<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2038" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/2038?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-14T07:16:29-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1118">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/20/2038/cbbd1979_doc101.pdf</src>
      <authentication>3491e4bc30e452a53422510f4678d1d0</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="25337">
                  <text>1158
QUAL A IMPORTÂNCIA DA CENSURA NAS BIBLIOTECAS BRASILEIRAS?
ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
Na realidade, a censura oficial no Brasil, pelo menos no que diz respeito à biblioteca, já é
bastante antiga entre nbs
nós e sua história se confunde com a própria história da censura em Portugal.
Rubens Borba de Morais no seu Ciltimo
último livro diz Ironicamente que: "A censura, como a prostituiçâio,
prostituição,
parece ser um mal difícil de se erradicar. Sempre alerta, existe desde o Império Romano até hoje.
Vive há dois mil anos das mesmas razões falaciosas: defender a Moral, a Religião e o Estado". Aliás, é
curioso observar que nos Estatutos da Real Biblioteca do Rio de Janeiro, atual
etual Biblioteca Nacional,
que foram editados em 1821, no seu artigo XI há uma determinação de que os interessados, os
consulentes daquela biblioteca somente teriem
teriam acesso aos livros que estivessem "conforme as Leys
tanto Civis como Ecciesiasticas sobre a leitura de livros".
Ora, um outro especto
aspecto interessante, é que nós bibliotecários, muito raramente tivemos
Ore,
oportunidade de nos manifestar a respeito da censura. E creio que, de um ponto de vista profissional,
coletivo, foi apenas em 1954, no 1,°
1.° Congresso de Biblioteconomia, no Recife, que houve uma
contra a censure.
censura.
manifestação explicita contre
Mais tarde, em 1977, uma outra manifestação clara contra a censura que era feita então
aos materiais bibliográficos importados.
Importados.
Existem diferentes tipos de censura que Interferem
interferem de algurha
alguma forma na atuação do
bibliotecário e ne
na formação dos acervos das bibliotecas. Nós procuramos tipificá-las da seguinte
forma: IP)
1.°) a censura oficial, de responsabilidede
responsabilidade clara
clare do Ministério da Justiça; 2.°)
29) ae censura
oficiosa, de responsabilidade diluída em escalões da administração, e que quase sempre se anuncia ao
eo
nivel da direção do órgão ao qual a biblioteca está subordinada; 3P) a censura
nível
censure feita pelos próprios
bibliotecários, em função de certas Idéies
idéias nebulosas sobre o que não deve ser colocado em mãos do
leitor; e 4P) ea censura difusa, resultante do tipo de estrutura sociel
social e política que leva à
dicotomização da cultura em dois campos estanques e qualitativamente antagônicos, representados
pela chamada alta
elta cultura ou cultura das eíités
efitês e ae cultura popular.l
popular.)
Se a primeira categoria de censura éè globalizante, prejudicando todas as camadas da
demonstrado aqui, as outras
população e diferentes instituições da sociedade, como já ficou demonstredo
categorias atingem de modo exclusivo os usuários da biblioteca.
Contra a censura oficiei,
oficial, do ponto de vista profissional, pouco há o que fazer, uma vez que
os bibliotecários, como funcionários do Estado e tanribém
também como cidadãos devem acatar essas leis; leis
que embora existam, não quer isto dizer que sejam leg^ltimas.
leg^ítirrias. Cebe
Cabe então ao profissional, etravés
através dos
mecanismos de pressão da sociedade civil,
civll, tratar de lutar contra uma lei injusta, contra uma lei iníqua
e assim tocar a sociedade para frente de uma maneira realmente
real mente democrática,
democrática.
VíiYk)s, por exemplo, o caso recente desta censura ea materiais bibliográficos importados do
VitYios,
exterior. E foi uma rpedida
medida realmente
reelmente estapafúrdia,
estapáfíirdia, logo repelida por muitas instituições
Instituições e
personalidades, inclusive os bibliotecários. Mas esta medida provocou certamente prejuízos a multas
muitas
bibliotecas, que curiosamente são mantidas pelo próprio governo, que nos dá o dinheiro para
comprarmos materiais no exterior, Nós compremos
compramos esses materiais e ele próprio confisca os materiais
que foram comprados com o dinheiro dele. Eu creio que esta
este medida deixou de ser posta em prática
de maneira efetiva, mais devido à percepção posterior de que serie
seria necessário um enorme contingente
de mão-de-obra na E.C.T. a fim de. abrir
ebrir todos os pacotes procedentes do exterior, do que realmente
a eficácia dos protestos e das pressões que foram feitas. Por outro lado, não quer isto dizer que não
censura postal, todos nós sabemos. Ele
Ela não é feita de forma
exista censura postal. Existe censure
disseminada, sistemática, mas eventuelmente
eventualmente são pinçados no movimento postal brasileiro certos
objetos que são submetidos àá censura.
Pela mesma época em que se tentou implantar esta censura postal, nós verificamos pelo
menos um caso concreto muito curioso. Uma biblioteca que distribuia
distribuía pare
para o exterior, listas de
duplicatas, a fim de serem entregues a outras bibliotecas que delas necessitassem — um procedimento
muito comum em muitas bibliotecas brasileiras.
brasileiras,
Pois bem, uma lista destas, ao retornar do exterior para a biblioteca brasileira, foi
interceptada e encaminhada a administração da universidade com ae informação de que ali estavam
assinalados, por uma biblioteca de um pais
país cujo modelo político é considerado incompatível com o
modelo político aqui existente e de que esta biblioteca estava solicitando materiais brasileiros que
não eram convenientes que lá existissem, porque poderiam
podariam denegrir a imagem do Brasil no exterior e
coisas do gênero.
Como esta lista foi Interceptada?
interceptada? Foi interceptada por instituições, por entidades do
próprio governo e aquilo é enviado a uma reitoria de uma universidade.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

11

12

13

14

�1159

Esta é uma censura "oficiosa". Ela nSo se baseia em lei alguma, não é baixada por uma
autoridade que assuma abertamente a responsabilidade política e jurídica pelo fato, é tratada a ntvel
nível
de sigilo, percorre caminhos sub&lt;eptícios
sub-reptícios e vem sempre protegida pela tácita ameaça de que seu não
cumprimento tomará
tornará "marcada" a pessoa que disso tiver a ousadia. Essa censura oficiosa, nas épocas
de maior obscurantismo e caça às feiticeiras, chegou a produzir seu índice particular de livros
proibidos. E não foram poucas as bibliotecas brasileiras que recebiam estas listas de livros que não
deveriam ser incorporados às suas coleções, apesar de tais obras nunca terem sido proibidas por
qualquer tipo de censura oficial. Lembro-me, por exemplo, de que as mudanças políticas ocorridas
em Portugal em 1975 provocaram uma grande preocupação junto aos axecutores
executores dessa censura
oficiosa. Pois, de uma hora para outra, a descolorida produção bibliográfica portuguesa dos tempos
do salazarismo, dos tempos idílicos da comunidade luso-brasileira, qua
que estimulou
estinuilou a criação de centros
de cultura portuguesa no Brasil, assumiu cores tão revolucionárias que, sa
se não fosse controlada,
transformaria tais centros em verdadeiros entrepostos de literatura dita subversiva.
A terceira categoria aqui estabelecida para a censura se deve à prõpria
própria atuação do
bibliotecário. Nós sabemos, quer queiramos mascarar isso como política de aquisição, corro
como critério
de seleção, etc., que o bibliotecário faz censura. De um modo geral a censura atinge vários tipos de
bibliotecas, mas principalmente as bibliotecas públicas e escolares-universitárias. Eu sei de um caso de
uma biblioteca pública, por exemplo, que não permite aos seus leitores, crianças, que leiam O
Menino de engenho, de José Lins do Rego, muito embora este livro seja leitura recomendada nas
próprias escolas. O caso também de uma biblioteca que compra uma enciclopédia, cujos tomos são
divididos por assuntos e que retira desta coleção e coloca no "inferno" particular da biblioteca, o
volume correspondente ao corpo humano, porque, evidentemente, o corpo humano possui partes
chocantes para certas pessoas que nasceram por mecanismo que
qua nós desconhecemos.
Uma outra biblioteca, onde foi feito esse mesmo trabalho de "boudierização", que se
parece mais na realidade com o que foi feito no Vaticano, na Galeria dei Oficio, etc., de apagar, de
borrar, de tarjar as partes pudentas do corpo humano.
Isto me lembra um caso também da Inglaterra, em que numa época de recessão econômica,
os bibliotecários das bibliotecas públicas se
sa davam ao trabalho de tarjar todas as tabelas das corridas
de cavalos que apareciam nos jornais diários, a fim de que os homens que estavam desempregados
não gastassem o seu dinheiro em apostas de corridas de cavalos.
Um outro detalhe importante é de que a leitura nas bibliotecas públicas tem sido um mero
cumprimento de um dever escolar, nós todos sabemos disso.
Luiz Augusto Milanesi, no seu excelente livro publicado recentemente, intitulado Paraíso
Paraiso
via Embratel, mostra uma pequena comunidade de São Paulo, como na prática se efetivou essa
mudança no espírito de nossas bibliotecas públicas. De uma biblioteca pública criada para uma elite,
corro uma biblioteca
para difundir a alta cultura ae que vai sendo progressivamente assimilada como
meramente escolar.
Ora, nós também sabemos que a seleção .dos
dos temas a serem tratados em qualquer programa
de ensino, isto é, a definição de um currículo de qualquer disciplina, e as leituras recomendadas,
expressam sempre um critério de seleção de informações
Informações adotado pelo professor ao isolar da
totalidade dos conhecimentos de uma área, aqueles tópicos que considera relevantes para o
aprendizado dos alunos.
alunos, Faz o professor, consciente ou inconscientemente, uma opção por temas
que supõe sejam os mais importantes. Ela
Ele tem em suas mãos o controle dos conhecimentos a serem
transmitidos. Conseqüentemente, pode-se Imaginar
imaginar que isso dá ensejo a algum tipo de censura, ou de
limitação do acesso a determinadas informações.
informações, A biblioteca, por sua vez, reforça essa restrição de
acesso a outros conhecirrtentos
conhecimentos e a outras orientações, na medida em que serve aos seus usuários
aquele tipo de leitura que corresponde às recomendações do professor. Este, usualmente, não pede
ao aluno que relate sua experiência de leituras escolhidas ao
ab seu gosto, mas que tome um número
determinado de títulos de uma lista que nem sempre príma
prima por uma seleção equilibrada de temas e
orientações.
Não temos condições de afirmar que em todos esses casos o comportamento dos
bibliotecários tenha sido homogêneo. É provável que um grande número tenha cumprido com
presteza e eficiência as determinações superiores para expurgar do acervo as obras censuradas,
censuradas. É,
É
possível que muitos tenham simplesmente ignorado essas determinações e aguardado ós^
fiscalização do cumprimento de dispositivos legais é algo tão
acontecimentos, sabedores de que a fiscalizaçêx)
aleatório quanto o próprio cumprimento automático desses dispositivos. É possível ainda que uma
minoria tenha até mesmo se antecipado a essas determinações legais e implantado, no feudo de suas
bibliotecas, sua versãozinha particular da censura oficial.
Na realidade, os tipos de censura citados acima não esgotam as possibilidades de
cerceamento do direito à liberdade de acesso à informação. E até que, de uma perspectiva histórica.
Digitalizado
gentilmente por:

�1160
não seriam de se lamentar, pois, como hoje presenciamos, as pressões da sociedade civil, em qualquer
época, acabam por fazer recuar a ação da censura oficial. Mesmo que, no caso brasileiro, tenhamos
ciclos de ascenção, decadência e nova ascenção da censura, numa prova de que realmente,
praticamente sempre vivemos num estado tutelar como foi citado aqui, usando esta expressão do
Carlos Castello Branco.
No momento vivemos um ciclo de decadência, semelhante ao que se viveu entre 1955 e
1968, muito embora durante esse perfodo
período tenham ocorrido surtos mais ou menos fortes de censura
oficial.
Parece existir uma concepção generalizada de que, se não fosse
tosse a censura oficial, o
bibliotecário brasileiro seria um profissional aberto, verdadeiramente liberal (sem trocadilho), fiel
cumpridor do juramento que está inscrito em sua carteira profissional: "Prometo tudo fazer para
preservar o cunho liberal e humanista da profissão de bibliotecário, fundamentado na liberdade de
investigação científica
cientifica e na dignidade da pessoa humana". Se analisarmos um pouquinho mais
detidamente esse compromisso veremos que ele tem muito pouco de comprometedor, em termos de
defesa do direito à liberdade de expressão do pensamento e acesso à informação, porque não basta
apenas assegurar liberdade de investigação se você não assegura a liberdade de difusão desse
pensamento.
É provável que para muitos de nós a censura oficial seja uma forma cômoda de obstar o
acesso a publicações que nós mesmos gostaríamos de censurar, por nossos próprios meios, mas que
não o fazemos por receio de assumir responsabilidade,
responsabilidade. Existem, no entanto, situações em que se
configura, como ficou salientado acima, a intolerância do bibliotecário, muitas vezes condicionado
por preconceitos e posições morais anacrônicas.
Ainda que se careça de dados concretos para caracterizar a biblioteca pública brasileira
como uma instituição de classe média, principalmente porque a própria conceituação de tal classe, na
situação brasileira ainda está sujeita a opiniões divergentes, o que se pode deduzir é que o
comportamento profissional da maioria dos bibliotecários reflete uma concepção do mundo, uma
visão do mundo, típica daquelas camadas sociais que são convencionalmente designadas por classe
média. Assim, refletimos certos valores morais, atitudes e preconceitos que são normalmente
identificados com a chamada classe média. Do ponto de vista bibliotecário, creio ser possível
destacar, principalmente, uma atitude tutelar em face do usuário, uma posição política acrítica — o
que não quer dizer que não exista uma posição política, por que quando alguém diz que não está
fazendo política ao afirmar isto está fazendo política — que leva à aceitação passiva de princípios
básicos da ideologia dominante, um relativo farisaismo em relação a temas considerados tabus, como
a vida sexual, e a defesa intransigente dos princípios de sua religião.
Ora, censura nâio
não é apenas aquela idéia vulgar que se tem sobre a proibição de circulação de
determinadas obras. Censura é também discriminar leitores seja pela idade, seja pelo grau de
escolaridade, seja porque não traz um documento que comprove sua residência ou de que existe
como cidadão fichado e numerado.
Não creio que se possa fazer uma análise mais conseqüente da prática e da repercussão da
censura sobre nossas bibliotecas sem considerarmos estas instituições em função do tipo de
organização social e política do Estado que as mantém.
Além do que será necessário melhor conhecer quais são os valores morais e intelectuais
sancionados pelos grupos que detêm o controle efetivo da vida social, e que influem na concepção
que serve de base ao nosso trabalho como bibliotecários. Também não se pode deixar de considerar
qual o tipo de ideologia em que se baseia a formação de nossas bibliotecas. A propósito,
consideremos rapidamente a questão
questão.do
do modelo anglo-americano de biblioteca pública, que aqui se
procurou (ou procura) implantar,
implantar.
A militância dos bibliotecários norte-americanos e de suas associações em prol da liberdade
de expressão é um fato extremamente positivo, e que revela, em si mesmo, que naquele país a
censura, tanto oficial como não-oficial, existe. O mesmo se pode dizer da Inglaterra. Os valores
formais em que se assenta a biblioteca pública anglo-americana de fato enaltecem a liberdade de
expressão. Mas os valores reais indicam que essa meta está longe de ser alcançada.
Provavelmente muitos se lembram do filme norte-americano No despertar da tormenta
(Storm Center), dirigido por Daniel Taradash, com Bette Davis, em plena época do macartismo, e
que contava do dilema de uma bibliotecária que levava a sério a concretização do valor formal que
determina a prática da liberdade de acesso à informação, da liberdade de leitura.
Por outro lado, seria interessante lembrar aqui, uma tese que muitas vezes é citada na
Bibliografia Brasileira de Biblioteconomia, refletindo as concepções de José Ortega y Gasset, a
respeito da missão do bibliotecário. Ortega y Gasset atribuiu ao bibliotecário a missão de policiar a
cultura, na realidade ele usou a mesma imagem que o Prof. Wilson Martins usou aqui a respeito da

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1161
necessidade de controlar o tráfego urbano. Ela
Ele dizia — assim como temos que controlar o tráfego
urbano, nós também temos que controlar a cultura. E ele dizia que, para isto, seria necessário
produção dos bons livros ea desestimular
estimular o acesso e a produçáo
dasestimular a produção dos maus livros, domando
o livro enfurecido que se voltava contra o seu criador. Ora, o filósofo espanhol, no nosso entender,
expressava antes uma ideologia particular do que uma generalização da
de valor universal. Em primeiro
lugar é preciso saber quem julga quais sãos os bons livros e os maus livros. Por outro lado é bom
lembrar, que no mesmo dia em que Ortega y Gasset pronunciava esse discurso de abertura do
Internacional de Bibliotecários, realizava-se
Primeiro Congresso Internacionel
reelizava-se em
am Madrid uma concorrida sessão do
partido fascista espanhol, prenunciando os tempos que logo viriam
viríam para ae Espanha.
Suponho que o dilema da liberdade de ecesso
acesso à informação deve ser examinado nos marcos
da realidade política e social. E cabe também indagar se existem
axistem valores
velores universais que efetivamente
nos sirvam para fundamentar nossa luta por uma absoluta liberdade de expressão e acesso à
informação. Se, como querem alguns, a liberdade de expressão está condicionada pela ideologia das
classes dominantes, seremos obrigados ea reconhecer que
qua sempre
Sempra existirá a censura, pelo menos
enquanto es
as sociedades estiverem organizadas com base no domínio de umas classes sobre as outras,
mesmo quando haja uma alternância das classes que estão no poder.
as escolas, aparelhos ideológicos do Estado, será forçoso
Se as bibliotecas são, como es
reconhecer qué
que o Estado inevitavelmente tratará de utilizá-las, as bibliotecas, como um dos meios
que levam à criação do consenso social que permite a manutenção da mesma estrutura de poder. Pelo
menos enquanto houver a crença de que a palavra impressa pode, por si só, abalar as estruturas do
Estado ou transformar em sátiros debochados os jovens inocentes que
qua têm
tâm as mãos queimadas pelo
fogo infernal que emana de um livro do Marquês de Sade, de Henry Miller ou Cassandra Rios.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
4

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="20">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20086">
                <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20087">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20088">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20089">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20090">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20091">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="20092">
                <text>Curitiriba (Paraná)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25327">
              <text>Qual a importância da censura nas bibliotecas brasileiras</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25328">
              <text>Lemos, Antonio Agenor Briquet de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25329">
              <text>Curitiba</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25330">
              <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25331">
              <text>1979</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25333">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25334">
              <text>Censura </text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="25335">
              <text> Bibliotecas</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="25336">
              <text>Apresentação de Briquet de Lemos no Painel Censura sobre a censura nas bibliotecas brasileiras.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66002">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
