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REGRAS E CRITÉRIOS PARA CONSTRUÇÃO DE THESAURI MONOLINGÜES ESPECIALIZADOS; Proposta de norma

MICHELAYMARD
MICHEL
AYMARD
Depto. de Biblioteconomia e Documentação
da Escola de Comunicações e Artes — USP.
ISABEL FERNANDEZ LOPEZ
Documentação do Museu da Imagem e do
Som de São Paulo.
ROBERTO BARSOTTI
Centro de Processamento de Dados do
Instituto de Energia Atômica.
APRESENTAÇÃO
O trabalho ora apresentado visa, sob forma de proposta de norma, estabelecer regras
e critérios práticos para a construção de thesauri monolíngües
monoli'ngües especializados.
Atualmente, a maioria dos thesauri especializados, em uso no Brasil, são de
procedência estrangeira, ora traduzidos e adaptados, ora utilizados no vernáculo de
origem. Via de regra tais thesauri, além de nem sempre obedecer às recomendações
existentes da ISO, não indicam nem os critérios de seleção dos descritores, e nem
justificam o relacionamento semântico estabelecido entre os mesmos.
Este trabalho procura orientar as bibliotecas e centros de documentação brasileiros
na elaboração de tais thesauri, tornando possível sua integração em sistemas regionais ou
nacionais de informação especializada.

RESUMO
A construção de thesauri monolíngües especializados desenvolve-se em
três etapas principais: levantamento do vocabulário da área especializada
considerada, definição de certos termos num glossário e organização destes
termos por meio de relações semânticas de equivalência, de hierarquia e de
correlação.
No thesaurus, os termos são apresentados alfabética ou tematicamente
em listas ou fichas.
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�1 - INTRODUÇÃO
As regras aqui apresentadas visam assegurar a compatibilidade das linguagens
documentárias entre si, condição indispensável para a constituição de sistemas de
informação.
O estudo ora apresentado baseia-se no Projeto de Norma Experimental ISO/D IS
2788 (1972) "Guidelines for the establishment and development of monolingual thesauri
for Information
information retrieval", e na Norma Experimental Francesa da AFNOR "Règles
d'établissement des thesaurus en langue française", de 1973, adaptados e completados
notadamente pela introdução de regras práticas, destinadas essencialmente à redação de
glossários, extraídas da "Terminologia
"Terminologie et Léxicographie médicales", publicadas pela OMS
(Organização Mundial de Saúde) em Paris, em 1967.
Refere-se este trabalho apenas a thesauri usados em Documentação para
recuperação de informações não dizendo, portanto, respeito a obras de idêntica
denominação, e que consistem em relações ou classificações de palavras de uma língua
dada, em uso num período determinado de tempo. Como exemplo deste tipo de
thesaurus pode-se citar o Thesaurus de Roget que, para a língua inglesa, agrupa termos
num sistema de classificação arborescente — encimado por seis classes principais —
constituindo-se num dicionário analógico para esta língua.
A presente proposta de norma para construção de thesauri monolíngües
especializados, foi elaborada por Michel Aymard, Professor do Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de
São Paulo, em colaboração com Isabel Fernandez Lopez, do Setor de Documentação do
Museu da Imagem e do Som, da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de
São Paulo, e com a participação de Roberto Barsotti, do Centro de Processamento de
Dados do Instituto de Energia Atômica.
z

2 - OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO
2.1 — Objetivo
0
O presente estudo tem por objetivo elaborar e apresentar as regras práticas a serem
aplicadas na elaboração e redação de thesauri monolíngües especializados. Para que este
objetivo geral seja atingido, o presente trabalho visa especificamente a:
a) Orientar Centros de Documentação no que se refere à construção de thesauri
monolíngües, de forma a obter-se tanto a maior compatibilidade entre
vocabulários de áreas diversas, como a maior consistência de vocabulário dentro
de uma mesma área.
b) Indicar procedimentos para a redação de thesauri monolíngües.
2.2 — Campo de Aplicação
As regras apresentadas neste trabalho não visam nenhum domínio específico de
conhecimento, mas procuram aplicar-se ao maior número possível de áreas especializadas.
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�3- DEFINIÇÕES
3-DEFINIÇÕES
Um thesaurus pode ser definido de acordo com sua função, ou de acordo com sua
estrutura.
Quanto à sua função, é um instrumento de controle de terminologia utilizado para
traduzir a linguagem natural empregada nos documentos e pelos indexadores e usuários,
numa linguagem sistemática (linguagem documentária, linguagem de informação).
Quanto áà sua estrutura, o thesaurus é um vocabulário — controlado e dinâmico — de
termos relacionados entre si semântica e genericamente, e que se aplica a um domínio
específico do conhecimento.
^
NOTA: A norma experimental francesa acima citada não inclui, ao contrário da norma ISO,
NOTA;
ISO; a
possibilidade oferecida pelo thesaurus, de traduzir a linguagem documentária na linguagem
natural original. Neste aspecto, o presente trabalho segue a norma francesa. A tradução da
linguagem documentária em linguagem natural não pareceu ter, para os autores, e tendo em
vista a finalidade do mesmo, qualquer utilidade prática.
■ -n
4- ELABORAÇÃO DE UM THESAURUS
A elaboração de um thesaurus monolíngüe especializado desenvolve-se em três
etapas principais:
a) Levantamento do vocabulário da área abrangida pelo thesaurus
b) Redação do glossário da área
c) Redação do thesaurus propriamente dito
4.1 — Levantamento do Vocabulário
4.1.1 — Coleta de vocábulos
O levantamento dos vocábulos que serão eventualmente incluídos no thesaurus
efetua-se a partir das fontes comumente usadas em biblioteconomia:
a) consultas de usuários;
b) conteúdos de obras especializadas;
c) dicionários especializados;
d) documentos especializados;
e) índices (Uhitermo
(Unitermo e similares);
f) índices remissivos de obras especializadas;
g) normas e terminologias;
h) publicações de resumos, etc.
4.2 — Organização do Vocabulário
4.2.1 — Seleção de palavras-chave
Um thesaurus não deve incluir todo o vocabulário da área considerada, mas somente
os termos que são ou poderão ser úteis para a caracterização das consultas e dos
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�documentos e para a recuperação das informações. Assim, via de regra — e ainda que a
freqüència não constitua, em absoluto, uma medida da utilidade — os vocábulos cuja
freqüência
freqüêrKia de uso na área especializada é, ou muito grande, ou muito pequena, não
freqüêrx:ia
deverão integrar o thesaurus.
Aos vocábulos selecionados de acordo com esse critério, dá-se
dã-se o nome de
palavra-chave.
4.2.2 — Seleção dos descritores
O conjunto de palavras-chave resultante da coleta e da seleção, como exposto em
4.2.1. não deverá ser utilizado tal qual para a construção do thesaurus. Para atender ao
objetivo de controle e, portanto, de normalização da terminologia, é necessário que se
efetue uma redução do conjunto de palavras-chave pela determinação daquelas cujo uso é
recomendável ou recomendado na área considerada. A estas palavras-chave dá-se o nome
de "descritor".
A seleção deve seguir determinados critérios, apresentados aqui por ordem
decrescente de importância:
4.2.2.1 — Usar, preferencialmente, o vernáculo.
vernácula Quando, para expressar um mesmo
conceito, é também usado um vocábulo estrangeiro, este passa a ser considerado como
sinônimo tolerado (ver 5.8.3.)
Exemplos: EVASÃO DE CÉREBROS deve ser preferido a "BRAIN DRAIN".
RETROALIMENTAÇÃO deve ser preferido a "FEEDBACK".
Quando não existe no vernáculo tradução adequada para um termo estrangeiro, este
deve ser considerado como neologismo e, conseqüentemente, adotado como elemento do
vocabulário.
Exemplos: "KNOW-HOW"
"KNOW-WHY"
Estes termos não têm tradução em português.
4.2.2.2 — Obedecer decisões ou recomendações de organismos internacionais
competentes, quando existirem (nos casos em que se deve escolher entre dois ou mais
sinônimos estrangeiros sem tradução no vernáculo).
’
4.2.2.3 — Obedecer decisões ou recomendações de organismos nacionais
competentes (quando da ausência de recomendações ou decisões conforme 4.2.2.2.).
4.2.2.4 — Obedecer decisões ou recomendações de organismos ou entidades
regionais competentes, quando da ausência de decisões ou recomendações conforme
4.2.2.2. e 4.2.2.3.
4.2.2.5 — Seguir o uso lingüístico da área considerada, quando da ausência de
decisões ou recomendações conforme 4.2.2.2., 4.2.2.3. e 4.2.2.4.
4.2.2.6. Um descritor deve ser específico
especffico e desprovido de ambiguidade.
ambigüidade.
Na seleção dos descritores deve-se evitar, sempre que possível, a escolha de termos
polissêmicos na área considerada; caso isto não seja possível, o sentido do termo escolhido
deve ser precisado por um modif
modificador.
icador.
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�Exemplos: FILME
Fl LME (película)
(pelTcula)
FILME (fita)
Em artes gráficas:
CANTO (vinheta)
CANTO (cantoneira)
^.2.2.1 — Um descritor deve, em princípio, permitir a formação de derivados e de
4.2.2.7
palavras compostas.
Exemplos: DOCUMENTO
DOCUMENTALISTA
DOCUMENTAÇÃO
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
BIBLIOTECA
BIBLIOTECONOMIA
BIBLIOGRAFIA
4.2.2.8 — Um descritor deve ser suficientemente evocativo para sugerir por si o
conceito ao qual corresponde.
Exemplo: POLICOPIAR e MULTICOPIAR
devem ser preferidos a
DUPLICAR
4.2.2.9 — Quando descritores designam conceitos próximos, sua forma deve
evidenciar o relacionamento existente entre eles.
Exemplo: descritor 1: HANSENTASE
HANSENlÃSE
descritor 2: HANSENTASE
HANSENlÃSE VIRCHOWIANA (modalidade de hanseníase)
Este deve ser preferido a
VIRCHOWIANASE, que não evidencia a relação existente
entre os dois termos.
4.2.2.10 — Um descritor deve ser curto e, de preferência, formado por uma única
palavra. Convém observar, no entanto, que um conceito pode ser representado por mais
de uma palavra.
Exemplos: BIBLIOTECA
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
SISTEMA DE INFORMAÇÃO
4.2.2.11 — Um descritor deve ser, na medida do possível, idêntico ou pelo menos,
apresentar a mesma raiz nas principais línguas da área considerada.
Exemplos: DOCUMENTAÇÃO (português)
DOCUMENTAT\ON (francês e inglês)
DOCUMENTAJ\OU
DOCUMENTAOON (espanhol)
DOCUMENTAClOfi
4.2.2.12 — Um descritor deve corresponder à índole da língua do thesaurus e,
notadamente, ser eufônico.
4.2.2.13 — Um descritor não deve, normalmente, ser híbrido, ou seja, composto de
elementos originários de línguas diferentes.
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�Exemplos: COPIAR (latim)
AÍ(yZ.77COPIAR (prefixo latino)
Míy/.77COPIAR
POZ./COPIAR
AOZ./COPIAR (prefixo grego)
a) para obedecer ao critério 4.2.2.13. MULTICOPIAR deve ser escolhido, em
detrimento de POLICOPIAR;
PO LICOPIAR;
b) no entanto, admitindo-se que MULTICOPIAR é menos eufônico que
POLICOPIAR,
PO LICOPIAR, este será selecionado em virtude do critério 4.2.2.12.
c) a seleção de POLICOPIAR pode ser reforçada pelo fato de ter um equivalente na
língua francesa (Polycopier), o que respeita o critério 4.2.2.11.
d) este mesmo critério, no entanto, pode levar à escolha de DUPLICAR, equivalente
do inglês "duplicate";
e) DUPLICAR deverá, finalmente, ser o descritor escolhido, já que corresponde ao
uso corrente em biblioteconomia no Brasil, e que se desconhece qualquer
recomendação de entidades oficiais que invalidem tal escolha.

55- ELABORAÇÃO DO GLOSSÁRIO
Certos descritores podem não respeitar totalmente os critérios de 4.2.2.1. a
4.2.2.13. e, notadamente, ser polissêmicos na área especializada a considerar, ou
apresentar alguma ambigüidade para usuários do thesaurus. É necessário, neste caso,
apresentar num glossário as definições precisas desses descritores, de maneira a esclarecer
seus relacionamentos semânticos no thesaurus e, pela fixação de suas acepções, normalizar
o próprio vocabulário.
5.1 — Somente se definem termos recomendados (descritores); os sinônimos (não
descritores) devem aparecer em sua ordem alfabética acompanhados da remissiva USE
para o descritor correspondente (v. 5.8.3.)
Exemplo: PESQUISA CIENTfFlCA USE PESQUISA BÁSICA
(não descritor)
(descritor)
5.2 — A definição deve ser tão concisa quanto possível, mas suficientemente
explícita para distinguir claramente o conceito definido, de qualquer outro.
5.3 — A definição não deve ser circular, isto é, conter o próprio termo definido ou
qualquer de seus sinôminos;
sinõminos; não deve, ainda, incluir nenhum termo cuja definição faça o
leitor voltar ao termo definido original.
5.4 — A definição deve, normalmente, ser expressa no modo afirmativo.
5.5 — A definição deve indicar primeiramente a categoria genérica a que pertence o
termo e enumerar, de maneira exaustiva, as características ou propriedades que o
distinguem dos demais termos da mesma categoria (características essenciais).
Exemplos: BIBLIQGRAFIA
BIBLIOGRAFIA ESPECIALIZADA — Catálogo de obras relativas a
determinado tema
a) "catálogo" é mais genérico (categoria genérica) do que "bibliografia", ou seja, do
que o termo definido;
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�b) "de obras relativas a determinado tema" é a característica essencial de
bibliografia, pois a distingue de qualquer outro catálogo.
TR lÂNGU LO — Polígono com três lados e três ângulos.
TRIÂNGULO
5.5.1 — Em caso algum, a definição pode incluir variedades específicas do termo
definido. Na definição de TRIÂNGULO, por exemplo, não deve haver menção da
existência de triângulo isõsceles,
isosceles, retângulo e outros.
5.5.2 — Não se deve iniciar uma definição por digressões do tipo:
"Contrariamente àquilo que se pensa..."
"É geralmente admitido..."
5.6 — A definição deve apresentar todas as acepções que o termo possui na área
considerada, mesmo que algumas representem pontos de vista de Escolas particulares ou
sejam empregadas em determinadas regiões ou países; a origem dessas acepções deve ser
claramente indicada.
Apõs a definição podem ser acrescentadas informações suplementares de
5.7 — Apòs
diversos tipos:
5.7.1 — É útil indicar ao usuário os autores do termo definido, da definição e
ortografia adotados no glossário; estes autores são mencionados entre parênteses, logo
após o texto da definição; convêm
convém indicar ainda a obra e data (ou obras e datas) em que
termo, definição e ortografia, foram propostos por primeira vez.
5.7.2 — Quando a definição de um termo apresenta ambiguidade, um ilogismo ou
uma inconseqüência aparentes, ê útil expor as razões de tal ocorrência, sem o que o
usuário pode pensar tratar-se de um erro do redator do glossário.
5.7.3 — É admissível dar ainda informações de caráter científico ou prático, assim
como casos específicos, sempre que necessário ou conveniente. Tais informações, que não
pertencem à definição propriamente dita, devem ser introduzidas pela abreviação
"encicl." indicando assim que a definição linguística
lingüística é complementada por comentários
de caráter enciclopédico.
Apõs o texto da definição, acompanhado ou não de comentários de caráter
5.8 — Após
enciclopédico, pode ser útil acrescentar as seguintes informações:

5.8.1 — Abreviações e siglas
Devem entrar no glossário apenas as consagradas pelo uso, ou aquelas que foram
estabelecidas ou admitidas por uma autoridade competente.
Exemplos: UNESCO
ABNT
IBBD
ILUS.
BIBL
REF.
5.8.1.1 — Abreviação e sigla aparecem no glossário sob a rubrica "abr."
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�5.8.1.2 — As siglas de organismos nacionais serão as utilizadas na língua do país ao
qual eles pertencem.
Exemplo: NAS (National Academy of Science)
5.8.1.3 — As siglas de organismos internacionais serão as que correspondem ao
vernáculo.
Exemplo: OIT (Organização Internacional do Trabalho, e não ILO, International
Labour Organization).
NOTA: Geralmente, abreviações e siglas são específicas de uma língua.
5.8.2 — Símbolos
Devem ser mencionados no glossário, após a abreviação. Um símbolo é composto de
uma ou várias letras, algarismos ou signos diversos, podendo substituir o termo completo
em qualquer língua
Exemplos: H^O (água)
N (nitrogênio)
O símbolo aparece no glossário sob a rubrica "simb."
5.8.3 — Sinônimos lingüísticos
Podem ser listados em "sinônimos tolerados" e "sinônimos rejeitados", ou numa
relação única; neste caso, cada sinônimo deve ser acompanhado de indicações como:
obsoleto, pouco usado, inusitado (indicar o país ou região), ambíguo, impróprio,
incorreto, condenado por (mencionar a autoridade que condenou o uso do sinônimo).
NOTA: Um sinônimo lingüístico
linguístico é, numa língua dada, um termo que pode substituir um outro da
mesma
mesma língua,■
língua, num enunciado determinado/
determinado, sem que disto resulte i uma mudança da
significação global deste enunciado.
Um termo equivalente numa outra língua não pode ser considerado como sinônimo, a não ser
que tenha sido admitido na língua como neologismo estrangeiro.
Da mesma forma, uma variedade específica de um termo não pode ser considerada como
sinônimo lingüístico deste termo.
Lingüisticamente distinguem-se os sinônimos perfeitos e os não perfeitos: dois termos são ditos
sinônimos perfeitos se um pode substituir o outro em qualquer enunciado, sem que haja
alteração da significação global destes enunciados.
Exemplos: GRUTA
CAVERNA (sinônimos lingüísticos perfeitos)
CONGRESSO
SIMPÓSIO (sinônimos lingüísticos não perfeitos)
Os sinônimos são introduzidos sob a rubrica "sin."
5.8.4 — Bibliografia básica
A respeito de certos termos, há obras clássicas que devem ser citadas, desde que se
tenha o cuidado de usá-las com prudência e sejam de valor universalmente reconhecido.
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�5.8.5 — Derivados e compostos
Quando os derivados ou os compostos de um descritor são formados a partir da raiz
do próprio descritor, eles são indicados sob a rubrica "der."; quando formados a partir de
uma raiz diferente, são definidos, se necessário, no seu lugar alfabético no glossário, com
o uso da remissiva "vide" para o descritor.
5.8.6 — Remissivas
Além dos casos citados em 5.1. e 5,8.5.,
5.8.5., deve-se usar remissiva:
a) quando as informações referentes a um termo são colocadas sob um outro no
qual o usuário não pensaria por si sò. Neste caso, usa-se a remissiva "vide".
Exemplo: MARGEM FALSA vide FALSA MARGEM
b) quando um conceito está ligado a outros que condicionam sua compreensão.
Usa-se no caso, a remissiva "vide também".
Exemplo:

FOTÓTIPO — ... (definição)
FOTÓTIPO—
vide também
CONTRATIPO
FOTOGRAMA
NEGATIVO

5.8.7 — Papel da etimologia
A importância dada à etimologia é muitas vezes exagerada. Contrariamente ao que
se costuma pensar, o papel essencial da etimologia não é o de esclarecer a significação de
um termo, mas sim de esclarecer a evolução histórica desta significação.
Tanto na elaboração do glossário, quanto na estruturação do thesaurus, a etimologia
deverá, na maioria das vezes, constituir-se apenas em auxiliar eventual da semântica.
Exemplos: DIPLOMA etimologicamente:
ASFIXIA
"
AUTÓPSIA
"

DOBRADO EM DOIS
AUSÊNCIA DE PULSO
AÇÃO DE VER A SI MESMO

6- ESTRUTURAÇÃO DO THESAURUS
6.1 — Relações entre os descritores
Uma das principais funções de um thesaurus é, através das relações entre os termos,
representar as relações entre os conceitos. A rede das relações de um descritor com os
outros termos (descritores ou não descritores) contribui para precisar a extensão de cada
conceito, eliminando assim, possíveis causas de silêncio ou de ruído na recuperação da
informação.
Para a construção de thesauri, três espécies principais de relações semânticas devem
ser levadas em conta:
a) de equivalência
b) de hierarquia
c) de correlação
gg
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�6.1.1 — Equivalência
Esta relação permite uma compressão do vocabulário (4.2.2.), através das remissivas
de vários termos (sinônimos lingüísticos e sinônimos documentários) para um descritor
único, sem que a recuperação de todos os documentos associados ao descritor e aos
sinônimos fique prejudicada.
6.1.1.1 — Sinonímia linguística
lingüística
Uma equivalência a considerar na construção de um thesaurus é a sinonímia
lingüfstica
lingüística entre termos numa língua, ou no vocabulário uma área determinada, (ver
5.8.3.)
A indicação dos sinônimos lingüísticos no thesaurus permite apresentar uma
ortografia ou denominação recomendada entre várias existentes:
Exemplos: DOIRADO éésinônimode
Exemplos;
sinônimo de DOURADO
MESON PI, de PlON
CAPACIDADE ELÉTRICA, de CONDENSADOR
Permite ainda apresentar, eventualmente, os termos de jargão que correspondem a
um descritor dado.
Exemplos: TERRA (termo de jargão) éésinônimode
sinônimo de
LIGAÇÃO À TERRA
PROGRESSIVA (termo de jargão) ésinônimode
é sinônimo de
PROVA PROGRESSIVA
Desta maneira multiplicam-se as entradas à disposição do usuário, para recuperação
da informação relativa a um conceito determinado.
6.1.1.2 — Sinonímia documentária
Uma outra equivalência usada na construção de um thesaurus é aquela que, a
critério, permite recuperar um ou vários termos através de outro sem que, no entanto,
sejam sinòminos
sinôminos lingüísticos. São termos cuja significação pode ser diferente no
vocabulário utilizado e na área abordada mas que, seja para atender às necessidades do
sistema documentário, seja a fim de limitar o número de descritores, são considerados
como equivalentes.
Exemplos: Podem ser sinônimos documentários:
Exemplos;
PEQUENA E MÉDIA INDÚSTRIA e
PEQUENA E MÉDIA EMPRESA
GENÉTICA e HEREDITARIEDADE
Q uso da sinonímia documentária permite ainda:
a) recuperar termos específicos através dos seus termos genéricos: os termos
específicos não são descritores.
Exemplo:

CERA e CERA VEGETAL
Ambos podem ser sinônimos documentários;
o único descritor é CERA.
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�b) recuperar termos que correspondem a graus diversos de um conceito
determinado (formando assim uma escala semântica) através de um destes graus.
Exemplo:

BRAQUICEFALIA
MESOCEFALIA
DOLICOCEFALIA
podem ser considerados como sinônimos documentários.
0
O descritor pode ser MESOCEFALIA.

c) recuperar termos que correspondem a graus diversos de um conceito
determinado, pelo termo que designa este conceito.
Exemplo: GELADO
FRIO
MORNO
etc,
podem ser considerados como sinônimos documentários de TEMPERATURA.
d) recuperar termos relacionáveis por associação de idéias como indicado em 6.1.3.
a respeito de correlações.
Exemplo:

CELULOSE
PAPEL
podem ser considerados como sinônimos documentários.

NOTA: Ao estabelecer-se sinonfmias
sinonímias documentárias convém limitar-se aos casos de real conveniência,
de forma a não aumentar indevidamente os níveis
nfveis de rufdo
ruído na recuperação da informação.
6.1.2 — Hierarquia
Exprime a amplitude relativa dos conceitos correspondentes aos descritores. As
relações de hierarquia permitem recuperar informações, ainda que as consultas sejam
formuladas em termos por demais específicos, ou amplos demais. Há dois tipos de
relações hierárquicas:
6.1.2.1 — Relações genéricas
Exprimem o fato de um conceito ser mais amplo que outro ou, inversamente, de
um conceito ser mais estreito que outro.
O conceito estreito está contido no amplo.
Desses termos, o que corresponde ao conceito mais amplo é denominado "termo
genérico", enquanto o que designa o conceito mais estreito é chamado de "termo
específico".
Em relação a CERA VEGETAL, CERA é termo genérico e, inversamente, CERA
VEGETA L é termo específico de CERA.
VEGETAL
As relações genéricas entre descritores são estabelecidas através das definições
correspondentes.
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�6.1.2.2 — Relações partitivas
Exprimem o fato de um conceito determinado (específico) ser parte de um todo
que constitui o conceito genérico; o termo que corresponde ao conceito genérico é
chamado "termo genérico partitivo" e o termo que corresponde ao conceito específico é
chamado "termo específico partitivo".
Exemplos: BRASIL termos genérico partitivo AMÉRICA DO SUL
OEA
NOTA: A diferença entre as relações partitivas e as relações genéricas está em que os elementos
relacionados pelas primeiras são heterogêneos, enquanto as segundas relacionam elementos
homogêneos. Assim, CERA VEGETAL sendo da mesma natureza que CERA — conceitos
homogêneos^os dois ternnos
termos se relacionam genericamente; pelo contrário, BRASIL e
AMÉRICA DO SUL são heterogêneos — o termo genérico AMÉRICA DO SUL não designa um
gênero do qual o termo específico BRASIL constitua uma espécie.
As relações partitivas estabelecem uma classificação dos conceitos paralela àquela determinada
pelas relações genéricas, é recomendável utilizar o relacionamento partitivo somente nos casos
em que este fornece a única estrutura possível entre determinados conceitos e termos. É o que
ocorre, por exemplo, com certos nomes geográficos (países, regiões, etc.)
Convém observar, no entanto, que termos relacionáveis parti
partitivamente,
ti vamente, são termos
terrrxjs entre os
quais existe uma correlação, como indicado em 6.1.3.
6.1.3 — Correlações
Sob esta denominação agrupam-se todas as relações que podem existir entre
determinados conceitos, e que não sejam nem de equivalência, nem de hierarquia
genérica. Na medida em que relações hierárquicas partitivas não são destacadas no
thesaurus (cf. 6.1.2.2.), os termos correspondentes poderão ser indicados como termos
correlatos. Os termos associados por correlação, ao proporcionar uma indexação mais
completa e exata e, eventualmente, ao eliminar dúvidas quanto ao sentido de uma
consulta, permitem a elaboração de respostas mais precisas aos usuários. Algumas
correlações são:
a) instrumentação — um dos termos designa um objeto que serve para a realização
de algum evento (ou processo).
Exemplo: AUDIOVISUAL - ENSINO
b) constituição material.
Exemplo: CELULOSE - PAPEL
c) similaridade física, de finalidade, ou de qualquer outra espécie.
Exemplo: ENSINO - TREINAMENTO
NOTA 1: Termos são correlatos no thesaurus na medida em que não foram considerados como
NOTA1:Termos
sinônimos documentários. No exemplo acima, tal sinonímia somente deveria existir num
thesaurus especializado cuja área não apenas abrangesse, mas excedesse o campo da
pedagogia; enquanto que, num thesaurus restrito à área da pedagogia, estes dois termos não
poderiam, provavelmente, ser considerados como sinônimos.
NOTA 2;
2: Dois termos que tem o mesmo termo genérico são similares e, portanto, correlatos.
*pois um elemento (específico) define-se em termos do outro (genérico).
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�d) ordem — de acordo com o sentido em que ela é considerada, pode ser de
"procedência" ou "sucessão".
Exemplos: PASSADO —
- FUTURO
VELHICE - INFÂNCIA
e) causalidade,função
causalidade, função — ainda que a causalidade seja uma relação de ordem,
podemos distingui-la como forma específica de correlação.
Exemplos: ENSINO — APRENDIZAGEM
PESQUISA - DESENVOLVIMENTO
f) antonímia — quando conveniente, os antônimos são indicados como termos
correlatos.
Exemplos: INFLAÇÃO — DEFLAÇÃO
ILUVIAÇÃO - ELUVIAÇÃO
Os termos correlatos a associar a um descritor determinado, devem ser limitados
àqueles realmente necessários para a recuperação devendo, todos eles, ser descritores.
NOTA; A escolha de "ternxj
NOTA:
"termo correlato" foi preferida a "termo associado", por considerar que, de uma
forma ou de outra, todas as relações são de "associação". Pelo mesmo motivo, "termo
relacionado" — tradução do inglês "related term" — foi preterido.

6.2 — Nota explicativa
Como indicado em 5., somente se deve fornecer a definição e demais informações a
respeito de um termo, quando verdadeiramente necessário. Todavia, para certos
descritores, pode ser conveniente fornecer ao usuário alguma informação isolada que não
justifica a inclusão do termo no glossário. Tal informação pwde
pode ser dada como "nota
explicativa" no próprio thesaurus.

6.3 — Representação das relações semânticas
6.3.1 — Representação por siglas
■ juij, to.’'

É a representação mais usual em thesauri especializados.

6.3.1.1 — Termos sinônimos
São introduzidos pela sigla UP — usado por, ou usado para — e listados
alfabeticam
alfabeticamente.
ente.
Exemplo:

HANSENlÂSE UP Lepra
HANSENIÂSE
Mal de Hansen
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~

-«■™—-

o

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�6.3.1^ — Termos genéricos
São introduzidos pela sigla TG, quer a hierarquia seja genérica, quer seja partitiva.
partitivú.
Exemplos: CERA VEGETAL TG Cera
BRASIL TG América Latina
OEA

NOTA: Certos thesauri (lAEA
(IAEA — INIS) indicam as séries de termos genéricos e especfficos
específicos de cada
descritor, ou seja, o termo genérico, o genérico desse genérico, e assim até atingir o termo
vértice; o mesmo para os terrrxjs
termos específicos.

6.3.1.3 — Termos específicos
São introduzidos pela sigla TE, quer a hierarquia seja genérica, quer seja partitiva.
Exemplos; LUBRIFICANTE
OEA

TE
TE

Oleo
Brasil
Chile

6.3.1.4 — Termos correlatos
São introduzidos pela sigla TC.
Exemplo: THESAURUS TC
Exemplo;

Glossário
Semântica
Classificação

6.3.1.5 — Re
Remissivas
missivas
Um termo não descritor — sinônimo lingüístico ou documentário — deve remeter ao
descritor que lhe corresponde, por meio da expressão USE.
Exemplo: PESQUISA CIENTI'FICA
CIENTfFlCA USE PESQUISA BÁSICA

NOTA: A remissiva pode ser múltipla quando o conceito correspondente ao termo não descritor é
recuperado pela combinação de vários conceitos.

Exemplo;
Exemplo:

FILME FERROMAGNÉTICO USE

Material ferromagnético e
Filme

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�6.3^ — Representação sagital
6.3.2
O relacionamento semântico entre termos pode ainda, ser representado por meio de
setas uni ou bidirecionais, conforme o exemplo abaixo, extraido do thesaurus de
Euratom. Neste thesaurus, setas unidirecionais indicam uma relação hierárquica —
genérica ou partitiva — do termo genérico para o específico; setas bidirecionais indicam
uma correlação entre termos.
Exemplo:

NOTA: A representação sagital pode ainda servir de instrumento de verificação dos relacionamentos
semânticos entre descritores, uma vez que põe em evidência a falta de correlação entre alguns
deles, no thesaurus. Eventual mente, todas as relações semânticas podem ser representadas de
forma distinta, bastando adotar para cada uma delas um traçado diferente das setas.
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&lt;f

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�6.4 — Nota explicativa
É introduzida no thesaurus pela sigla NE.
Exemplo:
Exemplo;

MOVIMENTO TRABALHISTA
NE Usado para designar movimentos não
organizados; para designar
movimentos organizados, usar SINDICATO.

7 - ORGANIZAÇÃO DE UM THESAURUS
De acordo com a conveniência, um thesaurus pode ser organizado de duas maneiras
a serem eventualmente utilizadas de forma complementar: a listagem alfabética dos
termos — descritores e não descritores — e o seu agrupamento segundo temas ou
subassuntos.
Escrita dos termos
Via de regra, os termos deverão ser escritos no singular, excetuando-se aqueles cujo
uso normal na linguagem da área considerada exige a forma plural. A flexão numérica
utilizada para um termo, deverá ser conservada, qualquer que seja o lugar ocupado por
este termo no thesaurus: um termo escrito no plural, assim permanecerá, quer ele seja
termo de entrada, quer seja termo associado.
7.1 — Termos ordenados alfabeticamente
Os termos são apresentados numa lista alfabética, com as seguintes convenções de
escrita:
a) os descritores impressos em maiúsculas,
b) os não descritores impressos em minúsculas,
c) cada descritor é seguido por um número de tema (7.2.), que é escrito na mesma
linha.
NOTA: O relacionamento dos descritores com um sistema de classificação pode ser vantajoso uma vez
que permite oferecer, no processo de recuperação, termos correlatos cujo relacionamento com
um descritor determinado, passaria despercebido ao indexador. Se, por exemplo, a CDU
COU for
usada concomitantemente com o thesaurus, cada descritor será acompanhado do número de
classificação da CDU ao qual corresponde. (Sugere-se que o número de classificação seja escrito
entre parênteses, à direita do descritor, ou do número de tema, se houver.)

7.2 — Termos Ordenados Tematicamente
Uma área especializada pode ser dividida em subáreas ou temas, nos quais são
reunidos os termos de maior proximidade ou afinidade semântica. Dentro de cada tema,
os termos são ordenados alfabeticamente, acompanhados de seus termos associados. Os
temas são ordenados de acordo com o código que lhes é associado. Assim, se for por
exemplo numérico, os temas são apresentados em ordem numérica crescente.
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�Exemplo:

(Viet)
13710 - linguística, SEMIÓTICA
DIALETO LOG IA
DIALETOLOGIA
TG lingüística
TC dialeto
etc.
13720 - COMUNICAÇÃO, SIGNO
CANAL DE COMUNICAÇÃO
CÓDIGO de
DE comunicação
COMUNICAÇÃO
cOdigo
COMUNICAÇÃO
UP comunicação social
TE comunicação de massa
comunicação política
TC 11330,13730,13740,
análise de conteúdo
análise da comunicação
decodificação
DECODIFICAÇÃO
MENSAGEM
etc,
13730- LINGUAGEM
BILINGÜISMO
DIALETO
TC dialetologia
etc.

7.3 — Apresentação de um thesaurus
Um thesaurus pode apresentar-se sob duas formas: fichas e, de modo tradicional,
listagem.
,
7.3.1 — Fichas
A cada termo do thesaurus, acompanhado quer dos termos que lhe são associados,
quer do descritor ao qual ele remete, corresponde uma ficha; conforme a organização do
thesaurus, estas fichas são ordenadas alfabética ou tematicamente. Esta apresentação
facilita a atualização do thesaurus, uma vez que a inclusão, exclusão ou alteração de um
descritor, implica tão somente na inserção, eliminação, ou alteração das respectivas fichas.
Em contrapartida, esta apresentação tem como inconveniente a dificuldade de reprodução
do thesaurus, e requer a utilização de fichários.
7.3.2 — Listagem
Esta forma de apresentação, mais tradicional, tem características opostas às do
fichário: em princípio, requer nova edição do thesaurus inteiro, quando da sua
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�atualização. Esta apresentação, no entanto, tem a vantagem de facilitar a publicação e
reprodução do thesaurus, além de permitir economia de espaço com relação às fichas.
8 - ATUALIZAÇÃO DO THESAURUS
Um thesaurus especializado deve seguir a evolução da linguagem da área àqual ele
corresponde; descritores podem ser acrescentados e, eventualmente, ser substituídos.
Neste caso, o antigo descritor não deverá ser eliminado do thesaurus, uma vez que
existem no acervo documentos indexados com tal descritor; ele deverá simplesmente
passar a ser considerado como sinônimo tolerado, remetendo ao novo descritor.
O novo descritor será acompanhado da menção UP, indicarido
0
indicando que ele é
recomendado com relação ao antigo descritor.

ABSTRACT
The construction of monolingual specialized thesauri is done
done.by
by three main steps:
steps;
term collecting of the related specialized area, definition of certain terms in a glossary and
organization of this terms by means of semantic relations of equivalence, hierarchy and
correlations.
The terms in the thesauri may be listed alphabetically or in a classified order, in lists
or card records.

BIBLIOGRAFIA
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ao seu estudo lingüístico e ao estabelecimento de normas. São Paulo, Nobel, 1972.
2. DETANT, M. — Les problèmes terminologiques dans Ia documentation nucléaire de
TEuratom.
I'Euratom. Pans,
Paris, Bulletin
fíü//ef/n A.
A./.D.
I.D. (4-7):67-77, 1966.
3. GUIDELINES for the establishment and development of monolingual thesauri for
information retrieval. ISO/D
ISO/DIS
IS 2788, 1972.
4. GUIDELINES for the establishment and development of monolingual thesauri for
information retrieval. UNESCO, SC/WS/500. Paris, dez. 1971.
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47-100. Dez. 1973.
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7. VIET, J. — Thesaurus pour le traitement de Tinformation
l'information en Sociologie. Paris, Comité
Comitê
International pour Tinformation
l'information et la
Ia Documentation en Sciences Sociales, 1971.
Edição bilingüe
bilíngüe em francês e inglês.
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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Biblioteconomia e Documentação</text>
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              <text>O trabalho ora apresentado visa, sob forma de proposta de norma, estabelecer regras e critérios práticos para a construção de thesauri monolíngues especializados. Atualmente, a maioria dos thesauri especializados, em uso no Brasil, são de procedência estrangeira, ora traduzidos e adaptados, ora utilizados no vernáculo de origem. Via de regra tais thesauri, além de nem sempre obedecer às recomendações existentes da ISO, não indicam nem os critérios de seleção dos descritores, e nem justificam o relacionamento semântico estabelecido entre os mesmos. Este trabalho procura orientar as bibliotecas e centros de documentação brasileiros na elaboração de tais thesauri, tornando possível sua integração em sistemas regionais ou nacionais de informação especializada.</text>
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