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                  <text>BIBLIOTECA PÚBLICA HANS CHRISTIAN ANDERSEN: DIAGNÓSTICO E PROPOSTAS
PARA ENCANTAR O PÚBLICO
Elisangela Alves Silva, Biblioteca Pública Hans Christian Andersen – temática em contos de fadas,
Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo. eli.alves.silva@gmail.com
Introdução
Ao assumir a coordenação da Biblioteca Pública Hans Christian Andersen em janeiro de
2015, recebi informações sobre o potencial da biblioteca e a liberdade para executar projetos de
reestruturação, embora limitada pela ausência de recursos financeiros e materiais, os quais a
maioria das instituições públicas vivenciam. De fato, conforme Araújo (2012), quase tudo pode ser
feito ou acontecer na biblioteca, “local tanto de serviço de informação, espaço de convivência e
cultura, quanto arquivo da memória local, porém, a sociedade brasileira ainda não reconheceu o
potencial dessa instituição para suprir suas necessidades de informação, cultura e lazer”. Rebebi
também a meta de atrair o público à biblioteca e percebi a necessidade de realizar um diagnóstico
para compreensão do problema e formular propostas.
De fato, por muitos anos as bibliotecas públicas realizaram suas atividades sem a
necessidade de preocupar-se com a captação de público ou com planejamento estratégico, afinal,
independente dos recursos que disponibilize esta é uma instituição historicamente respeitada pela
população.
Conforme relato de muitos colegas (ou a nossa própria experiência), ainda em meados dos
anos 1980 e 1990, era comum haver filas para a entrada nas bibliotecas. Nessa época, as
enciclopédias eram alvo de constantes consultas pelo público escolar que se revezava sobre um
mesmo texto, por vezes orientado pela bibliotecária de referência. A origem desse intenso
movimento e pesquisas, conforme Milanesi (1986) está na reforma na educação em 1971, quando
a pesquisa escolar foi instituída como atividade curricular e as escolas, em sua grande maioria,
não contavam com biblioteca escolar.
Assim, as bibliotecas públicas não são organismos isolados da sociedade, são ainda
reflexos dos hábitos culturais de um povo e por décadas desenvolverem-se como extensão da
escola, mas sem o diálogo, recursos e apoio dos órgãos responsáveis pela educação e sociedade
civil. Desse modo, conforme os relatos de bibliotecários citados no trabalho de Araújo (2012), a
biblioteca pública perdeu a habilidade de reflexão sobre sua função inerente como instituição
pública e, portanto, a substituição da biblioteca pública pela Internet nas pesquisas escolares fez
com que os estudantes, do mesmo modo repentino que exigiram os serviços da biblioteca,
deixassem de utilizá-las.
Conforme o trabalho de Araújo (2012, p. 76), as bibliotecas públicas da cidade de São
Paulo, analisadas por diversos autores, possuem uma imagem negativa perante o público devido
a anos de precariedade nos serviços prestados. De fato, no imaginário popular, há o juízo de valor
de que por ser público é destinado às pessoas carentes, ou que não terá acervo e serviços de
qualidade. Além disso, conforme Almeida Júnior, (apud ARAÚJO, 2012, p. 17), para parte da
população, as bibliotecas ainda são vistas com a imagem austera afastando as classes mais
populares que não conseguem ver na instituição utilidade para seus interesses, ou acreditam que
as bibliotecas públicas limitam seus serviços apenas no livro e a língua escrita, sem considerar a
existência de programações culturais e a infinidade de serviços que podem ser oferecidos ou
requisitados.
Em relação ao acervo, os lançamentos do mercado editorial vão à contramão da
burocracia dos processos de compra nos órgãos públicos, aliado à escassez de mão de obra para
catalogação e tratamento técnico. Além disso, o acervo sucateado e que não atende as
expectativas dos frequentadores afasta usuários antigos e potenciais. Para Milanesi (2002) o não
comprimento das funções que o público espera da biblioteca é a principal causa de seu baixo uso.
Por fim, em relação ao espaço, os prédios públicos sofrem com a falta de manutenções,
pichações e degradações de toda sorte. No período de 2005 a 2013, a maior parte dos
equipamentos públicos passaram por reformas, contudo, como em qualquer instituição, há
necessidade de manutenção contínua, reforço de obras, acervo e também de equipe.
De todo modo, ainda que todos os itens estejam cumpridos, há garantias que o público
aparecerá como acontece nas livrarias? Será que as novas gerações acostumadas com os

�dispositivos tecnológicos terão interesse em visitar uma biblioteca pública nos dias de hoje? Os
pais que sofreram com as filas nas décadas anteriores, o acervo sucateado e os problemas de
atendimento do passado vão incentivar seus filhos a irem a uma biblioteca pública? É dever da
biblioteca e de seus profissionais atrair público e qual público? Estas são algumas das questões
que embora não tenham respostas prontas e exatas fazem as bibliotecas e seus profissionais
reverem seus objetivos, atitudes e ações, pois “repensar seu papel ao longo dos anos foi o que
impulsionou a biblioteca pública a rever seus conceitos e aperfeiçoar seus serviços.”
(BERNADINO; SUAIDEN, 2011, p. 139).
Relato da experiência
Localizada no bairro Tatuapé, a Biblioteca Infantil do Tatuapé foi inaugurada em 1952 e em
novembro de 2007 torna-se biblioteca temática de contos de fadas. Além do acervo temático, há o
acervo de literatura infantil, constantemente renovado e o acervo geral com cerca de 35 mil
exemplares.
Há oito anos a biblioteca oferece o curso de formação básica para contadores de histórias,
espaço para o Programa de Iniciação Artística voltado às crianças de 5 a 14 anos, sala para
reuniões e ensaios de grupos de teatro, oficinas, apresentações de filmes e um auditório com
capacidade para 165 pessoas. Há também na programação cultural contação de histórias,
palestras, apresentações de teatro e visita monitorada para grupos.
A ambientação da biblioteca remete ao universo dos contos de fadas e visa tornar o
espaço aconchegante e prazeroso para leitura. Entretanto, apesar do encantamento do espaço e
da facilidade de acesso, a biblioteca padece da baixa frequência de usuários. Alguns fatores
podem ter colaborado à ausência de público, como o fato da biblioteca ter ficado sem uma
coordenação por cerca de seis meses, entre outros fatores apontados no diagnóstico:
- pichações na parede externa da Biblioteca, que denigrem o espaço e afastam o público,
sobretudo os pais com crianças pequenas;
- ausência de policiamento, presença de pessoas em situação de rua e degradações na
praça da biblioteca;
- falta de acesso à Internet sem fio (wifi);
- necessidade de modernizar mobiliário e iluminação que atualmente dificultam a
identificação dos livros;
- visibilidade, embora esteja situada próxima a uma estação de metrô e numa
movimentada avenida, a entrada é discreta frente às árvores e, por vezes, o mato do entorno.
Outro fato a ser destacado é a proximidade da instituição a outros equipamentos culturais como o
SESC Belenzinho, a Fábrica de Cultura e a Biblioteca Cassiano Ricardo (temática em música),
ambas compartilham a mesma praça pública e também estão relativamente próximas a outras
duas bibliotecas públicas num mesmo bairro cujas características mudaram ao longo do tempo.
Ainda que abrigue fábricas e vilas residenciais, o bairro do Tatuapé é marcado por uma população
que ascendeu economicamente e atualmente grandes prédios residenciais ocupam o espaço dos
antigos galpões e vilas. Esses novos moradores podem preferir comprar livros e ebooks ao invés
de realizar empréstimos, além de desconhecerem a existência das bibliotecas públicas no bairro,
ou limitarem-se às impressões dos tempos em que como estudantes a biblioteca cumpria apenas
as funções de biblioteca escolar, sem qualquer vínculo a atividade de lazer e entretenimento e,
por fim, restringem as visitas dos filhos às bibliotecas das escolas particulares.
- acervo, quando tornou-se biblioteca temática em contos de fadas, os livros de literatura
para adultos foram encaminhados para catalogação e empréstimos à Biblioteca Cassiano Ricardo,
biblioteca temática em música e que está na mesma praça da Biblioteca Hans Christian Andersen.
Ficaram as enciclopédias e alguns livros, a maior parte desatualizados, para pesquisas. Não há
registros de datas, mas por determinado período, os livros do acervo para adultos eram
destinados à consulta e os empréstimos aconteciam apenas no acervo da Biblioteca Cassiano
Ricardo, fato que também marca a memória de alguns usuários, embora não aconteça há
bastante tempo e todo o acervo das duas bibliotecas estejam disponíveis tanto para a consulta
como para o empréstimo. A ausência de livros de literatura para adultos é fator negativo ao
público constituído, muitas vezes, por pais e educadores que acompanham as crianças.
Assim, além de propor soluções aos itens diagnosticados, dar andamento às atividades já
realizadas, como as contações de história em parceria com voluntários, escolas e ONGs da

�região, retomar ações de sucesso como o “Acampadentro da Biblioteca”, evento noturno com
atividades variadas elaboradas segundo temáticas dos contos de Andersen, foi realizado um
planejamento com o objetivo de reestruturar o acervo, modernizar mobiliário, iluminação, divulgar
a biblioteca e ter intervenções artísticas desde a execução de grafite a apresentações teatrais na
praça a fim de atrair o público infantil, mas também os pais, educadores e responsáveis por
conduzir as crianças até a Biblioteca.
Considerações finais
Para além do tripé espaço, acervo e pessoas capacitadas citado por Almeida (2011) para a
constituição de uma biblioteca, atualmente, é necessário também planejar a divulgação, ou em
outros termos, como denomina Leal (s.d. p. 4) utilizar o conceito de marketing e a definição de
metas que direciona toda a organização para a satisfação plena das necessidades e interesses da
comunidade. O autor também indica uma série de princípios para sustentar uma nova cultura
organizacional às bibliotecas públicas portuguesas que podem ser aplicados às nossas bibliotecas
paulistanas, como o princípio da pró-atividade:
A biblioteca pública não pode adoptar uma atitude expectante, limitando-se a
manter as portas abertas à espera que as pessoas entrem. Ela deve procurar
estar atenta ao pulsar da comunidade, indo ao encontro das pessoas. Isto quer
dizer que, para além de se preocupar com a fidelização dos utilizadores activos
(através da manutenção de elevados padrões de serviços e da apresentação
sistemática de novas propostas), ela deve procurar desenvolver estratégias de
captação dos seus potenciais utilizadores. (Leal, s.d., p. 5)

Cabe ressaltar a necessidade de conhecer os interesses do público real e potencial, além
de preocupar-se também com os recursos humanos, ou de nada vale o trabalho de captação de
público se ao chegar à biblioteca não houver empatia e atendimento qualificado aos padrões cada
vez mais exigentes. Conforme Petit (2008, p. 154), “um conhecimento, um patrimônio cultural,
uma biblioteca, podem se tornar letra morta se ninguém lhe der vida”. Assim, apesar de toda a
tecnologia e mobiliários modernos, a mediação ainda é item indispensável e a equipe de trabalho
desde a vigilância, limpeza e o atendimento são fundamentais à conquista ou reconquista dos
frequentadores dos espaços das bibliotecas públicas.
No caso da Biblioteca Hans Christian Andersen, acredita-se que refletir sobre a sua função
como biblioteca temática e os investimentos apontados no diagnóstico realizado são alguns dos
caminhos possíveis para ampliar o público e convidá-lo a aprimorar os serviços e acervo
existentes.
Referências bibliográficas
ARAÚJO, Beatriz Cristiane de. Bibliotecas temáticas da cidade de São Paulo: a questão da imagem e
identidade das bibliotecas públicas. Trabalho de conclusão de curso em Biblioteconomia da Universidade de
São Paulo. Orientador: Waldomiro de Castro Vergueiro. São Paulo, 2012.
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. A Biblioteca Mário de Andrade é reinaugurada no aniversário da
cidade. Disponível em: &lt;
http://www.crb8.org.br/UserFiles/File/BOB%20NEWS%20n40%20%20fevereiro%20de%202011.pdf&gt; Acesso em: 10
mar. 2015.
BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues; SUAIDEN, Emir José. Imagem da biblioteca pública na Sociedade
da Informação. Revista Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v.2, n.1, p. 130-142,
jan./jun. 2011. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 2015.
Leal, Filipe. Bibliotecas públicas: bibliotecas para o público. Disponível em: &lt; http://bsf.org.br/wpcontent/uploads/2011/08/Texto01.pdf &gt; Acesso em: 20 fev. 2015.
MILANESI, Luís. Biblioteca. Cotia: Ateliê Editorial, 2002.
______. Ordenar para desordenar: centro de cultura e bibliotecas públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.
PETIT, Michele. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. São Paulo: Editora 34, 2008. 192 p.

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