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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

USUÁRIO DA INFORMAÇÃO: ACESSO, APROPRIAÇÃO E PRODUÇÃO DO
CONHECIMENTO NA WEB

Francisco Carlos Paletta, Universidade de São Paulo. fcpaletta@usp.br

Introdução
A Web é uma rede cujos conteúdos estão interligados através de documentos de
hipertexto. Seu estudo é possível por um processo de análise e coleta sucessiva das
páginas, a partir de um conjunto de sítios previamente conhecidos. Essa busca é feita de
forma automática por um programa de computador normalmente chamado de crawler,
coletor, ou batedor. Nem toda a Web está interligada, contudo, embora a maior parte dela
esteja: há “ilhas” de tamanhos variados sem ligação com o restante da rede. Isso significa
que o conjunto inicial de sítios a partir dos quais a pesquisa é feita influencia o resultado,
e encontrar o conjunto adequado, geralmente o mais completo possível, é um passo
importante. O primeiro princípio da Web, proposto pelo W3C Brasil ( Consórcio World
Wide Web), afirma que “o principal valor da Web é o social. Mais do que tecnológico, este
é um ambiente de comunicação humana, de transações comerciais, de oportunidades
para compartilhar conhecimentos e, para ser um ambiente universal, deve estar
disponível para todas as pessoas, independentemente dos equipamentos e softwares que
utilizem, principalmente da cultura em que se inserem, da localização geográfica, das
habilidades físicas ou mentais, das condições socioeconômicas ou de instrução”. A
universalidade da Web só pode ser garantida e aprofundada com um modelo de
governança democrático e pluralista que tenha foco no acesso por todos e na sua própria
evolução tecnológica.
A Universidade atua como organismo gerador, transmissor e receptor de conhecimentos e
a biblioteca universitária torna-se consciente de sua função intermediadora realizando os
processos documentários e preservando a informação para sua próxima transformação
em conhecimento em uma espiral de evolução científica e tecnológica. Neste contexto a

�Universidade tem como foco a

socialização dos saberes e a biblioteca universitária é o

instrumento de socialização. As funções básicas da biblioteca universitária derivam dessa
dinâmica social que, em um movimento circular, fornecem insumos para sua própria
continuidade. Dentro dessa dinâmica, visualizamos as funções de:
 Armazenagem do conhecimento : desenvolvimento de coleções, memória da
produção

científica e tecnológica, preservação e conservação;

 Organização do conhecimento: qualidade de tratamento temático e
descritivo que favoreça o intercâmbio de registros entre bibliotecas e sua
recuperação;
 Acesso ao conhecimento: a exigência de informação transcende o valor, o
lugar e a forma e necessita de acesso. Por isso devemos pensar não só
em fornecer a informação, mas possibilitar o acesso simultâneo de todos.

Essas três funções estão presentes em toda a evolução do processo de socialização do
conhecimento realizado pela Universidade ao longo dos tempos, mesmo considerando a
permanente mudança dos formatos documentários para registro do conhecimento e seu
modo de acesso. A biblioteca universitária insere-se em um contexto universitário cujos
objetivos maiores são o desenvolvimento educacional, social, político e econômico da
sociedade humana.
A temática da inclusão digital vem sendo tratada, desde os anos 90, como a necessidade
de permitir o acesso a computadores e ferramentas de TICs (Tecnologia da Informação e
Comunicação). No entanto, essa perspectiva reducionista da inclusão digital vêm sendo
substituida, no novo milênio, por proposições da inclusão que tratam não apenas do
acesso às ferramentas digitais mas também dos usos e apropriações dos conteúdos
distribuidos na WEB 2.0 pelos internautas. Promover a inclusão digital e, por
consequência, a inclusão social não significa apenas promover as ferramentas, mas
possibilitar seu uso de forma crítica, estimulando o aperfeiçoamento das potencialidades
informativas e cogitivas e também, as atividades cidadãs. Na sociedade em rede
identifica-se duas “ondas”. Na primeira delas, a questão central girava em torno da
necessidade da inclusão digital. Já na segunda, vivida atualmente, se evidencia a
presenca marcante de uma geração de nativos digitais. Assim a preocupação deixa de
ser o aprendizado de ferramentas básicas de navegação na WEB e desloca-se, mais
especificamente, para diferentes formas de apropriação e de produção do conhecimento

�na Internet. Este novo foco traz ao centro do debate questões de inclusão social através
da inclusão digital e das práticas sociais e educacionais vigentes nas culturas conectadas.
Partindo da premissa de que o ser humano necessita constantemente renovar os seus
conceitos, está surgindo uma nova forma de interatividade entre usuário e a internet. A
Web Semântica (ou Inteligente). A construção de uma internet mais inteligente caminha
devagar, mas pode provocar uma revolução. Com o uso de novas tecnologias é
imperativo o uso das TICs em tornar as coisas mais fáceis e agilizar os processos de
busca de informação e geração de conhecimento. A WEB Semântica é nada mais nada
menos, que uma web com toda sua informação organizada de forma que não somente
seres humanos possam entendê-la, mas principalmente máquinas. É neste ponto que
surge um novo usuário da informação com novas demandas por recursos computacionais
e novas capacidades em produzir novos conhecimentos.

Método da pesquisa
Projeto interdisciplinar, envolvendo ciência da informação, usuário da informação,
bibliotecas digitais da Universidade de São Paulo, TICs e sistemas de informação
com foco na construção do modelo de acesso à informação e produção de
conhecimento no contexto da WEB 3.0. A metodologia de pesquisa envolve as
seguintes etapas:
a) estudo da literatura e proposta de projeto pesquisa agência de fomento;
b) implementação de infraestrutura experimental para o estudo de modelos de
acesso, uso e distribuição da informação no contexto WEB nas bibliotecas
digitais da USP;
c) estudo de infraestrutura computacional das bibliotecas digitais da USP;
d) implementar questionário com foco no estudo de modelos de acesso à
informação, visando o uso de novas ferramentas de produção e dissiminação
de cohecimento;
e) estudos de tendências de produção de conhecimento no contexto da WEB 3.0;
f) consolidar dados de pesquisa de campo com foco no estudo do
comportamento do usuário da informação na WEB;
g) formular propostas de inovações no sistemas de gestão de bibliotecas digitais.

�Modelo de trabalho proposto centrado nos domínios do Estudo de Usuário.

Bibliotecas
USO
ESTRATÉGICO
DA
INFORMAÇÃO

Organização

DOMINIOS

• Criação de Significado
• Construção do
Conhecimento

Acesso
DO

Apropriação

• Tomada de Decisões
• Entrega de Valor

ESTUDO

Conhecimento

• Métricas de Qualidade

Resultados
Como resultado deste estudo espera-se uma contribuição para o entendimento
dos recursos da tecnologia colaborativa utilizados em ambientes informacionais
digitais. Com base nos recursos identificados e coletados em bibliotecas e
repositórios digitais deseja-se observar como são aplicados os recursos da
tecnologia colaborativa no contexto da WEB 3.0. A inserção dessas tecnologias
apresenta-se como inovação que devem estar vinculadas à tradição e a missão
das bibliotecas e dos repositórios. Avaliar a flexibilidade das estruturas
computacionais, sua atratividade e dinâmica na qual o usuário se torna o ator
principal na construção de seu ambiente, possibilitado pelos recursos de
customização e personalização.
Considerações Finais ou Conclusões
O presente projeto apresenta consonância com os desafios da sociedade da
informação em Promover e desenvolver, por meio das pesquisas, os instrumentos
para a reflexão e compreensão de questões e conflitos na área de Bibliotecas
Digitais, bem como buscar novas formas de expressão, ampliando as fronteiras do
conhecimento e da invenção, e tornando-as úteis ao meio social.
Palavras-chave: Estudos de Usuários da Informação. Acesso, Apropriação e Uso
da Informação. Conhecimento WEB 3.0.

�Referências
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Documentação&#13;
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