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CDD: 021.65
CDU: 021.63+007.5
REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: ELEMENTOS CONCEITUAIS
AFFONSO CELSO MENDONÇA DE PAULA
CRB-7/384
1 - INTRODUÇÃO
Em matéria de informaçSocientifica
informação científica e técnica vem-se
vam-se tomando imperativo
imparativo o trabalho em
am
basas
bases cooparativas,
cooperativas, ou trabalho em rede ("networking").
("networking'’). Reconhece-se qua
que cada sistema ou centro
nSo pode, isoladamene cobrir toda a gama de assuntos, reunir
raunir todo o acervo, desenvolver todos os.
osr
oferecer todos os produtos raqueridos
requeridos pelo amplo espectro de necessidades de sua clientela.
serviços, oferacer
Isto é simplesmente impraticével
impraticável do ponto da
de vista técnico e,
a, principalmente,
principalmenta, do econômico.
informação cientffica
científica ae técnica pressupõe, como
A própria natureza das atividades de informaçSo
subjacente ae necessário, o principio
princípio da cooperação.
cooperação, Quando um serviço sa
se propõe a recolher a&gt;
literatura especializada am
em determinado campo, fazer sua seleção, síntese e distribuição, está emi
em»
última análise preenchendo uma função social ao tentar evitar duplicações desnecessárias de
pesquisas ae estudos no setor a que se dedica, promovendo de certa forma o compartilhar do
conhecimento disponival.
conhacimento
disponível.
Os "Chemical Abstracts", com resumistas espalhados pelo mundo intairo
inteiro e, ultimamenta,
ultimamente,
associando a seu trabalho algumas instituições que
qua executam tarefas com abrangência nacional,
constituem um bom exemplo de como um sistema se pode expandir ae genhar
ganhar dimensões
internacionais à base do trabalho cooperativo. (Em 1907, ano de seu lançamento, foram publicados
cerca de 10.000 resumos;
rasumos; em 1978 esse
essa número ascendeu a mais de
da 428.000).
O trabalho em
am reda
aficaz para se tentar o controle de
da vastos mananciais
rede é uma opção eficaz
informativos a ofaracer
oferecer serviços a mais baixo custo.
2 - REDE DIFERE DE SISTEMA?
Uma boa definição de
da rede
rada foi proposta pelo SLA Networking
Natworking Committee(^): "Arranjo
formalisegurxJo
formal
segurxfo o qual várias bibliotecas
bibliotacas em outras organizações engajam-se
engajam-sa num padrão comum de
troca de informações, materiais e/ou serviços, tendo em
am vista algum propósito funcional".
A definição dada por John Cray,
Gray, da British Library, também merece registro: "Uma rede
de informação é, am
em essência, um maio
meio de ligar uma variedade da
de usuários. Esta definição parte
parta do
que cada fonte sa
se baseia em determinados recursos ae que estes recursos, ainda que
conceito de qua
possivelmente criados para um propósito limitado,davam
limitado,devem ser compartilhados por todos que podem
tirar proveito deles".
Von Bartalanffy,
Bertalanffy, em sua "Teoria Geral dos sistemas", define sistema como um "complexo
de elementos em interação"
.
O conceito de sistema, segundo observa a Prof.°
Prof? Lélia G.C. da Cunha(^)t
Cunha(^); parece pressupor
uma vinculação hierárquica, vertical, entra
entre seus componentes, enquanto rede Implicaria
implicaria um
relacionamento horizontal, da
de coordenação ántra
entre seus integrantes (cooperação voluntária), mas
cumpre reconhecer que, nas redes coordenadas, sempre está implicita a idéia da
cumpra
de qua
que urn componente
que regula
regule ae discipline os contatos ae prestação mútua da
de serviços, o qua
que lhe daria uma ascendência
hierérquica, embora não rígida, sobre os demais (Fig. 1).
hierárquica,
Outra diferença qua
que sa
se poderia apontar: um sistema pressupõe qua
que cada participante sa
se
incumbe de uma fase ou etapa de
da um processo, enquanto nas redes não há essa idéia de um trabalho
distribuído em segmentos, mas de
da que cada um contribua com uma quota para um somatório de
benefícios, partilhado pelos
beneficios,
F&gt;elos demais participantes. O que não exclui, por seu turno, que,
qua, em
am cartos
certos
casos, se faça uma distribuição racional de responsabilidades, para
piara se evitarem duplicações supérfluas
(Fig. 2).
21.

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�1043
De um ponto de
observadas. Tanto
Oe
da vista prático, porém, parece que
qua essas sutilezas não são
sSo obsarvadas.
qua nas publicações da UNESCO, os termos "systam"
que
"system" e "network" são
sSo usados indistintamente. E
está à mâo
astá
mão outro exemplo bem significativo: o INIS
IN IS — Sistema Internacional de informações sobre
anergia
energia nuciaar,
nuclear, gerido pele
pela Agência Intamacional
Internacional de Energia Atômica — intituia-se
intitula-se sistema. E o
recentemente pela
importante é que
ISONET — rede
reda lançada recentementa
peia ISO — denomina-se rede. O
O-importanta
qua o modelo
modalo
de organização ae de funcionamento de ambos é praticamente Idêntico:
idêntico: coleta das informaçõas
informações
descentralizada — processamento e integração dessas informações centralizadas — uso e distribuição
descentralizados.
33 - COMPONENTES DE UMA REDE
Admite-se que uma rede da
AdmIta-se
de bibliotecas, como de resto qualquer outro tipo de reda,
rede, encerra
dnco componentas(^).
componentes(^).

O componente recursos bibliogrificos
bibliográficos traduz-se nas coleções de livros, periódicos, coleções
passível de ser utilizado por qualquer um dos integrantes
especiais, constituindo um furxlo
fundo comum passival
da reda.
rede.
O componenta
componente guias representa os índices
Indices ou listas detalhadas do componenta
componente recursos à
disposição dos usuários. A modalidade mais generalizada são os Catálogos Coletivos, qua
que inventariam
e localizam o material disponível nas bibliotecas da rede.
O componente comunicações consiste nos elos que
qua unem as bibliotecas participantes corrx)
como
nõdulos do sistema. Pode ser desde um terminal de computador funcionando em linha, até o
prosaico mensageiro.
O componente usuários forma, por assim dizer, um conjunto de
da necessidades e interesses a
serem atendidos em comum pela
peia rede, seja de forma direta por intermédio da biblioteca em cuja
jurisdição se manifesta a demanda, seja de forma indireta, por intermédio da biblioteca mais apta a
pretendido.
fornecer o recurso F&gt;retandido.
O componente administração, qualquer que seja sua configuração desempenhará quatro
funções:
a) exercerá um controle operacional, dia-a-dia, das atividades da rede, em especial das
•■ comunicações e seus instrumentos;
b) administrará a prestação mútua de serviços, mas sem interferir na autonomia do nódulo
que está prestarxJo
prestando o serviço;
c) auxiliará os usuários na utilização dos serviços oferecidos pela rede;
dl atuará como promotor de vendas, pondo em contato fornecedores e consumidores, e
d)
ajudando-os a negociar a troca de serviços no âmbito da rede.

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�1044

44- TIPOS DE INTERAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES DE UM SISTEMA
Segundo Liston ae Schoene(^) as linhas que
qua ligam os subsistemas representam as
modaiidades da
modalidades
de interação qua
que ocorrem antre
entre eles. Podem situar-se em um dos três niveis
níveis enunciados
a seguir, do mais rudimentar ao mais complexo;
complexo:
— Interação rafarencial
referencial (referral)
(refarral) — Se uma questão
quastão é dirigida a um dos subsistemas, este
esta
proporcionaria a melhor resposta possfval
possível dentro das limitações do escopo do respectivo
acervo da
de informações, mas também referiría
rafariria o solicitante aos subsistemas apropriados
ele obteria a informação complementar pertinente contida nesses subsistemas
dos quais ela
(Fig. 3)..
3).
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�1045

b) INTERAÇÃO COMUTADORA ("SWITCHING*)

-Interação comutadora ("swltching")
("switching")
O subsistema consultado pelo usuário assume a
responsabilidade de obter do (s) subsistema (s) apropriado (s) os dados e informações
pertinentes e complementares, combinando-os com sua própria resposta e proporcionando ao solicitante o bioco
bloco total de materiais pertinentes. O usuário teria de dirigir sua
soiicitação
solicitação a apenas um ponto do sistema para receber uma resposta compieta
completa (Fig,
(Fig. 4).

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14

�1046
Interação em-linha (on-line) — Neste nível de interação, o subsístema
subsistema teria uma interface
do "software" e "hardware”
"hardware" com os bancos de dados dos demais subsistemas de tal
forma que uma pesquisa no banco de dados do primeiro subsistema
subsisterrta automaticamente
incluiria pesquisas nos bancos de dados dos demais sistemas, a fim de prover resposta
abrangente à questão formulada. (Fig. 5).

c)

INTERAÇÃO

EM

LINHA

("on-line”)
("on-line")

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�1047
5 - MODELOS BÄSICOS
BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO
ORGANIZAÇAO
organi2acional que se podem identificar
Três são as modalidades básicas de estrutura organizacional
(ver
Fig. 6):
6);
(verFig.

COUFHGURÂÇÂÚ DE REBES

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14

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�1049

Q

O

INTERLIGAÇÃO DE DUAS REDES COORDENADAS

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�1050

I
1

a) Sistama
Siitema Monolítico — constitui um sistema de informação altamente
eltamente centralizado que
congrega, sob a égide de um único sistema, equeles
aquelas funções que, de outra forma, poderiam ser
adquire toda a informação
cumpridas por um certo número de
da componentes, O sistema monolítico adquira
necessária, processa-a e a reúne num único arquivo, recebe ae atende todas es
as solicitações, ae
proporciona todos os serviços ae produtos requeridos pelo grupo inteiro de usuários.
b) Rada
Rede não-coordenada —'possibilita que sistemas individuais se desenvolvam ortde
onde ea
quando se mostrem necessários. À
Â medida que, para responder adequadamente
adequadamenta a uma questão ou
proporcionar outros produtos e serviços, ea interação ea ae cooperação se tornem indispensáveis, os
proporcioner
operadores de cada sistema davam
devem estebalecer
estabelecer ae manter os canais de interação
Interação qua
que considerem
apropriados.
apropriados,
c) Rede
Reda coordenada
coordanada — embora
embore também enseje o estabelecimento de sistemas onde se
sa
mostrem necessários, pressupõe ea axistancia
mostram
existência de uma organizaçãolcentral de
da'coordenação
coordenação superposta
ao conjunto de sistemas Individuais,
individuais, da
de modo que as linhas de interação se tomem bastante
simplificadas. Por examplo,
exemplo, suponhe-se
suponha-se que uma
ume questão seja dirigida a um dos sistemas da rede, mas
uma resposta abrangente requeira Insumos
insumos de elguns
alguns dos outros sistemas. Na rede coordenada, o
órgão centrei
õrgão
central de coordenação assumiría o ancargo
encargo de adquirir ae coordenar múltiplos insumos e
tomá-los disponfvals
disponíveis para o sisteme
sistema qua
que tivessa
tivesse da
de respondar
responder à questão.
Estes modalos
modelos básicos podem ser aplicados ae estruturas
astruturas de informação
Informeção em qualquer nível
de generalidade ou especificidade e, ao se combinarem, apresentar variadas configurações de redes
aglomeradas; alguns
algurts exemplos estão
astão nas figuras 7 e 8.
Se aplicados a nível
níval de empresa, poder-se-ia
poder-se-la considerar a montagem de um sistema
monolítico, "o sistema da
de informação da Empresa". O mais provável, contudo, é que ea empresa
permitiría qua
permitiria
que cada departamento (de produção, vandas,
vendas, financeiro, pessoal, etc.) concebesse e
própria estrutura de colete
coleta e organização de informação, mas
implantasse a sua prõpria
mes sob a coordenação de
um órgão central, fformando-sá
ormando-sò essim
assim uuma
ma rede coordenada.
6- QUAL O MELHOR TIPO DE CONFIGURAÇAO
CONFIGURAÇÃO DE REDE?
LIston ae Schoene sugerem que sejam considerados, entre outros, fatores relacionados a:
Liston
— funções;
— escopo;
— amplitude da clientela;
— base organizacional;
— disponibilidade de mão-de-obra;
— grau de centralização da autoridade;
— produção da tecnologia importada
Importada em ralação
relação àá doméstica,
doméstica.
EXEMPLOS

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�r
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6.1. — Se o sistema deve desempenhar funções estreitamente relacionadas umas às outras, é
necessário coordenação e controle centralizado para evitar duplicação indesejável
indesejávei e incompatibiiidade
incompatibilidade
(se estas funções não forem fortemente interrelacionadas é irrelevante a forma organizacional da
rede).

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

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�1052
6.2. — Se o sistema é internacional em seu escopo, um modelo monolítico ou, pelo menos, de alto
grau de coordenação se imporia para evitar duplicações nas dispendiosas funções relacionadas com a
aquisição e processamento da informação oriunda do exterior.

configuraçAo
CONFIGURAÇÃO recomendada
RECOMENDADA

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

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�1053
6.3. — Se a clientela está espalhada geograficamente e requer acesso direto à informação armazenada,
uma organização com ramificações é indicada. Embora uma reda
rede coordenada seja mais eficiente, uma
rede iivre seria viável.

configuraçAo recomendada

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

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por:

�Vv
1054

6.4. — A escassez de mão&lt;1e-obra experiente (tanto mão-de-obra cientifica e técnica como de
cientistas da informação) ou o desequilíbrio nas aptidões na força de trabalho reclamam um sistema
monolítico não só para evitar duplicação mas também para assegurar que todo o trabalho necessário
possa ser executado.

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

CONFIGURAÇÕES DESACONSELHADAS

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14

�1055
6.5. —
exiqüfvel será um sistema monolítico ou uma
- Quanto mais centralizada a autoridade, mais exiqüível
rede estritamente coordenada e compatível.

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS

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�1056
6.6. - Se o sistema é controlado pelo setor governamental, uma estrutura monolítica ou coordenada
seria a melhor opção.

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

Se o sistema se fundamentar no setor privado, deve ser centralizado.

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II

12

13

14

�1057
6.7. — Se é alta a proporção de tecnologia importada, em relação à doméstica, recomenda-se um
sistema monolítico
rrranolltico ou estritamente coordenado para evitar duplicação nas dispendiosas funções
referentes à importação de informação.

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS

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�1058
Os mesmos autores, examinando os fatores e condições prevalecentes na América Latina,
concluiram qua
que o modelo de tendência centralizadora é o que se mostra mais adequado à região.
D'Olier e Delman, especialistas a serviço da UNESCO(^)i ao examinarem o mesmo
problema da configuração de redes, concluem que, as mais das vezes, é recomendável tentar organizar
as bibliotecas cientificas ea universitárias
univarsitárias de forma altamente centralizada, qualquer qua
que seja o porte
do pais,
país, mas, se esta solução for adotada, deve-se dispensar atenção especial aos serviços
proporcionados localmente aos usuários.
As estruturas centralizadas ofarecem
oferecem as seguintes vantagens:
— evitam situações am
em que duas bibliotecas, bastante próximas, possuam acervo
semelhante;
— ensejam soluções que contemplam o sistama
sistema como um todo, embora as bibliotecas ae
que
centros locais permaneçam mais ou menos livres para adquirir o material de qua
necessitam;
— podem-se adotar sistemas de fato compatíveis para bibliografia ea catalogação;
— as permutas podem ser organizadas.
classificaçAo das
7 - CLASSIFICAÇÃO
DAS redes
REDES
Grolier(^)propõe um critério qua
Grolier(^)propõa
que comporta 3 dimensões:
— funções assumidas (redes funcionais);
— caráter geral ou especializado;
— extensão territorial.
7.1 — Rades
Redes funcionais
funcioitais
Têm como características essencial assegurar uma função em separado do "ciclo da
Tém
informação".
Exemplos
7.1.1. — Rede de aquisição
O "Center
"Onter for Research Libraries", sediado em Chicago, executa uma política de aquisição
direta de periódicos (químicos) pouco utilizados, ali postos à disposição dos membros da entidade.
Na Alemanha Ocidental funciona um plano sistemático de assistência às bibliotecas
cientificas para a aquisição de documentos estrangeiros, principalmente periódicos.
científicas
O Plano Scandia abrange os países escandinavos e cuida da aquisição coordenada de
documentos estrangeiros.
7.1.2. — Redes de tratamento dos documentos
(catalogação, classificação, "controle bibliográfico, etc).
Apresentam-se frequentemente associadas às redes de aquisição, como
conseqüêncía
Apresentanvse
corro uma conseqüência
lógica do trabalho inicial de coleta. O National Technical Information Service, por exemplo, ao
tempo em que coleta e distribui relatórios técnicos americanos, realiza um trabalho de indexação dos
mesmos.
mesrros.
As centrais de aquisição escandinavas fornecem às bíbliotecas-clientes
bibliotecas-clientes as coleções de fichas
catalográficas correspondentes às obras adquiridas, além de publicarem diversos repertórios.
das empresas de cobra
cobre ae de petróleo americanas que se
É muito interessante o exemplo dás
reuniram em forma de condomínio para constituir ea manter serviços centralizados de resumos eede
de
indexações da literatura primária convencional (artigos, patentes, anais de congressos, etc),
7.1.3. - Redes de difusão: empréstimo, fornecimento de fotocópias, SDI e pesquisa retrospectiva.
O empréstimo - entre ■- bibliotecas constitui uma das mais antigas manifestações desse tipo
de rede, ixrisera
pois era muito ativo na Idade Média.
Na Inglaterra observa-se um exemplo notável de concentração, no tocante ao fornecimento
de fotocópias, através da British
Britísh Library-LerKfing
Library-Lending Oivision,
Division, em cujas coleções de periódicos as
bibliotecas se apóiam fortemente, tendendo a manter em seus acervos apenas as coleções mais
recentes, uma vez que podem confiar nos eficientes serviços da Lending Division
Oivision para obtenção de

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12

13

14

�1059
cópias de artigos. Aliás, várias instituições no Brasil já se utilizam da rica coleção da Lending DK/ision
Division
com grande proveito, obtendo cópias dentro de 2/3 semanas após a encomenda.
Também no tocante aos serviços de pesquisas retrospectivas e de disseminação seletiva da
informação observa-se forte tendêrKia
tendérx:» à centralização, uma vez que o uso de computadores para a
recuperação da informação evidenciou a vantagem da "economia de escala"; quanto maior a
quantidade, nnenor
menor o preço unitário. Na França o exemplo mais significativo é o do Centro Nacional
de Ia Recherche Scíentifique,
Scientífique, que fornece, a pedido, pesquisas retrospectivas e disseminação seletiva
da informação (perfis-padrões e perfis irxividualizados).
irnSvidualízados).
Também no Canadá e na Suécia são organismos federais de pesquisa cientifica
dentffica ou
tecnológica que desempenham papel preponderante nessa área.
área, ao passo que nos E.U.A.
E.U./V. destacam-se
os grandes bancos de dados desenvolvidos por empresas particulares. Os mais conhecidos são os
seguintes, indicada a quantidade de bases de dados que cada um compreende(^):
compreerKle(^):
N.o DE BASES DE DADOS (JAN. 78)
SERVIÇO DE PESQUISA SISTEMA DE RECUPERAÇÃO NP
. NATIONAL LIBRARY
OF MEDICINE

ELHILL

18

. LOCKHEED INFORMATION SYSTEMS

DIALOG

70

. SYSTEM DEVELOPMENT
CORPORATION

ORBIT

40

. BIBLIOGRAPHIC RETRIEVAL SERVICE
(IBM)

STAIRS

15

7.2. — Redes segundo
segurKio sua extensão territorial
terrítoriai
Comportam trés níveis principais
— infranacional (local e regional)
— nacional
— supranacional (regional e mundial)
murKlial)
7.2.1 — Nível infranacional: redes locais e regionais
As redes de bibliotecas municipais coordenadas em geral por uma biblioteca central,
constituem o exemplo mais representativo
representatKro de rede local.
Na Alemanha Federal, França e Canadá notam-se iniciativas para se constituirem
constituírem redes
regionais, com a integração rJe
de bibliotecas públicas e de estabelecimentos
estabeleiãmentos de ensino de nível médio,
com o objetivo de proporcionar, ao "homem da rua", igual oportunidade de acesso à informação.
7.2.2. — NIvel
Nível naciortal
O sistema de informação itientífica
rãentífica e técnica do México é por muitos considerado o que
melhor se desenvolveu e estruturou em termos de Améria Latirra.
mel)K&gt;r
Latina.
Em 1970 foi criado o Conselho Nacicxral
Nacional de Ciência e Tecnologia. (CONACYT), com a
missão, entre outras, de instituir e implementar um serviço nacional de informação e documentação
cientifica. A situação então vigente no México influenciou fortemente esta decisão. Naquela época,
havia um livro para cada oito habitantes; um profissional bibliotecário para cada 40 bibliotecas. Além
disso, 67% dos livros existentes localizavam-se
localizavarrr-se em 21% das bibliotecas, a maíot
maior parte delas situadas
na cidade do México e em outras grandes cidades do interior(^^
interior(^).
Após estudos comparativos de diversos planos de sistemas naaonais
nacicmais de informação, foi
escolhido o modelo "de rede conglomerada" com um órgão coordenador e subsistemas
indepiendentes.
independentes.
Segundo foi projetada, esta rede conglomerada tem seis elementos básicos (Fig. 9)
91

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♦

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�1060

ELEMEINITOS D/k REDE DO COINIACYT
CONIACYT
( MEXICO)
MÉXICO)

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O)
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u.
U.

�1061
a) Infra-artrutura:
Infra-estrutura: todas as modalidades institucionais de recursos informativos como
bibliotecas, arquivos, bancos de dados, etc. Funcionam com duplo objetivo: como fontes de
informação para o usuário e como recursos nacionais de informações . Para esta última função, os
recursos devem ser inventariados, de modo a se
sa obter seu uso em grande escala.
b) Sistemas de
da informação especializada: serviços ativos de informação que analisam ea
avaliam a informação ea manipulam ae infonnação não&lt;locumental.
não-documental.
c) Mecanismos de comunicação: é uma rede coordenada de unidades multi-disciplinares.
Sua função é fomentar o consumo da informação ea está
astá basicamente concentrada nos Setores de
produção do pais.
país, Recentemante
Recentemente o CONACYT criou o Serviço da
de Informação Técnica, que
qua encoraja
as firmas industriais ae fazerem uso do conhecimento como um recursos ecoriômico(^^
econômico{^^
d) Apoios horizontais: treinamento de pessoal, pesquisa, etc.
e) Coordenação ea planejamento: a cargo de um comitê composto de representantes do
a)
CONACYT e de
da outras instituições interessadas, com as seguintes funções, entre õütras:
oiitras: estabelecer
políticas gerais para a operação e desenvolvimento do sistema; exercer ae coordenação, quando
necessária,
necessária.
f) Usuários: o elemento que justifica a existênda
existência do sistema. Conforme se mostra na
ilustração, todos os outros elementos trabalham para resolver os problemas do usuário. (Fig. 9),
9).
Estudos do CONACYT revelaram que as restrições dos atuais sistemas de informação
que o usuário potendal
potencial se beneficiasse desses sistemas. A principal barreira era o
impediam qua
desconhecimento das possibilidades ae dos mecanismos de fundonamento
funcionamento desses sistamas.
sistemas. Em vista
disso o CONACYT estabeleceu programas de
da treinamento do usuário como parte integrante da rede.
rede,
7.2.3. — NIvel
Nível supranacional.
a) Empresas Multinacionais
Um exemplo ainda pouco estudado, mas curioso, é o das empresas multinacionais,
muItinadonais, cuja
política a respeito do assunto varia muito. Na Shell, por exemplo, parece haver muito pouco
intercâmbio entre os serviços de documentação do grupo. Já na IBM parece haver ligações
internacionais bem desenvolvidas,(^)
desenvolvidas.(^)
b) Sistema Internacional, Regional, de Informação Cientifica ea Técnica (Países do
COMECON)
Em fevereiro da
de 1969 os países sodalistas
socialistas do leste europeu, reunidas
reunidos no âmbito do
COMECON — Conselho de Assistência Econômica Mútua, acordaram no estabelecimento
estabeledmento de um
Centro.
Centro Internacional para Informação Científica
Cientifica e Técnica, que recebeu a missão precípua
precipua de
desenvolver, no período 71-75, um Sistema Internadonal
Internacional de Informação Científica e Técnica
(SIICT),
(SIICT). Este sistema internacional desenvolveu-se a partir de então, e no momento, compreende 24
subsiste mas;
mas:
— 7 especializados em determinados tipos
tipcs de documentos;
— 17 dedicados a setores da ciência ea tecnologia('^).
tecnologia(*^).
Entre outras funções compete ao Centro
Ontro Internacional para Informação Científica e
Técnica, sediado em Moscou, coordenar o desenvolvimento dos subsistemas e organizar as
interrelações entre os subsistemas especializados e setoriais.
As atividades dos subsistemas mendonados
mencionados são conduzidas
coruluzidas ao longo de duas linhas
principais:
a) desenvolvimento de serviços de informação referencial,
al
referendai, incluindo-se o apoio
epoio infomativo
aos projetos das agèrKias
agèrx:ias e organizações do COMECON.
b) projeto e desenvolvimento de sistemas de informação computadorizados.
importância aos esforços de automação, pois esta incrementará a
Atribui-se muita importânda
interação e a integração entre os subsistemas.
cl Redes Internacionais Patrocinadas pela UNISIST (Sísteme
(Sistema Mundial de Informação
Cientifica)
Com a finalidade de encorajar o intercâmbio internacional
internadonal de conhecimentos e
experiências, vem sendo desemrolvida
desenvolvida pela UNESCO, através do programa conhecido como UNISIST
(lançado em 19711,
1971), uma rede de sistemas internadonais.
internacionais, que procuram operar dentro de métodos e
técnicas compatíveis. Atualmente ascende a 35 o número de sistemas especializados de informação
mundial, considerarxlo-se
consideraixfo-se os que se acham em operação, concepção e planejamento.

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COM
CO
M ECON
ECON
7 SUBSISTEMAS ESPECIALIZADOS EM DETERMINADOS TIPOS
OE DOCUMENTOS
DE
RELATÓRIOS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (LITERATURA
-RELATÓRIOS
NÃO-CONVENCIONAL).
NÃaCONVENCIONAL).
-V DOCUMENTOS PUBLICADOS (LITERATURA CONVENCIONAL: PERIÓDICOS
PERIODICOS E PUBLICAÇÕES SERIADAS, MONOGRAFIAS, ANAIS DE CONGRESSO, ETC.)
- CATALOGOS
CATÁLOGOS de
DE FABRICANTES
- PATENTES
- TRADUÇÕES CIENTI'FICAS
CIENTÍFICAS E TÉCNICAS
- FILMES CIENTÍFICOS E TÉCNICOS
- REGISTRO DE DE PERIÓDICOS
PERIÕDICOS PRODUZIDOS NOS PAÍSES INTEGRANTES DO SISTEMA
(MAIS DE 12.000 TÍTULOS, DOS QUAIS
OUAIS CERCA DE 9.000 TÉM NP DO ISS N).

COMECON
COM
ECON
17 SUBSISTEMAS ESPECIALIZADOS EM INFORMAÇÃO DE SETORES
CIENTÍFICOS E TÉCNICOS
SUBS 1ST EM A
SUBSISTEMA

PRINCIPAL AGÊNCIA

- COMÉRCIO INTERNO DOS PAÍSES MEMBROS
DO COM
COMECON
ECON
- GEOLOGIA
- ADMINISTRAÇÃO DA ÁGUA
ÃGUA
- INDÚSTRIA LEVE
- ENGENHARIA MECÂNICA
- INFORMAÇÃO MÉDICA
PETRÕLEO
- INDÚSTRIA DE GÂS E PETRÓLEO
- PROTEÇÃO E MELHORIA DO MElO-AMBIENTE
(INCLUI A IUGOSLÁVIA)
lUGOSLÃVIA)
- INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS
- AGROPECUÁRIA E SILVICULTURA
- ENGENHARIA CIVIL
- INDÚSTRIA DO CARVÃO
QUÍMICA E ENGENHARIA QUÍMICA
OUÍMICAE
OUÍMICA
- METALURGIA DOS NÃO-FE
NÃO-FERROSOS
RROSOS
- METALURGIA DOS FERROSOS
- ENGENHARIA ELÉTRICA
ENERGIA ELÉTRICA

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URSS
CHECOS LOVÃOUIA
CHECOSLOVÁQUIA
CHECOSLOVÃQUIA
CHECOSLOVÃOUIA
URSS
URSS
URSS
URSS
CHECOSLOVÃOUIA
CHECOSLOVÁQUIA
URSS
CHECOSLOVÁQUIA
CHECOSLOVÃQUÍA
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS

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COMECON
COM
ECO N
SUBSISTEMA ESPECIALIZADO EM DOCUMENTOS PUBLICADOS
(400.000 DOCUMENTOS POR ANO)
ESCOPO DA COBERTURA DE ASSUNTO

SERVIÇOS OFERECIDOS
- ATUALIZAÇÃO CORRENTE
- CÔPIA DO MATERIAL EM MICROFICHA
DOCUMENTOS RECOLHIDOS: PUBLICAÇÕES PERIÕDICAS E SERIADAS, MONOGRAFIAS.
MONOGRAFIAS,
ANAIS DE CONFERÊNCIAS CIENTIFICAS,
CIENTl'FICAS, ETC.
ETC
Destacam-se entre outros, os seguintes:
— SPINES (Política Científica e Tecnológica)
— ISORID (Pesquisasem
(Pesquisas em Documentação)
— DEVSIS (Ciências do Desenvolvimento)
— DARE (Ciências Sociais e Humanas)
Sem esquecer, naturalmente, os sistema patrocinados por outras agências das Nações
Unidas, a exemplo do INIS, dedicado a energia nuclear e sediado na Agência Internacional de Energia
Atõrríica,
Atômica, e do AGRIS, voltado para Ciência e Tecnologia Agrícola, gerido pela FAO, ambos com
representação no Brasil.
Tais sistemas pressupõem que os Estados Membros não são clientes passivos, mas que
participam ativamente para a constituição de um fundo de uso comum. Embora os detalhes
dependam em grande parte dos objetivos do sistema considerado e dos recursos disponíveis, o plano
orgânico geral pode-se sintetizar da seguinte forma(’ ’).
’ ).
a) cada Estado Membro participante, através de suas instituições nacionais, encarrega-se de
identificar e recolher informações produzidas em seu território, e de selecionar os dados que serão
transmitidos ao sistema internacional;
b) a informação recebida pelo sistema éè processada e.
e, a seguir, distribuída equitativamente
aos Estados Membros participantes mediante um mecanisrrK)
mecanismo sujeito a um controle comum, do qual
geralmente participa um órgão dirigente de caráter internacional;
c) cada Estado Membro, também através de suas próprias instituições escolhe a informação
de que necessita do sistema e se encarrega de promover sua difusão e uso no pais.
A existência de uma famflia
família de sistemas internacionais compatíveis possibilita a
participação eficaz de cada Estado Membro em diversos sistemas internacionais, escolhidos em
função das necessidades e dos recursos nacionais globias em matéria de informação.
Atribui-se uma importância fundamental à corrente de informação a nível nacional, tanto
para o desenvolvimento nacional como para o intercâmbio internacional de informações. Muitos

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nmssíúUNOú
seúUNúú 0 e^cúpú
e$mú {mmm
(mmm peA$suh'ro$)
p£a$0mro$) ^
?

pafses estabelecem oficiaimente um órgão coordenador nacional (ponto de articulação) para orientar .
países
as atividades e os aspectos relativos ao desenvolvimento do sistema nacional de informações.
Enciclopédicas e redes setoriais

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Ä medida que se amplia a âbrangèntía
À
abrangência geográfica (a partir do ânibito
âmbito local, num extremo,
até o âmbito mundial, no outro extremo), decresce, numa proporção inversa, o peso relativo das
redes enciclopédicas em comparação com as redes setoriais (especializadas por disciplina ou
orientadas para a missão).
A tendência seria "localizar" as redes
rades enciclopédicas ao tempo em que as redes setoriais
caminhariam para a internacionalização (Fig. 10).
Verifica-se, por exemplo, que sistemas de
da início
infcio de âmbito nacional, como o
MEDLARS/MEOLINE (medicina) ae os Chemical Abstracts Service caminharam paulatinamente para
a internacionalização de seu uso e até mesmo na alimentação (Alemanha Federal, Reino Unido e
Japão colaboraram com os Chemical Abstracts tanto na entrada como na saída do sistema, ao passo
que a França por exemplo, participa apenas da difusão dos respectivos produtos. A base de dados, no
entanto, permanece sediada nos E.U.A.).
8 - ATIVIDADES DE MAIOR INTERESSE NUMA REDE
Development Corporation,
Segundo levantamento efetuado por Ruth Patrick, da System Oevelopment
entra 125 redes, no ano de 1972 e citado na monografia "Getting into net\Morking"(‘)
entre
networking"(‘) são as
seguintes:
— Privilégios recíprocos quanto ao empréstimo;
— Serviço ampliado de enryxéstimo
empréstimo entre bibliotecas;
— Catálogos Coletivos;
— Serviços de fotocópia;
— Serviços de referência;
— Serviços de distribuição;
Notificação mútua de aquisições;
— Notifíração
— Serviços de comunicação especial;
— Programas de publicações;
de catálogo ou de outros suportes catalográficos;
— Produção de fichas da
— Compra planificada de materiais;
— Especialização prefixada na aquisição e em outras atividades correlatas;
— Microfilmagem;
— Recurso centralizado a um núcleo de armazenagem;
— Centro Bibliográfico;
— Projetos
Projatos conjuntos
(X&gt;njuntos de pesquisa;
— Funções de centro de intercâmbio;
— Treinamento de pessoal;
— Programas de orientação dos usuários.
99- ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO
Podemos distinguir duas estratégias básicas:
— implantação via descendente
— implantação via ascendente
9.1. — Implantação via descendente (Fig. 11).
É a linha de ação preconizada pela UNESCO através de seus programas UNISIST e NATIS.
Prevê a existência de uma agência governamental, que, a nfvel
nível nacional, orientará, estimulará e
conduzirá o desenvolvimento de recursos e serviços de informação, ante a perspectiva de cooperação
nacional, regional e internacional. Reconhece ainda a UNESCO que a existência
existêrx:ia de uma estrutura
nacional de pesquisa científica e de desenvolvimento, devidamente aparelhada, é um pré-requisito
para a evolução de uma efetiva rede de informação, em qualquer país.
Insiste num ponto muito importante: a provável ênfase nos países em desenvolvimento
deve recair na transferência de conhecimentos técnicos para uso concreto, a prazo relativamente
relatívamente
curto, ao invês
invés da imediata aquisição de todos os tipos de documentos
d&lt;x:umentos e dados, para os campos mais
especulativos da investigação cientifica.
Na fndia
índia foi estabelecida a seguinte prioridade para uma política nacional de informação
cientifica.

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eSTKATÉúlA VÍA l&gt;e^C£íPA£íZre

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1 - Recursos naturais
2 - Metereologie
Metereologia e Condições Atmosféricas
3 - Planejamento do desenvolvimento rural e urbano
4 - Engenharia industrial
5- Pesquisa científica
cientffica e industrial:
Conselho de Pesquise
Pesquisa Científica
Cientffica e Industrial
6 - Biblioteca Nacionel
Nacional de Medicine
Medicina
7 - Centro de Informação de Patentes
8 - Centros de Informação Estatística
Estatistice
9 - Promoção da Tecnologia de
da Informação
10 - Melhoria
Melhorie das condições de educação e treinamento em Ciência e Tecnologia da
de
Informação.
No Equador todo o trabalho do serviço nacional de informação técnica foi tembém
também
concebido como apoio
epoio eo
ao desenvolvimento das pequenas indústrias, de modo a favorecer ae
transferência de
da informação tecnológica e essistir
assistir os grupos em operação nas fábricas.
fábricas,
**&gt;«9.2.
-^9.2. — Implantação via ascendente (Pig.
(Fig. 12).

mPínfJMÇM ü£
Ü£ ß€DfS
mpíêfmçãú
P€Dfs
(Vá
e^rmJé^iA tm

Fig. 12

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1068 ,
É O modelo que se observa nos E.U.A., onde a chamada "indústria da informação", partida
da livre iniciativa e com o objetivo de lucro, tende a se expandir, principalmente quando se trata de
serviços de alta especialização, a exemplo dos "Chemical Abstracts", e passam a servir a uma clientela
cada vez maior, o que impõe a criação de
da mecanismos de coleta e difusão da informação.
A proliferação de redes naquele pafs
país chegou a tal ponto que a "National Comission on
Library and Information Science" propôs, em seu
sau relatório final (1975) que se
sa desenvolva uma rede
nacional de bibliotecas, ao invés de encorejar
encorajar a críação
criação de redes que se superponham e dupliquem
esforços desnacessariemente.
desnecessariamente.
A Special Libraries Association, através de
da seu Networking Committee, elaborou
alaborou a
monografia intitulada
intitulede "Getting into networking", onde apresenta
epresenta as diretrizes básicas para a
formação de uma reda
rede de bibliotecas, compreendendo as seguintes etapas básicas:
— fase exploratória
— fase de planejamento ae desenvolvimento
— fase da
de operação ea avaliação.
A Comissão Brasileira de Documentação Tecnológica, vinculada à FEBAB, vem
desenvolvendo meritório esforço no sentido de estimular, em vários estados, a cooperação entre
desenvolverKio
entra
bibliotecas e setores de
da documentação com interesses afins, promovendo iniciativas que beneficiem e
valorizem o trabalho de cada componente, além de gerarem um efeito sinergético que dá clara
consciência ao grupo da vantagem do trabalho cooperativo.
O ponto fundamental, ao se promover a formação da
de uma rede ou sistema de informação,
é o conceito de beneficio mútuo (Fig. 13).
Qualquer que seja a estratégia adotada, cumpre assinalar, conforme observa Parker(^). que
onde cada biblioteca participante
a cooperação só é bem sucedida numa situação "ganha/ganha", onda
recebe um benefício que, para ela, representa um passo à frente na consecução de suas metas e
objetivos. Cada biblioteca ou serviço de informação, tanto ao prestar como ao receber serviços, se
fortalece pela interação. Isto ocorre
ocorra como situação oposta àquela onde predomina a competição e
cada biblioteca somente ganha elgo
algo às expensas ae sacrifícios de outras. Se o benefício não é mútuo, a
cooF&gt;eração não será bem sucedida e, na verdade, morrará
cooperação
morrerá de morte prematura.

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Fig. 13
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13

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�1070
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ASSOCIATION.
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In: RESEAUX et systèmes
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desempefiam en Ia
la
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tranferencia de las experiencias de las experiencias educativas. Boletin de Ia
las bibliotecas, 32(4): 254-70, jul./ago. 1978.
RESUMO
As redes, ou sistemas de informação, encarados como solução eficaz para controlar vastos
mananciais informativos e oferecer serviços a mais baixo custo. Na prática não se observa distinção
entre rede e sistema. Seus componentes básicos são: recursos bibliográficos, guias, comunicações,
usuários e administração.
Os modelos de organização, que vão desde uma centralização total até a descentralização
total, são definidos, em cada situação, de acordo com parâmetros como:
como; funções, escopo,
disponibilidade de mão-de-obra, etc. Autores de peso consideram que as soluções centralizadoras são
tecnicamente as mais recomendáveis, em especial no caso da América Latina. Segundo Grolier, as
redes podem ser classificadas segundo três dimensões: funções assumidas, caráter geral ou
especializado (quanto ao assunto) e extensão territorial. São dados exemplos de cada tipo, com
pelo UNISIST, Mencionam-se as atividades de
ênfase no sistema mexicano e nos sistemas promovidos peloUNISIST.
maior interesse numa rede, destacando-se que, nos países em desenvolvimento, a ênfase deve recair
na transferência de conhecimentos técnicos para uso concreto, a prazo relativamente curto. As
estratégias de implantação fixam-se em dois modelos: via ascendente e via descendente. Neste último
modelo supõe-se que as autoridades governamentais endossem e patrocinem a formação da rede
nacional, enquanto no primeiro, tipo "laissez faire,
faira, laissez passer", as contradições da rede vão
impondo instrumentos de coordenação em níveis cada vez mais abrangentes, até se chegar ao nível
nacional.

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                <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Curitiriba (Paraná)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Redes e sistemas de informação: elementos conceituais</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Paula, Affonso Celso Mendonça de</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Curitiba</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
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          <name>Date</name>
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              <text>1979</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Redes de informação </text>
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              <text> Sistemas de informação</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>As redes, ou sistemas de informação, encarados como solução eficaz para controlar vastos mananciais informativos e oferecer serviços a mais baixo custo. Na prática não se observa distinção entre rede e sistema. Seus componentes básicos são: recursos bibliográficos, guias, comunicações, usuários e administração.  Os modelos de organização, que vão desde uma centralização total até a descentralização total, são definidos, em cada situação, de acordo com parâmetros como: funções, escopo, disponibilidade de mão-de-obra, etc. Autores de peso consideram que as soluções centralizadoras são tecnicamente as mais recomendáveis, em especial no caso da América Latina. Segundo Grolier, as redes podem ser classificadas segundo três dimensões: funções assumidas, caráter geral ou especializado (quanto ao assunto) e extensão territorial. São dados exemplos de cada tipo, com ênfase no sistema mexicano e nos sistemas promovidos pelo UNISIST, Mencionam-se as atividades de maior interesse numa rede, destacando-se que, nos países em desenvolvimento, a ênfase deve recair na transferência de conhecimentos técnicos para uso concreto, a prazo relativamente curto. As estratégias de implantação fixam-se em dois modelos: via ascendente e via descendente. Neste último modelo supõe-se que as autoridades governamentais endossem e patrocinem a formação da rede nacional, enquanto no primeiro, tipo "laissez faire, laissez passer", as contradições da rede vão impondo instrumentos de coordenação em níveis cada vez mais abrangentes, até se chegar ao nível nacional.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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