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                  <text>Análise da produção científica dos bibliotecários da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul
Rodrigo Silva Caxias de Sousa. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
rodrigo.caxias@ufrgs.br
Rafael Port da Rocha. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
r2ocha@gmail.com
Lucia Bohrer. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
lucia.bohrer@ufrgs.br
1 Introdução
Este estudo analisa a produção científica dos servidores técnicos
administrativos de nível superior lotados na UFRGS, mais especificamente os
servidores que atuam no cargo de bibliotecário. Se a perspectiva de galgar
novos patamares na vida acadêmica se consolida como uma ação
característica do habitus do pesquisador, é necessário considerar que nas
universidades esses outros agentes sociais não estão imunes à dinâmica
mencionada. Cabe considerar as influências oriundas das instituições, pois o
sujeito da ciência não é o cientista singular, mas o campo científico, como
universo das relações objectivas de comunicação e de concorrência. [. . .] Em
suma a ciência é um imenso aparato de construção colectiva utilizado
colectivamente. (Bourdieu, 2008, p. 99).
2 Método da Pesquisa
Estudo bibliométrico que identifica variáveis relativas à produção
científica dos bibliotecários na UFRGS. Foram analisadas 650 publicações,
sendo os dados compilados e organizados em uma planilha eletrônica que
objetivou analisar as produções científicas em relação aos tipos de documentos
publicados, autoria e idioma.
3 Discussão
Os dados demonstram um privilégio relacionado à publicização da
produção científica a partir de trabalhos completos publicados em eventos
(TCAN), com 27,6%. Tal fato pode ser explicado por que esses encontros
segundo Meadows (1999) são o “protótipo da interação informal”. Além de
apresentarem sua produção científica para seus pares, os bibliotecários
pretendem obter um retorno imediato em relação à aceitação ou rejeição do
estudo, bem como corroborar a ideia de que tais publicações são parte de uma
pesquisa em andamento. As apresentações orais em eventos têm um papel
fundamental pois ainda que as mesmas tenham como característica um nível
mais elevado de redundância (MEADOWS, 1999), a proximidade entre os
interlocutores estabelece possibilidade de retorno imediato entre os produtores
e consumidores de informações científicas.
Quanto à tipologia das publicações, quando observado o total de
trabalhos compostos pelos 5 autores mais produtivos, os mesmos computam
241 estudos dos 650, correspondendo a 35,4% desse montante. Foi possível

�identificar a preponderância de 80 trabalhos completos publicados em evento
(33,19%), dado esse que reproduz a dinâmica relativa ao universo de trabalhos
analisados; seguido de 56 artigos completos publicados em periódicos
(23,23%), 17 documentos classificados como outras publicações (7%), 14
resumos publicados em anais (5,8%), 9 capítulos de livro (3,73%), 4 trabalhos
técnicos (1,65%) e 1 livro (0,41%). Os dados indicam que processos de
comunicação científica engendrados a partir da produção dos bibliotecários
privilegia os canais preferenciais notadamente consolidados pela comunidade
científica, embora as produções sejam divulgadas nos mais diversos canais de
informação (Meadows 1999).
Figura 1: Autoria
ACPE

APTR

CLIV

FOLH

LIVR

OUTR

PCSR

POST

REAN

RELA

(28,8%)

REXP

TCAN

(2,4%)

TTEC

(6,4%)
(20,1%)
(19,8%)
(22,3%)

Fonte: dados da pesquisa
Com relação a autoria, houve privilégio na composição da produção dos
trabalhos publicados em autoria múltipla 463 (71, 2%). Esse dado corrobora a
dinâmica da ciência na medida em que a perspectiva da co-autoria se consagra
como uma prática que se consolida na Ciência da Informação. (COSTA, 2009).
Em relação ao idioma (grifo nosso) preponderantemente encontrado nas
publicações compostas pelos bibliotecários ao redigir ou apresentar seus
trabalhos foi o português, com 623 ocorrências (95, 85%), seguido do espanhol
com 15 ocorrências (2,31%) e do inglês com (2,31%).
Os dados obtidos permitem afirmar que o uso da língua portuguesa
como idioma identificado com preponderância se deve ao fato de se tratar da
língua materna dos bibliotecários, atrelado ao fato dos tipos de documentos
terem sido produzidos em sua maioria para eventos e periódicos nacionais.
Sob esse aspecto os dados corroboram o fato que o habitus relativo à
produção e comunicação científica compartilhado pelos bibliotecários vai de
encontro à dinâmica de produtividade e internacionalização da ciência, na qual
o pesquisador opta por publicar em um idioma que objetive uma maior
visibilidade de suas publicações. Packer e Meneghini (2006, p. 252) pontuam a
esse respeito ao afirmar que:
O inglês é o idioma da comunicação científica internacional e em
princípio, os artigos são legíveis pela elite dos pesquisadores
nacionais e internacionais. Para desenvolver a visibilidade
internacional é indispensável publicar em inglês. Os periódicos de
qualidade, publicados em idioma diferente do inglês [. . .] estão

�limitados no desenvolvimento de circulo virtuoso com a comunidade
internacional e, portanto, impedidos de transformarem-se em
periódicos de referência no âmbito internacional.

A intencionalidade quanto a maior amplitude do impacto das publicações
é um elemento que deve ser meticulosamente escolhido pelo produtor de
informações científicas, atribuindo maior visibilidade em razão da qualidade do
canal. Dependendo do grau de profissionalização e das experiências
acumuladas pelo mesmo, sendo essas escolhas serão feitas. Meadows (1999)
corrobora tal perspectiva ao afirmar que “as diferenças de atitude de amadores
e profissionais face a pesquisa acham-se naturalmente refletidas em suas
atividades de comunicação.” (MEADOWS, 1999. p. 28).
4 Conclusão
A análise das variáveis mostra que os anais de eventos e os artigos de
periódicos nacionais são os canais mais utilizados pelos bibliotecários da
UFRGS para publicizarem a literatura científica por eles produzida. Pode ser
observada uma tendência à pesquisa colaborativa por parte dos bibliotecários,
revelando uma atmosfera de produção científica que vai ao encontro da noção
de ciência como atividade coletiva.
Os resultados obtidos de acordo com as variáveis analisadas implicam
em considerar que as práticas relativas à incorporação de um habitus são um
híbrido entre a atinência à reprodução do habitus dos pesquisadores da área e
um significativo distanciamento no que diz respeito a galgar maior visibilidade
no campo científico, desconsiderando perspectivas endógenas de produção
quanto ao âmbito geográfico em nível nacional.
Palavras-chave: produção científica; bibliometria; Universidade Federal do Rio
Grande do Sul
REFERÊNCIAS
BOURDIEU, P. Le capital social: notes provisoires. Actes de la Recherche en
Sciences Sociales, Paris, v. 31, p. 2-3, 1980.
______. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia do campo científico.
São Paulo: UNESP, 2004.
______. Para uma sociologia da ciência. Lisboa: Edições 70, 2008.
COSTA, J. G. da. A produção intelectual docente do departamento de
ciências da informação da UFRGS: estudo bibliométrico. 2009. Trabalho de
conclusão (especialização) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Especialização em
Gestão de Bibliotecas Universitárias, Porto Alegre, 2009.
MEADOWS. A. J. A comunicação científica: Briquet de Lemos, 1999.
PACKER, A. L.; MENEGHINI, R. Visibilidade da produção científica. In:
POBLACION, Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando
Modesto da. Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores e
avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. cap. 9, p. 235-259.

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