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                  <text>CATALOGAÇÃO NA FONTE: UM BRILHANTE PROJETO QUE NÃO ALCANÇOU OS
OBJETIVOS PROPOSTOS – O PROBLEMA DA FALTA DE PADRONIZAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
A catalogação representa um conjunto de práticas de representação, cujo objetivo
principal é expor as características que identifique o objeto informacional em um catálogo,
seja ele impresso ou automatizado. A importância da catalogação está associada ao acesso
dos documentos de uma biblioteca, logo, documentos descritos aleatoriamente, sem
consistência, consequentemente, acarretarão problemas na recuperação.
Visando conferir precisão aos processos de representação da informação, são
elaborados instrumentos específicos, como os códigos e linguagens documentárias,
sustentados por meio de práticas padronizadas de catalogar, indexar e classificar
documentos bibliográficos (DIAS; NAVES, 2006).
Os objetos informacionais que compões os acervos, sobretudo os livros, por serem
publicados por empresas especializadas, como as editoras, são editados seguindo um
padrão de formato físico. Logo, ao serem impressos para distribuição, os vários exemplares
de uma mesma obra possuem características estéticas (de formato) similares. Por
conseguinte, a prática da catalogação se repete em diferentes exemplares.
Visando poupar recursos e esforços, pensou-se em realizar a catalogação de um
determinado exemplar, uma única vez, especialmente durante a fase de confecção editorial
do livro, de modo que ao chegar nas bibliotecas, a representação já estive pronta na folha de
rosto, contribuindo com o trabalho do catalogador.
Esse projeto, iniciado na década de 1970, ficou conhecido como Catalogação na
Publicação ou Catalogação na Fonte, tendo como princípio norteador, permitir que a
catalogação, realizada na fonte, fosse compartilhada entre todos aqueles que adquirissem o
livro, não havendo necessidade de realizar as verificações no item e elaboração dos registros
bibliográficos, os quais comporiam os pontos de acesso entre o item e o usuário que irá
buscá-lo no catálogo (CAMPELLO, 2006).
A proposta inicial do projeto era que, no processo de editoração, os livros fossem
enviados à Câmara Brasileira do Livro ou à Biblioteca Nacional para que fosse feita a
catalogação, visando estabelecer um padrão nos procedimentos (CAMPELLO, 2006).
Porém, com o descumprimento deste envio a estes dois institutos, a catalogação passou a
ser feita de maneira disforme (SANTA ANNA; CALMON; CAMPOS, 2013).
Observa-se que os formatos, as normalizações e as descrições dos elementos nas
áreas da ficha catalográfica, impressa no verso da folha de rosto, varia de livro para livro.
Devido a essa falta de uniformidade, a ficha catalográfica passa a ser uma fonte de
informação não confiável. Os próprios códigos de catalogação, como o AACR2, por exemplo,
não considera a ficha como fonte principal de informação.
Nessa conjectura, este estudo objetiva analisar o processo de catalogação realizado
em bibliotecas, considerando ou não, durante a realização desse processo, a extração de
dados catalográficos retirados da ficha. Pretende investigar a opinião dos profissionais a
respeito de como consideram as informações da ficha no momento de realizar as
representações no catálogo da biblioteca.
2 MÉTODO DA PESQUISA
O método utilizado na construção deste artigo foi a aplicação de estudo de campo, junto
a seis bibliotecários, distribuídos nas diversas modalidade de biblioteca: pública, escolar,
acadêmicas, especializada, comunitária e universitária, unidades essas pertencentes à

�esfera pública de um município metropolitano. Enviou-se questionário, por email, com oito
perguntas fechadas, a fim de coletar dados de como o processo de catalogação era
realizado no comparativo com a ficha catalográfica.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Primeiramente, indagou-se a respeito da utilização da ficha catalográfica quando se vai
realizar a identificação dos registros bibliográficos e a inserção deles no sistema. Para duas
bibliotecas (33,4%), sempre são retirados dados da ficha; em uma biblioteca (16,7%) nunca
se retira; outra biblioteca (16,7%) também aferiu que raramente; e, por fim, para duas
bibliotecas (33,4%), só retiram dados quando não encontrados em outras fontes (gráfico 1).
Investigou-se se a unidade realiza serviços de confecção de fichas catalográficas. Para
todos os respondentes, a biblioteca realiza essa atividade (gráfico 2):
Sempre
nunca
Sim

Não

Raramente
Só quando não
encontramos dados na
fonte principal

Gráfico 1 – Dados são retirados da ficha catalográfica
Fonte: os autores (2015).

Gráfico 2 – Realizam serviços de confecção de fichas catalográficas
Fonte: os autores (2015).

Os resultados acima mostram o quanto é diversificada a prática da calalogação em
diferentes contextos. É importante destacar que, a ficha não constitui fonte de informação,
logo, é mais recomendável utilizar outras partes do livro, como folha de rosto, colofão, capa,
etc. Se não for identificado em nenhuma parte da obra que não a ficha, a regra direciona que
os dados devam ser colocados entre colchetes (MEY; SIVEIRA, 2009). No que se refere ao
serviço de confecção de ficha, de modo geral, toda biblioteca o realiza, quando se representa
os dados em suas respectivas áreas.
Em seguida, perguntou-se sobre o que fundamenta a construção da ficha. Para três
respondentes (50%) a ficha é confeccionada conforme um padrão pré-existente (manual)
feito pela biblioteca; os outros respondentes mencionam que seguem o AACR2 (gráfico 3).
Visando constar a percepção deles quanto à ficha elaborada pela editora, na visão de cinco
pessoas (83,4%) consideram que as fichas seriam mais bem feitas se as editoras
contratassem bibliotecários; e, apenas uma biblioteca (16,7%) acha que elas não são
padronizadas, pois cada livro traz de um jeito (gráfico 4).
Segue um padrão. Manual
da biblioteca
Confecionada conform
eregras do AACR2
É feita confirme pedido do
cliente

Gráfico 3 – O que fundamenta a construção da ficha
Fontes: dados do autor (2015).

Não são padronizadas.
Cada editora faz de um
jeito.
Seriam mais vbem feitas
se houvesse a contratação
do profissional

Gráfico 4 – A percepção das fichas inseridas nos livros

O AACR2 descreve as normas para confecção das fichas, no entanto, tendo em vista
adequar os serviços ao perfil do usuário, torna-se válido as modificações nas regras, tendo a
necessidade de instituir manuais ou políticas de catalogação. O fato da maioria considerar a
ausência de bibliotecário no processo editorial, também é válida dada a importância desse
profissional no âmago da catalogação (SANTA ANNA, CALMON; CAMPOS, 2013).

�No que se refere às fontes de informação (partes dos livros) consultadas para gerar os
registros, três pessoas (50%) consideram como confiável a folha de rosto; os três
respondentes restantes consideram todas as partes do livro. De acordo com Mey e Silveira
(2009), para livros impressos a fonte principal de informação deve ser a folha de rosto.
Levando em consideração a afirmação de que a ficha passou a ser impressa nos livros
pós década de 1970 (CAMPELLO, 2006), indagou-se: “você já encontrou livros editados
após essa data, com ausência de ficha?”. Para todos os participantes da pesquisa, já
encontraram livros publicados pós década de 1970, sem a ficha inserida no livro. Devido à
essência do projeto de catalogação na fonte que era representar de uma só vez o item
informacional, entende-se que a não inserção da ficha prejudica o trabalho do profissional e
não atende as exigências instituídas no referido projeto.
Ao serem questionados se conseguem identificar as oito áreas da descrição na ficha,
para cinco indivíduos (83,4%) disseram que não conseguem, e, apenas um (16,7%)
consegue visualizar as áreas (gráfico 5). As fichas devem abordar as oito áreas da descrição
e seus devidos elementos (RIBEIRO, 2001). Logo, se as áreas não estão visíveis, afere-se
duas suposições: má representação das áreas ou falta de conhecimento do profissional.
Ao final, a oitava e última pergunta indagou a respeito dos erros encontrados nas
fichas: “ao analisar as fichas catalográficas dos livros oriundos das editoras você percebe
erros?”. Novamente, apenas um respondente (16,7%) considera os erros maiores os
referentes à normalização; já para a grande maioria, cinco indivíduos (83,4%), os erros
maiores referem-se à inserção de dados desnecessários e/ou ausência de dados
necessários na ficha (gráfico 6).
Erros maiores de
normalização
Visualizam as oito áreas
Os erros referem-se a
questões de pontuação

Não visualizam as oito
áreas da ficha

Gráfico 5 – Visualização das oito áreas na ficha
Fonte: os autores (2015)

Os erros referem=-se à
inserção de dados
desnecessários ou
ausência de dados
necessárioa nas áreas

Gráfico 6 – Maiores erros encontrados nas fichas
Fonte: os autores (2015)

Os dados oriundos dessa última pergunta evidenciam resultados de que a
representação dos elementos em suas respectivas áreas é um dos maiores problemas
enfrentados por catalogadores. No entanto, também se infere, com bases nas respostas
anteriores, de modo geral, que a ficha não é bem representada na fonte, apresentando
inúmeros erros, o que confirma a mesma conclusão alcançada por Santa Anna, Calmon e
Campos (2013) de que a catalogação é um processo que acontece de múltimas formas, não
seguindo (mas deveria) procedimentos uniformes.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluiu-se que a catalogação na fonte foi um projeto que apresentava uma proposta
viável, haja vista agilizar o trabalho dos catalogadores em todo o mundo, que, através da
cooperação, reduziria esforços e custos desnecessários. No entanto, conforme relatado
pelos profissionais, as fichas são feitas de formas diferenciadas, contemplando erros tanto de
normalização, quanto de inserção dos elementos constituintes das oito áreas.
A falta de padronização ao estruturar a ficha, bem como a apresentação dos elementos
são problemas detectados que desqualificam o trabalho da catalogação na fonte. Tais
problemas tornam a utilização dessa catalogação pelas bibliotecas inviável, conforme opinião

�dos respondentes desta pesquisa. Devido a algumas lacunas detectadas, sobretudo quanto
ao conhecimento dos respondentes quanto à elaboração das fichas, conforme as regras
instituídas pelos códigos, recomenda-se a elaboração de pesquisas futuras, haja vista,
identificar o nível de conhecimento que esses catalogadores possuem quanto à efetiva
representação da informação.

REFERÊNCIAS
CAMPELLO, Bernadete Santos. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília:
Lemos Informação e Comunicação, 2006.
DIAS, Eduardo Wensen; NAVES, Madalena Martins Naves. Análise de assunto: teoria e
prática. Brasília: Thesaurus, 2007.
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. AACR2: Anglo-American Catologuing Rules,
2nd edition : descrição e pontos de acesso. 2. ed. Brasilia: Ed. do Autor, 2001.
SANTA ANNA, Jorge; CALMON, Maria Aparecida; CAMPOS, Suelen. Fatores interferentes
na catalogação: estudo em diferentes contextos. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE
CATALOGADORES, 9; ENCONTRO NACIONAL DE CATALOGADORES, 2, Anais
Eletrônicos.... Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2013.

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