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                  <text>BIBLIOTECAS COMO ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA: NOVAS AMBIÊNCIAS PARA AS
BIBLIOTECAS DO FUTURO
1 INTRODUÇÃO
Embora seja uma das instituições mais antigas do mundo, é a partir das últimas
décadas que as bibliotecas adquiriram inúmeras funcionalidades. Em grande parte, essa
ocorrência é fruto das transformações ocorridas no âmbito da Biblioteconomia e seu
reconhecimento como ciência.
Antes, centradas em um modelo patrimonialista, o foco de atuação das bibliotecas
estava voltado para a guarda e armazenamento de coleções (visão patrimonialista). Contudo,
a partir do século XIX, com o estudo dos acervos, das rotinas institucionais e das técnicas de
tratamento, essas unidades adentram-se à perspectiva funcionalista, considerando as
influências que essas instituições determinavam na sociedade, evidenciando valores,
crenças e atitudes (ARAÚJO, 2014).
Assim, as bibliotecas tornam-se organismos dinâmicos, em constante crescimento,
permeados por produtos e serviços diversificados, cujo objetivo maior seja satisfazer a
necessidade do público a que serve. Observa-se que as bibliotecas passam a desempenhar
atividades que ultrapassam as fronteiras físicas, atingindo o contexto de vida dos indivíduos.
Nesse âmbito, novas funcionalidades são assumidas pelas bibliotecas, que deixam de
exercer apenas o papel informacional, voltado à gestão dos acervos, tendo em vista ampliar
os objetivos bibliotecários. Segundo Cysne (1993, p. 26), na modernidade, a biblioteca além
de servir a função educacional, também viabiliza a promoção da cultura em geral, o que
garante sua função social. O mesmo autor defende que essa ampliação de objetivo não tem
aceitação geral e os bibliotecários devem refletir sobre “[...] a posição social da biblioteca,
pensando num modo mais eficaz de torná-la mais popular e, dessa forma, mais utilizada,
como forma de garantir sua existência na comunidade”.
Garantir sua existência é algo primordial, sobretudo com as mudanças acarretadas pela
evolução tecnológica que fez desenhar novos modelos de busca e acesso à informação.
Para Ribas e Ziviani (2007), com o desenvolvimento tecnológico e a ampliação dos fazeres
bibliotecários, aumenta-se as possibilidades de atuação do bibliotecário, rumo a uma
sociedade mais inclusiva. Essas autoras acreditam na reconfiguração das bibliotecas, as
quais tronar-se-ão palcos de socialização da cultura, do lazer, enfim, da vivência social.
A partir deste contexto, este artigo objetiva demonstrar a realidade de algumas
bibliotecas da esfera pública no que se refere às funções sociais por elas desenvolvidas,
destacando os serviços e ações que são realizados, haja vista o fomento à cultura, ao lazer e
à socialização.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Partindo do princípio de que cada modalidade de biblioteca (escolar, universitária,
pública, comunitária, especializada e acadêmica) possui características similares quanto à
prestação de serviços e público alvo específico, a amostragem desta pesquisa foi constituída
por uma representante de cada modalidade, logo, investigaram-se seis realidades distintas.
Utilizou-se como instrumento para coleta de dados, questionário com perguntas
fechadas. As perguntas foram formuladas levando em consideração coletar dados sobre os
seguintes aspectos: principais atividades realizadas, ações culturais, entretenimento, papel
social da biblioteca e a visão dos bibliotecários entrevistados quanto à função social e quanto
ao futuro das bibliotecas, sobretudo no que se refere à reconfiguração de seus espaços e
atividades no comparativo com os centros de convivência.

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O questionário foi enviado por email às seis bibliotecas investigadas, tendo como
direcionamento, ser respondido, preferencialmente, pelo bibliotecário gestor da unidade.
Logo de início, através da primeira pergunta, perguntou-se a que fim primordial as
atividades bibliotecárias eram realizadas na unidade. Como opções de resposta foram
apresentadas as funções informacionais, as culturais e as de entretenimento. Todos os seis
respondentes consideram que as atividades e serviços bibliotecários possuem como
funcionalidade principal a oferta de informação.
Tendo em vista analisar se haveria preocupação com as atividades culturais,
perguntou-se se as unidades realizam ações de cunho cultural. Semelhante à questão
anterior, todos os respondentes afirmaram não haver realização de atividades votadas para a
cultura no recinto da biblioteca.
O mesmo resultado foi constatado quanto às atividades voltadas ao entretenimento, ou
seja, de forma unânime, as unidades de informação entrevistadas não realizam atividades
bibliotecárias com fins de entretenimento. As análises até agora discorridas confirma que a
unidade elabora seus produtos, serviços e métodos tendo como objetivo primordial, prestar
atividades informacionais (acervo) aos usuários da informação. Isso não deveria acontecer,
pois a literatura, de modo geral, assim como inúmeras pesquisas, defendem a existência da
função social atribuída à biblioteca, função essa formulada a partir de um conjunto de
esforços, interesses e elementos. Assim, os serviços e produtos bibliotecários
[...] vão conferir à biblioteca sua dinâmica, sua capacidade de transpor a métrica e
estabilidade de seus acervos, permitindo a concretização da sua função social. Essa
função social pede uma relação constante entre o que se pode chamar de corpus da
biblioteca, suportes documentais, pessoal, informação, conhecimento, cultura e
público utilizador (RACHE; VARVAKIS, 2006, p. 137, grifo nosso).

A quarta pergunta, direcionada apenas àqueles profissionais que não ofertam
atividades culturais e de entretenimento, investigou o motivo que leva essas unidades a não
ofertarem as referidas atividades. Uma biblioteca (16,7%) mencionou não ofertar as
atividades, pois elas podem comprometer o silêncio da biblioteca; outra biblioteca considera
que não oferece essas atividades, pois elas geram custos, sendo que a unidade não tem
capacidade em custodiar. Por fim, para quatro unidades (66,7%), o motivo de não se realizar
atividades culturais/entretenimento é justificado pela escassez de recursos humanos (gráfico
1).
Visando investigar se as regras da instituição ou as políticas mencionavam aspectos
relacionados à elaboração de atividades sociais, perguntou-se a respeito do regulamento da
biblioteca. Para três bibliotecas (50%), o regulamento não menciona a necessidade de se
realizar esse tipo de atividade, já para outras três (50%), o regulamento faz essa
recomendação (gráfico 2).
Comprometem o
silêncio da unidade
Geram custos
Devido à escassez de
recursos humanos

Gráfico 1 – Motivos que justificam a unidade não adotar atividades sociais
Fonte: os autores (2015).

O regulamento
menciona a
realização de
atividades culturais
O regulamento não
menciona
atividades culturais

Gráfico 2 – Regulamento e as atividades sociais
Fonte: os autores (2015).

Os bibliotecários foram investigados se acreditavam no papel social das bibliotecas. Por
unanimidade, todos responderam que acreditam nesse papel atribuído às bibliotecas.
Semelhantemente, quando indagados se crêem que as bibliotecas um dia poderão tornar-se

�locais de convivência, também todos os seis responderam que acreditam nessa
possibilidade.
A pesquisa pretendeu investigar, através da penúltima pergunta: “se em geral,
oferecessem atividades culturais/entretenimento estaria cumprindo com seu papel social?”.
Todos os respondentes consideram que a biblioteca pode viabilizar essa possibilidade.
Percebe-se, com base nessa mesma resposta, que os profissionais que atuam nas
bibliotecas investigadas possuem conhecimento das novas potencialidades da unidade,
sobretudo quanto ao papel social que elas podem desempenhar. Com base nas respostas
acima, de que a biblioteca não oferece atividades sociais, depreende-se que trata-se de
motivos não relacionados com o posicionamento dos profissionais, mas motivos de ordens
mais genéricas, envolvendo outras instâncias e contextos.
A última pergunta também comprova que o bibliotecário considera as funcionalidades
da biblioteca que extrapolam as tradicionais funções informacionais (acervo). Ao serem
perguntado: “Se, porventura, os acervos impressos forem transferidos para ambiente virtual,
você considera que a biblioteca presencial será extinta?”. Todos consideram que a biblioteca
presencial permanecerá com espaços destinados à visitação de usuários, haja vista, realizar
estudos, pedir auxílios aos bibliotecários, assim como participar de atividades sociais, dentre
elas: encontros, palestras, teatros, debates, enfim, um local de convívio social.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir dos resultados obtidos neste estudo, confirma-se que o objetivo geral foi
atingido. Isso porque, através das reflexões advindas dos dados coletados e do
embasamento teórico utilizado, percebeu-se que foi demonstrada a realidade de algumas
bibliotecas da esfera pública no que se refere às funções sociais por elas desenvolvidas,
constatando que, na maioria das bibliotecas, as atividades sociais, voltadas para a cultura e
lazer, ainda não são praticadas, tendo maior preocupação as funções informacionais
direcionadas à gestão dos acervos.
É possível constatar que os bibliotecários reconhecem as potencialidades da biblioteca,
ao contribuir com a função social, extrapolando as funções meramente informacionais. A
biblioteca e seus profissionais também possuem a capacidade de oferecer serviços culturais,
de entretenimento, realizando ações educativas que vão além do acervo informacional.
Assim, a unidade cumpre com o papel social, tornando-se espaços abertos, democráticos, de
socialização, transformando-se em verdadeiros espaços de convivência. Evidenciou-se que,
a não prestação de serviços sociais à comunidade por parte das unidades analisadas é
conseqüência, na maioria das vezes, da falta de recursos, investimento e de reconhecimento
e valorização do potencial da biblioteca na sociedade.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, C.A.A. O pensamento crítico na Arquivologia, biblioteconomia e na Museologia.
INCID, Ribeirão Preto, v. 5, n. 1, p. 27-46, mar./ago. 2014.
CYSNE, F.P. Biblioteconomia: dimensão social e educativa. Fortaleza: EUFC, 1993.
RASCHE, F.; VARVAKIS, G. Bibliotecas públicas e seus serviços. In: CUNHA, M. V. da;
SOUZA, F. das C. (Orgs.). Comunicação, gestão e profissão: abordagens para o estudo
da ciência da informação. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 127-140.
RIBAS, C.; ZIVIANI, P. O profissional da informação: rumos e desafios para uma sociedade
inclusiva. Informação &amp; Sociedade: Estudos. João Pessoa, v.17, n.3, p.47-57, set./dez.
2007.

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