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680
COD 025.463
CDD
CDU 025.4:168.5
COU
025,4:168.5
ABORDAGEM CRlYlCA DA CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA EM CIÊNCIAS
CIENCIAS SOCIAIS

AUTORES: Tânia Rodrigues Mendes
Marina dos Santos Almeida
Diva Andrade
Francisca Pimenta Evrard
Membros do Grupo de Bibliotecários
em Informação e Documentação em
Ciências Sociais e Humanas da Associação Paulista de Bibliotecários.
RESUMO
Apresenta alguns problemas encontrados
na utilização
utilizaçSo das Classtficaç5es
Classificações Bibliográficas na área
de Ciências Sociais, a partir de suas relações com as
CtassificaçSes das Ciências, indicando
Clasdficações
indicarxlo alguns pressupostos teóricos da atividade do Bibliotecário.
Bibliotecirio.
Propõe o desenvolvimento de estudos
interdisciplinares que definam esquemas conceituais
Interdisciplinares
das Classificações Bibliográficas encaradas em sua
contextuaçâo histórica e visando áo
contextuação
ao desenvolvimento de procedimentos mais compatíveis com a
situação
situaçSo das Bibliotecas brasileiras da área.

OBJETIVOS

Desde a sua formação em 1971, o Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais e Humanas da Associação Paulista de Bibliotecários, defrontou-se com o problema de quais bibliotecas deveriam participar do
seu núcleo de estudos.
Como se caracterizaria uma Biblioteca de Ciências
Sociais? Dada a multiplicidade dos assuntos e áreas interrelacionadas abrangidas pelo campo de

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estudos do homem, enquanto ser social, correriamos o risco de aproximar a Biblioteca de Ciências Sócias dos limites da Biblioteca Geral. Por exemplo, a Tecnologia poderia sa" também engloettglotoda, âà medida em que toda ciência tem por finalidade o homem; o mesmo ocorrería
ocorreria com a Hibada,
giene e Saúde Pública, encaradas como Medicina Social e a Estatística, instrumento muito utilizado nas Ciências Sociais.
Por outro lado, se restringfssimos os assuntos aos designados pelas tabelas de classificação, não estaríamos representando a realidade, pois é do conhecimento comum que as Ciências Sociais, mesmo que a nível de instrumental, se utilizam dos
demais campos do conhecimento. Por isso as Bibliotecas de Ciências Sociais tendem a se caracterizar por acervos gerais, ainda que mais evoluidos nos seus campos específicos.
Essa inquietação, enquanto reflexo dos próprios problemas encontrados pelas Ciências Sociais na busca de sua definição, aponta para a necessidade
de tomarmos, como ponto de partida para o estabelecimento de critérios que delimitem a
nossa área de atuação, o mesmo campo onde ocorrem as discussões para a definição do que
são as Ciências Sociais, ou seja a Filosofia da Ciência.
Quando da realização do 1? Encontro de Bibliotecários de Ciências Sociais^^^ por ocasião da 4? Assembléia das Comissões Permanentes da
Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários — FEBAB, realizada em São Paulo, em
1978, este assunto foi retomado, tendo em vista que a constituição da Comissão Brasileira
de Documentação em Ciências Sociais e Humanidades recolocava, a nível nacional, os mesmos problemas de definição do seu campo de atuação.
A partir de uma Mesa Redonda, que contou com
a participação de bibliotecários e professores de Filosofia e Ciências Sociais, e na qual se definiu a denominação da Comissão Brasileira, verificou-se que estas inquietações deveriam se
estender ao questionamento do nível de funcionamento das Bibliotecas da área. Tanto
assim que uma das recomendações desse 1? Encontro foi a de que se procurasse elaborar estudos críticos e metodológicos da Classificação das Ciências Sociais e Humanas, com a participação de profissionais de áreas interdisciplinares, visando à determinação do campo de atuação das bibliotecas e da Biblioteconomia como Ciência.
Diante da grande receptividade das discussões
e levando em consideração ainda que a estrutura do ensino, a nível de graduação, não desensenvolve o bibliotecário no que diz respeito às questões da teorização de seus próprios problemas, o Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais éê Hu-

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manas de São Paulo resolveu, acatando a recomendação do 1? Encontro, aprofundar um estudo neste campo, através de seminários realizados em suas reuniões mensais.
0 objetivo do Grupo com o presente trabalho
não é, nem podería
poderia ser, o de apontar soluções técnicas e imediatas, já que isto não seria possível no momento. O
0 que se pretende é apenas indicar possíveis caminhos para futuros estudos nesse campo, na busca de técnicas adequadas e viáveis em relação à nossa realidade
sócio-cultural.
&gt;
CIÊNCIAS SOCIAIS X CIÊNCIAS HUMANAS
0 primeiro passo para o equacionamento
equacíonamento do problema é a discussão do que é Ciência e especificamente o que são as Ciências Sociais e as Ciências Humanas.
Toda Ciência é, num certo sentido, humana, enquanto desenvolvida pelo homem e tendo por
poc objetivo sua evolução. Quando o próprio homem é 30 mesmo tempo, sujeito e objeto da Ciência, caracterizar-sc
caracterizar-sc-ia,
ia, em parte, o objeto
das Ciências Humanas. Este homem, sujeito observado e observador, não tomado como essência isolada, mas nas suas relações
relaçõfís com o meio, seria, tentativamente, o objeto das Ciências Sociais.
Nesse scntido, as Ciências Sociais envolvem urna
uma
u; iplo
ipio espectro
espoctro de estudos. No entanto
gama de interrelações complexas, abrangendo um a:
esta é uma questão em aberto, à medida em que as várns
vá. ’ns tendências existentes no âmbito
da Filosofia da Ciência, no que se refere à classificação das Ciências Sociais e das Ciências
Humanas, propõem diferentes classificações e denominações, não cabendo a sua discussão
aqui Independentemente de soluções para este problema, oco;.u
aqui.
ocoi.v, hoje uma granne
g.^anne expansão
das Ciências Sociais, bem como da produção de discursos científicos na área.
0 aumento do número de cientistas sociais no
mundo e o nascimento da literatura sobre o assunto é, sem
sern cuvida, uma parte da explosão
geral das Ciências que caracteriza nossa era. A rápida expansão da qualquer ramo da Ciência sempre cria problemas e as Ciências Sociais não são exceção à regra.
0 processo de convivência do hoinem com as
Ciências Naturais e consequentemente com
cóm a Tecnologia, já foi estabelecido e aceito, mas
o mesmo não ocorre com as Ciências Sociais, o que suscita um sem número de indagações

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e perplexidades. A pergunta:
pergunta; o que são as Ciências Sociais? não tem uma resposta definida ou
realmente estabelecida. As Ciências Sociais diferem de geração para geração.
As controvérsias em torno da especificidade das Ciências Sociais existem em termos de sua complexidade e interdisciplinariedade. Essas controvérsias não são resolvidas nem precisam ser, pois esse acumulo de dúvidas e incertezas é benéfico, já que, segundo afirma Karl
KarI Popper, o método científico não mais se caracteriza pelo
estabelecimento de verdades, mas é o das conjunturas e das refutações^®^
refutações^®l
Por esse motivo é que, para se desenvolver pesquisas em Ciências Sociais ou, no caso, caracterizar Bibliotecas de Ciências Sociais, devemos começar indagando sobre as interrelações entre a investigação científica e o funcionamento dos Centros de.
de Informação numa determinada sociedade. Estas indagações
indagações.devem
devem necessariamente
envolver as questões de organização, economia e classificação dos discursos científicos, porém
nos restringiremos aqui ao aspecto das classificações bibliográficas mais utilizadas nas Bibliotecas da área, enquanto instrumentos de descrição dos discursos científicos, em sua relação com
as classificações das Ciências, e o contexto sócio-cultural brasileiro.
CLASSIFICAÇÕES bibliográficas
BIBLIOGRÁFICAS X CLASSIFICAÇÕES DAS
DASCIÉNCIAS
CIÊNCIAS
As classificações bibliográficas mais conhecidas
e utilizadas hoje em dia no Brasil (CDD e CDU) são enciclopédicas e baseiam-se em classificações das Ciências concebidas de acordo com o quadro referencial de uma determinada postura filosófica.
Conforme os professores Pablo Ruben Mariconda
e José Jeremias de Oliveira Filho^^^
Filho^^^, no caso da cultura brasileira, no que se refere à classificação das Ciências, podemos distinguir a existência de três tradições que se entrecruzam:
a francesa, a inglesa e a alemã. Por outro lado, do ponto de vista metodológico, poderiamos
distinguir ainda três outras tradições na reflexão sobre a metodologia das Ciências Sociais,
maneira mais ampla, que seriam: uma tradição analítica, uma
ou das Ciências Humanas, de rrianeira
fenomenológica hermenêutica e uma dialética.
. .
Estas questões, aliadas
a|iadas,ao
ao fato.da
fato da inexistência, de
classificações neutras, torna a explicitação bibliográfica um problema delicado,,
delicado, à irtcdida
triedida em
qpe devemos sempre pre^por
que,
pressupor que estas estão condicionadas pelo seq.
seq contexto hisjórico.
histórico.
Íií.
:

•5 kír: r.í
j'

‘
;.'V .í.;. contexto, e se.nãp
se não lev.arntios,
levarmos em consideração
Nesse contextO(,e

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todos os problemas que envolvem a sua aplicação, as classificações bibliográficas passam a
atuar como instrumentos restringentes na prática biblioteconômica.
Em consequência dos problemas de formação
já mencionados, o bibliotecário, na maioria das vezes, aplica as classificações bibliográficas
sem levar em consideração as questões acima levantadas. Quando avalia as vantagens e desvantagens dos sistemas decimais utiliza, geralmente, uma reflexão que não ultrapassa o nível
nfvel da
"consciência ingênua", ou seja, aquela que confunde a metodologia usada pelo filósofo com o
produto gerado por sua reflexão, no caso uma classificação das Ciências.
Essa atitude reflexiva do bibliotecário acaba por provocar o que poderiamos chamar de concepção messiânica de sua função, o que o leva a identificar a esquematização lógica dos assuntos, das tabelas, com o próprio fato científico abordado
nas obras, reduzindo consequentemente a complexidade da dinâmica científica a dez classes.
Conforme Johanna W. Smit, em seu trabalho "Les
langages documentaires comme metalangages du discours scientifique"^^®^ os pressupostos
que baseiam a profissão de fé do bibliotecário na verdade das tabelas de classificação decimal
seriam:
a) A homogeneidade epistemológica dos diferentes
discursos científicos e, consequentemente, a homogeneidade epistemológica das Ciências que
eles têm por objeto;
b) O postulado positivista que estabelece uma relação homóloga entre fatos e discursos científicos, tratados como dois planos paralelos e justapostos, sem nenhuma distorção ou deslocamento.
Sobre estas questões, Smit^®^ diz ainda: "Neste
particular, áa ingenuidade dos documentalistas foi, durante décadas, surpreendente, porque
não só se admitia como irrefutável a identificação total da "palavra" com a "coisa" (ou referente), como também se acredita^va
acredita-va que as relações expressas pelos sistemas de classificação
usados nas Bibliotecas estavam diretamente ligadas à organização do próprio mundo: a consciência de que se tratava de sistemas de relações entre "palavras" - e não "coisas" - é somente
recente. Juntando-se, a esta visão mecanicista do discurso, uma fé inabalável rta
na objetividade da
ciência, seu desligamento de condições sociais de produção e o desconhecimento da economia
que a rege, chega-se ao teorema básico de tantos sistemas documentários ultrapassados semiológicamente: 1) se a ciêrKia
ciência (como referente) matám
matém com o discurso científico uma retaçio
mecânica, direta e imediau; 2) o discurso científico, como "coisa”
"coisa" da documentação, mantém
uma relação igualmente mecanicista com sua representação metalinguística,
metatinguística, o conjunto LO".

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Por outro lado, todas as classificações das ciências,
são, em certa maneira, uma taxonomia, que procura reunir os campos conceituais supostamente
interdefinidos e possivelmente hierarquizados dejrma
dejJtna ciência. No caso de todas as tradicionais
classificações biblioteconômicas (CDU, CDD, Cutter, etc....) a forte predominância desse plano
taxonômico determina um alto grau de hierarquização dos conceitos, fazendo reaparecer os mitos da organização homogênea do conhecimento humano e da exaustividade dos campos por
elas tratados.
Neste sentido, as classificações tradicionais são fechadas e monolíticas, com forte hierarquização de conceitos, apresentando-se como um quadro
linear e contínuo, onde óo discurso científico e a dinâmica da ciência devem ser "encaixados",
sem grandes possibilidades de alteração da hierarquia geral, determinada "a priori". Este "encaixe" será tão mais desastroso quanto depender de um processo de interpretação desenvolvido
inconscientemente pelo bibliotecário, da forma ingênua já apontada, durante o ato de classificar um documento.
A perspectiva do geral para o particular desenvolvese no sentido de uma continuidade temporal e também homogênea, onde o assunto mais geral
é sempre - salvo adaptações - o mais antigo e originário, e onde os novos assuntos alocar-se-ão
sempre nas extremidades das classes, em níveis inferiores de subdivisão da sua estrutura arborescente.
Esta perspectiva de tempo, embutida nestas classificações, não leva em conta o processo dinâmico da História e as alterações sócio-culturais quanto a funções e papéis dessas taxonomias num determinado contexto social. Isto tem fatais implicações - comoveremos - no próprio relacionamento de um pesquisador com uma Biblioteca, no ato de busca de uma informação.
À medida em que cada nível de subdivisão significa
o acréscimo de um algarismo, ou mais, no endereço que o documento terá no acêrvo, os assuntos mais atuais, ou as questões polêmicas e ainda indefinidas, receberão consequentemente endereçamentos de até trinta algarismos, enquanto os assuntos considerados mais originários, e que
delimitam um campo de conhecimento - uma
Uma classe - recebem endereçamentos de até três algarismos. Exemplificando: Deus receberá o número 211 para endereçamento, enquanto empregarismos
sas multinacionais receberia o número 336.745.3:338.93(100), valendo-se ainda de auxiliares:auxiliargS:Desnecessário nos estendermos aqui sobre ás questões de cerceamentos que
que'as
as dificuldades de
localização trazem, qualquer estudante que tenha frequentado uma Biblioteca de livre-acesso
que adote ordenação relativa de assuntos nas estantes as conhece.

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Esta forma do que poderiamos chamar de institucia
institucionaIizaçSo do discurso, que estabelece um tipo de verdade sobre o conhecimento humano não
nalização
permite, na prática, a classificação do novo, do diferente, do polêmico, mas apenas do estabelecido, do provado, do não refutado.
Como vimos:
a) o método cientifico é, antes de mais nada, o das
conjeturas e das refutações;
b) as classificações das Ciências não são neutras e
pressupõem uma contextuação histórica, ideológica e politica;
c) não existe uma relação mecânica entre a "palavra" - o discurso cientifico ou a rubrica de assunto - e a "coisa" - a Ciência, a realidade.
Assim sendo, ao aplicarmos acriticamente as tabelas,
não estariamos correndo o risco de não representarmos a própria proposta de Ciência hoje? Não
estariamos descrevendo uma verdade e um mundo pressuposto e idealizado, mas inexistente?
E assim, involuntariamente, contribuindo, não para o desenvolvimento cientifico,
científico, mas para a
conservação de formas ultrapassadas de conhecimento?
CLASSIFICAÇÕES bibliográficas
BIBLIOGRÁFICAS X INVESTIGAÇÃO CIENTIl^lCA
CIENTIÍ=ICA
A simples taxonomia não caracteriza uma Ciência, e
para constituirmos uma teoria Biblioteconomica sobre as classificações bibliográficas, necessário se faz a construção de esquemas conceituais, valendo-nos da contribuição de outras Ciências
já constituídas.
constitu idas. Até que isto ocorra, a simples aplicação mecanicista das tabelas tem deixado por
conta do leitor o desvendamento da lógica que rege a classificação dos acêrvos. Este fato indica
alguns outros pressupostos da conduta do Bibliotecário;
O primeiro é que, implícita
implicita nas classificações bibliográficas adotadas, está a necessidade da existência de um leitor ideal, consciente e essencial, portador da mesma fé na divisão do conhecimento em dez classes, que lhe possibilite saber, de antemão, que o assunto multinacionais, por exemplo, faz parte da sub-classe de finanças, que pertence à sub-classe de economia, que pertence à classe de Ciências Sociais. Ou seja, pressupõe o leitor que conhece e não o leitor comum, o homem real que adentra cotidianamente numa Biblioteca.
O segundo é que, em não se considerando o processo interpretativo
interpretatívo do ato ctassificador
classificador e acreditando-se na homogeneidade epistemológica das
Ciências, que implicam numa acontextuação histórica, pressupõe-se a universalidade dessas Tabelas de Classificação.

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Nesse sentido, como é do conhecimento
conhecimento'de
de todos, as
as'
questões são sempre renovadas pelos Encontros e Congressos de Bibliotecários, quanto à necessinecess'h
dade de programas de incentivo ao hábito de leitura, problemas de baixo nível dos leitores brasidadè
leiros, ou de sua falta de hábito para a pesquisa bibliográfica, que sem dúvida são sérias eedevem
devem
ser de^hvdlvidaS.
desenvolvidas. Porém se estes são
sãò os nossos leitores, o nosso contexto sócio-cultural,
sóCio-cultural, nada
parecido com aquele do homem
hòmem ideal ou essencial pressuposto, cabe a nós uma tomada de decisão.
Segundo o Professor Pablo Ruben Mariconda, em
Conferência pronunciada durante do 1? Encontro de Bibliotecários em Ciência Sociais*^*,
Sociais^^*, (...)
"Parece-nos que a melhor maneira de tentar obter algum ponto positivo da nossa discussão é
das Ciênpartir de (...) alguma coisa mais concreta, que seria tentar produzir uma Classificação dasC-i4ncias proposta pela UNESCO, levando em conta o nível político e ideológico envolvido nessa classificação e'bs
e os aspectos políticose
políticose'ideológicos
ideológicos qUe
que vivemos hoje na Universidade Brasileira. Quando o Professor Jeremias disse que nós temos que tomar uma decisão, essa decisão não erwolve,
erwofve,’
portanto, apenas aspectos metodológicos ou aspectos culturais abstratos, mas também aspeetds
aspeetos
culturais concretos. Portanto, nossa decisão será de um lado uma decisão metodológica, mas
também uma decisão ideológica
pol íticà". •'"■• ■
ideòldgica é políticè"."
'
O nbssío
nosSO problèmã
problêmà deixa de ser apenas
àpenas o dê
de ãWiB
cOffTÕ
classificar, para ser também o do estabelecimento de critérios para o como classificar. ' ' "cií-f
&gt;t
Assim como, através de polêmicas, emijaleá'Sfd®!Í
erriöalei'iiqöb?
tionamentos contínuos, foi delimitado o campo da classificação das Ciências Sociais e Humanas,
poderá ser delimitado Oo campoõ
carhpo è o âmbito da Bibliotéconomiá,
Bibliotéconomia, ou seja, toda aquela'área
aquela área em que
precisamos descobrir explicações para os fenômenos ou problemas enfrentados. Desse modo, os
bibliotecários teriam estabelecido as características científicásíde
científicas de seu trabalho de classificação,
extrapolando a simples taxonomia capaz "de
de levar a uma série de divergências, já que a classificação de documentos deve ser feita e a inexistência de critérios teóricos definidos para esta atividade provoca a adoção de critérios variados, conforme variam os pròblemàs
problemas enfrentados, derrubando na prática o próprio ideal da universalidade das classificações. '
Uma metodologia própria na abordagem desses problemas significaria o estabelecimento de princípios lógicos, a partir dos quais todos os problemas
semelhantes poderiam ser resolvidos, segundo procedimentos lógicos, que levem em consideração todos os fatores presentes nesta decisão e já abordados. A diferença, e não a homogeneidade
espistemológica entre as Ciências, fundamentaria a diferença lógica das classificações bibliográficas, que passariam a ser um sistema de relação entre palavras, e não entre coisas, e como tal

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não instauradoras de verdades universais.
Estas questões, no nosso entender, não se resolvem
ao nivel
nível da simples implantação de técnicas, ou da automação de Bibliotecas em larga escala.
Sem a discussão e equacionamento desses problemas, estaremos correndo o risco de institucionalizar, a custos elevados, as mesmas dificuldades que hoje caracterizam as classificações bibliográficas para Ciências Sociais.
A proposta do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais e Humanas de São Paulo é a de que qualquer Classificação Bibliográfica a ser adotada, ou construida para as Bibliotecas dessa área, leve em consideração todos os elementos levantados nessa discussão, de maneira mais ampla.
A preocupação fundamental do Bibliotecário hoje,
deve ser a de pesar criticamente sua própria prática, para poder construir sua própria teoria. Este seria um passo para a fundamentação
furtdamentação cientifica
científica de sua atividade.
te.seria
Todas as diferentes classificações das Cièncias,.e
Ciências, e
especificamente das Ciências Sociais, estão presentes hoje na Biblioteca enquanto memória humana, e cabe ao Bibliotecário reirtcorporá-las
reincorporá-las ao conhecimento presente, na sua contextuação
histórica.
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In:
ASSEMBLÉIA DAS COMISSOES PERMANENTES DA FEBAB, 44.,, São Paulo,
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Aborda^m fe/náf/ca
femáf/ca t/a/nfor/napão.
da/Vjformaçâb. Trad.
Trad, de Antonio
5 — FOSKETT, Anthony Charles — Aóo«/aje/77
Agenor Briquet de Lemos. São Paulo, Polígono/Universidade de Brasília, 1973
437 p.

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1'Ecole Pratique des Hautes Etudes
Études
(Vie. Section).
(VIe.

ABSTRACT
Presents some problems found in the utilization of
the Bibliographic Classifications in the area of Social Sciences view from their relationships
with the Sciences Classification, points out some theoretical presuppositions for the activity
of the Librarian.
Proposes extention of interdiscipline studies which
would define conceptual schemes of Bibliographic Classifications, seen in their historical context, with the objective to develop procedures with sufficiently
sufficientiy agree with the present situabraziiian Libraries in Social Sciences.
tion of the brazilian

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Apresenta alguns problemas encontrados na utilização das Classtficaç5es Bibliográficas na área de Ciências Sociais, a partir de suas relações com as Classificações das Ciências, indicando alguns pressupostos teóricos da atividade do Bibliotecário. Propõe o desenvolvimento de estudos interdisciplinares que definam esquemas conceituais das Classificações Bibliográficas encaradas em sua contextualização histórica e visando ao desenvolvimento de procedimentos mais compatíveis com a situação das Bibliotecas brasileiras da área.</text>
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