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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo:
As bibliotecas universitárias são organismos prestadores de serviços e produtos a
usuários/clientes, no qual a demanda por informação em tempo hábil e a busca
por um atendimento de qualidade tornou-se essencial para a sustentabilidade
nesse novo cenário. A Gestão da Qualidade Total – GQT, ou Total Quality
Management – TQM, é uma filosofia gerencial de grande utilidade para o
planejamento estratégico da biblioteca universitária, haja vista que ela sistematiza
os processos, agiliza o tempo de resposta e maximiza os resultados. O presente
trabalho analisa a bibliografia debatida nas áreas de Engenharia de Produção e
Biblioteconomia, que são voltadas para a qualidade, e aborda algumas
ferramentas da TQM que podem ser vistas como mecanismos gerenciais, além de
analisar as perspectivas e tendências futuras na área da GQT voltadas para a
gestão em bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Gestão da Qualidade Total. TQM. Bibliotecas Universitárias.

A GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E A APLICABILIDADE DE FERRAMENTAS
DA TQM EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: ABORDAGEM ATUAL E
PERSPECTIVAS FUTURAS

Diego Leonardo de Souza Fonseca (IFAM) – diego.fonseca@ifam.edu.br

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são organizações produtoras e disseminadoras
de informação em todos os âmbitos da sociedade, no qual os seus produtos e
serviços atingem tanto a comunidade interna de usuários (usuários da
universidade) quanto a comunidade externa (demanda social) com o intuito de
atender a necessidade informacional e garantir a satisfação dos usuários/clientes.

�Em meio a realidade e aos novos padrões organizacionais em que as
bibliotecas estão inseridas, a Gestão da Qualidade Total – GQT ou Total Quality
Management (TQM) – surge como uma filosofia organizacional imprescindível
para atender as novas demandas de busca por serviços e produtos de qualidade.
De acordo com Fêo (2003) a TQM é um sistema administrativo que analisa, de
forma sistêmica, as relações entre a necessidade do usuário/cliente, os produtos e
serviços e a perspectiva dos mesmos diante das resultantes dessa relação.
A gestão da qualidade surgiu com enfoque voltado para a área de
manufatura, partindo de uma filosofia voltada para a melhoria contínua dos
processos e o aperfeiçoamento dos produtos e serviços oferecidos aos clientes
(PIMENTA, 2000). Na biblioteca, nota-se que esse panorama de busca pela
eficiência e eficácia nos processos de atendimento e satisfação vem crescendo de
maneira dinâmica, haja vista a mudança de perfil dos usuários/clientes que
demandam a informação em tempo hábil.
De acordo com Gleich (2011) as bibliotecas universitárias são unidades
essenciais na contribuição para a difusão do conhecimento, da pesquisa e da
extensão na universidade. Por meio disto, nota-se que as bibliotecas universitárias
assumem um papel importante no processo produtivo da informação nas
instituições universitárias, desde a recepção, manutenção e tratamento da
informação até a disseminação para a o usuário/cliente.
2 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A GQT aborda mecanismos de avaliação e otimização dos processos
produtivos, para tal, conta com ferramentas de gestão essenciais para
diagnosticar, mensurar procedimentos, propor mudanças e, por fim, avaliar o grau
de satisfação dos usuários. Em volto desse cenário, as bibliotecas universitárias
apresentam-se como organizações geradoras de serviços e produtos para
atendimento de uma demanda crescente e exigente, seus usuários/clientes
(SILVA, 1999).
Conforme aponta Vergueiro (2002) a busca pela qualidade se tornou uma
das marcas registradas desde a segunda metade do século XX, e no século XXI, a

�busca por essa marca tornou-se uma exigência de mercado e sobrevivência
organizacional cada vez mais presente. Bueno (2005) aponta dois aspectos para a
melhoria contínua, que devem ser evidenciados no processo de análise da
qualidade: os aspectos internos e externos. Os aspectos internos estão ligados a
conduta e comprometimento do pessoal, caracterizando a mudança de cultura
organizacional. Já os aspectos externos estão ligados a visão do usuário/cliente
diante desse cenário e o reconhecimento dele diante da dinâmica na busca pela
satisfação do atendimento de suas necessidades.
A visão da biblioteca universitária como uma organização de extensão que
representa a instituição na qual ela esta atrelada, garante maior visibilidade
institucional e valorização do serviço e produto oferecido ao cliente/usuário.
Amaral (1990) fala sobre o foco no planejamento das bibliotecas institucionais, que
mudaram suas características de mera organização detentora de informação para
uma organização pautada na visão holística do mercado e nas transformações do
macroambiente. A adoção de procedimentos de planejamento ligados ao
marketing garante a sustentabilidade da biblioteca dentro da realidade de
competitividade na qual ela está inserida, no caso das bibliotecas universitárias,
no contexto da exigência da demanda que ela vem sofrendo, por pesquisadores,
alunos, profissionais, e outras organizações.
A garantia da sustentabilidade da biblioteca numa realidade organizacional
competitiva está ligada ao seu posicionamento estratégico nesse novo contexto.
Silva, Schons e Rados (2006) abordam um modelo de gestão estratégica para a
biblioteca universitária baseada em três pilares do planejamento: comunicação,
efetivação e a proposta. Ou seja, a biblioteca universitária é um sistema complexo
que necessita buscar formas e mecanismos para garantir a sua sustentabilidade
nesse novo contexto social na qual está inserida.
A GQT vem sendo uma importante “chave” administrativa para a
manutenção de bibliotecas universitárias no âmbito da sustentabilidade, por
conseguinte, a visão organizacional precisa ser moldada nas novas perspectivas
de mercado.

�De nada adianta investir em inovação, se não houver uma preocupação
com a qualidade da prestação de serviços oferecida ao usuário/cliente da
biblioteca, pois o que garante a sua sobrevivência de mercado é o seu
posicionamento estratégico voltado para a comunidade que atende (AMARAL,
1999). Porém, a GQT necessita ser implementada a partir da sincronia entre a
visão estratégica institucional e as perspectivas organizacionais da biblioteca,
perpassando desde o oferecimento de um serviço e produto com qualidade,
analisando e acompanhando o grau de eficiência deste produto, até uma análise
de mercado para investir em inovações e tendências para o atendimento das
futuras demandas.
Nota-se, que a biblioteca universitária, assim como outras tipologias de
bibliotecas, estão inseridas em uma realidade de mudanças constantes na busca
de atendimento de demandas. Nesse enfoque, a GQT passou a ser entendida
como uma ferramenta administrativa essencial e de sobrevivência, não apenas
inovadora. Barbêdo e Vergueiro (2006) relacionam os serviços oferecidos pela
biblioteca à busca pela excelência, abordando a qualidade dos serviços como um
elemento estratégico, enfatizando, inclusive, a GESPÚBLICA – Programa Nacional
de Gestão Pública e Desburocratização -, como uma alternativa na busca de
melhorias na qualidade dos serviços nas bibliotecas universitárias.
Segundo Rebello (2005) as bibliotecas universitárias precisam estar
inseridas no contexto de um desempenho técnico e gerencial que busque a
eficiência e a melhoria contínua em um ambiente de mudanças. Diante de um
novo e atual cenário de exigências de demandas, as bibliotecas universitárias
estão enfrentando uma nova realidade de sobrevivência organizacional, passando
de apenas agentes mediadoras de informação para agentes atuantes no
processo.
Em vista disso, as bibliotecas universitárias e a GQT necessitam de um elo
de ligação que as conduza aos procedimentos de gestão e oferecimento de
qualidade. Adiante disso, as ferramentas da Total Quality Management – TQM,

�auxiliam na maximização de resultados e na otimização da qualidade dos serviços
e produtos da biblioteca.

3 FERRAMENTAS DA TQM PARA GESTÃO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A filosofia de gestão baseada nas ferramentas da TQM aborda parâmetros
de melhorias em processos produtivos e no atendimento de demandas e
otimização de serviços. Algumas dessas ferramentas podem ser apontadas para a
utilização em procedimentos de gestão, garantindo melhorias no atendimento e
maximização de resultados (VERGUEIRO, 2002).
Diante do cenário atual de gestão das bibliotecas universitárias, haja vista a
dinamização de atendimento de demandas e satisfação, os mecanismos da TQM
e da Engenharia de Produção, estão sendo acoplados aos procedimentos e
planos gerenciais das bibliotecas. Gleich (2011) aborda a utilização de
ferramentas de gestão da qualidade no plano de ação das bibliotecas, tendo em
vista que, particularmente, no caso das bibliotecas universitárias, o papel de
organização fomentadora de pesquisa visa atender as comunidades de maneira
mais extensiva, buscando uma relação mais próxima com outros sistemas de
gestão, tais como: administrativo, técnico, educacional, etc.

3.1 Ciclo PDCA
O Ciclo PDCA, ou Ciclo de Deming, é uma ferramenta metodológica, que
tem como função básica o auxílio no diagnóstico, análise e prognóstico de
problemas organizacionais (PACHECO, 2009). Por conseguinte, em todo o âmbito
organizacional que visa a melhoria contínua dos processos, é necessário que os
seus procedimentos gerenciais sejam avaliados e reordenados de maneira
constante e periódicas.
Vergueiro (2002) apresenta o Ciclo PDCA como uma ferramenta de grande
valia para a mudança de cultura organizacional e quebra de paradigmas
gerenciais quanto a qualidade do serviço de informação. As bibliotecas

�universitárias demandam um fluxo informacional bastante dinâmico, exigindo que
os processos e os resultados sejam diagnosticados e mensurados para posterior
análise.

Figura 1 – Ciclo PDCA (nível básico)

Fonte: autoria própria, 2015

O Ciclo PDCA subdivide-se em 5 fases fundamentais: Planejar, Desenvolver,
Checar, Mensurar e Agir. Conforme na Figura – 1 nota-se que o ciclo estende-se
de maneira cíclica, ou seja, a atividade de Planejar não é o início, tanto quanto a
fase de Agir não é o final, ambas as fases giram de maneira periódica e
ininterrupta, a fim de garantir que os processos gerenciais estejam em constante
avaliação.

3.2 Círculos de Controle de Qualidade – CCQ
No campo estatístico de produção e atendimento de demandas, o Círculo
de Controle de Qualidades – CCQ, busca otimizar o campo do controle estatístico

�de processos e auxiliar no mapeamento do fluxo de procedimentos, valorizando o
ser humano e estimulando ao máximo o seu potencial. Ferro e Grande (1997)
caracterizam o CCQ como uma prática gerencial fundamental para o controle do
processo produtivo, enfatizando a identificação e análise de problemas no
processo produtivo e auxílio na proposição de mudanças na toma de decisões.
No contexto da biblioteca universitária, o serviço de referência ao
usuário/cliente e o treinamento interno de funcionários são campos fundamentais
para se desenvolver o CCQ, tendo em vista a identificação de gargalos no
processo de gestão e solução de conflitos. Ainda, Ferro e Grande (1997), apontam
que o CCQ é uma ferramenta de gestão com tendência futuras de maior
aproximação com o terceiro setor (prestação de serviços), haja vista que a GQT é
uma filosofia gerencial em expansão na área da informação, no qual as unidades
de informação estão inseridas.
3.2 Lean Office
O pensamento enxuto implantado nos diversos setores administradores tem
no Lean Office, ou Escritório Enxuto, a fundamentação administrativa baseada em
uma visão gerencial a partir do planejamento pautado na eliminação dos
desperdícios e adequação dos valores produtivos alocados de maneira
sustentável (EVANGELISTA, GROSSI E BAGNO, 2013).
O desenvolvimento de atividades na biblioteca universitária parte do
planejamento interno dos recursos humanos para o usuário/cliente, ou seja, em
um sentido endógeno. Por isso, é necessário que a biblioteca esteja inserida no
processo de capacitação interna e mapeamento do fluxo de valor – VSM (Value
Stream Mapping). O VSM é uma das ferramentas gerenciais mais implantadas
para análises de gestão com ênfase no mapeamento do fluxo de informação e na
otimização das estruturas de tomada de decisões (GOUVÊA, 2012).
Figura 2 – Mapa de Fluxo de Valor de um setor de Arquivo Empresarial

�Fonte: Qualidade Online, 2014

Assim sendo, as Bibliotecas Universitárias precisam repensar seus
planejamentos internos e externos, além de buscar a otimização de serviços e
produtos no cerne da qualidade total, voltado para o enxugamento de processos e
ganho de tempo na tomada de decisões.
3.3 Programa 5’s
O Programa 5s parte da filosofia japonesa iniciada nos 60, que teve por
finalidade reconstruir o Japão a partir de uma metodologia pautada na Educação e
busca da melhoria contínua. João, Amaral e Prado (2013) conceituam o Programa
5s como um conjunto de atividades cíclicas, baseada em 5 etapas (Seiri, Seiton,
Seisou, Seiketsu e Shitsuke) cuja finalidade está voltada para a melhoria do
ambiente organizacional, do comportamento profissional e otimização no processo
produtivo.
Ainda João, Amaral e Prado (2013) abordam o Programa 5s como
ferramenta indispensável para a efetivação da qualidade dos serviços na
biblioteca, tendo em vista a busca pela eficiência e eficácia dos serviços
prestados. A implementação do Programa 5s ainda é pouco utilizada nas
Bibliotecas Universitárias, tendo em vista que a qualidade total deve ser

�compreendida como uma filosofia administrativa cíclica e constante, na qual as
ferramentas de qualidade precisam ser implementadas de maneira planejada e
sustentável.
4 METODOLOGIA
A pesquisa se ateve a uma análise bibliográfica e de observação, nas áreas
da biblioteca universitária e Engenharia de Produção, partindo das análises de
estudos de caso voltados para a aplicação de ferramentas da TQM em âmbito de
manufatura e, posteriormente, em organizações prestadoras de serviços.
A base bibliográfica centrou-se nos estudos aplicados sobre a qualidade
total em serviços no aspecto produtivo de Fêo (2003), Pacheco (2009) e a
Dissertação de Pimenta (2000), e também, sobre a análise de Vergueiro (2002) a
cerca do papel da qualidade dos serviços de informação e a aplicação das
principais ferramentas de qualidade para a busca da melhoria contínua.
A origem da pesquisa deu-se a partir da produção do artigo intitulado: “A
importância da TQM (Total Quality Management) na maximização dos processos
operacionais dos Arquivos da Secretaria Municipal de Educação: Um estudo de
caso na Prefeitura Municipal de Manaus”, defendido na Universidade Federal do
Amazonas no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção para
requerimento do título de Especialista em GQT nas Organizações, na qual foi o
ponto de partida para o estudo sobre a qualidade total em Unidades de
Informação, mais precisamente em bibliotecas universitárias.
O cerne de análise da pesquisa partiu da observação da realidade das
bibliotecas universitárias brasileiras, identificadas a partir das bibliografias
levantadas sobre a temática da GQT em bibliotecas, e da necessidade de discutir
e ampliar o debate a cerca da importância de se utilizar dos mecanismos da TQM
e das filosofias de gestão da qualidade para buscar um entendimento maior a
respeito da importância de se implantar uma filosofia gerencial pautada na
melhoria contínua.
O estudo analisou, também, bibliografias de pesquisas da área da
Engenharia da Produção, na área de Gestão e Estratégias em Qualidade Total de

�Organizações, no qual enfatiza a importância da qualidade total nas organizações
prestadoras de serviço, tais quais as unidades de informação, mais precisamente,
as bibliotecas. Alguns autores, como Fêo (2003) e mais detalhadamente na
Dissertação de Pimenta (2000), enfatizam a necessidade das organizações, em
especial, as públicas, de se adequarem a um novo contexto de exigência das
demandas, principalmente as organizações fomentadoras da pesquisa, que lidam
com uma demanda crescente e exigente, na qual a biblioteca está diretamente
inserida nessa realidade.
5 PERSPECTIVAS FUTURAS
Durantes os anos 80 e 90 a GQT foi uma prática de gestão bastante
popular nos países ocidentais, cujo desenvolvimento foi feito por grandes autores
norte-americanos, como: Deming, Juran e Feigenbaum (CORDEIRO, 2004). Em
meados do fim da década de 90 para o início dos anos 2000, as organizações
passaram a utilizar muito mais a reengenharia ao invés das ferramentas da TQM,
adentrando assim a um período de questionamentos quanto a eficiência do uso da
GQT e a proposição da utilização de outras ferramentas de gestão mais rentáveis
e eficientes.
Ainda Cordeiro (2004) aponta alguns pontos fundamentais de “declínio” da
GQT no início dos anos 2000. Tais como: modismo gerencial, comodismo de
procedimentos e a desatualização de processos. Tendo em vista essa ótica, notase que a GQT, assim como outras filosofias de gestão, sofreram rupturas e
problemas com o passar dos anos, na qual careceu de novos estudos e
atualizações na estrutura de aplicação da gestão.
Na perspectiva das organizações prestadora de serviços, como as
bibliotecas e unidades de informação, a GQT precisou ser remodelada, a fim de
atender as novas demandas do mercado. Com o surgimento das Novas
Tecnologias de Informação – as NTI – a informação passou a ser vista como uma
ferramenta de grande importância estratégica para as organizações, e o seu
gerenciamento se tornou fundamental para o ganho de competitividade e
eficiência no mercado.

�As NTI são ferramentas essenciais no novo cenário das bibliotecas, haja
vista que a tecnologia se tornou uma grande aliada no desenvolvimento dos
serviços e produtos e no atendimento das demandas, assim sendo, diante desse
novo cenário de avanços e mudanças, a GQT necessitou ser remoldada para
atender aos novos parâmetros do setor de serviços.
O avanço do campo científico mostra algumas evoluções gerenciais no
cenário da qualidade, o Balanced Scorecard – BSC é uma nova ferramenta de
aplicação da GQT no novo cenário da busca pela qualidade de gestão. Amazonas
et. Al (2008) aponta o BSC como uma ferramenta que corresponde as demandas
atuais de busca pela satisfação do usuário/cliente e ganho de produção com a
competitividade.
Nas bibliotecas, o BSC age como um elemento estratégico fundamental no
planejamento de gestão da biblioteca, como mostram Scardoelli e Souza (2013)
ao analisar o BSC na biblioteca universitária, enfatizando as melhorias a médio e
longo prazo, mudanças no modelo de gestão da biblioteca, melhora na cultura
organizacional, maior fluidez no tempo de resposta dos serviços e produtos
oferecidos, além do aprimoramento da biblioteca diante de um novo perfil de
gestão.
O atual cenário das mídias sociais e dos avanços no campo digital trouxe
para a GQT novos rumos de desenvolvimento e aplicação no setor de serviços e
atendimento de demandas. Nas bibliotecas universitárias existem serviços que
compreendem mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos para
mapear, identificar e propor soluções para as novas demandas. A GQT nas redes
sociais está inserida na biblioteca através desses novos modelos, como por
exemplo, os Serviços de Referência Virtuais – SRV, SAC, FAQ, Treinamentos
online, Projetos de extensão, Monitoramento de mídias de usuários, dentre outros.
Todos esses serviços, em parceria com a metodologia da GQT, tendem a atender
aos novos anseios do usuário/cliente e compreender a evolução dessa nova
realidade.

�As perspectivas futuras na GQT em bibliotecas universitárias já é uma
realidade de ferramentas sendo trabalhadas à longo prazo nas áreas da
Administração e Engenharia de Produção, afinal, os novos modelos de gestão
estão se tornando cada vez mais integrados e multidimensionados, visando
atender a uma demanda que cresce na proporção dos avanços tecnológicos e
informacionais.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em volto as bibliografias e observações feitas através do levantamento de
estudos de caso, abordagens teóricas e aplicação das análises, foram
identificadas realidades de atuação e perspectivas de gestão no âmbito da
biblioteca universitária, possibilitando compreender que há uma tendência da
biblioteca ser uma organização bem mais atuante no aspecto gerencial e
mercadológico em nível de GQT, buscando adequar-se aos novos padrões de
exigências dos usuários/clientes quanto ao nível de qualificação de seus serviços
e produtos.
Por fim, a visão das bibliotecas como um todo, porém, especialmente nesse
estudo, as bibliotecas universitárias, devem ser ampliadas para além das
fronteiras físicas e tradicionais de gestão, entendendo que a biblioteca é um
organismo vivo em ascensão, sendo uma peça atuante no desenvolvimento da
pesquisa e da educação na sociedade, por conseguinte, entender que devem
oferecer serviços e produtos de qualidade, primando sempre pela excelência.

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A gestão da qualidade total e a aplicabilidade de ferramentas da TQM em bibliotecas universitárias: abordagem atual e perspectivas futuras</text>
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              <text>As bibliotecas universitárias são organismos prestadores de serviços e produtos a usuários/clientes, no qual a demanda por informação em tempo hábil e a busca por um atendimento de qualidade tornou-se essencial para a sustentabilidade nesse novo cenário. A Gestão da Qualidade Total – GQT, ou Total Quality Management – TQM, é uma filosofia gerencial de grande utilidade para o planejamento estratégico da biblioteca universitária, haja vista que ela sistematiza os processos, agiliza o tempo de resposta e maximiza os resultados. O presente trabalho analisa a bibliografia debatida nas áreas de Engenharia de Produção e Biblioteconomia, que são voltadas para a qualidade, e aborda algumas ferramentas da TQM que podem ser vistas como mecanismos gerenciais, além de analisar as perspectivas e tendências futuras na área da GQT voltadas para a gestão em bibliotecas universitárias.</text>
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