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                  <text>CDD 027.62509814
CDU 027.625(814.21)
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FÉRIAS
UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO
Autoras:
Aldérica S. Ferrari - CRB-5/345
Carmelinda C. Leal - CRB-5/426
Moema F. Brasileiro - CRB-5/86
Equipe de execução:
Aldérica Sampaio Ferrari
Angela Ma. Araújo Guimarães
Arlinda Cerqueira
Carmelinda Cantolino Leal
Damiana Brito de Oliveira
Dorilda Souza de Almeida
Grupo Mirim Monteiro Lobato (12
jovens)
Isabel Cristina de O. C. da Cruz
Joselita Embirussu Baptista
Leopoldina Souza Tourinho
Maria Alda Machado Santana
Moema Figueiredo Brasileiro

RESUMO
Da necessidade de dinamizar a Biblioteca nos meses de
baixa frequência, causada pelas fériq^
féri^ escolares, motivou a ela
boração de um "Programa Especial de Férias"
Ferias” com
cora o objetivo
de
atrair o público não pesquisador aos Setores de Recreação Infan
til e de Leitura.
dá uma visão do desenvolvimento das
O presente trabalho dã
tarefas diárias, focalizando a atuação dos participantes e dos
recurpos humanos e materiais que a Biblioteca utilizou para atin
gir os objetivos propostos.
379

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�1.

INTRODUÇÃO

O hábito de ler começa em casa entre os familiares que
cultivam esse hábito. Vai além quando as babás, pais e avós come
çam a contar estórias para divertir a criança e recreá-la. Com a
idade, vai se desenvolvendo o gosto pela leitura que a
escola
exige para a resolução das tarefas diárias. No lar, quando esse
hábito devia ser cultivado, sabemos que a família brasileira em
geral não tem o hábito de ler e a situação econômica impede
de
adquirí-lo.
adquiri-lo.
Acresce aindâ que a criança só tem contato com o livro
ao chegar ã escola. Embora a situação seja esta sente-se que
a
tendência é a melhoria do livro infantil tanto em texto como em
ilustração.
A literatura infantil já não está em plano secundário;
seu lugar já merece destaque e, atualmente, cresce o número
de
adultos preocupados em escrever para crianças e isso é um bom co
meço.
Novos lançamentos são feitos, muitos de excelente qua
lidade contribuindo, assim, para enriquecer o acervo de bibliote
cas infanto-juvenis., Partindo dessa realidade e na procura de um
maior incentivo ã leitura a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
(BIML) divulgou a "Programação Especial de Férias" para com ela
promover o hábito de leitura através de suas variadas atividades.
É necessário descobrir e por em prática novos métodos
para assegurar que a leitura seja ao mesmo tempo uma experiência
agradável e "uma porta para o conhecimento".
Autoridades do Estado, da comunidade e da escola, pro
fessor.es e pais devem se convencer da importância da leitura e
dos livros para a vida individual, social e cultural. Esse mesmo
aspecto precisa ser transmitido aos leitores os quais
deverão
ser encaminhados a adquirir o hábito de ler para favorecer o seu
desenvolvimento cultural.
O livro sempre foi privilégio de poucos e acessível
uma elite, até surgir a Biblioteca Pública no século passado.
No século atual, com o desenvolvimento tecnológico
380

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a
e

�econômico, a leitura especializada tomou-se assim um imperativo.
imperativo,
0o hábito de leitura formado não cria obstáculos ã leitura de com
pêndios para aprender e progredir.
A primeira motivação para ler é simplesmente a diver
são proporcionada pelo exercício de habilidades recém-adquiridas,
o prazer da atividade intelectual recém-descoberta e do domínio
de uma habilidade mecânica.
Foi divertindo a meninada, com uma programação que jul
gamos adequada nos meses de janeiro e fevereiro, que procuramos
atrair nada menos de mil crianças e jovens para a leitura
que
mais lhe conviesse, no ritmo que mais lhe agradasse. "Essa
"Essa.flexi
flexi
bilidade assegura o continuado valor da leitura assim para a edu
bllidade
cação como para entretenimento".
2.

A BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO

fi desde 1974 uma das unidades integrantes da Fundação
Cultural do Estado da Bahia e recebe orientação e avaliação dos
serviços da Coordenação de Bibliotecas.
2.1 - Histórico
A BIML foi idealizada
Idealizada por Denlse
Denise Fernandes Tavares pa
ra servir de centro de cultura, socialização e recrea
ção da criança e do jovem.
trcibalho durante 24 anos foi merecedor da admira Seu trabalho
ção de todos pelo ceurlnho
carinho com que sempre a dirigiu. A
Inauguração
inauguração da BIML se deu a 18 de abril de 1950, con
tando&gt; agora, quase 32 anos de atividades renovadas,to
tando,
voltad^Ls para o leitor.
das elas voltad^LS
Vale ressalteu:
ressaltar a meinelra
maneira com que Denlse
Denise se
empenhou
junto às
ãs autoridades, o poder público e particulares pa
ra realizar o seu plano de dar ã Bahia uma ' Biblioteca
Infantil. Foi esta a sua maior luta e mais tarde
sua
glória em tornar realidade tudo aquilo que plcUiejou.Pa
plsmejou.Pa
ra'exemplificar o seu desejo de criar uma Casa que aco
lhesse crianças para ler e recrear-se, Denise
Denlse
conse
gulu a casinha de um belo jardim
judim onde eram guardados
os materiais de jardinagem da Prefeitura. DurMte
Durante
3
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�anos funcionou no "chalet" do parque, mais tarde demolido, para construção de um prédio de linhas
funcio
nais e em 1967, foi inaugurado o atual, amplo, acolhe
dor e em condições de atendimento a um maior número de
leitores.
2.2 - Atividades recreativas e culturais
Tendo por base que é na primeira infância que se adqui^
adqul^
re mais facilmente o hábito de leitura, cabe a Biblioteca, como subsidiária da escola, ter como meta buscar
novos leitores, criar atividades que envolvam o
usuá
rio, objetivando contribuir para a sua participaçao
participação e
integração na sociedade e na cultura do mundo contempo
râneo. Essas atividades são
ráneo.
sãc desenvolvidas por meio de
programação e coordenação artístico-literárias,
artlstico-literárias, e
na
BIML são feitas por intermédio dos Setores de
Inicia
ção e Recreação Infantil e de Leitura e constam de:tea
trinho, hora do conto, palestras, jogos educativos
e
recreativos, projeções, exposições, dramatizações,dese
nhos, modelagem e pintura.
Estas atividades fazem parte do programa anual da
B^
blioteca, programa este elaborado de acordo com o
Ca
lendário Cultural fornecido pela Coordenação de Biblio
tecas.

:
^

Durante anos observamos a evasão de leitores nos meses
de janeiro e fevereiro, o que sempre preocupou os
Bi^
Bi
bliotecârios
bliotecários da BIML, surgindo, daí, a idéia de elaboração de um programa recreativo especial, como
expe
riência pioneira, para o período de férias escolares .
As crianças e jovens baianos estão habituados a s5
sõ pro
curarem a Biblioteca para resolver tarefas escolares,e
quase nunca como opção de lazer. Sabemos que a Biblioteca infanto-juvenil é ura
tUii centro de multimeios que vi
sa adaptar-a
sã
adaptar a criança ã vida. Segundo Shores "a Biblio
teca êé uma instituição da sociedade que comunica os co
nhécimentos
para'aa humanidade através do livro genérinhecimentos para
eo.E
co.'E, o que é livro genérico? E mais do que publicação.
Pode ser definido como a soma total das possibilidades

382

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Q

ii

12

13

�de comunicação do homem... Vida é comunicabilidade e o
livvo genérico
livro
genêriao éi a evidência da vida, passado e presen
te e, provavelmente, futuro".
3.

PROGRAMA DE FÉRIAS
Experiência pioneira na BIML
3.1 - Viabilidade e objetivos
É sem sombra de dúvida a importância da Biblioteca co
mo instrumento de cultura, educação, informação e
la
zer, sua contribuição para o desenvolvimento do gosto
pela leitura e o seu valor para o aprimoramento
inte
lectual.
Pensando em trazer crianças e jovens até ã Biblioteca
no período de férias, surgiu a idéia de uma
programa
ção que motivasse a comunidade
commidade infanto-juvenil a
fre
quentá-la.
Foi, então, elaborado um programa com aprovação da Fun
dação Cultural e Coordenação de Bibliotecas que, além
do objetivo principal — frequência no período de eva
são — deveria atingir outros:
a) Mostrar às crianças e jovens o que ê uma Biblioteca
e os serviços que a mesma oferece aos seus frequen
tadores;
b) Desenvolver o hábito de leitura pela divulgação dos
autores infanto-juvenis,•
infanto-juvenis;
c) Promover atividades de lazer com vistas ao desenvo^
vimento de habilidades psico-motoras;
c) Estimular a criatividade artística-literâria;
artlstica-literãria;
e) Promover a socialização entre os participantes.
3.2 — Programa elaborado
Com a finalidade de disciplinar as atividades que
se
riam desenvolvidas foi elaborado o seguinte programa:
- As segundas-feiras: jogos recreativos - dominó,dama,
jogos de armar, xadrez e outros;
- As terças-feiras : hora do conto, com dramatização
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�e toatrinho
teatrinho de bonecos;
- As quartas-feiras : projeção de estórias infantis;
- As quintas-feiras : tarde de lazer - pintura, modela
gem,' desenho, confecção de bone
cas de pano, flores, colagem;
- As sextas-feiras : audição de discos
infanto-juve
nis e shows musicais.
3.3 - Dinâmica do trabalho
Com base no programa o trabalho foi assim desenvolvido:
3.3.1 - Jogos recreativos
Separados previamente, com o objetivo de btin
gir as faixas etárias (4 a 16 anos)
anos),, os jogos'
jogos’
eram expostos nas mesas e as crianças, conforme a idade, formavam pequenos grupos
assist^
dos por funcionárias escaladas para aquela ta
refa. Muitos participantes traziam seus
pró
prios jogos e trocavam entre si, aumentando as
a£
sim a variedade.
3.3.2 - Hora do conto
A responsável pelo Setor de Iniciaçãoe
Iniciação e Recrea
çâo Infantil selecionava 2 estórias que seriam
ção
contadas em cada tarde, tendo em vista atingir
2 faixas de idade: de 4 a 7 e 8 a 12 anos, em
bora o interesse demonstrado pelos assistentes
fosse muito grande, independente da idade. íUi
An
tes de iniciar a atividade era feita a apresen
tação do livro e rápida biografia do autor.;^«s
autor .í^ós
um ttabálho
trabalho
a estória contada, desenvolvia-se xim
de avaliação da mensagem contida e de enriquecimento. As crianças e jovens dramatizavcim, a
presentavam teatrinho de fantoches, armavam ma
quetes, desenhavam e escreviam sobre as
esto
estõ
rias, personagens e autores.
Para exemplificar transcrevemos, na integra
Integra ,
uma cartinha de Bete, 10 anos, para um dos per
sonagens de uma das estórias contadas — A ne
384

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�ta da neta da Galinha Ruiva, de Lucia Monteiro
Casasanta:
"Querida amiga Neta da Neta da Galinha Ruiva.
Achei boa a sua idéia.
Se eu fosse você eu faria a mesma coisa,porque
iria dar um lucro inorme.
Querida amiga gostei do
seu trabalho. Não vou me oferecer, mais gosta
ria de ser convidada para trabalhar com
cora você
pois eu estou precisando de dinheiro!
Beijos
de
Sua amiga
com o
Bete
trabalho
10 anos
tudo se
realisa.
A pá.
pâ. "
As crianças foram estimuladas a contar outras
estórias, o que faziam com muita graça. Crian
ças de atê
até 3 anos, si:ibiram
subiram em cadeiras e conta
ram estórias como Chapêuzinho Vermelho, Branca
de Neve e os Três Porquinhos. As vezes, nem en
tendíamos direito o que falavam, porém a mensa
gern era dada. No fim da atividade foi
gem
distr^
buída uma lista pela Coordenação do
Programa
oferecendo sugestões para possíveis
leituras
de livros existentes no Setor Circulante, est^
esti
mulando-os, assim, a se inscreverem
Inscreverem naquele Se
tor.
3.3.3 - Projeção de dlafllmes
diafilmes
A programação constou de 2 partes:
Primeira: foram projetados filmes de curta me
tragem, destinados a assistentes de 10 a
16
anos, cedidos pela Coordenação de Imagem e Som
da Fundação Cultural.
Segunda: projeção de diafilmes de estórias

in
385

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11

12

13

�fantis existentes no Setor de Iniciação e
Re
creação. 0O público infantil vibrava com as e£
tórias e sempre pedia que fosse apresentada ou
tõrlas
tra. Mesmo com o acervo reduzido, a repetição
assis
não prejudicou o interesse da numerosa
assi£
tência que, em meio ao entusiasmo, ia se
che
ehe
gando âã tela improvisada, talvez num desejo de
misturar-se aos personagens.
3.3.4 - Tarde de lazer
Esta atividade teve como objetivo principal,e£
timular a criatividade infanto-juvenil com de
senhos, trabalhos em guache, lápis cera, pintu
ra em telas, confecção de bonecos de pano, fan
toches, trabalhos em feltro, talagarça, couro,
modelagem, usando barro e massa. Contamos com
o auxílio de alguns funcionários da Casa
e
mães que, além de ajudar, nos davam apoio can
material e palavras de incentivo.
Para a confecção de bonecos,fazia-se previamen
te a seleção dos modelos e do material que se
ria utilizado naquela tarde, cabendo aos
fun
cionãrios atuantes a orientação dos trabalhos.
clonãrios
No entanto, ficava a critério do participante
a escolha do que gostaria de fazer.
3.3.5 - Shows musicais
Em atenção ã solicitação do "Grupo Mirim I'on
teiro Lobato", estas tardes foram comandadas
telro
pelo grupo, com a supervisão de uma
funciona
ria e da Chefe da Seção. 0 show
Show constou de au
dição de discos infanto-juvenis, números mus^
cais, ccan
com programa de calouros mirins, dança e
canto.
4.

AVALIAÇÃO

As atividades escolhidas■para a "Programação Especial
de Férias", aliadas âã ação operante, viva e cuidadosa dos fundo
funcio
386

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�nãrios,
nários, romperam a monotonia de um
ura período já reconhecido como de
ausência de público. A programação
progrcimação em si teve grande receptivida
de com participação total do público, porém, a "hora do conto" e
a "tarde de lazer" foram os pontos altos da programação, pois le
varcim
varam as crianças e jovens a exercitarem a imaginação literária
e artística, além de desinibí-las. Também tivercim
tiveram a oportunidade
de desenvolver e mostrar suas aptidões manuais,
mcuiuais, criando maquetes,
fazendo bonecos de pano, fantoches, pintando em papel e tela, mo
também
delando em barro, não sõ personagens das estórias, mas
objetos frutos de suas criatividades.
Foi realmente uma experiência gratificante e contamos
com a presença de crianças e jovens, não só
sõ do nosso bairro, mas
de outros mais distantes e até visitantes de outras Cidades e Es
tados que aqui se encontravam
encontravcim em férias. Pessoas envolvidas
na
área de educação — pedagogos, psicólogos, professores, além de
médicos, dentistas e artistas, em geral acompanhantes, muito nos
estimularam no decorrer das atividades, valorizando a iniciativa.
estimularcim
Como exemplo temos o depoimento da Sra. Terezinha de
Oliveira
Guimarães, orientadora educacional e mãe de uma das
participan
tes, o qual transcrevemos na íntegra:
Integra:
"Salvador, 29 de janeiro de 1981.
A Biblioteca Monteiro Lobato está desenvolvendo desde
o início de janeiro do corrente ano uma Programação Es^
E£
pecial para Férias, com diversas atividades educacionais recreativas através de suas abnegadas e competen
ccsnpeten
tes profissionais.
A progrcimação
programação tem como principal objetivo proporcionar
às crianças horas de lazer num convívio social salutar.
Sinceramente, iniciativa como essa merece todo
nosso
apoio, nossos aplauso?
aplausos e divulgação. Somos frequentado
res assíduos, nossa filha adora; a programaçãp
programação êé diver
sificada e muito bem orientada. Tenho testemunhado
o
carinho e a dedicação com que professoras e auxiliares
tratam as crianças no desempenho das atividades.
A Biblioteca todas as tardes está sempre cheia de crien
crian
ças felizes, ativas e participantes:
pcurticipantes: de jogos,
pintu
ras, histórias, danças, filmes, etc.
.387
387

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�Realmente está de parabéns toda a equipe
da Biblioteca Monteiro Lobato.

batalhadora

Faço votos que essa experiência repita-se nos próximos
anos para a felicidade de nossas crianças.
Terezinha de Oliveira Guimarães."
5.

CONCLUSÃO

A repercussão do trabalho extrapolou a expectativa, em
se tratando de uma experiência pioneira na BIML, haja vista que
os meses de
&lt;ie férias escolares são de pouquíssima frequência.
A programação desenvolvida teve também um saldo positi
posit^
vo no Setor Circulante onde o empréstimo domiciliar, atingiu um
total, até então, não alcançando naquele período. 0O que também
concorreu para a afluência de crianças e jovens foi a divulgação
feita pelo Serviço de Difusão Cultural da Fundação
Fundação-que
que se emp^
empe
nhou junto aos veículos de comunicação em divulgar, diariamente,
as atividades, dando cobertura no momento da atuação. Digna de
nota a gentileza de algumas casas comerciais que nos cederam re
talhos de couros, plásticos e tecidos, além da colaboração do Di^
D^
retor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia,
que nos doou barro especial para os trabalhos de modelagem.
A programação envolveu de tal modo os funcionários da
Casa que tivemos grandes revelações de aptidões. Funcionários ou
tros não ligados diretamente aos setores envolvidos na programa
ção, prestaram sua colaboração com destaque.
A presença de um palhaço, caracterizado por uma biblio
blbllo
tecária, e a distribuição de livros e lanches durante o encerra
mento muito alegraram a criançada.
Alcançado os objetivos visados, esperamos continuar ccm
oan
a Programação de Férias para janeiro e fevereiro dos
prõximos
anos uma vez que a Biblioteca tem também uma função social quan
do propicia aos jovens que a procuram um ambiente culturalmente
sadio e scbretudo acolhedor.
Este trabalho, sem grandes pretensões, nasceu de um de
sejo de dar conhecimento aos nossos colegas bibliotecários,
so
bretudo os que atuam em bibliotecas infanto-juvenis, o quanto se
388

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m..
♦

�pode fazer com um mínimo de recursos e o máximo de boa vontade.
0O incentivo de divulgar essa experiência da Biblioteca
Infantil Monteiro Lobato, deveu-se também a Esmeralda Maria Ara
gão, mestra e amiga, e testemunha do trabalho desenvolvido.
A idéia principal nasceu de Aldérica Sampaio Ferrari,
naquela época ã frente da Seção de Formação e Informação
Cultu
ral.

Abstract
The need for increasing the library attendance in the
lower seasons, caused by school vacation, has motivated the
organization of a "special vacation program" with the
purpose of attracting readers to the entertainment and
children's reading section.
children‘s
The present work tries to present a picture of the
daily routine, focusing the performance of the participants
and of the human resources and basic materiais
materials used by the
library in order to reach the proposed goals.

389

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�6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 - SHORES, Louis. Llbrary
Library educatlon.
education. Littleton, Libraries
Unlimited, 1972, l87p.
187p.
p.11-12.
2 - TAVARES, Denise Fernandes. As bibliotecas Infanto-juvenis
Infanto-juvenls de
hoje. Salvador, Biblioteca Infantil Monteiro Lobato,1970,
52p. il.

390

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Documentação&#13;
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              <text>Programação especial de férias: uma experiência na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Ferrari, Aldérica S. </text>
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              <text> Leal, Carmelinda C. </text>
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              <text> Brasileiro, Moema F.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>João Pessoa</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>1982</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Bibliotecas Públicas </text>
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              <text> Biblioteca Infanto-Juvenil</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>Da necessidade de dinamizar a Biblioteca nos meses de baixa frequência, causada pelas féri^ escolares, motivou a elaboração de um "Programa Especial de Férias" com o objetivo de atrair o público não pesquisador aos Setores de Recreação Infantil e de Leitura. O presente trabalho dá uma visão do desenvolvimento das tarefas diárias, focalizando a atuação dos participantes e dos recursos humanos e materiais que a Biblioteca utilizou para atingir os objetivos propostos.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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