintes temas: mudança do clima, conferências internacionais,
desenvolvimento sustentável, proteção social, meio ambiente, financiamento,
transferência de tecnologias, bens públicos globais.

Helena Vieira
Escritora, transfemista e pesquisadora em Política, Gênero e Teoria Queer.
Pesquisa Gênero e Sexualidade no Núcleo de Políticas de Gênero da Unilab, tem
diversos artigos publicados acerca das temáticas: gênero, política, transexualidade.
Assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará

�Isaura Lima Maciel Soares
Bibliotecária Diretora da Biblioteca Amadeu Amaral do Centro Nacional de
Folclore e Cultura Popular/CNFCP/IPHAN. Membro do Conselho Fiscal da Rede de
Bibliotecas e Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro –
REDARTE/RJ), nos biênios 2014-2015, 2016-2017. Primeira Secretária do Conselho
Federal de Biblioteconomia (CFB) na 16ª Gestão. Presidente do Conselho Regional
de Biblioteconomia (CRB-7), na 15ª Gestão.

Itamar Xavier de Camargo
É ex-presidiário, professor de artes, autor e profere palestras. Comanda o
projeto Leitura Campeã que já arrecadou cerca de 20 mil livros e criou 11 bibliotecas
na região de Presidente Prudente, SP.

Prof. Dr. Jonathas Carvalho
Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas: identidade social e
cultural, identidade da Biblioteconomia brasileira e aspectos teóricos, históricos e
epistemológicos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação. Trabalha ainda
enfaticamente com projetos sociais, especialmente a partir das bibliotecas públicas,
escolares, comunitárias e populares, interagindo com diversos movimentos sociais e
comunitários e concebendo suas concepções sociais, educativas e culturais. Currículo
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4713540A9.

José Ronaldo Vieira
Especialista em Gestão do Conhecimento, Bibliotecário do Superior Tribunal
de Justiça, Chefe da Seção de Biblioteca Digital.

Julio Diaz Jatuf
Doctorando por la Universidad Complutense de Madrid en Ciencias de la
Documentación. Magíster en Bibliotecología y Ciencia de la Información, por la
Universidad de Buenos Aires (UBA), y por esa misma institución egresado como:
Bibliotecario Auxiliar, Bibliotecario, Licenciado y Profesor en Bibliotecología y Ciencia
de la Información. Se desempeña como Director de la Cátedra Libre Bibliotecología

�Social (CaLiBiSo) por UBA y profesionalmente como Jefe de Procesos Técnicos de
la Biblioteca de la Facultad de Odontología. Docente del Departamento de
Bibliotecología y Ciencia de la Información de UBA, de la Universidad Católica de
Santiago del Estero (UCSE) y del Instituto de Formación Técnica Superior (IFTS) nº
13. Autor de diversos artículos, capítulos de libros y ponencias científicas. Contacto:
juliodj@filo.uba.ar – www.juliodiazjatuf.com.ar

Katiussa Nunes Bueno
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio
Grande (2005). Atualmente é bibliotecária da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Cursando mestrado profissional em Memória social e bens culturais pelo Centro
Universitário La Salle. Tem experiência na área de biblioteconomia, com ênfase em
aquisição de material bibliográfico.

Kelly Pereira de Lima
Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense
(2016), Pós-Graduação em Mídias Digitais pela Universidade Estácio de Sá (2012) e
Graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (2008). Bibliotecária da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGERJ). Presidenta do Grupo de Profissionais em Informação e Documentação Jurídica GIDJ/RJ (2016-2019). Atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de
unidade de informação especializada em direito, desenvolvimento de coleção, fontes
de informação, serviço de referência e biblioteca virtual.

Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante
Pós-doutora em Ciência da Informação pela Université de Montréal - Canadá,
com pesquisa sobre memória e patrimônio digital: políticas e ações em bibliotecas
públicas. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em
História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em Teorias
da Comunicação e da Imagem (UFC). Possui graduação em Biblioteconomia pela
Universidade Federal do Ceará. É professora associada III do Departamento de
Ciências da Informação, da Universidade Federal do Ceará e coordenadora do
Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFC/PPGCI (2016-2017).
Tem experiência na área de Ciência da Informação, atuando principalmente nos

�seguintes temas: mediação da informação e da leitura, tecnologia social e
desenvolvimento local, memória social e patrimônio, competência em informação,
aprendizagem colaborativa e educação a distância e inovação social. Desde 2008
coordena o projeto Ler para Crer, de metodologias para a implantação de bibliotecas
comunitárias e em 2010 recebeu o Prêmio Viva Leitura pelo referido projeto.

Lucia Abello
Bibliotecária com licenciatura em Tecnologia da Informação Formada em
Gestão de Projetos Culturais e Mestre em Promoção da Leitura. Diretora da Biblioteca
Pública Municipal de Doñihue, Chile.

Lucivaldo Barros
Professor associado do Instituto de Ciências Sociais Aplicas da Universidade
Federal do Pará, em exercício na Faculdade de Biblioteconomia. Analista do Ministério
Público da União - área Biblioteconomia, lotado na Procuradoria da República no
Estado do Pará. Possui pós-Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade
do Porto (Portugal), na área "Informação e Comunicação em Plataformas Digitais";
doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília, com
pesquisa na área temática Transparência Pública e Direito à Informação
Socioambiental. Graduado em Biblioteconomia e especialista em Administração de
Bibliotecas pela UFPA. Bacharel em Direito pela Universidade da Amazônia. Exerceu
atividades na Escola Superior do MPU, na área de pesquisa jurídica. Possui diversos
artigos, capítulos e livros publicados com destaque para: co-autor do livro "Informação
jurídica: teoria e prática" (Ed. Thesaurus, 2004); autor do livro “Fontes de informação
jurídico-ambiental" (Ed. Fórum, 2007); autor, juntamente com Edilenice Passos, do
livro "Fontes de informação para pesquisa em Direito" (Ed. Briquet de Lemos, 2009);
autor do livro “Teoria e prática da pesquisa em Jurisprudência” (Ed. Fórum, 2016).
Atua como Instrutor em cursos e treinamento do MPF, ESMPU e STF em diversas
capitais brasileiras. Professor da Disciplina "Documentação Jurídica" na UFPA.

Luiza Baptista Melo
Licenciatura em Química, ramo científico, da Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa; Mestrado em Arquivos, Bibliotecas e Ciências da Informação
da Universidade da Universidade de Évora; Doutoramento em Ciências da Informação

�e da Documentação da Universidade de Évora. Desde 2000, desenvolve investigação
nas áreas das Estatísticas, da Avaliação da Qualidade, do Desempenho e do Impacto
de Bibliotecas e Serviços de Informação, sendo autora de vários artigos em
publicações nacionais e internacionais e participando regularmente em congressos
em Portugal e no estrangeiro. É formadora e coordenadora de cursos de formação no
âmbito BAD. Recebeu as distinções: Louvor Cooperação – não docente 2013/2014
atribuído pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade
do Porto.

Luma Nogueira de Andrade
Professora Adjunta DE da Universidade da Integração Internacional da
Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB atua no Mestrado (MASTS) e graduação (IHL).
Possui Graduação em Licenciatura em Ciências pela Universidade Estadual do Ceará
- UECE; pós-graduação em gestão e avaliação da educação (UFJF); Mestrado em
Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Estadual do Rio Grande do
Norte (UERN) em Meio Ambiente e Doutora em Educação pela Universidade Federal
do Ceará (UFC). Tem experiência na área de gestão, Ciências Humanas, atuando
principalmente nos seguintes temas: Direitos Humanos, Diversidade cultural,
Etnicorracialidade, gênero e sexualidade, Educação, Políticas públicas e Movimentos
Sociais. Autora do livro Travestis nas Escolas: Assujeitamento e Resistência a Ordem
Normativa.

Prof. Dr. Luis Fernando Sayão
Possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(1978), mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro/Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJ/IBICT) e
doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ/IBICT (1994). Trabalha desde 1980
na Comissão Nacional de Energia Nuclear onde já exerceu os cargos de: chefe do
Centro de Informações Nucleares (CIN); chefe da Divisão de Tecnologia da
Informação; coordenador-geral de Informática; representante do Brasil no INIS International Nuclear Information System (AIEA/ONU); coordenador-geral da RRIAN Red Regional de Información en el Área Nuclear. É conselheiro do CONARQ Conselho Nacional de Arquivos, membro do Câmara Técnica de Documentos
Eletrônicos

do

CONARQ;

docente

do

Programa

de

Pós-Graduação

em

�Biblioteconomia da UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e e
do Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui
Barbosa. Foi membro do Comitê Técnico-Científico do IBICT e da Comissão de Ensino
da CNEN. Tem como áreas de interesse: bibliotecas digitais, publicações eletrônicas,
interoperabilidade, bases de dados, curadoria de dados de pesquisa e preservação
digital.

Prof. Dr. Luiz Tadeu Feitosa
Possui mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (1996) e doutorado em Sociologia pela Universidade Federal
do Ceará (2002). Atualmente é professor associado II da Universidade Federal do
Ceará. Tem experiência na área de Ciência da Informação e Comunicação Social,
atuando principalmente nos seguintes temas: Ciência da Informação - Teorias e
Epistemologia das Ciências da Informação; Biblioteconomia; Comunicação - Teorias
e Epistemologia da Comunicação. Semiótica, Semiótica da Cultura. Publicidade,
Jornalismo, Cultura Popular. Atua ainda nas pós-graduações em Comunicação e
Ciência da Informação, com orientações acadêmicas nas duas áreas. Orienta
trabalhos nos campos da sociologia da mídia e da informação; semiótica da mídia e
da cultura.

Manuela Pargana Silva
Licenciatura em História, FLUL.

Componente Curricular do Mestrado em

Educação e Leitura, FPCE-UL. Componente Curricular do Mestrado em História
Social Contemporânea, ISCTE-IUL.

Especialização em Ciências Documentais,

variante de Documentação e Biblioteca, FLUL. Lecionou no Ensino Secundário de
1980 a 1998. É técnica superior no Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, desde
1998 e Coordena a Rede de Bibliotecas Escolares desde 2014.

Maralyza Pinheiro
Bacharel em Biblioteconomia pela UFC, Especialista em Tecnologias Aplicadas
ao Tratamento e Recuperação da Informação (UFC), Certificação RM collaboration
certificates da Alfresco (United Kingdom - UK). Atuando nos últimos sete anos em
Projetos de GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos pelo Brasil, em
empresas privadas de grande porte e em órgãos públicos de esfera: Municipal,

�Estadual e Federal. 1ª Bibliotecária no Brasil a atuar no ramo da Indústria Alimentícia
como gestora.

Marcio de Souza Porto
Possui graduação em História pela Universidade Federal do Ceará (1981),
mestrado em História pela Universidade Federal do Ceará (2007) e doutorado em
Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará
(2014). Atualmente é cargo comissionado - Arquivo Público do Estado do Ceará. Tem
experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando
principalmente nos seguintes temas: ensino, pesquisa, história, história da Igreja e
Patrimônio Documental. Membro do Comitê Nacional do Brasil para o Programa
Memória do Mundo da UNESCO, desde setembro de 2013. Integrante do Conselho
Consultivo do Centro de Referência Memórias Reveladas: as lutas políticas no Brasil
(1964-1985), do Arquivo Nacional (RJ), conforme publicação no Diário Oficial da União
de 3 de fevereiro de 2015. É membro do Grupo de Pesquisa do CNPq: "Arquivos e
Bibliotecas: apropriações teóricas e aplicações metodológicas", desde 2014. Membro
do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), conforme Portaria nº 604, de 1º de
junho de 2015, publicada no Diário Oficial da União, de 3 de junho de 2015.

Marcos Antonio Soares
Bibliotecário da UFPE. Marcos também é ator e escritor sendo o autor dos livros
Bibliotecário Bar e Diário de Marjorie: memórias de uma travesti.

Maria Cláudia de Freitas Lima
Cirurgiã dentista na Universidade Federal do Ceará – UFC. Cirurgiãdentista da
Estratégia Saúde da Família - ESF, servidora municipal - Prefeitura de Fortaleza.
Atualmente lotada na Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza desenvolvendo
atividades no Núcleo de Atenção Integral à Saúde – NAIS, constituído pela Secretaria
Municipal da Saúde de Fortaleza, Secretaria Estadual de Saúde e Defensoria Pública
do Estado. Especialista em Saúde da Família - Universidade Federal do Ceará – UFC.
Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde – Universidade Estadual
de Campinas – UNICAMP. Mestre em Saúde da Família - Universidade Estadual do
Ceará – UECE. Professora da Disciplina de Saúde Coletiva do Curso de Odontologia
do Centro Universitário Christus – Unichristus.

�Mary Komatsu Shinkado
Bibliotecária Coordenadora da Biblioteca e Arquivo Histórico do Museu
Nacional de Belas Artes. Membro da Diretoria da Rede de Bibliotecas e Centros de
Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ), nos biênios 20142015, 2016-2017. Especialização em MBA em Gestão de Tecnologia em Informação
no Centro Universitário Anhanguera em Niterói (2016).

Milton Shintaku
Possui graduação (Licenciatura Plena) em Ciências e Habilitação em
Matemática pelo Centro Universitário de Brasília - UNICEUB (1987), pós-graduação
Latus Census em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Brasília (1987).
Atualmente é Tecnólogo no Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e
Tecnologia - IBICT e Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF)
. Atua principalmente nos seguintes temas: Repositório digital; Ensino e aprendizagem
da língua portuguesa como segunda língua a surdos usuários de LIBRAS (Língua
Brasileira de Sinais) da Secretaria de educação do Distrito Federal (SEDF).

Najla Bastos de Melo
Especialista em Gestão do Conhecimento, Bibliotecária do Superior Tribunal
de Justiça.

Neide Alves Dias De Sordi
Diretora da InnovaGestão – Consultoria em Informação. Bibliotecária e mestre
pela Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Brasília (UnB). Integra
o Grupo de Trabalho para assessoramento ao Comitê Interministerial Governo Aberto
(CIGA), constituído pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e ControladoriaGeral da União (CGU) para a elaboração e implantação do 3. Plano Nacional de Ação
do Governo Aberto (OGP), como representante da Open Knowledge Brasil. Foi
diretora-executiva do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e Secretária de Pesquisa e Informação Jurídicas do Centro
de Estudos Judiciários (CEJ) do Conselho da Justiça Federal (CJF).

�Paul Burley
Mestre em Ciência da Informação Bacharel em Artes, Línguas e Culturas do
Leste Asiático, ambos títulos obtidos pela Universidade de Michigan (EUA). É
bibliotecário de Metadados da Biblioteca Universitária do Noroeste de Illinois (EUA).
Nesta função realiza catalogação e classificação original para materiais em todos os
formatos, com responsabilidade primária pelos materiais japoneses e portugueses.
Cria registros analíticos para o banco de dados NUL TranWeb; contribui com o nome,
a série e os registros de autoridade sujeitos ao Programa Cooperativo de Autoridade
de Nome da Biblioteca do Congresso (NACO) e no Programa de Cooperação de
Autoridade de Assunto (SACO). Gerencia o carregamento de registro no sistema de
biblioteca Alma. Tem experiência com catalogação.

Paula Azevedo Macedo
Bibliotecária formada na ECA/USP, pós-graduada na mesma instituição em
Comunicação Digital com a monografia “Projetando tecnologia para pessoas: análise
das abordagens centradas no ser humano: design thinking, design de interação e
marketing 3.0." Com 9 anos de experiência em Design Estratégico, atualmente é
consultora de Inovação na Embraer, onde utiliza metodologias de design thinking para
impulsionar o espírito de inovação na empresa e desenvolver produtos e serviços
disruptivos conectando tecnologias exponenciais para soluções que atendam
necessidades humanas. Já atuou em consultorias e agências como designer de
experiência do usuário e arquiteta de informação ajudando empresas como Microsoft,
Google, Facebook, Vivo, Banco Itaú, Bosch, Motorola, Natura, Goodyear, Ford,
Pinterest e outras a encontrarem caminhos criativos para inovarem em produtos e
serviços. Colabora com o blog https://brasil.uxdesign.cc/ , o maior canal de arquitetura
de informação em português e com o blog uxdesign.cc , que te alcance global. É
palestrante em eventos de Arquitetura de Informação, Design e sobre atuações
inovadoras em Biblioteconomia há 7 anos. Idealizou e liderou o projeto de Design
Thinking para Bibliotecas utilizando toolkit da IDEO e Instituto Bill &amp; Melinda Gates,
aplicando na prática e levando o pensamento de design para mais bibliotecários. É co
fundadora do Caminhos do Flow, um projeto de experimentação e descoberta sobre
Felicidade e estado de fluxo e, por fim, dá aulas em um curso on-line no Extralibris
com a finalidade de levar UX e Arquitetura de Informação para bibliotecários, tendo
aberto esse caminho para mais de 200 profissionais.

�Pedro Luiz Fernandes
Vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novozymes.
Bacharel e Licenciado em Química pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUC-PR). Cônsul Honorário do Reino da Dinamarca para os Estados do Paraná e
Santa Catarina no Brasil. Diretor da Câmara de Comércio Dinamarquês-Brasileira
(DANCHAMB) em São Paulo e representante da DANCHAMB regional no Estado do
Paraná. Vice-presidente e cofundador do Instituto Princesa Benedikte, instituição que
atua na área de crianças e adolescentes, salvaguardando os direitos das crianças e
jovens vítimas de violência doméstica ou de risco. Diretor-substituto do Conselho de
Administração da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), onde
também é membro do Comitê de Propriedade Intelectual. Conselheiro Administrativo
graduado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em dezembro
de 2016. Mestre em Governança e Sustentabilidade no Instituto de Negócios e
Economia ISAE/FGV.

Peter MacLeod
Peter MacLeod é o co-fundador e diretor da MASS LBP, uma empresa
inovadora com sede em Toronto, que trabalha com governos e corporações
avançados para aprofundar e melhorar a consulta pública e o engajamento social.
Desde 2007, a MASS liderou alguns dos esforços mais originais e ambiciosos do
Canadá para envolver os cidadãos na resolução de opções políticas complexas, ao
mesmo tempo em que promovem o uso de Loterias Cívicas e Painéis de Referência
Cidadã em nome de uma grande variedade de clientes.

Rejane Maria Façanha de Albuquerque
Pós-Graduanda em Psicanálise e formação para clínica. Especialização em
Direito e Processo do trabalho. Graduada em Biblioteconomia e em Ciências Sociais.
Diversos treinamentos na área de gestão e inteligência emocional. Bibliotecária do
TRT da 7ª Região.

Rodolfo Tamanaha
Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura. Advogado e Professor.
Mestre pela UNB e Doutorando pela USP.

�Rosa Monfasani
Bibliotecária e professora de Ciência da Informação na Faculdade de Filosofia
e Letras UBA. Membro permanente da Jornada sobre Biblioteca Digital Universitária
(JBDU). Coordenadora da Rede Nacional de Associações de Bibliotecários da
República Argentina. Membro Jornada Nacional sobre Bibliotecas, Arquivos e
Museos.

Roseli Miranda
Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP. Especialista em Gestão da
Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em
Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo - FESP/SP. Responsável pela gestão dos serviços de
Documentação do Grupo EDP Brasil. Experiência na área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, com ênfase na Organização da Informação, atuando
principalmente nos temas Documentação Jurídica e gestão da documentação
empresarial e especializada.

Rui Francisco
É gerente LSE para a América Latina, Europa e Israel para os Serviços de
Informação do EBSCO, onde trabalhou nos últimos 5 anos como engenheiro
responsável das implementações e desenvolvimentos customizados para clientes de
todo o mundo. Antes de se juntar à EBSCO, foi responsável pelos serviços de
pesquisa para o consórcio português (b-on) por mais de 7 anos. Possui diploma em
Engenharia de Sistemas e mestrado em Sistema de Informação Data Mining.

Shirlei Rodrigues
Atua na área de informação em saúde a mais de 15 anos. Especialista em
Gestão Pública, Auditoria e Gestão em Serviços de Saúde e Administração Hospitalar.
Ocupou cargo de administradora em Hospital Público por 10 anos. Atualmente é
Coordenadora de Disseminação de Informações Técnico – Científicas em Saúde do
Ministério da Saúde, membro do Comitê Nacional da Rede BiblioSUS, gestora de
Projetos em âmbito nacional, para o fortalecimento do SUS.

�Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira
Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade
de São Paulo em Ribeirão Preto junto ao Curso de Ciência da Informação e
Documentação e Biblioteconomia. Docente e orientadora de doutorado no Programa
de Pós-Graduação em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora e
Mestre em Ciências da Comunicação. Membro do Conselho Diretor do IBICT (20082010) e da Biblioteca Virtual da FAPESP (2009-2010). Diretora do Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP (2010 a 2013). Secretária da Divisão V - Regiões em
Desenvolvimento da IFLA desde 2015. Presidente do Comitê Permanente da Seção
para América Latina e Caribe da IFLA (IFLA LAC, desde 2015, sendo membro desde
2011. Coordenadora da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Associados (FEBAB, desde 2016). Membro do Conselho Científico Internacional da
RedAlyc (2009 – 2012). Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP Group
(International Advocacy Programme) da International Federation of Library
Association (IFLA de 2015 a 2016). Parecerista e avaliadora da FAPESP e do CNPq
no Brasil (desde 2005) e da Oficina de Avaliação de Pesquisa na PUCP no Perú
(2015). Temas principais de pesquisa: comunicação científica, acesso aberto,
biblioteca federada, publicação eletrônica e repositórios digitais.

Tiago Hakiy
É poeta, escritor e contador de histórias tradicionais indígenas. De Barreirinha,
estado do Amazonas, descende do povo sateré-mawé. É autor de vários livros:
Awyató-pót: histórias indígenas para crianças; Águas do Andirá; Petrópolis. Tem
textos publicados nas antologias A quinta estação e Antologia poética dos escritores
indígenas. É membro do Núcleo dos Escritores e Artistas Indígenas (NEArIn). Em
2012 foi vencedor do Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas. Formado
em Biblioteconomia pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas), mora no
coração denso da floresta amazônica.

Profa. Dra. Valéria Valls
Doutorado em Ciências da Comunicação (2005), Mestrado em Ciências da
Comunicação (1998) e Graduação em Biblioteconomia e Documentação (1990) pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, além de

�extensão universitária em Docência pela Fundação Getúlio Vargas - FGV (2008).
Coordenadora e docente do curso de graduação em Biblioteconomia e Ciência da
Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FaBCI/FESPSP) e Coordenadora de curso e docente de pós-graduação da Escola
Pós-Graduada da FESPSP (Núcleo de Ciência da Informação). Docente do MBA em
Gestão Empresarial e Coaching (parceria FESPSP e SLAC). Coordenadora da Região
São Paulo (Gestão 2016-2018) da ABECIN - Associação Brasileira de Educação em
Ciência da Informação. Consultora associada em projetos ligados à gestão da
qualidade, informação e conhecimento, além de atuar como palestrante nesses
temas.

Vanessa Labigalini
Diretora de Projetos e Comunicação do Instituto de Políticas Relacionais
Assistente Social pela PUC/SP e sociopsicodramatista pela Role Playing.
Coordenação do Movimento Ética e Cidadania – Psicodrama da Cidade. Radialista
com experiências em variados programas de tv´s e rádios.

Verônica Abdala
Bibliotecária pela Universidade de Brasília e mestrado pela Escola de
Comunicações e Arte da USP, atua na área de informação em ciências da saúde há
mais de 25 anos, na BIREME, que é um centro da Organização Panamericana da
Saúde (OPAS). Lidera projetos de cooperação técnica para desenvolvimento de
serviços de informação com instituições da área da saúde na América Latina e Caribe,
desenvolvimento de atividades de capacitação de usuários da informação, aplicação
do Modelo Biblioteca Virtual em Saúde e de produção de fontes de informação.

Wander Filho Pavão
Bibliotecário, mediador e promotor de leitura, contador de histórias, mediador
cultural,educador popular, ativista de direitos humanos, escritor, rapper, poeta e
locutor de rádio.

Dr. Wellington Marçal de Carvalho
Doutorando em Literaturas de Língua Portuguesa pelo Programa de PósGraduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Conceito

�CAPES 5). Integrante do Grupo de Estudos em Estéticas Diaspóricas, vinculado a
Linha Identidade e alteridade na literatura, no projeto de pesquisa intitulado Migrações
e deslocamentos - a constituição de estéticas diaspóricas nas literaturas africanas de
língua portuguesa. Mestrado em ?Letras ? Literaturas de Língua Portuguesa? pelo
Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC Minas (2013). Graduação em
Biblioteconomia pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de
Minas Gerais (2004). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase
em Biblioteconomia, principalmente em catalogação utilizando o formato MARC 21
para descrição de dados bibliográficos; tratamento do documento arquivístico.
Especialista em Recursos Hídricos e Ambientais pelo Instituto de Ciências Agrárias
da Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Desenvolve trabalhos no eixo
temático: Letras (Literaturas de língua portuguesa); Africanidades; Arquivística;
Organização
administrativo;

e

tratamento
Movimentos

da

informação;

reivindicatórios;

Administração

pública;

Assédio

Narrativas

moral;

Direito
de

subalternidade. É Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias da
FEBAB.

Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon
Doutora em Ciência da Informação pela UNESP (2012); mestre em
Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (2006); especialista em Sistemas
Automatizados de Informação em Ciência &amp; Tecnologia (1996), em Administração
(2002), em Ensino Superior (2003), e bacharel em Biblioteconomia e Documentação
pela EBDSC (1993). Atua como docente na Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Lidera o Grupo de Pesquisa Tecnologias em Ambientes Informacionais GPTAI (UFSCar), pesquisa no Núcleo de Estudos em Tecnologias de Organização e
Representação de Informações - NeTORI (UFSCar) e no Grupo de Pesquisa Novas
Tecnologias em Informação (UNESP). É membro da Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB), da Associação
Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), da Associação Brasileira
de Profissionais da Informação (ABRAINFO), da Sociedade Brasileira para a
Organização do Conhecimento (ISKO-Brasil) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em
Catalogação (GEPCAT). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com
ênfase em Organização e Representação da Informação. São temas de seu interesse
e de pesquisa: Catalogação e catalogação automatizada; Metadados, padrões e

�estruturas de representação da informação, Formato MARC21, BIBFRAME,
DublinCore, AACR2r, RDA; Automação e softwares em unidades de informação;
Intercâmbio e conversão de dados; Aspectos teóricos e conceituais de catalogação,
sintaxe e semântica de registros bibliográficos. Desenvolveu o Scan for MARC, um
interpretador sintático e semântico de registros bibliográficos analógicos para o
Formato MARC21 Bibliográfico.

�ANEXO 4 – PROGRAMA DE ABERTURA: RAQUEL DE QUEIROZ CONVIDA

����ANEXO 5 – TEXTO DAS PLACAS DE HOMENAGEM
Placa – Homenagem à Maria Mesquita Guedes Pereira
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Maria Mesquita Guedes
Pereira pela valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à Mariza Russo
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Mariza Russo pela valiosa
contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à May Brooking Negrão
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à May Brooking Negrão pela
valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.

�ANEXO 6 – RELATÓRIO IX SBBI – SEMINÁRIO BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS
DA REDE RFEPCT

O encontro dos bibliotecários da RFEPCT contou com a presença de
representantes de 24 institutos onde foi possível deliberar sobre os seguintes temas:

a) Aprovação do Regimento Interno da CBBI, que constitui como órgão
integrante da

Diretoria

Executiva

da

Federação

Brasileira de

Associações de Bibliotecários (FEBAB);
b) Eleição da nova Diretoria Executiva da CBBI, gestão 2017-2019.
Também foi apresentado o relato de experiência do IFRN “Acesso Aberto a
produção científica e acadêmica do IFRN: o caso do Memoria – Repositório
Institucional”, cuja discussão proporcionou debate e reflexões sobre a importância da
sua replicabilidade nas demais Instituições da Rede.
Por fim, uma conversa aberta entre os participantes possibilitou a indicação de
recomendações para o fortalecimento das bibliotecas da Rede:

a) Ampliar serviços que promovam a inclusão: trabalhos voltados para as
minorias (índios, negros, pessoas com necessidades especiais,
comunidades carentes etc.);
b) Fortalecer parcerias internas e externas na promoção dos serviços das
bibliotecas;
c) Investir na promoção e marketing das bibliotecas ampliando a
visibilidade e reconhecimento dos trabalhos realizados;
d) Fomentar encontros locais e regionais entre bibliotecários da RFEPCT
buscando compartilhamento de experiências e fortalecimento de
práticas inovadoras;
e) Ampliar para toda a Rede a institucionalização dos Sistemas Integrados
de Bibliotecas destacando a importância de uma gestão presente na
reitoria;
f) Estimular o desenvolvimento de estudos e implantação de Repositórios
institucionais promovendo o acesso aberto a publicações e produções
locais;

�g) Fortalecer o uso do Portal Capes visando aumentar o número de
acessos;
h) Realizar parceria e sensibilização junto às instâncias superiores de
gestão das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica, com o objetivo de aprovar a destinação fixa de
uma porcentagem da verba anual recebida por estas Instituições às
bibliotecas.

�ANEXO 7 - FORMULÁRIO DO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO CBBD 2017
SOBRE O LOCAL
AVALIAÇÃO
Centro de Convenções
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Hotel credenciado
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Serviço de Transfer
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Infraestrutura
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A PROGRAMAÇÃO
Escolha dos Temas
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Escolha dos Convidados
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Conferências
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Eventos paralelos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Minicursos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Visitas guiadas
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Conversando Sobre
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Cerimônia de abertura
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Organização das atividades
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Duração do Evento
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A FEIRA DE EXPOSITORES
Espaço
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Disposição dos stands
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Stand da FEBAB
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Auditório
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A COMUNICAÇÃO
Site
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
E-mail
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Facebook
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Twitter
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Plataforma de inscrição
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE OS TRABALHOS
Plataforma de submissão
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Trabalhos orais
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Pôsteres interativos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Avaliação dos trabalhos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
QUESTÕES ABERTAS
1 – Comentários
2 – Mensagem Final?
3 – Sugestão de Temas para o CBBD 2019
4 - Qual cidade você gostaria que sediasse o CBBD 2021?

�ANEXO 8 – MOÇÃO DE REPÚDIO AO PL 7920/2017

Os participantes do 27º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia,
Documentação e Ciência da Informação, promovido pela Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)
repudiam veementemente o Projeto de Lei (PL) 79200/2019, de autoria do Senador
Magno Malta (PR/ES), que tramita em regime de urgência no Senado Federal e cujo
teor, desconsidera todo o arcabouço teórico e prático de instituições e dos
profissionais da área de arquivologia e afins, propondo a eliminação de todos os
documentos originais, após sua digitalização.
O projeto, além de conter uma obscura, temerosa e preocupante interpretação
para a destruição de documentos originais- e por isto tem sido denominado “PL da
Queima de Arquivos” traz em seu bojo uma óbvia demonstração do desconhecimento
dos procedimentos adotas para a preservação de documentos. Além disto, demonstra
também o descaso e a pouca importância dada a memória histórica da nação, uma
vez que documentos físicos sempre constituíram importante registro para
conhecimento histórico e científico, análise e pesquisa, legado essencial para as
gerações futuras.
Por fim, suspeita-se que este tipo de projeto, sem nenhum benefício aparente,
que possa significar algum tipo de avanço acadêmico, administrativo, científico ou
social, serve apenas a um somente crescente ramo de empresários da área
tecnológica, que vê na digitalização de documentos tão somente uma nova forma de
auferir grandes lucros, monetizando algo cujo valor é incalculável.
A memória documental de um país não pode se resumir a formatos digitais por
conta de mesquinhos interesses meramente financeiros, tendo em vista que já
existem procedimentos e classificações nacionais e internacionais, baseados em
longos anos de estudos, sobre qual tipo de tratamento deve se dar aos diversos tipos
de documentos, inclusive àqueles passiveis de serem guardados nos novos formatos.
Tendo em vista tais considerações, repudiamos publicamente tal Projeto, por
considerá-lo totalmente nocivo aos interesses da sociedade brasileira, ao negar ao
país do futuro o seu direito à identidade e à memória.

Fortaleza, 19 de outubro de 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="1">
      <name>Text</name>
      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78024">
                <text>Relatório do 27o. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (2017)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78025">
                <text>Relatório&#13;
Tema: Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78026">
                <text>O CBBD tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e especializadas.&#13;
Neste sentido, alinhado ao Programa Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA que vem realizando workshops em todo o mundo para mobilizar os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030, escolhemos os “Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030” como o tema central dessa 27ª. Edição.&#13;
Realmente as bibliotecas precisam se libertar do estereótipo que são espaços para armazenamento de livros. Bibliotecas são parcerias estratégicas para atingir o cumprimento dos objetivos do milênio. A IFLA selecionou exemplos que permitem constatar que as bibliotecas contribuem com o desenvolvimento da sociedade. Esses exemplos inspiradores podem fazer com que os profissionais brasileiros iniciem serviços à semelhança em suas bibliotecas ou ainda estimulem escrever os programas e projetos que já estão acontecendo e que podem transformar vidas.&#13;
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e comprometimento dos profissionais. O CBBD em sua 27ª. edição mostrou que temos muitos profissionais comprometidos e fazendo a diferença.&#13;
O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, e por que não dizer que recarregar as energias.&#13;
Mais uma vez queremos convidar todos a refletir e oferecer sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Sempre acreditando que juntos somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já realizado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78027">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78028">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78029">
                <text>2017</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="42">
            <name>Format</name>
            <description>The file format, physical medium, or dimensions of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78030">
                <text>Eletrônico</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78031">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78032">
                <text>Relatório</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="78033">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
      <tag tagId="30">
        <name>Relatorios</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2894" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1976">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2894/2008-2025-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5c1cdac321f7faac44124e4d166e340c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33836">
                    <text>Uso do YouTube para a conservação de acervos
Catherine da Silva Cunha (UFRGS) - catherine@bc.ufrgs.br
Maria Luisa Faccioni Damiani (UFRGS) - luisa.faccioni@bc.ufrgs.br
Letícia Dutra Schinoff (UFRGS) - leticia.dutra@ufrgs.br
Sabrina Sarmento Pereira (UFRGS) - sabrina.sarmento@ufrgs.br
Resumo:
O presente trabalho trata do uso da ferramenta YouTube pelas bibliotecas como um
instrumento de aproximação com o seu usuário, como um meio de divulgação das suas
atividades e de suporte para autonomia do “fazer” e de preservação da memória desse
processo.
Consiste no relato de experiência do Laboratório de Conservação e Restauração (LACOR) na
criação, divulgação e gestão do seu Canal no YouTube, no qual são compartilhadas as
atividades e práticas de conservação preventiva e de pequenos reparos realizadas na
Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Conclui que a iniciativa foi bem aceita e vem cumprindo com os seus propósitos, haja vista os
feedbacks recebidos nas visualizações, inscrições e comentários no Canal e nos
compartilhamentos em redes sociais, e que os vídeos poderão fomentar novos projetos como
ações de capacitação e treinamentos.
Palavras-chave: YouTube para Bibliotecas, Conservação preventiva de acervos bibliográficos,
Ferramenta de divulgação
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O presente trabalho consiste no relato de experiência do Laboratório de
Conservação e Restauração (LACOR) dos processos e etapas que envolveram a
criação, divulgação e gestão do seu Canal no ​YouTube1, no qual compartilhamos
“Como fazemos” as atividades e práticas de conservação preventiva e de pequenos
reparos na Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS).
O LACOR, criado com a reforma da Biblioteca ocorrida entre 2011 e 2012,
tem como principal atribuição a conservação preventiva do acervo geral e das obras
raras da BC (monitoramento e controle ambiental, higienização do acervo e
estantes, acondicionamento e pequenos reparos).
Também auxilia as 30 Bibliotecas que compõem o Sistema, outros setores da
Universidade, bem como a outras instituições, informando quanto a fornecedores
de materiais, equipamentos de segurança e prestadores de serviço; orientando no
tratamento de danos em acervos contaminados por fungo, danificados por água ou
com infestação de insetos; recebendo visitas técnicas; e realizando capacitações e
treinamentos sobre as rotinas de conservação preventiva dentre outros.
Assim, a relevância deste trabalho remete ao estímulo no uso da ferramenta
YouTube pelas bibliotecas como um instrumento de aproximação com o seu
usuário, como um meio de divulgação das suas atividades e de suporte para
autonomia do “fazer” e de preservação da memória desse processo.

1

Disponível em: &lt;https://www.youtube.com/channel/UCI20OwGKkFXFeFUslmrnvEg&gt;. Acesso em: 11 de
Julho de 2017.

�Relato da experiência
Durante o planejamento e preparo da capacitação “Conservação de acervos
bibliográficos: conceitos e práticas fundamentais”, promovida pelo LACOR aos
servidores que atuam nas bibliotecas do Sistema e realizada entre 31 de Outubro a
21 de Novembro de 2016, tivemos dificuldades em encontrar material audiovisual
para demonstrar as atividades propostas como rotina e, consequentemente,
sentimos a necessidade de produzi-los.
Além disso, no formulário de avaliação da capacitação, os participantes
registraram o interesse em aprofundar o conteúdo de forma prática.
Assim, buscamos ideias e ferramentas para suprir tanto a nossa necessidade,
quanto a dos servidores do Sistema de Bibliotecas e daqueles que nos consultam.
Optamos pela criação de um canal no ​YouTube devido ao grande alcance de
público, por ser uma fonte usual de pesquisa, e pela facilidade de gestão do
conteúdo (postagem, compartilhamento e feedback).
O processo de criação do canal passou pelas seguintes etapas:
a) listagem das perguntas recorrentes feitas pelos usuários, bibliotecas do
sistema e outras instituições nas demandas atendidas e atividades
realizadas;
b) definição de temas para os vídeos em resposta a essas perguntas, e com a
proposta de demonstrar “Como fazemos” cada atividade (partindo das mais
simples e rotineiras);
c) escolha de obra de referência de fácil acesso, consagrada e gratuita, para
aqueles que desejassem aprofundar o assunto tratado (optamos pelos
Cadernos técnicos de Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos CPBA2);
2

Disponíveis em:
&lt;http://www.arquivonacional.gov.br/catalogo/conservacao-preventiva-em-bibliotecas-e-arquivos.html&gt;.
Acesso em: 11 de Julho de 2017.

�d) definição de roteiro, gravação, edição (incluindo legendas, tempo, e áudio de
fundo);
e) publicação no Canal e divulgação entre a equipe e usuários nas redes sociais
e página da Biblioteca;
f) monitoramento da reação no próprio ​YouTube (inscrições, comentários,
“Gostei”, compartilhamentos, visualizações) e em outras redes sociais.
Até o momento, esse projeto tem contribuído para a

divulgação das

atividades do Laboratório (“Como fazemos”) na rotina de conservação preventiva
do acervo.
Os vídeos co​nstituem uma ferramenta de apoio para sanar dúvidas, trocar
experiências e aprendizado daqueles que vêem o LACOR como uma fonte de
informação, servirão como ferramenta de apoio para a construção da autonomia no
fazer das demais bibliotecas, e amenizarão a lacuna de material audiovisual que
havíamos percebido.

Considerações Finais

Até então, o ​feedback recebido nas visualizações, inscrições e comentários
no Canal e nos compartilhamentos em redes sociais demonstram que a iniciativa
foi bem aceita e vem cumprindo com os seus propósitos.
Nossa intenção, no futuro, é utilizar os vídeos como material didático para
ações de capacitação e treinamentos sobre conservação preventiva com os usuários
das bibliotecas do Sistema e com a comunidade externa nas quais teremos a
oportunidade de aprofundar a discussão e ampliar a temática para os próximos
vídeos.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33826">
                <text>USO DO YOUTUBE PARA A CONSERVAÇÃO DE ACERVOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33827">
                <text>Catherine da Silva Cunha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33828">
                <text>Maria Luisa Faccioni Damiani</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33829">
                <text>Letícia Dutra Schinoff</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33830">
                <text>Sabrina Sarmento Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33831">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33832">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33834">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33835">
                <text>O presente trabalho trata do uso da ferramenta YouTube pelas bibliotecas como um instrumento de aproximação com o seu usuário, como um meio de divulgação das suas atividades e de suporte para autonomia do “fazer” e de preservação da memória desse processo. Consiste no relato de experiência do Laboratório de Conservação e Restauração (LACOR) na criação, divulgação e gestão do seu Canal no YouTube, no qual são compartilhadas as atividades e práticas de conservação preventiva e de pequenos reparos realizadas na Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).Conclui que a iniciativa foi bem aceita e vem cumprindo com os seus propósitos, haja vista os feedbacks recebidos nas visualizações, inscrições e comentários no Canal e nos compartilhamentos em redes sociais, e que os vídeos poderão fomentar novos projetos como ações de capacitação e treinamentos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66857">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2893" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1975">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2893/2007-2024-1-PB.pdf</src>
        <authentication>7a54135f39492f2ea460b0d3d069d769</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33825">
                    <text>Uma bibliotecária no museu: o trabalho com o acervo particular de
Cora Coralina

Andréa Figueiredo Leão Grants (UFSC) - andrea.grants@ufsc.br
Resumo:
Este trabalho consiste na apresentação do relato de experiência da atuação profissional de
uma bibliotecária no museu Casa de Cora Coralina na cidade de Goiás. Trata-se de um
trabalho desenvolvido a partir de uma pesquisa de doutorado em Literatura na qual se buscou
investigar os biografemas, conforme noção conceitual apontada por Roland Barthes (1971), da
poetisa a partir de sua coleção de livros. Partindo da premissa apontada por Alberto Manguel
(2006) de que toda biblioteca é autobiográfica, a pesquisa realizou o levantamento das obras
que pertenceram à poetisa e executou os procedimentos de catalogação, indexação e
organização do acervo. A biblioteca estudada contempla parte do espólio da poetisa e se
encontra albergada no museu criado após a morte da escritora e que possui como foco
preservar a memória e promover a divulgação da obra de Cora Coralina. O trabalho com o
acervo pessoal da poetisa descortinou aspectos relevantes para se compor uma “biografia
descontínua” da poetisa além de revelar as possibilidades de integração e cooperação
profissional entre bibliotecários e museólogos.
Palavras-chave: Biblioteca particular. Gestão de acervo. Memória. Cora Coralina
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
O presente trabalho se dedica a estudar e a explorar a biblioteca particular da
poetisa Cora Coralina. Para isso, foram catalogados, classificados e indexados
todos os títulos que pertenceram à coleção pessoal da poetisa. A biblioteca
estudada contempla parte do espólio da escritora e encontra-se localizada no
Museu Casa de Cora Coralina na cidade de Goiás, antiga capital do estado de
Goiás. A experiência de atuar como bibliotecária em um ambiente museológico
reflete, na prática, a interdisciplinaridade que envolve a biblioteconomia e a
museologia. Nesse contexto, cabe ressaltar que a iniciativa de trabalhar com o
acervo bibliográfico de Cora Coralina vem ao encontro do estatuto do museu
que privilegia o trabalho de preservação da memória da vida e obra da poetisa,
por meio do seu acervo patrimonial.
Destaca-se que, o conceito de biblioteca utilizado nesse relato de experiência,
ultrapassa a fronteira do estabelecido pelos manuais e livros de referência.
Sumariamente, a “biblioteca” que se propõe abordar vai além do sentido
etimológico resultante da união dos dois termos biblio e têke 1, e da definição de
Schwarcz, Azevedo e Costa (2002, p. 125), que estabelecem a biblioteca como
“prateleira ou depósito para guardar livros, escritos, rolos de papiro e de
pergaminho arrumados em estantes”, ou mesmo da materialidade definida
pelos dicionários que a indica como sendo “[...] a coleção pública ou privada de
livros e documento congêneres, para estudo, leitura e consulta. Edifício ou
recinto onde ela se instala. Móvel onde se guardam e/ou ordenam livros”.
(FERREIRA, 2001, p. 97). O desejo e a proposta, ao estudar a biblioteca de Cora
Coralina, é trazer, além dos pressupostos acima explicitados, uma concepção
ampliada do vocábulo. Isto significa dizer que a “biblioteca”, tal como é
concebida neste trabalho, articula a tensão entre reunião/dispersão,
esquecimento/memória, tradição/vanguarda.
Partindo da reflexão sobre como uma biblioteca espelha a singularidade de um
leitor, exercendo, desse modo, uma relação de testemunho entre o contingente
intelectual e a trajetória pessoal, propõe-se a atuar, num primeiro momento,
como bibliotecária e pesquisadora do acervo bibliográfico da poetisa e, em
seguida, como biografóloga, uma vez que serão analisados os biografemas2 que
possuem como pano de fundo as obras que, até o momento da pesquisa,
estavam “invisíveis”, posto que não disponíveis para a consulta e apreciação, por
parte de leitores e pesquisadores de Cora Coralina. Esses biografemas foram
detectados nos vestígios repletos de significações, presentes nas possíveis
conexões de leituras, nas redes de relações, nas escritas de margens em forma
de anotações, nos adendos, nas rasuras, além dos paratextos como as
1

Para Santos (2009) as palavras gregas biblio e têke significam respectivamente livro e
coleção/depósito.
2

Biografema é um neologismo criado por Roland Barthes (1971).

�dedicatórias, os pós-escritos, os excertos inéditos em prosa e verso, encontrados
no manuseio de seu acervo.
Dentro dessa perspectiva biografemática buscou-se encontrar os pormenores
concretos para compor uma “biografia descontínua” capturada a partir da
poética Cora, de seus livros e de suas impressões. Os vestígios, resíduos e os
fragmentos são como as chaves que permitem dar conta de uma trajetória de
vida e de escritura que, transgressora por não obedecer a uma ordem
cronológica convencional, refletem idiossincrasias humanas. Para Manguel
(2006, p. 163):
O que torna toda biblioteca um reflexo de seu proprietário não é
apenas a seleção de títulos, mas a trama de associações implícita
na seleção. Nossa experiência elabora outras experiências, nossa
memória elabora outras memórias. Nossos livros dependem de
outros livros, que os modificam e enriquecem, que lhes dão uma
cronologia ao arrepio dos dicionários de literatura.

Sobre o período que antecedeu à catalogação do acervo, cabe registrar que, no
momento em que encontrei os livros da biblioteca pessoal de Cora Coralina, as
obras estavam acondicionadas, por certo, em um local seguro, aparentemente
livres de agentes deteriorantes como sol, umidade, insetos, entre outros, mas
era absolutamente relevante observar que faltava um tipo de tratamento
técnico, pois não se notava nenhum critério que demonstrasse algum eco de
organização biblioteconômica, que permitisse disponibilizar o acervo para
pesquisadores interessados na vida e obra de Cora Coralina. Nesse instante,
lembrei-me da biblioteca sem catálogo, por opção, de Alberto Manguel, disse
ele: “Somos o que lemos, ou o que já lemos” (MANGUEL, 2014). Então, como
não pensar a poetisa a partir de suas leituras, de seu modo de colecionar,
selecionar os livros e fazer seus pactos de leituras.
Relato da experiência:
O museu Casa de Cora Coralina foi inaugurado no dia 20 de agosto de 1989
pouco mais de quatro anos após a morte da escritora. A pesquisa de campo foi
realizada no período de 26 de outubro de 2014 a 22 de janeiro de 2015. Antes da
realização da pesquisa, estimava-se que a biblioteca seria composta por
aproximadamente 300 títulos. A organização do acervo revelou que o número
estava equivocado e subestimado, pois após o trabalho de catalogação dos
títulos verificou-se que, na verdade, a biblioteca possui 912 títulos
compreendidos entre livros e periódicos perfazendo um total de 978
exemplares.
A experiência de atuar como bibliotecária no ambiente museológico contou com
o importante auxílio da equipe do museu, especialmente a diretora, Sra.
Marlene Vellasco, que colaborou com a pesquisa concedendo a autorização para
o livre acesso à biblioteca, bem como, auxiliando na construção detalhada do

�plano de trabalho que alinhasse os anseios da pesquisadora às necessidades e
estratégias do local. Além disso, a equipe colaborou no esclarecimento de alguns
pontos lacunares da pesquisa e na disponibilização de material documental
adicional sobre a vida e obra da poetisa.
A integração do trabalho entre profissionais da biblioteconomia e da museologia
resultou no modus operandi composto por duas partes específicas. A primeira
compreende o levantamento dos títulos que compõem a biblioteca particular da
poetisa, o que significa dizer que, o acervo foi devidamente tratado
tecnicamente, ou seja, o material foi catalogado de acordo com o Código de
Catalogação Anglo-Americano (AACR2) e a atribuição dos assuntos obedeceu à
Classificação Decimal Universal (CDU). Todos os dados foram transpostos para
o sistema eletrônico gerenciador de biblioteca, o Personal Home Library –
PHL30 que é um sistema gratuito desenvolvido como alternativa moderna e
eficiente para atender as necessidades de organização de um acervo que, na
ocasião, seguindo as orientações da direção do museu, deviam permanecer
disposto no computador de pesquisa presente na sala de documentação, local
que abriga todo o acervo literário, em formato impresso e digital, pertencente à
poetisa, tais como: cartas, manuscritos, fotografias, dentre outros.
Todos esses procedimentos serviram de aporte para a segunda etapa da
pesquisa que compreendeu a análise rigorosa dos resíduos encontrados, haja
vista que a proposta busca assimilar os biografemas, a partir da descrição
detalhada dos objetos analisados e da escrita poética de Cora coralina. Esse
detalhamento foi registrado como notas de conteúdo e fizeram parte da
elaboração do catálogo. Ao identificar as obras lidas e colecionadas pela
escritora pode-se traçar paralelos com os fragmentos, os pormenores que, de
certo modo, estabelecem conexão entre a história e a memória.
Considerações Finais:
Nesta pesquisa, considerou-se a ação de trazer à tona parte do espólio da
escritora Cora Coralina, ou seja, buscou-se tirar do “esquecimento”, recolhendo
do estado de dormência a sua biblioteca pessoal, guardando-a na memória, por
meio da catalogação e, conduzindo à atualidade suas leituras, reminiscências,
anotações, objetos e dedicatórias que podem se constituir em biografemas. Isto
significou revisitar o passado para dar visibilidade à biblioteca de Cora Coralina,
inventariando e disponibilizando em formato de catálogo os títulos que
compõem parte do seu acervo pessoal. Essa experiência descortinou um
autêntico repertório de fontes, inspirações e leituras da poetisa. Ao manusear o
acervo, esperava-se encontrar (e foram encontradas), nas centenas de páginas
impressas, rastros de sua leitura, resíduos marginais, parentéticos, adendos,
rasuras, pós-escritos e comentários em prosa e verso. Materiais que serviram
como subsídios para responder a expectativa de arquivar e desarquivar
biografemas, a partir da biblioteca de Cora Coralina.

�Ao trabalhar o acervo bibliográfico de escritores, por vezes, armazenados em
museus, os bibliotecários estão contribuindo para a ampliação dos estudos
literários, uma vez que, tornam visíveis os livros que pertenceram a um
determinado escritor o que, por sua vez, contribui para a escrita de uma
historiografia da vida literária de um determinado período.
Além disso, o trabalho integrado e cooperativo entre profissionais bibliotecários
e museólogos estabelece uma realidade pensada e vivida para além do foco das
ações que se ocupam essencialmente com tipos e suportes documentais,
extrapolando esses limites da documentação e passando a perceber o acesso à
informação e a sua visibilidade como fator preponderante.
Referências
BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. Madrid: Seuil, 1971.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio século XXI
escolar. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 2001.
MANGUEL, Alberto. A biblioteca a noite. São Paulo: Companhia das Letras,
2006.
______. Alberto Manguel: “Somos os livros que já lemos”. 2014.
Disponível em: &lt;http://www.fronteiras.com/entrevistas/alberto-manguelsomos-os-livros-que-ja-lemos-&gt;. Acesso em: 14 out. 2015.
SANTOS, Josiel Machado. O processo histórico evolutivo das bibliotecas
da Antiguidade ao Renascimento. Vida de Ensino, Goiás, v. 1, n. 1, p. 0110,
ago./fev.2009.
Disponível
em:&lt;http://rv.ifgoiano.edu.br/periodicos/index.php/vidadeensino/issue/view
/3&gt;. Acesso em: 19 abr. 2016.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; AZEVEDO, Paulo Cesar de; COSTA,
Ângela Marques. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de
Lisboa à independência do Brasil. 2 ed. São Paulo: Companhia das letras,
2002.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33818">
                <text>UMA BIBLIOTECÁRIA NO MUSEU: O TRABALHO COM O ACERVO PARTICULAR DE CORA CORALINA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33819">
                <text>Andréa Figueiredo Leão Grants</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33820">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33821">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33823">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33824">
                <text>Este trabalho consiste na apresentação do relato de experiência da atuação profissional de uma bibliotecária no museu Casa de Cora Coralina na cidade de Goiás. Trata-se de um trabalho desenvolvido a partir de uma pesquisa de doutorado em Literatura na qual se buscou investigar os biografemas, conforme noção conceitual apontada por Roland Barthes (1971), da poetisa a partir de sua coleção de livros. Partindo da premissa apontada por Alberto Manguel (2006) de que toda biblioteca é autobiográfica, a pesquisa realizou o levantamento das obras que pertenceram à poetisa e executou os procedimentos de catalogação, indexação e organização do acervo. A biblioteca estudada contempla parte do espólio da poetisa e se encontra albergada no museu criado após a morte da escritora e que possui como foco preservar a memória e promover a divulgação da obra de Cora Coralina. O trabalho com o acervo pessoal da poetisa descortinou aspectos relevantes para se compor uma “biografia descontínua” da poetisa além de revelar as possibilidades de integração e cooperação profissional entre bibliotecários e museólogos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66856">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2892" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1974">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2892/2006-2023-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1b955181a94645d102981d445caf2863</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33817">
                    <text>UMA BIBLIOTECA NAS ALTURAS: A CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DO
CLUBE NITEROIENSE DE MONTANHISMO

CRIS ANDERSON CORREA DE SOUZA (UFF) - crisenhbr@yahoo.com.br
Simone da Cruz Correa de Souza (Fundação CECIERJ) - moneabencoada@yahoo.com.br
Resumo:
O relato destaca a experiência dos bibliotecários e membros do Clube Niteroiense de
Montanhismo (CNM) na elaboração e montagem da biblioteca especializada em esportes da
natureza (montanhismo, escalada, cicloturismo, etc) do clube. Discrimina todas as etapas
realizadas até a funcionamento da biblioteca.
Palavras-chave: biblioteca especializada, esportes da natureza.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
As bibliotecas são espaço de guarda e preservação da nossa memória
bibliográfica, de inserção e inclusão social promovendo em seu ambiente um espaço
de socialização democrático e convívio social no qual a troca de informações e
conhecimentos se realiza. E essa troca leva os indivíduos a agir e ser agentes
transformadores tanto e suas áreas de atuação quanto na sociedade em que vivem.
Quando se fala em biblioteca temos que levar em consideração a sua
pluralidade, posto que não são todas iguais, pois possuem suas especificidades,
seja a escolar, a universitária, a comunitária, a pública ou a especializada; em razão
de seu acervo ser pensado e constituído de acordo com o tipo de público que
pretende atender.
Ainda que apresentem características distintas, todas possuem como papel
fundamental o atendimento as necessidades e demandas informacionais de seus
usuários por meio da prestação de serviços.
A Biblioteca especializada é uma “biblioteca organizada sobre disciplinas ou
áreas específicas do conhecimento” (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 51). A
Biblioteca do Clube Niteroiense de Montanhismo (doravante, BCNM) tem por
finalidade oferecer acesso informacional aos membros do Clube. Promovendo,
através do seu acervo bibliográfico o estudo, a prática e a divulgação dos esportes
da natureza em geral (escalada, montanhismo, cicloturismo, etc.) e das atividades
de integração ambiental e afins. A ela, também, cabe o papel de oferece acesso
informacional à comunidade externa, pela consulta local de seu acervo bibliográfico.
O objetivo da BCNM é reunir, organizar e disseminar informações contidas em
seu acervo, visando atender a consultas, estudos e pesquisas dos membros (sócios)
do Clube Niteroiense de Montanhismo.
O Clube Niteroiense de Montanhismo (doravante, CNM), fundado em 20 de
novembro de 2004 na cidade de Niterói (RJ), é uma sociedade civil sem fins
lucrativos, amadora, independente e não-sectária filiada a Femerj (Federação de
Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro) que por sua vez faz parte do
CBME (Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada).
O CNM tem por finalidade o estudo, a prática e a divulgação dos esportes da
natureza em geral, do montanhismo em particular (caminhadas e trilhas), das
atividades de integração ambiental e afins.
Segundo o dicionário eletrônico Michaelis montanhismo significa, “Esporte
cujo objetivo é escalar montanhas ou nelas fazer trekking; alpinismo”, ou seja, o
montanhismo é uma prática esportiva e de lazer que se caracteriza pela ascensão
de montanhas e elevações rochosas, por meio de caminhadas ou escaladas, com
diferentes graus de dificuldade e tempo de duração.
Segundo a Femerj:
O termo “montanhismo” abrange as seguintes atividades e suas práticas
derivadas: caminhadas em montanha (de curta e longa distância, podendo
incluir pernoites); escalada em rocha (esportiva, tradicional e bouldering);
escalada em gelo e neve; alta montanha e escalada em muros artificiais.

2 Relato da experiência
Em dezembro de 2015, durante uma reunião social mensal do CNM o
1

�presidente, Leandro do Carmo, à época, falou que em sua casa haviam varias obras
doadas por membros do clube de temas relacionados aos esportes da natureza, e
que seria interessante que essas obras estivessem disponíveis para leitura e
consulta dos sócios do clube. Prontamente, propomos que fosse criada a partir
dessa coleção inicial a BCNM.
Projeto abraçado pelo clube, os bibliotecários foram à residência para
avaliarem as obras. Constatou-se, que a coleção era bem expressiva, cerca de 300
itens, englobando livros, revistas, guias e boletins e, ainda possui um acervo
fotográfico que contava a história da escalada em Niterói.
Naquele momento, o clube ainda não possui uma sede fixa, conquanto vinha
buscando um local adequado para servir as atividades do clube, tanto sociais quanto
para administração de cursos, oficinas, palestras e exposições. Enquanto, a sede
fixa não se tornasse realidade, decidiu-se que a guarda das obras ficariam sobre a
tutela dos bibliotecários do projeto em sua residência, porque o local que estava
armazenada não era adequado para sua preservação.
Contudo, o sonho da sede fixa só se concretizou no começo de maio do
corrente ano, anunciado durante uma assembleia convocada pela direção do clube.
A inauguração da sede se daria em 10 (dez) de junho. Então, os bibliotecários do
projeto teriam 04 (quatro) semanas de muito trabalho para que a BCNM estivesse
pronta na data programada.
O trabalho foi dividido e realizado em 05 (cinco) etapas, assim discriminadas:
Primeira Etapa (02 dias):
Deu-se com a identificação e separação das obras de acordo com seu
suporte (livro, guia, revista e boletim) que tratassem dos temas relacionados às
atividades do clube. Descartou-se 05 (cinco) livros que não tinham correlação com
essa temática.
Segunda Etapa (03 dias):
Após uma pesquisa foi escolhido entre as opções de programas livres e
gratuitos aquele que servir-se adequadamente para armazenar o acervo da BCNM,
assim como o gerenciamento das rotinas de empréstimo, reserva e inserção dos
dados dos usuários da biblioteca, além gerar dados estatístico de uso da coleção.
O PHL©Elysio (Personal Home Library), por ser enquadrar dentro desses
critérios de software livre e utilizar padrões e formatos conhecidos e empregados por
muitas bibliotecas, como MARC, USMARC, UKMARC, UNIMARC, MARC21, etc; foi
a base de dados bibliográfica escolhida para o gerenciamento da coleção, assim
como a automatização das rotinas e serviços da biblioteca.
Outra vantagem do sistema é a possibilidade mais tarde, mediante o
pagamento de uma assinatura mensal, junto ao desenvolvedor, de ampliar os
serviços de acesso à informação oferecida, como consulta online ao acervo, além
dos serviços de renovação e reserva pelo próprio usuário.
Terceira Etapa (10 dias):
Iniciou-se com o tratamento técnico das obras, ou seja, a catalogação e
classificação para inserção no sistema. A principal fonte de consulta nessa fase foi o
catálogo on line da Biblioteca Nacional, e caso não encontrado o itens que estava
2

�sendo tratado o catálogo das Universidades (UFF, UFRJ, USP, UNICAMP, etc.).
Obras em outras línguas pesquisou-se a Library of Congress.
Quarta Etapa (13 dias):
Nessa etapa instalou-se os sistema PHL©Elysio e fez-se a inserção dos itens
que comporiam o acervo BCNM na base de dados.
Quinta Etapa (02 dias):
Finalizou-se com a identificação e preparação dos livros para empréstimo;
como, a colocação de carimbo com o logo do CNM e de registro da obra, etiqueta de
lombada e as fichas de bolso do livro e da data de entrega.
Paralelamente, a todas essas etapas foi confeccionado o regulamento da
BCNM e todas as fichas presentes nas obras.
Na véspera de inauguração da sede o acervo foi transportado da residência
dos bibliotecários e acondicionado nas estantes no espaço reservado para a
biblioteca. Na data de inauguração da sede a biblioteca estava aberta aos sócios
para consulta e empréstimo do seu acervo.

3 Considerações Finais
A BCNM, como biblioteca especializada, está dando os primeiros passos para
preencher uma lacuna informacional de temas ligados aos esportes da natureza,
especialmente, montanhismo e escalada, que são difíceis de encontrar em
bibliotecas tradicionais.
A BCNM pretende armazenar e divulgar os conhecimentos gerados a partir
das atividades promovidas pelo clube e atender as necessidades informacionais
tanto de seus membros, quanto da comunidade em geral. Há vários programas que
podem ser desenvolvidos no seu âmbito, como: promover lançamentos de obras da
área, suporte a cursos e oficinas, além de conscientização ambiental e práticas de
mínimo impacto em ambientes naturais junto a sociedade.
Com a inauguração da BCNM e as politicas que estão sendo fomentadas com
o apoio da diretoria do clube pretende-se aumentar exponencialmente seu acervo
inicial; visando, mais adiante a biblioteca ser uma referência na área e espaço de
disseminação de conhecimento, memória e pesquisas.

Referências
CLUBE NITEROIENSE DE MONTANHISMO. História do CNM. Disponível em:
&lt;http://www.niteroiense.org.br/&gt;. Acesso em: 18 jun. 2017.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira.
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasilia, DF: Briquet de Lemos /
Livros, 2008. 451 p.
3

�DAFLON, Flávio; DAFLON, Cintia. Escale melhor e com mais segurança: manual
de técnicas de escalada. 4. ed. atual. e ampl. Rio de Janeiro : Companhia da
Escalada, 2014. 335 p.
FARIA, Antonio Paulo. Montanhismo Brasileiro: paixão e aventura. Rio de Janeiro:
Publit, 2006. 262 p.
FEDERAÇÃO DE ESPORTES DE MONTANHA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Quer praticar montanhismo? Disponível em: &lt;http://www.femerj.org/&gt;. Acesso em:
18 jun. 2017.

4

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33809">
                <text>UMA BIBLIOTECA NAS ALTURAS: A CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DO CLUBE NITEROIENSE DE MONTANHISMO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33810">
                <text>CRIS ANDERSON CORREA DE SOUZA</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33811">
                <text>Simone da Cruz Correa de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33812">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33813">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33815">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33816">
                <text>O relato destaca a experiência dos bibliotecários e membros do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) na elaboração e montagem da biblioteca especializada em esportes da natureza (montanhismo, escalada, cicloturismo, etc) do clube. Discrimina todas as etapas realizadas até a funcionamento da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66855">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2891" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1973">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2891/2005-2022-1-PB.pdf</src>
        <authentication>db19ce0ab61161c98d01e2a006d08263</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33808">
                    <text>Um olhar para o passado. Um olhar para o futuro: democratizando
o acesso à história dos afro brasileiros preservada pela Biblioteca
Nacional

Andreia Sousa Da Silva (UFSC) - andreia.ssilva@gmail.com
Resumo:
este trabalho visa conhecer e identificar os documentos disponibilizados no acervo da
Biblioteca Nacional Digital, sobre a história e cultura dos africanos e afro brasileiros. O
objetivo desse tem como intuito conhecer o acervo sobre a cultura e história dos africanos no
Brasil e os afro brasileiros, através do banco de dados da Biblioteca Nacional Digital, da
Fundação Biblioteca Nacional e verificar de que forma esses documentos/informações estão
disponibilizados para os pesquisadores e outros interessados. Por isso, essa pesquisa
apresenta algumas questões que nortearam o desenvolvimento desse trabalho. De que forma é
promovida a preservação da memória sobre a história dos africanos que viveram no Brasil e
dos afro brasileiros? Qual a metodologia de coleta, organização, preservação e disseminação
de materiais informacionais, usada pela BN para agrupar esses documentos? Quais as
tecnologias aplicadas para favorecer a memória digital? Qual a quantidade e tipos de
documentos disponíveis na Biblioteca Digital sobre a história dos africanos e afro brasileiros?
Qual a finalidade da BN em favorecer meios mais democráticos para a preservação das
informações sobre os negros no Brasil? Por fim, percebe-se que a Biblioteca Digital Nacional
consegue disseminar as informações/ documentos relacionados à memória dos afro brasileiros
pois fortalece a importância dessa fonte de informação e memória social para os
pesquisadores em estudos afro brasileiros e para a população, fortalecendo dessa forma, o
papel da biblioteca como unidade de informação cultural e histórica.
Palavras-chave: Biblioteca Nacional Digital; Memória Social; Afro-brasileiros
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Modelo 1: Resumo expandido de comunicação científica

Resumo expandido:

Introdução:
As bibliotecas são consideradas por muitos estudiosos, um lugar de
memória. Memória tem diversos conceitos pois podem ser classificadas como
memória individual, memória coletiva, memórias étnicas, memória social dentre
outras definições. Para Le Goff ( 1990) “ o estudo da memória social é um dos
meios fundamentais de abordar os problemas do tempo e da história,
relativamente os quais a memória está ora em retraimento, ora em
transbordamento”. Em suma, elas se constituem como um “lugar de memória”
porque auxiliam à preservação e à sobrevivência de uma determinada cultura ao
longo de seu transcurso histórico. Enquanto lugar de memória, a biblioteca tende
a reafirmar os saberes e a torná-los móveis, traduzíveis, permutáveis, enfim,
tenta dar sentido ao saber e ao fazer com que o mesmo se torne um instrumento
de reafirmação da "identidade" individual ou coletiva humana (SILVEIRA, 2012,
p.4).
Em se tratando de memórias étnicas, Zubaran e Silva (2011) afirmam que
“[...]é importante não perder de vista que as memórias negras são o fundamento
e a referência básica para a construção das identidades negras e para a
preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro. Dessa forma, o objetivo desse
trabalho tem como intuito conhecer o acervo sobre a cultura e história dos
africanos no Brasil e os afro brasileiros, através do banco de dados da Biblioteca
Nacional Digital, da Fundação Biblioteca Nacional e verificar de que forma esses
documentos/informações estão disponibilizados para os pesquisadores e outros
interessados.
Por isso, essa pesquisa apresenta algumas questões que nortearam o
desenvolvimento desse trabalho. De que forma é promovida a preservação da
memória sobre a história dos africanos que viveram no Brasil e dos afro
brasileiros? Qual a metodologia de coleta, organização, preservação e
disseminação de materiais informacionais, usada pela BN para agrupar esses
documentos? Quais as tecnologias aplicadas para favorecer a memória digital?
Qual a quantidade e tipos de documentos disponíveis na Biblioteca Digital sobre
a história dos africanos e afro brasileiros? Qual a quantidade de acessos aos
documentos disponíveis na Biblioteca Digital? Qual a finalidade da BN em
favorecer meios mais democráticos para a preservação das informações sobre
os negros no Brasil?

�2 Metodologia
A natureza da pesquisa foi, na fase inicial, de caráter exploratório. O
estudo aprofundou a realidade identificada, para, em seguida, iniciar um estudo
de caso. Gil (2008) menciona o estudo exploratório como aquele que também
realiza o levantamento bibliográfico e documental, podendo usar da entrevista
com o objetivo de coletar informações e ainda ser caracterizado como estudo de
caso. Pesquisas exploratórias permitem proporcionar uma visão geral do fato.
Estudo de Caso é uma metodologia que permite usar diversos métodos e
técnicas para a execução da investigação (CALAZANS, 2007; MARCONI;
LAKATOS, 2011(a)). Para a realização dessa pesquisa, foram utilizados os
métodos: bibliográfico e qualitativo, alguns conceitos existentes foram expostos
para contribuir com o estudo e o universo analisado foi consultado com o intuito
de obter respostas.
3 Resultados e discussão
Para a realização dessa pesquisa, foram levantados alguns
questionamentos. Esses, serviram para nortear a pesquisa e com isso alcançar
o objetivo do trabalho. São as seguintes: De que forma é promovida a
preservação da memória sobre a história dos africanos que viveram no Brasil e
dos afro brasileiros? Qual a metodologia de coleta, organização, preservação e
disseminação de materiais informacionais, usadas pela BN para agrupar esses
documentos? Quais são as tecnologias aplicadas para favorecer a memória
digital? Qual a quantidade e tipos de documentos disponíveis na Biblioteca
Digital sobre a história dos africanos e afro brasileiros? Qual a finalidade da BN
em favorecer meios mais democráticos para a preservação das informações
sobre os negros no Brasil?
Respondendo a primeira questão, quando se acessa o site da Biblioteca
Nacional Digital, o usuário já percebe que há orientações para acesso aos
arquivos digitais. Esse, é dividido em dois bancos, o da Hemeroteca Digital e a
Rede Virtual de Memória Brasileira. Respondendo a segunda e terceira
questões, apresenta como eixos prioritários os objetivos e seleção para
digitalização. Os objetivos de digitalização são:
- considerar o valor histórico ou memorial,
- a importância e a raridade de obras específicas, assim como a
relevância de coleções, na sua totalidade ou em parte, selecionadas de forma a
reunir uma massa crítica de informação;
- um volume mínimo de conteúdos que permita a contextualização
- o inter-relacionamento das obras que compõem a BNDigital.
Já os de seleção são:
– Difundir as coleções da Biblioteca Nacional, diversificando sua esfera
social (comunidade ou público-alvo) e enriquecendo as possibilidades de
acesso e uso;
– Promover a salvaguarda do acervo original da Biblioteca Nacional;

�– Subsidiar atividades culturais e de extensão, em nível local, nacional e
internacional, que envolvam o uso da imagem digital como recurso de
difusão, segurança, preservação e salvaguarda.
Para saber qual a tipologia dos documentos e quantidade desses
relacionados à história e memória dos africanos e afro brasileiros, foram
utilizados os seguintes termos para localização: negros, negras, escravos e
africanos. No quadro abaixo, seguem os resultados:
Quadro 1 – Negros e negras no Brasil
Termo de busca
Negros

Documentos
209 gravuras

Quantidade
564 documentos

203 fotografias
90 manuscritos
46 desenhos
Negras

43 manuscritos

126 documentos

32 fotografias
25 desenhos
24 gravuras
Escravos

516 manuscritos

1070 documentos

307 gravuras
123 desenhos
49 artigos de periódico
Africanos

12 manuscritos

21 documentos

3 desenhos
3 livros
1 artigo de periódico
Total

1781 documentos

Fonte: Biblioteca Nacional Digital(http://bndigital.bn.gov.br/acervodigital/)
Por fim, percebe-se que a Biblioteca Nacional Digital, segue a sua
finalidade pois materializa duas das tradicionais missões das bibliotecas
nacionais: preservar a memória cultural e proporcionar o amplo acesso às
informações contidas em seu acervo.

4 Considerações finais
Como o passar do tempo, as tecnologias da informação e comunicação
se desenvolveram de tal forma que propiciou a oferta de inúmeros tipos de
serviços de informação além de diversas possibilidades de estruturação e
acesso aos repositórios informacionais, assim como resultou em novas

�organizações de museus, arquivos e também em bibliotecas. Essas, com outras
denominações como bibliotecas virtuais e digitais.
De acordo com a Digital Library Federation: “Bibliotecas digitais são
organizações, que disponibilizam recursos (humanos inclusive), para a seleção,
estruturação, interpretação, distribuição e disponibilização de objetos digitais, e
que devem zelar por sua integridade/autenticidade, de forma que sejam
acessíveis a baixo custo para a comunidade”.
Diante dos resultados obtidos nesse trabalho, conclui-se que a Biblioteca
Nacional Digital, desde a sua criação, sofreu algumas alterações positivas para
que o objetivo da sua existência fosse fortalecido. É possibilitado o fácil acesso
as informações disponíveis na sua base, usando os mecanismos de buscas
disponíveis no site. As informações devidamente representadas de acordo com
os padrões para descrição e representação da informação, ou seja, as imagens
e informações de acordo com o documento original, estabelecendo aí uma
fidelidade documentária muito importante para a preservação e memória
histórica.
Concluindo, pode-se afirmar que, após 11 anos do lançamento da
Biblioteca Nacional Digital, a Fundação Biblioteca Nacional consolidou a sua
finalidade que é “a de ampliar e democratizar o acesso da população aos
documentos que compõem o Acervo Memória Nacional através de sua
digitalização e disponibilização na Internet por meio da BNDigital”. Sabemos que
muito trabalho ainda deverá ser feito, além de ter que superar os obstáculos
impostos à toda instituição pública e cultural no Brasil, e também poder dar
continuidade a digitalização do acervo da Biblioteca Nacional, a utilização de
novas tecnologias e a divulgação massiva desse acervo à população em geral.
Contudo, sabemos que a história do Brasil e a memória social já está sendo
respeitada e preservada.

Referências
CASTRO, César Augusto. Biblioteca como lugar de memória e eco de
conhecimento: um olhar sobre “O Nome da Rosa”. RDBCI: Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 4, n. 2, p. 1-20, 2006.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social.6.ed. São Paulo:
Atlas, 2008
LE GOFF. J.História e Memória. Campinas: Ed. UNICAMP, 1990
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica:
ciência e conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e
variáveis, metodologia jurídica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011(a).
MOURA, Gyl Giffony Araujo. A construção da memória social como política
pública: o caso do Centro Cultural Bom Jardim, em Fortaleza, Ceará. 2012. 179
f. Dissertação (Mestrado em Memória Social) - Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro (2003-), Rio de Janeiro, 2012, Rio de Janeiro.

�SILVEIRA, Fabrício José Nascimento. Biblioteca, memória e identidade social.
Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, v. 6, n. 1,
2012.
ZUBARAN, Maria Angélica; SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves.
INTERLOCUÇÕES SOBRE ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS: Pertencimento
étnico-racial, memórias negras e patrimônio cultural afro-brasileiro. Currículo
sem Fronteiras, v. 12, n. 1, p. 130-140, 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33801">
                <text>UM OLHAR PARA O PASSADO. UM OLHAR PARA O FUTURO: DEMOCRATIZANDO O ACESSO À HISTÓRIA DOS AFRO BRASILEIROS PRESERVADA PELA BIBLIOTECA NACIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33802">
                <text>Andreia Sousa Da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33803">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33804">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33806">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33807">
                <text>este trabalho visa conhecer e identificar os documentos disponibilizados no acervo da Biblioteca Nacional Digital, sobre a história e cultura dos africanos e afro brasileiros. O objetivo desse tem como intuito conhecer o acervo sobre a cultura e história dos africanos no Brasil e os afro brasileiros, através do banco de dados da Biblioteca Nacional Digital, da Fundação Biblioteca Nacional e verificar de que forma esses documentos/informações estão disponibilizados para os pesquisadores e outros interessados. Por isso, essa pesquisa apresenta algumas questões que nortearam o desenvolvimento desse trabalho. De que forma é promovida a preservação da memória sobre a história dos africanos que viveram no Brasil e dos afro brasileiros? Qual a metodologia de coleta, organização, preservação e disseminação de materiais informacionais, usada pela BN para agrupar esses documentos? Quais as tecnologias aplicadas para favorecer a memória digital? Qual a quantidade e tipos de documentos disponíveis na Biblioteca Digital sobre a história dos africanos e afro brasileiros? Qual a finalidade da BN em favorecer meios mais democráticos para a preservação das informações sobre os negros no Brasil? Por fim, percebe-se que a Biblioteca Digital Nacional consegue disseminar as informações/ documentos relacionados à memória dos afro brasileiros pois fortalece a importância dessa fonte de informação e memória social para os pesquisadores em estudos afro brasileiros e para a população, fortalecendo dessa forma, o papel da biblioteca como unidade de informação cultural e histórica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66854">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2890" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1972">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2890/2004-2021-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f6b144639c6b4f58ee529ad5188e8ba4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33800">
                    <text>TRATAMENTO TÉCNICO DO ACERVO DE FITAS DO ESTÚDIO
COMUNICA DA FACULDADE DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Maria Fátima Garbelini (UFG) - mariagarbelini@gmail.com
Lais Pereira de Oliveira (UFG) - laispereira2@yahoo.com.br
Alexandre Ribeiro Afonso (UFG) - rafonso.alex@gmail.com
Leonardo Eloi Soares de Carvalho (UFG) - leonardo0eloi@gmail.com
Resumo:
Apresenta experiências de projeto de pesquisa em desenvolvimento no Estúdio Comunica da
Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG). O
trabalho visando a preservação da história e da memória da instituição vem ocorrendo
mediante tratamento das produções acadêmicas gravadas em VHS, U-matic, BetaCam, mini
Disc e mini DVs, atrelado ao estudo para compreensão da dinâmica de representação
informacional de audiovisuais.
Palavras-chave: Tratamento da informação.
Multimeios. Estúdio de TV.

Documento

audiovisual.

indexação

de

Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução: Neste relato expõe-se a experiência até então vivenciada no projeto de
tratamento técnico do acervo de fitas do Estúdio Comunica (FIC/UFG), criado na década de
1980 para atender, predominantemente, o curso de Jornalismo da Universidade Federal de
Goiás. A prática tem envolvido: identificação, organização, catalogação, indexação,
digitalização e preservação do referido acervo. Junto a esta perspectiva prática de ação, o
grupo de pesquisa tem se dedicado ao levantamento de métodos de tratamento de audiovisuais
e ao estabelecimento de diretrizes que possam melhor regular essa questão de acordo com a
realidade e necessidade do Estúdio.
Iniciado em 2015, o projeto contou com trabalho de elaboração de formulário para
identificação e catalogação de 471 fitas nos modelos VHS, U-matic, mini Disc e mini DVs,
reflexo da produção de trabalhos acadêmicos e de pesquisa do corpo docente e discente dos
atuais cursos de Biblioteconomia, Gestão da Informação, Jornalismo, Publicidade e
Propaganda e Relações Públicas. Antes disso, o processo de tratamento técnico da
documentação audiovisual do acervo envolveu a higienização dos armários e das fitas e a
organização física das fitas nas prateleiras.

Relato da Experiência: O trabalho de indexação, que ora decorre, tem envolvido desde o ano
de 2016 discussões acerca da estruturação da política de indexação. Observa-se uma a
carência de referencial bibliográfico nessa área de tratamento de documentos audiovisuais,
especificamente no âmbito da televisão, o que exige revisitar práticas e buscar técnicas 'novas'
de descrição do conteúdo informacional. A indexação representa “a técnica de análise
documentária na qual a informação significativa de um documento é traduzida com a
atribuição de termos” (CARDOSO FILHO; SANTOS, 2012, p. 186). Esse processo é
desafiado quanto no trato de audiovisuais. Segundo Chellappa (1995 apud PINTO, 2001, p.
229) “a maneira de indexar estes documentos coloca em jogo além das informações visuais,
outros tipos de informações percebidas por outros órgãos sensoriais desde que o sujeito
conheça o conteúdo”. E Santos (2013, não paginado) complementa, ao dizer que “os acervos
de mídias não convencionais, como os arquivos de TV, têm em seu bojo informações
múltiplas acerca dos conteúdos abordados nas suas apresentações e reportagens”.

�Os documentos audiovisuais produzidos e veiculados são de grande importância históricocultural. Eles possibilitam que a história seja gravada e documentada, criando, assim, uma
memória audiovisual. A conservação de um acervo é uma etapa do esforço necessário à
preservação do conhecimento contido em qualquer documento, que se completa com a
facilitação do acesso a este conhecimento, o qual demanda um processo de análise
indexadora. Claramente, a indexação de audiovisuais não podem ser uma simples
transposição de métodos aplicados ao texto, no entanto, só recentemente o filme perdeu a
condição de similar ou anexo de documentos bibliográficos, passando a ser alvo de estudos
específicos.
Logo se verificou a necessidade de extrapolar os limites do objeto fílmico e recorrer a fontes
externas, principalmente relativas às condições de produção do filme para se chegar a uma
identificação consistente do seu sentido (BARRETO, 2009). A documentação audiovisual tem
características específicas que a diferenciam claramente da documentação em outros âmbitos
da informação, segundo Fuentes Pujol (1995). São elas: dualidade na origem das fontes;
multiplicação constante de informação heterogênea; rapidez na resposta; obsolescência da
informação; dicotomia texto-imagem e diversificação de usuários.
Não se tem a pretensão de fazer uma incursão teórica acerca da temática da imagem, apenas
mostrar algumas de suas facetas. Smit (1996) diz que a imagem possui características próprias
de polissemia que dificultam sua classificação de forma eficiente. O acesso às imagens tem
sido tradicionalmente indicado por sistemas de classificação baseados em palavras ou em
indexadores descritores na forma de vocabulários controlados – conhecidos como tesauros.
Além da escolha de palavras-chave voltadas essencialmente para a descrição semântica de
conteúdos informacionais, sendo esta última mais utilizada para a indexação e a classificação
das imagens em movimento. Assim sendo, cabe à Ciência da Informação indicar, em seus
sistemas de recuperação de informação, os caminhos para o acesso mais eficiente a essas
imagens enquanto documentos informacionais.
Diante de tais questões, o grupo de pesquisa identificou a importância dos estudos para a
implementação da política de indexação, que trará a definição dos elementos a serem
considerados no momento do estabelecimento do assunto das fitas. Sendo que a política
decide “não só sobre a consistência dos procedimentos de indexação em relação aos efeitos
que se necessita obter na recuperação mas, principalmente, sobre a delimitação de cobertura
temática em níveis qualitativos e quantitativos” (FUJITA, 2012, p. 17).

�Com reuniões periódicas, os membros têm discutido para definir os aspectos dos níveis de
exaustividade (quantidade de termos), especificidade (termos genéricos e específicos) e
linguagem a ser utilizada na definição dos descritores (natural ou controlada).
Concomitantemente o documento tem sido redigido e revisado conforme os trabalhos
avançam.
Cuidado especial também foi dado à delimitação da forma dos termos de indexação
propriamente ditos. Nesse sentido, iniciou-se uma incursão em documentos e em bibliografias
que pudessem auxiliar no processo decisório sobre uso de singular ou plural, termo simples
ou composto, palavra com variação de gênero e grau, emprego de siglas e palavras
estrangeiras, etc.
Recentemente iniciou-se a caracterização do acervo definindo os tipos de gêneros do produto
audiovisual como entrevista, programa, reportagem e produção. Esses aspectos poderão
delimitar ainda mais o processo de tratamento temático das fitas, garantindo o número e a
profundidade necessárias aos termos de indexação de acordo com o tipo de gravação presente
no material audiovisual.

Considerações Finais: O acervo poderá ser útil como apoio aos estudos e pesquisas dos
docentes e discentes da UFG, pois arquivos audiovisuais universitários, em sua maioria,
nascem da necessidade de apoio às atividades acadêmicas, mas com o passar do tempo
tornam-se disponíveis em âmbito nacional e internacional. No caso específico do acervo do
Estúdio Comunica da FIC/UFG, se tornará também um dos meios de divulgação de conteúdos
científicos e culturais desenvolvidos na região central do Brasil, assim como todo o conteúdo
identificado e tratado até o momento representa uma possibilidade de registrar e guardar um
legado científico e acadêmico elaborado pelos docentes e discentes da faculdade.
Pretende-se com os estudos, práticas e incursões do grupo colaborar com a área de Ciência da
Informação, pela própria carência de referencial bibliográfico e de experiências nessa área,
especificamente no âmbito da televisão.

Referências
BARRETO, J. S. Anotação automática e recomendação personalizada de documentários
brasileiros. Brasília: UNB, 2009.

�CARDOSO FILHO, Jair Cunha; SANTOS, Márcia Mazo. Processos e temas selecionados. In:
ALVARES, Lillian (Org.). Organização da informação e do conhecimento: conceitos,
subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paulo: B4 Editores, 2012. p. 185-223.
FUENTES PUJOL, M. E. Características generales de la documentación periodística y
características específicas de los medios de comunicación escritos. In: ______. Manual de
documentación periodística. Madrid: Sintesis, 1995. cap. 7. p. 21-32
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A política de indexação para representação e recuperação
da informação. In: GIL-LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (Eds.). Política
de indexação. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012. p. 17-28.
PINTO, Virgínia Bentes. Indexação documentária: uma forma de representação do
conhecimento registrado. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n.
2, p. 223-234, jul./dez. 2001.
SANTOS, Francisco Edvander Pires. Documentos e informações audiovisuais: a teoria
arquivística e as técnicas da Biblioteconomia aplicadas à organização de arquivos de TV.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v. 14, n. 5, out. 2013.
SMIT, J. W. A representação da imagem. Informare, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 28-36,
jul./dez.1996.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33790">
                <text>TRATAMENTO TÉCNICO DO ACERVO DE FITAS DO ESTÚDIO COMUNICA DA FACULDADE DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33791">
                <text>Maria Fátima Garbelini</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33792">
                <text>Lais Pereira de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33793">
                <text>Alexandre Ribeiro Afonso</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33794">
                <text>Leonardo Eloi Soares de Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33795">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33796">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33798">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33799">
                <text>Apresenta experiências de projeto de pesquisa em desenvolvimento no Estúdio Comunica da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG). O trabalho visando a preservação da história e da memória da instituição vem ocorrendo mediante tratamento das produções acadêmicas gravadas em VHS, U-matic, BetaCam, mini Disc e mini DVs, atrelado ao estudo para compreensão da dinâmica de representação informacional de audiovisuais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66853">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2889" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1971">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2889/2003-2020-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0e4328ab19f01a93d3af0bed55c494bf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33789">
                    <text>SUSTENTABILIDADE EM BIBLIOTECAS DO EIXO AMAZÔNICO:
POSSIBILIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A EDUCAÇÃO SÓCIO
AMBIENTAL NAS BIBLIOTECAS DA REGIÃO NORTE

JACIARA CRISTINA ALMEIDA DO AMARAL (UFPA) - jaciaramaral@ufpa.br
Mary Caroline Ribeiro (UFOPA) - dinger_karol@hotmail.com
Samantha ANDRADE ARAUJO (UFPA) - samanthaaraujo2000@yahoo.com.br
Resumo:
Bibliotecas que se encontram no contexto amazônico mesmo por conto de suas peculiaridades
estão entre as instituições que mais tendem a trabalhar a concepção de “biblioteca verde”, ou
bibliotecas que trabalham a questão ambiental e/ou que estão preocupadas com questões
ambientais, adotando para esse fim ações de responsabilidade socioambientais. Nessa linha,
apresentamos não só a necessidade de se desenvolver essas concepções como de algumas
estratégias que já estão sendo utilizadas para este fim. Como conclusão, ressalta-se a que a
biblioteca é um importante espaço que apresenta um papel decisivo na contribuição à
formação da consciência ecológica dos cidadãos, possibilitando a participação de maneira
responsável, auxiliando assim, nas lutas pela preservação do meio ambiente e na Amazônia,
em particular.
Palavras-chave: Bibliotecas – Amazônicas. Bibliotecário. Ações de educação ambiental.
Sustentabilidade
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
É perceptível a mudança e interesse da sociedade pelas questões
ambientais. As mudanças climáticas e os problemas que ocorrem com as pessoas
em decorrência disso, os vários problemas com o lixo, a escassez de água e a
busca por novos meios de obtenção de energia limpa (que é parte de uma agenda
energética mundial), vêm criando uma margem de debate não só na opinião pública,
mas que também vem refletindo a preocupação de autoridades diversas de se
apropriar da temática e tentar de alguma forma homogeneizar o debate.
Em se tratando da região amazônica essa responsabilidade se intensifica
nos órgãos e instituições, haja vista a própria região é conhecida pela sua
biodiversidade, mas também é marcada por muitos desafios e desastres ecológicos,
tomando como exemplo aqui, as grandes áreas de desmatamento e queimadas na
Amazônia legal.
Segundo Arruda (2009), essa é uma tendência que tem gerado uma
adaptação à filosofia das bibliotecas da região em questão, esse cenário gera
propostas de implantação de um programa de sustentabilidade nas bibliotecas da
região de modo geral, tendo como premissa que o primeiro movimento deveria ser
no sentido de criação de ambiente favorável para que pessoas passassem a
compreender e realizar boas práticas relativas a questão ambiental de maneira
efetiva e abrangente.
Um dos caminhos possíveis para a implementação bem sucedida da prática
dessas ações (em todas as dimensões da gestão), seria por meio da sua
incorporação ao planejamento institucional, mas também poderia começar de
pequenas ações e campanhas transformadoras. Para a implantação de um
Programa de Sustentabilidade, como sinônimo de eco-eficiência nas bibliotecas do
eixo amazônico, é necessário compreender o papel educativo e formativo que a
biblioteca tem, bem como a potencialidade e lastro necessários para alavancar o
conceito e ter impacto real nos usuários das unidades.
Em 1987, foi definido o desenvolvimento sustentável como “aquele que
atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das
gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”, conceito criado pela
Comissão Brundtland, como ficou conhecida a Comissão Mundial sobre o Meio
Ambiente e o Desenvolvimento (AGOPYAN; JOHN, 2011).

�Este conceito leva em conta três aspectos: o ambiental, o social e o
econômico. Instituições privadas e governamentais, ONG’s e empresas, bem como
as bibliotecas, estão definindo e desenvolvendo ações e programas formais de
sustentabilidade; são as chamadas bibliotecas verdes ou sustentáveis. Estas ações
dizem respeito à preservação e conservação, gestão, edifícios, desenvolvimento de
coleções, disseminação da informação e serviços aos usuários (SANDS, 2011 e
TROTTER, 2008).
Ainda sim, é preciso sinalizar com essas ações e sua importância para o
debate nacional, acrescentar todas as novas ações que propaguem a ideia da
sustentabilidade e educação ambiental. Assumir estrategicamente a sustentabilidade
é uma decisão que deve permear todo o ambiente das bibliotecas do eixo
amazônico, desde a valorização das pessoas até os processos operacionais que
serão alterados e melhorados por elas, pensamento esse difundido pelos autores
Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2004) ao referirem-se à natureza múltipla, complexa,
abrangente dessa estratégia.
Dessa forma, o trabalho apresenta como objetivo realizar um breve estudo
sobre a importância de práticas de sustentabilidade em bibliotecas do eixo
amazônico, no qual, essas ações podem contribuir para uma educação
socioambiental da população da região norte.
Justifica-se a realização do presente trabalho por compreender que as
bibliotecas que são consideradas como unidades de informação, precisam
evidenciar a importância que ações de sustentabilidade devem ser utilizadas em prol
de necessidades dos seres humanos e do ambiente, evidenciando, desta forma a
sua importância e colaboração para a mudança de visão sobre questões sociais e
sustentabilidade no mundo.
2 METODOLOGIA
A metodologia usada no artigo foi uma pesquisa de caráter descritivo, ou
seja, uma pesquisa com viés de levantamento. A pesquisa em questão teve um
caráter exploratório e explicativo, bem como apresentará informações obtidas a
partir de um levantamento bibliográfico inicial para suprir as necessidades de
referencial teórico e maior entendimento do tema proposto, por meio de consulta de
periódicos eletrônicos, livros.

�Desse modo a pesquisa teve como objetivo buscar na literatura disponível,
informações e conhecimentos já existentes como o tema ser desenvolvido no
trabalho no intuito de colaborar na compreensão e na busca de respostas acerca
dos objetivos do estudo.
3 RESULTADOS E DISCURSSAO
Na consolidação de uma sociedade sustentável, as bibliotecas têm papel de
grande importância, pois são organismos responsáveis por organizar, guardar e
disseminar informações e

desenvolver

ações,

contribuindo assim

para o

desenvolvimento e manutenção da consciência ambiental.
No contexto amazônico, torna-se ainda mais importante esse papel social
das bibliotecas, pois:
A Biblioteca tem papel decisivo na contribuição à formação da consciência
ecológica dos cidadãos, capacitando-os a atuar de maneira responsável e
consequente nas lutas pela preservação da vida no planeta, de maneira geral, e na
Amazônia, em particular. (MANIFESTO..., 2004)
Em 2017, a Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará (BC-UFPA),
implementou a campanha “Redução do uso do papel”, que substitui os recibos de
devolução de empréstimos de obras por mensagens via e-mail (UFPA, 2017).
A campanha visa alertar os usuários e funcionários quanto ao uso consciente
do papel, contribuindo para a diminuição do desmatamento e uso de água e energia
elétrica. A BC-UFPA também incentiva a adoção de copos e garrafas pessoais
dentro de seu ambiente, evitando assim a utilização de descartáveis.
Ações que visam formar cidadãos conscientes quanto aos cuidados com o
meio ambiente também são desenvolvidas pelo Museu Paraense Emílio Goeldi
(MPEG). A Biblioteca de Ciências Clara Maria Galvão e a Biblioteca Domingos
Soares Ferreira Penna são importantes instrumentos de apoio às ações do MPEG
junto à comunidade, orientando consultas a materiais dentro das pesquisas
desenvolvidas pelo Museu e dentro dos temas Amazônicos. Também são realizadas
oficinas, como a Hora do Conto, abordando lendas que abrangem a fauna e flora
amazônicas (MPEG, 2015).
O MPEG também desenvolve ações como bibliotecas comunitárias dentro do
Bairro da Terra Firme, aproximando assim a comunidade de temas importantes para
a conservação do meio.

�Outro exemplo a ser citado, concentra-se na Universidade Federal do Pará,
especificamente pela Faculdade de Biblioteconomia, que no ano de 2015 em
parceria com a Biblioteca Central da presente Universidade, realizou sua 1° Feira
Socioambiental. A feira teve coordenação do professor doutor Lucivaldo Barros,
como parte integrante da disciplina que ministra intitulada: “Informação Ambiental”
(FREIRE, 2016).
Sendo assim, essa feira apresentou aspectos importantes referentes a
debates relacionados à sustentabilidade, pois esse trabalho foi “fruto” da disciplina
ministrada no curso, que tem com objetivo desde 2009 contribui com os discentes
subsídios teóricos e práticos capazes de identificar a especialização da
Biblioteconomia, com ênfase à informação ambiental, identificando unidades de
informação nesse campo, além compreender seu relevante papel na educação
ambiental, sobretudo na Região Amazônica.
Logo nesses projetos descritos, o fator sustentabilidade é parte principal do
seu objetivo, portanto é necessário um planejamento para que as ações
planejadas possam ser excetuas ao longo dos anos, contribuindo não somente
para o meio ambiente, mas também para a vida das pessoas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Seja como mudança real de mentalidade, seja até mesmo como estratégia de
marketing, a adoção de ações que expressem responsabilidade socioambiental
tornou-se um quesito que atesta qualidade não só a bibliotecas como a outras
empresas públicas ou privadas, para atender uma clientela com novo pensamento
que demanda excelência nos serviços oferecidos e que mantenham o cumprimento
da missão dessas instituições baseadas nesses princípios de sustentabilidade, ainda
que isto não ocorra facilmente.
Considerando

as

bibliotecas

como

organismos

multifacetados

novas

propostas estão diretamente relacionadas com as competências acumuladas, a
inserção e integração com o meio, além da capacidade inovativa para participar do
ambiente social como um todo.
Portanto, no presente trabalho verificou-se que já existem bibliotecas que
atuam nesse processo de ações voltadas para a sustentabilidade, mas é necessário
que mais espaços como esses possam ser adotados por outras instituições,

�principalmente na região norte do Brasil, onde a questão da Amazônia e
sustentabilidade tem uma forte ligação com as pessoas.
A biblioteca precisa ser considerada como um espaço que apresenta um
papel decisivo na contribuição à formação da consciência ecológica dos cidadãos,
possibilitando a participação de maneira responsável, auxiliando assim nas lutas
pela preservação do meio ambiente e na Amazônia, em particular.

REFERENCIAS
AGOPOYAN, Vahan; JOHN, Vanderley M. O desafio da sustentabilidade na
construção civil. São Paulo: Blucher, 2011.
ARRUDA, R. G. Unidades de informação e sustentabilidade: requisitos para
organizações do conhecimento, o caso Embrapa. Rev. bras. Bibliot., São Paulo,
v. 5, n. 1/2, p. 28-41, jan-dez. 2009.
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. MPEG
Leva Educação à Comunidade. Disponível em: &lt;&lt;http://www.museu
goeldi.br/portal/content/mpeg-leva-educa%C3%A7%C3%A3o%C3%A0
comunidade&gt;&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
CRESTANA, Maria Fazanelli; et.al. Programa de sustentabilidade como
estratégia na biblioteca universitária. XXV Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.
FREIRE, Celso. UFPA realiza Feira Socioambiental em homenagem ao Dia da
Natureza. Disponível em: &lt;&lt; http://socelnews.blogspot.com.br/2016/10/ufparealiza-feira-socioambiental-em.html&gt;&gt;. Acesso em: 10 set. 2017.
Manifesto
das
Bibliotecas
da
Amazônia.
Disponível em:&lt;
http://snbp.culturadigital.br/wp-content/arquivos/2013/09/Manifesto-das-bibliotecasda-Amazonia.pdf&gt;. Acesso em: 13 jul. 2017.
MINTZBERG, Henry; AHLSTRAND, Bruce; LAMPEL, Joseph. Safári de estratégia:
um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2004.
SANDS, Johanna. Sustentainable Library Design. Califórnia, EUA, 2011.
Disponível em: &lt; http://www.librisdesign.org/&gt;. Acesso em: 12 jun. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Campanha: Redução do uso do papel.
Disponível em: &lt;&lt;http://bc.ufpa.br/campanha-reducao-do-uso-do-papel/&gt;&gt;. Acesso
em: 13 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33780">
                <text>SUSTENTABILIDADE EM BIBLIOTECAS DO EIXO AMAZÔNICO: POSSIBILIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A  EDUCAÇÃO  SÓCIO AMBIENTAL NAS BIBLIOTECAS DA REGIÃO NORTE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33781">
                <text>JACIARA CRISTINA ALMEIDA DO AMARAL</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33782">
                <text>Mary Caroline Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33783">
                <text>Samantha ANDRADE ARAUJO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33784">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33785">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33787">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33788">
                <text>Bibliotecas que se encontram no contexto amazônico mesmo por conto de suas peculiaridades estão entre as instituições que mais tendem a trabalhar a concepção de “biblioteca verde”, ou bibliotecas que trabalham a questão ambiental e/ou que estão preocupadas com questões ambientais, adotando para esse fim ações de responsabilidade socioambientais. Nessa linha, apresentamos não só a necessidade de se desenvolver essas concepções como de algumas estratégias que já estão sendo utilizadas para este fim. Como conclusão, ressalta-se a que a biblioteca é um importante espaço que apresenta um papel decisivo na contribuição à formação da consciência ecológica dos cidadãos, possibilitando a participação de maneira responsável, auxiliando assim, nas lutas pela preservação do meio ambiente e na Amazônia, em particular.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66852">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2888" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1970">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2888/2002-2019-1-PB.pdf</src>
        <authentication>44451255e5263139905e18b761878a7d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33779">
                    <text>Repositório Institucional de trabalhos acadêmicos dos servidores
da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul: um relato de
experiência

Simone Peixoto Maia (CTZ) - maia.simonepeixoto@gmail.com
Anna Paula Knewitz (Sefaz-RS) - annak@sefaz.rs.gov.br
Resumo:
Os desafios da elaboração do Repositório Institucional de trabalhos acadêmicos dos servidores
da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul respeitando as particularidades apresentadas
visando a contribuição para as pesquisas fazendárias. Para desenvolver o sistema em
Microsoft SharePoint teve a colaboração de três áreas: a biblioteca e a comunicação interna
para as necessidades informacionais - geração, armazenagem e fluxos - e a área de tecnologia
para o desenvolvimento e manutenção do sistema.
Palavras-chave: Repositório institucional; Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do
Sul
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo: Os desafios da elaboração do Repositório Institucional de trabalhos
acadêmicos dos servidores da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul,
respeitando as particularidades apresentadas, visando à contribuição para as
pesquisas fazendárias. Para desenvolver o sistema em Microsoft SharePoint
houve a colaboração de três áreas: a biblioteca e a comunicação interna, para
as necessidades informacionais - geração, armazenagem e fluxos, e a área de
tecnologia, para o desenvolvimento e manutenção do sistema .
Introdução
Gerenciar a produção, o armazenamento e o compartilhamento do
conhecimento é um dos desafios do setor público, e na Secretaria da Fazenda
do Estado do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS) não é diferente. Assim, desde 2014,
a Supervisão de Desenvolvimento Organizacional e Qualidade – Sudesq vem
trabalhando com o objetivo de criar uma ferramenta que possibilite à comunidade
fazendária o acesso à produção científica do público interno. O Repositório
Institucional surgiu como uma das alternativas possíveis para o gerenciamento
da grande quantidade de informações, repleta de especificidades, que circula no
órgão.
Metodologia
Para desenvolver o repositório informacional acadêmico, foram realizadas
pesquisas para estudar referências já existentes e consultada a área de
tecnologia da Secretaria. Optou-se por desenvolver o Repositório em Microsoft
SharePoint, por sua adequação ao propósito e por ser uma ferramenta de baixo
custos ao Estado. As áreas da biblioteca e de comunicação interna foram
responsáveis pelas necessidades informacionais: geração, armazenagem e
fluxos, ao passo que a área de tecnologia ficou encarregada pelo
desenvolvimento e pela manutenção do sistema.
Resultados e discussões
A Sefaz-RS, fundada em 21 de março de 1890, tem sua sede em Porto Alegre e
está presente em todo o Estado do Rio Grande do Sul, com cerca de 1.200
servidores atuando em suas repartições. Um dos objetivos estratégicos da
instituição é o desenvolvimento do servido. Para isso, o órgão possui o Plano de
Capacitação Continuada, definido pela Política Educacional da Secretaria (2006,
p.2)
“[...] considera que o bom desempenho profissional de seus servidores
está vinculado à realização de um programa de educação continuada,
tendo em vista as constantes mudanças nas diversas áreas do
conhecimento e a consequente obsolescência dos saberes na sociedade
contemporânea [...]: Os processos de capacitação e desenvolvimento dos
servidores da SEFAZ-RS deverão considerar as áreas técnica, gerencial
e comportamental, seguindo os quatro pilares da educação propugnados

�pela UNESCO: 1. Aprender a aprender; 2. Aprender a fazer; 3. Aprender
a viver junto; 4. Aprender a ser;”

Dessa forma, o servidor é estimulado a participar de cursos tanto lato sensu
como strictu sensu, gerando trabalhos de conclusão, dissertações, teses, artigos
científicos e apresentações. Foi da necessidade de disponibilizar tais trabalhos
na rede interna que surgiu a demanda para a construção do repositório. Para
Batista e Costa (2013, p.67), “os repositórios institucionais têm sido abordados
tanto como uma ferramenta quanto como uma estratégia para maximizar a
visibilidade da pesquisa de uma instituição.”
O Repositório Institucional da Sefaz-RS foi desenvolvido em dois módulos
independentes, um contendo a produção científica dos fazendários e outro, as
apresentações de capacitações, workshop e outros eventos de
compartilhamento de experiências. Seu principal objetivo é, respeitando a
política de segurança da informação instituída pela Secretaria, tornar acessível
o conhecimento produzido, de modo a preservar a memória institucional.
Considerações finais
Ao disponibilizar um vasto e relevante repertório de dados, o repositório contribui
para a preservação da memória institucional e para a troca de informações na
Secretaria da Fazenda. O sistema foi implantado e sua abrangência contempla
todos os servidores e colaboradores que possuem acesso à intranet. Como
passos futuros, percebe-se a necessidade de desenvolver uma sistemática para
a análise de uso do Repositório e de ampliar a divulgação da ferramenta, a fim
de estimular tanto as consultas ao conteúdo quanto o envio das produções
científicas por parte dos servidores.
Referências
BATISTA, Fábio Ferreira; COSTA, Veruska da Silva. Alinhando o modelo, o
método de implementação e a prática de gestão do conhecimento: o caso do
Repositório do Conhecimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(RCIpea). Revista do Serviço Público, Brasília, 64 (1): 59-76, jan/mar 2013.
RIO GRANDE DO SUL. SECRETARIA DA FAZENDA. Políticas Educacionais
da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul. 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33771">
                <text>REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DE TRABALHOS ACADÊMICOS DOS SERVIDORES DA SECRETARIA DA FAZENDA DO RIO GRANDE DO SUL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33772">
                <text>Simone Peixoto Maia</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33773">
                <text>Anna Paula Knewitz</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33774">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33775">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33777">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33778">
                <text>Os desafios da elaboração do Repositório Institucional de trabalhos acadêmicos dos servidores da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul respeitando as particularidades apresentadas visando a contribuição para as pesquisas fazendárias. Para desenvolver o sistema em Microsoft SharePoint teve a colaboração de três áreas: a biblioteca e a comunicação interna para as necessidades informacionais - geração, armazenagem e fluxos - e a área de tecnologia para o desenvolvimento e manutenção do sistema.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66851">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2887" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1969">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2887/2001-2018-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b2e2ac6dff6a6d2ad34c0a16f24d6362</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33770">
                    <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS DOCENTES DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI
SOBRE AS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO E MEMÓRIA

Wesley Ferreira Cavalcante (UFCA) - wesleycavalcante8@gmail.com
Cicera Soares da Silva (UFCA) - cicerasal658@gmail.com
ARILUCI GOES ELLIOTT (UFCA) - ariluci.goes@ufca.edu.br
Resumo:
Apresenta a produção científica dos docentes do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Cariri (UFCA) sobre os discursos das práticas realizadas no Laboratório de Ciência
da Informação e Memória (LACIM) se tornando esse o principal objetivo da nossa pesquisa,
sendo realizada uma revisão bibliográfica e análise ao Currículo Lattes dos docentes. Busca
também verificar a importância das atividades realizadas nesse laboratório como forma de
incentivo de produção científica, disseminação da informação e desenvolvimento do Curso de
Biblioteconomia da UFCA, expressando a importância das atividades de ensino e pesquisa
realizadas em um espaço que promove o conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Produção Científica. LACIM.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
“As empresas, instituições, organizações produzem ao longo de sua trajetória
uma vasta quantidade de documentos fundamentais para a preservação da Memória
Institucional” (RUEDA, FREITAS, VALL, 2011, p. 78). Neste contexto, a preservação
desta memória evidencia-se como mecanismo de fortalecimento de seus
fundamentos, podendo estar atrelada tanto com a coleta, classificação e arquivamento
de documentos concretos, quanto à investigação dos contextos informatizados,
disponibilizados na internet.
A preservação da memória do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Cariri (UFCA), está intrinsecamente ligada ao surgimento do Laboratório
de Ciência da Informação e Memória (LACIM) que emergiu como uma proposta de
organização e tratamento dos materiais ou documentos constituidores da memória
regional. Atuando, desta forma, como centro de informação difusor do conhecimento,
garantindo a acessibilidade.
O LACIM faz parte de um projeto de ensino do Curso de Biblioteconomia da
UFCA que, em consenso com a missão de todas as universidades, é apontada como
o principal centro de produção científica e propagação do conhecimento através de
atividades realizadas nos eixos de pesquisa, ensino, extensão e no caso da UFCA,
incluímos o eixo da cultura.
A produção científica dos docentes constitui-se em incentivo e construção de
novas ideias. E, a partir da seguinte afirmação “A ciência que não é publicada não
existe” (VESSURI apud VELHO, 1997), avaliamos a importância do desenvolvimento
e disseminação da pesquisa realizados pelos docentes do Curso de Biblioteconomia,
tomando por ponto de partida, o LACIM, identificando-o como um espaço favorável à
expansão da produção científica, sendo esse o objetivo do nosso trabalho.

2 HISTÓRIA DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA UFCA
O Curso de Biblioteconomia iniciou suas atividades acadêmicas no ano de
2006, por ocasião da abertura dos Cursos de Graduação da Universidade Federal do
Ceará (UFC) - Campus Cariri. Com a qual manteve vínculo até a criação da
Universidade Federal do Cariri (UFCA) pela Lei 12.826, de 05 de junho de 2013. A
universidade possui natureza jurídica de autarquia e está ligada ao Ministério da
Educação, estando sediada em Juazeiro do Norte1.
Ao longo dos 10 anos de criação, o Curso de Biblioteconomia da UFCA
contempla os seguintes projetos, listados pela ordem de surgimento:
1)
2)
3)
4)
5)

Laboratório Troca de Afetos (LATA), 2006;
Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM), 2008;
Semana Acadêmica de Biblioteconomia (SEABI), 2009;
AGIR Consultoria Jr., 2010;
Pós-graduação Lato Sensu em Gestão em Ambiente de Informação (PPGBGAI), 2010;
6) Programa de Educação Tutorial (PET), 2014;
7) Periódico Científico Folha de Rosto, 2014;
1

https://www.ufca.edu.br/portal/a-ufca

�8) Mestrado Profissional em Biblioteconomia (MPB), 2015.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa foi realizada com base em um estudo bibliográfico, que “é feita
a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios
escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites”
(FONSECA, 2002, p. 32). Neste contexto, procuramos apontar a produtividade dos
trabalhos científicos pelos docentes do Curso de Biblioteconomia da UFCA, que
apresentavam como objeto de estudo principal, o LACIM.
Desse modo, podemos observar os dados levantados, procurando medir o
total de publicações referentes ao assunto, constituindo-se, também como uma
pesquisa quantitativa.
A metodologia utilizada para a elaboração do trabalho é apresentada através
da revisão bibliográfica. A consulta ao Currículo Lattes dos docentes foi utilizada como
um dos instrumentos de investigação.
Os dados foram apresentados em forma de quadro, descrevendo os autores,
o título e o ano de publicação do trabalho (de 2009 a 2016).
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os dados que ora expomos nesta pesquisa, foram provenientes de um
levantamento realizado através de uma pesquisa bibliográfica, embasamento teórico
sobre o assunto, bem como a consulta no Currículo Lattes e em base de dados na
Internet, objetivando identificar a produção científica dos docentes do Curso de
Biblioteconomia UFCA, sobre o LACIM, que conta atualmente com 16 docentes,
sendo assim, apresentados: 14 efetivos, 1 substituto e 1 em doutoramento.
Em seguida, identificamos os nomes dos docentes, o título do trabalho que
cada um produziu ou orientou e o ano correspondente à data da publicação.
QUADRO 1 - Produções Científicas dos docentes do Curso de
Biblioteconomia sobre o Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM)
Docentes
A. G. E.

Título
Catalogação e Indexação de Xilogravuras no LACIM: relato de experiência.
Apresentado na III Mostra UFCA (Encontro).

Ano
2016

Interdisciplinaridade no Laboratório de Ciência da Informação e Memória.
Apresentação na VIII Semana Acadêmica de Biblioteconomia.
Os cursos da UFCA e a importância das práticas em laboratório: LACIM.
Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/33/44&gt;.
Organização documental dos cordéis do Laboratório de Ciência da Informação
e Memória (LACIM). Apresentado na II Mostra UFCA (Encontro).
A memória dos jornais do Laboratório de Ciência da Informação e Memória
(LACIM). Apresentado na II Mostra UFCA (Encontro).
Contribuições da monitoria da unidade curricular de organização e tratamento
da informação do curso de Biblioteconomia da UFCA. Apresentado na II Mostra
UFCA (Encontro).

2015

�A Fotografia como documento e suporte à construção da memória. Disponível
em:
&lt;http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2015/enancib2015/paper/vi
ewFile/3140/1253&gt;.
A fé documentada: perspectivas metodológicas de informação fotográfica sobre
romarias de Juazeiro do Norte - Ceará. Disponível em:
&lt;https://www.marilia.unesp.br/Home/PosGraduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/elliott_ag_do_mar.pdf&gt;.

2014

Fotografias como documento e memória: uma análise das imagens de
Romeiros da Cidade de Juazeiro do Norte-CE. Disponível em:
&lt;http://enancib.sites.ufsc.br/index.php/enancib2013/XIVenancib/paper/viewFile/
545/473&gt;.

2013

Informação e memória: uma análise documentária dos registros icônicos das
imagens de romarias de Juazeiro do Norte armazenadas no acervo do
Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM) da UFC Campus
Cariri. Disponível em:
&lt;http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xiiienancib/paper/viewFile/3935/3058
&gt;.

2012

Laboratório de Ciência da Informação e Memória. (Apresentação de
Trabalho/Outra)

2010

Laboratório de Ciência da Informação na interatividade com o centro de
referência e memória da cidade de Juazeiro do Norte - CE. Apresentado na In:
I Encontros Universitários Campus da UFC no Cariri, 2009. v. 1. p. 1-1.

2009

Laboratório de Ciência da Informação e Memória. Apresentado na In: I
Encontros Universitários Campus da UFC no Cariri, 2009, Juazeiro do Norte. I
Encontros Universitários Campus da UFC no Cariri. Juazeiro do Norte: UFC,
2009. v. 1. p. 1-1.
Laboratório de Ciência da Informação na interface com o Centro de Referência
e Memória da Cidade de Juazeiro do Norte-CE. (Apresentação de
Trabalho/Outra).
D. V. V.

Processo de Automação no LACIM: sugestão de um novo software. Disponível
em:
&lt;https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/34/43&gt;.

2015

Estágio supervisionado III Biblioteca UFCA Lacim Curso Biblioteconomia.
Orientador de Estágio.
D. A. S.

Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM): fonte de pesquisa
científica e cultural para a comunidade acadêmica e região do Cariri.
Apresentado na In: XVI Conferência Brasileira dos Estudos da
Folkcomunicação, 2013, Juazeiro do Norte. Anais..., 2013

2013

As contribuições do Laboratório de Ciência da Informação e Memória para a
preservação da memória documental na Região do Cariri cearense. Trabalho
de Conclusão de Curso. Disponível na Biblioteca da Universidade Federal do
Cariri.
A preservação da memória do documental no Laboratório de Ciência da
Informação e Memória (LACIM). Apresentado na In: IV Encontro Universitário
da UFC no Cariri, 2012, Juazeiro do Norte. Anais..., 2012.
Preservação da memória documental: práticas realizadas no Laboratório de
Ciência da Informação e Memória da Universidade Federal do Ceará - Campus
Cariri. Apresentado na In: XXXV Encontro Nacional de Estudantes de
Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da
Informação: identidades e contrates na área de Ciência da Informação: quem
somos, de onde viemos e para onde vamos?, 2012, Belo Horizonte. Anais....

2012

�Belo Horizonte, 2012.

Preservação da memória documental: atividades realizadas no laboratório de
ciência da informação – lacim. Disponível em:
&lt;https://conferencias.ufca.edu.br/index.php/encontros-universitarios/eu2012/paper/download/840/884&gt;.
Experiências vivenciadas através do estágio supervisionado no Núcleo de
Literatura de Cordel (NCL) do Laboratório de Ciência da Informação e
Memória. Disponível em: &lt;https://encontros.ufca.edu.br/index.php/encontrosuniversitarios/eu-2012/paper/viewFile/793/885&gt;.
A organização e preservação da memória documental no Laboratório de
Ciência da Informação e Memória (LACIM) do Curso de Biblioteconomia Campus Cariri. Disponível em:
&lt;https://conferencias.ufca.edu.br/index.php/encontros-universitarios/eu2011/paper/download/515/155&gt;.

2011

D. A. R. M.

Digitalização de acervos: estudo de caso no Laboratório de Ciência da
Informação e Memória da UFCA. Trabalho de Conclusão de Curso. Disponível
na Biblioteca da Universidade Federal do Cariri.

2015

G. K. M.

A memória dos jornais do Laboratório de Ciência da Informação e Memória
(LACIM). Apresentado na II Mostra UFCA (Encontro).

2015

Laboratório de Ciência da Informação na interface com o Centro de Referência
e Memória da Cidade de Juazeiro do Norte. Orientação de outra natureza.

2011

Laboratório de Ciência da Informação na interface com o Centro de Referência
e Memória da Cidade de Juazeiro do Norte. Orientação de outra natureza.

2010

F. A. L.

Marketing no Laboratório de Ciência da Informação e Memória – LACIM.
Disponível em: &lt;http://sites.ufca.edu.br/ebooks/wpcontent/uploads/sites/22/2015/11/SEABI-2015-Anais-Completo-Final-ISBN978-85-67915-06-7.pdf&gt;.

2015

M. C. R. B.

Catalogação e Indexação de Xilogravuras no LACIM: relato de experiência.
Apresentado na III Mostra UFCA (Encontro).

2016

Os Cursos da UFCA e a importância das práticas em Laboratório: LACIM.
Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/33/44&gt;.

2015

Organização Documental dos Cordéis do Laboratório de Ciência da Informação
e Memória (LACIM). Apresentado na II Mostra UFCA (Encontro).
Contribuições da monitoria da unidade curricular de 2015 organização e
tratamento da informação do curso de Biblioteconomia da UFCA. Apresentado
na II Mostra UFCA (Encontro).
Laboratório de Ciência da Informação e Memória. (Apresentação de
Trabalho/Outra)

2010

Laboratório de Ciência da Informação na interface com o Centro de Referência
e Memória da Cidade de Juazeiro do Norte-CE. (Apresentação de
Trabalho/Outra).

Fontes: Elaborado pelos autores, 2017.
* Optamos por apresentar somente as iniciais dos nomes dos autores, como forma de resguardar sua
imagem.

Podemos observar a partir dos dados obtidos que, o assunto LACIM possui
um índice de produção científica relevante entre os docentes do Curso de

�Biblioteconomia. Dos quinze professores que estão desempenhando suas atividades
no Curso, sete deles, ou seja, 46,66% publicaram algum tipo de trabalho científico
entre os anos de 2009 a 2016 com este tema. Sendo que, as publicações começaram
a serem produzidas a partir de 2009. Desta forma, apresentamos o quadro abaixo,
contendo informações correspondentes ao ano e o número total de artigos produzidos
e publicados neste período.
Com base nos resultados, notamos que a produção foi maior no ano de 2015
com 38,23% dos artigos produzidos e/ou orientados pelos docentes. Podemos
associar esse aumento a crescente oferta do programa de bolsas da UFCA, cujos
bolsistas eram vinculados aos projetos apresentados pelos docentes e desenvolvidos
no LACIM. Em 2015 o Laboratório contava com 12 bolsistas.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa apontou que o Laboratório de Ciência da Informação e Memória
(LACIM), possui importante referência no Curso de Biblioteconomia, se caracterizando
como um espaço favorável ao desenvolvimento da produção científica, tanto dos
docentes, quando dos discentes que atuam nesse ambiente.
O referido Laboratório contém características interdisciplinares, atuando em
conjunto com os discentes, utilizando as práticas de organização, preservação e
higienização do acervo, culminando na produção de trabalhos acadêmicos juntamente
com seus respectivos orientadores de projetos, expressando a importância das
atividades de ensino e pesquisa realizadas em um espaço que promove o
conhecimento.
REFERÊNCIAS
FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila.
RUEDA, Valéria Matias da Silva; FREITAS, Aline de; VALLS, Valéria Martin. Memória
Institucional: uma revisão de literatura. Crb-8 Digital, São Paulo, v. 4, n. 1, p.78-89, abr.
2011.

VELHO, Edna. A ciência e seu público. Transinformação, v. 9, n. 3, p.15-32,
set./dez.1997.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33761">
                <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS DOCENTES DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI SOBRE AS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33762">
                <text>Wesley Ferreira Cavalcante</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33763">
                <text>Cicera Soares da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33764">
                <text>ARILUCI GOES ELLIOTT</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33765">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33766">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33768">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33769">
                <text>Apresenta a produção científica dos docentes do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA) sobre os discursos das práticas realizadas no Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM) se tornando esse o principal objetivo da nossa pesquisa, sendo realizada uma revisão bibliográfica e análise ao Currículo Lattes dos docentes. Busca também verificar a importância das atividades realizadas nesse laboratório como forma de incentivo de produção científica, disseminação da informação e desenvolvimento do Curso de Biblioteconomia da UFCA, expressando a importância das atividades de ensino e pesquisa realizadas em um espaço que promove o conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66850">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2886" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1968">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2886/2000-2017-1-PB.pdf</src>
        <authentication>2d9fcd6c0136cbb814d098ef04f8df4b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33760">
                    <text>Preservação digital de documentos: um olhar para o futuro
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos (ECA/USP) - cibeleac@usp.br
Daniela Pereira de Sousa Manfre (CMSP) - danicrb8@gmail.com
Resumo:
Com o crescente aumento do uso dos documentos digitais nas empresas públicas e privadas,
nas bibliotecas, arquivos e museus, surge cada vez mais a preocupação em como esses
documentos estão sendo preparados para serem recuperados, e se essa recuperação é possível
agora no presente e se será possível no futuro, com as inovações tecnológicas e mudanças em
softwares, hardwares e nos suportes informacionais.
Palavras-chave: Preservação digital. Documentos digitais. Documentos arquivísticos digitais.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução: Os avanços tecnológicos têm trazido benefícios à sociedade e ao
mercado de trabalho. A facilidade e agilidade na comunicação são fatores
fundamentais e decisivos no atual cenário profissional dos bibliotecários. Muito se
tem falado sobre as vantagens e desvantagens da implantação de processos
digitais, nas instituições públicas e privadas, nas bibliotecas, arquivos e museus
bem como a importância da digitalização no desempenho das atividades nessas
instituições no que se refere à economia de papel, agilidade, celeridade, e por fim,
economia de recursos. Porém, o foco da discussão aparece no processo em si, de
forma que uma questão fundamental como a conservação e preservação da
informação digital é um pouco esquecida. Torna-se necessário pensar na
preservação, para que esses documentos possam ser recuperados daqui há 20, 30
anos ou mais.
Innarelli (2016) destaca o problema da perda de informações, e que a história e a
memória estão sendo perdidas em virtude da obsolescência das tecnologias, da
deterioração das mídias digitais e principalmente pela falta de políticas de
preservação digital e que isso ocorre devido ao fato de que as pessoas ainda não
tem a prática e nem experiência para a memória digital. Diante do exposto é
possível observar a importância de pensar em meios de preservação e recuperação
dessas informações e de documentos a curto, médio e longo prazo.
Trata-se de um assunto complexo, e de uma área que está em crescimento e
aprimoramento no Brasil. Pensando nisso, este trabalho tem por objetivo analisar
os posicionamentos de alguns autores sobre preservação digital, inclusive no que
se refere às orientações para garantir a preservação de documentos digitais em
longo prazo.
Método da pesquisa: A metodologia utilizada foi análise exploratória e descritiva
da literatura referente à preservação de documentos arquivísticos digitais. Foi
analisado o que está sendo estudado e como estão sendo utilizadas as tecnologias
da informação e da comunicação para a preservação destes documentos.
Documento e documento digital: O documento é o objeto de estudo da
preservação e da memória, então, é necessário definir o que é documento para
entendimento sobre o que é preservação e como fazê-la. Para Bellotto (2007, p. 35)
“documento é qualquer elemento gráfico, iconográfico, plástico ou fônico pelo qual
o homem se expressa. [...] enfim, tudo o que seja produzido por motivos funcionais,
jurídicos, científicos, técnicos, culturais ou artísticos, pela atividade humana”. O

�Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, elaborado pelo Arquivo Nacional
(2005), complementa descrevendo documento como uma “unidade de registro de
informações, qualquer que seja o suporte ou formato”. Portanto, o documento está
relacionado ao registro de informações em um suporte, que poderá apresentar
diversos formatos.
No entanto o documento digital, de acordo com o Arquivo Nacional (2005), é o
“documento codificado em dígitos binários, acessível por meio de sistema
computacional”, podendo se apresentar como documento nato-digital, criado
originariamente em meio eletrônico ou, documento digitalizado que é obtido a partir
da conversão de um documento não digital, gerando uma fiel representação em
código digital.
É importante fazer a diferenciação em relação ao documento eletrônico, que é
gênero documental, integrado por documentos em meio eletrônico, e somente é
acessível por equipamento eletrônico, como cartão perfurado, CDs, pen drives,
dentre outros (ARQUIVO NACIONAL, 2005, p. 75). Conforme aponta Innarelli
(2016) embora seja necessário continuar discutindo sobre documento digital
enquanto isto ocorre, muitos documentos podem estar sendo perdidos, assim
entendemos que para evitar que informação e documentos sejam perdidos, é
indispensável pensar com mais afinco a questão da preservação.
Preservação e preservação digital: Conforme Belloto e Camargo (1996, p. 69),
“preservação é a função arquivística destinada a assegurar as atividades de
acondicionamento, armazenamento, conservação e restauração de documentos”.
Segundo o Arquivo Nacional (2005, p. 135) preservação é “a prevenção da
deterioração de danos em documentos, por meio de adequado controle ambiental
e/ou tratamento físico e/ ou químico”. Para o projeto INTERPARES (2007-2012) “é
o conjunto de princípios, políticas e estratégias que orienta as atividades prestadas
para assegurar a estabilidade física e tecnológica”, bem como a proteção do
conteúdo intelectual dos materiais, dados, documentos e documentos arquivísticos.
Analisando estas definições, é possível observar que elas destacam a importância
de assegurar as atividades de estabilidade física do documento, fator fundamental
para a recuperação da informação. Porém, não cita a importância de ter
mecanismos capazes de interoperar com os formatos dos documentos.
Com o advento das tecnologias informacionais, os documentos estão sendo
elaborados cada vez mais nos meios digitais, e com isso surge a necessidade de
pensar em meios para a preservação destes. Segundo Santos e Flores (2015a), “a
preservação digital pode ser definida como a atividade que objetiva garantir o
acesso à informação em meio digital, efetuando a manutenção de sua integridade

�e autenticidade”. Esta informação registrada, o documento, deverá ser interpretada
por plataformas tecnológicas desconhecidas, mas existentes no futuro. Ou seja, a
plataforma futura será diferente daquela utilizada no momento de criação do
documento (SANTOS; FLORES, 2015a apud CONARQ, 2004a; FERREIRA, 2006).
Portanto, a preservação digital tem o objetivo de garantir o acesso e recuperação
da informação, assegurando que o documento permaneça íntegro e autêntico.
Porém, a dificuldade está em identificar uma plataforma capaz de atender a
demanda atual e futura. O CONARQ, como principal órgão nacional regulador de
arquivos, está preocupado com o futuro da preservação manifestando que o
patrimônio arquivístico digital pode desaparecer ou perder a confiabilidade.
Preocupados com isso, vários estudiosos como Innarelli (2016), apontam as
fragilidades dos acervos digitais, tais como: obsolescência do hardware,
obsolescência do software e fragilidade do suporte digital.
Diante do exposto, para qualquer instituição com objetivo de preservar objetos
digitais, as seleções de estratégias de preservação podem variar em relação a sua
aplicabilidade, pois, envolve questões como a quantidade e variedade de objetos a
serem preservados. Algumas estratégias aplicam-se apenas para plataformas
específicas de hardware ou software, outros apenas para os tipos de dados
individuais (SANTOS; FLORES, 2015a apud THIBODEAU, 2002).
É importante destacar que preservar não é simplesmente garantir o acesso, mas
também oferecer uma descrição do objeto a ser preservado (CONWAY, 2001).
Sendo assim, para o bom andamento das estratégias de emulação é preciso dispor
de informações que descrevam os componentes digitais que compõem o
documento. Essa informação descritiva deverá informar o sistema operacional
utilizado, a versão do software que produziu os formatos de arquivo, entre outras
informações que sejam necessárias para a correta interpretação dos documentos
digitais. Para realizar esta descrição deve-se implementar padrões de metadados
que contemplem os campos de informação requeridos. A informação descritiva sob
a forma de metadados será fundamental para se compreender o contexto onde os
documentos digitais foram criados e o que é necessário para sua representação.
(SANTOS; FLORES, 2015b).
Visando solucionar alguns desses problemas, Innarelli (2016), apresentou os 10
mandamentos da preservação digital, destacando os itens que considera mais
importantes para o processo de preservação: manter uma política de preservação,
não depender de hardware específico, não depender de software específico, não
confiar em sistemas gerenciadores como única forma de acesso ao documento
digital, migrar os documentos de suporte e formato periodicamente, replicar os

�documentos em locais fisicamente separados, não confiar cegamente no suporte
de armazenamento, não deixar de fazer backup e cópias de segurança, não
preservar lixo digital e garantir autenticidade dos documentos arquivísticos digitais.
Esses princípios são significativos, porque abrangem de modo geral todos os
softwares e hardwares, englobando todos os documentos digitais.
Outra solução apontada por Flores (2013) é a utilização de softwares livres como o
RODA e Archivematica que são diferentes de bancos de dados com objetos digitais
inseridos. Esses sistemas possuem mecanismos próprios de preservação digital e
levam em consideração os requisitos para Repositórios Arquivísticos digitais
confiáveis, RDC-Arq, definidos pelo CTDE/CONARQ, além de apresentar
navegação multinível, fixidez e estratégias de preservação digital.
Considerações Finais
Como foi possível perceber a preservação digital deve garantir o acesso à
informação, assegurar a integridade e autenticidade dos documentos arquivísticos
no futuro e permitir a recuperação da informação através de sistemas que permitam
a representação e descrição destes documentos.
Observou-se na literatura que já existem indicações de processos e de tecnologias
para preservação digital de documentos a pequeno, médio e longo prazo, com
ênfase no desenvolvimento dos Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis.
Referências
ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Dicionário brasileiro de terminologia
arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. 232p.; 30cm. – Publicações
Técnicas; nº 51. Disponível em: &lt;
http://www.arquivonacional.gov.br/images/pdf/Dicion_Term_Arquiv.pdf &gt;. Acesso
em: 23 out. 2016.
BELLOTTO, H. L. Arquivos Permanentes: tratamento documental. Rio de
Janeiro: FGV, 2007. 318p.
BELLOTTO, H. L., CAMARGO, A. M. de A. Dicionário de Terminologia
Arquivística. São Paulo: AAB-Núcleo Regional de São Paulo, Secretaria de
Estado da Cultura, Departamento de Museus e Arquivos, 1996.
CONWAY, Paul. Preservação no universo digital. 2. ed. Rio de Janeiro: Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001. 35 p.
Disponível em: &lt;
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/cpba_52_1253284406.pdf&gt;. Acesso
em: 10 abr. 2017.

�FLORES, D. Os repositórios arquivísticos digitais. Ciência da Informação, v. 42, n.
1, 2013. Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/v/a/16748&gt;. Acesso em:
10 jul. 2017.
INNARELLI, Humberto Celeste. Introdução aos dez mandamentos da preservação
digital. Sínteses: Revista Eletrônica do SIMTEC, Campinas, SP, n. 2, p. 178178, set. 2016. Disponível em:
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/simtec/article/view/8483/3842&gt;.
Acesso em 29 abr. 2017.
INTERPARES 2 PROJECT. Diretrizes do Preservador. A preservação de
documentos arquivísticos digitais: diretrizes para organizações. TEAM Brasil.
Tradução: Arquivo Nacional e Câmara dos Deputados. 2007–2012. Disponível em:
&lt;http://www.interpares.org/ip3/ip3_index.cfm?team=4&gt;. Acesso em 17 jan. 2017.
SANTOS, H. M., FLORES, D. Preservação de documentos arquivísticos digitais:
reflexões sobre as estratégias de emulação. Revista IBICT, v. 11, n. 1, 2015a.
Disponível em: &lt; https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/15182924.2015v20n43p3/30007&gt;. Acesso em 29 de jul. 2016.
SANTOS, H. M.; FLORES, D. Repositórios digitais confiáveis para documentos
arquivísticos: ponderações sobre a preservação em longo prazo. Perspectivas
em Ciência da Informação, [S.l.], v. 20, n. 2, p. 198-218, jun. 2015b. ISSN
19815344. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2341&gt;. Acesso em:
09 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33752">
                <text>PRESERVAÇÃO DIGITAL DE DOCUMENTOS: UM OLHAR PARA O FUTURO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33753">
                <text>Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33754">
                <text>Daniela Pereira de Sousa Manfre</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33755">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33756">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33758">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33759">
                <text>Com o crescente aumento do uso dos documentos digitais nas empresas públicas e privadas, nas bibliotecas, arquivos e museus, surge cada vez mais a preocupação em como esses documentos estão sendo preparados para serem recuperados, e se essa recuperação é possível agora no presente e se será possível no futuro, com as inovações tecnológicas e mudanças em softwares, hardwares e nos suportes informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66849">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2885" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1967">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2885/1999-2016-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5d2d8636a6f10fe26aec553d7177c601</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33751">
                    <text>PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: o acervo histórico Memórias de
Paulistana em foco

FRANCISCA DAS CHAGAS VIANA (IFPI) - franciscavianathe@ifpi.edu.br
Resumo:
Aborda inicialmente o papel da biblioteca no processo de Preservação da memória de um
povo. Traz como foco a Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia do
Piauí (IFPI) - Campus Paulistana e seu papel no processo de preservação da memória da
cidade. Metodologicamente faz uso de fontes bibliográficas para a construção de um quadro
teórico que possa fortalecer a compreensão sobre a importância da organização dos registros
documentais e das bibliotecas no processo de preservação e acesso à memória coletiva. Segue
com a Pesquisa Descritiva, Pesquisa de cunho documental e por não ter como intuito principal
um levantamento estatístico, o trabalho situa-se dentro do método qualitativo. Para reforçar o
potencial da biblioteca do Campus Paulistana como espaço de guarda, iniciou-se um
levantamento documental contribuir para com a organização de um acervo histórico que
contenha livros, fotografias (da igreja matriz na versão antiga e na atual, da feira, da rádio
Ingazeira, da praça da igreja matriz, dos quiosques que ficam na entrada da cidade, casas
centenárias) e manuscritos sobre a história da cidade desde seu desbravamento até os dias
atuais. Finaliza reiterando que a memória da cidade de Paulistana assim como de outras
cidades por vezes encontra-se dispersa em memórias individuais e instituições variadas e só se
tem a real dimensão da importância de recuperá-la e organizá-la quando nos deparamos com a
sensação de perda ou esquecimento. O trabalho é uma importante contribuição para a
sociedade Paulistanense e outros sujeitos que necessitam aventurar-se em uma pesquisa
historiográfica local.
Palavras-chave: Biblioteca - Preservação da memória. Memória - Paulistana (PI). História –
Paulistana (PI).
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação Fortaleza, 17 a 20
de Outubro de 2017

INTRODUÇÃO
A abordagem visa descrever o papel da biblioteca no processo de
preservação da memória coletiva. Essa inquietação surge a partir do momento em
que a pesquisadora chega à cidade de Paulistana (Piauí) para assumir o cargo de
bibliotecária no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
(IFPI), interessa-se em conhecer a história da cidade, e então depara-se com o
fato de que não há na Biblioteca Pública Municipal registros dessa passagem. A
partir disso as investidas se aprofundam e o desejo de amenizar a problemática
permanece.
A pesquisa¹ traz como foco a Biblioteca do IFPI - Campus Paulistana e a sua
importância no processo de preservação da memória da cidade localizada a 456
km da capital Teresina no estado do Piauí.
A Biblioteca Pública Municipal da cidade de Paulistana apresenta uma
escassez de materiais informacionais que deixa uma lacuna para pesquisadores e
moradores que desejam conhecer um pouco da história e cultura local. Outros
problemas percebidos dizem respeito inexistência de um bibliotecário e de um
software para a automação de um possível acervo histórico da cidade.
Analisando esses fatos reiteramos que a biblioteca, por sua natureza, é um
espaço adequado para a organização e recuperação de materiais memorialísticos.

Em seu trabalho Le Goff (1990) faz registro sobre locais de guarda da
memória na antiguidade ou instituições-memória como: os arquivos, as
bibliotecas, os museus, que há época foram criadas pelos reis,
principalmente no século VII A.C, tinha como uma de suas célebres a
Biblioteca de Assurbanipal em Nínive. Não são esquecidas de seu relato
na época helenística, a brilhante Biblioteca de Pergamo e a célebre
Biblioteca de Alexandria, combinada com o famoso Museu criação dos
Ptolomeu.
___________________________
¹ Esse trabalho é parte da pesquisa de mestrado da autora que tem como título Preservação da
memória da cidade de Paulistana (Piauí): a importância da informação histórica na construção de
um legado.

�Identificamos na Biblioteca IFPI - Campus Paulistana um potencial para atuar
como guardiã da memória da cidade de Paulistana por possuir um software para
automação de seus serviços – O Pergamum, por ter em seu quadro de pessoal,
2(duas) bibliotecárias,

dispõe

de

espaço

físico

para

armazenamento

e

disponibilização do acervo histórico da cidade.
Além dos aspectos práticos, a pesquisa apresenta como características o
uso de fontes bibliográficas para a construção de um quadro teórico que revele a
necessidade do registro documental e espaços apropriados para guarda,
preservação e acesso a memória coletiva. De acordo com Oliveira (2013) em texto
que trata do assunto salvaguarda da memória:
[...] A informação registrada atua como instrumento basilar na
salvaguarda da memória, pois a fixação em material perene possibilita a
preservação de práticas/hábitos/fatos de uma comunidade, mesmo após
a sua existência física. Além do mais, a informação urge como matéria
prima indispensável no processo de (re) atualização da memória.

Essas e outras observações contribuem para reiteramos a importância da
relação biblioteca e memória. Essa se fortalece por meio da pesquisa e da coleta
de documentos que ajudam a expressar os bens construídos coletivamente
mediante o acesso à informação histórica.

MÉTODOLOGIA DA PESQUISA
A Pesquisa Descritiva surge como procedimento metodológico adotado. Essa
metodologia, de acordo com Cervo; Bervian; Silva (2007, p. 62)
Observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis)
sem manipulá-los. Procura descobrir, com maior precisão possível, a
frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com os
outros, sua natureza e suas características. Tem como o propósito de
descrever e comparar usos e costumes, tendências, diferenças e outras
características.

Para revelar esse potencial da biblioteca do Campus Paulistana como
espaço de guarda, adotamos métodos e procedimentos que pudessem contribuir
para a organização de um acervo histórico composto por livros, fotografias e
manuscritos sobre a história e cultura da cidade. Essa fase iniciou-se com a coleta
em campo, encontra-se em fase de processamento dos materiais e será finalizada
com a disponibilização do acervo para consulta no Catalogo da biblioteca.

�Trabalhou-se na fase descrita acima com a Pesquisa Documental, pois tratase de uma metodologia que nas palavras de Gil (2010, p. 30) “vale-se de toda
sorte de documentos com características mais inerentes a arquivos pessoais e
documentos institucionais, dos mais variados tipos”.
Por não ter como intuito principal um levantamento estatístico, situamos a
pesquisa dentro do método qualitativo. Sobre esse tipo de abordagem, Oliveira
(2007, p. 37) explica que se trata de “[...] um processo de reflexão e análise da
realidade através da utilização de métodos e técnicas para compreensão
detalhada do objeto de estudo em seu contexto histórico e/ou segundo sua
estruturação”.
O fator quantidade não foi desprezado, ao contrário, o volume de
documentos contribuirá para a formação desse acervo, no entanto, diante da
dispersão documental é fato que, grandes aquisições de materiais são uma
probabilidade, fazendo com que o aspecto qualidade se sobressaia.

RESULTADOS E DISCUSSÕES
Após percorrer a Biblioteca Pública e o cartório e não localizar documentos
que retratem a memória da cidade descobrimos que muito dessa documentação
encontra-se em mãos de particulares como fotografias antigas e alguns
manuscritos em posse do Arquivo Público de Teresina. À pesquisadora coube a
missão de localizá-los, coletá-los, organizá-los e torná-los acessíveis.
Partindo desse pressuposto e diante dos caminhos já percorridos, reiteramos
o importante papel da Biblioteca do campus Paulistana diante da necessidade de
preservação memorialística local. Essa instituição apresenta-se como um ambiente
propício para exercer a função de guarda.
Entre os achados temos:
 Teoria que reforça a hipótese de que os registros documentais e as
bibliotecas têm contribuído, ao longo da história, para a preservação da
memória, onde cabe a referência ao trabalho de Le Goff (1990) já citado
na introdução do trabalho;

� Os documentos localizados em campo, organizados e tratados no Sistema
Pergamum, ajudam a desenhar um pouco da memória da cidade de
Paulistana. Já foram recuperados e processados 1 exemplar do livro
Fragmentos históricos de Paulistana – Piauí (1991) de Renato Luís Bandeira;
1 exemplar do livro Famílias ilustres – Paulistana – Piauí: nascidos 18891931 também de Renato Luís Bandeira, esse material foi doado pelo autor
que mora na Bahia e foi localizado pela pesquisadora. Além desses, o
acervo já conta com fotografias (da igreja matriz, da feira, da rádio Ingazeira,
da praça, da igreja matriz, dos quiosques que ficam na entrada da cidade, do
açude, entre outras)
 A Biblioteca do Campus Paulistana tem condições de atuar como espaço de
guarda da memória da cidade, pois possui 2 bibliotecárias e infraestrutura
para efetivar a organização e a disponibilização dessa memória.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os achados desse trabalho pretendem auxiliar no processo de construção do
conhecimento, os conceitos abordados visam uma reflexão sobre as temáticas: e
bibliotecas e memória. Trata- se de uma abordagem onde é possível reconhecer a
dinâmica que os envolve. Também surge a reflexão acerca da situação de tantas
cidades brasileiras que podem ter sua memória dispersa e sem condições de
serem consultadas.
As bibliotecas e o estudo da memória fazem parte do contexto histórico da
humanidade. A memória dos povos antigos diante da oralidade, a memória
escrita e impressa, a memória em drives e tantas outras formas de armazenamento
compõem esse quaro da relação memória e bibliotecas.
A memória da cidade de Paulistana assim como de outras cidades e nações
por vezes encontra-se dispersa em arquivos pessoais e só se tem a real dimensão
da importância de recuperá-la e de organizá-la quando nos deparamos com a
sensação de perda, de esquecimento, ou quando precisamos pesquisa-la.

�Assim a proposta em curso pressupõe um trabalho importante para a cidade,
para a sociedade Paulistanense e outros sujeitos que necessitem aventurar-se em
uma pesquisa historiográfica local.
Os

entes

biblioteca

e

memória

apresentam

característica

que

as

individualizam, no entanto, em determinados momentos misturam-se para que a
sociedade não perca o que produziu coletivamente.

Palavras-chave: Biblioteca - Preservação da memória. Memória - Paulistana (PI).
História – Paulistana (PI).

5 REFERÊNCIAS
CERVO, Amado; BERVIAN, Pedro A.; SILVA, Roberto da. Pesquisa; conceitos e
definições. In:
. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Person. 2007. P. 57
– 70.
GIL, Antonio Carlos. Como classificar as pesquisas? In:
.
Como
elaborar projetos de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010. P. 25 – 43.
LE GOFF, Jacques. Memória. In:
. História e memória. Campinas, SP:
UNICAMP, 1990. Tradução Bernardo leitão [et al]. Coleção Repertórios. p. 366
– 420.
OLIVEIRA, Danielle Alves de. A informação patrimonial e a construção da
memória: uma análise das estratégias de preservação da memória do IPHAN
e do IPHAP. 2013. 128 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Paraíba. 2013.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Pressupostos básicos da pesquisa qualitativa. In:
Como fazer pesquisa qualitativa. 5.ed. Petrópolis: Vozes, 2007. P. 25 – 40

.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33744">
                <text>PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: O ACERVO HISTÓRICO MEMÓRIAS DE PAULISTANA EM FOCO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33745">
                <text>FRANCISCA DAS CHAGAS VIANA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33746">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33747">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33749">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33750">
                <text>Aborda inicialmente o papel da biblioteca no processo de Preservação da memória de um povo. Traz como foco a Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia do Piauí (IFPI) - Campus Paulistana e seu papel no processo de preservação da memória da cidade.  Metodologicamente faz uso de fontes bibliográficas para a construção de um quadro teórico que possa fortalecer a compreensão sobre a importância da organização dos registros documentais e das bibliotecas no processo de preservação e acesso à memória coletiva. Segue com a Pesquisa Descritiva, Pesquisa de cunho documental e por não ter como intuito principal um levantamento estatístico, o trabalho situa-se dentro do método qualitativo. Para reforçar o potencial da biblioteca do Campus Paulistana como espaço de guarda, iniciou-se um levantamento documental contribuir para com a organização de um acervo histórico que contenha livros, fotografias (da igreja matriz na versão antiga e na atual, da feira, da rádio Ingazeira, da praça da igreja matriz, dos quiosques que ficam na entrada da cidade, casas centenárias) e manuscritos sobre a história da cidade desde seu desbravamento até os dias atuais. Finaliza reiterando que a memória da cidade de Paulistana assim como de outras cidades por vezes encontra-se dispersa em memórias individuais e instituições variadas e só se tem a real dimensão da importância de recuperá-la e organizá-la quando nos deparamos com a sensação de perda ou esquecimento. O trabalho é uma importante contribuição para a sociedade Paulistanense e outros sujeitos que necessitam aventurar-se em uma pesquisa historiográfica local.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66848">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2884" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1966">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2884/1998-2015-1-PB.pdf</src>
        <authentication>bdfc5955516751efa6d798eff7cfae51</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33743">
                    <text>Preservação da Informação Digital
Francisco Carlos Paletta (USP) - fcpaletta@usp.br
Resumo:
O presente Projeto de Pesquisa e Plano de Trabalho tem por objetivo estabelecer diretrizes
para a definição de Estratégias e Política Institucional de Preservação Digital a fim de
assegurar a gestão, a preservação e o acesso contínuo da informação digital. A proposta, está
centrada em identificar e discutir as tendências neste campo, em especial interesse aquelas
que definem as Políticas de Preservação Digital, de modo que, cada vez mais, a tecnologia
possa proporcionar a criação e obtenção de valor ao usuário da informação.
Palavras-chave: Preservação da Informação Digital. Preservação do Patrimônio Digital.
Acervo da Biblioteca Digital. Gestão de Dispositivos Digitais. Curadoria
Digita
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução: O presente Projeto de Pesquisa tem por objetivo estabelecer
diretrizes para uma Política Institucional de Preservação Digital a fim de assegurar
a gestão, a preservação e o acesso contínuo aos documentos digitais.O Projeto de
Investigação focaliza como as Bibliotecas, Arquivos e Museus utilizam os recursos
de Tecnologia da Informação e Comunicações TICs com objetivo de inovar em seus
serviços aos usuários da informação na sociedade em rede.Uma política de
preservação digital serve como orientação legal para a gestão da preservação e para
o acesso permanente aos objetos digitais produzidos, selecionados e armazenados
pela Biblioteca Digital. Visa à superação da obsolescência tecnológica tanto dos
objetos como dos seus próprios suportes. Uma política dessa natureza é elaborada
com base em resoluções, normas, atos administrativos, leis, modelos e padrões.
Pode ser analisada sob o aspecto organizacional, legal e técnico. Além disso, pode
estar inserida em um programa mais amplo de preservação, conforme
caracterização atribuída pela Carta para a Preservação do Patrimônio Digital
elaborada pela Biblioteca Nacional da Austrália e publicada pela Unesco em 2003.
A carta serve de base conceitual para as principais iniciativas e projetos
internacionais em preservação digital.

Método da pesquisa: Este trabalho esta centrado em referenciais teóricos e no
estudo das diretrizes globais para a definição de Política Institucional de
Preservação Digital e melhores práticas no planejamento e gestão de recursos
computacionais em Unidades de Informação e Bibliotecas Digitais. A preservação
digital consiste na capacidade de garantir que a informação digital permaneça
acessível, interpretável e autêntica, mesmo na presença de uma plataforma
tecnológica diferente. A elaboração de uma política de preservação digital esta
fortemente ligada ao grau de compromisso público e eficiência administrativa da
instituição, em relação à gestão dos documentos arquivísticos digitais sob sua
custódia, à preservação desses documentos e ao acesso contínuo aos repositórios
ou sistemas que os contenham. Será desenvolvido um conjunto de atividades a
partir das quais será possível, com base no paradigma teórico oriundo da revisão da
literatura, estruturar a Política Institucional de Preservação da Informação Digital.

�Resultados: Colaborar em projetos e participar das atividades acadêmicas da
Universidade do Porto, organizar seminários, colóquios, cafés acadêmicos
envolvendo aspectos da pesquisa bem como estabelecer as diretrizes para a Política
Institucional de Preservação da Informação Digital, a fim de assegurar a gestão, a
preservação e o acesso contínuo aos documentos digitais do acervo da Biblioteca
Digital. Como resultado deste estudo espera-se uma contribuição para a definição e
o entendimento dos recursos da tecnologia da informação utilizados em ambientes
informacionais digitais associados a preservação e conservação de seus acervos. A
inserção dessas tecnologias apresenta-se como inovação que devem estar
vinculadas à tradição e a missão das bibliotecas e dos repositórios de informação na
gestão e organização do conhecimento. Avaliar a flexibilidade das estruturas
computacionais, sua atratividade e dinâmica na qual o usuário torna-se agente na
construção de seu ambiente, demandando recursos de customização e
personalização na criação de Serviços de Informação inovadores e que permitam
que a Biblioteca continue a ocupar papel relevante na produção de novos
conhecimentos por parte de seus Usuários.

Considerações Finais: Avaliar a flexibilidade das estruturas computacionais,
sua atratividade e dinâmica na qual o usuário torna-se agente na construção de seu
ambiente, demandando recursos de customização e personalização na criação de
Serviços de Informação inovadores sejam processos ou serviços, que permitam que
a Biblioteca continue a ocupar papel relevante na mediação e produção de novos
conhecimentos. Para muitas Bibliotecas Digitais, a crescente disponibilização das
tecnologias tem demonstrado uma ambiguidade em seu gerenciamento. No aspecto
positivo, estas novas tecnologias têm ajudado a aumentar a produtividade dos
profissionais da informação, aprimorar o processo de tomada de decisão e acentuar
a satisfação do usuário da informação. Porém, a gestão e o suporte destes
ambientes heterogêneos e complexos - repletos de diferentes PCs, desktops e
portáteis, dispositivos móveis, impressoras, redes e aplicativos - comprovadamente
têm se revelado difíceis e dispendiosos para os departamentos de Tecnologia da
Informação. Neste contexto torna-se relevante avaliar os principais desafios que as
Bibliotecas Digitais terão que enfrentar com relação ao gerenciamento do ciclo de
vida de suas tecnologias, consolidação e simplificação de seus processos dentro de
seus ambientes computacionais, com objetivo de aumentar a produtividade e
construir ambientes ágeis que permitam às Bibliotecas responder as demandas da
gestão da informação digital. Gestores de Bibliotecas Digitais estão cada vez mais
envolvidos em maior ou menor grau, no desenvolvimento, controle e monitoração
dos ativos tecnológicos de sua organização

�Referências
BELLING, A. Exploring Library 3.0 and beyond. 2010. Disponível
em:&lt;http://www.libraries.vic.gov.au/downloads/20102011_Shared_Leadership_Prog
ram_Presentation_Day_/exploring_library_3.pdf&gt;Acesso em: 17 mar. 2016.
BRUCE, Christine. Seven Faces of Information Literacy. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.christinebruce.com.au/informed-learning/seven-faces-ofinformation-literacy-in-higher-education/&gt;Acesso em: 16 mar. 2016.
CANCLINI, Nestor García. Diferentes, desiguais e desconectados. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 2009.
CASTELLS, Manuel ; CARDOSO, Gustavo. The Network Society: From Knowledge
to Policy. Washington, DC: Johns Hopkins Center for Transatlantic Relations,
2005.
CATER-STEEL, Ailen. Information technology governance and service
management frameworks and adaptations. New York: Information Science
Reference. 2009.
CATER-STEEL, A.; TAN, W. ; TOLEMAN, M. Implementing IT services
management a case study focusing on critical success factors. Journal of Computer
Information
Systems
Disponivel
em:
http://web.tuke.sk/feicit/sarnovsky/RIP/zadania/Tan.pdf. Acesso em : 02 mar. 2016.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São
Paulo: Editora SENAC, 2003.
COMITE Gestor da Internet no Brasil – CGI.br. Dimensões e características da
WEB brasileira: um estudo do .gov. br. 2010. Disponível em:
&lt;https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/educacao/docs/01b.pdf&gt;. Acesso em: 18
mar. 2016.
FREIRE, Isa. Reflexões sobre uma ética da informação na sociedade em rede.
Ponto De Acesso, v.4, n.3, p.113-133, 2010.Disponível
em:&lt;http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/viewArticle/4518
&gt;. Acesso em: 22 jun.2015.
FUJITA, M., S. L. A Biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas
universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da
informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8.,
2005.Salvador. Anais eletrônicos... Salvador: Editora da Universidade Federal da

�Bahia
–
EDUFBA.
2005.
Disponível
em:
&lt;http://www.cinformanteriores.ufba.br/vi_anais/docs/MariangelaFujita.pdf&gt;. Acesso em: 17 mar. 2016.
HARBO, K.; HANSEN, T. V. Getting to Know Library Users' Needs - Experimental
Ways to User-centred Library Innovation. LIBER Quarterly. v.21, n.3/4, 2012.
Disponivel em: http://liber.library.uu.nl/index.php/lq/article/view/8031/8392 .
Acesso em: 02 mar. 2016
HARBO, K.; BIEGEL, R. A Field Trip to Library User Land. 2010 Deff — Denmark’s
Electronic Research Library and Changepilot. Disponivel em:
http://www.deff.dk/fileadmin/user_upload/dokumenter/DEFF/Publikationer/An
dre_rapporter/Brugerkaravanen_UK.pdf . Acesso em : 02 mar. 2016.
IFLA.
Intelligent
Library
Buildings.
1997.
Disponível
em:&lt;http://www.ifla.org/publications/intelligent-library-buildings&gt;. Acesso em:
12 mar. 2016.
KUHLTHAU, C. Seeking meaning: A process approach to library and information
services. 2 ed. Westport, Conn.: Libraries Unlimited. 2004.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M.A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório publicações e
trabalhos científicos. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1992.
Le COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 1996.
LANCASTER, F. W. Avaliação de Serviços de Bibliotecas. Brasilia: Briquet de
Lemos. 2004.
MATIAS, Gustavo Clavero. LaEstrategia de Lisboa sobre la sociedad del
conocimiento: la nueva economía. Espanha: Serviços de Publicaciones, 2005.
Disponível em: &lt;https://repositorio.uam.es/handle/10486/663684&gt; Acesso em:
26 mar. 2016.
OECD/Statistical Office of the European Communities, Luxembourg (2005). Oslo
Manual: Guidelines for Collecting and Interpreting Innovation Data, 3rd Edition,
The Measurement of Scientific and Technological Activities, OECD Publishing.
DOI: http://dx.doi.org/10.1787/9789264013100-en
OECD. Manual de Frascati 2002: Proposta de Práticas Exemplares para Inquéritos
sobre Investigação e Desenvolvimento Experimental, F-Iniciativas, Spain.
Disponivel em: DOI: http://dx.doi.org/10.1787/9789264065611-pt Acesso em: 23
mar. 2016.

�OBSERVATORIO para a Cibersociedad. Ambientes informacionais: as bibliotecas
digitais e os repositórios institucionais no contexto da web 2.0. 2009. Disponível
em:&lt;http://www.cibersociedad.net/congres2009/es/coms/ambientesinformacionais-as-bibliotecas-digitais-e-os-repositorios-institucionais-nocontexto-da-web-20/1056/&gt;. Acesso em: 10 mar. 2016.
RUSSELL, M. Mining the social web. 2. ed. Sebastopol, CA: O'Reilly. 2013.
WILSON, T. D. On User Studies and Information Needs. Journal of
Documentation,
Vol.
37
Iss:
1,
pp.3
–
15.
1981
DOI:
http://dx.doi.org/10.1108/eb026702
WITTEN, I. H.; BAINBRIDGE, D.; NICHOLS, D.M. How to build a digital library. 2
ed. San Francisco, CA: Morgan Kaufmann, 2009.

Agências Financiadora: FAPESP Processo 2016/-7358-6

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33736">
                <text>PRESERVAÇÃO DA INFORMAÇÃO DIGITAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33737">
                <text>Francisco Carlos Paletta</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33738">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33739">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33741">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33742">
                <text>O presente Projeto de Pesquisa e Plano de Trabalho tem por objetivo estabelecer diretrizes para a definição de Estratégias e Política Institucional de Preservação Digital a fim de assegurar a gestão, a preservação e o acesso contínuo da informação digital.  A proposta, está centrada em identificar e discutir as tendências neste campo, em especial interesse aquelas que definem as Políticas de Preservação Digital, de modo que, cada vez mais, a tecnologia possa proporcionar a criação e obtenção de valor ao usuário da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66847">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2883" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1965">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2883/1997-2014-1-PB.pdf</src>
        <authentication>045c6aac025b55cdb26f60e2c9ce6306</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33735">
                    <text>Políticas de Preservação do Acervo de Obras Raras da BU/UFSC:
um estudo

Gleide Bitencourte José Ordovás (UFSC) - gleide.bjo@ufsc.br
Gisela Eggert Steindel ((UDESC)) - f9giza@gmail.com
Resumo:
Este estudo objetiva propor a constituição de uma comissão para formular políticas de
preservação do acervo de obras raras da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Santa Catarina. Livros podem tornar-se, dependendo de vários fatores, um patrimônio
histórico. Cabe às instituições públicas a salvaguarda da história de cada região. Em se
tratando de acervos bibliográficos raros, a fragilidade dos suportes expõem estas obras aos
riscos da degradação. Com estas premissas, verifica-se a importância da criação de políticas
de preservação de acervos raros. Tendo em vista que a Biblioteca Universitária da UFSC
possui um acervo de obras raras sob sua guarda e não possui políticas para preservação deste
acervo, torna-se salutar esta proposta.
Palavras-chave: Obras raras; Biblioteca universitária; Políticas de preservação de acervos.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A falta de políticas e normativas para nortear a constituição de acervos
de obras raras, no Brasil, agrava uma situação que já é bastante critica. Mesmo
as instituições responsáveis por manter esses acervos não possuem, muitas
vezes, o ambiente adequado, moveis e materiais necessários para conservar e
preservá-los. Este quadro se agrava com a falta políticas de preservação de
acervos, recursos humanos, financeiros e institucionais. Neste contexto, o
papel das universidades públicas é essencial, por ser uma das poucas
instituições que possui tanto o interesse quanto as competências adequadas
para formular projetos e planejar ações de intervenção nos acervos raros que
por ventura tiver acesso e/ou guarda. Carter (2003) destaca que os livros
podem transformar-se em patrimônio histórico, devido a sua importância e de
acordo com vários fatores. Dodebei (2008, p. 02), ao discutir patrimônio
material e imaterial, exemplifica que:
Temos então que o conceito de patrimônio é adequado às
ideias de: herança, tradição, conhecimento, experiência,
legado, vivência, entre outras expressões que denotam a ideia
de transmissão natural da cultura, de uma geração à outra.

A mesma autora disserta sobre as mudanças nas atribuições de valores
patrimoniais aos objetos textuais, advindas das inovações das tecnologias da
escrita. Os registros escritos ganham importância de patrimônio e são
acumulados, guardados por famílias ou instituições. Esta necessidade de
guardar os registros vem do “desejo de perpetuar a memória” (DODEBEI,
2008, p. 5). Verifica-se, por tanto, a importância de arquivos, museus,
bibliotecas, monumentos, datas comemorativas, etc. O medo de perder a
memória faz as pessoas acumularem tudo que possa parecer importante, como
se no futuro isso venha a torne-se essencial. E assim vemos surgir vários
acervos particulares ou institucionais, e dentro destes acervos encontramos as
obras raras, que passadas por critérios de raridade, enumerados por
instituições normalizadoras, recebem destaque em instituições responsáveis
por sua guarda.
O acervo bibliográfico quando torna-se, por característica, um acervo
raro, pode representar alguns problemas para as instituições que os guardam.

�Um destes problemas é a falta de normas nacionais que determinem os
procedimentos para a constituição e posterior preservação de tal acervo.
Se pensarmos em acervos raros inseridos em bibliotecas universitárias,
algumas questões se destacam, pois como bem defende Rodrigues (2006, p.
116):
As bibliotecas universitárias possuem a missão de prover
infraestrutura bibliográfica, documental e informacional para
apoiar as atividades acadêmicas, buscando centrar seus
objetivos nas necessidades de informação dos indivíduos,
membros da comunidade universitária.

Estas bibliotecas são centros de referência para pesquisadores e
estudantes e por tanto podem gerar novas pesquisas baseadas em fontes
antigas, servir de laboratório para alguns cursos e até para os funcionários, que
podem desenvolver técnicas de conservação e preservação de acervos e
fomentar a produção científica da área.
Em qualquer tipo de biblioteca que tenha acervos baseados em suportes
físicos - que na sua grande maioria são papeis a base de celuloide, um
composto orgânico, passível de degradação - o manuseio dos acervos trará
desgastes pelo uso, e por tanto, necessita de cuidados para preservar sua
integridade física. Como afirma Lino, Hannesch e Azevedo (2007, p. 61)
Um dos grandes problemas enfrentados pelas bibliotecas hoje
é o fato de que suas coleções estão num crescendo de
deterioração. O acervo bibliográfico sob a guarda de nossas
bibliotecas é matéria orgânica e, como tal, tem um tempo de
vida.

Mesmo as bibliotecas que utilizam suportes digitais para seu acervo,
precisam de manutenção nos servidores responsáveis pela guarda dos dados,
ou nas máquinas disponíveis para recuperação da informação.
Os acervos de obras raras tem por principal característica a fragilidade
dos materiais, quando trata-se de obras antigas, as ações do tempo podem ser
verificadas em sua intensidade no desgaste das impressões, danos nas
lombadas, possíveis infestações de insetos ou fungos, entre outras
possibilidades. Estes acervos, geralmente, são de acesso restrito, e precisam
receber tratamentos especiais na forma de seu manuseio, guarda e
manutenção. Além de monitoramento constante de seu estado. Para que isto
ocorra de forma adequada, a criação de políticas de preservação de acervos

�raros é premente nestas instituições. As políticas de preservação devem ser
específicas para estes acervos, por conta das características especiais
encontradas nas obras raras, como a possibilidade de digitalização do acervo
para conservar o suporte físico.
Este estudo é voltado especificamente para a coleção de obras raras
que encontra-se sob a guarda da Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Verificou-se, na instituição, que a
biblioteca possui Políticas de desenvolvimento de Coleções do Sistema de
Bibliotecas e Critérios de Seleção de Obras Raras, mas não possuí políticas
para preservação dos acervos raros. Com estas premissas vale questionar, o
que pode ser feito para instigar a criação de políticas de preservação do acervo
de obras raras da BU/UFSC.
Partindo dessa questão norteadora, o objetivo geral deste estudo é
instigar a criação de uma comissão para discussão e possível elaboração de
políticas de preservação para as obras raras da BU/UFSC. Nessa trilha, os
objetivos específicos são: estudar as normas vigentes utilizadas para definir e
identificar obras raras na Biblioteca Central da UFSC, bem como as políticas de
gestão do acervo geral; levantar informações sobre o estado de conservação
do acervo de obras raras da BU/UFSC; averiguar documentos que norteiam a
elaboração de políticas de preservação para acervos raros, no âmbito nacional;
instigar, por meio deste estudo, a criação de uma comissão, pluridisciplinar,
formado por profissionais que atuem nas áreas de preservação e conservação
de acervos, para discutir e elaborar as políticas de preservação do acervo de
obras raras da BU/UFSC.
Os métodos utilizados para elaborar este estudo o caracterizam como
uma pesquisa documental, pois utilizou-se dos documentos encontrados no
acervo raro, objeto deste estudo, para levantamento dos dados.
DISCUSSÃO, RESULTADOS ESPERADOS E CONSIDERAÇÕES
Partindo dos dados levantados nesta pesquisa, verificou-se algumas
características do acervo de obras raras da BU/UFSC. Ele foi constituído, em
sua maioria, por meio de doações. As obras existentes não seguem uma
cronologia ou assuntos relacionados. São exemplares únicos e de assuntos

�diversos. Começou a ser constituído na década de 70, e é resultado da
incorporação de acervos de outras instituições ligadas a UFSC, doação de
acervos particulares, e ao longo dos anos outras doações se seguiram, bem
como a aquisição direta da biblioteca. Fica localizado no segundo piso da
Biblioteca Central da UFSC, em uma sala reservada. Este acervo não possui
um inventário, nem políticas de conservação e preservação.
A presença deste acervo justifica-se pela demanda de usuários que
solicitam acesso ao seu conteúdo. É utilizado para pesquisas históricas,
laboratório para os alunos de biblioteconomia, arquivologia e história. Parcerias
são criadas com os departamentos destes cursos, o que resultam em
benefícios para a instituição e seus usuários. Aos cursos possibilita um
laboratório prático para capacitar os futuros profissionais. Por todas estas
premissas, a criação de políticas de preservação deste acervo encontra sua
importância e urgência.
A criação de politicas de preservação de acervo resulta em:
planejamentos de ações de preservação; possibilita, para a instituição
responsável por acervos raros, projetar metidas de preservação; contribuir na
tomada de decisão referente a segurança das coleções; elaborar capacitação
para os funcionários e usuários que os instrua das formas correta de lidar com
estes tipos de acervos, tornando-os assim agentes de preservação; ter dados
para verificar os recursos necessários para manter estes acervos; elaboração
de normas técnicas para conservação deste acervo; desenvolvimento de
projetos de reprodução do acervo para garantir a preservação dos acervos
originais; e salvaguardar estes acervos para a posteridade, sem limitar o seu
acesso.
Os acervos raros precisam de tratamento especial, medidas que
garantam sua preservação, e para que estas medidas entrem em vigor e sejam
adotadas de forma eficiente nas instituições, elas devem fazer partes das
políticas voltadas aos acervos. E por isso torna-se premente o desenvolvimento
de um documento que ganhe caráter oficial na instituição, no caso da
preservação do acervo, deve-se criar as políticas de preservação:
A política de preservação é uma ação superior que engloba o
desenvolvimento e implantação de planos, programas e
projetos diversos. Cabe a ela, definir objetivos, limites e
diretrizes, que vão configurar uma linha de trabalho

�institucional. Está associada, por sua vez, a outras políticas
institucionais, como política de aquisição e descarte, política de
segurança, política de captação de recursos etc. (LINO;
HANNESCH; AZEVEDO, 2007,p. 64).

Para que a política de preservação ocorra, deve estar vinculada à
Política

de

Desenvolvimento

de

Coleções

da

instituição.

Todos

os

procedimentos elaborados para a política de preservação devem ser
documentados, seguir um projeto de implantação. O projeto deve prever a
continuidade dos procedimentos e determinar etapas a serem seguidas.
Este estudo se desenvolveu com o intuito de fomentar a criação de uma
comissão que possa planejar e elaborar estas políticas, para o acervo de obras
raras da BU/UFSC.
REFERÊNCIAS

CARTER, Karin Kreismann. O livro raro e os critérios de raridade. Revista
Museu: cultura levada a sério, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=5484&gt; Acesso em: 14
jun. 2017.
DODEBEI. Vera. Patrimônio digital virtual: Herança, documento e
informação. Trabalho apresentado na 26ª. Reunião Brasileira de
Antropologia, realizada entre os dias 01 e 04 de junho, Porto Seguro, Bahia,
Brasil. 2008.
LINO, Lucia Alves da Silva; HANNESCH, Ozana; AZEVEDO, Fabiano Cataldo
de. Política de preservação no gerenciamento de coleções especiais: um
estudo de caso no Museu de Astronomia e Ciências Afins. ANAIS da Biblioteca
Nacional: v.123, p. 59-75, 2003. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2007.
Disponível em:
&lt;http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_123_2003.pdf&gt;. Acesso em:
14 jun. 2017.
RODRIGUES, Márcia Carvalho. Como definir e identificar obras raras? Critérios
adotados pela Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul. Ci. Inf, v.
35, n. 1, p. 115-121, 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33727">
                <text>POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO DO ACERVO DE OBRAS RARAS DA BU/UFSC: UM ESTUDO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33728">
                <text>Gleide Bitencourte José Ordovás</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33729">
                <text>Gisela Eggert Steindel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33730">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33731">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33733">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33734">
                <text>Este estudo objetiva propor a constituição de uma comissão para formular políticas de preservação do acervo de obras raras da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina. Livros podem tornar-se, dependendo de vários fatores, um patrimônio histórico. Cabe às instituições públicas a salvaguarda da história de cada região. Em se tratando de acervos bibliográficos raros, a fragilidade dos suportes expõem estas obras aos riscos da degradação. Com estas premissas, verifica-se a importância da criação de políticas de preservação de acervos raros. Tendo em vista que a Biblioteca Universitária da UFSC possui um acervo de obras raras sob sua guarda e não possui políticas para preservação deste acervo, torna-se salutar esta proposta.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66846">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2882" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1964">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2882/1996-2013-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0fc6c1c9ddc8cf93a3d3b8632cc99761</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33726">
                    <text>ORGANIZAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO UTILIZANDO AS
TECNICAS DA BIBLIOTECONOMIA

Flavia Geane dos Santos (IFMT) - flavia.santos@vgd.ifmt.edu.br
Resumo:
O presente relato de experiência mostra o projeto de criação do centro de documentação (CD)
vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Educação (NUPED) da Universidade Federal de Mato
Grosso câmpus Rondonópolis. O objetivo é mostrar as atividades iniciais desenvolvidas no
CD-NUPED, utilizando técnicas biblioteconômicas. Os materiais existentes no Núcleo de
Pesquisa em Educação são disponibilizá-los de forma a incentivar novos conhecimentos sobre
a história da educação e fornecer subsídios aos alunos, professores, pesquisadores e
comunidade geral para servir como fonte para a História da Educação de Mato Grosso. O
projeto durou entre os anos de 2011 e 2013. As atividades desenvolvidas em 2011 e 2012
consistem em: diagnóstico, seleção, avaliação, limpeza dos documentos, avaliação do estado
físico do material e arquivamento dos documentos de acordo com sua tipologia (cartilhas,
cartas, cadernos, diários de classe etc.) e suporte (impresso, cassete, disco vinil etc.). Em 2013
iniciaram-se com as cartilhas e livros didáticos: carimbagem do material, registro (tombo) dos
itens no livro de tombamento, classificação (CDU- Classificação Decimal Universal),
catalogação dos itens, incluindo descrição física e temática (indexação) orientados pelas
normas do AACR2 (Código de Catalogação Anglo Americano). O projeto totalizou 720 horas,
no primeiro ano foram realizadas as fases de diagnóstico e elaboração do projeto e no segundo
e terceiro ano as atividades de catalogação e preparação física dos livros e cartilhas. O
término das atividades do projeto do CD-NUPED mostra que os resultados alcançados
demonstram a grande potencialidade que o projeto possui para alcançar seus objetivos.
Palavras-chave: Centro de documentação histórica; Técnicas de Biblioteconomia; História da
educação
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

1 INTRODUÇÃO
A organização e preservação de documentos, torna-se central com a ampliação do
termo fonte e crescimento do campo de pesquisa da história da educação. Os documentos
ganham espaço e seu potencial é cada vez mais reconhecido, formando um tipo de ponte entre
passado e presente, voltando o olhar para sua preservação.
Os centros de documentação “Reúne, por compra, doação ou permuta, documentos
únicos ou múltiplos de origens diversas (sob a forma de originais ou cópias) e/ou referências
sobre uma área específica da atividade humana” (TESSITORE, 2003, p. 14). Nesses espaços
existe a possibilidade de vários profissionais trabalharem em parceria como Bibliotecários,
Arquivistas, Historiadores entre outros, geralmente.
Utilizando as atividades de processamento técnico formada pela catalogação,
classificação, indexação e preparo físico do documento, que é área comum de atuação dos
Bibliotecários, este trabalho tem o objetivo de descrever as atividades e ações realizadas de
organização do

Centro de Documentação (CD) do Núcleo de Pesquisa em Educação

(NUPED) da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Rondonópolis utilizando as
técnicas da biblioteconomia.
O NUPED vem funcionando regularmente desde 1993, e a partir de 2002 passou a
abrigar o Centro de documentação que enfatiza a História da Educação, em geral, e a História
da Educação de Mato Grosso em especial, o CD/NUPED/Rondonópolis tem como objetivo
resgatar a memória da História da Educação local e regional por meio do levantamento,
aquisição, tratamento, preservação, socialização e disponibilização de fontes ou documentos
históricos, principalmente, para a comunidade acadêmica, pesquisadores, mas também para a
sociedade em geral, ou seja, usuários potenciais do acervo.
Trata-se de resultado da primeira fase de um projeto para organizar o centro de
documentação de forma inicial, que possui uma diversidade de materiais, entre livros até
objetos utilizando as técnicas biblioteconômicas, que de forma geral, trabalha com a
informação, no que tange sua organização, disponibilização e preservação.
O grupo de colaboradores que contemplou os resultados deste trabalho foi composto
por uma Bibliotecária responsável e três estagiárias curriculares de graduação em
Biblioteconomia.
Enfatizamos que nesse trabalho apresentamos as atividades concluídas dentro das
propostas do projeto de organização do centro de documentação iniciado com a catalogação e
organização de livros e cartilhas.

�2

2

APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS BIBLIOTECONÔMICAS NAS CARTILHAS E

LIVROS DO CD-NUPED
Para que as informações contidas nos documentos do CD-NUPED possam ser
disponibilizadas, faz-se necessário o trabalho de processamento técnico que conforme Silva e
Araújo

(1995):

“São

considerados

processos

técnicos

todos

os

procedimentos

biblioteconômicos: a catalogação, a classificação, a alfabetação, a ordenação dos livros nas
estantes e o preparo técnico ou mecânico do livro”.
Na catalogação, as obras não traziam informações e foi necessário a utilização da
norma para uma orientação mais precisa de como preencher essas informações nos campos
correspondentes da catalogação.
Já a Classificação, por ser muito subjetiva, que as vezes depende de como cada
profissional interpreta de acordo com sua bagagem cultural, por isso é importante ressaltar
que nenhuma classificação está errada, apenas está sobre uma perspectiva diferente.
Indexação, nesta etapa foram traduzidos os conteúdos das obras em palavras chaves,
direcionadas ao tipo de público que frequentaria o espaço como pesquisadores, estudantes, e
comunidade em geral.
Registro das obras, todos os documentos do CD são registrados em livro de
patrimônio, transcritos os dados, como título, ano, autor, número de páginas, etc.
Inserção dos dados no sistema operacional, o sistema operacional utilizado foi o
software livre PHL, esse programa foi escolhido por ter o custo zero e ser bem simples de se
manusear.
Digitalização das obras, como software PHL permite a inserção de imagens dos itens,
através de um scanner foram inseridas as imagens das capas para facilitar a busca e
visualização pelo usuário.
Confecção das etiquetas de identificação, são colocadas nos documentos, apresentam
alguns dados como número de classificação, número de cutter, registro e ano da obra.
519.5
F742c
11116
Figura 1 Exemplo de etiqueta

�3

6 RESULTADOS DO PROJETO

O CD-NUPED da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Rondonópolis foi
idealizado a partir das necessidades da pesquisa interinstitucional “Cartilhas escolares:
ideários, práticas pedagógicas e editoriais: construção de repertórios analíticos e de
conhecimento sobre a história da alfabetização, do livro, da leitura e das práticas editoriais –
MG/RS/MT.”

Figura 2– Foto da organização e catalogação dos livros e cartilhas.
Fonte: Acervo CD/NUPED (2011).

O projeto totalizou 720 horas, com duração de três anos, no primeiro ano foram
realizadas as fases de diagnóstico e elaboração do projeto e no segundo e terceiro ano as
atividades de catalogação e preparação física dos livros e cartilhas. Atualmente, o Centro de
Documentação encontra-se ainda em fase de organização, sendo executado cada fase, através
de projetos de extensão e bolsistas voluntários. As atividades de organização do CD-NUPED
seguiram a sequência de atividades descritas a seguir:

ANO
2011

ATIVIDADES


Diagnóstico;

�4



Elaboração do Projeto Para Organização CD-NUPED;

2012




Avaliação dos itens que necessitavam que requerem restauração;
Limpeza dos itens e Carimbagem do material (segunda quinzena de 2012);

2013





Registro (tombo) dos itens em livro e sistema;
Classificação utilizando a CDU;
Catalogação dos itens, incluindo descrição física e temática (indexação)
orientados pelas normas do AACR2. (2013);
Inserção dos dados no sistema PHL (segunda quinzena);
Emissão de etiquetas e etiquetagem (nov./dez.);
Arquivamento (nov./dez.)
Início da digitalização das capas das cartilhas com de scanner (nov./dez.)






Figura 3 – Etapa da carimbagem, registro, catalogação, classificação e indexação
Fonte: Centro de Documentação/NUPED/Rondonópolis (2012-2013).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo do projeto de organização do CD-NUPEDO, que iniciou em 2011 e se
extendeu até 2013, em sua primeira fase, vem se constituindo como espaço de fomento a
novas pesquisas e produção do conhecimento em educação e história da educação.

�5

Os materiais organizados nesse projeto possuem potencial histórico sobre a educação,
e sua organização e socialização podem transformar-se em documentos de valor
administrativo, comprobatório ou histórico. Tais fontes podem servir de subsídio para o
desenvolvimento de pesquisas relevantes em diversas áreas, especialmente na História da
Educação.
Com o relato das atividades desenvolvidas nesse projeto, em sua primeira etapa,
podemos concluir o potencial do centro é raro valor, e sua diversidades documental que
incluem: cartilhas, livros didáticos, livros literários, relatórios, diários de classe, cadernos de
alunos e de professores, dentre outros que, após serem organizados e digitalizados, servirão
como fontes para futuras pesquisas e, consequente, para produção de novos conhecimentos.
Por fim, observamos que nessa primeira fase, trabalhamos apenas com livros e
cartilhas de alfabetização. E mesmo que o projeto não pode ter continuidade, esperamos que
futuramente todos os materiais existentes no local sejam organizados, servindo de base para a
construção da história e memória educacional de Mato Grosso.

REFERÊNCIAS
SILVA, Divina Aparecida da; ARAUJO, Iza Antunes. Auxiliar de biblioteca: noções
fundamentais para formação profissional. 3. ed. Brasília: Thesaurus, 1995. 82 p.
TESSITORE, viviane. Como implantar centros de documentação. São Paulo: Arquivo do
estado, imprensa oficial, 2003. 52 p. (projeto como fazer, 09). Disponível em;
&lt;http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf9.pdf&gt;. Acesso em: ago.
2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33719">
                <text>ORGANIZAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO UTILIZANDO AS TECNICAS DA BIBLIOTECONOMIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33720">
                <text>Flavia Geane dos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33721">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33722">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33724">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33725">
                <text>O presente relato de experiência mostra o projeto de criação do centro de documentação (CD) vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Educação (NUPED) da Universidade Federal de Mato Grosso câmpus Rondonópolis. O objetivo é mostrar as atividades iniciais desenvolvidas no CD-NUPED, utilizando técnicas biblioteconômicas. Os materiais existentes no Núcleo de Pesquisa em Educação são disponibilizá-los de forma a incentivar novos conhecimentos sobre a história da educação e fornecer subsídios aos alunos, professores, pesquisadores e comunidade geral para servir como fonte para a História da Educação de Mato Grosso. O projeto durou entre os anos de 2011 e 2013. As atividades desenvolvidas em 2011 e 2012 consistem em: diagnóstico, seleção, avaliação, limpeza dos documentos, avaliação do estado físico do material e arquivamento dos documentos de acordo com sua tipologia (cartilhas, cartas, cadernos, diários de classe etc.) e suporte (impresso, cassete, disco vinil etc.). Em 2013 iniciaram-se com as cartilhas e livros didáticos: carimbagem do material, registro (tombo) dos itens no livro de tombamento, classificação (CDU- Classificação Decimal Universal), catalogação dos itens, incluindo descrição física e temática (indexação) orientados pelas normas do AACR2 (Código de Catalogação Anglo Americano). O projeto totalizou 720 horas, no primeiro ano foram realizadas as fases de diagnóstico e elaboração do projeto e no segundo e terceiro ano as atividades de catalogação e preparação física dos livros e cartilhas. O término das atividades do projeto do CD-NUPED mostra que os resultados alcançados demonstram a grande potencialidade que o projeto possui para alcançar seus objetivos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66845">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2881" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1963">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2881/1995-2012-1-PB.pdf</src>
        <authentication>62084ca724e1a7bc1c02516021781a55</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33718">
                    <text>O Renascer de uma biblioteca: a coleção especial da Academia
Brasileira de Ciências no MAST

Lucia Alves da Silva Lino (MAST) - lucia@mast.br
Eloisa Helena Pinto de Almeida (Mast) - eloisahelena@mast.br
Magna Loures de Farias (MAST) - magnafari@gmail.com
Marcio Ferreira Rangel (MAST) - marciorangel@mast.br
Resumo:
Este relato visa à apresentação do processo de aquisição, por doação, da Coleção da Academia
Brasileira de Ciências (ABC) pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), a partir da
assinatura do Convênio de Cooperação Técnico Administrativa estabelecido entre ABC/MAST,
em 2007 até o acesso ao acervo da ABC para público, em 2017 e, a conquista de uma bolsa do
Programa de Capacitação Institucional, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações – PCI/MCTIC, para estudo detalhado da Coleção.
Palavras-chave: Coleção especial ; Academia Brasileira de Ciências
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), um instituto de pesquisa do
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é detentor de uma
biblioteca especializada em História da Ciência e da Técnica, Educação e Divulgação da
Ciência, Museologia e Preservação do Patrimônio Histórico de C&amp;T. No intuito de melhorar
as condições de preservação e uso de obras de relevância e importância histórico-científicas, a
Biblioteca realiza, desde 2005, estudos sobre critérios para enquadramento e tratamento
especializado de parte do seu acervo, definido como Coleções Especiais.
No que se refere especificamente a Coleção da Academia Brasileira de Ciências
(Coleção ABC), este relato visa à apresentação do processo de aquisição da Coleção pelo
MAST, a partir da assinatura do Convênio de Cooperação Técnico-Administrativa
estabelecido entre ABC/MAST, em 2007 até a sua incorporação ao acervo do MAST em 2016.
Discutiremos ainda sua disponibilização pública em 2017 e a elaboração do Projeto de pesquisa
“Coleção da Academia Brasileira de Ciências (ABC): pesquisa e caracterização do perfil
histórico da biblioteca por meio do seu acervo bibliográfico” que viabilizou uma bolsa do

Programa de Capacitação Institucional, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações – PCI/MCTIC, para estudo detalhado da Coleção.
Tal acervo possui cerca de 14.000 obras, que relatam parte significativa da História da
Ciência no Brasil. Diante de tal importância, justifica-se um projeto que objetiva a
reorganização da Coleção ABC no MAST, por meio do processamento técnico do acervo,
armazenamento com segurança e disponibilização para consulta pública. Procuramos com
esta pesquisa evidenciar os aspectos ligados à memória e à reconstrução da trajetória histórica
da Biblioteca Aristides Pacheco Leão – Biblioteca da ABC, tornando-a assim fonte de
pesquisas e consulta para todos os especialistas interessados na temática. Identificamos nesta
ação uma importante contribuição para a história das bibliotecas no Brasil, área ainda pouco
explorada pela Biblioteconomia.
Relato da experiência
Em dezembro de 2005 a ABC propõe ao MAST um projeto para a biblioteca e arquivo
dos acadêmicos da instituição, intitulado “Projeto de organização do acervo de caráter
histórico da Academia Brasileira de Ciências (ABC)”, cujo objetivo era implementação da
seleção e do descarte de obras e publicações do acervo em consonância com a política já
existente na Biblioteca da Academia. Visava ainda à curadoria e organização do acervo
documental dos acadêmicos, com o objetivo de propiciar a conservação e a disponibilização
de fontes básicas de pesquisa para a História da Ciência. Para a execução destes propósitos
seriam necessários recursos para um trabalho prévio de higienização do acervo, contratação
de mão de obra e manutenção de instalações e equipamentos. Entretanto, os recursos
necessários não foram obtidos. Neste contexto, iniciou-se a discussão de doação ou
transferência da biblioteca para o MAST.
Começaram as negociações para a realização do trabalho, e em 2007 foi elaborado um
projeto específico intitulado “Avaliação e readequação do acervo bibliográfico da Academia
Brasileira de Ciências”, com uma estimativa de 14.000 volumes de caráter histórico para a
ciência no Brasil.
Em dezembro de 2007 foi celebrado um convênio entre o MAST e a ABC tendo como
objetivo “[...] o desenvolvimento de serviços visando a avaliação, seleção, identificação,
embalagem e transferência do acervo de livros e periódicos da biblioteca da Academia
Brasileira de Ciências para o Museu de Astronomia e Ciências Afins e para outras instituição
científicas” (BRASIL, 2007, p. 14).

�Em decorrência do convênio de cooperação técnico-científica, o presidente da ABC
designou um acadêmico como Gerente de Projeto para atuar como interlocutor da Academia
junto ao MAST.
Os trabalhos foram iniciados, em março de 2008, nas instalações da ABC, com a
contratação temporária de duas bibliotecárias supervisionadas pelas bibliotecárias do MAST e
com a consultoria de uma bibliotecária que já havia trabalhado com este acervo, na própria
ABC. Vale ressaltar que desde o início das atividades de manipulação dos livros, existiu uma
preocupação com o uso dos Equipamentos de Proteção Individual necessários para a
segurança dos profissionais: luvas; toucas; máscaras e jalecos.
Existiam na ABC diversas listagens já elaboradas. Estes documentos foram utilizados
para uma primeira organização do acervo, já que a proposta inicial previa descarte de
publicações com a doação deste material para outras bibliotecas. Foi instalada uma comissão
formada por pesquisadores da ABC, do MAST, da UNICAMP e da UFRJ que avaliaram as
listagens e selecionaram os itens que seriam enviados para o Museu. O critério adotado para a
seleção das publicações foi pautado pela política de aquisição da biblioteca do Museu, pois
não existia espaço suficiente para comportar todo acervo existente na ABC. A partir deste
momento as listagens passaram a ser atualizadas de acordo com as orientações da Comissão e
da consultora contratada.
Em maio de 2009 o Convênio MAST/ABC foi prorrogado, por meio de um Termo
Aditivo visando à “[...] conclusão das etapas de avaliação, seleção, identificação, embalagem
e transferência do acervo de livros e periódicos da biblioteca da Academia Brasileira de
Ciências para o Museu de Astronomia e Ciências Afins e para outras instituições científicas”
(CAMPOS, 2017). Ainda neste ano foi realizado o trabalho de seleção, preparação de listas e
acomodação das publicações em 386 caixas. Após a finalização, o acervo foi transferido para
o MAST. A conclusão das etapas contou com dois bibliotecários, com bolsa da FAPERJ, que
tiveram o apoio de quatro membros da equipe de conservação e limpeza do MAST para
encaixotar as publicações.
Diante da falta de verba para continuidade do projeto o acervo ficou armazenado nas
instalações do MAST até o fim de 2009. Perante a necessidade de utilização do espaço de
acondicionamento do acervo, todo o material foi transferido para uma empresa de guarda. Em
2012, retornou ao MAST. No mesmo ano, a administração da Academia aponta para a
liberação de seus espaços ainda ocupados pelo restante do acervo bibliográfico não
selecionado para a biblioteca do MAST. Esta segunda transferência ocorreu em 2016 e
atualmente todo o acervo bibliográfico da ABC está no MAST.
Com a inauguração das novas instalações da Biblioteca Henrique Morize - MAST, em
2015, todas as caixas foram transferidas para as novas instalações, ficando no prédio sede, o
acervo transferido na segunda etapa. Neste mesmo ano, foi assinado um Termo de Comodato
entre o MAST e ABC, com validade de 25 anos, que ao término poderá ser prorrogado.
O processamento técnico do acervo utilizou o sistema Pergamum. Este trabalho foi
realizado por duas bibliotecárias, de novembro de 2016 a março de 2017. Os critérios
utilizados para iniciar o processamento foram a verba disponível para o projeto e a quantidade
de exemplares. Como a verba só possibilitaria 5 meses de trabalho técnico, optou-se por
iniciar pelos livros, uma vez que sua quantidade é bem menor que a de periódicos.
A seleção dos livros ocorreu prioritariamente por estado de conservação e língua. Foi
elaborado um manual para a realização do processamento técnico, atualizado durante o
trabalho. Entre as peculiaridades surgidas no decorrer do trabalho, podemos citar documentos
encontrados no interior dos livros e notas de subcoleções existentes na coleção principal.
Todos os livros foram classificados novamente utilizando a Tabela de Classificação
Decimal Universal - CDU, que é utilizada na Biblioteca do MAST, mas foram mantidas as
etiquetas originais que já estavam nos livros e seguiam a Tabela de Classificação Decimal de

�Dewey – CDD. As novas etiquetas não foram colocadas diretamente nos livros.
livros Foram
utilizadas faixas de papel alcalino para colocação das etiquetas. O acervo está separado da
coleção corrente da biblioteca e está sendo tratado
tratad como uma coleção especial
espec do MAST,
denominada Coleção ABC.
Em maio de 2017, na data em que a ABC completou 101 anos,
anos, realizou-se um evento
de divulgação dos
os primeiros 2000 livros processados tecnicamente e disponibilizados
dis
para os
usuários. Também foi apresentado neste dia, o catálogo com todas as obras selecionadas. A
partir deste trabalho, verificou-se
verificou se a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre a
formação do acervo e da história da biblioteca da ABC, uma vez que não foram encontrados
registros sobre a mesma.
Como mencionado
onado anteriormente,
anteriormente a biblioteca foi contemplada em abril de 2017,
2017 com
uma bolsa PCI/MCTIC para pesquisar
pesqui a Coleção da ABC.. Neste contexto, criou-se o projeto
“Coleção
Coleção da Academia Brasileira de Ciências (ABC): pesquisa e caracterização do perfil
histórico da biblioteca por meio do seu acervo bibliográfico”, cujo objetivo principal é
disponibilizar
isponibilizar o acesso ao acervo da Academia Brasileira de Ciências e propiciar a construção
da história da formação e desenvolvimento desta coleção bibliográfica.
Como resultados
ados iniciais,
iniciais ressaltamos a continuidade doo processamento técnico do
acervo e a elaboração de uma planilha para mapeamento das marcas de propriedade e
procedência, que permitem o entendimento sobre a formação da coleção e dão pistas sobre a
gestualidade daa leitura de determinados períodos (ARAUJO, 2015). De acordo com LINO;
HANNESCH, AZEVEDO, 2007, “quando
quando se está a tratar com acervos especiais, o processo
de conhecer é prática primordial, pois ela contribui, dentre outras maneiras, para
individualizar a coleção
oleção e salvaguardá-la.” Outro resultado que consideramos relevante
mencionar, é o levantamento e início da análise da documentação sobre a biblioteca da ABC,
como atas, livros de tombo, documentos de doação e catálogos de fichas, que propiciaram
subsídios
os para a construção da história desta biblioteca. Para divulgar amplamente o catálogo,
apresentado no evento de comemoração pelos 101 anos da ABC, foi desenvolvido um
marcador de livros com o QR Code, que permite o acesso ao mesmo por meio de qualquer
smartphone.
Figura 1 – Antes e depois da Biblioteca da ABC: das caixas ao QR Code

Fonte: OLIVEIRA (2008); FARIAS (2017)

�Considerações finais
O presente relato demonstra a trajetória de uma biblioteca, que passou por diversos
obstáculos desde sua fundação e, atualmente, renasceu em outro espaço, o Museu de
Astronomia e Ciências Afins, tendo seu acesso disponível a todos os interessados e, seu
catálogo amplamente divulgado por meio do QR Code.
O tratamento técnico inicial da coleção propiciou um melhor conhecimento das
publicações e suscitou vários questionamentos sobre a trajetória da biblioteca da ABC. Com o
início da bolsa PCI/MCTIC, foi possível um melhor conhecimento da formação da coleção
por meio do processamento técnico das obras ao mesmo tempo em que aperfeiçoamos a
gestão das coleções especiais no MAST. A pesquisa está no inicio, mas já mostra a
potencialidade de contribuição para a construção da história da biblioteca da ABC e também a
necessidade de preservação deste acervo que representa parte da história da ciência no Brasil.
Referências
ARAÚJO, André Vieira de Freitas. Gestão de coleções raras e especiais no século XXI:
conceitos, problemas, ações. In: VIEIRA, Brunno V. G.; ALVES, Ana Paula Menezes (Org).
Acervos especiais: memórias e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015. 134 p.
BRASIL. Museu de Astronomia e Ciências Afins: extrato de convênio. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 dez. 2007. Seção 3, p.
14. Disponível em: &lt;https://www.jusbrasil.com.br/diarios/396086/pg-14-secao-3-diariooficial-da-uniao-dou-de-20-12-2007?ref=goto&gt;. Acesso em: jul. 2017.
CAMPOS, Diógenes de Almeida. A biblioteca da Academia Brasileira de Ciências. [Rio
de Janeiro]: [s.n.], 2017. Palestra proferida em 3 de maio de 2017, no Museu de Astronomia e
Ciências Afins.
LINO, Lucia Alves da Silva; HANNESCH, Ozana; AZEVEDO, Fabiano Cataldo de. Política
de Preservação no âmbito do gerenciamento de Coleções Especiais: um estudo de caso no
Museu de Astronomia e Ciências Afins. Anais da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v.
123, p. 59-76. Disponível em: &lt;
http://www.academia.edu/14905228/Pol%C3%ADtica_de_preserva%C3%A7%C3%A3o_no
_gerenciamento_de_cole%C3%A7%C3%B5es_especiais_um_estudo_de_caso_no_Museu_de
_Astronomia_e_Ci%C3%AAncias_Afins&gt;. Acesso em: jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33708">
                <text>O RENASCER DE UMA BIBLIOTECA: A COLEÇÃO ESPECIAL DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS NO MAST</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33709">
                <text>Lucia Alves da Silva Lino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33710">
                <text>Eloisa Helena Pinto de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33711">
                <text>Magna Loures de Farias</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33712">
                <text>Marcio Ferreira Rangel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33713">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33714">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33716">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33717">
                <text>Este relato visa à apresentação do processo de aquisição, por doação, da Coleção da Academia Brasileira de Ciências (ABC) pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), a partir da assinatura do Convênio de Cooperação Técnico Administrativa estabelecido entre ABC/MAST, em 2007 até o acesso ao acervo da ABC para público, em 2017 e, a conquista de uma bolsa do Programa de Capacitação Institucional, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – PCI/MCTIC, para estudo detalhado da Coleção.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66844">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2880" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1962">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2880/1994-2011-1-PB.pdf</src>
        <authentication>950b2a1a079a354b1ecc500168129ecc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33707">
                    <text>O PANORAMA NORMATIVO EM TORNO DA PRÁTICA DE
CONVERSÃO DE DOCUMENTOS FÍSICOS PARA O FORMATO
ELETRÔNICO E A QUESTÃO DA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA
INSTITUCIONAL NO CONTEXTO NACIONAL

Rafael Barcellos Gomes (UFRJ) - rafa.2002@zipmail.com.br
Resumo:
Propõe analisar os benefícios decorrentes do processo de informatização de documentos
originalmente concebidos em suporte físico. A abordagem leva em consideração a evolução
dos debates regulamentatórios em torno da prática no Brasil, e avalia as vantagens práticas e
competitivas decorrentes da implementação desse tipo de tecnologia no ambiente
governamental. Também avalia aspectos relacionados à preservação da memória institucional
e à história nacional, inerentes aos debates atuais no âmbito legislativo.
Palavras-chave: Sociedade
da
informação.
Digitalização
governamental. Memória institucional.

de

documentos.

Gestão

Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RESUMO
Propõe analisar os benefícios decorrentes do processo de informatização de
documentos originalmente concebidos em suporte físico. A abordagem leva em
consideração a evolução dos debates regulamentatórios em torno da prática no
Brasil, e avalia as vantagens práticas e competitivas decorrentes da implementação
desse tipo de tecnologia no ambiente governamental. Também avalia aspectos
relacionados à preservação da memória institucional e à história nacional, inerentes
aos debates atuais no âmbito legislativo.
Palavras-chave: Sociedade da informação. Digitalização de documentos. Gestão
governamental. Memória institucional.

1 INTRODUÇÃO
Desde os anos 1980, a sociedade e a economia mundiais tem sido fortemente
impactadas pelas mudanças decorrentes do fenômeno Sociedade da Informação
(VALENTIM, 2010). Neste novo e desconhecido cenário – marcado pelo acelerado
desenvolvimento tecnológico no campo da informação e da comunicação e pelo
aumento exponencial das novas demandas – o volume informacional crescente
tornou-se motivo de preocupação, para organizações privadas e para o Estado.
As questões em torno da capacidade de absorção, gerenciamento,
armazenamento, e recuperação da informação pelos gestores dessas instituições no
dado contexto, tornaram as décadas de 80 e 90 altamente desafiadoras para as
organizações contemporâneas. Georges (2011) expõe que o êxito destas
corporações dependeria, diretamente, de sua capacidade de adaptação face ao
cenário incerto e volúvel.
Foi neste ambiente que se desenvolveram, no Brasil, os debates sobre a
prática do armazenamento eletrônico de documentos originalmente concebidos em
suporte físico. As instituições públicas e privadas passariam a contemplar os
formatos eletrônicos como aqueles capazes de atender as emergentes
necessidades por maior capacidade de armazenamento, acesso informacional mais
veloz, e por suportes e canais mais flexíveis e interoperáveis.
Desse modo, as novas tecnologias emergiram oferecendo “[...] um mundo de
vantagens em relação às formas impressas, especialmente no que diz respeito à
busca, à recuperação, à navegação, à apresentação das informações [...]” (SAYÃO,
2010, p. 70), fato que impulsionou o processo de normalização da prática de
informatização de documentos originalmente concebidos em suporte físico, marcado
pela proposição do Projeto de Lei 1.532 de 1999 (PL 1.532/99) que dispunha sobre o
armazenamento e organização de documentos em suportes eletrônicos.

�2 EVOLUÇÃO NORMATIVA DA PRÁTICA NO BRASIL
Desde a sua, em 1999, o PL 1.532/99 passaria um longo período sob
esquecimento até ser, novamente, debatido em 2007 na forma do Projeto de lei da
Câmara 11 – que trouxe acréscimos e adaptações.
Enriquecido e mais ajustado à realidade do novo século, o texto do PL
1.532/99 – na forma do Projeto de Lei da Câmara 11 de 2007 (PLC 11/07) – passou
a versar:
O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a
integridade, a autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do
documento digital, com o emprego de certificado digital emitido no âmbito da
Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras – ICP – Brasil. (BRASIL, 2007,
p.2).

Assim sendo, o Projeto de 2007 atribuiria às cópias digitais (ou seja, aos
documentos eletrônicos resultantes do processo de digitalização) o mesmo caráter
legal até então concedido apenas aos documentos microfilmados – assegurados por
intermédio da Lei 5.433/68, regulamentada através do Decreto 1.799/96, que versa
sobre o recurso de microfilmagem. Para tal, o projeto impunha como condição a
garantia da integridade, da autenticidade e, quando o caso, da confidencialidade dos
dados por meio da adoção de certificados digitais para identificação virtual,
disponibilizados pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil.
Desde 2007, o PLC 11 enfrentara um longo e custoso debate que só viria a
receber uma importante definição em 2010, através do Parecer 73.947 da
Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). De
todas as grandes inovações que o Parecer 73.947/10 – sobre o PLC 11/07 – trouxe
à prática de arquivamento de documentos em formato digital, talvez a mais
impactante seja a descrita no parágrafo 3º do artigo 4º, o qual determina que “[...] o
documento digitalizado e sua reprodução [...] terão o mesmo valor jurídico do
documento original, para todos os fins de direito […].” (BRASIL, 2010, p.9). Com tal
tópico, o Parecer em questão passou a atribuir ao exemplar digital prerrogativas de
legalidade e de autenticidade.
Uma vez aprovado, o PLC 11/10 foi, finalmente sancionado por meio da Lei
12.682 de 09 de julho de 2012 que no seu artigo 7º ratifica: “Os documentos
digitalizados [...] terão o mesmo efeito jurídico conferido aos documentos
microfilmados […].” (BRASIL, 2012, não paginado).

3 ASPECTOS PRÁTICOS E FUNCIONAIS
A expectativa em torno da aprovação do PLC 11/10 era pelo atendimento das
novas demandas sociais, econômicas e organizacionais – perspectiva também
vislumbrada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Portaria

�expedida cerca de um ano antes da aprovação do Projeto de Lei da Câmara. Em
seu artigo 1º, a Portaria esclarece que o movimento em favor do reconhecimento
dos exemplares digitais tinha por objetivo:
[...] agilizar o acesso à informação, subsidiar a tomada de decisão,
resguardar os direitos e os deveres dos órgãos e entidades e de seus
agentes, bem como definir os documentos necessários à composição do
assentamento funcional físico e digital. (MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO,
ORÇAMENTO E GESTÃO, 2011, p. 1).

Neste cenário, observa-se que o processo de obtenção da informação
caracteriza-se em risco de prejuízo para as organizações contemporâneas. Em seu
célebre estudo, Mintzberg avalia a relação entre velocidade de recuperação da
informação e, planejamento estratégico de sucesso, considerando que “[...] grande
parte da informação estruturada chega tarde demais para ter uma utilização real na
elaboração de estratégias.” (1994 apud DAVENPORT, 1998, p. 179).
Andrade et al., em linha com Davenport, expõe que:
A tecnologia digital permite aos Arquivos Públicos enfrentar o desafio entre
conservação e acesso. Métodos, ferramentas e tecnologias avançadas no
campo da digitalização, armazenamento, recuperação e apresentação de
imagens e outros tipos de documentos históricos estão atualmente à
disposição das instituições responsáveis pela preservação da memória.
(ANDRADE ET AL., 2003, p. 2).

Face as exposições de Davenport e Andrade et al., é possível observar que,
no âmbito da Administração pública, a regulamentação da prática veio a contribuir
para a fluidez dos processos estratégicos e operacionais que envolvem a gestão
governamental. Tais contribuições decorrem do fato que: os dados sociais tornaramse mais acessíveis ao Estado, as informações governamentais tornaram-se mais
disponíveis e padronizadas, os bancos de informações mais completos e
atualizados, o processo de gestão da informação mais preciso e econômico, a
disponibilidade informacional poderia ser fulltime e ontime, e o trânsito de dados
rastreável.

4 IMPLICAÇÕES
Não obstante a regulamentação viabilize as contribuições supra, os recentes
debates em torno do tema reacendem as preocupações com respeito ao risco de
descarte de documentos físicos originais com potencial valor histórico-cultural e
social. Tais inquietações decorrem do receio de que o fato acarrete em prejuízo da
memória das instituições que compõem a história nacional.
Neste diapasão cita-se Mattos (2004, p. 67), a qual conclui que a memória
institucional deve ser entendida como a “[...] história das realizações práticas do que

�foi instituído [...]”, pois “[...] surge a partir da formalização de tudo o que foi instituído
[...].” (MATTOS, 2004, p. 67).
Ademais, deve-se destacar que a informatização documental também possui
aspectos negativos, em função dos quais aconselha-se a cautela na adoção da
digitalização documental. É o que pondera Ferreira (2006), o qual depreende que:
A obsolescência tecnológica não se manifesta somente ao nível dos
suportes físicos. No domínio digital, todo o tipo de material tem
obrigatoriamente de respeitar as regras de um determinado formato. Isto
permite que as aplicações de software sejam capazes de abrir e interpretar
adequadamente a informação armazenada. À medida que o software vai
evoluindo, também os formatos por ele produzidos vão sofrendo alterações
(FERREIRA, 2006, p. 19).

Considerando os desafios inerentes à questão, mas sem desprezar as
virtudes e o poder transformador das ferramentas informatizadas Castells (1999, p.
69) pondera com maestria que as “[...] novas tecnologias da informação não são
simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem
desenvolvidos”, lançando luz sobre a complexidade que o tema envolve e propondo
uma reflexão que abarque os mais diversos aspectos com respeito ao tipo de
documento e às necessidades informacionais antes da opção ou não pelo
arquivamento por meio de cópias digitais.

�REFERÊNCIAS
BRASIL.. Lei n° 11.419, de 19 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a
informatização de processo judicial; altera Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973
– Código de Processo Civil; e dá outras providências.
_______. Parecer n° 73.947, de 2010 da Comissão de Ciência, Tecnologia,
Inovação, Comunicação e Informática. Dispõe sobre o PLC n°11, de 2007 sobre
a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos, e o
PLS n°146, de 2007, que dispõe sobre a digitalização e arquivamento de
documentos em mídia ótica ou eletrônica, e dá outras providências, em
tramitação conjunta.
_______. Projeto de Lei da Câmara n° 11, de 2007 – PLC11/2007. Dispõe sobre a
elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos.
_______. Projeto de Lei Original n° 1.532, de 1999. Dispõe sobre a elaboração e
arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos. Brasília: Congresso
Nacional, Brasil. 1999.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (CONARQ). Diretrizes para a presunção
de autenticidade de documentos digitais. [S.l.]: Câmara Técnica de Documentos
Eletrônicos – CTDE, 2012.
DAVENPORT, T.H.; ECCLES, R.G.; PRUSAK, L. Política da Informação. In: KLEIN,
D.A. (Org.). A gestão estratégica do capital intelectual: recursos para economia
baseada em conhecimento. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1998.
FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital: conceitos, estratégias e
atuais consensos. Portugal: Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006.
MATTOS, Maria Teresa Navarro de Britto. Memória institucional e gestão universitária no Brasil: o caso da Universidade Federal da Bahia. 2004. Tese (Doutorado
em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador,
2004.
MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO (MPOG). Portaria
Normativa n°3, de 18 de novembro de 2011. Brasília, 2011.
SAYÃO, Luís Fernando. Repositórios digitais confiáveis para a preservação de
periódicos eletrônicos científicos. Periódico Ponto de Acesso, UFBA, Salvador, v.
4, n. 3, p. 68-94, dez. 2010.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Informação e conhecimento no contexto de
ambientes organizacionais. In: ____. Gestão, mediação e uso da informação. São
Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Não paginado.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33700">
                <text>O PANORAMA NORMATIVO EM TORNO DA PRÁTICA DE CONVERSÃO DE DOCUMENTOS FÍSICOS PARA O FORMATO ELETRÔNICO E A QUESTÃO DA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL NO CONTEXTO NACIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33701">
                <text>Rafael Barcellos Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33702">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33703">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33705">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33706">
                <text>Propõe analisar os benefícios decorrentes do processo de informatização de documentos originalmente concebidos em suporte físico. A abordagem leva em consideração a evolução dos debates regulamentatórios em torno da prática no Brasil, e avalia as vantagens práticas e competitivas decorrentes da implementação desse tipo de tecnologia no ambiente governamental. Também avalia aspectos relacionados à preservação da memória institucional e à história nacional, inerentes aos debates atuais no âmbito legislativo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66843">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2879" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1961">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2879/1993-2010-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e943da203e12dd54a541fd05a38d964e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33699">
                    <text>O LIVRO IMPRESSO E O DESCARTE DAS ÚLTIMAS CÓPIAS DO
SÉCULO XX; UMA QUESTÃO DE PRESERVAÇÃO

Ana Rosa dos Santos (UFF) - anarosa@ndc.uff.br
Simone da Rocha Weitzel (UNIRIO) - sweitzel@unirio.br
Resumo:
Apresenta a discussão sobre o descarte de cópias impressas do século XX. Pesquisa
bibliográfica sobre a livro impresso na gestão de coleções em bibliotecas universitárias.
Aponta para a importância da definição de critérios para evitar prejuízos econômicos e
culturais. Traz iniciativas que estão sendo promovidas ao redor do mundo para preservação
dessas cópias (last copies). Destaca os print repositories, repositórios para documentos
impressos, como boa prática. Conclui que os bibliotecários universitários devem formular
novos critérios visando à preservação dessas últimas cópias. Propõe a busca por
financiamento para construção de repositórios para documentos impressos. E incentiva a
compatibilização do trabalho do bibliotecário de promoção do acesso, com o de preservação.
Palavras-chave: Livros
impressos;
documentos
impressos;
patrimônio
cultural;
desenvolvimento de coleções; gestão de coleções; descarte; preservação;
armazenamento.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

INTRODUÇÃO
Considerando o protagonismo das tecnologias da informação e comunicação
no século XXI, em que a informação é considerada um commodity, o tema
dessa comunicação visa à promoção da discussão sobre a importância das
últimas cópias dos livros impressos do século XX, que fazem parte dos acervos
das bibliotecas universitárias federais brasileiras. A discussão está centrada na
prática sistemática do descarte sem critérios ou sem políticas adequadas a
uma gestão de coleções1. Prática que pode gerar prejuízos econômicos e
culturais, tendo em vista não apenas a perda da informação contida nestes
itens, mas também a perda da memória da ciência e da tecnologia (C&amp;T) os
quais expressam o patrimônio cultural da humanidade em sua maioria
estabelecido com recursos públicos.
Preocupado com as previsões do fim do livro e das bibliotecas tradicionais,
Vergueiro (1997) alertou sobre a importância dos livros impressos elencando
vários fatores para a sua permanência. O autor ponderou, por exemplo, que a
“informação histórica, principalmente aquela de interesse local, ainda está
disponível, em sua maioria, apenas em formato impresso”. Vergueiro (1997)
destacou também a possibilidade de alteração dos conteúdos dos livros
eletrônicos, diferente dos livros impressos, que oferecem uma maior
“confiabilidade” 2 (VERGUEIRO, p. 97-98).
Assim, os arquivos e bibliotecas universitárias que deveriam manter livros
outros documentos impressos, como a maioria das instituições públicas, muitas
vezes, não percebem a importância desse patrimônio, como expressão da
memória da ciência e da tecnologia. “O mesmo se pode dizer da sociedade
civil, incluindo a comunidade diretamente envolvida com a produção do saber
científico e tecnológico”, os cientistas (CONSELHO, 2003, p. 4).
Darnton, em defesa do livro impresso, apresenta as críticas sobre as práticas
equivocadas de alguns bibliotecários feitas por Nicholson Baker que relatou,
em "Double Fold" (2001), que esses bibliotecários substituíram muitos
documentos em papel por microfilmes, destruindo os seus originais, achando
que assim estariam preservando a memória e a história (DARNTON, 2010, p.
125-145). É possível que a mesma prática esteja ocorrendo hoje em dia em
relação à digitalização, em muitos projetos de preservação.

1

A chamada gestão de coleções foi proposta na década de 1980, e inclui as funções
tradicionais do desenvolvimento de coleções, e além da: Manutenção (preservação) de
coleções; a gestão fiscal; o relacionamento com o usuário; o compartilhamento de
coleções e outros aspectos (COGSWELL, 1987; JOHNSON, 2014, tradução e grifos nossos).
2
A questão da confiabilidade nos traz a questão da redundância, que pode ser definida pelo
uso de cópias com o objetivo de aumentar confiabilidade de um sistema de informação, de um
repositório digital, por exemplo. Brewster Kahle, que fundou o Internet Archive, em um projeto
paralelo de preservação de livros impressos usa a redundância como um critério. Desse
modo, além digitalizar, ele preserva a cópia em papel como garantia de redundância. Fonte:
STREITFELD, David. In a Flood Tide of Digital Data, an Ark Full of Books. New York Times,
v. 4, 2012; KAHLE, Brewster. Why preserve books? The new physical archive of the Internet
Archive. Internet Archive Blogs, v. 6, 2011.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Outro aspecto de grande preocupação é a prática do descarte pelo descarte,
ou seja, sem fazer parte do processo de gestão ou desenvolvimento de
coleções incluindo estabelecimento de critérios e políticas adequadas. Essa
prática vem sendo promovida ao redor do mundo, e tem como alvo
particularmente os livros do século XX. Geralmente, essas coleções em
bibliotecas universitárias não são percebidas por seus gestores como sendo
especiais, raras, e/ou como expressão do patrimônio cultural. Estudiosos
chamam atenção para a necessidade de preservar essas coleções de acordo
com critérios que precisarão ser estabelecidos por essas bibliotecas (KISLIN,
2000; STOREY, 2011; GRIEBLER, et al, 2011; ANDERSON, 2013), a fim que
os bibliotecários universitários não se tornem “prospectores de livros raros” no
futuro (STOREY, 2011 p. 74, tradução nossa). Assim, a gestão de coleções
pode minimizar a perda desse patrimônio, a partir de ações dedicados a esses
itens, que estabeleçam critérios descarte e/ou preservação.
Pensando sobre esses itens do século XX, foi estabelecido um conceito, que
esta sendo usado como critério: as last copies e/ou preservation copies, que
podem ser definidas como exemplares de livros, e outros documentos
impressos, selecionados para serem cópias de preservação, como uma
garantia de disponibilidade física contínua, redução da duplicação, e/ou
espaço, para a racionalização da gestão de coleções (KISLIN, 2000;
CONNAWAY, 2006; JILOVSKY, 2013; ANDERSON, 2013).
Os chamados print repositories, espaços de armazenamento de preservação,
estão sendo adotados para abrigar estas “últimas cópias”. Os repositórios para
documentos impressos são espaços com alta capacidade armazenamento,
para abrigar coleções impressas de baixa demanda, fora ou dentro dos campi,
tendo como prioridade a preservação, mas mantendo possibilidades de acesso,
através de solicitação prévia. O modelo desenvolvido pela Universidade de
Harvard tem um bom custo benefício, e assim vem sendo adotado por outras
instituições (PAYNE, 2007; JILOVSKY, 2013, tradução nossa). Destaca-se a
necessidade de um posicionamento político dos gestores de bibliotecas
universitárias e agentes públicos em todas as “esferas (nacional, regional e
local)” visando um planejamento para abordagem desse tema de modo que os
livros impressos possam ser preservados com adoção de políticas definidas.
No Brasil pouco se discute sobre este assunto (GRIEBLER, et al, p. 67, 2011).
Mas o artigo de Almeida (1989) apresentou algumas reflexões sobre o tema,
pertinentes ainda hoje.
O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI) aumentou o número de oferta de cursos e de
alunos no país; e consequentemente, a pressão por espaço, impactando os
Sistemas de Bibliotecas das Universidades Federais Brasileiras (GRIEBLER, et
al, 2011, MESQUITA, 2016). Do mesmo modo, países como a Austrália
também têm programas governamentais que estão incentivando o aumento de
alunos em suas universidades, o que vem provocando a necessidade de mais
espaço nas bibliotecas universitárias desse país. Esta situação está
impulsionando a compra de livros eletrônicos, e poderá promover o descarte de
últimas cópias (ANDERSON, 2013). Assim, as discussões no contexto da
biblioteca universitária sobre a preservação, e sobre a retenção de documentos
impressos estão girando em torno de três questões, segundo Anderson (2013):

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

a) haverá sempre uma cópia [em papel] em outro lugar, e esta estará
disponível para empréstimo entre bibliotecas?
b) itens de baixa circulação tomam espaço valioso, e por isso devem
ser descartados?
c) no futuro próximo haverá uma versão eletrônica, ou uma cópia
eletrônica estará acessível no HathiTrust3 ou Google?
(ANDERSON, 2013, p. 93, tradução nossa).

Este mesmo autor sugere que no futuro próximo aqueles que tenham guardado
a última cópia poderão se recusar a disponibilizar, ou cobrar um alto preço por
essa disponibilização. O autor também compara a perda desses itens por meio
do descarte sem critérios com a “extinção de uma espécie ou a perda da
história”. Dessa forma, as futuras gerações poderão ter que reinventar algumas
respostas. O estudo sobre armazenamento de preservação compartilhada é de
grande relevância e deve ser continuado visando à preservação do
conhecimento para o futuro (ANDERSON, 2013, p. 93).
A Austrália vem se destacando em soluções para questões sobre repositórios
para documentos impressos. O Caval Archival and Research Materials Centre
(CARM), por exemplo, é um consórcio australiano de bibliotecas acadêmicas
que pratica o compartilhamento de coleções e usa o critério de last copies na
gestão de coleções para orientar o descarte combatendo a retirada
desenfreada de itens que vem sendo realizada por algumas instituições. Esse
consórcio já possui dois print repositories, onde essas cópias são preservadas
de forma compartilhada (JILOVSKY, GENONI, 2014).
Shorley e outros (2015, p. 45) resumiram uma das Reuniões Satélites da
Seção de Aquisições e Desenvolvimento de Coleções, da IFLA, onde foram
convidados alguns representantes de iniciativas de armazenamento de
preservação compartilhado. Os autores concluem que existe uma diversidade
de maneiras de executar o trabalho de gestão dessas coleções; e que vários
critérios para descarte, retenção ou preservação podem ser adotados. Os
autores afirmam também que a troca de experiência é um caminho para que
sejam traçados critérios para o estabelecimento das melhores práticas.
Sugerem ainda a busca de fontes de financiamento para execução de novos
projetos de repositórios de documentos impressos. E recomendam que essas
ações comecem imediatamente, pois as coleções impressas estão
desaparecendo rapidamente (SHORLEY, et al, 2015, p. 45).
MÉTODO DA PESQUISA:
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, em âmbito nacional e estrangeiro, não
exaustiva, sobre os temas: Livro impresso; patrimônio cultural;
desenvolvimento de coleções; gestão de coleções; descarte, preservação,
armazenamento. Foram selecionados textos que pudessem orientar o
problema proposto: O descarte sem critérios das últimas cópias em bibliotecas
universitárias.

3

Um grupo de instituições acadêmicas e de pesquisa a nível mundial, que digitalizam e
compartilham uma coleção de milhões de títulos. Fonte: HATHITrust Digital Library
Disponível em: &lt;https://www.hathitrust.org/&gt;. Acesso em: 15 maio de 2017.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

DISCUSSÃO
Muitos livros e outros documentos impressos do século XX estão sendo
descartados por falta de espaço, sem qualquer critério e sem políticas de
desenvolvimento e/ou gestão de coleções apropriadas. As políticas de
desenvolvimento de coleções adotadas pelas bibliotecas universitárias nem
sempre priorizam a preservação, e o compartilhamento de coleções.
Dependendo da universidade seções diferentes podem realizar as funções de
desenvolvimento e de preservação de coleções. No entanto, mesmo em
universidades onde seções diferentes executem as tarefas referentes a estas
funções é importante que esse trabalho seja realizado de forma integrada e
sistêmica, como deve ser uma gestão de coleções, envolvendo toda as seções
da biblioteca (COGSWELL, 1987; JOHNSON, 2014; 1987, DARNTON, 2010;
STOREY 2011, ANDERSON, 2013). Dessa forma, é preciso que a discussão
sobre a preservação de impressos do século XX seja promovida no âmbito das
universidades, de forma que suas “últimas cópias” não sejam objeto de
descarte. Storey (2011) e Anderson (2013) indicaram que as pessoas que já se
conscientizaram do valor desses itens poderão no futuro se aproveitar dessa
situação e cobrar preços elevados por estes que estão sendo descartados. No
Brasil este tema tem sido pouco explorado, como afirmaram Griebler, Mattos e
Job (2011). Entretanto, as reflexões de Almeida (1989) podem ser bases para
projetos brasileiros de repositórios para documentos impressos. Dessa forma, é
preciso que essa discussão aconteça antes que a história e a memória da C&amp;T
brasileira sejam perdidas. Assim, a retenção dessas “últimas cópias” deve ser
promovida de forma planejada, colaborativa e formalizada em políticas de
gestão ou desenvolvimento de coleções das bibliotecas das universidades,
especialmente as universidades públicas. É importante destacar a necessidade
de ações compartilhadas, tal como os repositórios de documentos impressos,
para que sejam garantidas a preservação das últimas cópias e/ou evitada a
eliminação dessas, como foi advertido por Shorley e outros (2015).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para que os bibliotecários universitários não se tornem “prospectores de obras
raras” no futuro, e tenham que recuperar o que foi descartado, e nem os
usuários precisem pagar altos preços pela informação descartada, a discussão
sobre as last copies e print repositories deve continuar a ser promovida. Novos
estudos sobre o tema devem ser realizados com o propósito de elaborar
modelos de gestão de coleções, onde sejam definidos critérios, formas de
financiamentos para construção de repositórios, entre outras questões. A
conscientização de bibliotecários universitários também deve ser estimulada
pela classe, sobretudo, deve ficar claro que seu papel como promotor do
acesso não deve afetar a preservação da informação. Mas, é importante que
essas ações comecem imediatamente, para que a história e memória das
sociedades e da C&amp;T não continue a ser perdida. E mesmo que a digitalização,
ou o livro eletrônico expressem o futuro do livro, as cópias impressas poderão
ser usadas para a redundância e para a garantia de autoridade das cópias
eletrônicas – outro tema a ser desenvolvido e explorado pela classe
bibliotecária. A reflexão e discussão sobre o futuro dos documentos impressos
precisa ser enfrentada e está mais que na hora de promover essa discussão no
Brasil.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Orlando de. A biblioteca depositária no Brasil: ideias e reflexões. Ciência da
Informação, Brasília, v. 18, n. 1, p. 15-20, 1989.
ANDERSON, Craig. Avoiding extinction: The case for a National Research
collection. Australian Academic &amp; Research Libraries, Melbourne, AU, v. 44, n. 2, p. 90-101,
2013.
COGSWELL, James A. The Organization of Collection Management Functions in Academic
Research Libraries. Journal of Academic Librarianship, Ann Arbor, Mich., US, v. 13, n. 5, p.
268-76, 1987.
CONNAWAY, Lynn Silipigni; O’NEILL, Edward T.; PRABHA, Chandra. Last copies: what’s at
risk?. College &amp; research libraries, Chicago, Ill., US, v. 67, n. 4, p. 370-379, 2006.
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. Uma
proposta de política de memória da ciência e da tecnologia: relatório da Comissão Especial
constituída pela Portaria 116/2003 do presidente do CNPq em 04 de julho de 2003. Brasília,
D.F.: CNPq, 2003. 208 p.
DARNTON, Robert. A questão dos livros. São Paulo: Companhia das Letras, p. 189-219,
2010.
GRIEBLER, Ana Cristina de Freitas; MATTOS, Ana Maria; JOB, Ivone. Viabilidade de
repositório institucional de documentos impressos no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. 24., 2011, jul,
Maceió. Anais eletrônicos... Maceió: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
2011.
JILOVSKY, Cathie. The CARM2 print repository: from planning to operations. Library
Management, Bradford, Inglaterra, v. 34, n. 4/5, p. 281-289, 2013.
JILOVSKY, Cathie; GENONI, Paul. Shared collections to shared storage: the CARM1 and
CARM2 print repositories. Library Management, Bradford, Inglaterra, v. 35, n. 1/2, p. 2-14,
2014.
JOHNSON, Peggy. Fundamentals of collection development and management. Chicago:
American Library Association, 2014.
KISLING JR, Vernon N.; HAAS, Stephanie C.; CENZER, Pamela S. Last copy depository:
Cooperative collection management centers in the electronic age. Collection Management,
New York, v. 24, n. 1-2, p. 87-92, 2000.
MESQUITA, Margareth de Figueiredo Nogueira. Avaliação do impacto do Programa de
Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), no
Sistema de Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal do Ceará. 2016. 117 f.
Dissertação (Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior) Universidade Federal do Ceará, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Fortaleza, 20116.
PAYNE, Lizanne. Library storage facilities and the future of print collections in North
America. Dublin, OH: OCLC Programs and Research, 2007.
SHORLEY, Deborah; YANG, Daryl; KROMP, Brigitte; MAYER, Wolfgang. Collections Earning
Their Keep. 027.7 Zeitschrift für Bibliothekskultur, v. 3, n. 1, 2015.
STOREY, Colin. Bibliobabble?: The surge towards a print? less e-library recasts academic
librarians as “rare book engineers, Library Management, Bradford, Inglaterra, v. 32, n. 1/2,
2011, p.73-84.
VERGUEIRO, Waldomiro. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções:
perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência. Perspectiva em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 93-107, jan./jun.1997.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33691">
                <text>O LIVRO IMPRESSO E O DESCARTE DAS ÚLTIMAS CÓPIAS DO SÉCULO XX; UMA QUESTÃO DE PRESERVAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33692">
                <text>Ana Rosa dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33693">
                <text>Simone da Rocha Weitzel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33694">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33695">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33697">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33698">
                <text>Apresenta a discussão sobre o descarte de cópias impressas do século XX. Pesquisa bibliográfica sobre a livro impresso na gestão de coleções em bibliotecas universitárias. Aponta para a importância da definição de critérios para evitar prejuízos econômicos e culturais. Traz iniciativas que estão sendo promovidas ao redor do mundo para preservação dessas cópias (last copies). Destaca os print repositories, repositórios para documentos impressos, como boa prática. Conclui que os bibliotecários universitários devem formular novos critérios visando à preservação dessas últimas cópias. Propõe a busca por financiamento para construção de repositórios para documentos impressos. E incentiva a compatibilização do trabalho do bibliotecário de promoção do acesso, com o de preservação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66842">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2878" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1960">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2878/1992-2009-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b8140a0da21698c2fca4ae9d79baa5bc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33690">
                    <text>O ARQUIVO NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL
Daniele Augusta dos Santos Silva (UFMG) - danitsbh@gmail.com
Emília Soares da Silva Godoy (UFMG) - emilia@dcc.ufmg.br
Resumo:
Este estudo aborda o relato de experiência vivido no Departamento de Ciência da Computação
da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG). No ano de 2016, o DCC-UFMG
completou 40 anos de existência, e durante este ano de comemoração, uma série de eventos
aconteceram para celebrar esta data. O papel exercido pelo arquivo do Departamento nestas
celebrações, foi de extrema importância. Por isso, este trabalho se incumbe em discutir as
funções do arquivo e sua contribuição para a construção da memória institucional, se
desvencilhando do mero papel ilustrativo exercendo um papel central no resgate da memória
institucional.
Palavras-chave: Memória; Memória Institucional; DCC-UFMG
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo Expandido de Relato de Experiência
Eixo temático 9: Bibliotecas, Preservação e Memória. (Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e
da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade; Democratização, Acesso e Preservação
de Acervos Patrimoniais
RESUMO: Este estudo aborda o relato de experiência vivido no Departamento de
Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG). No
ano de 2016, o DCC-UFMG completou 40 anos de existência, e durante este ano de
comemoração, uma série de eventos aconteceram para celebrar esta data. O papel
exercido pelo arquivo do Departamento nestas celebrações foi de extrema importância.
Por isso, este trabalho se incumbe em discutir as funções do arquivo e sua contribuição
para a construção da memória institucional, se desvencilhando do mero papel ilustrativo
exercendo um papel central no resgate da memória institucional.
PALAVRAS-CHAVE: Memória; Memória Institucional; DCC-UFMG;
ABSTRACT: This article deals with the experience report in the Department of
Computer Science of the Federal University of Minas Gerais (DCC-UFMG). In 2016,
the DCC-UFMG celebrated its 40th anniversary, and during this year of celebration, a
series of events took place to celebrate this date. The role played by the Department's
archive in these celebrations was of utmost importance. For this reason this work has
the task of discussing the functions of the archive and its contribution to the
construction of institutional memory, disengaging from the mere illustrative role
playing a central role in the rescue of institutional memory.
PALAVRAS-CHAVE: Memory; Institutional Memory; DCC-UFMG;
INTRODUÇÃO
O Departamento de Ciência da Computação - DCC da Universidade Federal de
Minas Gerais - UFMG foi constituído em 1976, após o desmembramento do antigo
Departamento de Ciência da Computação e Estatística. Com a separação, o
DCC/UFMG passou a ser o responsável pela oferta dos cursos de Bacharelado em
Ciência da Computação e Bacharelado em Sistemas de Informação. Além dos Cursos de
Bacharelados, o DCC também é responsável pelos Cursos de Mestrado, Doutorado e
Especialização, na área, e possui uma parceria com o Departamento de Matemática na
oferta do Curso de Bacharelado em Matemática Computacional. Trata-se de um
Departamento, com cerca de 60 professores, que atuam tanto no ensino, como na
pesquisa e extensão.
Em 2016, o Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal
de Minas Gerais (DCC-UFMG) comemorou 40 anos de sua criação. Durante este ano,
foram realizados diversos eventos comemorativos à data. No decorrer do ano, as
solenidades contaram com a participação do público interno (funcionários técnicoadministrativos, alunos e professores) e externo (ex-alunos e comunidade em geral).
Para que estas atividades fossem executadas dentro do Departamento, foi instaurada
uma comissão de professores e funcionários, para o planejamento destas ações. No
entanto, ao longo da preparação destas atividades, o arquivo do Departamento teve um
papel importante no processo.

�Este relato de experiência pretende discutir como os documentos podem
contribuir para uma comemoração institucional, para além do valor ilustrativo ou de
curiosidades, partindo para uma discussão sobre a importância do respeito à
organicidade e ao valor de prova agregado aos documentos, e, depois, busca debater a
relação dos documentos utilizados para recontar a memória institucional.
A atuação do setor de arquivo do DCC-UFMG contribuiu de forma significativa
e assumiu um papel central no resgate de documentos, para que a memória institucional
fosse resgatada com mais facilidade e precisão. Para esta rememoração, foram
levantados diversos conjuntos documentais, buscando entender a sucessão de fatos
ocorridos na história e respeitando a ordem natural dos acontecimentos, considerando
sua organicidade. Com isso, iniciamos esta discussão a respeito das funções dos
documentos de arquivo.
O DOCUMENTO DE ARQUIVO E SEU CONTEXTO ORGÂNICO
Pensar na conservação dos arquivos é essencial para garantir a prova dos atos
administrativos, enquanto sociedade organizada, como defende Delmas (2006). Bellotto
(2008), por sua vez, discorre que, quando expirada a validade dos atos administrativos
os documentos não são descartáveis, servindo para uso jurídico e, posteriormente,
pesquisa histórica.
Pessoa (2014) enfatiza que os acervos são compostos por informações das
práticas administrativas, oriundos de funções ou atividades realizadas. Portanto, a
criação dos documentos se dá em função da instrumentalização das atividades, servindo
posteriormente como apoio à memória institucional.
Os documentos de arquivos possuem quatro funções: provar, lembrar-se,
compreender e identificar-se. Provar os atos administrativos, lembrar-se das ações feitas
para dar continuidade aos atos, compreender o que foi feito e poder usufruir do
conhecimento adquirido, e identificar-se através das lembranças sociais construídas,
conforme afirma Delmas (2006).
Bellotto (2008) reitera que não é possível compor uma pesquisa histórica, ou
remontar uma história administrativa, analisando amostras documentais aleatórias,
como por exemplo, os documentos iniciais e finais de um ato administrativo importante.
Pois, desta maneira, o conjunto orgânico e evolução natural dos fatos são perdidas.
Imparcialidade, autenticidade, unicidade e naturalidade são características
documentais que promovem a estes, as qualidades necessárias para conseguir
compreender o passado (Duranti apud Pessoa, 2014). E que a origem da prova
documental é primordial para que os atos estabelecidos nos documentos possam
assegurar sua autenticidade. "A pesquisa arquivística estaria interessada em estudar as
relações entre a informação e os elementos de contexto de sua geração e estruturação"
(PESSOA, 2014, p. 23).
No entanto, o pesquisador deve ter cuidado em respeitar a organicidade inerente
aos conjuntos documentais. Campos (2015) relata que a utilização de documentos em
pesquisas, em inúmeras vezes, são meramente ilustrativos e são extraídos
aleatoriamente de seu contexto, gerando conclusões aleatórias a respeito do seu
conteúdo informativo, desrespeitando a ordem dos conjuntos documentais.
Em 2016, o DCC promoveu uma série de atividades, para celebrar os 40 anos de
sua existência, essas práticas geraram diversos produtos. Desses, foi criado um site
comemorativo que apresentava um histórico institucional, uma linha do tempo com os
marcos do Departamento, depoimentos de pessoas que tiveram ou têm algum
envolvimento com o DCC e algumas conquistas marcantes. Além do site, foi

�construído, também, um infográfico em forma de linha do tempo para plotar o armário
deslizante, localizado na secretaria administrativa. Foram produzidos vídeos com
depoimentos de antigos chefes do Departamento e coordenadores de
laboratórios.Também foram feitas homenagens a professores e funcionários, por
qualidade e tempo de serviço prestado e realizados eventos acadêmicos e seminários.
Para que todas estas ações pudessem ser concretizadas, a comissão organizadora
elegeu alguns momentos importantes, para nortear o ponto de partida dos
acontecimentos retratados nos históricos e linhas do tempo. A partir desse
direcionamento, o levantamento do conjunto documental passou a ser feito.
Foi possível recuperar, nos arquivos, documentos de caráter textual permanente,
que pudessem demonstrar toda a trajetória do Departamento, desde a sua criação até os
dias atuais. Foram consultados atos de criação do Departamento, atos de criação dos
Cursos pertencentes ao Departamento, relatórios técnicos e administrativos, para
verificar número de alunos formados em cada década, pontuação nos Programas de
avaliação do Governo (CAPES e ENADE), selos comemorativos criados para o
Departamento, relatórios dos objetos museológicos, jornais internos e externos e outras
informações que pudessem compor, tanto a linha do tempo apresentada no site, quanto a
linha do tempo no formato de infográfico. Cada documento recuperado teve um
tratamento, de acordo com o que o usuário necessitava. Alguns tiveram que ser
reproduzidos, digitalizados ou selecionados, seguindo a ordenação de interesse.
Além dos documentos que compuseram visualmente a linha do tempo, foi
possível, também, recuperar nos arquivos fotográficos diversas imagens dos eventos
que marcaram a história do DCC, contando assim, um passado com comemorações,
mudanças das instalações físicas (além dos relatórios de mudança e patrimoniais), posse
de novas chefias (assim como as atas das eleições), formatura de estudantes,
premiações, dentre outros grandes eventos organizados pelo Departamento. Essas
imagens foram selecionadas e disponibilizadas para a comissão responsável pela
organização dos eventos, que ao longo do processo higienizou, tratou, descreveu e
construiu uma galeria de fotos onde os visitantes do site pudessem apreciar e, também,
contribuir com fotos de seus arquivos pessoais, de forma colaborativa, aumentando o
acervo do Departamento.
Para os eventos sociais, que aconteceram dentro das comemorações dos 40 anos,
foi necessário recuperar algumas informações relativas a trajetória de seus dirigentes,
tempo de permanência de funcionários e aposentadoria. Esses documentos serviriam
para que o Departamento pudesse prestar as devidas homenagens. O arquivo contribuiu
de forma significativa nesta tarefa, pois estas informações foram retiradas de coleções,
assentamentos individuais e memoriais disponíveis em suas três fases do documento.
Cabe ressaltar que, durante todo o ano comemorativo dos 40 anos do DCC,
todos os atores envolvidos no processo de organização dos eventos buscaram, no
arquivo, informações que julgavam serem úteis para fundamentar alguma atividade.
Essas informações foram diferenciadas de acordo com a necessidade informacional de
cada um, pois serviram para recontar a história da instituição, além de comprovar fatos
marcantes e também integraram visualmente algumas peças construídas.
Posto isso, é adequado enfatizar o cuidado na elaboração dos eventos
comemorativos, a partir do arquivo, analisando os conjuntos documentais presentes,
respeitando a sucessão de fatos contados a partir dos documentos administrativos,
estruturando a construção das peças visuais e a construção dos eventos, embasados na
história administrativa do DCC-UFMG.
O ARQUIVO NA CONTRIBUIÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL

�A humanidade, desde seus primórdios, zela pela guarda de sua história.
Inicialmente, pela história oral, depois por pinturas rupestres, desenvolvimento da
escrita, explosão documental a partir da prensa de Gutemberg e, finalmente, por
armazenamento na nuvem, como discorre Rueda, Freitas e Valls (2011). Progredindo
neste raciocínio, Indolfo (2007) argumenta que a guarda da memória se transformou
completamente a partir do momento em que o homem conseguiu guardar suas
informações e tornando-as acessíveis. A partir disso, Indolfo (2007) discute a
construção da memória, como a estruturação da lembrança através dos documentos.
Lembrar é uma necessidade prática da vida cotidiana de qualquer
pessoa ou instituições, é o resultado da necessária continuidade da vida dos
indivíduos como organismos, isto é, a continuidade de cada uma de suas
ações. Em qualquer época, tanto na administração quanto nas empresas ou
nas profissões liberais, uma sucessão ou uma transferência de atribuições é
acompanhada pela transmissão dos registros e dos documentos, numa
palavra: dos arquivos. (DELMAS, 2006, p. 27)

Desta maneira, as instituições perceberam, aos poucos, que sua história é
construída diariamente, através dos seus atos administrativos. A guarda dos documentos
possibilita, futuramente, que ela mantenha-se coerente em relação suas ações junto ao
público interno e externo e ainda possa relembrar sua história (Barbosa, 2010).
Sucintamente compreende-se que a memória é representada por meio de
registros de informação, qualquer que seja o suporte em que está contida e
que seja passível de recuperação (acesso); aos fatos ou às ações registradas se
atribui um significado o qual constitui a memória desses acontecimentos.
(MERLO E KONRAD, 2015, P.34)

Neste contexto, memória institucional, para Barbosa (2010) é constituída de tudo
aquilo que foi relevante para a história da instituição, que está enraizada em sua cultura.
Uma soma de múltiplas narrativas construídas no contexto organizacional dos múltiplos
indivíduos, práticas e atos institucionais.
A memória institucional vai de encontro ao cerne da organização, conectado ao
conceito de identidade da empresa, a reputação que é concebida ao longo de sua
história. Além disso, a preservação desta memória garante informações confiáveis sobre
a entidade, que podem ser utilizadas nas tomadas de decisão diariamente, conseguindo,
desta maneira, manter uma coerência dos atos institucionais, como defende Ruedas,
Freitas e Valls (2011).
Portanto, ao longo das comemorações dos 40 anos do DCC é perceptível a
importância da guarda da memória institucional. Através de comemorações como esta é
possível perceber a construção da identidade da empresa, o desenvolvimento das
pessoas ao longo dos anos de trabalho e a pluralidade de lembranças dentro do contexto
organizacional.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Levando em consideração o conceito de memória institucional abordado neste
relato de experiência, pode-se perceber a importância da memória para as instituições,
ao recontar a razão de ser da organização, através dos atos administrativos, gerada por
meio de relações administrativas e sociais. Com isso, o Departamento de Ciência da
Computação da UFMG, nas celebrações dos seus 40 anos, conseguiu rememorar, no
decorrer das ações executadas, sua história.
Além disso, é importante ressaltar que na realização deste trabalho, pode-se
compreender as ações do Departamento ao longo dos anos, identificar elementos
marcantes em sua trajetória e comprovar, por meio dos atos administrativos, suas ações,

�enfatizando o cuidado empregado na análise dos conjuntos documentais em respeito à
organicidade inerente aos documentos.
Posto isso, este relato de experiência buscou descrever as ações realizadas pelo
DCC-UFMG, durante as comemorações dos seus 40 anos, mostrando como o arquivo
teve um papel fundamental tanto na busca por informações pelos envolvidos nas
atividades comemorativas do Departamento, quanto na recuperação destas informações.
BIBLIOGRAFIA
BELLOTTO, Heloísa L.. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4.ed. Rio de
Janeiro: FGV, 2008
BARBOSA, Andréia A. O Lugar da Memória Institucional nas Organizações
Complexas. In: IV Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e
de Relações Públicas – Abracorp, 4, 2010, Porto Alegre, RS. Anais (on-line). São
Paulo:Abracorp, 2010. Disponível em:
http://www.abrapcorp.org.br/portal/index.php/2011/10/anais-online/. Acessado em:
20/04/2017.
CAMPOS, José Francisco G..Arquivos e memória: elementos para um debate sobre
uma relação controversa. Revista Escrita da História [on-line] Ano II – vol. 2, n. 4,
set./dez. 2015, p. 100 a 119. ISSN 2359-0238. Disponível em:
http://www.escritadahistoria.com/revista/index.php/escritadahistoria/article/view/89
Acessado em: 20/04/2017
DELMAS, Bruno. Arquivos para quê? Textos escolhidos. São Paulo: iFHC, 2010.
INDOLFO, A. C. Gestão de documentos: uma renovação epistemológica no universo da
arquivologia. Arquivistica.net [on-line], Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 28-60, jul./dez.
2007. Disponível em:
http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000005190/add166474ac417
c72d0570eb86fb185d Acessado em: 20/04/2017.
MERLO F., KONRAD. G. V. R. Documento, História e Memória: A Importância da
Preservação do Patrimônio Documental para o Acesso à Informação. Londrina:
Informação &amp; Informação, v. 20, n. 1, p. 26 – 42, jan./abr. 2015. ISSN 1981-8920
Disponível em:
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/18705/pdf_43
Acessado em: 16/04/2014
PESSOA, Márcia R.. Arquivo, memória e empresa: proposta do Centro de Memória do
Sistema FIRJAN. Rio de Janeiro: Univerisade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
2014, 78 p., [on-line]. Disponível em: http://docplayer.com.br/17849511-Arquivomemoria-e-empresa-proposta-de-criacao-do-centro-de-memoria-do-sistemafirjan.html#show_full_text Acessado em: 20/04/2014
VALLS, Valéria M.; FREITAS, Aline.; RUEDA Valéria M. da S. Memória
Institucional: uma revisão de literatura. São Paulo: CRB-8 Digital, v. 4, n. 1, p. 78- 89,
abr. 2011. Disponível em: http://doczz.com.br/doc/553660/mem%C3%B3riainstitucional--uma-revis%C3%A3o-de-literatura---crb Acessado em: 16/04/2014

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33682">
                <text>O ARQUIVO NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33683">
                <text>Daniele Augusta dos Santos Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33684">
                <text>Emília Soares da Silva Godoy</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33685">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33686">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33688">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33689">
                <text>Este estudo aborda o relato de experiência vivido no Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG). No ano de 2016, o DCC-UFMG completou 40 anos de existência, e durante este ano de comemoração, uma série de eventos aconteceram para celebrar esta data. O papel exercido pelo arquivo do Departamento nestas celebrações, foi de extrema importância. Por isso, este trabalho se incumbe em discutir as funções do arquivo e sua contribuição para a construção da memória institucional, se desvencilhando do mero papel ilustrativo exercendo um papel central no resgate da memória institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66841">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2877" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1959">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2877/1991-2008-1-PB.pdf</src>
        <authentication>769d3a699b538b44279eff1020712d8a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33681">
                    <text>Lydia Sambaquy e suas contribuições para a Biblioteconomia e
Ciência da Informação no cenário brasileiro

Ana Cristina Guimarães Carvalho (UFCA) - anacarvalho.biblio@gmail.com
Maria Gezilda Silva Nascimento (UFCA) - gezildasilva@hotmail.com
Resumo:
Sob uma perspectiva histórica, este estudo tem como objetivo identificar e apresentar as
contribuições de Lydia de Queiroz Sambaquy para a Biblioteconomia e a Ciência da
Informação no âmbito nacional. Adotando uma estrutura narrativa, trataremos inicialmente
dos aspectos pessoais que permeiaram a vida de Lydia e de seus familiares, num esforço de
compreender o contexto em que se afirmou a nossa personagem. Em seguida, relataremos o
nascimento e o desenvolvimento gradativo da profissional Lydia, sua produção e atuação, suas
conquistas e projeções que marcaram a Biblioteconomia e a Ciência da Informação.
Finalmente, teceremos algumas reflexões acerca do legado de Lydia para a Biblioteconomia e
a Ciência da Informação.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Ciência da informação – Brasil. Lydia Sambaquy
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo Temático 9: Bibliotecas, Preservação e Memória. (Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários
e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos;
Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).
Introdução
A reflexão do percurso histórico da Biblioteconomia se faz necessário para
que possamos entender como foi construída a identidade da área. Mesmo diante
das dificuldades é necessária a abordagem acerca da história da Biblioteconomia, a
fim de compreender o caminhar e evolução da Biblioteconomia até chegar a Ciência
da Informação. (CARVALHO, 2010). Uma trajetória de transformações marcadas
por grandes personalidades da Biblioteconomia brasileira dentre elas a memorável
Lydia Queiroz Sambaquy que com uma visão futurista percebeu dentre outras coisas
a necessidade do “Bibliotecário ‘profissional ideal’ a serviço da ciência. ” (CASTRO,
2000, p.116).
Nestas perspectivas este trabalho delineia as contribuições de Lydia
Sambaquy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação no cenário brasileiro.
Percebeu-se nos debates da disciplina de Fundamentos históricos, epistemológicos
em Biblioteconomia do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia – PPG da
Universidade Federal do Cariri - UFCA, a falta de referencial teórico sobre a
bibliotecária que tanto contribuiu para o avanço dessa ciência. Portanto a questão
que norteia a pesquisa é entender: como os aportes da bibliotecária Lydia
Sambaquy conseguiu romper paradigmas da biblioteconomia e marcar o
desenvolvimento da Ciência da Informação? com o objetivo de acrescentar
informações e dar embasamento teórico a futuras pesquisas sobre o tema
resolvemos buscar mais subsídios e posterior elaboração do artigo, considerando a
hipótese de que a produção científica de Lydia Sambaquy muito contribuiu para o
fortalecimento da Biblioteconomia, posto que, se constituiu em torno de temáticas
essencialmente típicas da Biblioteconomia, em sua maioria direcionadas a
profissionais e estudiosos da área, objetivando analisar e discutir assuntos inerentes
ao campo, além de, compartilhar experiências e práticas cotidianas da biblioteca do
DASP que pudessem servir de apoio e modelo para outras bibliotecas institucionais
em processo de (re)estruturação.
De origem tradicionalmente cearense, a família em que nascera Lydia de
Queiroz Sambaquy, trouxe à sociedade, gerações de admiráveis brasileiros, dentre
os quais podemos citar: Eusébio de Queiroz Lima, grande referência na área do
direito e Rachel de Queiroz, prima de Lydia em primeiro grau e escritora consagrada
na literatura brasileira, cuja imagem alcançou considerável projeção pública em
consequência, principalmente, de sua participação na Academia Brasileira de Letras,
estreando a atuação feminina em movimentos e instituições desta natureza
(ODDONE, 2013).
Foi durante a permanência do seu pai Esperidião de Queiroz Lima no norte
do país, mais precisamente no Pará que, em 23 de março de 1913, nasce Lydia de
Queiroz Sambaquy, que se tornará outra grande personalidade da família Queiroz,
evidenciando-se nas áreas da Biblioteconomia e Ciência da Informação.

�Aos 25 anos, Lydia de Queiroz Sambaquy já era uma jovem senhora,
casada e mãe de três filhos. Seu marido, Julio Furquim Sambaquy, também
proprietário na região de São José do Rio Preto, se viu prejudicado pela crise
econômica de 1929, tomando o mesmo caminho que Esperidião, pai de Lydia e
fixando residência na capital federal à época, o Rio de Janeiro (ODDONE, 2013).
Em 1938, por incentivo de sua irmã Sylvia, Lydia começa a participar dos
treinamentos ministrados na Biblioteca do DASP e, vislumbrando abraçar a
biblioteconomia, matricula-se no curso mantido pela Biblioteca Nacional. Quando
recebe seu diploma de bibliotecária, em 1941, ela já trabalhava regularmente na
Biblioteca do DASP, primeiro como assistente técnico e mais tarde como técnico de
administração, assumindo, posteriormente a direção da Biblioteca do DASP, quando
do afastamento de sua irmã Sylvia (ODDONE, 2004).
Os esforços empreendidos pelas irmãs Sambaquy, Sylvia e Lydia, em prol
da biblioteca do Departamento Administrativo do Serviço Público, DASP,
contribuíram demasiadamente para elevar a notoriedade desta biblioteca na
conjuntura biblioteconômica brasileira. A biblioteca do DASP representou “uma das
mais importantes instituições de coleta, tratamento e disseminação da informação
técnico-científica que já existiram no Brasil” (ODDONE, p. 78, 2013). É neste
cenário, tendo como plano de fundo a biblioteca do DASP, que Lydia Sambaquy
inicia seu percurso na biblioteconomia.
Em 1939, com o afastamento de Sylvia Sambaquy da direção da biblioteca
do DASP, Lydia Sambaquy, que já atuava na biblioteca, assume o cargo, dando
prosseguimento ao trabalho iniciado por sua irmã, estruturando os serviços e o
acervo que constituiam aquela biblioteca. Para tanto, estabelece parcerias, dentre
elas, com os bibliotecários da Biblioteca Nacional, que à época representava a única
instituição formadora de bibliotecários no Brasil. Nos contatos instituídos, Lydia
demonstrava preocupação no que se referia à qualificação de pessoal para atuar
nas bibliotecas brasileiras e sinalizava total apoio à ideia, ainda semeada por sua
antecessora, de implantar cursos que viessem preencher essa lacuna. Delineava-se
a partir daí, um contexto favorável à implantação de novos cursos de
biblioteconomia no país.
Sob a gestão de Lydia, a biblioteca do DASP exerceu importante papel na
formação de novos bibliotecários no Brasil. Compondo uma política institucional de
capacitação de servidores públicos, idealizada pelo DASP, a biblioteca implanta, em
1941, o curso preparatório para bibliotecários, que, atrelado à reordenação da
carreira, tinha como objetivo primeiro oportunizar aos servidores públicos recémcontratados, a chance de ascender à qualificação de bibliotecário (ODDONE, 2013).
Estas transformações não seriam possíveis sem o engajamento e a
articulação de sua principal mentora: Lydia Sambaquy. A partir de suas concepções
e ações, a biblioteca do DASP se fortalece, tornando-se uma referência para as
demais bibliotecas do serviço público, tendo em vista que bibliotecas vinculadas à
instituições privadas eram quase inexistentes no início de século XX (ODDONE,
2004).
Ainda em 1942, Lydia Sambaquy cria o SIC, Serviço de Intercâmbio de
Catalogação, tendo como principal objetivo construir uma rede cooperativa de
bibliotecas para catalogação de livros (ODDONE, 2004). Considerada uma iniciativa
inovadora e audaciosa, o SIC contava com o laboratório experimental em que se
transformara a biblioteca do DASP, além de outros recursos.
Motivada pelo entendimento de que ações cooperativas poderiam alinhar
tecnicamente as disparidades existentes nas diversas unidades de informação,

�espalhadas pelo país, Lydia planejou e coordenou o SIC, num movimento pela
valorização da biblioteconomia brasileira (ODDONE, 2004).
Uma das primeiras preocupações de Lydia, quando do início das atividades
do SIC, era estabelecer um código de catalogação próprio, já que os códigos
existentes, como o da American Library Association e o da Biblioteca Apostólica
Vaticana, não atendiam às particularidades e especificidades das questões
linguísticas e bibliográficas nacionais. Entretanto, todas as tentativas de elaboração
desse instrumento esbarraram em inúmeros obstáculos, não resultando em nenhum
acordo (ODDONE, 2004).
Apesar de ter estado, durante toda sua existência, no centro de fortes
conflitos e acirrados embates, o SIC simbolizou um importante passo para o
desenvolvimento da produção técnica da biblioteconomia brasileira, uma vez que
ofereceu “uma resposta precisa para um dos problemas biblioteconômicos que mais
pressionavam essas bibliotecas: a catalogação dos acervos” (ODDONE, 2006, p.
47). O SIC promoveu a integração e capacitação das bibliotecas brasileiras. Até
1968, o sistema produziu fichas catalográficas para mais de cem mil livros,
agregando e atendendo aproximadamente trezentas bibliotecas em todo o país
(LEMOS, 1979 apud ODDONE, 2004).
Esta ideia de cooperação entre bibliotecários e bibliotecas sempre fora
defendida por Lydia e expressa em seus textos e discursos que abraça as propostas
internacionais de trabalho elaboradas pela UNESCO e passa a integrar o Comitê II
do evento, responsável pela ação interamericana necessária ao desenvolvimento
das bibliotecas públicas (ODDONE, 2004). Em pleno exercício de suas novas
atribuições, Lydia produz um relatório que é encaminhado ao Instituto Brasileiro de
Educação, Ciência e Cultura - IBECC, no qual estão presentes ideias que também
irão compor o referencial ideológico do futuro IBBD (ODDONE, 2004).
Neste contexto, o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação - IBBD
é idealizado. Traçado, planejado e escrito por Lydia Sambaquy, numa parceria com
a UNESCO, o órgão, fundado em 1954, propunha capitalizar recursos bibliográficos
para a utilização da comunidade científica, instituindo um novo regime de informação
no Brasil, que logo representaria uma espécie de força motriz para novos
desenvolvimentos (ODDONE, 2006).
Aproximando-se dos conceitos de Documentação, que à época alcançava
cada vez mais notoriedade no cenário nacional, em 1956, Lydia e seus
contemporâneos, como Edson Nery da Fonseca e demais funcionários do IBBD,
juntamente com o bibliotecário Octavio Calazans Rodrigues, da Biblioteca Nacional,
empreenderam esforços para construir um novo arcabouço teórico que
contemplasse as práticas e posturas introduzidas pelo IBBD, disseminando-as entre
bibliotecários e pesquisadores (ODDONE, 2004).
Outra das iniciativas criadas no IBBD, foi a participação da área em eventos
genuinamente científicos (ODDONE, 2004) dos quais se pode ressaltar: Simpósios
de Bibliografia; a participação de bibliotecários nos comitês da ABNT e a
consequente criação do Comitê de Documentação, responsável pela elaboração e
revisão de normas utilizadas até os dias atuais.
Em 1965, após onze anos à frente do IBBD, Lydia deixa a presidência do
órgão que prossegue suas atividades sob os cuidados das bibliotecárias Jannice
Mont-Mór, Celia Ribeiro Zaher e Hagar Espanha Gomes, parceiras de Lydia no
projeto promissor do IBBD.
Em 1976, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
– CNPq, cria pela Resolução 20, de 25 de março, o Instituto Brasileiro de Informação

�em Ciência e Tecnologia, IBICT, que absorve e assume as atividades
desempenhadas pelo IBBD.
Método de pesquisa
Esta pesquisa baseou-se em um levantamento bibliográfico sobre as
contribuições de Lydia Sambaquy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Para tanto, observou-se artigos e textos em português que versavam sobre o
assunto. O levantamento abrangeu os periódicos nacionais bem como livros e sites
de internet que tratam do assunto.
Resultados








1938 – À convite da irmã Sylvia, participa de estágios realizados na Biblioteca do
DASP;
1939 – Assume a direção da Biblioteca do DASP. Inicia sua produção na área
publicando revisões de literatura, boletins informativos, notícias e estatísticas
referentes à Biblioteca do DASP na Revista do Serviço Público;
1941 – Diploma-se bibliotecária, pela Biblioteca Nacional. Cria, com o apoio do
DASP, o curso preparatório para bibliotecários;
1942 – Cria e implementa o SIC, Serviço de Intercâmbio de Catalogação;
1945 – É nomeada professora efetiva da graduação em Biblioteconomia, da
Biblioteca Nacional. Deixa a biblioteca do DASP para dedicar-se ao SIC e ao
trabalho docente;
1954 – Implanta o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, IBBD;
1965 – Deixa a presidência do IBBD;

Considerações Finais
Sob uma perspectiva histórica, tendo como eixo central a vida e a carreira de
Lydia Sambaquy, refletimos acerca das práticas documentárias, do despontar da
informação científica e da ampliação dos cursos de formação de bibliotecários,
fatores bastante pertinentes ao desenvolvimento da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação no Brasil.
Um novo olhar para a Biblioteconomia, o delineamento de novas ideias,
baseadas nas primeiras iniciativas de processamento técnico de acervos e na
concepção de disseminação da informação para a comunidade pesquisadora,
compõe parte do legado deixado por Lydia, que promoveu uma transformação no
campo a partir de suas ações. Preocupações com a organização de acervos e sua
ordenação nas estantes dão lugar a outras mais amplas, como a organização de
sistemas de bibliotecas, os catálogos coletivos e a criação de bibliotecas públicas.
Em síntese, a liderança exercida por Lydia no decorrer de seu exercício
profissional, fosse à frente da biblioteca do DASP, implantando o SIC ou na direção
do IBBD, contribuiu para a constituição da Biblioteconomia enquanto campo de
atuação. Lydia demonstrava curiosidade em saber como seriam as bibliotecas do
futuro, inquietando-se com a perspectiva da relação entre a evolução da tecnologia
da informação e as bibliotecas. Além da adoção de procedimentos técnicos mais
uniformes, Lydia entoou discursos em defesa de competências profissionais
especializadas, influenciando a implementação de estratégias de legitimação social,
como o surgimento de associações profissionais, novos cursos de graduação e a

�própria legislação profissional (ODDONE, 2013), marcando assim, a sua passagem
pela Biblioteconomia brasileira.
Contudo, podemos afirmar que estudar a biblioteconomia historicamente, a
partir dos atores situados neste cenário profissional, significa conhecer o passado,
que com todas as suas fundações, oferece uma compreensão melhor do presente e
dá sentidos à percepção e à construção de uma identidade para a área.
REFERÊNCIAS
SILVA, Jonathas Luiz Carvalho. Uma análise sobre a identidade da
Biblioteconomia: perspectivas históricas e objeto de estudo. 1. ed. Olinda: Edições
Baluarte, 2010. p.
Castro, César Augusto. Bibliotecário: do generalista ao servo da ciência. In. História
da biblioteconomia brasileira. Brasília: Thesaurus Editora, 2000. 287 p. 115 -150.
ODDONE, Nanci Elizabeth. Ciência da informação em perspectiva histórica:
Lydia de Queiroz Sambaquy e o aporte da Documentação (Brasil 1930-1970). 2004.
161 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)–Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia; Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de
Janeiro,
Brasília;
Rio
de
Janeiro,
2004.
Disponível
em:
&lt;
http://ridi.ibict.br/handle/123456789/691&gt;. Acesso em: 25 maio 2017.
ODDONE, Nanci Elizabeth. O IBBD e a informação científica: uma perspectiva
histórica para a ciência da informação no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v.
35,
n.
1,
p.
45-56,
jan./abr.
2006.
Disponível
em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1152&gt;. Acesso em: 3 jul. 2017.
ODDONE, Nanci Elizabeth. Lydia Sambaquy e a Biblioteca do DASP: contribuições
para o campo biblioteconômico no Brasil. Acervo, Rio de Janeiro, v. 26, n. 2, p. 7791,
jul./dez.
2013.
Disponível
em:
&lt;http://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/515&gt;.
Acesso em: 3 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33673">
                <text>LYDIA SAMBAQUY E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO CENÁRIO BRASILEIRO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33674">
                <text>Ana Cristina Guimarães Carvalho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33675">
                <text>Maria Gezilda Silva Nascimento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33676">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33677">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33679">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33680">
                <text>Sob uma perspectiva histórica, este estudo tem como objetivo identificar e apresentar as contribuições de Lydia de Queiroz Sambaquy para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação no âmbito nacional. Adotando uma estrutura narrativa, trataremos inicialmente dos aspectos pessoais que permeiaram a vida de Lydia e de seus familiares, num esforço de compreender o contexto em que se afirmou a nossa personagem. Em seguida, relataremos o nascimento e o desenvolvimento gradativo da profissional Lydia, sua produção e atuação, suas conquistas e projeções que marcaram a Biblioteconomia e a Ciência da Informação. Finalmente, teceremos algumas reflexões acerca do legado de Lydia para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66840">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2876" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1958">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2876/1990-2007-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d51e4f515aa1dc1ba281105e0c314861</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33672">
                    <text>INVENTÁRIO DO ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA DA
EMBRAPA PANTANAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Viviane de Oliveira Solano (EMBRAPA PANTANAL) - solano.viviane@gmail.com
Cláudio Pereira Flores (EMBRAPA) - claudio.flores@embrapa.br
Alessandra Rodrigues da Silva (EMBRAPA) - alessandra.silva@embrapa.br
Resumo:
O inventário de acervo documental é uma tarefa periódica realizada em bibliotecas e consiste
na conferência de informações bibliográficas. Neste relato é apresentada a experiência de um
inventário ocorrido em 2017 nas dependências da biblioteca Mestres do Conhecimento da
Embrapa Pantanal, localizada em Corumbá-MS, nos meses de março a junho de 2017,
utilizando o sistema de controle de bibliotecas da Embrapa- Ainfo. A motivação para a
concepção do presente trabalho, foi a constatação de um número inexpressivo de informações
no que tange aos processos de inventários realizados pelas outras unidades da Embrapa bem
como, a ausência de uma metodologia padronizada, no âmbito do Sistema Embrapa de
Bibliotecas. Este relato pretende, através da descrição das atividades realizadas em uma
unidade da Embrapa, oferecer subsídios que reflitam a necessidade de haver uma orientação
institucionalizada em relação ao processo de inventário no âmbito do SEB.
Palavras-chave: Inventário; Acervo documental; Embrapa Pantanal
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
O inventário de acervo documental é uma tarefa periódica realizada em bibliotecas e consiste na
conferência de informações bibliográficas. Na realização é verificado se itens como livros, teses,
separatas, periódicos e outros presentes no espaço físico da biblioteca, estão registrados no sistema
local de controle de dados bibliográficos da instituição, bem como o processo reverso.
Além da existência física dos documentos, é possível através de um inventário: manter atualizados
os registros do acervo documental da biblioteca; assegurar os materiais guardados na sua definitiva
ordem; verificar se há materiais extraviados; possibilitar a correção de possíveis distorções de
registros; identificar materiais que precisam de reparos ou estejam danificados por algum motivo; dar
subsídios para as futuras aquisições da biblioteca, dentre outras possibilidades que indicam o atual
estado do acervo.
Neste relato é apresentada a experiência de um inventário ocorrido em 2017 nas dependências da
biblioteca Mestres do Conhecimento da Embrapa Pantanal, localizada em Corumbá-MS, nos meses
de março a junho, utilizando o sistema de controle de bibliotecas da EMBRAPA - AINFO. O processo
foi instituído pela instrução de serviço nº 011/2017, de 08 de fevereiro de 2017 e teve o prazo de 60
dias corridos para concluir os trabalhos e apresentar o relatório conclusivo das atividades.
De acordo com Pelufê (2014) há pouca literatura nacional sobre o tema, principalmente no segmento
das bibliotecas especializadas na área agrícola. Corroborando com a autora, em pesquisa recente na
Bases de Dados de Pesquisa Agropecuária1 (BDPA) foram encontradas apenas duas iniciativas dentro
da Embrapa. Tal fato serviu de estímulo para concepção do presente trabalho, agregado ainda, da
realidade que o Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) que ainda não possui um manual de instruções
e/ou boas práticas para realização de inventários. Atualmente, há como orientação apenas a Norma
de Gestão do Acervo Documental disponível pelo (EMBRAPA, 2015) que rege vários processos
vinculados às bibliotecas, inclusive o inventário. Em suma, o presente relato pretende através da
descrição das atividades realizadas em uma unidade da EMBRAPA, oferecer subsídios que reflitam
a necessidade de haver uma orientação institucionalizada em relação ao processo de inventário no
âmbito do SEB.
1.1 Contexto
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vinculada ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é uma empresa de direito privado, constituída por

1

A BDPA disponibiliza a produção técnica e científica, como artigos de periódicos, artigos e resumos em anais de
congressos, livros, capítulos de livros, periódicos, publicações técnicas e seriadas, entre outros itens, de todas as
bibliotecas da EMBRAPA, no endereço: &lt;http://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/busca&gt;. Acesso em: 14 jul. 2017.

1

�46 unidades descentralizadas distribuídas pelo país, dentre elas, a Embrapa Pantanal. A Biblioteca é
responsável pela preservação da memória técnica e produção científica desta instituição. É um local
de acesso a informações relacionadas às áreas: Agricultura familiar, Agroecologia e Agricultura
orgânica; Aquicultura e Pesca; Ciência e tecnologia de alimentos; Conservação e uso de recursos
genéticos; Ecologia e manejo de fauna; Fontes alternativas de energia; Gestão e conservação de
recursos hídricos; Manejo de pastagens nativas e cultivadas; Mudanças climáticas globais; Nutrição
Animal; Pecuária sustentável; Sanidade Animal e áreas afins.
O acervo documental vem sendo formado desde 1975, quando foi criada a Unidade e, atualmente
conta com mais de 70 mil itens disponíveis para consulta e empréstimo aos usuários cadastrados. O
acervo da Biblioteca é gerenciado pelo Ainfo – sistema informatizado desenvolvido pela Embrapa
Informática Agropecuária, para a gestão de acervos impressos e digitais das bibliotecas da
EMBRAPA, que inclui todas as fases do fluxo de tratamento da informação –, e pode ser consultado
na BDPA.
A descrição das atividades desenvolvidas
A comissão designada para a execução do inventário foi composta por cinco membros e um suplente.
Foi estabelecido inicialmente que o trabalho seria feito em duplas, onde uma pessoa era responsável
por retirar e colocar os documentos nas prateleiras e a outra pessoa por fazer a leitura.
Ressalta-se que a biblioteca permaneceu fechada durante o período do inventário para otimização do
trabalho da equipe. Devido ao grande volume de trabalho (aproximadamente 70 mil itens presentes
no acervo), o período destinado ao inventário incluiu os dois períodos (matutino e vespertino)
utilizando 6 horas diariamente.
O sistema Ainfo possui a aplicação de realizar o inventário automatizado através do uso de leitora
dos códigos de barras e posterior conferência com a base de dados. A metodologia utilizada para a
coleta das informações foi sustentada pelo uso de dois leitores 2 de códigos de barras. A leitura dos
51.676 documentos com etiqueta foi realizada em apenas um mês.
O acervo da biblioteca era composto pelos documentos que já possuíam etiquetas de identificação
com código de barras, a saber: Livros (6.838); Teses (947); CD/DVDs (333); Fitas de videocassetes
(160); Fascículos de Periódico (37.349); Folhetos (4.514); Folders (184); Separatas (1.351);
possuindo a somatória de 51.676 documentos.
O tipo Separata possuía menos de 7% de seu total (19.926) identificado com etiquetas. Após a coleta
no mês de março, houve a necessidade de gerar novas etiquetas para realizar as leituras. Nesta etapa

2

Marca dos leitores: OPH1004 OPTICON.

2

�foram geradas e lidas 4.068 etiquetas. Como não haviam etiquetas suficientes no estoque da
biblioteca, foi necessário obter recursos financeiros para aquisição de mais etiquetas, o que atrasou o
trabalho da equipe.
Outro trabalho realizado neste período de abril foi a verificação e correção de inconsistências nos
arquivos gerados pelos leitores de código de barras. Algumas leituras apresentaram problemas como:
letras ou caracteres especiais (p. ex. /, %) no lugar da identificação correta, números inexistentes no
banco da biblioteca ou apenas zeros combinados com o numeral 1 (um) repetidamente.
A verificação e correção destas situações foi possível por causa de duas abordagens que a comissão
utilizou. A primeira foi a identificação de cada prateleira das estantes da biblioteca com a sinalização
da dupla que havia feito a leitura, a data e o período de coleta. Outro ponto importante foi importar
para um banco de dados, os arquivos gerados em cada turno pelos dois leitores, com as mesmas
informações. Desta forma, quando uma leitura apresentava inconsistência, era possível executar uma
busca no banco de dados e identificar as informações do dia daquela leitura. Com isto, restringia-se
a algumas prateleiras a busca pelo exemplar em questão. Uma vez encontrado o documento, era feita
uma nova leitura e em alguns casos, uma nova etiqueta era elaborada.
O tempo gasto com esta etapa de correção durou aproximadamente uma semana. O total de erros de
leitura ficou em menos de 1% do total de leituras.
Em abril, também foi realizada a identificação de exemplares que foram encontrados fisicamente,
pela leitura, mas que não estavam mais cadastrados no sistema da biblioteca. Isto ocorreu basicamente
porque estes documentos não foram localizados em inventários anteriores e acabaram tendo seus
registros desativados ou excluídos do sistema. Todos foram reinseridos no acervo da biblioteca.
Em maio chegaram as etiquetas que haviam sido compradas. Como o processo operacional de geração
das etiquetas havia sido adiantado, esta etapa foi executada de forma muita rápida. Duas pessoas da
equipe ficaram responsáveis por imprimir as etiquetas e outras ficaram colando as etiquetas nas
separatas e fazendo a leitura.
Na metade do mês de maio, o total de 12.507 separatas faltantes tiveram suas etiquetas geradas,
coladas e lidas. O resumo dos números do inventário pode ser observado no Quadro 1.
Quadro 1 - Resultado quantitativo do inventário

Fonte: Elaborado pelos autores (2017)

Como apresentado, apenas cinco (5) documentos não se encontravam na biblioteca. Destes, dois (2)
3

�DVDs, exemplares do mesmo título, foram encontrados disponíveis no YouTube3; os livros foram
solicitados ao usuário responsável pelo empréstimo. Os registros constantes como ‘não identificados’
no Quadro 1, tiveram que ser analisados de forma individual para correção no Ainfo. Nesse sentido,
o quadro 2 adiante complementa apresentando as incoerências detectadas a partir da pesquisa de cada
registro:
Quadro 2 – Identificação e regularização dos ‘não identificados’

Fonte: Elaborado pelos autores (2017)

Como visto na demonstração acima, cada número identificador foi individualmente analisado no
sistema Ainfo. Enfatiza-se que a experiência do profissional bibliotecário, integrante da comissão e
responsável pela biblioteca, foi de grande importância para finalização do inventário em tempo hábil.
Dentre as principais dificuldades encontradas, estão:
1. O não comprometimento de um membro da equipe, o que em certos momentos afetou a
produtividade do trabalho. O impacto não foi maior porque a equipe era composta de cinco
pessoas, permitindo uma rotação na equipe;
2. Muitos documentos antigos em estado ruim de conservação, requerendo mais cuidado no
manuseio do material;
3. Falta de padronização do local das etiquetas coladas em livros e periódicos, ou seja, as etiquetas
estavam coladas em uma página aleatória dentro do documento, o que demandava maior tempo
para escanear o código;
4. Leitura incorreta pelos leitores de código de barras;
5. Ausência de etiquetas na maioria das separatas;
6. Falta de treinamento ou procedimento padrão claro quanto à execução de atividades do inventário
do acervo bibliográfico.

3YouTube

- Plataforma de distribuição digital de vídeos. Disponível em &lt;https://www.youtube.com&gt;. Acesso em 10 jul.

2017.

4

�Considerações finais
Foi constatado que o procedimento de sinalizar as prateleiras com a data, turno e responsável pelas
leituras e, posteriormente a identificação do arquivo contendo as leituras com estas informações em
um banco de dados foi a mais adequada. Isto permitiu maior agilidade no momento de encontrar os
itens com problemas de leitura pela etiqueta de código de barras.
Salienta-se que o benefício da utilização do banco de dados só foi possível porque um dos membros
da comissão de inventário pertencia ao quadro de colaboradores do setor de informática, uma vez que
foi preciso manusear diretamente o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados MySQL. Para os
próximos inventários, pretende-se contribuir na elaboração de uma interface onde seja possível se
beneficiar da mesma forma sem a necessidade de conhecimentos específicos de informática.
É importante citar que havia sido cogitado inicialmente a adoção do uso de um smartphone para a
leitura das etiquetas, funcionando como um terceiro leitor. Tal ideia foi rejeitada por dois motivos: 1porque não era possível contar com os cinco membros da equipe e mais o suplente; 2- o aplicativo de
leitor de código de barras do smartphone não possui a mesma agilidade do que os leitores utilizados,
reduzindo o desempenho. Entretanto, em casos de mau funcionamento ou falhas do leitor específico,
sabe-se é possível utilizar o smartphone.
Ao final, todas as pendências detectadas foram eliminadas: os itens do acervo bibliográfico foram
encontrados ou repostos; as separatas continham etiquetas com código de barras para leitura digital
e, todos os documentos encontrados fisicamente que estavam com alguma irregularidade no seu
cadastro foram devidamente regularizados.
Declara-se que este trabalho de investigação e descrição de inventário não se encerra por aqui.
Almeja-se dirigir esforços para a elaboração de um manual de instruções e/ou boas práticas para
realização de inventários. E, para tanto contará com uma pesquisa mais detalhada de como está sendo
tratada a questão no âmbito das 43 bibliotecas da EMBRAPA.

Referências
EMBRAPA. Ainfo. Disponível em: &lt;https://ainfo.cnptia.embrapa.br/ainfo/&gt;. Acesso em: 24 abr.
2017.
EMBRAPA. Resolução Normativa n. 18, de 21 de agosto de 2015: Gestão do Acervo Documental da
Embrapa. Boletim de Comunicações Administrativas - BCA, Brasília, v. 36, 24 ago. 2015.
PELUFÊ, M. S. Inventário do acervo: relato de experiência em uma biblioteca agropecuária. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2014, Belo Horizonte.
Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, práticas
e gestão: anais... Belo Horizonte: UFMG, 2014. SNBU 2014.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33663">
                <text>INVENTÁRIO DO ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA DA EMBRAPA PANTANAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33664">
                <text>Viviane de Oliveira Solano</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33665">
                <text>Cláudio Pereira Flores</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33666">
                <text>Alessandra Rodrigues da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33667">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33668">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33670">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33671">
                <text>O inventário de acervo documental é uma tarefa periódica realizada em bibliotecas e consiste na conferência de informações bibliográficas. Neste relato é apresentada a experiência de um inventário ocorrido em 2017 nas dependências da biblioteca Mestres do Conhecimento da Embrapa Pantanal, localizada em Corumbá-MS, nos meses de março a junho de 2017, utilizando o sistema de controle de bibliotecas da Embrapa- Ainfo. A motivação para a concepção do presente trabalho, foi a constatação de um número inexpressivo de informações no que tange aos processos de inventários realizados pelas outras unidades da Embrapa bem como, a ausência de uma metodologia padronizada, no âmbito do Sistema Embrapa de Bibliotecas. Este relato pretende, através da descrição das atividades realizadas em uma unidade da Embrapa, oferecer subsídios que reflitam a necessidade de haver uma orientação institucionalizada em relação ao processo de inventário no âmbito do SEB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66839">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2875" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1957">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2875/1989-2006-1-PB.pdf</src>
        <authentication>75281e84e823080d1e3709eb1ce211c3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33662">
                    <text>Instituições de Memória: o Caso do Memorial Denis Bernardes
Introdução

Tony Macedo (UFPE) - tonybernar@hotmail.com
Resumo:
Apresenta o surgimento das instituições de memória como um recurso para promover de
forma igualitária o acesso e o uso das informações registradas em diversos suportes. Assim
sendo, faz-se um breve histórico dos elementos utilizados pelo homem para fazer tais
registros. Para ilustrar a importância desses lugares, utiliza-se como exemplo o Memorial
Denis Bernardes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O Memorial é destinado à
preservação, conservação e disseminação da informação científica de natureza histórica
produzida na instituição ou de acervos importantes para a cultura do Estado. Seu objetivo é
viabilizar o acesso aos conjuntos documentais indispensáveis à reconstituição da memória
institucional e da cultura local, visando otimizar o emprego dos recursos tecnológicos
necessários para o acesso ao seu conteúdo informacional.
Palavras-chave: Memória. Memorial Denis Bernardes. Universidade Federal de Pernambuco.
Instituições de Memória
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Inevitavelmente, quanto mais se acumule do passado, maior será o progresso. (ORTEGA Y
GASSET, 2006, p.30)

“Há lugares de memória porque não há mais meios de memória” escreveu
Pierre Nora (p.27). As limitações da memória humana levaram o homem, a buscar
em recursos externos, as chamadas memórias artificiais. Para isso, foi preciso
conceber um sistema de utilização de signos por meio dos quais as ideias eram
fixadas em um suporte físico, o que deu origem à escrita, o mais antigo auxílio à
memória utilizado pelo homem. Feito inicialmente em placas de argila ou de cera, os
registros de memória passaram a ser inscritos nos mais diversos suportes, graças à
evolução científica e tecnológica que permitiu ao homem registrar não apenas
signos, mas também sons e imagens em movimento.
A necessidade de possibilitar o acesso a esses registros no decorrer do
tempo levou à criação das chamadas instituições de memória (OLIVEIRA, 2010).
Conforme Nora, os lugares de memória são se limitam aos lugares topográficos,
onde podemos situar as bibliotecas e os arquivos, por exemplo. Estes lugares
também os são objetos simbólicos tais como bandeiras, monumentos, dicionários.
Nora, ainda informa festas e comemorações como exemplos de lugares de memória.
Assim sendo, procurando ser específico, optamos de, ao invés, de utilizarmos
o conceito de lugares de memória cunhado pelo historiador Pierre Nora e tão
amplamente utilizado na Ciência da Informação e nas suas disciplinas basilares:
Biblioteconomia e Arqueologia. Utilizamos Instituições de memória, termo elaborado
por Armando Malheiro, o qual trata de instituições legitimadas, arquivos, bibliotecas
e museus, como instituições de memória. E como surgiram estas instituições?
Museus e bibliotecas se tornaram heterotopias onde o tempo não cessa de
acumular e que não alcança seu auge. No século XVII, mesmo no final do
século, museus e bibliotecas eram a expressão de escolhas individuais.
Mas, a ideia de acumular tudo, de estabelecer um tipo de "arquivo geral", o
desejo de ter num único lugar, todos os tempos, todas as épocas, todas as
formas, todos os gostos, a ideia de constituir um lugar que congregue todos
os tempos que são por si só, fora do tempo e inacessíveis à destruição do
tempo, o projeto de organizar, deste modo, um tipo de acumulação perpétua
e indefinida do tempo em um lugar imóvel, esta ideia de todo pertence à
nossa modernidade. O museu e a biblioteca são heterotopias próprias da
cultura ocidental do século XIX. (FOUCAULT, 1984)

A ideia de tudo acumular, como sugeri Foucault é uma atitude anterior ao
século XIX, diferente do que defendeu o autor acima. A concentração da

�organização do conhecimento humano em local específico é uma pratica milenar,
como nos informa Le Goff (1996, p.434) “Os reis criam instituições-memória:
arquivos, bibliotecas, museus”.
As instituições de memória surgiram como memórias reais nos afirma Le Goff
(1996), local onde não havia distinção entre arquivo, biblioteca e museus e este
formato chegou até a Idade Média. Ortega (2004) nos informa que “durante a Idade
Antiga e a Idade Média, museus, arquivos e bibliotecas constituíam praticamente a
mesma entidade, pois organizavam e armazenavam todos os tipos de documentos.”.
Arquivos pessoais, particulares, de acesso restrito. Este modelo de custódia do
registro do conhecimento humano permaneceu inalterada até a Idade Moderna,
quando a produção dos livros tipográficos, entre outros motivos, levou a que as
bibliotecas passassem a existir separadamente e a adquirir maior relevância
enquanto elemento social. (ORTEGA, 2004).
Le Goff (1996, p.461) nos diz que: “a memória até então acumulada vai
explodir na Revolução de 1789, não terá sido ela o seu grande detonador?” Será a
Revolução Francesa, segundo Malheiro e Ribeiro (2011, p.21), a patrocinadora das
instituições de memória, “A extinção revolucionária das Ordens Religiosas e o
ataque à jurisdição espiritual e temporal da Igreja Católica colocaram, na posse
directa do Estado Liberal, um acervo de bens materiais que incluía milhares de livros
e documentos.” Os autores acrescentam: “O mesmo ocorreu com os domínios
senhoriais, tendo associados livrarias e cartórios. Tão vasto caudal de papel e
pergaminho exigiu a criação de Bibliotecas e dos Arquivos Nacionais...” Os arquivos
dos reis (Le Goff) antes privado e de acesso restrito, tornaram-se, com os ideais da
Revolução Francesa público e de acesso livre, “a Lei de 7 de Messidor criou o
Archives Nationales com a incumbência expressa de que todo o cidadão poderá
pedir em todos os depósitos, em dias e horas fixados, o acesso aos documentos aí
colocados.” (MALHEIRO, RIBEIRO, 2011, p.21). Os autores completam: “Os
Arquivos Públicos abrem-se ao cidadão, mas cedo se tornam lugares de memória
para a história, sem perderem, completamente, o cordão umbilical com a instancia
produtora tutelada pelo Direito e pelo Poder.” (p.22). Abriu-se uma nova fase, diz Le
Goff (1996, p.464), a da pública disponibilidade dos documentos da memória
nacional.

�As instituições de memória nasceram vocacionadas para incorporar a
produção intelectual e político-administrativa de um povo, guardam os testemunhos
escritos de sua identidade, lugar da memória nacional, espaço da conservação do
patrimônio intelectual, literário e artístico de uma nação para uma partilha coletiva.
Com nos diz Baratin e Jacob (2008, p.9) são lugares “de diálogo com o passado, de
criação e inovação” e que só fazem sentido, dizem os autores, “como fermento dos
saberes e motor dos conhecimentos, a serviço da coletividade inteira.”

O Memorial Denis Bernardes

Inaugurado em 18 de julho de 2013, o Memorial é uma homenagem ao
professor Denis Antônio de Mendonça Bernardes, um dos mais importantes
pesquisadores da memória da UFPE e ex-professor do Departamento de Serviço
Social, falecido em 2012.
É formado por acervo com várias tipologias documentais: documentos
arquivísticos, bibliográficos, audiovisuais, manuscritos e museológicos. Este último é
composto por uma coleção de cerâmica - cerca de 200 peças - que pertencia ao
professor Ruy da Costa Antunes e foi doada por sua família. O arquivístico contém
documentos administrativos das antigas Escolas de Belas Artes e de Medicina; o
bibliográfico é formado por parte dos livros das bibliotecas pessoais de Ruy Antunes,
Marcos Freire, Joaquim Cardozo, Methodio Maranhão, Coleção de Produção
Intelectual da Universidade (PIU) e Coleção Especial. Além disso, constam também
clippings - recortes de jornais da Assessoria de Comunicação (ASCOM) da UFPE e
de Marcos Freire; periódicos diversos e teses e dissertações defendidas na UFPE.
A coleção de manuscritos é composta por correspondências do Conselheiro
João Alfredo Correia de Oliveira, que foi Senador do Império, e por poemas, sonetos
e cadernos de anotações do Padre Daniel dos Santos Lima, ex-professor de
Filosofia da UFPE, e que ganhou o prêmio Alphonsus de Guimaraens da
Fundação Biblioteca Nacional 2011 - Categoria: Poesia, divulgando o seu nome
nacionalmente e colocando-o no hall dos grandes escritores brasileiros do momento.
Por fim, o acervo audiovisual é constituído por discos de vinil, fitas cassetes, CDs,
DVDs, fitas U-Matic e Betacam do Núcleo de TV e Rádios Universitárias (NTVRU),
discos que pertenceram ao professor Álvaro Alves Camello, bem como fotografias

�da ASCOM e negativos fotográficos em vidro do começo do século XX, que
pertenceram ao colecionador pernambucano Fernando Figueiredo.

Considerações finais

Para finalizar, compartilhamos do pensamento de Galindo (2011, p.7) a
respeito da memória aplicada à Ciência da informação: o autor nos informa que o
termo invoca a ideia de pretérito, mas que esta ideia se faz mais forte no trato de
disciplinas como a história, arqueologia e a arquitetura. Na Ciência da Informação, a
memória “aproxima-se mais do conotativo de estoque de informação, invocando a
condição de registro memorial da herança cultural humana”, nos informa Galindo
(2011, p.8). Para o autor a memória produzida ontem tem para a Ciência da
informação o mesmo valor como objeto de estudo que registros centenários. E
ressalta: “Não cabe a CI a reconstituição do passado histórico memorial, antes
busca entender a natureza dos registros e os fenômenos que envolvem a criação, o
tratamento e o uso social da informação”. Este também é o pensamento de Meneses
(1999, p.15) quando diz que “o tempo da memória é o presente, mas ela necessita
do passado. O tempo da memória é o presente porque é no presente que se
constrói a memória”. A ideia de memória para além do pretérito também é defendida
por Rossi (2010, p.24): “A memória sem dúvida tem algo a ver não só com o
passado, mas também com a identidade e, assim (indiretamente), com a própria
persistência no futuro”.
O Memorial Denis Bernardes no cenário apontado acima, não pretende
assumir um lugar comprometido apenas com o estoque de registros produzidos pela
instituição

Universidade

Federal

de

Pernambuco,

é

antes

comprometido com o acesso à memória e empenhado com o futuro.

Referências

um

ambiente

�BARATIN, Marc; JACOB, Christian. O poder das bibliotecas: a memória dos livros
no ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2008.
FOUCAULT, Michel. Des espaces autres Hétérotopies. Architecture, Mouvement,
Continuité, Paris, n. 5, p. 46-49, 1984. Disponível em:&lt;
http://foucault.info/documents/heteroTopia/foucault.h eteroTopia.fr.html&gt;.Acesso em:
14 jun 2012.
GALINDO, Marcos. O domínio da memória: em busca de uma epistemologia
especifica. 2011. No prelo.
LE GOFF, J. História e memória. 4 ed. Campinas, SP: Editora UNICAMP, 1996.
MALHEIRO, Armando; RIBEIRO. Paradigmas, serviços e mediações em Ciência
da informação. Recife: Néctar, 2011.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. A crise da Memória, História e Documento:
reflexões para um tempo de transformações. In: Silva, Zélia Lopes da (org).
Arquivos, Patrimônio e Memória: trajetórias e perspectivas. São Paulo: Editora
Unesp, 1999.
NORA, Pierre. Entre memória e história - A problemática dos lugares. Projeto
História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do
Departamento de História da PUC/SP. São Paulo, n.10, p.7-28, dez. 1993.
Tradução de: Yara Aun Khoury.
OLIVEIRA, Elaine Braga de. O conceito de memória na Ciência da Informação no
Brasil: uma análise da produção científica dos programas de pósgraduação. 2010.
194p. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Ciência da
Informação, Universidade de Brasília, Brasília, DF.
ORTEGA, C. D. Surgimento e consolidação da Documentação: subsídios para
compreensão da história da Ciência da Informação no Brasil. Perspectivas em
Ciência da Informação, v. 14, número especial, p. 59-79, 2008. Disponível em: &lt;
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/ar ticle/view/899/626 &gt;. Acesso
em: 20 mar. 2012.
ORTEGA, C. D. Relações históricas entre Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da P á g i n a | 223
Informação, v.5, n.5, out., 2004. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2012.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do Bibliotecário. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2006.
ROSSI, Paolo. O passado, a memória e o esquecimento: seis ensaios da história e das
ideias. São Paulo: UNESP, 2010.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33655">
                <text>INSTITUIÇÕES DE MEMÓRIA: O CASO DO MEMORIAL DENIS BERNARDES INTRODUÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33656">
                <text>Tony Macedo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33657">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33658">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33660">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33661">
                <text>Apresenta o surgimento das instituições de memória como um recurso para promover de forma igualitária o acesso e o uso das informações registradas em diversos suportes. Assim sendo, faz-se um breve histórico dos elementos utilizados pelo homem para fazer tais registros. Para ilustrar a importância desses lugares, utiliza-se como exemplo o Memorial Denis Bernardes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O Memorial é destinado à preservação, conservação e disseminação da informação científica de natureza histórica produzida na instituição ou de acervos importantes para a cultura do Estado. Seu objetivo é viabilizar o acesso aos conjuntos documentais indispensáveis à reconstituição da memória institucional e da cultura local, visando otimizar o emprego dos recursos tecnológicos necessários para o acesso ao seu conteúdo informacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66838">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2874" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1956">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2874/1988-2005-1-PB.pdf</src>
        <authentication>3ed47a9c0bc326210d56cbffd6160c35</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33654">
                    <text>INFORMAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE INSTITUCIONAL:
COLEÇÃO DE FOLDERS DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO

Roger De Miranda Guedes (FJP) - rogerotoni@gmail.com
Resumo:
Relato de experiência das iniciativas de organização e divulgação da coleção de folders da
Fundação João Pinheiro (FJP), no âmbito do plano de preservação da memória institucional.
Tais ações promovidas pelo setor biblioteca visaram complementar o trabalho e
conhecimentos já sedimentados no desenvolvimento de suas coleções memoriais. As coleções
digitais de registros de informação que conformam a memória institucional da FJP
encontram-se disponibilizadas no Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro (RI-FJP).
Atualmente as atividades de digitalização dos folders e o tratamento da informação
encontram-se em andamento. A projeção é que, ao final do trabalho, cerca de 300 folders
produzidos ao longo da trajetória da FJP, estejam disponibilizados para acesso, contribuindo
para o fortalecimento da identidade institucional.
Palavras-chave: Memória institucional. Identidade institucional. Fontes de informação
utilitária. Folder.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo: Relato de experiência das iniciativas de organização e divulgação da coleção de
folders da Fundação João Pinheiro (FJP), no âmbito do plano de preservação da memória
institucional. Tais ações promovidas pelo setor biblioteca visaram complementar o trabalho e
conhecimentos já sedimentados no desenvolvimento de suas coleções memoriais. As coleções
digitais de registros de informação que conformam a memória institucional da FJP
encontram-se disponibilizadas no Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro (RIFJP). Atualmente as atividades de digitalização dos folders e a elaboração dos registros de
informação do material digitalizado encontram-se em andamento. A projeção é que, ao final
do trabalho, cerca de 300 folders produzidos ao longo de um período de quatro décadas de
atividades da FJP, estejam disponibilizados à comunidade institucional e à sociedade em
geral.
Palavras-chave: Memória institucional. Identidade institucional. Fontes de informação
utilitária. Folder.
A memória, enquanto tema de estudo tratado de maneira interdisciplinar, é um tópico
recorrido por distintas áreas do conhecimento e indispensável para aqueles domínios que
lidam com registros de informação. Pela perspectiva filosófica, a memória é compreendida
como a capacidade de reaproximação do passado através do presente (JAPIASSÚ;
MARCONDES, 2006). Segundo Le Goff (2003), o conceito de memória reporta-se,
primeiramente, a um fenômeno individual e psicológico, que possibilita ao ser humano a
evocação de percepções ou informações do passado. Para o autor, a memória tem a
propriedade de conservar certas informações, uma vez que ela “[...] procura salvar o passado
para servir ao presente e ao futuro”.
Na área da biblioteconomia e ciência da informação (BCI) a memória é estudada a partir de
seus aspectos social e cultural, destacando-se a dimensão visível e tangível da memória: o
documento. Nesse sentido, o interesse da BCI recai sobre a relação entre memória e
informação, reconhecendo especialmente a informação registrada, isto é, o documento, em
suas mais variadas manifestações, suportes e ambiências, como elementos de relevância para
a memória social. De acordo com Oliveira e Rodrigues (2011), essa relevância é justificada
pela possibilidade de (re)construção da memória e da formação de identidade social a partir
desses registros de informação, o que requer sua organização, preservação e divulgação.
Tendo este contexto como pano de fundo que a Fundação João Pinheiro (FJP)1, por meio da
Biblioteca Professora Maria Helena de Andrade e do Repositório Institucional da Fundação
João Pinheiro (RI-FJP)2, iniciou em 2014 um plano de organização, preservação e divulgação
de sua memória institucional. Esta ação estratégica dentro do setor biblioteca visou

1

A Fundação João Pinheiro (FJP) é uma instituição pública estadual, vinculada à Secretaria de Planejamento e
Gestão do Estado de Minas Gerais. Ela atua nas áreas de ensino e pesquisa em administração pública,
avaliação de políticas públicas e na produção de indicadores estatísticos, econômicos, demográficos e sociais.
Devido à natureza de suas atividades a FJP se constitui em uma entidade de referência nacional de produção e
divulgação de dados e conhecimentos técnico-científico.
2
http://www.repositorio.fjp.mg.gov.br/

�complementar o trabalho e conhecimentos já se sedimentados com o trato de um acervo
documental conhecido por “memória técnico-científica da FJP”, consolidada décadas antes.
O primeiro tipo de material escolhido para dar início às ações de conformação de acervo
memorial voltado para a história da instituição foi a fotografia. Desse modo, nos anos de 2015
e 2016 foi realizado uma série de procedimentos de organização da informação — em meio
físico e digital — com um estrato dos acervos fotográficos da instituição, derivando uma
coleção de digital de imagens caracterizada por retratar a história da FJP, entre as décadas de
1970 a 1990, a partir do registro imagético de fatos e importantes eventos ocorridos na
instituição. Atualmente a coleção conta com quase dois mil itens, de livre acesso na Internet
através do RI-FJP, que contribuem para recontar a história e fortalecer a identidade da
instituição no cenário social em que ela se encontra inserida.
Em janeiro de 2017, a partir do estabelecimento do plano de atividades anual da biblioteca, foi
escolhido mais um tipo de material, de aspecto memorial, para receber o tratamento adequado
para sua integração ao conjunto de coleções digitais que se está denominando “memória
institucional da FJP”. Assim, elegeu-se os folders produzidos pela FJP, com a justificativa de
que eles são parte constituinte da materialização da memória institucional e representam com
riqueza as atividades, preocupações, visão e marcos históricos da FJP.
Sobre o reconhecimento da tipologia do material para fins de organização, realizou-se um
breve estudo conceitual e terminológico com o propósito de compreender as possibilidades
informacionais, seus usos e apropriações pelas audiências e instâncias as quais se serviriam
destes registros de informação. Verificou-se as inconsistências semânticas acerca do conceito
de folder. Encontrou-se na literatura a existência de uma série de fontes de informação
utilitária, classificados como material de divulgação (CAMPELLO, 1998), com características
similares entre si, mas com propósitos ligeiramente distintos, são eles: prospectos, flyers,
folhetos, panfletos e folders. Todos eles são recursos de informação, tradicionalmente
impressos, normalmente com ilustrações e/ou elementos de arte estampados em uma folha (ou
poucas folhas), dobrada(s) ou não, trazendo informações sucintas e resumidas de alguma
entidade, produto ou acontecimento (eventos, cursos, encontros, shows, lançamentos, etc.).
Como a percepção das distinções entre os tipos de recurso de informação desta classe de
material se mostrou como um desafio de digressão aos trabalhos em desenvolvimento, optouse por não fazer essa distinção entre os materiais em primeiro momento, ficando reunido sob a
categorização folder todos aqueles materiais que se inseriam na definição do parágrafo
anterior.
Acerca do conteúdo, a coleção caracteriza-se por apresentar relativa diversidade de aspectos
descritos na definição do tipo de material. Em sua maioria os folders de divulgação de
treinamentos de capacitação de curta duração, cursos de especialização, seminários e eventos
técnico-científicos promovidos pela FJP. Porém há também uma série de folders destinados à
divulgação e apresentação da instituição em si, informando quais são seus objetivos e função,
sua estrutura organizacional, corpo gestor, etc. Existem também folders comemorativos e

�festivos da instituição ou de seus setores. E também folders que divulgam o lançamento de
produtos da instituição, como livros e bases de dados.
Acerca dos requisitos técnicos adotados para a digitalização do material adotou-se as
“Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes” produzidas
pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ)3, as diretrizes para projetos de digitalização
para coleções em domínio público de bibliotecas e arquivos, difundidas pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)4, além da norma ABNT
NBR ISO 19005-1, referente à adoção de um padrão internacional para arquivos digitais, o
PDF/A. Quanto aos requisitos para tratamento baseou-se no Código de Catalogação AngloAmericano - 2ª edição (AACR2), mais precisamente nos capítulos 2 e 8, “Livros, folhetos e
folhas impressas” e “Materiais gráficos” respectivamente. Por vezes, realizou-se uma
adaptação das regras do AACR2 para corresponder ao padrão de metadados em uso no RIFJP, a saber o conjunto de elementos de metadados do Dublin Core (DC).
Atualmente as atividades de digitalização dos folders e o tratamento dos registros de
informação digitalizados encontram-se em andamento. Já estão disponibilizados no RI-FJP,
na coleção “Folders”, mais de 200 itens, devidamente tratados. A projeção é que cerca de 300
folders produzidos ao longo da trajetória da FJP, derivados de suas atividades e funções, e que
ajudam recontar a sua história, possam ser acessíveis à comunidade institucional e à sociedade
em geral.
Esta iniciativa de organização, preservação e ampla divulgação da coleção de folders da FJP
conduz aos preceitos de informação e conhecimento enquanto elementos determinantes ao
reconhecimento da memória institucional. Pode-se, então, remeter este mesmo sentido à
preocupação ao patrimônio documental da FJP, onde a ligação que seus colaboradores
possuem com as formas de registro de seu passado fortalece a identidade institucional e senso
de pertencimento, pois, por meio de informações acessíveis, estes indivíduos podem
rememorar e se verem refletidos na história da FJP.

REFERÊNCIAS
CAMPELLO, B. S. Fontes de informação utilitárias em bibliotecas públicas. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, v. 22, n. 1, p. 35-46, 1998.
JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de Filosofia. 4. ed. atual. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
LE GOFF, Jacques. Memória. In: ______. História e Memória. 5. ed. Campinas, SP:
UNICAMP, 2003, p. 419-476.

3
4

http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/images/publicacoes_textos/Recomendacoes.pdf
http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/

�OLIVEIRA, E. B.; RODRIGUES, G. M. O conceito de memória na Ciência da Informação:
análise das teses e dissertações dos programas de pós-graduação no Brasil. Liinc em Revista,
v. 7, n. 1, março 2011, Rio de Janeiro, p. 311–328. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/liinc/&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33647">
                <text>INFORMAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE INSTITUCIONAL: COLEÇÃO DE FOLDERS DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33648">
                <text>Roger De Miranda Guedes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33649">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33650">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33652">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33653">
                <text>Relato de experiência das iniciativas de organização e divulgação da coleção de folders da Fundação João Pinheiro (FJP), no âmbito do plano de preservação da memória institucional. Tais ações promovidas pelo setor biblioteca visaram complementar o trabalho e conhecimentos já sedimentados no desenvolvimento de suas coleções memoriais. As coleções digitais de registros de informação que conformam a memória institucional da FJP encontram-se disponibilizadas no Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro (RI-FJP). Atualmente as atividades de digitalização dos folders e o tratamento da informação encontram-se em andamento. A projeção é que, ao final do trabalho, cerca de 300 folders produzidos ao longo da trajetória da FJP, estejam disponibilizados para acesso, contribuindo para o fortalecimento da identidade institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66837">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2873" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1955">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2873/1987-2004-1-PB.pdf</src>
        <authentication>003416d73c5e5946275d230878b4ce80</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33646">
                    <text>INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: análise dos jornais raros de Juazeiro
do Norte-CE

ARILUCI GOES ELLIOTT (UFCA) - ariluci.goes@ufca.edu.br
Resumo:
A presente pesquisa justifica-se pela necessidade de compreendermos o papel da imprensa no
contexto de sua produção, tornando-se uma fonte privilegiada para o estudo do pensamento
social, político e histórico, representando as ideias e desejos de lideranças da população da
cidade de Juazeiro do Norte-CE. Objetiva analisar o discurso nos jornais da Imprensa
Caririense no ano de 1909 sobre a emancipação da cidade de Juazeiro do Norte-CE. A
metodologia mais apropriada para ser utilizada é a que propicia uma abordagem discursiva na
linha de Eni Orlandi (2009), as quais não se preocupam com a quantificação na construção dos
dados, pois estes são reunidos em função de sua qualidade, de suas características,
exigindo-nos uma tarefa de conceituação. Trabalhando as áreas da Biblioteconomia e
Comunicação em busca do conhecimento contextualizado, fazendo um cruzamento entre
processos informacionais com a memória dos jornais do Cariri Cearense. Diante da análise,
constatou-se que a fonte de informação, jornal, apresenta cenários compostos de protestos,
reivindicações e desejos de uma sociedade, permeando uma busca por uma identidade.
Compreender os vários papéis sociais, culturais, políticos e históricos construídos através dos
jornais, proporciona perceber as formas como a imprensa veicula a defesa dos interesses de
uma população.
Palavras-chave: Informação. Memória. Imprensa. Análise do Discurso.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão
de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no
Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e
preservação de acervos patrimoniais).

Introdução
Nunca se falou tanto em informação. Pesquisadores, técnicos,
sociólogos enfim, toda a sociedade respira informação. O mundo atual está se
defrontando com uma situação inimaginável até mesmo para os futurólogos do
passado: o avanço constante e implacável da importância da informação e da
crescente necessidade de seu controle.
Qualquer reflexão sobre as condições políticas, econômicas ou sociais
de um produto ou serviço de informação está condicionada a existência de uma
premissa básica, que é a sua relação com uma geração de conhecimento.
Neste caminho, a memória encontra seu “lócus” de atuação, pois oferece um
olhar atento sobre o presente. Sem a memória, não há estudo, nem
conhecimento, muito menos razão e, consequentemente informação precisa
sobre contextos vividos.
Monteiro (2009, p.116) destaca a existência de três tipos de memória: a
oral, escrita e digital. A “memória escrita” mantém relação com o aparecimento
da escrita, o conhecimento tornava-se disponível deixando de ser apenas
aquilo que é útil no dia-a-dia para ser um objeto capaz de análise. Com a
imprensa, a quantidade de informações registradas aumentou, favorecendo a
criação dos arquivos, bibliotecas e museus. A relação da memória impressa
com a preservação se faz quase que de forma parecida, instaurando na práxis
biblioteconômica o mesmo paradigma (ELLIOTT, 2014).
Esta pesquisa demarca a necessidade de resgatar a historicidade da
memória, através da análise do acervo que a Universidade Federal do Cariri
(UFCA), através do Laboratório de Ciência da Informação e Memória
(LACIM) dispõe naquilo que sublinha os jornais raros de Juazeiro do Norte. O
interesse em realizar a pesquisa, se deu a partir de estudos desenvolvidos
dentro do contexto da biblioteca da UFCA, visando proporcionar
conhecimentos acerca da utilização de jornais como fonte documental/histórica.
O ponto de partida foi proporcionar visibilidade a este acervo, enquanto
testemunho de valor histórico e cultural da memória caririense que, de um lado
precisam ser recuperados e ou preservados, ao tempo em que catalogados e
disponibilizados com facilidade e segurança. Assim sendo, a presente pesquisa
ao compreender os jornais, como fonte de pesquisa social, histórica e política
de um povo, delineia o seguinte questionamento: Quais os discursos que
circularam nos Jornais da Região do Cariri Cearense na década de 1900 sobre
a emancipação de Juazeiro do Norte-CE?
Nossa pesquisa tem como objetivo geral, analisar o discurso nos jornais
da Imprensa Caririense no ano de 1909 sobre a emancipação da cidade de
Juazeiro do Norte-CE. Especificamente pretendemos: a) localizar e mapear as
publicações existentes no acervo da Universidade Federal do Cariri/LACIM; b)
investigar a conjuntura social, econômica e política em que se constituía a
Imprensa Caririense; c) compreender o papel da Imprensa Caririense no
contexto de imprensa na época.
Assim, os jornais, são enfocados nesta investigação enquanto meio
onde a sociedade se projeta e se propõe interpretativamente, apresentando

�contextos e conteúdos simbólicos da região do Cariri Cearense, explorando a
herança cultural e o enquadre social enfatizado pela interatividade das
publicações, em seus detalhes, evidências e testemunhos.

Método da Pesquisa
O presente trabalho seguiu os caminhos de uma pesquisa de cunho
quantitativo e qualitativo, cujo foco central será a obtenção de dados, que nos
permitiram tecer a importância da preservação dos Jornais da Imprensa
Caririense.
Os procedimentos se constituirão em quatro etapas:
a) pesquisa documental em relação ao tema nos últimos cinco anos;
b) população dos jornais disponibilizados pela Universidade Federal do
Cariri/LACIM;
c) critérios de inclusão da amostra:
1º Jornal que relata a Imprensa Caririense;
2º Pertença ao acervo da Universidade Federal do Cariri/LACIM;
3º Período de 1900 (período de emancipação da cidade de Juazeiro do
Norte);
d) procedimentos de análise da amostra: utilizando a Análise do Discurso (AD).
O procedimento analítico a ser empregado constou de uma leitura das
documentações encontradas para extração de informação primária com a
finalidade de obter a informação direta por meio da leitura do conteúdo dos
jornais.
Escolhemos um dos jornais, de maior relevância para a pesquisa, pois
tratam da temática regional (Cariri Cearense), embora este critério e o número
de jornais não sejam rígidos, porém constituirá indicador importante. A análise
do jornal selecionado e identificado incidirá sobre o jornal O Rebate.
Na análise crítica do Jornal, adotaremos a Análise de Discurso (AD),
com a intenção de “desentranhar o sentido de determinadas situações
históricas” (AROSTÉGUI, 2006, p.529), nas quais é possível apreender o
poder, suas estratégias e sentidos produzidos. Centraremos a análise nos
pressupostos da Análise de Discurso que “concebe a linguagem como
mediação necessária entre o homem e a realidade natural e social [cujo]
discurso torna possível a permanência, a continuidade, o deslocamento e a
transformação do homem e da realidade”. (ORLANDI, 2009, p. 15).
A análise do discurso jornalístico é fundamental, posto que, enquanto
prática social funciona em várias dimensões temporais simultaneamente:
capta, transforma e divulga acontecimentos, opiniões e ideias do passado,
presente e ao mesmo tempo organiza o futuro, as consequências dos fatos no
presente e, assim legitima, enquanto passado – memória – a leitura desses
fatos do presente no futuro. (MARIANI, 2003). Esse discurso, segundo Mariani,
“toma parte no processo histórico de seleção dos acontecimentos que serão
recordados no futuro [e] ao selecionar está engendrando e fixando sentido para
esses acontecimentos” (MARIANI, 2003, p. 33).

�Resultados
Iniciamos uma análise preliminar do conteúdo do jornal selecionado, O
Rebate, criado em 1909, idealizado pelo Dr. Floro Bartolomeu e o Padre
Alencar Peixoto, no povoado de Joaseiro (grafia original anterior ao ano de
1943, depois passou a ser escrita Juazeiro do Norte), sua primeira edição
circulou em 18 de julho do mesmo ano, publicado semanalmente aos
domingos, encerrando suas atividades em setembro de 1911.
O jornal O Rebate (Figura 1), era impresso em quatro páginas, com
dimensões de 50 centímetros de altura por 38 centímetros de largura
(fechado).
Figura 1 – Capa da primeira edição de O Rebate, publicada em18 de julho de 1909.

Fonte: Acervo do Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM), 2017.

A fotografia (única) da primeira página do jornal foi uma homenagem ao
Pe. Cícero Romão Batista a quem eles chamavam de “venerável e
benemérito”. No Jornal O Rebate não existia imagens (com exceção da capa),
mas as fontes das letras eram detalhadas, mudando a cada
verso/poesia/conto/aviso existentes. Combinadas, formavam diferentes
discursos escritos pelos atores sociais da época:
Tema: A Imprensa
Autoria: Felismino Peixoto de Alencar
Gênero: Informativo
Data da Edição: 18 de julho de 1909, p. 2
Local: Juazeiro do Norte – CE
Crémieux, o conhecido Israelita,
disse uma verdade que parece,
mas não é, exagero: &lt;tudo o que existe, nada é;
o dinheiro é nada, a intelligencia é nada,
à imprensa é tudo.
Possuis a imprensa, possuis tudo&gt;.
Feliz o povo do Joaseiro, por isso que,
ainda há pouco nada possuindo,
agora possuindo a imprensa, - possue tudo.

�O primeiro momento da análise centra no artigo A Imprensa que retrata
o panorama do ano de 1909, devido ao crescimento da população de Joaseiro,
eles buscavam uma autonomia política e administrativa, além de se encontrar
em condições econômicas de se tornar emancipada da cidade de Crato. O
jornal chegou para agregar o sentimento da população – acender para o povo a
luta pela libertação do povoado. Em 30 de agosto de 1910 foi proclamado o Dia
da Libertação do Juazeiro, tornando-se cidade e ganhando seu primeiro
prefeito – Pe. Cícero Romão Batista.
Essa análise retoma a teorização de que a informação é a matéria-prima
do conhecimento. Ao atribuir sentido à informação, produzimos um
conhecimento sobre outros sentidos. Por isso a importância do jornal O
Rebate, considerado o principal difusor do projeto de emancipação da cidade
de Juazeiro do Norte-CE.

Considerações Finais
A utilização do acervo da UFCA/LACIM é um reflexo das mudanças
ocorridas nas concepções de pesquisa histórica. Visto que “na década de
1970, ainda era relativamente pequeno o número de trabalhos que se valia de
jornais e revistas como fonte para o conhecimento da história no Brasil”. (DE
LUCA, 2006, p. 111) por causa da falta de credibilidade, contendo apenas
recortes do cotidiano da sociedade. Em vez de permitirem mostrar o que se
passava, forneciam apenas imagens subjetivas desse cotidiano.
A análise do discurso jornalístico produziu uma discursividade com base
no jornal selecionado permitindo compreender que o papel da memória é
mostrar o funcionamento do discurso, ou seja, fixar um sentido sobre sentidos
possíveis em uma dada conjuntura social e política.
O modo como a imprensa produz as notícias refaz o processo histórico
conclamando a consciência crítica, provocando a articulação entre os
elementos da realidade e o modo como esses elementos duelam na
hierarquização entre o poder e o saber.
Como representação da renovação dos temas na Biblioteconomia essa
pesquisa adquire seu status científico e/ou investigativo quando se busca a
preservação da memória dos jornais da Imprensa Caririense, frente ao
processo de migração dos suportes tradicionais para suportes baseados em
tecnologias avançadas de informação e comunicação.
Referências
ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisa histórica: teoria e método. São Paulo:
EDUSC, 2006.
DE LUCA, Tânia Regina. História dos, nos e por meio dos periódicos. In.:
PINSKY, Carla Bassanezi. Fontes históricas. 2. ed. São Paulo: Contexto,
2006. p. 111-154.

�ELLIOTT, Ariluci Goes. Informação, Imagens e Memória: uma análise de
discurso em jornais da imprensa negra da Biblioteca da Universidade Federal
do Ceará – Campus Cariri. João Pessoa: UFPB, 2010. 111f. Dissertação
(Mestrado em Ciência a Informação) Programa de Pós-Graduação em Ciência
da Informação (PPGCI) – Universidade Federal da Paraíba, 2010.
MARIANI, Bethania Sampaio Correa. Os primórdios da imprensa no Brasil (ou:
de como o discurso jornalístico constrói memória. In: ORLANDI, Eni Puccinelli
(Org.) Discurso fundador: a formação do país e a construção da identidade
nacional. Campinas: Pontes. 2003.
MONTEIRO, Silvana Drumond; CARELLI, Ana Esmeralda; PICKLER, Maria
Elisa Valentin. A Ciência da informação, memória e esquecimento.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.9, n. 6, dez. 2009.
Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br&gt;. Acesso em: 3 abr. 2017.
O REBATE, Juazeiro do Norte, v.1 n. 1, 1909.
ORLANDI, Eni. P. Análise do discurso: princípios e procedimentos. São
Paulo: Pontes, 2009.

Agências financiadoras
Formalizamos os nossos agradecimentos às agências de fomento que
contribuíram para o andamento da nossa pesquisa - Programa de Incentivo à
Pesquisa (PIBIC-UFCA) e à Pró-Reitoria de Cultura (PROCULT).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33639">
                <text>INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: ANÁLISE DOS JORNAIS RAROS DE JUAZEIRO DO NORTE-CE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33640">
                <text>ARILUCI GOES ELLIOTT</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33641">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33642">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33644">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33645">
                <text>A presente pesquisa justifica-se pela necessidade de compreendermos o papel da imprensa no contexto de sua produção, tornando-se uma fonte privilegiada para o estudo do pensamento social, político e histórico, representando as ideias e desejos de lideranças da população da cidade de Juazeiro do Norte-CE. Objetiva analisar o discurso nos jornais da Imprensa Caririense no ano de 1909 sobre a emancipação da cidade de Juazeiro do Norte-CE. A metodologia mais apropriada para ser utilizada é a que propicia uma abordagem discursiva na linha de Eni Orlandi (2009), as quais não se preocupam com a quantificação na construção dos dados, pois estes são reunidos em função de sua qualidade, de suas características, exigindo-nos uma tarefa de conceituação. Trabalhando as áreas da Biblioteconomia e Comunicação em busca do conhecimento contextualizado, fazendo um cruzamento entre processos informacionais com a memória dos jornais do Cariri Cearense. Diante da análise, constatou-se que a fonte de informação, jornal, apresenta cenários compostos de protestos, reivindicações e desejos de uma sociedade, permeando uma busca por uma identidade. Compreender os vários papéis sociais, culturais, políticos e históricos construídos através dos jornais, proporciona perceber as formas como a imprensa veicula a defesa dos interesses de uma população.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66836">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2872" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1954">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2872/1986-2003-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f3929e40f6e382939222ab73dc1d90cd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33638">
                    <text>Implantação do Sistema de Gestão de Biblioteca Koha na
Biblioteca de Juventude da SNJ

Ingrid Torres Schiessl (Ibict) - ingridschiessl@gmail.com
Jaqueline Rodrigues Jesus (IBICT) - jaque1906@gmail.com
Priscila Rodrigues dos Santos (DF) - cilaa.rodrigues@gmail.com
Diego José Macêdo (IBICT) - diegojmacedo@gmail.com
Milton Shintaku (IBICT) - milton.shintaku@gmail.com
Resumo:
Após instituído o projeto de pesquisa entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) que tem como objetivo a
transferência de conhecimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias, serviços e produtos
de informação tecnológica, bem como a capacitação de recursos humanos, intercâmbio
científico e tecnológico e a manutenção e recuperação de infraestrutura de pesquisa,
organização, preservação e disseminação de acervo e informações, de forma a atender a
necessidade de informação da sociedade em geral, pesquisadores e gestores. Nesse sentido,
apresenta o uso do software livre Koha como Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas
(SIGB) na Biblioteca de Juventude da SNJ. Analisou-se que o Koha é uma opção viável de
software livre, pois disponibiliza funcionalidades desejadas pelos gestores de bibliotecas,
apresentando uma relação de custo-benefício efetiva
Palavras-chave: Koha. Sistema de Bibliotecas. Software Livre.
Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas.

Automação de bibliotecas.

Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A Biblioteca de Juventude é uma biblioteca especializada que possui como
missão organizar, preservar e disseminar informação sobre políticas públicas de
juventude, de forma a auxiliar as atividades da Secretaria. Segundo Cunha e
Calvacanti (2008, p. 51) biblioteca especializada é organizada sobre disciplinas ou
áreas específicas do conhecimento e para completar o conceito dos autores o
Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas define que bibliotecas especializadas
possuem “acervo e serviços que atendem às necessidades de informação e
pesquisa de usuários interessados em uma ou mais áreas específicas do
conhecimento. É vinculada a uma instituição pública, ou privada”.
Essa denominação impõe certos desafios, na medida em que, como advoga
Williams (1997), a biblioteca especializada é um serviço de informação, visto que as
bibliotecas públicas ofertam o acesso aos livros, mas a biblioteca especializada
disponibiliza informações. Esse ponto revela que a biblioteca especializada agrega
valor aos serviços ofertados, tornando-se em locus de disseminação de informação
especializada.
Nesse sentido, o presente estudo tem por objetivo relatar a formação da
Biblioteca de Juventude, contribuindo com as discussões sobre bibliotecas
especializadas vinculadas a órgãos públicos. É perceptível que a biblioteconomia e
a ciência da informação ainda possui poucas discussões sobre esse tema, sendo
mais produtivo em bibliotecas universitárias, públicas e escolares. Assim, o relato
procura agregar informações atuais sobre a formação de uma biblioteca
especializada, com acervo impresso e digital gerenciada por tecnologias
apropriadas.

Relato da experiência
A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) firmaram um projeto de pesquisa, para
apoiar à implementação da Biblioteca de Juventude que teve início em 2015 e data
prevista para conclusão no ano de 2019. Duas atividades foram deflagradas, uma
relacionada a avaliação do acervo físico e outra para definição da ferramenta a ser

�utilizada na biblioteca. Assim, na avaliação do acervo, estabeleceu-se os critérios
de pertinência temática, com descarte dos itens que não aderiram ao propósito da
biblioteca. Quanto ao software, definiu-se que necessitava ofertar as principais
funcionalidades de um sistema de gestão de biblioteca, como processamento
técnico, circulação, aquisição e outros; além de ser um software livre apoiado por
comunidade expressiva internacional.
O software livre selecionado para a automação foi o Koha, dado que é
composto por módulos que são capazes de atuar nas diversas tarefas diárias da
biblioteca, sendo eles: Circulação, Usuários, Catalogação, Autoridades, Aquisição,
Periódicos, Relatórios, Ferramentas, Administração e um catálogo online, isto
posto, apresentando-se como um Sistema de Gestão de Bibliotecas (SIGB). Além
disso, possui uma comunidade internacional ativa onde discute-se, compartilha-se,
debatem-se questões sobre as funcionalidades, os erros, o uso e as novas
ferramentas desenvolvidas, visando uma melhor performance do software.
No Brasil, a cultura de uso de software livre para a gestão de bibliotecas se
apresenta ainda tímida, como apresentam Schiessl et al. (2016) no estudo a
respeito das bibliotecas das universidades federais. Entretanto, no mundo os países
como Turquia e Filipinas adotam o Koha em todas as suas bibliotecas públicas.
Além disso, o Koha é o software livre para bibliotecas utilizado mundialmente,
conforme Figura 1.
Figura 1 - Mapa de bibliotecas que utilizam o Koha

FONTE: Website librarytechnology.org

�Outro ponto, para a escolha do software Koha, foi a aplicabilidade da
comunicação e transferência de informações, por ser uma ferramenta compatível
com o formato MARC21 e também como os protocolos OAI-PMH e Z39.50, padrões
internacionais de interoperabilidade. Segundo Yang e Hoffman (2010) o Koha
atende grande parte dos critérios técnicos apresentando ser um sistema de gestão
de biblioteca livre tão eficiente quanto os proprietários.
A instalação e customização do Koha para a Biblioteca da Juventude, foi
realizada por equipe interdisciplinar composto por cientistas de informação,
bibliotecários e informáticos, de forma a obter maior eficácia. Assim, instalou-se,
primeiramente, a versão 3.22 e depois a versão 16.05, a versão utilizada
atualmente. Vale ressaltar que a numeração das versões do Koha sofreram uma
significativa alteração, em 09 de março de 2016, na Reunião Geral do IRC (Internet
Relay Chat), momento onde se decidiu numerar as versões no esquema ano e mês,
ou seja, no formato aa.mm.
As principais customizações realizadas foram os ajustes nas planilhas
bibliográficas, nas quais se traduziram os campos MARC21 e escolheram-se os
campos que seriam utilizados para cada tipo de material. Também se optou por um
modelo de código de barras próprio para a biblioteca, utilizando a sigla da Secretaria
como o prefixo seguido do ano, mês e número sequencial. O software dispõe
diversas

customizações

nas

preferências

do

sistema

que

podem

ser

ativadas/desativadas pelo bibliotecário, como por exemplo, exibição das capas nos
resultados da pesquisa; envio de e-mail ao usuário quando há empréstimo,
devolução ou renovação; regras para circulação (aplicação de multa, valores de
multas, tempo de empréstimo).
O Koha, na sua versão atual (Figura 2), exibe na página principal informações
de funcionamento da biblioteca, links úteis a outros sistemas mantidos pelo projeto
SNJ/Ibict e um carrossel de livros, dando destaque a algumas obras. Com isso,
ressalta-se o acervo e serviços, visto que atualmente a Biblioteca Juventude oferta
serviços tradicionais de biblioteca e apoia o processo de publicação, alinhada a um
papel mais ativo na disseminação da informação, como advogam Shintaku e Vidotti
(2016).

�Com êxito, o processo de implantação ocorreu em oito meses, incluindo-se
num pequeno grupo de secretarias de governo com biblioteca especializada em
funcionamento automatizada com software livre.
Todo o processo de implantação teve duração de oito meses, com resultados
muito satisfatório, visto que a SNJ é das poucas secretarias de governo com
biblioteca especializada em pleno funcionamento com sistema gerenciador
informatizado.
Figura 2 - Tela inicial do OPAC da Biblioteca de Juventude

FONTE: OPAC da Biblioteca de Juventude da SNJ

Assim, a Biblioteca de Juventude fica informatizada com o Koha, de forma a
apoiar as suas atividades, com sistema totalmente operacionalizado via Web. Todo
o processo de implantação teve duração de oito meses, com resultados muito
satisfatório, visto que a SNJ é das poucas secretarias de governo com biblioteca
especializada em pleno funcionamento com sistema gerenciador informatizado.

Considerações finais
A implementação do SIGB Koha na Biblioteca de Juventude apresentou
ganhos à instituição visto ser um software que proporciona informatização às
principais atividades da biblioteca sem pagamento de licença. Esse ponto pode
representar fator importante na sustentabilidade do sistema gerenciador de
biblioteca, na medida em que limitações financeiras têm atingido os órgãos de
governo.

�O estudo revelou, também, que a integração das equipes de bibliotecários e
informáticos foi o fator de maior impacto no sucesso da implementação do Koha, na
medida em que problemas na implementação foram solucionados com a
colaboração de toda a equipe. Ressalta-se a importância de equipes
multidisciplinares na implementação de sistemas informatizado, no qual os serviços
colaborativos se tornem a tônica.
Por fim, o Koha se apresenta adequado a informatização das tarefas de
biblioteca, melhorando a eficácia na sua execução. Essa ferramenta tem-se
revelado completa e de fácil utilização, apropriada aos serviços ofertados pela
Biblioteca especializada de Juventude

Referências
DIAS, Eduardo Wense. Contexto digital e tratamento da informação.
DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, v. 2, n. 5, p. 1-10, 2001.

CUNHA, M. B.; CALVACANTI, C. R. Dicionário de biblioteconomia e
arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2008. 116 p.

SALASÁRIO, Maria Guilhermina Cunha. Biblioteca especializada e informação: da
teoria conceitual à prática na biblioteca do laboratório de Mecânica Precisão–
LMP/UFSC Specialized library and information: of the conceptual theory to the
practice in the library of the laboratory of mechanics of precisão-LMP/UFSC p.
104-119. Revista ACB, v. 5, n. 5, p. 104-119, 2005.

SHINTAKU, Milton; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio. Bibliotecas e
repositórios no processo de publicação digital. Biblos, v. 30, n. 1, p. 61-80, 2016.

WILLIAMS, Robert V. The documentation and special libraries movement in the
United States, 1910-1960. Journal of the American Society for Information
Science. v.48, n.9, 1997. p.775-776.

YANG, Sharon Q.; HOFMANN, Melissa A. The next generation library catalog: a
comparative study of the OPACs of Koha, Evergreen, and Voyager. Information
Technology and Libraries, v. 29, n. 3, p. 141, 2010. Disponível em: &lt;
https://ejournals.bc.edu/ojs/index.php/ital/article/viewFile/3139/27 &gt;

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33627">
                <text>IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DE BIBLIOTECA KOHA NA BIBLIOTECA DE JUVENTUDE DA SNJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33628">
                <text>Ingrid Torres Schiessl</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33629">
                <text>Jaqueline Rodrigues Jesus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33630">
                <text>Priscila Rodrigues dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33631">
                <text>Diego José Macêdo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33632">
                <text>Milton Shintaku</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33633">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33634">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33636">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33637">
                <text>Após instituído o projeto de pesquisa entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) que tem como objetivo a transferência de conhecimentos e o desenvolvimento de novas tecnologias, serviços e produtos de informação tecnológica, bem como a capacitação de recursos humanos, intercâmbio científico e tecnológico e a manutenção e recuperação de infraestrutura de pesquisa, organização, preservação e disseminação de acervo e informações, de forma a atender a necessidade de informação da sociedade em geral, pesquisadores e gestores. Nesse sentido, apresenta o uso do software livre Koha como Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas (SIGB) na Biblioteca de Juventude da SNJ. Analisou-se que o Koha é uma opção viável de software livre, pois disponibiliza funcionalidades desejadas pelos gestores de bibliotecas, apresentando uma relação de custo-benefício efetiva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66835">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2871" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1953">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2871/1985-2002-1-PB.pdf</src>
        <authentication>45d6fccc206954e135f064ef546374b1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33626">
                    <text>GESTÃO DE COLEÇÕES ESPECIAIS E LIVROS RAROS NO BRASIL:
UM ESTUDO SOBRE ENGENHARIA SOCIAL

Bruno Pacheco Coelho Leite (UFES) - brunopcleite@gmail.com
Resumo:
Este trabalho apresenta uma discussão preliminar sobre a prática de furtos de coleções
especiais e livros raros no âmbito das bibliotecas por meio de técnicas provenientes da
engenharia social. Aponta sobre a importância da execução de rotinas de treinamentos que
envolvam a segurança da informação em unidades de informação. As discussões praticadas
revelam que os profissionais da informação necessitam atualizar-se constantemente para
evitar que os estoques de informação especiais e raros sejam furtados pelos engenheiros
sociais. Alerta que notícias referentes ao extravio de materiais informacionais raros continuam
sendo veiculadas pelas principais mídias do Brasil. Além disso, relata que a maioria dos
criminosos conseguem obter maiores privilégios por comporem o quadro de funcionários das
instituições atacadas. As reflexões envolvendo a gestão de coleções especiais e livros raros em
consonância com as ações advindas da engenharia social indicam que as políticas de
segurança da informação das bibliotecas brasileiras são ineficazes e precisam ser revistas.
Palavras-chave: Obras raras. Bibliotecas. Segurança da informação. Engenharia social.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

1 Introdução
Ao adentrarmos nos espaços físicos das bibliotecas ou acessarmos os seus
catálogos online, é comum nos depararmos com uma seção específica para o
gerenciamento de obras raras, tais como livros.
De modo geral, o livro raro é caracterizado como um material difícil de se
encontrar em virtude de ter as seguintes particularidades: muito antigo, tratar-se de
um exemplar manuscrito, ter pertencido a uma personalidade com projeção e
influência dentro e fora do país ou ter sua importância reconhecida para
determinada área do conhecimento pelos seus pares (RODRIGUES, 2006, p. 115).
Conforme Greenhalgh e Manini (2015), o valor mercadológico de uma obra
rara é determinado pela demanda de oferta e procura de exemplares pelos
bibliófilos1. Os autores destacam que bibliófilos e bibliotecários possuem
perspectivas diferentes a respeito da raridade e relevância histórica dos livros tendo
em vista que para as bibliotecas o que interessa é o valor informacional do material.
No intuito de promover o acesso aos seus estoques de informação, percebese que as bibliotecas têm ampliado a prestação de seus serviços por meio das
tecnologias de informação e comunicação (TIC’s). Além de serem facilitadoras
nesse processo, às TIC’s contribuem para a salvaguarda das informações e dos
materiais informacionais pertencentes a esses espaços.
Nesse contexto, ressalta-se que a maioria das unidades de informação não
se atentam para as ameaças e vulnerabilidades advindas da Engenharia Social,
que de acordo com Fontes (2006, p. 120), refere-se ao “[...] conjunto de
procedimentos e ações que são utilizados para adquirir informações de uma
organização ou uma pessoa por meio de contatos falsos sem o uso da força, do
arrombamento físico ou de qualquer brutalidade”. Similarmente, Mitnick e Simon
(2003, p. 6) afirmam que a Engenharia Social “usa a influência e a persuasão para
enganar as pessoas e convencê-las de que o engenheiro social é alguém que na
verdade ele não é, ou pela manipulação”.
Destaca-se que os investimentos em ativos físicos e tecnológicos
relacionados à segurança da informação não são os únicos que precisam ser
revistos periodicamente, é preciso atentar-se para o comportamento dos recursos
humanos da unidade informacional, bem como se precaver das ações dos
engenheiros sociais para impedir que livros raros sejam furtados.

1

Em geral, o bibliófilo é o indivíduo que possui conhecimento sobre a história literária e diante da
sua paixão pelos livros, os coleciona.

�2 Método da pesquisa
Para o desenvolvimento do estudo e cumprimento dos objetivos definiu-se o
tipo de pesquisa como exploratória, uma vez que busca levantar informações e
familiarizar-se com os temas centrais investigados por intermédio da literatura
especializada.
Com relação aos passos procedimentais, configura-se como uma pesquisa
bibliográfica, já que “[..] é feita a partir do levantamento de referências teóricas já
analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos
científicos, páginas de websites” (FONSECA, 2002, p.32).
3 Resultados e Discussão
A veiculação de notícias sobre a ocorrência de furtos de obras raras em
bibliotecas brasileiras tem se tornado recorrente nos últimos anos, conforme
demonstrado na Figura 1.
Figura 1 – Mapa de grandes roubos de livros registrados desde 2003.

Fonte: COZER (2014).

�Além do apanhado apresentado, reportagens de repercussão nacional foram
publicadas entre os anos de 20162 e 20173, retomando a atenção da sociedade para
esse tipo de delito. De acordo com a reportagem de Brandalise (2016), a maioria
dos roubos de livros e obras de arte possui características semelhantes. Segundo
relatos, a ação é praticada por pessoas pertencentes ao quadro de funcionários da
instituição detentora dos materiais. As estatísticas revelam que essa modalidade de
crime visa atender encomendas advindas de pessoas bem instruídas e
conhecedoras do assunto.
Diante desses fatos, é preciso atentar-se para a qualidade da política de
segurança da informação aplicado nas unidades de informação, já que a proteção
dos livros raros é notavelmente frágil. A equipe responsável pelos materiais
informacionais raros deve ser instruída a respeito de como um engenheiro social
age para evitar a ocorrência de extravios.
Propor rotinas que incluam a capacitação dos profissionais da informação a
respeito das ameaças e vulnerabilidades na qual o acervo pode estar exposto tornase uma alternativa para que a equipe tenha a percepção das situações que são
capazes de comprometer seus ativos informacionais. Entende-se que as medidas
protetivas devam contemplar aspectos relativos à segurança física, tecnológica e
humana, sendo esta última a mais complexa, pois envolve características
psicológicas, socioculturais, emocionais e outras inerentes ao ser humano, que
podem se manifestar de diferentes maneiras em situações variadas de acordo com
a realidade de cada indivíduo.
4 Considerações Finais
A presente pesquisa revela que a segurança contra roubos e furtos de livros
raros ainda é deficiente em nosso país. As notícias sobre esse tipo de crime
continuam sendo veiculadas, demonstrando que as vulnerabilidades humanas
estão presentes e a probabilidade da ocorrência de extravio de materiais
informacionais raros é alta.
O que se evidencia é que a engenharia social presume confiança, e a
facilidade para se adquirir confiança pode ser ampliada caso o engenheiro social
integre o quadro de pessoal da instituição detentora dos ativos informacionais
encomendados. Dessa forma, o atacante se coloca em uma posição privilegiada e
abusa da confiança para conseguir obter o material pretendido.
É importante dizer que os ataques advindos dos engenheiros sociais estão
ficando cada vez mais sofisticados, as habilidades desenvolvidas por esses
indivíduos requer dos bibliotecários a conscientização sobre a necessidade de
reverem as políticas de segurança da informação das suas unidades de informação
a fim de se evitar futuros extravios.

2

BRANDALISE, V. H. Homens que roubam livros. O Estado de S. Paulo, São Paulo, mar. 2016.
Disponível
em:
&lt;
http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,homens-que-roubamlivros,10000022153&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.
3
BRANDALISE, V. B.; RIBEIRO, B. UFRJ sofre o maior furto de livros raros do Brasil. O Estado de
S. Paulo, São Paulo, abr. 2017. Disponível em: &lt; http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-dejaneiro,ufrj-sofre-o-maior-furto-de-livros-raros-do-brasil,70001757824&gt;. Acesso em 25 jun. 2017.

�Referências
BRANDALISE, V. H. Homens que roubam livros. O Estado de S. Paulo, São
Paulo, mar. 2016. Disponível em: &lt;
http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,homens-que-roubamlivros,10000022153&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.
BRANDALISE, V. B.; RIBEIRO, B. UFRJ sofre o maior furto de livros raros do
Brasil. O Estado de S. Paulo, São Paulo, abr. 2017. Disponível em: &lt;
http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,ufrj-sofre-o-maior-furto-de-livrosraros-do-brasil,70001757824&gt;. Acesso em 25 jun. 2017.
COZER, R. Publicações raras e documentos históricos são alvo de quadrilhas.
Folha de São Paulo, São Paulo, jan. 2014. Disponível em: &lt;
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/01/1400456-publicacoes-raras-edocumentos-historicos-sao-alvos-de-quadrilhas.shtml&gt;. Acesso em 25 jun. 2017.
FONSECA, João José Saraiva de. Metodologia da pesquisa científica.
Fortaleza: UEC, 2002.
FONTES, E. Segurança da informação: o usuário faz a diferença. São Paulo:
Saraiva, 2006.
GREENHALGH, R. D. Análise bibliográfica: ferramenta de segurança em coleções
de livros raros. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, v. 20, n. 42, p. 17-29, jan./abr. 2015. Disponível em: &lt;
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2015v20n42p17&gt;.
Acesso em 25 jun. 2017.
MITNICK, K. D.; SIMON, W. L. A arte de enganar: ataques de hackers:
controlando o fator humano na segurança da informação. São Paulo: Pearson
Makron Books, 2003.
RODRIGUES, Márcia C. Como definir e identificar obras raras?: critérios adotados
pela Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 35, n. 1, p. 115-121, jan./abr. 2006. Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/8336/1/v35n1a12.pdf&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33619">
                <text>GESTÃO DE COLEÇÕES ESPECIAIS E LIVROS RAROS NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE ENGENHARIA SOCIAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33620">
                <text>Bruno Pacheco Coelho Leite</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33621">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33622">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33624">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33625">
                <text>Este trabalho apresenta uma discussão preliminar sobre a prática de furtos de coleções especiais e livros raros no âmbito das bibliotecas por meio de técnicas provenientes da engenharia social. Aponta sobre a importância da execução de rotinas de treinamentos que envolvam a segurança da informação em unidades de informação. As discussões praticadas revelam que os profissionais da informação necessitam atualizar-se constantemente para evitar que os estoques de informação especiais e raros sejam furtados pelos engenheiros sociais. Alerta que notícias referentes ao extravio de materiais informacionais raros continuam sendo veiculadas pelas principais mídias do Brasil. Além disso, relata que a maioria dos criminosos conseguem obter maiores privilégios por comporem o quadro de funcionários das instituições atacadas. As reflexões envolvendo a gestão de coleções especiais e livros raros em consonância com as ações advindas da engenharia social indicam que as políticas de segurança da informação das bibliotecas brasileiras são ineficazes e precisam ser revistas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66834">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2870" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1952">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2870/1984-2001-1-PB.pdf</src>
        <authentication>322bae9cc5bb5468d141de24bfc2f748</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33618">
                    <text>Estruturação Metadados: Álbum 50 fotos do Rio Antigo, Coleção
Iconografia Plínio Doyle, FCRB/CMI/AMLB

Maria Madalena Schmid Martins (FCRB) - mschmidig@gmail.com
Mariana Franco Teixeira (FCRB) - franco-mft@hotmail.com
Resumo:
Uma das Coleções de Iconografia do Arquivo Museu de Literatura/CMI da FCRB, o álbum
fotográfico C. Armeilla, que integra a Coleção Plínio Doyle Iconografia, foi escolhida para este
relato de experiência de estruturação de metadados para coleção fotográfica, devido ao seu
valor histórico documental e para que esteja disponível no Repositório RUBI para
disseminação e interoperabilidade bem como, para que seja integrada a outros sistemas para
preservação digital assegurando o seu conteúdo para futuras gerações. Compõe-se de um total
de 50 fotografias do Rio de Janeiro e de Niterói da década de 1920, do fotógrafo C. Armeilla,
cujos metadados foram estruturados de acordo com os padrões vigentes para inserção em
repositórios institucionais de acervos culturais e de memória.
Palavras-chave: Rio Antigo Paisagens/Rio Antigo Jardim Botanico/ Rio Antigo Aspectos
Urbanos/Rio Antigo Corcovado/Album C. Armeilla/Coleção Plinio Doyle/ Rio
Antigo E
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução

O Repositório Rui Barbosa de Informações Culturais - RUBI visa promover e
manter os acervos memoriais e institucionais da Fundação Casa de Rui Barbosa por
meios digitais. Os acervos memoriais fazem parte do Arquivo Histórico, Arquivo
Museu de Literatura Brasileira, Biblioteca Infanto Juvenil Maria Mazzetti, Biblioteca
Rui Barbosa, Biblioteca São Clemente e Museu Casa, que fazem parte do Centro de
Memória e Informação - CMI. Os acervos institucionais constituem-se em
documentos produzidos por pesquisadores da FCRB e de eventos. O RUBI visa
incentivar a produção de conhecimento, o livre acesso da informação e a
preservação dos acervos memoriais e institucionais da FCRB.
Repositório Digital é uma nova tendência que vem se fortalecendo como ferramenta
fundamental para a política de gestão, definição de critérios, direitos autorais,
acesso e acessibilidade, competência em informação, websemântica, formatos e
padrões, organização, compartilhamento, divulgação e preservação dos conteúdos
digitais.
Uma das Coleções de Iconografia do Arquivo Museu de Literatura da FCRB, o
álbum fotográfico C. Armeilla, que integra a Coleção Plínio Doyle Iconografia, foi
escolhida para este relato de experiência de estruturação de metadados para
coleção fotográfica, devido ao seu valor histórico documental e para que esteja
disponível no Repositório RUBI para disseminação e interoperabilidade bem como,
para que seja integrada a outros sistemas para preservação digital assegurando o
seu conteúdo para futuras gerações. Compõe-se de um total de 50 fotografias do
Rio de Janeiro e de Niterói da década de 1920, do fotógrafo C. Armeilla, cujos
metadados foram estruturados de acordo com os padrões vigentes para inserção em
repositórios institucionais de acervos culturais e de memória.
O termo metadados foi cunhado por Jack E. Meyers em 1969 e registrado em
1986 como marca dos EUA, cuja empresa Meyers fundou. Posteriormente, o termo
passou a ser utilizado por diversas áreas relacionadas à informação, como a ciência
da computação, a estatística e o banco de dados. Os “metadados são dados que
descrevem outros dados, aplicados tanto para documentos de qualquer natureza
através da catalogação e indexação, como especificamente para recursos
1

�eletrônicos ou digitais”. São informações que descrevem, explicam, localizam e
possibilitam a recuperação, a utilização e o gerenciamento de recursos de
informação para os objetos digitais. Sua diversidade de funções permite assegurar a
qualidade, a localização, o acesso e a preservação da informação. (NHACOUNGUE,
2015)
Na medida em que a ideia de metadados se torna uma parte essencial do
mundo digital, eles se mostram conceitualmente mais complexos e mais
abrangentes, apoiando um espectro extremamente amplo de atividades.
Essas novas dimensões de metadados são vitais para o acesso e para a
interpretação dos recursos informacionais digitais; como são importantes
também para a estruturação e para os processos de gestão associados a
esses recursos, que podem incluir inúmeras funções, tais como: controle
dos direitos, intercâmbio, comércio eletrônico, interoperabilidade técnica e
semântica, reuso da informação e curadoria digital, para citar alguns”,,,, “
convergem para apoiar a composição de novos ambientes informacionais,
como as bibliotecas, os arquivos e os museus digitais. Esta ampliação do
domínio de aplicação faz com que os metadados necessários para a gestão
e para o uso de objetos digitais sejam mais diversificados e, na maioria dos
casos, diferentes dos metadados usados para gestão de coleções de obras
impressas e de outros materiais físicos. Em outro plano, o acesso e a
usabilidade dos recursos informacionais digitais é impactado fortemente
pela sua dependência a contextos tecnológicos específicos, (SAYÃO,2017)

Segundo a NISO. (2004) Understanding Metadata. Bethesda, MD: NISO Press,
p.1

os metadados podem ser classificados em:
Metadados descritivos: descrevem um recurso com o propósito,por

exemplo, de descoberta ou identificação. Isso pode incluir elementos como título,
resumo, autor e palavraschave;
Metadados estruturais: indicam como objetos compostos são colocados
juntos, por exemplo, como é que páginas são ordenadas para formar capítulos;
Metadados

administrativos:

fornecem

informações

para

auxiliar

no

gerenciamento de um recurso, como por exemplo, quando e como o mesmo foi
criado, tipo de arquivo e outras informações técnicas, e sobre quem tem acesso a
ele. Existem vários subconjuntos de dados administrativos; dois deles, às vezes, são
listados separadamente como tipos metadados:
− Metadados para gerenciamento de direitos, que tratam dos direitos de
propriedade intelectual, e
- Metadados para preservação, que contêm informações necessárias ao
arquivamento e à preservação de um determinado recurso.
A recuperação da informação elaborada através de metadados interligados,
de forma que permita o entendimento pela máquina, atinge diretamente na
2

�recuperação de documentos relevantes e significativos, e será utilizada de fato para
produzir impactos sociais, culturais e econômicos, gerando riquezas.
Segundo Marcondes, (...)“a proposta Linked Open Data – literalmente,
interligar dados abertos –, vem se tornando uma realidade ao acenar com a
possibilidade de interligar acervos em arquivos, bibliotecas e museus digitais através
de tecnologias da Web Semântica como Resource Description Framework (RDF)
(RDF PRIMER, 2004) e Uniform Resource Indetifiers (URIs) (RFC 2396, 1998).
A proposta de dados abertos interligados oferece grande potencial ao conectar
recursos informacionais através de links semânticos” (2012, pag. 171)
O Dublin Core padrão de metadados utilizado no repositório RUBI, é simples
e flexível, permitindo o acesso permanente e a comunicação entre os sistemas que
o utilizam bem como cria outros metadados caso sejam necessários à descrição
daquele tipo de documento digital.
Assim, para a inserção das fotos da Coleção Plínio Doyle Iconografia no
repositório RUBI utilizamos o Manual de Referência Catalográfica e de Indexação da
Fundação Biblioteca Nacional, os metadados que já haviam sido definidos para o
RUBI, outros metadados avaliados e sugeridos pela Arquivista Chefe do AMLB da
FCRB. Atualmente estamos trabalhando com o conjunto de metadados abaixo, e no
futuro, deverão ser implementados os outros metadados para interoperabilidade e
compartilhamento da Coleção C. Armeilla com outras instituições:
64 Título - dc.title
171 Localização - dc.description.localização
15 Data - dc.date.issued
168 Estado de conservação dc.publisher.conservaçãoerestauração
172 Material - dc.format.material
34 Dimensões - dc.format.extent
92 Cor - dc.type.color
57 Assunto - dc.subject
101 Coleção de origem - dc.provenance
3 Autor - dc.contributor.author
190 Fotógrafo - dc.contributor.fotografo
203 Doador - dc.contributor.doador
191 Impressor - dc.contributor.impressor
85 Coleção - dc.interview.coleção
214 Número de registro - dc.provenance.registro
101 Aquisição - dc.provenance.aquisião
3

�27 Resumo dc. description.resumo

Método da pesquisa
A metodologia baseia-se em pesquisa empírica e levantamento e análise
bibliográfica acerca de práticas de acesso, pesquisa e manutenção do acervo da
FCRB como base na pesquisa de curadoria, criação e acesso das coleções digitais.

Conclusão
O desenvolvimento desse estudo possibilita uma análise e uma reflexão
acerca de como a utilização de metadados padronizados no material de acervo de
memória e cultura

dentro do repositório digital pode contribuir para melhorar a

pesquisa e o acesso à informação, no caso apresentado, de uma coleção
iconográfica. É importante que o pesquisador encontre as informações precisas de
sua pesquisa de forma rápida, organizada e eficiente.

Referências
Alves, Mônica Carneiro, 1962- . Manual para indexação de documentos
fotográficos / Mônica Carneiro Alves, Sergio Apelian Valerio; com a colaboração de
Graziella de Castro Pigozzo. — Rio de Janeiro : Fundação Biblioteca Nacional,
Departamento de Processos Técnicos, 1998. Janeiro : 84 p
BRAYNER, Aquiles Alencar. Desafios e oportunidades para instituições de
memória cultural na era digital. In: SEMINÁRIO TECNOLOGIA E CULTURA, 1.,
2016, Rio de Janeiro. Resumos... Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa,
2016. 22 p.
ENCONTROS BIBLI, Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
... Claudia.
Conservação de acervos. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 181-204.
... Acervo de Publicações Brasileiras em Ciência da Informação.
FUNARTE. Manual para catalogação de documentos fotográficos / FUNARTE ... let al.|.
- Versão prelim. 2 ed. - Rio de Janeiro: FUNARTE : Fundação Biblioteca Nacional, 1996. 92f

LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: Ibict, 2009.
4

�LEITE, Fernando César Lima et al. Boas práticas para a construção de
repositórios institucionais da produção científica. Brasília: Ibict, 2012.
MARCONDES, C. H. “Linked Data” – Dados Interligados e interoperabilidade entre
arquivos, bibliotecas e museus na Web.Encontros Bibli: revista eletrônica de
biblioteconomia e ciência da informação, v. 17, n. 34, p.171-192, maio./ago.,
2012. ISSN 1518-2924. DOI: 10.5007/1518-2924.2012v17n34p171.
NHACOUNGUE, Januário Albino. O Campo da Ciência da Informação:
contribuições, desafios e perspectivas da mineração de dados para o conhecimento
pós-moderno. São Paulo, 2015. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) –
Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista.
NISO. (2004) Understanding Metadata. Bethesda, MD: NISO Press, p.1
SAYÂO, Luis Fernando; SALES, Luana Farias. Curadoria digital: um novo patamar
para preservação de dados digitais de pesquisa. Informação &amp; Sociedade:
Estudos, João Pessoa, v.22, n.3, p. 179-191, set./dez. 2012.
SAYÃO, Luis Fernando. Afinal, o que é Biblioteca Digital? Revista USP, São
Paulo, n.80, p. 6-17, dezembro/fevereiro 2008-2009.
SILVA, Luiza Helena Goulart da. As políticas dos repositórios institucionais:
conteúdo, acesso, preservação, metadados e submissão/autoarquivamento.
Florianópolis, 2010. TCC (trabalho de conclusão de curso de Biblioteconomia) –
Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33610">
                <text>ESTRUTURAÇÃO METADADOS:  ÁLBUM 50 FOTOS DO RIO ANTIGO,  COLEÇÃO ICONOGRAFIA PLÍNIO DOYLE, FCRB/CMI/AMLB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33611">
                <text>Maria Madalena Schmid Martins</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33612">
                <text>Mariana Franco Teixeira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33613">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33614">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33616">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33617">
                <text>Uma das Coleções de Iconografia do Arquivo Museu de Literatura/CMI da FCRB, o álbum fotográfico C. Armeilla, que integra a Coleção Plínio Doyle Iconografia, foi escolhida para este relato de experiência de estruturação de metadados para coleção fotográfica, devido ao seu valor histórico documental e para que esteja disponível no Repositório RUBI para disseminação e interoperabilidade bem como, para que seja integrada a outros sistemas para preservação digital assegurando o seu conteúdo para futuras gerações. Compõe-se de um total de 50 fotografias do Rio de Janeiro e de Niterói da década de 1920, do fotógrafo C. Armeilla, cujos metadados foram estruturados de acordo com os padrões vigentes para inserção em repositórios institucionais de acervos culturais e de memória.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66833">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2869" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1951">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2869/1983-2000-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a6a7f4ca68ebb2b3dccd87435a393556</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33609">
                    <text>Entre memória e esquecimento: a missão do Bibliotecário
Tony Macedo (UFPE) - tonybernar@hotmail.com
Resumo:
Apresentamos uma discussão sobre o papel do Bibliotecário em relação à dialética da memória
e do esquecimento, a partir do livro Missão do Bibliotecário do filosofo espanhol José Ortega y
Gasset. Mostramos a importância do profissional da informação no processo do fluxo
informacional, da produção do conhecimento ao acesso daquilo que foi produzido pela
humanidade. Discutimos a importância da memória como recurso imprescindível, não apenas
como um elemento do passado, mas também como um componente importante para
entendermos o futuro.
Palavras-chave: Memória. Esquecimento. Bibliotecários
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução

Tornaram-se senhores da memória do esquecimento é uma das grandes preocupações das classes, dos
grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. Os esquecimentos e os
silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva. (Le Goff,
1996, p. 426)

Os primeiros “senhores” da memória e do esquecimento foram os
anciões nas sociedades baseadas na oralidade, responsáveis pela transmissão
do conhecimento humano “autênticos especialistas; chefes de família já idosos,
bardos,

sacerdotes,

que

assumem,

na

humanidade

tradicional,

o

importantíssimo papel de mantenedores da coesão do grupo” (LEROIGOURHAN, 1965, p.59). Ortega y Gasset nos diz que estes senhores da
memória “eram os que sabiam mais porque tinham maior memória, eram mais
‘livros vivos’ do que os jovens, livros, por assim dizer, com mais páginas”
(2006, p.53).
O desenvolvimento da escrita permitiu à memória coletiva a sua
exteriorização, no entanto, Leroi-Gourhan, nos conta que até o aparecimento
da imprensa dificilmente se distingue entre transmissão oral e a transmissão
escrita. “A massa do conhecido está mergulhada nas práticas orais e nas
técnicas; a área culminante do saber, como um quadro imutável desde a
Antiguidade, é fixada no manuscrito para ser aprendida de cor...” (p.62).
A passagem da memória oral à memória escrita é certamente difícil de
compreender, confessa Le Goff (p.437), ao tentar nos ajudar a compreender
este momento, o autor, nos apresenta um texto e nele nos mostra o que talvez
seja o surgimento dos funcionários da memória, diferentemente dos anciões
que desempenhavam a função de transmitir a memória através da oralidade e
que ocupavam este cargo por possuírem maior repertório de conhecimento,
livros com mais páginas como disse Ortega y Gasset, estes “funcionários” eram
servidores do Estado.
O fato esclarecedor da passagem da oralidade à escrita nos é
interessante, no entanto, o que nos chama maior atenção é o fato de Le Goff

�nos ter sugerido o aparecimento do profissional arquivista, e onde teria surgido
o bibliotecário, este outro também funcionário da memória, senhor da memória
e do esquecimento?
Ortega y Gasset nos conta que o bibliotecário é um ser renascentista do
século XV, “aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão”
(p.20). O autor nos lembra que houve época que não haviam bibliotecários
porque na haviam livros e épocas que já haviam livros mas não existiam
bibliotecários, mas isso não significa dizer que não haviam homens que
cuidassem dos livros, diz o autor. “Sem dúvida, sem dúvida, haveria algum
homem que não se contentava, como os outros homens, em simplesmente ler
livros, mas os colecionava, ordenava, catalogava, e cuidava deles.” (p.10). Isso
se deve ao fato de que, até a Renascença o livro não tinha existência social. O
livro é uma criação da tipografia, e a tipografia é uma criação da Renascença,
nos lembra Martins (2002, p.332).

Discussão
Martins distingue, na história dos bibliotecários, duas grandes fases: a
primeira que vai da Renascença até meados do século XIX, onde o
bibliotecário é um profissional contratado por instituições particulares,”sem
formação especializada, quase sempre um erudito ou um escritor a quem se
oferecia oportunidade de realizar em paz a sua obra, livre de preocupações
materiais” (p.332). A segunda fase, a partir dos meados do século XIX, onde o
Estado reconhece o bibliotecário como representante de uma profissão
socialmente indispensável. “O passo decisivo na evolução de vossa carreira
começa a se verificar algumas décadas mais tarde, cerca de 1850”, nos aponta
Ortega y Gasset (p.22) e, conclui: “O incidente mais importante certamente
pensareis comigo – que pode acontecer a uma profissão é passar de ocupação
espontaneamente fomentada pela sociedade a burocracia do Estado” (p.23).
De acordo com Martins, durante esta segunda fase ainda era comum se
confiar grandes bibliotecas a escritores e eruditos sem formação técnica. Este
cenário irá mudar “por força da própria especialização, a necessidade de fazer
do bibliotecário um funcionário especificamente treinado para as suas funções”
(p.332). O autor nos diz ainda que na América Latina este período é mais

�tardio, apenas em 1912 é que Ezequiel A. Chávez dá inicio no México ao curso
de Biblioteconomia que constituem o reconhecimento definitivo das novas
necessidades.
Da “invenção” renascentista aos dias atuais, qual será a missão do
bibliotecário? Buscamos a resposta no texto Missão do bibliotecário escrito por
Ortega y Gasset em 1935 por ocasião do 2º Congresso Mundial de Bibliotecas
e Bibliografia, realizado em Madri. A missão é algo exclusivo do homem, sem
homem não há missão, diz o autor.
Ortega y Gasset aponta a grande produção desenfreada de livros como
um grande problema, “em toda a Europa existe a impressão de que há
demasiados livros[...]O próprio homem de ciência adverte que uma das
grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia de seu
tema” (p.34). De acordo com autor, o livro deixou de ser um desejo e passou a
ser sentido como um peso.
A partir desta constatação o autor desenha o que seria, ou melhor, quais
seriam as missões do bibliotecário. “ A partir de hoje terá que cuidar do livro
como função viva:terá que exercer a polícia do livro e tornar-se domador do
livro enfurecido.” (p.39). Malheiro (2011) Diz que o livro aparece para Ortega y
Gasset como fonte de conflito e implicava, consequentemente, uma mudança
de postura por parte dos bibliotecários. Essa mudança de postura seria a nova
missão do bibliotecário.
Para tornar-se “domador” do livro enfurecido, o bibliotecário teria que
enfrentar a explosão bibliográfica. “A cultura, que havia libertado o homem da
selva primeva, lança-o de novo em uma selva de livros, não menos inextricável
e sufocante” (p. 40). O autor salienta que: “é preciso que se deixe de ser um
problema para um autor reunir a bibliografia descritiva e seletiva sobre assunto
de seu interesse.” A missão do bibliotecário neste momento seria de criar uma
nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso, sugeriu Ortega y
Gasset, “nela alcançara sua potência máxima o que vosso ofício iniciou há
séculos com a figura da catalogação” (p.43).
A preocupação do filósofo espanhol diante a o crescente número de
publicações, sugere uma outra missão para o bibliotecário. De acordo com o
autor, a maior parte das publicações são inúteis

ou estúpidas, “sua

�conservação constituem um lastro a mais para a humanidade, que já anda
excessivamente curvada sob o peso de outras cargas.” (p.43). Por outro lado,
reclama o autor, que é sentida a falta da publicações de outros livros, cuja
ausência acaba prejudicando o andamento das pesquisas.” O excesso de livros
têm a mesma origem: a produção se faz sem governo, abandonada quase
totalmente à espontaneidade do acaso.” Desabafa o autor. A nova missão
sugerida por Ortega y Gasset seria a regulamentação da publicação de livros,
por parte dos bibliotecários, a fim de decidirem o que se é desnecessário, e o
que realmente merece ser publicado para que “não faltem aqueles que são
exigidos pelo conjunto de problemas vivos de cada época.” (p.44).
Por último, Ortega y Gasset, sugere como missão para o bibliotecário a
orientação do leitor não especializado na selva dos livros. “Nesta dimensão de
seu oficio imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a
torrente de livros e o homem.”(p.46).
Embora, algumas das missões sugeridas por Ortega y Gasset, sejam
controversas, o pensamento do autor reflete um período particular na história
ocidental, e logo percebemos que naquele momento a explosão informacional
estava em pauta, era um problema a ser resolvido, compreendido por
profissionais que atuavam diretamente com a situação em questão, esses
profissionais eram os bibliotecários, cuja missão o filósofo espanhol
prescreveu.

Considerações finais
Para além das recomendações de Ortega y Gasset, a missão primordial
do bibliotecário deve ser a de promover o amplo acesso à informação, à
memória, como recomenda Le Goff: “Devemos trabalhar de forma a que a
memória coletiva sirva para a libertação e não para servidão dos homens”
(p.477). Os senhores da memória devem esta atento à esta missão, do
contrário, serão senhores do esquecimento. Apontamos dois momentos
distintos, de autores diferentes, sobre a importância da memória para a
construção do futuro, pois o que está em jogo, diz Le Goff.(p.544), “é nada
menos do que a passagem da recordação através das gerações”.

�A tradição é biologicamente tão indispensável à espécie humana
como o condicionamento genético o é às sociedades de insetos: a
sobrevivência étnica funda-se na rotina e progresso, simbolizando a
rotina o capital necessário à sobrevivência do grupo, o progresso, a
intervenção das inovações individuais para uma sobrevivência
melhorada (LEROI-GOURHAN,1965, p.23)
É preciso que a memória se esforce por conservá-la. Mas a memória
não sequer capaz de conservar todas nossas próprias ideias, e é
muito importante que possamos conservar as de outros homens. É
tão importante que é isso o que mais caracteriza nossa condição
humana. O tigre de hoje tem que ser tigre como se jamais houvesse
existido tigre algum: não tira proveito das experiências milenares por
que passaram seus semelhantes no profundo fragor das selvas. Todo
tigre é um primeiro tigre; deve começar desde o principio sua
profissão de tigre. Mas o homem de hoje não começa sendo um
homem, mas, ao contrário, herda as formas de existência, as ideias,
as experiências vitais de seus ancestrais e parte, portanto, do nível
representado pelo passado humano acumulado sob seus pés. Em
face de qualquer problema, o homem não se encontra sozinho com
sua reação pessoal, com o que lhe ocorre voluntariamente, mas com
todas ou muitas das reações, ideias e invenções de seus
antepassados. Por isso sua vida é feita com a acumulação de outras
vidas; por isso sua vida é substancialmente progresso.(ORTEGA Y
GASSET, 2006, p.28)

Os pensamentos dos autores acima, nos revela o quanto o acumulo e
mais ainda, o acesso à memória é vital à nossa condição humana. O
bibliotecário, como profissional científico da memória deve, de acordo com Le
Goff, fazer da luta pela democratização da memória um dos imperativos
prioritários da sua objetividade científica.

Referências
LE GOFF, J. História e memória. 4 ed. Campinas, SP: Editora UNICAMP,
1996.
LEROI-GOURHAN, André. O gesto e a palavra. Lisboa: Edições 70, 1965.

MALHEIRO, Armando; RIBEIRO. Paradigmas, serviços e mediações em
Ciência da informação. Recife: Néctar, 2011.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: História do livro, da imprensa e da
biblioteca. 3. ed. São Paulo:ática, 2002.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do Bibliotecário. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33602">
                <text>ENTRE MEMÓRIA E ESQUECIMENTO: A MISSÃO DO BIBLIOTECÁRIO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33603">
                <text>Tony Macedo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33604">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33605">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33607">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33608">
                <text>Apresentamos uma discussão sobre o papel do Bibliotecário em relação à dialética da memória e do esquecimento, a partir do livro Missão do Bibliotecário do filosofo espanhol José Ortega y Gasset. Mostramos a importância do profissional da informação no processo do fluxo informacional, da produção do conhecimento ao acesso daquilo que foi produzido pela humanidade. Discutimos a importância da memória como recurso imprescindível, não apenas como um elemento do passado, mas também como um componente importante para entendermos o futuro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66832">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2868" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1950">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2868/1982-1999-1-PB.pdf</src>
        <authentication>912003e09674f9d610be88d1a871ad90</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33601">
                    <text>Digitalização e Processamento de Documentos do Centro Histórico
e Cultural Mackenzie

Helen Yara Altimeyer (Mackenzie) - helen.altimeyer@mackenzie.br
Maria de Cléofas Faggion Alencar (Embrapa - CNPMA) - cleofas.alencar@embrapa.br
João Paulo Ventura (Embrapa - CNPMA) - joaopaulo-ventura@hotmail.com
Beatriz Fernanda Rebelato (CNPMA) - biarebelatoo@hotmail.com
Resumo:
A biblioteca “Dr. Reinaldo Forster” da Embrapa Meio Ambiente presta serviços de
digitalização por demanda para o Sistema de Biblioteca Embrapa, principalmente dos
documentos da produção; além de ter uma parceria firmada com a Universidade Presbiteriana
Mackenzie por meio do Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM) para digitalização de
seu acervo. Os documentos considerados obras raras são digitalização em equipamento
especializado importado da Suíça - o Scan Robot 2.0 da Treventus. A sistematização do
processo inclui a preservação das obras raras digitalizadas, para serem disponibilizadas para
consulta on-line
Palavras-chave: Obras Raras, digitalização, preservação
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A biblioteca “Dr. Reinaldo Forster” da Embrapa Meio Ambiente é
responsável por gerenciar os registros brasileiros do repositório internacional de
acesso livre para as áreas de Agricultura Orgânica e Agroecologia (Organic
Eprints), mantido pelo International Centre for Research in Organic Food
Systems – ICROFS. Esta iniciativa é derivada do projeto “Repositório de Acesso
Livre para Agroecologia e Agricultura Orgânica do Brasil” financiado pela
FAPESP, 2011-2014 e tem como propósito dar visibilidade e livre acesso à
produção e colaborar para o desenvolvimento técnico-científico das áreas em
questão.
Além de atender aos requisitos do projeto, a biblioteca presta serviços de
digitalização por demanda para o Sistema de Biblioteca Embrapa,
principalmente dos documentos da produção técnica-científica dos funcionários
da Embrapa, e também tem uma parceria firmada com a Universidade
Presbiteriana Mackenzie por meio do Centro Histórico e Cultural Mackenzie
(CHCM) que possui uma área específica para a guarda de seu acervo composto
por documentos de cunho arquivístico, bibliográfico e museológico. Esse acervo
encontra-se no Campus Higienópolis, no 2º andar do Edifício Mackenzie –Prédio
01 e é composto por livros, objetos e documentos produzidos ou adquiridos pelo
Instituto e Universidade Presbiteriana Mackenzie desde os seus primórdios em
suas mais diversas unidades ou setores.
A separação física das obras está dividida em duas salas, conforme o tipo de
suporte: 1. Reserva Documental - suporte papel: documentos, relatórios, fotos,
livros, etc e 2. Reserva Museológica Tridimensional – diversos suportes: troféus,
flâmulas, objetos da escola de engenharia, quadros, mobiliários, bustos, etc.
Hoje o acervo do CHCM possui obras de cunho:
 Arquivístico: Representa 91% do acervo, composto por cerca de 92.043
documentos distribuídos entre Atas, Boletins de Nota, Comunicados
Internos, Diplomas, Documentos Históricos, Dossiês, Estatutos, Fichas de
Matrícula, Fotografias, Livros de Chamada, Prospectos e Relatórios.
 Bibliográfico: Representa 6% do acervo, composto por cerca de 6.198 livros
da coleção de Obras Raras, sendo que, grande parte desse montante é
considerada obra de raridade universal, pois foram produzidas antes do ano
de 1.900, além dos livros doados pela família do Eng. Roberto Zuccolo.
 Museológico: Representa 3% do acervo, composto por cerca de 2.643
objetos como Artefatos, Bandeiras, Brasões; Desenhos; Esculturas;
Elementos Arquitetônicos; Ferramentas – escola de Engenharia; Flâmulas;
Gravuras; Material Escolar; Medalhas; Mineralogia; Mobiliários; Objetos
Comemorativos; Objetos de Uso Pessoal; Objetos Decorativos; Pinturas;
Placas; Troféus.

1

�Hoje a quantidade de obras no acervo estava em torno de 100.884 unidades,
dividida da seguinte maneira:
O acervo em números – base maio 2017:
Acervo (itens)
Arquivístico
92.043
Museológico
2.643
Bibliográfico
6.198
Total
100.884

Acervo CHCM
6%

3%
Arquivístico

91%

Bibliográfico
Museológico

O acervo do CHCM possui documentos únicos que foram produzidos ao
longo de mais de um século de história, os documentos que compõem o seu
acervo revelam a história do início de um novo sistema educacional pioneiro
implantado por missionários Presbiterianos no Brasil, em 1870. Além disso, o
acervo bibliográfico é composto de mais de 6.000 itens entre documentos e
obras raras.
Relato da Experiência
A digitalização do acervo bibliográfico e arquivístico do Centro Histórico e
Cultural Mackenzie, tem por objetivo contribuir para o amplo acesso e
disseminação dos documentos arquivísticos por meio da Tecnologia da
Informação e Comunicação, permitir o intercâmbio de acervos documentais e de
seus instrumentos de pesquisa por meio de redes informatizadas, promover a
difusão e reprodução dos acervos arquivísticos não digitais, em formatos e
apresentações diferenciados do formato original, incrementar a preservação e
segurança dos documentos originais que estão em outros suportes não digitais,
restringindo seu manuseio.
Para isso a instituição adotou um projeto de digitalização em parceira com
a Biblioteca “Dr. Reinaldo Forster” para garantir o acesso, a difusão e a
salvaguarda de todo o acervo histórico documental.
Método de trabalho
Os documentos do CHCM são digitalização com o Scan Robot 2.0 da
Treventus (importado da Suiça) e a sistematização do processo consiste em
verificar as características e o estado físico dos documentos; preparar, testar e
realizar configurações específicas (Workflow e perfil) para cada documento;
digitalizar e executar workflow e perfil criado para cada documento, redefinindo
se necessário para a criação do arquivo .tiff Master. A biblioteca também é
responsável por realizar processamentos nos documentos digitalizados, sendo
alguns deles a aplicação do recorte, a retirada de manchas, a regulagem do

2

�contraste para aumento da nitidez, o reconhecimento de texto, a transformação
e compactação do arquivo, entre outros.
Os documentos digitalizados devem ser armazenados em dois formatos,
sendo eles o formato .tif – que permite salvar a imagem com uma melhor
qualidade – com resolução de 300 dpi e o formato .pdf. No formato .pdf as
seguintes características são observadas: o documento deve estar em formato
.pdf textual, ter uma boa resolução de leitura na tela, estar salvo em um tamanho
compacto, apresentar arquivos para armazenamento e disponibilização 1 em
.jpeg em 300 dpi da capa do documentos e 1 em .pdf do documento completo.
Os documentos selecionados para digitalização são encaminhados em
lotes para a Embrapa Meio Ambiente semanalmente. O Mackenzie é
responsável pela seleção, limpeza, identificação, acondicionamento, envio e
retirada do material na unidade da Embrapa.
A Biblioteca “Dr. Reinaldo Forster” da Embrapa Meio Ambiente possui
comprometimento com a agência financiadora do projeto “Repositório de Acesso
Livre para Agroecologia e Agricultura Orgânica do Brasil”, com o repositório
Organic Eprints e com a própria Embrapa com a utilização do equipamento Scan
Robot 2.0 da Treventus com status de equipamento multiusuário. Para assegurar
as exigências da FAPESP, instituição financeira do projeto, a utilização do Scan
Robot 2.0 da Treventus deve ser disponibilizada para a comunidade acadêmica
conforme as normas da FAPESP para equipamentos multiusuários.
Tabela 1 – Características da coleção do CHCM com ano de publicação,
número de volumes, páginas e estado de conservação.
DOCUMENTOS

Data

Volumes Páginas

ESTADO DE
CONSERVAÇÃO

Associação dos antigos alunos

1934-1978

46

2.500

bom

Escola Americana

1882-1986

100

1.900

bom/regular

Mackenzie College

1907-1953

11

800

bom/regular

Prospectos

1885-1960

75

4.730

regular

Relatórios Anuais da Presidência

1907-1960

72

7.065

regular

Revista de Engenharia Mackenzie

1915-2001

146

11.430

regular

Anuários da Escola de Engenharia

1934-1960

20

4.000

regular

Restauro do Ed. Mackenzie

2002-2004

25

5.000

bom

Obras Raras

1920

3.620

724.000 bom

TOTAL

4.115

761.425

Considerando a experiência adquirida para digitalização e processamento
de documentos em geral para disponibilização na Internet, o Centro Histórico e
3

�Cultural Mackenzie está disposto a delegar à Biblioteca a tarefa de processar os
arquivos digitais no formato .tif em formato .pdf que é adequado para
disponibilização na Internet.
Objetivos
A digitalização do acervo do Centro Histórico e Cultural Mackenzie, tem por
objetivo:





Contribuir para o amplo acesso e disseminação dos documentos
arquivísticos por meio da Tecnologia da Informação e Comunicação;
Permitir o intercâmbio de acervos documentais e de seus instrumentos de
pesquisa por meio de redes informatizadas;
Promover a difusão e reprodução dos acervos arquivísticos não digitais, em
formatos e apresentações diferenciados do formato original;
Incrementar a preservação e segurança dos documentos arquivísticos
originais que estão em outros suportes não digitais, por restringir seu
manuseio.

Para a Biblioteca “Dr. Reinaldo Forster“ da Embrapa Meio Ambiente, o
principal objetivo é a experiência adquirida em digitalização pela variedade de
documentos do CHCM, executar a digitalização para o Sistema Embrapa de
Bibliotecas e cumprir as orientações da FAPESP quanto cessão de
equipamentos multiusuários cedidos.
Metodologia
A sistematização do processo de digitalização de documentos com o Scan Robot
2.0 da Treventus consiste nas seguintes etapas:
a.
b.
c.
d.

e.

Verificação das características e do estado físico dos documentos;
Preparação, teste e configuração específica para cada documento;
Digitalização e execução do workflow e perfil criado para cada documento,
redefinição se necessário para a criação do arquivo .tiff Master;
Processamentos: recorte, retirada de manchas, regulagem do contraste para
aumento da nitidez, reconhecimento de texto, transformação e compactação
do arquivo;
Armazenamento dos documentos digitalizados em dois formatos: .tif com
resolução de 300 dpi e .pdf em HD externo do Centro Histórico e Cultural
Mackenzie.

Os documentos selecionados serão levados em lotes para a Embrapa Meio
Ambiente semanalmente para a realização do processo de digitalização. O
Mackenzie ficará responsável pela seleção, limpeza, identificação,
acondicionamento, envio e retirada do material nesta unidade da Embrapa.
A equipe da Embrapa Meio Ambiente ficará responsável pela digitalização dos
documentos salvar o material nos formatos acordados (.tif e .pdf).

4

�Para o formato .pdf, as seguintes características serão observadas: documento
em formato .pdf textual, documento com boa resolução de leitura na tela;
documento compacto e arquivos para armazenamento e disponibilização: 1 em
.jpeg em 300 dpi da capa do documento e 1 em .pdf do documento completo.

Resultados Esperados
Os resultados deste plano de 2 anos de duração é, ter parte dos
documentos do Centro Histórico e Cultural Mackenzie, que se enquadram nas
especificações técnicas para operacionalização do Scan Robot 2.0, digitalizadas
em dois formatos: .tif Master, arquivo original de segurança que será
armazenado pelo Centro Histórico e Cultural Mackenzie e .pdf, arquivo para
indexação no sistema de gestão Pergamum. O registro e a disponibilização dos
documentos digitalizados será de responsabilidade do Mackenzie de acordo com
as orientações gerais do sistema. Os usuários terão disponível a consulta por
autor, título e assunto no sistema Pergamum de Gestão de documentos – já
utilizados pelas Bibliotecas do Mackenzie. As imagens serão utilizadas apenas
para consulta local, no Centro Histórico e Cultural Mackenzie, otimizando a
gestão do acervo e a preservação das obras raras, que não serão manuseadas.
Considerações Finais ou Conclusões:
A parceria CHCM e Biblioteca da Embrapa Meio Ambiente produziu em 2 anos
o total de 470 obras digitalizadas em formato .tif e iniciou o trabalho de
processamento com formato .pdf para disponibilização no sistema Pergamum de
consulta.
A parceria da Biblioteca “Dr. Reinaldo Forster“ da Embrapa Meio Ambiente com
o Mackenzie cumpre e colabora para a difusão de um acervo histórico do país,
preserva os originais, e constitui um instrumento de acesso simultâneo local ou
remoto para promoção e disseminação da literatura entre agricultores,
estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e a comunidade acadêmica.
Para a Embrapa, o exercício promove competência e aderência aos objetivos do
SEB quanto à digitalização das 1400 obras raras em agricultura armazenadas
em suas Unidades.

Referências:
ARELLANO, Miguel Angelo Márdero. As coleções de obras raras na biblioteca
digital, 1998. Dissertação (Mestrado em Bibliotecnonomia e Documenação) –
Faculdade de Estudos Sociais Aplicados. Universiade de Brasília, 1998.
BRASIL. SENADO FEDERAL. Biblioteca digital do Senado Federal. Disponível
em: http://www2.senado.gov.br/bdsf/.
LOPES, Luis F., MONTE, Antonio C. A Qualidade dos suportes no
armazenamento de informações. Florianopolis: VisualBoos, 2004.
5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33591">
                <text>DIGITALIZAÇÃO E PROCESSAMENTO DE DOCUMENTOS DO CENTRO HISTÓRICO E CULTURAL MACKENZIE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33592">
                <text>Helen Yara Altimeyer</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33593">
                <text>Maria de Cléofas Faggion Alencar</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33594">
                <text>João Paulo Ventura</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33595">
                <text>Beatriz Fernanda Rebelato</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33596">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33597">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33599">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33600">
                <text>A biblioteca “Dr. Reinaldo Forster” da Embrapa Meio Ambiente presta serviços de digitalização por demanda para o Sistema de Biblioteca Embrapa, principalmente dos documentos da produção; além de ter uma parceria firmada com a Universidade Presbiteriana Mackenzie por meio do Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM) para digitalização de seu acervo. Os documentos considerados obras raras são digitalização em equipamento especializado importado da Suíça - o Scan Robot 2.0 da Treventus. A sistematização do processo inclui a preservação das obras raras digitalizadas, para serem disponibilizadas para consulta on-line</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66831">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2867" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1949">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2867/1981-1998-1-PB.pdf</src>
        <authentication>eda02a8eafde175e34541542e4f8b052</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33590">
                    <text>Difusão e conservação de acervo cultural documental
Adriana Santos Ribeiro (UFRB) - adrianasanri@yahoo.com.br
Renata Almeida Teles (UFRB) - renatatteles@gmail.com
Resumo:
O Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo constitui-se em uma instância
acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia cuja missão é a preservação,
salvaguarda e disponibilização pública de acervos documentais diversos sobre a memória e a
cultura do Recôncavo baiano. Apresentamos a pesquisa que vem sendo desenvolvida por uma
equipe interdisciplinar para a organização e difusão do acervo da comarca de Maragogipe,
cooperação técnica entre a UFRB/NUDOC e o Tribunal de Justiça da Bahia – TJ/BA. Trata-se de
um relato de experiência com o olhar qualitativo, que abordou a problemática desenhada a
partir de métodos descritivo e observacional. A pesquisa traz como resultado parcial que os
serviços aos usuários representarão um importante instrumento de difusão dos serviços e
atividades realizadas no Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo.
Palavras-chave: Difusão. Conservação preventiva. NUDOC.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RESUMO
O Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo constitui-se em uma instancia
acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia cuja missão é a
preservação, salvaguarda e disponibilização pública de acervos documentais diversos
sobre a memória e a cultura do Recôncavo baiano. Apresentamos a pesquisa que vem
sendo desenvolvida por uma equipe interdisciplinar para a organização e difusão do
acervo da comarca de Maragogipe, cooperação técnica entre a UFRB/NUDOC e o
Tribunal de Justiça da Bahia – TJ/BA. Trata-se de um relato de experiência com o olhar
qualitativo, que abordou a problemática desenhada a partir de métodos descritivo e
observacional. A pesquisa traz como resultado parcial que os serviços aos usuários
representarão um importante instrumento de difusão dos serviços e atividades realizadas
no Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo.
Palavras-chave: Difusão. Conservação preventiva. NUDOC.

SUMMARY
The Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo is an academic institution of
the Universidade Federal do Recôncavo da Bahia whose mission is the preservation,
safeguarding and public availability of diverse documentary collections on the memory
and culture of the Bahia Recôncavo. We present the research that has been developed
by an interdisciplinary team for the organization and diffusion of the collection of the
district of Maragogipe, technical cooperation between UFRB / NUDOC and the Court
of Justice of Bahia - TJ / BA. This is an experience report with the qualitative look,
which approached the problem drawn from descriptive and observational methods. The
research results in partial that the services to the users will represent an important
instrument of diffusion of the services and activities realized in the Núcleo de Memória
e
Documentação
do
Recôncavo.
Keywords: Diffusion. Preventive conservation. NUDOC.

�1 INTRODUÇÃO
O Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo (NUDOC), criado em
2011, constitui-se em uma instancia acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo
da Bahia (UFRB) cuja missão é a preservação, salvaguarda e disponibilização pública
de acervos documentais diversos sobre a memória e a cultura do Recôncavo baiano.
Nesse trabalho, apresentamos a pesquisa que vem sendo desenvolvida por uma equipe
interdisciplinar para a organização e difusão do acervo da comarca de Maragogipe,
cooperação técnica entre a UFRB/NUDOC e o Tribunal de Justiça da Bahia – TJ/BA.
Ao realizar a análise do acervo documental recolhido e o diagnóstico dos
serviços e atividades realizados no NUDOC, observa-se o grande potencial do Núcleo
quanto ao acervo que possui e as formas de disponibilizá-lo. Os documentos doados a
UFRB-NUDOC pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – Comarca de Maragogipe
é bastante significativo como fonte de pesquisa.
Para melhor entendimento, a seguir apresentam-se o acervo e os serviços e
atividades realizada no NUDOC.

�2 ACERVO DOCUMENTAL RECOLHIDO AO NUDOC
O acervo do Núcleo de memória e Documentação do Recôncavo (NUDOC) é
constituído por acervo proveniente da Comarca de Maragogipe. O período
compreendido é de 1804 a 1980, no entanto as datas não são sequenciais. Ressalte-se
que o fato de um acervo compreender um determinado período não significa que todo
esse período será contemplado, pois alguns documentos não foram recolhidos em sua
totalidade.
O acervo documental do Poder Judiciário recolhido/doado pelo Tribunal de
Justiça da Bahia (TJ/BA), Comarca de Maragogipe ao NUDOC é formado por
processos judiciais. Os processos, em geral, referem-se a crimes, habeas-corpus,
inventários, testamentos, entre outros.
O acervo dos Tabelionatos é formado por livros notariais do período de 1804 a
1980. Estes tratam de escrituras de procurações, transmissões (algumas escrituras de
escravos), testamentos, compra e venda de bens móveis e imóveis, hipotecas, contratos,
apontamentos e protestos de letra e registros gerais do tabelião.
O acervo de Registro Civil é formado por registros de nascimentos, casamentos
e óbitos. Ainda tem os processos de habilitação de casamento.

3 CONSERVAÇÃO
Os Centros de documentações, em sua maioria, foram criados com a função de
salvaguardar a documentação produzida para uma possível reutilização. Esta
perspectiva mudou nas últimas décadas quando se passou a valorizar mais a importância
das fontes documentais no subsídio à produção de pesquisas científicas e construção de
conhecimento.
Reconhecer a importância da preservação das fontes salvaguardadas nos centros
de documentações seja eles, municipais, estaduais ou federais, é reconhecer que estas
instituições são responsáveis por preservar uma documentação que auxiliará também, na
construção da cidadania, contribuindo assim, para o resgate da memória.
A preservação de fontes documentais perpassa as técnicas de conservação de
documentos como a microfilmagem, digitalização, climatização, higienização,
desinfestação e o acondicionamento correto do acervo.

�Conforme Couture apud jardim (p.2), “[...] À conservação encontra-se
definitivamente acrescentada a parte de difusão da informação. Não é suficiente mais
conservar os arquivos; é preciso difundi-los” .

4 DIFUSÃO
De acordo com Ferreira, a comunicação, no sentido amplo, define-se como
sendo a “[...] capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar, de conversar, com
vista ao bom entendimento entre pessoas.” (FERREIRA, 1993, p. 134). A comunicação
também pode ser entendida como o processo de difusão, que “[...] vem a ser a
divulgação, o ato de tornar público, de dar a conhecer o acervo duma instituição
assim como os serviços que esta coloca a disposição dos seus usuários.” (BLAYA
PEREZ, 2005, p.7, grifo nosso). A razão de existência de um centro de documentação é
a difusão de seus documentos, pois de nada adianta possuir o acervo organizado e
conservado se não disseminá-lo ao usuário.
Nesse sentido, Jardim (1999), afirma que a satisfação das necessidades dos
usuários de arquivos é uma variável fundamental de qualquer serviço de informação.
Para melhor servir aos usuários, adaptar-se a suas características significa, aos centros
de documentações, renovar suas formas de atendimento, adequando suas funções e
superando outras já em desuso. Bellotto (2006, p. 227) ao mencionar a difusão em
arquivos públicos, reitera que esta atividade “[...] é a que melhor pode desenhar os seus
contornos sociais, dando-lhes projeção na comunidade, trazendo-lhe a necessária
dimensão popular e cultural que reforça e mantém o seu objetivo primeiro [...]” que é
dar acesso à informação. A autora destaca que cabe ao serviço de difusão procurar
ampliar cada vez mais o campo de abrangência de usuários, lançando elementos de
dentro para fora e ao mesmo tempo, dar o retorno dessa ação ao interior de núcleos de
documentações.
Ainda de acordo com Bellotto (2006), existem diferentes formas de difusão
documental. Para ela, existem três formas, sendo a difusão educacional que é voltada a
alunos do ensino fundamental e médio. A cultural, que são atividades culturais
destinada ao público com o foco de divulgar as ações como palestras, seminários, entre
outros. E a editorial, que são publicações como manuais, instrumentos de pesquisa, etc.
Alem das tecnologias de informação que contribuem com novas formas de se
fazer a difusão documental.

�5 METODOLOGIA E RESULTADOS PARCIAIS
Esta pesquisa consistiu em um relato de experiência que descreve aspectos
vivenciados pelos autores no Acervo de Memória e Documentação do Recôncavo.
Trata-se de um olhar qualitativo, que abordou a problemática desenhada a partir de
métodos descritivos e observacionais.
O relato de experiência é uma ferramenta da pesquisa descritiva que apresenta uma
reflexão sobre uma ação ou um conjunto de ações que abordam uma situação vivenciada no
âmbito profissional de interesse da comunidade científica. O NUDOC e o acervo nele

recolhidos corresponde ao universo ao qual se volta o objetivo e resultado a ser
alcançado.
A primeira etapa do trabalho foi o diagnóstico que é uma importante etapa para a
gestão de conservação de um acervo. O diagnóstico possibilita o reconhecimento de
características específicas presentes no acervo além de fornecer, em detalhes, o estado
de conservação do documento e direcionar os procedimentos de conservação adequados
aos danos detectados.
Após diagnóstico realizado entre novembro e dezembro de 2016, foi feito à
solicitação do cadastro do acervo do NUDOC no Conselho Nacional de Arquivos
(CONARQ) para gerar o Código de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos
– CODEARQ. O Cadastro Nacional de Entidades Custodiadoras de Acervos
Arquivísticos foi instituído pela Resolução n. 28 do CONARQ com o objetivo de
fornecer o código previsto na Norma Brasileira de Descrição Arquivística - NOBRADE,
denominado CODEARQ, tornando possível a identificação de cada entidade
custodiadora de acervos arquivísticos no Brasil. Após o cadastramento e fornecimento
do CODEARQ, o NUDOC e, consequentemente o acervo, ficarão disponíveis no site do
CONARQ para divulgação em âmbito nacional.
Feito a solicitação, começamos a elaboração das fichas técnicas: diagnóstico de
conservação, descrição documental, periódico e o espelho das caixas-arquivo.
Instrumentos que apóia a atividade da conservação como também reuni dados para a
difusão do documento.
Após elaboração das fichas foi realizada a avaliação e preenchimento da ficha de
conservação, com as informações preliminares, como o estado de conservação e suas
características físicas. Começamos os procedimentos em conservação preventiva

�realizando uma higienização. O processo de higienização tem como objetivo eliminar
todas as sujidades presentes no documento, pois a poeira, combinada com condições
inadequadas de temperatura, umidade relativa escurece a tonalidade do papel e
ocasionam manchas muitas vezes irreversíveis, como pontos de ferrugem e oxidação.
A próxima etapa foi retirar as fitas colantes (tipo durex). Primeiramente, foi
necessário à realização de alguns testes para saber se o papel suportaria a utilização do
solvente. Próxima etapa foi a primeira planificação com pesos e vidros para eliminar
algumas dobraduras.
Depois da higienização e da retirada das fitas colantes e a planificação foi
executado o preenchimento dos furos provocados com a retiradas dos ferrugens e os que
já estavam nos documentos com polpa de papel e cola carboximetilcelulose (CMC),
aguardamos secar e acondicionamos em papel para a segunda etapa que será a descrição
do documentos, consequentemente, sua difusão.
O trabalho de descrição dos documentos está sendo realizado por uma equipe de
trabalho

multidisciplinar

formada

por

bibliotecário-documentalista,

arquivista,

historiador, museólogo, comunicação, audiovisual. A classificação será feita mediante
análise dos gêneros, espécies e natureza dos documentos.
O arquivamento dos documentos será realizados por assunto e por ordem
cronológica e sua recuperação será a principio, manualmente com o auxílio das fichas.
A recuperação dos documentos se dará da seguinte forma: Assunto – Espécie de
documento – Quantidade dos documentos existentes na caixa – Caixa onde se encontra
o documento – Capilha.
Ressaltamos que após o preenchimento completo das fichas será realizada uma
revisão para inserção das informações em guias,catálogo, implantação de um sistema de
gerenciamento dos documentos.
Essas informações serão difundidas em base de dados on-line, divulgação no
CONARQ, em mídias sociais (facebook, twitter, blog), na rede memorial e também no
próprio site do NUDOC.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao realizar a análise do acervo documental recolhido e o diagnóstico dos
serviços e atividades realizados no NUDOC, observa-se o grande potencial do Núcleo
quanto ao acervo que possui e as formas de disponibilizá-lo. Os documentos doados a

�UFRB-NUDOC pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – Comarca de
Maragogipe, ainda que não em sua totalidade, é bastante significativo como fonte de
pesquisa.
As formas de serviços aos usuários serão diversificadas, podendo este ser
atendido de forma presencial ou on-line-virtual. Para o atendimento on-line-virtual, o
NUDOC disponibiliza instrumentos precisos, como a consulta em base de dados, no
CONARQ, site do Núcleo, em mídias sociais.
Fica evidente que os serviços aos usuários representam um importante
instrumento de difusão dos serviços e atividades realizadas no Núcleo de Memória e
Documentação do Recôncavo. Estes serviços possibilitarão a comunicação entre o
NUDOC e a sociedade.

�REFERÊNCIAS
BELLOTTO, H. L. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4. ed. Rio de
Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2006.
BLAYA PEREZ, C. Difusão dos arquivos fotográficos. Caderno de Arquivologia,
Santa Maria, RS, n.2, p. 1-22, 2005.
FERREIRA, A. B. de H. Minidicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1993.
JARDIM, J. M. O acesso à informação arquivística no Brasil: problemas de
acessibilidade e disseminação. In: CADERNOS de textos: mesa redonda nacional de
arquivos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1999.
JARDIM, J. M. A produção de conhecimento arquivístico: perspectivas internacionais e
o caso brasileiro (1990-1995). Ciência da Informação. [S.l.], v. 27, n.3, 1998.
Disponível em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/777/806&gt;. Acesso em: 17 mar.
2017.
RIBEIRO, A. S. Relatório do termo de cooperação técnica ufrb/tj-ba: acervo de
documentos da Comarca de Maragojipe. Cachoeira, 2017. (Impresso).
REFERÊNCIAS CONSULTADAS
BECK, Ingrid. Manual de conservação de documentos. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 1985. (Publicações Técnicas; 42).
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em arquivos e
bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado: Imprensa Oficial, 2000. (Projeto Como
Fazer; 5).
CASTRO, Astréa de Moraes e; CASTRO, Andresa de Moraes e; GASPARIAN,
Danuza de Moraes e Castro. Arquivística arquivologia: arquivística = técnica,
arquivologia = ciência. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1988.
DUARTE, Zeny (Org.). A conservação e a restauração de documentos na era póscustodial. Salvador: Edufba, 2014.
FONSECA, Vitor Manoel marques da; GOUGET, Alba Gisele Guimarães.
Documentos do período colonial: considerações para tratamento técnico. Rio de
Janeiro: Arquivo Nacional, 1985. (Publicações Técnicas; 39).
GOMES, Sônia de Conti; MOTTA, Rosemary Tofani. Técnicas alternativas de
conservação: recuperação de livros, revistas, folhetos e mapas. Belo Horizonte: Ed.
UFMG, 1997. (Coleção Aprender).
GONÇALVES, Janice. Como classificar e ordenar documentos de arquivo. São
Paulo: Arquivo do Estado, 1998. (Projeto Como Fazer; 2).

�SPINELLI, Jayme; BRANDÃO, Emiliana; FRANÇA, Camila. Manual técnico de
preservação e conservação: documentos extrajudiciais CNJ. Rio de Janeiro: BN, 2011.
(minuta).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33582">
                <text>DIFUSÃO E CONSERVAÇÃO DE ACERVO CULTURAL DOCUMENTAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33583">
                <text>Adriana Santos Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33584">
                <text>Renata Almeida Teles</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33585">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33586">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33588">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33589">
                <text>O Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo constitui-se em uma instância acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia cuja missão é a preservação, salvaguarda e disponibilização pública de acervos documentais diversos sobre a memória e a cultura do Recôncavo baiano. Apresentamos a pesquisa que vem sendo desenvolvida por uma equipe interdisciplinar para a organização e difusão do acervo da comarca de Maragogipe, cooperação técnica entre a UFRB/NUDOC e o Tribunal de Justiça da Bahia – TJ/BA. Trata-se de um relato de experiência com o olhar qualitativo, que abordou a problemática desenhada a partir de métodos descritivo e observacional. A pesquisa traz como resultado parcial que os serviços aos usuários representarão um importante instrumento de difusão dos serviços e atividades realizadas no Núcleo de Memória e Documentação do Recôncavo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66830">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2866" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1948">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2866/1980-1997-1-PB.pdf</src>
        <authentication>afeae08d87b194715503c8217a7a891f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33581">
                    <text>Da esfera privada à administração pública: a análise da
institucionalização de uma biblioteca particular

Fátima Duarte de Almeida (Fiocruz) - fatima.duarte@icict.fiocruz.br
TARCILA PERUZZO (Fiocruz) - tarcila.peruzzo@icict.fiocruz.br
Maria Claudia Santiago (Fiocruz) - maria.santiago@icict.fiocruz.br
Resumo:
Apresenta-se metodologia desenvolvida a partir do processo de incorporação de coleções
bibliográficas particulares pela administração pública federal. Ressalta-se as principais etapas
para o processo de institucionalização como: interesse e viabilidade institucional para receber
o acervo, tratativas com os doadores, trâmites contratuais, processamento técnico e
publicação da doação no Diário Oficial da União. Destaca-se a importância desta metodologia
para a política de formação e desenvolvimento de coleções assim como para experiências
futuras. Considerando-se a incorporação de coleções particulares como uma das formas de
crescimento de acervos públicos.
Palavras-chave: Doação de acervos particulares. Incorporação de bibliotecas particulares.
Coleções especiais. Desenvolvimento de Coleções.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Neste trabalho são apresentadas ações que foram implementadas junto ao processo de
aquisição de um acervo bibliográfico privado (biblioteca particular) pela Seção de Obras
Raras da Biblioteca de Manguinhos, pertencente ao Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A questão em destaque está relacionada ao recebimento de uma coleção privada por
um órgão público que teve como desafio a incorporação legal e a manutenção da
organicidade deste acervo como premissa.

A coleção piloto no processo de

institucionalização que foi realizado é a biblioteca do médico Dr. Antônio Fernandes
Figueira, recebida em doação.
A importância deste relato se dá pela expertise conquistada perante as tratativas
jurídicas, envolvendo conhecimentos, profissionais especializados da instituição, e a
incorporação de normas e observações sobre aquisição por doação de acervos particulares
que passarão a compor a política de desenvolvimento de coleções.
O processo teve início com o contato de um membro da família que ansiava pela
doação da coleção à Fiocruz, tendo em vista a afinidade temática e também o fato do Dr.
Fernandes Figueira ter sido importante médico que nomeia um dos institutos da Fiocruz
(exatamente o instituto direcionado à pesquisa e clínica da saúde da mulher e da criança –
Instituo Fernandes Figueira). Descreve-se a seguir a transferência e incorporação do acervo.

Relato da experiência
Antes de apresentar este relato de experiência, faz-se necessário conhecer o
colecionador deste acervo particular para que seja constatada a ligação do mesmo com a
esfera da saúde pública no Brasil e com a própria Fiocruz. Esta avaliação, que busca
identidade e/ou escopo temático, deve ser realizada para que se possa decidir aceitar ou não
a doação de um acervo particular.
Antônio Fernandes Figueira (1863-1928) foi médico-pediatra, chefe da Inspetoria de
Higiene Infantil do Departamento de Saúde Pública do Ministério da Justiça e Negócios
Interiores, sob direção de Carlos Chagas. Figueira iniciou no serviço público graças ao
sanitarista Oswaldo Cruz, que o designou à enfermaria de doenças infecciosas de crianças do
Hospital São Sebastião, no Rio de Janeiro. Foi pioneiro ao introduzir e promover novas

�práticas nas ações pós-parto, dentre elas, que as mães ficassem ao lado das crianças nas
enfermarias dos hospitais, utilizada até os dias atuais. Fernandes Figueira faleceu em 1928
deixando grande

contribuição à medicina brasileira, além da sua valiosa biblioteca.

(INSTITUTO..., 2017).
A experiência do recebimento e institucionalização desta coleção ocorreu na
Biblioteca de Manguinhos no período de setembro de 2013, a partir do contato com os
familiares interessados em proceder a doação e perdurou até a janeiro de 2016, quando
finalizou-se o processo de institucionalização com publicação da doação no D.O.U. (Diário
Oficial da União). Vale destacar que o processo de tratamento e pesquisa do acervo doado
continua em andamento.
O primeiro passo rumo à doação ocorreu antes do recebimento da coleção, com as
tratativas com os familiares, onde observou-se tópicos

gerais de transferência como

localização do acervo e condições de recebimento desta biblioteca particular de forma
integrada. Buscou-se saber quem era este colecionador, se existia alguma ligação do mesmo
com a Biblioteca e/ou Instituição e qual o interesse e expectativas da família em depositar a
coleção. Foram também observados dados sobre a origem do acervo, sua procedência,
histórico, escopo, tipologia, quantitativo, estado de conservação e necessidade de inventário.
A partir do interesse e viabilidade em receber a coleção formou-se uma equipe
multidisciplinar para proceder com as tratativas da doação, transporte, acondicionamento e
incorporação legal do acervo. Participaram deste trabalho profissionais de diversas áreas
como bibliotecários, historiadores, advogados, administradores, técnicos em conservação e
profissionais de transporte de cargas.
Sobre as tratativas com os doadores buscou-se observar o motivo da família ter
escolhido a Biblioteca de Manguinhos para receber a doação e sua relação de identidade com
a Fiocruz. Realizou-se um contato direto com os doadores, onde se pôde avaliar o contexto
da doação e planejar junto aos doadores como esta seria realizada.
Através de pesquisa junto ao acervo e em conversa com os doadores, constatou-se
que a origem da coleção está no acervo adquirido pelo próprio Dr. Antônio Fernandes
Figueira e que após sua morte foi continuada por seu neto, Antônio Fernandes Figueira de
Lamare. A coleção totaliza 1153 itens, sendo o item mais antigo datado de 1616, contendo
assuntos diversos, desde os da área médica até os de literatura, cultura geral e religião.

�Seguindo os parâmetros estabelecidos pela biblioteca de Manguinhos sobre os
critérios de raridade de materiais, a coleção como um todo foi classificada como especial, e
dentro dela pôde-se identificar também materiais raros.
Conforme o desenvolvimento do trabalho, foi-se percebendo a estreita influência de
uma personalidade na coleção do Dr. Fernandes Figueira através das inúmeras dedicatórias
e anotações, inclusive notas de bibliofilia, de Solidônio Leite ao “amigo Figueira” (Figueira
era chamado assim por Solidônio).
Solidônio Leite foi um importante jurista, colecionador e aparentemente amigo
pessoal de Fernandes Figueira, de acordo com marcas extrínsecas registradas que
demostravam, além da amizade, conhecimento sobre os livros oferecidos. A paixão por
colecionar também é algo observável nos diversos livros presenteados por Solidônio à
Fernandes Figueira. Foram identificados ainda, junto à coleção doada, itens de natureza
arquivística como cartas, diplomas e cartões.
Foi localizado o recibo de compra e venda da biblioteca do Dr. Fernandes Figueira,
da avó para o neto, e marcas de propriedade que evidenciam a trajetória do acervo .
Após o falecimento de Antônio Fernandes Figueira de Lamare, em 2013, segundo
proprietário do acervo, a família entrou em contato com a Biblioteca de Manguinhos através
de uma funcionária da Instituição, parente deste proprietário, para proceder à doação.
Após as primeiras observações e confirmado o interesse em receber a doação por
parte da instituição, iniciou-se a transferência deste acervo da esfera privada para a
administração pública. Foi necessário organizar um planejamento a ser executado que
incluiu: estabelecer as tratativas com os doadores, previsão de acondicionamento e transporte
institucional, mediado pela orientação relacionada às práticas de conservação, bem como
elaboração de um “Termo Preliminar de Doação”, visando estabelecer um compromisso
formal de recebimento da doação, pois todo o material foi recolhido sem a existência prévia
do inventário, devido à necessidade urgente de retirada do acervo do seu espaço original.
Este processo de transformar um bem particular em bem público implicou na
participação da Procuradoria da Fiocruz no apoio técnico a esta demanda, para o
acompanhamento dos procedimentos e orientações contratuais. As diretrizes se deram a partir
do artigo 98 do Código Civil que define “bem público” como “os bens do domínio nacional
pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares,
seja qual for a pessoa a que pertencerem” (BRASIL. Código Civil Brasileiro. Art. 98.).

�Quanto ao inventário da coleção, este foi realizado após o seu recolhimento, em
regime de mutirão, onde os principais dados das obras foram registrados, assim como a
localização de cada item, que aguardava pelas demais etapas de tratamento técnico. Este foi
um trabalho considerado prioritário, pois a partir dele as obras passaram por um processo de
acondicionamento e higienização, sendo posteriormente alocadas em seu novo local de
guarda, a Seção de Obras Raras da Biblioteca de Manguinhos. O inventário foi um importante
documento, pois nele se arrolou todos os itens da coleção e posteriormente, passou a ser um
anexo do contrato de doação.
Após a etapa de incorporação do acervo, seguiu-se para a fase de tratamento da
coleção, que por meio da submissão do Projeto de Pesquisa intitulado “Tratamento e acesso
de uma coleção especial: acervo Fernandes Figueira”, alcançou apoio financeiro exclusivo
para este fim. Este projeto pretende promover a associação entre o tratamento técnico e a
pesquisa, desenvolvendo uma metodologia para aquisição, tratamento e acesso de acervos
oriundos de bibliotecas particulares, além de contribuir para a Política de Formação e
Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca de Manguinhos. Tanto o registro (livro tombo)
como a catalogação no sistema de gerenciamento da biblioteca compõe o processo de
institucionalização da coleção, que por sua vez estão associados à questão de segurança do
acervo.

Considerações Finais ou Conclusões
Ao longo do processo, os envolvidos puderam adquirir expertise sobre a incorporação
de acervos particulares por órgãos públicos e assim criar um fluxo de trabalho e metodologia
para o recebimento deste tipo de coleção. Tal descrição pode também ser útil para outros
locais mas sempre considerando as especificidades de cada biblioteca, instituição e acervo.
Transformar uma coleção de proveniência particular em um bem público implica em
um processo burocrático, jurídico, que pode ter um tempo variável, dependendo dos trâmites
e regras institucionais e legais.
O processo de transferência de um bem particular para a esfera pública converte a
oportunidade de acesso do que antes atendia a um indivíduo ou pequeno grupo em algo
disponível para todos, viabiliza a promoção e a produção de novos conhecimentos de modo
ampliado e passa a pertencer a toda a sociedade em que encontra-se inserido, garantindo a

�guarda da memória e contribuindo para uma melhor compreensão da história e demais áreas
do conhecimento.
Referências
BRASIL. Código Civil Brasileiro. Art. 98. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm&gt;. Acesso em: 04 set 2017.
BURKE, Peter. O que é história cultural ? . Rio de Janeiro : Jorge Zahar, 2008.
COSTA, Icléia Thiesen Magalhães. Museus, arquivos e bibliotecas entre lugares de
memória e espaços de produção de conhecimento. In: GRANATO, Marcus ; SANTOS,
Claudia Penha dos; LOUREIRO, Maria Lucia de N. M. (Orgs.) Museu e Museologia:
Interfaces e Perspectivas. Rio de Janeiro : MAST, 2009. p. 61- 82.
FARIA, Maria Isabel Ribeiro; PERICÃO, Maria da Graça . Dicionário do livro: da escrita
ao livro eletrônico. São Paulo : Edusp, 2008
GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Antropologia dos objetos : coleções, museus e
patrimônios. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, 2007. Coleção Museu, memória e
cidadania. Disponível em: &lt;
http://naui.ufsc.br/files/2010/09/antropologia_dos_objetos_V41.pdf &gt;. Acesso em: 04 set.
2017
HEYMANN, Luciana. De "arquivo pessoal' a "patrimônio nacional": reflexões acerca da
produção de " legados". In: Seminártio Pronex Direiros e Cidadania, 1. Anais...Rio de
Janeiro: FGV, 2005. Disponível em: &lt;
http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/1612.pdf &gt;. Acesso em: 04 set. 2017.
INSTITUTO FERNANDES FIGUEIRA. Disponível em:&lt; www.iff.fiocruz.br &gt;. Acesso
em: 04 set. 2017.
MENEZES, Ulpiano T. Bezerra de. Memória e cultura material: documentos pessoais no
espaço público. Revista Estudos Históricos, v. 11, n. 21, p. 89-104, 1998. Disponível em:
&lt; http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view%20File/2067/1206 &gt;. Acesso
em: 04 set. 2017.
NETTO, José Oliveira. Terminologia Jurídica e Latim Forense. São Paulo:
EDJUR/Leme, 2008.

Agências financiadoras
Aprovado no Projeto PIPDT, Fiotec, Fiocruz

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33572">
                <text>DA ESFERA PRIVADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: A ANÁLISE DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA PARTICULAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33573">
                <text>Fátima Duarte de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33574">
                <text>TARCILA PERUZZO</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33575">
                <text>Maria Claudia Santiago</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33576">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33577">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33579">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33580">
                <text>Apresenta-se metodologia desenvolvida a partir do processo de incorporação de coleções bibliográficas particulares pela administração pública federal.  Ressalta-se as principais etapas para o processo de institucionalização como: interesse e viabilidade institucional para receber o acervo, tratativas com os doadores, trâmites contratuais, processamento técnico e publicação da doação no Diário Oficial da União. Destaca-se a importância desta metodologia para a política de formação e desenvolvimento de coleções assim como para experiências futuras. Considerando-se a incorporação de coleções particulares como uma das formas de crescimento de acervos públicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66829">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2865" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1947">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2865/1979-1996-1-PB.pdf</src>
        <authentication>247ee202f3ca0a6ab4859b547fd47ad6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33571">
                    <text>CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DO ARQUIVO DE
DOCUMENTOS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

Rafael de Paula Araujo (MEDCRED) - rparaujo.rafael@gmail.com
Robson de Paula Araujo (USP) - paraujo.robson@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho mostra de maneira síntese o projeto realizado em uma cooperativa de
credito na cidade de Ribeirão Preto para a criação do CEDOC (Centro de Documentação). O
principal objetivo de sua criação foi à gestão documental de uma maneira profissional, porém,
trouxe mais benefícios tornando-se um centro informacional e o controle no acesso dos
documentos. Para a criação foi utilizado como referência o trabalho acadêmico desenvolvido
por Ieda Pimenta Bernardes “Como avaliar documentos de arquivo” e o trabalho desenvolvido
por Antônio Marcos M. Mattos “Um protocolo com estrutura de banco de dados”, além da
experiência profissional no arquivo do Banco do Brasil.
Palavras-chave: Arquivo, documento, gestão, cooperativa
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RESUMO EXPANDIDO
O presente trabalho mostra de maneira síntese o projeto realizado em uma
cooperativa de credito na cidade de Ribeirão Preto para a criação do CEDOC (Centro
de Documentação). Foi decisão de a empresa criar um arquivo profissional dos
documentos diante da constante perda de documentos, falta de organização, acumulo
indevido de documentos e processo instaurado pelo Banco Central e Receita Federal.
A princípio seria apenas um arquivo, organizado e utilizado por todos os
funcionários, porém diante do sucesso do trabalho realizado, o arquivo se tornou um
departamento

(CEDOC),

gerando

outros

produtos

desenvolvidos

por

este

departamento.
O principal objetivo de sua criação foi à gestão documental de uma maneira
profissional, porém, trouxe mais benefícios tornando-se um centro informacional e o
controle no acesso aos documentos. Para a criação foi utilizado como referência por
Ieda Pimenta Bernardes “Como avaliar documentos de arquivo” e o trabalho
desenvolvido por Antônio Marcos M. Mattos “Um protocolo com estrutura de banco de
dados”, além da experiência profissional no arquivo do Banco do Brasil.

INTRODUÇÃO
A técnica de analise será colher informações a partir de objetos secundários,
interpretando-os e aplicando à realidade da instituição. O desenvolvimento do arquivo
partiu do seguinte principio; que o arquivo é um:
“Conjunto de medidas e rotinas que garante o efetivo controle de todos os
documentos de qualquer idade desde sua produção até sua destinação final
(eliminação ou guarda permanente), com vistas à racionalização e eficiência
administrativas, bem como à preservação do patrimônio documental de
interesse histórico-cultural. ” (BERNARDES, 1998 P. 11)

Partindo deste princípio foi realizado as seguintes etapas do projeto:
 IDENTIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS: Foi realizada uma busca nas
dependências da instituição procurando encontrar os documentos que

�estavam armazenados de diversos espaços e suportes para realizar o
processamento técnico e a devida identificação;
 INVENTÁRIO: Assim que os documentos eram devidamente identificados,
eram inventariados em uma planilha Excel contendo os seguintes campos:
Registro (tombo), pasta, caixa (onde foi armazenado) e conteúdo

 ARQUIVO: Foi adaptado um cômodo especifico para o armazenamento
destes documentos, as portas foram identificadas de acordo com os
departamentos da instituição e o espaço separado conforme a
identificação na porta;

� ACONDICIONAMENTO: Os documentos foram trocados de seus suportes
tradicionais, retirado todos os metais (grampo, clips, etc.) e inseridos em
pastas plásticas (sacos plásticos tamanho oficio) e em seguida
acondicionados em caixas arquivo, preservando das ações degradantes
do tempo e da natureza.
 PADRÃO DE IDENTIFICAÇÃO: Foi definido um padrão de identificação
das caixas e seus respectivos modelos, utilizando o seguinte padrão:
1 – Documento (Capa de folha A4 com logo da instituição, título da pasta
e seu tombo);
2 – Caixa (Logo da instituição, número de caixa, assunto da caixa,
identificação do conteúdo (número de tombo das pastas).

�OBJETIVO
Objetivos centrais do CEDOC:
 Reduzir a massa documental;
 Agilidade na recuperação da informação;
 Eficiência Administrativa;
 Conservação dos documentos;
 Orientação na produção documental;
 Otimização do espaço físico;
 Introdução dos serviços de microfilmagem e digitalização.

CONCLUSÃO
Desde a concepção do projeto (de outubro de 2016 a julho de 2017) foram
identificadas mais de 900 pastas, armazenadas em 314 caixas arquivos. Devido ao
sucesso do trabalho o arquivo virou o departamento CEDOC, implementado o sistema
de retirada de documentos, criação do manual do CEDOC e a tabela de temporalidade
exclusiva da instituição.
Com o arquivo em funcionamento, a instituição, eliminou a perda de documentos,
a resposta a busca de documentos ficou mais rápida e precisa, diante do bom trabalho
realizado, surgiu o departamento informacional, com o objetivo de orientar a empresa
na produção racional de documentos.
A instituição tornou o CEDOC um departamento profissional, orientado por um
profissional da informação, provando que o arquivo além de ser um repositório, as
empresas podem usufruir de maneira profissional, auxiliando os demais departamentos.

�REFERÊNCIAS
Bernardes, Ieda Pimenta. Como avaliar documentos de arquivo. – São Paulo:
Arquivo do Estado, 1998 89f. v1
Mattos, Antônio Marcos M. Um protocolo com estrutura de banco de dados. – Rio
de Janeiro: R. Adm. Emp., 1973 49-59p. v.4

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33563">
                <text>CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DO ARQUIVO DE DOCUMENTOS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33564">
                <text>Rafael de Paula Araujo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33565">
                <text>Robson de Paula Araujo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33566">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33567">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33569">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33570">
                <text>O presente trabalho mostra de maneira síntese o projeto realizado em uma cooperativa de credito na cidade de Ribeirão Preto para a criação do CEDOC (Centro de Documentação). O principal objetivo de sua criação foi à gestão documental de uma maneira profissional, porém, trouxe mais benefícios tornando-se um centro informacional e o controle no acesso dos documentos. Para a criação foi utilizado como referência o trabalho acadêmico desenvolvido por Ieda Pimenta Bernardes “Como avaliar documentos de arquivo” e o trabalho desenvolvido por Antônio Marcos M. Mattos “Um protocolo com estrutura de banco de dados”, além da experiência profissional no arquivo do Banco do Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66828">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2864" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1946">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2864/1978-1995-1-PB.pdf</src>
        <authentication>de13ae0e133330ebc5ea7058f9d7fe66</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33562">
                    <text>Coleção Memória da Enfermagem e Nutrição da Biblioteca Setorial
de Enfermagem e Nutrição (BSEN) da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO): Preservação da Memória na
Área de Ciências da Saúde

Regina Oliveira de Almeida (UNIRIO) - reginaalmeida@unirio.br
Regiane Cristina Lopes da Silva (UNIRIO) - regiane.silva@unirio.br
Márcia Valéria Brito Costa (UNIRIO) - marciavc@unirio.br
Resumo:
Objetivo: mostrar os resultados do projeto de digitalização e publicação on-line dos acervos da
Coleção Memória da Enfermagem e da Nutrição, assim como a utilização extensiva das notas
do MARC 21 para retratar as especificidades de cada exemplar registrado. O acervo de
coleções especiais da Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição (BSEN), da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) reveste-se de especial significado para ambas
as escolas por fazerem parte de suas bibliotecas formadoras, daí o seu nome dos acervos.
Trata-se de material bibliográfico: livros e periódicos, na maior parte, e algumas obras de
referência. Pode, também, ser qualificado como um acervo precioso, pois representa um
conjunto de itens com características importantes para um grupo reduzido de pessoas e
pesquisadores.
Palavras-chave: Coleção especial; Preservação; Preservação digital. Catalogação.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Resumo expandido de relato de experiência
Eixo Temático: 9 (Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de
Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros
Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil;
Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização,
acesso e preservação de acervos patrimoniais).

Introdução: a Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição (BSEN) atende a
cursos tradicionais da área da saúde no Brasil, como a primeira Escola de
Enfermagem do país, criada em 1890, para atender as necessidades do Hospital
Nacional dos Alienados. A Escola Central de Nutrição, também pioneira, fundada
em 1939, teve sua origem legal no Curso de Nutricionistas do Serviço de
Alimentação da Previdência Social (SAPS), em 1943, sendo reconhecida em 1962,
como instituição de ensino superior. A partir de 1969, estas escolas foram
integradas à Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara
(FEFIEG), hoje, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
A “Coleção Memória da Enfermagem”, composta de cento e vinte livros, três
folhetos e uma tese, e a “Coleção Memória da Nutrição”, possui cento e noventa
livros, dezoito folhetos e três coleções de periódicos. O acervo não se classifica
como de obras raras conforme os critérios de raridade apresentados por Pinheiro
(1989) na obra Que é livro raro?, porém, é considerado relevante pelas escolas,
sendo fonte para diversas dissertações e teses, constituindo um acervo de obras
especiais, por isso a BSEN tem se esforçado no sentido de ampliar a visibilidade das
coleções, inserindo as obras no catálogo on-line.
Relato da experiência: O projeto de digitalização das obras especiais da BSEN,
Criação da Biblioteca Virtual do Acervo Especial da Biblioteca Setorial de
Enfermagem e Nutrição: Coleção Memória se iniciou em 2012. Nele, se discutia a
importância de implantar uma biblioteca virtual da coleção especial, que se
constitui de livros doados, em sua maior parte, às Escola de Enfermagem e Escola
de Nutrição, datados do início do século passado até a década de 1950, visando a
sua preservação e disseminação da informação. A catalogação de obras
pertencentes às coleções raras e especiais requer uma acuidade por parte do
catalogador no momento de retratar as especificidades de cada exemplar
registrado, justificando a preocupação, de detalhamento exaustivo:
Para definir critérios de raridade para uma coleção
especial, é preciso conhecê-la muito bem. Esse
conhecimento é um recurso fundamental para a
identificação da coleção, desenvolvido a partir de sua
catalogação, mediante análise bibliológica, que é o
exame item a item, página a página, para descrever

�sua materialidade, e de pesquisa bibliográfica, que
envolve o levantamento de fontes que citam a obra
em estudo, para registrar a importância de sua
edição, de seu autor, de seu conteúdo, de sua história.
(PINHEIRO, 2015, p. 35).

Por este motivo, além dos campos gerais atribuídos às obras do acervo geral, notas
específicas procuram retratar o item como se o usuário estivesse fitando o
exemplar. Seguindo o modelo de catalogação apresentado por Araujo e Santos
(2014) para acervos raros, a equipe da BSEN desenvolveu um modelo próprio para
maior representatividade das obras da CME e CMN, reconhecendo pelos
parâmetros da Ordem de Serviço 12/1984 da Fundação Biblioteca Nacional (FBN)
que o acervo é composto por obras especiais, mas não raras. Dessa forma,
definimos as seguintes notas para serem incluídas nos campos 5XX do MARC 21,
com pormenorizações apresentadas pelo Manual para entrada de dados
bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais
(MESSINA-RAMOS, 2011) e MARC 21: formato bibliográfico (2015), conforme
apresentado no Quadro 1 a seguir:
Quadro 1 - Notas MARC 21 para coleções especiais
Nota

Breve Descrição

Geral – 500

Informações relevantes que não possuem uma nota 5XX
específica.

Nota “Com” (R) - 501

Utilizada para obras que possuem mais de um documento com
títulos distintos, mas sem um título coletivo que os reúna.

Bibliografia – 504

Informar que o documento catalogado possui bibliografia e/ou
índice.

Conteúdo – 505

Utilizada para
catalogado.

apresentar

o

conteúdo

do

documento

Restrição de Acesso – Utilizado para informar sobre as restrições ao acesso físico.
506
Peculiaridade
Numeração – 515
Resumo – 520

na Utilizada para informar sobre a irregularidade na paginação ou
peculiaridades encontradas.
Utilizada para apresentar o documento de forma sucinta.

Biográfica ou Histórica – Utilizada para informar dados biográficos ou históricos da
545
autoria apresentada como entrada principal.
Nota de Idioma – 546

Utilizada para esclarecer o idioma apresentado na obra.

Exposição – 585

Utilizada para especificar as exposições, dentro da própria
UNIRIO, em que o documento foi exposto.

�Notas locais – 590-599

Utilizada para descrever as especificidades de cada exemplar.

Fonte: Elaboração das autoras.

Os detalhes observados, em cada exemplar, para compor as notas 590-599 são:
ação dos agentes intrínsecos e extrínsecos de degradação do papel, autógrafos,
dedicatórias, carimbos, completude do exemplar, cortes, encadernação,
reencadernação, folha avulsa de errata, Ex-libris, invólucros, marca tipográfica,
marginálias e selos, conforme os exemplos relacionados na Figura 1.
Figura 1 - Exemplos de notas locais

Fonte: Instrumentos da pesquisa.

Considerações Finais ou Conclusões: concordando com Teixeira, Paranhos,
Queiroz (2014), que não basta catalogar e guardar o acervo no espaço físico da
biblioteca, a equipe da BSEN optou por preservar as “Coleções Memória da
Enfermagem e Memória da Nutrição” tanto fisicamente quanto digitalmente. Para
resguardar as coleções dos agentes intrínsecos e extrínsecos de degradação do
papel, alocou-se as obras em estantes específicas, separando-as do acervo geral e
restringindo o acesso físico as obras, corroborando o informado pela International
Federation of Library Associations (IFLA) (2015, p.4) que “sem digitalização,
coleções raras e especiais podem permanecer obscuras e desconhecidas”.
As buscas pelas coleções podem ser feitas no campo Assunto do catálogo
(http://web02.unirio.br/sophia_web/) pelas siglas (CMN ou CME), conforme o

�exemplo da Figura 2, fazendo o download das obras e fichas técnicas que
possuírem o conteúdo digital:
Figura 2 – Busca no catálogo on-line

Fonte: Catálogo on-line (SophiA)

Referências:
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Critérios para a qualificação de obra
rara. OS-GD/12, 1984.
IFLA. Diretrizes para planejamento de digitalização de livros raros e
coleções especiais. [S.l.: s.n.], 2015.
Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/files/assets/rare-books-andmanuscripts/rbms-guidelines/guidelines-for-planning-digitization-pt.pdf&gt;. Acesso
em: 01 maio 2016.

�LIBRARY OF CONGRESS. Bibliographic Standards Committee of the Rare
Books and Manuscripts Section. Descriptive cataloging of rare books.
3nd Edition. Washington, D.C: Library of Congress, 2011. Disponível em:
&lt;https://drive.google.com/drive/folders/0Bz2YZrQ4gyFaMnVzM25RdnZPWm8&gt;.
Acesso em: 11 maio 2016.
MESSINA-RAMOS, Maria Angélica Ferraz. Manual para entrada de dados
bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2011.
PINHEIRO, Ana Virginia. Que é livro raro?: uma metodologia para o
estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro; Brasília:
Presença: INL, 1989.
TEIXEIRA, Camila da Silva; PARANHOS, Sueli Palma Borges; QUEIROZ, Maria
Adelaide Pinto. Obras raras do acervo INEP na UFRJ: blog como ferramenta de
disseminação da coleção. Anais… Belo Horizonte: UFMG, 2014. Disponível em:
&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/anais/&gt;. Acesso em: 30 abr. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33553">
                <text>COLEÇÃO MEMÓRIA DA ENFERMAGEM E NUTRIÇÃO DA BIBLIOTECA SETORIAL DE ENFERMAGEM E NUTRIÇÃO (BSEN) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO): PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA NA ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33554">
                <text>Regina Oliveira de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33555">
                <text>Regiane Cristina Lopes da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33556">
                <text>Márcia Valéria Brito Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33557">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33558">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33560">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33561">
                <text>Objetivo: mostrar os resultados do projeto de digitalização e publicação on-line dos acervos da Coleção Memória da Enfermagem e da Nutrição, assim como a utilização extensiva das notas do MARC 21 para retratar as especificidades de cada exemplar registrado. O acervo de coleções especiais da Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição (BSEN), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) reveste-se de especial significado para ambas as escolas por fazerem parte de suas bibliotecas formadoras, daí o seu nome dos acervos. Trata-se de material bibliográfico: livros e periódicos, na maior parte, e algumas obras de referência. Pode, também, ser qualificado como um acervo precioso, pois representa um conjunto de itens com características importantes para um grupo reduzido de pessoas e pesquisadores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66827">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2863" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1945">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2863/1977-1994-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d2c5b3dadc1c3a36b30234daec3bab54</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33552">
                    <text>Bibliotecas e aquisição de arquivos privados: a experiência da
UNIRIO com a Coleção Especial Guilherme Figueiredo

Durval Vieira Pereira (UNIRIO) - durval.pereira@unirio.br
Márcia Valéria Brito Costa (UNIRIO) - marciavc@unirio.br
Resumo:
Estuda a importância de arquivos privados unidos a acervos de bibliotecas, como forma de
integrar e relacionar as diversas formas e suportes de informação, resaltando a questão
contratual, necessária para a gestão desses documentos. Aborda a aquisição, por bibliotecas,
de arquivos privados e sua relação com a formação e desenvolvimento de coleções especiais.
Relata a experiência com a aquisição do acervo privado de Guilherme Figueiredo pela
Biblioteca Central da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Conclui que
falta discutir a multiplicidade de documentos atualmente encontrada em bibliotecas. Há a
necessidade de complementar a literatura sobre aquisição de materiais de informação, com
pragmática proporcionada pelas experiências de trabalho.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções; Coleção especial; Arquivo privado
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória. (Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão
de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no
Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de
acervos patrimoniais).

INTRODUÇÃO
O contato com documentos privados é comum em instituições de arquivos, porém muitas
bibliotecas também recebem documentos constitutivos de arquivos pessoais. E, em função da
natureza destes itens, é comum os bibliotecários não estarem preparados para receber e gerir tais
documentos.
O objetivo deste estudo é mostrar a importância de arquivos privados unidos a acervos de
bibliotecas, como forma de integrar e relacionar as diversas formas e suportes de informação.
Além de mostrar a questão contratual, necessária para a gestão desses documentos.
A maioria da literatura sobre formação e desenvolvimento de coleções está, desde sua
origem, dedicada a aquisição de livros (impressos ou eletrônicos) (WEITZEL, 2012; 2002).
Andrade e Vergueiro (1996) tratam sobre aquisição de materiais de informação, mas, no decorrer
de sua obra, as descrições e exemplos dados nos levam a interpretar, de forma geral, os materiais
informacionais também como livros. Logo, este estudo se justifica por notarmos uma carência de
estudos de aquisição de materiais informacionais que inclua documentos privados como
elementos presentes em coleções especiais de bibliotecas.
Coleções especiais são aquelas coleções de livros e arquivos considerados
importantes (ou "especiais") suficientes para serem preservados para futuras
gerações. Muitas vezes são muito velhos, raros ou únicos, ou são frágeis.
Geralmente, eles têm pesquisa significativa e/ou valor cultural. (UNIVERSITY
OF GLASGOW, [2010]).

Araújo e Reis (2016, p. 184) nos lembram que “as coleções especiais em bibliotecas
institucionais são distintas dos demais acervos de uma biblioteca por sua constituição temática,
finalidade, características materiais e significados patrimoniais para a instituição que as
preservam”.
São, justamente, essas distinções entre coleções especiais e os demais acervos que
acarretam problemáticas específicas no que tange a aquisição de “materiais de informação”
(ANDRADE, VERGUEIRO, 1996) em bibliotecas. Maciel e Mendonça (2006 p. 21)
acrescentam que “o nível de complexidade das atividades de aquisição naturalmente varia
conforme as características das instituições onde ocorrem. Diferentes estruturas administrativas,
e diferentes objetivos, exigirão procedimentos também diferenciados”.

�METODOLOGIA
Realizou-se um levantamento bibliográfico, para verificar o estado da arte referente a
aquisição, por bibliotecas, de arquivos privados e sua relação com a formação e desenvolvimento
de coleções especiais.
Relatou-se a experiência ocorrida com a aquisição do acervo privado de Guilherme
Figueiredo pela Biblioteca Central da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO).

DISCUSSÃO E RELATO DE EXPERIÊNCIA
Guilherme Figueiredo doou, em vida, sua biblioteca particular à Biblioteca Central da
UNIRIO. Esta doação ocorreu ao longo do período em que ele deixou o cargo de Reitor da
Universidade e passou a exercer a função de assessor da reitoria lotado na Biblioteca Central
(1988 a maio de 1997, período de sua morte). Guilherme Figueiredo nasceu em 1915 e completa
em 2017 vinte anos de seu falecimento. Durante sua carreira exerceu diversas atividades como:
dramaturgo, tradutor, professor, crítico literário e teatral, colunista de jornais, diretor geral da TV
Tupi, compositor, adido cultural e idealizador da Biblioteca Central que comemora, neste ano, 40
anos de sua fundação.
Após o seu falecimento, a família de Guilherme Figueiredo doou à Biblioteca Central o
seu arquivo privado. Uma das exigências era que os documentos doados ficassem na biblioteca
que já continha a biblioteca particular, algumas peças de sua coleção museológicas e foi local de
trabalho de Guilherme Figueiredo até o final da vida.
Além da exigência da família, podemos utilizar os valores utilizados por Lino, Hannesch
e Azevedo (2007, p. 56-58) para justificar a permanência do arquivo doado à Biblioteca Central
e não direcionado ao Arquivo Central da referida instituição. Esses autores buscaram argumentar
sobre a definição do conceito de especial dentro de uma dada coleção. Baseados em Zuñiga
(2002)1, os autores consideraram a ponderação de quatro valores:
1.Valor institucional: importância para cumprimento da missão institucional.
2. Valor histórico: valor para pesquisa histórica e contexto de criação.
3. Valor intrínseco: valor monetário ou simbólico.
4. Valor associativo: complementaridade de temas, reunião de conjuntos.
(ZUÑIGA, 2002 apud LINO, HANNESCH, AZEVEDO, 2007, p. 58).

Sobre o valor institucional, destacamos a importância do próprio produtor do arquivo
como reitor, professor e articulador político-educacional, contribuindo para a origem e
1

ZUÑIGA, Solange. A importância de um programa de preservação em arquivos públicos privados. Rev. registro,
Indaiatuba, a. 1, n. 1, p. 2002, jul. 2002.

�desenvolvimento da UNIRIO. Já sobre o valor histórico, justificamos pela variedade de
documentos, que refletem as múltiplas atividades exercidas pelo Guilherme Figueiredo. Esta
documentação pode recontar partes da história política, editorial e televisiva, teatral, artística e
literária, além de tantos outros pontos abordados. Em relação ao valor intrínseco, são
documentos originais, manuscritos, particularidades cujo valor simbólico, para a família e para a
instituição, é incalculável. E, por fim, o valor associativo, que é o principal foco deste estudo. As
relações entre os documentos do arquivo privado, a biblioteca particular e outros objetos e
temáticas.
Dentre essas relações podemos citar a obra dramatúrgica “A raposa e as uvas”, a qual
temos no acervo geral as diversas edições da peça. Variações do mesmo item: na coleção
especial, especificamente, na biblioteca doada pelo Guilherme Figueiredo há a referida obra com
dedicatória e em suas diversas traduções. E no arquivo privado há fotografias das várias
apresentações da peça ao longo do mundo, programas das apresentações, cartazes, propagandas e
críticas da peça publicadas em vários jornais. Ademais, todos esses documentos rompem as
paredes da biblioteca ao se relacionem com documentos presentes em outras instituições e com
vídeos das apresentações da peça disponíveis, por exemplo, na Web.
A rede social de autores, as marcas intrínsecas de propriedade, de circulação e tantos
outros vestígios presentes nos livros estão extremamente associados e/ou complementados pelos
documentos presentes no arquivo privado. É este caráter de conjunto informacional que
possibilita aos pesquisadores construírem caminhos que os levem a repostas ou outras questões
de pesquisa.
Entretanto, como lidamos com documentos particulares que revelam parte da história
familiar é importante ficarmos atentos sobre os termos de doação. De forma que a guarda e o uso
dos documentos passem a ser de total propriedade da instituição que a recebeu. Para isso, faz-se
necessário a utilização de instrumentos jurídicos, como um contrato para firmar tais acordos de
doação.
No caso especifico desta doação muitas idas e vindas entre a Universidade e a família
ocorreram. Questões financeiras, políticas e legais sempre estiveram presentes na negociação
desta coleção, principalmente os aspectos legais de doação iniciados em 2006. Esta parte inicial
do processo foi conduzida pelo Arquivo Central da UNIRIO, que providenciou uma avaliação do
acervo por dois professores da Universidade, estes baseados na relevância e importância do
acervo recomendaram o recebimento. Em função deste aceite inicial foi solicitado, pela direção
do Arquivo Central, à Procuradoria da Universidade a elaboração de um contrato inicial de

�consignação, até que o termo de doação, que amparasse a Universidade em possíveis
reivindicações legais futuras, fosse elaborado e assinado pelas partes.
Para tanto, foi necessário estudar alguns modelos de instrumentos legais para doação que
amparasse a Universidade de possíveis problemas futuros tendo em vista que a universidade
pública não é um depósito estático de memórias, mas sim um local de acesso a acervos públicos
cujo uso em pesquisas, além de gerar novos conhecimentos pode gerar produtos, de inteira
responsabilidade de terceiros, que apresentem valor financeiro agregado.
Paralelo a este estudo legal foi encaminhado à família doadora os procedimentos a serem
observados no recolhimento de documentos ao Arquivo Central, OS GR n° 001/2006. Neste
instrumento legal da Universidade em seu Artigo primeiro é estabelecido as condições de aceite
da documentação:
Art.1° - Os acervos documentais a serem recolhidos para o Arquivo Central
deverão estar higienizados, organizados, avaliados, acondicionados e
acompanhados de listagem descritiva, conforme o Anexo, que permita sua
identificação e controle.

Em função desta exigência, que obrigou a família a um tratamento inicial do acervo
arquivístico, que foi realizado por empresa contratada que procedeu a organização e classificação
inicial do acervo finalizando o trabalho em 2013 e, em função do aspecto de valor agregado
desta coleção com as demais coleções existentes na Biblioteca Central recebemos legalmente o
referido acervo na Biblioteca Central em 2015.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sobre a literatura sobre formação e desenvolvimento de coleções, acreditamos que falta
discutir a multiplicidade de documentos atualmente encontrada em bibliotecas. A própria
Biblioteca Central da UNIRIO possui desde livros (impressos e eletrônicos) a objetos
museológicos (máscaras, por exemplo), perpassando por documentos de arquivos e audiovisuais.
É necessária uma maior troca de relatos entre os profissionais, de forma que o
bibliotecário consiga complementar a literatura sobre aquisição de materiais de informação, com
pragmática proporcionada pelas experiências de trabalho.
No que se refere aos bibliotecários curadores de coleções especiais, entendemos que a
dedicação com esses acervos exige uma formação permanente que lhes proporcione criar em si e
na equipe uma consciência da importância, da preciosidade e das potencialidades que os acervos
especiais possuem.

�REFERÊNCIAS
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de informação.
Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
ARAÚJO, Diná Marques Pereira; REIS, Alcenir Soares dos. Bibliotecas, Bibliofilia e
Bibliografia: alguns apontamentos. InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 7, n. esp., p.
183-201, ago. 2016. Disponível em: &lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/118770&gt;.
Acesso em: 2 jul. 2017.
LINO, Lucia Alves da Silva; HANNESCH, Ozana; AZEVEDO, Fabiano Cataldo de. Política de
Preservação no âmbito do gerenciamento de Coleções Especiais: um estudo de caso no Museu de
Astronomia e Ciências Afins. In: ENCONTRO NACIONAL DE ACERVOS RAROS (7., 2006,
Rio de Janeiro, RJ). Proceedings... Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2007. p. 59-76.
Disponível em: &lt;http://planorweb.bn.br/documentos/Lucia_Alves.pdf&gt;. Acesso em: 2 jul. 2017.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marilia Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência, 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Arquivo central. Ordem
de Serviço GR n. 001, de 24/06/2006. Dispõe sobre os procedimentos a serem observados no
recolhimento de documentos para o Arquivo Central. Disponível em:
&lt;http://www2.unirio.br/unirio/arqcent/legislacao-arquivistica-e-normas/normas-do-arquivocentral/ordens-de-servico/ordem-de-servico-01-2006/view&gt;. Acesso em: 11 jul. 2017.
UNIVERSITY OF GLASGOW. What are Special Collections. [2010]. Disponível em:
&lt;http://www.gla.ac.uk/services/specialcollections/whatarespecialcollections/&gt;. Acesso em: 2 jul.
2017.
WEITZEL, Simone da Rocha. Desenvolvimento de coleções: origem dos fundamentos
contemporâneos. TransInformação, Campinas, v. 24, n. 3, p. 179-190, set./dez., 2012.
Disponível em: &lt;http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/
1201/1176&gt;. Acesso em: 2 jul. 2017.
WEITZEL, Simone da Rocha. O desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento:
suas origens e desafios. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61 - 67, jan./jun.
2002. Disponível em: &lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/
article/view/414/227&gt;. Acesso: 2 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33544">
                <text>BIBLIOTECAS E AQUISIÇÃO DE ARQUIVOS PRIVADOS: A EXPERIÊNCIA DA UNIRIO COM A COLEÇÃO ESPECIAL GUILHERME FIGUEIREDO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33545">
                <text>Durval Vieira Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33546">
                <text>Márcia Valéria Brito Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33547">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33548">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33550">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33551">
                <text>Estuda a importância de arquivos privados unidos a acervos de bibliotecas, como forma de integrar e relacionar as diversas formas e suportes de informação, resaltando a questão contratual, necessária para a gestão desses documentos. Aborda a aquisição, por bibliotecas, de arquivos privados e sua relação com a formação e desenvolvimento de coleções especiais. Relata a experiência com a aquisição do acervo privado de Guilherme Figueiredo pela Biblioteca Central da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Conclui que falta discutir a multiplicidade de documentos atualmente encontrada em bibliotecas. Há a necessidade de complementar a literatura sobre aquisição de materiais de informação, com pragmática proporcionada pelas experiências de trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66826">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2862" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1944">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2862/1976-1993-1-PB.pdf</src>
        <authentication>02de7f2a015215541fc8efc91e44c587</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33543">
                    <text>BIBLIOTECA DE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA SAÚDE NA
PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: proposta metodológica de
transferência de acervo bibliográfico

Eliane Monteiro de Santana Dias (Fiocruz) - edias323@gmail.com
Jeorgina Gentil Rodrigues (Fiocruz) - jeorginarodrigues@hotmail.com
Resumo:
Este estudo tem como objetivo desenvolver uma metodologia para subsidiar a transferência do
acervo da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde (BHCS) das atuais instalações no
prédio da Expansão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o prédio especialmente
construído para abrigar os acervos arquivísticos e bibliográficos, o Centro de Documentação e
História da Saúde (CDHS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC), localizado no campus de
Manguinhos da Fiocruz, garantir a integridade física do acervo com vista à sua preservação e
nortear a equipe na execução de suas tarefas. O planejamento da mudança será elaborado
utilizando os parâmetros da ferramenta de Gerenciamento de Riscos caracterizado por ser o
processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e materiais, no
sentido de minimizar as ameaças e incertezas que podem ocorrer durante o período da
mudança. Todo o processo de planejamento e execução da mudança será documentado no
estudo proposto. Para que essa memória não se perca se faz necessário o registro dessas
informações. Ao final do processo será elaborado um documento relatando a experiência da
mudança, comparando o Plano de Transferência do Acervo Bibliográfico da BHCS com o que
foi executado.
Palavras-chave: Transferência de acervo. Gerenciamento de Riscos. Preservação.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Criada em 1991, a Biblioteca de História das Ciências e da Saúde
(BHCS), vinculada a Vice Direção de Informação e Patrimônio da Casa de
Oswaldo Cruz (COC), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), reúne mais de 90.000 itens, dentro dos quais existem um
considerável número de obras raras e obras preciosas, 43 coleções de
médicos e pesquisadores e 15 coleções institucionais.
A BHCS - encontra-se instalada desde sua criação no prédio da
Expansão localizado no campus Manguinhos da Fiocruz, Rio de Janeiro atualmente enfrenta o desafio de transferência do seu acervo para o novo
prédio o Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), especialmente
projetado para abrigar um conjunto documental significativo sobre a história da
saúde no país desde o século XIX, que inclui documentos arquivísticos, livros e
periódicos científicos, livros raros, fotografias, registros sonoros e audiovisuais.
Com a mudança a BHCS, além dos riscos cotidianos, enfrentará um
novo risco, a retirada do seu acervo das estantes e sua transferência para o
novo prédio, o qual irá abrigá-lo. E isso envolve pensar no trajeto, no
transporte, na acomodação dos itens nas caixas, na variação de temperatura
que eles poderão sofrer, nos danos físicos, dentre outros riscos. A prevenção
desses riscos e uma mudança planejada são imprescindíveis para que a
integridade do acervo seja preservada.
O presente trabalho busca desenvolver e aplicar metodologia específica
para processo de transferência do acervo bibliográfico da BHCS. A previsão é
que a mudança para o novo prédio ocorra no primeiro semestre de 2018.
O projeto do edifício adotou as referências de sustentabilidade ambiental
do procedimento francês Haute Qualité Environnementale (HQEÆ), além dos
critérios de acessibilidade universal conforme orientações da NBR 9050. Em
novembro de 2011, recebeu a nota máxima do Programa Nacional de
Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica). Assim, o primeiro e mais
importante passo para transferência desse acervo para o novo edifício é o
planejamento das atividades de prevenção de riscos, plano imprescindível para
que a integridade do acervo seja garantida.
O planejamento da mudança
O planejamento da mudança está sendo elaborado utilizando os
parâmetros do Gerenciamento de Riscos caracterizado por ser o processo de
planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e materiais, no

�sentido de minimizar as ameaças e incertezas sobre essa organização (CASA
DE OSWALDO CRUZ, 2013).
O Gerenciamento de Riscos é reconhecido atualmente como “importante
ferramenta da conservação preventiva, garantindo uma visão integrada dos
riscos, danos e perdas de valor potenciais a que estão sujeitos os bens
culturais” que fornece subsídios para a otimização da tomada de decisões,
estabelecendo prioridades de ação e alocação de recursos para mitigar os
diversos tipos de risco (CASA DE OSWALDO CRUZ, 2013, p. 2).
O desenvolvimento de um plano de Gerenciamento de Riscos deve ser
estruturado segundo as etapas consecutivas do processo de gerenciamento
descrito na norma técnica ISO 31.000 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2009) que incluem: 1) estabelecer o contexto, 2)
identificar os riscos, 3) analisar (quantitativamente) os riscos, 4) avaliar e
priorizar os riscos, 5) tratar (reduzir) os riscos segundo as prioridades
estabelecidas. Para tal fim foram elaboradas fichas para cada risco identificado
para no processo de mudança às quais foram nomeadas “Fichas de análise de
riscos”. Para o preenchimento de cada ficha de análise foram levantados os
agentes de deterioração e os riscos específicos para a mudança do acervo. A
lista inicial continha 14 riscos (Figura 1)

Fonte: Silva (2016, p.8)

�Após revisões e consultoria, houve alteração nos seguintes riscos,
conforme Figura 2, a seguir:

Fonte: Silva (2016, p.9)

Os conceitos da preservação preventiva que é composta por técnicas
que envolvem manuseio, acondicionamento, transporte, exposição e controle
ambiental nortearão todo o processo de transferência do acervo.
Trabalho em andamento
Com base no levantamento bibliográfico e documental inicial, que inclui
relatos de experiências de transferência de acervos bibliográficos, arquivísticos

�e museológicos, observou-se que esse processo envolve vários fatores de
riscos e para evitá-los é necessário que haja o plano de gerenciamento de
riscos.
Estudar e utilizar o Gerenciamento de Riscos, ferramenta de gestão
eficaz para aperfeiçoar a tomada de decisões dirigidas à conservação e uso do
patrimônio cultural foi à decisão que a Direção da COC tomou para nortear os
trabalhos de planejamento de transferência dos acervos bibliográficos e
arquivísticos da unidade. Com o uso dessa ferramenta busca-se gerenciar
cada risco que poderá afetar os acervos durante o processo de transferência
de prédio. A contratação de um consultor especializado em gerenciamento de
riscos na preservação e uso do patrimônio cultural fez-se necessário para
assessorar o Grupo de Trabalho de Gestão de Riscos e Conservação
Preventiva da COC ao longo do desenvolvimento das diferentes etapas do
trabalho.
A partir da identificação e análise desses riscos, é possível estabelecer
prioridades de ação e decidir onde atuar para retardar, bloquear ou evitar os
efeitos que tais riscos oferecem para o acervo. Para tal fim foram elaboradas
fichas para cada risco identificado no processo de mudança às quais foram
nomeadas “fichas de análise de riscos”. Para o preenchimento da ficha de
análise foram levantados os agentes de deterioração e os riscos específicos
para a mudança do acervo.
Essas fichas abordam os agentes de deterioração nos riscos específicos
para o acervo durante o processo de transferência do prédio da Expansão para
o novo prédio o CDHS. Importante frisar que o levantamento de riscos deste
estudo se refere à mudança física de prédio da BHCS e não sobre as
atividades rotineiras de uma biblioteca. Dessa forma, sua preocupação está
voltada à separação do material, seu armazenamento em caixas, o transporte,
o novo local que abrigará o acervo, sua chegada e organização no novo
espaço.
Para o levantamento do acervo foram considerados dados como: 1)
levantamento do volume total de itens a serem transferidos; 2) cálculo do
tempo (cronograma) necessário para a mudança; 3) levantamento do custo
total e os custos parciais a serem aplicados em cada etapa do cronograma.
Com a identificação desses dados será possível estabelecer quais recursos
serão utilizados para transferência do acervo no que se refere à sua
quantidade e ao tempo que levará na sua transferência.
Com o objetivo de auxiliar a elaboração do Plano de Gerenciamento de
Riscos e a coleta de dados para o preenchimento das fichas de análise de
riscos foi elaborado um questionário online (no Google Forms) que coletou

�dados sobre a experiência de 17 instituições brasileiras tiveram ao transferir
seus acervos de local. Também foram realizadas entrevistas in loco com
profissionais de instituições no Rio de Janeiro que passaram por mudanças
para entender o processo, as dificuldades e problemas pelos quais
enfrentaram. As entrevistas foram gravadas e transcritas.
Do ponto de vista da preservação, este estudo tem como objetivo
desenvolver e aplicar metodologia específica para subsidiar o processo de
transferência do acervo bibliográfico da BHCS para o novo prédio. Em
consonância com a primeira lei de Ranganathan, “os livros são para usar”, o
acervo precisa estar em condições de uso e todos os cuidados para que isso
aconteça devem ser priorizados.
A presente metodologia está sendo desenvolvida de modo a registrar
cada etapa que esta sendo executada do planejamento de transferência do
acervo do prédio da Expansão para o prédio do CDHS. Através dessa iniciativa
a Biblioteca estará preservando a sua memória e o seu desenvolvimento.
Resultados esperados
Com a aplicação desse estudo e metodologia específica que orientará
todo pessoal envolvido no processo de transferência do acervo bibliográfico da
BHCS para o novo prédio do CDHS, espera-se que cada item do acervo esteja
protegido de todos os riscos que poderiam colocar sua integridade em perigo.
Esta ferramenta de gerenciamento de risco ainda é pouco utilizada pelas
bibliotecas brasileiras por desconhecerem seus processos e modo de ação.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 31000:
Gestão de riscos: princípios e diretrizes. ABNT: Rio de Janeiro, 2009.
CASA DE OSWALDO CRUZ. Política de preservação e gestão de acervos
culturais das ciências e da saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz/COC, 2013.
Disponível em:
&lt;http://coc.fiocruz.br/images/PDF/politica_preservacao_gestao_acervos_coc.pd
f.&gt;. Acesso em: 10 jun. 2016.
SILVA, Adrianne Oliveira Andrade. Conservação preventiva do patrimônio
científico e cultural da Fiocruz: planos de gerenciamento de riscos: relatório de
projeto. Rio de Janeiro: COC, 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33535">
                <text>BIBLIOTECA DE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA SAÚDE NA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: PROPOSTA METODOLÓGICA DE TRANSFERÊNCIA DE ACERVO BIBLIOGRÁFICO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33536">
                <text>Eliane Monteiro de Santana Dias</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33537">
                <text>Jeorgina Gentil Rodrigues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33538">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33539">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33541">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33542">
                <text>Este estudo tem como objetivo desenvolver uma metodologia para subsidiar a transferência do acervo da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde (BHCS) das atuais instalações no prédio da Expansão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o prédio especialmente construído para abrigar os acervos arquivísticos e bibliográficos, o Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC), localizado no campus de Manguinhos da Fiocruz, garantir a integridade física do acervo com vista à sua preservação e nortear a equipe na execução de suas tarefas. O planejamento da mudança será elaborado utilizando os parâmetros da ferramenta de Gerenciamento de Riscos caracterizado por ser o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e materiais, no sentido de minimizar as ameaças e incertezas que podem ocorrer durante o período da mudança. Todo o processo de planejamento e execução da mudança será documentado no estudo proposto. Para que essa memória não se perca se faz necessário o registro dessas informações. Ao final do processo será elaborado um documento relatando a experiência da mudança, comparando o Plano de Transferência do Acervo Bibliográfico da BHCS com o que foi executado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66825">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2861" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1943">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2861/1975-1992-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9b92a08e322dfddb7878fb4c49bd19bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33534">
                    <text>Avaliação e seleção de bens científicos e culturais em formato de
multimeios da Biblioteca Central da Universidade de Brasília
(BCE/UnB): relato de experiência

Vânia Natal de Oliveira (UNB) - vanianataldeoliveira@gmail.com
Eveline Filgueiras Gonçalves (UnB) - evelinefilgueiras@bce.unb.br
Resumo:
O relato de experiência trata-se da avaliação de itens não tratados do acervo de multimeios da
Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB) e a sistematização de critérios de
seleção para o setor de Coleções Especiais (COLESP). A amostra avaliada foi composta de 310
itens, entre CDs e DVDs, correspondendo a 62,88% do universo de 493 itens. O processo foi
composto de três etapas: conhecer, processar e destinar. A primeira englobou ações de
identificação, separação e registro dos itens e na segunda a pesquisa e seleção, para
finalmente efetivar-se a destinação, ou seja, última etapa, disponibilizar os itens selecionados
para integrar o acervo ou encaminhar para intercâmbio e doação. Verificou-se que é possível
estender o modelo de sistematização para outros itens que aguardam avaliação. Considerando
o valor científico e cultural desse material sugere-se que é importante a continuação do
tratamento dos multimeios. Mediante o volume de itens torna-se necessária a contratação de
profissionais, através de projetos que contemplem também a conversão dos itens em mídias
mais atuais e acessíveis.
Palavras-chave: Política de desenvolvimento de coleções. Critérios de seleção de multimeios.
Preservação científica e cultural.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO

A sistematização do trabalho de seleção de diversos suportes de
multimeios do setor de Coleções Especiais da Biblioteca Central da
Universidade de Brasília (COLESP/BCE/UnB) foi desenvolvida em três
momentos. No primeiro identificaram-se, separaram-se e registraram-se os
multimeios. Posteriormente, eles foram alvo de uma pesquisa que fundamentou
sua seleção, para, finalmente, efetivar-se a última etapa, a destinação, ou seja,
integralizar os itens ao acervo da COLESPE ou destiná-los para intercâmbio
e/ou doação. Entre estes itens estão CD-ROM, DVDs, VHS, filmes em formatos
diferenciados de bitolas, microfichas e microfilmes.
Os itens da coleção de multimeios que ainda aguardam tratamento são
importantes, considerando os seus títulos e assuntos, e necessitam estar à
disposição dos usuários. Para tanto, o tratamento deve ser efetuado antes que
as ações do tempo deteriorem esse acervo. Por fim, a experiência sugere a
contratação de pessoal, para a realização mais rápida das atividades
apresentadas, as quais culminarão com a disponibilização, à comunidade, de
um importante acervo científico e cultural.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO

No Projeto de Normas para Organização e Funcionamento da BCE,
elaborado em 1962, por seu primeiro coordenador, professor Edson Nery da
Fonseca, o setor foi criado para atender a um dos objetivos da biblioteca, que é
o de “reunir, organizar e difundir a documentação bibliográfica e áudio-visual
(sic.) necessária aos cursos e serviços da Universidade” (AQUINO;
NASCIMENTO, [1987?, p. 13]).
O setor COLESP/BCE/UnB consta do programa de orientação para o
planejamento do edifício da BCE, elaborado, em 1967, pelo bibliotecário
especialista em arquiteturas de bibliotecas, Frazer G. Poole, que estimou uma
coleção de 25.000 itens, entre obras raras e documentos de governos e de
organismos internacionais (POOLE, 1973).
Em 1968, foi proposta a organização das coleções formadas por
publicações da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comunidade

�Europeia, além de mapas, reproduções, microfichas, microfilmes e discos. Mas,
apenas onze anos depois, em 1979, foi criada a Seção de Multimeios da
BCE/UnB (VIEIRA, 1994).
O setor, atualmente, abrange 32 coleções, dos mais diversos suportes
de informação, com registro de 83.997 itens, além de exemplares que
necessitam de avaliação e tratamento.

3 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES

O instrumento norteador para tomada de decisão para desenvolvimento
do acervo é a Política de Desenvolvimento de Coleções (PDC), que deve
coadunar com os objetivos institucionais e os diversificados serviços e usuários
do sistema (LIMA; FIGUEIREDO, 1984)
Vergueiro (2010) enfatiza que a tomada de decisão está diretamente
ligada à seleção de material capaz de compor o acervo, ressaltando, ainda,
que o profissional da informação responsável pela seleção deve não só
conhecer o acervo, como os usuários do sistema.
Na BCE/UnB os critérios de seleção ora observados serão incorporados
a uma política de desenvolvimento de acervo, sob uma nova ótica que está
sendo estruturada como “Política de Gestão de Acervo”, que compreenderá
todas as etapas pertinentes à formação e ao desenvolvimento das coleções da
Biblioteca. E, sendo biblioteca universitária, ressaltam-se as ações de ensino,
pesquisa e extensão.

4 PROCESSO DE SELEÇÃO DA COLEÇÃO DE MULTIMEIOS

A seleção é entendida como um processo contínuo, e a avaliação está
presente de ponta a ponta na atividade, ou seja, da aquisição ao descarte ou
desbastamento, envolvendo ações definidas em critérios instauradores da
tomada decisão, que serão determinantes para a primazia da coleção
(FIGUEIREDO, 1990; MORAES, 1980; VERGUEIRO, 2010).
Por multimeios adotamos o conceito de Amaral (1987) que os
compreende como todos os materiais diferentes de livros, como atlas,
brinquedos, cartas, globos, jogos, mapas, reálias, relatórios, revistas, teses,

�etc., que se diferenciam pela especificidade e, em alguns casos, por exigirem
equipamento eletrônico para seu uso, como leitor de VHS, CD, DVD, filmes e
microfilmes, além dos cuidados especiais de conservação e manuseio.
Assim fundamentados e com objetivo de conhecer o acervo a ser
selecionado, identificaram-se e separaram-se, na estante, os itens por tipo de
suporte.

5 METODOLOGIA

O trabalho foi dividido em três etapas executadas em quatro meses,
entre fevereiro e maio de 2017, as quais tiveram por base: a) identificar e
separar; b) registrar e organizar e c) pesquisar e encaminhar os itens do
acervo.

5.1 QUANTIFICAÇÃO

No primeiro momento foram computados os VHS, CDs e DVDs,
totalizando 976 itens, sendo 483 VHS (49,49%) e 493 CDs/DVDs (50,51%).
Elegemos iniciar a avaliação por estes últimos, pela facilidade de leitura da
mídia no computador. Desse universo foram selecionados 310 itens, ou seja,
62,88%. Da amostra, 40,96% (127 itens) foram separados para intercâmbio e
doação, e 59,04% (183 itens) para inclusão no acervo da COLESPE/BCE.
Portanto, restaram 183 itens do universo de CDs/DVDs para serem avaliados e
selecionados.

5.2 AVALIAÇÃO DOS ITENS

Observaram-se as condições físicas de cada um dos 310 itens,
realizando-se a leitura da mídia e verificando a existência ou não do título e
assunto no sistema da biblioteca. Pesquisou-se também a disponibilidade na
WEB. Equipamentos de proteção individual (EPIs), como óculos, máscara,
toucas e jalecos, foram necessários durante o trabalho, tendo em vista o tempo
que os objetos não eram manuseados.

�5.2.1 Conhecer
Foram identificados diferentes tipos de suportes, os quais foram
separados em grupos, para serem registrados em planilha própria, dividida em:
a) identificação – inclusão autoria e título; b) imprenta e detalhes específicos –
local, editora, ano, realização, patrocínio, apoio, ISBN/ISSN e c) situação –
quantidade de exemplares, suporte/tipo e doador.

5.2.1. Processar
A análise e a seleção dos itens foram realizadas e os resultados foram
registrados em a) análise – data de seleção, novo ou duplicata, seleção
positiva, seleção negativa, quantidade de itens e endereço eletrônico e b)
observações – características distintas.

5.2.2 Destinar
Esta fase consistiu em determinar o que fazer com o material
selecionado, o qual poderia ser incorporado ao acervo da COLESPE ou
encaminhado para intercâmbio ou doação.
6 SELEÇÃO DE MULTIMEIOS – CDs e DVDs

Na seleção dos CDs e DVDs observaram-se os critérios adotados na
instituição, identificando também particularidades a serem adotadas para estes
e outros multimeios. Considerando a missão da universidade, voltada para o
ensino, a pesquisa e a extensão, o processo de seleção torna-se um momento
de grande responsabilidade do bibliotecário, considerando ser uma decisão
que irá impactar na evolução do acervo (UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA.
BIBLIOTECA CENTRAL, 2016).

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os itens selecionados abrigam conteúdo substancial para a preservação
científico cultural, sugerindo que seja realizada também a avaliação dos outros
materiais que estão aguardando por tratamento. Por se tratar de uma grande
quantidade de itens, será necessário contar com um maior número de

�profissionais para esta tarefa. Tendo sido realizado com respeito às etapas
propostas, o formato da sistematização foi considerado eficiente, possibilitando
a observância do estado físico e do conteúdo, seguindo-se o registro, a
pesquisa, seleção, catalogação e intercâmbio. É importante a continuação do
tratamento dos multimeios e sugere-se a elaboração de um projeto para a
contratação de pessoal e para a conversão dos itens em mídias mais atuais e
acessíveis.

REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A. do. Os multimeios, a biblioteca e o bibliotecário. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, v. 15, n. 1, p. 45 - 68, jan./jun. 1987.
AQUINO, S. H. de; NASCIMENTO, N. C. F. Um pouco da história da
Biblioteca Central da UnB. Brasília, [198?]. 41 + 22 p.
FIGUEIREDO, N. Metodologias para a promoção de uso de informações:
técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel/APB, 1990. 144 p.
LIMA, R. C. M.; FIQUEIREDO, N. M. Seleção e aquisição: visão clássica à
moderna aplicação das técnicas bibliométricas. Ciência da Informação, Brasília,
v. 13, n. 2, p. 137-150, jul./dez. 1984.
MORAES, S. B. de. Análise do problema da retirada e do descarte dos
acervos das bibliotecas brasileiras. 1980. 229 p. Dissertação (Mestrado em
Biblioteconomia e Documentação) – Universidade de Brasília. Faculdade de
Estudos Sociais Aplicados. Departamento de Biblioteconomia, Brasília. 1980.
POOLE, F. G. Programa para o projeto do edifício da Biblioteca Central.
Brasília: [s.n.], 1973. 63 p.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. BIBLIOTECA CENTRAL. Critérios de seleção
para o acervo da Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Brasília,
2016. 19 p. (Normas).
VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação: princípios e
técnicas. 3. ed. Brasília: Briquet De Lemos 2010. 120 p.
VIEIRA, A. da S. Visão estratégica da Biblioteca Central da UnB. Brasília,
1994. 82 f.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33526">
                <text>AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE BENS CIENTÍFICOS E CULTURAIS EM FORMATO DE MULTIMEIOS DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (BCE/UNB): RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33527">
                <text>Vânia Natal de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33528">
                <text>Eveline Filgueiras Gonçalves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33529">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33530">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33532">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33533">
                <text>O relato de experiência trata-se da avaliação de itens não tratados do acervo de multimeios da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB) e a sistematização de critérios de seleção para o setor de Coleções Especiais (COLESP). A amostra avaliada foi composta de 310 itens, entre CDs e DVDs, correspondendo a 62,88% do universo de 493 itens. O processo foi composto de três etapas: conhecer, processar e destinar. A primeira englobou ações de identificação, separação e registro dos itens e na segunda a pesquisa e seleção, para finalmente efetivar-se a destinação, ou seja, última etapa, disponibilizar os itens selecionados para integrar o acervo ou encaminhar para intercâmbio e doação. Verificou-se que é possível estender o modelo de sistematização para outros itens que aguardam avaliação. Considerando o valor científico e cultural desse material sugere-se que é importante a continuação do tratamento dos multimeios. Mediante o volume de itens torna-se necessária a contratação de profissionais, através de projetos que contemplem também a conversão dos itens em mídias mais atuais e acessíveis.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66824">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2860" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1942">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2860/1974-1991-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9b393b2534d70b9a31a5acf4be03153b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33525">
                    <text>A LITERATURA DE CORDEL NA REGIÃO NORTE E A
IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DESTA POESIA POPULAR

Jean Pereira Corrêa (ufpa) - jean.p.correa7@gmail.com
LETÍCIA LIMA DE SOUSA (UFRA) - llsleticia.sousa@gmail.com
Nilzete Ferreira Gomes (UFRA) - nilzetegomes@yahoo.com.br
Resumo:
Aborda sobre a existência da literatura de cordel na região norte, a qual traz conteúdos com
assuntos referentes à Amazônia, com os costumes, lendas e informações típicas da nossa
região. Apresenta um breve histórico da literatura de cordel que chegou ao Brasil pelos
colonizadores portugueses e se adaptou em nosso país, sobretudo no nordeste, sendo também
divulgado na região norte. A metodologia aplicada é, no primeiro momento, uma pesquisa
bibliográfica e um estudo documental. No segundo momento é uma pesquisa de campo e a
natureza dos dados são do tipo qualitativo. Finaliza, expondo a análise dos dados coletados
referente às respostas de algumas pessoas diretamente envolvidas com este gênero popular,
para, precisamente saber a opinião delas acerca da literatura de cordel na Amazônia e a
importância da disseminação desta cultura Popular. Os questionários foram aplicados no
seguinte público: cinco cordelistas paraenses os quais produzem este gênero popular para o
público em geral, visando o incentivo a preservação da memória, cultura popular e o gosto
pela leitura.
Palavras-chave: Literatura de cordel. Poesia popular. Cordelistas.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO: A ideia de pesquisar sobre este gênero popular na região norte
do país surgiu na participação do terceiro encontro de cordelistas da Amazônia,
intitulado: “Pelas bordas das culturas: acordes dos cordéis das Amazônias”,
realizado no Hangar – Centro de Convenções, onde estava acontecendo à XVII
Feira Pan-Amazônica do Livro, sendo homenageado o Estado do Pará. O
evento teve como palestrantes: João de Jesus Paes Loureiro e Hiran de Moura
Possas; e como debatedores os cordelistas: Juraci Siqueira, João de Castro e
Cláudio Cardoso. Na oportunidade conheceram-se alguns cordelistas
paraenses, que estavam presentes nesse seminário, e aprendeu-se um pouco
mais sobre a poesia popular. No referido evento, observou-se a importância da
divulgação da literatura de cordel na Amazônia. Essa espécie literária é muito
difundida no nordeste brasileiro, mas no Pará também existem cordelistas, com
obras ricas que falam da cultura paraense, um exemplo disso é o poeta
paraense Antônio Juraci Siqueira. Assim, partindo destas considerações, temse como tema a seguinte problemática: Por que a literatura de cordel na
região norte é pouco conhecida? Para entender o contexto da literatura de
cordel, inicia-se com o conceito de literatura, que é o: “[...] conjunto de todas as
manifestações verbais (orais ou escritas), e de intenção estética, seja do
espírito humano em geral, seja de uma dada cultura ou sociedade”.
(LITERATURA, 2005, p. 73). Já cordel significa “Corda muito fina e longa;
cordão; barbante”. (CORDEL, 1998, p. 288). Sendo assim, denomina-se
literatura de cordel, pequenos livrinhos colocados em cordas para serem
expostos, escritos, geralmente, em versos de maneira simples, espontânea, e
muitas das vezes, improvisada pelos poetas. Seus poemas, rimados e/ou
cantados, carregam forte característica oral. Este gênero é pertence à cultura
popular nos quais são registrados acontecimentos importantes. Gaudêncio e
Borba (2010, p. 82) também conceituam literatura de cordel, como sendo:
Uma manifestação artístico-cultural da cultura popular que registra a
história e a trajetória de um povo, assim como, caracteriza-se por
uma ação poética que dá vida à sociedade. É de fato, uma das mais
ricas facetas da cultura brasileira e mundial.

A origem da literatura de cordel está fortemente relacionada ao costume
milenar das civilizações de contar histórias dos seus antepassados.
Pertencente à cultura de um povo, preservadas na memória da população e,
com o passar do tempo elas começaram a ser escritas, sendo que, por meio da
imprensa essas criações foram divulgadas com mais intensidade para as
futuras gerações. (GALVÃO, 2001). Borges (2005) salienta que em Belém, a
aproximação com os livrinhos acontecia, nas feiras livres, em especial, no
mercado do Ver-o-Peso. As pessoas do interior iam à capital, normalmente,
com intuito de resolver algum problema, e assim, eles tinham o contato com os
folhetos, compravam e voltava para seus lares. Quando chegavam em suas
casas, liam os livretos aos seus familiares e vizinhos e, desta maneira,
formava-se um público de leitores/ouvintes. “As pessoas do interior liam e
decoravam os textos e depois os recontavam, em versos; talvez, daí, tenham
se originado alguns cordelistas, primeiro foram ouvintes e/ou leitores, depois
produtores de cordel”. (BORGES, 2005, p. 38). Convém lembrar, que
atualmente no Estado do Pará, existem poetas populares com obras ricas, as
quais falam da cultura paraense como, por exemplo:

�Juraci Siquera, Cláudio Cardoso, Apolo da Caratateua, Nazaré Ferreira,
Ducarmo Souza, Jeová Barros, etc. Dentre estes escritores é de fundamental
importância mencionar o nome do cordelista paraense, Antônio Juraci Siquera,
conhecido popularmente como “o boto”, ele tem em sua autoria várias obras
publicadas e premiadas, como exemplo: “O menino que ouvia estrela e se
sonhava canoeiro”, que venceu o prêmio “Edições Culturais do Instituto de
Artes do Pará”, no ano de 2010; e “O chapéu do boto” e o “Bicho folharal”,
ganhou o prêmio “Mais Cultura de Literatura de Cordel”, edição “Patativa do
Assaré”, também em 2010, ambos pertencentes ao gênero cordel.
É evidente, o valor dos folhetos de cordel para a região norte, como também,
em todo Brasil. Quando se fala em literatura de cordel, pensa-se logo no
nordeste, porém se observa que na Amazônia, existe também este tipo de
poesia popular, com os mitos e lendas regionais, trazendo em seu conteúdo os
costumes e crenças, bem como, informações de acontecimentos reais e
imaginários relatados por poetas locais ou até mesmo autores radicados no
norte. É interessante ressaltar que, assim como os nordestinos, os
colonizadores portugueses trouxeram, igualmente, esse gênero literário para o
norte do país. Sobre esse assunto, Borges (2005, p. 119) diz “[...] que o cordel
no Pará se assemelha mais ao de Portugal do que ao nordestino, [...]”.
MÉTODO DE PESQUISA: A pesquisa foi bibliográfica, teve cunho qualitativo,
com aplicação de instrumento de coleta de dados, o questionário, com
perguntas abertas foi aplicado a uma amostra de oito poetas paraenses
(cordelistas), com intuito de saber a opinião acerca da literatura de cordel na
Amazônia, no que tange a importância da exposição desse gênero popular ao
público em geral para uma maior difusão da cultura amazônica. No entanto,
obtive-se como retorno apenas cinco respostas dos questionários aplicados.
RESULTADOS: Os cordelistas que responderam os questionários aparecem
na análise em uma sequência de um a cinco, da seguinte forma: entrevistado 1
a 5. Observe, a seguir, as perguntas feitas aos cordelistas paraenses e as
respostas transmitidas por eles nas entrevistas:
Pergunta 1: Como surgiu em cada um o interesse em fazer literatura de
cordel?
Entrevistado 1 - O interesse surgiu naturalmente pelo fato desse gênero da
poesia popular ter povoado a minha infância e adolescência, no interior, onde
fui um leitor constante e voraz.
Entrevistado 2 - Acho que já nasci Poeta...vivo cantando a vida em
versos...meu interesse em fazer literatura de cordel é mostrar para o mundo
que a vida é a Poesia.
Entrevistado 3 - Sempre que escrevia alguma coisa, era com versos rimados.
Algo acontecido, viagens, homenagem de aniversário, tudo inconscientemente
em estilo cordel.
Entrevistado 4 - Pelo desafio das rimas e pela sonoridade da fala quando se
diz o texto do cordel.
Entrevistado 5 - Apesar de paraense, conheci um poeta nordestino chamado
Jessier Quirino, que me influenciou profundamente na arte de versejar, pela
maneira como a poesia rimada, a melodia, o jeito de falar.

�Pergunta 2: Você acha importante a divulgação deste gênero popular para
difusão da nossa cultura.
Entrevistado 1 - Por ser uma literatura de fácil assimilação, se torna mais
atraente divulgar nossa cultura como venho fazendo com os mitos amazônicos,
a exemplo do mito da criação da noite, o mito da criação dos rios do Marajó, o
mito do Boto, etc.
Entrevistado 2 - Porque Literatura de Cordel é exatamente isso, Cultura
Popular.
Entrevistado 3 - Devido a grandes distâncias, às vezes sem escolas, aonde
não chega nem jornal, o livrinho de cordel é uma fonte de informação valiosa.
Muita gente já aprendeu a ler e até escrever esta literatura, através do cordel.
Divulgação, sempre.
Entrevistado 4 - Atualmente não é muito boa a situação de divulgação do
cordel na Amazônia. Por não ter “nascido” aqui a mídia local associa o gênero
ao Nordeste brasileiro e não publica uma só linha de cordel produzido no Norte
e para completar, existe ainda uma grande escassez de escritores do gênero.
Pela estrutura construtiva do cordel – quadra, sextilhas, redondilhas – e pela
grande facilidade de entendimento que o cordel possui, pois o mesmo,
“descasca” qualquer tema em suas estrofes, possibilitando explorar qualquer
assunto relacionado com a região: sejam manifestações da cultura local,
grupos populares, mitos e lendas que possuem relação muito próxima com as
águas, com a floresta (flora e fauna), com os costumes dos povos indígenas e
ribeirinhos. A região possui poucos, mas bons escritores de cordel, o que falta
é incentivo e apoio cultural para publicação do material produzido. Nesse
contexto, a escola tem papel fundamental como veículo de divulgação.
Entrevistado 5 - Alguns teóricos do cordel como o pesquisador português
António de Abreu Freire afirmam que cordel autêntico é nordestino. Afirmação
esta que ilegítima a Amazônia ou qualquer outra região como produtora de
cordel, mas acredito que a literatura não pode ser confinada a um espaço
próprio sobre pena de não evoluir. O mesmo pesquisador diz logo mais, que
apesar de Portugal ser um dos berços do cordel, ele já não existe mais pelas
terras lusitanas, chegando a ser considerado extinto.
Pergunta 3: Qual a sua experiência com a literatura de cordel?
Entrevistado 1 - Quando se trata esse gênero com seriedade, os frutos
aparecem: tenho trabalhos premiados a nível estadual e nacional além de
inúmeros trabalhos acadêmicos sobre minha obra como dissertações de
mestrado e doutorado.
Entrevistado 2 - É maravilhoso encontrar irmãos de sonhos...ver nas
pequenas coisas, grandes riquezas...me encantar com a Natureza...cantar a
vida em versos rimados sem precisar fazer cursos... porque quando o dia
amanhece basta ter olhos observadores e podemos ver um livro aberto...escrito
com as mãos de Deus... E viver assim... Espalhando o amor...
Entrevistado 3 - Existe o prazer de escrever.
Entrevistado 4 - Meu convívio com o cordel iniciou com a minha família. Meu
avô gostava, comprava e lia muito cordel para nós. Meu pai gostava muito de
ver na TV, programas como o Som Brasil, que apresentava repentistas com
suas violas e cantadores de música de raiz. Convivendo com essa dupla

�acabei sendo contagiado pelo gosto e pela aproximação me atrevi a escrever
as primeiras quadras e nunca mais parei. Obrigado.
Entrevistado 5 - O cordel despertou em mim a curiosidade pela literatura, não
de maneira acadêmica, mesmo porque é uma literatura essencialmente
popular, mas uma necessidade de ir beber na fonte de grandes cordelistas
ainda vivos e profícuos como o fenomenal Jessier Quirino, Nildo da Pedra
Branca, Antônio Francisco, Costa Leite e suas xilogravuras, Juraci Siqueira,
entre tantos outros. As visões desses poetas populares foram muito
significativas para essa pesquisa, porque são eles que elaboram essa
literatura. Verificou-se nas respostas que o cordel, como gênero literário,
pertencente à cultura popular precisa ser amplamente divulgado,
especialmente, nas instituições de ensino do norte do Brasil.
DISCUSSÃO: O cordel é a expressão artística e cultural da cultura belenense e
paraense registrando a nossa história e trajetória de feito de forma poética.
Autores na referida temática que se dedicaram a estudar a literatura de cordel
como Gaudêncio e Borba (2010) a definiram anteriormente. O presente estudo
ratifica a concepção de literatura de cordel dada por estes autores.
O cordel está vivo, ou seja, ele não deixou de existir, por isso não é necessário
resgatá-lo. Todavia, é preciso abandonar algumas imagens errôneas e
preconceituosas a respeito desta literatura. Este gênero literário caminha entre
o folclore e as culturas institucionais, sendo um meio tanto de liberdade de
estilo, como também, de criação.
O cordel não precisa de pena ou “resgate”. É preciso excluir a ideia de centro
ou de periferia. Seria aquilo que fica numa faixa de transição delineada pelo
que se chama de folclore e culturas institucionais. Por lá transitam os cordéis,
estes espaços de deslizamentos simbólicos, copulando estéticas e temáticas
múltiplas entendidas como um exercício neobarroco de liberdade de estilo e de
criação. A literatura de cordel, também, pertence à cultura paraense, com as
características próprias da região, sendo diferenciada do nordeste, embora, a
maior parte, tenha influência desta cultura. É imprescindível observar que o
cordel em Belém tem suas próprias características, diferente do cordel
nordestino. É importante ressaltar que os portugueses também trouxeram o
cordel para Belém em sua bagagem e influenciaram bastante a produção
belenense, que é bem mais parecida com a deles no que diz respeito à
estrutura. No entanto, é necessária maior divulgação dos trabalhos dos
cordelistas da região norte. As respostas de dois pesquisadores foram, de fato,
relevantes para essa pesquisa. Observa-se que é preciso mais estudos e
divulgação da literatura de cordel no norte do Brasil, já que há enorme difusão
desta arte do nordeste do país, sendo no norte pouco conhecida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Constatou-se, através das respostas dos
participantes desta pesquisa (os cordelistas e pesquisadores do tema cordel): a
necessidade da disseminação desta poesia popular, sobretudo, nas instituições
de ensino. Neste sentido os professores, cordelistas, bibliotecário escolar e
demais pessoas que trabalham com a prática de leitura nas escolas, têm o
papel de mediadores de leitura.
Os poderes públicos ligados, em especial, a educação e cultura devem investir
na propagação das obras dos cordelistas no norte do país, dando a eles mais
oportunidades de mostrarem suas poesias populares e aproximá-las da

�população, pois como já mencionado anteriormente, é de fundamental
importância que todos possam ter a chance de conhecer o rico teor
informacional contido nestes pequenos folhetos e, assim, desfrutarem de sua
leitura. Esta poesia que nasceu na Europa e pelos portugueses chegou ao
Brasil foi sendo difundida nas regiões brasileiras e como se viu também na
Amazônia, precisa ser amplamente divulgada para que todos possam receber
o devido conhecimento desta rica expressão de cunho popular. As bibliotecas
são, com toda certeza, um dos lugares onde a presença desse gênero literário,
seria de grande importância na aprendizagem dos leitores. Convém citar-se
que a biblioteca do museu da Universidade Federal do Pará (UFPA), tem um
rico acervo de literatura de cordel, pertencente à coleção Vicente Salles.
Infelizmente ainda é necessário um trabalho de divulgação mais eficaz. A
maioria das pessoas que já ouvem sobre cordel, imagina que ele só existe no
nordeste, que não faz parte da nossa cultura, mas é um engano. Entretanto, só
se mudará esta “desinformação” a partir de uma maior disseminação desta
cultura popular do norte do Brasil.
REFERÊNCIAS
BORGES, Janete da Silva. Discurso amazônico no varal. 2005. 143 f. Dissertação
(Mestrado em Estudos Literários) - Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do
Pará, Belém, 2005.
GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Cordel leitores e ouvintes. Belo Horizonte:
Autêntica, 2001. 239 p.
GAUDÊNCIO, Sale Mário; BORBA, Maria do Socorro de Azevedo. O cordel como
fonte de informação: a vivacidade dos folhetos de cordéis no Rio Grande do Norte.
Biblionline, João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 82-92, jan./jun. 2010. Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/4905&gt;. Acesso em: 17 set. 2013.
LITERATURA. In: GRANDE enciclopédia Barsa. 3.ed. São Paulo: Barsa Planeta
Internacional, 2005. v. 9, p. 73.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33516">
                <text>A LITERATURA DE CORDEL NA REGIÃO NORTE E A IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DESTA POESIA POPULAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33517">
                <text>Jean Pereira Corrêa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33518">
                <text>LETÍCIA LIMA DE SOUSA</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33519">
                <text>Nilzete Ferreira Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33520">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33521">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33523">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33524">
                <text>Aborda sobre a existência da literatura de cordel na região norte, a qual traz conteúdos com assuntos referentes à Amazônia, com os costumes, lendas e informações típicas da nossa região. Apresenta um breve histórico da literatura de cordel que chegou ao Brasil pelos colonizadores portugueses e se adaptou em nosso país, sobretudo no nordeste, sendo também divulgado na região norte. A metodologia aplicada é, no primeiro momento, uma pesquisa bibliográfica e um estudo documental. No segundo momento é uma pesquisa de campo e a natureza dos dados são do tipo qualitativo. Finaliza, expondo a análise dos dados coletados referente às respostas de algumas pessoas diretamente envolvidas com este gênero popular, para, precisamente saber a opinião delas acerca da literatura de cordel na Amazônia e a importância da disseminação desta cultura Popular. Os questionários foram aplicados no seguinte público: cinco cordelistas paraenses os quais produzem este gênero popular para o público em geral, visando o incentivo a preservação da memória, cultura popular e o gosto pela leitura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66823">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2859" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1941">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2859/1973-1990-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a6406acff7f9a797dd9538e190fffe52</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33515">
                    <text>A importância das bibliotecas particulares incorporadas aos
acervos públicos: as coleções da Biblioteca Central da Universidade
de Brasília

Ana Regina Luz Lacerda (UnB) - analacerda@bce.unb.br
Resumo:
Este trabalho visa ressaltar e esclarecer sobre a importância das bibliotecas particulares que
são incorporadas aos acervos de bibliotecas públicas e que são disponibilizadas ao público.
Este trabalho pretende dar ênfase, em particular, às coleções adquiridas pela Biblioteca
Central da Universidade de Brasília (BCE). Esta pesquisa elenca e apresenta algumas
considerações a respeito das primeiras e das principais coleções, adquiridas por doação ou
compra pela BCE. Desse modo, o objetivo é investigar e esclarecer as origens da formação
deste acervo, construindo assim, subsídios para a sua própria história.
A pesquisa teve como base a leitura das fontes bibliográficas disponíveis, de manuais de
serviços e de documentos recuperados nos arquivos da BCE, além de algumas informações
orais, que se consagraram no quotidiano da Biblioteca.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Universidade de Brasília; Bibliotecas Particulares;
História da Biblioteca; Coleções Especiais.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de Outubro de 2017

A importância das bibliotecas particulares incorporadas aos acervos públicos:
as coleções da Biblioteca Central da Universidade de Brasília
1 Introdução
Este trabalho visa ressaltar e esclarecer sobre a importância das bibliotecas
particulares que são incorporadas aos acervos de bibliotecas públicas e são
disponibilizadas, em especial aos acervos das bibliotecas universitárias que têm
como principal missão a pesquisa científica. Este trabalho pretende dar ênfase às
coleções adquiridas pela Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE), esta
pesquisa, também, elenca e apresenta algumas considerações a respeito das
primeiras e das principais coleções, adquiridas por doação ou compra pela BCE.
Desse modo, o objetivo é investigar e esclarecer as origens da formação deste
acervo, construindo assim, subsídios para a sua própria história.
No entanto, identificar as fontes para estabelecer as origens do acervo da
BCE configura-se como um problema, porque nos arquivos administrativos constam
poucos documentos relativos aos primeiros anos da Universidade, a partir de sua
fundação em 1962.
Nessas circunstâncias, a pesquisa teve como base a leitura das fontes
bibliográficas disponíveis, de manuais de serviços e de documentos recuperados
nos arquivos da BCE, além de algumas informações orais, que se consagraram no
quotidiano da Biblioteca.
2 A importância dos Acervos Pessoais e Suas Acolhidas em Bibliotecas
Universitárias
As bibliotecas particulares são importantes fontes de pesquisa e representam
uma abrangência inesgotável de investigação bibliográfica de interesse científico,
literário, cultural e artístico, cada uma abrange um universo do conhecimento
particular de seu dono, conforme o interesse intelectual ou artístico do proprietário.
As coleções pessoais de importantes personalidades: intelectuais, escritores,
artistas, magistrados e políticos, são de grande interesse para as instituições
públicas e privadas que se ocupam com o conhecimento científico, cultural, literário
e artístico; com o desenvolvimento social; e com a memória social, para Rodrigues
(2009, p. 174-175) estes acervos contribuem “para um melhor entendimento do
universo cultural e social em que estes se inseriam”.
1

�Segundo Pinheiro “o acervo de uma biblioteca universitária configura-se [...]
como uma espécie de biografia de determinado conhecimento científico” (2014, p.
5). Essa ideia é corroborada por Ordovás e Steindel (2015, p. 4), quando afirmam
que “as bibliotecas universitárias são centros de referência para pesquisadores e
estudantes, podem gerar novas pesquisas baseadas em fontes antigas, [...] e
fomentar a produção científica da área”.
Neste contexto,

os

acervos

de

coleções

especiais

das bibliotecas

universitárias vêm ganhando importância para a memória da ciência, da cultura, da
arte, da literatura e de todo o conhecimento humano produzido e registrado, que se
manifeste como informação bibliográfica – tanto intelectual quanto material, para as
especialidades atendidas por essas bibliotecas.
O potencial da biblioteca universitária deve ser descrito para o pesquisador
pelo Bibliotecário, que deve basear-se no conhecimento sobre a origem e formação
do acervo, e, especificamente, sobre as coleções especiais. Esse conhecimento
deve anteceder qualquer ação, no âmbito da biblioteca.
A primeira preocupação do bibliotecário, antes de estabelecer e
implementar quaisquer procedimentos relativos à gestão de uma biblioteca
é buscar informações sobre ela. É essencial que o bibliotecário desenvolva
certa familiaridade com a história da formação e desenvolvimento de suas
coleções fundadoras [...] (PINHEIRO, 2011 apud PINHEIRO, 2014, p. 5).

3 O acervo da BCE
O acervo da Biblioteca Central da UnB é composto por aproximadamente 1,5
milhão de volumes de livros, periódicos e outros materiais, e está distribuído
conforme as seguintes Divisões:


Acervo geral (livros, folhetos, teses e dissertações);



Periódicos (cerca de 1.700 títulos de publicações periódicas);



Referência (obras de referência, propriamente ditas); e



Coleções Especiais.

Em 1962, o Bibliotecário Edson Nery da Fonseca foi convidado pelo
antropólogo Darcy Ribeiro que era, então, ministro da Educação de João Goulart,
para organizar a biblioteca. Segundo Fonseca (1973, p. 39), não havia limites
orçamentários para aquisição de livros e Darcy Ribeiro teria dito a ele: “você está
intimado a formar na UnB uma Brasiliana completa, adquirindo [...] todos os livros
referenciados por Rubens Borba de Moraes na Bibliographia Brasiliana”.

2

�Para suprir as necessidades emergentes de material bibliográfico a UnB
adquiriu muitas bibliotecas particulares de intelectuais, bibliófilos, professores e
magistrados.
A primeira coleção de particular adquirida por compra aconteceu no final de
1962, foram adquiridos 183 volumes (títulos) da Coleção Documentos Brasileiros,
publicada pela Livraria José Olympio Editora pertencentes à bibliotecária Irene de
Menezes Dória.
O ano de 1963 é referência de destaque no histórico da aquisição e
incorporação de bibliotecas particulares ao acervo da BCE: 1. a coleção de
Bibliografia e Biblioteconomia, de Oswaldo de Carvalho (415 volumes; 2. a coleção
de direito internacional do embaixador Hildebrando Accioly (710 volumes); 3. a
eclética coleção do professor e político Homero Pires (30 mil volumes); 4. a coleção
de literatura grega, romana e germânica do professor Pedro de Almeida Moura
(9.600 volumes); 5. parte da biblioteca do bibliófilo, advogado e político Ricardo
Xavier da Silveira, muitas obras desta coleção estão na Divisão de Coleções
Especiais, no setor de Obras Raras.
Em 1964 foram adquiridas as coleções de 2 professores da Universidade de
São Paulo: 1. Fernando de Azevedo (2.500 volumes); 2. Antônio Cândido (703
títulos de livros e 25 títulos de periódicos, sendo 264 fascículos).
Além daquelas de 1963 e de 1964, outras aquisições de bibliotecas
particulares ocorreram no período de 1975 e 1988.
Na década de 1970: 1. 1975: a coleção do escritor e crítico literário Agrippino
Grieco (cerca de 30 mil volumes), predominantemente literária; 2. 1978: a coleção
do jurista Aliomar Baleeiro (6.000 volumes); 3. 1979: a coleção do político, jornalista
e escritor Carlos Lacerda (cerca de 17 mil volumes);
Na década de 1980: 1. 1982: a biblioteca da geógrafa Dora de Amarante
Romariz; 2. 1982: a biblioteca da escritora Vera Pacheco Jordão; 3. 1984: a
biblioteca jurídica do professor Vandick Londres da Nóbrega (cerca de 7 mil
volumes); 4. 1985: parte da coleção do médico e escritor Pedro Nava (mais de 1.000
volumes); 5. 1988: a biblioteca de cultura clássica do professor Eudoro de Sousa,
um dos fundadores da UnB e fundador do Centro de Estudos Clássicos da UnB.
Muitas outras coleções foram adicionadas ao acervo da BCE, muitas doações
de bibliotecas completas foram feitas no decorrer dos anos, de professores
3

�aposentados da UnB; também, recebeu coleções importantes de órgãos públicos
que trouxeram suas bibliotecas da antiga capital federal, do Rio de Janeiro, tais
como: TCU (Tribunal de Contas da União); MVOP (Ministério da Viação e Obras
Públicas) atual Ministério dos Transportes; e, também, a doação de documentos
históricos pelo IBM do Brasil, material que faz parte do acervo de obras raras.
4 Considerações finais
Com a incorporação desses conjuntos, é possível afirmar que o acervo da
BCE é composto por coleções de caráter múltiplo, de comprovada importância para
o estudo e a pesquisa, de diversos assuntos. Com base nestas coleções a biblioteca
pode atender às necessidades de seus usuários, com qualidade e quantidade,
segundo o diretor da BCE Volpini (1972, p. 13) “estruturou-se, então, a Biblioteca
Central, sendo adquiridas coleções importantes das mãos de particulares
proporcionando-se as condições para o seu efetivo funcionamento”.
Estas coleções adquiridas enriqueceram o acervo da BCE e possibilitaram
seu funcionamento, essas coleções, no entanto, ainda não cumprem sua função,
como espaço referencial de pesquisa retrospectiva, coerente com a riqueza e o valor
de sua composição. No momento, é imperativo fazer o inventário dos conjuntos
recebidos pela biblioteca.
Infelizmente estas coleções foram diluídas no acervo geral, na época era
importante este acesso mais amplo destas bibliotecas, por conta da escassez de
títulos disponível para a pesquisa. Esta absorção de livros e periódicos para acesso
livre é um fato que torna ainda maior a necessidade do inventário destas coleções e
de elaboração de bibliografias, para se ampliar mais o conhecimento do acervo e
poder avaliá-las. Apenas o conhecimento e o registro da história da formação e do
desenvolvimento da coleção, que compõe o acervo da BCE, viabilizará o diagnóstico
confiável e o estabelecimento de políticas que promovam a longevidade do acervo,
envolvendo a conservação, a catalogação, a dinamização do acesso através de
exposições e proporcionando uma otimização do seu uso.
Atualmente a BCE não adquiri mais bibliotecas particulares por compra, estas
não são mais permitidas, foram suspensas. Somente as doações continuam
enriquecendo nosso acervo. Como foi o caso da biblioteca particular do professor
Roberto Lyra Filho, um dos fundadores da UnB, sua biblioteca esteve em contrato
de comodato desde 1988 na BCE, em 2015 a doação da coleção foi efetivada.
4

�Roberto Lyra foi jurista e tradutor, professor na área de direito da UnB, iniciou sua
cátedra em 1963, aposentou-se em 1984.
Referências
AQUINO, S. H. ; NASCIMENTO, Nêmora C.F. Um pouco da história da biblioteca
central da UnB. [1987]. Trabalho elaborado para a disciplina Seminário do
Departamento de Biblioteconomia da UnB.
FONSECA, Edson Nery da. Biblioteca central da Universidade de Brasília: história
com um pouco de doutrina e outro tanto de memórias. R. Bibliotecon. Brasília,
Brasília, DF, v. 1, n. 1, p. 35-42, jan./jun. 1973.
LACERDA, Ana Regina Luz. O acervo básico-histórico do setor de obras raras da
Biblioteca Central da Universidade de Brasília. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ACERVO RARO[ENAR 2016], 12., 2016, Rio de Janeiro, 2016. Disponível em:
&lt;http://planorweb.bn.br/documentos/XII_ENAR/2511216/acervo_basico_historico_Se
tor_Obras_Raras_Biblioteca_Central_Universidade_Brasilia.ppsx&gt;. Acesso em: 01
julho 2017.
ORDOVÁS, Gleide Bitencourte José; STEINDEL, Gisela Eggert. Acervos de obras
raras nas bibliotecas universitárias federais brasileiras: um estudo. In: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO [ENANCIB 2015], 16.,
2015, João Pessoa. [Anais]. João Pessoa, PB, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2015/enancib2015/paper/viewFil
e/2763/1244.pdf&gt;. Acesso em: 15 maio 2016.
PINHEIRO, Ana Virginia et al. O histórico da Biblioteca como instrumento de gestão
e salvaguarda das coleções de livros raros e especiais na biblioteca universitária
brasileira. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS [SNBU
2014], 18., 2014. Anais [eletrônicos]... Belo Horizonte: UFMG, 2014. Disponível em:
&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/549-2341.pdf&gt;.
Acesso em: 15 maio 2016.
RODRIGUES, Marcia Carvalho. Resgate da memória: os acervos pessoais na
Universidade de Caxias do Sul. Patrimônio e memória, v. 5, n. 2, p. 174-194, dez.
2009. Disponível em
&lt;http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/184/535&gt;. Acesso em: Acesso
em: 24 jun. 2017.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. Biblioteca Central. Acervo. Brasília, DF, 2016.
Disponível em: &lt;http://www.bce.unb.br/acervo/&gt;. Acesso em: 24 abr. 2016.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. Biblioteca Central. Doação da Biblioteca Roberto
Lyra Filho. Brasília, DF, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.bce.unb.br/2015/02/doacao-da-biblioteca-roberto-lyra-filho/&gt;. Acesso
em: 05 jul. 2017.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. Biblioteca Central. Sobre a BCE. Brasília, DF, 2016.
Disponível em: &lt; http://www.bce.unb.br/sobre-a-bce/&gt; Acesso em: 24 abr. 2016.
VOLPINI, Elton Eugenio. A biblioteca central da Universidade de Brasília.
Educação, Brasília, v. 2, n. 6, p. 10-18, jul./dez. 1972.
5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33508">
                <text>A IMPORTÂNCIA DAS BIBLIOTECAS PARTICULARES INCORPORADAS AOS ACERVOS PÚBLICOS: AS COLEÇÕES DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33509">
                <text>Ana Regina Luz Lacerda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33510">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33511">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33513">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33514">
                <text>Este trabalho visa ressaltar e esclarecer sobre a importância das bibliotecas particulares que são incorporadas aos acervos de bibliotecas públicas e que são disponibilizadas ao público. Este trabalho pretende dar ênfase, em particular, às coleções adquiridas pela Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE). Esta pesquisa elenca e apresenta algumas considerações a respeito das primeiras e das principais coleções, adquiridas por doação ou compra pela BCE. Desse modo, o objetivo é investigar e esclarecer as origens da formação deste acervo, construindo assim, subsídios para a sua própria história.A pesquisa teve como base a leitura das fontes bibliográficas disponíveis, de manuais de serviços e de documentos recuperados nos arquivos da BCE, além de algumas informações orais, que se consagraram no quotidiano da Biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66822">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2858" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1940">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2858/1972-1989-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d4a76ee216f4c0f52fe2d82d71fb5282</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33507">
                    <text>A importância da prática em solicitar os direitos autorais e o ISBN:
relato do serviço de biblioteca e documentação

Agnubia Pereira de Oliveira Souza (PGE/BA) - agnubia.souza@pge.ba.gov.br
Vera Lúcia Ribeiro dos Santos Santos (PGE/BA) - veralucia.santos@pge.ba.gov.br
Resumo:
Trata-se de um relato de experiência, tendo como objetivo, detalhar as etapas na solicitação do
registro de direito autorais, regulamentado pela lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, tem
como norte a proteção de seus autores; e o número padrão internacional de livros - ISBN, que
busca atualização bibliográfica no país, facilitando a circulação e comercialização das obras.
Palavras-chave: Direitos Autorais; ISBN; Biblioteca Nacional - Agência Brasileira
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DA BAHIA-PGE
CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIÇOAMENTO-CEA
SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO-SBD

XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO
17 A 20 DE OUTUBRO DE 2017
A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA EM SOLICITAR OS DIREITOS AUTORAIS
E O ISBN: RELATO DO SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO.
Autores:
Agnubia Pereira de Oliveira Souza CRB-5/ 1012 – agnubia.souza@pge.ba.gov.br
Vera Lúcia Ribeiro dos Santos e Santos CRB-5/399– veralucia.santos@pge.ba.gov.br

Resumo

Trata-se de um relato de experiência, tendo como objetivo detalhar as etapas na
solicitação do registro de direito autorais, regulamentado pela Lei nº 9.610 de 19 de
fevereiro de 1998, tem como norte a proteção de seus autores; e o número padrão
internacional de livros – ISBN, que busca atualização bibliográfica no país, facilitando a
circulação e comercialização das obras.

Palavras Chaves:

Direitos Autorais; Número Padrão Internacional de Livros - ISBN; Biblioteca Nacional;
Agência Brasileira.

�Introdução:

O objetivo desse relato de experiência é apresentar o processo de solicitação no período
de 2013, relativo ao pleito de registro de direitos autorais e obtenção do número padrão
internacional de livros - ISBN, da obra “Comentários a lei de processo administrativo
do estado da Bahia: lei nº 12.209, de 20 de abril de 2011”. O desenvolvimento dessa
atividade foi de grande relevância para o crescimento da equipe de bibliotecários da
Procuradoria Geral do Estado da Bahia, ressaltando o empenho do grupo em atender as
formulações nas etapas exigidas pelo Escritório de Direito Autorais - EDA.

Relato de Experiência:

Sendo solicitado em 2013, ao Centro de Estudos e Aperfeiçoamento/Serviço de
Biblioteca e Documentação da Procuradoria Geral do Estado da Bahia, providências
para obtenção do registro de direitos autorais e o número padrão internacional de livros
– ISBN da obra, “Comentários a lei de processo administrativo do estado da Bahia: lei
nº 12.209, de 20 de abril de 2011”, por sua Coordenadora.
O registro de direitos autorais é disciplinado pela lei nº 9.610/1998 e necessário para
que se reconheça a autoria de uma obra intelectual, com especificação de direitos morais
e patrimoniais, bem como estabelecimento de prazos de proteção tanto para o titular,
quanto para seus sucessores.
Formalizando o pedido registral através de preenchimento de requerimento de registro,
com o nome da obra, dados dos autores (nomes completos, registros gerais, cadastro de
pessoas físicas), cidade e ano de publicação da obra, foram enviados: cópia da obra com
todas as páginas numeradas e rubricadas e folhas soltas sem utilizar grampos; Guia de
Recolhimento da União – GRU, contendo o código de recolhimento e nome do
responsável, CNPJ da Procuradoria Geral do Estado da Bahia e o código do valor de
acordo com o Escritório de Direitos Autorais – EDA.
O ISBN – International Standard Book Number é um sistema internacional padronizado
que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora,
individualizando – os inclusive por edição. Desde 01 de janeiro de 2007, o ISBN,
passou a ter 13 dígitos. A lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, no artigo 6º, torna
obrigatório a adoção do número internacional padronizado, bem como a ficha
catalográfica para publicação, localizada no verso da folha de rosto da obra. Houve
necessidade de cadastrar a Procuradoria Geral do Estado da Bahia perante a Agência
Brasileira do ISBN, na Biblioteca Nacional, por óbvio na qualidade de pessoa jurídica,
além do registro dos dados da obra e preenchimento dos formulários de cadastro e
registro da coordenadora e dos colaboradores. Devidos o desenvolvimento das mídias
digitais, a partir de 06 de outubro de 2014, se encontra disponível no site do ISBN, o
formulário digital. Este formulário deve ser baixado, preenchido no Excel, tendo a
primeira opção de enviar pelo site, neste caso, o usuário terá que realizar um cadastro,
sendo pessoa física ou jurídica, a segunda opção é imprimir e enviar por sedex. Como
documentação, anexaram-se as cópias de folha de rosto e o verso da folha de rosto da
obra, com sua ficha catalográfica, e cópias das carteiras de identidades – RG e do
Cadastro de Pessoa Física – CPF da Coordenadora e dos colaboradores da obra. Os
pagamentos das taxas para emissão de cadastro – pessoa jurídica e o ISBN da referida

�obra, ambos por meio de Guia de Recolhimento da União – GRU, foram realizados
através de empenho pela Instituição Procuradoria Geral do Estado da Bahia.

Considerações Finais:

Para nos profissionais de Biblioteconomia, realizar uma atividade desse porte em uma
instituição estadual de nível da Procuradoria Geral do Estado foi de suma importância e
de trato especial. Embora com conhecimentos teóricos em direitos autorais e do número
do ISBN, a prática nos trouxe um cabedal de conhecimento crucial e impactante para o
nosso desenvolvimento como profissional da área, onde, para adentrar ao contexto
solicitado, inicialmente acessamos o site da Biblioteca Nacional, dentro do link direitos
autorais e o site do ISBN, cujos links solicitação do ISBN e normas de atribuição do
ISBN, nosso contato com os profissionais da Biblioteca Nacional, foram: via correio
eletrônico, SEDEX e telefônico até finalizar todas as etapas necessárias para a
concretização do Certificado de Registro de Direitos Autorais e International Standard
Book Number - ISBN foram encaminhados pelos Correios para o endereço do
Requerente (Coordenadora da Obra e a Procuradoria Geral do Estado da Bahia),
finalizando assim o nosso processo de normalização.
Depois do processo citado, tivemos a confirmação da teoria na prática no que tange a
autorização do autor da obra, que dele depende, para que outra pessoa possa reproduzir,
traduzir ou autorizar a reprodução do seu trabalho, para publicação, em parte, ou, no
todo. O que precisa é a conscientização da sociedade de modo geral, sobre a
importância da proteção do direito do autor, para que utilizem as obras de terceiros de
modo que venha a contribuir como estímulo para a inovação e a criatividade dentro do
universo da informação, bem como a ampla disseminação, difusão e compartilhamento
do conhecimento. A própria Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
estabelece os procedimentos necessários para apresentação de citações e determina a
obrigatoriedade da menção ao nome do autor e a fonte pesquisada.
Neste ínterim, fica exposto esta experiência como forma de incentivar aos profissionais
bibliotecários e aos demais da sociedade a abrir novos horizontes de pesquisa para
acrescentar novos dados, fortalecer e disseminar tanto a informação, como nossa área de
conhecimento.

Referências

ANTONIO, Irati. Autoria e cultura na pós-modernidade. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 2, p.
189-192, maio/ago. 1998. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v27n2/irati.pdf&gt;.
Acesso em: 20 set. 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023.
Informação e documentação – elaboração – referência. Rio de Janeiro: ABNT, 2002,
24p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 10520.
Informação e documentação – citações – apresentação. Rio de janeiro: ABNT. 2002,
7p.

�BRASIL. Fundação Biblioteca Nacional. Agência Brasileira do ISBN. Rio Janeiro:
MEC. Disponível em: &lt;http://www.isbn.bn.br/website/solicitacaodoisbn&gt;.
Acesso em: 07 out. 2013.
BRASIL. Fundação Biblioteca Nacional. Normas de atribuição do ISBN. Rio de
Janeiro: MEC, Disponível em: http://www.isbn.bn.br/website/atribuiçaodoisbn&gt;
Acesso 08 out. 2013.
BRASIL. Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Brasília: Casa Civil,
1998. Disponível em: &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm&gt;. Acesso
09 out. 2013.
BRASIL. Biblioteca Nacional. Direitos autorais.Rio de janeiro:Fundação Biblioteca
Nacional. Disponível em:
&lt;https://www.bn.gov.br/documentos/diversos/registroouaverbacao/
registro-ou-averbacao&gt;. Acesso em 10 out. 2013.
COSTA, Sely M. de Souza; OLIVEIRA, Larissa M. B. de. Mudanças institucionais nas
políticas de direitos autorais na comunicação científica: discussão teórica e realidade
brasileira. Biblios, n. 61, p. 54-69, 2015. Disponível em:
&lt;https://doi.org/10.5195/biblios.2015.243&gt;. Acesso em: 20 set. 2017.
DUARTE, Eliane Cordeiro de Vasconcellos Garcia, Pereira, Edmeire Cristina. Direito
autoral: perguntas e respostas. Curitiba: UFPR, 2009, 164p.
GAMA, Janete Gonçalves de Oliveira; GARCIA, Leonardo Guimarães. Direito à
informação e direitos autorais:desafios e soluções para os serviços de informação em
bibliotecas universitárias. Inf. &amp; Soc.: Est., João Pessoa, v. 2, p. 151-162, maio/ago.
2009. Disponível em:
&lt;www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/download/1781/3031&gt;. Acesso em: 20 set.
2017.
RIBEIRO, Eulália Xavier. O direito do autor na qualidade de fator de proteção
fundamental da obra:característica e responsabilidades morais e patrimoniais. AREL
FAAR, Ariquemes, RO, v.2, n.3, p.60-88, set. 2014. Disponível em:
&lt;http://dx.doi.org/10.14690/2317-8442.2014v23139&gt;. Acesso em: 20 set. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33499">
                <text>A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA EM SOLICITAR OS DIREITOS AUTORAIS E O ISBN: RELATO DO SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33500">
                <text>Agnubia Pereira de Oliveira Souza</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33501">
                <text>Vera Lúcia Ribeiro dos Santos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33502">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33503">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33505">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33506">
                <text>Trata-se de um relato de experiência, tendo como objetivo, detalhar as etapas na solicitação do registro de direito autorais, regulamentado pela lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, tem como norte a proteção de seus autores; e o número padrão internacional de livros - ISBN, que busca atualização bibliográfica no país, facilitando a circulação e comercialização das obras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66821">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2857" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1939">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2857/1971-1988-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e99bc4441241a8b9fa570f17b4f9a392</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33498">
                    <text>A Gestão da Coleção Rachel de Queiroz: um Relato de Experiência
Gabriela Alves Gomes (UNIFOR) - gabriela@unifor.br
Mírian Cristina de Lima (UNIFOR) - mirian@unifor.br
Resumo:
O presente trabalho tem como finalidade relatar uma experiência a partir do recebimento de
mais 3 mil itens (livros e periódicos) da Coleção Rachel de Queiroz, doadas pelo Instituto
Moreira Salles (IMS) do Rio de Janeiro, à Universidade de Fortaleza. Esse trabalho tem por
objetivo relatar as ações realizadas para o recebimento e instalação da Coleção Rachel de
Queiroz na Universidade de Fortaleza e explicar como foram organizadas as ações para
sensibilização e capacitação dos funcionários acerca da vida e das obras da escritora cearense
que se destacou como: escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira, no período da
segunda fase do modernismo. A biblioteca através desta coleção proporciona aos interessados
em conhecer a coleção melhores informações sobre a nossa cultura nordestina e brasileira
Palavras-chave: Literatura. Hábito. Leitura. Formação Leitor.
Eixo temático: Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos
Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e
baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos
patrimoniais).

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução
O presente trabalho relata sobre a doação das obras da escritora cearense Rachel
de Queiroz (1910-2003) para a Universidade de Fortaleza, as obras salvaguardadas
no Instituto Moreira Salles (IMS) no Rio de Janeiro desde 2006. A transferência se
concretizou mediante autorização da irmã da escritora, Maria Luiza de Queiroz
Salek, que antes de falecer concordou com a doação de mais de 3 mil títulos para a
Universidade de Fortaleza (Unifor).

Por intermédio da magnífica reitora Fátima Maria Fernandes Veras e da
coordenadora de literatura da IMS, Elvia Bezerra viabilizou-se a transferência das
obras da escritora Rachel de Queiroz para compor o acervo da Biblioteca Central
da Unifor. Sendo formalizado o termo de doação em dezembro de 2016.

A chegada do acervo à universidade se concretizou em 9 de janeiro de 2017, as
obras recebidas estavam registradas e catalogadas pelo Instituto Moreira Sales.
Após o recebimento a equipe da Biblioteca definiu um local adequado para
acomodar os 2.800 livros e 263 periódicos, o acervo é composto por obras de
literatura, poesia, críticas e estudos literários, que foram devidamente higienizados e
organizados para que a comunidade acadêmica, pesquisadores, estudiosos e o
público em geral, pudessem ter acesso as obras, que agora fazem parte do acervo
da Universidade de Fortaleza.

Com o falecimento da escritora cearense em 2003, a família doou para o amigo e
bibliófilo José Augusto Bezerra, atual presidente da Câmara Cearense de Letras,
uma parte da coleção pessoal das obras da escritora cearense. Após recebimento
deste acervo, o mesmo dividiu com o museu Rachel de Queiroz, no município de
Quixadá e com seu próprio Instituto José Augusto Bezerra e agora o restante, que
antes pertencia ao IMS, estão na biblioteca da Universidade de Fortaleza, para
proporcionar aos usuários um contato com a literatura através desta coleção.

�O espaço reservado para as obras da escritora Rachel de Queiroz na Biblioteca da
Unifor é composto por armários de madeira com portas de vidro e a ordenação foi
definida por categorias: obras escritas, obras traduzidas pela escritora, obras e
estudos de casos dedicados à Rachel e obras de primeira edição dedicadas a
escritora. Destaca-se na coleção obras autografadas pelos principais escritores
brasileiros como José Olympio, Manuel Bandeira, Carlos Drumond de Andrade, João
Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos entre outros.

Relato da Experiência
Esse trabalho tem por objetivo relatar as ações realizadas para o recebimento e
instalação da Coleção Rachel de Queiroz na Universidade de Fortaleza e explicar
como foram organizadas as ações para sensibilização e capacitação dos
funcionários acerca da vida e das obras da escritora cearense

que se destacou

como: escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira, no período da segunda
fase do modernismo.

Com a confirmação da doação, parceira entre o Instituto Moreira Salles e à
Fundação Edson Queiroz mantenedora da Universidade de Fortaleza, diversos
colunistas da imprensa escrita brasileira, sensibilizaram o público com seus relatos,
que homenagearam o retorno das obras da escritora Rachel de Queiroz à terra
natal. Outras mídias também abraçaram afetuosamente o recebimento a coleção
literária da primeira mulher a pertencer a Academia Brasileira de Letras e a primeira
escritora a se destacar na literatura da década de 1930.

Após o recebimento do acervo, que chegaram armazenadas em caixas, enviadas via
transporte terrestre, a biblioteca, nestes últimos meses, teve o cuidado de higienizar
todos os itens (livros e periódicos). Procedimentos significativos para o processo de
conservação de materiais bibliográficos, por meio de técnicas apropriadas, à medida
que os mesmos eram liberados do setor de restauração, eram expostos nos
armários para o atendimento aos usuários.

A partir deste momento as obras foram organizadas nos armários e separadas por
categoria, como: obras escrita pela escritora, obras traduzidas pela escritora, obras
dedicadas por diversos autores, estudos de casos doados, monografias, catálogos

�de exposições, diversas encadernações, periódicos, e demais materiais pertencente
à Coleção Rachel de Queiroz.

Diante do exposto, a biblioteca da Unifor, juntamente com a Vice-Reitoria de
Extensão, que atua no âmbito acadêmico, cultural e social, buscaram proporcionar
atividades com os funcionários e à comunidade o acesso à Coleção Rachel de
Queiroz. Para mediar e sensibilizar os visitantes foi contratada uma profissional
formada em Letras Português e Literatura.

Paralelamente formalizou-se, também, uma parceria com o setor de marketing da
Unifor para elaborar materiais de divulgação à comunidade em geral sobre os
conteúdos literários. Elaborados marcadores de páginas contendo a ilustração e
resumos das obras, mediante autorização da editora José Olympio, detentora dos
direitos autorais, permitindo divulgar as imagens, através de panfletos, vídeo
institucional valorizando a importância literária e o local do acervo.

�Foram realizadas várias melhorias na ambientação para receber o acervo, como:
painel de divulgação da coleção, instalação de iluminação apropriada à leitura,
personalização das mesas de estudos com adesivos que retratam as capas das
obras, dedicatórias das grandes personalidades brasileiras à autora e imagem da
escritora Rachel de Queiroz.

Após estas melhorias, abertura oficial aconteceu no dia 26 de maio de 2017 e
contou com a participação da reitora da Unifor, Fátima Veras, da coordenadora de
literatura da IMS, Elvia Bezerra, do afilhado da escritora José Luís Lira, do professor
José Batista de Lima, dos bibliotecários e funcionários de vários setores da Unifor.

Paralelamente ao recebimento da Coleção Rachel de Queiroz foi elaborado um
plano de ação para sensibilizar, capacitar e proporcionar aos funcionários da
biblioteca e à comunidade o contato com as obras literárias da escritora cearense. O
projeto, também, procurou estimular o hábito da leitura. O escritor Machado (1986,
p.11) relata que: “[...] se a leitura deve ser um hábito, deve ser também fonte de
prazer e nunca uma atividade obrigatória, cercada de ameaças e castigos e
encarada como imposição do mundo adulto. Para se ler é preciso gostar de ler”.

Foram executadas algumas ações pedagógicas sensibilização e capacitação que
estimularam os funcionários da biblioteca e à comunidade a conhecerem a

�personalidade da escritora cearense, suas principais obras, sua importância para a
literatura regional e nacional e o contexto sócio-histórico em que a mesma estava
inserida. Incentivando a curiosidade da atuação da Rachel de Queiroz como:
escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira, no período da segunda fase
do modernismo, conforme a obra “O Quinze”.
Continuando a sensibilização, foi apresentado um trecho do filme: “O Quinze”,
romance de 1930, baseado na obra mais famosa de Rachel de Queiroz, como
atividade de interação foi sugerido uma produção de uma peça literária/ artística aos
funcionários, podendo ser um poema, um fanzine, um conto, paródia ou desenho,
baseados na obra da escritora. A ideia principal do trabalho realizado era de divulgar
a literatura, a cultura nordestina e a valorização da mulher.
Conclusão
Após recebimento desta coleção, a Biblioteca Central da Unifor obteve um ganho
cultural e passou a proporcionar a oportunidade de divulgar as obras e a história de
vida da escritora Rachel de Queiroz. Proporcionando a todos os interessados mais
conhecimento sobre a nossa cultura nordestina e brasileira.

A partir desta iniciativa os funcionários se apoderaram dos novos conhecimentos e
consequentemente acolheram a coleção e os visitantes. Este projeto favoreceu
positivamente o senso crítico, instigando-os ao gosto pela literatura através de
informações sobre a escritora cearense e seus valores intelectuais.
Referências
MACHADO, R. L.; SANDRONI, L. C. A criança e o livro. São Paulo: Ática, 1986.
144 p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33490">
                <text>A GESTÃO DA COLEÇÃO RACHEL DE QUEIROZ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33491">
                <text>Gabriela Alves Gomes</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33492">
                <text>Mírian Cristina de Lima</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33493">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33494">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33496">
                <text>Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos; Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33497">
                <text>O presente trabalho tem como finalidade relatar uma experiência a partir do recebimento de mais 3 mil itens (livros e periódicos) da Coleção Rachel de Queiroz, doadas pelo Instituto Moreira Salles (IMS) do Rio de Janeiro, à Universidade de Fortaleza. Esse trabalho tem por objetivo relatar as ações realizadas para o recebimento e instalação da Coleção Rachel de Queiroz na Universidade de Fortaleza e explicar como foram organizadas as ações para sensibilização e capacitação dos funcionários acerca da vida e das obras da escritora cearense  que se destacou como: escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira, no  período da segunda fase do modernismo. A biblioteca através desta coleção proporciona aos interessados em conhecer a coleção melhores informações sobre a nossa cultura nordestina e brasileira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66820">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2856" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1938">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2856/1970-1987-1-PB.pdf</src>
        <authentication>2988c32e43a6f11e109bf8020fd43d01</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33489">
                    <text>SESI Imaginação
Karin ZANONA CASELLI (SESI RS) - karin.caselli@sesirs.org.br
Neli Miotto (Banco de Livros) - neli.miotto@bancossociais.org.br
Luciana Kramer Müller (SESI-RS /IFRS /CRB10) - lucianakramer@gmail.com
Resumo:
Apresenta-se o SESI Imaginação, iniciativa do SESI-RS, e sua influência na promoção da
leitura e no desenvolvimento da cidadania aos os industriários e seus dependentes, a partir
da disponibilização direta de livros no ambiente das indústrias. O SESI Imaginação está
presente há mais de 15 anos em mais de 300 empresas do RS e foi estruturado conforme os
objetivos do Plano estratégico do SESI e políticas públicas do fomento à leitura, cultura,
elevação do capital cultural tendo um importante papel na qualificação dos industriários do
RS.

Palavras-chave: Leitura 1. Indústria 2. Industriário 3. SESI 4. Cidadania
Palavras-chave: 1. Leitura 2. Indústria 3. Industriário 4. SESI 5. Cidadania
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�SESI Imaginação

Resumo: Apresenta-se o SESI Imaginação, iniciativa do SESI-RS, e sua
influência na promoção da leitura e no desenvolvimento da cidadania aos
industriários e seus dependentes, a partir da disponibilização direta de livros no
ambiente das indústrias. O projeto visa disponibilizar livros de literatura em um
display no próprio ambiente da indústria com livre acesso ao trabalhador que
terá acesso à leitura no seu ambiente de trabalho. O SESI Imaginação está
presente há mais de 15 anos em mais de 300 empresas do RS e foi estruturado
conforme os objetivos do Plano estratégico do SESI e políticas públicas do
fomento à leitura, cultura, elevação do capital cultural tendo um importante papel
na qualificação dos industriários do RS. Com este projeto o SESI está
contribuindo para elevar o índice de leitores entre os industriários com livros de
qualidade.

Palavras-chave: Leitura; Indústria; Industriário; SESI; Cidadania.

1 INTRODUÇÃO
A proposta do SESI Imaginação viabiliza o acesso à informação e à
cultura, incentivando o hábito da leitura dentro das indústrias. Representa
grande relevância na área da Biblioteconomia, pois envolve bibliotecas e
bibliotecários da Rede SESI e contribui para melhorar os indicadores de leitura
no Rio Grande do Sul. Criado no ano 2000, a proposta do SESI Imaginação
preconiza transformar a vida dos trabalhadores da indústria do Rio Grande do
Sul objetivando disponibilizar o acesso ao livro no local de trabalho; incentivar e
promover o hábito da leitura; democratizar o acesso à informação; contribuir
para o exercício da cidadania e atender as necessidades tanto da empresa
como do trabalhador.

�Atualmente o SESI conta com uma rede de 26 Bibliotecas com acervo
atualizado e variado visando cumprir seu papel social junto à Federação das
Indústrias do RS. O Sistema FIERGS tem atualmente 114 sindicatos
associados, representando 47 mil fábricas em atividade que empregam
diretamente 680 mil pessoas. (FIERGS, 2017)

Relato de experiência

O SESI Imaginação acredita que o futuro da indústria precisa de
informação, tecnologia e de trabalhadores informados e cada vez mais
preparados para o mercado. Atualmente as indústrias do RS contam com 628
unidades

do

SESI

Imaginação,

disponibilizando

31.400

livros

aos

colaboradores da indústria gaúcha e a seus dependentes dentro de seu local
de trabalho. O modelo consiste em um expositor de fácil manejo, desmontável,
que fica no ambiente da indústria, no qual são disponibilizados 50 livros
selecionados de acordo com o perfil do leitor de cada indústria. Desta forma o
SESI- RS colabora na formação de cidadãos mais críticos, atendendo as
necessidades pessoais e profissionais de cada trabalhador. Os livros são
emprestados aos trabalhadores e suas famílias.
Para implantar O SESI Imaginação, um colaborador do SESI oferece
uma carta proposta sem custo para o representante legal da empresa. A
proposta é inserida na ferramenta do sistema e é encaminhada para os
assistentes de biblioteca ou bibliotecário que irá dar continuidade à ação:

- fazer seleção cuidadosa dos 50 livros de literatura para o display
que ficará na empresa;
- fazer uma relação com os títulos para a empresa (controle de
saída dos livros da biblioteca;
- planejar a ação de mediação da leitura na empresa no momento
da divulgação e implantação do SESI imaginação.

�Por ser um produto gratuito, de fácil execução e controle e de grande
aceitação, há filas de espera nas indústrias das regiões do Rio Grande do Sul.
Para escolha dos 50 livros para serem disponibilizados no display dentro da
empresa, é realizada uma pesquisa para conhecer e atender o perfil de
leitores. Feito esse levantamento o colaborador do SESI, responsável por
atender a respectiva empresa, seleciona do acervo da biblioteca fixa onde
trabalha os livros que serão enviados para a empresa. A cada seis meses, o
SESI providencia uma troca de alguns títulos destes livros (até 25 títulos). O
controle do empréstimo dos livros para os industriários fica sob a
responsabilidade de um profissional da empresa.
As Bibliotecas da rede SESI estão localizadas em 14 regiões do estado
do Rio Grande do Sul, algumas destas regiões bem afastadas do acesso às
bibliotecas ou livrarias. Cada uma das bibliotecas do SESI possui metas de
atendimento quanto a este produto, sendo que as mesmas devem atendê-las
dentro da sua área de abrangência. Cada biblioteca conta com um assistente
de biblioteca ou bibliotecário encarregado de selecionar os livros de acordo
com o perfil de leitores da empresa, bem como fazer a divulgação do SESI
Imaginação. Esta divulgação é realizada através de uma mediação de leitura
como um sarau literário, uma contação de histórias, distribuição de poemas,
varal literário, teatro, leitura silenciosa, entre outros.
Para atender com mais amplitude as indústrias nos municípios que
compõem as 14 regiões, as Bibliotecas do SESI, que possuem acervo
atualizado e diversificado, contam com a parceria dos agentes de
relacionamento com o mercado, de analistas de educação, assistentes de
biblioteca e bibliotecário.
Segundo Torresini (2016) “Os programas de educação recebem apoio
constante da rede de bibliotecas do SESI RS, onde se encontram recursos
atualizados de pesquisa”. Desta forma o SESI Imaginação busca atender as
necessidades

das

indústrias,

promovendo

o

incentivo

à

leitura

e

proporcionando aos industriários o acesso facilitado ao livro e a literatura, o
qual ocorre dentro de sua carga horária na empresa.
O SESI Imaginação é essencial para o exercício da cidadania plena, na
sua rotina diária de trabalho, o industriário normalmente não tem tempo para
frequentar bibliotecas ou espaços de cultura. Além disso, devido ao fator

�financeiro ou à falta de livrarias em sua região, talvez não tenha condições de
adquirir livros com periodicidade.
O SESI busca analisar o impacto do produto no cotidiano dos
colaboradores.
A cada ano, com o retorno dos empresários, a renovação anual da
carta proposta é feita através da Central de Relacionamento 0800518555,
canal disponível para o sistema receber sugestões, elogios e reclamações,
tendo em vista a constante melhoria do produto. O SESI busca analisar o
impacto do produto no cotidiano dos colaboradores.

Considerações finais

O SESI-RS tem prioridade em elevar os índices de leitura no Rio
Grande do Sul e promover o desenvolvimento contínuo do trabalhador. O SESI
Imaginação apresenta sua colaboração ao oportunizar o acesso à leitura para
mais de trinta mil industriários por ano com o apoio de toda equipe da rede de
bibliotecas do SESI-RS, que conta com acervos cuidadosamente atualizados
anualmente.
Diante da falta do acesso às livrarias e bibliotecas, o SESI leva aos
trabalhadores de mais de 300 indústrias do RS a oportunidade de
enriquecimento do seu repertório cultural. Por intermédio do acesso a 50 títulos
de livros o SESI oferece acesso à informação e à leitura, formando novos
leitores e promovendo a cidadania.
Formar leitores, manter o hábito da leitura e ampliar o capital cultural
de trabalhadores e seus familiares depende de uma rede de ações, além de
disponibilidade de acervo variado e em grande quantidade. O SESI, com
colaboração de analistas e Bibliotecárias participa na gestão deste produto,
estando sempre disponível nas empresas.
Este projeto comprova o papel fundamental do bibliotecário na
construção e consolidação da cidadania através da mediação da leitura.
Independente da classe social é importante que as pessoas tenham o acesso
ao livro e à leitura.

�O SESI Imaginação, além de promover o acesso à leitura, funciona
como uma forma de chamar o leitor e proporcionar o desejo de ler cada vez
mais e de forma contínua.

REFERÊNCIAS

Minuzzo, Matilda Schultz. SESI Imaginação e o acesso à leitura na Indústria
Jackwal – Gravataí/RS: um estudo de caso. 2012. 55 f. Trabalho de
Conclução de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade
de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Biblioteconomia, Porto Alegre,
2012.
FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.
Disponível em&lt; www.fiergs.org.br/pt-br/institucional&gt;. Acesso em: 15 jul.2017.
TORRESINI, Eliszabeth. SESI –RS : 1946 -2016 . Porto Alegre: SESI, 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33480">
                <text>SESI  IMAGINAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33481">
                <text>Karin ZANONA CASELLI</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33482">
                <text>Neli Miotto</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33483">
                <text>Luciana Kramer Müller</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33484">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33485">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33487">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33488">
                <text>Apresenta-se o SESI Imaginação, iniciativa do SESI-RS,  e sua influência na promoção da leitura e  no desenvolvimento da cidadania  aos os industriários e seus dependentes, a partir da disponibilização direta de livros no ambiente das indústrias. O SESI Imaginação  está presente há mais de 15 anos em mais de 300 empresas do RS e foi estruturado conforme os objetivos do Plano estratégico do SESI e políticas públicas do fomento à leitura, cultura, elevação do capital cultural tendo um importante papel na qualificação dos industriários do RS.  Palavras-chave: Leitura 1. Indústria 2. Industriário 3. SESI  4. Cidadania</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66819">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2855" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1937">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2855/1969-1986-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e80ff9802963189518bc1e4c06171c30</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33479">
                    <text>PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA: a ACB
interiorizando suas ações

Katia Maria Costa (PMB) - katiacostaacb@gmail.com
Camila Koerich Burin (IFSC / ACB) - caburin@gmail.com
Andreia Sousa Da Silva (UFSC) - andreia.ssilva@gmail.com
Deborah Matias Gomes (UFSC) - dehgomes@gmail.com
Resumo:
Este resumo relata a experiência da Associação Catarinense de Bibliotecário (ACB) como
empreendedora e inovadora quando em 2014 resolve interiorizar um dos maiores eventos na
área o Painel Biblioteconomia em Santa Catarina. Durante quatro anos percorremos o Estado,
com um evento modificado, suprindo uma demanda a muito tempo solicitada pelos
profissionais.
Palavras-chave: Empreendedorismo. Associativismo. Inovação. Painel Biblioteconomia em
Santa Catarina
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Eixo : 8
1. INTRODUÇÃO

O termo empreendedor é muito utilizado em empresas e vista muito como comercial,
mas as associações de classe podem ser empreendedoras em momentos de dificuldades,
principalmente quando vemos que se não for feito algo, ela pode sim fechar suas portas.
Em uma visão mais simplista, segundo Pombo (2017, p.1) “podemos entender como
empreendedor aquele que inicia algo novo, que vê o que ninguém vê, enfim, aquele que
realiza antes, aquele que sai da área do sonho, do desejo, e parte para a ação”.
Por isso, a Associação Catarinense de Bibliotecários - (ACB), como uma entidade que
representa todos os bibliotecários do estado, iniciou em 2014 a realização de atividades em
quatro regiões do estado de Santa Catarina. Iniciamos uma busca por artifícios para que
aumentássemos nossa visibilidade, como a criação de novos produtos, eventos, cursos, dentre
outros. Tudo isso com o intuito de aproximar o associado da ACB e conquistar novos
associados para a entidade.
A associação é uma organização de caráter cultural e social, sem fins lucrativos, mas
para se manter é necessário a existência de capital em caixa, para o pagamento de suas
despesas fixas como condomínio, fornecimento de energia e serviços contábeis, precisamos a
todo o momento pensar em estratégias para alimentar este fluxo de caixa, não esquecendo
nunca da visão da entidade que é “Ter uma atuação ampliada em todas as regiões do Estado
de Santa Catarina, representando a classe junto à sociedade”.
Com a missão de “aprimorar competências e fortalecer a categoria no Estado de Santa
Catarina” (ACB, 2017), resolvemos ousar quando na gestão 2014/2015 colocamos como meta
percorrer o Estado com um dos maiores eventos da área, o Painel Biblioteconomia em Santa
Catarina, que completou em 2017 sua 35º edição.
Os esforços de toda a diretoria e também dos parceiros, que nos apoiam antes, e
principalmente durante a realização do evento foram inúmeros. Tratamos de buscar novas
formas de inovar, fazer o evento em novo formato, algo mais intimista, como a inserção de
grupos de discussão divididos em três eixos temáticos, além de temas relacionados à
responsabilidade social do bibliotecário e aos movimentos sociais. Segundo Pati, 1995 (apud

�2

Pombo, 2017, p. 2) um empreendedor tem algumas caraterísticas que os diretores da
Associação junto com os coordenadores de cada evento conseguiram trabalhar, podemos
destacar:


Fomos motivados pelo desejo de realizar, sim não esmorecemos em nenhum
momento;



Corremos riscos viáveis, possíveis, sabíamos até onde poderíamos chegar;



Tivemos capacidade de análise: custos, objetivos, metas;



Obtivemos liberdade para agir e para definir suas metas e os caminhos para atingi-las;



Sabíamos onde queríamos chegar;



Fomos confiantes, sempre;



Enfrentamos as dificuldades em equipe;



Fomos otimistas, sem perder o contato com a realidade, mesmo quando parecida tudo
dar errado;



Procuramos sempre qualidade;



Acreditamos no trabalho com participação e contribuição social.

Estas e outras características de um empreendedor foram encontradas em nossa equipe
tanto na gestão 2014/2015 como na atual (2016/2017) que é uma extensão da gestão anterior.
Tivemos o prazer em realizar o trabalho e em observar o crescimento do evento e
principalmente da Associação como referência em todo o país.

2 PAINEL BIBLIOTECONOMIA: Percorrendo Santa Catarina

Este evento realizado em Santa Catarina iniciou sua caminhada em 1982 e em sua
trajetória era realizado no litoral do Estado, na região da Grande Florianópolis. Mesmo tendo
a ACB executado, em parceria com a FEBAB, o XII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação na cidade de Balneário Camboriú no ano de 1983 e 2013,
estes não se classificam como evento regional promovido exclusivamente pela ACB. Assim
sendo, quando se pensou em inovar, primeira na localização, à indagação foi “vamos
percorrer o Estado?”. A causa foi abraçada, e depois de quatro anos conseguimos fechar o
ciclo, percorrendo as quatro principais regiões do estado: serra, norte, sul e oeste catarinense.
Abaixo a trajetória e os temas abordados:


2014 - 32º Painel - LAGES

�3

TEMA: Redes de conhecimento, mídias e sistemas de informação: inovação e colaboração


2015 - 33º Painel - JOINVILLE

TEMA: Além da paredes das bibliotecas: evolução da atuação bibliotecária nos últimos 40
anos


2016 - 34º Painel - CRICIÚMA

TEMA: Interdisciplinaridade na Ciência da Informação: o papel social do profissional


2017 - 35º Painel - CHAPECÓ

TEMA: Do ensino às tecnologias: desafios da Profissão
Outras ações inovadoras na realização das quatro últimas edições do Painel
Biblioteconomia em Santa Catarina valem ser destacadas, como resultados obtidos com a
interiorização do evento:


Mudança no formato evento, com os grupos de discussão que permitem a participação
mais ativa dos presentes;



Envolvimento das diretorias regionais e seus membros na organização do evento;



Participação de profissionais e estudantes de outros estados e país como: Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Mato Grosso
e Argentina. Obtivemos uma média de público de 130 pessoas, dentre estes
profissionais e estudantes tanto da área de biblioteconomia como profissionais de
áreas correlatas sendo estes: arquivistas, museólogos, administradores, cientistas da
computação e educadores de áreas diversas.
Para cada edição a organização envolveu etapas de planejamento, realização e

avaliação, contemplando:


Captação de recursos (patrocinadores, apoio, entre outros);



Estruturação da programação (definição de temas, convite a palestrantes e mediadores,
contratação de programações culturais, entre outros);



Divulgação e marketing do evento;



Organização logística (definição do local do evento, hospedagem para palestrantes,
deslocamentos, entre outros);



Inscrição e certificação do evento;



Avaliação.

�4

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O empreendedor pode ser um indivíduo ou um grupo de pessoas que se unem para que
algo aconteça, normalmente visando o lucro e um potencial construtivo de uma empresa, mas
o empreendedorismo deve também ser executado em entidades, instituições que visem o bem
estar do cliente, do associado, do usuário de determinado serviço ou produto.
A Associação Catarinense de Bibliotecários por meio de seus diretores transformou as
formas clássicas de trabalho que eram realizadas, “mexeu no fundo do copo”, para ver o que
vinha e reacendeu a vontade de ser Acebiano (forma carinhosa de identificar um associado).
Acreditamos num trabalho em equipe, na força do bibliotecário e na valorização da categoria
através do fortalecimento do movimento associativo. Por isso inovamos, percorrendo o
Estado de Santa Catarina com o Painel de Biblioteconomia nosso maior evento e que chegou
à sua 35a edição.
O retorno que tivemos foi muito maior que o financeiro (que ainda é pouco em função
de tanto trabalho). Conquistamos o reconhecimento e apoio de colegas de Santa Catarina e de
outros Estados, insistindo na interiorização do Painel, desta forma concluímos que, após
quatro anos da realização do nosso maior evento fora da Grande Florianópolis a Associação
Catarinense de Bibliotecários empreendeu, inovou e fortaleceu seu papel de entidade
representativa por ter oportunizado a participação ao Painel para os colegas de todo o estado
de Santa Catarina. Com isso, conquistamos visibilidade, respeito, credibilidade que toda
entidade representativa merece para continuar lutando para e com os bibliotecários
catarinenses.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE BIBLIOTECÁRIOS. Estatuto da Associação Catarinense de
Bibliotecários - ACB. 2008.
Disponível em: &lt;https://acb.emnuvens.com.br/wp-content/uploads/2011/02/estatuto_acb.pdf&gt;. Acesso
em: 10 julh. 2017.
_______________. Disponível em: &lt;https://www.acbsc.org.br/estatuto-acb/&gt;. Acesso em 27 jun. de
2017.
POMBO, Adriane Alvarenga da Rocha. O QUE É SER EMPREENDEDOR. SEBRAE
NACIONAL, 2017. Disponível em:
&lt;http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/A2EEEAD640
7D759003256D520059B1F8/$File/NT00001D9A.pdf&gt;. Acesso em: 27 jun. 2017. 3 p.

�5

UOL ECONOMIA. Empreender Não é Sinônimo de Criar Empresa. Disponível em
&lt;https://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/colunistas/jose-dornelas/2014/01/06/empreender-nao-esinonimo-de-criar-empresa.htm&gt;. Acesso em: 05 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33469">
                <text>PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA: A ACB INTERIORIZANDO SUAS AÇÕES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33470">
                <text>Katia Maria Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33471">
                <text>Camila Koerich Burin</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33472">
                <text>Andreia Sousa Da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33473">
                <text>Deborah Matias Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33474">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33475">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33477">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33478">
                <text>Este resumo relata a experiência da Associação Catarinense de Bibliotecário (ACB) como empreendedora e inovadora quando em 2014  resolve interiorizar um dos maiores eventos na área o Painel Biblioteconomia em Santa Catarina. Durante quatro anos percorremos o Estado, com um evento modificado, suprindo uma demanda a muito tempo solicitada pelos profissionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66818">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2854" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1936">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2854/1968-1985-1-PB.pdf</src>
        <authentication>198409d4fdeb3a6bff8a62c9e9793670</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33468">
                    <text>O uso de mídias sociais como estratégia de marketing. Um olhar
sobre a biblioteca universitária das universidades federais da
região nordeste do Brasil

Agenor Leandro de Sousa Filho (UFCA) - agenor.leandro@gmail.com
David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
Aborda a utilização das mídias sociais como estratégia de gestão voltadas ao marketing pelas
unidades de informação para a promoção de seus produtos e serviços. Pois elas tornaram-se
um canal de comunicação bidirecional, onde o usuário pode interagir com a organização e
receber um feedback e vice-versa. É a partir deste momento em que surge um desafio em
âmbito institucional que é o de promover o dialogo entre o usuário e as organizações Trata-se
de um estudo de campo que teve como universo de pesquisa as bibliotecas universitárias da
Universidades Federais da região Nordeste do Brasil. Conclui que faz-se necessária a
utilização deste tipo de ferramenta como estratégia de marketing para a unidade de
informação desde que sejam adotadas diretrizes informacionais como forma de fornecer
suporte informacional sobre como disponibilizar informações para seu publico alvo, bem como
facilitar o processo de comunicação e avaliação de produtos e serviços disponibilizados pela
unidade de informação.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária.
Informação.

Mídias

Sociais.

Marketing

Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

em

Unidades

de

�1 INTRODUÇÃO

As unidades de informação possuem como uma de suas vertentes, promover o
acesso e uso da informação estando ela em qualquer tipo de suporte (impresso ou
eletrônico), algumas dessas ações são voltadas para as ferramentas da Web 2.0 (blogs,
páginas no Facebook, Twitter, Linkedln) em que são realizadas atividades voltadas à
disseminação seletiva de informações, serviços de informação utilitária, além das
atividades relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa e extensão. Esses esforços
emergem no sentido de não garantir somente o acesso, mas também o uso da informação,
por diferentes grupos de atores sociais, organizações e instituições de ensino e pesquisa.
Ações desse tipo são necessárias para que a informação seja disponibilizada no menor
espaço de tempo possível poupando assim o tempo do usuário.
Este cenário fez com que as unidades de informação passassem a conviver com o
desafio de focar na inovação constantemente, ao realizar ações que objetivam promover
o acesso à informação. Por meio da realização de atividades voltadas para a disseminação
e/ou compartilhamento de informação, além de novas estratégias de gestão aliadas ao
marketing, ou seja, através da divulgação de produtos e serviços prestados à comunidade.
Tal processo objetiva não somente garantir que seus usuários sejam atendidos de forma
satisfatória, ou de receber feedback referente a qualidade dos serviços prestados, mas
também promover a atração e fidelização destes de modo que o fluxo de usuários na
unidade de informação seja sempre constante. Partindo do pressuposto de que as unidades
de informação não utilizam adequadamente as mídias sociais para promover seus
produtos e serviços junto ao seu público alvo.
Como objetivo geral para realização deste estudo, pretendemos identificar como
as unidades de informação, em especial as Bibliotecas Universitárias, por meio de
estratégias de marketing digital, aliadas ao uso das mídias sociais, atuam na promoção
de seus produtos e serviços.
Para isso, pretende-se investigar os seguintes pontos:
Identificar quais as Bibliotecas Universitárias (BU) das Instituições Federais de
Ensino Superior (IFES) da Região Nordeste do Brasil utilizam as mídias sociais para
divulgação de produtos e serviços a fim de promover maior aproximação com seus
usuários;
Verificar a existência de diretrizes informacionais que orientem essas unidades
de informação para a utilização de mídias sociais;

�A utilização de mídias sociais nas unidades de informação, em especial as
bibliotecas, pode ser de suma importância, pois estas podem contribuir diretamente no
processo de disseminação de informações para a comunidade estando ela nos mais
variados suportes (físico ou digital) de modo a acompanhar o modus operandi
apresentado pelas tecnologias, em especial aquelas que estão diretamente relacionadas
com a circulação da informação. Sendo assim, observa-se que a adoção de mídias sociais
pelas unidades de informação é caracterizada como uma estratégia de inovação, pois aos
poucos, as bibliotecas tiveram sua forma de atuação sendo adaptada para um novo
contexto passando a atuar como uma espécie de “repositório de informação acessível a
qualquer indivíduo interessado pelo conhecimento e pela descoberta de novos horizontes
intelectuais” (BOTH, 2012, p.14). Além disso, existe uma necessidade de se promover
uma maior aproximação com seu público alvo possibilitando assim, a identificação de
uma demanda informacional de maneira mais rápida e precisa.

2 MÍDIAS SOCIAIS

O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação facilitou o
acesso à informação por parte dos usuários, além de gerar novas possibilidades de
produção de conhecimento bem como potencializar o processo de comunicação entre os
indivíduos, promovendo uma integração social, criando novas oportunidades de
socialização entre estes que atualmente extrapolam os limites geográficos (COLNAGO,
2015).
Ao longo desse desenvolvimento tecnológico, os processos de disseminação de
informações e de comunicação foram aos poucos sendo virtualizados, proporcionando
maior interação e socialização dos usuários que utilizam as ferramentas da Web 2.0. O
desenvolvimento das mídias sociais (uma das consequências do desenvolvimento das
tecnologias de informação e comunicação), o usuário ganha maior poder no processo de
comunicação, fazendo com que este tenha autonomia para disseminar/compartilhar
informações e produzir conhecimento em tempo real.
Com isso, as mídias sociais tornaram-se um canal de comunicação bidirecional,
onde o usuário pode interagir com a organização e receber um feedback e vice-versa. É a
partir deste momento em que surge um desafio em âmbito institucional que é o de
promover o dialogo entre o usuário e as organizações, processo este que é proporcionado
por meio da utilização das mídias sociais.

�No âmbito contexto organizacional, o uso das mídias sociais é realizado como
estratégia de marketing, tal utilização tem a finalidade de atrair novos clientes/usuários
para a utilização de produtos e serviços disponibilizados por essas instituições, bem como
garantir a fidelização dos clientes já são atendidos por esses estabelecimentos. Ou seja, o
uso destas ferramentas é caracterizado como uma ação voltada para o marketing de
relacionamento entre a entidade e seu público alvo. Permitindo ao bibliotecário enquanto
gestor de uma unidade de informação, criar metodologias que possam realizar a
disseminação de informações e promover a unidade de informação junto a sua
comunidade.
Ao realizar um comparativo com as unidades de informação, Araújo e Silva (2009,
p.4), por sua vez, destacam que estas unidades, em especial as bibliotecas, precisam “estar
atentas à influência tecnológica e aos recursos das redes sociais, fazendo uso de canais
para a promoção do marketing de seus produtos e serviços de informação, dentre os quais
destacamos o Facebook, o Twitter”. O uso das mídias sociais já é uma realidade para as
unidades de informação e que estas devem estar preparadas para o uso desse novo meio
de interação com o usuário, pois é através destas ferramentas que o diálogo entre
biblioteca e usuário será estreitado, e é a partir deste momento, que a biblioteca realizará
o compartilhamento/disseminação de informações e avaliação dos serviços prestados a
comunidade na qual está inserida.
Ao adotar as mídias sociais como ferramenta de gestão, para promover seus
produtos e serviços, as unidades de informação devem sempre permanecer atentas à
demanda informacional apresentada pelos seus usuários, procurando sempre
disponibilizar novas informações constantemente. Neste ponto, faz-se necessária a
adoção/elaboração de uma política de conteúdo e monitoramento de publicações, é neste
documento que encontraremos as principais diretrizes que guiarão o bibliotecário
enquanto gestor dessas mídias no que tange a disponibilização de conteúdo:
O engajamento comunicacional nas mídias sociais exige método,
regularidade, atualidade, participação e reciprocidade. Exige, portanto,
trabalho qualificado. Não é possível criar um blog corporativo, por
exemplo, e não atualizá-lo sistematicamente. Não cabe na lógica do
usuário participativo navegar por um website sem encontrar ali recursos
multimidiáticos, recursos de opinião, expressão, dialogo, todos
bidirecionais (CORRÊA, 2010, p.116).

Para Melgarejo, (2007, p.1) as mídias sociais contribuem para o processo de
gestão estratégica das unidades de informação ao afirmar que o uso das tecnologias:

�“impõem novas estratégias, dentre elas a do marketing digital, para que a biblioteca possa
expandir seu campo de atuação, ampliando a sua função de catalisadora e disseminadora
de produtos e serviços de informação”. Ou seja, é uma oportunidade que a biblioteca tem
para poder realizar uma avaliação contínua da qualidade de serviços, bem como promover
a disponibilizar de novos serviços para sua comunidade. Promovendo maior aproximação
entre a instituição.

3 METODOLOGIA

O estudo é caracteriza-se como descritivo e exploratório, tendo como propósito
buscar conhecer de modo mais acentuado estudos voltados para marketing em unidades
de informação contemplando o uso das mídias sociais como estratégia de gestão e
disseminação de informações. Cervo e Bervian (1996, p. 47), consideram que “o estudo
descritivo delineia o fenômeno analisado, enquanto o estudo exploratório identifica
sistematicamente o fenômeno, procurando as relações entre os elementos componentes
do mesmo”. Quanto ao delineamento da pesquisa, entendemos tratar-se a priori de um
estudo de campo que é caracterizado por Prodanov e Freitas (2013, p. 59) como estudo
que objetiva “conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual
procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar, ou, ainda, descobrir
novos fenômenos ou as relações entre eles”. O universo da pesquisa constituiu de 18 Sistemas de
Bibliotecas Universitárias – BU’s das Universidades da Rede Federal de Ensino Superior da
região Nordeste do Brasil.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observa-se que ao adotar as mídias sociais como estratégia de marketing para
promoção de seus produtos e serviços, as unidades de informação podem promover uma
maior aproximação de seu público alvo. Tais estratégias, fomentadas pelas mídias sociais
são caracterizadas por Torres (2010, p.12) como “um conjunto de ações de marketing
digital que visam criar relacionamento entre a empresa e o consumidor para atrair a sua
atenção e conquistar o consumidor online”. Sendo assim, o marketing nas mídias sociais
tem basicamente um único foco: promover o relacionamento com os clientes de uma
organização por meio da internet.

�Inicialmente, observa-se que das unidades de informação estudas 87% (Oitenta e
sete) delas utilizam as ferramentas de mídias sociais para a promoção de seus produtos e
serviços junto a sua comunidade de usuários. Porém, pode-se constatar que a
periodicidade de publicações nesses perfis é baixa, este fato ocorre devido à ausência de
uma diretriz informacional que discuta como que essas mídias sociais podem ser
utilizadas nessas unidades de informação. Pois, foi verificado que de todo o universo
pesquisado, apenas 11% (Onze) dessas instituições possui política de uso de mídias
sociais e 11 (Onze) possuem breves orientações em seus regulamentos institucionais
orientando a promoção de produtos e serviços bem como o atendimento remoto ao usuário
por meio dessas mídias.

CONCLUSÃO

Observa-se que estudos referentes a utilização de mídias sociais no âmbito das
unidades de informação faz-se necessário devido à ausência de uma diretriz
informacional que oriente como que essas instituições podem disponibilizar informações
para seu público alvo de usuários. As questões abordadas neste estudo não se esgotam
aqui, pois este abre para discussões referentes aos processos de interação com o usuário
e discussões referentes a demanda informacional, disponibilização de informações da
biblioteca no sitio das IFES. Além disso, discute novas formas de informação por meio
da utilização das mídias no ambiente informacional.

REFERENCIAS

BOTH, Katherine. Bibliotecas Universitárias: Análise da Organização, Flexibilidade e
Adaptabilidade dos seus espaços. 2012. 470f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) –
Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa. Disponível
CERVO, Amado Luis; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia cientifica. 4.ed. São
Paulo: McGray-Hill, 1996.
COLNAGO, C.K. Mídias e redes sociais digitais: conceitos e praticas. In: BUENO,
W.C. Estratégias de comunicação nas mídias sociais. Barueri: Manole, 2015. p. 3 –
22.
TORRES, C. Guia prático de marketing digital para pequenas empresas. 2010.
Disponível em &lt;www.claudiotorres.com.br/mktdigitalpequenaempresa.pdf&gt;. Acesso
em: 04 abr. 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33460">
                <text>O USO DE MÍDIAS SOCIAIS COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING. UM OLHAR SOBRE A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33461">
                <text>Agenor Leandro de Sousa Filho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33462">
                <text>David Vernon Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33463">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33464">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33466">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33467">
                <text>Aborda a utilização das mídias sociais como estratégia de gestão voltadas ao marketing pelas unidades de informação para a promoção de seus produtos e serviços. Pois elas tornaram-se um canal de comunicação bidirecional, onde o usuário pode interagir com a organização e receber um feedback e vice-versa. É a partir deste momento em que surge um desafio em âmbito institucional que é o de promover o dialogo entre o usuário e as organizações Trata-se de um estudo de campo que teve como universo de pesquisa as bibliotecas universitárias da Universidades Federais da região Nordeste do Brasil. Conclui que faz-se necessária a utilização deste tipo de ferramenta como estratégia de marketing para a unidade de informação desde que sejam adotadas diretrizes informacionais como forma de fornecer suporte informacional sobre como disponibilizar informações para seu publico alvo, bem como facilitar o processo de comunicação e avaliação de produtos e serviços disponibilizados pela unidade de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66817">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2853" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1935">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2853/1967-1984-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a552ba2c09d9c5b4dae34f62b3e39599</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33459">
                    <text>EMPODERAMENTO BIBLIOTECÁRIO E ADVOCACY: uma ação na
Região Central do Estado de São Paulo

Clélia Junko Kinzu Dimário (IQC-USP) - bibiqsc@iqsc.usp.br
Eduardo Graziosi Silva (EESC-USP) - edu.gs@sc.usp.br
Elenise Maria de Araujo (USP-EESC) - elenisea@sc.usp.br
Ana Paula Meneses Alves (Unesp) - apmeneses@gmail.com
Priscila Carreira Bittencourt Vicentini (UNESP/FCLAr) - priscbv68@gmail.com
Resumo:
Tendo em vista as mudanças de características das comunidades que os bibliotecários
atendem, bem como da importância do papel de agentes transformadores que possuem, este
relato discorre sobre o Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo
(ENBIESP). Nesta ação conjunta buscou-se o fortalecimento da visão da profissão e do
bibliotecário na sociedade local, bem como uma oportunidade para que os profissionais
pudessem estudar e aplicar advocacy, revitalizando as bibliotecas da região, por meio de uma
rede de apoio e cooperação. A proposição de unir profissionais com vontade de crescer e lutar
juntos para a melhoria da área foi a tônica do evento que mobilizou os profissionais para uma
mudança de atitude no seu local de trabalho, na comunidade, e para o próprio crescimento
pessoal. Por fim, a principal proposta do ENBIESP foi alcançada e concluiu-se que a UNIÃO e
a INFORMAÇÃO são essenciais para o empoderamento dos bibliotecários.
Palavras-chave: Empoderamento. Advocacy. Biblioteconomia – Evento
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�EMPODERAMENTO BIBLIOTECÁRIO E ADVOCACY: uma ação na Região Central do
Estado de São Paulo
1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas vão muito além do seu papel de serviço de apoio e fiéis depositárias dos
acervos, elas se caracterizam como ambientes de aprendizagem, transformados pelas Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs), que oferecem serviços de valor agregado e direcionado a seus
usuários e se mantém ativas e parceiras nas ações que compõem a pesquisa, o ensino, a extensão, a
cultura, a memória e a cidadania.
Os bibliotecários, frente a essas novas demandas, são convocados a assumir uma postura
proativa e conhecer melhor as características específicas da comunidade que atendem. Além disso,
são convocados também a assumir o papel de agentes transformadores da realidade, propondo
estratégias e ações assertivas a favor das necessidades da comunidade em que atuam. Com todas
essas responsabilidades, os bibliotecários, em primeiro lugar, devem se conscientizarem do seu
“poder” e, em segundo, devem assumir planos que envolvam ações concretas para a promoção de
mudanças significativas para a comunidade.
Para subsidiar os planos de ações, os bibliotecários contam com as orientações e publicações
de órgãos, como: Associações de classe nacionais e internacionais, The International Federation of
Library Associations and Institutions (IFLA), American Library Association (ALA) e Federação
Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). Esses
promovem campanhas, discussões e estudos sobre a conduta profissional, frente a demanda da atual
sociedade.
A publicação traduzida do Manual das pessoas que advogam pela Biblioteca, realizada pela
FEBAB, retoma o conceito de advocacy, termo sem correspondente direto em português, mas que
deve ser entendido, a priori, como uma ação ordenada, estratégica e planejada, em prol da defesa
e/ou engajamento, por uma determinada causa ou ideia (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION,
2008).
Segundo Canadian Association of Public Libraries (2011), advocacy é um processo contínuo
em que apoio e compreensão são construídos incrementalmente em um período de tempo estendido.
Para essa construção, é necessária uma ampla variedade de ferramentas de marketing e relações
públicas.
Outro termo que circula nos espaços mais profícuos de discussão da sociedade é
empoderamento. Muito embora esse termo seja conhecido em língua portuguesa, sua carga
semântica foi ampliada e atualizada de acordo com o conceito social advindo do inglês
empowerment, a saber: promoção, conscientização e/ou retomada do poder de influência e decisão
para uma determinada pessoa ou grupo, para que seja possível gerir ou realizar mudanças em um
determinado contexto político, social, econômico ou cultural (FREITAS, 2016).
Tanto o conceito de empoderamento quanto o de advocacy estão alinhados à ideia de
mudança e ação organizada. A ideia de empregá-los em uma proposta que focaliza a comunidade
bibliotecária resulta da percepção da necessidade de uma mudança ativa e engajada que possa
promover poder, autoridade e autoafirmação aos bibliotecários e às bibliotecas, isto é, uma mudança
alinhada a um olhar não habitual e de reconhecimento pela sociedade que os cercam.
Buscando essa releitura da área e dos profissionais, foi planejado e executado, no dia 17 de
maio de 2017, o Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (ENBIESP),
nas dependências da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (FCLAR Unesp/Araraquara, SP).

�O principal objetivo do evento foi promover um momento de reflexão e consciência dos
bibliotecários sobre a relevância de exercer seu papel com competência, motivação e valorização.
Para tanto, foram realizadas ações que permitiam a eles encontro, reconhecimento, solidariedade e,
principalmente, empoderamento a favor das causas das bibliotecas e da sua profissão.
Durante o evento, foi possível formar o Grupo de Bibliotecários da Região Central do Estado
de São Paulo cujos profissionais estavam dispostos a se reunirem, discutirem e proporem soluções
para os entraves e desafios que enfrentam em suas bibliotecas. Além disso, foi possível também
discutir estratégias para alavancar o reconhecimento e o desenvolvimento dos profissionais. Na ação
conjunta, buscou-se o fortalecimento da visão da profissão e do próprio bibliotecário na sociedade
local e, assim, abriu-se uma oportunidade para que esses pudessem estudar e aplicar o conceito de
advocacy, com o intuito de revigorar as bibliotecas da região, por meio de uma rede de apoio e
cooperação. Por fim, a proposta do grupo foi viabilizar intercâmbios culturais e técnicos entre
bibliotecas públicas, universitárias, especializadas e escolares, além de criar oportunidades de
formação conjunta, aproveitando o capital intelectual local, dada a proximidade com importantes
universidades públicas da região.
A escolha da Região Central do Estado de São Paulo ocorreu não apenas pelo fato de os
autores e organizadores pertencerem aos municípios de Araraquara (SP) e São Carlos (SP), mas
também por concentrar um grande número de bibliotecas públicas, escolares, especializadas e
universitárias, além de centros de documentação e acervos especiais com profissionais habilitados.
Essa destaca-se ainda, como um pólo de formação de bibliotecários devido à existência dos cursos de
Bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação e Pós-Graduação em Ciência da
Informação (Mestrado), ambos ofertados pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e
Biblioteconomia e Ciências da Informação e da Documentação da Universidade de São Paulo (USP),
campus Ribeirão Preto. Apesar da marcação geográfica, tratava-se de um evento aberto a todos os
profissionais do Estado de São Paulo.
É importante salientar que o momento atual de mudanças advindas na realidade econômica,
social e cultural das bibliotecas, bem como o dos municípios, Estados e país, frente às mudanças no
perfil do público usuário, exige uma releitura da atuação das bibliotecas e dos bibliotecários. A ação
deve ser alinhada à promoção da sua importância enquanto profissionais capazes de contribuírem
para a construção do conhecimento e do acesso à informação de uma comunidade.
2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
Inicialmente, reuniram-se cinco bibliotecários (três da USP, campus São Carlos, e dois da Unesp, FCLAR campus Araraquara). Eles redigiram os objetivos do evento e começaram os contatos
com bibliotecários e equipes das cidades do interior paulista, órgãos de representação profissional da
área e parcerias com universidades (USP, UFSCar, Unesp e outras). Após o delineamento final da
programação do encontro, foram enviados convites para os palestrantes e participantes.
A estratégia adotada para convidar e reunir os bibliotecários envolveu o envio de e-mail,
contato por telefone e divulgação nas redes sociais. A Comissão Organizadora elaborou inicialmente
um mail list a partir de contatos pessoais e profissionais, solicitando aos destinatários que
encaminhassem também o convite para no mínimo cinco colegas. As inscrições do evento foram
gerenciadas pelo Google Forms e, durante dois meses, a Comissão Organizadora manteve uma
página no Facebook. Além disso, buscou-se apoio para divulgação do evento. Contou-se com o
apoio da FEBAB, do Conselho Regional de Biblioteconomia, região 8 (CRB-8), do Conselho
Federal de Biblioteconomia (CFB), de informativos internos da Unesp e USP, de alunos de
Biblioteconomia da UFSCar e de patrocinadores que divulgaram o evento através das suas mídias
sociais.
O evento centrou-se no uso de processos de advocacy com o objetivo de empoderar o grupo
de bibliotecários a ser formado. Deste modo, uma mesa-redonda foi proposta. A mesa foi composta

�por Profa. Dra. Ariadne Chloë Mary Furnival, do Departamento de Ciência da Informação da
UFSCar, que abordou a base teórica dos temas, e a Presidente da FEBAB, Adriana Cybele Ferrari,
que fez uma abordagem a respeito de advocacy e empoderamento a partir das associações de classe
ao redor do mundo e apresentou as discussões da Agenda 2030 das Nações Unidas
(INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS,
2016).
Observou-se que a ideia de mudança e ação organizada do bibliotecário está intrinsecamente
ligada às mudanças de cunho pessoal. Logo, considerou-se que as técnicas de coaching poderiam ser
grandes aliadas no fortalecimento pessoal e, consequentemente, o coach Paulo Cesar Pinheiro da
empresa ConecteSer, foi convidado, para ministrar uma abordagem sobre mudança em diferentes
enfrentamentos pessoais e profissionais.
O ponto chave do evento foi a discussão conjunta para estabelecer as bases de constituição
desse novo grupo que estava sendo formado. As linhas de ações iniciais e as próximas iniciativas
para o andamento do grupo, como, por exemplo, a realização da segunda edição do evento foram
também refletidas. Ademais, foi realizada a divisão em grupos por tipologias de bibliotecas
(universitária, pública, escolar, especializada e outras) e feito um levantamento de necessidades,
demandas de capacitação e temas para a próxima edição do ENBIESP.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A proposição inicial do evento foi a de fortalecer a visão da profissão e do profissional,
propiciando uma oportunidade para que os bibliotecários pudessem estudar e aplicar o conceito de
advocacy com o intuito de revitalizar as bibliotecas da região. Ações de empoderamento do
profissional, dentro da sua realidade social, econômica e política, por meio da educação continuada,
do engajamento político-social e do autoconhecimento também foram contempladas.
Para além de objetivos qualitativos plenamente alcançados, os resultados quantitativos
mostram-se satisfatórios, pois contou-se com a participação de 70 profissionais da região central do
Estado de São Paulo das seguintes categorias de bibliotecas: 12,86% escolar, 11,43% pública,
64,29% universitária e 11,43% de outras categorias como centros de informação especializados.
Ainda no escopo quantitativo, uma avaliação do encontro foi realizada a partir de formulário
impresso entregue no final do evento. De forma geral, os temas, os palestrantes, a discussão em
grupo e a infraestrutura disponível foram bem avaliados.
Ademais, as discussões em grupo apontaram para demandas comuns entre as diferentes
tipologias de bibliotecas e centros de informação especializados. Com os apontamentos dos
participantes e as recomendações advindas do Manual da American Library Association (2008)
sobre advocacy, organizou-se uma ordem hierárquica de temas e prioridades, a qual pode ser
visualizada no Quadro 1.
Assim, conclui-se que o objetivo do evento foi alcançado e proporcionou a troca de experiência
de profissionais que exercem suas atividades em diferentes tipos de bibliotecas. Sendo assim, é
necessária a continuação da caminhada. O II ENBIESP será em São Carlos (SP), em 2018, e abordará
as temáticas indicadas no Quadro 1.
A proposição de unir os bibliotecários dispostos a crescer e lutar juntos para a melhoria da área,
de seu local de trabalho, de sua comunidade, de sua atuação profissional e do seu crescimento pessoal
foi a bandeira levantada e acolhida pelos presentes. Pode-se afirmar, por fim, que a principal proposta
do ENBIESP foi alcançada: UNIÃO e INFORMAÇÃO são essenciais para o empoderamento dos
bibliotecários.

�Quadro 1: Demandas do ENBIESP 2017
ITEM

DEMANDA

TEMÁTICA

01

Ausência de recurso para
infraestrutura e
desenvolvimento de
coleções

Captação de recursos e
firmar parcerias com
ONGs, FEBAB, CRB-8,
CFB ou comunidade

02

Falta de apoio político

Técnicas de negociação, 1 (alta prioridade)
argumentação e persuasão

03

04

Desvalorização
bibliotecário

Coaching e liderança

Gerenciar conflitos

Administração e gestão
de pessoas

Criar novas
estratégias/produtos/
serviços

05

Comunidade desconhece
seus direitos e deveres

06

Invisibilidade da biblioteca
com relação aos produtos e
serviços oferecidos

PRIORIDADE
2018
1 (alta prioridade)

Necessidade de trabalhar
em projetos
multidisciplinares

Oferecer palestras ou cursos de
capacitação para conhecer
ferramentas de elaboração de
projetos para captação de recurso
e parceria
Oferecer palestras ou cursos
que tratem sobre técnicas de
argumentação e negociação

1 (alta prioridade)

Oferecer cursos ou palestras que
ajudem o bibliotecário e/ou
equipe a assumir papéis de
liderança e proatividade, assim
como a capacitação para gerenciar
conflitos internos

Troca de experiências

2 (média
prioridade)

Realizar um workshop para
compartilhar boas práticas
Incentivar o uso de periódicos da
área

Ação educativa para
comunidade

2 (média
prioridade)

Oferecer cursos ou palestras sobre
legislação, direitos e deveres do
cidadão com relação às bibliotecas
e políticas inclusivas

2 (média
prioridade)

Oferecer palestras ou cursos
sobre os princípios básicos do
marketing e publicidade de
produtos e serviços
Oferecer técnicas de elaboração de
pesquisa de opinião ou
questionário de análise qualitativa

3 (baixa
prioridade)

Oferecer cursos ou palestras sobre
diferentes aspectos da atuação do
bibliotecário (financeiro/didáticopedagógico/administrativo/técnico
/sociocultural

Estratégias de marketing

Conhecer perfil do
usuário

07

ENCAMINHAMENTO

Capacitação
multidisciplinar do
profissional

Fonte: Elaboração própria

4 REFERENCIAS
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que advogam pela
biblioteca. Tradução da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições. 3. ed. São Paulo: FEBAB, 2008. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/offices/sites/ala.org.offices/files/content/AdvocacyALA_
Handbook_versaofinal_abril.pdf&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
CANADIAN ASSOCIATION OF PUBLIC LIBRARIES (CAPL). Library Advocacy Now! A
Training Program For Public Library Staff and Trustees. Ottawa: CPL, 2011. Disponível em:
&lt;http://cla.ca/wp-content/uploads/LibraryAdvocacyNow.pdf&gt;. Acesso em: 10 maio 2017.
FREITAS, A. A origem do conceito de empoderamento, a palavra da vez. Nexo Jornal, [S.l.], 06 out.
2016. Disponível em:
&lt;https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/10/06/A-origem-do- conceito-deempoderamento-a-palavra-da-vez#.V_elLig6q9s.facebook&gt;. Acesso em: 04 jan. 2017.

�INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS
(IFLA). Acceso y oportunidades para todos: cómo contribuen las bibliotecas a la Agenda 2030
de las Naciones Unidas. 2016. Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/librariesdevelopment/documents/access-and-opportunity-for-all-es.pdf&gt;. Acesso em:07 jul. 2017
5 AGÊNCIAS FINANCIADORAS
Agradecimentos aos patrocinadores e apoiadores que tornaram possível a realização do evento.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33448">
                <text>EMPODERAMENTO BIBLIOTECÁRIO E ADVOCACY: UMA AÇÃO NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE SÃO PAULO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33449">
                <text>Clélia Junko Kinzu Dimário</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33450">
                <text>Eduardo Graziosi Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33451">
                <text>Elenise Maria de Araujo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33452">
                <text>Ana Paula Meneses Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33453">
                <text>Priscila Carreira Bittencourt Vicentini</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33454">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33455">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33457">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33458">
                <text>Tendo em vista as mudanças de características das comunidades que os bibliotecários atendem, bem como da importância do papel de agentes transformadores que possuem, este relato discorre sobre o Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (ENBIESP). Nesta ação conjunta buscou-se o fortalecimento da visão da profissão e do bibliotecário na sociedade local, bem como uma oportunidade para que os profissionais pudessem estudar e aplicar advocacy, revitalizando as bibliotecas da região, por meio de uma rede de apoio e cooperação. A proposição de unir profissionais com vontade de crescer e lutar juntos para a melhoria da área foi a tônica do evento que mobilizou os profissionais para uma mudança de atitude no seu local de trabalho, na comunidade, e para o próprio crescimento pessoal. Por fim, a principal proposta do ENBIESP foi alcançada e concluiu-se que a UNIÃO e a INFORMAÇÃO são essenciais para o empoderamento dos bibliotecários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66816">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2852" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1934">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2852/1966-1983-1-PB.pdf</src>
        <authentication>57289f5f8f1e7138442ef3cfa79b0035</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33447">
                    <text>Ecossistema de Startups em Florianópolis/SC: possibilidades para
profissionais da Biblioteconomia

Priscila Machado Borges Sena (UFSC) - priscilasena.ufsc@gmail.com
Ursula Blattmann (UFSC) - ursula.blattmann@ufsc.br
Clarissa Stefani Teixeira (UFSC) - clastefani@gmail.com
Resumo:
Florianópolis em Santa Catarina é uma capital que tem se destacado em aspectos relacionados
à inovação e empreendedorismo no Brasil, um dos exemplos disso é o investimento no Sapiens
Parque. Contexto que suscita questionamentos quanto às possibilidades de atuação para
profissionais da Biblioteconomia, bem como sobre as competências, habilidades e atitudes
pertinentes para o Ecossistema de Startups em Florianópolis/SC. Dessa forma, o objetivo deste
estudo visou indicar as possibilidades de atuação para profissionais da Biblioteconomia no
Ecossistema de Startups de Florianópolis/SC, e as competências, habilidades e atitudes
fundamentais para esse ambiente, à luz das Competências para Profissionais da Informação da
Special Libraries Association (SLA). Pode ser classificado como exploratório-descritivo, pois
realizou a caracterização de um Ecossistema de Startups, relacionando-o com as
Competências para Profissionais da Informação da SLA, por meio de uma abordagem
qualitativa. A análise realizada torna perceptível e necessária a participação do Profissional da
Biblioteconomia no contexto do Ecossistema de Startups de Florianópolis. Ao cruzar as
competências para Profissionais da Informação da Special Library Association com as
características de um Ecossistema de Startups, verificou-se que estas são pertinentes, em
virtude dessas comunidades se constituírem baseadas na multiplicidade de conhecimentos de
distintos atores no fluxo da informação. Ao observar tendências internacionais e nacionais,
recomenda-se aprofundar estudos acerca das diferentes competências, habilidades e atitudes
necessárias, com vistas a fortalecer a base teórica e práticas da área.
Palavras-chave: Ecossistema de Startups. Biblioteconomia. Special Libraries Association.
Startups. Biblioteconomia e Startups.
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
1 Introdução
As crises econômicas dos últimos anos têm instigado o desenvolvimento de
formas diferenciadas de empreendedorismo. As startups, empresas com ideias
inovadoras alicerçadas em tecnologias de informação e comunicação nascem
pequenas, geram novas oportunidades de trabalho e são projetadas para
crescerem rapidamente. Ganham incentivo e visibilidade devido estimular a cultura
empreendedora em todo o planeta.
Florianópolis em Santa Catarina é uma capital que tem se destacado nesse
aspecto no Brasil, um dos exemplos disso é o investimento no Sapiens Parque
(SAPIENS PARQUE, 2016), e as indicações da Endeavor como sendo esta a
segunda melhor cidade brasileira para se empreender (ENDEAVOR, 2016). Nesse
contexto, torna-se pertinente indagar sobre as possibilidades de atuação para
profissionais da Biblioteconomia, bem como sobre as competências, habilidades e
atitudes pertinentes para o Ecossistema de Startups em Florianópolis/SC, à luz
das Competências para Profissionais da Informação da Special Libraries
Association (SLA).
Quanto a SLA, trata-se de uma organização global sem fins lucrativos para
profissionais de informação inovadores e seus parceiros estratégicos em
negócios, governos, instituições acadêmicas e outras configurações
"especializadas" (SLA, 2016). Diante disso, entende-se que as competências
listadas pela a associação para profissionais da informação, podem agregar aos
profissionais da Biblioteconomia atuantes, ou aqueles que pretendem atuar no
Ecossistema de Startups de Florianópolis.
O objetivo deste estudo visa indicar as possibilidades de atuação para
profissionais da Biblioteconomia no Ecossistema de Startups de Florianópolis/SC,
e as competências, habilidades e atitudes fundamentais para esse ambiente, à luz
das Competências para Profissionais da Informação da Special Libraries
Association (SLA).
Para tanto, são apresentados na sequência tópicos relacionados aos
procedimentos metodológicos empregados, a abordagem teórica necessária para
a reflexão sobre os dados e, os resultados e discussão.
2 Procedimentos Metodológicos
Este estudo pode ser classificado como exploratório-descritivo, pois realiza
o mapeamento das competências, habilidades e atitudes indicadas para um
profissional da Biblioteconomia inserido no Ecossistema de Startups. O

�2

mapeamento ocorre a partir da caracterização de um Ecossistema de Startups, e
à luz das Competências para Profissionais da Informação da SLA.
Com base na exploração e descrição realizadas, aplicou-se uma
abordagem qualitativa para o entrecruzamento dos dados obtidos, com vistas a
subsidiar uma discussão pertinente e relevante para o alcance do objetivo
proposto.
3 Abordagem Teórica
As novas dinâmicas econômicas e sociais subsidiam o fortalecimento de
estruturas como as dos Ecossistemas de Startups. Estruturas que assim podem
ser nomeadas, por se constituírem nas perspectivas de Moore (2006) e Lemos
(2012), de organizações, indivíduos e outros grupos de interesse, que realizam
atividades de negócios e econômicos.
Desse modo, o conceito de ecossistema, originário da biologia, embora com
integrantes diferentes permanece com seu sentido de reunião de organismos
bióticos ou abióticos que se relacionam em um processo de mútua interação, nos
limites do ambiente que integram (LEMOS, 2012; MOORE, 2006). Adequando ao
Ecossistema de Startups, é possível defini-lo como um ambiente favorável a
interação mútua entre distintos atores, com vistas ao desenvolvimento de startups.
Feld (2012) corrobora com o conceito ao abordar que, essas comunidades
consistem de muitos outros atores, além de empresários. Governo, universidades,
investidores, mentores, prestadores de serviços e grandes empresas
desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento de Ecossistema de
Startups.
No entanto, conforme o Global Startup Ecosystem de 2017, os
ecossistemas se desenvolvem ao longo de um ciclo de vida e, em cada período do
ciclo de vida apresentam distintos pontos fortes e fracos. Assim, os recursos de
recursos devem ser focados em ações corretas no momento certo para obter o
máximo impacto no aumento do desempenho do ecossistema (STARTUP
GENOME, 2017, p. 3).
Nesse sentido, cada ator integrante do Ecossistema de Startups possuí
relevante papel no desenvolvimento de ações que aumentem o desempenho
desse ambiente (TEIXEIRA; TRZECIAK; VARVAKIS, 2017). Por exemplo:
universidades, importantes por serem formadores de talentos, primordiais para a
constituição de equipes qualificadas dentro das startups; investidores, por
disponibilizarem capital; governo, por criar um ambiente regulatório adequado,
com legislação e incentivos que proporcionam o desenvolvimento das startups e
sua interação com os demais atores do ecossistema (FONTE, 2016).
Florianópolis em Santa Catarina pode ser considerada uma cidade que
fomenta a estrutura de um Ecossistema de Startups. O Sapiens Parque, para

�3

exemplificar, é a materialização de uma parceria entre Governo do Estado de
Santa Catarina e a Fundação de Centros de Referência em Tecnologia Inovadoras
(CERTI), para o desenvolvimento econômico, social, tecnológico e ambiental de
Florianópolis. Uma vez que, baseia-se no conceito de Parque de Inovação, no
sentido de propor a criação de uma infraestrutura necessária para proporcional a
convergência de conhecimentos, ideias e projetos (SAPIENS PARQUE, 2017).
Posto isso, torna-se pertinente indicar as possibilidades de atuação para
profissionais da Biblioteconomia no Ecossistema de Startups de Florianópolis/SC,
e as competências, habilidades e atitudes importantes para esse ambiente. Dado
que, a cidade possuí dois cursos de graduação em Biblioteconomia, um na
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), outro na Universidade do Estado
de Santa Catarina (UDESC).
Com mais de 40 anos de existência, esses cursos apresentam credibilidade
e referencia, tanto em relação a seus docentes, pesquisadores atuantes nas áreas
de Ciência da Informação e especificamente na Biblioteconomia, bem como em
relação a seus egressos, profissionais presentes em organizações públicas e
privadas no estado e no Brasil.
Além disso, é perceptível pelos currículos de ambos os cursos (UDESC,
2007; UFSC, 2015) a preocupação com o carácter interdisciplinar de atuação, a
fim de garantir a seus egressos mais possibilidades de inserção no mercado de
trabalho.
Esse contexto educacional vai ao encontro das Competências para
Profissionais de Informação indicadas pela SLA, no que tange a importância do
gerenciamento efetivo e o uso de informações para o crescimento e prosperidade
dos indivíduos e das organizações (SLA, 2016).
Por conseguinte, como resultados há o entrecruzamento da lista de
Competências para Profissionais de Informação da SLA com as características de
um Ecossistema de Startups, a fim de cumprir o objetivo estabelecido para este
estudo.
4 Resultados e Discussão
A SLA (2016), por meio do documento das Competências para Profissionais
da Informação apresenta seis competências básicas: 1 Serviços de Informação e
Conhecimento; 2 Sistemas e Tecnologia de Informação e Conhecimento; 3
Recursos de Informação e Conhecimento; 4 Recuperação e Análise de Dados e
Dados; 5 Organização de Dados, Informação e Recursos de Conhecimento e; 6
Ética da Informação.
O documento aborda uma lista de habilidades pertinentes para a
concretização dessas competências, a saber:
1 Pensamento crítico, incluindo o raciocínio qualitativo e quantitativo;

�4

2 Iniciativa, adaptabilidade, flexibilidade, criatividade, inovação e resolução
de problemas;
3 Comunicação oral e escrita eficaz, incluindo habilidades de influência;
4 Construção de relacionamentos, redes e colaboração, incluindo a
capacidade de promover o respeito, a inclusão e a comunicação entre
indivíduos diversos;
5 Marketing;
6 Liderança, gerenciamento e gerenciamento de projetos;
7 Aprendizagem ao longo da vida;
8 Desenho e desenvolvimento instrucional, ensino e orientação; e
9 Ética de negócios.
Ao refletir-se sobre as competências e habilidades que constam no
documento da SLA (2016), é possível inferir que essas são pertinentes ao
Ecossistema de Startups, conforme suas características. Já que, de acordo com
Feld (2012) um Ecossistema de Startups possuí diversos atores interagentes em
torno de um negócio. Deste modo, os conhecimentos advindos desses atores
geram fluxos de informações que podem ser trabalhados de inúmeras maneiras
por profissionais da área de Biblioteconomia.
Identifica-se assim, possibilidades de atuação referentes a gestão da
documentação, gestão da informação, análise de informação, gestão do
conhecimento, curadoria, consultoria no que concerne a elaboração de projetos,
mapeamento de fontes de informação pertinentes, disseminação seletiva da
informação, entre outras e, destaca-se por último a inserção como empreendedor
de novas tecnologias.
5 Considerações Finais
O estudo realizado torna perceptível e necessária a participação do
profissional da Biblioteconomia no contexto do Ecossistema de Startups de
Florianópolis. Ao cruzar as Competências para Profissionais da Informação da
Special Library Association com as características de um Ecossistema de
Startups, verificou-se que estas são pertinentes, em virtude dessas comunidades
se constituírem baseadas na multiplicidade de conhecimentos de distintos atores
no fluxo da informação.
Portanto, ao compreender a indicação de possibilidades de atuação para os
profissionais da Biblioteconomia no Ecossistema de Startups, possibilita-se
mostrar o que e como interagir nesse ambiente, no qual o mais importante é saber
organizar e acessar a informação conforme a necessidade do público.

�5

Ao observar tendências internacionais e nacionais, recomenda-se
aprofundar estudos acerca das diferentes competências, habilidades e atitudes
necessárias, com vistas a fortalecer a base teórica e práticas da área.
A inovação nos diferentes ambientes da informação apresenta distintas
nuances. A criatividade existe no cotidiano do ser perante o que fazer e como
aproveitar os momentos para a melhoria contínua em produtos, serviços, tarefas e
atividades. Desta forma, o fundamental é manter uma atitude aberta ao novo,
preparando-se para mudanças constantes e rápidas nessa aldeia global.
Referências
ENDEAVOR BRASIL. Índice de Cidades Empreendedoras (ICE). 2016. Disponível em:
&lt;http://info.endeavor.org.br/ice2016&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
FELD, B. Startup Communities: building na entrepreneurial ecosystem in your city. New
Jersey: John Wiley &amp; Sons, Inc., 2012.
FONTE, Revista. Belo Horizonte, n. 16, dez.2016/jan.2017. Disponível em:
&lt;https://www.prodemge.gov.br/revista-fonte&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
LEMOS, P. Universidades e ecossistemas de empreendedorismo. Campinas: Editora
UNICAMP, 2012.
MOORE, J. E. Business ecosystems and the view from the firm. The Antitrust Bulletin, v. 51,
n. 1, 2006.
SAPIENS Parque. 2016. Disponível em: &lt;http://www.sapiensparque.com.br/pt/historia/&gt;.
Acesso em: 10 jul. 2017.
SPECIAL Libraries Association (SLA). Competencies for Information Professionals. 2016.
Disponível em: &lt;https://www.sla.org/about-sla/competencies/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
STARTUP GENOME. Global Startup Ecosystem: report 2017. 2017. Disponível em:
&lt;https://startupgenome.com/report2017/&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.
TEIXEIRA, C. S.; TRZECIAK, D. S.; VARVAKIS, G. (Orgs.) Ecossistema de inovação:
Alinhamento conceitual. Florianópolis: Perse, 2017. Disponível em: &lt;http://via.ufsc.br/&gt;.
Acesso em: 15 jul. 2017.
UDESC. Reformulação curricular e projeto pedagógico do Curso de Biblioteconomia –
habilitação Gestão da Informação. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/544/ppc_biblio_2007.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul.
2017.
UFSC. Projeto pedagógico do Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade
Federal de Santa Catarina. 2015. Disponível:
&lt;http://biblioteconomia.ufsc.br/files/2014/10/BBD_PPC_2016.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33438">
                <text>ECOSSISTEMA DE STARTUPS EM FLORIANÓPOLIS/SC: POSSIBILIDADES PARA PROFISSIONAIS DA BIBLIOTECONOMIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33439">
                <text>Priscila Machado Borges Sena</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33440">
                <text>Ursula Blattmann</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33441">
                <text>Clarissa Stefani Teixeira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33442">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33443">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33445">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33446">
                <text>Florianópolis em Santa Catarina é uma capital que tem se destacado em aspectos relacionados à inovação e empreendedorismo no Brasil, um dos exemplos disso é o investimento no Sapiens Parque. Contexto que suscita questionamentos quanto às possibilidades de atuação para profissionais da Biblioteconomia, bem como sobre as competências, habilidades e atitudes pertinentes para o Ecossistema de Startups em Florianópolis/SC. Dessa forma, o objetivo deste estudo visou indicar as possibilidades de atuação para profissionais da Biblioteconomia no Ecossistema de Startups de Florianópolis/SC, e as competências, habilidades e atitudes fundamentais para esse ambiente, à luz das Competências para Profissionais da Informação da Special Libraries Association (SLA). Pode ser classificado como exploratório-descritivo, pois realizou a caracterização de um Ecossistema de Startups, relacionando-o com as Competências para Profissionais da Informação da SLA, por meio de uma abordagem qualitativa. A análise realizada torna perceptível e necessária a participação do Profissional da Biblioteconomia no contexto do Ecossistema de Startups de Florianópolis. Ao cruzar as competências para Profissionais da Informação da Special Library Association com as características de um Ecossistema de Startups, verificou-se que estas são pertinentes, em virtude dessas comunidades se constituírem baseadas na multiplicidade de conhecimentos de distintos atores no fluxo da informação. Ao observar tendências internacionais e nacionais, recomenda-se aprofundar estudos acerca das diferentes competências, habilidades e atitudes necessárias, com vistas a fortalecer a base teórica e práticas da área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66815">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2851" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1933">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2851/1965-1982-1-PB.pdf</src>
        <authentication>8fe6a8486ac291602a23a2e46f28c70e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33437">
                    <text>BIBLIOTECAS COM MAKERSPACES: tendência ou necessidade de
inovação?

thais batista zaninelli (UEL) - thais.zaninelli.uel@gmail.com
João Arlindo dos Santos Neto (UEL/UNESP) - santosneto@uel.br
Resumo:
Discute a necessidade em inovar os serviços e produtos informacionais oferecidos atualmente
pelas bibliotecas e, para isso, reconhece no maker space, uma possibilidade para que a
inovação se concretize. Tem como objetivo discutir sobre o maker space no contexto dos
ambientes informacionais e evidenciar as vantagens associadas a este conceito. Como
métodos, a pesquisa é de caráter teórico e teve como base a pesquisa bibliográfica, a partir do
estudo e análise de uma revisão de literatura relacionada à caracterização das bibliotecas no
que tange a adoção de estratégias de inovação. Apresenta uma discussão a partir de um
levantamento bibliográfico realizado no Portal da Capes, na base LISA e no Google Acadêmico
no mês de maio de 2016. As palavras-chave utilizadas foram: inovação; estratégias de
inovação; makerspace; serviços e produtos de informação; sempre no âmbito das Bibliotecas.
Como resultados, apresenta elementos que podem direcionar e auxiliar bibliotecários e demais
profissionais que desejam inserir um maker space em suas bibliotecas. Considera que além de
mobiliário e ferramentas que promovam a criatividade e experimentação, a cultura maker
mostra-se como condição primordial para que o maker space atenda de fato os seus objetivos.
Internalizar a cultura maker promove um desafio para as bibliotecas e bibliotecários, pois
inova a concepção existente em relação aos seus produtos e serviços. Conclui que a inserção
de makerspaces em bibliotecas não é apenas uma tendência, mas sim, uma necessidade de
inovação.
Palavras-chave: Inovação em bibliotecas. Serviços e produtos de informação. Makerspaces.
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Neste trabalho, de caráter teórico, se discute a necessidade em inovar os serviços e
produtos informacionais oferecidos atualmente pelas bibliotecas. Para isso, vislumbrase no maker space, uma possibilidade para que a inovação se concretize. Nesse
sentido, o objetivo desta comunicação é discutir sobre o maker space no contexto dos
ambientes informacionais e evidenciar as vantagens associadas a este conceito. Uma
hipótese é a de que o maker space aproxima os usuários da biblioteca e,
possivelmente, desperta neles o interesse em querer permanecer no ambiente
informacional. Nesse espaço inovador os usuários podem desenvolver diversas
atividades para além das normalmente permitidas e disponibilizadas pelas bibliotecas,
como por exemplo atividades de leitura, acesso à internet, estudo, aulas, hora do
conto, dentre outras tradicionalmente ofertadas.
O maker space constitui-se como um espaço que disponibiliza tecnologias e
ferramentas para criar projetos individuais ou coletivos. A necessidade em se inovar
não somente o ambiente físico, como também os serviços e produtos ofertados, é
constatada no momento em que se acredita que caso os bibliotecários e os gestores
das bibliotecas não se dinamizem e tenham criatividade poderão perder os usuários
não apenas para as tecnologias de informação e comunicação (TIC), mas para outros
ambientes mais atrativos e dinâmicos, como as livrarias, os cafés, os shoppings etc.
Justifica-se, portanto, a realização desta discussão no momento em que se constata
não somente uma tendência no âmbito das discussões que se referem a inovação e
ao empreendedorismo, como também pela possibilidade em se divulgar práticas
inovadoras existentes em bibliotecas num foro privilegiado de socialização como é o
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD) e, em especial,
nesta 27ª edição, ao Eixo Temático 8: Advocacy, Inovação e Empreendedorismo.
Há um estereótipo em relação as bibliotecas, e um dos aspectos que podem contribuir
para isso, se deve muitas vezes, a falta de inovação em seus produtos e serviços e
ausência de “movimento” no ambiente. Este fato, pode, por exemplo, afastar ou não
atrair a sua comunidade (real e potencial) quanto a procura pelos seus serviços. O
público de uma biblioteca escolar é dinâmico, criativo, formado por crianças,
adolescentes e jovens oriundos das gerações Y e Z, pois cresceram com a tecnologia
e se apropriaram dela (TAPSCOTT, 2010).
Acredita-se que um maker space seja um dispositivo para inovar o contexto
biblioteconômico, vislumbra-se que ele possa ser inserido em diversos tipos de
equipamentos informacionais, isto é, universitários, públicos, especializados,
escolares etc.
As bibliotecas são lugares de envolvimento da comunidade. Recentemente, muitas
bibliotecas começaram a desenvolver espaços para design e atividades que ensinam
e capacitam os usuários (BAGLEY, 2013). Nessa mesma linha, Castro (2003, p. 64)
afirma que a biblioteca escolar, por exemplo, se refere, ou pelo menos deveria se
referir, a um “[...] centro convergente de informação que cumpre um papel essencial
na aprendizagem dos alunos, nas tarefas docentes, com o seu entorno social e
cultural.”

�Assim, abordar o tema inovação, em especial a inovação em serviços e produtos
informacionais para os nativos digitais, exige uma reflexão acerca de quais são as
características que definem a inovação e se há uma cultura de inovação estruturada
no contexto das bibliotecas (SCOZZI; GARAVELLI; CROWSTON, 2005; BEHARRY;
PUN, 2011).
Um “dispositivo” inovador que é discutido nesta investigação é composto pelos termos
“maker” + “space”, que significa “espaço do criador” ou “espaço do inventor”. Neste
caso, o foco está no sujeito que utiliza e lhe atribui significado, por isso o termo “maker”
e não “make”, conforme também foi encontrado na literatura. Esse último termo remete
a ideia de “criar espaço” ou “dar espaço”, enfocando no ambiente. Portanto, concordase com a adoção e o uso do termo “maker” pois enfatiza o sujeito, neste caso, o
usuário da biblioteca, fim último das atividades dos profissionais da informação.
Os makerspaces, originados nos Estados Unidos, têm sido incorporados aos poucos,
também, no Brasil para a materialização de ideias com técnicas manuais e todo tipo
de tecnologia. “Estima-se que existam algo em torno de 2000 makerspaces ao redor
do mundo.” (BERNARDO, 2015).
Destinados ao desenvolvimento de projetos que estimulem ideias criativas e
inovadoras, tais espaços, têm atraído os usuários para a biblioteca e impulsionado o
seu uso. De acordo com Martinez (2016, grifo nosso) “Espaços maker, design thinking
e outros modelos servem para dar vida a essas ideias em salas de aula, bibliotecas,
museus e centros comunitários.” Ainda segundo a autora, “Espaços maker devem ser
lugares para empoderamento de pessoas, todas elas, para que experimentem a
possibilidade de dar sentido ao mundo e torná-lo um lugar melhor para suas vidas.”
(MARTINEZ, 2016).
No Brasil, a Ong Recode pretende transformar 50 bibliotecas públicas em
makerspaces, visando a inclusão digital e a possibilidade dos jovens tornarem-se
inventores preparados para desenvolver as tarefas exigidas nos múltiplos campos de
atuação no século XXI. “O programa prevê workshops e oficinas gratuitas para ensinar
programação, desenvolvimento de games e experiências digitais aos usuários.”
(LINDER, [201-]).
Makerspaces referem-se também ao encorajamento dos usuários na tomada de
iniciativas, aprendizagem e criação. Quando esses sujeitos deixam o espaço, além
deles conhecerem sobre um projeto, saberão também que eles são capazes de fazer
mais e que a biblioteca os ajudará a alcançar o que necessitam ou desejam (BAGLEY,
2013).
Bagley (2013) questiona e em seguida responde: “So who uses makerspaces?
Anyone!”. Bibliotecas de todos os tipos encontraram uma maneira de criar
makerspaces. A maioria desses espaços começaram em bibliotecas públicas, cada
uma com um público alvo, algumas trabalhando apenas com crianças e outras com
adultos. As bibliotecas universitárias também estão desenvolvendo makerspaces,
assim como as bibliotecas escolares. As primeiras experiências mostram que os
usuários potenciais de makerspaces não se limitam a um perfil demográfico específico
(BAGLEY, 2013).

�Com base no exposto, o objetivo deste estudo é discutir sobre o maker space no
contexto dos ambientes informacionais e evidenciar as vantagens associadas a este
conceito em um cenário no qual as necessidades e o perfil dos usuários estão
evoluindo rapidamente, havendo a necessidade de promover a inovação nesses
ambientes.
Método da pesquisa
A pesquisa é de caráter teórico e teve como base a pesquisa bibliográfica (MARCONI;
LAKATOS, 2007), a partir do estudo e análise de uma revisão de literatura relacionada
à caracterização das bibliotecas no que tange a adoção de estratégias de inovação.
Desse modo, foi realizado um levantamento bibliográfico em bases de dados
internacionais, por meio do Portal da Capes, na base LISA e Google Acadêmico no
mês de maio de 2016.
As principais palavras-chave utilizadas foram: inovação; estratégias de inovação;
makerspace; serviços e produtos de informação; sempre no âmbito das Bibliotecas.
Nesse contexto, as principais contribuições deste trabalho envolvem uma reflexão
quanto aos conceitos de inovação e empreendedorismo, direcionados as práticas e
processos informacionais no âmbito das bibliotecas.
Resultados e discussão
O movimento maker nas bibliotecas objetiva não somente dar acesso à tecnologia
como também capacitar os usuários em relação as suas competências informacionais
e digitais, para que os mesmos possam tangibilizar suas ideais e seus projetos. Neste
conceito inovador é imprescindível que haja uma relação direta entre a comunidade real e potencial - e a tecnologia, que a cultura maker seja incorporada pelos
profissionais que trabalham no espaço, e que a criatividade das pessoas seja
incentivada pelas bibliotecas.
Através desses makerspaces os usuários criam valor, conteúdos e conhecimento,
individual ou coletivamente, podendo compartilhá-los e desenvolver ainda mais suas
habilidades. Fundamental é, também, que o maker space seja um ambiente flexível,
aberto, que permita a colaboração, o trabalho em equipe e a experimentação, que
seja reconhecido como um ponto de encontro (MARQUINA, 2017).
Tendo em vista que a inserção de um maker space requer reflexão prévia, pois sua
função é atender a comunidade a que está inserido, existem alguns pontos a serem
pensados antes de sua implementação. Deste modo, localizou-se na literatura
internacional (MEYER, 2017; MARQUINA, 2017) elementos que podem direcionar e
auxiliar bibliotecários e demais profissionais que desejam inserir um maker space em
suas bibliotecas e se apresentam alguns deles:
1. Utilizar qualquer espaço disponível: Qualquer ambiente pode se transformar em um maker
space;
2. Criar um espaço ativo para criar: Mobiliário e elementos que permitam a flexibilidade do
espaço;
3. Estabelecer a cultura maker: Estabelecer uma cultura criativa e desenvolver uma declaração
para divulgar entre os usuários sobre o propósito do espaço;
4. Visitar outros Makerspaces: Para coletar ideias e descobrir novas oportunidades;
5. Envolver todas as partes interessadas: Perguntar aos usuários, pais, empregados e
colaboradores o que esperam da iniciativa;

�6. Escolher as ferramentas, os materiais e as tecnologias com finalidades pedagógicas: Fazer
uma lista dos itens que podem ser úteis: impressoras e scanners 3D, microprocessadores,
robôs, ferramentas elétricas, máquinas de costura, peças de construção, papelão e fita
adesiva. Mas antes de adquirir qualquer item: deve-se conhecer muito bem o que se deseja
com e no Makerspace.
7. Começar aos poucos: É melhor fazer poucas tarefas com qualidade e propósito, a que muitas
desprovidas de sentido.

Além destas diretrizes, pode-se acrescentar aquelas propostas por García Sáez
(2017) tais como: a) reutilizar equipamentos e materiais em desuso pela própria
comunidade; b) permitir momentos de ócio, para pensar tranquilamente em futuros
projetos; c) posicionar-se em diferentes canais de comunicação com o intuito de
divulgar projetos e comunicar-se com a comunidade; d) evitar projetos individuais de
fato, pois o responsável pode não comparecer ao espaço e fracassar a ideia; e)
interiorizar a cultura maker aos poucos, com base no diálogo entre os sujeitos; f)
comemorar e compartilhar os resultados bem sucedidos com o grupo; g) ser flexível,
pois o primordial é a metodologia adotada e o fomento a cultura de experimentação.
Considerações Finais
Disponibilizar os ambientes das bibliotecas para os usuários - futuros
“empreendedores criativos” - a partir de um espaço inovador e convidativo como os
makerspaces, faz com que estes possíveis usuários possam abandonar suas
garagens ou coworkings (na maioria das vezes pagos) e passem a utilizar a ambiência
da biblioteca para prospectar e desenvolver projetos criativos e inovadores.
Além do espaço, vale destacar que, se houver dúvidas ou incertezas quanto aos
procedimentos ou manuseio de ferramentas durante a execução de um projeto, a
biblioteca e bibliotecários podem suprir essa necessidade informacional a partir de
seus recursos de informação. A inovação aparece na biblioteca no momento em que
ela faz com que seus usuários queiram estar nela, seja por seu ambiente, seus
recursos, seus produtos, seu maker space etc.
Considera-se, a partir do exposto, que além de mobiliário e ferramentas que
promovam a criatividade e experimentação, a cultura maker mostra-se como condição
primordial para que o maker space atenda de fato os seus objetivos. Internalizar a
cultura maker mostra-se como um desafio para as bibliotecas e bibliotecários, pois
inova a concepção existente em relação aos seus produtos e serviços.
Como projetos futuros, almeja-se a realização de estudos que visem investigar junto
aos usuários de bibliotecas com makerspaces, quais são as expectativas e/ou
impressões sobre este espaço, isto é, descobrir se os utilizadores deste serviço o
consideram útil e inovador. Assim como os demais serviços e produtos da biblioteca,
o maker space deve também ser avaliado pelos usuários. Ao considerar o usuário no
processo de avaliação de um serviço, demonstra-se que ele é reconhecido no
ambiente e que todo fazer é direcionado a ele. Sendo assim, possivelmente, o usuário
construirá uma imagem da biblioteca diferente daquela que remete a livros ou silêncio,
por exemplo. Portanto, infere-se que a inserção de makerspaces em bibliotecas não
é apenas uma tendência, mas sim, uma necessidade de inovação.

�REFERÊNCIAS
BAGLEY, C. A. What is a Makerspace? Creativity in the Library. 2013. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/tools/article/ala-techsource/what-makerspace-creativity-library&gt;.
Acesso em: 04 jul. 2017.
BEHARRY, A. K.; PUN, K. F. Managing innovation practices of smes in the caribbean:
an exploratory study. In: TECHNOLOGY MANAGEMENT CONFERENCE – ITMC, IEEE
INTERNATIONAL, 1., 2011. Conference proceedings… Califórnia: IEEE: 2011.
Disponível em: &lt;http://ieeexplore.ieee.org/document/5995961/?reload=true&gt;. Acesso
em: 10 jul. 2017.
BERNARDO, K. Seleção Draft – Makerspaces. 2015. Disponível em:
&lt;http://projetodraft.com/selecao-draft-makerspaces/&gt;. Acesso em: 04 jul. 2017.
CASTRO, C. A. Ensino e biblioteca: diálogo possível. Transinformação, Campinas, v.
15, n. 1, p. 63-72, jan./abr. 2003. Disponível em: &lt;http://periodicos.puccampinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/1477/1451&gt;. Acesso em: 03 jul.
2017.
GARCÍA SÁEZ, C. Como hacer espacio maker. Madrid: La Aventura de Aprender,
2017. Disponível em:
&lt;http://laavelnturadeaprender.educalab.es/documents/10184/51639/como-hacerespacio-maker/&gt;. Acesso em: 14 jul. 2017.
LINDNER, J. 50 bibliotecas públicas viram makerspaces: Comitê pela
Democratização da Informática quer incentivar inclusão digital dos jovens no País. [201]. Disponível em: &lt;http://infograficos.estadao.com.br/e/focas/movimentomaker/relacionado.php&gt;. Acesso em: 14 jul. 2017.
MARCONI, M. A., LAKATOS, E. M. Fundamentos da Metodologia Científica. 6. ed.
São Paulo: Atlas, 2007.
MARQUINA, J. Makerspaces en bibliotecas: el fenómeno Bibliomakers. 2017.
Disponível em: &lt;http://www.julianmarquina.es/makerspaces-en-bibliotecas-el-fenomenobibliomakers/&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.
MARTINEZ, Sylvia. Como construir um espaço maker ou makerspace. 2016.
Disponível em: &lt;http://portaldobibliotecario.com/biblioteca/como-construir-um-espacomaker-ou-makerspace/&gt;. Acesso em: 04 jul. 2017.
MEYER, L. 7 Tips for Planning a Makerspace: districts with multiple makerspaces
describe what works. 2017. Disponível em: &lt;https://thejournal.com/Articles/2017/02/23/7Tips-for-Planning-a-Makerspace.aspx&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.
SCOZZI, B.; GARAVELLI, C.; CROWSTON, K. Methods for modeling and supporting
innovation processes in SMEs. European Journal of Innovation Management, v. 8, n.
1, p. 120-137, 2005. Disponível em:
&lt;https://www.researchgate.net/publication/228221148_Methods_for_Modeling_and_Sup
porting_Innovation_Processes_in_Smes&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
TAPSCOTT, D. A hora da geração digital: como os jovens que cresceram usando a
internet estão mudando tudo, das empresas aos governos. Rio de Janeiro: Agir
Negócios, 2010.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33429">
                <text>BIBLIOTECAS COM MAKERSPACES: TENDÊNCIA OU NECESSIDADE DE INOVAÇÃO?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33430">
                <text>thais batista zaninelli</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33431">
                <text>João Arlindo dos Santos Neto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33432">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33433">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33435">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33436">
                <text>Discute a necessidade em inovar os serviços e produtos informacionais oferecidos atualmente pelas bibliotecas e, para isso, reconhece no maker space, uma possibilidade para que a inovação se concretize. Tem como objetivo discutir sobre o maker space no contexto dos ambientes informacionais e evidenciar as vantagens associadas a este conceito. Como métodos, a pesquisa é de caráter teórico e teve como base a pesquisa bibliográfica, a partir do estudo e análise de uma revisão de literatura relacionada à caracterização das bibliotecas no que tange a adoção de estratégias de inovação. Apresenta uma discussão a partir de um levantamento bibliográfico realizado no Portal da Capes, na base LISA e no Google Acadêmico no mês de maio de 2016. As palavras-chave utilizadas foram: inovação; estratégias de inovação; makerspace; serviços e produtos de informação; sempre no âmbito das Bibliotecas. Como resultados, apresenta elementos que podem direcionar e auxiliar bibliotecários e demais profissionais que desejam inserir um maker space em suas bibliotecas. Considera que além de mobiliário e ferramentas que promovam a criatividade e experimentação, a cultura maker mostra-se como condição primordial para que o maker space atenda de fato os seus objetivos. Internalizar a cultura maker promove um desafio para as bibliotecas e bibliotecários, pois inova a concepção existente em relação aos seus produtos e serviços. Conclui que a inserção de makerspaces em bibliotecas não é apenas uma tendência, mas sim, uma necessidade de inovação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66814">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2850" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1932">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2850/1964-1981-1-PB.pdf</src>
        <authentication>879fc80399fd9ba47ee09e840794e48d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33428">
                    <text>AGENDA 2030: UMA PROPOSTA DE ADVOCACY JUNTO ÀS
BIBLIOTECAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE
FLORIANÓPOLIS-SC

Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC) - sigrid.k.weiss@ufsc.br
Marli Dias de Souza Pinto (UFSC) - marli.dias@ufsc.br
Genilson Geraldo (UFSC) - genilsongeraldo.biblio@gmail.com
Resumo:
A Ciência da Informação sinaliza a necessidade de se pensar um novo paradigma social, e para
este estudo, resgata-se uma aproximação com a Biblioteca universitária que sucintamente
centra-se na organização e disponibilização do conhecimento numa perspectiva sistêmica. O
propósito deste submetido ao Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação com
tema central será os “Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como
as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030”. Objetiva-se com este
relato propor ações de alinhamentos com o Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA na
sensibilização e conscientização a nível regional e local da inclusão das bibliotecas nos Planos
Nacionais de Desenvolvimento Sustentável em consonância com a Agenda 2030 da ONU,
elegendo desenvolver um programa junto às bibliotecas das universidades públicas sediadas
no município de Florianópolis-SC. Metodologicamente, utiliza-se Advocacy, como um
instrumento que busca sensibilizar e conscientizar os bibliotecários e acadêmicos do curso de
Biblioteconomia sobre as importantes causas a serem defendidas de inserção das bibliotecas
universitárias no ODS. Por fim, para a Ação de Alinhamento do Desenvolvimento Sustentável
em consonância com a Agenda 2030, a IFLA revela o interesse de que os profissionais possam
agir localmente e organizar atividades de sensibilização sobre a Agenda 2030 em suas
próprias instituições.
Palavras-chave: Advocacy. Biblioteca
Sustentável.

Universitária.

Agenda

Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

2030.

Desenvolvimento

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Eixo Temático: 8 – Advocacy, Inovação e Empreendedorismo.
INTRODUÇÃO
1 Introdução
A Ciência da Informação sinaliza a necessidade de se pensar um novo
paradigma social, e para este estudo, resgata-se uma aproximação com a
Biblioteca.
Especialmente, nesta reflexão a biblioteca universitária é o foco do estudo,
por que entendemos sua atuação, amplamente voltada para o ensino, a pesquisa
e a extensão em que o emprego do desenvolvimento sustentável, possibilitará
empreender ações baseadas nos direitos humanos, mediante a inserção de
competências, educação e inclusão, numa visão sistêmica dos aspectos sociais,
econômicos, culturais e ambientais, de sua comunidade usuária e de seu
entorno.
Numa reunião de chefes de Estado, de governo e de altos representantes
reunidos na sede das Nações Unidas, em Nova York, de 25 a 27 de setembro
de 2015, foi discutida a Agenda 2030, cujo objetivo busca firmar compromisso
para o desenvolvimento sustentável global. Dessa forma, foi criada a Agenda,
estruturada em 17 objetivos com um total de 179 metas que abrangem o
desenvolvimento econômico, ambiental e social, sendo elaborada de forma
coletiva para que todos os países que são membros da ONU se empenham
ativamente em tornar o mundo melhor para o seu povo e para o planeta.
A International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA)
participou ativamente na criação da Agenda 2030 e de acordo com a referida
federação, as bibliotecas são instituições-chave para alcançar os Objetivos,
defendendo a inclusão do acesso à informação, a salvaguarda do patrimônio
cultural e o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação.
Este estudo foi desenvolvido com o propósito de ser submetido ao
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD), um evento
importante de responsabilidade da Federação Brasileira das Associações de
Bibliotecários (FEBAB) que será realizado em outubro de 2017, objetiva discutir
o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os
profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolares,
públicas, comunitárias, universitárias e especializadas (CBBD, 2017). Nessa
edição do CBBD o tema central será os “Objetivos para o Desenvolvimento
Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a
implementação da Agenda 2030”.
As bibliotecas universitárias de instituições federais de ensino são espaços
geradores e disseminadores do conhecimento, que podem incluir a
sustentabilidade numa uma visão sistêmica favorecendo, a continuidade das
ações humanas e organizacionais.
Contemporaneamente, sabe-se que muitos são os desafios para a gestão
das bibliotecas universitárias, que vão desde o estabelecimento de estratégias
para minimizar fatores frágeis de toda ordem, até capacidade de adaptação às

�turbulências que emergem com mudanças sociais, econômicas e tecnológicas,
abrangendo mais amplamente os serviços e produtos, alinhados com as
necessidades informacionais, em todos os contextos, e além de tudo isto pode
ainda contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Inicialmente para desenvolver o presente estudo elaborou-se um
questionário com as 17 metas para verificar como as bibliotecas universitárias
podem promover a agenda 2030? O respectivo instrumento de coleta de dados
foi enviado para os diretores de bibliotecas universitárias das 63 (sessenta e três)
instituições federais de ensino superior brasileira, procedeu a dois momentos de
envios e no reenvio dos questionários foram incluídas as bibliotecas privadas e,
neste processo apenas um questionário retornou respondido.
Os pesquisadores entenderam que esta não devolução de dados dos
questionários, apresentou-se como uma possibilidade de estudo, e que era mais
importante divulgar a Agenda do que questionar. Neste cenário, verificou-se
como alternativa o estudo do Internacional Advocacy Program (IAP) que busca
dar subsídios, capacitação, promover e apoiar o papel das bibliotecas no
desempenho, no planejamento e implementação da Agenda 2030 da ONU.
Deste modo, por tudo que foi descrito até aqui, a questão da investigação busca
saber: Como alinhar-se ao Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA na
sensibilização e conscientização a nível regional da inclusão das bibliotecas nos
Planos Nacionais de Desenvolvimento em consonância com a Agenda 2030 da
ONU?
Tanto no cenário, seja organizacional ou informacional, tudo acontece em
tempo real, para Weber (2011) a biblioteca como instituição informacional é
organismo vivo dinâmico e crescente, é impelida a ser pensada em alicerces e
nas diretrizes que norteiam a sustentabilidade.
Deste modo, o objetivo focal do estudo visa: propor ações de
alinhamentos com o Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA na
sensibilização e conscientização a nível regional e local da inclusão das
bibliotecas nos Planos Nacionais de Desenvolvimento Sustentável em
consonância com a Agenda 2030 da ONU, elegendo desenvolver um programa
junto às bibliotecas das universidades públicas sediadas no município de
Florianópolis-SC.
O desenvolvimento sustentável presume uma maneira de agir no
momento presente pensando no futuro da sociedade, para tanto a
conscientização é ponto chave deste processo, foi a partir deste entendimento
que a (IFLA) entendeu que as bibliotecas podem contribuir com a implementação
da Agenda 2030 da ONU.
2 Método de pesquisa
Este estudo surgiu a partir de dois eventos distintos. Primeiramente o
caminho metodológico utilizado caracterizou-se como exploratório, abordagem
qualitativa e como participantes 63 gestores de Bibliotecas Universitárias
Federais. Buscou-se pesquisar a compreensão dos Gestores das Bibliotecas
das universidades públicas federais sobre a Agenda 2030. Como não se obteve
respostas, mesmo com insistência no reenvio da pesquisa, os pesquisadores
visualizaram a possibilidade de elaborar ações para disseminar localmente no
cotidiano bibliotecário, a questão.

�No segundo momento, procedeu-se uma pesquisa bibliográfica, que
acreditou-se, ser relevante verificar o estado da arte sobre o tema em questão
e, para tanto, procedeu-se a um levantamento a nível nacional com as palavras
chaves sustentabilidade e biblioteca e, 08 artigos foram recuperados, sendo que
apenas dois artigos estavam em consonância com propósito deste relato, os
mesmos são respectivamente dos autores Silveira, C. Z., Juliani, J.P., Chagas,
Ricardo, intitulado O papel das Bibliotecas Universitárias no desenvolvimento
sustentável: uma análise dos serviços da Biblioteca Central da UFSC em da
autora Weber, C. As Bibliotecas e o aporte para o desenvolvimento sustentável.
Para finalizar a metodologia do presente relato, os pesquisadores utilizaram
o Advocacy, entendendo como um instrumento que busca sensibilizar e
conscientizar os bibliotecários e acadêmicos do curso de biblioteconomia sobre
as importantes causas a serem defendidas de inserção das bibliotecas
universitárias nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações
Unidas.
3 Resultados e Discussões
Para dar prosseguimento ao estudo os pesquisadores utilizaram
encaminhamentos que entendem como advocacy a luz do que postula Patri
(2011, p. 143):
é o ato de advogar, exercido pelas organizações sem fins lucrativos,
quando estas defendem seus próprios interesses, tentam influenciar
algum aspecto da sociedade ou quando estes apelam para indivíduos
para que mudem seus comportamentos

Buscamos, deste modo, dar subsídios, promoção e apoio às bibliotecas no
desempenho, no planejamento e implementação de ações que contribuam com
a Agenda 2030 da ONU.
Elaborou-se um Projeto que foi apresentado e está sendo desenvolvido no
Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da Universidade
Federal de Santa Catarina (PGCIn/UFSC) intitulado Gestão de Unidades de
Informação e Competências profissionais: uma aproximação necessária com a
sustentabilidade, que resumidamente busca a sustentabilidade em unidades de
informação, interfaces impostas pelos desafios de gestão destas Unidades no
estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento de competências
profissionais, sedimentada por uma cultura de pró-atividade, potencializando o
desenvolvimento de serviços e produtos que até hoje carecem de discussão e
de total inserção do profissional nestes cenários.
Em maio de 2017, submeteu- se um artigo a um Periódico da área da
Ciência da Informação, cujo objetivo foi analisar as ações desenvolvidas pelas
Bibliotecas Públicas Catarinenses em consonância com Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável da ONU e, como resultado deste estudo,
verificou-se que ações para o desenvolvimento sustentável não estão
contempladas nas bibliotecas estudadas e, que para que isto ocorra, tudo
começa por um ambiente propício à aprendizagem, ao trabalho colaborativo,
estabelecimento de parcerias entre governo, comunidade e instituições locais
para cumprir minimamente os objetivos da Agenda 2030.
Por fim, para a Ação de Alinhamento do Desenvolvimento Sustentável em
consonância com a Agenda 2030, a IFLA revela o interesse de que os

�profissionais possam agir localmente e organizar atividades de sensibilização
sobre a Agenda 2030 em suas próprias instituições. Com esta finalidade
utilizamos o kit de ferramentas destinado aos bibliotecários envolvidos em
atividades nacionais de advocacy, que se propõem a ajudar a (tradução nossa):
1.Entender el proceso de la Agenda 2030 y el trabajo de promoción y
defensa de la IFLA.
2.Entender la forma en la cual se implementará a nivel nacional la
Agenda 2030.
3.Organizar reuniones con los formuladores de políticas para
demostrar las aportaciones que las bibliotecas y del acceso a la
información hacen al desarrollo nacional y en cada ODS.
4.Observar atentamente la Agenda 2030 y la implementación de los
ODS.
5. Hablar sobre los ODS con los usuarios de las bibliotecas

(IFLA, 2016)
As ações de alinhamento com as Bibliotecas universitárias de
Florianópolis SC se iniciam pela proposição de trabalhar localmente com os
segmentos acadêmicos e profissionais das Universidades públicas do município
que ofertam o curso de graduação em Biblioteconomia e pós- graduação em
Ciência da Informação, por meio de palestras e workshops de sensibilização
sobre a importância deste espaço como contribuição relevante para os ODS e
conscientizar como forma de alavancar ações concretas dos 17 objetivos da
Agenda 2030 da ONU.
3 Considerações finais

As bibliotecas universitárias precisam estar inseridas nas discussões
acerca do desenvolvimento sustentável e, para isso, têm que ser
percebidas como organismos ativos, dinâmicos e em mutação,
necessitando estar engajadas nas diretrizes que norteiam as práticas
sustentáveis e, conhecer o estado da arte mediante os levantamentos
bibliográficos realizados contribuiu para ampliar os conhecimentos sobre a
temática.
Pretendia-se, inicialmente, com as respostas ao questionário enviado,
conhecer as estratégias desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias, que
efetivamente contribuíssem com os objetivos e metas propostos pela Agenda
2030. Para os autores, porém, o não retorno por parte dos dirigentes das
bibliotecas das universidades ao questionário evidenciou a necessidade de se
promover ações de sensibilização e conscientização.
A partir do entendimento de que o assunto ainda não faz parte do contexto
biblioteconômico e, para cumprir os objetivos propostos, neste estudo criou-se
uma equipe composta por cinco bibliotecários inseridos na docência, na
pesquisa, na profissão e acadêmico do curso de Biblioteconomia com o propósito
de realizar uma proposta de sensibilização junto às bibliotecas das universidades
públicas do município de Florianópolis-SC, valendo-se do ferramental proposto
pela IFLA.
O Programa Internacional de Advocacia da IFLA (IAP) busca subsidiar as
bibliotecas com a finalidade de promover e apoiar para desempenhar e
implementar a Agenda 2030, as ações de advocacy propostas buscam defender

�interesse e influenciar a mudança de comportamento do individuo dando
visibilidade da importância da educação e da biblioteca para o desenvolvimento
sustentável em todos os cenários.
São as bibliotecas universitárias o centro de ação para o usuário na
instituição mantenedora na qual estão inseridas, e estas depende da promoção
ao acesso à informação e da interação dos pressupostos e práticas individuais
na aquisição e no compartilhamento de conhecimentos para melhoria da
qualidade de vida da sociedade e do planeta.
Referências
CBBD. Apresentação do 27º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
2017. Disponível em: http://www.cbbd2017.com/apresentacao.
Acesso em 06 jul. 2017
FEDERAÇÃO
INTERNACIONAL
DE
ASSOCIAÇÕES
E
INSTITUIÇÕES
BIBLIOTECÁRIAS (IFLA).. Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 de la
ONU.
Disponível
em:
https://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/librariesdevelopment/documents/libraries-un-2030-agenda-toolkit-es.pdf. Acesso em: 27 jun.
2017.
________. Toolkit: Libraries and National Development Plans.(October 2015).
Disponível em: https://www.ifla.org/publications/node/10156. Acesso em 26/06/2017.
___________Las bibliotecas, las actividades de defensa y promoción y la
implementación de la agenda 2030.
24 march 2016. Disponível em:
https://www.ifla.org/node/10345. ACESSO EM; 19 de jun.2017
PATRI, E.C. Relações governamentais, Lobby e advocacy no contexto de public
affairs. orGAnICoM. n. 14, 2011. Disponível em:
http://www.revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/viewFile/397/3
85. Acesso em: 06 jul.2017.
SILVEIRA, C. Z., JULIANI, J.P., CHAGAS, Ricardo, intitulado O papel das Bibliotecas
Universitárias no desenvolvimento sustentável: uma análise dos serviços da Biblioteca
Central da UFSC In: XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias.
Disponivel em www.periodicos.ufam.edu.br/anaissnbu/article/download/3250/2893.
Acesso em: 07 de jul.2017.
WEBER, C. As bibliotecas e o aporte para o desenvolvimento sustentável. Atos do
Congresso Responsabilidade e Reciprocidade. Fundação Antônio Meneghetti &amp;
Faculdade
Antônio Meneghetti
–
Recanto
Maestro
2011.
Disponível
em:www.reciprocidade.org.br. Acesso em: 30 maio 2016

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33419">
                <text>AGENDA 2030: UMA PROPOSTA DE ADVOCACY JUNTO ÀS BIBLIOTECAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE FLORIANÓPOLIS-SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33420">
                <text>Sigrid Karin Weiss Dutra</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33421">
                <text>Marli Dias de Souza Pinto</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33422">
                <text>Genilson Geraldo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33423">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33424">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33426">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33427">
                <text>A Ciência da Informação sinaliza a necessidade de se pensar um novo paradigma social, e para este estudo, resgata-se uma aproximação com a Biblioteca universitária que sucintamente centra-se na organização e disponibilização do conhecimento numa perspectiva sistêmica. O propósito deste submetido ao Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação com tema central será os “Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030”. Objetiva-se com este relato propor ações de alinhamentos com o Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA na sensibilização e conscientização a nível regional e local da inclusão das bibliotecas nos Planos Nacionais de Desenvolvimento Sustentável em consonância com a Agenda 2030 da ONU, elegendo desenvolver um programa junto às bibliotecas das universidades públicas sediadas no município de Florianópolis-SC. Metodologicamente, utiliza-se Advocacy, como um instrumento que busca sensibilizar e conscientizar os bibliotecários e acadêmicos do curso de Biblioteconomia sobre as importantes causas a serem defendidas de inserção das bibliotecas universitárias no ODS. Por fim, para a Ação de Alinhamento do Desenvolvimento Sustentável em consonância com a Agenda 2030, a IFLA revela o interesse de que os profissionais possam agir localmente e organizar atividades de sensibilização sobre a Agenda 2030 em suas próprias instituições.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66813">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2849" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1931">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2849/1963-1980-1-PB.pdf</src>
        <authentication>74f91e118accbb776698eb7e83259a83</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33418">
                    <text>A infoprodução em unidades de informação
Diego Leonardo de Souza Fonseca (IFAM) - diego.fonseca@ifam.edu.br
CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD (UFRA) - carlinhagirard@yahoo.com.br
Resumo:
O presente estudo buscou compreender algumas das principais concepções sobre a
infoprodução em unidades de informação, a fim de analisar a informação estratégica a partir
dos chamados: infoprodutos. O artigo pautou-se em uma pesquisa teórico-bibliográfica, cuja
metodologia de análise foi realizada a partir de um levantamento bibliográfico dos principais
estudos que norteiam o assunto e, a partir desse levantamento, analisar as concepções
teóricas de Le Coadic (1996), Amaral (2001) e Buckland (1991) como recorte de pesquisa. Os
resultados foram apresentados a partir das análises realizadas nas obras que compuseram o
recorte de pesquisa, analisando como os pensamentos dos autores podem ser compreendidos
como concepções da infoprodução. Conclui-se que a infoprodução ainda é um termo novo,
porém ainda será bastante estudado e aplicado em unidades de informação, principalmente
devido ao surgimento de novas tecnologias atreladas a gestão da informação organizacional no
mercado.
Palavras-chave: Infoprodução. Unidades de informação. Competitividade
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A informação pode ser compreendida como um conjunto de dados
organizados que emitem uma mensagem para cumprir uma determinada
finalidade. Le Coadic (1996) afirma que a informação é um conhecimento
escrito e comporta um elemento de sentido que associa um significante a um
significado.
A informação também pode ser compreendida como produto ou serviço
que busca atender a um determinado fim. Seu intuito é atingir uma demanda,
seja ela direta ou indireta, ou seja, para que a informação seja considerada um
produto ou serviço é necessário um alinhamento direcionado para atender um
determinado nicho (GONÇALVES; GOUVEIA; PETINARI, 2008). Dessa forma,
pode-se compreender que a relação entre a produtividade e a informação
depende do nicho de mercado ou, mais especificamente, dos interesses da
demanda receptora.
As informações são geridas por unidades de informação, ou seja,
organismos que reúnem, armazenam, tratam e disponibilizam a informação em
qualquer meio e formato. Buckland (1991) já definia as unidades de informação
como: organizações que gerenciam a informação (tangível e não tangível) para
atender a um individuo ou grupo.
Tarapanoff et al (2000) apontam algumas das principais tipologias de
unidades de informação: museus, bibliotecas, centros de documentação,
arquivos e todas as instituições que produzem, armazenam e disseminam
informação. O valor agregado pode ser apontado como um fator condicionante
para que uma unidade de informação atenda o seu objetivo de forma a atrair o
seu público (cliente). A unidade de informação propicia, assim, uma relação de
maior proximidade entre o produto e a demanda (VARVAKIS; VALENTIM;
BLATTMANN, 1999).
Mas afinal, o que são produtos informacionais? O site InsideOut (2017)
define produtos informacionais como infoprodutos, caracterizados por serem
produzidos em meio digital e que objetivam atender um determinado público a
partir do oferecimento de um conhecimento específico sobre alguma área ou
assunto.

�O site exemplifica alguns infoprodutos: videoaulas, screencasts1,
podcasts, revistas eletrônicas, webninars2, treinamentos online, e-books e
conteúdos exclusivos oferecidos por um site especializado. A oferta de
infoprodutos movimenta um mercado bastante expansível e lucrativo, tendo a
internet como o principal veículo de propagação e atendimento ao cliente.
A infoprodução é compreendida como um modelo de negócios pautado
na utilização da informação para fins de lucratividade, aumento da visibilidade
organizacional e vantagens na competitividade de mercado. Amaral (2001)
afirma que as unidades de informação precisam ser retratadas como
empresas, pois utilizam a informação como um bem a ser produzido e
comercializado.
Assim sendo, é de suma importância compreender a infoprodução no
atual mercado, redesenhado pelas inovações tecnológicas. Também, é
relevante entender como ela pode agregar valor ao planejamento estratégico
das unidades de informações, bem como, propiciar um novo espaço de
interação entre o usuário (cliente) e os produtos informacionais gerados nas
organizações.

MÉTODO DA PESQUISA
O estudo pautou-se em uma pesquisa teórico-bibliográfica. Em um
primeiro momento, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os
principais estudos que norteiam o tema abordado (gestão da informação),
assim como as principais áreas de concentração nas quais o tema está
centrado (Ciência da Informação e Administração).
Em um segundo momento, analisou-se as discussões e abordagens
sobre a infoprodução e o valor agregado na informação, nessas discussões,
foram evidenciadas algumas concepções sobre o mercado na área da gestão
de informação direcionadas aos infoprodutos.

1

Modalidade de vídeo bastante utilizado na elaboração de cursos online (HOTMART BLOG, 2014)
Tipo de webconferência no qual a comunicação é feita apenas por uma via de apresentação, porém,
possibilita interação com participantes (EVENTBRITE, 2015)
2

�Os estudos de Le Coadic (1996), Amaral (2001) e Buckland (1991)
pautaram as primeiras análises a cerca da informação como produto e como a
sua utilização estratégica agrega valor e aumenta a competitividade das
unidades de informação.

RESULTADOS
As análises realizadas contribuíram para uma reflexão sobre algumas
concepções sobre a infoprodução e a gestão da informação, bem como para
compreender a importância dos infoprodutos na maximização de resultados a
partir do desenvolvimento de estratégias competitivas no mercado.
O propósito da pesquisa teórico-bibliográfica foi apresentar como a
gestão e o uso da informação de forma estratégica é abordado pela literatura e
como a infoprodução, termo ainda pouco utilizado, está diretamente
relacionado aos processos gerenciais das unidades de informação.
Notou-se que não existe uma literatura específica mais atual a cerca da
infoprodução e de como ela pode ser aplicada nas unidades de informação. O
assunto é bastante debatido em áreas como Engenharia da Produção e
Administração, porém, no campo da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação não foram localizados estudos mais recentes sobre a temática.

DISCUSSÕES
Le Coadic (1996) trata sobre a informação no seu aspecto de
usabilidade por meio dos estudos de usuários. A infoprodução parte da
necessidade do cliente em conceber um determinado produto informacional
que atenda as suas exigências. As bibliotecas, por exemplo, precisam
segmentar os seus usuários para elaborar um material de treinamento de
bases de dados, um catálogo de normalização, um podcast3 sobre determinada
área de pesquisa etc.
Amaral (2001) engloba dois aspectos diretamente relacionados à
infoprodução: marketing e visibilidade. A elaboração de um catálogo online de
3

Forma de publicação disponibilizada em conteúdo digital (NERDCAST, 2012)

�um arquivo público para o usuário precisa de um estudo prévio sobre como
divulgar esse material, ou seja, não somente gerar e disponibilizar o produto
informacional, mas disseminá-lo para proporcionar visibilidade organizacional.
A promoção da informação é uma ação estratégica que permite que as
unidades de informação agreguem valor aos bens e serviços com a finalidade
de apresentá-los como produtos informacionais para os seus clientes.
Buckland (1991) aborda a informação em três aspectos: informaçãocomo-processo, informação-como-coisa e informação-como-conhecimento.
Nesse prisma de análise, a informação pode ser compreendida como mutável,
processual, tangível e intangível. Os centros de documentação, por exemplo,
podem criar um memorial empresarial para uma organização e disponibilizar o
acesso tanto em formato físico, quanto em formato digital. Os museus e os
serviços de curadoria digital também podem criar um produto e vincular a
marca institucional às obras museológicas. A infoprodução apresenta-se, dessa
forma, em vários formatos e modos de acesso para divulgar a organização e
atender aos tipos de usuários que demandam da informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em suma, as concepções teóricas sobre a infoprodução não são
recentes, tampouco obsoletas e com aplicações em desuso. Os estudos sobre
a gestão da informação aplicada ao mercado e ao planejamento de negócios
em unidades de informação são bastante recorrentes em diversas áreas do
conhecimento, principalmente na Ciência da Informação, Biblioteconomia,
Administração e áreas afins.
As unidades de informação estão cada vez mais inseridas no mercado e
buscando alternativas para gerar maior competitividade e atrair clientes. A
criação e disseminação de produtos informacionais para atender a demanda,
bem como o planejamento estratégico para gerar visibilidade organizacional,
são estratégias que vem sendo aderidas por elas.
A pesquisa buscou abordar a infoprodução em unidades de informação
e compreender como a literatura, mesmo que menos recente, já apresentava
concepções teóricas sobre a infoprodução através da elaboração e

�gerenciamento de infoprodutos. Com o advento dos estudos da economia
criativa e do empreendedorismo em áreas como a Ciência da Informação e
Administração, por exemplo, as pesquisas sobre a infoprodução necessitarão
receber mais profundidade, principalmente pelo surgimento de novos recursos
informacionais e pelas inovações na web.

REFERÊNCIAS
AMARAL, S. A. do. Promoção: o marketing visível da informação. Brasília:
Brasília Jurídica, 2001. 168 p.
BUCKLAND, Michael. Information as a thing. Journal of the American
Society of Information Science, v.42, n. 05, p. 351-360, 1991
EVENTBRITE. Afinal, o que webinar? 2015. Disponível em:
https://www.eventbrite.com.br/blog/pre-evento/o-que-e-webinar-ds00/. Acesso
em: 13 jun. 2017.
GONÇALVES, Marcos R.; GOUVEIA, Sônia M.; PETINARI, Valdinéa S. A
informação como produto de alto valor no mundo dos negócios. CRB-8 Digital,
São Paulo, v. 1, n. 1, p. 43-54, jul. 2008.
HOTMART BLOG. Screecasts: o que são? 2014. Disponível em:
https://blog.hotmart.com/pt-br/produtores/screencasts-como-ganhar-dinheiroconteudo/. Acesso em: 10 jun. 2017.
INSIDE OUT. Infoprodutos: O que é e como criar um? 2017. Disponível em:
http://www.agenciainsideout.com/infoproduto/. Acesso em: 01 jul. 2017.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de
Lemos 1996.
NERDCAST.
O
que
são
podcasts?
2012.
Disponível
em:
https://mundopodcast.com.br/artigos/o-que-e-podcast/. Acesso em: 11 jun.
2017.
TARAPANOFF, K.; ARAÚJO JÚNIOR, R.H.;CORMIER, P.M.J. Sociedade da
informação e inteligência em unidades de informação. Brasília, Ciência da
Informação, v.29, n.3, p.91-100, set./dez. 2000.
VARVAKIS, G. J. R.; VALERIM, P.; BLATTMANN,U. Valor agregado a serviços
e produtos de informação. Informativo CRB 14 / ACB, Florianópolis, v. 9, n. 1,
jan./mar. 1999. Disponível em: &lt;http://www.geocities.com/ublattmann/
papers/valor.html&gt;. Acesso em: 08
jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33410">
                <text>A INFOPRODUÇÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33411">
                <text>Diego Leonardo de Souza Fonseca</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33412">
                <text>CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33413">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33414">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33416">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33417">
                <text>O presente estudo buscou compreender algumas das principais concepções sobre a infoprodução em unidades de informação, a fim de analisar a informação estratégica a partir dos chamados: infoprodutos. O artigo pautou-se em uma pesquisa teórico-bibliográfica, cuja metodologia de análise foi realizada a partir de um levantamento bibliográfico dos principais estudos que norteiam o assunto e, a partir desse levantamento, analisar as concepções teóricas de Le Coadic (1996), Amaral (2001) e Buckland (1991) como recorte de pesquisa. Os resultados foram apresentados a partir das análises realizadas nas obras que compuseram o recorte de pesquisa, analisando como os pensamentos dos autores podem ser compreendidos como concepções da infoprodução. Conclui-se que a infoprodução ainda é um termo novo, porém ainda será bastante estudado e aplicado em unidades de informação, principalmente devido ao surgimento de novas tecnologias atreladas a gestão da informação organizacional no mercado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66812">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2848" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1930">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2848/1962-1979-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0f2cee63021da942487dd332580efaf4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33409">
                    <text>A Economia Criativa na Biblioteconomia
Diego Leonardo de Souza Fonseca (IFAM) - diego.fonseca@ifam.edu.br
Merabe Carvalho Ferreira da Gama (UFRA) - merabecarvalho@yahoo.com.br
CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD (UFRA) - carlinhagirard@yahoo.com.br
Resumo:
Este artigo tem como temática a economia criativa voltada à área da Biblioteconomia. Sendo
assim, o objetivo deste estudo visa apresentar alguns empreendimentos na área da
Biblioteconomia que se inserem no cenário da economia criativa. Para nortear a concretização
do objetivo proposto foi utilizada uma pesquisa bibliográfica, empírica, descritiva e
exploratória a partir de quatro negócios que aplicam a economia criativa na Biblioteconomia.
As informações coletadas sobre cada empreendimento foram apresentadas em uma tabela, na
qual teve o objetivo de identificar os nichos de atuação no mercado, período de atividade,
serviços e produtos, foco de criativa e os seus canais de comunicação. Conclui-se, diante disto,
que esta pesquisa fomente outros estudos sobre este tema e permitam que outros profissionais
da informação reflitam sobre a economia criativa na Biblioteconomia como uma nova
alternativa de atuação do mercado atual.
Palavras-chave: Economia criativa. Biblioteconomia. Empreendedorismo
Eixo temático: Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A Revolução Industrial, ocorrida nos séculos XVII e XVIII, é caracterizada
pela mudança na forma de produção, pois houve uma transição da manufatura,
cujo insumo básico era a mão de obra e as matérias-primas, para a produção por
máquinas em larga escala. No decorrer dos anos, mais precisamente no século
XXI, a economia passou a sofrer novas concepções de produção, bem mais
alinhadas com a sociedade da informação (MIGUEZ, 2007).
Carvalhal e Muzzio (2015) abordam uma nova forma de produção, baseada
no chamado capital intelectual, denominada de economia criativa. Esses autores a
conceituam como um conjunto distinto de atividades pautadas na propriedade
intelectual, cujos serviços e produtos, gerados em seus processos, potencializam
as atividades assentadas na criatividade.
Nicolaci-da-Costa (2014) afirma que a economia criativa pode ser
compreendida como uma área em expansão pautada nas inovações. São
exemplos de nichos de mercado da economia criativa: moda, jogos eletrônicos,
consultoria em negócios na web, design, mercado audiovisual, dentre outros.
Galuk et al (2016) mencionam que a Conferência das Nações Unidas sobre
Comércio e Desenvolvimento (UNCTD), realizada em 2008, destacou o
crescimento do lucro no mercado da economia criativa em $595 bilhões no mesmo
ano, com uma projeção de crescimento dobrada para os próximos 5 anos.
Nesse contexto, a Biblioteconomia pode ser compreendida como uma área
de atuação propensa ao desenvolvimento de serviços e produtos dentro do
mercado da economia criativa. Desse modo, esse artigo tem por objetivo
apresentar alguns empreendimentos na área da Biblioteconomia que se inserem
no cenário da economia criativa.

MÉTODO DA PESQUISA
Quanto aos procedimentos metodológicos, o estudo aplicou uma pesquisa
bibliográfica a fim de realizar o levantamento bibliográfico da pesquisa pautado na

�revisão de literatura sobre: economia criativa e empreendedorismo. A pesquisa
pode ser considerada empírica, descritiva e exploratória.
Quanto aos objetivos, é uma pesquisa observacional. Seu recorte é
direcionado

aos

empreendimentos

na

biblioteconomia

que

desenvolvem

atividades de expertise pautadas na economia criativa.
Foi

feito

um

levantamento

dos

empreendimentos

na

área

da

Biblioteconomia que mais estão inseridas no mercado da economia criativa. Os
dados sobre os serviços, produtos e tipologias de nicho de mercado dos
empreendimentos foram coletados através de pesquisas em suas redes sociais e
nos seus respectivos sites.

RESULTADOS
No âmbito da Biblioteconomia, alguns nichos de mercado vêm ganhando
cada vez mais espaço no desenvolvimento de empreendimentos e na proposição
de novas ideias de negócio no campo da economia criativa.
Dentre estes, podem ser citados os seguintes: blog, com o oferecimento de
cursos preparatórios para concursos públicos, agência de publicações, como
veículo de informações sobre a área, produtos de moda, designer de uma marca
profissional e uma empresa que oferece cursos de capacitação e qualificação
profissional (tabela 1). Todas as informações apresentadas foram coletadas em
suas respectivas páginas na internet.

�Tabela 1: Economia criativa na Biblioteconomia

Nicho
de mercado

Santa Biblioteconomia

Class Cursos

Agência Biblioo
Publicações e
Comunicação

T-Shirts Mural

Blog com o oferecimento de
cursos preparatórios para
concursos públicos

Cursos de capacitação
e qualificação
profissional

Agência de publicações
sobre a área de
Biblioteconomia

Loja online de
produtos de moda e
designer da marca
profissional
(Biblioteconomia)

Publicações;
Suporte de organização,
cobertura e divulgação de
eventos;
Desenvolvimento de
websites;
Criação de
logotipos, banners,
folders, diagramações
etc.

T-shirts
especializadas
Canecas
Sandálias
Livros

Cursos in company
Cursos preparatórios
específicos para
Biblioteconomia

Serviços e
produtos

Apostilas para estudo;
Cursos preparatórios para
concursos públicos na área
de Biblioteconomia

Período de
atuação no
mercado

Desde 2013

Não localizado

Desde 2011

Desde 2014

Foco de
criatividade

Concursos públicos

Treinamento em
desenvolvimento
profissional e gerencial

Comunicação social

Identidade e marca
profissional

http://www.classcursos.c
om/
Facebook: Class Cursos

http://agencia.biblioo.info/
Facebook: Biblioo

http://www.tshirtsmural.com.br/
Facebook: T-shirts
MURAL

https://santabiblioteconomia.
com/
Facebook: Santa
Biblioteconomia
Fonte: Os autores (2017).

Canais de
comunicação

A

partir

dos

empreendimentos

acima,

pode-se

observar

que

a

Biblioteconomia é uma área que oferece múltiplos campos de atuação. Nota-se
que os nichos de mercado são variados e atendem a áreas de atuação distintas,
tendo a Biblioteconomia como foco de criatividade.
Os focos de criatividade foram compreendidos no estudo como a
oportunidade de mercado para empreender uma ideia, ou seja, o chamado
feeling1 do investimento. O período de atuação no mercado também denota uma
recente iniciativa de implantação dos negócios, o que tende a ser mais presente
nos próximos anos devido às oportunidades de mercado e ao desenvolvimento do
empreendedorismo na Biblioteconomia.
1

Termo utilizado no ramo dos negócios para representar uma oportunidade antevista no mercado
(MIGUEZ, 2007).

�DISCUSSÃO
O empreendedorismo é definido como a habilidade de conceber e
estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada, ou seja, é um processo
de criação e desenvolvimento a partir de um negócio e que trará resultados a
médio e longo prazo (BARRETO, 1998). Na Biblioteconomia, as ações
empreendedoras estão cada vez mais presentes, assim como as discussões
sobre novas ideias de empreendimentos no mercado atual (SPUDEIT, 2016).
A economia criativa vem estabelecendo vários caminhos promissores no
mercado direcionado ao campo da Biblioteconomia. É importante ressaltar que os
aspectos de inovação estão sendo inseridos aos poucos no perfil dos novos
profissionais da informação, trazendo à luz da construção dos currículos
acadêmicos a importância de estabelecer um perfil mais empreendedor na
formação dos bibliotecários.
Gonçalves (2009) traça o perfil do profissional da informação, o
bibliotecário, como um agente de transformação que possui as características de
empreendedor e gestor. Essa característica traz ao bibliotecário uma expertise
fundamental no campo do desenvolvimento de ideias, na criação de novos
negócios, tendo a informação como matéria-prima.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa realizada tratou sobre o tema “Economia criativa e
Biblioteconomia”, a qual teve o seu desenvolvimento concretizado de forma
contundente. Pretendeu apresentar alguns empreendimentos na área da
Biblioteconomia que fazem parte do universo da economia criativa.
Portanto, pode-se entender que as modificações advindas da sociedade da
informação proporcionaram uma nova maneira de visualizar o mercado, o que
possibilitou que áreas como a Biblioteconomia pudessem desenvolver diversos
ramos, como o empreendedorismo. Por isso, a economia criativa se faz presente
nesse campo, já que favoreceu aos bibliotecários um novo olhar sobre seus bens

�e serviços advindos do seu conhecimento profissional e que estão ganhando
espaço no mercado.
Sendo assim, para mostrar esta aplicabilidade da economia criativa na
Biblioteconomia, analisaram-se quatro negócios referentes à área, que investiram
na economia criativa. Nessas análises, buscou-se compreender seus nichos de
mercado, serviços e produtos, período de atuação no mercado, foco de
criatividade e canais de comunicação.
Por fim, espera-se que esta pesquisa proporcione outros estudos sobre
esta temática. Acredita-se, por fim, que seria relevante, que outros profissionais da
informação vislumbrem uma reflexão sobre a economia criativa na área, como
uma nova possibilidade de atuação no mercado atual.

REFERÊNCIAS

BARRETO, L.P. Educação para o empreendedorismo. Salvador: Escola de
Administração de Empresa da Universidade Católica de Salvador, 1998.
CARVALHO, Felipe; MUZZIO, Henrique. Economia criativa e liderança criativa:
uma Associação (IM) possível? REAd. Revista Eletrônica de Administração,
v.21, n.3, p.659-688, 2015.
GALUK, Mariana Bianchini et al. Inovação em microempresas da economia
criativa: um estudo de múltiplos casos. RAM, Rev. Adm. Mackenzie [online],
v.17, n.5, p.166-187, 2016.
GONÇALVES, Pammella Emanoelle Camatini. Bibliotecário empreendedor. 57f.
2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) –
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2009.
MIGUEZ, Paulo. Economia criativa: uma discussão preliminar. In:
NUSSBAUMER, Gisele Marchiori (Org.). Teorias e políticas da cultura: visões
multidisciplinares. Salvador: EDUFBA, 2007. Coleção CULT, 1. p. 96-112.
NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Economia criativa, a Web 2.0 e o Vírus da
exposição de talentos. Psicologia: ciência e profissão, v.34, n.4, p. 955-970,
2014.
SPUDEIT, Daniela (Org). Empreendedorismo na biblioteconomia. Rio de
Janeiro: Agência Biblioo, 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33400">
                <text>A ECONOMIA CRIATIVA NA BIBLIOTECONOMIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33401">
                <text>Diego Leonardo de Souza Fonseca</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33402">
                <text>Merabe Carvalho Ferreira da Gama</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33403">
                <text>CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33404">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33405">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33407">
                <text>Eixo 8: Advocacy , Inovação e  Empreendedorismo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33408">
                <text>Este artigo tem como temática a economia criativa voltada à área da Biblioteconomia. Sendo assim, o objetivo deste estudo visa apresentar alguns empreendimentos na área da Biblioteconomia que se inserem no cenário da economia criativa. Para nortear a concretização do objetivo proposto foi utilizada uma pesquisa bibliográfica, empírica, descritiva e exploratória a partir de quatro negócios que aplicam a economia criativa na Biblioteconomia. As informações coletadas sobre cada empreendimento foram apresentadas em uma tabela, na qual teve o objetivo de identificar os nichos de atuação no mercado, período de atividade, serviços e produtos, foco de criativa e os seus canais de comunicação. Conclui-se, diante disto, que esta pesquisa fomente outros estudos sobre este tema e permitam que outros profissionais da informação reflitam sobre a economia criativa na Biblioteconomia como uma nova alternativa de atuação do mercado atual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66811">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2847" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1929">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2847/1961-1978-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ed8d0c1615d3f2c31b109c10ef2de514</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33399">
                    <text>Zumbificação da informação: a desinformação e o caos
informacional

Leonardo Ripoll Tavares Leite (UDESC) - leonardo_ripoll@hotmail.com
José Claudio Matos (UDESC) - doutortodd@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho apresenta um panorama do atual contexto informacional, especialmente
aquele desenvolvido nas redes sociais com o compartilhamento intenso de notícias. Dentro
deste contexto, a popularização de termos como “desinformação”, “pós-verdade” e “fake
News” sugere que existe uma “crise” informacional na qualidade dos conteúdos que são
disseminados. De fato, a desinformação está plenamente difundida nesse ambiente, o que
acaba fazendo com que os indivíduos se informem com notícias falsas ou imprecisas.
O comportamento de consumir e disseminar a desinformação sem saber é assim comparado de
forma análoga a uma epidemia zumbi – figura folclórica da cultura pop mundial. Assim,
pretende-se discutir o contexto informacional contemporâneo utilizando da analogia para
alertar sobre seus problemas e buscar soluções possíveis para resolver seus impasses. Este
cenário parece ser resultado de algumas características técnicas e sociais da sociedade da
informação, como o surgimento web 2.0, a cibercultura e a pós-modernidade. A metodologia
utilizada foi uma pesquisa bibliográfica e exploratória. Como possíveis soluções, o trabalho
apresenta as recentes iniciativas de fact check, o conceito de “inteligência coletiva” e novos
paradigmas envolvendo a Filosofia da Informação e a Ciência da Informação. Enquanto
considerações finais, o trabalho enfatiza a importância da reflexão crítica e ética dentro do
meio digital para possibilitar a saída desse “caos informacional”.
Palavras-chave: Desinformação. Sociedade da informação.
contemporâneo. Informação nas redes sociais.

Contexto

informacional

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A sociedade da informação é caracterizada por criar e utilizar
constantemente novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Além
disso, o atual contexto informacional se configura pela constante produção,
disseminação e consumo de informações via web, principalmente por meio dos
compartilhamentos nas redes sociais (Facebook, Twitter) e nos aplicativos de
mensagens instantâneas (Whatsapp).
Esse tráfego de informações por meio de novas formas de acesso e
produção de conteúdo, porém, tem possibilitado o consumo e disseminação de
informações falsas, distorcidas, manipuladas, servindo às mais diversas
finalidades pessoais e institucionais. A popularização de termos como “fake
news”, “pós-verdade” e “desinformação” tem trazido à tona uma recente
preocupação com a veracidade e a confiabilidade das informações
disseminadas na web, as quais acabam formando opiniões e construindo
pretensos conhecimentos, baseados em informações falsas ou imprecisas.
A quantidade de informações enganosas disseminadas já atinge
grandes proporções. Exemplos recentes deste cenário são o número de
compartilhamentos nas redes sociais de notícias falsas sobre as eleições
americanas de 2016 e o caso conhecido como ‘Operação Lava-Jato’, aqui no
Brasil. Segundo as matérias publicadas por Aragão (2016) e Vilicic (2016), o
número de interações nas redes sociais com as notícias falsas excedeu o de
interações com as notícias que, de fato, eram verdadeiras.
Se alguma vez a informação já foi escassa, hoje a situação é oposta.
Vive-se dentro de uma infosfera, que produz constantemente uma grande
quantidade de informações, de forma que o próprio indivíduo parece não dar
conta da carga informacional disponibilizada diariamente ao seu aparato
cognitivo. Não bastasse a explosão informacional, que leva o volume de
informações a um nível muito mais difícil de acessar e interpretar, ainda se
soma a isso a mistura de informação verídica com informações e dados falsos,
propagados muitas vezes de forma negligente e até intencional.
Dessa forma, a atual emergência do fenômeno da desinformação sugere
que a leitura e interpretação perdeu seu poder de criticidade, gerando uma
mecanização no comportamento dos indivíduos acerca da informação, de
modo que acabam se comportando como replicadores de uma “poluição
informacional”. A correspondência a eventos ou coisas realmente ocorridas,
que sempre foi um indicativo mínimo de veracidade, tem se tornado uma
qualidade cada vez mais difícil de comprovar, num meio ambiente em que a
informação é replicada por diversas fontes, e é cada vez mais difícil para o
interagente conferir as fontes originais, sobretudo daquilo que é veiculado pela
internet.
De forma similar a uma infecção contagiosa, a desinformação se
espalha rapidamente nas redes sociais, atingindo um grande número de
indivíduos. Assim, o presente trabalho propõe a analogia entre a proliferação
do consumo e disseminação de conteúdos sem criticidade, e uma epidemia
zumbi. Os zumbis tornaram-se figuras folclóricas da cultura pop mundial e suas
epidemias costumam representar coletivos humanos infectados, que perdem
sua racionalidade, andando sem rumo e instaurando o caos social.
Zumbificação da informação é, assim, o processo de disseminar e
consumir informação falsa ou distorcida sem perceber, devido à ausência de

�interpretação crítica e checagem de fontes, contribuindo para a infecção
generalizada da desinformação na web. O desenvolvimento do trabalho,
também de forma análoga, será feito em três etapas: contágio, epidemia e
cura.
O objetivo do trabalho é apresentar o contexto informacional
contemporâneo de forma crítica, aproveitando-se da alegoria aqui sugerida,
para alertar sobre seus problemas e buscar soluções possíveis para resolver
seus impasses.
Método de pesquisa
A metodologia empregada foi uma pesquisa bibliográfica e exploratória,
com abordagem qualitativa. Por meio de um levantamento no Google e em
alguns periódicos jornalísticos, pesquisou-se sobre desinformação, fake news e
pós-verdade. Estas são temáticas e termos muito recentes, que ainda carecem
de literatura científica especializada. Assim, a pesquisa desenvolveu sua
análise teórica com a utilização de autores especializados em temáticas
emergentes sobre questões relacionadas à sociedade da informação. Neste
sentido, alguns artigos complementares também foram selecionados
pesquisando esses conceitos em bases de dados como a Scielo e Portal de
Periódicos da Capes.
Resultados e discussão
Contágio
O atual contexto é abordado aqui como resultado de alguns cenários. Do
ponto de vista técnico, tem-se o surgimento da web 2.0 em 2004, que permitiu
uma maior interatividade e participação dos seus usuários, desenvolvendo
ferramentas de publicação e compartilhamento das informações de forma
acessível e democrática. Foi a web 2.0 que permitiu a criação, por exemplo, da
Wikipédia, blogs e das primeiras redes sociais (PRIMO, 2007).
Este cenário de transmissão de informações e construção social dentro
da rede criou o que Piérre Lévy (2010) denominou de “cibercultura”, o modo de
ser predominante do ciberespaço – espaço virtual criado pela interconexão
mundial dos computadores. Uma das características relevantes da cibercultura
é a interatividade, correlacionada com a descentralização dos discursos e do
conhecimento. Do ponto de vista sociológico, instaura-se no mesmo cenário a
decadência das verdades universais, a ascensão da dúvida e da desconfiança
em relação à história oficial, a problematização das grandes narrativas e as
novas formas de relação com o saber. Estas são características de uma
condição, que Lyotard (2004) definiu como “pós-moderna”.
A decorrência principal da sociedade pós-moderna, inserida em um
tempo que, assim como suas conexões de rede, preza pela velocidade e
quantidade, pelo aqui e agora, é o fortalecimento do instantâneo. Como
Bauman (2001) propõe, a liquidez toma conta da vida e das relações humanas.
E essa mesma relação se dá com a informação. Mas nem sempre esta
incerteza gera uma atitude de indagação e vigilância. O excesso de vozes, a
sobrecarga de oferta de informação, muitas vezes faz as pessoas decaírem
para um estado de indiferença ou apatia, próprio da zumbificação.

�Epidemia
O cenário de fácil acesso e tráfego da informação junto com a
proliferação de smartphones, tablets, notebooks e outras ferramentas
tecnológicas de comunicação possibilitou, então, o desenvolvimento de uma
sociedade global conectada o tempo todo. A vida social é crescentemente
transferida do espaço físico para o espaço virtual e a nova realidade passa a
ser a sua representação imagética, a sua virtualização (BAUDRILLARD, 1999).
O caos informacional é, assim, gerado por uma série de fatores. Por um
lado, a pós-verdade e as fake news têm em sua origem questões políticoeconômicas (conforme definições e análises encontradas em Oxford University
(2017) e Allcott e Gentzkow (2017)). Pois, dentro da sociedade da informação,
a guerra e a disputa pelo poder também assumem uma dimensão
informacional.
Por outro lado, a desinformação também passa a ser uma forma de
gerar renda. Conforme reportagem de Rabin (2017), a ação conhecida como
clickbait, procura gerar lucros financeiros ao disseminador do conteúdo pela
quantidade de clicks que uma notícia recebe dentro de um determinado portal.
Por conta disso, vários “profissionais” autônomos investem na técnica,
divulgando desinformações que possuem potencial para se tornarem “virais”.
O sintoma do compartilhamento de desinformações também é
egocêntrico. Recuero (2009) analisa que a decisão por compartilhar algo em
uma rede social não diz respeito somente a se o individuo acha a informação
relevante. Ele também leva em conta em como os amigos ou sua audiência
irão reagir. Um estudo de caso específico (RIPOLL; ARDIGO, 2017) relata que
algumas informações compartilhadas pelas pessoas não são nem mesmo lidas
por quem compartilhou.
Cura
Por se tratar de um fenômeno recente, ainda não existem soluções
definitivas para lidar com os impasses do contexto informacional
contemporâneo. De forma prática, universidades e empresas têm desenvolvido
ferramentas relacionadas ao conceito de fact check (checagem de fatos). A
própria rede social Facebook, tem demonstrado preocupação com o tema
desde o fim de 2016 (ZUCKERBERG, 2016). Durante este ano, a rede social
implementará sua ferramenta de fact check para que os usuários sinalizem e
denunciem notícias falsas ou mal-intencionadas (MOSSERI, 2017).
No âmbito acadêmico e científico, a competência informacional torna-se
um conceito de alta relevância. Além disso, novos questionamentos
epistemológicos sobre a informação e seus usos surgem sob a luz de novas
áreas do conhecimento, como a própria Ciência da Informação, ou novos
paradigmas como a Filosofia da informação, de Luciano Floridi (2002). O
conceito de “inteligência coletiva” de Lévy (2007) também se apresenta
enquanto proposta para entender e transcender o caos informacional
característico do ciberespaço.
Considerações finais

�O processo de zumbificação da informação tem a ver principalmente
com a apatia gerada pelo ambiente digital. A falta de atenção ao lidar com a
informação, seja produzindo, compartilhando ou consumindo, gera
consequências desastrosas para o ato de se informar e para o
desenvolvimento do conhecimento. A saída para este problema é, acima de
tudo, uma retomada do pensamento crítico, uma conscientização ética dentro
do meio digital e uma reflexão sobre qual futuro se deseja para a própria
sociedade.
Referências
ALLCOTT, Hunt; GENTZKOW, Matthew. Social media and fake news in the
2016 election. Journal of Economic Perspectives, v. 31, n. 2, p. 211-236,
2017. Disponível em:
&lt;https://web.stanford.edu/~gentzkow/research/fakenews.pdf&gt;. Acesso em: 06
jul. 2017.
ARAGÃO, Alexandre. Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas
que verdadeiras. BuzzFeed, 22 nov. 2016. Disponível em:
&lt;https://www.buzzfeed.com/alexandrearagao/noticias-falsas-lava-jatofacebook?utm_term=.kjBGd5Dn#.geDROxW4&gt;. Acesso em: 12 dez. 2016.
BAUDRILLARD, Jean. Tela total: mito-ironias da era do virtual e da imagem.
Porto Alegre Ed. Sulina 1999.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
FLORIDI, Luciano. What is the Philosophy of Information? Metaphilosophy, v.
33, n. 1-2, p. 123–145, jan. 2002. Disponível em:
&lt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1467-9973.00221/epdf&gt;. Acesso em:
26 jan. 2017.
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 5.
ed. São Paulo: Loyola, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. 3. ed. São Paulo: Ed. 34, 2010.
LYOTARD, Jean François. A condição pós-moderna. 8. ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio, 2004.
MOSSERI, Adam. Nova ferramenta do Facebook contra desinformação.
Facebook newsroom, 06 abr. 2017. Disponível em:
&lt;https://br.newsroom.fb.com/news/2017/04/nova-ferramenta-do-facebookcontra-desinformacao/&gt;. Acesso em: 19 maio 2017.
OXFORD UNIVERSITY PRESS. Word of the year 2016 is.... 2017. Disponível
em: &lt;https://en.oxforddictionaries.com/word-of-the-year/word-of-the-year2016&gt;. Acesso em: 18 jan. 2017.

�PRIMO, Alex . O aspecto relacional das interações na Web 2.0. E- Compós
(Brasília), v. 9, p. 1-21, 2007. Disponível em:
&lt;http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.
RABIN, Cláudio Goldberg. Me engana que eu posto. Veja, ano 50, v. 2511, n.
1, p. 76-79, 04 jan. 2017.
RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009b.
Disponível em: &lt; http://www.ichca.ufal.br/graduacao/biblioteconomia/v1/wpcontent/uploads/redessociaisnainternetrecuero.pdf &gt;. Acesso em: 18 nov. 2016.
RIPOLL, Leonardo; ARDIGO, Julibio David. Confiabilidade informacional nos
conteúdos online: perfil dos estudantes de Biblioteconomia da UDESC. 2017.
No prelo.
VILICIC, Filipe. Rede de mentiras. Veja, ano 49, v. 2506, n. 48, p. 92-94, 30
nov. 2016..
ZUCKERBERG, Mark. Post na fanpage oficial, em 19 nov. 2016. Disponível
em: &lt;https://www.facebook.com/zuck/posts/10103269806149061?pnref=story&gt;.
Acesso em: 12 dez. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33391">
                <text>ZUMBIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO: A DESINFORMAÇÃO E O CAOS INFORMACIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33392">
                <text>Leonardo Ripoll Tavares Leite</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33393">
                <text>José Claudio Matos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33394">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33395">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33397">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33398">
                <text>O presente trabalho apresenta um panorama do atual contexto informacional, especialmente aquele desenvolvido nas redes sociais com o compartilhamento intenso de notícias. Dentro deste contexto, a popularização de termos como “desinformação”, “pós-verdade” e “fake News” sugere que existe uma “crise” informacional na qualidade dos conteúdos que são disseminados. De fato, a desinformação está plenamente difundida nesse ambiente, o que acaba fazendo com que os indivíduos se informem com notícias falsas ou imprecisas.O comportamento de consumir e disseminar a desinformação sem saber é assim comparado de forma análoga a uma epidemia zumbi – figura folclórica da cultura pop mundial. Assim, pretende-se discutir o contexto informacional contemporâneo utilizando da analogia para alertar sobre seus problemas e buscar soluções possíveis para resolver seus impasses. Este cenário parece ser resultado de algumas características técnicas e sociais da sociedade da informação, como o surgimento web 2.0, a cibercultura e a pós-modernidade. A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica e exploratória. Como possíveis soluções, o trabalho apresenta as recentes iniciativas de fact check, o conceito de “inteligência coletiva” e novos paradigmas envolvendo a Filosofia da Informação e a Ciência da Informação. Enquanto considerações finais, o trabalho enfatiza a importância da reflexão crítica e ética dentro do meio digital para possibilitar a saída desse “caos informacional”.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66810">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2846" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1928">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2846/1960-1977-1-PB.pdf</src>
        <authentication>da3e2257adb1d5fe8b0a63e4d4ffa601</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33390">
                    <text>TEORIA E PRÁTICA SOBRE AS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA
EM INFORMAÇÃO: ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM E DE
VIVÊNCIA COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO

Elizete Vieira Vitorino (UFSC) - elizete.vitorino@ufsc.br
Celine Probst Packer (ufsc) - celine.purnhagen@grad.ufsc.br
Guilherme Goulart Righetto (UFSC) - rghtto@gmail.com
Djuli Machado De Lucca (UFSC) - djuli.mdl@gmail.com
Resumo:
Trata das conexões entre as teorias sobre a competência em informação e, em especial, à
teorização criada por Vitorino e Piantola (2011) sobre as dimensões da técnica, estética, ética
e política para esta competência e, agora relatada sob o recorte da teoria versus prática.
Volta-se também ao ensino e à aprendizagem e Biblioteconomia. Relata a atividade realizada
com alunos de graduação sobre aspectos das teorias associadas à realidade e mais exatamente
em apresentar a ação que se concretiza na prática dos profissionais bibliotecários nas
bibliotecas universitárias. São observações realizadas por alunos de 3ª. fase (um ano e meio
de curso), da disciplina de CIN7306 – Competência em Informação, ofertada no núcleo comum
dos cursos de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC). A realização da atividade permitiu aos alunos reconhecerem
elementos das práticas em teorias. Isto significou que foi possível estabelecer, segundo a
experiência, que há diversas relações entre teoria e prática quando se trata das dimensões da
competência em informação.
Palavras-chave: Competência em informação – ensino e aprendizagem. Dimensões da
competência em informação.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017

1

Introdução

O tema desta pesquisa se refere às conexões entre as teorias sobre a
competência em informação e, em especial, à teorização criada por Vitorino e
Piantola (2011) sobre as dimensões da técnica, estética, ética e política para esta
competência e, agora relatada sob o recorte da teoria versus prática. Trata-se de
identificar na prática diária de trabalho, a dimensão técnica, a dimensão estética; a
dimensão ética) e, a dimensão política. Volta-se também ao ensino e à
aprendizagem e Biblioteconomia.
Para Borges (2007), a teoria está presente em todo o processo de pesquisa:
“uma investigação é iniciada com teoria e é concluída com mais teoria” Para a
autora, “pesquisar é construir teorias ou avançar teorias existentes, já que teorizar é
procurar uma compreensão melhor ou formas mais refinadas de explicar os
fenômenos da realidade.” (BORGES, 2007, p.208).
Nosso investimento, neste momento em que se relata esta atividade realizada
com alunos de graduação, está em apresentar aspectos das teorias associadas à
realidade e mais exatamente em apresentar a ação que se concretiza na prática dos
profissionais bibliotecários nas bibliotecas universitárias. São observações
realizadas por alunos de 3ª. fase (um ano e meio de curso), da disciplina de
CIN7306 – Competência em Informação, ofertada no núcleo comum dos cursos de
Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC)1.
2 Aspectos metodológicos
A abordagem de pesquisa utilizada neste relato é chamada qualitativa e está
vocacionada, segundo Flick (2005, p. 13), para casos concretos, nas suas
particularidades de tempo e de espaço, partindo das manifestações e atividades dos
indivíduos nos seus contextos. Para o autor, alguns traços são característicos desta
abordagem: a) a escolha de teorias, métodos e procedimentos apropriados à
investigação; b) o reconhecimento e a análise de diferentes perspectivas; c) a
reflexão do investigador sobre a investigação, como parte da produção do saber e,
d) a variedade dos métodos e perspectivas (FLICK, 2005, p. 5). A pesquisa realizada
1

Alunos do período noturno: Allan Bezerra, Ana Carolina Vieira Hurtado, Ana Paula Antunes, Bruna Salvan,
Carolina Figueira, Cinara Littig Vilela, Clemilson Rosa, Cristiani Chierighini, Daniel de Mesquita Rosa, Giuseppe
Celebrone Lourenco, Hugo Victor da Silva, José Humberto Takayama Koerich, Juliana Martins Alves, Karoly
Gabriely Martini, Laura Corrêa Pires, Laura Lavinia Sabino do Santos, Leticia Cabral Faraco Meneghel, Lucas
Teixeira Bastos, Maiara da Silva Oliveira, Mariana Xavier de Oliveira, Maryáh Müller Koerich, Michel Fernandes
Zefrino, Nathiele Rodrigues Leopoldo, Patrick Steffen Esnarriaga dos Santos, Rafael Luis da Silva, Samila
Conceição de Brito, Silvane Lemos de Moraes, Thiago Sturdze, Vinicius Rutkowski Bernardes. Alunos do período
matutino: Amanda Amaral Goncalves, Ângela Beatriz da Silveira, Barbara Balbis Garcia, Bernardo Devens
Fraga, Bruna Gabrieli Lago Laudino, Celine Rubia Probst Purnhagen Packer, Deivid Antônio Medeiros, Gabriel
dos Santos, Ingo Ramos, Jaqueline Santina Werlich, Joao Vitor de Souza Penedo, Joceli Padilha, Jonatas
Edison da Silva, Kariny Rodrigues, Lucas Longsvitz Franco, Marcela Gaspar Custódio, Patricia Soares da Silva
Bertotti, Sibelly Maria Cavalheiro, Silvana Ruthes Cassias Pereira, Tatiane Andrade, Vânia Maria Silvano, Willian
Campos da Silva.

�neste relato consiste numa tentativa continuada, sistemática e fundamentada, para
aprimorar a teoria, ou seja, se encaminha para a análise de estruturas e fenômenos
que favorecem discussões e a produção sobre a realidade. Em Tripp (2005)
podemos reconhecer que, ao descrever-se a prática, aprende-se mais no correr do
processo, tanto a respeito da prática quanto da própria investigação: a pesquisa
buscou o reconhecimento de práticas e ações atuais no contexto de uma biblioteca
universitária, vinculando-as e também comparando-as às teorias sobre as
dimensões da competência em informação descritas em Vitorino e Piantola (2011).
Nesse sentido, foi realizada uma atividade de aprendizagem na disciplina de
CIN7306 – Competência em Informação, ofertada na 3ª. fase do núcleo comum dos
cursos de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação. Participaram da
atividade, como observadores das ações desenvolvidas numa biblioteca
universitária, 2 turmas: a primeira delas, do período noturno, cuja atividade foi
realizada na Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
uma segunda turma, do período matutino, cuja atividade foi realizada numa
biblioteca universitária a escolha dos alunos. Uma parcela dos resultados foi
selecionada para ser apresentada neste relato.
3 Relato de experiência
Para os fins deste relato, foi realizada a “atividade de aprendizagem e de
vivência sobre as dimensões da competência em informação: teoria e prática” na
disciplina de CIN7306 – Competência em Informação, ofertada na 3ª. fase do núcleo
comum dos cursos de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação. Os
alunos foram convidados a realizar uma aula “diferente” que se concretizou por meio
de uma aula prática, cujo propósito estava em reconhecer vínculos entre as teorias
sobre as dimensões da competência em informação e as ações numa biblioteca
universitária.
Rios (2006, p. 93-109) caracteriza as dimensões da competência da seguinte
forma: a) dimensão técnica – é o suporte da competência, uma vez que esta se
revela na ação dos profissionais; diz respeito à capacidade de lidar com os
conteúdos – conceitos, comportamentos e atitudes – e à habilidade de reconstruílos; b) dimensão estética – é a percepção sensível da realidade; diz respeito à
presença da sensibilidade e sua orientação numa perspectiva criadora; está
relacionada com o potencial criador e com a afetividade dos indivíduos; esta se
converte em criatividade ao ligar-se estreitamente a uma atividade social significativa
que se aproxima do que se necessita concretamente para o bem social e coletivo; c)
dimensão ética – é a dimensão fundante –diz respeito à orientação da ação, fundada
no princípio do respeito e da solidariedade, na direção da realização de um bem
coletivo; e d) dimensão política – diz respeito ao compromisso político, ou seja, à
participação na construção coletiva da sociedade e ao exercício de direitos e
deveres.
Com vistas a identificar conexões entre teoria versus prática, no quesito
“dimensões da competência em informação”, a atividade foi realizada a partir da
identificação de exemplos e características das dimensões da competência em
informação, utilizando quatro dissertações disponibilizadas para o estudo,
defendidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
(PGCIN) da UFSC (ORELO, 2013; OLIVEIRA, 2014; LUCCA, 2015 e PELLEGRINI,

�2016). Uma parcela dos resultados2 pode ser vista nos quadros 1, 2, 3 e 4, cujo
contexto foi a Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Educação (CED) da
UFSC. Esta observação foi realizada no dia 03 de maio de 2017 no período das
11:50 até às 14:00hs.
Quadro 1: Dimensão técnica da competência em informação: teoria e prática
TEORIA
Oliveira
(2014)

DIMENSÃO TÉCNICA
Nesta dimensão, o
termo técnica pode ser
definido como uma
habilidade ou forma
requerida para a
realização de
determinada ação ou
para a execução de um
ofício (VITORINO;
PIANTOLA, 2011)

EXEMPLO DA TEORIA
Acessar e avaliar a
informação

EXEMPLO NA PRÁTICA
Resolver o problema do usuário, indicar
a localização do livro em outra Biblioteca

Serviço de referência

Bibliotecário como mediador

Domínio das tecnologias

Utilização do auto empréstimo, da
renovação automática e do scanner
disponível para digitalização

Identificar a necessidade
de informação

Indicar um livro ou autor para responder
a uma busca

Fonte: dados obtidos na pesquisa

No quadro 1 é possível perceber que os exemplos da prática representam a
dimensão técnica por meio de ações no contexto da informação: solução de
problemas que exigem habilidades específicas, mediação no uso das tecnologias,
disponibilidade do bibliotecário em atender uma necessidade de informação básica,
ou seja, indicar a localização de um livro em outra biblioteca.
Quadro 2: Dimensão estética da competência em informação: teoria e prática
TEORIA
Orelo
(2013)

DIMENSÃO ESTÉTICA
A experiência estética
está presente em todos
os aspectos da vida
humana, constituindo-se
como fator fundamental
na construção da
subjetividade e
determinante do próprio
caráter do homem
(VITORINO; PIANTOLA,
2011)

EXEMPLO DA TEORIA
Bem-estar social, o
bibliotecário como
mediador entre usuário e
informação

EXEMPLO NA PRÁTICA
Organização e atendimento às
necessidades do usuário
Auxílio do Bibliotecário, disponibilidade
em atender o usuário

Serviços de referência
Estimular no indivíduo o
pensamento crítico
Habilidades,
conhecimento,
criatividade e inovação

Mostrar as várias maneiras e
possibilidades de localizar o que busca
Ambiente organizado, e satisfatório.
Tecnologias disponíveis: renovação on
line, scanner, auto empréstimo

Fonte: dados obtidos na pesquisa

Por meio do quadro 2, percebe-se que os exemplos sobre a dimensão
estética mostram a sensibilidade e disponibilidade do bibliotecário em atender
necessidades de informação, por meio de diversas possibilidades (criatividade), mas
também de um ambiente organizado, e com o uso das Tecnologias da Informação e
comunicação (TIC). Os quadros 3 e 4 apresentam os resultados da atividade
realizada para as dimensões ética e política. Percebe-se, a partir da análise do
quadro 3, que a dimensão ética se expressa na prática por meio da orientação para
o uso responsável da informação e à realização do bem comum. O atendimento
2

Os demais resultados serão divulgados posteriormente em periódico científico da área da Ciência
da Informação.

�imparcial, o bem-estar coletivo e o uso de recursos de senha e de identificaç4ao
para o acesso ao acervo são exemplos disso.
Quadro 3: Dimensão ética da competência em informação: teoria e prática
TEORIA
Pellegrini
(2016)

DIMENSÃO ÉTICA
Esse caráter crítico atribuído à
ética está no cerne da ideia de
competência informacional, já
que o indivíduo que é
efetivamente competente em
informação é capaz de tomar
posição, assumir uma postura
crítica diante de determinadas
informações o que requer, na
maioria das vezes, um
julgamento de valor
(VITORINO; PIANTOLA,
2011)

EXEMPLO DA TEORIA
Igualdade e imparcialidade
na relação com o usuário

EXEMPLO NA PRÁTICA
Atendimento imparcial aos
usuários

Propriedade intelectual

Fazer o empréstimo do livro

Trabalho de qualidade

Bem-estar coletivo entre
colegas e usuários

Cabe ao estudante
também seguir normas e
leis com relação ao acesso
e uso da informação

Identificação e utilização de
senhas para empréstimo de
livros

Fonte: dados obtidos na pesquisa

Da análise do quadro 4, que se refere à dimensão política da competência em
informação, constata-se na prática que a ação se dá no coletivo: a biblioteca do CED
concede espaço para convívio e compartilhamento de ideias e é aberta à
comunidade, favorecendo o exercício da cidadania.
Quadro 4: Dimensão política da competência em informação: teoria e prática
TEORIA
Lucca
(2015)

DIMENSÃO POLÍTICA
A cidadania, como atividade
que visa a um bem comum,
articula-se
diretamente com o conceito de
política (VITORINO;
PIANTOLA, 2011)

EXEMPLO DA TEORIA
Coletividade,
compartilhamento de
experiências

EXEMPLO NA PRÁTICA
Estudantes trabalham em grupo
compartilhando conhecimento

Convívio social (troca
de informações)

O convívio social acontece
entre usuários e funcionários da
Biblioteca
Proatividade no atendimento ao
usuário

Olhar além das
necessidades do
indivíduo
Exercício de Cidadania

A Biblioteca setorial do CED é
aberta à comunidade

Fonte: dados obtidos na pesquisa

As conexões entre as dimensões da competência em informação
apresentadas por Vitorino e Piantola (2011) versus a prática em bibliotecas
universitária são visíveis: a prática diária de trabalho mostrou que as dimensões
técnica, estética, ética e política se efetivam. Se a informação e a prática diária de
trabalho comportam diversos níveis de complexidade, constata-se, por meio deste
trabalho que a competência para lidar com esta demanda é multifacetada. Deste
modo, técnica, estética, ética e política constituem as bases sobre as quais se dá a
competência necessária para agir significativamente na realidade da biblioteca
universitária.
4 Considerações finais
A realização da atividade permitiu aos alunos reconhecerem elementos das

�práticas em teorias. Isto significou que foi possível estabelecer, segundo a
experiência, que há diversas relações entre teoria e prática quando se trata das
dimensões da competência em informação. Estudos futuros, podem identificar tais
relações noutros tipos de bibliotecas e noutras teorias, o que significará estabelecer
parâmetros de comparação daquilo que se apresenta como abstrato com aquilo que
se efetiva como concreto. A identificação e análise das quatro dimensões da
competência em informação permite clarificar aspectos complexos da informação e
da competência e auxilia a aprimorar as atividades diárias de uma biblioteca
universitária.
Referências
BORGES, Regina Maria Rabello (org.). Filosofia e história da ciência no contexto da
Educação em ciências: vivências e teorias. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. Disponível
em: &lt;https://books.google.pt/books?id=ceB-udmFo6AC&amp;pg=PA208&amp;dq=sobre+a+teoriza
%C3% A7%C3%A3o+na+ci%C3%AAncia&amp;hl =pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=0CEsQ6AEwCWoVChMI
xrnrr 8flyAIVAzoUCh2RzQGC#v=onepage&amp;q=sobre%20a%20teoriza%C3%A7%C3%A3o%
20na%20ci%C3%AAncia&amp;f=false&gt;. Acesso em 02 nov. 2015.
FLICK, Uwe. Métodos qualitativos na investigação científica. Lisboa: Monitor, 2005.
LUCCA, Djuli Machado de. A Dimensão Política da Competência Informacional: Um
estudo a partir das necessidades informacionais de idosos. 2015. 287 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Pós-graduação em Ciência da Informação, Ciência da Informação,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/158842/337185.pdf;sequence=
1&gt;. Acesso em: 03 maio 2017.
PELLEGRINI, Eliane Pellegrini. A Dimensão Ética da Competência em Informação: A
experiência narrada dos Bibliotecários do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Santa Catarina (IFSC). 2016. 301 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Pósgraduação em Ciência da Informação, Ciência da Informação, Universidade Federal de
Santa Catarina, Florianópolis, 2016. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/167928&gt;. Acesso em: 03 maio 2017.
OLIVEIRA, Alexandre Pedro de. A Dimensão Técnica da Competência Informacional:
Estudo com Bibliotecários de Referência das Bibliotecas Universitárias da Grande
Florianópolis, SC. 2014. 205 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Pós-graduação em
Ciência da Informação, Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, 2014. Disponível em: &lt;https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/129176&gt;.
Acesso em: 03 maio 2017.
ORELO, Eliane Rodrigues Mota. A Dimensão Estética (sensível) da Competência
Informacional. 2013. 201 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Pós-graduação em Ciência
da Informação, Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, 2013. Disponível em: &lt;https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/122792&gt;.
Acesso em: 03 maio 2017.
RIOS, T. A. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. 6 ed. São
Paulo: Cortez, 2006.
VITORINO, Elizete Vieira; PIANTOLA, Daniela. Dimensões da competência informacional.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.40, n.1, p.99-110, jan./abr., 2011. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1328&gt;. Acesso em: 31 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33380">
                <text>TEORIA E PRÁTICA SOBRE AS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM E DE VIVÊNCIA  COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33381">
                <text>Elizete Vieira Vitorino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33382">
                <text>Celine Probst Packer</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33383">
                <text>Guilherme Goulart Righetto</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33384">
                <text>Djuli Machado De Lucca</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33385">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33386">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33388">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33389">
                <text>Trata das conexões entre as teorias sobre a competência em informação e, em especial, à teorização criada por Vitorino e Piantola (2011) sobre as dimensões da técnica, estética, ética e política para esta competência e, agora relatada sob o recorte da teoria versus prática. Volta-se também ao ensino e à aprendizagem e Biblioteconomia. Relata a atividade realizada com alunos de graduação sobre aspectos das teorias associadas à realidade e mais exatamente em apresentar a ação que se concretiza na prática dos profissionais bibliotecários nas bibliotecas universitárias. São observações realizadas por alunos de 3ª. fase (um ano e meio de curso), da disciplina de CIN7306 – Competência em Informação, ofertada no núcleo comum dos cursos de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A realização da atividade permitiu aos alunos reconhecerem elementos das práticas em teorias. Isto significou que foi possível estabelecer, segundo a experiência, que há diversas relações entre teoria e prática quando se trata das dimensões da competência em informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66809">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2845" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1927">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2845/1959-1976-1-PB.pdf</src>
        <authentication>cadc6ac182931f6469fcd21cf3394b97</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33379">
                    <text>TemaTres e a construção de tesauros: aspectos de aplicabilidade
para o profissionald a informação

Rejane Galdino (IFSP) - rejanegaldino@gmail.com
Deise Maria Antonio Sabbag (USP) - deisesabbag@usp.br
Resumo:
O desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) mudou o cenário do
mercado de trabalho do profissional bibliotecário, imprimindo novas exigências, habilidades e
competências. As mudanças devido à incorporação das TIC's vem exigindo uma
reconfiguração do ensino de Biblioteconomia no Brasil por ter impactado a grade curricular do
curso. As disciplinas na área de Representação Temática foram algumas das afetadas pelas
mudanças tecnológicas. A Representação Temática é responsável pelo sucesso da recuperação
da informação através de uma indexação de qualidade. Os tesauros são importantes
ferramentas para o processo de indexação. O uso de um software para a construção de
tesauros torna seu ensino mais eficiente. Através de uma pesquisa exploratória com
características de estudo de caso pretende-se verificar a aplicabilidade do software TemaTres
para as disciplinas de construção de tesauros dos cursos de Biblioteconomia. Conclui-se que o
TemaTres é um excelente software para uso em sala de aula, tendo uma interface simples, seu
uso livre e possuindo muitos recursos para incrementar o tesauro e enriquecer a experiência
prática dos estudantes com a construção de tesauro, apresenta somente problemas em relação
à instalação.
Palavras-chave: Construção de Tesauros. TemaTres. Ensino de Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução
O desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's)
mudou o cenário do mercado de trabalho do profissional bibliotecário, imprimindo
novas exigências, habilidades e competências, bem como solicitando por
consequência uma nova reconfiguração das metodologias de ensino nos cursos
de Biblioteconomia no Brasil.
Essas mudanças tecnológicas afetaram, no decorrer dos anos, as
disciplinas dos cursos de Biblioteconomia exigindo inovações. No bojo dessas
mudanças temos as disciplinas da área de Representação Temática, que
“refere-se ao conteúdo informacional dos documentos e permite a identificação do
tema ou do assunto a que se refere”(SOUSA, BANDEIRA, SILVA, 2012, p. 126). A
indexação é um dos procedimentos da representação temática e a sua qualidade
depende dos métodos e ferramentas utilizadas.
Considerando-se o grande volume de informação e as divergências
linguísticas existentes no Brasil, no processo de indexação é indicado a utilização
de vocabulários controlados, que são instrumentos utilizados para tornar
consistentes os processos de organização, representação e recuperação da
informação

(FUJITA,

2009).

Os

tesauros

são

vocabulários

controlados

amplamente utilizados no campo de organização do conhecimento, sendo que ele
delimita a linguagem específica de um campo do conhecimento, por exemplo,
tesauro da Agronomia, da Medicina, da Biblioteconomia.
Os tesauros são uma das linguagens documentárias mais utilizadas e que
sofreram maior impacto das TIC's, tornando-se indispensável para uma indexação
efetiva. Portanto, o seu ensino nos cursos de Biblioteconomia deve ser consistente
e de qualidade. Uma das ferramentas que pode ser inserida no plano das
disciplinas de construção de tesauros é o software TemaTres, que “permite

�gerenciar, publicar, compartilhar e reutilizar ontologias, taxonomias, tesauros e
listas de valores” (GRUPO DE PESQUISAS SOBRE TECNOLOGIAS PARA
GESTÃO DA INFORMAÇÃO, s.d., pag. ​web​).
Considerando-se o exposto, este trabalho tem por ​objetivo geral
apresentar a aplicabilidade do software TemaTres nas disciplinas de construção
de tesauros dos cursos de Biblioteconomia no Brasil, desenvolvendo uma
proposta didática para tal aplicação.
O desenvolvimento do trabalho ​justifica-se pela necessidade em
preencher a lacuna existente sobre a temática do software TemaTres e seu uso
em sala de aula. Além disso, a partir deste trabalho busca-se contribuir para uma
educação biblioteconômica de qualidade e com uma maior aplicação prática da
teoria ensinada.
Método da pesquisa
A partir do objetivo geral traçado este trabalho classifica-se como uma
pesquisa exploratória, que de acordo com Gil (2002) pretende proporcionar uma
maior familiaridade com o problema, envolvendo muitas vezes o levantamento
bibliográfico, o método de entrevistas (com pessoas que possuam conhecimento
prático da temática) e também análise de exemplos que proporcionem uma maior
compreensão do tema trabalhado.
Além disso, considerando-se que a proposta baseia-se em uma
metodologia já aplicada em sala de aula e tem como base observações realizadas
durante sua aplicação, é possível afirmar que este trabalho possui características
de estudo de caso, que "consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou
poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento”
(GIL, 2002, p. 54). Portanto, é possível dividir a pesquisa em 3 fases:
1. Seleção de um software: a partir da turma de 2014 da disciplina de “Linguagens
Documentárias: construção de tesauros”, do curso de Biblioteconomia, Ciências
da Informação e da Documentação, da Universidade de São Paulo, foi possível
verificar dificuldades em construir um tesauro e entender a sua funcionalidade sem

�o auxílio de um software. Deste modo, para o oferecimento da disciplina no ano
seguinte, foi estudado e selecionado o software TemaTres para uso em sala de
aula, que é de uso livre, ou seja, não é necessário pagar sua licença.
2. Observação de problemas: no ano de 2015 o TemaTres passou a ser usado em
sala de aula para construção prática de tesauros. Durante 2 anos de uso do
TemaTres em sala de aula verificou-se quais eram os maiores problemas do
software e dos alunos em relação ao seu uso.
3. Levantamento Bibliográfico: verificou-se a existência de estudos científicos
sobre o software TemaTres e sua relação com o ensino de Biblioteconomia.
Resultados e Discussão
A partir da metodologia aplicada verificou-se que a seguinte proposta
apresentou resultados satisfatórios no oferecimento da disciplina “Linguagens
Documentárias: construção de tesauros”:
1) Trabalho na literatura de levantamento das categorias e termos: compreende a
primeira etapa para a construção do tesauro. Os alunos precisam selecionar as
fontes de informação das quais irão retirar os temas para o tesauro. Ressalta-se
que é de extrema importância que os alunos tenham domínio sob o tema que
selecionarem para construir o tesauro.
2) Confecção das fichas terminológicas: para que entendem os relacionamentos
entre os termos e as relações existentes dentro de um tesauro, os alunos
preenchem fichas terminológicas (conforme Figura 1)para cada termo de seu
tesauro.

�Figura 1: Ficha Terminológica

Fonte: Elaborada pelas autoras

3) Criar o tesauro no software: nesta etapa os alunos irão inserir no software todas
as informações que preencheram na ficha terminológica.
4) Índice alfabético e Índice Sistemático (pode utilizar o produzido pelo software):
além de possuir uma interface simples e intuitiva, o software emite relatórios em
que é possível verificar, por exemplo, todos os termos inseridos no sistema.
5) Criar mapa conceitual: a criação do mapa conceitual permite uma visão mais
geral de todos os termos do tesauro. Esse mapa conceitual é feito em aplicativos
ou site online próprios para tal desenvolvimento.
6) Entregar trabalho escrito: o trabalho escrito é uma forma de avaliar se o aluno
compreendeu todas as etapas da construção de um tesauro e assimilou o
conteúdo teórico da disciplina também. O trabalho escrito é composto por

�apresentação do tema, introdução (contendo objetivos, justificativa e metodologia),
parte sistemática, parte alfabética, fontes consultadas e em anexo todas as fichas
terminológicas.
7) Vídeo demonstrativo: o vídeo faz parte da etapa de apresentação do tesauro e
é usado como uma forma de ilustrar para a turma o que foi produzido durante a
disciplina. Além disso, como cada aluno ou dupla de alunos faz sobre um tema, o
vídeo facilita o entendimento dos demais estudantes sobre o tema que está sendo
tratado.
Considerações Finais
​A

partir da proposta de utilização do software TemaTres podemos afirmar

que sua aplicação em sala de aula beneficia o aprendizado dos estudantes de
Biblioteconomia, permitindo que possuam uma experiência prática na construção
de tesauros.
Em relação ao software, o seu maior problema é a instalação,
especialmente quando a intenção é configurar um computador para funcionar
como servidor, existindo a falta de tutoriais atualizados.

Referências
FUJITA, M. S. L. (org.). ​A indexação de livros:​ a percepção de catalogadores e
usuários de bibliotecas universitárias. Um estudo de observação do contexto
sociocognitivo com protocolos verbais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São
Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. 149 p.
GIL, A. C. Co​mo elaborar projetos de pesquisa​. 4.ed. São Paulo Atlas, 2002.
GRUPO DE PESQUISAS SOBRE TECNOLOGIAS PARA GESTÃO DA
INFORMAÇÃO. TemaTres. Disponível em:
&lt;http://labcoat.ibict.br/portal/?page_id=238&gt;. Acesso em: 19 jun. 2017.
SOUSA, D. E. L. de; BANDEIRA, P. M.; SILVA, M. B. da. A representação
temática em documentos arquivísticos: o caso da indexação documental realizada
pelos alunos de Arquivologia da UFPB. ​InCID​: Revista da Ciência da Informação e
Documentação, Ribeirão Preto, v. 3, n. 2, jul./dez. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/48657&gt;. Acesso em 14 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33371">
                <text>TEMATRES E A CONSTRUÇÃO DE TESAUROS: ASPECTOS DE APLICABILIDADE PARA O PROFISSIONALD A INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33372">
                <text>Rejane Galdino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33373">
                <text>Deise Maria Antonio Sabbag</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33374">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33375">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33377">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33378">
                <text>O desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) mudou o cenário do mercado de trabalho do profissional bibliotecário, imprimindo novas exigências, habilidades e competências. As mudanças devido à incorporação das TIC's vem exigindo uma reconfiguração do ensino de Biblioteconomia no Brasil por ter impactado a grade curricular do curso. As disciplinas na área de Representação Temática foram algumas das afetadas pelas mudanças tecnológicas. A Representação Temática é responsável pelo sucesso da recuperação da informação através de uma indexação de qualidade. Os tesauros são importantes ferramentas para o processo de indexação. O uso de um software para a construção de tesauros torna seu ensino mais eficiente. Através de uma pesquisa exploratória com características de estudo de caso pretende-se verificar a aplicabilidade do software TemaTres para as disciplinas de construção de tesauros dos cursos de Biblioteconomia. Conclui-se que o TemaTres é um excelente software para uso em sala de aula, tendo uma interface simples, seu uso livre e possuindo muitos recursos para incrementar o tesauro e enriquecer a experiência prática dos estudantes com a construção de tesauro, apresenta somente problemas em relação à instalação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66808">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2844" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1926">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2844/1958-1975-1-PB.pdf</src>
        <authentication>bc32f30b811b4bb813b35f253e09b5f5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33370">
                    <text>Revista ACB: a divulgação científica no Facebook
Eduardo Silveira (UFSC) - edusilveira1985@gmail.com
Priscila Machado Borges Sena (UFSC) - priscilasena.ufsc@gmail.com
Evandro Jair Duarte (UFSC) - dujaev@gmail.com
Resumo:
Apresenta-se neste relato as estratégias de divulgação das publicações da Revista ACB por
meio de sua Fanpage no Facebook. O estudo é caracterizado como exploratório descritivo,
visto que explora a Fanpage da Revista ACB e descreve os resultados das postagens
realizadas. A partir da periodicidade de três fascículos por ano foi atribuído para cada
fascículo de 2016 uma estratégia de divulgação diferente, com a finalidade de encontrar a
melhor maneira de divulgação para os próximos fascículos. Dessa forma, o processo de
divulgação iniciou-se em 17 de agosto de 2016 e foi finalizado em 30 de maio de 2017.
Constatou-se que o alcance e ações identificadas ocorreram tanto em temas contemporâneos
da área como em temas emergentes, o que certifica a importância da revista para diferentes
tendências da área da Biblioteconomia, bem como da Ciência da Informação. Verificou-se que
as mídias sociais, neste caso o Facebook, podem contribuir para potencializar a divulgação
científica, e por consequência a disseminação da informação e do conhecimento de e para os
profissionais atuantes no mercado de trabalho.
Palavras-chave: Divulgação Científica. Facebook. Mídias Sociais. Revista ACB.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 Introdução
A Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina desde 1996 publica
pesquisas, relatos de experiências, resenhas, artigos de profissionais, professores,
estudantes e pesquisadores. Trata-se de uma revista científica da área da
Comunicação e Informação com estrato Qualis B2 na Capes (CAPES, 2017).
Pode ser considerada um relevante meio de publicação científica, uma vez que
apresenta o modelo de avaliação por pares e se compromete a divulgar trabalhos
inéditos de cunho científico, com o objetivo a contribuir para área e fortalecer a classe
bibliotecária, bem como a grande área da Ciência da Informação.
Com o intuito de aumentar a divulgação das ações promovidas pelo periódico,
no início de 2016, a equipe editorial percebeu a necessidade de criar estratégias de
divulgação das publicações da revista por meio de sua Fanpage no Facebook, visto
que o índice de curtidas, que na época era de 297 curtidas (pessoas que curtiram a
página) permanecia estável sem nenhum crescimento nos últimos meses.
A partir da periodicidade de três fascículos por ano foi atribuído para cada
fascículo de 2016 uma estratégia de divulgação diferente, com a finalidade de
encontrar a melhor maneira de divulgação para os próximos fascículos. Dessa forma,
o processo de divulgação iniciou-se em 17 de agosto de 2016 e foi finalizado em 30
de maio de 2017.
Posto isso, o relato apresentado baseia-se em um estudo exploratório
descritivo, visto que explora a Fanpage da Revista ACB e descreve os resultados das
postagens realizadas. Para tanto, na sequência são detalhados os resultados e
discussão sobre eles.
2 Resultados e Discussão
O fascículo um de 2016 teve como estratégia de divulgação três postagens por
artigo, relato de pesquisa ou relato de experiência, ao longo de três dias seguidos
cada um. Neste fascículo foram utilizados todos os dias da semana para divulgação,
de segunda-feira a segunda-feira, no período de 17 de agosto de 2016 a 18 de
outubro de 2016, entre 19h e 23h.
O primeiro fascículo do referente ano de estudo teve 21 documentos
publicados, compondo ao todo um conjunto de 63 postagens na Fanpage da revista.
As 63 postagens tiveram um alcance de 22076 visualizações, que resultou em 633
tipos de ações (curtidas, comentários, compartilhamentos, cliques em publicação).
Estatisticamente resultou numa média aproximadamente de 350 alcances e 10 ações
por postagem.

�2

Individualmente o documento que obteve maior alcance e maiores ações em
uma única postagem foi o artigo escrito por Santa Anna, Calmon e Oliveira (2016),
que analisa a temática da representação documentária em 12 bibliotecas diferentes
recebeu em uma postagem o alcance de 990 perfis e 70 ações.
Somando as três postagens de cada documento, com 1598 de alcance, o relato
de experiência de Burin (2016), foi o mais visualizado. O relato teve como pauta as
ações que o grupo de bibliotecários da região serrana de Santa Catarina realizou
entre os anos de 2012 e 2015.
Já o documento que recebeu o maior número de ações nas três postagens foi
o artigo que aborda a música como fonte de informação dentro da biblioteca escolar
de Sales e Sartori (2016). Este artigo recebeu 81 ações, totalizando uma média de 27
ações por postagem.
O fascículo dois de 2016 também teve como estratégia de divulgação três
postagem por artigo, relato de pesquisa ou relato de experiência. Nesta estratégia as
postagens de cada artigo foram sempre na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira,
no período de 21 de novembro de 2016 a sete de janeiro de 2017, entre 13h e 19h.
O segundo fascículo teve em divulgação na Fanpage oito documentos, que
resultou em 24 postagens. Em termos de alcance as 24 postagens somaram 9243
visualizações, que resultou em 156 ações dos indivíduos do facebook. Este resultado
mostrou que a média de alcance nas postagens foi maior no segundo fascículo com
aproximadamente 385 ações por postagem. Já a média de ações por postagem no
segundo número de 2016 diminuiu para aproximadamente 7 ações a cada nova
inserção de conteúdo dos artigos na Fanpage da revista.
O documento que teve o maior alcance em uma postagem (615 visualizações)
também foi o documento que recebeu o maior alcance no somatório de três postagens
(1572 visualizações). De autoria de Oliveira e Mello (2016), o artigo versa sobre a
qualidade de vida no trabalho em uma biblioteca universitária.
O maior índice de ações em uma única postagem, no total de 25, foi no relato
de pesquisa de Costa, L. et al (2016), que analisa o uso das mídias sociais em
periódicos da área da Ciência da Informação.
Já a maior concentração de ações somando as três postagens foi no relato de
experiência de Fonseca e Azevedo (2016) que relata a Biblioterapia no Projeto
Criando Sorrisos em uma instituição de Portugal. Com 30 ações o relato teve média
de 10 por postagem, três ações a mais que a média total do fascículo dois.
O terceiro número do ano de 2016 foi resultante do 34º Painel Biblioteconomia
em Santa Catarina. A estratégia atribuída para a divulgação ocorreu apenas com uma
postagem de cada artigo publicado devido a quantidade de documentos. Os dias
selecionados para a divulgação foram os de segunda-feira a sábado, no período de
18 de abril de 2017 a 30 de maio de 2017, todos lançados às 14h.
Foram divulgados 37 documentos em 37 postagens, que totalizaram em um
alcance de 17877 visualizações, que originaram 562 ações. Esse resultado superou
a média dos dois primeiros fascículos, sendo uma média de alcance por postagem de
aproximadamente 483 visualizações e de 15 ações por postagem. Evidencia-se
assim, o crescimento de interações dos indivíduos com a página.

�3

O artigo de Costa et al (2016) que apresentou um diagnóstico das bibliotecas
prisionais em Santa Catarina foi o artigo com mais alcance e ações, com 3618
visualizações e 213 ações (curtidas, compartilhamentos, comentários, cliques).
3 Considerações Finais
Por meio deste estudo, constata-se que o alcance e ações identificadas
ocorreram tanto em temas contemporâneos da área como em temas emergentes, o
que certifica a importância da revista para diferentes tendências da área da
Biblioteconomia, bem como da Ciência da Informação.
Ao todo ocorreram 49196 visualizações e 1351 ações em apenas 124
postagens. Esse resultado também pode ser visto no progresso da página que de 297
seguidores antes do processo de divulgação aumentou para 647 seguidores, ou seja,
um aumento de aproximadamente 118%.
Verifica-se dessa forma, que as mídias sociais, neste caso o Facebook, podem
contribuir para potencializar a divulgação científica, e por consequência a
disseminação da informação e do conhecimento de e para os profissionais atuantes
no mercado de trabalho.

Referências
BURIN, Camila Koerich. Grupo de Bibliotecários da Serra Catarinense: concepções
e ações. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 21,
n. 1, p. 224-233, dez./mar. 2016. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1120&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

CAPES. Qualis Periódicos. Disponível em:
&lt;https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQu
alis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf&gt;. Acesso em: 22 jun. 2017.
COSTA, L. et al. O uso de mídias sociais por revistas científicas da área da Ciência
da Informação para ações de Marketing Digital. Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 338-358, abr./jul. 2016. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1159&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.
COSTA, A. et al. Bibliotecas prisionais catarinenses e a ausência do bibliotecário.
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 21, n. 3, p.
874-885, ago./nov. 2016. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1256&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.
FONSECA, Karla Haydê Oliveira; AZEVEDO, Fernando. Biblioterapia: relato de ume
experiência no Lar de Idoso em Braga - Portugal. Revista ACB: Biblioteconomia
em Santa Catarina, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 381-389, abr./jul. 2016. Disponível
em: &lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1166&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

�4

OLIVEIRA, Eunice Câmara de; MELLO, Josiane. Qualidade de vida no trabalho: um
estudo realizado numa biblioteca universitária do Rio Grande do Norte. Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 21, n. 2, p. 270-293,
abr./jul. 2016. Disponível em: &lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1147&gt;.
Acesso em: 15 jul. 2017.
SALES, Fernanda de; SARTORI, Ademilde Silveira. Música como fonte de
informação na escola: contribuições da biblioteca escolar. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 89-10, dez./mar.
2016. Disponível em: &lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1156&gt;. Acesso
em: 15 jul. 2017.
SANTA ANNA, Jorge; CALMON, Maria Aparecida de Mesquita; CAMPOS, Suelen
de Oliveira. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.
21, n. 1, p. 61-75, dez./mar. 2016. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1151&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33361">
                <text>REVISTA ACB: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO FACEBOOK</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33362">
                <text>Eduardo Silveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33363">
                <text>Priscila Machado Borges Sena</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33364">
                <text>Evandro Jair Duarte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33365">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33366">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33368">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33369">
                <text>Apresenta-se neste relato as estratégias de divulgação das publicações da Revista ACB por meio de sua Fanpage no Facebook. O estudo é caracterizado como exploratório descritivo, visto que explora a Fanpage da Revista ACB e descreve os resultados das postagens realizadas. A partir da periodicidade de três fascículos por ano foi atribuído para cada fascículo de 2016 uma estratégia de divulgação diferente, com a finalidade de encontrar a melhor maneira de divulgação para os próximos fascículos. Dessa forma, o processo de divulgação iniciou-se em 17 de agosto de 2016 e foi finalizado em 30 de maio de 2017. Constatou-se que o alcance e ações identificadas ocorreram tanto em temas contemporâneos da área como em temas emergentes, o que certifica a importância da revista para diferentes tendências da área da Biblioteconomia, bem como da Ciência da Informação. Verificou-se que as mídias sociais, neste caso o Facebook, podem contribuir para potencializar a divulgação científica, e por consequência a disseminação da informação e do conhecimento de e para os profissionais atuantes no mercado de trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66807">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2843" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1925">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2843/1957-1974-1-PB.pdf</src>
        <authentication>130736c58de837d298a02be43d66594a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33360">
                    <text>RETRATOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BIBLIOMAR
Cláudia Abreu Pecegueiro (UFMA) - clpecegueiro@hotmail.com
Valdirene Pereira da Conceição (UFMA) - cvaldireneufma@gmail.com
Resumo:
O periódico científico na tradução de uma realidade por seus artigos. Trata-se de um estudo
sobre o periódico Bibliomar, revista laboratório da disciplina Política Editorial, do Curso de
Biblioteconomia, da Universidade Federal do Maranhão. Objetiva analisar as temáticas mais
recorrentes nos 102 artigos publicados no periódico, a partir de 2002 até 2016 a fim de
retratar suas relações com eixos e núcleos estruturantes que compõem o currículo do curso.
Trata-se de um estudo exploratório, de caráter analítico-descritivo, cujas abordagens adotadas
foram a quantitativa e qualitativa usa como técnica a análise de conteúdo a partir da ficha de
análise. Como resultado detectou-se uma massiva concentração da produção de 71 artigos no
eixo 2, formado por disciplinas processamento e tecnologia da informação e gestão e
organização dos produtos e serviços informacionais em detrimento dos demais eixos que
totalizaram somente 31 artigos o que refletem uma maior motivação dos autores por temas
das áreas mais específicas do Curso.
Palavras-chave: Comunicação Científica. Periódico Científico. Revista Bibliomar.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RETRATOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BIBLIOMAR
INTRODUÇÃO
A disseminação e a socialização da informação permitem a renovação, bem
como a geração de novos saberes, o estímulo de novas pesquisas, e assim, fazer com
que transformações na realidade ocorram. A comunicação científica é possuidora de
características específicas, e agrega valores da própria comunidade científica
(TARGINO, 2000).
Dentre os meios de comunicação científica, sejam eles formais ou informais, ora
relatados, o periódico científico se destaca como uma das fontes mais importantes para
a comunidade científica, uma vez que surgiu como meio funcional por permitir às
sociedades científicas, não apenas o incentivo às pesquisas, mas pelo fato de traçar
um fluxo informacional científico, seja em contexto nacional ou internacional (OLIVEIRA,
1996).
Graças aos periódicos as pesquisas são formalizadas e se tornam do
conhecimento de todos, bem como permite a comunicação entre os cientistas.
Consolidou-se como um canal ágil, rápido e sobretudo como ente disseminador de
novos saberes, transformando-se fundamental para o reconhecimento dos cientistas.
Desse modo, é considerado como o “arquivo oficial” da comunidade científica, uma vez
que depende de avaliação e crítica prévias, por parte de editores e bancas de
especialistas, conferindo-se por sua referência como uma base sólida para a ciência
(OLIVEIRA, 1996).
Os periódicos são capazes de criar um senso de legitimidade para o campo
científico, uma vez que são entes que definem sua natureza e legitimam o
conhecimento produzido em meio acadêmico, e os levam para além dos muros das
instituições de ensino superior. Considerando os argumentos até aqui citados,
emergem-se os seguintes questionamentos: Quais as temáticas mais recorrentes nos
artigos publicados na Revistas Bibliomar? Dentro das produções analisadas, é possível
apontar tendências e relações com eixos e núcleos estruturantes do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão?

�MÉTODO DA PESQUISA
Trata-se de um estudo exploratório, de caráter analítico-descritivo, cujas
abordagens adotadas foram a quantitativa, quando da necessidade de se mensurar e
quantificar as produções da primeira à última edição da Revista Bibliomar, e também
qualitativa, tendo em vista a discussão e análise acerca dos estudos no ensino de
Biblioteconomia e também da produção discente no periódico (PRODANOV; FREITAS,
2013; GIL, 2002). Trata-se de uma revista laboratório da disciplina Política Editorial, do
Curso de Biblioteconomia, da Universidade Federal do Maranhão
Nesse sentido, foram mapeadas todas as produções publicadas na Revista
Bibliomar, no intuito de identificar as tendências temáticas investigadas, bem como a
relação destas com as disciplinas que compõem o próprio currículo do Curso. Na
perspectiva de analisar as produções, foi elaborado um instrumento, ficha de análise,
onde foram listados variáveis como: título, assunto, e eixos e núcleos estruturantes
componentes do currículo do Curso de Biblioteconomia.
A técnica adotada foi a análise de assunto, que segundo Bardin (2009), é
composta por procedimentos que permitem o levantamento de indicadores, tanto
quantitativos, quanto qualitativos, possibilitando a inferência de conhecimento. Acentuase ainda que, nesta investigação, adotaram-se os critérios semânticos e léxicos da
análise de assunto, tendo em vista os aspectos que se desejam investigar.
RESULTADOS
O Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão, nos seus 50
de história já adotou 4 currículos norteadores da formação do profissional, sempre
obedecendo às diretrizes nacionais.

O currículo atual foi aprovado pela resolução

nº521- CONSEPE de 15 de março de 2007. A estrutura curricular do Curso está
organizada por 3 eixos, com conteúdos articulados em 6 núcleos estruturantes os quais
são compostos por 44 disciplinas perfazendo a carga horária de 780 horas . O eixo 1 –
Biblioteconomia e ciências interdisciplinares; eixo 2 – construção das práticas
profissionais e eixo 3 – construção das práticas de pesquisa e atividades profissionais.
A revista Bibliomar, objeto desta pesquisa, teve sua primeira edição no ano de
2012, sempre com a orientação/supervisão do professor da disciplina Política Editorial e
apoio dos demais professores do Departamento de Biblioteconomia. Cabe ressaltar que
a referida revista serve como laboratório prático da disciplina e aos alunos compete
elaborar o planejamento, a execução e o lançamento da revista.

�Quando da distribuição dos artigos por eixo foram contabilizados no eixo 1
Biblioteconomia e ciências interdisciplinares 28 artigos. Com maior incidência o eixo 2,
construção das práticas profissionais, que totaliza 71 artigos e com apenas 3 artigos o
eixo 3 que versa sobre construção das práticas de pesquisa e atividades profissionais.
Ressalta-se que a prática da disciplina atende ao objetivo geral do curso que é
“Graduar Bibliotecários com competências humanas técnicas e sócio políticas[...]”
(UFMA, 2007, p. 18), auxiliando-o a repensar a informação como elemento dinâmico e
transformador.
DISCUSSÃO
Seguindo com o objetivo da pesquisa que é analisar as temáticas mais
recorrentes nos artigos publicados e a relações com eixos e núcleos estruturantes,
percebe-se que a concentração da produção dos 71 artigos no eixo 2, se deve talvez
ao fato de ser esse eixo ser formado por disciplinas mais específicas da área que
tratam de estudos sobre processamento e tecnologia da informação e gestão e
organização dos produtos e serviços informacionais. Os demais artigos centrados nos
eixos 1 e 3 totalizam 31 textos. Atribui-se a esse quantitativo significativamente menor
por ser composto de núcleos transversais ou interdisciplinares os quais não têm
motivado grandes pesquisas.
CONCLUSÕES
O trabalho “Retratos dos artigos publicados na revista Bibliomar”, buscou
compreender em um primeiro momento a relação dos artigos publicados com os eixos e
núcleos estruturantes do curso de biblioteconomia por entender que se trata de um
laboratório onde os alunos da disciplina Política Editorial exercitam a condição de editor
e juntamente com os demais alunos do Curso a possibilidade de serem autores nesse
periódico.
A alta incidência de artigos pertencentes ao eixo 2 convida a novas pesquisas
que permitam desvelar essa tendência. Firma-se o compromisso das pesquisadoras em
avançar nesse estudo.
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2009. 225 p.

�GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2002. 176 p.
OLIVEIRA, Marlene de. Canais formais de comunicação do conhecimento antropológico
produzido no Brasil. Ciência da informação, Brasília. V.5, n.3, p. 368-372,
set./dez.1996.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho
cientifico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho científico. 2. ed. Novo
Hamburgo: Feevale, 2013. 277 p.
TARGINO, M. das G. Comunicação científica: uma revisão de seuselementos básicos.
Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 10, n. 2, 2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Pró-Reitoria de Ensino. Centro de
Ciências Sociais. Departamento de Biblioteconomia. Projeto Político Pedagógico do
Curso de Biblioteconomia, São Luís, 2007.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33352">
                <text>RETRATOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BIBLIOMAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33353">
                <text>Cláudia Abreu Pecegueiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33354">
                <text>Valdirene Pereira da Conceição</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33355">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33356">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33358">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33359">
                <text>O periódico científico na tradução de uma realidade por seus artigos. Trata-se de um estudo sobre o periódico Bibliomar, revista laboratório da disciplina Política Editorial, do Curso de Biblioteconomia, da Universidade Federal do Maranhão. Objetiva analisar as temáticas mais recorrentes nos 102 artigos publicados no periódico, a partir de 2002 até 2016 a fim de retratar suas relações com eixos e núcleos estruturantes que compõem o currículo do curso. Trata-se de um estudo exploratório, de caráter analítico-descritivo, cujas abordagens adotadas foram a quantitativa e qualitativa usa como técnica a análise de conteúdo a partir da ficha de análise. Como resultado detectou-se uma massiva concentração da produção de 71 artigos no eixo 2, formado por disciplinas processamento e tecnologia da informação e gestão e organização dos produtos e serviços informacionais em detrimento dos demais eixos que totalizaram somente 31 artigos o que refletem uma maior motivação dos autores por temas das áreas mais específicas do Curso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66806">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2842" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1924">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2842/1956-1973-1-PB.pdf</src>
        <authentication>35c026288a45aedc5bcd550c98233f7c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33351">
                    <text>Relato de experiência do PET Biblioteconomia: um compromisso
com o ensino-aprendizagem

Taís Regina Dias Gama Nunes (UFCA) - taissgama2804@gmail.com
Hemerson Soares da Silva (UFCA) - hemersonhsn@hotmail.com
Aline Fernandes de Mendonça (UFCA) - aline.fernandes.psi@gmail.com
Maria Cleide Rodrigues Bernardino (UFCA) - cleide.rodrigues@ufca.edu.br
Resumo:
O presente relato de experencia compreende as ações praticadas pelos bolsistas do Programa
de Educação Tutorial (PET) do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri
(UFCA) criado em 2014. Neste relato, é refletido a importância do PET no apoio ao
ensino-aprendizagem nos eixos de ensino, pesquisa, extensão, e no caso da UFCA, também o
eixo de cultura. Além disso, são apresentadas as experiencias dos petianos nos projetos:
Seminário de Vivências Profissionais (SVP); Grupo de Estudo Sociedades Aprendentes; Jornal
Páginas PET. O SVP busca trazer para os alunos do curso palestras com os bibliotecários que
já estão atuando, assim, possibilitando que os alunos conheçam as práticas profissionais,
sendo voltado para o eixo de extensão. O Grupo de Estudo Sociedades Aprendentes reúnes os
alunos para debaterem temas inquietantes na área, sendo assim, vai além do que os alunos
veem em sala de aula, o projeto está intrinsicamente ligado com os eixos de ensino e pesquisa.
Quanto ao Jornal Páginas PET, os alunos são incentivados à prática da produção textual, e
ainda permite que a comunidade acadêmica divulgue matérias de temas diversos, desde de
indicações de livros, artigos de opinião, relatos de experiencia, entre outros. Conclui-se, que é
imprescindível a atuação do PET no fortalecimento do ensino-aprendizagem entre os alunos do
curso de Biblioteconomia. Os atuais projetos contemplam experiências que dificilmente os
alunos vivenciaram em sala de aula, pois as atividades propostas, além de estarem
intrinsecamente ligadas com a grade curricular do curso, trazem experiências externas para
dentro da sala de aula.
Palavras-chave: Relato de experiência. PET Biblioteconomia. Ensino-aprendizagem.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
O Programa Especial de Treinamento (PET) foi criado pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em 1979. Em meados de
1999 foi transferido para a Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da
Educação (MEC) sendo assim modificado de gestão para o Departamento de
Modernização e Programas da Educação Superior (DEPEM), sofrendo assim
alterações em 2014 passando a ser ​adaptado como Programa de Educação Tutorial
(PET)​ ​permanecendo​ ​a​ ​mesma​ ​sigla​ ​(MINISTÉRIO...,​ ​2006).
O PET desenvolve ações nos âmbitos do ensino, pesquisa e extensão, e,
como o perfil da Universidade Federal do Cariri (UFCA) enfoca também o eixo da
“cultura”, o PET desenvolve ações que contemplam essas quatro dimensões do
ensino universitário: Além disso, o PET de Biblioteconomia engloba estratégias de
ação voltadas no esforço de divulgar a profissão e as leis que garantem a atuação
do​ ​bibliotecário​ ​no​ ​mercado​ ​de​ ​trabalho​ ​(UNIVERSIDADE...,​ ​2014).
Criado em 2014 pela Professora Dra. Maria Cleide Rodrigues Bernardino
atual Tutora, o PET de Biblioteconomia trabalha aprimorando a aprendizagem
discente mediante a inovação em práticas pedagógicas, introduzindo novas
metodologias de ensino e articulando atividades de âmbito aos quatro eixos de suas
ações. Também prepara para estimular, orientar e acompanhar os discentes na
reflexão e solução de problemas existentes em ambientes informacionais, e
contribuir para o aprendizado integral do aluno, proporcionado por vivências e
inserções entre academia e o mercado de trabalho, mediado pela ética profissional
(UNIVERSIDADE...,​ ​2014).
Portanto, este trabalho visa relatar a experiência dos bolsistas do PET de
Biblioteconomia, em relação ao semestre 2017.1, sobre os projetos: Seminário de
Vivências Profissionais, ​O grupo de estudo ​Sociedades Aprendentes ​e Páginas PET
(Boletim​ ​Informativo).
A INDISSOCIABILIDADE ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO E O PROGRAMA DE
EDUCAÇÃO​ ​TUTORIAL:​ ​UM​ ​COMPROMISSO
Segundo Soares, Farias e Farias (2010) o tripé de apoio ao processo ensino
aprendizagem é composto pelo ensino, pesquisa e extensão. Essas dimensões são
compreendidas como indissociáveis pelo artigo 207 da Constituição Brasileira
(BRASIL, 1988). É também colocado pela Lei nº 9394 de 1996, capítulo IV,
responsável por legislar acerca da educação superior, especificamente no artigo 43,
que cabe à educação superior "incentivar o trabalho de pesquisa e investigação
científica", "comunicar o saber através do ensino", e "promover a extensão, aberta à
participação​ ​da​ ​população"​ ​(BRASIL,​ ​1996).

�O PET adota tal compromisso, como consta no Manual do PET (2006)
elaborado pelo Ministério da Educação, o desenvolvimento de ações que abarcam a
tríade ensino-pesquisa-extensão proporciona uma formação globalizada, tanto do
aluno bolsista como dos demais alunos do curso, incentivando um entendimento
integral​ ​de​ ​si​ ​mesmo​ ​e​ ​do​ ​mundo.
O Projeto do PET de Biblioteconomia (2014) corrobora com tais colocações
ao colocar no seu objetivo geral o compromisso de formar bibliotecários de
excelência acadêmica, tecnológica e científica, desenvolvendo práticas pedagógicas
inovadoras dentro do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura. A UFCA, ​locus
de nascimento do PET de Biblioteconomia, adiciona em sua tríade o âmbito da
Cultura, compreendendo-a como dimensão essencial da formação universitária
(UNIVERSIDADE...,​ ​2015).
A partir dessas reflexões, compreende-se que o PET de Biblioteconomia tem
uma missão em relação ao processo ensino-aprendizagem, que é: focar na
formação de excelência de seus alunos bolsistas e alunos de graduação em geral
através do desenvolvimento de atividades dentro dos eixos da pesquisa, do ensino,
da extensão e da cultura. Esses eixos não podem estar dissociados, mas sim em
constante diálogo e interação, através de atividades de caráter complexo e
multidimensional.
SEMINÁRIO​ ​DE​ ​VIVÊNCIAS​ ​PROFISSIONAIS
O projeto Seminário de Vivências Profissionais é um dos primeiros projetos
elaborados na criação do PET de Biblioteconomia, que é realizado até hoje. Sua
proposta é trazer para a universidade profissionais formados, principalmente, os
profissionais formados pela própria instituição, a fim de vivenciar sua trajetória e
inserção​ ​no​ ​mercado​ ​de​ ​trabalho.
Em 2017 tivemos no primeiro bimestre três encontros, cada um com uma
perspectiva diferente, trazendo vivências profissionais opostas, os egressos
relataram​ ​em​ ​visão​ ​expandida​ ​o​ ​bibliotecário​ ​em​ ​cada​ ​espaço.
No primeiro encontro um bibliotecário no mestrado, relatando sua experiência
após sair da graduação e já ingressando no mestrado. Esta se configura em uma
das maiores dúvidas do graduando, se concorre em uma seleção de mestrado ou
tenta o mercado profissional. O convidado através de sua experiência relatou como
é​ ​seguir​ ​diretamente​ ​para​ ​o​ ​mestrado​ ​e​ ​quais​ ​suas​ ​expectativas​ ​e​ ​objetivos​ ​futuros.
O segundo encontro aconteceu com três recém graduadas que estão
ingressando no mercado de trabalho e que também eram ex-petianas. Relataram
sobre o desafio que é estudar para um concurso e encontrar um emprego,
abordaram também sobre suas experiências vivenciadas no PET de Biblioteconomia

�nos eixos da UFCA e sobre como trabalhavam o compartilhamento de ações no
grupo.
O terceiro encontro foi realizado fora da universidade, em uma biblioteca de
uma Instituição Federal de Ensino, observando e aprendendo a realidade de um
bibliotecário​ ​em​ ​atuação.
Esses encontros são de extrema importância para os graduandos do curso,
uma vez em que é relevante compreender o papel do bibliotecário, seus desafios,
obstáculos e conquistas. É mister aprender com a trajetória desses profissionais,
seja​ ​na​ ​graduação,​ ​mestrado​ ​ao​ ​doutorado​ ​ou​ ​mercado​ ​de​ ​trabalho.
O GRUPO DE ESTUDO SOCIEDADES APRENDENTES: O ENSINO E O
DESENVOLVIMENTO​ ​DA​ ​AUTONOMIA​ ​E​ ​DA​ ​INOVAÇÃO
A criação do Grupo de Estudo Sociedades Aprendentes é fruto de uma
inquietação de alguns alunos bolsistas referente à ausência de um espaço para
debates regido pelos alunos. O grupo vale-se tanto de metodologias tradicionais de
sala de aula, como também se propõe a ser um espaço de experimentação de novas
metodologias. Tem como foco a autonomia dos alunos e a participação ativa dos
sujeitos​ ​aprendentes​ ​na​ ​escolha​ ​dos​ ​temas​ ​e​ ​nos​ ​rumos​ ​dos​ ​debates.
Até o momento da elaboração deste relato, o grupo concretizou três
encontros. No primeiro o texto estudado foi colocado através de explanação
expositiva tradicional. Aos demais participantes foi dado um questionário
não-avaliativo sobre o tema, cujas questões foram debatidas ao final. Observou-se
que os alunos participaram do debate. Pensa-se que o questionário auxiliou como
elemento​ ​fomentador​ ​da​ ​discussão.
No segundo encontro, os alunos participantes escolheram o texto, através de
votação no ​Google Forms​. O texto foi lido em sala através da divisão em duplas.
Foram selecionados os trechos mais relevantes do texto, que foram cortados e
colados em um papel, construindo um fichamento de citações coletivo ao final do
encontro.​ ​O​ ​fichamento​ ​foi​ ​digitalizado​ ​e​ ​disponibilizado​ ​aos​ ​participantes.
No terceiro encontro o texto foi lido no encontro, com duplas responsáveis
com cada parte. Cada dupla então apresentou os conceitos do trecho que tinha lido.
Ao​ ​final,​ ​foi​ ​elaborado​ ​um​ ​jogo​ ​de​ ​perguntas​ ​e​ ​respostas.
Ao final de cada encontro, era perguntado a opinião dos alunos participantes
sobre as metodologias utilizadas, revelando satisfação. A não-exigência de leitura
prévia também é considerada um atrativo, uma vez que torna mais fácil para os
alunos encaixarem o grupo dentre seus outros compromissos acadêmicos. O uso de
metodologias ativas parece tornar o debate profícuo. Alguns participantes do grupo
inclusive procuraram as facilitadoras para propor metodologias, o que denota que os

�alunos sentem liberdade para opinar, o que serve como indicador que os
participantes​ ​se​ ​sentem​ ​ativos​ ​e​ ​autônomos​ ​na​ ​construção​ ​do​ ​Grupo.

JORNAL​ ​PÁGINAS​ ​PET:​ ​UM​ ​PROJETO​ ​DE​ ​INCENTIVO​ ​A​ ​PRODUÇÃO​ ​TEXTUAL
O Projeto Páginas PET é um jornal acadêmico que tem como propósito
incentivar a produção textual pelos discentes, e também, por meio da colaboração
dos cursos, trazer mais interdisciplinaridade entre as áreas. É imprescindível o
incentivo à produção textual, porque promove a disseminação da informação. O
projeto conta com a participação dos bolsistas do PET de Biblioteconomia e de toda
comunidade acadêmica, todos podem enviar matérias, como: recomendações de
leitura, artigos de opinião, bibliografias, relatos de experiências acadêmicas, entre
outros. Durante a execução do projeto, é perceptível a interdisciplinaridade entre
Biblioteconomia e Jornalismo, já que incentiva também as práticas jornalísticas e a
produção​ ​textual.
A primeira edição do Jornal foi lançada em 13 de junho de 2017, os bolsistas
do PET foram responsáveis pela revisão, diagramação e publicação da versão em
formato digital. O jornal teve o seu ​layout ​desenvolvido com o intuito de proporcionar
a leitura em telas de dispositivos móveis (​mobiles​), e ainda, utilizando recursos mais
recentes, como o hipertexto, integração com as redes sociais, e utilização de fontes
mais confortáveis para melhor leitura em telas digitais. A escolha do formato
Portable Document Format (PDF) deu-se em decorrência da facilidade de leitura em
smartphones​, pois, atualmente esses dispositivos são muito práticos para leitura em
qualquer​ ​lugar,​ ​e​ ​ainda​ ​são​ ​utilizados​ ​pela​ ​maioria​ ​da​ ​população.
Além disso, os bolsistas que fizeram parte da equipe editorial puderam
compreender os principais processos editoriais, que são: composição, avaliação,
design, diagramação, revisão e publicação. Esses processos também são
importantes​ ​no​ ​contexto​ ​do​ ​bibliotecário-editor​ ​na​ ​gestão​ ​editorial.
CONSIDERAÇÕES​ ​FINAIS
Em face do exposto, pode-se afirmar que é imprescindível a atuação do PET
no fortalecimento do ensino-aprendizagem entre os alunos do curso de
Biblioteconomia. Os atuais projetos contemplam experiências que dificilmente os
alunos vivenciaram em sala de aula, pois as atividades propostas, além de estarem
intrinsecamente ligadas com a grade curricular do curso, trazem experiências
externas​ ​para​ ​dentro​ ​da​ ​sala​ ​de​ ​aula.
O PET Biblioteconomia atualmente possui projetos e ações que abrangem os
eixos de pesquisa, ensino, extensão e cultura da UFCA. O ‘Seminário de Vivências

�Profissionais’ oportuniza que os alunos conheçam as experiências dos profissionais
que já estão atuando no mercado de trabalho, assim, incentivando os caminhos que
pretendem seguir. O grupo de estudo ‘Sociedades Aprendentes’ intensifica a
aprendizagem, e ainda facilita que os alunos analisem quais linhas de pesquisa são
mais adequadas ao seu perfil. Quanto ao ‘Jornal Páginas PET’, o projeto incentiva a
produção textual, que é fundamental no ambiente acadêmico, o jornal é um
excelente​ ​meio​ ​de​ ​divulgação​ ​de​ ​informações​ ​no​ ​contexto​ ​acadêmico.
Nos próximos semestres, já estão sendo planejados mais ações e projetos
com o objetivo fortalecer o ensino-aprendizagem entre os alunos de Biblioteconomia,
bem​ ​como​ ​enriquecer​ ​as​ ​experiências​ ​dos​ ​bolsistas​ ​PET.
REFERÊNCIAS
BRASIL.​ ​Constituição​ ​da​ ​República​ ​Federativa​ ​do​ ​Brasil​ ​(1988).​ ​Constituição​.
Brasília:​ ​Ato​ ​das​ ​Disposições​ ​Constitucionais​ ​Transitórias,​ ​1988.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​15
jul.​ ​2017.
______​.​ ​Lei​ ​de​ ​Diretrizes​ ​e​ ​Bases​ ​da​ ​Educação​ ​Nacional.​​ ​Lei​ ​nº​ ​9394,​ ​de​ ​20​ ​de
dezembro​ ​de​ ​1996.​ ​Estabelece​ ​as​ ​diretrizes​ ​e​ ​bases​ ​da​ ​educação​ ​nacional.​ ​Brasília,
DF,​ ​1996.
MINISTÉRIO​ ​DA​ ​EDUCAÇÃO.​ ​Programa​ ​de​ ​educação​ ​tutorial​ ​PET:​ ​Manual​ ​de
Orientações​ ​Básicas​,​ ​2006.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=33
8-manualorientabasicas&amp;category_slug=pet-programa-de-educacao-tutorial&amp;Itemid=
30192&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​08​ ​jul.​ ​2017.
SOARES,​ ​Leandro​ ​Rafael;​ ​FARIAS,​ ​Milene​ ​Cristina​ ​Moreira;​ ​FARIAS,​ ​Michelle
Moreira.​ ​Ensino,​ ​Pesquisa​ ​e​ ​Extensão:​ ​Histórico,​ ​abordagens,​ ​conceitos​ ​e
considerações.​ ​Em​ ​Extensão​,​ ​Uberlândia,​ ​v.​ ​1,​ ​n.​ ​9,​ ​p.11-18,​ ​jul.​ ​2010.​ ​Disponível
em:​ ​&lt;http://www.seer.ufu.br/index.php/revextensao/article/view/20564&gt;.​ ​Acesso​ ​em:
02​ ​jul.​ ​2017.
UNIVERSIDADE​ ​FEDERAL​ ​DO​ ​CARIRI.​ ​Programa​ ​de​ ​Educação​ ​Tutorial
-PET-UFCA​ ​2014:​ ​Proposta​ ​PET.​ ​2014.
UNIVERSIDADE​ ​FEDERAL​ ​DO​ ​CARIRI.​ ​Cultura.​ ​2015.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​http://www.ufca.edu.br/portal/cultura​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​08​ ​jul.​ ​2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33341">
                <text>RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PET BIBLIOTECONOMIA: UM COMPROMISSO COM O ENSINO-APRENDIZAGEM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33342">
                <text>Taís Regina Dias Gama Nunes</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33343">
                <text>Hemerson Soares da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33344">
                <text>Aline Fernandes de Mendonça</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33345">
                <text>Maria Cleide Rodrigues Bernardino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33346">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33347">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33349">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33350">
                <text>O presente relato de experencia compreende as ações praticadas pelos bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA) criado em 2014. Neste relato, é refletido a importância do PET no apoio ao ensino-aprendizagem nos eixos de ensino, pesquisa, extensão, e no caso da UFCA, também o eixo de cultura. Além disso, são apresentadas as experiencias dos petianos nos projetos: Seminário de Vivências Profissionais (SVP); Grupo de Estudo Sociedades Aprendentes; Jornal Páginas PET. O SVP busca trazer para os alunos do curso palestras com os bibliotecários que já estão atuando, assim, possibilitando que os alunos conheçam as práticas profissionais, sendo voltado para o eixo de extensão. O Grupo de Estudo Sociedades Aprendentes reúnes os alunos para debaterem temas inquietantes na área, sendo assim, vai além do que os alunos veem em sala de aula, o projeto está intrinsicamente ligado com os eixos de ensino e pesquisa. Quanto ao Jornal Páginas PET, os alunos são incentivados à prática da produção textual, e ainda permite que a comunidade acadêmica divulgue matérias de temas diversos, desde de indicações de livros, artigos de opinião, relatos de experiencia, entre outros. Conclui-se, que é imprescindível a atuação do PET no fortalecimento do ensino-aprendizagem entre os alunos do curso de Biblioteconomia. Os atuais projetos contemplam experiências que dificilmente os alunos vivenciaram em sala de aula, pois as atividades propostas, além de estarem intrinsecamente ligadas com a grade curricular do curso, trazem experiências externas para dentro da sala de aula.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66805">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2841" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1923">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2841/1955-1972-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4742bf712ed218fd1b9868d57c41af5e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33340">
                    <text>PROGRAMA CAPES/FULBRIGHT: ESTÁGIO DOUTORAL DAS
CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS, LETRAS E ARTES NOS EUA

Paula Carina de Araujo (UFPR/UNESP) - paula.carina.a@gmail.com
Resumo:
Descreve o Programa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES)/Fulbright de estágio doutoral das ciências humanas, ciências sociais, letras e artes
nos Estados Unidos. Relata a experiência da autora como bolsista do Programa
CAPES/Fulbrigh de agosto de 2016 a junho de 2017. O foco da narrativa é voltado para as
oportunidades de intercâmbio acadêmico, profissional e cultural durantes a experiência como
bolsistas. Entre elas estão participação em aulas, eventos e grupos de pesquisa, visitas a
bibliotecas, etc. Conclui que a participação como bolsista do programa proporciona uma ampla
visão acadêmica, profissional e cultura sobre a área nos Estados Unidos o que possibilitará a
proposição de inovação.
Palavras-chave: Doutorado. Fulbright. CAPES. Estágio doutoral.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo Temático: Parcerias em prol das metas

PROGRAMA CAPES/FULBRIGHT: ESTÁGIO DOUTORAL DAS
CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS, LETRAS E ARTES NOS EUA

RESUMO
Descreve o Programa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES)/Fulbright de estágio doutoral das ciências humanas, ciências
sociais, letras e artes nos Estados Unidos. Relata a experiência da autora como
bolsista do Programa CAPES/Fulbrigh de agosto de 2016 a junho de 2017. O foco
da narrativa é voltado para as oportunidades de intercâmbio acadêmico,
profissional e cultural durantes a experiência como bolsistas. Entre elas estão
participação em aulas, eventos e grupos de pesquisa, visitas a bibliotecas, etc.
Conclui que a participação como bolsista do programa proporciona uma ampla
visão acadêmica, profissional e cultura sobre a área nos Estados Unidos o que
possibilitará a proposição de inovação.
Palavras-chave: Doutorado. Fulbright. CAPES. Estágio doutoral.

1 INTRODUÇÃO

Anualmente, a Fulbright Association abre edital de estágio doutoral para a
área de Ciências Sociais, Humanas e Artes. O edital 2016-2017 foi aberto em 2015
em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES). Foram selecionados vinte e cinco alunos de doutorado das áreas citadas
anteriormente em instituições brasileiras. Esses alunos indicaram e justificaram
juntamente com seus orientadores a instituição americana em que gostariam de
estudar por nove meses como parte da balsa.

�Esse tipo de estágio doutoral é conhecido como doutorado sanduíche no
Brasil, os estudantes iniciam seu doutorado no Brasil, completam as disciplinas
requeridas e então desenvolvem parte da sua pesquisa em uma instituição fora do
Brasil. Nessa instituição, geralmente os estudantes são acompanhados por um
docente especialista da sua área de pesquisa.
Esse programa tem como objetivo oportunizar aos doutorandos brasileiros
um período de estudo em renomadas instituições de ensino superior nos Estados
Unidos (EUA). Esse objetivo tem como meta a formação qualificada de estudantes,
professores

e

pesquisadores

brasileiro

que,

posteriormente,

focarão

no

desenvolvimento tecnológico e da inovação no Brasil. Além disso, é objetivo do
programa a aproximação e criação de parcerias com as instituições americanas,
bem como o intercâmbio acadêmico, profissional e cultural.
Neste trabalho será apresentado o meu relato de experiência como bolsista
CAPES/Fulbright de agosto de 2016 a junho de 2017 na Information School
(iSchool) da University of Washington (UW) em Seattle nos EUA. Foi possível
concorrer a umas das bolsas desse edital devido ao meu vínculo como aluna de
doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Relatarei as
oportunidades de intercâmbio acadêmico, profissional e cultural que vivenciei
durante esse período como bolsista.

2 EXPERIÊNCIA COMO BOLSISTA CAPES/FULBRIGHT
Neste capítulo será descrita a experiência da autora como bolsista do
Programa CAPES/Fulbright 2016/2017.
A primeira atividade relativa ao programa foi um curso de inglês como
segundo idioma na University of Washington em Seattle, Washington. O curso de
três semanas foi financiado pelo Departamento de Estado Americano. Durante o
curso eram ministradas aulas diariamente, todas as manhãs. No período da tarde,

�eram programadas atividades em museus, parques e outros pontos importantes da
cidade. As atividades durantes à tarde consistiram em uma oportunidade para
intercâmbio cultural e prática do diálogo em inglês entre os alunos e instrutores.
A partir do mês de outubro, iniciaram-se as atividades do doutorado
sanduíche. Durante os nove meses do programa as atividades desenvolvidas foram:
reuniões periódicas com o orientador, participação em grupos de pesquisa e leitura,
frequência a aulas do doutorado como aluna ouvinte, pesquisa e escrita de artigos
científicos, definição do método a ser utilizado na tese, escrita da tese, participação
em eventos, visita técnica as bibliotecas.
O objetivo principal do programa é o desenvolvimento de parte da pesquisa
relativa à tese. Entretanto, a Fulbright incentiva o intercâmbio acadêmico,
profissional e cultural. Por isso, a aluna fez visitas a bibliotecas, participou de
palestras relativas às suas atividades profissionais buscando esse tipo de
intercâmbio.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O

programa

CAPES/Fulbright

proporciona

intercâmbio

acadêmico,

profissional e cultural aos seus bolsistas. Do ponto de vista acadêmico, vivenciar a
universidade como aluno estrangeiro é uma experiência inigualável. Participar das
aulas, eventos, grupos de leitura e compartilhar discussões profundas sobre
assuntos importantes da área de pesquisa da autora contribuíram de forma
fundamental para o sucesso da pesquisa.
Como profissional, somente a vivência como usuária da biblioteca
universitária e bibliotecas públicas da cidade foram essenciais para observar a
forma como é conduzido o dia a dia em uma biblioteca nos EUA. As visitas a
algumas

bibliotecas

como

turista

também

foram

fundamentais

para

o

desenvolvimento profissional da autora que também é bibliotecária em uma
instituição brasileira.
O intercâmbio cultural foi incentivado desde o seminário de preparação
oferecido pela Fulbright. E, a medida que o aluno começa a frequentar a

�universidade, atividades na comunidade onde mora, etc, o intercâmbio cultural
torna-se possível. Esse intercâmbio acontece quando você compartilha algum prato
típico do seu país, faz comparações entre costumes, conta histórias sobre seu país,
etc.
Algo que a Fulbright incentiva é o compartilhamento pelos bolsistas com
relação ao que aprendem no decorrer dos nove meses de programa. Afinal, eles
recebem financiamento dos dois países e é cabe a ele devolver para a sua
comunidade um pouco do que vivenciaram. Há muitas formas para fazê-lo, uma
delas é por meio deste relato de experiência. Conclui-se que a participação como
bolsista do programa proporciona uma ampla visão acadêmica, profissional e
cultura sobre a área nos Estados Unidos o que possibilitará a proposição de
inovação.

AGÊNCIAS FINANCIADORAS
O doutorado sanduíche foi financiado pela Associação Fulbright e pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33333">
                <text>PROGRAMA CAPES/FULBRIGHT: ESTÁGIO DOUTORAL DAS CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS, LETRAS E ARTES NOS EUA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33334">
                <text>Paula Carina de Araujo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33335">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33336">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33338">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33339">
                <text>Descreve o Programa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)/Fulbright de estágio doutoral das ciências humanas, ciências sociais, letras e artes nos Estados Unidos. Relata a experiência da autora como bolsista do Programa CAPES/Fulbrigh de agosto de 2016 a junho de 2017. O foco da narrativa é voltado para as oportunidades de intercâmbio acadêmico, profissional e cultural durantes a experiência como bolsistas. Entre elas estão participação em aulas, eventos e grupos de pesquisa, visitas a bibliotecas, etc. Conclui que a participação como bolsista do programa proporciona uma ampla visão acadêmica, profissional e cultura sobre a área nos Estados Unidos o que possibilitará a proposição de inovação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66804">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2840" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1922">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2840/1954-1971-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ce39111ec7799c9ea53b466ac17bdf28</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33332">
                    <text>Produção Científica em Odontologia: análise de indicadores da
Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP/UNICAMP

Heloisa Maria Ceccotti (UNICAMP) - heloisac@unicamp.br
Luiz Atilio Vicentini (UNICAMP) - lavicentini@gmail.com
Resumo:
Os indicadores comparativos da ciência teve grandes avanços nos últimos anos, pois vêm
sendo consolidados como instrumentos de quantificação e qualificação da produção científica.
Este trabalho tem como objetivo posicionar a produção científica da FOP/Unicamp no cenário
das publicações de todo Brasil na área odontológica e seus indicadores, num período de dez
anos (2007-2016), no Scopus e no Scival, da editora Elsevier, ferramenta voltada para a gestão
da pesquisa, facilitando seu planejamento, que tem possibilitado maior visibilidade
internacional e sido utilizada com mais frequência pelos Rankings Internacionais como o THE
(Timer Higer Education). Os dados foram coletados, analisados e expostos neste trabalho, o
que permitiu concluir que a FOP/Unicamp desenvolve ciência em número elevado e de
qualidade na área odontológica, não só com relação às publicações no Brasil como no mundo,
pois apresenta índices expressivos e posição de destaque no cenário nacional e internacional.
Palavras-chave: Produção Científica. Indicadores em ciência e tecnologia. Cientometria.
Odontologia.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM ODONTOLOGIA: ANÁLISE DE INDICADORES DA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA - FOP/UNICAMP
Resumo
Os indicadores comparativos da ciência tiveram grandes avanços nos últimos anos, pois vêm
sendo consolidados como instrumentos de quantificação e qualificação da produção científica.
Este trabalho tem como objetivo posicionar a produção científica da FOP/Unicamp no cenário das
publicações de todo Brasil na área odontológica e seus indicadores, num período de dez anos
(2007-2016), no Scopus e no Scival, da editora Elsevier – ferramentas voltadas para a gestão de
pesquisa, que têm possibilitado maior visibilidade internacional, sendo utilizadas com frequência
pelos Rankings Internacionais, como o THE (Timer Higer Education). Os dados foram coletados,
analisados e expostos neste trabalho, o que permitiu concluir que a FOP/Unicamp desenvolve
ciência em número elevado e de qualidade na área odontológica, não só com relação às
publicações no Brasil como no mundo, pois apresenta índices expressivos e posição de destaque
no cenário nacional e internacional.
Introdução
Os indicadores comparativos da ciência tiveram grandes avanços nos últimos anos,
possibilitando o crescimento de estudos cienciométricos, já que esses indicadores vêm sendo
consolidados como instrumentos de quantificação e qualificação da ciência em âmbito mundial
para comparação da produção científica entre áreas do conhecimento, instituições, países etc.
Segundo Haeffner (2015), “Acredita-se que conhecendo as características da
produção científica, seja possível revelar as potencialidades do país em relação ao resto do
mundo, o que pode orientar o investimento no desenvolvimento de áreas estratégicas”. Conforme
divulgação do Banco Mundial, o número de publicações científicas cresceu 38% no período de
2007 (1,6 milhões) para 2013 (2,2 milhões). O gasto com pesquisa passou de 1,97% do PIB
mundial em 2007 para 2,12% em 2013. Esses dados tendem a lançar luz sobre a base tecnológica
de países incluindo: desenvolvimento de pesquisas, publicações de artigos científicos e técnicos,
exportações de alta tecnologia, direitos de licenças e patentes.
Quanto à pesquisa odontológica brasileira, Gil-Montoya et al. (2006) afirmaram que já
na época era uma das mais produtivas na comunidade científica internacional, com aumento
expressivo na sua produção científica a partir da segunda metade dos anos de 1990 (SCARIOT et
al., 2011).
Para Madan; Kruger e Tennant (2012), a pesquisa odontológica é uma parte vital do
desenvolvimento de um sistema de educação forte e próspero na área em seus três pilares –
Ensino, Pesquisa e Extensão – sendo que a pesquisa cresce à medida que as novas escolas de
Odontologia incorporam e amadurecem um desenvolvimento de perfis sólidos de pesquisa em
seus programas educacionais. O acompanhamento contínuo da pesquisa internacional dos países
é importante para decisões políticas, principalmente no que tange a seu fomento. Scariot et al.
(2011) enfatizaram que as instituições públicas ainda são responsáveis pela maioria das pesquisas
dentárias realizadas no Brasil.
Em estudo cujo objetivo foi determinar a qualidade metodológica dos artigos de
pesquisa publicados em quatro revistas ISI, Cartes-Velasquez et al. (2015) afirmaram que, não
necessariamente, as revistas com maior fator de impacto publicam pesquisas de mais qualidade.
Baseando-se em dados do Scopus, em 2011, Faber previu que o Brasil ocuparia a
posição de país mais produtivo em termos de conhecimento científico na área odontológica em
2015.
Atualizada diariamente, a plataforma da Elsevier (2017a,b), SciVal e Scopus (mais de
67 milhões de registros), conta o maior banco de dados de literatura revisada por pares do mundo
em revistas científicas (22.794 periódicos), livros e trabalhos de conferência com conteúdo
interdisciplinar (34 mil volumes de livros individuais, 1,39 milhões de itens e cerca de 145 mil livros
não-seriados), além de 28 milhões de patentes, indexados de 5.000 editores de todo o mundo,
desde o ano de 1996. Apresenta, ainda, indicadores de diversos tipos de publicações em diferentes
formas de coleta.

�A coleta e análise de indicadores de produção científica, consideradas fundamentais
para o desenvolvimento da pesquisa realizada na Unicamp, vêm de encontro à adoção de seu
Planejamento Estratégico prospectivo, e ao mesmo tempo ousado, que estabelece ações
estratégicas e táticas para a área de Pesquisa, como programas de qualificação e visibilidade da
pesquisa, Infraestrutura e Internacionalização, com foco na valorização e excelência da Instituição.
O objetivo deste trabalho é posicionar a produção científica da Faculdade de
Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no cenário
das publicações de todo Brasil na área odontológica e seus indicadores, num período de dez anos
(2007-2016), no Scopus e no Scival.
Método
Para obtenção dos dados/indicadores da produção científica da área de Odontologia,
objetivando comparar e posicionar a FOP/Unicamp perante a produção brasileira, foram utilizados
os indicadores cientométricos do SciVal e do Scopus, da editora Elsevier.
Dentre os indicadores oferecidos pelo SciVal foram selecionados os indicadores que
representam o “status” da produção: Scholary Output (Total de publicações), Citation Count (Total
de Citações), Citations per Publication (Média de citações por publicação) e Field-Weighted
Citation Impact (Impacto das citações na área a âmbito mundial).
Field-Weighted Citation Impact: The ratio of citations received relative to the
expected world average for the subject field, publication type and publication year.
(A proporção de citações recebidas em relação à média mundial esperado para a
área, tipo de publicação e ano de publicação) onde: FWCI = 1: a produção da
instituição tem nº de citações igual a média global na sua área FWCI &gt;1: a
produção é mais citada que o esperado de acordo com a média global na área
FWCI &lt;1: a produção é citada menos do que o esperado de acordo com a média
global. Por exemplo, FWCI = 1,48 significa que as publicações da instituição foram
48% mais citadas do que o esperado na sua área. FWCI leva em conta as
diferenças de comportamento entre as áreas de pesquisa. (ELSAVIER, 2017a).

Os indicadores das publicações indexadas foram subdivididos em duas categorias: a)
todas publicações; b) somente artigos. Além dos itens citados acima, destacam-se os indicadores
do percentual de colaboração internacional e percentual de publicações em revistas consideradas
“TOP” - 10 mais importantes em âmbito mundial, segundo classificação do SNIP (Source
Normalized Impact per Paper) e SJR (Scimago Journal Rank).
No Scopus, em “Advanced search”, foi utilizado o algoritmo: ‘AFFILCOUNTRY (brazil)’
AND ‘SUBJAREA "DENT"’ AND ‘PUBYEAR de 2016 a 2007’. Para extrair os resultados da
FOP/Unicamp foi utilizado o mesmo algoritmo, acrescentando ‘AND AF-ID "Universidade Estadual
de Campinas" 60029570’. A partir dos resultados, o link “Analyze search results” apresentou os
dados trabalhados: Year (ano), Source (fonte), Authors (autores), Affiliation (afiliação),
Country/Territory (país), Document type (tipo de documento) e Subject area (área de
conhecimento).
Resultado e Discussão
Para medir indicadores cientométricos é necessário primeiramente obter o volume de
publicações indexadas. A FOP, no período de dez anos (2007-2016), apresentou um total de 2.186
publicações indexadas, que representou 13,8% da produção nacional, para todas as categorias
de publicações (Gráf.1) e 14,1% (2.084) para artigos (Gráf.2). Nesse período, o percentual de
publicações da FOP teve uma variação que ficou entre 11,7% a 19,4%.

�Gráfico 1 - Total de publicações FOP

Gráfico 2 - Total de artigos FOP

Dos 20 periódicos com mais publicações da FOP, a fonte com maior número de
publicações é também o de maior número de publicações dos autores brasileiros; mais três estão
até o 10º mais publicados no Brasil, 6 entre as 10ª e 50ª colocações, 4 entre 30ª a 50ª e 5 entre
51º a 100ª (Gráf.3).

Source
J Prosthet Dent (102)
Dent Press Endod (3)
J Dent (71)
Int J Oral Maxillofac Surg (80)
Med Oral Patol Oral Cir Bucal (38)
J Oral Maxillofac Surg (100)
Int Endod J (96)
J Prosthod (43)
Dent Mater (114)
Caries Res (80)
J Periodontol (132)
Gen Dent (27)
Arch Oral Biol (71)
Oper Dent (67)
Braz Oral Res (31)
J Applied Oral Sci (29)
J Endod (116)
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol (97)
Braz J Oral Sci (7)
Brazilian Dental Journal (39)

0,0%

1,0%

**BR

2,0%

3,0%

4,0%

5,0%

6,0%

7,0%

8,0%

*FOP

Entre parênteses é apresentado o índice H do periódico no Scimago Journal &amp; Country Rank, Elsevier
* percentual em relação às publicações da FOP
** percentual em relação às publicações do Brasil

Gráfico 3 – Fonte de publicação

Dos 20 autores que mais publicaram da FOP, o com maior número de publicações é o
7º no rank do Brasil; 3 estão entre as 10ª e 20ª colocações, 9 entre 30ª a 50ª, e 5 entre 51º a 100ª.
Assim como em todo Brasil, na área odontológica, a primeira Instituição em número de
publicações e afiliações com a FOP é a USP e a segunda a Unesp. Além dessas, a FOP publicou
com outras 158 Instituições no período (Gráf.4).

�Affiliation
UEPG
UFU
UFG
Fac.Sao Leopoldo
UFSC
UERJ
PUCRS
UFF
UFPel
UFRGS
UFMG
UFRJ
UNICAMP
UNESP
USP
0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0% 50,0%

BR

FOP

Gráfico 4 – Publicações por Instituições

Assim como acontece com a produção nacional, também a FOP tem mais
contribuições com o próprio Brasil e em segundo lugar com os Estados Unidos (FOP 12,2% - BR
10,3%). Da mesma forma que ocorre com a produção brasileira, também a FOP tem mais
publicações com a própria Odontologia; na segunda colocação com a Medicina (30%) e na terceira
com a Bioquímica, Genética e Biologia Molecular (10%).
Citações
No período de 2007 a 2016, o total de citações para todas as categorias de publicações
da FOP foi de 20.697, o que representa 15,8% do total de citações nacional - 130.771. Para os
artigos, o total de citações da FOP foi de 19.430, 16,1%, do total nacional de 120.648.
Com a representatividade do total de citações, a média de citações nas publicações
da FOP foi superior à média nacional – 9,5 para todas as categorias de publicações e 9,6 para os
artigos, diante de 8,3 e 8,4 respectivamente para as publicações nacionais (Gráf.5-6).

Gráfico 5 - Total de citações FOP

Gráfico 6 - Citações em artigos FOP

Um dos indicadores mais relevantes que qualifica a pesquisa publicada é o de impacto
das citações. A base SciVal/Scopus utiliza a metodologia FWCI. Os indicadores revelam que os
da FOP são superiores a ao indicador nacional:
o Todos os tipos de documentos: FOP = 1,09; Brasil = 0,99;
o Somente artigos: FOP = 1,07; Brasil = 0,99
No período, a FOP obteve variações no indicador de 0,98 a 1,24 para todos os tipos
de documentos e 0,99 a 1,18 para os artigos, diante das variações nacional de 0,89 a 1,08 e 0,88
a 1,06, respectivamente (Tab.1-2).

�﻿D ata set
Field-Weighted Citation Impact vs Publication Year
Entities
Brazil, Universidade Estadual de Campinas
Year range
2007 to 2016
Filtered by
Dentistry
Data source
Scopus
Date last updated 1 June 2017
Date exported
3 July 2017
Metric
name
Specific
metric
Self-citations
﻿D ata set
Field-Weighted
Citation Impact vs Publication Year
Field-Weighted Citation
Impact
Entities
Brazil,
Universidade Estadual
de Campinas
Tabela
1 – Impacto

Types of publications included
All publication
das citações
FOP types

Year range
2007 to 2016
Name
Field-Weighted Citation Impact
Filtered
by
Dentistry
Name
Overall
Ano 2007
Ano 2008 Ano 2009 Ano 2010 Ano 2011 Ano 2012 Ano 2013 Ano 2014 Ano 2015 Ano 2016
Data source
Scopus
Date last updated 1 June
Brazil
0,99 2017 0,89
1,01
1,08
1,04
1,01
0,97
1,04
1,00
0,95
0,95
Date exported
3 July
UNICAMP
1,09 2017 1,03
0,98
1,15
1,07
1,17
0,98
1,22
1,11
0,98
1,24
Metric
Specific
metric SciVal, RELX Group and the RE symbol are trade
Types
ofofpublications
included
©
2017 name
Elsevier B.V. All
rights reserved.
marks
RELX Intellectual
Properties SA, used under license.
Field-Weighted Citation Impact
Articles only

Tabela 2 – Impacto das citações em artigos FOP

Name
Brazil
UNICAMP

Overall
0,96
1,07

2007
0,88
0,99

2008
0,99
0,95

2009
1,06
1,15

Field-Weighted Citation Impact
2010
2011
2012
1,04
0,99
0,93
1,08
1,16
0,95

2013
0,96
1,09

2014
0,97
1,12

2015
0,91
1,00

2016
0,91
1,18

© 2017 Elsevier B.V. All rights reserved. SciVal, RELX Group and the RE symbol are trade marks of RELX Intellectual Properties SA, used under license.

Além dos indicadores existentes, uma categoria de indicadores tem chamado a
atenção da comunidade científica – a quantidade de visualizações que a publicação recebeu em
determinado período. Esse tipo de indicador demonstra o interesse da área nas publicações de
determinada instituição e/ou determinado autor.
No SciVal é possível obter este indicador no módulo “Viewed”. Nota-se o destaque da
área de Odontologia da Unicamp nas visualizações no período de 2012 a 2016:
o Visualizações: Brasil = 104.589; Unicamp = 14.168 (13,5%);
o Visualizações por Publicação: Brasil = 11,3; Unicamp = 11,6;
o Publicações mais visualizadas no mundo - TOP 10%: Brasil = 5,3%; Unicamp =
5,8%;
o Impacto das visualizações: Brasil = 1,03; Unicamp = 1,08.
Conclusão
Diante dos dados e indicadores coletados e analisados foi possível concluir que a
FOP/Unicamp desenvolve ciência em número elevado e de qualidade na área odontológica, não
só com relação às publicações no Brasil como no mundo, pois apresenta índices expressivos e
posição de destaque no cenário nacional e internacional.
Utilizar ferramentas e métodos de coleta e análise de dados põem auxiliar na produção de
estudos futuros com maior qualidade e favorecer a construção de cenários mais consistentes.
Referências
BANCO Mundial. Ciencia y tecnologia. [201?]. Disponível em: &lt; https://datos.bancomundial.org/
tema/ciencia-y-tecnologia?end=2014&amp;start=1993 &gt;. Acesso em: 7 jul. 2017.
CARTES-VELASQUEZ, R. A., et al. Methodological quality of therapy research published in ISI
dental journals: preliminary results. J. Int. Dent. Med. Res. v. 8, n. 2, p. 46-50, 2015.
ELSEVIER. Scival. 2017a. Disponível em: &lt; https://www.elsevier.com/solutions/scival &gt;. Acesso
em: 3 jul. 2017.
ELSEVIER. Scopus. 2017b. Disponível em: &lt; https://www.elsevier.com/solutions/scopus/content
&gt;. Acesso em: 3 jul. 2017.
FABER J. Brazil will become the main knowledge producer in dentistry in the world. Dental Press
J Orthod. v. 16, n. 2, p. 6-7, Mar/Apr. 2011.
GIL-MONTOYA, J. A., et al. World dental research production: an ISI database approach (19992003). Eur J Oral Sci. v. 114, n. 2, p. 102-108, Apr. 2006.
HAEFFNER, C.; ZANOTTO, S. R.; GUIMARÃES, J. A. Cultura dos indicadores em Ciência,
Tecnologia e Inovação: panorama da produção científica nacional. Rev Eletron Jornalismo
Cientif. 10 mar. 2015. Disponível em: &lt; http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?
section=8&amp;edicao=111&amp;id=1328&amp;tipo=1 &gt;. Acesso em: 7 jul. 2017.
MADAN, C.; KRUGER, E.; TENNANT, M. 30 Years of dental research in Australia and India: a
comparative analysis of published peer review literature. Indian J Dent Res. v. 23, n. 2, p. 293-4,
Mar./Apr. 2012. doi: 10.4103/0970-9290.100447.
SCARIOT, R., et al. A map of brazilian dental research in the last decades. Braz Oral Res. v. 25,
n. 3, p. 197-204, May/Jun. 2011.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33324">
                <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM ODONTOLOGIA: ANÁLISE DE INDICADORES DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA - FOP/UNICAMP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33325">
                <text>Heloisa Maria Ceccotti</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33326">
                <text>Luiz Atilio Vicentini</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33327">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33328">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33330">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33331">
                <text>Os indicadores comparativos da ciência teve grandes avanços nos últimos anos, pois vêm sendo consolidados como instrumentos de quantificação e qualificação da produção científica. Este trabalho tem como objetivo posicionar a produção científica da FOP/Unicamp no cenário das publicações de todo Brasil na área odontológica e seus indicadores, num período de dez anos (2007-2016), no Scopus e no Scival, da editora Elsevier, ferramenta voltada para a gestão da pesquisa, facilitando seu planejamento, que tem possibilitado maior visibilidade internacional e sido utilizada com mais frequência pelos Rankings Internacionais como o THE (Timer Higer Education). Os dados foram coletados, analisados e expostos neste trabalho, o que permitiu concluir que a FOP/Unicamp desenvolve ciência em número elevado e de qualidade na área odontológica, não só com relação às publicações no Brasil como no mundo, pois apresenta índices expressivos e posição de destaque no cenário nacional e internacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66803">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2839" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1921">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2839/1953-1970-1-PB.pdf</src>
        <authentication>51571c2d2a37b9b98c0236b8abd913ae</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33323">
                    <text>ONG para crianças e adolescentes: a experiência de atuação de um
estudante de Biblioteconomia.

Edmilson Alves dos Santos Júnior (FFCLRP/USP) - edmilson.santos@usp.br
Claudio Marcondes Castro Filho (USP) - claudiomarcondes@ffclrp.usp.br
Paulo Rogério Gonçalves Dantas (USP) - paulo.rogerio.dantas@usp.br
Resumo:
Apresenta a biblioteca de uma ONG enquanto suporte para mediação da informação e
acolhimento de crianças e adolescentes, visando o papel do aluno de biblioteconomia e sua
atuação enquanto estagiário neste local. Demonstrando a importância do papel do profissional
da ciência da informação e suas diferentes atuações em áreas distintas. Acredita-se que o
estágio possa contribuir para que o aluno domine os fundamentos conceituais, a prática e a
técnica de diferentes formas de tecnologia, gestão, armazenamento, organização, distribuição
e preservação da informação, pertinentes a sua formação e quanto ao futuro da informação.
Conclui que este processo também possibilite ao aluno de biblioteconomia confrontar teoria e
prática, desenvolvendo competências para assumir responsabilidades, identificar os desafios
da atuação e a refletir sobre a importância do profissional da informação exercendo diversas
atividades, a fim de construir um processo democrático de acesso à informação.

Palavras-chave: Biblioteca; Graduando em Formação;
Informação; Monitor/Educador.

Biblioteconomia; Mediador da

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Relato Expandido
Introdução
O estudante de biblioteconomia matriculado no 5º semestre do curso de
Biblioteconomia e Ciências da Informação e da Documentação da Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, por meio do projeto político
pedagógico do curso, cumpriu a disciplina Estágio (5962081), com carga
obrigatória de 300 horas. A realização do estágio se deu na biblioteca de uma
ONG que atende crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos. Essa
biblioteca possuí um acervo variado com cerca de oito mil exemplares. O
estágio em uma ONG dedicada a crianças e adolescentes possibilitou a
realização de atividades multidisciplinares, como por exemplo: contação de
história, leituras, desenhos, pinturas, jogos e brincadeiras.
As ONGs surgiram no cenário da crise no final da década de 1980 e início da
década de 1990, originárias de lutas e interesses e por vezes procuram
trabalhar e representar grupos específicos da sociedade, sua conceituação
parte necessariamente do entendimento das suas práticas de assistência e
acolhimento, assim o aluno desejou no estágio cumprir seu papel de
disseminar a informação e contribuir com a realização de atividades educativas
que possam suprir as necessidades informacionais do ambiente.
A importância da realização dessas atividades também teve por objetivo
proporcionar ao estagiário, instrumentos de preparação para a introdução e
inserção no mercado de trabalho em relação a um ambiente de aprendizagem
diferente do qual os profissionais da informação estão acostumados a atuarem.
O acompanhamento pedagógico do docente responsável pela disciplina de
estágio teve grande importância para o desenvolvimento de todo o processo do
estágio e para formação do estagiário. Permitindo que o aluno adquira
experiências práticas e realize o estágio em área de seu interesse, podendo
ser em instituições públicas ou privadas com atividades significativas para sua
formação prática, que poderão também auxiliá-lo na elaboração do TCC e
demais atividades acadêmicas. Desta forma, o docente contribuiu como um
facilitador do processo de aprendizagem e profissionalização deste aluno, onde
através do estágio ele se preparou para assumir um papel importante na

�sociedade, como um protagonista e futuro profissional qualificado. Sendo
também uma etapa importante nos processos de desenvolvimento e
aprendizagem, promovendo oportunidades de vivenciar na prática conteúdos
acadêmicos, propiciando desta forma a aquisição de conhecimento e atitudes
relacionadas

com

a

profissão

escolhida;

espera-se

que

o

próprio

reconhecimento do estágio seja uma ferramenta importante para formação e a
evidência de uma melhor preparação para o mercado de trabalho.
A prática, a dedicação e a disciplina adquiridas durante o período de estágio
agregaram valores e conhecimentos ao aluno. Sob este viés, é crucial
aproveitar as oportunidades de crescimento e desenvolvimento adquiridos
durante este período, que apresentou um novo olhar, através da construção de
um novo projeto de vida e carreira profissional. Ao final do mesmo acredita-se
que o aluno domine os fundamentos conceituais, a prática e a técnica de
diferentes formas de tecnologia, gestão, armazenamento, organização,
distribuição e preservação da informação, pertinentes a sua formação e quanto
ao futuro da informação.
Relato da experiência
Este relato de experiência traz fatos do cotidiano de um estagiário de
biblioteconomia em uma ONG para crianças e adolescentes. Descreve as
atividades de promoção dos serviços dessa biblioteca que serviram para
aproximar a comunidade atendida pela ONG, do ambiente da unidade de
informação e de sua importância na formação do cidadão.
O papel do estagiário era o de manter a organização periódica da biblioteca
(higienização, catalogação, indexação, classificação e armazenamento),
atualizar as fichas de empréstimos (cadastro dos usuários) e registrar entradas
e saídas de itens (livros, revistas e gibis), realizar oficinas (de interpretação
textual, contação de historias, desenhos e pinturas), exibir documentários
infantojuvenil e discutir sobre a temática abordada por eles.
As oficinas e exibição de documentários foram desenvolvidas com crianças e
adolescentes de 6 a 15 anos e por meio de relatos (oral e escrito),
questionários, fotografias e desenhos foram documentadas. Percebeu-se
também que tais atividades despertavam nessas crianças e adolescentes um
olhar curioso de valorização as Artes. Isso foi percebido quando analisado os

�relatos da exibição do DVD 1 Minuto no Museu que explora detalhes de 58
obras de alguns dos artistas mais famosos do mundo, como Michelangelo,
Leonardo Da Vinci, Pablo Picasso, Paul Cézanne, Auguste Rodin, entre outros.
Da contação de histórias, percebeu-se que os personagens fictícios como:
fadas, gênios, sereias, princesas, príncipes, entre outros e o próprio desenrolar
da narrativa, explorava a imaginação, desenvolvia o cognitivo, o interesse pela
leitura e aprimorava a linguagem.
Essas atividades normalmente tinham duração aproximada de 1h30min,
eram realizadas de forma lúdica e dialógica, discutiam a importância da
biblioteca e do livro na formação do cidadão. O conteúdo exibido era de
classificação LIVRE, segundo a classificação do Ministério da Justiça, porém,
ainda assim deveria ser autorizado pela direção da ONG.
Por fim, constatou-se também por meio dos relatos da direção, relatórios de
empréstimos, listas de presença e observação direta do próprio estagiário que
as atividades desenvolvidas durante o estágio na biblioteca, aumentaram
significativamente a frequência dos usuários na mesma, levando em
consideração que estes não tinham o hábito frequentá-la, os usuários também
se mostraram mais participativos nas realizações das atividades, as quais
tiveram importância para o desenvolvimento da leitura e no processo de
alfabetização dos envolvidos.
Conclusão
Percebeu-se que as ações realizadas durante o período do estágio
contribuíram para organizar o acervo, desenvolver o hábito de leitura, a
criatividade, destacar a importância da biblioteca na formação dos indivíduos,
ampliar o acesso à informação, bem como auxiliar os usuários dessa ONG na
utilização correta das fontes de informação, dando a eles subsídios
necessários para usufruírem e ampliarem seus conhecimentos.
O estágio possibilitou ao aluno de biblioteconomia confrontar teoria e prática,
desenvolver competências, assumir responsabilidades, identificar os desafios
da atuação e a refletir sobre a importância do profissional da informação.

�Referências
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2009.
OBREIROS DO BEM. Disponível em: &lt;http://obreirosdobemrp.org.br/ Acesso
em: 28 set. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33314">
                <text>ONG PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: A EXPERIÊNCIA DE ATUAÇÃO DE UM ESTUDANTE DE BIBLIOTECONOMIA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33315">
                <text>Edmilson Alves dos Santos Júnior</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33316">
                <text>Claudio Marcondes Castro Filho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33317">
                <text>Paulo Rogério Gonçalves Dantas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33318">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33319">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33321">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33322">
                <text>Apresenta a biblioteca de uma ONG enquanto suporte para mediação da informação e acolhimento de crianças e adolescentes, visando o papel do aluno de biblioteconomia e sua atuação enquanto estagiário neste local. Demonstrando a importância do papel do profissional da ciência da informação e suas diferentes atuações em áreas distintas. Acredita-se que o estágio possa contribuir para que o aluno domine os fundamentos conceituais, a prática e a técnica de diferentes formas de tecnologia, gestão, armazenamento, organização, distribuição e preservação da informação, pertinentes a sua formação e quanto ao futuro da informação. Conclui que este processo também possibilite ao aluno de biblioteconomia confrontar teoria e prática, desenvolvendo competências para assumir responsabilidades, identificar os desafios da atuação e a refletir sobre a importância do profissional da informação exercendo diversas atividades, a fim de construir um processo democrático de acesso à informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66802">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2838" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1920">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2838/1952-1969-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d253b697b175d333203f86c47f5722f2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33313">
                    <text>O papel do bibliotecário como mediador da informação científica
na era da pós-verdade

Amanda Moura de Sousa (UFRJ) - amandamoura@if.ufrj.br
Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo principal discutir teoricamente o papel do profissional
da informação, em especial o bibliotecário, como mediador da informação científica para o
usuário em geral na era da pós-verdade. A discussão é conduzida a partir de aspectos
históricos da informação científica, com destaque para a relação do usuário com a informação
a partir do uso da tecnologia. É proposta a interseção entre Ciência da Informação e Ciência
Cognitiva para compreender aspectos subjetivos das necessidades de informação dos usuários
para que os profissionais da informação possam desenvolver uma abordagem mais eficaz para
a promoção de habilidades que direcionem o usuário para obter informação qualificada.
Palavras-chave: Pós-verdade;
Cognitiva

Informação

Científica;

Ciência

da

Informação;

Ciência

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Em 2016, a Oxford Dictionaries elegeu a palavra pós-verdade como a palavra
do ano. Segundo o dicionário, a palavra pode ser definida como: “substantivo que se
relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência
em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais” (POSTTRUTH..., 2016, tradução nossa).
O avanço das tecnologias de informação e comunicação (TICs),
especialmente após a chegada das tecnologias de dados móveis, consolida o
fenômeno pós-verdade por consequência da maior exposição dos usuários a um
grande volume de informação, representando um desafio para a ciência e também
para bibliotecários e profissionais da informação. Outra mudança que interfere nessa
relação é “descentralização” da autoria motivada pela produção colaborativa e
intertextualidade (MIRANDA; SIMEÃO; MUELLER, 2007).
O conhecimento científico, ao longo se sua história se estabeleceu na
sociedade como instancia máxima de credibilidade de discurso. À medida que seu
desenvolvimento trouxe progresso e soluções para a vida do homem, enfrentou
também resistência por parte da sociedade devido às crenças preexistentes ou pela
dificuldade do diálogo científico com a sociedade (ROSA, 2005).
Com o intuito de reduzir a distância entre a informação científica e o público
leigo, surgiram diversas revistas especializadas na divulgação científica se utilizando
de linguagem simples e de fácil entendimento. Porém, diante da pós-verdade, a
ciência precisa reinventar a forma como se comunica com a sociedade (MAKRI,
2017). Além dessas relações entre ciência e sociedade, ainda existem questões
relativas à cognição do indivíduo que ajudam a compor a extensão da pós-verdade.
A partir desse panorama, o objetivo deste trabalho é conduzir discussão
teórica acerca do papel do bibliotecário como mediador de informação científica para
o grande público diante do problema que surge com as novas tecnologias: a
aceitação pelo grande público de informações falsas (pós-verdade).
O estudo propõe uma abordagem interdisciplinar entre Ciência da Informação,
Biblioteconomia e a Ciência Cognitiva à luz das teorias da mente. A justificativa do
estudo é a necessidade das práticas biblioteconômicas explorarem questões mais
subjetivas sobre o usuário para promover condições seguras para interpretação da
informação.
MÉTODO DA PESQUISA
Por tratar-se de pesquisa teórica ainda em curso por ocasião do
doutoramento em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (UFRJ), foi
realizado levantamento bibliográfico para conduzir a discussão a partir de três eixos
básicos:
•
Conceituação de comunicação científica e divulgação científica,
traçando uma breve contextualização do tema ao longo da história.
•
Pós-verdade e temas que possibilitem orientar a atividade profissional
do bibliotecário como mediador de informação.

�•
Breve estudo sobre teorias da mente e necessidade informacional para
o entendimento de questões mais profundas do usuário e sua relação com a
informação científica.
DISCUSSÃO
A informação científica acompanha as descobertas e avanços da ciência ao
longo da história. A informação científica objetiva, essencialmente, documentar e
tornar a ciência pública. Como veremos a seguir, o desenvolvimento e a expansão
do conhecimento científico resultaram na classificação da informação científica em
comunicação científica e divulgação científica.
Derek de Solla Price (1986) expõe que o conhecimento científico apresenta
crescimento exponencial à medida que há mais interesse por determinado campo, e
esse maior interesse é incentivado principalmente pela capacidade de uma área do
conhecimento se comunicar entre os pares. Ainda segundo Price (1986, p.5), o
aumento de sociedades científicas e de publicações proporcionou a “transição da
pequena ciência para a grande ciência”. Portanto, a comunicação científica é um
instrumento importante para o desenvolvimento da ciência, porém, não é capaz de
aproximar ciência e sociedade, por utilizar linguagem específica para a comunicação
entre os pares. Para aproximar ciência da sociedade, surge a divulgação científica.
Nesse trabalho, foi adotado como marco inicial da divulgação científica a obra
de Galileu Galilei (1564-1642) Diálogos sobre os dois sistemas máximos do mundo,
ptolomaico e copernicano (1632) escrita em diálogos e em italiano ao invés do latim,
a língua ciência. Isto possibilitou que mais pessoas acessassem o texto. A partir do
século XIX, a divulgação científica passa a ser estruturada em linguagem mais
simples e em publicações específicas, aproximando mais a ciência da sociedade
(MUELLER; CARIBE, 2010).
A partir da internet, a divulgação cientifica é facilitada principalmente por
questões de acesso e pela variedade de conteúdo disponível sem as barreiras do
espaço e do tempo. Essa facilidade, no entanto, traz consigo um problema para a
divulgação científica em função da facilidade de manipulação das informações: a
divulgação de falsos fatos científicos.
Apesar das notícias falsas alcançarem mais público no século XXI, elas não
são necessariamente uma novidade1. O que ocorre é a facilidade de disseminação e
aceitação de informação falsa por ocasião da tecnologia e do tempo de exposição
do indivíduo à informação, principalmente com o desenvolvimento de tecnologias
móveis como smartphones, tablets, etc.
De acordo com o observado sobre a pós-verdade na introdução, as notícias
falsas fazem apelo às emoções e às crenças coletivas e individuais. Por essa razão,
este trabalho aborda alguns trabalhos que podem contribuir para a aproximação dos
1

Como exemplo, o mito do uso de apenas 10% da capacidade cerebral surgiu no século XIX e
perdura até os dias de hoje na crença popular mesmo com diversos estudos comprovando o contrário
a partir dos anos 2000 l (LOPES, 2016). No cenário brasileiro, a imprensa carioca durante a A
Revolta da Vacina (1904) propagou diversos fatos que não eram comprovados cientificamente
(VIEIRA, 2016). Estes fatos foram assimilados como verdadeiros por grande parte da população,
iniciando a revolta contra a vacinação obrigatória.

�bibliotecários (e demais profissionais da informação) com questões mais subjetivas a
respeito da relação entre usuário e informação.
Para o presente trabalho, a compreensão dos componentes cognitivos
particulares do indivíduo está alinhada aos modelos mentais de Johnson-Laird
(2010, p. 18244, tradução nossa): “quando eles entendem uma descrição do mundo,
eles podem construir uma representação similar, embora menos rica – um modelo
mental do mundo baseado no significado da descrição e seu conhecimento.” A partir
disso, observa-se que crenças e conhecimentos prévios, podem afetar como o
indivíduo assimila a informação.
Além dos modelos mentais, uma abordagem cognitiva das emoções se
relaciona intimamente com a pós-verdade, pois seu discurso é caracterizado pelo
apelo emocional. Oatley e Johnson-Laird (2014) abordam três teorias cognitivas
para as emoções. Dentre as três teorias, destaca-se a teoria das emoções
comunicativas:
são sinais que estabelecem o corpo e a mente em modos que foram
moldados pela evolução e pela experiência individual para levar uma
pessoa a certos tipos de ações apropriadas ao evento genérico e para
impor urgência a essas ações (OATLEY; JOHNSON-LAIRD, p. 135, 2014,
tradução nossa).

Os estudos sobre a mente apresentados até aqui agregam conhecimento
teórico que permite aos profissionais da informação conhecer aspectos particulares
do usuário com objetivo de contribuir para o desenvolvimento de práticas para
disseminar informação de qualidade, atendendo às necessidades dos usuários. A
interseção entre a Ciência da Informação e a Ciência Cognitiva pode desenvolver
habilidades que estão além das técnicas rotineiras dos bibliotecários, envolvendo a
relação interpessoal e estimulando o letramento informacional dos usuários (NEVES,
2006).
Heersmink (2016), desenvolveu estudo acerca dos impactos do uso da
internet para busca de informação na cognição do indivíduo. Embora acredite que há
mais aspectos positivos que negativos na busca diária por informação na internet, o
autor aponta que existem componentes intrínsecos ao indivíduo que podem causar
dificuldades de memorização, principalmente se não há treinamento adequado para
o uso seguro da informação.
Alguns estudos em Ciência da Informação ressaltam a importância de
conhecer o usuário a partir da informação como um fenômeno social, propondo uma
construção intersubjetiva da realidade (GANDRA; SIRIHAL DUARTE, 2012).
Savolainen (2014) relaciona a influência de aspectos afetivos e emocionais no hábito
de busca por informação, classificando as buscas por informação em tipos de
acordo com as emoções e sentimentos que as direcionam. Essas abordagens são
fundamentais para a orientação e o estímulo de senso crítico dos usuários em
relação à pós-verdade.
Os aspectos emocionais, afetivos e cognitivos dos usuários de informação
ressaltados nos estudos citados representam parte importante de qualquer estudo
de usuários a ser realizado. Esses aspectos são subjetivos e isto representa um
desafio para a metodologia a ser utilizada, exigindo um planejamento de execução
consistente.

�Dentre as diversas metodologias para estudo de usuários, Barros (2008)
apresenta uma importante contribuição ao estudar as dimensões metacognitivas do
comportamento de busca tanto dos profissionais da informação quanto dos usuários
do Arquivo Publico do Estado do Maranhão através de estudo empírico, análise
documental, entrevistas e o protocolo verbal de David Ellis2. Portanto, analisar o
usuário a partir de seus aspectos cognitivos requer a realização de um trabalho
complexo.
CONCLUSÕES
No mundo moderno, estamos mais conectados à informação através da
internet muito em função dos dispositivos móveis. Essa facilidade de acesso
aumenta o tempo de exposição dos usuários à informação sendo crucial para a
consolidação da pós-verdade, afetando a relação dos usuários com a informação
científica. Além da dificuldade histórica da ciência em se comunicar com a
sociedade, aspectos cognitivos do ser humano favorecem a assimilação de
informação científica falsa – uma das principais características do discurso presente
na pós-verdade.
Aos profissionais da informação – enquanto mediadores da informação –
cabe o estudo interdisciplinar entre Ciência da Informação e Ciência Cognitiva para
incorporar à prática profissional diária o conhecimento das funções cognitivas que
orientam os usuários na busca e assimilação da informação, como os modelos
mentais e suas abordagens. Neste momento, os estudos de usuário são a chave
para o aprimoramento da prática profissional. As conclusões apresentadas são
relativas à parte de um estudo ainda em curso, que será melhor desenvolvido
futuramente.
REFERÊNCIAS
BARROS, D. S. Dimensões metacognitivas no comportamento de busca de
informação: estudo do usuário no Arquivo Público do Estado do Maranhão (APEM).
157 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal da
Paraíba, João Pessoa, 2008. Disponível em:
&lt;http://tede.biblioteca.ufpb.br:8080/handle/tede/8525&gt;. Acesso em 15 set. 2017.
GANDRA, T. K.; SIRIHAL DUARTE, A. B. Estudos de usuários na perspectiva
fenomenológica: revisão de literatura e proposta de metodologia de pesquisa. Inf. &amp;
Soc.: Est., João Pessoa, v. 22, n. 3, p. 13–23, set./dez. 2012. Disponível em: &lt;
http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/10861/8573&gt;. Acesso em 30
ago. 2017.
HEERSMINK, R. The Internet, cognitive enhancement, and the values of cognition.
Minds and Machines, v. 26, n. 4, p. 389–407, Oct 2016. Disponível em:
2

Os estudos citados pela autora são:
ELLIS, David. A behavioural approach to information retrieval system design. Journal of
Documentation, v. 45 n. 3, p. 171-212,1989.
______. A behavioural model for information retrieval system design. Journal of Information
Science. v. 15, n. 4-5, p. 237-247, ago 1989.

�&lt;https://doi.org/10.1007/s11023-016-9404-3&gt;. Acesso em: 01 set. 2017.
JOHNSON-LAIRD, P. N. Mental models and human reasoning. PNAS, v. 107, n. 43,
p. 18243–18250, Oct 2010. Disponível em:
&lt;http://www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1012933107&gt; . Acesso em: 09 jul. 2017.
LOPES, R. J. A gente usa apenas 10% do nosso cérebro. Superinteressante, 31
out. 2016. Disponível em: &lt;http://super.abril.com.br/ciencia/a-gente-usa-apenas-10do-nosso-cerebro/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2017.
MAKRI, A. Give the public the tools to trust scientists. Nature, v. 541, n. 7637, p.
261–261, Jan. 2017. Disponível em: &lt;http://www.nature.com/news/give-the-publicthe-tools-to-trust-scientists-1.21307&gt;. Acesso em: 15 jun. 2017.
MIRANDA, A.; SIMEÃO, E.; MUELLER, S. Autoria coletiva, autoria ontológica e
intertextualidade: aspectos conceituais e tecnológicos. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 36, n.
2, p. 35–45, maio/ago. 2007. Disponível : &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S010019652007000200004&gt;. Acesso em: 12 jun. 2017.
MUELLER, S. P. M.; CARIBE, R. DE C. DO V. A comunicação científica para o
público leigo: breve histórico. Inf. Inf., Londrina, v. 15, n. esp., p. 13–30, 2010.
Disponível em: &lt;http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2010v15n1espp13&gt;. Acesso
em: 01 abr. 2017.
NEVES, D. A. Ciência da Informação e cognição humana: uma abordagem do
processamento da informação. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 35, n. 1, p. 39–44, jan./abr.
2006. Disponível em: &lt; http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652006000100005&gt;
Acesso em: 12 jun. 2017.
OATLEY, K.; JOHNSON-LAIRD, P. N. Cognitive approaches to emotions. Trends in
Cognitive Sciences, v. 18, n. 3, p. 134–140, Mar. 2014. Disponível em:
&lt;http://dx.doi.org/10.1016/j.tics.2013.12.004&gt;. Acesso em 06 abr. 2017.
POST-TRUTH. In.: OXFORD Dictionaries. Oxford: Oxford University Press, 2016.
Disponível em: &lt;https://en.oxforddictionaries.com/word-of-the-year/word-of-the-year2016&gt;. Acesso em: 15 jun. 2016.
PRICE, D. J. DE S. Little science, big science... and beyond. New York: Columbia
University Press, 1986. 301 p.
ROSA, L. P. Tecnociências e humanidades: novos paradigmas, velhas questões.
São Paulo: Paz e Terra, 2005. v.1.
SAVOLAINEN, R. Emotions as motivators for information seeking: A conceptual
analysis. Library and Information Science Research, v. 36, n. 1, p. 59–65, Jan.
2014. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.1016/j.lisr.2013.10.004&gt;. Acesso em: 06 jun.
2017.
VIEIRA, C. L. Oswaldo Cruz e a varíola: a revolta da vacina. Superinteressante, 31
out. 2016. Disponível em: &lt;http://super.abril.com.br/historia/oswaldo-cruz-e-a-variolaa-revolta-da-vacina/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33306">
                <text>O PAPEL DO BIBLIOTECÁRIO COMO MEDIADOR DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA ERA DA PÓS-VERDADE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33307">
                <text>Amanda Moura de Sousa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33308">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33309">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33311">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33312">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo principal discutir teoricamente o papel do profissional da informação, em especial o bibliotecário, como mediador da informação científica para o usuário em geral na era da pós-verdade. A discussão é conduzida a partir de aspectos históricos da informação científica, com destaque para a relação do usuário com a informação a partir do uso da tecnologia. É proposta a interseção entre Ciência da Informação e Ciência Cognitiva para compreender aspectos subjetivos das necessidades de informação dos usuários para que os profissionais da informação possam desenvolver uma abordagem mais eficaz para a promoção de habilidades que direcionem o usuário para obter informação qualificada.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66801">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2837" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1919">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2837/1951-1968-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0ea26b0717055b427b0307eaf6a794a9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33305">
                    <text>O modelo organizacional do Sistema de Bibliotecas (SISBIB) da
Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Heloisa dos Santos Brasil (UFRA) - heloisa.brasilhsb@gmail.com
Resumo:
Este artigo versa sobre a construção de um sistema de bibliotecas universitárias federais.
Tem-se por objetivo descrever o processo de construção do Sistema de Bibliotecas (SISBIB) da
Universidade Federal do Tocantins (UFT), relacionando-o ao processo de modernização dessas
bibliotecas. Para essa descrição utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, a partir das
concepções de pesquisa de Lejano (2006), para a coleta de dados utilizou-se de múltiplas
estratégias de investigação, como: pesquisa bibliográfica e documental, observação
participante e entrevistas qualitativas. O percurso de criação do SISBIB foi iniciado de modo
informal com Comissão de Vitalização das Bibliotecas (2003 - 2005), formalizado a partir da
Coordenação de Bibliotecas (2005 – 2009), transformado Coordenação do SISBIB em 2009 e
em Diretoria do SISBIB em 2015. Considera-se que os profissionais envolvidos SISBIB
trabalharam na perspectiva de acompanhar as indicações da literatura especializada, uma vez
que atualmente o Sistema funciona como órgão suplementar ligado a Reitoria, há um assento
para representação discente e para os representantes das oito bibliotecas no Comitê Gestor do
SISBIB, entende-se que essa estrutura pode contribuir para uma gestão participativa e
descentralizada. De modo que o SISBIB tem potencial para funcionar como um órgão
articulador entre as oito bibliotecas e o Repositório Institucional (RI/UFT).
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias - modelo organizacional. Sistemas de Bibliotecas.
Gestão Participativa.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Neste artigo apresenta-se a criação do Sistema de Bibliotecas (SISBIB) da
Universidade Federal do Tocantins (UFT). Esse Sistema é composto oito bibliotecas
universitárias, são elas: Biblioteca do Campus de Palmas, Biblioteca do Campus de
Miracema, duas Bibliotecas do Campus de Araguaína, Biblioteca do Campus de
Tocantinópolis, Biblioteca do Campus de Arraias, Biblioteca do Campus de Gurupi,
Biblioteca do Campus de Porto Nacional.
O objetivo deste artigo é descrever o processo de construção do SISBIB. As
informações apresentadas são parte da pesquisa de mestrado1 da autora. Acredita-se
que essa análise pode contribuir com a memória do SISBIB/UFT, assim como pode
apresentar elementos que embasem a construção de novos modelos organizacionais
de sistemas de bibliotecas universitárias.
Segundo

Carvalho

(2004),

os

modelos

organizacionais

de

bibliotecas

universitárias foram fortemente abordados na década de 1980, onde se discutia se
seriam centralizados, descentralizados ou mesmo em redes de bibliotecas. De acordo
com essa autora, a forma de organização que se consolidou foi o formato de Sistema
de Bibliotecas, 60, 4%, nos quais as bibliotecas de uma universidade estão ligadas por
um órgão coordenador.
Conforme nos indica Dziekaniak (2008, p.15) “decidir sobre um Sistema de
Gestão para Biblioteca Universitária exige reflexão a respeito da razão de ser de uma
BU, isto é, qual o seu papel e contribuição à comunidade acadêmica”. A partir desse
pressuposto desenvolve-se a análise descritiva a seguir.
MÉTODO DA PESQUISA
A abordagem metodológica deste artigo é qualitativa, de acordo Lejano (2006)
que defende a aproximação entre pesquisador e a realidade investigada, por meio da
utilização de múltiplas estratégias de investigação. As fontes de coletas de dados
foram: 1) fontes de informação bibliográficas e documentais como: livros, artigos de
periódicos, relatórios institucionais, notícias do sitio da UFT, etc; 2) observação
1

BRASIL, Heloisa dos Santos. Avaliação do processo de modernização da biblioteca da
Universidade Federal do Tocantins, campus de Palmas. Dissertação de mestrado, Curso de Mestrado
Profissional em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP) da Universidade Federal do Ceará (UFC), 2011.

�participante, segundo Lejano (2006), que consiste em observações e interações
sistemáticas com os atores envolvidos na pesquisa, de modo que os dados devem ser
registrados em anotações e categorizados e 3) entrevistas qualitativas, conforme
recomenda Valles (1999), a partir da elaboração prévia de roteiros com temas a serem
abordados. Realizadas com (três) professores2, (um) assistente em administração e
(três) bibliotecários. Para garantir o sigilo quanto à identidade dos entrevistados, os
seus nomes foram trocados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A UFT foi originada da federalização dos Campus da Universidade do Estado do
Tocantins (Unitins), foi criada em 2000, mas iniciou suas atividades a partir de maio de
2003 com a estrutura, a equipe de pessoal, o patrimônio, os cursos e os alunos que
recebeu da Unitins. Segundo o professor Henrique as bibliotecas foram transferidas nas
seguintes condições: “o acervo era bastante limitado, todos os espaços improvisados.
Não, não foram construídos para serem bibliotecas, [...] não tinha um sistema existente,
na verdade a gente tinha oito bibliotecas isoladas sem uma comunicação entre elas”
(informação verbal)3.
Segundo os entrevistados, além da desatualização dos acervos, da falta de
padronização e informatização dos serviços e das estruturas físicas inadequadas, os
recursos humanos também não eram suficientes e eram inadequados, uma vez que os
bibliotecários e auxiliares de biblioteca não pertenciam ao quadro de pessoal da UFT,
mas eram provenientes dos recursos humanos da Unitins.
A primeira mobilização da UFT para reestruturar as suas Bibliotecas, ocorreu
logo após a implantação da UFT, quando foi formada a Comissão de Vitalização das
Bibliotecas (período de atuação: 2003 – 2005). De acordo com os dados coletados por
meio das entrevistas essa Comissão era composta de por três professores e um
bibliotecário de cada Campus e as suas atividades eram gerenciar a aquisição, o
tombamento e a distribuição dos livros para as Bibliotecas de todos os Campi da UFT.
Contudo, a sua composição era voluntária e a falta de institucionalização ocasionou em

2

Os três professores ocupavam cargos na Reitoria e na Pró-Reitoria de Graduação.
concedida a pesquisadora por meio de entrevista qualitativa.

3Informação

�problemas metodológicos. Essa situação mostrou a necessidade da UFT de articular
formalmente as bibliotecas.
E assim, no ano de 2005, a UFT instituiu a Coordenação de Bibliotecas,
subordinada à Diretoria de Programas Especiais em Educação (DPE) da Pró-Reitoria
de Graduação (PROGRAD), sob responsabilidade de uma bibliotecária ligada ao
Estado do Tocantins. Conforme a professora Marcela “esse setor teve como missão a
elaboração do diagnóstico da situação das bibliotecas da UFT” (informação verbal)4.
Com base no resultado do diagnóstico, a partir de 2006, a UFT passa a investir
esforços para modernizar as suas bibliotecas universitárias, período denominado como
“Ano da Biblioteca"5. Esse processo de modernização envolveu investimentos em:
infraestrutura dos espaços físicos, aquisição de acervo da bibliografia básica e
complementar dos cursos de graduação, aquisição de equipamentos de informática, de
mobiliários, na informatização desses setores, formação de uma equipe de
bibliotecários concursados e a institucionalização do Sistema de Bibliotecas da UFT.
Os bibliotecários do quadro efetivo da UFT, ingressaram no ano de 2006, e
durante três anos (2007-2009) se reunirão para discutir o Regimento Geral do SISBIB
(UFT, 2010). Esse Regimento foi aprovado, como a Resolução 19/2009, pelo Conselho
Universitário (CONSUNI). A partir desse documento o SISBIB é formado por um
Coordenador (ar) Geral e um Comitê Gestor (UFT, 2009).
O Coordenador (ar) Geral do SISBIB deve ter formação em biblioteconomia e o
Comitê Gestor composto pelo Coordenador Geral e pelos Chefes de cada Biblioteca
dos Campus e um discente indicado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Nessa estrutura não há uma biblioteca central, mas oito bibliotecas universitárias
equivalentes que se reportam funcionalmente, no que se refere a política de gestão da
informação, a Coordenação do SISBIB e administrativamente as direções dos Campus
(UFT, 2009).
Tanto a formação do Comitê Gestor quanto a obrigatoriedade de haver, no
mínimo, duas reuniões entre os membros do Comitê Gestor, declarada no artigo 5º do

4

Informação concedida a pesquisadora por meio de entrevista qualitativa.
veiculada
no
sitio
da
UFT.
Disponível
em:
&lt;http://www.noticias.uft.edu.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=21133&amp;Itemid=5&gt;. Acesso
em: 25 jul. 2010.
5Notícia

�Regimento (UFT, 2009), podem permitir uma gestão participativa e a não centralização
das decisões por parte do Coordenador do SISBIB. A participação assegurada de um
discente no Comitê Gestor de um Sistema de Bibliotecas é entendida por Alvarenga
(2002) como uma mudança qualitativa porque visa à participação da Comunidade
Universitária no processo de decisão.
Assim como a primeira Coordenação de Bibliotecas da UFT a Coordenação
Geral do SISBIB continuou subordinado à PROGRAD. Mas, segundo Alvarenga (2002,
p. 14) “os sistemas de bibliotecas, em sua grande maioria, estão subordinados à
Reitoria da Universidade”. Sobre essa tendência da administração de biblioteca
universitária, Dziekaniak (2008) considera que quando esse tipo de sistema está ligado
a Reitoria a comunicação é rápida e evita distorções.
Um exemplo disso pode ser a opção da UFT em adquirir somente livros das
bibliografias básicas dos Cursos de Graduação, apesar de ser expresso no Regimento
do SISBIB que a sua finalidade é oferecer informações técnico-científicas à comunidade
acadêmica para dar suporte aos programas de Ensino, Pesquisa e Extensão. (UFT,
2009).
No ano de 2015, a Resolução 19/2009 foi modificada para a Resolução
007/2015, as principais mudanças no Regimento do SISBIB foram: 1) a sua
administração deixa de ser representada por uma Coordenação e passa a ser uma
Diretoria; 2) deixa de ser subordinado a PROGRAD e passa a responder diretamente a
Reitoria da UFT e 3) além das oito bibliotecas o SISBIB também é composto pelo
Repositório Institucional da UFT (RI/UFT). Além disso, manteve o Comitê Gestor, com
as mesmas características (UFT, 2015).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O
percurso
de

criação

do

SISBIB

iniciou

com

a

Comissão de Vitalização das Bibliotecas (2003 - 2005), porém as bibliotecas foram
articuladas formalmente a partir da Coordenação de Bibliotecas (2005 – 2009), a qual
teve um bibliotecário a sua frente com a designação de articular os demais
bibliotecários para modernizar as bibliotecas e construírem o SISBIB, sendo este
aprovado formalmente, como uma Coordenação Geral em 2009 e transformado em
Diretoria em 2015.

�Nota-se que desde a sua criação até a sua institucionalização os profissionais
envolvidos com o SISBIB tentam acompanhar as indicações da literatura especializada,
seja por manter uma relação sistêmica e descentralizada entre a Direção do SISBIB e
as suas oito bibliotecas; seja por atualmente sua Diretoria ser um órgão suplementar
subordinada ao Reitoria da UFT e seja por garantir a participação dos representantes
das bibliotecas e a representação discente no Comitê Gestor do SISBIB, o que pode
contribuir para o desenvolvimento de uma gestão participativa e para um melhor
conhecimento das necessidades dos seus usuários.
REFERÊNCIAS
ALVARENGA, Thais Castro Caldeira de. Sistemas organizacionais de bibliotecas
universitárias do estado do Rio de Janeiro: um breve estudo de suas gestões frente às
novas tecnologias de informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife. Anais... Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/139.a.pdf&gt;. Acesso em: 25 out. 2010.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. A socialização do conhecimento no espaço
das bibliotecas universitárias. Niterói: Intertexto, 2004.
DZIEKANIAK, Cibele Vasconcelos. Sistema de gestão para biblioteca universitária
(SGBU): teoria e aplicação, Biblios, n. 31, p. 1-28, abr./jun. 2008. Disponível em:
http://www.scielo.org.pe/pdf/biblios/n31/a04n31.pdf. Acesso em: 25 out. 2010.
LEJANO, Raul P. Experience. In:_.Frameworks for policy analysis: mergig text and
context. New York: Routledge, 2006. p. 177 – 197.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Relatório de Avaliação Institucional –
UFT 2009-2010. Palmas: UFT, 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Resolução do Conselho Universitário
(CONSUNI) N° 19/2009. Dispõe sobre a criação do Regimento Geral do Sistema de
Bibliotecas da UFT (SISBIB). Palmas: UFT, 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Resolução do Conselho Universitário
(CONSUNI) N° 007/2015. Dispõe sobre o Regimento Geral do Sistema de Bibliotecas
(SISBIB) no âmbito da Universidade Federal do Tocantins. Palmas: UFT, 2015.
VALLES, Miguel S. Técnicas de conversación, narracion (1): las entrevistas em
profundidad. In:__. Técnicas cualitativas de investigación social: reflexión
metodológica y prática profissional. Madrid: Sintesis, 1999. p.177-233.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33298">
                <text>O MODELO ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS (SISBIB) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS (UFT)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33299">
                <text>Heloisa dos Santos Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33300">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33301">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33303">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33304">
                <text>Este artigo versa sobre a construção de um sistema de bibliotecas universitárias federais. Tem-se por objetivo descrever o processo de construção do Sistema de Bibliotecas (SISBIB) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), relacionando-o ao processo de modernização dessas bibliotecas. Para essa descrição utilizou-se a abordagem metodológica qualitativa, a partir das concepções de pesquisa de Lejano (2006), para a coleta de dados utilizou-se de múltiplas estratégias de investigação, como: pesquisa bibliográfica e documental, observação participante e entrevistas qualitativas. O percurso de criação do SISBIB foi iniciado de modo informal com Comissão de Vitalização das Bibliotecas (2003 - 2005), formalizado a partir da Coordenação de Bibliotecas (2005 – 2009), transformado Coordenação do SISBIB em 2009 e em Diretoria do SISBIB em 2015. Considera-se que os profissionais envolvidos SISBIB trabalharam na perspectiva de acompanhar as indicações da literatura especializada, uma vez que atualmente o Sistema funciona como órgão suplementar ligado a Reitoria, há um assento para representação discente e para os representantes das oito bibliotecas no Comitê Gestor do SISBIB, entende-se que essa estrutura pode contribuir para uma gestão participativa e descentralizada. De modo que o SISBIB tem potencial para funcionar como um órgão articulador entre as oito bibliotecas e o Repositório Institucional (RI/UFT).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66800">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2836" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1918">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2836/1950-1967-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a0a8ea235c951e8ce7632dadc48d8847</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33297">
                    <text>O COACHING E A MENTORIA COMO PROCESSOS DE
ORIENTAÇÃO À PESQUISA ACADÊMICA NOS CURSOS DE
GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO

Adriana Maria Souza (FESPSP) - asouza@fespsp.org.br
Resumo:
O estudo aproxima a relação da mentoria e do coaching como práticas pedagógicas para a
melhoria nos processos de orientação acadêmica nos cursos de graduação em Biblioteconomia
e Ciência da Informação, em apoio ao desenvolvimento de habilidades discentes e docentes
relacionadas à condução da pesquisa acadêmico-científica com ênfase no Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC). Ao reconhecer a importância dessas abordagens nas Instituições
de Ensino Superior (IES), considera-se aplicável a utilização dessas formas de interação,
caracterizadas por uma cultura de aprendizado contínuo. Apresenta uma pesquisa de natureza
qualitativa e exploratória, a partir de levantamento bibliográfico e revisão da literatura sobre
as duas temáticas abordadas. Para a coleta dos dados foi utilizado como instrumento
metodológico, um questionário elaborado a partir de perguntas abertas aos docentes,
discentes e coordenador do TCC da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
FESPSP, objetivando aproximar e comparar a prática de orientação vigente com os processos
e aplicações da mentoria e do coaching. A partir da análise dos resultados pode-se aferir que,
a prática desses processos de orientação acadêmica podem se relacionar e serem aplicados na
construção de Trabalhos de Conclusão de Curso potencializando o desenvolvimento da
pesquisa científica e do pesquisador.
Palavras-chave: Coaching. Mentoria. Pesquisa acadêmica. Instituições de Ensino Superior.
Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo VII: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia
Resumo expandido: O estudo aproxima a relação da mentoria e do coaching como
práticas pedagógicas para a melhoria nos processos de orientação acadêmica nos
cursos de graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação, em apoio ao
desenvolvimento de habilidades discentes e docentes relacionadas à condução da
pesquisa acadêmico-científica com ênfase no Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC). Ao reconhecer a importância dessas abordagens nas Instituições de Ensino
Superior (IES), considera-se aplicável a utilização dessas formas de interação,
caracterizadas por uma cultura de aprendizado contínuo. Apresenta uma pesquisa
de natureza qualitativa e exploratória, a partir de levantamento bibliográfico e
revisão da literatura sobre as duas temáticas abordadas. Para a coleta dos dados foi
utilizado como instrumento metodológico, um questionário elaborado a partir de
perguntas abertas aos docentes, discentes e coordenador do TCC da Faculdade de
Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, objetivando aproximar e
comparar a prática de orientação vigente com os processos e aplicações da
mentoria e do coaching. A partir da análise dos resultados pode-se aferir que, a
prática desses processos de orientação acadêmica podem se relacionar e serem
aplicados na construção de Trabalhos de Conclusão de Curso potencializando o
desenvolvimento da pesquisa científica e do pesquisador.
Introdução: A educação está em transição, o cenário acadêmico na
contemporaneidade tem apresentado mudanças críticas e constantes, seja no
aspecto tecnológico ou geracional. Tais mudanças incluem maior ênfase em
aprendizado; educação continuada; assuntos híbridos, multidisciplinares;
tecnologias como ferramentas de aprendizagem; ensino a distância;
reconhecimento da natureza perene da informação e do conhecimento (STERLING,
2001). De acordo com a literatura pesquisada, coaching e mentoria são práticas que
têm se mostrado cada vez mais presentes no cenário organizacional e também
acadêmico, vinculadas a interesses de orientação, desenvolvimento profissional,
melhoria de desempenho e reflexões sobre carreira. Assim, o objetivo da pesquisa
foi apresentar a possibilidade de incluir tais processos no contexto do TCC.
Método da pesquisa: Para atingir os pressupostos da pesquisa, o procedimento
metodológico adotado foi a revisão da literatura para a fundamentação teórica sobre
a mentoria e o coaching que pudessem esclarecer questões correlatas às ambas no
teor da orientação de trabalhos acadêmico-científicos. Na literatura estrangeira, em
relação a pesquisa bibliográfica não foi utilizado o termo “graduação” como titulação,
devido às instituições de ensino internacionais não disporem de cursos de
Biblioteconomia como bacharelado, mas sim, como pós-graduação. A pesquisa é de
natureza qualitativa e exploratória que utiliza o estudo comparativo entre as

�respostas dos entrevistados e a análise do conteúdo desenvolvido, demonstrando
congruência entre as abordagens. Os dados coletados foram possíveis a partir de
questionário elaborado com perguntas abertas sobre os processos de orientação
acadêmica, sendo quatro questões formuladas ao coordenador do TCC; cinco para
os docentes e quatro aos discentes. No total participaram desta pesquisa: 01
coordenador, 03 docentes e 05 discentes. Para esses últimos, considerou-se que
estivessem em período de construção do trabalho acadêmico-científico, o TCC, ou
que já tivessem tido interesse ou participação em um programa de Iniciação
Científica. As entrevistas foram semiestruturadas, no qual os sujeitos entrevistados
pudessem ser conduzidos a um roteiro aberto do que em uma entrevista
padronizada (FLICK, 2009).
Resultados: Para auxílio à pesquisa em sua comprovação fenomenológica, optouse pelo questionário e pela entrevista, como instrumentos de coleta de dados
(CERVO, BERVIAN, SILVA, 2006). No primeiro caso, foram elaboradas perguntas
previamente dirigidas para a obtenção das respostas sobre as variáveis da pesquisa
servindo de apoio e condução à entrevista. As questões foram construídas em
referência à orientação acadêmica em Trabalhos de Conclusão de Curso,
objetivando apresentar a congruência das questões com os objetivos da pesquisa.
As questões foram elaboradas sob o ponto de vista da orientação e seus praticantes
(discentes, docentes e coordenação), sob os aspectos descritos no Quadro a seguir.
Quadro 3 – Síntese dos tópicos elaborados para o questionário e abordados na entrevista
ORIENTANDO

ORIENTADOR

COORDENADOR

(A) Percepção da relação de
orientação;
(B) Razões para a escolha
de um professor como
orientador;
(C) Atributos pessoais e
profissionais
considerados
essenciais
na
relação
orientador-orientando;
(D) O papel do pesquisador
como orientando.

(A) Percepção da relação de
orientação;
(B) Razões que motivaram o
pesquisador a escolhê-lo
para ser orientador;
(C) Desafios identificados na
relação de orientação;

(A) Função da orientação no
ensino superior;
(B) Percepção da relação de
orientação em sua prática;
(C) Desafios identificados na
relação de orientação;

(D) Uso de metodologias (D) Ideário de orientação
para
a
realização
e acadêmica.
condução da orientação;
(E) O papel do docente
como orientador.

Fonte: Elaborado pela autora.

Os tópicos utilizados para a elaboração do questionário de pesquisa foram
determinados a partir da análise dos processos de coaching e mentoria, no teor de
suas definições, contextos e origens para o estudo comparativo dessas práticas nos
procedimentos de orientação. Os termos que foram observados nas respostas
dadas nas entrevistas se assemelham as abordagens do coaching e da mentoria,
tais como: afinidade pessoal, vontade de ajudar, auxílio para encontrar um caminho,
desenvolvimento de uma ideia, conhecimento do orientador sobre a área de

�interesse do orientando, admiração, diálogo aberto, competência, parceria, novos
conhecimentos, empatia, humildade, confiança, comunicação, foco, respeito,
acolhimento, motivação, prazos estipulados, sensibilizar, autoestima, incentivo,
clareza, saber aonde quer chegar, estimular, fazer perguntas desafiadoras,
aprender junto, capacidade de descoberta, não dar respostas prontas. A percepção
da relação de orientação pelos orientandos e as razões para a escolha de um
professor como orientador se aproximam e convergem no aspecto da afinidade
pessoal e interesse pelo tema de pesquisa, como afirmaram os alunos
entrevistados.
Discussão: O nascimento do coaching se efetiva em resposta as mudanças nas
condições sociais, culturais e econômicas surgindo para preencher uma insatisfação
crucial do sujeito, antes visto “como tendo uma identidade unificada e estável está
se tornando fragmentado; composto não de uma única, mas de várias identidades,
algumas vezes contraditórias e não resolvidas” (HALL, 2005). O coaching
representa a arte de facilitar o desempenho, o aprendizado e que consiste em
ajudar as pessoas a aprender, em vez de ensiná-las (DOWNEY, 2003; SIELER,
2005; WHITMORE, 2006; GALLWEY, 2013). O coach (quem aplica o coaching) e o
coachee (quem recebe) formam uma parceria de aprendizagem, de respeito e
confiança. Desde a sua origem, na Grécia Antiga, um mentor já era conceituado
como alguém dotado de sabedoria. O termo mentoring, como abordam Hudson
(1999); Stueart e Sullivan (2010); Ferreira e Dutra (2010); Scalabrin; Kishore;
Casado (2010); Oliveira (2012), se originou na época da Guerra de Troia, ocorrida
entre o período 1300-1200 a.C., quando Ulisses, Rei de Ithaca foi para a batalha e
pediu a seu escravo, chamado Mentor, que era mestre e conselheiro de seu filho
Telêmaco, para que cuidasse de sua família. Nesse contexto, o termo mentor
passou a significar amigo, protetor, orientador, professor. Como qualquer formação
profissional, aprender a ser um bibliotecário será incompleto sem uma forma de
vivenciar aspectos práticos e cotidianos de sua área de estudo (KELSEY,
RAMASWAMY, 2005). Contudo, faz-se necessário que o estudante saiba identificar
as diversas áreas de atuação em sua formação no curso para realizar escolhas
profissionais profícuas, é o que sugerem Kelsey e Ramaswamy (2005), sendo capaz
de responder a qual aspecto da área de formação o interessa mais: seja este
referente ao núcleo estrutural do curso de graduação, como a catalogação, ou o tipo
de unidade de informação que irá atuar. Ambos os autores consideram como
instrumentos de auxílio, a mentoria e o coaching para que os estudantes de
Biblioteconomia possam ser bem sucedidos em suas decisões de carreira,
baseando-se em suas inclinações e campos de maior interesse, o que pode ser
concebido e estruturado no início do processo de pesquisa para o TCC.
Considerações finais: A pesquisa buscou apresentar a relação das práticas de
coaching e mentoria, como possibilidades viáveis de desenvolvimento e melhoria de
habilidades e competências nos processos de orientação acadêmica no curso de

�graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação na FESPSP, a partir da
construção do trabalho de conclusão de curso. Os dados obtidos reforçaram a
importância e a necessidade de uma orientação pautada nas premissas atribuídas a
cada uma das abordagens, desde a escolha por um orientador até o processo de
condução da pesquisa, no fortalecimento e reforço da aprendizagem acadêmica
objetivando capacitar o aluno para o desenvolvimento de suas metas de ensinoaprendizagem. O coaching e a mentoria podem ser processos eficazes quando
todas as partes interessadas estiverem empenhadas na estruturação de uma cultura
de aprendizagem progressiva e contínua, a partir de um sistema institucionalizado
nas IES.
Referências:
CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A.; SILVA, Roberto da. Metodologia científica.
6. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006.
DOWNEY, Myles. Effective coaching: lessons from the coaches’ coach. 3rd. ed.
[S.l.]: Cengage Learning, 2003.
FERREIRA, Marcos Aurélio de Araújo; DUTRA, Joel Souza. Orientação profissional.
In: DUTRA, Joel Souza (Org.); SCALABRIN, Ana Carla. et al. Gestão de carreiras
na empresa contemporânea. São Paulo: Atlas, 2010. p. 155-171.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução Joice Elias Costa. 3. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2009.
GALLWEY, W. Timothy. The inner game: a essência do jogo interior. São Paulo:
New Book, 2013.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu
da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2005.
HUDSON, Frederic M. The handbook of coaching: a comprehensive resource
guide for managers, executives, consultants, and human resource professionals.
San Francisco: Jossey-Bass, 1999.
KELSEY, Paul; RAMASWAMY, Mohan. Designing a successful library school field
experience. Library Management, v. 26, n. 6-7, p. 311-323, 2005.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Coaching, mentoring e counseling: um
modelo integrado de orientação profissional com sustentação da universidade
corporativa. São Paulo: Atlas, 2012.

�SCALABRIN, Ana Carla; KISHORE, Angeli; CASADO, Tania. Tendências na gestão
de carreira. In: DUTRA, Joel Souza (Org.); SCALABRIN, Ana Carla. et al. Gestão
de carreiras na empresa contemporânea. São Paulo: Atlas, 2010. p. 197-218.
SIELER, Alan. Coaching to the human soul: ontological coaching and deep
change. Australia: Newfield Institute, 2005.
STERLING, Stephen. Sustainable education: re-visioning learning and change.
Devon: Green Books, 2001.
STUEART, Robert D. &amp; SULLIVAN, Maureen. Developing library leaders: a howto-do-it manual for coaching, team building, and mentoring library staff. New York:
Neal-Schuman, 2010.
WHITMORE, John. Coaching para performance: aprimorando pessoas,
desempenhos e resultados. Tradução Tatiana Sá Antunes. Rio de Janeiro:
Qualitymark, 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33290">
                <text>O COACHING E A MENTORIA COMO PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO À PESQUISA ACADÊMICA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33291">
                <text>Adriana Maria Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33292">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33293">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33295">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33296">
                <text>O estudo aproxima a relação da mentoria e do coaching como práticas pedagógicas para a melhoria nos processos de orientação acadêmica nos cursos de graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação, em apoio ao desenvolvimento de habilidades discentes e docentes relacionadas à condução da pesquisa acadêmico-científica com ênfase no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ao reconhecer a importância dessas abordagens nas Instituições de Ensino Superior (IES), considera-se aplicável a utilização dessas formas de interação, caracterizadas por uma cultura de aprendizado contínuo. Apresenta uma pesquisa de natureza qualitativa e exploratória, a partir de levantamento bibliográfico e revisão da literatura sobre as duas temáticas abordadas. Para a coleta dos dados foi utilizado como instrumento metodológico, um questionário elaborado a partir de perguntas abertas aos docentes, discentes e coordenador do TCC da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, objetivando aproximar e comparar a prática de orientação vigente com os processos e aplicações da mentoria e do coaching. A partir da análise dos resultados pode-se aferir que, a prática desses processos de orientação acadêmica podem se relacionar e serem aplicados na construção de Trabalhos de Conclusão de Curso potencializando o desenvolvimento da pesquisa científica e do pesquisador.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66799">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2835" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1917">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2835/1949-1966-1-PB.pdf</src>
        <authentication>77b066d07ec78bbc5b11f9d615c91186</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33289">
                    <text>MBA GESTÃO E USO DA INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE
Maria Imaculada Cardoso Sampaio (FeBAB) - imaculadasampaio@gmail.com
Renata Homem de Mello (Unisa) - rhmello@prof.unisa.br
Resumo:
Relato de experiência do MBA : Gestão e Uso da Informação na Área da saúde, oferecido pela
Universidade Santo Amaro.
Palavras-chave: Formação do bibliotecário. Área da Saúde. Gestão e uso da informação.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017
Relato de Experiência - Eixo 7 Comunicação científica, formação do
bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.

Introdução
O MBA Gestão e Uso da Informação na Área da Saúde tem como objetivo
capacitar profissionais que organizam e disseminam o conhecimento, assim
como os usuários da área da saúde que necessitam de informação qualificada
para a tomada de decisão. As metas do curso são:
•

Introduzir saberes sobre o conhecimento científico e sua importância na
tomada de decisão.

•

Apresentar as fontes de informação disponíveis para o aprendizado do
profissional na área da saúde.

•

Capacitar para o uso das fontes de informação.

•

Preparar para a avaliação criteriosa e crítica do conhecimento científico
recuperado nas fontes de informação.

•

Formar autores para a elaboração de trabalhos científicos de qualidade.

Os MBAs (Master in Business Administration) são direcionados ao mundo
executivo e voltados para os profissionais que necessitam ampliar o
conhecimento nos campos de gestão de negócios e administração
corporativa (UNISA, S.D.). O MBA em questão atende a uma demanda dos
profissionais que têm na informação o seu instrumento de trabalho, tais como
profissionais e estudantes da área de Ciências Humanas (Biblioteconomia,
Ciência da Informação) e da área de Ciências da Saúde (Biologia,
Enfermagem, Medicina, Nutrição, dentre outros). A demanda foi manifestada
pelos profissionais que participam do Grupo de Bibliotecários da Área da
Saúde que, desde 2012, vinha buscando uma instituição para promover o
curso na modalidade EAD para capacitar os bibliotecários que atuam nessa
área.
Os cursos em EAD vêm se firmando como recursos importantes para a
especialização e capacitação de profissionais que não podem se deslocar
para os grandes centros, nem se afastarem de seus ambientes de trabalho.
“Na literatura, se observa que a EAD vem sendo utilizada tanto para a
capacitação como para a formação profissional.” (OTANI, et al, 2016). A
Universidade Santo Amaro, com a sua experiência na promoção de cursos
na modalidade EAD e com mais de 100 cursos disponíveis aceitou nossa
proposta e criou o ambiente necessário para a produção do curso.
Relato da Experiência
Tendo como proposta especializar os profissionais e usuários da
informação, o MBA tem como público alvo os profissionais e estudantes da
área de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Biologia, Enfermagem,

�Medicina, Nutrição, dentre outros interessados em aprender a buscar e usar
a informação na área da Saúde para sua prática profissional e geração de
novo conhecimento.
O ambiente Modle de aprendizagem oferece perfeita interação com a
coordenação e com os tutores das disciplinas. A seguir os recursos da
plataforma são apresentados.
Fóruns de apresentação e encerramento da disciplina: espaço para interagir
com colegas e professor, fazendo a apresentação de suas características,
expectativas e experiências profissionais. Com isso, os estudantes passam a se
conhecer e interagem fora dos temas de estudo. Ao final de cada disciplina, por
meio do fórum de encerramento, será instituída a avaliação do processo de
aprendizagem, em todos seus aspectos.
Web Conferências: conferências sobre estudos de caso, ou um tema palpitante
na área, com possibilidades de interação do aluno, uma vez que são
apresentadas com data e horário pré-agendado, em plataforma eu possibilita a
participação efetiva do aluno.
Bate-papo: momentos de interlocução, em tempo real, com os demais colegas
e professor em datas e horários previamente agendados, sempre sobre o tema
em discussão da fase de estudo.
Diário de bordo: em cada etapa, após ter acessado todos os conteúdos, o aluno
terá este espaço para registrar suas interpretações, impressões e expectativas.
O seu registro poderá ser acessado por outros estudantes e/ou docentes, que
poderão também comentar, criando um meio de discussão constante sobre cada
um dos temas de aula.
Agenda com toda programação e datas das etapas da disciplina.
Material instrucional: elaborado por professores altamente especializados e
selecionados com rigor, devido ao seu conhecimento e competência na área,
oferece orientação sobre uso do ambiente virtual da disciplina, assim como
artigos ou resenhas relacionados à temática da disciplina disponibilizados pelo
professor, como complemento dos outros materiais oferecidos. Vídeos com
aulas sobre temas específicos da disciplina e materiais externos que completam
o aprendizado. Os recursos pedagógicos contam com indicações de artigos
científicos que abordam os principais conteúdos da disciplina, palestras de
profissionais, mesas redondas e entrevistas com outros profissionais,
animações, jogos da internet e podcast.
Correio da disciplina: recurso para comunicação com professor,
coordenador do curso e outros colegas.
Perfil: espaço de apresentação, colocando dados pessoais e profissionais.
Avaliação: a avaliação se dá de forma virtual e com a presença do aluno, de
acordo com a exigência do Ministério da Educação, nos polos selecionados no
momento da matrícula, para as provas de final de módulo. As etapas são.
Atividade Avaliativa Eletrônica: estruturada com 10 questões de múltipla
escolha, focadas na capacidade do estudante em aplicar os conceitos teóricos
na resolução de situações problemas.

�Atividade Avaliativa Dissertativa: Atividade estruturada com uma situaçãoproblema um texto de base contextualizado, irá transitar por todo o aprendizado
da disciplina.
Prova Presencial: constituída de questões dissertativas, interdisciplinares,
voltadas para a aplicação prática e/ou análise crítico-reflexiva do conteúdo. São
feitas nos polos da UNISA, ao final de cada módulo.
Trabalho de Conclusão de Curso: produção de um artigo científico, como
parte integrante da formação do aluno. O trabalho deve refletir o
amadurecimento do estudante na área, bem como, sua capacidade de aplicar,
interpretar, analisar e discutir os conceitos e técnicas da área do conhecimento.
A Carga horária total do curso é de 480 horas, sendo 360 horas de estudos
teóricos, mais 120h de atividades extra sala.
Grade do Curso
Módulo I: GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SÁUDE
Disciplina 1 - Introdução aos sistemas de informação da área da saúde.
Disciplina 2 - Planejamento e gestão de serviços da informação na área da
saúde.
Disciplina 3 – Gestão do conhecimento na área da saúde.
Disciplina 4 - O usuário da informação na área da saúde.

Módulo II: INFORMAÇAO NA TOMADA DE DECISÃO NA ÁREA DA SAÚDE
Disciplina 1 – Conhecimento na tomada de decisão.
Disciplina 2 - Políticas públicas em saúde baseadas em evidências.
Disciplina 3 – Qualidade dos artigos científicos como parâmetro para a
Medicina Baseada em Evidências (MBA).
Módulo III: FONTES DE INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE
Disciplina 1 – Fontes de informação na área da saúde.
Disciplina 2 - Linguagens de indexação, ferramentas ontológicas e
taxonomia.
Disciplina 3 – Indicadores de citações e impacto na área da saúde.
Módulo I V: PESQUISA CIENTÍFICA: MÉTODOS E ESTRUTURA
Disciplina 1 – Bioética e ética nas pesquisas.
Disciplina 2 – Metodologia da pesquisa científica.
Etapa final
Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo científico
Conclusão

�O curso é oferecido de forma modular, isso significa que em cada
processo de matrícula novos alunos se inserem no módulo que estiver sendo
oferecido e passam a se integrar com os alunos que já cursaram os módulos
anteriores. Essa integração permite que os alunos interajam entre si e troquem
informação e saberes. Com esse formato o curso está sempre sendo oferecido
e, enquanto turmas estão se formando, novas estão chegando para o
aprendizado constante. O material é atualizado sempre que houver demandas.
Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de localizar, avaliar e utilizar o
conhecimento científico na tomada de decisão para sua prática profissional.
Deve ter conhecimentos que permitam atuar como gestor de um serviço de
informação e definir produtos e serviços adequados, de acordo com as
necessidades dos usuários. Deverá, também, redigir um trabalho científico com
metodologia rigorosa e apresentação de resultados relevantes.
A experiência nova está aberta às sugestões e propostas para melhorias.
Espera-se promover seminários para apresentação dos relatos de pesquisas
definidos nos trabalhos de conclusão de curso, sempre que for possível.
Referências
OTANI, Márcia et al. A Educação a Distância na Formação de Profissionais da
Saúde: Revisão Integrativa da Literatura. CIAIQ2016, v. 2, 2016. Disponível em
http://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2016/article/view/757 Acesso em 26
de maio de 2017.
UNISA. Pós-graduação EAD. E-book para capacitação dos alunos de EAD.
São Paulo, UNISA, S.D.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33281">
                <text>MBA GESTÃO E USO DA INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33282">
                <text>Maria Imaculada Cardoso Sampaio</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33283">
                <text>Renata Homem de Mello</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33284">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33285">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33287">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33288">
                <text>Relato de experiência do MBA : Gestão e Uso da Informação na Área da saúde, oferecido pela Universidade Santo Amaro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66798">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2834" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1916">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2834/1948-1965-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a29bc8abc118a0fddb255987a35c3ca2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33280">
                    <text>INTERNACIONALIZAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
BRASILEIROS: EXIGÊNCIAS REQUERIDAS.

Danielle Borges Pereira (UDESC) - danielle.borges.pereira@gmail.com
Irajayna de Sousa Lage Lobão (UDESC) - iraph13@gmail.com
Elaine Rosangela de Oliveira Lucas (UDESC) - lanilucas@gmail.com
Resumo:
A Internacionalização dos periódicos científicos aparece como uma maneira de proporcionar
visibilidade à pesquisa possibilitando o aumento da colaboração internacional. Tendo em vista
esse contexto, essa pesquisa objetiva reunir os critérios de internacionalização dos periódicos,
apontando características requeridas, bem como, sua importância e seus benefícios para a
comunicação cientifica brasileira. A pesquisa é qualitativa e exploratória, realizada por meio
de levantamento bibliográfico-documental. Trata das características e critérios instituídos
pelos órgãos de fomento Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) e a Scientific Electronic Library Online (SciELO) no que diz respeito à
internacionalização de periódicos científicos brasileiros e aos relatos de caso descritos na
literatura da área, além da revisão bibliográfica em bases de dados referentes aos objetivos
dessa pesquisa. Foi possível visualizar uma relação de critérios de internacionalização como:
Admissão e permanência de periódicos; Avaliação de manuscritos; Idioma; Afiliação de
autores; Marketing e divulgação; Avaliação de formato, representatividade e distribuição
institucional, temática e geográfica; Indicadores de internacionalização dos periódicos. Por
fim, tem-se como ponto importante a se destacar os questionamentos decorrentes da real
necessidade de internacionalização, tendo em vista que para os periódicos trata-se de um
processo decorrente da pressão do ambiente cientifico-institucional brasileiro e não de uma
estratégia deliberada pelos próprios periódicos.
Palavras-chave: Internacionalização de periódicos.
cientifica. Periódicos científicos.

Produção

cientifica.

Comunicação

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTERNACIONALIZAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
BRASILEIROS: EXIGÊNCIAS REQUERIDAS
Introdução: A ciência vem se modificando durante os séculos,
acompanhando o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e
Comunicação. Gulka (2016) aponta que, para a ciência ser legitimada e
aceita pelos pares, é necessário que ela seja comunicada, o que
justificaria os recursos investidos para sua execução. No período
medieval, a comunicação científica ocorria na forma oral e através dos
registros manuscritos de monges copistas (BURKE, 2003). No início do
século XVII, o principal meio utilizado para comunicação pelos
pesquisadores eram as cartas (SILVEIRA, 2016). Assim, após o advento
da imprensa, os cientistas necessitaram de um meio de comunicação
rápido e eficaz. Nesse contexto, surgem os periódicos científicos (GULKA,
2016). Na segunda metade do século XX, as tecnologias de informação e
comunicação iniciam um vertiginoso desenvolvimento, modificando
diversos aspectos do fazer científico. Nesse esteio, nascem os periódicos
eletrônicos, que vêm a se sobrepor aos impressos por suas caraterísticas
que propiciam uma maior difusão, diminuição de custos e celeridade no
desenvolvimento de suas edições. A atual sociedade apresenta condições
de compartilhamento global de informações e conhecimentos, assim
sendo, surge o conceito de internacionalização, conceito amplo, que
agrega o caráter internacional universalizador das instituições de ensino
superior, espaços de diferentes visões e modos de pensar dos seres
humanos, de partes distintas do planeta (STALLIVIERI, 2004, p. 2). A
internacionalização dos periódicos científicos aparece nesse cenário como
uma maneira de proporcionar visibilidade à pesquisa, de modo a aumentar
a colaboração internacional. Tendo em vista esse amplo contexto, esta
pesquisa objetiva reunir os critérios de internacionalização dos periódicos
– apontando características requeridas, bem como sua importância e seus
benefícios para a comunicação científica brasileira.
Método da Pesquisa: A pesquisa é qualitativa e exploratória, realizada
por meio de levantamento bibliográfico referente às características e
critérios instituídos pelos órgãos de fomento Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Scientific
Electronic Library Online (SciELO) no que diz respeito à
internacionalização de periódicos científicos brasileiros e aos relatos de
caso descritos na literatura da área, além da revisão bibliográfica em
bases de dados referentes aos objetivos deste trabalho. O material
estudado e analisado para a formação do corpus da pesquisa é
constituído por documentos publicados no período entre 2000 e 2016, das

�diversas áreas do conhecimento correspondentes à produção científica
brasileira, sobretudo na pós-graduação.
Resultados e Discussão: A internacionalização de periódicos vem sendo
um forte e recorrente tema nas discussões e debates realizados em
diferentes eventos ocorridos nos últimos anos, e nos quais as
universidades brasileiras têm debatido a respeito da visibilidade da sua
produção científica. Por outro lado, esse tema atingiu instituições como a
CAPES e iniciativas como o SciELO, fazendo com que elas constituíssem
critérios próprios de reconhecimento da internacionalização nos periódicos
(FORTES, 2016).
Com a chegada dos periódicos eletrônicos na década de 1990, foram
instituídos alguns critérios para que as revistas conseguissem o
financiamento oferecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), como a avaliação dos periódicos pela
CAPES, por exemplo. Nessa mesma época surgiu o SciELO, “uma
metodologia para publicação eletrônica” (GUEDES, 2013, p. 2). No
mesmo período, houve um aumento da produção científica, sobretudo
pela ampliação dos programas de pós-graduação nas universidades
brasileiras. Com os critérios estabelecidos, porém, tornou-se mais difícil
publicar, bem como manter uma revista científica de qualidade, segundo
avaliação da CAPES (GUEDES, 2013).
Nos anos 2000, o formato de periódico eletrônico avançou como forma de
publicação e divulgação de resultados científicos, e tornou-se necessário
publicar em revistas que estivessem indexadas em bases de dados
internacionais, com esse intuito o SciELO desenvolveu critérios de
internacionalização que devem ser cumpridos afim de entrar e
permanecer na base de dados. A internacionalização dos periódicos
possui três vias de efetivação: a primeira corresponde à admissão das
revistas nacionais em grandes editoras internacionais com editores
influentes (HIMURA et. al, 2014; TRZESNIAK, 2000); a segunda via fica
encarregada da internacionalização autoconduzida, e mesmo não
participando de uma editora de renome, procura ajustar e adaptar os
periódicos aos requisitos das bases de dados de acesso aberto, como
SciELO e Redalyc (PACKER, 2014); a terceira e última via diz respeito ao
alcance da indexação em bases de dados internacionais, tais como Web
of Science (JCR - Journal Citation Reports) e Scopus (SJR - SCImago
Journal &amp; Country Rank). (BORINI; FERREIRA, 2015).
As revistas científicas não precisam necessariamente estar em uma base
de dados internacional de grande porte ou seguir todos os requisitos
estabelecidos pelo SciELO, no entanto, essas duas alternativas auxiliam
no processo de internacionalização, uma vez que a indexação em bases
de dados fortes, além de ser uma das formas de divulgação mais
reconhecidas, fomenta a visibilidade internacional e consequentemente o
aumento de citações de artigos contidos em revistas que atendem a esses
critérios. (BORINI; FERREIRA, 2015).

�Existe uma incisiva exigência pela internacionalização dos periódicos
científicos imposta pela CAPES. Segundo Guedes (2013), essas
exigências estão estabelecidas no Sistema de Avaliação dos Periódicos
(Qualis) e na consequente avaliação dos programas de pós-graduação
com base nesse sistema. Tal feito é atingido quando o periódico possui
reconhecimento científico em sua área, boa disseminação, indexação em
bases de renome e publicações de diferentes instituições. Com isso, a
qualificação dos periódicos será rapidamente atingida com a
internacionalização, principalmente a partir da diversificação, institucional
e geográfica, de autores e pareceristas. (FRIGERI; MONTEIRO, 2014).
Sendo assim, é possível visualizar uma relação quanto aos critérios de
internacionalização estabelecidos pelo SciELO (2014), os quais se
dividem nas seguintes categorias:
Admissão
e
permanência
de
periódicos:
Maximizar
a
internacionalização do corpo de editores, atendendo às porcentagens
estabelecidas pelo SciELO.
Avaliação de manuscritos: Na revisão dos documentos, os pareceristas
devem ser nacionais e estrangeiros; maximizar a participação de
pareceristas afiliados a instituições do exterior, atendendo às
porcentagens estabelecidas pelo SciELO.
Idioma: Os textos dos periódicos devem ter ênfase no português e inglês,
permitindo publicação simultânea em duas ou mais línguas; maximizar a
quantidade de artigos originais e de revisão em inglês, atendendo às
porcentagens estabelecidas pelo SciELO.
Afiliação de autores: Aumentar a participação de autores com afiliação
estrangeira, atendendo às porcentagens estabelecidas pelo SciELO.
Marketing e divulgação: Apresentação de uma lista atualizada de
pesquisadores potenciais, autores, usuários nacionais e internacionais e
de instituições relacionadas.
Avaliação de formato, representatividade e distribuição institucional,
temática e geográfica: A internacionalização do corpo de editores,
pareceristas e autores são considerados um indicador positivo.
Indicadores de internacionalização dos periódicos: Aumento da
presença nas mídias sociais; crescimento de pesquisadores estrangeiros
com funções de editores-chefes, editores associados e pareceristas;
aumento dos artigos publicados em língua inglesa, autores com afiliação
estrangeira e de artigos elaborados em colaboração internacional;
evolução de downloads originários do Brasil no exterior e evolução da
quantidade de citações por artigos concedidas por autores estrangeiros.
Considerações Finais: Neste documento, compilamos critérios de
internacionalização no contexto da publicação dos periódicos científicos
brasileiros, ou seja, uma coletânea de critérios propostos pela CAPES e
SciELO. Em 2016, o SciELO estabeleceu novos critérios de
internacionalização com finalidade de aumentar a visibilidade e o impacto
de artigos de revistas no cenário internacional. Dentre os fatores
estratégicos estava o aumento do percentual de artigos originais em inglês

�nas revistas científicas indexadas, com diferenças que variam de acordo
com a área do conhecimento, de modo a motivar a leitura e citações aos
artigos no exterior. Ponto importante a se destacar – e que pode ser um
questionamento para estudos futuros – diz respeito a real necessidade de
internacionalização, tendo em vista que, para os periódicos, trata-se de
um processo decorrente da pressão do ambiente científico-institucional
brasileiro, e não de uma estratégia deliberada pelos próprios periódicos.
A pergunta a fazer é: até que ponto a pressão das autoridades científicas
brasileiras não eclipsa a real necessidade da internacionalização dos
periódicos, tendo em vista suas especificidades? Critérios como os do
SciELO, que exigem determinados percentuais de artigos em inglês,
podem subvalorizar o uso do espanhol como língua influente, sobretudo
considerando a ciência latino-americana, além de outras línguas
relevantes para determinadas áreas do conhecimento, como o francês
para a sociologia e linguística ou o alemão para a filosofia. (MEDEIROS,
2017).
Referências:
BORINI, F. M.; FERREIRA, J. Internacionalização de periódicos científicos
brasileiros: estudo de caso à luz da teoria de redes e da teoria
institucional. RIAE, [S.l.], v. 14, n. 4., p. 24-40 out./dez. 2015.
BURKE, P. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a
Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
FORTES, R. Política científica no Brasil: dilemas em torno da
internacionalização e do inglês. Interfaces Brasil/Canadá, Canoas, v. 16,
n. 1, p. 142-180, mar. 2016.
FRIGERI, M.; MONTEIRO, M. S. A. Qualis periódicos: indicador da política
científica no Brasil? Estudos de Sociologia, Araraquara, v.19, n. 37, p.
299-315, jul./dez. 2014.
GUEDES, M. do C. Internacionalização de periódicos científicos em
ciências humanas: há ainda o que pensar ou só resta obedecer? Boletim
da ANPEPP, Vitória, n. 46, jul. 2013.
GULKA, J. A. Análise de presença digital: um estudo do Portal de
Periódicos UFSC. 2016. 203 p. Dissertação (Mestrado profissional) Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências Humanas
e da Educação, Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação.
Florianópolis, SC, 2016.
HIMURA, H. et al. O processo de internacionalização de periódicos
nacionais. Revista de Administração Contemporânea, v. 18, n. 6, p. 24, 2014. Disponível em:

�&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S14156555201400
0600002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt; Acesso em: 10 jul. 2017.
MEDEIROS, C. F. Internacionalização para além dos artigos em inglês.
Ciência em Revista, 3 mar. 2017. Disponível em:
&lt;http://www.blogs.ea2.unicamp.br/cienciaemrevista/2017/03/03/internacio
nalizacao/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
PACKER, A. L. A internacionalização dos periódicos foi tema central da IV
Reunião Anual do SciELO. SciELO em Perspectiva, dez. 2014.
Disponível em:
&lt;http://blog.scielo.org/blog/2014/12/16/ainternacionalizacao-dosperiodicos-foi-tema-central-da-iv-reuniao-anualdoscielo/#.WWgm8xXyvIU&gt; Acesso em: 10 jul. 2017.
SCIELO. Critérios, política e procedimentos para a admissão e a
permanência de periódicos científicos na coleção SciELO Brasil. São
Paulo: SciELO, set. 2014. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/avaliacao/20141003NovosCriterios_SciELO_Brasil.p
df&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
SILVEIRA, L. da. Portais de periódicos das universidades federais
brasileiras: documentos de gestão. 2016. 222 p. Dissertação (Mestrado
profissional) - Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de
Ciências Humanas e da Educação, Programa de Pós-Graduação em
Gestão da Informação, Florianópolis, 2016.
STALLIVIERI, L. Estratégias de internacionalização das universidades
brasileiras. Caxias do Sul: EDUCS, 2004. Disponível em:
&lt;http://iglu.paginas.ufsc.br/files/2014/08/SLIDES-LUCIANE.pdf&gt; Acesso
em: 10 jul. 2017.
TRZESNIAK, P. A concepção e a construção da revista científica. In:
ENCONTRO NACIONAL DE EDITORAÇÃO CIENTÍFICA E CULTURAL,
2., 2000, Belém, 2000. Anais... Belém: UFPA. 2000.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33271">
                <text>INTERNACIONALIZAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS BRASILEIROS: EXIGÊNCIAS REQUERIDAS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33272">
                <text>Danielle Borges Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33273">
                <text>Irajayna de Sousa Lage Lobão</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33274">
                <text>Elaine Rosangela de Oliveira Lucas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33275">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33276">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33278">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33279">
                <text>A Internacionalização dos periódicos científicos aparece como uma maneira de proporcionar visibilidade à pesquisa possibilitando o aumento da colaboração internacional. Tendo em vista esse contexto, essa pesquisa objetiva reunir os critérios de internacionalização dos periódicos, apontando características requeridas, bem como, sua importância e seus benefícios para a comunicação cientifica brasileira. A pesquisa é qualitativa e exploratória, realizada por meio de levantamento bibliográfico-documental.  Trata das características e critérios instituídos pelos órgãos de fomento Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Scientific Electronic Library Online (SciELO) no que diz respeito à internacionalização de periódicos científicos brasileiros e aos relatos de caso descritos na literatura da área, além da revisão bibliográfica em bases de dados referentes aos objetivos dessa pesquisa. Foi possível visualizar uma relação de critérios de internacionalização como: Admissão e permanência de periódicos; Avaliação de manuscritos; Idioma; Afiliação de autores; Marketing e divulgação; Avaliação de formato, representatividade e distribuição institucional, temática e geográfica; Indicadores de internacionalização dos periódicos. Por fim, tem-se como ponto importante a se destacar os questionamentos decorrentes da real necessidade de internacionalização, tendo em vista que para os periódicos trata-se de um processo decorrente da pressão do ambiente cientifico-institucional brasileiro e não de uma estratégia deliberada pelos próprios periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66797">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2833" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1915">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2833/1947-1964-1-PB.pdf</src>
        <authentication>010bcc8d4d2c4638da7f4da64c9c59ae</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33270">
                    <text>Estágio Supervisionado Obrigatório no Setor de Processamento
Técnico: o caso da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Minas Gerais

Rosilene Moreira Coelho de Sá (UFMG) - rosileneufmg@yahoo.com.br
Resumo:
Apresenta as reflexões sobre o estágio supervisionado obrigatório no setor de processamento
técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais. Considera que estágio
supervisionado obrigatório para os alunos do curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência
da Informação da universidade supracitada é uma oportunidade para o estudante vivenciar a
prática de teorias aprendidas em sala de aula. O contato, mediado pelo supervisor, visa à
compreensão do aluno quanto ao funcionamento da unidade de informação. Apresenta o setor
de processamento técnico, no qual os estudantes cumprem 20 horas da carga horária total de
200 horas em que percorrem todos os setores da biblioteca (serviço de referência, espaço de
leitura, oficina de reparo, periódicos, biblioteca digital de teses e dissertações, processamento
técnico e chefia). Relata as rotinas do estagiário durante a estada no processamento técnico,
bem como as atividades desenvolvidas. Retrata o estágio no setor como uma perspectiva
singular na formação do aluno. Conclui que o estágio supervisionado obrigatório propicia ao
aluno de Biblioteconomia uma aproximação com a área de atuação por meio da interação e
aprendizagem prática na unidade de informação.
Palavras-chave: Estágio Supervisionado ObrigatórioTécnico -Biblioteca Central (UFMG)

Biblioteconomia

-

Processamento

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Resumo expandido de relato de experiência
Eixo Temático 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o
ensino de Biblioteconomia.
Introdução:
O estágio supervisionado obrigatório em Biblioteconomia visa proporcionar
ao aluno o contato com unidades de informação. Esse contato deve ser mediado
por um supervisor, a fim de que o aluno tenha a percepção e vivência das técnicas
aprendidas nas aulas teóricas, bem como possa compreender o funcionamento
administrativo da unidade.
O estágio de estudantes é regulamentado pela Lei 11.788 de 25 de setembro
de 2008 (BRASIL, 2008), em seu Art. 1.º estabelece:
Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no
ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho
produtivo de educandos [...]. O estágio faz parte do projeto
pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do
educando. O estágio visa ao aprendizado de competências próprias
da atividade profissional e à contextualização curricular,
objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e
para o trabalho.

O prisma da prática no estágio supervisionado permitirá uma visão crítica
do aluno em relação às atividades desenvolvidas pela unidade de informação, bem
como viabilizará uma autocrítica de seu desenvolvimento enquanto futuro
profissional. Neste prisma, a Escola de Ciência da Informação da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) apresenta em seu Projeto Pedagógico do Curso
de Biblioteconomia e Gestão da Informação (2008, p. 14):
A idéia é que, neste momento, os alunos consigam
operar uma desejada síntese entre as questões teóricas e
os fazeres práticos vistos ao longo do curso, conjugandoas na preparação e na implementação de um projeto em
unidade de informação.
O aprendizado durante o estágio propicia ao estudante uma aproximação do
mercado de trabalho do ponto de vista profissional. O cenário das rotinas de
trabalho na biblioteca deve ser visto como estratégia para futura atuação

�profissional, uma vez que aliada aos conhecimentos teóricos deverá servir como
base para enfrentar os desafios que encontrarão ao concluir o curso.

Relato da experiência:
A Biblioteca Central da UFMG recebe todo semestre letivo 2 ou 3 estagiários
para cumprir a carga horária do estágio supervisionado obrigatório para os alunos
do curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência da Informação da UFMG. Devido
à grande procura pelos alunos foi estabelecido que, prioritariamente, os alunos que
já fizeram estágio na biblioteca durante o curso têm preferência.
A carga horária a ser cumprida pelo estudante é de 200 horas. Sendo assim,
é designado pela chefia da biblioteca um cronograma com a carga horária por setor.
Os alunos passam por todos os setores da biblioteca, a saber: serviço de referência,
espaço de leitura, oficina de reparo, periódicos, biblioteca digital de teses e
dissertações, processamento técnico e chefia.
No setor de processamento técnico, foco deste relato de experiência, os
estagiários cumprem uma carga horária de 20 horas. Para direcionar a
permanência dos mesmos no setor foi criado um roteiro que abrange a visão do
setor como um todo. O objetivo é que o estagiário compreenda as rotinas de
trabalho da bibliotecária. O estagiário fica no setor por 5 dias, sendo 4 horas por
dia e têm o seguinte direcionamento:
1º dia: Apresentação do setor: informações e rotinas;
2º dia: Leitura do Manual UFMG1 (Catalogação de monografias). Instruções
sobre MARC21 (Machine Readable Cataloging) e Código de Catalogação
Anglo-Americano (AACR2);
3º dia: Dúvidas sobre as leituras e instrumentos de trabalho; Procedimento
de chegada de material; Pesquisa na base Pergamum (sistema usado pela
biblioteca) de livros a serem catalogados; Pesquisa nas bases de cooperação
(Biblioteca Nacional, Library of Congress, Rede Pergamum e outras) de
livros que não constam na base Pergamum UFMG;
4º dia: Catalogação em conjunto: importação, cópia, pendurar, implantação;
5º dia: Catalogação (implantação). Avaliação.
O aluno é apresentado às atividades inerentes do setor a fim de que
compreendam, na prática, os serviços de aquisição, classificação, catalogação e
1

Santos, Maria Helena; Souza, Vilma Carvalho de. AACR2 E MARC21: formato para dados
bibliográficos (ênfase monografias). Belo Horizonte: Sistema de Bibliotecas da UFMG. 2010. 111 p.

�indexação. É realizado também um trabalho em que se explica sobre o uso dos
instrumentos de trabalho: Classificação Decimal Universal (CDU), AACR2, CDROM da Rede Bibliodata, Tabela Cutter Sanborn. Cada aluno é convidado a se
apresentar e falar das expectativas sobre o estágio no setor, bem como de suas
experiências e conhecimentos sobre o serviço de catalogação.
A solicitação da leitura do Manual Catalogação de Monografias da UFMG
aos estagiários iniciou após percepção da bibliotecária de que os alunos chegam
sem entendimento claro sobre os campos do MARC 21. Outra constatação é que
lhes faltam a concepção do trabalho como um todo, já que eles têm a ideia somente
das partes: classificar, catalogar, indexar. Ao ler o manual o estudante tem a
oportunidade de aprofundar seus conhecimentos prévios na catalogação de
monografias, e também esclarecer dúvidas sobre campos e dados.
Quanto ao procedimento de chegada de material é explicado aos estagiários
como se faz conferência de notas fiscais e prestação de contas à contabilidade
referente aos materiais provenientes de compra. Em relação aos materiais doados
são apresentadas as normas de doação e o formulário de critérios para inserção
deste material no acervo. São instruídos quanto à preparação dos materiais:
carimbos, papeleta de data de devolução, etiqueta magnética. Após a preparação do
material, os estagiários são convidados a fazer a pesquisa sobre os títulos a serem
catalogados. Primeiramente pesquisa-se na base Pergamum do Sistema de
Bibliotecas da UFMG e depois, para obras não encontras no sistema, realizam a
pesquisa nas bases de cooperação (Biblioteca Nacional, Library of Congress, Rede
Pergamum etc. Normalmente o aluno tem pouco, ou nenhum, conhecimento de
pesquisa em outras bases, sendo assim a bibliotecária pontua dicas de pesquisas
que lhes poderão ser útil no futuro ambiente de trabalho.
No decorrer do estágio supervisionado é possível perceber, por meio do
diálogo, que os estudantes durante o curso de Biblioteconomia têm uma visão
fracionada do processamento técnico nas diversas disciplinas. Neste contexto
optou-se para que, em um primeiro momento, os estagiários façam uma
catalogação em conjunto com a bibliotecária. Deste modo pretende-se viabilizar
que os mesmos possam ter mais familiaridade com a atividade. Neste momento são
orientados na forma de como fazer importação, cópia, implantação e pendurar
exemplar. Durante a catalogação em conjunto surgem muitas dúvidas sobre o
tratamento técnico e suas principais atividades de registro, classificação,
catalogação, indexação e alimentação de dados na base, sendo para o estagiário a
oportunidade de acompanhar a prática e desenvolver novas competências.
Para finalizar a experiência no setor de processamento técnico, o estagiário é
convidado realizar todo o tratamento técnico de uma ou mais obras. Presume-se
que com os conhecimentos teóricos aprendidos durante o curso e após vivências e

�acompanhamento com a bibliotecária, ele esteja apto a realizar as atividades. Nesse
ínterim ele é acompanhado pela bibliotecária, entretanto as tomadas de decisões
cabem a ele. É um momento em que muitas incertezas vêem à tona e que o
estudante percebe que a importância em aliar teoria e prática, bem como
compreende que se faz necessário recorrer a colegas quando tiver dúvidas. Por fim,
após catalogar, o estagiário prepara a obra com a etiqueta e a libera para o acervo,
perfazendo assim todo o tratamento do item bibliográfico e disponibilizando-o para
recuperação e uso.
Ao final a bibliotecária solicita que o estagiário avalie sua estada no setor, a
fim de que, a partir do feedback, possa melhorar ou readequar as rotinas referentes
ao estágio supervisionado. É importante a colocação do aluno tanto para melhorias
para os próximos estágios supervisionados, quanto para eles refletirem sobre suas
necessidades enquanto futuro profissional. Normalmente o aluno expressa que no
início, quando são apresentadas as atividades que desenvolverão durante a semana,
acha desnecessária a leitura do Manual Catalogação de Monografias. Entretanto
quando na prática da catalogação entendem a importância da leitura e de se
inteirar dos instrumentos de trabalho. A visão do aluno é que o serviço de
catalogação seria bem mais simples. São levantados pela bibliotecária alguns
pontos para reflexão, como a importância de pensar no usuário e na recuperação da
informação como a razão para o trabalho do processamento técnico, bem como
conhecer as necessidades e especificidades do público com que se trabalha.
Considerações Finais:
O estágio supervisionado propicia ao aluno uma aproximação com a área de
atuação por meio da interação e aprendizagem na unidade de informação. O
estágio deve ser a oportunidade para crescimento, sendo assim o supervisor deve
receber o aluno com compromisso para contribuir para o desenvolvimento do
mesmo.
Neste sentido, Alves (2013, p. 834) destaca:
A importância do estágio para a formação profissional
não só como “possibilitador” de competências como
também elemento fundamental para o desenvolvimento
de comportamentos e atitudes que se espera de um
profissional desse mundo em constante mudança.
O processamento técnico evidencia uma perspectiva diferenciada na
formação do aluno, ao entender que ao imergir no contexto do tratamento técnico
da informação ele tem uma visão também de busca, recuperação e uso da
informação. Destaca-se ainda a compreensão do estagiário quanto às atividades do

�setor, as quais vão além das técnicas aprendidas em sala de aula, uma vez que
requer do bibliotecário prestação de contas para fins contábeis, contatos com
fornecedores entre outros.
Conclui-se que o panorama de experiências vivenciadas no estágio
supervisionado obrigatório culmina na complementação das atividades teóricas
aprendidas durante o curso de Biblioteconomia, possibilitando a reflexão do
estudante quanto ao campo de atuação e as atividades desenvolvidas pelo
profissional bibliotecário.

Referências:
ALVES, Marília Amaral Mendes. Estágio: utopia ou realidade? Relato de
experiência da coordenação de estágio da Escola de Biblioteconomia da UNIRIO.
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 18, n. 1, p.
829-845, jan./jun. 2013. Disponível em:
&lt;http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/881/pdf&gt;. Acesso em: 01 jul. 2017.
BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 26 de set. de 2008. Disponível
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm.
Acesso em: 01 jul. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Escola de Ciência da
Informação. Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia e Gestão da
Informação da Escola de Ciência da Informação da UFMG. Belo
Horizonte, 2008. Disponível em:
file:///C:/Users/Usuario/Downloads/PROJETO%20PEDAGOGICO.pdf. Acesso:
27 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33263">
                <text>ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO NO SETOR DE PROCESSAMENTO TÉCNICO: O CASO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33264">
                <text>Rosilene Moreira Coelho de Sá</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33265">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33266">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33268">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33269">
                <text>Apresenta as reflexões sobre o estágio supervisionado obrigatório no setor de processamento técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais. Considera que estágio supervisionado obrigatório para os alunos do curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência da Informação da universidade supracitada é uma oportunidade para o estudante vivenciar a prática de teorias aprendidas em sala de aula. O contato, mediado pelo supervisor, visa à compreensão do aluno quanto ao funcionamento da unidade de informação. Apresenta o setor de processamento técnico, no qual os estudantes cumprem 20 horas da carga horária total de 200 horas em que percorrem todos os setores da biblioteca (serviço de referência, espaço de leitura, oficina de reparo, periódicos, biblioteca digital de teses e dissertações, processamento técnico e chefia). Relata as rotinas do estagiário durante a estada no processamento técnico, bem como as atividades desenvolvidas. Retrata o estágio no setor como uma perspectiva singular na formação do aluno. Conclui que o estágio supervisionado obrigatório propicia ao aluno de Biblioteconomia uma aproximação com a área de atuação por meio da interação e aprendizagem prática na unidade de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66796">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2832" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1914">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2832/1946-1963-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a7064a268a1335dfc1686c7c55a9f573</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33262">
                    <text>ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE
PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO SOBRE SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO E CURRÍCULO

Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
O Estado da arte da literatura em Educação sobre Sociedade da Informação e Currículo.
Objetiva destacar as discussões críticas e pós-críticas sobre Currículo na Sociedade da
Informação; apresentar o estado da arte e a frente de pesquisa sobre currículo na Sociedade
da Informação; informar a proveniência dos pesquisadores da Educação que publicam na
Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista Educação e Sociedade e Revista Currículo
sem Fronteiras. Tipifica a pesquisa como documental e campo. Conclui que, na Sociedade da
Informação, os estudos educacionais críticos estão contraordem do que é ditado pelos modelos
capitalistas de dominação, individualização e desempenho e são objeto de luta cotidiana dos
educadores críticos.
Palavras-chave: Sociedade da Informação. Currículo. Estado da Arte. Revistas Científicas.
Brasil.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A Sociedade da Informação pressupõe o aprender a aprender constante,
embasada no conhecimento, e as organizações educacionais percebem as
mudanças que alteram o seu fazer por meio de novas demandas apresentadas,
ocorrendo desequilíbrios entre o querer e o que é ofertado. Apresenta-se como
usuária constante de TIC veiculadoras e disseminadoras da informação, base para a
construção de conhecimento.
É nessa linha que se questiona os paradigmas educacionais curriculares à luz
da Sociedade da Informação, com a emergência das TIC eletrônicas permeando o
mundo das relações sociais nas diferentes esferas do saber, pois o estado da arte
das discussões não é observado apenas na Educação brasileira, mas no conjunto
mundial. Isto é, as contribuições não possuem fronteiras conforme o preconizado na
literatura sobre comunicação e paradigmas científicos (GARVEY; GRIFITH, 1979;
MEADOWS, 1999; MUELLER, 2000; KUHN, 2005).
Analisei as discussões sobre Currículo na Sociedade da Informação
constantes na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Revista
Educação e Sociedade e Revista Currículo sem Fronteiras, no período de 2001 a
2011, e se há ações delineadas nos planos, programas e projetos educativos
pensados pelo governo brasileiro.
Objetivei especificamente destacar as discussões críticas e pós-críticas sobre
Currículo na Sociedade da Informação; apresentar o estado da arte e a frente de
pesquisa sobre Currículo na Sociedade da Informação; informar a proveniência dos
pesquisadores da Educação que publicam nas Revistas em estudo.
Ao ressaltar a historicidade, Foucault (2000) destaca que a materialidade
documental (legislações, relatórios, livros, textos, narrações, registros, atas,
edifícios, instituições, regulamentos, técnicas, objetos, costumes etc.) apresenta
formas de permanências, sejam espontâneas ou organizadas. Tal acepção se
coaduna com a especificidade na análise dos artigos de revistas científicas, com os
quais se procedeu ao desvelar dos pensamentos e produções dos pesquisadores
em Educação sobre Currículo na/e Sociedade da informação.

�2 METODOLOGIA
A pesquisa foi caracterizada como documental e campo e o método
específico representado pelo estudo de caso (YIN, 2005) e a análise de conteúdo
(BARDIN, 2000).
Contextualizo a análise de conteúdo como uma vertente da pesquisa
qualitativa e que no seu fazer não prescinde de quantidades para representar as
ações sociais operadas na realidade e quando necessário serão feitos os devidos
aportes quantitativos, a fim de conferir maior explicação sobre a realidade estudada.
Para Haddad (2002, p.9): “Os estudos de tipo estado da arte permitem, num
recorte temporal definido, sistematizar um determinado campo de conhecimento,
reconhecer os principais resultados da investigação, identificar temáticas e
abordagens dominantes e emergentes, bem como lacunas e campos inexplorados
abertos à pesquisa futura.”.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise de conteúdo no trabalho devotou-se ao estudo do processo de
comunicação, da língua, funcionando para a produção de sentidos e que permite
analisar unidades além da frase, ou seja, o texto. Nesse contexto, Bardin (2000) e
Triviños (1987) ao falarem da análise de conteúdo ressaltam que é um conjunto de
técnicas de análise das comunicações, por meio de procedimentos sistemáticos de
descrição das mensagens, permitindo a inferência de conhecimentos relativos às
condições de produção/recepção.
E na análise de mensagens, de textos produzidos, Triviños (1987, p.160)
realça a importância de se adotar as técnicas da análise de conteúdo, do discurso,
para analisar as “[...] mensagens escritas, porque estas são mais estáveis e
constituem um material objetivo ao qual podemos voltar todas as vezes que
desejarmos.”.
Na análise nas Regiões mais produtivas houve a centralidade dos autores de
artigos publicados nas Revistas analisadas na Região Sudeste, com 113 (cento e
treze) artigos; seguida do Sul com 47 (quarenta e sete), Centro-Oeste, com 11
(onze) artigos; Nordeste com 8 (oito) e Norte, 3 (três), perfazendo no todo 182 (cento
e oitenta e dois) trabalhos citados como provenientes das organizações e a
distribuição por unidade regional brasileira.

�Esse dado é corroborado por Vieira e Sousa (2012) com inversão dos dados
referentes às Regiões Nordeste e o Centro-Oeste na publicação da Revista
Brasileira de Educação, e comentam a desigualdade no Brasil principiada na
distribuição da renda, em acesso e qualidade das escolas nas diferentes regiões,
nivela com o meio acadêmico resultando na apresentação díspar da pesquisa e da
socialização dos resultados em forma de artigos entre as diferentes regiões.
Destacam-se as poucas publicações do Nordeste e Norte fator comprovado
nacionalmente pelas pesquisas que mensuram a produção científica brasileira como
a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (ANÁLISE..., 2011), e
citadas exemplarmente na pesquisa de Fialho (2009, p.25) ao enfatizar que:
[...] envolve questões como o seu assentamento geográfico, o contexto
regional e urbano, a distribuição do seu corpo docente, o fluxo de
informações e a comunicação entre os seus diferenciados espaços, a
dinâmica do seu funcionamento, a convivência entre seus sujeitos,
membros de uma comunidade acadêmica, entre muitas outras. [...] estão
implicadas as dimensões acadêmicas, organizacionais e espaciais.

Investiguei, ainda, o Currículo Lattes dos autores dos artigos científicos que
versaram sobre Currículo na Sociedade da Informação para verificar suas áreas de
atuação declaradas no referido documento e, no estudo do documento percebi que
dos 11 (onze) autores, apenas 4 (quatro) devotam-se ao estudo do Currículo.
Tal fato demonstra um problema na produção científica dos pesquisadores
nas diferentes áreas do conhecimento e a Educação não é exceção à regra, pois
muitas vezes para seguir a máxima Publish or Perish, muitos pesquisadores
publicam individualmente ou em parceria sem ter como foco principal de estudos a
temática abordada.
É importante ressaltar a todos os autores que buscam a publicação, o
pensamento de Bourdieu (1983, p.10):
O reconhecimento, marcado e garantido socialmente por todo um conjunto
de sinais específicos de consagração que os pares-concorrentes concedem
a cada um de seus membros, é função do valor distintivo de seus produtos
e da originalidade (no sentido da teoria da informação) que se reconhece
coletivamente à contribuição que ele traz aos recursos científicos já
acumulados.

Então, dos 8 (oito) artigos selecionados para realizar pesquisa de campo,
produzidos por 11 (onze) autores, foram analisados 8 (oito) Currículos Lattes e foi
verificado que, 5 (cinco) declararam desenvolver pesquisas sobre o tema Currículo.

�4 CONCLUSÃO
Em conformidade com os objetivos da pesquisa, depreendo que, na frente de
pesquisa, a grande maioria dos artigos analisados não defendeu políticas públicas
educativas específicas para Currículo na/e Sociedade da Informação no Brasil, mas
defesas apaixonadas sobre o papel negativo da Globalização, Neoliberalismo,
Sociedade em Rede e Pós-Modernidade concernentes ao Referencial Curricular
Nacional ou termos correlatos.
Nos artigos que abordaram a Teoria Crítica depreendo que o estado da arte
das discussões reflete sobre:
a) estudos educacionais críticos na contraordem do que é ditado pelos
modelos capitalistas de dominação, individualização e desempenho contra os quais
os educadores críticos precisam lutar cotidianamente;
b) o cuidado para evitar pensamentos comodistas, destacar autores e cultuálos de forma exacerbada para recitar ideologias prontas sem a devida reflexão;
c) a necessidade de analisar as políticas educativas e curriculares para
compreender a relação entre o fenômeno educativo e a amplitude das políticas
sociais, culturais, econômicas, religiosas e ideológicas;
A frente de pesquisa e o estado da arte das discussões sobre Currículo na/e
Sociedade da Informação revelou-se mais acentuada à ênfase no contexto da
Educação para a performance neoliberal, especialmente de críticas a governos
considerados em tal vertente.
REFERÊNCIAS
ANÁLISE da produção científica a partir de publicações em periódicos
especializados. In: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO
PAULO. Indicadores de ciência, tecnologia e inovação em São Paulo 2010. São
Paulo, 2011. 72p. cap.4. Disponível em:
&lt;http://www.fapesp.br/indicadores/2010/volume1/cap4.pdf&gt;. Acesso em: 5 nov.2014.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2000. 225p.
GARVEY, W. D.; GRIFFITH, B. C. Communication: the essence of the science.
Oxford: Pergamon, 1979.
HADDAD, S. Juventude e escolarização: uma análise da produção de
conhecimentos. Brasília, DF: INEP, 2002.
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo:
Perspectiva, 2005.

�MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília, DF: Briquet de Lemos Livros,
1999. 268p.
MUELLER, Suzana Pinheiro. Introdução: as questões da comunicação científica e a
ciência da informação. In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS,
Edilenice Jovelina Lima (Org.). Comunicação científica. Brasília, DF: Departamento
de Ciência da Informação da UnB, 2000.
TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman,
2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33255">
                <text>ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO SOBRE SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E CURRÍCULO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33256">
                <text>Georgete LOPES FREITAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33257">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33258">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33260">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33261">
                <text>O Estado da arte da literatura em Educação sobre Sociedade da Informação e Currículo. Objetiva destacar as discussões críticas e pós-críticas sobre Currículo na Sociedade da Informação; apresentar o estado da arte e a frente de pesquisa sobre currículo na Sociedade da Informação; informar a proveniência dos pesquisadores da Educação que publicam na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista Educação e Sociedade e Revista Currículo sem Fronteiras. Tipifica a pesquisa como documental e campo.  Conclui que, na Sociedade da Informação, os estudos educacionais críticos estão contraordem do que é ditado pelos modelos capitalistas de dominação, individualização e desempenho e são objeto de luta cotidiana dos educadores críticos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66795">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2831" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1913">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2831/1945-1962-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c89105f555aca837cfdde33f4a55cec0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33254">
                    <text>Ensino e aprendizagem em Representação Temática: práticas na
biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Federal de Pernambuco

Márcia Ivo Braz (UFPE) - marcia_ibraz@hotmail.com
Evanise Souza Carvalho (UFPE) - bibcfch@ufpe.br
Resumo:
Relato de experiência relativo à práticas de ensino e aprendizagem de representação
temática/classificação documentária no curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Pernambuco. As ações foram desenvolvidas no acervo de doações da Biblioteca Setorial
Professor Roberto Amorim do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da
Universidade Federal de Pernambuco, utilizando-se da carga horária destinada à prática da
disciplina Linguagens Documentárias Hierárquicas, que trata das questões práticas das
tabelas de classificação. No caso da ação, desenvolvida durante o ano de 2015, os alunos
tiveram a oportunidade de praticar a Classificação Decimal de Dewey, classificando 871
documentos ao todo. O relato também reflete que práticas integrativas aplicadas ao ensino de
disciplinas fundamentais para a formação técnica do bibliotecário são essenciais e promovem
uma atuação pedagógica mais efetiva, valoriza os profissionais atuantes nas bibliotecas e
dinamizam o aprendizado dos conteúdos teórico-práticos.
Palavras-chave: Representação Temática. Classificação documentária. Tratamento Temático
da Informação. Análise de assunto.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução
A biblioteca universitária está atrelada ao contexto educacional, cujos objetivos são o
desenvolvimento científico-educacional, sócio-político e econômico de uma sociedade.
Nesse sentido, Fujita (2005) salienta que a biblioteca universitária apresenta funções de
armazenamento, acesso e organização do conhecimento, que são essenciais para as
atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Neste relato de experiência, objetivo geral consiste em descrever o processo de troca de
experiências no processo inicial de organização e tratamento temático de documentos
que compõem o acervo de doações da Biblioteca do CFCH.
Deste modo, é possível também demonstrar a importância de promover a relação
ensino-aprendizagem de disciplinas relacionadas ao tratamento temático da informação,
contribuindo com os serviços de informação em bibliotecas, no caso apresentado, na
Biblioteca Setorial Professor Roberto Amorim do Centro de Filosofia e Ciências
Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco.
Além do mais, enquanto instituições atreladas ao ensino, podem se configurar como
verdadeiros laboratórios para os cursos de graduação que visam à formação técnica, a
exemplo da Biblioteconomia, e nesse sentido, a tríade Representação descritiva,
Representação Temática/Classificação e Indexação exigem um sólida bagagem teóricoprática.
No contexto da Biblioteconomia, os instrumentos classificatórios atuam como subsídio
das ações técnicas, que se inserem no ciclo da mediação entre a produção, organização e
uso da informação. Nesse sentido, a Classificação Decimal de Dewey (CDD) como
instrumento que viabiliza a classificação de recursos informacionais, englobando
diversos domínios e facetas de que tratam os assuntos contidos nos documentos,
possibilitando a formação e organização de acervos em ordem sistemática.
Salienta-se que a atividade profissional classificatória exige conhecimentos teóricos e
práticos, além de constante
aperfeiçoamento no uso das distintas tabelas do
sistema, como forma de garantir um uso profícuo diante das diversas especialidades do
conhecimento e necessidades temáticas da comunidade usuária.
Assim, o tratamento temático da informação documental, tem por finalidade extrair os
conceitos representativos de documentos e representá-los e modo que dois objetivos

�sejam alcançados: a organização do acervo respeitando e agrupando as áreas do
conhecimento, possibilitando também a representação temática por meio da tradução
em notação correspondente utilizando as tabelas de classificação bibliográfica, além de
facilitar o acesso à informação por meio do assunto ou área que desejar através da busca
por termos que representem a necessidade de informação.
Este relato engloba as atividades de extensão relativas ao tratamento temático da
informação no tocante à análise documentária e representação por meio da Classificação
Decimal de Dewey.

Local e período da ação
Esta pesquisa demonstra o panorama de ações de extensão desenvolvidas no âmbito do
programa “Revitalização dos Acervos das Bibliotecas do Sistema Integrado da
Universidade Federal de Pernambuco” e do Projeto de Pesquisa “Políticas de Tratamento
da Informação em Bibliotecas Universitárias: estudo para o Centro de Filosofia e
Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco”, e consistiu em uma
atividade de extensão especializada para apoiar incialmente a Biblioteca do Centro de
Filosofia e Ciências Humanas da UFPE, no sentido de iniciar o tratamento
temático/indexação das obras do acervo de doações da referida unidade de informação.
A ação ocorreu durante o ano de 2015 utilizando-se da carga horária destinada à prática
da disciplina Linguagens Documentárias Hierárquicas, que trata das questões práticas
das tabelas de classificação, a saber: Classificação Decimal Universal (primeira etapa da
disciplina) e Classificação Decimal de Dewey (segunda etapa da disciplina). O espaço de
realização foi na própria biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

Detalhamento da experiência
O contexto de atuação foi o acervo de doações da referida biblioteca, onde já havia sido
realizado previamente um trabalho de seleção dos itens com potencial para compor o
acervo e o agrupamento por áreas semelhantes
Foi desenvolvida uma ficha, conforme Figura 1 abaixo, para preenchimento de alguns
campos para identificação dos livros, e espaço para registrar o número de classificação,
bem como os termos de indexação, visto que outra ação extensionista referente à
indexação também estava sendo desenvolvida em outra disciplina, onde os mesmos
alunos participaram.

�Figura 1 - Ficha de controle de indexação e classificação

Fonte: dados da ação extensionista

Foi sugerido inicialmente que os alunos fizessem a classificação dos itens já indexados, a
fim de que identificassem mais facilmente a área do conhecimento e a determinação da
notação a ser utilizada, uma vez que não necessitariam proceder com a análise
documentária mais profundamente. Porém, como a turma era numerosa, rapidamente
os livros indexados eram finalizados, e passou-se a focar na classificação.
A recomendação era de que a análise documentária procedesse de acordo com a ABNT
12676 (Métodos para análise de documentos - Determinação de seus assuntos e seleção
de termos de indexação – Procedimento), em seguida realizada classificação utilizando a
CDD disponível nas edições 22ª e 23ª, observando as diferenças entre as notações,
destacando que a edição utilizada pela biblioteca do CFCH é a 22ª. Foram também
atribuídas as respectivas notações de autor a partir da tabela de Cutter.
Em cada dia de atividade, procurava-se analisar e classificar livros de áreas do
conhecimento próximas entre si, uma vez que seria inclusive mais fácil localizar as
notações e manipular as tabelas. A área com maior destaque em número de exemplares
foi a classe 300 (Ciências Sociais), com destaque para a Tabela 2 (Áreas Geográficas,
períodos históricos e personalidades).
Outras ações de disciplinas práticas estavam ocorrendo no mesmo espaço: relacionadas
ao desenvolvimento de coleções, que realizaram triagem e separação em grandes áreas
do conhecimento, e esses exemplares que seriam aproveitados nas demais atividades;

�indexação, onde uma turma realizou análise e seleção de descritores, registrando na
ficha de controle (Figura 1) e catalogação, que utilizou os exemplares com as fichas já
preenchidas com os termos de indexação e notação de assunto e de autor.
Participaram das atividades os alunos matriculados na disciplina Linguagens
Documentárias Hierárquicas do curso de Biblioteconomia, sendo 26 estudantes, que
realizaram 30h de atividades. A ação ocorreu sem grandes interrupções, uma vez que os
horários não sofriam “cortes”: a aula era realizada dois dias na semana, no horário das
14 às 16h nas terças-feiras, e 14 às 18h nas quartas-feiras, o que garantiu maior fluidez na
realização da classificação, além do espaço que acomodou bem os alunos e os materiais.
Foram classificados um total de 871 livros, que ao final foram dispostos em dois grupos
na biblioteca: um montante indexados, classificados e catalogados e outro montante
indexados e classificados, devidamente sinalizados.

Considerações Finais
Práticas integrativas aplicadas ao ensino de disciplinas fundamentais para a formação
técnica do bibliotecário mostraram-se essenciais. Além de promover uma atuação
pedagógica mais efetiva, valoriza os profissionais atuantes nos espaços das bibliotecas e
dinamizam o aprendizado dos conteúdos teórico-práticos.
No caso das atividades desenvolvidas na Biblioteca Setorial Professor Roberto Amorim,
percebeu-se um interesse e participação dos profissionais, sobretudo o interesse da
chefia por conta da atuação-piloto dos projetos extensionistas; observou-se também o
entusiasmo dos alunos em estarem presentes nas aulas práticas, o que se refletiu no
índice alto de frequência e aprovação, além do feedback positivo na avaliação
institucional
A satisfação dos alunos na avaliação institucional, disponibilizada pelo Sig@ (Sistema de
Informações e Gestão Acadêmica) em relação a âmbitos diversos da disciplina (desde a
disponibilização do plano de aula e seu cumprimento, até a interação com o professor)
também foi um fator de avaliação, que em números expressou-se de forma positiva. Em
relação ao eixo de utilização de recursos didáticos favoráveis à compreensão dos
conteúdos a pontuação máxima de satisfação (que vai de 1 a 6) foi indicada por 72,2%
dos alunos. Já no eixo promoção da participação dos/as estudantes nas aulas e nas
atividades da disciplina a pontuação máxima foi apontada por 88,8% dos respondentes.
Deste modo, na ação aqui relatada, percebe-se de forma evidente que a integração entre
o ensino e o contexto das bibliotecas universitárias da própria universidade revela
pontos vantajosos para todos os envolvidos, além de estimular parcerias e a satisfação na
atuação profissional.

�Na referida biblioteca, outras ações continuaram sendo desenvolvidas também de forma
positiva, o que abre a possibilidade de estender as frentes de ação e o rol de bibliotecas
atendidas futuramente.
É importante que novas experiências nesse sentido sejam desenvolvidas tanto pelos
professores, assim como a recepção dessas práticas nas bibliotecas da própria instituição
aqui relatada, como também de outras universidades e cursos de Biblioteconomia, uma
vez que carece da dedicação contínua dos envolvidos.

Referências
FUJITA, M. S. L. Aspectos evolutivos das bibliotecas universitárias em ambiente digital
na perspectiva da Rede de Bibliotecas da UNESP. Informação &amp; Sociedade: estudos,
João Pessoa, v. 15, n. 2, 2005. Disponível em:
http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/33/1514 Acesso em: 22 out.
2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33246">
                <text>ENSINO E APRENDIZAGEM EM REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA: PRÁTICAS NA BIBLIOTECA DO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33247">
                <text>Márcia Ivo Braz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33248">
                <text>Evanise Souza Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33249">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33250">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33252">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33253">
                <text>Relato de experiência relativo à práticas de ensino e aprendizagem de representação temática/classificação documentária no curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco. As ações foram desenvolvidas no acervo de doações da Biblioteca Setorial Professor Roberto Amorim do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco, utilizando-se da carga horária destinada à prática da disciplina Linguagens Documentárias Hierárquicas, que trata das questões práticas das tabelas de classificação. No caso da ação, desenvolvida  durante o ano de 2015, os alunos tiveram a oportunidade de praticar a Classificação Decimal de Dewey, classificando 871 documentos ao todo. O relato também reflete que práticas integrativas aplicadas ao ensino de disciplinas fundamentais para a formação técnica do bibliotecário são essenciais e promovem uma atuação pedagógica mais efetiva, valoriza os profissionais atuantes nas bibliotecas e dinamizam o aprendizado dos conteúdos teórico-práticos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66794">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2830" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1912">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2830/1944-1961-1-PB.pdf</src>
        <authentication>41101f67489875161af0b7e82fe309e3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33245">
                    <text>Editoração de periódicos científicos: a experiência da Biblioteca da
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo

Solange Alves Santana (EEFE-USP) - solangebiblio@gmail.com
Resumo:
O trabalho descreve a experiência da Biblioteca da Escola de Educação Física e Esporte da
Universidade de São Paulo (EEFE-USP) na produção editorial da Revista Brasileira de
Educação Física e Esporte, com foco nos serviços editoriais desenvolvidos pela equipe
bibliotecária.
Palavras-chave: Editoração científica; Periódico científico; Equipes editoriais; Biblioteca
universitária; Bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
EDITORAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS:
A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E
ESPORTE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Solange Alves Santana1,2
Daisy Pires Noronha3
Resumo: O trabalho descreve a experiência da Biblioteca da Escola de Educação Física
e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) na produção editorial da Revista
Brasileira de Educação Física e Esporte, com foco nos serviços editoriais desenvolvidos
pela equipe bibliotecária.
Palavras-chave: Editoração científica; Periódico científico; Equipes editoriais;
Biblioteca universitária; Bibliotecário.
1 INTRODUÇÃO
Para que os periódicos científicos existam é necessário criar condições para que
cumpram suas funções de registro, arquivo e memória. Dentre essas condições, observase o estabelecimento de uma equipe editorial. Segundo Valerio (1994), cabe à equipe
editorial a organização, a condução e o controle dos fluxos e processos editoriais, bem
como, o acompanhamento do desempenho do periódico enquanto veículo de
comunicação da comunidade científica.
No cenário brasileiro, a composição de equipes editoriais de periódicos
científicos se dá de formas distintas, considerando-se a estrutura fornecida pelas
instituições mantenedoras das publicações. No que diz respeito a periódicos científicos
produzidos por instituições de ensino superior, estudos realizados por Maimone e
Tálamo (2008); Santana e Francelin (2016) e Santillán-Aldana e Mueller (2016)
abordam a atuação das bibliotecas universitárias e do profissional da informação no
processo produção editorial. Santillán-Aldana e Mueller (2016, p. 94) salientam que
As bibliotecas universitárias, pela sua natureza, sempre participaram do
processo da comunicação científica, facilitando inicialmente o acesso aos
insumos e às fontes de informação para o desenvolvimento e pesquisa, ou

1

Servidora da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), São Paulo, SP.
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo (ECA-USP), São Paulo, SP. E-mail: sol@usp.br | ORCID: 0000-0002-6722-774X
3
Docente Sênior do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo (ECA-USP), São Paulo, SP.
2

1

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
seja, assumem o papel de facilitador na construção do conhecimento
científico.

Os autores assinalam ainda que as tecnologias da informação e da comunicação
(TICs) teriam intensificado a vocação das bibliotecas ao oferecimento de serviços
editoriais
As tecnologias da informação e comunicação têm gerado mudanças
significativas na comunicação científica no presente século. Esta
circunstância tem motivado a ampliação da missão das bibliotecas
universitárias, incluindo redefinição do seu papel e inovação dos serviços
prestados, com o propósito de promover a sua adaptação às novas
necessidades das instituições onde estão inseridas. Entre os novos serviços
oferecidos, algumas bibliotecas estão desenvolvendo programas de
editoração em linha e com isso explorando novos modelos de comunicação
na academia (SANTILLÁN-ALDANA; MUELLER, 2016, p. 85).

Nesse sentido, os autores apontam que a editoração digital deva se tornar uma
competência básica dos bibliotecários e responsabilidade crescente das bibliotecas
universitárias e, por conseguinte, tal fato se constitua como uma “mudança
transcendente na filosofia de trabalho tradicional das bibliotecas, acrescentando uma
nova tarefa à sua missão tradicional de disseminadora do conhecimento”
(SANTILLÁN-ALDANA; MUELLER, 2016, p. 85).
Pesquisas realizadas por Silva e Cunha (2002); Funaro, Ramos e Hespanha
(2012); Gonçalves, Ramos e Castro (2006) e Santana e Francelin (2016) observaram a
inserção de bibliotecários em equipes editoriais e a necessidade de busca pela educação
continuada a fim de aprimorar a eficiência do trabalho, o desenvolvimento de
competências técnicas, bem como propiciar conhecimento necessário para a ação
reflexiva acerca da prática profissional.
Diante desse cenário, o presente trabalho descreve a experiência da Biblioteca da
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) na
produção editorial da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (RBEFE), com
foco nos serviços editoriais desenvolvidos pela equipe bibliotecária.
2 A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA EEFE-USP NA PRODUÇÃO
EDITORIAL DE PERIÓDICO CIENTÍFICO
Desde seu lançamento em 2004, a equipe da Biblioteca da EEFE-USP é
responsável pela produção editorial da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte
(RBEFE),

desenvolvendo

atividades

relacionadas

à

secretaria

editorial,

ao

gerenciamento do fluxo editorial, à normalização técnica, à diagramação e divulgação e,
2

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
mais recentemente, ao gerenciamento das mídias e redes sociais. Para a realização das
atividades, a equipe bibliotecária responsável elabora o mapeamento das atividades e
um cronograma anual. No Quadro 1 são listadas as principais atividades executadas.
Quadro 1 - Principais atividades realizadas.
ATIVIDADE

DESCRIÇÃO

Secretaria editorial

- Atendimento a autores, editores, revisores e público em
geral.
- Elaboração e emissão de documentos (ofícios, declarações,
projetos, etc).

Gerenciamento do fluxo editorial

- Recepção, controle e manuseio de artigos submetidos e
aprovados para publicação.

Conferência de similaridade de artigos

- Utilização de ferramentas e softwares de para verificação de
similaridade de manuscritos.

Controle de pagamento da taxa de publicação

- Recebimento de comprovantes de pagamento.
- Controle da emissão de recibos.

Controle do fluxo de tradução

- Encaminhamento de manuscritos para tradução.
- Encaminhamento de textos traduzidos para aprovação dos
autores.

Diagramação

- Diagramação de manuscritos aprovados.

Normalização e padronização textual

- Adequação de citações e referências ao estilo Vancouver.
- Padronização de medidas, siglas, abreviaturas, etc.

Atribuição de DOI (Digital Object Identifier)

- Atribuição, validação e controle do DOI atribuídos aos
manuscritos.

Gerenciamento dos serviços de marcação XML

- Orientação para contratação do serviço de marcação XML.

Controle da publicação

- Acompanhamento da publicação em versão eletrônica.

Divulgação dos fascículos publicados

- Desenvolvimento de estratégias de divulgação realizada
para autores, comunidade científica e público em geral.

Gerenciamento de mídias sociais

- Gerenciamento de perfis em redes e mídias socais como
Blog, Facebook, Twitter, LinkedIn, Mendeley, etc.
- Monitoramento e elaboração de relatórios métricos.

Fonte: Elaborado pela autora (2017).

Cumpre destacar que as atividades desempenhadas pela equipe bibliotecária
estão relacionadas a diferentes áreas de atuação profissional, como Administração,
Editoração, Marketing, Tecnologia da Informação e Biblioteconomia, exigindo que os
profissionais desenvolvam continuamente competências técnicas que permitam a
execução eficiente de suas atividades e que a biblioteca, por sua vez, amplie seu escopo
de atuação.

3

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
3 CONCLUSÃO
A inserção e participação da biblioteca em processos de produção editorial
assume papel estratégico na ampliação das possibilidades e perspectivas de atuação do
bibliotecário no atual cenário da comunicação e da editoração científica.
Cabe destacar que, nas últimas décadas, os periódicos científicos ganharam
novos atributos e sua gestão vem assumindo um caráter mais complexo, sobretudo,
considerando a migração do formato impresso para o eletrônico e, em alguns casos, a
coexistência de ambos e, tendo em vista os desafios impostos pelas mudanças
tecnológicas e pelas demandas na dinâmica da divulgação científica, os bibliotecários,
dada sua formação multidisciplinar, podem trazer contribuições significativas ao
processo de produção editorial dos periódicos científicos.
REFERÊNCIAS
FUNARO, V. M. B. O.; RAMOS, L. M. V. S. C.; HESPANHA, A. P. S. O papel do
bibliotecário frente a revistas científicas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 27.,2012, Gramado. Anais... Gramado: SNBU,
2012. p. 1-10. Disponível em: &lt;http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4Q6K.pdf&gt;.
Acesso em: 16 jan. 2015.
GONÇALVES, A.; RAMOS, L. M. S. V. C.; CASTRO, R. C. F. Revistas científicas:
características, funções e critérios de qualidade. In: POBLACION, D. A.; WITTER, G.
P.; SILVA, J. F. M. Comunicação e produção científica: contexto, indicadores,
avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. p. 163-190.
MAIMONE, G.; TÁLAMO, M. D. F. A atuação do profissional da informação no
processo de editoração de periódicos científicos. Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina, Santa Catarina, v. 3, n. 2, p. 301-321, 2008.
SANTANA, S. A.; FRANCELIN, M. M. O bibliotecário e a editoração de periódicos
científicos: fazeres e competências. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 12, n. 1, p. 2-26, 2016.
SANTILLÁN-ALDANA, J.; MUELLER, SUZANA P. M. Serviços de editoração
desenvolvidos por bibliotecas universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. 84-99, 2016.
SILVA, E. L.; CUNHA, M. V. A formação profissional no século XXI: desafios e
dilemas. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 77-82, 2002.
VALERIO, P. M. Espelho da ciência: avaliação do Programa Setorial de Publicações
em Ciência e Tecnologia da FINEP. Rio de Janeiro, Brasília: FINEP, IBICT, 1994.
145 p.
4

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33238">
                <text>EDITORAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33239">
                <text>Solange Alves Santana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33240">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33241">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33243">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33244">
                <text>O trabalho descreve a experiência da Biblioteca da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) na produção editorial da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, com foco nos serviços editoriais desenvolvidos pela equipe bibliotecária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66793">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2829" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1911">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2829/1943-1960-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b8c65b6e6adbf07b80d566d32750eeb1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33237">
                    <text>COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA EM REDE: VISIBILIDADE E
INTERNACIONALIZAÇÃO

Raimunda Araujo Ribeiro (UFMA) - rai.raioluar@gmail.com
Lídia Oliveira (Univ. de Aveiro - PT) - lidia@ua.pt
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Resumo:
Esta comunicação relata parte de uma pesquisa de doutorado em curso, cuja relevância
situa-se no campo da multimédia e educação e da ciência da informação, com enfoque na
comunicação da ciência em rede, no comportamento infocomunicacional e seus reflexos na
formação contínua de docentes/investigadores pertencentes a quinze Programas de
Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros e seis
Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação portugueses,
vinculados a Instituições Superior Públicas (IES). Para o recorte desta comunicação, será
trabalhado a comunicação da ciência em rede para fins de visibilidade e internacionalização
dos referidos Programas, universo desta pesquisa, localizados no Brasil. Para tanto, foi
trabalhado o seguinte objetivo: avaliar as finalidades, percepções e valores agregados que os
coordenadores pertencentes aos Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros possuem dos ambientes digitais, como espaços que se
configuram como veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção
da visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido .Foi utilizado como método de
pesquisa a análise de conteúdo, uma vez que procurou-se compreender em profundidade os
conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, com quatro dos quinze
coordenadores representantes desses Programas pertencentes às IES brasileiras selecionadas.
Ademais, os resultados apresentados destacaram os ambientes on-line mais utilizados, para
fins de visibilidade e internacionalização do trabalho acadêmico e científico desenvolvido em
escala global, bem como as redes de parceiras (nacionais/estrangeiras) estabelecidas para a
formação de grupos de pesquisas e desenvolvimento da produção científica.
Palavras-chave: Comunicação da ciência em rede,Visibilidade,
Programas
de
Pós-Graduação,
Ciência
Biblioteconomia,Brasil.

Internacionalização,
da
Informação/

Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA EM REDE: VISIBILIDADE E
INTERNACIONALIZAÇÃO
Raimunda Ribeiro. Universidade Federal do Maranhão, Bolseira CAPES, Brasil, Universidade de
Aveiro, Portugal, rraimunda@ua.pt - Lídia Oliveira. Universidade de Aveiro, Portugal, lidia@ua.pt Cassia Furtado. Universidade Federal do Maranhão, Brasil, cassia.furtado@ufma.br

Introdução
Os estudos dos conceitos em qualquer campo científico tornam-se necessários ser
evidenciados, para que possamos contextualizar a evolução de determinados
fenômenos aplicados à ciência. No caso específico desta investigação que visa
apresentar o contributo das tecnologias digitais na evolução da comunicação científica
em ambientes de ensino e pesquisa, começaremos por apresentar o conceito de
comunicação trabalhado por um dos cientistas visionários da área da Ciência da
Informação, evidenciando que esta é uma de suas áreas de estudo. Assim, o conceito
de comunicação trabalhado por Meadows (1999, p.7) afirma que esta “situa-se no
próprio coração da ciência. É para ela tão vital como a própria pesquisa, pois a esta
não cabe reivindicar com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada
e aceita pelos pares. Isso exige necessariamente que seja comunicada”.
Compreendemos que sendo a comunicação o coração da ciência, é fundamental que
sejam utilizadas todas as formas possíveis de divulgação e difusão científica para que
os cientistas, as universidades e, os órgãos de fomento possam ser reconhecidos e
valorizados pelos produtos científicos gerados (artigos científicos, livros…), tanto
pelos pares como pelo público em geral. Esse processo é realizado por meio da
comunicação científica apresentada em 1949, por Shannon e Weaver como sendo um
processo que se caracteriza pela transmissão de informação por meio de um emissor,
mensagem a um canal e receptor (CARIBÉ, 2015).
Nesse sentido, a web 2.0 e todas as ferramentas tecnológicas disponibilizadas nos
mais variados ambientes digitais, como as redes sociais generalistas e/ou redes
sociais especializadas (Academia.edu, Google Scholar e a ResearchGate, LinkedIn,
Facebook) trouxeram à tona uma nova forma de fazer e comunicar a ciência, ou como
denomina Azevedo e Moutinho (2014, p. 2) ciência 2.0. Essas ferramentas propiciam
a comunicação da ciência em rede, que possui como características próprias a
colaboração, participação e o compartilhamento de ideias entre pares, gerando “fluxos
livres de intercâmbio, modificando os processos de produção, desenvolvimento e
comunicação da ciência”.
Parte daí o nosso interesse em estudar como ocorrem os processos de comunicação
entre os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros, sujeitos alvo desta investigação e, quais as
influências desses ambientes digitais, como espaços que se configuram como
veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção da
visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido nessa área, assim como
para a formação de parcerias em nível nacional e internacional, para fins de
desenvolvimento e gestão de projetos de pesquisas, e consequentemente geração de
produtos científicos.
Para tanto, considerando a relevância da discussão desta temática para as áreas em
estudo, esta investigação tem como objetivos avaliar quais as finalidades, percepções
e valores agregados que os coordenadores brasileiros das áreas de Biblioteconomia
e Ciência da Informação possuem dos ambientes digitais e, descrever as estratégias
utilizadas para internacionalização e visibilidade do trabalho científico desenvolvido.

�Quais percepções os coordenadores brasileiros dos Programas de Pós-Graduação
da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação têm sobre as potencialidades dos
ambientes digitais para a internacionalização e visibilidade das atividades científicas
em espaços acadêmicos?
Método
Para o recorte deste artigo, de acordo com o objetivo traçado, utilizamos a técnica de
análise de conteúdo, uma vez que procuramos compreender em profundidade os
conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, em conformidade com as
respostas dos inquiridos, relacionadas à categoria internacionalização e visibilidade e
às subcategorias: publicações, grupos de pesquisas, e presença acadêmica on-line
(AMADO, 2014).
A análise de conteúdo, enquanto “um conjunto de técnicas de análise de
comunicações” nos possibilita estabelecer categorias e subcategorias de análise, bem
como descrever e interpretar o conteúdo emitido pelos sujeitos selecionados, neste
caso quatro, dos quinze coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em
Ciência da Informação e Biblioteconomia brasileiros que fazem parte do universo
desta pesquisa. (BARDIN, 2014, p.33).
Como instrumento de recolha de dados, utilizamos uma entrevista semiestruturada,
composta de 23 questões, das quais foram utilizadas quatro, para fins de construção
desta comunicação. Dos quinze coordenadores, foram entrevistados oito no período
de abril a agosto de 2016. Dessa forma, os critérios de inclusão utilizados para esta
amostra, se deu de forma que: representassem as regiões, sul, nordeste, centro-oeste
e sudeste do Brasil, terem reconhecimento
nacional por estarem creditados pela
Agência Nacional de formação pós-graduada no Brasil (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/www.capes.gov.br), corresponderem
à maioria dos Programas existentes pertencentes a universidades públicas e por
representarem a Ciência da Informação, e a Biblioteconomia brasileira.
O tempo de realização das entrevistas com esses coordenadores levou em média
40min a 1h e 20min, gravadas com um gravador digital. Foram realizados recortes na
íntegra dos discursos emanados pelos coordenadores (Figuras 1 e 2) durante a
realização das entrevistas referentes às questões selecionadas para este estudo que
respondem às categorias e subcategorias de análise, assim como a questão de
investigação e aos objetivos traçados.
Resultados e Discussão
Os resultados e as discussões apresentadas nesta seção foram organizados de
acordo com as categorias e subcategorias anteriormente mencionadas.
Na categoria internacionalização e visibilidade, que envolve as subcategorias
relacionadas a publicações, formação de grupos de pesquisas em parcerias com
Instituições de Ensino Superior e/ou órgãos de fomentos (nacional/internacional) com
o intuito de averiguar os níveis de representatividade dessas comunidades em
análises, os inquiridos afirmaram conforme percebemos nos trechos dos seus
discursos elencados pelos respondentes A, B, C e D (Figura 1), que os cursos de pósgraduação das universidades das quais são representantes possuem convênios com
IES nacionais e internacionais, bem como com Institutos de pesquisas, principalmente
localizados na França, Estados Unidos, Inglaterra e Espanha. Tais parcerias
proporcionam a internacionalização desses programas, assim como viabilizam
parcerias para publicações em periódicos internacionais.
Outro mecanismo de internacionalização destacado pelos respondentes é o incentivo
aos docentes/investigadores para participarem como pareceristas de revistas
estrangeiras, coordenadores de seções em eventos internacionais, a fim de que

�nessas oportunidades estabeleçam contatos com pesquisadores de universidades
estrangeiras, com vistas a firmar acordo para virem proferir palestras nos eventos
organizados pelos Programas, universo deste estudo, e ministrarem cursos de curta
duração.
Sobre a internacionalização dos Programas de Pós-Graduação (Figura 1), o aspecto
destacado pelo respondente D, diz respeito à necessidade de viabilização do site em
inglês tanto da Instituição, quanto do Programa, visto que os referidos sites, conforme
ele afirma disponibilizam o edital do Programa para captarem estudantes estrangeiros.
Destaca que estão em processo de convênios com universidades estrangeiras e
afirma ainda, que essas são algumas das formas de internacionalização trabalhadas
por esse Programa a médio e longo prazo. Buscam também com essa finalidade
parcerias com professores e pesquisadores internacionais, que se concretizam por
meio de co-orientação ou co-pitela.
Categoria/ Internacionalização e Visibilidade
Subcategorias/Publicações/Grupos de Pesquisas/Projetos
“Apenas agora está se discutindo para nossa universidade a necessidade, por exemplo, de sites de programas serem bilíngues. ObserveRespondentes Brasileiros
se que os Mestrados Profissionais, como é o nosso caso, não oferecem bolsas e se dedicam a soluções dentro de contextos específicos
do trabalho biblioteconômico. A internacionalização não é impossível, mas eu diria que é mais difícil e menos esperada nestes tipos de
curso”. [Os grupos de pesquisas] “são nacionais”. (Respondente A).

“Bom, acredito que são todos os tradicionais, aqui na escola tem orientado aos pouquinhos a participação dos nossos professores em, por exemplo,
como pareceristas de revistas estrangeiras, participando em eventos de diversas formas, não só apresentando trabalho, coordenando sessões nos
eventos, grupos de pesquisas, trazendo palestrantes nos nossos próprios eventos, através de convênios com universidades estrangeiras, cursos de
pequena duração sempre que há oportunidade…” (Respondente C).
“Eles são principalmente nacionais, mas tem alguns professores que não são muitos, mas uns 4 ou 5 que tem trabalhado ou talvez até mais, tenha
aumentado com essa política de pós-doutoramento mais e mais dessa colaboração dos professores com professores dos Estados Unidos, França,
Espanha principalmente, então se tinha instituições e órgãos de fomento, então as universidades dos Estados Unidos, as francesas eu não sei de cor,
na Espanha tem várias então eu teria que consultar, não vou saber falar o nome delas”. (Respondente C).
“Bom, eu acho que uns dos mecanismos é essa política de incentivo em espaços e eventos acadêmicos, anais, eu acho que esse é o primeiro ponto,
se a instituição acredita na gente e incentiva [para] que nós possamos produzir de maneira internacional, isso já é um primeiro caminho, mas a gente
precisa viabilizar, então, por exemplo, nós temos aqui uma pessoa dedicada a fazer versões dos nossos trabalhos, então eu consigo escrever em
inglês, eu consigo escrever em francês, mas é bom que nós tenhamos alguém que possa fazer essa versão tanto pro inglês quanto pro francês que
eventualmente eu posso estar ocupado com outras coisas e eu posso pegar um texto que eu escrevi e passar pra ela fazer a tradução, fazer a versão,
aí depois eu vou obviamente fazer a revisão disso, então esse é o mecanismo interessante a gente tem aqui até uma bolsa, a bolsa PCI, uma pessoa
dedicada digamos a servir a gente nessa demanda”. (Respondente D).

Figura 1- Categoria de análise referentes aos assuntos direcionados a internacionalização e visibilidade

Em relação à comunicação da ciência em rede que envolve as subcategorias
relacionadas à presença acadêmica on-line, ou seja, quais as finalidades e formas de
utilização das ferramentas infocomunicacionais, como espaços de socialização, que
têm como missão conectar pesquisadores para o compartilhamento de conteúdos, e
o acesso aberto à ciência, conhecimento e experiência, os respondentes A, B, C e D
(Figura 2), afirmaram em uma análise geral que estes utilizam, sim, mas são iniciativas
individuais, não existindo nenhuma política institucional para isso. Dentre as redes
acadêmicas citadas temos a ResearchGate e Google Scholar. Foram citadas também
redes sociais como o Twitter, o Facebook, e o Instagram, que são úteis para a criação
de grupos específicos para a integração entre docentes/discentes da mesma
instituição, bem como veículos para divulgação dos seus próprios artigos, assim como
uma forma de comunicação mais rápida e eficiente.
Categoria/ Internacionalização e Visibilidade

Subcategoria/ Presença Acadêmica on-line

�Respondentes Brasileiros
““Normalmente como eu já falei a maioria dos professores que eu acompanho utiliza a mídia social quando publica algum artigo quando alguma revista
ou periódico que ele acompanha lança uma nova edição ele está sempre divulgando e compartilha isso com os demais colegas nos grupos específicos
que nós criamos nas turmas também”. (Respondente B).
“Se nossos docentes participam de redes acadêmicas, trata-se de ação individual, não consistindo em uma política da instituição”. (Respondente A).
““Não, existe como eu já falei Twitter, Facebook, Instagram talvez e outras específicas da área, mas assim nenhuma mirando a internacionalização,
não, isso ainda não chegamos a esse patamar, a questão da internacionalização é algo bem embrionário pelo fato dele ser [um curso] muito novo”.
(Respondente B).
“Participar dessas redes de pesquisadores tipo ResearchGate e Google Scholar, é uma iniciativa mais pessoal, não é o programa [que] tem exigido,
você está me dando a ideia, vou passar a exigir. É uma iniciativa que não são todos os docentes do programa que tem cadastro [por exemplo] na
ResearchGate”. (Respondente C).

“...eu acho que tanto a nível nacional como internacional nesse quesito não tem usado muito as ferramentas [tecnológicas] possíveis, acaba que isso se
torna mais uma espécie de ação mais individual de um ou outro pesquisador que está mais familiarizado com isso, eventualmente é o grupo, o coletivo.
Então, mas assim do ponto de vista nacional ...por exemplo tem grupos de pesquisa que estão na plataforma do CNPq registrado, esses grupos
geralmente utilizam de plataformas como Facebook ou como o próprio WhatsApp para se comunicar entre os membros e propor agendas propositivas
de atividades e coisas do gênero, eu mesmo tenho tanto no âmbito do ensino como da pesquisa, grupos no WhatsApp que eu me comunico....

Figura 2- Categoria de análise referentes aos assuntos direcionados a presença acadêmica on-line.

Almousa (2011) afirma que os profissionais estão empregando as Redes Sociais
acadêmicas para divulgação da sua produção intelectual, aprender sobre seus pares
e com os pares, localizar especialistas para resolver problemas, e encontrar potenciais
colaboradores. Dentre esses usuários, especializados que utilizam Redes
acadêmicas, estão os órgãos científicos ou acadêmicos, pois estes
ambientes proporcionam a essas comunidades ferramentas de trabalho cooperativo,
por meio das quais podem desempenhar um papel crítico na especificação de
maneiras resolutivas de problemas nesses ambientes, aumentar o nível de sucesso
bem como fomentar a realização dos objetivos individuais e em grupo.
Considerando os argumentos desse contexto, um ponto importante é que atualmente
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) no Brasil,
passou a adotar como um dos itens de avaliação: “as iniciativas de educação e
divulgação científica realizadas pelos próprios cientistas”, pois se antes era valorizada
somente a produtividade acadêmica na avaliação de desempenho, hoje o pesquisador
necessita ter consciência da “importância de fazer divulgação on-line de seus produtos
de pesquisa”. Isso nos leva a considerar que as mídias sociais são ferramentas
indispensáveis à avaliação da representatividade e autoridade dos cientistas frente
aos seus representantes quer sejam estes seus pares ou instituições que os
representem ou que institucionalizem as suas pesquisas (BARROS,2015, p.21).
Considerações Finais
O presente estudo buscou responder aos objetivos delineados referentes aos usos,
percepções e o contributo das ferramentas infocomunicacionais para a comunicação
da ciência em rede nas comunidades em análise. Dessa forma, evidenciamos a
relevância científica dessas ferramentas como mídias sociais a partir do olhar dos
coordenadores dos quatro Programas de Pós-Graduação em Biblioteconomia e
Ciência da Informação brasileiros selecionados, visando principalmente, apresentar
as estratégias utilizadas para a visibilidade do trabalho científico desenvolvido por
essas comunidades em nível nacional e internacional.
Considerando que este estudo é um recorte de uma pesquisa de doutorado em
andamento inferimos, a partir dos resultados parciais apresentados nesta
comunicação, em especial os mestrados profissionais, que os representantes dessas
Pós possuem consciência da importância da internacionalização e visibilidade para os
mesmos, apesar de ser algo ainda distante de suas realidades. Todavia, percebemos
tanto em seus discursos quanto em Pesquisa realizada na Plataforma Sucupira

�(disponibiliza dados informações referentes aos Programas de Pós-Graduação
Brasileiros vinculados às Instituições de Ensino Superior Públicas) da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que os mesmos possuem
grupos de pesquisas predominantemente nacionais, assim como seus parceiros, tanto
os órgãos de fomento à pesquisa, quanto as outras Instituições. Porém, estão
trabalhando a internacionalização dos seus Programas, por meio de parcerias
estabelecidas com universidades estrangeiras, a exemplo das espanholas, assim
como o incentivo para publicações em periódicos internacionais. As suas pesquisas
enfatizam principalmente as demandas do mercado, por ser uma Pós que visa à
atualização de Profissionais da área de Biblioteconomia.
Em relação às duas outras Pós analisadas, no que refere as representadas pelos
respondentes C e D, por serem Programas que já possuem tradição em ensino e
pesquisa na área, têm um maior número de parcerias internacionais. Entretanto,
essas parcerias são advindas principalmente de ações individuais dos pesquisadores.
Identificamos, assim, a necessidade de um trabalho mais coletivo e colaborativo, para
que cada vez mais um maior número de pesquisas e pesquisadores tenham
reconhecimento e prestígio no Sistema Científico Global.
Na categoria comunicação da ciência/presença on-line, percebemos que existe o uso
das mídias sociais. Entretanto, são ações isoladas, pois ainda não existe a cultura do
debate entre pares sobre os benefícios desses ambientes para a divulgação/difusão
da produção científica gerada. Há também a utilização, sim, de algumas redes sociais
e/ou redes sociais acadêmicas para partilha de informações e conteúdos entre pares,
divulgação das suas publicações científicas, bem como agendamento das atividades
a serem desenvolvidas pelos grupos de pesquisas.
Ressaltamos, no entanto, que encontramos algumas limitações para o
desenvolvimento deste estudo, tais como: dificuldade em contactar com alguns dos
coordenadores desses Programas, a fim de fazer um agendamento das entrevistas,
assim como o não retorno e a demora das respostas aos e-mails enviados.
REFERÊNCIAS
AMADO, J. Manual de investigação qualitativa em educação. Coimbra:Imprensa
da Universidade de Coimbra. 2014.
ALMOUSA, O. Users' Classification and Usage-Pattern Identification in Academic
Social Networks. IEEE Jordan Conference on Applied Electrical Engineering and
Computing Technologies (AEECT), 2011. Retrieved from
http://ieeexplore.ieee.org/document/6132525/?reload=true. Acesso em: 3 nov. 2016.
AZEVEDO, J.; MOUTINHO, N. 2014. A comunicação da ciência em plataformas
digitais: as implicações da cultura participativa e da convergência tecnológia. In:
CONGRESO IBEROAMERICANO DE CIENCIA, TECNOLOGÍA, INNOVACIÓN Y
EDUCACIÓN, Buenos Aires. 2016.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2014.
BARROS, M. Altmetrics : métricas alternativas de impacto científico com base em
redes sociais. Perspectivas em Ciência da Informaçao
̃ , v.20, n.2, p.19-37, abr./jun.
2015.
CARIBÉ, R. de C. do V. Comunicação científica: reflexões sobre o conceito. Inf. &amp;
Soc.:Est., João Pessoa, v.25, n.3, p. 89-104, set./dez. 2015. Disponível em:
http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/23109. Acesso em: 12 jul. 2016.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos Livros,
1999.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33228">
                <text>COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA EM REDE: VISIBILIDADE E INTERNACIONALIZAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33229">
                <text>Raimunda Araujo Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33230">
                <text>Lídia Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33231">
                <text>Cassia Cordeiro Furtado</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33232">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33233">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33235">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33236">
                <text>Esta comunicação relata parte de uma pesquisa de doutorado em curso, cuja relevância situa-se no campo da multimédia e educação e da ciência da informação, com enfoque na comunicação da ciência em rede, no comportamento infocomunicacional e seus reflexos na formação contínua de docentes/investigadores pertencentes a quinze Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros e seis Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Documentação portugueses, vinculados a Instituições Superior Públicas (IES). Para o recorte desta comunicação, será trabalhado a comunicação da ciência em rede para fins de visibilidade e internacionalização dos referidos Programas, universo desta pesquisa, localizados no Brasil. Para tanto, foi trabalhado o seguinte objetivo: avaliar as finalidades, percepções e valores agregados que os coordenadores pertencentes aos Programas de Pós-Graduação da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação brasileiros possuem dos ambientes digitais, como espaços que se configuram como veículos de comunicação científica e interação entre pares para a promoção da visibilidade e internacionalização do trabalho desenvolvido .Foi utilizado como método de pesquisa a análise de conteúdo, uma vez que procurou-se compreender em profundidade os conteúdos coletados por meio da realização de entrevistas, com quatro dos quinze coordenadores representantes desses Programas pertencentes às IES brasileiras selecionadas. Ademais, os resultados apresentados destacaram os ambientes on-line mais utilizados, para fins de visibilidade e internacionalização do trabalho acadêmico e científico desenvolvido em escala global, bem como as redes de parceiras (nacionais/estrangeiras) estabelecidas para a formação de grupos de pesquisas e desenvolvimento da produção científica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66792">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2828" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1910">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2828/1942-1959-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ced3cde37c7fcc60860908c51df008b5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33227">
                    <text>CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E POLÍTICAS CULTURAIS:
mapeamento da produção acadêmica sobre políticas culturais
realizadas pelos pesquisadores da área da Ciência da Informação
no Brasil

Carlos Wellington Martins (UFMA) - cawell2000@uol.com.br
Michelle Silva Pinto (UFMA) - michellepinto@ifma.edu.br
Thais dos Santos Rodrigues (RBCILHA LITERÁRIA) - thaisbiblio@hotmail.com
Resumo:
A Ciência da Informação é considerada um campo interdisciplinar. Isto posto seria de esperar
um grande volume de pesquisas orientadas para uma analise da relação entre Estado, Cultura
e políticas públicas, ou mais especificamente as chamadas políticas culturais. A proposta deste
artigo é realizar um mapeamento e analisar, de forma amostral, as produções acadêmicas dos
programas de pós-graduação em Ciência da Informação no Brasil que tenham como foco em
suas pesquisas e analises as políticas culturais, tendo nas categorias Estado, Cultura e
Políticas Públicas a centralidade de suas investigações. Dessa forma pretendemos identificar
de que forma a temática das políticas culturais se situa na CI, de forma central, periférica, ou
ela é inexistente? O mapeamento permitirá também identificar qual dimensão político
ideológica direciona os estudos em CI tentando apreender os determinantes que favorecem
uma postura critica em relação às políticas culturais ou um conformismo sobre o que está
posto sem que haja necessariamente uma reflexão sobre a matéria. Concluímos então que
existe um distanciamento cada vez maior entre a discussão de Estado, Cultura e Políticas
Públicas com a Ciência da Informação, acentuando-se ainda mais na pós-graduação, os
resultados apresentados suscitam algumas inquietações: qual a dimensão política ideológica
presente na formação e na discussão em CI? O fetichismo da tecnologia presente em uma
massa relevante de produções acadêmicas revela uma tendência e ao mesmo tempo uma
incorporação de uma ideologia? As políticas culturais são alheias ao fazer epistemológico e
pratico da CI, o que responderia por este distanciamento?
Palavras-chave: Ciência da Informação. Política cultural. Cultura
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo temático: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.
Introdução: A Ciência da Informação (CI) é considerada um campo interdisciplinar,
englobando áreas como as de: Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia. Isto
posto seria de esperar um grande volume de pesquisas orientadas para uma analise
da relação entre Estado, Cultura e Políticas Públicas, ou mais especificamente, as
chamadas políticas culturais, haja vista muitos destes profissionais formados nas
áreas citadas atuarem diretamente em espaços geridos por secretarias de culturas
sejam nos âmbito federal, municipal ou estadual. Os programas de pós-graduação
em Ciência da Informação no Brasil têm encontrado em muitos canais de divulgação
de sua produção cientifica um elo entre o que se produz, e, por conseguinte que
correntes teóricas balizam e norteiam estas pesquisas, bem como apresentam um
panorama de quais temas e objetos de investigação a CI tem voltado o seu olhar. A
própria literatura sobre políticas culturais no Brasil é recente, datando do inicio do
século XXI e tendo sua metodologia baseada em modelos estrangeiros com foco no
francês e estadunidense. Recentemente tem-se voltado o olhar para temas como
identidade, diversidade e pluralidade cultural. A proposta deste artigo é realizar um
mapeamento e analisar, de forma amostral, as produções acadêmicas dos
programas de pós-graduação em Ciência da Informação no Brasil que tenham como
foco em suas pesquisas e analises as políticas culturais, tendo nas categorias
Estado, Cultura e Políticas Públicas a centralidade de suas investigações. Dessa
forma pretende-se identificar de que forma a temática das políticas culturais se situa
na CI, de forma central, periférica, ou ela é inexistente? O mapeamento permitirá
também identificar qual dimensão político ideológica direciona os estudos em CI
tentando apreender os determinantes que favorecem uma postura critica em relação
às políticas culturais ou um conformismo sobre o que está posto sem que haja
necessariamente uma reflexão sobre a matéria.
Método de pesquisa: A metodologia utilizada neste trabalho teve a orientação e
modelo norteada pelo usado pela pesquisadora Lia Calabre, mas especificamente
seu trabalho “Estudos acadêmicos contemporâneos sobre políticas culturais no
Brasil: análise e tendências” onde a referida autora realizou um mapeamento acerca
das produções acadêmicas sobre políticas culturais com o objetivo de responder a
alguns questionamentos: como a área esta sendo configurada? Em que campos de
conhecimento tal problemática vem sendo trabalhada? Em que regiões do país
estes estudos mais se evidenciam? Como campo amostral para analise a autora
delimitou a base de dados que disponibiliza as teses e dissertações da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), os anais dos trabalhos
apresentados no Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT) e
nos trabalhos inscritos no Seminário Internacional de Políticas Culturais na
Fundação Casa de Rui Barbosa nos anos de 2010 a 2012. Vale ressaltar que na
pesquisa a Ciência da Informação aparece com apenas um trabalho no ENECULT
no período delimitado para a pesquisa e totalizando apenas 2% de resultados
envolvendo a CI no recorte demarcado (CALABRE, 2014). Para esta pesquisa não
será delimitado um recorte temporal, pois uma das intenções seria conhecer o ano
em que se iniciaram as pesquisas com escopo direcionado as políticas culturais. É
notório que a digitalização de material pertinente varia muito de acordo com a
política informacional de cada instituição e que muitas não contam com todo o seu

�acervo disponível na web pelos mais diversos motivos: material desgastado pela
ação do tempo, falta de recursos humanos, escassez de material especializado, e
como a busca se deu apenas por pesquisa na internet têm-se a consciência de que
alguns materiais, possivelmente, não puderam ser analisados. Dessa forma realizouse uma extensa pesquisa nas Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTDs)
dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação no Brasil Além das
BDTDs dos programas de pós-graduação em Ciência da Informação, realizou-se
uma busca nos principais periódicos da área . Ainda realizou-se busca nos Anais do
Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB) desde a sua
primeira edição no ano de 1994 até o mais recente em sua edição que ocorreu em
2015 na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A ferramenta de busca nestes
repositórios exige uma demarcação de termos a serem pesquisados, desta forma
optou-se por políticas culturais, Estado e Cultura, pois se têm o acordo de que as
palavras chave não necessariamente exprimem com fidedignidade o conteúdo por
vezes excluindo uma categoria que foi analisada no trabalho. Isto posto, partiu-se
para a analise dos resultados.
Resultados: A pesquisa foi iniciada pelos bancos de Teses e Dissertações dos
Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação no Brasil. No entanto
como exposto anteriormente a maior preocupação consistia em não focar apenas na
busca por palavras-chave, mas também, quando possível, a leitura do resumo como
forma de compreender melhor as pesquisas, pois às vezes a temática é pertinente
ao escopo escolhido para a investigação, as políticas culturais, mas, no entanto não
é expresso nem no título nem nas palavras-chave o que ocorreria na exclusão de
materiais pertinentes que enriqueceriam a proposta da pesquisa.
Gráfico 1 – Incidência da temática “Política Cultural’ na produção dos Programas de
Pós-Graduação em CI

Fonte: Dados da pesquisa

�Nos periódicos escolhidos para a pesquisa, todos com classificação pelo qualis
capes nos mais diferentes níveis, o cenário é mais desanimador, se nos programas
de pós focou-se em um objeto especifico nos periódicos os pesquisadores tem mais
liberdade em realizar investigações em temas diversos, no entanto a pesquisa revela
que a temática políticas culturais ainda não se apresenta como um campo sedutor
de pesquisa para os profissionais em CI como mostra o Quadro 1.
Quadro 1 – Incidência do tema “Política Cultural” nos periódicos da área de CI
Ciência da Informação
Perspectivas em Ciência da Informação
DataGramaZero
Informação &amp; Informação
Informação e Sociedade: Estudos
Revista Biblos
Transinformação
Em Questão: Revista da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação da
UFRS
Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação
Revista ACB: biblioteconomia em Santa
Catarina
Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação
BJIS - BrazilianJournalofInformation
Science
PBCIB - Pesquisa Brasileira em Ciência
da Informação e Biblioteconomia
Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação
RevIU - Revista Informação e
Universidade
Revista Brasileira de Educação em
Ciência da Informação

3
2
2
1
3
3
5
4
1
2
-

Fonte: Dados da pesquisa

O ENANCIB já está sem sua XVII edição e conta com uma diversidade de temas
debatidos disponíveis em seus anais referentes a cada edição do evento, todos
disponíveis na página da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Ciência da Informação (ANCIB). O Quadro 2 apresenta o quantitativo de produções
referentes a política cultural apresentada nas edições do evento.
Quadro 2 – Incidência do tema “Política Cultural” nos anais do Encontro Nacional de
Pesquisa em Ciência da Informação
ENANCIB I
ENANCIB II
ENANCIB III

2
-

�ENANCIB IV
ENANCIB V
ENANCIB VI
ENANCIB VII
ENANCIB VIII
ENANCIB IX
ENANCIB X
ENANCIB XI
ENANCIB XII
ENANCIB XIII
ENANCIB XIV
ENANCIB XV
ENANCIB XVI

1
1
4
6

Fonte: Dados da pesquisa

Discussão: Os Programas de Pós-Graduação em CI, em sua grande maioria,
apresentam a categoria cultura ou em sua área de concentração ou em alguma de
suas linhas de pesquisa, felizmente a política de divulgação cientifica permite o
acesso as teses e dissertações, e aquelas produções mais antigas são listadas em
catálogos que de posse do titulo, autoria e resumo contribuiu para que a analise
fosse para além da busca por palavras-chave, pois muito dos pesquisadores mesmo
trabalhando a questão das políticas culturais em seus trabalhos optaram por não
incluir o termo nem no titulo nem nas palavras-chave. Nesse panorama ressalta-se o
protagonismo dos programas de pós-graduação em CI da UFMG e UFPB que
apresentaram o maior quantitativo de trabalhos voltados as políticas culturais, isto
posto não se trata de querer impor que só se pesquise um determinado tema mas o
que se percebe é uma tendência para um único campo de investigação em
detrimento de outros. No caso dos periódicos o caso é ainda mais alarmante,
quando observa-se que pelo fato destes canais de comunicação cientifica serem
mais abertos em suas propostas de recebimento de materiais: artigos, relatos de
experiência, relatos de pesquisa, resenhas etc, os pesquisadores não
necessariamente precisam apenas produzir material referente aos seus objetos que
foram temas de suas dissertações e teses, pois é comum a investigação de vários
temas por um pesquisador. No entanto novamente o cenário apresentado foi ínfimo,
com um quantitativo irrisório de pesquisas voltadas as políticas culturais, o único
periódico que apresentou um quantitativo maior, de cinco trabalhos, foi a Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, mesmo assim um numero muito aquém da
expectativa, algumas destas revistas cientificas não foi encontrado nenhum trabalho
direcionado a analise de políticas culturais. O Encontro Nacional de Pesquisa em
Ciência da Informação (ENANCIB) maior evento da pós-graduação em CI do país
onde se discutem temas pertinentes a área e os pesquisadores tem como
apresentar uma maior variedade de trabalhos nos mais diversos enfoques, o
encontro sempre tem um tema geral, mas possui eixos que possibilitam uma maior
flexibilidade quanto ao que vai ser apresentado e garantir uma maior diversidade de
temas abordados. No entanto a temática passa ao largo das discussões durante as
edições do evento, só tendo algum destaque nas duas ultimas edições, a XV e a
XVI, com 4 (quatro) e 6 (seis) trabalhos apresentados respectivamente, o que talvez
revela um certo interesse crescente sob a temática.

�Considerações finais: Talvez se a busca não tivesse sido mais detalhada, lendo
resumos, vendo as listas de trabalhos, seus títulos, os números apresentados
seriam ainda menores, pois como ressaltado anteriormente em muito dos casos,
mesmo se tratando de um trabalho que aborde as políticas culturais, o trabalho não
recebe nem no titulo nem nas palavras-chave o termo política cultural o que
contribuiria para que a pesquisa não retornasse quando realizada a busca. Concluíse então que existe um distanciamento cada vez maior entre a discussão de Estado,
Cultura e Políticas Públicas com a Ciência da Informação, acentuando-se ainda mais
na pós-graduação, os resultados apresentados suscitam algumas inquietações: qual
a dimensão política ideológica presente na formação e na discussão em CI? O
fetichismo da tecnologia presente em uma massa relevante de produções
acadêmicas revela uma tendência e ao mesmo tempo uma incorporação de uma
ideologia? As políticas culturais são alheias ao fazer epistemológico e pratico da CI,
o que responderia por este distanciamento? Enfim vários são os questionamentos
suscitados após os resultados, no entanto, neste trabalho objetivou-se uma
verificação e mapeamento do que é produzido em CI sobre políticas culturais em
diversos canais de divulgação cientifica, e como atestado pelos resultados o
distanciamento cada vez mais se acentua, mas com esperanças de que o quadro
melhore e que as políticas culturais assumem o seu papel de protagonismo no
cenário de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil.
Referências
CALABRE,Lia. Estudos acadêmicos contemporâneos sobre políticas culturais no
Brasil: análises e tendências. Pragmatizes – Revista Latino-Americana de Estudos
em Cultura, n.7, 2014.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33218">
                <text>CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E POLÍTICAS CULTURAIS: MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE POLÍTICAS CULTURAIS REALIZADAS PELOS PESQUISADORES DA ÁREA DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO BRASIL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33219">
                <text>Carlos Wellington Martins</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33220">
                <text>Michelle Silva Pinto</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33221">
                <text>Thais dos Santos Rodrigues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33222">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33223">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33225">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33226">
                <text>A Ciência da Informação é considerada um campo interdisciplinar. Isto posto seria de esperar um grande volume de pesquisas orientadas para uma analise da relação entre Estado, Cultura e políticas públicas, ou mais especificamente as chamadas políticas culturais. A proposta deste artigo é realizar um mapeamento e analisar, de forma amostral, as produções acadêmicas dos programas de pós-graduação em Ciência da Informação no Brasil que tenham como foco em suas pesquisas e analises as políticas culturais, tendo nas categorias Estado, Cultura e Políticas Públicas a centralidade de suas investigações. Dessa forma pretendemos identificar de que forma a temática das políticas culturais se situa na CI, de forma central, periférica, ou ela é inexistente? O mapeamento permitirá também identificar qual dimensão político ideológica direciona os estudos em CI tentando apreender os determinantes que favorecem uma postura critica em relação às políticas culturais ou um conformismo sobre o que está posto sem que haja necessariamente uma reflexão sobre a matéria. Concluímos então que existe um distanciamento cada vez maior entre a discussão de Estado, Cultura e Políticas Públicas com a Ciência da Informação, acentuando-se ainda mais na pós-graduação, os resultados apresentados suscitam algumas inquietações: qual a dimensão política ideológica presente na formação e na discussão em CI? O fetichismo da tecnologia presente em uma massa relevante de produções acadêmicas revela uma tendência e ao mesmo tempo uma incorporação de uma ideologia? As políticas culturais são alheias ao fazer epistemológico e pratico da CI, o que responderia por este distanciamento?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66791">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2827" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1909">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2827/1941-1958-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f21787c863da404db6b37498afa3e453</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33217">
                    <text>CHECKLIST PARA BIBLIOTECÁRIOS-EDITORES: um instrumento
para identificação da função editor-gerente do processo editorial
em periódicos científicos que utilizam a plataforma Open Journal
System

Manoel Felix Rodrigues (UFCA) - manoelfelix45@yahoo.com.br
Fabiana Aparecida Lazzarin (UFCA) - fabiana.lazzarin@ufca.edu.br
Victoria Lopes Felix (UFCA) - viicklopesf@gmail.com
Hemerson Soares da Silva (UFCA) - hemersonhsn@hotmail.com
Resumo:
O presente estudo analisa o papel do bibliotecário-editor na plataforma Open Journal System
(OJS), explana as principais atividades exercidas na função editor-gerente da plataforma
mencionada. Nesse sentido, buscou-se construir um checklist com a identificação da função
editor gerente de periódicos científicos como instrumento prático no transcorrer do fluxo
editorial. O referencial teórico compreende aspectos concernentes a gestão e o papel do
bibliotecário-editor no fluxo editorial da plataforma OJS. Este estudo busca desenvolver
conhecimentos a partir da construção de teorias, que visam gerar práticas com a elaboração
do checklist, assim, caracterizando-se como uma pesquisa exploratória-descritiva. Além disso,
a construção do checklist envolveu a coleta de dados por meio de avaliações e análises
teóricas e documentais. Portanto, o checklist foi elaborado com perguntas fechadas acerca de
cada atividade com suas respectivas respostas. Conclui-se, que a elaboração do checklist
permitiu identificar as principais atividades que irão nortear o bibliotecário-editor no
transcorrer do fluxo editorial. Acredita-se que a adoção do checklist como método de
verificação, facilitará a execução de tarefas e a organização do periódico científico, pois as
atividades estabelecidas demonstram que o editor gerente tem a função desde definir as
funções editoriais, cadastrar os demais editores, divulgar o periódico, configurar e atribuir
Digital Object Identifier (DOI) a revista, indexar e realizar a manutenção do periódico, entre
outros. Ressalta-se que o bibliotecário-editor poderá contribuir significativamente para o
desenvolvimento do periódico, visto que a sua atuação na linha editorial está em larga
expansão e poderá consolidar o profissional na gestão de periódicos científicos.
Palavras-chave: Bibliotecário-editor. Periódico cientifico. Editoração cientifica eletrônica.
Editor gerente. Open journal system.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A comunicação científica se encontra no ciclo que posiciona a ciência como
um continuum, como um processo social, dinâmico, volátil e cumulativo que rompe
fronteiras, convicções, modifica hábitos, gera leis, provoca acontecimentos e, mais do
que tudo amplia, de forma contínua as fronteiras do conhecimento (TARGINO, 2005).
Isto significa, conforme argumentado por Meadows (1999), que a comunicação
científica se situa no próprio coração da ciência, ou seja, que a comunicação científica
é tão vital para a ciência quanto a própria pesquisa em si.
Destarte, para Campello, Cendón e Kremer (2000), comunicação científica é
um conceito que pretende representar o caminho percorrido pela pesquisa, desde que
nasce uma ideia na mente de um pesquisador até o seu ápice que é a publicação
formal dos resultados, geralmente em forma de artigo científico e, continua até que a
informação sobre esse material possa ser recuperada na literatura secundária ou
apareça como citação em demais trabalhos.
Nesse modelo de sistema de comunicação, observa-se que a informação flui
por muitos canais e que diferentes tipos de documentos são produzidos, cujas
características variam conforme o estágio da pesquisa, o tipo de público a que se
destina e, o objetivo de quem a comunica. Com base em modelos como esse, os
canais de informação são classificados como canais informais ou canais formais,
sendo possível distingui-los.
De acordo Meadows (1999), os canais informais apresentam uma série de
características comuns, pois são geralmente aqueles usados na parte inicial do
contínuo do modelo; é o próprio pesquisador que o escolhe; a informação veiculada é
recente e, destina-se a públicos restritos, portanto, o acesso é limitado. As
informações veiculadas nem sempre serão armazenadas e assim será difícil recuperálas.
Em divergente, os canais formais permitem o acesso mais amplo, de maneira
que as informações sejam facilmente coletadas e armazenadas; essas informações
são, geralmente, mais trabalhadas, correspondendo aos estágios mais adiantados do
contínuo do modelo (MEADOWS, 1999).
A procura por suportes informacionais que se adequassem às necessidades
cada vez mais crescentes da ciência que priorizavam formas ágeis de divulgação do
conhecimento científico, além da redução com despesas de material impresso, a
comunidade científica encontrou uma solução rápida e eficiente através da
substituição parcial ou total dos livros como único registro informacional da ciência e,
a adoção cada vez mais massiva do periódico (SARMENTO, et al., 2004).
Nesse sentido, os periódicos científicos eletrônicos foram criados com o
propósito de indexar grande quantidade de conteúdo científico pertinente a cada área
de pesquisa e de interesse da própria revista e, prover mecanismos suficientes para
que haja recuperação de informação durante o processo de busca, além de garantir
visibilidade para os pesquisadores e a instituição que fomenta a pesquisa,
possibilitando uma comunicação científica bem estabelecida.

�No entanto, há uma atividade que permanece imperceptível aos olhos da
comunidade científica, bem como do sistema de comunicação científica, refere-se a
incumbência e a responsabilidade do editor, que se configura como o responsável por
diversos processos do gerenciamento editorial e, sem ele a viabilidade de publicação
dos periódicos poderia ser completamente comprometida.
Maimone e Tálamo (2008), compreendem que o bibliotecário possui
competências essenciais no gerenciamento dos processos editoriais, dentre eles: a
normalização de documentos; a análise de trabalhos técnicos científicos, a
organização e, a gestão em espaços físicos e/ou digitais, independente do suporte,
bem como a diagramação.
Contudo, suas funções e atividades nem sempre ficam bem estabelecidas e
demarcadas, ocorrendo em diversos etapas do processo editorial divergências e
discordâncias sobre o que fazer, como fazer e, a quem deve ser delegado cada
atividade.
De acordo com o Manual Open Journal System em uma hora: uma introdução
ao sistema eletrônico de revistas SEER/OJS, há pelo menos seis funções editoriais
que necessitam ser exercitadas na construção de um periódico científico eletrônico.
Dentre elas, encontram-se: editor gerente, editor, editor de seção, editor de texto,
editor de layout e, leitor de prova (IBICT, 2006).
Assim, ao estabelecer um diálogo profícuo na acepção da comunicação
científica formal é que esta pesquisa busca como objetivo a construção de um
checklist com a identificação da função editor gerente de periódico, sendo exercida
por bibliotecários editores e, descrevendo suas principais atividades.
Isto posto, a inquietação que entabula este estudo, configura-se na seguinte
problemática: quais as atividades essenciais devem ser dinamizadas pelo
bibliotecário-editor na função de gerente de periódicos científicos eletrônicos, no
transcorrer do processo editorial que utiliza a plataforma Open Journal System (OJS)?
Parte-se da conjectura que o bibliotecário-editor tem papel medular no
transcorrer da comunicação científica, especialmente no que se refere a função de
editor gestor, exercendo atividades que vão desde o estabelecimento do escopo da
revista até a avaliação das análises bibliométricas de citação do periódico.
2
A GESTÃO E O PAPEL DO BIBLIOTECÁRIO NO PROCESSO EDITORIAL
DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS NA PLATAFORMA OJS
A gestão de periódicos científicos é realizada sob dois aspectos: o científico,
que é o reconhecimento científico, ou seja, a seleção, a divulgação e a aprovação pela
comunidade científica e seus pares e, o administrativo, que envolve a produção
editorial, a gerência administrativa e financeira, a comunicação e, o marketing
(GUIMARÃES, 2014). Ainda sob o viés do processo editorial, os periódicos tanto em
seu formato impresso quanto eletrônico apresentam procedimentos similares, pois um
e outro há editor, avaliador, revisor, tradutor e, compositor de layout.

�De acordo com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), um dos softwares para editoração eletrônica que têm se consolidado de forma
significativa nas editoras universitárias refere-se ao OJS que foi desenvolvido pela
Public Knowledge Project (PKP). Trata-se de uma iniciativa da University British
Columbia, utilizada na gestão de revistas eletrônicas dentro do ambiente digital, com
a filosofia livre e a política de open acess (IBICT, 2006).
O software OJS é de natureza livre e distribuído de maneira gratuita a qualquer
instituição de pesquisa que venha desenvolver sua revista científica. Esse software
tem como objetivo principal dar assistência na edição de periódicos científicos em
todos os processos, desde a submissão, avaliação, publicação online, mecanismos
de indexação e recuperação.
Naturalmente com a adoção cada vez maior do OJS nos processos de
editoração eletrônica, torna-se basilar tanto a compreensão sobre a sua manipulação
quanto a identificação das funções e das atividades exercidas pelos editores.
3 METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa aplicada que procura desenvolver conhecimentos
científicos com vistas a construção de teorias, mas que se enriquece no encalço de
gerar práticas com a elaboração de um checklist. O presente estudo tem caráter
exploratório-descritivo, pois busca identificar funções e atividades envolvidas por
bibliotecários-editores em periódicos científicos eletrônicos. Estrategicamente,
realiza-se um estudo de cunho bibliográfico-documental, combinando a natureza de
fontes primárias e secundárias.
Em seguida, a partir das avaliações e das análises teóricas e documentais,
estabeleceu-se a coleta de dados, foram consultados documentos como manuais
técnicos e guia de boas práticas dos últimos dez anos para determinação da atividade
gerencial e, funções exercidas na perspectiva do bibliotecário-editor. A adaptação
dessas etapas tem a capacidade de realizar o produto final deste estudo de natureza
teórico-prática (checklist).
4
CHECKLIST DA FUNÇÃO EDITOR-GERENTE PARA
BIBLIOTECÁRIOSEDITORES
Com base na coleta de dados, foi construído o checklist, produto que compila
as atividades que norteia o bibliotecário editor-gerente na plataforma OJS.
Considerando o objetivo deste estudo que é a construção de um checklist com a
identificação da função editor gerente de periódico, sendo exercida por bibliotecários
editores e, descrevendo suas principais atividades, este instrumento de coleta e
evidência de dados buscará servir como instrumento prático no transcorrer do fluxo
editorial.
Elaborou-se perguntas fechadas para cada atividade com as respectivas
respostas são: Sim (S); Não (N); Parcialmente (P); e Não se aplica (N/A). Apresentase o produto deste estudo:

�Quadro – Checklist da função editor-gerente para bibliotecários-editores
Editor-Gerente
S
N
1

Definiu todas as funções editoriais da revista?

2

Cadastrou os demais Editores no periódico?

3

Divulgou o periódico nas Unidades de informação?

4

Assumiu a função de Editor?

5

Utilizou opções de avaliação?

6

Configurou a revista?

7

Atribuiu um DOI para o periódico?

8

Cadastrou os editores, avaliadores, editores de texto e leitores de prova?

9

Configurou Login e senha?

10

Verificou se o sistema gerou estatísticas sobre publicações no
periódico?

11

Importou ou exportou dados?

12

Verificou a geração de formulários pelo sistema?

13

Preencheu os campos de indexação para recuperação do documento
pelo sistema?

14

Verificou e configurou os “plug-ins” instalados?

15

Incluiu itens no ícone “sobre a revista”?

16

Verificou a manutenção do site do periódico?

P

N/A

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da construção do checklist voltado para bibliotecários editores foi
possível identificar as principais atividades exercidas no transcorrer do continuum
editorial. Assim, o objetivo geral deste estudo foi alcançado ao expor um instrumento
de verificação das ações inerentes a plataforma OJS/SEER, verificando quais itens
devem ser executados de forma planejada e prática.
A lista denota itens importantes dentro do processo de editoração, que orienta
o andamento da função e das atividades realizadas no fluxo do processo editorial,
minimizando a ocorrência de problemas, equívocos e confusões dentro do corpo
editorial da revista. Acredita-se que a adoção do checklist como método de verificação,
facilita a execução de tarefas e a organização do periódico científico.
Naquilo que se refere a premissa estabelecida no início deste estudo que o
bibliotecário-editor tem papel medular no transcorrer da comunicação científica,
especialmente no que se refere a função de editor gestor, exercendo atividades que
vão desde o estabelecimento do escopo da revista até a avaliação das análises
bibliométricas de citação do periódico, avalia-se que tal prerrogativa pode ser
corroborada, pois as atividades estabelecidas demonstram que o editor gerente tem
a função desde definir as funções editoriais, cadastrar os demais editores, divulgar o

�periódico, configurar e atribuir Digital Object Identifier (DOI) a revista, indexar e realizar
a manutenção do periódico, entre outros.
Ressalta-se que o bibliotecário como editor-gerente poderá contribuir
significativamente para o desenvolvimento do periódico, dada a sua formação ampla
e multidisciplinar, além do conhecimento acumulado mediante a prática de organizar
e tratar a informação, além do conhecimento intrínseco relacionados às regras de
normalização e editoração adquiridos durante a graduação. A atuação do bibliotecário
na linha editorial de periódicos está em larga expansão e poderá consolidar o
profissional de formação ampla na gestão de periódicos científicos.
REFERÊNCIAS
CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B. V.; KREMER, J. M. Fontes de Informação para
Pesquisadores e Profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
IBICT, Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica. OJS em uma hora:
uma introdução ao Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas SEER/OJS versão
2.1.1. Trad. por Ramón Martins Sodoma da Fonseca. Brasília: IBICT, 2006. 144 p.
Disponível em: &lt;https://pkp.sfu.ca/files/ojs_em_uma_hora.pdf&gt;. Acesso em: 06 maio
2017.
GUIMARÃES, L. V. de S.; DINIZ, E. H.; Gestão de periódicos científicos: estudo de
casos em revistas da área de Administração. R. Adm., São Paulo, v.49, n.3, p.449
461, jul./ago./set. 2014.
MAIMONE, G. A atuação do bibliotecário no processo de editoração de periódicos
científicos. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.13,
n.2, p.301-321, jul./dez., 2008.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Brinquet de Lemos/Livros,
1999.
SARMENTO, S. et al.; Critérios de qualidade em artigos e periódicos científicos: da
mídia impressa à eletrônica. Transinformação, Campinas, v. 16, n. 1, 2004.
TARGINO, M. G. Artigos científicos: a saga da autoria e co-autoria. In: FERREIRA, S.
M. S. P. TARGINO, M. G. Preparação de revista científica: teoria e prática. São
Paulo: Reichmann &amp; Autores Editores, 2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33207">
                <text>CHECKLIST PARA BIBLIOTECÁRIOS-EDITORES: UM INSTRUMENTO PARA IDENTIFICAÇÃO DA FUNÇÃO EDITOR-GERENTE DO PROCESSO EDITORIAL EM PERIÓDICOS CIENTÍFICOS QUE UTILIZAM A PLATAFORMA OPEN JOURNAL SYSTEM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33208">
                <text>Manoel Felix Rodrigues</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33209">
                <text>Fabiana Aparecida Lazzarin</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33210">
                <text>Victoria Lopes Felix</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33211">
                <text>Hemerson Soares da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33212">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33213">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33215">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33216">
                <text>O presente estudo analisa o papel do bibliotecário-editor na plataforma Open Journal System (OJS), explana as principais atividades exercidas na função editor-gerente da plataforma mencionada. Nesse sentido, buscou-se construir um checklist com a identificação da função editor gerente de periódicos científicos como instrumento prático no transcorrer do fluxo editorial. O referencial teórico compreende aspectos concernentes a gestão e o papel do bibliotecário-editor no fluxo editorial da plataforma OJS. Este estudo busca desenvolver conhecimentos a partir da construção de teorias, que visam gerar práticas com a elaboração do checklist, assim, caracterizando-se como uma pesquisa exploratória-descritiva. Além disso, a construção do checklist envolveu a coleta de dados por meio de avaliações e análises teóricas e documentais. Portanto, o checklist foi elaborado com perguntas fechadas acerca de cada atividade com suas respectivas respostas. Conclui-se, que a elaboração do checklist permitiu identificar as principais atividades que irão nortear o bibliotecário-editor no transcorrer do fluxo editorial. Acredita-se que a adoção do checklist como método de verificação, facilitará a execução de tarefas e a organização do periódico científico, pois as atividades estabelecidas demonstram que o editor gerente tem a função desde definir as funções editoriais, cadastrar os demais editores, divulgar o periódico, configurar e atribuir Digital Object Identifier (DOI) a revista, indexar e realizar a manutenção do periódico, entre outros. Ressalta-se que o bibliotecário-editor poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento do periódico, visto que a sua atuação na linha editorial está em larga expansão e poderá consolidar o profissional na gestão de periódicos científicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66790">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2826" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1908">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2826/1940-1957-1-PB.pdf</src>
        <authentication>130e880e211a81f91c62effcb40d61ac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33206">
                    <text>Biblioteconomia e Ciência da Informação na nuvem: Google drive
como ferramenta para o desenvolvimento de disciplinas

Edmilson Alves dos Santos Júnior (FFCLRP/USP) - edmilson.santos@usp.br
Deise Maria Antonio Sabbag (USP) - deisesabbag@usp.br
Paulo Rogério Gonçalves Dantas (USP) - paulo.rogerio.dantas@usp.br
Resumo:
A Ciência da Informação é uma ciência interdisciplinar, derivando e relacionando-se com
vários campos do conhecimento como a matemática, a lógica, a linguística, a psicologia, a
tecnologia computacional, as operações de pesquisa, as artes gráficas, as comunicações, a
gestão e outras áreas similares, posto isso, com o objetivo de trazer melhores condições de
identificar e problematizar os fundamentos e as principais teorias da informação, em termos
de sua cientificidade, inserção nas ciências sociais, vínculo com a questão da modernidade e
com as discussões da pós-modernidade e contemporaneidade; localizando as diferentes teorias
da informação em sua contribuição para a consolidação do campo da Ciência da Informação,
esta pesquisa apresenta o relato de experiência de uma vivência pedagógica em um curso de
Biblioteconomia onde busca-se descobrir novas práticas pedagógicas para o desenvolvimento
de técnicas e novos métodos que contribuam para a formação profissional. Portanto, tais
contribuições metodológicas também colaboram para a ampliação de novas formulações
teóricas e práticas a esse respeito, propondo questionamentos e sugestões que indiquem
melhorias na formação e atuação do futuro profissional da informação.

Palavras-chave: Ciência da Informação. Google Drive. Monitoria em ONG. Cloud Computing.
Profissional da Informação.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo Expandido

Introdução

Trabalhar na área de formação profissional na contemporaneidade é um
desafio, visto que as mudanças tecnológicas impõem um novo ritmo nas
atividades que compõem o bojo do mercado de trabalho.
Neste sentido, a Ciência da Informação, cujo objeto é a informação, teve seu
início no meio acadêmico em decorrência do desenvolvimento tecnológico que
proporcionou o nascimento de uma sociedade da informação, passando assim a
atuar também com a informação para fins educacionais, sociais e culturais com
raízes na bifurcação da Documentação/Bibliografia da Information Retrieval
(Recuperação da Informação). Apresenta interfaces com a Biblioteconomia,
Ciência da Computação, Ciência Cognitiva, Sociologia da Ciência e Comunicação,
entre outras áreas.
Buckland e Liu (1998 apud ORTEGA, 2004, p. 13) afirmam que os termos
Information Science e Information Retrieval foram adotados para substituir o antigo
termo Documentation. Entendem a Ciência da Informação como a aplicação de
áreas especializadas, como arquivos, bibliotecas e serviços de informação
corporativa, e afirmam que as bases teóricas da Biblioteconomia e da
Documentação estão relacionadas às da Ciência da Informação.
Saracevic (1996, p. 47) descreve que
a Ciência da Informação é um campo dedicado às questões científicas e à
prática profissional voltadas para os problemas da efetiva comunicação do
conhecimento e de seus registros entre os seres humanos, no contexto social,
institucional ou individual do uso e das necessidades de informação. No
tratamento destas questões são consideradas de particular interesse as
vantagens das modernas tecnologias informacionais.

�Para Robredo (2003, p. 103), a Ciência da Informação, pode ser definida como
“o estudo, com critérios, princípios e métodos científicos, da informação” e seu
objeto como “a informação, em todos os seus aspectos e de todos os pontos de
vista”.
Neste trabalho também foi considerado a Ciência da Informação como sendo
uma disciplina ministrada no curso de Biblioteconomia e Ciências da Informação e
da Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão da
Universidade de São Paulo, onde são ensinados aos alunos os fundamentos
relacionados ao estatuto científico da área da Ciência da Informação, a saber: sua
constituição histórica como campo científico; sua identificação desde a origem
como ciência interdisciplinar; sua vinculação ao campo das ciências sociais; sua
inserção nos debates sobre a ciência pós-moderna; as relações entre a Ciência da
Informação e os campos da arquivologia, da biblioteconomia e da museologia.
São estudadas também as principais teorias e/ou correntes de pensamento
existentes no âmbito da Ciência da Informação, entre as quais se destacam: a
teoria matemática e os estudos posteriores inspirados nessa perspectiva; a teoria
sistêmica e os estudos sobre os sistemas de informação; a teoria crítica e as
abordagens culturalistas da informação; as teorias da representação e da
classificação da informação; os estudos sobre os produtos e fluxos de informação
originados com a pesquisa sobre comunicação científica; os estudos de usuários
da informação. Por fim, o espaço da disciplina busca articular o avanço teórico
destas diferentes correntes a partir da discussão sobre os paradigmas e sobre o
objeto de estudo da Ciência da Informação.

Relato da experiência

O objetivo deste relato é narrar à experiência de uma monitoria acadêmica na
disciplina de Ciências da Informação do curso de Biblioteconomia e Ciências da
Informação e da Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Ribeirão da Universidade de São Paulo. O trabalho propõe ainda a utilização de
uma ferramenta para auxiliar no desenvolvimento de disciplinas das áreas de

�Biblioteconomia e Ciência da Informação, de modo que os alunos de graduação
possam ter melhores condições para tratar, armazenar, recuperar e utilizar
informações coletadas de fontes de informação (bases de dados, disciplinas,
conferências, etc).
As informações coletadas destas fontes oferecem subsídios para os alunos:
identificar e problematizar os fundamentos e as principais teorias da área de
Ciência da Informação, em termos de sua cientificidade, inserção nas ciências
sociais, vínculo com a questão da modernidade e com as discussões da pósmodernidade e contemporaneidade; localizar as diferentes teorias da informação
em sua contribuição para a consolidação do campo, em termos históricos e
institucionais; perceber as contribuições de teorias sociológicas, psicológicas,
antropológicas, comunicacionais e outras para a fundamentação do campo da
ciência da informação; propor e executar pesquisas que busquem avançar na
compreensão dos fundamentos científicos da Ciência da Informação.
Para a realização deste trabalho, foram utilizados os métodos: bibliográfico e
exploratório. Método bibliográfico, pois buscou-se conhecer os principais temas
relacionados ao trabalho. E exploratório, uma vez que, fez uso de audiovisuais
(vídeos, slides, etc), jogos de aprendizagem, infográficos e aportes tecnológicos.
Durante o processo pedagógico foram desenvolvidas atividades com o uso de
uma ferramenta para otimização da disciplina de Ciência de Informação, o Google
Drive. E neste percurso foi possível identificar facilidades e prováveis dificuldades
expostas pelos alunos, as quais foram trabalhadas no coletivo e individual com o
intuito de alcançar melhores resultados no que diz respeito ao uso desta
ferramenta.
O Google Drive, é um serviço online de armazenamento e sincronização de
arquivos que, abriga o Google Docs e um leque de aplicativos de produtividade,
oferecendo edição de documentos, folhas de cálculo, apresentações, dentre
outras funções. É considerado uma "evolução natural" do Google Docs, uma vez
ativado substitui a URL docs.google.com por drive.google.com. Baseando-se no
conceito de computação em nuvem, os usuários poderão armazenar arquivos

�através deste serviço e acessa-los a partir de qualquer computador ou outros
dispositivos compatíveis, desde que conectados a internet.
Sendo assim, este recurso tecnológico é de grande importância para a
realização das atividades acadêmicas durante o processo de formação do aluno
de biblioteconomia e também no decorrer da sua vida profissional, uma vez que o
Google Docs servirá como fonte de informação.

Conclusões
As tecnologias possibilitam cada vez mais a aproximação dos indivíduos com o
acesso a informação, desta forma os usuários podem ampliar o seu
conhecimento. O Google Drive foi uma importante ferramenta tecnológica utilizada
durante o processo pedagógico. Ela serviu para aprimorar a formação dos alunos
da disciplina de Ciência da Informação, que durante o processo de aprendizagem
desempenharam atividade de tratamento, armazenamento, recuperação e
utilização de informações coletadas de fontes de informação (bases de dados,
disciplinas, conferências, etc).

Referências

ORTEGA, C. D. Relações históricas entre Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da Informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação,
v.5, n.5, out., 2004. Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br/out04/Art_03.htm&gt;.
Acesso em: 26 set. 2017.
ROBREDO, J. Epistemologia da Ciência da Informação. V Encontro Nacional de
Pesquisa em Ciência da Informação. Belo Horizonte, 2003. Disponível em:
www.ancib.org.br/media/dissertacao/ENAN130.pdf. Acesso em: 26 set. 2017.
SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evolução e relações.
Perspectivas em Ciência da Informação. Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 41-62,
jan./jun. 1996.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33197">
                <text>BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NA NUVEM: GOOGLE DRIVE COMO FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO DE DISCIPLINAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33198">
                <text>Edmilson Alves dos Santos Júnior</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33199">
                <text>Deise Maria Antonio Sabbag</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33200">
                <text>Paulo Rogério Gonçalves Dantas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33201">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33202">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33204">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33205">
                <text>A Ciência da Informação é uma ciência interdisciplinar, derivando e relacionando-se com vários campos do conhecimento como a matemática, a lógica, a linguística, a psicologia, a tecnologia computacional, as operações de pesquisa, as artes gráficas, as comunicações, a gestão e outras áreas similares, posto isso, com o objetivo de trazer melhores condições de identificar e problematizar os fundamentos e as principais teorias da informação, em termos de sua cientificidade, inserção nas ciências sociais, vínculo com a questão da modernidade e com as discussões da pós-modernidade e contemporaneidade; localizando as diferentes teorias da informação em sua contribuição para a consolidação do campo da Ciência da Informação, esta pesquisa apresenta o relato de experiência de uma vivência pedagógica em um curso de Biblioteconomia onde busca-se descobrir novas práticas pedagógicas para o desenvolvimento de técnicas e novos métodos que contribuam para a formação profissional. Portanto, tais contribuições metodológicas também colaboram para a ampliação de novas formulações teóricas e práticas a esse respeito, propondo questionamentos e sugestões que indiquem melhorias na formação e atuação do futuro profissional da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66789">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2825" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1907">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2825/1939-1956-1-PB.pdf</src>
        <authentication>86c26add7284f711ee0fd12748a5f9a8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33196">
                    <text>ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
MARANHÃO (UFMA): Fonte de Informação Institucional

Edna do Livramento Oliveira (UFMA) - edna.oliveirabj@hotmail.com
Camilla do Socorro de Oliveira Silva Reis (UFMA) - reiscamilla26@gmail.com
Thamiris Iara Sousa Silva (UFMA) - sousasilvathamirisiara@gmail.com
Resumo:
Apresenta a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), como fonte de informação institucional. As fontes de informação não obedecem um
padrão, estas podem se apresentar de diversas formas, e na atualidade as fontes digitais tem
marcado a busca informacional, pois corresponde ao imediatismo presente na sociedade. Esta
literatura aborda um relato de experiência no setor de comunicação da UFMA, ou seja, se
trata de uma Ascom que produz informação para estudantes e profissionais, além de produzir
informações também para quem não faz parte da comunidade acadêmica, mas precisa estar
informado dos eventos que são realizados na UFMA. Para divulgação da informação ela conta
com um grupo de profissionais da área de comunicação social, design, revisores e estagiários
que trabalham na fonte principal que é o site da instituição, além deste, ela possui perfis nas
redes sociais todos de caráter informativo. Estas fontes supracitados trabalham para
divulgação, mas também operam para recuperação da informação, pois uma vez disseminada
não há um prazo de eliminação, logo a informação é armazenada e pode ser recuperada
sempre que necessária. Para o desenvolvimento deste trabalho foram lidos autores como
Campello (1993), Castells (2003), Dias (2003) entre outros. A informação na web trouxe um
novo ambiente, com ela veio as novas fontes, para uso e estudo. Para a metodologia utilizada,
teve-se levantamento bibliográfico e pesquisa de campo.
Palavras-chave: Assessoria de Comunicação. UFMA. Fontes de Informação.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 17 a 20 de outubro de 2017.
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Eixo Temático: Eixo 7 Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.
Introdução: As fontes de informação estão por todo lugar, independentemente de seu
formato, e se antes já existia diversas fontes, a modernidade trouxe mais, pois as
tecnologias de informação são fontes que agradam a todos, com sua rapidez e
desenvoltura. Como afirma Gestão (1997) que manuscritos, documentos, dados ou
registros, pessoas e organizações, são informações que possam ser acessadas para
responder a certas necessidades, desejos ou demandas. Elas podem ser classificadas de
acordo com a forma como a informação é transmitida ou veiculada, com a facilidade de
sua localização ou acesso, com o tipo e a origem da informação gerada. Além de objetos,
como obras de arte, que forneçam informações e que podem ser acessadas para responder a
certas necessidades, desejos ou demandas. Elas podem ser classificadas de acordo com a
forma como a informação é transmitida ou veiculada. A metodologia utilizada foi a
pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo.
Relato da experiência: No período de 13 de março de 2016 à 20 de junho de 2017, teve-se
a vivência acadêmica, como bolsista/estagiário no setor de Assessoria de Comunicação
(Ascom) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Nessa data estudava-se a
disciplina de “Fontes de Informação” do curso de Biblioteconomia da UFMA, que no
momento pensou-se em usar a Ascom como fonte de informação institucional.
Neste artigo, o olhar de investigação concentrou-se na instituição pública Universidade
Federal do Maranhão (UFMA). E nela, focalizou-se o público interno e externo
representados pela imprensa, estudantes, docentes e técnico-administrativos. Um público
acessível, já que pertence à comunidade acadêmica significando assim, investimento na
área acadêmica. Um fator que bastante contribui com a informação institucional.
São diversas as fontes de informação existentes atualmente, pois tudo pode ser uma fonte
informacional como: livros, pessoas, imagens, artigos, objetos, estátuas, ambientes físicos e
virtuais, banco de dados, entre outros. Foi nesse momento que surgiu a ideia de usar a
Ascom como fonte de informação, pois existem diversas informações neste ambiente de
trabalho que são necessários para a comunicação. De modo geral, a comunidade acadêmica
serve como fonte de informação para elaboração do conteúdo que são veiculados em suas
mais diversas mídias e também para formação de conhecimento institucional. De acordo
com Campello (2003, p. 41):

�As organizações constituem importante fonte de informação. O acesso às
informações de uma organização pode se dar através dos indivíduos a ela ligados
ou dos documentos que ela gera. Algumas organizações, por sua natureza, têm na
divulgação de informações sua própria razão de ser. É o caso da maioria das
organizações não lucrativas que produzem uma variedade de documentos que
podem ser facilmente obtidos, muitas vezes gratuitamente.

A Ascom é formada por pelo menos um profissional de cada área da comunicação social,
ou seja, Jornalistas, Radialistas e Relações Públicas, ela conta também com atividades
desenvolvidas por estagiários de outras áreas do conhecimento como Administração,
Letras, Biblioteconomia e Design. O trabalho, exercido pela Ascom, é mais completo e
aprofundado, por isso, o grupo de profissionais formam a Assessoria de Comunicação da
UFMA. Dentre outros itens, uma das preocupações é avaliar os pontos negativos da
Universidade e buscar meios para solucioná-los, de maneira harmônica, rápida e precisa.
Nesse setor é onde possui o maior número de fontes informacionais da instituição e
atividades de comunicação, além de estar ligada diretamente ao gabinete da reitoria. O
setor precisa ainda ter conhecimento sobre as ações dos departamentos, centros acadêmicos
e eventos em geral que envolvam a universidade. É desenvolvido diversos serviços, entre
eles indicativo de pauta, release, contato com a imprensa, realiza entrevista exclusiva,
entrevista coletiva, clipping impresso, análise de textos técnicos e científicos, vídeos
institucionais, criação de jornais e revistas impressas e digitais e fotografias. Entretanto,
para direcionar as informações de forma correta aos diversos públicos que abrange a
comunicação interna e externa e ainda desenvolver campanhas e propagandas publicitárias,
por exemplo, existe o site institucional a maior fonte informacional da UFMA, rica em
informações dos mais variados conteúdos, disponível neste endereço: www.ufma.br - um
mecanismo de busca eletrônica da instituição que executa o papel de facilitar o
relacionamento entre a UFMA, a imprensa, pesquisadores, alunos e futuros alunos dela.
O site institucional realiza divulgação dos eventos, possui links para biblioteca e serviços
oferecidos e disponibilizados no site, ele oferece ainda links que levam para as bases de
dados mais usadas pelos pesquisadores e alunos, a saber: Repositório Institucional,
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, Periódicos da UFMA. O site foi criado em 2002
desde então as informações nele publicadas não foram retiradas e não possui data que
validem a retirada destas. Ou seja, das primeiras informações até a notícia mais recente se
encontram no suporte, entretanto, o acúmulo informacional não é um problema, pois as
informações antigas ficam organizadas em abas e podem ser recuperadas por título e data.
Essa facilidade em recuperar é um benefício do site principalmente por ser uma fonte de
informação, e como as informações são organizadas e disseminadas contribuem para a
sustentabilidade e não produção de lixo informacional. Para que um evento seja publicado,
o organizador entra em contato via email com assessoria e assim tem seu evento divulgado
para toda comunidade acadêmica, tendo prioridade os eventos de teor científico.

�Além dessa ferramenta, também utilizam as redes sociais para divulgação, o que as tornam
fontes de informação. Há uma multiplicação de compartilhamentos, divulgação e aumento
no tráfego de informações levando os internautas a procurarem informações sobre a
Universidade. O facebook, instagram, twitter e youtube são editados, organizados,
administrados pelos profissionais, tendo a comunidade acadêmica como público alvo.
Considerações Finais ou Conclusões: O sucesso da comunicação é feito por pessoas, que
buscam saber, conhecer e procurar entender sobre informação, pois elas são responsáveis
pelo crescimento da Ascom. Nota-se que o caráter educativo das fontes citadas socializam,
interagem e permitem a informação para nós estudantes e futuros profissionais. Ela é como
uma forma de representação desses veículos de informação, possui um caráter estratégico
por parte dos seus colaboradores que buscam levar de forma rápida, precisa e verídica a
informação para seu público.
A estrutura de comunicação da Ascom está na área da comunicação social que tem a
Ascom da UFMA, estruturada com três coordenadorias (WEB/Impresso, Relações
Públicas, Rádio e TV). Disseminar as informações é papel imprescindível, por isso, ela
disponibiliza, elabora e publica matérias e notícias por meio do site, atualizando
frequentemente as informações, garantindo assim sua credibilidade.
Referências: CAMPELLO, B. S.; CAMPOS, C. M. Fontes de informação especializada:
características e utilização. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 1993.
CAMPELLO, B.S. Organizações como fonte de informação. In: CAMPELLO,
B.S.;CENDON, B.V.; KREMER, J.M.(org). Fontes de informação para Pesquisadores e
Profissionais. Belo Horizonte: UFMG 2003. P. 35-48.
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os negócios
e asociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
DIAS, Cláudia. Usabilidade na web: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2003.
Federação Nacional dos Jornalistas. Manual de Assessoria de Comunicação. Imprensa.
2007. 4ª ed. Brasília. Disponívelem:&lt;
http://www.fenaj.org.br/mobicom/manual_de_assessoria_de_imprensa.pdf &gt;. Acesso em:
15 ago. 2016.
GESTÃO de unidades de informação: manual. Curitiba: Tecpar, 1997. 259 p. Trabalho
contratado pelo IBICT e elaborado pela COLLECTA - processo, produto e coleta de dados
S/C.
GONÇALVES, Alysson Pires. Rede social na UM: um estudo de caso : análise e
estratégias de utilização de portais situados na dinamização da rede social –Flickr.2008. 99
f. Dissertação(Mestrado em Tecnologias e Sistemas de Informação)–Departamento de
Sistemas de Informação. Universidade do Minho, Portugal, 2008.

�KOPPLIN, E. Assessoria de Imprensa: Teoria e prática. Porto Alegre: 2009
KUBRUSLY, Cláudio A. O que é Fotografia. 4 ed. São Paulo: Brasiliense,
1999.(Primeiros Passos, n. 82).
MAFEI, M. Como se relacionar com a imprensa – como se relacionar com a mídia. São
Paulo: Contexto, 2004.
PEIXOTO, Daiane Lopez. Os Acervos Fotográficos e sua Organização: uma análise. In:
Trabalhos de conclusão dos alunos do curso de Biblioteconomia: 2006/1.[recurso
eletrônico]. 2006.
PETER, Jorge. Cadernos do mestre Peter: um curso de fotografia na sua essência. Rio de
Janeiro: Mauad, 1999.
PORTAL G1. Mais de 50% dos brasileiros estão conectados à internet, diz
Pnad. Disponível:&lt;http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2014/09/mais-de-50-dosbrasileiros-estao-conectados-internet-diz-pnad.html&gt;Acesso em:18/07/2016.
SOUZA, P. C. de P. A importância da assessoria de imprensa nas organizações: um
diagnóstico da comunicação do Supermercado Escola. 2008.
SUGAHARA, C.R; JANNUZZI, P.M. Estudo do uso de fontes de informação para
inovação tecnológica na indústria brasileira. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, p.45-56, jan. /abr.
2005.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Assessoria de comunicação. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33187">
                <text>ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO (UFMA): FONTE DE INFORMAÇÃO INSTITUCIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33188">
                <text>Edna do Livramento Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33189">
                <text>Camilla do Socorro de Oliveira Silva Reis</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33190">
                <text>Thamiris Iara Sousa Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33191">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33192">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33194">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33195">
                <text>Apresenta a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), como fonte de informação institucional. As fontes de informação não obedecem um padrão, estas podem se apresentar de diversas formas, e na atualidade as fontes digitais tem marcado a busca informacional, pois corresponde ao imediatismo presente na sociedade. Esta literatura aborda um relato de experiência no setor de comunicação da UFMA, ou seja, se trata de uma Ascom que produz informação para estudantes e profissionais, além de produzir informações também para quem não faz parte da comunidade acadêmica, mas precisa estar informado dos eventos que são realizados na UFMA. Para divulgação da informação ela conta com um grupo de profissionais da área de comunicação social, design, revisores e estagiários que trabalham na fonte principal que é o site da instituição, além deste, ela possui perfis nas redes sociais todos de caráter informativo. Estas fontes supracitados trabalham para divulgação, mas também operam para recuperação da informação, pois uma vez disseminada não há um prazo de eliminação, logo a informação é armazenada e pode ser recuperada sempre que necessária. Para o desenvolvimento deste trabalho foram lidos autores como Campello (1993), Castells (2003), Dias (2003) entre outros. A informação na web trouxe um novo ambiente, com ela veio as novas fontes, para uso e estudo. Para a metodologia utilizada, teve-se levantamento bibliográfico e pesquisa de campo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66788">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2824" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1906">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2824/1938-1955-1-PB.pdf</src>
        <authentication>27cd4bf788ba6ddf8eb33733c3c9a441</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33186">
                    <text>ANÁLISE DAS DEMANDAS DO MERCADO DE TRABALHO DO
PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO

Marcos César Triches (USP) - marcos.triches@usp.br
Francisco Carlos Paletta (USP) - fcpaletta@usp.br
Resumo:
Neste trabalho, objetiva-se verificar quais conhecimentos e habilidades o mercado de trabalho
exige quando da busca por profissionais formados em Biblioteconomia. Para tanto, realizamos
uma ampla pesquisa sobre as vagas de emprego para o cargo de bibliotecário a partir de
websites especializados em vagas de emprego, tais como: Catho, Infojobs, Infohome, Manager
e Vagas. Coletamos 99 vagas de emprego em dois períodos distintos: o primeiro, entre os
meses de janeiro e março de 2016; e o segundo, entre os meses de junho e setembro de 2016.
Foram identificadas 44 vagas (44,44% do total) que demandavam conhecimentos
instrumentais dos profissionais; 92 vagas (92,92% do total) exigiam conhecimento técnico da
área de biblioteconomia; 16 vagas (16,16% do total) pediam conhecimentos humanísticos dos
profissionais; e 52 vagas (52,52% do total) solicitavam conhecimentos práticos prévios por
meio da experiência profissional na área. Essa pesquisa indicou que o mercado de trabalho
ainda exige, sobretudo, conhecimentos relacionados ao núcleo técnico da Biblioteconomia,
porém há uma demanda relevante por conhecimentos que ultrapassam o saber-fazer
bibliotecário.
Palavras-chave: Profissional da Informação. Formação e Competências. Mercado de Trabalho
Profissional da Informação
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

ANÁLISE DAS DEMANDAS DO MERCADO DE TRABALHO DO
PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO

Introdução: O cenário profissional atual é caracterizado por grandes
transformações advindas, sobretudo, do desenvolvimento tecnológico, que afeta
substancialmente a gestão da informação. Organizações e instituições públicas e
privadas concordam no papel fundamental da informação para o
funcionamento dos ambientes internos e da importância de realizar a correta
análise das informações dos ambientes externos. Nesse contexto, o grande
desafio é verificar como postos de trabalhos estão sendo preenchidos para gerir
essas informações (SANTOS; NASSIF, 2011). Tendo em vista essas constantes
transformações, o mercado de trabalho atual demanda profissionais que
tenham competências amplas, constituídas por um conjunto de habilidades,
conhecimentos e destrezas que sirvam de base para o êxito das tarefas
(DUDZIAK, 2010; SILVEIRA, 2008). Nesse sentido, pergunta-se: quais
habilidades são pré-requisito para a contratação de profissionais formados em
Biblioteconomia no Brasil? A partir dessa pergunta, estabelecemos o objetivo
geral com foco em verificar quais conhecimentos e habilidades o mercado de
trabalho exige quando da busca por profissionais formados em Biblioteconomia.
Para atingir esse objetivo geral, definimos como objetivo específico analisar o
mercado de trabalho para o profissional da informação graduado em
Biblioteconomia por meio da pesquisa de ofertas de vagas de emprego em sites
especializados.
Método da pesquisa: A fim de verificar quais conhecimentos o mercado de
trabalho exige dos profissionais formados em Biblioteconomia, realizamos uma
ampla pesquisa sobre as oportunidades de emprego para o cargo de
bibliotecário a partir de websites especializados em vagas de emprego, tais
como: Catho1, Infojobs2, Infohome3, Manager4 e Vagas5. Coletamos 99 vagas de
emprego em dois períodos distintos: o primeiro, entre os meses de janeiro e
março de 2016; e o segundo, entre os meses de junho e setembro de 2016. Na
busca utilizamos os termos “bibliotecário” e “biblioteconomia”, de forma a
coletar todas as vagas disponíveis que exigiam profissionais formados no curso
1

www.catho.com.br
www.infojobs.com.br
3
www.ofaj.com.br
4
www.manager.com.br
5
www.vagas.com.br
2

�de Biblioteconomia. A pesquisa abrangeu todas as regiões do Brasil. Para
sistematizar a análise, dividimos e classificamos as vagas, a partir de suas
demandas, de forma similar à divisão proposta pelo segundo currículo mínimo
do curso de Biblioteconomia (MUELLER, 1988). Optamos pela adoção desse
modelo devido seu caráter pedagógico. Sendo assim, classificamos as vagas em:
1) Eixo Instrumental - Conhecimentos de apoio à Biblioteconomia
(Instrumentais), compreendendo os conhecimentos em informática, em
determinados softwares, em digitalização de documentos, em idiomas e noções
de administração; 2) Eixo Técnico - Conhecimentos técnicos inerentes à área de
Biblioteconomia, como as atividades de catalogação, classificação, indexação,
organização do acervo, atendimento aos usuários, empréstimos de material e
planejamento das atividades da biblioteca; 3) Eixo Humanístico Conhecimentos na área de humanidades, como organização de eventos e feiras
culturais e de projetos de leitura, além de possuir conhecimentos culturais,
relacionados à literatura; 4) Eixo Estágio/ TCC - Conhecimentos adquiridos
decorrentes de experiência profissional na área de Biblioteconomia. Análises
descritivas foram utilizadas para tratamento estatístico dos dados.
Resultados: Considerando conjuntamente os dois períodos analisados, 44
vagas (44,44% do total) demandavam conhecimentos instrumentais dos
profissionais; 92 vagas (92,92% do total), exigiam conhecimento técnico da área
de biblioteconomia; 16 vagas (16,16% do total) pediam conhecimentos
humanísticos dos profissionais; e 52 vagas (52,52% do total) solicitavam
conhecimentos práticos prévios por meio da experiência profissional na área. Os
resultados são ilustrados no gráfico 1:
Gráfico 1 – Porcentagem de participação de cada eixo temático exigido nas
vagas de emprego, entre os meses de janeiro e março de 2016 e entre os meses
de junho e setembro de 2016

Fonte: resultados da pesquisa

�Com base na análise dos dados, pudemos verificar que houve uma ampla
demanda por conhecimentos técnicos da área de Biblioteconomia pelas vagas de
emprego nos períodos. Os conhecimentos instrumentais e a experiência
profissional foram relevantes para pouco menos da metade das vagas,
respectivamente. Já em relação aos conhecimentos humanísticos, pudemos
verificar que menos de 20% das vagas demandavam habilidades nessa área
durante os períodos analisados pela pesquisa
Discussão: Dentre as vagas oferecidas, percebemos que muitas envolviam
atuação em ambientes tradicionais da área de Biblioteconomia, tais como
bibliotecas escolares, universitárias e públicas e centros de informação de
empresas. O mercado de trabalho para o bibliotecário, contudo, é mais amplo e
vem passando por transformações em seu modelo de serviços, de modo a mudar
o foco do acervo para o usuário (RUBI; EUCLIDES; SANTOS, 2006). Como já
alertava Bauwens (1993), os bibliotecários ocupam uma profissão cujo o título
está tradicionalmente ligado ao prédio em que exercem suas atividades, e não
relativo às competências ou aos conhecimentos da profissão. Como pudemos
verificar, é ampla e disseminada a exigência por habilidades e conhecimentos
técnicos da área de Biblioteconomia, sendo que mais de 90% das vagas
analisadas demandavam conhecimentos nesse nível. Isso reforça a ideia de que
o mercado de trabalho tende a associar a profissão apenas aos trabalhos
tradicionais empreendidos em bibliotecas. Uma possível explicação para tal
pode ser o fato de não haver um conhecimento difundido sobre a formação do
profissional formado em Biblioteconomia no potencial mercado de trabalho.
Consequentemente, ofertam-se majoritariamente vagas intimamente
relacionadas às tarefas tradicionais de gestão e organização da informação em
acervos
Considerações Finais: Desde a antiguidade, o profissional bibliotecário
trabalha com a informação. Apesar de os suportes da informação estarem se
modificado ao longo dos anos, a função de organizador e disseminador da
informação sempre se manteve presente. O que torna o momento atual único na
história é o fato de as mudanças ocorrerem de forma muito veloz, gerando
desafios constantes para lidar com os novos cenários que surgem. Esses novos
desafios também afetam o foco do trabalho do bibliotecário. Já é possível
perceber mudanças significativas: antes com foco no acervo; hoje na experiência
do usuário. É essencial que o bibliotecário se atente para a constante
modelagem do acervo e dos serviços às necessidades dos usuários e,
consequentemente, do mercado de trabalho. Apesar de o mercado de trabalho
ainda exigir, sobretudo, conhecimentos relacionados ao núcleo técnico da
Biblioteconomia, há uma demanda crescente por conhecimentos que
ultrapassam o saber-fazer bibliotecário. Nesse contexto de transformações
constantes, contínua análise das exigências do mercado de trabalho se torna
essencial para a inovação na formação dos profissionais em Biblioteconomia.

�Referências:
BAUWENS, Michel. The emergence of the “cybrarian”: a new organizational
model for corporate libraries. Business Information Review, Londres, v. 65, n.
9, p.65-67, abr. 1993.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Competência informacional e midiática no
ensino superior: Desafios e propostas para o Brasil. Prisma.com, Porto, n.13,
p.1-19,
2010.
Disponível
em:
&lt;http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/793&gt;.Acesso em: 11
out. 2016.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Avaliação do estado da arte da formação
em Biblioteconomia e ciência da informação. Ci. Inf., v. 17, n. 1, p. 71-81,
jan./jun.
1988.
Disponível
em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/301&gt;.Acesso em: 13 nov. 2016.
RUBI, Milena Polsinelli; EUCLIDES, Maria Luzinete; SANTOS, Juliana
Cardoso. Profissional da informação: aspectos de formação, atuação profissional
e marketing para o mercado de trabalho. Informação &amp; Sociedade: Estudos,
João Pessoa, v. 16, n. 1, p. 79-89, jan./jun. 2006. Disponível
em:&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/443&gt;. Acesso em:
2 de nov. 2016.
SANTOS, Ester Laodiceia; NASSIF, Mônica Erichsen. Os profissionais de
inteligência competitiva no Brasil: habilidades, competências e demandas do
mercado.
Prisma.com,
n.
15,
2011.
Disponível
em:
&lt;http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/733&gt;. Acesso em: 29
jul. 2016.
SILVEIRA, Fabrício José Nascimento da. O bibliotecário como agente histórico:
do “humanista” ao “moderno profissional da Informação”. Informação &amp;
Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 18, n. 3, p. 83-94, set./dez. 2008.Disponível
em: http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pbcib/article/view/5328&gt;.Acesso
em: 03 nov. 2016.

Agradecimento: Processo FAPESP 2016/07358-6

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33178">
                <text>ANÁLISE DAS DEMANDAS DO MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33179">
                <text>Marcos César Triches</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33180">
                <text>Francisco Carlos Paletta</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33181">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33182">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33184">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33185">
                <text>Neste trabalho, objetiva-se verificar quais conhecimentos e habilidades o mercado de trabalho exige quando da busca por profissionais formados em Biblioteconomia. Para tanto, realizamos uma ampla pesquisa sobre as vagas de emprego para o cargo de bibliotecário a partir de websites especializados em vagas de emprego, tais como: Catho, Infojobs, Infohome, Manager e Vagas. Coletamos 99 vagas de emprego em dois períodos distintos: o primeiro, entre os meses de janeiro e março de 2016; e o segundo, entre os meses de junho e setembro de 2016. Foram identificadas 44 vagas (44,44% do total) que demandavam conhecimentos instrumentais dos profissionais; 92 vagas (92,92% do total) exigiam conhecimento técnico da área de biblioteconomia; 16 vagas (16,16% do total) pediam conhecimentos humanísticos dos profissionais; e 52 vagas (52,52% do total) solicitavam conhecimentos práticos prévios por meio da experiência profissional na área. Essa pesquisa indicou que o mercado de trabalho ainda exige, sobretudo, conhecimentos relacionados ao núcleo técnico da Biblioteconomia, porém há uma demanda relevante por conhecimentos que ultrapassam o saber-fazer bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66787">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2823" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1905">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2823/1937-1954-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b69879221948e311bdb5c631fa12c286</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33177">
                    <text>Analise preliminar dos Currículos dos Cursos de Biblioteconomia
da Região Nordeste acerca da formação tecnológica dos seus
egressos

Rosa Zuleide Lima de Brito (UFPB) - rosazuleide@hotmail.com
JOsivan Coêlho dos Santos Vasconcelos (UFCG) - josivanvasconcelos@hotmail.com
Resumo:
Objetiva analisar como os Cursos de Biblioteconomia da região nordeste qualificam seus
egressos quanto ao uso e domínio das tecnologias de informação e comunicação, mapear as
disciplinas encontradas nos currículos pesquisados, identificar quais disciplinas e suas
ementas para verificar se atendem ao novo perfil do bibliotecário. Trata-se de um estudo
exploratório, com abordagem quali-quantitativa, em que utiliza a pesquisa documental para
obtenção dos dados, por meio dos sites e e-mails das IFES da região nordeste. Para
tratamento dos dados, usa como ferramenta o método comparativo, para verificar por meio
das ementas dos componentes curriculares ofertados sejam elas obrigatórias,
optativas/eletivas, destacando os componentes curriculares obrigatórios que abordam direta
ou indiretamente conteúdos de formação tecnológica. Conclui-se que os Cursos de
Biblioteconomia pesquisados, de maneira geral, não preparam seus egressos conforme a
temática abordada. Sugere-se a criação de um canal de discussão permanente entre os Cursos
de Biblioteconomia da região Nordeste para troca de experiências sobre as disciplinas que
abordam sobre a formação tecnológica dos bibliotecários.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Currículo. Bibliotecário. Formação profissional
Palavras-chave: Biblioteconomia. Currículo. Bibliotecário. Formação profissional
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A formação do bibliotecário nas últimas décadas passou por várias transformações
para se adequar aos desafios em seu ambiente de trabalho e de estudo. Um desses desafios
se refere ao domínio das novas tecnologias que transformaram as relações do homem com a
informação, e de ambos com os sistemas de informação. No caso do ensino da
Biblioteconomia brasileira, reformas curriculares foram acontecendo para adaptar os
bibliotecários nas bibliotecas frente às novas demandas.
Esse artigo pretende, apresentar os resultados de uma pesquisa que buscou verificar
como os currículos de Biblioteconomia da região nordeste estão formando seus egressos
quanto ao uso das Tecnologias da Informação e comunicação, tornando imperativo na
formação dos bibliotecários, a aquisição de conhecimentos específicos para dominar os
recursos tecnológicos utilizados na área.
3 O ENSINO DA BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
Em 1911, foi criado o primeiro Curso de Biblioteconomia na Biblioteca Nacional, por
meio do Decreto 8.835 no período da administração de Manoel Cícero Peregrino da Silva.
Devido à falta de candidatos naquele ano, o curso não iniciou suas atividades. Obtendo êxito
em 1915, com disciplinas sob a influência francesa humanística, conservadora e
enciclopedista, como afirmam Oliveira, Carvalho e Souza (2009). Em 1921 o curso parou
suas atividades novamente por falta de alunos, voltando a funcionar em 1931 sem grandes
mudanças, continuando com a abordagem francesa, valorizando a cultura em detrimento das
técnicas.
Segundo Almeida (2012, p.44) “em 1929 instalou-se em São Paulo, no Mackenzie
College, o Curso Elementar de Biblioteconomia, orientado pela bibliotecária americana
Dorothy Muriel Gedds Gropp.”, que difundiu a influência americana, advinda da Columbia
University, com o pensamento mais voltado às técnicas do que à cultura.
Segundo Castro (2000, Apud ALMEIDA, 2012, p. 45) “O curso de Biblioteconomia do
Mackenzie College foi encerrado em 1936. Neste mesmo ano foi instalado no Departamento
de Cultura da Prefeitura de São Paulo um curso, criado por Rubens Borba de Moraes”. A Alta
confiança dos que cuidavam das bibliotecas, mostrada nas 215 matriculas de maio de 1937,
configura que o modelo era inovador e deu certo até 1939, quando foi suspenso devido a
motivações políticas. Em 1940, o curso após suspensão, voltou a ser sediado na Escola Livre
de Sociologia e Política, após o apoio dado a Rubens Borba de Morais, fato que possibilitou a
disseminação do pensamento americano no ensino brasileiro de Biblioteconomia. (OLIVEIRA;
CARVALHO; SOUZA, 2009)
No começo da década de 40 os currículos dos cursos do Rio de Janeiro e de São Paulo
consistiam em estudos de disciplinas muito diferentes, se assemelhando apenas no ensino de

�bibliografia. A partir de 1944, com a exigência do mercado e com a mudança no cenário
europeu, a Biblioteca Nacional passou a adotar algumas disciplinas de cunho voltado à
influência americana.
Com o aumento no número de cursos em todo o Brasil, demandou na falta de padrão
na grade curricular e a regulamentação da profissão de bibliotecário como nível superior, o
primeiro currículo mínimo da Biblioteconomia se fazia necessário e se tornou obrigatório de
acordo com a lei nº 4.084 que regula a profissão, fez surgir o currículo mínimo de 1962.
Com a visão da área se transformando também por ocasião dos cursos de
pósgraduação, Oliveira, Carvalho e Souza (2009, p. 19) destacam que “[...]as propostas
curriculares elaboradas por diversos professores, resultaram, em 1982, na aprovação de um
novo currículo multidisciplinar, publicado pelo Conselho Federal de Educação, na resolução
nº 08/82’”.
As Diretrizes curriculares implantadas para a Biblioteconomia do Brasil do século XXI
no parecer, CNE/CES 492/2001 do Conselho Nacional de Educação/Câmara Superior de
Educação, deixaram de ser o modelo antigo com disciplinas obrigatórias delimitadas e trazem
definições sobre competências, habilidades e formação. Nas competências apresentadas,
mostram a preocupação com a formação do bibliotecário quanto ao desenvolvimento e
utilização de novas tecnologias e assim atender a demandas sociais de informação produzidas
pelas transformações tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo.
4 METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa exploratória, que segundo Gil (2006, p.41) “têm como
objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito
ou a constituir hipóteses.” A abordagem, é quali-quantitativa, uma vez que busca verificar a
adequação dos Currículos dos Cursos de biblioteconomia do nordeste mapeando as ementas
das disciplinas que tratam sobre o a formação do bibliotecário quanto ao domínio e uso das
tecnologias da informação e comunicação.
A pesquisa quali-quantitativa “representa a combinação das duas modalidades, o que
requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas, porém não abdica da interpretação dos
fenômenos e da atribuição de significados aos dados. (FILLOS et al., 2012 p. 5)
O universo é composto pelos cursos das universidades federais existentes na região
nordeste, exceto os da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal do Ceará.
A amostra da pesquisa são as disciplinas pertencentes aos currículos dos Cursos de
Biblioteconomia das IFES do nordeste disponibilizados on-line e solicitados por e-mail. A
amostra consta de dez (10) dos 12 cursos existentes. Adotou-se a pesquisa virtual, haja vista
a realização de buscas nos sites dos referidos cursos, com objetivo de identificar as ementas
das disciplinas constante nos projetos pedagógicos. Nos casos de não identificação através
dos sites, foram feitas solicitações pelas redes sociais e por e-mails. Foram considerados os

�conteúdos curriculares analisados cujas ementas contemplam conteúdo definidos na
pesquisa. Quanto as disciplinas de práticas, estágio, monografia cuja ementa não se
identificam tais conteúdos, foram desconsideradas, com exceção daquelas que abordam
claramente sobre aspectos tecnológicos.
Para análise dos dados, o método comparativo foi a ferramenta usada para identificar
as diferenças entre as ementas dos componentes curriculares. Nesse sentido, Assis (2012,
p. 12) diz que esse método “procura identificar semelhanças e explicar diferenças entre
grupos, pessoas, sociedades, culturas, sistemas e organizações políticas, padrões de
comportamento familiar ou religioso etc.”
5 TRATAMENTO DOS DADOS E RESULTADOS OBTIDOS
Para tratamento dos dados, delimitou-se as disciplinas cujas ementas abordam direta e
indiretamente sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs); Inicialmente foram
analisadas as ementas dos cursos mencionados, os conteúdos e suas referências, levando
em conta disciplinas obrigatórias e optativas (eletivas). As disciplinas que diretamente
abordam o tema foram delimitadas por determinação dos currículos (onde havia uma
separação por assunto) ou por análise direta nas ementas. As disciplinas que abordam o tema
indiretamente foram definidas em decorrência da análise das ementas e de suas referências
buscando termos referentes a estudos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
Os conteúdos curriculares que tratam diretamente da temática estudada e de caráter
obrigatório foram considerados de maior relevância nesse estudo perante as que tratam forma
indireta, nesse caso, as Optativas/eletivas.

Dessa forma, o estudo abarcou o total de

componente curriculares com ementas que tratam sobre a aplicação e uso de tecnologias,
com exceção dos casos que a matéria tenha nomenclatura claramente tecnológica.
5.1 Analise dos resultados
a)

O Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão, tem seu currículo

formado por 47 disciplinas, sendo que três em caráter obrigatório, com 60h cada e apenas
uma como optativa, com 30h. que tratam diretamente e mais 5 que abordam indiretamente
sobre Tecnologias da Informação e Comunicação.
b)

O Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB, composto de

68 disciplinas verificou-se que quatro com 60h/a em caráter obrigatório, são especificas para
a formação por possuir ementas que abordam diretamente sobre as TICs e quatro disciplinas
com abordagem indiretamente tecnológica.
c)

No Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), as

informações foram retiradas do Projeto Pedagógico do Curso, no site da UFAL. O total de
disciplinas é de 55, das quais 7 disciplinas tratam diretamente sobre tecnologia, sendo 5
obrigatórias, onde uma delas possui 80h/a e as demais 60h/a. As duas restantes são de

�caráter optativo com 60h/a. Quanto as disciplinas que abordam indiretamente sobre a
temática, foram identificadas 8 disciplinas que abordam indiretamente a aplicação e uso de
tecnologias.
d)

Quanto ao Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio

Grande do Norte (UFRN), verificou-se que, das 46 disciplinas encontradas, somam-se quatro
com conteúdo de formação tecnológica de caráter obrigatório com 60 h/a e 8 disciplinas com
abordagem parcial sobre a temática estudada.
e)

No Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco

(UFPE), verificou-se que 68 disciplinas formam sua grade curricular, onde identificou-se 2
disciplinas obrigatórias, sendo uma com 30 h/a e outra com 60 h/a, que tratam diretamente
sobre formação tecnológica; 4 de caráter optativo, sendo duas com 60 h/a e duas com 30 h/a.
Quanto as disciplinas que abordam de forma indireta, foram identificadas 10, sendo 7
obrigatórias (seis com 60 h/a e uma com 30 h/a); três em caráter optativo com 30 h/aulas.
f)

No caso do Curso de Graduação em Biblioteconomia e Documentação da

Universidade Federal da Bahia (UFBA), a não localização do Projeto pedagógico do Curso de
Biblioteconomia da UFBA e pelo fato de muitas ementas não constarem no site, dificultaram
na obtenção dos dados e consequentemente da pesquisa. Contudo, das 33 disciplinas
analisadas, 3 possuem teor de formação tecnológica, sendo 1 obrigatória e 2 optativas,
enquanto 5 abordam a temática de maneira indireta.
g)

O Curso de Graduação em Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal

de Sergipe (UFS), possui o total de 55 disciplinas, das quais. 6 disciplinas cujas ementas
possui conteúdo de formação tecnológica, sendo 2 obrigatórias e 4 optativas, todas com 60
h/a. Com relação as disciplinas que abordam indiretamente sobre tecnologia. As disciplinas
que abordam a temática indiretamente, são em número de 6, sendo 5 de caráter obrigatório
e 1 de caráter optativo.
h)

No que se refere ao Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal

do Ceará Unidade Cariri – UFCA, o Projeto Pedagógico deixa de elencar, em seu currículo,
as ementas das disciplinas optativas. Desse total, 34 disciplinas foram analisadas. Verificouse que 8 delas, sendo 6 obrigatórias e duas optativas, contemplam conteúdo de formação
tecnológica diretamente. As disciplinas que indiretamente discorrem sobre assuntos ligados
as tecnologias são em número de 7.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os cursos de Biblioteconomia da região nordeste estudados, a partir das ementas das
disciplinas com conteúdo de formação tecnológica analisadas, se mostram diferentes quando
ao ensino das TICs nos itens contemplados em suas ementas. Mesmo em alguns dos cursos
que ofertam uma quantidade maior de disciplinas que abordam o estudo das TICs
diretamente, verificou-se que apenas duas são disciplinas obrigatórias, como é o caso dos

�cursos da UFS e da UFPE, o que nos leva a inferir que é necessário torná-las obrigatórias,
considerando que disciplinas optativas não são de obrigatoriedade serem disponibilizadas ou
cursadas.
Em outros cursos, verifica-se a inexistência de um olhar maior sobre a importância do
ensino das TICs, como vimos nos cursos da UFPB e da UFMA, por apresentar apenas três
disciplinas sobre a temática estudada e o curso da UFBA, possui apenas uma disciplina
obrigatória destinada a temática aqui tratada. Avanços como o ensino do formato Marc 21,
são identificados nos cursos da UFS assim como a boa distribuição de disciplinas que
contemplam o tema de forma indireta presente no curso de Biblioteconomia da UFPE,
merecem destaque.
Conclui-se ainda que, a importância de um estudo tratando de buscar uma proposta
de currículo modelo usando as experiências de cada currículo aqui analisado para o ensino
de tecnologia se mostra relevante para auxiliar na concepção de projetos pedagógicos futuros.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Filosofia, História, Geografia, Serviço Social, Comunicação Social, Ciências Sociais, Letras,
Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia. Parecer CES/CNE 492/2001, homologação
publicada no DOU 09/07/2001, Seção 1, p. 50.
ALMEIDA, N. B. F. A Biblioteconomia no Brasil – análise dos fatos históricos da criação e do
desenvolvimento do ensino. (Dissertação). Mestrado em Ciência da Informação, Brasília,
2012. Brasília: Universidade de Brasília, 2012.
ASSIS, Maria Cristina de. Metodologia do Trabalho Científico/ Maria Cristina de Assis.
[S.I.:s.n.], [2012?].
BARRETO, A.A. A condição da informação. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 16, n.
3, p. 67-74, 2002. Disponível em:&lt; www.scielo.br/pdf/spp/v16n3/13563.pdf&gt;. Acesso em: 03
fev. 2015.
FILLOS, L. M. et al. Uma discussão sobre os aspectos metodológicos das investigações em
modelagem matemática do XI EPREM. In: ANPED SUL, 9., 2012, Caxias do Sul. Artigo...
Caxias
do
Sul:
[s.n.],
2012.
p.1-17.
Disponível
em:
&lt;http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/view/456/533&gt;.
Acesso em: 25 fev. 2015.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
OLIVEIRA, M.; CARVALHO, G.F.; SOUZA, G.T., Trajetória histórica do ensino da
Biblioteconomia no Brasil, Informação &amp; Sociedade, v. 19, n. 3, p. 13-24, set./dez. 2009.
Disponível em: &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/3754&gt; . Acesso em: 01
mar. 2015.
SIQUEIRA, Jéssica Câmara. Biblioteconomia, documentação e ciências da informação:
história, sociedade, tecnologia e pós-modernidade. Perspectivas em Ciências da Informação,
Belo
Horizonte,
v.15,
n.3,
p.52-66,
set./dez
2010.
Disponível
em:
&lt;
www.scielo.br/pdf/pci/v15n3/04.pdf&gt; . Acesso em: 02 fev. 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33169">
                <text>ANALISE PRELIMINAR DOS CURRÍCULOS DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA DA REGIÃO NORDESTE ACERCA DA FORMAÇÃO TECNOLÓGICA DOS SEUS EGRESSOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33170">
                <text>Rosa Zuleide Lima de Brito</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33171">
                <text>JOsivan Coêlho dos Santos Vasconcelos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33172">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33173">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33175">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33176">
                <text>Objetiva analisar como os Cursos de Biblioteconomia da região nordeste qualificam seus egressos quanto ao uso e domínio das tecnologias de informação e comunicação, mapear as disciplinas encontradas nos currículos pesquisados, identificar quais disciplinas e suas ementas para verificar se atendem ao novo perfil do bibliotecário. Trata-se de um estudo exploratório, com abordagem quali-quantitativa, em que utiliza a pesquisa documental para obtenção dos dados, por meio dos sites e e-mails das IFES da região nordeste. Para tratamento dos dados, usa como ferramenta o método comparativo, para verificar por meio das ementas dos componentes curriculares ofertados sejam elas obrigatórias, optativas/eletivas, destacando os componentes curriculares obrigatórios que abordam direta ou indiretamente conteúdos de formação tecnológica. Conclui-se que os Cursos de Biblioteconomia pesquisados, de maneira geral, não preparam seus egressos conforme a temática abordada. Sugere-se a criação de um canal de discussão permanente entre os Cursos de Biblioteconomia da região Nordeste para troca de experiências sobre as disciplinas que abordam sobre a formação tecnológica dos bibliotecários.Palavras-chave: Biblioteconomia. Currículo. Bibliotecário. Formação profissional</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66786">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2822" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1904">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2822/1936-1953-1-PB.pdf</src>
        <authentication>714eaf6560fb1d27d31d47481ad1cc04</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33168">
                    <text>A utilização do Facebook pelas bibliotecas do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas

Ana Karisse Azevedo (Ufal) - karisse.a@hotmail.com
Janyelle Mayara Bento (UFAL) - janyelle.mayara@gmail.com
Julie Christie Bertolino Café dos Santos Ferreira Carlos (UFAL) - julie.cafe@gmail.com
Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade (UFAL e UFPB) - roberiabiblio@gmail.com
Resumo:
As bibliotecas são um reflexo da comunidade em que estão inseridas. No contexto da evolução
das tecnologias de informação e comunicação, bem como maior interação do usuário nas
mídias sociais, as bibliotecas universitárias são impelidas a atuarem nesse novo ambiente. O
presente artigo analisa o uso da mídia social Facebook pelas bibliotecas que compõem o
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas. A pesquisa é do tipo bibliográfica
e exploratória, com uma abordagem qualitativa e quantitativa, o universo é composto pelas 13
bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas, com amostra
qualitativa composta por 8 destas 13 bibliotecas, as quais fazem uso da mídia social Facebook,
sendo observadas as variáveis presença on-line, engajamento e visibilidade. A coleta de dados
ocorreu no período de 04 a 23 de abril de 2017, sendo analisadas as dez últimas postagens de
cada página/perfil das bibliotecas na referida mídia social. Como resultados, percebemos a
presença on-line da maioria das bibliotecas analisadas, porém visibilidade e engajamento
mínimo. Conclui-se que há pouca valorização do Facebook enquanto ferramenta de
disseminação de informação, comunicação e interação com os usuários.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Mídias sociais. Web 2.0.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
1 INTRODUÇÃO
A facilidade de manusear smartphones, notebooks e afins, faz com que
inúmeras pessoas estejam conectadas ao mesmo tempo, em diferentes espaços,
trocando informações e conhecimento, de forma dinâmica e veloz. O surgimento da
Internet possibilitou as pessoas a disseminarem informações rapidamente (LIMA;
FREIRE, 2015, p. 127). Nota-se então a necessidade dos centros de informação
explorarem todo e qualquer meio de interação entre usuários e universidade,
utilizando essas tecnologias, inclusive como atrativos, proporcionando ambientes de
socialização entre a instituição e usuários e reforçando o caráter de coletividade do
ambiente. Criado em 2004, o Facebook hoje é uma das mídias sociais mais
utilizadas no mundo. Em fevereiro deste ano, alcançou a marca de 1,86 bilhões de
usuários ativos mensais (CANALTECH, 2017).
A relação da comunicação científica com o uso das tecnologias tem
possibilitado o fortalecimento da visibilidade das produções científicas, alcançando
um público mais amplo e de modo mais rápido. Atender as demandas dos usuários
pode estar apenas a um click de distância.
Nesse sentido, diante da evolução das redes sociais e do uso de tecnologia
da informação, compreendo que a biblioteca como uma reflexão da cultura e da
sociedade em que está inserida e as bibliotecas universitárias tendo como função
essencial promover suporte ao ensino, pesquisa e extensão, surge o seguinte
problema: como as bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
de Alagoas fazem uso da mídia social Facebook?
Objetivamos, portanto analisar o uso da mídia social Facebook pelo Sistema
de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), verificando as
seguintes variáveis: presença on-line, visibilidade e engajamento das páginas/perfis
investigados a partir de um estudo métrico da informação na web de abordagem
cibermétrica.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e exploratória, ancorada em
abordagem metodológica quali-quantitativa. O universo da pesquisa foi composto

�por treze bibliotecas que compõem o SiBi-UFAL, com amostra qualitativa formada
por oito perfis/páginas, das quais foram analisadas as últimas 10 postagens no
Facebook no período de 04 a 23 de abril de 2017. A análise dos dados se deu por
variáveis, sendo elas: a presença on-line, a visibilidade (audiência) e o engajamento
(interação), pontuados por Araújo (2015).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS
A partir dos dados da pesquisa foi possível verificar que das 13 bibliotecas, 8
utilizam a mídia social Facebook. No Quadro 1 visualiza-se a biblioteca, em qual
mídia tem presença online, sendo a predominância para o Facebook e o
engajamento das bibliotecas. Destaca-se que a Biblioteca Campus Arapiraca é a
que mais possui engajamento.
Quadro 1 - Bibliotecas do SiBi - UFAL
BIBLIOTECA

PRESENÇA
ONLINE

ENGAJAMENTO
COMENTÁRIOS

COMPARTILHAMENTOS

0

0

1

1

Biblioteca Campus Arapiraca

27

210

Biblioteca Polo Palmeira dos Índios

2

0

Biblioteca Polo Penedo

0

1

Biblioteca Polo Viçosa

0

1

Biblioteca Campus Delmiro
Gouveia

18

31

Biblioteca Polo Santana do
Ipanema

5

0

Biblioteca Central

Biblioteca Setorial de Física

-

-

-

Biblioteca Setorial de Matemática

-

-

-

Biblioteca Setorial de Química

-

-

-

Biblioteca Setorial do PPGLL
(mestrado em Letras)

-

-

-

1

4

Biblioteca Setorial do CECA

�Biblioteca Setorial do Espaço
Cultural

-

-

-

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

No Quadro 2 destaca-se as bibliotecas que fazem uso do Facebook, o seu
link de acesso, o tipo de conta e a assiduidade das postagens. Pode-se perceber a
maioria de contas do tipo perfil pessoal.
Quadro 2 - Facebook das Bibliotecas do SiBi-UFAL
BIBLIOTECA

TIPO DA
CONTA

ASSIDUIDADE DAS
POSTAGENS

B1

Biblioteca Central da UFAL
https://www.Facebook.com/bibliotecacentral.ufal
https://www.Facebook.com/Biblioteca-Central-da-UFAL438890549559664/

Pessoa;
Página

Última postagem em
2013

B2

Biblioteca Campus de Arapiraca
https://www.Facebook.com/bca.bibliotecacampusdearapi
raca

Pessoa

Últimas 10 postagens
no mês de abril de
2017

B3

Biblioteca Polo Palmeira dos Índios
https://www.Facebook.com/Biblioteca-Polo-Palmeirados-%C3%8Dndios-489656104578023/

Local

Últimas 10 postagens
abrangem os meses
de maio e abril de
2017

B4

Biblioteca Unidade de Ensino Penedo
https://www.Facebook.com/bibliotecaunidadedeensino.p
enedo

Pessoa

Últimas 10 postagens
entre fevereiro e abril
de 2017

B5

Biblioteca Polo Viçosa-AL
https://www.Facebook.com/bibliotecapolovicosa/

Local

Últimas 10 postagens
entre os meses de
Janeiro e abril de
2017

B6

Biblioteca Ufal Campus Delmiro Gouveia
https://www.Facebook.com/bibliotecaufal.campusdelmiro
gouveia

Pessoa

Últimas 10 postagens
entre os meses de
outubro de 2016 à
abril de 2017

B7

Biblioteca Ufal Santana do Ipanema
https://www.Facebook.com/profile.php?id=10000817597
6029

Pessoa

Últimas 10 postagens
de março à abril de
2017

B8

Biblioteca CECA Ufal
https://www.Facebook.com/profile.php?id=10000802519
4812

Pessoa

No máximo 4 dias
entre as postagens

Fonte: Dados da pesquisa, 2017

Ao analisar a visibilidade e o engajamento, observa-se o alcance das
bibliotecas na mídia social Facebook, como pode-se identificar na Tabela 1, a seguir.

�Tabela 1 - Quantidade de amigos e/ou curtidas nas páginas
BIBLIOTECA
B1

13

254

1 (página)

1 (página)

B2

2944

-

27

210

B3

-

134

2

0

B4

313

-

0

1

B5

-

261

0

1

B6

1132

-

18

31

B7

509

-

5

0

B8

696

-

1

4

Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Segundo o Ministério da Educação, a UFAL possui 59 cursos de graduação e
9 cursos de especialização, distribuídos nos 3 campi e unidades de ensino, destes,
apenas nos cursos de graduação obtêm-se os dados da Tabela 2.
Tabela 2 - Quantitativo de alunos matriculados na UFAL
ALUNOS MATRICULADOS

LOCAL E TIPO DE GRADUAÇÃO

19.180

Campus A. C. Simões

4.970

Campus Arapiraca (com unidades de ensino)

2.618

Campus sertão (com unidades de ensino)

26.768

Alunos matriculados na graduação presencial

3.783

Alunos de 13 cursos de graduação EAD/UAB

Fonte: Números gerais do portal da transparência, UFAL, 2017.

Excetuando docentes, técnicos e alunos da pós-graduação, ao comparar
estes números tão altos com a visibilidade alcançada atualmente na mídia social,
percebe-se que as bibliotecas ainda não fazem o uso adequado dessa ferramenta.
Ao possibilitar uma relação mais dinâmica e próxima, como no Facebook, atinge
mais usuários em curto espaço de tempo, e pode inclusive facilitar consulta ao
acervo, renovação de empréstimos, ao disponibilizar na página um meio de realizar
tais ações, além de, por estar mais próxima dos usuários, atender suas demandas
com maior rapidez e eficiência.

�As bibliotecas do SiBi-UFAL demonstram estar acompanhando a evolução
das tecnologias de informação e fazem uso das mídias sociais como meio de
publicação de seus serviços e interação com os usuários. O pouco engajamento dos
usuários nos perfis e páginas pode ser por desconhecimento sobre os mesmos ou
ainda inexistência de usuário na biblioteca. Pode haver também uma falta de
treinamento para o uso das mídias sociais como uma ferramenta de comunicação,
informação e interação com seus usuários (inclusive potenciais), visto que na
maioria das vezes a implantação das bibliotecas nas mídias sociais é feita de forma
intuitiva, sem planejamento ou formalização. A dificuldade de atualização e de
produção de postagens de maior interesse do usuário pode também ser resultado da
restrição de recursos humanos, dificultando a atuação constante, responsiva, de
interação rápida com o usuário, por serem os responsáveis pelos perfis/páginas das
bibliotecas os próprios bibliotecários, os quais têm como prioridade outros serviços
oferecidos pelas bibliotecas.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atualmente a conectividade tornou-se requisito para a comunicação,
principalmente com os usuários das bibliotecas universitárias, a cada geração
recém-chegada o uso das mídias sociais fica quase imperativo. Nesse contexto
percebe-se a necessidade das bibliotecas do SiBi-UFAL adotarem a mídia social
mais utilizada, Facebook, como mais um canal de comunicação, buscando
aperfeiçoar e oferecer novos serviços e produtos. Criar uma página nessa mídia
possibilita o contato com todas as suas seções e pode ainda fomentar o estudo de
usuários, pela facilidade de acesso aos questionários e amplitude alcançada pela
mídia.
REFERÊNCIAS
ARAUJO, R. F. Marketing científico digital e métricas alternativas para periódicos: da
visibilidade ao engajamento. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 20, n. 3, p. 67-84, jul./set. 2015.
CANALTECH. Facebook já tem quase 2 bilhões de usuários (e não para de
crescer). São Bernardo do Campo, 2017. Disponível em:
&lt;https://corporate.canaltech.com.br/noticia/Facebook/Facebook-ja-tem-quase-2bilhoes-de-usuarios-e-nao-para-de-crescer-88464/&gt;. Acesso em: 25 abr. 2017.
LIMA, A. P. L.; FREIRE. I. Da comunicação à sociabilidade. In: SILVA, J. R.;
ARAÚJO, C. S.; SANTOS, T. N. Reflexões e práticas de pesquisa em Ciência da
Informação. Maceió: Edufal, 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33158">
                <text>A UTILIZAÇÃO DO FACEBOOK PELAS BIBLIOTECAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33159">
                <text>Ana Karisse Azevedo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33160">
                <text>Janyelle Mayara Bento</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33161">
                <text>Julie Christie Bertolino Café dos Santos Ferre Carlos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33162">
                <text>Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33163">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33164">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33166">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33167">
                <text>As bibliotecas são um reflexo da comunidade em que estão inseridas. No contexto da evolução das tecnologias de informação e comunicação, bem como maior interação do usuário nas mídias sociais, as bibliotecas universitárias são impelidas a atuarem nesse novo ambiente. O presente artigo analisa o uso da mídia social Facebook pelas bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas. A pesquisa é do tipo bibliográfica e exploratória, com uma abordagem qualitativa e quantitativa, o universo é composto pelas 13 bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas, com amostra qualitativa composta por 8 destas 13 bibliotecas, as quais fazem uso da mídia social Facebook, sendo observadas as variáveis presença on-line, engajamento e visibilidade. A coleta de dados ocorreu no período de 04 a 23 de abril de 2017, sendo analisadas as dez últimas postagens de cada página/perfil das bibliotecas na referida mídia social. Como resultados, percebemos a presença on-line da maioria das bibliotecas analisadas, porém visibilidade e engajamento mínimo. Conclui-se que há pouca valorização do Facebook enquanto ferramenta de disseminação de informação, comunicação e interação com os usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66785">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2821" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1903">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2821/1935-1952-1-PB.pdf</src>
        <authentication>edc9b03f2b1654e3061775580abc858d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33157">
                    <text>A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO DISCURSO DOS
PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO: análise de conteúdo de
periódicos

Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
A Sociedade da Informação e o discurso proveniente de revistas científicas em Educação.
Objetiva analisar os discursos dos pesquisadores em Educação sobre os desenhos do Currículo
na Sociedade da Informação, divulgados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista
Educação e Sociedade e Revista Currículo sem Fronteiras, no período de 2001 a 2011. Tipifica
a pesquisa como documental e campo relacionada à análise dos periódicos científicos
representantes das vertentes, respectivamente, do governo, grupos de pesquisa e operadores
do currículo. Conclui que os pensadores da Educação na sua teoria pedagógica referem o
demérito da Sociedade da Informação vinculada ao pensamento neoliberal de desempenho.
Palavras-chave: Sociedade da Informação. Currículo. Produção Científica. Educação. Brasil.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
As ciências vivenciam nas diferentes épocas históricas as ideias de
mudanças, de rupturas, de novos paradigmas. Tais mudanças não são prerrogativas
apenas da segunda metade do século XX e século XXI, mas é parte inerente a todas
as grandes contestações e transformações sociais operadas no mundo, pois as
sociedades vivem os seus processos históricos, que podem ser entendidos como
pós-modernos na concepção do termo de hoje.
Esse paradoxo ocorre no discurso pós-moderno de Lyotard (1993, p.28) onde:
O si mesmo é pouco, mas não está isolado; é tomado numa textura de
relações mais complexa e mais móvel do que nunca. Está sempre, seja
jovem ou velho, homem ou mulher, rico ou pobre, colocado sobre os „nós‟
dos circuitos de comunicação [...]. E ele não está nunca, mesmo o mais
desfavorecido, privado de poder sobre estas mensagens que o atravessam
posicionando-o, seja na posição de remetente, destinatário ou referente.

É com esse jogo de linguagens que o educador e os demais profissionais
como o bibliotecário, se deparam: o ser não é o que parece; o estar nem sempre é o
que se representa à frente; o viver junto nem sempre é agradável (quase sempre
não é); o fazer nem sempre pode ser feito porque não existem os meios e interesses
para realizá-lo, o aprender a aprender carece da própria experiência dos professores
que não aprenderam a aprender e, por vezes, nem querem que os alunos aprendam
a aprender. Há coisa mais complexa do que essa realidade? Um eterno jogo de
querer e não querer no qual o professor não confessa nem a si próprio no mais
escondido recanto.
O Periódico científico é apresentado como instrumento para a pesquisa por se
caracterizar como o meio por excelência de publicação, do fazer e das reflexões de
uma comunidade de pesquisadores e por se entender que houve a descrição densa
da cultura, os conhecimentos estabelecidos a partir da análise do discurso dos
pesquisadores da área da Educação.
Objetivou-se abordar as discussões dos pesquisadores na área de Currículo
sobre a Sociedade da Informação.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa foi caracterizada como documental e campo, pautada na
abordagem qualitativa do estudo de caso (YIN, 2005) e análise de conteúdo
(BARDIN, 2000), com vistas a debruçar um novo olhar sobre os trabalhos referentes

�à Sociedade da Informação e Currículo pela via da comunicação escrita, a partir dos
relatos científicos provenientes de artigos de periódicos.
Os Periódicos pela sua importância na comunidade científica em geral e na
Educação, especificamente, foram selecionados a partir de critérios de qualidade
como:
a) a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, veiculada desde 1944, ligada
ao Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), vinculado ao
Ministério da Educação, por ser responsável por discutir e divulgar as
pesquisas sobre as políticas em Educação; a Revista Educação e
Sociedade, publicada desde 1978, do Centro de Estudos Educação e
Sociedade (CEDES), sediado na Universidade de Campinas (UNICAMP)
pela sua atuação voltada para a divulgação e discussão das pesquisas
acadêmicas e ensino, nos seus diversos prismas e a Revista Currículo sem
Fronteiras, por visar uma abordagem crítica sobre currículo desde 2001;
b) critérios científicos de qualidade embasados num coeficiente avaliador por
uma agência de fomento da pesquisa brasileira, como a base de dados
Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES), respectivamente, com conceitos B1, A1 e A2. A base de dados
Qualis da CAPES caracteriza-se por ser o resultado do processo de
classificação dos periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação
para a divulgação da produção intelectual de seus docentes e alunos. É
uma importante fonte de informação para as diferentes áreas do
conhecimento e indexa os periódicos com maior relevância.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A literatura científica, o texto e o discurso constituem recortes do
pesquisador/autor e como tal condicionam a descrição à realidade abordada.
Estabelecido o corpus, delineei a configuração dos seus limites, fazendo recortes;
retomada dos conceitos e noções, no ir – e – vir constante entre teoria, consulta ao
corpus e análise; observação do modo de construir, estruturar e circular ideias
contidas no texto e foram tecidas e buscadas as pistas para a interpretação e a
compreensão do tema Currículo na/e Sociedade da Informação (ORLANDI, 2003).

�As etapas seguidas para proceder à análise dos textos científicos veiculados
pela Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista Educação e Sociedade e
Revista Currículo sem Fronteiras, no período de 2001 a 2011, foram:
a) a pré-análise, constituída pela organização do material;
b) a descrição analítica, em que os artigos de periódicos selecionados
constituintes do corpus foram submetidos a um estudo aprofundado,
orientado pelo referencial teórico citado no trabalho, com as especificações
das palavras-chave concernentes ao campo de Currículo na/e Sociedade
da Informação;
c) interpretação inferencial, apoiada na pré-análise e na descrição analítica,
em que se intensificou a reflexão, a intuição, com embasamento no
material empírico, estabelecendo relações com a realidade educacional do
Brasil por meio das abordagens sobre Currículo na/e Sociedade da
Informação, entrevista para verificar as ações do MEC e MCTI e, ainda, a
opinião dos pesquisadores por meio de questionário, objetivando
aprofundar as ideias e se idealizar propostas de transformação (TRIVIÑOS,
1987).
Então, na descrição de relatos por meio da cultura formal representada pelo
periódico científico, importa a mensagem veiculada que representa o contexto social,
histórico e ideológico do produtor, do pesquisador e configura a sua posição oral e
refinada para a linguagem escrita e os seus produtos, objeto desta pesquisa.
Assim, analisou-se o instrumento da cultura constituído pelas revistas
científicas que se constitui o meio mais utilizado pelos pesquisadores para divulgar
seus trabalhos (SILVA; MENEZES; PINHEIRO, 2003) e, ainda, o cerne dos
periódicos. Nessa assertiva, Martyn (1979, p. 69) afirma que “[...] a essência da
ciência está num número muito pequeno de periódicos, e a maioria dos periódicos
representa, de fato, a minoria da literatura científica.”.
O texto científico, devido à sua busca pelo reconhecimento dos pares é
representante não “[...] apenas de um desejo de saber, mas viria em troca da
notoriedade existente no interior do meio científico visado.” (MAINGUENEAU, 1997,
p.61). Segundo Bourdieu (1983), há o monopólio da “autoridade científica”, definida
como capacidade técnica e como poder social da “competência científica”, que
representa a capacidade de falar e agir com autoridade perante uma determinada
clientela em face de temáticas da frente de pesquisa.

�A linguagem é a representante do avanço do homem em sociedade e os seus
significados na emissão de posicionamentos. Tal vertente apresenta possibilidades
de trabalhar a cultura representada pelos relatos formais provenientes da literatura
científica, visando apresentar os registros dos educadores sobre os Currículos na/e
Sociedade da Informação utilizando para tal os métodos da análise de conteúdo,
com a técnica da análise do discurso (BARDIN, 2000).
4 CONCLUSÃO
Verifiquei uma abordagem homogênea por parte dos pensadores da
Educação na sua teoria pedagógica, quando se referiram à Sociedade da
Informação, pois a citaram com demérito vinculado ao pensamento neoliberal de
desempenho e, quando aludiam ao “aprender a aprender” constante, ressaltavam-no
como algo novo, esquecendo-se que a ideia estava preconizada na educação
primitiva e nos pensamentos do escolanovismo, referenciada na história das ideias
pedagógicas em Cambi (1999) e outros.
Referindo aos posicionamentos feitos, destaca-se Foucault (2000, p.146), ao
dizer que “O discurso não tem apenas um sentido ou uma verdade, mas uma
história [...], cujos principais conceitos são: enunciado, prática discursiva, sujeito do
discurso e heterogeneidade discursiva.”.
Especificamente, saliento a heterogeneidade discursiva, que obviamente tem
o seu aspecto crucial na literatura em Educação, entretanto, não se percebeu
diferenciações nos discursos dos pesquisadores em Educação do Brasil acerca da
temática Sociedade da Informação, pois as abordagens, em sua maioria, seguiram o
tom de diminuí-la caracterizando-a como a serviço do capitalismo.
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2000. 225p.
BOURDIEU, P. O campo científico. In: ORTIZ, Renato (Org.). Textos de Pierre
Bourdieu. São Paulo: Ática, 1983. 191p. cap. 4, p. 122-155.
CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: Editora da UNESP, 1999.
FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2000. 239p.
LYOTARD, J. F. O pós-moderno. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.

�MAINGUENEAU, Dominique. Novas tendências em análise do discurso. 3. ed.
Campinas: Pontes: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1997.
MARTYN, J. Proliferation and fragmentation of journals. In: MEADOWS, A. J. (Ed.).
The scientific jornal. London: Aslib, 1979.
ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 5. ed.
Campinas: Pontes, 2003.
SILVA, E. L.; MENEZES, E. M.; PINHEIRO, L. V. Avaliação da produtividade
científica dos pesquisadores nas áreas de ciências humanas e sociais aplicadas.
Informação e Sociedade: estudos, v. 15, n. 2, 2003.
TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman,
2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33150">
                <text>A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO DISCURSO DOS PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO: ANÁLISE DE CONTEÚDO DE PERIÓDICOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33151">
                <text>Georgete LOPES FREITAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33152">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33153">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33155">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33156">
                <text>A Sociedade da Informação e o discurso proveniente de revistas científicas em Educação. Objetiva analisar os discursos dos pesquisadores em Educação sobre os desenhos do Currículo na Sociedade da Informação, divulgados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Revista Educação e Sociedade e Revista Currículo sem Fronteiras, no período de 2001 a 2011. Tipifica a pesquisa como documental e campo relacionada à análise dos periódicos científicos representantes das vertentes, respectivamente, do governo, grupos de pesquisa e operadores do currículo. Conclui que os pensadores da Educação na sua teoria pedagógica referem o demérito da Sociedade da Informação vinculada ao pensamento neoliberal de desempenho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66784">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2820" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1902">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2820/1934-1951-1-PB.pdf</src>
        <authentication>bafc2f1570ed1e3011b99efa39e70b63</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33149">
                    <text>A PRÁTICA DE ENSINO E A GESTÃO DE AUTOMAÇÃO DE
UNIDADES DE INFORMAÇÃO

Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira (UFMA) - cenidalva@gmail.com
Raimunda Ramos Marinho (UFMA) - raimundamarinho19@gmail.com
Resumo:
Este estudo apresenta considerações acerca da elaboração do plano diretor de informática da
biblioteca pública municipal, resultante de um processo de aprendizagem desenvolvido na
disciplina Automação de Unidades de Informação do Curso de Graduação em Biblioteconomia.
A realidade empírica para ambiência de estudo foi a Biblioteca Pública de Paço do Lumiar,
Maranhão, Brasil. Estuda a adoção de software e automação de bibliotecas públicas, indicando
o software livre Biblivre para automação dos seus serviços. Trata-se de um estudo exploratório
e descritivo realizado por meio da pesquisa bibliográfica e de campo. Conclui-se que a
automação é de grande relevância para agilizar, e operacionalizar os serviços de forma a
melhorar a qualidade, e a produtividade da unidade de informação. Esta atividade como
prática da disciplina, foi profícua para estabelecer estreita relação dos campos conceitual e
experimental, possibilitando aos alunos realizarem uma transposição de teorias para a criação
de soluções de problemas concretos.
Palavras-chave: Palavras-chave: Automação de Unidades de Informação. Biblioteconomia.
Ensino. Biblivre.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1
A PRÁTICA DE ENSINO E A GESTÃO DE AUTOMAÇÃO DE UNIDADES DE
INFORMAÇÃO

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca pública é um espaço de transformação social onde é possível alinhar
a cultura local ao aprendizado coletivo, por meio da valorização histórica e que
caracterizante de determinado lugar. Para Ferreira (2006 p.10):
Em se tratando das bibliotecas públicas, elas existem desde tempos imemoriais,
sendo responsáveis pela preservação e difusão do conhecimento produzido pela
humanidade. A filosofia do trabalho desenvolvido pelas bibliotecas públicas está
fundamentada na democratização e socialização do saber, favorecendo aos
indivíduos a descoberta do mundo da escrita e poder para assim elevar seus
conhecimentos para tomada de decisões com vista à transformação da
sociedade.

Ressalta ainda que as bibliotecas públicas desenvolvem inúmeros trabalhos que
tiveram como filosofia o fortalecimento da cidadania dos setores excluídos. Porém,
grande parte de suas ações ficam restritas aos seus respectivos espaços físicos,
limitando assim seu alcance de atuação.
Este espaço múltiplo e de acesso a todos os cidadãos deve possuir mecanismos
que permitam um melhor aproveitamento de suas atividades por meio da dinamização
de suas rotinas, o que é possível pela automação de seus serviços. Nas bibliotecas, ela
surge para mecanizar, isto é, tornar automático um determinado processo pelo uso de
uma máquina, seja a seleção, aquisição, catalogação, circulação, entre outros. Teixeira
e Cantanhede (2006, p. 3) afirmam que, com:
[...] o crescimento contínuo das áreas do conhecimento e o advento de novas
tecnologias, torna-se inevitável a adoção da automação nos processos de uma
biblioteca, objetivando a recuperação da informação bem como sua disseminação
de forma rápida e precisa.

Agilizar e manter a qualidade dos serviços é, sem dúvida, um dos pontos
relevantes na automação de bibliotecas. Nesse sentido, Rodrigues e Prudêncio (2009)
destacam que, nas bibliotecas e centros de informação, a automação surge para oferecer
um atendimento eficaz e eficiente ao usuário, poupar tempo, otimizar os processos,
atender a demanda, auxiliar a aquisição, tornar a organização mais precisa e,
principalmente, atender às necessidades do usuário em curto espaço e tempo.
Torna-se necessário que o estudo para efetivar o processo de escolha do software
e/ ou encaminhamentos do processo de automação a ser utilizado, seja importante para
que a biblioteca determine os seus próprios requisitos obrigatórios, e solicite as

�2
operações desejáveis somente após certificar-se de que as funções básicas e
necessárias estejam plenamente atendidas.
Para isso, primeiramente a biblioteca deve identificar a cultura, missão, visão,
objetivos e programas de trabalho e organização, as características essenciais da
biblioteca com relação a sua abrangência temática, serviços e produtos oferecidos, os
interesses e necessidades de informações dos usuários, a plataforma tecnológica
existente na instituição (softwares e hardwares), sua capacidade de atualização e
ampliação e também recursos humanos (TEIXEIRA; REIS, 2013).
O objetivo deste texto é apresentar considerações acerca da elaboração do Plano
Diretor de Informática da biblioteca pública municipal, resultante de um processo de
aprendizagem desenvolvido na disciplina Automação de Unidades de Informação1 do
Curso de Graduação em Biblioteconomia. Este trabalho apresenta relevância para dois
campos de saberes que se ligam e interdisciplinam, quais sejam: o ensino e formação
bibliotecária, e Informática, no sentido de garantir conhecimento e habilidades aos alunos
que cursam a disciplina.
Desse modo, busca-se no desenvolvimento de um ambiente favorável para
aprendizagens na referida disciplina explicitar a relação entre teoria e prática, com fulcro
de conhecimentos, observação de acontecimentos e realidades que possibilitem a
elaboração de instrumento prescritivo para gestão de automação de bibliotecas
concomitante à iniciação para uma ação consciente no campo profissional.

2 METODOLOGIA
A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória e descritiva para descrever
uma realidade empírica, cujos procedimentos adotados foram pesquisa bibliográfica com
autores que discutem sobre processo de automação e escolha de softwares para
bibliotecas tais como Corte et al (2002), Café, Santos e Macedo (2001), e sobre software
livres, com Silva (2007) e Teixeira et al (2014). O instrumental e técnicas para elaboração
do PDI estão focadas de modo indissociável dos processos de formulação de
planejamento estratégico. A pesquisa de campo, foi realizada com visitas à biblioteca
para conhecer, e mapear espaço e condições de funcionamento. Utilizou a entrevista
com o profissional bibliotecário para identificar os serviços e o alcance destes. Para
tanto, utilizou-se os procedimentos de elaboração do PDI, que tem como etapas: o
levantamento das necessidades da unidade de informação; problemas atuais e descrição
das áreas afetadas com os procedimentos atuais; análise das atividades, apresentando
a solução e priorizando seu desenvolvimento; dimensionamento dos recursos
necessários para desenvolver os projetos (custo de hardware, software, linhas de
1

Disciplina desenvolvida no âmbito do Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal
do Maranhão. Eixo Gestão e Processamento da Informação.

�3
comunicação, treinamento, etc.); e cronograma previsto para execução e cumprimento
de metas.
O locús da pesquisa, a Biblioteca Pública do município de Paço do Lumiar-MA2,
foi implantada em janeiro de 2015, com seu acervo composto de 300 obras bibliográficas,
entre livros didáticos e literários voltados à literatura brasileira, literatura infantil, e livros
nas áreas de geografia, história, língua portuguesa. O espaço está sob a gestão da
Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e Secretaria Municipal de Educação e
conta uma área de alocação do acervo geral, biblioteca infantil e setor audiovisual.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
De acordo com Santos (2009) e Juliano (2007), o PDI é uma ferramenta de
extrema importância, pois estuda unidade de informação e planeja o crescimento da
automação de acordo com os recursos a ela destinado, permitindo que exerça suas
atividades de forma satisfatória, ganhando sempre em produtividade e qualidade de
serviço. Nesta perspectiva, contempla o interesse de uso como mecanismo de
aprendizagem de gestão de automação.
Com a utilização do PDI tornou-se possível elaborar um estudo que inicia com a
identificação do ambiente de estudo e, em seguida, é feito um diagnóstico da situação
atual para posteriormente propor um sistema que atende as demandas da unidade de
informação. O sistema sugerido visa atender as necessidades rotineiras da biblioteca,
bem como agilizar os serviços oferecidos e atender com excelência os seus usuários.
O PDI facilitou o processo de automação e consequentemente o processo de
escolha de software, pois dentre os diversos critérios para escolha do sistema conforme
assinala Teixeira e Reis (2013), já citados anteriormente, levou-se também em
consideração os escassos recursos que são destinados à biblioteca. Nesse sentido,
ressalta-se o uso de softwares livres, que são baseados nos quatro tipos de liberdade
definidas pela Free Software Foundation (SILVA,2007): 1. A liberdade de executar o
programa, para qualquer propósito; 2. A liberdade de estudar o funcionamento do
programa, e adaptá-lo para as necessidades; 3. A liberdade de distribuir cópias de modo
a ampliar as possibilidades de acesso a tais programas; 4. A liberdade de aperfeiçoar o
programa.
Dessa forma, torna-se mais fácil a automação de bibliotecas com ausência de
recursos financeiros para apoiar seus processos, assim, o uso de softwares livres
justifica-se por se tratar de soluções práticas para o processo de informatização
(TEIXEIRA, et al). Nesse sentido, a pesquisa buscou analisar o panorama dos softwares
livres em bibliotecas públicas, bem como suas possibilidades de implantação. Após o
estudo, sistema escolhido foi o BIBLIVRE 4.1 (Biblioteca Livre), que consiste em um
2O

município se estende por 388,4 km² localizada na zona urbana da Ilha de São Luís, e conta com 162
925 habitantes no último censo.

�4
aplicativo licenciado como General Public Licence da Free Software Foundation (GPLv3)
desenvolvido pela Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (SABIN), com apoio da
COPPE/UFRJ, nas versões, 1.0 e 2.0. (MANUAL,2014). É um projeto exclusivamente
patrocinado pelo Instituto Itaú Cultural. Sua versão 4.1 possui versões em inglês e
espanhol, além do português.
4 CONCLUSÃO
Durante o andamento da disciplina Automação de Unidades de Informação, e da
elaboração do PDI como um exercício prático-teórico, verificou-se que os alunos
conseguiram estabelecer relações entre os procedimentos e técnicas de planejamento
como estratégia para análises empíricas do universo de pesquisa.
Na análise da ambiência foi identificada a necessidade da biblioteca em estudo
de otimizar, agilizar seus processos e proporcionar um melhor atendimento, dentre
outras melhorias. Após estudos da oferta de software livre, o escolhido foi BIBLIVRE, o
qual além de fácil manuseio, facilita a compreensão rápida da operação dos processos.
Enfim, com esta atividade como prática da disciplina, busca-se estabelecer estreita
relação dos campos conceitual e experimental, possibilitando aos alunos realizarem uma
transposição de teorias para a criação de soluções de problemas concretos.
REFERÊNCIAS
CAFÉ, Lígia; SANTOS, Christophe dos; MACEDO, Flávia. Proposta de um método
para escolha de software de automação de bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 30, n. 2,
p. 70-79, maio/ago. 2001.
CÔRTE, Adelaide Ramos et al; Automação de bibliotecas e centros de documentação:
o processo de avaliação e seleção de softwares. Rev. Ciência da Informação, Brasília,
v. 28, n.3, p. 241-256, set./dez. 1999(online)
FERREIRA, Maria Mary. Políticas públicas de informação e políticas culturais: e as
bibliotecas públicas para onde vão?. TransInformação, Campinas, 18(2):113-122,
maio/ago., 2006. Disponível em: &lt;http://periodicos.puccampinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/673&gt;. Acesso em: 28 Abr 2014.
JULIANO. Plano Diretor de Informática, 2007. Disponível em:
&lt;juliano.com.br/artigos.htm&gt;. Acesso em: 04 jun 2014)
MANUAL Biblivre versão 4.1. Rio de Janeiro: Sociedade de Amigos da Biblioteca
Nacional – SABIN, 2014.

�5
SANTOS, M. C. Plano Diretor de Informática. Bate Byte. Curitiba,CELEPAR, nov.2006.
SILVA, J. F. M. da. Software livre: modelos de seleção como subsídio à gestão
bibliotecária. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 22; 2007. Brasília. Anais... Brasília:
FEBAB; ABDF, 2007. 1 CD-ROM.
TEIXEIRA, C. M. S. ; SANTOS, Joseane Cantanhede dos . O processo de escolha de
software nas bibliotecas universitárias de São Luís-Ma. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 2006, Salvador. Anais... Disponível em:
&lt;http://www.snbu2006.ufba.br/resumos_aprovados.pdf&gt;. Acesso em: 19 set. 2009.
TEIXEIRA, C. et al. Software livre em bibliotecas públicas escolares na área ItaquiBacanga em São Luís – MA: estudos de casos.Rev. Inf. na Soc. Contemp., Natal, RN,
v.1, n.1, jul/dez., 2014.
TEIXEIRA, C. REIS, E. Automação de Sistemas de Bibliotecas. São Luís: UFMA,
2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33141">
                <text>A PRÁTICA  DE ENSINO E A GESTÃO DE AUTOMAÇÃO DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33142">
                <text>Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33143">
                <text>Raimunda Ramos Marinho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33144">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33145">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33147">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33148">
                <text>Este estudo apresenta considerações acerca da elaboração do plano diretor de informática da biblioteca pública municipal, resultante de um processo de aprendizagem desenvolvido na disciplina Automação de Unidades de Informação do Curso de Graduação em Biblioteconomia. A realidade empírica para ambiência de estudo foi a Biblioteca Pública de Paço do Lumiar, Maranhão, Brasil. Estuda a adoção de software e automação de bibliotecas públicas, indicando o software livre Biblivre para automação dos seus serviços. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo realizado por meio da pesquisa bibliográfica e de campo. Conclui-se que a automação é de grande relevância para agilizar, e operacionalizar os serviços de forma a melhorar a qualidade, e a produtividade da unidade de informação. Esta atividade como prática da disciplina, foi profícua para estabelecer estreita relação dos campos conceitual e experimental, possibilitando aos alunos realizarem uma transposição de teorias para a criação de soluções de problemas concretos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66783">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2819" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1901">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2819/1933-1950-1-PB.pdf</src>
        <authentication>3d4121157dde74cf28e7d208c24bc3b8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33140">
                    <text>A nova grade do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
de Rondônia e as exigências dos concursos das Regiões Norte e
Centro-Oeste do Brasil

Marcos Leandro Freitas Hubner (UNIR) - marcos.hubner@unir.br
Pedro Ivo Silveira Andretta (UNIR) - pedro.andretta@unir.br
VANNILZA TORREJÃO PEREIRA (UNIR) - vannilzap@hotmail.com
Resumo:
As áreas de atuação do bibliotecário são abrangentes, envolvendo as intuições públicas via
concurso público. Esses cargos são buscados principalmente por profissionais que desejam
oportunidades de qualificação, salários em suma mais competitivos que o mercado e
estabilidade. O objetivo desse estudo é compreender o posicionamento da nova grade do curso
de biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) frente às exigências dos
concursos das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Para a realização dessa pesquisa, foram
reunidas e analisadas as provas de concursos públicos para a área de Biblioteconomia
aplicados nos anos de 2013 a 2015 na região estudada, comparando o repertório de questões
com o novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Biblioteconomia da UNIR. Como resultados
foram coletados 43 provas que continham 1236 questões específicas, analisadas e
classificadas pelo rol de disciplinas do novo PPC. Observa-se que existem disparidades entre a
quantidade de questões dedicadas para certas disciplinas e a importância atribuídas a elas no
PPC, ainda assim, é perceptível que a nova grade curricular apresenta compatibilidade com as
tendências apresentadas pelos concursos públicos examinados quando se trata das disciplinas
mais cobradas. Como considerações finais sugere-se a adoção de práticas pelo Curso da UNIR
para projetar mais ofertas de disciplinas optativas, bem como atividades extracurriculares
para complementar as aprendizagens e tendências do mercado.
Palavras-chave: Ensino de Biblioteconomia. Universidade Federal de Rondônia. Concurso
Público. Região Norte e Centro-Oeste – Brasil.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: 7- Formação do Bibliotecário e o Ensino de Biblioteconomia
Introdução:
A área de atuação do bibliotecário abrange instituições públicas, privadas e terceiro
setor, podendo, também, desempenhar suas funções como autônomo prestando serviços de
assessoria ou consultoria, desde que devidamente diplomando e credenciado no Conselho
Regional de Biblioteconomia de seu estado. A empregabilidade do profissional de
Biblioteconomia é influenciada, entre outros fatores, pela competitividade, sendo
necessário que tanto o bibliotecário mantenha-se atualizado com formação contínua depois
de formado, como também, que seu curso de graduação esteja sintonizado com as
exigências do mercado e necessidades sociais (WALTER; BAPTISTA, 2008).
A carreira no setor público, via ingresso por concursos públicos, é frequentemente
procurada por profissionais que buscam oportunidades de qualificação, salários em suma
mais competitivos que o da iniciativa privada e estabilidade. No contexto da
biblioteconomia, são várias as pesquisas, a exemplo de Luz (2014), Pinheiro (2014),
Anhaia (2015) e Simões e Marques (2015), que têm procurado identificar tendências nas
provas de concursos na área ou ainda aderências das questões ao plano político-pedagógico
dos cursos.
Nesse sentido, o objetivo desse estudo é compreender o posicionamento da nova
grade do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) frente às
exigências dos concursos das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Sobre isso, convém
pontuar que o Curso de Biblioteconomia na UNIR, foi criado em novembro de 2008,
reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em agosto de 2015 e aguarda
para 2018 iniciar a segunda versão do Projeto Pedagógico de Curso (PPC).

Método da pesquisa:
Para a realização dessa pesquisa, foram reunidas e analisadas as provas de
concursos públicos para a área de Biblioteconomia aplicadas nos anos de 2013 a 2015 nas
regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, comparando o repertório de questões com o Projeto
Pedagógico do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia, o qual
teve edição mais recente em 2016 com a proposta para entrar em vigor no ano de 2018.
Para a realização da coleta das provas, foi utilizado o site denominado "PCI Concursos",

�que divulga todas as notícias sobre concursos públicos brasileiros, tendo se tornado uma
referência no assunto para as pessoas que buscam informações sobre concursos, uma vez
que abrange desde a publicação do edital até convocação dos aprovados, bem como a
situação de concursos previstos, abertos, dicas para preparação, simulados.
As consultas no site do PCI Concursos foram realizadas na seção “Provas”
utilizando

impressões

como

"bibliotecário",

"bibliotecário

documentalista",

e

"biblioteconomista", delimitando os anos de 2013, 2014 e 2015 e os estados que compõem
as regiões Norte e Centro-Oeste. As provas consultadas para essa pesquisa foram copiadas
para o computador, organizadas e suas questões lidas, analisadas pela perspectiva de Bardin
(1977), classificadas, tabeladas e analisadas metricamente com o suporte do Microsoft
Excel.
É importante ressaltar que essa pesquisa, compreendida do ponto de vista de seu
objetivo, é considerada como exploratória. Já, pelo ponto de vista da abordagem do
problema, pode ser entendida como quali-quantitativa e, pelo ótica dos procedimentos
técnicos, classifica-se como bibliográfica e documental.
Resultados:
A fase de coleta resultou em 43 provas e seus gabaritos. Essas provas apresentaram
1236 questões que foram uma a uma classificadas conforme Número da prova para controle
interno, Órgão/Instituição que solicitou o concurso, estado e região onde foi realizado o
concurso, Ano de realização do concurso, Disciplina PPC/UNIR 1 e 2, Banca Organizadora
e Cargos. Considerando que algumas questões correlacionam-se com

mais de uma

disciplina do PPC, as questões foram classificadas em até duas disciplinas. Essas
disciplinas, no novo PPC, inserem-se em sete (07) áreas. A seguir é apresentado um quadro
sumarizado das áreas das disciplinas com sua respectiva distribuição da carga horária e
questões nos concursos.
Quadro 1 – Áreas do novo PPC Biblioteconomia/UNIR x Distribuição de carga horária e das
concurso.
Área
Distribuição
Carga
Horária (%)
12,8
1. Fundamentos gerais das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
16,1
2. Fundamentos teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação
20,8
3. Organização e Representação da Informação
14,1
4. Recursos e Serviços de Informação
11,4
5. Políticas e gestão de Ambientes de Informação
12,1
6. Tecnologias de Informação e comunicação

questões em
Distribuição
de Questões
(%)
0,1
6,9
38,3
21,3
18,4
11,9

�7. Pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação
Fonte: Própria.

12,8

3,0

Discussão:
Por meio do mapeamento, verificamos que os estados que mais realizaram
concursos nos anos de 2013 a 2015, na Região Norte, foram Pará, Amazonas e Tocantins,
enquanto que, na Região Centro-Oeste, foi Goiás. A maioria dos estados realizou provas
em dois dos três anos analisados. As bancas dos concursos que mais realizaram concursos
no âmbito desse estudo foram FUNCAB, FGV, Centro de Seleção da Universidade Federal
de Goiás e CESPE, sendo que o número de questões específicas nos concursos variou em
média de 20 a 30 por prova.
As questões com maior incidência nos concursos analisados referem-se,
respectivamente, às disciplinas de Gestão de coleções e do patrimônio em unidades de
informação, Representação descritiva da informação I, Normatização documentária, Fontes
de Informação e serviços de referência, Representação descritiva da informação II.
Constatou-se que os concursos públicos nas regiões Norte e Centro-Oeste
apresentam similaridade no que diz respeito às disciplinas cobradas, especialmente entre as
mais cobradas, havendo pouca diferença entre a frequência das questões em uma região ou
outra. As maiores diferenças, nesse sentido, foram verificadas entre as questões menos
cobradas, exemplo disso, a disciplina "Bibliometria" está entre as 10 mais frequentes na
Região Centro-Oeste, enquanto na Região Norte está em último lugar.
Percebe-se ainda que, por vezes, os objetivos acadêmicos apresentam disparidades
em relação às exigências dos concursos públicos, como no caso das disciplinas
“Tecnologias digitais da informação” e “Bibliotecas Digitais e Repositórios” da área 6 que
apresentam a mesma frequência e, na grade curricular, uma é obrigatória com carga de 80
horas, enquanto a outra é optativa com carga de 40 horas. Outro exemplo evidente disso é
notado na disciplina “Metodologia da pesquisa científica em Biblioteconomia e Ciência da
Informação” da área 7, que é uma disciplina obrigatória de 80h com incidência de apenas
0,4% nos concursos.

Considerações Finais ou Conclusões:

�O presente trabalho buscou analisar, através de pesquisa bibliográfica e documental,
se o Curso de Biblioteconomia da UNIR está adequado quanto à formação dos futuros
profissionais de Biblioteconomia para a inserção dos mesmos no mercado de trabalho na
área do serviço público. Para tanto, foi feita de uma análise comparativa do Projeto
Pedagógico do Curso de Biblioteconomia da Fundação Universidade Federal de Rondônia
(UNIR) e das questões de conhecimento específico em Biblioteconomia de concursos para
profissionais da área, aplicados nas regiões Norte e Centro-Oeste nos anos de 2013 a 2015.
Compreende-se que, se existem algumas disparidades entre a quantidade de
questões que são dedicadas para certas disciplinas e a importância a elas atribuídas no PPC
por meio da análise da modalidade de oferta e da carga horária, isso ocorre porque as
provas de concursos têm como objetivo selecionar profissionais para seus quadros de
servidores e, portanto, exigem os conhecimentos que julgam mais relevantes e oportunos ao
exercício da profissão naquele momento e setor. Por outro lado, a universidade tem o
objetivo de formar profissionais para o exercício das suas funções em possibilidades
diversas. Ainda assim, é perceptível que a grade curricular do Curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal de Rondônia apresenta compatibilidade com as tendências
apresentadas pelos concursos públicos examinados quando se trata das disciplinas mais
cobradas, especialmente as cinco primeiras e, portanto, demonstra estar apta a formar os
profissionais de Biblioteconomia para inserção no mercado de trabalho na área do serviço
público.
Por fim, acredita-se que esse estudo alcançou seus objetivos e poderá embasar
pesquisas futuras sobre a evolução do interesse das bancas de concurso para o serviço
público em Biblioteconomia, bem como para a adoção de práticas do Departamento de
Ciência da Informação/UNIR com a finalidade de projetar a oferta de disciplinas optativas,
bem como atividades extracurriculares para complementar as aprendizagens e tendências
do mercado.

Referências:
ANHAIA, Gabriela Pinheiro. O Conteúdo das Questões de Concursos Públicos de
Biblioteconomia e Sua Relevância Prática no Trabalho. 2015. 80 f. Trabalho de
Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia). Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Curso de Biblioteconomia,

�Porto Alegre, 2015. Disponível em: &lt;http://hdl.handle.net/10183/ 122424&gt;. Acesso em 10
out. 2016.
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Editora edições 70, 1977.
CASTRO, Cesar Augusto. História da Biblioteconomia Brasileira: perspectiva histórica
Brasília: 2000.
LUZ, Juliane de Cássia Silva da. Questões de Concursos em Biblioteconomia:
mapeamento temático. 96 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) Universidade Federal do Rio grande do Sul, Faculdade de
biblioteconomia e Comunicação, Curso de Biblioteconomia, Porto Alegre, 2014.
Disponível em: &lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/112199&gt;. Acesso em: 10 out.
2016.
PINHEIRO, Cyntia Cavalcante. Mapeamento das Questões de Representação Descritiva
dos Concursos de Brasília de 2010 a 2014. 51 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) – Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de
janeiro, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em:
&lt;www2.unirio.br/unirio/cchs/eb/TCCCyntiaCavalcantePinheiro.pdf. &gt;. Acesso em: 10 out.
2016
PINTO, Elton Mártires. História da Biblioteconomia no Brasil: Da Fundação na
Biblioteca Nacional à criação na Unidade de Brasília. Brasília, 2015. Disponível em:
&lt;bdm.unb.br/handle/10483/11200&gt;. Acesso em: 10 out. 2016
SIMÕES, Priscila Pessoa; MARQUEZ, Suely Oliveira Moraes. Concursos de Públicos em
Biblioteconomia: estudo do curso de biblioteconomia da UFAM em relação a provas
aplicadas no Amazonas. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São
Paulo, v. 11, n. especial, p.255-274, 2015. Disponível em: &lt;
https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/509/428 &gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA. Departamento de Ciência da Informação.
Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia (Bacharelado). Porto Velho, 2016.
WALTER, Maria Tereza Machado Teles; BAPTISTA, Sofia Galvão. Formação
Profissional do Bibliotecário. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, v. 13, n. 25, p. 84-103, 2008. Disponível em: &lt;
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2008v13n25p84/885 &gt;.
Acesso em: 10 out. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33131">
                <text>A NOVA GRADE DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA E AS EXIGÊNCIAS DOS CONCURSOS DAS REGIÕES NORTE E CENTRO-OESTE DO BRASIL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33132">
                <text>Marcos Leandro Freitas Hubner</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33133">
                <text>Pedro Ivo Silveira Andretta</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33134">
                <text>VANNILZA TORREJÃO PEREIRA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33135">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33136">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33138">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33139">
                <text>As áreas de atuação do bibliotecário são abrangentes, envolvendo as intuições públicas via concurso público. Esses cargos são buscados principalmente por profissionais que desejam oportunidades de qualificação, salários em suma mais competitivos que o mercado e estabilidade. O objetivo desse estudo é compreender o posicionamento da nova grade do curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) frente às exigências dos concursos das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Para a realização dessa pesquisa, foram reunidas e analisadas as provas de concursos públicos para a área de Biblioteconomia aplicados nos anos de 2013 a 2015 na região estudada, comparando o repertório de questões com o novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Biblioteconomia da UNIR. Como resultados foram coletados 43 provas que continham 1236 questões específicas, analisadas e classificadas pelo rol de disciplinas do novo PPC. Observa-se que existem disparidades entre a quantidade de questões dedicadas para certas disciplinas e a importância atribuídas a elas no PPC, ainda assim, é perceptível que a nova grade curricular apresenta compatibilidade com as tendências apresentadas pelos concursos públicos examinados quando se trata das disciplinas mais cobradas. Como considerações finais sugere-se a adoção de práticas pelo Curso da UNIR para projetar mais ofertas de disciplinas optativas, bem como atividades extracurriculares para complementar as aprendizagens e tendências do mercado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66782">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2818" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1900">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2818/1932-1949-1-PB.pdf</src>
        <authentication>105cd3e3605768b2daddae1a0058359e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33130">
                    <text>A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM ORGANIZAÇÕES
ESPECIALISTAS BRASILEIRAS: UM BREVE ESTUDO

Kariane Regina Laurindo (UDESC) - karianeregina@hotmail.com
Ana Maria Pereira (UDESC) - anamariapere@gmail.com
Daniela Spudeit (UDESC) - danielaspudeit@gmail.com
Resumo:
A presente pesquisa mapeou 24 organizações brasileiras que prestam serviços de Inteligência
Competitiva (IC) para identificar se essas organizações têm bibliotecários integrados em suas
equipes no desenvolvimento das atividades de IC. A metodologia utilizada foi de abordagem
qualitativa, classificada como descritiva e bibliográfica, e o um questionário semiestruturado
como instrumento para a coleta de dados. Das 24 organizações, verificou-se que a maioria está
concentrada nas regiões Sudeste e Sul. Os serviços e produtos oferecidos pelas organizações
se concentram em: pesquisas nas mais diversas áreas, análises setoriais, análise para
lançamento ou reposicionamento de produtos ou serviços, estruturação da IC, produção e
treinamento para base de dados de clientes ou de prospectos, análise de mercado, estudos, e
treinamentos relacionados à IC. O perfil dessas empresas é composto por equipes que têm em
sua maioria de um a quatro profissionais que são formados, na grande maioria, nas áreas de
Administração, Marketing e Tecnologia da Informação. Das organizações que responderam ao
questionário, somente quatro possuem bibliotecários, cujas atividades desempenhadas
concentram-se no tratamento da informação, catalogação e Indexação, com foco na
recuperação da informação. As áreas de formação indispensáveis para a composição de
equipes de IC, de acordo com os respondentes, são a Tecnologia da Informação e a
Administração. Conclui-se que bibliotecário pode e está qualificado para atuar na área de IC e
sugere-se, para pesquisas futuras, a discussão da implantação da temática que compreende a
IC para as matrizes curriculares do curso de Biblioteconomia.
Palavras-chave: Inteligência Competitiva. Organizações especialistas em IC. Bibliotecário IC.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Modelo 1: Resumo expandido de comunicação científica
Eixo temático: Eixo 7 Comunicação científica, formação do bibliotecário e o
ensino de Biblioteconomia.

Introdução: A Inteligência Competitiva (IC) é uma ação estratégica da
empresa responsável por coletar e analisar os dados e as informações da
própria instituição, dos clientes e dos concorrentes, abordando seu ambiente
interno e externo. A partir do momento em que passam pelo fluxo de análise da
IC, os dados e a informação podem tornar-se conhecimento, que serão
processados e transformados em ações para que as decisões a serem
tomadas pela instituição sejam as mais sensatas no processo de tomada de
decisão em curto e longo prazo, visando à competitividade da organização.
Como um campo multidisciplinar, a IC tem o privilégio de contar com
profissionais das mais diversas áreas, como Administração, Biblioteconomia,
Marketing, Economia dentre outros, atuando com o propósito de coletar, tratar
e analisar a informação, dispondo dela para a organização em que atua.
(PERUCCHI; ARAÚJO JÚNIOR, 2012).
Ao realizar a revisão de literatura sobre o campo, foi possível identificar a
Biblioteconomia como uma das áreas competentes na atuação de IC, visto que
o principal foco da IC é o processo de análise da informação, e o bibliotecário
com ‘know-how’ em gestão da informação tem sua expertise voltada para
análise, tratamento, gestão, guarda e indexação, além da disseminação da
informação e outros.
Os cursos de Biblioteconomia têm por objetivo capacitar bibliotecários
aptos para produzir e utilizar conhecimento técnico-científico para a gestão da
informação com vistas a suprir as necessidades informacionais da sociedade.
Diante desse contexto apresenta-se a seguinte problemática: As
organizações brasileiras atuantes em IC têm na composição de suas equipes a
atuação do bibliotecário?
Para responder a essa questão, a presente pesquisa apresenta como
objetivo geral: mapear as organizações no Brasil especialistas em IC, seguido

�dos objetivos específicos: a) Sistematizar as definições e conceitos da Gestão
do Conhecimento (GC),Gestão da Informação (GI) e IC; b)Caracterizar o perfil
do profissional de IC; c) Identificar a atuação do bibliotecário nas organizações
brasileiras especialistas em IC; d) Descrever as atividades desenvolvidas pelo
bibliotecário de IC; e, e)Identificar as características de uma empresa
especialista em IC.
Assim, compreende-se a relevância desta pesquisa para a área de IC,
Biblioteconomia e Ciência da Informação (CI) por proporcionar a identificação
das características das organizações especialistas em IC, bem como por
especificar quais os serviços prestados aos seus clientes e, por meio deles,
verificar quais são as atividades que podem ser realizadas por bibliotecários.
Métodos da pesquisa: Esta pesquisa é de abordagem qualitativa,
descritiva e bibliográfica. O Universo pesquisado foram as organizações
especialistas em IC no Brasil constituído de 24 empresas num recorte temporal
de 1995 a 2016. Para coleta de dados foi utilizado o questionário
semiestruturado com perguntas fechadas e abertas (GIL, 2002) que foi
respondido por 17 empresas, além de uma análise nos sites das empresas
localizadas. O questionário foi envidado por meio do formulário Google e os
dados analisados de acordo com a análise de conteúdo.
Resultados e discussão: Identificou-se que essas empresas estão localizadas
nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo,
Rio de Janeiro, Amazonas e no distrito Federal.
Ao

analisar

os

serviços

prestados,

foi

possível

identificar

as

características nas atuações de uma organização especialista em IC em
diferentes áreas de atuação tais como: como consultoria para escritórios,
treinamentos, cursos, concorrentes, grupos estratégicos, tendências de
mercado, mercado de trabalho entre outras.
Essas características corroboram com o que os autores (VIDGAL,
NASSIF, 2012 e SILVA, MENEZES E MUSZKAT, 2005) citam como questões
essenciais no processo de IC.
A análise das informações extraídas do questionário possibilitou a
compreensão de questões como: formação dos profissionais que constituem as
equipes

das

empresas,

dado/informação,

o

o

que

colaborador

é

considerado

responsável

por
pelo

tratamento
tratamento

do
do

�dado/informação, verificar se existe a atuação de um bibliotecário e qual a sua
função, e as principais áreas de formação atuantes em equipes de IC.
Com relação ao objetivo principal desta pesquisa, foram mapeadas 24
organizações prestadoras de IC. Quanto à localização dessas empresas,
identificou-se que a maioria está concentrada nas regiões Sudeste (79%) e Sul
(13%), seguidas das regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com 4%. No que se
refere aos estados de localização dessas organizações, identificou-se: São
Paulo (59%), Rio de Janeiro (21%), Santa Catarina (4%), Paraná (4%), Rio
Grande do Sul (4%), Amazonas (4%) e Brasília-DF (4%).
Quanto aos serviços e produtos oferecidos pelas organizações,
verificou-se que estão concentrados em: pesquisas nas mais diversas áreas;
análises setoriais, análise para lançamento ou reposicionamento de produtos
ou serviços; estruturação da IC, produção e treinamento para/e base de dados
de clientes ou de prospectos; análise de mercado, estudos e treinamentos
relacionados à IC.
O perfil dessas empresas é composto por equipes interdisciplinares de
um a quatro profissionais (37%), seguidos de 11 a 20 (25%), mais de 20 (25%)
e com 5 a10 (13%). Os colaboradores são formados, em grande parte, nas
áreas de Administração (20%), Marketing (17%) e Tecnologia da Informação
(15%). Há formados também em Sistemas de informação (12%), Economia
(10%) e Biblioteconomia (9%).
Outras as áreas de formação também foram abordadas, como Direito,
Publicidade, Jornalismo, Engenharia de Produção, Geografia, Estatística,
Demografia e Arquivologia. Essa visualização infere que a interdisciplinaridade
é comum nas organizações localizadas.
Ao identificar quem é o colaborador responsável pelo tratamento dos
dados e informações, a fim de saber se este seria o bibliotecário, constatou-se
que são principalmente os analistas que estão atuando em projetos de IC.
Somente quatro organizações possuem bibliotecários, e as atividades
desempenhadas por eles concentram-se no tratamento da informação,
catalogando, indexando, buscando e recuperando a informação. (VIDIGAL;
NASSIF, 2012).
A partir das respostas coletadas acerca das áreas de formação que as
organizações julgam indispensáveis, pôde-se constatar que não existe uma

�área considerada indispensável para a formação de uma equipe, mas, sim, um
profissional de qualquer formação, desde que esteja capacitado para atuar em
diferentes áreas, dependendo dos projetos em que estarão envolvidos. Assim,
a afirmativa de que o bibliotecário pode se destacar nas atividades de IC fica
mais evidente, pois sua formação o habilita para atuar na gestão da
informação. Dessa maneira, é papel do bibliotecário manter-se atualizado e
atento às informações do cenário em que atua como profissional.
Quanto a atuação de um bibliotecário e qual a sua função foi constatada
uma representação desfavorável para o bibliotecário, pois das 17 empresas
respondentes

analisadas,

somente

quatro

possuem

bibliotecários

e

desempenham nas empresas as atividades apresentadas no Quadro 1.
Quadro 1 - Atividades desempenhadas pelo bibliotecário
Respondente
R7
R8
R13
R17

Atividades
Catalogação, Indexação Busca/recuperação da informação
Tratamento da informação, etc.
Ele atua como analista de informação, que possui as seguintes atividades:
pesquisa, análise e monitoramento.
Gestão de projetos; Organização documental; Coordenação e gerência;
Controle documental; Planejamento estratégico.
Síntese das informações pertinentes ao negócio, disseminação dessas
informações. Organização com foco na rastreabilidade de produto baseado nos
acordos comerciais firmados.
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2016.

A pesquisa identificou as áreas de formação, na opinião das
organizações, consideradas indispensáveis para trabalhar com IC em que a
Tecnologia da Informação aparece com 25%, seguida pela Administração, com
21%. Segundo os respondentes, esses profissionais podem atuar no conjunto
de todas as atividades que visam a produção, o armazenamento, a
transmissão, o acesso, a segurança e o uso das informações em IC.
Entretanto, uma outra percepção foi identificada no questionário
contraditória a afirmação anterior. Na questão aberta, os respondentes
afirmaram que “Entendemos que nenhuma graduação formal é indispensável
para uma equipe de IC; temos diferentes formações, o indispensável é o perfil
analítico, organizado e curioso. ” (2016, dados da pesquisa).
Considerações finais: Esta pesquisa pode ser considerada como
pioneira por analisar as organizações especialistas prestadoras em IC no
Brasil.

�Esta pesquisa pode contribuir para as áreas de IC, Biblioteconomia e CI
por apresentar um breve conhecimento sobre as organizações especialistas
prestadoras em IC, possibilitando o entendimento desse ramo de mercado, e
identificar se é uma inovação empreendedora ou uma adaptação com velhas
práticas para novos nomes.
Como apresentado no subtítulo, este é um breve estudo, porém ao
realizar esta pesquisa pôde-se constatar o quão amplo é a IC, uma área
amplamente democrática, cuja principal necessidade é dispor de profissionais
que estejam atentos as atuações e atualizações na área.
A IC é uma área de atuação bibliotecário, profissional considerado apto
para trabalhar com a gestão da informação que inclui atividades de tratamento
e análise de dados e informação.
Por fim, recomenda-se para pesquisas futuras a discussão da
implantação da temática que compreende a IC para as matrizes curriculares do
curso

de

Biblioteconomia,

possibilitando

aos

acadêmicos

um

melhor

conhecimento da IC, que poderá ser utilizada nas diversas áreas de atuação
que pretendam seguir futuramente.
Palavras-chave: Inteligência Competitiva. Organizações especialistas em IC.
Bibliotecário - IC.
Referencias:
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 2002. 175 p.
PERUCCHI, Valmira; ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de. Produção
científica sobre inteligência competitiva da Faculdade de Ciência da Informação
da Universidade de Brasília. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 17,
n. 2, p. 37-56, 2012. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/1364&gt;. Acesso
em: 03 maio 2016.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera MUSZKAT. Metodologia da
pesquisa e elaboração de dissertação. 4. ed. rev. atual. 138 p. Florianópolis:
UFSC, 2005.
VIDIGAL, Frederico; NASSIF, Mônica Erichsen. Inteligência Competitiva:
metodologias aplicadas em empresas brasileiras. Informação &amp; Informação,
v. 17, n. 1, p. 93-119, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/8744/0&gt;.
Acesso em: 04 jun. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33121">
                <text>A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM ORGANIZAÇÕES ESPECIALISTAS BRASILEIRAS: UM BREVE ESTUDO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33122">
                <text>Kariane Regina Laurindo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33123">
                <text>Ana Maria Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33124">
                <text>Daniela Spudeit</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33125">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33126">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33128">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33129">
                <text>A presente pesquisa mapeou 24 organizações brasileiras que prestam serviços de Inteligência Competitiva (IC) para identificar se essas organizações têm bibliotecários integrados em suas equipes no desenvolvimento das atividades de IC. A metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa, classificada como descritiva e bibliográfica, e o um questionário semiestruturado como instrumento para a coleta de dados. Das 24 organizações, verificou-se que a maioria está concentrada nas regiões Sudeste e Sul. Os serviços e produtos oferecidos pelas organizações se concentram em: pesquisas nas mais diversas áreas, análises setoriais, análise para lançamento ou reposicionamento de produtos ou serviços, estruturação da IC, produção e treinamento para base de dados de clientes ou de prospectos, análise de mercado, estudos, e treinamentos relacionados à IC. O perfil dessas empresas é composto por equipes que têm em sua maioria de um a quatro profissionais que são formados, na grande maioria, nas áreas de Administração, Marketing e Tecnologia da Informação. Das organizações que responderam ao questionário, somente quatro possuem bibliotecários, cujas atividades desempenhadas concentram-se no tratamento da informação, catalogação e Indexação, com foco na recuperação da informação. As áreas de formação indispensáveis para a composição de equipes de IC, de acordo com os respondentes, são a Tecnologia da Informação e a Administração. Conclui-se que bibliotecário pode e está qualificado para atuar na área de IC e sugere-se, para pesquisas futuras, a discussão da implantação da temática que compreende a IC para as matrizes curriculares do curso de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66781">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2817" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1899">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2817/1931-1948-1-PB.pdf</src>
        <authentication>21749ac8164f987c683ee14a5ba7dc2f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33120">
                    <text>A formação continuada do bibliotecário: um prisma
multidisciplinar

Bruna Beltrão Belinato (Fiocruz) - belinatobruna@gmail.com
Leandro da Conceição Borges (UFRJ/ Fiocruz) - leandrocb@bol.com.br
Cícera Henrique da Silva (Fiocruz) - cicera.silva@globo.com
maria cristina soares guimaraes (Fiocruz) - cristina.guimaraes@icict.fiocruz.br
Resumo:
A formação continuada é um dos princípios essenciais para o aprimoramento das carreiras
profissionais, principalmente para se manter atualizado. O Bibliotecário possui diversas
alternativas de qualificação, pelo fato da sua formação ter um caráter polissêmico, seja em
seja em especializações, cursos de mestrado (acadêmico ou profissional) e doutorado uma vez
que em qualquer nicho mercadológico a informação, principal objeto de trabalho do
Bibliotecário, está inserida. Este trabalho tem como objetivo apresentar a inserção do
Bibliotecário em um curso lato sensu multidisciplinar, no Rio de Janeiro, durante os anos de
2005 a 2016, e as temáticas utilizadas pelos mesmos para a elaboração dos seus trabalhos de
conclusão de curso. A análise, de caráter documental, verificou a relação dos alunos
matriculados e os trabalhos de conclusão de curso, realizando uma categorização que buscava
sintetizar o principal objetivo presentes nos trabalhos. Foi possível constatar que dos 171
alunos matriculados, 63 são Bibliotecários, representando 36,8% do total, e as temáticas
utilizadas estão de acordo com as que a área da Biblioteconomia utiliza, alinhadas com as
mudanças informacionais presentes na sociedade.
Palavras-chave: Educação continuada. Bibliotecário. Lato sensu. Multidisciplinaridade.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017
Introdução
O ritmo da sociedade contemporânea contemplou mudanças, em todos os
sentidos, cujos reflexos foram incorporados à forma de conviver. No que diz
respeito ao mercado de trabalho ocorreram impactos significativos em diversas
profissões. Russo (2010) pontua que com o crescimento científico e tecnológico,
em diferentes áreas do conhecimento, muitas profissões desapareceram, outras
foram adaptadas e novas surgiram possibilitando a procura por demandas de
formação profissional. Com essas mudanças, no âmbito macro, Milanesi (2013)
justifica que provavelmente foram os Bibliotecários os que mais sofreram,
principalmente com o surgimento da computação e da internet.
O foco da profissão do Bibliotecário foi moldado com tempo. A ideia que se
tinha era de se guardar e não se perder o que estava guardado. O histórico da
profissão perpassou desde a organização dos tabletes de argila até chegar a
organização dos registros na internet. Segundo Milanesi (2013) com o tempo deuse o nome de Bibliotecário ao profissional responsável por facilitar o acesso às
grandes coleções para os que buscavam algum registro nas bibliotecas. A
profissão do Bibliotecário e a ideia de biblioteca durante a Antiguidade e o início
do Renascimento foi ampliado com o dever de “[...] organizar para atender a todas
as demandas de informação de um determinado público” (MILANESI, 2013, p. 8).
A formação do Bibliotecário sempre esteve ligada aos aspectos técnicos da
profissão e eruditos (FONSECA, 2007). Com a contemporaneidade a formação
acadêmica é modificada. No Brasil, o Bibliotecário é profissional formado em
Biblioteconomia que recebe o título de bacharel ao término do curso. A função
atual do Bibliotecário no mercado de trabalho registra uma grande polissemia.
Fonseca (2007, p. 91) apresenta o Bibliotecário como o profissional que “tanto
dirige ou trabalha em biblioteca, como o que é diplomado por um curso de
Biblioteconomia”. Sabemos que no mundo moderno o trabalho do Bibliotecário
não é restrito às bibliotecas. É um trabalho que vai além. Silva e Sales (2012, p.
401) apresentam que o Bibliotecário pode atuar “[...] em qualquer ambiente onde a
informação é entendida como insumo essencial para o desenvolvimento das
atividades”.
Ao pensar nesse caráter polissêmico a formação continuada também
precisa ser levada em consideração. Guimarães, Silva e Santana (2012, p. 5)
destacam que “enquanto a graduação cumpre o papel de conservação,
memorização, ritualização e construção da herança cultural, [...] a pós-graduação
deve trazer o desafio de vencer [e estimular] a articulação entre o conhecimento”.

�Atualmente, no Brasil, além da graduação, o Bibliotecário pode ampliar os estudos
de pós-graduação que estão concentrados nas esferas da qualificação, do lato
sensu e do stricto sensu. Lato sensu incorporam os cursos de especialização em
diferentes áreas do conhecimento, Master in Business (MBA); os de stricto sensu
incorporam mestrado (acadêmico e profissional) e doutorado. Os cursos de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, nos âmbitos de mestrado e doutorado,
são os que estão fortemente ligados à área de formação do Bibliotecário. Todavia,
não é uma regra se especializar somente nessas áreas, já que o desafio e o
universo de atuação em campos do conhecimento – interdisciplinares por natureza
e que guardam peculiaridades de produção e consumo de conhecimento – que
pede hibridização dos profissionais, é bastante amplo.
Ao voltar esforços para cursos de especialização, a Fundação Oswaldo
Cruz, mais precisamente o Instituto de Comunicação e Informação Científica e
Tecnológica em Saúde (ICICT), oferece desde 2005, um curso de caráter
multidisciplinar, intitulado “Especialização em Informação Científica e Tecnológica
em Saúde” (ICTS). O aluno formado pelo ICTS recebe o título de Especialista em
Informação Científica e Tecnológica em Saúde e está apto para atuar nas
demandas informacionais que surgirem na sua instituição de trabalho. O curso é
oferecido no Rio de Janeiro pelo ICICT e em Porto Alegre, em convênio com o
Grupo Hospitalar Conceição. Neste trabalho, nosso foco será a análise dos
formados no Rio de Janeiro. Nesses 12 anos de existência, profissionais de
diversas áreas do conhecimento cursaram o ICTS. De enfermeiros a advogados,
de administradores a Bibliotecários, todos buscaram nesses anos desbravar um
mundo novo e aprimorar alguma demanda de informação de suas instituições.
Este trabalho tem como objetivo verificar o número de Bibliotecários no
curso desde a sua existência e apresentar ao público da Biblioteconomia a
existência do ICTS, tendo em vista o enfoque do curso na informação científica, a
experiência multidisciplinar do curso que vai além do exercício da metadisciplinaridade da prática cotidiana, proporcionada através da diversidade da
formação dos profissionais, o que conversa diretamente com o caráter
interdisciplinar da Biblioteconomia com as outras áreas. Para isso, será
apresentado em um recorte de 12 anos, o quantitativo dos alunos do curso por
graduação e as temáticas dos trabalhos de conclusão de curso realizados pelos
alunos Bibliotecários.
Metodologia da pesquisa
Como procedimento metodológico para realização do trabalho, foi utilizada
a pesquisa documental, que, com base na análise das listas dos alunos do curso
desde seu início e conferência e coleta de dados no Currículo Lattes, visa

�investigar as formações dos alunos, identificar a formação mais frequente e a
temática dos trabalhos de conclusão de curso dos graduados em Biblioteconomia.
Inicialmente foram recuperados junto à secretaria acadêmica do curso, a
relação dos alunos matriculados entre os anos de 2005 e 2016. Nessa relação
foram identificados os nomes dos alunos e os respectivos títulos dos trabalhos de
conclusão de curso. No Currículo Lattes, foi coletado o dado da formação no
campo de “Graduação” de cada um dos alunos e preenchido na planilha anterior.
Foram quantificados os dados referentes à formação da graduação de todos os
alunos. Após esta verificação no Lattes, voltou-se para a planilha e então foi
realizada análise qualitativa das temáticas dos trabalhos de conclusão de curso
dos Bibliotecários.
Resultados e Discussão
No período do início do curso (2005) até o ano passado (2016), a
especialização no Rio de Janeiro contou com um total de 171 alunos. Deste
quantitativo, optou-se por não excluir os poucos casos de desistência (6) para
contabilização dos dados, já que o enfoque do trabalho é verificar a formação do
profissional, e ainda, quando o aluno possuía mais de uma graduação, optou-se
por quantificar o aluno apenas uma vez, com preferência à área de informação,
como apresentado no quadro a seguir:

�Após esta verificação, foi possível observar que os alunos de
Biblioteconomia correspondem a uma maioria significativa dos alunos do ICTS
representando 36,8% do total de alunos, tendo em vista que o segundo maior
bloco de alunos é formado pelos graduados em Comunicação Social e suas
Habilitações com 7,6%, os graduados em Pedagogia 4,0%, seguidos dos demais
36 cursos que juntos somam aproximadamente 45,8% da formação dos alunos, e
5,8% que correspondem aos dados dos alunos que não foram encontrados e/ou
dados que estavam incompletos, o que inviabilizou a identificação da graduação
dos mesmos.
Dos 63 Bibliotecários identificados, foram excluídos os alunos desistentes,
para a análise das temáticas dos trabalhos de conclusão de curso. Após esse
recorte, foram verificadas as temáticas, por meio de análise de conteúdo que, para
Bardin (2009), enquanto método transforma-se em um conjunto de técnicas de
análises comunicacionais que sistematiza os procedimentos para alcançar
objetivos na descrição do conteúdo das mensagens e a sua categorização.
As temáticas encontradas estão apontadas em ordem de maior para menor
incidência: repositórios digitais e acesso livre, organização da informação e do
conhecimento, biblioteconomia digital (bibliotecas virtuais, digitais e bases de
dados), comunicação científica, gestão, estudo de usuários, memória,
competência informacional, desenvolvimento de coleções, avaliação da ciência,
estudos métricos, biblioterapia, educação continuada, educação em saúde,
qualidade de vida profissional, monitoramento da informação e recuperação da
informação.
Foi possível observar que as temáticas abordadas nos trabalhos de
conclusão retratam o que Latour (2004) chama de “redes que a razão
desconhece”, onde a força do físico da biblioteca vai para além da virtualidade em
um movimento de passagem e transição digital. Os Bibliotecários mostraram a
capacidade de se adaptar as novas tendências, com as novas tecnologias, em
encontro a multidisciplinaridade, o que comprova que a biblioteca se reinventa, já
que surge para os Bibliotecários uma necessidade de desenvolver novas
habilidades e competências como salientado por Silva e Sales (2012) e Russo
(2010). Afinal, o “[...] Bibliotecário não atua apenas, mas também, em bibliotecas”
(SILVA; SALES, 2012, p.405), como afirmados por diversos autores e comprovado
nessa pesquisa com a amostra dos alunos do ICTS.

Considerações Finais
A pesquisa mostrou que a maioria dos alunos da Especialização em ICTS
são Bibliotecários. Observou-se que as temáticas dos trabalhos de conclusão de
curso desses alunos remetem às práticas biblioteconômicas e fazem analogia com

�o papel das bibliotecas nos dias atuais, no qual o Bibliotecário e o usuário fazem a
biblioteca e não apenas o seu acervo. A biblioteca é onde se escreve o mundo e
não existe sustentabilidade sem biblioteca. Apresenta que é preciso ir além e que
os Bibliotecários têm competência para tal e que o exercício desse papel deve ser
constante.
Neste sentido, vale ressaltar ainda que a temática que norteia a maioria dos
trabalhos é a de acesso livre, que foi foco do curso nos anos de 2013 e 2014,
como estratégia de formação para os profissionais se qualificarem para ambientes
totalmente virtuais onde a gestão não é da posse e sim do acesso a conteúdos
digitais. E o acesso livre é um caminho de sustentabilidade para a biblioteca.
O curso de especialização em ICTS é apresentado como um pequeno
exemplo de educação continuada do Bibliotecário para além da Biblioteconomia e
Ciência da Informação neste contexto multidisciplinar. Como sugestão para novos
estudos seria interessante dar continuidade à pesquisa para levantar outros
cursos de pós-graduação lato sensu.

Referências:
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
FONSECA, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia. Brasília: Briquet de
Lemos, 2007.
GUIMARÃES, Maria Cristina Soares; SILVA, Cícera Henrique da; SANTANA,
Rosane Abdala Lins de. Uma abordagem de educação para a saúde a partir da
informação científica e tecnológica. R. Eletr. De Com. Inf. Inov. Saúde. Rio de
Janeiro, v.6, n.2, jun., 2012
LATOUR, Bruno. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas,
coleções. In: PARENTE, André (Org.). Tramas da rede: novas dimensões
filosóficas, estéticas e políticas da comunicação. Porto Alegre: Sulina, 2004. p. 3963.
MILANESI, Luís. Biblioteca. 3. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2013.
RUSSO, Mariza. Fundamentos de biblioteconomia e ciência da
informação. Rio de Janeiro: E-papers, 2010. (Biblioteconomia e gestão de
unidades de informação, n. 1).
SILVA, Lidiana Sagaz; SALES, Fernanda de. O bibliotecário: atuação profissional
em empresas da grande Florianópolis. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v.17 n.2, p. 400-421, jul./dez, 2012. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/viewFile/798/pdf&gt;. Acesso em: 7 jun.
2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33110">
                <text>A FORMAÇÃO CONTINUADA DO BIBLIOTECÁRIO: UM PRISMA MULTIDISCIPLINAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33111">
                <text>Bruna Beltrão Belinato</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33112">
                <text>Leandro da Conceição Borges</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33113">
                <text>Cícera Henrique da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33114">
                <text>maria cristina soares guimaraes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33115">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33116">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33118">
                <text>Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33119">
                <text>A formação continuada é um dos princípios essenciais para o aprimoramento das carreiras profissionais, principalmente para se manter atualizado. O Bibliotecário possui diversas alternativas de qualificação, pelo fato da sua formação ter um caráter polissêmico, seja em seja em especializações, cursos de mestrado (acadêmico ou profissional) e doutorado uma vez que em qualquer nicho mercadológico a informação, principal objeto de trabalho do Bibliotecário, está inserida. Este trabalho tem como objetivo apresentar a inserção do Bibliotecário em um curso lato sensu multidisciplinar, no Rio de Janeiro, durante os anos de 2005 a 2016, e as temáticas utilizadas pelos mesmos para a elaboração dos seus trabalhos de conclusão de curso. A análise, de caráter documental, verificou a relação dos alunos matriculados e os trabalhos de conclusão de curso, realizando uma categorização que buscava sintetizar o principal objetivo presentes nos trabalhos. Foi possível constatar que dos 171 alunos matriculados, 63 são Bibliotecários, representando 36,8% do total, e as temáticas utilizadas estão de acordo com as que a área da Biblioteconomia utiliza, alinhadas com as mudanças informacionais presentes na sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66780">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2816" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1898">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2816/1930-1947-1-PB.pdf</src>
        <authentication>bc94cf2ed38878cabc6c18a3c4e7e73a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33109">
                    <text>TECNOLOGIAS LOD E A PUBLICAÇÃO E INTERLIGAÇÃO DE
ACERVOS DIGITAIS DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS E MUSEUS NA
WEB

Carlos Henrique Marcondes (UFF) - marcon@vm.uff.br
Resumo:
A partir das limitações dos atuais sistemas gerenciadores de catálogos o trabalho discute as
potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados para a publicação, interligação
e integração ao outros recursos Web, de acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus.
Palavras-chave: catálogos, arquivos, bibliotecas, museus, dados abertos interligados, Web
Semântica
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 6 IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Resumo: A partir das limitações dos atuais sistemas gerenciadores de catálogos o
trabalho discute as potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados para
a publicação, interligação e integração ao outros recursos Web, de acervos digitais de
arquivos, bibliotecas e museus.
Palavras-chave: catálogos, arquivos, bibliotecas, museus, dados abertos interligados,
Web Semântica
1. Introdução
Arquivos, bibliotecas e museus têm sido guardiões da memória e cultura desde
a Antiguidade. Catálogos têm sido os instrumentos através dos quais essas instituições
de memória e cultura divulgam seus acervos. Catálogos passaram de listas alfabéticas
de títulos, fichários desdobrados por títulos, autores e assuntos até, com o advento da
tecnologia dos computadores (a partir da década de 1960), nos catálogos em linha.
Com o surgimento da Web (cerca de 2000) os catálogos passaram a estar ai
disponíveis, podendo ser consultados a partir de qualquer lugar e a qualquer hora.
Acervos também veem sendo digitalizados e disponibilizados em linha. No entanto a
Web também trouxe sérios desafios para essas instituições. Enquanto no mundo não
digital elas eram as únicas fontes de informação, hoje sofrem a concorrência de outros
recursos como Google Acadêmico, Google Books, YouTube, Amazon, Wikipedia, etc.
Esta situação tem colocado em questão o papel histórico dessas instituições.
Profissionais de informação/curadores de acervos de instituições de memória e cultura
vêm, de forma crescente, percebendo esses desafios e discutindo alternativas para
superá-los (DEMPSEY, 2006), (GORMAN, 2003), (HILLMANN, 2008) (MANN, 2006).
A Web vem se desenvolvendo segundo a visão da Web Semântica (BERNERSLEE, 2001). Para além de uma Web de documentos hipertextuais interligadas entre si,
teríamos uma Web de recursos, qualquer coisa que esteja disponível na Web, como
documentos hipertextuais, imagens estáticas e em movimento, arquivos sonoros, etc.,
mas também representações digitais de coisas reais como eu, você, um modelo de
carro, a Mona Lisa de Da Vinci, o Pão de Açúcar, etc.; é a chamada Web das coisas.
As tecnologias LOD – “linked open data”, dados abertos interligados - são parte
da Web Semântica e uma nova forma de representar conteúdos que permite a
programas, mais que simplesmente publicarem estes conteúdos, também
“compreenderem seus significados”, podendo processá-los de forma mais “inteligente”.
Se comparada à proposta da Web Semântica a tecnologia atual dos sistemas de
catálogos apresenta grandes limitações, ao restringir o acesso e a interligação dos
conteúdos mantidos ao escopo do sistema, transformando este em um “silo” que
aprisiona a informação. Além disso, os conteúdos dos acervos mantidos no catálogo
em linha só fazem sentido, só têm “semântica”, no escopo desse sistema, seu
significado e inteligibilidade estão restritos a este escopo. Um usuário tem que acessar
o sistema de catálogo, fazer “login” nele para acessar seus registros. É o sistema de
catálogo que recupera registros MARC, com seus identificadores de conteúdo, que só
fazem sentido para catalogadores que os conheçam, e os exibe na tela em campos
que fazem sentido a um usuário, como autor, título, editor, data, etc. Essa tecnologia
limita assim as possibilidades de integração de acervos digitais entre si e aos demais

�conteúdos da Web, encerrando esses conteúdos em um mundo próprio, fechado,
isolado dos outros fluxos de informação da Web.
A tecnologia dos catálogos, baseada em arquivos invertidos e com algoritmos
para resolver operadores booleanos, resolve consultas do tipo:
- Dado um assunto ou um autor, recupere referências sobre esse assunto, ou desse
autor.
Mas essa tecnologia é incapaz de resolver consultas do tipo:
- Recupere referências sobre um dado assunto, de autores filiados a universidades e
cursos de pós-graduação com conceito CAPES 7.
Arquivos, bibliotecas e museus pelo mundo afora veem desenvolvendo projetos
de publicação de seus catálogos usando LOD. Entre os mais significativos estão os da
Biblioteca Nacional da Espanha (http://datos.bne.es), da British Library
(http://bnb.data.bl.uk),
da
Deutsche
National
Bibliotheke
(http://www.dnb.de/EN/Service/DigitaleDienste/LinkedData/linkeddata_node.html),
da
Biblioteca Nacional da França (http://data.bnf.fr), da Biblioteca Europeana
(http://labs.europeana.eu/api/linked-open-data-introduction),
do
British
Museum
(https://datahub.io/dataset/british-museum-collection),
do
Archives
Hub
(https://archiveshub.jisc.ac.uk/). Mais que simplesmente publicar esses conteúdos, é
necessário dar-lhes visibilidade e integrá-los aos fluxos de informação da Web, tanto
criando “links” entre acervos complementares como fazendo com que sejam criados
‘links” para esses acervos desde outras páginas fora do domínio específico das
instituições de memória e cultura.
O objetivo do trabalho é apresentar as tecnologias LOD e discutir suas
potencialidade e aplicação na publicação e interligação de acervos digitais de arquivos,
bibliotecas e museus. Em especial foram examinadas as metodologias de descrição de
acervos em arquivos, bibliotecas e museus para responder como, a partir dos acervos
digitais, publicar e interligar objetos de diferentes acervos/instituições.
2. Método da pesquisa:
Para elaborar e apresentar sistematicamente os tópicos propostos foi utilizado a
pesquisa documental e bibliográfica. Manuais como Heath e Bizer (2011) e RDF Primer
(2004), e documentos em linha e relatórios do W3C sobre o tema foram consultados. A
pesquisa usou como fontes o Google Acadêmico e anais de congressos da IFLA e
ICOM, e como estratégia de busca “linked open data” AND (archive OR library OR
museum). Metodologias de descrição de acervos em arquivos, bibliotecas e museus
como MARC (MARC STANDARDS, 2017), MODS, Dublin Core, RDA (2010), ISAD(G),
LIDO, e modelos conceituais como FRBR (IFLA, 1998), CIDOC CRM (2014), Ric-CM
(INTERNATIONAL COUNCIL ON ARCHIVES, 2016), EDM (EUROPEANA DATA
MODEL DOCUMENTATION), também foram avaliados para identificar relações,
implícitas ou explícitas, que pudessem gerar “links” entre objetos dos acervos ou
destes com outros recursos Web, a partir dos catálogos.
3. Resultados
As tecnologias LOD consistem em: a-publicar recursos diretamente na Web,
associando a estes recursos metadados legíveis por programas representados do
esquema RDF. A associação a metadados se dá através de proposições na forma de

�&lt;sujeito&gt; (o recurso a ser descrito), &lt;predicado&gt; (uma propriedade do recurso que o
descreva) e &lt;objeto&gt; (o valor daquela propriedade para o recurso. Por exemplo, a
página &lt;http://www.uff.br&gt; tem como &lt;autor&gt; &lt;Marcondes&gt;. Um recurso pode ser
desde uma página hipertextual HTML como na Web convencional até um arquivo de
som mp3, de imagem estática ou de vídeo, até “coisas”, como eu, você, o Pão de
Açúcar, um modelo de automóvel, que tenham representações digitais na Web; é a
chamada “Web das coisas”. b- identificar esses recursos para torna-los acessíveis
através de identificadores permanentes, IRIs, imunes as quebras de “links” tão comuns
na Web atual, e c- especificarem a semântica dos conteúdos de forma precisa e
inequívoca, usando vocabulários específicos, também disponíveis publicamente na
Web.
Seu potencial para instituições de memória e cultura vem sendo crescentemente
destacado (W3C Library Linked Data Incubator Group, 2011), (HANNEMANN, 2010),
(ACENJO-BULLÓN, 2015).
Como seriam publicados Itens de acervos digitais como recursos segundo as
tecnologias LOD? Um item de um acervo digital seria uma versão digitalizada de um
livro raro, ou uma fotografia de uma peça museológica, agregado a metadados que o
descrevam e o contextualizem, publicado e acessado através de um IRI.
4. Discussão
“The Semantic Web isn't just about putting data on the web. It is about making
links, so that a person or machine can explore the web of data” (BERNERS-LEE,
2006).
Embora existam várias experiências de publicação de acervos em arquivos,
bibliotecas e museus utilizando as tecnologias LOD, estas experiências têm se limitado
basicamente a publicar o conteúdo de catálogos; são poucas as que utilizam essas
tecnologias para tornar interoperáveis diferentes acervos. As tecnologias LOD mostram
significativas vantagens em termos de interoperabilidade (MARCONDES, 2016).
Metodologias de descrição de acervos em arquivos, bibliotecas e museus –
padrões de metadados e de catalogação como MARC (MARC STANDARDS, 2017),
MODS, Dublin Core, RDA (2010), ISAD(G), LIDO, e modelos conceituais como FRBR
(IFLA, 1998), CIDOC CRM (2014), Ric-CM (INTERNATIONAL COUNCIL ON
ARCHIVES, 2016), EDM (EUROPEANA DATA MODEL DOCUMENTATION), possuem
diferentes exemplos de relações entre objetos de acervos. O papel das relações para
contextualizar e tornar mais rica a navegação pelos registros de catálogos é ressaltada
por Tillet (2001). Essas relações já existentes nos catálogos poderiam, uma vez que
estes acervos fossem publicados segundo as tecnologias LOD, gerarem “links” entre
objetos de acervos distribuídos de arquivos, bibliotecas e museus e também “links”
para e de outros recursos na Web, como universidades, enciclopédias, agências de
turismo, eventos, etc., enriquecendo mutuamente esses acervos e integrando-os aos
fluxos de informação da Web.
Alguns exemplos da exploração das relaçoes existentes nos padrões de
descrição das três áreas que poderiam gerar “links” são: relações como um objeto e
seu autor (campo 100 do MARC), entre uma publicação e seu ilustrador (campo 245 do
MARC), entre uma obra de arte e suas versões segundo outros artistas (relação FRBR
is_an_adpatation_of).

�5. Considerações Finais ou Conclusões
As tecnologias LOD colocam a questão da publicação e interoperabilidade de
acervos de instituições de memória e cultura em um novo patamar (ACENJO-BULLÓN,
2015). Uma vez publicados, podem ser feitos “links” interligando diferentes conteúdos e
assim agregando valor aos mesmos. Arquivos, bibliotecas e museus muito
frequentemente possuem acervos complementares. Essas instituições podem usar as
tecnologias LOD para tirarem partido dessas sinergias e complementariedades.
6. Referências:
ACENJO-BULLÓN, X. Bibliotecas virtuales en 2014, año de consolidación del modelo
linked open data. Anuário Think EPI, p. 9-21, 2015. Disponível em:
&lt;http://dx.doi.org/10.3145/infor.2015.02&gt;. Acesso em 11 abr. 2017.
BERNERS-LEE,
T.
Linked
data.
2006.
Disponível
em:
&lt;https://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html&gt;. Acesso em: 20 fev. 2017.
THE CIDOC CONCEPTUAL REFERENCE MODEL, version 5.1.12, January 2014.
Disponível em: &lt;http://www.cidoc-crm.org/docs/cidoc_crm_version_5.1.2.pdf&gt;. Acesso
em 15 nov. 2014.
DEMPSEY, L. The Library Catalogue in the New Discovery Environment: Some
Thoughts.
Ariadne,
v.
48,
July
2006.
Disponível
em
&lt;http://www.ariadne.ac.uk/issue48/dempsey/&gt;. Acesso em: 1 julho 2009.
EUROPEANA DATA MODEL DOCUMENTATION. [s.d.] Disponível em:
&lt;http://pro.europeana.eu/page/edm-documentation&gt;. Acesso em 15 nov. 2014.
GORMAN M. Cataloguing in an electronic age. Cataloging &amp; classification quarterly,
v. 36, n. 3-4, 2003. Disponível em: &lt;http://www.columbia.edu/~rjb57/electronic.pdf&gt;.
Acesso em: 1 julho 2009.
HANNEMANN, Jan. Linked Data for Libraries. In: WORLD LIBRARY AND
INFORMATION CONGRESS: 76TH IFLA GENERAL CONFERENCE AND
ASSEMBLY, 10-15 August 2010, Gothenburg, Sweden, Proceedings... Disponível em:
&lt;http://www.ifla.org/files/hq/papers/ifla76/149-hannemann-en.pdf&gt;. Acesso em: 4 fev.
2012.
HILLMANN, Diane I. The Emerging Cataloging Future. Technicalities, v. 28, no. 4,
July/Aug. 2008. Disponível em &lt;http://hdl.handle.net/1813/10835&gt;. Acesso em 1 julho
2009.
HANNEMANN, J. Linked Data for Libraries. In: WORLD LIBRARY AND INFORMATION
CONGRESS: 76TH IFLA GENERAL CONFERENCE AND ASSEMBLY, 10-15 August
2010,
Gothenburg,
Sweden,
Proceedings...
Disponível
em:
&lt;http://www.ifla.org/files/hq/papers/ifla76/149-hannemann-en.pdf&gt;. Acesso em: 4 fev.
2012.
HEATH, T.; BIZER, C. Linked Data: Evolving the Web into a Global Data Space (1st
edition). Synthesis Lectures on the Semantic Web: Theory and Technology, v.1, n.1,
p.1-136, 2011. Disponível em: &lt;http://linkeddatabook.com/editions/1.0/&gt;. Acesso em:
15 ago. 2016.
HILLMANN, D. I. The emerging cataloging future. Technicalities, July/Aug. 2008.
Disponível
em:
&lt;https://www.researchgate.net/profile/Diane_Hillmann/publication/277216971_The_Em

�erging_Cataloging_Future/links/562f7a7308ae4742240ae304.pdf&gt;. Acesso em: 14 jun.
2013.
IFLA Study Group on Functional Requirements for Bibliographic Records. Functional
Requirements for Bibliographic Records: final report. München: K. G. Saur, 1998.
INTERNATIONAL COUNCIL ON ARCHIVES. Experts group on archival description.
Records in context a conceptual model for archival description. (Consultation Draft
v0.1). ICA, 2016. Disponível em: &lt;http://www.ica.org/sites/default/files/RiC-CM-0.1.pdf&gt;.
Acesso em: 23 nov. 2016.
IRI
Internationalized
Resource
Identifier.
Disponível
em:
&lt;https://pt.wikipedia.org/wiki/IRI&gt;. Acesso em: 13 mar. 2017.
LIBRARY LINKED DATA INCUBATOR GROUP FINAL REPORT. W3C, 2011.
Disponível em: &lt;http://www.w3.org/2005/Incubator/lld/XGR-lld-20111025/&gt;. Acesso em:
3 fev. 2012.
LIDO, What is LIDO, Lightweight Information Describing Objects. [s.d.]. Disponível em:
&lt;http://network.icom.museum/cidoc/working-groups/lido/what-is-lido/&gt;. Acesso em: 8
jun. 2017.
MARC
STANDARDS,
Library
of
Congress,
2017.
Disponível
em:
&lt;https://www.loc.gov/marc/&gt;. Acesso em: 23 jun. 2017.
MANN, T. The Changing Nature of the Catalog and Its Integration with Other Discovery
Tools. Final Report: March 17, 2006. Prepared for the Library of Congress by by Karen
Calhoun. Disponível em: &lt;http://dx.doi.org/10.1080/10911360802087374&gt;. Acesso em:
13 mai. 2015.
MARCONDES, C. H. Interoperabilidade entre acervos digitais de arquivos, bibliotecas e
museus: potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados. Perpectivas
em
Ciência
da
Informação,
v.21,
n.
2,
2016.
Disponível
em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2735&gt;. Acesso em: 2
dez. 2016.
MODS Metadata Object Description Schema. Library of Congress, 2017. Disponível
em: &lt;http://www.loc.gov/standards/mods/&gt;. Acesso em: 23 jun. 2017.
RDA: Resource Description and Access. 2010. Disponível em: &lt; http://www.rdajsc.org/rda.html&gt;. Acesso em: 8 abr. 2012.
RDF PRIMER.
MANOLA, F.; MILLER, E.(eds.). W3C, 2004. Disponível em:
&lt;http://www.w3.org/TR/2004/REC-rdf-primer-20040210/&gt;. Acesso em: 15 dez. 2011.
TILLET, B. B. Bibliographic relationships. In: Bean, C. A. and Green, R. (Eds.),
Relationships in the Organization of Knowledge. Dordrecht: Kluwer Academic
Publishers, 2001. p. 19-35.
W3C Library Linked Data Incubator Group. Datasets, Value Vocabularies, and
Metadata
Element
Sets,
2011.
Disponível
em:
&lt;http://www.w3.org/2005/Incubator/lld/wiki/Vocabulary_and_Dataset&gt;. Acesso em: 31
de março de 2012.
Agências financiadoras
Projeto apoiado pelo CNPq através de bolsa de produtividade

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33102">
                <text>TECNOLOGIAS LOD E A PUBLICAÇÃO E INTERLIGAÇÃO DE ACERVOS DIGITAIS DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS E MUSEUS NA WEB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33103">
                <text>Carlos Henrique Marcondes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33104">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33105">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33107">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33108">
                <text>A partir das limitações dos atuais sistemas gerenciadores de catálogos o trabalho discute as potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados para a publicação, interligação e integração ao outros recursos Web, de acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66779">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2815" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1897">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2815/1929-1946-1-PB.pdf</src>
        <authentication>31fba42503aca61f9d01c9c17a8df329</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33101">
                    <text>PROCESSAMENTOS TÉCNICOS NAS XILOGRAVURAS DO
LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: relato
de experiência

Cicera Soares da Silva (UFCA) - cicerasal658@gmail.com
Maria Cleide Rodrigues Bernardino (UFCA) - cleide.rodrigues@ufca.edu.br
ARILUCI GOES ELLIOTT (UFCA) - ariluci.goes@ufca.edu.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência de monitoria do Programa de Ensino à Docência (PID),
realizado no Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM), desenvolvido pelo
projeto Prática Bibliotecária na Unidade Curricular de Organização e Tratamento da
Informação que envolveu as disciplinas de Representação Descritiva I e II (Catalogação);
Representação Temática da Informação (Indexação); Editoração; e Linguagens Documentárias
Alfabéticas (Tesauro), cujos processamentos técnicos de catalogação e indexação foram
aplicados nas xilogravuras existentes no acervo do laboratório do LACIM. As experiências
desenvolvidas durante o programa de monitoria, contribuiu para a ampliação do conhecimento
adquirido em sala de aula, através das disciplinas ofertadas e ministradas no decorrer da
graduação.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Catalogação e indexação. Xilogravuras.
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A formação docente pode ser vista no cenário atual como um tema presente no
meio educacional, por haver uma compreensão que a qualidade da educação está no
meio das conjunturas para o desenvolvimento do país. As Instituições de Ensino
Superior, por sua vez, são apresentadas aos desafios de promoverem uma formação
de qualidade dos professores.
A Universidade Federal do Cariri (UFCA) fundamentada em seus quatro eixos:
ensino, pesquisa, extensão e cultura, realiza através da Pró-Reitoria de Ensino
(PROEN) o Programa de Iniciação à Docência (PID)1, que se constitui num sistema
de monitoria de disciplina que busca promover o incentivo dos alunos de graduação a
despertar interesse no seguimento da carreira de docente. O PID procura associar o
aluno (monitor da disciplina) ao trabalho de ensino vinculado à pesquisa.
O PID apoiou a realização do projeto Prática Bibliotecária na Unidade Curricular
de Organização e Tratamento da Informação tendo como objetivo o de promover a
interação dos conhecimentos teóricos e a prática bibliotecária através de ações e
atividades voltadas para o aprendizado das disciplinas constantes da Unidade
Curricular de Organização e Tratamento da Informação, envolvendo as disciplinas de
Representação Descritiva I e II (Catalogação); Representação Temática da
Informação (Indexação); Editoração; e Linguagens Documentárias Alfabéticas
(Tesauro).
O projeto desenvolveu-se em sala de aula e no Laboratório de Ciência da
Informação e Memória (LACIM), local que correspondeu à realização das atividades
práticas de tratamento, organização e disseminação da informação dos materiais que
compunham o acervo deste laboratório.
O LACIM contribui para a disseminação da informação e a organização da
memória da Região do Cariri, sendo apontado como instrumento mediador do saber
e da cultura, diminuindo as distâncias de diálogos entre as esferas, promovendo o
acesso livre e gratuito.
A realização da representação descritiva (catalogação) e da representação
temática da informação (indexação) nas xilogravuras, corresponderam ao principal
objetivo apresentado neste relato de experiência.

2 O LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA (LACIM) E O
DESENVOLVIMENTO DA MONITORIA COM OS PROCESSAMENTOS TÉCNICOS
Criado no ano de 2008, o LACIM parte de uma iniciativa do Curso de
Biblioteconomia, antigo Campus Cariri da Universidade Federal do Ceará (UFC), em
implantar um espaço que desse suporte às atividades práticas da graduação,
proporcionando a formação de um acervo diversificado, mas que ao mesmo tempo
pudesse realizar atividades voltadas para a preservação, cultura e memória da região.
Se apresentando como objetivo principal, organizar, tratar, recuperar, disseminar as
informações dos materiais que compõem o acervo e que apresentem ou abordem
temas regionais ou de cujos autores nasceram na Região do Cariri. Atualmente seu
acervo é formado por publicações de poetas, escritores, escultores e xilogravuristas
locais (SILVA, et al, 2015).

1https://www.ufca.edu.br/portal/a-ufca/organizacao-administrativa/proen/balanco-de-acoes-da-proen

�Figura 1 - Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM) anexo da
Biblioteca da UFCA

Fonte: As autoras, 2017.

O acervo do laboratório é composto por diversos tipos de materiais como: livros,
xilogravuras, cordéis, revistas e esculturas que recebem os devidos tratamentos
técnicos. Os historiadores Daniel Walker e Renato Casimiro são os maiores
colaboradores do acervo do LACIM, que recebeu parte de suas coleções particulares.
2.1 O relato de experiência
As atividades realizadas no Projeto se distribuem em auxílio de monitoria
referente às disciplinas teórico-práticas relacionadas ao projeto, ministradas em sala
de aula e atividades de processamento técnico no LACIM, correspondendo à
realização das atividades de tratamento dos materiais e disseminação das
informações que compõem o acervo deste laboratório.
Essas atividades tornam-se fundamentais para a prática no processo de busca
por conhecimento, conforme Cruz (2009, p. 21):
As práticas de laboratório devem ser precedidas ou acompanhadas de
aulas teóricas. [...] Assim, a teoria, as demonstrações, o exercício
prático e o experimento produzirão a interação entre o aluno e o
aprendizado de maneira prazerosa. [...] O uso do laboratório didático,
no ambiente educacional, toma dimensões gigantescas e se torna de
extrema valia aos professores que utilizam as atividades
experimentais em suas aulas.

Desde que, se encaixem na realidade profissional, avaliamos que, as atividades
praticadas nos laboratórios e em sala de aula agregam valores à vida acadêmica.
2.2 A origem da xilogravura
A xilogravura é material integrante do acervo do LACIM, cujo total de
exemplares correspondem ao número de 247 obras. Optamos por apresentar o relato
de experiência sobre o suporte xilogravura, dada a importância e diversidade de temas
e significados desse material, predominam relatos da vida do Padre Cicero, cenas do
Caldeirão do Beato José Lourenço, figuras do imaginário popular como anjos e
demônios, serpentes, história da cidade de Juazeiro do Norte, dos santos católicos,
reisados etc.
A palavra xilogravura provém do grego Xylon significa madeira (HERSKOVITS,
1986). Pode-se definir xilogravura como a arte da gravação em madeira e o resultado
de sua estampagem sobre papel ou outro material.

�2.3 A realização das atividades de Catalogação e Indexação nas xilogravuras
A catalogação e a indexação de assuntos correspondem às etapas iniciais dos
processos de organização e tratamento da informação, atribuídos aos materiais de
modo a contribuir para sua posterior recuperação.
Catalogação é o estudo, preparação e organização de mensagens, com base
em registros do conhecimento, reais ou ciberespaciais, existentes ou passíveis de
inclusão em um ou vários acervos, de forma a permitir interseção entre as mensagens
contidas nestes registros do conhecimento e as mensagens internas dos usuários
(MEY, 2009, p. 7).
Para Fiúza (1985 apud FUJITA, 2009 p. 33), a catalogação de assunto é “a
disciplina ou conjunto de disciplinas que tratam na representação, nos catálogos de
bibliotecas, dos assuntos contidos no acervo”.
Lancaster (2004, p. 1) explica que “[...] os processos de indexação
identificam o assunto que trata o documento [...]” e eles implicam “[...] a preparação
de uma representação do conteúdo temático dos documentos”.
Em suma, a indexação atribui descritores representando o assunto do livro e a
catalogação, consiste em extrair dados físicos e formais dos materiais.
A terminologia de indexação das xilogravuras obedece aos critérios
estabelecidos aos materiais impressos (livros, folhetos e folhas soltas impressas),
fazendo uso de uma linguagem controlada, observando os critérios de inserção na
Rede Pergamum2.
Utilizamos o Código de Catalogação Anglo-Saxônico (AACR2) que define um
conjunto de regras para os acervos bibliográficos em geral, sendo constituído como
principal instrumento de orientação no catálogo das xilogravuras, sendo optada,
portanto, a transcrição de todas as informações contidas na própria xilogravura.

3 METODOLOGIA
A monitoria deu-se na Unidade Curricular de Organização e Tratamento da
Informação, efetivamente nas disciplinas teórico-prática de “Representação Temática
da Informação: Indexação” e “Representação Descritiva da Informação I:
Catalogação” ministradas pelas professoras Maria Cleide Rodrigues Bernardino e
Ariluci Goes Elliott, respectivamente.
Sendo identificados os seguintes pontos de acesso:
•
Código/Tombo: Corresponde ao número sequencial da entrada do formulário
na base de dados;
•
Tipo de material: Campo preenchido com base em tabela numérica interna
que identifica diferentes suportes e suas especificidades;
•
Autor: Indicado geralmente na capa ou folheto impresso. A entrada é feita
segundo as indicações do AACR2, último sobrenome, seguido do nome inicial e
seguinte;
•
Título: Preenchido conforme consta na xilogravura;

2

A Rede Pergamum é constituída pelas instituições usuárias do software Pergamum - Sistema Integrado
de Bibliotecas, tendo por finalidade melhorar a qualidade global dos serviços dos usuários, promover a
cooperação no tratamento da informação e o compartilhamento de recursos de informação. Disponível
em: http://www.pergamum.pucpr.br/redepergamum/rede_conheca.php?ind=1.

�•
Descrição física: Descrição física do item descrito incluindo sua extensão,
dimensões e outros detalhes físicos, como a descrição de qualquer material que
acompanha o item principal, o tipo de unidade e o tamanho.
•
Indicação de edição: Corresponde a data e ao local da impressão do material.

4 RESULTADOS OBTIDOS
Figura 2- Processamento técnico – Xilo Via-Sacra
Autor: José Marculino
Título: Via-Sacra: 1ª Estação – Jesus é condenado à morte
Código: 232
Descrição física: Xilogravura gravada em papel, medindo
11,5 cm x 18,6 cm
Indicação de edição: S/L - 2009
Descritores: Xilogravura. José Marculino. Via-Sacra
Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Figura 3- Processamento técnico - Xilo Irmãos Aniceto
Autor: João Pedro
Título: Banda Cabaçal – Irmãos Aniceto
Código: 231
Descrição física: Xilogravura gravada em papel,
medindo 10 cm x 14,4 cm
Indicação de edição: Crato - 2002
Descritores: Xilogravura. Irmãos Aniceto. João Pedro
Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Compreende-se que as experiências relativas à monitoria oportunizadas pelo
PID, agregadas às atividades práticas realizadas no LACIM, contribuiu para a
ampliação do conhecimento, referente aos processamentos técnicos pelos quais são
submetidos os materiais que compõem um acervo, seja ele bibliográfico ou não,
unindo o conhecimento prático ao teórico, obtidos no curso de graduação em
Biblioteconomia da UFCA.
O contato com o acervo oportunizou o desenvolvimento de habilidades e
competências no que diz respeito à prática bibliotecária, favorecendo o exercício
eficiente da profissão. Aliando-se ainda, o compartilhamento de saberes e a prática
socializada com os demais alunos, a experiência oportuniza que se desenvolva a
capacidade docente, de forma dialogada e partilhada.

�AGRADECIMENTOS
Agradecemos o incentivo das bolsas do Programa de Iniciação à Docência
(PID/UFCA) da Pró-Reitoria de Ensino (PROEN/UFCA).

REFERÊNCIAS
CRUZ, Joelma B. da. Laboratórios. Brasília: Universidade de Brasília, 2011.
FIÚZA, M. M. O ensino da “Catalogação de assunto”. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.14, n.2, p.257-269, set. 1985.
FUJITA, Mariângela Spotti L. (Ed.) A indexação de livros: A percepção de
catálogos e usuários de bibliotecas universitárias. Cultura Acadêmica Editora, 2009.
HERSKOVITS, Anico. Xilogravura: arte e técnica. Porto Alegre: Tchê! Editora,
1986.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. 2.ed. Brasília: Briquet
de Lemos, 2004.
MEY, Eliane; SILVEIRA, Naira. Catalogação no plural. Brasília: Briquet de
Lemos, 2009.
SILVA, Cicera Soares da et al. Os Cursos da UFCA e a importância das práticas em
Laboratório: LACIM. Folha de Rosto: Revista de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Juazeiro do Norte, v. 1, n. especial, p.10-20, 2015. Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/33/44&gt;. Acesso
em: 07 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33092">
                <text>PROCESSAMENTOS TÉCNICOS NAS XILOGRAVURAS DO LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33093">
                <text>Cicera Soares da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33094">
                <text>Maria Cleide Rodrigues Bernardino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33095">
                <text>ARILUCI GOES ELLIOTT</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33096">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33097">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33099">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33100">
                <text>Apresenta o relato de experiência de monitoria do Programa de Ensino à Docência (PID), realizado no Laboratório de Ciência da Informação e Memória (LACIM), desenvolvido pelo projeto Prática Bibliotecária na Unidade Curricular de Organização e Tratamento da Informação que envolveu as disciplinas de Representação Descritiva I e II (Catalogação); Representação Temática da Informação (Indexação); Editoração; e Linguagens Documentárias Alfabéticas (Tesauro), cujos processamentos técnicos de catalogação e indexação foram aplicados nas xilogravuras existentes no acervo do laboratório do LACIM. As experiências desenvolvidas durante o programa de monitoria, contribuiu para a ampliação do conhecimento adquirido em sala de aula, através das disciplinas ofertadas e ministradas no decorrer da graduação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66778">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2814" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1896">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2814/1928-1945-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b1147e8c7f51d06ae657a50854bfd78e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33091">
                    <text>O ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM
CATALOGAÇÃO NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

Maurício José Morais Costa (UFMA) - mauricio.jmc@outlook.com
Valdirene Pereira da Conceição (UFMA) - cvaldireneufma@gmail.com
Resumo:
Estudo acerca da produção científica em Catalogação nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Visa estudar as tendências e limitações nos estudos em catalogação nas regiões Norte e
Nordeste, tomando por base as produções científicas em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, entre os anos de 2005 e 2015. Busca com o estudo contribuir não apenas com o
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão, bem como estimular
pesquisas em Catalogação Descritiva nas Regiões Norte e Nordeste, na perspectiva de
fortalecê-las no cenário nacional. Adota como fundamentação teórica autores como Mey e
Moreno (2012), Modesto (2011), Bardin (2009), Siqueira (2010) e Silva (2011). Trata de uma
pesquisa exploratória, de natureza analítico-descritiva, de abordagem quantitativa e
qualitativa, que faz uso da pesquisa bibliográfica. Mapeia as produções científicas em
Biblioteconomia e Ciência da Informação das regiões Norte e Nordeste, nos anais de eventos,
nos periódicos científicos com estratos Qualis maior ou igual a B1, além das teses e
dissertações publicadas no período investigado. Evidencia que as regiões estudadas não
apresentam um número grande de produções, e que as temáticas abordadas não contemplam
as discussões atuais acerca da organização e representação do conhecimento, tais como
Tecnologias Semânticas, Família FR, RDA. Reforça a importância do fortalecimento dos
estudos acerca da Catalogação Descritiva nas regiões pesquisadas, na perspectiva de
acompanhar os avanços no cenário nacional e internacional, e assim, contribuir na otimização
dos processos de descrição, representação, busca e recuperação da informação.
Palavras-chave: Catalogação Descritiva. Pesquisa
Nordeste. Tecnologias Semânticas.

em

Catalogação.

Regiões

Norte

e

Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: Eixo 6 IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em
Catalogação.
1 INTRODUÇÃO
Acompanhando a história da própria Biblioteconomia, a Catalogação
viveu diferentes momentos na busca por instrumentos capazes de representar a
informação. A idealização de catálogos e inventários das bibliografias em pleno
século XVI, marca a gênese da Catalogação, como pontua Siqueira (2010). A
Catalogação, enquanto parte integrante do fazer bibliotecário é responsável por
duas tarefas: organizar os registros do conhecimento, mediar, garantir e propiciar
o acesso à informação como lembra Mey e Moreno (2012). Os instrumentos
utilizados na descrição e representação da informação, entre eles o Código de
Catalogação Anglo Americano (AACR), o Recurso Descrição e Acesso (RDA) e os
Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), instauraram uma
nova realidade, exigindo do bibliotecário o uso de novos conceitos e novas
ferramentas.
A catalogação evolui à medida que a sociedade passa por
transformações, e tais mudanças acabam por influenciar a forma como se produz,
se descreve e se recupera a informação. Diante das novas formas de
representação da informação, sobretudo em meio digital, destacam-se as
tecnologias semânticas no processo de descrição, busca e recuperação da
informação, evidenciando ainda mais o caráter multidisciplinar dessas áreas.
Nessa direção, emerge-se o seguinte questionamento: Quais as tendências das
temáticas da pesquisa em Catalogação nas regiões Norte e Nordeste do Brasil?
2 MÉTODO DA PESQUISA
Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem quantitativa e
qualitativa, que partiu da pesquisa bibliográfica e documental. Mapeia os cursos
de graduação por Estado, a partir dos dados do Ministério da Educação (MEC).
Também mapeou os cursos de Pós-Graduação das regiões investigadas, a partir
de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES). Os dados da pesquisa são provenientes dos meios de divulgação
científica: os artigos publicados em periódicos científicos; os anais do Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), do
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e do Encontro Nacional

�de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB); além das produções
resultantes dos Programas de Pós-Graduação (teses e dissertações), nas
Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) das Instituições de Ensino
Superior (IES).
A técnica utilizada foi a análise de assunto de Bardin (2009). Neste
estudo optou-se pelos critérios semânticos e léxicos, uma vez que, busca-se
compreender o modo de saber e fazer catalogação expressas nas produções
técnico-cientificas das regiões Norte e Nordeste. Sendo assim, as buscas
utilizaram dos seguintes termos-chave: Catalogação, FRBR, MARC21, RDA,
Metadados, Web Semântica, Tecnologia Semântica, Representação Descritiva,
Indexação, Representação Temática, Organização da Informação.
Em seguida, partiu-se para a atribuição de significados aos resultados,
o que Bardin (2009), chama de inferência, que nada mais são que interpretações,
relacionando-as com os objetivos deste estudo.
3 RESULTADOS
O foco do estudo se assenta na investigação acerca das tendências
temáticas nos estudos em Catalogação nas regiões Norte e Nordeste, tomando
por base as produções científicas em Biblioteconomia e Ciência da Informação,
entre os anos de 2005 e 2015, cujos resultados iniciais podem ser visualizados no
quadro 1 e na figura 1:
Quadro 1- Produções e suas respectivas IES

Figura 1- Temáticas estudadas na Pós-graduação

*Não possui BDTD
Fonte: Mapeamento das BDTD (2016)

Fonte: Mapeamento BDTD (2016)

Como pode-se observar nas ilustrações, as temáticas mais estudas
estão indexação, representação descritiva e temática (06 produções). Em seguida,
organização da informação (05 produções). Observa-se um crescente nos estudos
sobre tecnologias semânticas (03 produções), metadados e catalogação (com 02
e 01 respectivamente). No tocante as produções sobre catalogação nos anais de
eventos, os resultados são apresentados no quadro 2 e figura 2:

�Quadro 2- Produções por evento

Figura 2- Temáticas estudadas nos eventos

Fonte: Mapeamento dos eventos (2016)

Fonte: Mapeamento dos eventos (2016)

Dentre as temáticas mais apresentadas nos anais de evento estão
organização da informação, com 17 publicações; representações descritivas e
temáticas que somam 11 publicações; produções que falam sobre indexação
foram 09; produções que abordam as tecnologias semânticas e catalogação,
somaram 06 e 05 trabalhos respectivamente; e por fim, metadados, RDA e
MARC21 com 01 produção cada. Acerca das produções nos periódicos
investigados, os resultados podem ser observados no quadro 3 e na figura 3:
Quadro 3 - Produções por periódicos

Figura 2- Temáticas estudadas nos eventos

Fonte: Mapeamento periódicos (2016)

Fonte: Mapeamento dos periódicos (2016)

A maioria dos artigos abordam as representações descritiva e temática,
totalizando 10 produções; 08 produções tratam da organização da informação;
indexação e tecnologias semânticas também são estudadas, com 06 e 05
produções respectivamente e 01 produção abordou metadados.
4 DISCUSSÃO
Fazendo um panorama geral, tomando por base o mapeamento das
produções oriundas das regiões Norte e Nordeste, que somam 1065 publicações,
as duas regiões acumulam apenas 103 produções – entre dissertações e artigos,
tanto de periódicos científicos da área, quanto de eventos – cerca de 10% do total
de produções. Trata-se de um número pequeno, uma vez que as duas regiões
possuem 13 cursos de Graduação e 7 cursos de Pós-Graduação. Diferente das

�produções oriundas da Pós-Graduação, nos eventos já vemos a presença mínima
de trabalhos que abordam metadados, RDA e MARC21, isso reflete o despertar
dos bibliotecários para esse novo cenário da Catalogação, como reforça Modesto
(2011).
Quando comparada a Região Norte à Região Nordeste, a segunda se
mostra mais forte nos estudos de catalogação, seja pela quantidade de produções
dos programas de Pós-Graduação, anais de eventos e periódicos científicos,
quanto por sediar 10 dos 13 treze cursos de Graduação e 7 cursos de PósGraduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação, refletindo diretamente no
número de produções, como ressalta Silva et al (2006).
Acentua-se que nos canais de divulgação investigados, destacam-se
estudos

que

têm

abordado

organização

da

informação,

indexação

e

representação da informação, temas comuns nos estudos de Catalogação.
Todavia, temáticas mais atuais como Tecnologias Semânticas, RDA e FRBR são
pouco exploradas nas produções das regiões. Fato é que, que os estudos que
abordam as tecnologias semânticas, são mínimos, uma vez que seu uso ainda
não é concretizado, e Silva (2011, p. 5), afirma que “[...] a aplicação de tecnologias
semânticas e métodos de representação de conhecimento, as pesquisas de BI
pouco exploram o uso [...]”. Evidencia-se assim, um descompasso quando se fala
em catalogação, uma vez que

ferramentas adotadas no processo de

representação não são abordadas nos trabalhos.
5 CONCLUSÕES
A partir do mapeamento das produções científicas das regiões Norte e
Nordeste, percebeu-se que elas ainda não conseguem acompanhar as discussões
nacionais. Os estudos mostram que pouco se pesquisa sobre Catalogação no eixo
Norte e Nordeste e o que se estuda, ainda está muito assentado nas pesquisas
teóricas. Embora contribua no desenvolvimento teórico da área, deve-se investir
na transposição da teoria para a prática de tais conhecimentos.
A quantidade de produções é pequena se comparado à quantidade de
resultados obtidos na pesquisa. De todas as 1065 produções mapeadas, apenas
10% são oriundas das duas regiões. A cartografia ressalta que as regiões Norte e
Nordeste precisam investir em estudos sobre Catalogação Descritiva, na
perspectiva de contribuir não apenas com esse processo em instituições de

�naturezas diversas, mas, de colocar as regiões nas discussões nacionais, e, assim
acompanhar os avanços no segmento. O fortalecimento dos estudos em
Catalogação nas regiões mapeadas dependerá do esforço de pesquisadores,
professores e discentes.
É necessário que haja incentivo por parte das instituições nos cursos de
Graduação e Pós-Graduação, e, que a Catalogação não fique apenas no plano
teórico, mas que os profissionais de fato busquem utilizá-las em suas práticas.
Ressalta-se ainda, que a troca de informações e de experiências representa um
ganho na busca pelo fortalecimento da Catalogação nas regiões investigadas.
Sendo assim, a validade deste mapeamento se dá pela importância de estudos
desta natureza, uma vez que não apenas se analisam as produções, mas propicia
a realização de novos estudos e a geração parâmetros para análises e
indicadores científicos do campo.
REFERÊNCIAS:
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2009. 225 p.
MEY, E. S. A.; MORENO, Fernada. Desafios do ensino de catalogação no Brasil.
In: ENCONTRO NACIONAL DE CATALOGADORES, 1., 2012, Rio de Janeiro;
ENCONTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM CATALOGAÇÃO, 3., 2012. Anais
eletrônicos...Rio de Janeiro: ENACAT, 2012. Disponível em:
&lt;http://pt.scribd.com/doc/109279226/Desafios-doensino-de-catalogacao-noBrasil&gt;. Acesso em: 19 nov. 2015
MODESTO, Fernando. O formato da RDA reformata a formatação do formato
bibliográfico e a reforma do catalogador não reformado. InfoHome, 2011.
Disponível em: &lt;http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=609&gt;. Acesso
em: 25 mar. 2016.
SILVA, Dhiogo Cardoso da. Uma arquitetura de business intelligence para
processamento analítico baseado em tecnologias semânticas e em
linguagem natural. 163 f. 2011. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão
do Conhecimento) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico.
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento. 2011.
SILVA, Edna Lúcia da. et al. Panorama da pesquisa em Ciência da Informação no
Brasil. Inf. &amp; Soc.:Est., João Pessoa, v.16, n.1, p.159-177, jan./jun. 2006
SIQUEIRA, Jéssica Câmara. Biblioteconomia, documentação e ciência da
informação: história, sociedade, tecnologia e pós-modernidade. Perspectivas em
Ciência da Informação, v.15, n.3, p.52-66, set./dez 2010

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33083">
                <text>O ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM CATALOGAÇÃO NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33084">
                <text>Maurício José Morais Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33085">
                <text>Valdirene Pereira da Conceição</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33086">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33087">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33089">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33090">
                <text>Estudo acerca da produção científica em Catalogação nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Visa estudar as tendências e limitações nos estudos em catalogação nas regiões Norte e Nordeste, tomando por base as produções científicas em Biblioteconomia e Ciência da Informação, entre os anos de 2005 e 2015. Busca com o estudo contribuir não apenas com o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão, bem como estimular pesquisas em Catalogação Descritiva nas Regiões Norte e Nordeste, na perspectiva de fortalecê-las no cenário nacional. Adota como fundamentação teórica autores como Mey e Moreno (2012), Modesto (2011), Bardin (2009), Siqueira (2010) e Silva (2011). Trata de uma pesquisa exploratória, de natureza analítico-descritiva, de abordagem quantitativa e qualitativa, que faz uso da pesquisa bibliográfica. Mapeia as produções científicas em Biblioteconomia e Ciência da Informação das regiões Norte e Nordeste, nos anais de eventos, nos periódicos científicos com estratos Qualis maior ou igual a B1, além das teses e dissertações publicadas no período investigado. Evidencia que as regiões estudadas não apresentam um número grande de produções, e que as temáticas abordadas não contemplam as discussões atuais acerca da organização e representação do conhecimento, tais como Tecnologias Semânticas, Família FR, RDA. Reforça a importância do fortalecimento dos estudos acerca da Catalogação Descritiva nas regiões pesquisadas, na perspectiva de acompanhar os avanços no cenário nacional e internacional, e assim, contribuir na otimização dos processos de descrição, representação, busca e recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66777">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2813" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1895">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2813/1927-1944-1-PB.pdf</src>
        <authentication>81f0a7cfb7f845573a1f6e44d053cbf8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33082">
                    <text>O Contexto de Interpretação Textual sob a ótica de Arnaldo
Cortina: uma análise da obra "O Príncipe de Maquiavel e seus
leitores"

Ana Karoline França Menezes (UFCA) - akarolinemenezes@gmail.com
Maria Palloma Barros Ferreira Alves (UFCA) - pallomabfalves@gmail.com
Denysson Axel Ribeiro Mota (UFCA) - denysson.mota@ufca.edu.br
Resumo:
O propósito deste trabalho é evidenciar o processo de interpretação de um enunciado e a
maneira em que esses são influenciados pelos contextos em que se inserem, com respaldo na
avaliação feita pelo autor Arnaldo Cortina, em sua obra O príncipe de Maquiavel e seus
leitores: uma investigação sobre o processo de leitura. Esses contextos dizem respeito ao meio
em que a palavra se insere, ou seja, para que se possa compreender sobre o que significa
determinada palavra é necessário saber sobre qual assunto, situação ou ambiente (entre
outros) ela está sendo utilizada. Cortina classifica contexto em três tipos: o interior, exterior e
o situacional. Outros fatores que este aponta como determinantes de como será compreendido
um enunciado são os estudos ao qual o processo linguístico é dividido: sintaxe, semântica e
pragmática. No decorrer deste resumo expandido, forneceremos alguns exemplos hipotéticos
sobre cada um dos contextos acima citados, em todo momento aplicando a literatura utilizada
como fundamentação, para melhor compreensão destes, pois entende-se que os contextos se
tornam um elemento importante a serem pesquisados devido a interpretação de um enunciado
ou obra ser fundamental para que tenhamos sucesso em comunicar e expressar tudo o que
queremos passar, como também é de grande influência no processo de representação e
recuperação da informação, inerentes ao trabalho do Bibliotecário. Como metodologia
optou-se pela pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, nas áreas de Ciência da Informação,
Linguagem e Comunicação.
Palavras-chave: Representação de contexto, Representação da informação, Recuperação da
informação
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�​XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo Temático: ​Eixo 6
Introdução​: A comunicação como um processo bastante complexo, que envolve a
transmissão de mensagens, através de receptores e emissores, combinada com a
carga de cognição perceptiva e reflexiva destes, resulta em diversas e possíveis
interpretações de um mesmo enunciado. Para obtenção de êxito nesta transmissão,
é essencial também o prévio conhecimento do enunciado por ambos os elementos
do processo de comunicação, para uma maior clareza do que se quer transmitir.
Para isso o autor ressalta ser imprescindível que o enunciador e o enunciatário,
convergirem em relação às convenções, crenças e pressuposições gerais dos
membros da comunidade linguística a qual eles pertencem.
De acordo com Morris (1976), é possível identificar três elementos no processo
linguístico: Sintaxe, Semântica e Pragmática. O primeiro consiste num estudo que
trata do sentido das palavras de acordo com sua posição na frase e dessas no
discurso, assim como a correlação lógica das frases entre si. Ou como determina
Morris (1976), a sintaxe é o estudo das relações sintáticas entre os signos
isoladamente, sem considerar suas relações com objetos ou intérpretes. Já a
Semântica é o estudo da interpretação do significado das palavras em uma frase
considerando o contexto em que estas estão inseridas. Tamba-Mecz (2006, p.08)
considera a “Semântica como uma ciência linguística que tem como fundamento a
especificação das significações próprias às línguas e sua organização teórica”. A
Pragmática, diz respeito ao estudo que está voltado para os atos de fala e suas
implicações culturais e sociais, ou seja, o contexto em que o enunciado se insere.
Segundo Armengaud (2006), a pragmática é vista como uma ciência que
compreende a linguagem como um fenômeno discursivo, comunicativo e social.
Percebe-se então que o estudo do contexto dentro do processo de comunicação é
de extrema importância para a compreensão de um enunciado ou obra, pois o
sentido das palavras irá divergir de acordo situação ou meio ela está sendo
empregada. Neste sentido, Cortina (2000), embasado em diversos autores, divide o
conceito de contexto em três: interior, exterior e situacional. O contexto interior é
aquele presente no texto, que sem necessidade de uma busca externa ao mesmo, é
possível entender o cenário em que o enunciado se enquadra, como as citações ou
a linguagem utilizadas pelo autor. O contexto exterior refere-se às influências além
do texto, como a formação do autor. Já o contexto situacional é o que envolve
aspectos ligados às circunstâncias em que um texto é escrito ou lido, como a
localização. Cortina (2000), citando Lyons (1979), aponta que o contexto situacional
de um enunciado, no qual implica um enunciador e um enunciatário, possui
importantes aspectos como o estado de espaço e/ou tempo em que o enunciado é

�produzido, como também a consideração da interferência dos objetos e os
comportamentos que estão relacionadas ao ato comunicativo. O estudo de contexto
se faz necessário também devido a sua influência nos processos de representação
e recuperação da informação, pertinentes às competências esperadas do
Bibliotecário.
Assim sendo, o objetivo deste trabalho é dar exemplos de situações hipotéticas
onde a interpretação da leitura é diretamente influenciada pelo contexto, sempre
embasado em Cortina.
Método da pesquisa: Este trabalho tem como metodologia uma pesquisa
bibliográfica, de cunho qualitativo, no âmbito da Ciência da Informação, Linguagem
e Comunicação. Analisando a obra de Arnaldo Cortina, O príncipe de Maquiavel e
seus leitores: uma investigação sobre o processo de leitura, foi possível
contextualizar os variados elementos que influenciam na interpretação da leitura.
Resultados e Discussão: ​Com base nos estudos realizados é possível identificar
exemplos hipotéticos, visando uma possível representação contextual para
ambientes de informação, para cada tipo de contexto anteriormente abordado, de
elementos apontados pelo autor como influenciadores no entendimento de um
enunciado.
O autor exemplifica o idioma como um contexto interior, pois se trata de um
elemento que está presente dentro do texto, afirmando que ao se ler um texto em
um idioma no qual não se tem domínio completo, o leitor “não conseguirá realizar
uma leitura tão completa quanto a de um falante de língua inglesa, pois lhe faltam
certas informações da cultura em que o texto foi originalmente produzido”
(CORTINA, 2000, p.25).
Cortina complementa ainda que não são apenas idiomas diferentes que influenciam
a interpretação por meio de contexto interior, mas também o tipo de linguagem
utilizada pelo autor, como por exemplo “[...] quando um sujeito lê, na mesma língua
que fala, textos de épocas históricas muito distantes de seu tempo” (CORTINA,
2000, p.25).
Como já citado anteriormente, no que se diz respeito do contexto exterior abordado
por Cortina, este declara que a área de formação tanto do autor da obra quanto do
leitor influencia na compreensão do sentido. Mota trata desse elemento quando
afirma que “a formação do indivíduo e os grupos sociais em que este está inserido
são elementos que moldam, como ocorre no domínio de criação do texto, a
linguagem utilizada para a redação do texto, e a interpretação posterior desse texto”
(MOTA, 2015, p.88).
Outro contexto exterior abordado na obra, em que Cortina se baseia em Lyons para
discorrer sobre, são as “[...] crenças, convenções e pressuposições gerais que
regem o ‘universo especial do discurso’ na sociedade a que pertencem os sujeitos
de uma interação comunicativa” (CORTINA, 2000, p.28).

�É possível identificar também o tempo em que o autor escreve a obra como um
elemento capaz de modificar a leitura deste. Há divergências, no sentido
expressado, mesmo em se tratando do mesmo termo, de um indivíduo que redige
um texto na década de 50 e de outro que escreve em 2017. A definição da palavra
almofadinha por exemplo não designaria o sentido pejorativo para homem
requintado antes de 1919 que foi quando surgiu essa expressão.
Já no que se refere ao contexto situacional, a localização em que os indivíduos se
encontram caracteriza-se como uma unidade que interfere no entendimento. Se
tomarmos por exemplo um sujeito que vive no Brasil e nunca viajou
internacionalmente que lê uma obra onde o escritor é estadunidense e descreve
com detalhes o Central Park, o leitor não terá a mesma compreensão de alguém
que já esteve presencialmente no local. Esta situação hipotética é situacional pois a
localização em que o texto está sendo lido vai variar de acordo com o momento em
que o indivíduo está vivendo.
O suporte físico em que o texto é lido e escrito também retrata um contexto
situacional. O entendimento de quem lê uma obra no formato impresso vai divergir
se esta pessoa lesse no formato digital, pelo fato que a tela do computador, tablete
ou outro suporte semelhante, visto que esses meios trazem dificuldades para o leitor
por sobrecarregarem a visão, podendo comprometer a percepção do sentido.
Considerações Finais: ​A intenção deste trabalho foi expor exemplos de contextos
que interferem na compreensão de um enunciado, fundamentando-se no autor
Arnaldo Cortina em sua obra O príncipe de Maquiavel e seus leitores: uma
investigação sobre o processo de leitura.
Primeiramente desenvolveu-se acerca dos processos linguísticos e suas categorias:
semântica, sintaxe e pragmática, onde foi evidenciado outras visões de contextos,
dos autores em que Cortina se respaldou. Em seguida, foi feito uma análise,
qualitativa, na qual foram identificados alguns contextos externos, internos e
situacionais na obra, e elencados algumas destas interferências, com sólidos
exemplos sobre cada contexto apresentado, tendo com finalidade de compreender
as variadas possíveis interpretações.
Portanto, questiona-se até onde esses contextos podem de fato interferir no
entendimento de uma obra. Nessa perspectiva, acredita-se na possibilidade de
continuidade e ampliação da pesquisa, por outros meios, com o propósito de
esclarecer como ocorre o processo de interpretações em variados contextos
levando em consideração a bagagem de vida dos indivíduos, na qual possui uma
grande influência no modo de interpretação diante as variadas circunstâncias, e com
isso tem-se uma noção do que leva a ter-se uma variada interpretação de uma
mesma mensagem.

�Referências:
ARMENGAUD, F. ​Pragmática​. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
CANÇADO, M. ​Manual de Semântica​: noções básicas e exercícios. Belo Horizonte:
Editora UFMG, 2008
CORTINA, A. ​O Príncipe de Maquiavel e seus Leitores​: uma investigação sobre o
processo de leitura. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
DERRIDA, J. ​Limited inc. Trad. Constança Marcondes Cesar. ​Campinas:
Papirus, 1991.
ECO, U. ​Os limites da interpretação​. São Paulo: Perspectiva, 1995.
GREIMAS, A. J., COURTÉS, J. ​Dicionário de semiótica. Trad. Alceu Dias Lima et
al. São Paulo: Cultrix. s. d. 1979.
LYONS, J. ​Introdução à lingüística teórica. ​Trad. Rosa Virgínia Mattos e Silva e
Hélio Pimentel. São Paulo: Nacional, Edusp, 1979.
MORRIS, C. ​Fundamentos da Teoria dos Signos​. Rio de Janeiro: EldoradoTijuca; São Paulo: Edusp, 1976.
MOTA, Denysson Axel Ribeiro. ​Representação e recuperação de informação em
acervos digitais nos contextos da web semântica e web pragmática: ​um estudo
crítico. 2015. 125 f. Tese (Doutorado) - Curso de Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
NOGUEIRA, Sérgio. ​Palavras que mudaram de sentido. ​2014. Disponível em:
&lt;http://g1.globo.com/educacao/blog/dicas-de-portugues/post/palavras-que-mudaram
-de-sentido.html&gt;. Acesso em: 20 maio 2017.
TAMBA-MECZ, I. ​A Semântica​. São Paulo: Parábola, 2006.
Agências financiadoras: ​Agradecemos à ​Secretaria da Ciência, Tecnologia e
Educação Superior do Estado do Ceará - SECITECE pela Fundação Cearense de
Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FUNCAP e a Pró-Reitoria de
Pesquisa e Inovação - PRPI da UFCA.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33073">
                <text>O CONTEXTO DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL SOB A ÓTICA DE ARNALDO CORTINA: UMA ANÁLISE DA OBRA "O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL E SEUS LEITORES"</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33074">
                <text>Ana Karoline França Menezes</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33075">
                <text>Maria Palloma Barros Ferreira Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33076">
                <text>Denysson Axel Ribeiro Mota</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33077">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33078">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33080">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33081">
                <text>O propósito deste trabalho é evidenciar o processo de interpretação de um enunciado e a maneira em que esses são influenciados pelos contextos em que se inserem, com respaldo na avaliação feita pelo autor Arnaldo Cortina, em sua obra O príncipe de Maquiavel e seus leitores: uma investigação sobre o processo de leitura. Esses contextos dizem respeito ao meio em que a palavra se insere, ou seja, para que se possa compreender sobre o que significa determinada palavra é necessário saber sobre qual assunto, situação ou ambiente (entre outros) ela está sendo utilizada. Cortina classifica contexto em três tipos: o interior, exterior e o situacional. Outros fatores que este aponta como determinantes de como será compreendido um enunciado são os estudos ao qual o processo linguístico é dividido: sintaxe, semântica e pragmática. No decorrer deste resumo expandido, forneceremos alguns exemplos hipotéticos sobre cada um dos contextos acima citados, em todo momento aplicando a literatura utilizada como fundamentação, para melhor compreensão destes, pois entende-se que os contextos se tornam um elemento importante a serem pesquisados devido a interpretação de um enunciado ou obra ser fundamental para que tenhamos sucesso em comunicar e expressar tudo o que queremos passar, como também é de grande influência no processo de representação e recuperação da informação, inerentes ao trabalho do Bibliotecário. Como metodologia optou-se pela pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, nas áreas de Ciência da Informação, Linguagem e Comunicação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66776">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2812" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1894">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2812/1926-1943-1-PB.pdf</src>
        <authentication>418f2e2f75698a4b53c5ab41a3b2e24f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33072">
                    <text>Iniciativas de integração de bibliotecas, arquivos museus e galerias
de arte

Felipe Augusto Arakaki (IFSP/UNESP) - arakaki@reitoria.unesp.br
Ana Carolina Simionato (UFSCar) - acsimionato@ufscar.br
Plácida Amorim da Costa Santos (UNESP) - placidasantos@gmail.com
Resumo:
O desenvolvimento das tecnologias proporcionam novas interações e ferramentas para
unidades de informações. Desse modo, o uso estratégico dessas tecnologias podem dinamizar
diversos produtos e serviços, oferecendo aos usuários uma melhor experiência com o acesso à
informação. Por essa razão, estes centros informacionais precisam buscar inovações e refletir
em um ambiente com melhorias aos usuários, além do tratamento informacional com seus
recursos informacionais. A partir desse viés de estudo, o objetivo deste trabalho é apresentar
iniciativas que buscam a integração de bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte em
relação ao teor descritivo de cada contexto documental. O trabalho é caracterizado por uma
pesquisa qualitativa e exploratória, pois, busca familiarizar e analisar as iniciativas de ligação
de dados entre bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte e seu desenvolvimento.
Destacaram-se as iniciativas da Europeana e a Digital Public Library America (DPLA) que
abrangem os movimentos Linked Open Data in Libraries, Archives and Museums (LODLAM) e
Linked Open Data Galleries, Libraries, Archives and Museum (LODGLAM). Considera-se que
os esforços para integração de bibliotecas, arquivos museus, e galerias de arte são
fundamentais para proporcionar um ambiente ligado e ampliar as possibilidades de navegação
dos usuários. Pois, o uso dos princípios do Linked Data potencializam a descoberta de recursos
informacionais nos catálogos, promovendo o acesso a novos recursos em outros ambientes
informacionais digitais.
Palavras-chave: Bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte. Web Semântica. Linked
Data. Descrição e catalogação.
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII​ ​Congresso​ ​Brasileiro​ ​de​ ​Biblioteconomia​ ​e​ ​Documentação
Fortaleza,​ ​16​ ​a​ ​20​ ​de​ ​outubro​ ​de​ ​2017.
Introdução
O desenvolvimento das tecnologias proporcionam novas interações e
ferramentas para unidades de informações como bibliotecas, arquivos, museus e
galerias de arte. Desse modo, o uso estratégico dessas tecnologias nesses
centros de informação, podem dinamizar diversos produtos e serviços, oferecendo
aos usuários uma melhor experiência com o acesso à informação. Como também,
as tecnologias podem ser utilizadas para ampliar as possibilidades de acesso,
localização e recuperação dos recursos nos sistemas de informação, como os
catálogos e instrumentos de pesquisa. Por essa razão, estes centros
informacionais precisam buscar inovações e refletir em um ambiente com
melhorias aos usuários, além do tratamento informacional com seus recursos
in​formacionais.
A partir desse viés de estudo, o objetivo deste trabalho é apresentar
iniciativas que buscam a integração de bibliotecas, arquivos, museus e galerias de
arte​ ​em​ ​relação​ ​ao​ ​teor​ ​descritivo​ ​de​ ​cada​ ​contexto​ ​documental.
Descrição​ ​arquivística,​ ​museológica​ ​e​ ​catalogação
A partir do levantamento realizado, é destacado que a descrição dos itens
informacionais em bibliotecas e museus são registrados individualmente, como o
livro e a peça museológica, ao contrário, que nos arquivos, cada documento
corresponde a um conjunto de documentos, denominado como fundo documental.
Marcondes (2012, 2016) ressalta que o mais trivial na harmonização dos
contextos, é superar o isolamento dos sistemas já existentes em arquivos,
bibliotecas e museus, para integrá-los à outros sistemas mais complexos
existentes na ​Web​, como bases de dados factuais, científicas e estatísticas, entre
outros.
Em síntese, o processo descritivo em arquivos envolve três correntes
teóricas que orientam o gerenciamento dos documentos, a Arquivística integrada,
Diplomática arquivística e Arquivística Pós-Moderna. Entre elas, destaca-se nesse
caso, a Arquivística Integrada proposta por Rousseau e Couture (1998) por
orientar a descrição desde a fase corrente do arquivo, contemplando “[...] a
construção de mecanismos eficientes para o acesso, os relacionamentos entre os

�próprios documentos e suas atividades de gerenciamento e controle do acervo em
todas​ ​as​ ​suas​ ​idades.”​ ​(SIMIONATO,​ ​2015,​ ​p.​ ​83).
Nas bibliotecas, o processo de descrição de recursos informacionais,
denominado como catalogação, objetiva a construir as formas de representação
para alimentação de catálogos a partir da descrição padronizada de recursos
informacionais, contemplando sua forma, seu conteúdo e o seu arranjo em
acervos. (SANTOS, 2013). O processo de catalogação além de garantir a
unicidade ao recurso informacional de uma forma sucinta e estruturada dos dados,
apresenta princípios de integridade das informações do registro, clareza à
transmissão de informações ao usuário, precisão em um único conceito,
organização lógica e consistência de informações semelhante. (MEY; SILVEIRA,
2009).
A descrição museológica é um processo muito semelhante à catalogação,
os registros são criados para que conduzam a organização do catálogo, e
estabeleça o controle para os aspectos organizacionais sobre todos os recursos
informacionais da instituição. (FERREZ, 1994). Já as galerias de arte abrangem o
viés comercial, no entanto, a representação é muito similar aos museus, o que
proporciona​ ​o​ ​reuso​ ​de​ ​dados​ ​desses​ ​ambientes​.
Com a diversidade de padrões e esquemas para descrição de recursos,
observa-se que há uma tendência de diversas instituições a colaborarem na
construção de estruturas que possam trocar informações, mesmo utilizando
padrões​ ​de​ ​metadados​ ​heterogêneos.
Nesse sentido, Carrasco, Thaller e Vidotti (2015) apontam que entre os
desafios no processo de harmonização de metadados de diferentes instituições,
permeiam estruturas como a dos modelos de dados que são projetados a partir
exigências de cada comunidade e nem sempre são considerados os requisitos de
interoperabilidade​ ​entre​ ​elas.
Dessa forma, a interoperabilidade e o reuso de dados são fundamentais
para minimizar os esforços da descrição de recursos informacionais em ambientes
heterogêneos, mas para que um sistema consiga realizá-la, são necessários um
conjunto de ferramentas, tecnologias, estruturas, entre outros aspectos. Entre um
dos aspectos para interoperabilidade, encontra-se o ​Linked Data que segundo
Arakaki (2016) é caracterizado pelos princípios e melhores práticas para
publicação e ligação de dados estruturados para outros conjuntos de dados, no
intuito de facilitar a busca de agentes humanos e não humanos. Isto é, o ​Linked
Data são princípios que orientam em como fazer ligações de dados estruturados

�utilizando protocolos, ​Uniform Resource Identifiers (URIs) e do ​Resource
Description Framework (RDF). Na proposta dos dados abertos e no uso de
formatos​ ​e​ ​licenças​ ​abertas,​ ​o​ ​termo​ ​utilizado​ ​é​ ​Linked​ ​Open​ ​Data​ ​(LOD).
Método​ ​da​ ​pesquisa
O trabalho é caracterizado por uma pesquisa qualitativa e exploratória, pois,
busca familiarizar e analisar as iniciativas de ligação de dados entre bibliotecas,
arquivos, museus e galerias de arte e seu desenvolvimento. Para localização
desses documentos (dissertações, teses, artigos, trabalhos de eventos, relatórios
científicos e livros) foram utilizadas as bases de dados: Base de Dados
Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), Portal
de Periódicos da Capes, ​Scientific Electronic Library Online (SciELO), na
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Foram selecionados
estudos que abordam a integração da descrição entre as unidades informacionais,
além​ ​de​ ​textos​ ​considerados​ ​relevantes​ ​para​ ​explicitação​ ​deste​ ​trabalho.
Resultados​ ​e​ ​discussão
Diante os pressupostos sobre a descrição em arquivos, bibliotecas e
museus, foi verificado iniciativas que buscam a harmonização seus registros. Uma
das iniciativas é o ​Linked Open Data in Libraries, Archives and Museums
(LODLAM), que envolve as três instituições com as possibilidades das práticas da
ligação de dados abertos (​Linked Open Data - LOD). O movimento LODLAM foi
iniciado em 2011 como evento e houve quatro edições até o momento, tendo
como​ ​foco​ ​as​ ​práticas​ ​do​ ​Linked​ ​Open​ ​Data​.​ ​(VOSS,​ ​2012).
Além disso, o propósito de aproximar as estruturas conceituais de
bibliotecas, arquivos e museus é reiterado por Simionato (2015) com o Modelo
Conceitual ​Digital Images for Libraries, Archives and Museums (DILAM). Outra
iniciativa, está a harmonização do FRBR com CIDOC CRM, que consiste em
promover a interoperabilidade de informações do patrimônio cultural com o
objetivo de “[....] fornecer uma linguagem comum para sistemas de informação
heterogêneos, e permitir a sua integração, apesar de possíveis incompatibilidades
semânticas​ ​e​ ​estruturais.”​ ​(CARRASCO;​ ​TALLER;​ ​VIDOTTI,​ ​2015,​ ​p.​ ​212).
Além do LODLAM, há um movimento que engloba galerias de arte como é
o caso da iniciativa ​Linked Open Data Galleries, Libraries, Archives and Museum
(LODGLAM). Nesse contexto, a fim de disponibilizar e preservar o patrimônio
cultural dos países europeus foi criado a ​Europeana​, que é uma biblioteca digital
que reúne diversos acervos e sua disponibilização de vários países da Europa.

�Com o intuito de padronizar e criar uma estrutura mínima de descrição desses
recursos foi proposto um modelo denominando ​Europeana Data Model (EDM). A
Europeana também está relacionada com o ​OpenGLAM - ​Galleries, Libraries,
Archives and Museum​, que promove o uso e acesso aberto do patrimônio cultural.
OpenGLAM é uma iniciativa fundada pela ​European Commission e coordenada
pela​ ​Open​ ​Knowledge​.​ ​(ARAKAKI,​ ​2016).
No contexto americano, os esforços de cooperação entre bibliotecas
arquivos e museus é a ​Digital Public Library America (DPLA), uma biblioteca
digital que agrega os metadados para diversos tipos de recursos informacionais
em torno dos Estados Unidos e utilizou como base de seu perfil de aplicação
DPLA ​Metadata Application Profile (MAP) o EDM. Isso reforça a importância da
Europeana no processo de integração entre recursos informacionais em diversos
sistemas.
Considerações​ ​Finais
Desta forma, com o fluxo de informação cada vez mais intenso, os
profissionais necessitam de ferramentas que proporcionam o reuso de dados para
assim evitar o retrabalho dos fazeres profissional e da representação dos recursos
informacionais, como está acontecendo nos Estados Unidos e na Europa. Por
conseguinte, a inserção dos princípios ​Linked Data configuram-se em propostas
de cooperação entre bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte que
desempenham​ ​um​ ​papel​ ​fundamental​ ​na​ ​disseminação​ ​da​ ​informação.
Por fim, considera-se que os esforços para integração de bibliotecas,
arquivos museus, e galerias de arte são fundamentais para proporcionar um
ambiente ligado e ampliar as possibilidades de navegação dos usuários. Pois, o
uso dos princípios do ​Linked Data ​potencializam a descoberta de recursos
informacionais nos catálogos, promovendo o acesso a novos recursos em outros
ambientes​ ​informacionais​ ​digitais.
Referências
ARAKAKI,​ ​F.​ ​A.​ ​Linked​ ​Data​:​ ​ligação​ ​de​ ​dados​ ​bibliográficos.​ ​2016.​ ​144​ ​f.
Dissertação​ ​(Mestrado​ ​em​ ​Ciência​ ​da​ ​Informação)​ ​–​ ​Universidade​ ​Estadual
Paulista​ ​‘Júlio​ ​de​ ​Mesquita​ ​Filho’,​ ​Marília/SP,​ ​2016.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​https://repositorio.unesp.br/handle/11449/147979​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​16​ ​jul.​ ​2017.
CARRASCO,​ ​L.;​ ​THALLER,​ ​M.;​ ​VIDOTTI,​ ​S.​ ​A.​ ​B.​ ​G.​ ​Ontologia​ ​CIDOC​ ​CRM​ ​no
contexto​ ​dos​ ​ambientes​ ​digitais​ ​de​ ​patrimônios​ ​culturais.​ ​Liinc​ ​em​ ​Revista​,​ ​Rio​ ​de
Janeiro,​ ​v.​ ​11,​ ​n.​ ​1,​ ​2015.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3628​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​31​ ​maio​ ​2017.

�FERREZ,​ ​H.​ ​D.​ ​Documentação​ ​museológica:​ ​teoria​ ​para​ ​uma​ ​boa​ ​prática.
Cadernos​ ​de​ ​Ensaio​,​ ​n.​ ​2,​ ​p.​ ​64–74,​ ​1994.
MARCONDES,​ ​C.​ ​H.​ ​Linked​ ​data​ ​-​ ​dados​ ​interligados​ ​-​ ​e​ ​interoperabilidade​ ​entre
arquivos,​ ​bibliotecas​ ​e​ ​museus​ ​na​ ​web.​ ​Encontros​ ​Bibli​:​ ​revista​ ​eletrônica​ ​de
biblioteconomia​ ​e​ ​ciência​ ​da​ ​informação,​ ​Florianópolis,​ ​v.​ ​17,​ ​n.​ ​34,​ ​9​ ​ago.​ ​2012.
Disponível​ ​em:
&lt;​https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2012v17n34p171​&gt;.
Acesso​ ​em:​ ​31​ ​maio​ ​2017.
MARCONDES,​ ​C.​ ​H.​ ​Interoperabilidade​ ​entre​ ​acervos​ ​digitais​ ​de​ ​arquivos,
bibliotecas​ ​e​ ​museus:​ ​potencialidades​ ​das​ ​tecnologias​ ​de​ ​dados​ ​abertos
interligados.​ ​Perspectivas​ ​em​ ​Ciência​ ​da​ ​Informação​,​ ​Belo​ ​Horizonte,​ ​v.​ ​21,​ ​n.
2,​ ​p.​ ​61-83,​ ​jun.​ ​2016.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2735​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:
31​ ​maio​ ​2017.
MEY,​ ​E.​ ​S.​ ​A.;​ ​SILVEIRA,​ ​N.​ ​C.​ ​Catalogação​ ​no​ ​plural​.​ ​Brasília:​ ​Briquet​ ​de
Lemos,​ ​2009.
ROUSSEAU,​ ​J.-Y.;​ ​COUTURE,​ ​C.​ ​Os​ ​fundamentos​ ​da​ ​disciplina​ ​arquivística​.
Lisboa:​ ​Publicações​ ​Dom​ ​Quixote​ ​Lisboa,​ ​1998.
SANTOS,​ ​P.​ ​L.​ ​V.​ ​A.​ ​DA​ ​C.​ ​Catalogação,​ ​formas​ ​de​ ​representação​ ​e​ ​construções
mentais.​ ​Tendências​ ​da​ ​Pesquisa​ ​Brasileira​ ​em​ ​Ciência​ ​da​ ​Informação​,​ ​[S.l.],
v.​ ​6,​ ​n.​ ​1,​ ​p.​ ​1–24,​ ​2013.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​http://www.okara.ufpb.br/ojs2/index.php/pbcib/article/view/18625​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:
31​ ​maio​ ​2017.
SIMIONATO,​ ​A.​ ​C.​ ​Modelagem​ ​conceitual​ ​DILAM​:​ ​princípios​ ​descritivos​ ​de
arquivos,​ ​bibliotecas​ ​e​ ​museus​ ​para​ ​o​ ​recurso​ ​imagético​ ​digital.​ ​2015.​ ​200​ ​f.​ ​Tese
(Doutorado​ ​em​ ​Ciência​ ​da​ ​Informação)​ ​–​ ​Universidade​ ​Estadual​ ​Paulista​ ​‘Júlio​ ​de
Mesquita​ ​Filho’,​ ​Marília/SP,​ ​2015.
Disponível​ ​em:​ ​ ​&lt;​https://repositorio.unesp.br/handle/11449/123318​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:
31​ ​set.​ ​2017.
VOSS,​ ​J.​ ​Radically​ ​open​ ​cultural​ ​heritage​ ​data​.​ ​Disponível​ ​em:
&lt;​http://www.museumsandtheweb.com/mw2012/papers/radically_open_cultural_he
ritage_data_on_the_w​&gt;.​ ​Acesso​ ​em:​ ​31​ ​maio.​ ​2017.
Agências​ ​financiadoras

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Processo
431612/2016-1)

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33063">
                <text>INICIATIVAS DE INTEGRAÇÃO DE BIBLIOTECAS, ARQUIVOS MUSEUS E GALERIAS DE ARTE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33064">
                <text>Felipe Augusto Arakaki</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33065">
                <text>Ana Carolina Simionato</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33066">
                <text>Plácida Amorim da Costa Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33067">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33068">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33070">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33071">
                <text>O desenvolvimento das tecnologias proporcionam novas interações e ferramentas para unidades de informações. Desse modo, o uso estratégico dessas tecnologias podem dinamizar diversos produtos e serviços, oferecendo aos usuários uma melhor experiência com o acesso à informação. Por essa razão, estes centros informacionais precisam buscar inovações e refletir em um ambiente com melhorias aos usuários, além do tratamento informacional com seus recursos informacionais. A partir desse viés de estudo, o objetivo deste trabalho é apresentar iniciativas que buscam a integração de bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte em relação ao teor descritivo de cada contexto documental. O trabalho é caracterizado por uma pesquisa qualitativa e exploratória, pois, busca familiarizar e analisar as iniciativas de ligação de dados entre bibliotecas, arquivos, museus e galerias de arte e seu desenvolvimento. Destacaram-se as iniciativas da Europeana e a Digital Public Library America (DPLA) que abrangem os movimentos Linked Open Data in Libraries, Archives and Museums (LODLAM) e Linked Open Data Galleries, Libraries, Archives and Museum (LODGLAM). Considera-se que os esforços para integração de bibliotecas, arquivos museus, e galerias de arte são fundamentais para proporcionar um ambiente ligado e ampliar as possibilidades de navegação dos usuários. Pois, o uso dos princípios do Linked Data potencializam a descoberta de recursos informacionais nos catálogos, promovendo o acesso a novos recursos em outros ambientes informacionais digitais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66775">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2811" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1893">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2811/1925-1942-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a02942de069c96c64b3625a7b702b1da</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33062">
                    <text>Implantação do código de catalogação Resource Description And
Access (RDA) Na Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande Do Sul (PUCRS)

Marcelo Votto Texeira (PUCRS) - marcelo.texeira@pucrs.br
Michelangelo Mazzardo Viana (PUCRS) - mviana@pucrs.br
Clarissa Jesinska Selbach (PUCRS) - clarissa.selbach@pucrs.br
Loiva Duarte Novak (PUCRS) - loivaduarte@gmail.com
Salete Maria Sartori (pucrs) - ssartori@pucrs.br
Resumo:
O presente estudo de caso discorre sobre os processos que envolveram a implantação do novo
código de catalogação Resource Description and Access (RDA) nos catálogos bibliográfico e de
autoridade da Biblioteca Central Ir. José Otão, na Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUCRS). A adoção de um método de implantação baseada em registros
bibliográficos híbridos, com elementos descritos sob as normas do antigo código Anglo
American Cataloguing Rules (AACR) e do novo código possibilitaram uma sistemática de
trabalho perceptível ao usuário do catálogo. Também são tratados aspectos sobre a exibição
dos novos elementos descritos sob as orientações do RDA e as possibilidades de melhoria na
pesquisa e descoberta dos recursos disponibilizados pela biblioteca.
Palavras-chave: Resource Description and Access; Catalogação; Bibliotecas Universitárias
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
O presente relato de experiência versa sobre os processos que culminaram na
implantação do novo código de catalogação Resource Description and Access (RDA)
[Recurso Descrição e Acesso] nos catálogos bibliográfico e de autoridade, o impacto
dos novos processos na usabilidade do catálogo e as mudanças nas práticas do
bibliotecário catalogador na Biblioteca Central Irmão José Otão da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A implantação do novo código
deu-se entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro semestre de 2016,
movimentando as equipes do Setor de Tratamento da Informação e do Setor de
Suporte e Desenvolvimento da Biblioteca.
O código de catalogação RDA foi originalmente concebido como uma
atualização do Anglo-American Cataloguing Rules, second revision (AACR2). A meta
do então Joint Steering Committee for Revision of AACRR (JSC) [Comitê de Direção
Conjunta para Revisão do AACR], atual RDA Steering Committee (RSC), era dentro
de um plano de ação que compreendia o período entre 2005 a 2009, aprimorar as
regras do AACR2 para que pudesse ser lançada uma terceira edição do código, o
AACR3.
Conforme Oliver (2011), as metas do plano de ação JSC buscavam mudanças
estruturais, conceituais e terminológicas do AACR2, para que melhor se adaptasse
ao esforço da comunidade bibliotecária internacional em aperfeiçoar o acesso aos
recursos em ambiente digital. A atualização do código deveria se basear em padrões
e princípios de catalogação internacionais, algo fora do contexto do AACR2. Neste
contexto, dos padrões e princípios de catalogação, é que estão os Princípios
Internacionais de Catalogação, os ISBDs - agora em edição consolidada - e os
Requisitos Funcionais para Registros.
A grande ruptura, que levou ao “fim” dos AACRs e ao início dos estudos que
deram origem ao RDA, ocorreu no envio para revisão editorial do JSC, do rascunho
da Parte I do AACR3. O comitê de revisão expressou, durante sua reunião em abril
de 2005, insatisfação com a linguagem e estrutura apresentada aos revisores, que
alguns consideram complexa e repleta de jargões de bibliotecas (KINCY; LAYNE,
2014).
No ano de 2010, a primeira parte do trabalho de elaboração do RDA foi
finalizada e disponibilizada mundialmente. Entretanto, dos trinta e sete capítulos que
compreendem o novo código, doze ainda estavam incompletos, sendo estes os que
tratam sobre os dados de autoridades para assuntos. O acesso ao RDA foi
disponibilizado em formato eletrônico, a partir de uma plataforma denominada RDA
Toolkit, que além das normas do código, disponibiliza ferramentas para os
utilizadores, como o mapeamento dos campos MARC 21 com as orientações do RDA
e as políticas de tratamento da informação de diferentes bibliotecas internacionais.
2 PROCESSOS NA IMPLANTAÇÃO DO NOVO CÓDIGO

�Ao iniciarmos os estudos para o projeto de adoção do código RDA dividimos o
mesmo em três grandes partes: o catálogo de registros de autoridades, o catálogo de
registros bibliográficos e o catálogo on-line.
No caso do catálogo de autoridades, o primeiro a ser trabalhado no projeto,
diagnosticou-se os tipos de autoridades existentes no catálogo da Biblioteca e
elaborou-se templates para cada tipo. Foram previstos templates com os campos
específicos do MARC 21 para: Pessoa, Família, Entidade coletiva e Evento. Ou seja,
para cada tipo de autoridade foram criados templates com os campos específicos do
MARC 21 para o Formato de Autoridades. Além disso, foram criados manuais para
cada campo do MARC 21, o que possibilitou a melhor compreensão do catalogador
na aplicação de cada orientação do RDA.
O nível de detalhamento na descrição dos registros de autoridades provido
pelo RDA é perceptível a gestores de Bibliotecas e de grande impacto aos usuários
que utilizam o catálogo. Além disso, por prover poucas alterações na elaboração dos
pontos de acesso, a implantação do RDA para controle de autoridades possui maior
descrição de novos elementos do que alterações em normas aplicadas pelos
catalogadores, quando comparada ao ACCR2.
Sobre a adoção do RDA no catálogo bibliográfico, ao analisarmos os estudos
de implantação do código RDA em diferentes bibliotecas ao redor do mundo
percebemos que cada biblioteca estabeleceu o processo conforme sua cultura e
ajustou o catálogo on-line ao longo das etapas. Um dos exemplos mais exponenciais
em nossa área foi a adoção do RDA pela Library of Congress, que capacitou sua
equipe ao longo do tempo, disponibilizou pareceres, atualizou campos do MARC 21
e estabeleceu o que chamou de “Marco zero”: o dia em que, a partir daquela data,
todos os seus registros seriam criados em RDA e os antigos permaneceriam em
AACR2 até que fossem revisados, gerando a concepção de um catálogo híbrido, com
registros em AACR2 e RDA. (LIBRARY OF CONGRESS, 2012).
No caso da Biblioteca Central Irmão José Otão, no momento em que se
apresentava e a partir do desejo da Direção em obter resultados de alto impacto ao
usuário, deu-se a adoção do RDA por elementos da edição consolidada do
International Standard Bibliographic Description (ISBD). O trabalho se baseou em
determinar um elemento do ISBD, avaliar sua descrição conforme AACR2, verificar
as mudanças existentes a partir da sua descrição em RDA e projetar duas etapas:
a) Gerar catálogo decisório, denominado como campo de ajuda, para a descrição
do elemento analisado em RDA;
b) Ajustar em lote elementos descritos em AACR2 e que poderiam ser alinhados
com o RDA.
Um exemplo prático de execução do processo descrito acima pode ser
mencionado a partir da área cinco do ISBD, denominada “Área de descrição do
material”, no elemento “Extensão”. Enquanto que para materiais impressos e com
paginação o AACR2 indica a descrição utilizando a abreviatura “p.” após o número de
páginas, a descrição em RDA orienta a utilização da expressão “páginas”, sempre no
idioma da agência catalogadora.

�Essa mudança na descrição de um elemento específico permitiu que fossem
alterados em lote todos os registros bibliográficos do nosso catálogo. Atualizando
assim, a descrição do elemento conforme as orientações do RDA. Esse processo foi
realizado em outros campos semelhantes, gerando registros híbridos.
Todavia, antes que partíssemos para as próximas alterações, foi realizado um
mapeamento dos materiais bibliográficos existentes no acervo físico e eletrônico da
Biblioteca, com vista a prover templates com os campos do MARC 21 para Formato
Bibliográfico para cada tipo de material a ser catalogado. O mapeamento seguiu a
concepção de tipo de material, tipo de conteúdo e tipo de suporte, ou seja, uma
gravação de vídeo (tipo de material), pode ser analógica ou digital (tipo de conteúdo)
e disponível em um rolo de filme, DVD ou On-line (tipo de suporte).
Um fator importante a ser mencionado, e encontrado em literatura que trata
sobre a adoção do código RDA, é o pouco impacto dos novos elementos tipo de
conteúdo, mídia e suporte para o usuário (KINCY; LAYNE, 2014; OLIVER, 2011). A
descrição destes elementos baseia-se na possibilidade de geração de facetas de
busca no catálogo. Contudo, a descrição destes elementos, controlados pelo RDA,
não apresentam termos ou expressões de uso habitual para o usuário. Como, por
exemplo, um livro impresso que recebe no tipo de suporte o termo “Volume”. Diante
destes estudos, adotamos a descrição do tipo de conteúdo, mídia e suporte conforme
as orientações do RDA para cada tipo de material da biblioteca, mas a exibição dos
dados em nosso catálogo apresenta os campos locais do MARC 21 para Registros
Bibliográficos para os elementos tipo de conteúdo, mídia e suporte controlados pela
Biblioteca Central Irmão José Otão.
Para os novos elementos de descrição em RDA - tipo de conteúdo, mídia e
suporte - assim como a descrição de características - som, vídeo e imagem - foi
prevista a exibição destes elementos no catálogo on-line da biblioteca e como eles
poderiam beneficiar o usuário que pesquisa no mesmo. Para isso, há um trabalho
conjunto para elaborar melhores formas de pesquisa e recuperação a partir destes
dados. Esse trabalho se dá entre a equipe de bibliotecários que atua na área de
suporte e desenvolvimento e a equipe da área de tratamento da informação, da
Biblioteca Central Irmão José Otão.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção do novo código de catalogação representa um marco importante
para a Biblioteca Central Irmão José Otão. Repensar processos e aprimorar práticas
com vista a potencializar a descoberta e o acesso aos recursos é uma premissa
constante em nossas ações. Nesse sentido, o RDA veio ao encontro desta forma de
trabalhar, permitindo reavaliar um processo antigo e de alta relevância para uma
biblioteca como é o tratamento da informação.
Por outra perspectiva, estar na vanguarda de processos tão significativos para
a área da biblioteconomia, como a catalogação, representa podermos contribuir, com
exemplos práticos, para um cenário acadêmico e técnico da área. E diante disso,
temos a convicção de que divulgar a adoção do RDA e as formas de implantação do

�processo podem contribuir para um cenário próspero na catalogação brasileira, em
que mais bibliotecas avancem seus catálogos para um novo padrão de descrição.
Todavia, cabe salientar que ao adotarmos o RDA como código de catalogação
compreendemos que as atualizações são constantes, no mínimo uma vez ao ano, e
que devemos estar sempre em contato com as agências catalogadoras que regem e
definem as orientações do código. Para isso acontecer, a participação em listas de
discussões e contatos por e-mail são essenciais para a compreensão das normas de
descrição além do código.
Avanços são necessários para potencializarmos o uso do RDA em nosso
catálogo. A exibição dos registros de autoridades ainda não é uma realidade para
nós, por mais que os registros já estejam com elementos que permitam uma
experiência de uso do catálogo de autoridades ao qual julgamos satisfatória. Este é
um processo que desejamos avançar em breve.
Por fim, a adoção do RDA nos catálogos de autoridade e bibliográfico da
Biblioteca Central Irmão José Otão rendeu e continua a render aspectos positivos
para a comunidade acadêmica que utiliza o catálogo da biblioteca. A
implantação ocorreu ao longo do ano de 2016 e percebeu-se um significativo
aumento na satisfação dos usuários que utilizam o catálogo já na avaliação
acadêmica, disponibilizada no início do ano de 2017. O resultado desta avaliação nos
permitiu mensurar que a adoção do RDA está longe de ser apenas um ganho para a
comunidade bibliotecária, sendo também um ganho impactante para a comunidade
acadêmica na pesquisa e descoberta de recursos.
REFERÊNCIAS
CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed. rev. 2002. São Paulo: FEBAB;
Imprensa Oficial, 2004.
INTERNATIONAL
FEDERATION
OF
LIBRARY
ASSOCIATIONS
AND
INSTITUTIONS. ISBD Descripción Bibliográfica Internacional Normalizada. [s.l.]:
IFLA, 2011. (IFLA Series on Bibliographic Control, 44).
INTERNATIONAL
FEDERATION
OF
LIBRARY
ASSOCIATIONS
AND
INSTITUTIONS. Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação. [s.l.]:
IFLA, 2009.
KINCY, Chamya Pompey; LAYNE, Sara Shatford. Making the move to RDA: a selfstudy primer for catalogers. Lanham: Rowman &amp; Littlefield, 2014. ISBN (e-book)
9780810887701
LIBRARY OF CONGRESS. Library of Congress (LC) RDA Training Materials.
2012. Disponível em:
&lt;http://www.loc.gov/catworkshop/RDA%20training%20materials/LC%20RDA%20Tra
ining/LC%20RDA%20course%20table.html&gt;. Acesso em: 19 set. 2017.

�OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Tradução de Briquet de Lemos.
Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 9788585637453
RDA TOOLKIT. ©2016. Disponível em: &lt;http://www.rdatoolkit.org/&gt;. Acesso em: 19
set. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33051">
                <text>IMPLANTAÇÃO DO CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO RESOURCE DESCRIPTION AND ACCESS (RDA) NA BIBLIOTECA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL (PUCRS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33052">
                <text>Marcelo Votto Texeira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33053">
                <text>Michelangelo Mazzardo Viana</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33054">
                <text>Clarissa Jesinska Selbach</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33055">
                <text>Loiva Duarte Novak</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33056">
                <text>Salete Maria Sartori</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33057">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33058">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33060">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33061">
                <text>O presente estudo de caso discorre sobre os processos que envolveram a implantação do novo código de catalogação Resource Description and Access (RDA) nos catálogos bibliográfico e de autoridade da Biblioteca Central Ir. José Otão, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A adoção de um método de implantação baseada em registros bibliográficos híbridos, com elementos descritos sob as normas do antigo código Anglo American Cataloguing Rules (AACR) e do novo código possibilitaram uma sistemática de trabalho perceptível ao usuário do catálogo. Também são tratados aspectos sobre a exibição dos novos elementos descritos sob as orientações do RDA e as possibilidades de melhoria na pesquisa e descoberta dos recursos disponibilizados pela biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66774">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2810" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1892">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2810/1924-1941-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f0fd8744249a513ea95263b8a6dd961c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33050">
                    <text>Controle no fluxo de processos na catalogação: um estudo de caso
na Biblioteca Central Ir. José Otão, da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul

Marcelo Votto Texeira (PUCRS) - marcelo.texeira@pucrs.br
Clarissa Jesinska Selbach (PUCRS) - clarissa.selbach@pucrs.br
Loiva Duarte Novak (PUCRS) - loivaduarte@gmail.com
Salete Maria Sartori (pucrs) - ssartori@pucrs.br
Resumo:
O presente estudo discorre sobre os fluxos de trabalho implantados no Setor de Tratamento da
Informação da Biblioteca Central Ir. José Ótão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul, após a implantação das normas RDA (Resource Description &amp; Access). São
abordados os processos que envolvem as áreas da catalogação e a importância do controle dos
fluxos em tal atividade, buscando a qualidade no resultado final das operações técnicas da
biblioteca. Através de um estudo de caso, são apresentados os mapeamentos desenvolvidos, a
estrutura estabelecida e os consequentes impactos administrativos destes controles no setor
de catalogação da biblioteca universitária em questão. Ao longo do trabalho, busca-se
desenvolver conteúdos teóricos a fim de fundamentar uma gestão da catalogação voltada à
eficiência.
Palavras-chave: Gestão; Catalogação; Biblioteca Universitária
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A conjuntura atual do mercado remete a organizações cada vez mais
estruturadas na busca por maior eficácia nos resultados de suas ações. Diante disto,
e no contexto da Biblioteconomia, repensar ações inerentes às bibliotecas e como
seus respectivos processos estão estabelecidos torna-se um fazer intrínseco ao
bibliotecário.
Dentro da prática bibliotecônomica é preciso desenvolver atividades rotineiras
que visem a padronização de processos. As teorias da administração podem auxiliar
o bibliotecário nessa tarefa. Entre estas teorias, temos a Escola Clássica que,
segundo Maciel e Mendonça (2006, p. 8), “[...] enfatiza a importância do
esclarecimento minucioso das tarefas, a atribuição de responsabilidades e
autoridades e a definição do itinerário de comando.”
Segundo as autoras, o trabalho nas bibliotecas não se desenvolve de forma
isolada, devendo estar de acordo com a missão da instituição. Ainda, para agilizar os
processos, as rotinas de trabalho devem ser elaboradas de forma coerente e
compatível, unindo as atividades que possuem características semelhantes e que
exijam um nível similar de especialização. (MACIEL; MENDONÇA, 2006).
No contexto da catalogação, pode-se afirmar que o fluxo de trabalho deve
existir para o controle de uma tarefa específica ou um conjunto de procedimentos
para a descrição de recursos específicos. Oliver (2011, p. 98) corrobora com o
exposto ao mencionar que “Por exemplo, é possível que haja fluxos de trabalho para
descrever determinado tipo de recurso, para registrar dados de autoridade sobre uma
pessoa física ou família ou pessoa jurídica, ou para executar uma atividade, como a
transcrição.”
Paralelo a isso, compreende-se que a prática da catalogação engloba mais do
que um conjunto normativo de códigos e sistemas. Idealizar a catalogação, dentro de
premissas gerenciais, requer um olhar desde as rotinas básicas até as mais
complexas sobre este fazer técnico.
Dessa forma, o presente relato de experiência objetiva apresentar o trabalho
desenvolvido pela equipe de bibliotecários do Setor de Tratamento da Informação
(STI) da Biblioteca Central Irmão José Otão, da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul, frente ao estabelecimento e controle dos fluxos e processos
pertinentes à área de catalogação da biblioteca. A relevância deste trabalho encontrase na idealização de uma gestão da catalogação voltada à eficiência das atividades
executadas, assim como para servir de futuro aporte teórico para profissionais que
procurem sobre o estabelecimento de processos voltados exclusivamente à
catalogação.
2 PROCESSOS QUE ENVOLVEM A CATALOGAÇÃO
O STI da Biblioteca Central Irmão José Otão está inserido em uma estrutura
organizacional bem definida. O setor possui um Bibliotecário Sênior que atua na
coordenação, vinculado a Coordenação Técnica e Coordenação Geral da Biblioteca,

�ambas geridas por bibliotecários. Acima da Coordenação Geral da Biblioteca Central
está a Diretoria Acadêmico-Administrativa, subordinada à Pró-Reitoria Acadêmica
(PROACAD), que é vinculada à Reitoria da Universidade. Atualmente o setor possui
em seu quadro de funcionários: um bibliotecário sênior, quatro bibliotecários juniores,
nove auxiliares de biblioteca, um técnico em restauração de acervo e um auxiliar
administrativo.
O setor engloba as áreas de preparo técnico, processamento técnico e
restauração de acervo. No presente trabalho, serão abordadas as áreas de preparo
e processamento técnico, visto que o objetivo é desenvolver os fluxos de trabalho
especificamente na catalogação.
Segundo Maciel e Mendonça (2006), o processamento técnico envolve a
organização de coleções para disponibilização aos usuários, englobando: “[...] a
análise temática (classificação, indexação, etc.) e a análise descritiva (catalogação),
de cada unidade documental adquirida, de modo a facilitar o seu acesso, localização,
utilização e futuro intercâmbio” (MACIEL; MENDONÇA, 2006, p. 27). Também está
incluso o preparo do material para circulação com seus devidos instrumentos para
controle de uso no futuro. As autoras discorrem sobre o termo geral de
processamento técnico, contudo o conceito ainda pode ser dividido em
processamento e preparo técnico. Na Biblioteca Central Irmão José Otão, o preparo
técnico envolve a pré-catalogação dos materiais com uma descrição básica dos
elementos, seguindo as orientações do código Resource Description and Access RDA, além do registro do item no sistema Aleph e o preparo físico dos materiais com
carimbos e registros. Já o processamento técnico inclui saberes provenientes da
formação dos bibliotecários, o que abrange a indexação e a classificação, além da
revisão da representação descritiva. Após o processamento, os materiais retornam
ao preparo técnico para finalizar a impressão e a colagem de etiquetas, assim como
efetuar a conferência dos materiais a serem liberados para o acervo. Infelizmente
sabemos que esta é uma realidade de poucas bibliotecas brasileiras e entendemos
que na maioria delas, o processamento técnico engloba todas as atividades
mencionadas por Maciel e Mendonça (2006).
2.1 IMPLANTAÇÃO DOS FLUXOS DOS PROCESSOS
Com o estudo da migração do AACR2 para o RDA, desenvolvido pelo STI, foi
colocada em prática a implantação definitiva das normas do RDA. A partir disto, surgiu
a necessidade de reestruturação do trabalho e dos processos desenvolvidos pelo
setor, para que, gradualmente, fossem feitas as alterações no catálogo e a
reorganização das ações e funções exercidas pela equipe.
De acordo com Oliver (2011), os fluxos de trabalho e os mapeamentos são
duas importantes ferramentas de integração do RDA no trabalho rotineiro. O RDA é
uma norma exaustiva e minuciosa e que requer da equipe de catalogadores que a
utiliza, o conhecimento e controle sobre suas ações.
No caso do STI da Biblioteca Central José Otão, o estabelecimento dos
processos teve início na elaboração do documento intitulado Política de Tratamento

�da Informação da Biblioteca Central Irmão José Otão. Tal documento possui
representatividade na estrutura estabelecida ao setor por definir as áreas e suas
respectivas funções, os processos que envolvem a catalogação e os tipos de
materiais existentes no acervo da biblioteca.
Com isto, o STI foi departamentalizado. Segundo Chiavenato (2014), as
organizações não utilizam somente um tipo de departamentalização, mas sim
combinam dois ou mais tipos a fim de captar diferentes partes com diferentes
condições e diferentes pessoas. O STI da Biblioteca Central Irmão José Otão não é
diferente. Ele é departamentalizado de acordo com a sequência e os fluxos de
trabalho, assim como com a especialização das pessoas, dividindo os esforços num
espaço físico capaz de tornar o processo eficiente.
2.2 FLUXOS DOS PROCESSOS DO STI
O primeiro movimento desenvolvido no estudo do fluxo dos processos foi
compreender e mapear as denominadas ações das áreas de Preparo Técnico e
Processamento Técnico no Setor, ficando estabelecido conforme figura 1:

Figura 1 - Fluxograma de entrada e saída de materiais do STI
Fonte: Os autores (2017).

As ações de pré-catalogação e registro do item, pertencentes ao Preparo
Técnico, assim como todas as ações do Processamento Técnico são divididos entre
as equipes com base nos tipos de materiais apontados pela Política de Tratamento
da Informação. Ao estabelecermos esta divisão, definimos que materiais como, por
exemplo, Teses e Dissertações impressas e eletrônicas são sempre trabalhados pelo
mesmo Auxiliar de Biblioteca e Bibliotecário, da mesma forma que periódicos
impressos e eletrônicos são trabalhados por outro Auxiliar de Biblioteca e

�Bibliotecário. A partir do mapeamento realizado, estabeleceu-se que o setor
trabalharia na elaboração de manuais que oportunizassem o controle, padronização
e, seguidamente, a qualidade nas ações realizadas. Para isso, dentro da Política de
Tratamento da Informação ficou definido que os manuais do setor seriam criados
dentro de três tipos:
a) Manuais permanentes;
b) Manuais temporários;
c) Templates para catalogação por tipo de material;
d) Manuais de ajuda para cada campo do MARC21 para dados
bibliográficos e de autoridade.
Os manuais permanentes possuem como função estabelecer um padrão nas
ações de rotina realizadas pelas equipes. Tais ações compreendem desde rotinas
gerais, como a aplicação dos carimbos institucionais nos materiais impressos, até
rotinas de catalogação como, por exemplo, orientações para catalogação de leis e
tratados. Atualmente o setor possui vinte e três manuais permanentes.
Já os manuais temporários são documentos que norteiam uma ação que
possui início e término previstos, por exemplo, uma revisão necessária para a
correção ou alinhamento de um espaço do acervo ou o registro específico de uma
coleção. Tais manuais possuem como objetivo servir como histórico das ações
realizadas pelo setor em determinadas execuções, dando aporte para futuras
revisões similares. Dada a natureza destes manuais, a criação dos mesmos não é
controlada por número, apenas separados por nome e data de criação. Atualmente o
setor possui dezesseis manuais temporários elaborados.
Quanto às rotinas específicas da catalogação, estão disponíveis à equipe
templates com os campos do Formato MARC21 para cada tipo de material mapeado
no acervo da Biblioteca. Atualmente há quarenta e um templates de catalogação para
registros bibliográficos e sete templates para registros de autoridade. Dentro dos
templates, para cada campo e subcampo do Formato MARC 21 são elaborados
campos de ajuda, com exemplos e orientações sobre a descrição em RDA, além das
decisões aplicadas especificamente aos registros criados pelo STI.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Biblioteconomia, enquanto área interdisciplinar, engloba questões técnicas e
práticas no dia a dia. A área de catalogação especificamente possui atividades
estritamente técnicas, porém necessita de um olhar administrativo durante o
planejamento e divisão do trabalho. Desta forma, a estruturação do processo de
fluxos de trabalho se faz necessária e assim, foi desenvolvida e aplicada com
resultados satisfatórios no Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca Central
Irmão José Otão.
Infelizmente sabemos que a realidade em bibliotecas universitárias brasileiras
é de escassez de recursos e carência de força de trabalho, talvez não sendo possível
efetuar uma divisão de tarefas bem estruturada e dividida. Contudo, acreditamos que
a gestão de fluxos e de processos pode atender aos diferentes tipos e tamanhos de

�bibliotecas, oferecendo boas condições de trabalho e um bom andamento das
atividades diárias.

REFERÊNCIAS
CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri,
SP: Manole, 2014. E-book.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília, DF: Briquet de Lemos,
2011.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33040">
                <text>CONTROLE NO FLUXO DE PROCESSOS NA CATALOGAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA CENTRAL IR. JOSÉ OTÃO, DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33041">
                <text>Marcelo Votto Texeira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33042">
                <text>Clarissa Jesinska Selbach</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33043">
                <text>Loiva Duarte Novak</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33044">
                <text>Salete Maria Sartori</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33045">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33046">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33048">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33049">
                <text>O presente estudo discorre sobre os fluxos de trabalho implantados no Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca Central Ir. José Ótão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, após a implantação das normas RDA (Resource Description &amp; Access). São abordados os processos que envolvem as áreas da catalogação e a importância do controle dos fluxos em tal atividade, buscando a qualidade no resultado final das operações técnicas da biblioteca. Através de um estudo de caso, são apresentados os mapeamentos desenvolvidos, a estrutura estabelecida e os consequentes impactos administrativos destes controles no setor de catalogação da biblioteca universitária em questão. Ao longo do trabalho, busca-se desenvolver conteúdos teóricos a fim de fundamentar uma gestão da catalogação voltada à eficiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66773">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2809" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1891">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2809/1923-1940-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4bba9d448dce1ae3193b02063d9e1f49</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33039">
                    <text>Controle de autoridade para publicadores e locais de publicação:
por que não?

Fabrício Silva Assumpção (UFPR) - assumpcao.f@gmail.com
Resumo:
Partindo da Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, este ensaio apresenta
reflexões acerca do controle de autoridade para publicadores e locais de publicação. São
destacados os princípios da conveniência do usuário, da representação, da precisão, da
consistência e padronização, da interoperabilidade e da racionalidade, e sua relação com o
controle de autoridade para publicadores e locais. Por fim, são apresentados questionamentos
que podem auxiliar no delineamento de políticas de catalogação.
Palavras-chave: Controle de autoridade. Princípios de catalogação. Catalogação descritiva.
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Neste ensaio são apresentadas reflexões acerca do controle de autoridade para
publicadores e locais de publicação. Essas reflexões estão baseadas principalmente
na Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, em sua versão de 2016
(IFLA, 2016), e foram motivadas por uma discussão online realizada entre
bibliotecários.
A Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação é resultado da revisão
dos Princípios de Paris, definidos em 1961 e, desde então, norteadores do
desenvolvimento de códigos de catalogação em diversos países. A Declaração traz
princípios que “[...] direcionam a construção e o desenvolvimento de códigos de
catalogação, as decisões que os catalogadores tomam e as políticas sobre o acesso e
o intercâmbio de dados” (IFLA, 2016, p. 5, tradução nossa).
A Declaração lista os seguintes princípios: conveniência do usuário; uso comum;
representação; precisão; suficiência e necessidade; significância; economia;
consistência e padronização; integração; interoperabilidade; abertura;
acessibilidade; e racionalidade. Entre esses princípios, a conveniência do usuário é
o mais importante e, havendo conflito entre os demais, o princípio da
interoperabilidade deve ser superior aos outros (IFLA, 2016, p. 5, tradução nossa).
A seguir são apresentados alguns desses princípios e, partindo deles, reflexões
sobre o controle de autoridade para publicadores e de locais de publicação.
Conveniência do usuário humano
Sobre o primeiro e mais importante dos princípios, a conveniência do usuário, a
Declaração (IFLA, 2016, p. 5, destaque do autor, tradução nossa) aponta que:
Conveniência significa que todos os esforços devem ser realizados para
manter todos os dados compreensíveis e adequados aos usuários. A
palavra “usuário” abrange qualquer um que busca no catálogo e usa os
dados bibliográficos e/ou de autoridade. As decisões tomadas na criação
de descrições e de formas controladas de nomes para acesso devem ser
feitas com o usuário em mente.

A falta do controle de autoridade, mesmo em sua abrangência mais recorrente
(apenas para pessoas, entidades coletivas e conceitos), afronta a conveniência do
usuário, pois não o permite encontrar todos os recursos desejados por ele ou o
permite de forma custosa (o usuário precisa pensar em/buscar por todas as
possíveis formas do nome de uma pessoa, entidade coletiva, etc. ou termos que
representam determinado conceito). Esse custo de tempo e de esforço significa
uma inconveniência ao usuário. E essa inconveniência também se estende aos
publicadores e aos locais de publicação.

�Alguém pode questionar: “Mas eu não vejo o usuário buscando por publicador ou
por local”. Deve-se ter em mente que os dados de um catálogo não se destinam
apenas à busca, ou seja, a encontrar, mas sim a encontrar, identificar, selecionar,
obter, navegar e explorar, conforme apresentado nas tarefas do usuário (IFLA,
2016, p. 10-11). Nesse sentido, publicadores e locais podem ser utilizados também,
por exemplo, para selecionar recursos informacionais.
A seleção, enquanto tarefa do usuário do catálogo, é visível nos casos em que são
apresentadas opções para a filtragem dos resultados de busca, geralmente em uma
barra lateral, tal como ano, idioma, assunto e, por que não, publicadores e locais de
publicação? Ao utilizar um desses filtros, o usuário está utilizando dados
catalográficos para selecionar recursos informacionais.
Não havendo o controle de autoridade para publicadores e locais, um catálogo pode
apresentar ao usuário, por exemplo, um filtro “Local de publicação” com as
seguintes opções: “Rio”, “Rio [de Janeiro]”, “Rio de Jaeiro [sic]”, “Rio de Janeiro”,
“Rio de Janeiro, RJ”, “[Rio de Janeiro, RJ]”, “[Rio de Janeiro?]” e “[Rio de
Janeiro]”. Qual o usuário escolherá? Como escolherá? Ele saberá o motivo da
existência dessas variações? E, ainda, esse filtro será útil? Será conveniente ao
usuário?
Conveniência do usuário não humano
Ainda sobre a conveniência do usuário, destaca-se que os dados catalográficos são
utilizados por usuários humanos e não humanos. O próprio sistema de bibliotecas é
um usuário não humano dos dados catalográficos, assim como o Google que tenta
indexar as páginas do catálogo, o sistema de gestão da empresa/universidade que,
de alguma forma, relaciona-se com o sistema de biblioteca, o DSpace utilizado no
repositório institucional e a ferramenta de descoberta: produtos ou serviços que
são alimentados com dados catalográficos inseridos no sistema de biblioteca.
Esses usuários são, em geral, muito incompetentes para lidar com algumas
questões que, para os humanos, geralmente são simples. Um humano pode
facilmente entender que “Rio de Janeiro” e “Rio de Jaeiro” são o mesmo local, que
houve apenas um erro de digitação. Já os usuários não humanos, atualmente, não
conseguem, naturalmente, perceber isso. É preciso que alguém ou algo diga que
esses dois conjuntos de caracteres são equivalentes, possuem o mesmo significado,
representam o mesmo local. Se a inconsistência dos dados – ou seja, a falta de
controle/padronização – é tão inconveniente ao usuário humano, imagine aos não
humanos.

�Representação e precisão
Dois dos princípios apresentados na Declaração podem ser tomados como
argumentos para a não realização do controle de autoridade de publicadores e de
locais, são eles o princípio da representação – “Uma descrição deve representar um
recurso como ele apresenta-se.” (IFLA, 2016, p. 5, tradução nossa) – e da precisão
– “Dados bibliográficos e de autoridade devem ser retratos precisos da entidade
descrita” (IFLA, 2016, p. 5, tradução nossa).
Nos códigos de catalogação, esses princípios dão origem às regras do tipo “registre
como consta na fonte de informação”. Svenonius (2000, p. 74, tradução nossa)
destaque que “[...] se levado longe demais, o princípio da representação resultaria
em descrições bibliográficas que individualmente estão corretas, mas, quando
consideradas coletivamente, estão inconsistentes”, o que, de acordo com a autora,
estaria contra o princípio da conveniência do usuário (SVENONIUS, 2000, p. 74),
que, conforme tratado na própria Declaração, deve sobrepor-se aos demais
princípios.
Consistência e padronização
Sobre o princípio da consistência e da padronização, a Declaração orienta que “As
descrições e a construção de pontos de acesso devem ser padronizadas na medida
do possível para permitir a consistência.” (IFLA, 2016, p. 5, tradução nossa). No
âmbito do Código de Catalogação Anglo-Americano, 2. ed. rev. (AACR2r),
publicador e local de publicação são considerados partes da descrição (CÓDIGO...,
2004, regras 1.4C, 1.4D, 1.4G, 21.30E). No entanto, nos catálogos digitais, são
também pontos de acesso, uma vez que podem ser utilizados para compor
expressões de busca.
Sem qualquer controle, publicador e local passam a ser, portanto, pontos de acesso
não controlados, assim como os títulos principais, os subtítulos e as notas
presentes em um registro bibliográfico, estando sujeitos às mesmas situações de
homonímia e de sinonímia que estes e aos problemas de recuperação da
informação decorrentes dessas situações. Entre esses problemas está, por exemplo,
a dificuldade em encontrar (reunir) todos os recursos publicados em determinado
local ou por determinado publicador. Assim, o tratamento dos publicadores e dos
locais, pelo AACR2r, como partes da descrição e não como pontos de acesso
controlados pode prejudicar a tarefa de encontrar recursos informacionais,
afetando a conveniência do usuário na utilização do catálogo.
Por outro lado, o Resource Description and Access (RDA), projetado para
substituir o AACR2r, oferece duas possibilidades para o registro de publicadores:
como parte da descrição (RDA STEERING COMMITTEE, 2017, elementos 2.8.4 e

�2.8.5) e como entidades coletivas associadas aos recursos (RDA STEERING
COMMITTEE, 2017, elemento 21.3), sendo registrados, neste último caso, como
pontos de acesso controlados. Os locais de publicação, no entanto, são tratados
pelo novo código apenas como parte da descrição.
Interoperabilidade
Sobre o princípio da interoperabilidade, a Declaração aponta que
Todos os esforços devem ser realizados para assegurar o
compartilhamento e o reuso de dados bibliográficos e de autoridade
dentro e fora da comunidade de bibliotecas. Para o intercâmbio de dados e
as ferramentas de descoberta, o uso de vocabulários facilitando a tradução
automática e a desambiguação é altamente recomendado. (IFLA, 2016, p.
5-6, tradução nossa).

Esse princípio inclui a noção do uso de dados ao invés de informação textual
(“texto livre”), o que o relaciona ao controle de autoridade, pois esses dados são
estruturados, reduzem a ambiguidade e facilitam a recuperação, o intercâmbio, etc.
Usam-se dados, por exemplo, para indicar o idioma de um recurso informacional:
quando o catalogador seleciona “Português” na planilha de catalogação, o sistema
armazena um código referente a esse idioma. Esse código, por estar relacionado a
rótulos, permite que no catálogo seja apresentado “Português”, “Portuguese” ou
“Portugiesisch”, dependendo do idioma escolhido pelo usuário para a interface. É
esse mesmo código que facilita a exportação dos registros MARC 21 com o código
de idioma “por” no campo 008, e que facilita o envio de registros para o DSpace
com o código “pt” ou “pt-BR”.
A utilização de dados – e não de texto livre – para representar publicadores e locais
permitiria, por exemplo, que a um local fossem associados diferentes rótulos,
representando seu nome em diferentes idiomas e/ou alfabetos, ou, ainda, as
coordenadas para o seu georreferenciamento. As possibilidades trazidas pelo uso
de dados favorecem o compartilhamento e o reuso dos dados além da comunidade
de bibliotecas, assim como a criação e o aperfeiçoamento de ferramentas para o
acesso aos recursos informacionais.
Racionalidade
Por fim, tem-se o princípio da racionalidade:
As regras em um código de catalogação devem ser justificáveis e não
arbitrárias. Se, em situações específicas, não for possível respeitar todos
os princípios, devem ser encontradas soluções justificáveis, práticas, e o
raciocínio deve ser explicado. (IFLA, 2016, p. 6, tradução nossa).

Esse princípio deve ser aplicado não somente aos códigos de catalogação, mas
também às políticas de catalogação, visto que os códigos nem sempre proveem

�respostas para todas as situações. Nesse sentido, destaca-se esse último princípio
com a finalidade de enfatizar que, independentemente de se fazer ou não o controle
de autoridade dos publicadores e dos locais, não se pode conduzir a catalogação de
forma arbitrária, ou seja, sem uma razão por trás do fazer.
Considerações finais
Partindo dessas reflexões acerca do controle de autoridade para publicadores e
locais, são apontados nessas considerações finais alguns questionamentos:


Quais medidas eficientes (eficazes e econômicas) podem ser tomadas para o
controle de autoridade de publicadores e de locais? Seria o controle de
autoridade seletivo, em que os esforços voltam-se aos nomes mais
frequentes e/ou “problemáticos”, uma dessas medidas?



Pode-se romper com a delimitação dos pontos de acesso controlados
somente para pessoas, entidades coletivas, conceitos e obras/expressões,
delimitação esta herdada dos catálogos em fichas e reproduzida no AACR2r
e nas políticas de catalogação?



Em que medida o RDA mantém práticas adotadas no passado em
decorrência das limitações dos catálogos em fichas ou das primeiras
gerações de catálogos digitais?

Ao final deste ensaio, espera-se que as reflexões apresentadas auxiliem no
delineamento de políticas de catalogação frente às possibilidades ofertadas pelos
instrumentos de descrição e sistemas digitais utilizados na representação e na
recuperação de recursos informacionais.
Referências
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2. ed., rev. 2002. São Paulo: FEBAB,
2004.
IFLA. Statement of international cataloguing principles. Den Haag: IFLA,
2016. Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/publications/node/11015&gt;. Acesso em:
19 jun. 2017.
RDA STEERING COMMITTEE. Resource Description and Access. Chicago:
ALA Publishing, 2017. Disponível em: &lt;http://www.rdatoolkit.org/&gt;. Acesso em:
19 jun. 2017.
SVENONIUS, E. The intellectual foundation of information organization.
Cambridge: MIT Press, 2000.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33032">
                <text>CONTROLE DE AUTORIDADE PARA PUBLICADORES E LOCAIS DE PUBLICAÇÃO: POR QUE NÃO?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33033">
                <text>Fabrício Silva Assumpção</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33034">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33035">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33037">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33038">
                <text>Partindo da Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, este ensaio apresenta reflexões acerca do controle de autoridade para publicadores e locais de publicação. São destacados os princípios da conveniência do usuário, da representação, da precisão, da consistência e padronização, da interoperabilidade e da racionalidade, e sua relação com o controle de autoridade para publicadores e locais. Por fim, são apresentados questionamentos que podem auxiliar no delineamento de políticas de catalogação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66772">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2808" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1890">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2808/1922-1939-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ea4292f4ba09fe7e050a0307b72d6508</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33031">
                    <text>Breves considerações sobre a relação paradoxal entre o prescrito e
o necessário no âmbito da recuperação da informação a partir da
elaboração de referências

Erika Alves dos Santos (Fundacentro / MTE) - erikasantos@yahoo.com
Marcos Luiz Mucheroni (USP) - mucheroni.marcosl@gmail.com
Resumo:
O cenário anfibológico caracterizado pelo irreprimível e crescente aumento no volume de
informações científicas (e não científicas) na contemporaneidade configura o conceptáculo que
iniciou o delineamento do problema em pauta. Em face do volume de informações geradas
diariamente aborda-se a elaboração de referências enquanto mediadoras e facilitadoras da
recuperação de informações confiáveis e enquanto faceta da representação descritiva.
Evidencia-se a relação de interdependência da referência perante a catalogação, considerando
sobretudo a relação de dependência da referência perante a outros instrumentos, tal como os
catálogos das bibliotecas para o acesso ao documento referenciado. Apresenta considerações
críticas quanto a existência de diversos estilos bibliográficos replicados em inúmeras versões
interpretadas por instituições de diversas naturezas, em controvérsia ao propósito de
existência de tais instrumentos, que é justamente a unificação da linguagem descritiva
científica. Por último, propõe-se o uso das tecnologias da web semântica e dos dados ligados
(linked data) como contribuição para o estabelecimento de interconexões entre documentos
afins bem como para a descrição destes documentos, na forma de referências.
Palavras-chave: Referências. Recuperação da informação. Representação descritiva. Padrão,
norma.
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A ampla oferta de informações ao mesmo tempo em que é favorável, especialmente
sob a ótica do universo acadêmico-científico, também representa óbices para a
seleção e recuperação de informações de relevância científica, que está diretamente
vinculada ao tratamento descritivo e temático dedicado a essa massa documental.
Nesse contexto, a elaboração e apresentação de referências em trabalhos
científicos é abordada a partir de três aspectos. O primeiro propõe a consideração
das listas de referências como fonte secundária de informações sobre um
determinado assunto; o segundo evidencia a relação de dependência e
complementaridade estabelecida entre as referências em relação aos catálogos das
bibliotecas, bancos e bases de dados, conforme o caso, considerando que a
referência por si só, muitas vezes não é autossuficiente no sentido de viabilizar o
acesso ao documento referenciado e o terceiro sugere a prática da elaboração e
apresentação de referências como uma faceta da representação descritiva. Em meio
a esse cenário, a ampliação do uso das tecnologias alterou as formas de
recuperação e uso da informação de modo geral. A reformulação e ampliação dos
meios de representação e acesso à informação, sobretudo no caso da catalogação
com o advento do RDA, demandaram uma postura reativa da Ciência da
Informação, o que não ocorreu em relação à elaboração de referencias, mormente
no Brasil. Apesar da relação de interdependência das referências face à
catalogação, não há correspondência entre elas no que se refere à forma de
representação da informação. Enquanto a catalogação avança no aprimoramento e
implantação do RDA, as normas brasileiras de elaboração de referências
permanecem inalteradas desde 2002. Ignore-se o fato de que a descrição dos
suportes de informação, sobretudo em meio digital, não são devidamente abordados
pelas normas brasileiras. Ademais, em face do atual cenário digitalizado que
permeia o universo da informação, é necessário que haja esse entendimento por
parte das normas de representação descritiva, no sentido de apontar para a
tecnologia, considerando, inclusive, aspectos da (Web) semântica e do linked data.
Método da pesquisa
Existem mais de 800 estilos bibliográficos para elaboração de citações e referências
em vigência, sendo muitos constituem versões interpretadas e adaptadas de outros.
A culminância é que surgem incontáveis derivações distintas das mesmas diretrizes,
o que por si só configura uma controvérsia em relação ao propósito da existência de
tais instrumentos, a saber: unificar, individualizar e simplificar a forma de
apresentação de informações de referência, bem como favorecer a recuperação e
acesso aos documentos referenciados.
No Brasil, não há uniformidade na adoção dos estilos bibliográficos. Algumas
instituições adotam o estilo Vancouver, outras APA, e há as que elaboram estilos
próprios, baseados em compilações interpretadas das normas ABNT NBR
6023:2002 Referências – Elaboração e apresentação; ABNT NBR 10520:2002
Informação e documentação - Citações em documentos – Apresentação e, ABNT
NBR 14724:2011 Informação e documentação - Trabalhos acadêmicos Apresentação, todas publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT). A esse respeito, Keimelion (2014, grifo nosso), comenta: “Ah, e o estilo da
ABNT? Bem, esse estilo é uma jabuticaba: só é empregado no Brasil, parece ter
sido derivado do estilo Chicago, piorado e complicado; nunca tem interpretação

�uniforme e cada instituição tem um manual que o apresenta de uma forma distinta”.
Com efeito, as normas e padrões de estilos bibliográficos, sobretudo os brasileiros,
transmitem pouca clareza e exaustão no que se refere às orientações para redação
de referências, considerando os múltiplos formatos e suportes nos quais a
informação pode se apresentar. Em vista de tais aspectos, considerem-se três
pontos:
a) geralmente as referências são elaboradas por pesquisadores, provenientes
também de outras áreas do conhecimento, além da Ciência da Informação;
b) tais pesquisadores normalmente não têm um entendimento claro sobre a
importância da normalização e da qualidade formal dos trabalhos. Além disso,
alguns desconhecem a relação das normas e demais instrumentos normativos que
estabelecem as diretrizes para a padronização do registro do pensamento científico;
c) a diversidade nos tipos de suporte de informação, aditada à readequação das
formas de gerenciamento e recuperação da informação, potencializou o
aparecimento de outras formas de registro e apresentação do pensamento científico
até então não consideradas pelas normas vigentes.
Nessa perspectiva emerge o questionamento sobre como os sistemas de gestão da
informação devem responder às buscas de informação da comunidade científica e,
quais são (ou devem ser) os dados elementares e indispensáveis para a
identificação e acesso a um determinado documento. As considerações preliminares
a esse respeito foram produzidas a partir de avaliação da norma ABNT NBR
6023:2002 Referências – Elaboração e apresentação, que integra a metodologia de
trabalho de uma pesquisa em desenvolvimento na Universidade de São Paulo, que
será apresentada como tese.
Resultados preliminares
A norma ABNT NBR 6023:2002 Referências – Elaboração e apresentação destinase a “estabelecer os elementos a serem incluídos em referências e convenções para
transcrição e apresentação da informação originada do documento e/ou outras
fontes de informação” (ABNT, 2002b, p.1).
A ABNT (2002b, p. 2), define a referência como um “Conjunto padronizado de
elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação
individual”, os quais podem se dividir em elementos essenciais, caracterizados pelas
informações indispensáveis à identificação do documento, e elementos
complementares que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor
caracterizar e individualizar os documentos. A elaboração de referências faz parte
do processo de tratamento documentário que se remete à representação descritiva,
que pode ser entendida por “[...] um signo [...] que, sob certo aspecto ou modo,
representa algo para alguém” (PEIRCE, 1977, p. 61).
A observação conduzida revelou que a ABNT NBR 6023:2012 peca pela falta ou
deficiência na apresentação de orientações sobre como normalizar determinados
tipos de documentos, a exemplo de anais de eventos simultâneos e legislação
estrangeira. Em contrapartida recomenda a indicação de elementos que não
necessariamente são determinantes na recuperação do documento consultado,
como é o caso da indicação do local de publicação das obras referenciadas, que
inclusive constitui elemento essencial, segundo a norma em pauta, sobretudo
considerando documentos eletrônicos que passíveis de identificação pelo Digital
Object Identifier (DOI). Isso não significa que tais informações não sejam
importantes, porém, deve haver clarividência na distinção entre os níveis e formas

�de descrição e detalhamento das informações sob a ótica das referências e da
catalogação. Apesar de a referência constituir um metadado descritivo, ela
normalmente não dispensa a consulta à outras fontes de informação, como por
exemplo, um catálogo de uma biblioteca, para recuperação do item referenciado,
excetuados os documentos eletrônicos de acesso aberto disponíveis na Internet cuja
indicação da fonte de consulta (link) constar na própria referência. E em sendo
assim, justifica-se a abolição da exaustividade no que se refere ao emprego de
esforços para o registro de informações referenciais que não terão efetiva utilidade
no sentido de facilitar a recuperação e acesso à informação. Outra questão a se
considerar nesse aspecto é a granularidade dos dados. A norma ABNT NBR 10520
Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação (ABNT
2002a), estabelece como opcional a indicação do número da(s) página(s) citada(s).
Ora, se a possibilidade de reconstrução do método e do raciocínio científico
percorrido por um autor na construção de suas argumentações é um pré-requisito da
Ciência, a indicação das páginas consultadas e citadas torna-se um item facilitador
desse processo, sobretudo em se tratando de obras extensas, de modo que deveria
constituir elemento obrigatório na apresentação de quaisquer citações e referências.
Outro ponto questionável é a recomendação do uso de expressões abreviadas
provenientes do latim nas citações, sobre as quais não há orientações detalhadas
sobre seu uso nas normas ABNT.
As normas ABNT NBR 10520 e 6023 estão intimamente interligadas numa relação
de complementaridade, até mesmo porque devem ser utilizadas conjuntamente,
porém, ambas citam discretamente uma a outra como documentos prescritivos, e
não complementares. Considerando que citações são necessariamente relacionadas
às referências, e analogamente à lógica de apresentação dos padrões bibliográficos
internacionais, pressupõe-se que as diretrizes para elaboração de citações e
referências poderiam apresentar-se em um documento único.
A referência enquanto metadado descritivo na era da Web Semântica
O metadado não necessariamente precisa ser digital. Profissionais da informação
instigados pela própria herança cultural sempre geraram metadados desde os
primórdios da gestão de coleções. Ainda que estejam sendo incorporados aos
sistemas de informação digital, metadados são absolutamente passíveis de registro
em formato analógico como os catálogos impressos e etiquetas de arquivos, por
exemplo (GILLILAND, 2008). A definição parece razoável, e se aplica também na
perspectiva da redação de referências porém, camufla outra perspectiva que
também configura objeto de discussão: quais são os elementos que devem compor
uma referência? (BALL, DUKE, 2012). Conste que “referências devem facilitar o
acesso ao documento bem como aos metadados associados, tanto para humanos
quanto para máquinas, na recuperação do documento referenciado (BALL, DUKE,
2012)”. A recíproca, contudo, não é verdadeira. As informações prescritas para
comporem referências nem sempre estão presentes e/ou explícitas no documento, e
no caso específico do Brasil, ainda que assim não o seja, a própria norma NBR
6023:2002 omite instruções que fomentam dubiedades procedimentais que
contribuem para a ocorrência de referências distintas para um único documento.
Além disso, considere-se que as referências remetem a padrões, e em
contrapartida, a norma brasileira que orienta a sua elaboração é controversa,
confusa e incompleta, sem mencionar que em função disso, as instituições
educacionais, editores de periódicos e repositórios costumam sugerir formas e

�padrões de apresentação de citações e referências próprios, sendo que a correlação
entre estes e a norma ABNT NBR 6023:2002 nem sempre é consistente.
A elaboração de referências mantém correspondência com a catalogação, no
sentido de que ambas visam à produção de metadados descritivos com a finalidade
de possibilitar ou facilitar o acesso ao documento descrito e, são abrangidas pelo
conceito da representação descritiva. Embora tais semelhanças sejam factíveis, é
importante registrar que o catálogo (analógico ou digital), é independente da
referência, e que o inverso nem sempre é uma verdade no que tange à recuperação
da informação.
Uma análise comparativa superficial entre a ABNT NBR 6023:2002 e o Código de
Catalogação Anglo Americano (AACR2), que inclusive constitui um dos documentos
prescritivos da primeira, ressalta a analogia entre os elementos que devem compor o
registro catalográfico e a referência, ambos baseados nas 6 áreas de descrição
sugeridas pelo AACR2. No âmbito da catalogação, é louvável a descrição exaustiva,
incluindo relações semânticas com outros conteúdos, quando possível. Em
contrapartida, sob a ótica das referências, considerando os fins aos quais se propõe,
nem todas estas informações são imprescindíveis.
A construção de um repositório de referências, estruturado, centralizado e de acesso
aberto, fruto de esforços conjuntos das universidades, dos editores de conteúdos
científicos e não científicos, das bibliotecas (principalmente as bibliotecas nacionais),
e das instituições mantenedoras de repositórios institucionais, não necessariamente
nessa ordem de importância, poderia protagonizar a normalização universal de
apresentação de referências, se é que assim pode ser chamada, como uma
alternativa para mitigar ou sanar as discrepâncias estabelecidas no universo
descritivo no tocante às referências.
Considerando que já existem os catálogos das bibliotecas, os repositórios
institucionais, e as bases de dados dos editores, sendo os dois últimos inclusive,
fonte de acesso direto para o conteúdo, pensar em construir um novo ambiente de
consulta pode também caracterizar um retrabalho e uma postura oposta à que a
ferramenta proposta preconiza, que é justamente evitar a duplicidade de trabalhos.
Uma alternativa a isto pode ser o acréscimo das informações acerca da indicação de
referências diretamente nos canais de recuperação da informação (repositórios,
catálogos e bases de dados) já existentes.
Os benefícios deste tipo de serviço, entretanto, transcendem o âmbito do limite de
auxílio ao pesquisador. Considerando a possibilidade de a interface do instrumento
proposto ser desenvolvida em ambiente XML com registro de TAGs nas referências
indicadas, formar-se-ia uma “teia de conhecimento” na medida em que os
documentos oriundos de assuntos correlatos estivessem semanticamente
interligados, formando uma espécie de rede neural de publicações com temática
semelhante, o que certamente seria benéfico, sobretudo para os pesquisadores.
Enquanto de um lado a organização da informação, especialmente na web, ocupase de questões relacionadas ao big e open data, ontologias e semântica, por outro
lado, ainda existem problemas de representação da informação na forma de
referências, que configuram empecilhos, ou mesmo impedimentos, para a sua
recuperação. Ainda que estas sejam elaboradas por gerenciadores de referências,
há que se considerar que o tempo do pesquisador é escasso e precioso e, portanto,
deve ser otimizado sempre, e primordialmente.
Considerações Finais

�O empirismo é uma das características da Ciência considerando, sobretudo, que a
produção do pensamento e da argumentação científica devem pautar-se pela
convergência das considerações e do diálogo dos especialistas em suas respectivas
área de atuação, de modo que o conhecimento acumulado é moldado, adaptado e
transformado segundo as tendências sinalizadas pelas discussões lideradas pela
academia e pelos centros de pesquisa, considerando que os pesquisadores que
representam a massa crítica da construção do conhecimento, geralmente estão
vinculados à tais instituições. Para que tal empirismo se concretize efetivamente, os
pesquisadores devem cumprir com seu dever de não apenas fazer ciência, mas,
sobretudo, comunicá-la para que a relação de derivação e de complementaridade
que promove o avanço do conhecimento humano se estabeleça continuamente.
(RODRIGUES, LIMA, GARCIA, 1998). Entretanto, para que tal comunicação tenha
efetividade, é necessário considerar a qualidade formal dos trabalhos, o que reforça
ainda mais a necessidade de cuidar para aspectos voltados à normalização.
Em consequência da diversidade de objetos e campos de interesse, a ciência tem
características aparentemente inconciliáveis: tem o ideal de buscar o conhecimento
total e integrado do mundo, mas se realiza em partes ínfimas, pequenas partes que
compõem um quebra-cabeças, para o qual contribuem pares/concorrentes, que têm
histórias de vida diversas, vivem em mundos distantes, apresentam hábitos culturais
distintos e falam idiomas diferentes (RODRIGUES, LIMA, GARCIA, 1998, p. 153).
Referências
ABNT. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos:
apresentação. Rio de Janeiro, 2002a.
ABNT. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de
Janeiro, 2002b.
BALL, A. ; DUKE, M. How to cite datases and link to publications. In: DCC how-toguides. Edinburgh: Digital Curation Centre, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.uis.unesco.org/Library/Extra%20Documents%20for%20Document%20Li
brary/How_to_Cite_Link.pdf&gt;. Acesso em 26 fev. 2017.
GILLILAND, A. J. Setting the Stage. In: BACA, M. (Ed.). Introduction to metadata.
2nd ed. Los Angeles : The Getty Research Institute, 2008. Disponível em:
&lt;https://d2aohiyo3d3idm.cloudfront.net/publications/virtuallibrary/0892368969.pdf&gt;.
Acesso em: 8 mar. 2017.
KEIMELION. Revisão de teses e dissertações. Disponível em:
&lt;http://www.keimelion.com.br/2014/06/estilos-de-citacoes.html&gt;. Acesso em: 1 mar.
2017.
PEIRCE, C. S. Semiótica. São Paulo: Perspectiva, 1977.
RODRIGUES, M. E. F.; LIMA, M. H. T. de; GARCIA, M. J. de O. A normalização no
contexto da comunicação científica. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 3, n. 2, p. 147-156, jul./dez. 1998. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/603/372&gt;. Acesso
em: 19 fev. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33023">
                <text>BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A RELAÇÃO PARADOXAL ENTRE O PRESCRITO E O NECESSÁRIO NO ÂMBITO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO A PARTIR DA ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33024">
                <text>Erika Alves dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33025">
                <text>Marcos Luiz Mucheroni</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33026">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33027">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33029">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33030">
                <text>O cenário anfibológico caracterizado pelo irreprimível e crescente aumento no volume de informações científicas (e não científicas) na contemporaneidade configura o conceptáculo que iniciou o delineamento do problema em pauta. Em face do volume de informações geradas diariamente aborda-se a elaboração de referências enquanto mediadoras e facilitadoras da recuperação de informações confiáveis e enquanto faceta da representação descritiva. Evidencia-se a relação de interdependência da referência perante a catalogação, considerando sobretudo a relação de dependência da referência perante a outros instrumentos, tal como os catálogos das bibliotecas para o acesso ao documento referenciado. Apresenta considerações críticas quanto a existência de diversos estilos bibliográficos replicados em inúmeras versões interpretadas por instituições de diversas naturezas, em controvérsia ao propósito de existência de tais instrumentos, que é justamente a unificação da linguagem descritiva científica. Por último, propõe-se o uso das tecnologias da web semântica e dos dados ligados (linked data) como contribuição para o estabelecimento de interconexões entre documentos afins bem como para a descrição destes documentos, na forma de referências.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66771">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2807" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1889">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2807/1921-1938-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f1bbf1bf5e44cec67f4bc6af7e2108e9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33022">
                    <text>BIBFRAME: tendência para a representação bibliográfica na Web
Felipe Augusto Arakaki (IFSP/UNESP) - arakaki@reitoria.unesp.br
Luiz Felipe Galeffi (UNESP) - luizgaleffi@gmail.com
Rachel Cristina Vesu Alves (FFC - UNESP) - alves.rachelcv@gmail.com
Plácida Amorim da Costa Santos (UNESP) - placidasantos@gmail.com
Resumo:
O uso de tecnologias sempre esteve presente no desenvolvimento da Biblioteconomia,
particularmente no âmbito da descrição de recursos. Esta questão pode ser observada logo no
início da década de 1960, com o desenvolvimento do Machine-Readable Cataloging (MARC).
Entretanto, o formato MARC 21 permaneceu sem amplas modificações em sua estrutura para
o compartilhamento de dados, excetuando-se a disponibilização do MARCXML em 2002, que
permitiu apenas uma nova possibilidade de favorecer o intercâmbio de dados com outros
formatos. Neste contexto foi desenvolvido pela LC, em maio de 2011, o Bibliographic
Framework (BIBFRAME), aproveitando-se de novas tecnologias como o Resource Description
Framework (RDF) e os modelos conceituais Functional Requirements for Bibliographic
Records (FRBR) e Functional Requirements for Authority Data (FRAD), bem como da ideia de
inserção de dados bibliográficos na web a partir dos princípios do Linked Data. Dessa forma, o
objetivo desse trabalho é apresentar o BIBFRAME como novo instrumento para catalogação. É
caracterizada por uma pesquisa qualitativa e exploratória. Nesse contexto, é apresentado uma
breve contextualização da evolução do MARC, MARCXML e posteriormente, o BIBFARME.
Conclui-se que a evolução dos padrões de metadados do domínio bibliográfico acarretará
numa nova transição para os catálogos das bibliotecas. Baseados principalmente pelos
modelos conceituais FRBR e FRAD, as diretrizes RDA e os conceitos da Web Semântica, tanto
as estruturas dos catálogos, quanto o processo de catalogação se modificarão. Essas
mudanças são fundamentais para maximizar a busca e recuperação da informação dos
usuários nos catálogos.
Palavras-chave: BIBFRAME, Catalogação, Metadados, Linked Data
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO
Devido à grande produção de informações registradas, em diversas áreas do
conhecimento, a partir de meados do século XX, cresceu também a preocupação dos
profissionais da área de Ciência da Informação em controlar esta produção e descrever todo
esse volume de informação gerada. No contexto do domínio bibliográfico, foram criados os
padrões de metadados baseados nos princípios e códigos de catalogação, como o formato
Machine-Readable Cataloging (MARC) na década de 1960. Entretanto, com o
desenvolvimento das novas tecnologias são exigidas atualizações para adequação à nova
estrutura proposta para catalogação como as diretrizes - Resource Description and Access
(RDA) - desenvolvido para substituir o Anglo-American Cataloguing Rules (AACR) e
baseado nos modelos conceituais Functional Requirements for Bibliographic Records
(FRBR) e Functional Requirements for Authority Data (FRAD). Sendo assim, a Library of
Congress dos Estados Unidos (LC) lançou no ano de 2011, a Bibliographic Framework
Initiative, com o intuito de apresentar uma estrutura que atenda às perspectivas da área de
catalogação, chamado Bibliographic Framework (BIBFRAME), baseando-se nas tecnologias
emergentes e das últimas décadas como o Linked Data.
Atualmente, o World Wide Web Consortium (W3C), consórcio internacional
responsável pelo desenvolvimento de padrões para a web, tem desenvolvido iniciativas para o
uso de padrões cada vez mais interligados e que possam trabalhar de forma a ampliar a
interoperabilidade entre sistemas, disponibilizando assim as informações de um modo que os
dados estejam ligados (Linked Data). Neste âmbito, tecnologias como a arquitetura de dados
Resource Description Framework (RDF), os modelos conceituais FRBR e FRAD desenvolvidos pela International Federation of Library Associations (IFLA) -, as diretrizes do
RDA e a linguagem de marcação eXtensible Markup Language (XML), entre outros, fazem
parte do desenvolvimento do BIBFRAME, possibilitando ao modelo uma adequação às
perspectivas e tendências do tratamento da informação atual.
De acordo com Catarino e Souza (2012, p. 79), “[...] é importante ter uma grande
quantidade de dados disponível em um formato padrão, acessível e gerenciável por
tecnologias apropriadas.” Esta citação refere-se ao Linked Data e, mais precisamente, às bases
da Web Semântica. Pensando também nas contribuições já trazidas pelas novas tecnologias,
como o BIBFRAME, pela Library of Congress, tem como proposta ser “[...] o futuro da
descrição bibliográfica que acontece dentro, entre e como parte da web e da rede mundial em
que vivemos.” (LIBRARY OF CONGRESS, 2012, p. 3, tradução nossa).
Nesse contexto, o objetivo desse trabalho é apresentar o BIBFRAME como novo
instrumento para catalogação de recursos informacionais, no contexto do ambiente da Web.
É caracterizada por uma pesquisa qualitativa e exploratória, pois, busca familiarizar e
analisar as características do BIBFRAME e seu desenvolvimento. Para localização desses
documentos (dissertações, teses, artigos, trabalhos de eventos, relatórios científicos e livros)
foram utilizadas as bases de dados: Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em

�2

Ciência da Informação (Brapci), P@rthenon, Portal de Periódicos da Capes, Scientific
Electronic Library Online (SciELO), na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações
(BDTD). Foram selecionados estudos que abordam a evolução do MARC e do
desenvolvimento do BIBFRAME, além de textos considerados relevantes para explicitação
deste trabalho.
2 Metadados bibliográficos
No domínio bibliográfico, os metadados tem uma função representativa mais
específica do que no domínio web, e foram “[...] criados, aperfeiçoados e padronizados de
acordo com os princípios, os códigos e as regras de catalogação [...]”. (ALVES; SANTOS,
2013, p. 85).
Segundo Assumpção e Santos (2015), o formato Machine-Readable Cataloging
(MARC) surgiu na década de 1960, desenvolvido pela Library of Congress (LC), nos Estados
Unidos, com intuito de criar registros catalográficos legíveis por máquina. Em 1966 foi criado
o MARC Pilot Project, que em dois anos distribuiu cerca de cinquenta mil registros em fita
magnética. Com a experiência bem-sucedida do projeto, em 1969 foi desenvolvido o MARC
II, que deu origem a diferentes versões até chegar em sua última denominada MARC 21.
As diretrizes e padrões que estruturaram o formato MARC 21 são apenas adequações
da prática profissional antes realizada pelos bibliotecários, baseada nos códigos de
catalogação (International Standard Bibliographic Description – ISBD e Anglo-American
Cataloguing Rules – AACR) e em normas reguladoras para a descrição (esquemas de
codificação) dos campos de valor. Alves, Simionato e Santos (2012, p. 6) reforçam que
O padrão MARC 21 apresenta um esquema de metadados exaustivo e
altamente estruturado, baseado em princípios, normas e códigos do domínio.
[...] seu esquema apresenta um alto nível de detalhamento na descrição,
necessita de esquemas externos para a construção de representações
padronizadas e refinadas [...].

Embora seja amplamente utilizado no ambiente de bibliotecas, o padrão MARC 21
apresenta dificuldades quanto ao seu uso no ambiente Web, principalmente no que se refere à
sintaxe necessária para compartilhar seus registros e promover a interoperabilidade dos
mesmos, devido a estrutura de seu esquema de metadados. Para atender aos avanços
tecnológicos e às necessidades que surgiram com a criação de ambientes digitais, a Library of
Congress desenvolveu a versão MARCXML, que possui sua sintaxe em XML, permitindo
que seu esquema de metadados se torne flexível e extensível, sem perder a especificidade
inerente ao domínio bibliográfico.
Alves e Santos (2013, p. 93) afirmam que
[...] a proposta do MARCXML é solucionar a necessidade de flexibilidade,
extensibilidade e modularidade sem, contudo, perder a especificidade de
domínio, garantindo que a interoperabilidade entre sistemas não seja
prejudicada.

Entretanto, o MARCXML também não atende completamente a necessidade de
interoperabilidade dos dados na Web, além disso, o formato MARC 21 permaneceu inalterado
em relação à sua sintaxe para intercâmbio e interoperabilidade na Web. Assim, houve a

�3

necessidade de desenvolver um novo modelo de representação bibliográfica compatível com
as tecnologias atuais e que pudesse ser compatível com as novas necessidades de
compartilhamento de dados na Web, proporcionados pelo Linked Data.
3 Bibliographic Framework (BIBFRAME)
Segundo Silva (2013), o Bibliographic Framework (BIBFRAME) é um modelo de
dados desenvolvido pela Library of Congress (LC) lançado oficialmente em maio de 2011,
com o intuito de “[...] revisar e, a longo prazo, implementar um novo ambiente bibliográfico
onde exista uma ‘network’ central que permita às bibliotecas um cenário de dados
interligados.” (LIBRARY OF CONGRESS, 2012, p. 3, tradução nossa, grifo nosso). O
modelo tem ainda o objetivo de “introduzir” a descrição bibliográfica como parte da web e
dos dados interconectados, visando:
1. Diferenciar claramente o conteúdo conceitual e suas manifestações físicas;
2. Focar na identificação de forma inequívoca das entidades de informação;
3. Alavancar e expor as relações entre entidades.
(LIBRARY OF CONGRESS, 2012. p. 3, tradução nossa).

O BIBFRAME faz uso dos Functional Requirements for Bibliographic Records
(FRBR), adaptando do modelo conceitual, porém não na íntegra, as entidades, atributos e
relacionamentos. O BIBFRAME 1.0 consistia, na sua criação, em quatro classes principais:
Work, Instance, Authority e Annotation. Entretanto, em abril de 2016, a LC lançou o modelo
BIBFRAME 2.0, organizando a informação em três níveis de abstração: Work, Instance e
Item, conforme apresentado na figura1.
Figura 1 - Representação das entidades principais do BIBFRAME 1.0 e 2.0

Fonte: Adaptado de Library of Congress (2012) e Library of Congress (2016)

Além das três classes principais, o BIBFRAME conta com diversas outras classes e
subclasses, descritas no BIBFRAME Vocabulary. Tais classes possuem propriedades,

�4

utilizadas para “[...] definir formalmente os atributos e relacionamentos e representar os
metadados dos recursos.” (RAMALHO, 2016, p. 299).
O BIBFRAME baseia-se ainda na arquitetura Resource Description Framework
(RDF) e no uso de links e identificadores controlados, permitindo a inclusão das descrições no
ambiente web e a inserção dos dados no Linked Data (SILVA et al., 2017).
O BIBFRAME ainda está em fase de testes e adaptação, portanto, ainda não foi
implementado de forma definitiva em nenhum local (até o momento deste estudo). Entretanto,
a LC disponibiliza algumas ferramentas em seu site para disseminar o uso do novo modelo,
bem como o BIBFRAME Editor e o software de transformação de registros em MARCXML
para BIBFRAME.
Algumas unidades de informação disponibilizam dados transformados de seus
registros em BIBFRAME, como a British Library (Reino Unido), Deutsche National
Bibliotek (Alemanha), George Washington University Library (EUA), National Library of
Medicine (EUA) e Princeton Library (EUA) (ARAKAKI, 2016).
CONSIDERAÇÕES
A evolução dos instrumentos de representação no domínio bibliográfico acarretará
numa nova transição para os catálogos das bibliotecas. Baseados principalmente nos modelos
conceituais (FRBR e FRAD), as diretrizes RDA e os conceitos da Web Semântica, o processo
de catalogação e os catálogos passarão por algumas modificações. Essas mudanças são
fundamentais para maximizar a busca e recuperação das informações nos catálogos
disponibilizados na Web.
Com o BIBFRAME, a forma de catalogação proposta pelo FRBR é mais visível, pois,
a catalogação poderá ser fragmentada e separada em blocos, ao invés de um registro único
como era proposto pela estrutura do MARC 21. Nesse sentido, uma vez feita a descrição da
obra de um recurso informacional, basta fazer a ligação com o registro da manifestação,
agilizando assim, o processo de catalogação dos recursos informacionais subsequentes.
Essa concepção é possível a partir da proposta do Linked Data, que consiste em ligar
recursos e entidades a partir de links, facilitando a descrição dos recursos. Assim, as entidades
(obra, manifestação, registros de autoridades, como pessoas, entidades coletivas, assuntos)
poderão ser descritas separadamente e uma única vez, bastando relacionar uma ou mais
entidades.
Entretanto, destaca-se que essa transição não ocorrerá rapidamente, pois, assim como
as fichas catalográficas não acabaram completamente, o MARC também não acabará
repentinamente. Portanto, existirá mais uma alternativa para descrição de recursos
informacionais, principalmente para os que estarão no ambiente da Web.
REFERÊNCIAS
ALVES, Rachel Cristina Vesú; SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa. Metadados
no domínio bibliográfico. Rio de Janeiro: Intertexto, 2013.
ALVES, Rachel Cristina Vesú; SIMIONATO, Ana Carolina; SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura
Amorim da Costa. Aspectos de granularidade na representação da informação no universo

�5

bibliográfico. IN: ENCONTRO NACIONAL DE CATALOGADORES, 1., 2012, Rio de Janeiro.
Anais... Rio de Janeiro: [S.n.], 2012. Disponível em: &lt;http://gepcat.blogspot.com.br/2012/10/i-enacate-iii-eepc-trabalhos.html&gt;. Acesso em: 21 dez. 2014.
ARAKAKI, Felipe Augusto. Linked Data: ligação de dados bibliográficos. 2016. 144 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2017.
Disponível em: &lt;https://repositorio.unesp.br/handle/11449/147979&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.
CATARINO, Maria Elisabete; SOUZA, Terezinha Batista de. A representação descritiva no contexto
da web semântica. TransInformação, Campinas, v. 24, n. 2, p. 77-90, maio/ago. 2012.
LIBRARY OF CONGRESS. Bibliographic Framework as a web of data: Linked Data model and
supporting services. Washington, DC: Library of Congress, 2012.
LIBRARY OF CONGRESS. Overview of the BIBFRAME 2.0 Model. Washington, DC, 2016.
Disponível em: &lt;http://www.loc.gov/bibframe/docs/bibframe2-model.html&gt;. Acesso em: 15 fev.
2017.
RAMALHO, Rogério Aparecido Sá. BIBFRAME: modelo de dados interligados para bibliotecas.
Informação &amp; Informação, Londrina, v. 21, n. 2, p. 292-306, maio/ago. 2016.
SILVA, Renata Eleutério da. As tecnologias da Web Semântica no domínio bibliográfico. 2013.
134 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Marília, 2013.
SILVA, Luciana Candida da et al. O código RDA e a iniciativa BIBFRAME: tendências da
representação da informação no domínio bibliográfico. Em Questão, Porto Alegre, Online First, 2017.
Disponível em: &lt;http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/69549&gt;. Acesso em: 15 de jul.
2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33012">
                <text>BIBFRAME: TENDÊNCIA PARA A REPRESENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA NA WEB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33013">
                <text>Felipe Augusto Arakaki</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33014">
                <text>Luiz Felipe Galeffi</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33015">
                <text>Rachel Cristina Vesu Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33016">
                <text>Plácida Amorim da Costa Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33017">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33018">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33020">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33021">
                <text>O uso de tecnologias sempre esteve presente no desenvolvimento da Biblioteconomia, particularmente no âmbito da descrição de recursos. Esta questão pode ser observada logo no início da década de 1960, com o desenvolvimento do Machine-Readable Cataloging (MARC). Entretanto, o formato MARC 21 permaneceu sem amplas modificações em sua estrutura para o compartilhamento de dados, excetuando-se a disponibilização do MARCXML em 2002, que permitiu apenas uma nova possibilidade de favorecer o intercâmbio de dados com outros formatos. Neste contexto foi desenvolvido pela LC, em maio de 2011, o Bibliographic Framework (BIBFRAME), aproveitando-se de novas tecnologias como o Resource Description Framework (RDF) e os modelos conceituais Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) e Functional Requirements for Authority Data (FRAD), bem como da ideia de inserção de dados bibliográficos na web a partir dos princípios do Linked Data. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é apresentar o BIBFRAME como novo instrumento para catalogação. É caracterizada por uma pesquisa qualitativa e exploratória. Nesse contexto, é apresentado uma breve contextualização da evolução do MARC, MARCXML e posteriormente, o BIBFARME. Conclui-se que a evolução dos padrões de metadados do domínio bibliográfico acarretará numa nova transição para os catálogos das bibliotecas. Baseados principalmente pelos modelos conceituais FRBR e FRAD, as diretrizes RDA e os conceitos da Web Semântica, tanto as estruturas dos catálogos, quanto o processo de catalogação se modificarão. Essas mudanças são fundamentais para maximizar a busca e recuperação da informação dos usuários nos catálogos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66770">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2806" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1888">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2806/1920-1937-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b3b6d8ed75dd69f4ca903d103d734143</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="33011">
                    <text>As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos
Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.

Katia Soares Braga (CD) - k.soaresbraga@gmail.com
Marcos Adriano Rossi de Oliveira (CD) - marcos.rossi@camara.leg.br
Elzuila Maria Crepory Franco de Menezes Bastos (CD) - elzuila.bastos@camara.leg.br
Bruno José da Silva Passos (CD) - bruno.passos@camara.leg.br
Lucia Maria Costa de Moraes (CD) - lucia.moraes@camara.gov.br
Resumo:
Apresenta a teoria, a metodologia, a estrutura e a experiência adotada no Comitê de
Indexação para a revisão das áreas temáticas do Te-sauro da Câmara dos Deputados (TECAD).
Atualmente, as áreas temáticas são usadas tanto para o desenvolvimento dos termos no
TECAD quanto para a classificação dos diversos tipos de documentos indexados. Mas essas
áreas temáticas deverão ser utilizadas não apenas na indexação de todo o conteúdo
informacional nos diferentes sistemas de informação, mas também na recuperação e
navegação no Portal da Câmara dos Deputados. Essa mudança está prevista no projeto da
chamada Virada Digital que, dentre outras ações para melhoria da organização e recuperação
da informação, visa integrar os sistemas de informação com os instrumentos de controle
termino-lógico e indexação, principalmente o TECAD. Para atender a essas novas demandas,
as áreas e subáreas temáticas estão sendo revisadas com foco na criação de uma taxonomia
baseada na produção legislativa e orientada para a organização da informação legislativa na
Câmara dos Deputados.
Palavras-chave: Domínio temático; Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD), Taxonomia,
Organização e Representação do Conhecimento, Informação Legislativa.
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo
Apresenta a teoria, a metodologia, a estrutura e a experiência adotada no Comitê de Indexação para a revisão das áreas temáticas do
Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD). Atualmente, as áreas temáticas são usadas tanto para o desenvolvimento dos termos no
TECAD quanto para a classificação dos diversos tipos de documentos indexados. Mas essas áreas temáticas deverão ser utilizadas
não apenas na indexação de todo o conteúdo informacional nos diferentes sistemas de informação, mas também na recuperação e
navegação no Portal da Câmara dos Deputados. Essa mudança está prevista no projeto da chamada Virada Digital que, dentre outras
ações para melhoria da organização e recuperação da informação, visa integrar os sistemas de informação com os instrumentos de
controle terminológico e indexação, principalmente o TECAD. Para atender a essas novas demandas, as áreas e subáreas temáticas
estão sendo revisadas com foco na criação de uma taxonomia baseada na produção legislativa e orientada para a organização da informação legislativa na Câmara dos Deputados.
Palavras-chave: Domínio temático; Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD), Taxonomia, Organização e Representação do
Conhecimento, Informação Legislativa.

Abstract
This text introduces the theory, the methodology, the structure and the embraced experience of the Indexation Committee in order to
review the thematic areas of the Chamber of Deputies' Thesaurus (TECAD). Presently, thematic areas are used for both: developing
TECAD's terms and classifying several kinds of indexed documents. In the meantime, this thematic areas are being used not only to
provide the indexation of all informational content inside the different informational systems, but also to retrieval information and
maintain the online technical quality of the Chamber of Deputies Site (Portal da Câmara dos Deputados). This shift is foreseen as a
project, namely Digital Turn (Projeto Virada Digital), among other improvement actions for better organize and recover information.
This aims to compose the informational systems with the means of terminological controlling and indexation, mainly the TECAD
itself. In order to attend to these new demands, the thematic areas and subareas are being revised focusing at the creation of a taxonomy based on the legislative production and oriented to organize the Chamber of Deputies' legislative information.
Keywords: Subject Fields; the Chamber of Deputies' Thesaurus (TECAD); Taxonomy; Knowledge Organization and Representation; Legislative Information

1 Introdução
Esse artigo é um relato da experiência da Seção de Taxonomias e Políticas de Indexação (Setap)
do Centro de Documentação e Informação (CEDI) da Câmara dos Deputados com a revisão das áreas e
subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD).
Essa revisão ocorre no âmbito do Comitê de Indexação, formado por indexadores, pesquisadores e
demais usuários do TECAD, e visa atender às demandas dos diversos setores que indexam conteúdos informacionais nos sistemas de informação da Câmara dos Deputados.
Atualmente, as áreas e subáreas temáticas são utilizadas para orientar o estudo dos termos do TECAD, assim como classificar alguns dos documentos indexados nos sistemas de informação da Câmara dos
Deputados. Os sistemas que já classificam os documentos segundo as áreas temáticas são aqueles que
estão no cerne da produção da informação legislativa, tais como os pronunciamentos parlamentares, principalmente os discursos em plenário; as proposições legislativas, com destaque para os projetos de lei; e a
legislação brasileira.
No entanto, há tempos os profissionais vinham se queixando que as áreas e subáreas não mais
atendiam às necessidades de indexação e classificação dos documentos nos sistemas de informação. Foram sendo apontados alguns problemas, tais como o excesso de áreas temáticas, áreas muito amplas, muito específicas ou ambíguas; áreas com ausência ou baixa representatividade de indexação ou classificação
que poderiam indicar que eram desnecessárias; áreas que não representavam a produção ou informação
legislativa da Casa; temas ou subtemas que se repetiam em mais de uma área e, além de tudo, que não
tinham uma definição clara, pois eram confundidos com subáreas; e temas que não se enquadravam adequadamente em nenhuma área, dentre outras questões.
Por isso, o Comitê de Indexação definiu que a revisão das áreas temáticas era prioritária. Além da
composição dessas áreas, estão sendo revisadas as suas funcionalidades dentro do sistema de organização da informação legislativa da Câmara dos Deputados.

As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.
Memória, cultura e tecnologia na Organização do Conhecimento, 2017.

�Esse relato de experiência pretende explorar, portanto, os aspectos teóricos e metodológicos e a
experiência prática da revisão dessas áreas temáticas, inclusive seus novos objetivos, as fontes utilizadas,
a validação pelos membros do Comitê de Indexação, as etapas de implantação e os resultados parciais alcançados. Por fim, o trabalho pretende prospectar o futuro da aplicação das áreas e subáreas temáticas
quando da ocasião da integração dos sistemas da informação sob a égide da Virada Digital na Câmara dos
Deputados.

2. 1 A importância das áreas temáticas
As áreas temáticas do TECAD são as categorias que estão no topo da hierarquia do tesauro. Sob
elas, estão agrupados todos os termos descritores. Elas têm uma forte relação com as comissões temáticas
da Câmara dos Deputados e as áreas da Consultoria Legislativa da Câmara. Dessa forma, são fundamentais para a classificação dos documentos aqui produzidos e para a recuperação dos conteúdos relevantes
para fomentar os trabalhos da Casa.
Além disso, as áreas temáticas têm que levar em conta os domínios do conhecimento e as necessidades dos indexadores, pesquisadores e usuários e facilitar-lhes o seu trabalho. Ao mesmo tempo em que
abarquem todos os temas tratados na Casa, devem ser simples o suficiente para que a classificação seja
clara para qualquer pessoa que busque informações ou as indexe. Portanto, é essencial que a escolha das
categorias não se restrinja à organização da Casa, que tem motivações tanto técnicas quanto políticas, mas
reflita também os domínios do conhecimento.
Com a classificação em categorias ou áreas (e em subáreas ou quantas mais subdivisões se fizerem necessárias), fica mais fácil estabelecer as relações entre os termos e compreender determinado tema,
tanto para fazer uma indexação mais adequada e que não omita descritores importantes, quanto para decidir a melhor maneira de fazer uma busca.

2.2 Revisão das áreas temáticas
As áreas temáticas adotadas atualmente no TECAD foram atualizadas pela última vez em agosto de
2011. Com o objetivo de revisão, foi feito um estudo sobre a estrutura do TECAD e de outros tesauros e
vocabulários controlados que são utilizados no Brasil e no exterior para organizar e indexar a informação,
principalmente daqueles utilizados no setor público.
Hoje, o TECAD possui 38 áreas temáticas. Para definição dessas áreas e de seus assuntos, foram
utilizadas as seguintes fontes de informação:


Áreas das Comissões Temáticas da Câmara dos Deputados tal como dispostas no Regimento Interno;



Áreas da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados;



Estrutura administrativa do Poder Executivo Federal;



Vocabulário Controlado do Governo Eletrônico (VCGE);



Classificação Decimal Universal (CDU)



Classificação Decimal de Direito (Doris)



Índice de assuntos da Constituição Federal de 1988



Plano de Desenvolvimento de Coleções da Coordenação de Biblioteca do CEDI.

As atuais áreas temáticas do TECAD são, portanto:

1. Administração Pública

As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.
Memória, cultura e tecnologia na Organização do Conhecimento, 2017.

�2. Agricultura, Pecuária e Pesca
3. Arte e Cultura
4. Ciência e Tecnologia
5. Comércio Exterior e Relações Econômicas Internacionais
6. Comunicações
7. Defesa e Segurança Nacional
8. Desenvolvimento Regional
9. Desenvolvimento Urbano e Trânsito
10. Desporto e Lazer
11. Direito Civil e Processual Civil
12. Direito Constitucional
13. Direito do Trabalho e Processual do Trabalho
14. Direito e Defesa do Consumidor
15. Direito e Justiça
16. Direito Penal e Processual Penal
17. Direitos Humanos, Minorias e Cidadania
18. Educação
19. Finanças Públicas e Orçamento
20. Homenagens e Datas Comemorativas
21. Indústria e Comércio
22. Informática e Tecnologias da Informação e Comunicação
23. Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
24. Organização Administrativa do Estado
25. Organização Política, Partidária e Eleitoral
26. Política Econômica
27. Política Fundiária
28. Previdência e Assistência Social
29. Processo Legislativo
30. Recursos Hídricos, Minerais e Política Energética
31. Relações Internacionais
32. Saúde
33. Segurança Pública
34. Sistema Financeiro
35. Trabalho e Emprego
36. Tributação
37. Turismo
38. Viação e Transportes
Já o estudo para revisão se concentrou nos seguintes tesauros, taxonomias e vocabulários controlados:
As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.
Memória, cultura e tecnologia na Organização do Conhecimento, 2017.

�

Vocabulário Controlado de Governo Eletrônico (VCGE)



Funções das despesas do Orçamento



Classification of the Functions of Government (COFOG)



Tesauro Multilíngue da União Europeia (EuroVoc)



Áreas da Consultoria Legislativa (Conle).

As comissões temáticas da Câmara dos Deputados também foram analisadas, além do índice de
assuntos da Constituição, leis, sites de ministérios, dicionários e outras referências.
Foi elaborada, então, uma versão inicial, para ser discutida com o objetivo de chegar-se a um consenso.

Após a comparação do TECAD com outros tesauros e vocabulários controlados e a análise das áreas
temáticas atuais do TECAD, foi elaborada uma proposta de reformulação de sua taxonomia, com a redução
do número total de áreas de 38 para 24. Após submissão dessa versão à equipe da Setap, houve algumas
modificações na lista, que passou a ter 28 áreas, a seguir:
1.
2.
3.
4.

Administração Pública - Inclui Organização Administrativa do Estado
Agricultura, Pecuária e Pesca
Arte, Cultura e Religião
Cidades, Desenvolvimento Urbano e Mobilidade - Novo nome de Desenvolvimento Urbano e Trânsito
5. Ciência, Tecnologia e Inovação - Inclui Informática e Tecnologias da Informação e Comunicação
6. Comunicações
7. Desporto e Lazer
8. Direito Civil e Processual Civil
9. Direito Constitucional
10. Direito e Justiça
11. Direitos Humanos e Minorias - Novo nome de Direitos Humanos, Minorias e Cidadania
12. Direito Penal e Processual Penal
13. Economia - Fusão de Política Econômica, Sistema Financeiro e Desenvolvimento Regional
14. Educação
15. Energia e Recursos Naturais - Novo nome de Recursos Hídricos, Minerais e Política Energética
16. Finanças Públicas e Orçamento - Inclui Tributação
17. Habitação e Estrutura Fundiária - Inclui Política Fundiária
18. Homenagens e Datas Comemorativas
19. Indústria, Comércio, Serviços e Consumidor - Inclui Comércio Exterior, Direito e Defesa do Consumidor e Turismo
20. Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
21. Política e Eleições – Novo nome de Organização Política, Partidária e Eleitoral
22. Previdência e Assistência Social
23. Processo Legislativo
24. Relações Internacionais - Inclui Relações Econômicas Internacionais
25. Saúde
26. Segurança Pública e Defesa Nacional
27. Trabalho e Emprego - Inclui Direito do Trabalho e Processual do Trabalho
28. Viação e Transportes.
As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.
Memória, cultura e tecnologia na Organização do Conhecimento, 2017.

�Em suma, nessa versão, foram propostas algumas fusões ou alterações de áreas, tais como: “Desenvolvimento Regional”, que, pela proposta, passa a fazer parte de “Economia”.
“Comércio Exterior e Relações Econômicas Internacionais”, com “Comércio Exterior” sendo incorporado por “Indústria, Comércio e Serviços”, e “Relações Econômicas Internacionais” se juntando a “Relações Internacionais”.

“Ciência, Tecnologia e Inovação”, que irá incluir “Informática e Tecnologias da Informação e Comunicação”.
3 Conclusões
A proposta de revisão das áreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD) acima
está em fase de análise, discussão e validação pelos membros do Comitê de Indexação, colegiado de caráter consultivo e decisório, composto pelos indexadores, pesquisadores e demais usuários do tesauro. As
discussões no Comitê já levaram a um aprimoramento da proposta, a partir da combinação dos conhecimentos técnicos de seus integrantes. A intenção dessa proposta é reduzir o número de áreas e simplificálas, para que sejam mais facilmente compreendidas por indexadores, pesquisadores e usuários. Além disso, a partir do detalhamento de assuntos das áreas temáticas e da divisão desses assuntos em facetas,
pretende-se criar posteriormente subáreas, a exemplo do que faz o EuroVoc, que estabelece uma categorização bastante detalhada, permitindo enxergar bem os relacionamentos entre termos.
Atualmente, as áreas temáticas têm grande utilidade para o desenvolvimento e estudo terminológico
do TECAD e a classificação de documentos. No futuro, as áreas temáticas podem contribuir para a definição de metadados para sistemas de informação na Câmara, assim como para a organização da informação
e navegação no Portal da Câmara.
4 Referências
BAEZA-YATES; RIBEIRO NETO, Berthier. Recuperação das informações: conceitos e tecnologia
das máquinas de busca. 2. Ed. Porto Alegre: Bookmann, 2013. 590 p.

BILODEAU, Stephanie. The parliament of Canada: indexing the work of the Senate committees.
The Indexer, v. 26, n.3, September 2008, p.114-117.

RICCI, Paolo. O conteúdo da produção legislativa brasileira: leis nacionais ou políticas paroquiais. Dados: Revista de Ciências Sociais, v. 46, n.4. 2003, p. 699-734.

RODRIGUES BRAVO, Blanca. Apuntes sobre representación y organización de la información.
Gijon: Trea, 2011. 206 p.

As áreas e subáreas temáticas do Tesauro da Câmara dos Deputados (TECAD): por uma taxonomia da informação legislativa.
Memória, cultura e tecnologia na Organização do Conhecimento, 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33000">
                <text>AS ÁREAS E SUBÁREAS TEMÁTICAS DO TESAURO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (TECAD): POR UMA TAXONOMIA DA INFORMAÇÃO LEGISLATIVA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33001">
                <text>Katia Soares Braga</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33002">
                <text>Marcos Adriano Rossi de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33003">
                <text>Elzuila Maria Crepory Franco de Menezes Bastos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33004">
                <text>Bruno José da Silva Passos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="33005">
                <text>Lucia Maria Costa de Moraes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33006">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33007">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33009">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="33010">
                <text>Apresenta a teoria, a metodologia, a estrutura e a experiência adotada no Comitê de Indexação para a revisão das áreas temáticas do Te-sauro da Câmara dos Deputados (TECAD). Atualmente, as áreas temáticas são usadas tanto para o desenvolvimento dos termos no TECAD quanto para a classificação dos diversos tipos de documentos indexados. Mas essas áreas temáticas deverão ser utilizadas não apenas na indexação de todo o conteúdo informacional nos diferentes sistemas de informação, mas também na recuperação e navegação no Portal da Câmara dos Deputados. Essa mudança está prevista no projeto da chamada Virada Digital que, dentre outras ações para melhoria da organização e recuperação da informação, visa integrar os sistemas de informação com os instrumentos de controle termino-lógico e indexação, principalmente o TECAD. Para atender a essas novas demandas, as áreas e subáreas temáticas estão sendo revisadas com foco na criação de uma taxonomia baseada na produção legislativa e orientada para a organização da informação legislativa na Câmara dos Deputados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66769">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2805" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1887">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2805/1919-1936-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1051055883d61668ee6a49efc04ce179</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32999">
                    <text>A VIABILIDADE DA METODOLOGIA DE SARA SHATFORD PARA A
INDEXAÇÃO DE FOTOGRAFIAS: APLICAÇÃO NO ACERVO
FOTOGRÁFICO DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRN

Martina Luciana Souza Brizolara (UFRN) - martinabrizolara@tuta.io
Carla Beatriz Marques Felipe (UFRN) - felipecarla12@gmail.com
Resumo:
Apresenta conceitos de imagem e documento iconográfico e discorre sobre seu uso ao longo
da história da humanidade. Comenta sobre os diferentes usos e funções da fotografia. Discorre
sobre a fotografia como documento, destacando a necessidade do tratamento informacional de
acervos fotográficos. Oferece conceitos de análise documentária e indexação; discorre sobre
os objetivos da indexação, apresentando as etapas do processo, destacando o estágio de
análise de assunto. Fala sobre as diferenças entre a indexação de documentos textuais e
iconográficos, ressaltando a necessidade da utilização de metodologias mais adequadas à
forma do documento, apresentando metodologias adaptadas ao tratamento informacional de
imagens. Apresenta pesquisa exploratória realizada no acervo fotográfico da Escola de Música
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Objetiva testar a viabilidade da metodologia
de Sara Shatford (1994) para a indexação de fotografias em acervos reais, relatando e
avaliando o processo de indexação de fotografias selecionadas da referida unidade seguindo a
metodologia proposta. Conclui confirmando a viabilidade da metodologia testada, propondo
um questionamento sobre sua baixa popularidade.
Palavras-chave: Indexação - fotografias. Acervo fotográfico. Documentos iconográficos. Sara
Shatford (1994). Escola de Música – Universidade Federal do Rio Grande do
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 6 IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos,
processos, produtos e serviços, políticas, cooperação
1. INTRODUÇÃO
Desde o início da história do homem que a imagem tem sido utilizada como forma de
comunicação, registro e transmissão de informações. Logo, o conceito de imagem é amplo e
complexo. Nesse contexto, o presente trabalho objetiva abordar documentos iconográficos
apenas na forma de fotografias, ou seja, imagens produzidas a partir da luz e registradas em
um suporte através de processo físico-químico ou físico-numérico.
Desde seu advento, a fotografia revolucionou as artes, por substituir a pintura e a
escultura na tentativa de fazer um registro fiel ao objeto retratado, criando a possibilidade do
artista utilizar suas habilidades para representar ideias, e não apenas a realidade. Além disso,
ao tornar-se cada vez mais popular e simples de produzir, retomou o uso da imagem como
registro e fonte de informação.
Ao utilizar a fotografia como documento, especialmente em um acervo institucional,
faz-se necessário a realização de um processo de tratamento informacional, iniciado pela
Análise Documentária. Diversos autores consideram que a parte mais relevante da Análise
Documentária é a indexação1, permitindo sua recuperação em um sistema de busca. No
entanto, devido às grandes diferenças entre os formatos documentários, é pouco provável que
o indexador consiga utilizar as técnicas mais aprendidas na academia para a organização de
documentos iconográficos.
Desse modo, apresentamos algumas das metodologias mais relevantes para a
indexação de imagens, quais sejam: Panofsky (1979) e a análise da imagem em três níveis
(preiconográfico, iconográfico e iconológico); Bléry (1976 apud Smith, 1996) e a análise
baseada em questionamentos - O QUE, QUANDO, COMO, ONDE, QUEM; Manini (2002) e
sua Teoria da Dimensão Expressiva, e; Shatford (1994), com sua proposta baseada nos
atributos da imagem e nas categorias DE e SOBRE, ligado aos atributos das imagens.
Os atributos de assunto, aqueles mais comumente lembrados quando se trata de
indexação, e também os mais citados quando se fala na metodologia de Shatford, são aqueles
referentes ao significado da imagem, devendo-se considerar especialmente três aspectos. Em
primeiro lugar, deve-se considerar que esta pode ser De algo (aspectos objetivos da imagem),
e/ou Sobre algo (aspectos subjetivos), como, por exemplo, “uma imagem de uma pessoa
1

Processo de análise de um documento seguido da seleção de termos que representem o seu conteúdo.

�chorando pode ser sobre tristeza” (SHATFORD, 1994, p.584, tradução nossa, grifo no
original);
Os autores acima apresentam metodologias focadas na extração de informações da
imagem, guiando o indexador durante o processo de “leitura” do documento iconográfico com
o fim de possibilitar a identificação de conceitos, seguida da seleção de descritores que
melhor os representem.
Observamos que embora a metodologia de Shatford seja utilizada como referência
teórica para inúmeros trabalhos da área, servindo inclusive de base para a elaboração de
outras metodologias, pouco é utilizada na prática em indexação de acervos iconográficos.
Desse modo, propõe-se uma pesquisa experimental para testar a viabilidade do método.
A pesquisa justifica-se por contribuir com a área da biblioteconomia e o trabalho dos
bibliotecários indexadores de imagens, reapresentando uma metodologia esquecida, com o
teste de aplicação em um acervo real, qual seja: o acervo fotográfico da Biblioteca da Escola
de Música da UFRN.

2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A presente pesquisa é de cunho exploratória, cuja proposta é analisar se realmente a
metodologia ofertada por Sara Shatford pode ser aplicada na prática. Para o alcance dos
objetivos realizou-se uma pesquisa bibliográfica visando embasar teoricamente a pesquisa.
Outrossim, ela também é pesquisa de campo, no qual foram coletados os materiais para a
realização da investigação.
O acervo de fotografias escolhido foi o da Biblioteca Padre Jaime Diniz, pertencente ao
sistema de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, localizada
na Escola de Música da UFRN. A biblioteca deu origem ao acervo de fotografias no momento
em que a Escola completou 50 anos de existência, e sua organização fez parte das
comemorações.
Anteriormente à realização da experiência houve uma breve visita à unidade, na qual
conversou-se sobre os objetivos da experiência, como ela seria realizada e que tipo de
materiais poderiam ser utilizados. Trabalhou-se somente com fotografias que já haviam sido
previamente analisadas e que continham informações sobre elas, recuperadas pela equipe da
Biblioteca. Não foi necessário realizar nenhum tipo de pesquisa adicional para extrair
informações complementares, uma vez que foram realizadas pela equipe através de
entrevistas com antigos professores e servidores.

�Faz-se necessário destacar, também, que as fotografias trabalhadas já integram o acervo
da instituição. A experiência foi apenas uma simulação voltada mais para o processo de
análise dos documentos iconográficos utilizando a metodologia proposta por Shatford (1994)
do que para a seleção de termos em si. Portanto, não chegamos a verificar os termos de
indexação oficialmente utilizados pelo sistema. Optamos por focar nos atributos de assunto,
uma vez que estes são os mais mencionados e discutidos quando se trata de indexação, e os
mais comumente lembrados quando se menciona a metodologia de Shatford (1994).
Essa metodologia de Shatford incentiva o agrupamento de imagens em conjuntos.
Inicialmente analisamos os álbuns em que elas se encontram por inteiro e verificamos que os
mesmos contêm uma séries de fotografias da mesma ocasião. Toda a coleção pode ser
considerada um grande conjunto, uma vez que se relacionam com um mesmo tema, no caso a
própria EMUFRN, consistindo em um registro visual de sua história. As fotografias integram
o acervo digital da instituição, disponibilizando ao usuário cópias digitalizadas. Com o
processo de indexação é possível reagrupar as fotografias em outros conjuntos usando o
sistema de busca de acordo com a necessidade do usuário. Em seguida, as fotografias foram
selecionadas e analisadas individualmente.
Ao todo, foram selecionadas cinco fotografias do acervo. Como critério estabelecido
elenca-se: já estarem com as informações adicionais sobre si; porque entendemos que
somente a fotografia em mãos a indexação não poderia ficar completa, uma vez que a
pesquisadora não conhece a fundo o acervo.

3. RESULTADOS

Como sugerido por Shatford (1994), buscou-se durante a análise focar nos atributos da
imagem. Observou-se a dificuldade de encaixar os conceitos extraídos quanto aos aspectos
mais subjetivos das imagens dessa coleção em qualquer uma das facetas sugeridas por
Shatford (1994). Embora a teoria mencione essa possibilidade, optou-se por desconsiderar a
subdivisão da coluna “Sobre” em facetas, conforme expresso no quando abaixo:
Quadro 01: Metodologia Shatford adaptado
Facetas
Tempo
Espaço
Atividades/eventos
Objetos

Genérico

De
Específico

Fontes: Os autores (2017)

Sobre

�Para cada foto escolhida um quadro acima foi preenchido de acordo com o que se pediu
cada espaço, e após o preenchimento do mesmo, baseadas nas informações descritas, foram
escolhidos descritores para representar as fotografias.

4. DISCUSSÃO

Com base nos resultados, a análise permitiu identificar diversos conceitos que podem
ser inutilizados para a seleção de descritores, considerando-se os interesses da instituição e do
usuário. Do mesmo modo é possível identificar diversos conceitos que podem ser relevantes
para o usuário e inclusos no sistema de busca utilizado
A metodologia de Shatford (1994) é tão ou mais simples de ser aplicada que as mais
populares, como a de Bléry (1976) ou Manini (2002), e pode ser aplicada com facilidade em
acervos imagéticos reais. No entanto, como em outras metodologias, pode ser necessário
realizar uma pesquisa complementar, não somente a análise do que é mostrado na fotografia.
O processo completo é bastante simples, aparenta tornar-se complexo devido às facetas, mas
permite uma análise quase que intuitiva, e bastante completa, possibilitando extrair
informações tanto dos aspectos mais objetivos quanto subjetivos do documento. É também
um processo ágil e possibilita uma análise flexível, isto porque apesar de incentivar a análise
de todos os atributos da imagem permite que o indexador opte pelo nível de detalhamento
mais adequado à coleção e às políticas de indexação da instituição durante a escolha dos
descritores.
Acreditamos que o método apresenta apenas duas dificuldades básicas: primeira - com
relação ao “De”, até onde generalizar e até onde ser específico. Por exemplo, ao analisar a
fotografia 11 do álbum 02, quanto à faceta “espaço”, poderia-se generalizar para “Rio Grande
do Norte”, ou para “Natal”, ou diversos outros conceitos, e; segunda, não é fácil apontar os
aspectos mais subjetivos da imagem nesse tipo de coleção, o que leva a crer que embora
sejam importantes e possam ser relevantes para diversos tipos de pesquisa talvez possa tornar
o processo mais lento. Todavia, ambas podem ser contornadas, uma vez que o indexador
adquira prática.
Além disso, embora a metodologia de Shatford não proíba a seleção de informações e
termos complementares não há nada em sua teoria acerca das técnicas empregadas para a
produção da imagem. E essas informações podem ser valiosas em certos tipos de instituições.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo como um todo foi avaliado, destacando-se os pontos positivos e negativos e
as possíveis dificuldades que o indexador poderia ter ao utilizar a metodologia proposta,
comparando-a com outras metodologias mais populares.
Concluímos que o método não apresenta dificuldades, sendo tão simples quanto as
metodologias baseadas em Bléry ou Manini, as quais são frequentemente adotadas,
permitindo uma análise completa tanto dos aspectos objetivos quanto subjetivos da imagem a
ser trabalhada.
No geral, consideramos que a metodologia de Shatford oferece uma alternativa simples,
interessante e agradável aos métodos de indexação de fotografias comumente utilizados,
podendo tornar-se mais popular. Logo, questiona-se acerca do motivo pelo qual ele não
costuma ser adotado pelas instituições que possuem acervos imagéticos.

REFERÊNCIAS

MANINI, Mirian Paula. Análise documentária de fotografias: um referencial de leitura de
imagens fotográficas para fins documentários. Tese. 231 f. 2002. Universidade de São Paulo.
Disponível
em:&lt;
http://jforni.jor.br/forni/files/An%C3%A1lise%20document%C3%A1ria%20de%20fotografia
s%20-%20Miriam%20Manini.pdf&gt;. Acesso em: 30 abr. 2017.
PANOFSKY, Erwin. Iconografia e Icologia: Uma introdução ao estudo da arte da renascença.
In: PANOFSKY, Erwin. Significados nas artes visuais. 2.ed.São Paulo: Perspectiva,
1979.p.47 – 87.
SHATFORD, Sara. Some issues in the indexing of images. Journal of the American Society
for Information Science. [Washington, USA], v. 45, n. 8, p. 583-588, Set. 1994. Disponível
em: &lt;http://polaris.gseis.ucla.edu/gleazer/462_readings/Layne_1994.pdf&gt;. Acesso em: 16
maio 2017.
SMIT, Johanna Wilhelmina. A representação da imagem. Informare – Cadernos da PósGraduação, Ci. Inf., Rio de Janeiro, v.2, n.2, p. 28-36, jul./dez. 1996.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32991">
                <text>A VIABILIDADE DA METODOLOGIA DE SARA SHATFORD PARA A INDEXAÇÃO DE FOTOGRAFIAS: APLICAÇÃO NO ACERVO FOTOGRÁFICO DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32992">
                <text>Martina Luciana Souza Brizolara</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32993">
                <text>Carla Beatriz Marques Felipe</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32994">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32995">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32997">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32998">
                <text>Apresenta conceitos de imagem e documento iconográfico e discorre sobre seu uso ao longo da história da humanidade. Comenta sobre os diferentes usos e funções da fotografia. Discorre sobre a fotografia como documento, destacando a necessidade do tratamento informacional de acervos fotográficos. Oferece conceitos de análise documentária e indexação; discorre sobre os objetivos da indexação, apresentando as etapas do processo, destacando o estágio de análise de assunto. Fala sobre as diferenças entre a indexação de documentos textuais e iconográficos, ressaltando a necessidade da utilização de metodologias mais adequadas à forma do documento, apresentando metodologias adaptadas ao tratamento informacional de imagens. Apresenta pesquisa exploratória realizada no acervo fotográfico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Objetiva testar a viabilidade da metodologia de Sara Shatford (1994) para a indexação de fotografias em acervos reais, relatando e avaliando o processo de indexação de fotografias selecionadas da referida unidade seguindo a metodologia proposta.  Conclui confirmando a viabilidade da metodologia testada, propondo um questionamento sobre sua baixa popularidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66768">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2804" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1886">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2804/1918-1935-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d2b787e240b27a3d579de970d57250c4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32990">
                    <text>A importância de um Setor de Restauração e Encadernação para a
Biblioteca Universitária: um estudo de caso na Biblioteca Central
Ir. José Otão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul

Marcelo Votto Texeira (PUCRS) - marcelo.texeira@pucrs.br
Lucas Martins Kern (PUCRS) - lucas.kern@pucrs.br
Resumo:
Este trabalho visa apresentar a importância de um setor de restauração e encadernação em
uma biblioteca universitária de grande porte, apresentando um estudo de caso no Laboratório
de Restauração de acervo da Biblioteca Central Ir. José Otão da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul. Através deste pretende-se demonstrar que a preservação de
acervos é uma atividade essencial, embora bibliotecários, por vezes, planejem-na do ponto de
vista teórico, esquecendo de prever espaços adequados à intervenção direta nos documentos.
Um setor de restauração e encadernação dentro da Biblioteca Central da PUCRS tem
demonstrado ser imprescindível para que a Biblioteca possa suprir a necessidade
informacional de seus usuários. O estudo de caso realizado em uma biblioteca universitária
demonstra uma realidade diferente de outras bibliotecas em razão da alta circulação e
demanda contínua de alguns recursos informacionais. Desta forma, realizando intervenções
diretas em alguns documentos, é possível que um mesmo livro seja utilizado ao longo de vários
semestres sem que haja necessidade de adquirir novos exemplares, salvo pela atualização de
conteúdo. Sem o setor de restauração e encadernação, em virtude da ampla oferta de cursos
da universidade, grande quantidade de alunos e constante circulação do material, seria
impossível suprir a necessidade informacional dos usuários sem reposição constante,
adquirindo novos livros que já estavam disponíveis, o que, na prática, não significa conteúdo
novo no acervo. Sendo assim o Setor de Restauração e Encadernação comprova-se parte
essencial da estrutura da Biblioteca Central da PUCRS.
Palavras-chave: Restauração; Encadernação; Livros; Biblioteca Universitária
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A preservação de documentos é atividade diretamente ligada ao dia a dia de
profissionais que lidam com a informação. A contínua utilização dos recursos
informacionais existentes em uma biblioteca faz com que o suporte físico desgastase com o tempo: isto é inevitável e decorre tanto das ações humanas quanto
ambientais.
Antes de prosseguir é indispensável definir os termos preservação,
conservação e restauração. A preservação pode ser compreendida como o conjunto
de ações administrativas definidas pelos membros das instituições com a finalidade
de criar políticas voltadas à preservação documental (TEIXEIRA; GUIZONI, 2012). A
conservação, segundo Cobra (2003, p.35) “é o conjunto de medidas e
procedimentos destinados a assegurar a proteção física dos acervos de arquivos,
bibliotecas e museus contra agentes de deterioração”. A restauração pode ser
compreendida como o procedimento direto de intervenção física em um documento.
Frente a isso, compreende-se a preservação documental não como uma
atividade isolada, mas sim dentro do contexto em que a biblioteca está inserida.
Bibliotecas universitárias caracterizam-se por um grande escopo de recursos,
multiplicidade de suportes e atualização constante, sendo necessária à área de
Tratamento da Informação repensar suas rotinas e técnicas para além da aquisição
e processamento, projetando e planejando, dentro do escopo que está inserida, a
restauração do seu acervo.
Teixeira e Ghizoni na obra “Conservação preventiva de acervos”,
demonstram os fatores geradores de deterioração nos acervos documentais
Atualmente um dos principais desafios no campo da conservação
preventiva dos materiais constitutivos de acervos museológicos é o
controle da deterioração química, danos mecânicos e a
biodeterioração. Podem-se citar os seguintes fatores externos: físicos:
temperatura, umidade relativa do ar, luz natural ou artificial; químicos:
poeira, poluentes atmosféricos e o contato com outros materiais
instáveis quimicamente; biológicos: micro-organismos, insetos,
roedores e outros animais; antrópicos: manuseio, armazenamento e
exposição incorreta, intervenção inadequada, vandalismo e roubo;
catástrofes: inundações, terremotos, furacões, incêndios e guerras.
(TEIXEIRA; GHIZONI, 2012, p.15-16).

Ainda na obra “Conservação preventiva de acervos” de Teixeira e Guizoni
(2012, p. 40), as autoras elucidam que as principais causas da deterioração de
documentos estão ordenadas em intrínsecas e extrínsecas. As primeiras estão
relacionados às questões químicas da composição do documento, da produção do
papel, do tipo de cola utilizado e da acidez do mesmo podendo torná-lo quebradiço,
rompendo as fibras do papel ainda que com dobras suaves; por outro lado as
causas extrínsecas estão ligadas a fatores externos ao documento em si e são
provocados pelo manuseio, meio ambiente como a umidade, temperatura, radiação
luminosa ou por agentes biológicos de degradação de acervos.

�Embora a obra consultada seja direcionada à museólogos, bibliotecários que
desejarem especializar-se ou aprimorar-se na área da preservação documental
perceberão na literatura museológica um importante referencial teórico. Se
museólogos estão preocupados com a questão da preservação do suporte como um
documento em si, bibliotecários observam a preservação informacional, pensando
em migração ou técnicas de restauração do material na intenção da manutenção e
permanência da informação
Uma vez compreendidos os fatores que influenciam sobre os acervos
documentais, cabe, então, discorrer sobre as definições estratégicas aplicadas a
uma biblioteca universitária. Neste contexto, a Biblioteca Central Ir. José Otão da
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS - mantém o
Laboratório de Restauração do Acervo - LRA, com a intenção de prover espaço e
profissionais adequados e qualificados para a execução de ações de conservação
nos acervos da PUCRS. Este trabalho visa relatar as atividades do Laboratório e
discorrer sobre os resultados obtidos até o momento. Observa-se uma baixa
produção acadêmica acerca do assunto e esta é uma das premissas da relevância
deste relato, visando servir como suporte técnico para profissionais que desejarem
obter conhecimento sobre a temática.
2 O LABORATÓRIO DE RESTAURAÇÃO E ENCADERNAÇÃO DE ACERVOS DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA PUCRS
Dentro da estrutura organizacional da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul, o Laboratório de Restauração do Acervo situa-se vinculado como
uma das áreas do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca Central Ir. José
Otão, que, por sua vez, está ligada à Pró-Reitoria Acadêmica, via Diretoria
Acadêmica-Administrativa.
Atualmente, o LRA possui em sua equipe fixa um Técnico em Restauração e
dois Auxiliares de Biblioteca, todos lotados na Biblioteca Central e com carga
horária de trabalho de 220 horas mensais. Além da equipe fixa, um Bibliotecário do
Setor de Tratamento da Informação é designado a trabalhar no controle das rotinas,
cooperando na elaboração e implantação das práticas.
Por uma ordem estrutural, as ações de trabalho do LRA dividem-se em
macro e micro processos, ou seja, do geral ao específico. Conforme a imagem
abaixo, tais ações ficam estabelecidas na seguinte ordem:

�Figura 1: Modelo de fluxo dos processos no LRA
Fonte: Autores (2017)

Enquanto processo, a triagem é um filtro pelo qual todo material passa antes
de ser encaminhado para a manutenção. Possui a função de indicar qual tratamento
receberão os documentos, sendo a primeira etapa do fluxo de materiais. Na prática,
a triagem destina o item para as áreas de intervenção específicas que o laboratório
de restauração do acervo destina aos materiais.
No contexto da triagem, as Obras Raras são separadas dos demais materiais
dado a sua significância para o acervo. Dessa forma, durante o processo de
avaliação da causa que leva um livro a ter entrada no laboratório as obras raras
recebem um trâmite paralelo aos demais, independentemente da causa.
Já a manutenção é a etapa que envolve todos os restauros e/ou intervenções
pelas quais passam os materiais. Este processo detalha o trabalho realizado nos
materiais após a triagem. Após as entradas dos materiais na manutenção, os
mesmos são separados para áreas distintas e que requerem especificidades no
manejo.
A liberação é a etapa final do fluxo de materiais. Consiste na saída do
material do Laboratório para o Preparo Técnico. Nela é informado o término do
trabalho no sistema gerenciador Aleph e no sistema para Controle de Itens em
Encadernação, gerado pelo Setor de Suporte e Desenvolvimento da Biblioteca,
além de passar pela revisão do Bibliotecário Júnior, o qual segue um plano de
revisão para um padrão mínimo de qualidade aplicada aos materiais liberados para
o acervo.
Diante do exposto acerca dos processos e rotinas que envolvem o LRA,
pode-se afirmar que o controle sobre estas atividades parte do interesse
institucional de possuir em seu quadro organizacional uma área dedicada a

�encadernação e restauro de materiais. Tal controle permite maior eficiência nas
ações práticas do cotidiano de uma Biblioteca Universitária de grande porte, bem
como, eficácia na gestão dos processos.
Corrobora com a afirmação supracitada a possibilidade de mensurarmos a
quantidade, a qualidade e o custo específico dos materiais utilizados nas ações
desenvolvidas pelo LRA. Algo que, quando terceirizado, como ocorre em diversas
bibliotecas, restringe o controle ao no máximo a quantidade e o custo final de todo o
processo. Ainda que investimentos em maquinário, mobiliário e capacitação sejam
necessários em um determinado instante, a inclusão de materiais como: papéis
especiais para encadernação, fotocópias, pincéis, linhas, agulhas e entre outros
materiais no custo fixo do Setor de Tratamento da Informação faz com que seja
mais rentável à instituição realizar esta atividade internamente do que terceirizá-la.
Outro fator relevante para ser abordado neste contexto é a permanência do
livro na Biblioteca durante a fase de conserto ou restauro. No caso específico da
Biblioteca da PUCRS, os livros que estão no LRA continuam sendo pesquisáveis via
o sistema de descoberta, permitindo ao usuário realizar a reserva do mesmo. A
partir desta reserva, tal item ganha status de prioridade e é tratado antes dos
demais que estão em ordem cronológica de entrada no setor.
Alinhado a possibilidade de agilização no retorno do item desejado pelo
usuário ao acervo, a quantidade de itens recebidos e tratados pelo LRA também é
um tópico analisado pelo Setor de Tratamento da Informação. No ano de 2016,
8.754 itens foram encaminhados ao LRA e 8.274 itens foram liberados para o
acervo. Dentre os materiais liberados é possível mensurar algumas atividades
específicas, como:
a) Itens com nova encadernados;
b) Páginas repostas;
c) Itens de Obras Raras higienizadas
d) Caixas de papel com PH neutro confeccionadas para itens de obras raras.
Obter o controle sobre tais dados, ainda que gerais, nos permite analisar
questões específicas na gerência de um acervo, como, por exemplo, questões
relacionadas às práticas de uso do livro por usuários de determinada área ou as
diferentes formas como os mecanismos tecnológicos impactam na durabilidade do
livro impresso. Neste sentido, um trabalho dedicado por um Setor de Tratamento da
Informação, através de uma área de conservação, condiz com a percepção de que
gerenciar a informação é mais do que processar e disponibilizar. Garantir o acesso
permanente ao conteúdo é um trabalho inerente à quem lida com a informação.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A relevância da manutenção das atividades diárias do LRA para a
comunidade universitária é indiscutível. A existência de um setor exclusivamente
voltado às atividades de conservação e restauração no contexto de uma biblioteca
universitária representa a manutenção do suporte e a continuidade do acesso à
informação.
Neste contexto o LRA está inserido como uma área estratégica junto à
Biblioteca Central Ir. José Otão. Se por um lado a Universidade requer a
disponibilização de informação em suportes adequados e em quantidades
proporcionais às necessidades informacionais dos seus usuários, de outro o LRA
garante que os documentos se mantenham em condições ideais de utilização.

�Imaginar a Biblioteca da PUCRS sem o laboratório seria falhar em uma das funções
primordiais da biblioteca no que diz respeito ao acesso e a disponibilização da
informação.
Por outro lado, a gestão de bibliotecários especializados em áreas como esta
garantem a eficácia do atendimento. Há de se encontrar um espaço em que teoria e
prática possam se unir para beneficiar a razão de existir da biblioteca, isto é, seus
usuários. A expertise da relação entre suporte, informação, acesso e
disponibilização deve otimizar a relação entre os funcionários que atuam na
recuperação direta dos documentos até os usuários.
Sendo assim, o Laboratório de Restauração do Acervo está inserido no
contexto do Setor de Tratamento da Informação. Tratar a informação pressupõe a
preservação do conteúdo não determinando o seu suporte; significa manter a
informação em condições ideais e suficientes para atender os usuários, cumprindo a
função de existir da Biblioteca no contexto universitário. O presente estudo de caso
pretende servir como apoio no gerenciamento e planejamento de unidades de
informação na Educação Superior no que se refere a conservação do seu acervo.
REFERÊNCIAS
CONSERVAÇÃO. In: COBRA, Maria José Távora. Pequeno dicionário de
conservação e restauração de livros e documentos. 2. ed. Brasília: Cobra
Pages, 2003.
TEIXEIRA, Lia Canola; GUIZONI, Vanilde Rohling. Conservação preventiva de
acervos. Florianópolis: FCC Edições, 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32982">
                <text>A IMPORTÂNCIA DE UM SETOR DE RESTAURAÇÃO E ENCADERNAÇÃO PARA A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: UM ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA CENTRAL IR. JOSÉ OTÃO, DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32983">
                <text>Marcelo Votto Texeira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32984">
                <text>Lucas Martins Kern</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32985">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32986">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32988">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32989">
                <text>Este trabalho visa apresentar a importância de um setor de restauração e encadernação em uma biblioteca universitária de grande porte, apresentando um estudo de caso no Laboratório de Restauração de acervo da Biblioteca Central Ir. José Otão da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Através deste pretende-se demonstrar que a preservação de acervos é uma atividade essencial, embora bibliotecários, por vezes, planejem-na do ponto de vista teórico, esquecendo de prever espaços adequados à intervenção direta nos documentos. Um setor de restauração e encadernação dentro da Biblioteca Central da PUCRS tem demonstrado ser imprescindível para que a Biblioteca possa suprir a necessidade informacional de seus usuários. O estudo de caso realizado em uma biblioteca universitária demonstra uma realidade diferente de outras bibliotecas em razão da alta circulação e demanda contínua de alguns recursos informacionais. Desta forma, realizando intervenções diretas em alguns documentos, é possível que um mesmo livro seja utilizado ao longo de vários semestres sem que haja necessidade de adquirir novos exemplares, salvo pela atualização de conteúdo. Sem o setor de restauração e encadernação, em virtude da ampla oferta de cursos da universidade, grande quantidade de alunos e constante circulação do material, seria impossível suprir a necessidade informacional dos usuários sem reposição constante, adquirindo novos livros que já estavam disponíveis, o que, na prática, não significa conteúdo novo no acervo. Sendo assim o Setor de Restauração e Encadernação comprova-se parte essencial da estrutura da Biblioteca Central da PUCRS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66767">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2803" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1885">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2803/1917-1934-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d7bcc34840d3c7b741bc4ed34238eb45</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32981">
                    <text>A Implantação da RDA em Biblioteca: identificando procedimentos
José Fernando Modesto da Silva (USP) - fmodesto@usp.br
Liliana Giusti Serra (Unesp / SophiA) - lgiustiserra@gmail.com
Resumo:
Em um mundo interconectado e globalizado, as bibliotecas menos ajustadas aos novos
processos de representação descritiva terão dificuldades em oferecer serviços e produtos
inovados para atendimento das demandas atuais de seu público. Neste contexto, que a RDA se
torna um padrão de uso internacional. Assim, a abordagem deste artigo, orientado ao
ambiente das bibliotecas, tem o objetivo de identificar experiências e procedimentos adotados
por entidades e agências bibliográficas dos países que migraram para a RDA. Em termos
metodológicos, o estudo classifica-se como de caráter descritivo e exploratório, por sua
finalidade em proporcionar maior familiaridade com o problema com vista a torna-lo mais
explícito e, assim, contribuir para o aprimoramento das ideias ou reflexões. Nas
considerações, observa-se os procedimentos adotados pelos países, por meio entidades
profissional e agências bibliográficas, para migração à nova norma. Além do estabelecimento
de critérios e pesquisas que possam subsidiar a tomada de decisão pelo uso e implantação da
RDA, como exemplo, a ênfase nos programas de treinamento e a tradução do código. Duas
situações que devem fomentar as ações de implantação da RDA no Brasil.
Palavras-chave: Código de Catalogação Bibliográfica; RDA; Planejamento Bibliotecário;
Catalogação Descritiva
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização
e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos,
processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

1. Introdução
Na atualidade, em um ambiente global interconectado, as bibliotecas que melhor se
ajustarem ao uso de um novo código orientado à organização e tratamento de material
informacional, certamente estarão capacitadas para o exercício de ações cooperativas e
de intercâmbio de registros bibliográficos, em amplitude mundial. As bibliotecas menos
ajustadas aos novos processos de representação descritiva terão dificuldades em se
beneficiar dos/ou oferecer serviços e produtosinovadores para atendimento das
demandas atuais de seu público.
É, neste contexto, que a RDA (Resource Description and Access) se torna um padrão de
uso internacional. Sinaliza para este fato o seu uso pelas principais bibliotecas do
mundo, em especial as bibliotecas anglo-saxãs, bem como diversas bibliotecas
nacionais europeias.
Contribui com essa tendência da RDA que, mais do que a substituta, é a continuação
natural do AACR2 (Código de Catalogação Anglo Americano, 2ª edição). O que a
indica como alternativa a ser implementada nos países da América Latina, em especial,
o Brasil. Apesar de ter sido desenvolvida para atender ao trato do conteúdo digital,
também considera os materiais impressos ou analógicos, proporcionando condições
para descrição de acervos híbridos. Diante destes aspectos justificam-se a importância
de abordar a questão da implantação da RDA nos serviços técnicos bibliotecários. Por
meio da análise de experiências externas intenta-se obter subsídios que estimulam
avaliações e planejamentos quanto aos procedimentos a serem adotados pela
comunidade bibliotecária brasileira.
2. Objetivos
O contexto da abordagem deste artigo, orientado ao ambiente das bibliotecas, tem o
objetivo principal de identificar experiências e procedimentos adotados por entidades de
representação profissional e agências bibliográficas dos países que migraram para a
RDA. Além de elencar critérios que possam subsidiar as discussões sobre a definição de
programas e de estratégias de implantação da RDA.
3. Metodologia
Em termos metodológicos, o estudo classifica-se como de caráter descritivo e
exploratório, por sua finalidade em proporcionar maior familiaridade com um
determinado problema, com vista a torna-lo mais explícito e, assim, contribuir para o
aprimoramento das ideias ou reflexões (GIL, 2009). No enfoque do problema de
implantação da RDA, procedeu-se a análise, na literatura da área da Biblioteconomia,
de material bibliográfico selecionado. Para tanto, coletou-se artigos com abordagem
sobre planejamento e estratégias de adoção da RDA, no período de 2010 – 2016. Optouse por analisar ocorrências em comunidades bibliotecárias de países de língua inglesa
(cultura anglo-saxã) e países do continente europeu, por estarem esses países, na sua
maioria, envolvidos no projeto de desenvolvimento da própria RDA.
4. As ações e estratégias para adoção da RDA

�A RDA torna-se um fato irreversível como uma norma semântica de uso internacional
ou no mínimo uma alternativa mais viável para as bibliotecas, no contexto da ambiência
digital. Atualmente, é adotada pelas principais bibliotecas do mundo, em especial, nos
países de língua inglesa, bem como entre várias bibliotecas nacionais europeias.
Ademais, a RDA é a continuação da AACR2. Neste sentido, é presumível que será
amplamente implementada por agências bibliográficas. No Brasil, observa-se de forma
institucional, que existem bibliotecas em processo de implantação. Uma questão que
motiva este estudo é saber como proceder e que critérios aplicar para um processo de
implantação da RDA.
4.1 Contexto dos países de língua anglo-saxã
Tillett (2010) comenta os procedimentos de utilização da RDA na Austrália, Canadá,
Reino Unido e Estados Unidos; países esses responsáveis pelos testes iniciais da RDA,
bem como pela sua manutenção e atualização. No caso da Austrália estabeleceu-se um
cronograma de aplicação da norma, alinhado com a agenda de testes realizados nos
Estados Unidos, sendo a implementação iniciada em meados de 2011. O cronograma
contemplou a introdução de programa de treinamento planejado pelo Australian
Committee on Cataloguing, acompanhado de pesquisa realizada para avaliar os
resultados do treinamento. A Biblioteca Nacional da Austrália também promoveu
alterações na Australian National Bibliographic Database; revisou as políticas de
catalogação existentes; procedeu à conversão dos pontos de acesso legado; e
implementou mudanças para acomodar a RDA ao catálogo coletivo local.
4.2 Contexto dos países europeus
Em relação ao continente europeu, Danskin e Gryspeerdt (2014) comentam que as
bibliotecas adotaram, inicialmente, posição de cautela nos procedimentos de uso da
RDA. A partir de seminário realizado em 2010, na cidade de Copenhague, organizado
pelo Joint Steering Committee for Development of RDA (JSC) e o European RDA
Interest Group (EURIG), representantes de bibliotecas nacionais abordaram os seus
respectivos planos em relação à norma. Foi consenso, entre as manifestações, aguardar
o processo de implantação realizado pela Library of Congress, no período.
Saliente-se que a EURIG é uma entidade constituída de 32 membros representando 20
países. Esses membros são formados por bibliotecas nacionais, redes de bibliotecas,
agências bibliográficas, empresas e organizações de padronização. Originalmente, a
entidade, foi estabelecida informalmente pela British Library, Deutsche
Nationalbibliothek, e a Biblioteca Nacional de España. Esta entidade assume a
responsabilidade de instituir uma rede formal de disseminação de informação sobre a
RDA e sua implantação, tornando-se parte ativa na comunidade responsável pelo
desenvolvimento e implantação da norma.
No que se refere aos países europeus, demonstra-se que, em termos técnicos, o projeto
RDA recebe a contribuição de várias entidades europeias, com destaque mencionado
pelos autores, ao trabalho da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e
Instituições (IFLA), Seção de Catalogação e o EURIG. Salienta-se que o sucesso do
trabalho está baseado na cooperação e no consenso. Apesar da necessidade em conciliar
diferentes culturas nas abordagens, a Seção de Catalogação da IFLA prepara e mantém
padrões catalográficos básicos. Estes padrões são fundamentais e têm influência sobre a
RDA.
5. Análise dos planejamentos e estratégias adotados

�Neste tópico, sistematiza-se as informações coletadas na análise da literatura
apresentada no item anterior sobre a implantação da RDA. Por meio do quadro 1, listase alguns dos procedimentos adotados na implantação da norma em países citados.
Certamente, não se esgota e nem abrange a totalidade das ações, apenas ilustra e
corrobora para o tipo de atenção e reflexão que podem ser desenvolvidas, no Brasil,
para estimular a adesão ao uso da RDA, em curto prazo.
Quadro 01 – Lista de ações implementadas para adoção da RDA
Indicadores
Catálogo Coletivo
Comitê Implantação
RDA
Cronograma
Implantação
Eventos/Lista
discussão RDA
Obstáculos para RDA
Pesquisa
sobre
bibliotecas
Pesquisa
sobre
descrição e definição
RDA
Pesquisa resultado do
treinamento
Produção
Documentos RDA
Programa
de
Treinamento
Tradução RDA

Austrália

Alemanha

Canadá

X

X
X

X

Espanha

EUA

X

França

Holanda

X

X
X

Reino
Unido
X

X
X
X
X
X

X

X

X

X

X
X

X

X

X

X

X

X
X

X

X

X

X

X

Entre os indicadores, encontra-se a tradução do código promovida pelos países de fora
da comunidade de língua inglesa. Mesmo o Canadá, país bilingue, promoveu, em
parceria com a França, a tradução da norma para sua comunidade de língua francesa.
No Brasil, a questão da tradução parece não encontrar preocupação maior na
comunidade bibliotecária, ao menos no que seja de conhecimento público.
Entende-se que a tradução da RDA ao idioma português é essencial para sua maior e
melhor disseminação entre a comunidade bibliotecária. Possibilitar ampla capacitação
dos profissionais e, principalmente, a formação dos estudantes de biblioteconomia sob
as novas perspectivas da catalogação descritiva é um passo determinante para a
construção de estratégia de transição de normativas.
O programa de treinamento orientado ao conhecimento, avaliação e planejamento no
uso da RDA, é um indicador destacado. Dois aspectos estão relacionados a esse
requisito. Um é a aplicação de pesquisa avaliativa dos seus resultados. Procedimento
essencial até para ambientação com o trato da nova norma. Outro aspecto é a
constituição de um Comitê nacional de coordenação do processo de implantação da
RDA ou de grupos de trabalhos com a mesma finalidade.
Observa-se o forte envolvimento de entidades profissionais e agências bibliográficas
(bibliotecas nacionais e bibliotecas consideradas principais) no processo de
planejamento, até mesmo sediando os comitês ou estabelecendo os grupos de trabalho

�dedicados à produção de documentos sobre a RDA, seu impacto no sistema
bibliotecário, no intercâmbio de registros e nos custos.
Ainda, em relação à constituição de um Comitê, deve-se observar a tentativa, neste
sentido, de criar no Brasil a Comissão Brasileira de Tratamento da Informação (CBTI).,
proposta aprovada a partir da recomendação efetuada em agosto de 2011, durante a
realização do XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, na
cidade de Maceió. A proposta ocorreu durante encontro de catalogação promovida pela
professora Rosa Maria Correa, com a indicação de três bibliotecários responsáveis por
encaminharem, posteriormente, à FEBAB, uma proposta regimental de funcionamento
do CBTI como um órgão assessor da Diretoria, com a finalidade de promover a
divulgação e o desenvolvimento de padrões, normas e atividades relacionadas à
representação e descrição bibliográfica em unidades de informação brasileiras (citação
nossa).
Um aspecto, que implica na necessidade de planejamento do treinamento, é a
compreensão dos conceitos teóricos envolvidos no fazer do catalogador. Diferente dos
processos tradicionais, o processo de capacitação requer leitura e reflexão sobre as bases
teóricas advindas com os requisitos funcionais dos registros bibliográfico e de
autoridade, e os novos princípios da catalogação que enfatizam as atribuições das
tarefas dos usuários. Há necessidade, ainda, de entender a própria leitura dos registros
em formato MARC sob estas novas perspectivas trazidas pela modelagem dos dados
bibliográficos: obra, expressão, manifestação e item.
Entre os países citados, alguns possuem catálogos coletivos nacionais. Esses catálogos
foram analisados quanto as alterações e mudanças necessárias para acomodar a RDA
por serem meios de compartilhamento e distribuição de registros entre as bibliotecas,
contribuindo para uma uniformidade dos dados e um padrão das atividades técnicas.
O Brasil não possui um catálogo coletivo nacional. Assim, as análises sobre os ajustes
das bases de dados catalográficas estão limitadas ao âmbito institucional, o que não
invalida o estabelecimento de orientações técnicas para implementar a RDA nos
catálogos existentes. Constata-se que os espaços de pesquisas sobre a implantação da
norma, além de necessárias, tendem a se ampliar nos próximos anos para melhor
dimensionar os seus efeitos nos processos técnicos.

Considerações Finais
A RDA se torna um padrão de uso internacional. O seu uso pelas principais bibliotecas
do mundo sinaliza para esse fato. A norma não só substitui a AACR2, mas implementa
uma revisão nos processos catalográficos tradicionais.
Conforme intenção dos objetivos deste trabalho, observa-se os procedimentos adotados
pelos países, por meio de entidades profissionais e agências bibliográficas, para
migração à nova norma. Além do estabelecimento de critérios e pesquisas que possam
subsidiar a tomada de decisão pelo uso e implantação da RDA como, por exemplo, a
ênfase nos programas de treinamento e a tradução do código. Situações que devem
fomentar as ações de implantação da RDA no Brasil e que são essenciais para
consolidar sua adoção ao torna-la assimilável pela comunidade bibliotecária.
A inserção da RDA, no contexto da catalogação brasileira, provavelmente será lenta e
custosa, com reflexo para a comunidade usuária em usufruir de novos parâmetros de

�representação descritiva, interfaces de catálogos online, e novos princípios de
relacionamento entre registros bibliográficos. Além destes pontos, recomenda-se
também o estabelecimento de planejamento criterioso e aplicação de estratégia de
transição do AACR2 à RDA por parte das instituições interessadas, com o intuito de
compartilhar com as demais bibliotecas brasileiras um arcabouço de experiências ou, até
mesmo, estipular uma metodologia que fomente orientações para a transição.
A não adoção ou a morosidade na implementação da RDA nas bibliotecas brasileiras
também podem representar restrições nas atividades de catalogação cooperativa,
podendo limitar ou impedir a importação de registros bibliográficos de instituições
internacionais que já aderiram à RDA.
E, por fim, a constituição de uma comissão nacional para conduzir ou estimular um
salto para adoção efetiva da RDA e sua disseminação entre todas as categorias de
biblioteca, de forma uniforme.

Referências:
Aliverti, C.; Behrens, R.; Schaffner, V. RDA in Germany, Austria, and Germanspeaking Switzerland: a new standard not only for libraries. JLIS.it, v. 7, n. 2, p.253278, May 2016. Disponível em: DOI: 10.4403/jlis.it-11702. Acesso em: 10 mar. 2016.
Arsenault, C.; Paradis, D.; Riva, P. Translating RDA into French. Cataloging &amp;
Classification Quarterly, v. 52, n. 6-7, p.704-722, 2014. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1080/01639374.2014.889059. Acesso em: 10 mar. 2016.
Behrens, R.; Frodl, C.; Polak-Bennemann, R. The Adoption of RDA in the GermanSpeaking Countries. Cataloging &amp; Classification Quarterly, v. 52, n. 6-7, p. 688-703,
2014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/01639374.2014.882872. Acesso em: 10
mar. 2016.
BNE. Biblioteca Nacional de Espanha declaração relativa à RDA. RDA em Espanha |
@ ABES rda, 2014. Disponível em: https://rda.abes.fr/tag/rdaenespagne/. Acesso em:
out. 2016.
Danskin, A.; Gryspeedt, K. Changing the rules? RDA and cataloguing in Europe. Liber
Quarterly, v. 24, n. 2, p. 112–123, 2014.
Garcia, A. RDA in Spanish: Translation Issues and Training Implications. Cataloging
&amp; Classification Quarterly, v. 52, n. 6-7, p. 723-732, 2014. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1080/01639374.2014.910286. Acesso em: 20 nov. 2016.
Tillett, B. B. RDA and Plas: Australia, Canada, UK e US. EURIG, August 8, 2010.
Wintermans, L.; Van Spanje, D. Implementing RDA in the Netherlands. Viena:
OCLC, 25 April 2014. Disponível em: https://goo.gl/KXPXjZ. Acesso em 10/03/2017.
Acesso em: 05 dez. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32973">
                <text>A IMPLANTAÇÃO DA RDA EM BIBLIOTECA: IDENTIFICANDO PROCEDIMENTOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32974">
                <text>José Fernando Modesto da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32975">
                <text>Liliana Giusti Serra</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32976">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32977">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32979">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32980">
                <text>Em um mundo interconectado e globalizado, as bibliotecas menos ajustadas aos novos processos de representação descritiva terão dificuldades em oferecer serviços e produtos inovados para atendimento das demandas atuais de seu público. Neste contexto, que a RDA se torna um padrão de uso internacional. Assim, a abordagem deste artigo, orientado ao ambiente das bibliotecas, tem o objetivo de identificar experiências e procedimentos adotados por entidades e agências bibliográficas dos países que migraram para a RDA. Em termos metodológicos, o estudo classifica-se como de caráter descritivo e exploratório, por sua finalidade em proporcionar maior familiaridade com o problema com vista a torna-lo mais explícito e, assim, contribuir para o aprimoramento das ideias ou reflexões. Nas considerações, observa-se os procedimentos adotados pelos países, por meio entidades profissional e agências bibliográficas, para migração à nova norma. Além do estabelecimento de critérios e pesquisas que possam subsidiar a tomada de decisão pelo uso e implantação da RDA, como exemplo, a ênfase nos programas de treinamento e a tradução do código. Duas situações que devem fomentar as ações de implantação da RDA no Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66766">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2802" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1884">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2802/1916-1933-1-PB.pdf</src>
        <authentication>192a6f422fec8541a3e1a771938047ff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32972">
                    <text>A Fundação Biblioteca Nacional no VIAF
Liliana Giusti Serra (Unesp / SophiA) - lgiustiserra@gmail.com
Luciana Grings (FBN) - luciana.grings@bn.gov.br
Resumo:
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é uma das maiores bibliotecas nacionais do mundo e a
maior da América Latina. Sua coleção é composta por cerca de 9 milhões de registros e
chegou ao Brasil em 1808, com a vinda da corte de D. João VI ao Rio de Janeiro. É a entidade
responsável pelo depósito legal e pelo controle bibliográfico brasileiro.
O VIAF (Virtual International Authority File) é um consórcio de cooperação formalizado em
2003 e coordenado pela OCLC (Online Computer Library Center). O consórcio foi estabelecido
entre bibliotecas e agências nacionais com o intuito de centralizar e disponibilizar registros de
autoridades de Pessoas, Entidades, Nomes geográficos, Obras (títulos uniformes) etc., em
âmbito internacional.
Este relato de experiência descreve o processo de adesão da FBN ao VIAF, desde os contatos
iniciais, envio de registros para análise, acertos nos metadados, formalização do acordo de
cooperação, início dos testes e aguardo de ajustes finais para disponibilizar os registros do
Brasil no consórcio. No presente momento o Brasil já está representado no VIAF, porém ainda
sem dados visíveis para consulta.
Trata-se de um marco na história da FBN ao engajar-se em projeto cooperativo em prol do
compartilhamento de dados de autoridades, com estabelecimento de descrição de nomes em
língua portuguesa, contribuição para divulgação do controle bibliográfico brasileiro e
posicionamento da instituição em nível internacional.
Palavras-chave: Fundação Biblioteca Nacional; VIAF; Controle de autoridades
Eixo temático: Eixo 6: IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.
Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Resumo expandido de relato de experiência
Eixo Temático: 6 – IV EEPC – Encontro de Estudos e Pesquisas em
Catalogação.

Resumo expandido
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é uma das maiores bibliotecas nacionais do
mundo e a maior da América Latina. Sua coleção é composta por cerca de 9
milhões de registros e chegou ao Brasil em 1808, com a vinda da corte de D. João
VI ao Rio de Janeiro. É a entidade responsável pelo depósito legal e pelo controle
bibliográfico brasileiro.
O VIAF (Virtual International Authority File) é um consórcio de cooperação
formalizado em 2003 e coordenado pela OCLC (Online Computer Library Center).
O consórcio foi estabelecido entre bibliotecas e agências nacionais com o intuito
de centralizar e disponibilizar registros de autoridades de Pessoas, Entidades,
Nomes geográficos, Obras (títulos uniformes) etc., em âmbito internacional.
Este relato de experiência descreve o processo de adesão da FBN ao VIAF,
desde os contatos iniciais, envio de registros para análise, acertos nos metadados,
formalização do acordo de cooperação, início dos testes e aguardo de ajustes
finais para disponibilizar os registros do Brasil no consórcio. No presente momento
o Brasil já está representado no VIAF, porém ainda sem dados visíveis para
consulta.
Trata-se de um marco na história da FBN ao engajar-se em projeto cooperativo
em prol do compartilhamento de dados de autoridades, com estabelecimento de
descrição de nomes em língua portuguesa, contribuição para divulgação do
controle bibliográfico brasileiro e posicionamento da instituição em nível
internacional.
Introdução:
Este artigo descreve o processo de adesão da Fundação Biblioteca Nacional ao
consórcio VIAF, contribuindo com dados de autoridades em língua portuguesa e
estabelecendo padrões para descrição de autoridades brasileiras.

�A participação da FBN no VIAF representa um avanço em termos de catalogação
e cooperação de registros. Além de prover de seus dados de autoridades para
outras bibliotecas do mundo, a estrutura gráfica do VIAF permite que os dados da
FBN sejam visualizados de forma diferente, percebendo como um mesmo nome é
grafado em outras instituições, independentemente do idioma que é utilizado e
quais outras bibliotecas compartilham dados dos autores e a mesma descrição. Ao
dispor dos registros de autoridades estabelecidos em nível nacional, as demais
bibliotecas do mundo podem ter contato com a bibliografia brasileira e a forma que
foi definida para a padronização da terminologia adotada no país.
Em decorrência da estrutura semântica existente no VIAF, é possível vislumbrar,
futuramente, aplicações que favoreçam a reutilização de registros de autoridades
de forma dinâmica, com intuito de fornecer outras alternativas para
compartilhamento de metadados e otimização dos processos de catalogação.
Relato da experiência:
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é a instituição cultural mais antiga do
Brasil, com mais de 200 anos de história. É a agencia nacional catalogadora,
responsável pelo depósito legal, divulgação da bibliografia brasileira corrente e o
centro nacional de intercâmbio bibliográfico. Seu acervo é composto por cerca de
9 milhões de registros, constituindo a maior biblioteca nacional da América Latina.
Sua coleção entrou no Brasil com a chegada de D. João VI e sua corte ao Rio de
Janeiro em 1808, com estimadas 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas,
estampas, medalhas e moedas. Em 1911, foi palco da criação do primeiro Curso
de Biblioteconomia, sendo o primeiro da América Latina e o terceiro do mundo.
Em 1971 a direção da biblioteca é assumida pela primeira vez por uma
bibliotecária, Jannice de Mello Monte-Mór. Em 1978, a FBN passa a ter
representatividade internacional ao integrar o Comitê Internacional de Diretores de
Bibliotecas Internacionais, representando as bibliotecas nacionais da América
Latina. Em 1982 adota o formato MARC para a descrição de registros, provendo
dados para importação por outras bibliotecas e, em 1998, seu catálogo é
disponibilizado para consulta na Web. Nova etapa de automação é realizada em
2014 (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2017), com reunião das bases de
livros, periódicos, manuscritos, obras raras, músicas, cartografia e iconografia para
consulta por meio de interface única. Em 2017 formaliza sua participação no
consórcio VIAF, oferecendo às demais bibliotecas do mundo seus dados de
autoridades de Pessoas, Entidades, Locais geográficos e Títulos uniformes.
A FBN desenvolve trabalho de padronização e estabelecimento de autoridades
reconhecidos pelas demais bibliotecas do Brasil. Os dados bibliográficos e de

�autoridades presentes em seu OPAC (Online Public Access Catalog) podem ser
consultados e importados pelas bibliotecas, por meio do formato MARC,
auxiliando as instituições na inclusão e normalização dos registros.
Como trata-se de uma biblioteca nacional, sua participação no projeto VIAF era
esperada por toda a comunidade bibliotecária, uma vez que, além de auxiliar as
bibliotecas brasileiras no estabelecimento de descrição de autoridades, também
contribui com a padronização de nomes em língua portuguesa, orientando a
formação de pontos de acesso para nomes brasileiros às demais bibliotecas do
mundo.
O VIAF é um consórcio formado por bibliotecas nacionais e instituições parceiras
que reúne as autoridades criadas por estas agências catalogadoras em um
catálogo único, onde podem ser consultadas e reutilizadas. Atualmente o
consórcio conta com a participação de 52 bibliotecas, distribuídas em 38 países,
com representação de todos os continentes (ROMANETTO, 2017). O Brasil passa
a ser o segundo país da América Latina a estar presente no consórcio, juntamente
com o Chile.
Os objetivos do consórcio são: 1) reunir nomes de autoridades e oferecer estes
registros para bibliotecas em todo o mundo para reduzir os custos de catalogação;
2) expandir o conceito de controle bibliográfico universal, preservando, porém,
variações nacionais e regionais; 3) suportar necessidades de variações
linguísticas, ortográficas ou gramaticais de cada agencia catalogadora; e 4) prover
dados compatíveis com a Web Semântica (OCLC, 2017).
A primeira versão do consórcio foi lançada em 1998. Em 2014 a base de dados
contava com cerca de 35 milhões de nomes de pessoas, mais de 5 milhões de
entidades, aproximadamente 500 mil nomes geográficos e mais de 2 milhões de
títulos uniformes (SERRA; SILVA; SANTARÉM SEGUNDO, 2017).
Os primeiros contatos entre a FBN e o VIAF datam de abril de 2017, quando, após
apresentação de interesse da FBN em participar do consórcio, iniciaram-se as
tratativas formais e técnicas para início da cooperação.
Após preenchimento de formulário de manifestação de intenção de aderência ao
consórcio, a equipe da FBN tramitou internamente a documentação necessária
para o início do convênio. Tecnicamente, foi realizado desenvolvimento de
funcionalidade para geração de arquivos de autoridades para exportação de forma
automática, com intuito de eliminar a rotina de coleta dos dados de forma manual
para envio dos arquivos com os registros. Após esta etapa, uma primeira carga de
dados de autoridades foi disponibilizada ao VIAF para análise prévia.

�Foi definido que somente as autoridades assinaladas como autorizadas, ou seja,
que já passaram por pesquisa e estabelecimento da forma adotada pela equipe
responsável da FBN, seriam exportadas ao VIAF, conferindo, assim, qualidade ao
conjunto que será disponibilizado para colaboração internacional.
Na etapa de envio de amostragem de registros de autoridades foram dirimidas
dúvidas sobre a forma descritiva adotada pela instituição e sinalizados ajustes em
conjuntos de metadados. Esclarecimentos sobre a padronização descritiva
adotada pela FBN foram apresentados como, por exemplo, o uso de letras no
campo de datas para indicar proximidades (ca., fl., séc., meses na forma
abreviada em português e datas duvidosas). Quebras de linhas dentro de notas
também foram reportadas nos registros, não justificando, entretanto, necessidades
de correção.
Os problemas identificados nos metadados eram relacionados com limitações da
estrutura que era empregada no momento em que os registros foram incluídos,
uma vez que a solução anterior utilizada pela FBN para seus catálogos não
possuía crítica e validação do MARC. Além disso, outras inconsistências poderiam
ter sido ocasionadas, visto que o formato MARC também não era atualizado pela
solução anterior. Os ajustes indicados foram:
a)
b)
c)
d)
e)

Presença de tags não aderentes ao formato MARC;
Preenchimento de valor não esperado em tags 100|m;
Registro bibliográfico cadastrado como autoridade;
Registros com caracteres não autorizados na tag 008;
Registros sem a tag 008.

Com o intuito de identificar todos os registros com os problemas relatados pelo
VIAF, foi feita uma análise dos dados e, como resultado, foi encaminhada à equipe
de autoridades da FBN a relação dos registros que precisavam de ajustes. Com
exceção da ausência da tag 008, os demais casos representavam apenas 14
registros em sua totalidade, quantidade irrisória frente ao catálogo de autoridades
da FBN que conta, atualmente, com cerca de 400 mil registros. Para suprir a
ausência da tag 008, em virtude de possuir grande quantidade de ocorrências, foi
definida a estratégia de tratamento por meio de aplicação de correção em lote,
com a inclusão da tag, de acordo com preenchimento mínimo e neutro de
posições e alinhado com o padrão adotado pelo VIAF. Novas cargas de dados
serão liberadas com regularidade até a fase final de testes. Após a
disponibilização dos dados, a expectativa é que ocorram atualizações da FBN no
VIAF de forma semestral.
Considerações Finais:

�A participação da FBN no VIAF marca um momento importante para a agência
catalogadora brasileira ao inserir-se em contexto cooperativo internacional. Além
de assumir posição de destaque, sua presença no consórcio pode vir a estimular a
participação de outras bibliotecas latino americanas ou de países em língua
portuguesa.
Também é um marco da posição da instituição em direção ao desenvolvimento
tecnológico, ao dispor de seus dados em padrões abertos de interoperabilidade e
com possibilidades de ampliação do uso de recursos semânticos.
Este momento reforça a atuação da equipe à frente da instituição, assumindo sua
tarefa de instituição bibliotecária de referência, proporcionando fontes e recursos
informacionais de qualidade às demais bibliotecas do Brasil e do mundo.
Referências:
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Apresentação. 2017. Disponível
em: &lt;https://www.bn.gov.br/sobre-bn/apresentacao&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.
OCLC. Virtual
International
Authority
File. 2017.
&lt;https://www.oclc.org/en/viaf.html&gt;. Acesso em: 6 jul. 2017.

Disponível

em:

ROMANETTO, Luiza de Menezes. O controle de autoridade no consórcio
VIAF. 2017. 105 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciência da Informação,
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Marília, 2017. Disponível
em:
&lt;https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/148839/romanetto_lm_me_m
ar.pdf&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.
SERRA, Liliana Giusti; SILVA, José Fernando Modesto da; SEGUNDO, José
Eduardo Santarém. Application of linked data in the library catalog. In:
INTERNATIONAL CONFERENCE ON INFORMATION SYSTEMS AND
TECHNOLOGY MANAGEMENT CONTECSI, 14., 2017, São Paulo. Anais... . São
Paulo: FEA, USP, 2017. p. 1 - 18.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32964">
                <text>A FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL NO VIAF</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32965">
                <text>Liliana Giusti Serra</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32966">
                <text>Luciana Grings</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32967">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32968">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32970">
                <text>Eixo 6:  IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação. Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32971">
                <text>A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é uma das maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina. Sua coleção é composta por cerca de 9 milhões de registros e chegou ao Brasil em 1808, com a vinda da corte de D. João VI ao Rio de Janeiro. É a entidade responsável pelo depósito legal e pelo controle bibliográfico brasileiro.O VIAF (Virtual International Authority File) é um consórcio de cooperação formalizado em 2003 e coordenado pela OCLC (Online Computer Library Center). O consórcio foi estabelecido entre bibliotecas e agências nacionais com o intuito de centralizar e disponibilizar registros de autoridades de Pessoas, Entidades, Nomes geográficos, Obras (títulos uniformes) etc., em âmbito internacional.Este relato de experiência descreve o processo de adesão da FBN ao VIAF, desde os contatos iniciais, envio de registros para análise, acertos nos metadados, formalização do acordo de cooperação, início dos testes e aguardo de ajustes finais para disponibilizar os registros do Brasil no consórcio. No presente momento o Brasil já está representado no VIAF, porém ainda sem dados visíveis para consulta.Trata-se de um marco na história da FBN ao engajar-se em projeto cooperativo em prol do compartilhamento de dados de autoridades, com estabelecimento de descrição de nomes em língua portuguesa, contribuição para divulgação do controle bibliográfico brasileiro e posicionamento da instituição em nível internacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66765">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2801" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1883">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2801/1915-1932-1-PB.pdf</src>
        <authentication>8ef7654d5aa38bbcddd40322e1d5b372</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32963">
                    <text>REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA ORAL EM DOCUMENTÁRIO
MEMORIALÍSTICO: relato de experiência de um estudo aplicado no
Sítio Minguiriba - Crato - CE

Francisca Eugenia Gomes Duarte (UFCA) - eugenia.duarte@urca.br
Francisca Pereira Santos (UFCA) - teiadoato@gmail.com
Resumo:
Este relato apresenta a experiência de criação de um documentário contendo a representação
da memória oral da comunidade rural do Sítio Minguiriba, situado na Floresta Nacional do
Araripe, na cidade de Crato-Ce. O objetivo deste trabalho é contribuir para a preservação da
memória da comunidade local a partir dos registros orais produzidos. É um trabalho relevante
por evidenciar a memória e os saberes de um povo e dar visibilidade à uma comunidade
esquecida pelo poder público, evidenciando a memória, os saberes e as necessidades desse
povo. A realização desse estudo fundamenta-se em BARROS (2006); BAUMAN (2005);
CARVALHO (2016); HALBWACHS (2004); LIMA (2012) e PORTELLI (1998). Trata-se de
trabalho de campo realizado com o emprego da metodologia da história oral por meio de
leituras bibliográficas, entrevistas semiestruturadas, sistematização, análise dos dados e
produção de um suporte no formato de um documentário.
Palavras-chave: Memória oral, Identidade, Documentário.
Eixo temático: Eixo 5: Fórum das Bibliotecas de Arte.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO FORTALEZA, 16 A 20 DE OUTUBRO DE 2017.
EIXO TEMÁTICO: Fórum das Bibliotecas de Arte

REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA ORAL EM DOCUMENTÁRIO
MEMORIALÍSTICO: relato de experiência de um estudo aplicado no Sítio
Minguiriba – Crato - CE
1 INTRODUÇÃO
A

cultura

a

memória

e

a

identidade

são

temas

relevantes

na

contemporaneidade e tornaram-se focos de preocupação da Biblioteconomia que,
com o suporte da Ciência da Informação, tem possibilidades de empreender ações
relevantes que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
A presente pesquisa em andamento objetiva a criação de um documentário
através da representação das memórias orais da comunidade rural do Sítio Serra da
Minguiriba, localizada entre os municípios de Crato e Santana do Cariri, na Região
do Cariri cearense.
Tendo como fato a relevância do estudo, fica a pergunta:
– Qual o repertório de saberes e conhecimentos mobilizados no sítio
Minguiriba?
A pesquisa tem como objetivo geral contribuir para a preservação das
memórias da comunidade do sítio Serra da Minguiriba, a partir do levantamento de
registros orais produzidos pela comunidade. Especificamente investigará os
aspectos memorialísticos e identitários, identificará o repertório cultural presentes
nas práticas cotidianas da comunidade e, a partir dos testemunhos orais, escritos e
visuais dos testemunhos vivos do grupo, documentará em vídeo os relatos dos
moradores da localidade.
Nosso trabalho é relevante pelo fato de contribuir para a preservação da
memória local através da criação de um documentário que dará visibilidade e trará
benefícios à uma comunidade que sofre de descaso por parte das autoridades. Este
material ao ser exibido em universidades, escolas, eventos e mídias sociais
evidenciará a história e a memória de um povo esquecido nos confins da Floresta
Nacional do Araripe, em Crato-Ceará.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

�MARCHUSCHI (2008) defende que, em sua maioria, as atividades discursivas
servem como atividades de controle social e cognitivo. Quando queremos exercer
qualquer tipo de poder ou de influência, recorremos ao discurso. Em algumas
“esferas sociais”, é somente a fala, enquanto oralidade, que faz a interação
comunitária ou familiar, levando em conta que as famílias mais antigas não tiveram
acesso à educação formal e inconscientemente usaram esse poder (da fala), assim
como as estórias orais herdadas (passadas de pais para filhos), para exercer o
controle e repassar valores para a família.
A história oral no contexto geral é reconhecida como uma metodologia de
pesquisa que utiliza entrevistas gravadas com pessoas que através do seu
testemunho relatam aspectos da história contemporânea que podem servir de
registro para os acontecimentos sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos,
etc. Os heróis da história oral são pessoas comuns, líderes da localidade e
desconhecidos do povo. Atesta a história feita pelo povo e seus registros servirão de
documentos para a comunidade que participa e colabora com as mudanças
históricas ocorridas com o tempo. Portelli (1997, p. 15) a define a História Oral como:
[...] uma ciência e arte do indivíduo. Embora diga respeito – assim
como a sociologia e a antropologia – a padrões culturais, estruturais
sociais e processos históricos, visa aprofundá-los, em essência, por
meio de conversas com pessoas sobre experiências na vida de cada
uma das personagens que não pertenceram necessariamente ao
espaço- tempo da pessoa.

A cultura, a língua, a religião, as crenças compõem a formação da identidade.
Bawman (2005) em entrevista a Vechi (2005) consideram, em tempos de
globalização, a formação da identidade um quebra-cabeça:
Receio que a sua alegoria dos quebra-cabeças seja apenas
parcialmente esclarecedora. Sim, é preciso compor a sua identidade
pessoal (ou as suas identidades pessoais?) da forma como se
compõe uma figura com as peças de um quebra-cabeça, mas só se
pode comparar a biografia com um um quebra-cabeça incompleto, ao
qual faltem muitas peças (e jamais se saberá quantas). O quebracabeça que se compra numa loja vem completo numa caixa, em que
a imagem final está claramente impressa, e com a garantia de
devolução do dinheiro se todas as peças necessárias para reproduzir
essa imagem não estiverem dentro da caixa ou se for possível
montar uma outra usando as mesmas peças. E assim você pode
examinar a imagem na caixa após cada encaixe no intuito de se
assegurar que de fato está no caminho certo (único), em direção a
um destino previamente conhecido, e verificar o que resta a ser feito
para alcançá-lo (VECHI, 2005. p. 54).

�Essa analogia aplicada à identidade serve também para as questões de
memórias; incompletas e, às vezes, carentes da participação de muitos testemunhos
para que seja feito o resgate de fatos deteriorados pelo tempo.
Para que a nossa memória se aproveite da memória dos outros, não
basta que estes nos apresentem seus testemunhos: também é
preciso que elas não tenham deixado de concordar com as memórias
deles e existam muitos pontos de contato entre uma e outras para
que a lembrança que nos fazem recordar venha a ser reconstruída
sobre uma base comum. Não basta reconstituir pedaço a pedaço a
imagem de um acontecimento do passado para obter uma
lembrança. É preciso que esta reconstrução funcione a partir de
dados ou de noções comuns que estejam em nosso espírito e
também no dos outros, porque elas estão sempre passando destes
para aquele e vice-versa, o que será possível somente se tiverem
feito parte e continuarem fazendo parte de uma mesma sociedade,
de um mesmo grupo. Somente assim podemos compreender que
uma lembrança seja ao mesmo tempo reconhecida e reconstruída
(HALBWARCHS, 2003. p. 39).

Representar é o ato de utilizar palavras, figuras, imagens, desenhos, mímicas,
esquemas, etc, substituindo objetos, ideias ou fatos. Lima e Alvares (2012), e
documentar significa buscar informações retrospectivas com o objetivo de classificalas. Gardin (1968, apud Cintra 2002, p.35). Carvalho (2016) acredita que os livros
são veículos de informação acessíveis para todos e são à base da leitura e da
socialização do conhecimento na história da humanidade. A representação, a
documentação e o registro da informação são indispensáveis no processo de criação
de um documentário sobre a história da comunidade do Sítio Minguiriba.
3 METODOLOGIA
É uma pesquisa aplicada, qualitativa, de cunho descritivo, com abordagem
conceitual bibliográfica e documental. Como mecanismo de coletas de dados
estamos empregado o procedimento da observação, para registro do caso e de toda
a sua significação. O método é uma técnica flexível, tanto para abordagens
quantitativas como qualitativas (BARROS e LEHFELD, 1990, p. 77). É uma pesquisa
de campo, de caráter militante, pelo fato da pesquisadora ser moradora da
localidade e ter contato direto com a comunidade. Esse detalhe favorece o
reconhecimento dos procedimentos para estruturação do ambiente de informação espaço que alocará os discursos dos atores sociais. A pesquisa em questão se
utiliza da observação e coleta os dados através de entrevistas (semiestruturadas).

�Os registros orais estão sendo coletados em áudio e vídeo e transcritos para
constituir um arquivo da memória oral (ambiente de informação).
A pesquisa é pioneira enquanto técnica de atuação na comunidade. Desse
modo, a partir da orientação para a representação das memórias orais da
comunidade e dos resultados encontrados, sugeriremos e coordenaremos ações
que, possibilitem a apresentação do resultado final do documentário na Sede da
Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Sítio Minguiriba.

4 RESULTADOS

Figura 01: Entrevista com um dos membros da comunidade

Fonte: Arquivo pessoal da pesquisadora

É culturalmente importante a preservação da memória oral no sítio Minguiriba
em um documentário. A ação vem modificando o cotidiano da localidade, realizando
a captação da história/ estórias, reais ou imaginárias, desde o seu povoamento até
os dias atuais, mostrando a cara, a identidade e a cultura da comunidade.
Essa ação servirá como ponto de referência intelectual e cultural da
comunidade e dará visibilidade a um povo esquecido que padece de necessidades
básicas, direitos da coletividade, mas que são deixadas ao descaso pelas
autoridades.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pretende-se com essa iniciativa assegurar o armazenamento da memória oral
pela importância dessas representações que, além de conter um cunho artístico
cultural muito forte, ainda resguardas em si traços originários que podem desenvolve
um senso de pertencimento e chamar a atenção para os traços de identidade da
comunidade.
É através da representação, da memória, da cultura da arte, do registro da
história e das estórias vividas e contadas que poderemos identificar os traços
identitários locais que servirão de consulta para professores, alunos, pesquisadores
e visitantes, bem como a preservação da cultura e identidade que garantirão o
acesso destas informações, como base de conhecimento para as novas gerações.

5 REFERÊNCIAS

BARROS, A. J. P; LEHFELD, N; SOUZA, A. Projeto de pesquisa: propostas
metodológicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
BAUMAN, Z. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Tradução Carlos
Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.
CARVALHO, J. Tópicos em Biblioteconomia e Ciências da Informação:
epistemologia, política e educação /Jonathas Carvalho. – Rio de Janeiro: Agência
Biblioo, 2016.
CINTRA, A. M.M. et al. Para Entender as Linguagens Documentárias. 2ed. Ver.
e ampl.. São Paulo: Polis, 2002.
HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2004.
LIMA, J.L.: ALVARES, L. Organização e representação da informação e do
Conhecimento: conceitos, subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paulo: B4
Editores, 2012.
MARCUSCHI, L A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São
Paulo: Parábola editorial, 2008.

PORTELLI, A. O Massacre de Civitella Val di Chiana (Toscana: 29 de junho de
1944): mito, política, luta e senso comum. In: FERREIRA, M. M.; AMADO,
J. (Org.). Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio
Vargas, 1998.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32955">
                <text>REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA ORAL EM DOCUMENTÁRIO MEMORIALÍSTICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ESTUDO APLICADO NO SÍTIO MINGUIRIBA - CRATO - CE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32956">
                <text>Francisca Eugenia Gomes Duarte</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32957">
                <text>Francisca Pereira Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32958">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32959">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32961">
                <text>Eixo 5: Fórum das Bibliotecas de Arte.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32962">
                <text>Este relato apresenta a experiência de criação de um documentário contendo a representação da memória oral da comunidade rural do Sítio Minguiriba, situado na Floresta Nacional do Araripe, na cidade de Crato-Ce. O objetivo deste trabalho é contribuir para a preservação da memória da comunidade local a partir dos registros orais produzidos. É um trabalho relevante por evidenciar a memória e os saberes de um povo e dar visibilidade à uma comunidade esquecida pelo poder público, evidenciando a memória, os saberes e as necessidades desse povo. A realização desse estudo fundamenta-se em BARROS (2006); BAUMAN (2005); CARVALHO (2016); HALBWACHS (2004); LIMA (2012) e PORTELLI (1998). Trata-se de trabalho de campo realizado com o emprego da metodologia da história oral por meio de leituras bibliográficas, entrevistas semiestruturadas, sistematização, análise dos dados e produção de um suporte no formato de um documentário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66764">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2800" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1882">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2800/1914-1931-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f0f841e896d7d2fe6eb4a42388d1cc86</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32954">
                    <text>“Iguais no mundo das diferenças”: acessibilidade atitudinal na
BCJC

Clemilda Santana dos Reis de Jesus (UEFS) - clereis@uefs.br
Lívia Sandes Mota (UEFS) - liviasandes@uefs.br
Solange dos Santos Rocha (UEFS) - solange@uefs.br
TATIANE SOUZA SANTOS (UEFS) - tatisantos@uefs.br
Resumo:
Aborda a construção da cartilha “Iguais no mundo das diferenças”, um instrumento
educacional que tem como finalidade trazer recomendações de atitudes pessoais que podem
ser desenvolvidas pela equipe de trabalho da Biblioteca Central Julieta Carteado da
Universidade Estadual de Feira de Santana. Apresenta um breve relato sobre a legislação
brasileira acerca do tema acessibilidade, além de ressaltar a importância das mudanças
culturais na equipe quanto à acessibilidade atitudinal para desenvolver um espaço inclusivo
por meio do atendimento as necessidades informacionais.
Palavras-chave: Acessibilidade. Biblioteca universitária.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Os cidadãos como seres sociais tem direitos básicos assegurados por leis.
Equipamentos, produtos, ambientes, meios de comunicação e acesso a informação
precisam servir a todos indistintamente de forma igualitária. Nesse contexto, a
biblioteca surge como um espaço que possibilita à inclusão social por meio do
atendimento as necessidades informacionais.
O tema acessibilidade foi se tornando conhecido no Brasil a partir da Emenda
Constitucional nº 12 de 17 de outubro de 1978, essa legislação tratava somente do
acesso a edifícios e logradouros. Com a Constituição de 1988, o assunto é inserido
de forma ainda incipiente na legislação federal brasileira que previa normas para
construção de ruas, edifícios de uso público e produção de veículos de transporte
coletivo, concedendo garantias de acesso apropriado às pessoas com deficiências.
Somente no ano de 2000, a questão da acessibilidade é apresentada de forma mais
ampla com a regulamentação das Leis Federais nº 10.048, e 10.098 (COSTA;
MAIOR; LIMA, 2005).
Entretanto, para Costa, Maior e Lima (2005, p.4) “ainda que o Brasil possua
uma legislação avançada, abrangente e moderna do ponto de vista científicotecnológico, existe ainda uma grande dificuldade em implementá-la no país”, isso
porque “[...] a efetivação da acessibilidade não depende unicamente de mudanças
estruturais, mas primordialmente de uma mudança cultural, o que é um pouco mais
difícil de se alcançar”.
Nesse sentido Ponte e Silva (2015, p. 262) apontam que acessibilidade vai
além de equipar adequadamente espaços ou instalações físicas para atender às
necessidades de pessoas com deficiência, afirmando que
as dificuldades de acesso não se limitam apenas às barreiras físicas, pois
existem outros tipos de obstáculos que impedem a inclusão da pessoa com
deficiência, como a negação, os estereótipos, os estigmas, o abuso dos
direitos, os preconceitos no ambiente de trabalho e/ou escolar, pois são
essas atitudes discriminatórias que interferem na inclusão do ser humano
na sociedade atual.

Comprometida em desenvolver um espaço inclusivo para seus usuários, a
Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) da Universidade Estadual de Feira de
Santana procurou estimular a reflexão das atitudes pessoais dos funcionários sobre
suas praticas diárias no trato com as pessoas com deficiência.

�Relato da experiência
A BCJC criou uma comissão para confeccionar uma cartilha como parte das
comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca em 2015. A cartilha
tinha a finalidade de “transformar o ambiente de trabalho em espaços inclusivos
através de nossas mudanças culturais e atitudinais no convívio com as pessoas que
tem deficiências” (MACHADO, 2015, p. 3), sensibilizando a equipe de trabalho de
que para uma sociedade se tornar igualitária e democrática é preciso mudar ideias
preconcebidas e atitudes inadequadas por ações individuais e coletivas que
proporcione a pessoa com deficiência a sua inclusão em meio a sociedade.
A construção da cartilha “Iguais no mundo das diferenças” como instrumento
educacional simples surge a partir de uma discussão de grupo que definiu como
deveria ser abordado o tema acessibilidade. Para a sua organização foram
realizadas pesquisas de textos e imagens sobre acessibilidade no período de
fevereiro a junho de 2015. Após o levantamento bibliográfico, as informações foram
agrupadas por tipos de deficiências mais comuns.
Em seguida, de forma didática e ilustrada, utilizando linguagem de fácil
compreensão foram compiladas sugestões de como devemos abordar e se
comportar ao atender uma pessoa com deficiência visual, física, auditiva ou mental.
Utilizou-se duas charges do autor Ricardo Ferraz para ilustrar algumas situações
cotidianas ocorridas com pessoas que possuem alguma deficiência e imagens
vetores ilustrando os tipos de deficiência abordado no texto.
Inicialmente não havia definição acerca da quantidade de páginas que teria a
cartilha, mas sabia-se que não poderia ser extensa e precisaria conter os assuntos
estabelecidos. A estrutura final apresentou-se da seguinte forma: capa, introdução,
os tipos de deficiências (visual, física, auditiva e mental), charges ilustrativas sobre
deficiência física e visual, informações importantes a respeito de alguns direitos que
os deficientes possuem e outros poucos conhecidos.

Considerações
A orientação aos funcionários quanto a essa temática através de uma cartilha
contribuiu para desmitificar ideias que ratifica atos de exclusão e discriminação.
A cartilha “Iguais no mundo das diferenças” traz recomendações de atitudes
pessoais que podem ser desenvolvidas pela equipe da BCJC, com a adoção de

�posturas educativas que fazem a diferença no convívio da pessoa com deficiência
que necessita utilizar a biblioteca.
A produção desse instrumento educacional em si é uma atitude positiva.
Contudo, é notório que ainda há muito a ser feito em prol da mudança cultural da
equipe quanto à acessibilidade atitudinal, pois acredita-se que esse seja um dos
“primeiros passos para tornar a biblioteca mais acessível e inclusiva”. (RABELO,
2015, p.3)

REFERÊNCIAS
COSTA, R.V.; MAIOR, I.M.M. DE L; LIMA, N.M. de. Acessibilidade no Brasil: uma
visão histórica. In: SEMINÁRIO ACESSIBILIDADE, TI E INCLUSÃO DIGITAL, 3.,
2005, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2005. p. 1-5. Disponível em:
&lt;http://www.prodam.sp.gov.br/multimidia/midia/cd_atiid/conteudo/ATIID2005/MR1/01
/AcessibilidadeNoBrasilHistorico.pdf&gt;. Acesso em: 19 jun. 2017.
PONTE, A. S; SILVA, L. C. da. A acessibilidade atitudinal e a percepção das
pessoas com e sem deficiência. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFScar,
São Carlos, SP, v.3, n.2, p. 261-271, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/851&gt;.
Acesso em: 21 jun. 2017.
RABELO, L. S. M. et al. Primeiros passos para acessibilidade na BCJC UEFS. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 26.,
2015, São Paulo. Anais...São Paulo: FEBAB, 2015.
SAMPAIO, A. M. M. et al. Iguais no mundo das diferenças. [S.l: s.n.], 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32944">
                <text>IGUAIS NO MUNDO DAS DIFERENÇAS”: ACESSIBILIDADE ATITUDINAL NA BCJC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32945">
                <text>Clemilda Santana dos Reis de Jesus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32946">
                <text>Lívia Sandes Mota</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32947">
                <text>Solange dos Santos Rocha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32948">
                <text>TATIANE SOUZA SANTOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32949">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32950">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32952">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32953">
                <text>Aborda a construção da cartilha “Iguais no mundo das diferenças”, um instrumento educacional que tem como finalidade trazer recomendações de atitudes pessoais que podem ser desenvolvidas pela equipe de trabalho da Biblioteca Central Julieta Carteado da Universidade Estadual de Feira de Santana. Apresenta um breve relato sobre a legislação brasileira acerca do tema acessibilidade, além de ressaltar a importância das mudanças culturais na equipe quanto à acessibilidade atitudinal para desenvolver um espaço inclusivo por meio do atendimento as necessidades informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66763">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2799" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1881">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2799/1913-1930-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c3f35aacf354855625aba1a9ce925ee1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32943">
                    <text>Vamos falar de nova Biblioteconomia?
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira (UFMG) - emanuelle.gaf@gmail.com
Carlos Alberto Ávila Araújo (UFMG) - casalavila@yahoo.com.br
Resumo:
A conferência de abertura do XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
nos fez o seguinte convite: “Vamos pensar juntos uma nova Biblioteconomia?”. No mesmo ano,
acompanhando algumas das postagens do grupo fechado da rede social Facebook intitulado
"Bibliotecários do Brasil", a seguinte chamou atenção: tratava-se do compartilhamento da
noticia de que em Praga está localizada a livraria “mais bonita do mundo”. O participante do
grupo que divulgou, colocou no enunciado "E no Brasil faltam livrarias, bibliotecas e gente
interessada em ler. Cenário para a Nova Biblioteconomia resolver". Em outras postagens
semelhantes, destaca-se a mesma frase "para a Nova Biblioteconomia resolver”. Afinal, o que é
a nova Biblioteconomia? É por meio dela que resolveremos tais questões no contexto
brasileiro? O presente trabalho apresenta uma discussão inicial sobre alguns aspectos que
serão contemplados ao longo da tese de doutorado em Ciência da Informação que pretende
abordar a “nova Biblioteconomia” no contexto brasileiro.
Palavras-chave: Nova Biblioteconomia. Facilitação do conhecimento.
conhecimento. Comunidade. Missão do bibliotecário.

Construção

do

Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução: O XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação nos
fez o seguinte convite: “Vamos pensar juntos uma nova Biblioteconomia?”. O
referido convite nos foi feito pelo professor R. David Lankes ao proferir sua
videoconferência com algumas ideias de sua obra publicada em 2012 “Expect More:
Demanding Better Libraries for Today’s Complex World”. No mesmo ano,
acompanhando algumas das postagens do grupo fechado da rede social Facebook
intitulado "Bibliotecários do Brasil", algumas postagens começaram a aparecer com
enunciados semelhantes – pode ser que em decorrência do referido convite na
ocasião do XXVI CBBD – o que chamaram atenção. Uma das postagens tratava-se
do compartilhamento da noticia de que em Praga está localizada a livraria “mais
bonita do mundo”. O participante do grupo que divulgou, colocou no enunciado "E no
Brasil faltam livrarias, bibliotecas e gente interessada em ler. Cenário para a Nova
Biblioteconomia resolver". Em outras postagens semelhantes, destaca-se a mesma
frase "para a Nova Biblioteconomia resolver”. Afinal, o que é a nova
Biblioteconomia? É por meio dela que resolveremos tais questões no contexto
brasileiro? A “nova Biblioteconomia”, termo cunhado e defendido por R. David
Lankes em 2011, com a publicação do Atlas of New Librarianship, postula que o
papel do bibliotecário nas sociedades contemporâneas é o de estimular a criação de
conhecimento colaborativo entre os diferentes membros das comunidades, a
promoção de ampla circulação dessa produção e, sobretudo, a atuação por uma
apropriação crítica e plural desse conhecimento. Assim, o presente trabalho
apresenta uma discussão inicial sobre alguns aspectos que serão contemplados ao
longo da tese de doutorado em Ciência da Informação que pretende abordar a “nova
Biblioteconomia” no contexto brasileiro.
Método da pesquisa: Análise da própria obra de R. David Lankes relacionada a
nova Biblioteconomia e obras que ajudem a elucidar os conceitos com os quais ele
trabalha. Desse modo, nesta fase inicial, vem sendo realizada uma pesquisa
exploratória acerca do conceito de nova Biblioteconomia e da problematização do
percurso teórico de alguns dos conceitos abordados por Lankes (2011), tais como
comunidade e a “teoria da conversação”.
Resultados: O “Atlas da Nova Biblioteconomia” está organizado em torno de seis
grandes conceitos da missão das bibliotecas (Missão, Criação de Conhecimento,
Facilitação, Comunidades, Melhorar a Sociedade, e Bibliotecários), visto que o
destaque que norteia cada tópico é a missão do bibliotecário: “melhorar a sociedade
por meio de facilitação da criação de conhecimento em suas comunidades”
(LANKES, 2011, p. 13). O ponto principal para o desenvolvimento de uma nova
Biblioteconomia é a relação da biblioteca diretamente com a sua comunidade.
Embora o enfoque sobre a comunidade já tenha sido destacado por alguns autores
como Mukherjee (1966) e Lasso de La Vega (1952), Lankes (2011) aborda este
aspecto dos membros da comunidade como protagonistas de maneira mais incisiva.
Neste sentido, independentemente da tipologia, Lankes (2012) aponta que a missão
das bibliotecas é criar uma nação de cidadãos proativos e informados, porque o
futuro da comunidade está nas decisões e nos talentos dos cidadãos. O conceito
amplo utilizado por Lankes (2011, 2016) para situar a atuação da nova
Biblioteconomia, no tocante a apropriação da informação e construção do
conhecimento coletivo, corrobora com o conceito de comunidade que Bauman
(2003) apresenta no último capítulo do livro “Comunidade: a busca por segurança no
mundo atual”. O autor, desacreditado da existência de uma comunidade em virtude

�da configuração atual da sociedade, pontua que se ela existir deve ser construída
em prol da defesa dos direitos sociais e do compartilhamento de interesses comuns.
Neste sentido, Lankes (2016) afirma que a biblioteca não deve só ajudar a
comunidade a solucionar os problemas e desafios, como, também, documentar a
maneira como ajuda. Ou seja, as bibliotecas devem ressignificar sua atuação e sua
“imagem estereotipada”: não se trata de acumular somente o conhecimento
registrado, trata-se de apresentar-se como uma plataforma comunitária para a
criação e o compartilhamento do conhecimento. Desse modo, os serviços das
bibliotecas são para atender as necessidades da comunidade e não para a
comunidade. Todas as atividades desenvolvidas pela biblioteca devem estar
alinhadas com os objetivos da comunidade. Assim sendo, devemos reconhecer que
os membros de uma comunidade não consumidores passivos de informação e que
eles são a razão das bibliotecas existir. No entanto, o autor chama a atenção para o
fato de que mesmo o melhor conceito de biblioteca é abstrato, porque as bibliotecas
não fazem ou deixam de fazer, tampouco, devem ou não fazer. Quem faz, deve ou
não nas bibliotecas, são os bibliotecários que são os responsáveis pelos resultados
e impactos das bibliotecas nas comunidades. A nova Biblioteconomia não é definida
pela maneira como fazemos as coisas (visão funcional), mas sim pelo motivo que
nos levou a fazer (visão de mundo que norteia). “Com o tempo, as ferramentas de
hoje vão desaparecer, e as habilidades que nós prezamos então irão evoluir, mas a
missão? A missão continua” (LANKES, 2011, p. 185).
Discussão: Para Lankes (2011), o poder de ser um bibliotecário está em não ver as
pessoas como problemas, mas como membros em necessidades - necessidade de
serviços, suporte, alfabetização e, sobretudo, o poder de criar e aprender, não
simplesmente para sobreviver. O bibliotecário nem sempre esteve consciente de
todo o poder e da responsabilidade em fazer uso do poder. Sempre imerso em suas
tarefas cotidianas de organizar e preservar, o bibliotecário pouco se dá conta de sua
importância na sociedade contemporânea. “Muitos bibliotecários revivem a história e
estão presos num conservadorismo profissional que privilegia o que eles fazem em
detrimento das razões por que o fazem” (LANKES, 2016, p. 23). Corroborando a
esta afirmativa, Macedo (1986, p. 219) pontuou que “apesar de todo o progresso
científico, a Biblioteconomia e seus profissionais ainda teimam por manter a velha
atitude de encarar o conhecimento como algo pronto a ser adquirido e reproduzido”.
Eis o grande diferencial da Nova Biblioteconomia. O conhecimento não é um algo
pronto para adquirir e reproduzir, o conhecimento é uma construção social e a
missão do bibliotecário é facilitar a criação do conhecimento com os membros da
comunidade e não para a comunidade. A comunidade é o verdadeiro acervo. O
bibliotecário é capaz de contribuir com a solução de problemas sociais da
comunidade se tornar-se parte da comunidade, não um prestador de serviços
informacionais. Samek (2007, p. 4) afirma que os bibliotecários desempenham um
papel importante na preservação e no apoio aos ideais de tolerância, democracia,
direitos humanos, direitos e memória coletiva em muitas partes do mundo. Por meio
de uma visão de mundo de uma Biblioteconomia que transcenda as ferramentas
para a organização da informação e manter o conhecimento registrado, o
bibliotecário pode contribuir com a erradicação do analfabetismo e facilitar a
integração de sociedades multiculturais, por exemplo. O bibliotecário deve ajudar a
promover o livre acesso democrático e socialmente igualitário as informações. “[...]
nas mãos de bibliotecários, o poder é a capacidade de fazer as nossas comunidades
e, finalmente, a nossa sociedade, um lugar melhor” (LANKES, 2011, p. 80). O

�bibliotecário não deve contribuir com a construção do conhecimento pela
comunidade porque é uma boa ideia, mas porque a ideia deve ser essa. Pensar nas
pessoas, no usuário, na comunidade, é uma tendência contemporânea da área que
pode ser observada em diferentes vertentes. A Biblioteconomia que todos queremos
deve ultrapassar fronteiras (LANKES, 2016).
Considerações finais: A construção de uma nova Biblioteconomia sob uma base
sólida de dignidade humana, liberdade, justiça social e diversidade cultural requer
que os bibliotecários atuem de forma constante e implacável sobre as questões
sociais, políticas, culturais, legais, econômicas, tecnológicas e ideológicas (SAMEK,
2007, p. 43). Ou seja, a chave para uma biblioteca bem sucedida e para uma nova
Biblioteconomia é o bibliotecário. Quando Lankes (2011) aponta a importância da
ação e do ativismo para cumprir a missão do bibliotecário na nova Biblioteconomia,
ele quer dizer que se bibliotecários realmente desejam melhorar a sociedade por
meio da facilitação do conhecimento, eles devem não só devem ter suas vozes
ouvidas, como também trabalhar constantemente para melhorar a sociedade através
da ação, assim os bibliotecários serão ativistas. Ser da comunidade no conceito e na
ação é o aspecto que merece destaque e atenção dos bibliotecários. Mais que
oferecer novos serviços e produtos com as tecnologias digitais é a relação com a
comunidade que muda. Trata-se de uma mudança na visão de mundo aliada a
missão do bibliotecário de contribuir com a facilitação da criação do conhecimento
para a melhoria das comunidades. “Vamos trabalhar juntos?” (LANKES, 2016, p.
169).
Referências:
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Biblioteconomia: fundamentos e desafios
contemporâneos. Folha de Rosto: Revista de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v. 3, n. 1, p. 68-79, jan./jun., 2017. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/folhaderosto/article/view/193/150&gt;.
Acesso em: 03 jul. 2017.
BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de
Janeiro: Zahar, 2003.
LANKES, R. David. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.
LANKES, R. David. The Atlas of the New Librarianship. Cambridge: MIT Press,
2011.
LASSO DE LA VEGA, Javier. Manual de Biblioteconomia: organização tecnica y
cientifica de las bibliotecas. Madrid: Editorial Mayfe S. L., 1952.
MACEDO, Iara Ferreira de. A ideologia na Biblioteconomia: uma reflexão. Revista
da Escola de Biblioteconomia da UFMG, v. 15, n. 2, p. 210-221, set. 1986.
MUKHERJEE, A. K. Librarianship: its philosophy and history. Bombay: Asia
Publishing House, 1966.

�SAMEK, Toni. Librarianship and human rights: a twenty-first century guide.
Oxford, England: Chandos, 2007.

Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32935">
                <text>VAMOS FALAR DE NOVA BIBLIOTECONOMIA?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32936">
                <text>Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32937">
                <text>Carlos Alberto Ávila Araújo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32938">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32939">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32941">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32942">
                <text>A conferência de abertura do XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação nos fez o seguinte convite: “Vamos pensar juntos uma nova Biblioteconomia?”. No mesmo ano, acompanhando algumas das postagens do grupo fechado da rede social Facebook intitulado "Bibliotecários do Brasil", a seguinte chamou atenção: tratava-se do compartilhamento da noticia de que em Praga está localizada a livraria “mais bonita do mundo”. O participante do grupo que divulgou, colocou no enunciado "E no Brasil faltam livrarias, bibliotecas e gente interessada em ler. Cenário para a Nova Biblioteconomia resolver". Em outras postagens semelhantes, destaca-se a mesma frase "para a Nova Biblioteconomia resolver”. Afinal, o que é a nova Biblioteconomia? É por meio dela que resolveremos tais questões no contexto brasileiro? O presente trabalho apresenta uma discussão inicial sobre alguns aspectos que serão contemplados ao longo da tese de doutorado em Ciência da Informação que pretende abordar a “nova Biblioteconomia” no contexto brasileiro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66762">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2798" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1880">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2798/1912-1929-1-PB.pdf</src>
        <authentication>fdb5cdc269ee1c2eb7927b787b0bc3b0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32934">
                    <text>UFT e a leitura: promovendo a leitura de qualidade e a inclusão
social

Glória Maria Soares Soares Lopes (UFT) - gloriamaria@uft.edu.br
Resumo:
O trabalho apresentado é em Slide.
A Biblioteca do Campus de Gurupi da UFT, iniciou há dois anos um evento no dia da criança,
com a proposta de interagir com a comunidade local ( Setor São José), sendo o objetivo
principal é: incentivar a leitura, inclusão social e disseminar a cultura de preservação
ambiental. No evento é abordado :
- Leitura como fonte de ensinamento moral e ético;
- A UFT como possibilidade de ampliação do conhecimento, ascensão econômica e social;
- Preservar o ambiente é perpetuar a nossa espécie.
Ao final do evento doa-se livros infantis.
Palavras-chave: Leitura, Inclusão social, Formação de leitor, Cultura.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�BIBLIOTECA DO CAMPUS DE GURUPI – BIBCAUG
EIXO TEMÁTICO 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia
Social.

UFT e a leitura: promovendo a leitura de qualidade e a inclusão social
GLÓRIA MARIA SOARES LOPES

Universidade Federal do Tocantins
Campus de Gurupi
Biblioteca Setorial
gloriamaria@uft.edu.br

Resumo: A finalidade das bibliotecas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) é dar suporte
aos programas de ensino, pesquisa e extensão. Constatando que em relação à extensão não havia
nenhuma iniciativa na biblioteca do Campus de Gurupi que visasse estimular a leitura e a cultura
voltada para o público infantil, principalmente da periferia, propôs se um evento com este
objetivo. A leitura sempre foi fonte de informação, conhecimento e cultura, e traz consigo
transformações no leitor e na sua posição social, econômica, crítica e em vários outros aspectos.
E para que a leitura atinja o propósito da mudança no indivíduo é necessário que atenda alguns
critérios quanto à seleção da literatura entre eles estão: autoridade do autor, atualidade, qualidade
técnica, tratamento do assunto, obras clássicas, entre outros. Após adoção dos critérios descritos
e consoante o público a que se destina, iniciou-se as etapas de planejamento do que seria
abordado sobre leitura, cultura e inclusão social e como divulgar aos grupos a quem visava
atingir a proposta de estimular o hábito da leitura. Após o evento constatou-se que o público saiu
com interesse maior pela leitura e conhecendo e tendo uma melhor visão da realidade próxima a
eles. É imprescindível intensificar o acesso às bibliotecas demonstrando que é um espaço de
acessibilidade a todos, inclusive aos que não tem possibilidades econômica e social de frequentar
espaços voltados para a leitura e o aprendizado.
Palavras chave: Leitura, Inclusão social, Formação de leitor, Cultura.
_____________________________________________________________________________
1 INTRODUÇÃO
A Universidade Federal do Tocantins (UFT) atualmente conta com sete Campus, nas cidades de:
Araguaína, Arraias, Gurupi, Miracema, Palmas, Porto Nacional e Tocantinópolis.
A Universidade Federal do Tocantins está sempre almejando a qualidade do ensino e nas demais
áreas da administração.
A missão da UFT é “formar profissionais cidadãos e produzir conhecimento com
inovação e qualidade que contribuam para o desenvolvimento socioambiental do
Estado do Tocantins e da Amazônia Legal” consoante o Planejamento estratégico da
Instituição. Sua meta é ser excelência no: ensino, pesquisa e extensão. (Plano de
Desenvolvimento Institucional, 2016, p. 58).

BIBLIOTECA DO CAMPUS DE GURUPI
Endereço Rua Badejós, S/N Chacará Lt 69/72 Zona Rural –Prédio BALA II- Andar Térreo | Cep.77.402.970-000 | Gurupi/TO
(63) 3311-3508 | www.uft.edu.br | bibliogpi@uft.edu.br

�BIBLIOTECA DO CAMPUS DE GURUPI – BIBCAUG

A Instituição tem crescido nos últimos 14 anos no ensino, pesquisa e extensão. Através da
extensão, as Bibliotecas da UFT por meio de eventos promovem e incentivam o hábito de leitura
dentro e fora da instituição. Um destes eventos foi implantado no ano de 2015 acontece no
Campus de Gurupi e tem como objetivo principal promover a leitura e a inclusão social.
A biblioteca do campus de Gurupi foi criada em 2003 com a fundação da UFT. Atende ao
público dos cursos de graduação de: Agronomia, Engenharia de bioprocessos e de biotecnologia,
Engenharia florestal e Química ambiental e ainda a quatro mestrado, um doutorado e dois Ead.
A biblioteca oferece acesso livre às estantes, espaço para estudo, consulta,
empréstimos, rede wi-fi, acesso à bases de dados, repositório institucional, a normalização de
trabalhos acadêmicos, treinamentos, normalização das referências bibliográficas e a portais de
periódicos da UFT.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A leitura desde a antiguidade foi fonte de transmissão do conhecimento e continua sendo meio
de enriquecimento e desenvolvimento pessoal e intelectual, gera mudanças de realidade,
econômica, de atitudes e inclusão social entre outros benefícios. Diante destas constatações,
verifica-se a importância da leitura como propulsora do crescimento do ser humano em vários
aspectos.
Com o objetivo de divulgar a leitura, torná-la acessível a comunidade próxima a UFT, criou-se
um evento tendo como público alvo as crianças das escolas publicas do ensino fundamental da
periferia da cidade de Gurupi.
No ano de 2015, foi criado um evento com o fim de estimular uma leitura diferente da proposta
pelas escolas públicas, ou seja, uma leitura que conscientizasse as crianças dos seus direitos e
deveres, divulgar a universidade como forma de acesso ao conhecimento, bem como a contação
de histórias relacionadas a questões éticas. O evento ocorreu no espaço de estudo em grupo da
biblioteca, no período da manhã, com a participação dos servidores e voluntários da UFT.
Em outubro de 2015 o evento teve como tema: “Para tornar-se leitor é preciso conhecer a
diversidade literária.” Foi divulgado e comentado sobre: “Direitos das crianças e seus deveres
como cidadão”, foi mostrado os livros relacionados ao tema: constituição e o ECA; Houve
exibição de vídeo de autores de literatura infantil. Falou-se sobre: a Universidade Federal do
Tocantins (UFT) como uma futura possibilidade de mudança para eles, pois poderão através do
estudo vir a fazer parte como acadêmicos e com isto mudar a trajetória de suas vidas:
economicamente, socialmente e principalmente como cidadão consciente de seus direitos;
Narração de histórias com temas sobre: respeito, moral, mentira. Foi comentado sobre:
Preservação ambiental; Ao término, houve entrega de livros infantis, com histórias similares ao
que foram contadas.
No ano de 2016, infelizmente não foi realizado o evento.
No ano de 2017, o evento ocorreu na sala de estudo em grupo da biblioteca e teve como tema:
“Conhecer as pessoas e a natureza e aprender a respeitá-las.”
Na abertura foi comentado sobre os objetivos do evento: leitura, os cursos da UFT e sobre
preservação ambiental.

SETOR
Endereço | CEP | Cidade
Telefone | site | e-mail

�BIBLIOTECA DO CAMPUS DE GURUPI – BIBCAUG

Divulgou-se e comentou sobre: Livros que falam sobre os direitos e deveres da criança.
Posteriormente foi exibido slides dos autores: Monteiro Lobato, Maurício de Souza e Ziraldo,
comentou-se sobre os livros dos autores exibidos.
Falou-se sobre a UFT, expondo de forma simples os cursos e a função da universidade para as
crianças, e lançada a campanha: "Seja o futuro universitário da UFT."
Comentou-se da importância da leitura para a memória, aprendizagem e principalmente como
possibilidade de ascensão social e econômica, e como forma de acesso a UFT, entre outras. Foi
realizado um campeonato de conhecimentos gerais.
Teve narração de histórias e fábulas, onde foram abordados temas sobre: moral e justiça.
Ao final do evento foi feita doação de livros infantil a cada criança que esteve presente.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar das bibliotecas universitárias não ter como foco principal a disseminação da leitura para
o público externo, promover uma vez ao ano eventos nesta direção poderá motivar e trazer
benefícios a algumas crianças em relação ao hábito da leitura, a importância da Universidade,
das bibliotecas universitárias para elas e para a cidade.
Promover a leitura e a interação entre biblioteca e crianças é algo tão simples e salutar, pois com
isto estará sendo despertado nelas outras visões sobre o universo do conhecimento e da leitura.
Mostrar-lhe outra realidade, o que a universidade poderá proporcionar e que está tão próxima
delas e que pode muda suas vidas, e que às vezes por não conhecerem e não terem acesso poderá
parecer-lhes distante.
Somos nós, bibliotecários, independente da instituição em que trabalhamos que temos o dever
de incentivar e motivar o hábito da leitura e ser agente de inclusão através da informação e do
conhecimento. Há muito tempo, as bibliotecas deixaram de ser apenas guardiãs do conhecimento
seu papel ampliou-se bastante, passando de preservadora, a promotora e também disseminadora
do saber, da cultura e principalmente do conhecimento que leva a todos ao crescimento como
cidadão e que possa contribuir para o empoderamento da comunidade e da sociedade
conscientizando dos seus direitos e deveres.

SETOR
Endereço | CEP | Cidade
Telefone | site | e-mail

�BIBLIOTECA DO CAMPUS DE GURUPI – BIBCAUG

REFERÊNCIAS
CARNEIRO, Honorina Maria Simões. Leitura e inclusão social. Rev. de Letras, Fortaleza, v.
1/2, n.25, p. 132-135, jan/dez. 2003.
LINS, Juliana Maria da Silva. Inclusão social através da leitura. 2007. 19 f. Monografia
(Disciplina Estágio Supervisionado 1) - Departamento de Ciência da Informação - Universidade
Federal de Pernambuco, Recife, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Plano de Desenvolvimento Institucional,
2006. 282p.

SETOR
Endereço | CEP | Cidade
Telefone | site | e-mail

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32927">
                <text>UFT E A LEITURA: PROMOVENDO A LEITURA DE QUALIDADE E A INCLUSÃO SOCIAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32928">
                <text>Glória Maria Soares Soares Lopes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32929">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32930">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32932">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32933">
                <text>O trabalho apresentado é em Slide.A Biblioteca do Campus de Gurupi da UFT,  iniciou  há dois anos um evento no dia da criança, com a proposta de interagir com a comunidade local ( Setor São José), sendo o objetivo principal é: incentivar a leitura, inclusão social  e disseminar a cultura de preservação ambiental. No evento é abordado :- Leitura como fonte de ensinamento moral e ético;- A UFT como possibilidade de ampliação do conhecimento, ascensão econômica e social;- Preservar o ambiente é perpetuar a nossa espécie.Ao final do evento doa-se livros infantis.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66761">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2797" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1879">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2797/1911-1928-1-PB.pdf</src>
        <authentication>61e53cf6401d70d52ea1897ba9adf401</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32926">
                    <text>Tesouros de Papel: Conectando os bibliotecários do futuro a uma
realidade do presente

Bruno Fortes Luce (UFRGS) - brunofluce@gmail.com
Eliane Lourdes da Silva Moro (UFRGS) - elianemoro23@gmail.com
Resumo:
Este relato de experiência tem como objetivo apresentar as ações realizadas pelo Tesouros de
Papel - projeto desenvolvido por estudantes do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação (FABICO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), que tem como principal propósito mediar a leitura de uma forma lúdica às crianças
que moram e estudam em locais de vulnerabilidade social, econômica e psicológica.
Palavras-chave: Tesouros de Papel. Gelateca. UFRGS. Vulnerabilidade Social . Contação de
Histórias.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução:
Este relato de experiência tem como objetivo apresentar as ações
realizadas pelo Tesouros de Papel - projeto desenvolvido por estudantes do
Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
(FABICO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que tem
como principal propósito mediar a leitura de uma forma lúdica às crianças que
moram e estudam em locais de vulnerabilidade social, econômica e
psicológica.
Relato da experiência:
O Tesouros de Papel começou em 2015, a partir da iniciativa de um
grupo de estudantes do Curso de Biblioteconomia da FABICO/UFRGS, que
pretendiam modificar a modalidade de recepção aos calouros que ingressam
no curso, recebidos com o tradicional “trote”, criando assim o Trote Solidário.
Foi realizada uma ação que consistiu na arrecadação de livros e
atividades de contação de histórias para as crianças da Creche Comunitária
Piu-Piu, localizada na Vila Planetário, próxima ao prédio da FABICO. Os
calouros do Curso de Biblioteconomia da UFRGS e do Curso Técnico em
Biblioteconomia do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) foram os
responsáveis pela execução da ação e, com isso, foi também estabelecida a
primeira parceria do Tesouros de Papel.
A escolha da creche aconteceu por ela estar localizada ao lado da
universidade e isto possibilitou aproximar os novos acadêmicos da realidade
próxima da comunidade externa e integrar as crianças, e, por conseguinte, a
comunidade ao espaço da universidade pública que também é delas. Uma
maneira de despertar o desejo e as motivações dessas crianças para leitura:
[...] leitura não se efetiva em ações isoladas, nem mesmo lineares, e
sim por uma complexa reação em cadeia de ações isoladas,
sentimentos, desejos, especulação na bagagem de conhecimentos
armazenados, motivações, análises, críticas [...] . (DUMONT, 2007, p.
73).

�No dia em que se realizou o Trote Solidário um grupo de crianças desta
Creche, com idade entre 03 a 05 anos, foi recepcionado no auditório da
FABICO, espaço que elas passam próximo todos os dias, mas no qual nunca
entraram. Na oportunidade, foram recebidas pelos calouros e veteranos da
Biblioteconomia da FABICO/UFRGS. Nesta iniciativa, arrecadou-se em torno
de 300 livros que foram doados para o acervo da biblioteca da Creche
Comunitária Piu-Piu. A ação teve repercussão positiva dentro e fora da
Universidade ganhando manchete de capa dos principais jornais da capital
gaúcha no dia seguinte: Zero Hora, Correio do Povo e Diário Gaúcho.
O nome Tesouros de Papel surgiu a partir da ideia de outra ação
desenvolvida na sequência. Nela, além da tradicional contação de histórias, as
crianças iriam procurar os livros, que estariam escondidos e embrulhados, em
uma grande caça ao tesouro que aconteceu na Casa de Cultura Mário
Quintana. Foram novamente convidadas a participar as crianças da Creche
Piu-Piu e desta vez, a intenção foi mostrar para as crianças que os espaços
públicos propiciam leitura, prazer, ludismo, acolhimento e são espaços de
acesso aos cidadãos.
Em uma sociedade que não lê, a conquista da leitura é o primeiro
passo para a formação dos valores da sociedade, propiciando a
participação social, compreensão do homem pelo homem, nível
cultural, forma de lazer, formação de exercício da cidadania, inclusão
e acessibilidade. (MORO; ESTABEL, 2012, p.58).

Para a realização dessa ação foram estabelecidas outras parcerias: o
Banco de Livros da Fundação dos Bancos Sociais - FIERGS, que forneceu os
livros para a caça ao tesouro; a Carris empresa de ônibus de Porto Alegre, que
realizou o transporte das crianças; a Casa de Cultura Mario Quintana que
disponibilizou o espaço e os voluntários, alunos da Biblioteconomia, que
realizaram ação.
Ainda no mesmo ano de 2015, os voluntários do Tesouros de Papel
foram convidados a desenvolver uma ação na Feira do Livro de São Leopoldo realizada pela Biblioteca Pública Municipal Vianna Moog. O evento contou com
a participação de um grupo de crianças da Escola Municipal de Ensino
Fundamental Olimpio Vianna Albrecht e se estruturou assim como a ação

�realizada na Casa de Cultura, ou seja, contação de histórias seguida pela caça
ao tesouro - os livros.
No ano seguinte, 2016, o Tesouros de Papel se transformou em um
Projeto de Extensão da UFRGS contando com a supervisão e coordenação da
professora Eliane Lourdes da Silva Moro. Com isso, o projeto ganhou uma
estrutura maior, conseguindo atender mais entidades carentes e também
realizar ações em outros espaços públicos da cidade de Porto Alegre. Como
continuidade, surgiu um subproduto do Projeto e que também leva a identidade
do Tesouros de Papel - a Gelateca. Essa ideia veio ao encontro de um dos
questionamentos de Silva (1997, p.47): “De que adianta 'saber ler' se os
objetos de leitura (livros, jornais, revistas, etc.) não são colocados à disposição
do indivíduo?” e para tentar atender essa parte da população que necessitava
de informação foi instalada Gelateca.
A primeira Gelateca foi inaugurada no início de 2016, no saguão da
FABICO, e serviu como uma forma de divulgar as ações realizadas pelo
Tesouros de Papel proporcionando uma integração com o público acadêmico
dos seis cursos que a Faculdade possui.
A Gelateca é acessível e tem uma dinâmica livre, pois permite que
alunos, professores e funcionários da FABICO façam os livros
circularem, isto é, há uma troca, pois os usuários podem levar seus
livros até a geladeira e retirar outras obras que lá estão, gerando
assim um intercâmbio de informações e uma maior integração da
comunidade. (ZENKLER, 2016, p.15).

Esta iniciativa foi, ainda, uma maneira de consolidar e reafirmar a
parceria com o Banco de Livros, que fez a doação da geladeira e dos livros.
Durante o ano foram instalada mais três Gelatecas, todas com o mesmo
propósito: disseminar a leitura entre a população e incentivar a troca e o
desapego reforçando o consumo consciente e passando adiante os livros. As
outras duas Gelatecas foram instaladas em pontos estratégicos da cidade: uma
na Praça Oliveira Rolim, localizada no bairro Sarandi, zona norte da capital e a
outra, na Casa de Cultura Mario Quintana no centro da cidade. Na inauguração
de cada Gelateca foi realizada uma atividade com contação de histórias para
as crianças e caça aos livros, para que não se desfizesse o vínculo com a
proposta inicial do projeto.

�Com o apoio e a estrutura que a Universidade proporcionou ao Tesouros
de Papel, além das parcerias já estabelecidas no ano anterior, foi possível
aumentar o número de ações. Além das inaugurações das Gelatecas foram
realizadas seis ações em diferentes instituições no ano de 2016, possibilitando
atender 180 crianças. Citando algumas destas ações realizadas pelo grupo de
voluntários do Projeto e que marcaram o ano: participação como convidados no
I Encontro Estadual de Leitura Inclusiva, no IFRGS, e na 62ª edição da Feira
do Livro de Porto Alegre em que contaram histórias durante o passeio turístico
pelo rio Guaíba a bordo do barco Cisne Branco, para divulgar o Tesouros de
Papel e mostrar a importância da leitura para as crianças.
As ações, durante do ano de 2016, também geraram reconhecimento ao
grupo que recebeu o Prêmio de Destaque na 31ª sessão do Salão de Extensão
da UFRGS 2016. Em 2017, foi realizada uma apresentação sobre o Projeto,
em forma de pôster, a qual ficou classificada em segundo lugar geral na
categoria

apresentação

de

pôster

no

Encontro

de

Estudantes

de

Biblioteconomia e Documentação da Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Ainda, neste ano o Projeto recebeu o prêmio Menção Honrosa Marô Barbieri
pelos esforços no incentivo à leitura no Estado do Rio Grande do Sul.
O Tesouros de Papel, até o momento, em 2017, realizou quatro ações,
sendo uma delas o Trote Solidário entre os calouros de Biblioteconomia, que é
uma maneira do Projeto conseguir agregar mais participantes. Além das ações
e a inauguração de mais uma Gelateca, como novidade deste ano, os
voluntários do Projeto irão ofertar cursos de contação de histórias para a
comunidade que serão ministrados por uma professora da FABICO/UFRGS.
Considerações Finais:
Apesar dos poucos anos de atuação e desenvolvimento do projeto,
vários desdobramentos foram conseguidos a partir do mesmo. Além de
divulgar e levar a leitura a pessoas da comunidade e aproximar a Universidade
da sociedade fazendo cumprir seu papel social, o projeto também foi uma
forma de divulgar a profissão do Bibliotecário e tentar reduzir o estereótipo do
bibliotecário isolado, dentro da biblioteca, e construir a imagem de um
profissional que pode atuar além dos muros da biblioteca, tornando-se um

�agente cultural e mediador de leitura levando o livro e a leitura para a
comunidade abrangendo as pessoas em qualquer lugar e espaço.
Ainda, foi importante a adesão dos alunos do Curso de Biblioteconomia
da UFRGS ao projeto, que não ficaram restritos a somente um determinado
semestre, e contribuiu para ganhar força e simpatia entre todos os alunos como
uma forma de perpetuar o Tesouros de Papel por vários anos com a renovação
dos voluntários. E assim, incentivando outros alunos de outros cursos dentro
da universidade a também elaborarem e realizarem ações que integrem a
universidade com a sociedade e contribuam com ambas por meio de suas
habilidades

e

competências

construídas

enquanto

acadêmicos

de

biblioteconomia.
Referências:
DUMONT, Lígia Maria Moreira. Leitura, Via de Acesso ao Conhecimento:
algumas reflexões. In: SANTOS, Jussara Pereira. A Leitura como Prática
Pedagógica na Formação do Profissional da Informação. Rio de Janeiro:
Fundação Biblioteca Nacional, 2007.
MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Mediadores de
Leitura na Família, na Escola, na Biblioteca, na Bibliodiversidade. In: NEVES,
Iara Conceição Bitencourt; MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL,
Lizandra Brasil (Orgs.). Mediadores de Leitura na Bibliodiversidade. Porto
Alegre: Evangraf, 2012. P. 41-63
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura e Realidade Brasileira. 5ª. ed. Porto
Alegre: Mercado Aberto, 1997.
ZENKER, Letícia de Paula. Gelateca: alimentando o acesso e o prazer da
leitura. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Biblioteconomia. Trabalho de
Conclusão de Curso. 2016. Disponível em:
&lt; http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/157360&gt;. Acesso em: 24 jul. 2017.
UFRGS. PRO-REITORIA DE EXTENSÃO (PROREXT).
Futuros
Bibliotecários Apresentam o Mundo dos “Tesouros de Papel” a Crianças
Carentes. PROREXT, Porto Alegre, 9 jun. 2016. Disponível em:
&lt;https: //www.ufrgs. br/prorext/futuros-bibliotecarios-apresentam-o-mundo-dostesouros-de-papel-a-criancas-carentes/&gt;. Acesso em: 24 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32918">
                <text>TESOUROS DE PAPEL: CONECTANDO OS BIBLIOTECÁRIOS DO FUTURO A UMA REALIDADE DO PRESENTE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32919">
                <text>Bruno Fortes Luce</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32920">
                <text>Eliane Lourdes da Silva Moro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32921">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32922">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32924">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32925">
                <text>Este relato de experiência tem como objetivo apresentar as ações realizadas pelo Tesouros de Papel - projeto desenvolvido por estudantes do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que tem como principal propósito mediar a leitura de uma forma lúdica às crianças que moram e estudam em locais de vulnerabilidade social, econômica e psicológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66760">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2796" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1878">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2796/1910-1927-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c7016fcb5d5a6f067097d6e6dab4b102</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32917">
                    <text>SEMANA DE METODOLOGIA &amp; PRODUÇÃO CIENTÍFICA:
contribuições da biblioteca universitária para a formação
acadêmica

Izabel Lima dos Santos (UFC) - zbel.lima@gmail.com
Juliana Soares Lima (UFC) - juliana.lima@ufc.br
Francisco Edvander Pires Santos (UFC) - edvanderpires@gmail.com
Kalline Yasmin Soares Feitosa (UFC) - kallineyasmin@gmail.com
Michele Maia Mendonça Marinho (UFC) - michele.maia.mmarinho@gmail.com
irlana mendes araujo (UFC) - irlanaaraujo@gmail.com
Resumo:
O trabalho consiste em um relato de experiência acerca da idealização e organização da I
Semana de Metodologia &amp; Produção Científica, evento promovido pelas bibliotecas do Campus
do Benfica da Universidade Federal do Ceará. Expõe a preocupação atual das bibliotecas
universitárias diante das necessidades informacionais de seus usuários, ao pensar em um
evento cuja programação foi construída a partir da observação das dúvidas trazidas pela
comunidade acadêmica ao serviço de referência de três bibliotecas das áreas de Ciências
Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Descreve o percurso e as experiências proporcionadas
na realização do evento, cuja programação foi pensada no viés da multidisciplinaridade e teve
como princípio os três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Discute os
resultados alcançados com o evento, que, por meio de palestras e oficinas, debateu a
construção dos objetivos, métodos, regras e ferramentas atreladas à metodologia do trabalho
científico. Demonstra a necessidade da promoção de atividades inovadoras nas quais a
biblioteca amplie as oportunidades de aprendizado da comunidade acadêmica como um todo e,
a longo prazo, proporcione a capacitação autônoma dos usuários, tanto para o acesso aos
recursos informacionais como para a formação na pesquisa. Conclui que o evento contribuiu
satisfatoriamente para com a educação de usuários em bibliotecas universitárias, onde a
mediação do bibliotecário é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Metodologia da pesquisa. Biblioteca universitária. Mediação do bibliotecário.
Organização de eventos.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas têm repensado constantemente a sua atuação diante das comunidades às
quais atendem. As mudanças pautam-se, dentre outros fatores, na ideia de que essas
instituições devem atuar não apenas na salvaguarda de documentos, mas também promover a
satisfação das reais necessidades informacionais de sua comunidade para além do empréstimo
de livros. Acerca disso, Lankes (2016, p. 58) afirma que “A missão de uma biblioteca é
melhorar uma sociedade facilitando a criação de conhecimento em uma comunidade.”
A biblioteca universitária, por estar inserida no contexto acadêmico, tem uma
responsabilidade ainda maior enquanto incentivadora e mediadora do processo de produção
do conhecimento. O incentivo e a mediação partem das estratégias de acesso aos recursos
informacionais e se intensificam a partir do momento em que a biblioteca passa a oferecer
serviços e capacitação com foco na educação de usuários.
Esses serviços buscam fornecer capacitação e, a longo prazo, contribuir para a
autonomia em pesquisa nos sujeitos que integram a comunidade de usuários.
Tradicionalmente, tais serviços focam na capacitação para o uso de bases de dados, mas é
importante que as bibliotecas ampliem a sua rede de suporte e capacitação ofertada para as
suas comunidades. Nesse sentido, em muitos casos, os usuários da BU levam ao bibliotecário
dúvidas que vão além da pesquisa em base de dados e da normalização de trabalhos
acadêmicos. No atendimento do serviço de referência, por exemplo, é possível constatar que
muitas dúvidas giram em torno da metodologia do trabalho científico, construção de
referencial teórico e elaboração de projeto de pesquisa, entre muitas outras dúvidas
relacionadas à metodologia da pesquisa e ciência.
Dessa forma, idealizou-se a realização da I Semana de Metodologia &amp; Produção
Científica (SMPC), evento pensado e organizado por bibliotecários do serviço de referência
que atuam em três bibliotecas do Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará
(UFC): Biblioteca de Ciências Humanas (BCH), Biblioteca da Faculdade de Economia,
Administração, Atuária e Contabilidade (BFEAAC) e Biblioteca do Curso de Arquitetura
(BCA).

�2

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
A SMPC ocorreu no período de 3 a 7 de outubro de 2016, no Campus do Benfica da
UFC, localizado na cidade de Fortaleza, Ceará. Como o próprio nome do evento indica, a
semana teve como objetivo contribuir para a formação na pesquisa no que se refere a aspectos
metodológicos, por meio de uma série de atividades que buscaram esclarecer dúvidas
recorrentes e incentivar a autonomia dos estudantes em suas pesquisas acadêmicas.
Desde o início, o evento foi pensado de forma a contemplar os três pilares da
universidade (ensino, pesquisa e extensão), e, assim, constituir-se como um espaço de
aprendizagem e de consolidação de parcerias para a troca de experiências entre grupos
multidisciplinares, compostos por docentes e discentes que integram a comunidade
universitária. Ademais, o evento foi idealizado também para auxiliar os alunos quanto aos
objetivos, métodos, regras e ferramentas atreladas à metodologia científica como forma de
melhorar as suas produções acadêmicas.
A SMPC contou com palestras e oficinas ministradas por bibliotecários e professores
oriundos de diversas áreas do conhecimento, a fim de abordar as questões referentes à
metodologia a partir de diversos ângulos, proporcionando, assim, um evento plural e que
permitisse com que os participantes tivessem um olhar sobre algumas das nuances que esse
tema engloba conforme a área de atuação dos palestrantes, uma estratégia enriquecedora que
possibilitou o alcance de resultados bastante significativos.
Com base nas observações feitas no atendimento, nos treinamentos ministrados pelos
bibliotecários, em conversas informais no serviço de referência e na interação com a
comunidade por meio das mídias sociais, a programação do evento foi estruturada tendo em
vista as principais dúvidas do público, que em muito contribuiu também na sugestão dos
palestrantes.
Ao explorar a cooperação entre disciplinas, a SMPC conseguiu contemplar em sua
audiência uma variedade de representantes de vários cursos da UFC, e também da
comunidade externa, para além da comunidade de usuários atendidos diretamente pelas
bibliotecas que promoveram o evento.
A participação da comunidade acadêmica foi significativa, pois o evento recebeu um
total de 507 participantes, cujas inscrições foram realizadas de modo individual por meio do
preenchimento de formulário eletrônico, somando-se a esse total os participantes que, em
virtude da ausência dos que se inscreveram e não compareceram, prestigiaram o evento com
inscrição realizada nos dias das palestras e oficinas, conforme o quadro a seguir:

�3

Quadro 1 – Programação e quantitativo de participantes da I Semana de Metodologia &amp; Produção Científica.
DIA 03/10/2016 (segunda-feira)
Área de atuação
Tema
do palestrante
Redação científica, escrita e técnicas de produção textual:
dicas de como escrever um bom artigo
Educação
Ciência da
Ética em pesquisa científica: plágio, fraude e má-conduta
Informação
DIA 04/10/2016 (terça-feira)
Área de atuação
Tema
do palestrante
Dicas de como elaborar um bom projeto de pesquisa

Educação
Como escolher uma revista para publicar
Medicina
DIA 05/10/2016 (quarta-feira)
Área de atuação
Tema
do palestrante
Métodos, técnicas de pesquisa e instrumentos de coleta de
dados
Educação
Dicas para a elaboração de Pôster/Banner
Biblioteconomia
ABNT NBR 15437
DIA 06/10/2016 (quinta-feira)
Área de atuação
Tema
do palestrante
Estatística e
Estatística e análise de dados quantitativa na pesquisa
Matemática
acadêmica
Aplicada
Pesquisa e análise de dados qualitativa
Ciências Sociais
Oficina de criação de perfil no Google Scholar e como
Biblioteconomia
consultar o índice H
DIA 07/10/2016 (sexta-feira)
Área de atuação
Tema
do palestrante
Engenharia
Oficina em LaTeX e ShareLaTeX
Elétrica
Oficina de Currículo Lattes: funções e preenchimento
Biblioteconomia

Quantidade de
participantes
81
50

Quantidade de
participantes
79
42
Quantidade de
participantes
69
43

Quantidade de
participantes
39
38
11

Quantidade de
participantes
24
31

Fonte: Elaboração própria. Disponível em: &lt;http://www.biblioteca.ufc.br/noticias/1303-i-semana-demetodologia-e-producao-cientifica-acontece-em-outubro&gt;. Acesso em: 15 jun. 2017.

Após a realização do evento, enviou-se um questionário de avaliação, que foi
respondido por 98 participantes, dentre os quais 66 atribuíram nota 5 (máxima), 30
selecionaram nota 4, e 2 deles deram nota 3. Independente da nota atribuída, todos os
participantes informaram que recomendariam a SMPC para outros colegas. O gráfico a seguir
traz o quantitativo e a porcentagem dos respondentes para a questão sobre o nível de
satisfação em relação ao evento:

�4
Gráfico 1 – Nível de satisfação dos participantes da I Semana de Metodologia &amp; Produção Científica.

Fonte: Google Forms.

A realização da SMPC mostrou-se uma experiência gratificante para todos os
envolvidos. A concepção do evento proporcionou uma resposta satisfatória para demandas da
comunidade universitária, além da consolidação de parcerias de trabalho firmadas em período
anterior ao evento. Também serviu de experiência prática para a inserção de novas atividades
no catálogo de treinamentos e para a prospecção de demandas que embasarão futuras
atividades das bibliotecas da UFC.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atuar a partir das demandas trazidas pelos próprios usuários contribui para que a
comunidade perceba a atenção dedicada pela biblioteca às suas necessidades informacionais.
Isso se torna um dos fatores relevantes para que biblioteca e, consequentemente, os
bibliotecários sejam reconhecidos como mediadores e protagonistas no seio da comunidade
universitária.
No tocante à SMPC, observa-se que o evento contribuiu positivamente para minimizar
as lacunas apresentadas por parte dos alunos com relação ao conhecimento relacionado à
metodologia científica, indo para além dos muros da sala de aula, demonstrando, portanto,
que a biblioteca, por ser um setor específico e destinado à pesquisa e informação, atua como
mediadora do conhecimento ao atender prontamente às necessidades informacionais e
idealizar eventos importantes no intuito de fomentar as discussões acerca da metodologia
científica, da pesquisa, da produção e construção do conhecimento.

�5

REFERÊNCIAS
FARIAS, Maria Giovanna Guedes. Mediação e competência em informação: proposições
para a construção de um perfil de bibliotecário protagonista. InCID: Revista de Ciência da
Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 6, n. 2, p. 106-125, set. 2015. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/101368&gt;. Acesso em: 18 jun. 2017. DOI:
http://dx.doi.org/10.11606/issn.2178-2075.v6i2p106-125.
LANKES, R. David. Expect More: melhores bibliotecas para um mundo complexo. São
Paulo: FEBAB, 2016.
PRADO, Jorge Moisés Kroll do. O currículo de Salzburg para bibliotecários numa era da
cultura da participação. Informação em Pauta, Fortaleza, v. 1, n. 2, jul./dez. 2016.
Disponível em: &lt;http://www.periodicos.ufc.br/informacaoempauta/article/view/3943&gt;.
Acesso em: 15 jun. 2017.
PROGRAMA UFCTV 14.10.2016. Apresentação: Letícia Amaral. Produção: Mayra Pontes.
Fortaleza, 2016. 1 vídeo (20 min). Disponível em:
&lt;https://www.youtube.com/watch?v=cNOO6tUG6Eo&amp;t=682s&gt;. Acesso em: 15 jun. 2017.
SANTOS NETO, João Arlindo dos; ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. A
competência em informação e o bibliotecário mediador da informação na biblioteca
universitária. In: BELLUZZO, Regina Célia Baptista; FERES, Glória Georges; VALENTIM,
Marta Lígia Pomim (Org.). Redes de conhecimento e competência em informação:
interfaces da gestão, mediação e uso da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2015. cap.
12, p. 359-376.
SILVA, Armando Malheiro da. Mediações e mediadores em Ciência da Informação.
Prisma.com: Revista de Ciências e Tecnologias de Informação e Comunicação, n. 9, p. 1-37,
2010. Disponível em: &lt;http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/700&gt;. Acesso
em: 18 jun. 2017.
SOUTO, Leonardo Fernandes. Mediação, necessidade de informação, busca de informação e
serviços de disseminação seletiva de informações. In: ______. Informação seletiva,
mediação e tecnologia: a evolução dos serviços de disseminação seletiva da informação. Rio
de Janeiro: Interciência, 2010. cap. 8, p. 75-90.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Criatividade e inovação na atuação profissional. CRB-8
Digital, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 3-9, jul. 2008.
VARELA, Ainda Varela; BARBOSA, Marilene Lobo Abreu; FARIAS, Maria Giovanna
Guedes. Mediação em múltiplas abordagens. Informação &amp; Informação, Londrina, v. 19, n.
2, p. 138-170, maio/ago. 2014. Disponível em:
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/19998&gt;. Acesso em: 24
jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32905">
                <text>SEMANA DE METODOLOGIA &amp; PRODUÇÃO CIENTÍFICA: CONTRIBUIÇÕES DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PARA A FORMAÇÃO ACADÊMICA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32906">
                <text>Izabel Lima dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32907">
                <text>Juliana Soares Lima</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32908">
                <text>Francisco Edvander Pires Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32909">
                <text>Kalline Yasmin Soares Feitosa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32910">
                <text>Michele Maia Mendonça Marinho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32911">
                <text>irlana mendes araujo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32912">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32913">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32915">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32916">
                <text>O trabalho consiste em um relato de experiência acerca da idealização e organização da I Semana de Metodologia &amp; Produção Científica, evento promovido pelas bibliotecas do Campus do Benfica da Universidade Federal do Ceará. Expõe a preocupação atual das bibliotecas universitárias diante das necessidades informacionais de seus usuários, ao pensar em um evento cuja programação foi construída a partir da observação das dúvidas trazidas pela comunidade acadêmica ao serviço de referência de três bibliotecas das áreas de Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Descreve o percurso e as experiências proporcionadas na realização do evento, cuja programação foi pensada no viés da multidisciplinaridade e teve como princípio os três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Discute os resultados alcançados com o evento, que, por meio de palestras e oficinas, debateu a construção dos objetivos, métodos, regras e ferramentas atreladas à metodologia do trabalho científico. Demonstra a necessidade da promoção de atividades inovadoras nas quais a biblioteca amplie as oportunidades de aprendizado da comunidade acadêmica como um todo e, a longo prazo, proporcione a capacitação autônoma dos usuários, tanto para o acesso aos recursos informacionais como para a formação na pesquisa. Conclui que o evento contribuiu satisfatoriamente para com a educação de usuários em bibliotecas universitárias, onde a mediação do bibliotecário é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66759">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2795" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1877">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2795/1909-1926-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b56b58a5a3833b2581e96da292ff2d9c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32904">
                    <text>RETRATO DA LEITURA NO MARANHÃO: Continuidades e
descontinuidades dos programas de leitura e bibliotecas

Maria Mary Ferreira (UFMA) - mmulher13@hotmail.com
Aldinar MARTINS BOTTENTUIT (UFMA) - aldinarmb@gmail.com
Dulce Hirli Costa Almeida (UFMA) - dulce_hirly@hotmail.com
DIOGO LUIZ FERREIRA RIBEIRO (UFMA) - diooogo@hotmail.com
Resumo:
RESUMO: No Brasil a descontinuidade das políticas públicas incide sobre a pouca efetividade
do Estado de direito. Os acontecimentos recentes que culminaram com o impeachment da
presidenta eleita Dilma Rousseff, refletem um Brasil ainda preso as elites políticas e
econômicas que dominaram este País por décadas: vive-se tempos de um Brasil imperial que
não superou a mesquinhez do escravismo, fato que se traduz nas políticas sociais de modo
geral e em particular nas políticas culturais, notadamente nas políticas de leitura e biblioteca.
Tais evidências refletem os indicadores de leitura levantados na pesquisa Retrato da Leitura
no Maranhão que demonstra como o Norte e Nordeste vêm sofrendo a descontinuidade do
Programa Livro Aberto implantado em 2006 que tinha como filosofia transformar o Brasil em
um País leitor. Os dados da pesquisa demonstram que no Maranhão esta realidade é bem
distante, a falta de espaços de leitura contribui para que a leitura ainda seja um bem social
inacessível as camadas sociais menos favorecidas.
PALAVRAS-CHAVE: Leitura; Políticas Públicas. Livro; Cidadania.
Palavras-chave: Leitura; Políticas Públicas. Livro; Cidadania.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RETRATO DA LEITURA NO MARANHÃO:
Continuidades e descontinuidades dos programas de leitura e bibliotecas1
RESUMO: No Brasil a descontinuidade das políticas públicas incide sobre a pouca efetividade
do Estado de direito. Os acontecimentos recentes que culminaram com o impeachment da
presidenta eleita Dilma Rousseff, refletem um Brasil ainda preso as elites políticas e econômicas
que dominaram este País por décadas: vive-se tempos de um Brasil imperial que não superou a
mesquinhez do escravismo, fato que se traduz nas políticas sociais de modo geral e em
particular nas políticas culturais, notadamente nas políticas de leitura e biblioteca. Tais
evidências refletem os indicadores de leitura levantados na pesquisa Retrato da Leitura no
Maranhão que demonstra como o Norte e Nordeste vêm sofrendo a descontinuidade do
Programa Livro Aberto implantado em 2006 que tinha como filosofia transformar o Brasil em
um País leitor. Os dados da pesquisa demonstram que no Maranhão esta realidade é bem
distante, a falta de espaços de leitura contribui para que a leitura ainda seja um bem social
inacessível as camadas sociais menos favorecidas.
PALAVRAS-CHAVE: Leitura; Políticas Públicas. Livro; Cidadania.
ABSTRACT: In Brazil the discontinuity of public policies focuses on the ineffectiveness of the
rule of law. Recent events that culminated in the impeachment of President-elect Dilma
Rousseff reflect a Brazil still trapped by the political and economic elites that dominated this
country for decades: there are times of an imperial Brazil that has not overcome the stinginess of
slavery, a fact that Translates into social policies in general and in particular in cultural policies,
notably in reading and library policies. Such evidences reflect the reading indicators raised in
the survey Reading Portrait in Maranhão that shows how the North and Northeast have suffered
the discontinuity of the Open Book Program implemented in 2006 that had as its philosophy to
transform Brazil into a reader country. The research data show that in Maranhão this reality is
very distant, the lack of spaces of reading contributes so that the reading is still a social good
inaccessible to the less favored social strata.
KEY WORDS: Reading; Public policy. Book; Citizenship.

1.

INTRODUÇÃO
A leitura, assim como a escrita são condições básicas para a inserção do ser

humano na sociedade, embora se saiba que analfabetos também estão inseridos na
sociedade, porém a sua dificuldade de compreender os signos linguísticos, interdita de
muitas formas seu acesso ao conhecimento e limita sua capacidade de interferir na
realidade. Ler e compreender o texto escrito implica em um conjunto de fatores cujas
dimensões sociais, culturais e políticas são arcabouços para a formação de referenciais
que levam os homens e mulheres a se relacionarem e construir capacidades de mudar
situações e de explicitar sua opinião e saberes sobre diferentes temas. Por esta razão a
leitura deve ser parte de um projeto político de qualquer Nação que vise transformar as
relações sociais, devendo para tanto considerar o livro e a leitura como instrumentos
primordiais para efetivar mudanças que leve a formação de cidadãos e cidadãs, dessa

1

Pesquisa Financiada pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Maranhão

�forma estará elevando indicadores que por sua se traduzirão em mudanças na realidade
das cidades e municípios.
A preocupação com a leitura e a formação de leitores tem sido parte de estudos
que desenvolvemos há décadas no Maranhão. Em estudos anteriores estudamos as
bibliotecas públicas e escolares para analisar como estas instituições estão sendo
construídas e como tem implementados programas de leitura com o propósito de formar
uma sociedade leitora. Nesta comunicação apresentamos um recorte da pesquisa Retrato
da Leitura no Maranhão com foco em cinco municípios maranhenses: São Luís Coroatá,
Timbiras, São José de Ribamar e Caxias, que trazem singularidades que nos ajudam a
compreender de forma mais profunda a problemática que envolve a leitura e o livro,
este objeto, sedutor, mas ainda inacessível para muitas camadas sociais.
O enfoque da abordagem metodológica é qualitativo e quantitativo.
Consideramos em um primeiro momento necessário quantificar o maior número
possível de dados para dar maior dimensão à pesquisa, porém, sem perder de vista o
enfoque qualitativo que difere dos enfoques quantitativos na medida em que este tipo de
estudo não generaliza os resultados.
Na estrutura deste texto apresentamos uma reflexão teórica sobre a leitura e as
bibliotecas como elementos inseparáveis para formar uma sociedade leitura, para tanto
subtende-se

pensar políticas públicas contínuas que funcionem como políticas de

estado, capazes portando, de criar um debate político na sociedade.
2. LEITURA E BIBLIOTECA: dois instrumentos inseparáveis
O processo de formação de leitores em qualquer nação deve ser parte de um
projeto de sociedade que vise transformar as relações sociais, tendo em vista que o livro
e a leitura oportunizam a formação de cidadãos à medida que a informação e o
conhecimento passam a iluminar as mentes e, consequentemente, as decisões; permitem
maior discernimento sobre temas da atualidade, sobre formas de interferir na sociedade
e na realidade, sobre mecanismos de autoproteção e de apropriação de conhecimentos..
O ato de ler subtende compreender e interpretar o lido dando sentido e
significado ao que se lê, enfatiza Ferreira (2014). Somente quando aprendemos a dar
significado podemos dizer que estamos lendo, antes disso estamos apenas decifrando.
Isto porque segundo Ferreira (2015, p.11 ):
A leitura envolve processos interpretativos, críticos, reflexivos e criativos em
que fazemos escolhas que nos leva a enveredar por mundos desconhecidos
que nos tira do ar e ao mesmo tempo nos retorna a realidade. Muitos
infelizmente não ultrapassam os limites da decifração. Muitos não superam o

�sonho, muitos não conseguem falar do que leram, muitos apenas guardam e
enclausuram o que leem.

As dificuldades de implantar uma política de leitura no Brasil refletem os
indicadores de hoje, expressos na publicação Retrato da Leitura no Brasil que mostram
o quão tem sido difícil mudar a cultura do não leitor. Outro fator que contribui para
acentuar mais ainda o problema são os índices de analfabetismos no País,
principalmente na Região Norte e Nordeste, haja vista que os indicadores apontam
dados alarmantes que demonstram que os Estados do Maranhão,
A gravidade do problema segundo Ferreira (2015) interfere na construção
leitores e se evidencia na descontinuidade das políticas implantadas no Brasil e em
especial no Maranhão cujos indicadores demonstram as muitas lacunas para que este
estado venha a se tornar um estado leitor. Tais evidências são reflexos da falta de
compromisso dos gestores públicos e a dificuldade do Brasil de construir um pacto
federativo que diminua as distâncias sociais entre sudeste/sul e norte e nordeste do
Brasil.
3. UM RETRATO DA LEITURA EM MUNICIPIOS MARANHENSES
O processo de inclusão é fruto das mudanças nas estruturas sociais, políticas
econômicas e culturais que foram efetivadas no Brasil que embora paradoxais na
medida em que a sociedade da informação se caracteriza pelo uso da informação como
perspectiva de mudança social, cultural e política, possibilitaram uma transformação
gradual em seus cotidianos, seja no trabalho, seja na política, bem como criando
alternativas de superar as distâncias sociais e regionais. Essa situação se torna paradoxal
quando analisamos que apesar da inserção cada vez mais acentuada das tecnologias da
informação, esta ainda não atingiu as camadas sociais historicamente excluídas,
tornando esse bem social um instrumento a serviço das elites reproduzindo
desigualdades que no Maranhão são traduzidas nos indicadores sociais que o coloca nos
últimos patamares de desenvolvimento humano.
Os dados investigados na pesquisa Retrato da Leitura no Maranhão com o
objetivo de desvendar a problemática da leitura no Maranhão e contribuir para pensar
politicas públicas que venha a inverter os indicadores sociais apontados pela pesquisa
trazem uma realidade que demonstra a distância para este Estado alcançar patamares
que que aproxima de uma sociedade leitora. A seguir apresentamos de forma breve e
parcial os resultados da pesquisa colhidos em 5 munícipios entre os 20 investigados em
um universo de 217 munícipios que compõe o Estado. Nesta parcial envolvemos 193

�pessoas dos municípios de Caxias, Coroatá, São José de Ribamar, São Luís e Timbiras.
Foram entrevistados 193 pessoas nos cinco municípios em sua maioria mulheres.
Nas respostas observa-se que em Caxias um número bastante significativo
informou que a escola não possui biblioteca e em Timbiras 50% dos entrevistados
enfatizaram que sua escola não tem biblioteca, fato que denota a gravidade do problema
haja vista que neste Munícipio também não identificamos biblioteca pública municipal.
Além disso, o número de pessoas que não responderam demonstra a ausência de
biblioteca nas escolas ou sua invisibilidade. Por desencadear um processo de
democratização do saber e maior acesso aos bens culturais entre os quais a leitura e ao
livro as bibliotecas escolares quando existentes na estrutura das escolas exercem papel
fundamental nos processos de ensinar, aprender e pensar.
Ao refletir sobre a incidência de leitura dos entrevistados foi questionado se
estavam lendo algum livro no momento em que estavam sendo entrevistados. 57% dos
entrevistados informaram que não, embora em São Luís e São José de Ribamar realizem
anualmente feiras de livros bastante movimentadas que mobilizam milhares de pessoas”
(FERREIRA, 2015, 10042). Mesmo assim o número de pessoas que estão lendo algum
livro é muito pequeno.
Quando questionados sobre quem mais o influenciou na leitura a maioria dos
entrevistados, ou seja, 26% informaram que foi a professora. Fato que deve ser visto
como positivo e dever ser potencializado haja vista que a maioria dos jovens somente
tem acesso ao livro na escola, sendo o professor portanto um sujeito importante no
processo de formar leitor enfatiza Ferreira (2015, p. 10043). Esse dado difere dos
resultados da pesquisa nacional quando os entrevistados informaram que quem mais
influenciou foi a mãe. No retrato da leitura no Maranhão a mãe aparece na resposta de
15% dos entrevistados.
Foi questionado se na Cidade ou bairro em que residem tem biblioteca, 75 %
respondeu que sim. Contraditoriamente apenas 12% dos entrevistados emprestam livros
desta biblioteca como foi observado na resposta anterior. Nessa questão é também
importante observar que 19% respondeu não, ou não sabe. O que subtende falta de
interesse para com os espaços de leitura existentes na cidade e por outro lado a pouca
visibilidade que estes espaços têm na cidade. Ao questionar a frequência com que
visitam a biblioteca 43% dos entrevistados informaram que frequentam de vez em
quanto e 42% disseram que não usam a biblioteca. Os dados mostram a necessidade de
compreender a falta de atenção para com os espaços de informação. “Por outro lado o

�que se observa é que os espaços existentes não são atrativos, além dos acervos não
atenderem as necessidades de grande parte dos leitores, o fato de não ter bibliotecários
nem profissionais com capacidade de estimular e incentivar

gosto pelos livros

(FERREIRA, 2015, p. 10044) Fato que explica a pouca atenção dos entrevistados para
com as bibliotecas.
CONCLUSÃO
A realidade acima descrita demonstra por um lado o descaso do poder público
para com os órgãos que tratam da cultura, por outro lado demonstram a desarticulação
da sociedade civil em exigir do Estado o cumprimento da Constituição que determina o
acesso aos bens culturais como direito. Um dos principais fatores para a permanência
dessa situação de exclusão da população aos espaços de cultura e informação está na
geração, organização e disseminação da informação que não tem atingido as camadas
sociais de forma universal e na descontinuidade das políticas implantadas no Estado,
haja vista as ações dos gestores municipais que pouco têm realizado para construir
instituições culturais, assim como não têm criados mecanismos de continuidade das
mesmas.
REFERENCIAS
FERREIRA, Maria Mary. Bibliotecário mediador de leitura e de práticas culturais em
comunidades vulneráveis. Revista em Questão. v. 20, n.2, p. p.131-145, Jul./Dez.
2014Disponível em: p. 10035-10046.
&lt; http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/40188/32114&gt; Acesso em 30
de março 2015.
________. Sociedade da Informação e as contradições das políticas de leitura no
Maranhão/Brasil. In: Atas do 1º Congresso da Associação Internacional de Ciências
Sociais e Humanas em Língua Portuguesa. Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, v.
1, p. 10035-10046, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.omeuevento.pt/Ficheiros/Livros_de_Actas_CONLAB_2015.pdf&gt;. Acesso
em: 23 de fevereiro de 2017.
POCHMANN, Márcio. Nova classe média? O trabalho na pirâmide social brasileira.
São Paulo: Boitempo, 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32894">
                <text>RETRATO DA LEITURA NO MARANHÃO: CONTINUIDADES E DESCONTINUIDADES DOS PROGRAMAS DE LEITURA E BIBLIOTECAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32895">
                <text>Maria Mary Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32896">
                <text>Aldinar MARTINS BOTTENTUIT</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32897">
                <text>Dulce Hirli Costa Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32898">
                <text>DIOGO LUIZ FERREIRA RIBEIRO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32899">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32900">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32902">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32903">
                <text>RESUMO: No Brasil a descontinuidade das políticas públicas incide sobre a pouca efetividade do Estado de direito. Os acontecimentos recentes que culminaram com o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, refletem um Brasil ainda preso as elites políticas e econômicas que dominaram este País por décadas: vive-se tempos de um Brasil imperial que não superou a mesquinhez do escravismo, fato que se traduz nas políticas sociais de modo geral e em particular nas políticas culturais, notadamente nas políticas de leitura e biblioteca. Tais evidências refletem os indicadores de leitura levantados na pesquisa Retrato da Leitura no Maranhão que demonstra como o Norte e Nordeste vêm sofrendo a descontinuidade do Programa Livro Aberto implantado em 2006 que tinha como filosofia transformar o Brasil em um País leitor. Os dados da pesquisa demonstram que no Maranhão esta realidade é bem distante, a falta de espaços de leitura contribui para que a leitura ainda seja um bem social inacessível as camadas sociais menos favorecidas.PALAVRAS-CHAVE: Leitura; Políticas Públicas. Livro; Cidadania.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66758">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2794" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1876">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2794/1908-1925-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a47bfa9c0996025e9aeda8df6f6b6a1b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32893">
                    <text>Reforma e readequação do layout da Biblioteca Emília Bustamante
/ EPSJV / FIOCRUZ

Anderson Leonardo de Azevedo (FIOCRUZ) - a994a@hotmail.com
Marluce Maciel Gomes antelo (FIOCRUZ EPSJV) - marluceantelo@outlook.com
Renata de Azeredo (FIOCRUZ / EPSJV) - azeredo_renata@hotmail.com
Resumo:
O texto trata da importância que as bibliotecas têm como suporte ao ensino e a necessidade de
sua adequação a tal função. O objetivo do estudo é apresentar a proposta de um novo layout
da Biblioteca Emília Bustamante, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fundação
Oswaldo Cruz, para atender os alunos do Ensino Médio, Pós-Graduação, bem como
professores, pesquisadores e comunidade externa à Fiocruz. A mudança do layout da
biblioteca visa tornar mais funcional o espaço, propiciar melhores condições de uso e proteção
ao acervo, como ainda, atender às normas de acessibilidade propostas pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas. É importante destacar que no momento de elaboração e
submissão deste trabalho, o projeto proposto já foi apresentado e aprovado pela diretoria
responsável, sendo necessários alguns ajustes para sua viabilização por parte da equipe
técnica envolvida, ou seja, adequações à parte de engenharia e arquitetura para sua
consecução.
Palavras-chave: Biblioteca. Layout. Acessibilidade.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A Biblioteca Emília Bustamante (BEB), em acompanhamento à evolução e
desenvolvimento, observou nos últimos anos a necessidade de readequação do layout para
atender as demandas da escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade
técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).
A BEB, ao longo dos anos, acumulou um acervo de 16.880 obras, oferecendo suporte
à educação em diversos níveis de ensino. A cada ano, o acervo disponível cresce cerca de
5,7%, seja por meio de doações, de novos trabalhos acadêmicos, por lançamentos de
publicações próprias ou por aquisições. O fluxo médio de usuários por mês é de 1.533,33
usuários, que realizam consultas no local ou tomam por empréstimo as obras do acervo.
Além disso, em média, 160 usuários por ano recorrem aos funcionários da BEB em
busca de orientações para pesquisas, aplicação de normas da ABNT e catalogação de seus
trabalhos acadêmicos.
A BEB constitui, assim, um espaço em que os usuários encontram os recursos e as
obras necessárias para o aprimoramento de sua educação e a consecução de seus cursos, como
ainda, representa categoria avaliada por órgãos fiscalizadores como a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Ministério da Educação (MEC),
para os cursos de mestrado e especialização.
Diante da importância que a BEB constitui para seus usuários e o desenvolvimento da
instituição, a proposta que se faz de alteração do layout da BEB visa tornar mais funcional o
espaço da biblioteca, propiciar melhores condições de uso e proteção ao acervo, como ainda,
atender às normas de acessibilidade propostas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT, 2015).
Justifica-se a proposta apresentada, uma vez que a BEB não oferece condições
adequadas de acessibilidade a portadores de deficiências, notadamente, cadeirantes, como
ainda, carece de uma reorganização para tornar seu espaço mais funcional para os usuários e
funcionários.
Ressalta-se que o projeto apresentado foi elaborado a partir de reuniões e discussões
realizadas entre os trabalhadores da Biblioteca Emília Bustamante, durante os meses de
outubro e novembro de 2016.
Diante do exposto, o objetivo do artigo é apresentar a proposta de um novo layout da
biblioteca, para atender os alunos do Ensino Médio, pós-graduação, bem como professores,
pesquisadores e comunidade externa à Fiocruz.

�Relato de experiência
A Biblioteca Emília Bustamante (BEB) foi fundada em 1986 e a partir de 1988 passou
a funcionar em espaço próprio na EPSJV (MEDEIROS, [200-]).
A missão da BEB é:
Atuar de forma transversal às atividades de Ensino e Pesquisa da EPSJV atendendo
as demandas informacionais de alunos, professores e pesquisadores da EPSJV,
através do desenvolvimento de processos e projetos que viabilizem a
disponibilização, o acesso e o uso da informação para a constante construção do
conhecimento científico e tecnológico nos eixos teóricos que constituem a Educação
Profissional em Saúde.

A BEB é subordinada à Vice-direção de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico
(VDPDT) da EPSJV.
A biblioteca ocupa, atualmente, um espaço de 450m2, distribuídos em dois andares,
com espaços apropriados para leitura, com mesas de estudo em grupo e individuais; salas para
estudo em grupos de cinco a sete pessoas, equipadas com computadores e acesso à Internet;
sala de multimídia com capacidade para 23 pessoas, equipada com televisão, DVD player,
vídeo e computador; além de ambiente para pesquisa virtual, com computadores com acesso à
Internet (MEDEIROS, [200-]).
O acervo da BEB é constituído por materiais didáticos, paradidáticos e obras de
referência das áreas de Ciências Exatas e da Terra, Biológicas, da Saúde, Sociais e Aplicadas,
Humanas e também referentes a Engenharia, Letras e Artes, além de periódicos científicos,
CD e DVD. No primeiro andar estão as obras de referência, literatura e dissertações, e no
segundo andar o acervo geral.
O seu quadro funcional é constituído por 11 profissionais, distribuídos da seguinte
maneira:
a) BEB – quatro bibliotecários, três auxiliares de biblioteca, um estagiário;
b) Biblioteca Virtual em Saúde – Educação Profissional em Saúde (BVS-EPS) –
localizada dentro da BEB, contando com um bibliotecário, um assistente de
biblioteca e um estagiário.
A BEB funciona de segunda a sexta-feira, das 7:00h às 20:00h.
Os serviços oferecidos pela BEB são: ambiente de pesquisa virtual; empréstimo de
obras domiciliar; consulta local ao acervo; consulta on-line do acervo; elaboração de ficha
catalográfica para dissertações do Mestrado em Educação Profissional em Saúde e para as

�obras publicadas pela EPSJV; catalogação das obras produzidas e editadas pela EPSJV;
guarda-volumes disponível para os usuários durante sua permanência na BEB; levantamento
bibliográfico por solicitação de usuários; locais apropriados para estudo individual ou em
grupo; revisão de referências bibliográficas conforme normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) para trabalhos a serem submetidos à Revista Trabalho Educação e
Saúde (RevTES), como ainda, aulas de orientação de aplicação das normas da ABNT em
trabalhos acadêmicos; sala de multimídia e videoconferência; serviço de referência capacitado
a orientar os usuários em relação ao acesso e uso de fontes de informação; venda de
publicações da EPSJV, para alunos, funcionários e usuários externos da referida instituição.
Ações propostas
Para melhor exposição da proposta de alteração do layout da BEB é apresentado um
quadro com localização atual dos setores e as alterações propostas. O Quadro 1, a seguir,
apresenta a proposta de realocação dos setores que funcionam no primeiro andar da BEB, bem
como as alterações propostas.
Quadro 1 – Realocação dos setores do 1º andar
Localização atual

1º andar

Processamento técnico
(sala 5)

Alteração
� Transferência do processamento técnico da sala 5
para sala 6.
� Retirada da divisória para ampliação do espaço.
� Fechamento da parede que possui abertura para a
biblioteca.

Almoxarifado (sala 6)

� Transferência para sala 5, espaço menor e mais
adequado à guarda dos materiais de uso, livros
recebidos por meio de doação e que se encontrem em
avaliação, novas aquisições (livros e periódicos),
estoque da livraria, entre outros.

Balcão de
atendimento

� Rebaixamento de um lado do balcão, em adequação
à ABNT NBR 9050:2015.

BVS

� Transferência da BVS para o 2º andar, objetivando a
criação de um espaço mais adequado.

Acervo

� Movimentar as estantes do acervo para a localização
atual da BVS e observar as orientações da ABNT
NBR 9050:2015 para o espaçamento das estantes.

Local do acervo
Ambiente de pesquisa
na Internet

� Acondicionará as mesas e baias de estudos.
� Permanece inalterado.

�O Quadro 2, a seguir, apresenta a proposta de realocação dos setores que funcionam
no segundo andar da BEB, bem como as alterações propostas.
Quadro 2 – Realocação dos setores do 2º andar
Localização atual
Salas de estudos

2º andar

Acervo
Multimídia e
videoconferência

Alteração
� Permanecem inalteradas.
� Permanecem inalteradas, com ajustes no espaçamento
das estantes de acordo com as normas da ABNT NBR
9050:2015.
� Permanece inalterada.

Servidor de
informática

� Desmontagem da sala, que será transferida para outro
ambiente.
� Abertura da porta e criação de corredor com acesso ao 2º
andar do prédio principal da EPSJV.

Baias de estudo

� Serão transferidas para o 1º andar.
� Criação de nova sala para a BVS, com meia parede de
vidro e visão para o acervo.
� Ao lado da sala da BVS será criada uma sala de reuniões.

A sala de reuniões proposta deverá atender às necessidades de toda a escola no que
concerne ao agrupamento de um número maior de pessoas.
Ressalta-se que a criação de acesso ao 2º andar da BEB, por meio de ligação com o
prédio principal da EPSJV, se faz necessária devido à falta de elevador e rampa no interior da
biblioteca, visando promover condições de acessibilidade adequadas a pessoas com
dificuldades de locomoção ou deficiências. Obviamente, essas instalações têm também como
objetivo a melhoria das condições de trabalho e a funcionalidade das instalações para os
funcionários.
Considerações finais
Consoante a missão da BEB, a proposta de reforma do layout do referido espaço tem
por objetivo propiciar melhores condições de uso da biblioteca para o público e os
trabalhadores, oferecendo também condições de acessibilidade adequadas e maior qualidade
nos serviços prestados.
É importante ressaltar que esta foi uma contribuição espontânea dos funcionários da
BEB, resultante da sua experiência profissional, do conhecimento acumulado e do respeito à

�instituição. Por óbvio, não se reputa ser uma proposta definitiva, mas sim, um ponto de
partida para a consolidação da BEB e sua atualização em equilíbrio com o desenvolvimento
da EPSJV e a manutenção da importância que as bibliotecas têm para o ensino e a educação.
É importante destacar que no momento de elaboração e submissão deste artigo, o
projeto proposto já foi apresentado e aprovado pela diretoria responsável, sendo necessários
alguns ajustes para sua viabilização por parte da equipe técnica envolvida, ou seja,
adequações à parte de engenharia e arquitetura para sua consecução.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9050:2015 –
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro,
2015.
MEDEIROS, A. Conheça a Biblioteca Emília Bustamante. [200-]. Disponível em:
&lt;http://www.comunidades.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=BEBApre&amp;MNU=BEB&gt;.
Acesso em: 24 nov. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32884">
                <text>REFORMA E READEQUAÇÃO DO LAYOUT DA BIBLIOTECA EMÍLIA BUSTAMANTE / EPSJV / FIOCRUZ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32885">
                <text>Anderson Leonardo de Azevedo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32886">
                <text>Marluce Maciel Gomes antelo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32887">
                <text>Renata de Azeredo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32888">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32889">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32891">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32892">
                <text>O texto trata da importância que as bibliotecas têm como suporte ao ensino e a necessidade de sua adequação a tal função. O objetivo do estudo é apresentar a proposta de um novo layout da Biblioteca Emília Bustamante, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fundação Oswaldo Cruz, para atender os alunos do Ensino Médio, Pós-Graduação, bem como professores, pesquisadores e comunidade externa à Fiocruz. A mudança do layout da biblioteca visa tornar mais funcional o espaço, propiciar melhores condições de uso e proteção ao acervo, como ainda, atender às normas de acessibilidade propostas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. É importante destacar que no momento de elaboração e submissão deste trabalho, o projeto proposto já foi apresentado e aprovado pela diretoria responsável, sendo necessários alguns ajustes para sua viabilização por parte da equipe técnica envolvida, ou seja, adequações à parte de engenharia e arquitetura para sua consecução.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66757">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2793" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1875">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2793/1907-1924-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f50900734e2434706565e23fe3e0d5db</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32883">
                    <text>REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA E LIVRO
ELETRÔNICO PARA ATINGIR AS METAS DA FEDERAÇÃO
INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS E
BIBLIOTECAS (IFLA)

Solange Ribeiro Viegas (UFRJ) - solangeviegas@letras.ufrj.br
IRANY GOMES BARROS (UFRJ) - irany2012@yahoo.com.br
Andréia Dutra Fraguas (UFRJ) - andreiafraguas@yahoo.com.br
Cila Verginia da Silva Borges (UFRJ) - cila@letras.ufrj.br
Resumo:
O presente trabalho visa buscar uma relação do tema "Educação universitária e livro
eletrônico" com as metas da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e
Bibliotecas (IFLA) em consonância com os objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU)
definidas no documento “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável". Os livros
impressos possuem seu espaço, porém as mídias digitais estão cada vez mais presentes no
universo das Bibliotecas Universitárias. Dessa forma, surgem novas ferramentas tecnológicas
que possibilitam o rápido acesso à informação e promovem a disseminação do conhecimento.
Dentro desse contexto está o livro eletrônico, objeto dessa pesquisa.
Palavras-chave: Livro eletrônico - biblioteca universitária – Federação Internacional de
Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA)
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
O presente trabalho visa buscar uma relação do tema "Educação
universitária e livro eletrônico" com as metas da Federação Internacional de
Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA) em consonância com os
objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) definidas no documento
“Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável". Serão citados autores
renomados para fundamentar o trabalho e promover uma melhor reflexão sobre
o tema abordado.
Constam no documento 17 objetivos gerais, dos quais foram
contemplados neste trabalho os seguintes:


Objetivo 1: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os
lugares.”



Objetivo 4: “Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e
promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.’’



Objetivo 7: “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço
acessível à energia para todos.”



Objetivo 10: ‘‘Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.”



Objetivo 12: “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.’’



Objetivo 15: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a
desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de
biodiversidade.”

CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA DA PESQUISA
Os livros impressos possuem seu espaço, porém as mídias digitais estão
cada vez mais presentes no universo das Bibliotecas Universitárias. Dessa
forma, surgem novas ferramentas tecnológicas que possibilitam o rápido acesso
à informação e promovem a disseminação do conhecimento. Dentro desse
contexto está o livro eletrônico, objeto dessa pesquisa. Muitas são as definições
de livro eletrônico.
A definição eleita por Pinsky (2009, p. 30):
O livro eletrônico é um livro digital em arquivo texto ou
sonoro que pode ser: vendido (ou disponibilizado) na

�íntegra ou em partes; alugado (acesso pago on-line por
determinado período de tempo); vendido por capítulos
gerados de arquivo digital, mas impressos para o
consumidor em um ponto de venda [...] Nesse sentido, o
importante não é como o livro será consumido (lido ou
ouvido), mas sim como saiu da editora para ser
comercializado.
O objeto de estudo é a Biblioteca da Faculdade de Letras da UFRJ e os
usuários dos cursos de graduação. A biblioteca não possui livros eletrônicos. A
implementação poderá trazer grandes vantagens para seus usuários,
principalmente para a comunidade acadêmica. Contudo, é necessário conhecer
os hábitos de leitura digital dos alunos, pois a implementação possui um custo
muito elevado para a instituição.
Rocha (2015, s.p.) destaca a relevância das Bibliotecas Universitárias
para a comunidade acadêmica. “Sendo a biblioteca universitária um dos
alicerces vitais da vida acadêmica, tem como missão a renovação contínua e
adequada de seus acervos e a prestação de serviços de informação às
atividades de ensino, pesquisa e extensão”
Atualmente a BJA não consegue atender de maneira satisfatória seus
usuários referente aos empréstimos, principalmente os das bibliografias básicas
e complementares dos cursos de graduação, gerando um acúmulo de reservas,
em especial na época das provas. Esse fato ocasiona frustração por parte dos
usuários quando não encontram o livro que necessitam.
De acordo com (LEITÃO, 2005, p. 18). “O usuário considera um grande
desapontamento quando não existe disponibilidade de materiais na biblioteca
(não encontra, não pode pedir emprestado ou está desaparecido)”.
.
O papel das bibliotecas para o cumprimento dos objetivos Agenda 2030
para o Desenvolvimento Sustentável
A aprendizagem ao longo da vida é um aspecto que precisa ser
assentado, no que tange à relação do homem com o meio ambiente.
As bibliotecas proporcionam liberdade intelectual, viabilizando acesso à
informação, conhecimento e ideias. Bibliotecas de portas abertas e com livre
acessibilidade aos seus respectivos acervos contribuem para a preservação dos

�valores democráticos e dos direitos civis e universais de justiça, coibindo e
contrariando qualquer método de restrição ou censura.
Segundo Briet (1951, p. 36, apud RENDON ROJAS, 2005, p. 120) define
que o documento é "todo indício concreto ou simbólico, conservado ou registrado
com o fim de representar, reconstruir ou experimentar um fenômeno físico ou
intelectual.’’ Dentro dessa abordagem está o livro eletrônico.
O livro eletrônico, que é uma ferramenta de democratização da
informação, propicia acesso ao conhecimento, excedendo as fronteiras relativas
ao tempo e espaço. Podemos relacioná-los com o Objetivo 1: “Acabar com a
pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.” Educação é
fundamental para melhoria das condições de vida da população, é a chave para
o progresso. A implementação do livro na biblioteca da FL/UFRJ poderá ser uma
ferramenta útil à educação, pois serve para disseminar o conhecimento, ao
mesmo tempo que conserva a informação, já que os livros eletrônicos são
adquiridos na modalidade acesso perpétuo que dão o direito a seus usuários
fazerem download ao custo zero. Traz grandes benefícios, pois sabemos que
muitos cidadãos não possuem condições de comprar livros. As Bibliotecas em
consonância com os seus serviços de informação auxiliam para a formação e
realização de uma sociedade de informação inclusiva.
Quanto ao objetivo 4, assegurar a educação inclusiva, equitativa e de
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para
todos e o objetivo 10, de Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
serão comentados juntos.
A implementação do livro eletrônico na Biblioteca da FL, poderá contribuir
para diminuir a desigualdade, pois seu conteúdo estará acessível a todos,
independentemente de raça, idade, sexo e situação econômica. Ele é um
instrumento que facilita a inclusão social para pessoas com deficiência auditiva
e motora. O papel do bibliotecário é de suma importância na seleção do material
de qualidade, seja impresso ou eletrônico.
De acordo com Rendon Rojas (2005. p.146) ressalta a importância do
bibliotecário na seleção e indexação de documento dentro do sistema de
informação documental, pois é após a indexação que o respectivo documento
passa a ter personalidade, passa a possuir valor intelectual, teórico e criativo.

�Dentro desse mesmo pensamento podemos reproduzir a segunda lei de
Ranganathan (2005, p. 50) “A cada leitor, o seu livro” enfatiza a diversidade de
usuários que a instituição pode atingir. Nesse contexto, os livros são para todos,
sem distinção de classe social, nacionalidade, preferência política ou religiosa,
ou grau de instrução. O papel do bibliotecário é fundamental para disseminar o
conteúdo da biblioteca. A segunda lei também ressalta a ideia de que a biblioteca
deve estar sempre à disposição do cidadão.
Em relação ao Objetivo 7, de “Assegurar o acesso confiável, sustentável,
moderno e a preço acessível”, as bibliotecas dão suporte confiável à população
carente que não possui energia e acesso a internet. Neste, o livro eletrônico é
facilitador, pois permite que a população carente possa usufruir de livros
disponíveis para consulta. É uma ferramenta que poderá contribuir para diminuir
a desigualdade, pois seu conteúdo estará acessível a todos, independentemente
de raça, idade, sexo e situação econômica.
Nesse sentido cabe a aplicação da quarta lei de Ranganathan (2005, p.
2012) “poupe o tempo do leitor”. O livro eletrônico colabora com a disseminação
do conhecimento. Pode ser acessado pelo click, dentro ou fora da biblioteca. O
objetivo 12: “assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis” e o
objetivo 15: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas
terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação,
deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade” serão
comentados juntos.
Para fabricar o livro impresso, muitas árvores são derrubadas. O
desmatamento é um dos fatores que causam o aquecimento global, ocasionando
as mudanças climáticas no planeta. Portanto, o livro eletrônico é um aliado da
natureza. A comunidade acadêmica possui o hábito de tirar cópias e livros e
depois descartá-las. O livro eletrônico se enquadra no consumo sustentável.
O livro eletrônico contribui para salvaguardar o patrimônio cultural, pois
não se deteriora. Podemos relacionar com a quinta lei de Ranganathan (2005,
p. 223) “A Biblioteca é um organismo vivo e em crescimento’’. A produção de
conhecimento é um ato contínuo e dinâmico do ser humano, pois novos assuntos
surgem, bem como usuários com demandas diferenciadas Isto exige, de forma
constante, um repensar sobre as práticas e instrumentos utilizados e sobre as
atividades executadas. Surge a necessidade de bibliotecários com postura mais

�dinâmica e criativa, em relação ao desenvolvimento de coleções, pois os
formatos sofreram modificações físicas. Avaliar o que deve ser comprado entre
o material impresso e digital é fundamental. A quantidade de livros eletrônicos
em português das bibliografias dos cursos de graduação é bem reduzida. Nesse
aspecto é fundamental a avaliação do bibliotecário para não inflar a coleção com
livros que não serão utilizados.

CONCLUSÃO
Dessa forma, é possível compreender a importância das bibliotecas em
relação à inovação, preservação e propagação da informação, contribuindo para
o desenvolvimento do indivíduo como um todo. Através de práticas sustentáveis,
possibilitam a integração da sustentabilidade econômica, espacial, ambiental,
cultural e social, objetivando estabelecer relações de solidariedade entre as
diversas pessoas, em diferentes gerações, bem como propiciar melhorias na
qualidade de vida dos seus usuários e dos seus acervos. Políticas Públicas são
fundamentais para que os objetivos da Agenda sejam alcançados.

REFERÊNCIAS
IFLA. Federación Internacional de Asociaciones de Bibliotecarios y Bibliotecas.
Carpeta de herramientas: Las bibliotecas y la implementación de la Agenda
2030 de la ONU. Las bibliotecas y la implementación de la Agenda 2030 de
la ONU: Programa de Acción para el Desarrollo a través de las Bibliotecas
(IFLA/ALP). Disponível em:
&lt;http://www.fesabid.org/sites/default/files/repositorio/2015_bibliotecasyagenda2
030.pdf&gt;. Acesso em: 8 set. 2016.
PINSKY, D. O uso do livro eletrônico no ensino superior sob a ótica dos
professores universitários e profissionais de editoras. São Paulo, 2009. 141f.
Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Economia, Administração e
contabilidade, USP, São Paulo, 2009
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília, DF: Briquet
Lemos, 2009.
RENDON ROJAS. M.A. Documento. In: Bases Teóricas Y Filosóficas De La
Bibliotecologia. 2.ed..México: UNAM, p.120 – 149, nov., 2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32873">
                <text>REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA E LIVRO ELETRÔNICO PARA ATINGIR AS METAS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS E BIBLIOTECAS (IFLA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32874">
                <text>Solange Ribeiro Viegas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32875">
                <text>IRANY GOMES BARROS</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32876">
                <text>Andréia Dutra Fraguas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32877">
                <text>Cila Verginia da Silva Borges</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32878">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32879">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32881">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32882">
                <text>O presente trabalho visa buscar uma relação do tema "Educação universitária e livro eletrônico" com as metas da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA) em consonância com os objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) definidas no documento “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável". Os livros impressos possuem seu espaço, porém as mídias digitais estão cada vez mais presentes no universo das Bibliotecas Universitárias. Dessa forma, surgem novas ferramentas tecnológicas que possibilitam o rápido acesso à informação e promovem a disseminação do conhecimento. Dentro desse contexto está o livro eletrônico, objeto dessa pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66756">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2792" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1874">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2792/1906-1923-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c0219ffc35e4b5b62543d9c361d23cc3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32872">
                    <text>RECONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS ALINHADAS ÀS NOVAS TENDÊNCIAS EM
METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO

Luana Priscila Costa (UNESP) - luana@reitoria.unesp.br
Resumo:
Estudo teórico desenvolvido sobre revitalização do espaço físico de bibliotecas no processo de
alinhamento as novas metodologias de ensino, onde a biblioteca perde seu caráter de
depositária e passa a ser vista como um ambiente de aprendizagem ativo. Ao final
apresentam-se sugestões de mudanças no espaço físico e uma reflexão sobre questões que
envolvem o acervo, a mobilidade e liberdade.
Palavras-chave: Espaços de aprendizagem; Biblioteca universitária;
Revitalização; Metodologias ativas de ensino

Espaço

físico;

Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: 4 Bibliotecas para todos: bibliotecas como espaço de
aprendizagem.
Introdução:
Com a popularização e o desenvolvimento das tecnologias de
informação, as bibliotecas tendem a perder seu caráter de depositárias do
conhecimento e, junto a novas tendências construtivistas advindas da área da
educação, tomam um caráter muito mais próximo dos indivíduos e começa a
enxergar a interação como fator considerável no processo de ensino e
aprendizagem. Para tal, necessitamos de uma mudança de cultura de paradigmas
que envolvem não só as bibliotecas, sendo imprescindível a adesão dos
professores à necessidade de trazer à comunidade acadêmica uma educação
informacional mais efetiva.
Essas iniciativas devem ser implantadas no sentido de trazer um
sentimento de pertencimento da biblioteca, instigar o espírito investigativo, fazer
da pesquisa parte substancial do processo de ensino e aprendizagem onde o
aluno toma posição ativa e não mais passiva diante do conteúdo apresentado.
Alinhados nessa empreitada, a equipe da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da
Unesp passou a realizar estudos sobre novos conceitos de biblioteca de acordo
com as novas tendências mundiais em bibliotecas universitárias.
Nesse sentido, o presente estudo foi realizado no sentido de elucidar
nossa visão sobre as novas metodologias ativas de ensino e o novo contexto de
bibliotecas a fim de pensar alternativas quanto ao espaço físico das bibliotecas
nesta nova configuração física e cultural que pretendemos conquistar.

Método da pesquisa:
O estudo consistiu em pesquisa bibliográfica.

Resultados:
Espaços alinhados ao conceito de centro de aprendizagem são
espaços móveis, dinâmicos e incitam a liberdade criativa. Deve refletir as

�características da comunidade a que pertence. Nesse sentido, foram elaboradas,
com base na literatura consultada, propostas para reconfiguração do espaço físico
de bibliotecas universitárias de um modo geral, a serem adaptadas conforme as
necessidades da comunidade atendida. Serão listadas a seguir.
Acervo: Diminuir o espaço reservado às coleções; Estantes deslizantes;
Arquivamento em local específico de todos os materiais que estão disponíveis em
formato digital; programa de descarte dos materiais não emprestados; ASRS
(Sistema de Armazenamento e Recuperação); Consórcio de armazenamento
único de coleções entre diferentes instituições.
Interação: Instalar um café em cada biblioteca junto a um espaço de descanso e
descontração; Mesas de trabalho em grupo e espaços de interação pela
biblioteca; Criação de salas de silencio com proteção acústica; Espaço para
apresentações culturais e artísticas;
Ensino: Criação de salas com o conceito de ALC (Active learning classrooms) no
espaço da biblioteca; Criação de espaços de produção de conteúdo educativo a
distância.
Ambiente e infra-estrutura: Utilizar estrategicamente a luz natural e plantas para
manter o ambiente mais convidativo e agradável; contato e proposta de parceria
junto aos cursos de arquitetura da universidade para eleger alternativas baratas de
criação de sala de leitura e estudo com sistema de isolamento de som; Instalação
de tomadas para carregamento de bateria de computadores pessoais e
dispositivos móveis; Mobiliário com rodas que possibilite uma ambientação
flexível; Paredes de vidro; Criação de laboratório experimental; Criação de
laboratório de multimídia e criatividade para o desenvolvimento de atividades
práticas paralelas às atividades curriculares; Criação de espaço de lazer e
convivência (smart tv; totem para carregar celular; puffs; videogame); Diminuição
ou retirada do balcão de atendimento; Sistema de auto-empréstimo e auto
devolução

Discussão:

�O estudo sobre a reconfiguração do espaço físico da biblioteca alinhado
ao conceito de metodologias ativas de ensino traz questões pontuais a serem
ressignificadas, como alternativas para a alocação do acervo físico; espaços
móveis; a questão da liberdade (salas de silêncio); criação de laboratório
experimental.
Segundo Montgomery (2014, p. 70), a mudança no acesso a
informação trouxe a discussão sobre o propósito da existência das bibliotecas.
Nesse sentido, a importância do espaço físico das bibliotecas está se deslocando
das prateleiras para como os estudantes usam o espaço para aprender. “Social
learning emphasizes students as active learners”( MONTGOMERY, 2014, p. 70)
Nesse sentido, no que consiste ao acervo físico, considerando o
crescimento de disponibilização de conteúdo em formato digital e a necessidade
de reverter o caráter da biblioteca de depositária para um espaço de convivência,
questões como o descarte e busca de alternativas de alocação do acervo físico
são imprescindíveis quando se pensa no espaço físico da biblioteca voltado ao
aprendizado.
Concordamos com Montgomery (2014) que destaca a importância da
biblioteca centrada no aluno, criando um espaço como esse requer entender como
os alunos aprendem com o objetivo de facilitar sua aprendizagem no espaço que
escolherem. Assim, no que se refere a espaços móveis, o espaço é concreto e fixo
é idealizado e organizado centrado nos recursos. As pessoas interagem com
nesses espaços imóveis de forma limitada por essa imobilidade. O indivíduo é que
se molda ao espaço e não o contrário, exercendo assim uma função passífica
diante dos recursos materiais. Essa lógica deve ser revertida.
A função social da biblioteca pede uma relação entre os suportes
informacionais e o público utilizador e deve ser “vista como instituição social e
democrática,

a

serviço

da

comunidade,

construindo

espaços

de

convivência.”(SANTA ANNA, 2016, p. 240)
Citando Crippa (2015), Santa Anna (2016) fala sobre as bibliotecas
como “laboratório de cidadania”, de espaços abertos, sistêmicos e permanentes
de apropriação do espaço coletivo e de ações compartilhadas”.

�Nesse sentido, a biblioteca prescinde de espaço aberto de incentivo
ao diálogo e a interação alinhado com liberdade, espaço de troca e aprendizado,
de lazer e descobertas. No que consiste a questão da liberdade, a promoção do
sentimento de liberdade no espaço da biblioteca depende de fatores de profunda
mudança cultural que envolvem as políticas e regulamentos das bibliotecas. Os
fatores mais marcantes são a lei do silencio e a proibição de entrar com bolsas e
mochilas.
Apesar de se referir de aspectos a serem tratados culturalmente, a
questão do silencio esbarra no planejamento do espaço físico das bibliotecas e
pode-se elencar alternativas que solucionem esta questão.
A lei do silencio nas bibliotecas é uma das regras mais marcantes no
imaginário popular de biblioteca e se faz presente nas bibliotecas. Essa
necessidade de silencio não combina com a necessidade de socialização criativa
que buscamos dentro desse novo conceito de biblioteca. “Atualmente grandes
bibliotecas estão se transformando de prédios silenciosos com uma ou duas salas
barulhentas em prédios rumorosos com uma sala silenciosa.”(Lankes, 2016, p.
58).
Nesse sentido, ao invés de a biblioteca ser silenciosa por regra e
possuir cabines para trabalho coletivo, podemos pensar em alternativas de
reverter essa lógica, onde se separa uma sala isolada de ruídos para o estudo
individual e concentrado, deixando a maioria do espaço da biblioteca aberto a
interação.

Considerações Finais ou Conclusões:
A questão central que advem do processo de repensar o espaço da
biblioteca para esta nova perspectiva prescinde, necessariamente, em trabalhar a
questão do armazenamento do acervo. Essa necessidade não representa
somente uma mudança concreta e física, mas substancial e conceitual, o que
pode nos trazer resistência não só da comunidade, como também dos próprios
bibliotecários.

�O investimento em tecnologias que possibilitem maior autonomia do
usuário é importante quando vai se repensar o espaço físico, pois além de trazer
maior liberdade ao usuário, possibilita aproveitar melhor o potencial humano e
mediador dos profissionais que atuam na biblioteca. Todas as ações de
reestruturar o espaço físico serão ineficientes se não se estabelecerem ações no
sentido de mudança da cultura organizacional. O usuário deve ser emancipado
informacionalmente e o profissional deve adotar uma postura empática e
humanística para atuar dentro desses novos espaços. Esses espaços devem
incitar a utilização dos recursos informacionais de forma livre, crítica e criativa.

Referências
ALVAREZ. Propuesta de pautas para el diseño de un Centro de Recursos para el
Aprendizaje y la Investigación como modelo de trabajo para la Red de Bibliotecas
de La Universidad de La Habana. Tese Mestrado.
CORRÊA, E. C. D. Parceria entre bibliotecário e educador: uma importante
estratégia para o futuro da biblioteca escolar. Infociência. São Luís. V. 4, p. 6887, 2004.
FERNÁNDEZ-VILLAVICENCIO, Nieves González. Los espacios físicos de la
biblioteca universitaria en el nuevo ecosistema de aprendizaje. Biblioteca de
la
Universidad
de
Sevilla.
Disponível
em:
https://bibliotecaceu.wordpress.com/2017/03/03/los-espacios-fisicos-de-labiblioteca-universitaria-en-el-nuevo-ecosistema-de-aprendizaje/ Acesso em: abril
de 2017.
LANKES, R. D. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.
MONTGOMERY, S. Library space assessment: user learning behaviors in the
library. The Journal of Academic Librarianship. n. 40, 2014. p. 70-75
PINTO, M.; SALES, D.; OSORIO, P. Biblioteca universitária, CRAI y
alfabetización informacional. Trea, 2008.
SANTA ANNA, J. A redefinição da biblioteca no século XXI: de ambientes
informacionais a espaços de convicência. RDBCI. v. 14, n. 2, Campinas, 2016. p.
232-246
SOUSA, M. M. A biblioteca universitária como ambiente de aprendizagem no
ensino superior. Dissertação de mestrado em Ciência da Informação.
Universidade de São Paulo. 2009.
Agências financiadoras
O presente trabalho não obteve financiamento. Foi desenvolvido dentro
das atividades da coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32865">
                <text>RECONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS ALINHADAS ÀS NOVAS TENDÊNCIAS EM METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32866">
                <text>Luana Priscila Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32867">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32868">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32870">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32871">
                <text>Estudo teórico desenvolvido sobre revitalização do espaço físico de bibliotecas no processo de alinhamento as novas metodologias de ensino, onde a biblioteca perde seu caráter de depositária e passa a ser vista como um ambiente de aprendizagem ativo. Ao final apresentam-se sugestões de mudanças no espaço físico e uma reflexão sobre questões que envolvem o acervo, a mobilidade e liberdade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66755">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2791" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1873">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2791/1905-1922-1-PB.pdf</src>
        <authentication>dce359bf08f2e8d2349f1884aab9fa07</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32864">
                    <text>Projeto Brisa Literária: a experiência da Biblioteca Prof. Carlos
Alberto Barbosa, IFRJ - Campus Nilópolis

Cintia Luciano de Paiva (IFRJ) - cintia.paiva@ifrj.edu.br
Cassia Rosania Nogueira dos Santos (IFRJ) - cassia.santos@ifrj.edu.br
Josiane Borges Pacheco (IFRJ) - josiane.pacheco@ifrj.edu.br
Resumo:
Norteia o surgimento do Projeto Brisa Literária na Biblioteca Prof. Carlos Alberto Barbosa,
IFRJ - Campus Nilópolis e suas influências aos seus usuários. Mostra o surgimento e o
desenvolvimento do projeto e os resultados alcançados em seus eventos. Constata as suas
reais necessidades e competências exigidas para os profissionais envolvidos. Apresenta as
atividades dos anos de 2015 até meados de 2017 realizada pelo projeto. Exemplifica seu blog
de divulgação do projeto. Conclui que, o projeto alcançou um número maior de empréstimos
nos livros de literatura e sobretudo uma biblioteca reconhecida e estimada para sua
comunidade.
Palavras-chave: Projeto Brisa literária; Biblioteca Prof. Carlos Alberto Barbosa, IFRJ Campus Nilópolis; relato de experiências.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
As bibliotecas dos Institutos Federais (IFs) desempenham um papel importante na
sociedade brasileira na construção do conhecimento, na formação de recursos humanos e
no apoio ao processo de ensino e aprendizagem. As bibliotecas dos Institutos, igualmente,
têm um papel fundamental na realização da sua missão e no atendimento das necessidades
de sua comunidade contribuindo para elevar a qualidade do ensino público e a formação
dos indivíduos.
No que se refere aos Institutos Federais, são ofertados cursos gratuitos de
qualificação profissional, técnicos de nível médio, superiores de tecnologia,
bacharelados, licenciaturas e pós-graduação em programas de lato e stricto sensu. Os IFs
refletem as pluralidades provenientes das diferentes regiões do país e de públicos.
A respeito dessas diversidades, as bibliotecas dos Institutos também enfrentam
diversos desafios inerentes a toda e qualquer biblioteca. Dentro deste desafio temos a
importância da leitura e o papel da biblioteca na sua execução que são de grande
relevância para sua realização, na qual é fundamental trazer o leitor não somente para
leitura técnica, mas sim, uma leitura mais descontraída e com propostas de formação de
novos leitores.
Com esta proposta, foi criado o Brisa Literária que é um projeto de extensão
formado por três alunos do curso de Bacharelado em Produção Cultural do próprio IFRJ,
Campus Nilópolis, e coordenado por uma Bibliotecária e tem como base de aplicação à
Biblioteca Prof. Carlos Alberto Barbosa.
O projeto surgiu com a necessidade de integrar os alunos, servidores e a
comunidade externa um intercâmbio menos formal de linguagens e ideias sobre o
universo do livro, já que os alunos somente procuram o acervo para atender as suas
necessidades acadêmicas, e assim dinamizar o uso do acervo, bem como utilizar melhor
o espaço físico da biblioteca aproximando seus usuários e atraindo novos leitores.

1

�Relato da experiência
O projeto de Extensão Brisa Literária, é uma iniciativa de cunho cultural vinculada
à coordenação de Extensão do IFRJ – Campus Nilópolis e à Biblioteca Prof. Carlos
Alberto Barbosa. A equipe atualmente tem como composição 2 estagiários do curso de
Bacharelado de 2 Produção Cultural (BPC), 1 aluna monitora do mesmo curso e 1
Bibliotecária, que tem como função coordenar e orientar o projeto juntamente com os
componentes.
Com o grupo formado são realizadas várias reuniões para definição de diretrizes
para concretização do projeto e através delas que são direcionadas para sua execução. As
reuniões são realizadas dentro da biblioteca num setor específico para o funcionamento
do Projeto Brisa Literária.
As divulgações dos eventos são feitas através de foods, cartazes pelos acessos do
Campus, pela AsCom (Assessoria de comunicação), pelo facebook da biblioteca e pelo
blog criado para o Projeto Brisa.
No Blog Brisa Literária, possui todas as informações sobre o projeto, serve de
meio de comunicação para as pessoas que desejam participar de qualquer evento do
projeto. As inscrições dos eventos são feitas no próprio blog e a equipe responsável do
blog faz a seleção e a confirmação das inscrições. Além disso, os usuários inscritos no
blog se destacam pela participação chamada “Briseiros”, que são os colunistas usuários
que são escolhidos pelos livros que leram e, por conseguinte, enviam as suas resenhas
para o blog.
Projeto Brisa Literária – 2015
O surgimento das atividades do Projeto Brisa Literária na Biblioteca Prof. Carlos
Alberto Barbosa começou em 25 de março de 2015 com Chá Literário, seguido do Ritmo
e Letra e por final o Festival Brisa Literária, que são descritas a saber:
 Chá Literário
Abordando o tema literatura fantástica, o evento, ocorrido no dia 25 de março de
2015, contou com a participação de convidados especializados para uma palestra com o
tema mais apontado na pesquisa realizada. Após a atividade, os participantes se serviram
com chás quentes ou gelados, com sachês contendo trechos de livros sobre o tema do
evento, além disso ocorreu sorteio de livros e brindes.
2

� Ritmo e Letra
Atividade realizada em 16 de julho de 2015, com duração de 6 horas, abordou o
tema regionalismo, reunindo poesia e música, com a participação de artistas da Baixada
Fluminense, que tiveram suas composições conhecidas, bem como as suas letras
debatidas pelo público. Houve distribuição de poesias para os convidados e no final do
evento foram servidos caldos e sopas.
Figura 1 – Evento do Ritmo e Letra.

Fonte: Brisa (2017)


Festival Brisa Literária
Em comemoração ao dia Nacional do Livro, o festival homenageou a obra

Macunaíma de Mário de Andrade, um romance escrito em 1928. O evento aconteceu com
mesas de debates, sarau, exposições, lançamento de livros, apresentações musicais de
alunos e artistas locais. No evento foi realizado a I Feira de troca de livros, além da
exibição de curtas premiados.

3

�Figura 2 – Festival Brisa Literária – Debates.

Fonte: Brisa (2017)
Projeto Brisa Literária - 2016
Em 2016, a Biblioteca juntamente com sua equipe definiu como necessário a
realização de visitas guiadas aos novos alunos do instituto. A visita guiada tem como
objetivo de orientar aos novos alunos a conhecer o funcionamento da biblioteca e as suas
regras para que ambiente seja bem acolhido; também este ano, foi realizado a II Feira da
troca de livros, as trocas foram feitas próximo à entrada da biblioteca, e por fim ocorreu
o Brisa Decora, uma oficina que teve a parceria de “Nai origamis”, com intuito de
reciclagem de jornais.
Projeto Brisa Literária - 2017


Ritmo e Letra

Com o intuito de homenagear a força da mulher na música popular brasileira e
aproveitando que no dia 03 de maio comemora-se o “Dia do Sertanejo”, o Ritmo e Letra
de 2017 teve “Divas do sertanejo” como tema, reuniu poesia e música e a presença de
professoras do campus participando de uma roda de conversa “A representação da mulher
na música sertaneja, uma análise sobre as letras cantadas por mulheres na atualidade”
focando a representatividade da mulher na música popular brasileira e na poesia, fazendo
uma interpretação das letras musicais do repertório selecionado e interagindo com o
4

�público sobre a realidade da mulher na sociedade. Durante o evento foram cantadas
músicas das divas do sertanejo por uma banda convidada.
Considerações Finais
Na realização de cada evento fica a clareza de satisfação dos resultados de todos
da equipe envolvida e principalmente dos usuários participantes. Pode-se afirmar que
houve os seguintes resultados:
 Um número maior de frequência de leitores na Biblioteca;
 Aumento expressivo de número de empréstimos de livros de literatura;
 A Biblioteca ficou mais convidativa e mais amigável.
Os planos para o segundo semestre de 2017 é a realização o II Festival Brisa
Literária e o “Boom! ”, que vem a ser um evento focado no livro e outras mídias que se
originam do mesmo segmento, ou fazem caminho inverso. Vai ter como tema ficção
científica. O “Boom!” pretende divulgar e incentivar a leitura de livros que deram origem
a outros produtos artísticos e de entretenimento como filmes, jogos, HQs, entre outros.
É importante salientar que apesar de ser uma Biblioteca mista, que atende aos
usuários do ensino médio técnico, alunos de graduação e pós-graduação, esse projeto
sempre foi considerado um desafio para a equipe. O Brisa Literária alcançou a expectativa
além do esperado nos anos de 2015 e 2016. Os projetos foram bem aceitos por toda
comunidade. Em 2017, espera-se alcançar novos planos com as novas realizações. Enfim,
acredita-se que o projeto chegou para ficar e se tornar como uma proposta permanente na
Biblioteca Prof. Carlos Alberto Barbosa.
Referências
BRISA

Literária.

Eventos.

Disponível

em:

http://blogbrisaliteraria.blogspot.com.br/p/eventos.html. Acesso em 11 jun 2017.

Agência financiadora
Financiado pelo edital interno FOMENTO A PROJETOS DE EXTENSÃO DO
CAMPUS NILÓPOLIS DO IFRJ (CoEx).

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32855">
                <text>PROJETO BRISA LITERÁRIA: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA PROF. CARLOS ALBERTO BARBOSA, IFRJ - CAMPUS NILÓPOLIS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32856">
                <text>Cintia Luciano de Paiva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32857">
                <text>Cassia Rosania Nogueira dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32858">
                <text>Josiane Borges Pacheco</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32859">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32860">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32862">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32863">
                <text>Norteia o surgimento do Projeto Brisa Literária na Biblioteca Prof. Carlos Alberto Barbosa, IFRJ - Campus Nilópolis e suas influências aos seus usuários. Mostra o surgimento e o desenvolvimento do projeto e os resultados alcançados em seus eventos. Constata as suas reais necessidades e competências exigidas para os profissionais envolvidos. Apresenta as atividades dos anos de 2015 até meados de 2017 realizada pelo projeto. Exemplifica seu blog de divulgação do projeto. Conclui que, o projeto alcançou um número maior de empréstimos nos livros de literatura e sobretudo uma biblioteca reconhecida e estimada para sua comunidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66754">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2790" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1872">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2790/1904-1921-1-PB.pdf</src>
        <authentication>283d5239f9f1965f11887852db3f9373</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32854">
                    <text>Princípios básicos da língua brasileira de sinais - Libras: uma
experiência na Biblioteca da EESC/USP

Elenise Maria de Araujo (USP-EESC) - elenisea@sc.usp.br
Teresinha das Graças Coletta (EESC/USP) - coletta@sc.usp.br
Flávio Antonio Cortez (PUSP São Carlos) - flcortez@sc.usp.br
Carlos Alberto Fortulan (EESC/USP) - cfortula@sc.usp.br
Andressa de Carvalho (USP EESC) - andressac@sc.usp.br
Resumo:
O curso de introdução a Língua Brasileira de Sinais – Libras é uma iniciativa do Serviço de
Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo
(SVBIBL/EESC/USP), em parceria com a Comissão de Cultura e Extensão Universitária da
EESC/USP (CCEX) e Prefeitura do Campus USP São Carlos (PUSP-SC). O curso teve como
objetivo antecipar as ações inclusivas em bibliotecas quanto ao atendimento de usuários
surdos e que necessitam de comunicação em Libras feitas pela capacitação de membros da
comunidade local e servidores. Ministrado por um funcionário da PUSP-SC, que possui
capacitação na língua, a convite do Serviço de Biblioteca, o curso teve um total de 20
horas/aulas, com encontros semanais de 1(uma) hora durante o período de 4 meses do
primeiro semestre de 2017. Foram oferecidas 30 vagas aos servidores das bibliotecas e a
todas as pessoas interessadas da comunidade universitária do Campus USP São Carlos com
certificado emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Ao término do curso
os participantes apresentaram condições de realizar a comunicação em Libras, favorecendo a
inclusão social e tornando-se um agente multiplicador dessa linguagem. Como instrumento de
avaliação final do curso foi elaborado um roteiro de um vídeo instrucional em Libras para
facilitar o acesso às bibliotecas, em especial aos recursos informacionais, serviços e do acervo
bibliográfico impresso e digital.
Palavras-chave: Libras. Língua Brasileira de Sinais. Biblioteca Universitária. Acessibilidade.
Surdos
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
As línguas de sinais no mundo se desenvolveram fortemente após a segunda metade do
século passado e se tornaram um direito social para as pessoas portadoras de deficiência
auditiva e de fala. Além disso, seu uso crescente despertou o florescimento da cultura
em sinais com a produção de obras literárias, peças, poesias etc e colaborou para
divulgação e orgulho dessa linguagem. (PERLMUTTER, 2013).
A Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear ADAP (2013), em senso de 2010 do IBGE, mostra que no Brasil existem 9,7 milhões
de pessoas com deficiência auditiva, o que representa 5,1% da população, sendo 1
milhão entre crianças e jovens até 19 anos. Segundo Nwabasili (2015) o número de
alunos surdos no ensino superior não passa de 1.488 o que representa 5% do total de
estudantes com deficiência matriculados nessa fase da educação (29.034 alunos).
As Universidades Brasileiras devem atender às recomendações da Política Nacional de
Educação inclusiva a partir do cumprimento da Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002,
que dispõe sobre Língua Brasileira de Sinais - Libras. Segundo Nwabasili (2015) o
MEC acompanha o cumprimento dessa Lei, e destaca algumas Universidades que
oferecem programas ligados ao ensino e formação de tradutores, interpretes e da
educação bilíngue aos surdos.
A Lei nº 10.436 em seu Artigo 1º, no Parágrafo único, conceitua Libras como:
... a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico
de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria,
constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos,
oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. (BRASIL,
2002)

O Artigo 2º. da referida Lei indica que “deve ser garantido, por parte do poder público
em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de
apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de
comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil”.
Nesse contexto, algumas ações concretas comprovam a viabilidade da aplicação da Lei
em ambientes educacionais, como o exemplo da Fundação Universitária para o
Vestibular (Fuvest) que, em 2009, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) com o Ministério Público Estadual para realizar adaptações nos locais de prova
garantindo condições de acessibilidade aos portadores de deficiência. Para atender aos
surdos, o TAC assegura que a correção das provas de candidatos será realizada por
banca especializada nas peculiaridades de escrita desses candidatos. (JUSBRASIL,
2009). O Decreto no 5626 de 22 de dezembro de 2005 regulamenta a inclusão de Libras
como disciplina curricular nos cursos de formação de professores, em nível médio e
superior, público e privado, do sistema de ensino federal, estadual e municipal. Além da
formação do professor, instrutor, tradutor e intérprete de Libras e Língua Portuguesa, o

�Decreto destaca a necessidade de acesso das pessoas surdas à educação, e o papel do
poder público e das empresas que prestam serviços públicos no apoio, uso e difusão da
Libras. (BRASIL, 2005)
A Biblioteca Universitária inserida no processo de ensino-aprendizagem e prestação de
serviços à comunidade universitária pode abarcar ações de inclusão dos surdos no
cotidiano de suas atividades educacionais e administrativas, por meio do oferecimento
de cursos para o ensino e a difusão de Libras. Assim visando estabelecer a comunicação
com o surdo e a capacitação de sua equipe a Biblioteca da Escola de Engenharia de São
Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP) apresentou um projeto para a
execução de um curso de nível básico sobre Libras, em parceria com a Comissão de
Cultura e Extensão da EESC/USP e com Prefeitura do Campus USP de São Carlos
(PUSP-SC), extensivo a todas as Bibliotecas do Campus USP-São Carlos.
Isso ocorre porque, desde a sua fundação em 1953, a Biblioteca da EESC preocupa-se,
prioritariamente, em atender a comunidade acadêmica em suas principais necessidades
informacionais por meio da orientação de uso das coleções bibliográficas e dos recursos
bem como da criação de serviços específicos voltados para apoio ao processo de ensino
aprendizagem.
Em 2014, para atender a um aluno cadeirante, foi ajustado o leiaute de estantes o que
facilitou o seu acesso ao acervo. Outras adaptações foram realizadas pela PUSP-SC e
pela Escola, a pedido da Biblioteca, para garantir acesso do cadeirante ao Prédio
Principal, como a construção de rampa e adaptações nos sanitários. A partir de 2015,
passou a atender um usuário cego do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP),
e adaptou alguns serviços específicos requeridos por ele como, por exemplo, a
instalação do software NVDA1, na Sala de Pesquisa.
Em 2016 foi lotado na Biblioteca um servidor surdo, da equipe de terceirizados,
responsáveis pela limpeza do prédio. Na tentativa de melhor integrá-lo ao quadro de
colaboradores e aos serviços, foi elaborado um cronograma de atividades a partir dos
seguintes planos de ação: a) utilização do aplicativo para celular denominado “Hand
talk” para comunicação imediata e orientações gerais sobre a Biblioteca; b) elaboração
de um check list de tarefas diárias com estrutura de frase (tempo, pessoa, lugar, ação); c)
realização de uma palestra sobre Libras para instruir a equipe da Biblioteca na
comunicação básica com o trabalhador. Associado a isso, para subsidiar o uso da
Libras, foi solicitada a doação do “Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da
Língua de Sinais do Brasil” de Fernando C. Capovilla, Walkiria D. Raphael e Aline C.
L. Mauricio e o livro “Tenho um aluno surdo, e agora? de Cristina B. F. de Lacerda e
Lara F.dos Santos.
1

Software para cegos que usa voz sintética para acesso ao sistema operacional Windows e
vários outros aplicativos. Disponível em: http://www.acessibilidadelegal.com/33-manual-nvda
php.

�As ações referentes à integração do trabalhador surdo, no entanto, foram insuficientes
para abarcar toda complexidade da linguagem de sinais que requer maior número de
horas de dedicação e estudo. Essa realidade serviu de estímulo para o planejamento de
ações de integração e capacitação da equipe e a Biblioteca pode antecipar-se à
necessidade de futuros alunos surdos que possam vir a ingressar na Universidade.
Assim, esse trabalho aborda a proposta de organização e oferecimento de um curso de
extensão para subsidiar o convívio inclusivo dos surdos. O curso justifica-se pelos
resultados positivos observados na referida palestra sobre Libras, no interesse
demonstrado por funcionários e alunos da comunidade universitária e, em especial, pela
possibilidade de melhoria na qualidade do atendimento e da efetiva inclusão de pessoas
surdas, além, é claro, do cumprimento da Lei nº 10.436/02 e do Decreto no 5626/05.
2 Relato da experiência
O planejamento do curso foi idealizado por uma bibliotecária e pelo professor de Libras
convidado que utilizou como base a cartilha do nível básico do curso de Libras do
Instituto Federal de Santa Catarina (SILVA, et al. 2009). Foram definidos, todos os
recursos didáticos, as estratégias, dinâmicas pedagógicas e a proposta de execução do
trabalho final do curso. A seguir se descreve suas principais características quanto ao:
a) Conteúdo:
Conceitos e princípios da comunicação em Libras, apresentação pessoal,
alfabeto manual, pronomes pessoais e possessivos, formas de cumprimento,
identificação, verbos, adjetivos e substantivos, números e expressões faciais; e a
realização de palestras instrucionais com professores intérpretes e tradutores em Libras
para compartilhamento de experiências e reflexões sobre ações de inclusão dos surdos;
b) Organização e cronograma:
Organizado em aulas semanais, o curso teve a duração de uma hora, durante 4
(quatro) meses com 15 (quinze) aulas expositivas do conteúdo básico de comunicação e
4 (quatro) palestras instrutivas com 3 (três) professores e tradutores de Libras da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); 1 tradutor e intérprete de Libras do
Senac de São Carlos e Diretora Social da Associação de Surdos de São Carlos;
c) Público alvo e número de vagas:
Oferecido aos membros da comunidade do Campus USP-SC, dispostos a
assumir a função de agentes multiplicadores. Foi reservada pelo menos uma vaga para
cada Biblioteca do Campus, do total de 30 disponíveis. A inscrição foi disponibilizada
no Portal da Biblioteca, com explicitação da motivação para participação;
d) Certificado:
O certificado foi emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP
(PRCEU/USP), aos participantes que cumpriram, no mínimo, 75% de presença;
e) Trabalho final do curso:
Para avaliação final, os alunos elaboraram um roteiro para a produção de um
vídeo instrucional que indica em Libras os principais produtos e serviços prestados

�pelas Bibliotecas do Campus São Carlos. O conteúdo do vídeo validado pela equipe da
Biblioteca da EESC e pelo professor de Libras e contém explicações sobre as diferentes
formas de acesso aos recursos, serviços informacionais e acervo bibliográfico
disponível. A edição final do vídeo foi realizada por uma empresa contratada nos termos
do 1º Edital SANTANDER/USP/FUSP de Direitos Fundamentais e Políticas Públicas
da PRCEU/USP. (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2017);
f) Recursos financeiros:
O projeto foi subsidiado pelos recursos oriundos da cooperação entre a USP, a
FUSP e o Banco Santander, constante do item 6 do referido edital. A Biblioteca
encarregou-se de executar os orçamentos referentes à aquisição do material de consumo,
recursos didático-pedagógicos, livros e da contratação de serviços de terceiros (pessoa
jurídica) para a produção de vídeo, no total de R$ 4.868,10. Para realização das aulas,
palestras e gravação do vídeo foram utilizados os equipamentos e as instalações da
própria Biblioteca e do Centro de Tecnologia Educacional para Engenharia
(CETEPE/EESC/USP).
3 Considerações finais
A partir dos resultados obtidos verifica-se que o objetivo inicial desse curso de extensão
superou as expectativas. No momento da sua divulgação e inscrição a comunidade
interna e externa demonstrou grande interesse e as 30 vagas abertas foram preenchidas
em dois dias dos 10 previstos. Este fato reforça a necessidade e interesse da sociedade
pelo tema, com destaque a solicitação de participação de um fonoaudiólogo. Assim
elaborou-se uma lista de espera que somou mais 34 pessoas a serem convocadas em
caso de desistência de alguém no início do curso. O curso de Libras contou com a
participação de 32 alunos sendo 14 funcionários, 01 professor, Vice-Diretor da EESC,
13 alunos de graduação e pós-graduação, 2 externos e 2 funcionários da empresa
tercerizada. Outras ações locais foram impulsionadas após essa inciativa como a
realização de um curso com maior carga horária para os educadores do Centro de
Convivência Infantil do Campus USP-São Carlos, desenvolvido nos dias de formação
continuada.
Verifica-se que o curso de Libras além de capacitar funcionários das Bibliotecas, alunos
e professores foi um marco para efetivar ações de integração efetiva de surdos ao
convívio da Universidade. Além disso, com o envio de uma cópia do vídeo instrucional
para as demais Bibliotecas do SiBI/USP, a perspectiva é que um maior número de
pessoas tenham contato com a linguagem e incentive outras ações de inclusão de surdos
na comunidade acadêmica. Com essa ação de extensão, um dos tripés da USP, houve a
percepção de que além dessa capacitação, há a necessidade de formação de novos
professores para que o processo ganhe proporções escalares e possa ajudar a
Universidade a cumprir também sua missão acadêmica.
Referências
ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTES AUDITIVOS, PAIS, AMIGOS E USUÁRIOS DE
IMPLANTE COCLEAR- ADAP. Deficiência auditiva atinge 9,7 milhões de

�brasileiros. 2013. Disponível em: &lt;http://www.adap.org.br/site/index.php/artigos/20deficiencia-auditiva-atinge-9-7-milhoes-de-brasileiros&gt;. Acesso em: 05 jul. 2017.
BRASIL. Lei nº 10.436 de 24 de abril 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de
Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 abr.
2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10436.htm&gt;.
Acesso em: 07 jul. 2017.
BRASIL. Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei n º 10.436,
de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art.
18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, DF,
25 dez. 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20042006/2005/decreto/d5626.htm&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
JUSBRASIL. MP e Fuvest firmam TAC que beneficia deficientes auditivos no
vestibular. 2009. Disponível em: http://mp-sp.jusbrasil.com.br/noticias/1113274/mp-efuvest-firmam-tac-que-beneficia-deficientes-auditivos-no-vestibular. Acesso em: 01 jul.
2016.
NWABASILI, M. Q. Só 12% das universidades federais oferecem graduação em Libras
prevista em Lei. Notícias Jornal R7 – Educação. 16 mar. 2015. Disponível em: &lt;
http://noticias.r7.com/educacao/so-12-das-universidades-federais-oferecem-graduacaoem-libras-prevista-em-lei-16032015&gt;. Acesso em: 05 jul. 2017.
PERLMUTTER, David M. What is Sign Language? Washington: Linguistic Society
of America-LSA. 2013. Disponível em:
&lt;https://www.linguisticsociety.org/sites/default/files/Sign_Language.pdf&gt;. Acesso em:
07 jul. 2017.
SILVA, F.I. et al. Aprendendo Libras para segunda língua: nível básico. Santa
Catarina: Instituto Federal Santa Catarina. Câmpus Palhoça Bilíngue (Cad. Pedagógico,
1). Disponível em: &lt; http://www.palhoca.ifsc.edu.br/materiais/apostila-librasbasico/Apostila_Libras_Basico_IFSC-Palhoca-Bilingue.pdf &gt;. Acesso em: 02 jul. 2016
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Pro-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.
1º Edital SANTANDER/USP/FUSP de Direitos Fundamentais e Políticas Públicas.
2017. Disponível em: &lt;http://prceu.usp.br/noticia/direitos-fundamentais-e-politicaspublicas&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
Agências financiadoras: SANTANDER/USP/FUSP (1º Edital de Direitos Fundamentais
e Políticas Públicas, 2016).
Agradecemos ao funcionário Paulo R. Fontoura que motivou a realização desse curso e
a reflexão sobre as ações inclusivas que tornam-se possíveis no cotidiano.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32843">
                <text>PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS: UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA DA EESC/USP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32844">
                <text>Elenise Maria de Araujo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32845">
                <text>Teresinha das Graças Coletta</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32846">
                <text>Flávio Antonio Cortez</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32847">
                <text>Carlos Alberto Fortulan</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32848">
                <text>Andressa de Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32849">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32850">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32852">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32853">
                <text>O curso de introdução a Língua Brasileira de Sinais – Libras é uma iniciativa do Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), em parceria com a Comissão de Cultura e Extensão Universitária da EESC/USP (CCEX) e Prefeitura do Campus USP São Carlos (PUSP-SC). O curso teve como objetivo antecipar as ações inclusivas em bibliotecas quanto ao atendimento de usuários surdos e que necessitam de comunicação em Libras feitas pela capacitação de membros da comunidade local e servidores. Ministrado por um funcionário da PUSP-SC, que possui capacitação na língua, a convite do Serviço de Biblioteca, o curso teve um total de 20 horas/aulas, com encontros semanais de 1(uma) hora durante o período de 4 meses do primeiro semestre de 2017. Foram oferecidas 30 vagas aos servidores das bibliotecas e a todas as pessoas interessadas da comunidade universitária do Campus USP São Carlos com certificado emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Ao término do curso os participantes apresentaram condições de realizar a comunicação em Libras, favorecendo a inclusão social e tornando-se um agente multiplicador dessa linguagem. Como instrumento de avaliação final do curso foi elaborado um roteiro de um vídeo instrucional em Libras para facilitar o acesso às bibliotecas, em especial aos recursos informacionais, serviços e do acervo bibliográfico impresso e digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66753">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2789" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1871">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2789/1903-1920-1-PB.pdf</src>
        <authentication>07c60d8a3823a2298ac32d7c48b04ec9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32842">
                    <text>PESSOAS SURDOCEGAS EM BIBLIOTECAS: DISCUSSÕES INICIAIS
Marcos PASTANA SANTOS (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO) - cladice.diniz@unirio.br
Rosemeire de Araújo Rangni (UFSCar) - rose.rangni@uol.com.br
Resumo:
Este trabalho propõe discutir acerca do atendimento informacional dos usuários com
surdocegueira em biblioteca. Em decorrência da carência de investigações sobre o tema, os
profissionais das bibliotecas não se veem apoiados pela literatura para o atendimento às
demandas informacionais desse público, que é pequeno, mas singular. A metodologia foi
exploratória e realizada por meio de levantamento bibliográfico. Como resultado obteve que a
compreensão do universo linguístico do usuário é um dos desafios da preocupação com o
leitor/usuário. Verificou-se que a American Library Association orienta aos profissionais que
atuam na biblioteca a seguirem uma série de recomendações para tratar com as pessoas com
deficiências e que na biblioteca as atividades devem ter um campo de ação onde o processo de
leitura e escrita seja individualizado por ser fundamental para a compreensão de mundo da
pessoa surdocega, o que leva a ser necessário realizar adaptações de acordo com o grau de
comprometimento e as singularidades da pessoa. Entretanto, conclui-se, também, que é
necessário haver ações gerais de transformação do ambiente da biblioteca em um local
agradável a esse usuário. Desse modo, requer capacitar adequadamente para essa finalidade
os profissionais da biblioteca e antecipar as ações transformadoras.
Palavras-chave: Surdocegueira. Biblioteca. Serviços informacionais.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
São poucas as pessoas que, sem ter uma pessoa surdocego em seu círculo
familiar ou de amizades, tenha se dado conta da problemática dessa condição. E,
considerando as que a têm, a quantidade continua a ser muito pequena. Isso não
ocorre no Brasil apenas porque em relação à totalidade da população o número de
ocorrência é ínfimo, de 1.250 casos, segundo Gabrilli (s/d) mas também pode estar
ocorrendo que esses indivíduos estejam sendo ocultados pelo manto de
invisibilidade que estigmatiza.
Com isso, muitos surdocegos podem estar com suas necessidades
informacionais não devidamente atendidas, mesmo quando recorrem às bibliotecas.
Esse questionamento surge do fato que as limitações da surdocegueira não
impossibilitam o usuário de ter acesso à informação.
Bosco, Mesquita e Maia (2010) destacam a consideração de McInnes1 (1999),
a qual apresenta a variedade de situações da surdocegueira: dela ocorrer não
apenas a indivíduos assim nascidos ou que a adquiriram precocemente – implicando
em não lhes permitir o desenvolvimento da linguagem como nos ouvintes -, mas que
lhes facultou desenvolverem algumas habilidades comunicativas / cognitivas que
constituíram as bases conceituais de suas compreensões de mundo. Lembram
esses autores, que também há aqueles que eram cegos e se tornaram surdos, ou
que eram surdos e se tornaram cegos e têm a linguagem.
Uma solução é propor ações que atendam à demanda informacional desse
usuário surdocego, o que implica em oferecer capacitação aos profissionais na
biblioteca para com ele se comunicar, compreendendo o seu universo linguístico e
permitindo que estabeleça um vínculo social.
No entanto, em rápida busca na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD), não se encontrou registro de pesquisas voltadas ao atendimento de
pessoas surdocegas em bibliotecas. No que tange a outros textos da literatura
especializada, encontra-se Santos e Evaristo (2015) que afirmam haver poucos
registros versando sobre esse tema. Em decorrência dessa carência de
investigação, este estudo propõe-se a apresentar a importância de ações voltadas

1

MCINNES, J. M. Deaf-blind infants and children: A development guide. Toronto, Ontario, Canada:
University of Toronto Press, 1999.

�para o adequado atendimento das demandas informacionais dos usuários
surdocegos, especialmente para os presentes no espaço escolar.
Metodologia
A metodologia deste estudo, quanto aos fins, é exploratória, objetivando
encontrar subsídios que sensibilizem os profissionais de biblioteca para a
importância da proposição de ações inclusivas para usuários surdocegos nos
ambientes informacionais.
Quanto aos meios, apoia-se em pesquisa bibliográfica quanto ao objeto do
estudo, as ações inclusivas para usuários surdocegos nos ambientes informacionais,
sendo o seu universo formado pelos dados ofertados na literatura especializada e a
sua amostra, os dados das recomendações de recursos informacionais para
usuários com deficiência múltipla da American Library Association – ALA e os de
Miles (2005), que foram tratados qualitativamente.
Resultados
A perda da visão e da audição é tão relevante, que as atividades
educacionais para essas pessoas não podem ser realizadas em programas de
educação especial direcionados exclusivamente para pessoas com deficiência
auditiva e pessoas com deficiência visual. A surdocegueira não é considerada
deficiência múltipla, é singular. O Grupo Brasil, uma rede de profissionais da área de
reabilitação, define a surdocegueira destacando que o individuo sob essa situação
desenvolve diferentes formas de comunicação:
Uma deficiência singular que apresenta perdas auditivas e visuais
concomitantemente em diferentes graus, levando a pessoa surdocega a
desenvolver diferentes formas de comunicação para entender e interagir
com as pessoas e o meio ambiente, proporcionando-lhes o acesso a
informações, uma vida social com qualidade, orientação, mobilidade,
educação e trabalho. (GRUPO BRASIL, 2003).

Para as pessoas que possuem o comprometimento profundo da audição e
cegueira total, a compreensão de mundo é limitadora (COSTA; RANGNI, 2015). A
extensão do mundo real vai apenas à ponta dos seus dedos. Quanto menor o
comprometimento, a pessoa terá maior possibilidade de interação com o mundo.
De acordo com Miles (2005), o processo de leitura e escrita é fundamental
para a compreensão de mundo da pessoa surdocega. Na Figura 1, apresenta-se
uma usuária surdocega interagindo em espaço educacional.

�Figura 1 - Usuária surdocega interagindo em espaço educacional

FONTE: NATIONAL CONSORTIUM ON DEAF-BLINDNESS (2017)

Ainda considerando Mills (2005), encontra-se por ele indicada uma série de
adaptações para trabalhar a leitura e a escrita, tais como: Aquisição ou
transformação de conhecimento ou informação: livros (não ficção, referência);
Organização e suporte de memória; Entrar ou criar um mundo de fantasia; Auto
expressão: Jornais; diários; poesia; editoriais; Entretenimento: novelas; poesia; livros
em quadrinhos; Solução de problemas ou levantamento de problemas: palavras
cruzadas; problemas de matemática; Negociações financeiras: dinheiro; contas;
verificações; contratos; testamentos; etiquetas de preço; recibos; extratos bancários;
Criação e manutenção de relacionamentos: letras; notas; cumprimentando cartões;
correio eletrônico; Salas de chat do computador; telefones TTY; Lidar com emoções:
jornais; diários; notas; cartas; colunas de conselhos; histórias; Mapas; gráficos por
computador; Instruções de teste; regras do jogo; Fazendo ou compreendendo uma
declaração: sinais; cartazes sobre eventos; filme Informações adicionais; casamento
ou festa; convites; brochuras sobre eventos; Persuadir as pessoas a fazer ou
comprar coisas: anúncios de revistas e revistas; quadros de contas; anúncios de
televisão; logos de produtos; anúncios políticos; classificados; catálogos de
produtos; banners; Identificando coisas ou lugares: sinais de rua; etiquetas em
caixas, latas, pacotes; rótulos em nas fotos; títulos em livros; nomes pessoais; itens,
como roupas, cartões de crédito, biblioteca; Dando ou recebendo inspiração:
citações; sermões; livros de autoajuda; ímãs de geladeira com mensagens.
Nesse caminho, também há as diretrizes da ALA, recomendando mudanças
no espaço da biblioteca:

�A biblioteca pode ser um lugar acolhedor para pessoas com deficiências.
Um ambiente benéfico da biblioteca incluirá tecnologias que proporcionam
acesso à comunicação e informação, com materiais que podem ser
acessados facilmente por essas tecnologias, quando necessário. Mesmo
algo tão simples quanto o recurso de ampliação de texto da Microsoft ou
uma caneta larga e facilmente agarrada pode ser assistiva. O mais
importante para incentivar as visitas das pessoas com deficiência, usuários
da biblioteca, é criando uma experiência acolhedora e positiva através de
interações pessoais amigáveis. (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION,
2017, p.1-2, tradução nossa).

A ALA (2017) orienta aos profissionais que atuam na biblioteca uma série de
recomendações para tratar com as pessoas com deficiências. Indica que se fale
diretamente com linguagem, voz e tom normais e se ofereça para apertar-se as suas
mãos, enquanto acomoda-se a pessoa com deficiência, se identificando e usando o
nome do usuário quando apropriado. Propõe que se ofereça assistência,
perguntando-se

como

o

usuário

gostaria

de

ser

ajudado,

nunca

se

responsabilizando pelo usuário, seja ele um adulto, ou seja uma criança. Também
indica que se deve permitir um tempo ao usuário para que responda; recomendando
contar até sete ao aguardar a resposta para garantir tempo adequado para o
processamento. Na fala do usuário, ouvir atentamente e brevemente parafraseando
após uma pergunta, tentando manter o nível dos olhos ao do interlocutor quando
confortável e apropriado. (Tradução nossa).
No Manual de convivência – pessoas com deficiência e mobilidade reduzida,
encontra-se a recomendação de que ao se aproximar de um surdocego, se toque-o
levemente na mão para sinalizar a presença ao seu lado. Como andam,
normalmente, com um guia-intérprete ao seu lado com intuito de estabelecer a
comunicação com outras pessoas, a intermediação deste costuma ser útil.
(GABRILLI, s/d).
Discussão
Como a surdocegueira não é tratada como deficiência múltipla, a educação
dessas pessoas torna-se singular e na biblioteca as atividades requerem um campo
de ação também singular. Não há como utilizar as mesmas atividades de leitura de
outros tipos de deficiência para usuários com surdocegueira. Porém, ações não tão
individualizadas podem transformar o ambiente em um local acessível e agradável a
esses usuários, ainda que estes não estejam ainda a frequentá-la, também, devem
ser planejadas com os profissionais da biblioteca, antecipando-se na busca de

�soluções à problemática de se verem diante de uma barreira comunicacional com
um usuário surdocego. As diretrizes da ALA (2017) e as adaptações propostas por
Miles (2005) são contribuições a serem consideradas.
Considerações finais
Os resultados apontam para a necessidade de se ter adaptações e atividades
de leitura específicas para cada caso de usuário surdocego que se apresente na
biblioteca. Esse quadro requer aos profissionais da biblioteca competências para
lidarem com a situação, por capacitação adequada e empreendendo ações de
transformação do ambiente da biblioteca em um local agradável também a esses
usuários, o que deve ser antecipado à ocorrência de algum caso.
Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. People with multiple disabilities: what you need to
know. 2017. Disponível em: &lt; http://www.ala.org/ascla/resources/tipsheets/multipledisabilities&gt;. Acesso em: 30 jun. 2017.
BOSCO, Ismênia Carolina Mota Gomes; MESQUITA, Sandra Regina Stanziani Higino;
MAIA, Shirley Rodrigues. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar:
surdocegueira e deficiência múltipla. Brasília: Ministério da Educação, 2010.
COSTA. Maria da Piedade Resende; RANGNI, Rosemeire de Araujo. (Orgs).
Surdocegueira. Estudos e reflexões. São Carlos: Pedro &amp; João Editores, 2015.
GABRILLI, Mara. Manual de convivência – pessoas com deficiência e mobilidade, S/D.
Disponível em: &lt;http://www.profala.com/manual_web.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.
GRUPO BRASIL. Surdocegueira. Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e Múltiplo
Deficiente. Folheto Informativo, 2003.
MILES, Barbara. Literacy for persons who are deaf-blind. DB-LINK, Jan. p.1-10, 2005.
Disponível em: &lt;http://documents.nationaldb.org/products/literacy.pdf&gt;. Acesso em: 04 jul.
2017.
NATIONAL CONSORTIUM ON DEAF-BLINDNESS. Literacy for Children with Combined
Vision and Hearing Loss. Disponível em: &lt;http://literacy.nationaldb.org/&gt;. Acesso em: 05
jul. 2017.
SANTOS, Keisyani da Silva; EVARISTO, Fabiana Lacerda. Mapeamento da produção
científica sobre surdocegueira no Brasil. In: COSTA. Maria da Piedade Resende; RANGNI,
Rosemeire de Araujo. (Orgs). Surdocegueira. Estudos e reflexões. São Carlos: Pedro &amp;
João Editores, 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32833">
                <text>PESSOAS SURDOCEGAS EM BIBLIOTECAS: DISCUSSÕES INICIAIS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32834">
                <text>Marcos PASTANA SANTOS</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32835">
                <text>Cládice Nóbile Diniz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32836">
                <text>Rosemeire de Araújo Rangni</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32837">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32838">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32840">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32841">
                <text>Este trabalho propõe discutir acerca do atendimento informacional dos usuários com surdocegueira em biblioteca. Em decorrência da carência de investigações sobre o tema, os profissionais das bibliotecas não se veem apoiados pela literatura para o atendimento às demandas informacionais desse público, que é pequeno, mas singular. A metodologia foi exploratória e realizada por meio de levantamento bibliográfico. Como resultado obteve que a compreensão do universo linguístico do usuário é um dos desafios da preocupação com o leitor/usuário. Verificou-se que a American Library Association orienta aos profissionais que atuam na biblioteca a seguirem uma série de recomendações para tratar com as pessoas com deficiências e que na biblioteca as atividades devem ter um campo de ação onde o processo de leitura e escrita seja individualizado por ser fundamental para a compreensão de mundo da pessoa surdocega, o que leva a ser necessário realizar adaptações de acordo com o grau de comprometimento e as singularidades da pessoa. Entretanto, conclui-se, também, que é necessário haver ações gerais de transformação do ambiente da biblioteca em um local agradável a esse usuário. Desse modo, requer capacitar adequadamente para essa finalidade os profissionais da biblioteca e antecipar as ações transformadoras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66752">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2788" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1870">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2788/1902-1919-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0c9f3abea470b22d431485f26dbc791b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32832">
                    <text>PERSPECTIVA INCLUSIVA PARA A BIBLIOTECA PÚBLICA DO
CRATO-CE UM OLHAR SOBRE ACESSIBILIDADE EDUCACIONAL E
ATITUDINAL

Isabel David Alves (UFCA) - beldavid1995@gmail.com
Débora Costa de Sousa (UFCA) - deborakosta12@gmail.com
Pedro Mizael Sousa Gonçalves (UFCA) - pedromizael4@gmail.com
Wesley Ferreira Cavalcante (UFCA) - wesleycavalcante8@gmail.com
Fabiana Aparecida Lazzarin (UFCA) - fabiana.lazzarin@ufca.edu.br
Resumo:
Apresenta uma pesquisa que busca investigar como se dinamiza a acessibilidade no contexto
da Biblioteca Pública do Crato, refletindo sobre as práticas relacionadas à acessibilidade
educacional e acessibilidade atitudinal, suas diretrizes, a capacitação do Bibliotecário e
serviços de informações acessíveis são imprescindíveis. Caracteriza como pesquisa
bibliográfica, visando as políticas públicas de acessibilidade, voltadas para a promoção social e
de acesso a locomoção, comunicação, informação e conhecimento. Além disso, o conhecimento
é a base para o avanço das barreiras atitudinais e uma das funções do bibliotecário é estimular
a integração social, respeitando a subjetividade de cada indivíduo e o contexto no qual ele está
inserido.
Palavras-chave: Biblioteca Pública do Crato. Acessibilidade Educacional. Acessibilidade
Atitudinal.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO

A Biblioteca Pública deve atuar como um espaço igualitário de acesso ao
conhecimento, à informação e, à aprendizagem, através de recursos e serviços
disponíveis a todos os membros da comunidade, independentemente de sua
condição física, social, sensorial, entre outros. Por sua vez, tem-se como missão
“[...] oferecer serviços com base na disseminação da informação, cultura e do
conhecimento [...]” (BERNARDINO; SUAIDEN, 2011, p. 32). Dessa forma, esta
pesquisa busca investigar como se dinamiza a acessibilidade no contexto da
Biblioteca Pública do Crato, refletindo sobre as práticas relacionadas à
acessibilidade educacional e acessibilidade atitudinal.
A inquietação que instigou este estudo foi: como se dinamiza as práticas
da acessibilidade educacional e atitudinal no contexto da Biblioteca Pública do
Crato? Parte-se da premissa que, assim como pode ser observado de forma
empírica nas demais bibliotecas públicas do território nacional, a biblioteca pública
do Crato necessita passar por remodelações e por readequações nos quesitos
voltados à acessibilidade, particularmente naquilo que se refere a acessibilidade
educacional e atitudinal.
Dialoga-se que a ausência da acessibilidade pode gerar diferentes tipos
de exclusão, caminhando de encontro à missão e à legislação preconizadas nos
âmbitos e nas instâncias da biblioteca pública. Ademais, autores como Sassaki
(2005), para melhor implementação e estudos relacionados ao tema, subdividem
as pesquisas voltadas à acessibilidade em seis quesitos básicos, sendo eles:
arquitetônica, comunicacional, metodológica, instrumental, pragmática e atitudinal.
Embora os quesitos apontados por Sassaki permitam uma visão ampla
sobre as diversas facetas das quais a acessibilidade deva ser apresentada, o
estudo aqui proposto, durante a fase de análise documental e bibliográfica,
verificou que para melhor atender às diversas necessidades de informação que
são buscadas nas instâncias da biblioteca pública, torna-se fundamental abarcar a
categoria acessibilidade educacional.

�É importante ressaltar que para que a acessibilidade educacional ocorra
efetivamente é basilar que haja capacitação e estudo continuado dirigido aos
bibliotecários que estão à frente das instituições, objetivando promover a
conscientização sobre a importância do tema acessibilidade. Compreende-se
também que a acessibilidade atitudinal, refere-se ao acesso sem discriminações e
preconceitos, em relação às pessoas em geral, configurando-se em um recurso
fundamental para auxiliar pessoas com deficiência no exercício de sua cidadania.

2 BREVE HISTÓRICO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO CRATO

A Biblioteca Pública Municipal do Crato, cuja sede está localizada no
Largo da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), um centro
cultural da cidade, foi fundada em novembro de 1940 pelo prefeito Alexandre
Arraes de Alencar. Tem a missão de oferecer à comunidade serviços que atendam
às necessidades informacionais do município do Crato, além das atividades
culturais, incentivo à leitura e à formação de cidadãos, bem como promover a
editoração de publicações de autores locais e, ainda ser depositária do acervo da
inteligência e da história do município. Essa instituição tem como política de
qualidade gerar serviços e informações confiáveis e seguras, buscando melhorias
contínuas nos processos de desenvolvimento profissional dos colaboradores para
alcançar a satisfação de seus clientes.
Como resultado, o público abrangente da biblioteca é formado por
estudantes de nível fundamental, médio, universitário, estudantes de concursos e
pesquisadores; mostrando a sua relevância para a comunidade, com isso, a falta
de acessibilidade e de uma atenção maior do governo para com a estrutura física
da instituição resulta em possíveis situações de rejeição para com as pessoas que
carecem de um atendimento especializado.

�3 PERCURSO METODOLÓGICO

Esta pesquisa se caracteriza como bibliográfica, por estar embasada em
material já produzido, como livros, artigos e periódicos. Para Martins e Theóphilo
(2016, p. 52) “Uma pesquisa bibliográfica [...] busca conhecer, analisar e explicar
contribuições sobre determinado assunto, tema ou problema”. Nesse sentido,
propõe-se estudos sobre as condições da Biblioteca Pública do Crato-Ce, tendo
em vista as políticas públicas de acessibilidade, voltadas para a promoção social e
de acesso a locomoção, comunicação, informação e conhecimento. Para fins de
caracterização do instrumento de coleta de dados e evidências, elaborou-se um
questionário com quinze perguntas, sendo sete delas voltadas para acessibilidade
educacional e atitudinal, dispostas em questões abertas e fechadas, tendo como
sujeitos da pesquisa os dois responsáveis pela unidade de informação. Observouse os padrões estabelecidos sobre ética na pesquisa científica, com apresentação
do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nas questões elaboradas buscou-se investigar como se dinamiza a
acessibilidade no contexto da Biblioteca Pública do Crato, refletindo sobre as
práticas relacionadas à acessibilidade educacional e acessibilidade atitudinal dos
bibliotecários para com às pessoas com deficiência.
Entre as perguntas formuladas questionou-se sobre a capacitação e
formação continuada dos profissionais nos quesitos conhecimento de leis, direitos
e decretos voltados para as pessoas com deficiência, práticas com tecnologias
assistivas, conhecimento com Línguas Brasileira de Sinais (LIBRAS), tradução em
Braille, entre outros.
Percebe-se que a preparação dos bibliotecários para atender a todos os
públicos no espaço da biblioteca, inclusive às pessoas com deficiência, de modo a
contribuir com uma sociedade mais justa e consciente ainda necessita passar por
readequações em sua formação continuada, pois apesar da Biblioteca Pública do

�Crato contar com um acervo relevante em Braille, nenhum dos bibliotecários
domina ou tem conhecimento sobre este sistema de leitura.
Naquilo que se refere ao conhecimento sobre as leis, decretos e legislações
vigentes sobre a temática em questão, os bibliotecários informaram ter ciência
sobre a principal Lei de Acessibilidade nos espaços públicos. Contudo, não
informaram a qual lei se referem e, nem o que ela preconiza.
Avalia-se que a biblioteca deve ser promotora de conhecimentos e valores,
que contribuam com o necessário processo de mudança de atitude frente as
deficiências. Apesar de leis, de trabalhos e iniciativas inclusivas, as pessoas com
deficiência ainda enfrentam preconceito no país em virtude de suas limitações.
A biblioteca pública poderia atuar como um espaço acessível fisicamente,
mas também como ambiente que promove ações e projetos para as pessoas com
deficiência,

no

intuito

de

desenvolverem

melhor

suas

capacidades

ou

simplesmente se divertir e socializar, e para a comunidade em geral, mostrando
que as limitações sejam físicas, motoras, visuais ou auditivas não são entraves
para talentos e barreiras de talentos.
Ainda sobre as tecnologias assistivas, os bibliotecários informaram ter
conhecimento prévio sobre leitores de voz, contudo não utilizam e, por isso
acreditam que há a necessidade de melhor capacitação para compreender e
apresentar aos usuários as diversas facetas e possibilidades que podem ser
ofertadas no espaço da biblioteca pública.
Para isso é relevante uma atenção especial para o que muitos autores
chamam de acessibilidade atitudinal, destacando qualidades como amabilidade,
sensibilidade, cordialidade, educação e respeito. Esta instituição tem como política
de qualidade gerar serviços e informações confiáveis e seguras.
Afinal, a ideia de uma biblioteca inclusiva e de uma instituição social não
só plenamente adaptada a todos os públicos, como também de um local que
estimule a autonomia e a liberdade dos seus usuários. Um local acolhedor, no
qual essas pessoas possam estudar, aprender e se informar de forma completa e
satisfatória, com um acompanhamento necessário de profissionais aptos a lidar
com suas limitações.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa teve como proposito realizar uma visão atualizada sobre
acessibilidade para pessoas com deficiência no âmbito do desenvolvimento das
bibliotecas públicas. Portanto, para abordar sobre acessibilidade educacional e
atitudinal e, suas diretrizes, a capacitação do Bibliotecário e serviços de
informações acessíveis, são imprescindíveis. Além disso, o conhecimento é a
base para o avanço das barreiras atitudinais e uma das funções do bibliotecário é
estimular a integração social, respeitando a subjetividade de cada indivíduo e o
contexto no qual ele está inserido.
Com base nas observações realizadas, conclui-se que a referida
Biblioteca pública do Crato, assim como as demais bibliotecas públicas nacionais
requer passar por remodelações e por readequações nos quesitos voltados à
acessibilidade, particularmente naquilo que se refere a acessibilidade educacional
e atitudinal.

REFERÊNCIAS

BERNARDINO, M. C. R.; SUAIDEN, E. J. O papel social da biblioteca pública na
interação entre informação e conhecimento no contexto da ciência da informação.
Perspectivas em Ciência da Informação, v.16, n.4, p.29-41, out./dez. 2011.
MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica
para Ciências Sociais Aplicadas. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2016.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: o paradigma do século 21. Revista Inclusão,
v. 1, n. 1, p. 19-23, 2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32821">
                <text>PERSPECTIVA INCLUSIVA PARA A BIBLIOTECA PÚBLICA DO CRATO-CE UM OLHAR SOBRE ACESSIBILIDADE EDUCACIONAL E ATITUDINAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32822">
                <text>Isabel David Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32823">
                <text>Débora Costa de Sousa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32824">
                <text>Pedro Mizael Sousa Gonçalves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32825">
                <text>Wesley Ferreira Cavalcante</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32826">
                <text>Fabiana Aparecida Lazzarin</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32827">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32828">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32830">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32831">
                <text>Apresenta uma pesquisa que busca investigar como se dinamiza a acessibilidade no contexto da Biblioteca Pública do Crato, refletindo sobre as práticas relacionadas à acessibilidade educacional e acessibilidade atitudinal, suas diretrizes, a capacitação do Bibliotecário e serviços de informações acessíveis são imprescindíveis. Caracteriza como pesquisa bibliográfica, visando as políticas públicas de acessibilidade, voltadas para a promoção social e de acesso a locomoção, comunicação, informação e conhecimento. Além disso, o conhecimento é a base para o avanço das barreiras atitudinais e uma das funções do bibliotecário é estimular a integração social, respeitando a subjetividade de cada indivíduo e o contexto no qual ele está inserido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66751">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2787" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1869">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2787/1901-1918-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a396320fc0f50bbe809c78103d0510f9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32820">
                    <text>O USUÁRIO SURDO E A ACESSIBILIDADE NO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNIRIO

Sulamita Nicolau de Miranda (UFRJ) - sulamitandmiranda@gmail.com
Márcia Valéria Brito Costa (UNIRIO) - marciavc@unirio.br
Márcia Monteiro da Silva (UNIRIO) - monteiromarciarj@gmail.com
Resumo:
Trata a questão da acessibilidade aos usuários surdos e com deficiência auditiva nas
bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –
UNIRIO. Partindo-se de diagnóstico efetuado por uma pesquisa de mestrado realizada no ano
de 2015, o estudo relata a experiência do Sistema de Bibliotecas na execução das ações
sugeridas pela pesquisa, além de outras introduzidas no dia a dia das bibliotecas. Verifica-se
que apesar do pouco tempo o Sistema conseguiu implantar medidas que contribuirão para o
auxílio a esses usuários e que outras ações estão em andamento ou programadas para que o
atendimento aos usuários com deficiência possa ser aprimorado demonstrando o compromisso
do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO com a acessibilidade.
Palavras-chave: Acessibilidade; Bibliotecas universitárias; Usuários surdos; Usuários com
deficiência
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A incessante luta das pessoas com deficiência por seus direitos tem
obtido resultados que podem ser consultados na legislação nacional e
internacional, mas na prática como está essa questão, principalmente no que
se refere à acessibilidade em bibliotecas?
A Lei 13. 146/15 - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(Estatuto da Pessoa com Deficiência) - introduziu ao conceito de acessibilidade
a informação e a comunicação:
acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para
utilização, com segurança e autonomia, de espaços,
mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes,
informação e comunicação, inclusive seus sistemas e
tecnologias, bem como de outros serviços e instalações
abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo,
tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com
deficiência ou com mobilidade reduzida. (Brasil, 2015, art. 3º, I,
grifo nosso).

Esse conceito remete ao papel desempenhado pelas bibliotecas no
acesso à informação para as pessoas com deficiência, e nesse sentido verificase sua importância “[...] uma vez que oferece aos seus usuários o acesso à
informação que irá contribuir para a formação de um cidadão mais consciente
de seus direitos e deveres.” (MIRANDA, 2015, p. 23).
Diante dessa perspectiva originou-se a questão norteadora para a
pesquisa de mestrado realizada em 2015. Em tempo, o interesse era
especificamente em relação aos usuários surdos e com deficiência auditiva e
propunha-se, a saber, se a política de acessibilidade do Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIBIBLI/UNIRIO
adotava as recomendações da Federação Internacional das Associações e
Instituições Bibliotecárias - IFLA previstas no documento “Diretrizes para
Serviços de Biblioteca para Surdos” no atendimento a esses usuários.
Após a coleta dos dados, realizado por meio de questionário e
entrevista, concluiu-se que o UNIBIBLI/UNIRIO não tinha estabelecida uma
política de acessibilidade que atendesse às necessidades dos usuários surdos
e

com

deficiência auditiva, mas adotava

parcialmente algumas das

recomendações da IFLA, demonstrando interesse futuro em aprimorar o
atendimento a esses usuários.

�Com

o

intuito

de

avaliar

o

que

ocorreu

no

interstício

de

aproximadamente dois anos, apresenta-se nesse relato as estratégias
adotadas pelo UNIBIBLI/UNIRIO na implantação de recursos de acessibilidade
para usuários surdos e com deficiência auditiva, bem como para outros tipos de
necessidades especiais.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
 As ações para implantação de recursos de acessibilidade no Sistema
UNIBIBLI/UNIRIO iniciaram-se em 2014 com a implantação de um novo
software de gerenciamento dos serviços da biblioteca, a ampliação do
programa de digitalização de algumas coleções do acervo e a
implantação do serviço de autoatendimento para cópias digitais com o
uso de scanners de autoatendimento. Além destas ações iniciou-se um
projeto especial de responsabilidade compartilhada entre Reitoria,
Biblioteca Central e Escolas de Graduação que consiste em aquisição e
empréstimo aos alunos deste segmento de dispositivos eletrônicos de
leitura (tabletes), mediante projetos com os cursos de graduação. A
ação foi iniciada com o curso de Sistemas de Informação no 2° semestre
de 2014.


Em 2015 foi implantado a versão mobile do software para facilitar o uso
do catálogo em tabletes e smartfones. Outras Escolas aderiram ao
programa dos tabletes, tendo hoje a adesão de sete Escolas que
abrangem a todos os cinco Centros Acadêmicos da UNIRIO (projeto de
aquisição e empréstimo aos alunos de dispositivos eletrônicos de leitura
(tabletes). É autorizado diretamente pelo Reitor mediante projetos em
que as Escolas se comprometam a adotar recursos digitais em suas
aulas e incentivar à autoprodução de material digital a partir dos acervos
disponibilizados pelas bibliotecas, através do uso dos recursos dos
scanners de autoatendimento, disponíveis em todas as unidades do
Sistema de Bibliotecas. A reprodução do material digital pode ser
encaminhada por e-mail, gravada em dispositivos eletrônicos tipo pen
drive e HDs externos ou através de envio ao dropbox. Desta forma,
1. Ataca-se um problema clássico nas bibliotecas universitárias, ao
se resolver a questão das cópias em papel (cópia xerográfica); e
2. Incentiva-se a formação individual de acervos digitais, fornecendo
os instrumentos de transformação da informação disponível em

�papel para arquivos digitais, portanto, legíveis nos dispositivos
para armazenamento e leitura do material tradicional das
bibliotecas, portanto mais acessíveis.
Do diagnóstico inicial realizado em 2015, no que se refere aos usuários
surdos e com deficiência auditiva, observa-se que ocorreram mudanças
significativas, sendo adotas algumas das medidas indicadas pela pesquisa. As
ações

específicas

para

este

segmento

iniciaram-se

em

2016

com

investimentos na área de comunicação visual, sendo adotada na Biblioteca
Central nova sinalização nas estantes, nos corredores, nos terminais de
consulta tornando a comunicação visual mais eficiente e facilitando a
autonomia desses usuários no uso das dependências da biblioteca.
Em relação ao site do UNIBIBLI/UNIRIO, que foi implantado em fevereiro
de 2017, destaca-se o uso de imagens, o que, por sua vez, melhora a
comunicação visual e consequentemente o acesso às informações sobre
normas, produtos e serviços oferecidos pela biblioteca, por exemplo, guia do
usuário, manuais e tutorias de acesso ao catálogo online, tutoriais de acesso
às bases de dados, todos com ilustrações apresentando o passo a passo;
Informações sobre os treinamentos oferecidos pela biblioteca; Mapa de
localização com indicação de linhas de ônibus e metrô; Visita virtual com fotos
da Biblioteca Central e setoriais; O ícone do facebook foi colocado em
destaque, de forma a ampliar a comunicação com esses usuários. Cabe
ressaltar que os tutorias foram elaborados por uma bibliotecária de uma das
unidades Setoriais (Enfermagem e Nutrição) e são utilizados por toda
comunidade acadêmica. Todas as ações referentes ao site foram e são
implantadas pelo novo Setor de Informação Digital localizado na Biblioteca
Central, setor este criado como atualização da estrutura administrativa do
Sistema de Bibliotecas em 2016.
Objetiva-se ainda a disponibilização no site de um (tradutor de
conteúdos digitais para a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, conforme
recomendado pela pesquisa. Porém, ainda estamos avaliando o que melhor irá
se adaptar para nova realidade do Sistema, uma vez que, a utilização de um
sistema de descoberta encontra-se em curso.
A

biblioteca

sempre

trabalhou

com

equipes

multidisciplinares:

publicitários, arquivistas, programadores culturais e pedagogos. Acredita-se
que a contribuição destes profissionais aumenta o desempenho das diversas

�atribuições de uma Biblioteca universitária moderna. Sabe-se que o pedagogo
tem como uma de suas funções a mediação da aprendizagem, e que a
biblioteca é um espaço de mediação de leitura, cultura, e aprendizagem. A
presença deste profissional justifica-se no estímulo as oportunidades
educacionais igualitárias e democráticas a todo cidadão que faz uso desse
espaço, auxiliando na formação humana e crítica.
O Sistema ainda não dispõe de intérpretes de LIBRAS, mas há uma
bibliotecária, na Biblioteca Central, que se comunica em LIBRAS, o que
contribui com a acessibilidade atitudinal, humanizando o atendimento. No
entanto, os funcionários ainda não receberam treinamento quanto a Língua
Brasileira de Sinais, o que já foi solicitado e está sendo aguardado.
Em relação à tecnologia assistiva, o UNIBIBLI/UNIRIO investiu na
aquisição de scanner de autoatendimento, scanner de voz, para uso direto dos
usuários, e scanner planetário (para reprodução de itens do acervo como
imagens, fotos ou textos que necessitem de ampliação para serem melhor
percebidos.
As ações de acessibilidade iniciaram-se na Biblioteca Central e estão
progressivamente sendo implantadas nas demais bibliotecas setorias do
Sistema UNIBIBLI/UNIRIO. Estas ações fazem parte de um dos objetivos
estratégicos da universidade expressos no seu Programa de Desenvolvimento
Institucional – PDI.

Objetivo n. 9 Melhorar as condições de estudo e

convivência dos alunos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão, através da
estratégia n. 9.2 Implantar programas de atendimento aos portadores de
necessidades especiais.
A disponibilidade do Sistema UNIBIBLI/UNIRIO de participar da
pesquisa de mestrado em 2015 permitindo realizar um diagnóstico sobre o
tema e a efetivação das mudanças indicadas e outras complementares, mesmo
que ainda em andamento, demonstraram o compromisso do Sistema com a
acessibilidade atitudinal esperada em uma sociedade inclusiva.
Cabe ressaltar que não é preciso esperar a demanda, ou seja, não é
preciso esperar que esses usuários cheguem as bibliotecas para iniciar um
projeto de acesssibilidade, pois trata-se de um processo gradual que é
necessário planejamento, organização e ação para oferecer a futuros usuários
o acesso à informação de forma adequada respeitando suas especificidades.
REFERÊNCIAS

�BRASIL. Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
2015. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13146.htm&gt;. Acesso em: 09 abr. 2017.

INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTTIONS. Diretrizes para serviços de biblioteca para surdos.
Editado por John Michael Day; tradução Ana Maria V. C. Duckworth. Prefácio
para a edição brasileira Leland Emerson McCleary. 2.ed. 2000. Série
Publicações Ocasionais, No. 1. São Paulo, A Escola do Futuro, Universidade
de São Paulo. (IFLA Professional Reports: 62). Disponível
em:&lt;http://especial.futuro.usp.br/documentos/guiaifla.rtf&gt;. Acesso em: 29 mar.
2017.

MIRANDA, Sulamita Nicolau de. Acessibilidade ao usuário surdo e com
deficiência auditiva em bibliotecas universitárias: o caso da UNIRIO. 2015.
175 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Biblioteconomia) - Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós- Graduação em
Biblioteconomia, 2015, Rio de Janeiro. Disponível em:
&lt;http://web02.unirio.br/sophia_web/&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.
UNIVERSIDADE Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Relatório de
gestão da Biblioteca Central. 2014-2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32811">
                <text>O USUÁRIO SURDO E A ACESSIBILIDADE NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIRIO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32812">
                <text>Sulamita Nicolau de Miranda</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32813">
                <text>Márcia Valéria Brito Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32814">
                <text>Márcia Monteiro da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32815">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32816">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32818">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32819">
                <text>Trata a questão da acessibilidade aos usuários surdos e com deficiência auditiva nas bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Partindo-se de diagnóstico efetuado por uma pesquisa de mestrado realizada no ano de 2015, o estudo relata a experiência do Sistema de Bibliotecas na execução das ações sugeridas pela pesquisa, além de outras introduzidas no dia a dia das bibliotecas. Verifica-se que apesar do pouco tempo o Sistema conseguiu implantar medidas que contribuirão para o auxílio a esses usuários e que outras ações estão em andamento ou programadas para que o atendimento aos usuários com deficiência possa ser aprimorado demonstrando o compromisso do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO com a acessibilidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66750">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2786" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1868">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2786/1900-1917-1-PB.pdf</src>
        <authentication>82f755d798a3dc820aab9b31754f84d6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32810">
                    <text>O uso da música na biblioteca escolar
Barbara Maria Vieira Mateus (UEL) - babi.londrina@gmail.com
Luciane de Fatima Beckman Cavalcante (UEL) - lucifbc@gmail.com
Resumo:
Aborda a importância da utilização da música como mediação nas atividades voltadas ao
incentivo à leitura no âmbito da biblioteca escolar. Pesquisa exploratória, com abordagem
qualitativa e como técnica de coleta de dados foi realizada uma entrevista semiestruturada
com o bibliotecário. Os resultados obtidos demonstraram que o uso da música é importante
como ferramenta para o incentivo a leitura.
Palavras-chave: Música na Biblioteca Escolar. Incentivo à leitura. Atividades Culturais na
biblioteca.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Eixo Temático 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com
deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.
Resumo:
Aborda a importância da utilização da música como mediação nas atividades voltadas ao
incentivo à leitura no âmbito da biblioteca escolar. Pesquisa exploratória, com abordagem
qualitativa e como técnica de coleta de dados foi realizada uma entrevista semiestruturada
com o bibliotecário. Os resultados obtidos demonstraram que o uso da música é importante
como ferramenta para o incentivo a leitura.
Palavras-chave: Música na Biblioteca Escolar. Incentivo à leitura. Atividades Culturais na
biblioteca.

1 INTRODUÇÃO
Como uma atividade cultural dentro da biblioteca escolar, o aprendizado
associado a música possibilita a exploração da imaginação, promove o
desenvolvimento da criatividade, prazer à leitura de novos textos. Considera-se que
a música é também uma forma de texto, em que ao ouvir e cantar, a criança está
também fazendo uma leitura. Alves (2015, p. 17) uma vez que, “[...] por meio da
música, dos sons, dos ritmos e dos movimentos, o homem expressa suas emoções
e seus sentimentos, pois há nisso tudo o poder de acalmar ou mobilizar, entristecer
ou alegrar os indivíduos – afinal, os sons carregam significados!”
Quanto à contribuição da música na aprendizagem, Soares e Rubio (2012,
p. 1) argumentam que pode favorecer “[...] o desenvolvimento cognitivo/ linguístico,
psicomotor e sócio-afetivo da criança, pois, já que estão todos correlacionados;
áreas indissociáveis formam um único ser provido de necessidades, seja social, seja
afetiva.” A respeito da implementação da música como ferramenta nas escolas,
Oliveira e Severino (2010, p. 4) argumentam que existe “[...] a possibilidade de
evocar conhecimentos de diversas disciplinas, matérias ao mesmo tempo. Ao
trabalharmos uma música, podemos questionar o autor da música, o contexto
histórico.” Devemos considerar que a música torna-se estímulo a momentos de

�lazer e aprendizado, desenvolvendo de maneira descontraída não somente a
memória, mas também o desenvolvimento psicomotor1 da criança.
Naturalmente, ao utilizar a música dentro da atividade na biblioteca escolar,
a criança que já está em contato com esta leitura vai além, uma vez que não
somente amplia o seu conhecimento dos autores, o contexto da letra em si, mas
também desenvolve novas opiniões e ao mesmo tempo pode desenvolver o diálogo
com as outras crianças. Por isso é relevante descobrir se a biblioteca escolar se
vale do uso da música nas atividades culturais.
A partir do contexto apresentado definiu-se como objetivo geral: Investigar
se existe a utilização da música como ferramenta nas atividades culturais
voltada ao incentivo à leitura no ambiente da biblioteca escolar. Dessa forma,
acredita-se que ao utilizar a música para o incentivo à leitura no ambiente da
biblioteca, haverá a interação entre as crianças e também o estímulo para
complementar a formação educativa.

2 MÉTODO DA PESQUISA
Para o desenvolvimento desta pesquisa foi realizada uma pesquisa
exploratória, com abordagem qualitativa e a entrevista semiestruturada como
técnica de coleta de dados. O universo da pesquisa foi uma biblioteca de Colégio
particular da cidade de Londrina, no qual no currículo escolar são ofertadas também
aulas de músicas. Para a realização da entrevista foi elaborado um roteiro para a
bibliotecária. O roteiro de entrevista aborcou questões como os seguintes temas:
utilização da música no ambiente na biblioteca escolar, atividades culturais
desenvolvidas, interesse por par dos estudantes com as atividades relacionada à
música no ambiente da biblioteca escolar.

3 RESULTADOS
A participante relatou que existem atividades culturais desenvolvidas na
biblioteca pesquisada “em Datas Comemorativas, Semana do Livro, atividades com

�exposições e atividades com o xadrez, que é dentro da biblioteca”. Uma vez que as
atividades culturais são importantes para crescimento, conhecimento dos alunos,
ressalta-se que o bibliotecário deve planejar outras atividades culturais além das
datas comemorativas, não ficando restrita apenas aos dias comemorativos,
utilizando a música para o incentivo à leitura em dias diferentes para atrair os leitores
de modo criativo.
Foi relatado pela bibliotecária, o uso de CDs de músicas, hinos de canto, e
que também existe na biblioteca, uma parte do acervo somente de música com
partituras que está sendo integrada a mesma. Entende-se que ao utilizar CDs de
músicas, a bibliotecária dinamiza e complementa o incentivo para a leitura, uma vez
que tal incentivo se dará de modo prazeroso, saindo da rotina onde o silêncio
predomina.
A respeito das atividades que são proporcionadas para as crianças utilizando
a música, foi possível levantar que em 2015 realizaram “uma exposição de
instrumentos na qual foi contada uma história da flauta doce, e colocaram para eles
conhecerem um pouco a história desse instrumento”. Ao utilizar a música “[...] como
atividade lúdica, ela se corta como um jogo, cuja dinâmica é caracterizada por uma
escuta que se enriquece da aprendizagem, motivando, criando necessidades e
despertando interesses” (SEKEFF, 2002, p. 121).
Destaca-se que o colégio pesquisado proporciona aos alunos aulas de
músicas, e, de acordo com a bibliotecária, o canto está sempre presente no dia a
dia dos alunos dentro da instituição. Dessa forma, a bibliotecária relatou que
percebe o aumento do encantamento e que das crianças quando se utiliza música
na biblioteca, e ainda comentou que “as crianças são bem mais tranquilas para
trabalhar música porque elas aprendem mais com a música do que sem ela” Para
a entrevistada, “a música tem outras linguagens que eles vão conhecendo,
trabalhando na escola com o tempo. Tozetto (2005, p. 45) afirma que “[...] uma das
funções da música é a de educar, com o objetivo de contribuir na formação e
desenvolvimento da personalidade dos alunos, pela ampliação da cultura,
enriquecimento da inteligência e vibração da sensibilidade musical.” Ao pensar no
desenvolvimento da criança em concordância com a entrevistada, ressalta-se que

�Sekeff (2002, p. 81), argumenta que [...] um trabalho musical bem planejado,
solidamente sustentado por um repertório pertinente, beneficia o educando, pelo
que resulta de desenvolvimento cognitivo, de educação do pensamento [...]
Portanto, ao inserir a música nos primeiros contatos da criança na escola
desde cedo, o benefício será a longo prazo. A utilização da música na biblioteca
escolar visando à leitura, não somente propicia maior proximidade com os alunos,
como também facilita o processo de aprendizagem, e contribui também para o gosto
pela mesma.

4 DISCUSSÃO
.A biblioteca desempenha também um papel educacional, auxiliando o aluno
para sua formação, proporcionando e promovendo acesso aos materiais de forma
que supram as suas necessidades e avanço no desenvolvimento crítico na
educação. Contudo, enfatiza-se que o uso da música dentro do ambiente escolar e,
em especial na biblioteca, torna o momento prazeroso e de conhecimento de outras
linguagens também, construindo a concepção do mundo. Salienta-se que ao utilizar
a música como ferramenta pedagógica, ela torna-se uma mediadora neste
processo, favorecendo o incentivo à leitura de modo agradável. Compreende-se
que a música é muito importante para o desenvolvimento da criança e que ela
deveria ser inserida na matriz curricular desde cedo, para complementar o ensino.
Assim, ao proporcionar as aulas de músicas e atividades com a inserção da música,
o estímulo para o aprendizado da criança torna-se maior, pois favorece a
memorização,

participação,

compartilhamento,

conhecimento,

entre

outros

benefícios já relatados.
A construção de conhecimento também se dá pelas experiências cotidianas
e o bibliotecário pode inserir as músicas que estão presente, pois ela faz parte do
dia a dia. A música além de tudo que foi apresentado é uma fonte de documento,
pois a partir dela podemos analisar aspectos vividos cultural e socialmente

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Pelo exposto, acredita-se que a música quando utilizada para leitura nas
atividades

culturais,

influencia

também

na

ampliação

do

acervo,

no

desenvolvimento cultural de uma pessoa, proporcionando ao leitor aproximação
com o texto e com outros leitores. Além disso, as atividades culturais potencializam
a questão do lúdico e do prazer pela leitura.
O uso das atividades de musicalização para as crianças são importantes,
pois, aumentam o desenvolvimento da criança como: a memória, sensibilidade
auditiva, concentração, entendimento. Ao utilizar a música nas atividades culturais
dentro do ambiente da biblioteca escolar, a mesma possibilita o estímulo ao
processo de ensino e aprendizagem, bem como ao gosto pela leitura, ao se
relacionar músicas com conteúdo de um livro , por exemplo.
De acordo com a entrevista, é válido lembrar que além do currículo escolar,
a biblioteca usa a música em algumas atividades, porém o seu uso poderia ser
maior, utilizando materiais além dos obrigatórios de músicas como por meio de
livros que trabalham as músicas, que contenham paralendas, cantigas, sons, entre
outros voltados ao contado da criança como atividades culturais. Nesse sentido,
cabe destacar que o bibliotecário deve estar preparado para inserir atividades
voltadas à utilização da música no contexto da biblioteca escolar, principalmente
para fomentar o incentivo à leitura.

REFERÊNCIAS
ALVES, Mirella Aires. Música e ação na educação infantil. São Paulo: Ciranda
Cultural, 2015.
SOARES, Maura Aparecida; RUBIO, Juliana de Alcântara Silveira. A utilização da
música no processo de alfabetização. Revista Eletrônica Saberes da Educação,
São Paulo, v. 3, n. 1, p. 1-44, 2012.
OLIVEIRA, Priscila Felix de; SEVERINO, Thiago Saveda. O teatro e a música
como auxílio no ato de leitura. Disponível em:
&lt;http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Lingua
Portuguesa/OTEATROEAMUSICACOMOAUX%CDLIONOATODELEITURA.pdf&gt;.
Acesso em: 27 set. 2015.
SEKEFF, Maria de Lourdes. Da música: seus usos e recursos. São Paulo:
Unesp, 2002.
TOZETTO, Henriqueta Kubiak. A educação musical: a atuação do professor na
educação infantil e séries iniciais. Curitiba: UTP, 2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32802">
                <text>O USO DA MÚSICA NA BIBLIOTECA ESCOLAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32803">
                <text>Barbara Maria Vieira Mateus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32804">
                <text>Luciane de Fatima Beckman Cavalcante</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32805">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32806">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32808">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32809">
                <text>Aborda a importância da utilização da música como mediação nas atividades voltadas ao incentivo à leitura no âmbito da biblioteca escolar. Pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa e como técnica de coleta de dados foi realizada uma entrevista semiestruturada com o bibliotecário. Os resultados obtidos demonstraram que o uso da música é importante como ferramenta para o incentivo a leitura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66749">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2785" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1867">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2785/1899-1916-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d0d77056deab6a77fab3ec128d1532cb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32801">
                    <text>O papel social das bibliotecas do Senac SP
Vera Lucia Marques (SENAC SP) - veracantoia@gmail.com
Ana Claudia Martins Rosa (Instituição - a informar) - ana.mrosa@sp.senac.br
Gilberto Bazzarelo Caires de Lima (Instituição - a informar) - gilberto.bclima@sp.senac.br
Izete Malaquias Silva (SENAC) - izete@sp.senac.br
Cristiane Camizão Rokicki (Instituição - a informar) - ccamizao@sp.senac.br
Ana Martins Rosa (SENAC SP) - ana.cmrosa@sp.senac.br
Resumo:
Este relato expõe como bibliotecas institucionais podem promover inclusão social por meio de
suas ações culturais. Apresenta cinco relatos de experiência de ações culturais de cunho
social, realizadas por diferentes bibliotecas da rede Senac SP. Considera que ações de cunho
social, promovidas pelas bibliotecas auxiliam no desenvolvimento de uma sociedade melhor e
criam possibilidades para consolidar as estratégias e a missão institucional.
Palavras-chave: bibliotecas; ação cultural; inclusão social; Senac São Paulo
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

INTRODUÇÃO
Em um panorama onde se discute o papel das bibliotecas para o desenvolvimento
sustentável, é importante a reflexão sobre o alcance das ações culturais, enquanto
movimentos que promovem o acesso à cultura, a aprendizagem e a sociabilidade.
Sobremaneira, dentro de ambientes institucionais e educacionais, onde o papel social
das bibliotecas tem potencial para ser consolidado e instituído.
Por exercer o papel fundamental de tornar disponível o conhecimento à sua
comunidade, as bibliotecas hoje tem o desafio de otimizar seu universo informacional e
tecnológico e também de abrir suas portas às questões sociais, desenvolvendo por
meio de ações, um canal de acesso igualitário a todos.
Entendendo comunidade como grupos com interesses em comum, no local onde
moram, na escola, ou na organização onde trabalham, Lankes, (2019 p.67) nos
esclarece que esses grupos esperam que as bibliotecas sejam “espaços para criação e
compartilhamento de conhecimento, não somente um espaço para consumo e
empréstimo de livros”.
Cientes do quadro social dramático, onde a sociedade precisa cada vez mais de
acesso à informação e a cultura para superar carências, algumas instituições
consideram e ressaltam o papel social das bibliotecas, além de suas funções
educativas e informacionais para que, conforme ressalta Milanesi (1990 p. 89), elas
possam estar “assentadas da na ideia de educação como fator de segurança para o
indivíduo na sociedade e para a sociedade como um todo, inclusive garantida pela
Constituição”.
O Senac São Paulo estimula que suas bibliotecas sejam como laboratórios e espaços
de aprendizagem, que possam exercer na vida do cidadão um papel importante
diminuindo lacunas deixadas pela sociedade. A rede de bibliotecas do Senac São
Paulo, que é composta por 57 unidades, tem por objetivo ser um ambiente de
desenvolvimento educacional e cultural e este trabalho relata, por meio de alguns
exemplos, o que tem sido feito pelas bibliotecas desta rede para alcançar a sua
missão institucional de proporcionar um ambiente de aprendizagem e de acesso
democrático à informação, contribuindo para a inclusão social e cultural do cidadão.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

RELATOS DE EXPERIÊNCIA
1. Bibliodiversidade
Em setembro de 2016, na biblioteca do Senac Unidade Francisco Matarazzo, foi
promovida como ação cultural aberta e gratuita, uma roda de conversa com o tema
Bibliodiversidade. Fizeram parte da roda de conversa para contar suas experiências os
convidados Lindalva Feitosa, representante de um coletivo editorial da periferia
chamado ​Me Parió Revolução​, que edita livros artesanais, Cesar Mendes, filósofo e
fundador da editora-livraria-biblioteca ​Filoczar​, Ubirajara Dias de Melo, representante
da ​Editora Senac, Sueli Nemen Rocha, docente na área de Educação no Senac;
Guilherme Fuoco, autor independente, que editou um livro através de Crowdfunding.
Estiveram presentes também profissionais de bibliotecas, alunos e ex alunos da
Unidade, além de pessoas da comunidade.
Com a contribuição de todos os presentes a roda de conversa levantou assuntos
como a produção e distribuição de livros por pequenos e grandes editores; Sobre como
são publicados os livros e literaturas de autores das comunidades de periferia, qual a
representatividade destas obras e como elas são acessadas. Discutiu-se sobre o papel
das bibliotecas e profissionais em relação a Bibliodiversidade que é um dos pilares do
PMLLLB (Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas) que em São Paulo
tornou-se a Lei 16.333/2015.
Ao obter conhecimento sobre o mundo editorial, sobre como a cultura de
diversos países e comunidades são representadas pelo livro, a responsabilidade sobre
aquisições para o acervo e as ações de incentivo à leitura ganham força, e ampliam o
olhar para a necessidade de representatividade cultural, social e ideológica entre as
publicações que são disponibilizadas nos acervos.
2. Sarau
No mês de maio de 2017, na biblioteca do Senac Unidade Penha, foi promovida
uma ação cultural cujo tema foi sarau com temática na periferia. Para esta ação foi
convidado o Sarau dos Mesquiteiros, grupo de adolescentes e jovens da Zona Leste de
São Paulo, que por meio do Sarau espalham a arte e a cultura da periferia pela cidade.
O evento cultural, gratuito, foi aberto à comunidade e contou com participação ativa de
jovens aprendizes do Senac Penha, alunos de cursos técnicos e livres, docentes,
funcionários e estudantes de uma ETEC ( Escola técnica estadual) da mesma região.
O escritor e historiador Rodrigo Ciríaco, que idealiza projetos de sarau, com
objetivo de disseminar a arte sobretudo em escolas públicas das periferias paulistanas,
também foi convidado e puxou o coro junto com o grupo e foram recitados poemas,
poesias, todas em torno de temas como o empoderamento feminino, a crítica social e
aguda ao machismo, a lógica do consumo, o combate à misoginia e ao quadro político
atual que realça as diferenças entre opressor e oprimido.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Os jovens do Sarau dos Mesquiteiros sortearam livros de própria autoria para o
público e o ponto alto da ação se deu quando alunos, docentes e funcionários não
exitaram em empunhar o microfone para darem seus recados, com teor transformador.
Ações culturais dessa natureza, faz despertar nos profissionais da informação e
mediadores de leitura um olhar mais crítico e levanta o questionamento sobre o que
seria um acervo ideal, voltado para as características do público que se atende. Diante
dessa inquietude, percebeu-se um aumento da demanda entre os jovens da unidade
Penha por livros de literatura marginal-periférica o que acabou por forçar a revisão da
política de aquisição e desenvolvimento de coleções. Essa situação possibilitou a
incorporação de livros dessa temática ao acervo. Portanto, ações culturais podem e
devem visar o incentivo a leitura, o estímulo pela escrita e a difusão literária e poética.
3. A comunidade e suas diversidades acolhidas na biblioteca
Desde 2011, quando foi inaugurada a Biblioteca do Senac Unidade Aclimação,
ela possui uma sala de Acessibilidade para o atendimento à pessoa com deficiência
visual, que tem o objetivo de dirimir as barreiras de acesso à informação e também
colocar à disposição da comunidade recursos da Tecnologia Assistiva para a sua
inserção na vida cultural e cidadã.
Quando se fala sobre acessibilidade em uma biblioteca, visando o público com
alguma deficiência, geralmente se pensa em recursos e serviços que serão
demandados somente por assuntos educacionais e pode se escapar, a princípio, a
necessidade que se faz presente também em outras esferas da vida.
Neste espaço de acessibilidade, realiza-se a transcrição da tinta para o braille, fonte
ampliada e áudio alunos e colaboradores, porém o mais desafiador e fascinante são as
solicitações por parte da comunidade externa, com demandas inusitadas, fugindo dos
padrões “normais”.
Em 2012 uma pessoa da comunidade do entorno a unidade procurou ajuda da
biblioteca para realizar a impressão em braille de folhetos litúrgicos: Povo de Deus e
até hoje trabalha-se com esta demanda, que atende a comunidade de uma paróquia
na região do Ipiranga, São Paulo. São cinco exemplares semanais colocados à
disposição do público cego, para que possam participar inteiramente como outro
cidadão qualquer, no que diz respeito a sua fé e religiosidade e fortalecer seus
vínculos com a sua crença e com seus pares. Também dentro da esfera religiosa,
atende-se a solicitação de um catequista, morador na região de Osasco, que tem seus
materiais para a catequese transcritos em braille.
No campo cultural a biblioteca atende a demanda relacionada a uma das
maiores festas brasileiras - o Carnaval, e realiza a transcrição de tinta para braille dos
sambas enredos de uma escola de samba de São Paulo.
A Sala de Acessibilidade, além de meio de acesso para que o público cego e
com baixa visão possa usufruir plenamente dos acervos e ter acesso à leitura cumpre
também o papel social de facilitar o acesso a conteúdos que os aproximem de

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

atividades que queiram exercer e usufruir, tornando assim possível na vida de cada um
a liberdade de participar de quaisquer convenção social em igualdade de condições.
4. Semana Senac de Leitura
A mais de 10 anos as bibliotecas do Senac São Paulo promovem eventos
pontuais abertos à comunidade interna e externa. No início chamada de Feira de Troca
de Livros, a atual Semana Senac de Leitura , tem edições anuais, onde além de
realizar troca de livros e gibis, promove atividades culturais diversas gratuitamente,
cumprindo um importante papel de levar cultura e lazer para alunos, funcionários e
comunidade a qual está inserida.
Uma das ações de destaque dentro deste evento foi a exposição itinerante
Aprendendo com Anne Frank – histórias que ensinam valores, ​que após ser recebida
por todas as 57 unidades, em dois anos, foi encerrada deixando impactos importantes,
que superaram as expectativas. Junto a exposição foram oferecidas pela biblioteca
atividades educativas, artísticas e culturais que sensibilizaram os visitantes, formados
principalmente por alunos de escolas públicas do entorno das unidades, membros da
comunidade, representantes de ONGs, além de familiares de alunos. A ação atraiu
mais de 82 mil visitantes e impulsionou reflexões em prol da cultura de paz e também
despertou grande busca pela leitura da obra O Diário de Anne Frank, que por seu
conteúdo aproximou muito o público da ação.
Com o objetivo de estimular em alunos e visitantes a construção de valores de
convivência, como a diversidade, a empatia, a tolerância, o respeito mútuo, os direitos
humanos, a democracia e principalmente o incentivo a leitura, as ações promovidas
através da biblioteca, pela Semana Senac de Leitura, ganhou destaque e se tornou um
evento institucional, envolvendo várias frentes de trabalho para sua execução.
​ 5. Pé de Livro - Para colher e saborear histórias com gosto de fruta madura
Em novembro de 2016, o Senac Sorocaba realizou o Circuito Cultural, um
evento idealizado pelo núcleo de Economia Criativa da Unidade que tem como objetivo
envolver as áreas trabalhadas pela unidade, como artes cênicas, arquitetura e design,
fotografia, hotelaria, publicidade, radialismo, nutrição e empreendedorismo. A Biblioteca
foi convidada a levar para este evento uma atividade que envolvesse a comunidade
local de forma autônoma, para que se redescobrisse o prazer da leitura.
Pensou-se então em um Pé de livro, isso mesmo que você leu, um pé de livro, já
que deitar-se embaixo da sombra de uma árvore seria algo prazeroso e que poucas
pessoas hoje podem ter o privilégio de fazer, devido a vida moderna e
consequentemente o avanço de novas tecnologias. A ação que iniciou sem grandes
pretensões tornou-se uma das atrações do evento, tanto para leitura, como para fotos,
afinal não é todo dia que se encontra um pé de livro.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

A proposta inicial foi de que as pessoas repensem nos frutos que uma árvore
pode dar, com a árvore do conhecimento. No último dia do evento os livros foram
colhidos por alunos, jovens do curso de Aprendizagem, que ficaram encantados com a
possibilidade de colher os livros.
Em outro evento, o Casa Aberta, que comemorou os 70 anos do Senac São
Paulo a unidade mais uma vez abriu suas portas, e a ação do Pé de livro também foi
desenvolvida, desta vez com a ‘colheita’ estendida a comunidade, os visitantes
ganharam os livros que colheram e ficaram encantados com a possibilidade de uma
árvore dar frutos do conhecimento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A cada ação cultural de cunho social promovido na rede, reforça-se o conceito de
biblioteca aberta para atender as demandas de suas comunidades internas e externas,
promove-se o incentivo a leitura e o reconhecimento da responsabilidade na formação
de acervos diversificados e acessíveis, construindo assim um panorama onde a
biblioteca institucional tenha reforçado o seu papel educativo e social e trabalhe em
prol de sua missão.
Em todas das ações realizadas, puderam ser observados avanços em relação a
proximidade com comunidade local e o protagonismo da biblioteca, como espaço que
facilita o acesso ao conhecimento, que agrega e que compartilha saberes. Com isso, a
biblioteca vai se consolidando como um importante espaço social e um marco
estratégico para os resultados institucionais.
Espera-se, por meio do compartilhamento de ações como estas,
inspirar o
engajamento de instituições e de bibliotecários na missão de pleitear e justificar
investimento em ações culturais de cunho social, pois bibliotecas que trabalham no
desenvolvimento de uma sociedade melhor criam possibilidades para que sua
comunidade obtenha conhecimento de maneira ativa, onde mais do que ler sobre
assuntos é possível ouvir, debater, experimentar e explorar todas as formas de
aprendizado e desenvolvimento.

REFERÊNCIAS
LANKES, R. David. ​Expect More: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: Febab, 2016
MILANESI, Luis. ​Centro de cultura: forma e função.​ São Paulo: Hucitec, 1989

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32789">
                <text>O PAPEL SOCIAL DAS BIBLIOTECAS DO SENAC SP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32790">
                <text>Vera Lucia Marques</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32791">
                <text>Ana Claudia Martins Rosa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32792">
                <text>Gilberto Bazzarelo Caires de Lima</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32793">
                <text>Izete Malaquias Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32794">
                <text>Cristiane Camizão Rokicki</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32795">
                <text>Ana Martins Rosa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32796">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32797">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32799">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32800">
                <text>Este relato expõe como bibliotecas institucionais podem promover inclusão social por meio de suas ações culturais. Apresenta cinco relatos de experiência de ações culturais de cunho social, realizadas por diferentes bibliotecas da rede Senac SP. Considera que ações de cunho social, promovidas pelas bibliotecas auxiliam no desenvolvimento de uma sociedade melhor e criam possibilidades para consolidar as estratégias e a missão institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66748">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2784" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1866">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2784/1898-1915-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f3cb9a129335323547642f183e871063</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32788">
                    <text>O gestor de unidades de informação e a contribuição para o
processo de inclusão social: análise de problemáticas práticas

Marcos PASTANA SANTOS (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO) - cladice.diniz@unirio.br
Márcia Saraiva Carvalho (AEDB) - marcia.carvalho@aedb.br
Resumo:
Diante de constantes mudanças sociais, evolução tecnológica, tecnologias da informação e
ações voltadas para a inclusão social, torna-se impossível não pensar em gestão de serviços ou
em unidades de informação sem um contexto mais amplo. Nessa perspectiva, realizou-se um
recorte teórico sobre a problemática gerada pelo gestor da unidade de informação com
atenção à inclusão social. Através de uma leitura de estudos de caso voltados para a inclusão
social em bibliotecas, procurou-se identificar a percepção do gestor no momento em que
questiona fatos que devem ser estudados, dando origem a pesquisa e consequentemente aos
resultados geralmente práticos. É a ação do gestor na descoberta da problemática voltada
para a inclusão social e o momento em que isso contribui para a evolução desejada, seja por
reengenharia, planejamento estratégico, por tendência ou outros aspectos identificados. O que
faz evoluir não são as respostas e sim os questionamentos. Fazer a reengenharia necessária
para obter um planejamento eficiente. Estar preparado para o novo e adaptar o antigo.
Independente se as conquistas são mais fáceis ou mais duras, se a inclusão social é uma
realidade possível agora ou mais tarde.
Palavras-chave: Gestão de Serviços. Gestão de Unidades de Informação. Inclusão social.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Diante de constantes mudanças sociais, evolução tecnológica, tecnologias da
informação e ações voltadas para a inclusão social, torna-se impossível não pensar
em gestão de serviços ou em unidades de informação sem um contexto mais amplo.
A inclusão social deve ser uma das principais políticas de todas as bibliotecas e
serviços de informação. É necessário reestruturar e reinventar a biblioteca.
Diante dessa imposição, a biblioteca necessita não apenas atender às
exigências da acessibilidade, precisa criar um ambiente inclusivo para todas as
pessoas com deficiência. Mas, não há um modelo para esse fim, inúmeras questões
são geradas para o gestor para que consiga empreender um estudo com esse
propósito.
Para contribuir com essa problemática, se propôs este estudo.
Metodologia
A pesquisa foi exploratória, sobre projeto de mudança em unidade de
informação e gestão de serviços em unidades de informação. Apoiou-se em estudo
bibliográfico. Neste, para ser possível identificar as diversidades nas preocupações
dos gestores em suas unidades de informação, foram selecionados alguns artigos
como parte de um recorte informacional, com estudos ocorridos no Brasil, cujo
conteúdo está voltado para a gestão de serviços e inclusão social.
Independente de o foco recair sobre a gestão de serviços em unidades de
informação e inclusão social, a análise dos resultados finais não está focada na
proposta ou recomendações resultantes dos artigos, mas sim nas questões geradas
pelo gestor para que tal estudo precise ser elaborado – objeto da pesquisa –,
independente se gerado por sua iniciativa, imposição ou por iniciativa de terceiros.
Como as publicações neste aspecto são escassas, visto a pouca experiência
registrada ou até mesmo pela pouca divulgação acadêmica, foram pesquisados
artigos a partir do ano de 2001 para se identificar, com maior propriedade, uma
diversidade dos questionamentos formulados antes do desenvolvimento dos
estudos. Desta forma, foram escolhidos artigos com relatos de experiência, estudos
de caso e até mesmo projetos que foram propostos a partir de uma pesquisa
externa, realizados em algumas bibliotecas brasileiras, para uma análise básica de

�conteúdo em função de prospectar a problematização que gerou o estudo. O
tratamento dos dados foi qualitativo.
Discussão
Sobre a ambiência turbulenta da gestão de serviços em unidades de
informação, encontra-se a recomendação de Leal (2010, p.13):
Com tantas mudanças, novos desafios surgem e um novo ambiente para
satisfazer às novas demandas e aos novos clientes se faz necessário. É
preciso atender a essas demandas, abandonar os antigos padrões e
modelos de gestão ultrapassados. Sendo assim, a biblioteca deve caminhar
lado a lado com as transformações. As bibliotecas recentes devem nascer
nesses novos “moldes” e as existentes precisam se adaptar, se reestruturar,
para não se tornarem inúteis e obsoletas.

Dado esse alerta, comenta-se que o primeiro estudo de caso a estudado foi o
de Mazzoni et al (2001). Conforme os autores, cujo estudo se realizou na Biblioteca
da Universidade Federal de Santa Catarina, localizada na cidade de Florianópolis, o
grande questionamento para gerar o estudo está concentrado na discussão sobre a
acessibilidade como direito de todas as pessoas com deficiência. Desmembrando
esse tópico que norteia o artigo, o gestor foca suas questões sobre que é necessário
um espaço livre de barreiras, ou seja, que precisa ser adequado tanto no nível de
espaço físico quanto nos espaços virtuais. O uso deve ser fácil e confortável.
Mazzoni et al (2001) acrescenta ainda que:
O respeito à diversidade humana nos conduz a observar que as pessoas
possuem habilidades diferentes e algumas necessitam de condições
especiais para poder desempenhar determinadas atividades. O
desenvolvimento de ajudas técnicas, principalmente com a contribuição do
século XX das tecnologias da informática e comunicação, permite hoje que
muitas pessoas com deficiência encontrem as condições necessárias para
que possam se dedicar às atividades de estudo, trabalho e lazer,
contribuindo, assim, de forma ativa, para o desenvolvimento da sociedade.

No estudo de Mazzoni et al (2001), as principais questões colocadas estão
voltadas para que não existam espaços exclusivos, pois desta forma não ocorrerá a
inclusão e sim um isolamento dos demais.
Outra questão abordada por Mazzoni et al (2001) é como as bibliotecas
universitárias estão contribuindo para o processo de inclusão, ou seja, o que as
outras instituições estão fazendo e como estão gerindo, gerenciando. Uma outra
abordagem é sobre que aspectos estão sendo observados e levados em
consideração ou até mesmo que aspectos precisam ser aperfeiçoados nos
processos.

�Os autores (2001) acrescentam ainda sobre a preocupação de como as
pessoas interferem nesse processo com foco na acessibilidade.

Observa-se

que

os mesmos tratam os seus questionamentos como gestores com um aspecto social
muito forte e relevante. Desperta suas questões voltado para “o outro” e,
principalmente, para o contexto da deficiência humana.
Para Fonseca, Gomes e Vanz (2012) é relevante focar seus questionamentos
principais sobre a atual condição dos recursos físicos e informacionais disponíveis
na referida biblioteca. Decorrente do foco geral apontam suas preocupações para
que medidas possam ser tomadas para melhorar, ampliar e adequar-se a legislação
de acessibilidade.
Embora os esses autores (2012) tenham abordado enfaticamente sobre as
questões tecnológicas como complemento, observa-se que a grande ênfase está
voltada para os questionamentos arquitetônicos, principalmente no foco das
adaptações. Foi apontado, inclusive, o fato de que o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP exige adequações neste nível para
a devida pontuação positiva das instalações da universidade.
Importante ressaltar que os gestores desse caso se colocaram abertos para
receber e até implantar os resultados desse trabalho, o que se destaca como prédisposição para receber e dar informações colaborativas ao estudo.
Por sua vez, Dallabrida e Lunardi (2008) apresentam um estudo sobre o
acesso aos livros em Braille, sua materialidade, circulação práticas e uso em uma
biblioteca pública. O estudo foi realizado na Biblioteca Estadual de Santa Catarina,
localizada em Florianópolis.
O questionamento das autoras está voltado para a ausência de políticas
públicas, pela limitação do acervo, pelo difícil acesso ao livro e pelo pouco acervo
disponível para o deficiente visual. Elas elaboraram esse estudo como um
demonstrativo para as inquietações relacionadas a apontar falhas no poder público
com relação à falta de incentivo e atenção quanto aos direitos feridos da pessoa
com necessidades especiais. Complementam ainda:
A leitura intensiva caracterizava-se por uma prática de ler e reler livros que
passavam de geração a geração em número muito reduzido de exemplares.
A aproximação desta passagem, retomada do século XVIII, com a atual
situação da comunidade de leitores cegos é com a intenção de mostrar que
o número de exemplares faz com que eles acabem lendo os mesmos livros,
confirmado na análise dos registros dos usuários, em que foi possível
identificar que alguns usuários pegaram a mesma obra várias vezes no
período de seis meses. (DALLABRIDA; LUNARDI, 2008)

�Silva e Barbosa (2011) fazem uma análise da relação entre a evolução
tecnológica e a inclusão do deficiente visual ao acesso à informação em bibliotecas
universitárias.
No caso do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual – CADV localizado na
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FAFICH, da Universidade Federal de
Minas Gerais – UFMG, é apontado pelas autoras como uma iniciativa de sucesso,
pois além do acervo convencional em Braille, também possuem todo um aporte
tecnológico (tecnologia assistiva) e logístico para a pessoa com deficiência visual
possa ter acesso à informação cujo objetivo é gerar conhecimento.
Silva e Barbosa (2011) acrescentam:
A informação passa a ter valor fundamental neste contexto, pois, ela é a
matéria prima para a construção do conhecimento, para a formação de uma
sociedade mais justa e igualitária além de ser elemento fundamental para as
pessoas, que de acordo com as suas especificidades, garantem o seu
espaço de liberdade e autonomia.

Um novo estudo foi implantado para atender as experiências locais, visto as
diversidades apontadas e contribuir para futuras reflexões ou dar origem a novo
estudo.
Spudeit e Führ (2011) apontam a necessidade de elaborar o Planejamento
Estratégico na Biblioteca do SENAC de Florianópolis, sendo a definição deste pelas
autoras, o de que é um processo contínuo, permanente, sistemático e dinâmico e
constante interação com o ambiente externo para redefinir a sua missão, objetivos e
metas, selecionar as estratégias e meios para atingi-lo, num determinado prazo.
Para Spudeit e Führ (2011), a melhor implantação leva em consideração o
ambiente globalizado, a alta competitividade e a necessidade de adaptação e reação
em face das mudanças contando com o planejamento estratégico para situar a
organização no contexto do mercado a fim de prever mudanças, oportunidades e
projetar um futuro.
A preocupação está relacionada a estabelecer estratégias de mudança de
acordo com o planejamento estratégico da biblioteca universitária.
Considerações finais
Após todos os contrastes apresentados, realidades e problemáticas
diferenciadas, diversas inquietações exploradas, existe um fio condutor de todos

�questionamentos dos gestores nos casos pesquisados, que foi o da busca de
inclusão social balizando o processo de gestão.
O processo de gestão, ao dar vasão a todo o tipo de decisão, de reação, de
questionamento, de estudo, de diagnóstico e de planejamento, leva o gestor a estar
aberto a todo o tipo de realidade e dela extrair sapiência para desenvolver o seu
trabalho, independente para qual tipo de usuário de seu serviço.
Conclui-se que gerir uma unidade de informação com base na inclusão social
obriga à visão do todo, questionar sempre e projetar as possíveis mutações e
inovações. E estar preparado para o novo e adaptar o antigo, independente se as
conquistas são mais fáceis ou mais duras, se a inclusão social se tornará uma
realidade próxima ou bem mais tarde.
Referências Bibliográficas
DALLABRIDA, Adarzilze Mazzuco; LUNARDI, Geovana Mendonça. O acesso
negado e a reiteração da dependência: a biblioteca e o seu papel no processo
formativo de indivíduos cegos. Cad. Cedes, Campinas, vol. 28, n. 75, p. 191-208,
maio/ago. 2008. Disponível em
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v28n75/v28n75a04.pdf&gt;. Acesso em: 22 jun. 2017.
FONSECA, Cintia Cibele Ramos; GOMES, Gicele Farias; VANZ, Samile Andreá de
Souza. Acessibilidade e inclusão em bibliotecas: um estudo de caso. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012,
Gramado. Anais Eletrônicos... Gramado: UFRGS, 2012. Disponível em
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/61049/000864667.pdf?sequence=
1&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.
LEAL, Janaína. Reengenharia em bibliotecas. Revista Digital de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, Campinas, v.8, n. 1, p. 12-20, jul./dez. 2010.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 30,
n. 2, p. 29-34, maio/ago. 2001.
SILVA, Hugo Oliveira Pinto e; BARBOSA, Josué Sales. A relação deficiente visual e
biblioteca universitária: a experiência do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual
– CADV da Universidade Federal de Minas Gerais. Múltiplos Olhares em Ciência
da Informação, Belo Horizonte, v.1, n.1, 2011.
SPUDEIT, Daniela F. A. O.; FÜHR, Fabiane. Planejamento em unidades de
informação: qualidade em operações de serviços na Biblioteca do SENAC
Florianópolis. Bibl. Univ., Belo Horizonte, v. 1. n. 1, 2011. Disponível em
&lt;https://seer.ufmg.br/index.php/revistarbu/article/view/1107/813&gt;. Acesso em 04 jul.
2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32779">
                <text>O GESTOR DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO E A CONTRIBUIÇÃO PARA O PROCESSO DE INCLUSÃO SOCIAL: ANÁLISE DE PROBLEMÁTICAS PRÁTICAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32780">
                <text>Marcos PASTANA SANTOS</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32781">
                <text>Cládice Nóbile Diniz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32782">
                <text>Márcia Saraiva Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32783">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32784">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32786">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32787">
                <text>Diante de constantes mudanças sociais, evolução tecnológica, tecnologias da informação e ações voltadas para a inclusão social, torna-se impossível não pensar em gestão de serviços ou em unidades de informação sem um contexto mais amplo. Nessa perspectiva, realizou-se um recorte teórico sobre a problemática gerada pelo gestor da unidade de informação com atenção à inclusão social. Através de uma leitura de estudos de caso voltados para a inclusão social em bibliotecas, procurou-se identificar a percepção do gestor no momento em que questiona fatos que devem ser estudados, dando origem a pesquisa e consequentemente aos resultados geralmente práticos. É a ação do gestor na descoberta da problemática voltada para a inclusão social e o momento em que isso contribui para a evolução desejada, seja por reengenharia, planejamento estratégico, por tendência ou outros aspectos identificados. O que faz evoluir não são as respostas e sim os questionamentos. Fazer a reengenharia necessária para obter um planejamento eficiente. Estar preparado para o novo e adaptar o antigo. Independente se as conquistas são mais fáceis ou mais duras, se a inclusão social é uma realidade possível agora ou mais tarde.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66747">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2783" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1865">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2783/1897-1914-1-PB.pdf</src>
        <authentication>daef2c4e9ee290fcf56d5d1c4f748b11</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32778">
                    <text>Novas tecnologias e acessibilidade nas bibliotecas do Instituto
Federal do Espírito Santo

Rosilene Supriano de Jesus Rosa (Ifes) - rosisuprianorosa@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho analisa como as Tecnologias de Informação e Comunicação –
TIC’s estão ajudando as bibliotecas no desenvolvimento de ações que surgem como
necessárias para atender as demandas dos usuários do século XXI. Mostra como
estão sendo utilizadas pelas bibliotecas do Ifes ajudando na realização e promoção
de suas atividades, produtos e serviços e contribuindo para a inclusão de pessoas
com necessidades específicas. A pesquisa bibliográfica apresenta algumas ações
realizadas em instituições brasileiras apresentando tendências do uso das novas
tecnologias. O estudo de caso envolvendo os coordenadores das bibliotecas do Ifes
e os alunos da instituição que se declararam portadores de necessidades educacionais
específicas investiga se critérios de acessibilidade arquitetônica ou física, de
acessibilidade de conteúdo e de acessibilidade tecnológica são atendidos por suas
bibliotecas e o que vem sendo feito para melhorar esse atendimento. A pesquisa
conclui que na escola do futuro a biblioteca deve estar cada vez mais voltada à utilização
de novas tecnologias procurando atender as novas demandas informacionais
de seus usuários através de um ambiente acolhedor e de produtos e serviços inovadores.
Palavras-chave: Biblioteca. Aprendizagem. Tecnologia de Informação e Comunicação.
Acessibilidade
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�NOVAS TECNOLOGIAS E ACESSIBILIDADE NAS BIBLIOTECAS DO INSTITUTO
FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Rosilene Supriano de Jesus Rosa
Especialista pelo Instituto Federal do Espírito Santo

1 INTRODUÇÃO
Vemos, no século XXI, o rápido e enorme surgimento das Tecnologias de
Comunicação e Informação - TIC's, levando a mudanças nas áreas sociais,
econômicas, políticas, institucionais e exigindo o surgimento de um novo homem:
competente, habilidoso, criativo, inovador, interativo.
A escola, assim como o Estado, as instituições e a família são responsáveis pela
constituição desse novo indivíduo, que deverá ser capaz de, além de lidar com as
novas tecnologias, saber utilizá-las em prol de seu crescimento pessoal e
profissional de forma ética e sábia.
No entanto, o sucesso do processo de ensino-aprendizagem não depende apenas
da tecnologia: além de todo aparato tecnológico disponível, o professor, o aluno,
enfim, toda comunidade acadêmica devem fazer parte do conjunto e estar
integrados ao processo.
Reis (2014, p. 55) cita que
[...] torna-se relevante discutir a interação entre biblioteca e educação,
uma vez que se compreende que esta interação não só, beneficiaria
as áreas envolvidas como, em termos globais, se constituiria em um
importante subsídio para o processo educacional.

Este autor coloca, ainda, que os profissionais de ambas as áreas concordam com a
necessidade de reflexões dessa integração, no qual se destacam as afirmativas de
positividade quanto à importância da biblioteca no processo pedagógico, as
necessidades de interação entre educadores e bibliotecários e a oportunidade de
avanço na construção do conhecimento.
Além disso, um olhar especial deve estar voltado à acessibilidade de pessoas com
necessidades especiais. A importância da educação inclusiva para o sucesso da
integração das crianças e jovens com necessidades educacionais especiais deve
mobilizar a sociedade organizada, as instituições e os poderes governamentais a
ampliarem os conceitos e entendimentos em prol da educação, onde todos
aprendam juntos, independente das dificuldades e diferenças que possuam.
Tomando por base a forte presença das Tecnologias de Informação e Comunicação TIC's nas relações humanas do século XXI, os ambientes tecnológicos de
aprendizagem que fazem parte de uma estrutura educacional, os interesses dos
usuários deste século, como os nativos digitais, e ainda, o atendimento aos que
possuem necessidades educacionais especiais queremos investigar Qual o papel
da biblioteca na escola do futuro?
Pretendemos, através desse trabalho, analisar como as TIC’s estão sendo utilizadas
nas bibliotecas do Instituto Federal do Espírito Santo – IFES de forma a contribuir na
realização de suas atividades e promoção de seus produtos e serviços, auxiliando o
processo de ensino-aprendizagem e de construção do conhecimento, inerentes às
1

�funções educativas da biblioteca escolar e universitária. Apresentaremos, também,
as tendências na utilização de novas tecnologias em instituições brasileiras que
podem ser trabalhados pelas bibliotecas do Ifes. Pretendemos, ainda, mostrar como
está sendo o atendimento aos alunos que possuem necessidades especiais
verificando se critérios de acessibilidade arquitetônica ou física, de conteúdo e
tecnológica são atendidos em suas bibliotecas e evidenciando as tecnologias
assistivas que podem ser utilizadas.
2 OBJETIVOS
Para isso, definimos como objetivo geral: Analisar a utilização das novas tecnologias
de informação e comunicação, nas bibliotecas do Ifes, como facilitadoras do
processo de ensino-aprendizagem e do acesso dos usuários que possuem
necessidades especiais às suas instalações e às informações físicas e virtuais, além
de auxiliar no desenvolvimento e promoção de suas atividades, produtos e serviços.
E como objetivos específicos: Identificar os ambientes tecnológicos de
aprendizagem e suas características; Conhecer ações realizadas por bibliotecas
brasileiras e pelas bibliotecas do Ifes com a utilização das novas tecnologias;
Pesquisar aplicativos educacionais e de tecnologia assistivas que possam ser
utilizados em bibliotecas; Analisar critérios de acessibilidade arquitetônica ou física,
de conteúdo e tecnológicas nas bibliotecas do Ifes.
3 METODOLOGIA
Para atender aos objetivos pretendidos acima realizamos uma pesquisa bibliográfica
exploratória de abordagem quantitativa e qualitativa onde utilizamos autores na área
de Educação, Biblioteconomia e Ciência da Informação e Tecnologia. As Tecnologias
de Informação e Comunicação – TIC’s e sua utilização no cotidiano das relações
humanas são evidenciadas através de autores como Carvalho (2004), e Brito (2014).
Estes e também Caldas e Gomes (2011), Campello (2012), entre outros, nos
ajudaram a mostrar a relação da tecnologia com a educação, principalmente através
da visão desses autores sobre a situação atual das escolas brasileiras. Bernadete
Santos Campello, mestre, doutora e estudiosa da temática biblioteca escolar, em
trabalhos realizados em 2003, 2012 e em 2013 (neste junto a outros autores), além
de Corrêa et al (2002) e Mota (2006) nos ajudaram a delinear a função educativa da
biblioteca escolar e Carvalho (2004), Sanches (2013), entre outros, a função
educativa da biblioteca universitária. Para tecer considerações sobre a relação das
bibliotecas com as novas tecnologias utilizamos os autores Moran (2004), Kuhlthau
(2013), entre outros, (para falar sobre tecnologias educacionais) e Caldas e Gomes
(2011), Cunha e Cavalcanti (2008), entre outros, (para falar sobre acessibilidade e
tecnologias assistivas).
Além disso, realizamos um estudo de caso onde levantamos dados de dois públicos
diferentes: os coordenadores das bibliotecas do Ifes (o Ifes possui 21 bibliotecas,
portanto, 21 coordenadores) e os alunos do Ifes com necessidades especiais
(selecionados no Sistema Acadêmico do Ifes – semestre 2016/1). Aos
coordenadores enviamos questões referentes às atividades da biblioteca com foco
nas tecnologias utilizadas, no trabalho conjunto com os professores e questões
referentes à acessibilidade. Todos os 21 coordenadores responderam às questões
perfazendo um total de 100% da população pesquisada. Aos alunos, questões
referentes à acessibilidade arquitetônica ou física, de conteúdo e tecnológicas.
2

�Enviamos o formulário a 106 alunos aos quais tínhamos acesso aos endereços de emails e obtivemos o retorno de 30 questionários respondidos, perfazendo um total
de 28,30% da população pesquisada.
4 RESULTADOS
Atividades das bibliotecas: função educativa
Campello (2003) diz que, para auxiliar na aprendizagem, a biblioteca escolar deve
ter suas atividades centradas na leitura, na pesquisa escolar e na cultura. Quanto à
biblioteca universitária, Carvalho (2004) coloca que seu compromisso deve ser com
a produção, transmissão e socialização do conhecimento que se realiza tanto na
pesquisa quanto no ensino e extensão. Nas bibliotecas do Ifes coletamos os dados
seguintes:
- 55% das atividades – Processamento técnico
- 15% das atividades – Atividades culturais
- 30% outros
- Apenas uma biblioteca possui projetos de extensão
- Oito já participaram de projetos de outros setores
Relação biblioteca x ensino-aprendizagem
Mota (2006), Campello (2010, 2012), Campello et al (2013), Carvalho (2004),
Sanches (2013) afirmaram em seus trabalhos que, é primordial, para a biblioteca
atender a sua função educativa um trabalho conjunto entre biblioteca e a docência,
representados pelos bibliotecários, professores e equipe pedagógica. Seguem os
dados das bibliotecas do Ifes:
- 7 dos 21 coordenadores das bibliotecas participam de reuniões pedagógicas
- 15 das bibliotecas já participaram de atividades colaborativas com os professores
- mais da metade das bibliotecas nunca foi solicitado auxílio por parte dos
professores e que as atividades auxiliadas foram, em sua maioria, relacionados à
normalização de trabalhos acadêmicos e científicos.
Relação biblioteca x novas tecnologias
Tecnologias educacionais
Os autores pesquisados colocam em seus trabalhos que para a biblioteca ter uma
verdadeira aproximação com os seus usuários, além de uma prática voltada a ser
um recurso de aprendizagem ela deve estar totalmente inserida no ambiente das
novas tecnologias. Nas bibliotecas do Ifes:
- 65% não utilizam outros softwares a não ser o Pergamum
- 80% não conhecem softwares ou aplicativos que poderiam ser utilizados em
bibliotecas que tenha a aprendizagem por finalidade
- Tecnologias como redes sociais, dispositivos móveis, livros eletrônicos, repositórios
institucionais, plataforma Ead
. apenas as redes sociais são utilizadas pelas bibliotecas
Relação biblioteca x novas tecnologias
Acessibilidade e tecnologias assistivas (utilizados os critérios de acessibilidade
definidos pelo Inep no Censo da Educação Superior de 2015)

Uma atenção especial deve ser dada às questões de acessibilidade e ao processo
de inclusão na escola do futuro. Sartoretto (2011) e Caldas e Gomes (2011) falam
3

�sobre isso e colocam a importância do sistema educacional, da família, dos órgãos
governamentais de todas as esferas e, também, da sociedade em ajudar na
mobilização e sensibilização das pessoas para que um trabalho de implantação de
uma estrutura física, arquitetônica e tecnológica nas instituições possa ser realizado
de forma a atender a todos.
Acessibilidade arquitetônica ou física
- as bibliotecas do Instituto possuem ao menos um dos itens analisados;
- cinco bibliotecas não possuem nenhum item atendido.
- o item entrada/saída com dimensionamento é entendido em 14 das 21 bibliotecas.
- Infelizmente nenhuma delas possui sinalização sonora
Acessibilidade de conteúdo
- sete coordenadores declararam que suas bibliotecas não possuem itens atendidos
nesse critério
Acessibilidade tecnológica
- 17 (dezessete) coordenadores declararam que suas bibliotecas não possuem itens
atendidos nesse critério, ou seja, apenas quatro bibliotecas atende a algum item.
NAPNE
Cada campus do Ifes possui um núcleo de atendimento a pessoas com
necessidades específicas, o NAPNE que agrupam profissionais de várias áreas.
Nesse núcleo há equipamentos diversos de tecnologias assistivas como DosVox;
MecDaisy; Jaus; Virtual Vision; livros em formato digital acessível, além de outros
equipamentos. Existe ainda o FONAPNE que é um fórum por meio do qual esses
profissionais se comunicam.
Algumas sugestões dos alunos
- Livros de literatura em Braille ou com letras ampliadas
- Ledor ou acervo em formato de vídeo/ áudio
- Aparelho que traga livro até o alcance do cadeirante
- Sinalização com relevos táteis e com placas em Braille
- Software pra atendimento a disléxico e pessoas que possuem discalculia
5 CONCLUSÕES
Apesar da atuação do NAPNE na instituição, nas bibliotecas do Ifes, muito ainda
deve ser realizado para torná-las realmente acessíveis no que diz respeito à
infraestrutura física, de conteúdo e tecnológica, conforme critérios de acessibilidade
definidos pelo Inep no Censo da Educação Superior de 2015.
Com tudo isso, concluímos que na escola do futuro as bibliotecas devem, aliadas às
novas tecnologias de comunicação e informação:
- Modernizar suas atividades, produtos e serviços para se manterem atraentes aos
usuários deste século;
- Facilitar o processo de ensino-aprendizagem tornando-se, realmente, um recurso
pedagógico junto à equipe pedagógica da escola;
- Preocupar-se com as questões de acessibilidade de forma a melhorar as
condições arquitetônicas, de conteúdo e tecnológicas em sua estrutura.
REFERÊNCIAS
CALDAS, Wagner Kirmse; GOMES, Vitor. Acessibilidade e informática na escola
inclusiva. p. 187-204. In: NOBRE, Isaura Alcina Martins (org.). Informática na

4

�educação: um caminho de possibilidades e desafios. Serra, ES: Instituto Federal do
Espírito Santo, 2011. cap. 8, p. 187-204.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Situação das bibliotecas escolares no Brasil: o que
sabemos? Bibl. Esc. em R., Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 1-29, 2012. Disponível em:
&lt;www.revistas.usp.br/berev/article/view/106555/105152 &gt;. Acesso em: 04 maio
2016.
______. A função educativa da biblioteca escolar no Brasil: perspectivas para o seu
aperfeiçoamento. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: Escola de Ciência
da Informação da UFMG, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ancib.org.br/media/dissertacao/ENAN054.pdf&gt;. Acesso em: 20 abr.
2016.
______. Perspectivas de letramento informacional no Brasil: práticas educativas de
bibliotecários em escolas de ensino básico. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci.
Inf., ISSN 1518-2924, Florianópolis, v. 15, n. 29, p.184-208, 2010. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2010v15n29p184/19549&gt;. Acesso em: 20 abr 2016.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. A socialização do conhecimento no espaço
das bibliotecas universitárias. Niterói: Intertexto ; Rio de Janeiro: Interciência,
2004.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA. Censo da Educação Superior 2015. Disponível em:
&lt;http://sistemascensosuperior.inep.gov.br/censosuperior_2015/&gt;. Acesso
em: 25 abr. 2016.
REIS, Alcenir Soares dos. Biblioteca e educação em interlocução: repatriar
luz/esperança. Perspect. ciênc. inf.; 19(spe); 48-63; 2014-12. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S141399362014000500006&amp;lang=pt&gt;. Acesso em: 04 maio 2015.
SANCHES, Tatiana Luena Baptista e. O contributo da literacia de informação
para a pedagogia universitária: um desafio para as bibliotecas acadêmicas. Tese
orientada pelo Professor Doutor Justino Magalhães, especialmente elaborada para a
obtenção do grau de Doutor em Educação, na área de especialidade de História da
Educação. 302p. 2013. p. 77-89. Disponível em:
&lt;http://oasis.ibict.br/vufind/Record/RCAP_ba9a9bf9205ca2eaf7f2ac56529b2d18&gt;.
Acesso em: 04 maio 2016.
SARTORETTO, Mara Lúcia. Os fundamentos da educação inclusiva. 2011.
Disponível em: &lt; http://assistiva.com.br/Educa%C3%A7%C3%A3o_Inclusiva.pdf&gt;.
Acesso em: 05 jun. 2016.
SISTEMA ACADÊMICO DO IFES. Q-Acadêmico 3.0.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32771">
                <text>NOVAS TECNOLOGIAS E ACESSIBILIDADE NAS BIBLIOTECAS DO INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32772">
                <text>Rosilene Supriano de Jesus Rosa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32773">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32774">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32776">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32777">
                <text>O presente trabalho analisa como as Tecnologias de Informação e Comunicação –TIC’s estão ajudando as bibliotecas no desenvolvimento de ações que surgem comonecessárias para atender as demandas dos usuários do século XXI. Mostra comoestão sendo utilizadas pelas bibliotecas do Ifes ajudando na realização e promoçãode suas atividades, produtos e serviços e contribuindo para a inclusão de pessoascom necessidades específicas. A pesquisa bibliográfica apresenta algumas açõesrealizadas em instituições brasileiras apresentando tendências do uso das novastecnologias. O estudo de caso envolvendo os coordenadores das bibliotecas do Ifese os alunos da instituição que se declararam portadores de necessidades educacionaisespecíficas investiga se critérios de acessibilidade arquitetônica ou física, deacessibilidade de conteúdo e de acessibilidade tecnológica são atendidos por suasbibliotecas e o que vem sendo feito para melhorar esse atendimento. A pesquisaconclui que na escola do futuro a biblioteca deve estar cada vez mais voltada à utilizaçãode novas tecnologias procurando atender as novas demandas informacionaisde seus usuários através de um ambiente acolhedor e de produtos e serviços inovadores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66746">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2782" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1864">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2782/1896-1913-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1685ad062b5d28d982b301b48c3c0f99</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32770">
                    <text>MEDIAÇÃO DE LEITURA: contribuições do Terceiro Setor por meio
da formação de leitores na rede leitora “Ler pra Valer” no bairro
Coroadinho em São Luís - MA

Anna Caroline Mendes (UFMA) - anna.caroline_mendes@hotmail.com
Irajayna de Sousa Lage Lobão (UDESC) - iraph13@gmail.com
Maurício José Morais Costa (UFMA) - mauricio.jmc@outlook.com
Synara Azevedo Ferreira (UFMA) - synaraazevedo@hotmail.com
Resumo:
Estudo acerca das contribuições do Terceiro Setor e da Rede Leitora “Ler pra Valer” na
formação de leitores na comunidade do Coroadinho em São Luís, Maranhão. Visa
compreender de que forma e por meio de quais ações a Rede Leitora “Ler pra Valer” tem
atuado no incentivo à leitura e mudança social na comunidade do Coroadinho em São Luís.
Trata de um estudo exploratório e descritivo, que utiliza da pesquisa bibliográfica e
documental como instrumentos de discussão. Discorre sobre a importância da leitura como
instrumento de inclusão social. Destaca a importância da mediação da leitora no incentivo ao
hábito de leitura. Relata a existência e relevância das instituições do Terceiro Setor em
especial a Rede Leitora “Ler pra Valer” como veículo capaz de minimizar desigualdades
sociais por meio de suas ações na comunidade do Coroadinho em São Luís do Maranhão.
Aponta as percepções das mediadoras da rede leitora “Ler pra Valer” sobre a formação de
leitores. Destaca ações desenvolvidas pela Rede Leitora “Ler pra Valer” na comunidade do
Coroadinho, sobretudo as práticas de mediação de leitura, projetos realizados, dentre outras
ações. Finaliza acentuando que, as ações realizadas pela Rede Leitora na comunidade do
Coroadinho, potencializam a educação dos indivíduos, tornando-os cidadãos na mais perfeita
denominação de integração social, uma vez que as atividades desenvolvidas proporcionam
uma forma dinâmica de aprendizagem, aprendizagem esta não formal, mas cultural, cidadã e
integradora.
Palavras-chave: Rede Leitora “Ler pra Valer. Mediação de Leitura. Inclusão Social.
Comunidade do Coroadinho – São Luís.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com
deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas
como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.
1 INTRODUÇÃO
Em um mundo em que o poder político se distribui de maneira desigual
e muitas das vezes acompanham a distribuição do poder econômico, o
funcionamento das instituições do Estado pode ser particularmente desfavorável
aos pobres, pois estes não recebem os benefícios de políticas públicas
consistentes em educação e saúde, por exemplo. Giddens (2012) observa que a
pobreza decorre de processos econômicos, políticos e sociais que se relacionam
entre si e muitas das vezes se reforçam, exacerbando as condições de privação
em que os pobres vivem.
A expropriação da cultura letrada foi durante milênios da história
humana uma das formas mais eficazes de exclusão e dominação. O domínio dos
códigos de escrita sempre se restringiram as classes de poderosos do mundo. Em
pleno século XXI surgem novas formas de oprimir e dividir os indivíduos em
classes, formas mais refinadas e camufladas, e por isso mesmo, mais difíceis de
serem combatidas, sendo estas a interiorização irrefletida das ideologias impostas
pelas classes dominantes às classes menos favorecidas.
O Terceiro setor, composto por instituições sem fins lucrativos como
fundações e entidades beneficentes, entre outros, aparece com o intuito de cobrir
as lacunas deixadas pelo Estado e vêm desempenhando um papel de extrema
relevância na redução das mazelas sociais como o analfabetismo e o
analfabetismo funcional, fatores diretamente relacionados a subempregos e
pobreza.
Destaca-se que no Bairro do Coroadinho, na cidade de São Luís, cuja
comunidade é marcada pelos altos índices de violência, e por ser uma instância
que necessita de atenção por parte de ações do Terceiro Setor, evidencia-se o
papel da Rede Leitora “Ler pra Valer”, como mecanismo que tem não apenas
promovido o acesso à leitura, mas a transformação social do bairro.

�Para tanto, a presente investigação visa compreender de que forma e
por meio de quais ações a Rede Leitora “Ler pra Valer” tem atuado no incentivo à
leitura e mudança social na comunidade do Coroadinho em São Luís.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Para a realização desta investigação, a metodologia utilizada foi a
pesquisa bibliográfica, onde segundo Marconi e Lakatos (2010) é um tipo de
pesquisa que abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de
estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas,
monografias, teses etc.
Segundo Gil (2008, p. 41) o presente trabalho classifica-se de acordo
com os seus objetivos como exploratório e descritivo, uma vez que pesquisas
deste gênero proporcionam maior familiaridade com o problema em questão:
Mediação de leitura: contribuições do Terceiro Setor por meio da formação de
leitores na rede leitora “Ler pra Valer” no bairro Coroadinho em São Luís – MA. A
pesquisa bibliográfica tem por finalidade conhecer as contribuições científicas que
se efetuaram sobre determinado assunto e assume o caráter de rotina, tanto para
o pesquisador quanto para o profissional que necessita de atualização, além
disso, o estudo também utilizou como instrumento a pesquisa documental,
recorrendo a relatórios e registros das atividades (TRIGUEIRO et al, 2014).
3 RESULTADOS
A Rede Leitora “Ler pra Valer” tem como objetivo incrementar a
literatura infantil e juvenil através de atividades pedagógicas ligadas a leitura para
que as crianças não sejam atraídas por atividades ilícitas. Sua missão é promover
a formação de leitores e desenvolver o gosto pela leitura por meio de ações
continuadas e sustentáveis.
A rede é composta por seis Organizações não governamentais (Ongs)
desenvolvem projetos de incentivo à leitura no Bairro do Coroadinho em São Luís
- MA área de altos percentuais de crime e exclusão social, são elas: União de
Moradores da Vila dos Frades, Grupo Comunitário Semente da Esperança Centro
Educacional e Profissional do Coroadinho, Grupo da Creche Comunitária Alegria
de Viver, Associação Beneficente das Mães da Vila dos Frades, Associação

�Beneficente das Donas de Casa da Vila Conceição. Contam com o auxílio do
Instituto C&amp;A participando de seu programa Prazer em Ler que busca promover a
formação de leitores e desenvolver o gosto pela leitura.
Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela Rede Leitora, são
destacadas: a Hora do Conto, uma atividade lúdica onde a criança é levada a
conhecer a história que o livro conta através de personagens de fantoches; o Café
Literário que acontece com a contação das lendas e histórias de São Luís,
promovido afim de que a criança conheça a história da cidade; a Caminhada
Literária, onde crianças, adolescentes, jovens, professores e voluntários do
Instituto C&amp;A tomam as ruas da cidade com cartazes, apitos, faixas e microfone
reivindicando políticas públicas para o livro, leitura e bibliotecas; e o Projeto Livro
na Praça, que é realizado juntamente com a Biblioteca Pública Benedito Leite, o
projeto acontece nas praças de São Luís com uma programação diversificada que
inclui, rodas de leitura, encenações, contações de histórias dentre outras.
Todas as atividades desenvolvidas pela Rede Leitora “Ler pra Valer”
tem como foco principal a leitura, pois sabe-se que a mesma tem um papel muito
importante na fase inicial do desenvolvimento cognitivo infantil, pois ajuda a
criança no desenvolvimento do lúdico e imaginário, além de contribuir no processo
de aquisição da linguagem, sendo assim uma fonte de conhecimento que permite
desvendar cada vez mais o mundo da imaginação, além de aperfeiçoar a
criatividade, a escrita, o vocabulário, a percepção; além de ser algo prazeroso e
um modo de adquirir conhecimento
4 DISCUSSÃO
De acordo com Coelho (2000, p. 39‐40) os três setores compreendem e
organizam-se da seguinte forma: Governamentais (primeiro setor); Mercado
(segundo setor); e Terceiro Setor, “[...] formado por instituições cujas atividades
não são coercitivas, ou seja, possuem toda liberdade de atuação, porém seu
objetivo não está ligado ao lucro, mas sim ao atendimento das necessidades
coletivas.” Exemplos de instituições pertencentes ao Terceiro Setor dizem
respeitos as Fundações, Entidades Beneficentes, Entidades sem fins lucrativos,
Organizações Não Governamentais (ONGs), entre outras. Essas instituições

�inserem-se em espaços que deveriam ser supridos pelo Estado e que, no entanto,
não recebem atenção e recursos suficientes para suprir as necessidades sociais
criando lacunas que urgem serem sanadas.
Sendo assim, a rede leitora “Ler pra Valer” é composta por seis
instituições não governamentais (ONGs), que funcionam como bibliotecas
comunitárias e localizam-se no bairro do Coroadinho, em São Luís - MA,
atendendo à crianças e adolescentes, sendo estas: União dos Moradores da Vila
dos Frades Centro Educacional e Profissional do Coroadinho Associação
Beneficente das Donas de Casa do Coroadinho - Criança Feliz Associação Nossa
Senhora da Conceição Associação Beneficente das Mães da Vila dos Frades Futuro do Amanhã. O polo tem o apoio do Instituto C&amp;A por meio do programa
Prazer em Ler - Os polos de leitura do programa Prazer em Ler são formados por
no mínimo quatro organizações sociais de uma mesma região, articuladas para a
formulação de um projeto coletivo de fomento à leitura. Uma das instituições
assume o papel de proponente, sendo ela a responsável por formar as demais
organizações do polo no campo da promoção da leitura. Todas as instituições
participantes recebem recursos para implementar projetos de leitura.
Tendo como Coordenadora Pedagógica Edith Maria Batista Ferreira,
pedagoga, especialista em Psicopedagogia, mestre em Educação e principal
articuladora da Rede Leitora. Possui a missão de Contribuir para formação do(a)
leitor(a), favorecendo o acesso à cultura, e minimizando as desigualdades sociais
existentes.
O programa visa segundo a coordenadora Edith Ferreira proporcionar
lazer para as crianças, bem como divulgar a literatura infantil e juvenil valorizando
os escritores e os leitores. O público alvo corresponde a cerca de cinco mil
crianças nas cinco comunidades, dando oportunidade a essas crianças de
descobrir o universo literário. No ano de 2010 iniciou-se o processo de parceria
com a Biblioteca Pública Benedito Leite recebendo fundos da Secretaria de
Cultura do Estado do Maranhão o que resultou no desenvolvimento do I Fórum
Estadual do Livro e Leitura, caravana da leitura, II Semana do Livro, entre outros
projetos, fóruns, cursos e seminários realizados em parceria com o intuito de

�oferecer um trabalho de qualidade, seja no que tange as ações de incentivo à
leitura, seja nas ações de capacitação das mediadoras, sempre em busca de uma
sistematização e normalização das atividades das mesmas para atingir a
excelência.
5 CONCLUSÕES
Discutir Terceiro Setor em meio ao caos por qual passa a sociedade
atualmente é uma tarefa árdua a ser encarada. Este termo é relativo, e pode ser
determinado como uma nova forma de organização das políticas sociais do
Estado no plano da Administração Pública. Abordou-se o Terceiro Setor como
uma forma de organização popular que faz menção a resoluções de questões
relativas à problemas sociais e mais precisamente, que estejam relacionados à
sociedade civil. Nesta perspectiva, essas instituições atendem a um interesse de
uma comunidade específica, mantendo relações com o governo, com outras
instituições dessa mesma sociedade e com as pessoas da comunidade em geral.
A rede leitora “Ler pra Valer”, que é composta por seis instituições não
governamentais (ONGs), e funcionam como bibliotecas comunitárias, localizadas
no bairro do Coroadinho, em São Luís - MA, atendem crianças e adolescentes da
comunidade, na intenção de minimizar as desigualdades sociais, assim como
formar leitores, fomentando a literatura infanto-juvenil e valorizando escritores e
leitores. Sem dúvida alguma, as ações realizadas por esta rede, potencializam a
educação dos indivíduos, tornando-os cidadãos na mais perfeita denominação de
integração social, uma vez que as atividades desenvolvidas proporcionam uma
forma dinâmica de aprendizagem, aprendizagem esta não formal, mas cultural,
cidadã e integradora.
REFERÊNCIAS
COELHO, Simone de Castro Tavares. Terceiro Setor: um estudo comparado
entre Brasil e Estados Unidos, São Paulo: Editora SENAC, São Paulo, 2000.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Tradução: Sandra Regina Netz. 6. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2012.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2008.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
TRIGUEIRO, Rodrigo de Menezes. et al. Metodologia científica. Londrina:
Editora e Distribuidora Educacional, 2014. 184 p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32760">
                <text>MEDIAÇÃO DE LEITURA: CONTRIBUIÇÕES DO TERCEIRO SETOR POR MEIO DA FORMAÇÃO DE LEITORES NA REDE LEITORA “LER PRA VALER” NO BAIRRO COROADINHO EM SÃO LUÍS - MA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32761">
                <text>Anna Caroline Mendes</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32762">
                <text>Irajayna de Sousa Lage Lobão</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32763">
                <text>Maurício José Morais Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32764">
                <text>Synara Azevedo Ferreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32765">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32766">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32768">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32769">
                <text>Estudo acerca das contribuições do Terceiro Setor e da Rede Leitora “Ler pra Valer” na formação de leitores na comunidade do Coroadinho em São Luís, Maranhão. Visa compreender de que forma e por meio de quais ações a Rede Leitora “Ler pra Valer” tem atuado no incentivo à leitura e mudança social na comunidade do Coroadinho em São Luís. Trata de um estudo exploratório e descritivo, que utiliza da pesquisa bibliográfica e documental como instrumentos de discussão. Discorre sobre a importância da leitura como instrumento de inclusão social. Destaca a importância da mediação da leitora no incentivo ao hábito de leitura. Relata a existência e relevância das instituições do Terceiro Setor em especial a Rede Leitora “Ler pra Valer” como veículo capaz de minimizar desigualdades sociais por meio de suas ações na comunidade do Coroadinho em São Luís do Maranhão. Aponta as percepções das mediadoras da rede leitora “Ler pra Valer” sobre a formação de leitores. Destaca ações desenvolvidas pela Rede Leitora “Ler pra Valer” na comunidade do Coroadinho, sobretudo as práticas de mediação de leitura, projetos realizados, dentre outras ações. Finaliza acentuando que, as ações realizadas pela Rede Leitora na comunidade do Coroadinho, potencializam a educação dos indivíduos, tornando-os cidadãos na mais perfeita denominação de integração social, uma vez que as atividades desenvolvidas proporcionam uma forma dinâmica de aprendizagem, aprendizagem esta não formal, mas cultural, cidadã e integradora.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66745">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2781" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1863">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2781/1895-1912-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ec587f6fb26d17b85d792cdab1517292</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32759">
                    <text>Lê no Ninho
Sueli Marcondes Motta (SP Leituras) - sueli.marcondes19@gmail.com
Resumo:
O Lê no Ninho é um programa que tem como objetivo fomentar o gosto pela leitura entre
crianças de seis meses a quatro anos. Para isso, ele conta com um ingrediente-chave: o lúdico
e o vínculo afetivo entre os pequenos e seus cuidadores.
Assim, ao longo dos 45 minutos de duração de cada sessão, as crianças ouvem histórias,
brincam e cantam em um ambiente aconchegante, tendo seus cuidadores como parceiros. A
ideia por trás disso é tornar o momento de mediação de leitura tão gostoso que o público
queira não apenas retornar, mas também reproduzir as sessões do Lê no Ninho em casa.
Outro elemento que diferencia o programa é a tecnologia. Embora as sessões do Lê no Ninho
tenham os livros como grande destaque, há momentos que contam com tabletes.
Palavras-chave: Leitura na primeira infância, Ambiente leitor, Vinculo afetivo, Mediaçao de
leitura
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O Manifesto da IFLA/Unesco sobre Bibliotecas Públicas de 1994 preconiza que
“todos os grupos etários devem encontrar documentos adequados às suas
necessidades” e atender algumas missões, como: “criar e fortalecer os hábitos
de leitura nas crianças, desde a primeira infância; assegurar a cada pessoa os
meios para evoluir de forma criativa; estimular a imaginação e criatividade das
crianças e dos jovens; e apoiar a tradição oral”, entre outros.
A Biblioteca Pública, hoje em dia, vem se desenhando como um lugar de lazer
e desenvolvimento cultural, além de ser um centro informacional. A ideia é que
a comunidade veja na biblioteca um local apropriado para estar com suas
famílias e interagir com outras pessoas. A isso chamamos de Biblioteca Viva,
ou seja, uma nova forma de ver e pensar a biblioteca que redesenha seu
espaço, seus conceitos e valoriza suas ações para fortalecer o gosto pela
leitura, que pretende ser a base para o desenvolvimento cultural e cidadão.
Geneviève Patte (2014), bibliotecária e autora do livro Deixem que leiam,
afirma que o hábito leitor deve ser criado desde a primeira infância, pois esse
gosto pela leitura ajuda viver melhor a infância e contribui para desenvolver o
leitor de amanhã.
Pensando em tudo isso, o programa Bebelê teve início em setembro de 2012
na Biblioteca de São Paulo e no final de 2014, na Biblioteca Parque VillaLobos, quando da inauguração desse espaço.
O estado de São Paulo conta com o SisEB - Sistema Estadual de Bibliotecas
Públicas de São Paulo, que tem como objetivo estimular e apoiar as bibliotecas
na democratização do acesso à informação, ao livro e à leitura. Focado nessa
missão, o SisEB, em 2016, vê na parceria com o Instituto Tellus, a
oportunidade de aprimorar o programa com a inclusão das mídias digitais e,
principalmente, a possibilidade de replicar o atividade para outras 10
bibliotecas públicas do Estado de São Paulo.

�Durante essa expansão o programa mudou de nome e passou a se chamar Lê
no Ninho. A alteração está ligada à essência do projeto, que tem

como

objetivo fomentar a leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos. Educadores
apontaram que o público alvo é composto majoritariamente por crianças, e não
por bebês, como o nome Bebelê sugere, portanto, o nome seria mais
adequado e estaria de acordo com a essência do projeto.
Outra razão para a mudança de nome é de ordem mais prática: pesquisas
mostraram que existem diversos outros projetos chamados Bebelê, com
propostas semelhantes ou não ao programa, o que dificultava a comunicação
com o público.
Relato de experiência
O Lê no Ninho é uma atividade que acontece aos finais de semana nas
Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, e que tem por objetivo
fomentar o gosto pela leitura entre crianças de seis meses a quatro anos. Para
isso, ele conta com dois ingredientes-chave: o lúdico e o vínculo afetivo entre
os pequenos e seus cuidadores.
Durante 45 minutos as crianças ouvem histórias, brincam e cantam em um
ambiente aconchegante, tendo seus cuidadores como parceiros. A ideia por
trás disso é tornar o momento de mediação de leitura tão gostoso que o público
queira não apenas retornar, mas também reproduzir as sessões do Lê no
Ninho em casa.
O espaço para a atividade deve estar organizado para facilitar a visualização
dos livros, com ambiente estimulante, onde o contato com o livro represente
uma situação de carinho entre o adulto e o pequeno.
Outro elemento que diferencia o programa é a tecnologia. Embora as sessões
do Lê no Ninho tenha livros como grande destaque, há momentos que contam
com tablet. Esses momentos são importantes para que os cuidadores
aprendam diferentes formas de mediar o uso de dispositivos tecnológicos.
No centro do Lê no Ninho, residem quatro essências que dão o tom do
programa. São elas:

�Cultura leitora: essa é a grande meta do Lê no Ninho. Desenvolver esse
hábito nos pequenos de forma definitiva para que o ato de ler seja sempre algo
natural na vida deles.
Vínculos afetivos: o Lê no Ninho promove o fortalecimento do vínculo entre a
criança e o cuidador durante as sessões. E também em casa, ao incentivar que
o adulto leia para o pequeno.
Conteúdo adequado: o conteúdo lido é importante porque ajuda o pequeno a
estimular sua própria interpretação do mundo.
Atitudes inspiradoras: ter uma atitude leitora é o primeiro passo para se
formar um leitor – o exemplo é algo transformador.
E tem como objetivos:








Conhecer novas palavras.
Apresentar a diversidade da literatura.
Ter apreço pelos livros e outros portadores de texto.
Conhecer, identificar e reproduzir diferentes sons.
Promover um momento de qualidade entre adultos e crianças.
Desenvolver a criatividade, a imaginação e a habilidade narrativa.
Conhecer o mundo letrado, experimentando as funções social e
emocional da leitura.

Considerações finais
Temos observado que a atividade desperta interesse nos pais/cuidadores e
que a criança, mesmo tão pequena, vive o momento de mediação de leitura de
uma forma interessada e contagiante.
Desde sua implantação até julho de 2017, as duas bibliotecas já realizaram 690
sessões semanais para 5012 crianças, pais e cuidadores.
Referências
MANIFESTO da IFLA/Unesco sobre Bibliotecas Públicas. 1994. Disponível

em:

&lt;https://archive.ifla.org/VII/s8/unesco/port.htm&gt;. Acesso em: 13 jul. 2017.
PATTE, Geneviève. Deixem que leiam. Rio de Janeiro: Rocco Digital, 2014. E-book.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32752">
                <text>LÊ NO NINHO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32753">
                <text>Sueli Marcondes Motta</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32754">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32755">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32757">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32758">
                <text>O Lê no Ninho é um programa que tem como objetivo fomentar o gosto pela leitura entre crianças de seis meses a quatro anos. Para isso, ele conta com um ingrediente-chave: o lúdico e o vínculo afetivo entre os pequenos e seus cuidadores.Assim, ao longo dos 45 minutos de duração de cada sessão, as crianças ouvem histórias, brincam e cantam em um ambiente aconchegante, tendo seus cuidadores como parceiros. A ideia por trás disso é tornar o momento de mediação de leitura tão gostoso que o público queira não apenas retornar, mas também reproduzir as sessões do Lê no Ninho em casa.Outro elemento que diferencia o programa é a tecnologia. Embora as sessões do Lê no Ninho tenham os livros como grande destaque, há momentos que contam com tabletes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66744">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2780" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1862">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2780/1894-1911-1-PB.pdf</src>
        <authentication>75bdf16b76f500105a6d060a91f59caa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32751">
                    <text>IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE BIBLIOTERAPIA NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: RELATOS DE UM
PROJETO DE EXTENSÃO

Ana Lúcia Leite Santos (UEPB) - analuciauepb@gmail.com
Aparecida Deyse Acelino (UFPB) - deyseacelino@gmail.com
Marília Mesquita Guedes Pereira (UFPB) - marilliagp@yahoo.com.br
Raylene Paulino de Souza (UFPB) - raylenepaulino5@gmail.com
Resumo:
Biblioterapia é um programa de leitura planejado e conduzido para ajustamento psicossocial,
sob orientação de uma equipe multidisciplinar, cuja operacionalidade é compreendida através
de sessões de leitura individuais e/ou grupais, com a seleção de biografias , autobiografias e
textos em Braille ou áudio books, considerado um instrumento útil posto que oferece às
pessoas que estão ficando cegas a possibilidade de formação intelectual, necessária ao
desenvolvimento de suas potencialidades, para o que a escola deve ser um espaço dinâmico de
promoção da leitura e socialização do saber, e que o trabalho com textos literários reintroduz
na leitura o lado do prazer, definido pelos atrativos do lúdico, da recreação e da fantasia.
Compreende uma faixa etária entre 5 a 50 anos, atingindo, aproximadamente, 50 alunos do
Instituto dos Cegos da Paraíba "Adalgisa Cunha".
Palavras-chave: Biblioterapia; Cego; Baixa Visão; Leitura Orientada.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Em algum momento, lemos um texto que mexeu com nossas emoções. Algum
trecho ou passagem de uma história e nosso dia ficou mais leve. Percebemos algo
escrito em livro ou conto muito parecido com nossa história de vida. Possivelmente, que
foi lido nos fez refletir sobre algum momento presente ou passado. Podemos ter
chorado, ou ficado feliz, lembrado de momentos mágicos, ou recordado sentimentos de
aflição, agora aliviados e superados. Tudo isso porque o texto lido provocou
sentimentos e reflexões pessoais.
Agora reflitamos: Que romance nos faria ficar animados? Que poema nos faz
lembrar com carinho de nosso melhor amigo? Que livro infantil tem uma história tão
engraçada que nos faz rir muito e ficarmos felizes? Ler é importante, sem dúvida
alguma. Lemos para aquisição de conhecimento ou pelo simples prazer de ler e para
escolhermos o livro, bem como entendermos melhor estes sentimentos e permitirmos
reflexões de apoio e mudanças de vida, portanto, podemos fazer uso da Biblioterapia.
Nada melhor e mais oportuno que desenvolver nossa prática, fruto de um curso
de Mestrado em Biblioteconomia com a conclusão e defesa de nossa dissertação
"Biblioterapia em instituições de deficientes visuais: um estudo de caso". (PEREIRA,
1989). Como Bibliotecária do Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade
Federal da Paraíba, nosso trabalho foi submetido mais uma vez à Pró-Reitoria de
Assuntos Comunitários desta instituição, transformado em um Projeto de Extensão no
Instituto dos Cegos da Paraíba "Adalgisa Cunha" (ICPAC).
O referido projeto, em si, tem como objetivo proporcionar aos alunos que
ficaram acidentalmente cegos um maior conhecimento de Biblioterapia, no sentido de
oferecer-lhes embasamentos para uma melhor solução de seus problemas e
necessidades, incentivando o gosto pela leitura, descobrindo e explorando o potencial
que cada um possui sobre poesias, contos, crônicas e música.
Como metas estabelecidas para o êxito do projeto, aplicamos textos com a
temática sustentabilidade, adotando o compromisso da Agenda 2030 e os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral da ONU, em
setembro de 2015.
Decidimos trabalhar com adaptações dos textos do livro “A vida que a gente
quer depende do que a gente faz: propostas de sustentabilidade para o planeta”, da
série Leituras do Brasil do Instituto Eco Futuro. É importante destacarmos na

�construção deste objeto a relação de valorizar a leitura orientada e crítica como um
elemento de libertação e de engrandecimento humano, de auto-realização e
aperfeiçoamento, destacando-se um alerta de importância fundamental. Se bem
estimulada, toda criança tem condições de transformar-se em um bom leitor,
independentemente de suas limitações sociais e econômicas (AMARILHA, 1995).
É válido salientarmos que Roberts (1996) começou a usar livros sobre cegos
para facilitar a aceitação à cegueira. O autor aludido define a Biblioterapia como um
programa de leitura planejado e conduzido para ajustamento psicossocial sob orientação
de uma equipe multidisciplinar, cuja operacionalidade é compreendida através de
sessões de leitura individuais e/ou grupais, com seleção de biografias, autobiografias e
textos em Braille ou áudio books, devendo ser um instrumento útil uma vez que oferece
às pessoas que estão ficando cegas a possibilidade de formação intelectual, necessária
ao desenvolvimento de suas potencialidades. O processo básico da Biblioterapia usado
pelo referido estudioso com um estudante de Illinois, em 1960, está sumarizado na
citação do seu livro "Psicossocial Rehabilitation of the Blind".
Levando-se em conta o que estamos expondo, podemos questionar se a
Biblioterapia deve ser usada para descrever um processo por meio do qual a pessoa com
deficiência visual lê material biográfico e autobiográfico sobre cegos e pessoas não
deficientes, com o objetivo de examinar a situação de sua própria vida, tendo em vista o
que esta pessoa tem lido.
O material básico para realizar um programa de leitura orientada poderá incluir
trabalhos em geral sobre cegueira, podendo utilizar perguntas para ajudar os clientes a
fazer comparações e a delinear situações de vivência literária dos cegos. Desta forma,
questionamos o posicionamento de Roberts (1996) quando refere que "o livro certo na
hora certa, pode muitas vezes acentuar o ajustamento à cegueira".
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Antes de iniciarmos a contação de histórias e aplicação dos textos, destacamos
que foi de importância fundamental conhecermos os alunos do Instituto dos Cegos da
Paraíba “Adalgisa Cunha” e conversarmos com os professores e a psicóloga, para
avaliarmos quais os textos mais adequados, como era o desempenho de cada aluno
individualmente e o que seria necessário para trabalharmos com cada turma.
Os dias e horários dos encontros foram definidos pela direção do ICPAC,
disponibilizando as segundas, terças e quintas das 10:00 às 11:00. Em cada um dos dias

�os encontros eram realizados em turma diferente, sendo nas segundas, os adolescentes
acima de 11 anos; nas terças, os menores na faixa etária de 5 a 10 anos, e nas quintas, a
turma da Educação dos Jovens e Adultos (EJA I), com alunos de 16 a 71 anos.
Concordamos que nas primeiras semanas seria essencial que os encontros
fossem para nos conhecermos melhor. Decidimos, então, apresentar alguns textos curtos
para que, no final pudéssemos conversar sobre o tema e sobre cada um dos alunos,
assim sendo, foram escolhidas histórias como: A árvore de pirulitos, Os três
porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, entre outras para a turma dos menores; para os
adolescentes, a história era trabalhada de modo diferente, de acordo com a faixa etária
de cada turma. Já com a turma da EJA I, ao invés de se trabalharmos histórias infantis,
optamos por levar textos, como: Eficiência, Torrada queimada, A rosa e o sapo,
Frederico e Catarina, entre outros que pudessem trazer lições para o dia-a-dia de cada
um.
No inicio, cada turma apresentou alguma barreira, os menores tinham
dificuldade para escutar a história, pois sempre queriam brincar ou conversar sobre
assuntos aleatórios que lhes vinham à cabeça. Os adolescentes escutavam bem, mas
tinham uma timidez enorme que não lhes permitia participarem da história e quando
algo lhes era perguntado, os mesmos se limitavam apenas a pronunciar sim ou não. Os
alunos do EJA I, por não saberem o que esperar no primeiro encontro, não tiveram
muita interação ou questionamento, apenas escutaram calados o texto lido, e a cada
pergunta feita, um ou outro aluno respondia de forma curta.
No decorrer dos encontros, mudamos um pouco a metodologia utilizada com as
crianças e os adolescentes. Passamos a fazer brincadeiras com temáticas voltadas a
datas comemorativas ou à história do dia, a dar reforçadores, de modo a fazermos com
que tais alunos interagissem mais durante os encontros. Os menores começaram a
escutar mais a história e a fazer comentários acerca de sua narrativa, prestando atenção
em palavras desconhecidas e questionando seu significado. Percebemos que os
adolescentes respondiam às perguntas feitas e que havia muito interesse com o tema da
história.
Na turma do EJA I vimos que a abordagem que fizemos não precisava mudar,
apenas era necessário ganhar a confiança dos alunos para que os mesmos estivessem
dispostos a participar e, assim, foi realizado. A partir de outros encontros, quando
levamos o texto “Torrada Queimada”, a participação da professora junto à reflexão
feita pela Bibliotecária e Coordenadora do Projeto sobre o texto foi de extrema

�importância para que os alunos começassem a interagir, dividindo conosco histórias do
dia-a-dia com a temática do texto trabalhado. O mesmo se repetiu ao longo dos
encontros seguintes, o que proporcionou momentos de riso e emoção com os textos
abordados nos quais todos os alunos presentes tinham a chance de participar e tornar a
experiência daquele encontro mais rica com suas contribuições.
É oportuno destacarmos um episódio ocorrido durante a aplicação da
Biblioterapia, com o texto "Uma Historia de Natal", quando um dos alunos se
emocionou e pediu para sair da sala porque a história estava mexendo muito com seus
sentimentos. Em virtude do clima tenso que se formou pela rejeição do mesmo ao texto,
tivemos de fazer uma mudança repentina no tema trabalhado, utilizando um texto de
reserva.
No dia 21/07, levamos uma professora especialista em Meio Ambiente para
palestrar sobre os cuidados com a natureza. A mesma fez uma retrospectiva sobre a
fauna e a flora brasileira, desde o descobrimento do Brasil até os dias atuais, como o
homem vem desrespeitando a natureza em nome do dinheiro e do poder e as
consequências destas atitudes impensadas. E falando sobre a natureza, não tem como
não falar dos animais que ficam sem lar e terminam por invadir as cidades, sendo
castigados por isso, a importância de cuidar e não abandonar o seu bichinho de
estimação. Para encerrar, a professora fez a leitura do poema “A árvore da serra” de
Augusto dos Anjos. A palestra foi de extrema importância na questão de
conscientização ecológica e reuniu todos os alunos e professores presentes no Instituto
dos Cegos da Paraíba “Adalgisa Cunha”, destacando que a palestra trouxe momentos de
reflexão para os professores daquela Instituição.
No decorrer de nosso trabalho, tivemos alguns contratempos no tocante ao
local do encontro com as crianças e os adolescentes. A contação com as crianças ocorria
na sala de aula das mesmas, enquanto com os adolescentes ocorria na biblioteca. As
crianças então começaram a pedir para que os encontros fossem na biblioteca, que as
mesmas ainda não conheciam. A partir do mês de agosto, o encontro da segunda e da
terça passou a ser na biblioteca. Ressaltamos que, junto com a responsável pela
biblioteca, as crianças passaram a ser acomodadas ao redor da mesa e a terem mais
contato com os livros da biblioteca do ICPAC.
Sempre contando com a participação das professoras dos alunos e da
responsável pela biblioteca, os encontros foram bem participativos e recebidos com
entusiasmo por todos os alunos.

�Os encontros tiveram uma boa recepção entre os alunos do ICPAC. Durante a
contação de histórias como “A semente da verdade”, tivemos a chance de aprender
sobre a importância de valores como a honestidade e como bonito e rentável é o fruto
desta semente. A Biblioteca do Instituto contava com vários exemplares deste livro, que
além de ser escrito em Braille, contém alto-relevo, possibilitando aos alunos
acompanharem os detalhes descritos na narrativa.
CONCLUSÃO
Durante o Curso de Biblioteconomia da UFPB, vemos em sala de aula
conceitos teóricos sobre: como lidar com o usuário e de que forma é possível
atendermos suas necessidades. A aplicação da Biblioterapia, a contação de histórias ou a
interação com os usuários da biblioteca do ICPAC, proporcionou-nos pôr em prática
muitas teorias que foram apresentadas desde o início do curso, bem como perceber que
nem todas as soluções para os problemas enfrentados no dia a dia de uma biblioteca são
vistos em sala de aula. Em especial, quando se trata de uma biblioteca especializada,
utilizada por pessoas com deficiência visual como a biblioteca do ICPAC, a
especialização do profissional é imprescindível para que este possa atender seu usuário.
Finalmente, ressaltamos que nesta pesquisa a Biblioterapia tem sido de maior
significância pois foi detectada, entre as pessoas envolvidas, mudanças de
comportamento saindo da zona de conflito para o seu ajustamento psicossocial.
REFERÊNCIAS
AMARILHA, Marly (Org.) Anais do Seminário A criança e a Leitura. Natal:
VERGN/CCSA/Depto de Educação , 1995 . 67p.
INSTITUTO ECO FUTURO. A vida que a gente quer depende do que a gente faz:
propostas de sustentabilidade para o planeta. São Paulo: Instituto Eco Futuro, 2007.
Série Leituras do Brasil.
ONU. ONU declara 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o
Desenvolvimento. 2016. Disponível em:&lt; https://nacoesunidas.org/onu-declara-2017-oano-internacional-do-turismo-sustentavel-para-o-desenvolvimento/&gt; Acesso em: 19 abr.
2017.
PEREIRA, Marília Mesquita Guedes. A Biblioterapia em Instituições de Deficientes
Visuais: um estudo de caso. João Pessoa, 1989. 318p. (Mestrado em Biblioteconomia Centro de Ciências Sociais Aplicadas.) Universidade Federal da Paraíba.
ROBERT, Alvin. Reabilitação Psicossocial do Cego. João Pessoa: Editora
Universitária, 1996. 111p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32741">
                <text>IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE BIBLIOTERAPIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: RELATOS DE UM PROJETO DE EXTENSÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32742">
                <text>Ana Lúcia Leite Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32743">
                <text>Aparecida Deyse Acelino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32744">
                <text>Marília Mesquita Guedes Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32745">
                <text>Raylene Paulino de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32746">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32747">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32749">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32750">
                <text>Biblioterapia é um programa de leitura planejado e conduzido para ajustamento psicossocial, sob orientação de uma equipe multidisciplinar, cuja operacionalidade é compreendida através de sessões de leitura individuais e/ou grupais, com a seleção de biografias , autobiografias e textos em Braille  ou áudio books, considerado  um instrumento útil posto que oferece às pessoas que estão ficando cegas a possibilidade de formação intelectual, necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades, para o que a escola deve ser um espaço dinâmico de promoção da leitura e socialização do saber,  e que o trabalho com textos literários reintroduz na leitura o lado do prazer,  definido pelos atrativos do lúdico, da recreação e da fantasia. Compreende uma faixa etária entre 5 a 50 anos, atingindo, aproximadamente, 50 alunos do Instituto dos Cegos da Paraíba "Adalgisa Cunha".</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66743">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2779" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1861">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2779/1893-1910-1-PB.pdf</src>
        <authentication>f42df54b51d1646e5acb3f21168b822a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32740">
                    <text>GÊNERO E SEXUALIDADE COMO TEMAS DE TESES E
DISSERTAÇÕES: LEVANTAMENTO QUANTITATIVO NOS
REPOSITÓRIOS DO IBICT E DA CAPES

Francisco Welton Silva Rios (IFTO) - francisco.rios@ifto.edu.br
Maria Naires Alves Souza (UFC) - marianaires@ufc.br
Resumo:
Teses e dissertações são importantes fontes de informação científica e tecnológica produzidas
no seio acadêmico das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras que auxiliam no
crescimento e desenvolvimento de pesquisas, em diversas áreas do conhecimento. No Brasil,
existem dois importantes repositórios de teses e dissertações: a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BDTD) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e o
Banco de Teses da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Apoio a Pessoa de Nível Superior
(CAPES). Objetivou-se apresentar os registros numéricos da produção acadêmica de
pós-graduação stricto sensu que abordam os temas gênero e sexualidade nos repositórios de
teses e dissertações da CAPES e do IBICT. Trata-se de pesquisa exploratório-descritiva com
abordagem bibliométrica, efetuando buscas pelos descritores “gênero” e “sexualidade”, nos
repositórios supracitados, nos períodos de 2004-2014 (BDTD/IBICT) e 2010-2013 (Banco de
Teses da CAPES). Os resultados mostram os seguintes dados numéricos e estatísticos das
produções acadêmicas dos temas, sendo 420 teses e 798 dissertações, representando 0,62%
de 67.575 e 0,39% de 204.473, respectivamente, no repositório BDTD do IBICT; enquanto que
163 teses e 504 dissertações, com percentuais de 0,30% de 53.213 e 0,27% de 182.296,
respectivamente, no Banco de Teses da CAPES. Destacam-se registros quantitativos das
produções acadêmicas centradas nas regiões Sudeste e Sul do País. Infere-se que as
produções acadêmicas que incluem estes temas nos repositórios expressam um baixo volume
frente ao quantitativo numérico de teses e dissertações geradas pelas IES e depositadas nos
mesmos.
Palavras-chave: Produção acadêmica.
Sexualidade.

Teses

e

Dissertações.

Bibliometria.

Gênero.

Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017
Eixo Temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social,
enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Introdução
Em pleno século 21, discutir, escrever e pesquisar sobre assuntos relacionados à gênero
e à sexualidade denota e ocasiona debates repletos de dúvidas, controvérsias e críticas por
parte da sociedade, apesar de serem componentes intrínsecos e extrínsecos desta. O fato é
que “Frente às rápidas e intensas transformações que o mundo está passando, o campo de
estudos sobre gênero e sexualidades tem se tornado central para o cultivo de uma formação
acadêmica [...]” (BORGES et al., 2013, p. 733), como também, de produções acadêmicas.
Para tanto, é preciso ter uma definição plausível desses temas, em que gênero é
compreendido como algo comportamental influenciado por questões de convívio social e/ou
cultural e que, muitas vezes, não são visíveis (JESUS, 2012), e sexualidade pode ser vista de
maneira construcionista, quando na perspectiva de Foucault (1988 apud BORGES et al., 2013,
p. 735), que a percebe como “[...] social e historicamente construída, ou seja, depende da cultura
e das relações sociais estabelecidas, o que possibilita pensar em diferentes formas de viver [...]”.
Todavia, por serem, ainda, temas que geram polêmicas e tabus quanto à abordagem de
questões educacionais e religiosas, de conceito e de relações psicossociais, ou, mesmo, com
a tímida produção acadêmica sobre gênero e sexualidade nas políticas públicas educacionais
aferidas por Vianna (2012) e em outras áreas do conhecimento, evidencia-se, então, nas
produções acadêmicas, a capacidade de se constituírem como meios transformadores do
pensamento científico e, assim, efetuar versões, redefinições, mudanças, modificações,
alterações, acréscimos e omissões sobre o que elas conduzem (BORGES et al., 2013).
No Brasil, existem dois importantes repositórios de teses e dissertações: a Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações (BDTD) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT), através do Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações
(TEDE); e o Banco de Teses da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Apoio a Pessoa de
Nível Superior (CAPES).
Estes repositórios agregam as produções acadêmicas das Instituições de Ensino Superior
(IES) em diversas áreas do conhecimento. Desta maneira, pode-se avaliar que é imprescindível
ter levantamentos de dados quantitativos e estatísticos, mediante o método bibliométrico, com a
finalidade de demonstrar “[...] índices de produção e disseminação do conhecimento científico [e
técnico]” (ARAÚJO, 2006, p. 12) dos temas investigados.
Pelo exposto, a pesquisa tem como objetivo apresentar os registros numéricos da
produção acadêmica de pós-graduação stricto sensu que abordam os temas gênero e
sexualidade nos repositórios de teses e dissertações da CAPES e do IBICT.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa exploratório-descritiva com abordagem no método
bibliométrico em razão da produção acadêmica de teses e dissertações em determinados
temas de estudo. Efetuou-se levantamento de dados numéricos, quantitativos no campo
busca por assunto, inserindo os descritores “gênero” e “sexualidade” na Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações (BDTD) do IBICT, enquanto que, no Banco de Teses da CAPES, fezse o cruzamento dos descritores “gênero x educação”, “gênero x comunicação”, “sexualidade
x educação” e “sexualidade comunicação”, por permitir a busca facetada/combinada. Na
BDTD, delimitou-se o lapso temporal de dez anos (2004-2014) enquanto que, no banco de
teses da CAPES, demarcou-se o período de 2010 até 2013.
Resultados e discussões

�As teses e dissertações são importantes fontes de informação científica e tecnológica
produzidas no seio acadêmico das IES brasileiras que auxiliam no crescimento e
desenvolvimento de pesquisas. Por meio da Portaria n.º 13 da CAPES, de 15 de fevereiro de
2006, as universidades brasileiras, públicas e privadas, passaram a ter a obrigatoriedade de
manter uma cópia online de todas as teses e dissertações produzidas nos programas de pósgraduação stricto sensu das universidades brasileiras (CAPES, 2015a), como, também,
podem ser depositadas na BDTD do IBICT, através da implantação do TEDE.
Tabela 1 – Dissertações e teses sobre os temas Gênero e Sexualidade no repositório da BDTD do IBICT
– 2004-2014
Instituições de Ensino Superior
Univ. Fed. do Rio Grande do Sul
PUC São Paulo
Univ. de Brasília
PUC Rio Grande do Sul
Univ. de São Paulo
Univ. do Estado do Rio de Janeiro
Univ. Fed. da Paraíba
Univ. Fed. de São Carlos
Univ. Fed. de Goiás
Univ. Fed. de Sergipe
Univ. Fed. do Rio Grande do Norte
Univ. Est. do Ceará
Univ. Fed. da Bahia
Univ. Metodista de São Paulo
Univ. Fed. de Juiz de Fora
Univ. Fed. de Santa Maria
Univ. Fed. do Maranhão
PUC Goiás
Univ. Católica de Brasília
Univ. do Estado de Santa Catarina
Univ. do Vale do Rio dos Sinos
PUC Rio de Janeiro
Univ. Fed. de Uberlândia
Univ. Católica de Goiás
Univ. Presbiteriana Mackenzie
Univ. Est. de Ponta Grossa
Univ. Fed. de Viçosa
Univ. Católica Dom Bosco
Univ. Católica de Salvador
Univ. Fed. de Santa Catarina
Univ. Fed. de Alagoas
Univ. Fed. do Espírito Santo
Univ. Católica de Pelotas
Univ. Vale do Itajaí
Escola Superior Teologia
Univ. Católica de Pernambuco
Univ. Fed. Rural de Pernambuco
Univ. Fed. do Pará
Univ. Caxias do Sul
Univ. Nove de Julho
Univ. Tuiuti do Paraná
Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro
Univ. Católica de Pelotas
Univ. de Fortaleza
Univ. Fed. de São Paulo
Univ. Fed. de Pernambuco
Univ. Fed. de Mato Grosso do Sul
Centro Universitário UNIVATES
Univ. Fed. da Grande Dourados
Univ. Católica de Santos
Univ. Regional de Blumenau
Univ. Fed. de Ouro Preto
Univ. Taubaté
Univ. Fed. do Ceará
Univ. Fed. do Rio Grande

Dissertações
Gênero Sexualidade
(n)
(n)
72
32
31
19
31
3
29
9
26
47
24
22
24
8
23
4
18
11
17
5
15
10
13
3
12
3
11
7
10
6
10
4
9
7
9
2
9
4
8
7
8
3
7
5
6
7
6
4
6
3
6
1
5
2
5
0
4
2
3
2
3
1
3
1
3
1
3
1
3
0
3
0
3
0
2
1
2
1
2
1
2
1
2
0
2
0
1
7
1
6
1
3
1
2
1
1
1
0
1
0
1
0
1
0
1
0
0
8
0
6

Instituições de Ensino Superior
Univ. de São Paulo
Univ. Fed. Rio Grande do Sul
Univ. de Brasília
PUC São Paulo
Univ. do Estado do Rio de Janeiro
Univ. Fed. da Paraíba
Univ. Fed. de Minas Gerais
Univ. Fed. de São Carlos
Univ. Fed. do Rio Grande do Norte
PUC Rio Grande do Sul
Univ. Fed. da Bahia
Univ. Fed. de Santa Maria
Univ. Fed. de Santa Catarina
PUC Rio de Janeiro
Univ. Vale do Rio dos Sinos
Univ. Metodista de São Paulo
Univ. Fed. de Pernambuco
Univ. Fed. de Goiás
Escola Superior Teologia
Univ. Católica de Pelotas
Univ. Fed. do Ceará
Univ. Fed. de São Paulo
Univ. Fed. de Uberlândia
Univ. Fed. de Alagoas
Univ. Est. do Ceará
Univ. Fed. de Viçosa
Univ. Presbiteriana Mackenzie
Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro
Univ. Fed. do Maranhão
PUC Campinas
Fundação Oswaldo Cruz
-

(continua)
Teses
Gênero Sexualidade
(n)
(n)
84
29
54
21
26
4
25
9
20
11
18
4
13
2
9
2
8
3
7
2
6
3
6
1
5
3
5
1
5
1
5
0
2
1
2
1
2
0
2
0
1
4
1
3
1
0
1
0
1
0
1
0
1
0
1
0
0
1
0
1
0
1
-

�Tabela 1 – Dissertações e teses sobre os temas Gênero e Sexualidade no repositório da BDTD do IBICT
– 2004-2014
Instituições de Ensino Superior

Dissertações
Gênero Sexualidade
(n)
(n)
0
5
0
4
0
2
0
1
0
1
0
1
0
1
500
298

Instituições de Ensino Superior

(conclusão)
Teses
Gênero Sexualidade
(n)
(n)
312
108

Univ. Fed. de Minas Gerais
Univ. Est. do Oeste do Paraná
PUC Campinas
Univ. Anhembi/Morumbi
Univ. Guarulhos
Univ. do Oeste Paulista
Fac. Met. São José do Rio Preto
TOTAL
Fonte: Elaborada pelos autores.
Legenda: Universidade (Univ.), Federal (Fed.), Estadual (Est.), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Faculdade (Fac.).

Nas dissertações incluídas no TEDE das IES brasileiras acerca dos temas Gênero e
Sexualidade, encontrou-se um total de 798 registros. Destaca-se a quantidade de registro da
UFRGS e PUC-SP. Enquanto que as teses incluídas no TEDE destas IES sobre os temas
citados, somaram um total de 420 registros. Ênfase, então, para a quantidade de trabalhos
registrados pela USP e UFRGS.
Ressalta-se no repositório da BDTD do IBICT, de 2004 a 2014, a disponibilidade de
67.575 teses, sendo que, deste montante, 420 tratam dos temas gênero e sexualidade,
representando 0,62% de documentos produzidos e, no relacionado a dissertações, fornece
204.473 documentos, sendo 798 referentes aos temas supracitados, com um percentual de
0,39%, diante do total de dissertações disponíveis.
Tabela 2 – Dissertações e Teses sobre os temas gênero e sexualidade no repositório do Banco de Teses
da CAPES – 2010-2013
Dissertações
Instituições de Ensino
Gênero
Sexualidade
Superior
Educa- Comuni- Educa- Comunição
cação
ção
cação
Univ. Fed. de Juiz de Fora
40
4
2
Univ. Fed. de Minas Gerais
18
1
1
Univ. do Planalto Catarinense
17
1
Univ. Fed. da Bahia
17
1
Centro Univers. Moura Lacerda
14
14
Univ. Fed. do Rio Grande do Sul
13
4
3
Univ. Est. de Campinas
12
3
Univ. Fed. de São Carlos
11
2
Univ. Est. de Londrina
10
1
1
Univ. Católica de Petrópolis
8
3
Univ. Fed. de Mato Grosso
8
1
Univ. Gama Filho
8
Univ. de Brasília
7
2
Fund. Univ. de Pernambuco
6
Univ. Católica de Brasília
6
1
Univ. Fed. de Santa Catarina
6
2
1
Univ. de São Paulo
5
5
2
Univ. do Estado do Rio de Janeiro
5
2
1
Univ. do Extremo Sul Catarinense
5
2
Univ. Est. Paulista Júlio de Mesquita
8
3
4
Univ. Estácio de Sá
5
1
Univ. Fed. da Paraíba
5
2
2
Univ. Fed. de Alagoas
5
Univ. Fed. do Maranhão
5
1
Univ. Fed. do Paraná
5
1
2
Univ. Luterana do Brasil
5
1
Univ. Metodista de Piracicaba
5
Univ. Reg. NO. Est. Rio Grande do Sul
4
1
Univ. Fed. do Ceará
4
Univ. São Francisco
4
PUC São Paulo
3
7
1
-

Instituições de Ensino
Superior
Univ. Fed. de Minas Gerais
Univ. Est. de Campinas
Univ. Fed. Rio Grande do Sul
Univ. Fed. da Bahia
Univ. de São Paulo
Univ. Gama Filho
Univ. Fed. Fluminense
Univ. Fed. de São Carlos
Univ. Est. Paulista
Univ. Fed. do Ceará
Univ. Vale do Rio dos Sinos
PUC São Paulo
Univ. Católica de Brasília
Univ. do Estado do Pará
Univ. Fed. do Rio de Janeiro
Univ. Est. do Rio de Janeiro
Univ. Fed. do Espírito Santo
Univ. de Brasília
Univ. Fed. de Santa Catarina
Univ. Metodista de Piracicaba
PUC Rio Grande do Sul
Univ. Fed. de Pelotas
UFMS
Fund. Univ. Fed. de Sergipe
Univ. Fed. de Pernambuco
Univ. Fed. de Santa Maria
UFRN
Univ. Fed. de Goiás
Univ. Metodista de São Paulo

(continua)
Teses
Gênero
Sexualidade
Educa- Comuni- Educa- Comunição
cação
ção
cação
20
1
1
12
1
1
11
7
1
1
10
4
8
2
3
7
5
1
1
4
1
3
12
3
1
2
2
2
1
2
2
2
1
3
1
2
1
1
1
3
1
1
1
3
1
1
1
1
2
-

�Tabela 2 – Dissertações e Teses sobre os temas gênero e sexualidade no repositório do Banco de Teses
da CAPES – 2010-2013
(conclusão)
Dissertações
Teses
Instituições de Ensino
Gênero
Sexualidade
Instituições de Ensino
Gênero
Sexualidade
Superior
Superior
Educa- Comuni- Educa- ComuniEduca- Comuni- Educa- Comunição
cação
ção
cação
ção
cação
ção
cação
PUC Paraná
3
1
PUC Rio de Janeiro
3
1
2
PUC Rio Grande do Sul
3
4
1
Univ. do Estado de Santa Catarina
3
2
Univ. Fed. de Pelotas
3
Univ. Fed. de Viçosa
3
Univ. Fed. do Espírito Santo
3
Univ. Salgado de Oliveira
3
CEFET Minas Gerais
2
2
Fund. Univ. Fed. do Piauí
2
1
Univ. Católica de Santos
2
Univ. do Estado da Bahia
2
Univ. do Oeste Paulista
2
Univ. do Vale do Rio dos Sinos
2
2
1
Univ. Est. de Maringá
2
Univ. Fed. de São João Del Rey
2
Univ. Fed. do Estado do Rio de Janeiro
2
Univ. Fed. do Pará
2
1
Univ. Fed. Fluminense
2
8
1
Univ. Tiradentes
2
1
Centro Univers. La Salle
1
Centro Univers. Salesiano de São Paulo
1
1
UFMS
1
2
Fund. Univ. Fed. de Sergipe
1
1
PUC Goiás
1
PUC Minas Gerais
1
2
Univ. Cruzeiro do Sul
1
Univ. de Caxias do Sul
1
1
Univ. do Estado de Minas Gerais
1
1
Univ. do Estado do Pará
1
Univ. do Vale do Itajaí
1
Univ. Est. do Oeste do Paraná
1
Univ. Fed. de Rondônia
1
Univ. Fed. de Uberlândia
1
2
Univ. Fed. do Amazonas
1
1
Univ. Fed. do Rio de Janeiro
1
2
Univ. Fed. de Pernambuco
2
Univ. Fed. de Santa Maria
2
1
Univ. Fed. do Rio Grande do Norte
2
Univ. Anhembi Morumbi
5
Faculdade Cásper Líbero
3
Univ. de Sorocaba
3
Univ. Fed. de Goiás
3
1
Univ. Paulista
3
Univ. Tuiuti do Paraná
3
Univ. Fed. do Rio Grande
1
Univ. Metodista de São Paulo
1
1
2
Univ. Nove de Julho
1
1
Univ. Reg. de Blumenau
1
Univ. São Judas Tadeu
1
Univ. Mun. de São Caetano do Sul
1
Esc. Sup. de Propaganda e Marketing
1
TOTAL
343
83
72
6
102
35
20
6
Fonte: Elaborada pelos autores.
Legenda: Universidade (Univ.), Federal (Fed.), Estadual (Est.), Esc. (Escola), Superior (Sup.), Municipal (Mun.), Fundação (Fund.), Regional
(Reg.), Noroeste (NO.) Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET).

No repositório da CAPES, encontrou-se 504 dissertações, sendo que 426 foram do
tema gênero x educação x comunicação e 78 de sexualidade x educação x comunicação. No
relacionado às teses, verifica-se um total de 163, sendo 137 para gênero x educação x
comunicação e 26 acerca de sexualidade x educação x comunicação. No tocante ao Banco

�de Teses da CAPES, de 2010 a 2013, o repositório disponibiliza um total de 182.296
dissertações e 53.213 Teses, com registros numéricos e percentuais para os assuntos já
citados, respectivamente de 504 (0,27%) e 163 (0,30%).
Considerações finais
Em face dos resultados da pesquisa, percebe-se pouco volume de produção
acadêmica que abordam os temas gênero e sexualidade nos repositórios de teses e
dissertações da CAPES e do IBICT.
Destaca-se que a maioria das produções acadêmicas sobre a temática gênero e
sexualidade concentrarem-se nas IES das regiões Sul e Sudeste do País, vindo ao encontro
da pesquisa desenvolvida por Vianna (2012, p. 128), onde os “[...] resultados de
levantamentos da produção acadêmica sobre a introdução do gênero e da sexualidade nas
políticas públicas no Brasil entre 1990 e 2009.”, em sua maioria, estão centradas no Sul e
Sudeste.
Referências
ARAÚJO, Carlos Alberto. Bibliometria: evolução histórica e questões atuais. Em Questão, Porto
Alegre, v. 12, n. 1, p. 11-32, jan./jun. 2006. Disponível em: &lt;http://seer.ufrgs.br/index.php/Em
Questao/article/view/16/5&gt;. Acesso em: 20 maio 2017.
BORGES, Lenise Santana; CANUTO, Alice de Alencar Arraes; OLIVEIRA, Danielle Pontes de; VAZ,
Renatha Pinheiro. Abordagens de gênero e sexualidade na Psicologia: revendo conceitos,
repensando práticas. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 33, n. 3, p. 730-745, 2013. Disponível em:
&lt;http://www.redalyc.org/html/2820/282028779016/&gt;. Acesso em: 20 dez. 2016.
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES). Banco
de teses. Disponível em: &lt;http://bancodeteses.capes.gov.br/&gt;. Acesso em: jan. 2015a.
______. Diretoria de Programas e Bolsas no País (DPB). Coordenação-Geral do Portal de Periódicos
(CGPP). Relatório de atividades 2014. Brasília, jan. 2015b.
JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. 2. ed.
rev. e ampl. Brasília, dez. 2012. 42 p. (E-book). Disponível em:
&lt;http://www.diversidadesexual.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GÊNERO-CONCEITOS-ETERMOS.pdf&gt;. Acesso em: 15 jan. 2017.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT). Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/ informacao-para-cienciatecnologia-e-inovacao%20/biblioteca-digital-Brasileira-de-teses-e-dissertacoes-bdtd&gt;. Acesso em: jan.
2015.
VIANNA, Cláudia. Gênero, sexualidade e políticas públicas de educação: um diálogo com a produção
acadêmica. Pro-Posições, Campinas, v. 23, n. 2 (68), p. 127-143, maio/ago. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/pp/v23n2/a09v23n2&gt;. Acesso em: 17 nov. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32732">
                <text>GÊNERO E SEXUALIDADE COMO TEMAS DE TESES E DISSERTAÇÕES: LEVANTAMENTO QUANTITATIVO NOS REPOSITÓRIOS DO IBICT E DA CAPES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32733">
                <text>Francisco Welton Silva Rios</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32734">
                <text>Maria Naires Alves Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32735">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32736">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32738">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32739">
                <text>Teses e dissertações são importantes fontes de informação científica e tecnológica produzidas no seio acadêmico das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras que auxiliam no crescimento e desenvolvimento de pesquisas, em diversas áreas do conhecimento. No Brasil, existem dois importantes repositórios de teses e dissertações: a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e o Banco de Teses da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Apoio a Pessoa de Nível Superior (CAPES). Objetivou-se apresentar os registros numéricos da produção acadêmica de pós-graduação stricto sensu que abordam os temas gênero e sexualidade nos repositórios de teses e dissertações da CAPES e do IBICT. Trata-se de pesquisa exploratório-descritiva com abordagem bibliométrica, efetuando buscas pelos descritores “gênero” e “sexualidade”, nos repositórios supracitados, nos períodos de 2004-2014 (BDTD/IBICT) e 2010-2013 (Banco de Teses da CAPES). Os resultados mostram os seguintes dados numéricos e estatísticos das produções acadêmicas dos temas, sendo 420 teses e 798 dissertações, representando 0,62% de 67.575 e 0,39% de 204.473, respectivamente, no repositório BDTD do IBICT; enquanto que 163 teses e 504 dissertações, com percentuais de 0,30% de 53.213 e 0,27% de 182.296, respectivamente, no Banco de Teses da CAPES. Destacam-se registros quantitativos das produções acadêmicas centradas nas regiões Sudeste e Sul do País. Infere-se que as produções acadêmicas que incluem estes temas nos repositórios expressam um baixo volume frente ao quantitativo numérico de teses e dissertações geradas pelas IES e depositadas nos mesmos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66742">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2778" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1860">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2778/1892-1909-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1ddd32a442ce28357ef360cca178b830</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32731">
                    <text>Geladeira cultural para o mundo: biblioteca fora das paredes
institucionais o projeto Geladeira Cultural em comunidades de
Recife e Olinda - PE.

Angerlânia Rezende (UFPE) - lanny.rezende3@gmail.com
Carla Beatriz Marques Felipe (UFRN) - felipecarla12@gmail.com
Resumo:
Aborda sobre as bibliotecas comunitárias e o exercício da cidadania. Tem como objetivo geral
apresentar o projeto geladeira cultural nas comunidades de Recife e Olinda como objeto do da
promoção e construção do exercício da cidadania. Especifica e estabelece uma relação entre a
função das bibliotecas comunitárias e sua importância no auxílio à construção da cidadania.
Como objetivos específicos traz uma análise das bibliotecas comunitárias implementadas nas
cidades de Recife e Olinda, tecendo reflexões sobre a biblioteca como ambiente de
socialização, de interações, de mediações, levando em consideração as novas iniciativas como
é o caso das bibliotecas comunitárias que tem por objeto levar o incentivo à leitura.
Caracteriza como uma pesquisa é exploratória se utilizando de levantamento bibliográfico e
entrevista para análise dos resultados. Com base nos resultados percebeu-se que o projeto tem
motivado consideravelmente aos moradores das comunidades. O interesse de crianças, jovens
e adultos pela leitura é nítido.
Palavras-chave: Biblioteca Comunitária, Projeto Geladeira Cultura, Cidadania
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

1 INTRODUÇÃO
É nítido o avanço tecnológico global e o que ele trouxe consigo em termos de
informação. Porém, para países em fases de desenvolvimento o alcance da
informação ainda é precário o que faz surgir novas estratégias de implementação
social nas comunidades. Dentre essas estratégias, encontram-se as bibliotecas
comunitárias que tem por objetivo incentivar e levar à leitura as comunidades e
regiões que buscam por essa iniciativa visando ampliar o seu desenvolvimento
sociocultural.
Sabe-se que, nos últimos anos, muitas são as iniciativas populares de criação
de bibliotecas comunitárias no Brasil. Empiricamente, ações individuais e coletivas
vão se constituindo, visando o enfrentamento das dificuldades surgidas no cotidiano,
pela falta de acesso à informação e à leitura. De certa forma, é no compartilhamento
das dificuldades enfrentadas que moradores de comunidades, carentes de políticas
informacionais e do papel do Estado, se unem para potencializar recursos, cultura,
talentos, criatividade e força política para o empoderamento comunitário. A criação
de bibliotecas comunitárias é, portanto, movimento colaborativo de partilha e
convivência entre seres plurais, de rica competência cultural e humana para o
combate à exclusão informacional (CAVALCANTE; FEITOSA, 2011).
É possível verificar ainda que essas iniciativas, de certa forma, visam suprir a
ausência dos poderes públicos e a ineficácia das bibliotecas públicas no Brasil,
especialmente na região Nordeste, na maioria das vezes ainda distantes das
periferias e das localidades mais carentes e afastadas dos centros urbanos. Com
relação à importância da informação para a formação do indivíduo, vale ressaltar
que essa formação possuiu uma grande capacidade transformadora, visto que em
determinadas ocasiões, a informação atua na subjetividade do indivíduo, integrando
o processo de suas autonomias, assim como a libertação das amarras invisíveis que
se faz presente.
Sabendo-se da importância da leitura para a transformação social e cultural
do indivíduo, este trabalho tem como objetivo geral descrever o projeto geladeira
cultural como objeto de construção de do exercício de cidadania. Como objetivos

�específicos traz uma análise das bibliotecas comunitárias implementadas nas
cidades de Recife e Olinda, tecendo reflexões sobre a biblioteca como ambiente de
socialização, de interações, de mediações, levando em consideração as novas
iniciativas como é o caso das bibliotecas comunitárias que tem por objeto levar o
incentivo à leitura.

2 PERCURSO METODOLÓGICO
A presente pesquisa está caracterizada quanto aos objetivos, como uma
pesquisa exploratória, que Segundo Gil (2010, p. 27), a pesquisa exploratória é
desenvolvida com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo,
acerca de determinado fato, proporcionando a formulação de problemas mais
precisos ou hipóteses pesquisáveis acerca de temas pouco explorados, como é o
caso da temática deste trabalho.
Para o embasamento da pesquisa foi realizado uma pesquisa bibliográfica.
Para o alcance dos objetivos propostos e um maior aprofundamento do
funcionamento do projeto investigado, ocorreu uma entrevista semiestruturada com
o coordenador do projeto. Uma página do Facebook do projeto também foi
consultada para fim de um maior conhecimento sobre o projeto. As respostas dadas
pelo coordenador serão apresentadas a seguir em forma de resultados

3 RESULTADOS
Em consonância com motivações comunitárias, o projeto Geladeira Cultural,
surge como algo para suprir a necessidade informacional de comunidades carentes
nas cidades de Recife e Olinda. O projeto foi pensado por um servidor Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e atua em parceria com representantes de
associação de moradores e representantes de comunidades que se tornam gestores
do projeto.
O projeto ocorre há 4 anos as geladeiras são doadas pela comunidade que
desejam receber o projeto, elas ficam em associações de moradores, clube de mães
e centros sociais, os livros são doados. Atualmente, existem 42 geladeiras
espalhadas em 39 bairros da região metropolitana de Recife e Olinda,
Para a constituição dos acervos foi realizada campanha de doação de livros.
Essa campanha ocorre com frequência para suprir a demanda das geladeiras do
projeto nas comunidades. A divulgação do projeto para arrecadação dos livros é

�feita através das redes sociais (página do facebook) e da mídia local (jornais
impressos e eletrônicos), bem como em contato com a própria comunidade. Os
livros são deixados em lugares estratégicos como pontos de bairros ou entregues
aos gestores da comunidade, depois são levados e organizados nas geladeiras
transformadas em bibliotecas.
Assim que são recolhidas, as geladeiras passam por um processo de
transformação, que envolve: recolhimento no local, à busca na casa dos doadores, e
em seguida passa por um processo de pintura, e são levadas até o ponto escolhido,
tudo isso é feito com ajuda da comunidade. “No começo eu arcava com todos os
custos. Mas acredito que agora o projeto só tende a crescer e se multiplicar”, diz o
coordenador do projeto.
Todo o trabalho desenvolvido no projeto parte de ações metodológicas
geradoras de processo dinâmico para a realização das ações, que vão se
constituindo de modo reflexivo, articulado, político e técnico para o desenvolvimento
local e em âmbito sociocultural.
Sobre o sucesso do projeto junto as com unidades o coordenador traz o
seguinte relato O retorno da sociedade é grande! Acredito que ajudamos a
sociedade com nossa forma simples de incentivo à leitura”.
Dessarte, o principal objetivo do projeto é desenvolver metodologias para a
implantação de bibliotecas comunitárias, mediante movimento colaborativo e de
gestão participativa dos indivíduos em suas comunidades. Sobretudo, esse objetivo
já vem sendo implementado, uma vez que a participação colaborativa vem
transformando os espaços comunitários e ganhando novos modelos de bibliotecas
através do projeto Geladeira Cultural.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vale ressaltar que essas bibliotecas comunitárias, auxiliam na construção e
no exercício da cidadania, pois propiciam o acesso à informação, às formas de
leitura, acesso ao livro, às artes e à cultura. Esse conjunto de elementos, aliado ao
desejo/interesse do indivíduo, é capaz de alçá-lo à emancipação social, à condição
de cidadão de fato. O papel das bibliotecas comunitárias na construção da cidadania
está pautado nas formas como essas bibliotecas agem e representam o poder
subversivo de um coletivo, de modo a resistir contra a hegemonia vigente,

�praticando assim uma atitude de quase enfrentamento social, o que significa,
basicamente, a conscientização da possibilidade da participação cidadã.
O projeto Geladeira Cultural tem levado cada vez mais o incentivo a leitura
aos bairros periféricos do Recife e Olinda e tecido transformações sociais com seu
incentivo aos que neles residem. Essas ações visam levar conhecimento aqueles
que dele necessita, isto é, a sociedade. Muito ainda precisa ser feito para que essas
ações extensionistas possam ser reconhecidas, valorizadas e apoiadas por mais
órgãos sociais.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. Bibliotecas públicas e bibliotecas
alternativas. Londrina: UEL, 1997.
BASTOS, Gustavo Grandini. Bibliotecas comunitárias em discurso. 2010. 158 f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Ciências da Informação e
Documentação e Biblioteconomia). Curso de Ciências da Informação e da
Documentação. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010. Disponível em:
&lt;http://rabci.org/rabci/sites/default/files/BIBLIOTECAS%20COMUNIT%C3%81RIAS
%20EM%20DISCURSO%20GUSTAVO%20GRANDINI%20BASTOS.pdf&gt;. Acesso
em: 05 jun. 2017.
BLANK, Cinthia Kath; SARMENTO, Patrícia Souza. Bibliotecas comunitárias: uma
revisão de literatura. Biblionline, João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 142-148, jan./dez. 2010.
Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/view/4909/3714&gt;. Acesso em:
09 jul. 2017.

CAVALCANTE, Lidia Eugenia; FEITOSA, Luiz Tadeu. Bibliotecas comunitárias:
mediações, sociabilidade e cidadania. Liinc em Revista, v.7, n.1, março 2011, Rio
de Janeiro, p. 121 – 130. Disponível em:
http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/article/viewFile/406/269 Acesso em: 07 jun.
2017.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2010.
MACHADO, Elisa Campos. Bibliotecas comunitárias como prática social no Brasil.
2008. 184 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Programa de PósGraduação em Ciência da Informação. Universidade de São Paulo, São Paulo,
2008. Disponível em: &lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde07012009-172507/pt-br.php&gt;. Acesso em: 10 jul. 2016.

�SARTI, Rosa Maria; GUIRALDELI, Imalda; VICENTINI, Luiz Atilio. PIMPLE: projetos
de implantação de pontos de leitura – bibliotecas públicas e comunitárias. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 17, n. 3/4, p. 7-23,
jul./dez. 1984. Disponível em:
http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000002794/d557589901c4cf0
95aa2adcdcbf2a51c Acesso em: 11 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32723">
                <text>GELADEIRA CULTURAL PARA O MUNDO: BIBLIOTECA FORA DAS PAREDES INSTITUCIONAIS O PROJETO GELADEIRA CULTURAL EM COMUNIDADES DE RECIFE E OLINDA - PE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32724">
                <text>Angerlânia Rezende</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32725">
                <text>Carla Beatriz Marques Felipe</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32726">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32727">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32729">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32730">
                <text>Aborda sobre as bibliotecas comunitárias e o exercício da cidadania. Tem como objetivo geral apresentar o projeto geladeira cultural nas comunidades de Recife e Olinda como objeto do da promoção  e construção do exercício da cidadania. Especifica e estabelece uma relação entre a função das bibliotecas comunitárias e sua importância no auxílio à construção da cidadania. Como objetivos específicos traz uma análise das bibliotecas comunitárias implementadas nas cidades de Recife e Olinda, tecendo reflexões sobre a biblioteca como ambiente de socialização, de interações, de mediações, levando em consideração as novas iniciativas como é o caso das bibliotecas comunitárias que tem por objeto levar o incentivo à leitura. Caracteriza como uma pesquisa é exploratória se utilizando de levantamento bibliográfico e entrevista para análise dos resultados. Com base nos resultados percebeu-se que o projeto tem motivado consideravelmente aos moradores das comunidades. O interesse de crianças, jovens e adultos pela leitura é nítido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66741">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2777" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1859">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2777/1891-1908-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a9bf65324e7c5dec1d0c6de98a5d36d1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32722">
                    <text>ESTUDO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO PRESÍDIO CENTRAL
DE PORTO ALEGRE

Bianca Soares Cunha (UFRGS) - bianca.soares.biblio@gmail.com
Cleonice Maria Della Pasqua (UFRGS) - nicedupper@hotmail.com
Daniele Ferrari (UFRGS) - preta.ferrari@gmail.com
Resumo:
O trabalho apresenta os resultados de um estudo de usuários da Biblioteca do Presídio Central
de Porto Alegre, que procura mostrar a realidade do uso da informação em uma biblioteca
prisional. A pesquisa foi realizada in locco, com a utilização de questionário como instrumento
de coleta de dados, com o objetivo de delinear seus perfis, necessidades e desejos
informacionais. Os detentos que foram entrevistados integram o projeto do Núcleo Estadual
de Educação de Jovens e Adultos (NEEJA) implantado no presídio, em cumprimento à Lei de
Execução Penal nº 7.210/1984. A importância de um trabalho deste tipo é delineada pelos
resultados, que apontam dificuldades e deficiências no atendimento às necessidades de
informação do usuário de bibliotecas prisionais, por sua própria condição, pela falta de um
profissional habilitado e a precariedade das instalações da biblioteca investigada.
Palavras-chave: Estudo de comunidade. Usuários em biblioteca prisional. Presídios.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�ESTUDO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO PRESÍDIO CENTRAL DE
PORTO ALEGRE
Bianca Soares Cunha1
Cleonice Maria Della Pasqua2
Daniele Ferrari3
RESUMO
O trabalho apresenta os resultados de um estudo de usuários da Biblioteca do
Presídio Central de Porto Alegre, que procura mostrar a realidade do uso da
informação em uma biblioteca prisional. A pesquisa foi realizada in locco, com
a utilização de questionário como instrumento de coleta de dados, com o
objetivo de delinear seus perfis, necessidades e desejos informacionais. Os
detentos que foram entrevistados integram o projeto do Núcleo Estadual de
Educação de Jovens e Adultos (NEEJA) implantado no presídio, em
cumprimento à Lei de Execução Penal nº 7.210/1984. A importância de um
trabalho deste tipo é delineada pelos resultados, que apontam dificuldades e
deficiências no atendimento às necessidades de informação do usuário de
bibliotecas prisionais, por sua própria condição, pela falta de um profissional
habilitado e a precariedade das instalações da biblioteca investigada.

Palavras-chave: Estudo de comunidade. Usuários em biblioteca prisional.
Presídios.

Eixo Temático: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com
deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

1
2
3

Bacharel em Biblioteconomia (UFRGS) - bianca.soares.biblio@gmail.com
Graduanda em Biblioteconomia (UFRGS) - nicedupper@hotmail.com
Bacharel em Biblioteconomia (UFRGS) – preta.ferrari@gmail.com

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, CE, Brasil, 17 a 20 de outubro de 2017

1 INTRODUÇÃO
O objeto deste estudo são os usuários de uma biblioteca prisional e suas
interações com a unidade informacional. As bibliotecas especiais são as que
devido a peculiaridades de seus usuários ou dos materiais que lidam, ocupam
categoria que as diferencia das demais.
Carvalho (2009) afirma que as bibliotecas de presídios integram um
sistema normativo que tem um papel ressocializador e reabilitador do preso,
por isso suas funções devem estar enquadradas nessa perspectiva. Uma
biblioteca de estabelecimento carcerário é considerada especial devido a sua
clientela e localização, embora seu acervo seja semelhante ao de uma
pequena biblioteca pública. Para se ter uma biblioteca, no sentido de instituição
social, é preciso que haja cinco pré-requisitos: a intencionalidade política social,
o acervo e os meios para sua permanente renovação, o imperativo de
organização e sistematização, uma comunidade de usuários, efetivos ou
potenciais, com necessidades de informação conhecidas ou pressupostas, e,
por último, mas não menos importante, o local, o espaço físico, onde se dará o
encontro entre usuários e os serviços da biblioteca (LEMOS, 1998, p. 347).
A importância de estudos de usuários em bibliotecas prisionais
ultrapassa os limites da Biblioteconomia, quando se percebe que a convivência
com a biblioteca pode contribuir com a ressocialização dos detentos de uma
instituição carcerária.
2 MÉTODO DA PESQUISA
O tipo de estudo utilizado foi exploratório, com abordagem qualiquantitativa, analisando as respostas às questões fechadas, com a inclusão de
algumas questões abertas, devido a delicada situação em que se encontram os
usuários reclusos. O uso da Estatística Inferencial permitiu que se delineasse
um quadro sobre a situação da biblioteca em questão, os serviços oferecidos e
a maneira como o usuário utiliza estes serviços. Existem aproximadamente
4.540 detentos no Presídio Central de Porto Alegre. Dentre esses, cerca de
150 detentos frequentam o NEEJA, que formam a população deste estudo, e a
amostra é de 30 detentos, cerca de 20% da população.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, CE, Brasil, 17 a 20 de outubro de 2017

3 DADOS DA PESQUISA
Para se realizar um bom trabalho em uma biblioteca, é fundamental que
se conheça o usuário, seja ele real ou potencial. Através de pesquisa, com
questões pertinentes, pode-se traçar o perfil deste usuário.
Os dados que se seguem procuram mostrar o perfil dos usuários da
biblioteca do Presídio Central de Porto Alegre. A amostragem é de trinta
apenados em um universo de 150: Os detentos selecionados para constarem
na amostra foram selecionados aleatoriamente, pela dificuldade em se aplicar o
questionário de maneira sistemática.

a) Idade: a idade média dos detentos usuários da biblioteca é de 35,9
anos.
b) Religião: a maioria dos detentos, 41% dos entrevistados, se declarou
católica; os declarados espíritas tiveram representação significativa,
25% das respostas, seguidos dos evangélicos que totalizaram 19% dos
entrevistados.
c) Profissão: os entrevistados têm dificuldades em definir suas profissões,
ou atividades, ou ainda, áreas de atuação. São atividades como:
padeiro, pintor, açougueiro, borracheiro, cozinheiro, entre outras, sem
alguma especialização.
d) Núcleo familiar: a questão mostra como era composto o núcleo familiar
dos apenados antes da detenção. Verifica-se que a maioria, 32%, é
formada por esposas e filhos; os que moram somente com a esposa são
apenas 3% dos entrevistados. Aqueles que moram com os pais
representam 29% dos entrevistados. Apenas uma pessoa declarou viver
só.
e) Escolaridade: o percentual de entrevistados que possuem Segundo
Grau incompleto é de exatos 50% das respostas.
f) Acesso à biblioteca: os detentos não têm acesso à biblioteca; a seleção
dos títulos é feita através de um catálogo. Desses, 60% recebem o
material nas celas. A outra forma de acesso aos materiais de leitura é
em sala de aula (40%).

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, CE, Brasil, 17 a 20 de outubro de 2017

g) Biblioteca X estudos: a questão procura saber da importância da
biblioteca nos estudos, a que 97% dos entrevistados reconhecem essa
importância.
h) Cursos de capacitação: a presente questão indaga se os usuários
“gostariam que a biblioteca oferecesse algum curso de capacitação”, ao
que eles responderam que sim, em sua maioria (97%). Dentre as
sugestões propostas, destacam-se: cursos de informática, mecânica,
eletroeletrônica e, inclusive, bibliotecário.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A aplicação da pena privativa de liberdade restringe a liberdade de
locomoção. Porém, todos os outros direitos do cidadão permanecem intactos.
Dentre eles, reside o direito à informação. O trabalho mostrou que a biblioteca
do Presídio Central de Porto Alegre possui um bom acervo, com parcas,
porém, suficientes instalações. No momento, infelizmente, sem o acesso direto
dos usuários no ambiente físico da biblioteca.
A pesquisa também revelou a necessidade que os usuários da biblioteca
demonstram

com

relação

à

implementação

de

alguns

cursos

profissionalizantes, inclusive com o uso de computadores. Seria mais um passo
para a tão pensada ressocialização desses detentos, que possuem muito
tempo livre e poucas atividades para preenchê-lo.
Conforme

Trindade

(2009,

p.16),

as

bibliotecas instaladas em

estabelecimentos prisionais exercem uma função social de grande importância
no processo de ressocialização do preso, contribuindo para a efetividade de
políticas de educação, reabilitação e utilização construtiva do tempo.
O Projeto Educando Para a Liberdade, explicita que:
[...] em primeiro lugar, o imperioso princípio democrático de incluir os
excluídos sociais. Em segundo lugar, mas não menos importante,
traduziu a preocupação em garantir a qualidade da oferta de
Educação voltada ao Sistema Prisional, preconizando um modelo
orientado a promover, estimular e reconhecer os avanços e
progressos dos educandos reclusos, contribuindo, desse modo, para
a restauração da autoestima com vistas à reintegração harmônica à
vida em sociedade (UNESCO, 2009).

Portanto, através deste estudo foi possível concluir que os reclusos
utilizam a Biblioteca tanto para estudos quanto para leituras pessoais, que esse

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, CE, Brasil, 17 a 20 de outubro de 2017

processo pode auxiliá-los no processo de reinserção social. No entanto, mais
projetos sociais e ações governamentais são necessários através de projetos
sociais e governamentais para melhorias e investimentos. Quanto ao
profissional, o bibliotecário, embora atue em ambiente que por vezes, pode ser
conturbado, mas realizaria um trabalho de grande importância social. Isso
ocorre porque ele é peça fundamental para o desenvolvimento de nova
perspectiva de vida ao apenado pós-cárcere.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal.
Presidência da República, Casa Civil. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/17210.htm&gt;. Acesso em: 21 ago.
2017.
CARVALHO, J. A importância da biblioteca nos presídios. 2009. Disponível
em: &lt; http://professorjonathascarvalho.blogspot.com.br/2009/09/importanciada-biblioteca-na-prisao.html&gt;. Acesso em: 21 ago. 2017.
LEMOS, Antônio Agenor Briquet de. Bibliotecas. In: CAMPELLO, Bernadete
Santos et al. Formas e expressões do Conhecimento: Introdução às fontes
de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998.p.
347.
TRINDADE, L.L. Biblioterapia e as bibliotecas de estabelecimentos
prisionais: conceitos, objetivos e atribuições. Monografia. Bacharelado em
Biblioteconomia; Departamento de Ciências da Informação e Documentação,
Universidade de Brasília, 2009. Disponível em:&lt;http://bdm.bce.unb.br/.pdf&gt;.
Acesso em: 23 out. 2013.
UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura). Educação em Prisões na América Latina: direito, liberdade e
cidadania. Brasília: UNESCO, OEI, AECID, 2009.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32713">
                <text>ESTUDO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO PRESÍDIO CENTRAL DE  PORTO ALEGRE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32714">
                <text>Bianca Soares Cunha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32715">
                <text>Cleonice Maria Della Pasqua</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32716">
                <text>Daniele Ferrari</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32717">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32718">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32720">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32721">
                <text>O trabalho apresenta os resultados de um estudo de usuários da Biblioteca do Presídio Central de Porto Alegre, que procura mostrar a realidade do uso da informação em uma biblioteca prisional. A pesquisa foi realizada in locco, com a utilização de questionário como instrumento de coleta de dados, com o objetivo de delinear seus perfis, necessidades e desejos informacionais. Os detentos que foram entrevistados integram o projeto do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (NEEJA) implantado no presídio, em cumprimento à Lei de Execução Penal nº 7.210/1984. A importância de um trabalho deste tipo é delineada pelos resultados, que apontam dificuldades e deficiências no atendimento às necessidades de informação do usuário de bibliotecas prisionais, por sua própria condição, pela falta de um profissional habilitado e a precariedade das instalações da biblioteca investigada.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66740">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2776" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1858">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2776/1890-1907-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ec84d097ec3ebd4d068952837c632640</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32712">
                    <text>Desvendando relações entre a Biblioteca e a sala de aula: da Série
Game of Thrones para o livro.

Rosângela Silva de Carvalho (IF Sertão-PE) - rosangelarscj@gmail.com
Antonise Coelho De Aquino (IF SERTÃO PE) - antonisecoelho@hotmail.com
ANA RITA LEANDRO SANTOS (IF SERTÃO PE) - ana.leandro@ifsertao-pe.edu.br
Resumo:
O trabalho discorre sobre as dificuldades apresentadas no âmbito escolar relacionadas à
leitura e escrita pelos estudantes na realidade brasileira. As bibliotecas e professores, em
parceria, podem contribuir para articular eventos de cunho cultural além de mediarem o
incentivo e motivação pelas variadas formas de leitura, que surgem em decorrência das
mudanças dos suportes do texto escrito. Relata a experiência da biblioteca em conjunto com
professores na organização de eventos artísticos e culturais como forma de incentivo à leitura
para toda comunidade acadêmica.
Palavras-chave: Incentivo à leitura. Biblioteca. Eventos culturais.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO

Por meio de diversos estudos realizados por instituições de pesquisas e
resultados dos sistemas nacionais de avaliação são evidenciadas as dificuldades dos
jovens em suas competências no âmbito da leitura e escrita. No cenário escolar de várias
realidades brasileiras percebemos que é comum o fato de muitos alunos não gostarem
de ler. Nesse contexto, Yunes (1995) aborda que chega a ser dramático a ausência da
leitura no meio escolar e social, que muitos estudantes vão à escola para aprender a ler e
saem de lá detestando tudo o que se relaciona com ela, ou seja, o estudo, a pesquisa, a
redação, etc.
Dentro da escola, a biblioteca pode ser compreendida como uma importante
ferramenta para apoiar práticas pedagógicas que visam a cultura escrita e oral, um
espaço articulador para promoção da formação de leitores, ela é uma extensão da sala de
aula. Além de proporcionar junto aos alunos atividades direcionadas às pesquisas, o
acesso às fontes de informação, ferramentas de busca na internet, normalização de
trabalhos, entre outras, é importante ressaltar a importância do envolvimento da
biblioteca em projetos educativos na escola (CAMPELLO, 2009). A parceria entre
bibliotecário e professor é essencial nesse sentido, como agentes mediadores com o
intuito de contribuir para ampliar a formação dos estudantes.
Ao relembrarmos as cinco leis da Biblioteconomia elaboradas pelo bibliotecário
Shialy Ramamrita Ranganathan – 1. Os livros são para usar; 2. A cada leitor seu livro;
3. A cada livro seu leitor; 4. Poupe o tempo do leitor; 5. A biblioteca é um organismo
em crescimento – percebemos a sua atualidade, especialmente aqui nesse contexto, a
segunda e a terceira lei, onde estão incluídos os aspectos de incentivo à leitura. Sobre a
biblioteca como um centro social, Ranganathan (2009, p. 206) aponta que “sua
finalidade consiste em transformar não-leitores em leitores, criar e estimular o desejo
pela boa leitura e reunir o livro ao leitor.
Contudo, outro fator importante que não podemos deixar de considerar aqui são
as mudanças dos suportes do texto escrito, que acompanham as transformações e
inovações das tecnologias, assim como suas relações com um novo conceito de leitura e
de leitores que despontam. Santaella (2004) questiona o fato de que junto com estes
atuais suportes eletrônicos e estruturas híbridas do texto escrito, quais seriam as novas
disposições, habilidades e atribuições de leitura, assim também como o novo perfil do

�leitor que surge nas redes e conexões eletrônicas. É pertinente, então, ampliar o conceito
de leitura, de leitor de livros para o de imagens, de formas híbridas de signos e
linguagens, integrando nesses moldes o leitor da cidade, da TV, do cinema e do
ciberespaço. A partir de exemplos como o livro ilustrado, jornais e revistas, que
mostram as relações entre palavras e imagens, desenhos, textos e diagramações; o ato de
ler não se restringe apenas a decifrações de letras. Freire (1992, p. 19) já abordava a
respeito da temática quando dizia que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra,
daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.
Linguagem e realidade se prendem dinamicamente”. Dessa forma, Santaella (2004)
comenta que como o ato de ler se expandiu para outras situações, é natural que o
conceito do que seja a leitura também acompanhe essa expansão.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
O Instituto Federal de Educação do Sertão Pernambucano (IF SERTÃO – PE)
encontra-se

inserido

no

semiárido

nordestino,

nas

mesorregiões

do

sertão

pernambucano e sertão do São Francisco pernambucano onde possui sete campi. O
campus zona rural está localizado no perímetro rural da cidade de Petrolina – PE,
distante 25 km do centro urbano deste município, cercado pela imensa vegetação típica
do local, a caatinga, no semiárido nordestino. É nesse ambiente que se situa a biblioteca
do campus, que atende a toda comunidade acadêmica e também a comunidade externa e
adjacências, oferecendo diversos serviços e produtos a estas.
A semana nacional do livro e da biblioteca, instituída de acordo com o decreto nº
84.631, de 12 de abril de1980, onde orienta as comemorações e festejos de caráter
cultural e popular, tem sido uma ótima oportunidade para desenvolver atividades
artísticas e educacionais na biblioteca do campus zona rural, voltadas para toda a
comunidade acadêmica. Já foram realizadas diversas atividades de cunho cultural, como
contação de histórias para jovens, exibição de filmes, painéis literários, semana do
perdão solidário e café literário. Em todos estes, as figuras da biblioteca e dos
professores foram essenciais no que tange a organização, disseminação e contribuições
culturais significativas para alcançar o objetivo desejado, que foi incentivar e motivar o
gosto pela leitura e contribuir para a formação de cidadãos críticos e criativos.

�Em sua quarta edição, o evento trouxe o café literário, com espaço destinado
para discussão acerca dos diversos gêneros literários. Foi promovido um recital de
poesias feito pelos próprios alunos, no hall de entrada do prédio, que apresentaram ao
público composições próprias e também tiveram a liberdade de escolher quais autores
poderiam se inspirar para declamar ou comentar suas obras. Foi também realizado um
bate-papo sobre a temática literária da série “Crônicas de Gelo e Fogo”, que deu origem
ao seriado televisivo mundialmente conhecido Game of Thrones, do autor George R. R.
Martin. Foram convidadas uma pedagoga e uma professora da área de agronomia,
ambas fãs e apaixonadas pela série, para conversarem sobre a trama que tem despertado
o entusiasmo de milhares de pessoas em todo o mundo. A plateia participante, formada
por alunos e professores, não desviou a atenção da apresentação, onde foram explanados
o enredo, os personagens, formas narrativas e relações entre os episódios televisivos e
os livros da série. Mesmo os que não conheciam, ficaram bem atentos à história que
contempla temas como filosofia, política, relações humanas e suas consequências, um
enredo rico com muitos detalhes técnicos, emocionais, muito conhecimento incluído
tanto na produção quanto na narrativa do livro e do seriado. Ao final, foram sorteados
entre o público os cinco volumes da série, como uma forma de estímulo à leitura entre
os participantes.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Percebemos a importância de repensar nas práticas pedagógicas na escola, que
precisam motivar o interesse do aluno pela leitura e pela escrita, quer seja o texto
literário ou não. Nessa concepção, os professores e bibliotecas que atuam juntos podem
assumir uma postura mediadora, com a finalidade de incentivar todas as formas de
leitura, a fim de contribuir para o acesso e também a escolha, pelos alunos, a uma
multiplicidade de material textual, fato capaz de influenciar a função social da leitura e
a produção da escrita na formação de leitores e escritores com perfil crítico, autônomo e
criativo.
É importante ressaltar que todos os alunos são leitores em potencial, vivem em
um ambiente multicultural e que têm acesso às mais diversas quantidades de
informações ao mesmo tempo, o aparecimento de um não exclui o outro e nem faz com
que este deixe de existir, mas sim que haja uma reciprocidade e convivência entre eles.

�Percebemos que essa ação comemorativa à semana nacional do livro e da
biblioteca, organizada pela biblioteca e professores, muito contribuiu para incentivar e
também motivar esse novo conceito de leitura e de leitor que está diante de nós e do
mundo, que lê as imagens, a TV, o cinema e o ciberespaço.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980. Institui a “Semana Nacional do
Livro e da Biblioteca” e o “Dia do Bibliotecário”. Brasília, DF, 1980.
CAMPELLO, B. S. Letramento informacional: função educativa do bibliotecário na
escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1992.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2009.
SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São
Paulo: Paulus, 2004.
YUNES, E. Pelo avesso: a leitura e o leitor. Letras, Curitiba, n. 44, p. 185-196. 1995

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32703">
                <text>DESVENDANDO RELAÇÕES ENTRE A BIBLIOTECA E A SALA DE AULA: DA SÉRIE GAME OF THRONES PARA O LIVRO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32704">
                <text>Rosângela Silva de Carvalho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32705">
                <text>Antonise Coelho De Aquino</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32706">
                <text>ANA RITA LEANDRO SANTOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32707">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32708">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32710">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32711">
                <text>O trabalho discorre sobre as dificuldades apresentadas no âmbito escolar relacionadas à leitura e escrita pelos estudantes na realidade brasileira. As bibliotecas e professores, em parceria, podem contribuir para articular eventos de cunho cultural além de mediarem o incentivo e motivação pelas variadas formas de leitura, que surgem em decorrência das mudanças dos suportes do texto escrito. Relata a experiência da biblioteca em conjunto com professores na organização de eventos artísticos e culturais como forma de incentivo à leitura para toda comunidade acadêmica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66739">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2775" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1857">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2775/1889-1906-1-PB.pdf</src>
        <authentication>34d0dc448a98eca64352c9f6d88f011e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32702">
                    <text>Da tela para além da sala de aula: relato de experiência do uso de
vídeos como ferramenta para a promoção de atividades de apoio
pedagógico e qualificação profissional

Leonilha Maria Brasileiro Lessa (UNIFOR) - leonilha@unifor.br
Salete Sampaio Teófilo (Unifor) - salete@unifor.br
Resumo:
Este trabalho descreve dois projetos realizados pela Videoteca da Unifor-Universidade de
Fortaleza, que proporcionam a extensão das atividades da Biblioteca Universitária, atendendo
a um público diferenciado . Suas 5 Salas de exibição de vídeos são atualmente usadas,
também, em atividades voltadas para os próprios funcionários da Biblioteca e para turmas da
Escola de Aplicação Yolanda Queiroz de ensino fundamental, composta por alunos de baixa
renda, moradores de uma comunidade localizada nas imediações da universidade. Estas salas
tem uma infraestrutura com recursos audiovisuais de ponta, tendo sido destinadas
inicialmente apenas para o uso de professores e alunos da própria Universidade. A proposta
dos projetos é de realizar atividades de apoio didático para os alunos da escola, e de
qualificação dos funcionários da biblioteca.
Palavras-chave: Videoteca. Biblioteca Universitária. Filme. Aprendizagem. Qualificação.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Fortaleza, CE, Brasil,
16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade de Fortaleza – Unifor, é uma Universidade privada, mantida pela
Fundação Edson Queiroz, atualmente conta com mais de 28 mil alunos em seus mais de
30 cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Mais de 1300
professores e mais de 1800 funcionários. O corpo técnico administrativo da Biblioteca é
formado por 76 funcionários, distribuídos entre 10 bibliotecários, auxiliares de biblioteca,
auxiliares administrativos, secretária e contínuos. Desde sua fundação no ano de 1973, a
Universidade vem cumprindo com sua missão, mantendo o compromisso com o
desenvolvimento socioambiental, científico e cultural. Como exemplos, podem ser citados
os Projetos e Programas desenvolvidos pela Universidade de Fortaleza: Núcleo de Ações
Estratégicas, Projeto Agentes Varejistas, Projeto Arte-Educação, Projeto Cidadania Ativa,
Projeto Jovem Voluntário, Educação e Saúde na Descoberta do Aprender, Escola de
Aplicação Yolanda Queiroz, Centro de Formação Profissional, Centro Nacional de
Treinamento de Atletismo, Núcleo de Atenção Médica Integrada e Escritório de Prática
Jurídica. Dentre estes Programas e Projetos citados acima, a Escola Yolanda Queiroz foi
inserida na realização de um dos dois Projetos realizados pela Videoteca.
A Universidade de Fortaleza – Unifor, é certificada com o “Selo Instituição
Socialmente Responsável 2012-2013”, concedido pela Associação Brasileira de
Mantenedoras de Ensino Superior – ABMES. Desenvolve projetos que abrange o
voluntariado, a educação e a capacitação profissional.
A Videoteca da Biblioteca Central da Unifor, está localizada em um espaço
independente e externo à Biblioteca. É composta de 5 salas para a projeção de vídeos,
sendo 3 salas com capacidade para 61 lugares e 2 salas com 24 lugares. Com um acervo
de 5.065 vídeos (dados obtidos em janeiro de 2017) em DVD e VHS. Tem como principal
finalidade proporcionar apoio didático aos professores, os quais utilizam vídeos próprios
ou do acervo da Videoteca, além de vídeos de sites educacionais, acessados via rede wifi
da Videoteca.
No

contexto,

do

envolvimento

da

Universidade

com

as

atividades

de

responsabilidade social, foi que a Videoteca criou os 2 projetos: Cine Qualificar e
RodaCine descritos neste relato, com o uso de exibições de filmes e abordagens sobre os
temas vistos.

�O objetivo deste trabalho é apresentar a experiência da Videoteca na realização de
serviços para um público externo ao seu, e a importância do uso de recursos
tecnológicos, especificamente a exibição de filmes, para o processo de aprendizagem,
como forma de inclusão social, focando o conteúdo visto na Escola de Aplicação Yolanda
Queiroz, sob aspectos variados, ou das competências profissionais exigidas no mundo
corporativo.
2 O USO DE RECURSOS MIDIÁTICOS NA APRENDIZAGEM
Sabe-se da importância do uso de recursos midiáticos, e o quanto contribuem no
processo de comunicação, no caso particular, a exibição de filmes, é fortemente uma
estratégia na metodologia do ensino e aprendizagem. De acordo com Viana (2010):
por muito tempo, a escola privilegiou o uso da língua escrita, mas a
atualidade requer imagens, pois hoje o mundo é da imagem. A
invasão da imagem mostra que o estímulo visual se sobrepõe no
processo de ensino/aprendizagem, pois a cultura contemporânea é
visual. O aluno é estimulado pelas histórias em quadrinhos,
videogames, videoclipes, telenovelas, cinema, jogos variados,
inclusive do computador, todos com apelos às imagens (VIANA,
2010, p. 3)
O uso de filmes, como um recurso didático há tempos é utilizado na educação, em
salas de aula, este uso vem sendo fortalecido com a gama de opções das novas
tecnologias. Para Marlucy Alves Paraíso (2010), a presença de filmes nas escolas é
devido ao uso crescente das novas tecnologias, pois
a mídia está cada vez mais presente nas escolas brasileiras. Isso
ocorre porque há um incentivo crescente ao uso de novas
tecnologias no ensino e também porque as pessoas envolvidas no
processo educativo estão vivenciando de forma ostensiva a mídia
em suas vidas (PARAÍSO, 2010, p. 12).
3. OS PROJETOS
CINEQUALIFICAR: Foi criado em outubro do ano de 2016, pensando nas
competências profissionais classificadas em: requerida, desejável e a desenvolver,
estabelecidas pela Universidade para cada cargo/função. Tais competências: Orientação
ao cliente, Orientação ao resultado, Comunicação, Internacionalização, Conhecimento
técnico, Relacionamento interpessoal, Criatividade e inovação, são exploradas pelos
diversos cursos e treinamentos corporativos que a instituição oferece aos seus

�funcionários. Devido ao número expressivo de funcionários que a Biblioteca possui, foi
criado pela Videoteca o CineQualificar, com apresentações de filmes para este público
específico, com abordagens referentes a matriz de competências da Universidade. Os
filmes são exibidos mensalmente em 2 dias para 4 turmas de funcionários, durante o
horário do expediente. Após a exibição dos filmes, a bibliotecária da Videoteca promove
discussões sobre a temática do filme com os funcionários. A divulgação é feita por CI Correspondência Interna eletrônica para todos os funcionários da Biblioteca e também por
cartazes fixados nos setores: Gerência, Técnico, Desenvolvimento de Coleções,
Empréstimo, Referência, Periódicos e Videoteca da Biblioteca.
RODACINE: o nome atribuído ao Projeto de “RodaCine”, é uma
representação metafórica de que estamos ligados a uma roda, representada pelo
movimento, é a deslocação de condições e lugares. O Projeto iniciou em março de 2017,
visando a integração da Biblioteca com a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz e a
comunidade Edson Queiroz, através de mostra de filmes para os alunos e pais de alunos,
com objetivos diferenciados. Primeiramente destinados aos alunos, abordando os temas
identificados sobre literatura infantil e infanto juvenil estudados pelos alunos em sala de
aula, por meio de filmes, servindo de apoio didático aos alunos da Escola. Para cada
escolha de filmes a ser exibido é discutido antes com as professoras quais temáticas
estão sendo desenvolvidas em sala de aula, para que a seleção de filme, seja pertinente
aos aspectos estudados. Outro objetivo do Projeto é de integrar os pais dos alunos ao
ambiente da Universidade, exibindo filmes cinematográficos, proporcionando assim,
entretenimento para os pais e alunos. Já foram realizadas 6 apresentações de filmes nos
turnos da manhã e tarde para 497 crianças. Embora a escola esteja situada dentro do
Campus da Universidade, há uma distância considerável até a Videoteca, por isso a
Videoteca junto a direção da Escola define a logística de deslocamento das crianças, que
são transportadas em carro da Universidade, garantindo sua ida a Videoteca e retorno
para a Escola.
Quadro 1 - Cronograma de execução do RodaCine para as crianças
TURMA

DIA/M ES/2017

Infantil V e 1º Ano

30 de Março (Quinta) e 31 de Agosto (Quinta)

2º Ano e 3º Ano

23 de Maio (Terça) e 13 de Setembro (Quarta)

4º Ano e 5º Ano

31 de Maio (Quarta) e 5 de Setembro (Terça)

Total de Presentes

HORÁRIO/SALA
ABM Salas A e B
CDT Salas B e C
ABM Salas A, B e C
CDT Salas A, B e C
ABM Salas A, B e C
CDT Salas A, B e C

PRESENTES
132
194
171
497 X 2: 994

Fonte: Projeto RodaCine

�Quadro 2 – Cronograma de execução do RodaCine para os Pais e alunos
PÚBLICO

DIA/M ÊS

SALA

PRESENTES

Pais e Alunos

14 de Junho (Quarta)

EFT Salas B e C

100

Pais e Alunos

30 de Novembro (Quinta)

EFT Salas B e C

100

Total de Presentes

200

Fonte: Projeto RodaCine

4 Considerações Finais
Os projetos estão acontecendo, mas já percebemos positivamente dois tipos de
contribuições.
Preliminarmente, o uso de filmes escolhidos tanto pelas professoras como pela
bibliotecária, cumpre bem a função de informar os mais variados aspectos sobre um tema
em estudo. Isso tem mostrado bons resultados tanto no aprimoramento dos conteúdos,
vistos pelos alunos em sala de aula, como no que se refere às competências profissionais
dos funcionários da Biblioteca. Temos recebido depoimentos de alunos da escola e
funcionários relatando a satisfação e o interesse em continuar participando dos projetos
Qualificar e RodaCine.
O segundo tipo de contribuição, é a social. Embora os serviços da Videoteca da
Unifor sejam dedicados à Comunidade Acadêmica, com a execução dos dois projetos,
possibilita atendimento a um novo perfil do público usuário, atingindo aos alunos de
ensino fundamental da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz. Com isso a Videoteca tem
espraiado suas ações para além dos limites do ensino superior, prestando valiosas
contribuições para a aprendizagem e desenvolvimento humano da comunidade das
redondezas da Unifor.
REFERÊNCIAS
PARAÍSO, M. A.; SILVA, M. C. Infância e mídia. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v.
16, n. 91, jan./fev, 2010.
VIANA, M. C. V. O cinema na sala de aula e a formação de professores de matemática.
Rio de Janeiro: UFRRJ, 2010.

�APÊNDICE A – REGISTRO DAS ATIVIDADES
Imagem 4 -1º Convite do CineQualificar

Fonte: Projeto CineQualificar
Fotografia 1 – Crianças na Sala de vídeo

Imagem 5 - CI divulgando o CineQualificar

Fonte: Site da Universidade
Fotografia 2: Crianças na Sala de vídeo

Fonte: Projeto RodaCine

Fonte: Projeto RodaCine

Fonte: Projeto RodaCine

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32694">
                <text>DA TELA PARA ALÉM DA SALA DE AULA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO USO DE VÍDEOS COMO FERRAMENTA PARA A PROMOÇÃO DE ATIVIDADES DE APOIO PEDAGÓGICO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32695">
                <text>Leonilha Maria Brasileiro Lessa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32696">
                <text>Salete Sampaio Teófilo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32697">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32698">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32700">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32701">
                <text>Este trabalho descreve dois projetos realizados pela Videoteca da Unifor-Universidade de Fortaleza, que proporcionam a extensão das atividades da Biblioteca Universitária, atendendo a um público diferenciado . Suas 5 Salas de exibição de vídeos são atualmente usadas, também, em atividades voltadas para os próprios funcionários da Biblioteca e para turmas da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz de ensino fundamental, composta por alunos de baixa renda, moradores de uma comunidade localizada nas imediações da universidade. Estas salas tem uma infraestrutura com recursos audiovisuais de ponta, tendo sido destinadas inicialmente apenas para o uso de professores e alunos da própria Universidade. A proposta dos projetos é de realizar atividades de apoio didático para os alunos da escola, e de qualificação  dos funcionários da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66738">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2774" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1856">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2774/1888-1905-1-PB.pdf</src>
        <authentication>08f265391991b643af1a8cce44b436cc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32693">
                    <text>Contar, Encantar e Educar: aprendizagem através da hora do conto
- Relato de experiência da Biblioteca do IFFAR Campus Santo
Augusto

Daniela Cristina Paulo d'Acampora (IFFAR) - daniela.dacampora@iffarroupilha.edu.br
Resumo:
Relatar a experiência vivenciada através de projeto de extensão intitulado Biblioteca em ação:
Contar, encantar e Educar, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, ciência e
Tecnologia Farroupilha (IFFAR) através de uma de suas bibliotecas. Apresentar através do
projeto a premissa de um processo educativo, cultural e científico articulando o ensino, a
pesquisa e a extensão, proporcionando uma relação transformadora entre a instituição e a
sociedade.
Palavras-chave: Biblioteca. Biblioteconomia Social. Projeto de Extensão. Hora do Conto.
Leitura.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Contar, Encantar e Educar: aprendizagem através da hora do conto - Relato
de experiência da Biblioteca do IFFAR Campus Santo Augusto
Daniela Cristina Paulo d’Acampora1
“O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça, que, entre um mistério e um segredo,
põe ideias na cabeça” Maria Dinorah

1 INTRODUÇÃO
Desde a antiguidade, contar histórias está intimamente relacionado ao reunir. Através
deste costume milenar, que precede os registros impressos, nossos antepassados repassaram
tradições, costumes, e valores capazes de estimular a formação do cidadão. Logo após nosso
nascimento, o primeiro contato com o texto é feito de forma oral através da voz da mãe e
familiares através dos contos de fada, trechos da Bíblia, histórias inventadas com personagens
fictícios ou não. (ABRAMOVICH, 1993).
Contar histórias é conduzir ao universo imaginário. É uma ação socializante que
através do lúdico tem um valor formativo, pois prende a atenção de quem ouve, informa,
socializa, educa. Ao contar histórias o narrador empresta seu entusiasmo a narrativa. Sua
tarefa é escolher bem o texto e recria-lo na linguagem oral.

Ouvir histórias contribui para

formação de atitudes sociais como respeito às diferenças, solidariedade, consideração pelo
outro, além de desenvolver todo um potencial crítico. Em se tratando das crianças, já que para
ouvir histórias não existe idade, elas assimilam, aprendem e reproduzem suas vivências.
Transformam o imaginário de acordo com seus interesses e desejos.
A história permite a auto identificação, favorecendo a aceitação de situações
desagradáveis, ajuda a resolver conflitos, acenando com a esperança. Agrada a
todos, de modo geral, sem distinção de idade, de classe social, de circunstância de
vida (SILVA, 1999, p. 12).

Diante do exposto, observa-se que, através da hora do conto a criança edifica a sua
realidade. O encantamento, a magia e a fantasia das histórias favorece o desenvolvimento de
uma mente criativa e escutá-las é um incentivo para tornar-se leitor. Se as crianças ouvirem
histórias desde cedo, provavelmente despertarão o gosto pelos livros, pois farão a relação de
que para mais histórias fascinantes o endereço são estes exemplares de mistérios segredos,
romances, poemas... A procura por aquelas histórias que lhes eram contadas será inevitável.

Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas
histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter
__________

no Instituto Federal Farroupilha – Campus Santo Augusto RS. Especialista em
Educação de Jovens e Adultos com ênfase em Educação Rural. Mestranda do curso de Formação de
Educação de Adultos pelo Instituto Politécnico do Porto - Portugal
1Bibliotecária

�um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...

(ABRAMOVICH, 1993, p.16).
A estrela do espetáculo sempre é a história. Não existe certo e errado quando o assunto
é hora do conto. O narrador vai encontrar a forma em que se sentirá confortável para estes
momentos de troca. Podem-se pontuar algumas observações para que o momento alcance os
objetivos almejados. Há quem se aproprie das histórias para transmitir conhecimentos,
enfatizar mensagens, ensinar e até mesmo corrigir. A escolha da história, o espaço, a idade e
quantidade de espectadores são os primeiros e principais cuidados para o sucesso do
momento. Ler uma história usando o livro como apoio, teatralizar, usar de tecnologias ou
simplesmente resgatar a tradição oral são formas que podem ser utilizadas, destacando a
importância da última, que em meio a tanta tecnologia dia a dia vai se perdendo. Cada
situação e cada público determinará qual forma será mais eficaz. A criança sempre sabe dar
“conta da moral da história”. O encantamento está justamente aí: contar e encantar. O que
vem depois, cada um vai criar e imaginar à sua maneira.
Quanto menor for a preocupação do narrador em “impor” seus objetivos
categoricamente, maior será sua influência ao narrar a história. A conclusão deve ficar a cargo
dos

ouvintes,

que

no

máximo,

devem

ser

questionados

sobre

como agiriam se fossem os personagens, sem que o contador aplique lições ou aponte a moral
da história (SILVA, 1999).

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
Pretende-se, neste artigo, relatar a experiência vivenciada através de projeto de
extensão intitulado Biblioteca em ação desenvolvido no Instituto Federal de Educação,
ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFAR) através de uma de suas bibliotecas. O IFFAR é
composto atualmente por onze campi: Campus Alegrete, Campus Frederico Westphalen,
Campus Jaguari, Campus Júlio de Castilhos, Campus Panambi, Campus Santa Rosa, Campus
Santo Ângelo, Campus Santo Augusto, Campus São Borja, Campus São Vicente do Sul,
Campus Avançado Uruguaiana, além da Reitoria , Centros de Referência e Polos de Educação
à Distância.
O IF FARROUPILHA é uma instituição de educação superior, básica e profissional,
pluricurricular e multicampi, especializada na oferta de educação profissional e
tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. Equiparados às universidades, os
institutos são instituições acreditadoras e certificadoras de competências
profissionais, além de detentores de autonomia universitária. (INSTITUTO
FEDERAL FARROUPILHA, [2016]).

�2.1 Local no qual a experiência ocorreu
O Projeto Biblioteca em Ação aconteceu através do Instituto Federal Farroupilha IFFAR – Biblioteca Mario Quintana - Campus Santo Augusto – Rio Grande do Sul.

2.2 Período de realização da experiência
O projeto ocorre desde o ano de 2011. Cada ano é relançado com modificações no
formato, porém, a Hora do Conto está sempre como tema central. Tendo em vista a
particularidade e detalhes de cada ano, decidiu-se aqui relatar a experiência como um todo,
desde o lançamento, a fim de proporcionar um panorama geral.

2.3 Detalhamento
A Partir do ano de 2011, através de um projeto intitulado Biblioteca em Ação: contar,
encantar e educar, a Biblioteca Mario Quintana do Instituto Federal Farroupilha - Campus
Santo Augusto incentiva a leitura e promove cultura entre as crianças e demais envolvidos do
município de Santo Augusto- RS

e região, através de contações de histórias. Os projetos

de extensão tem a premissa de um processo educativo, cultural e científico articulando o
ensino e

pesquisa proporcionando uma relação transformadora entre a instituição e a

sociedade. Em vista disto, objetivou-se auxiliar na formação de leitores em forma de lazer. O
projeto modifica-se a cada ano. Aconteceram contações nas escolas, auditórios, ao ar livre,
através da rádio local, para alunos das séries iniciais, fundamentais, adolescentes, adultos e
idosos. Levamos as histórias para a praça, APAE, feiras, semana da criança, Hallowen, dia do
livro entre outros eventos. E através de oficinas formativas, direcionadas principalmente aos
docentes da educação das séries iniciais como também monitores de Centro de referência de
assistência social e demais interessados em replicar o conhecimento para que esta arte
continue encantando, resgatando o lúdico, o gosto pela expressão oral, o gosto pela leitura.
Em sua primeira edição (2011), a ideia foi montar um grupo de contadores de histórias
com alunos do IFFAR (em sua maioria adolescentes) e servidores. Uma oficina com um
contador foi promovida para que os envolvidos fossem introduzidos neste mundo mágico.
Posteriormente, os adolescentes após escolherem, lerem, estudarem e prepararem as histórias
a serem contadas, as crianças de todas as escolas do município de Santo Augusto – RS foram
convidadas a participarem das sessões de contações. Mesmo limitando, em um primeiro
momento, a idade das crianças entre 4 a 8 anos, após a participação da escola, havia a
solicitação para que as demais também participassem. Em função de tempo e outros
compromissos dos envolvidos, nem sempre foi possível atender a todos os pedidos. Naquele

�ano, em torno de 800 crianças puderam experimentar algo tão antigo e ao mesmo tempo, para
elas tão novo, principalmente pela ausência da tecnologia.
Na sua segunda edição (2012), os contadores continuaram a atender as demandas que
não pararam mais de chegar. E, paralelamente, o projeto modificou-se. Naquele ano a
contação foi realizada em parceria com uma rádio local. Uma vez por semana, durante todo o
ano, um dos contadores comparecia em horário já destinado para a contação e uma história
era contada ao vivo, no estúdio. Quando, por algum motivo não era possível, gravávamos.
Logo após a contação, realizávamos o sorteio de livros entre os ouvintes. O alcance das
histórias, neste ano, foi ainda maior, pois cativamos os ouvintes daquela estação de rádio e
não foi incomum as pessoas de mais idade relatarem que seus filhos, netos, sobrinhos entre
outros, também já aguardavam pela hora do conto.
Em 2013 resolvemos fazer a hora do conto transmitida pela rádio local, porém com
ouvintes também assistindo as histórias de forma presencial. Para que isto fosse possível o
projeto Biblioteca em ação, de parceria com a Secretaria Municipal de Educação, mobilizou
as escolas do município e regiões vizinhas, para que, cada escola ficasse responsável por uma
contação de histórias. Após a formação através de oficinas ministradas pela bibliotecária do
IFFAR Campus Santo Augusto, cada escola escolhia o mês de sua participação. Na data
combinada a rádio comparecia na escola e transmitia dali, ao vivo, a hora do conto. Ao
mesmo tempo, em que os alunos da escola assistiam, de forma presencial a rádio transmitia
aos seus ouvintes ao vivo. Está experiência diferenciada e pouco comum, para não dizer
inédita, repercutiu de forma muito positiva, divertida e mais uma vez o alcance foi além das
nossas expectativas. Cada escola teve a liberdade de contar através dos docentes ou formar
contadores entre seus alunos.
De 2014 a 2016 o projeto acontece principalmente em outubro, mês em que a
demanda de solicitações aumenta significativamente, em função do mês da criança.
A hora do conto passou a ser vista pela sociedade como um evento tão bem aceito,
principalmente pela carência em função de tratar-se de um município de interior, onde as
opções de lazer e cultura são limitadas, que assume um patamar de espetáculo. Em virtude
desta precariedade, ofertamos além da hora do conto, uma sessão de cinema e um piquenique
nas dependências do IFFAR.
Nesta altura, os alunos que até então integravam o grupo contar, encantar educar se
formam e vão em busca de seus sonhos deixando sua contribuição através de suas narrativas.
Constituir novos grupos requer tempo e dedicação. E o tempo e demais tarefas da
biblioteca impedem que o projeto siga no formato de 2011. Porém, mesmo com apenas um

�contador (a bibliotecária), dificilmente as solicitações que surgem durante todo o ano formam
negadas.
2017 será o ano em que o Biblioteca em Ação apresentará: Biblioteca em ação Festival de Histórias. Para isto pretende-se mobilizar crianças, adolescentes e adultos e
formar novos grupos de contadores de histórias com objetivo de atender as demandas de
solicitação para esta atividade. Com isto, serão promovidos encontros para aproximar os
envolvidos com a biblioteca, com os livros e com as histórias. Através de oficinas, os grupos
serão formados e preparados. E o resultado culminará em um Festival de histórias apresentado
em outubro para as crianças do município e região.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O envolvimento dos contadores de histórias e ouvintes resulta em incentivo à leitura e
escrita. Promove momentos de lazer e prazer proporcionado por uma arte tão antiga, e ao
mesmo tempo, pouco explorada em virtude do avanço das tecnologias. Produz integração das
escolas, organizações, comunidade e ouvintes buscando a continuidade das atividades após o
término do projeto.
Desde o seu nascimento, o Biblioteca em Ação: Contar, Encantar e Educar busca
estimular a leitura, a criatividade, a expressão corporal, o trabalho em grupo e a generosidade,
através desta nobre e mágica atividade que precede a leitura da palavra: a Hora do conto.
As bibliotecas são o coração das instituições, independente se são escolas,
universidades, institutos entre outros. E as práticas de extensão por meio de projetos como
este, caminham para auxiliar nas aprendizagens ao longo da vida, proporcionando uma
enriquecedora troca de experiências, revelando a importância das bibliotecas, como agentes
facilitadores na formação de leitores. Lendo, a sociedade tem acesso à informação, o que
permite a tomada de decisões conscientes, auxiliando na busca de vidas melhores.

REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,
1993.
SILVA, Maria Betty Coelho. Contar histórias: uma arte sem idade. 10. ed. São Paulo:
Ática,1999.
INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA. [2016]. Disponível em: &lt;
http://www.iffarroupilha.edu.br/portal?view=default&gt;. Acesso em: 29 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32686">
                <text>CONTAR, ENCANTAR E EDUCAR: APRENDIZAGEM ATRAVÉS DA HORA DO CONTO - RELATO DE EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DO IFFAR CAMPUS SANTO AUGUSTO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32687">
                <text>Daniela Cristina Paulo d'Acampora</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32688">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32689">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32691">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32692">
                <text>Relatar a experiência vivenciada através de projeto de extensão intitulado Biblioteca em ação: Contar, encantar e Educar, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFAR) através de uma de suas bibliotecas. Apresentar através do projeto a premissa de um processo educativo, cultural e científico articulando o ensino, a pesquisa e a extensão, proporcionando uma relação transformadora entre a instituição e a sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66737">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2773" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1855">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2773/1887-1904-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9a4d0c2a028a6db3d12b361a4ff57653</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32685">
                    <text>Conhecendo um laboratório de humanas - a biblioteca
Karina Gama Cubas da Silva (UNICAMP) - karinagc.unicamp@gmail.com
Resumo:
A participação conjunta de pesquisadora, mestrandos, graduanda e bibliotecária vinculados ao
Núcleo de Estudos de Gênero PAGU no Programa Ciência &amp; Artes nas Férias, da Pró-Reitoria
de Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), é relatada ao demonstrar a
possibilidade de atividades em parceria para apresentar aos alunos de escolas públicas como é
o fazer ciência na área de humanidades, além de proporcionar a descoberta de um de seus
laboratórios – a biblioteca.
Palavras-chave: Ciência – Metodologia. Bibliotecas de ciências humanas. Biblioteca
universitária. Estudos de gênero. Extensão universitária – Adolescentes.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

Introdução
Despertar nos jovens da rede pública do ensino fundamental e médio a vontade
de fazer parte de uma universidade e ainda provocar o interesse em desafios da
pesquisa científica são objetivos do programa Ciência &amp; Artes nas Férias, da Pró-Reitoria
de Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que já possui 15 anos.
Nesse programa, durante aproximadamente 20 dias, os alunos têm a possibilidade de
vivenciar a pesquisa científica e atividades artísticas utilizando da metodologia do
trabalho científico em ambientes de laboratórios de pesquisa. Nesse contexto, o Núcleo
de Estudos de Gênero PAGU, do qual fazemos parte, encaminhou uma proposta de
projeto intitulado “Conhecendo um laboratório de humanas”, onde intercalamos a
exposição de como é o fazer ciência na área de humanidades e demos destaque ao seu
laboratório - a Biblioteca.
Tínhamos o conhecimento de que os projetos que mais criavam expectativas nos
alunos eram os que proporcionavam experimentos em laboratórios equipados e onde o
jaleco branco era indispensável. No entanto, convivíamos com muitos alunos em nossa
biblioteca que fizeram a escolha por um curso da área de humanidades, por isso
sabíamos que para alguns a experiência prévia seria importante antes da escolha do
curso na inscrição do vestibular.
Relato da experiência
O Programa Ciência &amp; Artes nas Férias possui dois formatos: um que acontece
nos meses de janeiro e fevereiro, com alunos do ensino médio, e outro em julho, com
alunos dos dois últimos anos do ensino fundamental.
Inscrevemo-nos com um projeto para o mês de julho de 2016 e fomos
selecionados. Tivemos uma turma de 45 alunos pela manhã e outra turma com o mesmo
número de alunos, à tarde, em um único dia.
No Núcleo de Estudos de Gênero PAGU, pesquisas relacionadas a estudos de
gênero, articulada ainda a outras diferenças – raça/etnia, nacionalidade, classe, geração,
sexualidade – fazem parte de nossa rotina. Além do campo etnográfico que os
pesquisadores realizam, existe a pesquisa bibliográfica que fundamenta os estudos. Por

�2

isso, consideramos que a Biblioteca é um dos laboratórios de nossa área e, por esse
motivo, montamos a programação de forma que os alunos pudessem conhecer a
seguinte agenda: Apresentação do PAGU; O que é ciência?; Ciências Humanas; Iniciação
Científica; Esboço de uma pesquisa e Visita guiada à Biblioteca.
Toda a ação aconteceu no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), local
onde o núcleo tem sua sede. A equipe que compôs os trabalhos era formada pela
pesquisadora coordenadora do projeto, que também era coordenadora do núcleo, por
dois alunos da pós-graduação do Programa de Antropologia Social do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), que eram orientados por pesquisadoras do núcleo,
uma aluna da graduação do curso de Ciência Sociais e a bibliotecária do núcleo.
As exposições orais aos alunos aconteceram como o planejado e, ao final, um
desafio foi proposto: em grupos, deveriam elaborar o esboço de uma pesquisa. Nessa
atividade, a equipe do núcleo estava preparada para orientar os estudantes na escolha
de qual linha de pesquisa tinham interesse em trabalhar (as linhas de pesquisa na qual
o núcleo atua foram apresentadas previamente). Os alunos também foram instigados a
elaborar ‘uma pergunta’, ‘um problema’, que genuinamente lhes causava interesse.
Além disso, tiveram que escolher por quais meios iriam responder as perguntas
elaboradas, indicando por quais ferramentas utilizariam para esse fim.
Na etapa em que era preciso escolher com quais ferramentas responderiam as
perguntas elaboradas, a bibliotecária detalhou a possibilidade de levantamento
bibliográfico, explicando todas as fontes que a universidade possuía e como era
realizada essa pesquisa.
Ainda no desenvolvimento da atividade, os grupos eram convidados a realizar
uma visita monitorada à biblioteca do Núcleo de Estudos de Gênero PAGU,
acompanhados da bibliotecária.
Na biblioteca eles puderam ter o contato com as publicações do núcleo e, entre
elas, o periódico científico, que possui uma avaliação Qualis A (CAPES) em algumas áreas
do conhecimento, arriscamos tentar explicar do que se tratava esse tipo de
reconhecimento.

�3

Os livros de autoria das pesquisadoras integrantes do acervo estavam dispostos
sobre a mesa e os estudantes puderam identificá-las, pois já tinham conhecido seu
trabalho/pesquisa na exposição feita anteriormente.
Foi apresentado aos alunos o sistema que gerencia o acervo das bibliotecas da
Universidade e eles puderam simular buscas aleatórias ou do material que pudesse
ajudá-los a responder o desafio. Nesse momento, reforçamos que eles poderiam
consultar pela internet todo o acervo que a UNICAMP possui através do catálogo on-line
e que todas as bibliotecas poderiam ser utilizadas caso necessário, com a exceção da
possibilidade de empréstimo domiciliar. Explicamos como as obras – livros, periódicos e
teses – estavam organizadas nas estantes. No núcleo, os livros são ordenados pelo
Código de Decimal de Dewey (CDD), e pudemos mostrar aos estudantes que cada livro
tem seu endereço na estante de acordo com a temática do conteúdo.
O acervo do núcleo é pequeno se comparado a outras bibliotecas da UNICAMP.
Mencionamos isso aos alunos e os convidamos a visitar as demais bibliotecas em algum
outro momento. Aproveitamos e pudemos questioná-los se em suas escolas de ensino
fundamental existia biblioteca. Alguns responderam que sim e outros mencionaram que
os livros (entendemos se sejam livros de literatura) ficavam em suas próprias salas de
aula, mas todos indicaram alguma atividade de leitura.
Encerrado o tour à biblioteca com o último grupo, retornamos ao local dos
demais e pudemos finalizar as atividades, onde lemos o que havia sido produzido – os
esboços de pesquisa, comentamos e sugerimos adequações
Considerações Finais
A experiência/ a oficina foi muito interessante. Houve um retorno dos alunos
dizendo que realmente esperavam essa oportunidade de poder participar de oficinas da
área de humanas, pois já haviam feito experimentos em laboratórios. Fomos uma das
poucas oficinas que abordaram o fazer ciência na área de humanidades no programa de
julho de 2016.
Como autoavaliação, notamos que, para a faixa etária dos alunos que
participaram, o conteúdo transmitido na primeira parte estava um pouco teórico -

�4

talvez em uma próxima oficina teremos de mudar a dinâmica. Já na última parte, em
que os estudantes trabalharam em grupos, os debates foram bastante interessantes e
observamos que conseguimos atingir o objetivo: fazê-los refletir e apresentar aos alunos
do ensino fundamental como acontece a pesquisa científica na área de humanidades,
especialmente as que dialogam com questões de gênero e sexualidade, materializando
com informações das atividades que são desenvolvidas no Núcleo de Estudos de Gênero
PAGU.
Por fim, no âmbito da prática da biblioteconomia, compreendemos que o
programa Ciência &amp; Artes nas Férias possibilita ir além da missão básica de biblioteca
especializada em um contexto universitário – prover informação para a pesquisa e
ensino. Percebemos que ele pode atrair os jovens ao demonstrar que as estruturas
físicas e burocráticas podem ser alcançadas e estão lá para toda a sociedade; que
existem espaços onde há profissionais que poderão auxiliar no percurso do
desenvolvimento da vida acadêmica; que há profissionais que possibilitarão o
levantamento de informações em geral da Universidade; e que também há o
oferecimento de serviços específicos como os de referência, onde estratégias e
ferramentas de busca possibilitam localizar publicações que irão refutar seu trabalho ou
corroborar com o que está em desenvolvimento. Os alunos da rede pública precisam de
momentos como esses, em que entendem que há a possibilidade de fazer parte daquele
“mundo acadêmico”.
Agências financiadoras:
Pró-Reitoria de Pesquisa da UNICAMP; Faepex/UNICAMP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32678">
                <text>CONHECENDO UM LABORATÓRIO DE HUMANAS - A BIBLIOTECA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32679">
                <text>Karina Gama Cubas da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32680">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32681">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32683">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32684">
                <text>A participação conjunta de pesquisadora, mestrandos, graduanda e bibliotecária vinculados ao Núcleo de Estudos de Gênero PAGU no Programa Ciência &amp; Artes nas Férias, da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), é relatada ao demonstrar a possibilidade de atividades em parceria para apresentar aos alunos de escolas públicas como é o fazer ciência na área de humanidades, além de proporcionar a descoberta de um de seus laboratórios – a biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66736">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2772" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1854">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2772/1886-1903-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5ede640f1be9b757a9bcf4ea9c655f39</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32677">
                    <text>Concepções de uma biblioteca do século XXI e o protagonismo da
Biblioteca Professora Etelvina Lima (ECI-UFMG)

Gabrielle Francinne de S.C. Tanus (UFMG) - gfrancinne@gmail.com
Maianna Giselle De Paula (UFMG) - maiannag@gmail.com
Elaine Diamantino Oliveira (UFMG) - elained@eci.ufmg.br
Maria Elizabeth de Oliveira Costa (UFMG) - mabethcosta@gmail.com
Vivian Ascenção Fonseca (UFMG) - vivian@eci.ufmg.br
Resumo:
A história das bibliotecas é marcada por uma diversidade de características que a definem
dentro de cada tempo e contexto histórico. Expor a trajetória das bibliotecas é sempre um
desafio, pois constituem um conjunto de vários acontecimentos e descrevê-los em sua
totalidade seria impossível. Logo, recorre-se a um efeito didático e, mais geral, visando
demonstrar o percurso das bibliotecas ao longo do tempo e seus processos de mudanças
operadas em cada momento (Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea). Assim, a
partir da revisão de literatura sobre o tema “histórias das bibliotecas” convocam-se autores
como: Martins (2002), Darnton (2010), Battles (2003). Ademais, busca-se compreender a
partir de uma produção mais recente as visões sobre as bibliotecas dentro do atual contexto século XXI (TARGINO, 2010; SANTA ANNA, 2016; VALENTIM, 2017; GOTTSCHALG-DUQUE,
2017). Nesta esteira, foca-se, também em expor as ações de uma biblioteca universitária, a
Biblioteca Professora Etelvina Lima, que vai ao encontro das concepções presentes na revisão
de literatura acerca da biblioteca contemporânea.
Palavras-chave: História das bibliotecas; Biblioteconomia; Bibliotecas - século XXI
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 4: Bibliotecas para todos
Introdução
A história das bibliotecas compreende vários séculos, e vincula-se ao
surgimento da palavra escrita, uma necessidade de materializar os pensamentos,
sobretudo, aqueles vinculados às transações econômicas e administrativas. Tais
ações humanas de registros do conhecimento possibilitaram a constituição dos
acervos das primeiras bibliotecas ainda na Antiguidade, compostas de suportes
como as tabuinhas de argila, papiro e pergaminho. De modo sucinto, as bibliotecas
na Antiguidade são instituições voltadas para o atendimento das elites, dos letrados
e pesquisadores da época. A intenção era guardar e custodiar nas bibliotecas a
produção das várias áreas do conhecimento. Na Idade Média as bibliotecas,
também, direcionavam suas atividades para o cumprimento das ações internas,
sendo dirigidas e guiadas pelas ordens religiosas. Neste momento, ficaram
conhecidas as bibliotecas instaladas dentro dos mosteiros e conventos. As
bibliotecas universitárias nascem com as universidades no período de declínio do
feudalismo, a baixa Idade Média. Os livros passam, paulatinamente, a se
diversificar quanto ao conteúdo, visando atender ao ensino. Apesar disto, estes
dois momentos históricos, Antiguidade e Idade Média, segundo Martins (2002)
podem ser aproximados devido à natureza, funcionamento e finalidade das
bibliotecas que não estavam à disposição dos profanos, mas apenas aqueles
pertencentes a uma ordem autorizada a adentrar nas bibliotecas.
Na Idade Moderna, em razão do aperfeiçoamento da prensa por Gutenberg,
o grande marco constitui nos livros impressos, que passam a circular mais nas
cidades, pode-se dizer que houve uma necessidade do livro e da palavra escrita,
que até então não era bem definida ou sequer poderia ser sentida devido ao claro
impedimento sofrido em torno da palavra escrita. Os livros impressos nas diversas
tipografias passam a constituir nos numerosos acervos das bibliotecas particulares
dos homens eruditos, que, posteriormente, são transferidos do domínio do privado
para o público. Na Idade Contemporânea, a partir das revoluções francesas e
burguesas na Europa, as bibliotecas nacionais são criadas com o objetivo de
formar/forjar uma memória da nação a partir dos acervos bibliográficos. As
bibliotecas públicas fruto das demandas das cidades industriais nascem em meio a
uma nova demanda da sociedade, por espaços e leituras que pudessem ocupar e
socializar o homem. Assim, as bibliotecas no final do século XIX, passam a abrir
seus acervos à população, constituindo em instituições sociais com propósitos bem
definidos, mesmo que ainda distantes de uma função social mais democrática, livre
e justa.
No século XX, mais especificamente, a partir da segunda metade do século,
o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação transformam as
bibliotecas e seus processos. Os catálogos, antes em papel no formato de fichas,
passaram a ser substituídos por catálogos online de acesso aberto, outra mudança
considerável envolve o processamento das informações por meio do computador e

�as atividades de busca e recuperação da informação. Destacam-se nesse cenário
as bibliotecas eletrônicas, virtuais, digitais e os repositórios e bases de dados para
acesso dos usuários. Ademais, há que se destacar a mudança na concepção das
bibliotecas, agora, não mais fechadas e voltadas para processos internos ou
imersas em um paradigma custodial (SILVA, 2006). Os usuários, ou melhor, os
atores ou interagentes, são considerados de fato como sujeitos centrais e razão
das bibliotecas. Várias mudanças têm sido operadas no espaço da biblioteca, um
espaço de silêncio e estudo, mas, também, um espaço de trocas, diálogos,
convivência, experiência e aprendizado. Bibliotecas são compostas por acervos
físicos e eletrônicos (analógico e/ou digital), e atividades diversas: encontros, batepapos, eventos, mostras de filmes, um local de acesso à informação e construção
dela e do conhecimento. A biblioteca do século XXI deve constituir-se, portanto,
numa “plataforma de aprendizagem da comunidade” (LANKES, 2015; ALONSO
ARÉVALO, 2016).
Essa trajetória da história das bibliotecas, que constitui na verdade em uma
longa e complexa história dos saberes, das letras, dos registros diversos, foi
sintetizada a fim de mostrar que as bibliotecas acompanham as mudanças
históricas dos contextos onde estão inseridas. As bibliotecas não estão alheias às
transformações sociais, econômicas, culturais, apresentando em cada um dos
momentos uma expressão que fora retratada, aqui, de modo, geral e com certas
lacunas. Busca-se, assim, de modo mais verticalizado discutir as bibliotecas de
nosso tempo, as características das bibliotecas do século XXI, em especial,
trazendo para ilustrar um exemplo real de uma biblioteca, particularmente, de uma
biblioteca universitária.
Metodologia da pesquisa
Para a compreensão da história das bibliotecas e de suas características em
cada tempo e momento histórico realizou-se uma pesquisa bibliográfica, buscando
aprofundar a discussão acerca das bibliotecas do século XXI e os delineamentos
que marcam essa “biblioteca contemporânea” e a “biblioteca do século XXI”. Com
o objetivo de ilustrar tais características focaliza-se em um exemplo pertinente
dentro desse contexto, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência
da Informação (ECI), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Portanto,
nessa direção, este trabalho tem como objetivo demonstrar as ações, que vão ao
encontro dos desafios e perspectivas da biblioteca do século XXI, e que vem
sendo realizada pela equipe desta Biblioteca, uma das vinte e cinco bibliotecas
que compõe o Sistema da UFMG.
Discussão
As bibliotecas não estão alheias às transformações sociais e as demandas da
sociedade, diante disso, é recorrente um novo delineamento da missão e papel das
bibliotecas dentro de um contexto que valoriza e demanda informação, e incorpora
as tecnologias de informação e comunicação. A sociedade da informação requer
profissionais que saibam aprender a conhecer, aprender a viver juntos, aprender a

�fazer e aprender a ser (SILVA; CUNHA, 2002). Conforme Castro (2000) o
bibliotecário ou profissional da informação deve contemplar diversas competências,
habilidades e atitudes (entre elas: competência em comunicação, técnica, gerencial,
social, entre outras). Cumpre destacar que o papel do gestor ou do “bibliotecáriochefe” se desloca de um modelo hierárquico para um modelo horizontal, efetivando
um processo de integração e cooperação, responsável pela liderança, motivação da
equipe, e em manter o espírito criativo. O trabalho colaborativo ou em rede
possibilita a biblioteca expandir suas ações, envolvendo mais parceiros no
desenvolvimento dos trabalhos e projetos.
A Biblioteca Professora Etelvina Lima tem como missão apoiar as atividades
de ensino, pesquisa e extensão, possibilitando a criação de conhecimento e o
fortalecimento da comunidade acadêmica – (discentes e docentes dos cursos de
Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia e das pós-graduações lato sensu e stricto
sensu (mestrado/doutorado em Ciência da Informação e Gestão e Organização do
Conhecimento e a comunidade externa – outras instituições, pesquisadores, alunos
de intercâmbio e visitantes). As bibliotecárias de referência ministram
sistematicamente treinamentos de bases de dados da área, do Portal de Periódicos
da Capes e de gerenciadores bibliográficos, visando à autonomia e o
empoderamento dos alunos no processo de sua formação. Ademais, a biblioteca é
responsável pela manutenção, treinamento e divulgação de duas bases de dados da
área, a base Peri (cobre toda a literatura nacional indexada em periódicos e anais de
eventos na área de Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e
Museologia) e a base Libes (especializada na indexação de documentos da
literatura brasileira em Biblioteca Escolar), ações que agregam valor e incrementam
os serviços de disseminação da informação realizados pelas bibliotecárias de
referência.
A visão da Biblioteca Professora Etelvina Lima é constituir permanentemente
em uma “biblioteca-laboratório” de excelência, contribuindo para o desenvolvimento
crítico e ético de indivíduos; manter o compromisso com a democratização do
acesso à informação, respeitando a ética e os valores humanos. O objetivo da
biblioteca é prestar serviços de excelência, visando atender as necessidades de
informação e as expectativas da comunidade, bem como capacitar os usuários na
utilização dos recursos e ferramentas informacionais. A democratização da
informação envolve acesso à informação em outros formatos e suportes, não sendo
exclusivamente o livro. A biblioteca possui acervos audiovisuais como Cd´s, Dvd´s
(didáticos e de lazer, como, por exemplo, filmes). A biblioteca disponibiliza também
um computador especial voltado para usuários com deficiência visual, que foi doado
pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da UFMG.
A concepção da biblioteca como um laboratório possibilita que os transeuntes
e aqueles que permanecem no espaço da biblioteca acompanhem as atividades
realizadas, tendo em vista que as paredes externas e internas são de vidro, o que
permite uma visão dos processos. Cumpre destacar ainda que, o chão da biblioteca
possui uma sinalização especial (Wayfinding) e um caminho tátil, que garante certa
acessibilidade aos usuários com deficiência visual. A equipe da Biblioteca se

�mantém atualizada através da participação em evento promovidos pela UFMG e
ECI, assim como, busca a educação continuada – todos os bibliotecários possuem
pós-graduação (lato sensu ou scrito sensu).
Para aumentar os meios de disseminação da informação a biblioteca faz uso
das mídias sociais digitais como facebook, twitter e chat, além de manter o canal de
comunicação com seus usuários por meio do telefone, site, email, e, claro, de forma
presencial, de 07h às 22:30h. Além do espaço para o acervo, terminais de consulta,
uma sala de videoconferência (usada para reuniões, defesas de mestrado e
doutorado), espaço de estudos em grupo e individual, a biblioteca é também
composta por duas salas de aulas onde são ministradas disciplinas de “serviços e
fontes de informação” e “tratamento da informação”. As salas são equipadas com
acervos específicos para aquelas áreas e dispõe de mais de trinta computadores em
cada sala, que ficam disponíveis aos alunos da ECI durante e após as aulas.
Entende-se, também, que a biblioteca é um espaço de diálogos e trocas de
conhecimentos, de modo que o silêncio não constitui a tônica do espaço. No espaço
da varanda da biblioteca, equipada com sofás, já ocorreram palestras e exibição de
filmes com direito a pipoca e refrigerante.
A harmonia e o caminhar junto com a missão da instituição, UFMG e ECI,
bem como a proximidade com os professores e a comunidade acadêmica e
servidores em geral é de fundamental importância para o desenvolvimento das
atividades. Dentre estas atividades destacam-se os eventos realizados: Semana do
Bibliotecário; Semana do Livro e da Biblioteca, (ambas com início em 2016). A
Semana do Bibliotecário segue um tema central, que em 2016, foi “O profissional
frente às demandas plurais”, e em 2017, “O bibliotecário como agente de
transformação social”, este ano, em especial, contou com a parceria da Associação
dos Bibliotecários do Estado de Minas Gerais (ABMG) e com o patrocínio e apoio de
diversas instituições e empresas. A biblioteca assume, ainda, o papel de apoiadora
dos eventos promovidos pela Escola de Ciência da Informação como a Semana dos
Museus e o Seminário de Arquivologia, este evento, particularmente, conta com o
protagonismo dos alunos para seu desenvolvimento anualmente.
Considerações finais
A tônica das bibliotecas neste século, sejam elas “equipamentos culturais” ou
“centros de aprendizagem”, é servir e atender ao usuário, ao público, ao leitor, ao
interagente. As palavras de ordem são: acesso à informação, mediação,
apropriação e criação de conhecimento, possibilitando a partir do uso da
informação uma ação mais consciente, crítica e cidadã dos sujeitos. As bibliotecas
passaram, portanto, a constituir como instituições responsáveis também pelo
desenvolvimento deste sujeito e das comunidades onde estão inseridas, visando
uma sociedade mais justa e democrática. Acredita-se que, as bibliotecas ampliam
a noção de paradigma do acesso e da informação, por meio da figura do indivíduo,
do sujeito, abrindo espaço para a noção de um paradigma centrado no humano
como ponto fulcral para reforçar a importância do acesso e da informação. E,
nessa direção, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, através da sua equipe busca

�consolidar as ações de uma biblioteca do século XXI, efetivando através da prática
a proposta de uma “biblioteconomia social” (LINDEMANN; SPUDEIT; CORRÊA,
2016). Acredita-se que as bibliotecas devam caminhar nessa direção de
constituírem em espaços dinâmicos e de acesso à informação, promovendo
diversas atividades que fomentem a dinamização e a ocupação dos espaços por
todos, em momentos de estudo e de lazer, fruição, diversão, ou mesmo uma
pausa ou descanso dos sujeitos.
Referências
ALONSO ARÉVALO, Julio. La biblioteca en proceso de cambio. BiD: textos
universitaris de biblioteconomia i documentació, n. 36, 2016.
BATTLES, Matthew. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta
do Brasil, 2003.
DARNTON, Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010.
GOTTSCHALG-DUQUE, Claudio. Bibliotecas e mídias sociais. In: RIBEIRO, Anna
Carolina; FERREIRA, Pedro Cavalcanti (Org.). Biblioteca do século XXI: desafios
e perspectivas. Brasília: Ipea, 2016.
LANKES, D. Expect more: melhores bibliotecas para o mundo complexo. São
Paulo: FEBAB, 2016. Tradução Jorge do Prado.
LINDEMANN, Catia; SPUDEIT, Daniela; CORRÊA, Elisa. Por uma Biblioteconomia
mais social: interfaces e perspectivas. Revista ACB, v. 21, n. 3, dez. 2016.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: historia do livro, da imprensa e da
biblioteca. São Paulo: Ática, 2002.
SANTA ANNA, Jorge. A redefinição da biblioteca no século XXI. RDBCI: Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 14, n. 2,
p. 232-246, maio 2016.
SILVA, E. L. C.; CUNHA, M. V. A formação profissional no século xxi: desafios e
dilemas. Ciência da Informação, v. 31, n. 3, p. 77-82, 2002.
SILVA, Armando. A informação: da compreensão do fenómeno e construção do
objecto científico. Porto (Portugal): Afrontamento, 2006.
TARGINO, Maria das Graças. A Biblioteca do século XXI: novos paradigmas ou
meras expectativas? Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 20, n.1,
jan.abr.2010.
VALENTIM, Marta. O perfil das bibliotecas contemporâneas. In: RIBEIRO, Anna
Carolina; FERREIRA, Pedro Cavalcanti (Org.). Biblioteca do século XXI: desafios
e perspectivas. Brasília: Ipea, 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32666">
                <text>CONCEPÇÕES DE UMA BIBLIOTECA DO SÉCULO XXI E O PROTAGONISMO DA BIBLIOTECA PROFESSORA ETELVINA LIMA (ECI-UFMG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32667">
                <text>Gabrielle Francinne de S.C. Tanus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32668">
                <text>Maianna Giselle De Paula</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32669">
                <text>Elaine Diamantino Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32670">
                <text>Maria Elizabeth de Oliveira Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32671">
                <text>Vivian Ascenção Fonseca</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32672">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32673">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32675">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32676">
                <text>A história das bibliotecas é marcada por uma diversidade de características que a definem dentro de cada tempo e contexto histórico. Expor a trajetória das bibliotecas é sempre um desafio, pois constituem um conjunto de vários acontecimentos e descrevê-los em sua totalidade seria impossível. Logo, recorre-se a um efeito didático e, mais geral, visando demonstrar o percurso das bibliotecas ao longo do tempo e seus processos de mudanças operadas em cada momento (Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea). Assim, a partir da revisão de literatura sobre o tema “histórias das bibliotecas” convocam-se autores como: Martins (2002), Darnton (2010), Battles (2003). Ademais, busca-se compreender a partir de uma produção mais recente as visões sobre as bibliotecas dentro do atual contexto - século XXI (TARGINO, 2010; SANTA ANNA, 2016; VALENTIM, 2017; GOTTSCHALG-DUQUE, 2017). Nesta esteira, foca-se, também em expor as ações de uma biblioteca universitária, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, que vai ao encontro das concepções presentes na revisão de literatura acerca da biblioteca contemporânea.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66735">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2771" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1853">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2771/1885-1902-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4a0ff90df508d93090ee55ee7c26224c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32665">
                    <text>Comunicação acessível aos usuários surdos e com deficiência
auditiva em bibliotecas: uma análise das normas brasileiras

Sulamita Nicolau de Miranda (UFRJ) - sulamitandmiranda@gmail.com
Resumo:
Aborda a comunicação visual em bibliotecas de forma a atender aos usuários surdos e com
deficiência auditiva. Analisa a questão da sinalização em bibliotecas a partir das normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR 15599/08 e NBR9050/15 e do
documento Fortalecimento de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas (Manual orientador). O
objetivo do estudo é reunir os aspectos comuns das referidas normas facilitando aos
profissionais da informação a organização, planejamento e implantação de projetos de
sinalização em bibliotecas. Conclui-se que adoção da sinalização adequada permitirá aos
usuários surdos e com deficiência realizarem suas pesquisas com autonomia garantindo-lhes o
acesso à informação.
Palavras-chave: Comunicação visual ; Acessibilidade comunicacional; Acessibilidade em
bibliotecas; Usuários surdos; Comunicação acessível
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A surdez e a deficiência auditiva são consideradas deficiência sensorial,
porque ocorre “perda da capacidade de receber mensagens por um, ou mais
de um, dos órgãos de percepção [...]” (ABNT, 2008, p. 2).
Essa definição remete à reflexão de como as pessoas surdas e com
deficiência auditiva percebem o mundo sem a presença do som em uma
sociedade na qual a comunicação entre seus membros é majoritariamente
sonora.
De acordo com PERLIN (2013, p.56 apud SKLIAR, 2013) “[...] ser surdo
é pertencer a um mundo de experiência visual e não auditiva”.
“Os sujeitos surdos, com a sua ausência de audição e do som,
percebem o mundo através de seus olhos e de tudo o que ocorre ao redor
deles [...]” (STROBEL, 2013, p.45).
Essas citações das autoras surdas Perlin e Strobel contribuem para a
compreensão do universo das pessoas surdas e convida a refletir sobre a
questão da acessibilidade em bibliotecas, que como será apresentado nesse
estudo vai bem além das rampas de acesso na entrada.
Nesse sentido, quais medidas precisam ser adotadas pelas bibliotecas
para superar a barreira da comunicação com os usuários surdos e garantir-lhes
o acesso à informação? Há na literatura brasileira uma série de orientações
com enfoque na comunicação visual, mas qual o significado dessa
terminologia? De acordo com a NBR 15599/08 a comunicação visual ocorre [...]
“por meio de imagens e requer a percepção visual para sua recepção.” (ABNT,
2008, p.2).
O objetivo do presente trabalho é analisar normas e documentos
nacionais de forma a contribuir para com os profissionais da Biblioteconomia e
Ciência da Informação para que estes possam colocar em prática as
orientações previstas nesses documentos eliminando as barreiras de
comunicação garantindo as pessoas surdas e com deficiência auditiva a
autonomia e igualdade ao direito de acesso à informação nas bibliotecas.
Método da pesquisa
Adota-se a metodologia da análise documental para verificar as
orientações das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
– ABNT NBR 15599/08 e NBR 9050/15 e do recém-publicado “Fortalecimento
1

�de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas” (Manual orientador), doravante
designado como Manual orientador, no que se refere à comunicação visual
para garantir o acesso à informação aos usuários surdos e com deficiência
auditiva nas bibliotecas.
Resultados e discussão
A NBR 9050/15 estabelece que a sinalização “deve ser autoexplicativa,
perceptível e legível para todos, inclusive para às pessoas com deficiência.”
(ABNT, 2015, p.30).
A sinalização visual é “composta por mensagens de textos, contrastes,
símbolos e figuras.” (ABNT, 2015, p.31).
“A sinalização deve ser localizada de forma a identificar claramente as
utilidades disponíveis dos ambientes”. Devem seguir uma sequência lógica de
orientação podendo ser repetida sempre que houver alterações de direção.
(ABNT, 2015, p.32).
A sinalização deve ser posicionada a uma altura que possa ser lida com
clareza por pessoas sentadas, em pé ou caminhando e a redação dos textos
deve ser objetiva, com sujeito, verbo e predicado, na voz ativa em sentenças
afirmativas que enfatizem a sequência das ações. (ABNT, 2015, p.33).
O tamanho e a fonte das letras e números também são estabelecidos
pela NBR 9050/15. A informação visual deve ser legível e seguir padrões que
permitam a visualização e entendimento da sinalização, padrões estes
relacionados no item 5 da norma referentes ao contraste (cores do texto e
fundo), iluminação do ambiente, estilo de redação, tamanho da fonte, distância
entre outras especificações.
As placas devem respeitar os parâmetros visuais dispostos em 4.8 da
NBR 9050/2015, que dispõe sobre os ângulos de alcance visual em “diferentes
distâncias horizontais, a aplicação dos ângulos de alcance visual para pessoas
em pé, sentadas e em cadeiras de rodas.” (ABNT, 2015, p.26).
A adoção de símbolos de padrão internacional é recomendada. No caso
da surdez e deficiência auditiva, deve-se utilizar o símbolo internacional de
pessoas com deficiência auditiva “em todos os locais que se destinem
equipamentos, produtos, procedimentos ou serviços para pessoas com
deficiência auditiva [...]” (ABNT, 2015, p.41), por exemplo, identificar a
localização do intérprete de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS com esse
sinal (item 5.3.2.8.1.6 NBR 9050/15).
2

�As orientações quanto ao desenho, posição do desenho, cores e
proporções para a representação desse símbolo estão dispostas no item 5.3.4
da NBR 9050/15 e item 6.1.3 da NBR 15599/08. Havendo a presença do
intérprete de Libras, o posicionamento desse profissional deve ser indicado
com esse símbolo, conforme o item 5.2.8.1.6 da NBR 9050/15.
A utilização de outros símbolos internacionais, tais como informação,
telefone com teclado e telefone com amplificador sonoro também é indicada
pelas referidas normas, devendo ser identificados conforme item 5.3.5.5 da
NBR 9050 (ABNT, 2015, p.43) e itens 6.2.1.1 e 6.2.1.2 e para os telefones para
surdos nos item 6.2.2.1, conforme NBR 15599/08 (ABNT, 2008, p. 23).
A NBR 15599/08 apresenta no anexo A3 alguns recursos de
comunicação visual que possibilitam a captação da mensagem por pessoas
com percepção visual, dos quais destacamos: e-mail, imagens, legendas em
texto, internet, material gráfico impresso, pictogramas com ou sem texto,
sinalização luminosa de alerta, textos escritos, telefone para surdos, webcam
etc. (ABNT, 2008, p.35-37).
Em 2016 foi publicado, pela OSCIP Mais Diferenças, o Manual
orientador e de acordo com esse documento protocolos de atendimento aos
usuários devem ser elaborados “[...], pois torna o ambiente e os serviços mais
acessíveis

a

todo

o

tempo,

e

não

em

um

único

momento.”

(FORTALECIMENTO, 2016, p. 34).
Nos diferentes espaços, as informações devem ser transmitidas por
meio de sinalizações visuais, táteis e sonoras, sendo autoexplicativas,
perceptíveis e legíveis para todos. Existem sinalizações de localização,
advertência e instrução. Recomenda-se que elas sejam complementadas com
símbolos. (FORTALECIMENTO, 2016, p. 48).
O Manual orientador indica a consulta ao site do Portal Aragonês de
Comunicação Alternativa e Ampliada – ARA SAAC1 como fonte de pesquisa de
pictogramas e imagens que facilitam a comunicação com pessoas com algum
tipo de necessidade especial.
Outra indicação importante trazida pelo Manual orientador são os
exemplos de placas de sinalização que podem ser consultados no site da Mais

1

Disponível em: &lt; www.arasaac.org&gt;

3

�Diferenças2, de forma que independentemente da “capacidade sensorial ou de
condições ambientais” a comunicação ocorra e o usuário tenha acesso aos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca. (FORTALECIMENTO, 2016, p.
43-44).
O item 6.4.6 apresenta a importância e as especificações da LIBRAS e o
item 6.4.7 explica as diferenças entre a legenda subtitulação e a legenda oculta
(closed caption) para as pessoas surdas.
Conteúdo audiovisual acessível é o tema do item 6.4.8 “Vídeos
acessíveis – peças audiovisuais acrescidas de legenda, audiodescrição e
interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras)” (FORTALECIMENTO,
2016, p. 94), além de aproveitar as novas tecnologias que estão à disposição
para facilitar a comunicação.
O tópico 6.5 “Como trabalhar a acessibilidade na comunicação em seu
dia a dia” apresenta como sugestão fazer uso da internet com sites que sigam
as normas de acessibilidade em ambientes virtuais. No caso das pessoas
surdas, sites com tradução em LIBRAS, links para VLIBRAS, ou uso de
tradutores automáticos de LIBRAS, por exemplo, ProDeaf e o HandTalk.
(FORTALECIMENTO, 2016, p. 110)
No item “Auxílios para pessoas surdas ou com deficiência auditiva” o
Manual orientador indica o uso de LIBRAS de forma presencial, gravada ou por
meio de interfaces (avatar, app) vários equipamentos (infravermelho, FM),
aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com
alerta tátil-visual, entre outros.” (FORTALECIMENTO, 2016, p. 124).
Quanto ao uso de tecnologia assistiva aplicada em bibliotecas o Manual
orientador lembra que “[...] nada adianta ter os equipamentos se eles de fato
não

estão

acessíveis,

inclusive

do

ponto

de

vista

espacial.”

(FORTALECIMENTO, 2016, p. 125).
Considerações finais
Da

análise

das

normas

propostas

verificou-se

que

existem

especificações precisas que norteiam o processo de comunicação visual,
cabendo aos profissionais da informação criar meios para viabilizar na prática
essas orientações.

2

Disponível em : &lt;http://acessibilidadeembibliotecas.culturadigital.br&gt;

4

�Espera-se que a reunião dos aspectos em comum dos documentos
abordados em relação à comunicação visual possa contribuir para que os
profissionais de bibliotecas busquem elaborar os projetos de comunicação
visual que atendam as necessidades dos usuários surdos e com deficiência
auditiva, permitindo a esses usuários utilizarem a biblioteca com autonomia
para realizarem suas atividades de estudo e lazer contribuindo para a inclusão
desses usuários na sociedade garantindo-lhes o acesso à informação.
Cabe ressaltar a importância para o profissional em manter-se
atualizado, buscando cursos de capacitação e trocando experiências com seus
pares para que se possa oferecer produtos e serviços que atendam as
necessidades dos usuários.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050.
Acessibilidade a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos. 3.ed.
Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
__________________. NBR 15599. Acessibilidade: comunicação na prestação
de serviços. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.
FORTALECIMENTO de bibliotecas acessíveis e inclusivas (Manual orientador).
São Paulo: Mais Diferenças, 2016. Disponível em:
&lt;http://www.maisdiferencas.org.br/site/noticias/?id=245&gt;. Acesso em: 14 maio
2017.
PERLIN, Gladis T. T. Identidades surdas. In: SKLIAR, Carlos (org.). A surdez.
Porto Alegre: Mediação, 2013. p. 51-73.
STROBEL, Karin Lilian. As imagens do outro sobre a cultura surda. 3.ed.,
rev. Florianópolis : Ed. da UFSC, 2013.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32658">
                <text>COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL AOS USUÁRIOS SURDOS E COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA EM BIBLIOTECAS: UMA ANÁLISE DAS NORMAS BRASILEIRAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32659">
                <text>Sulamita Nicolau de Miranda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32660">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32661">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32663">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32664">
                <text>Aborda a comunicação visual em bibliotecas de forma a atender aos usuários surdos e com deficiência auditiva.  Analisa a questão da sinalização em bibliotecas a partir das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR 15599/08 e NBR9050/15 e do documento Fortalecimento de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas (Manual orientador). O objetivo do estudo é reunir os aspectos comuns das referidas normas facilitando aos profissionais da informação a organização, planejamento e implantação de projetos de sinalização em bibliotecas. Conclui-se que adoção da sinalização adequada permitirá aos usuários surdos e com deficiência realizarem suas pesquisas com autonomia garantindo-lhes o acesso à informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66734">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2770" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1852">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2770/1884-1901-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d8912d64c679b8789808dc5139a567ac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32657">
                    <text>COMPETÊNCIAS DIGITAIS: O PROFESSOR COMO GATEWAY DE
NOVOS PESQUISADORES

Cláudia Abreu Pecegueiro (UFMA) - clpecegueiro@hotmail.com
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Raimunda Ramos Marinho (UFMA) - raimundamarinho19@gmail.com
Resumo:
O artigo apresenta resultados parciais da investigação quali-quantitativa realizada para
mapear as competências digitais de professores - discentes participantes de um programa de
formação continuada. No século XXI o conceito de leitura e escrita teve sua abordagem
ampliada, passando a envolver novas formas de acesso à informação e ao conhecimento,
estando em relevo a informação digital, possibilitando ao indivíduo participar plenamente na
vida social e cívica. Assim, o domínio no uso da informática, em variantes tecnológicas,
notadamente a internet, torna-se fundamental para os professores como forma de acesso as
fontes bibliográficas, e a aquisição da competência para buscar, selecionar e usar as
informações bibliográficas. Notadamente para desempenhar seu labor, que envolve crianças e
jovens da Geração Z. Estabelece-se como objetivo geral identificar uso e domínio das
tecnologias digitais, que possibilitam a inclusão social pelo professor no processo de
ensino-aprendizagem. Conclui que a sociedade do conhecimento exige um novo perfil de
educador onde os docentes devem ser o gateway das bibliotecas digitais do alunado afim de
suprir as necessidades informacionais dos mesmos para estudo e para formação cidadã.
Palavras-chave: Competências digitais. Professor/discente. PARFOR.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�COMPETÊNCIAS DIGITAIS: O PROFESSOR COMO GATEWAY DE NOVOS
PESQUISADORES
INTRODUÇÃO
Ao longo da história, as transformações ocorridas na Ciência e Tecnologia (C
&amp; T) causaram modificações na produção de bens e serviços alterando, portanto, as
relações sociais. Transformações essas que atingiram o seu apogeu a partir do
desenvolvimento das técnicas e das ferramentas da informática. É certo que essas
marcas tecnológicas estão no cotidiano pessoal e profissional dos indivíduos.
É perceptível que esta demanda estabelece um movimento contínuo do
trabalho manual e menos instruído para intelectual e altamente qualificado, com ampla
utilização das tecnologias de informação e comunicação. Tal movimento propicia um
declínio de oportunidades àqueles menos habilitados (os chamados analfabetos
tecnológicos), gerando conflitos e modificações na estrutura social e, ainda, criando
espaços limítrofes entre aqueles que, ao mesmo tempo, estão incluídos no plano da
acessibilidade e distanciados das condições materiais.
Sendo assim, a Educação é sempre uma alternativa que possibilita a inserção
dos indivíduos na atual sociedade tecnológica, pois propicia a oferta de diferentes
metodologias de ensino que podem auxiliar na efetivação do processo de ensinoaprendizagem, cabendo ao docente o papel de mediador, gateway, frente aos novos
recursos tecnológicos. É papel do professor a preparação para o aprendizado
permanente além dos muros escolares, o aprofundamento nas expedições em busca
de conhecimento. Tendo como instrumento desse processo as bibliotecas, em
especial a biblioteca escolar. A tarefa do professor vai além da transmissão do
conhecimento: passa pelo auto formação da pessoa, ou seja, ensinar a assumir a
condição humana, ensinar a viver, formar cidadão. (MORIN, 2011).
O acesso às tecnologias acrescentou, no âmbito educacional, novas formas de
se ensinar e aprender. Contudo, não basta inserir computadores nas atividades
escolares, é preciso “discutir seu uso didático-pedagógico e buscar incorporá-los ao
processo de ensino-aprendizagem” (SILVEIRA, 2001, p.33). Nesse sentido, este
estudo objetiva investigar sobre as competências digitais de professores da educação
básica, participantes de um programa de educação continuada, quanto ao uso das
tecnologias como ferramenta para a inclusão social da comunidade escolar.
Discutir sobre competências significa estabelecer uma relação com o processo
de educação, nos diferentes ambientes escolares, incorporando a biblioteca para o
centro das competências investigativas, que se dá no decorrer da vida e no cotidiano
profissional. O Programa Formação Continuada de Professores da Educação Básica
– PARFOR, que visa assegurar a todos os professores da educação básica possuir
formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de
conhecimento, é um exemplo desse programa.

�A Universidade Federal do Maranhão – UFMA, quando da implementação do
PAFOR pensou nas especificidades e eixos que possibilitem redefinir as funções e o
papel do professor/discente, retomando a ideia de uma formação mais ampla e crítica
(UFMA, 2010).
Entre os possíveis caminhos oferecidos pelo currículo, a proposta está
alimentada por desafios, e busca atender as mudanças trazidas pela cultura digital.
Apresenta em sua estrutura curricular disciplinas do tronco comum que objetivamente
se destinam a estudar os processos pedagógicos e seus elementos constitutivos a
partir de uma concepção de unicidade e interdependência entre forma, teoria,
conteúdo e prática, de modo a compreender as relações mobilizadas na concretização
das proposições curriculares através de um conjunto de disciplinas que visem à lógica
do aprender, da escola e de mundo (UFMA, 2010).
Então, de forma dinâmica ao longo processo curricular estão incluídas
disciplinas voltadas à construção de novos aportes, tanto no que se refere ao
instrumental envolvido com os meios de comunicação, como para a produção e
disseminação do conhecimento que favoreça alternativas democráticas, emancipação
e autonomia, a citar: Tecnologias, Comunicações e Educação; Informática Aplicada à
Educação; História e Política da Educação à Distância, e Processos Metodológicos
em Educação à Distância. Estas disciplinas, embora em número ainda não ideal,
facilitam um movimento no mundo das tecnologias com visão para além da
reprodução, mas a depender de como explorada no cotidiano da sala de aula.
MÉTODO DE PESQUISA
Trata-se de investigação quali-quantitativa desenvolvida com professorescursistas frequentes dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia e de Letras,
devidamente matriculados em turmas especiais vinculadas ao Plano Nacional de
Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, e desenvolvidos pela
Universidade Federal do Maranhão - UFMA, constituintes de um processo de
educação continuada.
Classifica-se como explicativa, uma vez que busca fatores que determinam ou
contribuem para a ocorrência dos fenômenos (GIL, 2010) no caso, as competências
digitais de professores - discentes participantes de um programa de formação
continuada.
Os sujeitos participantes do estudo somam 60, todos tiveram conhecimento e
aceite do Termo de Consentimento. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado
um questionário-entrevista com 40 perguntas abertas e fechadas, cujos dados
fornecidos foram processados pelo software PSPP. A pesquisa está sendo
desenvolvida em três etapas, sendo a construção de um referencial teórico;
observação da prática e uso das tecnologias digitais pelos professores discentes;
coleta e processamentos dos dados.

�RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para melhor entendimento dos resultados coletados, torna-se necessário
conhecer a realidade do município objeto da pesquisa. Codó é um município sede da
Região de Planejamento dos Cocais no Maranhão e de acordo com o IBGE em 2016,
é o quinto município mais populoso do estado, apresentando Índice de
Desenvolvimento Humano – IDH, de acordo com censo de 2010, de 0.595, estando
assim na faixa de índice baixo.
Com base nos estudos do Projeto Letrar, da Universidade Federal do
Maranhão, citado por Dias (2016) o município conta com 58 escolas públicas
municipais da zona urbana, onde somente nove possuem bibliotecas. Portanto, foi
constatado que,
[...] dentre as escolas que possuem espaço destinado para a biblioteca, uma
significativa parcela não está funcionando de forma organizada. Algumas,
apesar de possuírem espaço próprio, não têm equipamentos, acervo e muito
menos uma pessoa responsável pelo espaço para, efetivamente, constituirse como biblioteca. Pôde-se observar in loco que parte considerável dos
livros expostos e armazenados em várias escolas é didática, e que não está
disposta de forma adequada (DIAS, 2016, p.151).

Na UFMA, onde ocorre a formação dos professores do PARFOR, tem biblioteca
com atuação de profissional de biblioteconomia e laboratório de informática.
No cotejamento dos dados definiu-se para compreensão sobre as
competências digitais, as seguintes variáveis: perfil dos sujeitos, formação acadêmica,
acesso e uso das tecnologias digitais, fontes e suportes de informação e práticas
metodológicas docentes.
Deste modo, identificou-se a predominância do sexo feminino, na faixa etária
de 31 a 40 anos de idade. O tempo de exercício na carreira docente predominante é
de 6 a 15 anos (45,76%) indicando um processo de maturidade profissional, apesar
de 84,75% dos entrevistados acusar está na primeira graduação e não recebeu
nenhuma formação relacionada à temática Tecnologia de Informação e Comunicação
na Educação (96,36%).
Para uso da Internet, os professores pesquisados usam predominante o celular,
seguido pelo computador em apenas 13%, com acesso várias vezes ao dia. Em
autoavaliação sobre competência no uso das ferramentas da web, o maior percentual
definiu como muito reduzida e razoável. A atividade mais usada para produzir e
partilhar conteúdo na internet é o upload de fotos.
Os conteúdos mais acessados envolvem o tema educação, com frequente uso
dos sites de busca e integração através das redes sociais. Os docentes aproveitam
os conteúdos acessados na internet como fonte para elaboração de material didático.
Mas, 94,34% não faz uso da leitura digital em sala de aula com os alunos, assim como
é acentuada a deficiência de laboratório de informática na escola.

�Como fonte de estudo distingue-se a utilização de apostilas, o uso da internet,
com destaque para as redes sociais e o livro impresso. Enfatiza-se a ausência da
utilização de bibliotecas como recurso para acessar fontes de aprendizagem.
Os números da pesquisa realizada docentes / alunos universitários apontam a
ausência do uso da biblioteca como fonte de informação, tanto para o ensino, como
para aprendizagem. Restando assim a limitação somente à internet como recursos
informacional dos referidos professores, com o agravante de que os mesmos não
apresentam competências com nível de qualidade para uso dessas ferramentas,
atuando no papel de consumidores de informações disponibilizadas na web.
Maria Silva, Carlos Alberto Borges da Silva e Josias Ferreira da Silva (2016),
em pesquisa realizada sobre o laboratório de informática em escola em Boa Vista –
Roraima, aponta que “[...] ao pesquisar o dia a dia dos professores e o Projeto Político
Pedagógico- PPP, percebemos que nele não constava nada que fizesse alusão à
utilização dos laboratórios de informática como recurso metodológico para o ensino”.
Considera-se que essa realidade afeta o norte e nordeste do país, e dessa forma, os
laboratórios, quando existem, ficam subutilizados e não contribuem para a inclusão
digital da comunidade escolar. Quando este recurso poderia ser usado para acesso a
inúmeras fontes relevantes para o ensino e aprendizagem, a exemplo das bibliotecas
e livros digitais.
Nesse contexto, o professor da Educação Básica tem deve atuar como
gateway, ou seja, mediador do conhecimento dos alunos, formador de cidadãos
críticos e criativos, responsável pela inclusão social e digital de crianças e jovens. Em
um município com lacunas educacionais graves, a postura desse professor irá
modificar a ideia de uma educação sem a participação da biblioteca, distante dos
livros, não somente dos impressos, mas igualmente dos livros digitais.
Uma comunidade que não conta com uma instituição de leitura, como a
biblioteca, a fim de proporcionar acesso à informação segura e fornecer atividades e
serviços em prol do incentivo à leitura, inclusive da leitura digital, apresentará
problemas futuros na Educação. Pois a tecnologia digital, não sendo usada com
competência, pode desencadear inúmeros aspectos negativos, especialmente por
parte dos mais novos, destacando-se o consumo e compartilhamento de informações
nas redes sociais.
CONCLUSÃO
Conclui-se que a Sociedade do Conhecimento exige um novo perfil de
educador e que, para tal, o sistema de ensino brasileiro deve fornecer condições de
capacitação permanente aos docentes, notadamente em relação a atualização no uso
das tecnologias digitais na Educação, bem como dotar as escolas de infraestrutura
básica para que os mesmos possam trazer as tecnologias para a sala de aula, a
exemplo de biblioteca escolar, laboratório de informática e wifi.

�No município objeto de pesquisa, percebe-se de forma acentuada a
necessidade de fazer uso da biblioteca escolar como porta de entrada das TIC. Cabe
ao professor gateway, como estratégia, ampliar as possibilidades de pesquisa, leitura
e escrita da comunidade.
No ambiente escolar, em maior ou menor grau, são os alunos que tem maior
prática e habilidade ao lidar com ferramentas digitais para se comunicar, interagir e
compartilhar. E as escolas e os professores não podem ignorar tal fato (RAVOTTO;
FULANTELLI, 2011), então recomenda-se o trabalho conjunto, onde toda a
comunidade escolar utiliza as tecnologias, a fim de superar a carência das bibliotecas.
Para tanto, podem valer-se dos recursos das bibliotecas digitais, pois assim tem-se a
inclusão da instituição biblioteca no habitat da comunidade escolar e inclusão digital,
com o uso lúdico e direcionado para a aprendizagem da tecnologia digital. Considerase que os docentes devem ser o gateway das bibliotecas digitais do alunado afim de
suprir as necessidades informacionais para estudo e para formação cidadã. Dessa
forma, os docentes poderão cumprir com o papel de facilitador da inclusão social da
comunidade escolar.
REFERÊNCIAS
DIAS, C. Projeto letrar: uma experiência de extensão da UFMA/ campus Codó na
educação básica. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 3., 2016. Anais
eletrônicos... João Pessoa: CONEDU, 2016. Disponível em: &lt;
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD
1_SA5_ID4389_16082016084141.pdf&gt;. Acesso em: 1 jul. 2017.
GIL, A. C. Como elaborar projeto de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2010.
MORIN, E. Os setes saberes necessários à educação do futuro. São Paulo:
Cortez, 2011.
RAVOTTO, P.; FULANTELLI, G. The Net Generation and Teacher Training. Journal
of e-Learning and Knowledge Society, v. 7, n. 2, maio 2011.
SILVA, M. E. N.; SILVA, C. A. B. da; SILVA, J. F. da. Refletindo sobre a formação
dos professores e o uso das tecnologias do laboratório de informática. Revista
Amazônica de Ensino de Ciências, Manaus, v.9, n.18, p.182-196, jan./jul. 2016.
Disponível em: &lt; http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/205&gt;.
Acesso em: 1 jul. 2017.
SILVEIRA, S. A. da. Exclusão digital: a miséria na era da informação. São Paulo:
Fundação Perceu Abrão, 2001.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Plano Nacional de Formação de
Professores da Educação Básica. Centro de Ciências Sociais. Curso de Pedagogia.
Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia em Primeira Licenciatura. São Luís,
2010.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32648">
                <text>COMPETÊNCIAS DIGITAIS: O PROFESSOR COMO GATEWAY DE NOVOS PESQUISADORES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32649">
                <text>Cláudia Abreu Pecegueiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32650">
                <text>Cassia Cordeiro Furtado</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32651">
                <text>Raimunda Ramos Marinho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32652">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32653">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32655">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32656">
                <text>O artigo apresenta resultados parciais da investigação quali-quantitativa realizada para mapear as competências digitais de professores - discentes participantes de um programa de formação continuada. No século XXI o conceito de leitura e escrita teve sua abordagem ampliada, passando a envolver novas formas de acesso à informação e ao conhecimento, estando em relevo a informação digital, possibilitando ao indivíduo participar plenamente na vida social e cívica. Assim, o domínio no uso da informática, em variantes tecnológicas, notadamente a internet, torna-se fundamental para os professores como forma de acesso as fontes bibliográficas, e a aquisição da competência para buscar, selecionar e usar as informações bibliográficas.  Notadamente para desempenhar seu labor, que envolve crianças e jovens da Geração Z. Estabelece-se como objetivo geral identificar uso e domínio das tecnologias digitais, que possibilitam a inclusão social pelo professor no processo de ensino-aprendizagem. Conclui que a sociedade do conhecimento exige um novo perfil de educador onde os docentes devem ser o gateway das bibliotecas digitais do alunado afim de suprir as necessidades informacionais dos mesmos para estudo e para formação cidadã.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66733">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2769" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1851">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2769/1883-1900-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e2ecdf1d9e1a1f9f62fbf563f909373b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32647">
                    <text>Competência Informacional desenvolvida em analfabetos e semianalfabetos do Conjunto Barbará de Alencar II- Curió- Messejana

ANA VIRGINIA FERREIRA CARMO (UFMA) - anavirginia.fc@gmail.com
Resumo:
Este estudo objetiva analisar a competência informacional nos analfabetos e semi-analfabetos
residentes no Conjunto Bárbara de Alencar II- Curió- Messejana. Utilizando-se de revisão de
literatura sobre o assunto objetiva refletir a análise teórica e juntar com a prática do grupo de
leitura semanal na comunidade, para entender como as informações chegam aos sujeitos
envolvidos, seja de forma oral, escrita ou visual, além de verificar como eles absorvem o que
receberam com o auxilio de uma bibliotecária enquanto mediadora da informação. Nesse
sentido o estudo explorará o método qualitativo de revisão de literatura, além de se utilizar de
grupo focal, roda de conversa, diário de bordo e observação para a coleta dos dados.
Palavras-chave: Competência em informação; analfabetos, papel do bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: 04 – Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com
deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem, Biblioteconomia Social.
Introdução
O cenário do mercado de trabalho no Brasil coloca a educação e a
aprendizagem como prioridade para contratações, da forma que aquele que
melhor qualificado (teoricamente) será aquele que terá melhores cargos e
consequentemente, melhores salários.
A aprendizagem, a informação enquanto instrumento de aprendizagem e
de elemento para a transformação desse conhecimento em competência
informacional tem papel sinequanon para os que estão à procura de melhores
condições de vida através da educação.
Fazer uma reflexão de como o analfabeto ou semi-analfabeto vive a
competitividade diária da sociedade contemporânea, como eles conseguem
produzir competências informacional para a vida diária no mundo do trabalho
competitivo, das relações interpessoais, da vida cultural, dentre tantas outras
facetas da vida de um ser humano, é no mínimo curioso; além do que
questionar o papel do Bibliotecário enquanto ponte para a amenização desse
quadro é questão primeira a ser pensada pelos mediadores da informação.
Podemos afirmar que a aprendizagem é um processo que se constrói ao
longo da vida, ela possibilita o ser humano adquirir além da cognição de viver
eticamente em sociedade, o desabrochar de um sentimento crescente de
pertença ao local em que se vive, sentimento de trabalho coletivo e
cooperativo, além da identificação social que o individuo adquire ao longo da
sua jornada diária de absorção de competências na mobilização de habilidades
e conhecimentos.
Dudziak (2008, p.17) afirma que através da mobilização de habilidades
e conhecimentos, a aprendizagem passa por inúmeras dimensões: dimensão
cognitiva, dimensão da apropriação de conteúdos, dimensão do processo

�reflexivo como também a dimensão das atitudes e valores que o individuo dará
ao conhecimento gerado.
Segundo Ausbel apud Farias
o

individuo

amplia

e

1

(2015), a aprendizagem é significativa;

reconfigura

os

conhecimentos

já

existentes,

transformando-os em outros conhecimentos inéditos. Dessa forma, seguindo a
linha de raciocínio ainda de Ausbel apud Farias (2015) retrata-se

05 padrões

de indicadores de competência em informação: 1) o indivíduo determina a
natureza e a extensão da sua necessidade de informação, 2) o individuo
acessa a informação necessária a sua efetividade; 3) o individuo avalia
criticamente a informação e sua fonte, 4) o individuo usa a informação para
alcançar seu objetivo, 5) o individuo usa a informação de forma ética e legal.
A aprendizagem e a construção da competência em informação se
diagnosticam através das vivências e das aprendizagens significativas, o que
possibilita

o

analfabeto

construir

competências

informacional

gerando

conhecimentos e agregando valores morais, éticos e sociais a eles, que mais
tarde serão utilizados na vida cotidiana, mesmo que inconscientemente.
Ao participar de grupos sociais, ao vivenciar experiências diárias o sujeito
analfabeto se oportuniza na construção de conhecimentos inéditos que
silenciosamente se tornam competências e são elementos essenciais para a
sua sobrevivência no sistema, sinônimo de competência informacional.
Apresentada a possibilidade da geração de competências informacional
através da aquisição de informações não escritas, necessário refletir de como
as informações chegam aos sujeitos analfabetos, não se preocupando em qual
formato, mas preocupando-se em qual forma crítica. Nesse sentido, faz-se
necessário uma avaliação profunda dos meios de comunicação existentes,
analisando o conteúdo que está sendo

transmitido, ao mesmo tempo que

analisando o conteúdo mais consumido e aproveitado pela população.
Destarte, a pesquisa busca observar sobre como estes

cidadãos

analfabetos ou semi- analfabetos, em especial os moradores que residem no
Conjunto Barbará de Alencar II – Bairro Curió- Messejana- Fortaleza, absorvem

1

Relatos coletados no II Encontro de Competência Informacional na Universidade Federal do
Ceará – 2015.

�informações relevantes para sua vida, através da informação oral, visual e
prática, e desse modo analisar quais as principais dificuldades enfrentadas na
construção da competência informacional diante da pouca ou mesmo a
ausência da leitura e da escrita, como os conhecimentos empíricos influenciam
na competência informacional e mesmo se esta existe em analfabetos?
Método da pesquisa:
A pesquisa se caracteriza como qualitativa, utilizando-se de elementos
da Etnografia como técnica para traduzir a observação, a descrição das
analises das dinâmicas interativas e comunicativas, ademais foi utilizado
também como instrumentos a revisão documental sobre o assunto, grupo focal
com entrevistas livres para saber do histórico, estruturação familiar, profissão
dos sujeitos envolvidos, diários de bordo do grupo de leitura na comunidade
em questão, com interferência do bibliotecário enquanto mediador da leitura,
além da interação do sujeito pesquisado e do sujeito pesquisador, tendo em
vista a convivência diária.
Resultados e Discussão:
Segundo, Farias2 (2015) a aprendizagem por competência perpassa por
duas fases: permitir o acesso à informação e proporcionar pensamento crítico a
esta informação. Desse modo, a aprendizagem por competência envolve
aprendizagem, experiências, reflexão, abstração e ação. Nesse prisma, foi
realizado

grupo

de

leitura

com

aproximadamente

15

moradores

da

comunidade, a intenção: ler matérias de jornais, artigos de revistas, ouvir
noticias no rádio e mostrar páginas da internet, além do relato de experiência
de vida de cada participante com uma roda de conversa, uma vez por semanaaos sábados- por uma hora. Nesse processo, foi analisada de forma empírica,
as habilidades dos participantes, tendo em vista o tipo de atividade que
desenvolviam e como estes se comportavam em suas atividades remuneradas,
sendo eles: pedreiros que nunca fizeram um curso formal, costureiras que
aprenderam com a mãe, cuidadoras, desenvolvendo a habilidade do
tratamento e cuidado com o outro, dentre outras atividades.

2

Relatos coletados no II Encontro de Competência Informacional na Universidade Federal do
Ceará – 2015.

�A bibliotecária envolvida, colaborou no processo de seleção da
informação, possibilitando ao leitor a oportunidade de um pensamento crítico
sobre o que ele ler, além de oportunizar o surgimento de um processo cognitivo
suficiente para a seleção das fontes. A experiência foi importante, diante do
nascimento e do aumento ( naqueles que já tinham)

do desejo de querer

estudar mais para melhor qualificação na sua educação, fato que gerou a
matricula de mais de 70% dos participantes do grupo

no Programa Mais

Educação de uma escola da prefeitura do bairro, dentre estes, após o término
do projeto que foi de seis meses, muitos ainda

estão estudando no EJA

noturno da mesma escola.
Considerações Finais ou Conclusões:
Quanto aos objetivos apresentados, foi possível deduzir que estes
sujeitos mesmo com pouca ou nenhuma educação na escrita e na leitura
possuem competência informacional, tendo em vista que muitos desenvolvem
atividades que aprenderam ao longo da vida com seus familiares. No que
trata das dificuldades, muitos já foram enganados por assinar documentos
que lhes causaram prejuízos, a exemplo de empréstimos e uso dos seus
nomes de forma indevida, além da dificuldade para se utilizar do direito à
cidade, pegando ônibus errado, por não saberem ler - apenas pela cor- dentre
outras situações desagradáveis. Contudo, vale salientar que aferir a
competência em informação é um processo que vai além da escrita e da
leitura, tendo em vista o exemplo dos participantes da experiência
apresentada, pois muitos não os possuem, e os que possuem, é

muito

pouco.
Referências:
AGUIAR, Alessandra Gomes Melo et al. O Bibliotecário como ser social no
combate ao analfabetismo funcional. Docfoc. Disponível em:
&lt;http://www.docfoc.com/o-bibliotecario-como-ser-social-no-combate-aoanalfabetismo-funcional&gt;. Acesso em: 10 set. 2016.
AGUIAR, Ednalva Padre. Discussões metodológicas: a perspectivas qualitativa
na pesquisa sobre ensino/ aprendizagem em história. Simpósio Nacional de
história – ANPUH, 26, Anais..., São Paulo, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300932800_ARQUIVO_SI
MPOSIONACIONALDEHISTORIA.pdf&gt;.

�BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto,
imagem e som: um manual prático.2.ed.Petropólis: Vozes, 2002.
CAMPELLO, Bernadete. A escolarização da competência informacional.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série, São
Paulo, v., n.2, p.63 - 77, dez. 2006. ISSN: 1980
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy: princípios, filosofia e prática.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 32, n.1, p. 23-25, jan./abr. 2003.
______. Os faróis da sociedade de informação: uma análise crítica sobre a
situação da competência em informação no Brasil. Informação &amp;
Sociedade.:Est., João Pessoa, v.18, n.2, p. 41-53, maio/ago. 2008.
FARIAS, Gabriela Belmont. Reflexões acerca da teoria da aprendizagem de
Ausbel para o desenvolvimento da Competência em Informação.In: Encontro
de Estudos sobre competência em Informação,2.Resumos. Fortaleza, 2015.
FONTES, Beatriz Pimentel de Sá Loven de; Monteiro, Emilio Zuleta Queiroga.
Competência em informação: o papel do bibliotecário no desenvolvimento de
práticas pedagógicas. In: Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia,
Documentação, Ciência da Informação e Gestão da Informação: os novos
campos da profissão da informação na contemporaneidade,14.Resumos. Rio
de Janeiro, 2011.
GUNTHER, Hartmut. Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa: esta é
a questão. Psicologia: teoria e prática,Brasilia,v.22, n.2, p.201-210,
maio/ago.2006.
HATSCHBACH , Maria Helena de Lima; Olinto, Gilda.Competência em
informação caminhos percorridos e novas trilhas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.4, n.1, p. 20-34,
jan./jun. 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA- IBGE. Censo.
Disponível em: &lt;http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=230440&gt;.
Acesso em : 10 set. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32640">
                <text>COMPETÊNCIA INFORMACIONAL DESENVOLVIDA EM ANALFABETOS E SEMI- ANALFABETOS DO CONJUNTO BARBARÁ DE ALENCAR II- CURIÓ- MESSEJANA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32641">
                <text>ANA VIRGINIA FERREIRA CARMO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32642">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32643">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32645">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32646">
                <text>Este estudo objetiva analisar a competência informacional nos analfabetos e semi-analfabetos residentes no Conjunto Bárbara de Alencar II- Curió- Messejana. Utilizando-se de revisão de literatura sobre o assunto objetiva refletir a análise teórica e juntar com a prática do grupo de leitura semanal na comunidade, para entender como as informações chegam aos  sujeitos envolvidos, seja de forma oral, escrita ou visual, além de verificar como eles  absorvem o que receberam com o auxilio de uma bibliotecária enquanto mediadora da informação. Nesse  sentido o estudo explorará o método qualitativo de revisão de literatura, além de se utilizar de grupo focal, roda de conversa, diário de bordo e observação para a coleta dos dados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66732">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2768" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1850">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2768/1882-1899-1-PB.pdf</src>
        <authentication>3816882ad6ac8b74441d1fa56e0de6d2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32639">
                    <text>Campanha Multa Solidária: alternativa para uma Biblioteconomia
mais social

Carin Cunha Rocha (UFMA) - carinrocha@hotmail.com
Resumo:
Relato de experiência sobre a implantação da Campanha Multa Solidária na Biblioteca Setorial
da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus de Bacabal. Com o objetivo de sanar
as dificuldades de pagamento das multas pela distância das agências bancárias, diminuir a
inadimplência e beneficiar as comunidades carentes da cidade com doações de alimentos não
perecíveis. Essas ações refletem a sensibilidade e solidariedade do profissional bibliotecário
contribuindo para ampliação da importância da responsabilidade social na Biblioteconomia.
Palavras-chave: Biblioteconomia Social. Responsabilidade social. Multa Solidária
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A implantação da Campanha Multa Solidária na Biblioteca Setorial da
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Campus Bacabal, surgiu da
dificuldade de os alunos efetuarem o pagamento das multas da biblioteca, que é
realizado somente através de Guia de Recolhimento da União (GRU), paga somente
nas agências do Banco do Brasil. À época da implantação da campanha, em 2014, a
cidade de Bacabal – MA (240km da capital São Luís) contava com apenas uma
agência do Banco do Brasil no centro da cidade, distante do campus. Atualmente,
possui duas agências que funcionam até às 15hs. Isso gerou muitas reclamações
por parte dos usuários para quitar o pagamento das multas, impedindo-os de realizar
novos empréstimos. Além disso, percebeu-se que muitos livros estavam
emprestados em poder dos usuários e com multas há bastante tempo e que
estavam fazendo falta no acervo e tendo muita procura.
Observando essas dificuldades, as bibliotecárias responsáveis refletiram
sobre uma forma de saná-las e ao mesmo tempo visando beneficiar as comunidades
carentes da cidade, pondo em prática a solidariedade e responsabilidade social.
Assim, os usuários em débito com a Biblioteca, não efetuam o pagamento da GRU e
sim realizam a compra de alimentos não perecíveis que seriam doados a instituições
carentes da cidade. A cada R$5,00 em multa equivale a 1kg de alimento.
Essa experiência reflete sobre responsabilidade social na Biblioteconomia.
Esse profissional não deve se voltar somente aos cuidados do acervo de sua
biblioteca e parte técnica da profissão e sim levar benefícios e ações sociais ao
público externo na comunidade na qual está inserido. Como defendem Moraes e
Lucas (2012, p. 114) “atualmente, o bibliotecário tem sua prática pautada na
preocupação com o indivíduo e/ou com o grupo e com suas necessidades de
informação.” Ou seja, é relevante para a sociedade um profissional com perfil
diferenciado e que cumpre seu papel social.

Campanha Multa Solidária
A Biblioteca Setorial da UFMA do Campus Bacabal iniciou suas atividades em
dezembro de 2012, mas somente em dezembro de 2014, após observações das
dificuldades dos alunos no pagamento das multas, foi colocada em prática a
Campanha Multa Solidária. As bibliotecárias responsáveis estipularam 1kg de
alimento para cada R$5,00 de multa. Quem não tivesse em débito com a biblioteca,
também poderia participar doando alimentos.
Foi realizada divulgação no ambiente da Biblioteca com cartazes e nos
quadros de avisos das salas de aula do campus no período de novembro a
dezembro, para que os alimentos arrecadados fossem entregues antes do Natal.
Uma caixa grande com cartaz ficou disponível próximo ao balcão de atendimento

�para que fossem colocados os alimentos (Figura 1). Além disso, foram repassados
aos bolsistas e colaboradores da biblioteca todos os procedimentos para receber os
alimentos, conferir com ao valor da multa, justificar no sistema de confirmação de
pagamento da multa que o aluno está participando da campanha, além de
verificação da data de validade dos alimentos.

Figura 1 – Caixa e cartaz para doação de alimentos

Ao final da campanha, foi colocado em planilha os alimentos e as quantidades
doadas (Tabela 1):

ALIMENTOS

KGS

Arroz

20

Feijão

10

Macarrão

10

Farinha

6

Café

4

Leite

4

Tabela 1 - Alimentos arrecadados em 2014

Em 2014, foram arrecadados 44kgs distribuídos à comunidade dos bairros
Vila da Paz e Vila Palmeira, na cidade de Bacabal. (Figuras 2 e 3).

�Figura 2 – Entrega de alimentos nos bairros Vila da Paz e Vila Palmeira

Figura 3 – Entrega de alimentos nos bairros Vila da Paz e Vila Palmeira

�Como rendeu bons resultados, a campanha se repetiu em 2016, onde foram
arrecadados 76kgs (Tabela 2) distribuídos à creche Projeto Social Beata Madre
Rosa, que é uma obra social das Irmãs Franciscana de Nossa Senhora dos Anjos,
Brasil e Alemanha que atende crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade social, atuando em bairros periféricos da cidade de Bacabal. Seu
objetivo é ocupar as crianças no horário em que não estão na escola e contribuir
com o desenvolvimento psicossocial, através de atividades sócio pedagógicas,
prevenindo-as do uso de drogas, prostituição, violência e outros. (Figuras 4 e 5).

ALIMENTOS

KGS

Arroz

30

Feijão

23

Macarrão

8

Farinha

5

Café

6

Leite

4

Tabela 2 - Alimentos arrecadados em 2016

Figura 4 – Crianças da Creche Projeto Social Beata Madre Rosa

�Figura 5 – Fachada da Creche Projeto Social Beata Madre Rosa

Considerações finais
Percebeu-se que a campanha teve boa aceitação por parte dos usuários da
Biblioteca, pois participaram ativamente. Com isso, diminuiu a inadimplência e
muitos livros retornaram ao acervo. Além disso, muitos alunos contribuíram para a
responsabilidade social, proporcionando uma reflexão por parte dos profissionais da
Biblioteca sobre a importância da responsabilidade social na Biblioteconomia.
Após essa reflexão, percebeu-se que podemos melhorar ainda mais a
qualidade de vida da comunidade e, portanto, resolveu-se estender a campanha não
somente para doação de alimentos no mês do natal e sim de brinquedos no mês de
outubro. Dessa forma, aplicamos o lado social do exercício profissional e ajudamos
a levantar a bandeira da responsabilidade social na Biblioteconomia. Afinal, as
funções exercidas pelos bibliotecários estão cada vez mais diversificadas, e dentro
dessa diversidade é fundamental não esquecer de que nossa profissão tem um
papel importante na sociedade. (CUNHA, 2003) Portanto, o lado social não deve ser
esquecido jamais.

Referências
CUNHA, Miriam Vieira da. O papel social do bibliotecário. Encontros Bibli,
Florianópolis, n. 15, 2003.
MORAES, Marielle Barros de; LUCAS, Elaine de Oliveira. A responsabilidade social
na formação do bibliotecário brasileiro. Em questão, Porto Alegre, v. 18, n.1, p. 109124, jan./jun. 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32632">
                <text>CAMPANHA MULTA SOLIDÁRIA: ALTERNATIVA PARA UMA BIBLIOTECONOMIA MAIS SOCIAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32633">
                <text>Carin Cunha Rocha</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32634">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32635">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32637">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32638">
                <text>Relato de experiência sobre a implantação da Campanha Multa Solidária na Biblioteca Setorial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus de Bacabal. Com o objetivo de sanar as dificuldades de pagamento das multas pela distância das agências bancárias, diminuir a inadimplência e beneficiar as comunidades carentes da cidade com doações de alimentos não perecíveis. Essas ações refletem a sensibilidade e solidariedade do profissional bibliotecário contribuindo para ampliação da importância da responsabilidade social na Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66731">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2767" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1849">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2767/1881-1898-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d954824a33d5914f9027c974a8ffa850</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32631">
                    <text>BIBLIOTERAPIA: a contribuição da biblioterapia no tratamento de
pacientes internados em unidades hospitalares

Maryse Azevedo Dos Santos (UFAM) - maryseeu4@gmail.com
Suely Oliveira Moraes Marquez (UFAM) - suelymoraes31@gmail.com
Resumo:
Este projeto de pesquisa pretende analisar a importância e a contribuição da Biblioterapia no
processo de tratamento de pacientes internados em unidades hospitalares. Apresenta
conceitos, a importância da prática biblioterapêutica e a biblioterapia como campo de atuação
para o bibliotecário. Destaca sua aplicação com a finalidade de minimizar a tensão dos
pacientes em tratamento hospitalar, como também de seus acompanhantes, proporcionando
um ambiente mais agradável e familiar. Relata sobre a leitura com objetivo terapêutico e como
ela vem sendo aplicada em ambientes hospitalares, amenizando a solidão e a tristeza,
proporcionando momentos de felicidade, de sonho, de magia e de descontração. Os
procedimentos metodológicos se basearam em pesquisas bibliográficas/eletrônicas, através de
livros, periódicos, anais de eventos pertinentes ao assunto, com a finalidade de obter
embasamento teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a
formalização do trabalho monográfico.
Palavras-chave: Biblioterapia. Leitura terapêutica. Biblioterapêuta.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Biblioterapia vem do grego biblion, que significa livro ou qualquer material
bibliográfico ou de leitura e therapein que significa tratamento, cura ou
restabelecimento, então a biblioterapia é uma terapia utilizada com livros.
Sendo assim utilizada como terapia psicológica de pessoas enfermas, a
biblioterapia utiliza o simples ato da leitura, aplicando-a como atividade de forma
secundária na tentativa de cooperar no tratamento de pacientes que estão
internados com doenças hematológicas.
Esse tipo de doença afeta ao estado físico e emocional dos pacientes,
independente da doença enfrentada, tornando assim, complicado a locomoção
dos mesmos até a biblioteca do hospital, se existir.
Devido a essa situação, é visível a necessidade de implementar a
interação entre a biblioteca e os pacientes, tornando a biblioterapia um canal
capaz de proporcionar um “novo mundo” às pessoas que muitas vezes não
podem se deslocar de seus leitos.
Ouakin (1996, p. 12), diz que: “A palavra ‘terapia’ tem essencialmente um
sentido curativo. O remédio e o médico vêm para ‘reparar’ uma ‘fratura’ do corpo,
do espírito ou da alma.” Logo, é necessário o acompanhamento terapêutico de
uma equipe especializada.
Por intermédio da leitura em ambientes hospitalares pode-se motivar não
somente pacientes, mas todos os sujeitos que circulam neste local, visando uma
melhoria não apenas nos pacientes, mas também em toda a equipe participante
da ação.

�2

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para o desenvolvimento desta pesquisa é o alcance dos objetivos
previamente estabelecidos buscou caracterizar e estabelecer quais são os
processos destacados pela prática da biblioterapia e os seus benefícios da
aplicação terapêutica no auxílio ao tratamento oferecido aos pacientes atendidos
pelas unidades de saúde e a posteriormente foram feitas sugestões de
atividades para serem trabalhadas.
Toda e qualquer pesquisa ou ainda intervenção teórico-metodológica na
realidade complexa e que envolve o conjunto de elementos humanos com sua
diversidade e potencialidade exige que tal ação esteja orientada por um percurso
ou trilha que se abre à medida que se lida com os aspectos dinâmicos desta
mesma realidade material e humana em constante evolução.
O percurso que orientou a pesquisa a ser realizada perpassa em seu início
a devida pesquisa bibliográfica na literatura especializada, na qual serão
coletadas informações com o objetivo de promover um embasamento o mais
amplo sobre a temática e o suporte teórico-metodológico da pesquisa.
O percurso metodológico aponta os caminhos escolhidos utilizando o
método, técnica local da pesquisa e os atores envolvidos, pois é caminhando
que se constroem as trilhas que nos levam adiante em nossos objetivos.
A pesquisa foi descritiva devido ao fato de não haver nenhuma
interferência. O fenômeno será somente observado, analisado, registrado e
interpretado pelo pesquisador, pois, segundo Barros e Lehfeld (2007), na
pesquisa descritiva realiza-se o estudo, a análise, o registro e a interpretação
dos fatos do mundo físico sem a interferência do pesquisador.
Afim de se obter um maior conhecimento sobre o papel da Biblioterapia
nos hospitais para pacientes e com público diverso que neles transitam, foi feito
um estudo exploratório através da pesquisa qualitativa.
De acordo com Minayo (2002, p. 21),
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares.
Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade
que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o
universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores
e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações. (MINAYO, 2002, p. 21).

�3

Segundo Fonseca (2002), a pesquisa bibliográfica é feita a partir do
levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios
escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites.
Devido a isso, a presente pesquisa também pode ser considerada bibliográfica,
pois foram realizadas reflexões a partir das obras de autores, como: Alves
(1982), Caldin (2001), Silva (1992), entre outros.

�4

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A biblioterapia e sua aplicação no ambiente hospitalar, possui um papel
fundamental e social para com pessoas que por motivos sérios desenvolveram
algum distúrbio, a função terapêutica da leitura usada como ferramenta e aliada
ao bibliotecário no intermédio dessa ação. Devido sua multidisciplinaridade, a
biblioterapia desenvolve trabalhos em conjunto com outros profissionais,
exigindo que o bibliotecário tenha um perfil social para atender as necessidades
de pacientes, com suas práticas e conhecimentos literários.
Com está pesquisa foi possível observar que por meio da leitura, os
pacientes institucionalizados podem compartilhar suas emoções, dúvidas e
angústias, bem como vivenciarem momentos de alegria no grupo. Pode-se inferir
que, os resultados que poderão ser obtidos através das atividades que podem
ser implantadas nas unidades terão saldo positivo, pois a biblioterapia apresenta
uma alternativa de recreação estimulando o desenvolvimento ao processo de
envelhecimento, socialização e motivação, preenchendo as necessidades
emocionais dos indivíduos em qualquer unidade de internação ou clinicas de
reabilitação.
O

bibliotecário

também

pode

atuar diretamente

em

atividades

semelhantes contribuindo como profissional da informação em conjunto com
profissionais da área da saúde, na socialização da informação e mais ainda, em
atividades humanitárias.
Logo, conclui-se que a Biblioterapia deve ser vista como um complemento
a outras terapias e não apenas como única possibilidade de tratamento
psicológico, ela apenas serve como alivio das tensões, medos e angústias,
desenvolvidas e vivenciadas por pacientes e que o bibliotecário pode ser um
agente direto neste tratamento.
Sugere-se, então, que outros estudos sejam realizados, na busca de
experiências concretas de biblioterapia, para ajudar a compor um quadro mais
real dos benefícios alcançados com a prática das atividades que são
desenvolvidas pela biblioterapia.

�5

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serviços de informação. 2. ed. rev. e ampl. Brasília: Brinquet de Lemos, 2005.
BENEDETTI, Luciane Berto. Biblioterapia para pacientes adultos internados
em uma unidade hospitalar: uma proposta de humanização. Porto Alegre:
FIOCRUZ,
2008.
Disponível
em:&lt;http://arca.icict.fiocruz.br/bitstream/icict/3213/2/Luciane.pdf&gt;.
Acessado
em: 01 de fevereiro de 2017.
CAETANO, Renata Vieira. Biblioterapia: um estudo documental. Brasília:
Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília, 2013. 47 pg.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo:
Atlas,1991.
HANNIGAN,
Margaret.
The
librarian
in
bibliotherapy:
pharmacistorbibliotherapist? Library Trends, v.11, p. 188-198, oct. 1962.
LEAL, Luciana Angélica da Silva. Biblioterapia: a função terapêutica dos livros
associada ao papel social do profissional bibliotecário. 2009. 38 f. Monografia –
Faculdades Integradas de Jacarepaguá.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e
criatividade. Petrópolis: Vozes, 2002.
NOBRE,
Sandra
Barão.
A
Biblioterapeuta.
Disponível
em:
&lt;https://abiblioterapeuta.com/o-que-e-a-biblioterapia/&gt;. Acessado em: 04 de
dezembro de 2016.
OLIVEIRA, Ageísa Ferreira de et al. O biblioterapêuta: a nova atuação do
profissional bibliotecário. In: ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDANTES DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E
GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 14. 2011, Fortaleza.
PINTO, V. B. A Biblioterapia como campo de atuação para o bibliotecário.
Transformação, Campinas, n. 17. p. 31-43, jan./abr. 2005.
RATTON, Ângela M. L. Biblioterapia. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, v. 4, n. 2, p. 198-214, set. 1975.
SEITZ, Eva M. Biblioterapia: uma experiência com pacientes internados em
clínica
médica.
2005.
p.
96.Disponível
em:&lt;http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1838/pdf_6&gt;.
Acesso em: 28 janeiro de 2017.
AGÊNCIA FINANCIADORA
Universidade Federal do Amazonas- UFAM

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32623">
                <text>BIBLIOTERAPIA: A CONTRIBUIÇÃO DA BIBLIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADES HOSPITALARES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32624">
                <text>Maryse Azevedo Dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32625">
                <text>Suely Oliveira Moraes Marquez</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32626">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32627">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32629">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32630">
                <text>Este projeto de pesquisa pretende analisar a importância e a contribuição da Biblioterapia no processo de tratamento de pacientes internados em unidades hospitalares. Apresenta conceitos, a importância da prática biblioterapêutica e a biblioterapia como campo de atuação para o bibliotecário. Destaca sua aplicação com a finalidade de minimizar a tensão dos pacientes em tratamento hospitalar, como também de seus acompanhantes, proporcionando um ambiente mais agradável e familiar. Relata sobre a leitura com objetivo terapêutico e como ela vem sendo aplicada em ambientes hospitalares, amenizando a solidão e a tristeza, proporcionando momentos de felicidade, de sonho, de magia e de descontração. Os procedimentos metodológicos se basearam em pesquisas bibliográficas/eletrônicas, através de livros, periódicos, anais de eventos pertinentes ao assunto, com a finalidade de obter embasamento teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a formalização do trabalho monográfico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66730">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2766" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1848">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2766/1880-1897-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e0945f1962df751c3edff8abfc8aee89</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32622">
                    <text>Biblioterapia na UNIRIO: uma proposta de ensino e extensão
Marilia Amaral Mendes Alves (UNIRIO) - mariliamarall21@gmail.com
Hugo da Costa Maia Bernardo (UNIRIO) - dacosta.hugo@icloud.com
Resumo:
A temática da Biblioterapia vem se consolidando e expandindo como um campo de atuação
para os bibliotecários embora raramente seja abordada nos cursos de Biblioteconomia ou
mesmo de outras áreas correlatas, exatamente pelo seu caráter de inovação. Na Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) elaborou-se, em 2016, um projeto de ensino e
uma disciplina optativa, dentro da proposta curricular de Tópicos Especiais em Temas
Contemporâneos, de forma a abordar o tema para alunos de Biblioteconomia. Em paralelo,
iniciou-se o projeto de extensão Biblioterapia em Estudo com o objetivo de promover estudos e
práticas no âmbito da Biblioterapia. O projeto de ensino Biblioterapia: um campo de atuação
contemporânea na Biblioteconomia teve por objetivo geral desenvolver um projeto piloto para
a discussão e a aprendizagem interdisciplinar dos tópicos referentes à Biblioterapia,
possibilitando maior compreensão da temática e permitindo que os alunos contribuíssem para
a definição de conteúdos programáticos futuros e desenvolvimento de material instrucional. O
projeto Biblioterapia em Estudo, aberto à comunidade externa, propõe-se a realizar estudos e
práticas no âmbito da Biblioterapia, contribuindo para o alcance de melhores perspectivas no
viver dos sujeitos na sociedade. Sua execução continua no ano de 2017, com grande
repercussão externa no formato de Grupo de Estudos, e hoje faz da UNIRIO um ambiente de
referência sobre esse tema no Brasil.
Palavras-chave: Biblioterapia; Biblioterapia social; Formação do bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo temático 4: Biblioteca para todos: Biblioteconomia social.

1 INTRODUÇÃO
O termo “biblioterapia” foi utilizado pela primeira vez por Samuel Crothers (1917),
segundo Beatty (1962) embora sua prática remonte a vinte e dois séculos antes, como visto
na entrada de uma das mais antigas bibliotecas egípcias – sob a égide de Ramsés III: “lugar
de tratamento da alma”.
Como afirma OUAKNIN (1996, p. 117) “[...] o fundamento do método
biblioterapêutico [...] consiste em uma dinamização e ativação existencial por meio da
dinamização e ativação da linguagem [...]”.
Biblioterapia, por sua origem etimológica, significa “terapia por meio dos livros”. A
partir do século XX, passou a ser considerada principalmente como uma leitura
compartilhada com posterior discussão em grupo, e poderíamos descrevê-la como uma
prática de cuidado com o ser, tendo por base o uso de materiais de leitura, tanto para fins
clínicos como para fins de fruição ou autodesenvolvimento, implicando na presença de um
mediador, que no último caso mencionado pode ser um bibliotecário. Atende a públicos
específicos, dos hospitais às prisões, creches, escolas, centros comunitários e bibliotecas,
tendo por base teórica o potencial terapêutico do material ficcional.
A temática da Biblioterapia vem se consolidando e expandindo como um campo de
atuação para os bibliotecários embora raramente seja abordada nos cursos de
Biblioteconomia ou mesmo de outras áreas correlatas, exatamente pelo seu caráter de
inovação. Na UNIRIO, em pesquisa realizada pelo diretório acadêmico em 2016, a demanda
pela oferta de uma disciplina sobre Biblioterapia se mostrou como o principal interesse dos
alunos de Biblioteconomia para estudo complementar. Foi então que elaborou-se um amplo
projeto de ensino e criou-se a disciplina optativa, dentro da proposta curricular de Tópicos
Especiais em Temas Contemporâneos. Em paralelo, iniciou-se o projeto de extensão
Biblioterapia em Estudo com o objetivo de promover estudos e práticas no âmbito da
Biblioterapia, que continuou em execução no ano de 2017 e hoje faz da UNIRIO um
ambiente de referência aos estudos sobre esse tema no Brasil.

�Exatos 100 anos da nomeação desta área nos colocam na tarefa de relatar o
desenvolvimento do projeto de ensino e monitoria Biblioterapia: um campo de atuação
contemporânea na Biblioteconomia e do projeto de extensão Biblioterapia em Estudo.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA

Os projetos de ensino e extensão ocorreram na UNIRIO, em 2016, sendo que o projeto
de ensino foi fundamental para a criação da nova disciplina e o projeto de extensão teve maior
repercussão externa com sua continuidade em 2017, ocasionada principalmente pela
formação do Grupo de Estudos em Biblioterapia.

2.1 O Projeto de Ensino

O projeto de ensino Biblioterapia: um campo de atuação contemporânea na
Biblioteconomia teve por objetivo geral desenvolver um projeto piloto para a discussão e a
aprendizagem interdisciplinar dos tópicos referentes à Biblioterapia, possibilitando maior
compreensão da temática e permitindo que os alunos contribuíssem para a definição de
conteúdos programáticos futuros e desenvolvimento de material instrucional.
Na atividade de pesquisa bibliográfica, que foi o centro da preparação e execução das
aulas, alcançamos quase a totalidade dos livros sobre Biblioterapia publicados no Brasil e
trabalhamos sobre os conhecimentos e provocações que eles apresentam. A partir da
produção de Clarice Fortkamp Caldin, referência brasileira sobre o tema, consolidamos um
programa de disciplina original. E para além dos livros, foram utilizados artigos científicos
e notícias de jornal selecionados de forma colaborativa entre os alunos, os bolsistas e
voluntários da extensão e da monitoria.
a) Quanto a metodologia: partimos da noção que os alunos tinham a priori sobre o tema
e de suas expectativas quanto à disciplina. À noção de senso comum se somaram
conhecimentos históricos, filosóficos e conceituais extensivos acerca da Biblioterapia
e da potência do livro e da leitura. Com a contribuição individual dos alunos,
consolidou-se uma bibliografia sobre a Biblioterapia. Foram elaborados projetos de
ação biblioterapêutica para possível aplicação futura.

�b) Quanto às estratégias de ensino: o formato de roda, para fomentar a discussão,
evidenciando a abertura espacial para o contato com o outro, se mostrou ideal; a
pesquisa de campo no Salão FNLIJ, ocorrido no Centro de Convenções SulAmérica
em junho de 2016, deixou claras suas aplicações práticas e serviu para a elaboração
dos projetos de ação.

Com o desenvolver da disciplina, verificou-se a abrangência do campo e os diversos
universos de aplicação, com seus devidos estudos de caso: hospitais, prisões, creches,
escolas, universidades, centros comunitários, livrarias, bibliotecas. Os alunos demonstraram
uma compreensão ativa de fundamentos importantes para a seleção do acervo e para a
atividade prática da leitura com função terapêutica. Portanto, capacitados para seguir na
pesquisa e no exercício da prática na extensão universitária Biblioterapia em Estudo.
Com relação ao desenvolvimento da Biblioterapia na UNIRIO, pudemos verificar um
enorme avanço. Para além da pesquisa, é evidente que tal progresso tem grande fruto na
convivência entre os alunos e nas suas necessidades informacionais – além das necessidades
psicológicas, corporais e sociais. Houve grande debate acerca da questão da identidade e da
representatividade minoritária de certos grupos na literatura. Houveram questionamentos
acerca da possibilidade de uso terapêutico de livros não ficcionais, o que é natural no
ambiente científico. O que persiste em se reafirmar é a intensidade possível do contágio pela
literatura, e suas implicações positivas nas vivências individual e social.

2.2 O Projeto de Extensão

O projeto Biblioterapia em Estudo tem por objetivo promover o desenvolvimento de
estudos e práticas no âmbito da Biblioterapia, contribuindo para o alcance de melhores
perspectivas no viver dos sujeitos na sociedade. Dentre as ações específicas destacam-se:
a) Desenvolvimento de um Grupo de Estudos interdisciplinar, efetivando a
experimentação de uma metodologia de aprendizagem colaborativa;
b) Criação do blog Biblioterapia em Rede, com informações diversas sobre o campo:
bibliografia com textos acadêmicos, indicações literárias para uso terapêutico,

�identificação de profissionais especialistas e ou universitários que trabalham ou
pesquisam a Biblioterapia e temas correlatos, divulgação de notícias e eventos.

Nos dois anos do projeto, a coordenadora conta com a colaboração de alunos bolsistas e
voluntários na promoção dessas realizações, bem como de colaboradores externos na sua
execução. Dentre elas, ocorreram no ano de 2016:
a) Criação e início da gestão do blog;
b) Elaboração da 1ª edição da bibliografia acadêmica temática incluindo livros e artigos;
c) Identificação dos profissionais atuantes na área e avaliação da presença do tema nos
cursos brasileiros de Biblioteconomia;
d) Organização do evento Biblioterapia – que história é essa? realizado na UNIRIO em
4 de novembro, com a coordenação de Cristiana Seixas, uma das autoras e
fomentadoras do tema no Brasil.

Já no ano de 2017, além da continuidade das ações do ano anterior, foi realizado o
planejamento e a implantação de um Grupo de Estudos em Biblioterapia aberto à comunidade
externa. Com início em 4 de maio e encerramento previsto para 16 de novembro de 2017,
consiste em reuniões semanais intercalando teoria e prática, e conta com a participação de
Bianca Lopes de Souza, psicóloga e colaboradora externa, que em conjunto com a
coordenadora do projeto planeja e media os encontros.
Dessa maneira, efetivamos a movimentação de uma rede para facilitar o
desenvolvimento da Biblioterapia no Brasil, enquanto campo profissional com enorme
potencial de exploração para os bibliotecários e profissionais de áreas como Assistência
social, Saúde, Psicologia, Educação, Letras, dentre outras, evidenciando seu caráter de
interdisciplinaridade e interprofissionalidade.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As tarefas às quais a Biblioterapia se propõe – tratamento do corpo e da alma pelo
livro, desenvolvimento da saúde mental, reflexão sobre si e sobre o seu lugar no coletivo, e
outras incontáveis – são afirmativamente de necessidade pública e individual. A fala atribuída

�a Gandhi, “seja a mudança que quer ver no mundo”, impõe desafios burocráticos: a
prioridade no tratamento de si para que se cuide do outro, as demandas pelo conhecimento e
desenvolvimento das “competências do biblioterapeuta”, além das relações com o território
da Psicologia, da Antropologia e da Pedagogia. Mas sobretudo o imperativo da Biblioterapia
se revela ao percebermos a persistência de questões como a intolerância (tratada por Crothers
já no texto inaugural), a depressão (extensivamente o foco da Biblioterapia no Reino Unido,
com efeitos no consumo de antidepressivos) e o isolamento das relações. Houve a criação de
um espaço único no ambiente universitário de nossa centenária Escola de Biblioteconomia,
o qual se pretende perpetuar.

REFERÊNCIAS
BEATTY, William K. A Historical Review of Bibliotherapy. Library Trends, v. 11, n. 2,
1962. p. 106-117.
CROTHERS, Samuel McChord. A Literary Clinic. Boston; New York: Houghton Mifflin
Company, 1917. 33 p.
OUAKNIN, Marc-Alain. Biblioterapia. São Paulo: Loyola, 1996.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32614">
                <text>BIBLIOTERAPIA NA UNIRIO: UMA PROPOSTA DE ENSINO E EXTENSÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32615">
                <text>Marilia Amaral Mendes Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32616">
                <text>Hugo da Costa Maia Bernardo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32617">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32618">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32620">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32621">
                <text>A temática da Biblioterapia vem se consolidando e expandindo como um campo de atuação para os bibliotecários embora raramente seja abordada nos cursos de Biblioteconomia ou mesmo de outras áreas correlatas, exatamente pelo seu caráter de inovação. Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) elaborou-se, em 2016, um projeto de ensino e uma disciplina optativa, dentro da proposta curricular de Tópicos Especiais em Temas Contemporâneos, de forma a abordar o tema para alunos de Biblioteconomia. Em paralelo, iniciou-se o projeto de extensão Biblioterapia em Estudo com o objetivo de promover estudos e práticas no âmbito da Biblioterapia. O projeto de ensino Biblioterapia: um campo de atuação contemporânea na Biblioteconomia teve por objetivo geral desenvolver um projeto piloto para a discussão e a aprendizagem interdisciplinar dos tópicos referentes à Biblioterapia, possibilitando maior compreensão da temática e permitindo que os alunos contribuíssem para a definição de conteúdos programáticos futuros e desenvolvimento de material instrucional. O projeto Biblioterapia em Estudo, aberto à comunidade externa, propõe-se a realizar estudos e práticas no âmbito da Biblioterapia, contribuindo para o alcance de melhores perspectivas no viver dos sujeitos na sociedade. Sua execução continua no ano de 2017, com grande repercussão externa no formato de Grupo de Estudos, e hoje faz da UNIRIO um ambiente de referência sobre esse tema no Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66729">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2765" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1847">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2765/1879-1896-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1d02cb4850af223e5835093dd54c60a8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32613">
                    <text>BIBLIOTECONOMIA: UMA QUESTÃO DE GÊNERO?
Irajayna de Sousa Lage Lobão (UDESC) - iraph13@gmail.com
Danielle Borges Pereira (UDESC) - danielle.borges.pereira@gmail.com
Fernanda De Sales (UDESC) - fernanda_faed@yahoo.com.br
Jéssica Glienke David (UDESC) - jdglienke@gmail.com
Resumo:
As profissões consideradas femininas têm ao longo da história encontrado problemas para se
destacar, estando em constante necessidade de atestar suas competências, como acontece na
Biblioteconomia que é considerada uma profissão majoritariamente feminina em nosso país.
Os estudos sobre o gênero no trabalho biblioteconômico são ainda em número limitado e
pouco consolidados o que dificulta os estudos. A compressão de como ocorre a divisão do
trabalho por gênero na Biblioteconomia é importante para o entendimento da imagem da
profissão perante a sociedade e o quanto suas relações são emuladas no espaço profissional.
Sendo assim, pretende-se conhecer o número de mulheres atuantes na área da
Biblioteconomia no Estado de Santa Catarina e discutir o destaque dado a elas ao longo da
história. A pesquisa caracteriza-se como quanti-qualitativa, com dados coletados referentes
aos cargos profissionais de mulheres e homens levantados por meio de solicitações ao
Conselho Regional de Biblioteconomia de Santa Catarina (CRB-14), e compreendem dados
sobre a atuação de bibliotecárias e bibliotecários em Bibliotecas situadas no estado a ser
estudado e demais Unidades de Informação que contenham bibliotecários em seu exercício
referentes ao ano de 2017. Destaca por meio dos dados coletados se as escolhas pelos
profissionais que devem ocupar os cargos de poder dispostos nas bibliotecas durante décadas
foi e ainda é de grande parte pelo sexo masculino, mesmo que mais de 85% de profissionais da
área sejam representada por mulheres.
Palavras-chave: Gênero. Gênero na Biblioteconomia. Biblioteconomia em Santa Catarina.
Divisão do trabalho.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�BIBLIOTECONOMIA: UMA QUESTÃO DE GÊNERO?
Introdução: Este artigo pretende contribuir para a reflexão sobre a
Biblioteconomia enquanto campo profissional por meio da abordagem
teórica das relações de gênero, que objetivam compreender e estudar,
além das divisões entre os sexos, a diminuição e/ou exclusão da mulher
em vários campos da sociedade. (PIRES, 2016). Tendo em vista, que a
Biblioteconomia ainda contemporaneamente é considerada uma profissão
majoritariamente feminina em nosso país. Ferreira (2003) aponta que as
profissões consideradas femininas têm ao longo da história encontrado
problemas para se impor, estando em constante necessidade de atestar
suas competências. Pretende, assim, conhecer o número de mulheres
atuantes na área da Biblioteconomia no Estado de Santa Catarina e
discutir o destaque dado a elas ao longo da história da área.
Parte-se do pressuposto que à divisão sexual do trabalho foi e em grande
medida ainda é, uma constante na história humana se apoiando em um
determinismo biológico, visando naturalizar essa divisão, em que o sexo
feminino é tido como menos capaz tanto física quanto intelectualmente o
que determinou durante séculos o modo da mulher ver-se e ser vista
socialmente e tendo em vista que a sociedade está alicerçada em
conceitos patriarcais, estuda-se o conceito de gênero, termo utilizado
pelos grupos feministas para fundamentar a organização social. Para
apoiar as discussões deste contexto, partimos da análise dos números de
mulheres e homens atuantes como bibliotecárias e bibliotecários no
Estado de Santa Catarina, com a finalidade de discutir a divisão por
gênero e a visibilidade dada à mulher.
Compreender como a divisão do trabalho por gênero se configura na
Biblioteconomia é importante para o entendimento da imagem da
profissão perante a sociedade e o quanto suas relações são emuladas no
espaço profissional (VEIGA, 2014). Os estudos sobre o gênero no
trabalho biblioteconômico vêm sendo pesquisados apenas há algumas
décadas. Ferreira (2003), em seu estudo sobre o profissional da
informação no mundo do trabalho e as relações de gênero, aponta que
pesquisas sobre mulher e gênero na Biblioteconomia são ainda em
número limitado e pouco consolidadas o que dificulta os estudos. Ainda
que esse seja um campo de estudo bem delineado e com grande
legitimidade social, tendo em vista, as mudanças socioculturais referentes
ao papel da mulher na contemporaneidade.
Método da Pesquisa: A pesquisa aqui apresentada caracteriza-se como
quanti-qualitativa. Os dados coletados referentes aos cargos profissionais

�de mulheres e homens foram levantados por meio de solicitações ao
Conselho Regional de Biblioteconomia de Santa Catarina (CRB-14), e
compreendem dados sobre a atuação de bibliotecárias e bibliotecários em
Bibliotecas situadas no estado a ser estudado e demais Unidades de
Informação que contenham bibliotecários em seu exercício. Importante
frisar que os dados solicitados referem-se a estatísticas de 2017. Após
este levantamento será realizada uma discussão acerca da visibilidade
dada às bibliotecárias no Estado de Santa Catarina.
Resultados e Discussão: Segundo estudo de Pires (2016), 8635
mulheres e 1889 homens foram graduados a partir da década de 1980
nas cinco regiões que compõem o território Brasileiro. No que se refere a
Santa Catarina, o Conselho Regional da 14ª Região (CRB-14/SC) informa
que existem atualmente 1580 bibliotecários inscritos no CRB-14. Dentre
estes, 756 estão ativos e atuantes no estado de Santa Catarina: 651
profissionais do sexo feminino, e 105 do sexo masculino. Sendo uma
profissão historicamente considerada feminina, é compreensível a
disparidade entre os números, um problema que esteve presente em
muitos países além do Brasil (KRISTY, 1983 apud DELONG, 2013). De
acordo com Tilley (1988), a Austrália contava com apenas 20% de
bibliotecários do sexo masculino e, mesmo assim, os setores com cargos
de maior prestígio era composto em 69% por homens. Vogt (2003) apud
Record e Green (2008) aponta que apesar de 25% de estudantes de
biblioteconomia dos Estados Unidos serem homens, 60% acabam em
posições de poder em universidades. No Brasil, Sousa (2014) elaborou
um estudo na Biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na UFSC, revelou
que apesar de haver 25 (vinte e cinco) bibliotecárias mulheres e sete
homens, apenas 28% dessas profissionais do sexo feminino exerciam
função administrativa na biblioteca. Semelhantemente, apenas 30% dos
bibliotecários atuando em um cargo administrativo na UFPB eram
mulheres.
Pierre Bourdieu (2003) em sua obra A Dominação Masculina aponta a “A
violência simbólica”, que efetiva essa dominação masculina na medida
que a as estruturas sociais e de atividades produtivas e reprodutivas
reúnem todas as condições para que esta dominação se efetive com base
na divisão sexual do trabalho, essa leva inclusive em consideração as
diferenças biológicas do corpo para a divisão social do trabalho, que em
se tratando de áreas dominadas pelo gênero feminino são naturalmente
desvalorizadas. (SILVA, 2015).

�Observa-se essa diferenciação biológica apontada por Bourdieu nas
ponderações de Martucci (1996) sobre a mudança da predominância do
gênero feminino na profissão, a autora indica a existência de uma ligação
entre a profissão bibliotecária e o magistério, que deriva da aproximação
histórica entre o desenvolvimento da escola e da biblioteca. A biblioteca,
era percebida como espaço que necessitava de um profissional "[...] culto,
missionário, maternal, dedicado, leal e submisso às regras, no qual o
estereótipo da mulher do século XIX também se enquadrava na
perspectiva educacional". (Martucci, 1996, p. 239).
Assim, pode-se observar que as profissões ditas femininas não recebem a
mesma relevância social dadas as profissões masculinas, possuindo no
decorrer dos tempos problemas para se impor. Ferreira (2003) comenta
que as enfermeiras, as assistentes sociais, as bibliotecárias e as demais
profissões consideradas femininas existem em processo permanente de
provação de suas competências.
Dessa forma, compreende-se que a Biblioteconomia ser considerada uma
profissão feminina é uma característica carregada de significados e de
práticas, que interferem na práxis profissional, e na divisão dos cargos de
gestão como foi evidenciando nas pesquisas acima mencionadas de
Tilley, (1988); Record e Green (2008) Delong, (2013) e Sousa (2014),
demonstrando que os homens em um profissão feminina como a
biblioteconomia concentram significativamente os cargos de poder, o que
faz sentindo, tendo em vista, que a sociedade construiu-se pautada em
conceitos patriarcais e androcêntricos (BOURDIEU, 2003). Neste sentido,
cabe também aos profissionais contribuir, por meio da reflexão para a
construção de novas relações sociais. Cabe-nos, portanto, concordar com
Brecht (2003, p. 23): “Nunca digam: isto é natural. A fim de que nada
possa ser imutável [...]”.
Considerações Finais: Por meio dos dados coletados para essa
pesquisa é possível concluir que as escolhas pelos profissionais que
devem ocupar os cargos expostos nas bibliotecas durante décadas foi e
ainda é de grande parte pelo sexo masculino, mesmo com tantas
mulheres atuantes na área. Tal fator pode ser evidenciado ao decorrer da
história referente ao mercado de trabalho, no qual se percebe questões de
gênero relacionadas a cultura de uma sociedade e de como ela
transpassa seus ideais. Ocorreram melhorias no que se diz respeito aos
cargos empregados por mulheres, mas ainda há uma grande
porcentagem de desigualdade de gênero, isso fica exposto quando
relatamos os cargos de poder e sua visibilidade dada ao homem em uma
profissão em que mais de 85% é representada por mulheres conforme

�dados informados pelo CRB 14ª região referente ao Estado de Santa
Catarina. Dessa forma, compreendemos ser necessária um
aprofundamento no estudo para examinar se essa divisão do trabalho
ocorre no estado de Santa Catarina, tendo em vista, que essas relações
são emuladas no espaço profissional e influenciam a maneira como a
profissão se organiza e é vista e reconhecida socialmente.
Referências:
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2003.
BRECHT, Bertolt. Poemas: 1913-1956. São Paulo: Editora 34, 2003.
DELONG, Kathleen. Career Advancement and Writing about Women
Librarians: A Literature Review. Evidence Based Library and
Information Practice, v. 8, n. 1, fev. 2013. Disponível em:
&lt;https://journals.library.ualberta.ca/eblip/index.php/EBLIP/article/view/1727
3/14796&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
FERREIRA, Maria Mary. O profissional da informação no mundo do
trabalho e as relações de gênero. Transinformação, Campinas, v. 15, n.
2, p.189-201, maio 2003. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000000371/35bfa
823b2fe221d920ca9d701167608&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
MARTUCCI, Elisabeth Márcia. A feminização e a profissionalização do
magistério e da biblioteconomia: uma aproximação. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.1, n.2, p.225-244, jul./dez.
1996.
PIRES, Hugo Avelar Cardoso. Relações de gênero e a profissão
bibliotecária na contemporaneidade: panorama nacional e os motivos
da entrada masculina em curso majoritariamente feminino. 2016. 134 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal
de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação, Belo Horizonte, 2016.
RECORD, Aloha; GREEN, Ravonne. Examining gender issues and trends
in Library Management from the male perspective. Library
Administration &amp; Management, [S.l.], v. 22, n. 4, 2008.

�SILVA, Bárbara Ferreira de Souza. Estudo de gênero: a inserção da
mulher no campo científico da Ciência da Informação no Brasil. 2015. 53 f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) –
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Escola de
Biblioteconomia, Rio de Janeiro, 2015.
SOUSA, Beatriz Alvez de. O gênero na biblioteconomia: percepção de
bibliotecárias/os. 2014. 270 f. Tese (Doutorado em Ciências Humanas) –
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014.
VEIGA, Marcos Aurélio Pereira. Mercado de trabalho profissional
Bibliotecário do Estado do Maranhão: um estudo sobre educação
continuada. 2014. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2014.
TILLEY, Christine. Gender equality in librarianship: a review article. J.
Librarianship, [S.l.], v. 20, n. 1, jan. 1988.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32603">
                <text>BIBLIOTECONOMIA: UMA QUESTÃO DE GÊNERO?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32604">
                <text>Irajayna de Sousa Lage Lobão</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32605">
                <text>Danielle Borges Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32606">
                <text>Fernanda De Sales</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32607">
                <text>Jéssica Glienke David</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32608">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32609">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32611">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32612">
                <text>As profissões consideradas femininas têm ao longo da história encontrado problemas para se destacar, estando em constante necessidade de atestar suas competências, como acontece na Biblioteconomia que é considerada uma profissão majoritariamente feminina em nosso país. Os estudos sobre o gênero no trabalho biblioteconômico são ainda em número limitado e pouco consolidados o que dificulta os estudos. A compressão de como ocorre a divisão do trabalho por gênero na Biblioteconomia é importante para o entendimento da imagem da profissão perante a sociedade e o quanto suas relações são emuladas no espaço profissional. Sendo assim, pretende-se conhecer o número de mulheres atuantes na área da Biblioteconomia no Estado de Santa Catarina e discutir o destaque dado a elas ao longo da história. A pesquisa caracteriza-se como quanti-qualitativa, com dados coletados referentes aos cargos profissionais de mulheres e homens levantados por meio de solicitações ao Conselho Regional de Biblioteconomia de Santa Catarina (CRB-14), e compreendem dados sobre a atuação de bibliotecárias e bibliotecários em Bibliotecas situadas no estado a ser estudado e demais Unidades de Informação que contenham bibliotecários em seu exercício referentes ao ano de 2017. Destaca por meio dos dados coletados se as escolhas pelos profissionais que devem ocupar os cargos de poder dispostos nas bibliotecas durante décadas foi e ainda é de grande parte pelo sexo masculino, mesmo que mais de 85% de profissionais da área sejam representada por mulheres.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66728">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2764" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1846">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2764/1878-1895-1-PB.pdf</src>
        <authentication>680894aea1b5c879c59a2b4f505c59c6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32602">
                    <text>Biblioteconomia Social: Parceria entre a Biblioteca Pública e o
Grupo de Escoteiros Chico Science (PE)

ANDREA BATISTA DE SOUZA (BPE) - andreabatistape@gmail.com
Helio Monteiro Junior (BPE) - helio.monteiroo@gmail.com
Lúcia Roberta Guedes Alcoforado (BPE) - luciaroberta@educacao.pe.gov.br
Márcio José Gomes (040 GEPE) - marcioescoteiro@yahoo.com.br
Resumo:
Apresenta ação inédita entre a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) e o Grupo
de Escoteiros Chico Science (40º / PE), através do Projeto Recode Bibliotecas, a BPE subsidiou
pesquisa e acervo para as atividades da Gincana Jota-Joti, maior evento Escoteiro do mundo,
com participação 1 milhão de participantes. O evento tinha como objetivo propor a interação
do grupo com a tecnologia, com a literatura e a ludicidade. Foram 42 horas ininterruptas e
intensas de atividades, no período de 14 a 16 de outubro de 2016. A ação nos possibilitou a
democratização do acesso a tecnologia para escoteiros de 7 a 17 anos. O grupo produziu
vídeos, realizaram pesquisas no acervo e utilizaram os recursos tecnológicos da BPE.
Aproximadamente 40 crianças e adolescentes conheceram a biblioteca, seus setores e suas
potencialidades. A experiência, inédita na instituição, permitiu compreender a biblioteca
pública como um espaço de interação social e cultural.
Palavras-chave: Biblioteconomia Social, Escotismo, Biblioteca Pública, Democratização
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO

O Escotismo é um movimento infantojuvenil que tem como objetivo
proporcionar e incentivar o autoconhecimento, a sociabilidade, o trabalho em
equipe, a cidadania e a formação do caráter de crianças e jovens.
Seguindo este principio o Jota-Joti, maior evento escoteiro do mundo,
com um total de 1 milhão de participantes, tem como missão permitir e
incentivar escoteiros, ao redor do mundo, a se comunicarem uns com os outros
por meio da internet, proporcionando uma experiência divertida e educacional,
além de promover um sentimento de pertencimento a um Movimento Escoteiro
existente em todo o mundo.
Nestas perspectivas observa-se que o movimento escoteiro e suas
ações comungam com o novo papel das bibliotecas públicas que assumem a
irreversibilidade do uso das tecnologias da informação e comunicação no dia a
dia de seguimento da sociedade, na qual a informação passa a desempenhar
papel estratégico para a inclusão social e digital de seus usuários.
Lèvy apud Duarte (2000), afirma que o jovem é o protagonista no uso da
internet como canal de comunicação. Diz ainda que
O crescimento da comunicação baseada na informática foi
iniciado por um movimento de jovens metropolitanos cultos que
veio à tona no final dos anos 80. Os atores desse movimento
exploraram e construíram um espaço de encontro, de
compartilhamento e de invenção coletiva. [...] Assim como a
correspondência entre indivíduos fizera surgir o “verdadeiro”
uso do correio, o movimento social que acabo de mencionar
inventa provavelmente o “verdadeiro” uso da rede telefônica e
do computador pessoal: o ciberespaço como prática de
comunicação
interativa,
recíproca,
comunitária
e
intercomunitária, o ciberespaço como horizonte de mundo
virtual vivo, heterogêneo e intotalizável no qual cada ser
humano pode participar e contribuir.

As bibliotecas públicas oferecem recursos necessários para essa
exploração e construção coletiva do conhecimento, servindo como ferramenta
de envolvimento com experiências que contemplam não só a teoria como a
prática. Essa possibilidade nos faz experimentar o conhecimento de um modo
novo, diferente das fontes tradicionais de referência.
Sponholz (1984) complementa esta idéia quando afirma que “de um
organismo estático, destinado à conservação documental, as bibliotecas

�passaram a desempenhar papel de grande importância na vida social,
contribuindo para a democratização do ensino e da cultura dos povos”.
A informação é considerada por alguns especialistas da área, como uma
matéria prima do processo de desenvolvimento da sociedade como um todo.
Gerando assim, grandes potenciais para o crescimento pessoal e, sobretudo,
coletivo; o fato é que, a informação é um sinônimo de poder e de riqueza numa
sociedade individualista e cada vez mais capitalista. Isso significa que, a
biblioteca pública tem a missão e objetivo, de diminuir essas discrepâncias, de
ausência de informação na atual conjuntura. Ora segundo, as palavras de
Suaiden (1995) diz que: [...] Objetivo da biblioteca pública é melhorar a
qualidade de vida da comunidade; a biblioteca pública é a base fundamental do
sistema educacional e cultural; seu objetivo principal é a formação do hábito da
leitura; sua missão é assistir os usuários através de um acervo compatível com
as necessidades da população.
Neste sentido, podemos afirmar, com base no Manifesto da UNESCO
para Bibliotecas Públicas, que é um direito da comunidade o acesso à
informação e à apropriação do conhecimento. E, mais ainda, a biblioteca
pública, como diz o manifesto, é a “porta de entrada para o conhecimento”, e
são missões desta “a informação, alfabetização, educação e cultura, devendo
estar impressas na essência dos serviços da biblioteca pública” (MACEDO;
SEMEGHINI-SIQUEIRA, 2000).
A parceria entre a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) e
o Grupo de Escoteiros Chico Science (40º / PE), através do Projeto Recode
Bibliotecas, a qual subsidiou recursos tecnológicos para que os escoteiros
participassem da Gincana Jota-Joti, vem sedimentar a ideia de que
posibilidades existem para a inovação dos serviços e a reestruturação do
conceito de biblioteca pública, bem como, para a inovação de seus serviços e,
consequentemente, ampliação de atividades e ações.

RELATO DA EXPERIÊNCIA

A BPE, criada em 1852 pela Lei Provincial 293. Instalada em prédio
próprio desde 1971, sendo uma das bibliotecas públicas mais antigas do país,
no período de 14 a 16 de outubro de 2016, sediou a Gincana Jota-Joti. O

�evento propõe aos participantes do mundo todo, em tempo real e a cada hora,
atividades com diversos níveis de dificuldade, as mesmas deveriam ser
realizadas pelos grupos de escoteiros cadastrados. Em Recife o Grupo de
Escoteiros Chico Science participou com 38 jovens na faixa etária de 7 a 17
anos. Foram 42 horas ininterruptas de atividades.
Para o êxito da ação algumas etapas foram realizadas:
1- Reuniões para o alinhamento entre os coordenadores do grupo de
Escoteiros Chico Science (40º / PE) e a equipe da biblioteca, para
planejamento e adequação das ações;
2- Criação de uma identidade visual;
3- Mobilização e elaboração de escala da equipe BPE que estaria
fortalecendo e apoiando o evento;
4- Organização da biblioteca para o alojamento dos escoteiros (espaço
para dormir, alimentar, higiene pessoal, sala de computadores, material para
realização das atividades etc);
A BPE e o grupo de Escoteiros Chico Science (40º / PE) fundamentaram
o planejamento das ações em alguns princípios:
Contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento,
especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas
potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais,
como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas
comunidades, conforme definido pelo seu Projeto Educativo.
(ESCOTEIROS DO BRASIL,2013)

Como também em um dos princípios do manifesto da UNESCO (1994)
que afirma que “a biblioteca pública — porta de acesso local ao conhecimento
— fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para
uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos
indivíduos e dos grupos sociais.
O evento iniciou com um momento cultural e na sequência foram
apresentados os profissionais da BPE envolvidos na parceria. Alegria,
diversão, comprometimento, responsabilidade e muito agitação fizeram parte
de todas as horas de trabalho. Através de escalas os grupos se revezavam
para dormir e realizar as provas da gincana. Os horários das refeições também
obedeciam essa escala.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

A BPE com esta parceria demonstra seu importante papel na sociedade,
como uma instituição que propõe a integração, o progresso social e cultural dos
indivíduos, através de um espaço facilitador e promotor do incentivo a leitura.
Acredita-se que a meta foi alcançada de disponibilizar um espaço
transformador, oportunizando aos escoteiros, de comunidades circunvizinhas a
biblioteca, a inclusão social e digital, bem como, proporcionar uma grande fonte
de informação, lazer e cultura. Uma atividade inovadora que deixou impressões
estimulantes e percepções admiráveis dos participantes como podemos
verificar em alguns dos depoimentos abaixo:
“Só quero deixar uma mensagem, venham conhecer
essa biblioteca, é muito boa, muita coisa legal,
importante e legal, que você precisa saber dessa
biblioteca” (Escoteiro 1, 12 anos).
“Vou querer voltar, porque gostei de tudo, dos livros, dos
computadores” (Escoteiro 2, 7 anos)
“Eu quero vim para biblioteca muito, todo dia, mesmo
sem roupa de escoteiro” (Escoteiro 3, 7 anos)
“Achei tudo massa” (Escoteiro 4, 10 anos)
“Para mim que sou mãe de um jovem que faz parte do
grupo, vejo esta iniciativa como algo que fortalece a
formação do meu filho, ele esta tendo a chance de
conhecer um local tão bonito e com tanta coisa diferente
que pode usar, adorei saber que a biblioteca permitiu
este trabalho tão bom com os escoteiros, espero que
isso sempre aconteça” (mãe de Escoteiro de 13 anos
participante do grupo)

Com alguns destes depoimentos percebemos que uma ação inédita
fortalece cada vez mais o elo entre a comunidade e a biblioteca. se percebe
que o resultado foi plenamente satisfatório quando refletimos através de Cunha
(2003) “a integração com a comunidade pressupõe conhecê-la para permitir o
planejamento de ações e a criação de produtos e serviços adequados às
necessidades dos usuários da biblioteca pública. Servir de mediadora entre a
sociedade para qual foi criada e o patrimônio cultural da humanidade, é papel
do qual a biblioteca pública não pode abdicar.

�Assim, para cumprir essa tarefa humanista, as bibliotecas públicas que
exploram as características multiculturais dos mais diversos grupos sociais
buscam dialogar com todas as culturas e concepções de mundo, tendo em
vista que são “[...] em muitas comunidades, a única instituição cultural, o que
vem a dar destaque [também] a sua ação como fator de estreitamento dos
laços da comunidade na qual está inserida”. (BIBLIOTECA PÚBLICA, 2000).
Nessa perspectiva, Suaiden (1995), observa que a “[...] interação e vinculação
com a comunidade mostrará que a biblioteca pública é uma instituição
indispensável nos planos de desenvolvimento social, cultural e educacional de
um país”.
REFERÊNCIAS
CUNHA, Vanda Angélica da. A biblioteca pública no cenário da sociedade
da informação. Biblios, Ano 4, n. 15, p. 67-76, abr. jun 2003. Disponível em:
&lt;https://core.ac.uk/download/pdf/11877756.pdf&gt;, acesso em 20 abr 2017.
DUARTE, Adriana Bogliolo Sirihal. Informação, comunicação e sociabilidade
via Internet: um estudo das interações no ciberespaço entre membros do
movimento escoteiro. 2005. 251f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)
- Escola de Ciência da Informação, UFMG, Belo Horizonte.
ESCOTEIROS DO BRASIL. POR – Princípios, Organização e regras. 10. Ed.
Curitiba, 2013. Disponível em:
&lt;http://escoteiros.org.br/arquivos/documentos_oficiais/por.pdf&gt;, acesso em 15
maio 2017.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca Pública: princípios e
diretrizes. Rio de Janeiro, 2010.
KOONTZ, Christie; GUBBIN, Barbara (Eds.). Diretrizes da Ifla sobre os
serviços da Biblioteca Pública. 2. Ed. inteiramente revista. Lisboa: IFLA,
2010.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. 2a ed. São Paulo: Ed. 34, 2000, 260 p.
MACEDO, N. D. de; SEMEGHINI-SIQUEIRA, I. Biblioteca pública, biblioteca
escolar de país em desenvolvimento: diálogo entre bibliotecária e professora
para reconstrução de significados com base no manifesto da UNESCO. São
Paulo: CRB 8, 2000.
SPONHOLZ, R. M. L. P. Atribuições de bibliotecários em bibliotecas
públicas. São Paulo: Pioneira; [Brasília]: INL, Fundação Nacional PróMemória, 1984.
SUAIDEM, Emir. Biblioteca pública e informação à comunidade. São Paulo:
Global, 1995.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32592">
                <text>BIBLIOTECONOMIA SOCIAL: PARCERIA ENTRE A BIBLIOTECA PÚBLICA E O GRUPO DE ESCOTEIROS CHICO SCIENCE (PE)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32593">
                <text>ANDREA BATISTA DE SOUZA</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32594">
                <text>Helio Monteiro Junior</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32595">
                <text>Lúcia Roberta Guedes Alcoforado</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32596">
                <text>Márcio José Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32597">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32598">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32600">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32601">
                <text>Apresenta ação inédita entre a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) e o Grupo de Escoteiros Chico Science (40º / PE), através do Projeto Recode Bibliotecas, a BPE subsidiou pesquisa e acervo para as atividades da Gincana Jota-Joti, maior evento Escoteiro do mundo, com participação 1 milhão de participantes. O evento tinha como objetivo propor a interação do grupo com a tecnologia, com a literatura e a ludicidade. Foram 42 horas ininterruptas e intensas de atividades, no período de 14 a 16 de outubro de 2016. A ação nos possibilitou a democratização do acesso a tecnologia para escoteiros de 7 a 17 anos. O grupo produziu vídeos, realizaram pesquisas no acervo e utilizaram os recursos tecnológicos da BPE. Aproximadamente 40 crianças e adolescentes conheceram a biblioteca, seus setores e suas potencialidades. A experiência, inédita na instituição, permitiu compreender a biblioteca pública como um espaço de interação social e cultural.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66727">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2763" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1845">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2763/1877-1894-1-PB.pdf</src>
        <authentication>86b0466fbfe7c690fd3fc745eed6a368</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32591">
                    <text>Bibliotecas universitárias inclusivas: acessibilidade e
oportunidades para os usuários com necessidades educativas
especiais

Isabel Cristina dos Santos Diniz (UA) - isantosdiniz70@gmail.com
Ana Margarida Pisco Almeida (UA) - marga@ua.pt
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Resumo:
Pesquisa objetiva identificar as ações e projetos de acessibilidade desenvolvidos pelas
bibliotecas universitárias federais brasileiras para assegurar a educação inclusiva, equitativa e
de qualidade, e promover oportunidades e colaboração para a pesquisa na disponibilização de
dados e informações para gerar novos conhecimentos. Esta investigação relata resultados
parcelares de uma pesquisa mais abrangente e em curso que estudar as boas práticas
inclusivas das bibliotecas universitárias no contexto brasileiro e português. Utilizou-se um
inquérito por questionário on-line survey aplicado a 21 bibliotecários de bibliotecas
universitárias federais brasileiras, durante o período de novembro de 2016 a maio de 2017.
Obteve-se retorno de 14 respostas válidas. A análise dos dados recolhidos envolve algum
tratamento em SPSS, em nível de estatística descritiva básica. Os resultados destacam que as
bibliotecas foco desta pesquisa oferecem algum tipo de serviço/produtos direcionado para
usuários com NEE, porém ainda de forma muito incipiente e insatisfatória. Recomenda-se que
as Instituições de Ensino Superior, em especial, a biblioteca universitária crie suas políticas
informacionais para estabelecer diretrizes para o acesso inclusivo de usuários com e sem NEE,
na perspectiva de incluí-los em um único espaços com uma diversidade de serviços comuns e
acessíveis a todos.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária Inclusiva; Acessibilidade; Oportunidades; Usuários
com Necessidades Educativas Especiais
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Bibliotecas universitárias inclusivas: acessibilidade e oportunidades para
os usuários com necessidades educativas especiais
Isabel Diniz
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, Universidade de Aveiro, Portugal, icristina@ua.pt
Ana Margarida Almeida
Universidade de Aveiro, Departamento de Comunicação e Arte, Portugal, marga@ua.pt
Cassia Furtado
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, cassia.furtado@ufma.br

Introdução
As limitações das pessoas com necessidades especiais (PNE) têm vindo a ser
descritas ao longo dos séculos. A ideia de “deficiência” tem sido explorada como
um fenômeno pertencente ao corpo, representado pela falta, restrição ou falha
de uma ou várias partes do corpo. Norbert Elias, na obra “O Processo
Civilizatório”, nos mostra que a nossa compreensão e experiências sobre o corpo
são herdadas através da história dos processos sociais e psicológicos (ELIAS,
1994). Este sociólogo estudou os desenvolvimentos históricos, centralizando sua
concentração sobre o fato de o poder estar sempre nas mãos de uma minoria
aristocrata, pertencente a cortes reais, e que para perpetuar este poder, a
opressão e a violência para com as pessoas ou grupos menos favorecidos
deveria ser desenvolvida como uma forma de controlar socialmente as emoções
e a consciência de si próprio como indivíduo em um corpo. Para este autor os
códigos de conduta, bem como os padrões de normalidade desenvolvidos na
sociedade a fim de impor o certo e o errado assumem uma forma de controle
social, onde o “corpo” se mostra como portador de uma posição social.
Complementando, Douglas (1988) aborda que existe o “corpo social” e o “corpo
físico”, onde o primeiro determina e restringe o modo como o segundo é
percebido. As propriedades fisiológicas do corpo são fatores determinantes para
a cultura, uma vez que esta é a mediadora e responsável por traduzir essas
propriedades para símbolos significativos.
Dentro dessa realidade, a universidade pode e deve promover o
reconhecimento, a inclusão, a participação e independência dessas pessoas,
nomeadamente dos seus estudantes, estendendo-se este grupo alvo a outros
grupos de minorias, como os afro-descendentes, mulheres, índios, dentre outros
(BARBOSA, 2002), garantindo a igualdade de oportunidades para o acesso à
educação superior para todos, conforme justificado em iniciativas e
regulamentações legislativas.
No Brasil houve um aumento gradativo dessas pessoas quanto ao acesso à
educação, conforme indicadores da educação divulgados pelo Ministério da
Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (INEP). No ano de 2016 foram realizadas 75.059 matrículas de
estudantes com NE no ensino médio: um salto diferencial, pois em 2013 foram
efetuadas 48.589 matrículas (INEP, 2017). Quanto ao acesso de PNE ao ensino
superior, este cresceu de 29.221 ingressos em 2013 para 37.927 ingressos em
2015 (INEP, 2016). Porém, o aumento do número de matrículas de PNE no
ensino superior não significa que a instituição esteja realmente preparada,

�quanto à acessibilidade arquitetónica, comunicacional, metodológica,
instrumental, programática e atitudinal (SASSAKI, 2005). Tal realidade convida
a uma reflexão sobre os vários campos de ação que a Universidade pode
desenvolver para promover a inclusão e o empoderamento das PNE, em
particular, no que respeita ao papel da biblioteca universitária no
desenvolvimento e disponibilização de serviços inclusivos à comunidade
acadêmica.
Desse modo, considerando o atual desconhecimento do cenário brasileiro neste
campo de atuação, esta pesquisa busca resposta para a seguinte questão: quais
as boas práticas desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias brasileiras para o
acesso e oportunidades para todos? Dessa forma, traçamos como objetivo
identificar as ações e projetos de acessibilidade desenvolvidos pelas bibliotecas
universitárias federais brasileiras para assegurar a educação inclusiva, equitativa
e de qualidade, que possa promover oportunidades e colaboração para a
pesquisa na disponibilização de dados e informações para gerar novos
conhecimentos. Portanto, esta pesquisa relata resultados parcelares de uma
investigação mais abrangente que estudar as boas práticas inclusivas das
bibliotecas universitárias no contexto brasileiro e português.
Método da pesquisa
Utilizamos um inquérito por questionário on-line (survey) aplicado a 21
bibliotecários de bibliotecas universitárias federais brasileiras, durante o período
de novembro de 2016 a maio de 2017. Obtivemos o retorno de 14 respostas
válidas. O inquérito serviu para identificar as ações e projetos de acessibilidade
desenvolvidos pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras para
disponibilizar serviços à comunidade acadêmica com componentes inclusivos,
promovendo oportunidades de acesso à informação e ao conhecimento para
todos, através da visão dos bibliotecários. Relativamente ao questionário, este
contemplou as seguintes dimensões: (i) identificação do respondente; (ii)
caracterização da biblioteca de sua instituição de ensino superior; e (iii)
identificação e caracterização dos projetos, ação e experiências de biblioteca
inclusiva desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras. Para
este artigo utilizaremos apenas 5 (cinco) questões referentes a dimensão (iii), na
categoria Ações, atividades e projetos de acessibilidade das bibliotecas
universitárias brasileiras (que contempla as subcategorias: tipologia,
abrangência, tipo de NEE, serviços/produtos, profissionais atuantes, dificuldades
enfrentadas pelos bibliotecários e tipo de usuário beneficiado), dentre outros
(Quadro 1). A análise dos dados recolhidos envolveu o tratamento em SPSS,
usando estatística descritiva básica.
Quadro 1: Questões analisadas.
Nº
Q1
Q2
Q3

Questões
Especifique os projetos/ações/atividades implementados para garantir a inclusão de
PNE que esta biblioteca desenvolve.
Identifique quem atua nos projetos/ações/atividades de inclusão de enee
desenvolvidos por esta biblioteca
Os projetos/ações/atividades de inclusão desenvolvidos por esta biblioteca abrangem
que tipo de NEE?

�Q4
Q5

Os PNE utilizam os produtos/serviços oriundos dos projetos/ações /atividades de
inclusão desenvolvidos por esta biblioteca?
Identifique as razões que considera poderem estar na base dessas dificuldades

Fonte: Autores.

Resultados e discussão
A partir dos dados recolhidos na Questão 1, foi possível verificar que as ações e
projetos são de diferentes tipologias: 64,3% de tipo “disponibilização de espaços
específicos”; 78,6% de “serviço de referência e apoio à pesquisa e informação
direcionados”; 92,9% de “disponibilização de conteúdos básicos do acervo em
formatos acessíveis”; e 100% de “disponibilização de tecnologias assistivas”,
dentre outros. De notar ainda que 53,8% dos respondentes informaram que
essas iniciativas abrangem apenas o “Campus universitário” e 42,9% são
“abertas à sociedade em geral”. É pois vital que os responsáveis pelas
bibliotecas tenham noção de que ter a informação disponível é completamente
diferente de ter informação acessível. Para tal, tem que haver maior investimento
em criar soluções baseadas em atitudes proativas de promoção de inclusão
(FERREIRA; GRAÇA, 2015).
Na Questão 2, dentre os respondentes, 92,9% identificaram o “bibliotecário”
como profissional que atua nessas ações e projetos de inclusão, 21,4%
“pedagogos”, 21,4% “psicólogos” e 42,9% “alunos”. Cabe aqui um alerta para o
fato de que a inclusão é um processo lento, que envolve não apenas a dimensão
da acessibilidade arquitetônica, requerendo esforços adicionais ao nível da
acessibilidade atitudinal, ou seja, amadurecimento (e promoção da empatia) das
pessoas para com a causa. Neste contexto, a parceria entre os profissionais
torna-se imprescindível. A troca de experiência e de conhecimentos entre as
áreas e o espaço universitário é propício para isso, pois lá estão reunidos
profissionais das mais diversas áreas.
Dentre os tipos de NEE que abrangem essas ações e projetos, estudados na
Questão 3, cabe destaque: 7,1% “deficiência visual”, 21,4% “deficiência
auditiva”, 7,1% “dislexia” e 7,1% “Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade (TDAH)”. Ressaltamos que 35,7% dos bibliotecários informaram
que essas ações contemplam “outros estudantes além daqueles com NEE”
(21,4% - toda a comunidade e 7,1% – presidiários). É de notar que, na literatura
sobre o assunto, a maioria das ações e projetos de inclusão de PNE
desenvolvidos pelas bibliotecas universitárias são direcionados para as pessoas
com deficiência visual. Porém, importa não esquecer que o ideal neste tipo de
projetos é investir no acesso pleno à informação por todos (SILVA; BARBOSA,
2011).
Na Questão 4, relativa ao nível de utilização dos produtos/serviços oriundos
dessas ações e projetos pelos usuários com NEE, é de notar que as maiores
incidências foram para: 35,7% “sempre” e 50% “às vezes”. A explicação para o
baixo índice de utilização desses produtos/serviços pode ser explicada por
Stroparo e Moreira (2016), cujos estudos detetaram que os usuários com NEE
não procuram a biblioteca por já terem passado por problemas de acessibilidade
arquitetônica a atitudinal nesse espaço. Complementando, Bodaghi, Cheong e
Zainab (2016) enfatizam que esses problemas determinam a falta de sentimento

�de pertença ao espaço biblioteca pela PNE. Outro ponto convergente, e que
coloca em xeque a atuação do bibliotecário, está relacionado com a empatia e/ou
compreensão, dimensões fundamentais para a boa prática desse profissional.
Na última questão 50% dos bibliotecários afirmaram ser “difícil” o atendimento
aos usuários com NEE, por conta de diferentes razões: “problemas quanto
acessibilidade
arquitetónica”;
“problemas
quanto
acessibilidade
comunicacional”; e “falta de conhecimento sobre as necessidades especiais”.
Esses dados convergem com as ideias de Stroparo e Moreira (2016), que
obtiveram os mesmos resultados, evidenciando que a solução estaria na
capacitação desses profissionais para atender público diferenciado, para garantir
o planejamento, desenvolvimento e implantação de ações e projetos de boas
práticas inclusivas nessas bibliotecas.
Considerações Finais
As bibliotecas universitárias são instituições particularmente apropriadas para
apoiar e promover boas práticas de acessibilidade e inclusão para PNE, de forma
a assegurar o empoderamento destas pessoas na sociedade. Este papel tem
sido abraçado por profissionais bibliotecários em diversos pontos do mundo, na
tentativa de assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade,
promovendo oportunidades de aprendizagem para todos. Daí a necessidade de
estudos como este, com objetivo de investigar a situação e posicionamento das
bibliotecas universitárias sobre inclusão e acessibilidade em cada nação.
Dessa forma, o presente estudo procurou responder ao objetivo traçado nesta
pesquisa referente a identificar as ações e projetos de acessibilidade
desenvolvidos pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras.
Considerando a categoria e subcategorias de análise estabelecidas para análise
e discussão dos dados coletados, podemos perceber que em relação à categoria
Ações, atividades e projetos de acessibilidade das bibliotecas universitárias
brasileiras (que contempla as subcategorias: tipologia, abrangência, tipo de
NEE, serviços/produtos, profissionais atuantes, dificuldades enfrentadas pelos
bibliotecários e tipo de usuário beneficiado), os respondentes sublinham que as
bibliotecas foco desta pesquisa oferecem algum tipo de serviço/produtos
direcionado para usuários com NEE, porém ainda de forma muito incipiente.
Em seus discursos, notamos alguns pontos positivos sobre a atuação dessas
bibliotecas como elementos embrionários para o processo de inclusão como:
disponibilização de espaços específicos; serviço de referência e apoio à
pesquisa e informação direcionada; disponibilização de conteúdos básicos do
acervo em formatos acessíveis; e disponibilização de tecnologias assistivas.
Quanto à abrangência dessas ações e projetos, esta deveria ser aberta à
sociedade em geral, oferecendo acesso e oportunidades para todos, sem
distinção de ter ou não NEE. Os respondentes consideram também a
necessidade de interação e partilha entre profissionais de outras áreas, além da
Biblioteconomia, pois o processo de inclusão requer partilha de conhecimentos
e experiencias de áreas diversificadas.
Para tanto, é necessário que as Instituições de Ensino Superior, em especial, as
bibliotecas universitárias, criem suas políticas informacionais para estabelecer

�diretrizes para o acesso inclusivo de usuários com e sem NEE, na perspectiva
de incluí-los em um único espaço, mas com uma diversidade de serviços comuns
e acessíveis a todos.
Referências
BARBOSA, M. M. A inclusão e a diversidade no ensino superior. Revista Educação &amp;
Mudança, v. 10, n. 9, p. 2-16, 2002.
BODAGHI, Nahid Bayat; CHEONG, Loh Sau; ZAINAB, A. N. Librarians empathy: visually
impaired students' experiences towards inclusion and sense of belonging in an academic
library. Journal of Academic Librarianship, v. 42, n. 1, p. 87-96, 2016. Disponível em:
https://umexpert.um.edu.my/file/publication/00007490_131744.pdf. Acesso em: 11 jul. 2017.
DOUGLAS, Mary. Simbolo naturales: exploraciones en Cosmologia. Madrid: Alianza, 1988.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
FERREIRA, Carlos; GRAÇA, Almerinda. A área de leitura para deficientes visuais da Biblioteca
Nacional de Portugal: um estudo de caso. In: Congresso Nacional BAD, 12, Anais…, 2015,
Évora, p. 1-10. Disponível em: https://www.bad.pt/publicacoes/index.php/congressosbad.
Acesso em: 11 jul. 2017.
INEP. Sinopse estatística de educação básica 2016. Brasília: INEP, 2017. Disponível em:
http://portal.inep.gov.br/sinopses-estatisticas-da-educacao-banca. Acesso em: 11 jul.2017.
INEP. Sinopse estatística de educação superior 2015. Brasília: INEP, 2016. Disponível em:
http://portal.inep.gov.br/basico-censo-escolar-sinopses-sinopses. Acesso em: 11 jul.2017.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: o paradigma do século XXI. Inclusão - Revista de Educação
Especial, 2005, p. 19-23.
SILVA, Hugo Oliveira Pinto; BARBOSA, Josué S. A relação deficiente visual e biblioteca
universitária: a experiência do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual – CADV da
Universidade Federal de Minas Gerais. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, v. 1, n.
1,
p.
1-17,
2011.
Disponível
em:
https://www.portal.ufpr.br/Acessibilidade/A%20relacao_deficiente_visual_e_biblioteca_universit
aria.pdf. Acesso em: 11 jul.2017.
STROPARO, Eliane Maria; MOREIRA, Laura Ceretta. O papel da biblioteca universitária na
inclusão de alunos com deficiência no ensino superior. Educação, v. 41, n. 1, p. 209-222, 2016.
Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/17430. Acesso em: 11
jul.2017.

Agências financiadoras
Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão
(FAPEMA).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32582">
                <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS INCLUSIVAS: ACESSIBILIDADE E OPORTUNIDADES PARA OS USUÁRIOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32583">
                <text>Isabel Cristina dos Santos Diniz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32584">
                <text>Ana Margarida Pisco Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32585">
                <text>Cassia Cordeiro Furtado</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32586">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32587">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32589">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32590">
                <text>Pesquisa objetiva identificar as ações e projetos de acessibilidade desenvolvidos pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras para assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades e colaboração para a pesquisa na disponibilização de dados e informações para gerar novos conhecimentos. Esta investigação relata resultados parcelares de uma pesquisa mais abrangente e em curso que estudar as boas práticas inclusivas das bibliotecas universitárias no contexto brasileiro e português. Utilizou-se um inquérito por questionário on-line survey aplicado a 21 bibliotecários de bibliotecas universitárias federais brasileiras, durante o período de novembro de 2016 a maio de 2017. Obteve-se retorno de 14 respostas válidas. A análise dos dados recolhidos envolve algum tratamento em SPSS, em nível de estatística descritiva básica. Os resultados destacam que as bibliotecas foco desta pesquisa oferecem algum tipo de serviço/produtos direcionado para usuários com NEE, porém ainda de forma muito incipiente e insatisfatória. Recomenda-se que as Instituições de Ensino Superior, em especial, a biblioteca universitária crie suas políticas informacionais para estabelecer diretrizes para o acesso inclusivo de usuários com e sem NEE, na perspectiva de incluí-los em um único espaços com uma diversidade de serviços comuns e acessíveis a todos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66726">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2762" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1844">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2762/1876-1893-1-PB.pdf</src>
        <authentication>bbd413a8c7cea03e98676a521b8200cf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32581">
                    <text>BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: uma organização sociocultural;
instrumento para a democratização do acesso à informação e
valorização cultural

Nicole Marinho Horta (UFMG) - nicole_coia@yahoo.com.br
Felipe Santiago Flores Rocha (UFMG) - felipemacato@gmail.com
Resumo:
A Biblioteconomia possui uma variedade de tipologias de bibliotecas, entre elas as bibliotecas
comunitárias. Este artigo tem como objetivo expor uma breve reflexão sobre as bibliotecas
comunitárias como espaços de ações integradoras de saberes, sociabilidades e mediações
informacionais e comunicacionais, além de traçar os paralelos de realidades distintas entre
duas bibliotecas comunitárias e sua importância na inclusão social através do acesso à leitura
e à informação para as minorias. Foram analisadas a Biblioteca Comunitária Livro Aberto, no
bairro Goiânia em Belo Horizonte, e a Biblioteca Comunitária Borrachalioteca, no bairro
Caieira em Sabará, em Minas Gerais. Foi observado a importância de projetos de apoio para
sobrevivência das duas bibliotecas comunitária e para ampliação de suas ações dentro da
comunidade, atuando como espaços de inclusão social por meio do acesso à informação e
apoio ao desenvolvimento sociocultural de comunidades carentes, atendendo ao objetivo de
desenvolvimento sustentável 4 da Agenda 2030 da ONU (Educação de qualidade: assegurar a
educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao
longo da vida para todos).
Palavras-chave: biblioteca comunitária; sociabilidade; inclusão social; inclusão informacional
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A Biblioteca Comunitária é um tipo de biblioteca que desperta o interesse de
pesquisadores e profissionais1 da área de Biblioteconomia, principalmente, por se
apresentarem como alternativa de acesso à informação e cultura para comunidades
carentes ou afastadas do aparato informacional público, que o estado dispõe aos cidadãos.
O termo biblioteca comunitária, Segundo Almeida Junior (1997), é citado na
literatura brasileira pela primeira vez por Carminda Nogueira de Castro Ferreira, na
década de 1970, ao se referir à experiência americana que tratava da integração da
biblioteca pública com a escolar. Ainda não existe um consenso absoluto sobre o conceito
de bibliotecas comunitárias. Porém, a literatura oferece algumas semelhanças conceituais
que ajudam a caracterizar as bibliotecas comunitárias. Machado (2009, p.88-89), por
exemplo, pontua alguns fatores de grande importância para essa caracterização:
1. a forma de constituição: são bibliotecas criadas efetivamente pela e
não para a comunidade, como resultado de uma ação cultural.
2. a perspectiva comum do grupo em torno do combate à exclusão
informacional como forma de luta pela igualdade e justiça social.
3. o processo participativo gerando articulação local e forte vínculo
com a comunidade.
4. a referência espacial: estão, em geral, localizadas em regiões
periféricas.
5. o fato de não serem instituições governamentais, ou com vinculação
direta aos Municípios, Estados ou Federação.

A maior parte dos autores analisados discernem a biblioteca comunitária como
uma alternativa criada através da iniciativa de indivíduos ou associações, para suprir as
necessidades de acesso a informações da população de uma determinada região onde não
há uma biblioteca pública e/ou esta é de difícil acesso, como afirma Jesus (2007, p. 2-3):
Bibliotecas comunitárias são instituições voltadas para disseminar
informação e cultura em locais de carência econômica. [...]Isso se deve
ao fato de que a informação só está acessível a quem pode pagar por
ela, pois a informação está contida em suportes informacionais como:
Internet, livros, revistas, etc., cujo valor ultrapassa o poder aquisitivo
de grande parcela da população.

Guedes (2011) também descreve os fatos que levam ao surgimento das bibliotecas
comunitárias, e ainda comenta sobre a construção de seu acervo:
As bibliotecas comunitárias são ambientes físicos criados e mantidos
por iniciativas das comunidades civis, e geralmente sem intervenção
do poder público. Esses centros comunitários possui um arquivo
bibliográfico multidisciplinar, abarcando diversas tipologias
documentais. Suas coleções, por vezes, possuem organização

1MACHADO

(2009), JESUS (2007), GUEDES (2011), ALMEIDA JÚNIOR (1997)

�improvisada ou intuitiva, pois o objetivo principal desses espaços é
ampliar o acesso da comunidade à informação. (GUEDES,2011, p.75)

Mesmo com a diversificação nos meio de disponibilização da informação, seu
acesso ainda é relativamente restrito. Uma parcela significativa da população brasileira
ainda não tem acesso a informações como deveria e, na grande maioria dos locais, as
bibliotecas públicas não são capazes de resolver esse problema. Nesse contexto, as
bibliotecas comunitárias se apresentam como alternativa de acesso ao conhecimento.
As bibliotecas comunitárias se encarregam de fornecer acesso informacional e
também

permitem

o

desenvolvimento

sociocultural,

sendo

suporte

para

o

desenvolvimento de projetos educacionais, culturais e até profissionais, contribuindo por
vezes também ao desenvolvimento econômico da comunidade e dos indivíduos nela
inseridos. Mas, embora a motivação para a construção de uma biblioteca comunitária seja
fomentada pelos mesmos ideais, o desenvolvimento de cada biblioteca segue caminho
diferente. Seus espaços dialogam com a cultura local e se moldam de acordo com a
comunidade na qual estão inseridas.
São essas diferenças contextuais no desenvolvimento de bibliotecas comunitárias
que desejávamos entender no desenvolvimento do trabalho que deu origem ao presente
relato. Assim pudemos observar os espaços e ações de duas bibliotecas comunitárias, uma
localizada na periferia de Belo Horizonte e outra na Região Metropolitana.
Relato de Experiência
Biblioteca Comunitária Livro Aberto
A biblioteca Livro Aberto surgiu em 2011, no bairro Goiânia em Belo Horizonte,
em uma evolução da biblioteca escolar da creche e escola mantida pela Associação
Comunitária Vila Presidente Vargas (VIVA). Com o intuito de atender à necessidade
informacional da comunidade, inicialmente manifestada por pais de alunos, a biblioteca
deixa o espaço físico da escola e começa a funcionar em um espaço anexo e mais acessível
à comunidade. Com sede própria, um pequeno acervo complementado por doações e a
vontade da moradora da comunidade, Poliana Natália, que trabalhava na VIVA, a
Biblioteca Comunitária Livro Aberto passou a atender demandas da comunidade. A
biblioteca teve oportunidade de organizar e ampliar seu acervo, obter equipamentos e
participar de ciclos de debates e treinamentos para seus profissionais através de projeto
do Instituto C&amp;A que apoiou não só a melhoria dos espaços comunitários de incentivo à

�leitura, mas participou intensamente da criação da Rede Nacional de Bibliotecas
Comunitárias (RNBC) e de redes regionais como a Rede de Leitura Sou de Minas, Uai.
A Livro Aberto chegou a ser biblioteca polo dentro da rede mineira, posto assumido
atualmente pela Borrachalioteca.
Em relação à visita na Biblioteca Livro Aberto, podemos destacar algumas
observações importantes. Sua atuação está vinculada com a VIVA - Associação
Comunitária Vila Presidente Vargas para desenvolvimento da comunidade local (creche,
oficinas de grafite, telecentro, equipamentos audiovisuais.). Foi criada a partir da
mobilização de membros da comunidade. A SABIC - Associação dos Amigos das
Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte orientou na
implementação e doou vários títulos para o acervo. O desenvolvimento e organização da
biblioteca contou com o apoio das redes e programas de leitura fomentados pelo Instituto
C&amp;A. Atualmente, a Livro Aberto não possui mais o convênio com o Instituto C&amp;A, e
não conta mais com profissional bibliotecário (ou estagiário) ou com verba para novas
aquisições. O atendimento hoje é mais pontual e mantido apenas para visitas de alunos da
creche e uso dos dois computadores conectados à internet. No entanto, a administradora
do espaço busca a renovação de parcerias para reativar o atendimento amplo na unidade.
Biblioteca Comunitária Borrachalioteca
Surgiu em 2002, com o jovem Túlio Damasceno, morador de uma comunidade
em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, que pediu ao pai um espaço na sua
borracharia para que ele pudesse organizar alguns livros e realizar empréstimos à
comunidade que frequentava o local. Atualmente, o acervo possui mais de 15.000 obras
literárias, e conta com outras três unidades: a Casa das Artes, a Sala Son Salvador e o
Espaço Libertação pela Leitura, todos em Sabará.
Em 2006, tornou-se o Instituto Cultural Aníbal Machado e um ano depois ganhou
o Prêmio Viva Leitura (MinC, MEC e OEI). Em 2011 passou a ser o Ponto de Cultura
“Aqui se Lê” e em 2013 ingressou na Rede de Leitura “Sou de Minas, Uai!” – rede local
de bibliotecas comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte do Programa
Prazer em Ler do Instituto C&amp;A. Hoje é integrante da Rede Nacional de Bibliotecas
Comunitárias – RNBC.

�Em relação à visita na Borrachalioteca, podemos destacar algumas observações
importantes. Desenvolveu-se de maneira tão positiva que hoje possui 3 unidades sob sua
administração. Houve a participação de bibliotecário na organização da biblioteca e suas
atividades, desde sua criação, segundo o fundador.
Um dos destaques é a Cordelteca, administrada pelo cordelista membro da
Academia Brasileira de Literatura Cordel, Olegário Alfredo, e que conta com amplo
acervo de cordéis e uma coleção de matrizes de xilogravura, onde são ministrados cursos
de confecção de cordéis, tanto o texto literário quanto as xilogravuras. Além disso, é a
única biblioteca comunitária no Brasil que realiza um festival municipal voltado à
literatura, o Festival Literário de Sabará. Já em sua terceira edição, com atividades
abertas e gratuitas para toda a comunidade. Realiza, ainda, projetos de incentivo à leitura
em parceria com o comércio local, caso do Projeto Pão e Poesia, além de apoiar projetos
de parceiros, como o projeto Leve um Livro, da UFMG. Oferece, os serviços básicos de
uma biblioteca pública (empréstimo, telecentro, contação de história.) e conta com um
acervo que hoje chega a 15000 obras distribuídas entre suas unidades.
Conclusão
Pode-se verificar através das visitas às bibliotecas comunitárias Livro Aberto e
Borrachalioteca, as características apontadas por Machado (2005) citadas anteriormente.
Ambas foram criada por impulsos internos das comunidades onde se inserem e fruto de
iniciativas de combate à exclusão informacional originados dentro da comunidade.
Ambas se localizam em regiões periféricas, sendo a Livro Aberto localizada em
um beco no centro da comunidade do bairro Goiânia em Belo Horizonte, e a
Borrachalioteca, com sua sede principal também em região periférica de Sabará, já conta
com outras três unidades distribuídas pela a cidade, atingindo quase toda a comunidade
Sabarense. Além disso, foi verificado a importância de programas, projetos e redes de
apoio na criação, estruturação, organização e desenvolvimento das bibliotecas
comunitárias. A biblioteca Livro Aberto está com seu atendimento limitado devido à
ausência de fontes de financiamento, não podendo contar com profissional para o
atendimento e gestão da unidade. Já a Borrachalioteca mostra como uma iniciativa bem
gerida, com apoio de profissionais e muito esforço empreendido, pode ser mantida e
ampliada, buscando parceiros, incluindo o comércio e a administração pública local.

�É importante perceber que as bibliotecas comunitárias se articulam à Agenda
2030, estabelecida em 2015, onde foram traçados 17 Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (os ODS). Elas apoiam a implementação do Objetivo 4, que define a
Educação de Qualidade, confirmando o compromisso de assegurar a educação inclusiva
e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida
para todos. As bibliotecas comunitárias se destacam como agentes integradores de saberes
e informacional com suas ações de incentivo à leitura, desenvolvimento cultural e até
profissionalizante. Pode-se observar o impacto da criação destas bibliotecas dentro das
comunidades que estão inseridas.
Independente das dificuldades enfrentadas, percebe-se que ambas as instituições
visitadas seguem se esforçando para manter seu trabalho que, contribui para a redução
das diferenças por meio do acesso à informação e a cultura.
Referência
JESUS, Maria. Implantação de bibliotecas comunitárias nos municípios do Estado da
Bahia. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA EM INFORMAÇÃO,
7., 2007, Salvador . Anais eletrônicos... Salvador: CINFORM, 2007. Disponível em: .
Acesso em: 01 jun. 2017.
ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. Bibliotecas públicas e bibliotecas
alternativas. Londrina: Editora UEL, 1997.
GUEDES, Roger de Miranda. Bibliotecas comunitárias e espaços públicos de informação.
Cultura

Informacional

e

digital.

Belo

Horizonte:

UFMG:

s/d.

Disponível

em:

https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/cultura/docs/11_Bibliotecas_comunitarias__Roger_Guedes.pdf . Acesso em: 28 mai. 2007

MACHADO, Elisa Campos; VERGUEIRO, Waldomiro. Bibliotecas Comunitárias como
prática social no Brasil. CRB-8 Digital, São Paulo, v. 3, n. 1, p. 3-11, ago. 2010 .
MACHADO, Elisa Campos. Identidade cultural de Heliópolis: biblioteca comunitária.
Informação &amp; Sociedade: Estudos. João Pessoa, v. 15, n. 2, p. 113-125, jul./dez. 2005.
Disponível em:&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/34/1515&gt; .
Acesso em: 25 mai. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32573">
                <text>BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: UMA ORGANIZAÇÃO SOCIOCULTURAL; INSTRUMENTO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À INFORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO CULTURAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32574">
                <text>Nicole Marinho Horta</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32575">
                <text>Felipe Santiago Flores Rocha</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32576">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32577">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32579">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32580">
                <text>A Biblioteconomia possui uma variedade de tipologias de bibliotecas, entre elas as bibliotecas comunitárias. Este artigo tem como objetivo expor uma breve reflexão sobre as bibliotecas comunitárias como espaços de ações integradoras de saberes, sociabilidades e mediações informacionais e comunicacionais, além de traçar os paralelos de realidades distintas entre duas bibliotecas comunitárias e sua importância na inclusão social através do acesso à leitura e à informação para as minorias. Foram analisadas a Biblioteca Comunitária Livro Aberto, no bairro Goiânia em Belo Horizonte, e a Biblioteca Comunitária Borrachalioteca, no bairro Caieira em Sabará, em Minas Gerais. Foi observado a importância de projetos de apoio para sobrevivência das duas bibliotecas comunitária e para ampliação de suas ações dentro da comunidade, atuando como espaços de inclusão social por meio do acesso à informação e apoio ao desenvolvimento sociocultural de comunidades carentes, atendendo ao objetivo de desenvolvimento sustentável 4 da Agenda 2030 da ONU (Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66725">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2761" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1843">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2761/1875-1892-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e42ed9ed56c11548a116f017fe86321d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32572">
                    <text>BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL DE SERGIPE - UMA
EXPERIÊNCIA COM PROJETOS DE INCENTIVO A LEITURA A
PARTIR DA PRIMEIRA INFÂNCIA

Claudia TERESINHA STOCKER (BIAFA-SECULT) - stocker@infonet.com.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência de projetos de incentivo à leitura realizados na Biblioteca
Pública Infantil de Sergipe. Iniciado em 2007, vários projetos foram implantados visando dar
dinamismo a biblioteca com ações voltadas a primeira infância, ao público juvenil e adultos.
Com o lema “Inserindo pequenos cidadãos no mundo a leitura”, a biblioteca implantou seu
principal projeto, 1,2,3...era uma vez de incentivo à leitura através de ações de contações de
histórias, mediação de leitura, encontro com escritores e lançamento de livros, exposições,
teatro de fantoche, oficinas, concursos, premiações e a criação do Encontro de Contadores de
Histórias de Sergipe. Criou o Projeto Trocando Leituras que oportuniza a troca de livros e
gibis. Projeto Leitor Destaque que premia os leitores mais assíduos da biblioteca. Projeto Teia
Literária com abordagem de temas específicos (Lendas, Contos, Fábulas, Cordel, Quadrinhos,
Poesia, entre outros), realizados através da mediação de leitura, mensalmente. Projeto
#EuLeio!, em parceria com a Rede Ler e Compartilhar(Maceió-AL) que dá oportunidade as
escolas públicas que não possuem biblioteca, receber sacolas com acervo variado para
trabalhar a leitura com os alunos por determinado período. Projeto Aprender e Capacitar, que
tem o objetivo de oferecer oficinas temáticas variadas com carga horário de 4h aos sábados.
Todos os projetos visam tornar a biblioteca um espaço dinâmico e vivo, conhecido e
frequentado pela comunidade e por fim, o Projeto Leitura Premiada, criado com o objetivo de
ampliar o uso do acervo literário através do empréstimo domiciliar.
Palavras-chave: Dinamização de Biblioteca; Biblioteca Pública; Biblioteca Infantil; Incentivo à
leitura; Formação de Leitores
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL DE SERGIPE: UMA EXPERIÊNCIA COM PROJETOS
DE INCENTIVO A LEITURA A PARTIR DA PRIMEIRA INFÂNCIA

Claudia T. Stocker

1. INTRODUÇÃO

A Biblioteca Pública Infantil de Sergipe, criada em outubro de 1974, é um órgão
vinculado à Secretaria de Estado da Cultura para atender ao público infantil da capital e
demais cidades do interior do Estado. Mensalmente desenvolve atividades não só para
crianças e adolescentes, mas para a sociedade como um todo, com o objetivo de aproximar
a criança do livro e da leitura. Atende crianças da comunidade, turmas de escolas públicas
e privadas de Aracaju e interior do Estado, creches, abrigos, entre outras entidades, para
atividades de incentivo à leitura, atendendo a todos, na busca de informações, pesquisa,
empréstimo de livros, visitação e participação nas ações culturais.
Os projetos criados e desenvolvidos na Biblioteca Pública Infantil de Sergipe desde
2007, são experiências de como as ações culturais realizadas em bibliotecas com foco em
seu público alvo, podem transformar o espaço em local atrativo e prazeroso, cumprindo o
papel social da Biblioteca Pública.
As ações desenvolvidas na Biblioteca Infantil oportunizam estimular a imaginação
criadora e a prática do exercício da cidadania através dos projetos implantados. Com foco
principal na primeira infância (até 6 anos de idade), que é uma etapa muito importante para
o desenvolvimento da criança já que, as experiências vividas nesta época são levadas para
o resto da vida, as atividades são planejadas para promover o gosto e hábito da leitura,
torna o espaço valorizado pela comunidade, oferecendo múltiplas possibilidades de
entretenimento, levando-os a ampliar seus conhecimentos e suas ideias acerca do mundo.
A metodologia utilizada pela equipe da biblioteca é planejar ações mensais focadas
em algumas datas significativas e que possam atrair o público alvo. As ações são realizadas
pelos funcionários da mesma (estagiários, bibliotecário e efetivos), assim como convidados
e parceiros que, voluntariamente executam atividades e participam dos projetos. Tudo
pensado de forma lúdica e dinâmica para que atinja os objetivos propostos.

�2. RELATO DA EXPERIÊNCIA:

A Biblioteca Pública Infantil de Sergipe, atualmente trabalha com 7 (sete) Projetos
Permanentes que foram sendo criados e implantados ao longo dos últimos 10 anos (20072017). A seguir serão detalhados cada um. Vale ressaltar que todos têm grande procura na
biblioteca e têm proporcionado, à comunidade atendida, o interesse pela leitura e a
participação nas ações desenvolvidas.

2.1 DETALHAMENTO DOS PROJETOS PERMAMENTES:
a) PROJETO 1,2,3...ERA UMA VEZ

O “Projeto 1,2,3...Era uma Vez” iniciado em 2007, foi criado pensando na abordagem
de temáticas significativas, dinâmicas de leitura, oficinas de artes e literatura, exposições
informativas, concursos, exibições de vídeos, teatro de fantoches, dramatizações e
contações de histórias, encontro com escritores, lançamento de livros, entre outras
atividades lúdicas que possam atrair o público até a biblioteca. Mensalmente são realizadas
ações com o objetivo de oferecer a comunidade uma programação diversificada envolvendo
as diversas linguagens artístico-cultural (música, literatura, artes cênicas, artes plásticas,
dança) em consonância com o livro.

b) PROJETO LEITOR DESTAQUE DO ANO

O projeto Leitor Destaque foi criado em 2007 com o objetivo de premiar os leitores
que mais utilizam o acervo da Biblioteca para empréstimo domiciliar. Iniciou com a
premiação de 10 leitores e atualmente, premia os 5 mais assíduos do ano. A premiação é
uma forma de reconhecimento e de incentivar os usuários que frequentam a biblioteca. Em
uma festa de encerramento realizada no mês de dezembro, os leitores destaque recebem
certificado, medalha de honra ao mérito, tem sua foto colocada na galeria de leitores do
ano que fica na recepção da biblioteca e recebem kit´s de livros, brinquedos e outros
prêmios, oferecidos pelos parceiros e amigos da biblioteca.

�c) PROJETO TROCANDO LEITURAS

Criado em 2008 com o objetivo de possibilitar a troca de livros e gibis, usados ou
novos, pela comunidade leitora, o projeto Trocando Leituras é formado por acervo de
duplicatas, ou seja, literatura infanto-juvenil e adulta recebidos por doações, mas que a
biblioteca já possui em seu acervo. Os livros são disponibilizados para a troca entre as
pessoas, desde que estejam em perfeitas condições de conservação e uso e, sem limite de
quantidade. O projeto só não recebe livros didáticos e revistas.

d) PROJETO TEIA LITERÁRIA

Criado em 2015, foi pensado para atividades de Mediação de Leitura. Utilizando
temáticas específicas como: poesia, autores sergipanos, lendas, contos de fadas, fábulas,
quadrinhos, cordel, entre outros, a literatura é apresentada as crianças de forma lúdica
através da narrativa ou leitura dos livros escolhidos. Logo após, inicia-se uma discussão
acerca do tema, onde as crianças podem expor suas ideias e impressões a respeito do que
foi lido.

e) PROJETO #EuLeio!

No segundo semestre de 2016, a Biblioteca Infantil, foi convidada a participar da
Rede Ler e Compartilhar de Maceió-AL, programa de formação de leitores e orientação
para mediação literária por meio de ações colaborativas de circulação de acervos que
pretende levar centenas de títulos infanto-juvenis para escolas públicas.
O projeto aposta no poder dos livros e da mediação literária orientada como um
potencial ilimitado para a transformação social e o acesso à cidadania. Visa criar ou
dinamizar espaços e ações de leitura beneficiando pessoas e instituições que desejem
promover a cultura literária em suas comunidades e em Sergipe, o projeto está sendo
coordenado pela Biblioteca Infantil através da Bibliotecária Claudia Stocker.
O projeto #EuLeio!, tem acervos doados pela Rede Ler e Compartilhar, e em abril de
2017 iniciou sua circulação em 6 escolas públicas de Sergipe por meio de sacolas literárias
itinerantes que permanecem na escola por 3 meses. Após este período, as sacolas são
trocadas entre as escolas onde permanecem por mais 3 meses. Ao final de 6 meses um
encontro será realizado com os alunos e professores participantes do projeto, onde os

�mesmos, apresentarão através da dramatização, jogral, recital ou outra forma, uma
temática ou livro lido. Também serão premiados os professores que mais se destacaram
em ações inovadoras de leitura e a escola receberá um kit de livros, além de certificado de
participação no Projeto. Em novembro de 2017 mais 6 sacolas serão inseridas no projeto
com o objetivo de ampliar a rede, e desta forma, mais escolas poderão participar.

f) PROJETO LEITURA PREMIADA

Com base nos dados estatísticos recolhidos mensalmente, observou-se uma
expressiva queda no número de livros retirados por empréstimo nos dois últimos anos.
Sendo assim, para promover o acervo literário da biblioteca, incentivando o seu uso para
empréstimo domiciliar, foi criado o Projeto Leitura Premiada em janeiro de 2017. O projeto
teve o apoio de amigos que doaram artigos diversos (livros, bijuterias, perfumaria e
cosméticos, entre outros) para que vale-brindes fossem colocados dentro dos livros e
quando o usuário fizer o empréstimo, poderá achar e ganhar.

g) PROJETO APRENDER E CAPACITAR

Iniciado em julho de 2017, tem como objetivo oferecer a comunidade (professores,
gestores de bibliotecas, pessoas que trabalham com o público infantil), oficinas temáticas
diversas com carga horária de 4 horas, aos sábados. As oficinas são gratuitas e ministradas
por profissionais voluntários. Pedimos apenas uma inscrição solidária, ou seja, algo que a
biblioteca necessite como brinquedos, livros infantis, tecidos, tintas, etc...A título de
exemplo, algumas oficinas ministradas em 2017 versaram sobre contação de histórias,
confecção de fantoches, decoração em EVA, mediação de leitura.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao iniciar nosso trabalho na Biblioteca Infantil Aglaé D´Ávila Fontes de Aguiar, hoje
Biblioteca Pública Infantil de Sergipe, no ano de 2007, a mesma encontrava-se sem ação
cultural, sem política de empréstimo e organização do acervo. A frequência mensal era
praticamente nula. Iniciou-se, então, um trabalho de desenvolver atividades voltadas ao
fomenta da leitura. No decorrer de 10 anos da implantação dos Projetos acima descritos,
muita coisa mudou, e hoje, a Biblioteca Infantil é uma referência no Estado, tendo inclusive

�recebido premiação por suas ações. A frequência anual gira em torno de 5 mil crianças, o
que nos faz acreditar que, uma biblioteca quando oferece ações planejadas e voltadas aos
interesses da comunidade na qual está inserida, passa a contribuir com a transformação
da sociedade. Acredita-se que a experiência dos projetos permanentes executados na
Biblioteca Infantil, possam ser replicados para outras bibliotecas do país com o intuito de
tornar a biblioteca pública cada vez mais envolvida com a comunidade na qual está inserida.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32565">
                <text>BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL DE SERGIPE - UMA EXPERIÊNCIA COM PROJETOS DE INCENTIVO A LEITURA A PARTIR DA PRIMEIRA INFÂNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32566">
                <text>Claudia TERESINHA STOCKER</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32567">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32568">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32570">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32571">
                <text>Apresenta o relato de experiência de projetos de incentivo à leitura realizados na Biblioteca Pública Infantil de Sergipe. Iniciado em 2007, vários projetos foram implantados visando dar dinamismo a biblioteca com ações voltadas a primeira infância, ao público juvenil e adultos. Com o lema “Inserindo pequenos cidadãos no mundo a leitura”, a biblioteca implantou seu principal projeto, 1,2,3...era uma vez de incentivo à leitura através de ações de contações de histórias, mediação de leitura, encontro com escritores e lançamento de livros, exposições, teatro de fantoche, oficinas, concursos, premiações e a criação do Encontro de Contadores de Histórias de Sergipe. Criou o Projeto Trocando Leituras que oportuniza a troca de livros e gibis. Projeto Leitor Destaque que premia os leitores mais assíduos da biblioteca. Projeto Teia Literária com abordagem de temas específicos (Lendas, Contos, Fábulas, Cordel, Quadrinhos, Poesia, entre outros), realizados através da mediação de leitura, mensalmente. Projeto #EuLeio!, em parceria com a Rede Ler e Compartilhar(Maceió-AL) que dá oportunidade as escolas públicas que não possuem biblioteca, receber sacolas com acervo variado para trabalhar a leitura com os alunos por determinado período. Projeto Aprender e Capacitar, que tem o objetivo de oferecer oficinas temáticas variadas com carga horário de 4h aos sábados. Todos os projetos visam tornar a biblioteca um espaço dinâmico e vivo, conhecido e frequentado pela comunidade e por fim, o Projeto Leitura Premiada, criado com o objetivo de ampliar o uso do acervo literário através do empréstimo domiciliar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66724">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2760" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1842">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2760/1874-1891-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a629369adf1f88893dfa1e5dc7955e47</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32564">
                    <text>BIBLIOTECA PARA TODOS: IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE UM
SETOR PARA SOCIALIZAR O CONHECIMENTO PARA O ALUNO DA
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Maria Elizabeth de Oliveira Costa (UFMG) - mabethcosta@gmail.com
Beatriz Valadares Cendon (UFMG) - bcendon@gmail.com
Jorge Santa Anna (UFES) - professorjorgeufes@gmail.com
Resumo:
O estudo compreende uma pesquisa de mestrado sobre a contribuição das bibliotecas
acadêmicas no contexto da Educação a Distância. Analisa a contribuição das Bibliotecas
Universitária e a integração com as Bibliotecas Polos onde a instituição oferece os cursos a
distância; a forma de disponibilização e organização do conhecimento científico para uso na
Educação a Distância e a maneira de como viabilizar os recursos informacionais aos usuários
dessa modalidade de ensino, haja vista sustentar as atividades acadêmico-científicas. O
trabalho se caracteriza como uma pesquisa-ação realizado junto ao Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Minas Gerais e as Bibliotecas dos Polos de Apoio Presencial.
Contemplou duas etapas: visita realizada nas Bibliotecas Polos e estudo de usuários,
conduzido por meio da aplicação de questionário aos alunos dos cursos oferecidos a distância,
com o intuito de verificar como os alunos fazem para ter contato/acesso com o material
informacional necessário na realização das atividades discentes. Constatou-se que o material
bibliográfico existente nos polos, comparado com a bibliografia básica dos cursos dessa
modalidade, não atende às necessidades dos usuários e ao ideal de uma Biblioteca Polo.
Percebeu-se que os alunos desconhecem os serviços informacionais que podem ser oferecidos
a eles por meio das bibliotecas acadêmicas. É sugerida a integração entre as bibliotecas
acadêmicas e as Bibliotecas dos Polos, de modo a ampliar a contribuição dessas bibliotecas
aos cursos oferecidos. Recomenda-se a criação de um espaço físico, com infraestrutura,
serviços e produtos informacionais adequados, além da necessidade de bibliotecários, e assim,
socializar o conhecimento para todos.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Educação a Distância. Bibliotecas Polos. Estudos
de uso e usuário da informação. Serviços e produtos informacionais na EaD
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: 4 - Educação de Qualidade
ODS: Bibliotecas para todos: inclusão social, bibliotecas como espaço
de aprendizagem. Biblioteconomia Social.
1 Introdução
A educação a distância vem contribuindo com o ensino no País, permitindo que
chegue aos lugares mais remotos da nossa sociedade. Este avanço começou a partir de
2005, com o surgimento da Universidade Aberta do Brasil (UAB) criada pelo Ministério da
Educação (MEC).

Surge uma ampla articulação entre instituições públicas de ensino

superior, estados e municípios brasileiros, para promover, por meio da modalidade da
educação à distância, acesso ao ensino superior para camadas da população que se
encontram excluídas do processo educacional.
Para suporte às atividades pedagógicas e administrativas foram criados os polos,
unidades operacionais de apoio presencial responsável para manter salas de aulas,
auditórios, laboratórios, e bibliotecas, relativas aos cursos e os programas ofertados a
distância pelas instituições públicas de ensino superior no âmbito do Sistema UAB.
O MEC é a instituição que estabelece os critérios para o funcionamento das
bibliotecas nos polos presenciais de ensino. Através do documento Referenciais de
Qualidade para Educação Superior a Distância, os cursos a distância devem ter em sua
infraestrutura de apoio uma biblioteca contendo: “[...] um acervo mínimo para possibilitar
acesso dos estudantes à bibliografia, além do material instrucional utilizado pelo curso;
sistema de empréstimo de livros e periódicos ligados à sede da Instituições de Ensino
Superior para possibilitar acesso à bibliografia mais completa, além do disponibilizado no
polo” (BRASIL/MEC, 2007, p. 19).
Dessa forma, justifica-se o envolvimento das Bibliotecas Universitárias e do Sistema
de Bibliotecas, órgãos ou estruturas responsáveis pelas bibliotecas presenciais nas
instituições, em empreender essa infraestrutura para apoio técnico-administrativo às
bibliotecas dos polos localizadas em diferentes municípios do estado onde a universidade
oferece cursos da modalidade Educação a Distância (EaD).
Os alunos dos cursos presenciais dessas instituições encontram uma estrutura
adequada para apoio as suas pesquisas e têm todo o aparato a seu favor. Diante do cenário
que apresenta a EaD surgem as principais questões a serem tratadas nesta pesquisa:
Como as Bibliotecas Universitárias - Sistemas de Bibliotecas poderão apoiar as bibliotecas
dos polos de apoio presencial, onde a instituição oferece cursos na modalidade a distância?
Como oferecer o apoio e o acesso informacional científico aos alunos da EaD? Como
assegurar que os alunos da EaD recebam os recursos informacionais necessários as suas
atividades acadêmicas cientificas?

�É nesse contexto que a gestão de um Sistema de Bibliotecas, na época, e ainda
pesquisadora sobre o tema propôs a implantação de um “Setor”, com espaço físico, na
estrutura organizacional da Biblioteca Universitária - Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Minas Gerais (BU-SB/UFMG) com objetivos de criar um trabalho em rede
buscando interação entre a Biblioteca Universitária, órgão que gerencia as 25 bibliotecas do
Sistema de Bibliotecas da UFMG - e as Bibliotecas dos Polos e seus usuários, contribuindo
com a educação a distância e a inclusão social e ao mesmo tempo almejando uma
Biblioteconomia mais social.
O Setor se justificava por entender que era preciso abrigar um local físico que
pudesse desenvolver políticas públicas para atendimento aos alunos da EaD e oferecer aos
usuários os mesmos serviços e produtos que são oferecidos aos alunos dos cursos
presenciais, e ainda, serviços específicos a serem desenvolvidos para esses usuários
visando o objetivo maior: biblioteca para todos.
Assim, como pesquisadora/mestranda no Programa de Pós-Graduação em
Tecnologia e Gestão em Educação a Distância 1, desenvolveu uma pesquisa-ação
relacionada com a temática: “Educação a distância, bibliotecas dos polos e os recursos
informacionais disponíveis aos alunos da EaD," objeto deste artigo.

2 Métodos
Esta pesquisa consta de duas etapas. Na primeira etapa foram realizadas as
seguintes ações: a) visitas em cinco bibliotecas polos das cidades de Bom Despacho,
Buritis, Formiga, Montes Claros e Governador Valadares; objetivando um diagnóstico dos
recursos informacionais que o usuário da EaD tem à sua disposição; b) comparação do
acervo bibliográfico existente em cada biblioteca polo com a bibliografia básica dos cursos
EaD; e, c) análise da bibliografia básica dos cursos com o acervo existente nas bibliotecas
(presenciais) do SB da instituição. Na segunda etapa da pesquisa foi realizado um “estudo
de usuários” dessa modalidade de ensino com os alunos dos cursos de Ciências Biológicas,
Geografia, Matemática, Pedagogia e Química, cujo objetivo foi verificar como os alunos da
EaD fazem para ter acesso à informação técnico-científica para realização dos seus
estudos, pesquisas e trabalhos acadêmicos.
3 Resultados e Discussões
3.1 Acervo nas bibliotecas dos Polos e a bibliografia básica dos cursos
Pela análise e observância dos fatos, em relação ao acervo existente nas bibliotecas
dos polos, e à bibliografia básica dos cursos EaD, conforme descrito na tabela 1, havia baixo
percentual de acervos bibliográficos nas bibliotecas dos polos.
1

Universidade Federal Rural de Pernambuco

�Tabela 1 - Acervos bibliográficos nas bibliotecas dos polos

Livros disponibilizados
pelo polo

Polos de
Apoio
Presencial

Livros não
disponibilizados pelo polo

Cursos
Valores absolutos

%

Valores
absolutos

%

Livros da
bibliografia
básica
TOTAL

Bom

Matemática

0

0

86

100

86

Despacho

Pedagogia

181

76,1

57

23,9

238

Buritis

Pedagogia

12

5

226

95

238

Geografia

38

4,5

837

95,7

875

Pedagogia

214

89,9

24

10,1

238

30

15,1

169

84,9

199

Matemática

8

9,3

78

90,7

86

Pedagogia

149

62,6

89

37,4

238

Química

50

24,9

151

75,1

201

35

17,6

164

82,4

199

Formiga

Ciências
Biológicas
Governado
r Valadares

Ciências
Montes

Biológicas

Claros

Matemática

9

10,5

77

89,5

86

Química

58

28,9

143

71,1

201

Fonte: dados da pesquisa (2013).

Já no SB em relação aos livros que constavam na “bibliografia básica” dos cursos
da modalidade a distância observou-se, que na sua maioria, o SB/UFMG tem os referidos
livros na seguinte proporção: 83,4% dos livros da bibliografia básica do curso de Ciências
Biológicas; 73.4% do curso de Geografia; 36% do curso de Matemática; 96,6 % do curso de
Pedagogia; e 71,3% do curso de Química, conforme descrito no gráfico 1.
Gráfico 1 - Livros disponibilizados no SB/UFMG em relação a Bibliografia básica dos cursos em EaD/UFMG

120
100
80
Livros disponibilizados pelo
SB/UFMG (em porcentagem) %

60

Livros não disponibilizados pelo
SB/UFMG( em porcentagem) %

40
20
0
Ciências
Biológicas

Geografia Matemática Pedagogia

Fonte: Dados da pesquisa (2013).

Química

�Assim, cabe ressaltar a necessidade de uma interação entre as bibliotecas
presenciais e/ou Sistemas de Bibliotecas, e/ou ainda, os órgãos gerenciadores dessas
estruturas presenciais, com as bibliotecas dos polos de apoio presencial da EaD e viceversa. Esses resultados permitem-nos dialogar com o estudo desenvolvido por Garcez e
Rados (2002, p. 23), ao afirmam que “os bens e serviços bibliotecários devem constar no
planejamento dos cursos a distância e estarem disponíveis de maneira compatível com as
necessidades dos seus usuários” (GARCEZ; RADOS 2002, p. 23).
3.2 Estudo de usuários
No âmbito da segunda etapa da pesquisa, em que foi realizado o estudo de usuários
com os alunos dos polos visitados, constatou-se que: 57% dos alunos usam as bibliotecas
dos polos de apoio para as atividades de pesquisa. Porém, quanto ao grau de conhecimento
sobre serviços e produtos informacionais oferecidos (ou que podem vir a ser oferecidos),
percebeu-se que apenas 28,68% dos alunos conhecem bem o acervo disponível nas
bibliotecas do sistema e, menos de 9% dos estudantes conhecem os demais produtos
disponibilizados para fins acadêmico-científicos.
De acordo com Trip (2005), que informa que a perspectiva de uma pesquisa-ação,
visa a melhorar a prática, os resultados obtidos foram apresentados à instituição
pesquisada, e a partir de então algumas diretrizes foram devidamente construídas e
implementadas pelos órgãos e setores da instituição2 ainda no decurso da pesquisa. a
saber:
a) Estudos3 sobre como o acervo do Sistema de Bibliotecas, deveria ser
estendido aos alunos da modalidade à distância nos polos, considerando
que havia mais de uma instituição oferecendo cursos nos respectivos polos;
4
b) Políticas e normas (em desenvolvimento) para empréstimo dos livros e
oferecimento de outros serviços informacionais, aos alunos da modalidade
EaD levando em conta a localização geográfica, entre o SB/UFMG e as
bibliotecas dos polos de apoio presencial nos interiores do Estado.
5
Treinamentos para os coordenadores e tutores dos respectivos polos para
receberem e transmitirem informações aos alunos da modalidade à
distância sobre como acessar os recursos informacionais já existentes no
SB/UFMG (presencial); e, d) Treinamento para a comunidade da EaD sobre
como acessar o Portal de Periódicos da Capes; e) Tutorial 6 de como
acessar a base de gerenciamento do acervo bibliográfico (software
pergamun) do SB/UFMG, construído em parceria entre, BU, CAED e Escola
de Belas Artes; f) Confecção e entrega pelo Setor de Apoio às Bibliotecas
Polo da BU das “carteiras de usuários da Biblioteca” aos alunos da EaD. g)
Criação de um tutorial7 de como acessar o Portal da Capes e ter o acesso a
essa fonte de informação, sendo o tutorial específico para os alunos dessa
2

Biblioteca Universitária (BU/UFMG), BU-Setor de Apoio às Bibliotecas Polos da EaD; Centro de Apoio a
Educação a Distância (CAED/UFMG).
3
Em análise pelo Grupo de Estudo (circulação) da BU-SB/UFMG, na época.
4
Em análise pelo Grupo de Estudo (circulação) da BU-SB/UFMG, e Setor de Apoio as Bibliotecas Polos da BU,
na época.
5
Eventos/treinamentos realizados pela BU/UFMG e CAED/UFMG para coordenadores e tutores dos Polos.
6
No sitio: www.bu.ufmg.br (Catalogo online)
7
Em construção, na época.

�modalidade. h) Proposta de criação de uma Biblioteca virtual com material
referente as bibliografia básica dos cursos da EaD, apresentadas a
instituição. (COSTA, 2015, p.93).

Os resultados obtidos com a pesquisa-ação foram relevantes e contribuíram para a
elucidação das questões referentes ao acesso e uso das fontes de informação
disponibilizadas para os alunos da EAD na UFMG.
:
4 Considerações finais
No estudo de usuários os alunos mostraram um alto grau de interesse em participar
de treinamento e receber orientações sobre os serviços informacionais disponibilizados para
os mesmos. E no caso da instituição pesquisada, Biblioteca Universitária da UFMG, com a
criação do Setor, esta poderá oferecer apoio ao usuário da EaD, por ter a disposição um
setor criado para este fim com bibliotecários para orientar os usuários dessa modalidade de
ensino.
Em relação às bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, estas precisam buscar
solução na criação de diretrizes e contribuir com as bibliotecas dos polos e,
automaticamente, com a educação à distância no país adaptando aos novos tempos para
irem de encontro às necessidades dos usuários atuais, sendo eles: “usuário presencial ou
remoto”. E que cada um dos envolvidos nas instituições públicas possa agir para que a EaD
atenda aos objetivos de inclusão social a que se propõe.

5 Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Decreto n. 5.622 de 19 de dezembro de 2005.
Regulamenta o Art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 2005.
[em&lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/portarias/dec5. 622. pdf&gt;. Acesso em: 10 Jul.
2017.
COSTA, Maria Elizabeth de Oliveira; CENDÓN, Beatriz Valadares. Educação a distância,
bibliotecas polo e os recursos informacionais: uma pesquisa-ação. Encontros Bibli: revista
eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v. 21, n. 45, p. 82-99,
jan. 2016. Disponível em: &lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/39180&gt;.
Acesso em: 14 jul. 2016. doi: http://dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2015v21n45p82.
COSTA, M. E. de O. et. al. Sistema de bibliotecas da UFMG: criação de um setor de apoio
às bibliotecas polos da EaD. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 17, 2012, Gramado. Anais... Gramado: UFRS, 2012. p. 1-12. Disponível
em: http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4REK.pdf. Acesso em: 14 jul.2015.
GARCEZ, E. M. S.; RADOS, G. J. V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à
educação a distância. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 44-51, maio/ago. 2002.
TRIP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.
31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32555">
                <text>BIBLIOTECA PARA TODOS: IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE UM SETOR PARA SOCIALIZAR O CONHECIMENTO PARA O ALUNO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32556">
                <text>Maria Elizabeth de Oliveira Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32557">
                <text>Beatriz Valadares Cendon</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32558">
                <text>Jorge Santa Anna</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32559">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32560">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32562">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32563">
                <text>O estudo compreende uma pesquisa de mestrado sobre a contribuição das bibliotecas acadêmicas no contexto da Educação a Distância. Analisa a contribuição das Bibliotecas Universitária e a integração com as Bibliotecas Polos onde a instituição oferece os cursos a distância; a forma de disponibilização e organização do conhecimento científico para uso na Educação a Distância e a maneira de como viabilizar os recursos informacionais aos usuários dessa modalidade de ensino, haja vista sustentar as atividades acadêmico-científicas. O trabalho se caracteriza como uma pesquisa-ação realizado  junto ao Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais e as Bibliotecas dos Polos de Apoio Presencial. Contemplou duas etapas: visita realizada nas Bibliotecas Polos e estudo de usuários, conduzido por meio da aplicação de questionário aos alunos dos cursos oferecidos a distância, com o intuito de verificar como os alunos fazem para ter contato/acesso com o material informacional necessário na realização das atividades discentes. Constatou-se que o material bibliográfico existente nos polos, comparado com a bibliografia básica dos cursos dessa modalidade, não atende às necessidades dos usuários e ao ideal de uma Biblioteca Polo. Percebeu-se que os alunos desconhecem os serviços informacionais que podem ser oferecidos a eles por meio das bibliotecas acadêmicas. É sugerida a integração entre as bibliotecas acadêmicas e as Bibliotecas dos Polos, de modo a ampliar a contribuição dessas bibliotecas aos cursos oferecidos. Recomenda-se a criação de um espaço físico, com infraestrutura, serviços e produtos informacionais adequados, além da necessidade de bibliotecários, e assim, socializar o conhecimento para todos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66723">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2759" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1841">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2759/1873-1890-1-PB.pdf</src>
        <authentication>852c405f89f3eba598acb4455800c9cf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32554">
                    <text>Biblioteca Infantil: relação de cooperação e complementação à
Biblioteca Universitária

Alexei David Antonio (UFSCar) - iexela@gmail.com
Marcelo José Araújo (UFSCar - UNIP) - acaocultural.bco@ufscar.br
Resumo:
A Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (BCo-UFSCar), por sua
característica de biblioteca comunitária, criou nas suas dependências um espaço dedicado
especialmente ao público infantil, isto é, criou a sua biblioteca infantil. A princípio é comum
imaginar que biblioteca universitária não se casa bem com biblioteca infantil, mas o que se
observa na BCo-UFSCar é um casamento perfeito entre a “biblioteca para adultos” e a
“biblioteca para crianças”. A biblioteca infantil da BCo-UFSCar está organizada com uma
diversidade expressiva de obras literárias infantis, todas catalogadas e disponíveis para
empréstimo. Desde a sua criação em 1995, pôde-se observar certa regularidade de crianças,
alunos e pais frequentando-a para consulta ou empréstimo de livros. Mas, foi recentemente
que se pensou em um formato de biblioteca infantil que unisse o prazer da leitura com o
prazer do brincar. Dai então se elaborou um projeto que a reestilizasse e a revitalizasse e, com
isso, ela passou a contar com dos ambientes: o da leitura, e o do brincar. Desta forma,
estruturando a biblioteca infantil em ambientes (leitura e brinquedoteca), a criança pôde no
mesmo espaço de leitura, brincar; e no mesmo espaço de brincar, ler. Estava assim construído
um espaço encantado! A biblioteca universitária se rendia completamente aos encantos de um
espaço infantil onde o lúdico, o prazer e a diversão se irmanam.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Biblioteca Infantil; Leitura; Brinquedoteca.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução

A biblioteca infantil possui características que a distingue de uma biblioteca
escolar e, acima de tudo, de uma biblioteca universitária. Diferente das duas últimas,
a biblioteca infantil possui em suas características o fato de se apresentar com
aspectos lúdicos, colorida, divertida, atraente, sendo um local contagiante que atrai e
“prende” o público, principalmente infantil.
Com o objetivo de fazer com que os seus usuários criem o hábito pela leitura e
sintam o prazer de ler, cabe a biblioteca infantil ir além de disponibilizar apenas livros.
O ideal é que ela integre a leitura com atividades lúdicas, isto é, a leitura agregada ao
divertimento, ao jogo e a brincadeira. Por isso, é o local de brincar com os livros e com
as letras; é o local do faz de conta; é o local de ouvir e contar histórias; é o local onde
se possa desenhar, colorir, dançar; enfim, viajar no mundo da imaginação.

Relato de Experiência

Foi pensando nestas características de uma biblioteca infantil que a Biblioteca
Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (BCo-UFSCar) criou nas suas
dependências um espaço dedicado especialmente ao público infantil, ou seja, criou a
sua biblioteca infantil. É de súbito imaginar que biblioteca universitária não se casa
bem com biblioteca infantil, mas o que se observa na BCo-UFSCar é um casamento
perfeito entre a “biblioteca para adultos” e a “biblioteca para crianças”.
A BCo-UFSCar foi criada em 1995 com recursos provenientes do FNDE (Fundo
Nacional para o Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado ao MEC (Ministério
da Educação). Por este motivo, coube a ela atender não somente o público
acadêmico, mas também estender os seus serviços à estudantes e professores da
educação básica, daí a sua característica de comunitária.
Neste sentido, a biblioteca infantil da BCo-UFSCar passou a ser organizada
com uma diversidade expressiva de obras literárias infantis, todas catalogadas e
disponíveis para empréstimo, assim como, a quase unanimidade dos livros
disponíveis na biblioteca como um todo.
Desde a criação da biblioteca infantil – dentro da biblioteca universitária - pôde-

�se observar a regularidade de crianças frequentando-a para consulta ou empréstimo
de livros. São crianças acompanhadas pelos pais, avós, irmãos mais velhos etc., que
estudam ou trabalham na Universidade. E pôde-se observar também a regularidade
de crianças moradoras da cidade e de grupos de crianças estudantes de escolas que,
acompanhadas por seus professores, visitavam a biblioteca infantil a fim de consultar
e retirar livros. Geralmente, a estes grupos de alunos de escolas, eram ofertadas
algumas atividades como contação de histórias e teatros.
Mas, foi a partir de 2015, numa sinergia de competências entre os
conhecimentos de dois bibliotecários e de um pedagogo que fazem parte do grupo de
profissionais que atuam no Departamento de Ação Cultural da BCo, que se pensou
em um novo formato de biblioteca infantil. Daí então se elaborou um projeto que
reestilizasse e revitalizasse a biblioteca infantil. Contando com um espaço de 187m²
de área, a ideia central foi dividir este espaço em ambientes, sendo um ambiente de
leitura – com os livros infantis, mesas coloridas, puffs, decoração na parede e de chão
com letras do alfabeto, números, imagens de personagens infantis lendo - como um
estímulo à leitura –; e no outro ambiente se montou uma brinquedoteca onde se
disponibilizou vários brinquedos construídos com materiais recicláveis (fogãozinho,
casinha, carrinhos, bonecas, TV, jogos, bilboquê etc.), um cenário de madeira com
fantoches, e onde também se pintou no chão brincadeiras como amarelinha, twister
etc., e se decorou as paredes com várias imagens que remetessem ao brincar. De um
modo geral a organização do espaço infantil passou a ser atrativo, agradável e
confortável.
No ambiente de leitura a classificação dos livros infantis mantém o mesmo tipo
de classificação dos demais livros da BCo-UFSCar, enquanto o ideal seria a
classificação por cores, mas dada a quantidade expressiva de livros infantis e a
permanente procura destes livros nas bases de dados da BCo pelo público adulto
(professores, alunos de graduação e pais), se entendeu que seria melhor manter este
tipo de classificação. Contudo, é óbvio que não se deixou de pensar no público infantil,
por isso, vários livros infantis são disponibilizados aleatoriamente nas partes inferiores
das estantes, pois são organizados de forma que atraiam as crianças por suas capas
e tamanhos. Ademais, passou-se também a mensalmente deixar em destaques (em
locais de fácil visualização) livros infantis por autores ou temas. Ainda no espaço de
leitura foi disponibilizada uma gibiteca organizada apenas com gibis infantis dispostos
e reunidos por suas características, ou seja: Turma da Mônica, Senninha, Disney etc.
Desta forma, estruturando a biblioteca infantil em ambientes (leitura e

�brinquedoteca), a criança pôde no mesmo espaço de leitura, brincar; e no mesmo
espaço de brincar, ler. Estava assim construído um espaço encantado! A biblioteca
universitária se rendia completamente aos encantos de um espaço infantil onde o
lúdico, o prazer e a diversão se irmanam.
A partir de então, numa justaposição entre as competências profissionais de
duas áreas de conhecimento (biblioteconomia e pedagogia), se potencializou as
atividades na biblioteca infantil, pois passou-se a ter com mais frequência e
regularidade atividades como contação de histórias, teatros, lançamento de livros
infantis, oficinas pedagógicas etc. Estas iniciativas acarretaram novidades de
benfeitorias na biblioteca infantil e estas benfeitorias aliadas à vontade de,
permanentemente, manter e ampliar as atividades e o atendimento, incitou,
modestamente, a se pensar e organizar grupos de estudos entre funcionários da BCoUFSCar e estagiários a fim de entender a importância da prática do brincar
relacionada à teoria da importância do brincar, conciliada, por sua vez, a relevância
da prática da leitura.
Para tanto se começou regularmente em horário de trabalho ocorrer reuniões
de estudos tendo como referência um autor que abordasse o tema brinquedo,
brincadeira, jogos e educação. Desta forma, passou-se a ter conhecimentos teóricos
acerca das atividades práticas desenvolvidas na biblioteca infantil. Ou seja, as
atividades práticas desenvolvidas na biblioteca infantil começaram a ser analisadas e
refletidas à luz de conceitos teóricos numa verdadeira práxis, isto é, a teoria fazendo
parte da experiência vivida. Este evento possibilita entre os profissionais que atuam
diretamente na biblioteca infantil uma melhor qualificação profissional e, quem ganha
com isso, é o profissional e o público atendido na BCo-UFSCar, essencialmente a
criança.
Por fim, essa nova estrutura da biblioteca infantil da BCo-UFSCar despertou a
atenção do curso de Pedagogia da UFSCar. Alguns professores começaram a
lecionar determinados conteúdos de disciplinas no espaço físico da biblioteca infantil.
Esse fato acabou por despertar nos professores do curso de Pedagogia o interesse
de montar na biblioteca infantil o laboratório de pedagogia do curso. Com efeito, o
curso de Pedagogia da UFSCar conta com um laboratório de pedagogia, entretanto,
este laboratório se encontra desorganizado e subutilizado. No momento, essa parceria
ainda está sendo costurada, mas o certo é que a biblioteca infantil da BCo-UFSCar
contará com um rico material entre jogos e brinquedos que serão utilizados sob a
supervisão de alunos e docentes do curso de Pedagogia que, também,

�potencializarão momentos como a hora do conto, oficinas pedagógicas, teatros,
musicalização etc.

Considerações Finais

Dado o exposto, é fácil observar que a biblioteca infantil da BCo-UFSCar reúne
dentro de uma biblioteca universitária condições que lhe possibilita oferecer um
espaço adequado de instalações e serviços que atendem ao seu público de forma
prazerosa, atrativa e especializada. A linguagem visual da biblioteca infantil da BCoUFSCar possibilita a interação entre o usuário e a informação num ambiente
esteticamente agradável.
Incentivando e estimulando o gosto e o hábito pela leitura, a biblioteca infantil
da BCo-UFSCar cumpre o seu papel social, afinal, é um local onde as crianças têm
oportunidade de aprendizagem capazes de facilitar o desenvolvimento de suas
habilidades ao aprimorar o seu raciocínio e o seu senso crítico.
A função precípua da biblioteca infantil é despertar nas crianças o prazer nos
seus livros e, para tanto, cabe a ela lhes proporcionar o máximo de proveito dos seus
serviços. Por isso, a biblioteca infantil deve ser um local planejado e montado para
tornar o contato com os livros o mais agradável e natural possível a fim de atingir um
dos seus principais objetivos que é incentivar a leitura e tornar e fazer da criança um
usuário constante e atuante em bibliotecas.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32546">
                <text>BIBLIOTECA INFANTIL: RELAÇÃO DE COOPERAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO À BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32547">
                <text>Alexei David Antonio</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32548">
                <text>Marcelo José Araújo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32549">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32550">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32552">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32553">
                <text>A Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (BCo-UFSCar), por sua característica de biblioteca comunitária, criou nas suas dependências um espaço dedicado especialmente ao público infantil, isto é, criou a sua biblioteca infantil. A princípio é comum imaginar que biblioteca universitária não se casa bem com biblioteca infantil, mas o que se observa na BCo-UFSCar é um casamento perfeito entre a “biblioteca para adultos” e a “biblioteca para crianças”. A biblioteca infantil da BCo-UFSCar está organizada com uma diversidade expressiva de obras literárias infantis, todas catalogadas e disponíveis para empréstimo. Desde a sua criação em 1995, pôde-se observar certa regularidade de crianças, alunos e pais frequentando-a para consulta ou empréstimo de livros. Mas, foi recentemente que se pensou em um formato de biblioteca infantil que unisse o prazer da leitura com o prazer do brincar. Dai então se elaborou um projeto que a reestilizasse e a revitalizasse e, com isso, ela passou a contar com dos ambientes: o da leitura, e o do brincar. Desta forma, estruturando a biblioteca infantil em ambientes (leitura e brinquedoteca), a criança pôde no mesmo espaço de leitura, brincar; e no mesmo espaço de brincar, ler. Estava assim construído um espaço encantado! A biblioteca universitária se rendia completamente aos encantos de um espaço infantil onde o lúdico, o prazer e a diversão se irmanam.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66722">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2758" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1840">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2758/1872-1889-1-PB.pdf</src>
        <authentication>51e9e6d7a7313c9ab0247cf0c596104a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32545">
                    <text>Biblioteca como loco de empoderamento - a Agenda Social da
Biblioteca da Câmara dos Deputados

Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Jules Rodrigues Pereira (CD) - jules.pereira@camara.leg.br
JAIR FRANCELINO FERREIRA (CD) - jair.ferreira@camara.leg.br
Resumo:
Diante das mudanças socioeconômicas pelas quais passou o Brasil nos últimos anos
viabilizadas por ações afirmativas e por políticas públicas de inclusão e do incentivo à
participação popular no Poder Legislativo por parte da Câmara dos Deputados, a Biblioteca da
Câmara instituiu a Agenda Social como elemento norteador de várias de suas ações, projetos e
serviços. O objetivo é se aproximar daquilo que permeia as discussões da Biblioteconomia
Social e estabelecer uma dialética mais concatenada à diversidade que pontua os seus
usuários internos e externos.
Palavras-chave: Biblioteconomia Social; Responsabilidade Social; Diversidade
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�BIBLIOTECA COMO LOCO DE EMPODERAMENTO: A AGENDA SOCIAL DA BIBLIOTECA DA CÂMARA
DOS DEPUTADOS

Introdução

Nos últimos anos, as transformações socioeconômicas pelas quais têm passado o Brasil e o
mundo fizeram com o que o papel social da Biblioteconomia fosse cada vez mais discutido. Se a gênese
da área do conhecimento esteve marcada pelas necessidades de conservação e organização da
informação, à medida que bibliotecas públicas foram se expandindo para atender a classe média
trabalhadora em formação a partir da Revolução Industrial, o ente finalístico do processo de
disseminação da informação, o usuário, tornou-se cada vez mais relevante.
Já no século XXI, as demandas sociais ora renovadas com o advento das mídias sociais deram
vozes a grupos estigmatizados de toda sorte, grupos estes que, em maior ou menor grau, tem se feito
ecoar. No Brasil, as ações afirmativas e programas de inclusão social levados a cabo por governos de
cunho progressista renderam espaço inéditos a grupos marginalizados, permitindo a ampliação do
debate das demandas seculares pleiteadas por esses estratos. Nunca se ouvira falar tanto de questões
como a indígena, a racial e a lgbtofóbica. Essas questões passaram a afetar a profissão bibliotecária
diante do início do reconhecimento da pluralidade dos usuários e também a Biblioteconomia enquanto
área de formação, tendo em vista o aumento da diversidade dos estudantes das graduações
espalhadas pelo país, com o incremento das cotas raciais e sociais. Todo esses rescaldos levaram à
discussão da chamada Biblioteconomia Social, uma subdivisão da Biblioteconomia, ainda em
maturação, que tem se dedicado a discutir os paradigmas da área a partir do recorte social daqueles
que são tocados pela prática bibliotecária.
Por sua vez, a Biblioteca da Câmara dos Deputados se caracteriza como uma biblioteca
parlamentar, integrante da estrutura da Câmara dos Deputados. No que se refere à estruturação
político-administrativa do Estado brasileiro, a Constituição Federal de 1988 reserva para a Câmara dos
Deputados a clássica função de representação dos cidadãos do País, tendo em conta o vigente modelo
de democracia representativa. Porém, a mesma Constituição prescreve, em seu artigo 1º, que esse
regime de governo coexiste com o exercício direto do poder pelo povo, nos termos da lei. Por outro
lado, a recorrência de regimes de exceção na história do Brasil, e mais os desafios à Democracia que
se observa na conjuntura política contemporânea, conferem uma certa urgência à necessidade de
efetivação e de ampliação dos mecanismos de participação popular, por meio dos quais a democracia
direta se realiza.
Cumpre ressaltar que a Câmara dos Deputados tem sido ativa nesse esforço: as enormes
possibilidades surgidas com o desenvolvimento tecnológico têm sido utilizadas para viabilizar a
integração do cidadão ao processo legislativo, por meio, por exemplo, do incentivo à apresentação de
proposições de iniciativa popular e à expressão de opiniões sobre as matérias e temas em debate no
Parlamento. Entre tais iniciativas, podem ser citadas a criação da Comissão de Legislação Participativa,
a Ouvidoria Parlamentar, o Portal e-democracia e o Disque-Câmara. Ademais, a Câmara, a partir do
Centro de Formação, Aperfeiçoamento e Treinamento (CEFOR) mantém um programa de atividades
voltadas a professores de escola pública e estudantes secundaristas e universitários para que
conheçam o Parlamento e o processo legislativo.

�Diante deste cenário, no qual a Biblioteconomia brasileira abre espaço para a Biblioteconomia
Social e a Câmara dos Deputados se aproxima dos cidadãos a partir de incentivos à participação
popular, a Biblioteca da Câmara, histórica e regimentalmente dedicada ao atendimento das demandas
de informação oriundas do processo legislativo, desde 2016, tem revisitado a sua atuação social por
meio de novos serviços e parcerias, estruturando a Agenda Social da Biblioteca da Câmara dos
Deputados

Relato de experiência

A partir de 2016, a Biblioteca da Câmara, para além do seu papel institucional enquanto
biblioteca parlamentar, tem se voltado cada vez mais para ações, projetos e serviços que levam em
consideração o recorte social que a afeta. Estas ações têm ocorrido em parcerias com outros órgãos
da Casa ou por iniciativa própria, gerenciadas pela Seção de Disseminação da Informação.
A Agenda Social objetiva acrescentar aos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca,
quando possível, uma faceta socialmente relevante, com o intuito de atingir os usuários internos e
externos, mostrando a eles um órgão preocupado com as demandas sociais, com a diversidade e
mesmo com a democratização dos ambientes de estar. Vale ressaltar que o público de frequentadores
da Câmara é formado por usuários locais e também por pessoas oriundas de todo o Brasil.
A partir das parcerias estabelecidas com outros órgãos da instituição, a Biblioteca da Câmara
apresenta os seguintes produtos e serviços:
 Bibliografia sobre a questão racial no Brasil: o repertório bibliográfico se trata de uma
parceria com o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça da Câmara dos Deputados. O
objetivo é arrolar referências bibliográficas que debatam a questão racial no país, no
período compreendido entre 1988 (promulgação da Constituição) e 2016. A demanda
surgiu em 2016, a partir da constatação da existência de poucas bibliografias que versassem
sobre a situação dos negros e negras brasileiros. A ideia é contribuir para o debate da
questão racial e possibilitar que mais cidadãos tenham conhecimento do que tem sido
publicado dentro da temática. O lançamento do livro em formato impresso e digital está
agendado para novembro de 2017, por ocasião do dia da Consciência Negra;
 Encontro com o Autor: o evento ocorre uma vez por mês desde janeiro de 2017. Trata-se
de uma parceria com o Centro Cultural, que tem o objetivo de trazer um autor do Distrito
Federal para apresentar e debater a sua obra com o público da Biblioteca. Além de servir
de espaço de divulgação para autores locais, o evento visa dinamizar o espaço da Biblioteca,
tendo em vista que ocorre no Salão de Leitura, atraindo assim uma outra parcela de
usuários. Embora tenha ocorrido alguma resistência inicial por parte de alguns usuários, o
projeto tem sido bem recebido e efetivo na atração de usuários internos que andavam
distantes da Biblioteca e de usuários externos que jamais haviam visitado o espaço. O pouco
formalismo em sua execução tem sido encarado como um ponto positivo pelos usuários
presentes que elogiam o bate-papo descontraído;
 Escola Virtual de Cidadania (EVC): A EVC é uma iniciativa do Cefor e consiste em um portal
voltado ao cidadão para a disseminação de conteúdos à educação para democracia. A
Biblioteca tem contribuído com a seleção de conteúdos digitais para alocação no portal.

�Por iniciativa própria, a contribuição da Biblioteca à Agenda Social tem sido a seguinte:
 Calendário Social e Página da Biblioteca no Facebook: criou-se um calendário com datas
importantes para movimentos sociais e de equidade, que exaltassem e celebrassem feitos,
acontecimentos e pessoas que contribuíram de alguma forma para a promoção da
equidade de raça, gênero e econômica, destacando também datas relevantes para
movimentos culturais, musicais e literários. Essas datas motivaram conteúdos para
postagens de Facebook, com uma linguagem menos rebuscada, e com recursos para buscar
interação com os usuários (quizes, promoções, desafios, etc). Embora a página principal da
Câmara dos Deputados no Facebook seja o loco para divulgação do processo legislativo, a
página da Biblioteca também tem servido de ambiente de divulgação para obras da Edições
Câmara que abordem legislação diversas, sobretudo àquelas de grande impacto sobre o
relevo social;
 Boletim Especial de Livros: esta ação é destinada ao público interno. Semanalmente, a
Biblioteca divulga um boletim com as últimas aquisições incorporadas aos acervos físico e
digital. Eventualmente, entretanto, o Boletim de Livros Novos cede lugar a um boletim
especial que arrola obras diversas relacionadas a algum tema do calendário narrado acima.
Já foram elaborados boletins sobre os dez anos da Lei Maria da Penha, sobre o Dia da
Consciência Negra e sobre o Dia Internacional da Mulher Negra.
Como ações futuras, temos: o projeto Bibliotecas humanas, focado na experiência daqueles
que queiram compartilhar suas histórias, a ser lançado em outubro de 2017 em comemoração ao mês
do servidor; e o projeto Biblioteca convida, que terá o formato de palestras de temática cidadania e
inclusão social, em um pequeno auditório e trará, para os usuários da biblioteca profissionais que
desenvolvam trabalhos de inclusão, com impacto social, inovadores em instituições públicas ou
privadas, bibliotecários ou não. São eventos de duração de uma hora, com espaço para perguntas e
participação da plateia.

Considerações finais

A Biblioteca da Câmara dos Deputados data do século XIX, perfazendo quase dois séculos de
existência. Não parece exagero vislumbrá-la como uma das mais destacadas do país, servindo de
inspiração para centenas de outras instituições. Estabelecer e tocar a Agenda Social denota a noção
de que bibliotecas contemporâneas não podem estar alijadas das mudanças naturais e necessárias
pelas quais passam a tessitura social brasileira. O Brasil ainda apresenta diversas lacunas e
desigualdades, de forma que contribuir para o combate dessas mazelas se revela um papel da Câmara
dos Deputados e de todo o Poder Legislativo; como integrante deste conjunto a Biblioteca assume
responsabilidades em sua área de atuação. A Biblioteconomia Social é uma realidade que, felizmente,
parece ter vindo para ficar. O respeito à diversidade será encarado cada vez mais como elemento
indispensável ao desenvolvimento. Neste cenário, parece natural que as bibliotecas se assumam como
loco de empoderamento.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32535">
                <text>BIBLIOTECA COMO LOCO DE EMPODERAMENTO - A AGENDA SOCIAL DA BIBLIOTECA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32536">
                <text>Raphael da Silva Cavalcante</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32537">
                <text>Judite Martins</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32538">
                <text>Jules Rodrigues Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32539">
                <text>JAIR FRANCELINO FERREIRA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32540">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32541">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32543">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32544">
                <text>Diante das mudanças socioeconômicas pelas quais passou o Brasil nos últimos anos viabilizadas por ações afirmativas e por políticas públicas de inclusão e do incentivo à participação popular no Poder Legislativo por parte da Câmara dos Deputados, a Biblioteca da Câmara instituiu a Agenda Social como elemento norteador de várias de suas ações, projetos e serviços. O objetivo é se aproximar daquilo que permeia as discussões da Biblioteconomia Social e estabelecer uma dialética mais concatenada à diversidade que pontua os seus usuários internos e externos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66721">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2757" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1839">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2757/1871-1888-1-PB.pdf</src>
        <authentication>211c9fa1a852bc92bd28845a53f35f97</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32534">
                    <text>BIBLIOTECA ACESSÍVEL: ELIMINANDO BARREIRAS
Tatiane Lemos Alves (IF SERTÃO-PE) - tatyanelemos@gmail.com
Resumo:
As bibliotecas que são locais de leitura, individual ou coletiva mas também é um espaço de
acolhimento social, cultural e educativo. A partir da perspectiva de uma biblioteca inclusiva e
acessível este trabalho busca indicar caminhos para disseminar conteúdos, referenciais,
estratégias e instrumentos para qualificação de bibliotecas nesta concepção. Para tanto elenca
como objetivo principal: Compreender as diretrizes e ações para tornar uma biblioteca mais
inclusiva e acessível. E como objetivos específicos: i) Indicar como desenvolver a
caracterização dos usuários; ii) Esclarecer sobre as categorias das deficiências; iii) Indicar
recursos de acessibilidade que podem ser adotados nas bibliotecas. Foi adotada nesta
investigação a pesquisa de caráter exploratório, utilizando a pesquisa bibliográfica para coleta
de dados. Para que as bibliotecas alcancem maior êxito é imprescindível que faça uso dos
recursos corretamente e estabeleça parcerias para o atendimento dos usuários de forma
adequada, respeitando cada deficiência. Um país que investe na inclusão, ele não investe
somente na pessoa com deficiência pois este investimento é revertido para toda a sociedade. E
a biblioteca como instituição que tem como sua função social, oportunizar o acesso à
informação a todos os indivíduos, não pode ficar de fora dessa luta por oportunidades para
melhorar a vida das pessoas por meio da informação e do conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteca; Acessibilidade; Deficiências.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1.INTRODUÇÃO
A leitura e escrita são instrumentos indispensáveis para a formação do ser humano
e, por meio deles, que as capacidades do cidadão poderão ser exercidas plenamente,
individual ou coletivamente. Nesse cenário, ganham destaque as bibliotecas que são
locais de leitura, individual ou coletiva, mas também são um espaço de acolhimento
social, cultural e educativo, também de encontros, aprendizado, estudo, além de ser
vivenciadas expressões artístico-culturais como cinema, teatro, música.
Com as demandas do desenvolvimento sustentável, as bibliotecas também
assumem o papel de disseminação de ações que visem ao desenvolvimento capaz de
suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as
necessidades das futuras gerações.
Dentre as ações para alcançar este desenvolvimento pautado na sustentabilidade
ao longo das gerações, está a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promoção
de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. No entanto, para sua
efetivação é necessário traçar algumas diretrizes para melhor atender aos usuários com
necessidades educacionais específicas, garantindo a acessibilidade e eliminando as
barreiras.
De acordo com o Manual do orientador para o fortalecimento de bibliotecas
acessíveis e inclusivas do Estado de São Paulo (2016), dizer que uma biblioteca é
acessível e inclusiva significa
afirmar que ela está preparada para atender, prestar serviços e realizar atividades
para pessoas com diferentes perfis demográficos, etários, sociais, educacionais e
culturais. Entender a biblioteca como um espaço diverso e que pode e deve tornar
sua estrutura, acervo e atividades disponíveis a todas as pessoas, é o primeiro
passo nesse sentido. (SÃO PAULO, 2016, p.25)

Sendo assim, a proposta deste trabalho é disseminar conteúdos, referenciais,
estratégias e instrumentos para qualificação de bibliotecas numa concepção acessível e
inclusiva. A seguir, são apresentados alguns princípios e conceitos fundamentais para o
melhor entendimento e adequação das bibliotecas nesta perspectiva.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006) reconhece que
a deficiência é um conceito em evolução e que resulta da interação entre pessoas com
deficiência e as barreiras devidas às atitudes e ao ambiente que impedem a plena e
efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com as
demais. Aponta também que pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais,

�em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.
Nota-se, a partir dessa definição, que existem barreiras, que podem ser

entendidas como qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a
liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se
comunicarem ou terem acesso à informação.(BRASIL, 2004).
Assim, garantir a acessibilidade é eliminar as barreiras existentes. Por
acessibilidade, entendemos a condição para utilização, com segurança e autonomia, total
ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos
serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e
informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. (BRASIL, 2004).
A partir desta perspectiva marcada pela necessidade de tornar a biblioteca mais
inclusiva e acessível aos seus usuários, este trabalho busca indicar caminhos para a
execução com mais qualidade. Para tanto, elenca como objetivo principal: compreender
as diretrizes e ações para tornar uma biblioteca mais inclusiva e acessível. E como
objetivos específicos: i) indicar como desenvolver a caracterização dos usuários; ii)
esclarecer sobre as categorias das deficiências; iii) indicar recursos de acessibilidade que
podem ser adotados nas bibliotecas.
2. MÉTODO DA PESQUISA
Foi adotada nesta investigação a pesquisa de caráter exploratório, tendo em vista
que se “tem como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas
a torná-lo mais explícito.” GIL (2010, p. 27). Como forma de atingir os objetivos propostos,
utilizou-se a pesquisa bibliográfica como forma de coleta das informações necessárias.
A pesquisa bibliográfica foi realizada em livros, bases de dados e sites
institucionais e foi utilizada visando a localizar o que já foi pesquisado em diversas fontes,
confrontando seus resultados, identificando na literatura disponível as contribuições
científicas sobre o tema específico. (MALHEIROS, 2011)
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A pesquisa bibliográfica, inicialmente, foi realizada no Portal de Periódicos da
Capes, utilizando como estratégia de busca os seguintes termos: “Biblioteca acessível”,
“biblioteca and acessibilidade” e “biblioteca inclusiva”, nos últimos cinco anos e em
qualquer idioma, contudo, foram localizados somente dois artigos, sendo um com foco na
surdez e outro com foco na acessibilidade arquitetônica. Daí decidiu-se ampliar a busca
em sites de instituições ligadas à temática.

�A pesquisa bibliográfica possibilitou traçar pontos elementares para caracterizar o
usuário, por meio do esclarecimento das categorias das deficiências e exemplos dos
recursos utilizados para tornar o ambiente mais acessível. Dessa forma, serão
apresentados a seguir os principais resultados encontrados.
O primeiro passo nesse sentido é conhecer os usuários por intermédio de um
estudo

que

trace

as

características

para

melhor

atendimento,

identificando,

principalmente: a) as deficiências; b) a escolaridade; c) a frequência à biblioteca; d) as
dificuldades encontradas no acesso à informação e à biblioteca. Para coletar as
informações pertinentes, podem-se utilizar tanto questionários quanto entrevistas. Feito
isso, parte-se para conhecer as particularidades de cada deficiência.
Nesse sentido, o Decreto 5.296/2004, no artigo 5, indicam as categorias das
pessoas com deficiência, a saber: i) DEFICIÊNCIA FÍSICA: alteração completa ou parcial
de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função
física, apresentando-se sob diversas formas, membros com deformidade congênita ou
adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o
desempenho de funções; ii) DEFICIÊNCIA AUDITIVA: perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz,
1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz; iii) DEFICIÊNCIA VISUAL: cegueira e baixa visão iv)
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: funcionamento intelectual significativamente inferior à
média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais
áreas de habilidades adaptativas. São exemplos de deficiência intelectual e mental, o
autismo, a síndrome de Down e os transtornos mentais, que geram deficiência; v)
DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA: associação de duas ou mais deficiências (BRASIL, 2004).
Para os atendimentos das demandas acima expostas, o Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas (SNBP, 2017), via Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas,
indica os recursos que podem ser incorporados à programação, aos serviços e a
materiais disponibilizados pelas bibliotecas. Esses recursos são denominados recursos de
acessibilidade. Segundo SNBP (2017), “são tecnologias, práticas, linguagens e conteúdos
que contribuem para a garantia de acesso das pessoas com deficiência a bens e produtos
culturais, serviços públicos, informações e conhecimento”.
As pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, demandam atitudes e
atendimento condizentes às suas necessidades. Porém, sempre devem ser consultadas
sobre a melhor maneira de serem atendidas ou abordadas, evitando-se, assim, possíveis
constrangimentos. Depois de confirmada a necessidade de auxílio, podemos utilizar
alguns recursos de acessibilidade, a saber:

�DEFICIÊNCIA

RECURSOS DE ACESSIBILIDADE

Deficiência visual

Sistema Braille, Livro em Braille, Livro em Braille e tinta,
Audiodescrição, Recursos óticos (alto-contraste, caracteres ampliados
etc.), Livro em áudio (audiolivro), Livro com fonte ampliada, Livro
digital Daisy (Digital Accessible Information System), Livro Digital em
Texto.

Deficiência Auditiva

Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Janela de Libras, Subtitulação
ou legenda oculta (closed caption), Livro digital em LIBRAS.
Aparelhos eletrônicos para se comunicar com os usuários surdos, tais
como Viable Brasil (serviço de tradução simultânea online PortuguêsLibras), VLibras e ProDeaf (softwares de tradução Português-Libras).

Deficiência Intelectual

Jogos educativos, Audiodescrição, Softwares de comunicação,
BOARDMAKER
(serviço
de
comunicação
alternativa),
PICTOGRAMAS DE COMUNICAÇÃO, Coleções acessíveis (livros de
letra grande, imagens, símbolos).

Deficiência Física

Acessibilidade arquitetônica, adequação de recursos da informática,
plano inclinado, Separador de páginas de feltro ou espuma, Luva de
dedo com velcro, jogos variados, livros adaptados.
FONTE: Dados da pesquisa, 2017

Além dos recursos citados, existem outros esforços no sentido de tornar a
biblioteca mais acessível, dentre eles podemos citar: 1) as mesas não devem possuir
obstáculos, permitindo o uso de cadeira de rodas; 2) os corredores entre as estantes
devem ser largos; 3) a altura das prateleiras deve permitir que todos alcancem os livros;
4) o balcão de empréstimo deve ser acessível a todos, inclusive crianças menores e
pessoas em cadeira de rodas; 5) o piso, as paredes e os móveis devem possuir cores
contrastantes. (BRASIL, 2009)
As medidas de acessibilidade nas bibliotecas devem respeitar as demandas de
acordo com as deficiências visando a atender as necessidades informacionais de cada
indivíduo. Notamos que várias diretrizes já foram pensadas no sentido de tornar acessível
a biblioteca e a informação que ela disponibiliza, no entanto, esse é um universo pouco
discutido no contexto da biblioteconomia.
Para que as bibliotecas alcancem maior êxito, é imprescindível estabelecer
parcerias, seja com os NAPNEs (Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades
Específicas), Salas de AEE (Atendimento Educacional Especializado), com os
profissionais específicos (Tradutores/Interpretes de Libras, Psicopedagogos, Professores,
dentre outros profissionais que compõem a equipe multifuncional), seja com Instituições,
Organizações não-Governamentais e Setores governamentais diretamente ligados às
temáticas.

�Dessa forma, será possível o acesso à educação de forma inclusiva em todos os
níveis, o que pressupõe a adoção de todas as medidas de apoio específicas para garantir
as condições de acessibilidade, necessárias à integral participação e autonomia dos
estudantes com deficiência, em ambientes que potencializem seu desenvolvimento
acadêmico e social.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um país que investe na inclusão, não investe somente na pessoa com deficiência,
pois este investimento é revertido para toda a sociedade. E a biblioteca como instituição
que tem como sua função social, responsável por oportunizar o acesso à informação a
todos os indivíduos, não pode ficar de fora dessa luta por condições para melhorar a vida
das pessoas, por meio da informação e do conhecimento.
Entender as necessidades educacionais específicas de cada deficiência é
extremamente importante, no sentido de entender a forma mais adequada de possibilitar
a essas pessoas ter acesso ao conhecimento, estimulando desenvolvimento da
aprendizagem para toda a vida.
A biblioteca, assim como outras instituições educacionais, tem a obrigação de fazer
parte do processo de inclusão para que seja construída uma sociedade mais democrática.
5. REFERÊNCIAS
BRASIL. Manual de acessibilidade espacial para escolas: o direito à escola acessível.
2009. Disponível em: http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/41/docs/manual_escolas__deficientes.pdf.pdf. Acesso em: 12 jun 2017.
BRASIL. Decreto n.5296, de 2 de dezembro de 2004. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm. Acesso em:
20 jan. 2017.
GIL. Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MALHEIROS, Bruno. Metodologia da pesquisa em educação. São Paulo: LTC, 2011.
Pessoa, Márcia. Acessibilidade de deficientes intelectuais na biblioteca. São Paulo:
APAE,
2016.
Disponível
em:
http://bibliotecaviva.org.br/wpcontent/uploads/2016/12/Acessibilidade-de-deficientes-intelectuais-na-biblioteca-3.pdf.
Acesso em: 23 maio 2017.
SISTEMA Nacional de Bibliotecas Públicas. Projeto Acessibilidade em Bibliotecas
Públicas.
2017.
Disponível
em:
http://acessibilidadeembibliotecas.culturadigital.br/category/biblioteca-acessivel/recursosde-acessibilidade/. Acesso em: 10 fev. 2017

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32527">
                <text>BIBLIOTECA ACESSÍVEL: ELIMINANDO BARREIRAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32528">
                <text>Tatiane Lemos Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32529">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32530">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32532">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32533">
                <text>As bibliotecas que são locais de leitura, individual ou coletiva mas também é um espaço de acolhimento social, cultural e educativo. A partir da perspectiva de uma biblioteca inclusiva e acessível este trabalho busca indicar caminhos para disseminar conteúdos, referenciais, estratégias e instrumentos para qualificação de bibliotecas nesta concepção. Para tanto elenca como objetivo principal: Compreender as diretrizes e ações para tornar uma biblioteca mais inclusiva e acessível. E como objetivos específicos: i) Indicar como desenvolver a caracterização dos usuários; ii) Esclarecer sobre as categorias das deficiências; iii) Indicar recursos de acessibilidade que podem ser adotados nas bibliotecas. Foi adotada nesta investigação a pesquisa de caráter exploratório, utilizando a pesquisa bibliográfica para coleta de dados. Para que as bibliotecas alcancem maior êxito é imprescindível que faça uso dos recursos corretamente e estabeleça parcerias para o atendimento dos usuários de forma adequada, respeitando cada deficiência. Um país que investe na inclusão, ele não investe somente na pessoa com deficiência pois este investimento é revertido para toda a sociedade. E a biblioteca como instituição que tem como sua função social, oportunizar o acesso à informação a todos os indivíduos, não pode ficar de fora dessa luta por oportunidades para melhorar a vida das pessoas por meio da informação e do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66720">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2756" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1838">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2756/1870-1887-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5ac2298a70258287c0f7e42d01f86ff0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32526">
                    <text>Ações informacionais de mediação da Biblioteca do CEFET/RJ Campus Valença: proposta de transferência de informação para
produtores rurais na cidade de Valença/RJ

Maria Luiza Silva de Sousa Freitas (Unirio) - mluizasousa@gmail.com
Evelyn Goyannes Dill Orrico (UNIRIO) - orrico.evelyn@gmail.com
Resumo:
Esta pesquisa apresenta a problemática da transferência de informação para os produtores
rurais que comercializam produtos de origem animal no Mercado Municipal de Valença. Teve
como objetivo geral propor a criação de ações informacionais de mediação realizadas pela
Biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença visando facilitar o acesso à informação pelos
produtores rurais do Mercado Municipal e por objetivos específicos a caracterização do perfil
socioeconômico dos produtores rurais, a identificação das suas principais demandas e
necessidades informacionais, o aumento do grau de conhecimento e do uso de fontes de
informação sobre produtos e tecnologias agropecuárias e as perspectivas do relacionamento
dos veterinários com os produtores rurais. A metodologia adotada foi exploratória e descritiva,
com uma abordagem qualitativa, destacando-se o estudo de caso dos produtores rurais de
alimentos de origem animal do Mercado Municipal de Valença, utilizando como instrumento
de coleta de dados a entrevista semi-estruturada realizada com os produtores rurais e com os
veterinários. Como resultado, constatou-se que a comunicação por meio de conversas com o
produtor rural, mediadas pela biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença, utilizando uma
linguagem comum e mais acessível aos produtores rurais, fortaleceria a interação entre os
produtores rurais e os extensionistas para a transferência de tecnologias e disseminação da
informação.
Palavras-chave: Transferência de informação. Produtor rural. Mediação da informação.
Divulgação científica. Biblioteca. CEFET/RJ. Valença/RJ
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
Este trabalho apresenta um estudo de caso que se concentra num grupo
de produtores rurais que está em processo de regularização e registro no
Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal (SIMPOA) da
Prefeitura Municipal de Valença, município situado ao sul do Estado do Rio de
Janeiro.
O histórico do problema em Valença teve início por uma denúncia ao
PROCON com relação à comercialização clandestina dos Produtos de origem
Animal (POA) no Mercado Municipal, que resultou numa audiência com o
Ministério Público Estadual na Promotoria de Defesa do Consumidor e o
problema posteriormente foi levado ao conhecimento do Serviço de Vigilância
Sanitária Municipal da Prefeitura de Valença, pois houve uma intervenção do
Ministério Público no sentido de impedir a venda de produtos clandestinos no
Mercado Municipal.
A comercialização irregular de Produtos de Origem Animal (POA) na
feira do Mercado Municipal de Valença é uma questão de saúde pública, pois é
possível encontrar muitos tipos de doenças transmitidas por carne de bovinos
contaminados, além de bactérias no leite e seus derivados, levando a óbito, ou
deixando com sequelas, muitas pessoas por causa dessas doenças.
Foi diante deste problema que por iniciativa de alguns professores do
CEFET/RJ - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da
Fonseca - Campus Valença que vem oferecendo curso técnico e de graduação
na área de alimentos, foi desenvolvido um projeto de extensão que tem por
finalidade auxiliar os produtores rurais que trabalham tanto no Mercado
Municipal da cidade quanto em suas pequenas agroindústrias a obterem o
certificado de fiscalização municipal dos Produtos de Origem Animal deixando
assim a comercialização informal. O projeto de extensão visava levar
informação técnico-científica e orientações sobre a necessidade de promover
melhorias na fabricação dos produtos de origem animal para facilitar sua
comercialização (PRAXEDES, OLIVEIRA E BEZERRA, 2014).
No entanto, percebeu-se que, apesar da presença desse curso de
extensão, havia carência de mais ações de difusão de informação científica e
tecnológica pelas instituições de pesquisa e de ensino superior da região,
tendo em vista que houve baixa adesão dos produtores rurais ao projeto de
extensão e a percepção de que eles estavam com dificuldades de se
adequarem a todas as exigências para obtenção do certificado.
Nesse sentido, a mediação da informação desenvolve um papel
fundamental no processo de adoção de inovações tecnológicas, principalmente
no que tange à difusão de informações que auxiliem no processo de tomada de
decisões para o meio rural. Essa importância deriva do processo de
transferência de uma informação produzida no âmbito acadêmico para o meio
rural. Esse processo de transferência de novas tecnologias das instituições de
pesquisa para os produtores rurais pode encontrar como um de seus desafios
a divulgação da informação científica, pois traduzir a informação para eles não
é suficiente, tem que ser possível que a informação seja assimilada e
apropriada pelo indivíduo, de modo a ser transformada em conhecimento útil
(LEMOS, 2013).
Portanto, nessa pesquisa busca-se compreender as necessidades
informacionais dos produtores rurais e propor ações informacionais de
mediação realizadas pela Biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença que

�facilite o acesso deles à informação de modo a dar-lhes oportunidade de obter
conhecimentos para aprimorar a cadeia produtivo-comercial da região no que
tange à produção de alimentos de origem animal.
Método da pesquisa:
Como procedimento metodológico adotado partiu-se da verificação de
pesquisas semelhantes que já foram realizadas, dos métodos utilizados, dos
resultados obtidos e das sugestões para futuras pesquisas consolidando a
base da revisão de literatura e do referencial teórico.
O trabalho possui cunho exploratório com uma abordagem qualitativa e
um enfoque descritivo utilizando como instrumento de coleta de dados a
entrevista semiestruturada aplicada aos produtores rurais, aos professores do
projeto de extensão e aos veterinários do SIMPOA, além da observação
espontânea.
Em um primeiro momento, realizou-se um estudo de usuários com os
produtores rurais de POA buscando caracterizar seu perfil socioeconômico,
visando conhecer suas características no intuito de compreender seus
comportamento e necessidades informacionais. Num segundo momento,
procurou-se identificar os subsídios para compreender e realizar a mediação
para os produtores rurais de Valença, servindo de referência para a
possibilidade de criação de ações informacionais de transferência de
informação, mediação e de divulgação cientifica por parte da Biblioteca do
Campus Valença.
Resultados e discussão:
Na caracterização do perfil socioeconômico dos produtores rurais de
produtos de origem animal de Valença percebeu-se que todos os produtores
entrevistados são do sexo masculino, com idade variando principalmente na
faixa etária entre 50 e 60 anos, possuem escolaridade que vai desde o ensino
fundamental incompleto até o ensino superior completo, sendo apenas um
produtor, o que possui o ensino superior, que exerce trabalho autônomo como
veterinário, prestando assistência técnica a outros produtores do município.
Eles se dedicam exclusivamente à atividade rural e vivem da venda dos
produtos de origem animal, em sua maioria queijo, comercializando no
mercado Municipal de Valença e em pequenos comércios do município.
As principais necessidades e demandas de informações explicitadas pelos
produtores rurais foram sobre: agroindustrialização de leite e derivados,
alimentação do rebanho, melhoramento, manejo e sanidade do rebanho,
manejo de pastagens, instalações e equipamentos, controle de pragas e
doenças do rebanho e recuperação de pastagens. Esses assuntos foram
identificados como a real demanda de informação dos produtores rurais que
vão em busca de respostas na internet e nas instituições de pesquisa e ensino
da região.
Os produtores de POA citaram como principais fontes de informação
utilizadas por eles: livros e revistas, consulta a extensionistas e veterinários,
consulta a outros produtores, internet e a participação em feiras, exposições e
palestras.Todos os produtores rurais mencionaram possuir acesso à internet,
porém a maior parte deles afirmou que não costuma usar a internet com

�frequência, e que geralmente, são outras pessoas, como filhos e funcionários
de suas agroindústrias que pesquisam as informações sobre POA na internet.
Na perspectiva do relacionamento dos veterinários do SIMPOA com os
produtores rurais de POA foram abordadas as questões referentes ao
comportamento dos produtores rurais, suas deficiências, dificuldades e
problemas relatados, bem como sobre a aceitação e seu comportamento após
a implantação do projeto de regularização das agroindústrias de produção de
alimentos de origem animal em Valença. Por parte do projeto de extensão do
CEFET/RJ, a professora responsável percebeu que o projeto foi muito bem
aceito pelos produtores rurais, pois obteve relatos dos próprios produtores que
se sentiam muito “desamparados” em termos de informação técnica e acharam
importante o início do trabalho já que a maioria deles nunca havia passado por
treinamentos na área rural.
A biblioteca do CEFET/RJ – Campus Valença, ao perceber a deficiência
de extensão rural no município, buscou, por meio de seus produtos e serviços,
constituir um fluxo de comunicação da informação mais adequado para os
produtores rurais que participam do projeto de extensão do Campus Valença e
do processo de regularização junto ao SIMPOA visando facilitar o acesso dos
produtores rurais à informação, e propiciar a obtenção de conhecimentos para
aprimorar sua produção de alimentos de origem animal.
Dessa forma, a mediação da informação exercida pelas atividades
realizadas pela biblioteca atua como elemento necessário à promoção do
acesso à informação e à sua apropriação pelos produtores rurais
estabelecendo um fluxo comunicativo entre a biblioteca, os veterinários e os
produtores rurais com a informação tecnológica.
Neste fluxo comunicativo informacional produzido entre veterinários e
produtores rurais, o movimento de geração e uso da informação tecnológica é
iniciado quando se identifica uma necessidade informacional do produtor rural.
Os veterinários e os produtores rurais realizam trocas informacionais
exteriorizando o conhecimento que possuem a respeito de determinado
assunto. A externalização do conhecimento tácito é apoiada por meio de
suportes e canais de divulgação da informação como livros, periódicos, a
realização de palestras e treinamentos, entre outros, transformando-se em
conhecimento explícito. A combinação de diferentes conhecimentos explícitos
disseminados entre eles pode resultar na internalização do conhecimento
explícito pelos produtores rurais se transformando em conhecimento tácito que,
posteriormente, dará subsídio para o início de um novo ciclo de geração de
conhecimentos.
Neste sentido, percebeu-se que a biblioteca poderia adequar seus
produtos e serviços para favorecer a troca de conhecimentos entre os
veterinários e os produtores rurais. Essa constatação se deu por meio das
observações resultantes das interações entre os atores desse processo, os
veterinários e os produtores rurais.
Assim, recomenda-se que a biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença
estabeleça como principais parâmetros para a realização de suas ações
informacionais os seguintes pontos:


Compreender o contexto de uso da informação dos produtores rurais e,
a partir disso, perceber a demanda por informação, baseada no perfil
desses usuários;

�



Reunir conteúdos de diferentes fontes de informação para atender os
produtores rurais e priorizar os conteúdos que se apresentem de
maneira mais adequada aos perfis desses usuários que possuem, em
parte, baixa escolaridade e dificuldades em obter informação;
Favorecer a maior interação dos produtores rurais com os veterinários
no uso da informação a partir da colaboração entre eles e da mediação
da biblioteca.

A partir desses parâmetros, a biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença
propõe a realização de duas ações informacionais, quais sejam:
1) disponibilizar no blog da biblioteca conteúdo informacional relativo à
produção científica do CEFET/RJ - Campus Valença em pesquisa e
extensão realizado por seus pesquisadores e alunos numa linguagem
mais fácil e acessível e,
2) desenvolver um projeto de extensão do tipo “Conversa com o Produtor
Rural” mediado pela biblioteca com a participação dos veterinários do
SIMPOA, professores do CEFET/RJ Campus Valença e outros
convidados com a prioridade de atender aos produtores rurais para
ajudá-los na resolução de problemas relativos à produção de alimentos
de origem animal.
Dessa forma, seria por meio da integração entre eles que se criariam as
oportunidades para desenvolver as atividades de transferência de informação e
a biblioteca obteria papel fundamental no processo de transferência de
informação tecnológica, podendo assim assumir como principais fatores
norteadores de suas atividades de transferência de informação os seguintes
aspectos: o comportamento informacional, a mediação, integração das fontes
de informação, disseminação da informação.
A mediação da informação apresentou-se como principal elemento para
subsidiar a transferência de tecnologia e informações para os produtores rurais
com vistas a melhorar a promoção da apropriação informacional pelo produtor,
pois estabelece um fluxo comunicativo entre a biblioteca, os veterinários e os
produtores rurais, garantindo o uso da informação produzida pela pesquisa do
CEFET/RJ - Campus Valença, e a apropriação da informação pelos produtores
modificando sua realidade.
Considerações Finais:
As bibliotecas devem funcionar como um meio de integração nas
instituições às quais estão vinculadas, favorecendo o processo de transferência
da tecnologia que se faz cada vez mais necessário. A biblioteca do CEFET/RJ Campus Valença deve, portanto, realizar ações coordenadas em diversos tipos
de canais e suportes, com a utilização de uma linguagem comum mais
acessível ao público em que a informação possa ser transmitida com eficiência,
rapidez e credibilidade, sendo direcionada ao público alvo, respeitando o
universo cultural da população beneficiada e fortalecendo a interação entre os
pequenos produtores rurais e os extensionistas. O produto que pode ser obtido
do processo informacional participativo da biblioteca do CEFET/RJ - Campus
Valença é a transformação da informação em conhecimento e deste, em ação,
gerando o atendimento das necessidades informacionais dos usuários.

�Referências:

LEMOS, W. S. Mediação da informação técnica para produtores de leite da
região oeste goiana em programas de formação. 2013. 155 f. Tese
(Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Ciência da Informação,
Universidade
de
Brasília,
Brasília.
2013.
Disponível
em:
&lt;
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/13676/1/2013_WildaSoaresLemos.pdf
&gt;Acesso em: 10 abr. 2014.
MARTÍNEZ-SILVEIRA, M.; ODDONE, N. Necessidades e comportamento
informacional: conceituação e modelos. Ciência da Informação, Brasília, v. 36,
n.
1,
p.
118-127,
maio/ago.
2007.
Disponível
em:
http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/797 Acesso em: 03 set. 2013.
PINTO, D. M.; SANTOS, M. Serviço de informação especializado como
elemento de mediação: os elementos para transferência de Informações
tecnológicas no contexto da Agricultura familiar brasileira. In: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (ENANCIB), 16,
2015, João Pessoa - PB. Anais do XVI ENANCIB. João Pessoa: PPGCIUFPB,
2015.
Disponível
em:&lt;
http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2015/enancib2015/schedCo
nf/presentations&gt;Acesso em: 29 nov. 2015.
PRAXEDES, C.I.S; OLLIVEIRA, J. M. S.; BEZERRA, A.E. Diagnóstico dos
pequenos produtores de produtos de origem animal no município de
Valença/RJ. In: Semana de Extensão CEFET/RJ Campus Valença, Valença,
2014. Anais da Semana de Extensão CEFET/RJ Campus Valença. Valença,
RJ: CEFET/RJ, maio 2014. Apresentação de workshop.
SILVESTRE NETO, C. Estudo de necessidades de informação dos
produtores de hortaliças orgânicas não certificados do Distrito Federal.
2010. 151 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de
Ciência da Informação, Universidade de Brasília, Brasília. 2010. Disponível em:
&lt; http://repositorio.unb.br/handle/10482/5954 &gt; Acesso em: 30 out. 2013.
VIEIRO, V. Tecnologias de informação e comunicação no contexto rural
brasileiro: o modelo de monitoramento agrícola do Sistema Irriga. 2009.
99 f. Dissertação (Mestrado em Extensão Rural) – Centro de Ciências Rurais,
Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul. 2009. Disponível em:
&lt;
http://cascavel.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2617
&gt;
Acesso em: 10 abr. 2014.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32518">
                <text>AÇÕES INFORMACIONAIS DE MEDIAÇÃO DA BIBLIOTECA DO CEFET/RJ - CAMPUS VALENÇA: PROPOSTA DE TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÃO PARA PRODUTORES RURAIS NA CIDADE DE VALENÇA/RJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32519">
                <text>Maria Luiza Silva de Sousa Freitas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32520">
                <text>Evelyn Goyannes Dill Orrico</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32521">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32522">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32524">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32525">
                <text>Esta pesquisa apresenta a problemática da transferência de informação para os produtores rurais que comercializam produtos de origem animal no Mercado Municipal de Valença. Teve como objetivo geral propor a criação de ações informacionais de mediação realizadas pela Biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença visando facilitar o acesso à informação pelos produtores rurais do Mercado Municipal e por objetivos específicos a caracterização do perfil socioeconômico dos produtores rurais, a identificação das suas principais demandas e necessidades informacionais, o aumento do grau de conhecimento e do uso de fontes de informação sobre produtos e tecnologias agropecuárias e as perspectivas do relacionamento dos veterinários com os produtores rurais. A metodologia adotada foi exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa, destacando-se o estudo de caso dos produtores rurais de alimentos de origem animal do Mercado Municipal de Valença, utilizando como instrumento de coleta de dados a entrevista semi-estruturada realizada com os produtores rurais e com os veterinários. Como resultado, constatou-se que a comunicação por meio de conversas com o produtor rural, mediadas pela biblioteca do CEFET/RJ - Campus Valença, utilizando uma linguagem comum e mais acessível aos produtores rurais, fortaleceria a interação entre os produtores rurais e os extensionistas para a transferência de tecnologias e disseminação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66719">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2755" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1837">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2755/1869-1886-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0a168840ce46e3ba67f7992785fdc373</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32517">
                    <text>As TIC e o desenvolvimento social na Biblioteca Municipal Dolor
Barreira

João Yuri Fernandes Silva Nóbrega (UFC) - yurinbg@gmail.com
Camila Leite (UFC) - camila.cmsl@gmail.com
Ives Mateus Valente do nascimento (UFC) - ivesvalent@gmail.com
Francisco Rômulo dos Santos Benevides (UFC) - rombenevides@gmail.com
Resumo:
Com o desenvolvimento e facilidade de alcance das novas tecnologias da informação e
comunicação (TIC), as bibliotecas vêm renovando seu papel de mediadoras do acesso da
população a essas tecnologias, cada vez mais presentes em nossas atividades diárias. Além de
mudar as formas de comunicação e compartilhamento da informação, as TIC motivam o
usuário a ser continuamente mais independente na busca pela informação. Esse usuário vem
se tornando gradativamente mais analítico e se vale de diversas fontes para obter sucesso em
sua pesquisa. Explorando estas questões e após visita e entrevista semiestruturada à
Biblioteca Municipal Dolor Barreira, o presente trabalho avalia o empreendimento da dita
unidade de informação em relação a sua infraestrutura tecnológica e sua missão, não apenas
de atrair, mas de também tornar seus usuários, principalmente os que não possuem fácil
acesso à informação, aptos a manejar de forma eficaz as tecnologias que se atualizam
rapidamente e que, portanto, exigem usuários igualmente atualizados.
Palavras-chave: Tecnologias da Informação e Comunicação. Biblioteca Municipal Dolor
Barreira. Acessibilidade.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RESUMO EXPANDIDO
Introdução: A ideia para a elaboração do presente trabalho surgiu a partir da crença
de que as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) foram incorporadas
de tal maneira nas mais diversas atividades do nosso cotidiano que não é mais
possível pensar em conceber um programa, serviço ou produto sem levar em conta
sua vertente digital. Com a expansão do uso e da facilidade de acesso às TIC no
século XXI, os governos mundiais e locais voltam a atenção para a elaboração de
políticas públicas que possam combater a exclusão digital na sociedade.
Inserida nesse contexto, a biblioteca pública tem o potencial para ser a
ponte entre o estágio no qual nos encontramos – onde grande parcela da população,
em especial aqueles com menor poder aquisitivo, tem acesso apenas à informação
veiculada pela televisão – para uma sociedade onde o indivíduo seja
informacionalmente letrado e plenamente capaz de buscar a informação que deseja
com precisão.
Considerados aspectos importantes para a completa integração e
participação ativa do indivíduo, ou de grupos organizados de pessoas, na vida sóciopolítica da comunidade, bem como de suporte educacional de seus usuários, na
chamada sociedade do conhecimento (ou sociedade da informação), as TIC são
peças cruciais no quebra-cabeça desta “nova” sociedade.
A partir dos pontos supracitados, observamos a infraestrutura tecnológica
(Tecnologias da Informação e Comunicação) com o objetivo de identificar o uso que
dela é feito pela Biblioteca Municipal Dolor Barreira, localizada em Fortaleza – CE,
para aprimorar seus serviços, atender às demandas informacionais de seus usuários
e cumprir seu papel social junto à comunidade a quem deve servir à luz da literatura
que trata das TIC, do acesso à informação e das Bibliotecas Públicas.
As TIC seriam, então, tecnologias que interferem e mediam o processo de
comunicação dos indivíduos, agindo “como forças propulsoras que modelam as
relações sociais, econômicas e políticas” e que são responsáveis por uma
“reestruturação econômica do emprego e das relações de trabalho.” (MORIGI;
PAVAN, 2004, p. 119).
Olinto (2010) aborda a relação entre o uso das TIC e o desenvolvimento
social e destaca o “empoderamento de grupos em desvantagem social, a formação
de redes sociais na defesa de interesses de grupo, o desenvolvimento comunitário”
como pontos positivos. Olinto (2010, p. 78) sugere ainda que a biblioteca pública “pode
passar a se destacar como ‘instituição facilitadora’ de uso das TIC”, considerando a
internet como “parte inseparável ou ‘imanente’ da vida diária na atualidade.” (OLINTO,
2010, p. 79).
É importante destacar o papel desempenhado pelas novas TIC tanto em
nossa vida profissional e pessoal quanto na relação indivíduo-informação. Hoje temos
abundância de informação de todos os tipos e podem ser encontradas em sites, blogs,
vlogs, jornais eletrônicos, portais de transparência etc., ao mesmo tempo em que os
indivíduos estão pouco ou quase nada familiarizados com essa quantidade enorme
de dados, sendo incapazes de interpretá-los.
Diversos órgãos nacionais e internacionais reconhecem o acesso à
informação como direito fundamental do cidadão, garantindo-lhe, quando bem
informado, condições de conhecer e acessar outros direitos essenciais ao bem-estar
social, tais como saúde, educação e benefícios sociais. É equivalente a importância
de ter acesso à informação, assim como é próprio o direito de transmitir sua opinião.

�Em 1985, interpretando o Artigo 13 do Parecer Consultivo, a Corte
Interamericana de Direitos Humanos inferiu que o direito de liberdade de expressão
salvaguarda tanto do direito de transmitir como de buscar e receber informações e
ideias (MENDEL, 2009).
Houve iniciativas na comunidade internacional para reconhecer o direito à
informação de forma integrada aos direitos humanos. Mendel (2009) apresenta que,
em 1998, uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adota a
Declaração sobre o Direito e a Responsabilidade dos Indivíduos, Grupos e Órgãos da
Sociedade de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades
Fundamentais Reconhecidos Universalmente. O Artigo 6 considera que o direito ao
saber, de buscar, adquirir, receber, reter e de promover informações sobre direitos
humanos é fundamental para divulgação e proteção dos direitos humanos.
No Brasil, o acesso à informação pública está regulamentado conforme o
capítulo I da Constituição – dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos –
especificamente no artigo 5, em conjunto com os incisos dos artigos 37 e 216, que
formam a Lei 12.527, também conhecida como Lei de Acesso à Informação Pública.
Essa lei foi sancionada em 18 de novembro de 2011 e estabelece que o acesso à
informação pública é a regra e o sigilo, a exceção (BRASIL, 2011).
É de senso comum pensar na biblioteca pública como uma instituição que
apenas disponibiliza um acervo livre para todos os tipos de usuários, e que seus
serviços se limitam a essa função em conjunto com a ação de oferecer um ambiente
adequado para o estudo.
Dizer que a biblioteca pública é para todos não é um erro, é parte dela ter
essa função, como diz Martins (2002, p. 325) ao afirmar que “[...] o adjetivo pública,
que contemporaneamente se juntou ao nome da biblioteca, não corresponde apenas
ao desejo de identificá-la como organismo mantido pelo governo ou por entidades
particulares, mas aberto a todos os interessados”, porém desfocar os seus objetivos
e limitar os serviços apenas a empréstimos de livros é ter uma visão bastante
minimalista, pois a biblioteca pública está longe de ser apenas um depósito de livros
ou uma instituição com objetivos desfocados, existindo toda uma função social que a
envolve, não sendo sua existência um mero enfeite, pois ela tem um propósito e ele é
determinado de acordo com os usuários que a frequentam.
A realidade é que a biblioteca pública deve se moldar de acordo com o local
em que ela está localizada, é necessário que as pessoas que estão à frente do projeto
se empenhem em inicialmente identificar as necessidades informacionais do ambiente
que a biblioteca se encontra para poder oferecer a demanda necessária aos usuários,
pois ela não é feita sem um motivo específico, o objetivo dela é suprir uma demanda
informacional.
A biblioteca pública ficou, então, em uma posição delicada, em que tem de
conciliar a árdua missão de atrair novos usuários e a de capacitar esses indivíduos na
educação informacional.
Como vemos em Suaiden (2000), a história do acesso à informação no
Brasil – e da própria biblioteca pública enquanto instituição – tem sido uma história
marcada pela ausência de decisões que de fato dotem o povo da capacidade de usar
a informação para seu benefício e que pouco contribuem para a democratização da
informação.
Campello (2006, p. 64) discute a origem do termo competência
informacional (information literacy) nos Estados Unidos, apresentando uma
perspectiva de escolarização desta competência, devendo ser trabalhada e
experimentada pelos indivíduos desde a infância, além de discutir algumas ideias “que

�possam ajudar a encontrar uma perspectiva brasileira para a competência
informacional”.
Relato de experiência: A Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira, cenário de
nosso estudo, foi fundada em 1º de fevereiro de 1971 e contava, inicialmente, com um
acervo de 3.000 livros, resultado de uma doação feita pela família do jurista cearense
Dolor Barreira.
Atualmente a biblioteca coloca à disposição do público mais de 20.000
exemplares sobre diversos temas nas mais diversas áreas de conhecimento,
destacando-se psicologia, filosofia e literatura estrangeira (americana, peruana,
chilena e alemã), a maioria traduzida, além da literatura brasileira e também uma
gibiteca e um acervo em braile.
Em 2009, passou a fazer parte da Rede Municipal de Bibliotecas e, além
do acervo literário, o espaço oferece atividades de contação de histórias para o público
infantil, oficinas e visitas guiadas. O funcionamento ocorre de segunda a sexta, das
08h às 21h, e aos sábados, das 08h às 17h. A biblioteca está localizada na Avenida
da Universidade, 2572, no bairro Benfica, em Fortaleza – CE.
Para ter acesso ao serviço de empréstimo é preciso efetuar um cadastro
com documento de identidade e comprovante de endereço atualizado, e ainda pagar
uma taxa anual de R$ 3,00.
Corroborando com o pensamento dos autores supracitados e acreditando
no papel da biblioteca pública de instituição facilitadora do acesso e uso das TIC,
visitamos a Biblioteca Municipal de Fortaleza Dolor Barreira, e buscamos fazer uma
avaliação abordando a temática das novas tecnologias de informação, como a
biblioteca faz uso delas para capacitar seus usuários e de que forma os usuários as
utilizam.
Fomos atendidos pela então diretora da biblioteca, Herbênia Gurgel, que
nos guiou em uma visita onde foi constatado que o estabelecimento dispõe de uma
sala com dez computadores (Telecentro), monitorados por um estagiário, com acesso
livre à internet, excetuando-se “sites indevidos” e sendo sugerido aos usuários que
não se estude na sala dos computadores, apesar do acesso sem limite de tempo. A
sala é fruto da parceria entre a Secultfor e o Ministério das Comunicações.
Herbênia informou-nos que a biblioteca já possui todo o seu acervo
informatizado, sendo feitas atualizações à medida que novos materiais são adquiridos.
O acervo é registrado no Biblivre, com coordenação de Pedro Henrique (graduado em
administração), numa ação em parceria com a Biblioteca Nacional. O acesso ao
acervo
da
biblioteca
pode
ser
feito
através
do
site
http://bibliotecadolorbarreira.com.br/biblivre3/, e está limitado apenas a consulta (no
aguardo da implementação no sistema do recurso de renovação online).
O catálogo conta com cerca de 600 livros digitais, sendo eles de domínio
público ou de acesso liberado pelo próprio autor, disponibilizados também em parceria
com a Biblioteca Nacional. O coordenador da plataforma, Pedro Henrique, informou
que o site teve mais de 12.000 acessos ao longo dos seis primeiros meses. Por estar
vinculada à Secultfor, a Biblioteca Municipal Dolor Barreira não possui um website
próprio, entretanto, a comunicação biblioteca-usuário é feita a partir de um perfil no
Facebook (https://www.facebook.com/bibliotecadolor?fref=ts).
Considerações finais: Diante da constatação do fato de que a presença da
tecnologia é uma realidade crescente e irreversível no cotidiano das pessoas, as

�novas TIC também conquistaram seu espaço e tem proporcionado uma revolução no
processo de comunicação, facilitando a interação dos indivíduos com o mundo.
Políticas públicas vêm sendo elaboradas para que haja integração da
sociedade com o meio tecnológico, e as Bibliotecas Públicas têm papel fundamental
nesse processo de inclusão digital. A Biblioteca Municipal Dolor Barreira, aos poucos,
vem adequando sua infraestrutura tecnológica, a fim de cumprir seu papel social
perante a comunidade.
Algumas medidas vêm sendo adotadas pela diretoria da biblioteca com o
intuito de popularizar a comunidade com as TIC, como o Telecentro, os cursos de
informática para a terceira idade, a informatização do acervo com acesso disponível
na web, o catálogo com livros digitais, além da comunicação biblioteca-usuário, feita
a partir das redes sociais.
O processo de fazer com que a comunidade se sinta parte da biblioteca e
familiarizada com as tecnologias vem ocorrendo de forma ainda acanhada na
Biblioteca Municipal Dolor Barreira, porém, é visível o empenho de seus
colaboradores a fim de fazer o melhor aproveitamento dos poucos recursos
disponíveis. Muito ainda há a ser realizado, e nós, como usuários desses serviços,
podemos e devemos deixar nossa contribuição.
Referências
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico:
elaboração de trabalho na graduação. 7. ed. – São Paulo: Atlas, 2005.
BRASIL. Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações
previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do §3º do art. 37 e no § 2º do art. 216
da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a
Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro
de 1991; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 nov.
2011. Seção 1, Edição Extra, p. 1. Disponível em:
&lt;http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1000&amp;pagina=1&amp;d
ata=18/11/2011&gt;. Acesso em: 30 maio 2017.
CAMPELLO, Bernadete. A Escolarização da competência informacional. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 2, n. 2, jul. 2006.
ISSN 1980-6949. Disponível em: &lt;http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/18&gt;.
Acesso em: 09 jul. 2017.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2002.
MARTINS, W. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 3. ed.
São Paulo: Ática, 2002.
MENDEL, Toby. Liberdade de informação: um estudo de direito comparado. 2 ed.
Brasília: UNESCO, 2009.
MORIGI, Valdir José; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 1, abr.

�2004. Disponível em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652004000100014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 09 jul. 2017.
OLINTO, Gilda. Bibliotecas públicas e o uso das tecnologias de informação e
comunicação para o desenvolvimento social. InCIC: Revista de Ciência da
Informação e Documentação, v. 1, p. 77-93, 2010. Disponível em: &lt;
http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/42306/45977&gt;. Acesso em: 09 jul. 2017.
PARRA FILHO, Domingos; SANTOS, João Almeida. Metodologia Científica. São
Paulo: Futura, 1998.
SUAIDEN, Emir José. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação.
Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 52-60, maio/ago. 2000. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652000000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 09 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32507">
                <text>AS TIC E O DESENVOLVIMENTO SOCIAL NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DOLOR BARREIRA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32508">
                <text>João Yuri Fernandes Silva Nóbrega</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32509">
                <text>Camila Leite</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32510">
                <text>Ives Mateus Valente do nascimento</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32511">
                <text>Francisco Rômulo dos Santos Benevides</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32512">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32513">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32515">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32516">
                <text>Com o desenvolvimento e facilidade de alcance das novas tecnologias da informação e comunicação (TIC), as bibliotecas vêm renovando seu papel de mediadoras do acesso da população a essas tecnologias, cada vez mais presentes em nossas atividades diárias. Além de mudar as formas de comunicação e compartilhamento da informação, as TIC motivam o usuário a ser continuamente mais independente na busca pela informação. Esse usuário vem se tornando gradativamente mais analítico e se vale de diversas fontes para obter sucesso em sua pesquisa. Explorando estas questões e após visita e entrevista semiestruturada à Biblioteca Municipal Dolor Barreira, o presente trabalho avalia o empreendimento da dita unidade de informação em relação a sua infraestrutura tecnológica e sua missão, não apenas de atrair, mas de também tornar seus usuários, principalmente os que não possuem fácil acesso à informação, aptos a manejar de forma eficaz as tecnologias que se atualizam rapidamente e que, portanto, exigem usuários igualmente atualizados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66718">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2754" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1836">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2754/1868-1885-1-PB.pdf</src>
        <authentication>80f6c5e3bd7469d8a2eff0716d71a578</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32506">
                    <text>Arvoreteca: incentivando a leitura
Sabrina Vaz da Silva (FURG) - brina.biblio@gmail.com
Flávia Reis de Oliveira (UCS) - flaviareisfurg@gmail.com
Rafaela Dala Riva Nogueira (FURG) - rafadalariva@hotmail.com
Resumo:
Este trabalho apresenta o relato de experiência vivenciado através do projeto Arvoreteca:
incentivando a leitura, viabilizado por meio de projeto de Extensão, vinculado à Pró-Reitoria
de Extensão e Cultura (PROEXC) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). É
viabilizado pelo Sistema de Bibliotecas (SiB) da Furg e realizado mensalmente na Praça
Tamandaré, situada no centro da cidade do Rio Grande/RS. O projeto consiste na doação de
livros de literatura em geral, infantil e infanto-juvenil. Enquanto projeto de extensão, o
Arvoreteca tem como objetivo proporcionar o acesso à leitura, através de uma biblioteca
alternativa, distribuindo livros gratuitamente. Dispostos em árvores, os livros ficam
disponíveis para retirada para as pessoas que por ali passam. Nesta perspectiva, o Arvoreteca
tem trabalhado para proporcionar acesso à leitura e conscientizar a importância de incentivar
o seu hábito. Por meio das ações realizadas, visa contribuir para a formação social, cultural e
educacional da sociedade. Entendemos o quão relevante se faz ações desenvolvidas no âmbito
da biblioteca para além do espaço físico deste local. Acreditamos no seu papel de
disponibilizar acesso à informação para toda a sociedade, de maneira a proporcionar educação
e acima de tudo, multiplicar espaços sociais. Ao haver essa pluralização é possível a
aproximação de uma evolução social, tendo assim cidadãos que agregam valores inestimáveis
a si mesmos e a sociedade em geral. É neste sentido que o Arvoreteca atua como projeto social
que estende o acesso à leitura de dentro da Universidade para a comunidade que está em seu
entorno.
Palavras-chave: Biblioteconomia social. Biblioteca
Incentivo a leitura. Projeto social.

universitária.

Biblioteca

alternativa.

Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Considerações iniciais
A leitura não se trata apenas de hábito ou prática, nem se quer apenas à decodificação
de textos, ela está relacionada a um papel histórico e social, apresentando uma grande
variação de acordo com o leitor. O ato de ler sempre apresenta uma interação entre leitor e
texto. Pode-se conceituar leitura como “um conjunto de práticas codificadas, que histórica e
socialmente estão envolvidas, [...]” (LUCAS, 2000, p.36). Para atribuir mais sentido e força a
esse conceito tem-se a definição de Vincent Jouve em “A leitura” onde afirma um processo
simbólico, como,
O sentido que se tira de leitura (reagindo em face da história, dos argumentos
propostos, do jogo entre os pontos de vista) vai se instalar imediatamente no
contexto cultural onde cada leitor evolui. Toda leitura interage com a cultura e os
esquemas dominantes de um meio e de uma época. A leitura afirma sua dimensão
simbólica agindo nos modelos do imaginário coletivo [...]. Assim a leitura afirmase como parte interessada de uma cultura. (JOUVE, 2002, p.22).

A leitura é uma prática social, ela não é específica, e sim, atribuída de vários aspectos.
Ao praticar a leitura, o cidadão tem a possibilidade de adquirir um senso crítico: descobre
fatos e valores que pareciam não estar ao alcance dele. A leitura também pode apresentar-se
como um processo afetivo, como traz Vincent Jouve, sobre “prender-se a uma personagem é
interessar-se pelo que lhe acontece, isto é, pela narrativa do que a coloca em cena” (JOUVE,
2002 p. 20). Aqui temos o exemplo de uma interação produtiva do leitor com o livro, onde o
leitor pode despertar interesses e identificar-se com um personagem, ou até mesmo com o
escritor avivando conhecimentos, ideias e sonhos.
Entendemos desta maneira a biblioteca como incentivadora da formação de hábitos
de leitura, servindo também como fonte de estímulo cultural. Uma biblioteca ou unidade de
informação visa além de conservar e preservar a memória. Ela também tem por objetivo
disponibilizar a informação e propiciar este acesso. Assim, concebemos do lugar em que
estamos inseridos, isto é, a biblioteca universitária, vista como um ambiente de apoio, de
ensino, pesquisa e extensão da universidade, a qual também sente a necessidade de apoiar e
incentivar projetos de cunho social que objetivam ampliar o conhecimento e o senso cultural.
É por este viés que se justifica a pertinência e relevância deste projeto de incentivo a leitura.
Neste contexto, destaca-se a ligação essencial e indispensável entre leitura e cultura e

�é dessa forma que o projeto Arvoreteca: incentivando a leitura procura incentivar o ato de ler
e propagar o acesso à cultura. Entendemos o quão relevante se faz ações desenvolvidas no
âmbito da biblioteca para além do espaço físico deste local. Acreditamos no seu papel de
disponibilizar acesso à informação para toda a sociedade, de maneira a proporcionar
educação e acima de tudo, multiplicar espaços sociais. Ao haver essa pluralização é possível
a aproximação de uma evolução social, tendo assim cidadãos que agregam valores
inestimáveis a si mesmos e a sociedade em geral.
Relato de experiência
Compartilhando do pensamento de Roger Chartier, de que “a leitura comunitária
significa um mundo onde nada é ocultado, onde o saber é fraternalmente partilhado, onde o
livro é reverenciado” (CHARTIER, 2001, p.94), ponderamos nos diversos momentos em que
podemos ter de leituras, ou seja, conforme tempo disponível para desfrutar, dos interesses
pessoais, de ser ter ou não acesso aos livros e todo tipo de acesso à informação, podendo isto
influenciar no hábito de leitura.
Refletindo acerca destes hábitos e em constante discussão sobre as Leis de
Ranganathan na disciplina de Bibliotecas Públicas, Alternativas e Comunitárias, do curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o professor Claudio
Renato Moraes da Silva propõe a criação do Arvoreteca, com o objetivo de aplicar a lei “Para
cada livro, o seu leitor”. A primeira ação ocorreu no segundo semestre letivo de 2013, em um
estacionamento da universidade e todos que passavam pelo local sentiam-se à vontade para
“colher um livro”.
Devido o retorno desta ação ter sido muito produtivo e bastante acolhida pela
comunidade, a ação foi expandida para acontecer na Praça Tamandaré, no centro da cidade
do Rio Grande (RS), local este escolhido por estar situado numa área central da cidade e por
se ter um fluxo de pessoas circulando em grande quantidade. A partir desta ação, a
bibliotecária do Sistema de Bibliotecas (SiB) da FURG Flávia Reis de Oliveira, juntamente
com o professor Claudio decidiram por escrever o Arvoreteca como projeto de extensão desta
Universidade.

�Aprovado pelo Edital 01/2016, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) da
FURG, teve início um novo desafio: oficializar o Arvoreteca - transformando de um trabalho
de disciplina para um projeto extensionista. Após essa aprovação, constituímos uma equipe
para viabilizar a sua execução, formada por duas bibliotecárias (coordenadora e
colaboradora), um docente (vice-coordenador), uma bolsista de extensão e demais servidores
técnico-administrativos do SiB que sempre contribuíram para o bom andamento das ações
realizadas pelo projeto.
Enquanto projeto de extensão, o Arvoreteca tem como objetivo proporcionar o acesso
à leitura, através de uma biblioteca alternativa, por meio de doações de livros de literatura
infantil, infanto-juvenil e literatura em geral. O projeto teve seu início em junho de 2016,
com campanhas de doações de livros entre a comunidade acadêmica e externa da
Universidade. Foram organizadas diversas ações para viabilizar a arrecadação de materiais
para o projeto. Dentre essas ações, mencionamos a campanha em comemoração ao Dia do
Estudante, comemorado no dia 11 de agosto, no qual poderiam ser regularizadas as
pendências de multas na biblioteca com doações de livros para o projeto.
Ainda objetivando a arrecadação de livros, foram realizados contatos com editoras,
fundações e instituições sociais e privadas, divulgando o projeto, evidenciando a relevância
de apoios, de incentivos a projetos desse cunho e da importância de suas contribuições para a
continuidade do projeto, no que tange a responsabilidade social. Também foram feitos
contatos com a mídia da cidade: reportagens na televisão, participação em programas na
rádio e entrevistas nos jornais impressos.
Foram confeccionados cartazes, com explicações informativas sobre o projeto e
deixados em pontos estratégicos dentro da universidade (bibliotecas, setores administrativos,
unidades, institutos), como pontos de arrecadação. Foi disponibilizado também um áudio
com as informações do projeto, para ser reproduzido no sistema de rádio da Praça
Tamandaré, sendo este transmitido diariamente.
Ocorridas as ações de publicidade sobre o projeto e recebidas as doações, avançamos
para organização deste material. Foram produzidas etiquetas e carimbos de identificação do
projeto para serem afixados nos livros. Confeccionou-se também marca-páginas para

�distribuir juntamente com o material, folhetos explicativos do projeto e banner para
exposição na área em que ocorreria a ação.
Outra decisão a ser tomada foi o período em que as ações aconteceriam. Optou-se por
escolher sempre dias de início de mês, visando a movimentação no centro da cidade, bem
como o período da tarde. A partir da definição da data, realizava-se o agendamento de viatura
da FURG para transporte do material, sendo que a ação tinha duração prevista de até quatro
horas; um novo áudio era enviado para a administração da Praça Tamandaré, convidando a
população para a ação; bem como realizava-se novo contato com os meios de comunicação
para a divulgação da data.
A fim de atingir todas as faixas etárias, a separação do material se deu por categorias:
literatura infantil, juvenil e em geral. No dia da ação, antes do horário agendado, penduramos
os livros por meio de barbantes nas árvores, oferecendo a ideia de colheita.
Nas nove ações do Arvoreteca, foram distribuídos cerca de 1500 livros, a estimativa
de público foi, em média, de 200 pessoas em cada ação. Salienta-se a grande presença do
público infantil, visto que mais de 500 livros infantis foram colhidos. Em todas as ações,
aplicamos um breve questionário com o objetivo de conhecer o público participativo. Além
da profissão, sexo e idade, perguntamos qual a opinião sobre o projeto. A maioria dos
depoimentos exalta a importância do Arvoreteca, enquanto projeto de incentivo à leitura
realizado em um local público e por ser um evento gratuíto com o objetivo de doar livros,
doar oportunidades.

Considerações finais
Com os objetivos atingidos, o Arvoreteca: incentivando a leitura, foi novamente
submetido como projeto de extensão da FURG, pelo Edital PDE/Epec nº 1/2017, a fim de
dar continuidade de um projeto simples, que não necessita de muitos recursos, mas que afeta
tanto a comunidade em geral quanto a Universidade. Em 05 de junho de 2017, foi divulgado
o resultado final, estando o Arvoreteca selecionado para o segundo ano de ações, apesar do
alto número de cortes em bolsas para projetos.
Nesta perspectiva, o projeto Arvoreteca tem trabalhado para proporcionar acesso à

�leitura e conscientizar a importância de incentivar o seu hábito. Por meio das ações
realizadas de doações de livros mostrar sua contribuição para a formação social, cultural e
educacional. É neste sentido que o Arvoreteca atua como projeto social que estende o acesso
à leitura de dentro da Universidade para a comunidade que está em seu entorno.

Referências
CHARTIER, Roger. Do livro à leitura. In.:_____. (org.). Práticas da leitura. 2. ed. São
Paulo: Estação Liberdade, 2001.
JOUVE, Vincent. A leitura. In:_____. O que é a leitura?. São Paulo: Unesp, 2002.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura: uma entrada na palavra, via Barthes. In:_____.
Leitura e interpretação em biblioteconomia. Campinas: Ed. da Unicamp, 2000.
MOTA, Andreza Moreira Nobre da. Arvoreteca: biblioteca alternativa - uma experiência na
cidade do Rio Grande, RS. Rio Grande. 46 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) Universidade Federal do Rio Grande, Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio
Grande, 2014. Disponível em: &lt;http://repositorio.furg.br/handle/1/5596&gt;. Acesso em: 03 jul.
2017.
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO GRANDE. Disponível em:
&lt;http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/atrativos-turisticos/detalhes+180ee,,pracatamandare.html&gt;. Acesso em: 22 jun de 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32497">
                <text>ARVORETECA: INCENTIVANDO A LEITURA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32498">
                <text>Sabrina Vaz da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32499">
                <text>Flávia Reis de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32500">
                <text>Rafaela Dala Riva Nogueira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32501">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32502">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32504">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32505">
                <text>Este trabalho apresenta o relato de experiência vivenciado através do projeto Arvoreteca: incentivando a leitura, viabilizado por meio de projeto de Extensão, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). É viabilizado pelo Sistema de Bibliotecas (SiB) da Furg e realizado mensalmente na Praça Tamandaré, situada no centro da cidade do Rio Grande/RS. O projeto consiste na doação de livros de literatura em geral, infantil e infanto-juvenil. Enquanto projeto de extensão, o Arvoreteca tem como objetivo proporcionar o acesso à leitura, através de uma biblioteca alternativa, distribuindo livros gratuitamente. Dispostos em árvores, os livros ficam disponíveis para retirada para as pessoas que por ali passam. Nesta perspectiva, o Arvoreteca tem trabalhado para proporcionar acesso à leitura e conscientizar a importância de incentivar o seu hábito. Por meio das ações realizadas, visa contribuir para a formação social, cultural e educacional da sociedade. Entendemos o quão relevante se faz ações desenvolvidas no âmbito da biblioteca para além do espaço físico deste local. Acreditamos no seu papel de disponibilizar acesso à informação para toda a sociedade, de maneira a proporcionar educação e acima de tudo, multiplicar espaços sociais. Ao haver essa pluralização é possível a aproximação de uma evolução social, tendo assim cidadãos que agregam valores inestimáveis a si mesmos e a sociedade em geral. É neste sentido que o Arvoreteca atua como projeto social que estende o acesso à leitura de dentro da Universidade para a comunidade que está em seu entorno.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66717">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2753" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1835">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2753/1867-1884-1-PB.pdf</src>
        <authentication>40eeb1e24d37b49d423a23145b9ef965</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32496">
                    <text>Análise da competência em informação na educação médica
Ismael Soares Pereira (UFRN) - ismael@neuro.ufrn.br
jose Diniz junior (UFRN) - dinizotorrino@gmail.com
Resumo:
Este trabalho de comunicação cientifica resulta de pesquisa em nível de mestrado, cujo
objetivo foi analisar a competência em informação dos discentes do Curso de Graduação em
Medicina da Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, na perspectiva do acesso à literatura científica. Caracteriza-se como estudo
descritivo que utiliza abordagem de análise quantitativa. A coleta dos dados procedeu-se
mediante aplicação de questionários à turma do quarta semestre, obtendo um total de 37
participantes. Os resultados indicam que os discentes selecionam adequadamente as
palavras-chave que melhor representam o assunto de um problema de pesquisa e sabem
utilizar catálogos de bibliotecas. Mostram também que apesar da preferência pela internet
para acessar a literatura científica, a maioria sente dificuldades em realizar buscas nas bases
remotas de dados, destacando como principal o uso das técnicas de pesquisa. Por meio de
análise individual de desempenho, confirma-se a necessidade de aperfeiçoar nos estudantes as
habilidades técnicas necessárias ao acesso efetivo de publicações científicas. Conclui que
desenvolver programas de competência em informação nos cursos de Medicina é uma
estratégia que pode resultar em avanços significativos na formação desses futuros
profissionais e contribuir para a melhoria das condições de saúde da população.
Palavras-chave: Competência em informação. Comportamento de busca de informação.
Armazenamento e recuperação da informação. Gestão da informação.
Revisão de literatur
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução: Na área médica, existe um campo denominado Medicina Baseada em
Evidências (MBE), que requer competência do profissional para usar a melhor
evidência disponível na literatura no intuito de oferecer as opções de tratamentos mais
adequadas aos pacientes (KARA-JUNIOR, 2014). Para isso, é imprescindível dominar o
uso de ferramentas, de suportes tecnológicos e de outros recursos que priorizem
recuperação e avaliação da informação. As próprias Diretrizes Curriculares Nacionais
do Curso de Graduação em Medicina recomendam que os conteúdos fundamentais
incluam a compreensão e o domínio das novas tecnologias de comunicação para
acesso a bases de dados (BRASIL, 2014). Enquanto era bibliotecário da Escola
Multicampi de Ciências Médicas (EMCM) da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN), pude perceber que os estudantes do Curso de Graduação em Medicina
sentem dificuldades para realizar pesquisas bibliográficas. Isso fez surgir o seguinte
questionamento: quais técnicas e ferramentas de busca eles dominam para acessar as
informações científicas necessárias à realização de suas atividades acadêmicas? A
partir dessa indagação elaborou-se este objetivo geral: analisar a competência em
informação dos discentes do Curso de Graduação em Medicina da EMCM/UFRN, na
perspectiva do acesso à literatura científica. Ressalta-se que este trabalho é resultado
de uma pesquisa em nível de mestrado, cujo pressuposto é que o referido grupo
necessita aprimorar as suas habilidades em pesquisa bibliográfica, já que, no exercício
da profissão, deverão ser capazes de tomar decisões em saúde com base no uso de
evidências científicas. Desse modo, é importante entender o objeto deste estudo, a
competência em informação, que na visão de Uribe-Tirado (2013) consiste num
processo de ensino-aprendizagem que possibilita o desenvolvimento da capacidade em
reconhecer as necessidades informacionais e dominar os meios adequados para
localizar, selecionar, recuperar, organizar, avaliar, produzir, compartilhar e divulgar a
informação. Já Dudziak (2011) acredita que essa competência direciona a autonomia
informacional dos sujeitos por meio da proficiência investigativa. Tendo em vista a
importância desse tema para o exercício das profissões de saúde, principalmente

�aquelas que exercem a MBE, espera-se que esta pesquisa embase e provoque
discussões em torno da criação de programas de desenvolvimento da competência em
informação na educação médica.
Método da pesquisa: Este estudo é caracterizado como descritivo e utiliza abordagem
quantitativa para analisar os dados. A coleta ocorreu mediante aplicação de
questionário à turma do quarto semestre do curso de Medicina da EMCM, sendo esta
composta por 40 alunos. Desses, 38 responderam ao instrumento e dois não quiseram
participar. Excluiu-se ainda da análise um respondente que havia preenchido o
questionário de forma incompleta, o que totaliza 37 alunos participantes. Como a
análise englobou praticamente todo o universo de alunos do quarto semestre, entendese que o delineamento deste estudo seja levantamento censitário. A escolha desse
grupo ocorreu por já ter sido submetido a treinamentos em pesquisa bibliográfica na
biblioteca e também porque é a turma que se encontra no período mais avançado da
Escola, o que possibilita maior experiência acadêmica. O instrumento de pesquisa foi
composto por 20 questões fechadas, adaptado do modelo aplicado por Guerreiro
(2009), e abordou tópicos como: perfil dos participantes, uso de operadores booleanos,
uso de estratégias e ferramentas de busca, além de autopercepção quanto ao nível de
competência em informação. Ressalta-se que os participantes foram assegurados da
confidencialidade da sua identificação. Assinaram também o Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE), que informa sobre os objetivos, a importância, os benefícios
e os possíveis riscos da pesquisa.
Resultados e Discussão: Os resultados revelam que os alunos do curso de Medicina
da EMCM, em sua maioria, são jovens com média de 23 anos de idade e
predominantemente do sexo masculino, o que reflete a tendência de inserção de
médicos jovens no mercado de trabalho e a maior participação dos homens nessa
profissão (SCHEFFER et al., 2015). Verifica-se que 67% dos discentes possuem
conhecimentos básicos em inglês, que atualmente é considerada a língua franca da
ciência. Como grande parte das interfaces de bases de dados e de publicações
científicas é nesse idioma, para elaborar estratégias eficientes de pesquisas é
importante dominá-lo. Barros (2011) detectou que 47,6% dos estudantes de pósgraduação consideram o domínio de idiomas a principal dificuldade para realizar

�pesquisas. Evidencia-se a preferência pelo uso das fontes digitais às impressas, pois
97% utilizam diariamente a internet como meio para realizar pesquisas acadêmicas,
enquanto o percentual daqueles que utilizam o acervo físico da biblioteca para esse fim
é de 40%. Todavia, 55% consideram os livros como a fonte de informação mais
confiável. Esses dados ratificam as análises de Jacob (2012), cujos resultados mostram
que os estudantes do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL)
dedicam, aproximadamente, 81 minutos diários para acesso à informação, sendo 51
minutos aplicados ao acesso à internet e 30 minutos ao acervo da biblioteca. Quanto às
habilidades de acesso à informação, boa parte não conhece a lógica booleana, tendo
em vista que a porcentagem de acertos das questões que cobravam o uso dos
operadores AND e OR foi de, respectivamente, 60% e 62%. O truncamento é o recurso
menos utilizado pelos estudantes para realizar pesquisas, pois 81% disseram nunca
usá-lo ao fazer buscas em base de dados. Confirmou-se essa afirmação ao cobrar o
uso do truncamento na estratégia de pesquisa, em que apenas 22% acertaram a
questão. Eles preferem utilizar os filtros para limitar as buscas, considerando que 49%
asseguraram sempre utilizá-los em suas pesquisas. Para montar estratégias de busca é
essencial, além de elaborar a pergunta da pesquisa de modo que fique claro o assunto
a ser abordado, determinar as palavras-chaves que melhor o representam. Quanto a
isso, os estudantes mostraram ter facilidade em identificar os descritores mais
significantes de um tema para compor a estratégia de pesquisa, haja vista que 87%
assinalaram a alternativa correta sobre as palavras que melhor representam o tema
benefícios do exercício físico para a saúde do idoso. Já o estudo realizado por Guerrero
(2009) mostra que 54% dos alunos de pós-graduação das áreas de Ciências
Agronômica e Florestal da Universidade Estadual Paulista não souberam identificar os
termos relevantes a serem selecionados para recuperar informações sobre o tema
efeitos do silício para a cultura da soja. Em relação à familiaridade com ferramentas
digitais de pesquisa, 70% afirmaram sentir dificuldades em usar bases de dados, sendo
a principal o uso de técnicas de pesquisa, como operadores booleanos, truncamento,
busca avançada e outros filtros. Diferente disso, Bochnia (2015) identificou que a
utilização dos operadores booleanos são os menores obstáculos para os estudantes do
curso de graduação em Artes Visuais. As questões concernentes ao uso dos catálogos

�de bibliotecas demonstram que a maioria dos estudantes conhece a finalidade (80%) e
entende a forma de utilizar a ferramenta (86%). No intuito de avaliar o desempenho
individual dos participantes, estabeleceu-se pontuação para as questões. A partir disso
constatou-se que apenas 19% alcançaram a percentual mínimo de acertos para ser
considerado competente em informação, o que confirma o pressuposto gerado no
começo da pesquisa.
Considerações Finais: Os dados apresentados possibilitaram realizar a avaliação
diagnóstica da competência em informação do grupo estudado, assim como o
mapeamento das principais dificuldades para realizar pesquisas bibliográficas
eficientes. Formar profissionais capazes de resolver problemas de saúde complexos e
tomar decisões clínicas com base no uso de evidências científicas é um desafio
enfrentado por muitas escolas médicas. Assim sendo, desenvolver programas de
competência em informação nos cursos de Medicina é uma estratégia que pode resultar
em avanços significativos na formação desses futuros profissionais e contribuir para a
melhoria das condições de saúde da população. Sugere-se que este estudo seja
continuado com os alunos dos demais períodos a fim de analisar se o nível de
competência em informação varia conforme o tempo de curso. Também é viável realizar
estudos regionais multicêntricos comparativos em diferentes instituições de ensino
superior. Por ser uma pesquisa que tem o intuito de apoiar a educação e melhorar a
prática médica, este trabalho relaciona-se com o objetivo de desenvolvimento
sustentável número três (assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para
todos, em todas as idades).
Referências
BARROS, J. S. A biblioteca e a internet na mediação da pesquisa científica: um
estudo com pós-graduandos da UNIOESTE, Campus de Cascavel. 2011. 148 f.
Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão da Informação) – Programa de PósGraduação em Gestão da Informação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina,
2011. Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?
code=vtls000168097&gt;. Acesso em: 18 abr. 2017.
BOCHNIA, B. A. Habilidades informacionais dos estudantes de Artes Visuais
Multimídia: uma abordagem da competência em informação e competência digital. 142
f. 2015. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina,

�2015. Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?
code=vtls000203805&gt;. Acesso em 12 fev. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 3, de
20 de junho de 2014. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação
em Medicina e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 23 jun.
2014. Seção 1, p. 8-11. Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?
option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=15874-rces003-14&amp;category_slug=junho2014-pdf&amp;Itemid=30192&gt;. Acesso em: 12 abr. 2017.
DUDZIAK, E. A. Em busca da pedagogia da emancipação na educação para a
competência em informação sustentável. Rev. Dig. Bibl. Ci. Inf., Campinas, v. 9, n. 1,
p. 166-183, jul. 2011. Disponível em:
&lt;http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1925&gt;. Acesso em: 14
abr. 2017.
GUERRERO, J. C. Competência informacional e a busca de informações
científicas: um estudo com pós-graduandos da Faculdade de Ciências Agronômicas da
UNESP campus de Botucatu. 2009. 111 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista,
Marília, 2009. Disponível em: &lt;http://hdl.handle.net/11449/93631&gt;. Acesso em: 13 abr.
2016.
JACOB, N. C. M. A competência informacional dos estudantes do curso de
medicina da Universidade Estadual de Londrina. 2012. 97 f. Dissertação (Mestrado
Profissional em Gestão da Informação) – Programa de Pós-Graduação em Gestão da
Informação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?view=vtls000181109&gt;. Acesso em: 14 fev.
2017.
KARA-JUNIOR, N. Medicina baseada em evidências. Rev. bras. Oftalmol., Rio de
Janeiro, v. 73, n. 1, p. 5-6, fev. 2014. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&amp;pid=S0034-72802014000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 17
abr. 2017.
SCHEFFER, M. C. et al. Demografia médica no Brasil 2015. Departamento de
Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina da USP. Conselho Regional de Medicina
do Estado de São Paulo. Conselho Federal de Medicina. São Paulo: 2015, 284 p.
URIBE-TIRADO, A. Lecciones aprendidas en programas de alfabetización
informacional en universidades de Iberoamérica: propuesta de buenas prácticas.
2013. 406 f. Tese (Doutorado) – Universidade de Granada, Granada, 2013. Disponível
em: &lt;http://eprints.rclis.org/22416/&gt;. Acesso em: 03 mar. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32488">
                <text>ANÁLISE DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO MÉDICA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32489">
                <text>Ismael Soares Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32490">
                <text>jose Diniz junior</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32491">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32492">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32494">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32495">
                <text>Este trabalho de comunicação cientifica resulta de pesquisa em nível de mestrado, cujo objetivo foi analisar a competência em informação dos discentes do Curso de Graduação em Medicina da Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na perspectiva do acesso à literatura científica. Caracteriza-se como estudo descritivo que utiliza abordagem de análise quantitativa. A coleta dos dados procedeu-se mediante aplicação de questionários à turma do quarta semestre, obtendo um total de 37 participantes. Os resultados indicam que os discentes selecionam adequadamente as palavras-chave que melhor representam o assunto de um problema de pesquisa e sabem utilizar catálogos de bibliotecas. Mostram também que apesar da preferência pela internet para acessar a literatura científica, a maioria sente dificuldades em realizar buscas nas bases remotas de dados, destacando como principal o uso das técnicas de pesquisa. Por meio de análise individual de desempenho, confirma-se a necessidade de aperfeiçoar nos estudantes as habilidades técnicas necessárias ao acesso efetivo de publicações científicas. Conclui que desenvolver programas de competência em informação nos cursos de Medicina é uma estratégia que pode resultar em avanços significativos na formação desses futuros profissionais e contribuir para a melhoria das condições de saúde da população.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66716">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2752" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1834">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2752/1866-1883-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a2fb74287c609b585f757e0081cb8799</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32487">
                    <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM
TRANSTORNO DE ESPECTRO AUSTISTA NA BIBLIOTECA

Marcos PASTANA SANTOS (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO) - cladice.diniz@unirio.br
Edicléa Mascarenhas Fernandes (UERJ) - professoraediclea.uerj@gmail.com
Resumo:
Busca apresentar aos profissionais das bibliotecas escolares e comunitárias a importância de
se capacitarem para que possam atender as necessidades informacionais do usuário com
Transtorno de Espectro Autista (TEA) e melhor solucionarem as situações adversas com que
podem se deparar no cotidiano. O estudo tem fins explicativos e apoiou-se em pesquisa
bibliográfica, com objetivo de levantar atividades que possam ser realizadas com esses
usuários. Os dados foram tratados por método qualitativo. Os usuários com TEA são membros
da comunidade e podem e devem participar de atividades propostas pela biblioteca. Para isso,
será necessário receber o apoio apropriado. O gestor da biblioteca criando ações acessíveis
possibilitará a construção de um ambiente adequado, confortável e agradável. Conclui que
essa oferta de serviços informacionais é relevante pelo número de casos, sendo comum
encontrar crianças com o transtorno que frequentam as escolas da rede regular de ensino e
estas, em suas bibliotecas, contam com o bibliotecário que, conjuntamente com os professores,
podem promover atividades informacionais que aumentem o vocabulário deste usuário e
permitam através da leitura potencializar sua sociabilidade, suas emoções afetivas e a
inteligência cognitiva.
Palavras-chave: Reabilitação de Pessoa com Transtorno de Espectro Autista. Biblioteca.
Acessibilidade Informacional.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A característica da biblioteca de ser um espaço que deve buscar atender
às necessidades informacionais de seus usuários passa a ser de aceitação
geral entre seus estudiosos ao longo do século XX, notadamente a partir da
sua segunda metade. Porém, ao mesmo tempo em que esse entendimento foi
sendo estendido também aos bibliotecários, a sociedade foi se modificando e
desafiando as competências desses profissionais, trouxe-lhe novos usuários
singulares, como é o caso daqueles com transtorno de espectro autista (TEA).
As pessoas com essa desordem têm comportamento atípico e marcante,
que se manifesta de diferentes formas, como por movimentos corporais
bruscos, reação exagerada a determinados sons, falas descontextualizadas,
entonação e volume da voz peculiar, dificuldades de expressar emoções e
suas vontades ou até mesmo surtos com convulsões. Para propiciar-lhe acesso
à informação e autonomia na utilização do material bibliográfico e fazer frente a
eventuais situações inusitadas, o bibliotecário deve estar bem preparado e ter o
domínio de estratégias adequadas.
Para isso, o primeiro passo é estar sensibilizado para a necessidade de
se capacitarem para atender a essas demandas informacionais do usuário com
TEA e melhor solucionarem as situações adversas com que podem se deparar.
Com o objetivo de contribuir com essa sensibilização, ensejou-se este estudo.
Metodologia
O estudo tem fins explicativos e apoiou-se em pesquisa bibliográfica,
realizada através de um levantamento de artigos e publicações sobre o
transtorno e de como o bibliotecário pode propor atividades que possam ser
realizadas com os usuários com TEA.
Os dados foram tratados por método qualitativo. O objeto da pesquisa
trata-se das atividades possíveis de serem realizadas com usuários com TEA e
o seu universo foi o conjunto delas encontrados na literatura e sua amostra foi
dela selecionada.
Resultados
A Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)

�(BRASIL, 2015), não revoga ou retifica a Lei n° 12.764, de 27 de dezembro de
2014, a qual instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa
com Transtorno do Espectro Autista (BRASIL, 2012). Esta Lei (2012) determina
que a pessoa com TEA é considerada com deficiência para todos os efeitos
legais

e

aponta

várias

características

comportamentais

que

são

frequentemente nela identificadas: comportamento atípico marcante, não se
socializa com as pessoas, internaliza seus sentimentos, anormalidade do
contato visual, atraso na linguagem, entre outros. Esses e outros sintomas são
importantes para o diagnóstico. (BRASIL, 2014).
Segundo a American Psychiatric Association (American ..., 2014, p.53),
a TEA engloba transtornos antes denominados autismo infantil precoce,
autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto funcionamento, autismo
atípico, transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação,
transtorno desintegrativo da infância e transtorno de Asperger. E também cita
(American ..., 2014, p.51) que o termo TEA não engloba os indivíduos que
tenham sintomas que são utilizados como critérios de TEA, ainda que
manifestem déficits acentuados na comunicação social.
As pessoas diagnosticadas com TEA têm aumentado em quantidade
nos últimos anos (BAIO1, 2012 apud SOLOMON, 2013; DAWSON, 2012).
Inclusive no Brasil, segundo Mello et al. (2013 p.45), as quais citam que, no
levantamento estatístico populacional de 2010, no Brasil havia 1.182.643 de
pessoas com TEA para uma população total de 190.732.694, correspondendo
a 0,62% desse total, taxa que se distribui uniformemente entre as regiões do
território nacional.
Alguns

estudos

alertam

que

o

número

de

casos

cresce

exponencialmente, como o do Centers for Disease Control and Prevention
(Centers ..., 2014). Entre 2000 e 2010, nos Estados Unidos a taxa de
prevalência da TEA duplicou, indo de 1 caso a cada 166 indivíduos para 1 a
cada 68. Essa explosão de casos tem suas causas sendo questionadas pelas
autoridades médicas, e em recente pesquisa, de Robison et al. (ROBINSON et

1

BAIO, Jon. Prevalence of autism spectrum disorders: autism and developmental disabilities
monitoring network, 14 sites, United States, 2008. Morbidity and Mortality Weekly Report
(MMWR),
v.61,
n.3,
p.1-24,
mar.
2012.
Disponível
em:
&lt;https://www.cdc.gov/mmwr/pdf/ss/ss6103.pdf&gt;. Acesso em: 09 jul. 2017.

�al., 2016; ROBINSON2 et al., 2016 apud DAVIS, 2016), esses cientistas
sugerem que o autismo envolve muitos fatores complexos e interativos,
incluindo genética, meio ambiente e desenvolvimento do cérebro.
Esses números são preocupantes, principalmente, para as bibliotecas
públicas e escolares, no compreender de Farmer (2013, p.69) estes
indicadores explicam as ações necessárias na biblioteca com os alunos.
Estes alunos têm dificuldade significativa de compreender e usar a
linguagem verbal ou uma deficiência significativa de aprendizagem
não-verbal, e eles têm dificuldade em interações recíprocas; em
outras palavras, eles têm a capacidade para descodificar palavras e
texto em níveis muito avançados sem a capacidade de compreender
os significados de aquelas palavras que estão a ser decodificado.
Bibliotecários precisam selecionar livros que apelam para crianças
autistas: repetitivo/elementos previsíveis, sequências familiares, rima,
pergunta/resposta, formato, cadeia ou uma história circular. Lá várias
técnicas para fazer livros mais acessíveis: páginas de laminação,
enriquecendo a textura, compra de livros com fotografias reais,
localizar livros que são sobre crianças autistas, incluindo opinião do
aluno autista em aquisições de livros da biblioteca. (FARMER, 2013,
p.69)

Portanto, para essa autora (2013), o bibliotecário pode identificar as
demandas informacionais do usuário com TEA por meio de contato com seus
familiares, com os profissionais da saúde e da educação especial que o
atendem, mesmo quando não possui comunicação oral e/ou escrita.
Porém, se não for adequadamente capacitado, os profissionais da
biblioteca podem encontrar dificuldades para apoiar às pessoas com TEA, pois
de acordo com a American Library Association – ALA, o contato com a
biblioteca poderá desencadear uma série de estereotipias do usuário,
explicando:
Um usuário com TEA pode não ser verbal ou pode falar com você em
vez de conversar. Este usuário pode repetir o que você diz, seja
muito alto, interrompa os outros, não compreenda figuras de fala ou
piadas e/ou seja incapaz de seguir as instruções de várias partes.
Uma pessoa com TEA pode ser incomumente sensível a cheiros,
ruídos ambientais, luzes cintilantes e certas texturas. Muitas pessoas
com TEA não têm a capacidade de ler linguagem corporal ou outras
pistas sociais. Algumas pessoas não estão conscientes dos
comportamentos socialmente apropriados - não compreendendo as
regras da distância social, o toque apropriado, a mudança de direção
e o contato visual. Essas deficiências criam uma necessidade de
controle e previsibilidade no meio ambiente. (AMERICAN LIBRARY
ASSOCIATION, 2017, p.1-2, tradução nossa).

2

ROBINSON, Elise B. et.al. Genetic risk for autism spectrum disorders and neuropsychiatric variation
in the general population. Abstracts. Nature Genetics, n.48, mar. 2016.

�Para resolver essa situação, de acordo com as recomendações da ALA
(2017), o bibliotecário poderá oferecer recursos e atividades que possibilitem o
acesso da informação para o usuário, como horários de imagens dos eventos
da biblioteca ou data de vencimento dos materiais, Telas de toque, Alpha
inteligente e Fidgets O uso de tecnologias assistivas nos recursos
informacionais visa a autonomia do indivíduo.
Discussão
Os usuários com TEA são membros da comunidade e podem e devem
participar de atividades propostas pela biblioteca. Para isso, será necessário
receber o apoio apropriado. O gestor da biblioteca criando ações acessíveis
possibilitará a construção de um ambiente adequado, confortável e agradável.
Para criar essas ações o gestor precisa buscar formação no assunto,
não somente devido a tecnologias assistivas que nem sempre são de uso
intuitivo e também devido à reação do usuário com TEA, uma vez que ação
física e emocional de cada um varia. Medida em certas situações é não o
contrariar para uns estudiosos, enquanto para outros a noção é de que há
comportamentos que devem ser controlados.
Uma diretriz razoável é a de que se o usuário não quiser mais
permanecer no ambiente da biblioteca, cabe ao responsável pelo usuário e/ou
bibliotecário orientá-lo à saída e convidá-lo a retornar ao espaço da biblioteca.
Considerações finais
A oferta de serviços informacionais para usuários com TEA é relevante,
pois apesar do aumento considerável de diagnósticos há maior estímulo à suas
reabilitações, sendo comum encontrar crianças que frequentam as escolas da
rede regular de ensino. Nesses espaços existem bibliotecas e o bibliotecário,
conjuntamente com os professores, podem promover atividades informacionais
que aumentem o vocabulário deste usuário e, que permitam através da leitura
potencializar sua sociabilidade, suas emoções afetivas e a inteligência
cognitiva. E, também ampliar a perspectiva para as bibliotecas comunitárias,
incentivando a participação destes indivíduos nos ambientes sociais e o direito
de acesso ao patrimônio cultural de sua comunidade.

�Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. People with Autism Spectrum
Disorders (ASD): What You Need to Know. 2017. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/ascla/resources/tipsheets/asd&gt;. Acesso em: 22 jun. 2017.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico
de transtornos mentais: DSM-5. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
BRASIL. Lei n.º 12.764, de 27 de novembro de 2012. Institui a Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro
Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
Brasília, DF, 2012.
______. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Brasília, DF, 2015.
______. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com Transtornos
do Espectro do Autismo (TEA). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevalence of
autism spectrum disorder among children aged 8 years: autism and
developmental disabilities monitoring network, 11 Sites, United States, 2010.
CDC, v.63, n.2, p.1-21, 2014.
DAVIS, Nicola. Autism spectrum has no clear cut-off point, research suggests.
In Science. The Guardian, 21 mar. 2016. Disponível em:
&lt;https://www.theguardian.com/science/2016/mar/21/autism-spectrum-has-no-clearcut-off-point-research-suggests-nature-genetics&gt;. Acesso em: 14 jul. 2017.
DAWSON, Geraldine. Dramatic increase in autism prevalence parallels
explosion of research into its biology and causes. JAMA Psychiatry,
Chicago, n.70, v.1, p.9-10, jan. 2013.
FARMER, Lesley S. J. Library services for youth with Autism Spectrum
Disorders. Chicago: ALA Editions, 2013.
MELLO, Ana Maria et al. Retratos do autismo no Brasil. São Paulo:
Associação de Amigos do Autista, 2013.
ROBINSON, Elise B. et.al. Genetic risk for autism spectrum disorders and
neuropsychiatric variation in the general population. Abstracts. Nature Genetics, n.48,
mar. 2016. Disponível em:
&lt;http://www.nature.com/ng/journal/v48/n5/full/ng.3529.html&gt;. Acesso em: 14 jul.
2017.
SOLOMON, A. Longe da árvore: pais, filhos e a busca de identidade. São
Paulo, Companhia das Letras, 2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32478">
                <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM TRANSTORNO DE ESPECTRO AUSTISTA NA BIBLIOTECA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32479">
                <text>Marcos PASTANA SANTOS</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32480">
                <text>Cládice Nóbile Diniz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32481">
                <text>Edicléa Mascarenhas Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32482">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32483">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32485">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32486">
                <text>Busca apresentar aos profissionais das bibliotecas escolares e comunitárias a importância de se capacitarem para que possam atender as necessidades informacionais do usuário com Transtorno de Espectro Autista (TEA) e melhor solucionarem as situações adversas com que podem se deparar no cotidiano. O estudo tem fins explicativos e apoiou-se em pesquisa bibliográfica, com objetivo de levantar atividades que possam ser realizadas com esses usuários. Os dados foram tratados por método qualitativo. Os usuários com TEA são membros da comunidade e podem e devem participar de atividades propostas pela biblioteca. Para isso, será necessário receber o apoio apropriado. O gestor da biblioteca criando ações acessíveis possibilitará a construção de um ambiente adequado, confortável e agradável. Conclui que essa oferta de serviços informacionais é relevante pelo número de casos, sendo comum encontrar crianças com o transtorno que frequentam as escolas da rede regular de ensino e estas, em suas bibliotecas, contam com o bibliotecário que, conjuntamente com os professores, podem promover atividades informacionais que aumentem o vocabulário deste usuário e permitam através da leitura potencializar sua sociabilidade, suas emoções afetivas e a inteligência cognitiva.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66715">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2751" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1833">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2751/1865-1882-1-PB.pdf</src>
        <authentication>41c596e92e0600ab80cf68eec84d6bb3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32477">
                    <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA BIBLIOTECA

Marcos PASTANA SANTOS (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO) - cladice.diniz@unirio.br
Edicléa Mascarenhas Fernandes (UERJ) - professoraediclea.uerj@gmail.com
Resumo:
Este trabalho objetiva oferecer aos profissionais da biblioteca contribuições para melhorarem
o acesso informacional de pessoas com deficiência, especialmente a intelectual. A metodologia
do trabalho foi exploratória e realizada por pesquisa bibliográfica. Os indicadores
governamentais indicam que quase a metade da população com deficiência intelectual não é
alfabetizada. Compara com as outras deficiências a deficiência intelectual e verifica que possui
a menor escolaridade e que os maiores níveis de retardo mental irão demandar maior atenção
dos profissionais da biblioteca. Observa que a biblioteca para fazer frente a essas
necessidades informacionais deve buscar adequar a capacitação dos seus profissionais.
Recomenda as diretrizes da American Library Association - ALA para as ações. Discute os
paradigmas de deficiência e verifica que o da American Association on Intellectual and
Developmental Disabilities – AAIDD, centrado no ambiente, está subjacente à atual legislação.
Apresenta um modelo para explicar o paradigma atual e a razão das ações inclusivas se
apoiarem em tecnologias assistivas e adaptações no ambiente. Conclui pela importância da
capacitação dos profissionais da biblioteca e da melhoria do ambiente da biblioteca.
Palavras-chave: Deficiência intelectual. Biblioteca. Acessibilidade informacional.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A população com deficiência intelectual no Brasil ultrapassa 1% da
população total. Este usuário é pouco presente nas bibliotecas brasileiras. A
sua presença é mais perceptível nas bibliotecas públicas e escolares, em razão
da primeira ser destinada a todos os usuários, e por último, a vinculação a
instituição educacional, principalmente na educação básica. Aproximadamente
52% da população brasileira com deficiência intelectual é letrada, restando que
quase metade das pessoas com deficiência intelectual sejam analfabetas. A
deficiência intelectual é a que apresenta pessoas com o menor índice de
escolaridade. (IBGE, 2010).
Assim, a necessidade de oferecer serviços informacionais é urgente,
com as bibliotecas oferecendo tecnologias assistivas que possibilitem maior
autonomia do usuário no acesso à informação, ampliando o seu acesso
informacional. Essa proposição coaduna com a mudança em curso do conceito
de deficiência, do paradigma centrado no indivíduo para um que foca o
ambiente, dando destaque à capacidade dos suportes adaptativos de ampliar a
autonomia da pessoa com deficiência.
Para contribuir com soluções para esse quadro se propôs este estudo.
Metodologia
A metodologia é exploratória e, quanto aos meios, bibliográfica e
metodológica. Partiu da leitura de recomendações de recursos informacionais
para usuários com deficiência intelectual da American Library Association ALA. Estuda o paradigma de deficiência utilizado pela American Association on
Intellectual and Developmental Disabilities – AAIDD, que é analisado segundo
modelo proposto por Fernandes (1999), estando presente na legislação vigente
sobre acessibilidade e inclusão. O tratamento dos dados selecionados do
universo de recomendações para a amostra foi por método qualitativo.
Resultados
A pessoa com deficiência intelectual não pode ser tratada de forma
homogênea. Há várias condições clínicas advindas de causas genéticas e/ou
ambientais, variadas síndromes que afetam o desenvolvimento global do
indivíduo. A condição genética mais comum é a síndrome de Down, mais

�conhecida em razão da ampla socialização das características morfofaciais. No
Brasil, através de recomendação do Sistema Único de Saúde, as pessoas com
deficiência intelectual são nomeadas como com retardo mental e classificadas
de acordo com o seu grau de comprometimento, conforme apresentado no
Quadro 1.
Quadro 1 – Classificação do retardo mental por amplitudes de graus de
QI.
Classificação
F70.- Retardo
mental leve

F71.- Retardo
mental moderado
F72.- Retardo
mental grave
F73.- Retardo

Grau de comprometimento

Inclui

Amplitude aproximada do QI
entre 50 e 69 (em adultos, idade
mental de 9 a menos de 12
anos).

•
•
•
•

Amplitude aproximada do QI
entre 35 e 49 (em adultos, idade
mental de 6 a menos de 9
anos).
Amplitude aproximada de QI
entre 20 e 40 (em adultos, idade
mental de 3 a menos de 6
anos).
QI abaixo de 20 (em adultos,
idade mental abaixo de 3 anos).

•
•
•

mental profundo

•
•
•

atraso mental leve,
debilidade mental,
fraqueza mental,
oligofrenia leve, subnormalidade
mental leve.
atraso mental médio,
oligofrenia média,
subnormalidade mental
moderada
atraso mental grave,
oligofrenia grave,
subnormalidade mental grave.

• atraso mental profundo,
• oligofrenia profunda,
• subnormalidade mental
profunda.

Fonte: Adaptado de Sistema Único de Saúde (2017)

As faixas de classificação do retardo mental, para o SUS atreladas às
amplitudes de graus de quociente de inteligência, permitem a reflexão de que
quanto menor for esse grau, maior será o nível de dificuldade que o usuário
terá para assimilar o conhecimento. Essa situação sugere que os profissionais
da biblioteca precisam agir com adequada resposta, com capacitação
condizente para enfrentar essa problemática e tendo à disposição tecnologias
assistivas a fim de oferecê-las a esse usuário, visando sua autonomia.
Entretanto, a atual definição de deficiência intelectual pretende retirar o
estigma social da pessoa e levar o foco para o ambiente, isto é, para o meio
social em que ela vive. Esse novo paradigma sobre a deficiência, procura
identificar o comportamento global da pessoa e considera que o dado
intelectual obtido da avaliação do quociente intelectual pode ser acrescido das
habilidades

nas

áreas

sociais,

das

capacidades

adaptativas

e

da

�funcionalidade do indivíduo. Essas habilidades acrescentadas para o que é ser
intelectual, fazem com que o desempenho deste possa ser ampliado pelos
suportes oferecidos pelo meio ambiente. (AAIDD, 2010).
No Brasil, o Sistema Único de Saúde opta na sua definição clássica nos
níveis de retardo como se apresentou, mas suas legislações recentes já vêm
incorporando os conceitos da AAIDD. O Decreto no. 5296/ 2004, utilizado como
parâmetro para qualificação da deficiência, propõe o termo deficiência mental,
mas se vale de áreas de habilidades adaptativas, como pode ser verificado no
seu artigo quinto parágrafo primeiro, onde define a deficiência mental como
sendo o “funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com
manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais
áreas de habilidades adaptativas. (BRASIL, 2004).
Legislações atuais, como a Lei no. 13.146/2015, que é a Lei Brasileira de
Inclusão ou Estatuto da Pessoa com Deficiência, e o Decreto no. 6.949/2009,
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporam a visão das
barreiras à funcionalidade da pessoa com deficiência como um ponto norteador
para as políticas voltadas a este segmento (BRASIL, 2009 e 2015). No artigo 2
dessa citada Lei, reitera o foco no ambiente ao afirmar que a interação das
pessoas com deficiências em um ambiente com barreiras pode obstruir suar
participação plena e efetiva na sociedade.
Retomando a discussão do conceito de deficiência intelectual da AAIDD,
pautado na organização dos ambientes e na funcionalidade, corrobora-se com
a perspectiva já levantada por Fernandes (1999), de que ao estudar este
paradigma atenta-se para a importância da oferta de serviços de atendimento
que focalizem os pontos fortes e as capacidades dos usuários dos serviços,
dentro de ambientes normalizados, oferecendo os suportes necessários e
propõe um modelo, que foi adaptado na figura 1 a seguir. No modelo, ao lado
esquerdo encontram-se as capacidades adaptativas da pessoa com deficiência
intelectual, como sua acessibilidade informacional; ao lado direito, os
ambientes do seu meio social – no qual está a biblioteca-; e na base do
triângulo, uma relação vetorial em que as funcionalidades se ampliam a partir
dos suportes que são oferecidos. Ainda que preserve a noção de quociente
intelectual, o modelo não se preocupa com os níveis de deficiência.

�Figura 1- Modelo do paradigma de funcionalidade e suportes,
correlacionando as capacidades adaptativas e habilidades, os ambientes,
os níveis de suportes e funcionalidades

Acessibilidade
Informacional

BIBLIOTECA

Fonte: Adaptado de Fernandes (1999).

O modelo aposta nos níveis de suporte oferecidos ao indivíduo nos
ambientes de sua convivência social, no sentido de potencializar sua
funcionalidade. Entre os suportes, podemos incluir as diretrizes baseadas em
boas práticas, como as da ALA (2017) e as tecnologias assistivas e as
adaptações arquitetônicas e urbanísticas.
Discussão
A importância da reabilitação da pessoa com deficiência intelectual foi
destacada, observando-se a ênfase de propiciar um ambiente sem barreiras, o
atual paradigma. O bibliotecário poderá oferecer não apenas coleções
acessíveis, ambiente adequado, software e serviços de biblioterapia,
audiodescrição, biblioteca itinerante e comunicação alternativa, mas sobretudo
permitir um olhar singular e de respeito à diversidade humana. A acessibilidade
atitudinal é preponderante para a quebra de barreiras.
Recomenda-se de acordo com os pressupostos da ALA, avaliar o caso
de cada usuário, possibilitando o acesso a livros de leitura fácil e quando o
usuário não domina a escrita, possibilitar a utilização de documentos com
pictograma que facilitem sua assimilação e aquisição de conhecimento.
Considerações finais
As bibliotecas brasileiras ainda estão longe de atenderem as
necessidades informacionais dos usuários com deficiência intelectual. A

�acessibilidade no campo da biblioteconomia ainda é muito incipiente. Tem
apenas quatro anos que acessibilidade em bibliotecas se tornou política
pública, através de iniciativa do Ministério da Cultura. Consideramos relevante
destacar a dificuldade encontrada pelas pessoas com deficiência intelectual de
material específico nos espaços de informação e a necessidade de ampliação
de estudos e pesquisas neste campo e a formação inicial e continuada do
bibliotecário para o atendimento a este segmento da população.
Referências:
AMERICAN ASSOCIATION ON INTELLECTUAL AND DEVELOPMENTAL
DISABILITIES. What is intellectual disability? 2010. Disponível em: &lt;
http://aaidd.org/intellectual-disability/definition/faqs-on-intellectual
disability#.VcFZ8flViko&gt;. Acesso em: 01 jul. 2017.
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. People with mental health issues:
what you need to know library acessibility tip sheet 7. 2017. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/ascla/sites/ala.org.ascla/files/content/asclaprotools/accessi
bilitytipsheets/tipsheets/7-Mental_Illlness.pdf&gt;. Acesso em: 27 jun. 2017.
BRASIL. Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis
nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às
pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece
normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder
Executivo, Brasília, DF, 2 dez. 2004.
______. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção
Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo
Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 25 ago.
2009.
______. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial [da] República Federativa
do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 6 jul. 2015.
FERNANDES, Edicléa. Educação para todos – saúde para todos: a urgência
da adoção de um paradigma multidisciplinar nas políticas públicas de atenção a
pessoas portadoras de deficiências. In: Benjamin Constant / MEC, ano 5, n.
14, p. 3- 10. Rio de Janeiro: IBCENTRO, 1999.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cartilha do
Censo 2010: pessoas com deficiência. Brasília, DF: SDH, 2012.
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Retardo mental e suas divisões. Disponível
em: &lt; http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/f70_f79.htm&gt;. Acesso
em: 01 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32468">
                <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA BIBLIOTECA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32469">
                <text>Marcos PASTANA SANTOS</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32470">
                <text>Cládice Nóbile Diniz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32471">
                <text>Edicléa Mascarenhas Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32472">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32473">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32475">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32476">
                <text>Este trabalho objetiva oferecer aos profissionais da biblioteca contribuições para melhorarem o acesso informacional de pessoas com deficiência, especialmente a intelectual. A metodologia do trabalho foi exploratória e realizada por pesquisa bibliográfica. Os indicadores governamentais indicam que quase a metade da população com deficiência intelectual não é alfabetizada. Compara com as outras deficiências a deficiência intelectual e verifica que possui a menor escolaridade e que os maiores níveis de retardo mental irão demandar maior atenção dos profissionais da biblioteca. Observa que a biblioteca para fazer frente a essas necessidades informacionais deve buscar adequar a capacitação dos seus profissionais. Recomenda as diretrizes da American Library Association - ALA para as ações. Discute os paradigmas de deficiência e verifica que o da American Association on Intellectual and Developmental Disabilities – AAIDD, centrado no ambiente, está subjacente à atual legislação. Apresenta um modelo para explicar o paradigma atual e a razão das ações inclusivas se apoiarem em tecnologias assistivas e adaptações no ambiente. Conclui pela importância da capacitação dos profissionais da biblioteca e da melhoria do ambiente da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66714">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2750" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1832">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2750/1864-1881-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d0b87aaa0a1e74d78763d334ffcb2eff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32467">
                    <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL ATRAVÉS DO USO DE UMA
TECNOLOGIA ASSISTIVA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
uma proposta para implantação

Maria Aparecida Jacques de Arruda (UFMS) - maria.arruda@ufms.br
Resumo:
O trabalho tem como objetivo apresentar a importância da aquisição, para a BU da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de um recurso de tecnologia assistiva
que está preparado para funcionar de forma compatível com os principais navegadores, seja
para computadores ou dispositivos móveis. Relata a importância de tecnologias assistivas e
argumenta que o Sistema Pergamum é parceiro de uma empresa desse tipo de tecnologia que,
com sua aquisição bela BU que está integrada ao Sistema Pergamum, facilita o acesso de
informações disponíveis na biblioteca, pelos usuários portadores de necessidades especiais. A
proposta foi amparada por estudos da mesma temática por meio de levantamento
bibliográfico.
Palavras-chave: Tecnologia assistiva; Acessibilidade informacional; Biblioteca universitária e
acessibilidade
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL ATRAVÉS DO USO DE UMA
TECNOLOGIA ASSISTIVA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: uma
proposta para implantação

RESUMO
O trabalho tem como objetivo apresentar a importância da aquisição, para a BU
da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de um recurso de
tecnologia assistiva que está preparado para funcionar de forma compatível com
os principais navegadores, seja para computadores ou dispositivos móveis.
Relata a importância de tecnologias assistivas e argumenta que o Sistema
Pergamum é parceiro de uma empresa desse tipo de tecnologia que, com sua
aquisição bela BU que está integrada ao Sistema Pergamum, facilita o acesso de
informações disponíveis na biblioteca, pelos usuários portadores de necessidades
especiais. A proposta foi amparada por estudos da mesma temática por meio de
levantamento bibliográfico.

�1 INTRODUÇÃO
No âmbito universitário que são desenvolvidas as pesquisas, os estudos, os
projetos e as extensões, e é daí que surgem as necessidades informacionais de seus
estudantes. As ações de selecionar, recuperar, armazenar e disseminar informações
é uma atribuição das Bibliotecas Universitárias (BU), seus serviços são em função de
seus usuários, incluindo os usuários com necessidades especiais, que muitas vezes
tem acessos restritos ou não acessam as informações que necessitam devido às suas
dificuldades ou limitações/especialidades. Esses indivíduos que possuem restrições
físicas, mentais ou cognitivas possuem dificuldades quanto à produção, acesso e
usufruto da informação (DIOGO, SILVA, 2013, não paginado).
Hoje, em tempos de tecnologias de informação, as limitações de acessos às
informações nas bibliotecas não estão só no espaço e fontes físicas, mas também,
nos meios digitais. Considerando que os estudantes universitários precisam de
atendimento

presencial

e

virtual,

já

que

muitos

se

encontram

afastados

geograficamente das bibliotecas (CORTES; LOPES, 2008, p. 121), faz-se mister que
as bibliotecas universitárias se adequem às novas tecnologias, disponibilizando seus
serviços on-line e inclusive otimizando-os no sentido de adquirir serviços e recursos
com tecnologias assistivas, para que as pessoas que possuem alguma deficiência,
conseguem ter acesso ao acervo disponibilizado a partir dessas recentes tecnologias
digitais.
Mazzoni, et al.(2001, p. 30) relatam que, com a disseminação da internet, a
partir dos anos 90,
trouxeram às pessoas portadoras de deficiências novas possibilidades e
expectativas em termos de estudos, trabalho e lazer, assim como um avanço
muito grande na tecnologia assistiva associada à informática, tais como,
sintetizadores de voz, reconhecimento da fala, lupas eletrônicas, linhas braile,
simuladores de mouses e teclados com controle sensíveis a ações
voluntárias tais como sopro, pressão, movimento da cabeça etc., de forma tal
que hoje se pode dizer que as limitações quanto ao acesso às informações e
ao conhecimento a que uma pessoa está sujeita estão inversamente
associadas à tecnologia que é colocada à sua disposição: quanto mais
completa for a tecnologia, menores serão as suas limitações.

Fica claro que, uma biblioteca que possuir essa estrutura tecnológica, é uma
biblioteca pronta para assistir não só os portadores de necessidades especiais, mas
também toda a comunidade acadêmica, inclusive, as excluídas digitalmente. Porém,
mesmo diante de diversas inovações nos serviços das bibliotecas universitárias, como

�essas tecnologias relatadas pelos autores acima, não é uma prática muito comum nos
espaços das bibliotecas de instituições de ensino superior brasileiras.
Essa ideia de uma BU “quase completa” e pensando em usuários especiais
que necessitam acessar informações com mais autonomia, não de forma separada
das demais pessoas, como deficientes, mas sim no mesmo espaço/ambiente com
sistema tecnológico para todos, onde o “diferente” se torna igual, que nos faz
acreditar nesse projeto, aqui proposto.
2 OBJETIVOS
Apresentar a importância da aquisição, para a BU da Universidade Federal de
Mato Grosso do Sul (UFMS), de um recurso de tecnologia assistiva que está
preparado para funcionar de forma compatível com os principais navegadores, seja
para computadores ou dispositivos móveis.
3 JUSTIFICATIVA
Considerando o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Mato
Grosso do Sul (SIBB/UFMS), como um sistema integrado, na qual compartilham não
só do Sistema de Automação Pergamum, mas todos os serviços em comum como
cadastro de usuários, empréstimos entre bibliotecas e até treinamento de usuários,
sente-se a necessidade de um dispositivo e/ou aplicativo com tecnologia assistiva
para também ser compartilhada nesse sistema de bibliotecas.
A Biblioteca Universitária da UFMS, disponibiliza catalogo on-line no Sistema
Pergamum, Portal de Periódicos CAPES, Bases de Dados on-line Biblioteca digital
como “Minha Biblioteca”, entre outros, os quais todos os alunos/usuários dessa
universidade podem acessar, inclusive nos Campus do interior do Estado. O
Pergamum, é um Sistema integrado de Bibliotecas com a finalidade melhorar a
qualidade global dos serviços dos usuários, promover a cooperação no tratamento da
informação e o compartilhamento de recursos de informação (PERGAMUM/PUCPR,
2017).
Esse Sistema, está sempre atualizando suas tecnologias para facilitar a
utilização dos serviços, recursos e o acesso da comunidade usuária. Atualmente, em
uma parceria com uma empresa de tecnologia de ponta no Brasil, está agregando aos
seus serviços um recurso tecnológico assistiva que pode funcionar com os principais
navegadores de Internet, tanto em computadores como em aparelhos de celular.

�Segundo as empresas responsveis pelo software, essa tecnologia tem como
funcionalidade básica:










Transforma textos escritos em voz
Traduz textos em português para Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
Personagem 3D
Alta qualidade de tradução com controle de velocidade
Modo inteligente para solucionar ambiguidades linguísticas
Cadência e naturalidade na apresentação dos sinais em LIBRAS
O usuário pode selecionar apenas uma palavra, uma frase ou todo o texto para leitura ou
tradução
É aderente aos padrões internacionais do W3C
Suporta os formatos de texto em HTML, PDF, DOC, e outros.

São recursos significativo para assessorar e realizar um bom atendimento às
pessoas portadoras de necessidades especiais.
Acredita-se que, pela experiência da BU/UFMS trabalhar com o Sistema
Pergamum, adquirir esse recurso tecnológico junto à essa Parceria Pergamum/ICTS e
CTS, facilitaria a interconexão entre as duas tecnologias e se tornaria mais acessível,
tanta na questão dos custos, como na facilidade do uso por parte dos usuários do
Sistema de Bibliotecas da UFMS.
4 REFLEXÕES TEÓRICAS
Para um melhor entendimento da acessibilidade em bibliotecas, sua finalidade,
conceitos e práticas e/ou possíveis implantações para facilitar o acesso de
informações pelos portadores de necessidades especiais, nos reportamos aos
estudos de: Cortes; Lopes (2008), Diogo; Silva (2013), Mazzoni et al. (2001) e Souza;
Manoel (2008). Esses trabalhos discutem a evolução e ampliação dos serviços das
bibliotecas universitárias a partir dos recursos das novas tecnologias informacionais e
advento da Internet e da importância da implantação de tecnologias assistivas para
facilitar os serviços biblioteconômicos e, acessos de informações pelos usuários
portadores de necessidades especiais, inclusive discutem-se e refletem-se as
Legislações que amparam esses direitos da acessibilidade das pessoas especiais,
principalmente a Lei 13.146/2014 (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
CONSIDERAÇÕE FINAIS
A proposta apresentada e fundamentada, tem a pretensão de ser efetivada no
Sistema de Bibliotecas da UFMS, em prol da acessibilidade de informações por
pessoas especiais.

�REFERENCIAS
BRASIL. Estatuto da pessoa com deficiência: Lei nº. 13.146/2015. Brasilia, DF:
Senado Federal, 2015.Disponivel em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/513623/001042393.pdf?sequ
ence=1&gt;Acesso em: 01 set. 2017.
CORTES, Márcia Della Flora; LOPES, Marilisa Leite. As bibliotecas universitárias
federais brasileiras e a acessibilidade das informações em seus websites. Rev.
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 117-129,
jan./jun., 2008. Disponível em:&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/552.&gt;.
Acesso em: 01 jun. 2017.
DIOGO, Fernanda da Costa e Silva; SILVA, Márcio Bezerra da. Propostas de
acessibilidade em ambientes digitais: um estudo teórico. In: Seminário de
Informação e Arte, 3., 2013. 11 a 13 de nov. 2013. A influência das tecnologias
no fazer bibliotecários. Disponível em: &lt;redarterj.com/wpcontent/uploads/2014/11/PROPOSTAS-DE-ACESSIBILIDADE-EM-AMBIENTESDIGITAIS.pdf&gt;. Acesso em: 06 jun. 2017.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. CI. Inf. Brasilia, v. 30, n.2, p. 29-34,
maio/ago. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6209&gt;. Acesso
em: 01 jun. 2017.
O GRUPO ICTS. Disponível em:&lt; http://portal.rybena.com.br/site-rybena/conhecao-rybena&gt;. Acesso em: 05 jun. 2017.
SISTEMA PERGAMUM. Disponível em:
http://www.pergamum.pucpr.br/redepergamum/index.php. Acesso em: 04 jun.
2017.
SOUZA, Salete Cecilia de; MANOEL, Vanessa de Andrade. Praticando
acessibilidade comunicacional: cooperação entre biblioteca universitária e
programa de promoção de acessibilidade. Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v. 13, n.1, p. 7-17, jan./jun., 2008. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/552. Acesso em: 01 jun. 2017
.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32460">
                <text>ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL ATRAVÉS DO USO DE UMA TECNOLOGIA ASSISTIVA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: UMA PROPOSTA PARA IMPLANTAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32461">
                <text>Maria Aparecida Jacques de Arruda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32462">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32463">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32465">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32466">
                <text>O trabalho tem como objetivo apresentar a importância da aquisição, para a BU da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), de um recurso de tecnologia assistiva que está preparado para funcionar de forma compatível com os principais navegadores, seja para computadores ou dispositivos móveis. Relata a importância de tecnologias assistivas e argumenta que o Sistema Pergamum é parceiro de uma empresa desse tipo de tecnologia que, com sua aquisição bela BU que está integrada ao Sistema Pergamum, facilita o acesso de informações disponíveis na biblioteca, pelos usuários portadores de necessidades especiais. A proposta foi amparada por estudos da mesma temática por meio de levantamento bibliográfico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66713">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2749" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1831">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2749/1863-1880-1-PB.pdf</src>
        <authentication>cb1da67382899136171ef22293df22c0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32459">
                    <text>Acessibilidade em bibliotecas: de Ranganathan à Agenda 2030
Sulamita Nicolau de Miranda (UFRJ) - sulamitandmiranda@gmail.com
Resumo:
O estudo propõe-se a tecer um diálogo entre as cinco leis da Biblioteconomia, as normas de
acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: NBR15599/08 e NBR
9050/15, o documento Fortalecimento de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas (Manual
orientador) e a Agenda 2030. Esse diálogo entre o pensamento de Ranganathan em 1931 e as
discussões recentes tem a finalidade de demonstrar a importância e a atualidade das cinco leis
para a temática da acessibilidade em bibliotecas. Conclui recomendando a capacitação
profissional, o treinamento de usuários, o investimento em tecnologia assistiva e a parceria
com outros pares e instituições para que se possa efetivar a acessibilidade em bibliotecas.
Palavras-chave: Leis da Biblioteconomia; Ranganathan; Acessibilidade; Agenda 2030
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A luta das pessoas com deficiência por seus direitos é de longa data e
ainda persiste. No decorrer dos anos diversas conquistas foram obtidas, e no
que se refere à temática da acessibilidade em bibliotecas verifica-se que ainda
é um tema em evolução.
Nesse sentido, na atual sociedade inclusiva o papel da biblioteca é de
suma importância “[...] uma vez que oferece aos seus usuários o acesso à
informação que irá contribuir para a formação de um cidadão mais consciente
de seus direitos e deveres." (MIRANDA, 2015, p. 56-57).
A preocupação da Biblioteconomia com a inclusão vem de
muito tempo, Ranganathan já defendia a inclusão ao publicar
seu livro “As cinco leis da biblioteconomia” em 1931 [...] e ao
disseminar livros para todos, independentemente de ser o
usuário “normal ou excepcional”, o autor já pregava o direito de
acesso à informação a todos,
respeitando suas
particularidades. (MIRANDA, 2015, p. 56-57).

As bibliotecas desempenham papel importante na execução dos 17
objetivos traçados no documento “Transformar nosso mundo: a Agenda 2030
para o desenvolvimento sustentável”, doravante denominado Agenda 2030,
uma vez que ao facilitarem o acesso à informação, os cidadãos terão
condições de atuar de forma consciente exercer e exigir seus direitos, o que se
coaduna com o pensamento de Ranganathan em suas Cinco Leis, assim,
como pode ser observado no objetivo 16.10 da Agenda 30.
Nesse sentido, a proposta do estudo é relacionar as cinco leis de
Ranganathan à perspectiva da acessibilidade em bibliotecas.
Método da pesquisa
O estudo propõe-se a tecer um diálogo entre as cinco leis da
Biblioteconomia, as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de
Normas Técnicas – ABNT: NBR15599/08 e NBR 9050/15, o documento
Fortalecimento de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas (Manual orientador),
doravante mencionado como Manual orientador e a Agenda 2030.
Para esse fim será realizada uma revisão de literatura, além da análise
documental dos documentos supracitados. Esse diálogo entre o pensamento
de Ranganathan em 1931 e as discussões recentes tem a finalidade de
demonstrar a importância e a atualidade das cinco leis para a temática da
acessibilidade em bibliotecas.

�Resultados e discussão
1ª Lei – Os livros são para usar - Prado (2016 apud Lucas [et al.],
2016, p. 170) ressalta que a interpretação dessa lei deve focar para o
verbo usar e não para o objeto livro, uma vez que hoje a informação está à
disposição da sociedade em diferentes suportes.
De acordo com a 1ª lei a utilidade dos livros é “[...] fornecem informação;
eles educam.” (RANGANATHAN, 2009, p.51). Essa afirmativa, observa-se no
Objetivo 4 da Agenda 2030.
Ao longo dos anos a biblioteca evoluiu de um depósito para um centro
de disseminação da informação, respeitando-se assim o direito constitucional
da igualdade e colocando em prática o conceito de acessibilidade da Lei
13.146/20151 – Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Precisa-se pensar agora na preservação digital, pois a informação
encontra-se em diferentes suportes e para que a mesma não se perca com o
tempo e com as mudanças tecnológicas, além de pensar na acessibilidade
dessas informações para que possa ser recuperada pela tecnologia assistiva2.
Essa preservação do patrimônio é uma preocupação do Objetivo 11 da
Agenda 2030, manter o patrimônio cultural para as futuras gerações.
Cabe ressaltar que, se os livros são para uso eles precisam estar
acessíveis às variadas necessidades dos diferentes leitores, e para isso, vale
investir em estudo de usuários, na adoção das novas tecnologias, no
treinamento de usuários para uso dos produtos, serviços e equipamentos
oferecidos pela biblioteca e na capacitação dos profissionais para receberem

1

Acessibilidade: Art. 3º, I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com
segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes,
informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e
instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como
na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. (Brasil, 2015).
2

Tecnologia assistiva: “a área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba
produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a
funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou
mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (CORDE
– Comitê de Ajudas Técnicas – ATA VII; Dez/2007).” (FORTALECIMENTO, 2016, p. 122).

�os usuários com os diferentes tipos de deficiência, de forma a auxiliá-los no
que precisarem e acima de tudo agir com acessibilidade atitudinal3.
2ª Lei – Para cada leitor seu livro – No caso das pessoas com
deficiência faz-se necessário disponibilizar livros em diferentes suportes que
atendam suas diferentes necessidades. Os avanços tecnológicos facilitaram e
tornaram viável esse acesso, pois existem livros em formato Daisy, e-books,
documentos que podem ser baixados diretamente da internet, cabendo à
biblioteca disponibilizar um software leitor de tela, como por exemplo, o NVDA 4,
disponibilizar

DVD’s

em

LIBRAS

ou

com

legenda

oculta,

ou

com

audiodescrição etc. Oferecer um serviço de referência online, e-mail de contato
ou contato pelas redes sociais que tenham respostas rápidas também
contribuem para que o usuário com deficiência encontre a informação da qual
precisa.
3ª Lei – Para cada livro seu leitor – Para ter acesso livre à coleção é
preciso adotar as normas de acessibilidade física da NBR 9050/15, investir em
treinamento de usuários, em sinalização, de acordo com as normas NBR
15599/08 e NBR 9050/15, sinalização em Braille, em LIBRAS como bem
lembra o documento Manual orientador e do catálogo online acessível, enviar
e-mails com as novas aquisições e eventos realizados pela biblioteca, além de
oferecer visitas guiadas são algumas das atividades que oferecerão mais
conforto ao usuário, pois este irá conhecer o espaço, os equipamentos, os
funcionários contribuindo, dessa forma, para sua autonomia e facilitando a
recuperação da informação.
4ª Lei – Poupe o tempo do leitor – No caso do leitor com deficiência
deve-se considerar todo o esforço que o mesmo faz para chegar à biblioteca,
pois a realidade da maioria das cidades brasileiras é bem diferente das
recomendações legais, então a biblioteca tem que ir além da acessibilidade
dentro do seu espaço físico, precisa estar atenta ao seu entorno e lutar junto
aos órgãos competentes para que essas barreiras sejam ultrapassadas, a fim
3

Acessibilidade atitudinal: não há preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. Sassaki (2003
apud VIVARTA, 2003, p.24-25).
4

NVDA: NonVisual Desktop Access
(FORTALECIMENTO, 2016, p. 122).

- Leitor de tela gratuito para sistema operacional Windows.

�de que o leitor possa usufruir dos benefícios de acessibilidade disponibilizados
para ele na biblioteca.
Investir na capacitação da equipe, pois o primeiro contato do leitor com a
biblioteca é com os profissionais do balcão de atendimento, ou seja, uma
equipe treinada sobre os diferentes tipos de deficiência, com a presença de um
intérprete de Libras, o balcão bem sinalizado como, por exemplo, os do Manual
orientador e nas próprias normas NBR 15599/08 e NBR9050/15, oferecerão
mais conforto e economia de tempo para o leitor. Essa questão é abordada no
Objetivo 16 da Agenda 2030.
5ª Lei – A biblioteca é um organismo em crescimento – Esse
organismo vivo é trazido no Objetivo 10 da Agenda 2030. Destaca-se nessa lei
que esse crescimento deve respeitar e acompanhar as necessidades dos
usuários concretizando a função social da biblioteca e contribuindo para a
formação de cidadãos atuantes e conscientes de seus direitos e deveres, e
para isso, será necessário ir além das paredes da biblioteca, trocar
experiências com outras bibliotecas e instituições, fazer parcerias com
instituições que viabilizem a criação de produtos e serviços acessíveis, divulgar
seus serviços nas associações de pessoas com deficiência.
Considerações finais
Como observado as 5 Leis de Ranganathan permanecem atualizadas e
flexíveis dialogando com as diversas normas de acessibilidade existentes,
porém é preciso criar meios de colocar essas normas em prática, e para isso,
faz-se necessário investir na capacitação profissional, no treinamento de
usuários,

em

tecnologias

gratuitas,

buscar

parceiros

para

implantar

equipamentos, ultrapassar os muros da biblioteca, pois como afirma a Agenda
2030 “As bibliotecas e o acesso à informação contribuem para o alcance de
todos os objetivos [...]” (ACESSO, 30, p. 4).
Essa é a luta das bibliotecas e dessa forma mostra-se como as leis de
Ranganatham mantém-se atualizadas e presentes no dia a dia das bibliotecas.
Referências
ACESSO e oportunidade para todos: Como as bibliotecas contribuem para a
agenda de 2030 das Nações Unidas. Disponível em: &lt;
http://www.febab.org.br/febab201603/wp-content/uploads/2017/02/IFLAAcesso-e-oportunidade-para-todos.pdf&gt;. Acesso em: 10 maio 2017.

�ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050.
Acessibilidade a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos. 3.ed.
Rio de Janeiro: ABNT, 2015.

__________________. NBR 15599. Acessibilidade: comunicação na prestação
de serviços. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
2015. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13146.htm&gt;. Acesso em: 09 abr. 2017.

FORTALECIMENTO de bibliotecas acessíveis e inclusivas (Manual orientador).
São Paulo: Mais Diferenças, 2016. Disponível em:
&lt;http://www.maisdiferencas.org.br/site/noticias/?id=245&gt;. Acesso em: 14 maio
2017.

MIRANDA, Sulamita Nicolau de. Acessibilidade ao usuário surdo e com
deficiência auditiva em bibliotecas universitárias: o caso da UNIRIO. 2015.
175 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Biblioteconomia) - Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós- Graduação em
Biblioteconomia, 2015, Rio de Janeiro. Disponível em:
&lt;http://web02.unirio.br/sophia_web/&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.

PRADO, Jorge Moisés Kroll do. Aproximações entre Ranganathan e o
marketing para bibliotecas. In: Lucas, Elaine Rosângela de Oliveira [et al.]
(orgs.). As contribuições de Ranganathan para a Biblioteconomia :
reflexões e desafios. São Paulo : FEBAB, 2016, p. 166-176. Disponível em: &lt;
http://www.febab.org.br/febab201603/wpcontent/uploads/2016/08/As_contribuicoes_de_Ranganathan.pdf&gt;. Acesso em
10 jun. 2017.

RANGANATHAN, S.R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília : Briquet de
Lemos, 2009.

VIVARTA, Veet. (Coord.). Mídia e deficiência. Brasília : ANDI ; Fundação
Banco do Brasil, 2003. (Série Diversidade). Disponível em: &lt;
http://www.andi.org.br/sites/default/files/Midia_e_deficiencia.pdf&gt;. Acesso em:
15 maio 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32452">
                <text>ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS: DE RANGANATHAN À AGENDA 2030</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32453">
                <text>Sulamita Nicolau de Miranda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32454">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32455">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32457">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32458">
                <text>O estudo propõe-se a tecer um diálogo entre as cinco leis da Biblioteconomia, as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: NBR15599/08 e NBR 9050/15, o documento Fortalecimento de Bibliotecas Acessíveis e Inclusivas (Manual orientador) e a Agenda 2030. Esse diálogo entre o pensamento de Ranganathan em 1931 e as discussões recentes tem a finalidade de demonstrar a importância e a atualidade das cinco leis para a temática da acessibilidade em bibliotecas. Conclui recomendando a capacitação profissional, o treinamento de usuários, o investimento em tecnologia assistiva e a parceria com outros pares e instituições para que se possa efetivar a acessibilidade em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66712">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2748" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1830">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2748/1862-1879-1-PB.pdf</src>
        <authentication>891c293f7395d1a364ee7aaab6a78270</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32451">
                    <text>ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA
DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOQUÍMICA DA UFF

Verônica de Souza Gomes (UFF) - veronisg@yahoo.com.br
Resumo:
O texto aborda alguns assuntos para tratar de acessibilidade e inclusão, dentre eles:
identidade, o conhecer o outro, somos ou não ciborgues?, acesso à informação, inclusão, tipos
de deficiência e apresentação das normas voltadas para acessibilidade. Por conseguinte,
apresenta-se os resultados de uma breve análise feita na Biblioteca de Pós-Graduação em
Geoquímica (BGQ) da Universidade Federal Fluminense (UFF), em que se buscou saber se
esta atende ou não as diretrizes para ser considerada como uma biblioteca acessível e
inclusiva. Conclui-se que a biblioteca pode ser classificada como “não-acessível”, e ainda são
poucos os bibliotecários que buscam conhecimento a respeito de acessibilidade e inclusão, e
se faz necessário uma reflexão sobre algumas questões relacionadas ao tema abordado.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Diretrizes. Biblioteca universitária.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

1 INTRODUÇÃO
De acordo com Solomon (2013), muitos não estão preparados para o
desconhecido e nem para o novo. O “desconhecido” deve ser amado por si mesmo.
Ao tratar de identidade, Solomon (2013) denomina-a em dois tipos: vertical e
horizontal. Na identidade vertical os filhos são instigados a imitar os pais, por
trazerem consigo características do tipo de etnia, linguagem, nacionalidade e às
vezes até de religião. Já a identidade horizontal é caracterizada como inata ou
adquirida, de certa forma é tratada como um defeito ou com estranheza. Na
identidade horizontam enquadram-se os homossexuais, os deficientes físicos, os
autistas, entre outros.
Assim, o que é “excepcional é ubíquo; ser inteiramente típico é o estado raro
e solitário” (SOLOMON, 2013, p. 22). Com isso, exige-se principalmente dos pais o
conhecimento, a competência e ações para serem oferecidas logo de início,
principalmente quando há certo tipo de “anomalia”.
Em relação à identidade, Solomon (2013) coloca que às vezes usa-se o
termo “doença” para desapreciar um modo de ser, e “identidade” para tornar legítimo
essa mesma maneira de ser. Assim, ocorre uma falsa divisão dos termos, em que tal
oposição dos conceitos não deveria existir. Contudo, as reações e interações de
convivência, ou seja, a intimidade com o diferente permite as práticas da boa
relação.
Segundo Pupo, Melo e Ferrés (2006) ninguém é perfeito, e por isso muito
tem se pensado na forma de olhar o mundo e tudo o que está em sua volta. Todos
enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não possuam habilidades, e só a
convivência é capaz de diminuir todo e qualquer obstáculo e indiferença ao se
deparar com uma pessoa com algum tipo de deficiência, pois as diferenças fazem
parte da vida. De acordo com Pupo, Melo e Ferrés (2006, p. 14), em cada pessoa
encontramos qualidades, defeitos, potencialidades, surpresas que são infindáveis e
imprevisíveis.
Portanto, para tratar de acessibilidade e inclusão, cabe uma breve
abordagem do significado destes conceitos. A definição de acessibilidade no
dicionário do Kury e Kury (2010, p. 21) é tida como a “facilidade na aproximação, no
trato, na obtenção”. Já no ‘Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia’, Cunha e
Cavalcanti (2008, p. 2) descrevem acessibilidade como a:
possibilidade de o usuário obter, rápida e corretamente, a informação
que procura. Termo genérico que pode ser empregado em relação a:
a) dificuldade ou o não acesso das pessoas aos recursos da internet,
da informática ou dos sistemas de telecomunicações; b) capacidade
de acessar um recurso independentemente do sistema de acesso a
ele.

Com relação à inclusão, segundo Cunha e Cavalcanti (2008, p. 193) se
divide em ‘inclusão de classe’ e ‘inclusão digital’. A inclusão de classe seria o “...
relacionamento entre classes de maneira que uma pode ser incluída na outra...” e a
digital seria a:
extensão a toda a sociedade dos benefícios decorrentes de acesso
às tecnologias de informação e comunicação, por meio de ações,
públicas ou privadas, que têm por objetivo chegar a uma sociedade
da informação que possa prover a igualdade das oportunidades
digitais para todos os seus habitantes; info-inclusão.

�2

De acordo com Kury e Kury (2010, p. 579), inclusão é “ato ou efeito de incluir
(-se)”, e uma das definições dada à palavra incluir é “estar incluído ou
compreendido; fazer parte; figurar, entre outros”.
Conforme Pupo, Melo e Ferrés (2006, p. 17) e as definições dos dicionários
podemos ver que existem diferentes formas de compreender a expressão
acessibilidade. Contudo, muitos prontamente associam acessibilidade com melhor
qualidade de vida para os idosos e deficientes, e pensa-se no espaço físico (na
locomoção). Porém acessibilidade não se caracteriza apenas dessa maneira, ela
abrange a todas as pessoas – promovendo também o acesso à informação,
produtos e serviços, e melhoras para se trabalhar ou estudar.
Uma sociedade acessível precisa estar aliada ao Desing Universal que “diz
respeito ao desenvolvimento de produtos e de ambientes para serem usados por
todas as pessoas, na maior extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou
design especializado” (PUPO; MELO; FERRÉS, 2006, p. 18).
A inclusão surgiu a partir de “um movimento que se iniciou em torno da
busca pela educação de qualidade para todos”, e hoje a inclusão não abrange
somente o setor da educação, mas todos os setores da atual sociedade (PUPO;
MELO; FERRÉS, 2006, p. 41).
Devido às necessidades (físicas ou informacionais) dos usuários de
bibliotecas, e se pensando em acessibilidade e inclusão, as bibliotecas também são
ambientes que precisam de mudanças, precisam se reestruturar, adaptar-se, criar
padrões e tornar o acesso à informação o mais disponível possível, pensando no
benefício de todos e na garantia da acessibilidade com qualidade (SANTOS,
ANDRADE, 2008)
Entretanto, antes de qualquer mudança, os bibliotecários e demais
funcionários das bibliotecas precisam adquirir um conhecimento sobre o assunto –
bem como conhecer as normas da International Federation for Library Associations
and Institutions-IFLA; as portarias e decretos; as exigências da Lei 10.098, de 10 de
dezembro de 2000 – Lei de Acessibilidade. A ABNT NBR 9050:2004, destaca no item
8.7 normas para as bibliotecas:
8.7 Bibliotecas e centros de leitura
8.7.1 Nas bibliotecas e centros de leitura, os locais de pesquisa,
fichários, salas para estudo e leitura, terminais de consulta, balcões
de atendimento e áreas de convivência devem ser acessíveis,
conforme 9.5 e figura 157.
8.7.2 Pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas devem ser
acessíveis, conforme 9.3. Recomenda-se, além disso, que pelo
menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.
8.7.3 A distância entre estantes de livros deve ser de no mínimo 0,90
m de largura, conforme figura 158. Nos corredores entre as
estantes, a cada 15 m, deve haver um espaço que permita a
manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se a rotação de 180°,
conforme 4.3.
8.7.4 A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance manual
e parâmetros visuais, conforme 4.6 e 4.7.
8.7.5 Recomenda-se que as bibliotecas possuam publicações em
Braille, ou outros recursos audiovisuais.
8.7.6 Pelo menos 5% do total de terminais de consulta por meio de
computadores e acesso à internet devem ser acessíveis a P.C.R. e
P.M.R. Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10%
sejam adaptáveis para acessibilidade.

�3

Contudo, as maiores dificuldades não estão relacionadas ao
redimensionamento do espaço físico, na aquisição ou instalação de equipamentos
apropriados para atender pessoas com baixa ou sem nenhuma visão, com
deficiência auditiva, deficiência intelectual, entre outras necessidades especiais, mas
sim nas atitudes das pessoas.
No ambiente biblioteca, o bibliotecário ou quem estiver no atendimento,
precisa se preocupar com as deficiências/necessidades de onde atuam, além de
buscar ser acessível, cordial, solícito com naturalidade e fazer com que as pessoas
se sintam inclusas e não excluídas daquele ambiente. Buscando atender de forma
eficaz as necessidades de qualquer tipo de usuário.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A ocorrência de mudanças no ambiente das bibliotecas sejam no espaço
físico, na disposição do acervo, na aquisição de programas, adaptações na web e na
melhoria do atendimento são fundamentais para as novas demandas da sociedade,
bem como dos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas. Que
consequentemente irá promover o sucesso da organização, por meio de uma
relação e aproximação maior com a sociedade. As bibliotecas universitárias também
precisam se adaptar a essas mudanças, tanto na parte da estrutura física quanto na
questão tecnológica.
Deste modo, será apresentada uma breve análise realizada na Biblioteca de
Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ) da Universidade Federal Fluminense (UFF)
no final do ano de 2015, cujo objetivo foi o de verificar se a mesma atende as
diretrizes que a classificaria como uma biblioteca acessível e inclusiva.
A Biblioteca (BGQ) foi fundada em junho de 1978. Criada para atender
exclusivamente o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em
Geociências (Geoquímica) – (PPG-Geo). Atualmente, a Biblioteca atende além dos
cursos de mestrado e doutorado do PPG-Geo/UFF, os alunos de graduação – ao
qual o Departamento de Geoquímica oferece disciplinas, e também aos demais
cursos da Universidade.
A BGQ conta com um acervo especializado nas áreas de Geoquímica,
Geologia e Meio Ambiente, com cerca de 10.434 títulos entre livros, teses, mapas,
periódicos, separatas, fotografias e multimídia. Até o ano de 2013 funcionou como
fiel depositária de toda a produção intelectual dos docentes do PPG-Geo/UFF,
porém com a mudança de software utilizado pelo sistema de bibliotecas da UFF
essa atividade foi interrompida.
A partir da análise realizada no espaço da BGQ observou-se que a mesma
não se encontra dentro dos padrões estabelecidos pelas diretrizes de acessibilidade
e inclusão devido a diversos fatores, dos quais se destacou:
 localização - último andar (quinto) do prédio do Instituto de Química;
 estrutura do prédio - possui apenas um elevador que vive com defeito;
 acesso à biblioteca - logo na entrada há um degrau de um lado e a
escadaria de outro, ou seja, obstáculos;
 espaço físico - adaptação de uma cozinha para biblioteca, desta forma não
há uma boa disposição do mobiliário;
 iluminação - ruim, pois as lâmpadas ficam sob as estantes projetando
sombra nos corredores entre as mesmas, escurecendo assim o ambiente;
 sinalização - para os portadores de necessidade especiais não há nenhum
tipo de sinalização;

�4

 programa ou equipamento – não possui nenhum recurso;
 não possui em seu espaço um tradutor de libras.
Assim, o ambiente pode ser classificado como “não-acessível” de acordo
com Pupo, Melo e Ferrés (2006, p. 23), pois “não reúne os requisitos necessários
para a acessibilidade”. Quanto ao espaço físico da BGQ, não há como fazer
adaptações e novas disposições devido à estrutura predial e o tamanho do espaço
ser considerado pequeno para a realização de mudanças.
Tratando ainda da parte arquitetônica, a biblioteca só se enquadra nas
diretrizes de acessibilidade e inclusão no que diz respeito: ao tamanho da porta de
entrada, por possuir duas aberturas (totalizando 1,26m de largura); e em um espaço
a parte do balcão para atendimento, não muito apropriado, mas que permite o
contato visual entre usuário e bibliotecário – principalmente se for um cadeirante.
Devido a pouca flexibilidade para crescimento e mudanças no ambiente da
BGQ, a parte do acervo acaba não tendo uma disposição muito adequada. No ano
de 2015, o acervo encontrava-se com uma organização/disposição ruim devido a
diversos fatores – sendo o caso de infiltrações um dos motivos. Parte dessa situação
pode ser contornada, por meio de um planejamento contendo uma nova disposição
do acervo, quando e em quanto tempo será feito o serviço de remanejamento,
buscando melhorar a ordenação e o acesso ao mesmo que se tornou confuso para
os usuários.
Cabe ressaltar que atualmente houve uma melhora quanto à disposição do
acervo e recentemente (setembro/2017) o problema da má iluminação foi resolvido –
houve a troca das lâmpadas por de led e principalmente porque foram feitas
instalações de luminárias nos corredores entre as estantes do acervo e também em
outros espaços.
Quanto ao processo de comunicação, a biblioteca utiliza os comuns, como:
sinalização das estantes com o inicio e o fim da classificação de cada corredor;
sinalizadores de que é proibido comer ou fumar no espaço; e quatro painéis
informativos (2 no espaço externo – logo na entrada da biblioteca e 2 no espaço
interno).
Em relação ao acesso digital, inicialmente a biblioteca possuía apenas um
blog, disponível desde junho de 2013, cujo objetivo foi de criar um canal de
comunicação e de tornar mais visível os seus produtos e serviços dentro e fora do
âmbito acadêmico em que está inserida. O blog é uma de muitas ferramentas, e tem
se tornado um grande aliado das bibliotecas no que diz respeito à rapidez com que
as informações são compartilhadas e o seu alcance. Contudo, na sua criação não se
pensou na questão da acessibilidade – quanto ao tamanho da fonte, cor de fundo,
verificação da inclusão de textos alternativos para as imagens, entre outras. Mas é
algo para verificar e aprimorar. Com pouco tempo de espaço, a biblioteca ganhou
mais um canal de comunicação na internet, uma página formulada pelo sistema de
bibliotecas da UFF (cada biblioteca tem uma página).
Por fim, cabe proferir que a BGQ não possui nenhum tipo de tecnologia
assistiva que auxilie na locomoção, no acesso à informação, na comunicação e
outras atividades do cotidiano, como: cadeiras de rodas, bengalas, equipamento
como o Stair Track, lupas, assinadores, aparelhos auditivos, máquina perkins (para
escrever em Braille), trenas com marcação em alto relevo, entre outras. Tão pouco
no uso dos computadores, como: teclados alternativos, sistemas para entrada de
voz, ampliadores de tela, impressora Braille e softwares especializados.
Infere-se que na biblioteca, nunca se pensou em um possível atendimento a
um usuário com alguma necessidade especial. Talvez isso não tenha ocorrido pela

�5

falta de conhecimento do assunto e a percepção da necessidade de pensarmos e
refletirmos sobre o mesmo.
3 CONCLUSÔES
Conclui-se que a acessibilidade está voltada para a possibilidade e condição
de alcance, de possibilitar a percepção e o entendimento para a utilização de
espaços ou equipamentos com segurança e autonomia. Não importa as diferenças,
pois elas sempre irão existir, o que precisa ser feito é transformá-las em
oportunidades de aprendizagem, usar os recursos disponíveis e enfrentar os riscos
necessários.
No caso das bibliotecas universitárias, estas também precisam adequar suas
instalações de acordo com a Portaria do MEC 1.679 de 2 de dezembro de 1999,
entre outras normas e leis. Bem como promover ações onde todos possam utilizar o
mesmo espaço sem nenhuma dificuldade ou barreira.
Percebe-se que ainda há poucos bibliotecários com conhecimento sobre o
assunto, seja porque não tiveram interesse, pela falta de oportunidade, de
necessidade ou recursos. Contudo, cabe aos bibliotecários refletir sobre algumas
questões que dizem respeito à acessibilidade e inclusão – já que detemos o poder e
a decisão de disponibilizar ou não a informação gerada ou adquirida. Deve-se
perguntar: a quem disponibilizar? E se é para alguns ou para todos. Como temos
atuado e atendido sob a ótica da acessibilidade e inclusão? E como posso contribuir
para que isso ocorra?
4 REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004.
p. 88.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira.
Dicionário de biblioteconomia e arquivologia. Brasília, DF: Briquet de Lemos;
Livros, 2008. 451 p.
KURY, Adriano da Gama; KURY, Mario da Gama. Minidicionário da língua
portuguesa. São Paulo: FTD, 2010.
PUPO, Deise Tallarico; MELO, Amanda Meincke; FERRÉS, Sofia Pérez.
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas:
Unicamp, 2006. 91 p.
SANTOS, A. R.; ANDRADE, M. V. M. Padrões espaciais em bibliotecas universitárias
no contexto da sociedade do conhecimento: revendo para adequar. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008, São Paulo. Anais...
São Paulo, 2008.
SOLOMON, Andrew. Longe da árvore: pais, filhos e a busca da identidade.
Tradução Donaldson M. Garschagem, Luiz A. de Araújo, Pedro Maia Soares. São
Paulo: Companhia das Letras, 2013. 1056 p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32444">
                <text>ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOQUÍMICA DA UFF</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32445">
                <text>Verônica de Souza Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32446">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32447">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32449">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32450">
                <text>O texto aborda alguns assuntos para tratar de acessibilidade e inclusão, dentre eles: identidade, o conhecer o outro, somos ou não ciborgues?, acesso à informação, inclusão, tipos de deficiência e apresentação das normas voltadas para acessibilidade. Por conseguinte, apresenta-se os resultados de uma breve análise feita na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ) da Universidade Federal Fluminense (UFF), em que se buscou saber se esta atende ou não as diretrizes para ser considerada como uma biblioteca acessível e inclusiva. Conclui-se que a biblioteca pode ser classificada como “não-acessível”, e ainda são poucos os bibliotecários que buscam conhecimento a respeito de acessibilidade e inclusão, e se faz necessário uma reflexão sobre algumas questões relacionadas ao tema abordado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66711">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2747" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1829">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2747/1861-1878-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4dfcba0226ac8021cfdc8d6f9dda760e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32443">
                    <text>A “Semana do Bibliotecário”: um evento realizado pela Biblioteca
Professora Etelvina Lima (ECI/UFMG)

Gabrielle Francinne de S.C. Tanus (UFMG) - gfrancinne@gmail.com
Maianna Giselle De Paula (UFMG) - maiannag@gmail.com
Elaine Diamantino Oliveira (UFMG) - elained@eci.ufmg.br
Maria Elizabeth de Oliveira Costa (UFMG) - mabethcosta@gmail.com
Vivian Ascenção Fonseca (UFMG) - vivian@eci.ufmg.br
Resumo:
No dia 12 de março comemora-se em todo o território nacional o dia do Bibliotecário, profissão
regulamentada pela Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962. Esta data comemorativa foi definida
pelo Decreto nº 84.631, de 9 de abril de 1980 que instituiu a “Semana do livro e da
biblioteca”, em outubro, bem como definiu no artigo 4º o dia do bibliotecário, uma
homenagem ao escritor e primeiro bibliotecário concursado do país, Manoel Bastos Tigres,
que nasceu em 12 de março de 1882, na cidade de Recife. Com o objetivo de comemorar esta
efeméride, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência da Informação da
UFMG, promove anualmente a “Semana do Bibliotecário”, sendo que, neste ano, realizamos a
segunda edição do evento. Expõe-se, assim, um relato de experiência sobre o desenvolvimento
e alguns resultados alcançados ao longo destas semanas comemorativas.
Palavras-chave: Biblioteca - eventos; Bibliotecários; Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 4: Bibliotecas para todos.
Introdução
No dia 12 de março comemora-se em todo o território nacional o dia do
Bibliotecário, profissão regulamentada pela Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962.
Esta data comemorativa foi definida pelo Decreto nº 84.631, de 9 de abril de 1980
que instituiu a “Semana do livro e da biblioteca”, em outubro, bem como definiu
no artigo 4º o dia do bibliotecário, uma homenagem ao escritor e primeiro
bibliotecário concursado do país, Manoel Bastos Tigres, que nasceu em 12 de
março de 1882, na cidade de Recife. Com o objetivo de comemorar esta
efeméride, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência da
Informação da UFMG, promove anualmente a “Semana do Bibliotecário”, sendo
que, neste ano, realizamos a segunda edição do evento. Expõe-se, assim, um
relato de experiência sobre o desenvolvimento e alguns resultados alcançados
ao longo destas semanas comemorativas.
Relato da experiência
A Biblioteca Professora Etelvina, uma das vinte e cinco bibliotecas do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais, tem como
missão apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão, possibilitando a
criação de conhecimento e o fortalecimento da comunidade acadêmica. A
compreensão da biblioteca como apenas um lugar de estudo e de silêncio cede
espaço a uma visão mais interessante para a comunidade, sendo, sobretudo um
lugar de diálogo, de trocas de conhecimentos e vivências, um espaço dinâmico,
integrador, de estudo e de lazer. O acesso à informação desloca-se da
compreensão apenas do acervo e amplia-se, conjuntamente, com o livro para
outros formatos, suportes, bem como para outras situações e acontecimentos. O
acesso à informação se faz, também, por meio de atividades diversas: bate-papo,
oficinas, mini-cursos, palestras, filmes. Assim, a biblioteca passou a incorporar
como um dos seus serviços o desenvolvimento de um importante evento para o
campo da Biblioteconomia: a “Semana do Bibliotecário”.
A “Semana do Bibliotecário” passou a fazer parte da agenda de eventos
da Biblioteca Professora Etelvina Lima, desde 2016, ano em que foi realizada a
primeira semana. No ano posterior, 2017, foi realizada a segunda semana, que
contou com a parceria da Associação dos Bibliotecários do Estado de Minas
Gerais (ABMG), além do constante apoio, nas duas edições, da Escola de
Ciência da Informação. A Biblioteca Professora Etelvina Lima a partir da
produção deste evento tem como objetivo contribuir e agregar valor no cenário
nacional com a comemoração do dia do bibliotecário, assim como oferecer uma
semana de atividades de interesse da comunidade acadêmica e aos egressos do
curso de Biblioteconomia. Além desse evento específico, a Biblioteca promove,
também, a “Semana do Livro e da Biblioteca”, em outubro, e colabora com outros
eventos da Escola, como a “Semana do Museu”, em maio, e com o “Seminário
de Arquivologia”, realizado pelos discentes deste curso no segundo semestre.
A “I Semana do Bibliotecário”, de 2016, realizada entre os dias 14 a 18 de

�março, teve como tema “O profissional frente às demandas plurais”, e contou
com diversas atividades nos três turnos (manhã, tarde e noite), visando garantir a
oportunidade de todos os discentes e profissionais interessados em participar. O
tema deste evento tinha como objetivo demonstrar as diversas possibilidades de
atuação do bibliotecário, e dentre as principais competências deste profissional
estão: gestão de informação e de pessoas, ações de mediação, organização,
recuperação, fomento da leitura, entre outras. A relevância que a informação
possui por representar um bem social conduz a uma ampliação das mais
diversas possibilidades de atuação e de sua responsabilidade social.
Assim, pensando em demonstrar a multiplicidade de atuações, a Biblioteca
convidou três bibliotecários para compartilharem as experiências de trabalhos
vinculadas às diferentes instituições, a saber: Grupo Galpão, Fundação João
Pinheiro, Unimed. Houve, ainda, um bate-papo com outras duas bibliotecárias
que discorreram sobre a atuação em bibliotecas empresarias e atividades de
consultoria; e em ações de extensão desenvolvidas pelo Carro-Biblioteca da
Escola de Ciência da Informação. Foram ministradas três palestras ao longo da
semana: “Dados: da extração à visualização”; “A lei de acesso à informação
em portais de transparência governamentais brasileiros” por alunos do
programa de pós-graduação em Ciência da Informação; “O CRB-6 e suas
ações”, pela presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, 6ª região.
Nessa semana do evento realizou-se, ainda, a apresentação da biblioteca aos
calouros em diferentes horários previstos na programação. Também fizeram
parte da programação a oferta de treinamentos sobre o Portal de Periódicos
da Capes, da base de dados Library and Information Science Abstract (LISA)
e do gerenciador bibliográfico Endnote. O filme selecionado para compor a
seção Biblio-pipoca foi “O Desinformante” (Direção de Steven Soderbergh,
2009), exibido na varanda da biblioteca com direito a pipoca e refrigerante.
Através de listas de presença foi constatada a participação, em média, de
40 pessoas em cada uma das atividades realizadas ao longo da semana. Assim
como os palestrantes todos os presentes receberam certificado de
participação. A II Semana do Bibliotecário contou com o patrocínio e apoio de
diversas instituições, que permitiu oferecer um evento mais organizado, inclusive
com credenciamento e entrega de 200 pastas do evento, e, claro, certificados em
todas as atividades. A visibilidade da marca e dos logotipos das empresas
patrocinadoras e apoiadoras foram destacadas em banners, flyers e no site do
evento1. Em particular, a II Semana do Bibliotecário – 20 a 24 de março de
2017–, mais arrojada em sua programação e estrutura que a primeira semana
ofereceu diversas atividades.
O tema desta edição foi “O bibliotecário como agente de transformação
social”, contou com uma palestra de mesmo título e outras duas palestras ao
longo da semana: “Empreendedorismo: Uma experiência sociotécnica” e
“Conservação de coleções especiais”. As outras atividades que fizeram parte da
1

As homepages criadas para divulgação da I e II Semana do Bibliotecário podem ser consultadas
em: http://biblio.eci.ufmg.br/sb2016; http://biblio.eci.ufmg.br/sb2017

�programação foram: 1) micursos: Normalização de trabalhos acadêmicos; Marc
21; Segurança de dados pessoais na Era da Informação; 2) Oficinas: Contação
de histórias; Indicadores bibliométricos e serviços de disseminação da
informação; 3) Treinamentos: Portal de Periódicos da Capes; base de dados
LISA – Library Information Science Abstract; base de dados Emerald e no
gerenciador bibliográfico Zotero. A seção Biblio-pipoca exibiu o filme “A menina
que roubava livros” (Direção de Brian Percival, 2013). Além dessas atividades,
também tivemos uma apresentação musical, visita guiada na Biblioteca e sorteio
de livros e brindes aos participantes. Destaca-se que, em todas as atividades
houve um alto índice de procura, sendo que todas as oficinas, os minicursos e os
treinamentos tiveram as inscrições esgotadas rapidamente no site do evento.
Na II edição da Semana foi entregue aos participantes um formulário para
avaliação do evento composto de três blocos, um questão aberta (Qual tema
você sugere para a próxima edição do evento?), uma questão livre para
Comentários (sugestão, pontos positivos e negativos) e uma questão fechada
relacionada a seis tópicos, a saber: divulgação do evento; programação do
evento; organização do evento; tema(s) abordado(s); adequação das instalações
para a realização do evento; conhecimento do(s) ministrante(s) em relação ao(s)
tema(s) da(s) atividade(s). Tais tópicos poderiam ser respondidos com:
Excelente; Bom; Médio; Fraco e Ruim. Assim, verificou-se em que em todas as
questões obteve-se, acima dos 50%, um grau de satisfação excelente,
superando, a expectativa da equipe, tendo em vista este retorno tão positivo.
Foram respondidos 258 formulários distribuídos aos 275 presentes nas
atividades ao longo da Semana. Contudo, esse registro dos participantes não
ocorreu durante as palestras, assim, certamente, se houvesse passado lista de
presença o número dos participantes teria sido mais expressivo. De modo
detalhado demonstra-se que, para a questão referente à divulgação do evento,
51% considerou excelente; 42% bom; 6% médio e 1% fraco. Quanto à
programação do evento 58% considerou excelente; 41% bom; 1% médio. Sobre
a organização do evento 71% respondeu excelente; 27% bom; 1% médio e 1%
não opinaram. Quanto aos temas abordados obteve-se 68% excelente; 28%
bom; 3% médio e 1% não opinaram. Em relação à adequação das instalações do
evento 65% consideraram como sendo excelente; 32% bom; 2% médio e 1%
bom. A pergunta referente à avaliação do conhecimento do tema de cada um dos
ministrantes também surpreendeu, tendo sido todos avaliados de modo positivo,
ou seja, todos obtiveram mais que 70% de respostas dentro da categoria
excelentes.
A questão aberta permitiu identificar os interesses dos participantes para
futuros temas da Semana do Bibliotecário. Dentre as temáticas mais solicitadas
estão: Mercado de trabalho do bibliotecário com o foco em outras áreas de
atuação; Diversos temas vinculados às bibliotecas; e, Organização da informação
(indexação, catalogação, tesauros etc.). Sobre a demanda relacionada à
biblioteca muitos escreveram apenas os tipos de bibliotecas (escolares,
especializadas, comunitárias, digital, virtual), outros especificaram os temas:
marketing em bibliotecas, redes sociais e bibliotecas, ação cultural em

�bibliotecas, acessibilidade e bibliotecas, software de bibliotecas. Houve o registro
ainda de temas como: desenvolvimento de coleções; preservação e
conservação; mediação e formação do leitor. A temática relacionada sobre
aspectos do profissional também foi explicitada: ética, empreendedorismo, papel
pedagógico, educação continuada, bibliotecário e a conjuntura econômica,
política, social. Assim como, discussões teóricas sobre Biblioteconomia e Ciência
da Computação; Ciência da Informação e interdisciplinaridade; Ciência da
Informação e o diálogo com Arquivologia e Biblioteconomia. Houve, também, o
registro das seguintes temáticas: altimetrias, biblioterapia, acesso à informação,
gestão da informação, direito autoral, big data, divulgação científica, edição e
publicação de livros.
Dentre os comentários positivos e negativos estão muitas mensagens de
elogios referentes à organização do evento, ofertas das atividades, do carinho da
equipe com todos os participantes, agradecimentos pela entrega de brindes e
sorteios realizados em todas as atividades. Dentre os poucos comentários
negativos (ou apenas sugestivos) está o registro por mais vagas para as
atividades como os minicursos e oficinas que foram esgotas rapidamente e
alguns pedidos, por parte dos alunos, para que os professores pudessem liberálos das aulas para prestigiarem o evento. Contudo, destaca-se que, a Biblioteca
solicita antecipadamente o apoio dos professores e muitos colaboram liberando
as turmas para participarem do evento. Vale a pena destacar que dentre os 258
questionários respondidos o registro de pontos negativos não chegam a 10%, o
que revela um evento bem sucedido e muito bem avaliado pelos participantes,
que conforme já dito avaliaram como excelente.
Considerações finais
Os eventos realizados pela biblioteca demonstram a abertura da sua
equipe diante do desafio de organizar um evento de uma Semana e com uma
extensa programação. Além do empenho da equipe da Biblioteca, grande parte
da infraestrutura do evento contou com a colaboração de outros servidores da
Escola, como o setor de informática, comunicação e serviços gerais. Considerase que este evento possibilita aos participantes uma maior interação com outros
colegas e com profissionais da área. A saída da rotina é importante tanto para os
alunos quanto para a equipe envolvida, o que possibilita ainda uma maior
visibilidade dos vários papéis que a biblioteca e os bibliotecários podem assumir
ao resignificar seus espaços e serviços oferecidos. O elevado número de
inscrições em todas as atividades demonstra uma aceitação da comunidade e
um interesse dos alunos e profissionais em participar do evento. Por fim,
destaca-se a importância do apoio e da participação da comunidade e dos
parceiros (patrocinadores e apoiadores) envolvidos para o sucesso do evento e
sua continuidade nos próximos anos.
Agradecimentos
A estagiária Halinni Ruberto, que realizou o trabalho de tabulação de dados dos
questionários. E aos servidores da Escola de Ciência da Informação da UFMG.

�Apoio/Patrocínio:
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
ATENS. SEÇÃO SINDICAL.
BIBLIOTHECA. 3M + BIBLIOTECA. BRIQUET DE LEMOS. LIVROS.
CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. CONSELHO REGIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA 6ª REGIÃO.
CONTENT MIND.
DESTAQUE. GESTÃO DOCUMENTAL.
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. DIRETÓRIO ACADÊMICO LIDIA DE
QUEIROZ SAMBAQUY. GESTÃO DIÁLOGO E AÇÃO.
EMERALD. PERGAMUM. PROQUEST.
REVISTA BIBLIOO: CULTURA INFORMACIONAL.
SUPERITENDÊNCIA

DE

BIBLIOTECAS

LITERÁRIO DE MINAS GERAIS.
TAYLOR FRANCIS GROUP.

PÚBLICAS

E

SUPLEMENTO

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32432">
                <text>A “SEMANA DO BIBLIOTECÁRIO”: UM EVENTO REALIZADO PELA BIBLIOTECA PROFESSORA ETELVINA LIMA (ECI/UFMG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32433">
                <text>Gabrielle Francinne de S.C. Tanus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32434">
                <text>Maianna Giselle De Paula</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32435">
                <text>Elaine Diamantino Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32436">
                <text>Maria Elizabeth de Oliveira Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32437">
                <text>Vivian Ascenção Fonseca</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32438">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32439">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32441">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32442">
                <text>No dia 12 de março comemora-se em todo o território nacional o dia do Bibliotecário, profissão regulamentada pela Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962. Esta data comemorativa foi definida pelo Decreto nº 84.631, de 9 de abril de 1980 que instituiu a “Semana do livro e da biblioteca”, em outubro, bem como definiu no artigo 4º o dia do bibliotecário, uma homenagem ao escritor e primeiro bibliotecário concursado do país, Manoel Bastos Tigres, que nasceu em 12 de março de 1882, na cidade de Recife. Com o objetivo de comemorar esta efeméride, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência da Informação da UFMG, promove anualmente a “Semana do Bibliotecário”, sendo que, neste ano, realizamos a segunda edição do evento. Expõe-se, assim, um relato de experiência sobre o desenvolvimento e alguns resultados alcançados ao longo destas semanas comemorativas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66710">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2746" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1828">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2746/1860-1877-1-PB.pdf</src>
        <authentication>3bf53146496b73bbeb11588c0504ee7e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32431">
                    <text>A “Biblioteca Semente Social” da Área Itaqui-Bacanga em São Luís
do Maranhão: bases para a organização da memória, identidade,
produção cultural e desenvolvimento comunitário da região

Valdirene Pereira da Conceição (UFMA) - cvaldireneufma@gmail.com
Maurício José Morais Costa (UFMA) - mauricio.jmc@outlook.com
Resumo:
Estudo acerca do impacto da criação da “Biblioteca Semente Social” no desenvolvimento
comunitário da Área Itaqui-Bacanga, em São Luís - MA. Destaca que o Projeto de Criação da
“Biblioteca Semente Social”, visa constituir um espaço público, integrado à estrutura da
Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB) em São Luís, onde sejam reunidos,
recuperados, organizados, preservados e divulgados registros visuais, sonoros, bibliográficos
dentre outros relativos à memória, à identidade, à produção cultural e ao desenvolvimento
sustentável da região Itaqui-Bacanga. Visa também, identificar e catalogar a produção
técnico-científica dos pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) sobre a
região, bem como, manter sob sua guarda bens culturais e acervos recebidos de instituições
oficiais, de entidades civis e de pessoas da comunidade em geral, por meio de doações,
permutas, custódia e através do registro da história oral da comunidade. Apresenta os dados
coletados por meio do método etnográfico, durante a pesquisa de campo na referida região, na
perspectiva de resgatar as formas como as tradições orais subsistiram até hoje. Mostra as
atividades realizadas para a criação da Biblioteca Semente Social, tais como o mapeamento,
identificação e higienização dos bens culturais da Área Itaqui-Bacanga disponíveis na ACIB,
além do processo de representação e descrição dos recursos, visando a organização,
recuperação e uso do acervo. Infere o papel da Biblioteca Semente Social como um importante
aparelho de transformação política, social e cultural da Área Itaqui-Bacanga, bem como,
acentua seu caráter informativo e educacional para o desenvolvimento e preservação da
memória da Área.
Palavras-chave: Biblioteca Semente Social. Área Itaqui Bacanga. Associação Comunitária do
Itaqui-Bacanga – ACIB. História e Memória da Área Itaqui-Bacanga.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com
deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas
como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.

1 INTRODUÇÃO:
A área Itaqui-Bacanga, é uma localidade tipicamente portuária,
localizada na maior reentrância do litoral do Estado, o Golfão Maranhense, na
parte oeste da capital, precisamente, entre o Rio Bacanga (leste), oceano Atlântico
(norte) e a baía de São Marcos (oeste), além de belas praias, foi agraciada por
outros atributos naturais, como reservas ecológicas, parques e florestas, que
fazem parte da Amazônia. Somado a isso, o Porto do Itaqui, segundo porto mais
profundo do mundo (CONCEIÇÃO; CARVALHO; BOUÇAS, 2012).
Em função dessa localização privilegiada, a região Itaqui-Bacanga, está
ligada ao mar e as navegações tiveram papel histórico preponderante na saga da
ocupação deste território, bem como em sua evolução social, econômica e cultural
e, por conseguinte, nos hábitos de sua gente (LOPES, 2008).
O Parque Estadual do Bacanga, um dos atributos naturais abrigados na
região, é fonte de sustento e renda para diversas famílias de pescadores e
profissionais, sobretudo, ligados à fabricação de embarcações– calafates, veleiros,
serralheiros, carpinteiros e práticos. Dali garantem sua sobrevivência, o que
funciona como atrativo para muitos que chegam do interior do Estado e fixam
residência em condições subumanas na área. Além disso, o Parque teve um papel
primordial no século XIX e boa parte do século XX, pois, serviu de caminho para o
transporte de pessoas e da produção fabril da época.
Constituída por 60 bairros, organizados em cinco microrregiões (Anjo
da Guarda, Vila Maranhão, Vila Ariri, Vila Bacanga e Vila Embratel) e uma
população estimada em 200.000 habitantes, a área Itaqui-Bacanga é dotada de
extraordinária riqueza cultural oriunda das diversas influências que interligam sua
formação. Desde as populações pré-cabralianas, passando pelos africanos,
diversas etnias contribuíram para a constituição de um variado e complexo quadro
cultural (ACIB, 2007).
A criação da “Biblioteca Semente Social” visa constituir um espaço
público, integrado à estrutura da Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga

�(ACIB) em São Luís, onde sejam reunidos, recuperados,

organizados,

preservados e divulgados registros visuais, sonoros, bibliográficos dentre outros
relativos à memória, à identidade, à produção cultural e ao desenvolvimento
sustentável da região Itaqui-Bacanga.
Nesse sentido, a atenção e o olhar neste estudo está voltado para o
papel e o impacto da Biblioteca Semente Social para a Área Itaqui-Bacanga, no
que diz respeito ao desenvolvimento político, social, cultural, educacional e
sobretudo na preservação da história e da memória da Área.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Trata de uma pesquisa exploratória, de natureza descritiva, cuja
primeira etapa da pesquisa consistiu na realização da pesquisa bibliográfica e
documental, na perspectiva de compor um aporte teórico para a caracterização,
delineamento e identificação do contexto histórico-cultural da Área Itaqui-Bacanga
em São Luís, Maranhão (GIL, 2010; TRIGUEIRO et al, 2014). Na etapa
subsequente, procedeu-se a realização da pesquisa de campo e observação, por
meio de visitas técnicas na sede da ACIB em São Luís, no sentido de identificar a
tipologia documental, os atributos e a natureza dos bens culturais que irão compor
o acervo da biblioteca. Em seguida, apresentam-se os dados coletados durante a
pesquisa de campo na Área Itaqui-Bacanga, coletados por meio do método
etnográfico, uma vez que resgata as formas como as tradições orais subsistiram
até hoje.
3 RESULTADOS
Sabe-se que o papel social da biblioteca tem sido fortemente
evidenciando, principalmente partindo de sua função enquanto agente de
transformação social, uma vez que, não apenas oferece informação para a
sociedade, mas sobretudo, tira os indivíduos da opacidade informacional. Desse
modo, a sua presença na comunidade Itaqui-Bacanga, expressa-se como uma
oportunidade que os cidadãos têm, para mudarem sua realidade, uma vez que as
comunidades que a compõem são órfãs de políticas públicas pontuais, e, por
conseguinte suscetíveis a situações de vulnerabilidade social.
Nessa direção, a Biblioteca Semente Social “[...] se torna um local de
interação, debates e manifestações culturais e artísticas, extrapolando seu papel

�de democratização da cultura letrada. [...] atuando como veículo para o exercício
da cidadania.” (FERRAZ, 2014, p. 21-22).
Reunindo documentos de diversas naturezas: textuais, audiovisuais o
acervo da Biblioteca Semente Social, é constituído de trabalhos acadêmicos
(monografias, teses e dissertações), projetos, relatórios de pesquisas, fitas e CDS
com depoimentos e se constitui um importante locus de produção do
conhecimento, principalmente pelo fato de a Área Itaqui-Bacanga abrigar a
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e, por conseguinte o Curso de
Biblioteconomia, servindo como um laboratório, aproximando os discentes da
realidade da comunidade, cumprindo a função da Universidade, uma vez que,
vivencia-se tanto o ensino, quanto a pesquisa e a extensão. Tal processo pode ser
observado nas figuras 1 e 2:
Figura 1 – Organização do acervo na ACIB Figura 2 – Acervo e fachada da ACIB

Fonte: Dados da Pesquisa (2017)

Fonte: Dados da Pesquisa (2017)

Observa-se que toda a riqueza desse material se encontra dispersa,
sem um processamento técnico adequado que possibilite seu acesso e uso. O
referido acervo deverá ser ampliado tendo por base a documentação referente à
três pilares: histórico-sócio-cultural, econômico e o ambiental da região. Objetiva
recuperar bibliografias e documentos raros relativos à história e memória da
região, com vistas a contribuir com a produção de inventários e catálogos de
documentos

relacionados

ao

Itaqui-Bacanga,

bem

como,

contribuir

no

�desenvolvimento de estudos e pesquisas junto a Universidade Federal do
Maranhão (UFMA).
O plano de gestão do acervo da BSS, vem se fazendo mediante a
definição e efetivação de etapas de trabalho pensadas como capazes de ao final
responder a um desafio especial – articular uma frente de trabalho profissional e
militante em torno dos objetivos da biblioteca como espaço vivo, rico, criativo e
como locus de pesquisa.
4 DISCUSSÃO
O resgate e a documentação dessas diversas contribuições, bem como
o registro e a preservação da produção cultural contemporânea, são dívidas que
temos para com os que nos antecederam e uma obrigação para com as gerações
futuras, cada vez mais exigentes, informadas e interessadas em melhorar sua
qualidade de vida, em virtude do ritmo crescente de mudanças socioeconômicas,
políticas e ambientais, as quais, a região vem passando.
Reunir, sistematizar e dispor à população acervos que registrem a sua
história e a sua produção cultural significa assegurar o acesso à memória e a
criação de condições para o desenvolvimento da identidade deste povo, a
inserção consciente em seu mundo, o exercício efetivo da cidadania, e a
possibilidade de instrumentalizá-lo para melhor projetar o cenário atual e futuro.
Diante desta demanda e da necessidade de melhorar a formação dos
futuros profissionais bibliotecários, a Universidade Federal do Maranhão, como
instituição, que deve ter como compromisso, a redução das desigualdades sociais,
a universidade, por meio do ensino de qualidade, aberto a todas as classes,
adequado às necessidades do desenvolvimento econômico e social da região em
que está localizada, é capaz de contribuir para a formação do cidadão e de criar
estratégias para melhoria dos problemas sociais que os afligem.

5 CONCLUSÕES
Da intenção geral dessa pesquisa em resgatar e apreender as relações
e expressões da constituição histórica da área Itaqui-Bacanga, enfatizando os
vínculos dessa comunidade com os movimentos sociais e diversas manifestações
culturais, emergiu a iniciativa de organizar um espaço (vivo, rico e criativo) que

�congregue acervo documental acerca de três dimensões: sociocultural, econômico
e ambiental, por considerar a organização do conhecimento como processo
socialmente construído.
Nessa direção, compreende-se que a criação da Biblioteca Semente
Social, por meio da organização e difusão do patrimônio documental, pode gerar
transformações na comunidade ao ponto de promover o desenvolvimento com
equidade social e prudência ecológica/ambiental. A partir das técnicas de
organização, representação e recuperação da informação, já consagradas na
Biblioteconomia, e da convergência tecnológica atual, é possível exercitar a visão
crítica sobre produção, distribuição e consumo de informação, bem como captar e
interpretar a realidade, em função do conhecimento disponível que se apresenta
sob a forma de eventos, notícias, ideias ou documentos.
Indiscutivelmente, a Biblioteca Semente Social, possibilita maior
envolvimento da Biblioteconomia maranhense com a problemática local e regional,
no que se refere ao acesso e uso competente da informação, por meio de serviços
extensionistas à comunidade e do fortalecimento do fluxo de retorno social.
Referências:
ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA ITAQUI BACANGA. ACIB. Memória do ItaquiBacanga. São Luís: ACIB, 2007. 82 p.
CONCEIÇÃO, Valdirene Pereira da; CARVALHO, Roberto; BOUÇAS, David.
Roteiros turísticos para os Participantes da 64ª Reunião Anual da SBPC. São
Luís: EDUFMA, 2012. 28 p.
FERRAZ, Marina Nogueira. O papel social das bibliotecas públicas no século XXI
e o caso da Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais.
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 19, número especial, p.18-30,
out./dez. 2014.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2010. 184 p.
LOPES, José Antonio Viana. (Org). São Luís Ilha do Maranhão e Alcântara: guia
de arquitetura e paisagem. Ed. Bilíngüe. Sevilha: Consejaría de Obras Públicas y
Transportes, Dirección de Arquitectura y Vivienda, 2008.
TRIGUEIRO, Rodrigo de Menezes. et al. Metodologia científica. Londrina:
Editora e Distribuidora Educacional, 2014. 184 p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32423">
                <text>A “BIBLIOTECA SEMENTE SOCIAL” DA ÁREA ITAQUI-BACANGA EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO: BASES PARA A ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA, IDENTIDADE, PRODUÇÃO CULTURAL E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DA REGIÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32424">
                <text>Valdirene Pereira da Conceição</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32425">
                <text>Maurício José Morais Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32426">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32427">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32429">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32430">
                <text>Estudo acerca do impacto da criação da “Biblioteca Semente Social” no desenvolvimento comunitário da Área Itaqui-Bacanga, em São Luís - MA. Destaca que o Projeto de Criação da “Biblioteca Semente Social”, visa constituir um espaço público, integrado à estrutura da Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB) em São Luís, onde sejam reunidos, recuperados, organizados, preservados e divulgados registros visuais, sonoros, bibliográficos dentre outros relativos à memória, à identidade, à produção cultural e ao desenvolvimento sustentável da região Itaqui-Bacanga. Visa também, identificar e catalogar a produção técnico-científica dos pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) sobre a região, bem como, manter sob sua guarda bens culturais e acervos recebidos de instituições oficiais, de entidades civis e de pessoas da comunidade em geral, por meio de doações, permutas, custódia e através do registro da história oral da comunidade. Apresenta os dados coletados por meio do método etnográfico, durante a pesquisa de campo na referida região, na perspectiva de resgatar as formas como as tradições orais subsistiram até hoje. Mostra as atividades realizadas para a criação da Biblioteca Semente Social, tais como o mapeamento, identificação e higienização dos bens culturais da Área Itaqui-Bacanga disponíveis na ACIB, além do processo de representação e descrição dos recursos, visando a organização, recuperação e uso do acervo. Infere o papel da Biblioteca Semente Social como um importante aparelho de transformação política, social e cultural da Área Itaqui-Bacanga, bem como, acentua seu caráter informativo e educacional para o desenvolvimento e preservação da memória da Área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66709">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2745" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1827">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2745/1859-1876-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b3a0ad30ffb321beb3de72475ade1f6c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32422">
                    <text>A mediação de leitura num contexto de biblioteca comunitária: a
experiência da Biblioteca a Céu Aberto do projeto de extensão
Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ

Adília Batista de Araújo (UFRJ) - adiliaaraujo34@gmail.com
Patrícia Mallmann S. Pereira (UFRJ) - patriciamall@facc.ufrj.br
Luciano Rodrigues de Souza Coutinho (UFRJ) - lucianocoutinho@facc.ufrj.br
Resumo:
Discute sobre atividades de mediação de leitura para crianças num contexto de biblioteca
comunitária. Entende que a leitura, muito mais do que símbolos para a representação da
palavra, reflete as experiências de vida do indivíduo, sendo que os significados criados a partir
dessas experiências são construídos coletivamente. Possui como objetivo apresentar uma
reflexão sobre o processo de mediação de leitura destinado a crianças, a partir da experiência
do projeto de extensão Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Expõe o projeto e
sua principal atividade, denominada “Biblioteca a Céu Aberto”, que consiste em levar a
biblioteca comunitária para a praça central da Vila e em desenvolver atividades de mediação
de leitura. Utiliza para este relato as ações realizadas em comemoração ao dia das mães de
2017, que foi direcionada à diversidade das famílias. Parte do pressuposto de que todas as
atividades desenvolvidas numa biblioteca comunitária devem refletir as demandas e
necessidades da comunidade local e lhe fazer sentido. E entende que a criança significa a
leitura a partir do que conhece, e produz a sua experiência de leitura com a sua experiência de
mundo. Conclui que o projeto de extensão participa da construção da cidadania desde a
infância, tendo como premissa que o acesso à leitura, à cultura e ao lazer fazem parte dos
direitos sociais.
Palavras-chave: Leitura. Mediação de leitura. Biblioteca comunitária. Projeto de extensão
universitária.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

1 INTRODUÇÃO

Ao pensarmos o universo da leitura, o limitamos inicialmente ao mundo das
letras como forma de codificação dos signos linguísticos. A leitura, porém, muito mais
do que símbolos para a representação da palavra, extrapola o campo do previsível
para transpor o campo das experiências de vida do indivíduo, sendo que os
significados criados a partir dessas experiências são construídos coletivamente.
A partir de uma concepção que construa a democratização e o incentivo à
leitura, com um viés e orientação públicos, temos o espaço físico da biblioteca
comunitária. A biblioteca comunitária tem um papel fundamental na democratização
do acesso à cultura, incentivo à educação e contribui para o desenvolvimento da
cidadania social, a partir da leitura e do aprendizado coletivos. A biblioteca comunitária
é essencial em locais onde a biblioteca pública tradicional não atende, exercendo,
porém, as mesmas funções: educacional, cultural, recreacional e informacional
(ALMEIDA JÚNIOR, 2013). Enquanto ambiente cultural e de educação continuada, a
biblioteca comunitária estabelece e identifica sua responsabilidade como produtora,
formadora e transformadora da informação e do conhecimento coletivo na
comunidade a qual pertence. A função recreacional da biblioteca comunitária é a que
mais se aproxima da concepção de mediação de leitura direcionada a crianças,
auxiliando-as a construir seu aprendizado pessoal e a significar e ressignificar suas
experiências individuais e coletivas.
O objetivo deste trabalho é apresentar uma reflexão sobre o processo de
mediação de leitura destinado a crianças, a partir da experiência do projeto Biblioteca
Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. É utilizada como foco da observação a
principal atividade do projeto, denominada “Biblioteca a Céu Aberto”, que consiste em
levar a biblioteca comunitária para a praça central da localidade e em desenvolver
atividades de mediação de leitura.

�2 BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NA VILA RESIDENCIAL DA UFRJ

O projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ teve início em
2014, a partir de uma solicitação da própria comunidade que entendia a necessidade
de construção de uma biblioteca na Vila Residencial, e faz parte do Programa de
Inclusão Social da Vila Residencial da UFRJ, que conta com mais de 10 projetos de
extensão que envolvem diversos cursos de graduação. A Vila Residencial localiza-se
na Ilha do Fundão, onde também se encontra o campus Cidade Universitária, local
que concentra a maioria dos cursos, bem como a maior parte das atividades de gestão
e pesquisa da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ). O objetivo do projeto é
implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local,
dando suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação,
informação, lazer, aprendizado e memória local. O projeto conta com uma participação
expressiva de estudantes e professores do curso de Biblioteconomia e Gestão de
Unidades de Informação da UFRJ (CBG/UFRJ) e com a parceria da Associação de
Moradores e Amigos da Vila Residencial (AMAVILA).
No início, a equipe utilizava uma sala multiuso nas instalações da AMAVILA
para guardar os livros que compõem o acervo, o qual foi composto por doações. Em
2015, por falta de uma sala para implementar a biblioteca, surgiu a atividade Biblioteca
a Céu Aberto, como uma forma de envolver a comunidade e dar visibilidade ao projeto,
uma prática que leva a biblioteca até a praça da Vila, sendo realizada em espaço
aberto com a participação de crianças, em sua grande maioria, além de alguns
adolescentes e adultos. Nessa atividade, que ocorre em dois sábados do mês,
acontecem contações de história, empréstimos de livros e outras atividades lúdicas.
Em 2016, a AMAVILA disponibilizou uma sala no galpão de recreação da Vila para a
instalação da biblioteca. Assim, passou-se a armazenar nessa sala todo o material de
uso do projeto, bem como o acervo. A partir daí foi possível iniciar uma política de
formação e desenvolvimento de coleções, registrar os livros já selecionados, expandir
as atividades de mediação de leitura e atender a comunidade alguns dias da semana
e todos os sábados do mês. Ao longo do ano fazem parte da agenda do projeto
atividades temáticas, tais como o dia das mães, sobre o qual nos deteremos mais
neste trabalho, além do dia das crianças, natal e páscoa, quando são feitas práticas
variadas, como oficinas de cartões e desenhos.

�2.1 Biblioteca a Céu Aberto: atividade especial de dia das mães e suas famílias

Usaremos como exemplo para este relato a atividade realizada pela Biblioteca
a Céu Aberto em comemoração ao dia das mães de 2017, na qual realizamos toda a
ação direcionada à diversidade das famílias, assunto presente nos dias de hoje. Os
livros escolhidos pela equipe para a contação de histórias narravam os laços
existentes em todos os tipos de família. As crianças foram estimuladas a participar da
contação por meio de suas próprias experiências familiares, sentindo-se à vontade
para contar um pouco sobre suas respectivas famílias. Após as contações de histórias,
foram feitas atividades manuais em que cada criança, por meio de bonecos
confeccionados em papel cartolina, desenharam suas famílias. Nesta experiência, as
crianças puderam utilizar a literatura para dar significado ao seu contexto familiar.
Houve também recreação feita com o jogo da memória, cujo objetivo foi de estimular
a concentração, a observação e a memória das crianças, assim como também
estreitar os laços entres a equipe da Biblioteca e o público infantil.
Figura 1 – Mediação de leitura

Fonte: Acervo da Biblioteca Comunitária da Vila Residencial da UFRJ

3 MEDIAÇÃO DE LEITURA PARA CRIANÇAS EM BIBLIOTECA COMUNITÁRIA
“A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta
não possa prescindir a continuidade da leitura daquela.” (FREIRE, 2009, p.11).

Entendemos as bibliotecas comunitárias como:
[...] espaços de integração comunitária, informação, lazer,
aprendizado e memória criada prioritariamente em comunidades com
baixo nível socioeconômico e com pouco ou nenhum acesso a
instituições culturais. Isso deve se efetivar de forma que a comunidade
local tenha autonomia na gestão dos espaços e na definição das

�políticas, mas com acesso a recursos e apoio técnico públicos [...]
(PEREIRA; COUTINHO; SILVA, 2016, p. 195).

Dessa forma, partimos do pressuposto de que todas as atividades
desenvolvidas numa biblioteca comunitária devem refletir as demandas e
necessidades da comunidade local e lhe fazer sentido. O referido projeto passou a
desenvolver, principalmente, atividades de mediação de leitura para crianças, por ser
o público mais assíduo e solicitante. As atividades estão sendo expandidas para
atender a necessidades e desejos de outros públicos, que não foram necessariamente
demandadas.
A partir de suas vivências pessoais, sejam elas individuais ou coletivas, o
sujeito constrói sua reflexão de mundo a partir da realidade que o cerca e de suas
percepções, carregando os significados simbólicos dessa leitura subjetiva. Isso
porque o sentido dado à leitura e à informação é produto não apenas do conhecimento
prévio e do entendimento individual, mas está fortemente relacionado ao contexto
sociocultural e ao conhecimento construído coletivamente. Conforme Capurro (2003,
não paginado), “Só tem sentido falar de um conhecimento como informativo em
relação a um pressuposto conhecido e compartilhado com outros, com respeito ao
qual a informação pode ter o caráter de ser nova e relevante para um grupo ou para
um indivíduo.” Assim, a significação atribuída ao texto lido é construída a partir de
referências coletivas.
A criança significa a leitura a partir do que conhece, e produz a sua experiência
de leitura com a sua experiência de mundo. Conforme Garcia (2003, p.19), “[...] todo
aquele que se apropria da sua própria experiência é capaz de se apropriar de si
mesmo e começar a ler o mundo e a sociedade em torno e além.” Apropriando-se das
histórias contidas em livros, a mediação de leitura utiliza como um dos principais
mecanismos de elo entre o leitor e o livro a contação de histórias, cujo principal objeto
de prática é a oralidade. Ao estimularmos a leitura por meio da oralidade, cria-se o
alicerce para a construção de futuros leitores críticos e formadores de opiniões,
ampliando assim sua capacidade de comunicação e de entendimento do seu contexto
sociocultural. As narrativas orais são fontes de estímulo à imaginação do ser humano
e, consequentemente, possuem a capacidade de incentivar os leitores a externar suas
emoções e entendimentos. Segundo Abramovich (1999, p. 17):

�É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes,
como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o
pavor, a insegurança, a tranquilidade e tantas outras mais, e viver
profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve
- com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas
fez (ou não) brotar... pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do
imaginário!

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio de ações de extensão integradas, o projeto Biblioteca Comunitária da
Vila Residencial da UFRJ, como espaço democrático de incentivo às transformações
sociais, participa da construção da cidadania desde a infância, tendo como premissa
que o acesso à leitura, à cultura e ao lazer fazem parte dos direitos sociais. As
atividades lúdicas e de mediação de leitura estimulam o imaginário infantil, tornando
a leitura uma ponte para uma melhor compreensão de si e do mundo ao seu redor.
Além disso, construindo com a comunidade em que vivem esse universo de leitura,
as crianças encontram ainda atividades instigantes, divertidas e prazerosas.

REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, F. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,
1999.
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. Biblioteca pública: avaliação de serviços. Londrina:
EdUEL, 2013.
CAPURRO, R. Epistemologia e Ciência da Informação. In: ENCONTRO NACIONAL
DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (ENANCIB), 5., Belo Horizonte,
2003. Anais... Belo Horizonte: UFMG; ANCIB, 2003. Não paginado. Disponível em:
&lt;http://www.capurro.de/enancib_p.htm&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 50. ed.
São Paulo: Cortez, 2009.
GARCIA, P. B. Círculo de leitura: identidade e formação do leitor em processo de
alfabetização. In: YUNES, E.; OSWALD, M. L. (Org.). A experiência da leitura. São
Paulo: Loyola, 2003. p. 17-22.
PEREIRA, P. M. S.; COUTINHO, L. R. S.; RIBEIRO, G. Biblioteca comunitária: um
conceito ainda em construção: extensão universitária como política pública. In:
Informação e gestão: ensino, pesquisa e extensão. Rio de Janeiro: E-papers, 2016.
YUNES, E. Leitura como experiência. In: YUNES, E.; OSWALD, M. L. (Org.). A
experiência da leitura. São Paulo: Loyola, 2003. p. 7-15.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32413">
                <text>A MEDIAÇÃO DE LEITURA NUM CONTEXTO DE BIBLIOTECA COMUNITÁRIA: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA A CÉU ABERTO DO PROJETO DE EXTENSÃO BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NA VILA RESIDENCIAL DA UFRJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32414">
                <text>Adília Batista de Araújo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32415">
                <text>Patrícia Mallmann S. Pereira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32416">
                <text>Luciano Rodrigues de Souza Coutinho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32417">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32418">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32420">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32421">
                <text>Discute sobre atividades de mediação de leitura para crianças num contexto de biblioteca comunitária. Entende que a leitura, muito mais do que símbolos para a representação da palavra, reflete as experiências de vida do indivíduo, sendo que os significados criados a partir dessas experiências são construídos coletivamente. Possui como objetivo apresentar uma reflexão sobre o processo de mediação de leitura destinado a crianças, a partir da experiência do projeto de extensão Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Expõe o projeto e sua principal atividade, denominada “Biblioteca a Céu Aberto”, que consiste em levar a biblioteca comunitária para a praça central da Vila e em desenvolver atividades de mediação de leitura. Utiliza para este relato as ações realizadas em comemoração ao dia das mães de 2017, que foi direcionada à diversidade das famílias. Parte do pressuposto de que todas as atividades desenvolvidas numa biblioteca comunitária devem refletir as demandas e necessidades da comunidade local e lhe fazer sentido. E entende que a criança significa a leitura a partir do que conhece, e produz a sua experiência de leitura com a sua experiência de mundo. Conclui que o projeto de extensão participa da construção da cidadania desde a infância, tendo como premissa que o acesso à leitura, à cultura e ao lazer fazem parte dos direitos sociais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66708">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2744" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1826">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2744/1858-1875-1-PB.pdf</src>
        <authentication>53b469796d1a652b78e5fbb3d3a1e908</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32412">
                    <text>A EXTENSÃO COMO PRÁTICA POLÍTICA E PEDAGÓGICA DAS
UNIVERSIDADES EM BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: o caso do
projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ

Gabriel José Teixeira da Silva (UFRJ) - gabrielteixeira831@gmail.com
Luciano Rodrigues de Souza Coutinho (UFRJ) - lucianocoutinho@facc.ufrj.br
Patrícia Mallmann S. Pereira (UFRJ) - patriciamall@facc.ufrj.br
Resumo:
A discussão atual aponta a biblioteca comunitária como um espaço destinado ao envolvimento
e à inserção do público local que proporcione acesso à informação, leitura e cultura, com a
finalidade de promover a inclusão social, a redução da desigualdade e suprir injustiças. O
objetivo deste trabalho de relato de experiência é apresentar as atividades de um projeto de
extensão como expressão de uma prática política e pedagógica, como resultado de uma
política pública aplicada pelas universidades públicas para fornecer recursos técnicos e
financeiros à implementação de bibliotecas comunitárias. A experiência a ser observada é a do
Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Assim, o objetivo do referido
projeto é implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local,
dando suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação,
informação, lazer, aprendizado e memória local. Contudo, para a implantação de uma
biblioteca comunitária, pelo menos como ponto de partida, é necessário haver recursos e
investimentos oriundos e destinados a partir de debates que se materializam por meio de
políticas públicas, uma vez que as comunidades envolvidas tradicionalmente não possuem
condições de financiar a implantação e manutenção de uma biblioteca. Pode-se concluir que a
prática da extensão, dentro dos três eixos basilares da universidade, que são ensino, pesquisa
e extensão, confere recursos importantes (mais técnicos do que financeiros) enquanto política
pública por meio da universidade pública, para dar apoio à comunidade da Vila Residencial da
UFRJ na construção da sua biblioteca comunitária.
Palavras-chave: Biblioteca Comunitária. Politicas Públicas. Extensão universitária.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO
17 a 20 de outubro de 2017
Eixo Temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos
1 INTRODUÇÃO

A discussão atual aponta a biblioteca comunitária como um espaço destinado ao
envolvimento e à inserção do público local que proporcione acesso à informação, leitura e
cultura, com a finalidade de promover a inclusão social, a redução da desigualdade e suprir
injustiças (MACHADO, 2009; BLANK, SARMENTO, 2010). Porém, as definições aplicadas
não aprofundam o debate nem a reflexão quanto aos recursos e investimentos necessários para
implementação e manutenção de um espaço de uma biblioteca comunitária, e ressaltam
apenas a participação conjunta da comunidade.
A importância deste debate parte da reflexão de que para estruturação de uma
biblioteca comunitária é preciso haver um posicionamento que aponte para quais políticas
públicas devem ser implementadas e quais recursos e investimentos materiais e humanos
serão oferecidos, sem ignorar o papel, necessariamente preponderante, da comunidade na
gestão da biblioteca comunitária, mesmo que as comunidades não disponham de recursos nem
de conhecimento técnico para a implantação desta.
Portanto, o objetivo desta discussão é apresentar as atividades de um projeto de
extensão como expressão de uma prática política e pedagógica, como resultado de uma
política pública aplicada pelas universidades públicas para fornecer recursos técnicos e
financeiros à implementação de bibliotecas comunitárias. A experiência a ser observada neste
resumo é a do Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ.

2 A BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NA VILA RESIDENCIAL DA UFRJ

O projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ teve início em 2014 e
faz parte do Programa de Inclusão Social da Vila Residencial da UFRJ (PIS-Vila), que conta
com mais de 10 projetos de extensão que envolvem diversos cursos de graduação da
universidade. A Vila Residencial localiza-se na Ilha do Fundão, onde também se encontra o

�campus Cidade Universitária, local que concentra grande parte dos cursos e demais atividades
acadêmicas da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ). O objetivo do projeto é
implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local, dando
suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação, informação,
lazer, aprendizado e memória local. O projeto conta com uma participação expressiva de
estudantes e professores do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da
UFRJ (CBG/UFRJ) e com parceria da Associação de Moradores e Amigos da Vila
Residencial (AMAVILA). No início, a equipe utilizava uma sala multiuso nas instalações da
AMAVILA para guardar os livros que compõem o acervo. O acervo foi composto por
campanhas de doação de livros. Em 2015, por falta de uma sala para implementar a
biblioteca, surgiu a atividade Biblioteca a Céu Aberto, uma prática que leva a biblioteca até a
praça da Vila, sendo realizada em espaço aberto com a participação de muitas crianças,
adolescentes e adultos. Nessa atividade acontecem contações de história e empréstimos de
livros, ocorrendo sempre aos segundo sábado de cada mês. No ano de 2016, a AMAVILA
disponibilizou uma sala na quadra de recreação da Vila para instalação da biblioteca
comunitária. Assim, passou-se a armazenar nesta sala todo o material de uso do projeto, bem
como o acervo. A partir daí foi possível iniciar uma política de formação e desenvolvimento
de coleções, registrar os livros já selecionados e expandir as atividades práticas para dois
sábados por mês, no entanto a sala abre à comunidade de terças às quintas-feiras e todos os
sábados no mês, onde o espaço fica disponível para empréstimo e devolução de livros e
leitura. Ao longo do ano fazem parte da agenda do projeto atividades temáticas, tais como
páscoa, dia da criança e natal, onde são feitas práticas variadas como oficinas de cartões e
desenhos com participação direta da comunidade.

3 O QUE É PÚBLICO E O QUE É COMUNITÁRIO

A biblioteca comunitária tem passado, atualmente, por discussões a respeito de sua
definição e concepção, a partir de perspectivas de diferentes autores (MACHADO, 2009;
BLANCK, SARMENTO, 2010; AlMEIDA JÚNIOR, 2013; PEREIRA, COUTINHO,
RIBEIRO, 2016). Mesmo em se tratando de uma prática antiga no Brasil, encontrar uma
definição para o que representa a expressão “biblioteca comunitária” tem suscitado amplos e
importantes debates. Almeida Júnior (2013) apresenta o conceito de biblioteca comunitária

�como uma das expressões do conceito relacionado a biblioteca pública, embora seja possível
observar diferenças com relação à concepção e a atuação que as diferem. É importante
observar que as funções (educacional, cultural, lazer, informacional) desenvolvidas por uma
encontram-se contidas na outra. O ponto chave de Almeida Júnior (2013) é quando este
afirma que a distinção entre uma biblioteca pública e uma alternativa está em que a segunda
conta com participação efetiva da comunidade para sua gestão. Para Blanck e Sarmento
(2010), a biblioteca comunitária surge no contexto das periferias das grandes cidades
mediante o empenho coletivo dos cidadãos motivados à construção desta, ainda segundo os
autores os esforços acontecem sem apoio governamental. Contudo, para a implantação de
uma biblioteca comunitária, pelo menos como ponto de partida, é necessário haver recursos e
investimentos oriundos e destinados a partir de debates que se materializam por meio de
políticas públicas, uma vez que as comunidades envolvidas tradicionalmente não possuem
condições de financiar a implantação e manutenção de uma biblioteca.
Política pública é um processo inerente ao alcance e escopo da ação do Estado, pois
parte deste os recursos diretos, por meio de repasse de verba ou equipamentos, ou indiretos,
através de isenções, alocados onde sejam considerados prioritários. Uma das expressões
dessas políticas públicas são os projetos de extensão universitária que recebem recursos
públicos, quer seja a partir de custeio de materiais, quer seja a partir de pessoas (estudantes e
professores). Estes representam uma alternativa orientada pela ação extensionista, como
política pública que integre e devolva o que a comunidade paga, muitas vezes na forma de
impostos, para a construção da universidade pública e da ação extensionista..
É importante ressaltar que a comunidade precisa ser, necessariamente, a protagonista
dentro da biblioteca, pois é esta quem identifica e orienta as demandas sentidas no seu
contexto e que precisa ter autonomia para colocar em prática. No entanto, é necessário um
suporte técnico e financeiro, que pode ser orientado a partir das práticas extensionistas, onde
se busca, em primeira instância, estabelecer uma parceria que visa um crescimento em
conjunto (extensão-comunidade), onde a extensão atua como uma alternativa de política
pública a fim de oferecer esses recursos para fomento da biblioteca. Portanto, conforme
observado por Pereira, Coutinho e Ribeiro (2016, p. 195):
[...] as bibliotecas comunitárias devem se constituir em espaços de integração
comunitária, informação, lazer, aprendizado e memória criadas
prioritariamente em comunidades com baixo nível socioeconômico e com
pouco ou nenhum acesso a instituições culturais. Isso deve se efetivar de
forma que a comunidade local tenha autonomia na gestão dos espaços e na

�definição das políticas, mas com acesso a recursos e apoio técnico públicos,
e não partindo-se do princípio da falência do Estado nas questões culturais.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto de biblioteca comunitária tem construído e aprofundado a relação com a
comunidade local, integrando cada vez mais as atividades que envolvem mediação de leitura
com as demandas e necessidades locais, tendo como centralidade as orientações manifestadas
pela comunidade. Mesmo ainda não tendo sido completamente estruturada, é possível
observar que há avanços na construção de uma prática política e pedagógica das universidades
e bibliotecas comunitárias, que podem ser expressas na cessão de um espaço fixo pela
comunidade para alocar os materiais de uso para as práticas do projeto e o acervo, o que
permitiu ampliar a participação do projeto que está cada dia mais inserido na vida da
comunidade.
Embora seja possível observar que há um subfinanciamento da universidade pública, o
que reflete nos recursos repassados pela extensão e que dificulta muito a aquisição de
materiais, ainda tem sido possível garantir a participação dos discentes extensionistas
(bolsistas e voluntários) e docentes do CBG. Dessa forma, pode-se concluir que a prática da
extensão, dentro dos três eixos basilares da universidade, que são ensino, pesquisa e extensão,
confere recursos importantes (mais técnicos do que financeiros) enquanto política pública por
meio da universidade pública, para dar apoio à comunidade da Vila Residencial da UFRJ na
construção da sua biblioteca comunitária.
Palavras-chave:​ Bibliotecas comunitárias. Políticas Públicas. Projetos de Extensão.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. ​Biblioteca pública​: avaliação de serviços. Londrina: EdUEL, 2013.
BLANK, C. K.; SARMENTO, P. S. Bibliotecas comunitárias: uma revisão de literatura. ​Biblionline​,
João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 142-148, 2010.
MACHADO, E. C. Uma discussão acerca do conceito de biblioteca comunitária. ​Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação​, Campinas, v. 7, n. 1, p. 80-94, jul./dez. 2009.
PEREIRA, P. M. S.; COUTINHO, L. R. S.; RIBEIRO, G. Biblioteca comunitária: um conceito ainda
em construção: extensão universitária como política pública. In: ​Informação e gestão​: ensino,
pesquisa e extensão. Rio de Janeiro: E-papers, 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32403">
                <text>A EXTENSÃO COMO PRÁTICA POLÍTICA E PEDAGÓGICA DAS UNIVERSIDADES EM BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: O CASO DO PROJETO BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NA VILA RESIDENCIAL DA UFRJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32404">
                <text>Gabriel José Teixeira da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32405">
                <text>Luciano Rodrigues de Souza Coutinho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32406">
                <text>Patrícia Mallmann S. Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32407">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32408">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32410">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32411">
                <text>A discussão atual aponta a biblioteca comunitária como um espaço destinado ao envolvimento e à inserção do público local que proporcione acesso à informação, leitura e cultura, com a finalidade de promover a inclusão social, a redução da desigualdade e suprir injustiças. O objetivo deste trabalho de relato de experiência é apresentar as atividades de um projeto de extensão como expressão de uma prática política e pedagógica, como resultado de uma política pública aplicada pelas universidades públicas para fornecer recursos técnicos e financeiros à implementação de bibliotecas comunitárias. A experiência a ser observada é a do Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Assim, o objetivo do referido projeto é implantar e manter uma biblioteca comunitária em parceria com a comunidade local, dando suporte às atividades comunitárias e servindo de espaço público de agregação, informação, lazer, aprendizado e memória local. Contudo, para a implantação de uma biblioteca comunitária, pelo menos como ponto de partida, é necessário haver recursos e investimentos oriundos e destinados a partir de debates que se materializam por meio de políticas públicas, uma vez que as comunidades envolvidas tradicionalmente não possuem condições de financiar a implantação e manutenção de uma biblioteca. Pode-se concluir que a prática da extensão, dentro dos três eixos basilares da universidade, que são ensino, pesquisa e extensão, confere recursos importantes (mais técnicos do que financeiros) enquanto política pública por meio da universidade pública, para dar apoio à comunidade da Vila Residencial da UFRJ na construção da sua biblioteca comunitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66707">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2743" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1825">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2743/1857-1874-1-PB.pdf</src>
        <authentication>da3ce155fbf4b6524520c272f9f2163e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32402">
                    <text>A CONTRIBUIÇÃO DO “ESPAÇO CULTURAL NOSSA BIBLIOTECA”
PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL DA COMUNIDADE
DO GUAMÁ EM BELÉM DO PARÁ

Mariza de Nazaré Rodrigues Da Costa (UFPA) - mariza.costa@yahoo.com.br
LETÍCIA LIMA DE SOUSA (UFRA) - llsleticia.sousa@gmail.com
Resumo:
Realiza um estudo de caso no serviço “Círculo da leitura” oferecido à comunidade do bairro do
Guamá, em Belém do Pará, no “Espaço Cultural Nossa Biblioteca”. Mostra a contribuição
desta biblioteca comunitária para o desenvolvimento sociocultural do usuário. É uma pesquisa
de natureza qualitativa. Utiliza a observação não participante para verificar se a biblioteca
comunitária tem cumprido seu papel de formação social e cultural da comunidade na qual está
inserida. Realiza o relato de experiência para mostrar de que forma a biblioteca tem
contribuído para a sua formação sociocultural. Conclui que o “Espaço Cultural Nossa
Biblioteca” contribui para o desenvolvimento social e cultural da comunidade do bairro do
Guamá na qual está inserida.
Palavras-chave: Biblioteca comunitária. Formação Social – Comunidade do Guamá. Formação
cultural - Comunidade do Guamá.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A biblioteca deve ser vista como um local interativo e dinâmico com atividades
bem diversificadas, tais como: apresentação de palestras, debates, congressos, hora do
conto, encontro de escritores e especialistas de diferentes áreas, para informar aos
usuários assuntos relevantes, sobre saúde, legislação, estética, meio ambiente, dentre
outros.
Com base nestas considerações, é importante dizer que a biblioteca deve
desempenhar seu papel de forma mais significativa na sociedade e, assim a mesma deve
ser considerada como centro sociocultural, responsável pela inclusão social, bem como
a formação do usuário como cidadão ciente dos seus direitos e deveres.
Convêm ressaltar que o interesse de falar acerca do assunto surgiu, motivado
pela observação das diversas atividades desenvolvidas no Espaço Cultural Nossa
Biblioteca (ECNB), uma biblioteca comunitária localizada no bairro do Guamá, situada
na cidade de Belém do Pará, a qual disponibiliza a comunidade, serviços que estimulam
à leitura e também à cultura, visando formar uma comunidade de leitores.
Neste sentido, foi escolhida, como problematização, a seguinte pergunta: a
biblioteca tem cumprido o seu papel social e cultural na comunidade onde está
inserida? Sendo assim para responder a esta indagação foi feito um relato de
experiência ao longo de um semestre no círculo de leitura, um dos serviços oferecidos
pelo ECNB, para verificar se a biblioteca contribui, realmente, para o desenvolvimento
social e cultural do seu público alvo, a comindade do bairro do Guamá.
O objetivo geral do trabalho é identificar a contribuição do ECNB, para a
formação sociocultural do usuário. Já no que diz respeito aos objetivos específicos:
a) Identificar a importância de uma biblioteca interativa e dinâmica;
b) Mostrar como funciona o serviço círculo de leitura que o ECNB oferece à
população;
c) Verificar a contribuição do ECNB para o desenvolvimento social e cultural da
comunidade atendida.
2 BIBLIOTECA COMUNITÁRIA
Existem diferentes tipos de bibliotecas, tais como: universitárias, comunitárias,
especializadas, públicas, etc. Cada uma delas tem sua função e importância no ambiente
onde atua, podendo servir tanto a um público mais amplo, como também, mais
segmentado. No trabalho focou-se a atenção, particularmente, no papel da biblioteca
comunitária, pois conforme Blank e Sarmento (2010) uma das principais características
desta biblioteca é a proximidade com a comunidade usuária a qual serve. E, além disso,
para Queiroz (2006, p.33) “A biblioteca comunitária deve ser vista como instrumento
capaz de atender e dar suporte cultural diante da complexidade socioeconômica, politica
e educacional, [...]”.
Partindo destas considerações iniciais, a biblioteca comunitária segundo Blank e
Sarmento (2010) pode ser entendida como espaços localizados, geralmente, em bairros
pobres ou situadas em regiões periféricas de nosso país, tendo como principal finalidade
proporcionar à população carente e excluída o acesso à informação, cultura e lazer,
sendo um excelente espaço para a inclusão social. Os autores também destacam que a
administração da biblioteca comunitária é feita pelos próprios membros da comunidade,
a maioria delas não têm o patrocínio do governo, nem a presença do bibliotecário.
Wessfll (2011, p. 24) tem a seguinte concepção sobre a biblioteca comunitária:

�Finalmente, entendemos que as bibliotecas comunitárias constituem-se em
mais do que uma nova tipologia de unidade de informação, que pretende
propiciar acesso aos mais variados tipos de informação em comunidades
carentes, periféricas, excluídas. As bibliotecas comunitárias são o resultado
da união de um grupo de pessoas, que em uma iniciativa local, sem apoio
governamental, desejam a criação de um espaço, que intenta a autonomia do
indivíduo, bem como a sua dignidade, participação e emancipação social.

Então, neste sentido, a criação da biblioteca comunitária é considerada um
fator decisivo para a redução das desigualdades sociais, pois ela tornou-se um meio
encontrado pelas classes baixas para aprendizagem e lazer promovendo assim, a
diminuição de qualquer forma de exclusão social:
As relações que permeiam as bibliotecas comunitárias e a cidadania são
aquelas que visam à inclusão social do individuo, seja conscientizando-o dos
seus direitos e deveres ou fomentando a sua participação na sociedade, seja
auxiliando-o na melhoria da educação formal ou construção de sua identidade
coletiva. (WESSFLL, 2011, p. 32).

A autora citada faz uma relação entre a biblioteca comunitária e a construção
da cidadania, por meio das ações sociais e culturais desenvolvidas nestas instituições,
alcançando assim, as pessoas mais pobres e sem acesso à informação utilitária,
educação básica, cultura geral e lazer.
Wessfll (2011) lista algumas ações praticadas pela biblioteca comunitária que
auxiliam na formação do cidadão, tais como: atividades de leitura, contação de histórias
para o público em geral, aulas de reforço escolar, reuniões com o propósito de discutir e
resolver problemas frequentes na comunidade como: saúde, educação, segurança,
transporte público, saneamento básico, dentre outros e mutirões variados (limpeza do
bairro, casamento coletivo, vacinas para prevenir doenças, preparação de documentos
dentre outros).
Para Laipelt et. al. (2005) a biblioteca comunitária, enquanto instituição social
tem a responsabilidade de promover a transformação da comunidade onde está
localizada, através do livre acesso aos recursos informacionais. É importante apresentar
as seguintes atividades desenvolvidas neste tipo de biblioteca: serviços culturais aos
membros da comunidade (teatro, aulas de músicas, oficina de artes, entre outros),
incentivo ao voluntariado, doações e estímulo à cultura e transformação social (a
diminuição do analfabetismo funcional, a inclusão digital, a criação de uma identidade
cultural, etc.), parcerias com entidades públicas e particulares com intuito de intensificar
os trabalhos desses centros comunitários.
Machado (2008) fala acerca da dificuldade em definir a expressão biblioteca
comunitária, porque este espaço tem sido visto pela população como se fosse
semelhante à biblioteca pública. No entanto, a mesma autora destaca as principais
diferenças entre as bibliotecas públicas e comunitárias. Enquanto as bibliotecas públicas
são mais rígidas, dependentes e burocráticas, as comunitárias são mais flexíveis,
autônomas e dinâmicas. Neste sentido, as comunitárias têm mais possibilidades de se
adequarem e satisfazerem as reais necessidades dos usuários, observando mais as
questões sociais do que os procedimentos técnicos.

�3 RELATO DE EXPERIÊNCIA NO CÍRCULO DE LEITURA DO ECNB
Este relato foi desenvolvido a partir de uma experiência realizada no círculo de
leitura, um dos muitos serviços oferecidos pelo ECNB. O primeiro semestre do círculo
de leitura teve inicio no dia 27 de fevereiro de 2016 e o seu término no dia 11 de junho
do mesmo ano, o relato de experiência abrange este período. O referido serviço é
oferecido pelo ECNB para a comunidade onde está inserida bem como, a quaisquer
outras pessoas que moram em lugares mais distantes. As equipes de trabalho que
participaram da mediação de leitura são formadas por voluntários que têm a
responsabilidade de mediarem às histórias contidas nos livros para o público leitor.
As turmas foram divididas por faixas etárias dos 7 aos 17 anos. Os encontros
com os leitores são feitos aos sábados a cada 15 dias, o horário de funcionamento é de 9
às 11 da manhã, com atividades lúdicas e empréstimos de livros, e cada leitor tem a
tarefa de ler o livro em casa e no próximo encontro fazer comentários a respeito do
assunto tratado na obra, como por exemplo: a experiência com a leitura, o autor, o
título, o resumo, ilustrador, dentre outros aspectos. Logo a seguir fazem as tarefas
propostas pelos mediadores e ao final dos trabalhos as crianças lancham e retornam as
suas casas.
Antes de iniciar as atividades, foi desenvolvido um planejamento do círculo de
leitura com as diretrizes gerais servindo como base para as práticas de leitura, o plano
também tem como objetivo geral:
1. Proporcionar a reflexão crítica acerca do tema proposto e o seu papel individual em
relação a sua inserção na sociedade atual, ressaltando seus aspectos positivos no
âmbito das relações interpessoais e construção do mundo.
Objetivos específicos:
1. Mediar livros presentes no acervo.
2. Relacionar textos transversais aos textos literários e não literários promovendo
debates para o desenvolvimento de suas capacidades críticas, de modo a possibilitar
novos horizontes da criticidade.
3. Dimensionar participação em relação aos temas expostos e seu desenvolvimento na
leitura e suas buscas literárias.
Em relação à experiência no círculo de leitura, foi escolhida a turma da faixa
etária de 10 a 11 anos (fotografia 1), o quantitativo de alunos matriculados foi de 15
crianças. No entanto, frequentavam as atividades, geralmente, sete a doze deles. Nos
dias marcados para o círculo foram desenvolvidas diferentes atividades de incentivo a
leitura, nas quais aconteciam às rodadas de leitura com todas as crianças que levavam os
livros para lerem em seus lares e, posteriormente, relatavam o seu entendimento a
respeito do material. Depois do comentário de cada leitor, os mediadores começavam a
ler os livros que, comumente, falavam sobre assuntos da nossa região, como lendas
típicas da Amazônia, como por exemplo, a obra intitulada: “A árvore de tamoromu” e
outras narrativas que contam os costumes dos povos indígenas.

�Fotografia 1 – Turma de 10 a 11anos

Fonte: ECNB (2016).

O dia da mulher foi lembrado no círculo de leitura com conversas e debates
feitos com os alunos para falar sobre o papel da mulher na sociedade e na família. Eles
relataram um pouco da vida das mulheres de suas famílias, contando como é a
convivência com suas mães, irmãs, tias e avós, no que elas trabalham, se é dentro ou
fora de casa, e se eles ajudam com os afazeres do cotidiano familiar. Logo após a roda
de conversa foi realizada a leitura de um texto que falava da origem do dia 8 de março,
comentando com os alunos o que os fatos retratados no texto representavam para aquela
sociedade e para a nossa nos dias de hoje e foram também dados exemplos de algumas
mulheres que marcaram a história, todos participaram com entusiasmo.
Em uma determinada atividade utilizou-se a literatura de cordel como uma
forma das crianças se envolverem com a poesia popular, e mostrar a eles que também
em nossa região existem cordelistas (poetas populares) como é o caso de Juraci
Siqueira, inclusive utilizou-se um dos seus poemas denominado “o chapéu do boto”
como base para a mediação e foram desafiados a lerem as poesias de maneira rápida e
cantada. Foi realizada declamação de poesias de diversos escritores conhecidos.
Após a mediação as crianças tinham tarefas práticas a realizar aplicando-se
atividades didáticas, a fim de ajudá-las no seu aprendizado. Em uma delas eles
receberam uma folha com a orientação para escrever um final da história contada na
mediação, ou seja, eles deveriam criar a conclusão de uma história com suas próprias
palavras, além disso, tinha interpretação de texto, criação de bilhetes, exercício com
pinturas, palavras cruzadas, dentre outras. No final as crianças escolhiam, livremente,
os seus livros preferidos nas estantes da biblioteca para emprestá-los, eram os
mediadores de cada classe que faziam o registro de empréstimos dos alunos.
Observou-se o envolvimento de todas as crianças nas atividades, existiam
crianças mais participativas e também as mais tímidas, contudo estimulou-se a presença
de todas nas tarefas do círculo de leitura. Convém citar que certa criança da idade de 11
anos, em uma das atividades não queria ler, só depois se descobriu que a mesma não
sabia. Então os mediadores discutiram entre si, em reuniões acerca da importância do
letramento para estes pequenos leitores, com intuito de estimulá-los a ler e escrever
adequadamente, pois foram observadas dificuldades escrita durante as tarefas práticas
como, por exemplo, ter de se comunicar por meio de bilhetes, ou cartas.
Na última atividade do círculo de leitura realizaram-se exercícios baseados no
“sítio do pica pau amarelo”, de Monteiro Lobato, tais como: interpretação de texto,
pintura e palavras cruzadas, todos sobre as personagens da obra. Mas tiveram menor
tempo para concluir os trabalhos, pois na última hora foi realizada uma contação de

�história, com um contador profissional que viaja pelo Brasil, conhecido por Joca
Monteiro, o qual deixou todos os ouvintes fascinados, crianças, adolescentes e adultos.
Assim finalizou-se o primeiro semestre do círculo de leitura no ECNB.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio do relato de experiência no círculo de leitura foi possível perceber que
este espaço é um exemplo de uma biblioteca que se preocupa com a formação social e
cultural do seu usuário. Também, notou-se que no momento não existe a presença do
bibliotecário no ECNB. Sendo assim, é fundamental maior participação do profissional
nas bibliotecas comunitárias aplicando seus conhecimentos e ao mesmo tempo,
adquirindo valiosas experiências ao trabalhar em conjunto com a comunidade.
Constatou-se, no decorrer do semestre, que as crianças com mais facilidade com
a leitura e escrita, também eram mais comunicativas e interativas, eram justamente
aquelas que já frequentavam o círculo de leitura há bastante tempo. Todavia,
percebemos que os novos alunos que começaram a participar recentemente das
atividades de leitura, tiveram uma atuação mais tímida nas tarefas do círculo. Observouse como é importante que as crianças se expressem de maneira espontânea nas
atividades de leitura colocando seu ponto de vista sobre a temática apresentada, ou seja,
de forma convidativa e sem interferência dos mediadores da leitura.

REFERÊNCIAS
BLANK, Cintia Kath; SARMENTO, Patrícia Souza. Bibliotecas comunitárias: uma revisão de
literatura. Biblionline, João Pessoa, v. 6, n.1, p. 142-148, jan./jun. 2010. Disponível em:
&lt;revihttp://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/biblio/article/view/4909&gt;. Acesso em: 8 jan. 2016.
LAIPELT, Rita do Carmo Ferreira et al. Biblioteca comunitária e telecentro: unidos na busca da
inclusão social. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 21, 2005, Curitiba. Anais... Porto
Alegre: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/10286&gt;. Acesso em: 4 jan. 2016.
MACHADO, Elisa Campos. Bibliotecas comunitárias como prática social no Brasil. 2008.
184 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Escola de Comunicações e Artes,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-07012009-172507/pt-br.php&gt;. Acesso
em: 8 jan. 2016.
QUEIROZ, Antônia Maria Carvalho de. A biblioteca, uma organização sociocultural e
instrumento a serviço da educação e cidadania. 2006. 53 f. Monografia (Especialização em
Metodologia da Educação Superior) – Faculdade Batista Brasileira, Salvador, 2006.
WESSFLL, Cyntia Silva. Bibliotecas comunitárias e cidadania: uma aproximação teórica.
2011. 44 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) – Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
2011. Disponível em: &lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/37502&gt;. Acesso em: 5 jan.
2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32394">
                <text>A CONTRIBUIÇÃO DO “ESPAÇO CULTURAL NOSSA BIBLIOTECA” PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL DA COMUNIDADE DO GUAMÁ EM BELÉM DO PARÁ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32395">
                <text>Mariza de Nazaré Rodrigues Da Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32396">
                <text>LETÍCIA LIMA DE SOUSA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32397">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32398">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32400">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32401">
                <text>Realiza um estudo de caso no serviço “Círculo da leitura” oferecido à comunidade do bairro do Guamá, em Belém do Pará, no “Espaço Cultural Nossa Biblioteca”. Mostra a contribuição desta biblioteca comunitária para o desenvolvimento sociocultural do usuário. É uma pesquisa de natureza qualitativa. Utiliza a observação não participante para verificar se a biblioteca comunitária tem cumprido seu papel de formação social e cultural da comunidade na qual está inserida. Realiza o relato de experiência para mostrar de que forma a biblioteca tem contribuído para a sua formação sociocultural. Conclui que o “Espaço Cultural Nossa Biblioteca” contribui para o desenvolvimento social e cultural da comunidade do bairro do Guamá na qual está inserida.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66706">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2742" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1824">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2742/1856-1873-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a911c4c9766d0420d19a10c24958bd23</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32393">
                    <text>A atuação da Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde na
propagação do uso ético da informação

Cássia Costa Rocha Daniel de Deus (UFRJ) - cassiacdeus@gmail.com
Grasiele Barreto Rangel Monteiro (UFRJ / UNIRIO) - grasielemonteiro@yahoo.com.br
Roberta Cristina Barboza Galdencio (UFRJ) - robegalrj@gmail.com
Daniele Masterson Ferreira (UFRJ) - danimasterson@yahoo.com.br
Resumo:
O curso “Uso ético da informação e propriedade intelectual”, oferecido na Biblioteca Central
do Centro de Ciências da Saúde - CCS, através da Divisão de Aperfeiçoamento na Carreira DIAC da Universidade Federal do Rio de Janeiro, visa promover a capacitação de professores e
técnicos administrativos em relação ao processo de pesquisa informacional e na tomada de
decisão nas rotinas acadêmicas inerentes à Universidade. Devido ao seu enfoque, o curso está
inserido no contexto da competência informacional, para sua fundamentação teórica
utilizou-se Dudziak (2003), assim como o conceito de data smog (SHENK, 1997) e demais
autores na área da informação. As aulas compreendem apresentação expositiva do conteúdo,
assim como aulas práticas em laboratório, com carga horária de 120 horas e oferta de 30
vagas. Aborda o processo de pesquisa e as fontes de informação, noções de propriedade
intelectual x acesso aberto, uso dos recursos informacionais e normalização de trabalhos
técnico-científicos. Abrange, ainda, técnicas para a organização, recuperação e uso das fontes
informacionais de acordo com Leis de Direitos Autorais e as normas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT). A primeira turma concluiu o curso em fevereiro de 2017.
Observou-se que o conteúdo ministrado foi útil para os alunos, pois contribuiu para o
desenvolvimento e aprimoramento do exercício de suas atribuições. Ressalta-se que por meio
do curso, os alunos reconheceram os bibliotecários como mediadores no processo de ensino e
o ambiente da Biblioteca como um espaço de aprendizagem.
Palavras-chave: Informação. Propriedade Intelectual. Biblioteca. Aprendizado.
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo Temático: 4
1 Introdução
Na atual sociedade da informação, onde o fluxo informacional é intenso por
meio das tecnologias de informação e comunicação, verifica-se a proliferação de
dados por diferentes fontes (científicas, políticas, econômicas, sociais, culturais,
entre outras) e meios (sites, publicações impressas, bases de dados, fóruns, redes
sociais, blogs, entre outros), os quais a sociedade acessa e difunde diariamente
informações sobre assuntos distintos. Desta forma, a sociedade está inserida no
fenômeno denominado data smog, constatado por Shenk (1997), que consiste na
poluição de dados. Esse conceito foi abordado também por Heylighen (2002 apud
WEIL, 2011) como: "fragmentos de dados irrelevantes, pouco claros e simplesmente
errôneos.".
A poluição a que o autor se refere provém da diversidade de conteúdo, da
velocidade de produção e da dispersão das informações. Assim, caracteriza-se pelo
aumento exponencial da produção informacional, que dificulta a localização de
dados relevantes e a frequente atualização sobre o que está sendo produzido
acerca de uma temática. Além de promover o conhecimento superficial, “uma vez
que o desejo ou a necessidade de acompanhar todas as notícias e, naturalmente,
não consegui-lo, faz com que não haja clareza no que é relevante ou não é, por isso,
nada seja visto a fundo ou com a atenção necessária” (PILON, 2011, p. 10).
De acordo com Capurro e Hjorland (2007) informar (aos outros ou a si
mesmo) significa selecionar e avaliar, com o fenômeno data smog, esse processo se
tornou um desafio que se desdobra em diversos questionamentos: Como localizar a
informação relevante? Quais são as ferramentas e os métodos de busca que posso
utilizar? Quais são os tipos de bases de dados? Qual fonte de informação posso
localizar o que desejo?

Como saber se a informação é confiável? Como devo

utilizar essa informação sem infringir os diretos autorais?
Diante do contexto apresentado e sendo função do bibliotecário a mediação
desse "mundo de informação" e seus potenciais usuários, a Biblioteca Central do
CCS passou a ser considerado um espaço natural de aprendizagem para esses
desafios, conforme afirmam os autores abaixo:
No tangente às informações técnico-científicas armazenadas em
diversas fontes de pesquisa, assim como ferramentas informacionais

�tecnológicas, o Bibliotecário é o mediador desta ponte entre a
informação e o docente, trabalhando em parceria, a fim de capacitálo na identificação e utilização das diversas fontes de informação e
serviços disponibilizados pela Biblioteca nas mais variadas atividades
ligadas às tecnologias da informação e comunicação (MELO; RIOS;
FREITAS, 2013, p. 3).

O curso “Uso ético da informação e propriedade intelectual” visa responder
essas questões e outras que podem ser suscitadas nesse contexto. Além disso,
observa-se o desconhecimento dos padrões adotados mundialmente em relação à
citação e formatação de trabalhos técnicos e científicos no âmbito da Universidade,
as normas cabíveis a esses processos são abordadas no referido curso.
Outro aspecto diferencial do curso é o direcionamento em relação ao uso da
informação em consonância com a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610) envolve os
direitos de reprodução, distribuição, comunicação ao público, transformação,
paternidade e integridade, o que são e como se aplicam são conhecimentos
fundamentais, que muitos desconhecem. Essa questão se torna um agravante no
contexto da Universidade, que é gestora e produtora de informações científicas,
técnicas e culturais.
2 Relato de experiência
A informação é o substrato que permeia todo o processo decisório, desde o
mais simples ao mais complexo. Por esse motivo, é fundamental que os servidores e
os professores sejam aptos a selecionar as fontes que irão atender as sua
necessidades informacionais. O curso de “Uso ético da Informação e Propriedade
Intelectual” visa torná-los competentes informacionalmente, o que segundo Dudziak
(2003, p. 144-146) engloba:
- Avaliar criticamente a informação segundo critérios de relevância, objetividade,
pertinência, lógica, ética, para incorporar as informações selecionadas ao seu
próprio sistema de valores e conhecimentos;
- Ser capaz de identificar e manusear fontes potenciais de informação de forma
efetiva e eficaz;
- Usar e comunicar a informação, com um propósito específico, individualmente ou
como membro de um grupo, gerando novas informações e criando novas
necessidades informacionais.

�- Considerar as implicações de suas ações e dos conhecimentos gerados,
observando aspectos éticos, políticos, sociais e econômicos extrapolando para a
formação da inteligência;
- Ser aprendiz independente.
Em linhas gerais, o curso tem objetivo de promover a capacitação informacional
dos servidores e professores no que tange a todo o processo de pesquisa. Esse
processo, no contexto do curso, abrange desde a formulação adequada do
questionamento (necessidade informacional), sua tradução em termos recuperáveis,
métodos de busca, seleção das fontes informacionais inerentes a temática da
pesquisa, uso das fontes informacionais, recuperação da informação, organização
da informação, reprodução e uso da informação de acordo com Leis de Direitos
Autorais, em consonância com normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).
O curso “Uso ético da Informação e Propriedade Intelectual”, fruto de um
projeto submetido ao edital número 59 de 2016, é composto por quatro módulos,
que são respectivamente: Processo de pesquisa e as fontes de informação; Uso dos
recursos informacionais; Noções de propriedade intelectual X acesso aberto e
Normalização de trabalhos técnico-científicos.
a) Ementa do módulo Processo de pesquisa e as fontes de informação:
Conhecimento e Informação no Mundo Contemporâneo. Conceituação e
tipologia das fontes de informação. Fontes gerais e especializadas (impressas
e eletrônicas): características. Formulação da questão de pesquisa. Estratégia
de Busca. Seleção de fontes de informação. (Prova teórica + questionários
de revisão)
b) Ementa do módulo Uso dos recursos informacionais:
Conceituação e tipologia das bases de dados. Bases de dados gerais. Bases
de dados referenciais. Bases de dados especializadas. Repositórios.
Avaliação das fontes de informação. (Prova prática + exercícios práticos)
c) Ementa do módulo Noções de propriedade intelectual X acesso aberto:
Introdução à Propriedade Intelectual. Marcas. Indicações Geográficas.
Patentes. Direitos autorais: Lei 9.610. Acesso aberto e as licenças de uso.
Fontes de Informação: propriedade intelectual e acesso aberto. (Prova
teórica + exercícios práticos)
d) Ementa do módulo Normalização de trabalhos técnico-científicos. :

�Função Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Conceitos e
aplicações das normas técnicas relacionadas à normalização de documentos
técnicos-científicos: NBR 6023; NBR 6024; NBR 6027: NB-6028: NBR 10520
e NBR 14724. Gerenciadores de referências: uso do Endnote Web. (Prova
prática + exercícios práticos)
Cada módulo contém 30 horas, totalizando 120 horas de curso. A aula é
composta por dois tempos de 60 minutos (duas horas de aula por dia), e são
ministradas duas vezes por semana (terças e quintas) no laboratório de informática
da Biblioteca Central do CCS. No total o curso é composto por 30 semanas, cada
módulo com sete semanas e meia. Ressalta-se que as aulas são ministradas por
cinco bibliotecários, responsáveis também pela elaboração das aulas expositivas,
exercícios práticos e avaliação ao término de cada módulo.
Na primeira turma que iniciou em abril de 2016 e terminou em fevereiro de
2017, devido ao período de greve dos servidores. O curso contou com a participação
de convidados, como o Bibliotecário e professor Evanildo Vieira dos Santos.
Pretende-se contar com a contribuição de outros convidados, nas outras edições do
curso. Além de aplicar questionários sistemáticos de avaliação para verificar a
contribuição do curso no ambiente de trabalho dos alunos do curso.
Ainda não há previsão da próxima turma, porque outro edital ainda não foi
lançado pela Divisão de Aperfeiçoamento na Carreira (DIAC), subordinada à PróReitoria de Pessoal (PR-4) da UFRJ. O apoio da PR-4 viabilizou a emissão de
certificados com atribuição legal, o que garantiu aos servidores a obtenção da
progressão de carreira na instituição.
3 Considerações Finais
O curso apresentou como meta a capacitação em recursos informacionais, o
uso ético da informação e o estímulo ao processo de aprendizado contínuo de forma
autônoma, que consistem em habilidades fundamentais para atuação em qualquer
ambiente de trabalho, sobretudo, no âmbito universitário.
O alcance quanto a percepção dos conteúdos ministrados foram relatados no
compartilhamento de experiências em questões práticas e aplicações futuras nos
relato dos participantes. O que demonstrou e possibilitou a avaliação positiva de
acordo com as correlações declaradas num fazer de antes do curso e também com
as perspectivas ao terem de forma clara como o uso dos recursos informacionais
podem ser otimizados no suporte de diferentes pesquisas no contexto da
universidade.

�O que significa dizer que um possível direcionamento na indicação e
convergência entre as diferentes temáticas de estudo e o perfil das fontes de
informação foram reavaliadas e agregaram na percepção do profissional à sua
pratica com a sistematização da teoria e, espera-se com isso, uma maior confiança e
exploração dos diferentes recursos de informação para o acesso e uso do que foi
adquirido pela Universidade e pelo Governo Federal no âmbito informacional.
Portanto a capacitação profissional dos funcionários da UFRJ em recursos
informacionais promovido pela Biblioteca Central do CCS é uma iniciativa que soma
para o desenvolvimento de habilidades e competências no que requer a intervenção
e gerenciamento das informações técnico-científicas produzidas na Universidade. A
função da biblioteca se torna um espaço de múltiplas intervenções informacionais e
o bibliotecário um mediador do processo ensino-aprendizagem da construção do
conhecimento.
REFERÊNCIAS
CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. The concept of information. ARIST, v.37, p.
343-411, 2007.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. A Information Literacy e o papel educacional das
bibliotecas. São Paulo, 2001. Dissertação (Mestrado) – Escola de Comunicação e
Artes da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001. Disponível em: &lt;
http://www.teses.usp.br//tde-30112004-151029&gt;. Acesso em: 12 mar. 2009.
______. Information Literacy : princípios, filosofia e prática. Ciência da Informação,
v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003.
MELO, Thelma M. S. de; RIOS, Francisco W. S.; FREITAS, Giordana N. de. A
Biblioteca universitária e seu papel no desenvolvimento da competência
informacional do docente: desafios e novos horizontes. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: UFPe,
1996. Disponível em: &lt; https://portal.febab.org.br &gt; . Acesso em: 7 jul. 2017.
PILON, Giovana Nogueira Prata. A desinformação pela super-abundância de
informação na era digital. São Paulo, 2011. 22 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Pós-Graduação em Mídia, Informação e Cultura) – Centro de Estudos LatinoAmericanos sobre Cultura e Comunicação, Universidade de São Paulo, 2011.
Disponível em: &lt;http:// www.usp.br &gt;. Acesso em: 5 dez. 2013.
SHENK, David. Data smog: surviving the information glut. Nova York: Harper, 1997.
WEIL, Andrew. Why data smog may be making your depressed. Health and
Science, 2011. Disponível em: &lt; http:// www.ideas.time.com&gt;. Acesso em: 2 jul.
2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32383">
                <text>A ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE NA PROPAGAÇÃO DO USO ÉTICO DA INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32384">
                <text>Cássia Costa Rocha Daniel de Deus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32385">
                <text>Grasiele Barreto Rangel Monteiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32386">
                <text>Roberta Cristina Barboza Galdencio</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32387">
                <text>Daniele Masterson Ferreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32388">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32389">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32391">
                <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32392">
                <text>O curso “Uso ético da informação e propriedade intelectual”, oferecido na Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde - CCS, através da Divisão de Aperfeiçoamento na Carreira - DIAC da Universidade Federal do Rio de Janeiro, visa promover a capacitação de professores e técnicos administrativos em relação ao processo de pesquisa informacional e na tomada de decisão nas rotinas acadêmicas inerentes à Universidade. Devido ao seu enfoque, o curso está inserido no contexto da competência informacional, para sua fundamentação teórica utilizou-se Dudziak (2003), assim como o conceito de data smog (SHENK, 1997) e demais autores na área da informação. As aulas compreendem apresentação expositiva do conteúdo, assim como aulas práticas em laboratório, com carga horária de 120 horas e oferta de 30 vagas. Aborda o processo de pesquisa e as fontes de informação, noções de propriedade intelectual x acesso aberto, uso dos recursos informacionais e normalização de trabalhos técnico-científicos. Abrange, ainda, técnicas para a organização, recuperação e uso das fontes informacionais de acordo com Leis de Direitos Autorais e as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A primeira turma concluiu o curso em fevereiro de 2017. Observou-se que o conteúdo ministrado foi útil para os alunos, pois contribuiu para o desenvolvimento e aprimoramento do exercício de suas atribuições. Ressalta-se que por meio do curso, os alunos reconheceram os bibliotecários como mediadores no processo de ensino e o ambiente da Biblioteca como um espaço de aprendizagem.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66705">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2741" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1823">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2741/1855-1872-1-PB.pdf</src>
        <authentication>2d5ab23af6acd5af83c2ff0330191da2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32382">
                    <text>Áreas de silêncio e cultura colaborativa: construindo ambientes de
conforto acústico na Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça

Najla Bastos de Melo (STJ) - najlam@stj.jus.br
Bruna Bites Carvalho (Instituição - a informar) - bcbites@stj.jus.br
Marina Mendes da Rocha (Instituição - a informar) - marinamr@stj.jus.br
Josiane Cury Nasser Loureiro (Instituição - a informar) - josiane@stj.jus.br
Bruna Bites Carvalho (STJ) - bruna.bites@gmail.com
(Instituição - a informar) - marinamendesdarocha@gmail.com
Rosa Maria de Abreu Carvalho (STJ) - rosa18carvalho@gmail.com
(Instituição - a informar) - josiane.nasser@gmail.com
Resumo:
Aborda a elaboração de campanha de adequação acústica para o espaço físico da Biblioteca do
Superior Tribunal de Justiça. A campanha consiste em elaboração de nova sinalização baseada
em comunicação positiva e sensibilização dos frequentadores da Biblioteca, com ênfase na
colaboração e construção coletiva de um espaço com conforto acústico que atenda às diversas
demandas da Biblioteca.
Palavras-chave: Conforto acústico em biblioteca, sinalização de biblioteca, áreas de silêncio
em biblioteca
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
Oferecer um ambiente acolhedor e com boa qualidade acústica aos
frequentadores da Biblioteca, sejam usuários ou servidores, é um desafio.
Usuários querem silêncio para estudar e também desejam um espaço para
conversar entre si. Servidores precisam se comunicar, atender usuários de forma
presencial ou por telefone e ainda necessitam ter condições de se concentrar para
realizar pesquisas e tratamento da informação. Como conciliar todas essas
demandas? A Biblioteca do STJ, em parceria com a equipe de Comunicação do
tribunal, elaborou um projeto de sinalização para seu espaço físico que contempla
a ideia de áreas com atividades acústicas diferenciadas. A nova sinalização faz
parte de uma campanha de conscientização cujo objetivo é adequar os ambientes
da biblioteca às atividades de trabalho e estudo.

Relato da experiência:
Uma reclamação de um usuário à ouvidoria do STJ quanto ao nível de ruído nos
ambientes da Biblioteca ensejou a realização de um projeto de nova sinalização
para a Biblioteca e campanha de sensibilização junto aos seus frequentadores. O
projeto deveria se pautar em uma comunicação positiva, sem o uso de termos e
imagens negativas ou proibitivas e ter caráter de campanha continuada,
uniformizada e de fácil entendimento; os usuários e servidores da Biblioteca
deveriam ser estimulados a participar na construção de um ambiente colaborativo
e adequado a cada função exercida na Biblioteca.
A equipe de Comunicação, formada por profissionais com conhecimento em
design, propôs uma campanha pontuada pelo Design Gráfico Ambiental, que
busca a intersecção entre design gráfico, design de produto, arquitetura e
urbanismo e comunicação com o intuito de informar, orientar, identificar e
ambientar.
O projeto consistiu então, em uma primeira etapa, na criação das "Áreas de
Silêncio": Flexível, Moderado e Total, cada uma com um nível aceitável de ruído.
Foi feita também a indicação de uso de objetos/utensílios permitidos em cada uma
das áreas. Textos e ícones foram utilizados para compor as peças de sinalização.
Os materiais produzidos foram móbiles no teto, adesivos das portas, trinca de
quadros informativos, banners e cartazes.
Alguns desses itens podem ser vistos a seguir:
1

�Figura 1 Banner indicativo de áreas

Figura 2 Adesivos para as portas

2

�Figura 3 Trinca de cartazes Área flexível

Figura 4 Móbile Área flexível

3

�Figura 5 Trinca de cartazes área moderada

Figura 6 Trinca de cartazes área de silêncio total

4

�Figura 7 Móbile área de silêncio total

O projeto encontra-se atualmente na fase de impressão e afixação da nova
sinalização. A segunda etapa do projeto consistirá em campanha de sensibilização
dos frequentadores da Biblioteca e divulgação da campanha nos meios de
comunicação para o público interno do STJ.

Considerações finais:
O estímulo visual com material de design de qualidade é um dos recursos mais
utilizados nos dias de hoje quando se necessita estabelecer um novo padrão de
comportamento e uso de ambientes. Conscientizar, sensibilizar e chamar para
fazer junto em um espaço colaborativo onde todos possam ser satisfeitos em suas
necessidades são premissas com boas possibilidades de sucesso. Criar um
ambiente confortável e adequado para as diversas atividades que se exercem na
Biblioteca é uma tarefa de vários atores. O trabalho colaborativo entre o pessoal
da Biblioteca, o pessoal de Comunicação juntamente com os servidores e
usuários pode ter um resultado bastante interessante, como o que se pretendeu
demonstrar nesse resumo expandido.

Referência:
PEREIRA, Clauciane Vivian; VIEIRA, Milton Luiz Horn. Design gráfico ambiental
para a sustentabilidade. Disponível em:&lt;
http://portal.anhembi.br/sbds/anais/SBDS2009-026.pdf&gt;. Acesso em 15 jul. 2017.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32371">
                <text>ÁREAS DE SILÊNCIO E CULTURA COLABORATIVA: CONSTRUINDO AMBIENTES DE CONFORTO ACÚSTICO NA BIBLIOTECA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32372">
                <text>Najla Bastos de Melo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32373">
                <text>Bruna Bites Carvalho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32374">
                <text>Marina Mendes da Rocha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32375">
                <text>Josiane Cury Nasser Loureiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32376">
                <text>Rosa Maria de Abreu Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32377">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32378">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32380">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32381">
                <text>Aborda a elaboração de campanha de adequação acústica para o espaço físico da Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça. A campanha consiste em elaboração de nova sinalização baseada em comunicação positiva e sensibilização dos frequentadores da Biblioteca, com ênfase na colaboração e construção coletiva de um espaço com conforto acústico que atenda às diversas demandas da Biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66704">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2740" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1822">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2740/1854-1871-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5c4e992126013758f8b9a61c1fee3141</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32370">
                    <text>Uma noite na Biblioteca
Lidiamara Alves da Rosa Gross (BPP) - lidiamaragross@bpp.pr.gov.br
Vilma Aparecida Gural Nascimento (BPP) - vilmanascimento@bpp.pr.gov.br
Resumo:
O Projeto Uma Noite na Biblioteca beneficia 60 crianças de 7 a 10 anos. As atividades
começam às 17h do sábado com um grupo de atores que realizam uma performance em que se
caracterizam como personagens da literatura paranaense, brasileira e universal.
Durante a noite, as crianças participam de atividades culturais como: dança; música; teatro;
oficinas; gincanas culturais, cinema, entre outros
No domingo pela manhã, o encontro acaba às 8 horas, quando pais e responsáveis vêm buscar
os filhos. É servido um café da manhã a todos.
Palavras-chave: Biblioteca; Incentivo a leitura;Acesso a cultura
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�PROJETO “UMA NOITE NA BIBLIOTECA”
Autoras: Lidiamara Alves da Rosa Gross – CRB -9/1616
Vilma Aparecida Gural Nascimento – CRB -9/1615
1. JUSTIFICATIVA
A velocidade com que as informações chegam até nós é muito diferente
se comparado com alguns anos atrás. Hoje, mesmo andando na rua é possível
estar bem informado através de um celular. Se por um lado as tecnologias
diminuíram a quantidade de usuários nas bibliotecas, principalmente para
informações rápidas que antes eram consultadas em enciclopédias e
dicionários, por outro lado essas mesmas bibliotecas deixam de oferecer outros
suportes textuais que não seja o livro. Assim, em poucos cliques se tem tudo à
disposição.
É necessário diversos incentivos criativos para que se possa atrair
usuários novos. Uma das maiores dificuldades é fazer com que as crianças
tomem gosto pela leitura e sejam atraídas pelos ambientes, muitas vezes
desestimulantes de uma biblioteca.
No mundo norteado pelas notícias em tempo real, pela velocidade da
internet, e onde as bibliotecas públicas – num primeiro momento – parecem
estar fadadas ao esvaziamento e, os livros, aos montes, esquecidos

num

canto qualquer; eis que um grupo de crianças “dormem” por uma noite apenas
numa biblioteca.
A possibilidade das crianças dormirem na biblioteca foi uma ideia
baseada no filme “Uma noite no Museu” onde as obras e estátuas ganhavam
vida durante a noite. Utilizando a mesma premissa do filme as bibliotecárias
Lidiamara Alves da Rosa Gross e Vilma Aparecida Gural Nascimento da
Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, desenvolveram o projeto
institucional “Uma noite na biblioteca” no ano de 2010.
A ideia é receber um grupo formado por crianças de 7 a 12 anos e em
sua maioria, frequentadoras da biblioteca pública, porém todas elas trazem em
comum a curiosidade aguçada presente nos novos e pequenos usuários.
Com isso, o grande objetivo é que a biblioteca pública seja
desmistificada como um local de silêncio, de tédio, de castigo e, por vezes
apenas de local fantasmagórico e mostre para as crianças que é um local de

�muita diversão e conhecimento, estabelecendo um elo de intimidade com
esses pequenos usuários para que possam espalhar a experiência vivida para
outras crianças e entendam que a biblioteca pública apresenta, além de um
passeio noturno por suas dependências, atividades com diferentes expressões
culturais de forma descontraída e dinâmica. Entre as atividades estão a dança,
a música, o teatro, a gincana, a oficina, a leitura – com hora do conto - e a
partilha de alimentos. Tudo com a intenção de agradar aos tão exigentes novos
leitores.
2. OBJETIVO
O evento “Uma noite na biblioteca” foi criado em 2010 pelas
bibliotecárias Lidiamara Alves da Rosa Gross e Vilma Aparecida Gural
Nascimento e visa estimular a criança a frequentar a biblioteca pública,
formando novos leitores. Não obstante a isso, na Biblioteca Pública do Paraná
os serviços e/ou atividades direcionados às crianças são muitos, e vem de
encontro à missão proposta pela IFLA:
As bibliotecas públicas têm uma responsabilidade especial no
apoio ao processo de aprendizagem da leitura e na promoção
do livro e de outros materiais para crianças. A biblioteca deve
organizar atividades especiais para crianças, tais como
sessões de conto e outras atividades relacionadas com os
serviços e os recursos da biblioteca. As crianças devem ser
motivadas para a utilização da biblioteca a partir de muito cedo,
já que tal tornará mais provável que continuem a ser
utilizadores no futuro. (IFLA, 2001)

E é acreditando nesse futuro que até em meios às dificuldades de apoio,
a Seção Infantil têm mantido esse evento, que já se tornou uma tradição na
biblioteca, com sua realização após seis anos consecutivos.
A proposta da Seção Infantil da Biblioteca Pública do Paraná de “Uma
noite na Biblioteca” é a realização de um encontro com a literatura de forma
não habitual e mais lúdica. Com isso, acredita-se que as crianças passam a se
apropriar do espaço público e criam um vínculo de afetividade com a biblioteca,
através dos personagens oriundos da literatura infantil.
A periodicidade com que se realiza o evento é de duas vezes ao ano,
com média de 50 crianças de idade entre 7 e 12 anos, por evento.
A Biblioteca Pública do Paraná empresta colchões do Corpo de
Bombeiros para abrigar as crianças, se assim desejarem dormir, já que todas

�precisam trazer seus pijamas e seu pertences de uso pessoais, como escova e
pasta de dentes.
2.1 COMO ACONTECE
As crianças são convidadas, através das mídias e, as vagas são
limitadas às primeiras 50 crianças que fizerem as inscrições.
A proposta é fazer com que as crianças passem uma noite na biblioteca,
sempre de sábado para domingo – horário em que a biblioteca está fechada
para o grande público. Os pais trazem as crianças até a biblioteca e esses
pequenos participantes descobrem nessa noite diversas histórias e aventuras
que acontecem numa biblioteca.
Em cada espaço físico existirá uma atividade conduzida por um
profissional caracterizado e responsável por aquele espaço. Assim, cada
espaço comportará

performances que contemplem contação de histórias,

oficinas, danças, teatros, apreciações musicais, gincanas, entre tantas outras.
As atividades são criadas sempre relacionadas com personagens retirados de
livros, histórias em quadrinhos, animais, seriados e filmes.
No “bibliotour” pelas dependências de três andares da biblioteca pública,
cada criança recebe uma lanterna para que a visita seja iluminada apenas com
essas luzes e para que os espaços sejam instigantes e os mistérios sejam aos
poucos desvendados.
Durante o evento, um lanche noturno é servido para as crianças na
cantina da biblioteca e, na sessão de cinema, terão direito a um bom pacote de
pipoca. No domingo pela manhã encerra-se o evento com um café da manhã
servido para as crianças e os pais que as pegam para retornarem às suas
casas, ao som de muita conversa e grande confraternização.
3.METODOLOGIA
A experiência e os relatos recebidos das quase 450 crianças
participantes das nove edições do projeto, dos leitores e das pessoas que
nunca haviam participado de uma experiência de leitura é que impulsionam a
continuidade dessa maratona de formar leitores.
Crianças

comprometidas,

responsáveis,

interessadas,

talentosas,

descobrindo-se leitores e apoderando-se do espaço biblioteca, iniciando com o
projeto Uma noite na Biblioteca e conhecendo outras atividades ofertadas.

�Uma história que começou de forma acanhada e que hoje esta inclusa
no calendário cultural da Biblioteca Pública do Paraná só foi possível graças às
grandes parcerias e ao envolvimento dos funcionários e estagiários que são os
condutores do projeto na biblioteca. É estimulante ver pessoas envolvidas que
nunca estiveram na biblioteca e também acreditavam não gostar de ler,
participando e expressando o prazer dessa descoberta. A aceitação e o
envolvimento com o projeto aconteceram de forma entusiasmada, por se tratar
de algo novo dentro da biblioteca.
Com isso, notou-se o aumento no uso frequente da biblioteca pela
comunidade participante, proporcionando uma melhora significativa no
desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita dos envolvidos. A
biblioteca oportunizou o acesso e o conhecimento dos diferentes gêneros
textuais que circulam no contexto da informação e os usuários em potenciais
mostraram interesse pelo ambiente da biblioteca, emprestando um número
significativo de obras literárias.
4. AVALIAÇÃO
A Biblioteca Pública do Paraná vem cumprir o seu papel de prestadora
de serviço de leitura pública podendo ofertar uma atividade de tamanha
importância para o desenvolvimento do gosto pela leitura, através da realização
desse evento para as crianças dando um salto no atendimento direto à
comunidade paranaense.
A biblioteca pública fortalece a sua imagem diante do cidadão como uma
biblioteca viva que cumpre seu papel social com atividades culturais e
educativas, acelerando o processo da mediação no atendimento ao público e
promovendo o desenvolvimento do gosto pela leitura nas crianças, certamente,
seus futuros usuários. Neste contexto, a biblioteca deve ser um espaço
estimulador que favoreça o contato da criança com certa quantidade e
materiais diversos: livros, jornais, revistas, gibis e cartazes, a fim de
estimularem a curiosidade a respeito da leitura.
Dentre os serviços da Biblioteca Pública do Paraná, o evento “Uma noite
na biblioteca” faz muito sucesso e é bastante respeitado até porque, por muitas
vezes, as escolas de Curitiba e região metropolitana reivindicam o evento só
para si.

�REFERÊNCIAS

IFLA. Directrizes para serviços de bibliotecas para crianças. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/files/assets/libraries-for-children-andya/publications/guidelines-for-childrens-libraries-services-pt.pdf&gt;. Acesso em:
21 abr. 2016.
IFLA. Diretrizes da IFLA sobre os Serviços da Biblioteca Pública. Lisboa:
Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e da Biblioteca, 2013. Disponível em:
&lt;http://www.ifla.org/files/assets/hq/publications/series/147-pt.pdf&gt;. Acesso em:
24 abr. 2016.
GROSS, L. A. da R.; NASCIMENTO, V. A. G. Uma noite na biblioteca: uma
atividade na Biblioteca Pública do Paraná. Curitiba, 2010. Projeto institucional.
MEDEIROS, A. L. S. Biblioteca Pública do século XXI. CRB-8 Digital, v.5, n.2,
p. 49-55, 2012. Disponível em:
&lt;http://revista.crb8.org.br/index.php/crb8digital/article/view/91/91&gt;. Acesso em:
29 abr. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32362">
                <text>UMA NOITE NA BIBLIOTECA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32363">
                <text>Lidiamara Alves da Rosa Gross</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32364">
                <text>Vilma Aparecida Gural Nascimento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32365">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32366">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32368">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32369">
                <text>O Projeto Uma Noite na Biblioteca beneficia 60 crianças de 7 a 10 anos. As atividades começam às 17h do sábado com um grupo de atores que realizam uma performance em que se caracterizam como personagens da literatura paranaense, brasileira e universal.Durante a noite, as crianças participam de atividades culturais como: dança; música; teatro; oficinas; gincanas culturais, cinema, entre outrosNo domingo pela manhã, o encontro acaba às 8 horas, quando pais e responsáveis vêm buscar os filhos. É servido um café da manhã a todos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66703">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2739" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1821">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2739/1853-1870-1-PB.pdf</src>
        <authentication>177c3e4ad5e4ea909058b53ba1870633</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32361">
                    <text>Trabalho em rede para democratizar o conhecimento: experiência
da BVS Prevenção e Controle de Câncer e Biblioteca do Centro de
Ciências da Saúde / UFRJ

Kátia de Oliveira Simões (INCA) - katia.simoes@gmail.com
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA) - camila.ferreira@inca.gov.br
Cássia Costa Rocha Daniel de Deus (UFRJ) - cassiacdeus@gmail.com
Resumo:
O trabalho apresenta a parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) junta
com Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Prevenção e Controle de Câncer. A iniciativa aborda a
integração da BVS e UFRJ e como essa articulação funciona para qualificar o atendimento ao
usuário e potencializar as ações de difusão da informação científica em saúde. Demonstra,
assim, como essas ações conjuntas otimizam o cenário das bibliotecas na divulgação e
disseminação de informações.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas Digitais. Eventos Científicos e de
Divulgação. Competência em Informação
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
A biblioteca é uma organização que presta serviços informacionais a comunidade
interna e externa, para tanto, precisa estar equipada com recursos de naturezas diversas,
para prestar um serviço de qualidade, a fim de atender às necessidades de seus usuários
e fazer com que as informações cheguem a eles. As ações desenvolvidas nas bibliotecas
devem preceder a elaboração de instrumentos de divulgação, partindo do princípio de que
a informação é o instrumento que une os indivíduos. No cenário atual as bibliotecas
disponibilizam infraestrutura e tecnologias, que ajudam a população a utilizarem a
informação para apoiar sua mobilização na sociedade, bem como se apropriar
efetivamente do conhecimento disponível. O acesso a este conhecimento é fator
preponderante para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Dentro deste contexto o papel das bibliotecas se destaca ao exercerem sua função
social. Proporcionam, muitas vezes, ações culturais e educacionais de modo a garantir a
promoção da igualdade social e fortalecer a inclusão informacional.

Relato de experiência:
A biblioteca universitária tem o compromisso de garantir que os usuários tenham
acesso ao conhecimento para a construção de competências que lhes garantam
habilidades suficientes para um constante aprendizado. Com esse pensamento vem
sendo realizadas várias iniciativas objetivando atrair seus usuários, como estratégia para
democratização e socialização do conhecimento em várias áreas da saúde.
A Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do
Rio de Janeiro – UFRJ, pensando em seus usuários e nos princípios fundamentais da
promoção da saúde, está coordenando o projeto “Biblioteca Central do CCS nas
estações”. A equipe está articulada para qualificar o atendimento ao usuário e
potencializar as ações de difusão da informação científica em saúde. A ação compreende
campanhas sociais e educativas destinadas à comunidade acadêmica e externa, visando
colaborar na promoção da cultura, saúde e bem-estar. As temáticas propostas são
adaptadas dos calendários oficiais na área da Saúde. O projeto conta com o apoio da
Decania do Centro de Ciências da Saúde e de algumas parcerias para promover várias
iniciativas de prevenção e conscientização sociais. O intuito é aprimorar o alcance e a
efetividade das campanhas, e assim, estender o papel da biblioteca na promoção da
saúde, qualidade de vida e cidadania. Como exemplo de parceria, o projeto "Biblioteca
Central do CCS nas Estações" junto com o Instituto Nacional do Câncer José Alencar
Gomes da Silva – INCA, através Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de

�Câncer - BVS promoveu, em maio, a campanha de 2017 de combate ao tabagismo. Foi
montado um stand com materiais informativos sobre tabagismo, além de fornecer
integração e divulgação de informações importantes na temática. O stand BVS também
participou com depoimentos de cunho informativo e uma oficina sobre estratégias de
busca, focada nessa temática.
O INCA que ocupa a Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a
Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), atua com
ações educativas que envolvem atividades pontuais através de campanhas com objetivo
de prevenir a iniciação do tabagismo, promoção e cessação de fumar. Essa sensibilização
contra o tabagismo, por meio das campanhas, desempenha papel preponderante, pois
divulgam mensagens sobre os efeitos nocivos do cigarro na população, palestras que
estimulam a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis.
A partir de 27 de novembro de 2012, o INCA vem trabalhando, oficialmente, como
secretaria executiva da BVS com vistas a desenvolver um espaço público e cooperativo
para a gestão da informação científica e técnica sobre o tema. A prioridade é facilitar o
acesso à informação pertinente e de qualidade na área.
A Biblioteca Central do CCS como integrante do Comitê Consultivo da BVS atua
junto com a Secretaria Executiva por coordenar o trabalho cooperativo para o
desenvolvimento da BVS, além de atuar na promoção e fortalecimento desse trabalho.
O trabalho da BVS na formação de redes se tornou uma prática de atuação. Um
dos fundamentos do trabalho em rede se apoia na premissa de que a colaboração é
fundamental para a promoção de mudanças sociais, otimização de ações e fortalecimento
das equipes que atuam com interesses comuns.

Conclusões finais:
Desta forma, pretendemos ressaltar a importância da troca de informação,
experiências, e ainda o desenvolvimento de ações conjuntas que configuram em
iniciativas de grande impacto nas políticas públicas que contribuam para a promoção do
desenvolvimento sustentável visando à criação e sistematização de uma rede formada
por estas instituições e comunidades. A criação de espaços que promovam ações de
desenvolvimento e disseminação de informação em saúde estimula a participação da
comunidade usuária. Assim evidencia-se a importância dessas ações conjuntas onde é
promovido a troca de ideias e a percepção das necessidades da comunidade e atuar de
forma a estreitar cada vez mais a participação do usuário na biblioteca. Assim, a biblioteca
do CCS aliada a BVS vem otimizar o cenário das bibliotecas por integrar os diversos

�recursos informacionais na divulgação e disseminação de informações.

Figura 1: Workshop em parceria com a Biblioteca do Centro de Saúde da UFRJ.

Fonte: Facebook BVS Prevenção e Controle de Câncer, 2017.

Referências:
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Programa
nacional
de
controle
de
tabagismo.
Disponível
em:
&lt;http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/program
a-nacional-controle-tabagismo&gt;. Acesso em: 25 Jun. 2017.
SOUZA, D. L.; ORTEGA. C. D. O trabalho em rede na organização e nos serviços de
informação: mapeamento e caracterização. Múltiplos Olhares em Ciência da
Informação, v. 4, n. 2, out. 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca Central do CCS/UFRJ.
Disponível em: &lt;http://www.bib.ccs.ufrj.br/site/estacoes.html&gt;. Acesso em: 17 Jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32352">
                <text>TRABALHO EM REDE PARA DEMOCRATIZAR O CONHECIMENTO: EXPERIÊNCIA DA BVS PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER E BIBLIOTECA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE / UFRJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32353">
                <text>Kátia de Oliveira Simões</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32354">
                <text>Camila Belo Tavares Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32355">
                <text>Cássia Costa Rocha Daniel de Deus</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32356">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32357">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32359">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32360">
                <text>O trabalho apresenta a parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) junta com Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Prevenção e Controle de Câncer. A iniciativa aborda a integração da BVS e UFRJ e como essa articulação funciona para qualificar o atendimento ao usuário e potencializar as ações de difusão da informação científica em saúde. Demonstra, assim, como essas ações conjuntas otimizam o cenário das bibliotecas na divulgação e disseminação de informações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66702">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2738" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1820">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2738/1852-1869-1-PB.pdf</src>
        <authentication>78d931e4318d89fd5bc7814b5a33a510</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32351">
                    <text>SUA BIBLIOTECA APOIA A GESTÃO DO CONHECIMENTO DA
ORGANIZAÇÃO?

Gil Eduardo Amorim Vieira (Inmetro) - gevieira@inmetro.gov.br
Resumo:
Este trabalho relata a intenção de um grupo de bibliotecas em se ressignificarem, para que
continuem reconhecidas como elementos fundamentais dos objetivos de negócio de suas
instituições. Neste caminho, apostam na atuação como ferramentas ao desenvolvimento da
Gestão do Conhecimento (GC), para alavancar o empreendedorismo interno e o desempenho
de suas organizações. É feita rápida revisão do tema GC e é proposto o uso do modelo SECI
(socialização, externalização, combinação e internalização), de Nonaka e Takeuchi, como
balizador das ações para gestāo do conhecimento promovidas por estas ou outras bibliotecas.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento; Modelo SECI; Biblioteca
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1. INTRODUÇÃO
Em 2016, bibliotecas de instituições privadas, públicas e mistas do Rio de
Janeiro passaram a se reunir periodicamente num grupo de estudo “Bibliotecas com
Foco em GC”. Hoje, ali na prática, cerca de trinta entidades procuram entender quais
são seus papéis atuais e qual seria o necessário reposicionamento para garantirem
sua continuidade nas cada vez mais enxutas estruturas de suas organizações.
Percebem que a adoção de novas formas gerenciais e de novas tecnologias
desenvolveu um modelo de trabalho em suas empresas, que privilegia: a redução da
estrutura formal, para obter maior flexibilidade; processos organizacionais cada vez
mais intangíveis; relações de parceria na forma de redes de valor (networks); e, como
estratégia, um conjunto de práticas denominadas Gestão do Conhecimento (GC).
É com base neste modelo que elas têm entendido a necessidade de orientar
seus serviços ao suporte de tais práticas de GC e, felizmente, a literatura as tem
recomendado como pilares naturais desse suporte.
“As organizações estão [...] renomeando seus atuais grupos de
trabalhadores - geralmente bibliotecários - como gerentes do
conhecimento. [...] a biblioteca da empresa tornou-se o Centro de
Recursos do Conhecimento” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 134).

Esta ressignificação tem sido questão relevante para as bibliotecas participantes
do grupo de estudo, já que a economia baseada na gestão do conhecimento é
inovadora, disruptiva, e o que os veículos de comunicação tem divulgado como ações
de suporte em bibliotecas voltadas ao conhecimento muitas vezes extrapola o senso
comum: colocam pessoas no lugar dos livros como forma de gerar conhecimento
através da empatia; emprestam drones e impressoras 3D, para promover a
aprendizagem no uso da inovação; criam “Bibliotecas das Coisas”, para emprestar
objetos e tecnologias, cujo acesso em geral é caro, mas que são tão inclusivas, na
produção ou implementação de novos conhecimentos. Seus espaços tem sido
flexibilizados para se assistir filmes, beber, comer, dormir, porque isso induz ou
suporta um melhor processo criativo, ou serem oferecidos como ambientes de
coworking, em suporte a startups e incubadoras, para favorecer negócios entre os
usuários e seus possíveis clientes ou investidores.

�Essas notícias tem criado uma espécie de ansiedade nas bibliotecas que só
agora se iniciam no envolvimento com a GC, principalmente em torno da questão:
estamos realmente apoiando nossas organizações em sua gestão do conhecimento?

2. GESTÃO DO CONHECIMENTO
Davenport e Prusak (1998) entenderam a gestão do conhecimento como “a
capacidade de lidar de forma criativa com dados, informações e conhecimento”. Essa
definição é importante porque identifica esses elementos essenciais que, em geral,
são de amplo domínio do profissional bibliotecário. Entretanto, no exercício dessa
criatividade, Kruglianskas e Terra (2003) chamam atenção para o necessário
alinhamento

de

qualquer

ação

à

funcionalidade

estratégica

dos

objetivos

organizacionais, esclarecendo que, em grande parte, o conhecimento já se faz
presente na organização e, por isso, é função da GC mapear e trabalhar esses
conhecimentos na produção de novos conhecimentos estratégicos.
Figura 1 - Facetas da GC e seus objetivos de conhecimento.

Fonte: Adaptado de CIANCONI, 2003, p. 237.

Cianconi (2003) detalha quais seriam estes objetivos, apresentando eles como
facetas da Gestão do Conhecimento, que aparecem relacionadas na Figura 1, anterior,
e atribuídas de objetivos específicos.

�3. MODOS DE CONVERSÃO DO CONHECIMENTO
Nesta amplitude de ações possíveis, dentro da empresa, podemos objetivar a
questão, observando com Nonaka e Takeuchi (1997) que o eixo principal do
conhecimento é a compreensão de que ele é produzido nos indivíduos e nas
interações entre eles, para só depois se expandir para os grupos e organizações. A
essas interações, eles chamaram de “conversão do conhecimento”, descrevendo
como ela acontece através de uma espiral (figura 2) de modos específicos de
transição entre as duas formas básicas do conhecimento, também por eles definidas:
●

Explícito, quando tal conhecimento existe registrado em algum meio e, por
isso, é de fácil organização, recuperação e comunicação; e

●

Tácito, quando é aquele que o indivíduo adquiriu através de experiências
intelectuais, sensoriais e, por isso, é unicamente existente na cabeça deste
indivíduo.
Figura 2 - Modos de conversão do conhecimento

Fonte: Adaptado de NONAKA; TAKEUCHI, 1997.

São justamente esses modos de conversão, denominados de modelo SECI
(socialização, externalização, combinação e internalização) que propõem os
parâmetros para uma “facilitação” do conhecimento e sugerem que as verdadeiras
ações de suporte à GC são as de criar condições de se manter o giro de tal espiral:
●

A socialização, na busca da transmissão de conhecimentos tácitos de difícil
explicitação (uma conversa, uma aula prática, coaching);

●

A externalização, na busca de converter o conhecimento tácito em explícito
(fazer com que o especialista, possuidor do conhecimento, registre o passo-

�a-passo de sua atividade ou de sua compreensão, de forma a torná-lo
disponível).
●

A combinação, na busca de juntar diversos conhecimentos explícitos (fazer
sistematização, classificação, contextualização, adequação).

●

A internalização, na busca de converter um conhecimento já explícito em
tácito (leitura de um livro, audição de um disco, visão de um filme).

4. CONCLUSÃO
A proposta deste trabalho é a de que vários produtos ou serviços de uma
biblioteca podem ser considerados como de suporte a cada etapa do modelo SECI.
Então, relacioná-los e associá-los à um quadrante da espiral de conversão do
conhecimento, pode verificar se há lacunas ou oportunidades de ação não
preenchidas, promovendo um entendimento maior do objetivo de cada desses
produtos e serviços e respondendo se a sua biblioteca apoia a gestão do
conhecimento da sua empresa.
A tabela a seguir apresenta uma livre e reduzida lista da associação de alguns
serviços oferecidos por bibliotecas, aos modos de conversão do conhecimento:
Tabela - Serviços bibliográficos associados aos modos de conversão do conhecimento
Socialização

Externalização

Serviços de
promoção e
execução de
eventos, de
disponibilização e
media- ção de redes
sociais ou espaços
de troca, sejam
presenciais ou
virtuais.

Fornecimento de
Serviços de
serviços editoriais ou formação de
de suporte.
acervos, criação de
coleções, catálogos
Biblioteca das
e listas de fontes de
coisas;
informação,
Blogs, sites;
especialistas e
Capacitação
equipamentos;
editorial;
Copydesk;
Acervos;
Documentação de
Catálogos;
melhores práticas;
Coleções;
Gravação;
Diretório de
Impressão;
especialistas
Produção editorial;… Indexação;
Metadados;
Listas, relações;
Museus;...

Biblioteca humana;
Congressos;
Espaços de
convivência;
Grupos de
discussão;
Redes sociais;...

Fonte: Elaborada pelo autor.

Combinação

Internalização
Serviços de disponibilização,
infraestrutura,
ambientes e
equipamentos
Empréstimo de
conteúdos e
equipamentos;
Inclusão digital;
Localização de títulos
e informações;
Salas de descanso;
Salas de leitura e
audiovisuais;
Serviços de referência
e atendimentos;
...

�É importante frisar que alguns serviços podem ser classificados em diversas
colunas, evidenciando as diversas peculiaridades da sua oferta. Isso é muito útil na
melhoria de sua prestação e no levantamento de seus requisitos totais.
Finalmente, como sugestão de atividade futura para o desenvolvimento da
informação apresentada, propõe-se o relato de real aplicação das proposições deste
trabalho.

REFERÊNCIAS
CIANCONI, Regina de Barros. Gestão do conhecimento: visão de indivíduos e
organizações no Brasil. 2003. 297f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) –
Programa de Pós--graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2003.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento Empresarial: como
as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
KRUGLIANSKAS, Isak; TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do conhecimento em
pequenas e médias empresas. São Paulo: Negócio, 2003.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação do Conhecimento na Empresa:
como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 14. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32344">
                <text>SUA BIBLIOTECA APOIA A GESTÃO DO CONHECIMENTO DA ORGANIZAÇÃO?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32345">
                <text>Gil Eduardo Amorim Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32346">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32347">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32349">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32350">
                <text>Este trabalho relata a intenção de um grupo de bibliotecas em se ressignificarem, para que continuem reconhecidas como elementos fundamentais dos objetivos de negócio de suas instituições. Neste caminho, apostam na atuação como ferramentas ao desenvolvimento da Gestão do Conhecimento (GC), para alavancar o empreendedorismo interno e o desempenho de suas organizações. É feita rápida revisão do tema GC e é proposto o uso do modelo SECI (socialização, externalização, combinação e internalização), de Nonaka e Takeuchi, como balizador das ações para gestāo do conhecimento promovidas por estas ou outras bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66701">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2737" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1819">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2737/1851-1868-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5d015bc94f6981b146f48668aabcdfcc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32343">
                    <text>Serviços de informação em Bibliotecas Universitárias: estudo
comparativo entre bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
da cidade de Juazeiro do Norte (CE)

Ana Rafaela Sales de Araújo (UFCA) - anarafaela@alu.ufc.br
Rebecca Maria de Freitas Sousa Oliveira (UFCA) - rebeccamfs@gmail.com
Midinai Gomes Bezerra (UFCA) - midnaygomes@gmail.com
Resumo:
Apresenta um estudo comparativo entre os serviços de informação das bibliotecas de
Instituições de Ensino Superior públicas e particulares da cidade de Juazeiro do Norte, no
Ceará. Objetiva identificar os elementos que caracterizam os serviços ofertados pelas
bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade citada, para perceber quais serviços
são melhores aceitos pelos usuários dessas instituições. Propõe entender as diferenças entre
os serviços prestados entre instituições de ensino público e particular na cidade supracitada.
Quanto ao método de pesquisa, esta possui caráter descritivo-exploratória, inserida na
abordagem qualitativa. O campo de pesquisa se constitui de sete bibliotecas de Instituições de
Ensino Superior da cidade de Juazeiro do Norte (CE), três da rede pública (composta por
bibliotecas de pequeno porte, de Universidade Federal, Estadual e Instituto Federal,
denominadas na pesquisa de BIES1, BIES2, BIES3), e quatro do âmbito privado (composta por
bibliotecas de pequeno porte, de Centro Universitário e Faculdades, denominadas na pesquisa
de BIES4, BIES5, BIES6, BIES7). Conclui que os objetivos da pesquisa foram atingidos, pois
realizou-se, mesmo com limitações de acesso à informação nos portais, a identificação dos
serviços de informação das bibliotecas estudadas bem como suas características, mapeamento
e estudo comparativo.
Palavras-chave: Serviços de informação. Bibliotecas universitárias – Juazeiro do Norte (CE).
Instituições de Ensino Superior – Juazeiro do Norte (CE)
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A presente pesquisa trata sobre um estudo comparativo dos serviços de
informação em bibliotecas universitárias das Instituições de Ensino Superior da cidade
de Juazeiro do Norte (CE). Ao desempenharem o papel de mediadoras entre as
competências que são desenvolvidas no espaço acadêmico e as informações que essa
comunidade acadêmica demanda, as bibliotecas universitárias se destacam no
processo ensino-aprendizagem nas instituições as quais pertencem. A biblioteca
universitária, segundo estudos realizados na área, se classifica como a instância que
possibilita às instituições de educação superior “atender as necessidades de
informação de um grupo social ou da sociedade em geral, através da administração do
seu patrimônio informacional e do exercício de uma função educativa, ao orientar os
usuários na utilização da informação” (LÜCK et al., 2000, p. 2).
Sendo parte de uma instituição pública ou privada, segundo Pinheiro e Godoy
(2002), a biblioteca universitária é um centro de informação que deve estar engajado
com a missão da instituição e apresentar suas atividades de informação, conforme as
exigências do Ministério da Educação e Cultura (MEC), oferecendo a seus usuários os
diferentes suportes informacionais necessários ao tripé ensino, pesquisa e extensão,
ela deve ajustar um ambiente físico apropriado para a realização das atividades
acadêmicas.
O comparativo entre os serviços prestados pelas bibliotecas tem como objetivo
identificar os elementos que caracterizam os serviços ofertados pelas bibliotecas de
Instituições de Ensino Superior da cidade de Juazeiro do Norte, para perceber quais
serviços são melhores aceitos pelos usuários dessas instituições e a partir da análise
feita, melhorar aqueles que apresentam alguma dificuldade de aceitação no âmbito
estudado.
O atual trabalho torna-se relevante mediante a apresentação dos serviços
oferecidos pelas sete bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade de
Juazeiro do Norte (CE), como o propósito de entender as diferenças entre os serviços
prestados entre instituições de ensino público e particular na cidade supracitada.
Método da pesquisa
Quanto aos objetivos da pesquisa, esta possui caráter descritivo-exploratória,
inserida na abordagem qualitativa visando identificar os elementos que caracterizam os
serviços ofertados pelas bibliotecas de IES da cidade de Juazeiro do Norte.
O campo de pesquisa se constitui de sete bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior da cidade de Juazeiro do Norte (CE), três da rede pública (composta por
bibliotecas de pequeno porte, de Universidade Federal, Estadual e Instituto Federal,
denominadas na pesquisa de BIES1, BIES2, BIES3), e quatro do âmbito privado
(composta por bibliotecas de pequeno porte, de Centro Universitário e Faculdades,
denominadas na pesquisa de BIES4, BIES5, BIES6, BIES7).
Quanto aos procedimentos técnicos da pesquisa, adotar-se-á o método
comparativo dos serviços ofertados pelas bibliotecas supracitadas, com o apoio da
informação contida em seus respectivos sites. Destaca-se ainda, quanto aos meios
técnicos da investigação, a utilização do estudo de caso, da pesquisa bibliográfica em
periódicos, livros impressos e eletrônicos sobre serviços de informação, bibliotecas

�universitárias e, a pesquisa documental, por se tratar de consultas em sites oficiais,
neste caso, de bibliotecas de IES.
Adota-se como técnica de coleta de dados a observação direta dos sites
institucionais das sete IES identificadas pelo sistema e-MEC visando mapear os
serviços oferecidos pelas referidas bibliotecas e, por conseguinte, elaborar um quadro
comparativo desses serviços.
A pesquisa foi dividida em três etapas: seleção das bibliotecas de IES da cidade
de Juazeiro do Norte. Neste âmbito, cabe destacar que os critérios utilizados para a
seleção da amostra foram a tipologia das bibliotecas (públicas ou particulares) e a
facilidade de acesso aos portais desses ambientes de informação. Destaca-se ainda
que, para possibilitar a comparação dos serviços oferecidos, o objetivo foi selecionar ao
menos sete bibliotecas, sejam públicas ou privadas; análise das características dos
serviços ofertados pelas bibliotecas selecionadas. Foram caracterizados também os
seguintes aspectos: tipo de biblioteca, serviços ofertados, tipo de atendimento
(presencial ou online); mapeamento e elaboração de quadro comparativo dos serviços
oferecidos, conforme relatado acima.
Resultados e Discussão
Considera-se importante que os serviços ofertados por uma biblioteca
universitária venham a ser representados através de valores, que consta da superação
dos resultados alcançados sobre os recursos utilizados. Esta ideia, apresentada por
Silva, Schons e Rados (2006), é utilizada para fundamentar e caracterizar os serviços
principais que uma biblioteca universitária venha a desenvolver.
Para tanto, apresenta-se o seguinte quadro:
Quadro 1 – Valor agregado aos serviços de informação nas bibliotecas universitárias
Serviço de informação

Relação de websites

Serviço de informação com valor agregado
Acesso ao usuário pela Internet com a possibilidade de renovação e reserva
de livros.
Material com acesso via Internet (e-mail, por exemplo)
Compilação de sites relevantes como fontes de informação e/ou ferramentas
de pesquisas.

Serviço de referência

Levantamento bibliográfico, suporte para normalização de trabalhos
acadêmicos e/ou elaboração de ficha catalográfica.

Empréstimo domiciliar
Comutação bibliográfica

Catálogo online

Acesso ao catálogo online da biblioteca

Fonte: Adaptado de Rados, Valerim e Blattmam (1999) e Silva, Schons e Rados (2006).

Os serviços de informação apontados no Quadro 1 foram utilizados para a
técnica de coleta de dados nos sites das bibliotecas das Instituições de Ensino
Superior, aqui denominadas BIES.
Inicialmente, antes da busca pelos serviços de informação, procurou-se em cada
página principal das IES’s o link de acesso à respectiva biblioteca universitária.
Entretanto, somente tinham links as públicas BIES1 e BIES3, e as particulares BIES4,

�BIES5 e BIES6. Somente foram encontrados os sites das BIES2 e BIES7 com o recurso
de busca online.
Revela-se a seguir o Quadro 2, um comparativo entre os serviços de informação
que são apresentados nos sites das bibliotecas das universidades. O “Sim” representa
que o site daquela BIES exibe pelo menos uma das características do serviço de
informação com valor agregado do Quadro 1. O “Não informa” que dizer que não foi
encontrada no site da BIES qualquer característica sobre o tipo de serviço buscado.
Quadro 2 – Comparativo entre os serviços de informação das BIES
Serviço /
Empréstimo
Biblioteca
domiciliar
BIES1 1
Sim
BIES2¹
Não informa
BIES3¹
Sim
BIES4 2
Sim
BIES5²
Sim
BIES6²
Sim
BIES7²
Sim
Fonte: Dados da pesquisa, 2017.

Comutação
bibliográfica
Não informa
Não informa
Não informa
Sim
Não informa
Não informa
Não informa

Relação de
websites
Sim
Não informa
Sim
Sim
Não informa
Sim
Não informa

Serviço de
referência
Sim
Não informa
Sim
Sim
Não informa
Sim
Sim

Catálogo online
Sim
Não informa
Sim
Sim
Sim
Não informa
Sim

É facilmente perceptível que somente a BIES4, particular, possui todos os
serviços básicos de informação disponibilizados em seu site, enquanto que a BIES2,
pública, não apresenta qualquer serviço. Apesar de a BIES2 ter uma página vinculada
ao portal principal da IES, as únicas informações apresentadas são os nomes da
biblioteca e do bibliotecário, o e-mail para contato do bibliotecário e um link para
consulta online do acervo. No entanto, ao clicar neste link, a página inexiste.
As BIES1 e BIES3, as duas públicas do âmbito federal, são semelhantes diante
dos serviços apresentados, não constando apenas o serviço de comutação
bibliográfica. Entretanto, as informações do sistema de bibliotecas da BIES3 são
universais para todos os campi da IES, ou seja, não há um site exclusivo da biblioteca
para a cidade de Juazeiro do Norte.
Observou-se também, excetuando a BIES2, que todas as outras BIES possuem
o serviço de empréstimo domiciliar, com acesso através de login e senha. Contudo,
somente tem acesso livre ao catálogo online no site as BIES1 e BIES3, ambas públicas,
e o acesso a este serviço nas BIES4, BIES5 e BIES7 é somente através de login e
senha. Acredita-se que o acesso livre a estas últimas não é permitido por questões
internas, como de segurança, da própria IES, visto serem particulares.
A relação de websites, ou seja, sites de apoio à pesquisa como bases de dados
ou ferramentas de pesquisa, é disponibilizada apenas nas BIES1, BIES3, BIES4 e
BIES6. Apesar de a BIES5 não apresentar esse serviço, ela dispõe de um link para
acesso ao Portal Domínio Público, uma biblioteca digital do Governo Brasileiro com
diversas obras de acesso público.
As autoras Maciel e Mendonça (2000, p. 34) apontam que o serviço de referência
“compreende todas as atividades voltadas, direta ou indiretamente à prestação de
serviços ao usuário”. Dessa forma, considera-se que o serviço de referência é essencial
1
2

Biblioteca da Instituição de Ensino Superior no âmbito público.
Biblioteca da Instituição de Ensino Superior no âmbito privado.

�e de sobrevivência para a biblioteca. Contudo, a BIES5, além da BIES2, não apresenta
qualquer informação ao usuário sobre os serviços que presta, ponto negativo, visto a
importância que este serviço tem para a biblioteca, como para a IES no geral.
Considerações Finais
Buscou-se identificar nesta pesquisa quais os elementos que caracterizam os
serviços ofertados pelas bibliotecas de IES da cidade de Juazeiro do Norte, assim como
realizar um estudo comparativo entre os serviços de informação dessas bibliotecas.
Diante disto, pode-se inferir que os objetivos da pesquisa foram atingidos, pois
realizou-se, mesmo com limitações de acesso à informação nos portais, a identificação
dos serviços de informação das bibliotecas estudadas bem como suas características,
mapeamento e estudo comparativo.
Como conclusão, destaca-se que apenas uma biblioteca de IES particular
disponibiliza os serviços de informação básicos como: empréstimo domiciliar,
comutação bibliográfica, relação de websites para pesquisas, serviço de referência e
catálogo online e, que duas bibliotecas de IES públicas informam em seus respectivos
sites que não possuem o serviço de comutação, dentre os supracitados. Observou-se
também que das sete bibliotecas estudadas, apenas uma de caráter público não
disponibiliza informações sobre os serviços oferecidos, fato preocupante, pois
considera-se essencial para uma instituição que sua biblioteca ganhe posição de
destaque e protagonismo, trabalhando para a divulgação dos serviços, canais de
comunicação e, principalmente, para atender as necessidades do usuário em questão.
Referências
LÜCK, E. H. et al. A biblioteca universitária e as diretrizes curriculares do ensino de
graduação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLITOECAS UNIVERSITÁRIAS, 11.,
2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. p. 1-17.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organização. Rio de Janeiro:
Interciência, 2000.
PINHEIRO, Marize Inês da Silva; GODOY, Leoni Pentiado. Qualidade em serviços: uma
análise da satisfação dos usuários em bibliotecas universitárias. In: ENCONTRO
NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 22., 2002, Curitiba. Anais... Curitiba:
ABEPRO, 2002. p. 1-8.
RADOS, G. J. V.; VALERIM, P.; BLATTMANN, U. Valor agregado a serviços e produtos
de informação. Informativo CRB 14 / ACB, Florianópolis, v. 9, n. 1, p. 11-12, jan./mar.
1999. Disponível em:
&lt;http://www.oocities.org/ublattmann/papers/valor.html&gt;. Acesso em: 11 jul. 2017.
SILVA, F. C. C. da; SCHONS, C. H.; RADOS, G. J. V. A gestão de serviços em
bibliotecas universitárias: proposta de modelo. Informação &amp; Informação, Londrina, v.
11, n. 2, jul./dez. 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32334">
                <text>SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE (CE)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32335">
                <text>Ana Rafaela Sales de Araújo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32336">
                <text>Rebecca Maria de Freitas Sousa Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32337">
                <text>Midinai Gomes Bezerra</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32338">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32339">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32341">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32342">
                <text>Apresenta um estudo comparativo entre os serviços de informação das bibliotecas de Instituições de Ensino Superior públicas e particulares da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. Objetiva identificar os elementos que caracterizam os serviços ofertados pelas bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade citada, para perceber quais serviços são melhores aceitos pelos usuários dessas instituições. Propõe entender as diferenças entre os serviços prestados entre instituições de ensino público e particular na cidade supracitada. Quanto ao método de pesquisa, esta possui caráter descritivo-exploratória, inserida na abordagem qualitativa. O campo de pesquisa se constitui de sete bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade de Juazeiro do Norte (CE), três da rede pública (composta por bibliotecas de pequeno porte, de Universidade Federal, Estadual e Instituto Federal, denominadas na pesquisa de BIES1, BIES2, BIES3), e quatro do âmbito privado (composta por bibliotecas de pequeno porte, de Centro Universitário e Faculdades, denominadas na pesquisa de BIES4, BIES5, BIES6, BIES7). Conclui que os objetivos da pesquisa foram atingidos, pois realizou-se, mesmo com limitações de acesso à informação nos portais, a identificação dos serviços de informação das bibliotecas estudadas bem como suas características, mapeamento e estudo comparativo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66700">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2736" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1818">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2736/1850-1867-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b7a540646b42b57c5c676a709c3d6264</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32333">
                    <text>Serviço de referência virtual: análise em uma biblioteca
universitária

Laurimar Damasceno Lima (UFPA) - laurimard.lima@hotmail.com
Merabe Carvalho Ferreira da Gama (UFRA) - merabecarvalho@yahoo.com.br
Heloisa dos Santos Brasil (UFRA) - heloisa.brasilhsb@gmail.com
Carlos André Corrêa de Mattos (Pa) - carlosacmattos@hotmail.com
Resumo:
Analisa o serviço de referência virtual em uma biblioteca universitária com poucos recursos. A
metodologia usada foi a observação participante, aplicação de questionários aos usuários e
entrevista com a bibliotecária da seção de referência. Conclui que a biblioteca timidamente
vem adotando as TIC's para a prestação de serviços aos seus usuários e que os mesmos
preferem comunicar-se com a biblioteca por meio das redes sociais.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Serviço de Referência Virtual. Bibliotecas - Canais
de comunicação
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�SERVIÇO DE REFERÊNCIA VIRTUAL: análise em uma biblioteca universitária

1 INTRODUÇÃO
Os avanços tecnológicos implicaram na construção de um novo perfil de
usuário de bibliotecas, contribuindo para que hoje o usuário possa usufruir de muitos
serviços à distância, sem necessariamente ter que se dirigir a uma biblioteca
fisicamente. Nessa direção, diversos autores têm discutido o serviço de referência
virtual, sendo que as bibliotecas universitárias figuram como o lócus de pesquisa mais
frequente nesses estudos, provavelmente pelo seu público que é mais exigente e que
requer mais do bibliotecário (MARCONDES; MENDONÇA; CARVALHO, 2006;
MACIEIRA; PAIVA, 2007; CORRÊA, 2009; NASCIMENTO et al., 2014; NAKANO;
JORENTE, 2014).
Nessa perspectiva, observando a importância de prestar bons serviços nas
bibliotecas e buscando contribuir para as discussões do tema, este estudo foi
desenvolvido em uma biblioteca universitária com quarenta anos, que atende cerca
de 5.000 usuários, dentre alunos de graduação, pós-graduação, professores e
técnicos administrativos. A biblioteca não dispõe de muitos recursos tecnológicos e
seus profissionais buscam ser criativos para oferecer os serviços virtuais, dentro dos
recursos disponíveis. Assim, este trabalho tem como objetivo geral: analisar o serviço
de referência virtual em uma biblioteca universitária, para apontar sugestões de
melhoria. Ressalta-se que embora este estudo tenha sido realizado em uma
determinada biblioteca algumas considerações podem se aplicar a outras bibliotecas
universitárias que vivenciem desafios semelhantes.

2 METODO DA PESQUISA
O tipo de pesquisa adotado é o descritivo, no qual, segundo Rudio (2011, p.71)
há o interesse “em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-los,
classificá-los e interpretá-los”. Utilizou - se três técnicas de coleta de dados tanto
quantitativos quanto qualitativos que foram analisados e dialogados para a
apresentação dos resultados.
As técnicas de coleta de dados foram: 1) aplicação de questionários, segundo
as indicações metodológicas de Appolinário (2012), à 200 usuários da biblioteca, em
horários distintos, com questões fechadas de múltipla escolha e uma questão aberta;
2) entrevista do tipo estruturada com a bibliotecária responsável pelo serviço de

�referência da biblioteca, a qual, de acordo com Martins (2009, p.89) “pode oferecer
elementos para corroborar evidências coletadas por outras fontes” e 3) observação
participante (OP), na qual, conforme Martins (2009), o pesquisador observa o
fenômeno estudado com periodicidade, registra as observações e as categoriza.

3 RESULTADOS
Respondeu à pesquisa usuários da biblioteca com idade predominante entre
18 e 27 anos, na maioria alunos da graduação (88,5%). Quando perguntados sobre a
frequência à biblioteca 67,0 % dos usuários afirmaram “sempre” frequentar a
biblioteca. No entanto o percentual de usuários que a utilizam esporadicamente
também é expressivo (33,0 %). Concluindo o perfil do entrevistado, os participantes
da pesquisa foram questionados quanto ao tempo de vínculo com a universidade.
Nesse aspecto os resultados se demonstraram bastante heterogêneos: 53 %
possuem de 1 a 2 anos e 47 % de 3 a 5 anos, indicando que se incluiu na pesquisa a
opinião tanto de calouros, como de veteranos na universidade.
Os resultados quanto a percepção dos usuários sobre os serviços ofertados
virtualmente estão expressos a seguir. A tabela 1 demonstra os resultados quanto a
frequência de recebimento de informações virtuais.
Tabela 1: Frequência de recebimento de informações virtuais
Frequência de recebimento de informações virtuais

Percentual

Sempre

0,5 %

Ás vezes

7,0 %

Raramente

11 %

Nunca

81,5 %

Fonte: pesquisa de campo (2016)

A tabela 2 expressa a opinião dos usuários quanto a preferência dos serviços
que eles gostariam de usufruir virtualmente.
Tabela 2: Preferência dos serviços virtuais.
Serviços

Percentual

Renovação on-line de empréstimos

21,5 %

Agendamento on-line de espaços da biblioteca (salas de estudo em grupo, sala de vídeo,

16,6 %

auditório, etc)
Alerta de novas aquisições

14,1 %

Orientação on-line de trabalhos acadêmicos

13,6 %

�Inscrição on-line para treinamentos

11,6 %

Agendamento on-line para orientação trabalhos acadêmicos

10,2 %

Outros

2,0 %

Fonte: pesquisa de campo (2016)

Buscou-se também conhecer por quais canais os usuários preferem comunicarse com a biblioteca (tabela 3).
Tabela 3: Preferência dos canais de comunicação virtuais
Canais

Percentual

Redes sociais

28,9 %

E-mail

24,9 %

Mensagem instantânea

22,0 %

Site

15,8 %

Blog

5,8 %

Video conferência

2,7 %

Fonte: pesquisa de campo (2016)

A tabela 4 expõe os resultados quanto ao conhecimento e utilização dos
usuários com relação as redes sociais utilizadas para comunicação pela biblioteca.
Tabela 4: Conhecimento e utilização das Redes sociais da biblioteca
Canais

Percentual

Desconhece mas gostaria de conhecer as Redes sociais da biblioteca

81,0 %

Conhece mas não utiliza as Redes sociais da biblioteca

11,0 %

Desconhece e não gostaria de conhecer as Redes sociais da biblioteca

5,5%

Conhece e utiliza as Redes sociais da biblioteca

2,5%

Fonte: pesquisa de campo (2016)

Solicitou-se ainda aos usuários que expressassem uma opinião geral sobre o
serviço de referência virtual da biblioteca. Os resultados estão expostos na tabela 5.
Tabela 5: Opinião geral sobre o serviço de referência virtual na biblioteca estudada
Opinião geral sobre o serviço de referência virtual na biblioteca estudada
Percentual
Excelente

3,5 %

Bom

46,5 %

Razoável

31 %

Ruim

8,0 %

Não opinou

11 %

Fonte: pesquisa de campo (2016)

4 DISCUSSÃO

�Marcondes, Mendonça e Carvalho (2006), há um década constataram que
naquela época os serviços virtuais ainda eram pouco oferecido pelas bibliotecas
universitárias brasileiras e se restringiam basicamente aos seus sites. Contudo,
atualmente, observa-se que as bibliotecas vem buscando outras alternativas para
prestar serviços virtuais aos seus usuários, a exemplo das redes sociais (GODEIRO;
SERAFIN, 2013; NASCIMENTO et al., 2014).
Essa mudança é importante, pois, no caso da biblioteca universitária
pesquisada neste estudo, a maioria de seus usuários são jovens e preferem uso das
redes sociais para comunicar-se com a biblioteca (28.9%), sendo que o site aparece
apenas na quarta colocação (tabela 3). A partir dos resultados da pesquisa, percebese que a mesma dispõe de alguns canais de comunicação virtuais (redes sociais, site,
e-mail, etc), porém, uma de suas limitações no oferecimento de serviços virtuais está
relacionada a divulgação destes serviços. Nesse sentido, a partir da observação
participante e da entrevista com a bibliotecária do setor de Referência, serão
elencadas a seguir, sugestões que visam contribuir com o serviço de referência virtual
na biblioteca estudada e que pode servir também para outras bibliotecas
universitárias, em situações similares:
a) Criação de formulário web, chat, e-mail, mensagens via facebook para
agendamentos de espaços na biblioteca e melhor comunicação com os
usuários.
b) Divulgação dos serviços virtuais da biblioteca nos treinamentos de usuários,
tela inicial dos terminais do laboratório de informática da biblioteca, cartazes
no balcão de empréstimo e e-mail.
c) Firmar parcerias com os professores para a divulgação dos serviços da
biblioteca nas salas de aula.
d) Possuir contato em aplicativo de mensagens instantâneas para celular,
visando aproxima-se mais dos usuários e divulgar os serviços.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entende-se que assim como os demais serviços proporcionados por uma
unidade de informação, os serviços virtuais também possuem barreiras e problemas
de implantação para se alcançar o sucesso. Alguns fatores podem implicar na
eficiência deste serviço, contudo, apesar da escassez de recursos financeiros e
humanos a biblioteca estudada vem fazendo uso das TIC’s no seu ambiente e na

�geração de serviços aos seus usuários a fim de cumprir um dos objetivos principais
do serviço de referência: ser o elo entre a informação e o seu demandante.
REFERÊNCIAS
APPOLINÁRIO, Fabio. Metodologia da Ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2.
ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012. 225 p.
CORRÊA, Elaine. O serviço de referencia virtual em bibliotecas universitárias
com ênfase na interação bibliotecário/usuário: pergunte ao bibliotecário. 2009. 40
f. Monografia (Especialização em Gestão de bibliotecas e comunicação) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. Disponível em:
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/18483&gt;. Acesso em: 19 jun. 2016.
GODEIRO, Rebeka Maria de Carvalho Santos; SERAFIM, Andreza Nadja Freitas. O
uso do facebook como ferramenta para promoção de serviços em bibliotecas
universitárias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., Florianópolis. Anais...
Florianópolis:
FEBAB,
2013.
Disponível
em:&lt;
https://portal.febab.org.br/anais/article/viewFile/1429/1430&gt;. Acesso em: 09 out.
2016.
MACIEIRA, Jeana G. B.; PAIVA, Eliane Bezerra. O serviço de referência virtual: relato
de pesquisa em bibliotecas universitárias brasileiras. Biblionline, João Pessoa, v.3,
n.1,
2007.
Disponível
em:
&lt;
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/view/1497/1158&gt;. Acesso em: 25
mai. 2016.
MARCONDES, Carlos H.; MENDONÇA, Marília A.; CARVALHO, Suzana M. Serviços
via Web em biblioteca universitárias brasileiras. Perspect. Ciênc. Inf., v.11 n,2, p.
174-186,
mai/ago,
2006.
Disponível
em:
&lt;
http://www.scielo.br/pdf/pci/v11n2/v11n2a03.pdf&gt;. Acesso em: 25 mai. 2016.
MARTINS, Gilberto de Andrade. Metodologia da investigação científica para
ciências sociais aplicadas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
NAKANO, Natália; JORENTE, Maria José Vicentini. Serviço de referência virtual:
implantação do serviço de chat. Inf. Inf., Londrina, v. 19, n. 1, p. 164 – 184, jan./abr.
2014.
Disponível
em:
&lt;
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/15227&gt;. Acesso em:
25 mai.2016.
NASCIMENTO, D. et. al. O uso do facebook como ferramenta do serviço de referência.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., Belo
Horizonte.
Anais...
Belo
Horizonte:
UFMG,
2014.Disponível
em:&lt;
http://www.repositorio.uff.br/jspui/handle/1/510&gt;. Acesso em: 15 jun. 2016.
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 39.ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32323">
                <text>SERVIÇO DE REFERÊNCIA VIRTUAL: ANÁLISE EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32324">
                <text>Laurimar Damasceno Lima</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32325">
                <text>Merabe Carvalho Ferreira da Gama</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32326">
                <text>Heloisa dos Santos Brasil</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32327">
                <text>Carlos André Corrêa de Mattos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32328">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32329">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32331">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32332">
                <text>Analisa o serviço de referência virtual em uma biblioteca universitária com poucos recursos. A metodologia usada foi a observação participante, aplicação de questionários aos usuários e entrevista com a bibliotecária da seção de referência. Conclui que a biblioteca timidamente vem adotando as TIC's para a prestação de serviços aos seus usuários e que os mesmos preferem comunicar-se com a biblioteca por meio das redes sociais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66699">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2735" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1817">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2735/1849-1866-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9096bbef75ebd55d1668b854d242d124</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32322">
                    <text>Semiárido Brasileiro: Fonte de Pesquisa em uma Biblioteca do
Sertão Baiano

Maria de Fátima Jesus Moreira (UEFS) - fmoreira@uefs.br
Gerusa Maria Teles de Oliveira (UEFS) - gerusa@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Resumo:
A Universidade Estadual de Feira de Santana tem por missão produzir e difundir o
conhecimento, assumindo a formação integral do homem e de profissionais cidadãos,
contribuindo para o desenvolvimento regional e nacional, promovendo a interação social e a
melhoria da qualidade de vida com ênfase na região do semiárido. Assim, em consonância com
a missão da instituição, um grupo de bibliotecárias concebeu um projeto para apoiar os
estudos e pesquisas sobre o semiárido brasileiro, desenvolvendo as seguintes ações: adquirir
mais obras sobre o tema; buscar apoio entre algumas instituições que pesquisam sobre a
temática; organizar bibliografias; levantar as bases de dados, onde se encontram materiais
sobre o tema; dá um subsídio informacional à pesquisa nesta área e divulgar o projeto entre a
comunidade universitária.Uma pesquisa sobre o grau de interesse foi realizada e foi montada
uma exposição intitulada Exposição Bibliográfica Sobre o Semiárido, contendo o mapa desta
região brasileira, dados estatísticos geográficos, como vegetação, clima, fauna e flora. A
mostra do acervo específico sobre o semiárido e temas afins está disponível na instituição. O
resultado da pesquisa mostrou a importância da biblioteca desenvolver suas atividades e
acervo em conformidade com a missão da instituição a qual está inserida.
Palavras-chave: Incentivo a pesquisa. Desenvolvimento de coleções. Semiárido. Sertão
baiano.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), criada em 1976,
tem como missão produzir e difundir o conhecimento, assumindo a formação
integral do homem e dos profissionais cidadãos, contribuindo para o
desenvolvimento regional e nacional, promovendo, assim, a interação social e
a melhoria da qualidade de vida com ênfase na região do semiárido (ASPLAN,
2004). Isso posto, e visando trabalhar em consonância com a missão da UEFS,
a equipe que trabalha com o desenvolvimento do acervo do Sistema de
Bibliotecas desta instituição (SISBI-UEFS) incorporou – no ano de 2016, em
sua política de trabalho –, a ampliação do acervo sobre o semiárido através de
aquisições de obras que tratam desta temática, contemplando todas as áreas
de conhecimento.
Esta ação visa suprir a necessidade informacional de inúmeros
pesquisadores da UEFS, especialmente os dos programas de pós- graduação,
e outros interessados no tema; também integra a comunidade externa, que tem
considerado cada vez mais relevante desenvolver pesquisas com foco nas
regiões do semiárido – “conhecida como o polígono das secas, que ocupa uma
área em torno de 9000.000 quilômetros quadrados e possui uma população de
cerca de 20 milhões de habitantes” (SCHISTEK; ARAÚJO, [200-], p.15) –
região com amplo espaço para pesquisa, o qual necessita buscar alternativas
para o seu desenvolvimento socioeconômico.
Em voga, se tem discutido sobre o uso de energia limpa. Sendo a
região do semiárido com abundância de energia solar e ventos e estiagem, é
de suma importância expandir pesquisas nessa área, devido à abundância de
recursos naturais, com clima tropical e maior parte das estações com
temperaturas elevadas, promovendo, desta forma, o desenvolvimento
socioeconômico da região do semiárido.
A relevância desse trabalho consiste em chamar atenção para o fato de
que a Política de Desenvolvimento do Acervo tem que se preocupar em formar
coleções que sejam suporte informacional para a comunidade, colaborando
com a missão da Instituição. Entretanto, adquirir, tratar e disponibilizar o acervo
não são ações suficientes para a divulgação; deve-se criar mecanismos para
despertar o interesse dos estudantes e pesquisadores por esses materiais
assim como é imprescindível manter as coleções vivas e úteis, dando suporte
informacional às pesquisas, ao ensino e às atividades de extensão da
instituição.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA – EXPOSIÇÃO BIBLIOGRAFICA SOBRE O
SEMIÁRIDO: UMA AÇÃO DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO
ACERVO

�A nossa experiência ocorreu na Biblioteca Central Julieta Carteado no
período 03 a 07 de abril 2017. O grupo de informantes desta pesquisa se
constituíram em técnicos administrativo, docentes, discentes e comunidade
externa. A Comissão de Desenvolvimento do Acervo, em parceria com a Seção
de Referência, em 2016, aplicou um questionário buscando conhecer o perfil
da comunidade universitária, com foco em pesquisar sobre o semiárido
brasileiro a partir de uma exposição divulgando o resultado de sua experiência.
O segundo passo foi levantar as bases de dados, disponíveis no
Sistema de Bibliotecas (SISBI), que abordam o semiárido, e outras fontes de
pesquisa sobre o tema. Essas informações estão sndo divulgadas através do
folheto Exposição Bibliográfica sobre o Semiárido Brasileiro, conforme
apresentado na figura 1.
Figura 1 – Exposição Bibliográfica sobre o Semiárido Brasileiro

Fonte: acervo particular das autoras.

Já o terceiro passo foi adquirir, por compra, doação ou permuta, obras
sobre o tema, ação colocada no planejamento de 2017.
Nesta etapa, a Seção de Aquisição da BCJC entrou em contato com a
Biblioteca da Embrapa Semiárido, pois esta possui um acervo especializado
em agricultura, pecuária, recursos naturais e agronegócios do Semiárido
brasileiro, interagiu com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) “uma rede de
defesa e prática do projeto político da convivência com o Semiárido” (ASA,
2017), que publica livros, folhetos e cartilhas, objetivando a permuta e o
levantamento da bibliografia básica do tema em questão e fez uma parceria
com Instituto Nacional do Semiárido (INSA), que possui um acervo digital,
viabilizando uma autorização ou parceria para disponibilizar o acesso ao

�acervo diretamente do sitio do SISBI através de um link.
Soma-se a essas ações, a estratégia de disponibilizar no site da BCJC
um levantamento mensal com as novas aquisições sobre o tema, com o
objetivo de ampliar o conhecimento geral dos usuários além de enaltecer a
cultura do semiárido e despertar o interesse dos pesquisadores.
A exposição foi realizada em abril de 2017 com o titulo Exposição
bibliográfica

sobre

o

semiárido

(figura2),

agrupando

fontes primarias

disponíveis no acervo da Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC),
administradora do SISBI-UEFS, com o objetivo de difundir o conhecimento
disponível no acervo da BCJC e incentivar a pesquisa sobre o tema.
Figura 2 – Cartaz da exposição

Fonte: acervo pessoal das autoras.

Para chamar atenção do público, no que diz respeito à exposição, foram
colocados adesivos no formato de passos, desde a entrada da biblioteca até o
Hall, onde estava instalada a exposição (Ver figura 3).
Figura 3 – Direcionando o caminho

�-

-

Fonte: acervo pessoal das autoras.

Antecedendo a exposição, realizamos uma pesquisa e, duas semanas
antes da exposição, aplicamos um questionário composto de cinco questões,
sendo uma subjetiva e quatro objetivas, a fim de sondar o grau de
conhecimento dos usuários acerca do acervo referente ao semiárido,
disponível na Biblioteca Central do SISBI-UEFS, e o interesse deles sobre o
tema. A análise quantitativa e qualitativa do questionário foi colocada na
exposição, conforme figura 4.
Figura 4 – Análise quantitativa e qualitativa do questionário

Fonte: acervo pessoal das autoras.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

O semiárido brasileiro é uma região de constantes transformações,
abriga uma vasta diversidade de vida e vegetação com áreas e campo vasto
para pesquisa. A UEFS, na menção dos seus pesquisadores, tem desenvolvido
trabalhos de pesquisas, identificando e conhecendo as espécies nativas,
desbravando essa área.
Essa região pode ser explorada tanto nas diversidades de plantas e
espécies de animais, como também na área humana e social, merecem ser
conhecidas a fim de buscar soluções para a melhoria das condições daqueles
que a habitam. A função da Biblioteca é fornecer subsídios informacionais para
a pesquisa, indicar fontes, coletar materiais para enriquecer o seu acervo,
ajudar a comunidade universitária e demais interessados a encontrar subsídios
para o seu estudo e pesquisa.
Os trabalhos executados pelo SISBI-UEFS visam levar a informação a
quem deseja e precisa; os seus trabalhos são direcionados a servir a toda
comunidade da região e são acessíveis aos visitantes de modo geral. A equipe
do SISBI-UEFS pretende continuar a desenvolver trabalhos que amplie o
acervo, disponibilizar cada vez mais fontes de pesquisas a todos interessados
pelo semiárido brasileiro e encontrar parcerias dos órgãos que já desenvolvem
trabalhos nessa área.
REFERÊNCIAS
ASA. Articulação do Semiárido Brasileiro. Sobre nós: quem somos. Disponível
em: &lt;http://www.asabrasil.org.br/sobre-nos/historia&gt;. Acesso em: 20 de abril de
2017.
ASPLAN. Missão, Visão e Objetivos Estratégicos. Disponível em:
&lt;http://www1.uefs.br/portal/assessorias/asplan/menus/planejamento
estrategico/planejamento-estrategico-2000-2004/missao-visao-e-objetivosestrategicos.&gt; Acesso em: 4 de abril de 2017.
SCHISTEK, Harald; ARAÚJO, Lucineide Martins. A convivência com o semiárido. São Paulo: Peirópolis, [200-]. 56 p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32313">
                <text>SEMIÁRIDO BRASILEIRO: FONTE DE PESQUISA EM UMA BIBLIOTECA DO SERTÃO BAIANO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32314">
                <text>Maria de Fátima Jesus Moreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32315">
                <text>Gerusa Maria Teles de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32316">
                <text>Rejane Maria Rosa Ribeiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32317">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32318">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32320">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32321">
                <text>A Universidade Estadual de Feira de Santana tem por missão produzir e difundir o conhecimento, assumindo a formação integral do homem e de profissionais cidadãos, contribuindo para o desenvolvimento regional e nacional, promovendo a interação social e a melhoria da qualidade de vida com ênfase na região do semiárido. Assim, em consonância com a missão da instituição, um grupo de bibliotecárias concebeu um projeto para apoiar os estudos e pesquisas sobre o semiárido brasileiro, desenvolvendo as seguintes ações: adquirir mais obras sobre o tema; buscar apoio entre algumas instituições que pesquisam sobre a temática; organizar bibliografias; levantar as bases de dados, onde se encontram materiais sobre o tema; dá um subsídio informacional à pesquisa nesta área e divulgar o projeto entre a comunidade universitária.Uma pesquisa sobre o grau de interesse foi realizada e foi montada uma exposição intitulada Exposição Bibliográfica Sobre o Semiárido, contendo o mapa desta região brasileira, dados estatísticos geográficos, como  vegetação, clima, fauna e flora. A mostra do acervo específico sobre o semiárido e temas afins está disponível na instituição.  O resultado da pesquisa mostrou a importância da biblioteca desenvolver suas atividades e acervo em conformidade com a missão da instituição a qual está inserida.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66698">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2734" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1816">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2734/1848-1865-1-PB.pdf</src>
        <authentication>8bf09f6356b7e59f755b7a0d70c90cbb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32312">
                    <text>PRÁTICA PARA SELEÇÃO DE OBRAS DE DOAÇÃO PARA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Cleide Vieira Faria (UFMG) - cleidevf@gmail.com
Resumo:
O presente relato de experiência apresenta um formulário para seleção de obras recebidas por
doação. O modelo foi elaborado pela equipe da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Minas Gerais e tem como objetivo principal orientar bibliotecários, auxiliares e bolsistas na
pré-seleção de obras recebidas por doação. A implantação do formulário foi considerada
válida, pois proporcionou agilidade e eficiência ao serviço de seleção. Ademais, houve a
padronização da atividade de seleção, bem como, a adequação às diretrizes da Política de
Desenvolvimento de Acervo do Sistema de Bibliotecas da UFMG.
Palavras-chave: Gestão de Bibliotecas. Desenvolvimento de Coleções. Processo de Seleção.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo Temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas
1 Introdução
O desenvolvimento de coleções é uma atividade fundamental e significativa
para a Gestão de Bibliotecas, pois é um serviço que proporciona ao acervo
crescimento adequado, com qualidade e equilíbrio.
Segundo Vergueiro (1989), Maciel e Mendonça (2006) e Evans (2000) citados
por Weitzel (2013, p.19), o processo de desenvolvimento de coleções envolve as
etapas de “Estudo da comunidade, Política de seleção, Seleção, Aquisição, Avaliação,
desbastamento incluindo o descarte”.
Conforme Figueiredo, citado por, Weitzel (2013, p.36), “seleção é um processo
de tomada de decisão, título a título.”
Sobre a seleção de materiais para ser inseridos no acervo das bibliotecas, a
Política de Desenvolvimento de Acervo do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Minas Gerais (SB/UFMG) recomenda que:
Art 10º A seleção de materiais é o processo decisório fundamentado no
controle bibliográfico de documentos em oferta, que de acordo com as
necessidades da comunidade universitária, determina as melhores opções
para a aquisição. O processo de seleção deverá ser efetuado pela comissão de
biblioteca. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERA. BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA, 2014, p. 4)
Art. 11º Compete ao bibliotecário utilizar os seguintes critérios de seleção:
I - adequação do material aos objetivos da Universidade; II - adequação ao
currículo acadêmico e às linhas de pesquisa; III - qualidade técnica do
conteúdo; IV - autoridade do autor ou corpo editorial; V - atualidade da
obra; VI - demanda comprovada; VII - acessibilidade do idioma; VIII escassez de material sobre o assunto nas coleções das bibliotecas; IX conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes; X
- relevância histórica; XI - valor efêmero ou permanente; XII - áreas de
abrangência do título; XIII - qualidade visual e auditiva de materiais
especiais; XIV - condições físicas da obra; XV - custo da obra; XVI adequação ao número de usuários. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS
GERA. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, 2014, p. 4)

As Doações espontâneas de materiais bibliográficos são ofertadas pela
comunidade de usuários com o intuito de aproveitamento no acervo da biblioteca.
Segundo Weitzel (2013, p.42), “Ao definir um procedimento padrão para seleção,
todos os itens devem passar pelo mesmo sistema, não importa se o item foi sugerido
ou doado pelo usuário ou pelo bibliotecário.” Assim, o profissional bibliotecário ao
realizar essa atividade, deve-se basear na Política de Seleção da Instituição.
Dentro da área Ciência da Informação e Biblioteconomia o relato de
experiência está inserido nas temáticas: Gestão de Bibliotecas; Desenvolvimento de
Coleções, mas tratará especificamente, da modalidade Seleção de obras recebidas por

�doação, na Biblioteca Central da UFMG, baseado nas diretrizes da Política de
desenvolvimento do SB/UFMG.
2 Relato da Experiência
Os bibliotecários que atuam na direção ou no serviço de referências das
bibliotecas devem saber que a oferta de doações é um fato rotineiro e constante nas
unidades. As doações são bem-vindas, mas o recebimento e a incorporação destas à
coleção da unidade de informação devem obedecer à Política de Desenvolvimento de
Acervo da Biblioteca.
O volume de doações recebidas na Biblioteca Central da UFMG é muito
expressivo. Todos os dias chegam doações de pessoas físicas e/ou jurídicas. O
bibliotecário é o profissional que faz a seleção das obras doadas para a incorporação
no acervo, o qual, além de selecionar os itens que serão inseridos no acervo, deve dar
a destinação mais adequada para aquelas obras que não serão incluídas na coleção.
Considerando, ainda, que todo o processo de seleção tem que ser baseado na Política
de Desenvolvimento do Acervo do Sistema da Biblioteca SB/UFMG.
O processo de seleção de obras adquiridas por doação é uma prática
importante no desenvolvimento do acervo. A atividade demanda do profissional
bibliotecário tempo e conhecimento do acervo, bem como, da Política de
Desenvolvimento do Acervo. Além do que, deve ser feita com muita acuidade e
parcimônia, devido à responsabilidade da inserção ou não da obra doada na coleção.
Neste sentido, o serviço de seleção de obras de doação é uma prática do
profissional bibliotecário, que para executá-la, considera em sua análise diversos
fatores, como: a política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca, área do
conhecimento da obra, valor da obra no mercado, atualidade, edição com valor
diferenciado, obra intelectual da Instituição e outros tantos, que não devem ser
esquecidos.
Baseado nesse contexto, que apresenta um problema prático, em que o
bibliotecário se vê mergulhado em uma quantidade enorme de obras para fazer a
seleção, elaborou-se um formulário para auxiliar a checagem dessas obras recebidas
por doação na Biblioteca Central da UFMG.
O formulário, para seleção de obras recebidas por doação, tem o objetivo de
auxiliar bolsistas e assistentes de biblioteca na pré-seleção destas obras. Funciona
como um guia que orienta toda a equipe a fazer a pré-seleção das obras e, para com
isso, tornar a tarefa mais ágil e colaborar com o trabalho do bibliotecário.
A intenção de estabelecer um formulário para pré-seleção é adiantar o
processo de seleção de obras recebidas por doação, neste caso, após a pré-seleção da
obra pelo assistente ou bolsista, com auxílio do modelo proposto, o bibliotecário e a
comissão dará o parecer final sobre a inserção ou não da obra no acervo.
O preenchimento do formulário possui seis etapas, a saber: Identificação da
obra como um todo; Pesquisa da Obra no Sistema de Recuperação da Informação;
Avaliação do Estado de Conservação da Obra; Verificação in loco no Acervo da
Biblioteca Central e finaliza o processo de análise com a etapa de Destinação da Obra.

�A etapa de Identificação da Obra tem por finalidade reconhecer a obra como
um todo. Nessa fase, faz-se a descrição dos dados bibliográficos da obra como: título;
autor, área do conhecimento; data de publicação; valor de mercado da obra;
atualização da edição e verificação de obra intelectual da Instituição. Ver figura 1 a
seguir:
Doação pessoa física

IDENTIFICAÇÃO DA OBRA
Doação pessoa jurídica

Doador não identificado

Identificação do
doador
Título
Autor
Área do Conhecimento:
Ano publicação:
Edição:
Obra
atualizada

Idioma:

Valor de mercado:
Editora
Obra desatualizada

É edição especial?
Ex.:, 1º edição; Edição comemorativa; dedicatória do
autor etc.
É uma obra intelectual da UFMG?
Ex. Obra de professor e/ou publicação da UFMG.

R$_____________

Possui edições posteriores?

_____Sim_
___ Não

_______Sim ______Não.
Outro tipo ou observação do tipo de
edição:______________
_____ Sim _____Não.

FIGURA 1: Primeira etapa: Identificação da obra.
Elaborado pela autora

A etapa de Pesquisa da obra no Sistema de Recuperação da Informação,
objetiva saber a existência ou não da obra doada no acervo da Biblioteca Central.
Verificam-se, neste momento também, exemplares existentes nas outras bibliotecas
do SB/UFMG. Nesta fase, deve-se pesquisar no Sistema Pergamum1 os quantitativos
de exemplares existentes da obra e as demandas de empréstimo, reservas pelos
usuários, conforme se observa na Figura. 2, a seguir:
PESQUISA DA OBRA NO SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO - PERGAMUM
Possui na BC:
____Sim ___Não. Nº acervo: ______________
Quantos exemplares?__________
Na BC possui outras edições
_____Sim _____Não. Quais edições? ___________________________________
Possui demanda de empréstimos na BC nos últimos 24 meses
_____Sim ____Não.
Quantos empréstimos?_________
Possui reservas na BC nos últimos 24 meses?
_____Sim _____Não
Quantidade de reservas:______________
Possui em outras Unidades de Informação da UFMG?
____Sim ____Não. Quantidade de exemplares no acervo
geral? ____________________
Em quais Unidades?____________________

FIGURA 2: Segunda etapa: Pesquisa da obra no Sistema de Recuperação da Informação – Pergamum
Elaborado pela autora.

Sistema usado no SB/UFMG. “Sistema Integrado de Bibliotecas - é um sistema informatizado de
gerenciamento de dados, direcionado aos diversos tipos de Centros de Informação”. Disponível em:
http://www.pergamum.pucpr.br.
1

�A
etapa
de
avaliação
d
o estado de conservação da obra tem o propósito de analisar todo o estado físico de
conservação do material. Nesta parte, deve-se conferir a obra, manuseando-a, e
responder no formulário informações sobre o miolo, lombada, capa, paginação,
verificar características de fungos ou mofo, página acidificadas, conforme Figura 3, a
seguir:
AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DA OBRA
- Miolo e lombada firmes? _____Sim _____Não;
- Capa original? ______Sim _____Não;
- Capa em bom estado de conservação _____Sim _____Não; ____Capa Dura ____Brochura
- Capa em material diferenciado _____Sim _____Não. Qual material? ___________________
- Está faltando páginas? ______Sim _____Não;
- Está com características ou aspectos de mofo ou fungos ____Sim ____Não;
- Páginas acidificadas (amareladas e quebradiças); ____Sim ____Não;
- Possui carimbos de outra instituição? _____Sim _____Não;
- Está com rabiscos ou grifos nas páginas? _____Sim ____Não;
- Estado de conservação geral da obra: ___Ruim ____Bom ____
Ótimo.

FIGURA 3: Terceira etapa: Avaliação do estado de conservação da obra
Elaborado pela autora

A etapa verificação in loco da obra do acervo da Biblioteca Central designa
descobrir se o exemplar doado pode substituir outro idêntico já existente no acervo
da biblioteca. Isto é para aqueles casos em que a obra doada está em melhor estado
de conservação do que a obra do acervo. Se for o caso, faz-se a substituição pelo
exemplar doado e descarta-se o exemplar do acervo que se encontra em pior estado.
Veja a seguir a Figura 4:
VERIFICAÇÃO IN LOCO NO ACERVO DA BC
A obra pode substituir outra obra igual na BC? ____Sim _____Não
PROCEDIMENTO: Em caso da obra doada ser idêntica a outra obra do acervo da BC, verificar na obra da BC, se é possível e
compensa a substituição.

FIGURA 4: Quarta etapa: Verificação in loco no acervo da Biblioteca Central
Elaborado pela autora

A última parte do formulário é a destinação da obra. Nesta fase, o avaliador já
respondeu todo o formulário, e tem informações suficientes para decidir sobre o
destino que a obra deve seguir. Nesta parte, ele preenche a destinação da obra, que
pode ser: inserir um novo acervo na coleção da biblioteca; substituir o exemplar da
obra do acervo da BC que se encontra em estado precário de conservação; oferecer
para outros setores ou bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da UFMG; oferecer para
bibliotecas externas ou enviar para reciclagem, conforme Figura 5, a seguir:
DESTINAÇÃO DA OBRA:
____Inserir no acervo da BC ____Acervo Técnico _____Acervo Espaço de Leitura
____Substituir a obra da BC que é idêntica à obra doada
____Oferecer para o Setor de Coleções Especiais
____Oferecer para outra Unidade de Informação da UFMG ________________
____Oferecer para outra Unidade de Informação externa___________________
____Reciclagem

FIGURA 5: Sexta Etapa: Destinação da obra
Elaborado pela autora

�Além das etapas mencionadas, o avaliador pode fazer alguma observação sobre
a obra que julgar pertinente. Ele também deve assinar e datar o formulário. A
observação é para os casos não previstos no formulário, mas que o avaliador acha
interessante registrar, e a assinatura é necessária porque confere ao avaliador a
responsabilidade pela pré-avaliação da obra.
Após a elaboração do formulário, foi necessário fazer testes com o modelo
proposto antes de implantá-lo. Foi pedido para bibliotecários, assistentes e bolsistas,
que atuam na biblioteca, fazer a pré-seleção das obras doadas, baseados no
formulário.
Houve alguns questionamentos e sugestões, por exemplo: como definir se uma
obra está atualizada ou não; como localizar a área do conhecimento de um livro;
como saber o valor de mercado de uma obra. Para estes casos foi feita uma revisão no
formulário e incluídas no verso da ficha, instruções mais detalhadas.
Finalizou-se o processo com a implantação do formulário para pré-seleção de
obras de doações, no processo de seleção do acervo da Biblioteca Central da UFMG.
Considerações finais
O serviço de seleção de obras recebidas por doação para inserção no acervo é
um atividade, inicialmente, inerente ao bibliotecário. Mas, com o acúmulo de tarefas
do profissional, essa atividade passou ser considerada um entrave nas suas atividades
diárias.
Após a implantação do formulário, observou-se que a equipe que assessora a
biblioteca, passou a executar a atividade de pré-seleção das obras recebidas por
doação, com muita mais segurança e tranquilidade. Observou-se que a análise passou
a ser executada, sempre considerando todos os aspectos possíveis para a avaliação de
uma obra. Isto ocorre porque o modelo, guia e orienta, passo a passo, todo o processo
e ainda, porque ele atende aos preceitos estabelecidos na Política de Desenvolvimento
de Acervo do Sistema de Bibliotecas da UFMG.
A implantação do formulário proporcionou, também, agilidade e padronização
no processo de seleção da Biblioteca Central. Nesse contexto, considera-se que a
elaboração e a implantação do formulário é uma prática apropriada e eficaz na
Biblioteca Central da UFMG.
Referências
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA.
Política de Desenvolvimento do Acervo do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Belo
Horizonte. 2014. Disponível em:
https://www.bu.ufmg.br/bu/files/2015_Poltica_Desenvolvimento_do_Acervo.pdf&gt;
Acesso em: 10 jul 2017.
WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói:
Intertexto, 2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32305">
                <text>PRÁTICA PARA SELEÇÃO DE OBRAS DE DOAÇÃO PARA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32306">
                <text>Cleide Vieira Faria</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32307">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32308">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32310">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32311">
                <text>O presente relato de experiência apresenta um formulário para seleção de obras recebidas por doação. O modelo foi elaborado pela equipe da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais e tem como objetivo principal orientar bibliotecários, auxiliares e bolsistas na pré-seleção de obras recebidas por doação. A implantação do formulário foi considerada válida, pois proporcionou agilidade e eficiência ao serviço de seleção. Ademais, houve a padronização da atividade de seleção, bem como, a adequação às diretrizes da Política de Desenvolvimento de Acervo do Sistema de Bibliotecas da UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66697">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2733" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1815">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2733/1847-1864-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c648df4942795f482bc617bf7a6aa729</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32304">
                    <text>Proposta de criação de um Repositório Institucional para a gestão
da informação em saúde no INCA

Kátia de Oliveira Simões (INCA) - katia.simoes@gmail.com
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA) - camila.ferreira@inca.gov.br
Gustavo Guedes Furtado (INCA) - gustavo.furtado@inca.gov.br
Resumo:
Proposta de criação de um repositório institucional com objetivo de aprimorar a gestão da
informação técnico-científica no Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva
(INCA) em consonância com uma política de acesso e organização dessas informações a fim de
garantir sua relevância, confiabilidade e qualidade.
Palavras-chave: Repositório institucional; Gestão da informação em saúde; Acesso aberto;
acesso à informação
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) é o órgão
auxiliar do Ministério da Saúde que tem por missão promover ações integradas para
prevenção e controle do câncer no Brasil. Tais ações compreendem a assistência
médico-hospitalar, prestada direta e gratuitamente aos pacientes com câncer como
parte dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e a atuação em
áreas estratégicas como prevenção e detecção precoce; formação de profissionais
especializados;

desenvolvimento

da

pesquisa

e

geração

de

informação

epidemiológica. Referência nacional na prevenção e controle do câncer, o INCA é
reconhecido pela qualidade do atendimento e serviço prestados por seus
profissionais.
Entretanto, via de regra as informações institucionais são armazenadas de
forma não integrada, espalhadas em várias páginas na web, dificultando seu acesso
e, consequentemente, interferindo no desempenho das atividades necessárias ao
pleno funcionamento da instituição.
Com as intensas mudanças ocorridas no cenário informacional torna-se
imprescindível a incorporação de ferramentas voltadas ao gerenciamento das
informações em saúde produzidas e disponibilizadas no ambiente institucional. Ao
atualizar as formas de armazenamento e disseminação das informações agrega-se
valor à produção do conhecimento e subsidia-se o processo de tomada de decisão
no Instituto.
O INCA adota um modelo de gestão participativa e compartilhada, permitindo a
formação de redes de conhecimento técnico-científico para ampliar o conhecimento
sobre o câncer e desenvolver políticas de saúde pautadas nos princípios de
equidade em saúde no contexto do SUS. Assim, o Instituto caracteriza-se por um
ambiente organizacional favorável à livre circulação, produção e disseminação de
informação técnico-científica.
O Portal do INCA, em uma avaliação publicada em 2015 pelo Cybermetrics
Lab1, foi apontado como o portal de instituições de pesquisa e ensino na área de
saúde mais acessado na América Latina. Este fato reforça a discussão sobre a

1

Disponível em: &lt;http://hospitals.webometrics.info/es/node/16&gt;.
1

�necessidade de elaborar uma política de acesso e organização dessas informações
a fim de garantir sua relevância, confiabilidade e qualidade.
Relato da experiência:
Hoje o INCA dissemina informação técnico-científica, sobretudo por meio do
portal institucional, Rede de bibliotecas, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
Prevenção e Controle de Câncer. Em relação ao Portal institucional há a
necessidade de aprimorar continuamente a gestão de conteúdo, uma vez que se
dedica à divulgação de informações produzidas pelo INCA, bem como à veiculação
de notícias, campanhas dentre outras informações de utilidade pública. Faz-se
necessário, portanto, oferecer sistemas de informação para apoio aos serviços que
sustentem as atividades institucionais, bem como viabilizar informações e serviços
que orientem e direcionem os cidadãos para agilizar seus processos e solicitações
com um ambiente amigável. As informações disponibilizadas atualmente no site não
estão totalmente orientadas em função dos diferentes públicos: cidadãos,
profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores e especialistas na área. Esta
necessidade foi identificada e há um projeto para adequação e modernização do
website do INCA.
Dentro desta perspectiva, a proposta busca apontar uma solução,
complementar à reformulação do portal do Instituto, para o adequado gerenciamento
do conteúdo técnico-científico hoje disperso neste portal, com foco na gestão do
conhecimento e integrada às demais infraestruturas informacionais existentes, a
rede de bibliotecas e a BVS. A implementação de uma ferramenta que possibilite a
organização

e

disseminação

de

informações

produzidas

institucionalmente

pressupõe a contextualização do cenário organizacional, a credibilidade de seus
conteúdos e a facilidade na comunicação com o usuário.
Uma das iniciativas pensadas para organizar e disseminar o conteúdo técnico
científico produzido pelo INCA é a criação de um repositório institucional (RI). Este
tipo de sistema de informação potencializa o uso e modo de disponibilização de
conteúdos, dinamizando o acesso às informações e à produção científica.
Na iniciativa de construção de um RI entende-se que é fundamental que a
equipe responsável se aproprie das implicações contextuais, teóricas e práticas que

2

�estão envolvidas em seu planejamento, implementação e funcionamento no âmbito
institucional.
De acordo com Marcondes e Saião:
Repositórios institucionais são entendidos hoje como elementos de uma
rede ou infraestrutura informacional de um país ou de um domínio
institucional destinados a garantir a guarda, preservação a longo prazo e,
fundamentalmente, o livre acesso à produção científica de uma dada
instituição (MARCONDES; SAYÃO, 2009).

Neste contexto, o RI atuará como um importante mecanismo de gestão da
informação institucional constituindo um serviço oferecido a instituição para gestão e
disseminação de seus materiais.
Canalizar os esforços para a sensibilização das áreas é uma das etapas
fundamentais dentro da proposta de desenvolvimento de um RI. Tal medida deve
viabilizar a adoção de estratégias de mobilização para seu povoamento e para a
responsabilização na salvaguarda e preservação da informação em suporte digital e
garantia do seu acesso futuro.
Dentro desse planejamento teve início as atividades abaixo relacionadas:


Identificação das instituições de referência em Repositórios Institucionais.



Realização de benchmarking buscando o desenvolvimento de repositórios,
bem como consultas aos diferentes modelos de repositório.



Realização de levantamento preliminar das informações disponíveis no portal
e dos requisitos do sistema junto às áreas responsáveis por alimentar e
disponibilizar informações no website.



Palestras informativas para áreas interessadas no desenvolvimento do RI.

Resultados esperados / Conclusões:
Diante da percepção da necessidade de aprimorar a gestão do conteúdo
digital disponível no Portal do INCA, considera-se oportuno dar início à elaboração
de uma política de acesso aberto bem como um projeto de criação e implementação
de um repositório institucional. A proposta também pretende atender outras
necessidades de gestão da informação gerada no âmbito organizacional, como
banco de imagens; atividades de promoção e comunicação institucional; protocolos
e procedimentos padronizados, relatórios, banco de teses e dissertações,
3

�campanhas e produção institucional, além de publicações técnico-científicas
produzidas por autores vinculados à instituição.
A iniciativa apresenta a oportunidade de fortalecer a gestão do conhecimento
registrado institucionalmente maximizando a visibilidade de sua produção.

Referências:
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Sobre o
instituto. 1996-2017. Disponível em: &lt;www.inca.gov.br&gt;. Acesso em: 25 maio 2017.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO, Luis F. À guisa de introdução: repositórios
institucionais e livre acesso. In: SAYÃO, Luis et al. (Org.). Implantação e gestão de
repositórios institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação.
Salvador: EDUFBA, 2009. p. 9-21.
RANKING WEB DE HOSPITALES. Latin America. Madri, 2017. Disponível em:
&lt;http://hospitals.webometrics.info/es/node/16&gt;. Acesso em: 12 maio 2017.

4

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32295">
                <text>PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UM REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL PARA A GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE NO INCA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32296">
                <text>Kátia de Oliveira Simões</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32297">
                <text>Camila Belo Tavares Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32298">
                <text>Gustavo Guedes Furtado</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32299">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32300">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32302">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32303">
                <text>Proposta de criação de um repositório institucional com objetivo de aprimorar a gestão da informação técnico-científica no Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) em consonância com uma política de acesso e organização dessas informações a fim de garantir sua relevância, confiabilidade e qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66696">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2732" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1814">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2732/1846-1863-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5f2b83627cafcfde1b6504ba6927b7c3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32294">
                    <text>Projeto Investigação “in Loco”: desenvolvimento da técnica de
investigação em rede, a luz das normalizações bibliográficas em
biblioteca universitária

Gicelle de Souza Silva (IFAL) - gicelled@yahoo.com.br
Francisco Welton Silva Rios (IFTO) - francisco.rios@ifto.edu.br
Resumo:
Objetiva-se avaliar o conhecimento dos discentes de cursos de graduação e especialização
acerca da apresentação de trabalhos técnicos e/ou científicos, mediante as recomendações da
ABNT/CB-014 - Comitê Brasileiro de Informação e Documentação, por meio do “Projeto
Investigação in loco”. O mesmo evidencia o levantamento de informações através do serviço
de atendimento personalizado do bibliotecário para o aluno, de modo a identificar e atenuar os
principais problemas e dificuldades dos usuários da biblioteca e, assim, realizar ações e
intervenções didático-pedagógicas como alicerce presente e futuro para apresentações da
ciência de forma qualitativa e contínua. Trata-se de um relato de experiência do
desenvolvimento de um Serviço de Referência diferenciado entre bibliotecários e discentes de
uma biblioteca universitária. Observou-se que as principais dificuldades encontradas pelos
usuários da biblioteca foram no relacionado às Normas Brasileiras Registradas (NBRs)
6023/2002 e 10520/2002. Para solucionar os problemas encontrados, foi desenvolvida uma
Técnica de Investigação em Rede de forma simples e prática que pode ser executada por
qualquer pessoa, mesmo aquelas com pouco domínio de informática ou de técnicas eficientes e
científicas de pesquisa. Portanto, o usuário obtém os elementos essenciais ou complementares
necessários para elaboração de referências completas e a apresentação de citações adequadas
na produção de trabalhos acadêmicos técnico-científicos, com conteúdo padronizado,
harmonioso e de qualidade.
Palavras-chave: Investigação em rede. Internet. Pesquisa. Normalização bibliográfica.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

1 INTRODUÇÃO
A investigação é um processo sistemático que leva tempo e dedicação por parte do
indivíduo que almeja encontrar, buscar, descobrir algo de seu interesse. No referente à busca por
informação, a Internet é entendida como sendo o maior repositório de informação mundial, tendo
em vista receber milhões de documentos produzidos diariamente e que facilita sua busca
(MACHADO, 2004; DIAS, [200-]). O quantitativo exponencial de informações extraídas desta
ferramenta proporciona, aos acadêmicos, possibilidades ilimitadas, nichos informacionais de
pesquisas incomensuráveis, em tempo real, sem fronteiras espaciais, linguísticas ou econômicas,
por isso seu uso deve ser comensurado cuidadosamente.
No âmbito acadêmico ou científico, os pesquisadores ao utilizarem a Internet nos seus “[...]
processos de busca e uso da informação [e] encontram na virtualidade maior propensão à
recuperação da informação rápida e efetiva, [...]” (BLATTMANN; TRISTÃO, 1999), contudo, é
necessário que este tenha “[...] conhecimento no uso da informática, mais especificamente, o
manuseio dos navegadores (browsers)” (BLATTMANN; TRISTÃO, 1999), assim como,
precauções quanto à credibilidade das informações encontradas (DIAS, [200-]). Além disso, ao
selecionar os documentos informacionais a serem inseridos no estudo, é imprescindível referenciálos e citá-los, adequadamente, fazendo uso de padrões internacionais de elaboração e citação de
documentos, tais como as Normas Brasileiras Registradas da ABNT de informação e documentação
(NBR 6023/2002 e NBR 10520/2002), tendo a intenção de produzir e apresentar o conhecimento de
forma padronizada e qualitativa.
É notado que as Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras não conseguem preparar
seus discentes para utilizar esta ferramenta de forma extensa e adequada no desenvolvimento de
suas atividades de pesquisa. E, por conseguinte, quando abstraem documentos informacionais
técnicos e/ou científicos desta, observa-se, de forma generalizada, uma normalização deficiente nos
trabalhos acadêmicos. A maioria dos casos de plágios de alunos universitários, por vezes beiram a
identificação e referenciação mal elaborada de certos documentos, por isso deve-se ter um cuidado
muito especial nesta área do conhecimento. Podemos aferir que, na realidade brasileira, a maior
parte da comunidade acadêmica sai das universidades sem saber apresentar um trabalho científico
mediante as recomendações da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT), com primazia,
rigor e esmero. Apesar da maioria das universidades brasileiras escolhê-la como norma para
apresentação de trabalhos acadêmicos, a falta de seu uso ou seu uso inadequado é visível e
constante.

�2

Nesta perspectiva, a pesquisa tem como objetivo avaliar o conhecimento dos discentes sobre
a elaboração de referências de documentos informacionais pesquisados na Internet e a apresentação
de citações destas em trabalho acadêmico, conforme as normas brasileiras registradas (NBRs)
6023/2002 e 10520/2002, respectivamente, por meio do “Projeto Investigação in loco”, que foca o
levantamento de informações através do serviço de atendimento personalizado do bibliotecário para
o aluno, de modo a identificar e atenuar os principais problemas e dificuldades dos usuários da
biblioteca, e, assim, realizar ações e intervenções didático-pedagógicas como alicerce presente e
futuro para apresentações da ciência de forma qualitativa e contínua.
2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
O experimento “Projeto Investigação in loco”, foi realizado na Biblioteca Cônego Misael
Alves de Souza da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM) em Limoeiro do
Norte, CE e na Biblioteca Central do campus do Itaperi na capital do estado no seio da
Universidade Estadual do Ceará (UECE), com os discentes a nível de graduação e especialização,
de 2011 a 2016.
O projeto foi desenvolvido como um Serviço de Referência diferenciado em que o
bibliotecário dispõe de uma hora para avaliar cuidadosamente e ensinar normalização de trabalhos
acadêmicos, de forma individualizada para cada aluno agendado. O usuário, ao utilizar o serviço
procurando ajuda do bibliotecário, principalmente para elaboração de referências e citação
adequadas de tais documentos, muitas vezes, depara-se com informações auferidas por este
profissional o qual atesta que o trabalho está cientificamente apresentado de forma inadequada
frente às normas bibliográficas vigentes de informação e documentação, como exemplificação,
podemos utilizar uma referência elaborada por um aluno:
NASCIMENTO, A. M.; ANSELMO, K. B. O estágio curricular obrigatório e o trabalho do professor orientador:
limites e tensões. Disponível em: &lt;http://www.anpae.org.br/ seminario/ANPAE2012/1comunicacao/Eixo04_37/Ana
%20Maria%20do%20Nascimento_res_GT4.pdf&gt;. Acesso em: 13 dez. 2012.

Podemos visualizar e aferir o limitado conhecimento de alunos como este tanto em
normalização bibliográfica quanto na investigação e pesquisa no âmbito da “World Wide Web”, para
tanto, foi preciso desenvolver uma metodologia/técnica de investigação e pesquisa na web, com
objetivo de ensinar aos usuários da biblioteca universitária como descobrir as informações ocultas
in loco do documento, a chamada “desconstrução técnica” do endereço eletrônico da web. Desta
maneira, faz-se necessário reproduzir a pesquisa para encontrar o mesmo artigo utilizado pelo
'Aluno', avaliar as informações explícitas, corrigir a referenciação do documento em questão e
investigar as informações ocultas ou implícitas no site.

�3

Figura 1 – Busca primária de artigo científico do 'Aluno'

B

A

Fonte: Próprio dos autores.
Nota: Figura A: reprodução da pesquisa no Google pelo artigo. Figura B: visualização do artigo.

Como podemos visualizar no arquivo encontrado pelo aluno, só está implícito título e autor
do artigo, informações estas insuficientes para se fazer uma referenciação fidedigna e completa das
informações do documento – sabendo investigar, você poderá descobrir as informações completas
ocultas no site. Para tanto, precisamos conhecer e avaliar – passo a passo (a cada barra) – o
endereço da web em questão.
Quadro 1 – Análise técnica do endereço da web
Desconstruindo o link
[http://www.anpae.org.br][/seminário/][ANPAE2012][/1comunicacao/][Eixo04_37/]
1ª Seção

2ª Seção

3ª Seção

[Ana%20Maria%20do%20Nascimento_res_GT4.pdf]

4ª Seção

5ª Seção

6ª Seção
Fonte: Próprio dos autores.

Ao analisarmos à 1ª seção, podemos destacar: a sigla “HTTP” que significa, segundo Vieira
(2007, p. 1), “Hypertext Transfer Protocol (HTTP), é o método utilizado para enviar e receber
informações na web”, logo em seguida, a sigla “WWW”, referindo-se, segundo Castro (2012, p. 15,
grifo nosso), “[...] as iniciais WWW (world wide web) corresponde ao nome do projeto liderado
pelo inglês Tim Berner Lee que definiu o padrão das páginas da internet”, ao final da primeira parte,
encontramos o “site mãe” que hospeda o artigo, a sigla “ANPAE”, o tipo de domínio que a
instituição se enquadra, a sigla “.org” (organização), segundo Geto (2016, p. 1), “Domínio é um
nome que serve para localizar e identificar empresas, computadores pessoais na internet. O nome de
domínio foi concebido com o objetivo de facilitar a memorização dos endereços de computadores
na Internet”, e a sigla “.br” é o país de origem do endereço, no caso, Brasil. Diante de tais
explicações, tendo em vista as características do artigo, podemos aferir que, quando a instituição

�4

responsável do “site mãe” for educacional ou organizações não governamentais adversas,
geralmente elas publicam este tipo de artigo em publicações, tais como: revistas, jornais, eventos e
artigos soltos, tanto é que, se adentrarmos no site da Associação Nacional de Política e
Administração da Educação (ANPAE), instituição em questão, os documentos produzidos com a
característica pela mesma estão enquadrados nestas categorias. As outras partes do link (seções 2 a
6) são compostas, não de forma aleatória, e sim com informações a respeito do documento, ou da
sua produção, e são informações confiáveis, pois, em sua maioria, são criadas automaticamente no
seu upload. O mesmo nos revela data, ou de criação ou de postagem, a que o artigo foi submetido, e
parte dos nomes dos autores, este tipo de composição da informação é padrão na maioria dos
documentos resgatados da web.
O ‘x da questão’ reside no fato de que, ao encontrar o documento desejado através de
buscadores, como o do Google, em sua maioria, ele recupera o documento final, o upload, ou seja,
o arquivo hospedado no site de origem, mas não recupera as páginas anteriores existentes no “site
mãe”, fato este que solucionaria o problema da limitação de informações para referenciação dos
documentos. Geralmente, na confecção dos mainframes da página da web, as informações, – sobre
os documentos hospedados – informações estas necessárias para referenciar segundo as normas da
ABNT – são dispostos numa página junto de um link para visualização do texto na íntegra – link
este que o programa buscador na web, no caso em questão o Google, recupera.
Mesmo que o link não revele tais informações, há como descobrir, aqui é onde se encontra o
ápice da “investigação in loco”. Ao desconstruir – de trás para frente, o link da web, ou seja, o ato
de deletar a cada barra e teclar enter com a finalidade de mandar buscar até aquele ponto, quando
não houver página existente, ele dará erro ou abrirá o diretório mestre por trás da visualização da
web que conhecemos, é só repetir o ato até encontrar a primeira página válida, que será a página
com todas as informações necessárias para se fazer uma referência completa. Com isso, poderemos
fazer uma nova referência, corrigindo e/ou acrescentando informações.
Quadro 2 – Demonstração do resultado após aplicação da técnica de ‘investigação in loco’
Referência Do Aluno Antes
NASCIMENTO, A. M.; ANSELMO,
K. B. O estágio curricular
obrigatório e o trabalho do professor
orientador: limites e tensões.
Disponível em:
&lt;http://www.anpae.org.br/seminario/A
NPAE2012/1comunicacao/Eixo04_37/
Ana%20Maria%20do
%20Nascimento_res_GT4.pdf&gt;.
Acesso em: 13 dez. 2012.
Fonte: Próprio dos autores.

Referência Do Aluno Após A Correção Com Aplicação Da Técnica
NASCIMENTO, A. M.; ANSELMO, K. B. O estágio curricular obrigatório
e o trabalho do professor orientador: limites e tensões. In: SEMINÁRIO
REGIONAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO DO
NORDESTE, 7., ENCONTRO ESTADUAL DE POLÍTICA E
ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, 1., SIMPÓSIO: GESTÃO DA
EDUCAÇÃO, CURRÍCULO E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA, 2., Recife,
PE, 2012. Anais eletrônicos… Recife: ANPAE, 2012. (Série Cadernos
ANPAE, v. 123). Disponível em: &lt;http://www.anpae.org.br/
seminario/ANPAE2012/ 1comunicacao/ Eixo04_37/Ana%20Maria%20do
%20Nascimento_res_GT4.pdf&gt;. Acesso em: 13 dez. 2012.

�5

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente técnica de investigação em rede auxiliada pelo bibliotecário é um processo de
ensino-aprendizagem contínuo e, mediante o “Projeto Investigação in loco”, permite que o usuário:
aprenda tanto a investigar, como pesquisar de maneira eficiente e encontrar os elementos essenciais,
ou, ainda, os elementos complementares necessários na identificação de documentos informacionais
postados na Internet, utilizando a ‘desconstrução do link da web’ para a obtenção desses elementos,
utilizando-os na elaboração de uma referência completa de acordo com a NBR 6023/2002 e, por
conseguinte, faça a apresentação da citação de uma publicação baseada na NBR 10520/2002 de
forma correta e devida para se evitar o plágio acidental. Estes pontos são determinantes e
imprescindíveis para a construção e produção de trabalhos acadêmicos técnico-científicos
adequados, com conteúdo padronizado, harmonioso e de qualidade.
REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula; TRISTÃO, Ana Maria Delazari. Internet como instrumento de
pesquisa técnico-científica na engenharia civil. Rev. ACB, v. 4, n. 4, p. 28-46, 1999.
Disponível em: &lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/336/398&gt;. Acesso em: 25 jun.
2017.
CASTRO, Dácio de. Internet. [S.l.]: Ed. do Autor, 2012. 40 p. Disponível em:
&lt;https://books.google.com.br/books?id=vqBIBQAAQBAJ&amp;printsec=frontcover&amp;hl=ptPT#v=onepage&amp;q&amp;f=false&gt;. Acesos em: 23 jun. 2017.
DIAS, Rosilãna Aparecida. Pesquisa na WEB: recursos e técnicas. Juiz de Fora, MG: NEAD/IFJF,
[200-]. Disponível em: &lt;http://www.cead.ufjf.br/wpcontent/uploads/2015/05/media_biblioteca_pesquisa_web.pdf&gt;. Acesso em: 25 jun. 2017.
GETO, Daniel. Você conhece o significado dos domínios (.com, .org, .co, .net, .ao)?. 07 out.
2016. Disponível em: &lt;https://www.menosfios.com/voce-conhece-significado-do-nomes-dominioorg-co-net-ao/&gt;. Acesso em: 23 jun. 2017.
MACHADO, Jorge A. Como pesquisar na Internet: métodos, técnicas e procedimentos gerais.
2004. Disponível em: &lt;http://www.forum-global.de/curso/textos/pesquisar_na_internet.htm&gt;.
Acesso em: 24 jun. 2017.
VIEIRA, Nando. Entendendo um pouco mais sobre o protocolo HTTP. 05 maio 2007. Blog.
Disponível em: &lt;https://nandovieira.com.br/entendendo-um-pouco-mais-sobre-o-protocolo-http&gt;.
Acesso em: 23 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32286">
                <text>PROJETO INVESTIGAÇÃO “IN LOCO”: DESENVOLVIMENTO DA TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO EM REDE, A LUZ DAS NORMALIZAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS EM BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32287">
                <text>Gicelle de Souza Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32288">
                <text>Francisco Welton Silva Rios</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32289">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32290">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32292">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32293">
                <text>Objetiva-se avaliar o conhecimento dos discentes de cursos de graduação e especialização acerca da apresentação de trabalhos técnicos e/ou científicos, mediante as recomendações da ABNT/CB-014 - Comitê Brasileiro de Informação e Documentação, por meio do “Projeto Investigação in loco”. O mesmo evidencia o levantamento de informações através do serviço de atendimento personalizado do bibliotecário para o aluno, de modo a identificar e atenuar os principais problemas e dificuldades dos usuários da biblioteca e, assim, realizar ações e intervenções didático-pedagógicas como alicerce presente e futuro para apresentações da ciência de forma qualitativa e contínua. Trata-se de um relato de experiência do desenvolvimento de um Serviço de Referência diferenciado entre bibliotecários e discentes de uma biblioteca universitária. Observou-se que as principais dificuldades encontradas pelos usuários da biblioteca foram no relacionado às Normas Brasileiras Registradas (NBRs) 6023/2002 e 10520/2002. Para solucionar os problemas encontrados, foi desenvolvida uma Técnica de Investigação em Rede de forma simples e prática que pode ser executada por qualquer pessoa, mesmo aquelas com pouco domínio de informática ou de técnicas eficientes e científicas de pesquisa. Portanto, o usuário obtém os elementos essenciais ou complementares necessários para elaboração de referências completas e a apresentação de citações adequadas na produção de trabalhos acadêmicos técnico-científicos, com conteúdo padronizado, harmonioso e de qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66695">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2731" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1813">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2731/1845-1862-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ca17e6a8e2bb6d365ac763650c7a7bfe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32285">
                    <text>PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA
CENTRAL PROF. CLODOALDO BECKMANN DA UFPA: o que
pensam os usuários?

Elisangela SILVA COSTA (UFPA) - lisa@ufpa.br
Suely Paraense Vidal (UFPA) - sparaense@ufpa.br
Resumo:
Trata da análise dos resultados obtidos durante a feitura de uma Pesquisa de opinião acerca
dos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da
UFPA. A metodologia adotada foi a pesquisa de campo na qual foram utilizados questionários
mistos como instrumento de coleta de dados, aplicados aos usuários que frequentaram a
BC/UFPA no período de novembro de 2016 a abril de 2017. O questionário foi elaborado com
base no LibQual+ TM, uma ferramenta avaliativa padronizada para unidades de informação,
objetivando definir e mensurar a qualidade das bibliotecas por meio de instrumentos de
avaliação adaptado do modelo SERVQUAL, criado por Parasuraman, Berry e Zeitham, e previa
avaliar por meio de uma escala a qualidade de serviço percebida pelos consumidores de
serviços administrativos. A pesquisa teve como sujeito membros da comunidade acadêmica da
UFPA. Sendo que do total de 143 usuários pesquisados; a maior participação foi do corpo
discente que respondeu 128 questionários. A pesquisa teve como sujeito membros da
comunidade acadêmica da UFPA, que perfaz um montante de 61.938 indivíduos, entretanto a
BC recebe uma frequência média de 2.000 usuários dia (UFPA, 2017). Conclui que pesquisas
avaliativas sempre fornecem bons indicadores dos pontos fortes e fracos da instituição e por
este mesmo motivo é recomendável que trabalhos desta natureza sejam realizados
periodicamente a fim de que as instituições se mantenham sempre atinentes as demandas
informacionais e interesse de sua razão de ser que é a comunidade usuária.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Usuários. Pesquisa de Satisfação. Qualidade.
Avaliação de serviços.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

Introdução:
Ser avaliado nem sempre é uma tarefa fácil, todavia esta é uma atividade muito salutar
e importante para a oxigenação das atividades de uma instituição. No último trimestre
de 2016, foi iniciada uma pesquisa de satisfação quanto aos produtos e serviços
oferecidos pela Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da UFPA. O momento era
oportuno porque foi o início de uma nova gestão, daí o interesse em fazer uma
pesquisa a fim de avaliar o que vem sendo feito além de indicar novos caminhos.
Diante disso, surgiu o interesse em proceder uma análise para aferir o grau de
satisfação que os usuários nutrem em relação aos produtos e serviços da BC/UFPA na
perspectiva das abordagens de Luz (1989) que se baseia em três critérios de
desempenho: opinião dos usuários; utilização das coleções e a disponibilidade das
coleções. O presente artigo se propõe a exibir os resultados obtidos durante a feitura da
pesquisa de opinião.
Método da pesquisa:
A metodologia adotada foi a pesquisa de campo, na qual foram utilizados questionários
mistos como instrumentos de coleta de dados, aplicados aos usuários que
frequentaram a BC/UFPA no período de novembro de 2016 a abril de 2017. O
questionário foi elaborado com base no LibQual+ TM, uma ferramenta avaliativa
padronizada para unidades de informação, desenvolvida em 1999 como um projeto da
Associação de Bibliotecas de Pesquisa dos EUA, associada à Biblioteca da
Universidade do Texas, objetivando definir e mensurar a qualidade das bibliotecas por
meio de instrumentos de avaliação adaptados do modelo SERVQUAL, criado por
Parasuraman, Berry e Zeitham, que previa avaliar por meio de uma escala a qualidade
de serviço percebida pelos consumidores de serviços administrativos.
Resultados e Discussões:
A pesquisa teve como sujeitos membros da comunidade acadêmica da UFPA, que
perfaz um montante de 61.938 indivíduos, entretanto a BC recebe uma frequência
média de 2.000 usuários dia (UFPA, 2017). Sendo que do total de 143 usuários que
responderam o questionário; a maior participação foi do corpo discente que respondeu
128 questionários.
Gráfico 1 – Categoria de usuários que mais respondeu à pesquisa
5 37

Servidor
Docente

128

Discente
Externo

O primeiro quesito a ser avaliado foi o Horário de Funcionamento, o gráfico 2
demonstra como ficou a distribuição das respostas. De acordo com os resultados, o
Horário de Funcionamento mais sugerido pelos usuários foi o de 8-20h, que foi

�2

escolhido por 104 sujeitos; no entanto a opção de horário das 8-22h foi sugerida por 21
sujeitos. Este mostrou-se um resultado inusitado, haja vista a opção mais votada
corresponde ao horário antigo da biblioteca; já a opção de 8-22h adotado logo após o
término da pesquisa, pois era uma reclamação recorrente dos usuários e teve pouca
aceitação. Apesar do resultado da pesquisa, hoje se percebe melhor aceitabilidade.
Gráfico 2 - Horário de funcionamento sugerido pelos usuários
13
2

8-19H

21

8-20H

20

8-21H
104

8-21:30H
8-22H

Na questão do atendimento ao público, foi feito um estudo em relação a três
tipos de atendimento: o telefônico, o no balcão e o online. Quanto ao atendimento
telefônico, os Bibliotecários foram eleitos como os mais gentis, corteses e claros (Ver
gráfico 3A).
Gráfico 3A – Qualidade do atendimento telefônico
Gentileza

2000

634
645
631

1000
0

Bibliotecários

Cortesia

283
285
288
Auxiliares

Clareza

571
580
595
Bolsistas

Em relação ao atendimento no balcão, o gráfico 3B demonstra que os
Bibliotecários novamente se sobressaíram em relação aos demais, muito embora os
Bolsistas tenham tido um desempenho alto neste quesito.
Gráfico 3B – Qualidade do atendimento no balcão
Gentileza
5000
0

1059
1026
1055

Cortesia

Clareza

921
931
960

932
918
946

Os Bibliotecários também foram apontados como a categoria que melhor atende
no meio virtual, seguidos pelos Auxiliares de Biblioteca (ver gráfico 3C).

�3

Gráfico 3C – Qualidade do atendimento online
Gentileza

Cortesia

Clareza

4000
2000
0

691
679
729

624
608
617

Bibliotecários

Auxiliares

584
584
575
Bolsistas

No que se refere aos serviços oferecidos, os serviços presenciais de Empréstimo
e Devolução são os preferidos dos usuários. Já entre os serviços que menos agradam
aos usuários foram o Comut, o Acesso às Bases e as Sugestões de Aquisição.
Gráfico 4 – Quanto à avaliação dos serviços oferecidos
489

Acesso ao Pergamum
Portal Capes

480

Renovação

813
789
774
719

Devolução
Acesso as bases

674
0

200

400

600

935
1066
1032

800 1000 1200

Este resultado também foi surpreendente, porque revela que os usuários ainda
valorizam muito as publicações impressas e os serviços presenciais, contrariando
previsões pessimistas muito alardeadas na literatura midiática da contemporaneidade,
que apregoando o fim das publicações impressas (VERSIGNASSI, 2010), o
esvaziamento das bibliotecas (GIRON, 2012) e o consequente desemprego dos
bibliotecários (LOUÇA, 2015).
No que tange à Infraestrutura, os resultados revelam que a Refrigeração, a
Iluminação, a Limpeza e o Mobiliário têm agradado aos usuários da BC/UFPA, todavia
itens como Bebedouros, Banheiros e Estação de pesquisa foram mal avaliados, pelos
usuários. Infere-se que os Bebedouros tenham desagradado aos usuários, pois o
número de unidades existente na BC tem se tornado insuficiente, uma vez que o
aumento da temperatura na cidade de Belém se intensifica em alguns períodos do ano,
consequentemente elevando o consumo de água. Outro item bastante avaliado
negativamente pelos usuários foi a Estação de Pesquisa, acredita-se que esta má
avaliação se deva ao fato da Estação de pesquisa estar fechada há mais de um ano,
pois a maioria dos computadores estão com defeito ou mal funcionamento, daí o motivo
do desagrado.

�4

Gráfico 5 – Quanto a Infraestrutura
Refrigeração

809
769
624
764
709
748
593
759
672
632
430
523
771

Ambiente de estudo
Estacao de pesquisa
Sinalização
Limpeza
0

200 400 600 800 1000

Em relação ao Acervo, a Conservação e a Atualização foram muito bem
avaliados em detrimento da Variedade e Quantidade do Acervo. Infere-se que o item
Conservação foi muito indicado pelos usuários, pois há uma preocupação muito grande
com a Equipe de trabalho dos Serviços de Circulação e agilidade em retirar do acervo
publicações que apresentam os primeiros sinais de degradação. A Atualização também
foi bem avaliada pelos usuários, porque embora as bibliografias requisitadas pelos
professores no Projeto Político-Pedagógico de Curso (PPC) nem sempre seja muito
atualizada, a Equipe de trabalho da Gerência de Seleção e Aquisição faz
automaticamente a conversão para edições mais atualizadas, até mesmo porque é
muito difícil encontrar no mercado livreiro publicações com idade superior a cinco anos.
Gráfico 6 – Quanto á avaliação do Acervo
Variedade do acervo
Conservação do acervo
Atualização do acervo
Quantidade de acervo

446
1049
814
738
0

500

1000

1500

Concernente aos itens mal avaliados despontaram a Quantidade e a Variedade
do Acervo. Acredita-se que a Quantidade de Acervo foi muito criticada, pois a demanda
de usuários é muito expressiva, haja vista que a UFPA é uma das IFES brasileiras que
possui um grande contingente de alunos de graduação. Ademais há um crescimento
expressivo de criação de cursos, por estas situações a quantidade de livros vem se
tornando insuficiente. Outro item que desagrada os usuários é a falta de Variedade dos
títulos, esta situação ocorre porque seria uma atividade bem arriscada investir em
novos títulos, considerando as restrições orçamentárias que vêm assolando as IFES
nos últimos tempos.
No quesito Acessibilidade e Inclusão, o gráfico 7 revela que o Mobiliário existente
na BC tem agradado as pessoas portadoras de deficiência, no entanto os itens:
Elevador, Rampa e Material Didático foram mal avaliados. Infere-se que esta má
avaliação principalmente em relação aos materiais didáticos se dá porque a venda de
talkbooks, livros em braile e softwares acessíveis ainda é muito rarefeita no mercado
livreiro, e apesar da BC possuir uma impressora braile e alguns softwares acessíveis,
ainda carecemos de mais recursos humanos qualificados para atender às demandas
informacionais desta população que vem crescendo exponencialmente.

�5

Gráfico 7 – Avaliação da Acessibilidade e Inclusão
Material didático
Rampas
Elevador
Móveis

699
620
566
1251
0

500

1000 1500

Considerações Finais:
Com base no exposto percebe-se que a pesquisa atingiu seu objetivo, pois permitiu
identificar a opinião que os usuários nutrem em relação aos produtos e serviços
oferecidos pela Biblioteca Central da UFPA. Todavia observou-se a ocorrência de
algumas incongruências para reclamação antiga dos usuários, como a questão do
horário de funcionamento que foi expandido após a pesquisa, mas revelou pouca
aceitabilidade pela maioria dos usuários que preferiam o horário anterior.
Nestes termos fica patente que pesquisas avaliativas sempre fornecem bons
indicadores dos pontos fortes e fracos da instituição e, por este mesmo motivo é
recomendável que trabalhos desta natureza sejam realizados periodicamente, a fim de
que as instituições se mantenham sempre atinentes às demandas informacionais e ao
interesse de sua razão de ser que é a comunidade usuária.
Referências:
GIRON, Luis Antonio. Dê adeus às bibliotecas. 15.05.2012. Revista Época. Disponível
em: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeusbibliotecas.html. Acesso em: 16.04.2017
LIBQUAL+. The birth of LibQUAL+. 2012. Disponível em: http://www.libqual.org/home.
Acesso em: 07.03.2017
LOUÇÃ, Francisco. O futuro do emprego: a tecnologia vai acabar com o trabalho?.
2015. Disponível em: http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/10/18/o-futurodo-emprego-a-tecnologia-vai-acabar-com-o-trabalho/. Acesso em: 16.04.2017
LUZ, G. M. S. Bibliotecas universitárias: um modelo de avaliação de desempenho.
1989. Tese (Doutorado) – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo, São Paulo, 1989.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. UFPA em Números. Disponível em: &lt;
http://www.proplan.ufpa.br/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=16&gt;.
Acesso em: 07.06.2017.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Super Interessante, São Paulo, n.
276, mar. 2010.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32277">
                <text>PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA CENTRAL PROF. CLODOALDO BECKMANN DA UFPA: O QUE PENSAM OS USUÁRIOS?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32278">
                <text>Elisangela SILVA COSTA</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32279">
                <text>Suely Paraense Vidal</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32280">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32281">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32283">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32284">
                <text>Trata da análise dos resultados obtidos durante a feitura de uma Pesquisa de opinião acerca dos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da UFPA. A metodologia adotada foi a pesquisa de campo na qual foram utilizados questionários mistos como instrumento de coleta de dados, aplicados aos usuários que frequentaram a BC/UFPA no período de novembro de 2016 a abril de 2017. O questionário foi elaborado com base no LibQual+ TM, uma ferramenta avaliativa padronizada para unidades de informação, objetivando definir e mensurar a qualidade das bibliotecas por meio de instrumentos de avaliação adaptado do modelo SERVQUAL, criado por Parasuraman, Berry e Zeitham, e previa avaliar por meio de uma escala a qualidade de serviço percebida pelos consumidores de serviços administrativos. A pesquisa teve como sujeito membros da comunidade acadêmica da UFPA. Sendo que do total de 143 usuários pesquisados; a maior participação foi do corpo discente que respondeu 128 questionários. A pesquisa teve como sujeito membros da comunidade acadêmica da UFPA, que perfaz um montante de 61.938 indivíduos, entretanto a BC recebe uma frequência média de 2.000 usuários dia (UFPA, 2017). Conclui que pesquisas avaliativas sempre fornecem bons indicadores dos pontos fortes e fracos da instituição e por este mesmo motivo é recomendável que trabalhos desta natureza sejam realizados periodicamente a fim de que as instituições se mantenham sempre atinentes as demandas informacionais e interesse de sua razão de ser que é a comunidade usuária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66694">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2730" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1812">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2730/1844-1861-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4a815fcd82870958c59335443905d37c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32276">
                    <text>PORTAL DE ACESSO A INFORMAÇÃO JURÍDICA DIGITAL: RELATO
DE EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA JURÍDICA DES. AÉCIO
SAMPAIO MARINHO - TJRN

Gesiele Farias da Silva (UFRN) - gesielefarias@tjrn.jus.br
Emerson Pereira da Silva (UFRN) - emersonpereira@tjrn.jus.br
Resumo:
Apresenta a proposta elaborada de um portal que permite o acesso à informação jurídica para
a Biblioteca Des. Aécio Sampaio Marinho – Fórum Des. Miguel Seabra Fagundes. Objetiva
promover e disseminar a informação jurídica permitindo acesso rápido a outros sites, como:
bases de dados, bibliotecas digitais, revistas eletrônicas, dentre outras fontes de informação e
possibilita um meio comunicacional com o público-alvo. Utiliza como metodologia a pesquisa
bibliográfica para o levantamento das fontes digitais especializadas na área jurídica, assim
como a aplicação das estratégias acerca da curadoria digital por meio das ferramentas da web
e os conhecimentos sobre Tecnologias da Informação, Marketing Digital e Gestão de
Bibliotecas. Conclui enfatizando o potencial que o portal tende a oferecer a comunidade
jurídica.
Palavras-chave: Portal de acesso aberto. Serviço de referência. Informação jurídica.
Curadoria digital.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Com a crescente demanda de acesso e uso de recursos informacionais digitais no
âmbito jurídico, bem como a necessidade de um meio comunicacional de interação
entre os usuários da instituição, o público em potencial e a biblioteca,
voluntariamente foi elaborado uma proposta de projeto pelos estagiários da unidade
de informação que viabilizasse a criação de um portal de acesso a informação digital
especializada no contexto jurídico, administrado pela Biblioteca Aécio Sampaio
Marinho, localizada no Fórum Des. Miguel Seabra Fagundes, órgão submetido ao
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
Diante da ausência de um profissional bibliotecário para administrar a unidade,
desde o ingresso na instituição, os estagiários viram-se com este desafio que
atribuíram a si mesmos de desenvolver um novo serviço de informação de modo que
sanasse as lacunas de busca informacional pelos usuários, ao passo que tornasse a
biblioteca mais visível na instituição, bem como para além da comunidade. A seguir
será apresentado um breve relato deste percurso de elaboração do portal que
obteve significativas contribuições das experiências e conhecimentos adquiridos nas
disciplinas da graduação no curso de Biblioteconomia, na Universidade Federal do
Rio Grande do Norte.
Relato de experiência
O portal foi projetado por meio da livre iniciativa dos estagiários de Biblioteconomia
da instituição. Para tanto, os métodos utilizados para elaboração do projeto e criação
do portal consistiu na pesquisa bibliográfica para o levantamento das fontes digitais
especializadas na área jurídica, bem como a aplicação das estratégias sobre
curadoria digital por meio das ferramentas da web, conhecimentos sobre
Tecnologias da Informação, Marketing Digital e Gestão de bibliotecas.
Portanto o portal objetiva promover e disseminar a informação jurídica permitindo
acesso rápido a outros sites, bem como bases de dados, bibliotecas digitais, revistas
eletrônicas, dentre outras fontes de informação; alcançar o maior número de
usuários a fim de auxiliá-los na busca pela informação jurídica no meio digital; tratar,
disponibilizar e disseminar a informação por meio da aba “Notícias” no menu do site
com conteúdo jurídico tanto no âmbito local quanto nacional; divulgar o acesso à

�Biblioteca Des. Aécio Sampaio Marinho e viabilizar a comunicação na web com os
usuários reais e potenciais na área jurídica.
Para o alcance desses objetivos de acesso e uso das informações o portal oferta
não só as fontes de informação digital, como também os produtos e serviços que a
biblioteca dispõe através das novas aquisições em suporte físico. Todas as
postagens são publicadas periodicamente de acordo com os critérios estabelecidos
na política de publicação do site.
Para melhor visualizar a estrutura do portal segue abaixo imagens para apresentar
algumas das páginas do portal jurídico da biblioteca e seu menu principal:

Fonte: bibliojus.wixsite.com/libraryjus

�Fonte: bibliojus.wixsite.com/libraryjus

Fonte: bibliojus.wixsite.com/libraryjus
O design do portal é sujeito à alterações, pois está sendo adaptado continuamente
levando em consideração as questões sobre Arquitetura da Informação, Usabilidade
e Acessibilidade visando melhor atender o público em geral.

�Considerações finais
Tal proposta de projeto obteve esse resultado com base nos significativos
conhecimentos adquiridos até então ao longo do curso de Biblioteconomia,
sobretudo na execução das disciplinas de Redes e Serviços de Informação II e
Fontes de Informação I, no semestre 2017.1. Deste modo, as referentes disciplinas
exigiam a competência dos discentes de se aprofundarem na área das ferramentas
da Web 2.0 – sites, blogs, mídias sociais, ferramentas de compartilhamento – tendo
em vista a necessidade de criação de novos serviços nesse ambiente digital com
possibilidades de participação contínua dos usuários (feedback, blog, mídias sociais,
etc), assim como a elaboração de um roteiro de curadoria de conteúdos visando a
aplicação de estratégias para estudo de usuários e o estabelecimento de critérios de
análise e filtragem de fontes informacionais com qualidade e credibilidade. Além
disso, o que iniciou como atividades de temáticas livres nas disciplinas logo
propiciou novas ideias dos estagiários que levaram os conhecimentos adquiridos ao
seu contexto de estágio aplicando-se no âmbito jurídico e assim aprimorando o
projeto que já estava em andamento.
O processo de elaboração da proposta também contou com a boa receptividade do
diretor do Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes e representantes do
setor de comunicação do Tribunal de Justiça, portanto enxerga-se um portal
promissor que ao ser implementado tornará possível a criação de novos vínculos,
não só com usuários potenciais como também com diferentes setores da instituição
mantenedora. Além do mais se observa a potencialidade do alcance dos diferentes
tipos de informações jurídicas que foram organizadas e apresentadas no portal.
Referências
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados de informação para negócios no
Brasil. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p. 17-36, maio/ago. 2003.
GUIMARÃES, José Augusto Chaves; FERNÁNDEZ MOLINA, Juan Carlos (Org).
Aspectos jurídicos e éticos da informação digital. São Paulo Marília, SP: Cultura
Acadêmica Fundepe Ed, 2008. 151p.
INFORMAÇÃO JURÍDICA: teoria e prática. Org. por Edilenice Passos. Brasília:
Thesaurus, 2004. 237p.

�PASSOS, Edilenice. BARROS, Lucivaldo Vasconcelos. Fontes de informação para
pesquisa em direito. Brasília: Briquet de Lemos, 2009.
SILVA, Andréia Gonçalves. Fontes de informação jurídica: conceitos e técnicas de
leitura para o profissional da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. xx,
227p.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32268">
                <text>PORTAL DE ACESSO A INFORMAÇÃO JURÍDICA DIGITAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA JURÍDICA DES. AÉCIO SAMPAIO MARINHO - TJRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32269">
                <text>Gesiele Farias da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32270">
                <text>Emerson Pereira da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32271">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32272">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32274">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32275">
                <text>Apresenta a proposta elaborada de um portal que permite o acesso à informação jurídica para a Biblioteca Des. Aécio Sampaio Marinho – Fórum Des. Miguel Seabra Fagundes. Objetiva promover e disseminar a informação jurídica permitindo acesso rápido a outros sites, como: bases de dados, bibliotecas digitais, revistas eletrônicas, dentre outras fontes de informação e possibilita um meio comunicacional com o público-alvo. Utiliza como metodologia a pesquisa bibliográfica para o levantamento das fontes digitais especializadas na área jurídica, assim como a aplicação das estratégias acerca da curadoria digital por meio das ferramentas da web e os conhecimentos sobre Tecnologias da Informação, Marketing Digital e Gestão de Bibliotecas. Conclui enfatizando o potencial que o portal tende a oferecer a comunidade jurídica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66693">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2729" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1811">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2729/1843-1860-1-PB.pdf</src>
        <authentication>8385abb8e68655aba5af35b91dacfc25</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32267">
                    <text>Planejamento Estratégico como ferramenta para implementação de
mudanças e inovação no âmbito das bibliotecas universitárias

Regiane Alcantara Bracchi (Unicamp) - regiane@unicamp.br
Valéria Santos Gouveia Martins (UNICAMP) - valeria@unicamp.br
Marcos Roberto Grassi (UNICAMP) - marcosrg@unicamp.br
Eneida Rached Campos (Unicamp) - eneida@fcm.unicamp.br
Maria Bernadete de Barros Piazzon (Unicamp) - piazzon@unicamp.br
Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo apresentar um panorama sobre o Planejamento
Estratégico desenvolvido pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), que é um órgão de
alta complexidade, composto por 29 bibliotecas e com mais de 300 colaboradores. A
metodologia pautou-se nos princípios fundamentais dos métodos Future Search, Balanced
Score Card, Planejamento Estratégico Situacional e da filosofia da gestão da qualidade. Como
resultado, foi construído um mapa estratégico com cinco dimensões (usuários, sociedade,
financeiro, pessoas e processos), contendo dez objetivos, posteriormente desdobrados em 28
ações estratégicas, com suas respectivas metas e indicadores, que, ao atingirem suas
realizações, levarão o SBU a alcançar a visão de futuro estabelecida para o período
2015-2019.
Palavras-chave: Planejamento estratégico; Gestão estratégica; Bibliotecas universitárias;
Gestão de bibliotecas.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Os teóricos da administração estratégica consideram que o grande
desafio das organizações na atualidade consiste em implementar mudanças e
inovações de forma permanente, a fim de alcançar resultados acima da média
(HITT; IRELAND e HOSKINSSON, 2008)
A necessidade de inovação e mudanças parece ser ainda mais evidente
no ambiente universitário, já que esse deve ser um lugar de vanguarda quanto à
produção de conhecimentos e concepção de novas ideias. Adicionalmente, no
âmbito das bibliotecas universitárias, é necessário ponderar que estamos diante
de um cenário de grandes transformações, uma vez que a forma como
produzimos, comunicamos e acessamos o conhecimento está sofrendo
mudanças abruptas: os suportes, os conteúdos e as possibilidades de acesso
ao conhecimento são múltiplos e, consequentemente, a forma como tratamos e
disseminamos as informações deve estar em consonância com essa nova
tendência, representando um grande desafio para as bibliotecas e seus
profissionais.
É necessário considerar ainda que nesse cenário contingencial, no qual a
inovação passa a ser requisito essencial para a permanência e relevância das
organizações, exige-se das bibliotecas alta capacidade de adaptação, de forma
que as mesmas estejam em consonância com as alterações que ocorrerem no
seio da sociedade. Assim, atualmente as bibliotecas precisam, além de
disponibilizar produtos e serviços de alta qualidade em informação, criar
mecanismos para viabilizar o compartilhamento do conhecimento de formas
múltiplas, promovendo a aprendizagem por meio do fazer (movimento maker) e
possibilitando o convívio e a troca de ideias em seus espaços.
É evidente, portanto, que as bibliotecas, especialmente as universitárias,
que mantém estreita relação com o desenvolvimento da ciência e, portanto
sofrem ainda mais profundamente os impactos das rápidas mudanças, não
podem se abdicar de um planejamento amplo e abrangente, construído em
conjunto com seus colaboradores, usuários, parceiros internos e externos, e que
seja capaz de fornecer elementos que as ajudem conhecer o passado, entender
o presente para, assim, projetar o futuro, visando à excelência de seus serviços
e produtos.
Nessa direção, pretendemos apresentar sucintamente as etapas,
métodos, e alguns resultados relacionados ao Planejamento Estratégico 20152019 do Sistema de bibliotecas da Unicamp (SBU), um órgão de alta
complexidade em relação aos seus produtos e serviços de informação.
Método
No Planejamento Estratégico do SBU, iniciado em 2015 e visando uma
abrangência de cinco anos, portanto, até 2019, foi utilizado uma metodologia
com diferencial de alta participação e compartilhamento entre os envolvidos.
O método, criado em 2009 por duas profissionais1 da Unicamp e também
autoras desse trabalho, reuniu características de outros três métodos descritos
na literatura:

1

Orientadoras metodológicas: Maria Bernadete de Barros Piazzon e Eneida Rached Campos.

�a) Future Search2 - promove um ambiente agradável, de confraternização
e motivação das pessoas, ao descrever o futuro por meio de sonhos
como se esses já tivessem acontecido;
b) Balanced Score Card3 – oferece relações de equilíbrio entre diferentes
perspectivas da instituição, monitoradas por meio de indicadores
estratégicos;
c) Planejamento Estratégico Situacional4 - contempla a problematização
e a capacidade analítica para tratar de diagnósticos e soluções de
forma participativa e em grupo, com intensa comunicação.
O método também teve como pilar a filosofia da gestão da qualidade, que
incentiva a expressão das bases voluntárias de melhoria por meio do
oferecimento de espaços comuns, protegidos e democráticos, onde as pessoas
participam com suas percepções e ideias, independente de hierarquia ou
competência, além de favorecer o desenvolvimento de um olhar sistêmico
matricial, entre a visão horizontal da cadeia do processo – fornecedor:
bibliotecas e os serviços e produtos oferecidos aos clientes, e a visão vertical:
instâncias superiores e lideranças de áreas internas e parceiras.
O Planes do SBU consistiu na 10ª aplicação deste Método, que teve como
primeira etapa uma customização que antecedeu a programação das dinâmicas
de trabalho. Essa customização, feita pelos coordenadores, diretores e membros
do Órgão Colegiado do SBU, visou à construção compartilhada de um futuro
desafiador nas perspectivas de três visões diferentes do universo das
bibliotecas.
Desta forma, três grupos5 participaram da elaboração do Planes: O Grupo
Estratégico, que colaborou com a visão dos membros do Órgão Colegiado do
SBU e de instituições nacionais envolvidas com o assunto; o Grupo de Áreas
Parceiras e de Usuários, que contribuiu com a visão de servidores de áreas da
Unicamp parceiras do SBU e de alunos; e o Grupo dos Servidores do SBU, que
contribuiu com a visão de funcionários das 29 bibliotecas, bem como da
coordenadoria do SBU. Assim, 150 pessoas se envolveram neste trabalho,
através de 10 oficinas realizadas entre os meses de abril a junho de 2015.
A programação das atividades favoreceu uma compreensão
compartilhada e promoveu maior integração entre pessoas e áreas, fortalecendo
o engajamento de todos para as etapas posteriores à elaboração do
planejamento estratégico, como a execução e o acompanhamento dos planos.
As três etapas preconizadas pelo Método (passado, presente e futuro)
foram desenvolvidas pelos três grupos, exceto a etapa do passado, que foi
realizada apenas com o Grupo de Servidores. Os resultados específicos,
2

Weisbord, M e Janoff, S. Future Search: an action guide to finding common ground in organizations and
communities. Berrett-Koehler Publishers, 2000
3
Kaplan, R S. &amp; Norton, DP. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 6ª ed. Rio de Janeiro: Campus,
1997.
4
Matus, C. Política, planejamento e governo. Brasília, IPEA, volumes I e II, 1993.
5
Grupo Estratégico, formado pela Coordenadoria Geral (CGU), Pró-Reitorias, Órgão Colegiado do SBU,
professores representantes das áreas de conhecimento e parceiros externos (FAPESP, USP, UNESP,
UFSCar, PUC-Campinas e Biblioteca Pública Municipal de Campinas - SP “Prof. Ernesto Manoel Zink”).
Grupo Usuários e Parceiros Internos, composto por alunos da Universidade (graduação e pós, de
diferentes áreas do conhecimento e representantes de órgãos da Unicamp (CGU, DAC, DGA, DGRH,
GAIA, Espaço da Escrita, VRERI, GGBS, CDC, SIARQ e SIC).
Grupo SBU, formado por bibliotecários, técnicos e outros profissionais de todas as bibliotecas do sistema.

�produzidos separadamente por cada um deles, foram consolidados pelo Grupo
de Servidores. As teias de tendências dos três grupos foram firmadas em cenário
externo (oportunidades e ameaças) e cenário interno (pontos fortes e pontos
fracos). Os três mapas estratégicos foram reunidos em um único mapa com
cinco frentes, conforme resultados apresentados a seguir. Além disso, os
participantes também avaliaram as oficinas de elaboração do planejamento
através de um questionário com questões abertas e fechadas.
Resultados Parciais
Como resultado, foi construído um mapa estratégico com cinco
dimensões (usuários, sociedade, financeiro, pessoas e processos), contendo
dez objetivos (abaixo), desdobrados na sequência em 28 projetos gerais, com
seus respectivos indicadores e metas, que, ao atingirem suas realizações,
concretizarão os sonhos e levarão o SBU a alcançar a visão de futuro
estabelecida para o período 2015-2019.

Quadro 1 – Mapa Estratégico SBU 2015-2019

�Além disso, esse Planes permitiu a revisão dos elementos de identidade
organizacional do SBU (quadro a seguir), sempre em total alinhamento com as
políticas da Universidade.

Quadro 2 – Quadro Planes SBU 2015-2019

Atualmente, o Planejamento Estratégico está em fase de implantação,
com 28 projetos em andamento, envolvendo em torno de 120 profissionais do
Sistema de Bibliotecas da Unicamp, os quais apresentam os resultados dos seus
projetos em workshops realizados a cada seis meses.
Com a execução total do Planes, ao final de 2019, espera-se concretizar
a visão estabelecida durante a fase de planejamento. Até lá, o Planejamento
Estratégico deve ser acompanhado e avaliado de acordo com os ambientes
internos e externos, sujeito a eventuais adequações e incorporações, já que se
trata de uma ferramenta altamente dinâmica.
Considerações Finais:
A Teoria Geral da Administração aponta que as organizações enfrentam
atualmente um contexto contingencial, caracterizado por mudanças
permanentes (CHIAVENATTO, 2010). Assim, a gestão eficiente é o único
instrumento que possibilita às organizações em geral, incluindo as unidades de
informação, assimilarem as rápidas mudanças, adaptando-se a elas.
O planejamento estratégico é a ferramenta que nos permite planejar e
estruturar essas mudanças, de forma que as mesmas sejam traduzidas em
inovações que assegurem a permanência e sucesso das organizações. Diante

�disso, o adequado desenvolvimento e execução de um planejamento estratégico
deve ser item prioritário na agenda dos gestores de bibliotecas, de forma que as
unidades de informação tenham competência e capacidade para alinhar-se às
demandas e desenvolvimento da sociedade. Trata-se de um método que
proporciona às organizações, especialmente aquelas com alta complexidade de
estrutura, um forte alinhamento, integração e participação6.
Desde o ano de 2002 a UNICAMP iniciou o processo de Planejamento
Estratégico como uma política da Universidade. O SBU abraçou essa ideia e
realizou vários ciclos de planejamento: 2003 a 2006, 2006 a 2010 e, agora, 20152019. Especificamente neste último trabalho, observamos que efetivamente foi
incorporado um processo de planejamento dentro do SBU, que atribuímos à
política duradoura da Universidade e ao novo método utilizado no ciclo 20152019, o qual aumentou o engajamento e envolveu um maior número de pessoas
alinhadas com a visão de futuro e empenhadas com as necessárias ações.
Referências
BRACCHI, R.A.; MARTINS, V. dos S.G.; CAMPOS, E.R.; PIAZZON, M.B. de B.
Livreto do Planes SBU: planejamento estratégico: 2015-2019. Campinas - SP,
2015.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7ª Edição.
São Paulo: Elsevier, 2010.
HITT, M. A.; IRELAND, R. D.; HOSKISSON, R. E. Administração estratégica:
competitividade e globalização. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
KAPLAN, R S., NORTON, DP. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 6ª
ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
MATUS, C. Política, planejamento e governo. Brasília, IPEA, volumes I e II, 1993.
WEISBORD, M., JANOFF, S. Future Search: an action guide to finding common
ground in organizations and communities. Berrett-Koehler Publishers, 2000.

6

Fato que podemos constatar em algumas respostas à avaliação proposta pelas orientadoras
metodológicas nas oficinais finais do Planes SBU 2015-2019: “Poder trabalhar em conjunto
pensando no futuro (...). Houve interação de todos, independentemente dos cargos”; “O
Planejamento foi feito de forma objetiva contemplando a participação de muitas pessoas de
maneira bem organizada”; “Foi muito bom revisar conceitos de aspectos da administração e
repensá-los em conjunto, no intuito de construir nosso planejamento estratégico. A questão da
colaboração nessa construção é muito valiosa e enriquecedora”; “Por ter ampla divulgação e
estabelecer igualdade de ideologia, foi uma experiência gratificante; interessante foi ver servidor
de cada categoria interagir num só propósito; Plano de Ação e estratégia para agilizar ações com
eficiência e satisfação”; “Vivência com demais unidades; empatia; trabalho em grupo”.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32256">
                <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COMO FERRAMENTA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE MUDANÇAS E INOVAÇÃO NO ÂMBITO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32257">
                <text>Regiane Alcantara Bracchi</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32258">
                <text>Valéria Santos Gouveia Martins</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32259">
                <text>Marcos Roberto Grassi</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32260">
                <text>Eneida Rached Campos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32261">
                <text>Maria Bernadete de Barros Piazzon</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32262">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32263">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32265">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32266">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo apresentar um panorama sobre o Planejamento Estratégico desenvolvido pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), que é um órgão de alta complexidade, composto por 29 bibliotecas e com mais de 300 colaboradores. A metodologia pautou-se nos princípios fundamentais dos métodos Future Search, Balanced Score Card, Planejamento Estratégico Situacional e da filosofia da gestão da qualidade. Como resultado, foi construído um mapa estratégico com cinco dimensões (usuários, sociedade, financeiro, pessoas e processos), contendo dez objetivos, posteriormente desdobrados em 28 ações estratégicas, com suas respectivas metas e indicadores, que, ao atingirem suas realizações, levarão o SBU a alcançar a visão de futuro estabelecida para o período 2015-2019.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66692">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2728" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1810">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2728/1842-1859-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ba732d0e8d63bb942a8202995a0abfc6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32255">
                    <text>Peculiaridades na catalogação da coleção de Cordel no Repositório
Rui Barbosa de Informações Culturais (RUBI)

Elisete de Sousa Melo (FCRB) - elisetemel@hotmail.com
Tiago Leite Pinto (SENAI) - tiago.unirio@gmail.com
Luziana Jordão Lessa Trézze (FCRB) - luzianaj@yahoo.com.br
Resumo:
A relevância das características intrínsecas e extrínsecas na catalogação de itens permite uma
melhor descrição, busca e recuperação da informação pelo usuário. Este relato descreve as
experiências na catalogação de folhetos da literatura de cordel, pertencentes à Fundação Casa
de Rui Barbosa (FCRB), no Repositório Rui Barbosa de Informações Culturais (RUBI). Para
subsidiar as tomadas decisões referentes à catalogação dos folhetos no RUBI, realizou-se
levantamento bibliográfico em fontes de informações nacionais e internacionais. Foi
considerada a catalogação disponível na base de dados referencial da FCRB e a customização
dos metadados dispostos pelo DSpace, software utilizado pelo RUBI. Percebe-se que um
conjunto de ações foram fatores determinantes para propiciar o progresso na descrição dos
folhetos da literatura de cordel no RUBI.
Palavras-chave: Catalogação. Características intrínsecas. Características
Repositório Rui Barbosa de Informações Culturais (RUBI).

extrínsecas.

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução

O Centro de Memória e Informação (CMI), da Fundação Casa de Rui Barbosa
(FCRB), aderiu à estratégia de acesso aberto verde, caracterizado pelo uso de
repositórios digitais1 para disseminação e acesso à informação científica
(BUDAPEST…, 2012), ao lançar em 2016 o Repositório Rui Barbosa de Informações
Culturais (RUBI).
Sob a sua custódia, o CMI, detém um conjunto de acervos heterogêneos
cujos alguns itens já estão em formato digital. Sua composição é formada por
diversos setores, tais como: Serviço de Arquivo Histórico e Institucional (SAHI);
Arquivo Museu de Literatura Brasileira (AMLB); Bibliotecas; Museu-Casa de Rui
Barbosa; Preservação documental; Preservação Arquitetônica.
Dentre os acervos que integram o RUBI, destaca-se a literatura de cordel, que
se diferencia em muitos aspectos da catalogação tradicional, utilizada em bases de
dados e em repositórios. A catalogação desta coleção necessitou de adaptações em
relação aos metadados para a descrição dos objetos digitais referentes à sui generis
literatura de cordel no RUBI.
A FCRB, possui cerca de 9 mil folhetos de cordel2, destes, aproximadamente
2340 folhetos estão em formato digital e em processo de submissão no RUBI.
Este trabalho gerou pesquisas durante seu desenvolvimento, pois percebeuse que existem características intrínsecas3 e extrínsecas4 a serem consideradas
durante a sua catalogação. Essa investigação analisou as diferenças da catalogação
constante na base de dados referencial5 da FCRB e o que seria disposto no RUBI.
Realizou-se levantamentos em base de dados nacionais e internacionais,
entre as quais destacam-se a Library of Congress, Université de Poitiers, Unicamp

A expressão ‘repositórios digitais’, no contexto do acesso aberto, é empregada para denominar os
vários tipos de aplicações de provedores de dados que são destinados ao gerenciamento de
informação científica, constituindo-se, necessariamente, em vias alternativas de comunicação
científica. Cada um dos tipos de repositórios digitais possui funções específicas e aplicações voltadas
para o ambiente no qual será utilizado.” (LEITE, 2009).
2
http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/apresentacao.html
3
Considera-se como características intrínsecas, os dados que constam no objeto digital e auxiliam a
catalogação, além dos dados da base de dados descritiva da FCRB. (YASSUDA, 2009).
4
Considera-se características extrínsecas, a necessidade de levantamento de informações do objeto,
fora do item, que permitam determinar data ou uma biografia do objeto. (YASSUDA, 2009).
5
http://acervos.casaruibarbosa.gov.br/
1

�(Projeto Memória de Leitura6) e a Academia Brasileira de Literatura de Cordel
(ABLC), entre outras.
Este relato parcial tem por objetivo descrever a experiência, particularidades e
processos intrínsecos e extrínsecos na catalogação da literatura de cordel da FCRB
no RUBI.

RUBI

O RUBI possibilita, de forma integrada, a gestão, visualização e divulgação
dos acervos arquivísticos, bibliográficos e museológicos, bem como a produção
técnico-científica da FCRB.
O RUBI foi implementado na plataforma DSpace, software criado pelo
Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Laboratórios Hewlett-Packard
Company. Sua estrutura está organizada em comunidades, subcomunidades e
coleções.
O DSpace propicia um conjunto metadados no formato Dublin Core Resource
Description (DC)7 para retratar uma variedade de recursos. Essa plataforma
possibilita a customização dos metadados, portanto eles podem ser criados ou
adaptados de acordo com as características de cada objeto digital, como o caso dos
folhetos de cordel da FCRB.

Literatura de cordel

A literatura de cordel chegou ao Brasil por intermédio dos portugueses, no
século XVIII, com forte circulação na região nordeste, pois expandiu-se da Bahia ao
Pará, antes de alcançar outros Estados. (OLIVEIRA; SILVA FILHO, 2013).
Caracteriza-se pela divulgação de histórias da cultura popular em folhetos impressos
e ilustrados com a técnica de xilogravura. (OLIVEIRA; ALMEIDA JÚNIOR, 2015). Os
folhetos de cordel na região nordestina têm registro do século XIX, com autores de
grande expressão, como Leandro Gomes de Barros. De temas variados, suas
6

http://www.unicamp.br/iel/memoria/
O formato Dublin Core surgiu em 1995 no Workshop patrocinado pela Online Computer Library
Center (OCLC) em Dublin, Ohio (Estados Unidos), com o objetivo de definir um conjunto de
elementos que poderiam ser utilizados pelos autores e não catalogadores para descrever seus
próprios recursos na Web e facilitar a descoberta destes recursos na Internet. (PIRES, 2012).

7

�histórias

são

baseadas

nas

condições

sociais

e

culturais

da

região.

(CATALOGAÇÃO…, 2002).
O acervo de cordel digitalizado é o mais consultado8 dentre os
disponibilizados em meio digital e pode ser acessado via portal da FCRB. Contudo,
não foi desenvolvida nenhuma catalogação prévia que permita a sua recuperação
em meio digital.
O tratamento da informação desempenha um papel fundamental no sentido
de facilitar o acesso à informação de forma qualificada. A completeza, consistência
e qualidade dos metadados, a organização da informação, numa interface simples e
amigável, são fatores determinantes para a obtenção de bons resultados nas buscas
realizadas em sistemas automatizados e para melhorar a satisfação dos usuários.
Os folhetos de literatura de cordel são catalogados a partir de dados
registrados na capa, conteúdo e contracapa com a finalidade de melhoria no acesso
e na recuperação do acervo de memória cultural da FCRB.

Atributos intrínsecos para catalogação do cordel no RUBI

O processo de submissão da literatura de cordel no RUBI está
intrinsecamente ligado ao procedimento de catalogação utilizada para a base de
dados referencial da biblioteca da FCRB. Para as descrições utilizadas de cada
metadado considerou-se procedimentos referentes à catalogação de itens, segundo
o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2). Logo, a pesquisa para a
catalogação da literatura de cordel contou com consultas à base de dados
referencial, o que possibilitou além de orientações à catalogação no RUBI, a revisão
da catalogação da base de dados, o que individualiza a catalogação no RUBI.
As especificidades da catalogação dos folhetos de cordel no RUBI procura
ampliar as informações existentes de forma que o pesquisador encontre dados mais
subjetivos do folheto. Por exemplo, a data de 1915 foi atribuída ao folheto “A secca
do Ceará”, de autoria de Leandro Gomes de Barros, pois estima-se que a obra foi
publicado entre 1915 e 1916, porque o autor residiu no endereço, Estação de Areias,
no Recife, que consta na capa deste e de outros folhetos editados no mesmo
período.

8

Informações contidas no relatório analítico estatístico 2016. (Documento interno).

�Outro exemplo foi a percepção de dados como acróstico e código, que são
utilizados na descrição dos folhetos, portanto havia necessidade de incluir algumas
dessas informações na descrição do objeto digital. Porém, deduziu-se que seria
importante a inclusão do acróstico e não do código, por considerar o primeiro como
característica que determina cada autor. Assim, foi necessária a criação de um
metadado exclusivo para esta informação, o dc.identifier.acrostico.
Além

das

características

intrínsecas,

também

foram

consideradas

características extrínsecas para o processo de catalogação dos itens.

Atributos extrínsecos para catalogação do cordel no RUBI

A catalogação da literatura de cordel no RUBI levou em conta dados
extrínsecos à base de dados referencial da FCRB e dos próprios folhetos, o que
acarretou investigações acerca de informações para facilitar a busca e recuperação
desta literatura.
A política de submissão do RUBI prevê que todos os itens contenham a data
de publicação, mesmo que sejam aproximadas, como ocorrido no folheto de José
Soares, intitulado “A tragédia de Jaboatão: 13 mortos e 35 feridos”. Neste folheto
não consta data de publicação, porém as pesquisas em publicações da época
indicaram que esta tragédia ocorreu em 1977, logo foi adotada como data provável.
Em outros casos, foi possível estimar a data a partir de pesquisa no Banco Central
para verificar o período vigente da moeda estampada na capa do folheto com valor
do mesmo, por exemplo, em "Otaciana e Esmeraldina" de autoria de Francisco
Sales Arêda, estampava o Cr$, possível data 1943.
Os detalhes de pesquisas realizadas para catalogação dos folhetos de cordel
são sumarizados no metadado específico (dc. description), tanto para os atributos
intrínsecos, quanto para os extrínsecos.

Considerações finais

O estudo realizado contribuiu para um conjunto de ações que permitiram o
progresso na descrição da literatura de cordel no RUBI, o que significa melhoria na
qualidade de busca e recuperação da informação para os usuários.

�Ressalta-se que há processos em fase de elaboração, pois durante a criação
de novos metadados, percebeu-se a necessidade de uma indexação específica para
os folhetos de cordel. Outra ação importante foi a necessidade de revisão e
atualização de algumas das políticas do RUBI.
Em síntese, destaca-se que ao ter o usuário como cerne das ações, deverá
ocorrer adaptações na catalogação a fim de complementar as características
intrínsecas e extrínsecas.

REFERÊNCIAS
BUDAPESTE Open Access Initiative. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.budapestopenaccessinitiative.org/boai-10-recommendations&gt;. Acesso:
16 maio 2017.
CATALOGAÇÃO de folhetos de cordel. Rio de Janeiro: A Biblioteca, 2002.
(Cadernos técnicos, 1).
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: Ibict, 2009. Disponível em: &lt;http://livroaberto.ibict.br/handle/1/775&gt;. Acesso
em: 2 maio 2017.
OLIVEIRA, H. C. C.; ALMEIDA JÚNIOR, O. F. Memória e linguagem: um estudo
sobre os folhetos de cordel. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 25, n. 2, p. 6573, 2015. Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/v/a/18445&gt;. Disponível
em:&lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000018445/e61fa40de7f
aa39a257b03d18d7c7bbe&gt;. Acesso em: 06 jun.2017.
OLIVEIRA, Maria Leonara; SILVA FILHO, Marcelo Nicomedes dos Reis. Literatura
de cordel: uma arte que se expande através dos recursos tecnológicos. WebRevista SOCIODIALETO, Campo Grande, MS, v. 4, n. 11, nov. 2013. Disponível
em: &lt;http://www.sociodialeto.com.br/edicoes/16/10012014014638.pdf&amp;gt;&gt;. Acesso
em: 06 maio 2017.
SAYÃO, Luís (Org.). Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador: EDUFBA;
Brasília: IBICT, 2005. 342 p. Disponível em:
&lt;http://livroaberto.ibict.br/handle/1/1013&gt;. Acesso em: 2 maio 2017.
YASSUDA, Sílvia Nathaly. Documentação museológica: uma reflexão sobre o
tratamento descritivo do objeto no Museu Paulista. 2009. 123 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Marília, 2009. Disponível em:
&lt;https://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/Cienciada
Informacao/Dissertacoes/yassuda_sn_me_mar.pdf&gt;. Acesso em: 27 abr. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32246">
                <text>PECULIARIDADES NA CATALOGAÇÃO DA COLEÇÃO DE CORDEL NO REPOSITÓRIO RUI BARBOSA DE INFORMAÇÕES CULTURAIS (RUBI)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32247">
                <text>Elisete de Sousa Melo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32248">
                <text>Tiago Leite Pinto</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32249">
                <text>Luziana Jordão Lessa Trézze</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32250">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32251">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32253">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32254">
                <text>A relevância das características intrínsecas e extrínsecas na catalogação de itens permite uma melhor descrição, busca e recuperação da informação pelo usuário. Este relato descreve as experiências na catalogação de folhetos da literatura de cordel, pertencentes à Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), no Repositório Rui Barbosa de Informações Culturais (RUBI). Para subsidiar as tomadas decisões referentes à catalogação dos folhetos no RUBI, realizou-se levantamento bibliográfico em fontes de informações nacionais e internacionais. Foi considerada a catalogação disponível na base de dados referencial da FCRB e a customização dos metadados dispostos pelo DSpace, software utilizado pelo RUBI. Percebe-se que um conjunto de ações foram fatores determinantes para propiciar o progresso na descrição dos folhetos da literatura de cordel no RUBI.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66691">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2727" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1809">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2727/1841-1858-1-PB.pdf</src>
        <authentication>7826fb80df092fa7f42decfe4a39f228</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32245">
                    <text>Parceria Biblioteca &amp; Docentes na prática do letramento
informacional acadêmico

Ligiana Clemente do Carmo Damiano (ESALQ/USP) - ligiana@usp.br
Eliana Maria Garcia (ESALQ/USP) - emgarcia@usp.br
Thais Cristiane Campos de Moraes (ESALQ/USP) - tcmoraes@usp.br
Resumo:
Apresenta a prática de letramento informacional acadêmico na Divisão de Biblioteca da Escola
Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, através do projeto de
implantação de disciplina obrigatória no curso de Engenharia Agronômica, compartilhando
com docentes a responsabilidade pelo conteúdo programático para capacitação dos alunos nos
temas relacionados à pesquisa bibliográfica e escrita científica. Estabeleceu-se a parceria
Biblioteca - Docente, apresentando-se como uma oportunidade facilitadora para criação de
competências devido aos excelentes resultados alcançados na disciplina LAN 0132 –
Informação Científica, também ministrada pela equipe da DIBD desde 2010 no curso de
Ciências dos Alimentos. Com o objetivo de promover a utilização do conhecimento para
implantação de novos serviços e proporcionar aos alunos habilidades para identificar e acessar
as diferentes ferramentas disponíveis, são descritas as etapas de implantação da disciplina
LES 0216 – Conhecimento e Pesquisa, o planejamento contendo a definição do escopo do
projeto, análise de riscos, requisitos, custos, metodologia, atribuições da equipe, além da
elaboração dos programas de aula e documentos de apoio, aplicação dos métodos de avaliação
e análise dos indicadores de meta e resultados. A integração de treinamentos da Biblioteca no
currículo da graduação e a atuação de bibliotecários em parceria com docentes nesta prática
de letramento informacional contribuiu para a excelência dos serviços prestados à
comunidade acadêmica, apresentando-se como uma oportunidade facilitadora que de fato
atenderá aos cursos de graduação da ESALQ/USP em relação às demandas de pesquisa
bibliográfica e ao rigor das técnicas de escrita científica.
Palavras-chave: Letramento informacional; Letramento acadêmico; Information Literacy;
Capacitação de Usuários; Serviços ao Cliente; Bibliotecas Universitárias
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
O grande número de fontes de informação disponíveis e suas peculiaridades exigem dos
pesquisadores e profissionais da informação uma postura de constante adequação e seleção das mais
relevantes, para que o conhecimento seja rapidamente assimilado em meio às inúmeras opções.
Neste sentido, torna-se imprescindível demonstrar à comunidade acadêmica os atalhos que facilitem o
acesso à informação, aumentando o conhecimento sobre o uso dos serviços de descoberta, apoiando o seu
desempenho acadêmico.
Em recente encontro nacional, bibliotecários das instituições de ensino e pesquisa no Brasil que atuam
no help desk da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior também “levantaram pontos
em comum, como necessidade de treinamentos locais presenciais, em complemento à capacitação online
oferecida pela CAPES, e esclarecimentos recorrentes de dúvidas sobre pesquisa bibliográfica, recursos e
conteúdos disponíveis” (BRASIL, 2017).
Segundo o Grupo de Pesquisa Observatório do Mercado de Trabalho em Informação e Documentação
– OMTID (2017), “a crescente disponibilização das tecnologias e o fluxo cada vez maior e mais rápido do acesso
à informação têm desafiado a Biblioteconomia e, consequentemente, os profissionais da informação no
entendimento de novas práticas de apropriação e uso da informação na produção de conhecimento. Aumentar
a produtividade e construir ambientes ágeis que permitam às Bibliotecas responder as demandas da gestão da
informação é fator fundamental para a construção de um portfólio adequado de serviços propostos pela
Biblioteca que proporcione atender as demandas do Usuário cada vez mais conectado e independente no uso
de ferramentas WEB de busca, acesso, apropriação e uso da informação”.
Santos e Machado (2015), afirmam que “compreender como utilizar a informação para a construção
do conhecimento e contextualizar esta informação é o cerne da Information Literacy”. Ao adaptar o termo
literacy para o português, Soares (2001 apud SANTOS e MACHADO, 2015) o traduziu como letramento,
interpretando-o como “[...] a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de
ter-se apropriado da escrita”.
Sendo assim, a atuação prática dos bibliotecários de referência como protagonistas ativos do processo
educativo nos espaços interdisciplinares de todas as funções universitárias, ou seja, no ensino, na pesquisa, na
extensão e na gestão institucional, tem sido cada vez mais relevante.
Além de apresentar os resultados alcançados, este relato de experiência demonstra como podemos
contribuir para o aumento da difusão da produção científica nacional e internacional e diminuição do déficit de
acesso aos conteúdos, agregando valor aos serviços bibliotecários prestados à sociedade, fazendo valer,
inclusive, o investimento dos contribuintes.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
Com o objetivo de promover a utilização do conhecimento para a implantação de novos serviços na
Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo,
Piracicaba-SP, desenvolveu-se o projeto de formatação da disciplina “LES 0216 - Conhecimento e Pesquisa”
para o curso de Engenharia Agronômica, com início em 03/05/2016 e término em 30/11/2016, compartilhando
com os docentes da instituição a responsabilidade pelo conteúdo programático de capacitação dos alunos nos
temas relacionados à pesquisa bibliográfica e escrita científica.
Estabeleceu-se a parceria Biblioteca - Docente, apresentando-se como uma oportunidade facilitadora
para a criação de competências devido aos excelentes resultados alcançados na disciplina LAN 0132 –
Informação Científica, também ministrada pela equipe da DIBD desde 2010, para atender às demandas do
curso de Ciências dos Alimentos da ESALQ/USP (GARCIA; SAAD, 2011).
Em janeiro de 2015 iniciou-se a elaboração da proposta de criação da nova disciplina, apresentada
pela chefia da Divisão de Biblioteca à coordenação do curso de Engenharia Agronômica. As primeiras tratativas
entre as bibliotecárias e os docentes responsáveis pelo desenvolvimento da ementa deram prosseguimento ao
processo de oficialização junto à Comissão de Graduação da ESALQ.
Após um ano e algumas reuniões para definição do programa, métodos de avaliação e bibliografia
básica, a disciplina “LES 0216 - Conhecimento e Pesquisa” foi oficializada em 01/01/2016 com 2 créditos/aula e
carga horária total de 30h (semestral), para ser ministrada aos alunos do curso de Engenharia Agronômica no
2º semestre do 1º ano letivo de forma obrigatória e contínua, com compartilhamento de infraestrutura de
serviços, equipamentos e equipe qualificada para capacitação dos alunos nos temas relacionados à pesquisa
bibliográfica e escrita científica.
O registro oficial da disciplina no Sistema Júpiter da USP encontra-se disponível em:
&lt;https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=LES0216&amp;verdis=1&gt;.

�2.1 Planejamento
Os objetivos do projeto definidos para o sucesso desta nova frente de trabalho foram assim
estabelecidos:
 Criar instrumentos, ações e procedimentos para formalizar a capacitação dos alunos a partir de
critérios de pesquisa que assegurem qualidade, rapidez e eficácia no acesso à informação;
 Desenvolver noções do conhecimento científico e apresentar as principais fontes de informação
científica por meio de treinamento em técnicas de busca e seleção, com ênfase na estrutura do
trabalho científico;
 Capacitar os alunos do curso de Engenharia Agronômica da ESALQ/USP em relação às demandas de
pesquisa bibliográfica e técnicas de escrita científica.
A metodologia e o cronograma de atividades propostos foram estabelecidos a partir de critérios que
serviram de base para nortear o seu desenvolvimento, desdobrando-se nas seguintes ações:
1.

2.
3.
4.
5.
6.

Planejamento: definição do escopo do projeto a partir dos resultados propostos e do contato com
docentes envolvidos: indicadores de meta, indicadores de resultado, análise de riscos, restrições,
requisitos, atividades fora do escopo, orçamento, metodologia e equipe;
Elaboração do programa de aula (formato e conteúdo) sob responsabilidade dos bibliotecários da DIBD;
Desenvolvimento de métodos de avaliação aplicados nas aulas (exercícios, provas escritas, seminários,
pesquisa de satisfação);
Apresentação dos documentos para aprovação dos docentes responsáveis, ajustes e disponibilização da
apostila de aula no site da DIBD;
Ministração das aulas, aplicação dos métodos de avaliação, compilação e análise dos resultados;
Elaboração do relatório final e apresentação à gestora de projetos.

2.1.1 Análise de riscos
Risco

Probabilidade
de ocorrência

Medida corretiva

1. Não renovação das bases de dados em
função de restrição orçamentária.

Alta

2. Baixo interesse dos alunos pelas aulas
(formato e conteúdo).

Média

 Ministrar as aulas de forma dinâmica e interativa,
identificando os interesses do ponto de vista
temático.

3. Ausência ou indisponibilidade da
equipe para cumprimento das metas
propostas.

Baixa

 Redistribuir as atividades em caso de ausências,
priorizando esta atividade em detrimento de
outras.

 Disponibilizar fontes alternativas.

Quadro 1 – Riscos, probabilidade de ocorrência e medidas corretivas
2.1.2 Requisitos
 Conteúdo programático compatível com a ementa da disciplina LES 0216 - Conhecimento e Pesquisa;
 Equipe habilitada para a plena capacitação dos alunos matriculados, responsável pela continuidade e
regularidade das atividades da disciplina após a sua implantação;
 Equipe assídua e pontual à sala de aula para checagem do ambiente e recepção dos alunos;
 Revisão sistemática do programa de aula e atualização periódica do formato/conteúdo da apostila;
 Distribuição eficiente das atividades e carga horária dos integrantes da equipe.
2.1.3 Custo e disponibilização de documentos impressos e digitais
Foram providenciadas 200 unidades da apostila de aula, por meio de requisição atendida pelo Serviço
de Produções Gráficas da ESALQ, com despesas custeadas pela Divisão de Biblioteca.
No site da DIBD foi lançada uma página específica contendo os seguintes documentos de apoio:
Programas de Aula (Turmas 1, 2, 3 e 4); Apostila; Estrutura de Trabalho Científico - LES; Instruções Trabalho LES
0216; Folha de Estilo do Trabalho da Disciplina LES 0216.
Disponíveis para download em: &lt;http://www4.esalq.usp.br/biblioteca/capacitacao&gt;.

�2.1.4 Atribuições da Equipe
A distribuição das atribuições da equipe ao longo da disciplina ocorreu de forma harmônica, com
notável sincronia e sintonia, tanto no andamento das providências em relação à infraestrutura disponível,
como no preparo das aulas e correção dos trabalhos e avaliações. Principais responsabilidades assumidas:
 BIBLIOTECÁRIAS: 1. Apresentação do conteúdo programático: pesquisa bibliográfica em bases de dados
nacionais e internacionais, estrutura do trabalho científico e ferramentas de gerenciamento de referências
e citações, com aulas interativas e dinâmicas que facilitaram o aprendizado dos alunos; 2. Elaboração da
apostila de aula e disponibilização no web; 3. Gerenciamento dos métodos de avaliação para composição
da média final, cumprindo o cronograma de aulas ministradas no período.
 DOCENTES: 1. Aprovação dos programas de aulas (formato e conteúdo) apresentados pela equipe da
Divisão de Biblioteca; 2. Aprovação dos métodos de avaliação aplicados (exercícios, provas escritas,
seminários, pesquisa de satisfação); 3. Acompanhamento das aulas ministradas; 4. Divulgação da média
final dos alunos no Sistema Júpiter.
2.2 Resultados e Discussão
2.2.1 Indicadores de meta alcançados

Conteúdo programático (apostila) apresentado aos docentes
O conteúdo programático da disciplina foi ministrado em sua totalidade e seguiu uma sequência
lógica, desde a apresentação das fontes disponíveis até o desenvolvimento do trabalho acadêmico final, cuja
trajetória tornou-se mais complexa ao longo do semestre.

Figura 1 - Estrutura do curso


Figura 2 – Apostila de aula

Programa da disciplina aplicado com 7 aulas ministradas (14 horas)

A equipe da Divisão de Biblioteca ministrou os programas de
7 aulas nas 4 Turmas da disciplina, atingindo 56 horas/aula
(14 horas/aula por Turma).
Além disso, coordenou os Seminários finais das 4 Turmas
(somando 16 horas/aula), totalizando 72 horas/aula de
conteúdo
programático
da
disciplina
sob
sua
responsabilidade.

Figura 3 – Programa de Aula

�2.2.2 Indicadores de resultados alcançados

Conteúdo programático ministrado pela DIBD validado com aprovação de 97% dos alunos
A Pesquisa de Satisfação foi aplicada aos 190 alunos matriculados na disciplina.
Deste total, 175 alunos responderam às questões, dos quais 170 alunos manifestaram-se Satisfeitos e
5 ficaram Insatisfeitos, conforme demonstra a Figura 4.

Nota:
Turma 1 - 50 alunos matriculados, 50 respondentes.
Turma 2 - 45 alunos matriculados, 45 respondentes.
Turma 3 - 51 alunos matriculados, 45 respondentes.
Turma 4 - 44 alunos matriculados, 35 respondentes.

Figura 4 – Resultado da Pesquisa de Satisfação aplicada
Os resultados apontaram para a aprovação do conteúdo programático da aula ministrada pela equipe
da DIBD, superando a meta inicial proposta (70%). A pesquisa aplicada nas 4 Turmas destacou a capacidade
produtiva, postura dinâmica e didática da equipe.


Avaliação do aluno igual a 86% de acertos em relação ao conteúdo ministrado pela DIBD
A média aritmética final superou a meta inicial proposta (60%). Foi composta pelas notas dos
seguintes métodos de avaliação: exercícios práticos, provas escritas e seminários finais para apresentação dos
recursos de pesquisa acadêmica utilizados para levantamentos bibliográficos a partir dos temas sugeridos pelos
docentes.
Foram realizados registros fotográficos e coleta de depoimentos do coordenador do curso de
Engenharia Agronômica da ESALQ/USP, dos docentes responsáveis pela disciplina e da gestora de projetos da
DIBD, especialmente convidados para participarem dos Seminários finais da disciplina, os quais validaram os
resultados alcançados, bem como as sugestões de melhoria para os próximos ciclos.

Figura 5 – Bibliotecárias em sala de aula ministrando a disciplina
A postura dinâmica e didática apresentadas pela equipe, bem como o foco e a responsabilidade no
cumprimento de suas atribuições explicam os resultados positivos alcançados. A qualificação de cada
integrante em diferentes conteúdos, as habilidades individuais e a experiência na “Capacitação no Uso da
Biblioteca, Pesquisa na Web e Estrutura do Trabalho Científico” garantiram o êxito do projeto e a superação
das metas propostas.
Esta prática aproximou bibliotecários e docentes da instituição, gerando novas demandas por outros
produtos além dos serviços apresentados em sala de aula durante a programação, sendo perceptível o
aumento da frequência e do uso da infraestrutura física da biblioteca por parte dos alunos matriculados.

�3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao término do projeto podemos afirmar que a criação desta disciplina obrigatória contribuiu para a
excelência dos serviços prestados pela Divisão de Biblioteca à comunidade acadêmica da ESALQ/USP,
apresentando-se como uma oportunidade facilitadora que de fato atenderá aos cursos de graduação em
relação às suas demandas de pesquisa bibliográfica e ao rigor das técnicas de escrita científica.
Houve uma utilização eficaz da infraestrutura dos serviços e equipamentos disponíveis no campus,
bem como um excelente desempenho da equipe, de forma que os alunos puderam, ao final da disciplina:
 Conhecer as principais ferramentas de busca de informação científica na área de Ciências Agrárias;
 Demonstrar capacidade de análise crítica e síntese de textos;
 Conhecer as principais normas para citações e referências bibliográficas;
 Redigir resumos e trabalhos acadêmicos.
Entretanto, sem a parceria Biblioteca &amp; Docentes nada disso seria possível! Trabalhamos juntos desde
a concepção da ementa e conteúdo programático da disciplina até a divulgação da média final dos alunos. Os
projetos de criação de disciplinas obrigatórias com a participação da Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP
consolidou a experiência da equipe de capacitação de usuários, em sintonia com a sua missão de promover o
acesso, incentivo, uso e geração da informação, contribuindo para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão
da universidade com a utilização eficaz dos recursos públicos.
Dentre tantos serviços inovadores que passam a ter relevância nas bibliotecas universitárias, a
inclusão de treinamentos no currículo acadêmico oficial no formato de disciplina obrigatória é possível à
medida que o staff de bibliotecários se propuser a reconfigurar seus programas de capacitação no uso dos
recursos disponíveis, atuando de fato como interlocutores entre docentes e alunos.
A demanda por serviços de capacitação inéditos e por profissionais comprometidos com o
aprendizado aumentam simultaneamente quando os bibliotecários se dispõem a atuar voluntariamente em
sala de aula, em contato direto com os usuários finais dos recursos disponibilizados pela instituição, com
competência para responder diferentes questões sobre o acesso às inúmeras fontes e recursos de pesquisa,
tipos de conteúdo e práticas relacionadas ao universo do pesquisador, de acordo com cada público-alvo,
ampliando significativamente o serviço prestado à sociedade.
Para os profissionais da informação há novas oportunidades de percepção e interação com o mundo
em rede, mas é preciso adotar uma postura comprometida, cheia de entusiasmo e superação principalmente
em relação à comunicação, estabelecendo parcerias com docentes, administradores, alunos e seus pares, de
modo a ampliar suas redes de colaboração e visibilidade profissional. Que o propósito desta atuação possa ser
instigante e consistente, buscando sempre aprender e multiplicar o conhecimento para promover um mundo
mais sustentável e menos desigual.
Finalmente, a composição de uma equipe entrosada e atualizada será sempre uma condição sine qua
non para o sucesso de projetos desta natureza, pois esta atuação no processo da comunicação científica junto
aos pesquisadores tem influência direta nos resultados alcançados, podendo contribuir, sobretudo, para a
redução dos custos da informação durante a sua produção acadêmica.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Portal de Periódicos: help desks se reúnem na CAPES para semana de
atividades. Disponível em: &lt;http://www.capes.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/8432-help-desks-se-reunemna-capes-para-semana-de-atividades&gt;. Acesso em: 30 set. 2017.
GARCIA, E.M.; SAAD, M.R.M. Informação científica: o desafio da Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP no
processo de ensino-aprendizagem para alunos de graduação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011, Maceió. Sistemas de
informação, multiculturalidade e inclusão social: anais... Maceió: UFAL, 2011. 1 CD-ROM.
GRUPO DE PESQUISA OBSERVATÓRIO DO MERCADO DE TRABALHO EM INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO et al.
III TOI - Congresso Internacion em Tecnologia e Organização da Informação, São Paulo, 2017. Disponível em:
&lt;http://www3.eca.usp.br/sites/default/files/form/cbd/CCEx%20Programa%203%C2%BA%20TOI%202017_I%2
0Simp%C3%B3sio%20GC%20e%20IC%20atual.pdf&gt;. Acesso em: 30 set. 2017.
SANTOS, F.P.; MACHADO, L.R.S. Papel do bibliotecário de referência na construção do letramento
informacional acadêmico: uma prática intersetorial e interdisciplinar. InCID: Revista de Ciência da Informação
e Documentação, Ribeirão Preto, v. 5, n. 2, p. 142-163, set. 2014/fev. 2015. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/76319/87552&gt;. Acesso em: 30 set. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32236">
                <text>PARCERIA BIBLIOTECA &amp; DOCENTES NA PRÁTICA DO LETRAMENTO INFORMACIONAL ACADÊMICO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32237">
                <text>Ligiana Clemente do Carmo Damiano</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32238">
                <text>Eliana Maria Garcia</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32239">
                <text>Thais Cristiane Campos de Moraes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32240">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32241">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32243">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32244">
                <text>Apresenta a prática de letramento informacional acadêmico na Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, através do projeto de implantação de disciplina obrigatória no curso de Engenharia Agronômica, compartilhando com docentes a responsabilidade pelo conteúdo programático para capacitação dos alunos nos temas relacionados à pesquisa bibliográfica e escrita científica. Estabeleceu-se a parceria Biblioteca - Docente, apresentando-se como uma oportunidade facilitadora para criação de competências devido aos excelentes resultados alcançados na disciplina LAN 0132 – Informação Científica, também ministrada pela equipe da DIBD desde 2010 no curso de Ciências dos Alimentos. Com o objetivo de promover a utilização do conhecimento para implantação de novos serviços e proporcionar aos alunos habilidades para identificar e acessar as diferentes ferramentas disponíveis, são descritas as etapas de implantação da disciplina LES 0216 – Conhecimento e Pesquisa, o planejamento contendo a definição do escopo do projeto, análise de riscos, requisitos, custos, metodologia, atribuições da equipe, além da elaboração dos programas de aula e documentos de apoio, aplicação dos métodos de avaliação e análise dos indicadores de meta e resultados. A integração de treinamentos da Biblioteca no currículo da graduação e a atuação de bibliotecários em parceria com docentes nesta prática de letramento informacional contribuiu para a excelência dos serviços prestados à comunidade acadêmica, apresentando-se como uma oportunidade facilitadora que de fato atenderá aos cursos de graduação da ESALQ/USP em relação às demandas de pesquisa bibliográfica e ao rigor das técnicas de escrita científica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66690">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2726" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1808">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2726/1840-1857-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a7b594b8e0c7294a0c243ad7d8e9609d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32235">
                    <text>Oportunidade de aprendizado utilizando o Mendeley
Thais Cristiane Campos de Moraes (ESALQ/USP) - tcmoraes@usp.br
Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da educação do usuário e
apresentar a sistemática de capacitação no uso do Mendeley, ferramenta para gerenciamento
e armazenamento de referências. O projeto teve início com o planejamento e a definição do
escopo, desdobrado em ações que nortearam o desenvolvimento do trabalho. A efetividade do
projeto foi mensurada por meio da pesquisa aplicada ao término de cada oficina ministrada.
Os resultados demonstraram a satisfação em relação à didática da capacitação e às
funcionalidades da ferramenta, principalmente pela economia de tempo nas várias etapas da
escrita científica. O novo serviço foi integrado à agenda de capacitação anual oferecida pela
Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP aos pesquisadores, contribuindo para o processo de
ensino-aprendizado e construção do conhecimento científico.
Palavras-chave: Educação de usuário; Capacitação; Mendeley; Gestor de referência.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da educação do
usuário e apresentar a sistemática de capacitação do Mendeley, ferramenta para
gerenciamento e armazenamento de referências.
Alinhado ao planejamento anual da Divisão de Biblioteca – DIBD, esse trabalho foi
priorizado no mapa de projetos e ações estratégicas foram desenvolvidas e
estruturadas para atender às novas demandas identificadas, criando oportunidade de
letramento acadêmico dos pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz - ESALQ/USP.
A biblioteca, como uma estação do conhecimento, funde informação e formação,
constituindo-se como um ambiente pedagógico, de pesquisa e construção do
conhecimento científico por meio de ações cooperativas entre pesquisadores,
docentes e profissionais da informação.
A educação ou formação dos usuários compreende um processo em que os indivíduos
permanecem em constante desenvolvimento e envolve uma série de aprendizagens
para a construção do conhecimento.
As tecnologias em evolução e as mudanças nas práticas acadêmicas exigem uma
reconceitualização de como os bibliotecários projetam e implementam a educação
avançada para pesquisadores. O bibliotecário passa a atuar como educador,
assumindo um novo papel e capacitando os usuários para um processo qualificado de
busca, acesso e uso da informação.
Além disso, o grande número de conteúdos disponíveis no meio digital comprova uma
questão preocupante vivenciada na contemporaneidade pelos profissionais envolvidos
com a informação.
Ao refletir sobre o aumento exponencial do fluxo de informação, Caires (2014) afirma
que “não é possível assegurar que as pessoas disponham das condições necessárias
para identificar e encontrar informações adequadas, nem dos meios para se apropriar
e transformar tais insumos em conhecimento”.
Na perspectiva de Santiago e Netto (2010), as bibliotecas devem se organizar e
planejar programas com a finalidade de educar e capacitar os seus usuários para o
desenvolvimento do processo de acesso e uso dos diferentes tipos de suportes
informacionais disponibilizados. Nesse sentido, Mata e Alcará (2016) abordam que “as
formas de articulação e integração das atividades de formação de usuários com os
cursos de graduação e de pós-graduação são variadas”, portanto, são fundamentais
para auxiliar no desenvolvimento de habilidades informacionais junto aos estudantes.
Hubner e Kuhn (2017) abordam que a biblioteca universitária tem um papel primordial
no processo ensino-aprendizagem e ocorre através do desenvolvimento de atividades
de mediação, busca pela informação, construção e transformação do conhecimento.
Diante do exposto, é fundamental a participação da biblioteca no ensino-aprendizagem
de seus usuários, criando processos sistemáticos e permanentes que atinjam à
educação das novas gerações no contexto da aprendizagem informacional, de forma a
agregar habilidades, conhecimento e maior criticidade em sua formação acadêmica.

1

�RELATO DA EXPERIÊNCIA
A Divisão de Biblioteca - DIBD, a partir de seu planejamento estratégico anual,
identificou a necessidade de oferecer aos seus alunos a capacitação em mais uma
ferramenta para gerenciamento de referências.
O projeto foi implantado em 2017 e contemplou a sistemática de capacitação no uso
da ferramenta Mendeley, um gerenciador de referências gratuito que possibilita
desenvolver habilidades avançadas de alfabetização de informações ao concentrar a
atenção e o tempo dos usuários na organização da informação e na escrita científica,
economizando tempo e reduzindo a duplicação de esforços. Funciona também como
rede social acadêmica para descobrir tendências de investigação e conectar-se a
outros pesquisadores na área de interesse.
A escolha pela ferramenta foi sinalizada pelos próprios usuários, que ao longo do ano
demonstraram interesse pelo Mendeley.
Após a identificação da ferramenta, o projeto teve início com o planejamento e a
definição do escopo do projeto, descrição da análise de riscos, restrições, requisitos,
ações fora do escopo, partes interessadas, equipe e orçamento. Nesta fase foram
definidos os indicadores, tendo como proposta de meta a realização de 10
capacitações aos usuários na ferramenta Mendeley até 30/06/17. Os resultados
propostos visaram atingir a satisfação dos usuários em relação à eficácia da
ferramenta e à didática do bibliotecário para validação do novo serviço.
A metodologia foi estabelecida a partir dos critérios e requisitos do escopo do projeto,
desdobradas em ações que serviram de base para nortear seu desenvolvimento, que
contemplou as etapas: elaboração e revisão do manual do Mendeley; elaboração da
pesquisa de satisfação; definição do programa de capacitação; desenvolvimento do
conteúdo do novo serviço e informações para a divulgação; elaboração do conteúdo
no site da DIBD e divulgação do novo serviço nos canais de comunicação; realização
das capacitações e aplicação da pesquisa de satisfação; compilação e análise dos
resultados.
As capacitações práticas foram abertas a qualquer público interessado, ministradas
em datas variadas durante os meses de abril a junho de 2017, no auditório da
Biblioteca Central da ESALQ, com duração de 02h30, seguindo o tutorial elaborado
pelo profissional bibliotecário e o conteúdo programático pré-estabelecido:
I. ACESSO: Registro; Versão Web; Versão Desktop; Web Importer; Plugin MS
Word;
II. MENDELEY WEB: Interface; Criar pasta; Adicionar documento; Importar
documento com “Web Importer; Anotações no PDF; Grupo de colaboração;
Estatística;
III. MENDELEY DESKTOP: Interface; Adicionar documento; Conferir duplicidade;
Utilizar filtros; Documentos não classificados; Anotações no PDF; Importar
documento com “Web Importer”;
IV. MENDELEY CITATION PLUGIN: Inserir citação; Estilo de citação; Criar
bibliografia; Editar e Mesclar citações; Exportar documento.
O instrumento de coleta de dados escolhido para a pesquisa foi o questionário, com
perguntas abertas e fechadas. A análise dos dados foi realizada de forma quantitativa
e qualitativa, e a efetividade do programa foi mensurada por meio da pesquisa
aplicada ao término de cada oficina ministrada, considerando as variáveis sobre a
apresentação, duração, conteúdo e absorção do conhecimento.
2

�Os resultados demonstram a participação de 144 pessoas das seguintes categorias
(Gráfico 1) e procedências (Gráfico 2):

Gráfico 1 – Categoria dos participantes

Gráfico 2 – Procedência dos participantes

Analisando os dados da pesquisa (Gráfico 3), constatou-se que o projeto superou os
resultados propostos. Foram realizadas 16 oficinas agendadas, 99,2% de satisfação
em relação à didática e 98,6% de satisfação em relação às funcionalidades da nova
ferramenta.
3

�Gráfico 3 – Resultado da pesquisa de satisfação
Dados complementares também puderam ser identificados na pesquisa. Notou-se a
grande expectativa em relação à capacitação, representado por 98,6% dos
respondentes. Os participantes consideraram entre “Ótimo e Bom” o nível de
aprendizado no uso do Mendeley, representado por 97,1% dos respondentes.
A carga horária foi considerada entre “Ótimo e Bom” por 97,9% dos respondentes que,
em seus comentários, sinalizaram importante aumentar a duração da aula ou realizálas por módulos, considerando inclusive os diferentes perfis de aprendizado e níveis
de conhecimento tecnológicos entre os participantes.
A emissão de certificado foi um dos elogios destacados pelos participantes, que além
de sugerir a realização de uma quantidade maior de capacitações durante o semestre,
reforçaram a importância e a excelência do trabalho desenvolvido pela equipe da
Divisão de Biblioteca da ESALQL/USP.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Divisão de Biblioteca da ESALQL/USP, alinhada às políticas e planos institucionais,
tem implementado melhorias contínuas na provisão de serviços, antecipando-se às
demandas e firmando-se como espaço de aprendizagem e convivência.
Os resultados demonstraram alcance dos objetivos do projeto implantado com o
envolvimento dos alunos e o comprometimento da equipe, fator esse essencial para o
sucesso do trabalho.
Ao término do projeto, as capacitações na ferramenta Mendeley foram incorporadas à
agenda anual de capacitação da DIBD como mais um serviço inovador oferecido aos
pesquisadores.

4

�Sobre o Mendeley, foi possível descobrir aplicações potenciais para instrução de
alfabetização de informação, pois o software permite que os alunos se envolvam na
busca de informações colaborativas, descoberta de tendências de pesquisa,
compartilhamento de artigos relevantes a outros pesquisadores e encontro de pessoas
que pesquisam temas semelhantes, gerando vantagens tanto em segurança quanto
em acessibilidade dos dados, pois permite a sincronização dos arquivos armazenados.
A ferramenta atendeu aos objetivos propostos, por sua importância na produção
científica, intelectual e tecnológica. Os participantes identificaram a economia de
tempo nas várias etapas da escrita científica, desde a importação, busca e
organização dos documentos, até a inserção de citações de forma prática nos
arquivos de texto, com as respectivas referências formatadas dentro dos mais de
7.500 estilos disponíveis.
Estima-se que haverá um número ainda maior de pesquisadores a serem apoiados
pela equipe da Biblioteca, não apenas na formatação de citações e referências, mas
em necessidades mais amplas de gerenciamento de informações para construção do
conhecimento científico.
Para concluir, ressalta-se a importância do profissional da informação para adaptação
ao seu novo papel em programas de capacitação, especialmente o papel educativo,
adequando seus tradicionais conhecimentos e experiências para as atividades de
letramento digital que contribuirá para o processo de ensino-aprendizagem do
pesquisador, avançando no horizonte do conhecimento para o progresso da ciência.

REFERÊNCIAS
CAIRES, F.M. Biblioteca na educação: práticas colaborativas e apropriação cultural.
2014. Dissertação (Mestrado em Cultura e Informação) - Escola de Comunicações e
Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. doi:10.11606/D.27.2014.tde20012015-111621. Acesso em: 15 maio 2017.
HUBNER, M.L.F.; KUHN, A.C.A. Bibliotecas Universitárias como espaços de
aprendizagem. BIBLOS: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da
Informação, v. 31, n. 1, p. 51-72, ago. 2017. Disponível em:
&lt;https://www.seer.furg.br/biblos/article/view/6509/4628&gt;. Acesso em: 12 set. 2017.
MATA, M.L.; ALCARÁ, A.R. Análise das práticas educacionais dos bibliotecários em
bibliotecas universitárias com enfoque na educação de usuários e na competência em
informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO – ENANCIB, 17., 2016, Salvador. Anais... Salvador, 2016. Disponível
em: &lt;http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2016/enancib2016/
paper/viewFile/4006/2481&gt;. Acesso em: 15 abr. 2017.
SANTIAGO, S.S.N.; NETTO, C.X.A. Educação de usuários no Sistema Integrado de
Bibliotecas da UFPE: diretrizes para uma política. In: ENCONTRO NACIONAL DE
PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB, 10., 2010, Rio de Janeiro.
Anais... Rio de Janeiro, 2010. Disponível em:
&lt;http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xienancib/paper/viewFile/3529/2654&gt;.
Acesso em: 13 abr. 2017.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32228">
                <text>OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO UTILIZANDO O MENDELEY</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32229">
                <text>Thais Cristiane Campos de Moraes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32230">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32231">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32233">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32234">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da educação do usuário e apresentar a sistemática de capacitação no uso do Mendeley, ferramenta para gerenciamento e armazenamento de referências. O projeto teve início com o planejamento e a definição do escopo, desdobrado em ações que nortearam o desenvolvimento do trabalho. A efetividade do projeto foi mensurada por meio da pesquisa aplicada ao término de cada oficina ministrada. Os resultados demonstraram a satisfação em relação à didática da capacitação e às funcionalidades da ferramenta, principalmente pela economia de tempo nas várias etapas da escrita científica. O novo serviço foi integrado à agenda de capacitação anual oferecida pela Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP aos pesquisadores, contribuindo para o processo de ensino-aprendizado e construção do conhecimento científico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66689">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2725" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1807">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2725/1839-1856-1-PB.pdf</src>
        <authentication>1c4e1d4cd04d0ddeb05229018d82e7fe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32227">
                    <text>O processo de elaboração do Tutorial de Pesquisa da BDJur do
Superior Tribunal de Justiça

Najla Bastos de Melo (STJ) - najlam@stj.jus.br
Rosa Maria de Abreu Carvalho (Instituição - a informar) - rabreu@stj.jus.br
Murilo Santana de Souza (STJ) - murilo_on@hotmail.com
José Ronaldo Vieira (STJ) - ronaldovieira.df@gmail.com
Talita de Paiva Dias (STJ) - dias.talita@gmail.com
Rosa Maria de Abreu Carvalho (STJ) - rosa18carvalho@gmail.com
Allan Rafael Lima Leite (STJ) - allanr@stj.jus.br
Roberta Penha e Silva Marins (STJ) - betinhamarins@gmail.com
Resumo:
Trata do processo de elaboração do tutorial de pesquisa da Biblioteca Digital Jurídica do
Superior Tribunal de - BDJur. Aborda a criação do grupo de trabalho, as etapas da atividade de
realização do vídeo do tutorial e os desafios enfrentados. Conclui que embora fazer um tutorial
exija paciência, a tarefa não é difícil, principalmente quando a equipe de trabalho é
multidisciplinar.
Palavras-chave: Tutorial de pesquisa, Biblioteca digital
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
Criada em 2005, a Biblioteca Digital do Superior Tribunal de Justiça – BDJur não
possuía um tutorial de pesquisa para auxiliar seus usuários. Os recursos de apoio
ao usuário consistiam na área do site denominada Perguntas Frequentes e no
contato por email ou telefone com a equipe da Biblioteca. Para sanar essa lacuna
foi criado um grupo de trabalho (GT) para a elaboração do tutorial de pesquisa.

Relato da experiência:
Elaborar um tutorial de pesquisa sem experiência prévia nesse tipo de tarefa, esse
foi o desafio do GT Tutorial da BDJur. Por onde começar? Qual o modelo a
seguir? Qual a abrangência do tutorial? A que público o tutorial se destinará?
Essas foram algumas das perguntas que o GT precisou responder.
A primeira decisão do GT foi a de que seria feito um tutorial em formato de vídeo,
voltado principalmente ao público externo e com a abrangência de pesquisa
básica e apresentação das coleções da BDJur. O STJ possui um público interno
formado por servidores e Ministros que necessitam de informações de acesso
aberto e de acesso restrito. As pesquisas desse público geralmente são mais
aprofundadas. O GT decidiu que outros tutoriais serão feitos para atender ao
público interno e ao público externo com exemplos de pesquisas mais elaboradas.
O passo seguinte foi avaliar tutoriais de pesquisa de bibliotecas digitais
publicados no YouTube e escolher como parâmetros os vídeos que mais se
aproximavam da forma de pesquisa na BDJur. Dentre dezenas de tutoriais, foram
escolhidos os da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS. Os tutoriais da BVS possuem
telas em movimento, narração clara e detalhamento de pesquisa.
O GT formado por sete pessoas definiu que a tarefa de fazer o roteiro do vídeo
ficaria sob a responsabilidade de duas pessoas que apresentariam periodicamente
o resultado da redação para o restante do grupo. O GT reunido opinaria quanto às
alterações. Essa metodologia deu agilidade ao trabalho.
A redação do roteiro do tutorial de pesquisa é uma atividade muito minuciosa. É
preciso simular as maneiras de pesquisar dos usuários, compreender suas
principais necessidades e desafios e oferecer exemplos de pesquisas relevantes.
É preciso escrever, testar e reescrever. Há exemplos de pesquisa que parecem
bons exemplos no roteiro, porém, ao serem apresentadas em vídeos geram
dúvidas e é preciso trocar o exemplo. Cada palavra, cada movimento de tela é
avaliado e se necessário alterado para oferecer ao usuário uma melhor
experiência de aprendizagem na forma de pesquisar.
1

�Elaborado o roteiro, o GT se reuniu com a equipe de Comunicação do tribunal
para apresentar o projeto e definir as características do vídeo: música de fundo,
narração, movimentos da tela, tempo de vídeo entre outras características. O GT
recebeu um feedback dos profissionais de comunicação de que o roteiro estava
muito minucioso e claro de entender, o que facilitou bastante o trabalho de criação
do vídeo. É importante que no roteiro constem todas as imagens das telas que
serão filmadas com os respectivos links de captura. Todas as falas do narrador
devem ser descritas, ainda que os profissionais de comunicação as reelaborem
para que pareçam mais naturais. Outra dica é a de testar todas as pesquisas
apresentadas, mostrando resultados reais.
O vídeo foi realizado. A equipe de comunicação, usando do sua expertise na
elaboração de vídeos, entregou um vídeo de qualidade que superou a expectativa
do GT. O GT solicitou pequenos ajustes, uma etapa esperada na confecção do
vídeo. Feitos os ajustes, o vídeo ficou pronto e será publicado em breve.

O que se aprendeu desse trabalho? Eis algumas observações:
1. Se for possível, é muito bom ter uma equipe multidisciplinar para
acompanhar o projeto; Porém, é bom que o roteiro fique sob a
responsabilidade de poucas pessoas para que o trabalho seja mais ágil e
harmônico;
2. A objetividade é melhor que exaustividade. As pessoas querem assistir
vídeos que vão direto ao ponto e que sejam concisos. Assim, é mais eficaz
oferecer exemplos que abarquem mais recursos em cada pesquisa e não
muitos exemplos de cada recurso;
3. Um tutorial, por melhor que seja, não irá abordar todos os recursos e
possibilidades de pesquisa, sob o risco de ficar muito extenso ou complexo;
4. Deve haver um limite para provas, sob o risco de se estabelecer
preciosismos na correção. Cada pessoa que assiste ao vídeo vê algo a
melhorar e uma vez melhorado haverá algo que ainda poderia ser melhor.
Uma vez que o vídeo tenha ficado bom e tenha sido aprovado pelo grupo
de acompanhamento, o melhor é publicá-lo e não perseguir a ideia do vídeo
perfeito.

2

�Essas são algumas das telas do tutorial:

Figura 1 Tela apresentação das coleções da BDJur

Figura 2 Zoom nos pontos da tela

3

�Figura 3 Resultado da pesquisa

Figura 4 Preenchendo os campos de pesquisa

Figura 5 Resultado da pesquisa

4

�O tutorial de pesquisa da BDJur está pronto e será publicado nos próximos dias.
Haverá divulgação do lançamento do tutorial nas mídias sociais do STJ e nas
páginas internet e intranet do tribunal.

Considerações finais:
Realizar um tutorial de pesquisa é uma tarefa que exige paciência, porém, não é
uma atividade difícil. Principalmente quando há centenas de exemplos disponíveis
na web para servir de parâmetro. A equipe responsável pela elaboração do tutorial
precisa encontrar um ponto de harmonia e aproveitar a expertise dos profissionais
de comunicação, quando for o caso de estarem disponíveis. Do primeiro tutorial
muitos outros poderão ser feitos, ainda melhores e com técnicas mais apuradas
de realização, já que os maiores desafios já foram superados no primeiro trabalho.

Referências:
RECUPERANDO informação no Portal de Pesquisa da BVS. Disponível
em:&lt;https://www.youtube.com/watch?v=TsPXn9SSFWM&amp;list=PLZkQJIKvi_0SryJBDy5pv0cDaCeQb0NV&gt;. Acesso em 15 jul. 2017.
TUTORIAL BVS. Disponível em:&lt;https://www.youtube.com/watch?v=I6sbrkctedA&gt;.
Acesso em 15 jul. 2017

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32213">
                <text>O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO TUTORIAL DE PESQUISA DA BDJUR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32214">
                <text>Najla Bastos de Melo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32215">
                <text>Rosa Maria de Abreu Carvalho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32216">
                <text>Murilo Santana de Souza</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32217">
                <text>José Ronaldo Vieira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32218">
                <text>Talita de Paiva Dias</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32219">
                <text>Rosa Maria de Abreu Carvalho</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32220">
                <text>Allan Rafael Lima Leite</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32221">
                <text>Roberta Penha e Silva Marins</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32222">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32223">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32225">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32226">
                <text>Trata do processo de elaboração do tutorial de pesquisa da Biblioteca Digital Jurídica do Superior Tribunal de - BDJur. Aborda a criação do grupo de trabalho, as etapas da atividade de realização do vídeo do tutorial e os desafios enfrentados. Conclui que embora fazer um tutorial exija paciência, a tarefa não é difícil, principalmente quando a equipe de trabalho é multidisciplinar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66688">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2724" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1806">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2724/1838-1855-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4d823b93b44f25d0c16d37aab5d33a85</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32212">
                    <text>O potencial das ferramentas atuais de Gestão &amp; Negócios aplicados
à Unidades de Informação

Ana Clara Cândido (UFSC) - acc.anaclara@gmail.com
Patricia Soares da Silva Bertotti (UFSC) - patriciabertotti.ufsc@gmail.com
Jéssica Bedin (UFSC) - jessicabedin06@gmail.com
Resumo:
Neste trabalho tem-se como tema o potencial das ferramentas atuais de Gestão &amp; Negócios
aplicados à Unidades de Informação. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, onde
o objetivo é identificar a potencialidade das ferramentas em unidades de informação, o estudo
centralizou-se no Design Thinking, uma metodologia criativa de inovação onde as bases são a
empatia e a experimentação.
Palavras-chave: Gestão Estratégica; Unidades de Informação; Design Thinking; Canvas;
Mapa de Empatia.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
Com os avanços no desenvolvimento tecnológico, as organizações são
constantemente desafiadas, seja para garantir uma posição de destaque no
mercado, ou para atender às necessidades dos usuários. Esta situação é
percebida, de forma geral, também pelas unidades de informação.
Ao longo dos anos a gestão realizada nas unidades de informação se
baseiam em ferramentas e métodos já testados e implementados em
organizações de diversas origens. Como exemplo, podem ser mencionadas a
análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), para a realização de
uma análise interna e externa do ambiente; a ferramenta 5W2H para a
organização de um plano de ação; e ferramentas consolidadas na gestão da
qualidade como o diagrama de Ishikawa e a matriz de priorização GUT (gravidade,
urgência e tendência).
Diante de um cenário marcado por constantes transformações as unidades
de informação, assim como todas as organizações, precisam se manter
atualizadas para que consigam atender os desejos dos usuários/clientes. Nestes
termos, a inovação é vista como uma das principais alternativas para contornar os
desafios contemporâneos.
Portanto, a inovação, hoje, é um fator decisivo nos resultados e
performance das organizações. Por sua vez, a expressão “inovar” pressupõe
também a introdução de novas ferramentas e/ou soluções para as mais diversas
situações que venham a ser detectadas no ambiente organizacional.
De acordo com o Manual de Oslo (principal documento de padronização do
conceito), o termo “inovação” é amplo, podendo ser a implementação de um novo
produto ou a melhoria de algo já existente. Também inclui esta característica no
âmbito do processo, do marketing e no método organizacional (OCDE, 2005).
É importante ressaltar que inovar apenas no quesito tecnologia e em novos
produtos não é a única alternativa para obter êxito, tornando-se necessária a
adoção de novas abordagens para fortalecer a cultura interna e,
consequentemente, maximizar os resultados. Acompanhar esse ritmo de
mudanças constantes junto à concorrência será sempre um desafio. No entanto é
importante centrar-se no seu planejamento interno e reconhecer quais são os
fatores de vantagem competitiva que a organização possui.
Diante do exposto, este estudo apresenta-se como exploratório e tem como
objetivo identificar potenciais ferramentas e métodos atuais utilizadas em gestão e
negócios e que possuam potencial para complementar a gestão estratégica em
unidades de informação. Entre estas ferramentas destacam-se: Canvas para
Modelo de Negócios, Mapa de Empatia e Design Thinking.

�Este estudo centrará no potencial do Design Thinking, método que pode ser
visto como um processo multidisciplinar na busca por novas soluções focando
sempre no bem-estar das pessoas envolvidas (VIANNA et al., 2012).
2 MÉTODO DA PESQUISA
A presente pesquisa caracteriza-se como descritiva exploratória ao fazer
uma identificação das potenciais ferramentas e métodos de gestão e negócios que
já estão sendo ou ainda possam ser aplicadas em unidades de informação
centrando-se no potencial do uso do Design Thinking nestas unidades. Para a
análise deste potencial foram consultados, sobretudo, artigos que tratam da
aplicação de ferramentas de gestão em unidades de informação.
3 O DESIGN THINKING PARA A GESTÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO
O Design Thinking é uma metodologia criativa de inovação baseada na
empatia e na experimentação, por isso a prototipação de ideias é imprescindível
neste processo. O objetivo é resolver problemas identificados, ocorre a partir de
observações de estratégias de trabalho dos designers (pensamento do designer) e
pode ser utilizada em diversas áreas, desde que este problema esteja claro e
definido.
Portanto, por meio da análise de problemas, a ferramenta é utilizada na
busca de soluções inovadoras com o intuito de melhorar produtos e/ou serviços. E
assim, contribuindo para a melhoria das organizações e desempenho pessoal das
pessoas envolvidas, visando sempre o bem-estar (JULIANI; CAVAGLIERI;
MACHADO, 2016).
O design poderá estar constantemente ligado à imagem estética ou
qualidade do produto. Por outro lado, quando voltado para um contexto de
aprendizagem, visa promover o bem-estar comum entre as pessoas. Porém, o que
de fato importa é a maneira como será analisado e abordado o problema
encontrado, isso irá definir o rumo às soluções inovadoras. Logo, a missão do
designer é apontar soluções para os problemas detectados, sejam eles de ordem
emocional, cognitiva ou estética (VIANNA et al., 2012).
O processo de Design Thinking acontece em três fases iniciais: imersão,
ideação e prototipação, sendo que está fase inicial de imersão, onde é analisado o
cenário do projeto, é subdividida em duas partes: imersão preliminar, onde ocorre
a identificação inicial do problema, uma aproximação do contexto e imersão de
profundidade que, como o próprio nome sugere, vai mais a fundo no estudo,
principalmente no que se refere às pessoas envolvidas. Nesta fase é possível
identificar as necessidades dos envolvidos e possíveis chances de melhoria nos
processos.

�O próximo passo é uma Análise e Síntese onde o foco é a organização dos
dados que serão em grande volume, buscando representar de forma clara as
possíveis oportunidades (VIANNA et al., 2012).
Nas referências utilizadas para este estudo foi possível observar que
Design Thinking tem sido utilizado como ferramenta transformadora no ambiente
das bibliotecas, tornando-os mais atrativos, fazendo ressurgir o interesse das
pessoas em frequentar com mais assiduidade estas unidades de informação.
O Design Thinking é uma importante ferramenta que pode melhorar ou
ainda transformar unidades de informação, como bibliotecas, de forma a
proporcionar acesso à cultura e à educação aos seus usuários, fazendo com que
estas bibliotecas aprendam a identificar os desejos e necessidades de seus
usuários e encontre maneiras para supri-los (RAMIREZ; ZANINELLI, 2017).
O seu uso e aplicação seriam aliados no processo de gestão estratégica da
unidade de informação, desde a geração de ideias à prototipação rápida de
propostas de novos serviços e/ou novas formas de oferecer os serviços
tradicionais. A prototipação rápida em uma unidade de informação seria utilizada
para verificar a aceitação dos usuários ou, em determinados casos, dos usuários
potenciais.
Conforme as características do projeto as etapas do processo de Design
Thinking poderão ser ajustadas, não precisam assumir uma sequência fixa. É
necessária uma análise/estudo para identificar a necessidade do público alvo e
experimentar soluções para resolver os problemas encontrados, mas sempre com
foco no usuário, não apenas oferecer aquilo que já existe esperando pelo retorno
e interesse do usuário. É importante sair da passividade e ser proativo, um
produto ou serviço só tem um sentido real se for fazer alguma diferença, resolver
e/ou atender a necessidade do usuário.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este tipo de ferramenta dinâmica, como se caracteriza o Design Thinking,
está alinhada a uma nova forma de pensar a cultura da organização e do negócio.
Estar atento às necessidades dos usuários, antever eventuais consequências do
desenvolvimento tecnológico e procurar ativamente soluções para problemas
identificados é exercício constante proporcionado pela sistematização de
ferramentas como esta.
Os artigos que tratam do Design Thinking em unidades de informação
deixam evidente o potencial desta metodologia no contexto observado (RAMIREZ;
ZANINELLI, 2017; JULIANI; CAVAGLIERI; MACHADO, 2016).
Por fim, como proposta de estudos futuros, ressalta-se a necessidade de
analisar um número maior de ferramentas emergentes no campo da gestão e
negócios, como é o caso do Canvas e do Mapa de Empatia. O Canvas para

�modelo de negócios, apresenta-se um quadro com nove campos para
preenchimento sobre aspectos centrais de um novo negócio ou mesmo já
existente. Por sua vez o Mapa de Empatia também pode ser uma ferramenta útil
na aplicação em unidades de informação, sobretudo no âmbito dos estudos de
usuários. Uma vez que, através do exercício de colocar-se no lugar do usuário é
possível identificar diferentes perfis de usuário para um mesmo contexto.
REFERÊNCIAS
JULIANI, Jordan Paulesky; CAVAGLIERI, Marcelo; MACHADO, Raquel
Bernadete. Design Thinking como ferramenta para geração de inovação: um
estudo de caso da Biblioteca Universitária da UDESC. Incid: Revista de Ciência
da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 6, n. 2, p.66-83, fev. 2016.
Disponível em: &lt;http://dx.doi.org/10.11606/issn.2178-2075&gt;. Acesso em: 27 maio
2017.
OCDE - MANUAL DE OSLO, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.finep.gov.br/imagens/apoio-e-financiamento/manualoslo.pdf&gt;. Acesso
em: 15 maio 2017.
RAMIREZ, Diana Marcela Bernal; ZANINELLI, Thais Batista. O uso do design
thinking como ferramenta no processo de inovação em bibliotecas. Encontros
Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis,
v. 22, n. 49, p.59-74, maio 2017. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2017v22n49p59/34048&gt;. Acesso em: 29 maio 2017.
VIANNA, Maurício. et al. Design thinking: inovação em negócios. Rio de Janeiro:
MJV, 2012. Disponível em: &lt;https://cdn2.hubspot.net/hubfs/455690/Ofertas/Ebooks/Arquivos/Livro_Design_Thinking_-_Inovao_Negcios.pdf&gt;. Acesso em: 20
maio 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32203">
                <text>O POTENCIAL DAS FERRAMENTAS ATUAIS DE GESTÃO &amp; NEGÓCIOS APLICADOS À UNIDADES DE INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32204">
                <text>Ana Clara Cândido</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32205">
                <text>Patricia Soares da Silva Bertotti</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32206">
                <text>Jéssica Bedin</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32207">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32208">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32210">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32211">
                <text>Neste trabalho tem-se como tema o potencial das ferramentas atuais de Gestão &amp; Negócios aplicados à Unidades de Informação. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória, onde o objetivo é identificar a potencialidade das ferramentas em unidades de informação, o estudo centralizou-se no Design Thinking, uma metodologia criativa de inovação onde as bases são a empatia e a experimentação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66687">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2723" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1805">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2723/1837-1854-1-PB.pdf</src>
        <authentication>7ed0207b2f28f447605d4ba43a13b33a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32202">
                    <text>O periódico Brasil- Médico como exemplo para integração e
formação de coleções interinstitucionais: estudo de caso

Fátima Duarte de Almeida (Fiocruz) - fatima.duarte@icict.fiocruz.br
TARCILA PERUZZO (Fiocruz) - tarcila.peruzzo@icict.fiocruz.br
Maria Claudia Santiago (Fiocruz) - maria.santiago@icict.fiocruz.br
Resumo:
Este trabalho visa apresentar experiência obtida a partir do tratamento de itens bibliográficos
em ambiente virtual para a produção de novos objetos em formato digital. Aborda a formação
e implementação de laboratório de digitalização, etapas que foram estabelecidas na
preparação e seleção de itens a serem digitalizados, padronização de metadados e formação
de coleções digitais. A busca pela preservação e acesso são características precursoras no
desenvolvimento deste trabalho.
A importância na adesão de parcerias interinstitucionais em prol de uma resposta à demanda
de pesquisa institucional e da comunidade científica também é de grande relevância na
implementação deste projeto de digitalização e acesso. Sendo este um projeto em constante
aprimoramento e expansão buscando lançar seu direcionamento ao processo estrutural da
produção de conhecimento.
Palavras-chave: Acesso aberto. Parcerias Institucionais. Gestão de coleções bibliográficas.
Periódicos. Desenvolvimento de coleções digitais.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:

O Projeto de Digitalização estabelecido entre a Seção de Obras Raras da
Biblioteca de Manguinhos e o Laboratório de Digitalização de Obras Raras / Multimeios,
pertencentes ao Instituto de Informação e Comunicação Científica e Tecnológica (Icict),
da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), teve início em 2010, para fins de preservação e
acesso dos itens considerados raros e/ou especiais pela Instituição.
A adoção da transposição de parte dos itens que compõe o acervo em papel da
Seção de Obras Raras para o formato digital, deu-se na intenção de promover a
preservação física e de conteúdo da coleção, além de propiciar ao usuário fronteiras
irrestritas e condições de uso mais adequadas. Sendo também objetivo da Biblioteca de
Manguinhos a disponibilização na página Obras Raras Fiocruz do segmento da coleção
que atende a Lei de Direito Autoral 9610/98.
Considera-se esta uma iniciativa importante para a área da preservação, acesso
e parcerias institucionais, visto que utilizou-se o recurso digital para completar a coleção
mais consultada deste acervo e que fisicamente não encontra-se completa, fato apenas
alcançado através de parcerias com outras instituições brasileiras. Assim como, colocase à disposição da sociedade itens de um acervo de circulação restrita e de consulta local
submetida a procedimentos condicionantes.

Relato de Experiência:

Como passo prévio ao processo, estabeleceu-se que as obras a serem digitalizadas
estivessem devidamente vistoriadas, higienizadas e acondicionadas pelo Laboratório de
Conservação Preventiva de Documentos (Lacopd), ter passado pelo processo de
catalogação no sistema de gerenciamento de bibliotecas utilizado pela Biblioteca de
Manguinhos (Aleph) e estarem registradas no livro de tombo institucional.
Na primeira etapa do Projeto tratou-se de estabelecer critérios de seleção para a
digitalização do material bibliográfico. Quatro pontos foram observados: o índice de
utilização para pesquisas das obras em formato físico; a relevância para o campo das
ciências biomédicas e/ou memória institucional; o estado de conservação das obras; e a
necessidade de acesso por parte de usuários fisicamente distantes. A partir destes critérios,

�obteve-se uma listagem prioritária de materiais para digitalização e que nortearam as
ações da Seção de Obras Raras.
Na segunda etapa, estipulou-se parâmetros para o processo de saída e retorno das
obras pertencentes a Seção de Obras Raras de seu local de guarda para o Laboratório
Digitalização. Ao final da digitalização, os referidos itens são direcionados de volta à
Seção de Obras Raras, que os vistoria e procede à baixa no protocolo.
O arquivo digital é tratado pelo Laboratório de Digitalização e enviado em seguida
à Seção de Obras Raras, que insere os metadados, disponibiliza-os no site e inclui o link
para acesso digital no sistema de gerenciamento da biblioteca.
Por tratarem-se de obras raras e especiais, buscou-se definir critérios muito
concisos, com um olhar de compreensão da importância da obra perante o acervo da
Biblioteca. Como benefício do trabalho pode-se citar a preservação física dos materiais
em decorrência da diminuição do manuseio. Vale ressaltar ainda que, quando se trata da
aquisição de materiais raros e/ou especiais, as dificuldades financeiras e a escassez de
oferta se apresentam. Pôde-se também iniciar um movimento interno para tornar as
coleções incompletas ou com exemplares físicos faltantes em coleções completas em
formato digital com acesso aberto.
Uma das coleções selecionadas e que atendeu aos critérios definidos acima de
maneira unânime foi a coleção do periódico Brasil-Médico, devido, principalmente, ao
alto índice de procura, seu frágil estado de conservação e relevância científica para a área
das ciências biomédicas e para a história das ciências.
Atender a demanda de pesquisa do periódico Brasil-Médico cuja coleção não
encontrava-se completa em nenhuma instituição brasileira, segundo busca realizada no
Catálogo Coletivo Nacional – CCN, foi o principal desafio dentro do projeto de
digitalização.
Após levantamento realizado, constatou-se que a coleção selecionada totalizava
86 volumes, dos quais a Seção possuía 77, faltando então os números relacionados aos
seguintes volumes 1887, 1889 a 1891, 1893, 1906, 1908, 1918 e 1967 para que a coleção
se tornasse completa. Somado a isso, observou-se a dificuldade dos pesquisadores que
precisavam se locomover para outras unidades de informação para ter o acesso completo
à coleção. Tendo em vista essa demanda que se apresentava cada vez mais à Seção de
Obras Raras, buscou-se levantar quais instituições possuíam a coleção completa. Não
sendo identificada nenhuma instituição no Brasil, percebeu-se então que o acesso digital
à coleção completa poderia beneficiar não só os pesquisadores da Fiocruz mas a

�comunidade em geral e as instituições que careciam de exemplares para completar seus
acervos.
Iniciaram-se então, em 2015, os contatos com a Biblioteca Nacional (BN) e com
a Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde (CCS), da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) para estabelecer parcerias visando a cessão das obras impressas para
digitalização. A contra-partida foi de acordo com a necessidade apresentada por cada
instituição. Para a Biblioteca Central do CCS/UFRJ, a Biblioteca de Manguinhos
ofereceu a higienização e acondicionamento dos fascículos cedidos e o acesso à coleção
completa em formato digital. Para a Biblioteca Nacional ofereceu-se os fascículos
faltantes em formato digital que completassem seu acervo. Foi dado o crédito à Biblioteca
Central do CCS e à BN como integrantes do projeto na categoria de “Parceiros”.
O Brasil-Médico é um periódico brasileiro, que passou a ser publicado em 15 de
janeiro de 1887, pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Sua existência ocorreu até 1971,
quando foi publicado seu último fascículo, totalizando um retrato de 86 anos de história
e comunicação científica brasileira na área da saúde e outras correlatas. Esta publicação
tinha uma periodicidade semanal tendo o doutor Azevedo Sodré, médico e professor,
considerado criador e diretor da revista.
Vale ressaltar que o Brasil-Médico é um periódico de grande relevância para a
ciência brasileira, tendo em suas páginas muitos trabalhos publicados por pesquisadores
tanto do Instituto Oswaldo Cruz (hoje Fiocruz) quanto da Faculdade de Medicina do Rio
de Janeiro (precursora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de
Janeiro) assim como das mais diversas instituições e pesquisadores brasileiros. Fornece
um panorama da história da medicina brasileira, sendo frequentemente utilizado para
pesquisas de assuntos específicos da área da saúde e de grandes pesquisadores da
medicina e áreas afins. Tornou-se um dos mais importantes periódicos na área da saúde
brasileira devido, entre outros aspectos, a diversidade na cobertura de assuntos e também
ao tempo com que se manteve publicado de forma ininterrupta. Vale ressaltar que o
primeiro artigo publicado pela Fiocruz está nas páginas do Brasil-Médico, de autoria de
Oswaldo Cruz, no volume de 1901.
O periódico especializado nas ciências da saúde, principalmente em Medicina
Tropical, publicava também notícias, pesquisas e trabalhos da área médica e afins
(FREITAS, 2006; MOREIRA, PORTO e OGUISSO, 2002; MENDES, 2008).
Apresentava várias seções, algumas delas anúncios ou propagandas de boticas, serviços
de balneoterapia, medicamentos, notícias e crônicas.

�Considerações Finais ou Conclusões:

Atualmente a coleção encontra-se completa no formato digital para consulta local
e parcial para acesso via web, pois parte dos volumes ainda não estão liberados para
domínio público, pela Lei de Direitos Autorais 9610/98, facilitando assim a busca e a
recuperação de informações. Desta forma, reuniram-se digitalmente os fascículos que
antes estariam dispersos.
As parcerias, a visão estratégica e o trabalho colaborativo são características
necessárias para o desenvolvimento de coleções digitais, e que contribuem amplamente
para o acesso aberto e para a preservação.
A Seção de Obras Raras pretende firmar outras parcerias para o desenvolvimento
de iniciativas similares. O grande objetivo é fortalecer e apoiar a preservação, o
desenvolvimento de coleções e o acesso à informação de maneira mais eficaz e dinâmica.
Este trabalho permitiu desenvolver metodologia para firmar parcerias e
aproximação institucional com locais que também tem desenvolvido ações semelhantes
às descritas neste relato. Além de toda metodologia criada e implementada para a
digitalização e disponibilização das obras no site, a Biblioteca de Manguinhos pôde
também adquirir a expertise na área de acordos de cooperação, estabelecer parcerias, e
promover a aproximação com outras instituições, percebendo que o trabalho colaborativo
pode ser benéfico para todos os participantes do processo, além da formação e
desenvolvimento de novas coleções digitais, onde o acesso e a promoção do
conhecimento acabam naturalmente por serem privilegiados.
Referências
FREITAS, Maria Helena. Considerações acerca dos primeiros periódicos científicos
brasileiros Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 54-66, set./dez. 2006
MENDES, Maria Isabel B. de Souza; NÓBREGA, Terezinha P. da. O Brazil-Medico e
as contribuições do pensamento médico-higienista para as bases científicas da educação
física brasileira. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.15, n.1,
p.209-219, jan.-mar. 2008.

MOREIRA, Almerinda; PORTO, Fernando Porto; OGUISSO, Taka. Registros
noticiosos sobre a escola profissionais de enfermeiros e enfermeiras na revista o Brazil
Medico, 1890-1922 .Rev. Esc. Enferm. USP; v. 36, n. 4, p. 402-407, 2002

�STEPAN, Nancy. Gênese e evolução da ciência brasileira: Oswaldo Cruz e a política
de investigação científica e médica. São Paulo: Artenova, 1976

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32193">
                <text>O PERIÓDICO BRASIL- MÉDICO COMO EXEMPLO PARA INTEGRAÇÃO E FORMAÇÃO DE COLEÇÕES INTERINSTITUCIONAIS: ESTUDO DE CASO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32194">
                <text>Fátima Duarte de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32195">
                <text>TARCILA PERUZZO</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32196">
                <text>Maria Claudia Santiago</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32197">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32198">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32200">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32201">
                <text>Este trabalho visa apresentar experiência obtida a partir do tratamento de itens bibliográficos em ambiente virtual para a produção de novos objetos em formato digital. Aborda a formação e implementação de laboratório de digitalização, etapas que foram estabelecidas na preparação e seleção de itens a serem digitalizados, padronização de metadados e formação de coleções digitais. A busca pela preservação e acesso são características precursoras no desenvolvimento deste trabalho. A importância na adesão de parcerias interinstitucionais em prol de uma resposta à demanda de pesquisa institucional e da comunidade científica também é de grande relevância na implementação deste projeto de digitalização e acesso. Sendo este um projeto em constante aprimoramento e expansão buscando lançar seu direcionamento ao processo estrutural da produção de conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66686">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2722" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1804">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2722/1836-1853-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b7f7059ed1d59c1bbc297e192c6eba51</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32192">
                    <text>O papel da biblioteca no processo de editoração da Revista de
Juventude e Políticas Públicas

Priscila Rodrigues dos Santos (DF) - cilaa.rodrigues@gmail.com
Jaqueline Rodrigues Jesus (IBICT) - jaque1906@gmail.com
Ingrid Torres Schiessl (Ibict) - ingridschiessl@gmail.com
Ronnie Fagundes de Brito (IBICT) - ronniefbrito@gmail.com
Milton Shintaku (IBICT) - milton.shintaku@gmail.com
Resumo:
As revistas científicas constituem em um espaço de publicação da informação científica,
podendo estar inseridas em diferentes setores das organizações, como editoras,
departamentos universitários, laboratórios, associações profissionais e científicas, ou em
portais institucionais de revistas. Em consequência, também é variada a responsabilidade
sobre a manutenção e a condução de seus processos editoriais. Isto posto, apresenta-se a
Revista de Juventude e Políticas Públicas (RJPP), da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ),
onde são descritas as práticas adotadas pela biblioteca para a construção de sua identidade e
sua atualização técnica e tecnológica.
Palavras-chave: Periódico científico eletrônico. Comunicação científica. OJS. Software livre.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O Brasil é destaque na produção científica na América Latina em razão de
seus periódicos científicos adotarem a política de acesso aberto. Essa afirmação
pode ser verificada no portal Scientific Eletronic Libray Online (SciELO), que agrega
a produção científica de vários países ibero-americanos a partir de critérios técnicos
e de qualidade sendo a primeira iniciativa de acesso aberto na América Latina.
Na base SciELO há indexada 288 revistas brasileiras, seguidas por 223 da
Colômbia, a segunda colocada em números. Entretanto, em 2015 o Brasil publicou
19.225 artigos de pesquisa ou de revisão contra 6.008, revelando que mesmo com a
quantidade de periódicos serem parecidas o Brasil produziu mais do triplo de
artigos. Os autores brasileiros também são destaque no Scielo, representando
pouco mais de 35% dos autores que publicaram em revistas indexadas em 2015.
Parker (2011) relata, no entanto, que mesmo com a grande representatividade das
publicações brasileiras no cenário mundial, ainda não possui a visibilidade
equivalente, com desempenho internacional limitado. Em grande parte, ocorre pela
questão do idioma, no qual o português não é uma língua de grande penetração
mundial, mas, por outro lado, contribui para o multilinguismo na ciência.
Nesse cenário, grande parte dos periódicos científicos são produzidos pelas
universidades, por meio de seus programas de pós-graduação, associações
científicas e instituições de pesquisas. Assim, esses periódicos são mantidos em um
ambiente acadêmico, no qual existe uma pequena parcela de periódicos mantidos
por órgãos de governo, em contexto diferente da maioria, mas com características
de revistas técnico-científicas e que ainda não foram amplamente estudadas.
O presente trabalho relata a implementação da Revista de Juventude e
Políticas Públicas (RJPP), um periódico mantido pela Secretaria Nacional de
Juventude (SNJ), vinculado à Secretaria de Governo da Presidência da República
(SGPR) gerenciada pela Biblioteca de Juventude. Discute a questão do papel das
bibliotecas no processo editorial de periódicos e revistas mantidas por órgãos de
governo, visto que são dois temas ainda não muito discutidos.

Relato de experiência

�Diferente das revistas acadêmicas tradicionais a Revista Juventude e
Políticas Públicas (RJPP) foi criada por meio de um documento oficial, o
memorando nº 32 da SNJ/SGPR, datado de 31 de outubro de 2014, com o objetivo
de publicar a produção técnico e científica relacionadas ao tema de políticas
públicas de juventude. O primeiro número foi lançado em 2014, com artigos
temáticos sob o título “Panorama das pesquisas em políticas de Juventude”.
Inicialmente a RJPP ficou sob a responsabilidade do Conselho Nacional de
Juventude (Conjuve) até o final de 2015. Em 2016, por um projeto de pesquisa
apoiado pelo Ibict a revista foi transferida para o Centro de Documentação e
Pesquisa em Políticas Públicas em Juventude (Cedoc/PPJ). Sob a responsabilidade
do Cedoc/PPJ, a RJPP conta com a assessoria de três bibliotecárias e especialistas
em tecnologia da informação (T.I).
Ao assumir o papel de apoio editorial, o CeDoc/PPJ levantou problemas
existentes, de forma a melhorar a publicação. Verificou-se que a revista estava
implementada com uma versão muito antiga do software livre Open Journal System
(OJS), requerendo atualização. Nesse sentido, a ferramenta foi atualizada para a
versão 3 (figura 1), a mais nova, trazendo maiores funcionalidades e usabilidade
para a revista, como relatado por Santos, Candido e de Souza (2017).
Figura 1: Página inicial da RJPP

Fonte: Dos autores, 2017

O ajuste da revista à identidade visual da SNJ foi outro ponto importante,
visto que como advoga Vásques (2011), personaliza-se a marca, diferenciando de

�outras, além de reforçar a RJPP como parte dos sistemas ofertados pela SNJ. Com
isso, todos os sistemas mantidos pelo CeDoc/PPJ foram adaptados para ter a
mesma identidade visual. As diretrizes, orientações para autores e políticas de
publicação foram refeitas, de forma a ajustar ao novo contexto da revista. expandiuse o escopo da revista para atender a todos os temas relacionados a juventude e
políticas públicas.
A reformulação do comitê editorial se mostrou urgente, visto que era
composto por colaboradores da SNJ, tornando-se endogênico. Por isso, a equipe
editorial foi totalmente renovada, no qual compôs-se um novo comitê editorial com
estudiosos renomados de várias instituições, sendo expoentes em suas áreas de
atuação, todos com doutoramento. Com isso, dá-se mais direcionamento científico a
RJPP, pois como define Job e Goellner (2015), o comitê é responsável pela direção
da revista. A obtenção do International Standard Serial Number (ISSN) foi um
processo importante para a RJPP, na medida em que torna o marco oficial da
revista, pois além de ser um identificador internacionalmente utilizado, a obtenção
do ISSN é a formalização da revista. Além disso, como defende Reynolds (2015), o
ISSN é um elemento chave para as publicações, na medida em que novos serviços
são criados, com base nesse identificador.
Quanto a atuação da Biblioteca de Juventude, parte do CeDoc/PPJ, tornouse essencial a editoração da revista, pelos serviços assumidos por seus integrantes.
Assim, destaca-se a normalização dos artigos recebido e publicados, conforme o
template desenvolvido especialmente para a RJPP. Com isso, a Biblioteca de
Juventude assume o papel de ajuste nos artigos, não repassando aos autores o
trabalho de normalização, visto que muitos podem ter dificuldades em ajustar os
documentos conformes às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT). Nesse mesmo sentido, a equipe da Biblioteca de Juventude assume o
papel de apoio técnico da revista, com atividades de comunicação com os autores,
quanto a problemas ou dúvidas na submissão, num papel mais ativo da biblioteca
no processo de publicação, como advogam Shintaku e Vidotti (2016). Com isso,
assumem a responsabilidade mais técnica na RJPP, liberando os autores e comitê
editorial.
Considerações finais

�Destaca-se, dois pontos relacionado ao sucesso da RJPP, a integração de
equipes de informática e editorial, que possibilita o pleno funcionamento da
plataforma OJS e o papel ativo da biblioteca na publicação. Com isso, garante-se a
operacionalidade do sistema de publicação e o apoio necessário aos autores e
comitê editorial para que a RJPP mantenham os seus serviços em pleno
funcionamento.
A RJPP pode ser espelho para novas publicações ou revistas que estão em
processo de atualização técnica e/ou tecnológica, visto que conta com o apoio do
Ibict, por meio de um projeto de pesquisa. Com isso, apresenta um modelo que
pode ser seguido ou replicado com modificações, principalmente, para outros
órgãos de governo.

Referências
CANDIDO, José Carlos dos Santos; SOUZA, Osvaldo de. Open journal systems
versões 2 e 3: uma comparação ergonômica. Extensão em Ação, Fortaleza, v. 3, n.
12, p.28-41, dez. 2016. Disponível em:
&lt;http://www.revistaprex.ufc.br/index.php/EXTA/article/viewFile/298/186&gt;. Acesso
em: 08 jun. 2017.
PACKER, Abel L.. Os periódicos brasileiros e a comunicação da pesquisa
nacional. Revista Usp, São Paulo, n. 89, p.26-61, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13868/15686&gt;. Acesso em: 02 jun.
2017.
JOB, Ivone; GOELLNER, Silvana Vilodre. Proposta de instrumento para avaliação
da gestão editorial das revistas científicas brasileiras em educação física e ciências
do esporte. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
v. 13, n. 1, p. 207-224, 2015. Disponível em:
&lt;https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1589&gt;. Acesso
em 29 maio 2017.
REYNOLDS, R. R. Tudo velho é novo outra vez: o issn no ambiente digital. Ciência
da Informação, v. 44, n. 1, p. 96-111, 2015. Disponível em:
&lt;http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/v/a/17229&gt;. Acesso em: 22 maio 2017
SHINTAKU, Milton; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio. Bibliotecas e
repositórios no processo de publicação digital. Biblos, v. 30, n. 1, p. 61-80, 2016.
Disponível em: &lt;https://www.seer.furg.br/biblos/article/view/5762&gt;. Acesso em 02
jun. 2017

�VÁSQUEZ, Ruth Peralta. Identidade de marca, gestão e comunicação. Revista
Organicom, v. 4, n. 7, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/119&gt;.
Acesso em 30 maio 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32181">
                <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE EDITORAÇÃO DA REVISTA DE JUVENTUDE E POLÍTICAS PÚBLICAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32182">
                <text>Priscila Rodrigues dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32183">
                <text>Jaqueline Rodrigues Jesus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32184">
                <text>Ingrid Torres Schiessl</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32185">
                <text>Ronnie Fagundes de Brito</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32186">
                <text>Milton Shintaku</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32187">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32188">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32190">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32191">
                <text>As revistas científicas constituem em um espaço de publicação da informação científica, podendo estar inseridas em diferentes setores das organizações, como editoras, departamentos universitários, laboratórios, associações profissionais e científicas, ou em portais institucionais de revistas. Em consequência, também é variada a responsabilidade sobre a manutenção e a condução de seus processos editoriais. Isto posto, apresenta-se a Revista de Juventude e Políticas Públicas (RJPP), da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), onde são descritas as práticas adotadas pela biblioteca para a construção de sua identidade e sua atualização técnica e tecnológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66685">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2721" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1803">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2721/1835-1852-1-PB.pdf</src>
        <authentication>d7c0741c1dcb00bf298fbfe6c7cebf8d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32180">
                    <text>O LIVRO ELETRÔNICO: subsídios para a aquisição e
implementação

Solange Ribeiro Viegas (UFRJ) - solangeviegas@letras.ufrj.br
Cila Verginia da Silva Borges (UFRJ) - cila@letras.ufrj.br
IRANY GOMES BARROS (UFRJ) - irany2012@yahoo.com.br
Resumo:
As Bibliotecas Universitárias, para atender de maneira eficiente seus usuários, precisam estar
sempre atentas as novas ferramentas disponíveis. A informação gera conhecimento, portanto é
inegável seu valor para toda sociedade. Com o avanço tecnológico, cada vez mais conteúdos
são disseminados. Dessa forma, as bibliotecas são personagens essenciais promovendo o
encontro entre a informação e o pesquisador. Dentro desse contexto está o livro eletrônico. O
formato eletrônico traz diversas vantagens para instituição, bibliotecários e discentes. Em
2012 o Ministério da Educação (MEC) passou a permitir que as bibliotecas das instituições de
ensino superior incluíssem, como parte de seu acervo de bibliografia básica, as obras em
formato digital. O MEC já permitia que a bibliografia complementar fosse toda digital. Em
relação aos hábitos de leitura dos discentes, estes já fazem uso de obras digitais, porém a
preferência continua sendo por obras impressas. Apesar dos discentes apontarem diversas
vantagens do formato eletrônico, só utilizariam esse formato caso a versão impressa não
estivesse disponível na Biblioteca.
Palavras-chave: Educação Universitária e avaliação do MEC. Livro eletrônico. E-books.
Biblioteca – Desenvolvimento de coleções
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�O LIVRO ELETRÔNICO: subsidios para a aquisição e implementação
Solange Ribeiro Viegas
Cila VS Borges
Irany Gomes Barros
Resumo
As Bibliotecas Universitárias (UFRJ), para atenderem de maneira eficiente seus
usuários, precisam estar sempre atentas as novas ferramentas disponíveis. A
informação gera conhecimento, portanto é inegável seu valor para toda
sociedade. Com o avanço tecnológico, cada vez mais conteúdos são
disseminados. Dessa forma, as bibliotecas são personagens essenciais
promovendo o encontro entre a informação e o pesquisador. Dentro desse
contexto está o livro eletrônico. O formato eletrônico traz diversas vantagens
para instituição, bibliotecários e discentes. Em 2012 o Ministério da Educação
(MEC) passou a permitir que as bibliotecas das instituições de ensino superior
incluíssem, como parte de seu acervo de bibliografia básica, as obras em
formato digital. O MEC já permitia que a bibliografia complementar fosse toda
digital. Em relação aos hábitos de leitura dos discentes, estes já fazem uso de
obras digitais, porém a preferência continua sendo por obras impressas.
Apesar dos discentes apontarem diversas vantagens do formato eletrônico, só
utilizariam esse formato caso a versão impressa não estivesse disponível na
Biblioteca.
Palavras Chave: Educação Universitária e avaliação do MEC. Livro eletrônico.
E-boobks. Biblioteca – Desenvolvimento de coleções.
Introdução
O ensino universitário brasileiro tem seus processos de avaliação
instituídos a partir da década de 1990. Em 2004 a Lei n. 10.861/2004 institui o
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, com o
objetivo de assegurar o processo nacional de avaliação das instituições de
educação superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de
seus estudantes. Essa lei foi regulamentada pela Portaria MEC n. 2051/2004
que cria a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES),
como órgão colegiado de supervisão e coordenação do SINAES e lhe compete
estabelecer diretrizes, critérios e estratégias para o processo de avaliação, em
conformidade com suas atribuições legais de coordenação e supervisão do
processo de avaliação da educação superior. A criação dos critérios de
avaliação é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

�O SINAES é formado por três componentes principais: a avaliação das
instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes. O SINAES avalia
todos os aspectos que giram em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa,
a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da
instituição, o corpo docente, as instalações e vários outros aspectos.
Os instrumentos que subsidiam a produção de indicadores de
qualidade e os processos de avaliação de cursos
desenvolvidos pelo INEP são o Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (ENADE) e as avaliações in loco
realizadas pelas comissões de especialistas. (BRASIL, 2015, s.
p.).

Para avaliação são atribuídos conceitos de 1 a 5, em ordem crescente
de excelência, a cada um dos indicadores de cada um dos cinco eixos:
Planejamento e Avaliação Institucional, Desenvolvimento Institucional, Políticas
Acadêmicas, Políticas de Gestão e Infraestrutura Física. Os cinco eixos
contemplam as dez dimensões estabelecidas na Lei n°10.861/2004 (SINAES).
O livro eletrônico possibilita uma maior difusão da informação,
transcendendo a barreira de tempo e espaço, é de suma importância para o
meio acadêmico, permite a adaptabilidade a leitores com necessidades
específicas, entre outras.
As Bibliotecas Universitárias possuem um importante papel no processo
de ensino-aprendizagem para a comunidade acadêmica. Elas realizam
funções, como a garantia do acesso e a disseminação da informação, bem
como a renovação dos acervos. Além disso, são responsáveis pela prestação
de serviços de informação para toda comunidade acadêmica.
Dentre os objetivos das bibliotecas universitárias está o de prover o
crescimento de seu acervo de forma qualificada, considerando o perfil dos seus
usuários.
Para atender esses objetivos a BJA precisa planejar o crescimento e
atualização dos seus acervos, acompanhando as mudanças tecnológicas de
comunicação e informação que permitem promover avanços voltados para o
aperfeiçoamento dos seus serviços.
A implementação de livros eletrônicos na BJA possibilitará qualidades
nos serviços oferecidos, não só para obter uma boa pontuação na avaliação do
MEC, como também para a comunidade acadêmica em geral.

�Ensino superior e avaliação do MEC
Em toda política de formação e desenvolvimento de coleções de
bibliotecas universitárias a questão da bibliografia básica e complementar são
destaques. O Ministério da Educação, em 2012, reformulou a avaliação dos
indicadores 3.6 (bibliografia básica) e 3.7 (bibliografia complementar)
promovendo e disseminando, assim, a utilização dos livros eletrônicos como
parte do acervo de uma biblioteca universitária. Nos cursos que possuem
acervo virtual (pelo menos 1 título virtual por unidade curricular)a proporção de
alunos por exemplar físico passam a figurar da seguinte maneira para os
conceitos 3, 4 e 5: Conceito 3 : de 13 a 19 vagas anuais; Conceito 4 de 6 a 13
vagas anuais; Conceito 5 : menos de 6 vagas anuais, no caso da bibliografia
básica. A bibliografia complementar deve ter acesso virtual para os conceitos 2
a 5 (BRASIL, 2012, s. p.).
Bibliografia básica é um conceito utilizado com o objetivo de apresentar
uma lista de livros que foram selecionados como fontes de consulta, visando
um melhor entendimento e aprimoramento da(s) disciplina(s) por parte do
acadêmico.

Método da pesquisa
Para realização desta pesquisa foi empregado o estudo de caso com o
objetivo de verificar a aceitação de livros eletrônicos pelos discentes; a
expertise dos bibliotecários quanto a esse formato, e avaliar validade da
aquisição/implementação de e-books na BJA - UFRJ.
Foram utilizadas técnicas qualitativas e quantitativas e de caráter
documental, além de dados de frequência de utilização da biblioteca pelos
alunos no período da pesquisa, como fonte documental de registros da
biblioteca.
De acordo com Rudio (1999, p. 71), “os dados obtidos devem ser
analisados e podem ser qualitativos, utilizando-se palavras para descrever o
fenômeno ou quantitativos, expressos mediante símbolos numéricos”.
Como instrumento de pesquisa, foram aplicados 3 (três) questionários
distintos: Para 300 (trezentos) alunos do curso de graduação da FL, para 9

�(nove) bibliotecários da BJA e para a Diretora da Divisão de Processamento
Técnico do SiBI da UFRJ, Samantha Pontes.

Resultados e Discussão
Todas as respostas indicadas pelos alunos, sobre as vantagens e
desvantagens, foram transformadas em descritores para facilitar a tabulação
dos dados. Alguns relatos dos discentes sobre o formato eletrônico, foram
selecionados e analisados qualitativamente.
A pesquisa buscou constatar os hábitos de leitura dos discentes dos
cursos de grduação da FL e também a expertise dos bibliotecários da BJA em
relação a esse formato, a fim de verificar a possibilidade de implementação dos
livros eletrônicos na BJA.
Os smartphone é o dispositivo mais utilizado pelos alunos com 42%
(126), IPhone com 11% (33) seguidos do Tablet com 8% (24). Os discentes
que não fazem uso de nenhum dispositivo com 45% (135).
Percebemos que poucos fazem o uso do dispositivo apropriado para
leitura, os e-readers que a maioria ficou empatado empatados com 1% (3) e
somente o Kindle 5% (15). Os dados revelam que a maioria dos discentes tem
o hábito de fazer leituras em

smartphone e poucos fazem leituras nos

dispositivos apropriados.
Os dados revelam que 76%, que equivalem a 228 alunos, já leram livros
eletrônicos na íntegra, ou seja, já fazem uso dessa tecnologia, enquanto 24%
que correspondem a 72 alunos declararam não possuir esse hábito.
Percebemos que que as obras digitais já faz parte do cotidiano dos alunos.
A preferência dos alunos é pelos livros impressos com 80%, que
equivalem a 240 alunos, a preferência pelos dois formatos correspondem a
10% que equivale a 30 alunos, enquanto 9%, que representam 27 alunos,
declararam que o tipo do formato utilizado depende do local da leitura. Apenas
1%, equivalente a 3 pessoas, prefere o formato digital.

Considerações Finais
As vantagens do formato eletrônico que foram citadas pelos alunos
como principais são a otimização de espaço, devido ao fato de armazenar
vários conteúdos em um único suporte, a praticidade/portabilidade relacionada

�ao peso da obra e possibilidade de poder estar sempre com ela. Este fato está
relacionado principalmente a equipamentos como tablet e smartphone, pois
muitos dos discentes relataram como facilidade, poder carregar dentro do bolso
ou na bolsa sem fazer peso, e também a acessibilidade.
Em menor escala ficaram a economia dos recursos naturais, o custo da
publicação eletrônica, a possibilidade de download, a facilidade de realizar
buscas nos conteúdos e referenciar, estes últimos estão diretamente ligados à
vida acadêmica. Possibilidade de ler no escuro e fazer anotações sem danificar
os livros também foram citadas. Quanto a expertise dos bibliotecários foi
verificada a necessidade de treinamento por parte dos bibliotecários

Referências
BRASIL. INEP. Censo da educação superior 2012: resumo técnico. Brasília:
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2014.
Disponível em: &lt;http://www.censosuperior.inep.gov.br&gt;. Acesso em: 26 jun.
2016.
BRASIL. INEP. Avaliação dos cursos de graduação. Brasília: INEP, 2011.
Disponível em: &lt;http://portal.inep.gov.br/superior-condicoesdeensino&gt; Acesso
em: 13 jul. 2016.
BRASIL. INEP. Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação
presencial e a distância. Brasília: INEP, 2012. Disponível em:
&lt;http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_cursos_graduacao/
instrumentos/2012/instrumento_com_alteracoes_maio_12.pdf&gt;. Acesso em: 21
jan. 2016.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira – Inep. Diretoria de Avaliação da Educação
Superior – Daes. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior –
Sinaes. Instrumento de avaliação de cursos de graduação e a distância.
Brasília, junho de 2015.
RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis, RJ:
Vozes; 1986.
UFRJ. Portal da Faculdade de letras. Disponível em:
&lt;http://www.portal.letras.ufrj.br/institucional/a-faculdade-de-letras&gt;. Acesso em:
12 jul. 2015.
UFRJ. SIBI. Portal do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.
Disponível em: &lt;http://www.sibi.ufrj.br/historico.htm&gt;. Acesso em: 12 jul. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32171">
                <text>O LIVRO ELETRÔNICO: SUBSÍDIOS PARA A AQUISIÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32172">
                <text>Solange Ribeiro Viegas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32173">
                <text>Cila Verginia da Silva Borges</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32174">
                <text>IRANY GOMES BARROS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32175">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32176">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32178">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32179">
                <text>As Bibliotecas Universitárias, para atender de maneira eficiente seus usuários, precisam estar sempre atentas as novas ferramentas disponíveis. A informação gera conhecimento, portanto é inegável seu valor para toda sociedade. Com o avanço tecnológico, cada vez mais conteúdos são disseminados. Dessa forma, as bibliotecas são personagens essenciais promovendo o encontro entre a informação e o pesquisador. Dentro desse contexto está o livro eletrônico. O formato eletrônico traz diversas vantagens para instituição, bibliotecários e discentes. Em 2012 o Ministério da Educação (MEC) passou a permitir que as bibliotecas das instituições de ensino superior incluíssem, como parte de seu acervo de bibliografia básica, as obras em formato digital. O MEC já permitia que a bibliografia complementar fosse toda digital. Em relação aos hábitos de leitura dos discentes, estes já fazem uso de obras digitais, porém a preferência continua sendo por obras impressas. Apesar dos discentes apontarem diversas vantagens do formato eletrônico, só utilizariam esse formato caso a versão impressa não estivesse disponível na Biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66684">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2720" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1802">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2720/1834-1851-1-PB.pdf</src>
        <authentication>50aa878d3abe6b7c06e2bf58b0afec7d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32170">
                    <text>O INVENTÁRIO AUXILIANDO NO DESENVOLVIMENTO DAS
COLEÇÕES: O CASO DA BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA
CARTEADO

Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira (UEFS) - carmo@uefs.br
Isabel Cristina Nascimento Santana (UEFS) - icns@uefs.br
Ana Martha Machado Sampaio (UEFS) - amms@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Girleide de Oliveira Souza (UEFS) - girleide@uefs.br
Resumo:
O trabalho descreve o inventário, instrumento técnico de verificação e controle do patrimônio,
da Biblioteca Central Julieta Carteado, realizado em janeiro de 2017, devido à necessidade de
organização e controle do acervo, como também para atender a uma exigência do Governo do
Estado da Bahia de se fazer o inventário nas bibliotecas universitárias estaduais, anualmente.
Por meio de um planejamento detalhado e da experiência adquirida pela equipe da BCJC nos
inventários anteriores, foram identificados erros e falhas de inclusão de exemplares no
sistema, erros de arquivamento, duplicidade de classificação e outros. Constatou-se que o total
de obras desaparecidas está dentro do número aceitável, mostrando que o sistema de
segurança e as campanhas de educação e conscientização do usuário têm surtido efeito.
Durante o inventário, também foram avaliadas as condições físicas das obras, sendo retiradas
as danificadas para conserto, as com etiquetas estragadas para reposição, embasando a
tomada de decisão sobre obras para desbaste e, consequentemente, apresentando um número
confiável de títulos e exemplares disponíveis no acervo da BCJC. A identificação e correção
das falhas no acervo proporcionaram ganhos, tanto para o usuário na busca da informação
desejada, quanto para o servidor no desenvolvimento do seu trabalho com mais eficácia.
Palavras-chave: Inventário. Biblioteca Universitária. Pergamum.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), criada em 1976
conta com um Sistema de Bibliotecas (SISBI) composto por uma Biblioteca
Central e sete setoriais. O SISBI é um suporte informacional para 28 cursos de
graduação e 35 cursos de pós-graduação, todos com acesso ao empréstimo
domiciliar na Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), administradora do
Sistema, que arrola um acervo de 138.628 títulos e 320.958 exemplares, referente
a janeiro 2017, e tem um fluxo médio anual de 203.000 usuários. Com um fluxo
tão intenso, acontecem problemas na segurança do acervo com perdas e
extravios de exemplares, assim, se faz necessário a realização do inventário
“instrumento técnico de verificação e controle do patrimônio, que deve ser
realizado periodicamente, consistindo numa ferramenta importante para a gestão
do acervo com excelência” (RIBEIRO, 2015, p. 554).
O inventário de uma biblioteca é de fundamental importância para o
desenvolvimento do acervo de forma correta, atualizada e eficiente, que satisfaça
as necessidades dos usuários.
Esse trabalho descreve o quarto inventário realizado no SISBI em janeiro
de 2017, que contou com um planejamento rigoroso e detalhado, fruto da
experiência adquirida nos inventários anteriores ocorridos nos anos de 1996,
2005 e 2015.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
A BCJC realizou de 4 a 31 de janeiro de 2017 o inventário do seu acervo,
que é um instrumento técnico de verificação e controle do patrimônio. Além de
toda importância do inventário na biblioteca, outro fator impulsionou a direção da
BCJC para a realização desse inventário: a notificação do Tribunal de Contas do
Estado, solicitando o inventário anual do acervo do SISBI-UEFS.
O inventário foi realizado através do software Pergamum, ferramenta que
gerencia os processos da biblioteca, tendo no Módulo Catalogação o sub módulo
Inventário, que permite o cadastramento, carregamento dos dados, emissão de
relatórios e a finalização do inventário. Através desse processo, tivemos acesso a
informações detalhadas a respeito da situação que se encontra a coleção da

�BCJC em diversos aspectos, tais como: número de itens perdidos e
desaparecidos; identificação de obras danificadas e com etiquetas obstruídas;
livros raros que se encontravam indevidamente na coleção geral; obras com
classificação errada; acervo arquivado de forma incorreta. Ao final do inventário
os dados estatísticos ajudam no desenvolvimento da coleção.
O inventário ocorreu em duas etapas, a de planejamento e a de execução.
PLANEJAMENTO
Para realização do inventário de maneira eficiente foi necessário criar um
cronograma de execução e a definição de metas, ficando estabelecido o
fechamento da BCJC ao público por um período de 30 dias, onde a equipe de 45
pessoas, servidores e estagiários, se revezava em três turnos diários, com início
dos trabalhos às 8h e término às 22:45, ininterruptamente. Também, o local
inventariado contou com uma sinalização própria e bastante metódica para que
todas as estantes fossem lidas de forma organizada. Para tanto, foram
disponibilizados 10 coletores de dados para fazer a leitura automatizada do
acervo e descarregar os dados coletados nos computadores.
Uma das primeiras atividades realizadas no inventário foi uma reunião da
equipe de coordenação para tomar medidas a fim de evitar que os pontos
negativos do último inventário ocorressem novamente. Houve, também, o
momento de reunião com a equipe de execução, para que fossem dadas as
orientações necessárias.
EXECUÇÃO
Devido ao tamanho da coleção, optou-se por fazer o inventário da
Biblioteca Central por setores. Iniciou-se com a Coleção Geral, depois Multimeios,
PBL, Coleção Frederico Freitas, Coleção Carloman Carlos Borges, Memória da
UEFS e por último a Seção de Referência.
O processo foi realizado observando as seguintes etapas:
1. Leitura do código de barras das obras, item por item, utilizando os
coletores de código de barras com tecnologia Bluetooth;
2. Descarregamento dos dados coletados em arquivo TXT (bloco de
notas) no sistema Pergamum;

�3. Emissão do relatório de nº 7 no Pergamum – Relação de
exemplares desaparecidos por ordem de classificação;
4. Conferência nas estantes dos materiais listados no relatório como
desaparecidos;
5. Novas leituras de código de barras toda vez que se fizesse
necessário;
6. Nova emissão de relatório nº 7. E assim sucessivamente, até que
estiverem esgotadas as possibilidades de se encontrar os materiais
desaparecidos;
7. Emissão do relatório de nº 14 no Pergamum – Relação de materiais
lidos que não foram carregados na definição inicial dos parâmetros
do inventário. Este relatório relaciona os materiais que foram lidos
em um setor, mas, que não são daquele setor, estão em lugar
errado;
8. Conferência na estante dos materiais listados no relatório 14 para
retirada e colocação no setor correto;
9. Atualização final e encerramento do Inventário.
A cada cadastramento de inventário criado para cada setor, era exibida
uma tela no sistema Pergamum, com os dados do inventário, como: número do
inventário, data inicial e data final, total de pessoas, total de coletores, observação
(nome do setor), total de títulos, total de exemplares, total de desaparecidos, valor
total e valores desaparecidos.
Ao analisarmos as informações geradas no inventário, separadamente por
setores, obtivemos os seguintes dados:
TABELA 01: DADOS DO INVENTÁRIO 2017 DA BIBLIOTECA CENTRAL DISTRIBUÍDOS POR
SETORES
SETOR

TOTAL DE

TOTAL DE

PORCENTAGEM

EXEMPLARES

DESAPARECIDOS

DE
DESAPARECIDOS

Coleção Geral
Multimeios
PBL
Col. Frederico Freitas
Col. Carl. C. Borges
Memória da UEFS

230.825
6.037
1.568
387
3.933
1.708

2.907
84
22
37
35
42

1,26%
1,39%
1,44%
9,56%
0,89%
2,46%

�Referência
TOTAL GERAL

3.298
247.750

78
3.205

2,36%
1,29%

Fonte: SISBI, 2017

De acordo com a tabela 01, o total geral de desaparecidos no acervo da
Biblioteca Central Julieta Carteado é de 3.205 (três mil, duzentos e cinco)
exemplares, correspondendo a 1,29% (um e vinte e nove por cento) do total do
acervo, valor considerado baixo em se tratando de uma biblioteca universitária
que atende aos diversos cursos de graduação e pós graduação da UEFS,
funcionando de segunda a sexta, das 7:30 às 22:45 e sábado de 9:00 às 17:00.
Segundo Lubisco (2011, p. 63) as Políticas de Desenvolvimento de Coleções
estabelecem padrões máximos para perda de acervos de 3%/ano/coleção aberta.
TABELA 02: DADOS DO INVENTÁRIO 2017 DA BIBLIOTECA CENTRAL DISTRIBUÍDOS POR
SETORES, EM VALORES
SETOR

VALOR TOTAL (R$)

VALORES
DESAPARECIDOS (R$)

Coleção Geral
Multimeios
PBL
Col. Frederico Freitas
Col. Carl. C. Borges
Memória da UEFS
Referência
TOTAL GERAL

2.038.103,32
53.443,20
146.964,41
------62.175,06
2.300.685,99

45.526,01
907,84
5.117,15
------1.471,82
53.022,82

Fonte: SISBI, 2017

A tabela 02 mostra que os valores totais dos desaparecidos somam
R$53.022,82 (cinquenta e três mil, vinte e dois reais e oitenta e dois centavos). A
Coleção Frederico Freitas, a Coleção Carloman Carlos Borges e a Memória da
UEFS não recebem valores, pois não resultam de compra e sim de doação de
terceiros e da produção da UEFS.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Constatou-se que o total de obras desaparecidas está dentro do número
aceitável, o que mostra que o sistema de segurança, além das campanhas de
educação e conscientização do usuário tem surtido efeito.
Esse quarto inventário foi de suma importância para controle do acervo,
onde se avaliou as condições físicas, retirando as obras danificadas para

�conserto, as com etiquetas estragadas para reposição, embasando a tomada de
decisão sobre obras para desbaste e, consequentemente, apresentando um
número confiável de títulos e exemplares disponíveis no acervo da BCJC.
A identificação e correção das falhas no acervo proporcionaram ganhos,
tanto para o usuário na busca da informação desejada, quanto para o servidor no
desenvolvimento do seu trabalho com mais eficácia.
Destacamos também, a relevância e eficiência do sistema Pergamum
nesse processo, pois sem um sistema automatizado seria mais demorada a
realização desse inventário, causando grande prejuízo aos usuários, pois a
biblioteca certamente teria que ficar fechada por um período muito maior.
Percebemos a necessidade de investimento em inovação da tecnologia de
segurança do acervo, pois os equipamentos existentes na BCJC são antigos e
alguns precisam de substituição para tornar o sistema de segurança mais eficaz.
O comprometimento e a dedicação da equipe restrita de servidores e
estagiários da BCJC foram fatores muito importantes e determinantes para o
sucesso do inventário. Sem o esforço de todos seria impossível a realização
desse trabalho.

REFERÊNCIAS
RIBEIRO, Rejane M. R. et al. O uso das tecnologias de Comunicação e
Informação na realização de inventários: o caso da Biblioteca Central Julieta
Carteado. In: CINFORM – Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em
Informação, 12., 2015, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2015.
LUBISCO, Nídia M. L. O Seminário Avaliação da Biblioteca Universitária
Brasileira: contexto, dinâmica e resultados. In: ______ (Org.). Biblioteca
universitária: elementos para o planejamento, avaliação e gestão. Salvador:
EDUFBA, 2011. p. 17-87.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32159">
                <text>O INVENTÁRIO AUXILIANDO NO DESENVOLVIMENTO DAS COLEÇÕES: O CASO DA BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA CARTEADO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32160">
                <text>Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32161">
                <text>Isabel Cristina Nascimento Santana</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32162">
                <text>Ana Martha Machado Sampaio</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32163">
                <text>Rejane Maria Rosa Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32164">
                <text>Girleide de Oliveira Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32165">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32166">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32168">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32169">
                <text>O trabalho descreve o inventário, instrumento técnico de verificação e controle do patrimônio, da Biblioteca Central Julieta Carteado, realizado em janeiro de 2017, devido à necessidade de organização e controle do acervo, como também para atender a uma exigência do Governo do Estado da Bahia de se fazer o inventário nas bibliotecas universitárias estaduais, anualmente. Por meio de um planejamento detalhado e da experiência adquirida pela equipe da BCJC nos inventários anteriores, foram identificados erros e falhas de inclusão de exemplares no sistema, erros de arquivamento, duplicidade de classificação e outros. Constatou-se que o total de obras desaparecidas está dentro do número aceitável, mostrando que o sistema de segurança e as campanhas de educação e conscientização do usuário têm surtido efeito. Durante o inventário, também foram avaliadas as condições físicas das obras, sendo retiradas as danificadas para conserto, as com etiquetas estragadas para reposição, embasando a tomada de decisão sobre obras para desbaste e, consequentemente, apresentando um número confiável de títulos e exemplares disponíveis no acervo da BCJC. A identificação e correção das falhas no acervo proporcionaram ganhos, tanto para o usuário na busca da informação desejada, quanto para o servidor no desenvolvimento do seu trabalho com mais eficácia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66683">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2719" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1801">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2719/1833-1850-1-PB.pdf</src>
        <authentication>039bcecfd8c4145cb81daefdbf190938</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32158">
                    <text>O impacto da implantação do Pergamum na biblioteca do Campus
do sertão: um relato de experiência no polo Delmiro Gouveia

Sâmela Rouse de Brito Silva (UFAL) - ssamela.brito@hotmail.com
Resumo:
O presente artigo tem como objetivo apresentar a experiência da implantação do software
Pergamum em uma biblioteca universitária no sertão de Alagoas. Descreve o impacto na
biblioteca antes e após sua implantação. Apresenta e aponta as principais mudanças e
benefícios para toda a comunidade acadêmica.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Gestão de bibliotecas. Pergamum.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO

Na era da informação torna-se cada

biblioteca com acervo estimado em mais de

vez mais necessário que as instituições

16 mil recursos informacionais e abrange os

mantenham seus registros informacionais

cursos

organizados e disponibilizados à sociedade

Pedagogia, História e Geografia, além de

de forma prática a fim de suprir suas

Bacharelado em Engenharia Civil e de

necessidades de informação.

Produção.

A gestão de bibliotecas é um

de

Licenciatura

Desde

2009

em

a

Letras,

biblioteca

assunto bastante discutido na literatura, e

compromete-se em apoiar ao tripé da

pode ser feita de diversas formas e aliada

universidade: ensino, pesquisa e extensão,

ou não à tecnologia. A escolha dependerá

oferecendo a comunidade acadêmica seus

dos

cada

serviços com o objetivo de recuperar,

instituição, da formação e preferências do

disseminar, representar e registrar a

profissional bibliotecário.

informação.

recursos

Neste
importância

provenientes

artigo
e

os

de

descrevemos
impactos

com

a

Nos

seis

primeiros

anos

de

a

existência (2009 a 2015), a biblioteca não

implantação de um software gerenciador em

possuía software gerenciador de bibliotecas,

uma biblioteca universitária no sertão de

sendo gerenciada por um sistema criado

Alagoas.

pelo Núcleo de Tecnologia da Informação NTI do Campus denominado Sistema de
Suporte a Biblioteca – SISB, que funcionava

RELATO DE EXPERIÊNCIA

internamente, por meio da intranet. Este
sistema

foi criado

para

atender às

demandas básicas da biblioteca, porém não
A interiorização e expansão do

era um gerenciador específico, e sim, um

ensino no sertão de Alagoas instalaram na

facilitador dos serviços que a biblioteca

cidade de Delmiro Gouveia um campus da

oferecia.

Universidade Federal de Alagoas – UFAL,

À época, a UFAL já gerenciava

denominado Campus do Sertão - Polo

suas bibliotecas pelo software Pergamum, e

Delmiro Gouveia. Este campus possui uma

até os dias atuais requer internet para ser

�executado,

porém

não

algumas incertezas para a comunidade

apresentava condições para atender a este

acadêmica, a exemplo, o comprometimento

requisito de fundamental importância para

do atendimento na biblioteca devido à

sua implantação. Segundo a gestão do

instabilidade da internet, além da resistência

Campus a região não dispunha de internet

quanto à migração de sistemas por parte

de

sua

dos usuários e até mesmo de seus

implantação. A possibilidade de se trabalhar

operadores, o que não veio a ocorrer. A

de maneira manual foi descartada, não

internet comportou-se de maneira eficiente

restando alternativa senão operar com o

durante todo este processo, bem como não

SISB no oferecimento de seus serviços à

houve nenhum tipo de resistência dos

comunidade.

usuários e nem dos operadores.

qualidade,

o

Campus

inviabilizando

Uma das principais consequências

Nesta fase inicial de implantação do

desta escolha era refletida no acervo.

software várias dúvidas ocorreram por toda

Embora o setor de compras estivesse

a comunidade acadêmica. As mudanças na

operando normalmente, o serviço de

rotina dos atendentes da biblioteca, que

catalogação foi altamente prejudicado.

agora passariam a fazer cadastros e senhas

Milhares de livros foram comprados e não

para toda a comunidade, refletiam em seus

catalogados devido ao fato de o SISB não

usuários.

possibilitar

Cabe

compreenderam a importância do software

ressaltar que o processamento técnico do

para a biblioteca, mas posteriormente por

Campus

pelos

meio de ações voltadas à Educação de

bibliotecários do Campus A. C. Simões,

Usuários, eles puderam compreender a

localizado em Maceió, que alegavam

necessidade do software. O fato de o SISB

sobrecarga de trabalho, tendo em vista a

funcionar

responsabilidade do processamento técnico

Pergamum,

de ambos os Campis, resultando assim, na

apresentação do RG e senha de caráter

defasagem e estagnação do acervo do

intransferível, contribuiu bastante para a

sertão.

aproximação entre o usuário e o software.

tais
do

procedimentos.

sertão

era

feito

Inicialmente

de

forma
mediante

alguns

não

semelhante

ao

cadastro

e

No ano de 2015, com a mudança no

Neste momento o SISB tornou-se

corpo técnico-administrativo da biblioteca,

menos utilizável, os usuários eram migrados

foram feitos vários testes de conectividade,

de um sistema para o outro de acordo com

e finalmente o Pergamum foi instalado no

a necessidade de cada usuário. Na medida

Campus. A instalação do software trouxe

em que o usuário necessitava dos serviços

�da biblioteca, ele era cadastrado no

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pergamum e em seguida desligado do
SISB. Ou seja, o SISB foi sendo desativado
gradativamente e de acordo com o tempo
de cada usuário.

Embora o acervo esteja interligado
às

demais

biblioteca

da

UFAL,

a

O Pergamum facilitou aos usuários

implantação do Pergamum no Campus do

os serviços de busca ao acervo, reserva de

sertão proporcionou um ambiente de

material bibliográfico, a disseminação da

trabalho com uma maior autonomia para os

informação e principalmente o serviço de

profissionais bibliotecários. Atualmente é

renovação online, serviço não oferecido

possível tratar tecnicamente os materiais

pelo SISB. Quanto ao processamento

bibliográficos no próprio Campus de forma

técnico da informação, o

independente,

Pergamum

gerenciando

assim,

a

possibilitou ao profissional bibliotecário

informação de maneira mais eficiente e

atualizar o acervo de acordo com a

eficaz.

demanda de compra da Instituição, além de
contar com a interação da biblioteca do
Campus na Universidade como um todo.
Com a implantação do Pergamum,
o bibliotecário passou a receber a demanda
de compra dos livros, catalogando e

A biblioteca passou a contar com
ferramentas gerenciais, como relatórios,
inventários e levantamentos bibliográficos
específicos, e principalmente subsidiar suas
próprias

decisões

quanto

ao

seu

atendimento

aos

gerenciamento.

classificando de acordo com os objetivos da
biblioteca de forma independente da

Quanto

ao

biblioteca do Campus A. C. Simões, além

usuários, o serviço de renovação online foi o

de dispor do domínio completo do acervo a

grande diferencial, tendo em vista que a

qualquer momento.

grande maioria dos usuários é proveniente
de povoados e cidades circunvizinhas da
região, que agora podem utilizar o serviço
de renovação sem precisar dirigir-se ao
Campus de forma física, razão pela qual o
Pergamum foi aceito mais rapidamente pela
comunidade.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32151">
                <text>O IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DO PERGAMUM NA BIBLIOTECA DO CAMPUS DO SERTÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO POLO DELMIRO GOUVEIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32152">
                <text>Sâmela Rouse de Brito Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32153">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32154">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32156">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32157">
                <text>O presente artigo tem como objetivo apresentar a experiência da implantação do software Pergamum em uma biblioteca universitária no sertão de Alagoas. Descreve o impacto  na biblioteca antes e após sua implantação. Apresenta e aponta as principais mudanças e benefícios para toda a comunidade acadêmica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66682">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2718" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1800">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2718/1832-1849-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6f2c0dae42f4866412c5dc4ca364f921</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32150">
                    <text>O conteúdo dos portais de bibliotecas universitárias: percepções
para serviços de informação na era digital

Stela Nascimento Madruga (USP) - stela.madruga@gmail.com
José Fernando Modesto da Silva (USP) - fmodesto@usp.br
Resumo:
O estudo desenvolvido consistiu em uma análise preliminar de pesquisa sobre o conteúdo dos
sites das bibliotecas universitárias no contexto da Era digital. O trabalho teve como objetivo
identificar e sistematizar o conteúdo disponibilizado nos portais e, com isso, refletir sobre as
possibilidades de exploração desse ambiente digital pelas bibliotecas acadêmicas. A partir da
revisão de literatura com o recorte na área de ciência da informação, percebe-se a perspectiva
de atuação das bibliotecas no contexto contemporâneo e a necessidade de acompanhar as
mudanças sociais e tecnológicas, promovendo o acesso à informação por meio do uso de novas
ferramentas tecnológicas, pois o formato digital mudou a forma de consumo da informação em
todas as esferas sociais, e isso inclui a universidade e a pesquisa científica. Como forma de
delimitar o universo de pesquisa exploratória, utilizou-se o ranking Times Higher Education
(THE) para selecionar as instituições, já que este classifica as universidades pelo seu
desempenho. Como resultados, observa-se que o conteúdo apresentado nas páginas das
bibliotecas das melhores universidades do mundo é extenso e descreve os serviços e produtos
ofertados de forma minuciosa. Por fim, sugere-se novos estudos com indicadores de
abrangência do conteúdo, focando nas bibliotecas universitárias por especialidade, aliados
com a aplicação de instrumentos de pesquisa com usuários. Além disso, considera-se relevante
uma futura análise comparativa com as bibliotecas universitárias brasileiras.
Palavras-chave: bibliotecas universitárias, portais, era digital
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo
O estudo desenvolvido consistiu em uma análise preliminar de pesquisa sobre o conteúdo dos
sites das bibliotecas universitárias no contexto da Era digital. O trabalho teve como objetivo
identificar e sistematizar o conteúdo disponibilizado nos portais e, com isso, refletir sobre as
possibilidades de exploração desse ambiente digital pelas bibliotecas acadêmicas. A partir da
revisão de literatura com o recorte na área de ciência da informação, percebe-se a perspectiva
de atuação das bibliotecas no contexto contemporâneo e a necessidade de acompanhar as
mudanças sociais e tecnológicas, promovendo o acesso à informação por meio do uso de novas
ferramentas tecnológicas, pois o formato digital mudou a forma de consumo da informação em
todas as esferas sociais, e isso inclui a universidade e a pesquisa científica. Como forma de
delimitar o universo de pesquisa exploratória, utilizou-se o ranking Times Higher Education
(THE) para selecionar as instituições, já que este classifica as universidades pelo seu
desempenho. Como resultados, observa-se que o conteúdo apresentado nas páginas das
bibliotecas das melhores universidades do mundo é extenso e descreve os serviços e produtos
ofertados de forma minuciosa. Por fim, sugere-se novos estudos com indicadores de
abrangência do conteúdo, focando nas bibliotecas universitárias por especialidade, aliados com
a aplicação de instrumentos de pesquisa com usuários. Além disso, considera-se relevante uma
futura análise comparativa com as bibliotecas universitárias brasileiras.
Introdução

A sociedade em rede ou sociedade da informação possui uma demanda informacional
cada vez mais rápida e assertiva, e essa necessidade é preenchida e ao mesmo tempo
alimentada pelas tecnologias da informação. A internet e os recursos de informação nos
ambientes digitais permitem que as bibliotecas explorem esse espaço de diversas maneiras, de
acordo com o perfil de seu público-alvo.
Com as constantes mudanças na forma de aprendizado e na busca pela informação que a
tecnologia aliada à internet proporciona, julga-se a premência por serviços digitais de consumo
da informação. Assim sendo, o estudo busca identificar e sistematizar a exploração das
bibliotecas universitárias nesse ambiente aberto à inúmeras possibilidades, e refletir sobre os
produtos e serviços oferecidos por essas unidades de informação no contexto da Era digital.
A descrição das ações realizadas nos portais das instituições mais renomadas do mundo
promove o melhor entendimento e também o desenvolvimento de inovações em serviços de
informação online, campo ainda pouco explorado pela ciência da informação.
A biblioteca universitária tem como missão dar o suporte ao ensino que versa dentro das
universidades, assim como às atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas pela instituição
de ensino superior a qual pertence. Atualmente, com a evolução da tecnologia e da ciência, as
bibliotecas universitárias procuram adaptar-se aos processos de inovações tecnológicas. Para
tal, atuam não somente em um acervo de livros e de artigos científicos, mas também como um

�local de intercâmbio de informações, impressas e digitais, atuando em colaboração com outras
instituições nacionais e internacionais, e atendendo usuários de todas nacionalidades.
Macedo e Modesto (1999, p. 49) comentam que as mudanças e transformações que
ocorrem em diversas áreas com a entrada da Internet nos canais de comunicação e informação,
influenciaram no uso de vários recursos comunicacionais (correio eletrônico; videoconferência;
transferências de arquivos; armazenamento de conteúdo em nuvem, e outros) que alteram
comportamento de emissores e receptores de conteúdo.
Segundo Pereira (2008), uma biblioteca adquire sua “matéria-prima” de um universo
bibliográfico e transfere o que foi obtido, através de seus serviços, para uma dada comunidade.
Ela está situada entre dois ambientes altamente exigentes: sua comunidade de usuários e o
universo bibliográfico, e ambos têm demonstrado ser de alguma forma imponderáveis.
Entretanto, a biblioteca universitária, em seu contexto constitutivo, tem a missão de
contribuir com a capacitação e formação contínua de sua comunidade universitária
(estudantes, docentes, funcionários), no sentido de torná-los mais autônomos no uso da
informação (impressa e digital). Seu objetivo se manifesta ao se estabelecer como interface
entre o usuário e a informação, no sentido de contribuir na otimização da busca e recuperação
da informação que influenciam no desempenho e desenvolvimento da comunidade acadêmica
“em lides de ensino; aprendizagem; estudos e pesquisa; e necessidades várias no âmbito
bibliotecário”.
Miranda (1980, p.5) afirma que a biblioteca e universidade são fenômenos
indissociáveis, vasos comunicantes, causa e efeito. A biblioteca não pode ser melhor que a
universidade que a patrocina. A universidade, consequentemente, não é melhor do que o
sistema bibliotecário em que se alicerça.
No planejamento de suas ações (serviços e produtos) a biblioteca universitária deve ter
em conta as necessidades, em momentos diversos, manifestadas pelos vários segmentos de
públicos acadêmicos que a procura ou usufrua de seu serviço, compreendendo, ainda, as
peculiaridades das várias áreas de conhecimento e níveis de usuários. Segundo Targino (2000,
p.1), “a biblioteca é e sempre foi a instituição social a que compete exercer as funções de
preservação e disseminação das informações, e por conseguinte, o bibliotecário, o profissional
encarregado de concretização de tais objetivos”.
Portanto, assim como Macedo e Modesto (1999) colocaram, os bibliotecários
universitários devem ser membro institucionais ativos e participar de reuniões, informar-se
sobre os currículos, projetos de pesquisa, comissões e grupos de trabalhos, além de integrar-se
com os setores de informática para dar suporte às necessidades da exploração potencial de
recursos computacionais e, atualmente, das mídias digitais no provimento de conteúdo ao seu
público.
As bibliotecas precisam trabalhar com o conteúdo em todas as suas formas de acesso,
para Jorente e Santos (2014) a hibridação de gêneros descritivos (textuais, imagéticos,
sonoros) articulada nas tecnologias e a consequente expansão dos ambientes informacionais,
provocam, contemporaneamente, mudanças no ecossistema da percepção e da criação de
mensagens, de informação e de conhecimento socialmente compartilhado.
Reflexões em relação às novas sensibilidades e às novas formas de consciência, que são
firmadas nesses novos ambientes e ecossistemas e mídias convergentes, devem constituir em

�crescentes estudos exploratórios na Ciência da Informação (CI), já que são essenciais para a
compreensão dos fenômenos informacionais na sociedade contemporânea.
Método da pesquisa

Este estudo caracteriza-se como pesquisa descritiva-exploratória baseada em
levantamento bibliográfico para subsídio do referencial teórico e para o levantamento e
mapeamento do uso de recursos disponíveis em ambientes digitais por bibliotecas
universitárias.
Realizada no primeiro semestre de 2017, a pesquisa intenta-se identificar e descrever as
melhores iniciativas das bibliotecas selecionadas. Para coleta e análise, utilizou-se os portais
institucionais como instrumento de pesquisa.
O universo retratado compreende as bibliotecas de instituições de ensino superior
melhores avaliadas pelo ranking Times Higher Education (THE). Os rankings universitários
são listas de instituições, amplamente divulgadas, que comparativamente, em ordem
decrescente, apresentam melhor desempenho, seguidas das que apresentam desempenho
inferior, nos quesitos analisados pelas instituições responsáveis (SEOANE, 2009). Esse
ranqueamento contribui para a decisão de futuros alunos a ingressar ou não na universidade,
nas ações dos gestores universitários, professores acadêmicos, governos e investidores no
ensino superior (MARGINSON, 2014), assim como, na definição das políticas públicas
educacionais (ERKKILA, 2014).
O ranking THE é considerado o único que examina as universidades em todas as suas
principais dimensões - ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas
internacionais, enquanto outros se dedicam exclusivamente à pesquisa. A lista de 2016-2017
contempla as 980 melhores universidades do mundo, para esta pesquisa serão avaliadas as
cinco primeiras instituições listadas por ordem de classificação:
1 University of Oxford (Reino Unido)
2 California Institute of Technology (Estados Unidos)
3 Stanford University (Estados Unidos)
4 University of Cambridge (Reino Unido)
5 Massachusetts Institute of Technology (Estados Unidos)
Resultados e Discussão
Os resultados obtidos apresentam um conteúdo extenso, completo e minucioso em
todos os websites analisados, os quais contemplam as páginas das bibliotecas das melhores
universidades do mundo. Nota-se que o site destas bibliotecas é um espelho das atividades
desenvolvidas, e essas instituições conseguem aproveitar o espaço para divulgar amplamente
os serviços e produtos ofertados no ambiente físico, que agora também é digital. Portanto, a
web 2.0 e o ambiente digital são explorados de maneira inteligente e eficiente, transportando a
atuação dos bibliotecários para os portais, além de promoverem, também, o acervo e espaço
físico.
O conteúdo identificado foi estruturado e sistematizado pelos principais tópicos das
bibliotecas em seus sites, conforme imagem abaixo apresentada (Figura 1):

�Figura 1 – Conteúdo identificado nos portais das bibliotecas universitárias
SOBRE A BIBLIOTECA
Localização, endereço, horário
de funcionamento
Mapas das bibliotecas
institucionais



Políticas, relatórios e
planejamento estratégico



Informações sobre informática



Histórico



Visitas, tours



Acessibilidade para deficientes



Cafeteria



Apoio à imprensa



Equipe



Diretório de bibliotecas



Loja



Empregos




CONSCIENTIZAÇÃO DE QUESTÕES ATUAIS E INFORMAÇÕES ÚTEIS


Direitos autorais, copyright



Notícias



Acesso aberto



Informativo, boletim

SERVIÇOS


Circulação



Recebimento de doações



Empréstimo entre
bibliotecas





Delivery/entrega de
documentos impressos



Cópia de documentos
eletrônicos

Apoio à pesquisa:
especialistas
Guias de pesquisa,
tutoriais, perguntas
frequentes
Treinamentos para
pesquisadores






Recursos para redação
científica



Exposições



Conservação e preservação
do acervo



Recebimento de
solicitações de aquisição

CONTATOS




Especialistas



Bibliotecários



Fale conosco / Pergunte ao
bibliotecário



Pedido de documentos
eletrônicos
Administração da biblioteca,
serviço



Telefone, e-mail, formulário
online, sms, chat, redes sociais



Contato para reclamações

FERRAMENTAS OU RECURSOS DE TECNOLOGIA


Blog



YouTube



LaTeX



Chat



Instagram



BibTeX



RSS de notícias



Itunes



Zotero



Facebook



Podcasts



Mendeley



Twitter



RefWorks



Colwiz

Fonte: Autoria própria (2017).

�Como destaques e diferenciais das bibliotecas, podemos citar a divulgação de
informações e serviços como área os animais, aluguel dos espaços das bibliotecas para eventos,
diretório das mídias digitais da biblioteca, disponibilização de tecnologias assistivas, serviços
para ex-alunos, serviços de informação em realidade virtual, empréstimos de notebooks, iPads,
kindles e outros equipamentos, cafeterias, permissão para entrar com aperitivos que não
possuem odor, orientação à análise de dados e softwares de estatísticas. Além disso, é
importante destacar também que a maioria das páginas das bibliotecas estão localizadas na
home page das universidades (3 bibliotecas) ou subordinadas a página de pesquisa (2
bibliotecas).
Considerações Finais
Dada a crescente proeminência do ambiente virtual, nota-se que a transformação dos
websites em portais mudam a atuação da biblioteca. Esse movimento em direção a portais de
biblioteca robustos, fazem com que as unidades de informação repensem alguns de seus papéis
tradicionais e invistam nesse novo contexto.
As bibliotecas observadas fazem uso das tecnologias da Web 2.0 em seus portais, tais
como: blogs, RSS Feeds, guias que atuam como wikis, redes sociais e acessibilidade para
dispositivos móveis. O conteúdo apresentado nas páginas é extenso e descreve todos os
serviços de forma abrangente, com hiperlinks que fazem conexões para outras páginas da
biblioteca, da universidade ou de instituições externas.
Sugere-se novos estudos com indicadores de abrangência do conteúdo, focando nas
bibliotecas universitárias por especialidade, aliados com a aplicação de instrumentos de
pesquisas com usuários. Assim como, uma análise comparativa com as bibliotecas
universitárias brasileiras.
Referências
SEOANE, A. Y. ¿Cómo se evalúan las universidades de clase mundial? Revista de la educación
superior, v. 38, n. 150, p. 113-120, 2009.
ERKKILÄ, T. Global university rankings, transnational policy discourse and higher education in
Europe. European Journal of Education, v. 49, n. 1, p. 91-101, 2014.
JORENTE, M. J. V; SANTOS, P. L. V. A. C. Mídias de informação e comunicação e Ciência da
Informação. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 19, n.1, p.190-206, jan./mar 2014.
MACEDO, Neusa Dias de; MODESTO, Fernando. Equivalências: do serviço de referência convencional
a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I - do serviço de referência convencional.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, nova série, v.1, n.1, p.38-54,
1999.
MARGINSON, S. Open source knowledge and university rankings. Thesis Eleven, v. 96, n. 1, p.
9-39, 2009.
MIRANDA, Antônio. Estrutura de informação e análise conjuntural ensaios. Brasília:
Pioneira, 1980.
TARGINO, Maria das Graças. Quem é o profissional da informação? Transinformação. Campinas,
V.12, n.2, p.61-69, jul./dez. 2000.
PEREIRA, Joana D’Arc da Silva. Bibliotecas universitárias: uma abordagem organizacional.
Disponível em: &lt;libdigi.unicamp.br/document/?down=1116&gt; Acesso em: 27 maio 2008.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32142">
                <text>O CONTEÚDO DOS PORTAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: PERCEPÇÕES PARA SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO NA ERA DIGITAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32143">
                <text>Stela Nascimento Madruga</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32144">
                <text>José Fernando Modesto da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32145">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32146">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32148">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32149">
                <text>O estudo desenvolvido consistiu em uma análise preliminar de pesquisa sobre o conteúdo dos sites das bibliotecas universitárias no contexto da Era digital. O trabalho teve como objetivo identificar e sistematizar o conteúdo disponibilizado nos portais e, com isso, refletir sobre as possibilidades de exploração desse ambiente digital pelas bibliotecas acadêmicas. A partir da revisão de literatura com o recorte na área de ciência da informação, percebe-se a perspectiva de atuação das bibliotecas no contexto contemporâneo e a necessidade de acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas, promovendo o acesso à informação por meio do uso de novas ferramentas tecnológicas, pois o formato digital mudou a forma de consumo da informação em todas as esferas sociais, e isso inclui a universidade e a pesquisa científica. Como forma de delimitar o universo de pesquisa exploratória, utilizou-se o ranking Times Higher Education (THE) para selecionar as instituições, já que este classifica as universidades pelo seu desempenho. Como resultados, observa-se que o conteúdo apresentado nas páginas das bibliotecas das melhores universidades do mundo é extenso e descreve os serviços e produtos ofertados de forma minuciosa. Por fim, sugere-se novos estudos com indicadores de abrangência do conteúdo, focando nas bibliotecas universitárias por especialidade, aliados com a aplicação de instrumentos de pesquisa com usuários. Além disso, considera-se relevante uma futura análise comparativa com as bibliotecas universitárias brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66681">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2717" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1799">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2717/1831-1848-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9d4a6c4100f9d62aeadbeee568f715a4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32141">
                    <text>O compartilhamento de artigos científicos nos repositórios
institucionais portugueses e brasileiros: com a voz os gestores

Viviane Santos de Oliveira Veiga (Fiocruz) - vivianesantosveiga@gmail.com
Cícera Henrique da Silva (Fiocruz) - cicera.silva@globo.com
Luis Guilherme Gomes de Macena (ANS) - guilhermelg2004@gmail.com
Maria Manuel Borges (Instituição - a informar) - mmborges@gmail.com
Resumo:
A presente pesquisa verificou a visão dos gestores dos repositórios portugueses e brasileiros
quanto ao compartilhamento de artigos científicos pelos pesquisadores nos repositórios
institucionais (RIs) e o índice de autoarquivamento alcançados nestes repositórios. Foram
enviados questionarios online para os gestores dos RIs em Portugal e no Brasil. Verificou-se
que os RIs portugueses têm maior índice de autoarquivamento que os RIs brasileiros e que os
repositórios portugueses estão em consonância com a filosofia do AA quanto ao
autoarquivamento enquanto os gestores de RIs no Brasil precisam de maior capacitação
quanto aos objetivos e filosofia do AA.
Palavras-chave: Compartilhamento de Informação; Repositórios
Institucionais; Acesso Aberto; Autoarquivamento

digitais;

Repositórios

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria
digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e
repositórios, acesso aberto.

INTRODUÇÃO
O movimento de Acesso Aberto (AA) ao conhecimento objetiva o acesso
público e sem barreiras a toda a produção científica (BUDAPEST, 2002;
BUDAPEST, 2017). Para isto duas estratégias foram estabelecidas: o acesso
aberto dourado, onde o artigo é disponibilizado sem barreiras de acesso no
periódico científico; e o acesso aberto verde onde o artigo é disponibilizado sem
barreiras de acesso em repositórios digitais. Neste caso o pesquisador faz o
autoarquivamento ou compartilhamento do artigo no sistema.
A presente pesquisa verificou a visão dos gestores dos repositórios
portugueses e brasileiros quanto ao compartilhamento de artigos pelos
pesquisadores nos repositórios institucionais (RIs) e o índice de
autoarquivamento alcançados nestes repositórios.
METODOLOGIA
Para obter um panorama do autoarquivamento em Portugal e no Brasil e
conhecer a visão dos gestores dos repositórios foi realizada pesquisa
exploratória, utilizando como instrumento de coleta de dados questionário
eletrônico semiestruturado que foi aplicado a gestores de repositórios
institucionais em Portugal e no Brasil. A seleção dos repositórios que entrariam
na amostra foi realizada a partir das informações disponibilizadas no OpenDoar1
e no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)2. O corpus
da pesquisa foi constituído mediante os seguintes critérios de seleção: área
geográfica do repositório, Portugal ou Brasil; tipo do conteúdo, artigo; e
característica do repositório, institucional.
O levantamento dos dados no Brasil foi realizado entre 29/11/2014 e 03/12/2014.
Foram identificados 86 repositórios institucionais, destes 43 declaravam possuir
a coleção de artigos. Cabe ressaltar que destes 43 apenas 8 possuíam registros
das políticas mandatórias no Registry of Open Access Repository Mandates and
Policies (ROARMAP3).
O levantamento dos dados em Portugal foi realizado entre 30 de março e 28 de
abril de 2016. Foram identificados 43 repositórios institucionais portugueses no
OpenDOAR. Destes, 39 declaravam possuir a coleção de artigos. No RCAAP
foram identificados 49 RIs portugueses, destes 48 com coleção de artigos.
Verificou-se neste levantamento que o RCAAP possui mais informações sobre
os repositórios em Portugal do que o OpenDoar. Retiradas as duplicidades,
foram encontrados 48 RIs com coleção de artigos, sendo que 1 estava com
acesso inativo.
Para mapear a visão dos gestores quanto ao compartilhamento, foi criado
questionário online utilizando o aplicativo Google Forms e encaminhado por
correio eletrônico aos gestores dos 43 (quarenta e três) RIs selecionados no
Brasil e 47 (quarenta e sete) RIs selecionados em Portugal. Obteve-se o retorno
de 25 (vinte e cinco) questionários com respostas válidas no Brasil e 27 (vinte e
sete) em Portugal.
1

http://www.opendoar.org/
https://www.rcaap.pt/
3
https://roarmap.eprints.org/
2

�RESULTADOS E DISCUSSÃO
O software mais utilizado no mundo para a criação de repositórios, o
Dspace, possui como default o autoarquivamento (Selfarchiving) em sua
instalação, assim o próprio pesquisador compartilha suas publicações no RI.
Porém, algumas instituições desabilitam essa função e os depósitos são
realizados por intermédio de outros, em sua maioria bibliotecários. Apesar de ser
uma premissa para promover o autoarquivamento, percebe-se que nos RIs
brasileiros 36% não utilizam essa função. Por outro lado, nos RIs portugueses
apenas 19% não possibilitam a participação do autor no depósito da produção
científica (gráfico 1). Com isso, verifica-se que no Brasil a promoção do
autoarquivamento nas instituições precisa ser melhor explorada pelos gestores
dos RIs.
Gráfico 1 – Autoarquivamento habilitado nos Repositórios Institucionais
O repositório da sua instituição possibilita o
autoarquivamento pelos autores ?

Brasil

Portugal

100%
80%
60%
40%
20%
0%
SIM

NÃO

O fato de habilitar o autoarquivamento não garante a efetividade. Como
instrumento para o aumento do índice de autoarquivamento, políticas
mandatórias estão sendo empregadas. No entanto, isto não é garantia de
adesão.
Entre os repositórios que habilitam o autoarquivamento constatou-se que
há uma baixa adesão do pesquisador. Nos repositórios brasileiros 75% dos
gestores informaram que menos de 5% do material foi depositado via
autoarquivamento. Nos repositórios portugueses, 27% do gestores afirmam que
91% a 100% do quantitativo da produção intelectual disponibilizada no RI foram
depositadas através do autoarquivamento. A adesão ao autoarquivamento é
maior nas instituições portuguesas do que nas brasileiras. (Gráfico 3).
Gráfico 3 – Índice de Autoarquivamento

�Porcentagem de depósitos pelo autoarquivamento
80%
70%
60%
50%
40%

Brasil

30%

Portugal

20%
10%
0%
Menos
de 5%

6% a
30%

31% a
50%

51 %a
60%

61% a
80%

81% a
90%

91%a
100%

Observa-se que a maioria dos repositórios que habilitam o
autoarquivamento priorizam a coleção de artigos (100%). Em seguida encontrase os Trabalhos Apresentados em Eventos, com o percentual de 81,2% nos
repositórios brasileiros e 95% nos repositórios portugueses. Os relatórios de
pesquisas possuem 31,2% no Brasil e 59% em Portugal. As Teses e
Dissertações em ambos os países apresentam 50%. Para os Dados de
Pesquisas, no Brasil, apenas 25% está habilitado para o autoarquivamento, já
em relação a Portugal o índice alcança 50%, segundo os gestores (gráfico 3).
Gráfico 3 – Tipologias habilitadas para autoarquivamento
Quantidade de RI que disponibilizada tipologias para
autoarquivamento
120%
100%
80%
60%

Brasil

40%

Portugal

20%
0%
Artigos

Trabalho Relatórios de
Teses
Dados de
apresentado pesquisas Dissertações pesquisas
em eventos

Outros

A tipologia documental Teses e Dissertações, predominantemente possui
tradição no ambiente acadêmico e de pesquisa e os Programas de Pós-

�graduação têm a obrigação de disponibilizá-los, o que ocorre, via de regra, por
meio das bibliotecas institucionais, que têm a incumbência de salvaguardá-las e
depositá-las no repositório, ao passo que os Dados de pesquisa têm obtido
novos espaços nesse ambiente. Portugal se destaca pela grande quantidade de
repositórios que aderem ao autoarquivamento dessa tipologia. Reputa-se que as
políticas governamentais estabelecidas colaboram para o tal avanço, cabendo
citar aqui as diretrizes da Comissão Europeia para o acesso aberto aos dados
de pesquisas no Horizonte 2020 (EUROPEAN COMMISSION, 2016).
A maioria dos gestores brasileiros (86%) que não habilitam o
autoarquivamento no sistema acredita que se o autoarquivamento estivesse
habilitado os pesquisadores não estariam interessados em realizar o
autoarquivamento da sua produção no RI. Esta crença precisa ser investigada a
fim de promover maior atuação dos pesquisadores na inserção da produção
intelectual nos RIs das suas instituições. Em relação aos gestores portugueses,
percebe-se um panorama semelhante ao brasileiro, porém em menor proporção:
60% dos gestores informaram que a minoria dos seus pesquisadores faria uso
do compartilhamento de artigo através do RI (gráfico 4).
Gráfico 4 – Uso do autoarquivamento pelos autores em caso de habilitação
Se estivesse disponível a opção de autoarquivamento no Repositório
Institucional, os autores de sua instituição fariam uso desta ferramenta?
100%
90%
80%
70%
60%
50%

Brasil

40%

Portugal

30%
20%
10%
0%
A minoria faria uso do
autoarquivo

Não fariam uso do
autoarquivo

Sim. Já estão
perguntando

A atuação do gestor do RI em conjunto com a Instituição é fundamental
para melhorar o interesse dos pesquisadores. É preciso pensar em ações em
prol da filosofia do acesso aberto, do advocacy do autoarquivamento e ampliar
a adesão ao RI, ferramenta de compartilhamento de informação.

CONSIDERAÕES FINAIS
Este trabalho almejou obter um panorama do compartilhamento de artigos
científicos através de repositórios institucionais (RIs) em Portugal e no Brasil e
conhecer a percepção do gestor de RIs quanto a esta forma de
compartilhamento. A visão do gestor do repositório é fundamental na
constituição de políticas adequadas ao Acesso Aberto no RI.

�Conclui-se que os gestores dos repositórios portugueses, em sua grande
maioria, viabilizam o autoarquivamento de trabalhos por seus autores,
habilitando esta função no sistema, o que demonstra um entendimento dos
objetivos da criação de repositórios. Porém, no Brasil verifica-se um
desconhecimento maior sobre os pilares do Acesso Aberto. Verificou-se
também que os RIs portugueses estão atentos para a importância do acesso aos
dados de pesquisa na comunicação científica, preparando seus repositórios para
o autoarquivamento desta tipologia. Quanto à adesão dos pesquisadores ainda
é preciso avançar nos dois paises. É imprescindível conhecer as especificidades
das áreas, verificar as barreiras e os estímulos ao compartilhamento de artigos
científicos e dados de pesquisa para, assim, ampliar a adesão ao
autoarquivamento por parte dos pesquisadores em Portugal e no Brasil.
A visão do gestor do repositório e da própria instituição é fundamental
para o avanço do AA verde. Os dirigentes das instituições que possuem RIs e
os profissionais que ocupam a função de gestores dos repositórios precisam
estar alinhados a filosofia do acesso aberto e serem os principais
disseminadores da importância do autoarquivamento neste momento de
reestruturação do processo de comunicação científica.
Considera-se importante a capacitação dos profissionais frente ao RI e de
todos os bibliotecários que contribuem para a existência do repositório na
instituição, através de cursos, participação em eventos e outros espaços que
favoreçam a troca de experiencias e o entendimento deste movimento global em
prol do acesso aberto ao conhecimento.
REFERRENCIAS
BUDAPEST OPEN ACCES INITIATIVE. Read Budapest Open Access
Initiative. 2002. Disponível em: &lt;http://www.budapestopenaccessinitiative.org/read&gt;.
Acesso em: 05 mar. 2012.
BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE. Open access: toward the internet of
the mind. 2017. Disponível em: &lt;http://www.budapestopenaccessinitiative.org/openaccess-toward-the-internet-of-the-mind&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.
EUROPEAN COMMISSION. Directorate-General for Research &amp; Innovation.
Background note on open access to scientific publications and open
research
data,
2016.
Disponível
em:&lt;https://ec.europa.eu/research/openscience/pdf/openaccess/background_n
ote_open_access.pdf&gt;. Acesso em: 06 abr 2017.

AGENCIA FINANCIADORA
CAPES.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32131">
                <text>O COMPARTILHAMENTO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS NOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS PORTUGUESES E BRASILEIROS: COM A VOZ OS GESTORES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32132">
                <text>Viviane Santos de Oliveira Veiga</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32133">
                <text>Cícera Henrique da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32134">
                <text>Luis Guilherme Gomes de Macena</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32135">
                <text>Maria Manuel Borges</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32136">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32137">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32139">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32140">
                <text>A presente pesquisa verificou a visão dos gestores dos repositórios portugueses e brasileiros quanto ao compartilhamento de artigos científicos pelos pesquisadores nos repositórios institucionais (RIs) e o índice de autoarquivamento alcançados nestes repositórios. Foram enviados questionarios online para os gestores dos RIs em Portugal e no Brasil. Verificou-se que os RIs portugueses têm maior índice de autoarquivamento que os RIs brasileiros e que os repositórios portugueses estão em consonância com a filosofia do AA quanto ao autoarquivamento enquanto os gestores de RIs no Brasil precisam de maior capacitação quanto aos objetivos e filosofia do AA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66680">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2716" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1798">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2716/1830-1847-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b5ef3cf28f9b60f9ec4569ab8df7f9f4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32130">
                    <text>Novos horizontes para as bibliotecas: tendências na adoção de
tecnologias inovadoras

Teresa Avalos Pereira (Unifesp) - te_avalos@hotmail.com
Resumo:
Para atingir a missão de promover o acesso, incentivar o uso da informação, para a qualidade
do ensino, pesquisa e extensão, é fundamental que a biblioteca incorpore e repense seu
planejamento estratégico. O relatório NMC Horizon Report é uma pesquisa voltada para a
adoção de novas tecnologias educacionais. É liderada pelo New Media Consortium (NMC),
uma comunidade internacional de especialistas que trabalham com tecnologias; visionários
que refletem e tentam moldar o futuro da aprendizagem, laboratórios e centros de
investigação. Esse conselho conduz um amplo levantamento, apontando seis tendências chave,
seis desafios e seis desenvolvimentos tecnológicos que podem impactar operações, produtos e
serviços da biblioteca. Este estudo tem como objetivo registrar o impacto de cinco anos de
práticas e tecnologias inovadoras para bibliotecas acadêmicas e de pesquisa em todo o mundo.
É uma pesquisa exploratória, proporcionando maior conhecimento do tema. Quanto à forma de
abordagem, é qualitativa, pois os dados já foram analisados, exprimindo o que pode ser feito.
De acordo com os procedimentos técnicos, é uma pesquisa bibliográfica, elaborada com o
documento disponível eletronicamente, o “NMC Horizon Report: 2017 Library Edition”. Foi
feito um recorte sobre as 06 principais tendências na adoção de tecnologias no horizonte de
um até cinco anos. Os resultados da pesquisa identificam e descrevem tecnologias emergentes
com grande chance de ocorrer a curto, médio e longo prazos. Desenvolvimentos tecnológicos
visualizados fornecerão uma ótima fonte de informação aos administradores educacionais e
gestores de biblioteca, no sentido de melhorar e ampliar o aprendizado e a pesquisa.
Palavras-chave: Gestão da informação. Bibliotecas digitais. Desenvolvimento sustentável.
Tecnologias educacionais.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução

Nos últimos anos, temos assistido grandes mudanças na maneira de
educar, nas expectativas dos alunos, nas Instituições de Ensino. As escolas e
universidades precisam se adequar a esse novo modelo e as bibliotecas também
fazem parte desse processo.
Sendo assim, é de grande importância o tema abordado nesse trabalho,
podendo ser um verdadeiro guia de referência, de planejamento tecnológico para
bibliotecários, gestores e pessoal de biblioteca.
O New Media Consortium (NMC) é uma comunidade internacional de
faculdades, universidades, tecnólogos, profissionais de museus, professores e
líderes

empresariais.

Esse

grupo

ajuda

o

NMC

Horizon

Project,

um

empreendimento de pesquisa abrangente, que atinge 195 países, a conduzir
discussões com a finalidade de destacar potenciais tendências tecnológicas,
estimulando e promovendo a exploração e uso de novas mídias (NMC HORIZON,
2016).
O Horizon Report é um esforço colaborativo liderado pelo NMC, com mais
de 15 anos de publicações, a maior pesquisa de educação sobre tendências e
adoção de tecnologias emergentes.
O NMC publica quatro edições: Educação Superior, Educação Primária,
Museus e Bibliotecas. Os relatórios descrevem os resultados de um levantamento
desenhado para identificar novas tecnologias que possam ter um impacto na
aprendizagem, no ensino e na pesquisa.
O objetivo principal deste estudo é divulgar a pesquisa intitulada “NMC
Horizon 2017 Library Edition”, baseada na experiência de 75 especialistas, de 14
países, dos 5 continentes.
Seis desenvolvimentos em tecnologias de apoio ao ensino, orientando as
escolhas que as bibliotecas poderão fazer para melhorar ou ampliar a
aprendizagem e a investigação criativa, em longo, médio e curto prazos são
apresentados (ADAMS BECKER, 2017).

�Método da pesquisa

O presente estudo, com base no seu objetivo, é uma pesquisa exploratória,
proporcionando maior familiaridade com o tema. Da forma de abordagem, a
pesquisa é qualitativa; os dados já foram analisados, exprimindo o que pode ser
feito, sem quantificar valores. Dos procedimentos técnicos, é uma pesquisa
bibliográfica, elaborada com material publicado e confiável (GIL, 2007).
Foi consultado o documento “NMC Horizon Report: 2017 Library Edition”
disponível eletronicamente e, para este trabalho, foi feito um recorte sobre as 6
(seis) principais tendências na adoção de tecnologias para Bibliotecas, no
horizonte de 5 anos (2017-2021).
Resultados e Discussão

As seis tendências selecionadas pelos membros do painel de especialistas
classificam-se em três categorias:

a) Tendências de curto prazo: direcionando a adoção de tecnologias agora,
mas que provavelmente ainda serão importantes de um a dois anos:
 Gerenciamento de dados de pesquisa - a crescente disponibilidade de
relatórios de pesquisa, através de bancos de dados de bibliotecas digitais,
está tornando mais fácil do que nunca para alunos, professores e
pesquisadores acessar e construir idéias. Fluxos de trabalho no âmbito da
publicação eletrônica permitiram que experiências, testes e dados de
simulação fossem representados por áudio, vídeo e outras mídias, levando
as bibliotecas a repensar os processos de gestão de dados, desde a coleta
até a análise, visualização e preservação. A gestão de dados digitais leva a
resultados e citações de pesquisa de assunto mais precisos, habilitando as
bibliotecas a curar e exibir recursos relevantes para os clientes. Atualizar os
repositórios com novos formatos, olhando para futuros desenvolvimentos

�no ensino, a biblioteca prepara-se para métodos de armazenamento de
dados, incorporando tecnologias de ponta;
 Valorizando a experiência do usuário - refere-se à qualidade das interações
de uma pessoa com serviços e produtos, avaliando trocas com sites,
dispositivos móveis e sistemas operacionais. Empresas como a Amazon e
a Google estão identificando padrões nos comportamentos on-line dos
usuários para melhorar os resultados de pesquisa ao nível individual. Os
comentários dos usuários na forma de avaliações em sites, como NetFlix e
TripAdvisor, personalizam o conteúdo, ajustando o design da interface do
usuário. Os bibliotecários estão favorecendo mais abordagens centradas no
usuário, alavancando dados para identificar necessidades e desenvolver
experiências atraentes de alta qualidade.

b) Tendências de médio prazo: provavelmente continuarão a ser um fator na
tomada de decisão para os próximos três a cinco anos:
 Usuários como criadores - uma mudança está ocorrendo na prática
pedagógica; alunos, professores e pesquisadores de todas as disciplinas
estão aprendendo criando, e “criando” em vez de simplesmente
consumindo conteúdo. A criatividade de vídeos gerados pelos usuários,
comunidades criadoras e projetos financiados, é o meio para a
aprendizagem ativa. As bibliotecas são ambientes ideais para servir como
facilitadoras da criação do conhecimento e como espaços onde os
estudiosos podem se conectar. Muitos bibliotecários estão adotando
tecnologias, como impressoras 3D, displays flexíveis, ferramentas de
produção de mídia e interfaces de usuário para permitir o ato de fazer;
 Repensando os espaços da biblioteca - como a descoberta pode acontecer
em qualquer lugar, os alunos dependem menos das bibliotecas para
acessar informações e mais para ser um lugar produtivo. De acordo com
uma pesquisa da EBSCO sobre como os estudantes universitários realizam
pesquisas, 68% iniciam esse processo usando o Google e a Wikipedia.

�Assim, líderes institucionais começam a refletir sobre como o design dos
espaços da biblioteca pode facilitar as interações, oferecendo espaço para
estúdios de produção de mídia e áreas favoráveis ao trabalho colaborativo.

c) Tendências de longo prazo: já estão impactando a tomada de decisões e
continuarão sendo importantes por mais de cinco anos:
 Colaboração entre instituições - a ação coletiva entre as instituições está
crescendo em importância para o futuro das bibliotecas. No momento de
redução de orçamentos e maior foco em coleções digitais, as colaborações
permitem que as bibliotecas melhorem o acesso a materiais acadêmicos e
se envolvam em projetos cooperativos. As bibliotecas estão se juntando a
consórcios para combinar recursos ou se alinharem estrategicamente,
desenvolvendo plataformas e tecnologias, garantindo o armazenamento de
dados, acesso e preservação sustentáveis;
 Evolução da natureza do registro acadêmico - as comunicações
acadêmicas residem em ambientes de rede e podem ser acessadas
através de uma ampla gama de plataformas. Os registros acadêmicos
podem ser publicados assim que a avaliação pelos pares ocorre. O trabalho
acadêmico pode incluir conjuntos de dados de pesquisa, programas
interativos, visualizações complexas e outros resultados, bem como trocas
na web, via redes sociais. Os bibliotecários devem, portanto, discernir a
legitimidade dessas abordagens inovadoras e seu impacto através de
ferramentas de altmetrias.

Considerações Finais e Conclusão

As bibliotecas precisam, portanto, acompanhar a evolução dos formatos
para armazenar e publicar dados, registros acadêmicos e publicações, através da
adoção de novas tecnologias. Necessitam obter mais locais para estudo e
colaboração, revendo seus espaços físicos; servir como polos e promover

�atividades interdisciplinares. Devem defender seus valores fundamentais, quanto à
privacidade da informação e a liberdade intelectual e, finalmente, é necessário que
as bibliotecas se organizem de modo que possam inovar e satisfazer as
expectativas dos usuários.
O presente estudo sobre o “NMC Horizon Report: 2017 Library Edition”
mostrou as mais atuais tendências tecnológicas, prontas para impactar as
estratégias, operações, produtos e serviços das bibliotecas nos próximos cinco
anos.

Referências

ADAMS BECKER, S. et al. NMC Horizon Report: 2017 Library Edition. Austin,
Texas: The New Media Consortium, 2017. Disponível em:
&lt;http://cdn.nmc.org/media/2017-nmc-horizon-report-library-EN.pdf&gt;. Acesso em: 3
fev. 2017.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 2006.
NMC HORIZON. The NMC Horizon Project reaches 195 countries! Austin,
Texas: New Media Consortium. [2016?]. Disponível em: &lt;http://www.nmc.org/nmchorizon/&gt;. Acesso em: 12 mar. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32123">
                <text>NOVOS HORIZONTES PARA AS BIBLIOTECAS: TENDÊNCIAS NA ADOÇÃO DE TECNOLOGIAS INOVADORAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32124">
                <text>Teresa Avalos Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32125">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32126">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32128">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32129">
                <text>Para atingir a missão de promover o acesso, incentivar o uso da informação, para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, é fundamental que a biblioteca incorpore e repense seu planejamento estratégico. O relatório NMC Horizon Report é uma pesquisa voltada para a adoção de novas tecnologias educacionais. É liderada pelo New Media Consortium (NMC), uma comunidade internacional de especialistas que trabalham com tecnologias; visionários que refletem e tentam moldar o futuro da aprendizagem, laboratórios e centros de investigação. Esse conselho conduz um amplo levantamento, apontando seis tendências chave, seis desafios e seis desenvolvimentos tecnológicos que podem impactar operações, produtos e serviços da biblioteca. Este estudo tem como objetivo registrar o impacto de cinco anos de práticas e tecnologias inovadoras para bibliotecas acadêmicas e de pesquisa em todo o mundo. É uma pesquisa exploratória, proporcionando maior conhecimento do tema. Quanto à forma de abordagem, é qualitativa, pois os dados já foram analisados, exprimindo o que pode ser feito. De acordo com os procedimentos técnicos, é uma pesquisa bibliográfica, elaborada com o documento disponível eletronicamente, o “NMC Horizon Report: 2017 Library Edition”. Foi feito um recorte sobre as 06 principais tendências na adoção de tecnologias no horizonte de um até cinco anos. Os resultados da pesquisa identificam e descrevem tecnologias emergentes com grande chance de ocorrer a curto, médio e longo prazos. Desenvolvimentos tecnológicos visualizados fornecerão uma ótima fonte de informação aos administradores educacionais e gestores de biblioteca, no sentido de melhorar e ampliar o aprendizado e a pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66679">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2715" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1797">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2715/1829-1846-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a9f54c81029b4d65457d99eb4861908b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32122">
                    <text>MODELOS DE NEGÓCIOS E LIVROS DIGITAIS EM BIBLIOTECAS:
aquisição perpétua e assinaturas

Francisca Lima Luiz (UFAM) - franciscalima15.t@gmail.com
Jorge Cativo (INPA) - jcativo@gmail.com
Edinara Sobrinho da Silva Cativo (IFAM) - nara.sds@gmail.com
Resumo:
O resumo tem o objetivo de apresentar aspectos e características da aquisição perpétua e das
assinaturas enquanto modelos de negócios oferecidos na comercialização e aquisição de livros
digitais em bibliotecas. Identifica à luz da literatura, os principais conceitos sobre cada um dos
modelos, indicando recomendações e benefícios sob a ótica das bibliotecas.
Metodologicamente, trata de uma pesquisa bibliográfica que investigou em livros impressos e
fontes em meio digital, aspectos sobre a incorporação de livros digitais envolvendo esses dois
modelos de negócios. Resulta na indicação de aspectos e características que consideram a
necessidade de escolha entre aquisição perpétua ou assinaturas como modelo de negócio
adotável em bibliotecas. Espera-se que sejam ampliadas as reflexões sobre as negociações
envolvendo aquisições de livros digitais em bibliotecas. Recomenda-se a pesquisa a
bibliotecários envolvidos ou interessados em apoiar decisões envolvendo a inclusão de livros
digitais em bibliotecas.
Palavras-chave: Modelos de Negócios. Livros Digitais. Aquisição perpétua. Assinaturas.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO
A inclusão e uso de tecnologias em bibliotecas impactaram as
relações de tratamento, busca e recuperação da informação.
Principalmente sob o ponto de vista dos agentes envolvidos nos
processos de comercialização e incorporação de conteúdos em meio
digital. É importante destacar nesse contexto: modelos de negócios
oferecidos e a relação criada entre fornecedores e profissionais da
informação.
Diante desse cenário, é pertinente conhecer as principais
características de dois dos modelos de negócios utilizados para aquisição
de livros digitais nas bibliotecas brasileiras.
A pesquisa tem por objetivo apresentar características dos modelos
de aquisição perpétua e assinaturas oferecidos por fornecedores de livros
digitais. Como objetivos específicos levantou à luz da literatura: os
principais conceitos e aspectos relacionados ao tema; reuniram-se
algumas definições das modalidades: aquisição perpétua e assinatura e
por fim, são apresentadas considerações acerca dos modelos
selecionados.
Destaca-se como justificativa social da pesquisa, a necessidade de
bibliotecas incorporarem em suas coleções, conteúdos digitais consoante
ao atendimento de novas demandas de um público não presencial.
Ademais, esse acesso de conteúdos digitais por usuários não
presenciais é uma realidade favorecida pelo uso de tecnologias da
informação e da comunicação que permitem alguns benefícios. Entre
eles: o poupar tempo e a reduzir de barreiras geográficas de um novo
perfil de usuário que busca conteúdos informacionais em meio digital.
A motivação pessoal considera a necessidade de profissionais
buscarem conhecimentos teóricos e práticas acerca dos processos
envolvendo os modelos, a negociação e a incorporação de coleções de
livros digitais, sobretudo observando o modelo mais adequado para a
realidade de cada biblioteca.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa tem caráter bibliográfico, recorrendo-se a periódicos,
artigos e uma dissertação para a busca de definições e características
que permitem um aprofundamento e o alcance dos objetivos propostos.
3 AQUISIÇÃO PERPÉTUA
O modelo de aquisição perpétua, conforme Serra (2015, p. 122) é
definido como sendo a “[...] forma de aquisição tradicional, com a
biblioteca ‘comprando’ uma obra e não realizando um aluguel ou
licenciamento com prazo de duração”.

�Sobre a aquisição perpétua de livros digitais, Serra e Silva (2015, p.
23) esclarecem que “[...] os fornecedores têm um papel central, pois esta
categoria se faz representar por meio das: “editoras; agregadores de
conteúdos e distribuidores”. Já as bibliotecas, segundo a mesma autora,
têm a opção de utilizar as ferramentas digitais que mais estão adequadas
a suas estruturas e demandas, visando a atender leitores e consumidores
em geral.
Embora não se possa garantir a aquisição definitiva do material, a
aquisição perpétua consiste “[...] no pagamento único ao fornecedor para
adquirir o material desejado e ele, em teoria, será mantido em poder da
biblioteca perpetuamente” (GOMES; ZATTAR, 2016, p. 68).
A ideia de perpetuar coleções, sob a ótica dos fornecedores,
encarece preços para bibliotecas. Por sua vez, acordado valores e títulos
dentro desse modelo, as negociações sobre licenciamentos ao longo do
tempo são limitadas.
Para reduzir esses custos, pode-se verificar se na aquisição de
livros digitais por essa modalidade, o fornecedor disponibilizará
plataforma online e se fará a migração dos itens existentes no sistema na
biblioteca por meio de uma consulta única. Sobre isso, Costa e Cunha
(2015, p. 13) afirmam que “[...] normalmente ocorre por meio de uma
plataforma online que pode ser própria da biblioteca ou contratada do
mesmo vendedor dos livros por uma taxa”.
Mesmo que os pacotes sejam mais comuns nas assinaturas,
alguns fornecedores permitem que “[...] sejam adquiridas obras por área
do conhecimento, formando pacotes, o que pode baratear a aquisição de
acordo com a quantidade de títulos presentes no conjunto” (SERRA,
2014, p. 37).
No tocante aos procedimentos necessários para a aquisição
perpétua é importante garantir vantagens em relação aos valores
praticados título a título ou nos pacotes e ainda garantindo acessos
simultâneos e ilimitados por usuários que utilizem à plataforma de
empréstimos. Esse acesso aos livros, “[...] geralmente é feito através de
uma plataforma online, pode ser realizado pela própria biblioteca ou
contratado pelo fornecedor por uma determinada taxa anual de
manutenção” (GOMES; ZATTAR, 2016, p. 68).
4 ASSINATURAS
Para Serra (2015, p. 125) a definição para este modelo de negócio
é compreendida como “[...] o licenciamento de diversos títulos, reunidos
em pacotes. Pacotes esses, que selecionados por critérios não definidos
pelas bibliotecas, disponíveis por um período de tempo definido e
eventualmente com títulos de edições não tão recentes.

�É preciso perceber que esse modelo de negócio, o controle de
acesso será responsabilidade do distribuidor, embora segundo Gomes e
Zattar (2016, p. 69) “[...] a cobrança é mais simples, pois quando o
pagamento é efetuado anualmente a taxa da plataforma já está inclusa”.
Outra questão pertinente, diz respeito à escolha dos títulos desses
pacotes. “Os contratos de assinatura normalmente são centrados em
pacotes de títulos que são definidos pelo fornecedor” (SERRA; SILVA,
2016, p. 110).
Se considerarmos determinadas áreas do conhecimento – como o
direito por exemplo – em que pode haver prejuízo caso a biblioteca não
oferte sempre as últimas edições de suas obras, Serra (2015, p. 127)
ressalta que o “[...] modelo de assinatura pode proporcionar agilidade na
atualização de títulos que apresentam modificações de conteúdo
frequentes”.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se a importância de se inteirar sobre as questões
envolvendo a inclusão de livros digitais, características da oferta de cada
um dos modelos de negócio disponíveis por fornecedores de livros
digitais, os custos dessa aquisição e as reais necessidades de consumo
de um conteúdo pela comunidade que se deseja servir.
Analisando aspectos e características de cada um dos modelos
pesquisados, verifica-se sobre o modelo de aquisição perpétua que:
a) [...] mesmo que a biblioteca já tenha pagado pelo direito ao
acesso, também é necessário que exista uma plataforma online que é a
partir de onde os usuários vão efetivamente acessar o material adquirido”
(COSTA E CUNHA, 2015, p. 13).
b) caso a biblioteca adquira com regularidade títulos que sofrem
atualizações frequentes (novas edições ou conteúdos etc.), este não é o
modelo adequado (SERRA, 2014, p. 123).
c) a biblioteca deve realizar o licenciamento das novas edições
(SERRA, 2015, p. 123).
d) O orçamento é impactado e a “[...] prática de altos preços, com
valores superando as publicações impressas” (SERRA, 2015, p. 124).
Ressalta-se que, embora o processo de aquisição de títulos seja
similar à aquisição de coleções impressas, os custos envolvidos na
aquisição perpétua são mais elevados, além da inclusão de novas
edições ser limitada a um novo licenciamento entre bibliotecas e
fornecedores.

�Já em relação ao modelo de assinaturas, os aspectos a serem
observados são:
a) a possibilidade do bibliotecário selecionando títulos ou conjunto
de obras de seu interesse, de acordo com os critérios permitidos pelo
fornecedor (SERRA, 2015, p. 126).
b) para o uso da obra é necessário o pagamento, dependendo de
acordo de renovação para a continuidade deste acervo na biblioteca
(COSTA; CUNHA, 2015, p. 14).
c) pode ocorrer a inclusão e/ou exclusão de títulos no pacote,
sendo necessário atualizar os dados existentes no catálogo, garantindo
assim que os usuários possam utilizar os recursos licenciados (SERRA,
2015, p. 126).
d) agilidade na atualização de títulos que apresentam modificações
de conteúdo frequentes. Isso deve ser considerado por instituições que
trabalham com conteúdo específicos que sofrem atualizações frequentes
(SERRA, 2015, p.127).
e) quando uma nova edição é lançada, esta passa a ficar
disponível aos usuários (SERRA; SILVA, 2015, p. 23).
Acerca desse modelo, embora com preços mais convidativos,
deve-se garantir a inclusão de edições atualizadas automaticamente
mediante a periodicidade acordada. Isso também representa desconforto
a usuários que porventura consultem obras já retiradas do pacote pelo
distribuidor sem aviso prévio. Além disso, os pacotes oferecidos não
devem ter apenas títulos com baixa procura e na plataforma devem ser
garantidos o acesso irrestrito e simultâneos dos usuários.
Como reflexão final, ao tratar das questões da aquisição de livros
digitais em bibliotecas, amplia-se a necessidade de conhecer
características e condições de negociação demandas por conteúdos
digitais de um público não presencial. Além disso, as negociações
envolvendo profissionais e fornecedores deve priorizar a realidade
financeira das instituições mantenedoras das bibliotecas.
Reis (2017, p. 48) evidencia uma preocupação em relação à
postura dos dirigentes de bibliotecas já que é necessário “[...] definir
formas adequadas de aquisição e empréstimo de livros digitais, de modo
que essas instituições e seus usuários não sejam prejudicados”. Esse
prejuízo reflete influências da cultura organizacional, da visão limitada ou
não desses gestores e do conceito de que bibliotecas ainda são espaços
de preservação e memória de coleções impressas.
Por fim, recomenda-se a pesquisa para profissionais já envolvidos
ou interessados em conhecer melhor as características de duas das

�modalidades que permitem a inclusão de livros digitais, prioritariamente
em bibliotecas universitárias.
REFERÊNCIAS
COSTA, Raquel Pereira; CUNHA, Murilo Bastos da. Modelos de
negócios de livros eletrônicos para bibliotecas, Inf. &amp; Soc.:Est., João
Pessoa, v. 25, n. 3, p. 7-19, set./dez. 2015. Disponível em:
&lt;http://www.congressodolivrodigital.com.br/arqtrabalhoscientificos/2014/TC2014-raquel-pereira-costa290614194029.pdf&gt;. Acesso em jun. 2017.
GOMES, Juliana da Silva; ZATTAR, Marianna. Modelos de negócio para
aquisição de livros eletrônicos. Revista Conhecimento em Ação, Rio de
Janeiro, v. 1, n. 1, jan/jun. 2016. Disponível em: &lt;
https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/2938/2785&gt;. Acesso em:
08 jul. 2017.
REIS, Juliani Menezes dos. O uso dos e-books por professores de
universidades federais: novos olhares sobre as bibliotecas. 2017.
Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro Universitário La Salle,
Canoas, 2017. 149 f. Disponível em: &lt;
https://biblioteca.unilasalle.edu.br/docs_online/tcc/mestrado/educacao/2
017/jmreis.pdf&gt;. Acesso em: 20 jul. 2017.
SERRA, Liliana Giusti. Os livros eletrônicos e as bibliotecas. 2015.
Dissertação (Mestrado em Cultura e Informação) – Escola de
Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
175 f. Disponível em: &lt;
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-01122015101516/publico/LILIANAGIUSTISERRA.pdf&gt;. Acesso em: 14 jul. 2017.
______. Livros digitais e Biblioteca. Rio de Janeiro: FGV, 2014.
SERRA, Liliana Giusti; SILVA, José Fernando Modesto da. Livros digitais
em bibliotecas. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO, 16., 2015, João Pessoa. Anais... João Pessoa:
UFPB, 2015. Disponível em: &lt;
http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2015/enancib2015/pap
er/do wnload/2694/1168&gt;. Acesso em: 28 jun. 2017.
______. Livros digitais licenciados e os modelos de negócios transitórios.
Prisma.com, n. 32, p. 105-126, 2016. Disponível em:&lt;
http://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/download/2215/2056&gt;
Acesso em: 10 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32113">
                <text>MODELOS DE NEGÓCIOS E LIVROS DIGITAIS EM BIBLIOTECAS: AQUISIÇÃO PERPÉTUA E ASSINATURAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32114">
                <text>Francisca Lima Luiz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32115">
                <text>Jorge Cativo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32116">
                <text>Edinara Sobrinho da Silva Cativo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32117">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32118">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32120">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32121">
                <text>O resumo tem o objetivo de apresentar aspectos e características da aquisição perpétua e das assinaturas enquanto modelos de negócios oferecidos na comercialização e aquisição de livros digitais em bibliotecas. Identifica à luz da literatura, os principais conceitos sobre cada um dos modelos, indicando recomendações e benefícios sob a ótica das bibliotecas. Metodologicamente, trata de uma pesquisa bibliográfica que investigou em livros impressos e fontes em meio digital, aspectos sobre a incorporação de livros digitais envolvendo esses dois modelos de negócios. Resulta na indicação de aspectos e características que consideram a necessidade de escolha entre aquisição perpétua ou assinaturas como modelo de negócio adotável em bibliotecas. Espera-se que sejam ampliadas as reflexões sobre as negociações envolvendo aquisições de livros digitais em bibliotecas. Recomenda-se a pesquisa a bibliotecários envolvidos ou interessados em apoiar decisões envolvendo a inclusão de livros digitais em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66678">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2714" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1796">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2714/1828-1845-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6c4c4d2dc3c5f1ca025ed859360b9c98</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32112">
                    <text>Metáfora da biblioteca perfeita e do usuário satisfeito: o relato de
experiência sobre o estudo de usuários

Mírian Cristina de Lima (UNIFOR) - mirian@unifor.br
Resumo:
Esse trabalho objetivou entender a visão dos usuários sobre as bases de dados, capacitações e
outros serviços ofertadas pela Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza (Unifor).
Apresentou de forma lúdica por meio de uma metáfora a realidade de um bibliotecário que
considera suas ações suficientes e não consulta os seus usuários. O relato de experiência teve
por base a parceria entre Biblioteca e o Curso de Engenharia de Produção, especificamente
com duas turmas dos alunos do oitavo semestre da disciplina de Pesquisa Operacional II. O
principal tema discutido foi o estudo de usuários, tendo como premissa que o usuário é o único
motivo para a existência de uma biblioteca, ele deve ser fundamental para o ponto de mutação
da biblioteca na atual conjuntura.
Palavras-chave: Estudo de usuário. Biblioteca universitária. Novas tecnologias.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução
As bibliotecas estão tendo que se adaptar as mudanças tecnológicas e ao perfil dos
usuários mais conectados as novas tecnologias. Para tanto é de suma importância
entender as necessidades e os anseios desse público no contexto de uma biblioteca
universitária, que tem como tripé o ensino, a pesquisa e a extensão.
Os estudos de usuários auxiliam no desenvolvimento de ações, projetos e serviços
dentro das bibliotecas há anos, vale salientar que é um instrumento que pode ser
aplicado para as tomadas de decisões e posteriormente a implantação para avaliação
da qualidade.
Cabe aos bibliotecários entender a importância desse estudo, deixando de fazer
apenas os processos técnicos de uma biblioteca, como: catalogação, ordenação e
empréstimos etc, para buscar conhecer as necessidades de seus usuários
A metáfora que se segue relata de uma forma lúdica o pensamento de um
bibliotecário que considera que os processos básicos de uma biblioteca suficientes.
Metáfora da biblioteca perfeita e do usuário satisfeito1
Era uma vez...
Uma rainha que trabalhava em uma bela, grande e perfeita biblioteca.
Ela tinha uma forma de organizar as informações que fazia as pessoas alegres e
sábias. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho mágico.
Um dia, querendo avaliar sua bela biblioteca, ela perguntou ao espelho:
- Espelho, espelho meu, existe algum usuário mais satisfeito do que meu?
O espelho olhou bem para ela e respondeu:
- Minha rainha, os tempos estão mudados, as bibliotecas não são mais compostas
apenas por livros físicos, depois do advento da Internet muitas passaram a ser
consideradas bibliotecas híbridas, por possuírem recursos tanto digitais quanto

1

Metáfora baseada na tradução da professora Clarilza Prado de Souza do livro: PATTON, Michael Quinn.
Utilization-Focused Evaluation. 4. ed. Londres: Sage, 2008.

�impressos. Esta não é uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder
a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros.
Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:
- Como assim?
- Veja bem, respondeu o espelho. — Em primeiro lugar, preciso saber por que Vossa
Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com minha resposta.
Pretende apenas levantar dados sobre o uso da sua biblioteca? Pretende examinar
seu nível de satisfação dos usuários, comparando-o com o de outras bibliotecas, ou
sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria biblioteca, sem nenhum
critério externo? É uma avaliação considerando uma norma ou critérios
predeterminados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se
pretende fazer uma classificação dos resultados.
E continuou o espelho:
- Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina com que base devo fazer essa
avaliação. Devo considerar a quantidade de empréstimos, o número de acessos pela
catraca, acessos as plataformas de livros digitais ou ao Portal de Periódicos CAPES?
Quem devo consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os
usuários que frequentam a biblioteca de forma presencial, vou ter um padrão de
resposta; por outro lado, se escolher quem usa o acervo digital, terei outra resposta.
Depois, ainda tem o seguinte — continuou o espelho: — Como vou fazer essa
avaliação? Devo utilizar análises continuas? Posso utilizar algum questionário para
verificar o grau de satisfação? Utilizo a observação? Será uma análise quantitativa
ou qualitativa?
- Finalmente, concluiu o espelho, — Será que estou sendo justo? Tantos são os pontos
a considerar...”
A rainha ficou imaginando o que fazer para obter resposta.
Reflexões e comentários sobre o texto
A resposta para a metáfora é a realização do estudo de usuários. Esse trabalho
objetivou entender a visão dos usuários sobre as bases de dados, capacitações e
outros serviços ofertadas pela Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza
(Unifor).
Para tal ação foi firmada uma parceria entre a Biblioteca e o Curso de Engenharia de
Produção, especificamente com duas turmas dos alunos do oitavo semestre da
disciplina de Pesquisa Operacional II. Um primeiro encontro foi marcado em sala de
aula onde foram repassadas as principais informações sobre as bases de dados, os

�treinamentos, o uso e o número de acessos etc. Foi utiliza a técnica de sala de aula
invertida, com o intuito de engajar os alunos aos serviços e melhor utilização do
tempo e conhecimento dos usuários. Em outros momentos atendemos as equipes
que tinham interesse em obter melhores informações.
Os resultados dos trabalhos foram apresentados no "Dia T, o evento é organizado
pelo Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), esse ano aconteceu no dia 30 de maio
de 2017. O evento tem como objetivo principal apresentar trabalhos acadêmicos
desenvolvidos nas disciplinas dos cursos de tecnologia, incentivando a
interdisciplinaridade e a troca de conhecimentos entre alunos, professores e
sociedade. Nesse dia todas as equipes apresentaram os trabalhos, já que os trabalhos
eram como requisito final para composição da média final da disciplina.
Foi uma experiência inovadora e surpreendente, pois obtivemos um olhar diferente
das nossas ações já existentes e outras perspectivas para melhorias. Enquanto
profissionais da informação devemos sair das nossas salas e tentar perceber a
atuação da biblioteca na instituição, nas salas de aulas, na visão dos alunos e dos
professore etc.
“[...] os especialistas de informação devem tomar consciência do fato que a
finalidade de sua profissão é o serviço aos usuários; devem ter a capacidade
de desvendar suas necessidades e de traduzi-las em demandas; devem
adaptar seus serviços em função da evolução da demanda e das técnicas: e
aceitem colaborar com os usuários.” (GUINCHAT; MENOU, 1994, p. 482).

O usuário é o único motivo para a existência de uma biblioteca, ele deve ser
fundamental para o ponto de mutação da biblioteca na atual conjuntura.

Referências
BAPTISTA, S. G.; CUNHA, M. B. Estudo de usuários: visão global dos métodos de
coleta de dados. Perspect. Ciênc. Inf., Belo Horizonte, v. 12, n. 2, ago. 2007.
Disponível em:&lt; http://www.scielo.br/pdf/pci/v12n2/v12n2a11.pdf&gt;. Acesso em:
14 junho 2017.
GUINCHAT, C.; MENOU, M. Os usuários. In: GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel.
Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação.
2.ed. rev. aum. Brasília: IBICT, 1994.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32105">
                <text>METÁFORA DA BIBLIOTECA PERFEITA E DO USUÁRIO SATISFEITO: O RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O ESTUDO DE USUÁRIOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32106">
                <text>Mírian Cristina de Lima</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32107">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32108">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32110">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32111">
                <text>Esse trabalho objetivou entender a visão dos usuários sobre as bases de dados, capacitações e outros serviços ofertadas pela Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza (Unifor). Apresentou de forma lúdica por meio de uma metáfora a realidade de um bibliotecário que considera suas ações suficientes e não consulta os seus usuários. O relato de experiência teve por base a parceria entre Biblioteca e o Curso de Engenharia de Produção, especificamente com duas turmas dos alunos do oitavo semestre da disciplina de Pesquisa Operacional II. O principal tema discutido foi o estudo de usuários, tendo como premissa que o usuário é o único motivo para a existência de uma biblioteca, ele deve ser fundamental para o ponto de mutação da biblioteca na atual conjuntura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66677">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2713" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1795">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2713/1827-1844-1-PB.pdf</src>
        <authentication>be46a236a8aae2627f1f30b69f9f1186</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32104">
                    <text>LIVROS PARA ENTENDER A CRISE: A EXPOSIÇÃO COMO
PROCESSO DE DIFUSÃO CULTURAL EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

André de Souza Pena (UFMT) - andresouzapena@gmail.com
Resumo:
O artigo analisa a literatura pertinente a temática da exposição mais especificamente como
prática recorrente em museus vis a vis a possível sistematização desta atividade em
bibliotecas como um dos elementos impulsionadores de um uso mais efetivo das
potencialidades do acervo, tendo em vista no caso específico deste trabalho a situação de crise
atual, com a exposição denominada: livros para entender a crise. Faz alguns apontamentos de
como foi realizada a exposição e seu processo de curadoria apresentando alguns resultados da
exposição. Conclui-se o trabalho evocando a participação da biblioteca e da universidade na
construção de uma cultura de leitores capazes de compreender melhor a grave crise atual.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Exposição. Livros. Crise. Cultura
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
A situação de crise atual traz uma série de interpretações e possíveis incorreções sobre
suas causas e desdobramentos para a sociedade em geral. A imprensa, mais modernamente as
redes sociais, veiculam informações (e notícias) sobre os acontecimentos, porém, promovem
contradições hermenêuticas, dificultando uma compreensão crítica da crise atual, sobretudo
para aqueles com nível cultural mais passível ao pensamento dominante. A universidade
moderna, tendo como essência a formação de um senso crítico pode subsidiar o conhecimento
tanto da comunidade acadêmica quanto do seu entorno. Da mesma forma a biblioteca, como
instituição guardiã e promotora do livro enquanto fonte de cultura e conhecimento, através do
estimulo ao uso do acervo colabora na propagação de uma visão mais congruente com a
verdade fatual da atual conjuntura social. A exposição é uma dessas vias de promoção do
acercamento do livro com os usuários, sejam os reais ou os potenciais.
Os livros, uma vez catalogados e incorporados ao acervo estão em exposição
permanente, dado de que a maioria das bibliotecas permite aos usuários o livre acesso às
estantes. O usuário contumaz e cônscio de suas próprias necessidades é capaz de ter acesso ao
livro com uma consulta ao catálogo ou diretamente nas estantes. Contudo, esta prática não é
tão comum para a maioria dos usuários, muitos inclusive não frequentam a biblioteca ou vão
exclusivamente para estudar, sem a curiosidade ou o tempo para simplesmente andar pelas
estantes e escolher um livro de seu interesse para além daquilo que é recomendado à sua
formação profissional. Para esse público pouco afeito à biblioteca, ao livro, e para todos os
que necessitam de sugestões de leitura a exposição parece ser uma ótima forma de estimular
um maior uso do acervo bibliográfico.
A exposição nos museus faz parte de sua própria existência. Diferentemente das
bibliotecas cujo acervo é composto fundamentalmente de livros, os quais para além de sua
forma requerem a leitura para compreensão, o acervo museal é composto de realias cuja
apreciação é fundamentada, ao menos em parte, no aspecto visual1. Assim, verifica-se que “a
exposição é a matéria visual dos museus. Ou seja, a exposição é um dos aspectos da
museografia que se realiza concretamente para o público, usando da tecnologia que o museu
possui para tal fim” (SANTOS, 2011, p. 21). Se no museu a exposição é a concretização da
relação com o público, talvez para a biblioteca a exposição bibliográfica, como a arte de
explorar particularidades do acervo, pode ser um dos momentos de celebração da relação
direta com seu usuário similarmente ao processo de trabalho do museu.
Considerando ainda a centralidade da exposição para o museu, para além daquilo que
o caracteriza como guardião de obras de arte, pode-se pensar que a biblioteca reúne livros de
cunho histórico, técnico-científico e artístico e, nesse sentido, para agir além da preservação
precisa expor de modo mais efetivo seu acervo.
Por outro lado, se a exposição é um dos pilares do trabalho no museu, já para a
biblioteca caracteriza-se quase como uma atividade acessória, isso talvez pela centralidade de
aspectos técnicos no fazer bibliotecário, mas também pela limitação de pessoal. Conforme
observou Crivellari e Sima (2014), por vezes atividades de incentivo à leitura não são
1

Sobre este aspecto é preciso destacar que “o amor pela arte”, nos termos de Bourdieu (2007), se dá
muito mais por uma construção social do que pelas impressões sensoriais. Neste sentido, percebe-se
uma complementariedade das obras de artes e a literatura em geral, sendo que uma reafirma o desejo
pela outra.

�realizadas a contento, porque o bibliotecário, mesmo em bibliotecas universitárias como foi o
caso avaliado pelas autoras, por vezes trabalha sozinho, dificultando sobremaneira a
realização das várias atividades demandadas pelo trabalho bibliotecário.
No tocante à exposição de per si, percebe-se que a seleção daquilo que será exposto é
um discurso indutor da construção de conhecimentos não isentos ou imparciais (IDJERAQUI;
DAVALLON, 2002 apud SANTOS, 2011, p. 181). Isso posto, verifica-se o caráter do quão
livre a instituição manifesta-se inclusive em relação a questões polêmicas. Essa natureza da
exposição, todavia, não desabilita o rigor da seleção de obras pertinentes ao tema proposto.
Obviamente, por isso, requer um conhecimento daquele que se propõe a curadoria da
exposição.
A prática da exposição em bibliotecas escolares é relatada por Souza e Moreira (2016).
Os autores ao perceberem nos usuários a substituição da leitura do livro pelo filme, decidiram
criar um espaço na biblioteca chamado: “Não julgue um livro pelo filme”. A partir desta
iniciativa surgiu a exposição: “O livro além das páginas”, dividida em várias seções temáticas,
as quais além da exposição de livros contou com a exibição de filmes e áudios de músicas
compostas a partir da inspiração de livros. A exposição foi muito bem avaliada pelos
frequentadores e ainda segundo Souza e Moreira (2016, p. 154) a dimensão cultural é
fundamental no trabalho bibliotecário e “[...] as obras utilizadas como fonte de inspiração para
outras expressões artísticas são um grande estímulo para o incentivo à leitura, pois despertam
a curiosidade, sentimentos, sensações e sentidos”. Mesmo que se possa fazer uma
generalização desta assertiva para as bibliotecas em geral, relata-se, a seguir, uma iniciativa
de exposição a qual se justifica pela incorporação de uma diferenciação teórica, qual seja: a
comparação da atividade com o trabalho museal, bem como a carência de estudos desta
natureza.
A exposição, ora relatada, foi realizada como parte de uma atividade proposta em sala
de aula, culminando no evento maior, onde os alunos fizeram demonstrações das várias fontes
de informações disponíveis para a comunidade interna e externa à universidade. A exposição
dos livros, portanto, deu-se fora do espaço da biblioteca durante os três dias que durou o
evento. Posteriormente a exposição foi transferida para o interior da biblioteca, mas nesta fase
apenas com a fotocópia das capas dos livros, permanecendo por aproximadamente doze
meses, tendo em vista que manter os livros fora da estante por um período longo complica a
localização do usuário, habituado a procura-lo na estante.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
O mote da crise serviu de inspiração para a realização de uma exposição, intitulada:
“Livros para entender a crise”. Esta exposição fez parte de um projeto maior, denominado:
“Semana da Referência”, cujo objetivo foi apresentar os serviços de referência e informação
disponíveis à comunidade acadêmica, no período de 18 a 20 de abril de 2016, sendo a amostra
e a exposição realizadas concomitantemente no corredor central do Instituto de Ciências
Humanas e Sociais (ICHS), por ser um local de fácil acesso e passagem de todos os alunos
para a cantina da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Rondonópolis. A exposição
visou estimular o uso do acervo da Biblioteca, com vistas a contribuir para o debate da
comunidade acadêmica sobre as várias crises presentes no Brasil e no mundo.

�Os livros selecionados para a exposição foram exibidos em estantes do tipo
mostruário, possibilitando aos usuários o livre manuseio. A seleção ou o processo de
curadoria foi feita a partir do catálogo e opinião de especialistas. Houve indicações de
professores e bibliotecários aos quais tivemos acesso mais facilmente por meio de contato
pessoal ou telefônico. No catálogo da biblioteca foram realizadas buscas, tanto no campo de
título quanto no de assunto utilizando-se a palavra “crise”, sendo que se tomou o cuidado de
verificar se o livro escolhido havia preferencialmente dois ou mais exemplares para minimizar
possíveis buscas realizadas pelos usuários durante o período da exposição.
Selecionou-se aproximadamente trinta títulos divididos entre obras literárias e de
divulgação científica que tratam direta ou indiretamente a questão da crise. Os livros
literários, sobretudo os romances, relatam crises individuais vividas pelos personagens e suas
estratégias para superá-las; por outro lado os livros de caráter científico, analisam, explicam e
propõem soluções para as crises sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais. Desse
modo, percebe-se no livro um importante aliado para o enfrentamento da crise, pois propicia
aos indivíduos a formação de uma consciência crítica cidadã, contribuindo para a
transformação social.
No geral a exposição foi muito bem avaliada, com comentários do tipo: “uma
exposição bem organizada que mostra livros selecionados que para nosso atual momento são
essenciais”. Houve assinatura do livro da exposição de aproximadamente 100 pessoas. Dos
livros expostos cabe destaque para os listados abaixo, já que foram mencionados pelos cerca
de 25 visitantes que preencheram um formulário de avaliação como possíveis obras que eles
desejariam ler, conforme o quadro 1, a saber:
Quadro 1 – Livros citados na avaliação dos usuários como possível leitura futura
AMADO, Jorge. Capitães da areia. 112. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004. 256 p.
BEATTIE, Alan. Falsa economia: uma surpreendente história econômica do mundo. Rio de
Janeiro: Zahar, 2010. 293 p.
BOBBIO, Norberto. Liberalismo e democracia. São Paulo: Brasiliense, 1988. 100 p.
DE MASI, Domenico. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós-industrial. 10.
ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010. 354 p.
FONSECA, Rubem. Agosto: romance. São Paulo/ Rio de Janeiro: Companhia das Letras,
1990. 349 p.
FRANK, Anne; FRANK, Otto H. ; PRESSLER, Mirjam (Ed.). O diário de Anne Frank. 16.
ed. Rio de Janeiro: Record, 2012. 349 p.
FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da
economia patriarcal. 21. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. 573 p. (Introdução à história
da sociedade patriarcal no Brasil ; 1)
FREYRE, Gilberto. Ordem e progresso. [S.I.: s.n., 19--]
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 19 ed. São Paulo: Nacional, 1984. 292
p.
KURZ, Robert. O colapso da modernização: da derrocada do socialismo de caserna a crise
da economia mundial. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. 244 p.
ORWELL, George. A revolução dos bichos. 20. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1984. 135 p.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 107. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. 174 p.

�SANTOS, José Vicente Tavares dos; BARREIRA, César; BAUMGARTEN, Maíra
(Org.). Crise social e multiculturalismo: estudos de sociologia para o século XXI. São
Paulo: Sociedade Brasileira de Sociologia: Hucitec, 2003. 443 p.
SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira: romance. São Paulo: Companhia das Letras,
1995. 310 p.
SINGER, Paul. Crise do milagre (A): interpretação critica da economia brasileira. 8 ed. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 1989. 167 p.
TAVARES, Maria da Conceição. A economia política da crise: problemas e impasses da
política econômica. 5 ed. Rio de Janeiro: Achiame/Vozes, 1984. 141 p.
TOLSTÓI, Leon Conde. Guerra e paz. [S.l. s.n. 19--] (Romances Eternos ; 2)
TOURAINE, Alain. Após a crise: a decomposição da vida social e o surgimento de atores
não sociais. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. 213 p.
Fonte: dados da pesquisa
A exposição de livros visa, tal qual a exposição no museu, a criação de um público
cativo, com vista a superar a assimetria cultural. Para tanto, é preciso “publicar catálogos,
modernizar a apresentação das obras, animar uma associação de amigos do museu e,
sobretudo, promover exposições” (BOURDIEU, 2007, p. 132). Em bibliotecas a situação é
similar, faz-se necessário criar uma atmosfera atrativa para a disseminação da cultura do livro,
como um dos elementos centrais na aquisição de cultura no ambiente universitário e social em
geral, ou seja, dentro e fora da biblioteca. Um dos pontos não concretizados na exposição,2
que é prática corrente em vários museus, seria propiciar a comercialização de livros e/ou
objetos relacionados, para desta forma estabelecer um vínculo, no caso da biblioteca para
além do empréstimo – contribuindo para o estímulo da aquisição de obras culturais para o
espaço privado como um dos legados da escola: “única capaz de criar a atitude culta”
(BOURDIEU, 2007, p. 154).

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A disponibilidade do acervo não garante uso efetivo. Sendo assim, faz-se necessário
atividades para dinamizar e disseminar o acervo de uma biblioteca, sendo a exposição uma
destes recursos possíveis. Embora seja uma prática frequente e essencial em museus, e mesmo
com certa frequência realizada em bibliotecas públicas, centros de cultura e biblioteca escolar.
Verificou-se a carência de exposições como uma atividade sistematizada no âmbito das
bibliotecas universitárias, como uma das ferramentas de estimulo de uso do acervo para além
da denominada “exposição” das novas aquisições.
Algumas bibliotecas universitárias desempenham atividades de biblioteca escolar e até
comunitária (CRIVELLARI; SIMA, 2014). Portanto, interage com um público bastante
diverso e a leitura é tema central, pois a biblioteca é utilizada como espaço para atividades
escolares, atende a comunidade externa para aqueles que desejam prestar concurso público
e/ou usuários que simplesmente desejam ler os periódicos diários e/ou semanais. Muito
2

Houve um desejo inicial de oferecer a venda de livros paralelamente à exposição dos livros da
biblioteca, infelizmente não foi possível, naquele momento, o estabelecimento de uma parceria com
uma livraria da cidade.

�embora no âmbito acadêmico o acervo seja bastante centrado na formação profissional, a
universidade abriga – como desejável- uma diversidade enorme de livros que além da
formação estritamente profissional possibilitam ampliar a bagagem cultural de seus usuários.
Como forma de contemplar a diversidade cultural da universidade e seu compromisso
com as questões sociais, a exposição transforma-se numa oportunidade de ampliar e
potencializar o uso do acervo bibliográfico. Ainda que a atividade de leitura seja um ato
solitário e individual, o estímulo via exposição do livro fora do ambiente usual das estantes,
pode contribuir para fomentar o interesse, amiúde, latente ou postergado diante das várias
atividades acadêmicas as quais os alunos do ensino superior são submetidos. Ademais, o livro
como objeto preserva uma característica única do ponto de vista da amplificação da
capacidade de análise e entendimento da realidade em que vivemos, ainda mais nesse
contexto de crise, econômica e social, quase sem precedentes na história.

REFERÊNCIAS
BOURDIEU, Pierre. O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seu público. 2. ed. São
Paulo: Edusp, 2007.
CRIVELLARI, Helena Maria Tarchi; SIMA, Aline. Biblioteca universitária, escolar e
comunitária: o caso da Biblioteca Comunitária 'Professora Ebe Alves da Silva' do IFMG.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 14, p. 28-48, 2016.
IDJÉRAQUI, Linda; DAVALLON, Jean. Le Témoignage peut-il devenir un objet de musée?
In: RECHERCHES RÉCENTES EN SCIENCES DE L’INFORMATION CONVERGENCES
ET DYNAMIQUES. Actes du Colloque MICS-LERASS, 21-22 mars 2002. Toulouse:
ABDS Éditions, 2002.
SANTOS, Vania Carvalho Rôla. Gestão, informação e comunicação museológica: um
estudo comparativo entre pequenos e médios museus brasileiros e franceses. 2011. 267 f. Tese
(Doutorado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
SOUZA, Alan Cruz de; MOREIRA, Daniel do Nascimento. O livro além das páginas:
despertar o desejo pela leitura por meio de uma exposição. Revista Conhecimento em Ação,
Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 148-161, jan./jun. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32097">
                <text>LIVROS PARA ENTENDER A CRISE: A EXPOSIÇÃO COMO PROCESSO DE DIFUSÃO CULTURAL EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32098">
                <text>André de Souza Pena</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32099">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32100">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32102">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32103">
                <text>O artigo analisa a literatura pertinente a temática da exposição mais especificamente como prática recorrente em museus vis a vis a possível sistematização desta atividade em bibliotecas como um dos elementos impulsionadores de um uso mais efetivo das potencialidades do acervo, tendo em vista no caso específico deste trabalho a situação de crise atual, com a exposição denominada: livros para entender a crise. Faz alguns apontamentos de como foi realizada a exposição e seu processo de curadoria apresentando alguns resultados da exposição. Conclui-se o trabalho evocando a participação da biblioteca e da universidade na construção de uma cultura de leitores capazes de compreender melhor a grave crise atual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66676">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2712" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1794">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2712/1826-1843-1-PB.pdf</src>
        <authentication>02360c0d183a96022913453f4f781cf3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32096">
                    <text>Leitura nas redes sociais: breves considerações acerca de
visibilidade e mediação literária

Lucilene Cordeiro da Silva Messias (UNESP) - lucy_messias@yahoo.com.br
Oswaldo Francisco Almeida Júnior (UNESP/UEL) - ofaj@ofaj.com.br
Resumo:
Introdução: Reflete a mediação de informações literárias no contexto dos ambientes digitais.
Considerando que
os sites de redes sociais possibilitam novas formas de compartilhamento e socialização da
leitura e que esse
movimento desencadeia ações de mediação de informação literária, presume-se relevante
investigar como as
redes sociais interferem na produção, visibilidade e consumo dos artefatos culturais. Embora
seja uma discussão
relevante no âmbito das ciências sociais aplicadas, o fenômeno carece de investigações que
possam dimensionar
os reais impactos que as redes sociais provocam nas relações estabelecida entre autores,
leitores e entre os
mediadores de leitura. Objetivo: A pesquisa de caráter exploratório e bibliográfico visa
apresentar um panorama
de como esse fenômeno tem sido compreendido pelos pesquisadores brasileiros, qual o
entendimento acerca do
papel do leitor nesse contexto e se a Ciência da Informação apresenta alguma vertente de
investigação. Método:
Para a reunião e compilação da bibliografia envolvendo a temática foi realizada uma pesquisa
no Portal de
Periódicos da Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e Google publicados numa
extensão temporal
inferior a 10 anos. Conclusões: O protagonismo do leitor frente as novas possibilidades
colaborativas das
plataformas de comunicação faz emergir uma nova realidade onde leitores, autores e
mediadores
disputam espaço e reinventam papéis.
Palavras-chave: Leitura, Literatura, Mediação, Redes sociais.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas os sites de redes sociais tem ocupado um espaço significativo no cotidiano de
indivíduos e instituições, redefinindo comportamentos e instaurando uma nova ordem comunicacional
pautado em iteratividade, compartilhamento e colaboração. Constituída em um contexto de extrema
informalidade, em pouco tempo, essas ferramentas conquistaram adeptos do mundo todo, despertando a
atenção de alguns campos disciplinares que atualmente unem esforços na tentativa de compreender esse
fenômeno social.
As redes sociais são chamadas de redes, pois os internautas estão interligados em uma rede mundial
de computadores compartilhando informações. Os usuários estabelecem relações sociais por meio de
conversas, produção e troca de informações na Internet. (SILVA; BACALGINI, 2009).
Os sites de redes sociais na internet foram definidos por Boyd e Ellison (apud RECUERO, 2009,
p.102) “como aqueles sistemas que permitem a construção de uma persona através de um perfil ou página
pessoal; a interação através de comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator”. A grande
diferença entre sites de redes sociais e outras formas de comunicação mediada pelo computador é o modo
como permitem a visibilidade e a articulação na manutenção dos laços sociais estabelecidos no espaço offline. As redes sociais aproximam indivíduos e grupos com os mesmos interesses e afinidades, formando
nichos bem articulados em prol de objetivos comuns. Para Recuero (2009, p. 24) “uma rede social é
definida como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas
conexões (interações ou laços sociais)”.
A difusão e a divulgação da leitura literária durante muito tempo esteve condicionada à atuação das
instituições educacionais e da indústria editorial na figura dos mediadores tradicionais, professores,
bibliotecários, críticos e editores. Entretanto, o ciberespaço por meio das plataformas bilaterais de
comunicação possibilitou que qualquer leitor minimamente competente possa atuar como agente ou
mediador de leitura literária.
Os blogs, as redes sociais, os sites de compartilhamento de vídeos e mais recentemente as
comunidades específicas para leitores conquistam espaço e notoriedade na atualidade, atraindo internautas
com interesse comum pelo universo literário. Estimulados pelas possibilidades colaborativas dessas
plataformas digitais, os leitores desfrutam de autonomia e ampla participação nos movimentos literários,
atuando de forma dinâmica na produção de conteúdos antes restritos ao universo da indústria cultural.
Essa nova conjuntura é marcada pelo empoderamento do leitor, em contrapartida ao esvaziamento
parcial dos poderes concedidos à indústria editorial. As novas mídias instituíram uma reconfiguração nos
vínculos, atualmente estabelecidos na minimização ou reordenação das instâncias mediadoras. Nesse
universo relacional, autores e leitores trocam de papéis, influenciando e sendo influenciados em suas práticas
de leitura e escrita. É inegável que a onipresença da tecnologia na vida cotidiana das pessoas redefine
práticas sociais e culturais, reconfigurando papéis e embutindo novos questionamentos acerca das relações
estabelecida entre os sujeitos.
O consumo de literatura é cada vez mais mediado pelas redes sociais. A condição atual das
tecnologias dá uma nova dimensão para a leitura, já que esse momento altera radicalmente as formas de ócio
e socialização dos sujeitos, que vivem com a presença multimediática e o predomínio do consumo.
(COLOMER APUD MACHIAVELL, 2017)
No entanto, o impacto dessas mídias na produção, consumo, distribuição e troca de trabalhos
literários ainda não foi mensurado a contento. Essa transformação traz novos públicos, novos espaços de
circulação da literatura e novos mediadores, transformando a obra literária de diferentes escritores em
discursos espalhados pela internet. (MALINI, 2014)
A literatura mais do que uma manifestação estética e artística é um manancial de entendimento sobre
o homem e sobre a vida. A literatura proporciona ao sujeito uma aproximação com distintas realidades, uma
forma de entender o mundo e os outros. De acordo com Afrânio Coutinho (1978, p. 9)
A literatura, como toda arte, é uma transformação do real, é a realidade recriada através do
espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e
com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma,

�independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio.

Será que a massificação da literatura nas redes sociais sugere uma maior sensibilidade literária, ou na
verdade representa apenas um estímulo ao consumo do livro como um “bem cultural”, desconsiderando seu
aspecto estético e evidenciando apenas a sua função mercadológica? O que motiva os leitores a compartilhar
interesses e experiências de leitura? Será que esse comportamento estimula efetivamente a troca e o
intercâmbio de ideias ou é apenas um exercício de vaidade? A visibilidade que a internet proporciona à
literatura, sem dúvida contribui para a difusão dessas produções culturais. Entretanto é preciso verificar em
que nível isso ocorre e qual a repercussão para os profissionais envolvidos com os programas pró-leitura,
inclusive os bibliotecários.
As transformações em curso nos motiva a fazer uma ampla reflexão acerca de como as redes sociais
interferem e influenciam nas práticas de leitura contemporâneas, transformando experiências de leitura
outrora individuais em experiências coletivas, e como esses espaços de compartilhamento e socialização tem
reconfigurado a percepção e a postura dos sujeitos leitores, autores e mediadores.
Por ser uma temática pouco explorada optou-se por fazer uma revisão de literatura no sentindo de
traçar um panorama acerca de como essas questões têm sido assimiladas pelos campos disciplinares
vinculados às ciências sociais aplicadas no Brasil. A delimitação territorial se deve ao fato de que a leitura
literária no país ainda não atingiu o merecido status e continua subjugando a uma ação secundária no
processo de ensino de aprendizagem.
Nos interessa saber em especial se a Ciência da Informação também está atento a essas
transformações e de que forma pode contribuir para a compreensão da nova realidade que se instaura,
realizando aportes com outras áreas correlatas que se interessam pelo universo da leitura no contexto digital.
Para tanto nos valemos da pesquisa bibliográfica e exploratória de cunho qualitativo e quantitativo.
O corpus da pesquisa foi constituído de artigos de periódicos, trabalhos publicados em anais de eventos e
teses e dissertações publicados no Brasil nos últimos 10 anos. A busca bibliográfica concentrou-se no Portal
de Periódico da Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e no Google.
Como previsto foram recuperados poucos documentos, apenas 14, sendo 5 dissertações, 1 tese, 5
artigos de periódicos e 4 trabalhos apresentados em eventos, demonstrando ainda uma certa carência em
estudos que investigue a dinâmica existente entre as redes sociais e a leitura literária.

METODOLOGIA
Por abordar um fenômeno relativamente recente no campo das ciências sociais aplicadas considerase pertinente uma revisão de literatura no intuito de identificar as questões preliminares e pertinentes que
permeiam o universo de pequisa como norteadores de ações futuras. A pesquisa bibliográfica sendo o ponto
de partida fornece elementos cruciais para o desenvolvimento de investigações mais aprofundadas. De
acordo com Lakatos e Marconi (2001, p. 183):
[...] a pesquisa bibliográfica, “[...] abrange toda bibliografia já tornada pública em relação
ao tema estudado, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas,
monografias, teses, materiais cartográficos, etc. [...] e sua finalidade é colocar o
pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre
determinado assunto [...]

Devido à atualidade do tema e o recente olhar da ciência para as questões envolvendo leitura
literária em ambientes digitais, optou-se por fazer uma investigação geral que contemplasse a temática não
só no âmbito da Ciência da Informação mas todas as possíveis áreas correlatas que apresentam o mesmo
foco de interesse, no intuito de estabelecer possíveis aportes de compreensão do fenômeno.
O corpus da pequisa é composto por artigos de periódicos, trabalhos apresentados em eventos e
teses e dissertações recuperadas nas bases de Dados: Portal de Periódico da Capes, Biblioteca Digital de

�Teses e Dissertações e Google e que foram publicados nos últimos 10 anos. Sendo utilizado a estratégia de
busca: (leitura or literatura and redes sociais).
A pesquisa de caráter qualitativa e do tipo bibliográfica e exploratória utiliza-se da técnica de
Análise de Conteúdo para análise dos dados. A análise de conteúdo é um “[...] conjunto de técnicas de
análise das comunicações [...]” (BARDIN, 1977, p. 30).
No intuito de estabelecer um panorama de como os ambientes digitais, em especial, as redes sociais
influenciam em novas práticas de produção, circulação e recepção da leitura literária, optou-se por
categorizar os principais núcleos de investigação: Leitor ; Autor ; Mediador, de modo a compreender as
práticas de leitura dos leitores, e as questões mais significativas envolvendo a autoria e a mediação.

RESULTADOS
Previsivelmente, nos últimos 10 anos poucos pesquisadores se dedicaram ao estudo do fenômeno.
Os campos científicos mais representativos foram Letras e Literatura. Os demais campos: Comunicação,
Ciência da Informação e Linguística tiveram participação equivalente e equilibrada. De modo geral há uma
carência muito grande de investigações sobre a leitura em ambientes digitais. A maior parte das pesquisas
restringiu-se as dinâmicas de leitura e escrita no cerne de um determinado site de rede social: como
facebook, skoob ou twitter.
Após analisar as investigações é possível considerar que :
 As práticas de leitura nas redes sociais são norteadas pelos elos e por compartilhamentos de
experiências de leitura que transformam um ato solitário em um ato compartilhado. Mesmo que a
leitura tenha sido realizada individualmente há uma construção coletiva a partir da troca e do
compartilhamento de experiências e impressões entre os leitores;
 Valorização da cultura da fragmentação: o leitor ao se identificar afetivamente com o trecho de uma
obra, se apropria daquele fragmento, podendo criar nossos significados a partir daquele recorte por
meio de uma combinação de linguagens.
 As mudanças mais significativas relacionados as práticas de leitura estão associadas ao
protagonismo do leitor;
 Dificuldade em se estabelecer os limites precisos entre o papel do leitor autor e mediador: é
perceptível uma diluição de fronteiras que coloca o leitor muitas vezes como autor, crítico e
mediador de literatura.
 A possibilidade de criação coletiva sugere novos gêneros de literatura que dizima a responsabilidade
e clama por de novos parâmetros de análise e apreciação;
 Anseio por parte dos leitores em reconhecer os autores como ícones da cultura pop, quase
celebridades: os autores estão sendo conclamados a participar mais efetivamente das redes sociais,
estampar capas de revista, participar de entrevistas, em outras palavras estar na mídia em constante
evidência;
 No Brasil os autores campeões em citação e número de páginas nas redes sociais são: Clarice
Lispector, Caio Fernando de Abreu, Machado de Assis e Paulo Leminski;
 Leitores assumindo o papel de mediadores sociais centrais: mesmo na inexistência de um mediador
institucional a atuação de influenciadores sociais. De acordo com Furtado (2013) esses mediadores
sociais centrais atuam como interventores naturais nas preferências e práticas de leitura dos outros




participantes da rede;
Ressignificação da noção de autoria e mixagem de conteúdos;
Propagação de termos como microcontos, nanocontos, ciberliteratura e twitteratura;
A mediação assumida pelo leitor está associado aos afetos em relação à obra e não necessariamente à
qualidade literária da obra: há uma tendência a exaltar obras que de alguma forma despertam algum tipo de
sentimento.

CONCLUSÕES
Há ainda certa fragilidade e poucos pontos de convergência nas pesquisas que retratam a leitura
literária em ambientes digitais, em especial, nas redes sociais no Brasil. Isso se deve a multiplicidade de

�abordagens possíveis para a leitura no ciberespaço e o ponto de interesse comum a cada um dos campos
científicos. A Ciência da Informação representado pela tese de doutorado da Furtado (2013) aponta para uma
questão bastante interessante que é a abordagem do leitor enquanto “mediador social central”. A mediação é
um dos pontos chaves da Ciência da Informação e merece destaque ao se abordar a leitura e o novo papel do
leitor nas redes sociais de leitura.
O protagonismo do leitor frente as novas possibilidades interativas e colaborativas das plataformas
de comunicação faz emergir uma nova realidade onde leitores, autores e mediadores disputam espaço e
reinventam papéis. Essa é uma discussão emergente e urgente no âmbito das Ciências Sociais aplicadas e
oferecem um campo fértil para o estudo social.

REFERÊNCIAS
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
FURTADO, C. C. Rede Social de Leitores e Escritores Juniores - Portal Biblon. 2013. Tese

(doutorado) – Universidade de Aveio, Departamento de Comunicação e Artes. Aveio, 2013. Acesso
em: &lt;https://ria.ua.pt/bitstream/10773/10351/1/tese.pdf&gt;. Acesso em: 10 de ago. 2015
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos metodologia científica. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2001.
MACHIAVELLI, M. A leitura de adolescentes: dados de um estudo exploratório. In: CONGRESSO
BRASILEIRA DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 40., 2017, Curitiba. Anais... Curitiba: Intercom –
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2017. Disponível em:
&lt;http://portalintercom.org.br/anais/nacional2017/resumos/R12-2127-1.pdf&gt;. Acesso em: 15 de set. 2017
MALINI, Fábio. Literatura, twitter e facebook: a economia dos likes e do RTS dos usuáriosfãs de literatura
brasileira. Revista Observatório Itaú Cultural.São Paulo:Itaú Cultural. n. 17, p. 204-233, 2014.

RECUERO, R. A. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulinas, 2009.
SILVA, A. A. O. R. da; BACALGINI, B. A biblioteca pública, a sociedade e os sites de redes sociais : orkut,
blog e twitter : comunicação na rede. In: SIMPÓSIO NACIONAL ABCIBER, 3., 2009, São Paulo. Anais
eletrônicos... São Paulo: ESPM, 2009. Disponível em: &lt;
http://www.abciber.com.br/simposio2009/trabalhos/anais/eixo1-01.html&gt;. Acesso em 03 mar. 2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32088">
                <text>LEITURA NAS REDES SOCIAIS: BREVES CONSIDERAÇÕES ACERCA DE VISIBILIDADE E MEDIAÇÃO LITERÁRIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32089">
                <text>Lucilene Cordeiro da Silva Messias</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32090">
                <text>Oswaldo Francisco Almeida Júnior</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32091">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32092">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32094">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32095">
                <text>Introdução: Reflete a mediação de informações literárias no contexto dos ambientes digitais. Considerando queos sites de redes sociais possibilitam novas formas de compartilhamento e socialização da leitura e que essemovimento desencadeia ações de mediação de informação literária, presume-se relevante investigar como asredes sociais interferem na produção, visibilidade e consumo dos artefatos culturais. Embora seja uma discussãorelevante no âmbito das ciências sociais aplicadas, o fenômeno carece de investigações que possam dimensionaros reais impactos que as redes sociais provocam nas relações estabelecida entre autores, leitores e entre osmediadores de leitura. Objetivo: A pesquisa de caráter exploratório e bibliográfico visa apresentar um panoramade como esse fenômeno tem sido compreendido pelos pesquisadores brasileiros, qual o entendimento acerca dopapel do leitor nesse contexto e se a Ciência da Informação apresenta alguma vertente de investigação. Método:Para a reunião e compilação da bibliografia envolvendo a temática foi realizada uma pesquisa no Portal dePeriódicos da Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e Google publicados numa extensão temporalinferior a 10 anos. Conclusões: O protagonismo do leitor frente as novas possibilidades colaborativas dasplataformas de comunicação faz emergir uma nova realidade onde leitores, autores e mediadoresdisputam espaço e reinventam papéis.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66675">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2711" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1793">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2711/1825-1842-1-PB.pdf</src>
        <authentication>62c6eb4ced2b2a26db33746710370c74</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32087">
                    <text>INTERNET DAS COISAS (IoT) EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
BRASILEIRAS: DIAGNÓSTICO SITUACIONAL

Thiago Lima Souza (UFS) - thiagolimasouz@gmail.com
Telma de Carvalho (UFS) - carvalhotel@gmail.com
Resumo:
A internet tornou-se um marco na sociedade contemporânea e impactou as diversas áreas,
principalmente relacionadas às inovações e, nesse sentido, começa a despontar na literatura,
especialmente na internacional, a utilização de sensores e objetos inteligentes conectados a
uma rede, a chamada Internet das Coisas (Internet of Things - IoT). Compreende-se a IoT
como a tecnologia que visa interação e dinamismo na comunicação de forma inteligente e
precisa no processo de obtenção, uso, localização e recuperação da informação, por meio da
tecnologia móvel e de sensores inteligentes instalados nos diferentes dispositivos. A partir
desses avanços tecnológicos nos debruçamos na busca das possibilidades de implantação da
tecnologia IoT em bibliotecas, onde sua implantação se vislumbra através de aplicações e
ferramentas, como: RFID para atividades como inventário, controle de usuário, empréstimos,
Geolocalização dos itens, sem mencionar os óculos inteligentes que permitem gravar e
registrar eventos ocorridos, tradução simultânea de um livro, o que facilita o acesso à
informação para os portadores de deficiências. No presente artigo objetivamos trazer, à luz a
IoT e no viés da Biblioteconomia, um diagnóstico situacional sobre o conhecimento dos
bibliotecários sobre a temática, as ferramentas disponíveis e suas aplicações. Trata-se de
pesquisa exploratória e de revisão de literatura publicada sobre o tema nos canais formais e
informais de comunicação. A partir dos resultados obtidos na pesquisa pode-se observar a
fragilidade do assunto IoT na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, considerando
o desconhecimento dos bibliotecários quanto às possibilidades inovadoras de serviços para as
bibliotecas brasileiras.
Palavras-chave: Internet das Coisas. Bibliotecas Universitárias. Tecnologia da Informação e
Comunicação. Sensores Inteligentes. RFID.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Introdução
As tecnologias, desde sempre, em muito contribuíram para os avanços em
todas as áreas do conhecimento e, de maneira muito rápida mudou procedimentos e
processos, otimizando atividades e resultados. Atualmente fala-se da Internet das
Coisas (IoT) que conforme Santos et al. (2016) o termo foi utilizado inicialmente por
Kevin Ashton em 1999. Na época, a IoT era associada ao uso da tecnologia RFID e
não existiam grandes pesquisas nas áreas. Segundo Valente (2011, p.2) a IoT pode
ser entendida como “um novo paradigma que tem como objetivo mediar o espaço
existente entre o mundo real e o mundo digital, através da integração do contexto do
mundo, descrito pelo estado das coisas, em aplicações de software”. A OCLC (2015)
dedicou todo um fascículo com a temática sobre bibliotecas e IoT, o que,
conseqüentemente, trouxe inquietações, relacionadas ao seu significado para as
bibliotecas uma vez que estando todas as coisas e objetos conectados, de que
maneira isso mudaria a forma de atuar das bibliotecas?
Metodologia
Trata-se de pesquisa exploratória realizada com bibliotecários que atuam
em bibliotecas universitárias brasileiras e de levantamento bibliográfico publicado
sobre o tema, tanto nos canais formais quanto informais de comunicação.. Para
obtenção dos dados utilizou-se o questionário, elaborado a partir do Google Forms o
que possibilitou o envio de um link para que os pesquisados pudessem respondê-lo.
Foi composto por 7 (sete) perguntas, com questões abertas e fechadas e dividido em
4 (quatro) partes, sendo: a) sobre o conhecimento dos bibliotecários acerca da
Internet das Coisas; b) sobre a infraestrutura necessária, c) sobre aplicações e
ferramentas de IoT e d) obre a participação da Universidade em comitês nacionais.
Resultados e discussões
A pesquisa contou com a colaboração de 32 bibliotecários respondentes,
sendo todos de bibliotecas universitárias, discriminados a seguir: 2 (duas)
universidades da Região Norte, 5 (cinco) do Nordeste, 10 (dez) do Sul, nenhuma do
Centro Oeste e 15 (quinze) do Sudeste.
A pesquisa revelou, em relação ao conhecimento dos bibliotecários sobre o
assunto IoT que 53,1% a conhecem de forma razoável e 46,9% não a conhecem.

�Considera-se, desta maneira, que a IoT é um assunto novo e que merece maior
aprofundamento e conhecimento do bibliotecário, o que corrobora com os resultados
do trabalho da OCLC (2015).
A seguir questionou-se se os bibliotecários conheciam alguma aplicação de
IoT em bibliotecas brasileiras, onde 81,3% informaram não conhecer e 18,8%
conhecer. Dentre as aplicações conhecidas destacaram-se a RFID e a
Geolocalização. Tem-se, desta maneira, que apesar das possibilidades que a IoT
traz, ainda há um longo caminho a ser trilhado para que as bibliotecas a entendam e a
utilizem como uma ferramenta de apoio (DUTRA, 2016,PUJAR; SATYANARAYANA,
2015).
Sobre a infraestrutura necessária e, especialmente, se a universidade onde
a biblioteca está inserida teria suporte para a implementação de IoT, a pesquisa
revelou que 59,4% dos respondentes afirmaram que sim e 40,6% que não. Isso
demonstra, mais uma vez que as bibliotecas universitárias têm aporte necessário para
implementação de novas tecnologias, possibilitando o crescimento em inovação e nos
serviços prestados a comunidade acadêmica. (PUJAR; SATYANARAYANA,
2015;WÓJCIK, 2016).
Por sua vez, perguntados se a biblioteca teria condições de implantar
serviços de IoT com o apoio do setor de informática da instituição, 86,7% dos
respondentes informaram que sim enquanto 13,3% que não. Entretanto, nenhum dos
respondentes sugeriu o tipo de apoio necessário e sabe-se que para que a IoT
funcione é necessário a implementação de um servidor em nuvem, sensores, internet
de alta velocidade, política de privacidade e segurança, (ATZORI et al., 2010,GUBBI
et al. 2013).
Em relação às aplicações e ferramentas de IoT elencadas no questionário
(RFID, Google Glass e Geolocalização), os bibliotecários foram indagados se
conheciam suas possibilidades e, em caso afirmativo, quantas delas, entre: todas,
apenas duas, apenas uma ou nenhuma. Destes, 40,6% informaram que conheciam
apenas uma, 18,8% que conheciam duas, 34,4% que conheciam todas e 6,3%
nenhuma. Diante o cenário, RFID, Google Glass e Geolocalização foram indicados
como conhecidos por todas, enquanto RFID e Google Glass, foram mencionadas
como as duas ferramentas mais conhecidas, seguida de Geolocalização, como
apenas uma conhecida. Isto denota que o uso das ferramentas da IoT fortalece o
menu de serviços oferecidos dentro das bibliotecas, (STEFANIDIS;TSAKONAS, 2015,
ATZORI et al., 2010,OCLC, 2015).
A pesquisa também buscou verificar se os bibliotecários respondentes
possuíam conhecimento de outra aplicação de IoT que as bibliotecas poderiam
adaptar e utilizar em inovação de produtos e serviços, sendo obtido o resultado de
90,6% para não conhecer e 9,4% sim, sugerindo sua aplicação para inventário do
acervo, kinécts e rastreamento de itens. Esse dado demonstra que potencialmente as
bibliotecas podem se apropriar das tecnologias associadas a IoT, visto a sua
amplitude de dispositivos e possibilidades,assim vem corroborar com os trabalhos da
OCLC (2015) e de Stefanidis e Tsakonas (2015).

�Finalizando os questionamentos buscou-se verificar a participação da
universidade em comitês nacionais. Nesse caso 96,9% não participam de nenhuma
atividade nesse sentido e 3,1% informaram participar através de mailing em grupo de
discussão. O resultado demonstra a fragilidade e conseqüentemente distanciamento
no escopo da IoT, uma vez que esta participação de modo ativo, nas discussões
tendem a possibilitar melhorias nos serviços das bibliotecas, conforme salientam
Massis(2016), Pujar e Satynarayana(2015) e Wójcik (2016).
Solicitados a deixarem comentários adicionais, os bibliotecários
pesquisados salientaram a importância da discussão do assunto IoT para a
biblioteconomia e informaram que as ferramentas de Geolocalização e RFID podem
ser bastante utilizadas em bibliotecas de grande porte. Outro destaque interessante
diz respeito ao comentário sobre a percepção de que o índice de usuários está
diminuindo atualmente nas bibliotecas e que a IoT possibilitaria maior aproximação do
público com seus serviços. Os respondentes também salientaram que a IoT é pouco
utilizada no Brasil, especialmente em bibliotecas, o que vem a corroborar com o
pensamento dos autores desta pesquisa e temos aí um potencial muito grande a ser
explorado.
Conclusões
Pode-se considerar, pelos resultados da pesquisa realizada, que os
objetivos propostos foram atingidos uma vez que foi possível identificar a percepção
dos bibliotecários sobre a possibilidade de implementação e utilização dos recursos
da IoT nas bibliotecas universitárias.
Nesse cenário, foi possível verificar que o conhecimento dos bibliotecários
que atuam em bibliotecas universitárias a respeito da IoT, é insipiente e em alguns
casos inexistente, o que revela a relevância de maior exploração do tema. Em relação
à identificação de aplicações e ferramentas possíveis para uso nas bibliotecas
destacaram-se: inventário de acervo, rastreamento de itens e Kinect, na composição
de atividades nas bibliotecas. Vale ressaltar que a IoT, por sua vez, possibilita a
interação com diversas aplicações e ferramentas capazes de elevar a oferta de
produtos e serviços oferecidos e, em outros aspectos, melhorar os resultados para
processos já existentes além de disponibilizar novos meios de acesso à informação.
Finalmente, em relação ao envolvimento das universidades brasileiras em comitês
nacionais, os dados indicaram a participação de apenas uma universidade e
desconhecimento dos demais.
Por fim, pode-se concluir que dentro da seara da IoT, há muito o que se
discutir em termos de aplicações, principalmente para as bibliotecas universitárias.
Sugere-se que os bibliotecários visualizem mais fortemente o quão importante são as
tecnologias inteligentes, que tendem a cooperar para as inovações num mundo de
avalanche de dados e informações.
REFERÊNCIAS
AMERICAN LIBRAY ASSOCIATION. Internet of things. 2015. Disponível em:
http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends/IoT. Acesso em: 10 maio 2016.

�ATZORI, L., IERA, A., GIACOMO, M. The Internet ofThings: A survey,Computer
Networks, v. 54, n. 1, 28 Oct. 2010, p. 2787–2805. Disponível em: &lt;
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1389128610001568&gt;. Acesso em:
27 ago. 2016
OCLC. Libraries and the Internet of Things. v. 24, Feb. 2015. Disponível em:
&lt;https://www.oclc.org/publications/nextspace/articles/issue24/librariesandtheinternetoft
hings.en.html&gt;. Acesso em: 29 jun. 2016
DUTRA, M.L.; TORIANI, S. A. Internet das Coisas na prática: desafios e
oportunidades. In: PRADO, J. D. (Org.) Ideias emergentes em Biblioteconomia.
São Paulo: FEBAB, v. único, 2016. p. 86-92 (Cap.4). Disponívelem:
www.ideiasemergentes.wordpress.com. Acessoem: 07 jul. 2016
MASSIS, Bruce, The Internet of Things and its impact on the library,New
Library World, Vol. 117 Iss: 3/4, 2016. pp.289 – 292.
Disponivelem:http://dx.doi.org.ez20.periodicos.capes.gov.br/10.1108/NLW -122015-0093 Acesso em 02 mar 2017
PUJAR, SHAMPRASAD M.; SATYANARAYANA, K. V. Internet of things and
libraries. Annals of Library and Information Studies, v. 62, Sept. 2015, p. 186-190.
SANTOS, Bruno Pereira et al. Internet das coisas: da teoria à prática. XXXIV
Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos. Salvador, 30
de maio a 03 de junho de 2016. Disponível em:
http://www.sbrc2016.ufba.br/minicurso/minicurso-1/ (Minicurso 1).
STEFANIDIS, K; TSAKONAS, G. Integration of Library Services with Internet of
Things Technologies.Code4Lib Journal. 30, 6, Oct. 15, 2015. ISSN: 19405758.
Disponivel em:http://search-ebscohostcom.ez20.periodicos.capes.gov.br/login.aspx?direct=true&amp;db=lih&amp;AN=111927101&amp;lan
g=pt-br&amp;site=ehost-live Acesso em 02 mar 2017
VALENTE, B. A. L. Um middleware para a Internet das coisas. (Mestrado em
Informática. Departamento de Informática. Faculdade de Ciências). Universidade de
Lisboa, 2011.
WELBOURNE, Evan et al. Building the Internet of Things Using RFID The RFID
Ecosystem Experience. IEEE Computer Society. May/June 2009. p. 48-55.
WÓJCIK, Magdalena , (2016), Internet ofThings – potential for libraries, Library Hi
Tech, Vol. 34 Iss 2 pp. 404 - 420 DIsponivel em http://dx.doi.org/10.1108/LHT-102015-0100 Acesso em 02 mar 2017

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32079">
                <text>INTERNET DAS COISAS (IOT) EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS: DIAGNÓSTICO SITUACIONAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32080">
                <text>Thiago Lima Souza</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32081">
                <text>Telma de Carvalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32082">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32083">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32085">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32086">
                <text>A internet tornou-se um marco na sociedade contemporânea e impactou as diversas áreas, principalmente relacionadas às inovações e, nesse sentido, começa a despontar na literatura, especialmente na internacional, a utilização de sensores e objetos inteligentes conectados a uma rede, a chamada Internet das Coisas (Internet of Things - IoT). Compreende-se a IoT como a tecnologia que visa interação e dinamismo na comunicação de forma inteligente e precisa no processo de obtenção, uso, localização e recuperação da informação, por meio da tecnologia móvel e de sensores inteligentes instalados nos diferentes dispositivos. A partir desses avanços tecnológicos nos debruçamos na busca das possibilidades de implantação da tecnologia IoT  em bibliotecas, onde  sua implantação se vislumbra através de aplicações e ferramentas, como: RFID para atividades como inventário, controle de usuário, empréstimos, Geolocalização dos itens, sem mencionar os  óculos inteligentes que permitem gravar e registrar eventos ocorridos, tradução simultânea de um livro, o que facilita o acesso à informação para os portadores de deficiências. No presente artigo objetivamos trazer, à luz a IoT e no viés da Biblioteconomia, um diagnóstico situacional sobre o conhecimento dos bibliotecários sobre a temática, as ferramentas disponíveis e suas aplicações. Trata-se de pesquisa exploratória e de revisão de literatura publicada sobre o tema nos canais formais e informais de comunicação. A partir dos resultados obtidos na pesquisa pode-se observar a fragilidade do assunto IoT na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, considerando o desconhecimento dos bibliotecários quanto às possibilidades inovadoras  de serviços para as bibliotecas brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66674">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2710" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1792">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2710/1824-1841-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6493f587689d6f3439ad5e6b18b55e11</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32078">
                    <text>Inovação em bibliotecas: considerações sobre a disponibilização de
serviço de impressão 3D

David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
Estudos recentes sobre as perspectivas nos ambientes das bibliotecas têm apresentado como
tendência a disponibilização de espaços criativos conhecidos como Makerspaces. Dentre os
serviços inovadores oferecidos por eles está a impressão de modelos tridimensionais (3D) que
podem ser usados para diversas finalidades na educação. Desta forma, discute-se sobre a
disponibilização de serviços de impressão 3D no espaço das bibliotecas. A metodologia foi
concebida por meio de levantamento de artigos de periódicos científicos nacionais e
internacionais e sites da área de biblioteconomia e ciência da informação que trabalharam
com essa temática. Observou-se que o tema, por ser novo, ainda não foram encontradas
pesquisas sobre ele na literatura nacional da área, porém em países como os EUA e no
continente europeu onde a tecnologia já se faz presente é possível ver exemplos de seu uso.
Palavras-chave: Impressão 3D; Tecnologia; Bibliotecas; Inovação.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas
Introdução:
O conceito de inovação sugere que as organizações devem estar atentas para
oferecer serviços que melhorem a competitividade e gerem maior valor de
mercado mediante a oferta de produtos ou serviços que tragam novas ideias de
negócios e desta forma que se produza algo novo.
Outro elemento a ser observado é que a inovação requer um elemento de
aplicação, ou seja, que possa ser destinado a um propósito diferenciado por meio
do desenvolvimento de um produto ou serviço novo. Isso por si só já provoca
mudanças e finalidades distintas daquelas as quais poderiam ser empregadas e
assim, tem como resultado melhorar a qualidade de vida das pessoas.
A inovação pode ser dividida em quatro tipos: inovação de produto (mudança
nos produtos/serviços), inovação de processo (mudança na forma como
produtos/serviços são criados ou entregues), inovação de posição (mudança no
cenário em que produtos/serviços são introduzidos no mercado) e inovação de
paradigma (mudança nos modelos mentais da organização). (TIDD; BESSANT;
PAVITT, 2008).
As bibliotecas também fazem parte deste contexto sempre buscando inovar em
termos de produtos, serviços e processos que favoreçam principalmente a
melhora no acesso dos usuários à informação, seja por meio da disponibilização
de recursos tecnológicos ou realizando ações que promovam esse acesso.
As bibliotecas estão inseridas em um ambiente de interação
social e educacional que está em processo contínuo de
mudanças onde a tecnologia da informação deve ser empregada
para dinamizar os serviços oferecidos e ajudar no
desenvolvimento de novas oportunidades de serviços.
(GUILHEM, TORINO, TAVARES, 2013).

Contudo, um fato que tem impedido o crescimento dela se dá por conta da
limitação do espaço físico que dificulta a introdução de novos serviços. Uma
solução para esta situação é a migração da coleção física para a digital embora
se reconheça o custo que existe para implementar este serviço.
Nesse contexto, surgiram recentemente os Makerspaces que são espaços de
aprendizagem e criação que tem como característica desenvolver o pensamento
crítico, explorar novas ideias, inventar, colaborar e que podem ser
implementados inclusive em bibliotecas. (MOOREFIELD-LANG, 2015).
As bibliotecas seguem se renovando e inovando de maneira contínua exigindo
dos profissionais da informação a incorporação de novas habilidades e
competências. Por outro lado, os usuários de bibliotecas estão demandando

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
novos serviços que possibilitem desenvolver melhor suas atividades
educacionais com a remodelagem do espaço de trabalho, aprendizagem e
convivência inserindo novo mobiliário e serviços como cybercafé. (ALONSOAREVALO, 2016).
Dentre os equipamentos disponibilizados nos Makerspaces estão, Impressora
3D, cortadora à laser, cortadora de vinil, máquinas fresadoras de Comando
Numérico Computadorizado1 de pequeno e de grande porte que são utilizadas
para a criação de produtos utilizando como material pequenos filamentos de
plástico, chapas de ou metal. Destes enumerados aquele que tem maior
potencial de adesão rápida é a impressora 3D pois seu preço2 é um dos mais
baixos considerando o investimento inicial de R$ 4.500 e o filamento de plástico
para gerar a impressão variando de R$ 150 a R$ 400 reais.
Assim, a problemática que se apresenta é: De que forma as bibliotecas podem
disponibilizar o serviço de impressão 3D? Assim, discute-se sobre a
disponibilização de serviços de impressão 3D no espaço das bibliotecas.
1. IMPRESSORAS 3D EM BIBLIOTECAS
A representação tridimensional por meio de equipamentos pode para os leigos
ser algo novo, mas ele se origina de conceitos provenientes da foto-escultura e
da topografia.
A foto-escultura iniciou-se em 1860 onde tinha o objetivo de reproduzir formas
humanas e de objetos com maior exatidão do que era possível na época
empregando para isso 24 câmeras fotográficas dispostas em torno do objeto de
modo a reproduzir a silhueta. Da topografia a impressão 3D se apropriou de
conceitos provenientes da patente de Blanther (1890) apud Monteiro (2015), que
procurava a representação da forma tridimensional por camadas de níveis
variados. (MONTEIRO, 2015).
Outro conceito pertinente à impressão 3D é o da “Manufatura Aditiva” que tem
como princípio a produção do objeto em camadas na medida em que o material
vai sendo adicionado por um equipamento automatizado onde a intervenção
humana é quase inexistente, e que pode ser construído a partir de um modelo
de objeto pré-existente ou criado a partir de um software específico para essa
finalidade. (MONTEIRO, 2015).
Mais recentemente com o desenvolvimento de softwares CAD (Computer-Aided
Design, ou Projeto Auxiliado por Computador) ficou mais fácil especificar
protótipos de modelos virtuais geometricamente. Desta forma, no ano de 1984
1

Máquinas de CNC. Disponível em:&lt;http://www.protoptimus.com.br/maquinas-cnc-historia-comando-numericocomputadorizado/&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.
2 Investimento Impressão 3D Fonte site Techtudo. Disponível em:&lt;http://www.techtudo.com.br/dicas-etutoriais/noticia/2016/01/quer-uma-impressora-3d-veja-os-cuidados-que-voce-precisar-ter-antes-decomprar.html&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
surgiram as impressoras 3D que utilizavam softwares para a leitura dos modelos
ou protótipos e a sua manufatura utilizando material baseado em plástico,
madeira ou com composto químico que possui maior durabilidade.
As impressoras 3D já são consideradas a 3ª Revolução Industrial pois elas
podem facilitar o aparecimento de novos produtos apenas com a criação de
modelos utilizando softwares CAD.
Para isso, as bibliotecas devem oferecer treinamento que possibilite ao usuário
procurar modelos já pré-concebidos disponibilizados na internet, desenvolver
seus próprios modelos por meio do software compatível com o equipamento e
ainda treinamento para saber o que fazer para a biblioteca preparar para a
impressão do modelo 3D. (ELROD, 2016).
Assim, a preocupação em primeiro treinar a equipe de bibliotecários para utilizar
o equipamento antes de disponibilizá-lo para o público, é importante para que
possa ocorrer uma interação entre os colaboradores e os usuários que podem
desconhecer o potencial do equipamento ou aqueles que já conhecem e
pretendem apenas utilizá-lo para criar o produto que foi especificado fora da
biblioteca.
Neste sentido, Wapner (2015) destaca que:
a tecnologia de impressão em 3D está ajudando os estudantes
a desenvolver habilidades voltadas para a ciência, tecnologia,
engenharia, artes e matemática que os auxiliam a trabalhar num
mercado competitivo onde as bibliotecas escolares, públicas,
universitárias podem ajudar a liderar os esforços para promover
este tipo de atividade em seu espaço.

Ao oferecer serviços e atividades que utilizem a impressora 3D as bibliotecas
contarão com uma nova geração de usuários curiosos para saber como irá ficar
determinado protótipo desenvolvido em softwares criados por eles próprios além
de promover a livre expressão artística cada vez mais demandada pelos jovens.
2. Método da pesquisa
A metodologia consistiu de pesquisa bibliográfica sobre serviços que envolvam
o uso de Impressoras 3D em bibliotecas. Desta forma, observou-se artigos e
textos em inglês, espanhol e português que tratavam do assunto.
O levantamento abrangeu os periódicos nacionais e internacionais que estão
presentes no portal de periódicos da Capes, bem como livros, dissertações e
sites de internet, e eventos que tratam do assunto no período de 2008 a 2017.
Contudo não foram encontrados até o momento nenhum trabalho sobre essa
temática em periódicos da área de Ciência da Informação aqui no Brasil.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
3. Resultados
Em termos de preocupação para o emprego das impressoras 3D em bibliotecas
pode-se sugerir que o interesse pelo tema pode ser estimulado pela tendência
popular em aderir a um novo recurso tecnológico. Segundo Colegrove (2014) a
contribuição para a adoção deste equipamento pela biblioteca pode vir de outros
setores com os quais a biblioteca interage, sejam eles escolas, centros de
pesquisa ou faculdades que desenvolvem disciplinas que podem se utilizar deste
equipamento e assim, criar peças em plástico de engrenagens que poderão ser
utilizadas na área de medicina, engenharias, artes, geografia, paleontologia
entre outras que façam o uso efetivo.
Colegrove (2014) ressalta que devesse fazer um projeto piloto que especifique
pelo menos dois tipos de impressora uma maior com um custo de cerca de USD
22 mil dólares que tenha capacidade de gerar modelos sem a intervenção
humana e outro mais simples com o custo de USD 4,3 mil dólares que tenha
condição de oferecer recursos a qualquer tipo de usuário. Além das duas
impressoras 3D, Colegrove (2014) sugere a compra de um escâner a laser que
possibilite a conversão de objetos reais em modelos digitais que possam criar
cópias de materiais que necessitam de cuidados para sua apresentação em sala
de aula e a sua preservação para manter o original guardado.
De acordo com Colegrove (2014) dois sites oferecem à comunidade inscrita
diversos modelos já pré-concebidos para download e reuso na impressão 3D. O
Thingiverse3 da empresa Makerbot e o Site de Design Shapeways4 que
oferecem modelos gratuitos ou para venda. Além destes dois citados
anteriormente, Brian (2015) enumera uma lista de outros 22 sites com modelos
oferecidos gratuitamente.
4. Considerações Finais
A pesquisa mostrou que o emprego de impressoras 3D em bibliotecas exige que
a equipe de bibliotecários esteja familiarizada com a tecnologia para poder fazer
com que o serviço seja efetivado com a presença de usuários que podem ou não
conhecer a tecnologia. Além disso, deve-se ter em mente que o custo para
implementar um projeto piloto tem o investimento inicial de aquisição dos
equipamentos alto, bem como sua manutenção para a compra de material deve
ser estudada de modo que se tenha um plano de solicitação de impressão pelo
usuário que contemple o custo de aquisição dos filamentos de plástico. De toda
forma, vale a articulação com os demais setores com os quais a biblioteca se
relaciona de modo que o equipamento esteja em uso constante.

3

Comunidade Makerbot Thingiverse. Disponível em:&lt;https://www.thingiverse.com/&gt;. Acesso em: 12
jul. 2017.
4
Site Shapeways. Disponível em:&lt;https://www.shapeways.com/&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Pesquisa futura pode ser desenvolvida para se estabelecer qual a melhor forma
de oferecer o serviço de impressão 3D em bibliotecas de instituições públicas
onde em alguns casos não se pode cobrar pelo uso.
Referências
ALONSO-AREVALO, Julio. La biblioteca en proceso de cambio. BiD: textos
universitaris de biblioteconomia i documentació, n. 36, 2016. Disponível
em: &lt;http://bid.ub.edu/pdf/36/es/arevalo.pdf&gt;. Acesso em: 05 jul. 2017.
BRIAN, Por. 24 sites para baixar modelos grátis para impressão 3D. 3D
Lab, 28 set. 2015. Disponível em:&lt;https://3dlab.com.br/23-sites-para-baixarmodelos-gratis-para-impressao-3d/&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.
COLEGROVE, Patrick. Making It Real: 3D Printing as a Library Service.
Educause Review, 27 out. 2014. Disponível
em:&lt;http://er.educause.edu/articles/2014/10/making-it-real-3d-printing-as-alibrary-service&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
ELROD, Rachael E. Classroom innovation through 3D printing, Library Hi Tech
News, v. 33, n. 3, p. 5-7, 2016.
GUILHEM, Cristina B.; TORINO, Ligia P.; TAVARES, Helena. Um olhar sobre
inovação em bibliotecas universitárias: desafios e possibilidades. In: XXV
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação
– CBBD. 2013, Florianópolis, SC. Anais... Florianópolis, SC: CBBD, 2013. p.
1-12. Disponível em: &lt;https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1645&gt;.
Acesso em: 10 jul. 2017.
MONTEIRO, Marco T. F. A impressão 3d no meio produtivo e o design: um
estudo na fabricação de joias. 2015. 129 f. Dissertação (Mestrado em Design) Universidade do Estado de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em
Design, Belo Horizonte, 2015. Disponível em: &lt;http://anapaulanasta.com/wpcontent/uploads/2015/09/Dissertação-Marco-Túlio-Ferreira-Monteiro.pdf&gt;.
Acesso em: 09 jul. 2017.
MOOREFIELD-LANG, Heather. User agreements and makerspaces: a content
analysis. New Library World, v. 116, n. 7/8, p. 358-368, 2015.
TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da inovação. 3. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2008.
WAPNER, Charlie. Progress in the Making: 3d printing policy considerations
through the library lens. OITP Perspectives, n. 3, p. 1-21, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/offices/sites/ala.org.offices/files/content/3D Library PolicyALA OITP Perspectives-2015Jan06.pdf&gt;. Acesso em: 5 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32071">
                <text>INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS: CONSIDERAÇÕES SOBRE A DISPONIBILIZAÇÃO DE SERVIÇO DE IMPRESSÃO 3D</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32072">
                <text>David Vernon Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32073">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32074">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32076">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32077">
                <text>Estudos recentes sobre as perspectivas nos ambientes das bibliotecas têm apresentado como tendência a disponibilização de espaços criativos conhecidos como Makerspaces. Dentre os serviços inovadores oferecidos por eles está a impressão de modelos tridimensionais (3D) que podem ser usados para diversas finalidades na educação. Desta forma, discute-se sobre a disponibilização de serviços de impressão 3D no espaço das bibliotecas. A metodologia foi concebida por meio de levantamento de artigos de periódicos científicos nacionais e internacionais e sites da área de biblioteconomia e ciência da informação que trabalharam com essa temática. Observou-se que o tema, por ser novo, ainda não foram encontradas pesquisas sobre ele na literatura nacional da área, porém em países como os EUA e no continente europeu onde a tecnologia já se faz presente é possível ver exemplos de seu uso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66673">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2709" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1791">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2709/1823-1840-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ca958a61556c3349ecc3874d86572019</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32070">
                    <text>Informatização das bibliotecas do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar)

Carmem Elisa Magalhães Ferreira Queiroz (IFFar) - carmem.queiroz@iffarroupilha.edu.br
Criselen Jarabiza (IFFAR) - crysbiblio@yahoo.com.br
Resumo:
Este texto relata a experiência do processo de informatização/automação das bibliotecas do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar); com reitoria na
cidade de Santa Maria e campus nas cidades de Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Augusto, São
Borja, São Vicente do Sul, Alegrete, Júlio de Castilhos, Uruguaiana, Panambi, Jaguari e
Frederico Westphalen. A implantação do Pergamum permitiu a integração das bibliotecas, a
padronização dos produtos e serviços ofertados ao público usuário, a gestão do acervo e a
uniformização dos serviços. Por fim a utilização do sistema Pergamum qualificou e dinamizou
os serviços das bibliotecas do IFFar.
Palavras-chave: Informatização de Bibliotecas
Bibliotecas 4. Bibliotcecários

2. Pergamum 3. Sistema Integrado de

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Este texto tem como objetivo narrar à experiência de implantação do sistema
integrado de gestão de acervos e serviços nas Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar), instituição de ensino público
federal que possui uma estrutura multicampi nas cidades do RS: Santa Maria
(reitoria), Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Augusto, São Borja, São Vicente do Sul,
Alegrete, Júlio de Castilhos, Uruguaiana, Panambi, Jaguari e Frederico Westphalen.
A dimensão da automação do acervo vai além da proposta do catálogo online,
mas também a disponibilização e gestão da informação, através da oferta de
serviços que passam a ser automatizados, há um avanço quanto à rapidez,
eficiência e confiabilidade no atendimento as necessidades informacionais dos
usuários.
A necessidade de integração entre as bibliotecas do IFFar surgiu após a
criação de vários campus novos, todos eles com bibliotecários que faziam uso de
sistemas automatizados diversos via software livre, os quais não conversam entre si,
bem como não havia disponibilização de serviços via web, nem suporte por parte
dos softwares. A principal preocupação do grupo de bibliotecários era a
padronização e a oferta de serviços que atendessem adequadamente o público
usuário da informação, havendo, portanto a necessidade da aquisição de um
software que possibilitasse a integração das bibliotecas via sistema online.

RELATO DA EXPERIÊNCIA
A instituição de ensino superior IFFar foi criada pela Lei nº 11.892, de 29 de
dezembro de 2008, com a da integração do Centro Federal de Educação
Tecnológica de São Vicente do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Alegrete.
Tem como característica ser uma instituição certificadora de competências
profissionais. Esta autarquia é equiparada as universidades, com autonomia
financeira, patrimonial, didático-pedagógica e disciplinar.
Por volta do ano de 2010 iniciou-se o processo de informatização das
bibliotecas dos campi recém-criados, Santa Rosa, São Borja e Panambi todos com
softwares livres. Os campi existentes Júlio de Castilhos e Santo Augusto também
utilizavam softwares livres para automação de seu acervo, Alegrete utilizava um
sistema informatizado, mas foi adquirido somente o módulo catalogação e São

�Vicente do Sul tinha sua catalogação praticamente toda manual. O uso de softwares
diversos impossibilitava a integração entre as bibliotecas.
Então no ano de 2012, após reuniões de bibliotecários e gestão do IFFar,
optou-se pela aquisição de um software que integrasse todas as bibliotecas dos
campus, levando em considerações os pressupostos defendidos por Cortê... [et al.]
(2002) que afirma que para a aquisição de um software é necessário levar em
consideração a cultura, história, visão e missão da instituição, também quais
objetivos que as bibliotecas pretendem alcançar em serviços e produtos
informacionais, os recursos humanos envolvidos e as plataformas tecnológicas
existentes e necessárias para o funcionamento do sistema.
É relevante destacar que a escolha de um bom sistema de bibliotecas de
acordo com Cortê... [et al.] (2002) precisa ter em mente um software que privilegie
todas as etapas do ciclo documental, acompanhe a evolução tecnológica sem se
tornar obsoleto a curto, médio e longo prazo.
Então, para dar início a esse processo de compra de software para as
bibliotecas foi consultada a literatura da área baseada em Cortê... [et al.] (2002) e
Rowley (2002), inicialmente foi realizada a definição de objetivos e elaboração do
termo de referência, baseado nas necessidades iniciais, bem como se o sistema
atende os requisitos do Ministério da Educação (MEC) para avaliação de acervo
bibliográfico e análise de alguns sistemas existentes.
Uma das motivações na aquisição do software é a padronização dos serviços
para atender adequadamente os usuários das bibliotecas. De acordo com Oliveira
(2008, p. 16) “A modernização das bibliotecas está diretamente ligada à automação
de rotinas e serviços, o que possibilitou, entre outras vantagens, uma infraestrutura
de comunicação, que agiliza e amplia o acesso à informação pelo usuário”. A
importância da modernização da gestão do acervo estava na aquisição de um
sistema de automação o que no serviço público pressupõe a aquisição na
modalidade de pregão eletrônico.
Assim, após a elaboração da descrição das características necessárias em
um software para as bibliotecas do IFFar, foi realizado um pregão eletrônico e
decidida a compra pela relação custo/beneficio sendo adquirido o software de gestão
de bibliotecas Pergamum que foi implantado no ano de 2013. Anzolin (2009, p. 499)
afirma que: “A Rede Pergamum é formada por todos os clientes do software
Pergamum. Tem por objetivo principal promover a cooperação e intercâmbio de

�serviços entre as bibliotecas usuárias do sistema.’’ Esse sistema de cooperação é
exatamente o que o Instituto Federal Farroupilha estava almejando para as
bibliotecas.
A partir da aquisição do sistema de automação, foi realizado treinamento no
campus de Santo Augusto, onde participaram todos bibliotecários, um auxiliar de
biblioteca por campus e dois analistas de sistemas. O treinamento foi fundamental
para o uso das ferramentas e serviços ofertados pelo Pergamum, também foram
definidas algumas políticas de catalogação, classificação, multas e outras para a
uniformização dos procedimentos visto que o sistema possibilitou a integração de
todas as bibliotecas.
A próxima etapa na implantação do sistema foi a elaboração de um plano de
ações do Grupo de Trabalho das Bibliotecas, o qual é composto por bibliotecários,
auxiliares e um gestor de ensino. Um dos destaques do plano de ações foi a
proposta da realização de mutirões de trabalho com o deslocamento de todos
bibliotecários, uma semana em cada campus. Pois em função da diversidade de
softwares utilizados pelas bibliotecas, no processo de migração para o Pergamum
ocorreram duplicações nas descrições dos acervos, necessitando a realização da
unificação para um só registro.
Os mutirões foram importantes, pois juntos os bibliotecários da instituição
tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e definir quais os procedimentos a serem
adotados conforme apareciam as situações na catalogação, classificação e
indexação. Foi elaborado um manual de catalogação para as bibliotecas do IFFar,
baseado no AACR2 e no livro AACR2 em Marc1 21, também foi consultado o site da
autora Antônia Memória http://www.amemoria.com.br/index.php, com ênfase na
seção Perguntas e Respostas, onde foi possível sanar várias dúvidas. Foi
confeccionado um pequeno manual com exemplos de catalogação no formato
MARC onde foram realizados prints (cópias) de telas de livros já catalogados e
padronizados para facilitar o trabalho dos bibliotecários da Instituição.
Durante os mutirões de trabalho nos campus foi realizada a análise e revisão
do Regulamento do Setor de Bibliotecas, visto que, agora com a utilização do
Sistema Pergamum, passou-se a oferecer diferentes serviços e produtos que antes
não existiam. Ao final de cada mutirão de trabalho, o GT de Bibliotecas realizava

1

Machine Readable Cataloging, que significa catalogação legível por computador.

�uma reunião onde eram destacados os pontos positivos da semana, sugestões,
desafios e dificuldades no uso do sistema, troca de experiências em relação ao
trabalho nas bibliotecas dos campus e as especificidades de cada localidade,
próximo local e data a ser realizado o mutirão. Ao final, era redigida a ata da reunião
do mutirão onde ficou registrada a quantidade de exemplares que foram trabalhados.
Além do serviço de unificação dos acervos verificou-se a necessidade de
padronização de autoridades a fim de uniformizar os registros, que possuíam muitas
inconsistências oriundas da migração de outros sistemas para o Pergamum. Foi
solicitado a gestão do IFFar o curso de Marc 21 - Formato Autoridades, o qual foi
deferido pela gestão da Instituição e ministrado por bibliotecário do Pergamum no
campus Santa Rosa. O curso foi relevante, pois possibilitou aos bibliotecários
ampliar seus conhecimentos sobre a catalogação de autoridades, que consiste em
estabelecer relações entre diferentes pontos de acesso controlados o que não
existia até a implantação do Pergamum no IFFar.
A utilização do Sistema Pergamum qualificou e dinamizou os serviços
oferecidos pelas bibliotecas do IFFar. A integração das bibliotecas e a uniformização
da catalogação, classificação, indexação e de procedimentos possibilitaram aos
usuários rapidez na busca pela informação, acesso ao catálogo e a obras em texto
integral no sistema online, renovação, reservas, comentários, sugestões via sistema
de bibliotecas e a possibilidade de empréstimo em todas as bibliotecas da Instituição
devido à ferramenta de unificação de usuários.
O sistema proporcionou agilidade no processamento técnico das obras
através da utilização da catalogação cooperativa, onde alguns livros já catalogados
na rede Pergamum, podem ter seus registros importados para as bibliotecas do
IFFar. O sistema oferece suporte e atualizações de versão, também atende aos
requisitos do MEC para avaliação do acervo, fornecendo diversos tipos de relatórios
e estatísticas, como levantamento bibliográfico, circulação de materiais, aquisição,
usuários e consultas que possibilitam o melhor desempenho dos serviços prestados
pelas bibliotecas do IFFar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo de automação com a integração do acervo e serviços das
bibliotecas do IFFar, foi possível devido ao apoio institucional e a união de forma
participativa do grupo de bibliotecários com servidores da tecnologia da informação,

�biblioteca, administrativo, ensino e a gestão da instituição.
A aquisição e implantação do software para as Bibliotecas do IFFar foi
marcada por desafios e possibilidades, conforme descrito nesse relato de
experiência. Sendo balizada pelas etapas que se iniciam com a decisão pela compra
de um software que integrasse as bibliotecas, após foi realizada a pesquisa da
literatura da área buscando recomendações no que se refere a escolha de um
software de bibliotecas, assim, fundamentando a descrição para o pregão eletrônico.
A segunda etapa se foi a aquisição do software, seguida do treinamento,
padronização de políticas, mutirões de trabalho nos campus com a realização da
catalogação coletiva, revisão do Regulamento das Bibliotecas do IFFar, curso de
padronização de autoridades e a continuidade do trabalho nos campus de origem
dos bibliotecários, sendo que a organização das bibliotecas o IFFar ainda tem um
caminho a percorrer, no processo de informatização/automação do seu acervo
conforme novos suportes e aparatos tecnológicos surgirem.
Os serviços e produtos que as bibliotecas disponibilizam pelo sistema
Pergamum possibilitam uma maior interação com o usuário, de forma que o trabalho
intelectual dos bibliotecários de catalogação coletiva e cooperativa é fundamental
para o pleno acesso a informação.

REFERÊNCIAS

ANZOLIN, Heloisa Helena. Rede pergamum: história, evolução e perspectivas.
Revista ACB. Florianópolis, v.14, n.2, 493-512, jul./dez., 2009.
CORTÊ, Adelaide Ramos e... [et al.]. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

OLIVEIRA, Carla Cristina Vieira de. A interação dos usuários da UFMG com o
catálogo online do sistema pergamum. 2008. 199 f. Dissertação (Mestrado) –
UFMG, Belo Horizonte, 2008.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32062">
                <text>INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA (IFFAR)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32063">
                <text>Carmem Elisa Magalhães Ferreira Queiroz</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32064">
                <text>Criselen Jarabiza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32065">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32066">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32068">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32069">
                <text>Este texto relata a experiência do processo de informatização/automação das bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar); com reitoria na cidade de Santa Maria e campus nas cidades de Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Augusto, São Borja, São Vicente do Sul, Alegrete, Júlio de Castilhos, Uruguaiana, Panambi, Jaguari e Frederico Westphalen. A implantação do Pergamum permitiu a integração das bibliotecas, a padronização dos produtos e serviços ofertados ao público usuário, a gestão do acervo e a uniformização dos serviços. Por fim a utilização do sistema Pergamum qualificou e dinamizou os serviços das bibliotecas do IFFar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66672">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2708" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1790">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2708/1822-1839-1-PB.pdf</src>
        <authentication>062b18267c5e8ae3cf2dd7352adf6e37</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32061">
                    <text>Informativo “Por Dentro da Biblioteca” como ferramenta de
disseminação da informação e promoção de produtos e serviços:
relato de experiência na Biblioteca da Faculdade de Engenharia de
Ilha Solteira - Unesp.

João Josué Barbosa (UNESP) - joao@adm.feis.unesp.br
Raiane Silva Santos (UNESP) - raiane@adm.feis.unesp.br
Resumo:
Este trabalho descreve a elaboração do informativo “Por dentro da Biblioteca” como meio de
disseminar a informação e promover os produtos e serviços da Biblioteca da Faculdade de
Engenharia, Campus de Ilha Solteira, da Universidade Estadual Paulista - Unesp. Destaca a
importância da disseminação da informação para que as bibliotecas universitárias atinjam
seus objetivos e, principalmente, as ferramentas utilizadas no contexto das novas tecnologias
de informação e comunicação. Relata os meios e métodos escolhidos para a veiculação do
informativo, como lista de e-mails, redes sociais e página da internet e discorre sobre os bons
retornos vindos dos usuários acerca deste serviço. Por fim, conclui que o informativo contribui
para a disseminação da informação para a comunidade acadêmica da instituição visto que a
biblioteca realiza um trabalho que vai de encontro com os interesses dos seus usuários.
Palavras-chave: Disseminação da informação. Informativo. Biblioteca universitária. Por
dentro da biblioteca.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
Um dos papéis fundamentais das Bibliotecas Universitárias – BU's é dar suporte às
funções da Instituição a qual está inserida, promovendo a busca incessante pela informação,
visando a disseminação e democratização do conhecimento.
Como produtoras e difusoras do conhecimento, as BU's devem dar total atenção à
excelência na prestação de serviços e produtos aos seus usuários, conscientizando-se para a
importância da qualidade da disseminação da informação, visto que esta atividade é
imprescindível para atingir os objetivos fins de uma unidade de informação.
Com o advento das novas Tecnologias de Comunicação e Informação – TIC's, houve
uma revolução no formato de transmissão da informação e do conhecimento, o que, para as
BU's, surgiu como uma nova possibilidade de disseminar a informação e de promover seus
produtos e serviços através de novos meios que favorecem o compartilhamento de informação
de forma eficaz, ou seja, que atinja o maior número de pessoas no menor tempo possível.
Neste contexto, Ferreira e Perucchi (2011) enfatiza a importância da busca por
instrumentos e estruturas que facilitem a transferência da informação, em especial aquelas
apoiadas nos processos de comunicação eletrônica, posto que estas se mostram eficientes no
processo de disseminação, alterando o fluxo de informação e conhecimento.
No campo do marketing, a disseminação da informação articula-se com a publicidade
e propaganda, entendida como “uma ação impessoal para criar e estimular a demanda dos
produtos por meio de notícias veiculadas nos meios de comunicação” (SILVEIRA, 1992, p.
78). Neste sentido, a autora ressalta que os meios de comunicação para veicular a mensagem
devem levar em conta o mercado-alvo e os recursos disponíveis da biblioteca, com várias
possibilidades: folhetos, cartazes, rádio, televisão, jornais, periódicos etc.
Desta forma, a Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira apostou na
criação de um informativo mensal destinado aos seus usuários como forma de divulgação e
promoção de seus serviços e produtos bem como da disseminação da informação relevante ao
seu público-alvo.
2 O informativo “Por Dentro da Biblioteca”
O informativo “Por dentro da Biblioteca” foi planejado e criado em 2012, tendo a sua
primeira edição no mês de agosto. Foi uma iniciativa dos bibliotecários da Faculdade de
Engenharia, Campus de Ilha Solteira, como uma alternativa para enfrentar os desafios

�impostos pela nova “Era da Informação e do Conhecimento”, que modificaram a forma de
comunicação e, consequentemente, a forma com que as BU’s passaram a oferecer seus
produtos e serviços ao seu público-alvo.
Este propósito é afirmado por Figueiredo (1991) quando diz que os produtos e
serviços de uma biblioteca devem ter como meta principal o atendimento das necessidades de
seus usuários de forma eficiente, cabendo aos profissionais da informação a escolha de
técnicas variadas para otimizar a prestação de serviços.
Com o objetivo de veicular, de maneira eficaz, a informação relativa aos produtos e
serviços oferecidos pela biblioteca, bem como outro tipo de informação que seja relevante
para a comunidade acadêmica, o informativo “Por dentro da Biblioteca” apresenta-se com
uma estrutura de uma a duas páginas, cuja finalidade é de propiciar uma leitura rápida,
objetiva e dinâmica, na qual o interesse do leitor não seja perdido ao se deparar com vasto
conteúdo a ser lido.
Esta estratégia foi pensada devido as característica do público-alvo da biblioteca,
analisada por Santos, Barbosa e Souza (2012) como predominantemente das gerações
chamadas de y e z, uma vez que se trata, em sua maioria, de alunos de graduação e pósgraduação com idades variantes entre 17 a 30 anos, cuja tendência de busca informacional é
por algo fácil e imediato, dentre outras características.
Como método de divulgação do informativo, foi definido pelos autores do projeto o
encaminhamento via e-mail nas listas institucionais com o intuito de atingir os usuários reais e
potenciais, como os alunos de graduação, pós-graduação, docentes, servidores e técnicoadministrativos. Outra forma definida - esta, mais atrativa ao público-alvo - foi a divulgação
nas redes sociais, o que possibilitou atingir um número maior ainda de pessoas devido à
característica dinâmica destas redes, que permite o compartilhamento da informação entre
seus seguidores que, posteriormente, podem compartilhar entre os seus.
Optou-se ainda em divulgar cada número novo na lista de e-mail da Rede de
Bibliotecas da Unesp como uma forma de cooperação, devido à possibilidade da utilização da
mesma informação em diferentes unidades da universidade, já que muitos dos serviços
ofertados são comuns entre elas.
Ademais, todos os informativos já publicados ficam armazenados na página da
biblioteca (http://www.feis.unesp.br/#!/biblioteca/) e podem ser facilmente consultados por
seu número, separados por ano de publicação. A figura 1 melhor ilustra esta informação:

�Figura 1 – Página da biblioteca onde são disponibilizados os Informativos

Fonte: Unesp (2017)

Quanto aos assuntos abordados no informativo, estes são previamente definidos no
mês de janeiro de cada ano, com uma projeção do que poderá ser apresentado em cada mês,
fazendo as devidas modificações no decorrer do período caso apareça algo mais relevante
para a comunidade servida. Os assuntos são relativos à:

a) divulgação de produtos e serviços oferecidos aos seus usuários bem como suas
formas de acesso (Empréstimo Entre Bibliotecas - EEB; Comutação Bibliográfica
- Comut; normalização documentaria; elaboração de ficha catalográfica;
disponibilização de anfiteatro para aulas, defesas, palestras, etc.);
b) normas da ABNT e suas aplicações (apresentadas de forma lúdica e sucinta);
c) eventos e suas programações (palestras; seminários; congressos; Semana Nacional
do Livro e da Biblioteca, Projeto Saúde na Biblioteca, etc.)
d) prestação e contas relativa ao trabalho desenvolvido no ano corrente, em termos
quantitativos (quantidades de empréstimos, devoluções, renovações; solicitações
de EEB, Comut, normalização; livros mais emprestados; usuários que mais
utilizaram os serviços; etc.);
e) apresentação da equipe de biblioteca com suas respectivas funções e contatos
(destinada a facilitar o contato direto do usuário com o setor responsável);
f)

divulgação de novas aquisições; etc.

�Após cada número divulgado, vários retornos são recebidos dos usuários via e-mail e
redes sociais, todos positivos até o momento, os quais relatam a satisfação em conhecer um
serviço novo ou até mesmo um antigo, anteriormente desconhecido.

3 Conclusão
As universidades públicas brasileiras contam com um vasto campo para o trabalho de
disseminação da informação, o que o torna imprescindível nas BU's, especialmente após o
advento das novas tecnologias de comunicação e informação, que redefiniram a forma de
execução desses trabalhos. Acredita-se que o informativo “Por Dentro da Biblioteca”
contribui para a disseminação da informação para a comunidade acadêmica da instituição
visto que a biblioteca realiza um trabalho em prol dos interesses dos seus usuários, onde ele
participa, interage, interroga e adquire conhecimento.
Desta forma, após cinco anos de publicação mensal do boletim, conclui-se que o
objetivo de divulgação dos serviços e a disseminação da informação em meio eletrônico
foram alcançados, posto que a forma de divulgação pôde atingir um maior número de
usuários, através das listas de e-mails institucionais, redes sociais e página da biblioteca.
Além disso, obteve-se vários retornos positivos vindos do corpo discente de graduação, pósgraduação, dos docentes e servidores técnicos administrativos, que passaram a utilizarem os
serviços oferecidos, antes desconhecidos, e de algumas bibliotecas da Rede Unesp, que
aproveitam o material dos boletins com os serviços comuns e compartilham em suas próprias
páginas.
Portanto, considera-se de extrema importância a continuação e publicação de novos
números do informativo e, também, acredita-se na necessidade de realização de pesquisas de
satisfação com os usuários da biblioteca para melhor verificação da eficiência e eficácia do
trabalho desenvolvido para posterior melhora nos pontos apresentados.

Referências
FERREIRA, T. E. de L. R.; PERUCCHI, V. Gestão e o fluxo da informação nas
organizações: um ensaio a partir da percepção de autores contemporâneos. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 446-463, 2011. Disponível
em:
&lt;http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/index.php/article/view/0000011638/09709c3302ccf38585
a9783d1cc871b8&gt;. Acesso em: 03 jul. 2017.

�FIGUEIREDO, N. M. Metodologias para promoção do uso da informação: técnicas
aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas. São Paulo: Nobel,
1991. 144 p.
SANTOS, R. da S.; SOUZA, S. M. de; BARBOSA, J. J. Biblioteca 2.0: um relato de
implementações de ferramentas 2.0 na biblioteca da UNESP de Ilha Solteira. In.:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012, Gramado.
Anais... Gramado: UFRGS, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4RJA.pdf&gt;. Acesso em: 03 jul. 2017.
SILVEIRA, A. Marketing em bibliotecas universitárias. Florianópolis: Editora da UFSC,
1992. 198 p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Faculdade de Engenharia. Diretoria Técnica de
Biblioteca e Documentação – DTBD. Informativos 2017. Ilha Solteira, 2017. Disponível em:
&lt;http://www.feis.unesp.br/#!/biblioteca/informativos/2017/&gt;. Acesso em: 06 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32053">
                <text>INFORMATIVO “POR DENTRO DA BIBLIOTECA” COMO FERRAMENTA DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO E PROMOÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA - UNESP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32054">
                <text>João Josué Barbosa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32055">
                <text>Raiane Silva Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32056">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32057">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32059">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32060">
                <text>Este trabalho descreve a elaboração do informativo “Por dentro da Biblioteca” como meio de disseminar a informação e promover os produtos e serviços da Biblioteca da Faculdade de Engenharia, Campus de Ilha Solteira, da Universidade Estadual Paulista - Unesp. Destaca a importância da disseminação da informação para que as bibliotecas universitárias atinjam seus objetivos e, principalmente, as ferramentas utilizadas no contexto das novas tecnologias de informação e comunicação. Relata os meios e métodos escolhidos para a veiculação do informativo, como lista de e-mails, redes sociais e página da internet e discorre sobre os bons retornos vindos dos usuários acerca deste serviço. Por fim, conclui que o informativo contribui para a disseminação da informação para a comunidade acadêmica da instituição visto que a biblioteca realiza um trabalho que vai de encontro com os interesses dos seus usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66671">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2707" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1789">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2707/1821-1838-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b388d3b001004c5d7f5bf12e9548714e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32052">
                    <text>Implantação de sistema de gerenciamento integrado de informação
na Rede de Bibliotecas Fiocruz: agregar para fortalecer

Fátima Duarte de Almeida (Fiocruz) - fatima.duarte@icict.fiocruz.br
Simone Faury Dib (Fiocruz) - simone.dib@icict.fiocruz.br
Mônica Garcia Garcia (Fiocruz) - monica.garcia@icict.fiocruz.br
Resumo:
Apresenta as estratégias empreendidas para implantação de sistema de gerenciamento
integrado de informação na Rede de Bibliotecas Fiocruz, composta por bibliotecas localizadas
em vários estados do Brasil, com características específicas e público com perfil diferenciado,
visando padronizar procedimentos e potencializar a disserminação do conhecimento científico
e tecnológico em Saúde. Explicita os indicadores para a escolha do sistema, a constituição da
Coordenação responsável pela implantação do sistema em nível nacional, a metodologia de
trabalho adotada, as fases do processo e os resultados alcançados até a fase atual, ressaltando
os pontos positivos, as dificuldades enfrentadas e as lições aprendidas. Traça paralelo entre
sistemas de gerenciamento de bibliotecas proprietário e sistemas de código-aberto (Open
Source), destacando que, dependendo dos objetivos institucionais, sistemas com enfoques
distintos podem coexistir, evitando duplicidade de trabalho e otimizando o acesso à
informação e ao conhecimento científico.
Palavras-chave: Gestão de bibliotecas. Sistema de gerenciamento de bibliotecas. Acesso à
informação científica. Gestão da informação.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Introdução:
A evolução dos formatos para recuperação da informação é contínua e o boom
acontece com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC),
possibilitando a automação das bibliotecas. Esse novo paradigma, marcado pela
utilização de sistemas automatizados para a gestão de bibliotecas, privilegia a
integração das práticas biblioteconômicas, otimizando processos e propiciando
amplo acesso à informação científica.
Diferentes sistemas são adotados nas bibliotecas, sejam eles proprietários ou em
código-aberto (Open Source), cuja escolha perpassa pela análise de questões
internas – missão e objetivos da biblioteca e da instituição a qual está vinculada,
demanda informacional, tamanho do acervo etc. – e questões externas: os requisitos
tecnológicos para hospedagem do software, a utilização de normas, padrões e
protocolos internacionais e cooperativos, a segurança do software, a facilidade de
uso, o custo, a customização, o suporte técnico, entre outros aspectos.
Este trabalho apresenta as estratégias empreendidas para implantação de sistema de
gerenciamento integrado de informação na Rede de Bibliotecas Fiocruz, composta
por dezoito bibliotecas físicas, localizadas em cinco estados brasileiros, com
características específicas e público com perfil diferenciado, visando padronizar
procedimentos e potencializar a disserminação do conhecimento científico e
tecnológico em Saúde. Explicita os indicadores para a escolha do sistema, a
constituição da Coordenação responsável pela implantação do sistema em nível
nacional, a metodologia de trabalho adotada, as fases do processo e os resultados
alcançados até a fase atual, ressaltando os pontos positivos, as dificuldades
enfrentadas e as lições aprendidas. Traça paralelo entre sistemas de gerenciamento
de bibliotecas proprietário e sistemas de código-aberto (Open Source), destacando
que, dependendo dos objetivos institucionais, sistemas com enfoques distintos
podem coexistir, evitando duplicidade de trabalho e otimizando o acesso à
informação e ao conhecimento científico.
Relato da experiência:
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) traz desde de sua criação uma preocupação com
o desenvovlimento das pesquisas científicas atrelado ao apoio aos acervos das
bibliotecas.

�Em 1902, seu patrono e criador, Oswaldo Cruz, desenvolveu a primeira biblioteca da
instituição, Biblioteca de Manguinhos. Tendo a necessidade de atendar as demandas
específicas das novas linhas de pesquisa, outras bibliotecas foram surgindo.
Com objetivo de disseminar o acervo bibligráfico e documental da Fiocruz, em 1986,
cria-se o Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI. Em setembro de 2002, durante o
III Encontro de Bibliotecas da Fiocruz, foi aprovada a criação da Rede de Bibliotecas
da Fiocruz, agregando outras bibliotecas que não faziam parte do SIBI.
Conforme decisão do VI Congresso Interno da Fiocruz, em 2006, a Rede passou a
ser coordenada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica
em Saúde (Icict).
A Rede de Bibliotecas da Fiocruz é composta por dezoito bibliotecas físicas,
localizadas em cinco estados brasileiros, a saber: Rio de Janeiro, Bahia, Recife,
Manaus e Brasília. As bibliotecas possuem rico acervo bibliográfico, disponível nas
formas físicas e virtuais, e reúnem obras adquiridas desde a fundação da Fiocruz, em
1900. As bibliotecas têm como competência a gestão, a organização e a disseminação
dos recursos bibliográficos e também a produção de fontes de informação, como
algumas Bibliotecas Virtuais em Saúde e o Repositório Institucional da Fiocruz. Seu
propósito é contribuir para o ensino, a pesquisa, a assistência, a inovação, a gestão e
a tomada de decisão em Saúde e cooperar em redes e projetos de informação
nacionais e internacionais.
A Rede de Bibliotecas da Fiocruz funciona como uma estrutura que vincula de forma
horizontal suas bibliotecas, onde cada uma possui autonomia, mas trabalha de forma
colaborativa, reunindo-se regularmente para troca de experiências e propondo
novos avanços para o campo da informação científica e tecnológica em Saúde.
A maioria das bibliotecas da Rede utiliza sistemas de gerenciamento de bibliotecas
distintos e adota procedimentos diferenciados para realizar atividades de rotina,
tendo em vista suas demandas informacionais. O Aleph 500 (Automated Library
Expansable Program) e o PHL são os sistemas utilizados na maioria das bibliotecas.
Em 2009, foi criado o Grupo de Trabalho de Alternativas de Informatização do
Acervo e Padronização Terminológica, formado por profissionais que integram a
Rede de Bibliotecas Fiocruz, para identificar um sistema de gerenciamento de
bibliotecas que atendesse às demandas informacionais da Fiocruz.
Os estudos realizados pelo Grupo de Trabalho, em que foram avaliados diversos
softwares, resultaram na escolha do Aleph 500 (Automated Library Expansable
Program), sistema completo, integrado e flexível, desenvolvido pelo Grupo Ex
Libris, que gerencia todos os aspectos das bibliotecas em qualquer tamanho e
estrutura e que é composto por componentes modulares e customizáveis.

�Ressalta-se que, embora exista um movimento mundial em favor do uso de
softwares livres e também o incentivo do governo federal brasileiro, a escolha do
Grupo de trabalho pela adoção do software proprietário Aleph 500 na Rede de
Bibliotecas Fiocruz se baseou em algumas premissas, a saber: (a) ser utilizado de
forma efetiva e contínua por duas bibliotecas da Rede, incluindo a biblioteca que
possui maior acervo; (b) permitir o gerenciamento de grandes acervos, incluindo o
controle das coleções de periódicos; (c) permitir o compartilhamento de recursos, a
conectividade e a completa interação com outros sistemas e bases de dados,
possibilitando a importação e a exportação de dados para a alimentação de
subsistemas de catalogação cooperativa; (d) interoperabilidade com outros sistemas,
incluindo softwares livres. Em relação a este item, destaca-se a possibilidade de
exportação de dados do Aleph 500 para o sistema DSpace, software desenvolvido
para a criação de repositórios digitais com funções de armazenamento,
gerenciamento, preservação e visibilidade da produção intelectual, utilizado pelo
Arca - Respositório Institucional da Fiocruz.
Assim, no ano de 2016, o Icict, responsável pela Rede de Bibliotecas Fiocruz,
adquiriu a versão 23 do software.
Para liderar o processo de implantação do sistema, foi instituída a Coordenação do
Sistema de Bibliotecas Integrado Aleph 500 na Fiocruz – dedicada a planejar,
coordenar, garantir a execução, acompanhar e avaliar as ações relacionadas à gestão
do sistema na instituição.
A coordenação é constituída por 10 profissionais do Icict - 8 bibliotecários e 2
analistas de sistemas - representantes da Gestão de Acervos Bibliográficos, Rede de
Bibliotecas, Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde (CTIC),
Biblioteca de Manguinhos, Biblioteca de Saúde Pública e Biblioteca da Saúde da
Mulher e da Criança.
Um calendário de reuniões foi estabelecido entre a coordenação, que se reúne uma
vez por semana. Dependendo da pauta da reunião, é feito o convite a um profissional
especialista da área para participar das discussões. Todas as decisões são registradas
e a memória é elaborada.
O processo de implantação, que está em andamento, compreende as seguintes fases:
(a) planejamento, realização e avaliação dos resultados do upgrade da versão 16 para
a 23 nas bibliotecas do Icict que já utilizam o sistema; (b) elaboração, aplicação e
análise de questionário com questões importantes para a implantação do sistema
ALEPH nas bibliotecas da Fiocruz (diagnóstico); (c) treinamento nos módulos:
Marc, Circulação e Catalogação, Periódicos e Aquisição, e Sistemas; (d) realização da
customização do sistema; (e) migração para a versão 23 das bibliotecas que utilizam
o sistema; (f) planejamento, realização e avaliação dos resultados da migração das

�bases de dados da biblioteca de Saúde Pública do Icict que descontinuou o uso do
sistema, servindo como piloto para as demais bibliotecas; e (g) planejamento e
implantação do sistema nas demais bibliotecas da Fiocruz.
Cada fase contempla ações específicas. Após o treinamento nos módulos de
Circulação e Catalogação a cordenação está empenhada no levantamento das
customizações necessárias, que são elencadas através de relatório. Após estas
resoluções, serão executados os últimos treinamentos: Periódicos e Aquisição, e
Sistemas. Nota-se que as fases de treinamento e customização caminham juntas para
que o sistema seja readequado às novas necessidades das bibliotecas, que agora irão
atuar em rede.
Considerações Finais ou Conclusões:
A discussão entre software livre e software proprietário vai além da questão da
gratuidade. Ela perpassa as dicussões sobre o uso, a cópia, a customização, o
compartilhamento, entre outros aspectos. O que fomenta essa discussão são as
particularidades sobre seu uso: cada caso, cada situação, cada instituição. A adoção
de software livre necessita da formação de uma equipe totalmente dedicada e
capacitada para manter o sistema em funcionamento e realizar upgrades e
customizações. No caso da Rede de Bibliotecas Fiocruz, houve a necessidade de se
adquirir um software proprietário, mas em consonância com a garantia de
interoperabilidade e cooperação com diversos sistemas.
A Política de Acesso Aberto da Fiocruz, criada em 2014, considera a informação
como um bem público, garantindo à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao
conteúdo integral da produção intelectual desenvolvida pela Fiocruz. A integração
dos softwares Aleph/DSpace (Arca) atende essa demanda institucional, como
comprova a experiência apresentada na Biblioteca de Manguinhos, contribuindo
para o fortalecimento dessa política e para a democratização da informação.
A Biblioteca de Manguinhos, integrante da Rede de Bibliotecas da Fiocruz e
utilizadora do Aleph 500, desde 1998, foi a primeira biblioteca da Rede a testar e
utilizar a exportação de dados para o Arca, buscando maior integração entre um
sistema de gerenciamento proprietário e um software livre. Seguindo as orientações
da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz e do Plano Operativo para
o depósito de documentos no Arca, foi estabelecida uma rotina de exportação de
dados simplificada
Dessa forma, a escolha por um software de gerenciamento único pretende
potencializar o uso dos serviços e a integração da Rede de Bibliotecas Fiocruz,

�facilitando o acesso à informação e ao conhecimento e o fornecimento de subsídios
às atividades acadêmicas e científicas desenvolvidas na instituição.
Referências:
FERRARI, A. C; VICENTINI, L. A. Informatização de bibliotecas: recomendações
para seleção de produtos. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 2008.
Disponível em:
&lt;http://siseb.sp.gov.br/arqs/Notas%20de%20Biblioteca%201.pdf&gt;. Acesso em: 20
mar. 2017.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Portaria da Presidência n. 329/2014-PR. Instituir
a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, visando garantir à sociedade o acesso
gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida
pela Fiocruz. [Rio de Janeiro], 2014.
MELO NETO, J. A.; MELO, C. M. O. Sistemas automatizados: discussões acerca de
seus benefícios para as unidades de informação. HOLLOS, ano 30, v. 1, p. 152-169,
2014.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32043">
                <text>IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE INFORMAÇÃO NA REDE DE BIBLIOTECAS FIOCRUZ: AGREGAR PARA FORTALECER</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32044">
                <text>Fátima Duarte de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32045">
                <text>Simone Faury Dib</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32046">
                <text>Mônica Garcia Garcia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32047">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32048">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32050">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32051">
                <text>Apresenta as estratégias empreendidas para implantação de sistema de gerenciamento integrado de informação na Rede de Bibliotecas Fiocruz, composta por bibliotecas localizadas em vários estados do Brasil, com características específicas e público com perfil diferenciado, visando padronizar procedimentos e potencializar a disserminação do conhecimento científico e tecnológico em Saúde. Explicita os indicadores para a escolha do sistema, a constituição da Coordenação responsável pela implantação do sistema em nível nacional, a metodologia de trabalho adotada, as fases do processo e os resultados alcançados até a fase atual, ressaltando os pontos positivos, as dificuldades enfrentadas e as lições aprendidas. Traça paralelo entre sistemas de gerenciamento de bibliotecas proprietário e sistemas de código-aberto (Open Source), destacando que, dependendo dos objetivos institucionais, sistemas com enfoques distintos podem coexistir, evitando duplicidade de trabalho e otimizando o acesso à informação e ao conhecimento científico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66670">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2706" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1788">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2706/1820-1837-1-PB.pdf</src>
        <authentication>0b99f953c3faf575009b4d77a71e5f6b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32042">
                    <text>Grupo de Trabalho Livros Impressos, Comitê Brasileiro de
Desenvolvimento de Coleções (CBDC) - CBBU/FEBAB: impressões e
perspectivas.

Marcello Mundim Rodrigues (UFU) - marcellomundim@ufu.br
Resumo:
O atual trabalho apresenta o Grupo de Trabalho (GT) Livros Impressos, criado e gerido pelo
Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC), assim como as impressões do
autor referentes à sua participação enquanto membro do GT e secretário do Comitê
supracitado. Seu objetivo é relatar experiências e perspectivas, além de buscar promover tais
grupos, visando ampla divulgação de suas ações. Entende-se que assim seja possível realizar
recrutamento de profissionais (principalmente aqueles atuantes em desenvolvimento de
coleções) dispostos a somar e contribuir com os trabalhos desempenhados por ambos os
grupos. Ao fim do relato, sugerem-se textos (construídos a partir de experiência) que
descrevem missão e objetivo principal do GT Livros Impressos e do CBDC. Conclui-se que a
participação em grupos como o GT Livros Impressos e CBDC é significativa, pois permite
crescimento pessoal e profissional àqueles envolvidos, além de aprimorar o trabalho técnico
da área de desenvolvimento de coleções. Entretanto, há ainda falta de incentivos na ampla
participação de seus atuais e futuros membros, deixando assim tais grupos vulneráveis,
dependentes do trabalho voluntário de seus participantes.
Palavras-chave: Grupos de trabalho. Cooperação institucional. Bibliotecas - Desenvolvimento
da Coleção. Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
Atualmente no Brasil, profissionais da informação têm passado por uma fase de
autoconhecimento no que fiz respeito a seu posicionamento e à percepção do
reconhecimento de sua atuação na sociedade. É esperado que a figura e o papel do
Bibliotecário se destaquem, resultado dos avanços da globalização, pois o fácil acesso e as
inúmeras ferramentas virtuais facilitam o desenvolvimento e a visibilidade dos produtos e
serviços oferecidos em suas unidades de informação, de seus engajamentos em frentes de
trabalho, dos processos e resultados alcançados, dentre outros.
Ainda que possamos contar com profissionais bem posicionados em suas
comunidades, há precariedade de meios de comunicação que facilitem a organização e
cooperação entre pessoas altruístas, proativas e líderes, possibilitando a existência de
barreiras invisíveis no processo de compartilhamento e acesso a informações relevantes,
prejudicando assim seu trabalho. Uma solução encontrada por um grupo pode ser bem
aproveitada por outro semelhante. Entretanto, sem a devida comunicação, essa experiência
não terá o alcance desejado. Comumente utilizam-se periódicos científicos e/ou publicações
em anais de eventos para a comunicação de avanços técnico-científicos.
Ainda assim, é interessante que as partes envolvidas no processo de construção do
conhecimento de determinado saber mantenham contato entre si, ou seja, seria de grande
relevância a criação e manutenção de comunidades de profissionais, grupos que possam
colaborar, cooperar, compartilhar problemas, ideias, soluções em comum, pois esse
processo pode gerar políticas nacionais e práticas mais eficientes e eficazes.
Esses grupos podem ser denominados comissões, comitês, grupos de trabalho, etc.
De acordo com o Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa Michaelis Online “comissão” se
denomina “[...] reunião de pessoas designadas por uma assembleia para realizar uma tarefa
[...]” ou “[...] a reunião dessas pessoas para executar esse trabalho [...]”. Há também
“comissão executiva”, termo mais próximo da realidade dos profissionais da área de
biblioteconomia e ciência da informação no Brasil, que se define por “grupo de pessoas de
uma empresa ou da administração pública que executa as decisões tomadas nessa reunião
executiva; executiva”.
O papel desses grupos é, primeiramente, aproximar profissionais com características
similares e que desejam doar-se a buscas por melhorias em seu ambiente de trabalho, sua

�comunidade e/ou em todo o país. Geralmente essas comissões são subordinadas a órgãos
que fomentam suas atividades, e esses por sua vez, possuem missões e objetivos que devem
ser levados em conta pela atuação de seus membros.
Durante busca por informações a respeito desses grupos, pôde-se perceber que
ainda são faltosos dados oficiais (missão, objetivos, membros, entre outros) sobre os
mesmos na rede virtual de computadores. Sendo assim, é pretendida, ao final desse relato, a
elaboração de uma sugestão de texto (que se dá através de experiência) referente à missão
e objetivo do Grupo de Trabalho (GT) Livros Impressos e do Comitê Brasileiro de
Desenvolvimento de Coleções (CBDC), e apresentá-la na próxima reunião da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), que acontecerá no CBBD 2017, em
Fortaleza/CE.
Sabe-se que a confecção de uma web site oficial do CBDC está em andamento,
produzida pela coordenadora do Comitê, Katiussa Nunes Bueno, Bibliotecária da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O resultado final desse trabalho
também será apresentado na reunião do CBBU em evento supracitado.
Portanto, busca-se nesse relato compartilhar experiência como membro do GT Livros
Impressos (percepções e perspectivas para o futuro do GT), assim como também da minha
recente e breve vivência como secretário do CBDC.
O objetivo principal desse relato é proporcionar maior visibilidade ao GT Livros
Impressos e ao CBDC que o coordena, buscando chamar a atenção de profissionais atuantes
ou que se façam interessados por desenvolvimento de coleções, encorajando-os a
contribuir, a participar do processo de construção do conhecimento dessa área, uma vez que
o foco dos trabalhos desempenhados está na evolução das práticas bibliotecárias no Brasil.
2 PARTICIPAÇÃO NO GT LIVROS IMPRESSOS
Sou Bibliotecário formado há 5 anos. Finalizei meu curso em julho de 2012 na Escola
de Ciência da Informação (ECI) – Universidade Federal de Mina Gerais (UFMG). Alguns meses
após ter me graduado, assumi a vaga de concurso na Universidade Federal de Uberlândia
(UFU) a qual havia pleiteado. Nesse meio tempo, não tive experiência como Bibliotecário em
outra instituição. Entrei como gerente de biblioteca setorial, passei pela referência em
seguida, mas foi quando estava na área de Seleção e Aquisição (no Sistema de Bibliotecas da

�UFU nós temos o setor de processamento técnico dividido em dois) que tive a oportunidade
de ir, pela primeira vez, ao Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) do ano
de 2014 sediado em Belo Horizonte, Minas Gerais.
À convite da ex-diretora do SISBI-UFU, durante o evento, participei da reunião
técnica do CBDC vinculado à CBBU/FEBAB e ingressei no GT Livros Impressos, que havia
acabado de se formar. Confesso que à princípio não fazia ideia do que se tratava participar
de um grupo de trabalho, mas entrei com a proposta de ser o suporte técnico do grupo,
resolvendo todas as questões relacionadas à tecnologia: manuseio de ferramentas e
ambientes virtuais para reuniões, gerenciamento de documentos, formulários, etc. Fui aos
poucos participando, ganhando confiança, entendendo do que se tratava o GT. No primeiro
ano, minha participação ainda era coadjuvante, mas nos seguintes, passei a cooperar mais
(até porque o número de participantes ativos havia reduzido drasticamente), principalmente
durante fase de elaboração e execução do “Mapeamento dos Procedimentos de Aquisição
de Materiais Informacionais das IES no Brasil”, pesquisa cujos resultados foram
apresentados no SNBU 2016, em Manaus, durante reunião do CBBU.
Fazer parte desse trabalho “experimental” me permitiu um crescimento pessoal e
profissional considerável, afinal minha entrada se deu no nascimento do grupo e não havia
nada que garantisse a sua existência até o atual momento – a não ser o trabalho voluntário
dos envolvidos. Pude aguçar minhas habilidades de liderança e trabalho em equipe,
tratando-se de uma em que seus membros estão há milhares de quilômetros de distância
um do outro (São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais).
Apesar disso, a execução das tarefas é muito organizada e os papéis bem estabelecidos. O
clima é descontraído, todos se respeitam, e cooperação é palavra-chave.
É válido lembrar que os participantes desses grupos continuam com suas funções
normais enquanto Bibliotecários de suas IES, ou seja, decidem em dividir seu tempo com
causas que futuramente possam ajudar tanto a sua rotina quanto a de outros colegas Brasil
afora.
Seria interessante levantarmos discussões a cerca da participação de profissionais em
grupos como esse, pois há necessidade da continuidade do desenvolvimento de trabalhos
que beneficiem as práticas bibliotecárias em território nacional. Hoje, esse trabalho é
voluntário, dependendo da boa vontade de seus membros, porém, sente-se falta de apoio,
incentivo: sejam em recursos financeiros (garantidos pelas IES de origem de cada membro

�ou por órgãos de fomento) como ajuda no custeio da participação desses profissionais em
reuniões anuais que se realizam nos eventos da área, uma vez que sua presença é
fundamental; seja na promoção e divulgação de seus esforços em projetos, metas
alcançadas, dando, dessa forma, maior destaque a esses, que ganham assim visibilidade,
resultando em participação e/ou ingresso de pessoas engajadas; entre outros.
3 PARTICIPAÇÃO NO CBDC

Após 2 anos de participação no GT Livros Impressos, fui convidado pela coordenação
do CBDC a participar do mesmo enquanto secretário, para assistir o grupo em questões
similares às do GT. Por mais que as funções no CBDC se modifiquem, todos possuem voz em
decisões a serem tomadas.
Até o momento, foram poucas as ações do Comitê em período pós SNBU 2016, mas
para esse ano, já se estabeleceu pauta da reunião nacional que acontecerá no CBBD 2017,
aprovada por todos os membros. Assim como as do GT, as reuniões desse grupo são feitas
através de ferramentas como Skype e Hangout do Google Drive.
Como dito anteriormente, há uma web site sendo construída pela coordenadora do
Comitê, que busca registrar e divulgar as ações promovidas por esse e outros grupos que o
mesmo gere, além de disponibilizar outras informações relevantes. Esse trabalho, ao ser
concluído, assistirá e beneficiará todos envolvidos e interessados enquanto espaço que dá
acesso ao CBDC, GTs e seus membros, além de contribuir com sua memória institucional.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O GT Livros Impressos se tornou um grupo bem estruturado e consolidado, apesar de
seus poucos membros (6 Bibliotecários), que se propuseram a desafiar a realidade vivida
atualmente no país, tendo a redução orçamentária das universidades públicas (todos os
bibliotecários membros do GT são funcionários de Bibliotecas Universitárias Federais) como
um dos problemas mais pontuais e impactantes para o desenvolvimento de coleções nesse
momento.

�Apesar de tudo, como membro, percebo que, mesmo sem grandes incentivos, a
participação nesses grupos é extremamente válida, pois ela proporciona crescimento a seus
envolvidos. As perspectivas para o futuro do GT, mesmo em fase de baixas e perdas na
Educação, são promissoras, pois os objetivos para os anos 2017-18 já estão definidos e
alinhados cronologicamente. Também espero poder contribuir, além de absorver e construir
conhecimento significativo na participação da gestão atual do CBDC, visando sempre o
crescimento e desenvolvimento da área de coleções.
Como proposto na introdução desse relato e pensada por meio de experiência obtida
na participação desses grupos, a missão do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de
Coleções é promover discussões relacionadas à criação de políticas que regularizem e
padronizem práticas de gestão de acervos em território nacional. Seu objetivo principal é
dar apoio, através de capital intelectual, a todos profissionais bibliotecários atuantes em
desenvolvimento de coleções no Brasil. Já o Grupo de Trabalho Livros Impressos tem como
missão trabalhar em prol do crescimento e desenvolvimento das práticas relacionadas à
seleção, aquisição e descarte de materiais informacionais impressos no âmbito das
universidades públicas e/ou privadas brasileiras. Seu objetivo principal é promover
pesquisas, discussões e construir aparatos consultivos que assistam profissionais em suas
rotinas quando no trato de materiais impressos.
5 REFERÊNCIAS
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Missão. FEBAB: São Paulo, 201217. Disponível em: &lt;http://www.febab.org.br/cbbu-2/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2017.
COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES. Trajetória histórica, 2017.
Disponível em: &lt;https://cbdcsite.wordpress.com/sobre/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2017.
MICHAELIS. Dicionário brasileiro de língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2017.
Disponível em:
&lt;http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&amp;f=0&amp;t=0&amp;palavra=comiss%C3%A3o&gt;. Acesso em:
5 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32035">
                <text>GRUPO DE TRABALHO LIVROS IMPRESSOS, COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (CBDC) - CBBU/FEBAB: IMPRESSÕES E PERSPECTIVAS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32036">
                <text>Marcello Mundim Rodrigues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32037">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32038">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32040">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32041">
                <text>O atual trabalho apresenta o Grupo de Trabalho (GT) Livros Impressos, criado e gerido pelo Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC), assim como as impressões do autor referentes à sua participação enquanto membro do GT e secretário do Comitê supracitado. Seu objetivo é relatar experiências e perspectivas, além de buscar promover tais grupos, visando ampla divulgação de suas ações. Entende-se que assim seja possível realizar recrutamento de profissionais (principalmente aqueles atuantes em desenvolvimento de coleções) dispostos a somar e contribuir com os trabalhos desempenhados por ambos os grupos. Ao fim do relato, sugerem-se textos (construídos a partir de experiência) que descrevem missão e objetivo principal do GT Livros Impressos e do CBDC. Conclui-se que a participação em grupos como o GT Livros Impressos e CBDC é significativa, pois permite crescimento pessoal e profissional àqueles envolvidos, além de aprimorar o trabalho técnico da área de desenvolvimento de coleções. Entretanto, há ainda falta de incentivos na ampla participação de seus atuais e futuros membros, deixando assim tais grupos vulneráveis, dependentes do trabalho voluntário de seus participantes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66669">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2705" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1787">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2705/1819-1836-1-PB.pdf</src>
        <authentication>33d631718bcca3c57abf55f20409bc8f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32034">
                    <text>GOOGLE CLASSROOM COMO FERRAMENTA PARA
TREINAMENTOS À DISTÂNCIA: um relato de experiência em
bibliotecas universitárias

Juliana Soares Lima (UFC) - juliana.lima@ufc.br
Francisco Edvander Pires Santos (UFC) - edvanderpires@gmail.com
Izabel Lima dos Santos (UFC) - zbel.lima@gmail.com
Resumo:
O trabalho discute a realização de treinamentos à distância ofertados em caráter experimental
por duas bibliotecas universitárias que utilizaram o Google Classroom como ambiente virtual
de aprendizagem. Justifica a escolha dessa ferramenta em virtude de fatores que dificultaram
a instituição a adotar a sua própria plataforma EaD, porém, reforça que, futuramente, o
ambiente virtual de aprendizagem da Universidade poderá ser utilizado para os treinamentos
à distância. Ratifica a flexibilidade que o EaD proporciona aos interessados em participar dos
treinamentos oferecidos pelas bibliotecas, na medida em que permite ao aluno escolher dia e
horário para acessar a plataforma. Apresenta os dados quantitativos da avaliação feita pelos
alunos de um dos treinamentos EaD ministrado pela equipe de bibliotecários, na tentativa de
demonstrar a preferência dos participantes por cursos EaD, se comparados aos presenciais, e
o grau de satisfação para com o conteúdo ministrado. Conclui que o diferencial da produção
de conteúdo para esses treinamentos tem sido a preparação do material com base nas dúvidas
trazidas pelos próprios usuários das bibliotecas, seja no atendimento ou nos treinamentos
presenciais.
Palavras-chave: Google Classroom. Ambiente virtual de aprendizagem. Ensino à distância.
Biblioteca universitária. Educação de usuários.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

1 INTRODUÇÃO
O papel dos bibliotecários e os serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias têm passado por mudanças consideráveis devido ao avanço das
tecnologias, às novas ferramentas que surgem a cada dia, ao maior acesso à
informação e, principalmente, às novas demandas que se apresentam nesse cenário
de transformação. Com relação a essas mudanças e aos serviços oferecidos pelas
bibliotecas

universitárias,

destacamos

os

treinamentos,

que

eram

apenas

ministrados presencialmente e que agora também passaram a ser à distância,
visando atender às exigências dos usuários. Esta necessidade foi comprovada e
devidamente registrada pelos usuários do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará (UFC), com muitos comentários solicitando treinamentos na
modalidade de Educação a Distância (EaD) na pesquisa de avaliação, realizada
entre 2016, dos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas. Somando-se a
esse fato, a Biblioteca Universitária da UFC já tinha planos de ofertar treinamentos à
distância para os seus usuários, com tentativas que, por diversos motivos, não
convergiram satisfatoriamente para o alcance dessa meta.
De acordo com Garcez e Rados (2002, p. 16), “As bibliotecas devem ser
continuamente revitalizadas pela voz de seus usuários, uma vez que essa dinâmica
criativa e renovadora pode torná-la responsável pela satisfação dos mesmos,
atendendo às necessidades emergentes de uma comunidade em constante
evolução”. E foi visando atender a uma necessidade emergente que a equipe de
bibliotecários do serviço de referência de duas bibliotecas da UFC se prontificou a
organizar e produzir conteúdo EaD para turmas de caráter experimental.
Conceituando EaD, Moore e Kearsley (2008, p. 2) afirmam que se trata do
“[...] aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local
do ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução,
comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e
administrativas especiais”. Nesse sentido, temos os ambientes virtuais de
aprendizagem, que possibilitam a realização dos cursos EaD, e dos quais faz parte o
Google Classroom, utilizado nos primeiros treinamentos das bibliotecas da UFC
sobre normalização de trabalhos acadêmicos e gerenciadores de referências com
conteúdo exclusivo para a modalidade a distância.

�2

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
Entre os meses de maio a julho de 2017, a Biblioteca de Ciências Humanas
(BCH) e a Biblioteca da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e
Contabilidade (BFEAAC) disponibilizaram para a comunidade acadêmica da UFC os
primeiros cursos EaD ofertados pelas bibliotecas da instituição. Os cursos realizados
foram: normalização de trabalhos acadêmicos, com base nas normas ABNT; como
inserir citações e referências no Microsoft Word; e funcionalidades do Mecanismo
Online para Referências (MORE). Além destes, há os cursos de gerenciadores de
referências, que visam atender à crescente demanda por auxílio quanto à
normalização de trabalhos acadêmicos e que ainda estão em fase de produção de
conteúdo.
O Sistema de Bibliotecas da UFC oferece regularmente treinamentos
presenciais, abordando estes e outros temas; contudo, devido ao crescimento
vivenciado pela Universidade nos últimos anos, inclusive no tocante a cursos da
modalidade semipresencial e aos casos de alunos que necessitam conciliar as suas
atividades laborais com as acadêmicas, intensificou-se a necessidade de oferta de
treinamentos noturnos e também na modalidade EaD.
A plataforma escolhida para disponibilização desses treinamentos foi o
Google Classroom. Essa ferramenta foi escolhida, primeiramente, por conta de
alguns entraves institucionais, em que as bibliotecas solicitaram suporte técnico para
estruturar treinamentos EaD na plataforma Moodle ou SOLAR (plataforma
semelhante ao Moodle, desenvolvida e mantida pela UFC), mas, por diversos
fatores, dentre eles o burocrático, o conteúdo planejado pelos bibliotecários não
chegou a ser produzido efetivamente.
Apesar de ser possível estruturar todos os cursos EaD das bibliotecas no
Moodle, independente do suporte técnico solicitado, não faria sentido que os
conteúdos fossem mantidos em um servidor que não pertencesse ao da
Universidade, garantindo a salvaguarda, o backup e a preservação desses
conteúdos, assim como ocorre com todos os outros cursos semipresenciais
oferecidos pela UFC. Ademais, o Google Classroom é uma ferramenta gratuita,
simples e fácil de utilizar, que oferece todos os recursos necessários para estruturar
um curso à distância.

�3

Dentre as muitas inscrições recebidas pelas bibliotecas, foram selecionados
357 alunos para participar das primeiras turmas dos cursos à distância, de acordo
com o quantitativo apresentado na tabela 1:
Tabela 1 – Quantidade de alunos e inscritos por turma.
Inserindo citações
e referências com
o Microsoft Word
57 alunos

MORE
(Mecanismo
Online para
Referências)
31 alunos

Normalização de
Trabalhos
Acadêmicos

Endnote Basic
(em
andamento)

Zotero
(em
andamento)

160 alunos

56 inscritos

53 inscritos

Fonte: Google Forms.

Os dados a seguir foram coligidos a partir da pesquisa de satisfação enviada
para os alunos após a realização do curso Inserindo citações e referências com o
Microsoft Word, que consideramos como amostragem para este trabalho. Dos 57
alunos inscritos, 55 responderam à avaliação. O gráfico 1 corrobora a preferência
dos participantes pelos cursos EaD:
Gráfico 1 – Preferência dos alunos pelos cursos presenciais e EaD.

Fonte: Google Forms.

Ainda com base na pesquisa de satisfação enviada para os alunos após a
realização do curso Inserindo citações e referências com o Microsoft Word, foram
avaliadas: a clareza das explicações, a navegação na plataforma, o material
utilizado, a comunicação com os tutores e a pertinência das atividades, conforme
resultados ilustrados no gráfico 2:

�4
Gráfico 2 – Grau de satisfação em relação ao treinamento EaD.

Fonte: Google Forms.

O conteúdo para os treinamentos à distância foi produzido não apenas como
uma exposição de recomendações, no caso da normalização segundo a ABNT, ou
explanação de funcionalidades dos softwares, no caso dos recursos do Microsoft
Word, MORE e gerenciadores de referências, tendo em vista que as apresentações
trouxeram as principais dúvidas apresentadas pelos usuários na ocasião do
atendimento

no

serviço

de

referência

e

dos

treinamentos

ministrados

presencialmente.
Vale destacar que os alunos elogiaram a forma como a normalização foi
abordada no curso, por meio de videoaulas curtas, com média de duração de 13
minutos a 27 minutos, exercícios e quizzes para fixar o aprendizado, além de
hangouts para tirar dúvidas e feedback em tempo real sobre cada atividade.
Acreditamos que esse tem sido o diferencial do conteúdo produzido pela BCH
e BFEAAC, principalmente devido ao fato de que todo o material está disponível no
site da biblioteca, dentre tutoriais, templates, guias e apresentações, além de que,
conforme a nossa constatação, a maioria dos usuários já comparece aos
treinamentos com dúvidas bastante específicas, ao menos em se tratando de
normalização de trabalhos acadêmicos e bases de dados, e isso se refletiu também
na modalidade EaD. Constatamos que a novidade para os alunos que participaram
dos cursos referiu-se a como inserir citações e referências no Microsoft Word e aos
gerenciadores de referências.

�5

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Sistema de Bibliotecas da UFC pretende estruturar os cursos EaD no
próprio ambiente virtual de aprendizagem da instituição: o SOLAR. No entanto,
como ainda não há um prazo definido para o início e a conclusão dessa meta, a
equipe de bibliotecários da BCH e BFEAAC optou pela plataforma Google
Classroom para ofertar os treinamentos à distância, ainda que em caráter
experimental. Aliás, é consenso entre a equipe de que não há impedimento de
utilizar as duas plataformas e verificar, a posteriori, qual a preferência de utilização
por parte dos usuários.
Salientamos, por fim, que o acompanhamento individual de cada turma
possibilitou com que a BCH e a BFEAAC implantassem à rotina de atendimento um
legítimo serviço de referência virtual, pois dúvidas foram tiradas em tempo real por
meio de chats agendados com os alunos que demonstraram interesse em participar.
Além disso, algumas das dúvidas sobre normalização foram compartilhadas na fan
page das bibliotecas, o que gerou um alcance acima do esperado.
REFERÊNCIAS
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Tradução:
Antonio Agenor Briquet de Lemos. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2012.
GARCEZ, Eliane Maria Stuart; RADOS, Gregório J. Varvakis. Necessidades e
expectativas dos usuários na educação a distância: estudo preliminar junto ao
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal
de Santa Catarina. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 1, p. 13-26, jan./abr.
2002. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/%0D/ci/v31n1/a03v31n1.pdf&gt;.
Acesso em: 13 jul. 2017.
LITTO, Fredric M.; FORMIGA, Marcos (Org.). Educação a distância: o estado da
arte. 2. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. v. 2.
MOORE, Michael G.; KEARSLEY, Greg. Educação a distância: uma visão
integrada. São Paulo: Cengage Learning, 2008. 398 p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca Universitária (Comissão de
Serviços). Relatório de avaliação dos produtos e serviços oferecidos pelo
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará: aplicação 03 (20142017). Coordenação: Francisco Edvander Pires Santos, Izabel Lima dos Santos e
Juliana Soares Lima. Fortaleza, 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32025">
                <text>GOOGLE CLASSROOM COMO FERRAMENTA PARA TREINAMENTOS À DISTÂNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32026">
                <text>Juliana Soares Lima</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32027">
                <text>Francisco Edvander Pires Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32028">
                <text>Izabel Lima dos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32029">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32030">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32032">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32033">
                <text>O trabalho discute a realização de treinamentos à distância ofertados em caráter experimental por duas bibliotecas universitárias que utilizaram o Google Classroom como ambiente virtual de aprendizagem. Justifica a escolha dessa ferramenta em virtude de fatores que dificultaram a instituição a adotar a sua própria plataforma EaD, porém, reforça que, futuramente, o ambiente virtual de aprendizagem da Universidade poderá ser utilizado para os treinamentos à distância. Ratifica a flexibilidade que o EaD proporciona aos interessados em participar dos treinamentos oferecidos pelas bibliotecas, na medida em que permite ao aluno escolher dia e horário para acessar a plataforma. Apresenta os dados quantitativos da avaliação feita pelos alunos de um dos treinamentos EaD ministrado pela equipe de bibliotecários, na tentativa de demonstrar a preferência dos participantes por cursos EaD, se comparados aos presenciais, e o grau de satisfação para com o conteúdo ministrado. Conclui que o diferencial da produção de conteúdo para esses treinamentos tem sido a preparação do material com base nas dúvidas trazidas pelos próprios usuários das bibliotecas, seja no atendimento ou nos treinamentos presenciais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66668">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2704" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1786">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2704/1818-1835-1-PB.pdf</src>
        <authentication>759bc7abdfc81955096345cb99d8bf2e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32024">
                    <text>GESTÃO DE PESSOAS NA BIBLIOTECA UNIVERISTÁRIA NO
ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

Anízia Maria Lima Nogueira (UFCA) - anizia@gmail.com
Resumo:
A presente pesquisa tem como objetivo geral investigar práticas de gestão de pessoas em
bibliotecas universitárias através da formação de competências e habilidades do bibliotecário
no âmbito da realidade nacional, visando à proposição de um programa de atuação. Busca
responder o questionamento: Como estruturar um programa de atuação em bibliotecas
universitárias, apresentando o bibliotecário como profissional protagonista, referente às
práticas de gestão de pessoas, contemplando a formação de competências e habilidades em
informação, aplicado ao contexto nacional? Ressalta-se ainda que esta é uma pesquisa ainda
em andamento e para tal estamos buscando embasamento teórico na literatura sobre
competências e habilidades, gestão de pessoas, bibliotecas universitárias. A metodologia
possui, quanto aos fins, uma pesquisa descritivo-exploratória, e quanto aos meios,
bibliográfica, os sujeitos são os bibliotecários gestores das bibliotecas universitárias, quanto a
natureza se caracteriza como quanti-qualitativa e o método é o hermenêutico compreensivo e
o comparativo. Os campos da pesquisa para estudo empírico são as bibliotecas universitárias
no âmbito nacional. Conclui-se que a criação do programa visa ser um ponto de partida para
construção de ações estratégicas da gestão de pessoas na biblioteca universitária além de
promover novas perspectivas de pesquisa e aplicação profissional.
Palavras-chave: Gestão de Pessoas; Competências;
Biblioteca universitária.

Habilidades;

Bibliotecário

gestor;

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO:

Os progressos vistos nas últimas décadas têm conduzido às instituições-sejam
elas públicas ou privadas - a procurarem inovações no âmbito da gestão visando à
melhoria em seus desempenhos, o alcance de resultados e o cumprimento da missão
institucional tanto para o perfeito atendimento das necessidades dos clientes como para
a valorização do capital humano.
Pessoas constituem o principal recurso para que as unidades de informação
cumpram seu objetivo, que consiste em atender a demanda por informação e
conhecimento da sua comunidade. Identificar as competências necessárias e aquelas
que se têm por desenvolver para uma atuação eficaz e eficiente dos profissionais e aliálas aos objetivos estratégicos da organização tornam-se um desafio para a
sobrevivência e o sucesso de ambos, profissionais e organização (DUTRA, 2001).
Dessa forma, faz-se pertinente o seguinte questionamento que embasa esta
proposta de pesquisa: Como estruturar um programa de atuação em bibliotecas
universitárias, apresentando o bibliotecário como profissional protagonista, referente às
práticas de gestão de pessoas, contemplando a formação de competências e
habilidades em informação, aplicado ao contexto nacional?
As hipóteses desta pesquisa são de que a gestão de pessoas na biblioteca
universitária não é visualizada a partir da institucionalização de um programa,
considerando os múltiplos procedimentos de atuação com acervos, serviços/produtos,
tecnologias, assim como a formação de competências e habilidades em informação.
Ainda não há um programa de atuação de gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias considerando a amplitude das dimensões das relações interpessoais,
acervo, serviços/produtos e tecnologias.
O interesse pelo tema foi motivado à cerca de dez anos quando assumi a
coordenação de uma rede de bibliotecas universitárias privadas na cidade de Juazeiro
do Norte. Foi nessa experiência sendo gestora de uma equipe bastante variada de

�pessoas que me deparei com muitas situações de conflito. Esta situação me motivou a
buscar conhecimentos para lidar com esses problemas, por meio de cursos e leituras
acerca do tema.
Outro fator que constitui a motivação para esta pesquisa é a escassez de
estudos na literatura da área no Brasil.
Este pesquisa tem como objetivo geral:
Investigar práticas de gestão de pessoas em bibliotecas universitárias através da
formação de competências e habilidades do bibliotecário no âmbito da realidade
nacional, visando à proposição de um programa de atuação.
E os objetivos específicos são:
1. Discutir sobre práticas de gestão de pessoas em bibliotecas universitárias a
partir da formação de competências e habilidades;
2. Identificar junto aos bibliotecários gestores, quais as competências primordiais
necessárias para auxiliar as práticas da gestão de pessoas nas bibliotecas em que
exercem tal função.
3. Descrever práticas estratégicas e metodológicas dos bibliotecários gestores de
pessoas nas bibliotecas universitárias.
4. Propor um programa de atuação para gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias no âmbito da formação de competências do bibliotecário.
No que se refere ao embasamento teórico podemos afirmar que segundo
Rabaglio (2014), gestão é o ato de gerir, de administrar. São os meios através dos
quais se gerem uma equipe, uma instituição, um projeto ou uma empresa. Já a gestão
de pessoas, para Chiavenato (2008) é o conjunto de políticas e práticas necessárias
para conduzir os aspectos da posição gerencial relacionados com as “pessoas” ou
recursos humanos, incluindo recrutamento, seleção, treinamento, recompensas e
avaliação do desempenho.
De acordo com Robbins (2009, p.371)

Uma análise sobre todas as definições de liderança constata que é
comum a todas a noção de que os líderes são indivíduos que, por suas
ações, facilitam o movimento de um grupo de pessoas rumo a uma meta
comum ou compartilhada. Esta definição sugere que a liderança é um
processo de influência.

�O bibliotecário gestor deve trabalhar juntamente com sua equipe buscando
interagir para que dessa forma possam alcançar todos os objetivos propostos.
O processo de globalização e o desenvolvimento das tecnologias geraram
alterações significativas na concepção do trabalho, produzindo uma modificação em
termos de competências e habilidades requeridas para o desempenho profissional e um
melhoramento na qualificação da mão-de-obra. Segundo Chiavenato (2006), quando se
possui um conjunto de habilidades, passa-se a ter competência.
De acordo com Ruas (2001), competências são definidas, como o conjunto de
habilidades, atitudes e conhecimentos que, integrados, são responsáveis pelo alcance
dos resultados organizacionais esperados; as competências começam a ser
consideradas como elementos imprescindíveis à gestão. O autor ainda coloca que os
estudos com relação com as competências passaram a ter influência sobre atividades
da gestão, com grande tendência na área de gestão de pessoas e na esfera da
tecnologia da informação. Com efeito, em decorrência das pressões sociais e da
complexidade nas relações de trabalho, não apenas as questões técnicas são
reconhecidas, como também as ligadas ao comportamento.
As novas exigências para o bibliotecário gestor envolvem inúmeros requisitos e
competências. É imprescindível para o seu desempenho efetivo como gestor que ele
venha a obter habilidades, atitudes e que venha a acrescer e desenvolver as
competências que virão a apoiar na prática dos afazeres profissionais e no
gerenciamento de sua equipe de trabalho.
O ato de gerir de pessoas nas bibliotecas universitárias é tarefa bastante
desafiadora. A importância do líder na articulação dos recursos para atingir os objetivos
organizacionais já é conhecida. Essa importância se intensifica quando o líder tem de
coordenar a interação de sua equipe e dos recursos disponíveis com um espaço que
está sempre mudando.

2 MÉTODO DE PESQUISA:

A pesquisa terá natureza descritivo-exploratória, visando à configuração da
realidade da biblioteca universitária no âmbito da gestão de pessoas. Os sujeitos da

�pesquisa serão os bibliotecários gestores das bibliotecas universitárias em âmbito
nacional no gerenciamento de suas equipes de trabalho.
De acordo com o procedimento será realizada uma pesquisa bibliográfica para
conhecer melhor o assunto e descobrir o quanto ele avançou.
Quanto à natureza, a pesquisa se caracteriza como abordagem quantiqualitativa.
No concernente ao método, será utilizado o hermenêutico compreensivo e o
comparativo. O instrumento de coleta de dados utilizado será o questionário.
Os campos da pesquisa para estudo empírico serão as bibliotecas universitárias
no âmbito nacional. Para efeitos tipológicos das bibliotecas universitárias serão
destacadas as universidades Estaduais e Federais no contexto público e as bibliotecas
universitárias no contexto privado. A amostra da pesquisa será formada pelos gestores
dessas bibliotecas.

3 RESULTADOS:

Como essa pesquisa encontra-se em andamento espera-se compreender o
processo investigativo dos bibliotecários gestores no que se refere à prática de gestão
de pessoas e formação de competências e habilidades e que a partir dessa
compreensão desses fenômenos de gestão de pessoas e competências e habilidades
dos bibliotecários gestores pretende-se propor o programa de atuação que refletirá
práticas estratégicas de gestão de pessoas dos bibliotecários das universidades
públicas e privadas.
Pretendemos também responder a pergunta problema e alcançar os objetivos
propostos. Identificar as competências e habilidades dos bibliotecários gestores é
condição fundamental para que se possa compreender os sentidos do processo
investigativo e dinamizar a proposta do programa.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Considerando que a pesquisa está em andamento é pertinente reconhecer que:

�- As reflexões predizem a necessidade de um programa de atuação de gestão de
pessoas em biblioteca universitária;
- O programa será construído a partir da investigação teórico-empírica com a
comunidade de bibliotecários gestores em nível nacional;
- O programa busca ser um ponto de partida para construção de ações estratégicas da
gestão de pessoas na biblioteca universitária;
- O programa visa promover novas perspectivas de pesquisa e aplicação profissional.

5 REFERÊNCIAS:

CHIAVENATO, I. Carreira: você é aquilo que faz. São Paulo: Saraiva, 2006.

CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

DUTRA, J.S.(Org.) Gestão por competências: um modelo avançado para o
gerenciamento de pessoas. São Paulo: Editora Gente, 2001.

RABLAGIO, M. O. Gestão por competências: ferramentas para atração e captação de
talentos humanos. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2014.

ROBBINS, S. P. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2009.

RUAS, R. L. Competências gerenciais e aprendizagem nas organizações: uma relação
de futuro? In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE COMPETITIVIDADE BASEADO NO
CONHECIMENTO, 1., 2001. São Paulo. Anais... São Paulo: FEA/ USP, 2001. 1 CD.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32017">
                <text>GESTÃO DE PESSOAS NA BIBLIOTECA UNIVERISTÁRIA NO ÂMBITO DA FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32018">
                <text>Anízia Maria Lima Nogueira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32019">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32020">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32022">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32023">
                <text>A presente pesquisa tem como objetivo geral investigar práticas de gestão de pessoas em bibliotecas universitárias através da formação de competências e habilidades do bibliotecário no âmbito da realidade nacional, visando à proposição de um programa de atuação. Busca responder o questionamento: Como estruturar um programa de atuação em bibliotecas universitárias, apresentando o bibliotecário como profissional protagonista, referente às práticas de gestão de pessoas, contemplando a formação de competências e habilidades em informação, aplicado ao contexto nacional? Ressalta-se ainda que esta é uma pesquisa ainda em andamento e para tal estamos buscando embasamento teórico na literatura sobre competências e habilidades, gestão de pessoas, bibliotecas universitárias. A metodologia possui, quanto aos fins, uma pesquisa descritivo-exploratória, e quanto aos meios, bibliográfica, os sujeitos são os bibliotecários gestores das bibliotecas universitárias, quanto a natureza se caracteriza como quanti-qualitativa e o método é o hermenêutico compreensivo e o comparativo. Os campos da pesquisa para estudo empírico são as bibliotecas universitárias no âmbito nacional. Conclui-se que a criação do programa visa ser um ponto de partida para construção de ações estratégicas da gestão de pessoas na biblioteca universitária além de promover novas perspectivas de pesquisa e aplicação profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66667">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2703" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1785">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2703/1817-1834-1-PB.pdf</src>
        <authentication>3fbae2b1181cd9d363ed96e0632ad169</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32016">
                    <text>GERENCIADORES E CONSTRUTORES DE REFERÊNCIAS: um
relato das ações desenvolvidas por bibliotecas universitárias

Francisco Edvander Pires Santos (UFC) - edvanderpires@gmail.com
Juliana Soares Lima (UFC) - juliana.lima@ufc.br
Izabel Lima dos Santos (UFC) - zbel.lima@gmail.com
Resumo:
O trabalho apresenta os gerenciadores e construtores de referências como ferramentas que
auxiliam o pesquisador na normalização de trabalhos acadêmicos. Diferencia gerenciadores e
construtores de referências com base na estruturação de uma base de dados de referências
bibliográficas. Discute a realização de treinamentos sobre gerenciadores de referências em
duas bibliotecas universitárias, que conduziram à elaboração de tutoriais e de um guia
visando à divulgação e ao uso dessas ferramentas por parte da comunidade acadêmica. Ilustra
os resultados apresentados pelo Google Trends, que demonstram o alcance em nível mundial
dos gerenciadores Endnote, Mendeley e Zotero, utilizados como base para a elaboração deste
trabalho. Conclui que há a necessidade de o bibliotecário do serviço de referência estar
sensível às dificuldades dos usuários quanto à normalização de trabalhos acadêmicos e ao
gerenciamento bibliográfico, bem como atentar para as demandas trazidas pela comunidade a
partir da realização de treinamentos e cursos de capacitação.
Palavras-chave: Gerenciadores
usuários.

de

referências.

Biblioteca

universitária.

Educação

de

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

1 INTRODUÇÃO
Inicialmente, consideramos importante diferenciar os construtores de
referência (Citation builders/Citation makers) dos gerenciadores de referências
bibliográficas (Reference managers). Os Citation builders/Citation makers são
ferramentas livres disponíveis na Internet que permitem a criação automática,
individual ou em lista de referências bibliográficas segundo um estilo bibliográfico
definido. Distinguem-se dos softwares para gestão de referências bibliográficas
(EndNote, Mendeley e Zotero, por exemplo) pelo caráter rápido com que as
referências bibliográficas são geradas e prontas para aplicar (copiar e colar). Apesar
dessa diferença básica, há diversos construtores de referência híbridos, isto é, que
apresentam novos recursos que se assemelham aos gerenciadores de referências.
Os softwares gerenciadores de referências dispõem de uma enorme gama de
funcionalidades, tais como recolhimento, arquivamento e organização das
referências bibliográficas ao longo do tempo, ou seja, uma espécie de banco de
dados de referências, além de outras funções. Possuem vários estilos bibliográficos,
além da integração com editores de texto (Microsoft Word e LibreOffice, por
exemplo). Os gerenciadores de referências exigem, de certa forma, domínio do
software, além de ser indicado para quem planejou seu processo de escrita e
pesquisa e está utilizando, desde o início, a ferramenta, diferente dos construtores
de referência, pois estes, geralmente, são utilizados para estruturar a referência,
copiá-la e colá-la no trabalho, sem a exigência da armazenagem ou estruturação de
um banco de referências bibliográficas.
De acordo com Varón Castañeda (2017), os primeiros gerenciadores de
referências surgiram na década de 1980, com a finalidade de “atender às
necessidades dos pesquisadores de [poder] contar com uma base de dados pessoal
[composta por] coleções de documentos impressos.” (VARÓN CASTAÑEDA, 2017,
p. 12, tradução nossa). Assim, convém destacar que os metadados assumem um
papel fundamental na estrutura dos gerenciadores, pois possibilitam o intercâmbio
de informações entre sistemas e bases de dados distintas.

�2

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
A preocupação em compor material sobre gerenciadores de referências vai
ao encontro das necessidades informacionais dos usuários atendidos pelo Sistema
de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (UFC), com destaque para os
treinamentos realizados pelos bibliotecários do serviço de referência da Biblioteca de
Ciências

Humanas

(BCH)

e

da

Biblioteca

da

Faculdade

de

Economia,

Administração, Atuária e Contabilidade (BFEAAC).
Os treinamentos em gerenciadores de referências diversos têm sido
implementados efetivamente e com mais ênfase na UFC a partir do ano de 2016,
período em que a BCH e a BFEAAC passaram a inserir na programação de
treinamentos em normalização de trabalhos acadêmicos os gerenciadores de
referências, tais como MORE, APA Toolbox, BibMe, RefMe, Cite This For Me,
Endnote Basic, Mendeley e Zotero. Além desses gerenciadores citados, foram
apresentados também os recursos do Gerenciador de Fontes Bibliográficas do
Microsoft Word e como seria possível inserir citações e referências nos formatos
adequados ao estilo escolhido, assim como é possível nos gerenciadores de
referências.
De 12 a 15 de janeiro de 2016, a BCH ofertou treinamentos de normalização
e incluiu na programação os gerenciadores de referências MORE, APA Toolbox,
BibMe, RefMe, Cite This For Me, Endnote Basic e o Gerenciador de Fontes
Bibliográficas do Microsoft Word. Foram 304 alunos inscritos, e o sucesso foi tão
expressivo que a Comissão de Educação de Usuários da Biblioteca Universitária
dedicou uma semana inteira para treinamentos em gerenciadores de referências em
seu calendário anual de treinamentos. A partir disso, no período de 16 a 20 de maio
de 2016, as bibliotecas do Campus do Benfica da UFC realizaram a semana de
treinamentos de normalização de trabalhos acadêmicos e gerenciadores de
referências. Houve 355 inscritos nos treinamentos sobre gerenciadores de
referências ofertados no mês de maio.
No contexto da BFEAAC, a maior parte dos treinamentos dessas ferramentas
tem sido realizada em parceria com professores de disciplinas de Metodologia do
Trabalho Científico, tanto no nível de graduação quanto de pós-graduação. Isso
permite apresentar gerenciadores e funcionalidades voltadas para as necessidades
de cada área. Apesar de inicial, essa prática tem se mostrado eficiente.

�3

Assim, a equipe de bibliotecários do serviço de referência da BCH e BFEAAC
passou a produzir conteúdo voltado para a divulgação e uso dos principais
gerenciadores de referências existentes. Nesse sentido, foram desenvolvidos
tutoriais a fim de incentivar a autonomia dos usuários no uso dessas ferramentas. Já
o guia de gerenciadores foi produzido a partir das principais dúvidas apresentadas
pelos usuários nos treinamentos e também como complemento aos tutoriais
elaborados.
Recorrendo a uma das técnicas de SEO (Search Engine Optimization),
utilizamos a ferramenta Google Trends para mapear a pesquisa dos usuários no
Google por editores, gerenciadores e construtores de referências, visando
demonstrar aqueles que estão sendo mais usados em nível de Brasil e de mundo.
Com essas informações, demos início à elaboração do guia de gerenciadores e
construtores de referências, com destaque para o Endnote, Mendeley e Zotero. A
figura 1 ilustra os resultados com base no alcance desses três gerenciadores em
nível mundial:
Figura 1 – Comparativo entre gerenciadores de referências em nível mundial.

Fonte: Google Trends (14/02/2017).

O Google Trends nos possibilitou uma visão global da cobertura desses três
gerenciadores, a fim de que pudéssemos embasar não somente a elaboração do
guia, mas também complementar as apresentações em treinamentos nas bibliotecas
e aperfeiçoar os tutoriais já elaborados. A figura 2 ilustra essa visão global:

�4

Figura 2 – Cobertura mundial dos gerenciadores de referências.

Fonte: Google Trends (14/02/2017).

Percebemos, então, que, no Brasil, a maior parcela de pesquisas no Google
foi pelo gerenciador de referências Mendeley. Devido a isso, e com o objetivo de dar
maior suporte técnico ao usuário, a BCH e BFEAAC possuem bibliotecários
certificados no gerenciador de referências Mendeley. O referido gerenciador oferta,
anualmente, o programa Mendeley Advisor, para o qual bibliotecários e usuários
experientes do mundo inteiro podem se candidatar para fazer parte. Dessa maneira,
os Bibliotecários Advisors orientam e ministram diversos treinamentos para a
comunidade

acadêmica

sobre

o

Mendeley

e,

obviamente,

sobre

outros

gerenciadores de referências e ferramentas necessárias para o auxílio à
normalização e padronização dos trabalhos acadêmicos e de produção científica.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A crescente demanda por treinamentos de normalização de trabalhos
acadêmicos e a constatação do uso dos gerenciadores de referências por parte da
comunidade usuária do Sistema de Bibliotecas da UFC motivaram a equipe de
bibliotecários a preparar material para treinamentos, tutoriais e templates, além de
compor um guia com as principais funcionalidades dessas ferramentas.
Nesse sentido, a BCH e a BFEAAC têm buscado ampliar a variedade de
gerenciadores englobados nos treinamentos que promovem, seja por meio de uma
programação predefinida, a fim de atingir perfis diferentes de público, seja sob
demanda, quando os próprios usuários agendam os treinamentos. Durante esse

�5

processo, percebemos que há um crescente interesse e curiosidade da comunidade
acadêmica, tanto discente quanto docente, em relação a essas ferramentas, e que a
parceria entre bibliotecas distintas na oferta desse serviço certamente amplia o
alcance dos treinamentos.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Ronaldo Ferreira de. Quem lê, cita? Ensaio comparativo entre os dados
do Mendeley e do Google Acadêmico. In: PRADO, Jorge do (Org.). Ideias
emergentes em Biblioteconomia. São Paulo: FEBAB, 2006, p. 111-116. Disponível
em: &lt;https://goo.gl/3jooxu&gt;. Acesso em: 3 ago. 2016.
FRANCESE, Enrico. Usage of reference management software at the University of
Torino. Italian Journal of Library, Archives, and Information Science, v. 4, n. 2,
p. 145-174, jul. 2013. Disponível em:
&lt;http://leo.cineca.it/index.php/jlis/article/view/8679&gt;. Acesso em: 6 jul. 2017.
MACHADO, Claudia; FONSECA, Karla Haydê Oliveira da. Facilitando o trabalho do
investigador: Mendeley, ferramenta online para gerir, citar e partilhar referências. In:
CONGRESSO INTERNACIONAL GALEGO-PORTUGUÊS DE PSICOPEDAGOGIA,
12., 2013, Braga, Portugal. Anais eletrônicos... Braga: Universidade do Minho,
2013. p. 6305-6317. Disponível em: &lt;http://goo.gl/o7XEib&gt;. Acesso em: 3 ago. 2016.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca Universitária. Inscrições
abertas para treinamentos de normalização de trabalhos acadêmicos. Notícia
criada em: 5 jan. 2016. Disponível em: &lt;http://www.biblioteca.ufc.br/noticias/1245inscricoes-abertas-para-treinamentos-de-normalizacao-de-trabalhos-academicos&gt;.
Acesso em: 15 jul. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca Universitária. Inscrições
abertas para treinamentos de normalização de trabalhos acadêmicos e uso de
gerenciadores de referências. Notícia criada em: 3 maio 2016. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.ufc.br/noticias/1282-inscricoes-abertas-para-treinamentos-denormalizacao-de-trabalhos-academicos-e-uso-de-gerenciadores-de-referencias&gt;.
Acesso em: 15 jul. 2017.
VARÓN CASTAÑEDA, Carlos Manuel. Gestores bibliográficos: recomendaciones
para su aprovechamiento en la academia. Medellín: Journals &amp; Authors, 2017.
Disponível em: &lt;http://jasolutions.com.co/wpcontent/uploads/2017/04/GetoresBibliograficos.pdf&gt;. Acesso em: 17 maio 2017.
YAMAKAWA, Eduardo Kazumi et al. Comparativo dos softwares de gerenciamento
de referências bibliográficas: Mendeley, EndNote e Zotero. TransInformação,
Campinas, v. 26, n. 2, p. 167-176, maio/ago. 2014. Disponível em:
&lt;http://dx.doi.org/10.1590/0103-37862014000200006&gt;. Acesso em: 24 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32007">
                <text>GERENCIADORES E CONSTRUTORES DE REFERÊNCIAS: UM RELATO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS POR BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32008">
                <text>Francisco Edvander Pires Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32009">
                <text>Juliana Soares Lima</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32010">
                <text>Izabel Lima dos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32011">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32012">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32014">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32015">
                <text>O trabalho apresenta os gerenciadores e construtores de referências como ferramentas que auxiliam o pesquisador na normalização de trabalhos acadêmicos. Diferencia gerenciadores e construtores de referências com base na estruturação de uma base de dados de referências bibliográficas. Discute a realização de treinamentos sobre gerenciadores de referências em duas bibliotecas universitárias, que conduziram  à elaboração de tutoriais e de um guia visando à divulgação e ao uso dessas ferramentas por parte da comunidade acadêmica. Ilustra os resultados apresentados pelo Google Trends, que demonstram o alcance em nível mundial dos gerenciadores Endnote, Mendeley e Zotero, utilizados como base para a elaboração deste trabalho. Conclui que há a necessidade de o bibliotecário do serviço de referência estar sensível às dificuldades dos usuários quanto à normalização de trabalhos acadêmicos e ao gerenciamento bibliográfico, bem como atentar para as demandas trazidas pela comunidade a partir da realização de treinamentos e cursos de capacitação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66666">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2702" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1784">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2702/1816-1833-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b931f449feaf5a38f72adda5c9c0830d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="32006">
                    <text>FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS: uma
breve revisão da literatura

Fabíola da Silva Costa (UFCA) - fabiolacosts@outlook.com
David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
As bibliotecas têm passado por diversas transformações ao longo dos séculos, antes, possuíam
características de depósito, onde só se acumulavam livros sem parâmetro algum. Atualmente,
a realidade apresenta transformações significativas, que vão desde o emprego das Tecnologias
da Informação e Comunicação (TICs) ao ambiente da biblioteca, ao formato do livro. Através
de uma breve revisão da literatura, esta pesquisa tem como premissa discorrer sobre o novo
papel que o bibliotecário assume dentro de uma biblioteca, agora em espaço
digital/virtual/eletrônico. Conclui-se que, apesar da literatura voltada à formação e
desenvolvimento de coleções digitais se apresentar de forma sutil, é possível criar uma política
de formação e desenvolvimento de coleções digitais baseando-se na proposta apresentada por
Vergueiro (1989), sobre formação e desenvolvimento de coleções.
Palavras-chave: Coleções digitais. Formação e desenvolvimento de coleções digitais.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS: uma breve
revisão da literatura
Introdução
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) transformaram o
mundo da informação. Antes, o usuário tinha que sair de casa para buscar a
informação a qual necessitasse, atualmente, basta usar o celular com acesso à
internet ou o computador pessoal que terá acesso a informação a qual necessita.
A bibliotecas, por sua vez, precisam acompanhar essa “explosão digital” e
subsidiar as necessidades informacionais dos seus usuários (PIZZORNO et. al.,
2005).
As bibliotecas por muito tempo foram sinônimos de depósito de livros por
terem a função cumulativa. Atualmente essa visão foi desconsiderada e a
biblioteca é mais vista como um espaço de disseminação de informação, tendo seu
acervo planejado de acordo com a missão institucional e o perfil de seus usuários.
Seu acervo, antes, não exigia parâmetro algum, hoje, a formação e
desenvolvimento de um acervo é uma atividade que requer planejamento e envolve
seis etapas básicas, são elas: estudo da comunidade; política de seleção; seleção;
aquisição; avaliação; desbastamento e descarte (WEITZEL, 2006).
Na formação e desenvolvimento de um acervo físico são levadas em
consideração essas seis etapas, mas e se o acervo for digital? O que deve ser
levado em consideração? Andrade e Araújo (2013, p. 2) destacam que “ o papel
das bibliotecas digitais é disponibilizar objetos digitais aos seus usuários, como o
objetivo de atender as necessidades informacionais destes, permitindo uma melhor
recuperação, acesso e uso da informação”. Antes o bibliotecário teria de planejar
um acervo físico, agora as barreiras são outras: como planejar o acervo se ele está
em meio digital? Como armazenar esse tipo de informação?
Tem-se a partir desta perspectiva de que administrar coleções digitais não
é uma tarefa tão simples, pois o bibliotecário terá também que estar atento ao
planejamento, assim como na formação de coleções convencionais, ter
conhecimento do objeto (livros digitais) e das necessidades informacionais da
comunidade de usuários. Para isso é necessário também, que tenha conhecimento
de gerenciamento de recursos financeiros, outros que envolvam e garantam a
integridade, preservação e o acesso à informação. Dois pontos importantes na
administração de coleções eletrônicas, e que merecem atenção são: as garantias
legais e as contratuais de serviços e produtos eletrônicos (FAGUNDES, 2012).
Martins (2016a) dialogando com Cunha (1999) acredita que alguns aspectos
devem ser pensados em relação aos objetos digitais (e-books), sendo eles: a)
variedade de formatos; b) conceito de biblioteca; c) modalidades de contratação
dos serviços; d) esforços cooperativos; e, e) novas mídias e equipamentos. Logo,

�constata-se o modelo para este tipo de coleção tem como base a política de
desenvolvimento de coleções apresentada por Vergueiro.

Método da pesquisa
Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, onde são analisadas as
obras mais recentes que abordam o mesmo assunto, sendo também explicitados
os principais conceitos utilizados na pesquisa (PRODANOV; FREITAS, 2013).
De acordo com Gil (2002) a pesquisa é também de caráter exploratório, por
ser um método flexível, onde é apontado o problema e posteriormente
apresentado hipóteses para a solução e/o entendimento.

Resultados
Como evidenciado a partir da pesquisa bibliográfica, a literatura (recente)
apresenta de forma sutil um modelo de formação e desenvolvimento de coleções
digitais, baseado nos parâmetros da coleção física. Apontado por Vergueiro (1989)
o processo de formação e desenvolvimento de coleções teve início no Brasil a partir
do final das décadas de 1960 e início da década de 1970, como o movimento
denominado “Movimento para o desenvolvimento de coleções” (VERGUEIRO,
1989).
O processo de desenvolvimento vai depender também do tipo de biblioteca,
pois cada uma tem sua ênfase voltada à sua clientela e seu objetivo institucional.
É necessário que se realize um estudo da comunidade, elencando quais são seus
clientes e quais suas necessidades (VERGUEIRO, 1989).
Partindo destas premissas, cabe ao bibliotecário a avaliação da instituição
a qual a biblioteca digital irá atender, a sua clientela e a ênfase da biblioteca. É
necessário também, a elaboração de uma política para o desenvolvimento desta
coleção.
Para a elaboração desta política Vergueiro (1989) aponta que o bibliotecário
deverá elencar algumas variações de dados: a) o estado atual da coleção, seus
pontos fortes e fracos; b) a comunidade a ser servida; c) outros recursos
disponíveis, tanto localmente como através de empréstimo entre bibliotecas.
Adaptando para a biblioteca digital o bibliotecário deverá estar ciente no item “c”,
principalmente em relação à adoção e compra de títulos com editoras.
Além dos itens citados acima, é necessário contar na política quem é o
responsável pela tomada de decisões, que deverá ser constituída pela comissão
de seleção. Após os processos de estudo da comunidade e política de seleção, é
necessária a realização da seleção dos materiais. Dependendo da tipologia da

�biblioteca, da comunidade e da missão institucional, o material a compor este
acervo digital deverá atender às necessidades informacionais dos seus usuários.
Para a seleção dos títulos é necessário que o bibliotecário avalie os modelos
de negócio existentes no mercado editorial, os modelos de aquisição (compra
definitiva, licença, pacotes de atualizações) e as formas de acesso ao conteúdo
(acesso simultâneos) para melhor atender à sua comunidade de usuários(SERRA,
2015).
Miranda e Carvalho (2014) discorrem sobre a necessidade das bibliotecas
traçarem estratégias para acompanhar esse manancial de informações eletrônicas
disponíveis em rede, e aponta que a biblioteca tem de se antecipar as
necessidades dos seus usuários, adotando, assim, um posicionamento proativo. A
fim de realizar um projeto de planejamento mais adequado às necessidades dos
usuários e ao constante fluxo de informação.

Discussão
Como apresentado acima, não existe literatura exclusiva para a formação e
desenvolvimento de coleções digitais, porém, as diretrizes apontadas por
Vergueiro (1989) podem ser adaptadas e utilizadas para a criação de uma política
para coleções digitais.
Martins (2016a) aponta que no acervo com livros físicos os usuários se
deparam com a situação de posse, ocorrendo apenas um único processo de
aprendizado. Com os e-books, essa realidade é diferente, pois o usuário encontra
diversas possibilidades de aprendizado, a multissensorialidade.
Nota-se a política de desenvolvimento de coleções digitais vai contemplar
quesitos além dos apresentados por Vergueiro, pois o suporte da informação se
encontra em ambiente digital. Martins (2016b) traçou alguns pontos relevantes
para este tipo de coleção, como: a) procedimentos políticos, tecnológicos, de
gerenciamento dos conteúdos; b) recursos e acesso; formas de suporte e os
responsáveis por sua aplicação.

Considerações finais
Percebe-se que as bibliotecas são importantes fontes de informação e que
ao longo dos anos, graças a evolução das TICs, as bibliotecas se apresentam
também em outros suportes, não deixando de cumprir seu dever de disseminadora
e mediadora da informação. O livro, por sua vez, apresenta-se cada vez mais como
tecnologia aprimorada e vem ganhando espaço no ambiente digital.
Apesar de tantas transformações, a biblioteca continua cumprindo seu papel
e cabe ao bibliotecário se adequar aos suportes que venham compor o acervo. É

�notório que mesmo que de forma sutil já existem propostas de políticas de
formação e desenvolvimento de coleções digitais.
Fica em pauta a seguinte indagação: Por quê, mesmo com a evolução das
TICs não existe, ainda, nenhuma literatura específica, direcionada apenas à
formação e o desenvolvimento das coleções digitais? Essa é uma questão, dentre
tantas outras existentes na área da Biblioteconomia, que merece atenção em
outras pesquisas.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Robéria de Lourdes de Vasconcelos; ARAÚJO, Wagner Junqueira de.
Política de Desenvolvimento de Coleções em Bibliotecas Digitais: relato de
experiência. In.: XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013, Anais
eletrônicos...
Florianópolis, SC: UFSC, 2013. Disponível em: &lt;
https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1351/1352&gt;. Acesso em: 20 nov. 2016.
FAGUNDES, Silvana Aparecida. Formação e desenvolvimento de coleções de livros
eletrônicos: tendo como critério o uso do acervo impresso. In: XVII Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias – Gramado, RS, 16 a 21 de setembro de
2012, Anais eletrônicos… Gramado, RS: UFRS, 2012. Disponível em: &lt;
http://bogliolo.eci.ufmg.br/downloads/TGI061%20FAGUNDES.pdf&gt;. Acesso em: 15
jun. 2017.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed., São Paulo:
Atlas, 2002.
MARTINS, Robson Dias. Formação e desenvolvimento de coleções para e-books.
In: XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – Manaus, AM, 15 a 21
de outubro de 2016, Anais eletrônicos… Manaus, AM: UFAM, 2016a. Disponível
em: &lt;http://periodicos.ufam.edu.br/anaissnbu/article/view/3216&gt;. Acesso em: 29
maio 2017.
MARTINS, Robson Dias. Proposta teórica de criação de plataforma de
gerenciamento de e-books. 2016. 144f. Dissertação. (Mestrado profissional em
Biblioteconomia) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2016b.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de; CARVALHO, Mônica Marques.
Desenvolvimento de coleções de fontes de informação eletrônicas em bibliotecas
universitárias. Biblionline, João Pessoa, v. 10, n. 1, p. 15-28, 2014. Disponível
em:&lt;http://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/17030/11097&gt;. Acesso
em: 15 jun. 2017.

�PIZZORNO, Ana Claudia Philippi; MACHADO, Cristiane Selvan; BACK, Eliane;
KUÊSTRE, Hadra Mônica; MOREIRA, Márcio João Oliari; MOREIRA, Teresinha
da Graça. Buscando soluções para trabalhar o acervo físico, digital e virtual num
mesmo ambiente: utilizando o software pergamum. Rev. ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina, v.10, n.1, p. 40- 49, jan./dez., 2005. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/420&gt;. Acesso em: 20 nov. 2016.
PRODANOV, Cleber C.; FREITAS, Erani C. Metodologia do trabalho científico:
métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed., Novo Hamburgo:
Fevale, 2013. Disponível em: &lt; https://www.feevale.br/cultura/editorafeevale/metodologia-do-trabalhocientifico---2-edicao&gt;. Acesso em: 06 fev. 2017.
SERRA, Liliana Giusti. Os livros eletrônicos e as bibliotecas. 2015. Dissertação
(Mestrado em Cultura e Informação) - Escola de Comunicações e Artes,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-01122015-101516/&gt;.
Acesso em: 29 maio 2017.
VERGUEIRO, Valdomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis: APB,
1989. 96 p.
WEITZEL, Simone da Rocha. Desenvolvimento de coleções: origem dos
fundamentos contemporâneos. TransInformação, Campinas, v. 24, n.3, p.179190, set./dez., 2012 . Disponível em: &lt; http://periodicos.puccampinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/1201&gt;. Acesso em: 20 nov.
2016.

AGÊNCIAS FINANCIADORAS
Agradecimento ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), à Pró Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da Universidade Federal do
Cariri (UFCA) pelo fomento e incentivo à pesquisa.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31998">
                <text>FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS: UMA BREVE REVISÃO DA LITERATURA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31999">
                <text>Fabíola da Silva Costa</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="32000">
                <text>David Vernon Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32001">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32002">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32004">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="32005">
                <text>As bibliotecas têm passado por diversas transformações ao longo dos séculos, antes, possuíam características de depósito, onde só se acumulavam livros sem parâmetro algum. Atualmente, a realidade apresenta transformações significativas, que vão desde o emprego das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ao ambiente da biblioteca, ao formato do livro. Através de uma breve revisão da literatura, esta pesquisa tem como premissa discorrer sobre o novo papel que o bibliotecário assume dentro de uma biblioteca, agora em espaço digital/virtual/eletrônico. Conclui-se que, apesar da literatura voltada à formação e desenvolvimento de coleções digitais se apresentar de forma sutil, é possível criar uma política de formação e desenvolvimento de coleções digitais baseando-se na proposta apresentada por Vergueiro (1989), sobre formação e desenvolvimento de coleções.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66665">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2701" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1783">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2701/1815-1832-1-PB.pdf</src>
        <authentication>085d9587876ea8a9ee243945c9bd4a32</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31997">
                    <text>Fluxo de trabalho para disseminação de comunicações científicas
em eventos no formato pôster na BVS Prevenção e Controle de
Câncer.

Kátia de Oliveira Simões (INCA) - katia.simoes@gmail.com
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA) - camila.ferreira@inca.gov.br
Jéssica Fernanda dos Santos Lima Ramos (INCA) - jessicafslr@yahoo.com.br
Fádia Carvalho Pacheco (INCA) - fadia.pacheco@inca.gov.br
Rodrigo Armada Señorans (UNIRIO) - armada1952@hotmail.com
Andreia da Silva Santos (FACISB) - bibliotecaria.andreia@yahoo.com.br
Resumo:
O trabalho apresenta a iniciativa da Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de
Câncer (BVS) de captação de Pôsteres em eventos técnico-científicos. Apresenta como se dá
seu fluxo e a importância desses materiais na comunicação científica. Aborda a ação da equipe
de profissionais para estabelecer e formalizar um fluxo de trabalho de captação de materiais.
Fortalece a base de dados de palestras e pôsteres da BVS como fonte de informação que
aproxima o pesquisador a informação de seu interesse e, principalmente, de outros
pesquisadores.
Palavras-chave: Bibliotecas Digitais. Fluxo de Trabalho. Palestras. Pôsteres. Comunicação e
Divulgação Científica.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
Os canais de comunicação científica transformam a relação da ciência com a
sociedade. Meadows (1999) afirma que a informação só traz vantagens quando
comunicada. Normalmente, o conteúdo das apresentações em congressos
conferências é atual e baseado em pesquisas em andamento ou concluídas há não
muito tempo. A disponibilização do conhecimento gerado proporciona iniciativas que
aumentam a divulgação científica.
Existem diferentes formas de comunicação científica, sejam escritas ou orais.
Os pôsteres são fontes que misturam essas duas vias.
Os pôsteres são uma forma popular e legítima de apresentação dos dados de
pesquisa em seus diferentes estágios. Utilizam uma combinação de efeitos visuais e
textos eficazes na comunicação de conceitos e resultados iniciais de uma pesquisa.
A apresentação de pôster é, sem dúvida, uma das primeiras oportunidades para os
pesquisadores e estudantes apresentarem seus trabalhos em encontros científicos
importantes, e serve como uma fase preparatória para publicação em revistas. O
formato pôster permite uma comunicação clara e efetiva dos resultados de pesquisa,
proporciona estímulo e interação na discussão do tema.
A produção e a execução do pôster requerem um planejamento cuidadoso,
baseado em critérios bem definidos, que permitam uma comunicação clara e efetiva
dos resultados da pesquisa, num formato que estimule a interação e a discussão do
tema com o público, e a possibilidade desse público avaliar o conteúdo da pesquisa
em seu próprio ritmo, o que proporciona uma assimilação adequada das
informações.
Os

trabalhos

científicos

apresentados

em

congressos

podem

ser

considerados como etapa essencial do processo de consolidação e construção do
conhecimento. Em função de suas características de produção e disseminação,
“segundo sua apresentação não convencional, portanto, não sendo publicada e
distribuída através dos canais normais do parque editorial, é compreensível que o
seu difícil acesso cause sérios problemas para a coleta, armazenagem e
recuperação” (POBLACION, 1992, p. 244).
Assim, o presente trabalho objetiva relatar as estratégias de captação e o
fluxo da informação para disseminação de pôsteres em texto completo na Biblioteca
Virtual Prevenção e Controle de Câncer.

�Relato da experiência:
A construção da Biblioteca Virtual Prevenção e Controle de Câncer é um
projeto coordenado pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)/
Organização Mundial da Saúde (OMS), sob a liderança do Instituto Nacional de
Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Ela é uma evolução do trabalho
cooperativo que veio ampliar e fortalecer o fluxo de informação científico técnica em
saúde. Tem como característica uma interface flexível, onde busca priorizar o acesso
dos usuários. Esse planejamento flexível otimiza os formatos das bases de dados
em operação, potencializando a recuperação da informação.

Figura 1: Homepage BVS Prevenção e Controle de Câncer.

Fonte: Homepage BVS Prevenção e Controle de Câncer, 2017.
Um diferencial da BVS é a base de dados “Palestras e pôsteres”: uma fonte
de informação destinada à inclusão de trabalhos em texto completo apresentados
em congressos e outros eventos técnico-científicos que tenham passado por um
controle de qualidade intelectual realizado por especialistas e/ou revisão por pares
(“peer review”).
São incluídos documentos técnico-científicos relevantes produzidos por
instituições de ensino, sociedades científicas, organismos governamentais e não
governamentais reconhecidos na área, de interesse nacional e internacional.
A BVS possui, até o momento, 1084 documentos disponíveis online

�classificados como material não convencional (Base de dados Palestras e Pôsteres),
sendo destes 607 o total de pôsteres (56% dos registros). A maior parte da coleção é
do INCA, com 544 pôsteres (89,62%). O total de pôsteres de outras instituições é de
63 (10,38%).
Figura 2: Total de Pôsteres na BVS.

Fonte: Autoria própria, 2017.
A participação da BVS em eventos envolve detalhamento e organização. A
divulgação é realizada através de um estande onde a Secretaria Executiva da BVS
entra em contato com a organização do evento para esclarecimento sobre o
propósito da BVS. Após esse primeiro contato é enviado um e-mail contextualizando
BVS no âmbito do evento, informando os tipos de dinâmicas e abordagens que
serão realizadas com os participantes e sugerindo uma infraestrutura ideal para a
realização do trabalho.
Na estrutura do estande, a BVS possui a prática de captura de trabalhos
apresentados em formato de pôster para posterior disponibilização na base de
dados Palestras e pôsteres. A prática se consolidou com uma ação conjunta da
equipe para coletar esse material em participação em vários eventos seguindo a
organização de um fluxo estabelecido para essa rotina.

�Figura 3: Fluxo da captação de materiais.

Fonte: Autoria própria, 2017.
Existem dois fluxos para captação dos pôsteres na BVS. Um fluxo é através
do Serviço de Edição do INCA em que os autores vinculados à instituição enviam um
memorando de autorização assinado pela chefia imediata do autor principal do
trabalho com a solicitação de produção de pôster. Todo o trabalho de programação
visual e de impressão é realizado pela equipe técnica, estimulando a divulgação do
conhecimento na área de câncer em eventos científicos. Nesse caso, o pôster
confeccionado no Serviço de Edição do INCA já é automaticamente direcionado à
BVS. Contudo, alguns pôsteres não são confeccionados internamente, devido a
motivos distintos. Quando isso acontece, os pôsteres são captados da mesma forma
que os pôsteres dos autores externos.
O outro fluxo é com autores externos. Os pôsteres são captados diretamente
com os autores no estande de eventos. A equipe BVS entra em contato com o autor
para esclarecimento sobre a iniciativa de divulgação desse conteúdo na BVS e
solicita, por meio de um formulário de autorização, o PDF do pôster. Essa solicitação
também pode ser enviada por email quando necessário.
A difusão científica em acesso livre propiciada pela BVS na disponibilização
de palestras e pôsteres traz benefícios aos pesquisadores, pois amplia a visibilidade
da pesquisa, maximizando o índice de citação dos pesquisadores que disponibilizam
seus estudos e também viabilizam a construção de parcerias científicas com outros
pesquisadores de diversas áreas do mundo.
Após captação dos pôsteres através de ambos os fluxos, os pôsteres seguem

�para o processamento técnico e confecção de links para sua disponibilização na
BVS.
Considerações Finais ou Conclusões:
A disseminação da informação é parte do processo através do qual a
Biblioteca facilita ao usuário o acesso à informação mediante produtos e serviços. O
estabelecimento de um fluxo de organização e coleta dos materiais pôsteres na
BVS, como parte do processo da formalização da comunicação científica possui um
papel fundamental de aproximar o pesquisador a informação de seu interesse e,
principalmente, de outros pesquisadores.
O desenvolvimento de estudos para entender os fluxos de informação dentro
da BVS possibilitará uma compreensão mais aprofundada desses mecanismos
existentes e sua representatividade no âmbito da comunicação científica. No âmbito
da gestão da informação, o estudo pode ser uma motivação no apoio a melhoria de
controle dos processos resultando uma maior dinâmica nos canais de comunicação
existentes.

Referências
BECK-DA-SILVA, L.; ROHDE, L. E. Pôster: uma prática a ser revista. Arquivos
Brasileiros de cardiologia, v. 97, n. 2, p. e37-e38, 2011.
BIBLIOTECA Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer. Base de dados
Palestras e pôsteres. Disponível em: &lt;http://controlecancer.bvs.br/&gt;. Acesso em: 05
jul. 2017.
CAVADAS, B.; LINHARES, E. A elaboração de pôsteres como método de iniciação à
investigação na formação inicial de educadores e professores. In: LOPES, M. A. da
S. et al. (Orgs.). Trabalho docente e formação: políticas, práticas e investigação:
pontes para a mudança. Porto: CIIE – Centro de Investigação e Intervenção
Educativas. 2014. p. 642-655.
FREITAS, M. C. D.; SCHMID, A. L.; TAVARES, S. F. Estratégia na comunicação
científica na forma de vídeo pôster. In: TEIXEIRA, A. V.; BORBA, D. (Coord.).
Administração, direito e tecnologia a serviço da cidadania. Curitiba: Instituto
Memória, 2014. p. 221-246.
LORENZONI, P. J. et al. O pôster em encontros científicos. Revista Brasileira de
Educação Médica, v. 31, n. 3, p. 304-309, 2007.
MEADOWS, A. L. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
POBLACION, D. Literatura cinzenta ou não convencional: um desafio a ser
enfrentado. Ciência da Informação, v. 21, n. 3, p. 243-246, set./ dez. 1992.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31985">
                <text>FLUXO DE TRABALHO PARA DISSEMINAÇÃO DE COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS EM EVENTOS NO FORMATO PÔSTER NA BVS PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31986">
                <text>Kátia de Oliveira Simões</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31987">
                <text>Camila Belo Tavares Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31988">
                <text>Jéssica Fernanda dos Santos Lima Ramos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31989">
                <text>Fádia Carvalho Pacheco</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31990">
                <text>Rodrigo Armada Señorans</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31991">
                <text>Andreia da Silva Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31992">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31993">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31995">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31996">
                <text>O trabalho apresenta a iniciativa da Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer (BVS) de captação de Pôsteres em eventos técnico-científicos. Apresenta como se dá seu fluxo e a importância desses materiais na comunicação científica. Aborda a ação da equipe de profissionais para estabelecer e formalizar um fluxo de trabalho de captação de materiais. Fortalece a base de dados de palestras e pôsteres da BVS como fonte de informação que aproxima o pesquisador a informação de seu interesse e, principalmente, de outros pesquisadores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66664">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2700" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1782">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2700/1814-1831-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5ce843d7fde83e979bc482840a29e1ef</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31984">
                    <text>FERRAMENTA DE MIGRAÇÃO DE BASE DE DADOS CDS/ISIS PARA
O REPOSITÓRIO DIGITAL PATUÁ, DO INSTITUTO EVANDRO
CHAGAS

Clarice Pereira Barros da Silva Neta (iec) - clariceneta@hotmail.com
Paulo Santana Rocha (IEC) - paulorocha@iec.pa.gov.br
Regina Maura Almeida (IEC) - reginaalmeida@iec.pa.gov.br
Resumo:
Apresenta as etapas de desenvolvimento do software autônomo que viabilizou o processo de
migração do aplicativo LILBDI-Web para o Repositório Institucional Patuá, do Instituto
Evandro Chagas, desenvolvido na plataforma do software DSpace, bem como as estratégias
utilizadas no processo, destacando a importância da criação do repositório para a Região
Norte e para a pesquisa em saúde, a nível mundial.
Palavras-chave: Base de dados; Repositórios; Interoperabilidade
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�FERRAMENTA DE MIGRAÇÃO DE BASE DE DADOS CDS/ISIS PARA O
REPOSITÓRIO DIGITAL PATUÁ, DO INSTITUTO EVANDRO CHAGAS
Clarice Pereira Barros da Silva Neta (clariceneta@iec.pa.gov.br – Instituto
Evandro Chagas); Paulo Santana Rocha (paulorocha@iec.pa.gov.br – Instituto
Evandro Chagas); Regina Maura do Socorro Santos Almeida
reginaalmeida@iec.pa.gov.br – Instituto Evandro Chagas).
RESUMO
Apresenta as etapas de desenvolvimento do software autônomo que viabilizou
o processo de migração do aplicativo LILBDI-Web para o Repositório
Institucional Patuá, do Instituto Evandro Chagas, desenvolvido na plataforma
do software DSpace, bem como as estratégias utilizadas no processo,
destacando a importância da criação do repositório para a Região Norte e para
a pesquisa em saúde, a nível mundial.
1 INTRODUÇÃO
O Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão ligado à Secretaria de
Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS), ao longo de oito décadas,
desenvolve pesquisa na área da saúde pública de grande relevância para a
sociedade brasileira.
A Biblioteca especializada em Saúde Publica do Instituto Evandro
Chagas (IEC), órgão ligado à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério
da Saúde, criada na década de 80 por meio dos projetos especiais do Serviço
Especial de Saúde Pública (SESP), tem a missão prover e disponibilizar o
acesso a materiais produzidos em âmbito institucional, bem como promover o
acesso a outras bibliotecas por meio de ações contínuas de controle do fluxo
de informações científicas.
Em 1997, sua missão se consolida com a adoção da metodologia
LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde –
para o processo de descrição e indexação de material bibliográfico e geração
de bases de dados. Desenvolvida desde 1982 pelo Centro Latino-Americano e
do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), a metodologia
LILACS é o principal sistema utilizado no tratamento descentralizado da
literatura técnico-científica em saúde produzida na América Latina e Caribe.
Em 2003, o desenvolvimento da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS
IEC) possibilitou que os registros do acervo bibliográfico contido na coleção
“Biomedicina e Saúde Pública” pudessem ser consultados pelos países que
fazem parte do Sistema Latino–Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (LILACS).
Com o intuito de aumentar o acesso e a visibilidade da produção
intelectual dos pesquisadores do IEC, o processo de implantação do
Repositório Institucional Patuá foi iniciado, em 2016, com a migração dos
dados de base CDS/Isis para a plataforma DSpace, que se constitui no objetivo
do presente trabalho.

�2 REVISÃO DE LITERATURA
A informação científica é um dos insumos básicos para o
desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação e, para que possa
cumprir sua finalidade, precisa comunicar à sociedade as descobertas
científicas e os resultados de pesquisas e/ou estudos dos diversos temas que
envolvem a ciência e que contribuem para seu desenvolvimento.
A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS IEC), desde sua criação, tem por
objetivo o controle do fluxo de informações publicadas e produzidas pelo IEC,
agregando os registros relativos ao acervo bibliográfico e à produção científica
de seus pesquisadores. Para Barros (2015, p. 10) “promover a visibilidade da
produção científica de uma instituição é de fundamental importância para o
processo de geração e comunicação do conhecimento científico, bem como
para o desenvolvimento da ciência”.
Nos últimos anos, a solução tecnológica que vem sendo adotada pelas
bibliotecas para promover o rápido acesso e disponibilidade ao que é produzido
institucionalmente é o desenvolvimento/construção de repositórios institucionais
e temáticos. Lynch (citado por LEITE, 2012, p. 43) comenta que repositórios, de
uma maneira geral, “[...] são sistemas de informação que servem para
armazenar, preservar, organizar e difundir os resultados (a produção científica)
de uma dada instituição, utilizando um software”.
Para esse fim o software mundialmente utilizado é o DSpace, que
permite o gerenciamento da produção científica em qualquer tipo de suporte
digital, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua acessibilidade ao longo
do tempo (IBICT, 2012 citado por SOUSA, 2014). Portanto, a função principal
do repositório é preservar e disponibilizar a produção intelectual da instituição
representando-a, documentando-a e compartilhando-a em formato digital.
Deste modo, sendo o IEC importante centro de pesquisas de
microrganismos e patologias da Amazônia, respeitado e reconhecido
internacionalmente, o qual, por meio da metodologia LILACS, promove o
acesso à produção científica através da BVS IEC, aos países que compõem o
Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(LILACS), se faz necessário ampliar a visibilidade e acesso às pesquisas
realizadas em âmbito institucional, considerando que a implantação de um
repositório possibilita a integração e ultrapassa os limites do sistema já
utilizado. Assim, a Biblioteca do IEC optou por criar o Repositório Institucional
Patuá, a partir dos dados já disponíveis em sua biblioteca virtual.
3 MÉTODOS
O ponto inicial para a criação do repositório foi verificar junto à equipe de
Tecnologia da Informação sobre a possibilidade de migração do acervo PCIEC,
indexado no sistema LILBID, para a plataforma DSpace. Confirmada a
viabilidade do processo, a construção do repositório foi iniciada.
Com a implantação do grupo gestor do repositório, algumas ações foram
definidas: arquitetura do repositório; criação da infraestrutura; definição dos
metadados; definição da identidade; definição da url; migração e customização
dos dados. Após esta etapa, foi iniciado o processo de migração dos dados da
base de dados legada para o repositório.

�O processo de migração dos dados foi realizado a partir do
desenvolvimento do software autônomo que capturou, analisou e exportou os
dados da base legada LILBDI para a plataforma DSpace. A tecnologia
CDS/ISIS gera arquivos em formato texto (ISO) contendo todos os registros de
sua base. Tal arquivo segue um formato predefinido, separando seus campos
por uma sequência de caracteres que representam seu comprimento. Pode-se
observar a sequência de números no início da cadeia de caracteres indicando
a legenda e o tamanho de cada campo e os dados que seguem, correspondem
ao conteúdo de cada campo.

Por se constituir em um formato específico da tecnologia CDS/Isis,
houve a necessidade de se fazer a conversão dos dados no DSpace. Assim,
esta conversão deve seguir um conjunto de etapas bem definidas;

Conforme se observa no fluxo, o primeiro passo é a coleta dos dados
através da geração de arquivo no formato ISO. Tais dados são analisados e
formatados dinamicamente por algoritmos específicos; em seguida, todas as
pastas e arquivos são gerados, os documentos são baixados de suas
respectivas URLs e, por fim, são compactados e enviados ao DSpace. Todo o
processo de conversão deve rigorosamente seguir estas quatro etapas, sendo
que cada uma delas deve levar em conta a fidelidade e a qualidade dos dados
apresentados.
Para o desenvolvimento da solução, optou-se pelo uso da linguagem de
programação Java e bases de dados PostgreSQL, com o objetivo de manter a
compatibilidade com as tecnologias utilizadas pelo DSpace e por se tratar de
tecnologias abertas (livres). Como resultado foi gerado um software autônomo
capaz de realizar todo o processo de captura, análise e exportação dos dados
da base legada para a plataforma DSpace.

�Durante o processo de importação várias etapas são realizadas, dentre
elas o processo de correlação dos dados da plataforma antiga com seus
respectivos metadados no DSpace, utilizando estruturas dinâmicas capazes de
adaptação para outros cenários e bases. Após este processo, os dados podem
ser visualizados no repositório institucional, onde é possível observar que os
dados legados, na forma de caracteres sequenciais, foram transformados para
a estrutura de metadados do repositório.

4 RESULTADOS PARCIAIS
A criação do Repositório Institucional Patuá, do Instituto Evandro
Chagas, a partir da migração dos dados do sistema BVS IEC, deverá
solucionar três grandes problemas existentes, hoje, no atual sistema.
Inicialmente, irá solucionar uma falha na metodologia LILACS relacionada à
interoperabilidade entre sistemas, pois o sistema BVS IEC não permite a
integração com outros sistemas, o que possibilitará a coleta e reunião da
produção cientifica do IEC que se encontra depositada em outros sistemas.
Espera-se, também, que o nível de acesso aos resultados das pesquisas
desenvolvidas no Instituto seja ampliado a outros continentes, o que
possibilitará um maior retorno à sociedade, do investimento feito na área da
saúde pública. Em terceiro lugar, almeja-se que os pesquisadores usem o
repositório como ferramenta de auxílio, na publicação de suas pesquisas, para
que não ocorra a dispersão da produção em outros meios.
Finalmente, a implantação do repositório institucional contribuirá para a
transparência do uso do recurso público feito pelo IEC em pesquisas e
possibilitará maior acessibilidade à sociedade dos resultados produzidos pela
Instituição.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, Susane; ROSA, Flávia; MEIRELLES, Rodrigo França. Repositório
institucional da Universidade Federal da Bahia: ferramenta de visibilidade para
os programas de pós-graduação. Ponto de Acesso, Salvador, v. 9, n. 3, p. 1834, dez. 2015. Disponível em:
&lt;https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/15086 &gt;. Acesso em:
28 abr. 2015.
LEITE, Fernando et al. Boas práticas para a construção de repositórios
institucionais da produção científica. Brasília: IBICT, 2012.

�SANTOS, Nadja Antonia Coelho dos; SILVA, Isaelce Santos. Repositório
institucional: uma inovação tecnológica para o sistema de bibliotecas da UFRB.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014,
Belo Horizonte. Anais eletrônicos.... Belo Horizonte: Ufmg, 2014. Disponível
em: &lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/402065.pdf&gt;. Acesso em: 28 abr. 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31975">
                <text>FERRAMENTA DE MIGRAÇÃO DE BASE DE DADOS CDS/ISIS PARA O REPOSITÓRIO DIGITAL PATUÁ, DO INSTITUTO EVANDRO CHAGAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31976">
                <text>Clarice Pereira Barros da Silva Neta</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31977">
                <text>Paulo Santana Rocha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31978">
                <text>Regina Maura Almeida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31979">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31980">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31982">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31983">
                <text>Apresenta as etapas de desenvolvimento do software autônomo que viabilizou o processo de migração do aplicativo LILBDI-Web para o Repositório Institucional Patuá, do Instituto Evandro Chagas, desenvolvido na plataforma do software DSpace, bem como as estratégias utilizadas no processo, destacando a importância da criação do repositório para a Região Norte e para a pesquisa em saúde, a nível mundial.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66663">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2699" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1781">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2699/1813-1830-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9b6a9cdab8cd2eb840ece3d7f6d71f35</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31974">
                    <text>Estudo bibliométrico do Acervo Raimundo Jinkings, integrante do
Memorial do Livro Moronguêtá da UFPA

Elisangela SILVA COSTA (UFPA) - lisa@ufpa.br
Suelene Santana Assunção (UFPA) - suelenesa@ufpa.br
Resumo:
O objetivo geral deste estudo foi: elaborar uma análise bibliométrica do acervo que pertenceu
a Raimundo Jinkings, um eminente livreiro, jornalista e ativista político, responsável pela
propagação do pensamento de esquerda no Pará. E, teve como objetivos específico: a)
identificar os autores mais frequentes no corpus em estudo; b) investigar as editoras que mais
produziam as obras prediletas de Jinkings; c) Averiguar os anos das publicações estudadas; d)
verificar quais as temáticas predominantes no acervo em análise. A pesquisa em tela é do tipo
biobibliográfica, com recorte quanti-qualitativo e para torná-la exequível foram feitas
consultas ao Inventário do Acervo da Biblioteca de Raimundo Jinkings, disponível no Memorial
do Livro Moronguêtá. Os registros selecionados foram extraídos os seguintes dados: autores
mais presentes, editoras mais frequentes, ano de publicação e assuntos predominantes. Com
base no exposto percebe-se que estudos sobre o acervo particular do ativista Raimundo
Jinkings foi bastante elucidativo pois pontuou alguns aspectos basilares para a compreensão
do arcabouço intelectual deste eminente livreiro, responsável por inocular o pensamento
esquerdista no norte do Brasil. Ressalta-se que o bibliotecário precisa permanentemente fazer
estudos desta natureza em coleções especiais a fim de que possa se familiarizar ainda mais
sobre avida e obra dos antigos proprietários das obras que estão sobre sua gerencia,
possibilitando um atendimento mais customizado as futuros consulentes.
Palavras-chave: Acervos Particulares. Coleções Especiais. Análise bibliométrica. Ideologia
Comunista. Ativismo Político.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

Introdução
Raimundo Jinkings foi um eminente livreiro, jornalista e ativista político,
responsável pela propagação do pensamento de esquerda no Pará. O presente
artigo se propõe a fazer um breve retrospecto de sua vida e um estudo
bibliométrico de sua biblioteca particular, a fim de identificar suas inspirações
literárias, autores prediletos, livrarias influentes e assuntos que retratam uma
época muito marcante da história do Brasil – os Anos de Chumbo e seu
consequente período de abertura.
Em Turumim, distrito de Santa Helena, na comarca de Pinheiros, região do
rio Turiaçu, no Maranhão, nascia, no dia 05 de setembro de 1927, o terceiro de
oito filhos do casal Raimundo Jinkings e Francisca Leite Jinkings, registrado como
Raimundo Antônio da Costa Jinkings (BRASIL, 1995).
Alfabetizou-se em uma escolinha e continuou a estudar com o pai em casa.
Após a morte de sua mãe, foi morar na casa de seus avós em Pinheiros, com o
objetivo de estudar. Um amigo da família levou Jinkings e seu irmão mais velho,
Hércules, para morar em São Luiz, eles vendiam quadros durante o dia e
estudavam à noite. Através da ajuda deste mesmo amigo, Jinkings vem para
Belém se aventurar na vida.
Em outubro de 1948, viu pela primeira vez Isa Tavares, que futuramente
seria sua esposa e companheira. No dia 02 de maio de 1953, casou-se com a
professora Maria Isa Valente Tavares, com quem teve 5 filhos: Nise, Leila,
Antônio, Álvaro e Ivana.
Foi aprovado, em 1951, para o concurso do Banco de Crédito da Amazônia
S/A, atualmente Banco da Amazônia (BASA). Em 1952, começou a escrever
artigos para os jornais de Belém, "Folha do Norte", o “Flash” e o “Estado do Pará”,
iniciando sua carreira de jornalista. Foi colaborador nos jornais “A Província do
Pará”, “O Liberal” e “Diário do Pará”, “Resistência”, que era contrário à Ditadura
Militar, e em um jornal de circulação clandestina, a “Voz na Unidade”, assinava-os
como R. A. Jinkings. (OLIVEIRA, 2012).
Com o Golpe Militar de 1964, Jinkings decidiu entrar na clandestinidade,
abrigando-se na casa de familiares e amigos. Raimundo Jinkings foi preso em 29
de abril de 1964, pelo oficial da Polícia Militar, José de Azevedo Bahia Filho, o
Capitão Bahia, recebendo a acusação de organizar uma guerrilha para lutar contra
a Ditadura. Combinou entregar-se à polícia para não ser demitido pelo BASA por
abandono de emprego.
Com base no Ato Institucional nº 1, aprovado pela Ditadura em 1967, que
consistia em cassar os direitos políticos dos opositores do regime político por um
período de 10 anos, Jinkings foi destituído de suas prerrogativas politicas em
1979. Voltou, então, ao Banco da Amazônia, onde trabalhou por 2 anos e depois
se aposentou.
Para sustentar a família, montou uma barraca na feira de Batista Campos,
onde vendia gêneros alimentícios ajudado pela mulher. A seguir, decidiu oferecer
livros didáticos em colégios e até de porta em porta, descobrindo a sua habilidade
para essa profissão (OLIVEIRA, 2012, p. 246).
Jinkings comprava os livros por reembolso postal, pois, nos ditos Anos de
Chumbo os estabelecimentos literários de Belém daquela época não vendiam as

�2

obras de esquerda, literatura preferida de Raimundo Jinkings. As editoras do Rio
de Janeiro e de São Paulo já conheciam este cliente fiel e, por isso, lhe concediam
crédito para comprar, via reembolso postal, e revender em Belém os livros
didáticos. Assim, Jinkings começou a atuar como representante comercial da
Editora Brasiliense.
No dia 22 de outubro de 1965, nasceu a “R. A. Jinkings Comércio e
Representações”. Na sala de visitas de sua residência, na rua dos Mundurucus, nº
1567, Jinkings recebia seus primeiros clientes: professores, jornalistas e
companheiros de luta.
A intelectualidade de Belém correu a frequentar a “Jinkings” e a consumir o
seu variado estoque de livros. Virou, inclusive, alvo da vigilância permanente do
Serviço Nacional de Informações (SNI) em ação desde 13 de junho de 1964.
Várias vezes teve obras apreendidas pela Polícia Federal, sempre consideradas
“subversivas” pelos censores da Ditadura (OLIVEIRA, 2012, p. 247).
A visita da polícia era frequente ao estabelecimento comercial dos Jinkings
para procurar obras consideradas subversivas, principalmente as que tinham a
capa vermelha. Os policiais levaram os seguintes livros: Vermelho e o Negro, do
Stendhal; Reunião, do Carlos Drummond de Andrade, pois tudo referente à
reunião naquela época era proibido. Confiscaram até livros sobre cubismo, por
acharem que estava relacionado a Cuba. Para evitar que os livros de cunho
socialista fossem apreendidos, Jinkings construiu um balcão com fundo falso para
armazenar os “livros proibidos” e oferecê-los apenas aos clientes de sua confiança
(JINKINGS, 2013).
Existiam filiais da Livraria Jinkings no Shopping Iguatemi, no Colégio
Moderno, nos municípios de Santarém, Castanhal e até no estado do Amapá. A
qualidade da Livraria Jinkings é reconhecida e enaltecida por Elizabete Vidal e
Germana Sales no comentário abaixo:
O livreiro Jinkings ofereceu a Belém, dos anos de resistência, “a melhor
literatura de que poderíamos dispor”, e que era devorada pelos leitores
pelos mais diversos objetivos e, um deles, como esforço na
reinvindicação dos seus direitos, valores e cidadania, o que nos faz
reafirmar o livro como um dos instrumentos mais grandiosos da vida
humana (VIDAL; SALES, 2009, p. 67).

Em virtude de uma enfermidade, faleceu no dia 05 de outubro de 1995. Em
13 de dezembro de 2011, concedeu-se uma homenagem intitulada de “Cidadão
do Pará Post Mortem” a Raimundo Jinkings. O filho, Álvaro Jinkings, recebeu a
homenagem das mãos do deputado Edmilson Rodrigues, autor da honraria, e do
deputado Manoel Pioneiro, presidente da Câmara Municipal de Belém.
Método da pesquisa
A pesquisa em tela é do tipo biobibliográfica, com recorte quanti-qualitativo
e para torná-la exequível, foram feitas consultas ao Inventário do Acervo da
Biblioteca de Raimundo Jinkings, disponível no Memorial do Livro Moronguêtá.
O Memorial do Livro Moronguêtá é um projeto da UFPA que objetiva
recolher, organizar e disponibilizar para consulta materiais bibliográficos e objetos

�3

pessoais que pertenceram a intelectuais paraense ou de atuação destacada na
cena intelectual paraoara (para obter maiores informações sobre o projeto,
consulte o blog, disponível na URL: http://moronguetaufpa.blogspot.com.br/).
O objetivo geral deste estudo foi: elaborar uma análise bibliométrica do
acervo que pertenceu a Raimundo Jinkings. E teve como objetivos específicos: a)
identificar os autores mais frequentes no corpus em estudo; b) investigar as
editoras que mais produziam as obras prediletas de Jinkings; c) averiguar os anos
das publicações estudadas; d) verificar quais as temáticas predominantes no
acervo em análise.
A ferramenta analítica utilizada foi a Bibliometria, que é uma técnica de
pesquisa que já vem sendo usada com muito êxito no âmbito da Biblioteconomia,
mas que trabalha com a quantificação de indicadores científicos e, por isso, pode
ser igualmente aplicada a outras áreas do conhecimento humano (GLANZEL,
2009).
O acervo é composto por 1.714 livros. A escolha deste corpus se deu pelos
seguintes motivos: a) o material selecionado serviu de subsídio à feitura do
Trabalho de Conclusão do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Pará de uma das autoras deste trabalho; b) o acervo é bastante consultado por
pesquisadores e precisa ser estudado em detalhe para que possamos atender
mais satisfatoriamente nossos clientes.
Resultados E Discussões
Em relação aos autores mais presentes no acervo estudado, destacam-se:
Literatos, como: (Vitor Hugo (42), Monteiro Lobato (11), Lima Barreto (17), Ilya
Ehremburg (7), Jorge Amado (7), Stefan Zweig (7), e Emile Zola (5); Políticos
(Lenin, Gorbachev, Fidel Castro, Stalin), e Filósofos (Marx, Engels, Gramsci); ou
seja, autores emblemáticos do pensamento de esquerda.
Gráfico 1 – Autores mais frequentes no Acervo Raimundo Jinkings.

No que se refere às editoras, as obras constantes no acervo Jinkings
pertencem às editoras: Brasiliense (148), à Progresso (109), à Alfa-Omega (61), à
Global (60) dentre outras, percebe que o eixo aglutinante deve-se ao fato destes
estabelecimentos possuírem suas linhas editoriais voltadas às áreas de Ciências
Humanas, Letras e Artes e Ciências Sociais Aplicadas (Ver Gráfico 2).

�4

Gráfico 2 – Editoras mais presentes no Acervo Raimundo Jinkings

Do ponto de vista cronológico (Ver gráfico 3), a pesquisa identificou que os
anos de publicações mais frequentes se concentraram entre as décadas de 60,70
e 80, que historicamente compreendem ao período da Ditadura Militar brasileira e
seu consequente período de abertura política.
Gráfico 3 – Anos de publicações mais recorrentes no Acervo Raimundo Jinkings
1000

815

800
600

423

400

244

200

48

7

5

2

83

52

33

2

0
A -1800 B - 1920 C - 1930 D - 1940 E -1950 F - 1960 G - 1970 H - 1980 I - 1990 J - 2000 K - 2010

Quanto às temáticas predominantes, destacam-se: a Ciência Política, as
Ciências Sociais e a Economia. Entretanto percebe-se que o Jornalismo ocupa um
lugar de destaque na coleção, infere-se que Jinkings cultivava obras nesta área
porque ele era o editor do jornal A Voz da Unidade, por meio do qual ele
atualizava os operários sobre seus direitos e as mudanças no mundo do trabalho.
Gráfico 4 – Temáticas predominantes no Acervo Raimundo Jinkings
400
300
200
100
0

341

318

306
202

87

18

45

104

36

92

153
12

�5

Considerações Finais
Com base no exposto percebe-se que estudos sobre o acervo particular do
ativista Raimundo Jinkings foram bastante elucidativos, pois pontuaram alguns
aspectos basilares para a compreensão do arcabouço intelectual deste eminente
livreiro, responsável por inocular o pensamento esquerdista no norte do Brasil.
Apesar do assunto ser centrado na seara biblioteconômica, nota-se que
outras áreas do conhecimento, tais como: Ciências Políticas, Ciências Sociais
Economia, Educação, Letras e Jornalismo também podem fazer uso de técnicas
bibliométricas a fim de selecionar literatura clássica pertinente aos seus estudos,
principalmente se considerarmos um acervo tão rico e eclético como o de
Raimundo Jinkings.
Ressalta-se que o bibliotecário precisa permanentemente fazer estudos
dessa natureza em coleções especiais, para que possa se familiarizar ainda mais
sobre a vida e a obra dos antigos proprietários do material bibliográfico que está
sob sua gerência, possibilitando um atendimento mais customizado aos futuros
consulentes.
Referências
BRASIL, Jocelyn. Entre as letras e as baionetas. Rio de Janeiro: Jotanesi
Edições, 1995.
GLÄNZEL, Wolfgang. History of bibliometrics and its present day tasks in
research evaluation. 2009. Disponível em: www.kawax.cl/observatorio/Indicadore
s_20060116/ppt/WolfgangGlanzel.ppt. Acesso em: 18.05.2017. 50 slides
JINKINGS, Isa. Seminário “Raimundo, relato de vida”. Belém: XVII Feira Panamazônica do Livro, 04 maio 2013.
OLIVEIRA, Alfredo. Cabanos &amp; Camaradas. Belém: [s.n.], 2012.
PEREIRA, João Carlos. Um amigo dos livros e um livro perdido. O Liberal, Belém,
22 fev. 2010. Caderno Magazine, p. 1.
VIDAL, Elizabete de Lemos; SALES, Germana Maria Araújo. Entre livros e
leitores: o livreiro de Belém. In: SALES, Germana Maria Araújo; FURTADO, Marlí
Tereza. (Orgs.). Linguagem e Identidade Cultural. João Pessoa: Idéia, 2009.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31966">
                <text>ESTUDO BIBLIOMÉTRICO DO ACERVO RAIMUNDO JINKINGS,  INTEGRANTE DO MEMORIAL DO LIVRO MORONGUÊTÁ DA UFPA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31967">
                <text>Elisangela SILVA COSTA</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31968">
                <text>Suelene Santana Assunção</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31969">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31970">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31972">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31973">
                <text>O objetivo geral deste estudo foi: elaborar uma análise bibliométrica do acervo que pertenceu a Raimundo Jinkings, um eminente livreiro, jornalista e ativista político, responsável pela propagação do pensamento de esquerda no Pará. E, teve como objetivos específico: a) identificar os autores mais frequentes no corpus em estudo; b) investigar as editoras que mais produziam as obras prediletas de Jinkings; c)  Averiguar os anos das publicações estudadas; d) verificar quais as temáticas predominantes no acervo em análise. A pesquisa em tela é do tipo biobibliográfica, com recorte quanti-qualitativo e para torná-la exequível foram feitas consultas ao Inventário do Acervo da Biblioteca de Raimundo Jinkings, disponível no Memorial do Livro Moronguêtá. Os registros selecionados foram extraídos os seguintes dados: autores mais presentes, editoras mais frequentes, ano de publicação e assuntos predominantes. Com base no exposto percebe-se que estudos sobre o acervo particular do ativista Raimundo Jinkings foi bastante elucidativo pois pontuou alguns aspectos basilares para a compreensão do arcabouço intelectual deste eminente livreiro, responsável por inocular o pensamento esquerdista no norte do Brasil. Ressalta-se que o bibliotecário precisa permanentemente fazer estudos desta natureza em coleções especiais a fim de que possa se familiarizar ainda mais sobre avida e obra dos antigos proprietários das obras que estão sobre sua gerencia, possibilitando um atendimento mais customizado as futuros consulentes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66662">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2698" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1780">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2698/1812-1829-1-PB.pdf</src>
        <authentication>c79432fa8ff24d8d571e2b765d6739e6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31965">
                    <text>Elicitação de requisitos para o desenvolvimento de um sistema de
informação utilizando a Etnografia: Um relato de experiência

Renato Marques Alves (Univasf) - renato.alves@univasf.edu.br
Ricardo Argenton Ramos (UNIVASF) - ricargentonramos@gmail.com
Rodrigo Pereira Ramos (Univasf) - rodrigo.ramos@univasf.edu.br
Teresinha Fróes Burnham (UFBA) - teresinhafroes@gmail.com
Resumo:
A elicitação de informações para iniciar um desenvolvimento de sistema sempre foi um grande
desafio para os desenvolvedores de software, muitas vezes por falta de tempo, ou de
experiência dos desenvolvedores ou mesmo pela dificuldade inerente a esta fase. Várias
técnicas e métodos são desenvolvidos para que se alcance o sucesso nesta fase. Um desses
métodos é a etnografia, que tem como ideia principal que o engenheiro de requisitos participe
das atividades como usuário e obtenha o conhecimento necessário para gerar os requisitos.
Este artigo apresenta um relato de experiência de um profissional bibliotecário que assumiu o
papel de engenheiro de requisitos, utilizando o método etnográfico (observação, entrevista e
consulta a documentação) para elicitar os requisitos de um sistema real, pouco comum, na
área de biofabrica. O estudo de caso foi realizado com o apoio de uma empresa especializada
na produção de insetos transgênicos em grande escala (como o Aedes aegypti). Os requisitos
obtidos foram validados através da técnica prototipação em papel. Os resultados apontam a
questão da complexidade como fator crítico para o entendimento de um sistema centrado no
gerenciamento de dados e os requisitos essenciais para o controle e monitoramento de dados
na área de biofábrica. Conclui-se afirmando que a Etnografia combinada com a prototipação
em papel foi essencial para a compreensão e definição dos requisitos.
Palavras-chave: Elicitação de requisitos. Sistema de Informação. Gerenciamento de dados.
Biofábrica
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1. Introdução
Independente do processo de desenvolvimento de software escolhido, o desenvolvedor de
software precisa, como primeiro passo, saber exatamente quais são os requisitos do sistema que
será construído. Está afirmação apesar de ser precisa em relação ao sucesso de um projeto de
software, ainda é muito negligenciada pelos desenvolvedores de software. Pesquisadores
relatam que cerca de 60% dos projetos de software que falham têm suas causas na má definição
dos requisitos. (1) O pesquisador Fred Brooks escreveu na segunda edição do seu livro
relançado 30 anos após a primeira:
A parte mais difícil de construir um sistema de software é decidir
precisamente o que construir. Nenhuma outra parte do trabalho conceitual é
tão difícil quanto a definição dos requisitos técnicos detalhados. Nenhuma
outra parte do projeto pode trazer tanto fracasso se for malfeita. Nenhuma
outra parte do projeto é tão difícil para poder corrigir mais tarde. (2)

Pesquisadores da área de engenharia de software trabalham em soluções para que a fase de
engenharia de requisitos seja eficiente e que, portanto, diminua a probabilidade de falhas em um
projeto de software. Assim, surgem abordagens para modelar requisitos que dão apoio desde a
orientação a aspectos, orientação a agentes e sistemas complexos entre outros. (3) Para projetos
menores, outros pesquisadores trabalham no sentido de diminuir a burocracia da etapa de
requisitos e propuseram metodologias ágeis que têm o foco na equipe de desenvolvimento e na
programação. (4) Entretanto, apesar de novas técnicas para modelar ou mesmo nos casos de
técnicas que diminuem o foco dos requisitos, todas precisam ter um investimento para
compreender o que será construído. Vale salientar que este investimento pode ter seu custo
maior ou menor dependendo de alguns fatores, tais como: i) A experiência da
equipe/desenvolvedor na área de Engenharia de Requisitos, ii) A complexidade do domínio da
aplicação, iii) O tempo planejado para a etapa de elicitação dos requisitos. (5) O contexto
descrito anteriormente, se torna real e visível em regiões com pequenas empresas de
desenvolvimento de software e com profissionais com poucas, ou nenhuma, experiência em
engenharia de requisitos. Adiciona-se a esse contexto o desafio para desenvolver softwares para
um novo tipo de empresa na área da biologia, as biofabricas. Apesar de ser uma área que já vem
sendo discutida na engenharia de software (6) não existem trabalhos científicos que apresentem
uma maneira de desenvolver softwares específicos para essa área. Este artigo apresenta um
relato de experiência sobre o levantamento de requisitos de software de uma biofabrica com a
característica de ter sido realizado por uma pessoa que não é da área da computação e nem tinha
experiência na área de engenharia de requisitos. A abordagem utilizada foi baseada no método
etnográfico. Na fase de validação dos requisitos foi utilizada a prototipação em papel e foi
testada no domínio de uma biofábrica especializada na produção, em grande escala, de insetos
Aedes aegypt transgênicos para o combate às doenças como: Dengue, Chicungunya e a Zika
vírus.
O Sistema de gerenciamento global é um projeto que envolve a colaboração de vários
pesquisadores através de uma parceria entre a Universidade Federal do Vale do São Francisco
(UNIVASF) e a biofábrica Moscamed Brasil para a construção de um sistema para o
gerenciamento global (em inglês, Global Management System) com subsistemas responsáveis
pelo processo de produção, soltura e controle do mosquito Aedes aegypti. Os vários subsistemas
estarão interligados através de uma rede de computadores. Cada um destes subsistemas trata de
uma especificidade da biofábrica, tais como: produção massal de insetos, controle das
armadilhas, controle ecológico, estimativa de produção, controle biológico e liberação dos

�insetos. A primeira etapa planejada para o desenvolvimento do projeto supracitado foi o
entendimento de cada subsistema e a produção de um documento de requisitos. Assim, cada
pesquisador envolvido no projeto teve um ou mais subsistemas sob sua responsabilidade de
acordo com sua área de conhecimento. Por exemplo, este artigo focou no levantamento de
requisitos para a construção de um subsistema de controle das armadilhas utilizadas na captura
do Aedes. Uma característica do projeto é o envolvimento e colaboração de pesquisadores de
áreas de conhecimento diferentes, tais como as ciências exatas, ciências biológicas e saúde e
ciências sociais aplicadas e humanas, tornando esse projeto de caráter multi/interdisciplinar um
desafio para alcançar os objetivos do projeto proposto.
2. Relato de Experiência
A opção metodológica assumida para condução da presente investigação foi o estudo de caso
que contou com o apoio da biofábrica Moscamed Brasil, localizada no Município de JuazeiroBA, no período de fevereiro a outubro de 2015. A pesquisa aqui desenvolvida apresentou fortes
características de uma pesquisa aplicada, por ter como objetivo “gerar um conhecimento para
aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos”. (7) Para a coleta de requisitos
sobre o sistema de armadilhas de mosquitos, foram combinadas técnicas oriundas da
Antropologia (observação, entrevista e consulta a documentos) e da Engenharia de software
(prototipagem) que foram selecionadas do modelo de processo de elicitação. (8) Durante a
pesquisa de campo, um dos pesquisadores se posicionou como observador participante e
acompanhou todo o trabalho que envolvia a instalação e coleta das armadilhas, a análise do
material no laboratório e os registros dos dados coletados nos experimentos científicos. Para
complementar as informações obtidas na observação participante em relação às práticas de
gerenciamento de dados na empresa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas cujo roteiro
foi baseado no Checklist for a Data Managment Plan, v.4 (9) e consulta à documentação
produzida para a implantação do Sistema MONITOR XYZT em funcionamento na empresa.
(10) Para validação das informações obtidas, empregou-se uma das técnicas mais utilizadas na
Engenharia de software, a prototipação. A técnica de prototipação em papel apresenta versões
em papel das telas do sistema com as quais os usuários interagem, e se projeta um conjunto de
cenários que descreve como o sistema pode ser usado. Os informantes da pesquisa foram os
especialistas no domínio (pesquisadores, funcionários, técnicos de laboratórios e agentes de
monitoramento) lotados em setores (administrativos e laboratórios de pesquisa) que
trabalhavam com a gestão parcial ou total dos dados de pesquisa na empresa.
Figura 1 – Pesquisador em campo

Fonte: Os autores

�Figura 2 – Armadinhas para captura do Aedes aegypti

Fonte: Os autores
Figura 3 – Seção de Prototipação em papel para validação dos requisitos

Fonte: Os autores
3. Resultados
Um dos aspectos identificados na definição de requisitos em processos bioindustriais diz
respeito à questão da complexidade para o correto entendimento do domínio. Esta problemática
também foi relatada no desenvolvimento de um software (11) e as estratégias para o
entendimento correto da aplicação (software), é formar equipe com membros que possuam
graduação em diferentes áreas do conhecimento e o envolver os colaboradores e gestores da
empresa na definição dos requisitos. O que foi seguido nesta pesquisa. Portanto, os requisitos
obtidos permitem que o futuro sistema forneça informações seguras sobre o principal vetor
causador da dengue, através da disponibilidade de informações tais como densidade
populacional de mosquito, localidades mais infestadas e período de alta ou baixa ocorrência do
vetor nas áreas monitoradas.

�A seguir apresentamos os requisitos chaves para sistema de controle e monitoramento de dados:
a) Permitir o cadastro das áreas (localidades) monitoradas por armadilhas;
b) Admitir o registro das datas de instalação e de coleta das armadilhas, convertendo o
calendário anual em semanas/ano;
c) Permitir o cadastro da quantidade de números de ovos, larvas e mosquitos adultos do
Aedes capturados nas armadilhas;
d) Disponibilizar o histórico dos dados estatísticos coletados; permitir o cadastro e a
visualização das coordenadas geográficas das áreas monitoradas; e
e) Apresentar relatórios, gráficos e mapas.
Quanto às sessões de prototipação com os especialistas no domínio, elas mostraram-se muito
úteis para a correção e/ou anuência de requisitos porque os informantes simulavam no papel as
tarefas do dia a dia, em relação ao registro de entradas e processamento dos dados coletados na
biofábrica. Outro achado relevante foi sobre o processo de gerenciamento de dados em um
estudo de caso real. Foi identificado que a cultura da gestão da informação ainda não está
integralizada em todos os ambientes da empresa. O trabalho de campo verificou diferentes
práticas aplicadas ao gerenciamento de dados, como: a existência de um setor que
disponibilizava de uma infraestrutura tecnológica para apoiar a sistematização dos dados via
plataforma Web, enquanto outro setor empregava o uso de arquivamento e registro dos dados
em planilhas eletrônicas armazenadas em um sistema de armazenamento nas nuvens instalado
no computador local onde é realizado também as cópias de segurança, a recuperação e o
compartilhamento como relatou um informante “quando a gente vai fazer a análise estatística
tudo isso tem que ser colocado junto, todos os dados, têm as datas; a gente precisa juntar tudo
numa planilha só pra poder fazer análise”.
O desenvolvimento de um Sistema de gerenciamento global para apoiar as atividades de
gerenciamento dos dados é um das soluções recomendadas pelo novo paradigma da curadoria
digital, pois viabiliza a socialização do uso de dados e informações a todos os integrantes da
empresa, além de garantir a preservação e conservação ao longo do tempo.
4. Considerações Finais
Tendo em vista o desafio referente à construção de uma documentação com as descrições de
requisitos para o desenvolvimento de um sistema visando o gerenciamento de dados, como uma
das alternativas para a gestão da informação, este artigo oferece ao leitor a possibilidade de
utilizar as experiências aqui relatadas para um caso semelhante. A etapa seguinte será o
desenvolvimento de um software com base nos requisitos obtidos.
Referências
1. HOFMANN, H. F.; LEHNER, F. Requirements engineering as a success factor in
software projects. IEEE software, v. 18, n. 4, p. 58, 2001.
2. BROOKS, F. P. O mítico homem-mês: ensaios sobre engenharia de software. [S.l: s.n],
2009.
3. CHENG, Betty HC; ATLEE, Joanne M. Research directions in requirements engineering.
In: FUTURE OF SOFTWARE ENGINEERING, 2007. IEEE Computer Society, 2007. p. 285303.
4. HIGHSMITH, J.; COCKBURN, A. Agile software development: the business of innovation.
Computer, v. 34, n. 9, p. 120-127, 2001.
5. NUSEIBEH, B.; EASTERBROOK, S. Requirements engineering: a roadmap. In:

�INTERNATIONAL CONFERENCE ON SOFTWARE ENGINEERING, 22., 2000, Limerick,
Ireland. Proceedings of the Conference on the Future of Software Engineering New York:
ACM, 2000. p. 35-46. Disponível em:&lt; www.cs.toronto.edu/~sme/papers/.../ICSE2000.pdf.
Acesso em: 06 set 2014.
6. BOEHM, B. Some Future Trends and Implications for Systems and Software Engineering
Processes. Systems Engineering, v. 9, n. 1, 2006, pp 1-19.
7. GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. (Orgs).Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da
UFRGS, 2009.
8. SOMMERVILLE, Ian. Requisitos. In.:______.Engenharia de Software. 8. ed. São Paulo:
Pearson, 2007. Parte 2, p.77-111.
9. DIGITAL CURATION CENTRE. Data Management Plans. 2013. Disponível em:
&lt;http://www.dcc.ac.uk&gt;. Acesso em: 10 dez. 2014.
10. XYZTEMAS CONSULTORIA &amp; SERVIÇOS LTDA.Proposta – Implantação:
MonitorXYZTEMAS. [2007?]. 12f.
11. CAUVIN, S. et al. A generic scientific information management system for process
engineering. In. EUROPEAN SYSPOSIUM ON COMPUTER AIDED PROCESS
ENGINEERING, 18., 2008, France. Computer Aided Process Engineering. Elsevier, p. 931936.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31955">
                <text>ELICITAÇÃO DE REQUISITOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO UTILIZANDO A ETNOGRAFIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31956">
                <text>Renato Marques Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31957">
                <text>Ricardo Argenton Ramos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31958">
                <text>Rodrigo Pereira Ramos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31959">
                <text>Teresinha Fróes Burnham</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31960">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31961">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31963">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31964">
                <text>A elicitação de informações para iniciar um desenvolvimento de sistema sempre foi um grande desafio para os desenvolvedores de software, muitas vezes por falta de tempo, ou de experiência dos desenvolvedores ou mesmo pela dificuldade inerente a esta fase. Várias técnicas e métodos são desenvolvidos para que se alcance o sucesso nesta fase. Um desses métodos é a etnografia, que tem como ideia principal que o engenheiro de requisitos participe das atividades como usuário e obtenha o conhecimento necessário para gerar os requisitos. Este artigo apresenta um relato de experiência de um profissional bibliotecário que assumiu o papel de engenheiro de requisitos, utilizando o método etnográfico (observação, entrevista e consulta a documentação) para elicitar os requisitos de um sistema real, pouco comum, na área de biofabrica. O estudo de caso foi realizado com o apoio de uma empresa especializada na produção de insetos transgênicos em grande escala (como o Aedes aegypti). Os requisitos obtidos foram validados através da técnica prototipação em papel. Os resultados apontam a questão da complexidade como fator crítico para o entendimento de um sistema centrado no gerenciamento de dados e os requisitos essenciais para o controle e monitoramento de dados na área de biofábrica. Conclui-se afirmando que a Etnografia combinada com a prototipação em papel foi essencial para a compreensão e definição dos requisitos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66661">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2697" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1779">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2697/1811-1828-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ef864299ef6b146e0ee2e144d8cf11fd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31954">
                    <text>Dos índices impressos às bases de dados on-line: a experiência de
uso de bibliotecários e pesquisadores da área da saúde

Barbara Pilatti Piffer (UFRGS) - bapiffer@gmail.com
Raquel Schimitt Domingos (UFRGS) - raquel.schimitt@ufrgs.br
Viviane Carrion Castanho (UFRGS) - castanhoviviane@gmail.com
Resumo:
Recuperar o enorme volume de informação na área da saúde é uma preocupação das
bibliotecas e cientistas da área desde o século XIX, quando surgiram as primeiras iniciativas
de geração de fontes de documentação secundárias, que permitissem localizar a informação
primária contida em artigos de periódicos. Extensas prateleiras de publicações impressas
transformaram-se em informação organizada na nuvem, e cabe às bibliotecas possuidoras
desse conhecimento divulgar e valorizar essa história que continua evoluindo Index Medicus,
Index Medicus Latino-Americano e Excerpta Medica iniciaram sua trajetória em formato
impresso e desenvolveram-se até tornarem-se on-line, respectivamente PubMed, LILACS e
EMBASE. O objetivo deste trabalho é mostrar como evoluíram os índices de literatura
biomédica ao longo do tempo e seu significado em termos de experiência de uso para
bibliotecários e pesquisadores.
Palavras-chave: Armazenamento e recuperação da informação; Bases de
bibliográficas; Resumos e indexação; Usabilidade; Ciências da Saúde

dados

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
Recuperar o enorme volume de informação na área da saúde é uma preocupação das
bibliotecas e cientistas da área desde o século XIX, quando surgiram as primeiras iniciativas de
geração de fontes de documentação secundárias, que permitissem localizar a informação
primária contida em artigos de periódicos. Extensas prateleiras de publicações impressas
transformaram-se em informação organizada na nuvem, e cabe às bibliotecas possuidoras
desse conhecimento divulgar e valorizar essa história que continua evoluindo. Index Medicus,
Index Medicus Latino-Americano e Excerpta Medica iniciaram sua trajetória em formato
impresso e desenvolveram-se até tornarem-se on-line, respectivamente PubMed, LILACS e
EMBASE. O objetivo deste trabalho é mostrar como evoluíram os índices de literatura
biomédica ao longo do tempo e seu significado em termos de experiência de uso para
bibliotecários e pesquisadores.

Do Index Medicus ao PubMed
O Index Medicus começou a ser produzido em 1879, como uma lista mensal de artigos
de revistas, através de uma iniciativa do Coronel John Shaw Billings, cirurgião da Guerra Civil
norte-americana, então a cargo da Biblioteca do Surgeon-General's Office, o Ministério da
Saúde daquele país. Esta biblioteca é hoje a National Library of Medicine (NLM). Cada entrada
do Index Medicus inclui o nome do autor, o título do artigo, o nome do jornal e a data, o
número do volume e o primeiro e último número de página do artigo. Existem índices de
assuntos e autores, e os artigos de revisão são listados separadamente (SHERRINGTON, 1982).
Foi uma tarefa gigantesca realizada por Billings e sua equipe. Com apenas tinta e fichas de
indexação, eles domesticaram a enorme e complexa literatura técnica da área médica, em
praticamente todos os idiomas escritos no planeta. O custo inicial da assinatura anual do Index
Medicus era de $3 (três dólares) (GREENBERG; GALLAGHER, 2009).
Por um período de mais de 80 anos, os métodos de produção permaneceram
praticamente inalterados: as entradas eram datilografadas e arquivadas manualmente. Erros
frequentes de impressão e alfabetação e tamanho pequeno dos caracteres eram citados como
problemas de forma (JACKSON, 1966). Além disso, a experiência de uso do pesquisador era
muito diferente dos dias de hoje. A recuperação manual da informação era extremamente
trabalhosa e lenta, principalmente em buscas por assunto. Para cruzar dois termos distintos,
era necessário levantar as referências de interesse que apareciam sob cada um dos termos, no
índice de assuntos, e então identificar quais se repetiam sob ambos os termos. Os fascículos
mensais do Index Medicus eram compilados anualmente em índices de autor e assunto, de
modo que para realizar uma busca retrospectiva de, por exemplo, 5 anos, era necessário
repetir o procedimento 5 vezes. Ao contrário, do ponto de vista da experiência do bibliotecário
enquanto desenvolvedor de competência informacional em pesquisadores para uso do Index,
a tarefa era bastante singela, dada a escassez e simplicidade dos recursos de busca. Mas a
queixa mais comum, universal e séria dos pesquisadores dizia respeito à demora do tempo da
publicação da revista até sua aparição no Index Medicus. Sem dúvida, a falta de atualidade era
um sério inconveniente para o usuário (JACKSON, 1966).
Na década de 1960 passou a ser impossível compilar o Index Medicus manualmente,
então a NLM começou a usar computadores para produzir a listagem. Com apoio público à
ciência sem precedentes, o processamento eletrônico de dados foi aplicado para o controle
bibliográfico da literatura médica. Foi então produzido o primeiro Index Medicus em cartão
perfurado, desenvolvido através do novo Sistema de Análise e Recuperação de Literatura
Médica (MEDLARS). O MEDLARS permitia pesquisas por computador do conteúdo dos 2600

�jornais indexados à época. No entanto, a pessoa que solicitava a pesquisa não podia fazer
browsing ou alterar a estratégia de busca (SHERRINGTON, 1982). Apesar disso, foi um avanço
importante em relação à versão impressa.
No Brasil, versões eletrônicas do Index Medicus passaram a ser utilizadas a partir da
década de 1980. O Index tornou-se disponível em disquetes e mais tarde em CD-ROM. Devido
ao grande volume de dados e a baixa capacidade de armazenamento das mídias, uma busca
retrospectiva demandava que a pesquisa fosse repetida tantas vezes quanto o número de anos
que se desejava abranger, do mesmo modo que acontecia com a versão impressa. Porém, o
sistema de recuperação introduzido pelo MEDLARS fazia toda a diferença, agilizando e
qualificando as buscas. Nessa época, a pesquisa no Index Medicus estava restrita às
bibliotecas, que podiam arcar com o alto custo da assinatura. Além disso, a complexidade da
interface de recuperação exigia a intermediação do bibliotecário.
Dessa forma, sucessivas gerações do MEDLARS introduziram o armazenamento de
dados em fitas, a digitação por computador e, finalmente, acesso direto on-line, com o
desenvolvimento, em 1971, de um sistema consideravelmente melhorado e interativo, o
MEDLARS on-line (MEDLINE). O MEDLINE fornecia ao usuário uma resposta imediata a uma
questão de pesquisa sobre a literatura e permitia uma busca de qualquer terminal de
computador conectado em qualquer lugar do mundo (CRAWFORD, 1979). Entretanto, fatores
como taxas de pesquisa, acesso limitado a computadores e telecomunicações e a natureza
técnica de grande parte da informação eram ainda barreiras (LINDBERG, 2000), situação que
persistiu até o início da década de 1990, quando surgiu a internet.
Em 1997, foi disponibilizada uma versão pública do MEDLINE denominada PubMed,
que simplificou as buscas e introduziu novas ferramentas, como links para sites de editores,
para que o texto completo pudesse ser recuperado (LINDBERG, 2000). O PubMed trouxe uma
experiência de pesquisa da literatura médica totalmente nova, uma vez que permitiu ao
próprio pesquisador realizar as buscas de qualquer computador pessoal com acesso à internet.
Aos bibliotecários, que antes detinham o acesso ao conteúdo da base de dados, coube então
tornar os pesquisadores competentes no uso dos recursos e ferramentas da base.
Hoje coexistem o MEDLINE e o PubMed. Na Faculdade de Medicina da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, os usuários preferem
utilizar o PubMed, por ele estar livremente disponível na internet, enquanto a MEDLINE é
disponível apenas para assinantes. Além desse motivo, a preferência pelo uso do PubMed
deve-se à sua maior cobertura, uma vez que inclui referências de artigos in process, enquanto
a MEDLINE demora em torno de 1 ano para incluir as referências a artigos publicados. A
PubMed contém atualmente mais de 25 milhões de registros.
Do IMLA à Lilacs
O IMLA – Index Medicus Latino-Americano e a base de dados LILACS - Literatura
Latino-Americana e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde tiveram sua gênese dentro
de toda uma proposta que a Bireme vem desenvolvendo desde sua criação em 1967, em que
se destaca a forma cooperativa com que trabalha a informação na área da saúde sob os mais
diversos aspectos.
Isto fica mais evidente quando, em 1979 a Bireme lança o IMLA, que indexava cerca de
150 revistas. Esta publicação complementava a base de dados Medline, que então indexava
apenas 44 revistas da América Latina. Este índice contribuiu para dar maior visibilidade
regional e internacional à produção científica e técnica em saúde da América Latina e do
Caribe; isso fez com que a Bireme se transformasse em um Centro de Informação e indexação

�para a região, o que refletiu diretamente, em 1982, na mudança do nome de Biblioteca
Regional de Medicina (Bireme) para Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde. (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA
SAÚDE; BIREME , [20--?]). Esta fonte de informação era constituída de publicações periódicas
contendo índices de assuntos, onde eram descritas as referências bibliográficas juntamente
com seus resumos, e também índices de autores. Isso permitia aos pesquisadores identificar as
referências de documentos de seu interesse a partir da busca por assunto, já que estas
referências eram agrupadas tematicamente em ordem alfabética. Outra forma de busca era
através do índice de autores, que permitia localizar artigos publicados por determinado autor.
Neste período o IMLA evoluiu, transformando-se na base de dados bibliográfica LILACS –
Literatura Latino-Americana e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A partir de 1987
teve início o processo de gravação e distribuição desta base em CD-ROM, com atualizações
trimestrais. Este projeto viabilizava material para 26 países.
No final dos anos 80, a BIREME promoveu o uso de computadores nas bibliotecas,
tanto para a produção descentralizada da base de dados LILACS quanto para a pesquisa
bibliográfica em CD-ROM e posteriormente online.(LILACS..., 2010) Constitui-se, atualmente,
como o principal índice e repositório de informação em saúde nos países da América Latina e
Caribe. É produzida de forma cooperativa, a partir de centenas de Centros cooperantes de 37
países da América Latina e Caribe, registrando a literatura técnico-científica publicada a partir
de 1982 por autores destes locais; e complementa índices internacionais, como Medline e
Web of Science.
Na biblioteca da Faculdade de Medicina a experiência com essa base de dados tem
acontecido de forma a complementar pesquisas feitas em outras bases de dados da área da
saúde. Isso é evidenciado pois geralmente consta entre as fontes bibliográficas utilizadas para
elaboração de revisões sistemáticas. A utilização desta base entre os usuários também é
importante pois cobre a literatura produzida na América Latina e Caribe com temáticas
específicas sobre questões regionais, característica essa não figurada exaustivamente em
outras bases de dados internacionais. Esta base está disponível livremente na internet, o que
torna o seu uso mais facilitado.
Da Excerpta Medica à Embase
A Embase tem sua origem em 1947, quando um grupo de médicos holandeses criou a
Excerpta Medica Fondation, uma organização sem fins lucrativos que deu início à Excerpta
Médica. O objetivo do empreendimento era promover o progresso do conhecimento médico
tornando a informação disponível a profissionais da medicina e demais da área da saúde
(BRIGGS; CROWLESMITH, 1995).
Inicialmente, a Excerpta Medica era publicada em 13 seções, divididas pelas principais
linhas do currículo médico, incluindo anatomia, patologia, fisiologia, medicina interna e outras
especialidades. Em 1974 inicia o acesso eletrônico à base (BACKFILE... 2007; tradução nossa).
Hoje, a Embase, publicada virtualmente pela Elsevier, possui o status de uma das maiores
bases de dados de resumos em informação biomédica e com maior número de buscas em
informação da área de saúde na Europa. (ANDALIA; RODRÍGUEZ; MULETI, 2015).

A Biblioteca FAMED/UFRGS possui a coleção impressa da Excerpta Médica completa,
que está disponível para consulta local. Disposta na estante, a obra se destaca pelo seu
colorido: cada uma das treze seções possui uma cor diferente, organizando as áreas de
maneira que fique visualmente fácil de encontrar mesmo à distância e também esteticamente

�agradável aos olhos. Assim percebemos, logo no primeiro contato, a forma simples, porém
minuciosa com que a obra foi editada, pensando em tornar a pesquisa do usuário eficiente. Já
ao abrir cada número, encontramos o sumário e também uma explicação sobre o formato dos
resumos. O sumário é dividido por assunto, por exemplo, na seção de anatomia ele organiza o
conteúdo em: aspectos gerais, técnicas e equipamentos, cuidados intensivos e anestesia geral
e local. Uma das dificuldades da Excerpta Médica, assim como de todas as obras impressas, é o
cruzamento dos assuntos para uma pesquisa mais específica: seria impossível fazer a soma do
assunto “anestesia local” com “oncologia”, por exemplo. Mesmo assim, a Excerpta Médica,
comparada a demais obras de referência, apresentava avanços no acesso à informação.
Bibliotecárias que utilizaram a Excerpta Medica contam que passavam muitas horas - inclusive
fora do expediente - pesquisando artigos e assuntos na obra, e para conseguirem os artigos
completos, quando a biblioteca não possuía o documento, faziam a solicitação via COMUT, o
que poderia levar meses até finalmente acessar a informação primária.
Já em formato eletrônico, a Embase foi assinada pela primeira vez em 2010 pela
Faculdade de Medicina. A vigência da assinatura foi de um ano. Devido à grande demanda pela
base não apenas na FAMED, mas em outras unidades da universidade, a UFRGS realiza a
assinatura da base em 2016, renovada por mais um ano em 2017.
Entre as demandas dos usuários em relação à Embase, uma das principais é como
pesquisar na mesma, especialmente como montar uma revisão sistemática. De maneira geral
os usuários se sentem bastante satisfeitos com o resultado, em particular com a pesquisa
PICO, que foi construída para a elaboração de revisões sistemáticas e já vem delineada de
acordo com as exigências dessa metodologia de busca. Outra elemento que torna a pesquisa
dos usuários mais eficiente é a sugestão de termos e remissivas que são apresentadas aos
usuários no momento da pesquisa. Dessa maneira, não é necessário pesquisar anteriormente
por termos no Emtree - controle de termos utilizado pela base. Os usuários que procuram a
biblioteca para orientações no uso da Embase são provocados a explorar a base e utilizar todas
as ferramentas que para eles serão proveitosas. Há bastante procura por orientações por parte
de alunos de pós-graduação e profissionais do Hospital de Clínicas envolvidos em grupos de
pesquisa.
As bibliotecárias que atuam no serviço de referência da Bibmed fazem um grande
trabalho na divulgação da Embase entre a comunidade acadêmica. A constante comunicação
sobre a existência de acesso à base pela UFRGS é feita através das redes sociais e site da
biblioteca, e-mails e também pessoalmente: quando os usuários procuram orientações em
pesquisas gerais, a Embase é sempre sugerida, o que gera um retorno positivo, pois os
usuários comunicam seus pares e através do “buzz” a base é divulgada. O estudo e exploração
da base pelas bibliotecárias é constante para o aprimoramento do uso para fins de
capacitações e a correta orientação aos usuários.

CONCLUSÃO
Estas bases de dados destacadas demonstram claramente que a preocupação com a
recuperação das informações científicas vem de longa data; isto fica evidente através dos
índices em papel idealizados ainda no século XIX. Mas é visível também a rápida evolução
destes recursos. Há uma constante preocupação, por parte dos idealizadores das bases de
dados, em acompanhar e responder de forma ágil às demandas dos usuários. Isto se vê
claramente nas inúmeras formas de busca que estes recursos oportunizam, não somente
através dos índices tradicionais como título, assunto, descritores, abstracts, mas também
oportunizando pesquisas através de metodologias específicas, como a PICO, muito utilizada

�para revisões sistemáticas. Toda esta evolução tem contribuído significativamente para a
otimização das pesquisas científicas, no sentido de instrumentalizar os bibliotecários e os
usuários da informação na realização de suas pesquisas.

REFERÊNCIAS
ANDALIA, Rubén Cañedo; RODRÍGUEZ, Mario Nodarse; MULETI, Niurka Labañino.
Similitudes y diferencias entre PubMed, Embase y Scopus. Revista Cubana de Información En
Ciencias de La Salud, Havana, v. 26, n. 1, p.84-91, mar. 2015. Disponível em:
&lt;http://scielo.sld.cu/pdf/ics/v26n1/rci09115.pdf&gt;. Acesso em: 06 jan. 2017.
BACKFILE
reveals
biomedical
history.
2007.
Disponível
&lt;https://www.researchinformation.info/feature/backfile-reveals-biomedicalhistory?feature_id=155&gt;. Acesso em: 28 dez. 2016.

em:

BRIGGS, Kim; CROWLESMITH, Ian. EMBASE: the Excerpta Medica Database: quick and
comprehensive drug information. Publishing Research Quarterly, New York, v. 11, n. 3, p.5160, jan. 1995.
CRAWFORD, Susan. From hard copy to electronic publishing: problems in accessing the
literature. JAMA, v. 241, n. 4, p. 399–400, 1979.
GREENBERG, Stephen J; GALLAGHER, Patricia E. The great contribution: Index Medicus,
Index-Catalogue, and IndexCaT. Journal of the Medical Library Association, v. 97, n. 2, p. 108–
113, 2009.
JACKSON, M F. The Index Medicus: why it works and when it doesn’t. Bulletin of the
Medical Library Association, v. 54, n. 4, p. 325–328, 1966.
LILACS: uma história de inovações. Newsletter BVS, 2010. Disponível em: &lt;
http://espacio.bvsalud.org/boletim.php?articleId=12182103200913&amp;newsLang=&gt; Acesso em
12 jul. 2017.
LINDBERG, Donald AB. Internet access to the National Library of Medicine. Effective
clinical practice, v. 3, n. 5, p. 256–260, 2000.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE;
BIREME.
História.
[S.l.],
[20--?].
Disponível
em
&lt;
http://www.paho.org/bireme/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=33:historia&amp;I
temid=215 &gt; Acesso em 12 jul. 2017.
SHERRINGTON, Andrew. Index Medicus jeopardized. Canadian Medical Association
Journal, v. 126, p. 459–460, 1982.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31945">
                <text>DOS ÍNDICES IMPRESSOS ÀS BASES DE DADOS ON-LINE: A EXPERIÊNCIA DE USO DE BIBLIOTECÁRIOS E PESQUISADORES DA ÁREA DA SAÚDE</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31946">
                <text>Barbara Pilatti Piffer</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31947">
                <text>Raquel Schimitt Domingos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31948">
                <text>Viviane Carrion Castanho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31949">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31950">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31952">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31953">
                <text>Recuperar o enorme volume de informação na área da saúde é uma preocupação das bibliotecas e cientistas da área desde o século XIX, quando surgiram as primeiras iniciativas de geração de fontes de documentação secundárias, que permitissem localizar a informação primária contida em artigos de periódicos. Extensas prateleiras de publicações impressas transformaram-se em informação organizada na nuvem, e cabe às bibliotecas possuidoras desse conhecimento divulgar e valorizar essa história que continua evoluindo Index Medicus, Index Medicus Latino-Americano e Excerpta Medica iniciaram sua trajetória em formato impresso e desenvolveram-se até tornarem-se on-line, respectivamente PubMed, LILACS e EMBASE. O objetivo deste trabalho é mostrar como evoluíram os índices de literatura biomédica ao longo do tempo e seu significado em termos de experiência de uso para bibliotecários e pesquisadores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66660">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2696" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1778">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2696/1810-1827-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5848db33c3584549ae7abcea0e620b38</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31944">
                    <text>DIVULGAÇÃO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA BSEN EM MEIO
DIGITAL

Regina Oliveira de Almeida (UNIRIO) - reginaalmeida@unirio.br
Regiane Cristina Lopes da Silva (UNIRIO) - regiane.silva@unirio.br
Márcia Valéria Brito Costa (UNIRIO) - marciavc@unirio.br
Resumo:
Objetivo: mostrar os resultados da produção de tutoriais e banners digitais para divulgar e
estimular o acesso on-line às coleções Coleção Memória da Enfermagem e da Nutrição,
principalmente quanto ao seu conteúdo digital disponível para download.
Palavras-chave: Coleção especial; Divulgação; Preservação digital.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�DIVULGAÇÃO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA BSEN EM MEIO DIGITAL
Introdução: a Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição (BSEN) atende a
cursos tradicionais da área da saúde no Brasil, como a primeira Escola de
Enfermagem do país, criada em 1890, para atender as necessidades do Hospital
Nacional dos Alienados. A Escola Central de Nutrição, também pioneira, fundada
em 1939, teve sua origem legal no Curso de Nutricionistas do Serviço de
Alimentação da Previdência Social (SAPS), em 1943, sendo reconhecida em 1962,
como instituição de ensino superior. A partir de 1969, estas escolas foram
integradas à Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara
(FEFIEG), hoje, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
A “Coleção Memória da Enfermagem”, composta de cento e vinte livros, três
folhetos e uma tese, e a “Coleção Memória da Nutrição”, possui cento e noventa
livros, dezoito folhetos e três coleções de periódicos. O acervo não se classifica
como de obras raras conforme os critérios de raridade apresentados por Pinheiro
(1989) na obra Que é livro raro?, porém, é considerado relevante pelas escolas,
sendo fonte para diversas dissertações e teses, constituindo um acervo de obras
especiais, por isso a BSEN tem se esforçado no sentido de ampliar a visibilidade das
coleções, inserindo as obras no catálogo on-line.
Relato da experiência: O projeto de digitalização das obras especiais da BSEN,
Criação da Biblioteca Virtual do Acervo Especial da Biblioteca Setorial de
Enfermagem e Nutrição: Coleção Memória se iniciou em 2012. Nele, se discutia a
importância de implantar uma biblioteca virtual da coleção especial, que se
constitui de livros doados, em sua maior parte, às Escola de Enfermagem e Escola
de Nutrição, datados do início do século passado até a década de 1950.
Para garantir visibilidade, a BSEN tem criado tutoriais e banners digitais para
estimular o acesso on-line às coleções. Tem integrado, também, a criação e
produção dos objetos digitais de publicidade da Coleção Memória aos projetos de
estagiários e bolsista, discentes de Biblioteconomia da UNIRIO. Foram criados
banners para as coleções individualizadas e como um todo (Figuras 1,2 e 3 abaixo).
Figura 1: Banner da Coleção Memória de Enfermagem (CME)

�Fonte: elaboração da BSEN (equipe de estagiárias e bolsista).
Figura 2: Banner da Coleção Memória de Nutrição (CMN)

Fonte: elaboração da BSEN (equipe de estagiárias e bolsista).

Figura 3: Banner da Coleção Memória (CME – CMN)

�Fonte: elaboração da BSEN (equipe de estagiárias e bolsista).

O acesso ao tutorial é feito na página do Sistema de Bibliotecas, na aba de tutoriais:
http://www.unirio.br/bibliotecacentral/tutoriais. A Figura 4 mostra o acesso ao
tutorial.
Figura 4: Tutorial da Coleção Memória

Fonte: Elaborado pela BSEN.
Referências:
PINHEIRO, Ana Virginia. Que é livro raro?: uma metodologia para o
estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro; Brasília:
Presença: INL, 1989.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31935">
                <text>DIVULGAÇÃO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA BSEN EM MEIO DIGITAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31936">
                <text>Regina Oliveira de Almeida</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31937">
                <text>Regiane Cristina Lopes da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31938">
                <text>Márcia Valéria Brito Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31939">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31940">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31942">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31943">
                <text>Objetivo: mostrar os resultados da produção de tutoriais e banners digitais para divulgar e estimular o acesso on-line às coleções Coleção Memória da Enfermagem e da Nutrição, principalmente quanto ao seu conteúdo digital disponível para download.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66659">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2695" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1777">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2695/1809-1826-1-PB.pdf</src>
        <authentication>71364cbb6f1cb4214fe79bc312230029</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31934">
                    <text>Digitalização e disponibilização online da Coleção de Jornais
Ituanos do Museu Republicano “Convenção de Itu”
(MRCI-MP/USP)

José Renato Margarido Galvão (MRCI-MP/USP) - renatogalvao@usp.br
Resumo:
O texto relata o processo de digitalização da Coleção de Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX,
composta de 11 títulos com 4.563 exemplares, depositados na biblioteca do Museu
Republicano “Convenção de Itu”, a qual, no ano de 2013, em parceria com a Biblioteca do
Museu Paulista e o Departamento Técnico do SIBi/USP, objetivou preservar e disponibilizar na
rede mundial de computadores o conteúdo dos jornais. Após as etapas de escaneamento e
tratamento das imagens, os registros finais foram indexados e disponibilizados na Biblioteca
Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP (BOREH), disponível em
&lt;http://www.obrasraras.sibi.usp.br&gt;, de acesso livre e gratuito, por meio da qual é possível
visualizar a obra online ou fazer o download do documento completo em PDF. A tecnologia
Optical Character Recognition (OCR) permite a pesquisa por palavras dentro de cada
exemplar, facilitando sobremaneira o trabalho dos pesquisadores. O ambiente digital permite
acesso rápido, múltiplo e virtual, auxiliando na preservação e disseminação da informação.
Palavras-chave: digitalização; obras raras; coleções especiais; biblioteca digital; acesso
aberto; preservação de acervos biblioteconômicos.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Neste trabalho apresentamos a implantação do projeto de digitalização e
disponibilização online de uma coleção de jornais raros da cidade de Itu (SP), realizada entre
os anos de 2013 e 2014. A ideia ocorreu em 2010, após estudos para a elaboração de um plano
de conservação preventiva e de emergências para o Museu Republicano “Convenção de Itu”
(MRCI), extensão do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (MP/USP)1.
A Coleção de Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX é composta por 4.563 exemplares
e 11 títulos abrangendo o período de 1873 até a década de 1940, sendo que a Biblioteca do
Museu Republicano é a única depositária deste acervo, ou seja, a instituição é a única
detentora de exemplares que se tem conhecimento.
A decisão de criar o projeto foi influenciada por diversos fatores dos quais se podem
destacar: a fragilidade do papel, que dificultava a consulta dos exemplares originais; a
preocupação com a preservação dos originais constituídos de exemplares únicos e raros da
historia da imprensa local; e a divulgação e ampliação do acesso ao acervo.
Segundo a historiadora Heloísa Barbuy (2014),
O uso de jornais como fonte de pesquisas tornou-se recorrente, mas até hoje ainda há
uma predominância dos grandes jornais de capitais de províncias/estados para este
fim. Bem menos numerosos são os trabalhos que se valem de periódicos locais, de
cidades do interior.

Para a autora, uma das razões para isto era a dificuldade de acesso aos documentos.
Relato da experiência
A primeira experiência para a digitalização dos jornais e sua disponibilização aos
usuários foi iniciada em 2010. Na época foi realizado o serviço de microfilmagem, que
resultou em 14 rolos de microfilmes, os quais em seguida foram migrados para o formato
DVD, possibilitando o acesso ao acervo por meio de pesquisa presencial na biblioteca.
Entretanto, duas questões ainda precisavam ser resolvidas: a qualidade da digitalização
em DVD, que além da baixa resolução não permitia a pesquisa por palavras no texto; e o
acesso online, que cada vez mais estava sendo adotado por instituições culturais e de ensino
superior. A resolução dessas demandas tornaria possível, conforme Possi et al. (2011, p.169),
“a universalização do acesso aos documentos e o incremento das pesquisas, no âmbito da
história e da arquivística”.
Greenhalg (2011, p.160) aponta que, além da questão da preservação, já resolvida em
parte pela microfilmagem e digitalização, possibilitando o acesso ao conteúdo sem a
1

Este trabalho é uma revisão e atualização do texto Coleção Digital de Jornais do Museu Republicano
“Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP): transposição de suporte para preservação e acessibilidade, escrito em
2014, cujos autores são: Márcia Medeiros de Carvalho Mendo, Alline de Sousa, Rosemary Mendonça Martins
Fernandes, Maria Cristina Monteiro Tasca e José Renato Margarido Galvão.

�necessidade de manusear os originais, “outro argumento favorável à digitalização de obras
raras é o fato de ser um facilitador ao acesso e conhecimento dos livros, colocando-os
disponíveis à consulta remota e ao alcance de buscadores online”.
Conscientes do compromisso da universidade com a democratização do acesso à
informação e a ampliação da consulta, foi formalizado em 2013 o convênio entre Museu
Republicano, Museu Paulista e Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBiUSP) para digitalização e disponibilização no site de Obras Raras do Portal da
Universidade de São Paulo, da Coleção de Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX. O projeto
foi finalizado em março de 2014, quando o último lote de exemplares foi disponibilizado
online.
Recentemente o SIBiUSP havia montado seu Laboratório de Digitalização e
Preservação Digital com o objetivo de realizar a digitalização e proporcionar o acesso a
conteúdos digitais de coleções raras e especiais da USP, com a aquisição de diferentes
equipamentos como computadores, câmeras digitais, coluna de reprodução, entre outros.
Segundo Mendo et al. (2014, p.13), “o ambiente digital permite acesso rápido, múltiplo e
virtual, auxiliando na preservação e disseminação da informação”.
A montagem do laboratório fez parte do projeto Oficina de Digitalização de
documentos: preservação e difusão dos acervos raros e/ou especiais da USP. Já a
disponibilização online é parte de um projeto realizado pelas três universidades estaduais
paulistas denominado Infraestrutura para a Pesquisa de Coleções Raras e Especiais da
USP/Unesp/Unicamp: Recolhimento, Preservação, Organização e Disponibilização para
Acesso à Comunidade Científica Nacional e Internacional, aprovado pela Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Mendo et al. (2014, p.5) relatam que, com o convênio institucional,
[...] os responsáveis pela Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e
Documentação Histórica da USP (BOREH) decidiram por incluir a Coleção de
Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX no conjunto documental disponibilizado
online e estabeleceram parceria com as equipes das bibliotecas do Museu Paulista
(MP) e Museu Republicano (MRCI) na cessão e treinamento para utilização dos
equipamentos e softwares de catalogação, bem como na gestão do processo.

Este processo percorreu diversas etapas, detalhadas a seguir.
1. Embalagem e transporte da coleção: todos os exemplares passaram por higienização,
organização por ordem cronológica dentro dos títulos, empacotamento em papel neutro
(acetato) e armazenamento em pastas polionda. Em seguida foram encaminhados ao
Laboratório de Digitalização e Preservação Digital do SIBiUSP, localizado na Cidade
Universitária, em São Paulo (SP). Encerrado o trabalho de digitalização, foram devolvidos ao
Museu Republicano, onde foram conferidos e depositados em armários específicos, numa sala
climatizada com dispositivos de segurança.
2. Digitalização: etapa realizada por profissionais do SIBiUSP e Museu Paulista. A máquina
escolhida para o processo foi a SkyView, equipamento de última geração da empresa norte-

�americana Kirtas Technologies, com uma câmera Canon EOS-5D Mark II de 21.1 megapixels,
que possibilita a captura de documentos de grande formato, como é o caso dos jornais, e
possui um sistema único de achatamento à vácuo que garante que os documentos e suas pontas
normalmente enroladas fiquem totalmente lisos nas chapas da máquina. (KIRTAS SKYVIEW,
2017, p.1). Um cuidado especial foi dado aos exemplares acidificados e fragmentados, que
foram inseridos com bastante cuidado na área de escaneamento. Mendo et al. (2014, p.10)
lembram que “houve situações em que foi preciso que as partes dos exemplares fossem
reconstituídas e montadas como num quebra-cabeças”. As capturas da câmera geraram
arquivos master em formato Tagged Image File Format (TIFF) 24bits com 300 DPIs,
considerados de alta resolução, armazenados em servidores locais com tolerância a falhas, que
eram acessados remotamente por outra equipe para o tratamento das imagens.
3. Tratamento das imagens: realizada pela equipe da Biblioteca do Museu Republicano,
acessando os exemplares digitalizados por meio de conexão remota. O software utilizado foi o
BookScan Editor (BSE), versão 3.0, que integra o pacote de ferramentas de digitalização da
Kirtas Technologies. Foram feitos ajustes de brilho e contraste, rotação das imagens, recortes
nas margens e remoção de manchas que dificultavam a leitura. Após essas alterações, a equipe
técnica do SIBiUSP foi a responsável por gerar arquivos em formato Portable Document
Format (PDF) com a tecnologia de reconhecimento de caracteres Optical Character
Recognition (OCR). Com a utilização do software LuraDocument PDF Compressor
(LuraTech) foi possível a compactação dos arquivos para a redução do tamanho, que
resultaram em PDFs completos, pesquisáveis e de tamanho ideal para download pelos
usuários.
4. Indexação: Os metadados correspondentes a cada exemplar foram conferidos gerados pela
equipe técnica do SIBiUSP, visando a redução de inconsistências na base. Para a catalogação
foi utilizado o DSpace, um dos aplicativos de repositório digital de código aberto mais
utilizados nas universidades ao redor do mundo. Segundo o IBICT (2017), o Dspace é
[...] um sistema com interface Web que permite o auto arquivo de documentos e a sua
marcação com metadados. Foi desenhado para suportar qualquer tipo de formato,
desde documentos de texto simples a arquivos de vídeo. Facilita o acesso aos
documentos através de listas e pesquisas e possibilita a disponibilização dos
documentos na internet, indexando o seu conteúdo quando possível e permitindo
ainda a preservação dos documentos a longo prazo.

Os metadados possibilitaram registros das principais informações sobre cada exemplar:
título; autorias (editores, redatores, gerentes); idioma; país e cidade da publicação; entidade
responsável pela publicação; data (dia, mês e ano); volume e número da edição; número de
páginas do exemplar; assuntos; e notas (para destaque de notícias de grande interesse). Por
tratar-se de periódicos, foram inseridos assuntos gerais, retirados do vocabulário controlado do
SIBiUSP. E, graças à utilização da tecnologia OCR, foram possíveis a edição do conteúdo do
documento digital (PDF) e a recuperação de informações.
Na medida em que a indexação era finalizada, os registros foram sendo
disponibilizados online pela equipe responsável pela Biblioteca Digital de Obras Raras,
Especiais e Documentação Histórica da USP (BOREH), com consulta livre e gratuita. O
recurso vem permitindo grande economia de tempo aos pesquisadores que, através da
ferramenta, localizam de forma ágil e precisa os termos de interesse para suas pesquisas.

�5. Inauguração e utilização da plataforma online: em 16 de novembro de 2013, como parte
das comemorações dos 140 anos da Convenção de Itu, 90 anos da abertura do Museu
Republicano e 50 anos de sua integração à USP, dentro da Semana da República organizada
pelo Museu Republicano, foi realizado o lançamento oficial da Coleção de Jornais Ituanos dos
Séculos XIX e XX na BOREH, disponível no site http://www.obrasraras.sibi.usp.br.
Ferreira et al. (2012, p.2) assinalam que
[...] a BOREH utiliza a plataforma Corisco, desenvolvida por pesquisadores da
Biblioteca Brasiliana da USP, por meio de um sistema integrado de aplicativos de
código aberto, seguindo recomendações de implantação e gerenciamento de
repositórios digitais de acordo com padrões de interoperabilidade.

Até aquela data haviam sido disponibilizados os exemplares dos três títulos mais
representativos da coleção: Imprensa Ytuana, A Cidade de Ytu e Republica. No início de 2014
os exemplares dos demais títulos foram inseridos na BOREH e no mês de março o trabalho foi
finalizado. Ao todo, foram digitalizadas 18.443 páginas de 4.563 exemplares, contemplando
os 11 títulos existentes na coleção.
Atualmente, passados mais de três anos de sua inauguração, o acervo digital vem sendo
intensamente consultado não só por pesquisadores, jornalistas e escritores em busca de
comprovações de suas hipóteses, mas também por estudantes e cidadãos interessados em
conhecer um pouco mais sobre o cotidiano de Itu e região nesse período importante da história
brasileira que é o final do Império e as primeiras décadas do regime republicano.
Considerações finais
Greenhalg (2011, p.165) avalia que
[...] é pertinente a ideia de digitalizar o acervo, pois o procedimento ajudará na
preservação do mesmo. A conservação está entre as principais atividades do setor,
além de promover uma facilidade no acesso, que é a atividade fim de qualquer
biblioteca.

Em 2010, a migração de suporte da Coleção de Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX,
pertencente ao Museu Republicano “Convenção de Itu”, possibilitou preservar a informação,
através da microfilmagem e transposição para DVD, e em 2013/2014 o acesso online ficou
garantido com a digitalização em alta resolução e disponibilização dos arquivos via Web.
O projeto foi integralmente concebido e executado por profissionais da USP, sob
orientação da Divisão de Gestão de Projetos (DGPJ) do Departamento Técnico do SIBiUSP
(DT/SIBiUSP), num total de 17 pessoas2, entre funcionários e estagiários.

2

Equipe integrante do projeto: Coordenação Geral, Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Diretora Técnica do
SIBiUSP. Pelas Bibliotecas do Museu Paulista e Museu Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP): Márcia
Medeiros de Carvalho Mendo, Alline de Souza, Maria Cristina Monteiro Tasca, Alzira Bezerra Nóbrega, José
Renato Margarido Galvão, Marcos Antonio Steiner, Rosemary M. M. Fernandes Gonçalves, Gabriel Barth Tarifa
e Luiza Fonseca de Souza. Pelo Departamento Técnico do SIBiUSP (DT/SIBiUSP): André Nito Assada, Camila
Molgara Gamba, Cláudio Roberto Ferreira, José Luiz Gomes da Costa, José de Souza Araújo, Laucivaldo C. de
Oliveira e Paulo Ubiratan C. Tormente. Fonte: &lt;http://obrasraras.sibi.usp.br/?p=41&gt;. Acesso em: 27 maio 2017.

�Segundo informações do DGPJ do SIBiUSP enviadas por e-mail à Biblioteca do
Museu Republicano em 30 de maio de 2017, o número de downloads feitos nas diversas
coleções BOREH em 2013 foi de 9.057, passando em 2014 para 460.380. Em 2015 foram
411.825 e em 2016 foi atingida a marca de 626.724. Os números revelam um expressivo
crescimento nos acessos à BOREH e certamente também à Coleção de Jornais Ituanos;
entretanto não foi possível confirmar junto ao SIBiUSP a quantidade exata de downloads
feitos especificamente nessa coleção.
Finalizamos reforçando a afirmação de Mendo et al. (2014, p.14):
O compromisso da USP em democratizar o acesso à informação de forma ágil,
atualizada e qualificada norteou todas as ações e permitiu que usuários de inúmeras
localidades ao redor do país e do mundo possam consultar a coleção, que até pouco
tempo estava restrita aos espaços físicos da biblioteca.

Referências bibliográficas
BARBUY, Heloisa. Coleção Digital de Jornais do Museu Republicano “Convenção de
Itu” (MRCI-MP/USP). São Paulo: DT/SIBiUSP, 2014. Disponível em:
&lt;http://obrasraras.sibi.usp.br/?p=41&gt;. Acesso em: 27 maio 2017.
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto et al. Digitalização e disponibilização de obras raras e
especiais. Encontro de Gestão de Informática da USP (Geinfo), 11, 2012, Águas de
Lindoia, SP. Disponível em: &lt;http://www.producao.usp.br/handle/BDPI/43839&gt;. Acesso em:
28 maio 2017.
GREENHALGH, Raphael Diego. Digitalização de obras raras: algumas considerações.
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 16, n.3, p. 159-167, jul./set. 2011.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT).
Sistema para Construção de Repositórios Institucionais Digitais (DSpace). Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/pesquisa-desenvolvimento-tecnologico-e-inovacao/Sistema-paraConstrucao-de-Repositorios-Institucionais-Digitais&gt;. Acesso em: 28 maio 2017.
KIRTAS SKYVIEW: Versatility &amp; high quality images. Disponível em:
&lt;http://www.ted.com.vn/files/kirtas_skyview_a4.pdf&gt;. Acesso em: 28 maio 2017.
MENDO, Márcia Medeiros de Carvalho et al. Coleção Digital de Jornais do Museu
Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP): transposição de suporte para
preservação e acessibilidade. [S.l.: s.n., 2014].
POSSI, Maurilio de Araújo et al. Ambiente para busca e visualizações de documentos
históricos na web. Perspectivas em Ciência da Informação, v.16, n.3, p. 168-180, jul./set.
2011.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA USP (SIBiUSP). Digitalização e preservação digital:
infraestrutura. Disponível em: &lt;https://www.sibi.usp.br/iniciativas/digitalizacao-epreservacao-digital/laboratorio-digitalizacao/&gt;. Acesso em: 27 maio 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31927">
                <text>DIGITALIZAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO ONLINE DA COLEÇÃO DE JORNAIS ITUANOS DO MUSEU REPUBLICANO “CONVENÇÃO DE ITU” (MRCI-MP/USP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31928">
                <text>José Renato Margarido Galvão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31929">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31930">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31932">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31933">
                <text>O texto relata o processo de digitalização da Coleção de Jornais Ituanos dos Séculos XIX e XX, composta de 11 títulos com 4.563 exemplares, depositados na biblioteca do Museu Republicano “Convenção de Itu”, a qual, no ano de 2013, em parceria com a Biblioteca do Museu Paulista e o Departamento Técnico do SIBi/USP, objetivou preservar e disponibilizar na rede mundial de computadores o conteúdo dos jornais. Após as etapas de escaneamento e tratamento das imagens, os registros finais foram indexados e disponibilizados na Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP (BOREH), disponível em , de acesso livre e gratuito, por meio da qual é possível visualizar a obra online ou fazer o download do documento completo em PDF. A tecnologia Optical Character Recognition (OCR) permite a pesquisa por palavras dentro de cada exemplar, facilitando sobremaneira o trabalho dos pesquisadores. O ambiente digital permite acesso rápido, múltiplo e virtual, auxiliando na preservação e disseminação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66658">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2694" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1776">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2694/1808-1825-1-PB.pdf</src>
        <authentication>556da716100dc148246a073951f25e76</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31926">
                    <text>Despertando talentos na equipe por meio da criação de Grupos de
Trabalho

Talita Daemon James (STF) - talitajames@gmail.com
Resumo:
Apresenta a experiência da Biblioteca do Supremo Tribunal Federal - Ministro Victor Nunes
Leal - com a atuação por meio de grupos de trabalho. Os grupos contribuem para o despertar
de talentos relacionados à capacidade de organização, liderança, treinamento e capacitação.
Demonstra como os grupos contribuem para o compartilhamento da informação institucional,
uma vez que os grupos reúnem profissionais das diversas seções da biblioteca que em suas
atividades diárias não teriam tanto contato; e revela a valorização do capital intelectual por
meio da participação dos profissionais nos processos de tomada de decisão. Contribui para a
inovação em formatos de gestão ao revelar a atuação autogerida e independente da estrutura
organizacional na realização de atividades importantes, mas que não figuram nas atribuições
formais das seções da biblioteca.
Palavras-chave: Grupos de Trabalho, Supremo Tribunal Federal, Talentos, Compartilhamento
de informação, Tomada de decisão.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Os grupos de trabalho da Biblioteca Ministro Vitor Nunes Leal surgiram em 2013, com
o intuito de realizar atividades que não constituíam atribuição formal de nenhuma
seção específica da Coordenadoria de Biblioteca e, por isso, passavam por períodos
sem execução.
As atividades em questão eram de caráter multidisciplinar, e sempre impactavam a
rotina de duas ou mais seções da Biblioteca. Para que o processo de tomada de
decisão levasse em consideração a opinião dos profissionais mais interessados na
conclusão das atividades, sem que isso acarretasse um aumento da burocracia na
realização dessas atividades, sugeriu-se a criação de grupos de trabalho temáticos.
O que são os Grupos de Trabalho?
São iniciativas independentes da estrutura organizacional do Tribunal. Tem por
objetivo realizar as atividades que não compõem as atribuições das seções da
Coordenadoria de Biblioteca e que precisam ser realizadas para criar novos produtos
e serviços ou aperfeiçoar aqueles já existentes. Os grupos contribuem para o
despertar de talentos relacionados à capacidade de organização, liderança,
treinamento e capacitação.
Quem faz parte dos Grupos de Trabalho?
A participação nos grupos de trabalho tem caráter voluntário. Quando são formados
os grupos de trabalho, toda equipe é comunicada e convidada a manifestar seu
interesse em participar das atividades propostas para o grupo. Por isso, os grupos
contribuem para o compartilhamento da informação institucional, uma vez que reúnem
profissionais das diversas seções da biblioteca que em suas atividades diárias não
teriam tanto contato. Conforme Decenzo, Robbins e Verhulst (2015), para satisfazer
as expectativas das empresas, os profissionais de hoje devem interagir mais entre
eles. Segundo os autores a tomada de decisão em grupo dá aos trabalhadores a
oportunidade de contribuir para os processos de trabalho e amplia o acesso à
informação existente na organização, além disso, o envolvimento dos membros
permite que eles se concentrem nas metas de trabalho.
Como atuam os Grupos de Trabalho?
Os grupos de trabalho são formados sem que exista uma “figura de autoridade”
nomeada. Não existe chefia ou qualquer cargo/função/gratificação para o

�cumprimento de qualquer tarefa do grupo de trabalho. Os grupos se reúnem de acordo
com a sua necessidade para a execução das atividades ou do alinhamento de ideias
para execução individual das tarefas propostas. Nesse sentido, os grupos revelam a
valorização do capital intelectual por meio da participação dos profissionais nos
processos de tomada de decisão. Além disso, a realização de atividades em grupos
de trabalho contribui para a inovação em formatos de gestão, ao revelar a atuação
autogerida e independente da estrutura organizacional na realização de atividades
importantes, mas que não figuram nas atribuições formais das seções da biblioteca.
Quando atuam os Grupos de Trabalho?
Os grupos atuam para solucionar problemas específicos. As atividades dos grupos de
trabalho são realizadas no horário padrão de trabalho e cada membro do grupo é
responsável por organizar sua própria agenda, com o objetivo de mitigar impactos nas
suas atribuições formais. Sobre essa busca por solucionar problemas em nichos não
explorados, Rosini e Palmisano (2008, p. 112) explicam que
Na era do conhecimento busca-se o “homem global”, o homem integrado. A
ponte da gestão do conhecimento se dá, justamente, pela cultura
organizacional. A mudança se dá conforme a necessidade da competição no
mercado, numa visão sempre de curto prazo. Em contrapartida, cada vez
mais esse tipo de profissional é exigido em seu entendimento do negócio, sua
visão da concorrência e seu conhecimento da tecnologia disponível.

Em que áreas atuam os Grupos de Trabalho?
Todas as áreas da Biblioteca podem demandar ações a serem executadas por um
grupo de trabalho. O que não é atribuição de uma seção específica, e é identificado
como necessidade de trabalho da biblioteca, passa a ser considerado uma atribuição
informal de todos. Segundo Andrade (2012), o conhecimento vem como instrumento
individualizado, próprio de cada pessoa, construindo a sociedade do conhecimento,
onde trabalhar com as informações e transformá-las em ações concretas passou a
ser o grande diferencial competitivo. Por isso a importância de incluir todas as áreas
da biblioteca em todas as ações.
Por que atuam os Grupos de Trabalho?
Por meio da atuação de grupos de trabalho é possível reconhecer benefícios não
identificados na atuação tradicional das seções, como o compartilhamento de
conhecimento, uma vez que pessoas lotadas em seções diferentes passam a conviver

�e conversar mais e o fluxo de troca de conhecimento é facilitado. Figueiredo (2005, p.
45) explica que a gestão do conhecimento pode:
[…] ajudar a sedimentar a memória da empresa, criar instrumentos de
prontidão às respostas (internas e externas), fortalecer processos produtivos,
melhorar serviços e produtos oferecidos, tornar o compartilhamento de
informações e conhecimentos mais dinâmico, na velocidade que a empresa
necessita, alavancar a inovação e a gestão competitiva, operar de modo
otimizado, encurtar o tempo de desenvolvimento de produtos e de respostas
aos clientes e mercado em geral.

Os grupos de trabalho e seus resultados
GT-Obras raras
Foi formado com o objetivo inicial de acompanhar os trabalhos de uma empresa
contratada para identificar e definir os critérios de raridade do acervo de obras raras
da Biblioteca e selecionar itens para a edição do Catálogo de Obras Raras da
Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal. Resultados obtidos: acompanhamento e revisão
do trabalho apresentado pela empresa contratada; edição do Catálogo de Obras
Raras do Supremo Tribunal Federal1; exposição de obras raras; identificação de
necessidades relacionadas à conservação e preservação da coleção; publicação de
artigo sobre a atuação deste grupo de trabalho2.
GT-Classificação
O grupo tinha por objetivo inicial elaborar um manual contendo as decisões sobre
classificação de assuntos a serem adotadas de forma padronizada pela Biblioteca.
Resultados obtidos: criação do Manual de Classificação; alteração de algumas
classificações bibliográficas para melhor representação do conteúdo do item; reunião
sob uma mesma classificação itens que tratam do mesmo assunto e que estavam
classificados em códigos diferentes.
GT-Periódicos
O grupo surgiu a partir do projeto de proteção magnética do acervo da Biblioteca. Para
que se evitasse o gasto desnecessário de fitas magnéticas de segurança optou-se
pela avaliação da coleção de periódicos estrangeiros. Resultados obtidos: avaliação
da coleção de periódicos estrangeiros; ampliação das atividades do grupo para
1
2

Disponível em: http://www.stf.jus.br/bibliotecadigital/QR/COR.pdf Acesso em: 23 maio 2017.
Disponível em: http://www.cajur.com.br/index.php/cajur/article/view/52/66 Acesso em: 23 maio 2017.

�avaliação dos periódicos nacionais; aperfeiçoamento na recuperação de itens a partir
da

indexação

de

periódicos

que

não

haviam

recebido

este

tratamento;

descompressão das coleções de periódicos nas estantes.
GT-Marketing
O grupo possui um caráter contínuo, sem prazo definido para encerrar suas
atividades, e é chamado a atuar constantemente. Busca realizar ações de divulgação
da Biblioteca, seus produtos e serviços para seu público alvo, bem como atividades
de integração entre servidores, colaboradores e estagiários das seções. Resultados
obtidos: projetos de incentivo à leitura; eventos de integração e divulgação da
Biblioteca; exposição em comemoração aos 125 anos da Biblioteca (agosto/2016);
evento da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca; evento em comemoração ao Dia
do Bibliotecário (março/2017).
GT-Biblioteca para todos
O grupo buscava identificar oportunidades de melhoria na Biblioteca, a fim de criar um
ambiente inclusivo para usuários internos e externos. Resultados obtidos: estudo
detalhado sobre normas específicas para a arquitetura de bibliotecas para recepção
e acolhimento de pessoas com deficiência; entrevista com servidores do Tribunal com
deficiência física ou visual para identificar as oportunidades de melhoria e as
necessidades de adequação do ambiente e do acervo; identificação de softwares que
auxiliam na transcrição de texto para áudio; alteração no mobiliário da biblioteca;
aquisição e publicação de obras em áudio; aquisição do aparelho “Freedom Scientific
Sara-Ce”.
GT-E-book
O grupo tinha como objetivo inicial apresentar uma proposta para a inserção de ebooks no acervo da Biblioteca. Resultados obtidos: realização de levantamentos
relacionados à necessidade de alteração na infraestrutura de informática a fim de
receber este novo tipo de acervo; identificação de questões relacionadas à guarda
perpétua dos itens, empréstimos, dentre outras; opção consciente pela não aquisição
deste tipo de acervo.
GT-Inventário
O grupo surgiu da necessidade de se estabelecer um procedimento padrão para a
realização de inventários nas coleções da Biblioteca utilizando a tecnologia de Radio

�Frequency IDentification (RFID). Resultados obtidos: aceleração do processo de
inventário; elaboração de um manual de inventário; treinamento de toda a equipe na
tecnologia RFID.
Considerações Finais
O envolvimento das pessoas de todos os níveis hierárquicos e todos os tipos de
vínculo com o Tribunal nos processos de tomada de decisão contribui para a
valorização do capital humano e intelectual. Esse envolvimento motiva as pessoas a
tomarem a responsabilidade para si, e buscarem um comprometimento ainda maior
com as atividades realizadas. Ouvir as sugestões e opiniões daqueles que são
diretamente impactados pelas decisões minimiza a resistência a mudanças.
É possível, ainda, perceber comportamentos e identificar habilidades que – no geral –
não constam nos currículos e que não são facilmente percebidas, a menos que as
pessoas sejam amplamente estimuladas em seus ambientes de trabalho. As
evidências de capacidades de liderança como a capacidade de conduzir reuniões e
trabalhos, a gestão do grupo, a resolução de impasses, são traços desejáveis em
futuros gestores. Quando há oportunidade e necessidade de se escolher um novo
chefe de seção, o Coordenador de Biblioteca possui informações confiáveis sobre as
habilidades e competências de cada possível candidato.
Referências bibliográficas
ANDRADE, Ronnie Joshé Figueiredo de. Gestão do conhecimento organizacional:
criando e medindo. Curitiba: Appris, 2012. 116p.
DECENZO, David A.; ROBBINS, Stephen P.; VERHULST, Susan L. Fundamentos
da administração de recursos humanos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
FIGUEIREDO, Saulo Porfírio. Gestão do conhecimento: estratégias competitivas
para a criação e mobilização do conhecimento na empresa: descubra como alavancar
e multiplicar o capital intelectual e o conhecimento da organização. Rio de Janeiro:
Qualitymark, 2005. 379p.
ROSINI, Alessandro Marco; PALMISANO, Angelo. Administração de sistemas de
informação e a gestão do conhecimento. São Paulo: Cengage Learning. 2008.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31919">
                <text>DESPERTANDO TALENTOS NA EQUIPE POR MEIO DA CRIAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31920">
                <text>Talita Daemon James</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31921">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31922">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31924">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31925">
                <text>Apresenta a experiência da Biblioteca do Supremo Tribunal Federal - Ministro Victor Nunes Leal - com a atuação por meio de grupos de trabalho. Os grupos contribuem para o despertar de talentos relacionados à capacidade de organização, liderança, treinamento e capacitação. Demonstra como os grupos contribuem para o compartilhamento da informação institucional, uma vez que os grupos reúnem profissionais das diversas seções da biblioteca que em suas atividades diárias não teriam tanto contato; e revela a valorização do capital intelectual por meio da participação dos profissionais nos processos de tomada de decisão. Contribui para a inovação em formatos de gestão ao revelar a atuação autogerida e independente da estrutura organizacional na realização de atividades importantes, mas que não figuram nas atribuições formais das seções da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66657">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2693" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1775">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2693/1807-1824-1-PB.pdf</src>
        <authentication>54629149e3c53c354b7f02eecdd9ce87</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31918">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ESPECIAIS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Eliene Gomes Vieira Nascimento (UFC) - eliene.nascimento@ufc.br
Lidianne de Mesquita Lourenço (UFC) - lidiannelourenco@yahoo.com.br
Raimundo Cezar Campos do Nascimento (UFC) - rcezarufc@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência de avaliação no desenvolvimento de
coleções dos periódicos científicos disponibilizados na Biblioteca de Ciências da Saúde (BCS),
biblioteca setorial do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Apresenta desde o resgate histórico a importância dos periódicos científicos na área da saúde
para o público universitário. Descreve a experiência no diagnóstico deste acervo, o
desenvolvimento das ações planejadas e executadas na reorganização e acesso dessa
importante fonte de pesquisa aos seus usuários. Conclui-se que o resgate histórico e o
levantamento real sobre a situação deste acervo resultou em uma nova dinâmica de
planejamento na organização dos periódicos da BCS/UFC. Proporciona também uma reflexão
acerca da importância sobre a responsabilidade histórica, técnica e social na elaboração do
desenvolvimento de coleções de periódicos em Bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Periódicos
Científicos.
Universitárias.

Desenvolvimento

de

Coleções.

Bibliotecas

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�RESUMO
Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência de avaliação no desenvolvimento de
coleções dos periódicos científicos disponibilizados na Biblioteca de Ciências da Saúde
(BCS), biblioteca setorial do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará
(UFC). Apresenta desde o resgate histórico a importância dos periódicos científicos na
área da saúde para o público universitário. Descreve a experiência no diagnóstico deste
acervo, o desenvolvimento das ações planejadas e executadas na reorganização e acesso
dessa importante fonte de pesquisa aos seus usuários. Conclui-se que o resgate histórico
e o levantamento real sobre a situação deste acervo resultou em uma nova dinâmica de
planejamento na organização dos periódicos da BCS/UFC. Proporciona também uma
reflexão acerca da importância sobre a responsabilidade histórica, técnica e social na
elaboração do desenvolvimento de coleções de periódicos em Bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Periódicos Científicos. Desenvolvimento de Coleções. Bibliotecas
Universitárias.
1 INTRODUÇÃO
Os periódicos técnicos científicos sempre foram considerados como uma
importante fonte de publicação no processo de comunicação da ciência, legitimando as
autorias dos achados científicos e assumindo um papel importante na divulgação das
descobertas científicas.
No entanto, ao longo do tempo, transformações significativas têm ocorrido com
os periódicos técnicos científicos. Dentre essas mudanças, destacam-se questões que
envolvem custos, acesso, novas demandas impostas pelo mercado editorial e mudanças
advindas do grande volume da própria produção intelectual técnico científica.
Nesta perspectiva, Costa (2005) salienta que a partir do surgimento das
tecnologias da informação no ambiente acadêmico na década de 90, questões
pertinentes a mudanças no processo de comunicação científica, provocam debates sobre
modelos híbridos, que envolve a coexistência dos meios impresso e eletrônico.
Diante deste novo paradigma, surge a motivação para este relato de experiência
que tem como objetivo principal divulgar todo o processo de execução de reorganização
dos periódicos da Biblioteca de Ciências da Saúde.
Além da experiência proporcionada desde o planejamento até as ações desta
atividade de reorganização deste acervo, destacam-se as reflexões que surgiram durante
o processo de compreensão das mudanças ocorridas no que diz respeito ao acesso dos
periódicos impressos e eletrônicos: O que fazer com as coleções de periódicos
impressos que temos nas Bibliotecas Universitárias? Vale a pena mantê-los no acervo
mesmo com uma baixa ou quase nenhuma demanda de acesso? Quais critérios usar na
hora de decidir o desbastamento em uma coleção de periódicos impressos?
Diante dessas indagações, resolveu-se dar inicio um levantamento bibliográfico
sobre o tema em questão, no intuito de se verificar se em outras bibliotecas
universitárias essas demandas foram levantadas e até mesmo resolvidas. Pois diante da
importância dos periódicos no contexto universitário, torna-se pertinente discutir e
avaliar a organização e disseminação deste recurso informacional fundamental para o
desenvolvimento das atividades dos pesquisadores, independentemente se impresso ou
eletrônico.

�2 EVOLUÇÃO DO ACESSO AOS PERIÓDICOS DA BCS
A Biblioteca de Ciências da Saúde (BCS) foi fundada em 1948 com a
preocupação em relação à aquisição de material bibliográfico para pesquisa. A coleção
de periódicos especializados foi iniciada com assinaturas de cerca de 70 periódicos, de
várias especialidades, doadas pelos professores da Faculdade de Medicina. Desde sua
fundação já dispunha de orçamento designado para aquisição de obras selecionadas
entre publicações francesas, inglesas, americanas e argentinas. As assinaturas dos
periódicos eram feitas no final de um ano para que o recebimento pudesse se iniciar no
início ano seguinte, quando se dava a liberação dos recursos para os respectivos
pagamentos, evitando, assim, a interrupção no fornecimento.
A coleção de periódicos era completada através de antiquários no exterior, em
destaque o Santo Vanasia, na Itália, que dispunha de coleções básicas para bibliotecas
de diversas especialidades, bem como a Swets Livros e Periódicos, da Holanda, além da
Stecker-Hafner, dos Estados Unidos e a Masson e Cia., da França, os contatos eram
feitos, pela diretora da biblioteca, por correio.
Com o crescimento do acervo, inclusive com assinaturas dos Indexes, fonte
básicas de pesquisa da época, o acervo de periódicos foi ficando respeitável em
quantidade e qualidade, o que levou a BCS a ser escolhida como um dos primeiros subcentros da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), hoje Centro Latino-Americano
e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A BCS passa a realizar, em meados
da década de 1970, o serviço de Comutação Bibliográfica e em 1982 passa a ser
Biblioteca Base do COMUT.
Os levantamentos bibliográficos eram feitos de forma física utilizando o Index
Medicus que era um índice global de artigos de revistas da área da saúde e informações
de ciências biomédicas, tendo sido editado de 1879 a 2004. O acesso às coleções era
feito exclusivamente fisicamente.
A partir de 1976 iniciava-se um processo de automatização dos serviços de
pesquisa com a instalação de um terminal de computador para a pesquisa de artigos
científicos, ou seja, os levantamentos bibliográficos, nos sub-centros da BIREME. A
conexão era feita por linha telefônica da EMBRATEL, uma vez por semana e em
horário previamente definido, ao Centro de Pesquisa de São José dos Campos (SP) e
deste ao MEDLINE via National Library em Washington (EUA). O acesso a pesquisa
passa a ser tanto físico quanto eletrônico, portanto híbrido. Os levantamentos poderiam
ser feitos manual via Index Medicus ou automatizados realizado por uma bibliotecária
ou funcionário designado. Posteriormente a pesquisa evoluiu para mídias físicas não
necessitando mais de conexão para o acesso ao levantamento bibliográfico, que a tempo
era feito localmente. A consulta era feita via digital ou física no Index Medicus e
aquisição do material que não tinha na BCS continuava a ser em papel via fotocópias
que chegavam semanalmente via malote atendida pela rede BIREME.
Em novembro de 2000 se inicia o serviço do Portal de Periódicos da Capes
relativo a periódicos eletrônicos, originado pela criação do Programa de Apoio à
Aquisição de Periódicos (PAAP) como forma de manter o acervo de periódicos das
bibliotecas das Instituições Federais de Ensino, assim, a BCS, de forma virtual,
mantinha a assinatura de periódicos científicos. O Portal da Capes começou seus
trabalhos com 1419 periódicos e nove bases de referências, passando a centralizar e
aperfeiçoar a aquisição de periódicos, por meio da negociação direta com editores
internacionais e assinaturas para todas as Instituições Federais de Ensino Superior ao
mesmo tempo em forma de pacotes e liberação on-line de uso, diferentemente de
quando as assinaturas eram físicas que se repetiam a mesma assinatura, de determinado
periódico, para várias instituições. Assim tanto a pesquisa quanto aquisição de

�documentos passa a ser processada de forma eletrônica. Hoje o Portal da Capes conta
com mais de 37 mil periódicos e 126 referenciais.
3 A REESTRUTURAÇÃO DO ACERVO DE PERIÓDICOS DA BCS
Com base no histórico anterior, que demonstra a história, evolução e importância
dos periódicos impressos da BCS, surgiu a necessidade de se reestruturar o acervo de
periódicos impressos existente por meio de uma avaliação dos mesmos. Essa
reestruturação iniciou-se no mês de fevereiro de 2017 com finalização prevista para o
ano seguinte. Primeiramente fizemos um diagnóstico da sala de periódicos da BCS para
saber seu estado atual para que pudéssemos traçar um planejamento de ações para a
reestruturação dos mesmos.
Quanto ao espaço físico observou-se que possuímos um espaço suficiente para o
acervo de periódicos, visto que a possibilidade de crescimento deste acervo é pequena.
Contamos com mobiliário adequado, constando de 147 estantes que comportam muito
bem as revistas, e ainda tendo prateleiras vagas para possíveis aquisições. O espaço
possui boa localização (ao lado do acervo geral), com janelas de vidro que permitem
uma melhor visualização do acervo por parte dos usuários. É uma sala climatizada que
possui 4 ares-condicionados, boa iluminação e limpeza periódica do ambiente.
Quanto aos recursos humanos, temos um total de 4 funcionários: um
bibliotecário, 2 assistentes-administrativos e 1 terceirizado. Quantidade suficiente para o
projeto de reestruturação dos periódicos e desenvolvimento das atividades, as quais
serão listadas mais a frente no planejamento. A questão dos recursos humanos por
bastante tempo foi um empecilho no tratamento dos periódicos, pois não havia
funcionários destinados especificamente para esta atividade.
Os usuários da BCS que tem acesso a este acervo são: servidores, alunos e
pesquisadores externos, os quais muitas vezes não se utilizam dos periódicos impressos
por desconhecerem sua existência devido aos mesmos não constarem no sistema da
biblioteca (Pergamum1). Por isso, podemos dizer que os usuários reais dos periódicos
na biblioteca, hoje, em sua maioria, são pesquisadores de outras universidades que
fazem pedidos através do COMUT que acessam o que está disponível no Catálogo
Coletivo Nacional - CCN como acervo desta biblioteca.
O acervo é predominantemente da área da saúde como relatado anteriormente
em seu histórico, possui aproximadamente 894 títulos com mais de 100 mil fascículos.
Não se sabe a quantidade exata, pois se trata de um acervo razoavelmente extenso, que
possui apenas 155 títulos automatizados e o kardex se encontra desatualizado tendo
títulos no acervo que não constam nele e com ficha de periódicos que já foram
descartados. Não existem mais assinaturas de revistas impressas, sendo assim, a
aquisição de novas revistas é feita somente por meio de doações, as quais muitas vezes
não são adequadas à coleção.
Os periódicos são organizados por ordem numérica nas prateleiras contendo
algumas revistas que são continuações, fusões, separações, etc. de outras revistas, as
quais se encontram separadas umas das outras. Apesar de já existirem alguns critérios
definidos anteriormente, consideramos importante reavaliarmos todos os critérios.
Quanto à utilização dos periódicos in loco não foi detectado nenhum relatório
específico, havendo apenas o relatório de pedidos do COMUT.
Nem todas as revistas constam no Catálogo Coletivo Nacional – CCN como
1

Sistema Integrado de Bibliotecas - é um sistema informatizado de gerenciamento de dados, direcionado
aos diversos tipos de Centros de Informação.

�acervo da BCS, pois é necessário que o material esteja no sistema da biblioteca, que em
nosso caso é o Pergamum, como consta no site do IBICT que "A alimentação dos
dados de coleção é efetuada por meio da cópia da base de dados da biblioteca que deve
ser remetida via Internet de acordo com padrões previamente estabelecidos pelo
IBICT".
A respeito da condição física dos materiais, alguns periódicos encontram-se
deteriorados necessitando de reparos e encadernação, e sobre a limpeza, o ambiente está
sendo limpo, mas as revistas estão bem empoeiradas precisando de tratamento adequado
de higienização.
Diante do exposto, partimos para a estratégia utilizada que foi de desenvolver
atividades para reestruturar a coleção de periódicos tornando-a mais concisa e acessível
aos usuários da BCS.
Planejamos as atividades a serem realizadas de acordo com o diagnóstico aqui
exposto. A partir de cada demanda foi desenvolvida uma ação para tal. A primeira ação
foi conhecer nosso acervo, levantando seu quantitativo e títulos, para isso elaboramos
uma listagem com todos os títulos existentes no acervo, com o código do CCN e o
código da BIREME, como também, se o mesmo já estava cadastrado no Pergamum.
Com a listagem de títulos em mãos, passamos a fazer a listagem dos fascículos,
dando prioridade para uma lista desenvolvida baseando-se nos pedidos do COMUT,
para só após listar os demais fascículos existentes. Simultaneamente, elaboramos os
critérios para a seleção, avaliação e descarte dos periódicos tendo como base os critérios
já existentes, o documento de desenvolvimento de coleções da UFC e de outras
universidades federais.
Dentre os critérios desenvolvidos, podemos citar os de avaliação dos periódicos
para inclusão no Pergamum, que são: conteúdos da área da saúde que atendam aos
cursos de graduação e pós-graduação do Campus Porangabuçu; tempo de existência
(pelo menos 4 números publicados para ser avaliado); qualidade do conteúdo (técnico
científico); conceito Qualis (A, B ou C); periódicos de publicações da UFC na área da
saúde; condições físicas do material; escassez de material sobre o assunto na biblioteca;
falhas na coleção ou exemplares extraviados; utilização (procura baseada em relatório
do COMUT e in loco); cadastro no Catálogo Coletivo Nacional; modo de aquisição por
compra e periódicos sem retrospectivo no Portal de Periódicos da Capes. A partir desses
critérios elaboramos um formulário de análise dos periódicos, com propósito de
decidirmos sobre os que permanecem e o que serão descartados do acervo.
Para verificar a incidência de uso dos periódicos utilizaremos um relatório de
pedidos do COMUT do período de 2013-2015, e uma entrevista com um servidor que
trabalhou muito tempo na sala de periódicos da BCS. Após essa avaliação, será feita a
higienização de todo o acervo, e utilizando o formulário de análise seremos capazes de
identificar aqueles que necessitam de reparos e encadernação.
Em seguida, partiremos para a catalogação e inserção no Pergamum dos
periódicos selecionados, tendo como prioridade a utilização dos mesmos, embasada nos
documentos anteriormente citados.
4 CONCLUSÃO
Após este estudo detalhado, pudemos desenvolver várias novas ações na
reorganização dos periódicos. Passamos a conhecer mais o nosso acervo, pois apenas as
pessoas que trabalharam diretamente com os periódicos por anos possuíam informações
mais detalhadas dos mesmos. Um ponto importante que foi observado é que como se
faz anualmente o inventário dos livros também se deve fazer dos periódicos, pois a

�demora na realização desta atividade pode-se causar vários prejuízos na avaliação deste
acervo.
Com base no diagnóstico realizado, detectou-se que o espaço físico e os recursos
humanos são suficientes para o desenvolvimento e manutenção de um ambiente
favorável a um bom desempenho no que concerne à disseminação deste acervo na
comunidade universitária.
Em relação à automatização, verificou-se que apenas 17.3% do total do acervo
foram cadastrados no sistema Pergamum até o presente momento, e isso exige urgência
na inclusão do restante do acervo, no intuito de facilitar a recuperação da informação.
No que diz respeito aos critérios elaborados, foram de extrema importância para
padronizar e realizar a reorganização dos periódicos. Foram criados três tipos de
critérios: critérios de seleção, que facilitaram o recebimento de novas revistas, o que
anteriormente era feito de forma subjetiva; critérios de avaliação do acervo, os quais
serviram de base para análise e avaliação dos periódicos; e os critérios de descarte, que
tornaram a exclusão mais fácil e objetiva.
Quanto ao tipo de uso dos periódicos, constatamos que embora os periódicos
eletrônicos tenham diminuído significativamente o uso dos periódicos impressos na
BCS, não podemos descartá-los ou simplesmente deixá-los de lado por esse simples
fato, pois com este relato de experiência pudemos perceber a sua importância histórica e
como eles mostram, nesse caso específico, o avanço das pesquisas na área da saúde e
como ainda são utilizados em pesquisas científicas da área, como também, temos que
considerar o gasto que a universidade teve para adquiri-los, tornando-os patrimônios da
instituição.
Verificamos também, que o desenvolvimento de coleções de periódicos
realizado a partir de um planejamento estratégico bem elaborado e com recursos
humanos suficiente, não é tão difícil de se fazer e só traz benefícios, tais como, o acesso
a uma informação de caráter técnico e histórico valiosíssimo que se encontrava
inacessível por não ser dado tanta importância frente a facilidade e rapidez do acesso
aos periódicos eletrônicos.
Conclui-se que o resgate histórico e o levantamento real sobre a situação deste
acervo, resultou em uma nova dinâmica de planejamento na organização dos periódicos
da BCS/UFC. Proporciona também uma reflexão acerca da importância sobre a
responsabilidade histórica, técnica e social que envolve o planejamento na atividade do
desenvolvimento de coleções de periódicos em Bibliotecas universitárias.
REFERÊNCIAS
COSTA, Sely. Impactos de uma “filosofia aberta” na comunicação científica hoje: as
mudanças que o acesso aberto/livre (open access) provocam. Palestra proferida na
57ªReunião Anual da SBPC, julho de 2005. Disponível em:&lt;http://reposcom.portcom.
intercom.org.br/handle/1904/18469&gt;. Acesso em: 16 maio. 2017.
IBICT. Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN). Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/catalogocoletivo-nacional-de-publicacoes-seriadas%28ccn%29/sistema-ccn&gt;. Acesso em: 20
maio 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31909">
                <text>DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ESPECIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS PERIÓDICOS CIENTÍFICOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31910">
                <text>Eliene Gomes Vieira Nascimento</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31911">
                <text>Lidianne de Mesquita Lourenço</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31912">
                <text>Raimundo Cezar Campos do Nascimento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31913">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31914">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31916">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31917">
                <text>Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência de avaliação no desenvolvimento de coleções dos periódicos científicos disponibilizados na Biblioteca de Ciências da Saúde (BCS), biblioteca setorial do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (UFC). Apresenta desde o resgate histórico a importância dos periódicos científicos na área da saúde para o público universitário. Descreve a experiência no diagnóstico deste acervo, o desenvolvimento das ações planejadas e executadas na reorganização e acesso dessa importante fonte de pesquisa aos seus usuários. Conclui-se que o resgate histórico e o levantamento real sobre a situação deste acervo resultou em uma nova dinâmica de planejamento na organização dos periódicos da BCS/UFC. Proporciona também uma reflexão acerca da importância sobre a responsabilidade histórica, técnica e social na elaboração do desenvolvimento de coleções de periódicos em Bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66656">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2692" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1774">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2692/1806-1823-1-PB.pdf</src>
        <authentication>5228b017e77b45091a272bcbec7cda93</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31908">
                    <text>Desenvolvendo Coleções em Cooperação: relato de experiência do
GT-Livros Impressos do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de
Coleções (CBDC)

Marinez Moral Montana (UFSM) - marimmrs@gmail.com
Marcello Mundim Rodrigues (UFU) - marcellomundim@ufu.br
Marcos Aurelio Soares Silva (UFPE) - msoares27@hotmail.com
Manoela Hermes Rietjens (UFSC) - manoela.rietjens@ufsc.br
Regycleia Botelho Alves (UFMA) - regycleiaf@yahoo.com.br
Eunice dos Santos Rosa (IME-USP) - eunirosa@gmail.com
Resumo:
Com base nas discussões sobre livros eletrônicos e impressos ocorridos nos encontros de
bibliotecários em eventos como Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação (CBBD) em 2012/2013, viu-se a
necessidade da realização de reuniões temáticas para discutir sobre os procedimentos no
campo de Aquisição nas Bibliotecas Brasileiras. Partindo desse contexto, em 2013 realizou-se
a primeira reunião na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que teve
participação de universidades públicas e privadas. Logo após em 2014, sob a organização do
Sr. Luiz Atílio Vicentini Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias
(CBBU), formalizou-se a criação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC)
que por sua vez, tem a função de gerenciar as atividades de profissionais da área das coleções
nas Bibliotecas. Contudo, definiu-se ainda, a divisão de Grupos de Trabalhos Regionais,
surgindo assim à formação dos Grupos de Trabalhos (GT’s). Dentre esses grupos está o
GT-Livros Impressos que tem como objetivo abordar questões relativas às formas de
aquisição, seleção, avaliação e desbaste/descarte de livros impressos. É objetivo deste relato,
divulgar a experiência do GT Livros Impressos do CBDC, uma vez que é importante que os
gestores das Bibliotecas das universidades Brasileiras tomem ciência da existência, das
discussões e ações desenvolvidas pelo grupo, podendo, inclusive optar por participar.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Coleções; Bibliotecas Universitárias; Comitê Brasileiro
de Desenvolvimento de Coleções (CBDC); Grupo de Trabalho Livros
Impressos (
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO

Um dos focos dos bibliotecários gestores de bibliotecas universitárias é o de desenvolver
coleções que atendam aos três pilares em que se pautam as Universidades: ensino, pesquisa e
extensão. Para isso, devem levar em consideração, tanto as demandas dos usuários, quanto
atender aos programas de ensino dos cursos ofertados pela instituição.
No entendimento de Weitzel (2002, p. 64) o desenvolvimento de coleções “[...] é uma
atividade técnica comprometida com a sistematização de determinada área sob o enfoque
institucional em relação aos interesses de quem mantém a biblioteca”.
O desenvolvimento de coleções envolve seis processos: estudo da comunidade, políticas
de seleção, seleção, aquisição, avaliação e desbastamento e descarte de acervo. (WEITZEL,
2006).
O crescimento das coleções de material bibliográfico se dá por meio da aquisição
(compra, doação e permuta). Na compra, as instituições efetuam esse processo de diversas
formas de acordo com sua natureza jurídica: nas públicas é obrigatório a aplicação da Lei
8666/93 (Lei de Licitações) e nas particulares existe a opção de compra direta. Na modalidade
doação e permuta, o critério mais relevante é o processo de seleção e avaliação do acervo
envolvendo os critérios para desbastamento e descarte, pois um acervo não cresce apenas com
números, mas com qualidade.
Nesse sentido, surgiu na comunidade bibliotecária, a necessidade de se discutir sobre a
possibilidade de pensar em melhores práticas no processo de desenvolvimento de coleções em
bibliotecas universitárias, com o objetivo da utilização mais eficiente e eficaz de verbas,
sobretudo no momento atual, principalmente ao se tratar de instituições de ensino superior
públicas, pois estas sofrem os abalos de redução orçamentária.
Além disso, sabe-se que a Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU),
criada em 1987, tem como missão:

[...] promover a formulação de políticas públicas em áreas de interesse, para incentivar
a cooperação, o compartilhamento de serviços e produtos, a realização de projetos e
pesquisas, a elaboração e editoração de documentos técnico-científicos, a organização
de eventos, visando à consolidação da educação continuada e à representação das
Bibliotecas Universitárias junto a órgãos governamentais e a comunidade científica
brasileira. (CBBU, 2017).

Assim sendo, em 2014, no âmbito da CBBU, cria-se o Comitê Brasileiro de
Desenvolvimento de Coleções (CBDC), cujo papel é gerenciar ações que vão ao encontro com
1

�as necessidades dos profissionais da área de coleções. Ademais, este Comitê conta com grupos
de trabalho que atuam em temas específicos, como por exemplo, aquisição de livros impressos
e de e-books.
Neste sentido é objetivo deste relato divulgar a experiência do Grupo de Trabalhos
Livros Impressos (GT Livros Impressos) do CBDC, uma vez que é importante que gestores de
Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras tomem ciência da existência
das discussões e ações desenvolvidas pelo grupo, podendo, inclusive, optar por participar.
Para atingir esse objetivo, descreve-se, primeiramente e de forma sucinta, a criação do
CBDC, para logo na sequência aprofundar na descrição do GT Livros Impressos.

2 O COMITÊ DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (CBDC)

Como as discussões sobre a aquisição, sobretudo de livros eletrônicos, tornaram-se
corriqueiras nos encontros de bibliotecários nos anos de 2012 e 2013, seja no Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) ou no Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), em 13 de dezembro de
2013, realizou-se a I reunião temática sobre aquisição de e-books na Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), que contou com participação de representantes de
universidades públicas e privadas de todo o Brasil.
Para facilitar a comunicação, nesta primeira reunião, o grupo foi dividido em Regionais
e delineou-se a possibilidade da criação de um Grupo de Trabalho no âmbito da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU).
No dia 21 de março de 2014, em Campinas-SP, houve uma reunião regional do SUL e
SUDESTE em que na pauta foi solicitado ao presidente da CBBU, na época o bibliotecário
Luiz Atílio Vicentini, a criação de Grupo de Estudos em Aquisição. Como dentre as
competências da CBBU (criada em 1987) está a “criação de Comitês Técnicos” de acordo com
seu Estatuto, o Sr. Vicentini propôs a criação de um Comitê de âmbito nacional, assim
denominado Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC).
No dia 19 de novembro de 2014, no SNBU em Belo Horizonte, foi então realizada a I
reunião oficial do CBDC. Tal encontro serviu para nomear a gestão de 2014-2016 com ações
da chapa “Desenvolvendo em Cooperação”, e para construir um documento que conceituou e
padronizou os termos utilizados na área de aquisição de livros impressos e eletrônicos.

2

�Nesta reunião, uma das ações da gestão foi a criação dos seguintes Grupos de Trabalho
(GTs): e-books, livros impressos, legislação, critérios do Ministério da Educação (MEC) e
periódicos.
Dentre os planos da gestão, o que diz respeito ao GT Livros Impressos, foco deste relato,
foi o plano que estabelece a criação de modelos para aquisição de livros impressos e políticas
para sua avaliação e descarte.

3 O GRUPO DE TRABALHO LIVROS IMPRESSOS (GT LIVROS IMPRESSOS)

A sugestão de criação do GT Livros Impressos ocorreu em 2014, na Reunião regional
Sul e Sudeste, na cidade de Campinas. Nessa reunião, dezesseis bibliotecários de todas as
regiões do Brasil manifestaram interesse em fazer parte do grupo, com o objetivo de abordar
questões relativas às formas de aquisição, seleção, avaliação e desbaste/descarte de livros
impressos.
O GT Livros Impressos foi oficializado pelo CBDC na reunião que aconteceu no SNBU
em Belo Horizonte no ano de 2014. Na ocasião, vinte e três bibliotecários se inscreveram para
fazer parte deste GT.

3.1 A estrutura e a metodologia de trabalho

Inicialmente, ficou estabelecido que o GT teria um coordenador e um vice coordenador
para administrar as reuniões e atividades, porém, ao longo do desenvolvimento do trabalho, a
estrutura de coordenação foi substituída por uma gestão compartilhada e participativa.
As reuniões ocorreram através de ferramentas online como listas de discussões do
Fórum da CBBU, Messenger do Facebook, videoconferências e compartilhamento de arquivos
no Google Drive, entre outras.
No ano de 2015, houve uma evasão significativa de participantes. De vinte e três
bibliotecários inscritos, apenas sete participaram da primeira ação planejada do GT, que foi
traçar a construção da pesquisa intitulada: “Mapeamento dos procedimentos de aquisição de
materiais informacionais das Instituições de Ensino Superior no Brasil”.
Esta pesquisa teve como finalidade, mapear as atividades de aquisição de material
bibliográfico impresso através de compra efetuada por bibliotecas universitárias brasileiras com

3

�o objetivo de conhecer os procedimentos institucionais e a realidade vivenciada tanto por IES
públicas, quanto por particulares.
Para realizar esta pesquisa, os membros do GT construíram um instrumento de coleta
de dados, ou seja, um questionário eletrônico que utilizou como ferramenta o Google Docs,
submetido a um pré-teste, antes de ser encaminhado como uma pesquisa definitiva. Os
resultados desta pesquisa foram apresentados no ano 2016 na IV Reunião Técnica da CBDC
que ocorreu no XIX SNBU realizado na cidade de Manaus-AM.

3.2 Participações do GT Livros Impressos nas reuniões da CBDC

O GT Livros Impressos participou, até o momento, de 3 reuniões do CBDC, com as
seguintes ações:
a) 19 de novembro de 2014, II Reunião Nacional no XVIII SNBU, Belo Horizonte MG. Difusão das propostas do Plano de Trabalho, escolha do canal de comunicação via
web, discussão sobre temas de aquisição, seleção, avaliação e descarte/desfazimento;
b) 23 de julho de 2015, III Reunião Nacional no XXVI CBBD, São Paulo – SP.
Apresentação da versão prévia do instrumento de coleta de dados para o mapeamento
das práticas atuais de Aquisição nas IES e as demais atividades desenvolvidas pelo GT;
c) 17 de outubro de 2016, IV Reunião Nacional no XIX SNBU, Manaus – AM.
Divulgação

dos

resultados

da

pesquisa

realizada

nacionalmente

intitulada

“Mapeamento dos procedimentos de aquisição de materiais informacionais das
Instituições de Ensino Superior no Brasil”.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar da evasão de muitos bibliotecários do GT Livros impressos, inicialmente vinte
e três e atualmente apenas seis atuantes, as ações propostas pelo grupo não foram
comprometidas, uma vez que a pesquisa foi realizada e o grupo continua dando retornos
positivos para o CBDC.
Entretanto, ressalta-se que o intuito do GT é contar com a participação de todos os
bibliotecários gestores de coleções das IES e que se houvesse mais adesão, os trabalhos
poderiam intensificar-se.

4

�Dentre as ações futuras, destaca-se a discussão dos dados coletados na pesquisa já
realizada e a submissão de um artigo para divulgação em revista técnica-científica.
A próxima etapa será o mapeamento dos critérios de seleção e descarte com a intenção
de revelar os padrões adotados pelas Bibliotecas das IES e destacar as boas práticas e também
as fragilidades na realização desta atividade.

5 REFERÊNCIAS

COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Missão. FEBAB: São
Paulo, 2012-17. Disponível em: &lt;http://www.febab.org.br/cbbu-2/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.

COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES. Proposta de Plano
de Gestão 2014-2016. Belo Horizonte: SNBU, 2014. 8 p.

COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES. Ata da 3ª Reunião
Nacional do CBDC realizada no XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. São Paulo: CBBD, 2015.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema de Bibliotecas. Ata da reunião temática
sobre desenvolvimento de coleções: sul e sudeste. São Paulo: DT/SIBUSP, 2014.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO). Biblioteca
Central. Ata da 1ª reunião temática sobre desenvolvimento de acervo: aquisição de livros
eletrônicos. Rio de janeiro: DDA/BC, 2013.

WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções
em biblioteca universitárias. Niterói: Interciência, Intertexto, 2006.

______. O desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento: suas origens e
desafios. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.7, n.1, p. 61-67,
jan./jun. 2002.

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31896">
                <text>DESENVOLVENDO COLEÇÕES EM COOPERAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO GT-LIVROS IMPRESSOS DO COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (CBDC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31897">
                <text>Marinez Moral Montana</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31898">
                <text>Marcello Mundim Rodrigues</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31899">
                <text>Marcos Aurelio Soares Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31900">
                <text>Manoela Hermes Rietjens</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31901">
                <text>Regycleia Botelho Alves</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31902">
                <text>Eunice dos Santos Rosa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31903">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31904">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31906">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31907">
                <text>Com base nas discussões sobre livros eletrônicos e impressos ocorridos nos encontros de bibliotecários em eventos como Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação (CBBD) em 2012/2013, viu-se a necessidade da realização de reuniões temáticas para discutir sobre os procedimentos no campo de Aquisição nas Bibliotecas Brasileiras. Partindo desse contexto, em 2013 realizou-se a primeira reunião na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que teve participação de universidades públicas e privadas.  Logo após em 2014, sob a organização do Sr. Luiz Atílio Vicentini Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), formalizou-se a criação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC) que por sua vez, tem a função de gerenciar as atividades de profissionais da área das coleções nas Bibliotecas. Contudo, definiu-se ainda, a divisão de Grupos de Trabalhos Regionais, surgindo assim à formação dos Grupos de Trabalhos (GT’s). Dentre esses grupos está o GT-Livros Impressos que tem como  objetivo  abordar questões relativas às formas de aquisição, seleção, avaliação e desbaste/descarte de livros impressos. É objetivo deste relato, divulgar a experiência do GT Livros Impressos do CBDC, uma vez que é importante que os gestores das Bibliotecas das universidades Brasileiras tomem ciência da existência, das discussões e ações desenvolvidas pelo grupo, podendo, inclusive optar por participar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66655">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2691" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1773">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2691/1805-1822-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6662094f29cea7302275e0ca948d7c3c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31895">
                    <text>Descrição bibliográfica: a construção de um guia
Clemilda Santana dos Reis de Jesus (UEFS) - clereis@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Solange dos Santos Rocha (UEFS) - solange@uefs.br
Resumo:
Aborda a construção de um guia como instrumento norteador para padronização na descrição
bibliográfica realizada pelos bibliotecários do Setor de Processos Técnicos da Biblioteca
Central Julieta Carteado da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA). Apresenta um
breve relato sobre o surgimento da descrição bibliográfica e aponta a importância da
uniformidade no processamento técnico de itens para à melhoria da qualidade dos serviços e
produtos de informação oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas.
Palavras-chave: Catalogação descritiva. Controle bibliográfico. Manuais, guias,etc.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
A reunião de um grande número de itens para formação de um catálogo
demanda quesitos mínimos para garantir o acesso às coleções. Na biblioteca, a
recuperação dos itens realiza-se através de catálogos que permitem a localização
dos documentos. Nesse contexto, a padronização de dados e procedimentos das
descrições bibliográficas é uma necessidade crescente após a inserção dos serviços
informatizados nessas instituições. A descrição bibliográfica “é a representação
sintética e codificada das características de um item, de forma a torná-lo único entre
os demais”. (MEY, p. 43, 1995)
Segundo Campello (2006) Andrew Maunsell, livreiro inglês, almejou
uniformizar a descrição de livros reunindo regras para descrição de obras em 1595.
Dentre essas regras incluiu a entrada dos autores pessoais pelo sobrenome, entrada
uniforme para Bíblia, recuperação dos livros pelo sobrenome do autor ou tradutor,
título da obra e assunto; designou data, número do volume, tradutor ou impressor
como elementos de descrição. Foram surgindo tentativas de sanar as lacunas na
uniformização e muitas instituições empreenderam esforços para padronização da
catalogação.
No ano de 1976 surge a General International Standard Bibliographic
Description (ISBD(G)) como produto das tentativas de estruturar padrões
internacionais para descrição bibliográfica. Ela estabelece uma sequência de
elementos distribuídos em áreas (título e autoria, edição, detalhes do material, dados
da publicação, série, notas e número normalizado) pretendendo facilitar o
intercâmbio de registros de diferentes fontes. (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997)
A cooperação entre as redes de informação necessitam de uma padronização
mínima de organização na estrutura da descrição dos diversos registros
informacionais para facilitar o intercâmbio dessas informações e evitar duplicação de
trabalho na catalogação.
Modesto (p.1, 2011) afirma que
Se os padrões estão na base da atividade bibliotecária, é porque também
os recursos de informação têm formatos padronizados. Afinal, a sociedade
adota a padronização para o funcionamento do seu quotidiano e, sobretudo,
nas suas inter-relações sociais, culturais e econômicas, seja em ambiente
analógico ou digital. (MODESTO, p.1, 2011)

�A utilização de padrões reconhecidos e adotados em comum acordo pelos
atores envolvidos na descrição bibliográfica revela a importância das regras
catalográficas para o desenvolvimento das práticas da Biblioteconomia.

Relato da experiência
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) tem um Sistema de
Bibliotecas (SISBI) composto por uma Biblioteca Central e sete setoriais. A
Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) administra o Sistema e é responsável
pela aquisição e processamento técnico de todos os materiais que irão compor os
acervos das unidades.
A BCJC atua como unidade organizacional que responde pelo gerenciamento
da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e a extensão, dando suporte
informacional aos cursos de graduação e pós-graduação da UEFS. A Biblioteca
Central criou formalmente a Seção de Processo Técnico em 1989 e ainda não
existia nenhum instrumento institucional norteador para desenvolver suas atividades.
Nesse mesmo ano ocorreu o primeiro concurso público para técnicos e analistas na
Universidade resultando no ingresso de novos bibliotecários.
A bibliotecária responsável pela Seção criou um folheto com orientações que
serviu para minimizar algumas dúvidas referentes à catalogação. Na medida em que
surgiam dúvidas ou eram detectadas incoerências no sistema, novos folhetos eram
confeccionados. Posteriormente, esses folhetos foram reunidos formando uma
publicação única e simplificando a consulta. Simultaneamente, o Plano de Ação da
Biblioteca Central desenvolvido entre 1988/1991 visou o treinamento do corpo
administrativo para executar com eficiência e qualidade as atividades inerentes a
cada setor. (MANUAL, 2006)
A automação dos serviços de catalogação, consulta ao acervo, empréstimo e
devolução, controle de periódicos e comutação bibliográfica iniciou-se em 1997 com
a implantação do Ortodocs e prosseguiu em 2004 com a migração dos dados para o
Pergamum.
A pouca habilidade em lidar com as tecnologias computacionais no
desenvolvimento da catalogação e o conhecimento incipiente no intercâmbio de
dados através da catalogação cooperativa no Formato MARC, geraram dificuldades
que variaram de catalogador para catalogador.
A base apresentou as seguintes inconsistências:

�1. duplicidade de registros;
2. mesmo cabeçalho de assunto inserido no singular e no plural;
3. uso de termos sinônimos;
4. as formas variadas de escrita para o nome de um mesmo autor e
editor;
5. a dúvida sobre o uso ou não do dado opcional da Designação Geral de
Materiais (DGM). padrão
Contudo, o controle das falhas nos registros irá criar através de uma
indexação estruturada, um vocabulário controlado e um modelo de inclusão dos
dados catalográficos, um sistema eficiente de recuperação de documentos. E em
busca da uniformização da descrição bibliográfica foi elaborado um “guia” como
fonte de consulta para orientar na catalogação por cópia e original. Esse material foi
incluso no Manual de Normas e Rotinas do SISBI-UEFS, instrumento que abrange
orientações

gerais

acerca

do

funcionamento

da

Biblioteca,

assinalando

competências e rotinas de todos os setores. A primeira edição desse manual de
normas e rotinas foi feita em 1988 e a quarta edição está em fase de organização.

Considerações finais
O fazer bibliotecário orienta o uso de padrões na inserção de dados com base
no AACR2, MARC, ISBD(G) dentre outros. O desenvolvimento computacional trouxe
modificações na área da catalogação e a oportunidade para os bibliotecários
revisitarem as práticas até então adotadas e diante do aumento da massa
informacional adequar a organização dessa informação de modo a facilitar a
recuperação do item pelo usuário.
As questões relativas ao processamento técnico de itens que surgiram ao
longo dos 41 anos de existência da BCJC fomentaram a necessidade de
padronização das atividades e dos serviços do Sistema. Os folhetos com
orientações sobre catalogação é de grande importância para uniformizar os pontos
de acesso, orientar a utilização de descritores e concretizar um documento
norteador para sanar dúvidas dos catalogadores acerca da temática. O referido
documento auxilia na redução do tempo do processo de catalogação e permite uma
base uniforme e mais consistente.
A coerência na descrição bibliográfica visa à melhoria da qualidade dos
serviços e produtos de informação oferecidos pelo Sisbi e o aperfeiçoamento dos

�atores envolvidos no gerenciamento do catalogo eletrônico de forma a dar
autonomia ao usuário na busca, identificação e recuperação do item desejado sem
grandes dificuldades.
A busca por um padrão de descrição bibliográfica é constante e depende de
profissionais qualificados para a construção de uma catalogação estruturada que
agilize a recuperação do documento pelo usuário. Dessa forma, a criação do guia
com orientações para a catalogação promove a uniformização dos padrões
biblioteconômicos e alcança os objetivos da representação da informação.

Referências
CAMPELLO, Bernadete. Padronização da descrição bibliográfica. In:______.
Introdução ao controle bibliográfico. 2.ed. Brasília,DF: Briquet de Lemos, 2006.
cap. 7
CAMPELLO, Bernadete Santos; MAGALHÃES, Maria Helena de Andrade.
Padronização da descrição bibliográfica. In:______. Introdução ao controle
bibliográfico. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1997. cap. 7
MANUAL de normas e rotinas da Biblioteca Central Julieta Carteado. 3.ed. Feira de
Santana (BA), 2006.
MEY, Eliane Serrão Alves. Descrição bibliográfica. In:______. Introdução à
catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1995. cap. 4
MODESTO, Fernando. O padrão da biblioteca é ser padronizada. INFOhome, jan.
2011. Colunas, Online/Ofline. Disponível em: &lt;http://www.ofaj.com.br/colunas
_conteudo.php?cod=576&gt;. Acesso em: 19 jun. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31886">
                <text>DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA: A CONSTRUÇÃO DE UM GUIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31887">
                <text>Clemilda Santana dos Reis de Jesus</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31888">
                <text>Rejane Maria Rosa Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31889">
                <text>Solange dos Santos Rocha</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31890">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31891">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31893">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31894">
                <text>Aborda a construção de um guia como instrumento norteador para padronização na descrição bibliográfica realizada pelos bibliotecários do Setor de Processos Técnicos da Biblioteca Central Julieta Carteado da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA). Apresenta um breve relato sobre o surgimento da descrição bibliográfica e aponta a importância da uniformidade no processamento técnico de itens para à melhoria da qualidade dos serviços e produtos de informação oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66654">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2690" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1772">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2690/1804-1821-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a59354af26624b8c81a90b1fef1df57b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31885">
                    <text>Depósito remoto de teses e dissertações: protótipo para a
Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina

Manoela Hermes Rietjens (UFSC) - manoela.rietjens@ufsc.br
Leonardo Ripoll Tavares Leite (UDESC) - leonardo_ripoll@hotmail.com
Luiza Morgana Klueger Souza (UDESC) - luizamklueger@gmail.com
Jordan paulesky juliani (udesc) - jordanjuliani@gmail.com
Divino Ignacio Ribeiro Jr (UDESC) - divinoirj@gmail.com
Resumo:
O trabalho apresenta o desenvolvimento de um protótipo para o depósito remoto de teses e
dissertações aplicado à atual realidade da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Santa Catarina (BU/UFSC). Os objetivos foram simplificar o processo do depósito de teses e
diminuir os custos envolvidos para a realização do processo. Para tanto, o trabalho propõe que
o arquivamento dos documentos relativos ao processo seja feito pelos próprios alunos, por
meio da integração do protótipo ao Sistema Acadêmico da Pós-Graduação. A metodologia
utilizada se caracterizou por ser uma pesquisa bibliográfica e exploratória e também uma
pesquisa experimental durante o desenvolvimento do protótipo O funcionamento do protótipo
ocorreu utilizando um questionário online que arquiva as informações no Repositório
Institucional da UFSC. O processo todo envolveu as seguintes linguagens e tecnologias:
OAI-PMH, Dublin Core, protocolo SWORD, DSpace, e HTML/PHP. Como conclusão, o trabalho
apontou que o protótipo possui fácil implementação e grande vantagem para todos os
envolvidos na utilização dos serviços.
Palavras-chave: Repositórios institucionais. Depósito remoto de teses e dissertações. DSpace.
Autoarquivamento de documentos.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O depósito de teses e dissertações nas bibliotecas das instituições de
ensino é um processo administrativo que faz parte da atividade acadêmica e
tem fundamental importância para o acesso posterior à informação que é fruto
da pesquisa e extensão produzidas na universidade.
O recebimento, tratamento e disponibilização das teses e dissertações
dentro das universidades acabam ficando sob responsabilidade das bibliotecas
universitárias, que possuem o papel de servir como depósito do conhecimento
produzido dentro da academia.
Ressalta-se que, a partir de 2006, o Ministério da Educação (MEC), por
meio da Portaria nº 013 (BRASIL, 2006, p. 1) “institui a divulgação digital das
teses e dissertações produzidas pelos programas de doutorado e mestrado
reconhecidos”, uma vez que “a produção científica discente é um relevante
indicador da qualidade dos programas de mestrado e doutorado, não aferível
apenas através da publicação seletiva nos periódicos especializados [...]”.
A partir da publicação dessa Portaria, as bibliotecas universitárias,
visando atender as demandas do MEC, passaram a disponibilizar, além da
cópia impressa da tese ou da dissertação, também a versão digital desses
documentos.
Tal medida está incorporada na Política de Desenvolvimento de
Coleções da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa
Catarina (BU/UFSC) (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA,
2012).
O atual processo de depósito de teses e dissertações na BU/UFSC,
porém, possui uma série de procedimentos que envolvem deslocamento físico,
impressões em papéis, arquivos em mídia física e atividades de
encaminhamento administrativo (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA, 2016).
Assim, foi elaborado o seguinte problema de pesquisa: como otimizar o
processo de depósito das teses e dissertações da UFSC?
Pensando em uma redução dos custos e das etapas envolvidas, o
presente trabalho tem o objetivo de apresentar um protótipo de automação e
simplificação do processo, que resulta em vantagens econômicas e
desburocratiza os trâmites entre os seus participantes. Além disso, essa
otimização também prevê uma inovação de um processo tecnológico, por meio
da integração sistêmica entre algumas tecnologias disponíveis.
As tecnologias utilizadas no protótipo foram: protocolo OAI-PMH, Sword,
Dublin Core, DSpace, HTML/PHP
O OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting)
é um protocolo que permite o compartilhamento de metadados e que compõe a
base da OAI. Para realizar a coleta de metadados, o OAI-PMH utiliza o
conceito de Metadata Harvesting, que consiste em um processo unilateral em
que os provedores de serviços, a partir dos provedores de dados (lista de
repositórios registrados na OAI), realizam buscas e colhem metadados
conforme as consultas realizadas pelos usuários (GARCIA; SUNYE, 2003).
O SWORD (Simple Web-service Offering Repository Deposit) é um
protocolo que “[...] permite a integração de sistemas que publicam recursos a
repositórios, por meio de especificações de um protocolo leve, que possibilita
um depósito remoto automático.” (SHINTAKU; SEGUNDO; BRITO, 2014, p. 7).

�O padrão Dublin Core Metadata Initiative é um “[...] conjunto de
elementos de metadados planejado para facilitar a descrição de recursos
eletrônicos” (SOUZA; VENDRUSCULO; MELO, 2000, p. 93). Espera-se que
pessoas sem conhecimento em catalogação sejam capazes de utilizar o Dublin
Core para a descrição de recursos eletrônicos, proporcionando maior
visibilidade de suas coleções e mecanismos de buscas e sistemas de
recuperação (SOUZA; VENDRUSCULO; MELO, 2000).
O DSpace é um software livre que possibilita “[...] a criação de
repositórios digitais com funções de armazenamento, gerenciamento,
preservação e visibilidade da produção intelectual [...]”, contemplando diversos
tipos de materiais digitais, como documentos, livros, teses e imagens, por
exemplo. (INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIA E
TECNOLOGIA, 2012, p. 1).
O HTML (Hyper Text Mark-up Language) é a linguagem mais conhecida
e utilizada para apresentar informações nos sites da internet. Desenvolvida em
1990 por Tim Berners-Lee, tinha como finalidade inicial “[...] tornar possível o
acesso e a troca de informações e de documentação de pesquisas, entre
cientistas de diferentes universidades." (ASTRUP; JACOBSEN; ASTRUP,
2016, p. 1).
Já o PHP (Hypertext Preprocessor) é uma linguagem de script open
source que pode ser embutida dentro do HTML que executa seu código dentro
do servidor, enviando para o navegador do usuário apenas o HTML (THE PHP
GROUP, 2016).
Método de pesquisa
Utilizou-se da pesquisa bibliográfica e exploratória para levantamento
dos conceitos e aprofundamento dos estudos a respeito das tecnologias
abordadas. Além disso, o desenvolvimento do protótipo caracterizou a
pesquisa também como experimental, pois está relacionado à experimentação,
gerando inovações, testando materiais, elaborando e formulando novos
elementos, simulando eventos, fazendo estudos de laboratório e com
protótipos (JUNG, 2004).
Inicialmente, realizou-se um levantamento bibliográfico para entender os
conceitos e tecnologias envolvidas no projeto. Em seguida, houve um estudo
mais aprofundado de cada tecnologia para sua implementação no protótipo. A
próxima etapa foi a instalação e configuração das tecnologias.
Neste caso, o primeiro passo foi estabelecer quais os itens os usuários
deveriam preencher no formulário inicial (desenvolvido em HTML e PHP), que
seria disponibilizado no Sistema de Controle Acadêmico da Pós-Graduação
(CAPG).
Estes itens, apresentados ao usuário sob a forma de uma tabela simples
para o preenchimento de informações, utilizaram o protocolo OAI-PMH e
descritores selecionados do Dublin Core para a correta recuperação dos dados
pelo DSpace posteriormente.
O plugin Sword foi o responsável pela transferência das informações
contidas no formulário do CAPG para o Repositório Institucional (que neste
caso, é o próprio DSpace).

�Por fim, após os dados terem sido transferidos e armazenados no
Repositório Institucional, o DSpace emite uma confirmação de submissão dos
dados para o usuário, finalizando o processo.
Resultados e discussão
O protótipo teve como principal objetivo utilizar tecnologias disponíveis
para promover o depósito remoto por meio de autoarquivamento dos arquivos
referentes às teses e dissertações defendidas pelos Programas de PósGraduação da Universidade.
Para tanto, ele pretende que o upload do arquivo com a tese/dissertação
seja realizado pelo próprio aluno, utilizando o CAPG - sistema este que já é
utilizado para o controle da rotina acadêmica.
Por meio de um formulário simplificado contendo informações básicas
sobre o arquivo, o aluno envia o documento digital, que automaticamente
comunicará ao setor responsável pelo arquivamento, e que por sua vez,
aceitará ou não a submissão do documento.
Apesar de ser direcionado ao atual depósito da BU/UFSC, ele pode ser
aplicado em qualquer biblioteca universitária que necessite uma solução para o
depósito remoto dos trabalhos acadêmicos.
O custo do protótipo inicialmente está ligado apenas a assinatura da
ferramenta DSpace, que já é atualmente utilizada por várias instituições para
criação dos seus Repositórios Institucionais. As outras tecnologias são
linguagens e protocolos universalmente disponíveis ou plugins gratuitos.
As consequências e benefícios trazidos pela utilização do protótipo são:
a) Para o usuário:
● Economia de tempo;
● Economia de custos (CD’s e impressões);
● Automatização e desburocratização do processo.
b) Para a biblioteca:
● Controle de recebimentos mais padronizado;
● Sustentabilidade;
● Facilidade na manutenção do processo em períodos de crise, como
durante as greves;
● Economia de tempo;
● Arquivos e registros do depósito mais acessíveis a todos os
responsáveis, uma vez que estão no sistema online e não sob o
controle de uma pessoa específica ou localizados somente em um
lugar físico.
Considerações finais
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) estão disponíveis
para viabilizar e facilitar o acesso à informação em todo seu amplo espectro
atual. Vivendo em uma sociedade que se caracteriza por uma
interconectividade global e em tempo real, as tecnologias também automatizam
processos manuais, economizando recursos e principalmente, reduzindo o
tempo gasto com atividades de rotina, poupando o indivíduo de realizar
atividades ‘mecânicas’ que podem ser feitas por máquinas sem nenhum tipo de
prejuízo.

�A busca por melhorias de procedimentos administrativos nas instituições
que produzem conhecimento é assim, uma das inúmeras possibilidades das
TICs. Ao reduzir a necessidade do aluno de despender recursos nesses
procedimentos, a instituição contribui para que o mesmo dedique mais tempo
na aquisição, produção e disseminação do conhecimento - tarefa principal do
discente.
Neste sentido, o protótipo para o autoarquivamento das teses e
dissertações de forma online pelo próprio aluno, colabora com esta ideia simplificando os procedimentos e promovendo a sustentabilidade da instituição.
Além disso, colabora com o fluxo de tarefas das bibliotecas, trazendo mais
rapidez ao processo, e descentralizando procedimentos simples.
As tecnologias apresentadas pelo presente trabalho já estão
consolidadas na área, e seus usos, plenamente difundidos entre os principais
setores de tecnologia ou de produção de conhecimento. O protótipo porém,
pretende com a correta integração entre estas ferramentas, facilitar o
procedimento do depósito de teses e dissertações da UFSC, ou de qualquer
instituição de ensino interessada.
Referências
ASTRUP, Andreas; JACOBSEN, Joachim Cohn; ASTRUP, Jonas. Lição 2: o
que é HTML?. [2016?]. Disponível em: &lt;http://ptbr.html.net/tutorials/html/lesson2.php&gt;. Acesso em: 19 dez. 2016.
BRASIL. Ministério da Educação. Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal
de nível superior. Portaria nº 013, de 15 de fevereiro de 2006. Institui a
divulgação digital das teses e dissertações produzidas pelos programas de
doutorado e mestrado reconhecidos. Disponível em:
&lt;http://repositorio.unb.br/documentos/Portaria_N13_CAPES.pdf&gt;. Acesso em:
10 mar. 2017.
GARCIA, Patricia; SUNYE, Marcos Sfair. O protocolo OAI-PMH para
interoperabilidade em bibliotecas digitais. In: CONGRESSO DE DADOS E
METADADOS DO CONE SUL, 1., 2003, Ponta Grossa. Anais... . Ponta
Grossa: Uepg, 2003. p. 1 - 12. Disponível em:
&lt;http://conged.deinfo.uepg.br/~iiconged/2003/Artigos/artigo_09.pdf&gt;. Acesso
em: 20 nov. 2016.
INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Sobre o DSpace. 2012. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/pesquisadesenvolvimento-tecnologico-e-inovacao/Sistema-para-Construcao-deRepositorios-Institucionais-Digitais&gt;. Acesso em: 25 nov. 2016.
JUNG, Carlos Fernando. Metodologia para a pesquisa &amp; desenvolvimento.
Rio de Janeiro: Axcel Books. 2004.
SHINTAKU, Milton; SEGUNDO, Washington Luís Ribeiro; BRITO, Ronnie
Fagundes de. Cartilha para adequação de publicação SEER/OJS ao
Latindex. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia,

�2014. Disponível em: &lt;http://labcoat.ibict.br/portal/wpcontent/uploads/2015/03/Item-11-Digital-1.pdf&gt;. Acesso em: 27 nov. 2016.
SOUZA, Marcia Izabel Fugisawa; VENDRUSCULO, Laurimar Gonçalves;
MELO, Geane Cristina. Metadados para a descrição de recursos de informação
eletrônica: utilização do padrão Dublin Core. Ci. Inf., 2000, vol. 29, n. 1, p. 93102. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n1/v29n1a10.pdf&gt;. Acesso
em: 25 nov. 2016.
THE PHP GROUP. O que é o PHP?. Disponível em:
&lt;https://secure.php.net/manual/pt_BR/intro-whatis.php&gt;. 2016. Acesso em: 19
dez. 2016.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Depósito legal de teses e dissertações. Florianópolis, 2016. Disponível em:
&lt;http://portal.bu.ufsc.br/normas-e-procedimentos/deposito-legal-tesesdissertacoes/&gt;. Acesso em: 1 dez. 2016.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Política de desenvolvimento de coleções do Sistema de Bibliotecas da
UFSC. Florianópolis, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.bu.ufsc.br/design/PolDesColecoes_SIBIUFSC.pdf&gt;. Acesso em: 5
mar. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31874">
                <text>DEPÓSITO REMOTO DE TESES E DISSERTAÇÕES: PROTÓTIPO PARA A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31875">
                <text>Manoela Hermes Rietjens</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31876">
                <text>Leonardo Ripoll Tavares Leite</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31877">
                <text>Luiza Morgana Klueger Souza</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31878">
                <text>Jordan paulesky juliani</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31879">
                <text>Divino Ignacio Ribeiro Jr</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31880">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31881">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31883">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31884">
                <text>O trabalho apresenta o desenvolvimento de um protótipo para o depósito remoto de teses e dissertações aplicado à atual realidade da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Os objetivos foram simplificar o processo do depósito de teses e diminuir os custos envolvidos para a realização do processo. Para tanto, o trabalho propõe que o arquivamento dos documentos relativos ao processo seja feito pelos próprios alunos, por meio da integração do protótipo ao Sistema Acadêmico da Pós-Graduação. A metodologia utilizada se caracterizou por ser uma pesquisa bibliográfica e exploratória e também uma pesquisa experimental durante o desenvolvimento do protótipo O funcionamento do protótipo ocorreu utilizando um questionário online que arquiva as informações no Repositório Institucional da UFSC. O processo todo envolveu as seguintes linguagens e tecnologias: OAI-PMH, Dublin Core, protocolo SWORD, DSpace, e HTML/PHP.  Como conclusão, o trabalho apontou que o protótipo possui fácil implementação e grande vantagem para todos os envolvidos na utilização dos serviços.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66653">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2689" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1771">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2689/1803-1820-1-PB.pdf</src>
        <authentication>4976cd1fe2fab527f300af54ab9edc82</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31873">
                    <text>DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA
BIBLIOTECA DO INSTITUTO DO CÉREBRO/UFRN: RELATO DE
EXPERIÊNCIA

Débora Costa Araújo di Giacomo Koshiyama (UFRN) - debora@neuro.ufrn.br
Ismael Soares Pereira (UFRN) - ismael@neuro.ufrn.br
Resumo:
Este relato tem a finalidade de mostrar as ações de democratização do acesso à informação
científica em Neurociências, que são realizadas pela
Biblioteca Setorial “Árvore do
Conhecimento” do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Essas ações incluem a promoção de eventos de extensão e a gestão da produção científica dos
pesquisadores da unidade acadêmica. Nos eventos, a Biblioteca atua diretamente na
organização e na divulgação. Em relação à produção científica, estabeleceram-se algumas
estratégias para o povoamento da coleção do Instituto no repositório institucional da
universidade. Por meios dessas ações de divulgação científica a biblioteca proporciona ao
cidadão o desenvolvimento do pensamento reflexivo e uma visão mais abrangente sobre o
mundo.
Palavras-chave: Democratização da informação. Disseminação da informação. Acesso à
Informação Científica. Extensão Acadêmica. Repositório Institucional.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
16 a 20 de outubro de 2017

Introdução
O advento das novas tecnologias possibilitou o aumento da produção científica em
âmbito mundial, principalmente por meio dos periódicos eletrônicos. Nesse contexto
o bibliotecário assume um importante papel enquanto agente disseminador da
informação, que na visão de Lara e Conti (2003) está relacionado à divulgação de
publicações e conhecimentos gerados por determinada instituição.
Ciente desse papel, a Biblioteca Setorial “Árvore do Conhecimento” do Instituto do
Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN) desenvolve
ações no intuito de promover acesso e democratização da informação científica, que
incluem o apoio à Direção, ao corpo docente e aos discentes da unidade acadêmica
na organização de eventos científicos sobre Neurociências, além da gestão da
produção científica dos seus pesquisadores na coleção do Instituto no Repositório
Institucional da UFRN (RI-UFRN).
O ICe-UFRN é uma unidade acadêmica especializada que sedia o Programa de
Pós-Graduação em Neurociências em níveis de mestrado e doutorado; além de
desenvolver o eixo de Neurociências no Bacharelado em Ciência e Tecnologia. O
Instituto iniciou suas atividades em 2011 e desde então vem desenvolvendo
pesquisas em diversas linhas, relacionadas principalmente à dinâmica do sistema
visual, conexões sensório motoras, neurobiologia celular, oscilações neurais,
comunicação animal, papel cognitivo do sono, modelos computacionais de circuitos
neurais, neuroengenharia, bem como o estudo dos mecanismos e possíveis
tratamentos para epilepsia, doenças vasculares, psicoses, depressão e outros
transtornos neurais (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE,
2014).
Este trabalho tem como objetivo relatar as ações realizadas pela Biblioteca Setorial
“Árvore do Conhecimento” que promovem a democratização do acesso à
informação científica em Neurociências.
Relato da experiência:
Eventos de Extensão
Desde 2013 a Biblioteca colabora com a organização de diversas ações de
extensão promovidas pelo ICe-UFRN, atuando no apoio logístico e na divulgação
dos eventos. Entre esses:
2013 - Cientec: Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN

�2014 - III Semana do Cérebro da UFRN
2014 - I Congresso Norte-Nordeste de Neurociências e Comportamento
2014 - Cientec:Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN
2015 - IV Semana do Cérebro da UFRN
2015 - Cientec:Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN
2015 - I House Symposium do ICe-UFRN
2015 - Simpósio de Cognição Imune e Neural
2016 - V Semana do Cérebro da UFRN
2016 - Cientec: Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN
2016 - II House Symposium do ICe-UFRN
2017 - VI Semana do Cérebro da UFRN
Relataremos aqui os eventos nos quais a Neurociência é apresentada à sociedade
em linguagem acessível, incluindo atividades para todas as faixas etárias, na
intenção de promover a democratização do conhecimento científico.
Cientec: é uma feira que acontece todos os anos no período da Semana Nacional
de Ciência e Tecnologia, expondo atividades científicas, tecnológicas e culturais da
Universidade, buscando, dessa forma, uma interface com a sociedade.
(http://www.cientec.ufrn.br/pagina.php?a=sobre). Neste evento o ICE-UFRN
promove diversas oficinas de divulgação de neurociências tais como:
Neuroanatomia; Drogas e seu funcionamento no Sistema Nervoso;
Neurocibernética, Climatério, Sentidos - Visão, Tato, Olfato, Audição e Paladar. As
oficinas são apresentadas de forma lúdica e prática, levando diversos experimentos
que promovem a interação com o público.
Semana do Cérebro (Brain Awareness Week): é uma campanha global para divulgar
os benefícios do estudo do cérebro. A cada ano, no mês de março, universidades,
hospitais e outras organizações do mundo unem-se durante uma semana para
popularizar conhecimentos em neurociências. Fomentada mundialmente pela Dana
Alliance for Brain Initiatives e a European Dana Alliance for the Brain, e no Brasil
pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Durante a
Semana do Cérebro da UFRN são promovidas oficinas que acontecem em diversos
locais da cidade de Natal e no interior do estado, além de palestras que abordam
diversos temas relacionados com as Neurociências.
Ressalta-se que a participação da biblioteca nesses eventos não se limita aos dias
em que ocorrem. Pois, sua organização precede de longos períodos de
planejamento para captação de recursos físicos e materiais; definição dos locais
onde irão ocorrer; além de mobilização das equipes de trabalho, que incluem
docentes, discentes e servidores técnico-administrativos.
Gestão da Produção Científica
O Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
RI/UFRN, criado em 2010, tem por responsabilidade reunir, preservar e
disponibilizar a produção técnico-científica da comunidade universitária, que inclui

�docentes, técnicos-administrativos e discentes (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE, 2010).
Em relação a gestão da produção científica dos seus pesquisadores na coleção do
ICe no RI-UFRN, a biblioteca estabeleceu a seguinte estratégia de povoamento:
- a) levantamento da produção científica dos docentes do ICe-UFRN, a partir
da entrada em exercício de cada um;
-

b) seleção das publicações que poderão ser inseridas no repositório, em
conformidades com os direitos autorais;

-

c) elaboração do termo de autorização para cadastro das publicações no
repositório,

o

qual

deverá

ser

assinado

pelos

pesquisadores

que

concordarem em cadastrar esses documentos no repositório institucional;
-

d) cadastro e divulgação das publicações selecionadas na etapa anterior.

Neste primeiro momento, a biblioteca priorizou o cadastro da produção técnicocientífica docente e discente devido ao volume das publicações. Após essa primeira
etapa, proceder-se-á o cadastro da produção dos técnicos administrativos da
instituição.
Considerações Finais:
A Biblioteca Árvore do Conhecimento direciona a maior parte de suas atividades na
democratização do acesso à informação científica sobre Neurociências na intenção
de mostrar a importância da ciência para a sociedade. Por meios dessas ações de
divulgação científica a biblioteca proporciona ao cidadão o desenvolvimento do
pensamento reflexivo e uma visão mais abrangente sobre o mundo.
Palavras-chave: Democratização da informação. Disseminação da informação.
Acesso à Informação Científica. Extensão Acadêmica. Repositório Institucional.
Referências:
LARA, Marilda Lopes Ginez de; CONTI, Vivaldo Luiz. Disseminação da informação
e usuários. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 17, n. 3-4, p. 26-34, dez. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010288392003000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 9 fev. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Instituto do Cérebro.
História. 2014. Disponível em: &lt;http://www.neuro.ufrn.br/instituto/historia&gt;. Acesso
em: 9 fev. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Repositório
Institucional. 2010. Disponível em:
&lt;http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/documentos/folder_riufrn.pdf&gt;. Acesso em: 23
fev. 2017.

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31865">
                <text>DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DO CÉREBRO/UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31866">
                <text>Débora Costa Araújo di Giacomo Koshiyama</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31867">
                <text>Ismael Soares Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31868">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31869">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31871">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31872">
                <text>Este relato tem a finalidade de mostrar as ações de democratização do acesso à informação científica em Neurociências, que são realizadas pela  Biblioteca Setorial “Árvore do Conhecimento” do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Essas ações incluem a promoção de eventos de extensão e a gestão da produção científica dos pesquisadores da unidade acadêmica. Nos eventos, a Biblioteca atua diretamente na organização e na divulgação. Em relação à produção científica, estabeleceram-se algumas estratégias para o povoamento da coleção do Instituto no repositório institucional da universidade. Por meios dessas ações de divulgação científica a biblioteca proporciona ao cidadão o desenvolvimento do pensamento reflexivo e uma visão mais abrangente sobre o mundo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66652">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2688" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1770">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2688/1802-1819-1-PB.pdf</src>
        <authentication>e2f99e306df7d4bba96d9252bb6c1e65</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31864">
                    <text>Comunidade do Conhecimento: a experiência do Centro de
Documentação e Informação da Câmara dos Deputados com a
metodologia Design Thinking

Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Christiane Coelho Paiva (Câmara Deputados) - christiane.paiva@camara.leg.br
Resumo:
O Design Thinking é uma metodologia para inovação ou aperfeiçoamento de produtos e
serviços a fim de torná-los mais proveitosos e adaptados à realidade do cliente. O texto ora
apresentado relata a experiência do Centro de Documentação da Câmara dos Deputados,
sobretudo da Biblioteca da Câmara dos Deputados, no desenvolvimento de um serviço de
informação a partir da utilização do Design Thinking. A aplicação de um leque variado das
técnicas preconizadas pela metodologia resultou na Comunidade do Conhecimento, um mini
portal disponibilizado na intranet da Câmara dos Deputados, composto por pesquisas prontas
(atualizadas automaticamente), notícias, eventos, dados estatísticos, indicadores, publicações
eletrônicas e fórum. Iniciou-se como projeto-piloto e converteu-se em um serviço oferecido
pela Seção de Disseminação de Informação, da Biblioteca da Câmara dos Deputados, em
parceria com outros órgãos da Casa.
Palavras-chave: Design Thinking; Disseminação Seletiva da Informação
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Comunidade do Conhecimento: a experiência do Centro de Documentação e
Informação da Câmara dos Deputados com a metodologia Design Thinking
Introdução
Aplicar técnicas tradicionais de estudo de usuários sempre foi tarefa de grande
monta e de difícil realização no serviço público. No caso do Centro de Documentação e
Informação (CEDI), órgão ao qual a Biblioteca da Câmara dos Deputados está vinculada,
a dificuldade se agrava, pois a comunidade de usuários é muito ampla, compreendendo
usuários internos (servidores e órgãos da Casa) e externos (entidades da sociedade civil,
pesquisadores, cidadãos em geral). Essa pluralidade de grupos de usuários inviabiliza um
estudo amplo e profundo, dadas as limitações de pessoal, de recursos e de apoio para a
análise de todos esses segmentos.
Em 2014, o CEDI decidiu inovar na forma de identificar as necessidades de
informação de seus usuários. Até então, essa tarefa havia sido realizada exclusivamente
com base nas metodologias tradicionais da Ciência da Informação: estudo da satisfação
do usuário no atendimento de suas demandas, análises documentais, análise de
competências e entrevistas diretas, tanto no campo individual quanto organizacional, ou
ainda, com base na experiência e no conhecimento profissional daqueles que lidam
diariamente com as demandas de informação.
Para efetivar tal inovação, a equipe do Cedi realizou treinamento na metodologia
Design Thinking. De acordo com Brown (2010), o Design Thinking é uma ferramenta
focada no ser humano; o entendimento do problema apresentado pelo usuário deve
envolver os aspectos funcionais e sociais para que a inovação promova uma experiência
mais completa. Isso significa dizer que é preciso compreender como as pessoas
experimentam seus processos de trabalho, não somente de forma operacional, mas
também emocional e cognitiva. Dessa forma, o problema é entendido com o olhar do
usuário final, dentro de um contexto humano e mais favorável à geração de soluções com
valor agregado.
Assim, foi criado um grupo de trabalho multisetorial, coordenado pela Biblioteca,
com representantes do Arquivo, da Edições Câmara, dos Setores de Pesquisa e de
Informação Legislativa, para a aplicação do Design Thinking em um projeto-piloto de
inovação.

�Relato da experiência
Em 2015, a Consultoria Legislativa (Conle), órgão de assessoramento parlamentar
da Câmara dos Deputados, foi selecionada para servir de área-teste para aplicação do
projeto-piloto. A escolha baseou-se no fato de a Consultoria ser identificada como um
dos principais setores demandantes de informação do Cedi, recorrendo aos acervos da
instituição e externos à Câmara. Diante da complexidade da Conle, dividida em vinte e
duas áreas temáticas, a direção do órgão apontou a área de Saúde Pública como a eleita
para participação no projeto. A partir dessa decisão, o grupo de trabalho abordou os oito
consultores da Saúde Pública com a utilização de várias ferramentas preconizadas pela
metodologia Design Thinking para a extração de insumos que levassem a uma proposta
de serviço de informação concatenado às necessidades de informação identificadas.
Essas ferramentas possibilitaram a análise da experiência dos usuários em relação
às demandas de informação a partir da execução de seus processos de trabalho. Neste
ponto, cabe ressaltar que as ferramentas não foram utilizadas apenas para medir a
satisfação dos usuários quanto aos serviços já oferecidos; buscou-se mapear o processo
de trabalho dos consultores de forma macro, a“Jornada do Cliente”, e verificar os
sentimentos envolvidos em cada uma das etapas da atividade laboral, originando o “Mapa
da Empatia” e o “Diagrama de Afinidades”.
Os mapas conceituais permitiram vislumbrar a atuação dos consultores num
panorama maior, além de possibilitaram a percepção das nuances do comportamento
informacional, a identificação dos pontos forte e fracos do recursos mantidos pelo Cedi,
a efetividade das respostas geradas para o atendimento das demandas e as lacunas
existentes. Em sequência, os resultados levaram a insights (a fase de “Ideaçao”), que
permitiram desenhar propostas de serviço que viessem atender os pontos identificados na
etapa anterior. Os serviços foram materializados em protótipos que foram submetidos aos
consultores, de forma que ratificassem ou rechassem os modelos apresentados. Para a
construção dos protótipos foram utilizados materiais diversos de papelaria e brinquedos
de montar, a “Prototipagem”.
Dentre os protótipos apresentados, aquele mais votado pelos consultores foi a
“Comunidade do Conhecimento” com fulcro na Disseminação Seletiva de Informação
(DSI). Os pontos que levaram aos insights para o desenvolvimento da Comunidade
estiverem presentes em mais de uma entrevista, nas quais os consultores manifestaram
falta de tempo para se manterem informados em sua área de interesse. Eleito o protótipo,

�os consultores foram convidados a participarem de uma reunião para co-criação de um
segundo protótipo, com base no primeiro, ocasião em que estiveram à vontade para
agregarem outras informações e objetos de interesse na composição da Comunidade do
Conhecimento.
A Comunidade do Conhecimento se propõe a ser um mini portal, um ponto de
acesso único, organizado pelas áreas de interesse apontadas pelos usuários, com as fontes
indicadas e resultados parametrizados de acordo com o detalhamento de suas atividades.
Está abrigada e é desenvolvida no ambiente da intranet da Câmara dos Deputados, por
meio do software Liferay. Importante diferenciar a Comunidade de um guia de fontes
tradicional. Não se trata do mesmo produto de informação. A comunidade é estruturada
por meio de uma taxonomia orientada pelo usuário. A hierarquização e organização do
conhecimento se dá atendendo ao que foi dito e solicitado pelos usuários, ainda que possa
eventualmente se chocar com as diretrizes da Teoria da Classificação
Diante da validação do protótipo pelos usuários, o grupo de trabalho partiu para a
construção efetiva da Comunidade do Conhecimento – Saúde Pública, orientando-se por
iterações, ou seja, checagens constantes com os usuários até o produto final. A estrutura
da comunidade constituiu-se de um menu à esquerda, com os temas definidos pelo
usuário, seus principais interesses e necessidades. Na página de cada tema, foram
disponibilizadas pesquisas previamente parametrizadas sobre proposições, legislação,
bibliografia e notícias, que se atualizam automaticamente. Também foram arrolados
outros itens considerados relevantes a depender do tema: indicadores; estatísticas, etc. Na
parte central da página, há um menu para acesso a publicações em geral (e-books,
periódicos, portais, bases de dados), solicitação de pesquisas ao Cedi e acesso ao fórum
de discussão da Comunidade, principal ferramenta de comunicação entre a gerência do
portal e os usuários. Há, ainda, blocos de links em destaque (que tratam de alguma
novidade incluída na comunidade, ou algum item que trate de um assunto muito
procurado no momento) e de eventos específicos da área, como congressos e simpósios.
Considerações finais
Resultou também deste trabalho, um acordo de serviços entre os órgãos
diretamente envolvidos no desenvolvimento e uso das Comunidades: Biblioteca,
Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação do Cedi e Consultoria
Legislativa. Este documento traz os papéis e as responsabilidades de cada órgão, bem

�como das atividades que lhes cabem realizar. Atualmente, encontram-se em
funcionamento, duas Comunidades do Conhecimento, nas áreas de Saúde Pública e de
Direito Constitucional e Áreas Correlatas. A terceira comunidade está em construção.
Desta feita, o grupo de trabalho deu lugar ao serviço Comunidade do Conhecimento,
gerenciado pela Biblioteca.
Um dos desafios que se apresentam é a busca de outra plataforma que abrigue as
comunidades, que traga maior liberdade para alteração de design, padrões visuais e inserir
elementos interativos, rendendo ao serviço maiores recursos, dinamicidade e uma
aparência mais atraente para o usuário.
Agência Financiadora
Contamos com o patrocínio da Diretoria Legislativa, órgão a que estão vinculados
o Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, onde se encontra a
Biblioteca, e a Consultoria Legislativa. O projeto contou também com o empenho dos
Diretores do Cedi, da Biblioteca e da Consultoria Legislativa para a realização do
trabalho.
Referências
BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das
velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. (Original: Change by design: how design
thinking transforms organizations and inspires innovation).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31855">
                <text>COMUNIDADE DO CONHECIMENTO: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COM A METODOLOGIA DESIGN THINKING</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31856">
                <text>Raphael da Silva Cavalcante</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31857">
                <text>Judite Martins</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31858">
                <text>Christiane Coelho Paiva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31859">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31860">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31862">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31863">
                <text>O Design Thinking é uma metodologia para inovação ou aperfeiçoamento de produtos e serviços a fim de torná-los mais proveitosos e adaptados à realidade do cliente. O texto ora apresentado relata a experiência do Centro de Documentação da Câmara dos Deputados, sobretudo da Biblioteca da Câmara dos Deputados, no desenvolvimento de um serviço de informação a partir da utilização do Design Thinking. A aplicação de um leque variado das técnicas preconizadas pela metodologia resultou na Comunidade do Conhecimento, um mini portal disponibilizado na intranet da Câmara dos Deputados, composto por pesquisas prontas (atualizadas automaticamente), notícias, eventos, dados estatísticos, indicadores, publicações eletrônicas e fórum. Iniciou-se como projeto-piloto e converteu-se em um serviço oferecido pela Seção de Disseminação de Informação, da Biblioteca da Câmara dos Deputados, em parceria com outros órgãos da Casa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66651">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2687" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1769">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2687/1801-1818-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9403971c707bac94cc026570301effbb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31854">
                    <text>Comunicação e interação entre profissionais de sistemas e/ou
redes de bibliotecas: a experiência da Embrapa

Alessandra Rodrigues da Silva (EMBRAPA) - alessandra.silva@embrapa.br
Jeane de Oliveira Dantas (Embrapa) - jeane.dantas@embrapa.br
Maria de Fátima da Cunha (Embrapa) - maria.cunha@embrapa.br
Rosângela Galon Arruda (Embrapa) - rosangela.arruda@embrapa.br
Resumo:
Comunicação e interação são termos bastante valorizados contemporaneamente por gestores
de organizações públicas e privadas. As facilidades das tecnologias de informação e
comunicação (TIC) aliadas à consolidação das democracias e à apropriação do conceito de
cidadania fazem com que as pessoas queiram se comunicar e interagir tanto no campo
individual quanto no coletivo. O que, como, a quem e quando são elementos fundamentais
para que o processo de comunicação seja dialógico e contribua para que as equipes se sintam
motivadas a realizar um trabalho profícuo e diferenciado. Contudo, para isso não basta apenas
transmitir ou passar informações, é necessário que haja interação e reconhecimento entre os
participantes, no âmbito da socialização de conhecimentos e do compartilhamento de
experiências. Este trabalho objetiva apresentar o relato de experiência da equipe da
coordenação do Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) – composto por 43 bibliotecas,
localizadas nas cinco regiões do país, sobre o emprego de videoconferências como estratégias
para potencializar a comunicação e interação entre seus membros. Ressalta-se que a ação foi e
é desenvolvida de forma independente, ou seja, não há um projeto específico para sua
promoção. Além disso, é oportuno mencionar que as apreensões descritas consistem no
posicionamento da equipe da coordenação do SEB e de algumas mensagens dos membros do
SEB compartilhadas com a coordenação por e-mail, ao telefone ou presencialmente.
Palavras-chave: Comunicação. Sistema Embrapa de Bibliotecas. Práticas profissionais.
Tecnologias de informação e comunicação.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1

1 Introdução
Comunicação
e
interação
são
termos
bastante
valorizados
contemporaneamente por gestores de organizações públicas e privadas. As
facilidades das tecnologias de informação e comunicação (TIC) aliadas à
consolidação das democracias e à apropriação do conceito de cidadania fazem
com que as pessoas queiram se comunicar e interagir tanto no campo
individual quanto no coletivo.
O que, como, a quem e quando são elementos fundamentais para que o
processo de comunicação seja dialógico e contribua para que as equipes se
sintam motivadas a realizar um trabalho profícuo e diferenciado. Contudo, para
isso não basta apenas transmitir ou passar informações, é necessário que haja
interação e reconhecimento entre os participantes, no âmbito da socialização
de conhecimentos e do compartilhamento de experiências.
Essas questões tornam-se ainda mais relevantes para organizações
distribuídas em diferentes regiões geográficas, uma das características da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que, atualmente,
possui 46 unidades descentralizadas, 17 unidades centrais no Brasil, além de
quatro laboratórios virtuais no exterior e três escritórios internacionais na
América Latina e África. Nesse sentido, a existência de comunicação efetiva,
por canais de fácil adesão e com linguagem adequada é de fundamental
importância, uma vez que contribui para integrar as pessoas, propiciar a
coesão do sistema e melhorar a qualidade do trabalho (CHIAVENATO, 1999).
Parcela significativa da gestão da informação científica e tecnológica da
Embrapa é praticada pelo Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) – composto
por 43 bibliotecas, que, tal como as unidades da empresa, estão localizadas
nas cinco regiões do país. A integração entre essas equipes se dá em nível de
cooperação técnica, por meio de normativos comuns, já que cada unidade
possui sua estrutura e regimentos próprios. Em Brasília, na Sede da Embrapa,
está localizada a coordenação do SEB, vinculada à Embrapa Informação
Tecnológica (EMBRAPA, SEB, 2017).
Atento a esse cenário, em que comunicação e integração se tornaram
elementos vitais nas organizações, a partir de meados de 2015, o SEB
implementou algumas medidas no intuito de potencializar essas ações nas
equipes das bibliotecas, a saber: lançamento de informativo eletrônico com
orientações relacionadas a atividades práticas biblioteconômicas intitulado
„SEB em Ação‟; inauguração de comunidade virtual vinculada ao portal da
Empresa; promoção de cursos a distância de média duração; realização de
treinamentos online e, também, a realização de videoconferências entre as
equipes das bibliotecas da Empresa.
Este trabalho objetiva apresentar o relato de experiência da equipe da
coordenação do SEB sobre o emprego de videoconferências como estratégias
para potencializar a interação entre seus membros. Ressalta-se que a ação foi

�2

e é desenvolvida de forma independente, ou seja, não há um projeto específico
para sua promoção. Além disso, é oportuno mencionar que as apreensões
descritas consistem no posicionamento da equipe da coordenação do SEB e
de algumas mensagens dos membros do SEB compartilhadas com a
coordenação por e-mail, ao telefone ou presencialmente.
2 Relato de experiência
A descrição do planejamento e da realização de videoconferências entre as
equipes que integram as bibliotecas da Embrapa constituiu o foco desse
trabalho. A próxima subseção se dedica a apresentar as primeiras ações
desenvolvidas por meio do sistema de videoconferências interno da Empresa,
já a segunda se volta para as ações realizadas, no ano de 2017, por meio de
sala virtual que a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) disponibilizou ao
SEB.
2.1 Primeiro momento: videoconferências realizadas no sistema interno
A Embrapa possui um sistema para videoconferências gerenciado pelo
Departamento de Tecnologia da Informação, que exige que o solicitante faça o
agendamento prévio da sala virtual e também providencie uma sala física que
tenha o equipamento específico. Dessa forma, durante a primeira etapa de
realização das videoconferências, as equipes de cada uma das 43 bibliotecas
precisavam agendar previamente o uso da sala de videoconferência de sua
unidade (normalmente, cada unidade possui apenas uma sala, utilizada por
todos empregados).
Essa primeira etapa aconteceu a partir de meados do ano de 2015 até o final
do ano de 2016, com periodicidade variada, o que totalizou quatro
videoconferências, com a participação em média de 23 equipes de bibliotecas.
O processo prévio à realização da reunião consistia nas seguintes etapas: a)
verificar as datas disponíveis no sistema de videoconferência e levantar
potenciais opções, b) enviar estas para a lista de discussão das bibliotecas
com o objetivo de que as equipes opinassem sobre a data mais oportuna, c)
escrever e divulgar na lista de bibliotecas mensagem com a data selecionada,
os horários e as informações para acesso à reunião.
No dia da videoconferência, toda a equipe da coordenação do SEB se
mobilizava para que fossem solucionados problemas que viessem a acontecer,
bem como um dos membros ficava responsável por enviar um e-mail de
lembrete para a lista de discussão.
Era necessário ir para sala física que possuísse o equipamento de
videoconferência, com antecedência de 30 minutos, para preparar as
configurações e realizar a chamada, pois os demais participantes só
conseguiam acessar a sala após a abertura, que era realizada pela equipe da
coordenação do SEB, em Brasília. Em alguns momentos, a rede ficava muito
instável e a chamada era descontinuada, de forma que se fazia necessário

�3

repetir o procedimento de chamada inicial e aguardar o retorno das outras
unidades, o que ocasionava alguns atrasos.
A reunião era normalmente oferecida em duas sessões, uma pela manhã e a
outra pela tarde, sendo que cada horário abrangia determinadas regiões
geográficas. Essa divisão se fazia necessária, uma vez que as unidades
situadas na Região Norte e em outras localidades possuem diferença
significativa de fuso-horário. Durante a vigência do horário de verão, a situação
se tornava ainda mais difícil, uma vez que a diferença de horário entre algumas
unidades com a hora de Brasília chega a ser de 3 horas.
Iniciada a reunião, fazia-se a conferência das equipes das bibliotecas
presentes e alguns testes de áudio. Solicitava-se de imediato o desligamento
dos microfones dos outros participantes para se manter a qualidade do áudio e
evitar eco. A reunião consistia na apresentação de temas importantes para
toda a equipe do SEB pela coordenação de Brasília, com a abertura de espaço
para fala das equipes das unidades ao final.
A apresentação era compartilhada posteriormente na comunidade virtual e,
também, era enviada mensagem para as bibliotecas cujas equipes não
participaram, com o assunto “Sentimos sua falta” e perguntado o motivo da
ausência. Além disso, fazia-se um documento com a memória da reunião para
que se pudesse dar transparência aos assuntos e temas levantados.
Esse modelo, apesar de produtivo, apresentou algumas dificuldades, como o
fato de haver a possibilidade de a sala com o equipamento físico para
videoconferências nas unidades estar indisponível, já que a maioria delas
possui apenas uma e a demanda de uso é grande, pois atende a vários
setores. Além disso, a planilha de marcação contempla toda a Empresa, fato
que requer o agendamento prévio, para o qual nem sempre as datas existentes
são as mais adequadas, tendo-se em vista as necessidades das equipes das
bibliotecas.
Em razão da diferença de fuso-horário entre algumas cidades em que a
Embrapa possui unidades, a adesão aos encontros também era dificultada, já
que, como citado, no horário de verão poderia ser de até 3 horas. Exemplifica
esse fato a Embrapa Acre, localizada em Rio Branco, uma vez que uma
reunião com início às 10 horas pelo horário de Brasília, lá seria às 07 horas.
Essa dificuldade era minimizada devido à possibilidade de a equipe da
Embrapa Acre participar da segunda videoconferência oferecida no turno da
tarde, mas que também coincidia com o horário de almoço.
Inicialmente, as videoconferências buscaram ser mais informativas, ou seja, a
coordenação do SEB apresentava informações importantes de serem niveladas
entre as equipes das bibliotecas, bem como questões que exigiam discussão.
Ao final da reunião, abria-se espaço para a participação de outros colegas
(fala), o que quase nunca conseguia abranger todas as unidades, já que o
tempo era escasso, as demandas grandes e os problemas de conexão

�4

rotineiros. Além da questão do fuso-horário, esse era outro motivo para que as
sessões fossem realizadas em dois turnos.
Ainda assim, o alcance dessas reuniões virtuais foi grande, uma vez que
estabeleceu um novo canal de comunicação e possibilitou a interação da
equipe da coordenação do SEB com as equipes das unidades, bem como das
equipes das unidades entre si.
Vários comentários foram encaminhados à coordenação do SEB com
sugestões de aperfeiçoamento, dos quais se dá destaque à solicitação de
realização da reunião em uma única sessão para que as equipes de todas as
bibliotecas pudessem participar de forma simultânea e, consequentemente, „se
ouvirem‟.
Por fim, menciona-se que, durante o período de realização dessas reuniões,
havia um equipamento disponível na Biblioteca da Embrapa Sede, local em
que está situada a coordenação do SEB. Em novembro de 2016, esse
equipamento foi retirado da biblioteca, o que fez com que a equipe da
coordenação do SEB passasse a também necessitar de agendar sala física
com equipamento específico para a realização das reuniões.
Após essa data, apenas uma videoconferência foi realizada por meio do
sistema interno da Embrapa, pois o SEB possuía uma sala virtual na RNP, uma
vez que a Embrapa é uma organização usuária desta, e instituições dessa
modalidade podem apresentar pedido de criação de sala sem ônus.
A próxima seção objetiva apresentar considerações sobre as reuniões
realizadas sob essa modalidade.
2.2 Segundo momento: videoconferências realizadas na sala da RNP
A sala virtual do SEB na RNP apresenta várias vantagens (RNP, 2017) se
comparada ao sistema interno da Embrapa, conforme se menciona a seguir:
 pode ser acessada de qualquer microcomputador e até de dispositivos
móveis, o que permite que as equipes participem da reunião por meio de
computadores ou aparelhos móveis de quaisquer locais, inclusive da biblioteca,
sem precisarem reservar sala específica para tal;
 possui bate-papo coletivo e também individual, de forma que a comunicação
dos participantes é facilitada durante o encontro;
 possui o recurso de levantar a mão, que indica interesse do participante em
se manifestar;
 possibilita que a reunião seja gravada, o que permite aos que se ausentarem
terem acesso ao conteúdo discutido;
 tendo os equipamentos necessários (webcam e microfone) o participante
pode interagir em tempo real. Dessa forma, se existir mais de uma pessoa na
biblioteca, toda a equipe poderá participar da reunião conjuntamente;
 o apresentador pode ainda compartilhar a tela de seu equipamento e
demonstrar ações em tempo real para os participantes. O recurso de

�5

compartilhamento está aberto a todos e, além da tela, podem ser
compartilhadas apresentações e outros tipos de documentos;
 o acesso à reunião se dá por meio de envio do link, que pode ser aberto
para aqueles que o possuem ou pode exigir a aprovação do administrador da
reunião, ou seja, o acesso pode ser personalizado;
 facilidade de horários, já que não requer o agendamento de salas físicas.
A partir dessas vantagens, a equipe da coordenação do SEB realizou três
reuniões virtuais por meio da sala da RNP, no ano de 2017. As ações prévias
consistiam nas mesmas do modelo anterior, com a diferença de que eram
divulgadas as configurações relacionadas às TIC necessárias para acesso à
reunião.
A dinâmica da reunião sofreu algumas alterações com o objetivo de
estabelecer um espaço mais dialógico e menos expositivo, com a ampliação da
participação das equipes das unidades. Com isso, menos temas foram
abordados pela equipe da coordenação, dando maior espaço de fala aos
outros membros.
O pós-reunião abordou as mesmas ações descritas no modelo anterior.
3 Algumas considerações
Por meio dessa experiência, acredita-se ser de fundamental importância que
instituições que possuem bibliotecas em diferentes locais promovam o uso de
canais de fácil comunicação e que permitam interação e identificação entre
seus membros. O entrosamento da equipe que conduz a reunião virtual é um
fator diferencial, pois agiliza a solução de eventuais problemas surgidos e
minimiza o impacto negativo destes durante o evento. A experiência
apresentada refere-se àquela apreendida pela equipe da coordenação do SEB.
Contudo, acredita-se ser de fundamental importância compreender como as
demais equipes das bibliotecas da Embrapa a percebem, motivo pelo qual está
prevista para o final do ano de 2017 a aplicação de questionário eletrônico
sobre o tema.
Pretende-se dar continuidade à realização dessas reuniões, buscando
aperfeiçoá-las e, também, promover encontros virtuais entre as equipes das
bibliotecas da Embrapa com equipes de bibliotecas de outras instituições.

Referências
BRASIL. Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. Site. Disponível em:
&lt;http://www.rnp.br/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. 4. ed. Barueri: Manole, 2014.
EMBRAPA. Sistema Embrapa de Bibliotecas. Site. Disponível em:
&lt;https://www.embrapa.br/seb&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31844">
                <text>COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS DE SISTEMAS E/OU REDES DE BIBLIOTECAS: A EXPERIÊNCIA DA EMBRAPA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31845">
                <text>Alessandra Rodrigues da Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31846">
                <text>Jeane de Oliveira Dantas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31847">
                <text>Maria de Fátima da Cunha</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31848">
                <text>Rosângela Galon Arruda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31849">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31850">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31852">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31853">
                <text>Comunicação e interação são termos bastante valorizados contemporaneamente por gestores de organizações públicas e privadas. As facilidades das tecnologias de informação e comunicação (TIC) aliadas à consolidação das democracias e à apropriação do conceito de cidadania fazem com que as pessoas queiram se comunicar e interagir tanto no campo individual quanto no coletivo. O que, como, a quem e quando são elementos fundamentais para que o processo de comunicação seja dialógico e contribua para que as equipes se sintam motivadas a realizar um trabalho profícuo e diferenciado. Contudo, para isso não basta apenas transmitir ou passar informações, é necessário que haja interação e reconhecimento entre os participantes, no âmbito da socialização de conhecimentos e do compartilhamento de experiências. Este trabalho objetiva apresentar o relato de experiência da equipe da coordenação do Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) – composto por 43 bibliotecas, localizadas nas cinco regiões do país, sobre o emprego de videoconferências como estratégias para potencializar a comunicação e interação entre seus membros. Ressalta-se que a ação foi e é desenvolvida de forma independente, ou seja, não há um projeto específico para sua promoção. Além disso, é oportuno mencionar que as apreensões descritas consistem no posicionamento da equipe da coordenação do SEB e de algumas mensagens dos membros do SEB compartilhadas com a coordenação por e-mail, ao telefone ou presencialmente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66650">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2686" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1768">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2686/1800-1817-1-PB.pdf</src>
        <authentication>aabea8f7841c926d0dedae00baf79484</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31843">
                    <text>COMPETÊNCIAS DEMANDADAS POR BIBLIOTECÁRIOS NA
GESTÃO DE BIBLIOTECAS: uma revisão bibliográfica

Edinara Sobrinho da Silva Cativo (IFAM) - nara.sds@gmail.com
Jorge Cativo (INPA) - jcativo@gmail.com
Amélia Jandrea de Souza (IFAM) - amyjonas7@gmail.com
Resumo:
O artigo tem como objetivo mapear as principais competências demandadas por bibliotecários
atuantes na gestão de bibliotecas. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa bibliográfica
que identifica a partir das principais fontes impressas e em meio eletrônico, habilidades e
atitudes recomendadas nas práticas profissionais de bibliotecários gestores em bibliotecas.
Apresenta algumas reflexões para o alcance de boas práticas a bibliotecários gestores.
Espera-se que tais competências, quando relacionadas à gestão, sirvam de parâmetros para a
construção do diferencial na atuação de profissionais cientes da necessidade de empreender,
inovar e liderar equipes com o propósito de garantir postura e atendimento de excelência à
comunidade que desses espaços depende.
Palavras-chave: Competências. Gestão. Bibliotecas. Bibliotecários gestores.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
1 INTRODUÇÃO
A literatura descreve competência em informação como “[..] um conjunto
de competências e habilidades que uma pessoa necessita incorporar para lidar,
de forma crítica e reflexiva, com os diversos recursos informacionais
existentes” (BELLUZZO; SANTOS; ALMEIDA JUNIOR, 2014, p. 63).
Essas

competências,

quando

entendidas

como

conjunto

de

conhecimentos, habilidades e atitudes, melhoram a comunicação e a interação
de profissionais. O foco da pesquisa pretende identificar algumas dessas
competências relativas ao gestores das bibliotecas.
Como contexto, une-se a missão do bibliotecário gestor

com a

necessidade de mediação e interação com um público a partir de ações e
mudanças comportamentais além de sua própria necessidade por informação.
Entende-se que essa relação depende primordialmente da postura do
responsável por planejar e executar ações e decisões dentro no ambiente
informacional.
Como objetivo e metodologia, a pesquisa bibliográfica mapeou à luz da
literatura, algumas competências demandadas por bibliotecários que atuam na
gestão de bibliotecas.
Quanto à questão da pesquisa, indaga quais as principais competências
demandadas aos bibliotecários atuantes nesse campo de atuação?
Sobre a justificativa da pesquisa, considera-se a necessidade de
gestores buscarem habilidades e atitudes somadas aos fazeres profissionais,
adequando continuamente a prestação de novos produtos e serviços e a
interação necessária para atendimento de seu público.
2 COMPETÊNCIAS DEMANDADAS NA GESTÃO
Segundo Campello (2003, p. 34) os textos relembram a competência
tradicional do bibliotecário no uso da informação e da tecnologia e na
identificação de necessidades informacionais dos usuários. Devem reafirmar a
convicção no seu papel único e vital, desde que assuma as mudanças e se
transforme em membro ativo, “[...] deixando para trás suas características de

�passividade e isolamento”.
Em relação às competências demandadas à gestão, verificou-se à luz da
literatura a necessidade dos profissionais:
a) Manterem-se atualizados: trata-se da capacidade de inovar e propor
mudanças em suas estratégias de atuação, em que atualização é um prérequisito (FARIA et al, 2005, p. 31).
b) Trabalharem em rede: representa a criação de vínculos que
favorecem a atuação em equipes e o compartilhamento de estratégias e
interesses. Define a qualidade dos compromissos que as pessoas estabelecem
e associabilidade, que é a capacidade de adaptar-se ao contexto e de ampliar
sua rede de relacionamento (FARIA et al, 2005, p. 31).
c) Conhecerem outro idioma: é considerada um desdobramento da
competência “comunicação” – que é a capacidade de expressar-se de forma
clara, precisa e objetiva, bem como habilidade para ouvir, processar e
compreender o contexto da mensagem, argumentar com coerência, usando
feedback de forma adequada e facilitando a interação entre as partes (FARIA
et al, 2005, p. 31).
d) Buscarem a ética como princípio: a resolução 42 de 11 de janeiro
de 2002, que dispõe sobre o Código de Ética do Conselho Federal de
Biblioteconomia em seu artigo 2 da seção 2, que trata dos direitos e deveres
descreve que
os deveres do profissional de Biblioteconomia compreendem além do
exercício de suas atividades: a) dignificar, através dos seus atos, a
profissão, tendo em vista a elevação moral, ética e profissional da
classe; b) observar os ditames da ciência e da técnica, servindo ao
poder público, à iniciativa privada e à sociedade em geral; c) respeitar
leis e normas estabelecidas para o exercício da profissão; d) respeitar
as atividades de seus colegas e de outros profissionais; e) contribuir,
como cidadão e como profissional, para o incessante desenvolvimento
da sociedade e dos princípios legais que regem o país (CÓDIGO…,
2002, seção I, Art. 2º).

e) Terem capacidade empreendedora: mostra o grau de motivação
com que o profissional se envolve nas diversas situações de trabalho e sua
ambição para crescer (FARIA et al, 2005, p. 31).
f) Usarem raciocínio lógico: a indissociabilidade entre o consciente
racional e as atividades criativas leva as organizações a nomear a criatividade

�para representar as competências cognitivas (FARIA et al, 2005, p. 31).
g)

Terem concentração: pode ser equiparada à competência

“atenção/priorização”, que revela a visão global e percepção do contexto,
capacidade de finalização e forma com que define prioridades em seu trabalho.
(FARIA et al, 2005, p. 31).
h) Serem proativos: tem equivalência com a competência “antecipar
ameaças”, que revela a capacidade para antecipar ameaças e oportunidades e
promover ações estratégicas. (FARIA et al, 2005, p. 31).
i) Terem espírito de liderança: Saber coordenar processos e pessoas
(OTTONICAR; BASSETTO e FERES, 2015, p. 12) e ser otimista no
planejamento e execução das atividades desenvolvidas pela equipe de trabalho
(DIAS et al., 2004, p. 4).
j) Serem criativos: Possuir criatividade para contribuir com a inovação
(OTTONICAR; BASSETTO e FERES, 2015, p. 12).
l) Serem flexíveis: capacidade de adaptar-se às necessidades e as
situações que aparecem em seu cotidiano (SILVA, 2011, p. 61).
m) Trabalharem em equipe: o trabalho em equipe deve envolver “[...]
diferentes profissionais, permitindo o amplo desenvolvimento de ações que
visem ao atendimento com qualidade do público leitor” (RASTELI E
CAVALCANTE, 2013, p. 173).
n) Buscarem educação contínua: Nesse caminho, vale a proposição
do aprendizado ao longo da vida que dá ao sujeito a oportunidade de
compreender que é necessário aprender sempre (RASTELI E CAVALCANTE,
2013, p. 175).
o) Assumirem responsabilidades: comprometimento dos mesmos com
as suas atividades rotineiras (SILVA, 2011, p. 61).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao discutir as competências inerentes ao âmbito gerencial de
bibliotecas, verifica-se a necessidade de do profissional da informação criativo,
com visão empreendedora e capaz de lidar com sua equipe de trabalho. Nesse
contexto, bibliotecários são agentes difusores de aprendizagem visando a
transformação de suas comunidades por meio do conhecimento.
Suas competências relativas à gestão precisam romper paradigmas:

�indo além da formação e manutenção de coleções de um acervo ou dos
processos administrativos que centralizam o funcionamento desses espaços ao
serviço de empréstimo e devolução.
Por fim, é importante frisar que competências são indispensáveis para
que os bibliotecários gestores atuantes em bibliotecas não estejam à margem
de um processo de mudança que dificulte a compreensão da identidade e do
papel das bibliotecas. Tais competências são essenciais para a construção de
um profissional capaz de ter uma visão empreendedora, valorize sua equipe de
trabalho assumindo responsabilidades necessárias para mudanças e melhorias
contínuas.
Esperam-se

que

as

sugestões

trazidas

na

literatura

orientem

bibliotecários gestores sobre a necessidade de uma atuação pautada na ética,
na liderança, no espírito empreendedor e principalmente na construção do
conhecimento das comunidades que suas bibliotecas atendem.
REFERÊNCIAS
BELLUZZO, Regina Célia Baptista; SANTOS, Camila Araújo dos; ALMEIDA
JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. A Competência em informação e sua
avaliação sob a ótica da mediação da informação: reflexões e aproximações
teóricas. Informação &amp; Informação, Londrina, v. 19, n.2, p. 60 - 77, maio./
ago. 2014. Disponível em:
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/19995&gt;
Acesso em: 05 set. 2016.

CAMPELLO, Bernadete. A escolarização da competência informacional.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série, São
Paulo, v.2, n.2, p. 63-77, dez. 2006. – ISSN: 1980-6949. Disponível em:
&lt;http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/viewFile/18/6&gt;. Acesso em 30 out 2015.

______. O movimento da competência informacional: uma perspectiva para o
letramento informacional. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 3, p. 28- 37, set./dez. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v32n3/19021.pdf &gt;. Acesso em 30
maio 2017.
CÓDIGO de Ética do Profissional Bibliotecário. Disponível em:
&lt;http://www.crb14.org.br/UserFiles/File/C%C3%B3digo%20de%20%C3%89tica
%20Bibliotec%C3%A1rio.pdf&gt; Acesso em: 10 jun. 2017.

�DIAS, Maria Matilde Kronka et al. Capacitação do bibliotecário como mediador
do aprendizado no uso de fontes de informação. Revista Digital de
Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação, Campinas, v. 2, n. 1, p. 1 -16,
jul./dez. 2004.Disponível em:
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci/article/viewFile/299/178&gt;
Acesso em: 4 set. 2016.
FARIA, Sueli et al. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ciência da Informação,
Brasília, v. 34, n. 2, p. 26-33, maio/ago. 2005. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28552&gt; Acesso em: 01 nov. 2015.
OTTONICAR, Selma Letícia Capinzaiki; BASSETTO, Clemilton Luis; FERES,
Glória Georges. Papel do gestor sob a ótica da mediação da informação: um
estudo de caso em uma empresa de consultoria em gestão empresarial. In:
ENCONTRO DE PESQUISA EM INFORMAÇÃO E MEDIAÇÃO, 2., 2015, São
Paulo. Anais… São Paulo: UNESP, 2015. Disponível em:
&lt;http://gicio.marilia.unesp.br/index.php/IIEPIM/IIEPIM/paper/view/7&gt;. Acesso
em: 27 out. 2016.
RASTELI, Alessandro; CAVALCANTE, Lídia Eugenia. A competência em
informação e o bibliotecário mediador da leitura em Biblioteca Pública.
Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, Florianópolis, v. 18, n. 36, p. 157-180, abr. 2013. ISSN 15182924. Disponível em: &lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2013v18n36p157/24518&gt;. Acesso em: 08 nov. 2016.
SILVA, Eurileide Araujo da Silva. Competência em Informação: educação
continuada dos profissionais bibliotecários. 2011. 70 f. Monografia (Monografia
em Biblioteconomia) – UFPB/CCSA, Universidade Federal da Paraíba, João
Pessoa. 2011. Disponível em:
&lt;https://books.google.com.br/books?id=IRfC7WMPUTYC&amp;lpg=PA1&amp;hl=ptBR&amp;pg=PA1#v=onepage&amp;q&amp;f=false &gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31834">
                <text>COMPETÊNCIAS DEMANDADAS POR BIBLIOTECÁRIOS NA GESTÃO DE BIBLIOTECAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31835">
                <text>Edinara Sobrinho da Silva Cativo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31836">
                <text>Jorge Cativo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31837">
                <text>Amélia Jandrea de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31838">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31839">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31841">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31842">
                <text>O artigo tem como objetivo mapear as principais competências demandadas por bibliotecários atuantes na gestão de bibliotecas. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa bibliográfica que identifica a partir das principais fontes impressas e em meio eletrônico, habilidades e atitudes recomendadas nas práticas profissionais de bibliotecários gestores em bibliotecas. Apresenta algumas reflexões para o alcance de boas práticas a bibliotecários gestores. Espera-se que tais competências, quando relacionadas à gestão, sirvam de parâmetros para a construção do diferencial na atuação de profissionais cientes da necessidade de empreender, inovar e liderar equipes com o propósito de garantir postura e atendimento de excelência à comunidade que desses espaços depende.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66649">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2685" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1767">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2685/1799-1816-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ca85b223c1445275622a4841018bc8c6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31833">
                    <text>Comissão de Comunicação e Marketing BU/UFSC: criação e
desenvolvimento

Gleide Bitencourte José Ordovás (UFSC) - gleide.bjo@ufsc.br
Marli Dias de Souza Pinto (UFSC) - marli.dias@ufsc.br
Resumo:
A Comissão de Comunicação e Marketing iniciou seus trabalhos em 02 de março de 2016, na
Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Têm por
objetivos planejar, organizar e coordenar as seguintes ações de comunicação e marketing no
âmbito da BU/UFSC: promover campanhas educativas; divulgar produtos e serviços; realizar
pesquisas de opinião de usuários; definir e acompanhar a presença digital; planejar exposições
e eventos; criar e desenvolver a comunicação visual; assessorar eventos de outras unidades da
UFSC, bem como da comunidade externa, realizados na BU. A Comissão de Comunicação e
Marketing foi constituída para responder várias demandas verificadas nesta área. A
estruturação e o planejamento fazem-se necessários para um melhor desempenho das funções
concernentes a esta comissão.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Comunicação. Marketing. Serviços inovadores criação.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
O termo marketing, inicialmente utilizado na área da administração, foi
difundido ao ponto de ser utilizado comumente em diálogos em que a
conceituação não é requerida, ou seja, de uso comum. É um termo
frequentemente confundido com publicidade. Mas o termo possui conceitos e
variantes, distribuídos em diversas vertentes, como marketing pessoal, social,
digital, político, de relacionamento, entre outros.
De forma bastante ampla, marketing é a busca da satisfação do cliente,
utilizando de métodos para antever as suas necessidades. A maioria dos
conceitos trazem este termo ligado à vendas, mas ele é utilizado para todo tipo
de negócio que envolva oferta de produtos, serviços ou ideias.
Para Kotler o marketing é um processo social “por meio do qual pessoas
e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e que desejam com a
criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”
(KOTLER 2000 p.30). Marketing pode ser definido como uma área do
conhecimento que
engloba todas as atividades concernentes às relações de troca,
orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos
consumidores visando alcançar determinados objetivos de
empresas ou indivíduos e considerando sempre o ambiente de
atuação e o impacto que essas relações causam no bem estar
da sociedade” (LAS CASAS 2006 p.10).

Nas bibliotecas o marketing acontece mesmo sem o conhecimento de
sua utilização, pois quando são criados produtos, serviços ou atividades que
visam satisfazer aos usuários, percebem-se as aplicações relacionadas ao
marketing.
A aplicação de marketing em Bibliotecas pode fornecer um conjunto de
técnicas

e

instrumentos amplamente

testados para

identificação

das

necessidades e preferências do usuário. Para Silveira (1987, p. 23):
O marketing é um elemento vital na função de planejamento do
administrador e na criação do futuro. Sua função, quando
empregada da forma ideal, permanece antes, durante e depois
das mudanças planejadas. O marketing é um instrumento de
planejamento que ajuda a dar forma a visão, testa sua
viabilidade, inicia e depois modifica sua operação. Quando
usado conscientemente e com habilidade, o marketing pode
manter a biblioteca numa posição visível e relevante.

�Verifica-

se

que

qualquer

biblioteca

que

tenta

influenciar

o

comportamento do público já está envolvida em marketing. A Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC), não é
diferente.
A BU/UFSC caracteriza-se como instituição sem fins lucrativos, mas a
direção da biblioteca reconhece a importância do marketing para visibilidade e
qualificação dos produtos e serviços à comunidade usuária.
KOPTLER (1978, p. 20), aponta que:
[...] toda organização é uma aglutinação proposital de pessoas,
matérias e instalações, procurando alcançar algum propósito
do mundo exterior. Para sobrevier e ser bem sucedida, a
organização deve atrair recursos suficientes, converter esses
recursos em produtos, serviços e ideias e distribuir esses
produtos a vários públicos consumidores.

O marketing na biblioteca universitária tem como principal objetivo
satisfazer necessidade específica de seus usuários, por meio de uma pesquisa
se identifica as necessidades de seu público-alvo e depois cria-se ou
desenvolvem-se produtos/serviços para satisfazer essas necessidades.
A BU/UFSC, por meio de sua estrutura organizacional, sempre buscou
atender as necessidades de seus usuários, criando produtos e serviços para
satisfazê-los. Utilizando dos métodos e conceitos do marketing, porém não
havia institucionalizado ou formalizado tais procedimentos.
Em 2016, após verificação da necessidade de se organizar as atividades
concernentes a esta área, criou-se a Comissão de Comunicação e Marketing
da BU/UFSC. A Comissão coloca em prática, de maneira formal, a
preocupação que a BU/UFSC sempre teve com a qualidade de comunicação
com sua comunidade interna de usuários, e com um grande contingente de
usuários externos que usufrui do sistema pra estudos e pesquisa.
RELATO

DE

EXPERIÊNCIA:

MARKETING DA BU/UFSC

COMISSÃO

DE

COMUNICAÇÃO

E

�A Comissão de Comunicação e Marketing iniciou seus trabalhos em 02
de março de 2016, na Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Santa Catarina.
Foi instituída pela Portaria 1146/2016/GR e atualizada na Portaria
403/2017/GR. A ideia inicial partiu da Comissão de Gestão do Conhecimento
da BU, como uma resposta para as demandas de marketing do Sistema de
Bibliotecas da UFSC.
Constituída por servidores com formação em diversas áreas, e em
parceria com a Agência de Comunicação da UFSC (AGECOM), atualmente
está sob a coordenação de uma bibliotecária da instituição, com a participação
da Diretora da BU/UFSC, de uma docente representando o curso de
Biblioteconomia do CED/CIN/UFSC, um representante da AGECOM, alguns
bolsistas eventualmente e servidores e chefias das Bibliotecas Setoriais do
Sistema.
A comissão tem por objetivos planejar, organizar e coordenar as
seguintes ações de comunicação e marketing no âmbito da BU/UFSC:
promover campanhas educativas; divulgar produtos e serviços; realizar
pesquisas de opinião de usuários; definir e acompanhar a presença digital;
planejar exposições e eventos; criar e desenvolver a comunicação visual;
assessorar eventos de outras unidades da UFSC, bem como da comunidade
externa, realizados na BU.
AÇÕES COORDENADAS PELA COMISSÃO
As ações estratégias tem abrangência significativa e se efetivam nas
atividades desenvolvidas pela comissão, que são descritas no Quadro 1 –
Atividades Coordenadas pela Comissão de Comunicação e Marketing da
BU/UFSC. Algumas destas atividades foram criadas fora da comissão e
posteriormente passadas a esta para dar prosseguimentos e encaminhar as
ações, como exemplos têm o “Amigo da Biblioteca” e o informativo “Quais são
as Novas”, projetados pela Comissão de Gestão do Conhecimento, mas
coordenados pela Comissão de Comunicação e Marketing.

�Quadro 1 – Atividades Coordenadas pela Comissão de Comunicação e Marketing
da BU/UFSC
Ações
Campanha
Gênios
pensando
Bibliotecários
Centro

Descrição
Visa educar os usuários para baixar o tom de voz em respeito aos
que precisam de silêncio para estudar

por

Grupo de bibliotecários responsáveis por Centros de Ensino atuando
na promoção dos serviços da BU/UFSC, visando ampliar a
participação da BU/UFSC no atendimento às demandas de
informação da comunidade universitária. Trata-se de uma estratégia
de ação descentralizada da BU/UFSC.
Livros, câmera, ação! Uma semana de exibição de filmes na Biblioteca Central, todos os
meses, no período do meio dia, conjuntamente com promoções do
acervo de livros que sigam a mesma temática. Geralmente a temática
é escolhida, por meio de votação on-line, pelos usuários.
Quais são as novas
Boletim informativo interno, com encaminhamento quinzenal de
notícias, disponibilizadas no e-mail dos servidores e murais da
BU/UFSC.
Manual do usuário
Manual básico dos serviços oferecidos pela BU/UFSC.
Marcadores
Marcadores de páginas, atrativos, com informações importantes para
informativos
usuários da biblioteca.
Pastas
Pastas criadas no servidor central da UFSC, com acesso por meio de
compartilhadas
permissões, possibilitando democratização das informações utilizadas
pelos servidores.
Web TVs
TVs distribuídas nas bibliotecas do sistema, com vídeos informativos
sobre os serviços oferecidos pelas bibliotecas, bem como vídeos
educativos e convites para eventos.
Recepção
aos Série de ações voltadas ao recebimento dos novos alunos dos cursos
calouros
da UFSC, para um acolhimento mais receptivo, com exposições,
promoções de acervos, capacitações, visitas guiadas, distribuição de
marcadores de páginas e manuais de usuários, entre outras.
Sinalizações
Verificação das necessidades de sinalizações físicas no ambiente das
bibliotecas
Exposições
Coordenação, organização e execução de exposições das mais
variadas temáticas, de demandas criadas na comissão, nos setores
ou recebidas da comunidade UFSC.
Promoções
de São criadas exposições temáticas para promover todo tipo de acervo,
acervo
com apresentação criativa.
Calendário
de Criação de um calendário, para uso interno, com datas
eventos
comemorativas que podem ser utilizadas em ações, indicativo de
reuniões, notas sobre eventos e inicio da organização de cada ação
durante o ano letivo, pautado no calendário acadêmico da UFSC.
Amigo da biblioteca
O Projeto AMIGO DA BIBLIOTECA é uma realização do Sistema de
Bibliotecas da UFSC (BU/UFSC) formalizado pelo Projeto de
extensão nº 2015.7612. Tem como objetivo prestar homenagem e
registrar reconhecimento à pessoa física ou jurídica que se
destacaram no apoio e na promoção da BU/UFSC.
Bom dia biblioteca
O “Bom Dia Biblioteca”, formalizado pelo Projeto de extensão nº
2015.7474, é uma reunião da equipe BU/UFSC em que são
apresentadas as atualizações e inovações em serviços realizadas por
determinado setor da BU/UFSC. Posteriormente é realizada uma
confraternização da equipe BU/UFSC.
Fonte: criado pelas autoras, 2017.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

�A Comissão de Comunicação e Marketing foi constituída para responder
várias demandas verificadas nesta área, no âmbito da BU/UFSC. Iniciou seus
trabalhos, a princípio, sem fundamentação teórica adequada. Neste primeiro
ano de atuação foi atendendo as demandas conforme foram surgindo, ao
mesmo tempo em que verificava a necessidade de estruturar-se, buscar
fundamentação teórica e definir seu papel perante a instituição. É composta, na
sua grande maioria, por servidores da própria BU/UFSC, e muitas das ações
ou projetos criados terminam por ser executados por membros da própria
comissão. Esta dinâmica por vezes causa confusão para entender o papel da
mesma.
A estruturação e o planejamento fazem-se necessários para um melhor
desempenho das funções concernentes a esta comissão.
REFERÊNCIAS
KOTLER, P. Marketing para organizações que não visam o lucro. São Paulo :
Atlas, 1978.
______. Administração de Marketing: a Edição do Novo Milênio – 10ª Edição São Paulo – Ed. Prentice Hall – 2000.
SILVEIRA, A. - Marketing em serviços de informação: textos selecionados.
Brasília: IBICT, 1987.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31825">
                <text>COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO E MARKETING BU/UFSC: CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31826">
                <text>Gleide Bitencourte José Ordovás</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31827">
                <text>Marli Dias de Souza Pinto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31828">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31829">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31831">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31832">
                <text>A Comissão de Comunicação e Marketing iniciou seus trabalhos em 02 de março de 2016, na Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Têm por objetivos planejar, organizar e coordenar as seguintes ações de comunicação e marketing no âmbito da BU/UFSC: promover campanhas educativas; divulgar produtos e serviços; realizar pesquisas de opinião de usuários; definir e acompanhar a presença digital; planejar exposições e eventos; criar e desenvolver a comunicação visual; assessorar eventos de outras unidades da UFSC, bem como da comunidade externa, realizados na BU. A Comissão de Comunicação e Marketing foi constituída para responder várias demandas verificadas nesta área. A estruturação e o planejamento fazem-se necessários para um melhor desempenho das funções concernentes a esta comissão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66648">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2684" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1766">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2684/1798-1815-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9f11d7eb10032fb6e512e50c7deee377</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31824">
                    <text>Clube do Livro fora da biblioteca: um relato de experiência
Gabriela Bazan Pedrão (UNESP) - gabriela.bzp@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho tem objetivo relatar as experiências de um clube do livro, organizado por
uma bibliotecária, em um ambiente diferente da biblioteca. O clube relatado tem seus
encontros mensais na Fundação do Livro e Leitura, na cidade de Ribeirão Preto, desde 2016 e
ainda está em atividade. O trabalho discutirá as práticas adotadas pela curadoria no que se diz
respeito a organização do clube, encontros, seleção de obras e abordagem das discussões. Na
conclusão as atividades e discussões que acorreram até o momento serão avaliadas e
discutidas, refletindo sobre as possibilidades de melhora para o que não deu certo e quais são
as opções existentes para o futuro do clube.
Palavras-chave: Relato de experiência, Clube do livro, Clube de leitura, Bibliotecária
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1. INTRODUÇÃO
O clube do livro, ou clube de leitura, é uma prática bastante conhecida e utilizada
não apenas em bibliotecas. Os clubes estão presentes em livrarias, escolas, organizações
e fundações dos mais variados tipos. Independentemente do local, do tipo de clube ou de
seu curador o objetivo é sempre o mesmo: discutir obras do interesse do grupo e incentivar
a leitura.
Para o bibliotecário, em especial, o clube do livro é uma prática interessante e que
possibilita novos formatos de atuação em comunidade. Nas diretrizes da IFLA (2013)
para bibliotecas públicas é dito que:
A oportunidade de desenvolver a criatividade pessoal e explorar novos
interesses é importante para o desenvolvimento humano. Para alcançarem este
objetivo, as pessoas necessitam de ter acesso ao conhecimento e a obras
criativas (IFLA, p. 15).

O clube é um bom exemplo dessa oportunidade de desenvolvimento. Com a ajuda
de um bibliotecário a oportunidade é ampliada, pois é o profissional que facilitará o acesso
as obras escolhidas, buscando as melhores opções de leitura, e ainda auxiliará nas
atividades de leitura e discussão com seu conhecimento como mediador.
O clube, como já dito, não precisa estar necessariamente ligado a uma biblioteca
para ter um bibliotecário como curador. No presente trabalho pretendo relatar as
experiências de um Clube que, sendo bibliotecária, tenho a oportunidade de ser curadora,
mas que não é ligado a nenhuma biblioteca.
O objetivo desse relato é transmitir ideias e ações que foram, e ainda são,
realizadas nesse Clube e auxiliar outros profissionais que desejem iniciar uma atividade
semelhante. Os relatos de práticas, dentro e fora de bibliotecas, elaboradas por
bibliotecários, são escassos, mas muito necessários para nossa comunidade profissional.
Os relatos são meios de conversa e troca de ideias entre práticas que deram certo e que
podem ser aplicadas em diferentes locais.
Nesse relato comentarei como surgiu a ideia do Clube, como ele foi organizado,
como são os encontros, as escolhas dos livros, qual o público participante e quais práticas
funcionaram ou não até o momento. É interessante adiantar que o Clube ainda está em
atividade e que essa é uma ação que realizo voluntariamente. Até o presente aconteceram
oito encontros. Comentarei alguns e analisarei as ações realizadas até então.

�2. RELATO DA EXPERIÊNCIA
O clube do livro que relatarei nesse trabalho é ligado a Fundação do Livro e
Leitura de Ribeirão Preto e é uma das atividades do Núcleo de Fomento do Plano Anual
da Fundação. A Fundação cede seu espaço físico na cidade, auxilia a divulgação das
atividades do grupo e através deles foi possível, até o presente momento, contarmos
também com a presença de alguns autores nacionais para comentar suas obras com o
grupo.
A ideia e inicio do ‘Clube de leitura da Fundação’ se deu em outubro de 2016. A
Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão já havia tido atividades semelhantes com outro
grupo, mas com o passar dos meses o antigo clube acabou se dispersando e se desfazendo.
É interessante comentar que o primeiro Clube de Leitura tinha como linha central de
discussões as obras da autora Lygia Fagundes Telles, ou seja, era um clube temático.
Após o término desse grupo a presidência da Fundação entrou em contato comigo,
pois eu já havia realizado atividades de leitura na Feira do Livro de Ribeirão e estava
desenvolvendo projetos com a Fundação, para conversarmos sobre a possível retomada
das atividades do clube. A ideia de mediar um clube sempre foi uma vontade que tive e
que estava tentando colocar em prática na cidade, mas por falta de um local comum, ainda
não havia tido a possibilidade de executá-la.
Em conversa decidimos então recomeçar essas atividades, mas com algumas
mudanças. A curadoria em minhas mãos teria um caráter mais jovem e despojado,
tentando trazer um público mais variado para a atividade, que antes era
predominantemente de adultos na faixa dos 45 anos ou mais. Para tanto, decidimos em
conjunto não colocar obras de um gênero, autor ou até mesmo editora específicos. A
escolha seria variada, mudando de mês para mês. Um dos principais objetivos do grupo
é até hoje proporcionar leituras diversas e que saiam da zona de conforto dos integrantes.
Decidimos por encontros mensais. Como a Fundação tem uma agenda de
atividades culturais variadas, não foi possível estabelecermos um dia fixo (por exemplo
o último sábado do mês), pois poderia entrar em conflito com outra programação, mas
fixamos que os encontros aconteceriam sempre aos sábados e às 16 horas.
Escolhido o primeiro sábado, que seria em novembro de 2016, e escolhi a primeira
leitura que seria discutida. Como esse seria o encontro de estreia do Clube, optei por uma

�obra clássica, popular e curta: ‘Um estudo em vermelho’, a primeira aventura do detetive
Sherlock Holmes, do autor Sir Conan Doyle. O objetivo da escolha foi atrair o público
para o Clube com uma obra popular e simples de ser encontrada. O acesso aos livros é
algo que prezo muito nas escolhas e é sempre o primeiro fator a ser considerado.
Começamos a divulgação em parceria, com cerca de um mês de antecedência,
utilizando as redes sociais e mídias da cidade que a Fundação tinha contato. Criamos uma
página de evento no Facebook e lá divulguei também as melhores opções para quem
estava interessado em adquirir a obra. É interessante ressaltar que a Fundação possui um
pessoal especifico para toda a parte de imprensa e divulgação que também nos auxiliou
nessa tarefa.
Nosso primeiro encontro em novembro discutiu então ‘Um estudo em vermelho’.
Como já dito a escolha foi feita com base na popularidade do detetive Sherlock Holmes
e por ser uma obra curta, o que daria tempo suficiente para a leitura. O Clube teve a
participação de 14 pessoas, mas a maioria não leu a obra completa. Mesmo assim o
encontro foi produtivo, a discussão rendeu bons comentários e o grupo estava animado
com o início das atividades.
Como um encontro ainda não é suficiente para definir o tom do grupo, decidi
apostar em uma obra diferente para a segunda reunião. O objetivo do Clube é diversificar
as experiências literárias e tirar o leitor de sua zona de conforto, assim sendo, escolhi um
livro de ficção científica para ser discutido. A obra selecionada foi ‘A mão esquerda da
escuridão’, da autora Ursula K. Le Guin. Não farei comentários específicos de cada obra
escolhida, pois o trabalho se alongaria mais do que o desejado, então apenas citarei as
leituras selecionadas e como foi a recepção do grupo.
No encontro de dezembro, para a discussão da obra citada acima, tivemos a
participação de nove pessoas, das quais apenas três leram o livro todo e duas partes da
obra. A discussão rendeu pouco, pois haviam participantes que não estavam a par dos
acontecimentos do livro, dificultando a roda de conversa. Mesmo assim dentre os
participantes que leram tivemos bons comentários e observações. Ao fim da reunião
cheguei a conclusão que a escolha havia sido complicada e que estava fora dos interesses
dos membros. Foi a primeira experiência de que nem sempre as pessoas aceitam sair das
zonas de conforto e que há também um limite de até que ponto um livro completamente
novo é interessante.

�Pensando nisso, a partir do encontro de dezembro passei a oferecer duas ou três
opções de leitura para serem escolhidas pelo grupo para a discussão do mês seguinte.
Assim eu teria a liberdade como curadora de escolher obras que eu julgasse interessantes
e o grupo teria a liberdade de participação na escolha. Levei em dezembro algumas opções
de clássicos e o vencedor foi ‘A Abadia de Northanger’, da autora Jane Austen.
A partir de janeiro notei que o grupo se interessa mais quando as escolhas são
obras clássicas. O encontro que discutiu Jane Austen teve grande participação e apenas
um membro do grupo não leu a obra completa. Estruturei melhor minha abordagem inicial
da discussão e passei a abrir as reuniões falando sobre o autor (a) do livro, a época e o
contexto histórico em que a obra se encaixa e passei a levantar pontos que considero
interessantes para discussão. O grupo recebeu bem a abordagem e as discussões se
tornaram mais amplas e proveitosas.
Em fevereiro e março tivemos reuniões com a presença de autores. Recebemos
Ignácio de Loyola Brandão, para comentar seu livro ‘Não verás país nenhum’ e Luiz
Ruffato, para comentar ‘De mim já nem se lembra’. Essas reuniões são abertas e
divulgadas em formato de Salão de Ideias. Pude perceber que o público difere muito do
Clube. Houve grande participação em ambas atividades de pessoas não ligadas ao Clube,
mas mesmo com a divulgação do projeto nos Salões não houve procura dessas pessoas
por nossas atividades de leitura.
Nos dois Salões de ideias as discussões ficaram um pouco restritas e tivemos mais
a fala dos autores do que a discussão de grupo. Como a atividade é aberta, também
tivemos muitos participantes que não leram as obras e compareceram apenas pela
presença do autor. Esses encontros substituíram a reunião mensal do Clube, e em conversa
com a Fundação, percebemos que a atividade não estava sendo proveitosa como discussão
de obras. Para o futuro decidimos manter as reuniões do Clube e, em separado, trazer
também os Salões de Ideias para nosso grupo e demais pessoas interessadas. Essa
dinâmica parece que funcionará melhor.
Para o segundo semestre estamos elaborando também um calendário fixo, com as
datas dos encontros escolhidas e as obras já selecionadas. Isso facilita a organização do
grupo com as leituras e aquisição das obras. Meu objetivo é manter obras mais próximas
dos clássicos, que tem tido melhor recepção até agora, e introduzir alguns gêneros
diferentes ao longo do semestre.

�Lemos até agora, além das obras já citadas, ‘O Senhor das Moscas’ de William
Golding; ‘O Aleph’ de Jorge Luis Borges; ‘A outra volta do parafuso’, de Henry James;
e ‘Anna Kariênina’, de Liev Tolstói. O grupo tem cerca de seis participantes fixos, de
jovens adultos a adultos, e o restante varia de mês a mês. Essa característica dificulta um
pouco a criação de um perfil literário para o Clube, que facilitaria na escolha das obras,
mas tenho feito as escolhas com base nas experiências passadas e nos integrantes fixos e
tem sido uma boa abordagem.
3. CONCLUSÃO
O clube tem sido uma atividade interessante e produtiva. Apesar das dificuldades
nas escolhas das obras, creio que o grupo está evoluindo e a experiência tem sido
enriquecedora para todos. Como curadora tive dificuldade no início para conduzir o
debate e começar a caminhar com a discussão. Percebi que o grupo estava interagindo
pouco e que isso poderia ser por falta de estímulo da minha parte, como responsável pela
mediação. Como comentei, mudei a abordagem e passei a trazer comentários, fazer
perguntas específicas sobra a obra, comentar a história dos autores e do processo de
escrita para começar a conversa e incentivar a participação dos presentes.
Acredito que com as mudanças programadas para o segundo semestre o grupo
poderá aumentar. Com as obras já selecionadas creio que as discussões também serão
mais produtivas, pois os membros terão a possibilidade de organizar melhor suas leituras
e preparar com mais antecedência seus comentários.
Por fim posso afirmar que o Clube do Livro me auxiliou na leitura de obras que
talvez não fossem lidas em caráter individual e que percebi que o mesmo aconteceu com
outros participantes. Estamos definindo o tom aos poucos e também quais os limites para
gêneros literários pouco explorados, como a ficção científica, mas tem sido proveitoso e
uma ótima oportunidade para sair de uma atividade solitária como a leitura.

REFERÊNCIAS:
IFLA. Diretrizes da IFLA sobre os serviços da biblioteca pública. Tradução para
português: Célia Heitor. Lisboa, 2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31817">
                <text>CLUBE DO LIVRO FORA DA BIBLIOTECA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31818">
                <text>Gabriela Bazan Pedrão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31819">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31820">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31822">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31823">
                <text>O presente trabalho tem objetivo relatar as experiências de um clube do livro, organizado por uma bibliotecária, em um ambiente diferente da biblioteca. O clube relatado tem seus encontros mensais na Fundação do Livro e Leitura, na cidade de Ribeirão Preto, desde 2016 e ainda está em atividade. O trabalho discutirá as práticas adotadas pela curadoria no que se diz respeito a organização do clube, encontros, seleção de obras e abordagem das discussões. Na conclusão as atividades e discussões que acorreram até o momento serão avaliadas e discutidas, refletindo sobre as possibilidades de melhora para o que não deu certo e quais são as opções existentes para o futuro do clube.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66647">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2683" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1765">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2683/1797-1814-1-PB.pdf</src>
        <authentication>7fbd26813831cd23ee24012bb652be3c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31816">
                    <text>BOOKTUBE COMO INSTRUMENTO DE DISSEMINAÇÃO DA
INFORMAÇÃO PARA A GERAÇÃO DIGITAL

Sthéfani Paiva (FGV) - sthefanicpaiva@gmail.com
Adriana Maria Souza (FESPSP) - asouza@fespsp.org.br
Resumo:
Este estudo visa avaliar o Booktube, um tipo de canal de vídeos dentro da rede social online
Youtube, com a temática voltada, principalmente, para o universo literário, como um
instrumento de Disseminação da informação para membros pertencentes à Geração Digital.
Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os conceitos relacionados à
Geração Digital, Disseminação da Informação e Booktube, contextualizando origens e
características dos elementos básicos para a construção da pesquisa. Complementando o
embasamento teórico, por meio do envio de dois questionários direcionados aos Booktubers e
aos inscritos dos canais participantes do evento “Bate-Papo Literário”, foi possível analisar se
ambos faziam parte da Geração Digital e seus pontos de vista sobre a utilização de tal
ferramenta para disseminar informação. Os dados foram coletados e analisados, sugerindo que
o instrumento Booktube pode ser utilizado nas bibliotecas como um instrumento eficaz para
divulgar seus acervos e serviços, mais especificamente para os indivíduos pertencentes à
Geração Digital.
Palavras-chave: Disseminação da informação (instrumento); Booktube; Geração Digital.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 à 20 de outubro de 2017.
Resumo expandido
Introdução: Pertencentes à Geração Digital, os jovens leitores contemporâneos
tornaram-se muito mais que meros espectadores de suas leituras, mas também
consumidores e produtores de conteúdo: colaboradores ativos, modificando,
criticando e compartilhando opiniões sobre a obra original, não aceitam o que é
passado para eles, sem ao menos questionar. Sendo este o perfil dos leitores
atuais, eles próprios, visando suprir as necessidades de comunicação,
divulgação e fornecimento de informações, procuraram adaptar as mais
populares redes sociais online da atualidade para conversarem sobre o mundo
literário, sendo um deles o Booktube, um tipo de canal de vídeos dentro da rede
social online Youtube, com a temática voltada, principalmente, para o universo
literário. Sabendo que são os desejos, vontades e perspectivas dos jovens que
definem a manutenção e a construção da sociedade e que tais necessidades,
atualmente, estão entrelaçadas ao uso da internet, estudar novas estratégias
para atingir e atender a este público é fundamental para a Biblioteconomia.
Focando em uma das ações do fazer profissional do bibliotecário, a
Disseminação da Informação, buscou-se apresentar: o perfil da Geração Digital;
o desenvolvimento e o papel do bibliotecário na Disseminação da Informação e
as especificidades que devem ser consideradas ao praticar este serviço para a
Geração Digital; o Booktube como um instrumento de Disseminação da
Informação para a Geração Digital.
Método da pesquisa: Revisão bibliográfica e análises de dados. Para a primeira
etapa, foi realizado, inicialmente, o levantamento de produções científicas sobre
a Geração Digital, Disseminação da Informação e Booktube, visando uma
posterior construção textual da revisão bibliográfica. A partir dos conceitos
fundamentados, os dados necessários para a produção da análise foram
coletados por meio de questionários, construídos por questões elaboradas sobre
as características da Geração Digital e às concepções sobre a Disseminação da
Informação, sendo, posteriormente, direcionados aos Booktubers e aos inscritos
dos canais literários participantes do evento “Bate-papo literário”, realizado na
cidade de São Paulo, com o apoio da Biblioteca São Paulo, totalizando como
respondentes: 3 Booktubers e 44 inscritos. Os dados foram tabulados,
analisados e interpretados de forma a relacionar o perfil e comportamento dos
Booktubers e seus inscritos com a Geração Digital e suas impressões sobre o
Booktube como um instrumento de Disseminação da Informação.
Resultados: A partir da literatura pesquisada e a análise dos dados coletados,
sugere-se que o Booktube pode ser utilizado como um instrumento de
Disseminação da Informação para a Geração Digital, sendo mais pertinente ao
profissional bibliotecário, para promover seus acervos.
Discussão: A Geração Digital é caracterizada pelas pessoas nascidas a partir
do final dos anos 70 (GIARDELLI, 2013; OLIVEIRA, 2015; PRENSKY, 2001;
TAPSCOTT, 2010). A desenvoltura com as tecnologias e a forma como funciona
a mente desta geração, criou particularidades totalmente próprias deles, sendo
as principais: liberdade em tudo o que fazem; customizar e personalizar;

�investigar; entretenimento/diversão; relacionamento e colaboração; velocidade;
inovação; menor contato pessoal. O profissional bibliotecário, ao atuar com
Disseminação da Informação, precisa considerar o perfil dos seus usuários para
agir de forma precisa e eficaz (BARROS, 2003, p. 56; DIAS, 2005, p. 48), sendo
as características presentes na Geração Digital o perfil a ser respeitado para
atingir este público. Estando em uma realidade na qual a maioria dos usuários
utilizam diariamente aparelhos conectados à internet, o profissional bibliotecário
precisa se adaptar às novas formas de trabalho que o ajudem divulgar,
disseminar e servir de “vitrine sedutora” à tudo que a biblioteca possa oferecer
em serviços aos seus usuários (PEDROSO, 2008, p. 46), podendo ser uma delas
o Booktube. Da mesma forma que, as editoras reconhecem os Booktubes como
uma ferramenta de divulgação de seu catálogo (TRINDADE, 2015), os
bibliotecários podem utilizar este formato de canal de vídeos para divulgar o
acervo e os serviços prestados pelos centros de informação em que atuam.
Baseado nos tipos de vídeos publicados nos Booktubes, nas ideias expostas por
Macedo (1990, p. 17-18) e Pedroso (2008, p. 47) sobre formas de disseminar
informação e as sugestões de Pedrão (2016), de como os bibliotecários podem
utilizar o Booktube em suas bibliotecas, as autoras elaboraram o quadro a seguir,
com sugestões de possíveis utilizações do Booktube como um instrumento de
Disseminação da Informação nas bibliotecas.

Sugestões de utilização do Booktube como instrumento de
Disseminação da Informação em bibliotecas
Tipo de vídeo no
Booktube

Book Haul

Sugestão de utilização para Disseminar Informação nas
bibliotecas
Apresentar os livros adquiridos recentemente pela biblioteca, sendo
possível informar a motivação pela aquisição do título e a forma como
foi adquirido, por compra ou doação. No caso deste último, divulgar o
nome de quem doou se torna uma forma de atenção aos seus usuários.

Review

Apresentar resenhas sobre os livros pertencentes ao acervo da
instituição. Os textos podem ser elaborados pelos bibliotecários ou
pelos usuários que frequentam a biblioteca, em forma de parceria,
incentivando a interação do usuário com a biblioteca.

Book TAG

Respondendo à um questionário criado pela equipe da biblioteca ou um
já presente nos Book tubes, é possível apresentar um levantamento de
materiais existentes na biblioteca relacionados às perguntas. Mais uma
estratégia para divulgar o acervo e promover a interação entre usuário biblioteca.

Wrap/Wrap-up

Mostrar os livros que foram mais emprestados durante aquele mês,
acompanhado com breves comentários sobre o conteúdo do livro e
sugerir livros semelhantes, assim, estimulando a rotatividade de mais
materiais do acervo.

Book Challenge

Juntar à equipe da biblioteca ou usuários que estejam dispostos a
gravar, cumprindo algum desafio relacionado a livros, voltado para
algum assunto que poderia ajudar à comunidade frequentadora da
biblioteca, a refletir sobre algo ou só apresentar de uma forma mais
divertida, alguns livros do acervo.

�Book shelf Tour

Apresentar as estantes de livros da biblioteca, adaptando a cada
realidade. Em bibliotecas com acervos menores, seria possível mostrar
todos os exemplares, mas já em lugares com acervos maiores, poderia
ser feita uma pesquisa anterior com os usuários para saber qual área
eles teriam mais interesse em conhecer do acervo e apresentar somente
as estantes correspondentes ao assunto vencedor.

Book tubeathon ou
Readathon

Registrar em vídeo maratonas de leituras, sendo a comunidade da
biblioteca, usuários e funcionários, os participantes.

Hangout

A comunidade da biblioteca pode se reunir online para conversar sobre
livros e leitura, voltados para os livros disponíveis na biblioteca, podendo
até mesmo ser realizado reuniões de clube do livro online.

Giveaway

Apresentar os livros que a biblioteca gostaria de doar aos seus usuários,
sendo possível relacionar até mesmo com algum evento de Feira de
Trocas de livros.

Recommendation

Fazer recomendações dos livros disponíveis no acervo, com base em
temas, gêneros e critérios estipulados pela própria equipe da biblioteca.
Em instituições de ensino, pode ser relacionado a temas trabalhados no
currículo e em instituições públicas, a temas que estejam em pauta na
sociedade, recomendando-os.

Interview

Convidar autores de materiais disponíveis na biblioteca à darem
entrevistas para a biblioteca, registrando em vídeo e publicando,
posteriormente, para os usuários.

Outros

Pode ser apresentado vídeos interativos, divertidos e descontraídos
sobre a biblioteca. Um exemplo é o vídeo “Librarian Rhapsody Shoalhaven Library Staff”, onde bibliotecários cantam uma paródia da
música “Bohemian Rhapsody” da banda Queen, mostrando a biblioteca,
sua rotina e os serviços oferecidos (LIBRARIAN, 2015).

Complementando com o estudo exploratório, a análise de dados demostrou que,
sobre os Booktubers: seus canais tem uma média de visualizações que
demonstra significativo impacto de influência na internet; a popularização do
termo Booktube coincide com a criação dos canais e são pertencentes à
Geração Digital, pois suas idades e comportamentos estão relacionados a esta
geração; a internet possibilitou a convivência entre eles, mesmo morando
distantes uns dos outros e consideram que, a proximidade de seus perfis, com a
de seus inscritos é um fator determinante para aproximá-los; ao contrário do que
acontece com os críticos literários, eles consideram que o Booktube pode ser
utilizado como um instrumento de Disseminação da Informação. Sobre os
inscritos, a maioria é do sexo feminino; apenas dois dos respondentes estavam
fora da faixa etária correspondente à Geração Digital; apesar da maioria estarem
localizados, geograficamente, no mesmo estado que os administradores dos
Booktubes, houve respondentes de várias partes do Brasil, inclusive do exterior;
a maioria são pertencentes à Geração Digital, pois suas idades e
comportamentos estão relacionados a esta geração; as motivações que os
levaram a acompanhar os canais literários estão mais ligados a se sentirem
informados sobre livros do que, a necessidade de interação com outros leitores;
os Booktubes funcionam como um meio de divulgar livros para seus inscritos.
Considerações finais: Este estudo teve como propósito analisar a possibilidade
da utilização do Booktube como um instrumento de Disseminação da Informação

�para a Geração Digital, uma vez que as mudanças comportamentais da
juventude na Sociedade da Informação e os avanços tecnológicos geram
demandas que interferem, diretamente, na atuação dos bibliotecários, existindo
a possibilidade de solucionar tais adversidades com adaptações de ferramentas
já disponíveis em outras áreas de atuação, no caso, o Booktube utilizado pelos
Booktubers. Buscou-se expor que a Geração Digital possui características
totalmente próprias para coletar e assimilar informação, assim, sendo necessário
que o bibliotecário, objetivando disseminar informação a este público, cuide de
sua capacitação profissional para se manter a par do que seus usuários utilizam
e se interessam e se atentem a analisar estratégias que atendam tais
especificidades. Com esta perspectiva e, após explanar sobre a origem e a
estrutura do Booktube, as autoras relacionaram tal instrumento que foi criado e
utilizado pelos leitores da Geração Digital, com as formas tradicionais de
Disseminação da Informação em bibliotecas e mostrou que esta plataforma tem
potencial para ser utilizada nos centros de informação para divulgar suas
coleções e serviços à essa geração. Com base no que foi apresentado, esperase que este trabalho tenha uma futura aplicação em centros de informação, para
efetivar a potencialidade deste instrumento, como um Disseminador da
Informação.
Referências:
ANDERSON, Chris. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de
nicho. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BARBALHO, Célia Regina Simoneti. Gestão Baseada nas Competência. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12,2002,
Recife. Anais Eletrônicos... Recife: SNBU, 2002. Disponível em:
&lt;https://goo.gl/uZ7kpK&gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
BARROS, Maria Helena. T. C. Disseminação da informação: entre a teoria e
a prática. Marília: [s.n.], 2003.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Da capacitação de recursos humanos à
gestão da qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico
prático para ambiente de serviço de referência e informação. 1995. Tese
(Doutorado) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo,
São Paulo, 1995.
CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. O conceito de informação.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 148207, jan./abr. 2007. Disponível em: &lt;https://goo.gl/zoJu7y&gt;. Acesso em: 26 set.
2016.
DIAS, Simone Lopes. A disseminação da informação mediada por novas
tecnologias e a educação do usuário na biblioteca universitária. 2005. 139
f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Curso de Pós-graduação
em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista, Marília. Disponível
em: &lt; https://goo.gl/Z5v5ug &gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
GIARDELLI, Gil. Como a geração milênio faz a diferença? Estudo global.
Exame.com, São Paulo, 7 jun. 2013. Disponível em: &lt; https://goo.gl/1TW7Mf&gt;.
Acesso em: 1 jun. 2016.
GUIMARÃES, José Augusto Chaves. Moderno Profissional da Informação:
elementos para sua formação no Brasil. Transinformação, Campinas, v. 9, n.
1, p.124-137, jan./abr. 1997. Disponível em: &lt;https://goo.gl/UdJgTV&gt;. Acesso
em: 26 set. 2016.
JANNUZZI, Celeste Aída Sirotheau Corrêa; MONTALLI, Katia Maria Lemos.
Informação tecnológica e para negócios no Brasil: introdução a uma discussão

�conceitual. Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 1, p. 28-36, jan./abr.
1999. Disponível em: &lt;https://goo.gl/Zjkqpy&gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
JEFFMAN, Tauana Mariana Weinberg. Literatura compartilhada: uma análise
da cultura participativa, consumo e conexões nos Booktubers. Revista
Brasileiro de História da Mídia (RBHM), São Paulo, v. 4, n. 2, jul./dez. 2015.
Disponível em: &lt;https://goo.gl/9A6Xyc&gt;. Acesso em: 7 nov. 2016.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
JORDÃO, Fabio. O que é spoiler? TECMundo. 2009. Disponível em:
&lt;https://goo.gl/exhhFU&gt;. Acesso em: 7 nov. 2016.
LANCASTER, Frederick Wilfrid. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília,
DF: Briquet de Lemos, 1996.
LARA, Marilda Lopes Ginez de; CONTI, Vivaldo Luiz. Disseminação da
informação e usuários. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 17, n. 3-4, p.
26-34, 2003. Disponível em: &lt;https://goo.gl/ND5skC&gt;. Acesso em: 26 set.
2016.
LIBRARIAN rhapsody: shoalhaven library staff. Shoalhaven Libraries, set.
2015. Disponível em: &lt; https://goo.gl/7zqcaC&gt;. Acesso em: 9 nov. 2016.
MACEDO, Neusa Dias de. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência
e informação. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São
Paulo, v. 23, n. 1-4, p. 9-37, jan./dez. 1990. Disponível em:
&lt;https://goo.gl/RBSSVy&gt;. Acesso em: 5 set. 2016.
MARCHIORI, Patricia Zeni. Que profissional queremos formar para o século
XXI: graduação. Informação &amp; Informação, [S.l.], v. 1, n. 1, p. 27-34, jul. 1996.
ISSN 1981-8920. Disponível em: &lt;https://goo.gl/4rJcVJ&gt;. Acesso em: 26 set.
2016.
PEDRÃO, Gabriela Bazan. Fala, bibliotecária: dicas para começar um canal. É
o último, juro! nov. 2016. Disponível em: &lt;https://goo.gl/QottYy&gt;. Acesso em:
15 nov. 2016.
PEDROSO, Roseli Venancio. Blog como instrumento de disseminação da
informação na biblioteca: Bibliotequices &amp; Afins, um exemplo. CRB-8 Digital,
São Paulo, v. 1, n. 3, p. 45-48, dez. 2008. Disponível em:
&lt;https://goo.gl/yYh3pG&gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
PRENSKY, Marc. Nativos digitais, imigrantes digitais. Tradução de Roberta de
Moraes Jesus de Souza. NBC University Press, Califórnia, v. 9, n. 5, out.
2001. Disponível em: &lt;https://goo.gl/D2DxK1&gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
SILVA, Renata Prado Alves. Booktube: Livros e leitura em Vlogs no Youtube.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 39., 2016,
São Paulo. Anais... São Paulo: INTERCOM, 2016. Disponível em:
&lt;https://goo.gl/pyL96B&gt;. Acesso em: 7 nov. 2016.
SILVA, Sueli Maria Goulart. Qualidade nas bibliotecas universitárias: a
influência dos objetivos. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 10, n. 1, p.
54-69, 2001. Disponível em: &lt;https://goo.gl/zwazyH&gt;. Acesso em: 26 set. 2016.
TAPSCOTT, Don. A hora da geração digital. Rio de Janeiro: Agir Negócios,
2010.
TELLES, André. Geração digital: como planejar o seu marketing para geração
que pesquisa no Google, se relaciona no Orkut, manda mensagens pelo
celular, opina em blogs, se comunica pelo MSN e assiste vídeos no YouTube.
São Paulo: Landscape, 2009. Disponível em: &lt;https://goo.gl/A1jeVM&gt;. Acesso
em: 1 jun. 2016.
TRINDADE, Debora. Booktubers: como o Youtube está revolucionando o
mercado literário. DiGAÍ, ago. 2015. Disponível em: &lt;https://goo.gl/4bu2pT&gt;.
Acesso em: 15 nov. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31808">
                <text>BOOKTUBE COMO INSTRUMENTO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO PARA A GERAÇÃO DIGITAL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31809">
                <text>Sthéfani Paiva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31810">
                <text>Adriana Maria Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31811">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31812">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31814">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31815">
                <text>Este estudo visa avaliar o Booktube, um tipo de canal de vídeos dentro da rede social online Youtube, com a temática voltada, principalmente, para o universo literário, como um instrumento de Disseminação da informação para membros pertencentes à Geração Digital. Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre os conceitos relacionados à Geração Digital, Disseminação da Informação e Booktube, contextualizando origens e características dos elementos básicos para a construção da pesquisa. Complementando o embasamento teórico, por meio do envio de dois questionários direcionados aos Booktubers e aos inscritos dos canais participantes do evento “Bate-Papo Literário”, foi possível analisar se ambos faziam parte da Geração Digital e seus pontos de vista sobre a utilização de tal ferramenta para disseminar informação. Os dados foram coletados e analisados, sugerindo que o instrumento Booktube pode ser utilizado nas bibliotecas como um instrumento eficaz para divulgar seus acervos e serviços, mais especificamente para os indivíduos pertencentes à Geração Digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66646">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2682" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1764">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2682/1796-1813-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9db14b806bd344424533b123c9991b3c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31807">
                    <text>BIBLIOTECA, ESTUDO, MÚSICA E CONCENTRAÇÃO: uma
combinação possível

Neuda Fernandes Dias (IFPI) - neudafernandesdias@ifpi.edu.br
FRANCISCA DAS CHAGAS VIANA (IFPI) - franciscavianathe@ifpi.edu.br
Resumo:
O “Projeto Música na Biblioteca” sob o título: Biblioteca, estudo, música e concentração: uma
combinação possível, surgiu como alternativa para diminuir a dispersão dos alunos nos
momentos de estudo e com a intenção de inserí-los em um contexto musical diferenciado,
apresentando-os à música clássica e instrumental. Percebeu-se que durante a execução das
músicas, a dispersão e as conversas diminuíram, eles pareciam mais relaxados e concentrados
na leitura. Tal comportamento não era o mesmo dos dias em que a música não se fazia
presente. O projeto passou a ser executado uma vez por semana em dias intercalados. A
pesquisa de cunho qualitativo e quantitativo apresenta como instrumento de coleta de dados
um questionário com 5 (cinco) perguntas, sendo 1 (uma) objetiva e 4 (quatro) subjetivas,
aplicado nos dias 11 e 12 de julho de 2017. A amostra populacional foi de 30% do total de 50
(cinquenta) alunos no turno da manhã e 30% do total de 50 (cinquenta) alunos no turno da
tarde, ou seja, foram distribuídos 30 questionários. A partir dos resultados coletados por meio
dos 25 (vinte e cinco) questionários respondidos, pode-se inferir que o projeto “Música na
biblioteca” tem alcançado seu objetivo que é o de contribuir no processo de concentração e
relaxamento no momento de estudo. Além de dinamizar o espaço da biblioteca, a frequência
dos usuários vem aumentando o que pode ser consequência também dessa ação (muitos têm
relatado que o ambiente da biblioteca é aconchegante e sempre perguntam em que dias as
músicas serão executadas).
Palavras-chave: Música na Biblioteca. Biblioteca - Músicas clássica e instrumental. Música e
concentração. Música e estudo.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
17 a 20 de outubro de 2017
“A música é o barulho que pensa”. (Victor Hugo)

INTRODUÇÃO
O espaço da biblioteca pode e deve ser expandido para além das estantes dos
livros, o mesmo também pode servir para relaxar e porque não dizer para ouvir
música? Sim, apesar do ambiente requerer um baixo nível de ruído não quer dizer que
a música seja proibida.
A música pode ser inserida em vários espaços como por exemplo no contexto
escolar no qual inclui-se a biblioteca. De acordo com Andrade (2012, p. 25) “A música
possui vários significados e representações no cotidiano das pessoas e se utilizada
de forma adequada pode ser um agente facilitador em diversos contextos que
envolvam o raciocínio e a aprendizagem”.
A ideia do Projeto Música na Biblioteca surgiu da bibliotecária Neuda
Fernandes Dias que costuma estudar ouvindo músicas clássicas e instrumental o que
a ajuda a manter o foco. Também foi pensado como alternativa para contribuir nos
processos de concentração e de aprendizagem dos alunos que frequentam a
biblioteca e que se apresentavam muito dispersos nos estudos, e por último para
inserí-los em um contexto musical diferenciado.
Além dos objetivos propostos o nosso embasamento recai em Pereira e Amaral
(2009)¹ ( apud ALVARENGA, 2014, p. 23) quando trazem o seguinte questionamento:
Se a biblioteca é um local onde se adquire conhecimento, por que não aguçar os
métodos de se adquirir esse conhecimento? Ainda ressaltam que o uso da música
“Auxilia na aprendizagem da matemática, desenvolve a concentração, habilidades
intelectuais, raciocínio lógico, etc”.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
O Projeto intitulado Biblioteca, Estudo, Música e Concentração: uma
________________________
¹ PEREIRA, Maria do Carmo Marcondes; AMARAL, Sérgio Tibiriçá. A música pela música: a lei 11.769/08 e a
educação
musical
no
Brasil.
Disponível
emhttp://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewFile/2455/1979. Acesso em: 15 set. 2014.

�combinação possível, iniciou-se em março de 2016, na Biblioteca do Instituto Federal
de Ciência e Tecnologia do Piauí – IFPI (Campus Paulistana), sem comunicação
prévia e com intuito de observar as reações dos usuários. Após um mês de teste a
bibliotecária Neuda Fernandes visitou as salas de aula, explicando o motivo do projeto
e buscando um feedback oral, o retorno foi positivo.
Como resposta vieram também comentários do tipo: “a biblioteca deveria ter
música todos os dias”, “tive uma surpresa agradável ao entrar e ouvir música na
biblioteca”, “o ambiente da biblioteca está muito agradável” ou perguntas como: posso
copiar a play list?
Os profissionais do setor também notaram uma mudança no comportamento
dos usuários nos dias em que a música se fazia presente, as conversas paralelas
diminuíram, eles pareciam mais relaxados e concentrados na leitura. O projeto passou
a ser executado uma vez por semana em dias intercalados.
A partir dessas percepções e recorrendo às teorias que ressaltam o poder da
música como estímulo diverso, compreendemos que o projeto em foco se faz
importante para o processo de concentração e aprendizagem dos usuários da
biblioteca. De acordo com Carneiro (2006)²; Parizzi (2009)³; citado por Téliz (2012, p.
38) “[..] além dos benefícios à saúde e bem estar humanos, a música facilita a
aprendizagem estimulando a memória e a motricidade”.
A pesquisa de cunho qualitativo e quantitativo apresenta como instrumento de
coleta de dados um questionário com 5 (cinco) perguntas, sendo 1 (uma) objetiva e 4
(quatro) subjetivas, aplicado nos dias 11 e 12 de julho de 2017. A amostra
populacional foi de 30% do total de 50 (cinquenta) alunos no turno da manhã e 30%
do total de 50 (cinquenta) alunos no turno da tarde, ou seja, foram distribuídos 30
questionários.
Os resultados vieram em respostas de 25 questionários, sendo que 5 não
retornaram para avaliação. Os usuários tiveram a opção de responder e entregar
_____________________
²CARNEIRO,

A.N. Desenvolvimento musical e sensório-motor da criança de zero a dois anos: relações
teóricas e implicações pedagógicas. 2006. 96f. Dissertação (Mestrado em Música) - Escola de Música,
Universidade Federal de Minas Gerais, 2006.

_____________________
³ PARIZZI, M.B. O desenvolvimento da percepção do tempo em crianças de dois a seis anos: um estudo a
partir do canto espontâneo. 2009. 226f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Faculdade de Medicina,
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.

�no momento ou levar para casa e devolver no dia seguinte. A análise das respostas
dadas às perguntas do questionário, estão abaixo tabuladas por meio de gráficos:
1 Perfil do usuário

SEXO
44
%

4%

CURSO

4%
20%

20%

36%

56
%

Masculino

IDADE
40%

Feminino

76%

15 anos

16 anos

Mineração

17 anos

18 anos

Informática

Agropecuária

2 Você tem o hábito de estudar ouvindo música? Se sim que tipo de música?
17

20
15

6

10

1

5

1

0
Sim

Não

Às vezes

Esporadicamente

OBS 1: Os 17(dezessete) candidatos que responderam SIM, relataram que ouvem os seguintes tipos de música:

RESPOSTAS SIM
3
3
2
1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1
0

OBS 2: Dos 6 (seis) que apontaram o NÃO como resposta, relataram que passaram a ter o hábito de estudar
ouvindo música com o Projeto Música na Biblioteca e que gostam muito, pois ajuda na concentração.

�3 Você tem dificuldades de se concentrar no momento de estudo, porquê?
Às vezes
4%

Não
28%

Sim
68%

Sim

Não

Às vezes

OBS 1: O principal motivo relatado para a baixa concentração dos usuários que responderam SIM e ÀS VEZES
foi o BARULHO (15 citaram esse motivo. Ex: conversas) (1 citou o SONO e 1 respondeu que músicas atrapalham).

4 Qual a sua percepção de estudo com música clássica e instrumental
proporcionado pelo “Projeto Música na Biblioteca”?
Música na Biblioteca

24%

Muito Bom,Ótimo e Bom
Chato

4%
72%

Bom ou Legal

OBS 1: Dos que responderam “muito bom, ótimo e bom”(72%) colocaram que o projeto tem surtido efeito e
apontaram a questão da concentração e do relaxamento como os principais fatores. Destacaram ser mais simples
e agradável estudar com música.
OBS 2: Os que responderam “bom ou legal” (24%) fizeram algumas ressalvas como: volume do som, não gosta
do estilo musical com o uso do piano e violino, disseram que alguns ritmos e melodias atrapalham, que acha o
projeto legal – porém o mesmo não o ajuda na concentração.

5 As músicas do projeto têm lhe ajudado a se concentrar no momento em que
se
encontra
estudando
na
biblioteca?
Estudando na Biblioteca
4%

8%

4%4%

4%

4%

72%

As músicas do projeto têm ajudado na concentração. Alivia a ansiedade e tensão.
Ajudam, mas acha o volume alto
Ajudam, mas tem dia que não gosta da música
Apreciam o projeto, mas que não gostam de alguns estilos musicais
Não gosta de estudar na biblioteca
Não ajuda, o desconcentra, pois não tem hábito de estudar com música

O projeto não ajuda, o atarpalha

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se inferir que o projeto “Música na biblioteca” tem alcançado seus
objetivos. Além dos já citados, menciona-se outros: a dinamização do espaço da
biblioteca e em contrapartida a frequência dos usuários vem aumentando o que pode
ser consequência também dessa ação.
De acordo com as respostas obtidas, constatamos que alguns ajustes são
necessários no projeto como: a adequação do volume do som, o trabalho com músicas
calmas e relaxantes em detrimento de outras um pouco mais intensas, a busca por
ritmos variados que se adequem a proposta instrumental.
Observações interessantes devem ser feitas a partir das respostas, no que se
refere a dificuldade de concentração a exemplo: as conversas paralelas têm
dificultado o estudo e quando há música na biblioteca os ânimos se acalmam. Essas
percepções, ao lado de outras, são enriquecedoras para o projeto e para a
concretização de um espaço mais saudável de estudo.
Palavras-chave: Música na Biblioteca. Biblioteca - Músicas clássica e instrumental.
Música e concentração.

REFERÊNCIAS
ALVARENGA, Daniele Ferreira. A música reforçando a biblioteca pública como
um centro cultural. Rio de Janeiro, 2014. Trabalho de conclusão de curso
(Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação). 62 f. 2014. Universidade
Federal do Rio de Janeiro.
ANDRADE, Annielly da Silva. A música como instrumento facilitador da
aprendizagem na educação infantil. Guarabira-PB, 2012. Trabalho de conclusão
de curso (Pedagogia). 27 f. 2012. Universidade Estadual da Paraíba.
TÉLIZ, Marco Andrée Morel. Educação musical e promoção da saúde: uma
proposta de leitura interdisciplinar. Belo Horizonte. 2012. Dissertação (Mestrado) Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais). 52 f. Belo Horizonte.
2012.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31799">
                <text>BIBLIOTECA, ESTUDO, MÚSICA E CONCENTRAÇÃO: UMA COMBINAÇÃO POSSÍVEL</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31800">
                <text>Neuda Fernandes Dias</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31801">
                <text>FRANCISCA DAS CHAGAS VIANA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31802">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31803">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31805">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31806">
                <text>O “Projeto Música na Biblioteca” sob o título: Biblioteca, estudo, música e concentração: uma combinação possível, surgiu como alternativa para diminuir a dispersão dos alunos nos momentos de estudo e com a intenção de inserí-los em um contexto musical diferenciado, apresentando-os à música clássica e instrumental. Percebeu-se que durante a execução das músicas, a dispersão e as conversas diminuíram, eles pareciam mais relaxados e concentrados na leitura. Tal comportamento não era o mesmo dos dias em que a música não se fazia presente. O projeto passou a ser executado uma vez por semana em dias intercalados. A pesquisa de cunho qualitativo e quantitativo apresenta como instrumento de coleta de dados um questionário com 5 (cinco) perguntas, sendo 1 (uma) objetiva e 4 (quatro) subjetivas, aplicado nos dias 11 e 12 de julho de 2017. A amostra populacional foi de 30% do total de 50 (cinquenta) alunos no turno da manhã e 30% do total de 50 (cinquenta) alunos no turno da tarde, ou seja, foram distribuídos 30 questionários. A partir dos resultados coletados por meio dos 25 (vinte e cinco) questionários respondidos, pode-se inferir que o projeto “Música na biblioteca” tem alcançado seu objetivo que é o de contribuir no processo de concentração e relaxamento no momento de estudo. Além de dinamizar o espaço da biblioteca, a frequência dos usuários vem aumentando o que pode ser consequência também dessa ação (muitos têm relatado que o ambiente da biblioteca é aconchegante e sempre perguntam em que dias as músicas serão executadas).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66645">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2681" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1763">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2681/1795-1812-1-PB.pdf</src>
        <authentication>08fb83fbbdd142b0fa1c6dfbd5820ebc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31798">
                    <text>Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer: ações
de divulgação em eventos científicos em saúde.

Jéssica Fernanda dos Santos Lima Ramos (INCA) - jessicafslr@yahoo.com.br
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA) - camila.ferreira@inca.gov.br
Kátia de Oliveira Simões (INCA) - katia.simoes@gmail.com
Resumo:
A BVS Prevenção e Controle de Câncer é fonte de informação científica em saúde com acesso
livre que disponibiliza materiais bibliográficos digitais. Visando promover e disseminar acesso
à informação técnica e científica sobre prevenção e controle de câncer, a BVS participa de
vários eventos científicos a fim de captar trabalhos e contribuir na disseminação de
informação atualizada e pertinente para profissionais, gestores, docentes e discentes em
saúde. As dinâmicas utilizadas para atrair o público para o estande são bem variadas e
envolvem ações que alternam entre a disponibilização de um painel para os participantes
fotografarem a si mesmos, sorteios de brindes, distribuição de produtos da BVS e propostas de
interação nas páginas da BVS no facebook e twitter.
Palavras-chave: Biblioteca Virtual em Saúde. Divulgação Científica em Saúde. Competência
Informacional.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução:
A Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer (BVS) é um
projeto coordenado em parceria entre o Centro Latino-Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e a Organização Pan-americana da Saúde
(OPAS), sob a liderança do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva
(INCA). A BVS é fonte de informação científica em saúde com acesso livre que
disponibiliza materiais bibliográficos digitais tais quais: livros, folhetos, folders, teses,
dissertações, artigos, palestras, pôsteres e publicações a respeito da legislação federal
em saúde. Além destes materiais bibliográficos, a BVS também proporciona acesso a
outras bases de dados como: Biblioteca Cochrane, ColecionaSUS, LILACS e
MEDLINE.
A BVS possibilita a convergência da literatura científica, favorecendo a difusão
do conhecimento técnico com uma abordagem multidisciplinar entre as áreas, o que
permite a reunião de boa parte dos materiais nacionais e internacionais produzidos sobre
a temática. Possui um comitê executivo que auxilia na promoção e incremento de suas
bases de dados, além de contar com uma equipe de trabalho com profissionais de
diversas áreas.
Durante o ano, a BVS participa de vários eventos científicos a fim de captar
trabalhos, como: palestras e pôsteres, apresentados durante os eventos. Os trabalhos
cedidos pelos autores são disponibilizados e divulgados nas bases de dados da BVS.

Relato de experiência:
Atualmente, devido aos avanços tecnológicos impulsionados pelo crescente
fluxo informacional, é essencial aos indivíduos a capacidade e o desejo de aprender
ao longo da vida, quem se nega a acompanhar os avanços e não busca aprender
continuamente, para no tempo, tornando-se incapaz de compreender a realidade que
lhe cerca (VITORINO; PIANTOLA, 2009, p. 131). As consequências da negação de
aprendizado ao longo da vida agravam-se no contexto profissional em saúde, pois
quando não há um aperfeiçoamento das práticas na área de saúde, os malefícios não
afetam somente ao profissional, mas repercutem na saúde do paciente que busca
tratamento.

�A fim de contribuir para o constante aprendizado de profissionais de saúde,
que por si só não conseguem acompanhar o crescente volume de informação em sua
área de atuação (LIMA, 1973, p. 141), a BVS atua em eventos acadêmicos, técnicos e
científicos em saúde, com o objetivo de levar informação atualizada e pertinente para
profissionais, gestores, docentes e discentes em saúde.
Seguindo a ideia de bibliotecas sem fronteiras, a BVS, nos eventos em que
participa, apresenta-se ao usuário de forma espontânea antecipando a sua necessidade
de informação, distribuindo gratuitamente, em formato impresso, materiais
disponíveis em sua página, como: folders e publicações sobre a temática câncer,
contribuindo para a popularização e a divulgação da BVS como fonte de informação
em saúde, ferramenta de atualização profissional entre os profissionais de saúde e,
também, para a promoção das publicações da temática câncer,
As ações de divulgação em estandes da BVS muito se aproximam do serviço
de referência prestado aos usuários em bibliotecas físicas, com um diferencial: o fato
de ir de encontro ao usuário. Como exemplo dessas ações, estão as estratégias de
busca especiais que são a combinação estratégica de termos livres e de vocabulário
controlado, para a busca de um tema específico em saúde.
Estabelecidas de acordo com o calendário do Ministério da Saúde, as
estratégias de busca especiais foram adotadas como ação de divulgação na página
web da BVS e nos eventos científicos que participa, desde o ano de 2016. A
divulgação das estratégias de busca especiais nos eventos científicos facilita a
pesquisa dos usuários e de pesquisadores em saúde, pois oferece um protocolo de
busca eficaz que poupa seu tempo na primeira etapa de busca.
Figura 1 – Divulgação da estratégia de busca especial: dia mundial sem tabaco.

Fonte: BVS Prevenção e Controle de Câncer, 2017.

�Outro benefício atribuído ao ambiente de divulgação da BVS é em relação ao
estudo de usuário. É frequente a aproximação de usuários que buscam sanar as suas
dúvidas e dificuldades relacionadas à informação em seu ambiente de trabalho.
Situações como essas exigem do profissional bibliotecário conhecimento além da
técnica. É preciso uma capacitação voltada para a temática do evento, como por
exemplo, em eventos onde o tema é tabagismo, profissionais responsáveis pelo
ambiente de divulgação devem estar a par de informações básicas sobre processos
que envolvem as unidades que auxiliam e encaminham para programas de cessamento
de uso de tabaco entre outras ações.
Figura 2 – Participação da BVS Prevenção e Controle de Câncer em eventos
científicos em saúde.

Fonte: Facebook BVS Prevenção e Controle de Câncer, 2017.

A BVS conta com estrutura própria composta por estandes e banners, de
acordo com a área temática do evento, para apresentação nos eventos em que
participa. A presença na BVS nos eventos pode ser solicitada diretamente na
Biblioteca Geraldo de Matos de Sá, localizada na Unidade Hospitalar I do INCA, por
telefone ou por solicitação via e-mail. Organizadores que tem interesse de levar a
BVS a seu evento devem entrar em contato para verificar a agenda e informar dados
sobre o evento, como por exemplo: tema, localidade, público-alvo e estimativa de

�público. Os dados informados são essenciais para o planejamento e para a seleção de
materiais que serão oferecidos no estande, assim como para a logística que envolve a
quantidade e tipo de itens disponibilizados.
As dinâmicas utilizadas para atrair o público até o estande são bem variadas e
envolvem ações que alternam entre a disponibilização de um painel para os
participantes fotografarem a si mesmos, sorteios de brindes, distribuição de produtos
da BVS como: bolsas, pen drives e cadernetas, além das propostas de interação nas
páginas da BVS no facebook e twitter. As propostas de interação no facebook e twitter
permitem a fidelização do usuário através das ferramentas “curtir” e “seguir”
disponibilizadas nestas redes sociais. Além de atrair mais seguidores para a BVS,
viabilizam o acompanhamento sobre as notícias mais recentes sobre a temática câncer
e sobre eventos científicos que a BVS participa.

Considerações Finais:
Visando promover e disseminar acesso à informação técnica e científica sobre
prevenção e controle de câncer, verifica-se que as ações da BVS em eventos técnicos
e científicos em saúde alcançam o objetivo almejado, ampliando a difusão de
informação técnica e científica ao sair de seu “quartel-general”, que é a biblioteca a
qual está localizada e indo até os usuários que anseiam por atualização profissional e
literatura pertinente. Os resultados positivos são notados durante e pós-eventos, pois
as solicitações de serviços aumentam, assim como o número de pessoas que se
interessam pela BVS nas redes sociais.
Ao relatar práticas executadas nos eventos científicos que participa, pretendese ampliar a discussão acerca de condutas e práticas de trabalho do profissional
bibliotecário em eventos científicos, propiciando um ambiente de troca de
experiências entre os profissionais, com o objetivo de prestar melhor atendimento aos
usuários, aproximando-se dos mesmos por meio do suporte oferecido quanto a
solução de suas necessidades informacionais.
Conclui-se que a interação com o público amplia a visão quanto à
possibilidade de atuação profissional para um campo não tão difundido: a presença de
bibliotecários em eventos científicos, que serve como mola propulsora no que diz
respeito à continuidade do fluxo informacional e, também, reforçando o caráter social

�da profissão, pois comprova o papel social do profissional como agente transformador
de ações em saúde, devido à assistência prestada ao corpo clínico ecoar na sociedade
em forma de melhor cuidado ao paciente enfermo.

Referências:
BIBLIOTECA VIRTUAL PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER. Pesquisa na
BVS. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: &lt;controlecancer.bvs.br&gt;. Acesso em: 13
jul. 2017.
FACEBOOK. Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer. [S.l],
2017. Disponível em: &lt;https://www.facebook.com/BVScontrolecancer/&gt;. Acesso em:
14 jul. 2017.
LIMA, Etelvina. Bibliotecas de hospitais. R. Esc. Bibliotecono. UFMG.
Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p. 141-159, set. 1973.
VITORINO, E. V.; PIANTOLA, D. Competência informacional – bases históricas e
conceituais: construindo significados. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 38, n. 3, set.-dez.
2009.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31789">
                <text>BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE PREVENÇÃO E CONTROLE DE CÂNCER: AÇÕES DE DIVULGAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS EM SAÚDE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31790">
                <text>Jéssica Fernanda dos Santos Lima Ramos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31791">
                <text>Camila Belo Tavares Ferreira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31792">
                <text>Kátia de Oliveira Simões</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31793">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31794">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31796">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31797">
                <text>A BVS Prevenção e Controle de Câncer é fonte de informação científica em saúde com acesso livre que disponibiliza materiais bibliográficos digitais. Visando promover e disseminar acesso à informação técnica e científica sobre prevenção e controle de câncer, a BVS participa de vários eventos científicos a fim de captar trabalhos e contribuir na disseminação de informação atualizada e pertinente para profissionais, gestores, docentes e discentes em saúde. As dinâmicas utilizadas para atrair o público para o estande são bem variadas e envolvem ações que alternam entre a disponibilização de um painel para os participantes fotografarem a si mesmos, sorteios de brindes, distribuição de produtos da BVS e propostas de interação nas páginas da BVS no facebook e twitter. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66644">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2680" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1762">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2680/1794-1811-1-PB.pdf</src>
        <authentication>a088e17ef4d93e319570748a4ca2ddd9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31788">
                    <text>BIBLIOTECA DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA
SENHORA DA ASSUNÇÃO: novos desafios a partir do estudo de
usuários

Marineide Assunção dos Santos (UFAL) - marineideass2013@gmail.com
Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade (UFAL e UFPB) - roberiabiblio@gmail.com
Resumo:
As bibliotecas sempre desenvolveram o papel de guardiãs do conhecimento. Ao longo dos
séculos o seu cenário foi sofrendo alterações em suas obras, no seu processamento técnico e
de gerenciamento e, sobretudo, com os seus usuários que passaram a ter as necessidades
informacionais alteradas a partir das mudanças ocorridas na sociedade. Nessa pesquisa,
destacamos as bibliotecas especializadas, tendo como recorte as bibliotecas religiosas,
estabelecendo uma ligação com a Biblioteca do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da
Assunção, que apresenta um riquíssimo acervo acumulado desde a sua fundação em 1930.
Assim, a pesquisa tem como objetivo investigar se o acervo da Biblioteca do Seminário atende
as necessidades de seus usuários. A metodologia da pesquisa é bibliográfica de natureza
descritiva, ancorada numa abordagem qualitativa. A amostra é constituída pelos usuários da
biblioteca e como instrumento de coleta de dados foi utilizado o questionário. A pesquisa
constatou que o acervo da biblioteca do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da
Assunção atende as necessidades dos usuários. A partir dos dados da pesquisa, constatou que
a biblioteca precisa realizar uma avaliação do seu acervo, ser melhor organizada e contratar
profissionais capacitados para torná-la funcional e atrativa aos seus usuários, suprindo suas
necessidades informacionais. Portanto, conclui que mesmo diante das necessidades de
tratamento informacional e pessoal a biblioteca do Seminário é um ambiente o qual acumula
riquíssimo acervo e que preserva o conhecimento registrado através das gerações.
Palavras-chave: Estudo de usuário. Bibliotecas religiosas.
Arquidiocesano Nossa Senhora da Assunção.

Biblioteca

do

Seminário

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

1 Introdução
As primeiras bibliotecas surgiram antes mesmo da existência dos livros.
Com o aumento das produções científicas e de registros elas passaram a ser
classificadas de acordo com o usuário para o qual ela é direcionada ou conforme
a sua especialização.
Hoje existem diversas tipologias de bibliotecas e todas surgiram a partir
de seus acervos, porém, independente de sua tipologia, as bibliotecas têm
objetivos em comum, atender as necessidades de informação de seu público. E
para alcançar esse objetivo se faz necessário um estudo de usuário. Ele serve
para identificar o usuário que a unidade irá servir, se suas necessidades
informacionais estão sendo atendidas; o porquê, como e para quais finalidades o
usuário busca a informação e também para avaliar os serviços oferecidos.
Estudar o usuário para identificar suas necessidades informacionais não
é uma atividade recente, estudos comprovam que esse interesse surgiu na
década de 40. De acordo com Figueiredo (1994, p. 7), o interesse pela temática
teve início em dois momentos, “na Conferência da Royal Society, em 1948”, que
teve como foco principal identificar como os cientistas realizavam suas buscas e
na “Conferência Internacional de Informação Científica, em Washington, em
1958”. Em ambas foram apresentados trabalhos que contribuíram para o
conhecimento e desenvolvimento de estudos sobre as necessidades dos
usuários.
Estas investigações, denominada assim por alguns teóricos, procuram
entender os motivos pelos quais os usuários utilizam as unidades de informação
(bibliotecas, museus, arquivos, centros de documentação) e quais são suas reais
necessidades. Assim, os estudos de usuários estão se tornando comum em
qualquer ambiente informacional que busca por uma excelência em seus
serviços.
Os usuários são peças fundamentais de toda biblioteca, independente de
sua tipologia, sem os quais não se justifica sua existência. Segundo Figueiredo
(1979, p. 11) “Toda biblioteca existe principalmente para servir às necessidades
de sua própria comunidade de usuários”. Dias e Pires (2004, p. 10),
concordando com a afirmativa apresentada por Figueiredo descrevem que, “o

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
estudo de usuários é uma investigação que objetiva identificar e caracterizar os
interesses, as necessidades e os hábitos de uso de informação de usuários reais e
ou potenciais de um sistema de informação”. Para melhor atender esses
usuários é preciso conhecê-los, saber dos seus interesses, para isso é tão
necessário o estudo de usuário.
Destarte, os estudos de usuários devem ser realizados em diferentes
contextos e são necessários em qualquer tipo de biblioteca. A partir de seus
resultados a biblioteca tem a possibilidade de mudar sua atitude de passividade,
oferecendo novos serviços e aperfeiçoando os que já existem, de acordo com os
interesses demonstrados por seus usuários, o que poderá torná-la mais
dinâmica e ativa. Ele pode ser realizado de forma individual ou em grupo,
conforme a tipologia da biblioteca.
Nesse sentido, questiona-se: como o acervo da biblioteca do
Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Assunção atende as
necessidades de seus usuários?
Assim, sabendo da importância dessa Instituição para a área a qual se
destina, e que o fator primordial de uma biblioteca é a satisfação das
necessidades informacionais de seus usuários, o presente estudo é uma
oportunidade para colocar em prática todo o estudo teórico do curso de
Biblioteconomia. Após a sua reestruturação, a biblioteca do Seminário será
mais uma unidade de informação a disposição não só dos alunos, Professores e
Seminaristas, mas de todos os usuários que situam naquela localidade e que se
identificam com essa temática.
Portanto, o objetivo principal dessa pesquisa é investigar se o acervo
atende as necessidades dos usuários da biblioteca do Seminário, e para isso
delineou-se os objetivos específicos, são eles: Traçar o perfil dos usuários da
biblioteca; Identificar quais as necessidades informacionais e as fontes que são
mais utilizadas; Averiguar se a coleção atende as necessidades dos usuários e
mapear como os usuários resolvem suas necessidades de leitura e pesquisa.
2 Método da pesquisa
A pesquisa adotada tem caráter bibliográfico e caracteriza-se como uma
pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
O Universo da pesquisa é a Biblioteca do Seminário Arquidiocesano
Nossa Senhora da Assunção, localizado em Maceió, AL, delimitou-se como
amostra os alunos/seminaristas dos cursos de Teologia e Filosofia, Padres e
Professores.
Os procedimentos de coleta de dados foram divididos em dois momentos:
no primeiro buscou informações bibliográficas sobre a biblioteca e segundo foi a
pesquisa de campo, no qual utiliza-se como instrumento o questionário que foi
estruturado em 17 questões e 3 variáveis: “O perfil dos usuários”, “sobre o uso
da Biblioteca” e “necessidades e busca de informação dos usuários”. A análise
dos dados se deu por categorias.
3 Resultados e Discussão
Para alcançar o objetivo e a missão de qualquer biblioteca, esta deve
atender seus usuários da melhor forma possível e para isso é necessária a
realização de um estudo de usuário. Com este estudo, passamos a conhecer os
usuários da Biblioteca, suas necessidades e opiniões.
Os usuários são os estudantes de graduação, ou seja, os seminaristas e
professores do seminário. Através do questionário foi possível observar e
constatar que 60% dos alunos/seminaristas frequentam a Biblioteca, porém, os
que o fazem, sabem da importância de tê-la ali. De acordo com os respondentes
a pouca frequência se dá pelo fato da mesma está passando por uma fase de
reestruturação e que muitos livros ainda não estão organizados de maneira
adequada.
Os dados da pesquisa pontuam que os usuários sentem a necessidade de
um profissional Bibliotecário para melhor organizar a Biblioteca, pois a mesma
ainda está no paradigma do excesso, e Biblioteca abarrotada de livros não
significa que tem tudo que o usuário necessita às vezes é o contrário, tem obras
que nunca nem sequer foram consultadas por não fazerem parte do perfil da
Biblioteca e dos interesses de seus usuários.
A pesquisa constatou que (65,7%) buscam na internet, não destacaram
qual fonte especificamente; (45,7%) realizam suas buscas no acervo pessoal;
(5,7%) nos periódicos eletrônicos; respectivamente (8,6%) escolheram a opção
“outra” e declararam que pede emprestado e especificou que compra o material
quando não encontra na biblioteca.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Para (48,6%) o acervo é considera bom; (42,9%) consideram ótimo; e
(8,5%) declaram que o acervo é ruim. Percebemos pelos dados apresentados,
que o acervo é bem qualificado pelos usuários.
4 Considerações Finais
Pelos dados apresentados na pesquisa, a Biblioteca do Seminário
Arquidiocesano Nossa Senhora da Assunção atende as necessidades de seus
usuários, porém precisa ser organizada através da utilização de técnicas da
Biblioteconomia e contratar profissionais capacitados para torná-la funcional e
atrativa aos seus usuários, suprindo assim as suas necessidades informacionais.
De acordo com Araújo (2008, p. 4), os estudos de usuários têm como
foco principal “o levantamento de dados, como uma espécie de diagnóstico, para
o aperfeiçoamento ou a adequação dos produtos e serviços bibliotecários”. E
este estudo pode ser realizado diariamente, conforme a demanda do usuário
pelos serviços oferecidos. É um canal de comunicação entre o usuário e a
biblioteca que deve ser utilizado continuamente.
Destaca-se que a satisfação dos usuários é demonstrada de acordo com
a procura pela Biblioteca. O grande desafio da Biblioteca do Seminário é atrair
seus usuários e isso só será possível quando ela deixar de ser apenas um local de
guarda de livros e passar a cumprir a missão de uma biblioteca que é atender as
necessidades de seus usuários, promovendo a preservação e a disseminação da
informação.
Portanto, conclui-se que mesmo diante das necessidades de tratamento
informacional e pessoal a biblioteca do Seminário é um ambiente o qual
acumula riquíssimo acervo e que preserva o conhecimento registrado através
das gerações.
Referências
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Estudos de usuários: pluralidade teórica,
diversidade de objetos. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB, 9., 2008, São Paulo. Anais... São
Paulo: ANCIB, 2008. Disponível em:
&lt;http://bogliolo.eci.ufmg.br/downloads/ARAUJO%20Enancib%202008.pdf&gt;.
Acesso em: 12 set. 2016.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
DIAS, Maria Matilde Kronka; PIRES, Daniela. Usos e usuários da
informação. São
Carlos: EdUFScar, 2004. Disponível em:
&lt;https://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/12/usos-e-usuc3a1rios-dainformac3a7c3a3o.pdf&gt;. Acesso em: 15 ago. 2016.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Avaliação de coleções e estudos de
usuários. Brasília, DF: Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal,
1979a.
______. Estudos de uso e usuários da informação. Brasília, DF: IBICT,
1994.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31780">
                <text>BIBLIOTECA DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO  NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO:  NOVOS DESAFIOS A PARTIR DO ESTUDO DE USUÁRIOS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31781">
                <text>Marineide Assunção dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31782">
                <text>Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31783">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31784">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31786">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31787">
                <text>As bibliotecas sempre desenvolveram o papel de guardiãs do conhecimento. Ao longo dos séculos o seu cenário foi sofrendo alterações em suas obras, no seu processamento técnico e de gerenciamento e, sobretudo, com os seus usuários que passaram a ter as necessidades informacionais alteradas a partir das mudanças ocorridas na sociedade. Nessa pesquisa, destacamos as bibliotecas especializadas, tendo como recorte as bibliotecas religiosas, estabelecendo uma ligação com a Biblioteca do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Assunção, que apresenta um riquíssimo acervo acumulado desde a sua fundação em 1930. Assim, a pesquisa tem como objetivo investigar se o acervo da Biblioteca do Seminário atende as necessidades de seus usuários. A metodologia da pesquisa é bibliográfica de natureza descritiva, ancorada numa abordagem qualitativa. A amostra é constituída pelos usuários da biblioteca e como instrumento de coleta de dados foi utilizado o questionário. A pesquisa constatou que o acervo da biblioteca do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Assunção atende as  necessidades dos usuários. A partir dos dados da pesquisa, constatou que a biblioteca precisa realizar uma avaliação do seu acervo, ser melhor organizada e contratar profissionais capacitados para torná-la funcional e atrativa aos seus usuários, suprindo suas necessidades informacionais. Portanto, conclui que mesmo diante das necessidades de tratamento informacional e pessoal a biblioteca do Seminário é um ambiente o qual acumula riquíssimo acervo e que preserva o conhecimento registrado através das gerações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66643">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2679" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1761">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2679/1793-1810-1-PB.pdf</src>
        <authentication>9e8209fe8c0d68dbd04f2ac15a821b41</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31779">
                    <text>Biblioteca do Museu Nacional: casos de sucesso, desafios e
perspectivas futuras na Seção de Desenvolvimento de Coleções

Leonardo Soares dos Santos de Santana (MN/UFRJ) - leosoares@mn.ufrj.br
Mariana Acorse Lins de Andrade (Unirio) - mariacorse@hotmail.com
Soraia Santana Capello (UFRJ) - sorasantana@gmail.com
Leandra Pereira de Oliveira (UFRJ) - biblioteca@mn.ufrj.br
monique rodrigues dos santos (Rio de janeiro) - moniquesantos86@hotmail.com
Resumo:
Apresenta um breve relato de experiência sobre o Intercâmbio realizado na Biblioteca do
Museu Nacional. Apresenta resumidamente o histórico da biblioteca e como seu acervo é
constituído. Aborda as formas de aquisição, com ênfase em permuta ou intercâmbio. Relata o
histórico da atividade de permuta da biblioteca. Mostra como a biblioteca superou as
dificuldades para manter a atividade de permuta e sua iniciativa de realizar a automação para
facilitar as atividades. Conclui apresentando suas perspectivas futuras para a Seção de
Desenvolvimento de Coleções.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Coleções.
Biblioteca do Museu Nacional.

Permuta.

Programa

de

intercâmbio.

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1946 e
parte integrante da estrutura acadêmica desta, é considerado a mais antiga instituição
científica do país e é um dos maiores museus sobre História natural e antropológica da
América Latina. A Biblioteca do Museu Nacional (BMN) é especializada em Ciências
Naturais e Antropológicas, seu acervo é composto por CDs, DVDs, E-books, folhetos, livros,
materiais iconográficos e cartográficos, obras raras, periódicos, teses e dissertações. A criação
da biblioteca foi oficializada no decreto de 11 de julho de 1863, assinado pelo ministro do
império Manoel de Araújo Lima, Marquês de Olinda. Originalmente seu acervo se iniciou
pela doação de coleções especiais e doações de pesquisadores e diretores do Museu Nacional,
além do intercâmbio da revista Arquivos do Museu Nacional, mantido até hoje com outras
instituições brasileiras e estrangeiras.
A aquisição de materiais pode ser feita por compra, permuta ou doação. Na BMN a
forma de aquisição mais utilizada é a permuta, também chamada de intercâmbio. Permuta é a
troca de publicações entre entidades, na forma de intercâmbio. Algumas vantagens desta
forma de aquisição são a economia da verba e a possiblidade de conseguir adquirir materiais
que não estejam disponíveis para compra; nesses casos, um programa de intercâmbio de
publicações é bastante útil (ANDRADE; VERGUEIRO, 1996).
Andrade e Vergueiro (1996) definem programa de permuta como um acordo
preestabelecido entre duas instituições, com o compromisso mútuo de fornecimento de
publicações das próprias entidades, de obras duplicadas ou retiradas do acervo ou de obras
recebidas em doação, mas sem interesse para incorporação ao acervo.

Relato de experiência
A atividade de permuta da Biblioteca do Museu Nacional iniciou-se em 1876, exatamente
no ano em que o primeiro periódico científico dedicado exclusivamente às Ciências Naturais,
Arquivos do Museu Nacional, foi publicado. Inclusive, há relatos de que a criação dessa
publicação periódica foi estrategicamente intencional para se iniciar a atividade de permuta na
BMN, resultando-se assim no pleno desenvolvimento da coleção com produtos
intercambiados de qualidade.
Enviava-se grande número de exemplares do periódico Arquivos do Museu Nacional para
instituições da mesma área do conhecimento, museus e bibliotecas que, em parceria,
enviavam em troca muitos periódicos que auxiliaram no enriquecimento do acervo da
Biblioteca do Museu Nacional. Em 1878, Ladislau Neto, diretor do Museu Nacional na época,

�organizou um serviço gráfico anexo ao museu com o intuito de facilitar e minimizar os custos
da impressão da publicação, visando atingir em grande escala geográfica a divulgação desse
periódico e a captação de instituições científicas para a realização de permuta.
As publicações do Museu Nacional constituem matéria-prima para a realização de
acordos de permuta com instituições científicas nacionais e estrangeiras, que contribuem
sobremaneira para o desenvolvimento do acervo da Biblioteca com custos bastante reduzidos.
Além dos Arquivos do Museu Nacional, a biblioteca envia como permuta mais 8 principais
publicações para 457 instituições São elas: Publicações Avulsas, Boletins (Série Antropologia,
Botânica, Geologia e Zoologia), Série Livros, Documentos de Trabalho e Relatórios do
Museu Nacional. O quadro 1 a seguir mostra o quantitativo de instituições que recebem as
publicações do Museu Nacional.
Quadro 1 - Instituições que recebem publicações do Museu nacional
N. total
de

ARQ.

PUB.

ANTR.

BOT.

GEOL.

ZOOL.

SÉRIE
LIVROS

DOC.
TRAB.

REL.

AVULSAS

Instituiçõe
s

BRASIL

137

115

83

58

84

51

86

52

44

55

ÁFRICA

12

12

10

6

7

7

10

10

6

6

AMÉRICAS

115

115

91

55

78

58

92

48

34

39

ÁSIA

28

28

19

3

16

6

21

7

2

3

EUROPA

155

148

122

61

99

70

115

43

34

42

OCEANIA

10

10

9

4

6

5

9

10

2

5

TOTAL

457

428

334

187

290

197

333

170

122

150

Fonte: Relatório interno do Setor de Permuta, 2017.

A Biblioteca do Museu Nacional, ao longo dos anos, tem mantido grandes parcerias com
institutos, museus e universidades renomados no Brasil e instituições no exterior como, por
exemplo, as bibliotecas de botânica da Harvard University e do Smithsonian Institution, nos
Estados Unidos, e com o Senckenberg Research Institute and Natural History Museum, na
Alemanha. No total, são 457 instituições parceiras em 45 países, incluindo o Brasil. Recebe
554 títulos como permuta, conforme quadro a seguir.

�Quadro 2 – Quantidade de títulos na permuta
No de INSTITUIÇÕES
que mantém Permuta
com o Museu Nacional

No de TÍTULOS que o
Museu Nacional recebe
como Permuta

No de PAÍSES que
mantém Permuta com o
Museu Nacional

BRASIL (20
ESTADOS)

137

122

1

ÁFRICA

12

13

1

AMÉRICAS

115

153

13

ÁSIA

28

38

6

EUROPA

155

214

22

OCEANIA

10

14

2

TOTAL
457
554
Fonte: Relatório interno do Setor de Permuta, 2017.

45

Recentemente, a Seção de Desenvolvimento de Coleções, antigo Setor de Permuta,
passou a ter ajuda de um programa de automação que auxilia as atividades relacionadas à
aquisição. O Ladislau, nome atribuído em homenagem ao ex-diretor do Museu, é uma
aplicação web que foi desenvolvida pelos bibliotecários da seção em parceria com o Setor de
Informática da Instituição para gerenciar as atividades de permuta e doações da Biblioteca. É
utilizada para controlar o envio e o recebimento de publicações seriadas pelas instituições
parceiras. Além de o sistema manter o cadastro atualizado de editoras nacionais e estrangeiras
que participam do sistema de intercâmbio da BMN, ele permite que o operador insira a data
mais recente de chegada do documento, mantendo um cadastro ativo de instituições,
otimizando o envio das publicações produzidas pelo Museu Nacional às outras instituições. O
sistema permite gerar relatórios que informam a relação de editoras parceiras e as revistas
recebidas pela BMN, separadas pela localização geográfica desses editores. O sistema
possibilitou, também, um melhor monitoramento de entrada e saída de publicações,
agilizando o processo de recuperação da informação. O Ladislau pode ser acessado
remotamente de qualquer lugar com acesso à internet, por um navegador, dispensando sua
instalação.
Ao longo dos anos, manter o acordo de permuta com as instituições tem sido uma tarefa
árdua. O principal problema enfrentado é no envio das publicações, sobretudo as
internacionais. O Museu Nacional tem operado com verbas reduzidas destinadas aos serviços
de postagem pelos Correios. Isso acaba acarretando na demora no envio de publicações da

�Entidade para as outras instituições. A Biblioteca procura entrar em contato com elas por
e-mail, reduzindo a chance de perder as parcerias.
A Biblioteca do Museu Nacional, visando cumprir o compromisso da Instituição em
preservar o valioso patrimônio científico e cultural sob sua guarda, e afim de possibilitar
acesso rápido às suas publicações, tem a intenção de digitalizar sua produção interna e
disseminá-la às instituições parceiras no acordo de intercâmbio. A digitalização das
publicações do Museu teve início entre os anos 2004 e 2010, com a revista Arquivos do
Museu Nacional, através do projeto "Implantação do laboratório de digitalização, edição e
disponibilização em meio eletrônico de In-Fólios e Obras Raras do Museu Nacional/UFRJ",
financiado pela FINEP, com apoio da Fundação José Bonifácio. As publicações estão
disponíveis na página de obras raras da BMN. As informações sobre as obras são
apresentadas na forma de metadados utilizando o padrão Dublin Core. A ideia da Biblioteca é
continuar com essa proposta e disponibilizar o acesso online a os outros documentos,
chancelados pelo Museu Nacional, aos usuários internos e externos.

Considerações finais
Apesar das adversidades enfrentadas para a manutenção das atividades de permuta da
BMN, como a falta de verba para os Correios e os problemas com os meios de comunicação,
a Seção de Desenvolvimento de Coleções da BMN continua buscando novas formas de
trabalho para superar estes desafios, como exemplo a automação das atividades através da
aplicação web – Ladislau.
Destacam-se como perspectivas futuras a necessidade de um novo levantamento, a fim de
atualizar os dados fazendo link com os já disponíveis no sistema da biblioteca, bem como dar
continuidade ao projeto de digitalização das publicações do Museu Nacional e assim fazer
permuta com os documentos digitais, gerando economia de recursos, como gastos com papel e
com os Correios, e garantindo agilidade no intercâmbio de publicações.

Referências
AGOSTINHO, M. A revista Arquivos e a Biblioteca do museu Nacional: espações de
circulação e conservação das ciências naturais no Brasil Imperial. Acervo, Rio de Janeiro, v.
26, n. 1, jan./jun., p. 81-92, 2013. Disponível em:
&lt;http://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/492/491&gt;. Acesso
em: 11 jul. 2017.
ANDRADE, D.; VERGUEIRO, W. Permuta. In: ______. Aquisição de materiais de
informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1996. p. 55-67.

�CUNHA, D. F. F. A Biblioteca do Museu Nacional do Rio de Janeiro: 1863-1963. Rio de
Janeiro: Museu Nacional, 1966. Série Livros III.
RANGEL, M. Os periódicos científicos e os museus de história natural no Brasil do século
XIX. In: ENANCIB, 10, 2009, Anais... João Pessoa: ANCIB, 2009. Disponível em:
&lt;http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xenancib/paper/viewFile/3309/2435&gt;. Acesso em:
11 jul. 2017.
MUSEU NACIONAL (Brasil). Relatório interno de atividades do Setor de Permuta da
Biblioteca do Museu Nacional, 2016. Rio de Janeiro, 2017.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31768">
                <text>BIBLIOTECA DO MUSEU NACIONAL: CASOS DE SUCESSO, DESAFIOS E PERSPECTIVAS FUTURAS NA SEÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31769">
                <text>Leonardo Soares dos Santos de Santana</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31770">
                <text>Mariana Acorse Lins de Andrade</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31771">
                <text>Soraia Santana Capello</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31772">
                <text>Leandra Pereira de Oliveira</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31773">
                <text>monique rodrigues dos santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31774">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31775">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31777">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31778">
                <text>Apresenta um breve relato de experiência sobre o Intercâmbio realizado na Biblioteca do Museu Nacional. Apresenta resumidamente o histórico da biblioteca e como seu acervo é constituído. Aborda as formas de aquisição, com ênfase em permuta ou intercâmbio. Relata o histórico da atividade de permuta da biblioteca. Mostra como a biblioteca superou as dificuldades para manter a atividade de permuta e sua iniciativa de realizar a automação para facilitar as atividades. Conclui apresentando suas perspectivas futuras para a Seção de Desenvolvimento de Coleções.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66642">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2678" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1760">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2678/1792-1809-1-PB.pdf</src>
        <authentication>30422d22ab9a9eebbbcd5cf804dd3fbf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31767">
                    <text>Biblioteca Central da USP - Campus de Ribeirão Preto: estudo do
uso de base de dados por alunos de graduação e pós-graduação

Paulo Rogério Gonçalves Dantas (USP) - paulo.rogerio.dantas@usp.br
Claudio Marcondes Castro Filho (USP) - claudiomarcondes@ffclrp.usp.br
Resumo:
A pesquisa buscou identificar e compreender o uso das bases de dados por alunos de
graduação e de pós-graduação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto,
para tanto foi definido um público alvo o que possibilitou posterior análise do perfil desse
público, identificação da utilização e do conhecimento que possuíam acerca das bases de
dados oferecidas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi-USP). Os dados foram
levantados por meio de um questionário aplicado aos alunos de três cursos de graduação e de
seus respectivos programas de pós-graduação. Concluiu-se que essas bases são bem
conceituadas pela comunidade científica mundial, mas de acordo com questionários aplicados
e de entrevista com os bibliotecários que atuam nos serviços de referência da Biblioteca
Central do Campus USP de Ribeirão Preto e da observação direta, constatou-se que essas
fontes de informação poderiam ser melhor utilizada pelos alunos dessa faculdade e que a
biblioteca precisa divulgar com mais qualidade os serviços de treinamento e uso de base de
dados.
Palavras-chave: Necessidade de Informação; Estudo de usuário; Biblioteca Universitária;
Base de Dados; Gestão de Bibliotecas
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Resumo expandido
Introdução: O registro de informações sobre ensino aprendizado e pesquisas
cientifica em formato digital e/ou virtual exigi das unidades de informação, em
especial das bibliotecas universitárias, um olhar atento às novas Tecnologias de
Informação

e

Comunicação

(TICs)

buscando

melhor

compreender

as

necessidades dos usuários e para não destinar seus limitados recursos financeiros
com recursos materiais e humanos que não serão utilizados.
No campo da Biblioteconomia observa-se recentemente, muitas discussões e
trabalhos acerca do papel que as bibliotecas universitárias realizam na formação
dos cidadãos, no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e na
provisão de conhecimentos técnicos e científicos para o aprimoramento da
comunidade acadêmica e universitária.
Nesse sentindo, o objetivo geral do trabalho foi o de analisar o uso das bases
de dados por alunos de graduação e pós-graduação no momento atual do ensino
superior, destacando a necessidade de uma modificação na política de formação e
desenvolvimento de coleções que vise maior eficiência e eficácia na utilização de
bases de dados por usuários descritos como público alvo.
O objeto de pesquisa são as bases de dados da Biblioteca Central utilizadas
por alunos da graduação e pós-graduação (das áreas da Educação, Ciências
Biológicas e Psicologia) da USP Campus de Ribeirão Preto. O público alvo são os
alunos graduação dos cursos de: Ciências Biológicas, Licenciatura em Pedagogia
e Bacharelado em Psicologia e os alunos dos programas de pós-graduação em:
Biologia Comparada, Educação e Psicologia. Justificativa: Foram selecionados da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto as áreas da
Educação, Ciências Biológicas e Psicologia, por possuírem tanto os cursos de
graduação, quanto de pós-graduação, possibilitando assim a comparação dos
usos entre esses níveis acadêmicos.
Método da pesquisa: Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva –
exploratória. Descritiva, pois tem o objetivo de descrever e identificar as
características de uso das bases de dados da BCRP pelos usuários e exploratória

�porque inexiste outro estudo que tenha por objetivo estudar o perfil dos usuários
dessa Unidade de Informação.
Para coletar os dados da pesquisa, foi utilizado um questionário de
pesquisa online com 14 perguntas das quais 6 são abertas e 7 são de múltipla
escolha, uma poderia ser marcada mais de uma opção. Foi informado que para o
melhor resultado da pesquisa, todas as perguntas deveriam ser respondidas.
Assim sendo, a pesquisa via Web teria algumas vantagens descritas por Souza
(2000): “diante do computador, as pessoas não se sentem inibidas e tendem a ser
mais verdadeiras. A receptividade aumenta pelo fato do entrevistado responder às
perguntas no local e no momento de sua preferência”.
O pré-teste foi realizado no mês de maio de 2016, os questionários foram
enviados por e-mail a cerca de 1% da amostra. Os questionários do pré-teste
foram enviados por um e-mail elaborado exclusivamente para essa pesquisa, por
conta das facilidades que ele oferece e para garantir a autenticidade da pesquisa.
Elaborou-se uma apresentação mais detalhada sobre a pesquisa, inserida antes
no questionário.
Para coletar informações que validassem as respostas dos entrevistados,
foi realizado no mês de julho de 2016, uma entrevista de 4 perguntas a dois
profissionais que atuam no serviço de referência da Biblioteca Central do Campus
Ribeirão Preto – USP, buscando compreender alguns resultados obtidos através
do questionário submetido aos alunos.
Resultados e Discussão: Segundo Lancaster apud Bettiol (1990) o nível

educacional da população a qual a biblioteca presta seus serviços influencia
diretamente suas necessidades de informação. Houve maior participação dos
alunos de graduação, representando 78.9% dos 38 respondentes.
.Analisando a amostra, percebe-se na figura a seguir (figura1) uma maior
participação dos alunos da Psicologia (Pós-Graduação) entre os respondentes do
questionário, representando 47,4% dos entrevistados, seguida dos alunos da
Educação e da Pedagogia, pois ambos tiveram 15,8% dos respondentes. Os
cursos Psicologia (Graduação) e Biologia Comparada (Pós-graduação) também

�tiveram o mesmo percentual, ambos tiveram uma representatividade de 10,5 % do
total de participantes. Apenas o curso de Ciências Biológicas não teve nenhum
participante.
Figura 1 - Resultados sobre Curso da FFCLRP

Fonte. Elaborado pelos autores

Ao ser questionado se sabiam buscar informações em alguma base de
dados, dois alunos (5,3%) responderam que não sabiam buscar informação em
nenhuma base. Outros dois alunos disseram que “não sabem muito”. Um aluno
(2,6%) disse que “Acha que sim”. Os demais alunos responderam que sabem
buscar, alguns inclusive citaram que sabem buscar em bases como: PsycNET,
Scielo, PsycInfo, Web of Science, Embase, MedLine, Cochrane, Scopus, BVS,
Lilacs, Medline, Bireme Ebsco, PubMed, Cinahl. Três (7,9%) alunos que disseram
que sabem usar uma base de dados, disseram que utilizam o Dedalus (Banco de
Dados Bibliográficos da USP).
A segunda pergunta do questionário identificou que 30 alunos (78,9%) já
utilizou pelo menos alguma base de dados do SIBi-USP. Seis alunos (15,8 %)
disseram que nunca utilizaram as bases do SIBi-USP. Dois (5,3%) alunos (cursam
Pedagogia) assinalaram que não aprenderam a usar as bases do SIBi-USP.
Figura 2 - Uso de Bases do SIBi-USP

�Fonte. Elaborada pelos autores

Ao ser perguntado sobre qual a importância de se saber buscar
informações em bases de dados, os alunos elencaram diversas opiniões listadas
na tabela 1.

Tabela 1 - Importância do uso de bases de dados

Fonte. Elaborada pelos autores

Analisando as respostas das profissionais do serviço de referência,
constatou-se que nos últimos 6 meses não houve procura dos serviços de
referência (formulação de estratégias de busca e uso de bases de dados) pelos
alunos do curso de Ciências Biológicas e nem dos alunos dos programas de pósgraduação em Educação e Biologia Comparada. Dialogando com esses dados
temos a opinião de um participante presente na (tabela 4), que diz ter cursado
Ciências Biológicas e que sentiu falta de ter tido instruções no que diz respeito ao
uso das bases de dados e que só aprendeu no terceiro ano de faculdade com
colegas de laboratório.
Segundo as profissionais algumas bases de dados como a PsycINFO,
Scopus, Web of Science são as mais procuradas e utilizadas para ajudar alunos
que buscam ajuda para realização de suas pesquisas. Para as funcionárias os

�alunos que mais procuram auxílio na sala de pesquisa, são alunos dos cursos de
medicina e da psicologia. Isso indica a maior participação desses alunos nos
resultados apresentados na figura 4. Por fim, perguntou-se as bibliotecárias se
elas notavam diferenças entre o modo como os alunos de graduação e os de pósgraduação utilizavam as bases. Para elas, não há diferenças que caracterizam
especificamente os de graduação e os de pós-graduação, pois há alunos de
graduação que utilizam as bases de modo mais eficiente do que os da pósgraduação e vice-versa.
Considerações Finais: Na Biblioteca Central da Universidade de São Paulo
(USP), do Campus de Ribeirão Preto, o serviço de referência disponibiliza aos
seus usuários orientações e acesso às bases de dados assinadas pelo Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP). Essas bases
são bem conceituadas pela comunidade científica mundial, mas de acordo com
questionários aplicados e da observação direta constatou-se que essas fontes de
informação não são bem aproveitadas pelos alunos de graduação e pósgraduação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) e que a
biblioteca precisa adotar novas práticas para que os usuários usufruam desses
recursos de modo que a Universidade de São Paulo não destine recursos
financeiros a fontes informacionais pouco utilizadas por sua comunidade.

Referências:
BETTIOL, Eugênia Maranhão. Necessidades de informação: uma revisão. Revista de
Biblioteconomia, Brasília, v. 18, n. 1, jan./jun. 1990, p. 59-69.

SOUZA, Ana Paula. Diga-me via Internet: site oferece pesquisas de campo online. Meio &amp;
Mensagem, São Paulo, v. 22, n. 920, p. 36, ago. 2000.

Agências financiadora
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31759">
                <text>BIBLIOTECA CENTRAL DA USP - CAMPUS DE RIBEIRÃO PRETO: ESTUDO DO USO DE BASE DE DADOS POR ALUNOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31760">
                <text>Paulo Rogério Gonçalves Dantas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31761">
                <text>Claudio Marcondes Castro Filho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31762">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31763">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31765">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31766">
                <text>A pesquisa buscou identificar e compreender o uso das bases de dados por alunos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, para tanto foi definido um público alvo  o que possibilitou posterior análise do perfil desse público, identificação da utilização e do conhecimento que possuíam acerca das bases de dados oferecidas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi-USP). Os dados foram levantados por meio de um questionário aplicado aos alunos de três cursos de graduação e de seus respectivos programas de pós-graduação. Concluiu-se que essas bases são bem conceituadas pela comunidade científica mundial, mas de acordo com questionários aplicados e de entrevista com os bibliotecários que atuam nos serviços de referência da Biblioteca Central do Campus USP de Ribeirão Preto e da observação direta, constatou-se que essas fontes de informação poderiam ser melhor utilizada pelos alunos dessa faculdade e que a biblioteca precisa divulgar com mais qualidade os serviços de treinamento e uso de base de dados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66641">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2677" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1759">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2677/1791-1808-1-PB.pdf</src>
        <authentication>b1a588ec34212eccdabd9a5a0fece8d6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31758">
                    <text>AÇÃO DAS BIBLIOTECAS PARA O APOIO A EDUCAÇÃO A
Lídia Brandao Toutain (cfb) - lidiabrandaotoutain@gmail.com
Aldinar MARTINS BOTTENTUIT (UFMA) - aldinarmb@gmail.com
Angélica Conceição Dias Miranda (FURG) - angelicacdm@gmail.com
Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda (UNIRIO/CFB) - mlmiranda@unirio.br
Resumo:
Educação a distancia é a modalidade educacional na qual alunos e professores estão
separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação. Essa modalidade é regulada por uma legislação
específica e pode ser implantada na educação básica (educação de jovens e adultos, educação
profissional técnica de nível médio) e na educação superior. Nesta perspectiva
é
imprescindível uma reflexão sobre os papéis da biblioteca e dos bibliotecários na unidade de
ensino, como base para a definição de uma política geral, a partir da qual sejam
implementadas e hierarquizadas novas práticas de gestão pois, a biblioteca como equipamento
cultural no âmbito da comunidade universitária, é responsável pela mediação do
conhecimento, tendo como principal missão tornar acessível a informação e proporcionar a
comunidade acadêmica novas oportunidades de desenvolver saberes, fundamentais a
construção de sujeitos críticos.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO A DISTANCIA. AÇÃO
FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA.

DAS

BIBLIOTECAS.

CONSELHO

Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
Educação a Distância é a modalidade educacional na qual alunos e
professores estão separados, física e em tempo diversos e, por isso, faz-se
necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação.
Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser
implantada na educação básica e na educação superior. O Decreto nº 9.057,
publicado na edição do Diário Oficial da União de 26 de maio de 2017, atualiza
a legislação sobre o tema e regulamenta a Educação a Distância no País.
Todas as mudanças tiveram como objetivo, além de ampliar a oferta e o
acesso aos cursos superiores, garantir a qualidade do ensino. Com base nesse
pressuposto, entende-se a importância da biblioteca na gestão e
desenvolvimento de serviços, recursos e produtos capazes de contribuir e
atender a crescente demanda dos usuários desta modalidade de ensino, com a
devida qualidade nas atividades de pesquisa e estudo. Desta forma, a
Comissão de Ensino e Formação Profissional (CENF), por meio do Sistema
CFB/CRB objetiva, com esta pesquisa averiguar se as instituições de ensino
superior e os polos que ofertam Educação a Distância têm bibliotecas e
analisar como essas bibliotecas têm ofertado serviços nessa modalidade de
educação.
2 MÉTODO DE PESQUISA
É um estudo qualitativo, descritivo, com desenvolvimento de pesquisa
bibliográfica e documental para o acesso a literatura e documentos legais.
Elaborou-se um questionário a ser aplicado com os gestores das instituições de
ensino superior que ofertam educação a distância e os bibliotecários dessas
instituições, por meio de ferramentas eletrônicas, com vistas a mapear a
estrutura de biblioteca dessas instituições e posterior definição de parâmetros
de qualidade, com base na literatura teórico-metodológica e legislação
pertinentes, para que as bibliotecas garantam o acesso a recursos e serviços a
distância com a mesma qualidade dos serviços prestados de forma presencial.
3 BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A biblioteca como equipamento social e cultural enfrenta o desafio de
reinventar-se, a combinação de atividades tradicionais e novos papéis devem
ser considerados como propulsores de mudanças e de desenvolvimento de
novas estratégias, novos campos de atividades, implementação de serviços
inovadores, fortalecimento do papel e imagem da biblioteca dentro da
comunidade com oferta de recursos eletrônicos e digitais. Mueller, em 2000,
citava alguns parâmetros preconizados pela Association of College and
Research Libraries (EUA), e estudos realizados nos Estados Unidos e Grã-

�Bretanha sobre a disponibilidade de serviços bibliotecários e a EaD, dentre os
quais, destacam-se:
a) serviços de orientação;
b) programa de instrução ao usuário destinado a habilitá-lo a
usar com independência recursos informacionais ao mesmo
tempo em que satisfaz as necessidades de alunos e
professores dos programas à distância;
c) auxílio com equipamento e mídia não-impressa;
d) promoção de serviços bibliotecários para a comunidade dos
cursos à distância, incluindo políticas documentadas e
atualizadas, regulamentos e procedimentos para o
desenvolvimento sistemático da administração dos recursos
(MUELLER, 2000, p.6).

Desta forma, é importante evidenciar a necessidade de infraestrutura,
instalações físicas, tecnologias e expertise, que exigem do bibliotecário
atualização contínua.
Na tela o aluno de EAD precisa de Biblioteca Virtual.
Simplesmente porque biblioteca é informação organizada.
Nesse sentido, a Internet é também uma grande biblioteca. E
pode ser explorada enquanto tal e enquanto fonte para a
construção de bibliotecas virtuais dos cursos de EAD. Nos dois
casos, a presença do bibliotecário é tão importante quanto a
presença do professor no ensino e aprendizagem. Donde a
figura do bibliotecário na famosa equipe de EAD. De tal sorte
que a biblioteca virtual do curso de EAD seja um produto
costumizado ao curso e construído conjuntamente no
planejamento do próprio curso (MOSTAFÁ, 2003, p.4).

Assim, entende-se o apoio da biblioteca e do bibliotecário no ensino da
Educação a Distância, a qual tem como missão desenvolver, coordenar,
supervisionar, assessorar e prestar suporte técnico à execução de atividades
na área de Educação a Distância estabelecidas no âmbito dos ensinos
universitário, médio e fundamental, desenvolvidas em parcerias com as
instituições, em consonância com o compromisso da governança da instituição.
Para tanto, é imprescindível uma reflexão sobre os papéis da biblioteca
e dos bibliotecários na unidade de ensino, como base para a definição de uma
política geral, a partir da qual sejam implementadas e hierarquizadas novas
práticas de gestão, pois, a biblioteca como equipamento social no âmbito da
comunidade universitária, é responsável pela mediação do conhecimento,
tendo como principal missão tornar acessível à informação e proporcionar a
comunidade acadêmica novas oportunidades de desenvolver saberes
fundamentais à construção de sujeitos críticos (TOUTAIN, 2014).
A biblioteca deve ter como premissa oferecer o fomento ao uso
qualificado das tecnologias educacionais e a promoção de inovação em

�processos de ensino- aprendizagem, suporte informacional ao desenvolvimento
da inovação, da pesquisa, do ensino e da extensão, bem como apoiar os
programas e projetos elaborados pela instituição.
Diante do exposto, o Sistema CFB/CRB propõe uma série de
recomendações no campo de sua competência à execução de atividades na
área de Educação a Distância, que considerem os novos modelos de
bibliotecas e sua inserção na missão da instituição de ensino, na
contemporaneidade, e, também, apontar possíveis soluções para alguns dos
problemas atualmente enfrentados.
Segundo Moran (2000, p. 46), para que os educadores assumam as
aulas-pesquisa ou aulas-informação pode-se contar com o auxílio de
bibliotecários os quais podem ter uma participação decisiva na formação dos
professores.
Entre as novas configurações que devem ser assumidas, consiste na
ampliação dos serviços da biblioteca, tais como: serviços de information literacy
(competência informacional) e mediação informacional para o ensino presencial
e a distância, serviços e espaços para pessoas com deficiências, espaços de
laboratório de tecnologia de ponta, serviços de apoio aos cursos da educação a
distância (produção de materiais didáticos da EaD, catalogação na fonte,
normalização), entre outros. A biblioteca passaria a se responsabilizar pela
coordenação sistêmica das ações de capacitação e qualificação da equipe da
EaD na área da informação em total apoio aos cursos de responsabilidade dos
cursos, presenciais e a distância. Dessa forma,
[...] dois elementos são necessários para pensar qualquer
inovação educacional: a produção do conhecimento
pedagógico e a formação dos docentes. Nessa perspectiva,
exige-se esta reflexão para que as novas tecnologias sejam de
fato mediatizadoras. A mediação pedagógica pelas NTIC foi
percebida pelos docentes quando foram abordados os temas
sobre a dedicação dos alunos aos estudos e a melhoria do seu
aproveitamento (SILVA,COELHO, MOLINA, 2014, p.269).

Neste contexto, a biblioteca deve buscar a excelência de seus serviços e
produtos a fim de contribuir com o processo pedagógico.
4 AÇÕES ESTRATÉGICAS DA BIBLIOTECA PARA A EAD
Estas ações incorporam os segmentos de gestão de pessoal e acervo,
buscando a colaboração constante da equipe de trabalho, tendo como base a
filosofia da qualidade, da eficiência e da efetividade na implantação de Núcleo
de EaD, com a finalidade de contribuir com as discussões acerca das políticas
a serem adotadas para promover a integração entre a biblioteca e os cursos
ofertados; padronizar as normas de procedimentos do atendimento de serviços
pedagógicos, técnicos e administrativos; realizar o inventário das coleções nas

�bibliotecas para atendimento de cursos implantados pela EaD; e implantar
políticas e ações para a preservação digital.
Nas ações de Gerenciamento de Projetos a biblioteca deve elaborar o
projeto de criação de um setor com tecnologias assistidas, específicas para
pessoas com necessidades especiais e elaborar um projeto para a capacitação
dos estudantes da EaD no desenvolvimento de competências informacionais;
participar nas ações relacionadas a formação de acervo, em acordo com
exigências do MEC/INEP para cursos a distância.
Em continuidade e na área do Desenvolvimento de Coleções
recomenda-se a comunicação com os departamentos dos cursos para a
elaboração da lista de compras do material da bibliografia básica e
complementar, de acordo com os padrões do INEP. Outras ações que são
essenciais ao compartilhamento da Biblioteca no processo de ensinoaprendizagem: a) manter práticas de orientação e capacitação de usuários por
meio do ensino informacional a distância (EID) para o uso de portais, bases de
dados, diretórios, redes de comutação bibliográfica, entre outros; b)
implementar programas de inclusão informacional, letramento e serviço de
referência orientados aos diferentes grupos de usuários da universidade,
visando sua capacitação e autonomia para uso de recursos e ferramentas de
busca de informação; c) implementar programas de acessibilidade para
inclusão dos usuários com necessidades especiais.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Deste modo, é possível o Sistema CFB/CRB,
por meio de
desenvolvimento de pesquisas, propor uma série de ações que considerem os
novos modelos de bibliotecas e sua inserção na garantia de ensino de
qualidade na modalidade EaD, com trabalho compartilhado, ou seja, ações
para fomentar e dar visibilidade aos cursos da EaD, como: 1) desenvolver
estudos para implantar a biblioteca virtual e adquirir acervos eletrônicos
destinados ao atendimento de pessoas com necessidades especiais, incluindo
obras em Braille e audiobooks; 2) privilegiar espaços para estudo, convivência
e socialização, tornando estes ambientes mais acolhedores e humanizados; 3)
estimular ações culturais e proporcionar eventos que integrem a comunidade
acadêmica dos cursos de EaD com a sociedade através da cultura,
contribuindo, desta forma, para a difusão do conhecimento pela música, arte,
entre outras ações culturais.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017.Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/expansaodaredefederal/expansão. Acesso em: 14
jul.2017.

�MORAN, J. M.; MASSETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e
mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.
MUELLER, Suzana. Universidade e informação: a biblioteca universitária e os
programas de educação a distância - uma questão ainda não resolvida.
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.1, n.4,
ago 2000.
MOSTAFÁ, Solange. EAD sim, mas com qual biblioteca? Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v . 1, n. 1, p. 1-11 ,
jul./dez. 2003 .
SILVA, José Gilberto da; COELHO, Caique Urtado; MOLINA, Carlos Eduardo
Corrêa e et al. O uso das novas tecnologias e a mediação pedagógica na
percepção de docentes da Universidade Federal de Itajubá. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA , 9., 2014, Florianópolis.
Anais... Florianópolis: UNIREDE, 2014. p.256-270.
TOUTAIN, Lídia. SIBI Desenvolvimento de Serviços Inovadores nas
Bibliotecas Universitárias da UFBA: gestão 2014-2018. Salvador, 2014.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31748">
                <text>AÇÃO DAS BIBLIOTECAS PARA O APOIO A EDUCAÇÃO A</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31749">
                <text>Lídia Brandao Toutain</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31750">
                <text>Aldinar MARTINS BOTTENTUIT</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31751">
                <text>Angélica Conceição Dias Miranda</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31752">
                <text>Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31753">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31754">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31756">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31757">
                <text>Educação a distancia é a modalidade educacional na qual alunos e professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada na educação básica (educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) e na educação superior. Nesta perspectiva  é imprescindível uma reflexão sobre os papéis da biblioteca e dos bibliotecários na unidade de ensino, como base para a definição de uma política geral, a partir da qual sejam implementadas e hierarquizadas novas práticas de gestão pois, a biblioteca como equipamento cultural no âmbito da comunidade universitária, é responsável pela mediação do conhecimento, tendo como principal missão tornar acessível a informação e proporcionar a comunidade acadêmica novas oportunidades de desenvolver saberes, fundamentais a construção de sujeitos críticos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66640">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2676" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1758">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2676/1790-1807-1-PB.pdf</src>
        <authentication>443f1b06a4032dc049429da2b8115687</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31747">
                    <text>As fanfictions e a curadoria classificatória: novas tendências para o
profissional da informação

Bruna Daniele de Oliveira Silva (USP) - bruna.daniele.silva@usp.br
Deise Maria Antonio Sabbag (USP) - deisesabbag@usp.br
Rejane Galdino (IFSP) - rejanegaldino@gmail.com
Resumo:
A pesquisa busca caracterizar o processo de classificação bem como os usuários do site
classificam fanfictions. Como metodologia foi utilizado os métodos bibliográfico e descritivo
com a técnica de pesquisa de coleta de dados foi aplicado questionário online via Google
Forms em dois grupos do Facebook onde essa comunidade está maciçamente presente. Ficou
constatado que os Fandons (comunidades de fãs) são compostos em sua maioria por jovens
estudantes do sexo feminino. O site de fanfictions Niah! estabelece dois filtros para classificar
suas histórias, sendo: Categoria e Gênero. O processo de representação leva em consideração
primeiramente o enredo da história e a classificação ocorre em duas etapas: escolha da
categoria e escolha do gênero. Conclui-se que essas comunidades são organizadas e dispõe de
capacidade para fazer a curadoria do conhecimento gerado em seu interior novo nicho para o
profissional da informação.
Palavras-chave: Fanfictions; Convergência midiática; Curadoria Classificatória.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.
Eixo Temático 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais
no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.
Resumo expandido
A pesquisa busca caracterizar os usuários e escritores de fanfictions bem como o
processo de classificação das histórias no site Nyah! Fanfiction. Como
metodologia foram utilizados os métodos bibliográfico e descritivo com a
técnica de pesquisa de coleta de dados foi aplicado questionário online via
Google Forms em dois grupos do Facebook onde essa comunidade está
maciçamente presente. Ficou constatado que os Fandons (comunidades de fãs)
são compostos em sua maioria por jovens estudantes do sexo feminino. O site
de fanfictions Niah! estabelece dois filtros para classificar suas histórias, sendo:
Categoria e Gênero. O processo de representação leva em consideração
primeiramente o enredo da história e a classificação ocorre em duas etapas:
escolha da categoria e escolha do gênero. Conclui-se que essas comunidades são
organizadas e dispõe de capacidade para fazer a curadoria do conhecimento
gerado em seu interior novo nicho para o profissional da informação.
Introdução: Em consonância com a proposta do Centre for the Future of
Libraries da ALA (American Library Association), no que diz respeito à
identificação de tendências relevantes para bibliotecas e biblioteconomia, este
trabalho apresenta um estudo relacionado a fanfiction; item elencado nas
tendências enumeradas pela ALA para o fomento de parcerias na promoção de
alfabetização, engajamento na cultura e criação de mídia. Neste sentido, a
presente pesquisa tem como objetivo conhecer o universo das fanfictions e
buscar relacioná-lo com a área da Ciência da Informação. As fanfictions são
derivações de produtos culturais a partir do imaginário de terceiros. Também
podemos dizer que as fanfictions são formas de disseminação da informação,
visto que, através das comunidades podemos ampliar nosso conhecimento
acerca de um ícone pop, além do trabalho colaborativo que ocorre dentro dos
fandons, que permite o desenvolvimento de uma inteligência coletiva. Tomamos
como base, neste artigo, o trabalho de Henry Jenkins: Cultura de Convergência
(2009). Jenkins aborda o encontro dos velhos e dos novos produtos midiáticos,
e o quanto isso reflete na indústria cultural. Além disso, o autor levanta
questões sobre a mídia atual, o que auxiliou uma avaliação mais analítica sobre
as fanfictions. O objetivo é estudar as comunidades discursivas do que
denominamos autor/usuário, ou o conceito de fã contribuidor da informação

�em massa: Fandom, Ficwriters, Fanart e Fanzine na perspectiva do processo de
classificação das fanfictions.
Fanfictions: As fanfictions nasceram na década de 1930 em meio à
popularização dos quadrinhos e dos ícones pop como os super-heróis e histórias
de ficção científica. As histórias criadas pelos fãs são baseadas em alguma obra
original formalmente publicada, também chamada cânone, e se materializam
através das fanzines. As fanzines são revistas criadas pelos fãs baseadas em
algum cânone específico, portanto o nome é uma adaptação de magazine (fan +
magazine). Na década de 1960 as produções dos fãs começam a ganhar força
principalmente devido ao lançamento de Star Trek na TV em formato de série. A
partir dessa série foram criadas diversas fanzines derivadas de ícones da cultura
popular que passava na TV (SIQUEIRA, 2008). Outra razão para a ascensão dos
produtos de fãs ter ocorrido nesse período foi a propagação de diversos
movimentos populares (SIQUEIRA, 2008): pacifista, feminista, direitos civis
dos afro-americanos, hippie, estudantil – Maio de 68, entre outros. Esses
movimentos se refletem nas fanfictions, como por exemplo, a maior
participação das mulheres nas criações de fanfictions (DANTAS, MOURA,
2013) Entre as décadas de 1990 e 2000 o desenvolvimento da internet e o
acesso aos computadores domésticos emanciparam os escritores de fanctions
(ficwriters) do papel impresso e do custo de produzir uma fanzine. Agora, para
escrever uma história, bastava o computador e o acesso a internet para milhares
de pessoas lerem e compartilharem seus trabalhos. O processo de criação e
disseminação de produtos criados pelos fãs colaboradores só obteve êxito graças
a sua organização em comunidades, à essas comunidades chamamos Fandom.
Os Fandoms são comunidades de fãs que compartilham produtos, experiências
e trabalhos de seu objeto de veneração. Henry Jenkins, autor de Cultura da
Convergência, afirma que a produção dos fãs se dá a partir da apropriação do
ícone cultural (JENKINS, 2009). Essa apropriação representa uma forma de
resistência à cultura dominante, não por meio da rejeição dos produtos
culturais, mas pela remodelagem destes as suas próprias crenças, gostos e
preferências.
Trabalho Colaborativo: Os conceitos de inteligência coletiva, convergência
de mídias e cultura participativa formam o tripé do estudo do fenômeno
trabalho colaborativo no contexto da cultura de massa. São eles que conceituam
e explicam como funciona o processo de incorporação dos anseios dos fãs na
criação e disseminação de ícones populares. A inteligência coletiva é um termo
cunhado por Pierre Levy para designar a união de conhecimentos prévios para
criar uma inteligência compartilhada, um produto comum a todos (LEVY,
1994). O fato de compartilharem de um conhecimento prévio aprofundado do
conteúdo original permite que o material seja produzido, e mais, que ele possa
ser interpretado. Convergência midiática é a expressão utilizada para definir a
utilização de diversas mídias no intuito de explorar o mesmo produto cultural.
Como corrobora Jenkins, convergência midiática é “onde as velhas e as novas

�mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o
poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras
imprevisíveis” (JENKINS, 2009, p. 30). A cultura participativa é o aspecto, no
contexto das fanfictions, que define a ação do consumidor de conteúdo passar a
produzir conteúdo. Ela explora o compartilhamento de conhecimentos,
conteúdos, etc., e é onde a vontade dos fãs é levada em consideração no
desenvolvimento de seus produtos. É nesse contexto que os escritores de
fanfictions estão inseridos e por isso é importante buscar compreender esse
universo, onde se questiona os limites da autoria, a apropriação dos ícones
culturais e a liberdade de se utilizar dessas comunidades colaborativas para
criar uma Inteligência Coletiva com consciência do que está sendo criando para
ter a capacidade de organizar esse conhecimento.
Método da pesquisa: A pesquisa utilizou os métodos bibliográfico e
descritivo com a técnica de pesquisa de coleta de dados questionário via browser
utilizando a ferramenta Drive do Google. Foram definidos dois grupos de
amostragem: Nyah! Fanfiction ~ Escritores e Leitores ~ e Nyah! Fanfiction
(Oficial). O questionário foi elaborado com perguntas fechadas, com linguajar
acessível e com poucas perguntas, pois acredita-se que a maior parte do público
seja formado por jovens.
Resultados e Discussão: Para caracterização do processo de representação
das fanfictions pelos escritores foi elaborado questionário composto por 16
questões de múltipla escolha. O questionário foi dividido em dois eixos: o
primeiro continha 9 questões direcionadas para a caracterização do usuário, o
segundo contava com 8 questões com o objetivo de caracterizar o processo de
representação das histórias. Somando as respostas obtidas nos dois grupos do
Facebook obteve-se uma amostra de 33 usuários. Após análise dos dados é
possível caracterizar os autores de fanfictions como jovens (60.6% &lt; 18 anos)
pertencentes ao sexo feminino (90.9%), leitores, estudantes (63.3%) e usuários
assíduos da internet. Fica evidente que grande parte da amostra teve seu
primeiro contato a partir da internet (81.8% descobriram as fanfictions pela
internet). A pesquisa também demonstrou que 28.1% têm a categoria
“Originais” como a mais usada. O que pode indicar que esse público têm
aspirações profissionais com a atividade da escrita. Ficou evidente também que
esses grupos são produtivos e colaborativos, suas páginas do Facebook são
espaços onde seus membros pedem opiniões (sugestões de enredo,
características de personagens), solicitam serviços (criar capa, passar fotoshop
em imagens, etc.), pedem auxílio no processo de escrita (conselhos de como
proceder com um bloqueio criativo). A classificação ocorre em duas etapas:
Escolha da categoria e escolha do gênero. A categoria designa uma tipologia de
produto cultural (Animes / Mangás, Bandas / Cantores, Cartoons, Filmes,
Jogos, Livros, Nyah!, Originais, Poesias, Quadrinhos, Seriados / Novelas /
Doramas) e sua escolha ocorre antes da escrita. Após escolher a categoria o site
direciona o usuário até uma página para escolher o cânone que a história vai

�usar como base. O cânone é o produto original e as fanfictions podem utilizar os
personagens, o universo, ou qualquer outra característica que remeta ao cânone.
A escolha do gênero é mais ampla e dispõe de muitas opções: Ação, Amizade,
Angst, Aventura,Comédia, Crossover, Darkfic, Death Fic, Drama, Ecchi,
Fantasia, Ficção Científica, Furry, Hentai, Horror, Humor Negro, Lemon, Lime,
Mistério, Orange, Paródia, Poesia, Romance, Shonen-ai, Shoujo-ai, Songfic,
Suspense, Terror, Tragédia, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri. Dessa forma
ocorre uma classificação mais específica usada para caracterizar o enredo
podendo ser atribuído diversos gêneros à uma mesma história. A
disponibilidade de atribuição de diversos gêneros à mesma história é ao mesmo
tempo boa e ruim. Boa, pois aumenta a especificidade na busca dos usuários e
ruim, pois podem ser atribuídos diversos gêneros para aumentar as chances de
visibilidade das fanfictions, o que diminuiria a especificidade. A questão da
visibilidade é importante já que o site dispõe de rankings semanais das histórias
mais comentadas e mais bem avaliadas. E por fim o processo de curadoria da
fanfictions. Segundo os dados do questionário a maioria da amostra (72.7%)
considera o enredo para a classificação de suas fanfictions, seguidos de 6% que
consideram as categorias disponíveis e 3% que consideram os gêneros
disponíveis. Boa parte dos usuários avaliou o conjunto de categorias disponíveis
como “Boas” (54.5%), seguido de 27.2% que as classificou como pouco
abrangente e nenhum usuário acredita que as categorias sejam ruins. No
entanto 24.2% já solicitaram a inclusão de novas categorias ao site. Com isso é
possível concluir que o sistema de classificação das categorias, ou seja, o
primeiro filtro do site funciona, porém pode ser aprimorado. Quase metade dos
usuários (48.4%) consideram os gêneros disponíveis “Bons”, seguido de 30.3%
que os classificou como “pouco abrangentes” e novamente nenhum usuário
acredita que as categorias sejam ruins, porém dessa vez nenhuma solicitação de
adição de gênero foi sugerida ao site. Esses dados evidenciam que o grande
número de opções de gêneros satisfaz boa parte dos usuários e garante certa
especificidade, pois nesse contexto a classificação de “pouco abrangente” pode
ser interpretada como específica.
Considerações Finais ou Conclusões: A pesquisa conclui que o fenômeno
das fanfictions é um movimento sólido e crescente que engaja jovens nas
atividades de leitura e escrita. A convergência midiática ajudou a consolidar
essas práticas, pois uniu essas comunidades através do estreitamento das
fronteiras físicas. A autogestão dessas comunidades se provaram funcionais,
organizadas e com compreensão mínima de classificação e curadoria. Os
fandons possuem, como mostrou a pesquisa, linguagem e sistema de
classificação próprios. O surgimento de novos suportes, novas formas de
disseminar a informação e consequentemente a classificação de diferentes
formas de produzir conhecimento configura-se um desafio para a formação dos
profissionais da informação, pois eles terão que se adaptar e dialogar com todas
essas comunidades que representam oportunidades de integrar usuários e
bibliotecas.

�Referências:
LIBRARY
OF
THE
FUTURE.
Trends.
Disponível
em:
http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends . Acesso em: 14 jul
2017.
DANTAS, Georgia Geogletti Cordeiro; MOURA, Maria Aparecida. O Universo
Cultural e Criativo de fãs e suas implicações na produção de
conteúdos: uma abordagem informacional. In: Encontro Nacional de Pesquisa
em Ciências da Informação, nº 14, 2013. Acesso em: 18 jan. 2017.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1998.
SIQUEIRA, Márcio André Padrão de. A Desconstrução da Fanfiction:
Resistência e mediação na cultura de massa. Recife: O Autor, 2008. Disponível
em:&lt;http://repositorio.ufpe.br/bitstream/handle/123456789/2963/arquivo187
3_1.pd f?sequence=1&amp;isAllowed=y&gt;. Acesso em: 18 jan. 2017.
Agências financiadoras: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico. Bolsa PIBIC/CNPq/USP.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31738">
                <text>AS FANFICTIONS E A CURADORIA CLASSIFICATÓRIA: NOVAS TENDÊNCIAS PARA O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31739">
                <text>Bruna Daniele de Oliveira Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31740">
                <text>Deise Maria Antonio Sabbag</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31741">
                <text>Rejane Galdino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31742">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31743">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31745">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31746">
                <text>A pesquisa busca caracterizar o processo de classificação bem como os usuários do site classificam fanfictions. Como metodologia foi utilizado os métodos bibliográfico e descritivo com a técnica de pesquisa de coleta de dados foi aplicado questionário online via Google Forms em dois grupos do Facebook onde essa comunidade está maciçamente presente. Ficou constatado que os Fandons (comunidades de fãs) são compostos em sua maioria por jovens estudantes do sexo feminino. O site de fanfictions Niah! estabelece dois filtros para classificar suas histórias, sendo: Categoria e Gênero. O processo de representação leva em consideração primeiramente o enredo da história e a classificação ocorre em duas etapas: escolha da categoria e escolha do gênero. Conclui-se que essas comunidades são organizadas e dispõe de capacidade para fazer a curadoria do conhecimento gerado em seu interior novo nicho para o profissional da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66639">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2675" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1757">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2675/1789-1806-1-PB.pdf</src>
        <authentication>ced3f47cb9ad44d7f5f7443e87737be8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31737">
                    <text>AQUISIÇÃO DE LIVROS ELETRÔNICOS, UMA NEGOCIAÇÃO A SER
FEITA

Ana Rosa dos Santos (UFF) - anarosa@ndc.uff.br
Simone da Rocha Weitzel (UNIRIO) - sweitzel@unirio.br
Resumo:
Oferece síntese das boas práticas em negociações para aquisição de livros eletrônicos. Realiza
pesquisa descritiva, por meio de revisão de literatura. Pontua aspectos da negociação na
gestão de coleções eletrônicas. Ressalta que a negociação deve ser exercida com
responsabilidade e coragem. Sugere a preparação para as negociações através de colegas da
área, mercado editorial, literatura, etc. Recomenda que os contratos permitam o acesso por
meio da afiliação, e não por localização. Indica que os consórcios podem ser o caminho para
boas negociações. Conclui que ainda são poucos os trabalhos na área sobre o tema. Propõe
estudos para implantação de consórcios e compartilhamento de coleções. Estimula a
divulgação das boas práticas entre os bibliotecários universitários, e treinamentos para a
preparação para negociação.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções; gestão de coleções; livros eletrônicos;
documentos eletrônicos; aquisição; negociações.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

INTRODUÇÃO
O trabalho tem por objetivo apresentar as boas práticas que podem ser
aplicadas na negociação na aquisição de livros eletrônicos (Ebooks, E-books,
electronic books) em bibliotecas universitárias. A necessidade premente dos
bibliotecários se adaptarem as novas formas de aquisição que o ambiente
digital traz justifica o estudo, uma vez que se impõem cada vez mais novas
competências, incluindo a negociação de contratos.
Nesse contexto, o aumento dos preços, a incapacidade de comprar tudo o que
é publicado, e a redução orçamentária nas bibliotecas universitárias
valorizaram aspectos inerentes à negociação no campo da “gestão de
coleções”1 (COGSWELL, 1987; BRANIN, 2003; FLOWERS, 2004; JOHNSON,
2014, tradução nossa).
De acordo com Flowers (2003, 2004) o poder de negociação dos bibliotecários
deve ser exercido com responsabilidade, coragem e planejamento, de forma a
obter o máximo de economia em todos os aspectos da negociação,
principalmente em relação ao custo final da aquisição. É uma atividade
desafiadora que requer o conhecimento dos modelos de negócio, das
especificidades dos produtos disponíveis, bem como da reputação dos
fornecedores. Muitas dessas informações estão disponíveis na literatura, no
mercado editorial e entre os profissionais da área. Flowers (2003) apresenta
um quadro pontuando as qualidades para o sucesso da relação entre os
bibliotecários e os fornecedores:
Quadro 1 – Pontos para o sucesso de uma negociação
Qualidades

Importância

Boa comunicação:

Evitar mal-entendidos e erros

Interesse comum:

O sucesso de cada um é fundamental para os negócios.

Compreensão
das
necessidades de cada um:

Ajuda a alcançar um acordo benéfico;

Compreensão
das
restrições de cada um:

Ajuda a alcançar um acordo realista;

Confiança:

É essencial na relação e implementação das decisões negociadas;

Flexibilidade:

Nenhum dos lados está no controle completo da situação. Eventos
externos resultam em alterações. Por exemplo, os cortes no
orçamento afetam os pedidos [que as bibliotecas solicitam] aos
fornecedores. Da mesma forma, as fusões e aquisições afetam os
fornecedores.

Orgulho pelo trabalho:

Ajuda a cada um alcançar metas e manter a boa relação.

Fonte: Flowers (2003, p. 104, tradução e acréscimos nossos).

1

A chamada gestão de coleções foi proposta na década de 1980, e inclui as funções
tradicionais do desenvolvimento de coleções, e também: Manutenção (preservação) de
coleções; a gestão fiscal; o relacionamento com o usuário; o compartilhamento de coleções e
outras, e os aspectos eletrônicos dessa gestão (COGSWELL, 1987; JOHNSON, 2014,
tradução e grifos nossos).

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Nos primeiros anos da década de 2000, o modelo de negócio preponderante,
no Brasil, era denominado “pacote”. Nesse modelo as coleções eram
compradas sem qualquer interferência do cliente. Com o aumento da demanda,
e das exigências dos bibliotecários nas negociações, os fornecedores
precisaram se adequar às necessidades dessas universidades, surgindo assim
outros modelos menos fechados (ZATTAR; DOURADO, 2014). Assim, o
conhecimento detalhado dos modelos de negócio que estão sendo praticados
pelo mundo, bem como da legislação brasileira poderão proporcionar maior
poder de negociação.
Em uma negociação para aquisição de ebooks, por exemplo, os termos dos
contratos devem garantir maior proveito (custo-benefício) para todos os
usuários. Um dos principais tópicos encontrados em contratos são os
chamados "usuários autorizados". Neste item deve ser previsto todos os
usuários possíveis, tais como: Professores afiliados, funcionários, estudantes,
contratados, etc. A inclusão do acesso remoto é recomendada, e deve-se evitar
assim a limitação geográfica. Ou seja, os usuários autorizados devem ser
definidos por afiliação com universidade, e não por sua localização (DYGERT;
LANGENDORFER, 2014; DYGERT; VAN RENNES, 2015, tradução nossa). Os
autores também apresentam outros pontos que devem ser considerados nas
negociações:
a) a solicitação de orientação dos advogados da instituição na negociação dos
termos do contrato;
b) a ação moderada, mas sem medo;
c) a criação de uma rede de apoio, com colegas da área, visando à preparação
para negociações;
e) a preparação através da literatura, congressos, etc.;
f) a solicitação ao fornecedor de uma cópia editável do contrato, para que suas
alterações sejam controladas até a aprovação final dos termos;
g) a redação de diretrizes para as negociações;
h) prestação de informações aos superiores sobre o andamento das
negociações;
i) a inclusão das exigências de acessibilidade digital nos contratos, para
garantir que os conteúdos possam ser acessíveis a todos; 2
j) a definição de expectativas altas, visando atender as necessidades do
usuário (DYGERT; LANGENDORFER, 2014; DYGERT; VAN RENNES,
2015, tradução nossa).
Ressalta-se também que a negociação deve ser baseada em princípios,
deslocando o foco pessoal para o objetivo, removendo dessa forma “parte do
elemento humano do processo para que ambos os lados possam trabalhar e
fazer um acordo mutuamente aceitável”. A “negociação com princípios” é
baseada em quatro pilares (FISHER; URY; PATTON, 2005 apud DYGERT;
RENNES, 2015, tradução nossa)3:

2

3

No Brasil o “Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) ” busca oferecer a
garantia da acessibilidade virtual a todos, se baseia no Modelo internacional Web Content
Accessibility Guidelines (WCAG) (BRASIL, 2011).
Claire Dygert tem mais de 16 anos de experiência na área, recomenda-se a leitura completa
dos trabalhos citados, e outros.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

a) separar as pessoas do problema ou da questão;
b) focar em interesses, e não em posições;
c) criar oportunidades para os negociadores;
d) utilizar critérios objetivos.

Assim, o bibliotecário precisa conhecer a sua Instituição, suas coleções, seus
usuários, seus fornecedores, os produtos, bem como os preços oferecidos às
outras instituições, agindo de forma moderada, mas sem medo (DYGERT;
LANGENDORFER, 2014; DYGERT; RENNES, 2015). O bibliotecário deve
estar pronto para defender os interesses dos usuários e da sua Instituição,
utilizando todos os recursos possíveis, mas mantendo a ética.
A literatura indica que os consórcios podem ser a melhor alternativa para boas
negociações de livros eletrônicos, uma vez que as negociações realizadas de
forma compartilhada podem ser mais eficientes em função do poder de
barganha (FLOWERS, 2004, VASSILOU, et al, 2012; RADNOR, SHRAUGER,
2012; MACEVICIUTE, 2014; DRESSELHAUS, 2016; CARTER, OSTENDORF,
2017). No Brasil, o melhor exemplo desse tipo de Consórcio é o Conselho de
Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (CRUESP), que desde
2007 adquire livros eletrônicos, atendendo às Bibliotecas das Universidades de
São Paulo, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual de
Campinas (KASSAB, 2007).
MÉTODO DA PESQUISA
Pesquisa descritiva e bibliográfica, com cobertura nacional através dos: Anais
do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitária - 2014; Anais do XIX
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias - 2016; Anais do Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação - 2013; Trabalhos apresentados Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 2015; e Trabalhos
Defendidos Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia, da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro - Trabalhos . E cobertura estrangeira foi
realizada através das bases: Library and Information Science Abstracts; e
Library, Information Science &amp; Technology Abstracts, no Portal Capes. As
palavras chaves adotadas foram: livro eletrônico, digital; aquisição; negociação;
electronic book; Ebook; e-books; acquisition; negotiation; no período entre
2013-2017. Foram selecionados os trabalhos mais identificados com o tema,
suas referências, e a esses foram acrescentados clássicos da área.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com a explosão bibliográfica e a falta de recursos financeiros, os bibliotecários
se viram obrigados a buscar soluções mais eficientes para responder às
questões e desafios relativos à gestão de suas coleções, e especialmente a
pratica da arte da negociação. A negociação é parte fundamental da gestão de
coleções eletrônicas. O despreparo dos bibliotecários em relação à negociação
pode ser a força dos fornecedores. Desse modo, a negociação é um dos
alicerces de uma boa gestão de coleções eletrônicas, de forma a garantir
economia de recursos financeiros para a instituição, e mais benefícios para os
usuários. O quadro abaixo sintetiza os pontos necessários para a preparação
para a negociação:

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

Quadro 2 – Pontos a destacar na preparação dos bibliotecários para as negociações
AUTORES
Flowers (2003)
Flowers (2003); Dygert; Van Rennes
(2015).
Flowers (2003, 2004); Dygert; Van
Rennes (2015).
Dygert; Langendorfer (2014); Dygert;
Van Rennes (2015).
Flowers (2003); Dygert; Van Rennes
(2015).
Dygert; Langendorfer (2014); Dygert;
Van Rennes (2015).
Dygert; Langendorfer (2014)
Dygert; Langendorfer (2014); Dygert;
Van Rennes (2015).
Flowers (2004); Dygert; Langendorfer
(2014).
Dygert; Langendorfer (2014); Dygert;
Van Rennes (2015).
Dygert; Langendorfer (2014); Dygert;
Van Rennes (2015).
Dygert; Langendorfer (2014)
Dygert; Langendorfer (2014)
Dygert; Langendorfer (2014)
Fonte: As autoras

PONTOS PARA NEGOCIAÇÕES
Conhecer dos modelos de negócio;
Conhecer as especificidades dos produtos disponíveis;
Conhecer a reputação do fornecedor;
Conhecer a sua Instituição e as necessidades do seu
usuário;
Buscar informações na literatura, no mercado editorial,
e colegas da área;
Buscar incluir todos os usuários prováveis nas
cláusulas de acesso dos contratos;
Criar uma rede e grupo de apoio com colegas da área;
Solicitar orientação dos advogados da instituição na
negociação dos termos do contrato;
Agir com moderação, mas sem medo;
Solicitar ao fornecedor uma cópia editável do contrato,
para que suas alterações possam ser controladas até a
aprovação final dos termos;
Redigir diretrizes para as negociações;
Manter os superiores informados sobre o andamento
das negociações;
Incluir a questão da acessibilidade digital;
Definir expectativas altas.

A literatura vem recomendando a formação de consórcios para aquisição de
livros e outros documentos eletrônicos para aumentar a capacidade de
negociação e garantir o compartilhamento de coleções (FLOWERS, 2004,
VASSILOU, et al, 2012; RADNOR, SHRAUGER, 2012; MACEVICIUTE, 2014).
No Brasil, essa modalidade é pouco praticada, a exceção mais conhecida é o
Consórcio CRUESP. Desse modo, as bibliotecas vêm perdendo oportunidades
de garantir melhores contratos, por falta de negociação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram identificados poucos trabalhos sobre o assunto no período analisado.
Dessa forma, novas pesquisas são propostas visando uma cobertura mais
exaustiva, de um período maior. Já que a necessidade de preparação dos
bibliotecários para a negociação é cada vez mais indispensável na sociedade
contemporânea. E a busca da competência de negociação pode garantir a
defesa dos interesses das Instituições Universitárias e da comunidade
acadêmica. Assim, estudos para implantação de Consórcios para compra de
livros eletrônicos devem ser realizados, e as negociações bem-sucedidas
devem divulgadas como casos de sucesso, buscando incentivar as boas
práticas de negociação, que são primordiais à gestão de coleções eletrônicas.
Conforme dito, a falta de competência dos bibliotecários para negociações
fortalece os fornecedores. Destarte, é imperativo reagir.

�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação. Fortaleza, 16 a 20 de outubro de 2017.

REFERÊNCIAS
BRANIN, Joseph; GROEN, Frances; THORIN, Suzanne. The changing nature of collection
management in research libraries. Library resources &amp; technical services, Chicago, v. 44, n.
1, p. 23-32, 2000.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Logística e
Tecnologia da Informação. EMAG-Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico.
Brasília, 2011.
CARTER, Sunshine; OSTENDORF, Danielle. Processes and Strategies for Collaboratively
Purchasing Electronic Resources. Collaborative Librarianship, v. 9: n. 1, p. 58-71, 2017.
COGSWELL, James A. The Organization of Collection Management Functions in Academic
Research Libraries. Journal of Academic Librarianship, Ann Arbor, v. 13, n. 5, p. 268-76,
1987.
DYGERT, Claire; LANGENDORFER, Jeanne M. Fundamentals of E-resource licensing. The
Serials Librarian, New York, v. 66, n. 1-4, p. 289-297, 2014.
DYGERT, Claire; VAN RENNES, Robert. Building your licensing and negotiation skills toolkit.
The Serials Librarian, New York, v. 68, n. 1-4, p. 17-25, 2015.
DRESSELHAUS, A. Literature of Acquisitions in Review, 2012-13. Library Resources &amp;
Technical Services, Chicago, v. 60, n. 3, p. 169-181, July 2016. ISSN: 00242527.
FISHER, Roger; URY, William; PATTON, Bruce. Como chegar ao sim: negociação de acordos
sem concessões. Rio de Janeiro: Imago, 2005.
FLOWERS, Janet L. Negotiations with library materials vendors: preparation and tips. The
Bottom Line, Bingley, v. 16, n. 3, p. 100-105, 2003.
FLOWERS, Janet L. Specific tips for negotiations with library materials vendors depending upon
acquisitions method. Library Collections, Acquisitions, and Technical Services, New York,
v. 28, n. 4, p. 433-448, 2004.
JOHNSON, Peggy. Fundamentals of collection development and management. Chicago:
American Library Association, 2014.
KASSAB, Álvaro. Biblioteca do futuro disponibiliza 188 mil livros eletrônicos. Jornal da
Unicamp, São Paulo, n. 367, 13 a 19 de agosto de 2007.
MACEVICIUTE, Elena. Research libraries in a modern environment. Journal of
Documentation, London, v. 70, n. 2, p. 282-302, 2014.
VASILEIOU, Magdalini; HARTLEY, Richard; ROWLEY, Jennifer. Choosing e-books: a
perspective from academic libraries. Online information review, Bradford, v. 36, n. 1, p. 21-39,
2012.
ZATTAR, M.; DOURADO, S. Desenvolvimento de coleções eletrônicas: questões de aquisição.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte.
Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2014. p. 1-12.
Agências financiadoras: Este projeto não foi financiado por nenhuma agência.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31729">
                <text>AQUISIÇÃO DE LIVROS ELETRÔNICOS, UMA NEGOCIAÇÃO A SER FEITA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31730">
                <text>Ana Rosa dos Santos</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31731">
                <text>Simone da Rocha Weitzel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31732">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31733">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31735">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31736">
                <text>Oferece síntese das boas práticas em negociações para aquisição de livros eletrônicos. Realiza pesquisa descritiva, por meio de revisão de literatura. Pontua aspectos da negociação na gestão de coleções eletrônicas. Ressalta que a negociação deve ser exercida com responsabilidade e coragem. Sugere a preparação para as negociações através de colegas da área, mercado editorial, literatura, etc. Recomenda que os contratos permitam o acesso por meio da afiliação, e não por localização. Indica que os consórcios podem ser o caminho para boas negociações. Conclui que ainda são poucos os trabalhos na área sobre o tema. Propõe estudos para implantação de consórcios e compartilhamento de coleções. Estimula a divulgação das boas práticas entre os bibliotecários universitários, e treinamentos para a preparação para negociação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66638">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2674" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1756">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2674/1788-1805-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6788b35ef8bc0bb3991584f4aad5080d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31728">
                    <text>AQUISIÇÃO DE LIVROS DIGITAIS: um estudo na Biblioteca
Central da Universidade Federal de Alagoas

Lucas Antonio Duarte do Espirito Santo (UFAL) - lucasduarte79@hotmail.com
Luiz José Melo (UFAL) - correia331@hotmail.com
Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade (UFAL e UFPB) - roberiabiblio@gmail.com
Resumo:
O desenvolvimento das tecnologias possibilitou o avanço nos suportes informacionais,
permitindo que os livros digitais estejam cada vez mais presente no nosso cotidiano. Tais
mudanças ocorrem significativamente também com a biblioteca que precisa estar preparada
para trabalhar com esse novo formato do livro. Assim, a primeira mudança na biblioteca
ocorre através da aquisição. Nesse sentido, essa pesquisa tem como objetivo analisar a
percepção da Divisão de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Central da Universidade
Federal de Alagoas, com os modelos de aquisição de livros digitais. A pesquisa caracteriza-se
como exploratória, ancorada numa abordagem quali-quantitiva. Para a coleta dos dados
utilizou-se do questionário. Os resultados da pesquisa apontam que a aquisição dos livros
digitais ainda não permite uma flexibilidade na compra, pois as bibliotecas dependem dos
modelos e características dos livros que os fornecedores determinam. Conclui-se, que o
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas atua com livros digitais, sua
aquisição é centralizada e necessita realizar atividades de marketing e treinamento com os
usuários.
Palavras-chave: Livros Digitais. Políticas de Desenvolvimento de Coleções. Políticas de
Aquisição.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

1 Introdução

O surgimento de modernas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
possibilitou mudanças ao contexto literário cultural, acadêmico e científico, o que
estimulou novos formatos de suporte da informação. Ressalta-se que, assim como
foi o processo da mudança do livro escrito em punho para a forma de prensa, por
Johannes Gutenberg, por volta do ano de 1439, o formato de livro digital vem
ocupando aos poucos o espaço do livro em formato tradicional, fator ocasionado
pelo advento das novas tecnologias da informação. Dessa forma, a figura do
profissional bibliotecário que desempenha um papel fundamental como agente
mediador da informação é acompanhar a evolução dos suportes de informação e
buscar avaliar quais impactos os livros digitais causam para o usuário e até mesmo
para o futuro das bibliotecas.
As mudanças advindas das tecnologias possibilitaram mudanças não só
suporte informacional, mas também no processo de aquisição dos livros. Diversos
modelos de aquisição estão disponibilizados no mercado. Diante disso as bibliotecas
universitárias encaram o desafio quando adotam modelos de negócios disponíveis
no mercado para aquisição de livros digitais. De acordo com Serra (2015, p. 114), os
modelos são: os recursos gratuitos, representado pelo modelo de acesso aberto
(open access); os conteúdos licenciados, como os modelos de Aquisição Perpétua,
Assinatura, STL (Short TermLoans) Aluguel de Curto Prazo, DDA (Demand Driven
Acquisition) Aquisição Orientada por Demanda e EBS (Evidence Based Selection)
Seleção Baseada em Evidência.
A disponibilidade diferenciada das formas de aquisição quanto os modelos de
negócios, toma-se como obstáculo para o bibliotecário à obtenção dos conteúdos
digitais de forma que, segundo Serra (2015, p. 114), “[...] uma coleção digital não
pode ser incluída da mesma forma que uma impressa, pois nem todos os
fornecedores estão dispostos a vender livros eletrônicos para bibliotecas e porque é
complexo o descarte dos mesmos”.
Assim, é diante desses avanços que se questiona: como a Divisão de
Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Central da Universidade Federal
de Alagoas atua com os novos modelos de aquisição do livro em formato

�digital?
Esse trabalho tem como objetivo caracterizar como se dá o processo de
aquisição de livros digitais na Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas
(UFAL). A pesquisa visa contribuir para o atual uso desses processos de política de
aquisição dos livros digitais no contexto do Sistema de Bibliotecas (SIBI) da UFAL.

2 Método da pesquisa
A pesquisa caracteriza-se como uma pesquisa exploratória, pois “busca
apenas levantar informações sobre um determinado objeto, delimitando assim um
campo de trabalho, mapeando as condições de manifestação desse objeto”
(SEVERINO, 2007, p. 123), ancorada numa abordagem quantitativa e qualitativa.
O Universo da pesquisa é o setor da Divisão de Desenvolvimento de
Coleções (DDC) da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas que é
composto por 6 servidores, sendo 02 (dois) bibliotecários e 04 (quatro) técnicos
administrativos. A amostra foi constituída com os Bibliotecários do setor e com o
profissional responsável pela aquisição de livros digitais que compõem a base de
dados do SIBI/UFAL. Para a coleta dos dados utilizou-se como instrumento o
questionário, os dados foram coletados em setembro de 2016. A análise se deu por
categorias, são elas: aquisição no SIBI/UFAL e os modelos de aquisição.

3 Resultados e Discussões

De acordo com os dados da pesquisa, constatou-se que o SIBI/UFAL possui
uma Política de Desenvolvimento de Coleções (PDC) e que existe uma política de
aquisição. Contudo, a política não apresenta diretrizes para a aquisição dos livros
digitais. Assim, pode-se aferir que mesmo apresentando uma política de aquisição, a
política não contempla os livros digitais. Isso não deveria ocorrer tendo em vista que
os modelos de aquisição do livro impresso e do livro digital não são os mesmos.
Para Weitzel (2006, p. 18) a PDC “é um instrumento necessário para garantir a
consistência e permanência do processo de desenvolvimento de coleções em uma
biblioteca”.
O procedimento licitatório adotado pelo SIBI/UFAL é o da Inexibilidade de
Licitação, no qual pode-se conceituar como uma

“Modalidade que a Lei de

�Licitações desobriga a Administração de realizar o procedimento licitatório, por
inviabilidade de competição”. (BRASIL, 2016).
A aquisição na UFAL é centralizada na Biblioteca Central, que é localizada no
Campus A.C. Simões - Maceió, e é efetuada por duas categorias: coleção completa
e coleção por área de conhecimento.
No que tange aos modelos de aquisição, são adotados pelo SIBI/UFAL a
aquisição perpétua e assinatura. Desta forma, observa-se que os modelos de
aquisição supracitados estão entre os principais existentes, uma vez que
“atualmente são oferecidas no país apenas as modalidades de aquisição perpétua e
assinatura.” (SERRA, 2015, p. 167).

4 Considerações finais

A Política de Desenvolvimento de Coleções em uma biblioteca é fundamental
para o seu desenvolvimento e para a gestão da coleção. Como parte da PDC a
política de aquisição possui importância no desenvolvimento do acervo, uma vez
que o registro dos procedimentos nesse processo é de suma importância para sanar
dúvidas futuras dos profissionais responsáveis pela aquisição (ANDRADE;
VERGUEIRO, 1996), bem como possibilita que a biblioteca realize a aquisição
conforme as necessidades de seus usuários.
Assim, a pesquisa nos mostra que a DDC/SIBI/UFAL, possui uma PDC e
política de aquisição, contudo, em sua política não está descrito os requisitos
necessários para a aquisição de livros digitais.
Portanto, destaca-se que, as bibliotecas devem inserir-se no universo digital e
disponibilizar serviços e produtos, devendo também acompanhar a evolução dos
suportes de informação, afim de que possam estar sempre atualizados com a
evolução dos formatos dos registros bibliográficos objetivando suprir sempre a
necessidade da comunidade acadêmica.

Referências
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.

�BRASIL. Portal da Transparência. 2016. Disponível em:
&lt;http://www.portaldatransparencia.gov.br/glossario/DetalheGlossario.asp?letra=i&gt;.
Acesso em: 09 out. 2016.
SERRA, Liliana Giusti. Os livros eletrônicos e as bibliotecas. 2015. 175 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Comunicações e
Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e
atual. São Paulo: Cortez, 2007.
WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói:
Intertexto, 2006.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31719">
                <text>AQUISIÇÃO DE LIVROS DIGITAIS:  UM ESTUDO NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31720">
                <text>Lucas Antonio Duarte do Espirito Santo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31721">
                <text>Luiz José Melo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31722">
                <text>Roberia de Lourdes de Vasconcelos Andrade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31723">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31724">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31726">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31727">
                <text>O desenvolvimento das tecnologias possibilitou o avanço nos suportes informacionais, permitindo que os livros digitais estejam cada vez mais presente no nosso cotidiano. Tais mudanças ocorrem significativamente também com a biblioteca que precisa estar preparada para trabalhar com esse novo formato do livro. Assim, a primeira mudança na biblioteca ocorre através da aquisição. Nesse sentido, essa pesquisa tem como objetivo analisar a percepção da Divisão de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas, com os modelos de aquisição de livros digitais. A pesquisa caracteriza-se como exploratória, ancorada numa abordagem quali-quantitiva. Para a coleta dos dados utilizou-se do questionário. Os resultados da pesquisa apontam que a aquisição dos livros digitais ainda não permite uma flexibilidade na compra, pois as bibliotecas dependem dos modelos e características dos livros que os fornecedores determinam. Conclui-se, que o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas atua com livros digitais, sua aquisição é centralizada e necessita realizar atividades de marketing e treinamento com os usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66637">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2673" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1755">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2673/1787-1804-1-PB.pdf</src>
        <authentication>38f3d90524ad4ada725d18bd4fe4172a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31718">
                    <text>Análise da utilização dos periódicos de acesso aberto de uma base
de dados assinada pela Biblioteca Universitária da UFSC

Edson Mario Gavron (UFSC) - edson.gavron@ufsc.br
Fabio Lorensi do Canto (UFSC) - fabio.lc@ufsc.br
Resumo:
Acessar a informação científica é a base para o progresso da ciência. Os periódicos científicos
nesse contexto são amplamente utilizados pelos pesquisadores, porém o acesso a esse
conteúdo se tornou muito caro, devido ao aumento dos preços desses periódicos. O acesso
aberto surge como uma alternativa nesse contexto, que contribui para democratizar o acesso a
conteúdos científicos. Existem várias revistas de acesso aberto disponíveis e parte delas são
indexadas em bases de dados, no entanto, estas bases cobram para disponibilizar o acesso.
Neste contexto, buscou-se investigar e conhecer o percentual dentro dos artigos baixados de
uma base de dados assinada pela Biblioteca Universitária da UFSC, quais são de acesso
aberto. Como método foi utilizado o relatório Counter para descobrir quais títulos de
periódicos que receberam download e dentre esses, utilizou-se o diretório UlrichsWeb para
pesquisar quais são de acesso aberto. A pesquisa resultou que aproximadamente ¼ do
conteúdo baixado possui acesso aberto. Desta forma, conclui-se que os critérios de seleção dos
provedores devem ser mais cautelosos, uma vez que os artigos de acesso aberto podem ser
encontrados em outras fontes de pesquisa, sem necessidade de pagamento, para tanto
sugere-se maiores estudos sobre o tema.
Palavras-chave: Fontes de Informação - Gestão. Acesso Aberto - Periódicos. Informação
científica.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
O acesso à informação científica tem uma contribuição importante no
desenvolvimento da ciência, pois, por meio desta que é possível conhecer o
que está sendo divulgado no mundo pelos pesquisadores. Quanto mais
atualizada for essa informação, maior a sua relevância para os pesquisadores,
promovendo um melhor diálogo entre eles.
Para Kuramoto (2006, p.91) “[...] a informação científica [é como]
insumo básico para o desenvolvimento científico e tecnológico de um país.
Esse tipo de informação, resultado das pesquisas científicas, é divulgado à
comunidade por meio de revistas”.
Os periódicos científicos são canais de comunicação muito utilizados
pelos pesquisadores. É por meio das revistas que os pesquisadores se
comunicam e validam suas pesquisas perante a comunidade científica. Evitam
que uma mesma pesquisa seja realizada duas vezes, poupando tempo e
recursos financeiros. (GUEDON, 2001).
Esse canal cumpre sua função, de forma satisfatória, para comunicação
cientifica, porém, a dependência dos pesquisadores em relação a estas
revistas é um dos problemas que pode ser observado. Desse modo, quem
administra os periódicos, principalmente os de maiores impactos científicos,
detém grande influência e domínio desse meio de comunicação.
Atualmente, o domínio de um pequeno grupo de empresas comerciais
é alarmante. As quatro principais editoras que publicam periódicos nas áreas
de Ciência Naturais e Saúde, Humanas e Sociais são a Reed-Elsevier, WileyBlackwell, Springer e Taylor &amp; Francis. Elas são responsáveis pela publicação
de quase 50% de toda a produção científica dessas áreas indexadas na Web of
Science. (LARIVIÉRE; HAUSTEIN; MONGEO, 2015).
A concentração de periódicos em um pequeno grupo de editoras
proporcionou a estas um domínio desse mercado. Não suficiente de terem
clientes fidelizados, o valor para ter acesso a assinaturas aumentou de forma
significativa no decorrer das renovações, chegando a um ponto que até mesmo
os países que investem alto em produção científica encontram dificuldade para
manutenção das assinaturas, o que popularizou como a crise dos periódicos.
(KURAMOTO, 2006, p. 92).
No final do século XX e início século XXI, com o surgimento cada vez
mais presente de serviços oferecidos pela internet, os periódicos entraram
nessa tendência, com surgimento das edições eletrônicas. Algumas iniciativas
foram criadas para combater a hegemonia das editoras e propor uma
alternativa de publicação para os pesquisadores. Uma dessas iniciativas foi a
criação de periódicos de acesso aberto, sendo que algumas, como a PlosOne,
conseguiram atingir bons resultados de impacto. (GUEDON 2010).
A forma de distribuição dos periódicos também sofreu alteração, seu
acesso agora é realizado através da internet. Algumas empresas se
especializaram em concentrar os periódicos numa única plataforma de busca e
disponibilizá-los por meio de assinaturas. Seu principal cliente são as
bibliotecas, no entanto, nesse pacote de conteúdo, não existe apenas
conteúdos pagos, encontra-se periódicos de acesso aberto. Entre o total de
periódicos científicos que receberam indicativo de download de artigos pelos
usuários da Biblioteca Universitária da UFSC qual percentual é de acesso
aberto?

�Assim, a pesquisa analisou o relatório do uso de um mês de um dos
provedores de conteúdo assinado pela Biblioteca Universitária da UFSC, com a
finalidade de identificar, entre o total de periódicos acessados pelos usuários,
qual o percentual de revistas é de acesso aberto.
2 Metodologia
Foram analisados dados do relatório Counter, coletados através do
espaço de administrador de uma das bases de dados assinadas pela
biblioteca, que apresenta o número de textos com download. O período
analisado foi o mês de junho de 2016, que obteve um registro de 955
downloads, destes distribuídos em 502 títulos de revistas. Alguns títulos foram
descartados, por serem anais de evento, ficando um total de 492 periódicos e
917 downloads.
Para obter a informação se a revista era de acesso livre, foi pesquisado
no diretório UlrichsWeb, utilizando o ISSN como termo de busca. O UlrichsWeb
dispõe de um ícone para sinalizar quando a revista é de acesso aberto, e
também informa o valor da assinatura das revistas, nestes casos optou-se por
não entrar na página do periódicos. Os títulos que não havia valor da
assinatura na plataforma consultada, buscou na página da revista para
conhecer se eram de acesso aberto ou não.
Com os dados levantados, identificou-se dois grupos de periódicos: os
de acesso aberto e os de acesso por assinatura. Os dados foram analisados
por meio de gráficos e quadros, descritos para melhor compreensão das
variáveis expressas.
3 Resultado e discussão
O universo da pesquisa foi de 492 títulos de periódicos, os quais
receberam ao menos um indicativo de download. Destes, 134 títulos são de
acesso aberto, o que representa um total de aproximadamente 27% dos títulos
utilizados. No gráfico 1 é possível verificar sua representação comparado com
os títulos de acesso restrito.
Gráfico 1 – Percentual de títulos de acesso restrito e acesso aberto

100
80

72,76

60

Total de Títulos
Acesso Aberto

40
20

Total de Títulos
Acesso Restrito

27,24

0
Total Títulos
Fonte: Elaborado pelo autor

No gráfico 2, é possível verificar o percentual de artigos de acesso
aberto, comparados com os artigos de acesso pago. A quantidade de artigos

�de acesso restrito utilizado é superior ao de artigo de acesso livre. No entanto,
o percentual dos títulos, apresentado no gráfico 1 é quase o mesmo que
percentual de downloads de artigos. Se compararmos com estudo de Abadal
(2012) o qual analisou 92 mil títulos de periódicos, e encontrou que desses 12
por cento das revistas são de acesso aberto. Pode-se verificar que mesmo as
revistas de acesso aberto que tem uma menor quantidade de títulos publicados
mundialmente, recebem alto nível de download. Essa constatação foi apoiada
na afirmação de Droescher e Silva (2015), que o acesso aberto possibilita uma
maior probabilidade de uso dos artigos.
Gráfico 2 - Total de artigos baixados e tipo de acesso
22%

78%

Total Artigo Acesso Aberto
Fonte: Do autor

Apresenta-se abaixo, dois quadros contendo os 10 títulos de periódicos
de acesso aberto com artigos mais baixados pelos usuários e os títulos de
acesso pago com artigos que mais receberam download.
Quadro 1- Periódicos de acesso aberto mais utilizados
Periódicos Acesso Aberto
Journal of artificial societies and
social simulation
Cuadernos de Desarrollo Rural
Revista de Administração
Mackenzie
Acta Scientiarum Polonorum:
Oeconomia (Ekonomia)
Base
China Business Review
Dental Research Journal
International Journal of
Environmental Research and
Public Health
Revista internacional de
medicina y ciencias de la
actividad física y del deporte
Revista Universo Contabil
Fonte: Elaborado pelo autor

Editora
University of Surrey, Department of
Sociology
Pontificia Universidad Javeriana

País
Reino Unido
Colômbia

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Brasil

Wydawnictwo SGGW

Polônia

Universidade do Vale do Rio dos Sinos
China Business Review
Isfahan University of Medical Sciences

Brasil
Estados Unidos
Irã

Molecular Diversity Preservation
Internationa

Suíça

CV Ciencias del Deporte RedIRIS

Espanha

Universidade Regional de Blumenau

Brasil

No quadro acima constatou-se que o Brasil foi o país que mais apareceu
com títulos publicados, seguido por Reino Unido, Colômbia, Polônia, Espanha,
Estados Unidos, Irã e Suíça. Esses são também os principais países que têm
publicação em acesso aberto. (ABADAL, 2012).

�No quadro abaixo, estão os 10 títulos de periódicos pagos mais
baixados, e entre eles, encontra-se a Taylor &amp; Francis, que segundo Lariviére,
Haustein e Mongeo (2015), está entre a quatros principais editoras mundiais
(Reed-Elsevier, Wiley-Blackwell, Springer e Taylor &amp; Francis), as quais juntas
publicam aproximadamente 50% dos conteúdos científicos na Web of Science.
Cabe ressaltar que mesmo não listadas no quadro abaixo, essas editoras são
as que detêm os maiores números de títulos com acesso pago utilizados nesse
estudo.
Com base nestes dados, pode-se deduzir que quem detém o controle
dessas publicações, tem uma maior probabilidade de ser utilizado pelos
pesquisadores. Por este motivo é importante refletir sobre os indicadores
métricos de uso, pois a hegemonia sobre o controle dos periódicos pode
influenciar para maiores índices de uso, muitas vezes sendo sinônimo de
qualidade do periódico e consequentemente um aumento do valor da
assinatura ou submissão dos artigos.
Quadro 2 - Periódicos de acesso restrito mais utilizados
Periódico Acesso Restrito

Journal of Advertising
Women's Wear Daily - WWD
AHFS
Journal of Advertising Research
Journal of Marketing
Administrative Science Quarterly
Journal of sport rehabilitation
Water Science and Technology: A Journal of the
International Association on Water Pollution
Research
Journal of Marketing Research
Research Technology Management

Editora

Taylor &amp; Francis
Conde Nast Publications
AHFS

World Advertising Research Center
American Marketing Association
Sage Publications
Human Kinetics Publishers, Inc.
IWA Publishing
American Marketing Association
Taylor &amp; Francis

Fonte: Elaborado pelo autor.

4 Considerações finais
A grande maioria das publicações são em periódicos de acesso restrito,
no entanto, as iniciativas de acesso aberto vem crescendo e ganhando espaço
no meio editorial de periódicos. Para se ter acesso a informação científica,
insumo indispensável ao desenvolvimento da ciência, as instituições assinam,
com provedores de conteúdos ou com as próprias editoras o licenças de uso
desses conteúdos.
Contudo, pode-se observar que parte desse conteúdo disponibilizado é
de acesso aberto, que nessa pesquisa representou aproximadamente ¼ do
conteúdo que receberam download. Número significativo para atentarmos a
essa questão, principalmente dentro dos critérios de seleção desses
provedores, já que os artigos em acesso aberto são encontrados em outras
fontes de pesquisa.
Assim, é importante ressaltar a realização de maiores estudos sobre
esse tema, já que esse trabalho não analisou os periódicos de publicação
híbrida ou títulos de revistas assinadas pelo Portal de Periódicos Capes.
Conteúdos dessa natureza são acessíveis pela comunidade científica tendo

�vinculo à instituições credenciadas ou não, e podem receber pagamento
duplicado caso a instituição que assina esse conteúdo não refletir sobre esse
contexto.
Essa pesquisa analisou a realidade da Biblioteca Universitária da UFSC,
sendo relevante realizar novos estudos para subsidiar uma maior compreensão
do tema.
Referências
ABADAL, Ernest. Acceso abierto a la ciència. Barcelona: Editorial UOC, 2012.
(Colección El profesional de la información). Disponível em:
&lt;http://diposit.ub.edu/dspace/bitstream/2445/24542/1/262142.pdf&gt; Acesso em:
5 jun. 2017.
DROESCHER, Fernando Dias; SILVA, Edna Lúcia. O acesso aberto e o uso da
informação científica. Investigación Bibliotecológica: Archivonomía,
Bibliotecológica e Información, v. 29, n. 65, p. 161-194, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0187358X16000204?via%3D
ihub&gt; Acesso em: 10 jul. 2017.
GUÉDON, Jean-Claude. Acesso Aberto e divisão entre ciência predominante e
ciência periférica. In: FERREIRA, Sueli Mara; TARGINO, Maria das Graças
(Org.). Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São
Paulo: Editora São Paulo, 2010.
GUÉDON, Jean-Claude. Oldenburg's Long Shadow: Librarians, Research
Scientists [...], Washington: Association of Research Libraries. 2001.
Disponível em:
&lt;http://www.arl.org/resources/pubs/mmproceedings/138guedon.shtml&gt;. Acesso
em: 07 abr. 2017.
KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um novo modelo para o
Brasil. Ci. Inf., Brasília , v. 35, n. 2, p. 91-102, Aug. 2006 . Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652006000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 27 jun. 2017.
LARIVIÉRE, V.; HAUSTEIN, S.; MONGEO, P. The oligopoly of academis
publishers in the digital era. PLOS One, v. 10, n.6, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info:doi/10.1371/journal.
pone.0127502&amp;representation=PDF&gt;. Acesso em: 21 jan. 2016.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31710">
                <text>ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DOS PERIÓDICOS DE ACESSO ABERTO DE UMA BASE DE DADOS ASSINADA PELA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFSC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31711">
                <text>Edson Mario Gavron</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31712">
                <text>Fabio Lorensi do Canto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31713">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31714">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31716">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31717">
                <text>Acessar a informação científica é a base para o progresso da ciência. Os periódicos científicos nesse contexto são amplamente utilizados pelos pesquisadores, porém o acesso a esse conteúdo se tornou muito caro, devido ao aumento dos preços desses periódicos. O acesso aberto surge como uma alternativa nesse contexto, que contribui para democratizar o acesso a conteúdos científicos. Existem várias revistas de acesso aberto disponíveis e parte delas são indexadas em bases de dados, no entanto, estas bases cobram para disponibilizar o acesso. Neste contexto, buscou-se investigar e conhecer o percentual dentro dos artigos baixados de uma base de dados assinada pela Biblioteca Universitária da UFSC, quais são de acesso aberto. Como método foi utilizado o relatório Counter para descobrir quais títulos de periódicos que receberam download e dentre esses, utilizou-se o diretório UlrichsWeb para pesquisar quais são de acesso aberto. A pesquisa resultou que aproximadamente ¼ do conteúdo baixado possui acesso aberto. Desta forma, conclui-se que os critérios de seleção dos provedores devem ser mais cautelosos, uma vez que os artigos de acesso aberto podem ser encontrados em outras fontes de pesquisa, sem necessidade de pagamento, para tanto sugere-se maiores estudos sobre o tema.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66636">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2672" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1754">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2672/1786-1803-1-PB.pdf</src>
        <authentication>6c4ace470e6204211b0c231f044996a8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31709">
                    <text>Ainda sobre o ato colecionador: abordagens para estudos de
coleções bibliográficas especiais

Leonardo Vasconcelos Renault (UFMG/FACE) - lvrenault@gmail.com
Dina Marques Pereira Araujo (UFMG) - dina.ufmg@gmail.com
Resumo:
Trata da apresentação da coleção especial Francisco Iglesias que faz parte da biblioteca
Professor Emilio Moura da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Discute a relevância
das coleções especiais em bibliotecas universitárias voltadas para a circulação de materiais
em atendimento às demandas da comunidade acadêmica. Neste sentido, propõe um horizonte
mais amplo de análise das coleções bibliográficas de modo geral e em específico das coleções
especiais no sentido de entender as relações socioculturais a que estão afeitas. Argumenta
ainda sobre a relevância do colecionador para constituição de coleções especiais. Neste
sentido apresenta Francisco Iglesias como uma figura muito importante para Minas Gerais e
também para construção do pensamento histórico e econômico de todo Brasil. Apresenta
ainda uma análise preliminar da coleção em sua totalidade, apontando indícios e
possibilidades de pesquisas futuras acerca dos usos e sentidos que a coleção apresentou para
o colecionador. Por fim, mostra a responsabilidade dos gestores de coleções especiais em
recuperar os sentidos e usos de constituição das coleções e também de apresentá-las e
ressignificá-las para as comunidades presentes e futuras.
Palavras-chave: Coleções Especiais; Francisco Iglesias (1923-1999); Colecionismo
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Coleções especiais
A presença de coleções especiais em bibliotecas de acervo aberto ao público é
uma das possibilidades de manifestações dessa tipologia de acervo em bibliotecas
institucionais. Além de constituir acervo de acesso restrito, muitas vezes estas coleções
despertam pouca atenção da comunidade de usuários da biblioteca – seja pela ausência
de atividades em prol da difusão da coleção especial e de programas de educação
patrimonial geridos pela biblioteca ou mesmo pelo desinteresse do público não
especializado nas temáticas que a coleção reúne. O ponto a ser destacado é que
coleções especiais devem contemplar ações que garantam seu amplo acesso ao público,
mesmo se seguindo regras específicas para consulta com vistas a sua preservação. Para
Araújo e Reis (2016, p. 184) as “coleções especiais em bibliotecas institucionais são
distintas dos demais acervos de uma biblioteca por sua constituição temática, finalidade,
características materiais e significados patrimoniais para a instituição que as preservam”.
Nesse sentido, há questões que podem ser observadas, uma delas diz respeito ao
conceito de coleção enquanto “fundo” arquivístico privado de determinada personalidade,
de relevância comprovada para o escopo de assuntos condizentes com os interesses da
comunidade e da instituição que abriga o acervo. Com referência a “fundo” o que se
pretende evocar é o conceito, oriundo da Arquivologia, que diz respeito à preservação da
integridade dos documentos: “os fundos de arquivo devem ser preservados sem
dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou adição indevida”.
(BELLOTO, 2002, p.21). Quando a coleção é recebida em uma instituição e estruturada a
partir desse ponto de vista, salvo exceções, passa a constituir coleção à parte do acervo
geral da biblioteca, com o objetivo de zelar por sua preservação. Evidentemente, a
restrição de empréstimo domiciliar é uma medida que tenta garantir a totalidade da
coleção preservada e, em especial, sua preservação material. As decisões para a
formação de coleções especiais refletem ainda a relevância do colecionador, sua relação
com a instituição recebedora do acervo e ainda a representatividade dentro de
determinada área de conhecimento e/ou para grupos sociais.
A coleção do professor Francisco Iglesias1, na biblioteca da Faculdade de Ciências
Econômicas (FACE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), se situa entre as
1

“Historiador que uniu conhecimento e estilo, Francisco Iglésias nasceu em 28 de abril de 1923, em
Pirapora (MG). Em 1945, dois anos depois de se graduar em Geografia e História pela Universidade Federal

�tipologias de coleções especiais em bibliotecas que também possuem outros acervos,
especificamente, aqueles destinados para empréstimo e atendimento ao público. Além de
constituir acervo rico em fontes sobre a história do Brasil e de Minas Gerais, essa Coleção
é parte do universo de documentos2 que Iglesias reuniu ao longo de sua produção
intelectual3. Dessa forma, o estudo da coleção é relevante por possibilitar analises,
também, dos aspectos da formação e das conexões do pensamento do renomado
pesquisador.
2 O colecionador: intenções de permanência
O colecionador, entre outras ambições, guarda consigo a intenção de permanência
de seus itens colecionados, pois de outra forma não valeria a pena guardar sua coleção
indefinidamente, aspirando a imortalidade de seus feitos.
Como ficções, coleções narram visões de mundo do conhecimento e da
compreensão moral em relação ao herói ou à heroína individuais, à família e à
sociedade, ao passado e ao exótico. Como em uma ficção, também, suas
maneiras de criar o fluxo da narrativa encontram-se abertas para análise,
demonstrando não ser um reflexo da natureza das coisas, mas uma construção
social em que o sentido aparente é criado a partir de um leque de possibilidades e
descontinuidades. (PEARCE, 1995, p. 412, tradução nossa).

Tais ficções ou engenhos humanos perpassam toda a cadeia de eventos que nos
condicionam como indivíduos e, ao mesmo tempo, nos mantem conectados com
universos e contextos no seio das conformações sociais. Ao elegermos essa perspectiva
percebemos que a constituição de coleções não é apenas como um empreendimento
individual, posto que os itens colecionados estão imbricados nos conflitos sociais de

de Minas Gerais, juntou-se aos amigos Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, Autran Dourado, Wilson
Figueiredo e outros para fundar a revista literária Edifício.
A partir de 1943, passou a colaborar em periódicos da capital mineira como a revista Kriterion, a Revista da
Faculdade de Direito ou o jornal O Diário. A partir daí, ao lado dos muitos livros que lançou, escreveu
inúmeros textos, plaquetes, prefácios, introduções e apresentações de catálogos, somando uma produção
que beira os 2.000 registros, de acordo com levantamento ainda não concluído.” INSTITUTO MOREIRA
SALLES. Disponível em: &lt; http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/francisco-iglesias&gt;. Acesso em: 22 jun.
2017.
2
Conforme indica o Instituto Moreira Salles: “O Acervo Francisco Iglésias chegou ao Instituto Moreira Salles
em 2002. É formado de biblioteca de 145 livros e 23 periódicos catalogados; e de arquivo com
aproximadamente: produção intelectual contendo 1.015 documentos, entre manuscritos e datiloscritos,
cadernos com anotações diversas, 36 cadernos escolares, correspondência com 1.560 itens, 380
documentos pessoais (cadernetas escolares, agendas, passaportes, documentos de aposentadoria), 1.350
recortes de jornais e de revistas, 482 fotografias, 14 documentos audiovisuais e três apensos.” INSTITUTO
MOREIRA SALLES. Disponível em: &lt; http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/francisco-iglesias&gt;. Acesso
em: 22 jun. 2017.
3
Há manuscritos, correspondências e missivas, ainda inéditas, que fazem parte do arquivo pessoal de
Francisco Iglesias. Não é escopo do presente trabalho discutir essa questão.

�produção, ordenamento e distribuição dos objetos culturais. Dessa forma, uma só coleção
pode ser abordada de diferentes formas e métodos. Um método muito difundido na
Biblioteconomia brasileira, em se tratando de livros, é caracterizar os itens de uma
coleção especial conforme a sua preciosidade, raridade ou característica especial que os
difere dos demais. Há que se considerar que essa prática bibliotecária, necessária para a
análise individual de livros em uma coleção, pode ser, por vezes, estanque dos
significados do ato do colecionador.
As relíquias fazem pensar numa curiosa dialética do ato de colecionar: tudo que
colecionamos, seja o que for, precisamos matar; literalmente, no caso de
borboletas e besouros, metaforicamente no caso de outros objetos, que são
tirados do seu ambiente, de suas funções e de sua circulação de costume, e,
postos num ambiente artificial, despidos de sua antiga utilidade, transformados em
objetos de uma ordem diferente, mortos para o mundo. (BLOM, 2003, p. 177).

O colecionador tenta tornar único o objeto colecionado, mas que ao mesmo tempo
tem sentido apenas em sua relação com a coleção. No caso da Coleção Francisco
Iglesias da FACE-UFMG, a particularidade não é dada somente pelos itens per si, mas
também por sua origem colecionadora ser construída por Francisco Iglesias4 tendo em
vista a reconhecida relevância desse pesquisador no contexto histórico, econômico e
cultural brasileiro.
3 Objetos de análise
A coleção Francisco Iglesias chegou à biblioteca da FACE-UFMG em meados de
2001, dois anos após sua morte, no mesmo ano começaram as primeiras inserções de
itens da coleção no sistema de catalogação da Universidade. A coleção guarda relação
intrínseca com a instituição, posto que Francisco Iglesias foi “professor de história
econômica, política e social, publicou centenas de artigos em jornais e revistas. Livredocente pela UFMG em 1955, publicou 10 livros em que é majoritária a presença de
temas de história econômica e história política”. (PAULA, 2001, p.100).
A coleção conta com 3793 exemplares, dentre eles obras que se relacionam com
as áreas de Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia. Há ainda livros que revelam o
apreço do pesquisador pela história do livro no Brasil, como os catálogos bibliográficos de
4

Obras de Iglésias como “Introdução a historiografia econômica” (1959), “Historia e ideologia” (1971) e “A
industrialização brasileira” (1985) são alguns dos livros de sua autoria que constam na Coleção da FACEUFMG. Esses livros são um dos exemplos de destaque da relevância de sua produção intelectual sobre
história econômica, em especial, sobre a historiografia da ciência política no Brasil e também sobre a
história da industrialização brasileira.

�Rubens Borba de Moraes, inventários de acervos arquivísiticos, entre outros. Uma análise
preliminar desses livros indica uma possível busca por superar a relação com suas fontes
de informação apenas como material de análise temporal dos temas que se
apresentavam em sua trajetória acadêmica para se tornarem objeto de fato de seus
estudos. Neste sentido é possível cogitar que o “Manual Bibliográfico de Estudos
Brasileiros”, de Moraes e Berrien (1949), pode ter servido de mapa para o estudo do
pensamento brasileiro através dos teóricos nacionais e estrangeiros, em seus mais
variados campos de conhecimento, presentes nessa obra de referência. Esses indícios se
apresentam aqui mais como questões e possibilidades instigantes do que comprovações
da relação de Iglesias com a sua coleção. Os desdobramentos dessa questão serão
abordados em trabalhos futuros. Para o presente texto, destacamos que os apontamentos
aqui levantados, sobre as análises de uma coleção bibliográfica especial, são reveladores
e importantes no campo da Ciência da Informação, no Brasil, porque abrem novas
possibilidades de estudos e discussões entre os profissionais da área.
4 Tentativas de sistematização dos argumentos
As coleções estão sob a constante ameaça de extinção, quer seja por condições
de preservação ou, noutras vezes, por questionamentos de sua relevância frente às
condições de reprodutibilidade no contexto virtual. Coleções especiais, no entanto,
guardam em sua própria denominação os pressupostos de consideração e auspícios de
imortalidade ou de longevidade mais prolongada.
Esses argumentos, embora válidos, devem se somar aos aspectos sociais e
culturais da constituição de coleções de modo geral. Dessa forma, análises, como a
empreendida aqui, pretendem proporcionar um olhar ampliado sobre as coleções, ao
mesmo tempo em que possibilita a imersão naquelas análises que tendem a individualizar
os itens para estudo. No caso da Coleção Francisco Iglesias, sob o argumento do estudo
de coleções, interessa analisar as obras em sua totalidade tensionadas com seus
desdobramentos socioculturais.
A presente discussão buscou ampliar perspectivas de análise de coleções
especiais para além das emergências das questões cotidianas na condução de acervos
bibliográficos, posto que a gestão destas coleções tem, sobretudo, a responsabilidade de
ressignificá-las para sua comunidade, para futuras gerações e muitas vezes para o

�próprio bibliotecário-gestor. Ressignificar as coleções são escolhas que se repetem
indefinidamente e, por vezes, decisões irreflexivas e a procura de respostas fáceis
escondem o real significado desses acervos nas bibliotecas.
Encerramos com Paula (2001, p.106) em texto sobre o professor Francisco
Iglesias:
Há quem escolha a noite, outros, o dia. Há quem escolha a linha, outros o volume.
Há quem escolha o bem-bom, outros, mal-mau. Outros escolhem não escolher.
São todas escolhas humanas. Francisco Iglesias escolheu, sobretudo, entender as
escolhas mais complexas, os que escolheram o “claro enigma”.

São estas escolhas que nos definem e nos posicionam nas questões universais
que caracterizam a cultura e o fazer humano e dentre elas as coleções e seus atos.
Referências
ARAÚJO, D. M. P.; REIS, A. S. dos. Bibliotecas, Bibliofilia e Bibliografia: alguns
apontamentos. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 7, p. 183201, 2016. ISSN 2178-2075. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/118770&gt;. Acesso em: 30 jul. 2017.
http://dx.doi.org/10.11606/issn.2178-2075.v7iespp183-201.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivística: objeto, princípios e rumos. São Paulo:
Associação dos Arquivistas de São Paulo, 2002.
BLOM, P. Ter e manter. Rio de Janeiro: Record, 2003.
IGLESIAS, F. Introdução a historiografia econômica. Belo Horizonte: Faculdade de
Ciências Econômicas da Universidade de Minas Gerais, 1959.
IGLESIAS, F. Historia e ideologia. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1971.
IGLESIAS, F. A industrialização brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1985.
MORAES, R. B. de; BERRIEN, W. Manual bibliográfico de estudos brasileiros. Rio de
Janeiro: Graf. Ed. Souza, 1949.
PAULA, J. A. de. Presença de Francisco Iglesias. In: __________ (Org.). Presença de
Francisco Iglesias. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 99-111.
PEARCE, S. M. On collecting: an investigation into collecting in the European tradition.
London: Routledge, 1995.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31701">
                <text>AINDA SOBRE O ATO COLECIONADOR: ABORDAGENS PARA ESTUDOS DE COLEÇÕES BIBLIOGRÁFICAS ESPECIAIS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31702">
                <text>Leonardo Vasconcelos Renault</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31703">
                <text>Dina Marques Pereira Araujo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31704">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31705">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31707">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31708">
                <text>Trata da apresentação da coleção especial Francisco Iglesias que faz parte da biblioteca Professor Emilio Moura da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Discute a relevância das coleções especiais em bibliotecas universitárias voltadas para a circulação de materiais em atendimento às demandas da comunidade acadêmica. Neste sentido, propõe um horizonte mais amplo de análise das coleções bibliográficas de modo geral e em específico das coleções especiais no sentido de entender as relações socioculturais a que estão afeitas. Argumenta ainda sobre a relevância do colecionador para constituição de coleções especiais. Neste sentido apresenta Francisco Iglesias como uma figura muito importante para Minas Gerais e também para construção do pensamento histórico e econômico de todo Brasil. Apresenta ainda uma análise preliminar da coleção em sua totalidade, apontando indícios e possibilidades de pesquisas futuras acerca dos usos e sentidos que a coleção apresentou para o colecionador. Por fim, mostra a responsabilidade dos gestores de coleções especiais em recuperar os sentidos e usos de constituição das coleções e também de apresentá-las e ressignificá-las para as comunidades presentes e futuras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66635">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2671" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1753">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2671/1785-1802-1-PB.pdf</src>
        <authentication>fc67758399d3f143e45e71f526ad40fe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31700">
                    <text>Abordagem quantitativa no processo de tomada de decisão para o
desenvolvimento de coleções: a experiência do SIBi-UFSCar

Denilson de Oliveira Sarvo (UFSCar) - denilson@ufscar.br
Emilene da Silva Ribeiro (UFSCar) - emilyribeiro@ufscar.br
Marina Penteado de Freitas (UFSCar) - mapenteado@gmail.com
Bruna Nascimento Rodrigues (UFSCar) - brunanr92@gmail.com
Daniele Aparecida da Cunha Carvalho Amaral (UFSCar) - daniee_ni@hotmail.com
Resumo:
O relato apresenta a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal
de São Carlos (SIBi-UFSCar) de utilizar indicadores bibliométricos e análise quantitativa
visando subsidiar o processo de tomada de decisão para o desenvolvimento de coleções de
suas unidades de informação. Dados extraídos a partir de relatórios do sistema de gestão
Pergamum foram importados para o software VantagePoint possibilitando a realização de
análises com enfoque em duas abordagens - a quantidade de obras segundo as exigências de
avaliação de cursos do MEC e a quantidade de exemplares conforme as demandas de uso dos
usuários - a elaboração de indicadores auxiliou o diagnóstico dos pontos fortes e fracos do
acervo, demonstrando divergências entre os requisitos de avaliação e uso real das coleções,
subsidiando deste modo a tomada de decisão quanto a alocação de recursos para a aquisição
de materiais informacionais das unidades do SIBi-UFSCar.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções; Indicadores bibliométricos; Avaliação de
curso; Gestão de bibliotecas.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

Eixo Temático: 3 Gestão de Bibliotecas

Resumo expandido
Introdução: Com a grande quantidade de informações que a todo momento é
disponibilizada, saber selecionar o material e as fontes de informação confiáveis
não é uma tarefa fácil, nem para os usuários, tampouco para os profissionais da
informação. E um dos momentos que torna necessário uma tomada de decisão pelo
bibliotecário se dá no instante da seleção de materiais informacionais passíveis de
compor seu acervo, para Vergueiro (1997. p. 8):
O bibliotecário conhece, ou deveria conhecer, o acervo sob sua
responsabilidade, tendo conhecimento dos pontos fortes e fracos sabendo
melhor do que ninguém em que aspectos ele está fraco, em que aspectos
ele está forte, e em que aspectos ele atingiu ou pode atingir um estágio
ideal de desenvolvimento; e o bibliotecário conhece, ou deveria conhecer,
o usuário cujas necessidades informacionais tem por obrigação procurar
atender, sabendo avaliar objetivamente suas demandas e diferenciando as
que têm características mais duradouras, ligadas a necessidades reais, das
que são ditadas por tendências esporádicas, influência dos meios de
comunicação de massa ou modismo.

Entre os tipos de tomadas de decisões que envolvem a gestão de unidades de
informação estão: determinar seus objetivos; mensurar o desempenho,
identificando quando os objetivos não são alcançados; definir problemas a serem
resolvidos; estipular alternativas e dentre elas escolher as melhores; e aplicar
soluções, para Drucker (1954 apud TARAPANOFF, 1995, p. 14) “nos sistemas
informacionais, como nas organizações abertas de modo geral, o processo decisório
tem origem na identificação de problemas ou oportunidades, na coleta e análise de
dados e informações sobre estes problemas/oportunidades e na conversão dessa
informação em ação”.
Abordagens quantitativas, como o uso dos indicadores bibliométricos,
podem auxiliar o diagnósticos de problemas e tomadas de decisões em unidades de
informação, a análise de ocorrências de eventos e a ponderação do rendimento das
atividades desenvolvidas resultam em dados proficientes e indispensáveis na
gestão, que contribuem para a qualidade dos serviços das bibliotecas. No caso do
desenvolvimento de coleção, a análise de dados quanto às demandas de usuários,

�estatísticas de uso e itens direcionados para a avaliação de cursos podem subsidiar
a tomada de decisão quanto a aquisição de materiais, para Mattos (2009, p. 43) “a
interpretação das análises quantitativas das coleções é um instrumento auxiliar na
tomada de decisão, que se relaciona com o planejamento, seleção, revisão e
desbastamento”.
Uma das fontes voltadas para a obtenção de dados e a confecção de
indicadores para realização de análises quantitativas é o software de gestão de
bibliotecas, que possui como potencial apresentar um diagnóstico quanto o uso e os
usuários da unidade de informação, sendo necessário para isso apresentar dados
precisos, que sejam fidedignos com a realidade da organização, para Tarapanoff
(1995) os benefícios de um sistema de informação gerencial com qualidade são
muito significativos para a organização, já que traz redução de custo das operações
e melhorias no acesso à informação, propiciando relatórios mais precisos, emitidos
com menor esforço e em menor tempo, o que reflete de modo positivo no processo
de tomada de decisões da organização.

Relato da experiência: A partir dos aspectos citados, este relato apresenta a
experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de São
Carlos (SIBi-UFSCar) quanto o uso de indicadores bibliométrico e realização de
análise quantitativa a partir de dados extraídos de seu sistema de gestão de
bibliotecas visando subsidiar o processo de tomada de decisão para o
desenvolvimento de coleções de suas unidades de informação. O SIBi-UFSCar foi
instituído em 2014, sendo composto por um comitê gestor e quatro unidades de
informação distribuídas entre os campi da universidade – Biblioteca Comunitária
do Campus São Carlos (BCo), Biblioteca do Campus Araras (BAr), Biblioteca do
Campus Lagoa do Sino (BLS) e Biblioteca do Campus Sorocaba (BSo), sendo
responsável pelo desenvolvimento de políticas e gestão de questões informacionais
para apoio das atividades da UFSCar.
No ano de 2015 ações voltadas para o tratamento de dados e avaliação da
integridade de registros foram realizadas visando a migração do sistema PHL Personal Home Library para o Pergamum, o que possibilitou, além de outras
melhorias, a extração de relatório mais precisos e fidedignos da organização. A
partir da instalação do Pergamum, a disponibilidade do módulo “aquisição” e a
demanda das unidades para otimizarem seu processo de desenvolvimento de
coleções, visando atender aos requisitos de avaliação de cursos, demandas de
usuários e melhor utilização de seus recursos financeiros, iniciou-se o uso da
abordagem quantitativa para apoio no processo de desenvolvimento de coleções. O
módulo de aquisição do Pergamum permite a inserção de dados sobre os cursos
que a universidade possui (graduação e pós-graduação), disciplinas dentro de cada

�curso, semestres que estas disciplinas são oferecidas, informações sobre
bibliografias básicas e complementares indicadas a partir do projeto pedagógico de
cada disciplina, a emissão de relatórios que estabelecem a relação de obras
emprestadas, quantidades de obras no acervo, quantidades de alunos por disciplina
e as exigências estabelecidas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (SINAES) do MEC, emitindo um relatório que indica os pontos fortes e
fracos do acervo.
Um projeto piloto foi desenvolvido a partir dos dados de 15 cursos de
graduação já inseridos no módulo aquisição do Pergamum, sendo emitido um
relatório com os dados sobre cursos, disciplinas, bibliografia, entre outros, que
foram analisados a partir do VantagePoint, software voltado para o
desenvolvimento de indicadores e análises quantitativas. No total foram
importados para análise dados de 585 disciplinas distribuídas entre os cursos
cadastrados, sendo contabilizadas 2338 obras que contemplam as bibliografias
básicas e complementares indicadas nos projetos pedagógicos e que existem no
acervo das unidades.
Visando o desenvolvimento da análise, um curso com duração de 4 anos foi
elencado, possuindo 51 disciplinas ofertadas em 8 semestres e 40 vagas anuais. A
partir da análise foram identificadas 263 obras que a unidade onde o curso é
oferecido possui e 18 obras que estão indicadas no projeto pedagógico e que a
unidade não possui. Buscando identificar quais as obras deveriam ser adquiridas
foram elencadas as referências com maior número de ocorrências sendo uma obra
utilizada por 32 disciplinas e duas obras utilizadas por 11 disciplinas cada,
indicando deste modo quais as obras mais solicitadas a partir do projeto
pedagógico. Seguindo os critérios de avaliação do MEC, para obter a nota 5 seria
necessário no acervo um total de 32 exemplares, pois o curso possui a duração de 4
anos, 40 alunos e a obra é indicada em 4 disciplinas em comum nos semestres,
totalizando deste modo a estimativa de uso da obra por 160 alunos por semestre. A
partir desta análise a tomada de decisão é direcionar recursos para a aquisição de
novos exemplares da obra, uma vez que a unidade possui somente 12 exemplares,
não atendendo a quantidade suficiente segundo os critérios de avaliação de curso.
A partir dessa primeira análise foi realizada a relação da demanda segundo os
critérios de avaliação de curso e a taxa de circulação das obras, o que permitiu
identificar uma tendência oposta ao resultado da primeira análise, na qual as obras
tiveram poucos empréstimos no decorrer dos anos, não apresentando ocorrências
de reservas e renovações, demonstrando que a decisão por adquirir um número
maior de exemplares não corresponde à necessidade real da comunidade de
usuários.
As outras duas obras que são utilizadas em 11 disciplinas cada, são
oferecidas em dois semestres que se repetem, portanto seriam 40 alunos por ano,

�sendo dois semestres utilizando, foi calculado a partir da estimativa de uso de 80
alunos e para obter a nota 5 do MEC, sendo assim seria preciso 16 exemplares de
cada obra. Uma destas obras possuem 24 exemplares, portanto já foi atendido a
quantidade do MEC e também foi analisado que o volume de empréstimos é
compatível com os exemplares disponíveis, atendendo os alunos. A outra obra
possui apenas 8 exemplares, não atendendo as exigências do MEC para obter a
nota 5, porém é o mesmo caso da primeira obra, é pouco utilizado, não sendo
necessária a aquisição de mais exemplares.

Considerações finais: Este relato apresentou a experiência prévia do SIBiUFSCar de utilizar uma abordagem quantitativa visando o diagnóstico e apoio para
a tomada de decisões sobre o desenvolvimento de coleções, o objetivo destas
análises foi a de diagnosticar a relação entre as exigências provenientes do processo
de avaliação de cursos, as demandas reais identificadas a partir do uso do acervo e
a necessidade de otimização no uso de recursos para a aquisição de materiais. Até o
momento foi possível identificar uma divergência entre os itens indicados nos
projetos pedagógicos, utilizados como base para sua avaliação, e o uso real feito
pelos usuários, podendo a decisão entre considerar o atendimento de uma ou outra
demanda um ponto fraco para a unidade de informação, mas também como uma
oportunidade de melhoria, realizada por intermédio da adequação entre uso e
projetos pedagógicos dos cursos ofertados. Como projeção para a continuidade da
análise está a integração total entre o software de gestão de bibliotecas e outros
sistemas da UFSCar, o que irá garantir integridade de dados, além de prosseguir
com o controle de qualidade que vem sendo realizado pelo SIBI-UFSCar, deste
modo o sistema de gestão das unidades será uma fonte cada vez mais adequada
para a realização de análises, o que possibilitará melhores diagnósticos e tomadas
de decisões.
Referências
MATTOS, Ana Maria; DIAS, Eduardo José Wense. Desenvolvimento de coleções
em bibliotecas universitárias: uma abordagem quantitativa. Perspectivas em
Ciência da Informação, v. 14, n. 3, p. 38-60, 2009. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/214&gt;. Acesso
em: 14 jul. 2017.
TARAPANOFF, Kira. Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de
informação. Brasília: Thesaurus, 1995.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e
técnicas. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 1997.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31689">
                <text>ABORDAGEM QUANTITATIVA NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES: A EXPERIÊNCIA DO SIBI-UFSCAR</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31690">
                <text>Denilson de Oliveira Sarvo</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31691">
                <text>Emilene da Silva Ribeiro</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31692">
                <text>Marina Penteado de Freitas</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31693">
                <text>Bruna Nascimento Rodrigues</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31694">
                <text>Daniele Aparecida da Cunha Carvalho Amaral</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31695">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31696">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31698">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31699">
                <text>O relato apresenta a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de São Carlos (SIBi-UFSCar) de utilizar indicadores bibliométricos e análise quantitativa visando subsidiar o processo de tomada de decisão para o desenvolvimento de coleções de suas unidades de informação. Dados extraídos a partir de relatórios do sistema de gestão Pergamum foram importados para o software VantagePoint possibilitando a realização de análises com enfoque em duas abordagens - a quantidade de obras segundo as exigências de avaliação de cursos do MEC e a quantidade de exemplares conforme as demandas de uso dos usuários - a elaboração de indicadores auxiliou o diagnóstico dos pontos fortes e fracos do acervo, demonstrando divergências entre os requisitos de avaliação e uso real das coleções, subsidiando deste modo a tomada de decisão quanto a alocação de recursos para a aquisição de materiais informacionais das unidades do SIBi-UFSCar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66634">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="18">
        <name>cbbd2017</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2670" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1752">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/23/2670/1784-1801-1-PB.pdf</src>
        <authentication>06fd12da2509265277a12f843a7b1b82</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="31688">
                    <text>A Visibilidade do Repositório Institucional da UFBA: uma revisão
do Ranking Web of Repositories.

Daniel Cerqueira Silva (UFBA) - falecomdaniel@yahoo.com.br
Uillis de Assis Santos (UFBA) - uillisassis@hotmail.com
Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise documental nos relatórios
eletrônicos do RI/UFBA, em conjunto com o uso da ferramenta Google Analytics, tomando
como base os seguintes critérios: Size/tamanho (número de arquivos); visibility/visibilidade
(quantidade de visualizações); Scholar (arquivos encontrados no Google Scholar) e Files
Inch/Riqueza de formatos (quantidade da variedade de suportes), os quais são utilizados pelo
Ranking Web of Repositories para estabelecer o ranking mundial dos repositórios de acesso
aberto. Foi realizada uma tabulação de dados por meio de planilhas eletrônicas (Planilhas
Google e Microsoft Excel) no sentido de obter um mapeamento de como está "distribuído" o
conteúdo do RI/UFBA e analisá-lo no sentido de fazer um estudo paralelo, de forma a
especificar os dados do “rankeamento” proposto no RWR. A metodologia utilizada nesta
pesquisa é descritiva, com uma abordagem quantitativa e os procedimentos utilizados foram a
pesquisa bibliográfica, documental e observação direta. O estudo tentar compreender quais as
características, as condições e os fluxos que levaram o RI/UFBA a estar na posição atual. Mas
também visa identificar pontos de melhoria e comparar o RI/UFBA com os seus concorrentes,
podendo inclusive, suscitar a criação de novos mecanismos que favoreçam no aumento da
visibilidade da produção científica da UFBA no cenário mundial.
Palavras-chave: Repositório Institucional – Universidade Federal da Bahia; Repositório
Institucional – Ranking Web of Repositories; Produção Acadêmica –
Universidade
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO

Implantado em 2007, o Repositório Institucional da Universidade Federal da
Bahia (RI/UFBA) foi um dos pioneiros no Nordeste e teve como modelo o repositório
da Universidade do Minho em Portugal. Foi concebido para estar alinhado com o
movimento mundial de Open Acess.
Ao se fazer uma consulta no Ranking Web of Repositoires (RWR) constatouse que o RI/UFBA está "rankeado" como o de nº 258 no mundo, o 11º na América
Latina e o 7º no Brasil. Apesar do site utilizar os critérios de tamanho, visualizações
no Google Scholar e a diversidade de arquivos (files rich), para considerar o
posicionamento de cada um dos repositórios, ele não detalha os dados brutos
utilizados no "rankeamento", dificultando a compreensão do perfil numérico do
obtido, impossibilitando, inclusive, uma comparação mais direta com outros
repositórios. Mais do que isso, este site usa um tipo de média cuja formula não foi
explicitada, tampouco a metodologia adotada na pesquisa como um todo.
Embora seja notável a seriedade do Cybermetrics Lab, grupo do estudo
responsável pela pesquisa, existe uma clara dificuldade de interpretação dos dados
expostos site RWR. Assim, o presente trabalho é fortemente motivado também pela
tentativa de complementar ou tornar mais clara e profunda.
Portanto a dinâmica real de uso do RI/UFBA já que os resultados expostos
pelo RWR são pouco abrangentes, suscitando mais dúvidas que esclarecimentos
em alguns momentos.

O estudo realizado anteriormente por Santos e Cardoso

(2013, p.12) sugere um maior aprofundamento sobre o tema:
Nota-se que a avaliação webométrica divulgada pelo empreendimento não
fornece detalhes suficientes para entender a importância e a contribuição
relativa de cada repositório no panorama de discussões sobre o movimento
do acesso aberto.

Autores como Aguillo et al. (2010) já alertava para a necessidade de revisão
dos procedimentos para recuperação de dados para análises webométricas e
Gomes (2012) também fala sobre essa dificuldade: “...a webometria vivencia hoje
um cenário de crise e novos desafios diante das restrições de acesso a informação
impostos pelos mecanismos de busca”.
Portanto, este estudo é justificável também não só por se tentar compreender quais
as características, as condições e os fluxos que levaram o RI/UFBA a estar na

�posição atual. Mas também para identificar pontos de melhoria e comparar o
RI/UFBA com os seus concorrentes, podendo inclusive, suscitar a criação de novos
mecanismos que favoreçam no aumento da visibilidade da produção científica da
UFBA no cenário mundial.

MÉTODO DA PESQUISA

Quanto aos objetivos, a presente pesquisa caracteriza-se como descritiva por
"identificar as características de um determinado problema ou questão e descrever o
comportamento dos fatos e fenômenos" (BRAGA, 2007, p. 25). E apresenta-se como
de abordagem quantitativa. Para tanto, os procedimentos utilizados foram a
pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e observação direta do RI/UFBA.
Assim, foi realizada uma análise documental nos relatórios eletrônicos do RI/UFBA,
em conjunto com o uso da ferramenta Google Analytics, de forma que se obtivessem
dados que correspondessem aos indicadores do RWR. Desta forma, foi proposto um
desdobramento das variáveis utilizadas na pesquisa deste site, sendo: Size/tamanho
(número de arquivos), visibility/visibilidade (quantidade de visualizações), Scholar
(arquivos encontrados no Google Scholar) e Files Inch/Riqueza de formatos
(quantidade da variedade de suportes).
Foi realizada uma tabulação de dados por meio de planilhas eletrônicas
(Planilhas Google e Microsoft Excel) no sentido de obter um mapeamento de como
está "distribuído" o conteúdo do RI/UFBA e analisá-lo no sentido de fazer um estudo
paralelo, de forma a especificar os dados do “rankeamento” proposto no RWR.
Assim sendo, foram analisados os relatórios da plataforma RI/UFBA, no intervalo de
1/01/2016 à 31/12/2016, em que foi possível constatar o acumulado de 21.352
arquivos depositados, revelando a quantidade (tamanho) preciso de itens desta
plataforma. Quanto ao indicador visualizações, foi utilizado o mesmo intervalo de
tempo, e o uso do Google Analytics permitiu a constatação de 20.564 visualizações
distribuída entre 147 países, fora o Brasil, já que o objeto deste estudo é se ater a
internacionalização do conhecimento científico brasileiro. Para viabilizar tal
disposição gráfica, optou-se por dividir o quantitativo de países em três grupos,
sendo: 1º grupo formado pelos 49 países que demonstraram visualizações de 6.250
a 44, o 2º grupo também 49 países que demonstraram de 42 a 4 visualizações e o

�Qatar
Réunion
Bangladesh
Benin
Cyprus
French Guiana
Iceland
Jamaica
Libya
Rwanda
Zimbabwe
Andorra
Brunei
Congo - Brazzaville
Curaçao
Georgia
Ghana
Haiti
Cambodia
Kazakhstan
Lithuania
Malta
Nepal
French Polynesia
Palestine
Suriname
Trinidad &amp; Tobago
Tanzania
Yemen
Bosnia &amp;…
Bahamas
Belarus
Congo - Kinshasa
Côte d’Ivoire
Grenada
Guernsey
Guinea
Guam
Jersey
Kuwait
Madagascar
Mali
Namibia
Oman
South Sudan
Kosovo
Zambia

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2

3
3
3
3
3
3
3
3
3

4
4
Dominican…
Costa Rica
Pakistan
Iraq
Algeria
Denmark
Bulgaria
Czechia
Greece
Hungary
Nigeria
Vietnam
Saudi Arabia
Singapore
United Arab…
New Zealand
Finland
São Tomé &amp;…
Panama
Ukraine
Cuba
Morocco
Slovakia
Nicaragua
Senegal
Hong Kong
Guatemala
Serbia
Sri Lanka
Luxembourg
Macau
Tunisia
Honduras
Croatia
Slovenia
Puerto Rico
Latvia
Ethiopia
Jordan
Moldova
El Salvador
Syria
Cameroon
Lebanon
Mauritius
Armenia
Estonia
Macedonia…
Mongolia

42
37
36
34
32
30
28
28
28
27
26
26
25
24
23
23
22
22
20
20
15
15
15
14
14
13
11
11
10
10
10
10
9
9
9
8
7
6
6
6
6
6
5
5
5
4
4
4
4
Portugal
United States
Mozambique
Angola
Norway
Colombia
Mexico
India
Spain
Argentina
Germany
France
Peru
Italy
Canada
Cape Verde
Kenya
Russia
China
Chile
Netherlands
Ecuador
Japan
Uruguay
Bolivia
Iran
Switzerland
Venezuela
Australia
Turkey
Paraguay
Israel
Indonesia
South Korea
Belgium
Sweden
Sudan
Austria
Ireland
Poland
Philippines
Romania
Taiwan
Malaysia
Thailand
Guinea-Bissau
South Africa
Egypt
Timor-Leste

6250
2344
1400
1195
780
669
561
529
482
479
424
405
319
250
242
230
220
204
198
181
180
161
130
129
112
108
103
103
102
95
90
88
76
72
60
59
57
56
54
51
50
50
49
48
48
45
45
44
44

terceiro grupo de 47 países com 4 a 1 visualizações. Sendo assim, resultaram-se as

seguintes representações:

Visualizações

Gráfico 1: Visualizações x Grupo de países 1

Fonte: próprios autores
Paises

Gráfico 2: Visualizações x Grupo de países 2

Visualizações

Fonte: próprios autores
Paises

Visualizações

Gráfico 3: Visualizões x Grupo de países 3

Paises

Fonte: próprios autores

As representações permitiram observar que as visualizações no RI/UFBA

alcançaram diversos continentes, sendo os maiores volumes respectivamente:

América do Norte, Central e do Sul; Europa Ocidental e Leste Europeu; Oriente

Médio; Sudeste Asiático; África.

Com relação ao critério Scholar, foi possível constatar, por meio do Google

Analytics, o total de: 149.281 documentos do RI/UFBA que são acessados através

do Google Scholar, considerando apenas o endereço “scholar.google.com”. Uma

�limitação da pesquisa foi justamente com relação ao critério Files Inch, que se refere
a variedade de arquivos segundo o RWR. Neste caso não foi possível identificar no
próprio site do RWR se tal critério refere-se a variedade de suportes (livros,
periódico, capítulo de livros, teses e dissertações) ou formato eletrônico (Word,
Excel, PDF, JPG e outros). Diante de tal imprecisão, optou-se por descartar esse
critério já que não seria possível se realizar um levantamento preciso de qual
formato deverá ser considerado no RI/UFBA.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com relação ao objetivo do estudo, foi possível traçar um paralelo entre os
resultados do Ranking Web of Repositories e os resultados obtidos nesta pesquisa,
sendo possível alcançar dados mais detalhados e precisos tais como: o tamanho
real do repositório, o número real de visualizações e os países onde elas são feitas,
assim o número de arquivos encontrados no Google Scholar. Foi possível concluir
que o tamanho do repositório, 21.352, é representativo dentro do cenário nacional, já
que o RI/UFBA fica em 7º no Brasil, no entanto ainda é um número modesto dentro
da realidade mundial, como referência podemos ter a Universidade de São Paulo
(USP) que ocupa o 1º no ranking nacional, é a 17ª no mundial, e está a 241
posições à frente da Universidade Federal da Bahia. Isso demonstra uma
necessidade de melhoria no aumento de volume de itens no RI/UFBA, por exemplo.
O total de 21.075 visualizações proporciona uma média diária de 57,7
acessos diários ao RI/UFBA. E o fato dele está sendo acessado em 157 países
diferentes, demonstra uma boa média de alcance do repositório ao redor do mundo,
já que houve uma distribuição entre países de continentes diferentes, contando
inclusive, com visualizações de países pouco conhecidos como Réunion, território
francês no Oceano Índico, e a Ilha de Guão, território americano no oeste do
Oceano Pacífico.
O Google Scholar tem sido uma porta de acesso substancial aos arquivos do
RI/UFBA na comunidade internacional. Sobretudo, seria interessante criar
estratégias de divulgação e disponibilização de meios para acessar o acervo do RI
por outros recursos, como as redes sociais, por exemplo, afim de se superar os
149.281 itens encontrados.

�Em vista dos argumentos apresentados, o presente trabalho possibilitou ter
um maior conhecimento sobre o uso e a expansão internacional do RI/UFBA. Aliado
a isso, permitiu também fazer um estudo mais detalhado sobre as formas de acesso
e as características do RI/UFBA servindo como estudo complementar do RWR que
até então trazia resultados mais generalizados e de compreensão mais complexa.
Assim, espera-se que os resultados aqui alcançados, sirvam de base para outros
estudos ou ações que possibilitem ajustes e melhorias na estrutura, nas
funcionalidades e na divulgação dos repositórios institucionais, considerando
sobretudo, o

potencial destas ferramentas para

a

internacionalização

do

conhecimento cientifico brasileiro.

REFERÊNCIAS

AGUILLO, I.F. et al. Indicators for webometric ranking of open access repositories.
Scientometrics, Budapest, v. 82, p. 477-486, 2010.
BRAGA, Kátia Soares. Aspectos relevantes para a seleção de metodologia
adequada à pesquisa social em Ciência da Informação. In: MUELLER, Suzana P. M.
(Org.). Métodos para a pesquisa em Ciência da Informação. Brasília: Thesaurus,
2007.
GOOGLE
Analytics.
Disponível
&lt;https://analytics.google.com/analytics/web/?hl=pt-BR#embed/reporthome/a24230154w47325645p47647370/&gt;. Acesso em: 18 jun. 2017.

em:

GOUVEIA, F.C. A webometria e as restrições dos mecanismos de buscas: crise ou
oportunidade?
In:
ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E
CIENTOMETRIA, 3., 2012, Gramado. Anais... Gramado: [s.n.], 2012.
RANKING web of repositories. Disponível em: &lt;http://repositories.webometrics.info&gt;.
Acesso em: 16 jun. 2017.
REPOSITÓRIO Institucional da Universidade Federal da Bahia. Disponível em:
&lt;http://repositorio.ufba.br/ri&gt;. Acesso em: 17 jun. 2017.
SANTOS, Rafael Antunes dos; CARDOSO, Roberto Carlos. Avaliação de
repositórios institucionais: o Brasil no ranking webométrico. In: Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, 25., 2013,
Florianópolis. Anais... Florianópolis: [s.n.], 2013.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="23">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26057">
                  <text>CBBD - Edição: 27 - Ano: 2017 (Fortaleza/Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26058">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26059">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26060">
                  <text>2017</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26061">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26062">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26063">
                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31680">
                <text>A VISIBILIDADE DO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UFBA: UMA REVISÃO DO RANKING WEB OF REPOSITORIES.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31681">
                <text>Daniel Cerqueira Silva</text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="31682">
                <text>Uillis de Assis Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31683">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31684">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31686">
                <text>Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="31687">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise documental nos relatórios eletrônicos do RI/UFBA, em conjunto com o uso da ferramenta Google Analytics, tomando como base os seguintes critérios: Size/tamanho (número de arquivos); visibility/visibilidade (quantidade de visualizações); Scholar (arquivos encontrados no Google Scholar) e Files Inch/Riqueza de formatos (quantidade da variedade de suportes), os quais são utilizados pelo Ranking Web of Repositories para estabelecer o ranking mundial dos repositórios de acesso aberto. Foi realizada uma tabulação de dados por meio de planilhas eletrônicas (Planilhas Google e Microsoft Excel) no sentido de obter um mapeamento de como está "distribuído" o conteúdo do RI/UFBA e analisá-lo no sentido de fazer um estudo paralelo, de forma a especificar os dados do “rankeamento” proposto no RWR. A metodologia utilizada nesta pesquisa é descritiva, com uma abordagem quantitativa e os procedimentos util